Revista Controle & Instrumentação nº271

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Instrumentação, Elétrica, Controle de Processos, Automação Industrial, Predial e Metrologia Ano 23 – nº 271 – 2022 – www.controleinstrumentacao.com.br

Se a informação é o novo petróleo, por onde começar? Controle & Instrumentação

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Sumário

Talking About

Cover Page 26 Se a informação é o novo petróleo,

Dados são o novo petróleo?

por onde começar?

Segundo o relatório “Mercado de inteligência de negócios, 2021-2028” da Fortune Business Insights, o tamanho do mercado global de Business Intelligence (BI) deve atingir US$ 43,03 bilhões, até 2028, exibindo um CAGR de 8,7%, durante o período de previsão. Segundo eles, o mercado, que era de US$ 22,26 bilhões, em 2020, atingiu US$ 24,05 bilhões, em 2021. A rápida digitalização, o surgimento de vários negócios online, e a forte demanda por personalização de dados, devem impulsionar o crescimento do mercado. Com alguma variação, pela projeção da ResearchandMarkets, o mercado de plataformas de análise e Business Intelligence (BI) deve crescer US $ 21,72 bilhões, durante 2021-2025. O mercado cresce, acompanhando a importância do assunto. Ainda que alguns discordem da afirmação que o matemático Clive Humby fez, em 2006 – “os dados são o novo petróleo” –, eles parecem ter alcançado de fato o topo da importância, já que, até para buscar petróleo a preços competitivos, os dados são determinantes. E ainda, para aqueles que apontam o tempo, e não os dados, como o novo petróleo, é preciso lembrar que, para liberar, ressignificar e valorizar o tempo, é que existem ferramentas que trabalham os dados – sejam industriais, sociais ou pessoais – de maneira precisa e rápida.

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Uns e outros, contudo, não negam que os dados são o recurso mais cobiçado do mundo, e pessoas, governos e empresas investem pesado, para assumir o controle dos dados circulando – dados de todos os tipos. Porque, com esse controle, adquire-se influência e a capacidade de transformar resultados e realidades – da mesma forma como quem controlava as reservas de petróleo, no passado. Recentes pesquisas mostram que apenas 10% dos dados relevantes para o negócio são analisados... imagine como seria se refinássemos apenas 10% do petróleo que tiramos do chão... O valor dos dados, no entanto, depende do ‘olho do observador’. Para ajudar esse olhar é que existem diversas ferramentas, como o Business Intelligence – e existe uma versão para uma pessoa só! Sobre isso é que fornecedores de TI, TA e usuário conversaram, na matéria de capa desta edição, que traz ainda reflexões sobre o tema, e uma parte das notícias do período – outra parte você fica sabendo acompanhando nossas mídias sociais, e lendo as newsletters semanais. Boa Leitura. O editor Colaboraram, com informações e imagens: assessorias de imprensa

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Automação e sistemas de monitoramento na mineração – aumentando a produtividade e a segurança, diminuindo custos de operação

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Steps 2022

maio

julho

Expo Defense

Metalurgia 2022

19 a 20 de maio – Florianópolis-SC www.scexpodefense.com.br

05 a 08 de julho – Joinville-SC www.metalurgia.com.br

Brasmin Feira Mineração

FIEE

24 a 26 de maio – Goiânia-GO www.brasmin.com.br

18 a 21 – São Paulo Expo https://www.fiee.com.br/

Feimec – Evento Digital

agosto

09 a 13 de maio – SP www.feimec.com.br

Fenasucro & Agrocana

16 a 19 de agosto – Sertãozinho-SP www.fenasucro.com.br

junho ARC Industry Forum

06 a 09 – ARC Industry Forum 2022, Renaissance Orlando, Florida https://arc-industry-forum.arcweb.com/

6ª ABM WEEK

07 a 09 de junho – São Paulo https://www.abmbrasil.com.br/por/evento/abm-week-6-edicao

19ª Fenaf- Feira de Fundição 13 a 16 de junho – SP www.fenaf.com.br

Fispal Tecnologia

21 a 24 de junho – SP www.fispaltecnologia.com.br

setembro 33ª Fenasan – Feira de Saneamento 13 a 15 de Setembro – SP www.fenasan.com.br

Intermach

13 a 16 de setembro – Joinville-SP www.intermach.com.br

SEIA’ 2022

21 a 23 – 8th International Conference on Sensors & Electronic Instrumentation Advances (SEIA’ 2022) – Corfu Holiday Palace, Corfu, Greece – https://www.seia-conference.com/

Rio Oil & Gas

26 a 29 de setembro https://www.riooilgas.com.br/

PEOɭLE A Intel tem uma nova executiva no comando das operações na América Latina: Gisselle Ruiz Lanza. Uma nova função, criada a partir da reestruturação que a empresa está fazendo, diante da importância que o continente americano tem assumido no setor de tecnologia. Nessa posição, Ruiz Lanza se reportará diretamente para Greg Ernst, vice-presidente corporativo de vendas, marketing e comunicação da companhia, e diretor geral para a América. Gisselle ocupava o cargo de Diretora Geral do Brasil, desde 2019, anteriormente já foi a responsável por Varejo e Consumo. Com mais de 25 anos de experiência, sua carreira inclui passagens pela Argentina e México, onde atuou em diversas áreas, como vendas ao consumidor e marketing, gerenciamento de vendas e desenvolvimento de canais. Mudou-se para o Brasil há mais de 16 anos. Também é co-chair do Conselho de Mulheres Executivas da Intel Améria Latina (iNEW) – programa da Intel que incentiva diversidade e inclusão, promovendo o tema dentro e fora da Intel. Sua liderança à frente da Intel Brasil foi marcada pela aceleração da transformação digital e crescimento da operação da companhia no país, que dobrou de tamanho, nos últimos dois anos, deixando o Brasil entre os 3 principais mercados da Intel, na região.

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A Brametal, uma das maiores empresas das Américas para fabricação de estruturas metálicas galvanizadas a fogo para geração, transmissão, distribuição de energia elétrica e Telecom, tem um novo CEO. O executivo

James Oliver Guerreiro Carneiro, formado

em Ciências Contábeis e Especialista em Gestão de Negócios, e com grande experiência em empresas de grande porte no mercado nacional, de capital fechado e aberto (listadas na B3), infraestrutura e serviços, foi o escolhido, para dar sequência ao trabalho desenvolvido nos últimos 41 anos por Rui Luiz Scotti, que deixa o cargo de Diretor Presidente. James Oliver Guerreiro Carneiro chega com a missão de dar continuidade ao projeto de crescimento e consolidação da empresa no mercado mundial de estruturas metálicas no setor de energia.

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Steps A NeoCharge, empresa de infraestrutura de recarga para carros elétricos, realizou mais uma importante contratação para seu time da alta gestão de negócios. O executivo Rodrigo Carrau assume o cargo de Chief Commercial Officer (CCO), acompanhando o movimento de spin-off da empresa e as metas de crescimento – com plano para ampliar em dez vezes a receita da companhia, nos próximos três anos. Como CCO, Carrau tem o objetivo de otimizar toda a operação comercial da NeoCharge, com alinhamento entre a estratégia de vendas e as metas globais do negócio. A atuação do executivo envolve também as áreas de marketing, desenvolvimento de mercado, e relacionamento com os clientes. No Chile, Rodrigo foi head de e-Mobility, e atuou no desenvolvimento de soluções para a Enel X, uma divisão da multinacional que desenvolve projetos de transformação energética, em quatro linhas de negócios: e-City, e-Home, e-Indústrias, e-Mobilidade. Entre outras experiências nacionais e internacionais, o novo executivo da NeoCharge estabeleceu grandes parcerias com algumas das principais empresas da América Latina, nos segmentos de redes de abastecimento, operadores de marketplace, telefonia e frotistas.

Vinicius Gibrail assume a nova cadeira de Diretor Geral da STI Norland no Brasil, empresa de fabricação e fornecimento de rastreadores solares para usinas fotovoltaicas. O executivo vem de uma posição de Diretor Comercial LATAM na Steck Indústria Elétrica (do grupo Schneider Electric), onde passou os últimos 23 anos, atuando também como Country Manager no México e Argentina. A chegada de Vinicius ao time da STI Norland Brasil faz parte da estratégia de crescimento e expansão da empresa pelos continentes americano e europeu, após sua recente entrada no grupo Array Technologies. Ao lado de Javier Reclusa, CEO da STI Norland, o novo Diretor Geral terá como atribuição supervisionar e aprimorar processos e operações da empresa, utilizando sua ampla bagagem para imprimir maior agilidade, e garantir a unidade na entrega dos produtos e serviços no Brasil. A STI Norland, em janeiro deste ano, anunciou sua aquisição pela norte-americana Array Technologies, para que, juntas, se tornassem um dos líderes mundiais na fabricação e comercialização de rastreadores solares.

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A ODATA, provedora brasileira de data centers, anuncia Carolina Maestri como nova diretora de ESG e Claudio Oyarzun assumindo a gerência da área. Ambos chegam com o objetivo de dar continuidade ao trabalho que está sendo feito, e aprimorar as iniciativas sociais, ambientais e de governança da empresa. Claudio Oyarzun, que já teve experiência em empresas como Syngenta, Monsanto, Bayer e Inca Construtora, estará na gerência do setor de EHS, com forte atuação em Segurança e Saúde do Trabalho. Ele seguirá com os projetos que já estão em andamento, como o ODATA+Segura, e implementará novas políticas de saúde, segurança e meio ambiente, além de acompanhar os procedimentos de inspeções dentro dos data centers, para determinar fatores e riscos de acidentes. A ideia é reduzir e até mesmo zerar acidentes entre os profissionais. Formada em Engenharia Ambiental pela Escola Politécnica da USP, com Mestrado em Inovação pela Université De Versailles Saint-Quentin-En-Yvelines, e MBA na University of Michigan, Carolina Maestri possui mais de 15 anos de experiência no mercado, onde teve uma passagem relevante pela ODATA, em 2017, como Strategy Summer Associate. Claudio Oyarzun possui 18 anos de experiência no mercado de Segurança, Saúde e Meio Ambiente. É graduado em Engenharia de Saúde, Segurança do Trabalho, Qualidade e Meio Ambiente pela INACAP (Chile), Pós-Graduado em Liderança e Inovação, e possui diploma em Responsabilidade Social Corporativa pela Universidade Adolfo Ibáñez (Chile). Além de ser certificado como Auditor Interno do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional. A Amvox anunciou novo CEO:

Guilherme Santos assume

o cargo, e traça estratégia para conquistar público com produtos tecnológicos e preços competitivos; empresa investe em capacitação profissional “Ano de desafios e oportunidades”. Diretor comercial desde 2010, o executivo tem participação ativa na empresa desde 2006, e enfrenta os impactos da alta da inflação e da guerra entre Rússia e Ucrânia – que influenciam no preço das mercadorias e no poder de compra dos brasileiros. Santos recebe o bastão de seu pai, Antonio Moisés, que permanece no Conselho Consultivo da companhia. Antonio Flávio Santos, diretor de operações, e Valdir Scoriza, diretor financeiro, continuam na diretoria da empresa.

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Marcio Teschima, vice-presidente

da Conselheiros TrendsInnovation, organização cujo propósito é garantir a perenidade das empresas, aplicando conceitos de Governança, Inovação e Tendências, venceu o Prêmio Executivo de TI do Ano de 2022 na categoria Vantagem Competitiva – Faturamento até R$ 1 bilhão, pela transformação digital orquestrada na Eucatur, primeira empresa legitimamente TrendsInnovation, durante a Pandemia. A Trendsinnovation é formada por mais de 80 Conselheiros generalistas e com visão de futuro, inovação e tendências. A organização tem como objetivo apresentar Conselheiros a empresas que precisam de Conselheiros para complementar seu quadro de Conselho ou que estejam em fase de criação de Conselho. Ou ainda a empresas familiares, que buscam implantar governança em sua gestão, e anseiam por tornar seus negócios mais sustentáveis, inclusivos, éticos, digitais e perenes. Os Conselheiros TrendsInnovation estão aptos a trabalhar em Conselhos Administrativos e Consultivos, comitês temáticos, e têm amplo conhecimento em governança corporativa, compliance, finanças, transformação digital, ESG, entre outros temas. São Conselheiros que atuam nas áreas de indústria, varejo e serviços, em empresas de capital aberto ou fechado, PME, startups, scaleups e empresas familiares.

O engenheiro Mauricio Russomanno, presidente da Unipar, foi

reeleito, pelo Conselho Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Álcalis-Cloro e Derivados (Abiclor), para a presidência do Conselho, para o biênio 20222024. A eleição do novo Conselho Diretor foi realizada no último dia 8 de abril.

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Steps

Russomanno, que ocupou o cargo nos últimos dois anos, tem MBA na Columbia Business School, e na London Business School. Ele está na Unipar desde 2018. A Belgo Bekaert criou uma diretoria dedicada à inovação. A iniciativa é resultado de um trabalho que a empresa realiza há anos, com o fomento à transformação digital, inovação aberta, novas fronteiras tecnológicas e cultura de inovação. A Diretoria de Inovação e Digital da Belgo Bekaert será liderada por André Ghion, executivo e empreendedor, com mais de 20 anos de experiência em transformação digital, startups, e-commerce, inovação, desenvolvimento de negócios e corporate ventures. Especialista em liderar equipes multifuncionais em situações de disrupção e rápido crescimento, ele aceita o desafio de explorar toda a potencialidade que a indústria metalúrgica oferece. A nova diretoria é composta pelas Gerências de Digital, Inovação, Propriedade Intelectual, Fronteira Tecnológica, Corporate Venture Building, Corporate Venture Capital, e-commerce e Analytics. Além de seguir com os programas atuais nestas áreas, a Belgo Bekaert também focará em impulsionar novos negócios, com alto potencial estratégico e econômico para o futuro da empresa e do setor. Desde 2021, ela está entre as corporações que mais praticam inovação aberta com startups no país, pelo Ranking das TOP 100 Open Corps 2021, da 100 Open Startups. Com passagens por companhias como UOL, AOL Time Warner, Webb, Buscapé/Naspers, além de ter sido fundador de um Venture Builder e de diversas startups, Ghion é graduado em Administração de Empresas pela UNIP, especialista em Inovação de Produtos e Serviços (Design Thinking) pelo M.I.T. Sloan Executive Education, em Logística e Supply Chain pela F.G.V, em Governança Corporativa pelo I.B.G.C, além de ter concluído o Master’s Business Integration (M.B.I), pela UFRJ.

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Projeto de lítio de emissão zero na Europa A ABB e a Savannah Resources assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para explorar soluções de automação industrial e eletrificação inteligente para o desenvolvimento do Projeto de Lítio Barroso da Savannah, no norte de Portugal. Sob o acordo em estágio inicial, a líder global de tecnologia ABB aplicará seu conhecimento técnico para delinear soluções de controle e processo de produção, para produção de concentrado de lítio e operações integradas de mineração de espodumênio, em linha com a meta de Savannah, de operações de emissão zero até 2030. O Projeto de Lítio Barroso está localizado a 143 km a nordeste do Porto, e é o maior recurso conhecido da Europa de lítio espodumênio. O objetivo da Savannah é desenvolver uma operação de produção de concentrado de lítio premium, e neutro em carbono, como matéria-prima estratégica na cadeia de fornecimento de baterias de veículos elétricos da Europa. A eletricidade local, produzida principalmente a partir de energia hídrica, solar e eólica, com zero emissões de carbono, seria usada para fornecer energia ao projeto. As soluções de tecnologia da ABB estão bem alinhadas, e maximizariam o uso de energia renovável e eletrificação, para levar o projeto à produção neutra em carbono. A fabricação de baterias de lítio na Europa deve

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crescer rapidamente, e acelerar a demanda pela produção de produtos químicos de lítio. Isso é impulsionado pelas metas da Comissão Europeia, para tornar a UE neutra em carbono, e reduzir as emissões de transporte da UE em 90%, até 2050. Savannah está focada no desenvolvimento responsável do Projeto de Lítio Barroso, usando 238 medidas individuais, para eliminar ou mitigar os impactos ambientais. Essas medidas serão incluídas no Estudo Definitivo de Viabilidade do projeto, que Savannah está concluindo. Isso também incorporará as ações do atual estudo de descarbonização do projeto, que apoia o compromisso de Savannah, de atingir uma operação de emissão zero, até 2030 ou antes. #'LYXOJDomR “A ABB está na vanguarda da automação e eletrificação necessária para nossa jornada de descarbonização”, disse David Archer, CEO da Savannah. “Estamos satisfeitos por contar com a experiência deles, enquanto continuamos a executar nossa estratégia de descarbonização, para construir a primeira instalação de produção de espodumênio de lítio da Europa, como um fornecedor crítico de matérias-primas de baixo carbono para baterias mais sustentáveis”. A ABB também trabalhará em acordos vinculativos com Savannah, em relação à eletrificação, automação e soluções digitais no futuro.

BRF avança na jornada de transformação digital A BRF segue sua jornada de transformação digital, e automatizou os processos de auditoria de qualidade em todas as unidades fabris da empresa. A gestão passou a ser concentrada e integrada com solução digital, que simplifica e moderniza a comunicação entre áreas e/ou fornecedores, e substituiu planilhas para coleta de dados, para finalização do processo e checklists, que demandavam tempo do time de auditoria. Além de trazer agilidade aos processos internos de auditoria, a digitalização modernizou o controle de indicadores de conformidade e de atendimento às exigências regulatórias, e contribuiu para dar maior visibilidade e melhor gestão dos indicadores para tomada de decisões. A BRF ressalta que um dos benefícios da plataforma

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é que ela foi customizada para atender às necessidades da companhia, realizando o envio de emails automáticos e geração de alertas, sobre ações que precisam de atenção imediata dos gestores de processos. O sistema também integra dados de legislação, processos, e atende à necessidade de ser uma fonte de consulta atualizada em tempo real, sobre a operação das unidades fabris da BRF. A cada etapa digitalizada, a empresa ganha tempo, aumenta a qualidade e os profissionais podem dedicar-se às tarefas mais estratégicas, tanto na questão produtiva, quanto para os negócios. O projeto será expandido, para dar suporte às auditorias externas, em especial de clientes globais e exigências de certificações GFSI – que contemplam normas internacionais de segurança de alimentos.

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Heineken anuncia investimentos

Inovações Eletrostáticas

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SISTEMA DE ATERRAMENTO ATIVO: monitor portátil TERRALIGHT e garra ativa TERRACLAMP

TERRALIGHT

O Grupo Heineken anunciou, em evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, o investimento de R$ 320 milhões, na modernização e em melhorias ambientais e sociais nas cervejarias da empresa, em Araraquara, Campos do Jordão, Itu e Jacareí. O prefeito Edinho e o vice-prefeito e secretário do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Damiano Neto, estiveram em São Paulo para o evento, que contou com a presença do governador João Doria. Representando a Câmara Municipal, participaram as vereadoras Thainara Faria e Fabi Virgílio, e o vereador Emanoel Sponton. Um dos objetivos dos novos investimentos é aumentar a presença de seu portfólio de marcas premium e craft (artesanal) no mercado e, para atender a essa demanda, a empresa deve investir na modernização de suas unidades produtivas, o que inclui o aumento da produção de Heineken 0.0 (sem álcool), na fábrica de Araraquara – em 2021, o Brasil se tornou o mercado que mais consome a versão sem álcool da marca Heineken no mundo. Também na frente ESG (Ambiental, Social e Governança), o investimento será direcionado à ampliação do uso

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de energias renováveis, a exemplo das caldeiras de biomassa, ao ganho de eficiência hídrica, e ao crescimento de iniciativas voltadas para a circularidade (reciclagem) de embalagens de vidro. Todas essas ações fazem parte das metas ambientais já anunciadas pelo Grupo Heineken: atingir 100% de circularidade das embalagens utilizadas em bares e restaurantes, até 2025, e neutralizar a emissão de carbono de toda a sua operação, até 2040. Os novos investimentos se juntam a R$ 1,7 bilhão, já aplicados pela empresa em suas unidades do estado de São Paulo, nos últimos três anos, entre 2019 e 2021. “A Heineken é a primeira cervejaria do Brasil a produzir 100% com energia #'LYXOJDomR verde. Esse investimento vai ajudar-nos a intensificar esse movimento, tão importante para a marca e para os consumidores brasileiros”, disse Maurício Giamellaro, presidente do Grupo Heineken no Brasil. Também participaram do evento a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen; o secretário estadual de Fazenda e Planejamento, Henrique Meirelles; o presidente da InvestSP, Gustavo Junqueira; e os prefeitos de Campos do Jordão, Marcelo Padovan, de Itu, Guilherme Gazzola, e de Jacareí, Izaías Santana, entre outras autoridades.

O novo monitor de aterramento TERRALIGHT, da Eltex, funciona a pilha. Isso o torna portátil, prático e econômico. Outra vantagem do monitor de aterramento TERRALIGHT é sua certificação e aprovação para uso em áreas classificadas EX Zona 0 e Zona 20. A nova garra de aterramento TERRACLAMP, da Eltex, tem indicação luminosa. O Led verde só acende quando a condição segura de aterramento é, de fato, atingida. Além disso, ela é ainda mais ergonômica e tem alta pressão de força. Seus mordentes extremamente afiados ultrapassam com facilidade espessas camadas de sujeira ou tinta. Conheça mais sobre esses dois produtos Eltex. Juntos, eles garantem o aterramento eletrostático eficiente nas operações com substâncias inflamáveis.

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Comau recebe prêmio da Volvo A Comau, unidade China, está orgulhosa de ter recebido o Prêmio Excellent Supplier 2021, da Volvo Cars APAC, em reconhecimento às realizações, como parceira colaborativa e de longo prazo. Esta premiação reconhece a excelente performance da Comau nas competências body assembly e retooling, para um novo carro elétrico da Volvo, que será lançado ainda este ano. O Diretor Geral da Comau China, Gaetano Cantalupo, recebeu o prêmio durante o Volvo Cars Asia Pacific Key Supplier Forum 2022, realizado na cidade de Sanya, dia 25 de fevereiro. Com o tema “Colaboradores conquistam o Futuro”, a convenção abordou as perspectivas de cooperação “win-win”, e reconheceu os melhores fornecedores do ano. Os vencedores de 2021 foram selecionados pela Volvo, com base em uma combinação de critérios, como fornecimento, qualidade, flexibilidade, sustentabilidade e custo competitivo. A Comau já havia recebido da Volvo APAC o Prêmio Launch Excellence, em 2019, o Prêmio de Melhor Parceira Colaborativa de 2020, Best Contributive Partner, e o Prêmio de Suporte local, em 2020. A primeira ocasião, na qual a Comau recebeu a premiação da Volvo, foi pelo fornecimento de um projeto de retooling, e uma nova linha de montagem de carroceria para o Volvo Recharge. O reconhecimento de 2021 representa, pelo terceiro ano consecutivo, o sucesso da parceria com a Volvo. A Comau contribuiu ativamente no processo de desenvolvimento da Volvo Cars, desde a instalação da primeira fábrica na China, em 2013, fornecendo diversas linhas de montagem de carroceria Body-in-white, e montagem de transmissão Powertrain, para as plantas de Daqing, Chengdu, Zhangjiakou e Luqiao. Durante o ano passado, a Comau apoiou a Volvo, através da sua excelência em engenharia, gerenciamento de projetos e alta capacidade de execução local. Como parte da estratégia de desenvolvimento ‘ganha-ganha’, a equipe técnica da Comau não só adotou os padrões da Volvo, como também simplificou seus processos. A quantidade de equipamentos foi otimizada, e os custos foram reduzidos. Qualidade, eficiência produtiva e atendimento aos requisitos de segurança são outras áreas de excelência da equipe da Comau. Quando a cadeia de suprimento mundial foi atingida pela Pandemia de Covid-19, a equipe reforçou o controle de qualidade, completou a pré-acei-

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tação do programa, 6 dias antes do previsto, e resolveu 100% dos problemas antes da expedição. A Comau também manteve controle rígido das diretrizes de segurança da Volvo, refinou o cronograma de construção em planta, disponibilizando mais horas de trabalho, e concluiu todo o projeto antes do previsto. Diante de um cronograma desafiador, e da tarefa árdua de realocar e reconstruir a antiga linha, além da enorme pressão da instalação da nova linha, a equipe trabalhou de maneira diligente e extremamente eficaz, e foi capaz de redirecionar recursos e otimizar a linha antiga dentro dos limites de tempo, realizando todas as atividades previstas, com padrão de qualidade extremamente elevado. “Através de nossa colaboração estratégica, a Comau provou indiscutivelmente a qualidade confiável, design fino e inovador, gerenciamento profissional de projetos e sua eficiente execução no local,” declarou Johansson Bengt, Diretor Executivo de Programa da Volvo APAC BIW ME. “A Comau sempre se distinguiu por sua alta eficiência, e queremos continuar nossa cooperação. Acreditamos que a Comau dará à Volvo um impulso técnico, como parte da nossa cooperação ganha-ganha.” O Diretor Geral da Comau China, Gaetano Cantalupo, acrescentou: “Este forte relacionamento com a Volvo é essencial para a Comau. É a espinha dorsal, que representa nosso empenho no desenvolvimento de soluções e sistemas inovadores, e de valor agregado para a Volvo Cars, oferecendo ao mesmo tempo, o melhor nível de serviço possível. Enfim, gostaria de expressar minha gratidão à equipe da Comau China, pela colaboração e pelos esforços que colocam a Comau em uma posição de destaque na indústria automotiva.”

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BYD inaugura nova linha de produção de módulos fotovoltaicos de alta potência A BYD Energy do Brasil inaugurou sua nova linha de produção de módulos fotovoltaicos no país, localizada em Campinas/SP. O evento teve a participação do prefeito de Campinas, Dário Saadi, da Vice-Presidente Executiva Global da BYD, Stella Li, além de outras autoridades, imprensa e convidados. As novas instalações da BYD Energy receberam completa renovação de seus equipamentos e processos, adotando a mais alta tecnologia disponível, no Brasil e exterior, como Multi-busbar, half-cell, 1/3 cut cell, micro-gap e negative-gap. Assim, a empresa inicia a comercialização de uma nova linha completa de módulos de alta potência, mono e bifaciais, que variam de 450W até 670W. Com isso, a BYD Energy se fortalece e mantém a liderança no país, não só em volume produzido, mas também em tecnologia de ponta, e confirma sua posição de representar uma das empresas que mais investem em novos processos e equipamento no mercado brasileiro. #'LYXOJDomR

Para Stella Li, Vice-Presidente Executiva Global da BYD, a inauguração da nova linha de produção representa um momento muito especial, pois, ela participou do início das atividades da empresa, em 2017. “Após cinco anos, tenho novamente o privilégio em presenciar mais essa importante inauguração. A BYD é uma gigante global em novas energias e eletromobilidade. Sonhamos com um ecossistema de emissão zero para todo o mundo, e ficamos felizes em contribuir nesse sentido, aqui no Brasil”, comenta. A nova linha permitiu também que a fábrica se tornasse compatível com todas as dimensões de células fotovoltaicas, atualmente disponíveis no mercado, com grande ganho de produtividade e eficiência. Assim, agora é possível realizar a laminação e o encapsulamento de módulos convencionais ou double-glass. Outro fato de destaque é que a expansão e transformação dos processos produtivos garantiram à empresa triplicar sua capacidade para atingir 0,5 gigawatt, suficiente para abastecer

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uma cidade com 750 mil habitantes. “O mundo vem investindo fortemente na expansão das fontes renováveis de energia. O Brasil tem um potencial enorme, de se consolidar com um dos principais líderes dessa revolução energética, já que temos alta irradiação solar, todos os minérios estratégicos para industrialização local, e muito espaço para o crescimento da fonte solar fotovoltaica, em complementação à nossa matriz majoritariamente hídrica e renovável. Por isso, a importância do nosso investimento para aumentar a industrialização e continuar a investir em pesquisa e inovação no país, para ampliar nossa segurança energética, e criar empregos e renda aos brasileiros”, diz Adalberto Maluf, diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD Brasil. Para a BYD Energy, a nova linha de produção de módulos fotovoltaicos representa uma grande conquista para todo o mercado. A empresa já havia mostrado ser capaz de projetar módulos de alta potência e qualidade, e agora mostra sua capacidade também de fabricá-los em larga escala, com nível de produtividade e eficiência, idênticos aos padrões globais. Com desenvolvimento realizado pela engenharia local da própria BYD Energy, desde o projeto, desenvolvimento, até a completa implantação. “Esse é o grande diferencial da BYD. Quando falamos em investir ou em desenvolver o mercado, não pensamos só na produção e venda. Inclui também a formação de mão-de-obra especializada e treinamento. Temos muito orgulho em afirmar que grande parte de nosso equipamento foi desenvolvido pela equipe de P&D e Engenharia de Produtos, aqui do Brasil”, afirma Marcelo Taborda, diretor Comercial da BYD Energy do Brasil. Hoje a BYD possui todo o equipamento necessário para aferir e atestar os módulos fotovoltaicos desenvolvidos no mercado brasileiro. “Assim, conseguimos atestar nossos módulos e outros produzidos no exterior, na própria BYD Energy. Com isso, ganhamos muito em agilidade, tempo, prazo, custo e também em qualidade”, conclui Taborda.

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Danone mantém pioneirismo e continua única grande indústria de alimentos a receber a certificação de Empresa B

Atenta às tendências do mercado, a Danone decidiu submeter 100% de sua operação a uma rigorosa verificação, a fim de garantir que a companhia conseguisse cumprir as exigências da nova realidade. Para isso, investiu na promoção de culturas empresariais abertas e colaborativas, gerando impactos maiores, exigindo a cooperação e parceria para alcançar, monitorar e medir o progresso de forma eficaz. Os esforços culminaram para que, em 2021, a companhia conquistasse a certificação de Empresa B, se tornando a primeira e única grande indústria de alimentos a receber este reconhecimento, no Brasil. Utilizando critérios bastante rígidos, a certificação é dada por uma organização internacional independente e sem fins lucrativos, o B Lab – representado no Brasil pelo Sistema B – que consegue verificar, de forma tangível e mensurável, a busca do sucesso econômico de uma forma sustentável, unida ao progresso social. A empresa passa por uma avaliação 360º, onde são analisados os pilares de Governança, Trabalhadores, Meio Ambiente, Relação com a Comunidade e Modelo de Negócio de Impacto. “Temos muito orgulho em fazer parte do Movimento Global de Empresas B e de nosso pioneirismo e exclusividade no setor, aqui no Brasil. Para uma indústria de alimentos do tamanho da Danone, ser reconhecida com esta certificação é um desafio imenso, já que demostra, não só a essência da

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empresa, mas, principalmente, o modelo de negócio de impacto, incentivando outras empresas a adotar soluções mais saudáveis, sustentáveis e regenerativas para as pessoas e o planeta”, revela Cibele Zanotta, Diretora de Assuntos Corporativos da Danone Brasil. Um ano após a conquista deste importante reconhecimento, a Danone deseja continuar inspirando e incentivando outras empresas privadas a ingressarem na construção de uma economia mais igualitária, sustentável e regenerativa, com velocidade e urgência, formando uma rede de organizações com ideias semelhantes, em direção a um modelo próspero e duradouro. Ao longo deste período, a companhia pode afirmar que ser uma Empresa B tem demonstrado, a cada dia, ser um meio poderoso de atestar credibilidade, confiança e valor, fazendo com que brilhem os olhos daqueles que querem #'LYXOJDomR trabalhar, comprar e investir em instituições nas quais acreditam. Consciente da importância de ser a primeira e única grande indústria de alimentos a receber tal certificação, no Brasil, a Danone deseja influenciar outras companhias a adotarem um modelo de negócio mais inclusivo e sustentável, gerando voluntariamente impactos positivos para sociedade e para o meio ambiente. Por esta razão, faz questão de continuar agindo com responsabilidade e transparência, além de investir continuamente em melhorias.

Inmetro aprova medidores de vazão mássicos Rotamass Total Insight para transferência de custódia A Yokogawa obteve certificação Inmetro, conforme portaria nº 291/2021 para os medidores de vazão modelo Rotamass Total Insight, atendendo os requisitos técnicos e metrológicos aplicáveis. O objetivo da aprovação de modelo, segundo a portaria, é voltado e aplicado aos sistemas de medição dinâmicos de líquidos em aplicações fiscais nas instalações de produção, medição para apropriação, e medição em transferência de custódia do petróleo, e seus derivados líquidos. Os medidores da Yokogawa modelo Rotamass Total Insight possuem aprovação de modelo para uso em sistemas que requerem classe de exatidão 0.3, 0.5 e 1.0.

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O Rotamass TI pode ser aplicado não somente para medição em massa, mas também em aplicações de medição em volume, já que foi aprovado, também nestas condições, para as classes de exatidão acima informadas. A portaria de aprovação de modelo fornece a confiança de que o Rotamass TI é fabricado de acordo com as especificações e padrões, conforme estabelecido na norma OIML R117, garantindo confiabilidade, exatidão e repetibilidade na medição. O segmento de óleo e gás é um dos principais focos desta portaria, sendo as aplicações mais comuns em sistemas de descarregamento e medição fiscal de petróleo e seus derivados.

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Belgo Bekaert firma parceria com a CAIXA para impulsionar investimentos A Belgo Bekaert firmou parceria com a CAIXA, para impulsionar os negócios da Belgo Cercas, única franquia especializada em cercamentos urbanos do país. O contrato pretende facilitar o acesso dos franqueados e empreendedores interessados em abrir uma loja às linhas de crédito do banco, com condições diferenciadas, por meio do programa CAIXA+Franquias. A estratégia também colabora com o objetivo de expansão da Belgo Cercas, que possui 12 lojas no Brasil, e tem a expectativa de inaugurar pelo menos outras 5 unidades, até o fim de 2022. “Celebramos a parceria com a CAIXA como mais um benefício para os atuais e futuros franqueados, visando a acelerar, de forma sustentável, seus investimentos na Belgo Cercas, seja na abertura, operação ou mesmo na expansão da franquia para outras localidades”, comemora a Gerente de Negócios da Belgo Bekaert, Julia Paranhos. “Preocupamo-nos com a saúde financeira dos franqueados, então, além de acompanhar todas as etapas do negócio, hoje disponibilizamos soluções financeiras exclusivas, para a potencializar seu empreendimento”, completa. Com a CAIXA+Franquias, o franqueado pode solicitar

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linhas de crédito a serem utilizadas como capital de giro para o pagamento de despesas, como estoque inicial, obras, reformas e projeto do espaço; financiamento de máquinas e equipamentos; e alternativas para o recebimento das suas vendas. Além disso, terá acesso a uma plataforma para gerenciar seu negócio. Por meio da parceria, o empreendedor também terá a facilidade de contratar um empréstimo ou financiamento específico, em que o Sebrae atua como um avalista para a garantia de crédito – o Fampe. Sua finalidade é facilitar o acesso ao crédito para as pequenas empresas, ou seja, aquelas com faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões. O crédito deve ser empregado em um investimento fixo, com capital de giro associado ou capital de giro puro, ou usado em prol do desenvolvimento tecnológico e inovação desses negócios.

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Nº 271 | 2022 sĞŶŚĂ ĐŽŶŚĞĐĞƌ ƚŽĚŽ Ž ŶŽƐƐŽ ƉŽƌƞſůŝŽ͗ ǁǁǁ͘ŚŝŬŵŝĐƌŽƚĞĐŚ͘ĐŽŵ


Market

Tupy anuncia aquisição da MWM e entrada em novos setores A Tupy S.A., multinacional brasileira dedicada ao desenvolvimento e fabricação de componentes estruturais para bens de capital, anunciou acordo para a aquisição da MWM do Brasil, subsidiária totalmente detida pela Navistar International Corporation, por sua vez, subsidiária da TRATON SE, uma das líderes mundiais na fabricação de veículos comerciais. Esta combinação está alinhada à estratégia de crescimento de ambas as empresas, tanto nos negócios atuais, pela agregação de valor aos produtos, quanto na promoção de soluções viáveis para descarbonização. Anteriormente dedicada ao desenvolvimento de motores, hoje, a MWM é uma empresa que fabrica motores de terceiros, sob contratos de manufatura. Isso contempla a usinagem, montagem, calibração, validação técnica e serviços de engenharia. A MWM também fabrica grupos geradores, e atua no mercado de reposição de componentes. Recentemente, tem anunciado parcerias que servem ao consumo de gás natural, biogás e uso de biometano, atendendo necessidades do agronegócio brasileiro. Com uma extensa base de clientes, alavancada pelas recém adquiridas operações em Portugal e no Brasil, a Tupy fornece componentes a todos os fabricantes de caminhões, máquinas agrícolas, de construção e motores do Ocidente. E, com essa aquisição, espera estender os serviços prestados pela MWM a todos os seus clientes. @Divulgação “Juntas, MWM e Tupy, tornam-se uma companhia singular no mercado, que reúne em um só fornecedor: serviços de fundição, usinagem, montagem, validação técnica e atividades de engenharia associadas. Vamos nos unir a uma empresa com grande capital intelectual e tecnológico, formada por líderes experientes, cultura empreendedora, e que possui elevada credibilidade técnica em nossa indústria. Com a competência técnica desse time, estenderemos os serviços por eles oferecidos aos nossos clientes atuais”, conta Fernando Cestari de Rizzo, CEO da Tupy. A transação viabiliza a entrada da Tupy no setor de Energia & Descarbonização, fornecendo grupos geradores de eletricidade para o agronegócio e outras aplicações. Para isso, há um time de engenharia preparado para adaptar ge-

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@Divulgação

radores e veículos comerciais ao uso de biogás, biometano, biodiesel, gás natural e hidrogênio, garantindo segurança e alto rendimento, em um processo desenvolvido, certificado @Divulgação e garantido pela fábrica da MWM. “O uso de biogás e biometano para geração de eletricidade e como combustível para frotas de caminhões, ônibus e tratores agrícolas é a principal rota para a descarbonização da indústria nacional e exportadora de proteínas, laticínios, açúcar e etanol. A produção de biogás no país é inerente ao tamanho do agronegócio brasileiro. Ele também será utilizado, em grande medida, como combustível para a produção de eletricidade em propriedades rurais, através de geradores elétricos desenvolvidos e fabricados pela MWM”, explica José Eduardo Luzzi, CEO da MWM. Essa visão de negócio possui completa sinergia com as iniciativas anunciadas pela Tupy Tech, ao longo do ano passado, dentre as quais: desenvolvimento de materiais, geometrias e usinagem de componentes apropriados ao hidrogênio como combustível e para carros de passeio híbridos a etanol ou gasolina; soluções para reciclagem e reutilização das baterias de íon-lítio. A aquisição também marca a entrada da Tupy no setor de reposição de peças e componentes de motores no Brasil. Com mais de 600 pontos de venda, e cerca de 300 oficinais credenciadas e treinadas, em todo o país, a MWM tem forte atuação na distribuição de peças à frota nacional de motores diesel e gás, atendendo igualmente seu canal de distribuição nacional de grupos geradores. O mercado de reposição e as oficinas credenciadas beneficiam outro negócio da empresa: o marítimo, uma vez que a MWM oferece ampla gama de soluções e equipamentos, para propulsão marítima e geração de eletricidade, para embarcações de lazer e de trabalho, com produtos próprios ou de parceiros internacionalmente reconhecidos. A transação está estimada em R$ 865 milhões, sujeito a ajustes usuais, que serão pagos pela Tupy após o closing. A aquisição será submetida à aprovação da autoridade antitruste brasileira.

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Market

Pesquisa sobre edge computing e APIs no Telecom A F5 anunciou os resultados da pesquisa State of Application Strategy Telecom. Levantamento realizado ao longo do segundo semestre de 2021, com líderes de 68 grandes operadoras de Telecom – incluindo 4 executivos de provedoras brasileiras –, esse estudo retrata os principais desafios a serem enfrentados por esse setor, em 2022. Todas as empresas envolvidas no estudo contam com mais de 10.000 colaboradores. “A pesquisa lança luzes sobre os desafios que essa vertical enfrenta em 2022 – a chegada da rede 5G está revolucionando a tecnologia e a cultura desses gigantes”, observa Maurício Ribeiro, diretor de vendas para o segmento de Services Providers da F5 Brasil. Uma das principais frentes de batalha diz respeito à disseminação do Edge Computing, elemento essencial para que o 5G torne-se real. 88% do universo pesquisado, ou já está implementado, ou planeja implementar, ao longo de 2022, ambientes de Edge. Operadoras globais e empresas com atuação no Brasil têm razões diferentes para avançar para o Edge Computing. Fora do Brasil, os motivos para isso são, em primeiro lugar, aumentar a performance de aplicações (49%), seguido de suportar implementações IoT (46%) e, em terceiro lugar, garantir a coleta e a análise de dados (40%). “Em nosso país, no entanto, o Edge Computing tem sido visto, primeiramente, como uma resposta à disseminação de dispositivos IoT. Isso está acontecendo especialmente em serviços públicos (facilities, como plantas de energia e água), e em aplicações industriais”, explica Ribeiro. Em seguida, vem a busca pela melhoria contínua da performance de aplicações e, por fim, a demanda por soluções distribuídas de coleta e análise de dados. O Edge Computing está, em alguns casos, se disseminando, sem que as questões de segurança digital tenham sido equacionadas. “Enquanto o core das redes 5G tem sido objeto de cuidadosos estudos, sobre como proteger essa infraestrutura, os ambientes distribuídos baseados em Edge Computing ainda correm riscos. Há casos em que são planejados e implementados sem as devidas precauções de segurança”, analisa Irineu Costato, System Engineer da F5 Brasil. No modelo 5G, a criticidade da borda da rede é tão alta quanto o core. Isso acontece porque as aplicações são processadas de forma distribuída, com instâncias fluindo de forma totalmente automatizada entre a nuvem principal, o Edge Computing e, também, o Fog Computing – a conexão entre os dois ambientes. Na visão de Costato, o descompasso na disseminação de tecnologias e práticas de segurança,

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ao longo de toda a topologia 5G, pode prejudicar as operadoras de Telecom, e as empresas e pessoas que dependem desses provedores de serviços. “O Edge Computing significa uma enorme expansão da superfície de ataque – sem os devidos cuidados com segurança digital, ataques podem ter um impacto direto sobre a QoE (Quality of Experience), oferecida pela operadora, gerando uma instabilidade nos serviços 5G, que pode afetar a economia como um todo”. Uma forma de @Divulgação enfrentar esse desafio é utilizar soluções que constroem uma camada de abstração entre todas as redes (Cloud, Edge, Fog), sejam públicas, privadas ou híbridas. A partir de um único ponto, o gestor do ambiente conseguirá visibilidade e controle sobre todas as instâncias da rede 5G, realizando, desde ações de segurança, a mudanças de workload, cobrança, etc. O estudo da F5 revela, ainda, os desafios enfrentados pelas operadoras, em relação ao uso e proteção das APIs (Application Programming Interfaces), outro elemento crítico das redes 5G, uma rede totalmente definida por software. Entre as 68 operadoras pesquisadas, 71%, ou já estavam utilizando, ou se preparavam para, ao longo de 2022, implementar soluções de proteção das APIs que estão modernizando as aplicações que suportam os processos dessas empresas. “A cultura de APIs dos Services Providers ainda precisa ganhar maturidade”, observa Ribeiro. “Enquanto o domínio sobre essas linguagens é algo habitual para os desenvolvedores de aplicações, o mesmo não ocorre com os experts em redes”. Cada vez mais presentes no dia-a-dia das operadoras, as APIs trazem riscos, como problemas de documentação, autenticação fraca, ausência de criptografia e endpoints sem recursos de segurança. “Soluções sob medida para proteger as APIs podem ajudar as operadoras a resolver essa questão”, diz Ribeiro. Outro desafio é a organização da operadora em silos: há uma falta de integração entre os times de rede e os times de desenvolvimento de aplicações. Na visão de Ribeiro, é importante seguir realizando ações de treinamento e capacitação dos gestores, formando um profissional preparado para imprimir segurança à rede 5G, desde o projeto, até a entrega dos serviços digitais.

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Alfabetização de dados será a habilidade mais procurada até 2030, no mercado de trabalho Pouco mais de um, em cada cinco funcionários, acredita que seu empregador os está preparando para um ambiente de trabalho mais automatizado, e orientado a dados (21%), de acordo com uma nova pesquisa da Qlik, empresa de soluções de análise de dados. Isso ocorre apesar da maioria dos líderes de negócios prever uma reviravolta nas práticas de trabalho, devido à rápida adoção da inteligência artificial (IA). Com 35% dos funcionários pesquisados, relatando que mudaram de emprego nos últimos 12 meses, porque seu empregador não estava oferecendo oportunidades suficientes de capacitação e treinamento, há uma necessidade evidente de aprimorar as equipes, para apoiar a transição de ambiente de trabalho que já está em andamento. O relatório Data Literacy: The Upskilling Evolution (Alfabetização de Dados: A Evolução da Requalificação) foi desenvolvido pela Qlik em parceria com The Future Labs, e combina descobertas de entrevistas com especialistas e pesquisas com mais de 1,2 mil executivos globais C-Level, e 6 mil funcionários. Estas descobertas, que foram amplamente consistentes em todas as regiões pesquisadas, revelam como o rápido crescimento no uso de dados está ampliando as aspirações das empresas por seu potencial e, por consequência, transformando as práticas de trabalho. Na medida em que as organizações mudam do consumo passivo de dados para um estado de Inteligência Ativa, no qual os dados contínuos são integrados às práticas de trabalho para desencadear ações imediatas, o relatório prevê como isso afetará os requisitos de habilidades e oportunidades profissionais. O estudo descobriu que líderes empresariais e funcionários preveem que a alfabetização de dados – definida como a capacidade de ler, trabalhar, analisar e se comunicar com dados – será a habilidade mais procurada, até 2030. Ao todo, 85% dos executivos acreditam que se tornará tão vital no futuro quanto é hoje a capacidade de usar um computador.

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Isso reflete a maior valorização dos dados na empresa. Funcionários pesquisados globalmente relatam que o uso de dados e sua importância para a tomada de decisões dobraram no ano passado, enquanto 89% dos executivos esperam que todos os integrantes da equipe possam explicar como os dados influenciaram suas decisões. A demanda por habilidades em lidar com dados reflete a mudança significativa no ambiente de trabalho, devido ao surgimento da Inteligência Artificial (IA). Os líderes empresariais que participaram do estudo acreditam que as práticas de trabalho dos funcionários se tornarão mais colaborativas com ferramentas inteligentes, ajudando-os a tomar melhores decisões (84%), e serem mais produtivos (83%). Para aproveitar seu potencial, 40% dos C-Level entrevistados preveem que sua organização contratará um “Chief Automation Officer” nos próximos três anos, subindo para mais de 99%, na próxima década. No entanto, o investimento não pode parar nas contratações executivas: quem está na linha de frente precisa de apoio, durante essa transição. E 58% dos funcionários pesquisados acreditam que a alfabetização de dados os ajudará a permanecerem relevantes em suas funções, com o crescente uso da IA. @Divulgação “Com frequência, ouvimos as pessoas falarem sobre como os funcionários precisam entender de que maneira a inteligência artificial mudará a forma como eles desempenham seus papéis. Entretanto, o mais importante é ajudá-los a desenvolver as habilidades que lhes permitam agregar valor ao resultado desses algoritmos inteligentes”, diz Elif Tutuk, vice-presidente de Inovação e Design da Qlik. “A alfabetização de dados será fundamental para estender a colaboração no ambiente de trabalho para além do engajamento de humano para humano, para que os funcionários aumentem a inteligência da máquina, com criatividade e pensamento crítico.” A mudança para um ambiente de trabalho mais au-

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Market tomatizado e orientado a dados cria uma grande oportunidade para aqueles com habilidades em lidar com os dados. Todos os líderes empresariais pesquisados relataram que ofereceriam um salário mais alto para candidatos que pudessem demonstrar essa capacidade. Em média, eles estariam dispostos a oferecer um aumento salarial de 26% a quem demonstrasse esse conjunto de habilidades. Apesar de serem consideradas críticas para o sucesso das empresas – hoje e no futuro – apenas 11% dos funcionários pesquisados se sentem totalmente confortáveis com o seu nível de alfabetização de dados. Ainda assim, a crença mais comum entre os líderes empresariais é a de que é responsabilidade do indivíduo, acima de seu empregador ou instituições educacionais, preparar-se com as habilidades para o futuro ambiente de trabalho. As organizações estão aumentando seu treinamento em alfabetização, principalmente para aqueles que trabalham em funções específicas relacionadas a dados (58%), como analistas e cientistas de dados. Apenas uma, em cada 10, oferece esse treinamento para profissionais de RH, finanças e marketing (12%, 11% e 10%, respectivamente), apesar de mais de dois terços dos funcionários que trabalham nessas funções afirmarem que a alfabetização de dados já é necessária para cumprir suas funções atuais (70%, 74% e 67%, respectivamente). Mais de três quartos (78%) dos funcionários está investindo seu próprio tempo e dinheiro (64%) para preencher a lacuna de habilidades profissionais necessárias para as

organizações do futuro – com esses colaboradores gastando uma média de quase sete horas por mês. Alguns desistem, com 35% dos funcionários relatando ter deixado o emprego, nos últimos 12 meses, devido ao empregador não oferecer oportunidades suficientes de capacitação e treinamento. @Divulgação “Ao longo dos últimos anos, investimentos na digitalização da maioria dos negócios tornaram os recursos de dados disponíveis, e isso continuará, na medida que avançarmos para um ambiente de trabalho mais inteligente e automatizado”, diz Dr. Paul Barth, chefe global de Alfabetização de Dados da Qlik. “O investimento em plataformas inovadoras de dados revela, porém, uma grande – e crescente – lacuna na alfabetização de dados das equipes. Para se tornar uma empresa orientada a dados, onde os colaboradores usam regularmente informações e análises para tomar decisões melhores, os líderes de negócios precisam fazer investimentos na requalificação dos colaboradores em todas as funções para preencher a lacuna da alfabetização de dados.” O relatório Data Literacy: The Upskilling Evolution pode ser acessado no site da Qlik.

Profissão de encarregado de proteção de dados é regulamentada pelo Ministério do Trabalho De acordo com o Dr. Leonardo Resende, advogado especialista e CEO da DPOMAX Soluções & Tecnologias, os softwares adequação de LGPD surgem como estímulos ao fortalecimento da categoria e diferencial no mercado. Após a sucessão de inúmeros debates, ocorridos durante o ano de 2021, o Ministério do Trabalho e Previdência (MTE) reconheceu oficialmente o Encarregado Oficial de Proteção de Dados Pessoais (DPO) como uma atividade profissional regulamentada. A nova profissão já se encontra presente na Classificação Brasileira de Ocupações, código CBO 1421-35, e está enquadrada como gerente administrativo, gerente de riscos, etc. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), todas as empresas de médio e grande porte devem possuir pelo menos um encarregado de dados, para suprir as exigências pautadas pela legislação. Segundo o Dr. Leonardo, o diferencial para a obtenção de destaque no ramo pode ser encontrado em Softwares de Lei Geral de Proteção de Dados. “Conforme o mercado

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avança, nota-se que as medidas de Segurança e Privacidade das informações se tem tornado requisito mínimo para as empresas progredirem financeiramente, enquanto mantêm sua reputação no mercado. Atualmente, já há mais de 10 milhões de CNPJs ativos no Brasil, o que revela um amplo mercado de trabalho. Desta maneira, é imprescindível dizer que os profissionais preparados com ferramentas e certificações apropriadas estarão mais dispostos a progredir como DPOs”, opina. De acordo com o inciso VII, do artigo 5º da LGPD, Lei de número 13.709/18, um DPO atua como um canal de comunicação que envolve o controlador, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e os próprios titulares de dados. Com isso, a decisão ainda beneficia todos os profissionais que já eram responsáveis por realizar o compliance e as devidas adequações à LGPD, pois, o código CBO também garante a seguridade social e os demais benefícios trabalhistas atrelados à constituição.

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Em 2021, aumenta demanda por digitalização de processos O Brasil atingiu um novo recorde de empresas abertas, em um único ano: foram mais de 4 milhões, em 2021, sendo 1 milhão e 200 mil delas apenas no 3º quadrimestre do ano. Com o aumento de 19,7%, em relação a 2020, em todo o país, o Amapá foi o estado com maior crescimento no período, com 40,9%. As informações são da pesquisa Mapa de Empresas, conduzida pelo Ministério da Economia. Com a maioria das empresas concentradas na prestação de serviços (48,5%), o setor de tecnologia está de olho nesses novos negócios, e oferece soluções para digitalização de processos, tornando, assim, esse mercado mais eficaz, e capaz de atuar no digital com segurança. É o caso da CertiSign, IDTech especialista em identificação e segurança digital. A procura pela eficiência operacional, no mercado corporativo, fez com que a solução da companhia, voltada para a assinatura digital de documentos, crescesse 77%, de 2020 para 2021. Hoje, a cada 7 minutos, um acordo é firmado na plataforma. As novas empresas e a adesão à digitalização também refletiram nos resultados no segmento de certificação digital. Em 2021, a CertiSign registrou crescimento no Sul, Sudeste, Norte e Nordeste. As regiões onde a IDTech mais cresceu foram as Sudeste e Norte, com 25% e 20,2%, respectivamente. “Hoje, as empresas já nascem digitais, e nós oferece-

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mos tecnologia para que suas jornadas permaneçam assim. O certificado digital é o primeiro passo. É ele que ‘apresenta’ a digitalização aos empreendedores e empresários, porque viabiliza a comunicação e acesso aos serviços do Governo, emissão de notas, e a assinatura digital de documentos. Depois, começa a evolução da digitalização, quando a empresa passa a integrar outras tecnologias, em seus fluxos para oferecerem serviços digitais aos seus clientes”, explica Marcelo Schunck, diretor de Negócios Corporativos da CertiSign. Segundo o executivo, por meio de tecnologias combinadas, empresas de todos os portes podem prestar serviços no digital, com total segurança contra a fraude, e sem prejudicar a experiência dos seus clientes. “Hoje, um dos grandes desafios é estar na internet, e não correr o risco de ter prejuízos com fraude. A tecnologia atua neste contexto. Nós, por exemplo, ajudamos as empresas a construírem jornadas digitais de ponta a ponta, seguras contra a fraude, e com uma experiência fluída. Por exemplo: uma financeira que quer oferecer crédito on-line. Em resumo: nós identificamos o cliente dela, validamos os documentos, cruzamos com bases públicas e privadas, e damos uma confirmação da identidade em segundos, para que ela possa ‘entregar’ o produto sem risco. Já para o cliente, todo esse processo é apenas uma selfie”.

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Energies

Número de consumidores com energia solar dobra

“O papel das cidades no uso da energia”

A quantidade de unidades consumidoras abastecidas por energia solar no Brasil dobrou, nos últimos 12 meses, saltando, de 511 mil estabelecimentos, entre residências e empresas, em março do ano passado, para 1,1 milhão, neste mês, segundo a Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. #'LYXOJDomR

De acordo o mapeamento, a geração própria de energia solar possui atualmente 9 gigawatts (GW) de potência instalada, com mais de R$ 48 bilhões de investimentos acumulados. Em março do ano passado, eram 4,9 GW, e cerca de R$ 24 bilhões em investimentos acumulados. O crescimento da energia solar no país tem, por sua vez, impulsionado os negócios de toda a cadeia produtiva do setor. No caso da Elgin, a empresa fechou o ano de 2021 com incremento de 200% na comercialização de kits de energia solar, em comparação com o exercício anterior. O aumento se deve à ampliação de pedidos de empresas integradoras que atuam em projetos e instalação de sistemas de energia solar em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais no País, impulsionado sobretudo pela crise hídrica, e reajustes tarifários recorrentes na conta de energia. Outro fator preponderante, foi o lançamento da plataforma própria de ecommerce, focada na comercialização de kits de energia solar para integradores parceiros, facilitando o processo de compra, e dando maior agilidade no processo logístico. Em 2021, os geradores residenciais lideraram os pedidos na Elgin, com 80% de participação, seguidos pelos geradores co#'LYXOJDomR merciais (15%) e industriais (5%). A Elgin possui equipamentos instalados em todo território nacional, e equipe comercial em todas as regiões do Brasil. “Por sermos fabricantes e distribuidores de equipamentos, conseguimos atender os clientes de ponta a ponta. Nossa projeção é de que a divisão de energia solar se torne a mais representativa de todo o grupo até 2024”, comenta Glauco Santos, diretor da divisão solar da Elgin.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram o segundo informe técnico da série “O papel das cidades no uso da energia”. O documento aborda iniciativas do ambiente urbano na contribuição para transição do sistema energético, rumo a uma economia de baixo carbono. A série foi criada considerando a importância da temática “cidades inteligentes e sustentáveis”, para compreender o futuro do uso de energia. Além de se debruçar sobre esses questionamentos, o estudo traz insumos importantes para o debate com a sociedade. A economia circular, a eficiência energética nas edificações, o uso de recursos energéticos distribuídos (RED), e a adaptação da mobilidade urbana despontam, entre as principais formas de promoção da inteligência no uso da energia nas cidades. Fica claro, com o documento, que é estratégico compreender e analisar como os fatores tecnológicos, humanos e institucionais das iniciativas preponderantes nas cidades poderão interagir, gerando impactos na oferta e demanda de energia. Tais interações possibilitarão a configuração de novos desafios e oportunidades para o sistema energético no Brasil, bem como seus desdobramentos em temos de competitividade, descarbonização e impactos socioambientais. Segundo a EPE, o desafio de transição do sistema energético para uma economia de baixo carbono passa a adicionar aspectos muito presentes no ambiente urbano. Deve-se reconhecer que, em uma “cidade inteligente”, a adoção de tecnologia necessita tornar as cidades mais sustentáveis, melhorando a qualidade de vida de sua população.

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Conversão de veículos comerciais para unidades de emissão zero Com base em um forte início no negócio de conversão no segmento de veículos comerciais com sua unidade de negócios Q-Retrofit, a QuantronAG conseguiu vendas de ¼ 10 milhões, no ano fiscal de 2021. A empresa, com sede em Augsburg, que se concentra, entre outras coisas, na conversão de veículos usados em veículos de emissão zero, já está demonstrando a ampla aceitação de mercado de seu conceito de produto e serviço, no segundo ano de operação, após sua fundação. Comparado com o ano anterior, o resultado representa um aumento de cerca de 500%. No ano em análise, a Quantron entregou 30 veículos de emissão zero à IKEA, entre outros clientes. Desta forma, os especialistas em emissões zero estão contribuindo para a meta do grupo de fornecimento, de se tornar positivo para o clima, até 2030. No contexto do aumento contínuo da demanda de outros clientes em potencial, a Quantron tem como objetivo um volume de pedidos de 400 veículos, em 2022, o que corresponde a um volume de negócios total potencial de 50 a 60 milhões de euros no negócio de conversão. Com a adição da unidade de negócios Q-Mobility, que oferece seus próprios veículos da marca Quantron, desde fevereiro de 2022, na forma do ônibus Cizaris BEV, de 12 metros, a empresa vê uma base firme para o desenvolvimento positivo contínuo dos negócios. O ônibus está disponível na versão BEV, com autonomia de até 370 km, e uma versão do FCEV já está em desenvolvimento, e deve ser lançada no mercado no quarto trimestre deste ano. Além disso, como membro e líder do pacote de trabalho do projeto GREATER4H da STRING, a Quantron continua a impulsionar o desenvolvimento e o uso de hidrogênio no setor de mobilidade. O projeto europeu visa a criar um ecossistema autossuficiente, baseado em hidrogênio verde para veículos pesados entre Oslo e Hamburgo. Além disso, a Quantron iniciou muitos outros projetos globais no ano passado, inclusive nos EUA, Escandinávia e Arábia Saudita. O ano de 2022 também marca a “Ofensiva do Hidrogênio” da QuantronAG. Começando com a parceria com a Ballard Power Systems (Canadá), os projetos de desenvolvimento de caminhões pesados, a serem implantados na UE e EUA, as parcerias estratégicas com fornecedores de combustível H2, bem como o envolvimento da QuantronAG no projeto STRING, são um testemunho dos esforços da Quantron para descarbonizar o transporte pesado. O hidrogênio é uma fonte de energia, que tornará a mobilidade mais independente do petróleo e gás, e a QuantronAG tem a ambição de desempenhar um papel significativo aqui.

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#'LYXOJDomR

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Michael Perschke, CEO da Quantron, afirma: “A QuantronAG demonstrou, em 2021, que, apesar das medidas contínuas do Covid-19, fomos capazes de aumentar significativamente nossos negócios, estabelecer parcerias estratégicas, e nos estabelecer como um fornecedor confiável para os principais pioneiros de emissão zero. 2022 marcará o ano em que a QuantronAG consolidará seu caminho, para se tornar um desenvolvedor líder de produtos movidos a hidrogênio – em parceria com nosso parceiro estratégico Ballard Power – e um fornecedor de soluções de mobilidade de emissão zero”. A sustentabilidade desempenha um papel cada vez mais importante, não só pelo impacto externo das empresas, mas também pela sua valorização. Para investimentos externos, por exemplo, contribuições para a proteção do clima, respeito ao meio ambiente e compatibilidade social são cada vez mais critérios decisivos. Uma boa classificação ESG (Governança Social Ambiental) é considerada uma prova de compromisso sustentável nas áreas de ecologia, sociedade e gestão corporativa. Os veículos comerciais de emissão zero da Quantron podem reduzir bastante a pegada de CO2 de uma empresa, e melhorar efetivamente sua classificação ESG.

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Sistema inédito para mobilidade elétrica sustentável no Brasil

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Reforçando sua estratégia no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, a WEG vem firmando uma série de parcerias para o fornecimento de sistemas de geração solar distribuída, e de estações de recarga para veículos elétricos. Recentemente, a companhia desenvolveu, em parceria com a BMW Brasil e a Energy Source, um sistema inédito no Brasil, para recarga rápida de veículos elétricos, que pode operar conectado ou completamente desconectado da rede de distribuição de energia, utilizando baterias conectadas a painéis solares. Denominado Carport Solar Off-Grid, o sistema permite a recarga dos veículos elétricos com energia gerada pelo sol, e armazenada em baterias de segunda vida, fornecidas pela empresa Energy Source, oriundas dos veículos elétricos da BMW. Quando as baterias estão 100% carregadas, é possível também exportar o excedente da energia solar para a rede elétrica. #'LYXOJDomR “Este projeto promove o conceito do sol para a roda (Sun to Wheel), para recarga rápida 100% sustentável dos veículos elétricos, sem o uso da energia da rede elétrica (Off-grid). Com tecnologia nacional, estamos desenvolvendo a infraestrutura necessária para suportar a mobilidade elétrica no Brasil”, explica Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação. O Carport Solar Off-Grid foi instalado no parque fabril da BMW, em Araquari/SC, e contou com a participação de equipes multidisciplinares de todas as empresas parceiras. #'LYXOJDomR “O futuro da mobilidade premium é sustentável, e o BMW Group apoia o desenvolvimento nacional de novas tecnologias que irão permitir que veículos elétricos sejam cada vez mais uma realidade global”, afirma Vivaldo Chaves, Diretor de Operações do BMW Group Brasil. “Já este ano, teremos cinco modelos totalmente elétricos, sendo vendidos no país (BMW i3, iX3, i4, iX e MINI S E), e acreditamos que o Brasil possui excelentes profissionais para liderar a transformação da indústria da mobilidade na região”, complementa o executivo. “Para nós, da Energy Source, fazer parte de um projeto tão ar#'LYXOJDomR rojado, em parceria com a WEG e a BMW é muito gratificante, nos permitindo disponibilizar todo o nosso know-how, e demonstrar ao mercado nacional e internacional a excelência das baterias second-life por nós desenvolvidas, além da infinita gama de possibilidades de aplicação”, comenta David Noronha, CEO da Energy Source.

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Energia renovável na operação de sistema de água e esgoto

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A Aegea Saneamento, Brasol Soluções Energéticas, empresa com capital Siemens, e Oeste Solar Energia, inaugurou quatro usinas solares, para atender ao consumo energético das operações das concessionárias em Mato Grosso: Águas de Poconé, Águas de Primavera, Águas de Campo Verde e Águas de Sinop. O loteamento de geração distribuída de energia solar fica localizado no km 9 da Estrada da Guia, em Cuiabá, e conta com 200 hectares. As quatro usinas que serão inauguradas têm uma capacidade de geração próxima a 200 MWh/mês, o que seria equivalente à energia para atender cerca de 1.300 residências, capazes de suprir cerca de 15% da energia das unidades que serão atendidas nas cidades de Campo Verde, Poconé, Primavera do Leste e Sinop. A energia solar representa um modo de produção energética renovável, sem praticamente nenhum impacto ambiental. Por isso, algumas unidades da Aegea já operam também com energia solar. “Esse projeto é extremamente importante para nós, da Aegea, pois, atuamos em prol do fortalecimento da transição energética do nosso país, com a implementação de projetos de energia renovável como este. A empresa tem avançado em sólidas parcerias, #'LYXOJDomR e já possui cerca de 50MWp de projetos de Geração Distribuída em operação/implementação, em nove diferentes estados do Brasil”, destaca o gerente de Gestão de Energia e Eficiência Energética da Aegea Saneamento, Emerson Santana Rocha. A iniciativa integra o pilar ambiental da política de sustentabilidade da Aegea Saneamento. Fazem parte desse pilar, a gestão dos aspectos e impactos associados às atividades desenvolvidas pelo grupo; busca contínua pela eficiência energética; utilização sustentável dos recursos naturais, em especial da água; e melhoria contínua do desempenho ambiental.

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Neoenergia usa tecnologia para proteção da biodiversidade no entorno de hidrelétricas Atuando com o compromisso de alcançar a perda líquida nula de biodiversidade a partir de 2030, a Neoenergia adota diversas tecnologias para a proteção do meio ambiente. No entorno da usina hidrelétrica Baixo Iguaçu, localizada no Paraná, por exemplo, transmissores de telemetria combinada contribuem para fornecer informações sobre os hábitos nunca antes revelados de uma espécie de peixe ameaçada de extinção na lista do estado. Os veículos aéreos não-tripulados (VANTs), os drones, são uma ferramenta para o monitoramento de uso e ocupação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), em duas hidrelétricas controladas pelo grupo (Corumbá III e Teles Pires). Os equipamentos possibilitam o acesso a imagens em alta resolução, que podem ser trabalhadas por meio de ferramentas de fotogrametria, geoprocessamento e sensoriamento remoto, dando mais agilidade e objetividade ao controle dessas áreas. “Tecnologias como essa dão mais eficiência a um trabalho importante para a preservação e a conservação dos ecossistemas nas nossas áreas de atuação, melhorando nossos processos e auxiliando na melhoria dos projetos de proteção ambiental”, afirma o superintendente de Operações e Engenharia de Hidráulicas da Neoenergia, José Paulo Werberich. As APPs recebem projetos de recuperação e conservação, sendo a maior parte dessas áreas de floresta em estágio avançado de conservação, e as outras estão em fase de recuperação, recomposição ou reflorestamento. As áreas de proteção das seis usinas somam cerca de 30 mil hectares para a proteção dos principais biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. No entorno das usinas, também são realizados estudos sobre fauna e atividades específicas para monitoramento, prevenção, proteção, redução e mitigação de impactos sobre espécies e habitats. Na região onde está instalada a usina Baixo Iguaçu, a tecnologia de telemetria permitiu o monitoramento dos hábitos migratórios do Surubim-do-Iguaçu (Steindachneridion melanodermatum), espécie endêmica da localidade, que é considerada ameaçada de extinção na lista do Paraná. “Os peixes foram capturados, e tiveram inseridos transmissores de telemetria combinada, que fornecem informações inéditas sobre a espécie, auxiliando na sua preservação”, explica Werberich. Os projetos permitem ainda a descoberta de novas es-

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@Divulgação

pécies. Na hidrelétrica Teles Pires, o Programa de Monitoramento de Primatas encontrou, após seis anos de pesquisa, o sagui-de-Schneider (Mico schneideri). Essa iniciativa integra uma série de 44 programas e ações socioambientais realizados na região, e já foi responsável por identificar outras novas espécies, a exemplo do primata zogue@Divulgação zogue (Plecturocebus grovesi). Outra descoberta foi uma nova espécie de orquídea, batizada de Catasetum telespirense, a partir dos estudos de monitoramento de flora, realizados às margens do Rio Teles Pires. As ações estão alinhadas ao compromisso da Neoenergia, de alcançar a perda líquida nula de biodiversidade a partir de 2030, anunciado em 2021. Além disso, desde 2019, são desenvolvidos projetos-pilotos em métricas para buscar um balanço líquido positivo em biodiversidade em novos empreendimentos de geração, transmissão e distribuição de energia. A companhia atua com base em uma Política de Biodiversidade, que considera o tema parte integrante da estratégia de negócios. A companhia aderiu ao Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade, documento proposto pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que prevê metas para a conservação e o uso responsável dos recursos naturais. Com a ação, assume os objetivos de manter a biodiversidade nos seus planos de negócios, monitorar a diversidade biológica nas áreas de atuação, e potencializar ações de conservação e recuperação nessas regiões. Na decisão sobre novos empreendimentos, há análise de alternativas de locacionais, adotando-se como prioridade evitar áreas protegidas ou de alto valor para a biodiversidade, assim como medidas preventivas e mitigadoras, para que as atividades não apresentem impactos significativos em habitats e espécies protegidas.

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zoom - xx a xx

ROKIndustry: Tecnologia impulsiona crescimento e diminui riscos do setor industrial Estratégias focadas em segurança cibernética, sustentabilidade, e capacitação da força de trabalho como apoio à transformação digital, foram temas de destaque, em evento realizado pela Rockwell Automation Com o avanço tecnológico cada vez mais acelerado, as indústrias de diferentes setores vivem um momento de transformação para acompanhar as principais tendências e inovações do mercado. Da alta gestão ao chão de fábrica, todas as áreas agora passam a incorporar soluções digitais, que não só impulsionam o crescimento do setor, como também mitigam os riscos. Esse panorama foi debatido por grandes especialistas do mercado no ROKIndustry, evento virtual realizado pela Rockwell Automation, no último dia 19. As apresentações contaram com a participação de mais de 500 espectadores, que tiveram a oportunidade de saber mais sobre tendências, desafios e soluções específicas, para diversos setores industriais, como automotivo e pneus; alimentos e bebidas; farmacêutico; químico; mineração, metais e cimento; e petróleo e gás.

De acordo com o Diretor regional da Rockwell Automation no Brasil, Leandro Kruger, os avanços tecnológicos têm contribuído para uma tomada de decisão mais assertiva que, por sua vez, otimizam a produção fabril, promovendo melhorias contínuas. “Hoje, a adoção e a integração de soluções inovadoras são fundamentais para uma jornada de fabricação inteligente”, ressalta.

Avanço da jornada digital O evento abordou diferentes cenários e cases de sucesso, com foco em apoiar as indústrias a se planejarem para evolução, e a acelerarem sua produtividade, de forma sustentável e inteligente. Na ocasião, foram apresentadas ainda as soluções da Rockwell Automation focadas em informação, segurança, capacitação da força de trabalho e sustentabilidade, cujo objetivo é maximizar a produtividade, minimizar os riscos, e aumentar a rentabilidade das indústrias. Entre elas, está o Software Fiix CMMS, plataforma em nuvem e alimentada por inteligência artificial (IA), desenvolvida para planejar, acompanhar e otimizar a manutenção industrial, em um só lugar. Com apenas alguns cliques, o Fiix apoia as companhias a gerenciarem toda a sua manutenção, incluindo milhares de ativos, ordens de serviço e peças, o que reduz custos, e também transforma dados em ações. Além dos especialistas da Rockwell, também participaram dos painéis grandes representantes do mercado, como Tania Cosentino, presidente da Microsoft Brasil; Marcio Vaz, gerente de negócios e alianças LATAM da PTC; e Rafael Schirmer, sócio-diretor da SPI. “Vivemos um momento repleto de inovações e hiperconectividade, que impacta diretamente na força de trabalho; por isso, é funda-

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mental capacitarmos as equipes, para que elas possam usufruir de todas as vantagens que a tecnologia proporciona, expandindo sua capacidade de atuação”, disse Tania Cosentino. Além da transformação digital e da capacitação da força de trabalho, outros dois temas centrais do evento foram segurança cibernética e sustentabilidade, visto que, à medida que as empresas vão embarcando na jornada digital, surgem necessidades estratégicas e uma demanda por desenvolvimento sustentável. “A segurança cibernética é um ponto central de valor para as indústrias hoje, uma vez que os ataques virtuais podem ocasionar grandes impactos para seus negócios, como roubo de segredos industriais ou paralisação das plantas. No longo prazo, isso também afeta a reputação das empresas, e impacta sua cadeia de suprimentos”, ressaltou Hugo Silva, líder de desenvolvimento de negócios da Rockwell Automation. Do lado da sustentabilidade, a tecnologia agora oferece arquiteturas de rede e sistemas completamente digitalizados, que fornecem uma série de melhorias nos processos, como a mobilidade nas fábricas. Com isso, o impacto ao meio ambiente é menor, e o ciclo de vida das máquinas também é aprimorado. “Hoje, existem diversas soluções escalonáveis, que demandam menos tempo e custos de implementação, além das soluções cloud, que não necessitam de infraestrutura, portanto, o investimento é menor. Tudo isso habilita até mesmo as pequenas indústrias a darem o primeiro passo para a transformação digital”, disse Ademir Teles, consultor técnico de soluções de informação da Rockwell Automation. Além de todo o conhecimento e networking promovido no evento, o ROKIndustry também foi chave, para demonstrar aos membros da indústria como uma fabricação inteligente acelera a produtividade e impacta a receita do setor. Quem não conseguiu acompanhar o evento ao vivo, ainda pode ter acesso a todas as apresentações on demand, até o dia 19 de julho.

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Cover Page @beckhoff @Qlik

Se a informação é o novo petróleo, por onde começar?

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obrecarregadas de dados, as empresas sempre enfrentaram o dilema de selecioná-los... quem quer – ou pode – saber o quê, e realmente transformar os dados coletados em informações de valor, é tão ou mais importante do que a tecnologia utilizada para os colher. Os dados têm sido chamados de novo recurso natural, e cada parte de uma empresa toma decisões diariamente, com base nos dados que coleta, processa, analisa... O que já era percebido, quando do surgimento dos instrumentos inteligentes, ganhou projeção, e foi impulsionado pela ascensão das tecnologias para implantar a Indústria 4.0. E esse cenário também destacou o fato de que informações deficientes têm impacto significativo. Nesse cenário, que mistura potencial promissor e sobrecarga de dados, as empresas precisam dar muita atenção na hora de definir, por onde e como começar. As ferramentas de Business Intelligence (BI) são as mais indicadas para dar conta do fluxo de busca, aquisição, análise, estocagem de dados, mas também há a opção, no caso de produções de fábrica, do uso da Manufacturing Execution System, ou MES. “No nosso caso específico, o MES – Manufacturing Execution System – pode ser facilmente integrado ao Dynamics 365 Supply Chain Mana-

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gement, com sistemas comuns de execução de manufatura. A solução, que roda em nuvem, reduz os custos gerais de implementação e operação, ajudando fabricantes a estabelecerem visibilidade e controle, de ponta a ponta, sobre a área de produção. Já para BI, temos o Power BI, solução de análise de dados inteligente, que permite a visualização intuitiva dos dados. Com ele, é possível fazer perguntas por escrito ou faladas, a partir de modelos nativos de Machine Learning e Inteligência Artificial. Nossa solução, então, “responde” na forma de gráficos, por exemplo. Além disso, temos o “Quick Insights”, em que as informações são passadas rapidamente, justamente com recursos de Machine Learning. E com a introdução de metas no Power BI, também facilitamos, para as equipes, impulsionar o progresso em torno de KPIs específicos. As metas permitem que as equipes selecionem e rastreiem facilmente as principais métricas de negócios, aprofundem os dados relacionados quando necessário, e até mesmo executem ações automatizadas, com base no status dessas metas, com a integração do Power Automate. Com essas soluções, somos líderes, há 16 anos, do Quadrante Mágico do Gartner, na categoria de análise de dados e plataformas de BI”, comenta Marcondes Faria, diretor de produto de Dynamics 365, e Power Platform da Microsoft Brasil. Ah... o MES...

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A priori, o MES atende aos quatro critérios para Big Data – e as empresas estão acumulando cada vez mais dados. O MES também registra informações de lotes, movimentos de materiais, mensagens de status, padrões de teste ou entradas de texto, o que resulta em uma enorme variedade de dados não estruturados, que precisam ser processados. O MES também é capaz de armazenar valores de processo em tempo real, e pode condensar Big Data em dados inteligentes. Sobra, então, para as pessoas, a tarefa de analisar e valorar os dados armazenados pelo MES, tirar as conclusões certas, e agir. Quanto mais precisos os dados da produção, mais confiáveis podem ser as recomendações de ação. No MES, as definições de todos os dados a serem registrados devem ser armazenadas primeiro no sistema, o que requer uma configuração complexa, e um amplo gerenciamento de dados. E, em tempos de Big Data, os usuários exigem entrada de dados simples – o que demanda conceitos abertos, com os quais todos os dados possam ser registrados, antes de serem classificados, ordenados e processados. Os dados podem ser lidos via OPC-UA, e armazenados diretamente em um banco de dados SQL. Sim, é possível trabalhar com o MES, mas já está claro que as tecnologias utilizadas devem ser gradualmente substituídas por novas, tendo em vista a quantidade cada vez maior de dados. O MES – e a ISA S95 – está mudando, com a fusão TI & TO e com os sensores podendo mandar dados para um data lake na nuvem, sem passar por um PLC, PIMS ou gateway – ou seja sem precisar respeitar uma hierarquia tradicional. É uma parte importante a ser considerada, quando se pensa na implantação de um BI – Business Intelligence.

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O livro O Impacto nos lucros do Business Intelligence – de Steve e Nancy Williams – afirma que o Business Intelligence (BI) não é apenas uma tecnologia ou metodologia, mas uma abordagem de gerenciamento que pode fornecer conhecimento, e consequentemente melhores decisões – quando bem aplicado. O BI é uma combinação de ferramentas e técnicas que fornecem informações históricas, para suportar o gerenciamento e a tomada de decisões. O Gartner Group, em uma pesquisa recente, mostra que “as plataformas de análise e inteligência de negócio (BI) permitem que usuários não técnicos, incluindo os altos executivos, modelem, analisem, explorem, compartilhem e gerenciem dados e colaborem e divulguem descobertas, habilitadas por TI e aumentadas por inteligência artificial (IA).” Existe uma série de definições e intersecções a respeito desses termos. Os contextos em que os termos serão aplicados também devem ser considerados. “O BI (Business Inteligence) contempla um conjunto de processos e ferramentas para fazer a coleta, a organização e a análise dos dados para o auxílio na tomada de decisões. O BI começou há bastante tempo, quando ainda utilizávamos os chamados ‘relatórios gerenciais’, que normalmente eram desenvolvidos por equipes de analistas e traziam consolidados de métricas e resultados passados, para servir de base para decisões futuras. Eram estáticos e não permitiam muita customização, já que vinham impressos. A esse modelo chamamos de 1ª Geração de BI, ou Centralizada”, conta Cesar Ripari, diretor de Pré-Vendas para América Latina da Qlik, multinacional referência em integração e análise de dados. Ripari lembra que, nos anos de 1990, com a chegada de sistemas especialistas, CRMs e ERPs, a popularização dos PCs e o downsizing, os dados ficaram mais acessíveis aos tomadores de decisão. Em vez de receberem os relatórios prontos, os usuários passaram a ter acesso aos dados, o que permitia a cada um fazer suas análises, e criar seus próprios relatórios em planilhas. Dessa maneira, diminuiu-se a dependência de uma área centralizada para isso, e mais autonomia foi dada ao usuário final – modelo chamado de 2ª Geração de BI, ou Descentralizada. “Por fim, vivemos em uma era de explosão de dados. São inúmeros sistemas que geram dados a todo momento, e precisam ser analisados pelos usuários como um todo. Há também uma preocupação sobre que tipo de dado um usuário pode, ou não, acessar, e em que nível de granularidade – diretores podem ver mais detalhes que gerentes, que, por sua vez, podem ver mais detalhes que um usuário comum. Portanto, essa 3ª Geração de BI, chamada Democratizada, caracteriza-se pelo self-service de dados, isto

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Cover Page é, um “buffet”, em que o usuário tem acesso a todos os dados que a empresa lhe permite, de maneira governada e segura. E por meio de ferramentas de BI, como o Qlik Sense, pode criar suas visualizações e seus relatórios, inclusive de maneira colaborativa”, diz Ripari .

Mas qual plataforma usar? Mesmo as listas deste ano apontam que nem todas oferecem os mesmos serviços e recursos, ou seja, é preciso tempo para analisar qual a mais adequada para o seu negócio. E há diversas listas, então, condensando algumas, podemos listar o Microsoft Power BI como plataforma geral de BI; o Tableau Desktop como recente destaque para visualização e fontes grandes de

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dados; Dundas BI, uma plataforma baseada na web; uma plataforma especializada em Inteligência Artificial como a Sisense; a conhecida integradora SAP; uma plataforma voltada para pequenas empresas e uma pessoa, Microstrategy; uma com enorme espaço no serviço, como a Amazon; uma que seja mais barata, como a Tibco Spotfire; uma plataforma bem conhecida, como a Zoho. É trabalho hercúleo, que demanda ter boas noções de TI, e bons parceiros, porque nem os quadrantes especializados definem qual seria a melhor plataforma para este ou aquele negócio – ainda que os quadrantes tragam quase a mesma fotografia do setor.

Quadrante mágico para análise e plataformas de business intelligence

Quadrantes do Gartner e da Infotech (2022) Controle & Instrumentação

Os fornecedores de BI são muitos e incluem startups apoiadas por fundos de capital de risco, grandes empresas de aplicativos corporativos, empresas de análise independentes e os grandes hiperescaladores de nuvem – o que acaba sendo um ponto de atenção, porque muitos novos investimentos estão sendo colocados na nuvem, para atender à escalabilidade e desempenho frente aos diversos tipos e grandes volumes de dados. O Gartner pontua que muitas vezes as plataformas BI ‘são pontos de entrada para um conjunto mais amplo de recursos de dados e análises em nuvem oferecidos por fornecedores de nuvem e seus ecossistemas’. O mesmo Gartner aponta recursos que devem estar presentes, como a segurança do acesso e autenticação da plataforma; a governança, anteriormente chamada de “manageability”, que são recursos que rastreiam o uso, e gerenciam como as informações; a capacidade de construir, implantar e gerenciar aplicativos analíticos na nuvem; recursos que permitam que os usuários se conectem e insiram dados contidos em vários tipos de plataformas de armazenamento; suporte para arrastar e soltar, combinar dados de diferentes fontes, e para criar modelos analíticos; um catálogo pesquisável, e que faça recomendações aos usuários; insights automatizados, ou seja, a capacidade de aplicar técnicas de machine learning para gerar insights automaticamente para usuários finais; a visualização de dados; consulta de idiomas; a capacidade de gerar histórias de dados no estilo de notícias; criação automática de descrições ricas, encontradas em dados com mudança dinâmica da narrativa, à medida que o usuário interage com os dados; e a geração de relatórios perfeitos, parametrizados e paginados, que podem ser programados e enviados para uma comunidade grande de usuários. A visualização e análise de dados são vitais na era digital, e existem muitas interpretações para BI, Data Science e qualquer outro termo de TI. Data Science, como o nome diz, é uma ciência que se aplica ao estudo detalhado das informações, utilizando-se, como base, matemática e estatística, principalmente, além de muita programação – sobretudo para a criação de algoritmos. Por meio desse estudo, podem-se compreender as melhores técnicas para capturar um dado, armazená-lo, tratá-lo, transformá-lo e, por fim, utilizá-lo para a tomada de decisões. Muito desse processo hoje é feito por meio de algoritmos criados pelos cientistas de dados, utilizando-se processos lógicos e computacionais, além de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (machine learning). Data Mining (Mineração de dados) está mais relacionada aos processos de análise de grandes volumes de dados, nos quais se buscam determinados padrões e relacionamentos entre si. Aqui também se usam algoritmos, que são as ferramentas especializadas para “minerar” essa grande quantidade de dados, e encontrar a informação que se procura. A partir dessas associações, é possível entender e criar novos conjuntos de dados e testar hipóteses, tendo

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Cover Page sempre como objetivo resolver um problema de negócio. O Data Warehouse (DW) é um grande “depósito” de dados, projetado para ser um ponto central de armazenamento, seguro e extremamente organizado. O DW consolida grandes quantidades de dados, vindas das mais variadas fontes, permitindo que as consultas sejam feitas por assunto, e facilitando, assim, a obtenção das informações de forma rápida. “São conceitos diferentes, porém complementares. Se entendermos que BI é a capacidade de uma empresa tomar decisões rápidas, baseada em dados históricos e atuais, o Data Science é a área de estudo que permite o desenvolvimento de uma empresa BI. No estudo de Data Science, várias técnicas podem ser aplicadas, entre elas, o Data Mining. Sendo assim, o Data Sciense reúne um conjunto de habilidades tecnológicas, conhecimento de estatística e matemática, e experiência com dados, que os outros conceitos não requerem. E o Data Warehouse é o banco de dados onde são armazenadas, utilizando técnicas de Data Science, as informações para o BI”, explica Ronaldo Neves Ribeiro, Gerente do DETIN – Dep. Tecnologia Informação e Telecom, da Cenibra. “Sim, eles se complementam. Por exemplo, o Data Warehouse pode ser o grande repositório digital, para que os usuários apliquem algoritmos, utilizem ferramentas de BI para buscar respostas, e entender melhor o negócio. A Ciência de Dados traz o conhecimento e as ferramentas para se fazer isso da melhor maneira”, diz Ripari. “A grande diferença entre Business Inteligence e ciência de dados, é que o Business intelligence está trabalhando na camada de performance do negócio, buscando fazer análises prescritivas sobre o que aconteceu, e diagnóstica, sobre o motivo que ocasionou uma determinada situação. A ciência de dados atua mais na fronteira da inovação, utilizando a parte preditiva (o que pode ou vai acontecer) e prescritiva (o que deveríamos fazer). Aplicam-se metodologias de uma jornada de inovação, por ser mais complexo de executar e de se obterem os resultados esperados. O Business intelligence processa e apresenta melhor os dados na camada de negócios das organizações, e a ciência de dados faz predições e valida hipóteses sobre os dados analisados, seja na área industrial ( back office ), na camada de gestão de negócios ou área corporativa ( middle office ), ou mesmo na área comercial ( front office) das organizações de base industrial. Já a mineração de dados, é um conjunto de técnicas de estatística aplicada para uma melhor exploração dos dados, que também podemos chamar de análise exploratória de dados, fazendo, inclusive, parte da ciência de dados. E o Data Warehouse é a parte da

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stack tecnológica que armazena grandes quantidades de dados. É onde os algoritmos buscarão os dados para executar suas funções sistêmicas”, comentam Engenheiro de Dados Eduardo Magalhães (ao lado) e Victor Venâncio (abaixo), Head de Transformação Digital LatAm da IHM Stefanini. “Estes termos têm ganhado cada vez mais espaço, e é interessante analisarmos os contextos, já que até os sistemas de automação, em conjunto com softwares e ferramentas ERPs, se apresentavam como sistemas informatizados, responsáveis por integrar todas as informações do negócio. O grande problema é que estes sistemas não fazem a análise da informação, acarretando a geração e armazenamento de um volume muito grande de dados, dentre elas, algumas que nem sempre contribuem para o processo de tomada de decisões. Porque o uso da informação que se tem disponível de maneira estratégica traz inúmeros benefícios para os negócios, especialmente a vantagem competitiva. É o transformar bits e bytes em negócios lucrativos, onde o que se quer é ter as ferramentas e capacidades em gerar e absorver as informações, e mais do que isso, aprender com elas, em um processo contínuo de evolução. Após as informações serem coletadas internamente e externamente, são armazenadas, tratadas, e auxiliam os gestores nos processos de decisão. Desta forma, tornam-se o maior diferencial competitivo que a empresa pode possuir, perante os seus concorrentes”, comenta Cesar Cassiolato, presidente da Vivace. Enquanto o BI usa a coleta de dados para a tomada das melhores decisões, e saber se os investimentos feitos estão trazendo bons resultados para a empresa, o Data Science analisa os dados para subsidiar esta tomada de decisão, e gerar insights ao negócio. Ou, de forma mais simples e direta, o BI olha o passado, e o Data Science usa modelos preditivos para tentar identificar prováveis cenários futuros, e indicar quais seriam as ações capazes de afetar positivamente os negócios. Para sua execução no dia-a-dia, são aplicados conhecimentos de matemática, programação, estatística, além de tecnologias, como machine learning e inteligência artificial. É através das análises de Data Science que as organizações conseguem olhar para frente e prever, por exemplo, quais produtos serão mais interessantes para o consumidor, em determinado momento, ou até mesmo

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desenhar tomadas de decisão futuras. Através dos estudos de padrões, as empresas dispõem de informações de previsão de demanda cada vez mais precisas, reduzindo custos de estoques, e otimização da compra de seus insumos. No que se refere à produção, cada vez mais sensores são instalados nos polos industriais, para geração de dados dos processos realizados nas cadeias produtivas, sendo possível acompanhar, em tempo real, indicadores e métricas da produção e qualidade dos produtos de forma online. BI e Data Science devem caminhar juntos dentro do negócio, para o seu melhor resultado. Estas soluções envolvem uma gama de ferramentas de cálculos, banco de dados, processos e funções, necessárias para transformar as informações simples em novas informações, acrescentadas de necessidades de análises atuais do negócio. Ricardo Turazzi, assessor de Inteligência de Software da Nova Smar, lembra que é preciso ter cuidado em verificar se a ferramenta de BI atenderia os requisitos do usuário, incluindo as facilidades necessárias para a aquisição, manipulação e apresentação dos dados, já que o objetivo em geral é transformar grandes quantidades de dados, em tempo real (ou de histórico), em inteligência acionável, impulsionando a melhoria da produtividade, eficiência, qualidade e sustentabilidade. “Por exemplo, a mais nova família de software para operação, da Nova Smar, inclui um módulo chamado AnalyticsView, que contém uma ferramenta de BI já integrada ao sistema de automação, e que permite o desenvolvimento de aplicações de uma forma muito prática. Ela faz uso dos serviços de plataforma da suíte do ProcessView64, para se conectar aos equipamentos de controle e de campo através de padrões de comunicação como o OPC e o Modbus. Também se conecta a outras fontes de dados, como bases de dados (como Oracle, SAP, etc.), serviços Web, etc. Desta forma, a ferramenta consegue, por exemplo, relacionar dados de fontes distintas, e extrair inteligência destas interações. Em outras palavras, os dados podem ser organizados em Modelos de Dados definidos pelo usuário, representando coleções de datasets, que são logicamente relacionadas entre si, independentemente de sua origem física. Modelos de dados podem então ser conectados aos dados reais, usando Fluxos de Dados; e Processos ETL (Extract Transform Load) permitem transformações em várias etapas dos dados ingeridos, para melhor formatação e filtragem, antes de carregá-los em um modelo. Além disso, o módulo se beneficia de todas as formas de apresentação

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visual ao usuário, através dos vários tipos de dispositivos fixos e móveis que temos atualmente, podendo ser disponibilizados, tanto localmente, quanto remotamente, através da nuvem. Desta forma, os dados podem ser extraídos e manipulados, da forma que faça mais sentido em termos do negócio do usuário, e então serem apresentados, por exemplo, sob a forma de dashboards, com indicadores de desempenho, relatórios tabulares ou gráficos, entre outros. E assim esta solução pode ser aplicada para resolver desafios comuns de business intelligence (BI), permitindo que os usuários da automação transitem de dados para informações, de forma rápida e prática, sem a necessidade de ajuda especializada da TI ou de cientistas de dados”. Saber obter mais valor dos dados, tomar melhores decisões, e agir com mais rapidez é uma missão de suma importância. E, ao olharmos para o mundo dos sistemas de automação com os olhos na geração de dados e obtenção de informações, temos de ter um alto grau de confiabilidade, para que o uso de dados incorretos em modelos preditivos e análises não leve à perda de confiança e tomadas de decisões incorretas. Sistemas de automação baseados em redes digitais abertas possuem alto grau de confiabilidade, e podem facilmente gerar os dados que podem ser tratados por softwares específicos, através de cálculos, estratificação da informação, e estatística para prover informações em tempo real, para a tomada de decisões.

“Para uma boa estratégia de dados, a segurança é um aspecto fundamental, e esse tema é extremamente importante para a Microsoft. As plataformas e tecnologias, como um todo, precisam estar em conformidade com as legislações, especialmente na proteção de dados. Na Microsoft, sempre temos essa preocupação em seguir de acordo com a legislação, e trabalhamos para protegê-los de diversas maneiras. Para dados que residem em infraestrutura local, por exemplo, nós indicamos que o cliente utilize uma camada de proteção adicional para a criptografia de arquivos, por meio do Azure Information Protection, e ain-

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Cover Page da garantir que esses arquivos não sejam acessados sem que essas informações sejam atualizadas e gerenciadas autorização, mesmo que transferidos para um repositório a cada instante. O BI pode agrupar todas essas informanão criptografado, como pen drives e e-mails. Já para gações, compará-las com as métricas esperadas de produrantir a proteção de informações em dispositivos móveis, ção para aquele dia/ turno, e manter as equipes infora empresa pode optar por usar o recurso de gerenciamenmadas. Caso uma linha de produção esteja consumindo to de aplicativos do Intune (MAM), para mover a camada mais insumo do que o esperado, ou uma outra gastando de criptografia para o aplicativo móvel, e aplicar controles mais energia, a coordenação e os executivos podem ser adicionais sobre onde os dados podem ir – por exemplo, alertados dessa não conformidade, no momento em que impedir que os dados corporativos se movam a um aplicaestá acontecendo. Esse alerta pode chegar via e-mail ou tivo pessoal e não gerenciado”, pontua Marcondes. app no celular, e até mesmo disparar ações de correção “Os dados que o BI e a DS usam vêm da Data Whaautomaticamente, como acionar as equipes de manutenrehouse (Não SAP), SAP, e outras fontes externas. E realção, para que tomem as ações necessárias, o mais rápido mente é preciso cuidado com dados insuficientes e/ou possível. Esse é um exemplo do que a Inteligência Ativa incompletos e, se algum problema for notado, partindo do da Qlik pode fazer para o negócio, coletando os dados princípio de que já se sabe interpretá-los, devemos tratar do que está acontecendo em tempo real, alimentando os a fonte dos dados por falha humana, ruídos do processo, sistemas de análise baseados em regras de negócio e, de melhorar a qualidade do registro / coleta. Ainda, através forma automática, sugerir (ou tomar) ações. O executivo de análises exploratórias, quando os dados ainda não fobusca sempre uma maior produtividade, com eficiência ram integrados ou podem estar incompletos, precisamos operacional e menor custo. Máquinas paradas diminuem verificar pontos fora da curva, para que esses dados sejam a produtividade e aumentam o custo. Por isso, a tomada inseridos em processos e sistemas. Muitas vezes, para ajusde ações baseadas em dados é a maior aliada dos executar dados incompletos/insuficientes, é preciso ‘alfabetizar’ tivos, qualquer que seja o segmento. as equipes, para que entendam o valor dos dados e a reA equipe da IHM Stefanini aponta que “nas orgalação com análises futuras”, nizações de base industrial, “Como os dados são gerados em grande quantidade, é comenta Ronaldo. estruturadas em Back, Middimportante que as empresas tenham um controle do que Os dados podem vir le e Front offices, área induspode ser acessado pelas diversas áreas, e em que detalhe das mais variadas origens, trial, corporativo e comercial de informação. Além disso, um BI que possa analisar os nos mais diversos formatos, respectivamente, os dados dados por diferentes pontos de vista, sugerir análises e em quantidades massivas. automaticamente, sem desprezar nenhuma informação, é se apresentam de todas as O IDC, em seu estudo “Glo- extremamente importante para que o usuário possa tomar dimensões organizacionais. a melhor decisão.” (Cesar Ripari) bal Datasphere”, projeta, até A Convergência OT-IT, visa a 2025, uma geração de dados extrair valor destes dados, que na ordem de 175 Zettabytes, no mundo. Cada Zettabyte permeiam por toda organização, e representa o primeiro equivale a 1 Trilhão de Gigabytes. E esse volume cresce passo na jornada de transformação digital nas organizaexponencialmente, a cada ano, portanto, pode-se atingir ções de base industrial. Já no back office (ativos indústriais essa cifra até antes da data projetada. – sistemas OT – Operation Technology), basicamente os “Normalmente, os dados utilizados pelo BI são prodados vêm de sistemas PIMS (Plant information Managevenientes de sistemas internos das empresas (ERPs, CRMs, ment Systems) onde se armazenam, na maioria das vezes, bases de dados corporativas e departamentais, etc.), e os dados das séries temporais (sensores industriais), sistepodem ser combinados com dados externos. O Data Wamas MES (Manufacturing Execution System), onde os darehouse pode ser uma fonte rica de informações para os dos sumarizados e categóricos são armazenados em LIMS sistemas de BI. Como os dados são gerados em grande (Laboratory Information Mangagement System), onde se quantidade, é importante que as empresas tenham um armazenam os dados de qualidade manipulados pelos lacontrole do que pode ser acessado pelas diversas áreas, boratórios. Há ainda alguns módulos do ERP, como o Gee em que detalhe de informação. Além disso, um BI que renciamento de Paradas, manutenção, supply chain, etc. possa analisar os dados por diferentes pontos de vista, suNo middle office (corporativo – sistema IT – Information gerir análises automaticamente, sem desprezar nenhuma technology), o sistema ERP (Enterprise Resource Planning), informação, é extremamente importante para que o usuátemos os dados manipulados pelos departamentos da área rio possa tomar a melhor decisão”, diz Ripari, da Qlik. corporativa, como o financeiro, tributário, fiscal, contábil, Todo chão-de-fábrica possui maquinários com sencompras, etc., que são igualmente importantes na conversores. Esses sensores coletam informações dos equipagência OT-IT. No front office (comercial/marketing/serviços mentos e do ambiente, a todo tempo (hora, velocidade, – sistemas IT), os dados normalmente ficam armazenados peso, volume, temperatura etc). Esses dados são enviados no CRM (Customer Relationship Management), e são a um repositório central, que pode, em tempo real, alioriundos de pesquisas de mercado, das operações comermentar sistemas de monitoramento e de BI, fazendo com ciais com os clientes, serviços realizados, campanhas de

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marketing, etc.” Esses insights podem abranger mudanças inesperadas nos Então, uma convergência TO – TI efetiva integra comportamentos dos processos, qualidade dos produtos, os dados destas três dimensões organizacionais no data consumos de matérias-primas, de energia, etc. E o gestor warehouse, onde podemos aplicar o BI e ciência de daterá o poder de agir e melhorar seus indicadores-chave de dos, para extrair mais valor destes dados, e gerar vantadesempenho (KPIs)”, diz o presidente da Vivace. gens competitivas sustentáveis para toda organização e Ou seja, a evolução tecnológica está aumentando stakeholders. as possibilidades de comunicação entre instrumentos de “Tipicamente, hoje, os dados de instrumentos de camcampo e ferramentas avançadas de software, como o BI. po são transferidos para o BI, em tempo real, através de No passado, tinha-se de respeitar o modelo de camadas protocolos típicos de comunicação, como OPC e Modbus. hierárquicas, típico da ISA-95, onde a camada mais baixa Mas, os mesmos dados podem primeiro ir para um banco tinha que obrigatoriamente passar por todas as camadas de dados históricos, e então serem transmitidos em pacosuperiores, até chegar nas ferramentas de software (camates para o BI. Tudo depende do tipo de análise que se dedas mais altas). Entretanto, temos hoje também a possibiseja fazer. Ou seja, passam por algum driver de comunicalidade de comunicação direta, via os vários tipos de redes, ção, ou banco de dados. Entretanto, é importante lembrar que permitem que algumas camadas sejam puladas. de que os instrumentos de campo já estão incorporando, “Com o crescimento da digitalização nos últimos dois em si próprios, recursos de comunicação OPC UA. Desta anos, em que há maior uso de dados para gerar insights, é forma, os dados já iriam diretamente do instrumento para normal que, nos primeiros resultados, as informações não o BI, que, neste exemplo, seria um cliente OPC. Existem venham completas. Neste caso, é importante que a área também outras possibilidades como, por exemplo, a de – ou a empresa – responsável pela geração destes dados, um Gateway IoT ser utilizado para comunicar os dados junto com os demais executivos, entendam o que pode dos instrumentos de campo, diretamente para um serviço ter ocorrido. Nesse contexto, a inteligência artificial pode de BI em nuvem”, lembra Turazzi, que pontua que exisajudar a tornar o processo mais inteligente, permitindo a tem muitas aplicações diferenrealização de análises predi“Com o crescimento da digitalização nos últimos dois tes. “Temos hoje, por exemplo, tivas avançadas, para que as anos, em que há maior uso de dados para gerar insights, é um grande cliente que possui normal que, nos primeiros resultados, as informações não áreas possam acessar as inmuitos dados, vindo de inú- venham completas. Neste caso, é importante que a área formações de forma rápida e meras unidades de produção, – ou a empresa – responsável pela geração destes dados, eficiente. Falando da nossa e esta ferramenta de BI está junto com os demais executivos, entendam o que pode solução, o Power BI, platasendo utilizada para permitir ter ocorrido. Nesse contexto, a inteligência artificial pode forma unificada e escalável a obtenção de relatórios dinâ- ajudar a tornar o processo mais inteligente, permitindo a de análise de dados para BI micos e outras informações de realização de análises preditivas avançadas, para que as corporativo e por self-serviáreas possam acessar as informações de forma rápida e produção, que fazem uso de ce, oferece o gerenciamento eficiente.” (Marcondes Faria) recursos típicos do BI, como on-line das informações, o filtros e organização/manipulação de dados, sem os quais que pode, por exemplo, antecipar eventuais distorções ou seria muito trabalhoso produzir relatórios semelhantes”. dados incompletos. Para se ter uma ideia, nos dois priCassiolato aponta que já existem mudanças positivas meiros anos da Pandemia, nós tivemos aumento do uso em sintonias de malhas de controle, com ferramentas que do Power BI e do Dynamics 365, nosso portfólio de aplifazem a auto sintonia em tempo real, com informações cativos de negócios, justamente por oferecerem soluções mineradas do campo, aumento da segurança operacioescaláveis, e de fácil gerenciamento online, que puderam nal, com melhores estratégias e, de forma marcante, a tão oferecer resiliência aos nossos clientes, com base em daesperada manutenção inteligente, onde os procedimentos dos, para auxiliá-los a ultrapassar este momento desafiade manutenção de equipamentos possuem abordagem dor”, diz Marcondes, da Microsoft. preditiva, utilizando-se das informações de degradação “Quanto à Automação Inteligente de Processos, um temporal, e orienta o momento correto da realização de exemplo é nossa Série Neuron, onde a tecnologia embarcatrocas de peças, de forma que se possam reduzir custos e da permite o próximo passo na melhoria de performance: garantir a maior disponibilidade possível da operação de habilidades preditivas e cálculos complexos, que proporuma planta. “Um outro exemplo real de business intellicionam melhorias significativas de performance, e facilitam gence nas indústrias é o gerenciamento de alarmes. A aua manutenção preditiva. São habilidades built-in, onde os tomação pode ajudar na democratização da inteligência de equipamentos aprendem a partir de dados, sem a necessinegócios, simplificando o compartilhamento e o consumo dade de programação explícita do usuário, e onde permide insights sobre os negócios em toda a empresa. Imagine tem detecção segura, automatizada e autônoma no tratacomeçar o dia com um resumo, combinando relatórios e mento de dados dos sensores, de anomalias na gestão de visualizações de dados de todos os processos importanativos, entre outros. As vantagens são inúmeras, e podem tes, diferentes sites em que as informações estão ‘vivas’. reduzir significativamente os custos, eliminando a necessi-

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Cover Page dade de tempo de inatividade, planejado em muitos casos. Ao prevenir uma falha com um algoritmo de aprendizado, pode continuar a funcionar sem interrupções desnecessárias. Com a inteligência artificial, a Série Neuron aumenta a segurança operacional, e pode otimizar ainda mais os processos, com base em dados em tempo real”, diz Cassiolato, que reconhece que um dos maiores desafios, ao se implantar um BI e Data Sicence, é verificar, nos sistemas envolvidos, as fontes de dados e a formatação destes, pois, pode haver a dificuldade em processar dados não estruturados, como e-mails, pdfs, imagens, etc. Neste caso, há a possibilidade do uso da inteligência artificial, para que dados não estruturados sejam consolidados em uma única fonte de dados, como um sistema de linha de negócios, planilha ou banco de dados, e ficam imediatamente prontos para análise. Pode-se ainda ter uma solução de automação de ponta a ponta, para melhorar a velocidade e a precisão do processo. A solução pode incluir aprendizado de máquina (ML), processamento de linguagem natural (NLP), reconhecimento óptico inteligente de caracteres, etc. Ao aplicar a automação aos dados de BI usando a Data Science, a equipe pode concentrar-se em tomar melhores decisões, agir mais rapidamente em insights orientados por dados, e poupar negócios de erros dispendiosos. O que reforça a necessidade de que todas as áreas estejam envolvidas e entendam a importância dos dados, em processos decisórios que tragam insights para os negócios, mapeiem os perfis dos clientes, aprimorem a performance dos times, entre outros. Se diferentes áreas internas tiveram acesso à essas informações, com certeza, vários insights preciosos poderão ser retirados para o crescimento do negócio. Mas, do que adianta um executivo do corporativo ter acesso a dados de processo? Depende do executivo. Quando falamos de uma organização que já possui uma estratégia de transformação digital, esta deve ter executivos com visão holística, capaz de identificar a importância da convergência TO-TI, e como extrair mais valor destes dados da área industrial, para acelerar os negócios e aumentar a competitividade da organização. “Em empresas que ainda não possuem a transformação digital em sua estratégia corporativa, eventualmente os executivos podem estar desconectados da importância da convergência TO-TI, e talvez não consigam assimilar o valor destes dados. Estão muito focados nas operações do negócio dominante, e não conseguem ter tempo para se dedicarem à convergência TO-TI. Essa convergência é o primeiro passo na jornada de transformação digital, e esta integração de dados gera informações relevantes para a tomada de decisão dos executivos C-level. Os executivos que já possuem acesso a estes dados estão gerando vantagens competitivas perante seus concorrentes. Já os que não estão usando os dados estrategicamente, e extraindo valor deles, estão desperdiçando uma importante fonte de receitas adicionais e recorrentes para a empresa”, afirma

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Victor Venâncio. Então, não adianta nada um executivo corporativo ter acesso a dados estruturados de engenharia (Pressão em Kgf/cm2, Temperatura em oC, vazão em Nm3/h, pH -7, etc.), que ainda estão em um estágio ‘cru’ de geração de valor para o negócio. O executivo tem de ter acesso aos insights, que são gerados pela equipe de análise de dados, Business Intelligence, e ciência de dados. Os executivos precisam ter acesso às informações resumidas e consolidadas, que lhes suportam uma tomada de decisão mais rápida e acurada para o negócio. Para o executivo da IHM Stefanini, o papel do time de data analytics é entregar, de forma clara e objetiva, os insights, previsões, prescrições e dashboards, para que os executivos C-levels, tomadores de decisão, possam utilizar tais informações analíticas, para aumentar a eficiência e competitividade da organização. O papel do executivo é entender as demandas de negócio, alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa, e utilizar as equipes de dados para ajudá-los a resolver os desafios de negócios mais complexos, por meio de soluções analíticas, que irão prover estas informações para melhores e mais rápidas tomadas de decisão por toda organização. “Acredito que, hoje em dia, há uma clareza maior do quanto os dados podem trazer de insights valiosos para empresas, de diversos segmentos. Os dados são ativos preciosos no atendimento ao consumidor, e as empresas buscam oferecer ofertas e serviços cada vez mais adequados aos perfis de seus clientes. Anteriormente, já havia uma busca, para entender o perfil do consumidor, e aprimorar a performance dos negócios, porém, de dez ou cinco anos para cá, a criação e movimentação de dados cresceu exponencialmente, modificando a forma como as empresas lidam com o grande volume de informações, à medida que ficou clara a potencialidade de usar esses dados. Além disso, percebemos a implementação de soluções de Inteligência Artificial, para automatizar a leitura desses dados, de forma a auxiliar na retirada de informações de valor para o negócio. E, hoje, todas as áreas podem beneficiar-se de dados e análises. Desde o início da Pandemia, temos visto uma evolução tecnológica em diversas empresas, de vários segmentos, apoiadas pela tecnologia em nuvem. Com isso, as companhias que passaram a olhar para Business Intelligence, de forma a aprimorar a gestão de negócios, se têm destacado da concorrência”, destaca Marcondes. Para Ripari, o que se busca hoje nos dados é o mesmo de sempre: respostas para um problema de negócio, para ser mais lucrativo, para ter maior eficiência, etc. “A diferença é que hoje temos muito mais ferramentas, processos e, principalmente, volume de dados, para que essas respostas sejam as mais precisas. A maioria das soluções de BI utiliza hoje recursos de IA, que permitem analisar os dados por diversos ângulos, detectar tendências e desvios, e sugerir visualizações aos usuários. Além disso, ferramentas de aprendizado de máquina ajudam na predição de

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cenários, por meio de modelos pré-estabelecidos. Dessa forma, estamos cada vez mais próximos de prever o futuro, com base nos dados que temos. A Qlik criou um conceito, chamado “Inteligência Ativa”, um estado onde tecnologia e processos permitem a tomada de decisões na velocidade dos dados. Em síntese, em vez de tomar decisões baseadas no passado, podemos tomar decisões com base no que está acontecendo nesse momento, no agora. Em um mundo que muda a cada instante, aproveitar esse instante pode fazer a diferença no negócio”. “Hoje, queremos sempre predizer algo, nos antecipar em relação às informações que coletamos, em diversos canais e fontes, internas e externas, estruturados ou não. Ao contrário de 10 anos atrás, quando os dados eram exclusivamente históricos (storing telling), e nos apoiavam em tomadas decisão, para corrigir ou melhorar o que já aconteceu, hoje, queremos coletar comportamentos, desejos, para evitar que algo aconteça, ou para lançar ao mercado algo inovador, melhorar performance e processos, além da tão ovacionada Total Experience. Hoje, a busca de dados também é para o aprendizado de máquina, e os benefícios dela para a robotização e predição”, destaca Ronaldo, da Cenibra, que tem uma equipe em processo de assessment para elaboração da política de Governança de Dados, e descrever um roadmap de estratégia, em torno da governança de dados. E a Cenibra não descuida de quem vai ter de trabalhar com todas essas tecnologias: está preparando cientista de dados com formação de especialização pela UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto. Ripari lembra que essa sopa de letras e conceitos tem, além da ISA 95, inúmeras boas práticas que podemos considerar, ao fazer a análise de dados. A principal é saber qual o problema de negócio do qual necessitamos dos dados para resolver, porque, sem fazer a pergunta certa para os dados, todo o resto acaba se inviabilizando; uma vez de posse dos dados, contar uma boa história com eles é primordial. Técnicas de “storytelling” são importantíssimas, para gerar insights, demonstrar os resultados de forma visual, e simples de ser entendida. Na escola, aprendemos a ler, escrever e contar histórias. Também aprendemos a fazer contas e a lidar com números. O grande problema é que não aprendemos a contar uma história com números. É preciso também definir as métricas de forma clara e consistente, para toda a empresa; checar a veracidade e a consistência dos dados. Dados errados produzem resultados errados; ter cuidado com a privacidade: o compliance deve ser parte fundamental do processo de análise dos dados. Dependendo do uso, a LGPD cita que o dado deve ser anonimizado, ou seja, que não permita vinculá-lo a uma determinada pessoa. Victor Venâncio acredita que, para escolher uma plataforma de BI, o primeiro requisito é entender quais os gaps que existem ‘dentro de casa’ ou seja, do time analítico existente, ou que se deseja formar. Além disso, saber quais são os problemas estratégicos que se pode-

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riam resolver, utilizando dados. Diante desse alinhamento, e sabendo montar um portfólio que agregue valor para o seu negócio, então, é possível escolhermos uma plataforma adequada. Nesse momento, saberemos se o que precisamos é uma ferramenta aberta ou paga, se poderemos desenvolver a solução analítica usando python (desde que a equipe tenha skills de engenharia de software), ou uma plataforma analítica mais low-code (ou até mesmo no-code). Por último, avaliar o custo/benefício entre se utilizarem ferramentas/plataformas, abertas ou pagas. Todas as duas têm custo, seja de profissionais competentes para mantê-las, ou de licenciamento. “Importante, também, é criar uma cultura de dados na empresa, por meio da alfabetização de dados dos colaboradores. A Qlik realizou uma pesquisa, que demonstra que apenas 11% dos colaboradores entrevistados se sentem plenamente capazes em ler, analisar, trabalhar e se comunicar com dados. Portanto, a cultura “data driven” das empresas passa pela capacitação dos usuários em lidar com dados, já que, sem estarem alfabetizados em dados, fica mais difícil para os usuários fazerem a pergunta certa para esses dados”.

TA – Tecnologia de Automação – e TO – Tecnologia de Operação -0 tiveram de abrir espaço para TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação. Utilizamos dados desde o momento em que acordamos, seja em caráter pessoal ou profissional. Todas as áreas necessitam de algum tipo de informação para fazer o seu trabalho, seja essa informação disponibilizada em painel de instrumentos, sistema interno, app ou até painéis com métricas distribuídas pela empresa. De posse de informações atualizadas, fica mais fácil executar o trabalho de maneira assertiva. Infelizmente, pesquisas recentes mostram que apenas 10% dos dados relevantes para o negócio são analisados. Se “os dados são o novo petróleo” – frase icônica de Clive Humby, matemático inglês –, seria como se refinássemos apenas 10% do petróleo que tiramos do chão.

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! Special

OPC anuncia 10ª Edição do TOGAF Standard The Open Group, o consórcio de tecnologia independente de fornecedores, anunciou hoje o lançamento do TOGAF Standard, 10th Edition, estabelecendo um marco importante no desenvolvimento do “framework” de arquitetura corporativa mais utilizado no mundo inteiro. Desenvolvido pelo The Open Group Architecture Forum, a versão de hoje apresenta uma estrutura modular atualizada, que vai facilitar a aplicação do “framework” TOGAF a diferentes tipos de empresas e estilos de arquitetura. Com base em mais de vinte e cinco anos de desenvolvimento, e contribuições constantes da comunidade global de líderes de pensamento de arquitetura corporativa (EA) do fórum, o TOGAF Standard, 10th Edition, expande o material disponível aos profissionais de arquitetura para facilitar a adoção de melhores práticas. Com orientação bastante expandida, e material “Como fazer” (How-to), ele possibilita que as empresas operem de maneira eficiente e eficaz, em vários casos de uso, incluindo empresas Agile e transformação digital. A estrutura modular oferece aos arquitetos corporativos uma maior orientação e navegação bem mais simples, para a aplicação do “framework” TOGAF, juntamente com sua base de conhecimento fundamental abrangente. Ao estruturar a base de conhecimento e a orientação específica do tópico como partes formais separadas do TOGAF Standard, a nova versão também tornará possível o lançamento de material adicional com maior frequência, para manter a continuidade e a estabilidade em seu conteúdo fundamental. “O The Open Group compartilha uma visão coletiva do Boundaryless Information Flow, e a versão do TOGAF Standard, 10th Edition, é uma expressão poderosa dessa visão”, comentou Steve Nunn, diretor executivo (CEO), e presidente do The Open Group. “A próxima década de pressões de tecnologia e negócios exigirá que as em-

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presas sejam mais ágeis, resilientes e adaptáveis do que nunca, e isso se tornará uma abordagem clara, dessa arquitetura cada vez mais indispensável. Tenho muito orgulho do The Open Group Architecture Forum ter produzido esta versão, que torna a estrutura TOGAF significativamente mais utilizável por muito mais empresas, mantendo seus valores centrais de consistência, abertura e eficiência.” “O TOGAF Standard, 10th Edition, mostra onde encontrar conceitos duradouros e universais. Ele destaca onde encontrar melhores práticas estáveis e comprovadas. Ele ressalta onde procurar novas ideias #'LYXOJDomR emergentes. Reunir conceitos universais, orientação de melhores práticas e ideias emergentes, é como você adapta o padrão TOGAF à sua prática de arquitetura corporativa configurada”, comentou Chris Forde, vice-presidente de Arquitetura Corporativa no The Open Group. O TOGAF Standard, 10th Edition, continua a aumentar a capacidade do “framework”, de possibilitar aspectos fundamentais da estratégia de negócios. Estes aprimoramentos também beneficiarão os fornecedores em termos de sua capacidade de fornecer novos recursos e serviços competitivos aos clientes, em segmentos de mercado especializados, ao mesmo tempo que aderem aos padrões abertos que sustentam a interoperabilidade. #'LYXOJDomR “O fato de o Padrão TOGAF ser um corpo vivo de conhecimento é uma de suas grandes vantagens”, continuou Steve Nunn. “Chegamos agora a um ponto em que estratégia de negócios e soluções digitais são inseparáveis, e empresas de todos os tamanhos, em todos os setores, enfrentam a necessidade de estabelecer maneiras Agile de se trabalhar, que evoluam e se adaptem continuamente. O TOGAF Standard, 10th Edition, mostra como o próprio ecossistema TOGAF está adaptando-se a esta realidade, crescendo com as empresas para oferecer valor significativo em tempos de mudança.” Controle & Instrumentação


Avanços da Política de TICs e novos desafios Os avanços proporcionados pela Política de TICs, após sua reformulação, no final de 2019, e as iniciativas do governo para ampliar o arcabouço de apoio ao setor, como forma de adensar a cadeia produtiva, foram abordados pelo ministro da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim, durante o Abinee TEC Webinars. Com o tema “Política de TICs: Dois anos da Nova Lei”, o evento online contou com a participação de representantes do governo e da indústria, que fizeram uma avaliação do instrumento de apoio. O ministro reforçou que o setor de TICs tem papel estratégico e fundamental para a soberania tecnológica brasileira, demonstrando, durante a Pandemia, sua capacidade de gerar externalidades positivas para economia. Segundo ele, o crescimento do setor e o aumento dos investimentos em P&D comprovam a eficácia da Nova Política – uma evolução da Lei de Informática, que completou 30 anos de existência, no ano passado. Ressaltando o trabalho da equipe do MCTI e do Congresso para a aprovação da nova Lei, Paulo Alvim observou que as mudanças promovidas propiciaram uma legislação e regulamentação que acompanham o dinamismo do setor, gerando um ciclo virtuoso. “A reformulação trouxe segurança jurídica e previsibilidade, para que as empresas continuassem a investir em pesquisa e desenvolvimento”. De acordo com dados do MCTI, os investimentos em P&D como contrapartida por parte das empresas saltaram, de uma média histórica de R$ 1,5 bilhão, para R$ 1,9 bilhão, no primeiro ano da nova Lei, devendo atingir R$ 2 bilhões, no segundo ano. Na avaliação do ministro, essa política de Estado deve servir como exemplo para outras iniciativas de apoio à indústria e ao desenvolvimento tecnológico do País. Nesse sentido, Alvim salientou o desafio de atrair investimentos no segmento de semicondutores. Em parceria com o Ministério da Economia e das Relações Exteriores, o governo está trabalhando, junto ao setor produtivo, no desenho de uma Política de Estado, para atração da indústria de semicondutores no País. Segundo ele, o propósito é tornar o Brasil uma plataforma para diminuir a dependência externa desses insumos, e sustentar as atuais e futuras demandas, com o avanço da transformação digital. Como marco inicial dessa iniciativa, será realizado, no dia 27 de abril, o seminário “A cadeia internacional de semicondutores e o Brasil”, com a participação de representantes do governo e da indústria, entre eles, o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Durante o Abinee TEC Webinars, Barbato destacou que a Política de TICs, oriunda da Lei de Informática, passou, ao longo do tempo, por muitos desafios para a sua manutenção, com destaque para a sua recente reformulação, em função das demandas da OMC. Ele ressaltou que a Abinee atuou fortemente junto ao governo, como forma de ajustar a Políti-

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ca, sem que se perdesse o seu foco principal, que é o apoio aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento. “Apesar do grande desafio e do árduo trabalho, conseguimos esse objetivo para chegarmos à nova configuração deste importante instrumento”. Barbato também salientou que ressaltou que, em todos esses anos, a Associação estabeleceu uma excelente relação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que sempre compreendeu a importância da política, trabalhando em conjunto com o setor privado no seu constante aperfeiçoamento. O presidente da Abinee também lembrou da aprovação da PEC 10/21, que garantiu, constitucionalmente, os incentivos tributários para as empresas de tecnologia da informação e comunicação, e de semicondutores, até 2029, excluindoas da política de redução gradual desses benefícios, instituída pela Emenda Constitucional 109. “Conseguimos sensibilizar o Congresso para a aprovação da PEC 10, mantendo a segurança jurídica para a atividade produtiva do setor de TICs, garantindo a continuidade dos investimentos no País e a manutenção de empregos, além da permanência do equilíbrio, existente há 30 anos, entre a Zona Franca de Manaus e as empresas em todo o território brasileiro, sob o regime da Política de TICs”. Outro tema de destacado pelo presidente da Abinee foi a aprovação do PL 3042/2021, que prorrogou o Padis, que venceria em janeiro de 2022. “A prorrogação do Programa é essencial para o setor, uma vez que a escassez mundial de componentes impacta a produção da indústria elétrica e eletrônica, mas também de outros setores, como o automotivo, que passam cada vez mais a agregar a eletrônica em seus processos, produtos e equipamentos”. Ele ressaltou ainda que a ampliação dos insumos no Padis, usados na fabricação dos painéis fotovoltaicos (solares), é fundamental para a produção com agregação de valor e domínio tecnológico dessa fonte energética essencial para maior diversificação da matriz, e ampliação da geração distribuída, parte importante da modernização do setor elétrico. “Com esse arcabouço consolidado, que garante previsibilidade aos investimentos, temos certeza de que continu-

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aremos a contar com o apoio do MCTI, e em especial do ministro Paulo Alvim, para avançarmos na agenda tecnológica do país”. O diretor da área de informática, Maurício Helfer, destacou que a nova Política de TICs manteve os seus principais pilares, ao mesmo tempo que aperfeiçoou uma série de procedimentos para a fruição dos estímulos fiscais, como a criação do PPB por pontos, fator que trouxe estabilidade de regras, maior flexibilidade para o atendimento do mecanismo, e competitividade para a indústria. Destacou também a adoção de auditoria nos PPBs, e comprovação dos Projetos de PD&I, que garantiu maior segurança jurídica para as empresas. Sobre esse aspecto, o diretor de empreendedorismo e Inovação do MCTI, José Gontijo, lembrou que, no processo

de reformulação da lei, os passivos de contestações dos relatórios de anos anteriores foram solucionados. “Resolvemos esse problema, que trazia muita insegurança para a atividade das empresas”. Gontijo afirmou que, após ter “atravessado a tempestade” com as contestações da OMC, o governo junto com a iniciativa privada conseguiu construir um arcabouço com previsibilidade, e que possibilita o país pensar no futuro com o avanço no adensamento das cadeias produtivas e a transformação digital. O evento promovido pela Abinee contou ainda com depoimentos de dois representantes que participaram, na iniciativa privada e no governo, da construção da política voltada ao setor de TICs. Roberto Pinto Martins e Benjamim Sicsú destacaram a importância da lei, para a criação de um ecossistema positivo para o desenvolvimento tecnológico do país.

Pós-venda no B2B O crescimento em produtos e serviços de pós-venda continua sendo um dos fluxos de receita inexplorados mais significativos para empresas de equipamentos industriais. De software e peças de reposição a serviços adicionais e programas de garantia estendida, essas oportunidades de pós-venda industrial representam potencialmente bilhões de dólares, em receitas desbloqueadas em muitos setores. A importância dos serviços é comprovada nos dados: empresas com negócios de serviços significativos oferecem retornos melhores aos acionistas, em comparação com aquelas com menor penetração de serviços, e as organizações podem obter margens até quatro vezes maiores em serviços do que as típicas em seus negócios de equipamentos. Em tecnologias médicas, por exemplo, uma análise dos padrões de crescimento de dez anos mostrou que cada ponto percentual adicional, pelo qual os negócios de serviços crescem em relação aos negócios de produtos, se correlaciona com um aumento no valor da empresa, de cerca de 50%. Além disso, os esforços de vendas podem ser mais direcionados, porque os serviços normalmente são vendidos para uma base instalada que os OEMs já conhecem e podem monitorar de perto. Isso normalmente gera um ROI mais alto e um tempo de impacto mais rápido do que a maioria das novas oportunidades de crescimento de equipamentos. De fato, as experiências de vários fabricantes industriais mostram que as iniciativas relacionadas a serviços geralmente podem agregar valor dentro de três a seis meses, desde a conceituação, até a execução e o impacto nos resultados. No entanto, embora a oportunidade seja real, também são ameaças emergentes. A consumerização da experiência B2B (e as expectativas crescentes de uma experiência perfeita do cliente) está colocando os negócios de serviços dos OEMs em risco, em favor de concorrentes mais rápidos e ágeis, que vão, desde empresas locais, até grandes provedores de serviços especializados. Ao mesmo tempo, a mudança para omnichannel e vendas virtuais pode levar a menos interações pessoais, tornando mais importante entregar

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@Divulgação

de forma consistente em toda a jornada do cliente. A melhor notícia é que é possível se preparar para essa transição, com adoção de ferramentas extensíveis de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM), e um ecossistema cada vez maior de soluções, tornando o digital e a análise mais fáceis, menos caros e menos complicados de implantar. Na verdade, cerca de 60% dos executivos de pós-venda pesquisados dizem que implantaram um ou vários casos de uso, em escala além de uma fase piloto. As organizações que obtiveram sucesso em entregar sistematicamente altas taxas de crescimento de pós-venda executam um conjunto de cinco alavancas, que formam coletivamente um mecanismo comercial diferenciado. Os pioneiros aproveitaram o digital e a análise para alimentar cada componente do mecanismo comercial, aumentando a eficácia e a eficiência de sua força de vendas e rede de distribuidores ou revendedores.

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Colaboração no desenvolvimento da próxima geração de wearables A Motorola, em parceria com a Verizon, apresenta uma nova tecnologia wearable: um neckband 5G XR, que oferece banda larga e conectividade de latência ultra baixa, e funciona com os óculos de AR e VR. Esta tecnologia possibilita experiências de AR / VR imersivas, sem fronteiras, e, acima de tudo, escaláveis. O projeto faz parte da estratégia da Motorola e da Lenovo de oferecer soluções tecnológicas cada vez mais inovadoras. Recentemente, as empresas anunciaram soluções de Realidade Aumentada (RA) com os smartphones Motorola – impulsionando os óculos inteligentes ThinkReality A3. Quando a empresa anunciou o grupo de P&D Motorola 312 Labs no ano passado, o objetivo era continuar a desafiar a experiência de mobilidade em vários sentidos. Agora, juntamente com a Verizon e a Lenovo, a Motorola criou o neckband, ou colar 5G, que redefine o papel do smartphone, permitindo que usuários mostrem conteúdo em telas mais imersivas à sua volta. Isso significa melhor portabilidade, e uma experiência de usuário mais duradoura e de mais alta qualidade. @Divulgação “Motorola 312 Labs está focado em explorar e desenvolver novos conceitos em tecnologia móvel, incluindo wearables e design inovadores. Com este anúncio, estamos fortalecendo ainda mais nossa parceria com a Verizon, para solucionar novos desafios na indústria, e avançar com o uso de AR por consumidores e empresas,” disse Jeff Snow,

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Gerente Geral de Produtos da Motorola. O novo dispositivo plug&play alavanca a velocidade, largura de banda e baixa latência da rede 5G Ultra Wideband, e plataforma mobile edge compute, da Verizon, para entregar experiências de alta fidelidade que duram mais, e vêm prontas “na caixa”. Usando a plataforma móvel Snapdragon 8 Gen 1, o neckband 5G foi desenvolvido para oferecer aplicativos de computação móvel da próxima geração, ao permitir soluções de AR/VR, sem fio e sem fronteiras. @Divulgação “O neckband e óculos inteligentes AR ultraleves da Motorola alavancam a rede 5G Ultra Wideband, e plataforma mobile edge compute, da Verizon, permitindo entregar tecnologia imersiva em várias áreas, como treinamento em esportes e experiências de fãs, além de tornar teatros VR escaláveis”, disse Brian Mecum, Vice-Presidente de Tecnologia de Dispositivos da Verizon. As empresas acreditam que soluções de wearable como esta poderão beneficiar mais do que a indústria de tecnologia – abrindo a possibilidade de fortalecer uma gama de atividades de trabalho. O neckband 5G XR pode ser posicionado na vanguarda de tecnologias disruptivas como 5G, edge compute, e AR e VR, que vão trazer benefícios sem precedentes para consumidores e empresas em um futuro próximo.

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Cast C&I_271 - 01 O AssetView, da Smar, é uma ferramenta de gerenciamento de ativos para praticamente qualquer dispositivo ou equipamento inteligente, como instrumentos de campo, posicionadores de válvula e controladores. Esta ferramenta permite a seus usuários a obtenção de significativas melhorias de confiabilidade e de desempenho, através do Monitoramento Online, do Armazenamento e da Análise de informações disponíveis em Dispositivos Inteligentes, com destaque para suas informações de diagnóstico. A ferramenta faz uso de tecnologias abertas de comunicação, como o Fieldbus Foundation, Profibus, HART e WirelessHART para isso. O software inclui também um conjunto de funcionalidades de suporte a atividades de manutenção, visando à maior utilização de práticas de manutenções planejadas (preventivas, preditivas e proativas), ao mesmo tempo em que provê recursos para facilitar a execução de atividades de manutenção reativa. Benefícios e características: • Flexibilidade de visualização e utilização, através do uso de Web browsers como interface para os usuários; • Aumento de cobertura, através da utilização de tecnologias abertas, e a consequente possibilidade de incorporação de dispositivos de qualquer fabricante; • Manutenção mais produtiva, resultante do uso de poderosos recursos que facilitam, e tornam os processos de trabalho das Equipes de Manutenção muito mais eficientes; • Melhorias de Resultados, tais como: Melhoria de confiabilidade e eficiência operacionais (produtividade, qualidade e disponibilidade); • Redução de paradas não programadas e de custos de manutenção; • Mais rápida resolução de problemas; • Redução do tempo de configuração e de comissionamento de dispositivos; Redução de riscos de acidentes por falhas de equipamentos.

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O Sunny Tripower X, da SMA Solar Technology AG, está disponível como parte dos sistemas de energia Home and Business da SMA. Pela primeira vez, o inversor solar trifásico combina a geração de energia solar, de última geração, com os recursos do SMA Data Manager M, powered by ennexOS. Em sistemas de energia comerciais e residenciais, com potências de até 135 kW, o Sunny Tripower X não só é responsável pelo monitoramento, gerenciamento e controle da potência de até cinco inversores compatíveis com a rede, mas também permite a participação no mercado de energia. Ele também fará o gerenciamento de sistemas de armazenamento em baterias e cargas. O inovador inversor solar já garantiu à SMA um lugar entre os finalistas do Prêmio Intersolar Europa deste ano, a ser entregue em maio de 2022, em Munique. O equipamento está disponível no mercado para pré-venda, em quatro opções de potência (12/15/20/25 kW), e combina geração e gerenciamento da energia solar, em um único dispositivo. Graças aos recursos inteligentes e testados do sistema de gerenciamento do Data Manager M powered by ennexOS, nunca foi tão fácil para os instaladores configurar e comissionar sistemas solares com até cinco inversores. Após a instalação, o inversor é responsável pelo controle de energia de todo o sistema compatível com a rede. O produto chega ao Brasil a partir do segundo semestre. O Sunny Tripower X permite o sobredimensionamento do gerador fotovoltaico em até 150%, e oferece máxima flexibilidade de design com três rastreadores MPP independentes, e seis entradas de strings. A corrente de entrada de até 24 ampères por MPPT significa que módulos fotovoltaicos, cada vez mais potentes, podem ser implantados. Graças às entradas digitais do inversor, a proteção simplificada da rede e do sistema fotovoltaico pode ser implementada sem quaisquer componentes adicionais. O interruptor de circuito de falha de arco SMA ArcFix garante a máxima segurança do sistema, enquanto o software SMA ShadeFix integrado maximiza o rendimento da energia – mesmo com sombras leves. A monitoramento do inversor SMA Smart Connected minimiza perdas de rendimento.

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A Siemens Energy lançou globalmente seu transformador monofásico CAREPOLE do tipo seco para instalação em postes. Projetado no Brasil para os requisitos tecnológicos da rede elétrica de toda a região das Américas, o novo transformador de distribuição, à base de resina fundida, oferece uma alternativa confiável e sustentável aos transformadores a óleo. Na rede elétrica do Brasil, os transformadores monofásicos são frequentemente instalados na rede de distribuição, onde – como a última etapa da cadeia de transmissão de energia – eles rebaixam a tensão para o nível da tensão domiciliar. Devido ao aumento de eventos extremos climáticos, como foi o caso de ondas de calor que causaram incêndios florestais, o projeto de novos ativos instalados ao ar livre precisa estar cada vez mais focado em sua resiliência para resistir aos riscos ambientais. Devido ao seu projeto à base de resina seca e fundida sem óleo, o transformador CAREPOLE autoextinguível tem um alto nível de segurança contra incêndio, e não tem risco de explosão, o que reduz ao mínimo os riscos ambientais. Considerando a crescente demanda de energia e a alimentação flutuante da energia renovável, o novo transformador foi projetado para lidar com altas sobrecargas para facilitar o balanceamento do fluxo de energia, e atender a demanda em tempo real, em qualquer momento. Selados com resina fundida à vácuo, os enrolamentos compactos do transformador permitem um volume aproximadamente 20% menor do que um transformador convencional, para montagem em poste, preenchido com líquido. A alta resistência mecânica da estrutura do CAREPOLE e a resina fundida protegem o transformador contra a corrosão, e prolongam a vida útil do transformador. Ao mesmo tempo, evita que ladrões de cobre e alumínio destruam os transformadores, colocando outras pessoas e a si mesmos em risco. O novo transformador foi projetado como um recurso do tipo pegar e instalar (plug-and-play), com mecanismo de fixação idêntico aos transformadores imersos em fluido e, portanto, é perfeitamente adequado para substituir as instalações existentes. O CAREPOLE tem potência nominal entre 10 e 100 kilovolt-amps (kVa), capacidade de tensão entre 15 e 36 kV, e vida útil típica de mais de 25 anos.

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A Emerson lançou o DeltaV Simulation Cloud para o sistema de controle distribuído DeltaV, a fim de oferecer às organizações uma plataforma intuitiva, segura e de baixo custo para engenharia, testes e treinamento colaborativos. Os operadores e engenheiros podem conectar-se a replicações simuladas dos sistemas de controle, gerenciadas e mantidas pela Emerson, a partir de qualquer lugar do mundo, por meio de uma interface Web segura. As simulações do ambiente da planta permitem que organizações industriais treinem seu pessoal, e testem novas configurações de controle, sem o risco de realizar operações em ativos em produção. Tradicionalmente, o custo por obter, instalar e manter ferramentas de engenharia colaborativa e capacidade de simulação, com equipamentos no próprio local, têm sido proibitivas para pequenas e médias empresas com equipes enxutas. O DeltaV Simulation Cloud torna a simulação de processo e a colaboração de engenharia mais acessíveis, ao fornecer os benefícios mais cruciais, sem precisar de equipamentos ou gestão no local. A instalação e o licenciamento vêm completamente prontos, e o sistema é mantido pela Emerson. As equipes de operação podem solicitar uma simulação on-line, acessível de qualquer lugar do globo, quase da mesma forma como solicitariam uma peça de reposição. Os usuários têm suporte e manutenção ininterruptas, e quando sentem que estão prontos para crescer, podem ampliar facilmente as capacidades da solução. O DeltaV Simulation Cloud opera em um ambiente isolado e seguro, aprimorando a segurança cibernética e o tempo de atividade, durante os procedimentos de teste e treinamento. A autenticação multifatorial e a capacidade para múltiplos usuários ajudam a garantir que equipes em todo o globo possam acessar simultaneamente uma simulação de planta e ambiente de engenharia, a qualquer momento, para uma colaboração melhor e mais segura, a fim de melhorar o desempenho da planta.

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A linha de transmissores de temperatura da Vivace fornece medição confiável, com alta exatidão e estabilidade, são robustos e indicados para medições de temperatura, nos mais exigentes processos de praticamente todos os segmentos industriais. Utilizam microcontroladores de baixíssimo consumo e alto desempenho, trabalham com as tecnologias HART 7 / 4–20 mA e Profibus-PA, e estão disponíveis em modelos que facilitam a montagem de acordo com a aplicação: montagem em cabeçote, em painel e campo. Devido a suas características construtivas e desempenho inigualável, estes transmissores aumentam a disponibilidade da planta, reduzindo o custo de propriedade (ownership), através de diagnósticos avançados e ferramentas de configuração de fácil utilização. Principais benefícios: • Alta exatidão e estabilidade de medição de temperatura a longo prazo • Vários tipos de medições (multipontos, simples, dupla, diferencial, backup) e sensores (T/C, RTD, mV e ) • Callendar–Van Dusen • Compensação da temperatura ambiente • Vários tipos de montagem: cabeçote, painel e campo • Auto-diagnóstico • LCD de 5 dígitos, rotativo, multifuncional e com bargraph • Ajuste local intuitivo, configurável e com função de edição rápida • Disponível em HART 7 /4-20mA e Profibus-PA • NAMUR NE43 (modelos HART 7 /4-20mA) • 2 Saídas discretas (coletor aberto), para alarmes (modelo painel). C&I_271 - 07 Os medidores de engrenagens ovais da Metroval são medidores de vazão do tipo deslocamento positivo. Suas principais características são a robustez e a exatidão. Seu princípio de funcionamento proporciona uma medição confiável, dispensando trechos retos na instalação, e o torna imune a vibrações externas. Os medidores da linha OaP atendem aplicações severas (tensões mecânicas na linha, alta pressão, alta temperatura), enquanto os medidores da linha OI são mais compactos, e atendem a maioria das aplicações convencionais. São equipamentos adequados para serem submetidos a processos de limpeza industrial.

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A Linha Avançada de Processo da Presys agrega conceitos da Indústria 4.0 e sistema SCADA incorporado, em um único instrumento. Possui entradas e saídas Físicas em tempo real. Trabalha com protocolo de Comunicação Modbus TCP e possibilita que os recursos mais modernos e abrangentes da Tecnologia da Informação estejam presentes na indústria. Pode ser fornecido com as telas de bargraph, trend, alarmes, configuração das entradas e saídas, além disso, pode conter telas customizadas desenvolvidas pela Presys. O LAPY-3000 possui tela colorida sensível ao toque (touchscreen) de 5,7”. Processador Dual Core de 1 GHz, e memória Flash de 16 GB; Ethernet, Wi-Fi via adaptador USB/Ethernet; Porta USB / Porta Serial para comunicação ModBus / Porta Serial para comunicação PROFIBUS; Comunicação HART / Profibus opcionais. C&I_271 - 08 A ifm, fabricante de sensores e controladores industriais, lançou no mercado de automação, sensores de parametrização para processamento de imagens industriais, O2D5xx, e sensores de processo para medição de níveis, nomeado radar LW2720. Os produtos têm, como diferencial, o alto grau de proteção contra jatos de água e calor, facilitando a sua aplicação e limpeza nas fábricas. Os Sensores de Visão, por exemplo, são geralmente aplicados na indústria de alimentos, no setor de embalagens, na linha de inspeção ou usados na indústria automotiva e controle de usinagem. Já os Medidores de Nível, possuem utilização de IOLink – processo de verificação conectado à indústria 4.0 – e é comumente utilizado pela indústria alimentícia por grandes empresas do setor, como Heineken, Ambev, Raízen e demais empresas de bebidas. Conhecida por ser um dos maiores fabricantes de sensores e controladores industriais, a ifm oferece, há 50 anos, soluções tecnológicas, com o objetivo de prezar pela saúde dos colaboradores de grandes indústrias. Entre os seus principais clientes, estão marcas como Toyota, Brastemp, VALE, Ambev, Sabesp, Itaipú, Danone, Unilever, Nestlé, além de outras grandes empresas das áreas de indústrias de embalagens, automobilísticas, siderúrgicas e metalúrgicas, alimentícias, água e esgoto, mineração, sistemas hidráulicos, eólicos, entre outros.

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Controle de máquinas para a Indústria 4.0 com TwinCAT

www.beckhoff.com.br/Industrie40 A Beckhoff fornece as tecnologias de base ideais para aplicações da Indústria 4.0 e de Internet das Coisas (IoT) através do controle padrão baseado em PC. Com o software de engenharia e controle TwinCAT, sistemas de controle de máquinas podem ser incrementados com suporte a aplicações Big Data, comunicação em nuvem, manutenção preditiva, bem como a funções analíticas abrangentes para aumentar a eficiência de produção. Como uma solução integrada ao sistema, o TwinCAT IoT suporta protocolos padronizados para comunicação em nuvem e possibilita a integração simples a serviços em nuvem desde o estágio de engenharia da máquina. Em adição à análise de falhas e à manutenção preditiva, o TwinCAT Analytics proporciona numerosas oportunidade para otimizar máquinas e sistemas em termos de consumo de energia e sequenciamento de processos.

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Beckhoff Automação Industrial Ltda. Santo André – SP Telefone: (11) 4126-3232 info@beckhoff.com.br

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