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As Surpresas da Mente e Coração



Osvaldo da Anunciação Teles Kelly Teles

As Surpresas da Mente e Coração

São Paulo 2016


Copyright © 2016 by Editora Baraúna SE Ltda

Projeto Gráfico Editora Baraúna Revisão

Andrea Bassoto Gatto

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ ________________________________________________________________ T272s Teles, Osvaldo da anunciação As surpresas da mente e coração / Osvaldo da Anunciação Teles, Kelly Teles. 1. ed. - São Paulo : Baraúna, 2016. ISBN 978-85-437-0676-4 1. Humorismo brasileiro. I. Teles, Kelly. II. Título. 16-37733

CDD: 869.97 CDU: 821.134.3(81)-7

________________________________________________________________ 10/11/2016 14/11/2016 Impresso no Brasil Printed in Brazil

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As Surpresas da Mente e Coração Amado leitor, desejo que a paz e o amor estejam sempre entranhados no seu interior. Este é o terceiro livro da parceria Kelly - Dinho, sendo todo o conteúdo de inteira responsabilidade minha, tendo, a minha parceira, cuidado da parte técnica. O intuito deste livro é ajudar pessoas nas diversas situações em que as surpresas desagradáveis da mente e coração trazem problemas no decorrer da vida, deixando a pessoa mergulhada no meio deles, induzindo-a a sair da margem considerada normal, provocando irritação e descontrole emocional, abalando seu psicológico, influenciando negativamente em seus atos e ações, principalmente quando esses incômodos estão entranhados na memória do ser humano, que pode tomar decisões que podem desagradar ou até serem fatais, tanto para ele como para seu próximo. Às vezes, a mente e o coração nos surpreendem com coisas boas ou ruins, que podem nos deixar confortáveis... ou não. Quando a pessoa está com problemas, normalmente ela é influenciada em suas decisões pessoais ou, ainda, ao ver ou ouvir algo sem a devida análise, pode adquirir um 5


entendimento irreal, levando-a a tirar conclusões precipitadas e a cometer erros. Procurei colocar neste livro assuntos corriqueiros, que fazem parte da vida humana, a fim de alertar a todos que o lerem sobre os perigos que nos acompanham quando ficamos presos aos problemas que encontramos na nossa caminhada. Também fiz alguns comentários, dei conselhos relacionados a vícios e escrevi algumas dicas e palavras de consolo, que poderão ajudar a aliviar um pouco a tensão provocada pelos problemas. Minha intenção é amenizar esses desconfortos, levando-lhes um pouco de paz. O conteúdo desta obra, que espero ajudar de alguma maneira ao querido leitor, é: contos populares, poesia, poema, humor, conselhos, sugestões, palavras que levem coragem, apoio, conforto, segurança... Desejo que, ao ler este livro, a sua tristeza, o mau humor, a insegurança e a solidão sejam ao menos diminuídos, e a alegria e a paz apareçam, e o leitor possa perceber que há boas possibilidades de controlar as diversas situações desagradáveis do cotidiano, que às vezes atrapalham nosso comportamento. Os contos contidos neste livro são contos populares. Alguns são reais, outros não sei se realmente aconteceram e outros, ainda, foram criados por mim, mas que podem até terem acontecido na vida de alguém. Normalmente, os livros escritos por meus colegas escritores estão diretamente relacionados a um único assunto ‒ biografia, romance, esporte, política, poesia e outros ‒, mas eu achei por bem sair um pouco dessa rotina e escrever livros com um pouco de tudo, fazendo deles livros diferentes, que não deixam o leitor concentrado em 6


um só assunto, o que pode levar o leitor a não terminar o livro, principalmente se for um livro com muitas páginas. Nos meus livros eu faço um resumo de diversos assuntos, e pelo menos um destes interessará ao leitor. Em todos os meus livros procuro escrever assuntos de autoria própria ou contos populares, que não agridam a qualquer pessoa e que não gerem polêmica. Claro que nem sempre o que uma pessoa fala, escreve ou pratica agrada a todos, pois cada um tem características diferentes das dos outros, então, sempre vai ter alguém que, segundo seu ponto de vista, não concordará com as minhas opiniões ou com algum assunto contido nos meus livros. A minha principal intenção é fazer com que as pessoas que lerem os meus livros se sintam bem e mudem de atitude, indo para o lado bom da vida, que é estar de bem com todos. Mesmo que seja só no momento em que estiver lendo algum dos meus livros, desejo que o leitor tenha um pouco de paz. Todos os meus livros são compostos de assuntos variados, que estão diretamente ligados ao meio social, mas sem intenção de gerar algum tipo de insatisfação. São assuntos relacionados a humor, política, amor, ódio, religião, comportamento humano, trabalho, ecologia e outros, que fazem parte de uma sociedade. Creio que não agrido qualquer setor social e nem alguma pessoa diretamente, porém, se o querido leitor não concordar com alguma coisa que eu escrevi, é um direito seu. Respeito plenamente o seu ponto de vista e espero que você entenda o meu, mesmo que não concorde comigo. Eu não tenho como hábito pesquisar sobre qualquer assunto que eu pretendo abordar em meus livros. Tudo 7


que escrevo está gravado na minha memória ou foi criado no momento em que estou escrevendo. O bom humor normalmente é reconhecido pela presença de mudança nas feições faciais. Se for real, essas demonstrações são sinal de que naquele momento a pessoa diminuiu o ódio presente no seu interior, aliviando um pouco aquele momento de tristeza, provocado pelos problemas da vida, pela ansiedade, pelo ódio, pelo estresse e por muitas outras coisas que contribuem para a famosa e terrível depressão. Amado leitor, antes de irmos ao maior conteúdo deste livro, que é a parte do humor, estou fazendo um comentário dos desprazeres da vida humana, que às vezes nos deixam um pouco fora do normal, levando-nos a uma conduta indesejada, com possibilidades de cometermos ações incorretas por falta de um pensamento concreto. Eu não entendo nada de psicologia, psiquiatria e cientificamente não sei como funcionam a mente e o coração do ser humano. Os comentários que estou fazendo são baseados na minha observação do comportamento das pessoas através dos noticiários, de pessoas que conheço e às vezes acompanho suas atitudes, e inclusive as minhas. Há pessoas que eu conheço há algum tempo como sendo ótimas pessoas, com bom comportamento, calmas e pacíficas e que, de repente, têm atitudes que eu nunca esperaria delas, sendo que essa mudança de comportamento pode durar pouco tempo ou ter uma duração maior. Nos noticiários sempre vemos algumas atitudes desagradáveis praticadas por certas pessoas, cujos parentes ou vizinhos comentam que jamais esperavam que aquela pessoa fosse capaz de fazer aquilo. 8


Normalmente, quando acontece uma mudança ‒ simples ou radical ‒ no comportamento de uma pessoa, isto está sempre relacionado a problemas da vida, que lhe modificam a maneira de pensar e agir. Dependendo da gravidade, não dá para entender tal mudança e questionamos os seus motivos. Algo importante e que devemos levar em consideração é que nem sempre aquilo que vemos externamente em uma pessoa nos diz como ela é. Às vezes, externamente ela nos mostra uma coisa, mas, internamente, é outra. E, às vezes nem a própria pessoa consegue dizer o que se passa no seu interior. Nós, fortes, às vezes fraquejamos, pois somos seres humanos. E, por sermos falhos, em algumas ocasiões não somos capazes de entender a nossa própria pessoa. A maioria de nós, humanos, já tivemos, temos ou teremos pelo menos algum momento em que poderemos praticar coisas fora do nosso normal e depois nos perguntaremos: “Eu fiz isso? Não acredito que eu era capaz de fazer tal coisa”. No meu ponto de vista, desde que o ser humano se afastou do seu Criador, ele deixou de ser perfeito. Eu, particularmente, entendo que dentro dos padrões humanos, não existe ser humano que podemos considerar como perfeito, porém, existem humanos que se aproximam um pouco a mais do que os outros daquilo que humanamente consideramos como ideal. Por esse motivo, nós, falhos humanos, não somos capazes de realizar algo perfeito, mas somos capazes de realizar as coisas dentro do normal. Por isso digo que não existem seres humanos perfeitos, mas, sim, seres humanos normais. 9


Mas é nosso dever procurarmos nos aproximar do considerado “perfeito” no decorrer da nossa trajetória na Terra. Para entendermos melhor o porquê desse incomodo na vida do ser humano, eu voltarei lá no passado, no começo de tudo. Nosso Criador primeiro criou todo o resto e só depois criou o ser humano, sua principal criação, para que o homem pudesse usufruir de tudo, para o seu bem-estar, em todos os sentidos. Ele sabia do que o ser humano iria necessitar para viver bem e ser feliz. Provavelmente, o mundo teria uma população bem maior que a atual, a tecnologia seria bem mais eficaz, toda a criação iria viver em plena harmonia, todos teriam os mesmos direitos, um iria contribuir para que seu próximo fosse feliz, haveria conscientização por parte do humano de que seria de fundamental importância a conservação de todas as outras criações, porque tinha consciência de que dependeria de todas elas para seu bem-estar, e do seu próximo. Além disso, todas as suas ações e seus atos seriam diretamente conduzidos pelo Criador de todas as coisas e o ser humano iria viver em plena obediência a Ele. Se continuasse como deveria, o ser humano não teria com que se preocupar, e entenderia e aceitaria com amor tudo o que o Criador permitisse em sua vida, como o fato de ser mortal e de que um dia haveria o seu dia de partir, pois seria o ciclo natural da vida. As preocupações na vida do homem começaram depois da sua ruína, como, por exemplo: a possibilidade de faltar o pão de cada dia; a perda do emprego, da saúde e da segurança; 10


não se contentar com que tem; as famosas dívidas e outras coisas desagradáveis que fazem parte da vida humana. Só que para acontecer tudo que fosse favorável ao humano, ele teria que se manter puro de mente e coração, como havia sido criado, e manter a amizade com o seu Criador. Este era o principal propósito do Criador: que a sua principal criação tivesse uma boa comunicação diária com Ele, pois o ser humano foi criado para ser seu amigo e não inimigo. O ser humano foi criado com uma mente e um coração com forte ligação, plenamente saudável, apenas com a porção do amor, e se fazia necessário que continuasse assim, para conservar os benefícios no decorrer da sua vida. Porém, desde o começo já existia o bem e o mal, sendo o bem representado pelo amor e o mal, pelo ódio. Dentro do bloco amor havia ‒ e continua existindo ‒, unicamente as coisas agradáveis, como: perdão, confraternização, paz, compreensão, respeito aos seus limites e aos do seu próximo, solidariedade, o desejo da felicidade do outro, uma mente e coração saudáveis, e pura e plena obediência ao seu Criador, e outras coisas necessárias para estar dentro dos padrões do Criador. Já dentro do bloco ódio encontram-se a ganância, a malícia, a individualidade, a desobediência, a cobiça, a desonestidade, a imoralidade, a crueldade, e tudo aquilo que desagrada ao Criador de todas as coisas. O ser humano foi criado com amor, porém, o Criador, apesar de querer que o ser humano continuasse como Ele o havia criado, queria que o mesmo seguisse seus padrões de livre e espontânea vontade, com dedicação e por amor. Por este motivo, Ele achou por bem colocar na 11


frente do ser humano o bem, que representa o amor, e o mal, representado pelo ódio, e lhes fez saber dos efeitos que cada um provoca. Infelizmente, o homem se engraçou com o ódio, que externamente estava fantasiado e parecia ser algo maravilhoso, mas no seu interior estava ‒ e está ‒ repleto do mal. É como se fosse um bolo: ao vê-lo, a pessoa não resiste e quer experimentar. Ele vê que seu exterior parece estar doce como mel, mas só irá descobrir que seu interior está amargo como fel depois que dar uma enorme mordida. E então, ele percebe que, depois de mordê-lo, não há como voltar atrás e que fez uma grande besteira. Quando o ser humano aderiu ao ódio e se afastou do amor, tudo aquilo que seu Criador havia preparado para seu bem-estar se foi. Consequentemente, o ser humano também se afastou da presença do Criador, deixando de ser puro e perfeito como havia sido criado e, inevitavelmente, seu coração e sua mente foram invadidos por muitas coisas responsáveis por erros e falhas humanas, em que se conflitam o bem e o mal. A partir daí o ser humano deixou de ter mente e coração puros e constantes. Para a infelicidade do homem, este passou a ter mente e corações volúveis, as coisas desagradáveis passaram a invadir o seu interior, deixando-o, muitas vezes, fora do seu normal. Todas as nossas ações, atitudes, decisões e desejos, assim como o nosso comportamento está ligado diretamente ao coração e à mente. E em certas ocasiões, a mente interfere na vontade do coração e vice-versa, evitando ações e atos que podem trazer complicações para a pessoa ou para alguém. 12


Se a vontade do coração estiver alimentada por amor e a mente estiver na razão ideal, as ações são sempre para o bem. Porém, quando a mente e o coração encontram-se mergulhados em pensamentos e sentimentos negativos, repletos do ódio, as ações são destruidoras. Para realizar seus movimentos e atitudes normais, os seres humanos dependem de uma mente normal. Quando eu uso a palavra ‘normal’ estou me referindo a situações aceitáveis. Existem situações em que uma pessoa adquiriu, no decorrer da vida, ou já nasceu, com alguma deficiência psiquiatria ou outra qualquer, que afeta seu comportamento, e com esse desvio a pessoa sai da linha do raciocínio considerada normal. O corpo humano é comandado pela mente e para funcionar dentro do normal, a mente deve estar normal. Caso contrário, o corpo pode realizar atos indesejáveis, que variam desde pequenas proporções a atos de grandes proporções ou fatais para ele ou para outras pessoas. Muitas coisas podem interferir na mente, deixando-a com uma pequena falha ou até uma pane total: doenças, problemas familiares, o fim de um relacionamento amoroso, a perda de um parente querido, problemas financeiros, insônia, pressão no trabalho, perda do emprego, vícios, fadiga, orgulho, injustiça e muitas outras coisas que deixam a mente confusa e fora do normal, durante um curto período ou um período bem maior. A mente humana é fantástica e forte, entretanto, apesar da sua grandeza, ela pode tornar-se frágil. Ela tem um ponto de sensibilidade que controla o limite da normalidade. Perdendo-se esse ponto, perde-se a referência do ponto sensível e normal. 13


O coração também requer cuidados para o ódio não ocupar a sua maior parte. O ideal seria que ele permanecesse sempre repleto do amor. Às vezes é uma façanha difícil de ser realizada, mas é dever de todos se esforçar para manter mais amor que ódio em seu coração. Alguns dizem que quando a pessoa é ruim, ela será sempre ruim, e quando é boa, que ela não muda. Eu, particularmente, entendo que tanto as pessoas consideradas péssimas, como as consideradas boas, podem mudar, porque o ser humano é falho e fraco, sendo vulnerável aos ataques, principalmente do mal. Creio que qualquer um tem a capacidade da mudança, tanto para um lado quanto para o outro. Provavelmente, o meu amado leitor já teve algum exemplo de pessoas que mudaram para melhor ou para pior. Às vezes conhecemos uma pessoa considerada boa que, com o passar do tempo, pode mudar. Ficamos surpresos com tal mudança, mas eu acredito que isso é normal, assim como acredito que é dever de cada um vigiar-se e esforçar-se para manter a paz em seu interior, tanto na mente como no coração. Não é fácil, mas se a pessoa consegue manter esse privilégio, certamente será sempre uma pessoa boa. Tem muita gente que era considerada uma pessoa normal e que em algum momento de sua caminhada alimentou mais o ódio e pensamentos negativos e, consequentemente, perdeu a razão por não respeitar o seu limite mental e sentimental. Estes limites variam de um para o outro, pois todos nós temos características diferentes uns dos outros. Uns suportam muitas coisas sem grande abalo e encaram tudo como algo normal, modificando 14


seu comportamento se o ocorrido for algo muito grave. Outros já não são tão resistentes e qualquer problema, mesmo que não acarrete grandes consequências, já lhe desequilibra mentalmente. Algumas pessoas não procuram esfriar a mente e nem aliviar a pressão, ficando ligadas 24 horas àquilo que lhes está incomodando. Então, não conseguem realizar nada dentro do seu normal, perdendo seu autocontrole e, de repente, sua mente entra em pane, o que pode trazer consequências reparáveis ou não. Outras apresentam sintomas que no começo é algo simples, mas requer cuidado da própria pessoa. Por exemplo: algumas pessoas, quando estão mergulhadas nos problemas da vida, apresentam algumas modificações no seu comportamento. Mas não se pode considerá-la como uma pessoa doente, pois apenas se trata daquele momento, de uma leve perturbação que às vezes acontece com qualquer pessoa, de acordo com o volume de problemas que acompanha a pessoa. São sintomas simples, como: começar a falar sozinha, mas ainda está dentro da margem natural, tornar-se agressiva, perder a paciência, esquecer praticamente de tudo (inclusive com situações de branco total), ter dificuldade de reconhecer pessoas (mesmo as quais está sempre em contato), cometer erros simples ou fatais (que antes ela não cometeria), cumprimentar a mesma pessoa muitas vezes ao dia (pois para ela é a primeira vez que a está vendo), perder a concentração, sentir dificuldade de memorizar as coisas (pois está concentrada apenas em um determinado ponto), cometer um erro simples ou fatal (pois está fazendo uma coisa, concentrada em outra). 15


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