Revista Controle & Instrumentação nº270

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Instrumentação, Elétrica, Controle de Processos, Automação Industrial, Predial e Metrologia Ano 23 – nº 270 – 2021 – www.controleinstrumentacao.com.br

Digitalização da Indústria de Bebidas e Alimentos Controle & Instrumentação

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Sumário

Talking About

Cover Page 30 Tecnologia: para ser supermercado

Inovação à mesa

do mundo, Brasil depende também da digitalização da indústria de alimentos

A Pandemia expôs muitas fragilidades e desigualdades, incluindo as existentes nos sistemas alimentares. Os produtores de alimentos enfrentam pressões crescentes, para atender às muitas e cada vez mais diferentes demandas, que pedem processos mais ágeis e eficientes. Isso, do campo à mesa, em todos os segmentos da indústria de alimentos e bebidas. Muitos dirão ‘nada mudou’, mas ao mesmo tempo, tudo mudou – ou está mudando. A Pandemia aumentou a necessidade de digitalização na produção de alimentos e bebidas porque, ainda que mesmo antes dela isso fosse importante – porque o setor é altamente regulamentado, e os fabricantes devem atender aos padrões de conformidade exigidos – na pós-pandemia, os problemas de conformidade provavelmente ficarão mais fortes, e qualquer problema com a higiene agora pode significar uma maior disseminação de Covid. Há muito tempo, há uma demanda global para reduzir as intervenções humanas nas linhas de processamento de alimentos e bebidas. E isso vem, há algum tempo, aumentando a necessidade de garantir a rastreabilidade, inclusive como forma de aumentar e garantir a segurança alimentar. Nesta edição, grandes empresas mostram que estão atentas a esses cuidados, e já estão automatizando e digitalizando várias partes de seus processos. As novas tecnologias já permitem a inclusão de um robô, um sistema de machine learning ou inteligência artificial, em partes do processo em que antes isso seria impensável. A maior barreira à inclusão de novas tecnologias de automação e digitalização é a dificuldade de estabelecer o ROI – retorno sobre o investimento em algumas etapas dos processos, em especial dos frigoríficos, onde a mão-de-obra é especializada, abundante e mais barata. O que não vem impedindo incursões tecnológicas pontuais aí também.

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Seções Permanentes 08 18 22 38

É uma questão de tempo o setor aumentar a porcentagem de automatização de seus processos, até por sua importância: mais de 10% do PIB do país, 16% das exportações, 24% dos empregos... Você, leitor, pode ter notado que nosso espaço impresso diminuiu. Contingências para manter essa versão ainda circulando, mas você não perde, leitor, porque buscamos aumentar a veiculação de notícias do seu interesse pelas newsletters semanais e nossas outras mídias sociais (linkedIn, facebook, twitter, instagram). Boa leitura O editor

News Market Energies Cast

Próxima Edição –

Business Intelligence e Ciência de dados

Colaboraram, com informações e imagens: assessorias de imprensa

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www.editoravalete.com.br DIRETOR RESPONSÁVEL Waldir Rodrigues Freire DIRETORIA editoravalete@editoravalete.com.br ASSINATURAS comercial@editoravalete.com.br

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ENDEREÇO Rua Siria, 90 Pq. São Jorge São Paulo - SP CEP: 03086-040 Tel/Fax: (11) 2292.1838 / 3798.1838

DEPTO. COMERCIAL/ANÚNCIOS publicidade@editoravalete.com.br FINANCEIRO financeiro@editoravalete.com.br REDAÇÃO redacao@editoravalete.com.br

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Steps 2022

abril

julho

Agrishow

Metalurgia 2022

25 a 29 de abril – Ribeirão Preto -SP www.agrishow.com.br

05 a 08 de julho – Joinville/SC www.metalurgia.com.br

FIEE

maio

18 a 21 – São Paulo Expo https://www.fiee.com.br/

Expo Defense

19 a 20 de Maio – Florianópolis-SC www.scexpodefense.com.br

agosto

Brasmin Feira Mineração

Fenasucro & Agrocana

24 a 26 de Maio – Goiânia-GO www.brasmin.com.br

16 a 19 de agosto – Sertãozinho/SP www.fenasucro.com.br

Feimec 2022

setembro

03 a 07 de maio – SP www.feimec.com.br

33ª Fenasan – Feira de Saneamento

junho 06 a 09 – ARC Industry Forum 2022, Renaissance Orlando, Florida https://arc-industry-forum.arcweb.com/

6ª ABM WEEK

07 a 09 de junho – São Paulo https://www.abmbrasil.com.br/por/evento/abm-week-6-edicao

19ª Fenaf- Feira de Fundição

13 a 16 de junho – SP www.fenaf.com.br

13 a 15 de setembro – SP www.fenasan.com.br

Intermach

13 a 16 de setembro – Joinville/SP www.intermach.com.br 21 a 23 – 8th International Conference on Sensors &

Electronic Instrumentation Advances (SEIA’ 2022) – Corfu Holiday Palace, Corfu, Greece https://www.seia-conference.com/

Rio Oil & Gas

26 a 29 de setembro https://www.riooilgas.com.br/

Fispal Tecnologia

21 a 24 de junho – SP www.fispaltecnologia.com.br

PEOɭLE Foi empossado, em 1º de março, o novo diretor-presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE),

Fernando Cosme Rizzo Assunção. Rizzo foi eleito no dia 23

de fevereiro, pelo Conselho de Administração, por unanimidade, para um mandato de quatro anos. Além de extensa carreira acadêmicocientífica, realizada na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e em instituições internacionais, Rizzo foi diretor do CGEE, no período 2006-2014, e diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/CTI), no período 2015-2020. Ele é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia Nacional de Engenharia e bolsista-sênior de produtividade em pesquisa do CNPq. Graduado em engenharia metalúrgica (1970) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), possui mestrado em ciências dos materiais (1973) pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e doutorado na mesma área (1978) pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Entre 1986 e 1987, realizou estágios de pós-doutorado na Universidade

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da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, e, entre 2004 e 2005, na Universidade de Leeds, no Reino Unido. Atua na área de engenharia de materiais e metalurgia, com ênfase em metalurgia física e transformações de fases. Em 1990, recebeu o Prêmio Paulo Lobo Peçanha, da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM). Em 2002, recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, e a Medalha de Prata Hubertus Colpaert, também da ABM. Além da ABC, também possui associações com a ABM, a Sociedade de Pesquisa em Materiais (MRS), a Academia Panamericana de Engenharia (API), a Academia Nacional de Engenharia (ANE) e a Sociedade de Minerais, Metais e Materiais (TMS) – que faz parte do Instituto Americano de Engenharias de Minério, de Metalurgia e de Petróleo (AIME). A Solar Group anunciou a contratação de Maurício Cunha, como o novo CEO da organização. A proposta é ampliar os negócios de estruturas metálicas para projetos fotovoltaicos, nos mercados brasileiro e sulamericano,

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bem como fortalecer as equipes comerciais, de produção e de engenharia. Com passagens por empresas como ABB e Engie, Maurício Cunha acumula mais de 20 anos de atuação em multinacionais e companhias do setor de energia. Na Solar Group, o objetivo é atender o crescimento dos pedidos, e atingir a meta de crescimento de 200% no faturamento este ano. O novo CEO assume o cronograma de ampliação das duas fábricas de sistemas de fixação para painéis fotovoltaicos instaladas na Grande São Paulo (Santana do Parnaíba e Itapevi), com investimentos previstos da ordem de R$ 18,7 milhões, já em 2022. Atualmente, a Solar Group conta com cerca de 410 colaboradores, e possui participação em projetos fotovoltaicos em todo o território brasileiro e parte da América do Sul, num total de 2 gigawatts (GW) comercializados em estruturas para projetos de geração própria de eletricidade.

Marcio Unrue Ramos tem mais de

15 anos de experiência, tem no currículo passagens por empresas como Eli Lilly, Accenture, Andrade Gutierrez e Redbull. Em 2021, foi Presidente do IFL-SP (Instituto de Formação de Líderes de São Paulo). Nasceu em Milford, Massachusetts, EUA. Veio para o Brasil com 9 anos, e já morou na África,

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Steps

América Latina e na Europa. É formado em Comunicação Social, com ênfase em Marketing, na ESPM-SP, e possui um MBA com ênfase em finanças corporativas, pela FGV-RJ. Marcio tem o novo desafio de liderar o movimento de transformação digital na Novartis, utilizando dados para potencializar soluções para melhorar o ecossistema de saúde, de modelos de negócios, até a jornada do paciente. Este é um pilar estratégico para a companhia, que tem como objetivo reimaginar a medicina.

Douglas Deantoni é

o novo Diretor Comercial da Microgeo. Com 36 anos de experiência em Gestão Comercial do Agronegócio, ele é Engenheiro Agrônomo, formado pela Escola Superior de Agronomia de Paraguaçu Paulista (ESAPP), pós-graduado em Gerenciamento de Marketing pelo INPG Business School, e com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Deantoni passou por grandes empresas, como Adama Brasil e Syngenta Proteção de cultivos, e está confiante para assumir a diretoria. A Microgeo é uma empresa 100% brasileira do setor de biológicos, foi fundada no ano de 2000, e fica sediada em Limeira/SP.

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Steps O presidente Jair Bolsonaro nomeou o atual diretor financeiro executivo da Itaipu Binacional, almirante

Anatalicio Risden Junior, como novo

diretor-geral brasileiro da empresa. Ele substitui o general João Francisco Ferreira, que pediu exoneração do cargo. O decreto de nomeação foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (27 de janeiro, e assinam o documento o presidente Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque). Bacharel em Ciências Navais, com especialização em Intendência para Oficiais, almirante Risden tem pós-graduação em Administração Financeira pela Escola de Pós-graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também tem mestrado em Ciências Navais e doutorado em Altos Estudos de Política e Estratégia Marítimas. De março de 2008 a abril de 2015, ele foi diretor de Coordenação do Orçamento da Marinha (COrM), e responsável pelo diálogo institucional entre a Força Naval e demais órgãos do orçamento federal, como o Ministério da Defesa, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Planejamento. Nesse período, conduziu as tratativas que resultaram no modelo financeiro que viabilizou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). De 2015 a 2019, atuou como consultor da Fundação Getúlio Vargas. Em 2018, compôs a equipe econômica de transição do governo Bolsonaro. Almirante Risden assumiu o cargo de diretor financeiro executivo da Itaipu Binacional, em 26 de fevereiro de 2019, posto em que permanece interinamente, até a nomeação do novo titular. Curitibano de nascimento, almirante Risden tem raízes em Foz do Iguaçu. Ele é neto de pioneiros, onde passou parte da infância. Há três anos, após assumir o cargo de diretor financeiro executivo da Itaipu, mudou-se para a cidade. Foi agraciado com o título de Vulto Emérito de Curitiba, concedido pela Câmara de Vereadores da capital, em 2012, e de Cidadão Honorário de Foz do Iguaçu, pelo Legislativo Municipal, em 2020. Um ano depois, em dezembro de 2021, foi promovido ao grau de Grande Oficial na Ordem de Rio Branco, em cerimônia no Palácio Itamaraty, em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. A Ordem de Rio Branco é uma insígnia que o presidente da República atribui a pessoas físicas, jurídicas, corporações militares ou instituições civis, nacionais ou estrangeiras, pelos serviços ou méritos excepcionais. A M. Dias Branco anunciou a criação de duas novas Vice-Presidências. O objetivo da líder nacional em massas e biscoitos é fortalecer a estratégia de foco nas necessidades de seus

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clientes, e no desenvolvimento de seu mercado de atuação, bem como no reforço de seu compromisso com o mais alto nível de governança corporativa. A Vice-Presidência Jurídica, de Governança, Riscos e Compliance será liderada por Daniel Mota Gutiérrez. O executivo é Mestre e Doutor em Direito das Relações Sociais – Subárea Processo Civil pela PUC/SP –, além de ser professor Licenciado do Mestrado em Direito do Centro Universitário Christus. Gutierrez está na Companhia desde 2006, e ocupava, anteriormente, a posição de Diretor Executivo Jurídico. É suplente do Conselho de Administração da Companhia, e membro efetivo do Comitê de ESG e Comitê de Gente e Gestão. Já a Vice-Presidência de Supply Chain (que incorpora as áreas técnicas e de operações, logística, suprimentos e pesquisa & desenvolvimento) terá o recém-contratado Adil Dallago Filho na liderança. Graduado em Engenharia pela Universidade Federal do Ceará – UFC e MBA em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o executivo foi gerente da suprimentos da Souza Cruz, Allied omecq, Del Monte Fresh Produce e Nufarm. Foi diretor de Supply Point na Danone, e diretor executivo da Cadeia de Abastecimento da Solar Coca-Cola. Dallago Filho possui expertise em manufatura, cadeia de suprimentos, compras, logística e comércio internacional, incluindo a integração de empresas frutos de M&A, revisão estratégica (avaliação greenfield), abastecimento internacional e abastecimento regional para outros países latino-americanos. Agora, a M. Dias Branco conta com sete vice-presidências: 1) Comercial; 2) Administração, Desenvolvimento e Sustentabilidade; 3) Financeira; 4) Investimentos e Controladoria; 5) Jurídica, de Governança, Riscos e Compliance; 6) Supply Chain e 7) Industrial de Moinhos.

José Ovídio Bessa é o novo CEO da

Agrivalle, sucedendo a Antônio Maia no comando da companhia, e dando sequência ao trabalho de promover uma agricultura cada vez mais sustentável e regenerativa. Bessa chega com o desafio de dar continuidade à missão construída por Antonio Maia, atual CEO e um dos fundadores da empresa, transformando a Agrivalle na plataforma de bioinsumos mais valiosa do mundo, liderando a inovação em soluções, e construindo novos modelos de negócios para a agricultura. Antônio Maia possui mais de 40 anos dedicado ao agronegócio, e não deixará de acompanhar de perto os negócios, passando a se dedicar exclusivamente à função de conselheiro da empresa. José Ovídio Bessa acumula diversas realizações ao longo de sua carreira. Com mais de 25 anos atuando no setor do agronegócio, ocupou cargos relevantes, desenvolvendo funções nas áreas de Vendas, Marketing e como General Manager na FMC/Consagro. Antes de chegar à Agrivalle, ocupou o cargo de CEO na Fertiláqua.

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A Vertiv anunciou Giordano Albertazzi, como novo Presidente para as Américas. Albertazzi recentemente atuou como Presidente para a região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA). Essa posição será assumida por Karsten Winther, atual vice-presidente de vendas na região EMEA. Como Presidente das Américas, Albertazzi terá a responsabilidade pelos negócios nas Américas, utilizando sua experiência na região EMEA para promover o desempenho estratégico e financeiro da região Américas. Albertazzi está na empresa há 24 anos, tendo liderado a Vertiv EMEA nos últimos seis. Em 2021, a EMEA entregou um crescimento orgânico de vendas acima de 18%, e melhorou sua margem de lucro operacional, ajustada em mais de 700 pontos-base. Com esse anúncio, Albertazzi substitui John Hewitt, que está deixando a Vertiv. O comunicado acompanha outras recentes nomeações da empresa: Li Ning, como Chairman da Grande China, e Edward Cui, como Presidente para o Norte da Ásia. Tomou posse a nova diretoria da ABEMI – Associação Brasileira de Engenharia Industrial. Além do Presidente, Joaquim Maia e da Vice-Presidente Maria Michielin, assumiram seus cargos os novos Diretores Estatutários e Membros do Conselho. Os dirigentes eleitos estarão à frente da entidade durante o período de 2022 a 2025. Essa Diretoria começa inovando, ao empossar a primeira mulher no cargo de vice-presidente na longa história da ABEMI. Joaquim Maia participou como diretor estatutário da ABEMI durante oito mandatos. Foi responsável na ABEMI pela implantação e gestão do PNQP (Plano Nacional de Qualificação Profissional), qualificando 85.000 profissionais para o mercado de engenharia e construção. Na gestão que ora se encerra, como diretor nomeado, foi responsável pelo GT de Saneamento Meio Ambiente e Resíduos Sólidos. Também liderou o grupo para o desenvolvimento e implantação do Comitê Permanente de Compliance, exercendo a função de Compliance Officer. Construiu com sucesso, como executivo, carreira no setor de engenharia e construção, nas empresas Sade Sul Americana de Engenharia (GE), como Gerente; Eucatex Engenharia – Superintendente; Degele Engenharia (Alstom) – Superintendente; Hochtief do Brasil – Diretor; Schahin Engenharia – Diretor Executivo; Invensys Building Systems Brasil – Presidente; Projectus Engenharia e Consultoria – Vice-

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Steps

Presidente, entre outras. Atualmente é Diretor Executivo da JMA Assessoria Marketing e Representações S/C Ltda. Maria Michielin é a primeira mulher a integrar a diretoria da ABEMI (Diretoria Jurídica) na gestão que se encerra. Ela é advogada, master em Direito Empresarial e Direito Econômico, pela FGV e pela Ohio University, respectivamente, tendo realizado diversos cursos internacionais na área de gestão e infraestrutura. Desenvolveu uma carreira de grande sucesso, nas áreas de infraestrutura, mercado financeiro, fusões e aquisições. Durante quase 20 anos, foi General Counsel do Grupo OHL Brasil/ Arteris, que atua no segmento de Concessões de Serviços Públicos, e Diretora de todas as empresas do grupo, tratando de temais gerais de infraestrutura, regulação e assuntos relacionados. Também coordenou o Comitê Jurídico da Associação Brasileira de Concessões de Rodovias (ABCR), por longos anos. No escritório BNZ Advogados, desenvolveu a área de concessões e parcerias público-privadas. Em 2017, foi eleita uma das “diretoras jurídicas mais admiradas do país” pela Análise Editorial. Atualmente, é consultora da Toledo Marchetti Oliveira Vatari e Medina Sociedade de Advogados, e Diretora da AM&M Consultoria Empresarial. Os Diretores Estatutários que também tomaram posse: *ENGENHARIA THOMAZ AMERICANO DA COSTA AP Consultoria e Projetos Ltda. *CONSTRUÇÃO CIVIL MARCELO NEVES FEREIRA TENENGE Engenharia LTDA *FABRICAÇÃO PAOLO FIORLETTA METROVAL Controle de Fluidos Ltda. *MONTAGEM E MANUTENÇÃO OSCAR SIMONSEN JUNIOR MONTCALM Montagens Industriais S.A. *LOGÍSTICA MICHEL CLEBER ROSSI ENGETEC Construções e Montagens S.A. A HP Inc. anunciou Emmanuel Jardin, como o novo chefe da divisão de soluções de grandes formatos para o mercado da América Latina. Graças à sua vasta experiência como diretor de vendas no setor, Emmanuel se junta à equipe da HP de Grandes Formatos, como uma peça-chave para liderar uma equipe de especialistas do setor, que atende a diversos mercados, como AEC (arquitetura, engenharia e construção), fotografia, comunicação visual e sinalização e têxtil. O principal objetivo do executivo é impulsionar as vendas da HP na América Latina. Emmanuel é formado em comércio internacional pelo Liceo Gustave Flaubert (França), mestre em gestão internacional pela Escola de Negócios de Paris e MBA em gestão internacional pela Escola Superior de Administração (ESG Paris, França).

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Governo Federal lança Plano Nacional de Fertilizantes O Governo Federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF). A cerimônia aconteceu no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com as presenças do presidente da República, Jair Bolsonaro, e as dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; da Economia, Paulo Guedes; e a do Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Flávio Rocha. O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) deve ser uma referência para o planejamento do setor de fertilizantes nas próximas décadas, promovendo o desenvolvimento do agronegócio nacional, com foco nos principais elos da cadeia: indústria tradicional, produtores rurais, cadeias emergentes, novas tecnologias, uso de insumos minerais, inovação e sustentabilidade ambiental. E uma importante

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ferramenta para reduzir a dependência do Brasil, em relação aos fertilizantes importados e, consequentemente, às vulnerabilidades decorrentes. Ao atender crescente demanda por produtos e tecnologias, as medidas estabelecidas pelo PNF buscam readequar o equilíbrio entre a produção nacional e a importação, com potencial para tornar o Brasil um protagonista no mercado mundial de fertilizantes.

Certificação em atmosferas explosivas De acordo com o sistema “on-line” de certificação internacional do IECEx, a Empresa Brasileira Consistec Controles e Sistemas de Automação Ltda., conquistou certificação de conformidade internacional para componentes “Ex”, destinados para instalação em áreas classificadas contendo atmosferas explosivas. De acordo com o certificado IECEx NCC 22.0001U, a Empresa Consistec, localizada em São Paulo/SP, obteve a certificação internacional para sensores de temperatura com tipos de proteção Ex “e” (segurança aumentada) e Ex “i” (segurança intrínseca), proporcionando EPL Gb para áreas classificadas contendo gases inflamáveis, e EPL Db para áreas classificadas contendo poeiras combustíveis. As marcações completas destes componentes “Ex” são as seguintes: Ex eb IIC Gb / Ex ib IIC Gb / Ex ib IIIC Db. As Normas técnicas internacionais elaboradas pelo TC 31 da IEC, consideradas para a certificação IECEx destes componentes “Ex”, foram: • IEC 60079-0 - Atmosferas explosivas - Parte 0: Equipamentos - Requisitos gerais • IEC 60079-7 - Atmosferas explosivas - Parte 7: Proteção de equipamentos por segurança aumentada Tipo de proteção Ex “e” • IEC 60079-11 - Atmosferas explosivas - Parte 11: Proteção de equipamentos por segurança intrínseca - Tipo de proteção Ex “i”. Esta certificação internacional foi realizada pelo Organismo de Certificação NCC Certificações do Brasil, que é um Organismo de Certificação (ExCB) brasileiro, reconhecido internacionalmente, desde 2011, no sistema IECEx, para operar no esquema internacional de certificação de equipamentos “Ex”. A NCC Certifica-

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ções do Brasil é também um Organismo de Certificação “Ex”, reconhecido desde 2016 no IECEx para operar no sistema de certificação de Empresas de Serviços “Ex”, como por exemplo empresas de serviços de manutenção e inspeção de equipamentos e instalações “Ex” (Norma IEC 60079-17), e empresas de serviços de reparo e recuperação de equipamentos “Ex” (Norma IEC 60079-19). A obtenção de certificação internacional IECEx pode ser atualmente considerada como uma “boa prática”, adotada por vários fabricantes de equipamentos eletrônicos, de automação, de instrumentação, de telecomunicações, elétricos e mecânicos “Ex”, que pretendem também exportar e comercializar seus produtos em outros países, dentro do atual mercado internacional. Pela sua ampla aceitação e reconhecimento mundial, a certificação IECEx tem sido considerada como sendo um “passaporte” para o mercado internacional. De acordo com o sistema “on-line” de certificados do IECEx, até o presente momento, já foram emitidos um total de 163 certificados internacionais de equipamentos “Ex” (ExCoCP) para fabricantes com instalações no Brasil, além de 151 Relatórios de Ensaios (ExTR) e 126 Relatórios de Avaliação da Qualidade (ExQAR). No Esquema IECEx de certificação de Competências Pessoais “Ex”, foram emitidos até o presente momento 82 certificados (ExCoPC) para profissionais registrados no Brasil. No Esquema de Empresas de Serviços “Ex” foram emitidos, até o presente momento, 2 certificados para Empresas Brasileiras que atuam na área de serviços de reparo e recuperação de equipamentos “Ex”, por Organismo de Certificação brasileiro, reconhecido no Sistema IECEx.

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ArcelorMittal: nova sede administrativa na volta ao escritório A volta aos escritórios na ArcelorMittal vem acontecendo desde novembro. Inicialmente, a ocupação será reduzida, cumprindo as determinações das autoridades de saúde. A retomada se ampara em um rígido protocolo de saúde e segurança, a exemplo do que foi implantado nas usinas da produtora de aço. Além de medidas de segurança como o uso obrigatório de máscara, distanciamento físico e higienização das mãos, os empregados da companhia encontraram novos workplaces em Belo Horizonte/ MG e Diadema/SP. Os novos espaços são símbolos do processo de modernização e mudança cultural, pelo qual a empresa está passando, que contempla agora estações de trabalho compartilhadas. Um aplicativo está sendo usado para o agendamento de dias e horários nessas estações. “O workplace espelha a estratégia de ambiente de trabalho inteligente, inovador e mais colaborativo que temos trabalhado nos últimos anos, tanto com os empregados, quanto com os candidatos a vagas de empregos na empresa. Nossos processos de atração, por exemplo, já abordam ‘Conheçam o jeito ArcelorMittal, venha do seu jeito’, pois, somos uma empresa plural, e todos são muito bem-vindos. Os espaços também foram planejados com foco em acessibilidade”, explica Sofia Trombetta, diretora de Pessoas, Saúde e Bem-estar da ArcelorMittal. Segundo ela, o novo modelo de trabalho já vinha sendo avaliado, dentro da empresa, antes do início da Pandemia no Brasil, em março de 2020. “Estávamos desenvolvendo esse assunto, e a Pandemia acelerou o processo, mostrando que modelos que incluam flexibilidade de escolha são possíveis e efetivos”, acrescenta. A alteração proporcionará ambientes mais produtivos, conectivos e inclusi-

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vos, reforçando comportamentos de abertura, incentivo à inovação, foco do cliente e empoderamento, já presentes na cultura da ArcelorMittal. Com os novos workplaces, os empregados vão trabalhar num modelo híbrido, com revezamento entre o home-office e o trabalho presencial, além de jornada flexível. O projeto de reformulação foi desenvolvido a partir de pesquisa realizada, em 2020, com os empregados. De acordo com o levantamento, 86% deles disseram preferir um modelo #'LYXOJDomR híbrido de trabalho, revezando-se em casa e no escritório. Os novos espaços, com projeto arquitetônico assinado pela Óbvio Arquitetura, foram planejados para desenvolver atividades criativas e colaborativas, com locais especiais de reunião, treinamentos, desenvolvimento e convívio social, além da área específica para refeitórios e um Mercado Honesto (área de oferta de produtos de conveniência e comodidade, onde o empregado retira o que precisa e paga). Entre as novidades, estão andar de alimentação, andar de convivência com função multiuso, sala de amamentação, bicicletário, etc. O retorno presencial aos escritórios acontece simultaneamente à imple#'LYXOJDomR mentação definitiva do homeoffice para áreas administrativas, em dois dias por semana. Outra iniciativa adotada foi o Short Friday (trabalhar uma hora a mais por dia, na semana, para sair após o almoço, na sexta-feira). “Sabemos que esse momento é de muita expectativa. Após mais de um ano e meio em casa, passaremos por um período de adaptação ao novo modelo de trabalho e aos novos workplaces. Tenho certeza de que, com a colaboração de todos, teremos um retorno seguro e bem-sucedido”, observa a diretora de Pessoas, Saúde e Bemestar, Sofia Trombetta.

Inovações Eletrostáticas

SISTEMA DE ATERRAMENTO ATIVO: monitor portátil TERRALIGHT e garra ativa TERRACLAMP

TERRALIGHT

O novo monitor de aterramento TERRALIGHT, da Eltex, funciona a pilha. Isso o torna portátil, prático e econômico. Outra vantagem do monitor de aterramento TERRALIGHT é sua certificação e aprovação para uso em áreas classificadas EX Zona 0 e Zona 20. A nova garra de aterramento TERRACLAMP, da Eltex, tem indicação luminosa. O Led verde só acende quando a condição segura de aterramento é, de fato, atingida. Além disso, ela é ainda mais ergonômica e tem alta pressão de força. Seus mordentes extremamente afiados ultrapassam com facilidade espessas camadas de sujeira ou tinta. Conheça mais sobre esses dois produtos Eltex. Juntos, eles garantem o aterramento eletrostático eficiente nas operações com substâncias inflamáveis.

TERRACLAMP

exclusivo no Brasil: Nº 270 |Representante 2021 Knapp Representações Ltda


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Voith reforma planta da Paraibuna

#'LYXOJDomR

Após adquirir equipamentos de uma planta de produção de papel reciclado, fornecidos originalmente pela Voith, no início dos anos 2000, para atender à nova MP8, a empresa Paraibuna, Juiz de Fora/MG, escolheu a multinacional alemã para melhorar o sistema de descontaminação. A Paraibuna contou com a expertise da Voith, que sugeriu melhorias tecnológicas na planta de aparas, inicialmente com foco no sistema de desagregação. Com o objetivo de aumentar a capacidade de desagregação e a consequente ampliação da produção de papel reciclado,

a Voith sugeriu a instalação de dois equipamentos: o IntensaMaxx IM15 e o Contaminex, além de um upgrade no desagregador UP45 existente. A empresa também fez a aquisição de um scanner, que será instalado na nova MP8. O sistema de descontaminação da Voith proporciona mais eficiência ao cliente, pois, reduz perdas de fibras úteis, e possibilita o uso de matérias-primas mais contaminadas, contribuindo consideravelmente para a redução de custos de produção. #'LYXOJDomR “A Voith se orgulha dos serviços prestados à Paraibuna, pois, desde o começo do negócio, fomos consultados para mostrar qual o melhor caminho a ser trilhado. Esta confiança da empresa demonstra a visão que o mercado tem de nós: uma empresa sempre atenta e preparada para trazer soluções”, diz Antonio Lemos, presidente da Voith Paper América do Sul.

Motobombas para reparação emergencial em usina hidrelétrica A obstrução parcial de túneis em usinas hidrelétricas leva ao comprometimento da geração de energia, o que consequentemente pode impactar o atendimento à população. Em situações emergenciais, contar com o apoio de soluções em bombeamento é determinante, para realizar o desbloqueio do fluxo de água, e para a manutenção das atividades das companhias. Exemplo disso foi a situação enfrentada por uma usina hidrelétrica, que tem capacidade de geração total de 120 MW, localizada no estado do Paraná. Um túnel de baixa pressão ficou parcialmente obstruído, após um material se soltar das paredes, e comprometer a passagem do fluxo de água. Para realizar o reparo, seria necessária uma drenagem completa de toda a seção do túnel, o que representaria um volume de 80 mil m³ de água drenada, em 48 horas. Por se tratar de um trecho de difícil acesso, a operação precisaria utilizar a chaminé de equilíbrio da usina. No local, uma cava com cerca de 40 m de profundidade possibilitaria a conexão com a galeria. Diante desses desafios, a solução encontrada pela

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companhia foi a locação de motobombas elétricas. Além de minimizar o risco de contaminação da água, a alternativa reduziria a necessidade de mão-de-obra a ser utilizada no abastecimento dos equipamentos a diesel. Considerando que todo o volume de água deveria ser #'LYXOJDomR drenado impreterivelmente em 48 horas, a equipe técnica responsável pelo desenho da solução selecionou os equipamentos, e adicionou uma bomba reserva como mecanismo de segurança. A solução escolhida contou com motobombas elétricas da Itubombas, montadas sobre flutuantes, o que permitiu que eles sempre acompanhassem o nível da água e mantivessem a altura de sucção ideal. Cada uma das motobombas foi responsável por bombear 1000 m³/h, através de mangueiras também fornecidas para o projeto. O objetivo foi cumprido com sucesso, e toda a operação realizada dentro do prazo estabelecido pelo cliente. A drenagem também integrou um amplo processo de manutenção promovido pela usina hidrelétrica. Com as galerias secas, foi possível o acesso às máquinas, e a realização dos demais serviços de revitalização.

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Bracell levantou US$ 1,8 bilhão para a maior e mais verde fábrica de celulose do mundo

A Bracell, do grupo RGE, recebeu forte apoio de bancos brasileiros e internacionais, captando US$ 1,8 bilhão, por meio de empréstimo sindicalizado. O valor financiou o empreendimento da maior e mais verde fábrica de celulose do mundo, localizada em Lençóis Paulista, São Paulo. A construção da fábrica foi concluída dentro do prazo e do orçamento, e iniciou suas operações em novembro de 2021. A Bracell está verticalmente integrada em sua cadeia de suprimentos, desde plantações de fibras renováveis, até a produção de celulose kraft, celulose solúvel e celulose especial, que são vendidas no mercado interno e internacional. Celulose solúvel e especial estão entre as principais matérias-primas, usadas para criar uma ampla gama de produtos, desde têxteis, lenços umedecidos e armações de óculos, até embalagens para salsichas e produtos farmacêuticos, além de produtos industriais, como cabos de pneus de alto desempenho. “O financiamento, representando o maior investimen#'LYXOJDomR to privado no estado de São Paulo nas últimas duas décadas, demonstra nossos contínuos investimentos no Brasil. Estamos orgulhosos da nossa equipe, que entregou uma sólida execução de projetos, e mantém a fábrica em funcionamento, apesar dos desafios impostos pela Pandemia. A maior e mais verde fábrica de celulose do mundo endossa nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, conservação e desenvolvimento comunitário, uma diretriz que norteiam nossas operações globalmente. A celulose solúvel é renovável e biodegradável, atende à tendência crescente e à preferência dos clientes pelo uso de produtos sustentáveis,” disse o Sr. Tey Wei Lin, Presidente do RGE. Uma fábrica de celulose de nova geração, sustentável,

que conta com a melhor e mais recente tecnologia para o setor, sem o uso de combustíveis fósseis. Ela foi projetada com inovações importantes, incluindo uma biorrefinaria, que controla a entrada de materiais para maximizar a reciclagem, minimizar o desperdício e reduzir a pegada ambiental de forma significativa, resultando em baixo consumo de água e baixas emissões. Com duas linhas de produção flexíveis, pode produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose solúvel, por ano, ou entre 2,6 milhões e 2,8 milhões de toneladas de celulose kraft, por ano. Além disso, é autossuficiente em energia, e o excedente de energia limpa e de alta qualidade é disponibilizado no Sistema Interligado Nacional. A fábrica empregou mais de 11.000 funcionários, durante o pico da construção, e criou 6.650 empregos permanentes para a comunidade local. Os bancos de empréstimos sindicalizados de sete anos são co-liderados pelo Bradesco e Bank of China, com participação do Banco Itaú, China Minsheng Bank, Banco do Brasil, Bladex e Safra. “Esta linha de crédito, e o contínuo investimento em #'LYXOJDomR nossas operações, mostram o potencial de crescimento da celulose, no Brasil e nos mercados internacionais. Nossa ambição não é apenas ser uma das maiores operações de celulose do mundo, mas também uma das empresas mais social e ambientalmente responsáveis. Estamos orgulhosos de termos construído uma fábrica que estabelece os mais altos padrões de uso sustentável de recursos renováveis e, simultaneamente, cria milhares de empregos e oportunidades de carreira para as pessoas no Brasil”, disse Pedro Stefanini, Vice-Presidente Sênior da Bracell

Wheaton cresce em 2021 O maior parque industrial do Brasil, São Paulo, foi um dos únicos estados brasileiros a registrar alta na produção industrial em dezembro, de acordo com a última divulgação da Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Na região, a produção avançou 3,8%, contrariando o resultado nacional, que ficou negativo em 2,4%, após a alta de 2,9%, observada em novembro. O resultado calculado em São Paulo leva em conta os esforços para retomada de alguns negócios. O Grupo Wheaton, líder nacional e uma das maiores instalações do mundo, especializadas no fornecimento de embalagens de vidro para o setor de cosméticos e farmacêutico, vem acompanhando esse crescimento das indústrias paulistas e, em 2021, registrou um aumento de 25% nas importações.

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“Em 2021, os números foram mais favoráveis, comparados com 2020, aumentamos em 5,8% as vendas, e o crescimento nas exportações foi de 25%. Para este ano a expectativa é de um crescimento de 6%. Também foi um ano de muitos investimentos, adquirimos as instalações da antiga fábrica da Karmann Ghia, e nos tornamos a primeira indústria de vidro do mundo a utilizar na produção o biometano, fonte de energia renovável, em substituição parcial ao gás natural”, comenta ressalta Renato Massara Júnior, diretor comercial e de marketing da Wheaton. De acordo com a Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), a produção física de embalagens cresceu 6,8%, no segundo trimestre de 2021, em comparação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para as embalagens de vidro que cresceram 23,7%

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Produção de aço livre de combustíveis fósseis Em algum momento depois de 2025, uma montadora terá o direito de se gabar do primeiro carro a apresentar componentes de aço fabricados por um processo de produção livre de combustíveis fósseis. Especificamente, ao invés da emissão de CO2, somente H2O (vapor de água) será liberado durante a conversão do minério de ferro em ferro; em seguida, esse ferro será transformado em aço. Imagine como a liderança ambiental e o status de marketing dessa montadora serão grandes. “As fabricantes de automóveis demonstram muito empenho e atitude positiva, quando discutimos o desenvolvimento do HYBRIT. Elas estão bem cientes dos próximos requisitos de Avaliação do Ciclo de Vida, ou Life Cycle Assessment (LCA), da União Europeia, para automóveis. A LCA confirma às montadoras que, à medida que os carros adquirem transmissões com emissão zero, o CO2 incorporado aos materiais dos carros será seu próximo e formidável desafio. Muitas montadoras querem ‘manter a liderança’, e ser as primeiras a comercializar o aço livre de combustíveis fósseis da SSAB”. afirmou Thomas Hörnfeldt, vice-presidente de negócios sustentáveis da SSAB. A redução direta do minério de ferro (DRI) com o uso de hidrogênio já foi realizada anteriormente em laboratórios. Mas, o processamento de hidrogênio em uma escala maior nunca foi tentada – até agora. E, praticamente, todas as empresas siderúrgicas europeias estão anunciando planos para reduzir suas emissões de CO2. “Algumas outras siderúrgicas agora também percebem que o processamento de hidrogênio é realmente a única maneira de eliminar as emissões de CO2 pela raiz na produção de ferro. Porém, para nosso conhecimento, nossa iniciativa HYBRIT é muito mais substancial, e está assumindo a liderança na indústria siderúrgica. De fato, na recente Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, anunciamos que estávamos ampliando o nosso cronograma de produção, em três anos”, afirmou Hörnfeldt. Uma das razões pelas quais a SSAB e os seus parceiros estarem tão convencidos de que estão no caminho certo é o resultado do estudo de viabilidade, concluído em 2018. Foi calculado que o aço produzido sem combustíveis fósseis teria um aumento de custo de 20% a 30%, em comparação com o aço tradicional. Mas essa diferença continua diminuindo conforme: 1) o custo das

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emissões de carbono aumenta, e 2) o custo da eletricidade livre de combustíveis fósseis diminui. Às vezes – por exemplo, em dias de verão – os rios ficam cheios (e produzindo energia hidrelétrica) e as usinas eólicas estão girando, o que significa que a Suécia produz mais eletricidade do que consome. Mas o HYBRIT pode aproveitar essa energia renovável “adicional”, ao utilizar a eletrólise para converter água comum em hidrogênio. #'LYXOJDomR Desta forma, a energia ecológica será agora armazenada na forma de hidrogênio, em vastas grutas subterrâneas, e pronta para ser utilizada pela produção de ferro do HYBRIT. “A SSAB está fazendo outros grandes investimentos – paralelamente aos nossos investimentos do HYBRIT – ao converter os nossos altos-fornos existentes, que usam carbono, para fornos elétricos a arco. Em circunstâncias normais, o nosso alto-forno em Oxelösund deverá ser reconstruído em 2025. Ao invés de pagar a enorme cifra por uma reconstrução, pensamos, por que não substituí-la por um forno elétrico a arco? O forno elétrico a arco pode ser alimentado com sobras de aço, até a estação do HYBRIT produzir a sua própria matéria-prima de ‘ferro-esponja’ para a nossa produção de aço,” observou Hörnfeldt. Os outros três altos-fornos da SSAB também serão convertidos em fornos elétricos a arco, nos próximos anos. “90% das nossas emissões atuais de CO2 são provenientes da conversão de minério de ferro em ferro, com o uso de carvão coqueificável. O HYBRIT eliminará essas emissões de CO2. Mas também estamos cuidando dos 10% restantes das nossas emissões de CO2, ao converter nossos processos de aquecimento em eletricidade, onde quer que possamos, para nossas operações de laminação e tratamento térmico. Onde isso não for possível – alguns processos requerem temperaturas acima de 1.000°C – estaremos utilizando biogás, no futuro”, afirmou Hörnfeldt.

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Governo anuncia investimentos em distritos industriais A primeira reunião do Conselho de Representantes da Firjan e do Conselho de Administração CIRJ contou com a presença do governador do Rio e parte de seu secretariado. No encontro, o governador Cláudio Castro anunciou que lançará, em breve, o programa de recuperação dos Distritos Industriais fluminenses, pleito antigo da federação. Serão investimentos na ordem de R$ 120 milhões, em obras de infraestrutura, incluindo pavimentação, acesso rodoviário e saneamento em áreas da Codin, além dos distritos administrados por municípios e nos futuros locais a serem instalados, como em Areal e Tanguá. O encontro reservado na sede da Firjan reuniu virtualmente dezenas de industriais fluminenses. O presidente da federação, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destacou a interlocução do governador junto aos principais pleitos, tanto dos empresários quanto da sociedade, como a conquista na alteração da modelagem do edital de concessão do aeroporto Santos Dumont. “O governo do estado tem avançado em pautas importantes para o desenvolvimento do Rio de Janeiro, como a questão do Santos Dumont, a implantação do GasLub, importante ativo de gás para o empresariado, e os investimentos em infraestrutura na região do Porto do Açu, no Norte fluminense”, enumerou Eduardo Eugenio. A reunião empresarial foi aberta pelo vice-presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. Também presente no encontro, o diretor executivo CIRJ e presidente do Conselho Empresarial de Infraestrutura da Firjan, Mauro Viegas, ressaltou alguns pleitos do setor industrial, que constam do documento “Rio Canteiros de Obras”, elaborado em 2021. Conforme Viegas, a atuação do governo do estado é fundamental para dar andamento às obras estruturantes de infraestrutura, como a adequação dos distritos industriais, a implantação do anel viário de Campos Elísios e da Transbaixada, além de obras já contempladas pelo Pacto RJ, como o acesso às indústrias do Cluster Automotivo, no Sul fluminense; a retomada da obra da Ponte de Integração, no Norte fluminense. Além de explicar o programa para os Distritos Industriais, o secretário estadual de Infraestrutura e Obras, Max Lemos, confirmou que o estado aproveitou quase que 100%, das 22 sugestões apresentadas pelo estudo “Rio Canteiro de Obras”. Max Lemos acrescentou que já iniciaram as intervenções na Teresópolis-Friburgo, assim como a licitação para a retomada das obras da Ponte da Integração. Segundo o secretário, os investimentos no estado são para atender, tanto o setor produtivo industrial, quanto os setores do turismo e de serviços, citando uma nova ponte sobre o rio Paraíba do Sul, em Resende, e uma estrada

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entre os distritos de Secretário e Cebolas, no Centro Sul fluminense. Vice-presidente da Firjan, Carlos Erane de Aguiar solicitou o apoio do governo do estado junto ao governo federal, para agilizar o processo de concessão do Arco Metropolitano, principal artéria de ligação entre o Sul e o Norte da BR 101, mas que ainda sofre com a falta de segurança local. Cláudio Castro assegurou a importância da estrada para o desenvolvimento econômico de toda a região atendida pelo Arco Metropolitano. O governador também apresentou aos empresários o programa “Cidade Integrada”, recém implantado nas comunidades do Jacarezinho e da Muzema, com a proposta de transformação social nas duas localidades. O diretor executivo da Firjan SESI SENAI, Alexandre dos Reis, por sua vez, apresentou a metodologia de trabalho e tecnologia social do programa da federação SESI Cidadania, que há mais de 10 anos atua em mais de 40 áreas de vulnerabilidade social no estado do Rio. Também participaram do evento presencial, o vicepresidente da federação, Carlos Fernando Gross, o vicepresidente CIRJ, Carlos Frederico de Aguiar, e os diretores Mauro Varejão, Luiz Carlos Renaux e Henrique Antonio Nora. Além dos secretários Gustavo Tutuca, de Turismo; Matheus Quintal, de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; Gelby Justo, de Ações Comunitárias e Juventude; Rodrigo Abel, chefe de Gabinete; e Allan Borges, sub-secretário de Habitação, e coordenador executivo do programa Cidade Integrada.

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Comau monta carrocerias nos EUA A Comau anunciou aliança estratégica com Mullen Automotive, fabricante emergente de veículos elétricos (EV), para a instalação completa de um Body Shop automotivo, em seu Centro Avançado de Engenharia e Manufatura – AMEC – localizado em Tunica, Mississipi, EUA. Comau e Mullen Automotive estão unindo forças, para desenvolver uma linha de montagem de carroceria, em puro estado da arte, para o novo FIVE EV Crossover da Mullen. A competência técnica da Comau vem dos mais de 45 anos de experiência, comprovada em fábrica, e da forte presença nos países mais industrializados do mundo. Comau e Mullen estão trabalhando para entregar o mais alto nível precisão e qualidade para a fábrica, com o objetivo de aperfeiçoar toda o ciclo de produção do FIVE. A Comau está colaborando com os planos da Mullen na concepção dos processos e dos equipamentos para a planta AMEC em Tunica, Mississipi, onde o FIVE será produzido. A experiência da Comau, na criação de sistemas de montagem para a indústria automotiva, dá à Mullen uma importante margem de eficiência e qualidade nos processos de BIW (Carroceria Bruta). “Através de competências avançadas e ex-

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periência de longa data, a Comau continua focando no desenvolvimento de mercados estratégicos, como a Eletrificação. Por isso, é sempre um prazer trabalhar com um novo fabricante de veículos elétricos, e apoiá-lo no amplo desenvolvimento de soluções de E-Mobility. Este projeto #'LYXOJDomR confirma nosso compromisso em fazer progredir a mobilidade do futuro,” disse Laerte Scarpitta, Líder da Comau para as Américas O FIVE é construído sobre a plataforma da EV crossover skateboard, oferecendo múltiplas configurações de motorização e diversos níveis de acabamento, com um design que é “Strikingly Different”, e interessante de se experienciar pessoalmente.

Scania demonstra ônibus a gás em Ribeirão Preto O presidente e CEO da Scania empresa na América Latina, Christopher Podgorski, participou do painel sobre ‘Etanol e Biometano na COP26’, no evento “DATAGRO Abertura de Safra de Cana, Açúcar e Etanol 2022/23”. No estande, a Scania apresentou dois caminhões a gás inéditos, e iniciou demonstração em parceria com a prefeitura de seu ônibus movido a gás na cidade de Ribeirão Preto/SP. “O setor de transporte é parte do problema de emissão de gases de efeito estufa, mas seremos parte da solução para um futuro carbono neutro, isso passa necessariamente pela vocação do Brasil no agronegócio, e na oportunidade de geração de energia limpa. Entre os recados de Glasgow e os compromissos estabelecidos, entendemos que o biocombustível ganha relevância no cenário de descarbonização”, disse o executivo. Podgorski falou sobre a estratégia da fabricante sueca, para viabilizar e ganhar escala no uso de combustíveis alternativos ao diesel. “O biometano, que chamamos de pré-sal caipira, tem grande potencial de virar uma moeda do agronegócio, gerando mais uma fonte de receita para o produtor. Esta solução não é apenas viável, mas ela está disponível aqui e agora”, destaca. Para acompanhar toda esta potencialidade, a cadeia de

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produção do biometano precisa crescer em todo o país. Pela primeira vez, Ribeirão Preto fará uma demonstração com um ônibus movido a gás. A parceria da Scania com a prefeitura terá o modelo urbano K 280 4x2, que poderá ser abastecido com biometano e/ou gás natural. O Scania K 280 4x2 estará em operação com a Rápido D´Oeste, cliente escolhido para conduzir o veículo em um período de aproximadamente um mês (previsão de encerramento na primeira quinzena de abril), em uma rota que contempla Ribeirão Preto e região. A Casa Scania Escandinavia será responsável por todo o apoio ao cliente e à prefeitura. Esse é o primeiro #'LYXOJDomR ônibus urbano com tração 4x2 a gás que a Scania fabrica no país, e se mostra uma opção mais sustentável e viável para o transporte de passageiros nos grandes centros. Com mais de 80 anos, a Rápido D’Oeste atende mais de 40 cidades de SP, além de atuar no fretamento e turismo, e faz parte do PróUrbano, consórcio do transporte coletivo de Ribeirão Preto. Antes de iniciar a demonstração, levou uma comitiva de autoridades e convidados da prefeitura para a abertura do DATAGRO. #'LYXOJDomR

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Scania projeta ano recorde de Serviços em 2022 Para 2022, a área de Serviços pretende garantir ainda mais disponibilidade e atendimento rápido nas Casas Scania. Um dos objetivos está em aumentar a fidelização da carteira, pois, a combinação de plano de manutenção e conectividade Scania propicia uma economia operacional de até 25%, nos custos de reparos, e de 15%, com combustível. A empresa tem a expectativa de 2022 se tornar o melhor ano de Serviços da história. Atingir os resultados esperados – dentre os quais acréscimo de 29% nas vendas do Programa de Manutenção Scania (PMS), e de 27% no portfólio (carteira de planos ativos) – significa superar justamente 2021. Além disso, a rede de concessionárias terá uma expansão de mais 15 pontos de atendimentos, e suas equipes estarão ao lado dos clientes, no total apoio para a chegada das linhas de caminhões e ônibus Euro 6 ou Proconve P8.

Marcelo Montanha, diretor de serviços da Scania, acredita no novo ano recorde, em muitos indicadores. “Em 2022, as duas principais metas serão preparar a rede para a chegada da Euro 6, e superar o exercício passado, o melhor da história da marca em Serviços, possibilitando ainda mais disponibilidade, atendimento rápido nas Casas Scania e rentabilidade ao cliente”, revela o diretor de Serviços no Brasil, que tem mais objetivos em sua mesa. Em 2022, a Scania pretende seguir a jornada de evolução, e chegar a quase 70 mil veículos conectados, alta superior a 30%, inaugurar 15 pontos de atendimento, continuar a padronização e digitalização da rede, com novas tecnologias, e elevar a participação de programas de manutenção nos veículos novos, de 55%, para 65%, sendo 70% deste total de planos flexíveis.

Volkswagen impulsiona qualificação no Senai A Volkswagen do Brasil e o Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – acordaram o empréstimo inicial de 22 veículos da VW a escolas do Senai de todo o Brasil, por 2 anos. O lote faz parte de um conjunto de aproximadamente 40 carros, previstos para este semestre. O objetivo do Programa de Comodato é contribuir para a excelência dos cursos de qualificação profissional oferecidos aos alunos da instituição, que terão contato com o que existe de mais inovador em tecnologia e segurança na indústria automotiva. Os veículos serão utilizados em aulas práticas de cursos como mecânica e eletricidade automotiva, por exemplo.

O primeiro lote inclui modelos do Up!, Polo, Virtus, Nivus e T-Cross, além de unidades do Golf GTE híbrido plug-in, que possibilitará aos estudantes conhecer mais sobre sistemas de eletrificação. Os carros estão sendo encaminhados para escolas, nos estados de Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal. A ação é coordenada pelas áreas de Sustentabilidade (Responsabilidade Social) e Academia de Vendas e Pós-Vendas da Volkswagen do Brasil. “Há décadas, a parceria entre a VW e o Senai vem contribuindo para a formação profissional de milhares de brasileiros. Com esses novos empréstimos, esperamos am-

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pliar ainda mais a qualidade dos cursos oferecidos, atualizando os modelos de veículos disponíveis, e levando aos alunos do Senai e futuros mecânicos todo o conhecimento de ponta, embarcado nos carros da Volkswagen”, afirma Ricardo Bianchi, gerente de Desenvolvimento da Rede de Concessionários, responsável pela Academia Volkswagen. As escolas beneficiadas são definidas em conjunto, pela Academia VW e o Senai, atualmente responsável por sediar os Centros de Treinamento da Volkswagen, em diversos estados. Além dos carros, a montadora apoia a formação dos educadores, disponibilizando técnicos, para capacitar os professores do Senai nas tecnologias dos veículos Volkswagen – as primeiras turmas devem formar mais de 30 educadores. Os carros que fazem parte do Programa de Comodato foram previamente usados em testes internos, não podem ser comercializados, e tinham como destino a sucata. Assim, essa iniciativa amplia seu ciclo de vida, dando nova finalidade aos modelos.

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Tendências de negócios em 2022 na visão de grandes empresários Em um ano desafiador, como 2022, compreender as maiores tendências de negócios, e aplicá-las nas organizações, pode fazer toda diferença. A pesquisa Plano de Voo 2022, da Amcham, revelou que 75% do foco das lideranças estará no time e nos colaboradores, buscando gerar engajamento e capacitação, e que 32% das lideranças gostaria que sua organização se destacasse nos atributos inovação e disrupção. Além disso, a pesquisa CEO Survey 2022, da PwC, aponta que a maioria dos líderes brasileiros têm metas relacionadas à satisfação do cliente, engajamento de funcionários, e automação ou digitalização incluídas em suas estratégias de longo prazo. Desta maneira, Marco Castro, CEO da PwC Brasil, enxerga o nascimento de um novo perfil de líder: “uma pessoa voltada para inovação e resiliência, e preocupada com os talentos e o desenvolvimento deles.”

Para debater sobre esse assunto durante o Plano de Voo, encontro realizado pela Amcham em todos os inícios de ano, estiveram presentes a CEOs do Fleury, Jeane Tsuitsui; o CEO da PepsiCo Brasil, Alex Carreteiro, e o CEO da Cisco Brasil, Ricardo Mucci.

As tendências de negócios para o ano, segundo os executivos, são cibersegurança e digitalização; retenção e atração de talentos; adaptação à escassez global; atenção à saúde preventiva e mental.

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“O Brasil é um foco muito grande para ataques digitais, e vivemos em um cenário global de aumento dessas ameaças. São brechas que a tecnologia globalizada nos traz”, comentou Ricardo Mucci, CEO da Cisco Brasil, que também alertou para o cenário de LGPD que o país vive, e que aumenta a complexidade da armazenagem de dados, e exige que o tema seja tratado com a seriedade devida por parte das organizações. O advento do anywhere office está fazendo com que empresas fora do Brasil contratem profissionais brasileiros. Sendo assim, a concorrência por talentos aumenta ainda mais. “A questão de talentos na área de tecnologia é ainda mais complexa também, porque passamos a disputar profissionais em vários setores (saúde, financeiro, etc.), não apenas dentro dos setores de tecnologia, como era antes”, enfatiza Ricardo. Alex Carreteiro citou a falta de insumos no mercado global, que tem acelerado a inflação no mundo inteiro, bem como no Brasil. “Com a inflação em alta, possivelmente precisaremos nos adaptar com formatos menores de produtos, a fim de manter os preços”, explica Alex. Ele ainda comenta que a renda disponível desafiará muito o brasileiro, e será predominante para a indústria de alimentos e bebidas. “Precisamos ter mais eficiência na cadeia de valor para operar com o menor custo possível”, pontua. Foi lembrado que no Brasil, somente 23% da população tem acesso à saúde suplementar, sustentada majoritariamente pelas empresas. Aproximadamente 8% do PIB está investido no setor, sendo a maioria oriunda do setor privado. Além disso, a tendência é um envelhecimento da população, aumentando a atenção para doenças cardiovasculares e Alzheimer, por exemplo. “O Brasil ainda tem um sistema muito fragmentado, não temos uma visão integrada de informações, e o uso dos recursos em saúde faz com que tenhamos menos uma visão de prevenção, e mais uma alocação de recursos, voltada para tratamento de doenças”, manifesta Jeane Tsuitsui. Assim, ela justifica o desafio do Brasil de olhar mais para medicina preventiva e para a saúde, em sua plenitude, tanto física como mental. Em resumo, os três principais desafios da liderança e gestão dos negócios brasileiros serão se reinventar, com tecnologias; repensar e reposicionar propósito, e se reconectar com contatos estratégicos e influenciadores do mercado. Esses insights podem ser analisados na íntegra da pesquisa Plano de Voo 2022, disponível na Ancham.

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Embalado com extrema segurança em zonas “Ex” O filme DUO EX-TRA é equipado com o polímero dissipador de estática Elastostat. Isso cria o primeiro filme estirável, adequado para uso em atmosferas potencialmente explosivas. O filme recém-desenvolvido evita a eletrostática da fonte de ignição. Assim, as unidades de palets esticadas não representam mais risco de explosão. Os filmes stretch convencionais não são aprovados para áreas explosivas, devido à carga estática, e os paletes devem ser reembalados antes de entrar. O esforço envolvido em desembalar ou embalar mercadorias de entrada e saída, com filme estirável convencional, é enorme. O processo de entrega de embalagens torna-se mais eficiente, a sustentabilidade é melhorada, e os custos são reduzidos. A própria Basf não é apenas fornecedora de matéria-prima, mas também cliente e usuária do novo filme de embalagem. Desde 2017, a equipe de desenvolvimento da Basf, com-

posta por consultoria de embalagens, engenharia de segurança, desenvolvimento de produtos e vendas de poliuretano em Lemfoerde, na Alemanha, vem trabalhando para atender à necessidade, há muito sentida, de um filme dissipativo. A solução é o Elastostat, um polímero dissipativo, baseado em TPU (poliuretano termoplástico), da Basf Polyurethanes GmbH, em Lemfoerde, Alemanha. O filme é codificado por cores com flashes vermelhos. Assim, os paletes embalados podem ser facilmente identificados visualmente, e sua adequação às áreas relevantes pode ser garantida. Além disso, o filme DUO EX-TRA é equipado com o patenteado Duo Double Edge, que possui enorme força de retenção. A estrutura da rede criada durante o processamento permite a estabilidade ideal da unidade de carga, com consumo mínimo de material.

Projeto de inversores string à base de Nitreto de Gálio O Projeto GaN-HighPower, formado por instituições de pesquisa e empresas alemãs e coordenado pela Instituto Fraunhofer, está desenvolvendo e testando novos hardwares e softwares para inversores de alto desempenho para aplicações fotovoltaicas. Com financiamento de cerca de 4 milhões (cerca de R$ 22 milhões) do Ministério Federal de Economia e Proteção Climática da Alemanha, o projeto tem como objetivo desenvolver soluções técnicas, que permitam que os sistemas fotovoltaicos contribuam ativamente para a estabilização da rede. Para tanto, o Instituto Fraunhofer examina componentes recém-desenvolvidos, e trabalha para tornar a operação deles a mais eficiente possível. Com participação da alemã SMA Solar Technology AG, o projeto explora ainda a crescente necessidade da indústria, na descoberta de novas tecnologias. O uso do Nitreto de Gálio (GaN) ainda está limitado a faixas de potência relativamente baixas, “e o próximo passo é explorar o potencial de saídas superiores a 100 kW, que são significativamente maiores do que a atual gama de aplicações”, explicou Klaus Rigbers, chefe de tecnologias de inversores, e responsável pela eletrônica de potência no Centro de Inovação da SMA. Os inversores de hoje nesta classe de potência já têm eficiências de 98% a 99%, mas cada pequena melhoria na eficiência também traz vantagens de custo: as unidades de resfriamento do inversor podem ser projetadas de forma mais compacta, e requerem menos energia de resfriamento. A SMA já está usando, com sucesso, semicondutores GaN, em faixas de potência de alguns quilowatts. “Tivemos uma boa experiência com transistores GaN, até agora. Queremos explorar até que ponto a tecnologia GaN pode ser desenvolvida para, além de melhorar a

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eficiência dos inversores conectados à rede, que os equipamentos também atuem para apoiar as operações da rede”, relata Rigbers. O GaN-High Power atua no desenvolvimento de inversores fotovoltaicos string de alto desempenho, permitindo a redução de custos e peso dos equipamentos. Até o momento, semicondutores baseados em nitreto de gálio (GaN) demonstraram processos de comutação ainda mais rápidos, em comparação com as tecnologias de carbeto de silício (SiC), e ainda mais quando comparados com os componentes de silício (Si). No entanto, não basta substituir o silício na fabricação de componentes eletrônicos. O objetivo é encontrar materiais que permitam a produção de componentes mais robustos, possibilitem alta eficiência elétrica e alta densidade de potência, alta velocidade, maior bandgap e boa resposta dinâmica. Também são esperados maior mobilidade e velocidade de saturação de elétrons, para permitir operação em maior frequência de chaveamento. André Gellers, Country Manager da SMA Brasil, ressalta a importância do trabalho de pesquisa, desenvolvido pelo projeto GaN-HighPower. “Além de uma solução para a escassez de semicondutores que as mais variadas indústrias enfrentam na atualidade, esse projeto resultará na redução das dimensões dos componentes, aumento da densidade de potência dos inversores. Os seja: estamos prestes a testemunhar uma grande inovação tecnológica que permitirá a construção de inversores menores, mais potentes, mais rápidos e mais eficientes, para melhorar ainda mais a geração de energia fotovoltaica”, concluiu o executivo.

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Caderno do PDE 2031: Demanda e Eficiência Energética No intuito de informar os resultados em destaque, referentes a demanda e eficiência energética do atual ciclo de planejamento energético, apresenta-se o Caderno de Demanda e Eficiência Energética do Plano Decenal de Expansão de Energia 2031 (PDE 2031). Esses estudos são elaborados anualmente pela EPE, sob as diretrizes e o apoio das equipes da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE/MME) e da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SPG/MME). Destacam-se, entre os objetivos do documento, o conjunto de resultados das projeções nos principais setores de consumo da economia, envolvendo as informações de consumo final e de eficiência energética. A demanda projetada é consolidada, considerando-se uma visão integrada para todas as fontes energéticas. As projeções de demanda tiveram como base as premissas indicadas no cenário econômico de referência, e detalham a contribuição setorial nos ganhos de eficiência, tanto elétrica quanto energética. O PDE 2031 indica as perspectivas da expansão do setor de energia no horizonte de dez anos (2022 – 2031) dentro de uma visão integrada para os diversos energéticos. O planejamento foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sob as diretrizes e o apoio das Secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE) e de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SPG) do Ministério de Minas e Energia (MME). Os estudos do plano subsidiam decisões de política energética e fornecem ao mercado informações que permitem a análise do desenvolvimento do sistema elétrico e das condições de adequabilidade de suprimento sob diferentes cenários futuros possíveis. O estudo que serve de base para a Consulta pública afirma que o conceito de transição energética está associado a mudanças significativas na estrutura da matriz energética primária mundial, em um processo de trans-

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formação em direção a uma economia de baixo carbono e menor pegada ambiental. Devido à complexidade e diversidade de processos em jogo, variações de estágio, e de ritmo das transformações em diferentes países, regiões ou localidades são características presentes nesse processo de longa coexistência entre fontes energéticas durante suas trajetórias de substituição progressiva. A transição de infraestrutura de produção, transporte e utilização de recursos energéticos, são alguns dos fatores que explicam a lenta transição de sistemas energéticos em nível mundial. Questões transversais, como o desenvolvimento sustentável, as mudanças climáticas e as inovações tecnológicas, associadas à eletrônica e à entrada na era digital, são condicionantes que têm estimulado o uso mais eficiente dos recursos energéticos, a eletrificação em processos de conversão de energia, e a redução da participação de combustíveis mais intensivos em emissões de carbono na matriz energética primária mundial, em favor de fontes de baixo carbono. O recorte decenal da transição energética no caso do Brasil apresenta aspectos sociais, econômicos, energéticos, ambientais e específicos de cada fonte, que farão parte do início da trajetória de transição e do planejamento energético vislumbrado para o longo prazo. Tais aspectos são abordados a seguir nos destaques principais do PDE 2031. E podem ser acessados no site da EPE.

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Nova usina solar é inaugurada no interior do MS com 2.670 painéis fotovoltaicos Uma nova usina de energia solar foi inaugurada no Parque de Exposições Lídia Calabreta Massi, em Ivinhema, Mato Grosso do Sul, e consiste no maior projeto desenvolvido, executado e gerido pela rede de franquias Solarprime, no ramo de usinas de geração de energia. Com investimento realizado pelo Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), a usina fotovoltaica tem 2.670 painéis fotovoltaicos instalados, e uma capacidade de geração de 1 MW, em uma área total de 1,94 hectares. “Esta usina traduz o avanço da tecnologia e a mudança da energia no Brasil e no mundo. Estamos falando de #'LYXOJDomR uma tecnologia de ponta instalada no campo, que produz uma quantidade significativa de economia e quebra paradigmas. Por muito tempo, foi considerado impossível produzir essa energia através do sol. E hoje, isso é uma realidade e está em uma cidade do interior, o que é uma grande referência na região. Ou seja, a energia solar hoje é parte da vida das pessoas de pequenos municípios no país”, comenta Raphael Brito, sócio fundador da Solarprime. Brito comenta também sobre a importância da usina, tanto para o lado de quem recebe a energia gerada, quanto para a própria empresa, que desenvolveu e realizou todo o projeto: “A importância da construção dessa usina para a Solarprime configura dois grandes valores da empresa: primeiramente o valor financeiro, que é a economia financeira para o bolso da instituição. Ou seja, uma grande instituição financeira investe na energia solar, ao invés de deixar em

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uma carteira de investimento. Isso mostra que investir em energia solar traz muito mais retorno. O benefício financeiro é muito grande. O segundo valor é que vai muito além do preço. Este projeto, para nós, é uma lupa, que demonstra a qualidade, a segurança e também a beleza que a Solarprime executa em cada um dos projetos, independentemente do tamanho”, pontua o empresário. Este é o maior investimento da região em produção de energia solar, e a produção dela está destinada a abastecer a sede regional do Sicredi, assim como seus cooperados. A Solarprime desenvolveu um projeto que se adequou à realidade do Parque de Exposições, oferecendo toda a consultoria de locação de área, disposição da usina, os melhores e mais apropriados equipamentos, pensando, não só na montagem da usina, mas na alteração no longo prazo. E tudo foi feito com a ideia de uma usina que vai funcionar por 25 anos. Então, a escolha dos equipamentos, modelo de usina e configuração do projeto foi realizada para uma operação com essa longevidade.

Abinee apresenta proposta de modernização do setor elétrico ao MME #'LYXOJDomR

O presidente da Abinee – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica –, Humberto Barbato, acompanhado do diretor da área de GTD, Marcelo Machado, do consultor Cyro Boccuzzi, e executivos das empresas associadas, realizaram reunião remota com o secretário de

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Energia Elétrica (MME), Christiano Vieira da Silva, e equipe. Na ocasião, foi apresentada a proposta da Associação para a modernização da infraestrutura do setor elétrico, começando com um plano diretor para a medição inteligente. Durante a reunião, a Abinee mostrou a necessidade de o país ter uma rede elétrica, em todos os níveis de tensão, atualizada tecnologicamente, para que seja possível a adoção de um mercado livre na distribuição, de novas modalidades tarifárias, de gerenciamento pelo lado da demanda, além de novos serviços e de uma gestão integrada. Segundo a entidade, a modernização se faz necessária, diante de um sistema elétrico crescente em tamanho e complexidade, no qual haverá mais geração distribuída, mais fontes, mais interligação e mais agentes.

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Boas expectativas para 2022

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A Win, distribuidora de equipamentos fotovoltaicos, pertencente ao Grupo All Nations, espera triplicar o volume de vendas este ano, em comparação com o resultado de 2021, e chegar a um montante de 300 megawatts (MW) em kits solares comercializados, este ano; no País, nos últimos 12 meses, foram 5,5 mil projetos vendidos pela companhia, para as empresas de instalação e projetos de energia solar em residências e empresas. No total, foram entregues mais de 200 mil painéis fotovoltaicos, ao longo de 2021. Uma das apostas da companhia para este ano é trazer ao mercado nacional geradores mais potentes do que os usuais, como por exemplo, os módulos de 605 W, que a companhia acaba de receber no estoque. A companhia também espera um crescimento na demanda por novas tecnologias como inversores híbridos, soluções com bateria para armazenamento energético, carregador de carro elétrico, e novas opções de otimizadores para controle de consumo de energia. Outra estratégia de negócio é ampliar presença da equipe comercial nos estados brasileiros, justamente para reforçar a relação com as empresas de instalação e projetos espalhadas pelo país, chamadas de integradores. #'LYXOJDomR “Somos uma das empresas, neste novo mercado brasileiro de energia solar, que mais tem crescido nos últimos anos. Para se ter uma ideia, comercializamos cerca de 100 MW, em 2021, contra 30 MW, em 2020”, informa Camila Nascimento, diretora da Win. “Dos cerca de 8 mil projetos em que participamos de três anos para cá, quase 70% foram comercializados em 2021”, completa. Outro fator de sucesso da Win é o investimento pesado em estoque, justamente para atender os prazos, na crescente demanda por projetos de energia solar em residências e empresas. Os recursos injetados pela companhia foram seis vezes maiores, ao longo de 2021, e a perspectiva é manter em alta a disponibilidade de equipamentos para abastecer as empresas integradoras.

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Reivax e Energia Automação fecham parceria para expandir negócios O mercado de energias renováveis está em ascensão. Só no segmento solar, por exemplo, segundo dados da consultoria Greener, a projeção é de que sejam investidos R$ 70 bilhões em usinas, até 2025, chegando a 20 GW de potência. Atualmente, o Brasil tem mais de 4 mil usinas em operação, com uma potência outorgada total de aproximadamente 3,84 GW. De olho nessa fatia do mercado, a Reivax, multinacional catarinense de equipamentos para o controle de geração de energia, acaba de fechar uma parceria com a Energia Automação (EA), empresa de tecnologia que desenvolve soluções de supervisão (SCADA) para o mercado de energia. Com o acordo, as soluções SCADA desenvolvidas pela EA, que permitem monitorar a planta solar ou eólica, vão integrar a solução de Controle e Supervisão da Reivax. Na prática, isso significa um sistema totalmente integrado e automatizado. #'LYXOJDomR “Estamos preparando-nos para esse novo momento do setor energético no país, e a parceria com a EA reforça a nossa oferta de soluções de controle e supervisão para o mercado de usinas solares. Temos certeza de que essa união de forças e competências vai trazer diversos benefícios para os nossos clientes, que vão ter um produto completo e integrado, como solução turn key, tudo com um único fornecedor”, destaca Annibal Abreu, Head de Marketing, Produto e Novos Negócios, da Reivax. Para Bruno Musarra, Diretor de Negócios da EA, o acor#'LYXOJDomR do vai auxiliar as geradoras de energia a darem um passo à frente. “Está no DNA da Energia Automação, investir em inovações, sempre de olho no futuro, que chega cada vez mais renovável, e traz mais desafios para as geradoras de energia. Neste contexto, unimos forças com a Reivax, para oferecer uma solução completa para controle e supervisão de usinas. Certamente, os nossos clientes ganharão mais qualidade, segurança e eficiência operacional para potencializar a geração de energia elétrica”, destaca. Para oferecer ao mercado um produto competitivo com os principais concorrentes do mercado, formados por empresas estrangeiras, o PPCx da Reivax utiliza PLC industrial, para melhor desempenho e confiabilidade de operação. A empresa também presta um serviço completo de controle, automação e proteção, com estudos de estabilidade e modelagem do sistema de geração, configuração da rede de dados e estudos de seletividade para proteção. A Reivax dispõe de engenharia própria no Brasil, baseada em sua sede em Florianópolis/SC, o que permite oferecer serviços de melhor qualidade e pronto atendimento após o comissionamento. Isso propicia mais segurança para os empreendimentos, que podem contar com suporte rápido e com qualidade em território nacional.

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Considerações sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia No seu quinto relatório especial, a quentemente, as tarifas de eletricidade CBIE Advisory traz considerações para para o consumidor final. Além disso, o o Plano Decenal de Expansão de Enerviés do planejamento permanece congia 2031 (PDE 2031). O relatório está centrado exclusivamente no atributo estruturado com considerações sobre o preço, e não em todos os demais atri5 Plano Decenal de Expansão de Enerbutos e impactos diretos e indiretos que gia de 2031 (PDE 2031), o documento cada fonte de energia traz para a operaelaborado anualmente pela Empresa ção do sistema. de Pesquisa Energética (EPE), com o Antes de apresentar as principais Considerações objetivo de indicar as perspectivas de divergências em relação ao PDE 2031, sobre o Plano expansão do setor de energia no horio relatório destaca a ausência de um Decenal de zonte de dez anos, sob a ótica do goviés energético para a matriz brasileira Expansão de verno. e, particularmente, para as vocações Energia 2031 A versão de 2031 em consulta púnaturais do país, principalmente no blica trouxe alguns aprimoramentos, segmento de bioenergia. Sem entrar no com destaque para a introdução de mérito da importância da introdução metodologia de restrições operativas de geração eólica offshore, ou mesmo o – dado que o país enfrentou uma sehidrogênio, a busca de se encontrarem quência de períodos com volume de soluções baseadas na natureza, e exemchuvas (do jargão setorial energia natuplos de economia circular para contriral afluente) abaixo da média histórica, com consequências buir ao processo de descarbonização, precisa ser contextupara o planejamento e operação do sistema elétrico brasializada de maneira locacional. leiro; análise comparativa de taxas interna de retorno (TIR) As principais divergências do Relatório são (1) os cálde diferentes fontes para Micro e Minigeração Distribuída culos do Custo Marginal de Expansão; (2) afirma que não (MMGD); análise de sensibilidade de maior produção de é correta a afirmação de que a expansão livre acarretaria gás natural onshore, pela extensão da vida dos campos, e menores custos de investimento e de operação, quando maior fator de recuperação; e um capítulo sobre o hidrocomparada à expansão de referência. Pelo contrário, a exgênio, que resumiu o estágio de desenvolvimento da fonte, pansão livre exacerbaria os riscos de atendimento da deo histórico de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) no Brasil manda com maior parcela de fontes não despacháveis e e a competitividade de diversas alternativas de produção dependência do clima, aumentaria a volatilidade de pre(as cores do hidrogênio) incluindo preços equivalentes em ços, devido à intermitência das renováveis e prevalência de US$/MMBTU. termelétricas totalmente flexíveis com contratos de curto O relatório afirma que, a despeito do preciso diagnósprazo, e maiores custos de transmissão, devido aos baixos tico dos desafios do setor energético, o PDE 2031 contifatores de carga, quando comparado a plantas despacháveis nua falho em apresentar soluções que possam garantir a com fatores de geração entre 75% e 92%; (3) afirma que confiabilidade e segurança do suprimento de energia eléhá efeito positivo da introdução de maior parcela de fontes trica. Mantém um foco exacerbado no componente E (de despacháveis; (4) há necessidade de recalibrar modelos de ambiental), da sigla ESG, em detrimento ao S, de social, planejamento e operação; (5) aponta um papel exacerbado sem uma análise mais aprofundada do impacto para custos de fontes intermitentes na expansão da geração distribuída; sistêmicos de maior penetração das fontes renováveis. Isso (6) há descompasso entre investimentos em transmissão e acaba reduzindo a reserva girante do sistema, aumentangasodutos; (7) frustrações de receita com reinjeção e parcedo a dependência de variáveis exógenas no suprimento de la de importação de GNL no planejamento. energia, a volatilidade dos preços de curto prazo e, conseO Relatório está disponível no site do CBIE.

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Eletronuclear reinicia obras de Angra 3

Robô inteligente ensina sobre energia solar #'LYXOJDomR

A Eletronuclear assinou um contrato com o consórcio formado por Ferreira Guedes, Matricial e ADtranz, que permitirá a retomada das obras da usina nuclear Angra 3. Essas empresas foram as vencedoras da licitação para contratar os serviços no âmbito do Plano de Aceleração do Caminho Crítico da unidade. A assinatura do acordo entre as partes foi divulgada pela Eletrobras, em um evento fechado, nas instalações da companhia em Angra dos Reis, para comemorar o acontecimento. O consórcio escolhido foi anunciado em julho de 2021. Superadas as etapas de recurso, as três companhias passaram, de forma bem-sucedida, por uma avaliação de compliance. Depois, a assinatura do contrato foi aprovada pelo Conselho de Administração da Eletrobras, no final de janeiro. Em seguida, o resultado da licitação recebeu a anuência da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração da Eletronuclear. Com o contrato assinado, o consórcio começará a mobilizar o canteiro de obras para, em breve, reiniciar a construção da usina. Entre as principais medidas que constam no Plano de Aceleração do Caminho Crítico, está a conclusão da superestrutura de concreto do edifício do reator de Angra 3. Além disso, será feita uma parte importante da montagem eletromecânica, que inclui o fechamento da esfera de aço da contenção e a instalação da piscina de combustíveis usados, da ponte polar e do guindaste do semipórtico. Posteriormente, será realizada outra licitação, para contratar a empresa ou o consórcio que vai finalizar as obras civis e a montagem eletromecânica da usina. Isso será feito via um contrato de EPC – sigla em inglês para engenharia, gestão de compras e construção.

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A Sun Mobi, enertech especializada no modelo remoto de usinas solares compartilhadas, acaba de lançar a robô Clara, um canal gratuito com tecnologia de inteligência artificial para comunicação via chat, sobre as vantagens e o funcionamento do serviço de assinatura de energia solar no Brasil. A proposta da empresa é ampliar os canais de relacionamento com os consumidores brasileiros, sobretudo com as pequenas e médias empresas do Interior do Estado de São Paulo e da Baixada Santista, no intuito de facilitar o acesso à energia solar por meio do serviço de assinatura, que segue o mesmo modelo de contratação de internet ou TV à cabo, por exemplo. #'LYXOJDomR “O novo robô, que pode ser acessado pelo WhatsApp com botão disponível no site da Sun Mobi, é um serviço verificado pela Metha (Facebook), é capaz de explicar o funcionamento da assinatura de energia solar, quanto custa o serviço, e qual é a economia na conta de luz para cada necessidade de consumo, entre outros, além de tirar dúvidas e ser um canal de atendimento aos atuais clientes”, explica Alexandra Januário Susteras, sócia da Sun Mobi. Pequenos comércios e empresas de serviço, como restaurantes, padarias, açougues e mercados, entre outros, podem receber créditos, por meio dos fios da rede elétrica que saem das duas usinas solares da Sun Mobi no estado de São Paulo, em Porto Feliz e Araçoiaba da Serra, e chegam até os locais de consumo. A redução na conta de luz dos assinantes pode chegar a cerca de 20%, sem a necessidade de possuir imóvel próprio, ou de fazer investimento na instalação painéis solares. O serviço também atende salas comerciais em condomínios e empresas, que não possuem telhado ou área disponível para um sistema próprio de geração. #'LYXOJDomR

As usinas da Sun Mobi atendem consumidores dentro da área de concessão da CPFL Piratininga, incluindo Santos, São Vicente, Praia Grande, Itu, Jundiaí, Sorocaba e Porto Feliz, entre outras. Ao todo, são 27 municípios atendidos. A empresa tem dobrado sua base de clientes, a cada dois anos, e espera chegar a 6 mil consumidores atendidos, nos próximos três anos.

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Abertura do mercado é inevitável, e consulta pública está próxima A secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, afirmou, durante evento online, que a abertura do mercado de energia elétrica é um dos grandes destaques da pauta para esse ano. “Não temos dúvida de que a abertura é o rumo que devemos seguir, temos dito que essa abertura é inevitável… ou a gente faz ela de forma ordenada, ou ela vai acontecer naturalmente por essas mudanças tecnológicas que vêm acontecendo”. Marisete explicou que o Ministério de Minas e

Energia tem promovido debates no legislativo, buscando trabalhar o detalhamento de como seria essa abertura, declarou também que, no momento, a pasta avalia os estudos fornecidos pela CCEE e pela Aneel sobre o tema. “Acreditamos que, até o final do primeiro trimestre de 2022, a gente possa abrir uma consulta… temos de discutir isso com o mercado, de modo que possamos dar segmento à abertura”, complementou Marisete, ao final do evento promovido pelo Credit Suisse.

Atmosferas explosivas – vocabulário ABNT revisado Foi publicada, pela ABNT, em 14/02/2022, a segunda edição da Norma Técnica Brasileira, adotada da Série ABNT NBR IEC 60050 – Vocabulário eletrotécnico internacional (IEV) – Parte 426: Atmosferas explosivas. Esta segunda Edição 2022 da ABNT NBR IEC 60050-426 cancelou e substituiu a versão anterior, publicada pela ABNT, em 2011. A ABNT NBR IEC 60050-426 define termos especificamente relacionados a “equipamentos e instalações para atmosferas explosivas”. Esta terminologia “Ex” é consistente com a terminologia desenvolvida em outras partes especializadas do Vocabulário eletrotécnico internacional (IEV). Esta segunda edição (2022) contém 108 páginas, enquanto a primeira edição (2011) contava com cerca de 53 páginas, indicando uma significativa ampliação de definição de termos técnicos “Ex”, em relação à edição anterior. Foram incluídos, nesta segunda edição, diversos novos “temas” relacionados ao vocabulário “Ex”, como instalações em atmosferas explosivas, lanternas para capacetes “Ex”, radiação óptica em atmosferas explosivas, detecção de gases combustíveis, eletrostática, tipo de proteção especial “s”, aplicação de sistemas de gestão da qualidade em atmosferas explosivas, equipamentos não elétricos (generalidades), e equipamentos não elétricos (mineração).

Podem ser citados, como exemplos de definições de novos termos “Ex” apresentados nesta nova edição: RFID – Identificação por radiofrequência; Prontuário de verificação; Vestimenta dissipativa; Sistemas de proteção “Ex” contra os efeitos de explosão; Equipamento não elétrico “Ex”; Fontes efetivas de ignição; Fontes potenciais de ignição; Mau funcionamento; Operação normal; Tipo de proteção por controle da fonte de ignição – Ex “b” (Norma ABNT NBR ISO 80079-37); Tipo de proteção por segurança construtiva – Ex “c” (Norma ABNT NBR ISO 80079-37); Tipo de proteção por imersão em líquido – Ex “k” (Norma ABNT NBR ISO 80079-37), etc. A Comissão de Estudo CE 003:031.005, do Subcomitê SCB 003:031 (Atmosferas explosivas), responsável pela elaboração desta Norma técnica brasileira adotada, acompanhou todo o processo de atualização, comentários, revisão, aprovação e publicação da respectiva Norma internacional IEC 60050-426. Mais informações sobre esta nova edição da Norma Técnica Brasileira adotada ABNT NBR IEC 60050-426 estão disponíveis no site ABNT, e mais informações sobre o estágio atual de evolução de cada uma das Normas técnicas da ABNT sobre atmosferas explosivas podem ser encontradas no site do Subcomitê SCB 003:031 – Atmosferas explosivas.

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Geração de energia solar cresceu em janeiro A geração de energia solar fotovoltaica segue em alta no país. Depois de encerrar 2021 com avanço de 29,3%, a produção desse tipo de eletricidade aumentou 60,9%, em janeiro desse ano, de acordo com o levantamento periódico do Boletim InfoMercado Quinzenal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. Ao todo, foram gerados 1.134 megawatts médios. O estado com maior participação nesse montante foi a Bahia, com 233 MW médios, seguida por Minas Gerais (163 MW médios), Piauí (90 MW médios), São Paulo (74 MW médios) e Ceará (49 MW médios). Hoje, o Brasil conta com 176 usinas solares fotovoltaicas, a maioria localizada na região Nordeste, onde a incidência solar é boa praticamente o ano inteiro. A capacidade instalada cresceu 83%, nos últimos 2 anos, e atual-

mente é de 4.836 megawatts, volume superior ao que é produzido por uma usina do tamanho de Jirau, no estado de Rondônia, quinta maior usina em capacidade instalada no Brasil.

Elgin prevê crescimento acelerado com lei da geração própria de energia Com a publicação recente da Lei 14.300, que cria o marco legal da geração própria de energia, a Elgin, fabricante e distribuidora de equipamentos fotovoltaicos, e provedora de soluções nas áreas de climatização, refrigeração, iluminação, automação e costura, espera um crescimento acelerado nos pedidos de kits solares das empresas que atuam em projetos e instalação de sistemas de energia solar em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais no país. Uma das apostas para o crescimento é o período de transição previsto na lei, que garante a manutenção das regras atuais de cobrança de energia, aos consumidores que instalarem um sistema solar no telhado até janeiro de 2023. #'LYXOJDomR Para Glauco Santos, diretor da divisão solar da Elgin, a nova lei traz mais segurança jurídica e previsibilidade, às empresas do setor e aos próprios consumidores. “O novo marco legal consolida uma visão de otimismo da Elgin no segmento de energia solar. Estamos focados nesse mercado de enorme potencial, e essa conquista reforça ainda mais a fonte solar como uma opção viável para um futuro econômico e sustentável”, comenta. A Elgin fechou o ano de 2021 com crescimento de 200% na comercialização de kits de energia solar, em comparação com o exercício anterior. O crescimento foi

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impulsionado sobretudo pela crise hídrica e reajustes tarifários recorrentes na conta de energia, o que levaram muitas famílias e empresas a buscarem alternativas viáveis para essa situação. “Outro fator preponderante foi o lançamento da plataforma própria de e-commerce da Elgin, focada na comercialização de kits de energia solar para integradores parceiros, facilitando o processo de compra, e dando maior agilidade no processo logístico”, explica Santos. Em 2021, os geradores residenciais lideraram os pedidos na Elgin, com 80% de participação, seguidos pelos geradores comerciais (15%) e industriais (5%). A companhia possui equipamentos instalados em todo território nacional, e equipe comercial atuando em todas as regiões do Brasil. A Elgin atua no setor fotovoltaico desde 2017, tendo como um de seus grandes diferenciais de mercado oferecer um kit fotovoltaico com todos os componentes de marca própria. Os módulos solares, inversores, cabos, conectores, estruturas de fixação, levam a marca Elgin.

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Hub do Hidrogênio Verde avança A Zona de Processamento e Exportação (ZPE), no Ceará, deve receber mais um empreendimento para produção de hidrogênio e oxigênio verdes: o Governo do Ceará e a empresa Cactus Energia Verde assinaram o 15º memorando de entendimento, com essa finalidade. A planta de produção da Cactus, com previsão de construção para início de 2023, terá capacidade para produzir 10.500 toneladas de hidrogênio, e 5.250 toneladas de oxigênio verde por mês. O investimento é de ¼ 5 bilhões. A Cactus Energia Verde deve ser instalada na ZPE do Complexo Portuário do Pecém, em uma área de até 250 hectares, e deverá gerar 5.000 empregos diretos, durante sua construção e manutenção, e 600 postos de trabalho em sua fase de operação. “Essa tem sido uma grande estratégia que o Ceará tem partido na frente. O maior objetivo de tudo isso é gerar oportunidade. Fazer com que nosso estado possa crescer, se desenvolver e gerar empregos”, destacou o governador Camilo Santana. Para produzir o hidrogênio e o oxigênio verdes, a empresa vai utilizar 3,6 GW de energia limpa de fontes renováveis, que terá como matriz a produção do Parque Fotovoltaico Uruquê, de capacidade para produzir 2,4 GW de energia, a ser instalado nos municípios de Jaguaretama e Umari, e o Parque Eólico Offshore (que também teve seu memorando de entendimento assinado), com potencial de produção de 1,2 GW de energia, localizado em Camocim. Para o secretário do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Maia Júnior, o Ceará partiu na frente, nessa caminhada pela mudança de matriz energética, e que, consequentemente, vai mudar o perfil econômico do estado. “Essa é uma notícia muito importante para todos

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nós, porque lideramos uma transição energética, e estamos introduzindo na economia investimentos que vão gerar grandes oportunidades para os cearenses”, disse o titular da Sedet. O Ceará vem destacando-se por seus potenciais naturais, e a infraestrutura criada para melhorar o campo dos negócios. Luis Eugenio Pontes, chefe executivo da Cactus Energia Verde, e presidente do Parque Fotovoltaico Uruquê, confidenciou uma conversa que teve com um grande investidor internacional, sobre a imagem do estado para o setor. “Essa semana tive um contato com um canadense, que representa um dos maiores fundos de investimentos em energias renováveis, e ouvi uma frase muito interessante, dizendo que o Ceará ‘vai ser a OPEP das energias renováveis e limpas’. Fiquei surpreso e questionei ao que ele atribui isso. Ele falou do Porto do Pecém, da distância para a Europa, a questão das terras e o modelo de gestão do governador Camilo Santana. Achei muito expressivo, e a gente fica muito seguro e honrado de participar desse momento”, comentou o empresário. #'LYXOJDomR

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Tecnologia: para ser supermercado do mundo, Brasil depende também da digitalização da indústria de alimentos

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agropecuária responde por praticamente 30% do PIB brasileiro. Mas a agroindústria tem tentáculos mais longos, envolvendo diversos outros segmentos da economia, desembocando, em muitos casos, na indústria de alimentos, afinal, não há alimento sem agro, e esse vínculo tende a crescer, com os alimentos plant based. Para se ter uma ideia do porte da indústria brasileira de alimentos, a fonte é a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) que, em meados de fevereiro, apresentou o balanço relativo ao ano de 2021. Com crescimento nas vendas e na produção física (3,2% e 1,3%, respectivamente, o setor é reconhecido exportador, tendo, no ano passado, obtido 26,5% do faturamento no mercado Externo, volume 18,6% superior ao do ano anterior, atingindo o patamar recorde de US$ 45,2 bilhões, impulsionado pela retomada da

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economia mundial, combinada com a taxa de câmbio favorável. Esses valores tornam o País o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo, levando alimentos e bebidas brasileiros a mais de 180 países. O mercado interno, por outro lado, respondeu por 73,5% do faturamento, aumento de 1,8% sobre 2020, puxado, basicamente, pelo setor de food service, que respondeu por 26,3% das vendas da indústria, em 2021 (24,4%, em 2020). Juntos, mercados interno e externo foram responsáveis pelo faturamento de R㸢 922,6 bilhões, 16,9% acima do apurado em 2020. O volume representou mais de 10% do PIB do ano passado. Para este ano, a expectativa é de crescimento na mesma proporção. Em que pese o setor empregar 1,72 milhão de pessoas, a tecnologia contribui de modo especial com esses re-

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@abia/ Daniel Morelli

sultados, inclusive para poder ampliar a produção, e favorecer exigências mercadológicas, no que diz respeito à segurança alimentar, por exemplo. A automação e a digitalização da indústria de alimentos também é um dos caminhos capazes de contribuir para que “o Brasil se torne o supermercado do mundo”, nas palavras de João Dornellas, presidente da Associação. A perspectiva de o setor atender, nas próximas décadas, o aumento da demanda mundial, elevando em 70% a produção de alimentos e bebidas, ampliando a segurança do alimento, favorecendo a rastreabilidade, e gerando menos desperdício, são características que a transformação digital das plantas industriais de alimentos e bebidas soma aos benefícios usuais para as empresas de qualquer atividade: manutenção remota de uma máquina, rastreamento das etapas de produção, desde a origem da matéria-prima, até o envio do produto para o varejo, identificando e melhorando cada uma delas, aumento da capacidade de produção, garantia da qualidade do produto, e otimização dos custos com energia, proporcionando a expansão dos horizontes comerciais, e reduzindo os impactos ambientais. @Divulgação/Fispal

assertividade, eficiência e inteligência incorporadas aos processos. Analisando o setor como um todo, o nível de automação está relativamente associado ao porte das indústrias. Com exceções, a transformação digital é pouco expressiva em pequenas empresas, mas, para se manterem competitivas no mercado e, principalmente, crescerem sua atuação, terão de praticar investimentos nesse campo. Silvio Irizawa, diretor Industrial da Minerva Foods, ressalta que a digitalização e a inclusão de novas tecnologia nos processos é uma etapa que, em um cenário cada vez mais globalizado, “tornou-se natural na indústria. É uma questão de aumento de produtividade, eficiência e, consequentemente, mais qualidade. Uma vez que você automatiza padrões, diminuem ainda as chances de qualquer tipo de erro”. Os cuidados na digitalização das linhas de produção da indústria de alimentos e bebidas são lembrados por Fábio Misawa, diretor de operações da Ajinomoto do Brasil, e começam pelo estabelecimento d e uma boa base de gestão de produção e do entendimento “do que é valor para seu cliente. Caso contrário, você só amplificará os problemas atuais. Em outras palavras, se a manutenção dos equipamentos não é bem-feita, o programa de capacitação não foi bem implementado, assim como a gestão de indicadores e metas, não é possível enxergar o que é preciso melhorar, para entregar valor para o cliente, e, neste caso, qualquer investimento seria um tiro no escuro”. @Divulgação/Ajinomoto

É a rastreabilidade de dados que permite a identificação de desvios ao longo da produção – impurezas ou erros nas embalagens, possibilitando, em casos extremos, a realização de um recall de produtos – assim como o acompanhamento completo e em tempo real do fluxo da cadeia produtiva, desde o fornecedor de matéria-prima, até a prateleira dos estabelecimentos comerciais. Essas funções são viabilizadas pela combinação entre inteligência artificial (IA) e internet das coisas (IoT), contribuindo para a tomada de decisões, quanto à liberação ou rejeição de lotes inteiros de um produto, por exemplo, assim como, ao considerar os dados de consumo, é possível fazer o planejamento de produção, processar pedidos de compra de matéria-prima, programar armazenamento e logística. Como consequência, está a redução do desperdício, afinal, quanto mais acesso a dados, mais

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Investimentos realizados e em realização Naturalmente, o processo foi - e é - gradativo e contínuo, mesmo para empresas como a Nestlé, que, de acor-

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do com Gustavo Moura, líder de Transformação Digital para Operações da Nestlé Brasil: “Os investimentos em automação estão sendo feitos desde a década de 1990, e o time de Engenharia nunca parou de investir em automação. Antes mesmo do buzz gerado em torno da Indústria 4.0, nós já tínhamos como procedimento de trabalho buscar as melhores tecnologias para otimização dos nossos processos. O que mudou nos últimos anos é que temos novas tecnologias e conceitos, disponíveis em uma velocidade muito maior que no passado, e isto se traduziu em novas opções de instrumentos, novos protocolos de comunicação, algumas soluções migrando do on premise para Cloud, disponibilidade de computação de borda, etc.” Na Ajinomoto do Brasil, os investimentos em automação industrial começaram em 2018, e internamente foi batizado de “DX” (Transformação Digital). O objetivo – informa o diretor de operações da Ajinomoto do Brasil – foi o de aumentar a produtividade e competitividade da empresa, criando maior valor corporativo, por processos de negócios altamente digitalizados e tecnologia baseada em dados. “De 2019 para 2020, o investimento em transformação digital aumentou seis vezes. Como os equipamentos estão conectados, por exemplo, conseguimos acompanhar o processo on-line, e avaliar, por meio de inteligência artificial, a melhor condição de processo para ter a melhor performance. Outro exemplo é a utilização de empilhadeiras autônomas e armazenamento automático. Testes com RPA (Automação Robotizada de Processos) já estão em andamento, para facilitar o dia-a-dia, eliminar atividades repetitivas, e acelerar o processo administrativo. Todas essas iniciativas são definidas a partir da cadeia de valor do cliente, por isso, antes de automatizar ou digitalizar, temos como base a excelência operacional, que nos permite enxergar o que precisamos melhorar”, explica Misawa. Para dar uma ideia dos avanços nesse campo, o diretor de operações da Ajinomoto do Brasil usa como régua as recomendações da a IFR – International Federation of Robotics. Essa referência indica que “a média mundial para o nível de automação, por meio da utilização de robôs, seria de 99 robôs para 10 mil trabalhadores. Atualmente, a Ajinomoto do Brasil conta com o dobro de robôs a cada 10 mil colaboradores, dentro da planta de alimentos. As linhas são automatizadas e digitalizadas, de acordo com uma lista de priorização baseada nas necessidades dos stakeholders”. Leonardo Andrade, líder Regional de Manufatura Inteligente da Cargill, entendendo que a empresa “possui um bom nível de automação das suas linhas

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produtivas” e que está “sempre em busca do aperfeiçoamento dos nossos sistemas”, explica: “A evolução tecnológica na área de automação faz com a que a Cargill sempre pense numa visão de médio-longo prazo, para tratar, de maneira consciente, a oportunidade para atualizar esses sistemas, e fazer as mudanças necessárias”.

Próximos passos A automação e digitalização, dentro da Cargill – que, nos últimos anos, investiu alguns milhões de dólares em upgrade tecnológico –, seguem uma única estratégia, definida pela área de Manufatura Inteligente (Smart Manufacturing). E os próximos passos – descreve Andrade – “são focados na evolução tecnológica de três grandes eixos estratégicos da nossa transformação digital: Digital Foundation, Automation and Process Control e Advanced Analytics.” @Divulgação/Cargill

Enquanto Digital Foundation tem relação com a maneira de coletar dados nas fábricas da Cargill, via tecnologias de IoT, sensores, novas tecnologias de análise rápida de laboratório, e inclui mobilidade das equipes de operação e manutenção, inclusive com o uso de Smart Glasses; Automation and Process Control, usando como referência o padrão ANSI/ISA 95 (Níveis 0 até 4), promove investimentos na evolução tecnológica dos seus PLCs/DCs (nível 0 – 2), além de governança em MOM/MES (nível 3), a fim de que os dados sejam corretamente gerenciados nos ERPs (nível 4). Já Advanced Analytics, ou Analítica Avançada, engloba a criação de gêmeos digitais, machine learn e inteligência artificial, com o intuito de tirar o máximo de valor dos dados gerados e tratados nos outros pilares estratégicos. Como parte do processo de transformação digital, e para permitir que as novas tecnologias sejam incorporadas aos processos produtivos de maneira célere, desde 2018, a Nestlé direciona recursos no estabelecimento de “uma governança bem definida e uma maneira estruturada de atualizar e evoluir, com a topologia de rede, MES, SCADA, e aumentar a inte-

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gração de OT e IT”, informa Moura, destacando que, este ano, “será investido um montante de R$ 1,7 bilhão em operações industriais, parte direcionada à automação e a novas tecnologias”. Acelerar a replicação de soluções já consolidadas, e aumentar o número de processos com malhas de controle com laço fechado, são os focos os investimentos previstos pela Nestlé, que, garante seu líder de Transformação Digital para Operações no Brasil, compreendem, ainda, “amadurecer a aplicação de Gêmeo Digital, explorar novas aplicações que irão surgir com a vinda do 5G, e estreitar ainda mais a conexão com o ecossistema de inovação (start-ups, universidades, fornecedores etc.) e com as comunidades técnicas que tratam do tema”. No caso da Nestlé, que está com todas as fábricas automatizadas, com linhas de produção detentoras de malhas de controle, para regular e controlar os processos, a evolução e o aprimoramento do nível de automação das linhas seguem caminhos diversos, e contam com suporte do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), que fica no Parque Tecnológico de São José dos Campos/SP, onde muitas inovações são desenvolvidas. A ideia é “continuar o processo de digitalização dos processos industriais, e manter o nosso pioneirismo na implementação de tecnologias disruptivas”, reforça Moura, ao alinhar, entre as tecnologias utilizadas e em contínuo processo de evolução, o MES (Manufacturing Execution Systems) e os APCs (Advanced Process Control); o uso de modelos preditivos, construídos por meio de machine learning, e de manutenção preditiva, por meio do monitoramento e sensorização de alguns componentes de máquinas, em que é possível analisar os dados coletados, e emitir alertas à equipe de manutenção, quando potencial quebra ou falha poderá acontecer; utilização de RPA, que envolve a automatização com robôs de alguns trabalhos administrativos, que eram repetitivos e por vezes de baixo valor agregado.

processo, em função das características das matérias-primas que serão utilizadas, e até mesmo estimar qual será o consumo energético daquela produção”, detalha Moura, e lembra de outras tecnologias aplicadas que estão mais ligadas à robótica e à customização de robôs, para atender demandas específicas das linhas, e permitir flexibilização de produção, como manufatura aditiva, com impressoras 3D para ipeças, que são usados na rotina de manutenção; e drones, para inspeção e vigilância dos sites.

@Reprodução

A contribuição da digitalização na rastreabilidade e na segurança alimentar é resumida por Misawa, da Ajinomoto, ao afirmar: “A velocidade e acuracidade da informação, sem dúvida, é a primeira contribuição, mas, ao mesmo tempo, abre mais possibilidades, como a disponibilidade de mais informações para o cliente/consumidor, a respeito das condições em que o alimento foi processado, transportado, origem, etc.”. Misawa também lista, entre os benefícios detectados pela empresa com a digitalização, “decisões mais rápidas, devido à disponibilidade da informação online, análises mais aprofundadas de dados, antecipação de problemas em equipamentos, melhoria em eficiência, redução de custo, predição de resultados, entre outros”. Explicando o processo, o Líder Regional de Manufatura Inteligente da Cargill reforça: “Com a digitalização de nossa cadeia de processo, podemos rastrear o ciclo de vida de nossos produtos, de forma cada vez mais ágil e confiá-

Digital Twin na fábrica da Nestle de Juuka, Finlândia O Gêmeo Digital é uma ferramenta que, na Nestlé, ainda está em fase de amadurecimento da aplicação, “mas almejamos que seja possível simular uma produção em um ambiente virtual e, antes mesmo da produção iniciar na fábrica, já saber quais os melhores setpoints do

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Foco em talentos e na inclusão da mulher Na Cargill, paralelamente aos planos de digitalização e evolução tecnológica, que ganharam força nos últimos dois anos, um dos maiores valores corporativos “é colocar as pessoas em primeiro lugar: elas são tão importantes quanto as tecnologias. Por isso, treinamento e preparo são fundamentais, sempre em busca de quais capabilities os colaboradores precisam e precisarão no futuro, para acompanhar essa transformação digital”, declara Andrade, comemorando o fato de a empresa investir “cada vez mais em seus talentos, capacitando-os para que sejam agentes da mudança e protagonistas dessa evolução. O profissional do futuro será aquele capaz de trabalhar e interpretar os dados que estão gerados constantemente em nossas operações”. Essa atenção às pessoas também responde por uma ação muito recente da empresa: direcionamento de US㸢 100 mil na inclusão de mulheres em tecnologia na América Latina. Para isso, estabeleceu uma aliança com a ONG Laboratória, que cria oportunidades reais de emprego. A meta é contribuir para a maior participação feminina no setor de tecnologia, favorecendo a formação em competências tecnológicas, ampliar as oportunidades de emprego, e contribuir para a construção de uma economia digital mais diversificada e inclusiva.

Segurança alimentar e rastreabilidade

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Cover Page vel. Essa rastreabilidade começa pela matéria-prima, passa pela etapa de manufatura, até chegar ao cliente final, que consome nossos produtos, seja uma outra empresa ou mesmo quem escolhe um produto na gôndola do supermercado. A digitalização vem somar valor aos robustos padrões de rastreabilidade e segurança alimentar, que a Cargill já possuía”. De acordo com Andrade, os benefícios “passam por aumento de eficiência da produção, por uma melhoria de critérios de investimentos orientados aos dados, que estão sendo explorados pelos conceitos de Analítica Avançada, até chegar na entrega de novas ferramentas digitais para nossas equipes operacionais, o que permite que o trabalho do dia-a-dia seja executado de maneira mais eficiente”. O diretor Industrial da Minerva Foods, concordando com o fato de que a digitalização na produção de alimentos contribui efetivamente para o aumento de qualidade e eficiência em todos os processos na operação, relata que “na Minerva Foods, temos o compromisso de assegurar a excelência e segurança do que produzimos em todo o ciclo de produção. Desta forma, e alinhados ao pilar estratégico de inovação da Companhia, temos trabalhado na implementação de novas tecnologias, para garantir a eficiência em todas as etapas de nossos processos, do campo à mesa, e entregar o mais alto padrão de qualidade para os nossos consumidores”. Entre as ferramentas utilizadas, Irizawa cita a utilização do SMGeo, “um sistema desenvolvido pela NicePlanet Geotecnologia, que nos permite realizar o monitoramento de todos os nossos fornecedores, antes de qualquer transação, e avaliar se os pecuaristas estão em conformidade com as normas socioambientais. Hoje, mais de 19 mil produtores em todo o País estão cadastrados na plataforma de monitoramento da Companhia, em todas as regiões de operação, que soma mais de 14 milhões de hectares, monitorados de maneira privada no Brasil”. Essa atividade – salienta o diretor da Minerva Foods – foi estendida às operações no Paraguai, onde a empresa “conta com mais de 3 mil produtores, cadastrados em uma área de cerca de 12 milhões de hectares. Somadas, as operações no Brasil e Paraguai totalizam mais de 26 milhões de hectares, monitorados geograficamente, uma área equivalente ao território do Reino Unido”.

Especificamente para o processo produtivo, a Minerva Foods está “implantando uma tecnologia para automatizar a tipificação de carcaças em nossas operações, que potencializa a capacidade e rendimento da produção. Com o uso de Inteligência Artificial, o processo de classificação será capaz de analisar imagens específicas, coletadas por meio de câmeras especiais, instaladas dentro das unidades produtivas, e reproduzir, em tempo real, o padrão de corte em todas as carcaças trabalhadas, de maneira mais ágil e precisa. Dessa forma, podemos potencializar a padronização de tipificação de carcaças, além de aumentar a precisão dos dados sobre a produção.”

@Nestle/Reprodução Nestle remote assistance

@Scott

Tipificação de carne em frigorífico norte-americano

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“E, como entendemos que a digitalização é importante, de uma ponta a outra, nossos consumidores podem acessar as informações do processo produtivo por meio de um QR Code, incorporado nas embalagens das linhas Estância 92 e Angus. Ao escanear a imagem com qualquer dispositivo móvel (smartphone ou tablet), os clientes contam com acesso a uma página repleta de informações, como a origem do gado, tipo do corte e a fonte de energia utilizada em nossas operações, por exemplo”, observa Irizawa.

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Gestão de projetos mais acessível e democrática A AX4B tem várias parcerias com players do mercado nacional e internacional, e seu propósito é trazer aos seus clientes soluções atuais, por meio de novidades do mercado digital, seja de forma direta ou indireta. Com uma visão diversificada e segmentada, a AX4B, dentro do seu pilar de design e engenharia, trabalha fortemente com soluções completas, e sempre com um olhar atento às necessidades de seus clientes e demandas do mercado, e entendeu que viabilizar soluções em gestão de projetos seria a oportunidade do momento. Dentro desse panorama, a plataforma Oracle Primavera Cloud surgiu, trazendo uma nova oferta para atender, de forma absoluta e robusta, o mercado. O Oracle Primavera Cloud (OPC) é um software de gestão de projetos, para planejamento, atualização e controle de cronogramas, que tem o diferencial em seu armazenamento, ou seja, dados estarão na nuvem, facilitando a agilidade no compartilhamento de informações. O software funciona como uma agenda calculada, ajuda a definir se determinadas atividades serão realizadas conjuntamente com outras, se será viável a sua finalização exatamente no período pré-determinado, assim como, se haverá recursos suficientes para os projetos, que vão, desde o recurso de mão-de-obra, equipamentos, materiais, possibilitando gestão dos projetos, bem como de portfólio, da carteira de projetos, com informações gerenciais, e auxiliando inclusive em sua priorização, e faz o gerenciamento dos recursos, e também gerenciamento de riscos, com a famosa análise de Monte Carlo, além disso, tem funcionalidades que auxiliam com a análise de cenários. Um diferencial, é a funcionalidade de “Health check”, que faz a verificação da “saúde” do projeto, com uma análise configurável e inteligente das características do cronograma. Um fator importante a se destacar é que a solução é muito mais demo-

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crática e acessível, a Arquiteta de Soluções na AX4B, Joyce Gomes da Silveira, afirma que: “Hoje em dia, o custo da ferramenta e a ausência de custo com infraestrutura torna o Primavera Cloud muito mais acessível, pois, não há o custo #'LYXOJDomR com banco de dados e servidores próprios, já que seu armazenamento é todo na nuvem”, pontua. No que diz respeito às projeções quanto a essa nova solução, a AX4B pretende difundir a ferramenta no setor de construção, setor público, geração de energia e gás, assim como o de mineração. O Oracle Primavera é ideal para empresas de pequeno e médio porte, que tinham o desejo de possuir uma solução de gestão de processos.

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Bentley Systems anuncia avaliação do Ciclo de Vida e Capacidades de Cálculo de Carbono Incorporado para Gêmeos Digitais de Infraestrutura A Bentley Systems anunciou a disponibilidade de fluxos de trabalho integrados, para avaliação do ciclo de vida (LCA) e recursos de cálculo de carbono incorporados na plataforma Bentley iTwin, para apoiar as metas de desenvolvimento sustentável dos projetos de infraestrutura. Essa integração é resultado da colaboração da Bentley com a One Click LCA Ltd – software de avaliação do ciclo de vida do setor de construção e declaração ambiental de produtos. O software pode ser usado para edifícios, infraestrutura, reformas, produtos e materiais de construção e portfólios. A plataforma One Click LCA é usada em mais de 100 países por fabricantes, consultores, designers, empreiteiros e investidores, para descarbonizar toda a cadeia de valor da construção. A parceria é um passo natural na estratégia da Bentley, para capacitar seus usuários a alcançarem os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), principalmente abordando a ação climática e a descarbonização da infraestrutura. As soluções de gêmeos digitais de infraestrutura serão um facilitador e acelerador essencial de casos de uso de transparência e divulgação de carbono, e a adoção de soluções de gêmeos digitais ajudará a acelerar a transformação do desempenho da infraestrutura. Com essa integração, as soluções de gêmeos digitais de infraestrutura da Bentley, com tecnologia iTwin e aplicativos de terceiros criados na plataforma Bentley iTwin, podem desbloquear fluxos de trabalho de avaliação do ciclo de vida da infraestrutura. A plataforma iTwin da Bentley é uma oferta de plataforma como serviço aberta e escalável que permite que um ecossistema de desenvolvedores crie e traga ao mercado soluções que resolvam problemas reais de infraestrutura, aproveitando gêmeos digitais. “Estamos entusiasmados em ver os desenvolvedores do ecossistema da plataforma Bentley iTwin enfrentando desafios de sustentabilidade e redução de carbono. Acompanhar o impacto ambiental de um projeto de infraestrutura envolve um fluxo constante de mudanças de projeto, provenientes de várias disciplinas de engenharia. Ao unificar esses fluxos de

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dados, os usuários podem criar rapidamente um relatório de levantamento de quantidade no nível de agregação correto, necessário para cálculos de LCA, reduzindo o fluxo de traba#'LYXOJDomR lho de avaliação do ciclo de vida, de semanas, para horas. Estamos empolgados em ver as empresas de engenharia criarem fluxos de trabalho de avaliação de ciclo de vida totalmente automatizados para seus projetos de infraestrutura”, disse Kaustubh Page, diretor de gerenciamento de produtos da plataforma Bentley iTwin. Projetistas e engenheiros de sustentabilidade gastam uma quantidade significativa de tempo, avaliando ou relatando a pegada ambiental dos projetos de infraestrutura. Com várias ferramentas de design usadas nesses projetos, uma análise típica do ciclo de vida pode ser demorada, especialmente ao exportar e agregar dados manualmente de listas de quantidade e listas de materiais. Também pode ser propenso a erros, exigindo verificação adicional de ingestão bem-sucedida por ferramentas de LCA. A integração One Click LCA gera economia de tempo e melhora a precisão. Os usuários podem incorporar dados de engenharia criados por diversas ferramentas de projeto, em uma única visualização, usando a plataforma Bentley iTwin, gerar um relatório unificado de materiais e quantidades, e compartilhá-lo com o One Click LCA via sincronização na nuvem. Essa integração oferece aos usuários a capacidade de analisar pegadas ambientais, acelerar relatórios ambientais, realizar opções de projetos, e otimizar a seleção de materiais e produtos.

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Hitachi Vantara desbloqueia inovação orientada a dados Hitachi Vantara, a subsidiária de infraestrutura digital, gerenciamento de dados, análise e soluções digitais da Hitachi Ltd., apresentou novos recursos Lumada DataOps, para operações de dados automatizadas e orientadas por IA, para todos os clientes corporativos, e Lumada Industrial DataOps, fornecendo recursos avançados de análise, para casos de uso industrial. A expansão e a governança de dados se tornaram mais difíceis, à medida que os dados se tornam cada vez mais distribuídos no data center, na borda, na infraestrutura híbrida e na nuvem pública. Essa complexidade pode prejudicar a capacidade de uma organização, de transformar dados em valor comercial. Em uma recente pesquisa DataOps da 451 Research , privacidade de dados, conformidade e acesso e preparação de dados são as principais prioridades para organizações orientadas por dados. As adições ao portfólio Lumada DataOps permitem que as organizações criem uma malha de dados perfeita, governada por um catálogo de dados aprimorado, para melhorias e governança automatizadas de qualidade de dados. Com as atualizações mais recentes da integração de dados com tecnologia Pentaho, os clientes podem reduzir o tempo e a complexidade para descobrir, acessar, preparar e combinar dados, em várias fontes e locais de dados. O novo portfólio Lumada Industrial DataOps inclui modelos de análise de IoT para ambientes industriais, que mesclam perfeitamente dados de TI e OT, para desbloquear insights de negócios transformacionais. “Ao contrário das soluções tradicionais de gerenciamento de dados, que prendem os

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clientes a tecnologias proprietárias, os produtos do portfólio Lumada DataOps e Lumada Industrial DataOps alimentam qualquer ecossistema, para gerenciar e controlar dados de qualquer lugar”, disse Radhika Krishnan, diretora de produtos da Hitachi Vantara. “Os dados dos clientes, nós os ajudamos a descobrir, analisar, governar e monetizá-los, por meio do Lumada DataOps, além de serviços de consultoria #'LYXOJDomR de dados e análises, ajudando os clientes a impulsionarem seus negócios, com melhores insights de dados.” O novo portfólio Lumada Industrial DataOps, da Hitachi Vantara, permite insights e resultados em tempo real, que tornam as operações críticas mais previsíveis e gerenciáveis. Ele acelera a convergência de dados de TI e OT, criando uma malha de dados para soluções analíticas da borda à multinuvem. O software Lumada Industrial DataOps IIoT automatiza a entrega de pipeline de dados em fontes de TO e TI, alimentando modelos industriais de IA e ML para manutenção preditiva e otimização de operações.

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A Dassault Systèmes lançou a “Sustainable Innovation Intelligence”, sua solução de avaliação do ciclo de vida, que permite às empresas minimizar os impactos ambientais dos produtos, materiais e processos que criam, ajudando a impulsionar a economia circular. Completamente incorporada à plataforma 3DEXPERIENCE, da Dassault Systèmes, e abrangendo toda a cadeia de valor, a solução baseada em Nuvem integra, de forma exclusiva, o banco de dados ecoinvent, sobre os impactos de mais de 18.000 processos industriais e agrícolas, em design virtual, desenvolvimento de produtos, engenharia de manufatura, operações e logística. Construir coletivamente uma economia sustentável requer transformar o processo de inovação sustentável, desde a extração de matérias-primas até a utilização, reutilização e reciclagem. Seja nos segmentos de Manufatura, Infraestrutura e Cidades ou Ciências da Vida, as experiências das ciências de dados, que combinam recursos de LCA (avaliação de ciclo de vida) com tecnologias de Gêmeos Virtuais (Virtual Twins), oferecem às empresas novas maneiras de inovar, entendendo como suas decisões afetam os recursos naturais, os ecossistemas e a saúde. A plataforma 3DEXPERIENCE tem por objetivo ajudar as empresas a contribuírem para a “Década de Ação” das Nações Unidas, e prosperarem ao fazê-lo. Ao combinar dados de Life Cycle Assessment (Avaliação de Ciclo de Vida) com tecnologias de Gêmeos Virtuais (Virtual Twins), a solução Sustainable Innovation Intelligence” capacitará especialistas em Avaliação de Ciclo de Vida, designers industriais, engenheiros de produto e engenheiros de manufatura, a criarem ciclos de vida circulares, estabelecendo requisitos de sustentabilidade, desde o início, e conduzindo-os de forma colaborativa, ao longo das fases de design, desenvolvimento de produto e engenharia de manufatura. A solução integra o fornecimento de materiais, projeto, manufatura, operações, logística, vendas, marketing e gerenciamento do fim de vida, fornecendo percepções em tempo real, que permitem que as equipes identifiquem problemas ou melhorias virtualmente, antes de agirem sobre eles, e garantam a rastreabilidade e a confiabilidade.

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C&I_270 - 02 A Bedrock Automation divulga sua plataforma Open Secure Automation (OSA), onde todos os módulos e transações digitais operam da mesma maneira, com autenticação e criptografia mútuas, semelhante ao banco de um smartphone ou compra de algo na Amazon. Como parte dessa reconstrução, desde o início com segurança incorporada, a Bedrock também desenvolveu uma interconexão de backplane sem pinos, que fornece E/S segura com largura de banda de 20 Mb, em cada slot de E/S, e um sistema de controle universal que pode acionar qualquer modo de controle, seja PLC, DCS, um sistema de segurança, etc., enquanto estende sua segurança para aplicativos de terceiros. Agora, com mais de 120 patentes, a Bedrock continua a desenvolver sua arquitetura OSA, com os clientes e em seu centro de design em Massachusetts. E a nova versão de software, que adiciona mais funcionalidades de processo e diagnósticos ao sistema, lançada em janeiro, torna mais fácil para os usuários configurar e executar aplicativos abertos dentro dos controladores OSA seguros. Novos aprimoramentos de firmware simplificam e melhoram a redundância SCADA, habilitam o suporte Transport Layer Security (TLS) para MQTT Sparkplug, expandem a capacidade universal EtherNet/IP, simplificam a prova de medidores de vazão, e auxiliam no diagnóstico de motores grandes. O novo firmware afeta a funcionalidade de vários módulos de sistema seguro da Bedrock, incluindo: o sistema de controle OSA construído no backplane, sem pinos, que é escalável para suportar milhares de E/S; o sistema de controle remoto OSA, que oferece automação segura e de alto desempenho, para aplicações que exigem de cinco a 20 E/S; o gateway Ethernet universal (UE5), que suporta Modbus TCP e EtherNet/IP; e o sistema de medição e controle de fluxo remoto OSA, que integra computação de fluxo e controle de processo em um único módulo. Além disso, os novos aprimoramentos de firmware contribuem para operações SCADA simples e seguras, movendo o gerenciamento de redundância do cliente do sistema SCADA para o firmware do controlador Bedrock. Isso permite o failover contínuo do cliente SCADA, enquanto simplifica a configuração do SCADA. Isso porque, de acordo com a empresa, a maioria das redundâncias SCADA requer mais de um endereço IP, portanto, se houver um problema com um, o software SCADA ou o engenheiro do sistema encontrarão o IP ativo, e mudarão para ele. Mas, usar o Bedrock OPC UA, MQTT ou outros protocolos Ethernet permite o uso de endereços IP virtuais, permitindo um único ponto final para um par redundante. O software SCADA aponta para um endereço IP, e o controlador Bedrock encontra o caminho ativo automaticamente.

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A Fluke Networks anuncia ao mercado brasileiro o lançamento do seu primeiro detector de fibra ativa FiberLert, testador de bolso, que detecta potência óptica em comprimentos de onda de fibra óptica monomodo e multimodo (850nm a 1625 nm), através da detecção do infravermelho-próximo emitido. A ferramenta é adequada para portas e cabos de conexão, sejam conexões SM ou MM, polimentos UPC e APC, e realizar a testagem sem necessidade de contato, reduzindo o risco de contaminação ou danos nas conexões. O acionamento do novo produto ocorre quando colocado em frente à extremidade de um conector de fibra óptica ativo ou porta óptica, de um distribuidor ou de um switch, por exemplo, emitindo uma luz vermelha contínua, e um tom opcional que indicam que a fibra está ativa. Ao contrário de testadores mais complexos, o FiberLert não requer configuração ou treinamento do usuário para interpretação do resultado do teste. O detector “sem contato” elimina as suposições, ao indicar claramente onde o sinal está presente e onde não está, permitindo a rápida localização e correção da causa do problema, como um transceptor ou cordão de conexão com falha. Testar conexões de fibra, reconfigurar painéis ou substituir componentes são tarefas regulares, porém, muitas vezes os usuários não têm as ferramentas adequadas para fazer esta verificação com rapidez. Desta forma, o novo testador chega para apoiar ainda mais os profissionais deste mercado. O FiberLert conta com design robusto e pequeno, que inclui um clipe de bolso prático, oferecendo um fácil manuseamento, e acesso a painéis de conexão estreitos. E possui o recurso LightBeat, o qual pisca a luz LED, para indicar a operação e o status da bateria, bem como um cronômetro interno, que desliga o testador, após cinco minutos de inatividade, a fim de estender a vida útil da bateria (2xAAA, incluídas). O novo Fluke Networks FiberLert tem garantia de dois anos.

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C&I_270 - 04 Uma nova impressora 3D combina os princípios de um scanner de tomografia computadorizada com modelagem de luz de materiais, para produzir objetos com combinações de propriedades únicas em tempo recorde. Os pesquisadores da Universidade Técnica da DinaDTU estão trabalhando, para tornar realidade uma nova tecnologia de impressão 3D, baseada na luz. De acordo com o líder da equipe multidepartamental, professor assistente da DTU Chemistry, Yi Yang, a impressora utiliza os princípios de uma tomografia computadorizada (CT) reversa. Uma tomografia computadorizada fornece uma imagem tridimensional de, por exemplo, um cérebro, reorganizando informações em um grande número de imagens bidimensionais, obtidas a partir de projeções de raios X, que giram em torno do paciente, e revelam diferentes tipos de tecidos. A nova impressora 3D, por outro lado, produzirá objetos físicos, permitindo que os raios de luz atinjam uma massa rotativa e modelem a massa, de acordo com uma imagem tridimensional composta por imagens bidimensionais. Os primeiros resultados do projeto interdisciplinar tornaram-se recentemente acessíveis na Nature Communications. Embora as impressoras 3D atuais produzam objetos em 3D, a impressão real ocorre em dimensões menores. O material, resinas plásticas, é curado, camada por camada, ou ponto por ponto, e imprime objetos, de baixo para cima, em uma placa de impressora. No entanto, a nova impressora 3D realmente imprimirá em três dimensões, com um método chamado Fotopolimerização em Cuba Tomográfica (TVP), que permite imprimir todos os pontos de um objeto 3D simultaneamente. Embora alguns dos benefícios potenciais da impressora estejam no futuro, ela já possui recursos que podem revolucionar a impressão 3D. Normalmente, a velocidade da impressão 3D depende da complexidade do objeto e do número de voxels – pixels 3D, que podem ser descritos como todos os pequenos pontos que formam uma imagem – ou, no caso dos voxels, os pontos em uma figura tridimensional. No entanto, como a nova impressora 3D usa uma imagem de CT invertida como modelo, e simplesmente altera o material polimérico com raios de luz, em vez de imprimir ponto a ponto, os objetos podem ser produzidos quase instantaneamente. Em princípio, a técnica permite enviar uma tomografia computadorizada de um objeto e imprimir; mais para frente, haverá uma cópia do objeto.

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Cast C&I_270 - 05 O novo Gerador BD7000 ES é mais uma novidade da Branco Motores, para atender as necessidades do dia-a-dia dos clientes. Se existe uma demanda de energia com eficiência e muito mais mobilidade, esse equipamento é o ideal para você. Com cabine de proteção e atenuação acústica, possibilita uma operação muito mais silenciosa, garantindo mais tranquilidade nos locais das obras e residências. Além disso, o gerador oferece outras vantagens: • Tanque de combustível, com capacidade para 10 L; • Autonomia de 7,7 h de uso (50% da carga); • Possui controle de tensão AVR; • Com voltímetro, horímetro e medidor de frequência no painel; • Pronto para utilizar com ATS; • Sistema com partida elétrica. O Gerador BD-7000 ES é ideal para ser usado em: demandas profissionais; residências e condomínios; fazendas, sítios e chácaras; construção civil; pequenos comércios; e locadoras de equipamentos. C&I_270 - 07

Linha Avançada de Processo da Presys agrega conceitos da Indústria 4.0 e sistema SCADA, incorporado em um único instrumento. Possui entradas e saídas Físicas em tempo real. Trabalha com protocolo de Comunicação Modbus TCP, e possibilita que os recursos mais modernos e abrangentes da Tecnologia da Informação estejam presentes na indústria. Pode ser fornecido com as telas de bargraph, trend, alarmes, configuração das entradas e saídas, além disso, pode conter telas customizadas desenvolvidas pela Presys. O LAPY-3000 possui tela colorida sensível ao toque (touchscreen) de 5,7”. Processador Dual Core de 1 GHz, e memória Flash de 16 GB; Ethernet, Wi-Fi via adaptador USB/ Ethernet; Porta USB / Porta Serial para comunicação ModBus / Porta Serial para comunicação PROFIBUS; Comunicação HART / Profibus opcionais.

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C&I_270 - 06 Os medidores de engrenagens ovais da Metroval são medidores de vazão do tipo deslocamento positivo. Suas principais características são a robustez e a exatidão. Seu princípio de funcionamento proporciona uma medição confiável, dispensando trechos retos na instalação, e o torna imune a vibrações externas. Os medidores da linha OaP atendem aplicações severas (tensões mecânicas na linha, alta pressão, alta temperatura), enquanto os medidores da linha OI são mais compactos e atendem a maioria das aplicações convencionais. Fabricamos equipamentos adequados para serem submetidos a processos de limpeza industrial. C&I_270 - 08 O VBP20 da Vivace é um protetor de barramento, para redes Profibus PA e FOUNDATION fieldbus, disponível nas versões para quatro ou oito canais. De acordo com a IEC 61158-2, garante que um curto-circuito gerado nos seus spurs não se propague para outros spurs, ou para o tronco principal. Na condição de curto, entre os sinais + e – ou + e shield do spur, abre o spur, evitando o curto-circuito. Problemas de baixa isolação nas redes ProfibusPA e Foundation fieldbus fazem com que a rede caia de repente, o que gera vários impactos e prejuízos para a empresa. Porém, com o VBP20, você não tem esse problema. Além de ser um protetor com técnica de foldback, que desliga automaticamente o spur em qualquer situação que consuma mais que 48 mA (até que a situação volte à normalidade), possui inteligência para detectar o aumento gradativo da corrente, e abrir o spur antes que cause um curto por baixa isolação. É o único protetor do mercado com esta característica e que visualmente, pode indicar ao usuário a qualidade da corrente em cada spur.

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A cúpula de gabinete foi desenvolvida pela Beckhoff especialmente para WLAN industrial e componentes de rede móvel. O material utilizado é caracterizado por alta estabilidade e resistência ao impacto e é ideal para aplicações de rádio devido à sua natureza. Ao contrário da série de cúpula de gabinete CU8210-M001-01x0, esta cúpula não foi projetada para uso em um gabinete de controle, mas pode ser alinhada e montada de forma flexível de acordo com os requisitos usando os suportes disponíveis (retos ou angulares). Quando montada corretamente, a cúpula com o cabo de conexão conectado atende ao grau de proteção IP65. Isso significa que os componentes dentro da cúpula do gabinete estão totalmente protegidos contra remoção acidental, contato, poeira e jatos de água. Trabalha com temperaturas de -40°C+60°C e suas dimensões são 54 mm x 151 mm x 54 mm

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Reduzir os custos com operação, e aumentar a vida útil dos equipamentos, são dois fatores importantes para a economia da indústria, construção civil, saúde, do agronegócio e outros segmentos, que geralmente usam máquinas e equipamentos com motores elétricos em suas atividades, como betoneiras, bombas, compressores, trituradores, ventiladores, moinhos, ordenhadeiras, entre outros. Com alta robustez, o motor IP 55, por exemplo, que serve para essas aplicações, foi desenvolvido com carcaça de alumínio, o que torna o equipamento leve e de fácil manuseio. Mas, além desses aspectos, o motor monofásico possui um diferencial que garante proteção aos seus componentes: o Sistema Hercules de Proteção de Partida (SHP), patente do fabricante, desenvolvida especificamente para prolongar a vida útil do equipamento. O SHP da Hercules Motores protege o motor contra danos, como a queima do capacitor e dos enrolamentos e, caso haja falhas na operação, com esse sistema é possível garantir uma manutenção mais econômica. E esses motores monofásicos possuem dois capacitores, sendo um de partida e um permanente. No caso de ambientes com resíduos sólidos ou poeira, o motor IP 44, por exemplo, que também conta com platinado de contato duplo, e possui baixa vibração, é outra opção, que conta com a vantagem do SHP, que possibilita mais partidas consecutivas, e até 90% de economia nas manutenções, pois, no caso de falhas graves, o Sistema evita a queima do capacitor ou dos enrolamentos, ação que torna a manutenção mais econômica. Além dos custos reduzidos com manutenção, os motores monofásicos, dependendo do modelo, atendem à tensão entre 110 V e 127 V; de 220 V até 254 V, e de 440 V até 508 V, têm alta eficiência, o que representa significativa redução do consumo de energia elétrica e, consequentemente, contribui para a preservação dos recursos naturais, como a água, uma vez que as usinas hidrelétricas produzem a principal fonte de energia elétrica do país.

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