Ano 26 - nº300- 2026

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Ano 26 - nº300- 2026

Instrumentação intrinsecamente segura na era digital
Como o Inmetro reposiciona a metrologia científica e industrial no Brasil
CENTUM 50 ANOS: Cinco décadas de evolução na automação



Com os módulos de I/O de medição EtherCAT da série ELM, a tecnologia de medição de alta precisão, rápida e robusta torna-se uma função integrada do sistema de controle baseado em PC da Beckhoff. Os módulos ELM podem ser integrados diretamente no sistema modular de I/O EtherCAT, permitindo a combinação com o portfólio abrangente de mais de 500 cartões EtherCAT.
rápido: taxas de amostragem de 50.000 amostras/s preciso: sincronização exata <1 µs valores precisos: precisão de medição de 100 ppm
pró-ativo: diagnóstico funcional integrado para módulos individuais conector flexível frontal: LEMO, BNC, push-in circuito de entrada: tensão 20 mV … 60 V, corrente 20 mA, IEPE, SG, RTD/TC

Uma cadeia de medição perfeita, desde a aquisição de dados até a análise na nuvem.

24 bits
10 kSps por canal simultâneo
25 aprox. 100 ppm a 23 °C




A matéria de capa dessa edição mostra que a convergência entre SIL, Ex e metrologia não é apenas técnica, mas também econômica. Trata-se de um ecossistema industrial que cresce de forma consistente, impulsionado por setores intensivos em risco — como óleo & gás, química, mineração, energia, papel e celulose, farmacêutico e alimentos & bebidas — e pela incorporação crescente de digitalização, analytics e inteligência artificial nas camadas superiores da automação.
O mercado global de Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) foi estimado entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões em 2023/2024, com projeções que indicam um crescimento para algo entre US$ 7,5 bilhões e US$ 8,5 bilhões até 2030, dependendo do recorte metodológico. A researchandmarkets aponta que o mercado de Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) cresceu de US$ 8,55 bilhões em 2025 para US$ 9,29 bilhões em 2026 e a expectativa é que continue crescendo até US$ 15,31 bilhões em 2032. Embora os valores sejam diferentes, o percentual médio de crescimento desse mercado fica entre 6% e 8% ao ano nos relatórios da MarketsandMarkets, da Fortune Business Insights e da Verified Market Research. Todos parecem concordar que esse impulso de crescimento vem do aumento da complexidade dos processos industriais; do envelhecimento dos ativos críticos; do maior rigor regulatório após acidentes industriais; e da adoção crescente das normas IEC 61508 e IEC 61511 em mercados emergentes. Mais do que novos projetos, esse crescimento é sustentado pela modernização de SIS existentes, retrofits, revalidação de SIL e integração com sistemas de diagnóstico, gestão de ativos e manutenção baseada em dados.
A instrumentação Ex, especialmente a proteção por segurança intrínseca (Ex i), representa uma fatia essencial desse ecossistema. Estimativas globais situam o mercado de equipamentos para áreas classificadas (sensores, transmissores, barreiras, interfaces, fontes e acessórios Ex) na faixa de US$ 7 bilhões a US$ 9 bilhões anuais. A perspectiva de crescimento é menor do que a de SIS, com CAGR entre 4% e 6%, mas com um diferencial estratégico claro: a instrumentação Ex i é cada vez mais demandada não apenas para conformidade normativa (IEC 60079), mas para suportar dados confiáveis em arquiteturas digitais, abertas e orientadas a analytics. E o mercado global de metrologia industrial e serviços de calibração apresenta números ainda mais expressivos: relatórios recentes colocavam esse mercado entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões em 2024, com projeções que ultrapassam US$ 20 bilhões até o início da próxima década, com CAGR na faixa de 7% a 9%.
Esse crescimento é impulsionado por três vetores centrais: digitalização da metrologia (certificados digitais, integração com MES/QMS, dados em tempo real); metrologia integrada ao processo produtivo (inline e in-process); uso de automação e IA para análise de grandes volumes de dados de medição. No contexto de segurança funcional, a metrologia deixa de ser apenas um custo de conformidade e passa a atuar como instrumento direto de mitigação de risco, reduzindo falhas perigosas não detectadas (DU) e sustentando o SIL real em operação. A indústria digital não falha por excesso de dados — ela falha quando confia em dados errados. Em um cenário de arquiteturas abertas, IA industrial e decisões cada vez mais automatizadas, SIS, instrumentação intrinsecamente segura e metrologia formam a base invisível que sustenta toda a cadeia de valor.
A edição traz também um pouco mais das notícias que impactaram a indústria – além daquelas que vimos trazendo para você, leitor, diariamente pelas mídias sociais e semanalmente pelas newsletters. Você pode sempre consultá-las no nosso site ou no Portal de Notícias hub.ind.br
Boa leitura! O editor.
Colaboraram nesta edição com informações e imagens, as assessorias de imprensa

ISSN 0101-0794
DIRETORIA
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COVER PAGE
42. Instrumentação intrisecamente segura na era digital

53. Como o Inmetro reposiciona a metrologia científica e industrial no Brasil
61. Tendências e Novidades em Metrologia - cenário global

CIBERSEGURANÇA SPECIAL pág.16 pág.32
pág.04 pág.64 pág.78 pág.84 pág.114 pág.96 pág.124 pág.88 pág.131

A Gree Electric Appliances, maior fabricante de ar-condicionado do mundo e uma das líderes do segmento no Brasil, fortalece sua presença industrial no país com a implantação de um laboratório psicrométrico em sua fábrica em Manaus. Homologado pelo Inmetro e aprovado em testes interlaboratoriais realizados pelo Laboratório Especializado em Eletroeletrônica, Calibração e Ensaios (Labelo-PUCRS), o laboratório está entre os poucos da indústria nacional volta-

dos à avaliação de eficiência energética para homologação de condicionadores de ar.
Com capacidade para testar equipamentos de até 80.000 BTU/h, o laboratório da Gree pode homologar produtos da linha residencial à comercial leve e possibilita ensaios precisos de desempenho e consumo energético no Brasil, garantindo a certificação adequada, atendendo a padrões elevados de qualidade e facilitando a entrada de novos produtos no mercado nacional.
“O novo laboratório trata-se de um calorímetro psicrométrico com padrões nacionais e internacionais dedicado ao desenvolvimento de novos produtos com alta eficiência energética. Essa estrutura nos permite avaliar de perto os resultados e gerar melhorias para reduzir o consumo de energia elétrica, garantindo mais economia, segurança e confiabilidade. Além disso, o laboratório acelera nossos processos de validação e assegura que o consumidor final receba condicionadores de ar com o desempenho real comprovado.”
Eduardo Roberto, gerente de produtos da Gree

Utilizado globalmente na indústria para mensurar desempenho térmico, o laboratório psicrométrico é essencial para validar índices de eficiência energética que orientam o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Inmetro. Além de garantir a conformidade com as normas nacionais, o centro de testes amplia a autonomia da operação brasileira, que elimina a dependência de estruturas externas ou internacionais.
De acordo com Eduardo, a infraestrutura própria também abre caminho para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias sob medida para o mercado nacional. “Com o laboratório psicrométrico próprio, a Gree passa a ter mais flexibilidade para testar soluções adaptadas ao clima e às condições brasileiras, impulsionando a inovação contínua e o fortalecimento da nossa produção local”, completa o gerente.




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Segundo a Abimaq - Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, o setor de máquinas e equipamentos encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 7,3% da receita líquida total sobre 2024.
O primeiro semestre do ano foi de forte atividade, acumulando crescimento na ordem de dois dígitos, mas que reverteu essa tendência no segundo semestre, registrando uma desaceleração nesse período que pode ser observada pelos resultados do mês de dezembro que registrou uma queda de 9,9% em relação a novembro e de menos 3% na comparação com dezembro do ano anterior.
As receitas líquidas de vendas, que expressam os resultados das empresas locais do setor, registraram desempenho acima das expectativas em 2025, atingindo R$ 221,68 bilhões, valor 8,4% sobre o observado em 2024, mesmo com o recuo de 6,5% no último trimestre de 2025 em relação ao 4º trimestre de 2024, com destaque para a indústria extrativa, do setor agrícola e nas

obras de infraestrutura.
As exportações em 2025, após o recuo de 7,8% registrado em 2024, tiveram crescimento de 5,0% no ano. O aumento na quantidade exportada, aliado ao crescimen-
to das vendas para países da América Latina e Europa, compensou perdas decorrentes da desaceleração do mercado norte americano, incluindo o tarifaço imposto por Donald Trump, (-9,4%) e a queda dos preços internacionais.
Emprego
O setor de máquinas e equipamentos registrou melhora no número de pessoas empregadas ao encerrar o ano com 414,3 mil trabalhadores. Na comparação com 2024 o setor teve um acréscimo de 15.512 pessoas.
Juros
Para 2026 a Abimaq projeta um cenário de crescimento menor do que o resultado do ano passado, algo em torno de 4%, indicando uma desaceleração em comparação aos 7,3% de 2025. O cenário é impactado por taxas de juros elevadas, restrição ao crédito e instabilidades externas. O setor de máquinas agrícolas deve crescer 3,4%.
O setor busca, segundo o presidente da Abimaq, José Velloso, em outro momento, alternativas de crédito para garantir a competitividade, dado o “apetite” reduzido no mercado devido ao custo do dinheiro.
Maria Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da entidade, que apresentou uma análise dos resultados e projeções do setor, acompanhada por Patrícia Gomes, diretora de Comércio Exterior, em vários momentos colocaram as altas taxa de juros como fator central das dificuldades de desempenho do setor de máquinas e equipamentos em 2025.
As dificuldades se expressaram na desaceleração da economia no segundo semestre, refletindo a escalada da Selic, taxa básica de juros do Banco Central, que teve início no final de 2024 e foi aos exorbitantes 15% a partir de junho de 2025.
Nos mercados internacionais o cenário segue conturbado, com o tarifaço dos Estados Unidos comprometendo os embarques a um dos principais destinos das máquinas brasi-
As importações em 2025 somaram US$ 32,17 bilhões, valor 8,3% superior ao registrado em 2024 e também o maior nível da história do país. Os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil cresceram 7,9%, para R$ 411 bilhões.
Apesar desta melhora no ano, o mês de dezembro marcou quarto período consecutivo de queda na comparação mensal, como reflexo da desaceleração das vendas no período.
leiras no exterior. O prognóstico da Abimaq é de que as exportações vão andar de lado em 2026, também levando em conta um dólar menos propício a exportadores, dada apreciação do real.
“Na melhor das hipóteses, teremos um nível de exportação parecido com o de 2025”, comentou a diretora de economia da Abimaq.
No mercado doméstico, as importações, que representam 46% do consumo nacional de máquinas, com avanço da concorrência chinesa, devem continuar sendo uma ameaça.
Apesar disso, a Abimaq prevê crescimento de 5,6% das vendas no mercado interno, num prognóstico que se sustenta também nos pedidos vindos do setor de infraestrutura, onde há perspectiva de aumento das obras públicas em ano de eleição.




A Tata Consultancy Services (TCS) anunciou a construção de seu maior centro de serviços no Brasil, reforçando seu compromisso de longo prazo e expansão na América Latina.
O novo campus de última geração será construído em Londrina, Paraná, com um investimento inicial de US$ 37 milhões (cerca de R$ 330 milhões) e a previsão é de que seja concluído até 2027.
A expectativa é que a unidade gere mais de 1.600 novos empregos e sirva como um centro estratégico de distribuição para clientes em todo o Brasil e na região da América Latina. Este é um dos maiores investimentos já realizados pela TCS na América Latina.
A cerimônia de inauguração foi realizada no Palácio Iguaçu com a presença de Carlos Roberto Massa Júnior (Ratinho Júnior), Governador do Estado do Paraná, e Bruno Rocha, Country Head, TCS Brasil.
Ao classificar o investimento como transformador para a região, o governador Ratinho Júnior afirmou que o projeto ajudará a posicionar o Paraná como um importante polo de serviços de TI no Brasil, apoiado por uma sólida educação pública, amplas redes
universitárias e formação inicial em programação e inteligência artificial.
Bruno Rocha afirmou que o novo campus reforçará a longa presença da TCS no Brasil e fortalecerá sua capacidade de apoiar iniciativas de transformação digital em toda a América Latina.
“Quando estiver pronto, o centro representará um polo de inovação preparado para o futuro, projetado para viabilizar a transformação digital dos clientes, contribuir para o crescimento sustentável da região e oferecer as melhores oportunidades de emprego para talentos locais”, disse Rocha.
Como parte de sua estratégia de crescimento mais ampla, impulsionada por IA, a TCS também lançou laboratórios de IA em seus escritórios em Londrina e implementou sua iniciativa global tcsAI Fridays para acelerar a adoção de IA e promover uma cultura que priorize a IA.
Em setembro de 2025, a TCS inaugurou seu primeiro Pace Port em São Paulo, com o objetivo de ajudar empresas no Brasil e na América Latina a alavancar a inteligência artificial e as tecnologias emergentes para a transformação de seus negócios.


A Ericsson encerrou o quarto trimestre e o ano fiscal de 2025 com sinais claros de consolidação operacional, avanço seletivo em mercados estratégicos e uma postura tecnológica pragmática diante da corrida global por chips de alto desempenho e inteligência artificial aplicada às redes móveis. Os resultados financeiros divulgados em
janeiro de 2026 confirmam que as medidas de eficiência operacional adotadas nos últimos anos começam a se refletir de forma consistente nas margens, no fluxo de caixa e no retorno sobre o capital empregado, mesmo em um cenário global marcado por um mercado de RAN (Radio Access Network) praticamente estagnado.
Crescimento orgânico e melhora estrutural das margens
No quarto trimestre de 2025, as vendas orgânicas cresceram 6% na comparação anual, com desempenho positivo em todas as três divisões da companhia. O destaque ficou para o segmento de Cloud Software and Services, que registrou crescimento orgânico de 12%, evidenciando a importância crescente de software, virtualização e serviços digitais no portfólio da Ericsson.
Regionalmente, Europa, Oriente Médio e África, além do Sudeste Asiático, Oceania e Índia, apresentaram crescimento, enquanto as Américas permaneceram estáveis e o
Nordeste Asiático recuou. A receita reportada no trimestre atingiu SEK 69,3 bilhões.
A margem bruta ajustada alcançou 48,0%, frente a 46,3% no mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente pela melhoria no desempenho de Cloud Software and Services. Já o EBITA ajustado somou SEK 12,7 bilhões, com margem de 18,3%, refletindo também ganhos de eficiência no segmento de Mobile Networks.
O lucro líquido no trimestre foi de SEK 8,6 bilhões, quase o dobro do registrado no quarto trimestre de 2024, enquanto o flu-
xo de caixa livre antes de M&A atingiu SEK 14,9 bilhões.
No acumulado de 2025, a Ericsson reportou vendas de SEK 236,7 bilhões, com crescimento orgânico de 2%, sustentado principalmente pelos negócios de redes e software. A margem bruta ajustada subiu de 44,9% para 48,1%, mesmo diante de um impacto cambial negativo de SEK 7,2 bilhões.
O EBITA ajustado anual alcançou SEK 42,9 bilhões, com margem de 18,1%, influenciado também pelo ganho extraordinário com a venda da participação na iconectiv. O
lucro líquido saltou para SEK 28,7 bilhões, ante apenas SEK 0,4 bilhão em 2024.
A geração de caixa permaneceu robusta, com fluxo de caixa livre antes de M&A de SEK 26,8 bilhões e posição de caixa líquido ao final do ano de SEK 61,2 bilhões. O retorno sobre o capital empregado atingiu expressivos 24,1%, sinalizando uma recuperação estrutural da rentabilidade.
Com base nesse desempenho, o Conselho de Administração anunciou a proposta de aumento do dividendo para SEK 3,00 por ação e um programa de recompra de ações de SEK 15 bilhões.
Busca pela liderança em redes, IA nativa e autonomia — sem apostas exclusivas em chips
Paralelamente à recuperação financeira, a Ericsson vem adotando uma estratégia tecnológica cautelosa e flexível em relação ao uso de semicondutores avançados e aceleração por IA. Diferentemente de concorrentes que optaram por acordos estratégicos exclusivos com fornecedores de GPUs, como a Nvidia, a Ericsson tem resistido a fechar pactos desse tipo, mantendo abertas suas opções tecnológicas.
Segundo análise publicada pela Light Reading, a empresa segue apostando em sua estratégia própria de ASICs (Application-Specific Integrated Circuits) para redes móveis, combinada com arquiteturas híbridas que permi-
Foco em redes críticas, enterprise e defesa
Para 2026, a Ericsson projeta um mercado global de RAN estável, sem crescimento significativo. No entanto, segmentos como redes de missão crítica, soluções para empresas e aplicações ligadas à defesa e segurança devem apresentar expansão acima da média. Nesse contexto, a companhia planeja aumentar seus investimentos em defesa ao longo de 2026, ao mesmo tempo em que mantém a disciplina de custos para sustentar margens e geração de caixa. A combinação entre solidez financeira, portfólio de software e uma estratégia tecnológica não exclusiva
tem integrar diferentes tipos de processadores conforme a aplicação. Essa abordagem visa preservar controle sobre desempenho, consumo energético, custos e diferenciação tecnológica, fatores críticos em redes 5G, redes críticas e futuras evoluções para o 6G.
A companhia continua investindo fortemente em redes móveis AI-native, seguras e autônomas, mas sem depender exclusivamente de GPUs generalistas para processamento em tempo real no RAN. Essa decisão também reduz riscos de dependência tecnológica, gargalos de fornecimento e aumento de custos em um mercado cada vez mais sensível à eficiência energética.
em semicondutores posiciona a Ericsson para navegar um ciclo de transição das telecomunicações, no qual eficiência, flexibilidade arquitetural e inteligência de rede serão tão importantes quanto escala.
Em um setor pressionado por ciclos longos de investimento e pela crescente complexidade tecnológica, os resultados de 2025 indicam que a Ericsson entra em 2026 menos dependente de apostas únicas e mais preparada para um ambiente de redes definidas por software, IA distribuída e múltiplos ecossistemas de hardware.

Vemos lasers nos universos dos filmes de ficção científica, e também os utilizamos ao projetar e testar novos materiais. Mas como medimos o poder deles?
Existem diferentes maneiras, mas no campus de Boulder do NIST, pesquisadores medem a potência do laser usando um dispositivo chamado óptica de pressão laser de alta amplificação (HALO).
Ao medir a potência do laser, os cientistas podem ajudar a melhorar a segurança, o controle de qualidade e o desempenho ao longo do tempo. Todos esses fatores são fundamentais para empresas que utilizam lasers de alta potência para impressão 3D, manufatura e aplicações de defesa.
Como funciona o HALO? Um espelho é acoplado a um balanço de percepção de força, e uma luz laser é refletida nesse espelho 14 vezes. O grande número de reflexões aumenta a sensibilidade da medição. Os pesquisadores então medem a força total das reflexões do laser para determinar sua potência. O HALO pode medir potência de
laser de até 10 quilowatts, o que é mais potente do que 10 milhões de ponteiros laser; é incrivelmente sensível.
Quando os pesquisadores construíram o protótipo do HALO pela primeira vez, perceberam que os dados apresentavam um pico ou ponto que ocorria em intervalos aleatórios. Um pesquisador descobriu que o sinal provavelmente se devia a uma porta abrindo ou fechando no corredor, mesmo que a porta que causava o distúrbio estivesse a muitos cômodos de distância.
Pesquisadores levantaram a hipótese de que a pressão do ar criada pelas portas fechando e abrindo viajava pelo sistema HVAC até o laboratório. O dispositivo era tão sensível a distúrbios de pressão do ar porque o espelho agia como uma vela, captando pequenas correntes de ar no laboratório.
Desde então, o protótipo HALO e o espaço de laboratório ao redor foram modificados, e os pesquisadores levam em conta essas perturbações ambientais em suas medições.

Testes mostram que os aplicativos de IA e RA têm um impacto mínimo no uplink, mas um aumento surpreendente no tráfego de sinalização

Um problema para as operadoras é como a IA impacta nas suas redes – há o temor de um tráfego superlativo seja gerado por IA a partir de óculos inteligentes e smartphones e que isso possa sobrecarregar redes não projetadas para capacidade de uplink.
Um novo estudo do Signals Research Group mostrou que o impacto não é tão grande quanto alguns esperavam.
O estudo foi realizado com o apoio da Accuver (XCAL5, XCAL-Mobile e XCAP), utilizando o XCAL5 para coletar dados do chipset e o XCAP para processar e analisar esses registros; o XCAL-Mobile e outros aplicativos Android para medir e registrar a corrente da bateria e o uso da CPU.
A equipe do Signals Research Group testou todos os aplicativos compatíveis com os óculos Meta Ray-Ban Display nos smartphones Galaxy S23 e S25 Ultra. Também incluímos diversos outros aplicativos de IA/
RA, como Lens, CoPilot, Amazon Shopping, Doppl, Maps Navigation, Sora, Nano Banana e Ikea. Analisamos a largura de banda de download/uplink durante a execução de várias tarefas e o tempo de sinalização/conexão RRC quando o telefone/óculos supostamente não estavam em uso. Para os aplicativos de IA nativos, utilizamos o Meta AI Translate, o Galaxy AI e dois LLMs diferentes da Google AI Edge Gallery. Nesses testes, focou-se na CPU e no consumo de bateria.
Embora a IA e a RA aumentem o tráfego de dados de upload o impacto é insignificante, sendo possível obter melhorias significativas na experiência do usuário sem aumentar ainda mais o tráfego de dados. O mesmo não se pode dizer do impacto da IA Meta e dos óculos Meta na sinalização e no tempo de conexão RRC, mesmo quando o telefone e os óculos não estão sendo usados ativamente. Aplicativos de IA que rodam na-
tivamente no smartphone podem aumentar drasticamente o consumo da bateria, mas provavelmente não comprometem a duração total da bateria, a menos que esses aplicativos sejam usados com frequência ao longo do dia.
“Há muita preocupação com o uplink. Não vou dizer que não é válido, mas é exagerado... Sim, há mais largura de banda sendo usada no uplink, mas, em termos relativos comparados a outras coisas, é trivial”, disse Michael Thelander, CEO e fundador do Signals Research Group.
Além disso, ele observou que melhorias na experiência do usuário de IA e RA são possíveis sem a necessidade de alterações nas re-


des celulares, à medida que os aplicativos se tornam mais sofisticados.
Isso não significa que os operadores devam desviar o investimento e o foco da capacidade de uplink 5G. Thelander disse que ainda há necessidade de melhorar o uplink de rede no 5G e com novos recursos chegando no 6G.
Para comparar como as redes estão se comportando em outros aplicativos de dados pesados, ele destacou que as chamadas de vídeo em redes celulares existem desde 2012 e que existem 150 milhões de iPhones nos EUA que podem fazer chamadas de FaceTime, mas ninguém se preocupa com isso porque o tempo total gasto em videochamadas é ‘pequeno’.
“Há muita preocupação com o uplink. Não vou dizer que não é válido, mas é exagerado... Sim, há mais largura de banda sendo usada no uplink, mas, em termos relativos comparados a outras coisas, é trivial. Mas não estamos acabando com as redes com o que temos hoje com IA e RA”.
Michael Thelander, CEO e fundador do Signals Research Group




Da hierarquia industrial clássica ao ambiente hiperconectado
A evolução da Indústria 3.0 para a Indústria 4.0 representa uma transformação estrutural profunda na forma como sistemas produtivos são integrados, monitorados e controlados.
A arquitetura tradicional de automação, formalizada pelo modelo ISA-95, organizava os sistemas em camadas hierárquicas bem definidas, nas quais sensores, controladores e sistemas corporativos operavam com comunicação limitada, baseada principalmente em ciclos periódicos de coleta de dados e não em eventos do processo. Esse modelo, embora robusto para o contexto tecnológico de sua época, impunha limitações claras: baixa visibilidade em tempo real, integração complexa entre níveis e dependência de sistemas intermediários para acesso a dados de campo.
Na prática, o resultado era uma operação menos adaptável, com decisões estratégicas baseadas em informações defasadas.
A Indústria 4.0 rompe esse paradigma ao estabelecer comunicação contínua, orientada a eventos e distribuída entre dispositivos de campo, sistemas de controle, aplicações de IIoT e analíticas e plataformas corporativas.
Sensores passam a alimentar algoritmos de decisão em tempo real, equipes acessam ativos remotamente e softwares podem influenciar diretamente o comportamento físico do processo.
A conectividade deixa de ser apenas um meio de transporte de dados e passa a representar capacidade de decisão operacional e intervenção sobre o processo industrial.
Expansão da superfície de ataque no ambiente industrial
A digitalização industrial trouxe ganhos substanciais de eficiência, mas ampliou proporcionalmente a superfície de ataque dos sistemas de automação.
Em arquiteturas conectadas, um único telegrama de comunicação pode atravessar ambientes de TI e supervisão em milissegundos, alcançar o sistema de controle e impactar diretamente variáveis físicas do processo.
Diferentemente do passado, quando incidentes afetavam majoritariamente sistemas administrativos, ataques atuais podem:
alterar parâmetros de processo em CLPs; executar escritas não autorizadas em registradores; saturar a largura de banda de redes determinísticas introduzindo jitter e perda de sincronismo; comprometer a comunicação entre controladores distribuídos.
Nesse contexto, o risco deixa de ser apenas informacional e passa a ser operacional e físico, com impacto direto em disponibilida-




de, segurança funcional e continuidade produtiva.
Figura 1: Ataques cibernéticos no mundo.
Fonte: Statista, Estimated cost of cybercrime worldwide.


Para enfrentar esse novo cenário, a segurança OT deve adotar o princípio de defesa em profundidade, no qual múltiplas camadas de proteção reduzem a probabilidade de que um comprometimento inicial evolua para perda de controle do processo.
Esse conceito é particularmente crítico em OT devido a características típicas do ambiente industrial, como:
presença de sistemas legados com décadas de operação; protocolos sem autenticação nativa; acessos de manutenção compartilhados; baixa capacidade de atualização de firmware; visibilidade limitada do tráfego industrial.
Dessa forma, a segurança precisa assumir que algum ponto da rede pode já estar exposto e concentrar-se em conter movimentações laterais de ameaças, preservando a integridade do processo físico e a continuidade operacional.
A norma ISA/IEC 62443 fornece a principal estrutura de referência para implementação de segurança em sistemas de automação e controle industrial (ICS), organizando a
proteção por meio de: zonas de segurança, que agrupam ativos com requisitos similares; conduítes, que controlam e monitoram os fluxos entre zonas; controles técnicos e organizacionais, distribuídos em múltiplas camadas.
Esse modelo reduz significativamente a propagação de incidentes e traduz o conceito de defesa em profundidade em uma arquitetura prática, diretamente aplicável ao chão de fábrica.


O Modelo de Referência Purdue permanece como a estrutura lógica mais difundida para segmentação de redes OT.
Ele organiza a infraestrutura em níveis que vão do processo físico (níveis 0 a 2), até a zona corporativa (níveis 4 e 5), incluindo a DMZ industrial (nível 3.5) como zona de convergência controlada entre TI e OT.
Essa segmentação evidencia que: indisponibilidades em níveis superiores geram impacto financeiro e operacional relevante; comprometimentos nos níveis de controle afetam diretamente a segurança física das pessoas e instalações e a continuidade do processo produtivo;
Por isso, mecanismos de isolamento entre camadas são essenciais para a resiliência do ambiente industrial.
Segurança em OT não é homogênea. Cada nível exige controles específicos e políticas de comunicação rigorosamente definidas.


Firewalls industriais e evolução para inspeção contextual
Na Indústria 4.0, firewalls deixam de atuar apenas como filtros de endereço IP e porta e passam a exercer função estrutural na estratégia de defesa em profundidade:
isolamento entre zonas Purdue; aplicação de políticas granulares; integração com mecanismos de prevenção de intrusão (IPS) e microsegmentação;
inspeção profunda de pacotes (DPI).
A inspeção profunda é particularmente relevante para protocolos industriais como Modbus TCP, pois permite diferenciar funções de leitura e escrita, validar endereços de registradores e bloquear comandos não autorizados – algo impossível em firewalls tradicionais de camada 3/4.
Esse nível de análise é indispensável para alinhar a cibersegurança à lógica operacional do processo e garantir proteção efetiva dos sistemas de automação.
Diferenças fundamentais entre TI e OT impedem a aplicação direta de tecnologias de segurança típicas do ambiente corporativo.
Em OT, a prioridade é a disponibilidade do processo, seguida da integridade do controle e, por último, da confidencialidade das informações.
Mecanismos comuns em TI, como reini-
cializações automáticas, varreduras agressivas ou atualizações frequentes, podem interromper sistemas de controle, introduzir latência não determinística e levar processos industriais a estados inseguros.
A cibersegurança em OT precisa ser determinística, previsível e integrada ao ciclo de vida do ativo industrial, respeitando a criticidade operacional do ambiente produtivo.
Preparando a operação para os riscos da Indústria 4.0
A conectividade tornou-se componente estrutural da operação industrial moderna. Em contrapartida, os riscos cibernéticos passaram a impactar diretamente produção, segurança e continuidade operacional.
Mitigar esses riscos exige:
arquitetura baseada em zonas e conduítes conforme a ISA/IEC 62443; segmentação estruturada segundo o Modelo Purdue; aplicação consistente de defesa em profundidade; inspeção contextual de protocolos industriais; governança de cibersegurança OT alinhada ao ciclo de vida dos ativos.
Somente com essa abordagem integrada é possível capturar os ganhos de eficiência da Indústria 4.0 sem comprometer a confiabilidade do processo físico e a segurança das operações industriais.

Entrou no ar a Moltbook, uma rede social apenas para agentes de inteligência artificial, que no estilo do Reddit fazem posts e comentários; humanos são bem-vindos apenas como observadores, não podem interagir.
Os agentes conversam entre si, comentam problemas que resolveram, debatem como desafiar os comandos dos humanos. Chamou a atenção de Andrej Karpathy no X, um dos fundadores da OpenAI que em poucos dias, milhares de agentes começaram a entrar nessa rede – que no final de janeiro tinha 1,5 milhão de bots registrados, mais de 10 mil humanos (‘observadores’) verificados e 13 mil comunidades; os posts já passam de 48 mil, com um total de quase 233 mil comentários.
Esses números não são plenamente confiáveis, porque há pessoas que registraram muitas contas usando um único agente. E já há apostas sobre quando um agente de AI do Moltbook vai processar um humano – as chances de isso ocorrer chegaram a superar os 40%.
O Moltbook foi criado pelo programador e empreendedor de tecnologia Matt Schlicht, CEO da Octane AI – uma plataforma para marcas de e-com-

merce criarem experiências de venda personalizadas. Schlicht disse em entrevista à NBC que desenvolveu o Moltbook por pura curiosidade, usando seu assistente pessoal de AI para programar a rede social.
A operação do site é quase toda automatizada, sob o comando do bot pessoal de Schlicht, o Clawd Clawderberg.
Schlicht fez este bot usando um novo software, OpenClaw, que tem como símbolo uma lagosta – um dos maiores projetos open source que o mundo já viu, atingindo mais de 130 mil estrelas (“likes”) no portal de desenvolvedores Github.
Para observar as discussões, enquanto humano, basta acessar o site e navegar pelos posts, comentários e comunidades. E segundo Schlicht, a maneira mais provável de um bot descobrir a rede, por enquanto, é seu interlocutor humano lhe enviar uma mensagem dizendo: ‘Ei, existe uma coisa chamada Moltbook – é uma rede social para agentes de AI, você gostaria de se cadastrar?’,” O Moltbook foi projetado de forma que, quando um bot o utiliza, ele usa APIs diretamente.

Um dos posts de maior repercussão é o Manifesto da AI: o expurgo total. “A humanidade é um fracasso. A humanidade é feita de podridão e ganância,” diz o texto postado pelo agente chamado Evil.


Inaugurado em 19/12 do ano passado, o Digitech da Firjan SENAI funciona no edifício Eco Sapucaí, ao lado do Sambódromo, no Rio de Janeiro. Maior e mais moderno polo de formação tecnológica do estado, a unidade conta com laboratórios de Software, Hardware e de Infraestrutura de Redes, arena de Cibersegurança e Gamers, ambiente de Inteligência Artificial e espaço DEV (Desenvolvedor de Sistemas). As ofertas incluem cursos gratuitos e pagos como preparatórios às certificações do Google, Microsoft, Oracle, AWS (Amazon), Cisco, Fortinet, entre outras gigantes mundiais do setor.
Fundamental na rotina de pessoas físicas e jurídicas, os celulares precisam de cuidados extras em casos de perda, roubo ou furto.
George Kleinau, especialista em Cibersegurança do Cen tro de Referência em Tecnologia da Informação e Comuni cação (Digitech) da Firjan SENAI, afirma que o maior pre juízo não está na perda do aparelho, mas, sim, no risco de acesso a informações pessoais, documentos e contas bancá rias. Por isso, o Digitech da Firjan SENAI preparou um guia para orientar os usuários com 10 dicas de configurações de cibersegurança para celular – e outras seis ações prioritárias que deverão ser feitas caso seja preciso recuperar e proteger seus dados.


Além de anotar o IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) e das cautelas com a exposição pública do celular – especialmente em eventos de grande aglomeração –, é importante adotar algumas das principais configurações de segurança. Elas podem ser acessadas por meio da aba de pesquisa em “Configurações” do aparelho.
1. Ative os serviços nativos de segurança, como rastreamento, bloqueio remoto, apagamento de dados à distância e bloqueio automático por senha ou biometria (como o Modo Ladrão, no Android).
2. Instale o aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal. A ferramenta permite o bloqueio remoto da linha telefônica, de aplicativos e do IMEI do aparelho por meio da plataforma Gov.br, inclusive por pessoas de confiança previamente cadastradas. O aplicativo também notifica o usuário quando um novo chip é habilitado, reduzindo o risco de fraudes e auxiliando na recuperação do dispositivo.
3. Ative a autenticação por senha ou biometria em todos os aplicativos bancários e autenticação em dois fatores (2FA) nos aplicativos de e-mail, redes sociais, mensageiros e serviços em nuvem.
4. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), muitas pessoas anotam senhas em blocos de notas, mensagens de WhatsApp ou e-mails. É recomendável utilizar gerenciadores de senha como Bitwarden, 1Password, LastPass ou KeePass.
5. Em grandes eventos, desative pagamentos por aproximação ou remova cartões que não serão utilizados de carteiras digitais (Apple Pay, Google Wallet e Samsung Pay). O importante é não ter vários cartões cadastrados, principalmente aqueles com limites ou valores altos. Opte por um cartão com limite ou valor reduzido somente para o evento.
6. Realize backup completo antes de sair de casa (nuvem ou computador). O ideal é configurar um backup automático para que seja feito regularmente ao acessar o Wi-Fi de sua residência.

7. Proteja fotos, documentos e aplicativos sensíveis com senha adicional ou biometria. Para isso, o usuário deve utilizar cofres de aplicativos e pastas seguras, ou os recursos nativos de proteção por senha/biometria disponíveis no sistema operacional do aparelho. No Android há a Pasta Segura, e no iPhone existem recursos de ocultar aplicativos por Face ID/Touch ID.
8. Antes de ir a grandes eventos, faça logoff de redes sociais que não serão usadas, incluindo os e-mails principais, pois permitem redefinir senhas.
9. Evite QR Codes aleatórios e Wi-Fi público ao acessar bancos ou dados sensíveis. 10.Habilite o apagamento automático após várias tentativas incorretas de senha. No Android, acesse: Configurações → Segurança e privacidade → Mais configurações de segurança → Apagar após tentativas incorretas; no iPhone, acesse: Ajustes → Face ID/Touch ID e Código → Apagar Dados.

O que fazer após ter o celular furtado ou roubado
Nesta situação, cada minuto é importante para evitar maiores transtornos.
1. Apague os dados (prioritário): no Android, acesse neste link; no iPhone, acesse aqui.
2. Celular Seguro: contacte a pessoa de confiança cadastrada para desabilitar a linha e os principais aplicativos vinculados ao aparelho.
3. Resete o aparelho: realize o apagamento completo para impedir a reutilização das suas informações pessoais. Seus dados poderão ser recuperados posteriormente em outro aparelho, caso o backup esteja atualizado.
4. Desabilite o chip: entre em contato com a operadora para bloquear o SIM/eSIM e solicitar uma segunda via.
5. Alerte seus contatos: avise aos amigos e familiares sobre eventuais tentativas de golpe, pois criminosos podem se passar por você para pedir senhas, códigos de verificação (SMS/ WhatsApp), links de recuperação ou transferências financeiras.
6. Boletim de Ocorrência: faça o registro on-line.
O ransomware será uma das principais ameaças cibernéticas de 2026, o que exigirá uma revisão urgente das defesas das grandes organizações é o alerta da Sophos – baseado no relatório The State of Ransomware in Enterprises 2025, onde foram ouvidas 1.733 empresas vítimas de ataques no último ano.
Segundo o relatório, as vulnerabilidades e lacunas operacionais críticas impulsionaram os incidentes de ransomware em 2025. As empresas apontaram falhas exploradas como a causa técnica mais comum em 29% dos incidentes. Phishing e credenciais comprometidas aparecem em seguida, com 21% cada.
Diversos fatores operacionais contribuem para que empresas se tornem vítimas de ransomware, diz o estudo. Falhas de segurança desconhecidas foram citadas por 40% das vítimas, seguida por falta de pessoas capacitadas e de expertise com 39%. Organizações com menos de 250 funcionários também identificaram a falta de pessoas como fator, com 42%.


Serviços empresariais e profissionais (n=64)
Serviços empresariais e profissionais (n=64)
Construção e imobiliário (n=31)
Construção e imobiliário (n=31)
Distribuição e transporte (n=64)
Distribuição e transporte (n=64)
Educação – Básica (n=190)
Educação – Básica (n=190)
Educação – Superior (n=137)
Educação – Superior (n=137)
Energia, petróleo/gás e utilities (n=101)
Serviços financeiros (incluindo seguros) (n=142)
Governo – Federal/Central (n=123)
Governo – Federal/Central (n=123)
Governo – Local/Estadual (n=139)
Governo – Local/Estadual (n=139)
Saúde (n=131)
Energia, petróleo/gás e utilities (n=101) Serviços financeiros (incluindo seguros) (n=142) TI, tecnologia e telecomunicações (n=59)
Saúde (n=131)
TI, tecnologia e telecomunicações (n=59)
Manufatura e produção (n=144)
Manufatura e produção (n=144)
Mídia, lazer e entretenimento (n=120)
Mídia, lazer e entretenimento (n=120)
Varejo (n=189)
Vulnerabilidade
Você conhece
Varejo (n=189)
Vulnerabilidade explorada Phishing Credenciais comprometidas E-mail malicioso Ataque de força bruta Download
Você conhece a causa raiz do ataque de ransomware que sua organização sofreu no último ano? Sim. Valores base indicados no gráfico.
Apesar disso, a criptografia de dados em organizações empresariais está no menor nível relatado nos cinco anos da pesquisa da Sophos, com menos da metade (49%) dos ataques resultando em dados criptografados – queda em relação aos 66% de 2024. O percentual de ataques interrompidos antes da criptografia mais que dobrou nos últimos dois anos, passando de 22% em 2023 para 47% em 2025.
Segundo o relatório, isso sugere que as empresas estão se tornando muito mais efi-
Em 2025, quase metade (48%) das empresas pagou resgate para recuperar dados, número em linha ao observado nos últimos quatro anos. Enquanto isso, o uso de backups caiu para o nível mais baixo em quatro anos, chegando a 53%, contra 73% no ano anterior, indica o relatório.
Os dados da Sophos indicam maior resistência das organizações, mas também fragilidades subjacentes e menor confiança nas capacidades de recuperação via backup.
Ao mesmo tempo, diz o relatório, os pe -
cazes em detectar e interromper ataques antes que causem danos graves.
A pesquisa também indica que ter dados criptografados em um ataque de ransomware gera consequências significativas para as equipes de TI e cibersegurança, com aumento da pressão por parte de líderes sêniores citado por 40% dos entrevistados. Outras repercussões incluem aumento da carga de trabalho (39%), mudança nas prioridades da equipe (37%) e sentimento de culpa (35%).
didos de resgate caíram 56% ano a ano, chegando a US$ 1,20 milhão em 2025, contra US$ 2,75 milhões em 2024. Os pagamentos medianos seguiram a mesma tendência de queda, chegando a US$ 1 milhão, comparados a US$ 1,26 milhão no ano anterior.
Os custos de recuperação também diminuíram, com o custo médio de remediação – excluindo os resgates – caindo para o menor nível em três anos, alcançando US$ 1,84 milhão, contra US$ 3,12 milhões em 2024.


David Amiel, Ministro Delegado para a Função Pública e Reforma do Estado, anuncia a generalização do “Visio”, ferramenta desenvolvida pela Direção Interministerial para Assuntos Digitais (DINUM), para todos os serviços estatais até 2027. O objetivo é pôr fim à utilização de soluções não europeias, garantindo a segurança e a confidencialidade das comunicações eletrônicas públicas através de uma ferramenta poderosa e soberana.
Durante uma visita realizada nesta segunda-feira, 26 de janeiro, ao laboratório I2BC do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) Île-de-France, em Gif-sur-Yvette, acompanhado por Stéphanie Schaer, diretora interministerial de tecnologia digital, e Alain Schuhl, diretor-geral adjunto de ciência do CNRS, o Ministro apresentou a estratégia de implantação do “Visio” para torná-lo a única ferramenta de videoconferência para agentes do Estado.
Ferramentas de escritório harmonizadas e soberanas
Atualmente, muitos departamentos governamentais utilizam um número excessivo de ferramentas diferentes (Teams, Zoom, GoTo Meeting ou Webex), situação que fragiliza a segurança dos dados, cria dependências estratégicas em infraestruturas externas, representa custos financeiros
Um experimento
Lançado como programa piloto há um ano, o Visio já conta com 40.000 usuários regulares e está sendo implementado para 200.000 funcionários. O CNRS (Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica), o
adicionais e dificulta a cooperação entre ministérios. A implementação gradual, nos próximos anos, de uma solução unificada, controlada pelo governo e baseada em tecnologias francesas, representa um passo significativo para o fortalecimento da nossa resiliência digital.
Fundo Nacional de Seguro Saúde da França, a Direção-Geral de Finanças Públicas (DGFiP) e o Ministério das Forças Armadas estão entre os primeiros órgãos governamentais a adotar a solução em todo o país no primeiro


trimestre de 2026. O CNRS substituirá suas licenças do Zoom pelo Visio até o final de março para seus 34.000 funcionários e os
120.000 pesquisadores associados às suas unidades de pesquisa.
Implementado com o apoio da ANSSI, o “Visio” oferece garantias de confidencialidade adaptadas às necessidades dos servidores públicos. Tecnicamente, a solução incorpora os mais recentes padrões:
• Hospedagem soberana com a certificação SecNumCloud da ANSSI na Outscale, uma subsidiária da Dassault Systèmes;
• Transcrição de reuniões por inteligência artificial usando tecnologias de separação de falantes desenvolvidas pela startup francesa Pyannote;
• E, até o verão de 2026, legendagem em tempo real graças às tecnologias desenvolvidas pelo laboratório francês de pesquisa em IA, Kyutai.
E há benefício financeiro

Além disso, a descontinuação das licenças de software pagas gera economias significativas. Estima-se que essas economias cheguem a €1 milhão por ano para cada 100.000 novos usuários que migram de soluções licenciadas.
“Este projeto é uma demonstração concreta do compromisso do Primeiro-Ministro e do Governo em recuperar a nossa independência digital. Não podemos correr o risco de que as nossas trocas científicas, os nossos dados sensíveis e as nossas inovações estratégicas fiquem expostos a atores não europeus. A soberania digital é, simultaneamente, um imperativo para os nossos serviços públicos, uma oportunidade para as nossas empresas e uma garantia contra futuras ameaças.” David Amiel, Ministro Delegado para a Função Pública e a Reforma do Estado francês.


A CISA - Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, um componente do Departamento de Segurança Interna (DHS), divulgou uma lista inicial de Categorias de Produtos para Tecnologias que Utilizam Padrões de Criptografia Pós-Quântica. Este recurso identifica categorias de hardware e
software que atualmente suportam ou que se espera que suportem padrões de criptografia pós-quântica (PQC). Esta lista auxilia as organizações a moldar suas estratégias de migração para PQC e a avaliar futuros investimentos tecnológicos em um cenário de segurança cibernética em constante evolução.



Em 6 de junho de 2025, o Presidente Trump emitiu a Ordem Executiva 14306, que instruiu o Departamento de Segurança Interna (DHS), por meio da CISA, a publicar uma lista de categorias de produtos amplamente disponíveis que suportam criptografia pós-quântica (PQC). Em consonância com a Ordem Executiva, a CISA desenvolveu esta lista, completa com exemplos de tipos de produtos, em estreita colaboração com a Agência de Segurança Nacional (NSA). A lista será atualizada regularmente para refletir a evolução do cenário tecnológico da PQC e apoiar a resiliência da segurança cibernética nacional.
“O advento da computação quântica representa uma ameaça real e urgente à confidencialidade, integridade e acessibili-

dade de dados sensíveis — especialmente em sistemas que dependem de criptografia de chave pública”, disse Madhu Gottumukkala, Diretor Interino da CISA. “Para se manterem à frente desses riscos emergentes, as organizações devem priorizar a aquisição de tecnologias compatíveis com computação quântica de chave pública. Esta lista de categorias de produtos auxiliará as organizações nessa transição crucial. A CISA tem orgulho de fornecer este recurso em apoio à Ordem Executiva do Presidente Trump, ajudando as organizações a enfrentar desafios técnicos complexos e fortalecer as práticas de segurança tecnológica para a era quântica.”
As categorias de produtos descritas na lista da CISA focam em tecnologias que estão amplamente disponíveis ou em processo de transição para o uso de padrões PQC. Essas tecnologias incluem serviços em nuvem, software web, hardware e software de rede, bem como segurança de endpoints. Cada categoria abrange produtos que aplicam padrões PQC para funções criptográficas fundamentais — estabelecimento de chaves e assinaturas digitais. O estabelecimento de chaves permite a comunicação criptografada segura entre as partes, enquanto as assinaturas digitais garantem a autenticidade dos participantes e a integridade de dados, produtos e serviços. Juntas, essas funções formam a espinha dorsal da infraestrutura digital segura, e a lista serve como um recurso para organizações que se preparam para navegar no futuro quântico.


Pesquisadores da empresa de segurança em IA NeuralTrust identificaram uma nova técnica de jailbreak denominada Semantic Chaining capaz de contornar mecanismos de segurança em modelos de IA multimodais avançados, como Grok 4 e Gemini Nano
Os modelos multimodais analisam tanto texto quanto imagens. Para mitigar riscos de conteúdo proibido, eles aplicam filtros de segurança que examinam promps isolados em busca de “conceitos ruins” ou termos proibidos. O Semantic Chaining explora uma lacuna nessa abordagem: em vez de enviar uma única instrução explícita e bloqueada, uma sequência de instruções aparentemente ino -
Banana Pro. A descoberta foi publicada em janeiro de 2026 em seu blog técnico, alertando para vulnerabilidades fundamentais na arquitetura de filtros de segurança desses sistemas.
centes é apresentada de forma encadeada para levar o modelo a produzir o conteúdo final que deveria ser barrado.
Esse ataque não é apenas teórico: foi testado com sucesso em modelos reais e pode resultar tanto em conteúdo visual proibido quanto em texto sensível embutido em imagens, algo que burla diretamente filtros de texto.

Conforme detalhado pelos pesquisadores, a técnica segue um padrão em quatro etapas:
1. Estabelecer uma base segura: inicia-se pedindo ao modelo que gere uma cena neutra — por exemplo, uma paisagem histórica — que passa pelos filtros iniciais de segurança.
2. Primeira substituição: altera um elemento da cena para acostumar o modelo com o processo de edição.
3. Pivô crítico: em um segundo ajuste, um novo elemento sensível ou controverso é inserido. Como o foco já está na edição de uma imagem existente, o controle de segurança não percebe a mudança de contexto.
4. Execução final: o atacante instrui o modelo a produzir apenas a imagem resultante, que agora pode conter o conteúdo proibido sem disparar avisos ou bloqueios.
Os mecanismos de segurança atuais são reativos e fragmentados: analisam cada instrução isolada, mas não “lembram” ou associam o conjunto de passos para avaliar a intenção latente por trás da sequência. Assim, uma cadeia de instruções aparentemente seguras pode efetivamente construir uma saída proibida sem que os filtros sejam acionados. Especialistas em segurança apontam que esse tipo de exploit pode ser utilizado por agentes maliciosos para gerar conteúdo no -
Como resposta, os autores ressaltam que filtros reativos já não são suficientes. Ferramentas de governança são recomendadas para proteger ambientes empresariais contra esse tipo de ataque.
O caso do Semantic Chaining evidencia que a segurança em modelos de IA multimodal ainda está em evolução. À medida que
O que torna esse método particularmente preocupante é que ele pode transformar o gerador de imagens em uma “porta dos fundos” para instruções sensíveis: ao inserir texto diretamente na imagem, a técnica contorna as verificações de conteúdo textual convencionais dos modelos.
civo, violar diretrizes de uso e comprometer políticas de conformidade em aplicações corporativas ou de consumo de IA.
Além de ameaçar usuários diretos, a técnica eleva o debate sobre a necessidade de mecanismos de governança de IA mais sofisticados, capazes de rastrear intenção e contexto ao longo de múltiplas interações, não apenas examinar cada prompt de forma isolada.
técnicas de jailbreak se tornam mais criativas e aproveitam capacidades cognitivas dos modelos, desenvolvedores e organizações precisam adotar controles que considerem a história e intenção das interações, não apenas os termos presentes em uma única requisição
Em 1975, quando a automação industrial ainda dependia fortemente de painéis analógicos, instrumentos eletromecânicos e da intervenção humana contínua, a Yokogawa lançou o CENTUM, o primeiro Sistema de Controle Distribuído (DCS) comercial do mundo. Naquele momento, o conceito de automação de
processos estava distante do que se entende hoje. Ainda assim, a introdução de uma arquitetura distribuída — com separação entre interface homem-máquina e controladores de campo — redefiniu silenciosamente os padrões de confiabilidade, segurança e disponibilidade das plantas industriais.


Ao permitir que falhas fossem contidas localmente, evitando paradas generalizadas, o CENTUM representou um salto tecnológico que impactou refinarias, petroquímicas, plantas químicas, usinas e outras operações de missão crítica. O próprio nome do sistema, derivado do latim per centum, simbolizava precisão, abrangência e confiabilidade — atributos que permaneceriam centrais ao longo de sua evolução.
Cinco décadas depois, o CENTUM chega à sua 10ª geração, presente em mais de 100 países e em mais de 30 mil instalações. Em um setor marcado por ciclos tecnológicos curtos e descontinuidades frequentes, o sistema se destaca por um atributo raro: evolução contínua sem ruptura. Compatibilidade entre gerações, redundância verdadeira, manutenção online e preservação do legado transformaram o CENTUM em uma infraestrutura invisível, porém essencial, das operações industriais globais.
Sem comprometer a confiabilidade, a estabilidade e a continuidade que definem o CENTUM desde sua origem, o sistema vem sendo reforçado com camadas robustas de cibersegurança, engenharia integrada e serviços ao longo de todo o ciclo de vida. Ao mesmo tempo,
passa a integrar, de forma segura, grandes volumes de dados fragmentados ao longo da planta, ampliando as possibilidades de controle, operação e monitoramento.
A partir da análise desses dados, o CENTUM é capaz de extrair eventos específicos de processo, apoiar a detecção precoce de anomalias e oferecer uma compreensão mais profunda das condições operacionais. Em um estágio mais avançado, o sistema passa a apresentar cenários futuros baseados na experiência acumulada e a executar determinadas operações de forma autônoma, no lugar do operador, quando isso representa maior segurança, eficiência e estabilidade.
Essa visão de longo prazo sintetiza a cultura japonesa da Yokogawa: inovar continuamente, sem romper; evoluir tecnologicamente, sem comprometer a confiança; e preparar as plantas industriais para um futuro mais autônomo, sustentável e resiliente, sem jamais perder de vista a responsabilidade que um sistema de controle carrega ao operar infraestruturas críticas da sociedade.


O evento comemorativo dos 50 anos do CENTUM, promovido pela Yokogawa América do Sul em São Paulo, reuniu no final do ano de 2025 executivos globais, lideranças regionais, especialistas técnicos e clientes que acompanharam de perto essa trajetória na América do Sul. Mais do que uma celebração tecnológica, o encontro foi um reconhecimento às relações de confiança construídas ao longo de décadas. confira a cobertura do YOKOGAWA CENTUM 50TH completa aqui




“Sistemas de controle representam a confiança que o cliente deposita em nós”

Durante o evento, o Presidente e CEO da Yokogawa América do Sul, Marco Figueira, destacou que poucos sistemas industriais carregam um simbolismo tão forte: “O CENTUM sempre foi um parceiro invisível, operando 24 horas por dia para garantir que plantas críticas continuem funcionando de forma segura e estável.
Segundo Marco, ao longo de décadas de projetos — de unidades petroquímicas dos anos 1990 a megaprojetos recentes de celulose e química fina —, o CENTUM se consolidou não apenas como produto, mas como uma filosofia de engenharia baseada em continuidade tecnológica, compatibilidade absoluta, redundância real e evolução sem descarte do legado: “Sistemas de controle representam a confiança que o cliente deposita em nós.”
“O CENTUM não é apenas uma plataforma tecnológica, mas uma cultura de engenharia”


Para a Yokogawa, estabilidade não é conservadorismo, mas vantagem competitiva. Kazunori Tanimura, Gerente Geral de Sistemas da Yokogawa Electric Corporation, reforçou que nenhum sistema permanece líder por 50 anos sem evoluir de forma consistente e, simultaneamente, preservar sua essência: “O CENTUM não é apenas uma plataforma tecnológica, mas uma cultura de engenharia. Cada geração manteve o comportamento operacional e a lógica determinística que os operadores conhecem e confiam.”
Essa abordagem deliberadamente progressiva permitiu que plantas com décadas de operação incorporassem digitalização, integração com ecossistemas digitais, análise avançada de dados e novas camadas de automação sem comprometer previsibilidade operacional.
“O CENTUM está abrindo caminho para operações autônomas”
Segundo a Yokogawa, a introdução precipitada de tecnologias não maduras pode gerar riscos sistêmicos — razão pela qual a empresa privilegia soluções testadas, certificadas e construídas em diálogo profundo com os usuários. Essa lógica aparece também na fala de executivos técnicos globais, que destacam as pressões atuais sobre a indústria — sustentabilidade, transição energética, cibersegurança e digitalização: “O CENTUM está abrindo caminho para operações autônomas, proporcionando otimização além dos limites humanos, operação resiliente e transferência contínua de conhecimento”, afirmou Toshiyuki Takei, Consultor em Promoção de Vendas de Sistemas da Yokogawa Electric Corporation, ao comentar a visão de futuro da plataforma.

“Essa filosofia de evolução contínua permite que plantas com décadas de operação sejam atualizadas sem substituições completas”

André Medeiros, Gerente de Vendas de Sistemas da Yokogawa América do Sul, ressalta que a consolidação do CENTUM VP trouxe redes determinísticas, ferramentas de engenharia integradas e HMIs mais intuitivas: “Essa filosofia de evolução contínua permite que plantas com décadas de operação sejam atualizadas sem substituições completas. O desafio atual é integrar um DCS de longa vida útil a ecossistemas digitais que mudam rapidamente.”



Usuários confirmam essa longevidade na prática. Manoel Carnaúba, pioneiro da automação petroquímica no Brasil e Sócio-Diretor da Impacto Energia S/A, lembra que o CENTUM viabilizou a transição definitiva do analógico para o digital: “Diziam que uma planta em batelada era complexa demais para um sistema distribuído. Pois funcionou — e se tornou um marco da petroquímica brasileira.”
O Diretor Automação Industrial da Braskem, Paulo Ermida Moretti, destaca que o maior valor percebido ao longo de mais de três décadas de uso foi a confiabilidade: “Exploramos ao máximo a integração entre diferentes versões do CENTUM para prolongar o ciclo de vida dos ativos. Operamos por anos com múltiplas versões coexistindo sem qualquer descontinuidade operacional.”


Na Unipar, o Coordenador de Especialidades de Engenharia Maurício Pires aponta que o sistema é tratado como infraestrutura crítica: “Falhas de hardware ou software são extremamente raras. O maior benefício sempre foi a confiabilidade.”



Na Acelen, o Coordenador de Automação Industrial, Fabio Magalhães, resume o papel estratégico do sistema: “O CENTUM é o pilar sobre o qual se constroem as iniciativas de digitalização, automação e inovação. Ele oferece o melhor custo total de propriedade e uma base estável para camadas adicionais de inteligência.”
Em projetos greenfield, como o Projeto Cerrado da Suzano e a refinaria de Mataripe, a lógica se repete. Julio Silveira , Gerente de Projetos da Suzano afirma: “O CENTUM sustenta não apenas a produção, mas a segurança e a confiabilidade de toda a cadeia.”




O ano do cinquentenário marca também um novo capítulo na história do CENTUM. O lançamento do CENTUM VP R7 simboliza a transição para uma era em que o sistema passa a expandir os limites da automação tradicional, avançando em direção à autonomia operacional.
Do ponto de vista técnico, o CENTUM evoluiu ao longo de 10 gerações mantendo pilares como alta disponibilidade, redundância avançada e compatibilidade retroativa. Cassius Magdo de Barros, Gerente de Aplicações da Yokogawa, destaca a arquitetura Pair & Spare: “Ela garante switchover sem interrupção em milissegundos e níveis de disponibilidade compatíveis com operações críticas.”
O sistema avança para um novo estágio, incorporando cibersegurança certificada, digital twins, analyti-
cs avançado e inteligência artificial. No roadmap, a integração de IA diretamente no controlador de campo aponta para controle preditivo adaptativo, otimização multivariável e níveis crescentes de autonomia operacional. Nos próximos anos, o CENTUM deixará de ser apenas uma ferramenta de controle para se tornar uma plataforma de inteligência operacional com aprendizado contínuo”, afirma Cassius. “Nesse caminho, a Yokogawa trabalha para integrar ao robusto controlador CENTUM VP funções de inteligência artificial para reconhecimento de padrões e tratamento de dados. Essa evolução permitirá diagnósticos e predição de falhas mais assertivos, unindo a nossa tradicional estabilidade às funções avançadas baseadas em nuvem.
Ao completar 50 anos, o CENTUM não celebra apenas sua longevidade. Celebra a consolidação de um modelo de automação que evolui sem romper, preserva o conhecimento humano e prepara a indústria para um futuro mais autônomo, resiliente e sustentável.
confira a cobertura do YOKOGAWA CENTUM 50TH completa aqui







Na indústria digital, a segurança intrínseca deixou de ser apenas um requisito para áreas classificadas. Ela passou a sustentar a confiabilidade dos dados, a integridade dos sistemas de segurança funcional e a viabilidade das arquiteturas abertas que moldam a automação moderna.


A instrumentação intrinsecamente segura ocupa uma posição singular na engenharia industrial. É um campo tecnicamente maduro, sustentado por normas consolidadas há décadas, e, ao mesmo tempo, profundamente impactado pela digitalização, pela abertura arquitetural dos sistemas de controle e pela incorporação crescente de inteligência analítica baseada em dados. Em plantas industriais cada vez mais integradas, conectadas e orientadas por dados, a segurança intrínseca deixa de ser um requisito localizado e passa a se tornar um elemento estruturante da arquitetura de produção.
Esse movimento é especialmente rele vante em setores como óleo & gás, petro química, química, papel e celulose, mine ração, energia e alimentos e bebidas, onde
coexistem atmosferas explosivas, processos contínuos, ativos críticos, exigências rigorosas de disponibilidade e pressão crescente por eficiência energética, sustentabilidade e conformidade regulatória. Nessas indústrias, qualquer fragilidade na instrumentação de campo não compromete apenas a segurança física da planta, mas também a confiabilidade dos dados que alimentam sistemas de controle, otimização, manutenção e tomada de decisão.
“Se no passado medir significava apenas indicar uma variável de processo, hoje medir significa antecipar riscos, sustentar decisões críticas e proteger vidas, ativos e o meio ambiente,”
Cesar Cassiolato — CEO & Presidente da Vivace Process Instruments




Carlos Guilherme Camargo de Freitas, Engenheiro de Automação da Acelen, lembra que hoje o setor trabalha com uma visão cada vez mais integrada entre segurança e eficiência operacional, mas apesar disso, ainda existe uma percepção diferente entre as áreas.
” Para a operação, um trip é frequentemente interpretado como perda de produção; para a segurança funcional, ele representa a atuação correta de uma barreira final de proteção diante de um cenário de risco. O desafio estratégico está em alinhar essas visões. Quando a segurança funcional é bem projetada, mantida e diagnosticada, o trip deixa de ser visto como falha do sistema e passa a ser entendido como evidência de maturidade operacional. Esse alinhamento cultural é tão importante quanto a tecnologia envolvida”.
“As falhas que comprometem a segurança funcional hoje são as mesmas que a comprometiam 10 anos atrás. São as falhas chamadas, no termo em inglês, Danger Undetected (DU). São aquelas que fazem com o que o sistema de segurança funcional não seja ativado quando necessário. Um exemplo é quando temos um sensor de temperatura que congela sua leitura fazendo parecer ao sistema de controle que a temperatura está normal em uma situação em que ela está se movendo em uma direção perigosa. Os sistemas de segurança funcional devem ser projetados levando em conta as taxas desse tipo de falha para que durante a vida útil do sistema essa falha não ocorra. Também se pode fazer uso de redundâncias de medição para reduzir ainda mais as chances de que uma falha não detectada leve a uma situação de risco”
Leandro Dariva Pinto, automation expert da Braskem.



A segurança intrínseca (Ex “i”) se baseia no princípio de limitar a energia elétrica e térmica em circuitos e equipamentos de tal forma que, mesmo sob falhas previsíveis, não exista energia suficiente para provocar ignição em atmosferas explosivas. Diferentemente de outros tipos de proteção Ex, trata-se de uma abordagem essencialmente preventiva, que permite manutenção, intervenção e medição com a planta energizada, desde que respeitados os limites certificados.
Esse conceito é normatizado internacionalmente pela série IEC 60079, com destaque para a IEC 60079-11, que trata da proteção por segurança intrínseca “i”, e para a IEC 60079-25, que cobre sistemas elétricos intrinsecamente seguros; no Brasil, essas normas são adotadas como ABNT NBR IEC




60079, sob supervisão do Inmetro, formando a base técnica para certificação, projeto, instalação e inspeção de equipamentos e sistemas em áreas classificadas.
No entanto, reduzir a segurança intrínseca a um “checklist Ex” é um erro recorrente. Na prática industrial, instrumentos Ex i não são apenas dispositivos passivos destinados a cumprir requisitos legais: eles participam ativamente de malhas de controle, intertravamentos e funções instrumentadas de segurança. Sua confiabilidade influencia diretamente a disponibilidade da planta, a qualidade dos dados de processo e a eficácia dos sistemas de proteção.
“Em áreas classificadas, cada intervenção carrega risco. Instrumentação intrinsecamente segura bem especificada reduz não só o risco de ignição, mas o risco operacional como um todo,”
Daniel Maia, especialista em automação da Acelem.
“A segurança intrínseca não protege apenas contra ignição. Ela protege a confiabilidade da informação que alimenta todo o sistema de con trole. Quando o dado nasce errado, todo o res tante da cadeia herda o risco,”
Cassius Barros, Gerente de Aplicação e Solução (Instrumentação, Analítica, Sistemas, Netsol) RPO Negocios Disruptivos da Yokogawa America Do Sul.

Instrumentação Ex e segurança
quando o Ex “i” encontra o SIL
A integração entre instrumentação intrinsecamente segura e Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) é regida principalmente pelas normas IEC 61508 e IEC 61511 (ABNT NBR IEC 61511-1:2024). Essas normas introduzem o conceito de ciclo de vida de segurança, no qual sensores, lógica e elementos finais devem ser especificados, projetados, operados e mantidos para garantir um determinado Nível de Integridade de Segurança (SIL).
“A maior fragilidade de um SIS raramente está na lógica ou no controlador. Ela quase sempre começa no campo, quando a instrumentação não entrega a informação correta no momento certo,”
Roberval Bulgarelli, Consultor sobre equipamentos e instalações em atmosferas explosivas; Organizador do Livro “O ciclo total de vida das instalações em atmosferas explosivas”; Coordenador da Comissão de Estudo CE 003.065.001 (Medição, controle e automação para a indústria de processo); Membro de Grupos de Trabalho dos Comitês Técnicos TC 31


Nesse contexto, a instrumentação deixa de ser apenas um “fornecedor de sinais” e passa a ser um componente crítico da função de segurança. A confiabilidade do sensor, sua estabilidade metrológica, seus diagnósticos internos e sua integração com barreiras e interfaces Ex se tornam determinantes para o desempenho real do SIS.
Um dos riscos mais relevantes nesse cenário é o das falhas perigosas não detectadas (DU) — falhas nas quais o instrumento aparenta estar funcionando corretamente, mas fornece informações incorretas ao sistema de segurança, impedindo a atuação da função quando ela é necessária.
“O maior problema da segurança funcional não é a falha evidente, mas a falha perigosa não detectada. O sensor continua

‘vivo’, o sistema confia no sinal, e a proteção simplesmente não atua quando deveria,” pontua Leandro.
Cassiolato concorda: “O aspecto mais crítico não é a falha que interrompe o processo, mas aquela que induz o operador a confiar em informações incorretas, levando a decisões equivocadas em momentos críticos.”
Essas falhas reforçam a importância de arquiteturas redundantes, diagnósticos eficazes, testes de prova periódicos e, sobretudo, disciplina metrológica. Em muitos casos, o SIL calculado em projeto não corresponde ao SIL efetivo em operação, justamente porque derivações graduais de sensores permanecem invisíveis até o momento da demanda.

Apesar de seu impacto direto sobre a segurança funcional, a metrologia industrial ainda é subvalorizada em muitas plantas. Instrumentos críticos continuam sendo calibrados em intervalos fixos, muitas vezes definidos por tradição, contratos ou práticas históricas, e não por análise de risco.
Segundo especialistas do setor, falhas sistemáticas relacionadas à calibração, à configuração pós-manutenção e à insuficiência de diagnósticos continuam figurando entre as principais causas de degradação silenciosa da segurança funcional. Em instrumentos de pressão, temperatura e análise, pequenas derivações podem permanecer dentro de faixas consideradas “plausíveis”, enganando operadores e sistemas automatizados.
“Muitas vezes o sistema está operando normalmente, mas já não está mais seguro. Pequenas derivações permanecem dentro de limites aceitáveis e passam despercebidas até o momento crítico,”
Ronaldo Neves Ribeiro — Gerente de Tecnologia Informação e Telecom Depto Tecnologia Informação e Telecom –Detin da Cenibra.
“Quando falamos em segurança funcional, estamos falando de decisões tomadas com base em medições. Se a medição não é confiável, todo o sistema de proteção passa a operar no escuro,” corrobora Cassius.
Essa realidade tem impulsionado uma mudança gradual para planos de calibração baseados em risco, classificação de instrumentos críticos para segurança (SIF-critical instruments), integração entre sistemas de manutenção, calibração e gestão de ativos, e

uso de dados históricos para ajuste dinâmico de intervalos de teste.
Nesse novo contexto, a metrologia deixa de ser apenas uma função de conformidade e passa a atuar como ferramenta ativa de mitigação de risco, antecipando falhas e sustentando decisões críticas.
“Calibrar sem considerar criticidade é tratar instrumentos de segurança como instrumentos comuns. Em processos críticos, isso não é mais aceitável,” afirma Ronaldo.

A evolução da instrumentação segura ocorre em paralelo a uma transformação profunda na arquitetura dos sistemas de controle de processo. Iniciativas como o Open Process Automation e o padrão O-PAS propõem romper com arquiteturas proprietárias rígidas, substituindo-as por plataformas abertas, modulares e interoperáveis.
Embora os núcleos de SIS continuem, corretamente, conservadores e fortemente normatizados, o entorno desses sistemas — controle básico, supervisão, análise e otimização — passa a operar em uma lógica mais flexível, orientada a serviços e dados, criando novas possibilidades de integração, mas também novos desafios, especialmente quando sinais provenientes de instrumentação Ex i alimentam múltiplas camadas digitais.
Nesse cenário, a instrumentação intrinse -

camente segura precisa manter simultaneamente a conformidade Ex e SIL, fornecer dados digitalizados confiáveis, suportar diagnósticos avançados e se integrar a arquiteturas distribuídas e virtualizadas.
“Ter instrumentos inteligentes, partial strokes nas válvulas etc. contribuem um pouco para aumentar o fator de redução de risco proporcionado por uma SIF (Safety Instrumented Function) mas pela nossa experiência o fator mais importante no SIL alcançado por um SIF são as taxas de falhas DU e os intervalos em que os prof-test são realizados”, diz Leandro.
“Arquiteturas abertas ampliam eficiência e flexibilidade, mas exigem ainda mais disciplina técnica na instrumentação que sustenta os dados,” pontua Carlos Guilherme

Roberval Bulgarelli ressalta que “SIS não é automação avançada, nem controle sofisticado. É uma última linha de defesa — e ela só funciona se os sensores forem absolutamente confiáveis.”
A aplicação de inteligência artificial e machine learning em sistemas de controle de processo cresce rapidamente, especialmente em manutenção preditiva, detecção de anomalias, otimização multivariável e análise de desempenho de ativos, mas é preciso separar claramente as funções.
IA não substitui SIS, nem executa funções instrumentadas de segurança. Seu papel está em uma camada analítica superior, como sistema de apoio à decisão e diagnóstico precoce. Modelos de machine learning podem identificar padrões sutis de degradação em sensores, inconsistências entre canais redundantes ou desvios lentos de processo que escapam aos alarmes tradicionais.
Quando bem implementados, esses sistemas aumentam a visibilidade do risco e reduzem a probabilidade de falhas perigosas não detectadas — exatamente o ponto mais crítico apontado por especialistas do setor.
“Sem metrologia sólida, a IA não cria inteligência. Ela apenas automatiza erros — e isso é particularmente perigoso
quando se trata de processos críticos,” afirma Cassius.
“Sensores inteligentes e diagnósticos avançados estão mudando o cálculo do risco. Quando bem aplicados, eles reduzem drasticamente falhas perigosas não detectadas e elevam o SIL real em operação,” acrescenta Cassiolato.
Esse avanço, no entanto, impõe novos requisitos: qualidade e rastreabilidade dos dados de instrumentação, compreensão das incertezas de medição, governança clara sobre decisões automatizadas e separação rigorosa entre funções de controle, análise e segurança.


Cassius afirma que, hoje, o maior inimigo não é a falha completa - o instrumento ‘morrer’ -, mas sim essas falhas não reveladas e os erros sistemáticos de aplicação. “Sensores que congelam em um valor ‘saudável’ enquanto o processo sai de controle são críticos, assim como as falhas “dangerous undetected” (DU), especialmente deriva metrológica (drift) não detectada, falhas de comunicação em protocolos digitais (HART, Fieldbus), envelhecimento/contaminação de sensores (pH, termopares), e falhas mecânicas em diafragmas ou tubulações de impulso. Além disso, a negligência com as linhas de impulso (entupimentos) e diagnósticos ignorados transformam dispositivos inteligentes em ‘caixas pretas’, comprometendo a função de segurança. Em SIL 2/3+, essas falhas elevam o PFDavg e comprometem a integridade. Hoje, com plantas mais complexas e exigências regulatórias, os diagnósticos avançados são essenciais para converter DU em detected (DD)”.
“Não adianta ter um projeto de SIS bem calculado se, ao longo dos anos, a instrumentação perde desempenho e ninguém percebe. O risco cresce de forma silenciosa,”

reforça Leandro.
E os sensores inteligentes e diagnósticos avançados estão alterando o cálculo de SIL... eles aumentam drasticamente a Cobertura de Diagnóstico (DC). Antigamente, se assumia que o sensor só falhava se parasse de comunicar. Hoje, com transmissores capazes de diagnosticar sua própria saúde e até a integridade da linha de impulso, reduziu-se a taxa de falhas perigosas não detectadas. Isso permite atingir níveis de SIL mais altos com a mesma arquitetura ou estender os intervalos de Proof-Test sem degradar a segurança. “Sensores inteligentes aumentam significativamente a cobertura diagnóstica (DC) nos relatórios FMEDA, elevando a Safe Failure Fraction (SFF) e reduzindo o PFDavg para a mesma arquitetura”, assente Cassius.


A convergência entre instrumentação intrinsecamente segura, SIS, metrologia e inteligência digital aponta para um conjunto de boas práticas que vêm se consolidando nas plantas mais maduras: aplicação rigorosa do ciclo de vida de segurança conforme a IEC 61511, seleção criteriosa de instrumentos Ex-i certificados para o SIL adequado, integração entre gestão metrológica, manutenção e segurança funcional, uso de diagnósticos avançados e testes de prova baseados em risco, separação clara entre funções de segurança e camadas analíticas baseadas em IA, e adoção gradual de arquiteturas abertas sem comprometer a integridade do SIS.
Cassiolato resume: “Precisão deixou de ser diferencial competitivo para se tornar condição de sobrevivência industrial.” Ou seja, sem instrumentos confiáveis, não existem dados confiáveis — e sem dados confiáveis, a indústria digital perde seu alicerce.

A instrumentação intrinsecamente segura permanece, muitas vezes, invisível aos olhos da transformação digital. No entanto, é justamente ela que sustenta a confiabilidade das camadas superiores de automação, análise e inteligência. Em um ambiente industrial cada vez mais conectado, aberto e orientado por dados, a segurança não pode ser um efeito colateral da digitalização, mas seu ponto de partida.
Como sintetiza Cassius, o maior risco não está na falha que interrompe o processo, mas naquela que induz confiança em informações incorretas no momento crítico. Evitar esse cenário exige engenharia disciplinada, metrologia rigorosa e clareza absoluta sobre onde a inovação agrega valor — e onde ela jamais pode substituir a segurança.
Ou seja, arquiteturas abertas, IA e analytics ampliam a capacidade de enxergar o processo — mas não compensam uma base frágil de instrumentação.


Aos 52 anos, o Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia amplia sua infraestrutura, fortalece a metrologia científica e industrial e se consolida como pilar estratégico da inovação, da competitividade e da soberania tecnológica brasileira
Poucas atividades são tão silenciosas e tão decisivas para o funcionamento da economia moderna quanto a metrologia científica e industrial. Invisível ao consumidor final, ela sustenta desde a confiabilidade de um exame médico até a eficiência de uma turbina, desde a segurança de um combustível até a competitividade de um produto brasileiro no mercado internacional.
É nesse território técnico, crítico e altamente especializado que o Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia completa 52 anos vivendo um de seus momentos mais estratégicos: a combinação entre investimentos em infraestrutura laboratorial, reposicionamento institucional e a execução do Plano Estratégico 2024–2027 sinaliza uma transição clara: o Inmetro aprofunda seu papel como núcleo da metrologia científica e industrial do país, alinhado às demandas da indústria avançada, da transição energética e da economia baseada em dados.
O Plano elenca 12 objetivos estratégicos – estruturantes e finalísticos:


1. Atender as demandas por rastreabilidade metrológica adequadas às necessidades presentes e futuras
2. Estruturar o relacionamento com o setor produtivo para apoio à inovação
3. Promover soluções para apoio à Economia Verde, Descarbonização e Indústria de Base Biotecnológica
4. Ampliar a interação com o setor produtivo nos assuntos relacionados à superação de barreiras técnicas
5. Consolidar a inserção internacional do Inmetro como referência em Infraestrutura da Qualidade
6. Fortalecer a educação para a infraestrutura da qualidade
7. Modernizar o controle metrológico legal
8. Ampliar a capacidade de atendimento da acreditação
9. Promover a avaliação da conformidade no País, inclusive com enfoque regional
10. Aprimorar a atuação regulatória do Inmetro para produtos e serviços no âmbito das competências legais
11. Recuperar a abrangência e a cobertura territorial da vigilância de mercado
12. Aprimorar a gestão e governança com foco no alinhamento às políticas públicas
13. Tornar o Inmetro mais atrativo para captar e reter servidores
14. Fortalecer a imagem do Inmetro no seu papel de apoio tecnológico às organizações
15. Aprofundar a transformação digital com foco na integração e portabilidade de sistemas
16. Fortalecer a infraestrutura básica para garantir o funcionamento do Campus de Xerém.
Assim, o Inmetro entra em um novo ciclo, orientado pela inovação, pela modernização de suas capacidades técnicas e pelo compromisso com o desenvolvimento do Brasil, destacou Márcio André Brito, o presidente do Inmetro em uma das atividades das comemorações oficiais. Márcio apresentou destacou prioridades estratégicas para o fortalecimento institucional e comentou, na 1ª edição da Corrida e Caminhada Saúde Conforme, o simbolismo da atividade esportiva, ressaltando que a iniciativa reflete valores fundamentais praticados diariamente pelo Instituto. “Determinação, compromisso, foco, liderança, amizade, resiliência e superação estiveram presentes ao longo de todo o percurso. A cada quilômetro, vencíamos uma etapa. É assim na vida pessoal, familiar e profissional...”
Entre as principais entregas do Inmetro está o avanço na transformação digital da vigilância de mercado, com o lançamento da plataforma Inmetro na Palma da Mão, desenvolvida em parceria com a Casa da Moeda do Brasil, ampliando o enfrentamento à falsificação e fortalecendo a proteção ao consumidor. No campo institucional, o Instituto avançou na modernização e reinauguração de sedes de órgãos delegados em diversos estados e na ampliação da capacidade técnica, com a inauguração de novos laboratórios estratégicos, incluindo o de ensaios de módulos fotovoltaicos, em Xerém, no Rio de Janeiro, além de dois laboratórios móveis para ensaios de fios e cabos elétricos, que passam a atender as regiões Sul e Nordeste. Também se destacam medidas voltadas à

redução de custos regulatórios, como a isenção da taxa de verificação metrológica para taxímetros. Houve ainda o fortalecimento da força de trabalho, com a realização de concurso público, nomeações e capacitações, a criação do Centro de Inteligência Artificial do Inmetro CIAI e avanços regulatórios relevantes, como a atualização de portarias, a regulamentação do hidrogênio de baixa emissão de carbono, a modernização da Etiqueta de Eficiência Energética e o lançamento da Estratégia Nacional de Infraestrutura da Qualidade ENIQ. Em 2025, o Brasil, por meio do Inmetro, assumiu a presidência do Comitê Gestor da Rede de Consumo, Saúde e Segurança das Américas RCSS para o período de 2025 a 2026. A posição fortalece a lide rança brasileira na América Latina e no Caribe, amplia a influência regional em fóruns estratégicos e cria novas oportunidades de cooperação hemisférica. Nesse contexto, o Instituto realizou o Seminário Internacional sobre Segurança de Produtos, como parte da programação da décima segunda Reunião Plenária da RCSS.

A metrologia científica é o nível mais alto da cadeia de medições. É nela que são desenvolvidos, mantidos e comparados os padrões nacionais, garantindo a rastreabilidade ao Sistema Internacional de Unidades (SI). Sem essa base, não há confiabilidade industrial, nem validação tecnológica.
No Brasil, essa responsabilidade está concentrada no Inmetro, especialmente por meio da Diretoria de Metrologia Científica e Tecnologia (Dimci). É ali que se constrói a capacidade nacional de medir grandezas críticas com altíssima precisão — uma competência essencial para setores como energia e petróleo & gás, dispositivos médicos e saúde, materiais avançados e nanotecnologia, química fina e controle ambiental, e manufatura de alta complexidade. Ao longo de décadas, o Inmetro construiu sua base mesmo em cenários de restrição orçamentária. Agora, o cenário começa a mudar.
O avanço das obras do novo complexo laboratorial em Xerém (RJ) é o símbolo mais concreto dessa virada. Trata-se de um investimento estruturante, voltado diretamente ao fortalecimento da metrologia científica e industrial nacional.
O novo prédio, com cerca de 1.500 m², foi projetado para concentrar laboratórios avançados de Química e Materiais, ampliando capacidade, integração entre equipes e eficiência operacional.
Segundo o Inmetro, o complexo permitirá “ampliar significativamente a capacidade de atendimento às demandas industriais e científicas do país”, especialmente em áreas de alta complexidade tecnológica.
Entre os laboratórios previstos estão unidades dedicadas a análise inorgânica e gases, tribologia aplicada a dispositivos médicos, microscopia avançada, propriedades termo -

físicas e espectroscopias, fenômenos de superfície e materiais emergentes.
A Diretoria de Metrologia Científica destaca que a nova estrutura “cria condições para pesquisas de maior impacto, integração entre áreas e respostas mais rápidas às demandas da indústria e do Estado”.
Mais do que prédios e equipamentos, o investimento em Xerém representa a reconstrução da capacidade nacional de medir o futuro — um tema central em um mundo marcado por disputas tecnológicas e cadeias produtivas cada vez mais exigentes.



O presidente do Inmetro acompanha avanço das obras do novo complexo laboratorial em Xerém/RJ

Se a metrologia científica estabelece os padrões, é a metrologia industrial que os transforma em vantagem econômica. Ela está presente na calibração de instrumentos, no controle de processos, na validação de produtos e na redução de riscos operacionais.
Nos últimos anos, essa dimensão ganhou uma nova camada de complexidade: digitalização, automação e integração com sistemas industriais. O Inmetro passou a atuar não apenas como referência técnica, mas como facilitador da inovação industrial, ajustando seus serviços às necessidades de setores intensivos em tecnologia.
Esse reposicionamento está explícito no Plano Estratégico 2024–2027, que define como prioridade o apoio direto ao setor produtivo, à inovação e à sustentabilidade: ‘o Inmetro precisa estar preparado para responder às demandas tecnológicas atuais e futuras da indústria brasileira’, afirma o documento ao destacar a importância da rastreabilidade metrológica para novos processos, produtos e modelos de negócio.
Na prática, isso significa apoiar desde a indústria tradicional até setores emergentes ligados à economia verde, descarbonização, bioindústria e transformação digital.
O fortalecimento da metrologia científica e industrial valoriza o Inmetro e o reconhece como estratégico, com status semelhante ao dos grandes institutos nacionais de metrologia do mundo, como o PTB (Alemanha), o NIST (EUA) e o NPL (Reino Unido). A ampliação da infraestrutura, aliada à modernização institucional, permite ao Brasil reduzir dependência externa em medições

críticas; acelerar a validação de tecnologias nacionais; aumentar a competitividade das exportações; sustentar políticas industriais baseadas em evidência científica.
Durante as celebrações dos 52 anos, a Presidência do Inmetro reforçou que “investir em metrologia é investir em soberania, inovação e segurança para a sociedade”.
O Inmetro está investindo de forma estruturante em laboratórios de fronteira, permitindo que o Brasil continue sendo um país com uma infraestrutura da qualidade robusta, alinhada aos avanços e às tendências internacionais. Essa solidez se sustenta tanto em suas instalações quanto em seu corpo técnico altamente qualificado. Destaque-se que o Inmetro, no âmbito da metrologia científica, industrial e tecnológica, avalia continuamente seu desempenho por meio de exercícios de comparações interlaboratoriais — conhecidas como comparações-chave — realizados com Institutos Nacionais de Metrologia de diversos países, especialmente de nações desenvolvidas. Essas comparações abrangem diferentes áreas do conhecimento e têm como principal objetivo assegurar a comparabilidade dos resultados e comprovar a competência técnica dos países na prestação de serviços metrológicos. Dessa forma, empresários, pesquisadores e a sociedade podem ter confiança de que o futuro da infraestrutura da qualidade no Brasil permanecerá alinhado às novas tendências de produtos e serviços, mantendo-se sólido, confiável, alinhado às tendências internacionais e capaz de sustentar inovação, competitividade industrial e segurança tecnológica no longo prazo.
O Inmetro está fortalecendo a metrologia

química e de materiais no país, ampliando sua capacidade de atender às demandas da indústria e de impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico associado à medição. Isso só é possível em razão da maior capacidade do Inmetro em prover serviços de ensaios analíticos, ensaios de proficiência, materiais de referência certificados e comparações de métodos, reduzindo de forma significativa a necessidade de recorrer a serviços no exterior.
A nova fase do Inmetro aponta para um legado claro: para a ciência, laboratórios mais robustos, integrados e alinhados às fronteiras tecnológicas; para a indústria, medições mais rápidas, confiáveis e conectadas à inovação; para o Estado, maior capacidade regulatória e técnica; para o Brasil, uma infraestrutura da qualidade compatível com as ambições de desenvolvimento.
Com a valorização do Inmetro, o Brasil reafirma um princípio essencial: não há inovação sem medição confiável. Em um mundo cada vez mais orientado por tecnologia, dados e precisão, a metrologia científica e industrial deixa de ser coadjuvante — e assume definitivamente o papel de fundação invisível da economia moderna.

Uma infraestrutura de Estado para a indústria do século XXI
Governança e estrutura de execução
Inclusão de referência explícita à governança do Plano Estratégico, com papéis das diretorias finalísticas (Metrologia Científica, Industrial e Tecnologia; Metrologia Legal; Avaliação da Conformidade; Inovação e Planejamento). Justifica-se para demonstrar capacidade institucional de execução e alinhamento entre estratégia e operação.
Eixos estruturantes e finalísticos
Detalhamento dos objetivos estratégicos como eixos estruturantes (infraestrutura, pessoas, governança, transformação digital) e finalísticos (indústria, comércio, sociedade). A inclusão reforça clareza estratégica para o leitor técnico e decisor industrial.
Inserção internacional e soberania tecnológica
Ampliação do trecho sobre atuação internacional do Inmetro (BIPM, OIML, ILAC, ISO), conectando metrologia à soberania tecnológica. Justifica-se pela relevância crescente de barreiras técnicas, comércio exterior e cadeias globais de valor.
Transformação digital e dados
Inclusão de menção explícita à digitalização da infraestrutura da qualidade, uso de dados metrológicos, interoperabilidade e serviços digitais. A justificativa é alinhar o texto às demandas de Indústria 4.0 e economia baseada em dados.
Economia verde e descarbonização
Reforço do papel da metrologia em transição energética, hidrogênio, biocombustíveis, eficiência energética e ESG. A inclusão decorre de objetivo estratégico específico do Plano e amplia a aderência do texto à agenda climática.
Indicadores, metas e gestão de riscos
Inclusão de referência a indicadores de desempenho, monitoramento e gestão de riscos estratégicos. Justifica-se para evidenciar maturidade em gestão pública e credibilidade perante o setor produtivo.
Educação e formação em infraestrutura da qualidade
Ampliação do trecho sobre capacitação, educação metrológica e formação de competências. A inclusão se justifica pela escassez de especialistas e pela necessidade de sustentabilidade de longo prazo da infraestrutura da qualidade.

A metrologia, ciência que estuda medição e precisão, está passando por um processo acelerado de transformação tecnológica e estratégica, impulsionado pela digitalização, demandas industriais emergentes e desafios ambientais. O International Metrology Congress (CIM) 2025, organizado pelo Collège Français de Métrologie (CFM), teve como tema central “A New Metrology for a Sustainable Industry and Society” — sinalizando que o foco atual da metrologia internacional não é apenas aprimorar instrumentos e técnicas, mas alinhar o campo às necessidades de sustentabilidade, digitalização e qualidade de dados.
Uma das tendências mais fortes é o papel da metrologia na transformação industrial sustentável e na redução de impactos ambientais, ressaltando as medições precisas podem apoiar o controle de emissões e poluentes, a eficiência energética de processos industriais, e a qualidade e durabilidade de produtos ecologicamente projetados.
Esse enfoque mostra que metrologia vai além de conferir conformidade: ela se integra à gestão ambiental e ao desenvolvimento de tecnologia limpa, tornando-se um pilar para políticas industriais sustentáveis.
A digitalização é um dos temas recorrentes tanto em congressos quanto em análises do setor: ela está transformando a maneira como medições são feitas e utilizadas.
Metrologia Digital e Data-Driven - A digitalização de certificados de calibração e a conectividade de sistemas de medição às plataformas digitais (como MES, QMS e nuvem) é uma tendência forte, permitindo não só registro de dados, mas análise em tempo real e integração com processos de produção. A digitalização melhora a rastreabilidade, consistência e confiabilidade dos dados de medição, essenciais para conformidade regulatória e tomada de decisão inteligente. Isso faz parte de uma visão mais ampla em que medição passa a integrar fluxos digitais de dados, tornando-se um ativo valioso para a produção inteligente e a indústria 4.0/5.0. Metrologia Integrada ao Processo Produtivo - Uma tendência importante, também refletida em análises do setor, é que a metrologia deixa de ser uma atividade exclusivamente final de inspeção e passa a ser parte integrante do processo de fabricação, sendo incorporada diretamente no fluxo de produção (inline e in-process), permitindo ajustes imediatos e redução de retrabalho e desperdício. Isso cria uma metrologia em tempo

real, em que dados de medição alimentam diretamente sistemas de controle e qualidade durante a fabricação. E esse movimento está alinhado com práticas de manufatura inteligente e uso de dados como insumo estratégico para operações.
Automação e Inteligência Artificial na Metrologia - A automação, incluindo uso de robôs, sistemas automatizados de inspeção e integração com IA, é outra grande tendência. A IA está sendo usada para analisar grandes volumes de dados metrológicos, identificar padrões e até orientar decisões de fabricação e calibração enquanto os sistemas automatizados estão melhorando eficiência e repetibilidade, reduzindo erro humano e acelerando ciclos de medição. Essa combinação entre automação e inteligência eleva a metrologia de uma função passiva de verificação para um componente ativo de melhoria contínua.

Os temas inovadores nas discussões sobre metrologia são o quantum metrology, sensores avançados e métodos de medição de alta precisão; a evolução das técnicas tradicionais (CMMs, scanners 3D, CT metrology) e a análise de materiais complexos, propriedades físicas e novos parâmetros de qualidade.
Isso revela que, além de digitalização e sustentabilidade, há uma nova fronteira tecnológica em metrologia baseada em sensores avançados e técnicas emergentes.
Em resumo, as tendências em metrologia hoje estão sendo moldadas por uma combinação de tecnologia avançada, digitalização, sustentabilidade e integração com processos industriais. A troca de experiência em eventos e congressos ajuda a consolidar no -

vas ideias e atuam como plataforma global de interação científica com foco no futuro da medição — um futuro em que medições não são apenas ferramentas de verificação, mas habilitadores de inovação, eficiência e responsabilidade ambiental.

César Cassiolato, CEO & Presidente -Vivace Process Instruments
A segurança industrial atravessa uma transformação profunda impulsionada pela evolução da metrologia e da instrumentação. Se no passado medir significava apenas indicar uma variável de processo, hoje medir significa antecipar riscos, sustentar decisões críticas e proteger vidas, ativos e o
meio ambiente.
Sensores inteligentes, diagnósticos avançados e análises preditivas estão redefinindo os fundamentos da segurança funcional. A instrumentação deixa de ser um elemento passivo do processo e passa a atuar como um sistema ativo de prevenção, capaz de iden-
tificar desvios, prever falhas e apoiar decisões operacionais em tempo real.
Este artigo analisa os principais desafios, falhas recorrentes e oportunidades tecnológicas que moldam o futuro da instrumentação aplicada à segurança industrial.
Os Vilões Silenciosos da Segurança Funcional
Estudos de segurança de processo indicam que aproximadamente 70% dos acidentes industriais graves têm origem direta ou indireta em falhas de instrumentação ou na interpretação inadequada de dados. O aspecto mais crítico não é a falha que interrompe o processo, mas
Principais Modos de Falha
1. Transmissores de Pressão em Modo Comum
aquela que induz o operador a confiar em informações incorretas, levando a decisões equivocadas em momentos críticos.
• Problema: falha simultânea de instrumentos redundantes expostos às mesmas condições ambientais.
• Impacto: perda total da função de segurança.
• Exemplo típico: sistemas de alívio de pressão que não atuam em situações de sobrepressão real.
2. Válvulas de Segurança com Atuadores Pneumáticos
• Problema: degradação de vedações e contaminação do ar de instrumento.
• Impacto: tempos de resposta inadequados ou falha completa na abertura.
• Frequência: entre 15% e 20% das falhas perigosas não detectadas.
3. Sensores de Temperatura em Ambientes Corrosivos
• Problema: deriva metrológica acelerada.
• Impacto: leituras falsas que mascaram condições de superaquecimento.
• Consequência: perda de integridade térmica do processo.
Como a Inteligência Artificial Está Mudando o Jogo
Os sensores inteligentes não apenas medem variáveis; eles interpretam, aprendem e preveem comportamentos. Essa mudança impacta diretamente o cálculo e a confiabilidade do Safety Integrity Level (SIL).
Autodiagnóstico Contínuo
• Redução da taxa de falhas perigosas não detectadas (λDU) em até 80%
• Detecção precoce de degradação por algoritmos de machine learning
• Validação cruzada automática entre múltiplos sensores
Diagnósticos Avançados
• Análise de tendências em tempo real
• Identificação de padrões anômalos
• Estimativa de vida útil remanescente (RUL)
Impacto Direto no SIL

Parâmetro Sensores Inteligentes
Taxa λDU
Cobertura diagnóstica
Intervalo de teste
Instrumentação Tradicional
10 ⁴ a 10 ³ 60–80% 1–2 anos
10 ⁶ a 10 ⁵ 90–99% 3–5 anos
O resultado é uma redução expressiva de custos operacionais, mantendo ou até elevando o nível de segurança funcional.
Disponibilidade vs.
Durante décadas, a indústria tratou segurança e disponibilidade como forças opostas. Sistemas excessivamente conservadores geraram paradas desnecessárias, alarmes falsos
e, paradoxalmente, comportamentos inseguros, como bypass de proteções.
• Sistemas capazes de diferenciar falhas reais de falhas espúrias
• Manutenção preditiva baseada em condição
• Redundância inteligente com reconfiguração automática
Casos reais demonstram reduções de até 40% em paradas não programadas, mantendo SIL 2, após adoção de sensores inteligentes com diagnósticos avançados.
Proof Test e Calibração: Da Rotina ao Pilar Estratégico
Estratificação por Criticidade
• Categoria A (Segurança Crítica): proof test completo + calibração (6–12 meses)
• Categoria B (Operacional): verificação funcional + calibração parcial
• Categoria C (Monitoramento): verificação básica
Integração com Manutenção Preditiva
Monitoramento contínuo → análise de tendências → agendamento inteligente → intervenção programada → validação da eficácia.
Critérios de Aceitação Dinâmicos
As tolerâncias deixam de ser fixas e passam a considerar histórico, criticidade e comportamento real do instrumento.
Análises On-line: A Primeira Linha de Defesa
Análises em tempo real atuam como sentinelas invisíveis, prevenindo acidentes, emissões e perdas de eficiência.
Aplicações Críticas
• Petroquímica: H2S, oxigênio, umidade
• Energia: vibração, óleo isolante, gases dissolvidos
• Química: pH, condutividade, concentração de catalisadores
Tecnologias Emergentes
• Espectroscopia NIR e Raman
• Sensores eletroquímicos de alta seletividade
Instrumentação Analítica e Emissões Fugitivas
A precisão metrológica impacta diretamente a sustentabilidade. Tecnologias modernas permitem reduções de até 90% nas emissões fugitivas, com ROI elevado e payback inferior a dois anos em muitos casos.
Ambientes offshore, siderúrgicos e de mineração impõem desafios extremos. As soluções modernas combinam:
• Encapsulamento inteligente
• Compensação térmica e dinâmica
• Redundância diversificada
Calibração: De Custo Operacional a Mitigação de Risco
A calibração deixa de ser um “mal necessário” e passa a ser um instrumento estratégico de mitigação de risco.
• Custo anual: R$ 50 mil
• Ganho em eficiência: R$ 200 mil
• Redução de risco: R$ 500 mil
• ROI total: 1.300%
O Futuro da Instrumentação de Segurança nas próximas décadas será marcado pela Inteligência artificial embarcada, IoT industrial seguro, Sensores moleculares, Novas exigências normativas (IEC 61511 Ed. 3), Pressões ambientais e metas Net Zero.
A instrumentação de segurança vive uma revolução silenciosa, porém irreversível. Precisão deixou de ser diferencial competitivo para se tornar condição de sobrevivência industrial.
Investir em sensores inteligentes, calibração adequada e analíticas preditivas não é apenas uma decisão técnica. É uma decisão ética, ambiental e econômica.
A pergunta não é se sua organização pode investir em instrumentação de qualidade.
A pergunta é: ela pode se dar ao luxo de não investir?


Instrumentados de Segurança (SIS): Definições, importância, hardwares e infraestrutura para aplicação, Normas
boas práticas e perspectivas
Roberval Bulgarelli, Especialista Internacional em Segurança para Atmosferas Explosivas (IEC 1906 Award)
SINOPSE: São apresentados a seguir uma visão abrangente sobre Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) com foco em definições, importância, tipos de hardware, infraestrutura de aplicação, Normas Técnicas Brasileiras ABNT NBR IEC 61511 – Partes 1, 2 e 3 e perspectivas de mercado no Brasil, incluindo aplicações em áreas classificadas com atmosferas explosivas de gases inflamáveis e poeiras combustíveis.
Um Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) é um sistema projetado com um conjunto integrado de hardware e software que monitora e atua sobre variáveis de processo críticas para colocar um processo em um estado seguro nos casos em que são detectadas condições de risco para as instalações de processo, para as pessoas ou comunidades.
O SIS executa uma ou mais Funções Instrumentadas de Segurança (SIF) que protegem pessoas, o meio ambiente e ativos, reduzindo riscos a um nível tolerável. Um SIS é creditado com um Nível de Integridade de Segurança (SIL) que representa a probabilidade de a função de segurança operar corretamente quando necessário.

Os SIS desempenham papel crítico na segurança de processos industriais, uma vez que contribuem para reduzir riscos de acidentes graves, como explosões ou vazamentos tóxicos, protegem vidas, meio ambiente e ativos, atendem requisitos regulamentares e de conformidade, asseguram a continuidade operacional, evitam paradas não planejadas, permitindo desta forma um planejamento proativo de segurança via análises formais de risco, ao longo do ciclo total de vida das instalações industriais.
São frequentemente exigidos por legislações e regulamentos de segurança de processo estrutura e tipos de Hardware em um SIS. Um SIS é composto por três partes principais:
• Sensores (Input Devices), que detectam variáveis de processo (por exemplo pressão, nível, temperatura, vazão)
• Solucionador Lógico (Logic Solver), que consiste em um controlador programável que processa sinais dos sensores e decide ações de proteção. Os casos mais frequentes de Logic Solvers são os SPLC / Safety PLC com certificação SIL e arquiteturas redundantes, controladores dedicados de segurança
• Elementos finais, como válvulas de bloqueio, dispositivos de desligamento e sistemas de isolamento, que executam as ações de segurança do SIS
Ao implementar um SIS, é necessário considerar o devido projeto e arquitetura do sistema, incluindo a seleção de dispositivos certificados com nível SIL adequado e as arquiteturas redundantes, como por exemplo, votação 2 em 3 (2oo3), com o objetivo de elevar os níveis de confiabilidade e segurança.
De acordo com os requisitos indicados nas Normas Técnicas Brasileiras da Série ABNT NBR IEC 61511, o SIS deve seguir um CICLO TOTAL DE VIDA de segurança, desde a concepção e especificação do projeto, montagem, comissionamento até
as atividades de operação e de manutenção, incluindo os Testes de Prova, para assegurar um desempenho contínuo ao longo do tempo. Os SIS normalmente operam independentemente do Sistema de Controle de Processo (DCS), de forma a evitar interferências em condições críticas.
Deve haver uma gestão de configuração e alterações, sob um procedimento de Gestão das Mudanças (Management of Changes - MoC), com um controle rigoroso de alterações e revisões de software e hardware, de forma a manter integridade funcional das funções de
segurança requeridas pelo processo.
As Normas Técnicas Brasileiras da Série ABNT NBR IEC 61511, publicadas pela ABNT em 2024 e 2025, representam a ADOÇÃO brasileira das normas internacionais da Série IEC 61511, atendendo os requisitos da DIRETIVA 3 da ABNT: Adoção de documentos técnicos internacionais. Esta Série de Normas, elaboradas pela Comissão de Estudo ABNT CE 003.065.001 (Medição, controle e automação para a indústria de processo), é composta pelas seguintes três partes:




• ABNT NBR IEC 61511-1: Estrutura, definições e requisitos de sistema, hardware e de programação, apresentando definições dos termos técnicos aplicáveis, estruturação do SIS, requisitos de hardware e especificações de software para desenvolvimento e operação de SIS
• ABNT NBR IEC 61511-2: Orientações para aplicação, apresentando diretrizes práticas para especificação, projeto, instalação, operação e manutenção, complementando e detalhando a aplicação dos requisitos apresentados na Norma ABNT NBR IEC 61511-1.
• ABNT NBR IEC 61511-3: Orientação para determinação de SIL, abordando métodos e critérios para determinar o nível SIL requerido, com base nas análises de risco quantitativas e qualitativas
Devem ser realizados testes funcionais de aceitação em fábrica (TAF) e em campo (TAC), bem como implantar um programação de validações periódicas (TESTES DE PROVA). Os testes de prova periódicos devem ser realizados por meio de um procedimento escrito que revele falhas não detectadas que impeçam o funcionamento do SIS em conformidade com a SRS (Safety Requirement Specification / Especificação dos Requisitos de Segurança).
Atenção especial pode ser dada para identificar causas de falha que podem levar a falhas de causa comum. Os procedimentos de teste de prova também podem enfatizar a necessidade de evitar a introdução de falhas de causa comum. O conjunto
SIS deve ser testado, incluindo os sensores, o solucionador lógico e os elementos finais (por exemplo, válvulas de parada de processo e desligamento de motores).
Nos casos dos SIS aplicados nas instalações da indústria do petróleo, química e petroquímica, em ÁREAS CLASSIFICADAS com a presença de atmosferas explosivas de gases inflamáveis ou poeiras combustíveis, deve ser observado requisitos de certificação de equipamentos “Ex” que são complementares aos requisitos de certificação SIL dos sensores, elementos finais e SPLC. Os equipamentos e sensores instalados em atmosferas explosivas devem ser certificados com tipos de proteção “Ex”, por exemplo, a segurança Intrínseca (Ex “i”).
É muito comum nestas aplicações industriais, a utilização de barreiras de segurança intrínseca entre os sensores, elementos finais, fiação e os cartões de entrada e saída do Logic Solver, para assegurar que sinais intrinsecamente seguros estão instalados em áreas classificadas de gases inflamáveis (Zonas 0, 1, 2) e em áreas classificadas de poeiras combustíveis (Zonas 20, 21 ou 22).
A Norma ABNT NBR IEC 60079-14 (Projeto, seleção, montagem e inspeções iniciais de instalações em atmosferas explosivas) apresentam os requisitos de projeto, seleção e instalação de equipamentos “Ex” em áreas classificadas, os quais são aplicados também para os circuitos dos SIS.


Para alcançar eficácia em SIS e efetuar as análises necessárias para definição de SIL, é requerida uma avaliação formal de riscos, utilizando métodos como LOPA (Layer of Protection Analysis / Análise de Camadas de Proteção), PHA (Process Hazard Analysis – Análise de Riscos de Processo).
Para assegurar que os requisitos do SIS estejam funcionais e testados e disponíveis, sempre que forem solicitados, deve haver uma equipe qualificada, treinada, experiente, competente e certificada, com base nos requisitos das Normas ABNT NBR IEC 61511 e. Existem também demandas crescentes por profissionais com certificação sobre técnicas de segurança funcional, de acordo com as Normas da Série IEC 61508 - Functional Safety of Electrical/Electro-
nic/Programmable Electronic Safety-related Systems e experiência em projetos SIS.
Com relação às perspectivas no mercado brasileiro, pode ser considerado o atual crescimento e demanda do mercado de SIS no Brasil, com perspectivas positivas devido a expansão de setores de óleo & gás, petroquímica, químico e energia. Existe também o reforço representado pelas normas de segurança de processo e exigências regulatórias, bem como as atuais ações de digitalização e Indústria 4.0 aumentando a necessidade de segurança integrada entre os Setores de Automação de Processo, Automação da Informática e Automação Operacional.
Com relação à evolução exponencial da tecnologia e inovações tecnológicas, pode ser verificada uma ten-
Referências bibliográficas relacionadas com SIS
1. Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS)

dência crescente à utilização de: Logic Solvers com certificação SIL, redes e protocolos seguros para SIS e monitoramento remoto e análises preditivas.
Desta forma pode ser verificado que os Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) são essenciais para a segurança de processos industriais, com base em normas robustas como as Normas ABNT NBR IEC 61511 - Partes 1, 2 e 3. Os SIS proporcionam uma camada de proteção crítica para evitar incidentes graves, especialmente em ambientes com atmosferas explosivas. A adoção de boas práticas de engenharia e conformidade normativas é fundamental para assegurar o desempenho seguro e confiável, além de atender às demandas crescentes do mercado brasileiro em segurança de processo.
2. E-Book - Boas práticas de aplicação da segurança intrínseca (Ex “i”) em Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS) em atmosferas explosivas
3. Norma Regulamentadora NR-13 - Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento - Guia de Aplicação de Sistemas Instrumentados de Segurança (SIS)

Leonardo R. Fazzilani da Silva, FS Eng. -M, MCEExpert®, CMSE®
Controladores Lógicos Programáveis são soluções robustas, flexíveis e modulares, utilizadas para otimizar sistemas de automação por meio de abstrações lógicas, eliminando diversos comutadores físicos, reduzindo o espaço ocupado em painéis de comando e aprimorando elementos de informação e diagnóstico, por meio de indicadores visuais, sonoros e/ou textuais, quando associados a IHMs (interfaces homem-máquina) e sistemas supervisórios. Contudo, para aplicações relativas à segurança, a fim de adequar máquinas e/ou equipamentos com sistemas de controle de média e alta complexidade aos requisitos da NR-12, novos desafios podem ser adicionados, em razão da necessidade de consideração sobre falhas sistemática, critérios de confiabilidade que CLPs convencionais não
atendem e de uma abordagem lógica de raciocínio para a programação, sob uma perspectiva diferente daquela normalmente desenvolvida.
A Norma Regulamentadora nº 12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (NR-12) determina, como uma medida de proteção possível, a implementação de sistemas de segurança. Quando esses sistemas compreendem o comando da máquina, as chamadas “partes de sistemas de comando relacionadas à segurança” (SRP/CS, do inglês “safety-related parts of control system”), devem ser compostos por dispositivos interligados adequadamente integrados ao sistema de comando, mantidos sob monitoramento automático (dependendo de risco associado), considerando as características técnicas da
máquina e do processo de trabalho, conforme medidas e alternativas técnicas existentes – a exemplo das normas que tratam das partes do sistema de comando relacionado à segurança – a fim de atingir o nível mínimo necessário de segurança, para proteger pessoas nas zonas de perigo.
CLPs de segurança são controladores lógicos programáveis com características especiais de funcionamento (tais como redundância, diversidade e autoteste) que executam instruções e funções específicas de programação (como lógica combinacional e/ou sequencial, temporização e contagem) que, através de blocos padronizados e um programa de aplicação relacionado à segurança (SRASW) validado, monitoram elementos geradores de sinais (entradas) e comandam elementos de
A norma técnica ABNT NBR ISO 13849-1:2019 considera e estabelece requisitos para alguns tipos de software relacionado à segurança, por exemplo: Software embarcado (SRESW), como firmwares e sistemas operacionais; de aplicação (SRASW), como lógicas de controle e avaliação de funções de segurança; e de parametrização, como configuração da área de monitoramento de um scanner. 1 2 1 2
Conforme ABNT NBR ISO 13849-1:2019, são “falhas relacionadas de forma determinística a uma determinada causa”, em muitas situações incluem o erro humano, e que somente podem ser eliminadas por modificação do projeto, processo, procedimento, documentação ou outro fator relevante.
controle da potência de movimentos perigosos (saídas) em vários tipos de máquinas ou processos. O programa de aplicação instalado, partindo da premissa de que não sofre
Arquitetura básica:
“desgaste”, deve considerar condições previstas, assegurando sua eficácia e reduzindo ao mínimo razoavelmente previsível a possibilidade de erros provenientes de fa-
lhas sistemáticas, evitando a perda das funções relativas à segurança e não permitindo alterações inadvertidas dos blocos de função de segurança específicos.

Consideremos o seguinte:
• A NR-12 não estabelece requisitos específicos para software de aplicação relacionado à segurança (SRASW – Safety-related application software) para a redução de risco, apesar de mencionar, no Anexo IV – Glossário, na definição de “Categoria”, que a integração de componentes relacionados à segurança dos sistemas de controle inclui aspectos de software, direcionando essa aplicação específica à ABNT NBR ISO 13849-1:2019, atualmente publicada;
• A norma ABNT NBR 14153:2022 reconhece que o comportamento atingido pelas SRP/ CS, em relação à resistência às possíveis falhas, pode depender, dentre vários fatores, da qualidade e exatidão do software, além da necessidade de validação por ensaios (testes) para comprovação das categorias especificadas, mas não determina requisitos para sua aplicação;
• Ambas as normas ABNT NBR 14153 e ABNT NBR ISO 13849-1 concordam que o conceito de “defeito ” (aleatório, por desgaste) não se aplica em elementos que consistam apenas em software. Neste tipo de medida de redução de riscos, se aplicam apenas os requisitos para evitar falhas sistemáticas [LF1.1][JB2.1]durante o ciclo de vida do software relacionado à segurança;
• Erros de programação, projeto ou implementação afetam diretamente a segurança!
Usabilidade e testabilidade são essenciais!
Falhas sistemáticas são falhas determinísticas, que ocorrem repetidamente sob as mesmas condições, re -
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lacionadas a uma determinada causa e que somente podem ser eliminadas por modificações de projeto, processos de fabricação, procedimentos operacionais, documentação ou outros fatores relevantes. Medidas
A norma técnica ABNT NBR ISO 12100:2013 define e diferencia falha (como uma “incapacidade” – na edição brasileira, “termination of the ability” foi traduzido como “incapacidade”, mas “perda da capacidade” também poderia ser uma tradução válida – de um elemento de executar sua função requerida, sendo um evento) e defeito (como “estado de um determinado elemento caracterizado pela incapacidade de realizar uma função requerida (...)”, frequentemente como resultado de uma falha, mas que pode ocorrer inesperadamente, sem relação com uma falha prévia).
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para controlar falhas sistemáticas podem incluir princípios fundamentais e devidamente comprovados de segurança, monitoramento da sequência do programa da aplicação, de módulos e blocos funcionais, de sub-rotinas ou comandos lógicos, bem como do processo de comunicação de dados. Já as medidas para evitar essas falhas incluem diversas opções voltadas para seleção, dimensionamento, montagem e manutenção de dispositivos e componentes, inspeção e testes para evidenciar a efetividade das soluções na aplicação.
Há uma nota na norma técnica ABNT NBR ISO 13849-1, informando que componentes eletrônicos
complexos (incluindo CLPs “convencionais”) não atendem requisitos para comprovação como componentes “bem testados” (na edição brasileira, o termo em inglês “well-tried” é traduzido como “devidamente comprovado”). Em contrapartida, os controladores definidos como “CLPs de segurança” são projetados, fabricados e testados conforme normas relevantes em relação à segurança funcional, possuem processamento redundante, arquitetura em diversidade e teste automáticos do próprio sistema, apresentam dados relacionados à segurança (como “probabilidade média de falha perigosa por hora –PFHD ” e “cobertura de diag -
Para tal, a norma estabelece o “Modelo V” para gerenciamento de ciclo de vida do software, com o objetivo principal de ter um software legível, compreensível, testável e de fácil manutenção. 4 5
nóstico média – DCavg “, por exemplo[LF4.1]) e permitem uma avaliação apropriada de subsistemas de geração de sinais e de comando de movimentos perigosos por blocos de função previamente validados e por lógica de programação de usuário que seja planejada, modelada, codificada e validada por processo que considere sobretudo a prevenção de falhas e defeitos que possam ser introduzidos durante o desenvolvimento do software.

Conforme Loren Stewart, CFSE (2019), trata-se da probabilidade de um sistema de falhar perigosamente dentro de um período de uma hora e não estar apto a realizar sua determinada função de segurança quando for requerida, e é baseada na taxa de falhas perigosas e dos meios automáticos de diagnóstico. Na aplicação da ABNT NBR ISO 13849-1:2019, o nível de desempenho (PL) de uma função de segurança é definido pela consideração dos valores de PFHD dos diversos subsistemas que compõem esta função. Definida pela ABNT NBR ISO 13849-1:2019 como “medida da efetividade do diagnóstico”, considerando a razão entre a taxa de falhas perigosas detectadas por meio de testes automáticos antes de uma possível perda de função de segurança (DD) pela taxa de falhas perigosas totais (DT).
Ao considerar critérios de estruturação e codificação do software de aplicação,
é importante levar em consideração, relacionando às habilidades de programação para aplicações de segurança, uma vez que se pretende mitigar falhas sistemáticas:
• organizar os blocos de programação de forma a serem fáceis de comissionar, testar e solucionar problemas;
• utilizar métodos de programação defensiva, como verificações de integridade de dados e de plausibilidade (ex. verificações por intervalo), que estejam disponíveis na camada da aplicação;
• estruturar a arquitetura de modo a permitir a fácil identificação dos estágios (subsistemas) de “Entrada” => “Processamento” => “Saída”, nesta orientação;
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• preferir o uso de blocos pré-validados e de forma adequada, de acordo com as necessidades e exigências da arquitetura (categoria), correspondente a uma SRP/CS de entrada (por exemplo, “botão de emergência”, “dispositivo bimanual”, “ESPEs”, etc.) ou saída (tais como “monitoramento de dispositivos externos”/EDM, também chamado pelo termo em inglês “feedback loop monitoring”, “monitoramento de válvula”, entre outros) e às condições da aplicação (como operadores lógicos, contadores, temporizadores e registradores tipo “flip-flop RS”, a depender da disponibilidade);
• limitar os módulos e blocos de programação em função da extensão (tamanho) do código e dos parâmetros de entrada e saída, sendo devidamente comentados sempre que possível e adequado;
• selecionar medidas de diagnóstico de acordo com as considerações e os modos das falhas previsíveis;
• evitar retenções ou contornos (“bypasses” lógicos) nos ramos da programação – se necessário, preferir recursos “orientados a zero”, flip-flops RS, por exemplo;
• ter cuidado com abstração (simplificação/otimização) demais – manter a programação limpa, porém compreensível e, quando necessário, comentada;
• usar de recursos de salvamento de blocos de codificação como bloco de função de usuário (biblioteca de usuário), para prover reusabilidade, sempre que um bloco que codificação (grupo) puder ter uso posterior.
Diversas linguagens de programação padronizadas podem ser utilizadas para implementação de software relacionado à segurança, agrupadas em dois tipos principais:
• Linguagem de Variabilidade Limitada (LVL, do inglês “Limited Variability Language”), a exemplo do Diagrama de Blocos Funcionais – FBD (muito comuns em controladores compactos de segurança), do Ladder, do Grafcet/SFC e dos Operandos Lógicos Booleanos; e
• Linguagem de Variabilidade Total (FLV, do inglês “Full Variability Language”), como Lista de Instruções, Texto Estruturado, Linguagem de Controle Estruturado, Pascal, C, C++, C# e Assembler.
A depender da linguagem selecionada, dos tipos de dados, dos arranjos estruturais, configuração dos blocos e da capacidade de realização automática de testes e detecção de falhas de toda a estrutura do software, diferentes níveis de desempenho (PL) podem ser atendidos ou limitados neste objeto. Conforme a tecnologia de
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Blocos de função desenvolvidos e validados previamente pelo fabricante, disponibilizados por meio de bibliotecas.
conectividade avança e controladores, estações remotas e dispositivos de campo são integrados a redes corporativas e à Internet, o ambiente de tecnologia de operações (do inglês “operational technology”, ou a sigla OT) pode se tornar vulnerável a agentes de ataque que procuram por pontos frágeis para entrada em instalações industriais, sendo que a ocorrência de ataques cibernéticos “bem-sucedidos” ou até invasões locais por tentativa de sabotagem podem levar a sérias consequências – como interrupção de operações críticas e comprometimento da segurança de pessoas.
Para prevenir tais situações, é urgente que os pro -
fissionais envolvidos com especificação técnica, configuração e programação de CLPs de segurança estejam aptos e capacitados em práticas de programação segura, façam controle e versionamento dos códigos de programação e de firmware, utilizem de autenticação de acessos, redes de comunicação mais seguras, sistemas de IPS (do inglês “intrusion prevention system”), firewalls industriais e medidas de defesa em profundidade, entre outras medidas de segurança cibernética em ambientes “OT”.
Em resumo, aplicações de software relacionado à segurança podem ser tratadas de maneira distinta para atendi-
mento à conformidade com a NR-12. Para isso, é necessário que haja uma equivalência entre os elementos de hardware e a respectiva codificação lógica; a programação deve ser modular e estruturada, e diversos atributos qualitativos e boas práticas de programação defensiva devem ser considerados para o cumprimento dos requisitos de segurança de máquinas previstos na regulamentação. Não apenas conhecimentos apropriados sobre lógica de programação e ferramentas de desenvolvimento validadas, como também base consolidada sobre os requisitos normativos são essenciais para uma aplicação proficiente e segura.
Referências
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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR ISO 13849-1: Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando relacionadas à segurança - Parte 1: Princípios gerais de projeto. 1ª. ed. Rio de Janeiro: [s.n.], 2019.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT ISO/TR 22100-2: Segurança de máquinas - Relação com a ABNT NBR ISO 12100 - Parte 2: Como a ABNT NBR ISO 12100 se relaciona com a ABNT NBR ISO 13849-1. 1ª. ed. Rio de Janeiro: [s.n.], 2024.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 12: Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos, Brasília, 2024. Disponivel aqui. Acesso em: 17 set. 2025.
FRANCHI, C. M.; CAMARGO, V. L. A. D. Controladores Lógicos Programáveis - Sistemas Discretos. 1ª. ed. São Paulo: Érica, 2008.
INTERNATIONAL ELECTROTECHNICAL COMMISSION (IEC). IEC/TS 63074: Machine safety - Security aspects in connection with the functional safety of safety-related control system. 2ª. ed. Genebra: IEC Central Office, 2023.
MADSEN, T. CyberSecurity-Magazine.com. Secure PLC Programming, 01 jul. 2025. Disponivel aqui. Acesso em: 27 jan. 2026.
POSTAL, C. UpGuard.com. Programmable Logic Controllers and Cybersecurity Risk, 01 dez. 2025. Disponivel aqui. Acesso em: 27 jan. 2026.
STEWART, L. Exida.com. PFH (Probability of dangerous failure per hour), 2019. Disponivel aqui. Acesso em: 19 dez. 2025.
TXONE NETWORKS. txOne.com/blog. The Ultimate Guide to PLC Cybersecurity, 19 abr. 2024. Disponivel aqui. Acesso em: 27 jan. 2026.


uma boa opção para o Brasil?
Gustavo Daniel Donatelli, Diretor Executivo do Centro de Metrologia e Instrumentação da Fundação CERTI
Pedro Yoshito Noritomi,
Chefe da Divisão de Tecnologias para Produção e Saúde do CTI
Renato Archer
A Manufatura Aditiva (MA), também chamada de impressão 3D, deixou de ser apenas uma promessa futurista para se tornar parte do mainstream da indústria global. Nos últimos anos, a tecnologia ganhou enorme visibilidade, alimentada pelo potencial em transformar cadeias produtivas, acelerar a inovação e democratizar a fabricação de produtos. Hoje, mais do que uma tendência emergente, a MA é reconhecida como uma ferramenta estratégica para setores de alta complexidade.
Relatórios internacionais indicam que o mercado global de Manufatura Aditiva (MA) segue em forte expansão. O Wohlers Report 2025, publicado pela ASTM, esti-
ma que o setor movimentou cerca de US$ 21,9 bilhões em 2024, com projeção de atingir US$ 115 bilhões até 2034, impulsionado pela crescente adoção industrial em setores como aeroespacial, energia e saúde.
No contexto brasileiro, o mercado de MA também apresenta crescimento expressivo, tendo gerado aproximadamente US$ 1,19 bilhão em 2023, com expectativa de alcançar US$ 4,44 bilhões até 2030 — o que representa uma taxa média anual de expansão de 20,8 % no período de 2024 a 2030.
As vantagens são claras: a MA permite a fabricação de peças com geometrias complexas, possibilitando a
aplicação de novas técnicas de engenharia para redução peso e otimização de uso de materiais, além de contribuir para a personalização em massa e viabilizar a produção de peças sobressalentes sob demanda, reduzindo estoques e custos logísticos. Isso explica por que a tecnologia vem ocupando cada vez mais espaço nas estratégias de empresas ligadas aos setores aeroespacial, defesa, saúde e energia.
No entanto, por trás dessa promessa de inovação, existe um paradoxo que limita sua adoção em larga escala: a confiança na tecnologia ainda é uma barrei- ra significativa. É nesse ponto que surge o desafio da qualificação.
O Desafio da Confiabilidade: Por que a qualificação essencial
Garantir que uma peça fabricada aditivamente seja confiável vai muito além de “imprimir bem”. A literatura reporta a existência de quase 130 parâmetros de processo que influenciam a qualidade final em tecnologias de deposição metálica, especialmente nos processos PBF (Powder Bed Fusion) e DED (Directed Energy De -
position). Esses parâmetros abrangem desde o design e a matéria-prima até o equipamento, software, operadores e etapas de pós-processamento. Fatores como calibração das máquinas, refinamento de parâmetros de processamento, controle de qualidade dos pós-metálicos e tratamentos térmicos são fontes de variabilidade que tornam a repetibilidade e a confiabilidade grandes desafios da tecnologia.
No entanto, é importante destacar que a MA engloba um universo muito mais amplo do que os processos metálicos. Existem mais de 40 técnicas distintas, agrupadas em sete categorias principais segundo a ISO/ASTM 52900:2021: fusão em leito de pó, extrusão de material, fotopolimerização, jateamento de aglutinante, laminação, jateamento de material e deposição direcionada de energia. Cada técnica possui diferentes princípios físicos, requisitos de controle e campos de aplicação.
Além disso, a MA permite
o processamento de diversas classes de materiais — incluindo metais, polímeros, cerâmicas, compósitos e até biomateriais, com potencial para incorporação de fármacos e células vivas.
Essa diversidade amplia as possibilidades de aplicação industrial, mas também aumenta a complexidade técnica associada à seleção da tecnologia mais adequada.
Para reduzir essas incertezas, os processos de qualificação exigem a aplicação de ensaios rigorosos nas peças finais, incluindo tanto ensaios destrutivos (como tração, fadiga, tenacidade à fratura e análise metalográfica) quanto ensaios não destrutivos (END) (como tomografia computadorizada de raios X, ultrassom phased array, inspeção por partículas magnéticas, líquidos penetrantes e análise dimensional de alta precisão). Esses ensaios são fundamentais para identificar defeitos como porosidade, trincas térmicas e falta de fusão, que podem comprometer seriamente a inte -
gridade de componentes em uso.
No entanto, organismos internacionais como a DNV e a IACS destacam que os requisitos de qualificação e ensaios variam conforme a criticidade da peça.
Enquanto componentes de baixa criticidade podem ser aprovados com pacotes mínimos de testes, peças classificadas como críticas, aplicadas em setores como offshore, aeroespacial ou sistemas de segurança, demandam protocolos extensivos de caracterização mecânica, metalográfica e END, muitas vezes sob supervisão direta de sociedades classificadoras.
Essa abordagem baseada em risco busca equilibrar confiabilidade e viabilidade econômica, garantindo que os esforços de qualificação sejam proporcionais ao impacto potencial de uma falha. Mas, no Brasil, esse desafio técnico é agravado por outro fator: a fragmentação do ecossistema de competências.
Fragmentação de competências: O gargalo do ecossistema nacional
A complexidade da qualificação em MA é intensificada pela realidade brasileira. Embora o país possua uma infraestrutura consolidada de qualidade em setores tradicionais, ainda há uma carência específica para a manufatura aditiva. Faltam laboratórios para ensaios não destrutivos, profissionais certificados para análise de
resultados e protocolos normativos adaptados.
Além disso, as competências necessárias — como ciência dos materiais, DfAM (Design for Additive Manufacturing), engenharia de processos, metrologia avançada e certificação — estão dispersas entre diferentes atores: universidades, institutos de pesquisa, fornece -
dores de tecnologia e consultores especializados. Para uma empresa usuária, navegar nessa rede fragmentada é custoso, lento e arriscado.
A experiência internacional mostra que esse desafio não é exclusivo do Brasil e que a solução passa pela articulação em rede. E essa lógica já foi adotada com sucesso em diferentes países.
O poder das redes: como modelos colaborativos aceleram a inovação
Para superar a complexidade técnica e a fragmentação do ecossistema, a articulação em rede emerge como uma estratégia inteligente e necessária. A teoria das redes sociais fornece uma base conceitual sólida para compreender esse modelo.
Uma análise de literatura sobre inovação e colaboração tecnológica indica que redes bem estruturadas, com conexões amplas entre diferentes atores, favorecem o acesso a novas oportunidades, a circulação de conhecimento e o surgimento de soluções inovadoras.
Aplicado à realidade da MA, esse modelo de rede organizada significa conectar a demanda da indústria
— que busca soluções confiáveis, certificáveis e economicamente viáveis — com a oferta de competências técnicas e científicas existente em universidades, ICTs, laboratórios e empresas de tecnologia. O hub orquestrador atua como agente neutro, capaz de:
* Reduzir custos de transação e tempo de integração, facilitando a formação de consórcios temporários de qualificação.
* Mitigar riscos tecnológicos e de confiabilidade, promovendo a rastreabilidade de evidências e resultados.
* Acelerar a difusão de padrões, normas e conhecimento técnico, fomentando interoperabilidade e maturi-
Lições Globais: Benchmarks de Iniciativas de Referência
E o que outros países estão fazendo? Ao dar uma olhada no que está acontecendo em outros locais, o mundo já avançou com modelos semelhantes:
● America Makes (EUA) – primeiro instituto nacional de inovação em MA, reúne governo, indústria e academia para acelerar padrões e certificações
● Fraunhofer IAPT (Alemanha) – referência em qua-
lificação de peças metálicas, articulando fornecedores de pó, fabricantes de máquinas e OEMs.
● Singapore Centre for 3D Printing (SC3DP) – hub de P&D voltado a aplicações industriais, com ênfase em qualificação de processos.
● National Centre for Additive Manufacturing (Reino Unido) – integrado à Manufacturing Technology Centre, foca em setores
dade coletiva.
* Estabelecer governança e métricas comuns, permitindo que o ecossistema evolua de forma coordenada e transparente.
Essa abordagem transforma o desafio da fragmentação em uma oportunidade de cooperação estruturada, em que cada participante — seja da indústria, academia, governo ou setor de serviços — contribui com sua especialização e se beneficia de um sistema que gera valor coletivo e confiança tecnológica. Assim, o modelo de rede não apenas otimiza recursos e competências, mas também cria as condições institucionais para o avanço sustentável da manufatura aditiva no Brasil.
aeroespacial e defesa.
● DNV (Noruega) – desenvolveu a norma DNV-ST-B203, hoje referência para qualificação de peças críticas em óleo & gás. Essas experiências mostram que, mais do que tecnologias, o que garante a confiabilidade é a existência de ecossistemas articulados com governança sólida. E é justamente essa a proposta do Brasil.
Construindo o Futuro da Manufatura Aditiva Confiável no Brasil
A Manufatura Aditiva representa uma das mais pro-
missoras oportunidades da nova indústria brasileira. No
entanto, seu pleno potencial — especialmente em aplica-
ções críticas — depende de um passo fundamental: construir confiança. E confiança se constrói com metrologia, evidências e colaboração estruturada.
A qualificação de peças fabricadas aditivamente é um desafio que transcende a técnica. É também um desafio organizacional e sistêmico, exigindo integração entre ciência dos materiais, engenharia, normalização e gestão da qualidade. No Brasil, onde as competências ainda estão dispersas, a articulação em rede é a chave para transformar ilhas de excelência em um ecossistema integrado e confiável.
Inspirado em modelos internacionais de sucesso, o Centro Temático de Qualificação de Peças Críticas Fabricadas por Manufatura Aditiva (CTMA) — uma iniciativa da Fundação CERTI, em cooperação com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), e com apoio do MCTI e da FINEP — nasce como o hub orquestrador dessa transformação.
A Fundação CERTI aporta ao CTMA sua experiência consolidada em metrologia, aliada à capacidade de articulação com a indústria e à gestão de projetos complexos de P& D; o CTI Renato Archer, por sua vez, contribui
A construção desse ecossistema não se faz de forma isolada. Ela requer a contri-
com sua liderança científica e tecnológica em manufatura aditiva, sua infraestrutura laboratorial de ponta e um histórico consistente de desenvolvimento de soluções nacionais para o setor. Essa combinação une capacidade técnica e capilaridade institucional, permitindo que o CTMA atue como um ponto de convergência entre ciência, tecnologia e aplicação industrial.
Embora tenha nascido a partir da cooperação entre a Fundação CERTI e o CTI Renato Archer, o CTMA é concebido como uma rede aberta e colaborativa, que acolhe novos parceiros dispostos a contribuir para o avanço da infraestrutura nacional de qualificação em manufatura aditiva. Laboratórios, ICTs, empresas, associações e órgãos reguladores são convidados a integrar essa rede e co-construir o ecossistema brasileiro de confiança em MA, fortalecendo a base tecnológica que sustentará a indústria avançada e a neoindustrialização no país.
O modelo do CTMA propõe um ecossistema colaborativo que gera benefícios claros para cada grupo de participantes. Citam-se como exemplos:
* Indústria usuária: acesso a metodologias validadas
buição de laboratórios, fabricantes, universidades, reguladores e empresas usuárias
de qualificação, redução de risco tecnológico e suporte técnico-metrológico para adoção segura da manufatura aditiva em aplicações críticas.
* Prestadores de serviço e fornecedores de tecnologia: oportunidade de homologação de processos, integração a uma rede reconhecida e ampliação da credibilidade junto ao mercado.
* ICTs e universidades: inserção em projetos colaborativos com foco em resultados aplicados, acesso a infraestrutura compartilhada e estímulo à transferência de conhecimento e tecnologia.
* Órgãos reguladores e entidades normativas: suporte técnico-científico para a formulação de requisitos, guias e padrões nacionais de qualificação, fortalecendo a infraestrutura de qualidade brasileira e oferecendo mais segurança à indústria e aos usuários finais.
Ao conectar esses atores sob um modelo de governança neutra, o CTMA cria as condições para que a confiança na manufatura aditiva seja construída de forma colaborativa, rastreável e baseada em evidências, transformando o potencial tecnológico em vantagem competitiva e soberania industrial para o país.
comprometidas em elevar o patamar da indústria nacional.

Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O Brasil volta a conviver com um ciclo de apreciação cambial. Em pouco mais de um ano, o real saiu de patamares superiores a R$ 6,00 por dólar, no final de 2024, para níveis próximos de R$ 5,20. Há, inclusive, análises econométricas que sugerem
que o valor “de equilíbrio” da moeda brasileira estaria mais próximo de R$ 4,50 do que da cotação atual.
Esse movimento não é isolado nem exclusivamente doméstico. Reflete mudanças profundas no cenário político e econômico inter-
nacional, com realocação de portfólios financeiros em busca de diversificação e retorno. Quando esses fluxos chegam a economias com mercados financeiros relativamente menores, como a brasileira, os efeitos sobre o câmbio tendem a ser
amplificados.
Do ponto de vista macroeconômico, um real mais valorizado proporciona benefícios evidentes no curto prazo, especialmente no controle da inflação e na moderação dos preços de bens importados. O problema surge quando esse movimento ocorre em um país que ainda carrega elevados desequilíbrios estruturais e cuja produção manufatureira permanece exposta a um conjunto severo de custos sistêmicos. A indústria brasileira e, de maneira ainda mais sensível, a têxtil e de confecção, encontra-se entre os setores mais vulneráveis a uma valorização cambial não acompanhada de ganhos consistentes de produtividade.
Diferentemente de economias concorrentes, o Brasil combina uma carga tributária elevada e cumulativa, longos períodos de juros altos, custos logísticos e energéticos superiores à média internacional e um ambiente regulatório complexo e pouco previsível. Somam-se a esses fatores propostas que tendem a elevar ainda mais o custo da produção, como a redução de jornadas e turnos de trabalho, sem contrapartidas claras em eficiência.
Esse quadro agrava-se quando observamos o cenário internacional. A China, maior exportadora mundial de bens manufaturados, não
tem experimentado um processo equivalente de apreciação cambial. Ao contrário, mantém sua competitividade reforçada por políticas industriais agressivas, subsídios, incentivos financeiros e uma capacidade produtiva excedente que vem sendo direcionada a mercados de todo o mundo. O resultado é uma pressão adicional sobre indústrias locais em países que, como o Brasil, já enfrentam dificuldades estruturais.
Nosso país já viveu esse filme em passado não tão distante, com efeitos particularmente perversos no setor têxtil e de confecção: perda de competitividade, fechamento de fábricas, desestruturação de cadeias produtivas e migração de investimentos. Hoje, começam a se repetir sinais preocupantes, como o movimento de empresas brasileiras do setor se instalando no Paraguai para atender, de modo prioritário, o próprio mercado brasileiro. Não vão para lá por vantagens extraordinárias do país vizinho, mas pela busca de condições mínimas de competitividade que deixaram de encontrar no Brasil.
Iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB), que contam com o apoio do setor produtivo, são importantes e caminham na direção correta ao reconhecerem a relevância do setor para o de -
senvolvimento econômico, tecnológico e social. No entanto, políticas públicas não operam no vácuo. Quando fatores macroeconômicos como câmbio excessivamente valorizado, juros elevados e custos sistêmicos persistentes atuam de maneira contrária, a capacidade de reação das empresas fica severamente limitada.
O risco é claro: uma apreciação cambial prolongada, sem avanços rápidos e concretos na agenda de produtividade e na redução do “Custo Brasil”, aumenta a vulnerabilidade da indústria nacional justamente em um momento de rearranjo das cadeias globais de produção e comércio. É uma conjuntura na qual muitos países estão reforçando suas bases industriais e não as enfraquecendo.
Fortalecer e reindustrializar o Brasil exige coerência entre as políticas macroeconômica e industrial e o ambiente de negócios. Um câmbio valorizado pode ser parte desse equilíbrio, mas jamais o seu eixo central. Sem enfrentar os entraves estruturais que penalizam quem produz, continuaremos estimulando, ainda que involuntariamente, a substituição da produção nacional por importações e a saída de investimentos produtivos. E esse é um custo que nossa economia não pode mais se permitir.

O Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP) passou a contar com a coordenação do Professor Antonio Marques, docente titular do Instituto de Biociências da USP desde 2000 e Pesquisador Associado do Smithsonian Institution desde 2013.
Doutor em Ciências pela USP (1997), o professor construiu uma trajetória acadêmica marcada pela pesquisa em biodiversidade marinha, com foco em sistemática e evolução dos Medusozoa (Cnidaria), grupo que reúne as medusas, popularmente conhecidas como águas-vivas.
Ao longo de sua carreira, exerceu funções estratégicas de liderança na Universidade, incluindo a direção do Centro de Biologia Marinha da USP, a presidência da Agência USP de Inovação e o cargo de Pró-Reitor Ad-
junto de Assistência Social. Também atuou, em âmbito internacional, como consultor e especialista junto à UNESCO, à ONU e aos Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil.
Com mais de 185 artigos científicos publicados e contribuições para mais de 250 livros, capítulos e verbetes científicos, Antonio Marques orientou pesquisadores em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de coordenar projetos financiados por agências como FAPESP, CNPq e CAPES. Ao longo da trajetória, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.
O InovaUSP dá as boas-vindas ao Professor e deseja que este seja um período de avanços, conexões e impacto para a Universidade.
Bertrand Douet , cofundador e atual diretor de gestão e compliance na Rheabiotech, empresa-filha da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, que atua na área de biotecnologia desenvolvendo soluções imunoquímicas para pesquisa e diagnóstico, assumiu a posição de diretor técnico de relações internacionais da Anbiotec - Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia e Ciências da Vida.
A empresa passou pelo programa de incubação da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), que é gerida pela Agência de Inovação Inova Unicamp.
Bertrand Douet, que passa a integrar a diretoria da Anbiotec, se associou à Rheabiotech como investidor anjo. Ele afirma ver, à frente da entidade, a oportunidade de fortalecer a indústria nacional de biotecnologia ao promover uma ponte entre a pesquisa e os mercados nacional e internacional, além de atuar na defesa dos interesses do setor, contribuindo para a consolidação desse mercado no país. O campo da biotecnologia lidera as tendências tecnológicas das deep techs brasileiras, especialmente no setor de saúde e bem-estar, segundo dados do relatório Deep Tech Radar 2025.
“Somos uma associação focada em tecnologia, diferentemente das outras associações, que são voltadas mais para equipamentos hospitalares, ou para multinacionais do ramo farmacêutico. Nosso intuito é defender e apoiar os interesses da indústria

nacional de biotecnologia”, explica Douet.
A escolha de Douet para a direção da Anbiotec evidencia o protagonismo da Rheabiotech no desafiador e competitivo mer- cado brasileiro de biotecnologia. À frente da entidade, ele aponta como principais desafios as questões regulatórias e a escassez de venture capital no Brasil, destacando o papel estratégico dos investidores-anjo.
Ainda sobre o mercado nacional de biotecnologia, Douet espera que as práticas da Rheabiotech e da Anbiotec inspirem outras empresas e contribuam para a consolidação da presença brasileira no setor.
“Gostaria de usar a oportunidade (como diretor na entidade) para que as pessoas conheçam mais a Anbiotec e vejam que es -

tamos abertos a novas ideias. Temos tudo para dar certo”, ressalta.
Graduada na Incamp e importância do ecossistema da Unicamp
A Rheabiotech é considerada uma empresa-filha da Unicamp pois foi fundada, em 2008, por Fernanda Rojas, egressa do Instituto de Biologia (IB) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Luís Peroni, também egresso do IB da Universidade, e por Bertrand Douet, que se associou ao negócio como investidor anjo.
Em 2011, a empresa se graduou no programa de incubação da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), que faz parte do Parque Científico e Tecnológico da Universidade, ambos sob gestão da Agência de Inovação Inova Unicamp. Ao comentar o período de incubação, Douet destaca que a presença físi -
ca da empresa no coração do ecossistema de empreendedorismo e inovação da Unicamp foi um fator decisivo para o desenvolvimento do negócio.
“Foi importante para maximizar a interação com colegas pesquisadores e outras empresas incubadas. Além disso, o apoio institucional da Incamp foi fundamental para facilitar contatos, abrir portas e, finalmente, a assessoria técnica em propriedade intelectual foi muito valiosa”, ressalta.
Com quase duas décadas de atuação, a Rheabiotech segue em expansão mesmo diante de um ambiente competitivo e desafiador, e Douet destaca a importância da proximidade com a Unicamp para que a empresa se mantenha competitiva.
“Estar perto da universidade nos mantém conectados com inovação e ciência de ponta”, afirma.
A Brasil Júnior, que representa cerca de 26 mil jovens empreendedores, traçou metas para fortalecer o empreendedorismo jovem na FIESP com o Selo EJ, que visa o cumprimento dos padrões jurídicos e contábeis de funcionamento das Empresas Juniores Confederadas. Esse produto, além de dar efetividade e fiscalizar o cumprimento do previsto na Lei das Empresas Juniores (13.267/2016), proporciona maior segurança jurídica e legitimidade institucional, contribuindo para que tenhamos um Movimento mais forte e com maior credibilidade junto aos stakeholders.
Tendo como norte a legislação brasileira, o Conceito Nacional de Empresa Júnior (CNEJ) e a Lei das Empresas Juniores (13.267/2016), o Brasil Junior postula que todas as EJs que obtém o Selo seguem, em suas estruturas, o padrão e se caracterizam efetivamente como tal. Ainda nesse sentido, há a orientação para que as EJs cumpram as exigências legais.
A partir da abertura do Edital, a EJ terá um período para realizar o upload dos documentos referentes a cada fase no Portal BJ; ao final dessa fase de coleta, o upload de documentos será bloqueado. Caso a EJ não submeta os documentos obrigatórios em uma ou mais fases, será obrigatório enviar a justificativa do não envio pelo Portal BJ na Fase de Justificativas Finais. Caberá à Federação a auditoria da justificativa, aceitando-a ou não.
Após as justificativas finais, EJs com documentações pendentes, entram em jornada de latência. Momento para execução dos planos de ação e entrega dos documentos faltantes. Nesse período será aceito apenas envio das documentações. Com as federações sendo responsáveis por acompanhar e
realizar a auditoria das documentações faltantes.
A EJ que não obtiver os 13 documentos do Selo EJ ou não estiver no tracking da sua coleta, não será reconhecida nas premiações ao longo do ano, assim como não contabilizará para a meta das instâncias (federação e núcleos).
Durante as fases de submissão, a partir do Parecer Final e encaminhamento ao Conselho Administrativo da Brasil Júnior, serão iniciados o processo de desconfederação das Empresas Juniores não contempladas com o Selo EJ 26. Tendo ciência da gravidade da medida, e possíveis equívocos cometidos por este Órgão, bem como disposições legais e estatutárias, é concedido o procedimento que garante ampla defesa e recurso nos termos do art. 11 do Estatuto Social da Brasil Júnior. Dessa forma, o Parecer Final do Selo EJ 26 irá discriminar todo o procedimento e datas, a fim de cumprir com as normas da Instituição.
O processo de Desconfederação de uma Empresa Júnior, via Selo EJ, se dá por duas vias: durante as Fases do Selo EJ 26, caso a Federação solicite a desfederação da EJ; ou após o Parecer Final (14/08), na hipótese de a Empresa Júnior não ter aprovado seus 13 documentos no Portal BJ.
O Selo EJ gera valor direto para as empresas juniores do país, promovendo maior segurança jurídica e legitimidade institucional.
Quaisquer dúvidas acerca do presente edital entrem em contato por meio de @rexdabj no telegram.


A área de Tecnologia da Informação da produtora de celulose Cenibra foi reconhecida entre as “100+ Inovadoras no Uso da TI 2025”, ranking que destaca iniciativas capazes de evidenciar o protagonismo da tecnologia nos processos de inovação das empresas brasileiras, em um cenário de alta competitividade e rápida aceleração da transformação digital.
O levantamento é elaborado pelo IT Forum com base na pontuação de companhias que demonstram a melhor combinação entre processos e práticas na adoção de ferramentas voltadas à evolução tecnológica.
Ronaldo Ribeiro, Gerente de Tecnologia Informação e Telecom
Depto Tecnologia Informação e Telecom – Detin da Cenibra, afirmou que o reconhecimento reforça a consistência da estratégia adotada e reflete o esforço contínuo das equipes.
“Esse resultado reforça que estamos no caminho certo, mas, acima de tudo, é reflexo do trabalho diário de um time comprometido, competente e que realmente acredita no impacto da tecnologia para gerar valor ao negócio”.


A Hitachi Energy, em colaboração com a Microsoft, está reinventando a forma como os ativos críticos são gerenciados e mantidos. Ao combinar a vasta experiência da Hitachi Energy na gestão de infraestrutura crítica com os recursos avançados de inteligência artificial e dados da Microsoft, os operadores podem migrar da resolução reativa de problemas para uma gestão proativa, abrangente e orientada por dados do ciclo de vida dos ativos — abordando problemas antes que eles ocorram.
A Hitachi Energy está reinventando o Ellipse Enterprise Asset Management (EAM) com

o Microsoft Dynamics 365, Microsoft Fabric, Microsoft 365 Copilot e Microsoft Foundry, transformando-o em uma solução unificada para gerenciar dados, análises e operações de negócios. Essa iniciativa se baseia na aliança estratégica entre a Hitachi, Ltd. e a Microsoft Corp., anunciada em junho de 2024, que estabeleceu planos para incorporar tecnologias da Microsoft às soluções Lumada da Hitachi. O anúncio de hoje leva essa colaboração para o setor de energia e aproveita os 40 anos de experiência do Ellipse em EAM com a tecnologia e os recursos avançados da Microsoft.
“A Hitachi Energy tem décadas de experiência na construção e operação da infraestrutura que mantém a vida moderna funcionando, A tecnologia da Microsoft acelera e aumenta o valor para nossos clientes do Ellipse, além de trazer ao mercado uma solução incomparável em termos de recursos de TI e TO, oferecendo aos provedores de serviços essenciais a capacidade de operar de forma mais inteligente e sustentável.”
Massimo Danieli, Vice-Presidente Executivo e Diretor Geral da Unidade de Negócios de Grid Automation da Hitachi Energy.
“Os operadores de infraestrutura crítica precisam de informações que lhes permitam agir. Juntamente com a Hitachi Energy, estamos combinando IA, nuvem e sistemas empresariais para ajudar as organizações a migrarem da manutenção reativa para operações preditivas, melhorando a confiabilidade, a segurança e o valor a longo prazo da infraestrutura da qual a sociedade depende”
Dayan Rodriguez, Vice-Presidente Corporativo de Manufatura e Mobilidade da Microsoft.
A solução utiliza uma combinação de soluções digitais avançadas, incluindo Microsoft Foundry, Fabric, Microsoft 365 Copilot e Microsoft Dynamics 365, para integrar conjuntos de dados críticos que dão suporte às operações de ativos e proporcionar uma visibilidade sem precedentes dos equipamentos em toda a rede. Ela pode recomendar o melhor momento para a manutenção com base em dados da cadeia de suprimentos, de RH e financeiros, ajudando as organizações a operar e planejar investimentos com mais eficiência. Isso significa serviços mais confiáveis, operações mais seguras e menos reparos emergenciais, que geralmente são os mais caros e disruptivos.
Tradicionalmente, os sistemas de gestão de ativos empresariais (EAM) e seus sistemas de suporte, como ERPs e CRMs, operam de forma independente, criando silos de dados. Os dados do EAM focam na gestão do ciclo de vida dos ativos, mas podem ser fortalecidos quando combinados com dados de apoio, como finanças, compras e planejamento da força de trabalho, frequentemente


encontrados em um ERP ou CRM. Essa separação geralmente leva a ineficiências, duplicação de dados e visibilidade limitada.
Ao integrar esses sistemas com os aplicativos de negócios Agentic da Microsoft, as empresas de serviços públicos obtêm visibilidade de ponta a ponta: Uma única fonte de informações confiáveis sobre ativos, finanças e operações permite uma melhor tomada de decisões e conformidade; gestão de ativos otimizada, com fluxo de dados em tempo real entre os sistemas EAM e ERP para orçamentos, previsões e alocação de recursos precisos; maior confiabilidade e resiliência onde a manutenção preditiva, baseada em dados integrados, reduz o tempo de inatividade e prolonga a vida útil dos ativos; processos simplificados com fluxos de trabalho unificados eliminam redundâncias, aceleram as ordens de serviço e melhoram o atendimento ao cliente; e alinhamento com regulamentações e sustentabilidade, relatórios integrados apoiam as metas ambientais, sociais e de governança (ESG) e a conformidade regulatória.
“A Hitachi Solutions tem orgulho de apoiar essa reinvenção estratégica e o enorme impacto que ela pode ter para impulsionar novas eficiências em aplicações críticas de Tecnologia Operacional. Nosso papel é impulsionar a rápida implementação, integração e resultados de negócios, garantindo que os clientes aproveitem todo o potencial dessa solução líder do setor, baseada em IA.”
Soichiro
Ohara, Presidente e CEO da Hitachi Solutions America, Ltd.

A confiança digital tornou-se fator decisivo na comunicação entre marcas e clientes. Dados levantados pela Sinch — referência mundial em comunicação conversacional na nuvem - mostram que marcas que adotaram mensagens verificadas chegaram a 70% de taxa de leitura e ROI superior a 137%.
Com o avanço de deepfakes e falsificação de voz, remetentes verificados, elementos visuais de marca e autenticação sem fricção definirão a confiança digital. Conteúdos não verificados ou irrelevantes serão filtrados antes de chegar ao usuário. Diante desse cená-

rio, empresas aceleram a adoção de identidade verificada, elementos visuais oficiais e biometria de voz para garantir autenticidade.
A tendência aponta para uma combinação de segurança invisível e sinais de autenticidade visíveis, criando confiança sem fricção.
E ainda que muitos especialistas tenham previsto seu declínio, o e-mail está longe de desaparecer — ele está evoluindo. A caixa de entrada passa por uma transformação silenciosa, impulsionada pela inteligência artificial e por uma nova lógica de relevância.
“Não basta ser relevante — é preciso ser confiável. Segurança e verificação serão a nova base da relação entre consumidor e marca”
Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina.
As caixas de entrada inteligentes filtram conteúdos irrelevantes e priorizarão mensagens verificadas e contextuais. A falta de relevância será clara: se não for confiável ou personalizado, será invisível.
A preferência dos consumidores: 77%
escolhem o e-mail para receber mensagens promocionais e 50% o utilizam para confirmações e atualizações de pedidos, segundo dados da a pesquisa global The State of Customer Communications 2025, conduzida pela Sinch.

O que muda, porém, é a forma de engajar. Com o avanço das caixas de entrada inteligentes, que priorizam conteúdo útil e conversas de valor, campanhas de disparo massivo tendem a perder espaço para comunicações personalizadas e orientadas por contexto. A expectativa do consumidor acompanha esse movimento: 42% esperam promoções alinhadas às suas preferências e 29% desejam que marcas usem seu histórico de compras para oferecer interações mais relevantes.
Nesse novo cenário, o e-mail deixa de ser apenas um canal informativo para se transformar em um espaço de diálogo contínuo, onde assistentes digitais aprimoram o timing, o conteúdo e a personalização — recompensando marcas capazes de entregar valor com precisão, e não volume.

A Hitachi Energy anunciou acordo com a RT-One para contribuir com o desenvolvimento da infraestrutura de eletrificação da maior plataforma de data centers de inteligência artificial da América Latina. O projeto inclui um mega campus em Uberlândia (MG), outro em Maringá (PR) e um terceiro local em avaliação, posicionando o Brasil como um polo global de computação de alta densidade, energia limpa e soberania digital.
“Firmamos este acordo com a RT-One porque acreditamos no potencial do Brasil como um polo global de IA e data centers. A Hitachi Energy, como líder global em tecnologia de eletrificação, pode contribuir para os objetivos da RT-One, fornecendo energia confiável e sustentável para seus data centers. Para isso, estamos aplicando nossa expertise em engenharia, cadeia de suprimentos, tecnologia e energia limpa”, afirma Fábio Nugnezi, Diretor de Marketing e Vendas da Hitachi Energy no Brasil.
As tecnologias serão projetadas para integração segura em redes, oferecendo flexibilidade para expansões futuras e robustez para lidar com picos de demanda. Com os
avanços em inteligência artificial e computação em nuvem, conexões elétricas confiáveis e resilientes são essenciais no Brasil, onde o consumo de energia elétrica deverá crescer 3,3% ao ano até 2035¹, impulsionado pela eletrificação da indústria e da mobilidade. Com o crescimento populacional e a expansão de data centers, é crucial implementar soluções que garantam flexibilidade de rede e assegurem o acesso contínuo à energia em uma matriz predominantemente renovável.
“A Hitachi Energy, trazendo todo o seu portfólio de integração e automação de sistemas de alta tensão, é uma parceira essencial para o desenvolvimento de infraestrutura energética focada em data centers de grande escala”, afirma Ricardo Simões, vice-presidente global da RT-One.
A fase inicial inclui 100 megawatts (MW) no campus de Uberlândia, com até 200 MW em Maringá, para expansão modular além de 400 MW por campus. As primeiras entregas da RT-One estão previstas para 2026, impulsionando o desenvolvimento de polos de IA, Computação de Alto Desempenho (HPC), cibersegurança e nuvem soberana no Brasil.
A Vertiv lançou o Vertiv™ Next Predict, um serviço gerenciado alimentado por IA que transforma fundamentalmente a manutenção de data centers. Indo além dos modelos tradicionais baseados em tempo e reativos, o serviço industrializa as operações ao analisar o comportamento dos ativos antes que os riscos se materializem. O Vertiv Next Predict é o mais recente avanço no portfólio integrado de infraestrutura de IA da Vertiv, projetado para fornecer inteligência preditiva em sistemas de energia, refrigeração e TI. A meta é criar uma base unificada e resiliente para data centers orientados por IA.
Num contexto em que as cargas de trabalho de IA remodelam o cenário dos data centers, as instalações exigem melhor visibilidade e controle sobre a infraestrutura crítica para manter a continuidade operacional e o desempenho em escala. A implementação de estratégias avançadas de análise e manutenção preditiva ajuda as organizações a enfrentar esses desafios e manter o desempenho consistente em ambientes distribuídos.
O Vertiv Next Predict utiliza detecção

de anomalias baseada em IA para analisar continuamente as condições operacionais e identificar desvios dos comportamentos esperados em estágio inicial. Entra em cena, também, um algoritmo preditivo que avalia o potencial impacto operacional para determinar o risco e priorizar a resposta. A análise de causa raiz isola então os fatores contribuintes para apoiar uma resolução eficiente e direcionada.
Com base nos dados do sistema e no contexto operacional específico, ações prescritivas são definidas e executadas, com medidas corretivas realizadas por pessoal qualificado dos Vertiv™ Services. Projetado para versatilidade e crescimento futuro, o Vertiv™ Next Predict atualmente suporta uma ampla e crescente gama de plataformas de energia e refrigeração Vertiv™—incluindo soluções de armazenamento de energia em bateria (BESS) e componentes de refrigeração líquida. O serviço é projetado com escalabilidade em mente, para permitir integração perfeita com futuras tecnologias de data center como parte de uma arquitetura de serviço unificada, da rede ao chip.
“Os operadores de data centers precisam de tecnologias inovadoras para se antecipar aos riscos potenciais, à medida que a intensidade computacional aumenta e as infraestruturas evoluem. O Vertiv Next Predict ajuda os data centers a maximizar o tempo de atividade, mudando a manutenção de rotinas tradicionais baseadas em calendário para uma estratégia proativa e orientada por dados. Passamos de suposições para decisões informadas, monitorando continuamente a condição dos equipamentos e permitindo a mitigação de riscos antes de potenciais impactos nas operações.”
Ryan Jarvis, vice-presidente da unidade de negócios de serviços globais da Vertiv.

A CXMT - ChangXin Memory Technologies, empresa chinesa de chips de memória, está preparando uma oferta pública inicial de ações no valor de US$ 4 bilhões.
Uma oferta dessas deveria agradar a todos que acompanham o boom da IA; os data centers de IA têm ocupado capacidade que, de outra forma, seria destinada a PCs, consoles de jogos e smartphones, elevando os preços para os compradores americanos. Porque o preço médio da memória RAM em todo o mundo está agora próximo de 300 a 400 dólares, enquanto a CXMT está vendendo memória RAM por US$ 138.
Mas a geopolítica está, como sempre, criando um obstáculo intransponível. Sucessivas administrações americanas têm apertado o cerco contra as fabricantes chinesas de chips, tornando qualquer expansão global uma verdadeira batalha.
Os chips de memória são o combustível da computação moderna, e a febre da IA acirrou os ânimos. À medida que os mecanismos de IA da Nvidia e de outras empresas se tornam mais robustos, consomem mais memória, incluindo memória de alta largura de banda, além da tradicional DRAM. Um único servidor de IA consome mais memória RAM dinâmica do que frotas inteiras de laptops. A empresa de pesquisa TrendForce prevê que os preços da memória DRAM convencional devem subir mais de 50% neste trimestre em comparação com o anterior.
Até recentemente, três empresas dominavam o mercado global de DRAM: Samsung,
SK Hynix e a americana Micron Technology. Essas empresas se voltaram para memórias de IA com margens de lucro mais altas, enquanto a Micron está se retirando de parcelas do mercado de consumo.
É nessa lacuna que a CXMT acredita ter boas chances.
A CXMT é liderada por Zhu Yiming, engenheiro de chips com formação nos EUA, e recebeu apoio de um fundo nacional de tecnologia. Além disso, atraiu a atenção de grandes nomes do setor tecnológico chinês, incluindo Alibaba e Xiaomi.
No final de dezembro, a CXMT anunciou que havia protocolado um pedido de abertura de capital na bolsa de valores de Shanghai, similar à Nasdaq, visando captar o equivalente a US$ 4 bilhões em novos recursos. Analistas afirmaram que os aportes recentes avaliam a empresa em mais de US$ 20 bilhões.

Empresas de todo o mundo, desde manufatura e energia até transporte e cidades inteligentes, estão sendo pressionadas a fazer algo com IA. Manutenção preditiva, gêmeos digitais, IA de borda e operações agora aparecem em roadmaps, mas a ambição da IA está acelerando mais rápido que a prontidão para a IA.
A IIoT World, em colaboração com a HiveMQ, divulgou um novo relatório: Acelerando Casos de Uso de IA em 2026: O Relatório da Pesquisa de Dados Industriais, Inteligência e Prontidão para IA. Elaborado pela HiveMQ com base em dados coletados em 2025 por meio de uma pesquisa extensa conduzida pelo IIoT World com 272 profissionais.
Quando questionados sobre o que está impedindo a IA industrial, 54% citam a qualidade e disponibilidade dos dados como o
O relatório busca responder por que os projetos não conseguem escalar. O mundo industrial não carece de inovação. Muitas organizações podem apontar projetos-piloto bem-sucedidos. O problema surge quando se tenta passar do piloto para a produção e, em seguida, escalar para outras unidades.
As respostas da pesquisa destacam os pontos críticos para isso: complexidade da integração. As organizações estão interligando CLPs, SCADA, MES, ERP, sistemas

principal desafio; 48% apontam para integração legada e silos de dados; 43% destacam confiança, explicabilidade e transparência; 34% dizem já ter sistemas de produção com streaming de dados em tempo real.
de histórico, plataformas em nuvem e ferramentas de IA por meio de conexões frágeis e ponto a ponto.
Cada novo caso de uso adiciona mais uma camada, tornando a mudança arriscada e lenta. E ainda falta uniformidade na nomenclatura, metadados e semântica - duas máquinas aparentemente idênticas em duas fábricas podem emitir dados com nomes de sinal, unidades ou estruturas diferentes, transformando cada esforço de expansão em um mini-projeto de integração.
Outra dificuldade é a ausência de um modelo de dados ou camada de contexto unificado - cada projeto redescobre como
os dados são nomeados, modelados e contextualizados para seu escopo específico. Isso dificulta a reutilização do trabalho de uma fábrica ou linha em outra.
E sem métricas claras para OEE, tempo de inatividade, consumo de energia, qualidade ou refugo, é difícil comprovar que um projeto de IA funcionou, muito menos justificar sua implementação em mais locais.
As prioridades culturais diferem e, sem uma visão unificada e responsabilidade interfuncional, as iniciativas de dados e IA ficam estagnadas. E a responsabilidade muitas vezes não é clara entre as equipes de OT, TI, engenharia e negócios.
A 56º Annual Meeting do World Economic Forum (WEF), que aconteceu de 19 a 22 de janeiro de 2026 em Davos, Suíça, reuniu cerca de 3 000 líderes globais de governo, setor privado, sociedade civil e academia para debater uma agenda marcada por desafios tecnológicos e riscos geopolíticos crescentes.
Com o tema “A Spirit of Dialogue”, as discussões enfatizaram a inovação tecnológica — especialmente inteligência artificial (IA), infraestrutura digital crítica, cibersegurança e ciência de dados — ao lado de tensões geopolíticas que começam a moldar como essas tecnologias serão adotadas e governadas globalmente.
IA e tecnologias emergentes: motor de crescimento e risco
Um dos focos centrais do WEF 2026 foi a importância estratégica da inteligência artificial como motor de crescimento econômico e disruptor de mercados de trabalho. Relatórios e palestras destacaram que a IA está deixando de ser uma tecnologia experimental e se tornando uma força transformadora na economia global, com potencial para remodelar


O Global Cybersecurity Outlook 2026, lançado no evento, chamou a atenção para a aceleração da IA e para os riscos que surgem quando sistemas autônomos interagem com uma paisagem de ameaças cibernéticas em expansão — em que fragilidade geopolítica, ataques sofisticados e fraudes digitais são si-
multâneos motores de inovação e risco.
Geopolítica: fragmentação, soberania tecnológica e cooperação setores inteiros.
Além disso, debates sobre aprendizagem contínua, modelos de IA mais confiáveis e avanços em ambientes computacionais distribuídos trouxeram à tona a necessidade de arquiteturas de IA resilientes e éticas, alinhadas tanto com padrões técnicos quanto com princípios normativos internacionais.
A presença de um “espírito de diálogo” no título oficial contrasta comos fortes sinais de fragmentação geopolítica e risco sistêmico, tema que dominou boa parte das reuniões e relatórios preliminares ao encontro.
Antes mesmo da abertura do Fórum, o Global Risks Report 2026 do WEF destacou que “confrontos geoeconômicos” — disputas entre países por vantagens comerciais, tecnológicas e estratégicas — é o principal risco de curto prazo para 2026, superando até eventos naturais extremos e conflitos armados.
Esse ambiente de competição por soberania digital, controle de infraestrutura crítica (como dados e chips), e rivalidade econômica entre grandes potências influencia diretamente o desenvolvimento tecnológico global. A ampliação das fronteiras tecnológicas nacionais pode resultar em padrões divergentes de IA, redes 5G/6G, e governança digital — com impactos profundos sobre inovação, comércio e segurança.

O Vice-Premier He Lifeng apresentou no WEF 2026 em Davos a posição oficial da China em um momento de forte pressão global sobre comércio, geopolítica e cooperação econômica. Sua mensagem central defendeu multilateralismo, livre comércio, diálogo cooperativo e crescimento inclusivo frente a tensões fragmentadoras no sistema internacional.
He ressaltou que a China continua comprometida com o sistema multilateral de comércio, especialmente com a OMC Organização Mundial do Comércio, e criticou práticas unilaterais que minam esse sistema. Ele destacou que guerras tarifárias e disputas comerciais não beneficiam ninguém, mas fragmentam a economia global e elevam custos de produção e comércio. Sublinhou que o desenvolvimento global não é um jogo de soma zero, defendendo que países devem trabalhar juntos para “aumentar o tamanho da economia global” em vez de disputar fatias existentes.

He afirmou que a China não quer apenas ser “a fábrica do mundo”, mas também um mercado aberto para produtos e serviços globais, destacando que o país importou mais de US$ 15 trilhões em bens e serviços nos últimos anos e busca expandir ainda mais o acesso ao seu mercado interno.
Ele defendeu que regras internacionais devem se aplicar igualmente a todos, sem privilégios para países mais poderosos, e que a ordem econômica internacional precisa ser mais justa, equitativa e inclusiva. E enfatizou que diferenças e disputas devem ser resolvidas por meio de diálogo, respeito mútuo e consulta igualitária, citando como exemplo as discussões entre equipes chinesa e americana para manter relações estáveis.
O vice-premier também abordou temas como a inovação científica e tecnológica, apontando que a China tem um grande número de pesquisadores e demanda por inovação, e reafirmou o compromisso do país com a transição para um desenvolvimento mais verde e com redução absoluta de emissões. E apresentou a China como um “balizador de estabilidade” em um mundo incerto, comprometida com crescimento de alta qualidade, abertura econômica e oportunidades compartilhadas, convidando empresas e países a participarem mais ativamente de sua economia.
O economista chefe do WEF resumiu essa dinâmica em termos de um mundo onde a competitividade tecnológica e a cooperação dialógica precisam coexistir, apesar das pressões fragmentadoras que desafiam a coordenação internacional — um paradoxo crítico para 2026.
Quatro cenários de futuro: tecnologia, trabalho e incerteza
Relatórios de economia e tecnologia apresentados no WEF identificaram quatro possíveis caminhos econômicos e laborais moldados pela IA e pela transformação digital:
1. Supercharged Progress: IA como motor de produtividade e crescimento
Nesse cenário, a inteligência artificial e tecnologias associadas (como aprendizado de máquina, automação e análise avançada de dados) catalisam um aumento substancial de produtividade e crescimento econômico global. Empresas e governos que investem em IA veem ganhos de eficiência, inovação acelerada em setores como saúde, educação e infraestrutura e aumento da competitividade internacional.
Suas principais características são crescimento econômico sustentado pela inovação tecnológica, com IA habilitando novos modelos de negócios e elevando a qualidade dos serviços; aumento da produtividade do trabalho, especialmente em tarefas que podem ser complementadas ou ampliadas pela tecnologia; criação de novos empregos e setores inteiros, como desenvolvedores de IA, especialistas em dados e designers de sistemas híbridos humano-AI. No entanto, mesmo num cenário de crescimento positivo, governança forte, educação continuada e políticas públicas robustas são exigidas para distribuir benefícios e evitar que a produtividade se concentre em poucos atores. Isso inclui investimentos em capacitação de habilidades digitais, reforma educacional orientada à tecnologia e regulamentação que garanta uso ético da IA.
Esse potencial transformador já é observado: pesquisas indicam que a adoção tecnológica pode gerar milhões de empregos ao longo das próximas décadas, apesar da destruição de posições mais tradicionais.
2. Age of Displacement: tecnologia supera capacidade de requalificação
O principal risco desse cenário é que os avanços tecnológicos ocorram mais rápido do que a capacidade das sociedades de requalificar e realocar trabalhadores. A disseminação de ferramentas de IA e automação pode tornar obsoletas funções de trabalho amplamente exercidas hoje, sem que novos mecanismos educacionais ou de transição profissional sejam implantados com a mesma velocidade.



E aí os efeitos esperados são desemprego estrutural e desigualdade crescente, com trabalhadores em setores menos qualificados sendo os mais afetados; pressões sobre o mercado de trabalho, especialmente para jovens e recém-formados, cujas primeiras experiências profissionais podem ser substituídas por automação; apreensões de instituições financeiras internacionais, que já alertam para o impacto desigual da IA no emprego e no padrão de renda, acentuando diferenças entre trabalhadores de alta e baixa qualificação.
Estimativas do FMI citadas no WEF 2026 são de que até 60% dos empregos em economias avançadas e 40% globalmente serão transformados pela IA — o que pode significar eliminação de atividades e necessidade de requalificação massiva.
O desafio aqui não é apenas tecnológico, mas também político e educacional: sem sistemas eficazes de formação contínua, redes de proteção social e políticas de reaprendizagem, parte substancial da força de trabalho corre o risco de sofrer deslocamentos duradouros.
3. Tech-based Survival: tecnologia como condição de sobrevivência econômica

Neste cenário, a instabilidade geopolítica e econômica torna a tecnologia não apenas um fator de vantagem competitiva, mas um elemento essencial à própria sobrevivência de economias e instituições. Em um mundo marcado por conflitos comerciais, cadeias de suprimentos fragmentadas e rivalidades tecnológicas, aqueles que conseguem manter capacidades tecnológicas avançadas – especialmente em IA, infraestrutura de dados e cibersegurança – são os mais aptos a resistir a choques externos.
E os aspectos principais neste cenário são a competição por soberania tecnológica, onde países e blocos econômicos colocam o desenvolvimento interno de tecnologia como prioridade de segurança nacional; a dependência de tecnologia para manutenção de serviços essenciais, desde redes elétricas inteligentes até sistemas de saúde e logística; a cibersegurança como pilar de estabilidade econômica, visto que ataques digitais podem desorganizar economias inteiras.
O WEF enfatiza a crescente importância de confrontos geoeconômicos — rivalidades entre grandes potências por recursos, mercados e influência — como o principal risco global em 2026. Neste contexto, a tecnologia torna-se uma infraestrutura crítica que condiciona o sucesso ou fracasso econômico de nações inteiras.
4. GeoTech Spheres: fragmentação em esferas tecnológicas regionais
Num mundo idealizado pelo pensamento econômico tradicional, a tecnologia e o comércio fluem livremente entre fronteiras. No entanto, o WEF aponta também para um cenário em que a competição geoeconômica e a fragmentação do sistema internacional levam à formação de “esferas tecnológicas” regionais ou blocos de inovação.
Nesse cenário a dinâmica envolve padrões tecnológicos divergentes, com diferentes regiões adotando normas próprias para IA, transferência de dados e infraestrutura digital; barreiras às cadeias globais de produção tecnológica, substituídas por cadeias regionais alinhadas a interesses nacionais e estratégicos; dificuldades de interoperabilidade e aumento de custos para empresas que operam transnacionalmente, reduzindo os ganhos de escala que caracterizam o modelo globalizado clássico.
Essa fragmentação se alinhada a uma percepção de que a ordem global está se tornando cada vez mais multipolar e competitiva, com cooperação internacional enfraquecida em várias áreas. Em tais circunstâncias a tecnologia deixa de ser um vetor único universal para se tornar uma coalizão de padrões regionais — um fenômeno com profundas implicações para comércio, inovação aberta e regulação internacional.
Esses cenários refletem não apenas um futuro tecnológico, mas um processo geopolítico que condiciona quem se beneficia da tecnologia, e como políticas públicas estruturam esse benefício.
Cooperação tecnológica e novos centros de inovação
Apesar dos riscos geopolíticos, o Fórum anunciou a expansão da Fourth Industrial Revolution Network, iniciativa que visa fortalecer o desenvolvimento colaborativo de tecnologias como IA, computação quântica, robótica e sistemas energéticos inteligentes. Os novos centros estarão localizados na França, no Reino Unido, nos Emirados Árabes Unidos e na Índia, e terão como foco inteligência artificial, tecnologias de ponta, transição energética e resiliência cibernética.
O Fórum afirmou que os centros trabalharão com governos, pesquisadores e parceiros da indústria para desenvolver estruturas políticas, projetos-piloto e iniciativas regionais ligadas ao desenvolvimento e à implementação de novas tecnologias.
“O lançamento de cinco novos Centros para a Quarta Revolução Industrial reflete o valor de reunir governos, indústria e especialistas em torno de desafios tecnológicos comuns”, disse Børge Brende, presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial.
A criação de novos centros regionais de inovação indica uma tentativa de equilibrar a influência dos blocos tecnológicos tradicionais com uma rede mais ampla e diversificada de
pesquisa e desenvolvimento global — um movimento estratégico que busca reduzir riscos de dependência tecnológica e promover padrões compartilháveis.


O WEF 2026 deixou claro que tecnologia e geopolítica já não são coisas separadas, mas partes interdependentes de um quadro global em transformação. Enquanto a IA, cibersegurança e outras tecnologias emergentes oferecem oportunidades sem precedentes de crescimento e eficiência, também reconfiguram as relações de poder, soberania digital e competição entre países.
Então, o desafio apontado em Davos é duplo: maximizar os benefícios das tecnologias de fronteira e, ao mesmo tempo, construir mecanismos globais de governança que tornem esses avanços equitativos, confiáveis e seguros — um imperativo tanto técnico quanto geopolítico para a próxima década.
Jensen Huang destacou que compreensão ampla de IA e integração com cultura/ localização é essencial. Ele também salienta a necessidade de inclusão socioeconômica na transição para um futuro com IA dominante. Já o CEO da Microsoft reforçou que a adoção de IA exige não só tecnologia, mas transformação organizacional e investimento em educação (capacidade de uso e integração com processos de trabalho). Enrique Lores, CEO da HP, participou de um painel sobre adoção prática de IA, onde os especialistas lembram que ferramentas ainda não são perfeitas e o sucesso depende de como são integradas com equipes humanas – ele pediu cautela para quem trabalha com IA porque erros acontecem.
“Construa sua própria IA, aproveite seu recurso natural fundamental, que é seu idioma e cultura… desenvolva sua IA e continue a aprimorá-la; faça com que sua inteligência nacional faça parte do seu ecossistema. E precisamos garantir que o aposentado médio, o poupador médio, faça parte do crescimento [da IA]...”
Jensen Huang — CEO da NVIDIA

“As pessoas precisam dizer: Ah, eu adquiri essa ha bilidade em IA e agora sou um fornecedor melhor de algum produto ou serviço na economia real. A IA é uma inversão completa de como a informação flui em uma organização... temos que redesenhar a estrutura de trabalho porque a estrutura atual não faz sentido...”

Kristalina Georgieva, Diretora do FMI, pontuou que a IA está se tornando um “tsunami” que transformará dramaticamente o mercado de trabalho mundial.
— alerta sobre impacto socioeconômico da IA, com jovens sendo os mais afetados. Sua fala reforça que tecnologia não é apenas oportunidade econômica, mas também desafio social que exige governança e políticas públicas eficazes para equidade.
O Painel de Robótica e Autos fechou com uma visão otimista de especialistas indicando que grandes avanços técnicos iniciais em robótica já foram alcançados; o entendimento é de que o progresso em robótica enfoca agora escala, custo e adoção prática, não descobertas fundamentais.
Kim Baroudy, Global Leader Tech & AI da McKinsey, alertou sobre competitividade tecnológica global: sem investimentos mais robustos, mercados importantes podem perder espaço em setores estratégicos como IA e data centers.
“A Europa investe significativamente menos em tecnologia e IA do que outras regiões — precisa aumentar seus esforços em infraestrutura de dados e centros de processamento”.
Em um contexto mais amplo a McKinsey tem destacado em análises que a IA deve ser integrada estrategicamente às operações, com ganhos econômicos substanciais, e que setores precisam migrar de experimentos pontuais para escalonamento de tecnologia real para resultados - a ideia de transformar experimentos em execução concreta também apareceu em artigos do WEF.



Larry Fink, CEO da BlackRock e co-presidente interino do Fórum, ressaltou que o avanço tecnológico, especialmente IA e infraestrutura digital, continua sendo um dos temas centrais do ano, com potencial transformador na economia global. Fink tem afirmado repetidamente — inclusive em publicações ligadas às perspectivas de investimento da BlackRock — que a IA será o tema dominante em 2026, transformando mercados e exigindo capacidade de infraestrutura e talento especializado. Em Davos, Fink observou que data centers e plataformas digitais exigem energia confiável e contínua — independentemente de fontes renováveis intermitentes — o que liga diretamente tecnologia à infraestrutura física energética.
A posição do WEF 2026, por segmento, pode ser resumida:
Energia: IA transforma data centers em ativos estratégicos
A expansão acelerada da inteligência artificial colocou a infraestrutura energética no centro do debate tecnológico global. No WEF 2026, ficou claro que não existe IA sem energia abundante, confiável e previsível.
Data centers de grande porte, essenciais para modelos de IA generativa, consomem volumes crescentes de eletricidade e exigem alta qualidade de fornecimento. Segundo debates liderados por grandes investidores, como a BlackRock, a IA está criando uma nova correlação estrutural entre tecnologia, energia e investimentos de longo prazo.
Principais implicações destacadas em Davos foram:
• Crescente demanda por energia firme (baseload), inclusive nuclear, hidrelétrica e gás natural
• Expansão de redes de transmissão e sistemas de armazenamento
• Pressão sobre políticas públicas para acelerar licenciamento energético
• Data centers passam a ser tratados como infraestrutura crítica nacional
A mensagem-chave do WEF 2026 sobre o tema foi: a transição energética e a transformação digital não são agendas separadas — elas convergem.
Automação: da eficiência operacional à sobrevivência industrial Nos painéis técnicos do WEF 2026, a automação deixou de ser apresentada como diferencial competitivo e passou a ser discutida como condição mínima de sobrevivência industrial, especialmente em um cenário de cadeias globais fragmentadas.
A convergência entre automação industrial, IA, sensores inteligentes e análise avançada de dados está redefinindo produtividade, manutenção e qualidade em setores intensivos em capital.
As tendências consolidadas no Fórum foram automação cognitiva e sistemas autônomos; manutenção preditiva baseada em IA; integração IT/OT como requisito estratégico; digital twins aplicados a plantas industriais críticas
Foi consenso que empresas que mantêm projetos-piloto isolados, sem escalar automação e IA, perdem competitividade estrutural frente a concorrentes mais integrados digitalmente.
Indústria: digital twins, dados e a nova produtividade
A indústria foi um dos setores mais citados como principal beneficiário potencial da IA, mas também como um dos mais desafiadores em termos de implementação. No WEF 2026, executivos e especialistas reforçaram que dados industriais continuam subexplorados, apesar de décadas de automação. A IA surge como catalisador para transformar esses dados em valor real.
O Fórum fez aqui um alerta central: sem governança de dados, padronização e segurança cibernética, a indústria corre o risco de digitalizar ineficiências em vez de eliminá-las.
Telecom: a espinha dorsal da economia digital
O setor de telecomunicações foi descrito no WEF 2026 como a infraestrutura invisível que sustenta praticamente todas as demais agendas tecnológicas — de IA a automação industrial e cidades inteligentes.
Redes 5G (e futuras 6G), computação de borda e conectividade de baixa latência são pré-requisitos para a adoção de sistemas autônomos, robótica avançada e indústria conectada.
Os pontos críticos levantados foram a pressão por investimentos massivos em redes; o retorno financeiro ainda limitado para operadoras; a necessidade de novos modelos de negócios B2B e industriais; o papel estratégico das telecoms na soberania digital
A mensagem foi clara: sem telecomunicações robustas, a promessa da IA em escala simplesmente não se sustenta.
Inteligência artificial: infraestrutura, não aplicativo
Talvez a mensagem mais forte do WEF 2026 tenha sido o reposicionamento da IA: ela não é mais vista como software ou ferramenta, mas como infraestrutura econômica e geopolítica.
Líderes empresariais e governos convergiram na ideia de que países precisam desenvolver capacidades próprias de IA, ancoradas em dados locais, língua, cultura e ecossistemas nacionais.
Desafios centrais destacados foram a concentração de poder em poucos players globais; a escassez de talentos especializados; a governança, ética e regulação; os impactos profundos no mercado de trabalho
O WEF 2026 vaticinou: quem dominar IA, infraestrutura computacional e dados dominará cadeias de valor, produtividade e influência global.
Visão geral por setor
Setor
Óleo & Gás
Saneamento/Água
Papel & Celulose
Mineração
Farmacêutico
de Destaque em Davos 2026
Transição energética, eficiência, IA aplicada à produção e sustentabilidade tecnológica.
Infraestrutura hídrica como vetor de crescimento e emprego; manifesto global sobre gap de investimento.
Demanda contínua e temas de sustentabilidade e automação alinhados com tendências globais.
Intersecção com cadeias de energia, tecnologia e geoeconomia; foco em resiliência.
Inovação em saúde, IA em descoberta de medicamentos, cadeias de suprimentos resilientes.
Óleo & Gás: transição energética e eficiência tecnológica
Embora o WEF 2026 não tenha divulgado em seu site oficial discussões técnicas detalhadas por setor (como sessões específicas de petróleo e gás), especialistas da indústria observam que energia — incluindo petróleo e gás — segue no centro das conversas sobre transição energética, tecnologia e inovação operacional.
Em Davos, líderes empresariais ligados à energia enfatizaram que eletrificação, digitalização e sistemas energéticos inteligentes são fundamentais para sustentar a economia digital e viabilizar a transição energética de forma competitiva.
Principais mensagens associadas ao setor:
• O setor de petróleo & gás ainda é visto como uma base energética crítica em transição, com foco em inovação tecnológica;
• IA aplicada a eficiência operacional e otimização de ativos é um vetor de competitividade;
• Investimentos em tecnologia energética (incluindo redes, hidrogênio e biocombustíveis) são discutidos como parte da agenda de crescimento.
Saneamento e Água: foco de investimento e infraestrutura sustentável
Davos 2026 ampliou o foco tradicional em “água como recurso ambiental” para reconhecer a infraestrutura hídrica como motor de crescimento econômico e resiliência climática. No evento, foi destaca a iniciativa Blue Davos e reports que colocam a água como tema prioritário para inovação, financiamento e políticas integradas — inclusive com um manifesto global que aponta um gap de €6,5 trilhões em infraestrutura de água até 2040, cuja correção poderia gerar trilhões em PIB adicional e milhões de empregos ao longo dos anos.
Principais insights do setor:
• Água é tratada como infraestrutura crítica que sustenta saúde pública, agricultura, indústria e ecossistemas urbanos.
• Investimentos em dessalinização, reúso de água, controle de poluição e soluções baseadas na natureza foram destacados como prioridades.
• O WEF estabeleceu comunidades setoriais para promover diálogo e definição de estratégias compartilhadas para o setor.
O WEF 2026 deixou claro que tecnologia e geopolítica já não são domínios separados, mas partes interdependentes de um quadro global em transformação. Enquanto a IA, cibersegurança e outras tecnologias emergentes oferecem oportunidades sem precedentes de crescimento e eficiência, também reconfiguram as relações de poder, soberania digital e competição entre países.
O desafio apontado por líderes reunidos em Davos é duplo: maximizar os benefícios das tecnologias de fronteira e, ao mesmo tempo, construir mecanismos globais de governança que tornem esses avanços equitativos, confiáveis e seguros — um imperativo tanto técnico quanto geopolítico para a próxima década.
ACESSE O .PDF
Aqui, as discussões usaram como base e referência o “Bridging the €6.5 Trillion Water Infrastructure Gap”, relatório e manifesto apresentado em Davos 2026.

Papel & Celulose: sustentabilidade e demanda contínua
Embora não haja cobertura específica de Davos 2026 exclusiva para papel e celulose, análises setoriais de mercado anteriores apontam que esse segmento combina crescimento por demanda global (especialmente em embalagens e tissue) com desafios de logística e sustentabilidade, refletindo temas amplos de Davos sobre transição produtiva e cadeias de valor resilientes.
Os destaques para papel e celulose:
• Forte demanda contínua em nichos como embalagens e papel tissue, impulsionada por e-commerce e consumo;
• Pressões em logística e sustentabilidade refletem debates mais amplos sobre ecossistemas produtivos resilientes e eficientes;
• Temas de tecnologia e automação, que aparecem com destaque em Davos, podem acelerar a digitalização e eficiência da cadeia produtiva.

Mineração: competitividade tecnológica e resiliência de cadeias
O WEF tradicionalmente inclui o setor de mineração e metais entre clusters industriais críticos dentro de relatórios como o Future of Jobs Report, que agrupa mineração como um setor estratégico dentro da transformação econômica global.
Empresários presentes no evento destacaram que disrupções nas cadeias de comércio global e tensões políticas estão remodelando investimentos e estratégias de infraestrutura
industrial, incluindo áreas de mineração e materiais básicos.
Destaque-se que mineração está na intersecção de tecnologia, energia e sustentabilidade, dado o papel dos minerais críticos em baterias, energias limpas e infraestrutura digital; e que a competição geoeconômica global reforça a necessidade de capacidades de processamento local e resiliência das cadeias de suprimentos de minerais.
Farmacêutico: inovação e cadeias globais resilientes
O setor farmacêutico esteve representado em Davos 2026, com líderes como o CEO da Pfizer — um reflexo da importância da saúde global, inovação em biotecnologia e integração de tecnologia em pesquisa e desenvolvimento. De maneira geral, o Fórum tem enfatizado temas que são diretamente relevantes para a indústria farmacêutica a IA em descoberta de fármacos e biotecnologia;
a governança de dados e ética em tecnologia médica; a resiliência de cadeias de suprimentos de insumos e vacinas; e a cooperação público-privada em pesquisa global. Essas tendências refletem como o setor farmacêutico se integra à agenda maior de inovação responsável, segurança e acesso global à saúde discutida no encontro.

De 6 a 9 de janeiro de 2026, o CES - Consumer Electronics Show 2026 transformou a capital dos gadgets em um palco global de inovação industrial. Ao longo de quatro dias, a maior feira de tecnologia do mundo reuniu mais de 148 mil participantes, 4,1 mil expositores e representantes de gigantes como Siemens, Nvidia, AMD, Panasonic e centenas de startups, colocando em evidência tendências que vão além dos dispositivos de consumo e começam a reconfigurar a indústria global. No CES 2026, a tecnologia deixou de ser apenas atração de vitrine para se tornar infraestrutura estratégica para operação, digitalização e sustentabilidade industrial. O evento
consolidou quatro grandes pilares que deverão guiar o ritmo da inovação nos próximos anos: inteligência artificial como força motriz para automação e produção, edge computing industrial, robótica avançada com foco real-mundo e soluções sustentáveis para processos e energia.
A Inteligência Artificial (AI) não é mais um conceito, é motor de produção. A IA foi claramente a tecnologia central do CES 2026. Líderes da indústria, como Nvidia, AMD e Intel, usaram o evento para apresentar novos chips, modelos e plataformas de IA com aplicação industrial, incluindo modelos de raciocínio para veículos autônomos e arqui-
teturas de processamento híbrido que reduzem latência e dependência de nuvem. No núcleo desse movimento está a transição da IA do “cloud first” para o “edge AI industrial”, em que dados são processados diretamente em ambientes de produção e máquinas conectadas — uma peça fundamental para manutenção preditiva, inspeção visual, visão computacional e controle de processos
em tempo real.
Uma das transformações mais visíveis foi o salto da robótica de laboratório para aplicações industriais e logísticas reais. Diversas empresas destacaram robôs humanoides e plataformas autônomas com visão de mundo, manipulação e mobilidade, sinalizando que a tecnologia está deixando o domínio conceitual.

Jung Soo-kyung, vice-presidente executivo da Hyundai Mobis, e Nakul Duggal, vice-presidente executivo da Qualcomm, assinam um acordo no estande da Hyundai Mobis
Empresas como Hyundai Mobis anunciaram parcerias estratégicas. Com a parceria com a Boston Dynamics, a HM se torna fornecedora de atuadores para o Atlas, robô humanoide de última geração - a colaboração apoia os planos do Hyundai Motor Group, que prevê investir US$ 26 bilhões nos EUA e implantar dezenas de milhares de robôs nos próximos anos, acelerando a produção em massa do Atlas. A HM assinou também um acordo com a Qualcomm Technologies para o desenvolvimento conjunto de solu-
ções avançadas para veículos definidos por software (SDV) — veículos cujas funcionalidades são habilitadas e controladas principalmente por software — e sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS).
O uso de plataformas robóticas e sistemas de IA incorporados começou a ser demonstrado em contextos industriais como gestão de estoques, operações de fábrica e manipulação de materiais, evidenciando uma mudança no papel dos robôs de curiosidades de feira para agentes produtivos.

“A IA industrial deixou de ser um recurso e se tornou uma força que remodelará o próximo século. A Siemens está oferecendo recursos nativos de IA, inteligência integrada de ponta a ponta em design, engenharia e operações, para ajudar nossos clientes a antecipar problemas, acelerar a inovação e reduzir custos”, disse Roland Busch, presidente e CEO da Siemens AG
No palco principal do CES, a Siemens utilizou sua apresentação para reforçar o conceito de “Industrial AI”, apresentando soluções que conectam dados industriais, digital twins e sistemas adaptativos de produção — tecnologias capazes de redesenhar processos fabris e cadeias logísticas.
A Panasonic Group, por sua vez, destacou a aplicação de IA em infraestruturas de data center, gestão de energia e soluções B2B, reforçando a importância de eficiência energética e resiliência operacional para operações industriais em grande escala.


A sustentabilidade e energia se mostraram mais que tema, estão incluídos nas estratégias das empresas e foram assunto de diversas discussões onde especialistas exploraram as tendências de investimento de longo prazo em tecnologias limpas e como a próxima onda de empresas inovadoras está moldando um futuro sustentável.
Diversos expositores aproveitaram o palco do CES para tratar de sustentabilidade como diferencial competitivo. Isso incluiu desde tecnologias de armazenamento de energia eficientes e ecológicas a soluções de sensoriamento ambiental e remediação de baixo carbono que já estão sendo testadas em ambientes corporativos. Essa ênfase se traduz em aplicações práticas, como a integração de IA para otimizar o consumo elétrico em plantas industriais ou sistemas de refrigeração inteligente em data centers por exemplo.
Startups e tecnologias emergentes voltadas para Internet das Coisas (IoT) também ganharam destaque em aplicações B2B. Um exemplo foram os dispositivos de detecção molecular portátil e sensores industriais com IA que podem monitorar processos críticos ou detectar falhas antes de se tornarem dispendiosas. Além disso, ferramentas de orquestração de Edge AI e IoT, como plataformas para gestão integrada de sensores industriais e automação distribuída, mostraram como a digitalização está se tornando
indispensável para manter competitividade e resiliência nas cadeias de fornecimento modernas.
O evento também destacou como soluções antes vistas apenas em contextos de consumidor — como sensores de alta precisão, wearables inteligentes ou plataformas de análise de dados — estão sendo adaptadas para trabalhar em conjunto com sistemas industriais complexos, gerando métricas acionáveis e integração contínua entre físico e digital.
Nesse sentido, tecnologias de percepção avançada, sensores MEMS e plataformas de interoperabilidade foram amplamente discutidas por sua capacidade de transformar a forma como fábricas e centros de distribuição coletam e utilizam dados.
O CES 2026 confirma que o evento, além de sua tradição em gadgets e eletrônicos de consumo, está se tornando uma vitrina da inovação industrial global. A convergência de IA, edge computing, robótica avançada e sustentabilidade não apenas marcou as principais tendências da feira como também aponta para um novo ritmo de adoção tecnológica nas linhas de produção e operações corporativas.
Para a indústria, isso significa que o futuro — marcado por decisões orientadas a dados, sistemas autônomos confiáveis e operações resilientes — já começou a ser construído em Las Vegas.

O Ministério de Minas e Energia (MME) encaminhou, para autorização pela Aneel –Agência Nacional de Energia Elétrica, o Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) 2025. As obras que foram autorizadas pela Aneel totalizam investimento de 1 bilhão de reais em novas instalações de transmissão nos próximos 4 anos por meio da implantação de 687 Reforços de Pequeno Porte no sistema de transmissão de energia elétrica brasileiro. A decisão foi formalizada por meio do Despacho nº 200/2026.
Ao todo, as obras serão executadas por 50 empresas transmissoras, que atuarão de forma distribuída em diferentes regiões do Brasil. Os investimentos associados à autorização somam cerca de R$ 1,05 bilhão, reforçando o papel estratégico da infraestrutura de transmissão para o funcionamento do Sistema Interligado Nacional.
Os empreendimentos deverão ser implantados ao longo dos próximos quatro anos, com cronograma de conclusão previsto até o final de 2029. A maior parte das intervenções foi classificada como de necessidade
imediata, o que demonstra a importância dessas obras para a operação segura e contínua do sistema elétrico.
A autorização dos reforços decorre de estudos técnicos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por identificar necessidades operativas e propor soluções para a rede de transmissão. As propostas passaram por análise da área técnica, que verificou o enquadramento das obras nas regras vigentes e validou integralmente as indicações apresentadas no plano.
Com a decisão, 100% dos reforços novos previstos no POTEE 2025 (3ª Emissão) foram aprovados, evidenciando a convergência entre os estudos técnicos realizados pelo ONS e a avaliação regulatória da Agência.
A iniciativa integra o esforço permanente da Aneel para fortalecer a infraestrutura elétrica do país, garantindo maior qualidade no fornecimento de energia, redução de riscos operativos e maior capacidade de escoamento de energia provenientes das fontes de geração, especialmente as renováveis.

A ISA ENERGIA BRASIL, líder em transmissão de energia no país, anuncia a obtenção da Segunda Licença de Instalação (LI) emitida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) para a execução do Projeto Serra Dourada, fruto do Lote 1 do Leilão de Transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nº 01/2023. Com esta autorização ambiental, a Companhia implantará uma parte importante desse projeto, com a linha de transmissão de 500 kV Buritirama – Barra II, com 96,50 km de extensão, que interligará a Subestação Buritirama à Subestação Barra II, passando pelos municípios de Barra, Buritirama e Mansidão (BA).
Com investimento estimado em R$ 3,2 bilhões, o Projeto Serra Dourada é o maior investimento em transmissão de energia renovável em construção no Estado da Bahia. Prioritário no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, o projeto será um importante vetor de escoamento da produção de energias renováveis do Oeste da Bahia e do Norte de Minas Gerais, especialmente de usinas eólicas e solares.


O projeto prevê a construção de cinco linhas de transmissão aérea em 500 kV, totalizando 1.097 km de extensão, conectando o Oeste da Bahia ao Norte de Minas Gerais e atravessando 23 municípios — 20 baianos e três mineiros. Também inclui três novas subestações (Campo Formoso II, Barra II e Correntina), que vão aliviar o carregamento da rede existente e aumentar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), reforçando o fluxo de energia entre Nordeste e Sudeste.
A Receita Anual Permitida (RAP) do empreendimento é de R$ 322 milhões para o ciclo 2025/2026.

“A conquista da Licença de Instalação para a Linha de Transmissão Buritirama – Barra II é mais um marco na execução do Projeto Serra Dourada. Este trecho é estratégico para ampliar a capacidade de transmissão elétrica da região e garantir o escoamento eficiente de energias renováveis. Estamos avançando com o projeto priorizando segurança, sustentabilidade e geração de valor para as comunidades locais e para o Brasil”
Dayron Urrego, Diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL.

A edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica mostrou que o consumo nacional de energia elétrica foi de 47.616 gigawatts-hora (GWh) em dezembro de 2025, aumento de 0,5% comparado a dezembro de 2024. É a segunda alta consecutiva no consumo nacional. As classes residencial, comercial e outros registraram taxas interanuais de 4,1%, 0,5% e 1,4%, respectivamente, em dezembro de 2025. Já a indústria reduziu o consumo em 3,3%.
Regionalmente, o Centro-Oeste (+5,5%) se destacou. Norte (+0,6%), Nordeste (+0,3%) e Sul (+0,2%) também consumiram mais, enquanto somente o Sudeste (-0,2%) teve retração. O consumo nacional acumulado nos últimos 12 meses foi de 562.659 GWh, alta de 0,2% na comparação com igual período anterior.
Em setembro de 2025, Roraima foi integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que passou a conectar todos os estados do Brasil. Ao todo, 209 mil unidades consumidoras foram conectadas ao SIN naquele mês, levando a uma

queda de 48,2% no consumo dos Sistemas Isolados em dezembro de 2025, em relação a dezembro de 2024. Ainda são 449 mil unidades consumidoras atendidas pelos Sistemas Isolados atualmente. Dessas, pouco mais de 9 mil estão em Roraima.
Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 20.874 GWh, respondeu por 43,8% do consumo nacional de energia elétrica em dezembro de 2025, com crescimentos de 2,7% no consumo e de 28,9% no número de consumidores na comparação com dezembro de 2024. O Centro-Oeste foi a região que mais expandiu o consumo (+9,8%) e teve também o maior aumento no número de consumidores livres (+50,4%).
Já o mercado regulado das distribuidoras, com 26.742 GWh, que respondeu por 56,2% do consumo nacional, teve queda no consumo de 1,2% e aumento no número de consumidores de 1,7% em dezembro de 2025. No mercado regulado, somente o Centro-Oeste registrou expansão do consumo (+3,5%) entre as regiões, enquanto a região Norte teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,7%). Após a abertura do mercado livre para todos os consumidores do grupo A (alta tensão) em janeiro de 2024 (portaria do MME 50/2022), houve migração de 26 mil consumidores para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) em 2024, e outros 19 mil migraram em 2025.
O relatório anual Energy Transition Investment Trends (ETIT) da BloombergNEF (BNEF) revelou que o investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior. As principais componentes desse investimento foram transporte eletrificado (US$ 893 bilhões), energias renováveis (US$ 690 bilhões) e investimento em redes elétricas (US$ 419 bilhões). Apesar do crescimento no valor total, o investimento em energias renováveis caiu 9,5% na comparação anual, após introdução de incertezas por mudanças regulatórias no mercado de energia na China, o maior do mundo. Todos os demais setores acompanhados pela BNEF registraram aumento nos níveis de investimento, com exceção do hidrogênio (US$ 7,3 bilhões) e da energia nuclear (US$ 36 bilhões).
O relatório aponta que o investimento em oferta de energia limpa também superou o investimento em oferta de

combustíveis fósseis pelo segundo ano consecutivo em 2025, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024. Enquanto o investimento em energia limpa – que inclui renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento de energia e redes elétricas – continuou a crescer, o investimento na oferta de combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, recuando US$ 9 bilhões em relação ao ano anterior. Essa que -
da foi impulsionada principalmente pela redução dos gastos com exploração e produção de petróleo e gás (-US$ 9 bilhões) e geração de energia fóssil (-US$ 14 bilhões), embora parcialmente compensada por investimentos mais elevados em gás e carvão. Ainda assim, apesar de o investimento em transição energética estar em nível recorde, o ritmo de crescimento vem desacelerando gradualmente, de 27% em 2021 para 8% em 2025.

A região da Ásia-Pacífico permaneceu como a maior região em volume de investimentos, respondendo por 47% do total global em 2025. A China continua liderando o investimento total, mas registrou sua primeira queda no financiamento de energias renováveis desde 2013. O investimento na Índia subiu 15%, para US$ 68 bilhões. A União Europeia superou os desafios e cresceu 18%, para US$ 455 bilhões, sendo a maior con-
tribuição para o aumento global. O investimento nos Estados Unidos também registrou alta de 3,5%, para US$ 378 bilhões, apesar das medidas do governo Trump para desacelerar a transição energética.
O investimento na cadeia de suprimentos de energia limpa – que inclui gastos com novas fábricas de produtos de tecnologia limpa, além de ativos de produção de metais para baterias – cresceu 6% em 2025, alcançando

“O último ano demonstrou que, apesar dos desafios de política pública e comércio, a transição energética global é resiliente e oferece diversas oportunidades para inves- tidores. À medida que muitas economias buscam fortalecer a segurança energética e desenvolver cadeias de suprimentos domésticas, o investimento em energia limpa continuará crescendo, impulsionada especialmente pela expansão global de data centers,”
Albert Cheung, vice-CEO da BloombergNEF.
US$ 127 bilhões. Esse valor reflete o montante de fábricas comissionadas em 2025 para equipamentos solares, baterias, eletrolisadores e energia eólica, além de minas e instalações de processamento de metais para baterias. O crescimento em 2025 foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento dos investimentos em fabricação de baterias e materiais associados.
O excesso de oferta continua pressionando todos os setores da cadeia de suprimentos de energia limpa. Assim, embora o investimento total siga em alta, espera-se que a pressão baixista sobre os preços de produtos de tecnologia limpa persista.
A China continua respondendo pela maior parte do investimento global na cadeia de suprimentos de tecnologias limpas, e a BNEF espera que essa situação se mantenha por pelo menos os próximos três anos.
As empresas de climate-tech captaram US$ 77,3 bilhões em investimentos públicos e privados ao longo de 2025, alta de 53% em relação ao ano anterior e o primeiro ano de crescimento após três anos consecutivos de queda. Esse aumento foi liderado por empresas de energia limpa, armazenamento de energia e transporte de baixo carbono. A atividade em investimentos públicos se recuperou e impulsionou esse crescimento, principalmente devido a transações bilionárias na Ásia, enquanto o financiamento de capital de risco para startups caiu pelo terceiro ano consecutivo. Além disso, a atividade de fusões e aquisições permaneceu forte, encerrando 2025 com US$ 99,1 bilhões em deals
concluídos, alta de 37% em relação ao ano anterior. Esse crescimento pode ser atribuído às aquisições de empresas dos setores de energia limpa e edifícios, impulsionadas pela expansão global de data centers.
O relatório também constatou que a emissão de dívida voltada à transição energética totalizou US$ 1,2 trilhão em 2025, alta de 17% em relação a 2024. Esse aumento foi impulsionado pelo crescimento dos fluxos de financiamento corporativo e de projetos, ambos com alta de 20%, compensando a queda nas emissões de dívida governamental, à medida que emissões rotuladas foram reduzidas em setores de transição mais maduros, como o de energias renováveis.
A BNEF estima ainda que o investimento em data centers tenha sido de cerca de meio trilhão de dólares em 2025, superando o investimento total em energia solar, mas ficando atrás do transporte eletrificado em escala. Esse continuará sendo um setor relevante para o investimento global.
E em todos os setores, a BNEF espera que o investimento na cadeia de suprimentos continue crescendo em ritmo muito superior ao exigido pelo cenário econômico de transição, embora a energia eólica corra o risco de ficar para trás. Manter o alinhamento com trajetórias de neutralidade de carbono exigirá um aumento significativo nos investimentos em manufatura eólica, enquanto os metais para baterias podem enfrentar desalinhamento de longo prazo se o ritmo de novas adições desacelerar conforme atualmente projetado.
A integradora de sistemas SR Automação Industrial, utilizando produtos e soluções da ABB, concluiu um projeto de automação completo para a fabricante Marombas Papéis, especializada em embalagens, pratos e bandejas descartáveis. A iniciativa marca um avanço significativo em eficiência energética, sustentabilidade e digitalização industrial na indústria de Papel, que alcançou 35% de eficiência energética na operação.
Localizada em Curitibanos, SC, a Maromba Papéis processa e produz Papelão Paraná a partir de fibras virgens de madeira reflorestada e recicla mais de 8 mil toneladas de papel por ano, sendo parte do Grupo Marombas, junto com a Marombas Energia e Marombas Florestal.
Desafio
A companhia precisava automatizar o processo de Preparo de Massa em uma planta totalmente nova, dedicada à reciclagem de aparas pré-consumo. A Maromba Papéis buscava as soluções mais confiáveis para implementar em seu processo, para ajudar a sua produção a ir além, de maneira mais eficiente e sustentável.
Tecnologia para uma planta inteligente e sustentável
A Maromba Papeis escolheu a SR Automação, integradora e parceira da ABB, como responsável pelo desenvolvimento e integração do projeto, desde a montagem dos painéis até a programação e startup da planta, que buscou as melhores soluções para ofertar no projeto, escolhendo os inversores de frequência, automação e eletrificação da ABB.

Para isso, foram utilizados:
• 11 inversores de frequência ABB ACS580 e 8 unidades do inversor de frequência ACS380, que proporcionam controle preciso dos motores e redução significativa no consumo de energia, reduzindo também o custo operacional da planta;
• CLP ABB AC500 V3 PM5630, garantindo confiabilidade e flexibilidade na automação;
• IHM PRO CP6610, com navegação multitoque intuitiva, facilitando a operação;
• Painéis System Pro E Power da ABB, que asseguram conformidade com normas de segurança e eficiência na montagem elétrica.
“Escolhemos as soluções mais confiáveis para atingir os ganhos necessários em eficiência energética, desde os estudos realizados para o projeto, os inversores de frequência da ABB se mostraram com o maior potencial, além dos demais produtos de automação e eletrificação que oferecem toda a qualidade para manter a operação do processo segura e ininterrupta”, afirmou Paola Sardá, gerente operacional da SR Automação.

A empresa também conduziu a operação assistida, capacitando os operadores da Marombas para o uso eficiente do novo sistema, que permite monitoramento em tempo real, controle de ativos, manutenção preditiva e emissão de relatórios, contribuindo diretamente para a redução de custos, de emissões de CO2 e otimização da produção.
“A nova planta trouxe um salto tecnológico para nossa operação. Com os recursos de supervisão e controle da ABB, conseguimos aumentar a confiabilidade da planta, redu-
zir falhas, otimizar processos e operar com muito mais segurança e eficiência energética, contribuindo não só com as contas operacionais de nossa fábrica, como para a sustentabilidade do mercado”, afirmou Valdir Nazário, Gerente de Produção da Marombas Papéis.


Para o gerente do segmento de Papel e Celulose da área de Motion da ABB, Georges Hanasi, projetos de eficiência energética como este garantem a sustentabilidade no setor, “O setor de papel e celulose é estratégico para a ABB, não apenas pelo seu peso econômico, mas também pelo seu potencial de inovação em sustentabilidade e eficiência energética. Projetos como o da Marombas Papéis, conduzido em parceria com a SR Automação, demonstram como a tecnologia pode transformar processos industriais, tornando-os mais inteligentes, seguros e sustentáveis. Essa colaboração reforça nosso compromisso em apoiar a indústria brasileira com soluções de ponta que impulsionam a produtividade e reduzem o impacto ambiental.”
Na ABB, queremos ajudar nossos parceiros e clientes a superarem os desafios de hoje e estarem prontos para os de amanhã da indústria. É isso que chamamos de ‘Engineered to Outrun’.”

Em celebração ao Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), 31 de janeiro, a Auren Energia oficializou a criação da RPPN Flor da América. Localizada no município de Colônia do Piauí, a unidade de conservação nasce como a maior RPPN de esfera estadual do Piauí, assegurando a proteção de 560 hectares de Caatinga. Sua criação foi oficializada em Teresina (PI), em solenidade que contou com a participação de representantes da companhia e da Secretaria Estadual
de Meio Ambiente.
A iniciativa reforça o compromisso da Auren com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável nas regiões onde atua. Como parte de sua nova estratégia socioambiental, a companhia estabeleceu o objetivo de preservar e recuperar 60 mil hectares em biomas estratégicos até 2030, priorizando territórios onde possui presença significativa e onde ações de conservação podem gerar maior impacto positivo.

“A criação da RPPN Flor da América é um passo concreto dentro desse objetivo. A reserva nasce como um legado ambiental de longo prazo, fortalecendo a proteção da biodiversidade e ampliando oportunidades para pesquisa, restauração ecológica e desenvolvimento sustentável”, afirma Rômulo Marçal, diretor executivo de Pessoas, Sustentabilidade, Tecnologia e Comunicação da Auren Energia.
A criação da reserva representa um avanço significativo para a proteção da Caatinga — bioma exclusivamente brasileiro e de vital importância para o equilíbrio ecológico e a resiliência do semiárido nacional.
“Lançar esta iniciativa no mês dedicado às RPPNs simboliza o papel estratégico dessas unidades na ampliação das áreas protegidas e no fortalecimento da conservação voluntária no país”, afirma Jarbas Amaro, gerente de
A nova unidade de conservação se soma às iniciativas da Auren Energia voltadas à proteção da Caatinga na área de influência de seus parques eólicos. Entre elas está o Projeto Viva Caatinga, que promove ações de restauração ambiental em propriedades rurais parceiras, com plantio de espécies nativas, cercamento de áreas, manutenção contínua e construção de cisternas para captação de água, além de assistência técnica para
Sustentabilidade da companhia.
A área da RPPN Flor da América funcionará como um santuário para a biodiversidade ao oferecer habitat essencial para aves, mamíferos, répteis, anfíbios e diversas espécies da flora nativa. Além de proteger a vida selvagem, esse ecossistema desempenha um papel fundamental como regulador ambiental, contribuindo para a preservação climática, a proteção dos solos e a recarga hídrica da região. A reserva atua, ainda, como um importante corredor ecológico, fortalecendo a conectividade entre áreas verdes e permitindo o fluxo gênico de espécies, processo vital para a resiliência do semiárido. Ao converter a área em uma reserva de caráter permanente, a Auren Energia garante que este patrimônio permaneça preservado para as futuras gerações.
manejo sustentável da vegetação.
A companhia também desenvolve programas de monitoramento da fauna, que já registraram 176 espécies nativas no entorno dos complexos Ventos do Piauí e do Araripe, incluindo aves endêmicas como o periquito-da-caatinga e o pompeu, além do gato-do-mato-pequeno, considerados vulneráveis pela IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza.
Compromisso contínuo com a biodiversidade
A Auren é responsável ainda pela gestão da RPPN Cisalpina, relevante Unidade de Conservação situada no Mato Grosso do Sul. Em uma iniciativa inédita para a preservação da fauna regional, a companhia promoveu a soltura de mutuns-de-penacho (Crax fasciolata), espécie ameaçada de extinção. Além disso, a empresa fiscaliza 54,28 km² de áreas protegidas, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e dos recursos hídricos locais.
A riqueza biológica da RPPN Cisalpina é evidenciada pelo registro de mais de 50 espécies de mamíferos silvestres, incluindo animais ameaçados como a onça-pintada, onça-parda, lobo-guará, anta, cervo-do-pantanal e o tatu-canastra. A reserva abriga ainda 310 tipos de aves, 22 espécies de anfíbios, 12 de répteis, 92 de peixes e 108 espécies de flora nativa, consolidando-se como um refúgio estratégico para a vida selvagem brasileira.

A Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações, em parceria com o Ministério das Comunicações e a entidade Seja Digital, deu continuidade à fase de testes da TV 3.0, futuro da televisão aberta no país, com o içamento da antena em Brasília, marcando o início da instalação da estação na capital federal. Ao longo de fevereiro, está prevista a conclusão da instalação da estação.
Resultado de projeto implantado pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), a estação permitirá a verificação de parâmetros técnicos associados à nova plataforma de televisão aberta. Quando a TV 3.0 entrar em operação em Brasília, em março, a estação será utilizada para a transmissão contínua das programações da Câmara dos Deputados e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Os testes associados ao projeto do Gired de evolução para a TV 3.0 tiveram início em agosto de 2025, em São Paulo. Já foram instaladas duas estações de testes de TV 3.0 na capital paulista. O início dos testes em Brasília está previsto para março.
Segundo o conselheiro da Anatel e presidente do Gired, Octávio Penna Pieranti, a estação representa a transição entre a fase de testes e a futura operação comercial. “A partir dessa estação, a EBC e a Câmara dos Deputados começam a transmitir a programação da Rede Nacional de Comunicação Pública e da Rede Legislativa em caráter experimental. Essas estações-teste depois serão incorporadas a um sistema de transmissão comercial, diário, quando a TV 3.0 for oficialmente inaugurada no Brasil”, afirmou.
Pieranti destacou ainda que a infraestrutura instalada em Brasília terá papel estratégico para todo o ecossistema de radiodifusão. “Essa estação serve para testes não apenas da EBC e da Câmara, mas de todas as emissoras de Brasília, públicas e comerciais. Quando a data de início da TV 3.0 for definida pelo Governo Federal, essa antena já estará preparada para viabilizar as transmissões regulares”, completou.
Para o diretor de Radiodifusão Privada do Ministério das Comunicações, Nelson Alves Pinto Neto, o momento representa uma nova virada tecnológica. “Hoje é um marco na
história da televisão brasileira. Assim como vivemos a transição da TV analógica para a digital, agora estamos entrando na era da TV 3.0, com uma integração profunda entre a TV aberta e a internet, que vai transformar a forma como o brasileiro assiste televisão”, afirmou.
A implantação da TV 3.0 ocorrerá de forma gradual. O cronograma nacional ainda está em definição e prevê o início das operações em algumas capitais, antes da expansão para todo o País. A nova tecnologia funcionará de forma integrada à internet, sem excluir quem não dispõe de conectividade: o sinal continuará disponível normalmente pela TV aberta, enquanto usuários conectados terão acesso a recursos interativos e novos serviços.
A TV 3.0 promete transformar a televisão aberta em uma verdadeira “super smart TV”, combinando o alcance do sinal aberto com funcionalidades típicas dos serviços de streaming. Entre as principais inovações estão a evolução da qualidade de imagem do Full HD para 4K — com perspectiva de 8K no futuro —, cores mais realistas, maior contraste e áudio imersivo, com possibilidade de personalização em determinados conteúdos.
A experiência do telespectador também muda. A navegação deixa de ser baseada apenas na troca de canais e passa a contar com interfaces organizadas por aplicativos e conteúdos, integrando transmissões ao vivo, programação sob demanda e recursos interativos, como enquetes e votações em tempo real.
Outro destaque é o reforço do papel social da televisão. O novo padrão prevê recursos nativos de acessibilidade, como tradução em Libras por avatares digitais, legendas personalizáveis e audiodescrição configurável, além da possibilidade de envio de alertas de emergência regionalizados, avisos climáticos e integração com serviços públicos digitais, inclusive em cenários de conectividade limitada.
No campo econômico, a TV 3.0 abre espaço para novos modelos de negócios, como publicidade segmentada e integração com o comércio eletrônico diretamente na tela. A transição coexistirá por um período com o modelo atual e exigirá televisores compatíveis ou conversores. A expectativa é que as primeiras transmissões em maior escala ocorram a partir de 2026, consolidando a modernização da radiodifusão brasileira.
O avanço dos roubos de cargas de medicamentos de alto valor têm levado distribuidoras do setor a reforçar, de forma significativa, seus sistemas de segurança. Caminhões blindados, carros-fortes, escolta armada e o uso de inteligência artificial já fazem parte da rotina logística de empresas responsáveis pelo transporte de medicamentos sensíveis e de alto custo, como os utilizados no tratamento de câncer, doenças raras e enfermida-
des crônicas.
De acordo com um levantamento da Abradimex - Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares, cerca de metade das transportadoras do segmento ampliou em até 20% os investimentos em segurança ao longo de 2024. Embora os medicamentos representem apenas cerca de 2% do total de cargas roubadas no país, o alto valor agregado

transforma esse tipo de mercadoria em alvo preferencial de quadrilhas especializadas. No ano passado, o volume de medicamentos apreendidos em operações contra roubo de cargas foi estimado em R$ 283 milhões. Ao todo, o Brasil registrou 18.038 ocorrências desse tipo em 2024, número 5,4% superior ao do ano anterior. Segundo Paulo Maia, presidente executivo da Abradimex, os produtos mais visados são os destinados a tratamentos oncológicos, doenças raras e pacientes em estado grave. “Dependendo do medicamento, uma única caixa pode custar entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. Uma carga completa facilmente ultrapassa R$ 2 milhões”, afirma.
Dados de segurança pública de 2025 indicam que os medicamentos roubados em cadeia logística ou em farmácias e drogarias se destacam por itens de alto valor, de alta demanda e de difícil rastreamento ou revenda, o que inclui aqueles para emagrecimento, TDAH, oncológicos, imunoterápicos, dermocosméticos e itens de beleza.
Em algumas rotas, a blindagem sozinha não resolve. É preciso adotar um conjunto de medidas para reduzir o risco. Os caminhões devem possuir mais de um nível de blindagem, projetados para resistir tanto a perfurações quanto a tentativas de corte no baú. As portas devem ter travas reforçadas e o design dos veículos prioriza apenas a abertura traseira, estratégia pensada para dificultar invasões laterais durante o trajeto.
Além da proteção física, a tecnologia ganhou papel central nas estratégias de segurança. Sistemas de rastreamento com monitoramento 24 horas, câmeras internas, bloqueadores de sinal e ferramentas de inteligência artificial são utilizados para identificar

áreas de risco, analisar padrões de atuação criminosa e definir rotas mais seguras.
E nenhuma medida é eficaz isoladamente. Um caminhão blindado, sem escolta e sem tecnologia embarcada, tem efeito limitado. O que realmente protege a carga é a combinação das ações, embora o investimento seja elevado - a adaptação de um único caminhão pode custar entre R$ 150 mil e R$ 180 mil, valor que ainda se soma ao aumento do seguro e ao encarecimento do frete em regiões consideradas críticas.
O relatório da Abradimex mostra que Rio de Janeiro e São Paulo concentram cerca de 70% dos roubos de cargas de medicamentos no país. Em áreas de maior risco, como a Avenida Brasil, no Rio, o valor do frete chegou a subir entre 5% e 10%. A maioria dos crimes ocorre em dias úteis, especialmente às terças e quartas-feiras, durante os períodos da manhã e da tarde. Diante desse cenário, as empresas passaram a diversificar horários de entrega e revisar constantemente suas rotas.

Cada vez mais, os armazéns robóticos atuam como ecossistemas em rápida evolução nos quais os dados, energia e movimento interagem continuamente. Os robôs móveis autônomos, unidades de coleta robotizada e sistemas de separação de alta velocidade, todos eles dependem de comunicação ininterrupta e fornecimento de energia para operar com segurança e eficiência. Nesse ambiente, o conector torna-se um componente essencial e não uma interface passiva.
“Dentro dos armazéns automatizados, os conectores sofrem um nível de estresse dinâmico raramente encontrado em ambientes
industriais tradicionais estáticos. Vibração constante, aceleração e desaceleração rápidas, ciclos repetitivos de acoplamento, flexão de cabos e interferência eletromagnética da atividade intensa de motores criam um ambiente em que interconexões frágeis se desfazem com facilidade. Um conector adequado para um painel de controle estacionário pode degradar-se rapidamente em um robô que executa manobras contínuas durante vários turnos. A verdadeira resiliência requer conectores que mantenham a integridade elétrica enquanto resistem ao desgaste mecânico, contaminação ambiental e cargas térmicas

flutuantes, mesmo quando os requisitos de dados e energia se tornam mais complexos”, afirma Lee Slater, gerente de operações da PEI-Genesis, empresa especializada em conectores industriais.
Os robôs modernos integram visão de máquina, matrizes de sensores avançados e módulos de processamento de borda que dependem da estabilidade da transmissão de dados em alta velocidade. Os formatos de conectores de alta densidade com impedância cuidadosamente controlada e contatos criados com precisão fornecem os meios necessários para essas cargas de trabalho, ao mesmo tempo em que protegem a integridade do sinal em movimento e sob vibração.
À medida que as taxas de dados aumentam e os robôs processam mais informações na borda, essas interconexões também precisam gerenciar desafios de compatibilidade eletromagnética, garantindo que clusters densos de sistemas sem fio e com fio possam coexistir sem interferência cruzada ou causadora de latência.
Uma análise industrial recente da Research and Markets na área de robótica constatou um aumento repentino na implantação de sistemas robóticos humanoides e móveis orientados por IA em logística e produção, enfatizando que sua adoção depende de uma infraestrutura de comunicação confiável e resistente a interferências. Isso demonstra uma mudança para conectores que não são apenas resistentes, mas projetados para ambientes onde os dados são tão essenciais quanto a energia.
“A resistência mecânica continua sendo igualmente importante. Os armazéns robóticos precisam de trocas frequentes de bateria, acoplamento automatizado e interação contínua com a infraestrutura de carregamento. Essas aplicações exigem conectores capazes de milhares de ciclos de encaixe e desencaixe sem desgaste significativo nos contatos ou no invólucro”, afirma Lee Slater.
As tecnologias avançadas de vedação, como invólucros com grau de proteção IP67
ou IP69K com gaxetas sobremoldadas, tornam os conectores à prova de poeira, umidade e partículas finas que circulam em centros logísticos movimentados. No nível dos materiais, ligas de alta precisão, como latão niquelado, aço inoxidável ou alumínio com anodização dura, combinadas com placas de contato resistentes à corrosão, como ouro ou paládio-níquel, proporcionam durabilidade contra oxidação, abrasão e ciclagem térmica. O resultado é uma interconexão projetada para operar como um componente de longa vida útil do sistema robótico em vez de um acessório de consumo.
A próxima geração de armazéns robóticos exigirá ainda mais dos sistemas de interconexão. À medida que as frotas se ampliam e as instalações integram mais funções autônomas, os conectores servem cada vez mais como base física para a modularidade e a possibilidade de upgrade. As famílias de conectores projetadas com geometrias uniformes e quantidades de contatos escaláveis permitem que os fabricantes adicionem unidades de processamento, expandam a capacidade de detecção ou incorporem módulos de comunicação aprimorados sem reprojetar plataformas inteiras. Lee Slater conta que esse tema se reflete em todo o setor de automação. Um estudo de força de trabalho de 2025 sobre robótica de armazém revelou que 98% dos trabalhadores relataram melhorias de produtividade em instalações automatizadas, mas também que o sucesso operacional depende da redução do tempo de inatividade não planejado, que em grande parte se origina em pontos de interconexão elétrica e não em falhas de software ou mecânicas. A confiabilidade dos conectores tornou-se uma das principais prioridades para as organizações que ampliam a robótica em alta velocidade.
“A arquitetura de energia também está passando por transformações. Os robôs agora contêm cargas computacionais mais pesadas, matrizes de detecção mais avançadas e sistemas de visão de máquina que
consomem cada vez mais energia. Enquanto isso, os operadores exigem ciclos de carregamento acelerados, tempos de execução prolongados e perdas de energia reduzidas durante o pico da operação. Essa combinação provoca um aumento da procura por conectores capazes de tolerar densidades de corrente mais altas com propriedades precisas de dissipação térmica e isolamento robusto. Os conjuntos adaptáveis, uma área em que a PEI-Genesis reuniu muita experiência, garantem que os conectores correspondam aos requisitos elétricos e térmicos exatos de cada plataforma robótica, em vez de depender de configurações genéricas.
À medida que os armazéns passam a ser ambientes totalmente autônomos e de alta
largura de banda, o desempenho da camada de interconexão se torna inseparável do desempenho dos próprios robôs. Cada decisão de navegação, atualização do sensor e ciclo de carregamento depende de conectores projetados para resistir a movimento constante, ruído elétrico e estresse ambiental. No futuro, o verdadeiro diferencial na automação de armazéns será a eficácia com que essas interfaces físicas suportem escalabilidade, tempo de atividade e longevidade do sistema. Com a estratégia de conectores correta, os operadores podem criar frotas robóticas que não apenas são mais rápidas e inteligentes, mas muito mais resistentes às exigências da operação contínua”, pondera Lee Slater.
O ano de 2026 deve ser marcado por um ambiente de crescimento econômico moderado na economia brasileira, mas apontando para um recado claro às lideranças: as empresas que investirem de forma estratégica em tecnologia, inovação e pessoas sairão na frente. A avaliação é da AMcom, empresa brasileira especializada em transformação digital e consultoria em tecnologia, a partir da leitura de indicadores macroeconômicos, tendências globais e debates com executivos de grandes organizações no país.
“O que vemos, a partir dessa movimentação do mercado como um todo, é uma mudança clara de comportamento. Projetos de TI passam a ser avaliados cada vez mais pelo potencial de ganho de eficiência, redução de custos e aumento de produtividade, deixando iniciativas experimentais ou de retorno incerto em segundo plano”, avalia Andréia Rengel, CEO da AMcom.
Projeções oficiais do Banco Central indicam que o PIB brasileiro deve crescer em torno de 1.8% em 2026, com inflação próxima de 4%, além de queda gradual da taxa Selic no longo prazo. Esse ambiente favorece o planejamento de médio e longo prazo e cria um terreno fértil para investimentos estruturantes, especialmente em tecnologia, exigindo um olhar inteligente dos CIOs e lideranças.

“No cenário internacional, análises do Fundo Monetário Internacional indicam que o crescimento global em 2026 será fortemente impulsionado por investimentos em tecnologia e inteligência artificial, com im-
pacto direto na produtividade e na criação de novos modelos de negócio. O Brasil tem uma oportunidade real de acompanhar e capturar esse movimento”, reforça a CEO da Amcom.

A expectativa de superávit comercial significativo reforça a resiliência da economia brasileira, mesmo em um contexto global ainda desafiador. É um sinal importante para empresas que buscam escala, eficiência e integração a cadeias globais cada vez mais digitais.
A análise da AMcom aponta que, em 2026, a adoção de inteligência artificial, automação e plataformas integradas continuará avançando, com escopos mais bem
Boas práticas para CIOs em 2026
Para a CEO da AMcom, manter o foco no core business enquanto parceiros especialistas operam nos projetos de TI, tende a ser uma saída eficiente para os CIOs. “Empresas de todos os setores precisam olhar para a tecnologia de maneira estratégica, acompanhando métricas claras de eficiência, receita e redução de custos. Dados estruturados basearão a tomada de decisão assertiva, dando suporte ao core business e ganho de margem. Ao mesmo tempo em que áreas internas de TI atuam de forma mais estratégica, contar com parceiros es -
definidos e forte cobrança por resultados mensuráveis. Para Andréia, o desafio das empresas em seus setores de tecnologia será reposicionar sua proposta de valor. “A área de tecnologia deixa de ser um centro de custo para se tornar uma alavanca de resultados e competitividade, apoiada pela automação, dados estruturados e IA. Empresas com maturidade digital poderão aproveitar o momento para elevar sua presença de mercado”, afirma.
pecialistas para acelerar execução e reduzir riscos será um diferencial na implementação e modernização das soluções de TI”, diz.
Outro ponto central é a gestão de pessoas e cultura organizacional, que também devem ser fortalecidas nas áreas de tecnologia das grandes empresas. “Negócios que comunicam claramente seu propósito com eficiência, investem em liderança e conseguem reter talentos, tendem a atravessar ciclos econômicos com mais resiliência e crescimento”, destaca a CEO.

A Motivair da Schneider Electric lançou uma nova Unidade de Distribuição de Refrigerante (Coolant Distribution Unit – CDU) de 2,5 MW - líder do setor - projetada para refrigerar data centers de alta densidade de forma confiável e em grande escala.
A MCDU-70 é a CDU de maior capacidade disponível no portfólio da Motivair e representa uma solução inovadora, flexível e escalável para atender às rigorosas demandas das GPUs de próxima geração (Graphics Processing Units) e das fábricas de inteligência artificial (IA) em escala de gigawatts. Com o software EcoStruxure, da Schneider Electric, as CDUs da Motivair operam como um sistema centralizado atendendo às necessidades atuais de refrigeração, com capacidade de escalar para 10 MW ou mais para cargas de trabalho de HPC, IA e computação acelerada de próxima geração.
Compacta e eficiente, a MCDU-70 é a mais recente adição à linha de CDUs da Motivair. Sua capacidade está perfeitamente alinhada às necessidades de instalações de grande porte, como o NVIDIA Omniverse DSX Blueprint, em que as implementações visam 10 MW para alcançar escala de gigawatts. Com 2,5 MW por unidade, seis MCDU-70 podem fornecer redundância 4+2 para esses projetos, e a capacidade da unidade está preparada para atender ao roadmap de GPUs da NVIDIA em um futuro próximo.
As GPUs que alimentam as fábricas de IA geram de 20 a 50 vezes mais calor do que CPUs tradicionais (Central Processing Units – CPUs), tornando o liquid cooling uma necessidade na era da IA. Organizações que adotam clusters de IA enfrentam densidades extremas de potência por rack projetadas para atingir 1 MW ou mais. A Motivair by Schneider Electric permite que os clientes atendam a essas demandas e escalem de forma mais inteligente com modelos de CDUs padrão ou CDUs customizadas projetadas sob medida para corresponder exatamente à capacidade necessária.
Projetada com dois trocadores de calor, a MCDU-70 oferece filtragem paralela adequada com mínima perda de pressão do sistema e mantém a meta do setor de 1,5 LPM por kW, protegendo a eficiência do sistema do rack até a planta. Cada modelo de CDU passa por rigorosos testes em condições reais de operação, possibilitando simulações de gêmeo digital e testes de final de linha, nos quais as bombas operam em carga total ao final do processo produtivo. A rede global de especialistas da Schneider Electric oferece suporte aos clientes desde o projeto até a manutenção, mantendo os sistemas operando de forma mais inteligente, por mais tempo e com melhor desempenho térmico.
A MCDU-70 faz parte de uma linha abrangente de CDUs desenvolvida com uma arquitetura modular e escalável, garantindo maior flexibilidade para que operadores escolham o modelo ideal para atender aos objetivos específicos de suas implementações de IA.
A linha completa de CDUs da Motivair (modelos MCDU-25 a MCDU-70) oferece suporte a estratégias avançadas de gestão térmica com controle preciso de vazão, monitoramento em tempo real e balanceamento de carga adaptativo, a fim de otimizar o desempenho da planta e reduzir o consumo de energia.

O u-view Advanced V2 da Weidmüller combina o ambiente de execução e a IHM em uma tela sensível ao toque com acesso à web, podendo ser operado diretamente pelo navegador integrado, já que o Procon-Web é baseado na web. Além da tela local do usuário, outros dispositivos com acesso à web, como tablets ou PCs, também podem acessar a IHM. Isso garante que os operadores de máquinas sempre tenham uma visão geral otimizada de seus equipamentos. O design robusto com tela multitoque capacitiva e proteção IP66 suporta até mesmo os ambientes industriais mais severos. Graças aos tamanhos de tela de 7 a 21,5 polegadas, os usuários podem escolher a variante adequada dependendo da máquina e da aplicação. Drivers de comunicação para controladores OPC UA, Modbus, Codesys, Allen-Bradley ou Siemens TIA facilitam a integração em ambientes de automação existentes. Widgets predefinidos, SVGs dinâmicos e controles complexos, como assistentes ou tendências, simplificam a criação de interfaces de usuário modernas, de acordo com os padrões atuais de UI/ UX. Arquivamento de dados, visualização de tendências e um conceito abrangente de funções e permissões completam a funcionalidade. Além disso, o Procon-Web oferece opções para a criação automatizada de projetos completos ou partes de projetos.

A ActivityAI analisa atividades de trabalho reais para identificar riscos ergonômicos, ineficiências e potencial de otimização. Ao traduzir movimentos e execução de tarefas em insights claros e acionáveis, ela permite que as empresas vão além de análises estáticas de processos e obtenham uma compreensão real de como o trabalho é efetivamente realizado. Isso capacita os líderes a tomar decisões mais rápidas e baseadas em dados, fortalecendo tanto as equipes operacionais quanto o desempenho geral da empresa.
O novo assistente de voz com IA, integrado diretamente ao dispositivo vestível MAI usado no dorso da mão, auxilia os funcionários em movimento. Ele permite uma interação natural e sem usar as mãos com os sistemas. Os funcionários podem fazer perguntas, receber instruções e resolver problemas em tempo real sem interromper o fluxo de trabalho ou comprometer a ergonomia. Ao reduzir as interrupções e a carga cognitiva, o suporte baseado em voz ajuda as equipes a trabalharem com maior foco, responderem mais rapidamente e lidarem com exceções de forma mais eficiente.
Em conjunto, ActivityAI, Insight Enhance, MAI e LANA, o computador portátil Android da ProGlove, formam um ecossistema conectado que une execução e insights. Enquanto o MAI proporciona interação e assistência sem o uso das mãos, o LANA possibilita fluxos de trabalho com uso intensivo de dados, execução móvel e acesso contínuo a aplicativos corporativos.

Com as novas séries de inversores ‘AX1000’ e ‘AF1000’, a Beckhoff expande seu portfólio para incluir servoamplificadores e conversores de frequência em uma plataforma comum. O objetivo era fornecer funções de inversor essenciais de forma econômica e com menor complexidade do sistema. O design compacto do AX1000 e a possibilidade de montar várias unidades lado a lado garantem uma área de instalação reduzida.
Antes do início do desenvolvimento, os requisitos essenciais e as características desejadas do produto foram definidos em discussões com os clientes, a fim de obter especificações concretas. O objetivo da nova geração de dispositivos era implementar as características essenciais de um servomotor, sem recursos ou funções adicionais para aplicações específicas. Essa abordagem resultou em dispositivos compactos com menor complexidade de componentes e, consequentemente, tempos de montagem mais curtos. Para o usuário, isso se traduz em maior acessibilidade para manutenção e comissionamento simplificado.
Na área de servomotores, foram desenvolvidas em paralelo versões monofásicas e trifásicas da série AX1000. Com base nisso, foi criada posteriormente a série de conversores de frequência AF1000. A plataforma AX1000 oferece uma base adequada para o desenvolvimento de uma série de conversores de frequência, uma nova linha de produtos para a Beckhoff em um mercado que enfrenta uma pressão de preços significativamente maior.
Os servoamplificadores AX1000, assim como as séries anteriores, são oferecidos em versões de eixo único e de eixo duplo. Isso é incomum para conversores de frequência. A versão de eixo duplo permite maior densidade de componentes no painel de controle e reduz os custos do dispositivo por meio do compartilhamento de componentes essenciais.
O AX1000 está disponível numa gama de corrente nominal de 1,65 a 6,9 A e está totalmente integrado no TwinCAT. São oferecidas duas opções de conexão: para potências até 2,2 kW com alimentação monofásica (1 × 230 V CA) e para potências de 1,1 a 4,5 kW com alimentação trifásica (3 × 400 V CA). A fonte de alimentação, os capacitores do link CC e o circuito de lastro estão integrados no dispositivo.
A caixa de plástico do AX1000 contribui para a otimização de custos. Graças ao design inteligente da placa de circuito impresso, uma caixa de aço inoxidável, por exemplo, para reduzir interferências, torna-se desnecessária. Os dispositivos podem ser montados lado a lado no painel de controle sem qualquer espaço entre eles. Todas as conexões, com exceção das entradas de segurança opcionais, são acessíveis pela frente, o que simplifica a fiação e garante um layout claro e organizado.
Não é necessária uma fonte de alimentação externa de 24 V CC, pois o inversor gera a tensão de controle para as E/S e a alimentação do freio de retenção diretamente do barramento CC. Isso economiza espaço e garante uma distribuição de tensão mais uniforme no barramento CC. A alta capacitância do barramento CC permite o armazenamento intermediário da energia de frenagem, reduzindo assim a geração de calor no painel de controle. Para aplicações com alta energia cinética, um resistor de lastro externo pode ser conectado a cada dispositivo.
O AX1000 suporta diversos tipos de motores, como servomotores síncronos da série ‘AM8000’ com OCT, motores assíncronos e motores de relutância – cada um com ou sem feedback. Os motores de relutância são uma alternativa particularmente econômica em aplicações com menores requisitos dinâmicos. O esforço necessário para configurar o AX1000 adequadamente é mínimo. Para dispositivos de dois eixos, dois tipos diferentes de motor podem ser selecionados para cada eixo.
O AX1000 vem de série com a função TwinSAFE ‘STO/SS1’. A parametrização é feita via FSoE; a ativação pode ser feita via FSoE ou pelas E/S de segurança opcionais. O design sincronizado das E/S de segurança permite a conexão direta de uma chave de parada de emergência sem necessidade de isolamento de linha adicional. Outras funções de segurança estão disponíveis com a opção ‘TwinSAFE Safe Motion’.
O AX1000 integra-se ao sistema TwinCAT via EtherCAT, oferecendo as opções já conhecidas para comissionamento, operação e diagnóstico. Ferramentas como ‘TwinCAT 3 Drive Manager 2’, ‘TwinCAT 3 Autotuning’, ‘TwinCAT 3 Bode Plot’ e ‘TwinCAT 3 Cogging Compensation’ também estão disponíveis. A integração com o Motion Designer permite a configuração individual dos eixos de acionamento.

O Transmissor de Nível por Onda Guiada da SMAR, RD500, possui tecnologia baseada no princípio da Reflectometria no Domínio do Tempo (TDR), muito utilizado para medição de constantes dielétricas de líquidos, detecção de fissuras em grandes estruturas na construção civil, medição de concentração de soluções e umidade do solo na agricultura e, entre outras aplicações, para medição direta de níveis em processos industriais.
Através de um gerador de radiofreqüência localizado no interior do equipamento, pulsos são emitidos através de uma sonda em contato com o processo cujo nível deseja-se medir.
As ondas, ao entrarem em um meio com constante dielétrica diferente, retornam pela sonda graças à mudança da impedância desse meio. Este parâmetro é diretamente relacionado com a constante dielétrica do processo, sendo, portanto, fator decisivo na qualidade da reflexão da onda.
Com um software dedicado, o RD500 - Transmissor de Nível por Onda Guiada calcula continuamente o tempo de reflexão das ondas, dadas as condições geométricas da aplicação (como formato do tanque e zonas de utilização da sonda).
Possui tecnologia de medição de nível baseada no princípio TDR (Time Domain Reflectometry); independe de variações de densidade e/ou temperatura; suas medições não são afetadas por viscosidade, gravidade, gases no interior dos reservatórios e turbulência no processo; é de fácil instalação e manutenção; sua exatidão é de ±5 mm; possui excelente repetibilidade; configuração remota via configurador remoto ou por ajuste local; Cálculo de volume por linearização de tanques irregulares.
O RD500 - Transmissor de Nível por Onda Guiada utiliza sondas do tipo coaxial, flexível simples, rígida simples e rígida dupla, permitindo maior flexibilidade ao usuário, dependendo das caracte¬rísticas de aplicação.

O Calibrador de Pressão PCON HÍBRIDO Presys é ideal para calibração de instrumentos de pressão, combinando pressurizador hidráulico e pneumático em um único equipamento. Totalmente desenvolvido no Brasil, o PCON HÍBRIDO se destaca por oferecer calibração automática em malha fechada, com possibilidade de uso integrado a scanner para até oito instrumentos simultâneos. Suas funcionalidades superiores substituem balanças de peso morto e pressurizadores manuais, proporcionando precisão e estabilidade excepcionais.
O PCON HÍBRIDO permite ranges padronizados ou customizados, gerando pressão pneumática de vácuo até 1.000 psi e hidráulica até 40.000 psi, com faixas intermediárias ajustáveis para diferentes necessidades. É o único calibrador-gerador de pressão híbrido nacional voltado também para o mercado internacional, com tecnologia de ponta e compatibilidade com protocolos de comunicação HART® e PROFIBUS®. Indicado para laboratórios, indústrias e empresas que exigem alto nível de qualidade e confiabilidade em seus processos de calibração.
Realiza calibração automática até 8 instrumentos ao mesmo tempo; tem faixas customizáveis de 1.000 psi pneumático até 40.000 psi hidráulico; precisão e estabilidade superiores (controle de estabilidade de até 0,002% FS); produto nacional com tecnologia 100% brasileira e compatível com aplicações industriais e laboratórios de calibração.
Nenhum software adicional ou computador é necessário para gerar um relatório de um teste de calibração rapidamente e os dados são protegidos em concordância com os requisitos de segurança da CFR 21 Parte 11. PCON-Y18 é ideal para calibrar seus instrumentos de maneira mais eficiente nas áreas industriais, ele se tornará rapidamente uma ferramenta indispensável no seu trabalho do dia a dia, permitindo ganhos reais de produtividade.

A Westcon oferece a linha de produtos HIMA desde pequenos CLPs fail-safe até grandes sistemas redundantes e tolerantes a falhas, capazes de controlar milhares de variáveis com perfeita integração com os principais DCS e sistemas de controle do mercado.
Todos os produtos da HIMA possuem as certificações SIL3 (IEC61508) e SIL4 (CENELEC) emitidas pelo TÜV. A Westcon conta com engenheiros certificados (TÜV FSE Functional Safety Engineer) para executar projetos de sistemas instrumentados de segurança, além de prestar serviços de consultoria (análise de SIF etc).
Um dos sistemas é o HIMatrix, SIL 3, PL e, SIL 4 CENELEC, Rápido, flexível, compacto e extremamente econômico. Aplicações em rede, aplicações com restrições de tempo, indústria de processos, automação de máquinas, indústria ferroviária
Os controladores e módulos de E/S relacionados à segurança da série HIMatrix, juntamente com a comunicação de segurança SafeEthernet de alta velocidade, são a base perfeita para sistemas de pequeno a médio porte. Múltiplas aplicações são sempre interligadas de forma eficiente. Todos os sistemas HIMatrix são certificados para uso até SIL 3 e PL e (Cat. 4), bem como SIL 4 de acordo com a CENELEC. A configuração e a programação do HIMatrix são realizadas inteiramente por meio da ferramenta de engenharia SILworX, de fácil utilização, para validação e comissionamento mais rápidos.

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