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MAIO DE 2014 Publicação mensal do GRUPO BOXCOM DIRETOR RESPONSÁVEL Alessandro Rios - MTB 31.649 DIRETORA ADMINISTRATIVA Kelly Rios

Editorial

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Ele não gosta de aparecer. Mesmo depois de 18 anos de

ASSISTENTE ADMINISTRATIVA Bianca Marchione

carreira na tevê, fica incomodado com câmeras fotográficas

DEPARTAMENTO COMERCIAL Fabiano Rios

uma coisa é inegável: Gabriel Braga Nunes é um ator de muito

DEPARTAMENTO DE ARTE Juliana Siqueira

preta o flautista Laerte na novela “Em Família”. Nesta edição

ASSESSORIA JURÍDICA Dr. Daniel Figueira de Barros

o ator evita entrevistas e saber como ele consegue interpretar

PUBLICIDADE 19 3445.5125 contato@revistacondominios.com

apontadas para si e evita falar de sua vida pessoal. No entanto, talento. Fez vários papéis importantes e, atualmente, interespecial de “Dia das Mães”, você vai entender melhor porque

um músico com tanta naturalidade. Imperdível! Aliás, esta é apenas uma das muitas matérias especiais que preparamos para este mês. Que tal embarcar em um passeio maravilhoso

IMPRESSÃO Coan Gráfica

pela praias de Fortaleza? Ou então apreciar as lindas monta-

TIRAGEM 8.000 exemplares

tomotivo, apresentamos as principais novidades no setor na

PERIODICIDADE Mensal CIRCULAÇÃO Condomínios de Limeira, Piracicaba, Rio Claro e Americana PONTO DE VENDA Revista Condomínios (Escritório Regional) Rua Alferes Franco, 920 | Sala 4 | Centro Limeira - SP | Fone: 19 3445.5125 Os anúncios e informes publicitários são espaços adquiridos pelos anunciantes e seu conteúdo é de inteira responsabilidade de cada um deles, cabendo à Revista Condomínios apenas reproduzi-los nos espaços comercializados. A opinião dos colaboradores não reflete necessariamente a opinião da revista. Matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores.

nhas de Jasper, no Canadá? Para quem gosta do mundo aucoluna “Motor Show” e uma reportagem especial sobre os novos motores da Fórmula 1. De quebra, você confere as novas motos da Ducati e Kawasaki. Outro destaque desta edição é o nosso editorial de moda, que traz as tendências outono-inverno para mães e filhas. Tudo preparado com muito carinho para você que não abre mão de estar sempre bem informada sobre o Mundo Fashion. A revista traz ainda reportagens especiais sobre Gastronomia, Fitness, Saúde, Cinema, Música e muito mais... Então, seja bem-vindo(a). Tenha uma excelente leitura e até a próxima!

FSC Alessandro Rios

alessandro@revistacondominios.com

Leia a Revista Condomínios pela internet: www.grupoboxcom.com.br

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Kelly Rios

kelly@revistacondominios.com


ÍNDICE

40 Estética

COLABORADORES

Dicas importantes para manter a pele sempre jovem

78 Turismo

20 Enrico Ferrari Ceneviz

As paisagens inesquecíveis das praias de Fortaleza

28 Lucas Brum 29 Dr. Manoel Francisco de Oliveira Filho

90 Capa

33 Juliana Zampar Noschang 34 Dra. Stella M. F. Pranzetti Vieira

Gabriel Braga Nunes fala de seu personagem na novela “Em Família”

44 Dr. Luis Amaral M. Di Paolo 52 Dra. Patrícia Milaré Lonardoni

103 Moda

53 Dr. Luiz Ricardo Menezes Bastos

As tendências da nova estação para mães e filhas

58 Fabiana Massaro 62 Valter Garcia Junior

118 Moto

64 Dr. Mauro Merci

Kawasaki chega com modelos repaginados e mais potentes

120 Música

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Djavan mostra bastidores em seu novo trabalho

86 Rosângela Barbeitos 116 Cássia Reis 119 Andréa C. Bombonati Lopes 123 Émerson Camargo

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82 Capa GABRIEL BRAGA NUNES Ator da Rede Globo FOTO: Jorge Rodrigues Jorge/CZN 15


O FUTURO JÁ CHEGOU Celulares cada vez mais finos e tecnológicos agora disputam a preferência do consumidor com relógios inteligentes TEXTO Camilo Rocha/AE FOTOS Divulgação

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té o ano passado, havia dois modelos competindo pela supremacia dos smartphones. Um era o iPhone, da Apple, e o outro era o Galaxy S, da Samsung (que, em 2013, estava na versão 4). No último ano, a concorrência se mexeu e o camarote da categoria se encheu de gente. Uma porção de smartphones Android topo de linha chegou às lojas, principalmente no segundo semestre, cheios de boas especificações e sofisticação, como LG G2, Motorola Moto X e Sony Xperia Z1. Sem falar em alguns poderosos Lumia com Windows Phone lançados pela Nokia. O Galaxy S4, da Samsung, que tinha sido lançado em março, era uma memória distante. Até porque o S4 havia causado menos impacto que o S3 no ano anterior.

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Era um excelente aparelho, mas que apostava muito em invencionices sem utilidade prática, como os recursos de reconhecimento de face e gestos. É claro que o S4, com suas supostas 40 milhões de unidades vendidas, é um sucesso sob qualquer medida. E ainda há que se observar uma real ameaça dos outros Android ao seu reinado. Porém, aparecer com um S5 com mais do mesmo seria dar chance aos rivais. A empresa coreana não bobeou e, além de vir com um aparelho de primeira, juntou no pacote de lançamento dois smartwatches, se posicionando para a nova batalha que se forma no horizonte, a dos dispositivos vestíveis. Os aparelhos chegam às lojas brasileiras neste mês. Enquanto os relógios roubam a cena no quesito inova-


ção, o Galaxy S5 (foto acima) se destaca por apresentar melhorias muito úteis de recursos existentes. A nova textura da parte traseira do smartphone é bem-vinda por vários aspectos: é mais bonita, melhor de segurar e parece menos frágil que versões anteriores do Galaxy S. Ligando o telefone, a resolução e o brilho da tela são espetaculares. A câmera sobe para 16 megapixels e traz agora a possibilidade de ajuste de foco depois que a foto é tirada. Entre as novidades, duas vêm sendo destacadas. A primeira é o leitor biométrico de digitais, que serve basicamente para destravar a tela de proteção do telefone e funciona como recurso extra de segurança além da senha digitada. A Samsung promete parcerias com bancos e sites brasileiros de compras futuramente para possibilitar o uso do recurso para transações online. Ou seja, é um bom recurso à espera de mais utilizações. O outro recurso novo interessante se chama Download Booster e serve para otimizar o recebimento de arquivos unindo as bandas de redes 3G ou 4G com Wi-Fi disponível

Gear 2: novidade só funciona com um smartphone por perto na área em que o usuário estiver disponível. Também muito legal, mas você anda baixando muita coisa no celular ultimamente? Seria melhor que o recurso ajudasse no streaming ou no desempenho de apps. O Gear 2 e o Gear Fit são relógios conectados com algumas funções que são autônomas e outras que precisam de um smartphone ou tablet por perto. Grande parte dos modelos recentes da Samsung é compatível, mas nem todos são, então é bom consultar se o seu está na lista. Dos dois, o Gear 2 é o mais completo e com mais recursos de software (inclusive mais funções que sua primeira encarnação, do ano passado). A câmera também melhorou de posição, ficando agora logo acima da tela do relógio. Só que o Gear 2 é volumoso e pesado no braço. Ele serve como telefone, mas o smartphone relacionado tem que estar por perto.

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Elisana Rodrigues, Jefferson Giorgini e Sonia Rivaben

Equipe Moça Brasilis

Elisana Rodrigues, Enzo Cosenza, Jefferson Giorgini, Karina Giorgini e Sonia Rivaben

Moça Brasilis apresenta coleção outono-inverno Modelo Larissa Israel (The Agency One)

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No dia 9 de abril, a proprietária da loja Moça Brasilis, Sonia Maria Rivaben, recebeu clientes e amigos para apresentar as novidades da coleção outono-inverno. O evento - realizado na loja localizada no Centro de Limeira - contou com um lindo desfile, em que as modelos mostraram os looks que farão sucesso na estação mais fria e elegante do ano. “As novas coleções estão lindíssimas”, comenta a proprietária da loja. A Moça Brasilis está presente em cinco endereços, em Limeira e Cordeirópolis. Informações pelo telefone 19 3444-1870.


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ARTIGO

O papel dos conselhos no condomínio Enrico Ferrari Ceneviz

Diretor geral do Grupo Mercúrio Bacharel em Administração de Empresas e Ciências Contábeis Especialização em Administração de Condomínio, Qualidade e Produtividade www.grupomercurio.com.br

Envie suas dúvidas Acesse nossa página na internet: www.grupomercurio.com.br Na Divisão Administração de Condomínios, envie sua pergunta pelo campo “Contato”. As dúvidas mais frequentes serão selecionadas e publicadas nas próximas edições.

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Administrar um condomínio equivale a dar conta de uma verdadeira empresa. E tal afirmação não contém nenhum exagero. Funcionários para coordenar, contas a pagar e a receber, supervisão constante das condições físicas prediais a fim de identificar pontos que carecem de manutenção, orçamentos a realizar, conflitos a mediar e tomar de decisões que impactam na rotina de todos os moradores são apenas algumas das atividades desempenhadas pelos síndicos. Para dar conta do recado, o síndico pode dispor da ajuda do conselho, composto, preferencialmente, por residentes do condomínio. Esse conselho pode ser batizado de fiscal ou consultivo, ou ainda de fiscal e consultivo – designação a ser definida pela Convenção. Cabe ao Conselho Fiscal analisar todos os contratos do condomínio, observar as ações do síndico, revisar e emitir pareceres

sobre as pastas mensais de prestação de contas. O Conselho Consultivo, por sua vez, reúne-se com o síndico de tempos em tempos para prestar-lhe suporte em suas atribuições e decisões em vários aspectos, como planejamento orçamentário e realização de obras. Vale lembrar, também, dos condomínios de imponentes dimensões, com muitos moradores, o que, naturalmente, resulta em um número maior de demandas e problemas. Nesses casos, apenas os dois conselhos podem se demonstrar pouco para atender às necessidades. Uma solução possível é formar comissões para tratar, pontualmente, de assuntos específicos. Exemplo: criar uma comissão de obra para colher orçamentos e fazer sua fiscalização. O órgão seria transitório, e sua atuação estaria encerrada depois de concluída a obra. Infelizmente, o que se observa em muitos con-

domínios é a falta de interesse, por parte dos moradores, em participar desses conselhos. São poucos os que se voluntariam para o cargo de conselheiro. Grande parte acaba “empurrada” para as funções, porque ninguém apareceu para assumi-las. Muitos alegam falta de tempo para se dedicar o necessário, outros acham que não são aptos para revisar pastas de contas e emitir parecer sobre o assunto. Há, ainda, quem fuja da atividade por puro comodismo ou medo de arrumar dores de cabeça. A boa gestão condominial não depende exclusivamente do síndico. Se você, morador, se sente preparado para integrar um desses conselhos, vá em frente. E você, síndico, caso esteja enfrentando problema para compor o conselho, identifique entre os condôminos aquele que tem talento para o posto e convide-o a participar.


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O CAÇADOR Série destaca traições nas relações familiares TEXTO Luiz Carlos Merten/AE FOTOS Divulgação/AE

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série sobre um policial renegado é uma criação dos escritores Marçal Aquino, Fernando Bonassi e do próprio Alvarenga. Está prevista para uma temporada de 14 episódios. Alvarenga dirige os seis iniciais, Dhalia outros cinco, um terceiro diretor (Luiz Henrique Rios) assina o 12.º e Alvarenga fecha os dois restantes. Embora o essencial da trama, o conflito pai/filho, se resolva no desfecho, O Caçador teria (tem?) fôlego para prosseguir. Daria para reabrir, avaliam os roteiristas. “Estamos trabalhando nisso há três anos e não vou entregar o ouro dizendo que desfecho é esse. Trata de relações familiares, de traição”, diz Aquino. Cauã Reymond faz o protagonista, André. Quando O Caçador começa, ele está saindo da cadeia, onde ficou três anos, condenado por um crime que não cometeu. Obcecado por vingança, o ex-po-

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licial se converte num caçador de recompensas. O mundo todo está contra ele. A mãe o culpa pela morte do pai policial. O irmão delegado lhe move implacável perseguição - André está tendo um affair com a mulher dele, Cléo Pires. Em cada episódio, o caçador segue uma presa - integrantes da Máfia italiana, coreana, nazistas. Aquino confessa que foi divertido brincar de ‘cinema’, absorvendo lições de clássicos de Francis Ford Coppola e Martin Scorsese. Bonassi e eles não tentaram copiar, mas sabem que, no imaginário do público, o mafioso e o nazista têm uma história construída pelo cinema. “Cada caso que o André resolve, como caçador de recompensas, é uma parte da vida dele que também está se resolvendo”, diz Alvarenga. Os primeiros episódios desenvolvem, em paralelo, outra busca pela ex-prostituta que foi amante do pai e virou crente. Nanda Costa entra no 6.º episódio. Recusa seu passado, mas é nele que André encontra a chave para resolver o enigma de sua vida. Heitor Dhalia virou o maior fã das séries norte-americanas. “Bicho, você tem de ver o Breaking Bad”, exorta o repórter. “É a melhor coisa que tem por aí, atualmente.” Alvarenga concorda. “Se há uma crise de valores no mundo atual, ela é o tema da série. Ninguém presta, todo mundo é corrompido.” Tipo assim O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese? “Por que, você não gosta? Aquilo é maravilhoso. Além de bem filmado, como só o Scorsese sabe fazer, espelha a degradação do mundo, o poder corruptor do di-


nheiro”, acrescentam em uníssono. E Alvarenga acrescenta - “Estamos vivendo um momento muito especial. A Globo não está interferindo em nada no processo criativo de O Caçador. Estamos tendo toda liberdade para fazer cenas de sexo, mas também para falar de corrupção num nível que vai surpreender as pessoas. Não a grande corrupção que ganha o noticiário, por meio de denúncias da imprensa. Estamos falando das pequenas corrupções do cotidiano, que a todo momento confrontam as pessoas com noções de ética. Se todo mundo aceita um favor aqui, outro ali, como se manter íntegro, sem se comprometer?”, pergunta Alvarenga. É o diretor de A Justiceira e A Força Tarefa. Alvarenga reflete sobre a relação entre cinema e TV. “Não é só essa coisa de filmar com película ou usar HD e achar que se está fazendo cinema. A chanchada dos anos 1950 e a televisão são herdeiras da tradição do rádio no Brasil. O que é o rádio senão a palavra desprovida de imagem? Na TV, a novela é muito falada e a imagem quase sempre reitera aquilo que

Nanda Costa, Cauã Reymond, Cléo Pires e Alejandro Claveaux estão no elenco da série “O Caçador”

o público já sabe ou está ouvindo nos diálogos. E o que é o cinema? Pegue os grandes diretores e eles constroem as cenas por meio de olhares, de gestos. Valorizam o silêncio. Existem cenas em que o silêncio vale mais que mil palavras. E é isso que o Heitor e eu estamos tentando fazer em “O Caçador.” Embora já tivesse contribuído no texto de outros trabalhos que dirigiu, é a primeira vez que Alvarenga coassina um roteiro (com Aquino e Bonassi). “Me apaixonei pela história e desde o início me envolvi muito. Os personagens foram se desenhando muito ricos e antes mesmo da aprovação do projeto eu procurei o Cauã (Reymond) para fazer o André. Ele leu os primeiros episódios e topou fazer. E nós passamos a escrever já para ele.”

ASSISTA: ”O Caçador” - Às sextas-feiras, às 23h00, na Rede Globo

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FONES INTELIGENTES Empresa alemã desenvolve aparelho que reproduz músicas enquanto monitora seu treinamento TEXTO Bruno Capelas/AE FOTOS Divulgação Dash

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úsica e atividade física parecem ser cada vez mais inseparáveis nos dias de hoje. Buscando unir o útil ao agradável, uma empresa alemã chamada Bragi desenvolveu um fone de ouvido inteligente, o Dash, que toca música e também consegue monitorar o seu treino - até mesmo debaixo d’água. O Dash, que recentemente realizou uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter, é capaz não só de executar suas faixas favoritas, mas também pode rastrear suas atividades corporais, como batimentos cardíacos e respiração, e o ritmo do seu treino, medindo distância percorrida, velocidade e até mesmo as calorias gastas na corrida. Internamente, o fone de ouvido conta com armazenamento de 4GB, acelerômetro e conectividade Bluetooth para comunicação direta com um smartphone - iOS, An-

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droid e Windows Phone já têm versões previstas para o aparelho. Além disso, o Dash conta com redução de ruído externo e tem autonomia para executar três horas de música. E tudo isso com funcionamento sem fio (wireless). Até o momento, o projeto já arrecadou mais de US$ 2,8 milhões. A previsão da Bragi é que o Dash chegue ao mercado em novembro, custando US$ 179.


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ARTIGO

Arcade Fire encerra festival com show grandioso Lucas Brum | Editor de imagens da Rede Record e comentarista de entretenimento O Lollapalooza, festival internacional de música, se instalou em Interlagos esse ano na tentativa de receber o público de maneira menos atrapalhada, apesar de sacrificar a locomoção das pessoas que precisaram se deslocar até o autódromo. Havia mais espaço para os palcos e o som de um não interferia no show do outro, mas exigiu disposição das pessoas, que tinham que andar até um quilômetro entre as apresentações, que possuíam intervalos apertados. O festival já mostra maturidade e o brasileiro já está habituado ao set de bandas que passeiam do rock ao indie e folk, transformando-se no principal concorrente do Rock in Rio, que também esteve bastante eclético em sua última edição. Surpresas menores como Ellie Goulding, Disclosure e Lorde agradaram o

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público, mas houve decepção no esperado show do Muse. O segundo dia de festival foi encerrado pelas apresentações do experiente New Order e os canadenses do Arcade Fire. Destaque para a segunda banda, os reflektors incendiaram o principal palco do evento com um show performático, passeando pelos três álbuns de carreira, apesar do destaque para o atual Reflektor. A troca de figurinos e a passarela que fazia com que integrantes do grupo, como o vocalista Wind e a simpática Régine ficassem próximos à multidão, deram um tom intimista à apresentação que teve homenagens à palavra portuguesa “saudade” e menções a Orfeu Negro e Caetano Veloso. As cabeças de látex gigantes ganharam o palco com todo o sexteto vestindo os acessórios consagrados pelo grupo

enquanto dançavam Aquarela do Brasil. Wind foi categórico: se o Brasil vencer a Copa do Mundo, eles farão o próximo show de sua turnê vestidos com o uniforme do Brasil. Se é verdade ou não, uma coisa é certa: bandas internacionais adoram a energia do público brasileiro. Não há plateia como a nossa e o Arcade Fire soube aproveitar bem cada minuto.


SAÚDE BUCAL

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Depois do tratamento ortodôntico, muitos pacientes precisam de tratamentos complementares, como clareamento, profilaxia e remoção de tártaro. Em muitos casos, o complemento se dá por meio de implantes dentários, principalmente nas agenesias (falta de determinado dente) e nas perdas de um ou mais dentes.

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A colocação de implante ocorre por um procedimento rápido, seguro e praticamente indolor. Em pouquíssimo tempo, o paciente poderá recuperar as funções estética e mastigatória, voltando a ter uma vida normal e um sorriso perfeito. Veja as fotos acima.

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FÓRMULA 1 Conheça os motores V6 que passaram a equipar os carros da temporada 2014; uma das principais mudanças para o público é o novo ronco TEXTO Rafaela Borges/AE FOTOS Divulgação

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ntes, o barulho era de rock and roll. Agora, está mais para uma baladinha romântica, dessas que a gente escuta para tentar pegar no sono. O som dos motores V6 de 1,6 litro, que substituíram os 2.4 V8 na Fórmula 1, não está empolgando os fãs da categoria. Em fóruns sobre automobilismo e redes sociais, só se leem reclamações. Atual campeão mundial, Sebastian Vettel chegou a usar uma palavra de baixo calão para definir a “melodia”. Mas por que o novo propulsor soa tão diferente? O volume do som não tem nada a ver com a redução do tamanho e do número de cilindros. Isso influencia na

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forma como os motores soam, não na intensidade”, diz o engenheiro da JL Racing Products, que constrói os modelos da Stock Car, Gustavo Letho Gomes. “O V6 tem som diferente do V8 porque há menos peças (no caso, cilindros) envolvidas em uma rotação”, explica. De acordo com ele, 90% da responsabilidade pela redução da intensidade do ruído do motor é da turbina, novidade para este ano. “Ela interfere na velocidade de saída dos gases do motor, que é menor”, diz Gomes. Isso faz com que o ruído fique bem mais baixo que o de propulsores aspirados, como os V8 usados até 2013


Acima, o motor V6 de 1,6 litro da Renault, que equipa o carro de Fórmula da Red Bull, pilotado por Sebastian Vettel

Além disso, agora há o sistema ERS, que conecta o turbo ao Kers para recuperar energia a partir da turbina. “Esse dispositivo ajuda a abafar o som do propulsor. Ele não existia há cerca de 25 anos, quando também eram usados os turbos.” Nas desacelerações, chama a atenção o barulho que lembra um assobio e é típico de picapes com motor turbodiesel, por exemplo. Isso ocorre porque, nas reduções de marcha, o freio-motor entra em ação, desacelerando o propulsor, processo que gera turbulência dentro da turbina, que está em rotação bem mais alta

VAI BEM O ponto positivo dessa mudança é que agora é possível ouvir, por meio da transmissão da TV, barulhos antes só conhecidos por quem já assistiu a uma corrida de Fórmula 1 na pista, como o dos pneus derrapando em frenagens e curvas. Ah! Sabe aquele estrondo forte, até meio assustador, que o carro de Fórmula 1 faz quando chega no fim das retas? É o ruído da redução de marcha.

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ARTIGO

Perdas necessárias Julianna Zamper Noschang

Psicóloga Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental | Rua Santa Cruz, 876 - Sala 72 | Centro | Limeira | Fone: 9-81251215

Somos criados para vencer. A escola elenca os vencedores: o melhor aluno da classe, a mais bonita, o mais inteligente. Categorias que separam uns poucos vencedores da maioria perdedora. Irmãos lutam para superar uns aos outros e assim por diante. O resultado é que não sabemos aceitar perdas. Mesmo as dolorosas e inevitáveis da vida. Dizer “não” muitas vezes é aceitar perder, mas é uma perda escolhida, necessária. E a perda necessária pode exer-

cer um efeito positivo. As perdas fazem parte do nosso processo de viver, mas ninguém jamais estará inteiramente preparado para enfrentá-las. Por mais que saibamos que são essas perdas que nos fazem crescer, ainda assim, não estamos preparados. Pois apenas perdendo, abandonando e desistindo, muitas vezes é quando evoluímos, tornando-se assim, o ser humano que você pode verdadeiramente ser. Quando pensamos em perdas, geralmente pensamos na

morte das pessoas que amamos. Mas a perda é muito mais ampla, porque perdemos não só pela morte, mas também por mudar, deixar coisas para trás, perder um emprego, perder um amor, um animal de estimação, enfim, seguir nossas trilhas nos caminhos da vida. E perdas não só incluem separações e partidas de seres queridos, mas perdas de sonhos, de expectativas, de ilusões, de poder, de liberdade e de segurança. Todas as pessoas que sofrem algum tipo de perda

ou que tem a possibilidade de sofrer (morte de um ente querido, diagnóstico de doença, falência, traição, perda de emprego, separação etc) passam por um processo de luto para poder assimilar e lidar com essa situação. Cada pessoa enfrenta e lida com seu luto de forma muito diferente e particular. Se você está passando por uma situação de perda na sua vida e está difícil de superar, a terapia pode ser uma ferramenta para recuperar e aliviar a dor de sua perda.

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ARTIGO

Amigos Stella M. F. Pranzetti Vieira | Médica Pediatra Podemos ter muitos ou poucos, mas cada um deles precisa ser lembrado e cultivado pela importância que tem em nossas vidas. O dia a dia cheio de compromissos, em que o tempo é curto para tantos afazeres pode nos levar a deixar de lado pessoas muito importantes para nós e que ajudaram a escrever a nossa história. E a vida cheia de surpresas pode levar embora aquele amigo que era tão importante para nós e que talvez nem soubesse disto porque não tivemos tempo de dizê-lo. Fazemos amigos em diferentes fases da nossa vida e cada uma delas tornou-os queridos e indispensáveis... então, mudar de fase não pode servir de justificativa para esquecer quem partilhou conosco esse tempo. Será que estamos nos lembrando dos nossos amigos? Ou melhor, será que eles sabem o quanto são importantes

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para nós e como os amamos e somos gratos a eles por fazerem parte das nossas vidas? Vamos tentar recuperar o tempo perdido e reencontrar amigos hoje distantes, mas que um dia estiveram ao nosso lado e com os quais há tanto a ser dito. Amigo de verdade quando se encontra, não importa quanto tempo tenha passado, entra na nossa vida como se nunca tivesse ficado fora dela, porque não ficou mesmo, ele esteve sempre dentro da gente. Amizade é sentimento bom que brota dentro do coração desde que somos bem pequenos. Crianças de 2 ou 3 anos já sabem nomear os amigos sem titubear. E porque escolhem uns e não outros não é possível explicar com palavras, mas deve ser pelo mesmo motivo que nós crescemos e fazemos as nossas escolhas. Esta semana passei por mo-

mentos de angústia quando uma amiga muito querida ficou muito doente e, há tempo, não nos falávamos por todos os motivos citados anteriormente, como excesso de trabalho, distância, falta de tempo e o fato de que ela fez parte de outra fase da minha vida e eu me contentava em saber, ou melhor, acreditar que sabia que ela estava bem. E o tempo foi passando... De repente recebo a notícia de que ela subitamente estava muito mal e o meu coração passou a doer tanto de pena como de saudade, medo, tristeza e culpa pelo tempo que não nos vimos e a incerteza de poder revê-la e dizer a ela que sempre será minha amiga querida e que eu jamais a esqueci e que ela faz parte da minha vida. Nestes dias pensei muito em valores e na importância de passar aos nossos filhos o que realmente

tem valor na vida. Com certeza, amigos são a família que a gente escolheu para compartilhar e amar. A propósito, a minha amiga, graças a Deus, está se recuperando depois de muitos dias difíceis e eu, depois de muitos anos sem vê-l,a deixei tudo e fui encontrá-la porque eu queria muito que ela soubesse o quanto me fez bem durante o tempo que esteve ao meu lado, como sou grata por sua vida e quanto a amo. Também queria que ela e todos os meus amigos soubessem que estarão sempre comigo no meu pensamento e no meu coração, especialmente aqueles que eu não tenho visto, nem falado... Nada justifica deixar o tempo passar sem mostrar às pessoas o quanto são importantes para nós. Deixar para depois pode ser deixar de dizer para sempre. E isto é imperdoável.


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CANADÁ As belezas naturais de um dos pontos turísticos mais encantadores da América do Norte TEXTO Nathalia Molina/AE FOTOS Shutterstock

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céu nublado prometia mais do que um dia de chuva. Era quase uma frustração anunciada. Com tantas nuvens, o bondinho que leva ao topo do Monte Whistler’s dificilmente mostraria um panorama das Montanhas Rochosas do Canadá. Assim mesmo, embarquei. Sete minutos depois, o que podia ser decepção se converteu em encanto. A visão das cadeias montanhosas, da cidade de Jasper e do Rio Athabasca ficou prejudicada. Mas o Jasper Tramway, na província de Alberta, me levou às nuvens. Literalmente. Assim que o bondinho atravessou a massa nublada, um céu azul lindo apareceu, com sol brilhante de doer os olhos. O chão - na verdade, a uma altura de 2.500 metros - surgiu como um imenso tapete branco fofinho. Ao redor, picos e mais picos em sequência contornavam o cenário. Em dias limpos, é possível ver a região num raio de até 80 quilômetros. Mesmo sobre nuvens, consegui avistar a ponta de gelo do Monte Robson, pico mais alto das Montanhas Rochosas. Localizada na vizinha Columbia Britânica, a montanha tem 3.954 metros, 207 a mais que a segunda em altura, o Monte Colúmbia, em Alberta. As Montanhas Rochosas no Canadá se estendem entre essas duas províncias. Vão de Colúmbia Britânica (hellobc.com), no oeste do país, a Alberta (travelalberta.com), onde fica o Jasper National Park, o maior na região, de natureza protegida e declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Descobrir montanhas e apreciar o sobe-e-desce de pedras no horizonte são belezas do passeio no Jasper Tramway (jaspertramway.com). Isso fica claro já na chegada do bondinho ao terminal em cima do monte. Na varanda em torno da loja de souvenir, todas as línguas expressam entonações de entusiasmo. Esse sentimento se torna ainda mais forte após a caminhada tranquila até o topo do Monte Whistler’s, a 2.277 metros. É emocionante se sentir parte daquela paisagem grandiosa. De volta ao terminal, antes da descida, uma passagem pela lanchonete. O programa terminou com um café debruçado sobre o vale. Integração total. A estação do bondinho fica bem perto da cidade de Jasper, assim como os lagos Patricia e Pyramid, a menos de meia hora de carro. Em dias de tempo quente, a região é muito procurada para pesca, piquenique e passeios de canoa ou a cavalo Trilhas conectam os dois lagos. Como pano de fundo, vê-se o Monte Pyramid, com 2.766 metros.

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Passeio pelas montanhas de Jasper reserva paisagens deslumbrantes

O Jasper National Park é o parque nacional das Rochosas com relevo mais acidentado. Durante a subida para Jasper a partir de Edmonton, dá para observar esse aspecto de dentro do carro, mas especialmente de trem. Jasper é uma das paradas do The Canadian, trem da VIA Rail que liga Toronto a Vancouver, cortando o país em direção ao oeste. A chegada de trem a Jasper é o trecho mais espetacular do trajeto. Começa com pedras enormes quase raspando a janela do vagão e termina na charmosa cidade, dentro do parque. Gigante, o Jasper National Park abrange uma área de 10.878 quilômetros quadrados. Criado em 1907, o parque reúne geleiras, cânions, montanhas, vales, lagos glaciais, áreas de campings e perto de 1 mil quilômetros de trilhas. Possui ainda uma estância termal, Miette Hot Springs. Nas Rochosas, há termas também nos parques nacionais de Banff, em Alberta, e de Kootenay, na Colúmbia Britânica o site hotsprings.ca traz informações sobre as três. A água de Miette Hot Springs, no Jasper National Park, é a mais quente: chega a 54 graus. Tem de ser resfriada até 4 graus para uso dos banhistas.

Miette Hot Springs abre da primavera ao outono. Vários serviços do parque, aliás, não funcionam no inverno. Alguns hotéis fecham, outros viram resorts para andar na neve (snowshoeing) ou esquiar. Quando o gelo derrete, as atividades passam a ser pedalada, canoagem e caminhada, por exemplo. Para apreciar o contraste dos lagos de cor turquesa ou esmeralda com a vegetação e as montanhas de picos brancos, a melhor época para a viagem é a temporada de calor no Hemisfério Norte. Nesse período do ano, também é mais fácil ver animais próximos à estrada, como veados, ursos e alces.

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CIRURGIA PLÁSTICA “Não podemos pensar que basta puxar, cortar e tirar o excesso. É preciso realizar um tratamento global para a conquista de um rosto bonito, com expressão facial preservada.” TEXTO Márcio Castan*/AE FOTO Shutterstock

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a busca intensa pela juventude, a plástica parece ser o caminho ‘natural’ para apagar as marcas do tempo e reconquistar um rosto novo, de novo. Mas, para obter um bom resultado, os cuidados e métodos paliativos antitempo adotados no decorrer da vida são essenciais. Quantas vezes você está assistindo a novela e faz uma análise do rosto daquela atriz mais idosa e pensa: ‘nossa! Como ela está diferente! A expressão facial se perdeu, o rosto dela está tão esticado!’ Em tempos de expectativa de vida elevada, e o pensamento de que “ter uma aparência jovem é tudo de bom e mostrar os sinais da idade é péssimo”, investir na manutenção de um visual bonito e saudável

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toma conta de várias gerações. Sim, porque não é somente o grupo da ‘melhor idade’, que se rende aos apelos dos padrões de juventude eterna. Cada vez mais cedo, mulheres - e agora homens, também - buscam nos procedimentos cirúrgicos o passe mágico para reconquistar os contornos faciais do passado. “Vivemos um momento no qual muitas pessoas que já passaram dos 60 anos almejam ter de volta o rosto dos 30 e acabam buscando na cirurgia plástica esta solução milagrosa. No entanto, o grande segredo desta área da medicina é atuar de maneira que a mudança não seja tão perceptível aos olhos de quem observa. O sucesso de uma plástica está na percepção de que algo mudou, mas sem definir o que


realmente foi”, defende Márcio Castan, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e cosmiatra, de Porto Alegre (RS). Para obter este efeito, digamos natural, é preciso aliar dois componentes: escolher um médico criterioso nas técnicas cirúrgicas e se cuidar no decorrer do tempo, mantendo a pele bem tratada e utilizando todos os procedimentos anti-idade disponíveis, antes de se submeter à plástica. “Uma boa aparência, saudável e jovem, implica em mudanças de hábitos, primeiramente. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e cuidar da pele com carinho são essenciais para se chegar bem à maturidade. E, ai, sim, se for o caso, partir para uma blefaroplastia (cirurgia de pálpebras) ou para um lifting facial”, defende. Isso porque, segundo o médico, mesmo para a realização da plástica, ter uma boa qualidade de pele é fundamental. “Eu não realizo uma cirurgia se a pele não estiver em boas condições. Em muitos casos, recomendo

um tratamento facial antes de marcar o procedimento cirúrgico propriamente dito”, avisa o Dr. Castan. Para o médico, investir em toxina botulínica, substâncias preenchedoras e ácidos que amenizem manchas e rugas suaves, é a base de tudo para se obter, no futuro, uma plástica com efeito natural. “Não podemos pensar que basta puxar, cortar e tirar o excesso. É preciso realizar um tratamento global para a conquista de um rosto bonito, com expressão facial preservada. É importante que o paciente entenda isso, que se comprometa com a ideia de tratar-se de forma ampla, seguindo à risca todas as recomendações médicas. E para isso não há idade. Não é porque alguém passou dos 40 anos, sem nunca ter tratado do rosto como deveria, que não há tempo de reverter o quadro antes de encarar o bisturi”, afirma o médico. FONTE : *Dr. Márcio Castan - Cirurgião Plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e pós-graduado em Dermatocosmiatria

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ARTIGO

Diplopia Dr. Luis Amaral M. Di Paolo | Oftalmologista | Consultório: 19 3451.8575 (Limeira SP)

Diplopia é a visão de duas imagens quando se tem apenas uma. Ocorre quando o cérebro recebe duas imagens de um único objeto. É a chamada visão dupla. Quando isso ocorre por um longo período de tempo, o cérebro passa a compensar os dois sinais suprimindo um deles, de modo que uma única imagem é percebida. A imagem suprimida pode fazer com que o olho torne-se amblíope (olho pregui-

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çoso) e ocorra consequente perda da visão naquele olho, quadro este irreversível, na maioria das vezes. Existem várias causas de visão dupla que podem ser benignas ou até causarem risco de morte. A diplopia pode ter causa ocular ou cerebral. A mais comum é devido ao desalinhamento dos olhos. Algumas doenças como miastenia gravis, diabetes levando a danos aos nervos, acidente vascular cerebral, traumatis-

mo craniano e outras lesões cerebrais podem causar este desalinhamento. Existe também a diplopia monocular, isto é, a visão dupla percebida em apenas um olho, que não é muito comum, que tem como causa estruturas oculares que interferem diretamente na percepção luminosa, córnea, pupila, cristalino, retina. Na maioria das vezes, pode ser resolvida com lentes corretivas ou cirurgia.

www.drluisamaral.com.br


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BELA E ÁGIL Ducati Hypermotard retorna ao Brasil em nova geração TEXTO José Antonio Leme/AE FOTOS Divulgação/AE

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la é esguia, se movimenta de um jeito único e não faz o tipo dos baixinhos. Poderíamos estar falando de uma belíssima “top model”, mas o assunto da vez é a Ducati Hypermotard, que retorna ao Brasil em nova geração - há qual todos esses atributos se encaixam. Importada da Itália - há planos de fabricá-la em Manaus - a moto parte de R$ 51.900, na versão Standard. De série, há três modos de condução, que alteram o comportamento dos freios ABS em três níveis e o do controle de tração, em oito. Tudo pode ser comandado pelo piloto por meio de um botão no lado esquerdo do guidom. A Hypermotard tem motor bicilíndrico de 821 cm3, que

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gera potência de 110 cv e torque de 9,1 mkgf, e câmbio de seis marchas. O quadro de treliça foi mantido. Essa combinação deixa a Ducati ágil no uso urbano, permitindo até algum abuso nas curvas fora da trajetória. A posição de pilotar é um tanto incômoda. A moto é muito alta e o piloto fica deslocado à frente. Essa disposição privilegia quem tem mais de 1,80 metro de altura. Em uso rodoviário, a falta de proteção aerodinâmica e o tanque de gasolina, com capacidade para 16 litros, limitam longos deslocamentos. No modo confortável (Urban), o motor entrega apenas 75 cv e a moto fica “apagada”, exigindo constantes trocas de marcha para melhorar o desempenho.


No modo normal (Touring), os 110 cv estão disponíveis de maneira mais comedida, sendo ideal para o dia a dia. No esportivo, o “bicho pega”. A Hypermotard fica arisca, com a potência sendo entregue estupidamente, e muito divertida. O câmbio de seis marchas tem engates curtos e secos. Os freios a disco, duplos na dianteira, de 320 mm e simples na traseira, de 245 mm, chegam a ser um exagero, mas vão bem para derrapagens controladas. ITALIANA CHEGA AO PAÍS EM TRÊS VERSÕES Além da versão Standard, a Ducati trouxe duas outras opções da Hypermotard - todas têm os mesmos motor, câmbio e sistemas eletrônicos. Na estradeira Hyperstrada, tabelada a R$ 56.900, há malas laterais, com 50 litros de capacidade cada, para-brisa, tomada de força de 12V e alças para o garupa. Por R$ 64.900, a Hypermotard SP, versão de topo da linha, traz suspensões ajustáveis, rodas mais leves, apliques feitos de fibra de carbono, novo para-lama dianteiro e ajuste de distância dos manetes. Nesta opção, a altura do banco sobe para 89 cm.

PRÓS AGILIDADE - Há bom ângulo de esterço, suspensões de curso longo e rodas de 17 polegadas. Esse conjunto proporciona bom desempenho à Hypermotard. CONTRAS ALTURA DO SOLO - Com assento distante 87 cm do solo, modelo italiano não é indicada para pilotos com estatura abaixo de 1,8 metro.

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Que tal apreciar uma pizza artesanal?

I

“Atelier da Pizza” inaugura em Limeira um novo conceito em pizza e delivery

naugurada em Limeira por um empresário apaixonado pela gastronomia de um modo geral e apreciador de pizzas de boa qualidade, e que não dispensa o conforto de sua casa para receber os amigos para degustá-las. Nasce assim o Atelier da Pizza - um novo conceito em pizza e delivery para a cidade de Limeira. Trata-se de uma proposta inovadora no segmento, uma vez que as pizzas são artesanais, com mais de 30 opções em sabores. O conceito de pizza Artesanal Gourmet começa pelos ingredientes da massa feita à mão, e sua receita se baseia na origem desse produto quando criado, há centenas de anos. Existe uma preocupação com os ingredientes, que seguem o mesmo conceito, desde o molho aos embutidos. O molho é de tomate pelado italiano, produto importado para o Brasil por empresa especializada e nossa parceira. Os embutidos são de uma empresa especializada na fabricação artesanal dessas iguarias. Na verdade, não temos misturas para se chegar ao produto final, são cortes específicos e o processo de preparação também é artesanal. Não

há concentração de sal e outros ingredientes encontrados comumente em outros processos de industrialização. Preservamos a questão da junção de sabores e formatação do paladar, em que não são aplicados mais do que quatro ingredientes nas receitas além do molho, incluindo a proporção da mozarela, feita de três tipos diferentes, resultando numa textura sem igual, necessária ao produto. Nosso objetivo é oferecer um delivery para pizzaria com a facilidade de poder comprar a pizza pela internet e agendar sua retirada, proporcionando maior conforto ao cliente. Por se tratar de uma pizza Artesanal Gourmet, a empresa não faz suas entregas no sistema comum - utiliza o carro da empresa e funcionário próprio somente quando necessário - a entrega leva de 30 a 40 minutos, em virtude do deslocamento. Quando o cliente retira seu pedido pelo sistema delivery, o tempo aproximado é de 10 minutos, ou seja, o tempo de produção da pizza. Dessa forma, o cliente aprecia maior crocância da massa, saboreando-a quentinha. Entre em contato e confira nosso cardápio e novidades.

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Nutrição

Organize sua geladeira Dra. Patrícia Milaré Lonardoni | Nutricionista | Tel: 19 3443.3236 (Limeira SP) | patricia.milare@itelefonica.com.br Organizar a geladeira não é somente levar em conta a facilidade em encontrar alimentos, mas também a forma correta de armazená-los. Para isso, é importante unir o útil ao agradável e aproveitar cada compartimento de sua geladeira. CONGELADOR: acondicione os alimentos que deseja congelar sempre em embalagens de vidro ou plásticas*, contendo etiqueta com a data de armazenagem e prazo de validade. *Lembre-se sempre que vidro é saudável, plástico nem sempre!! PRATELEIRA SUPERIOR:

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alimentos de maior refrigeração, como sobremesas, patês, frios e manteiga. Armazene-os sempre em embalagens hermeticamente fechadas. Inclusive, a manteiga, depois de aberta, deve ser retirada da embalagem original e armazenada em recipiente de vidro bem fechado para evitar o contato com o oxigênio - que provoca a rancificação. Mas atenção: manteiga é diferente de margarina e de creme vegetal!! PRATELEIRA INTERMEDIÁRIA: lugar ideal para alimentos pré-preparados. O ideal é guardar as sobras limpas de refeições em potes de

vidro com tampa. Carnes em geral (nessa categoria, podemos incluir carnes vermelhas - gado, porco, entre outras - e carnes brancas como aves e peixe) em fase de descongelamento, ou já temperadas, devem ser armazenadas dessa maneira também. Ovos devem ser colocados em seu suporte, que normalmente está na porta da geladeira. O ideal é retirar o suporte da porta e colocá-lo colocado nessa prateleira, para que a temperatura correta seja mantida. Ovos na porta da geladeira, pelo abrir e fechar constante da porta, não permanecem resfriados em tempera-

tura adequada. PRATELEIRA ACIMA DAS GAVETAS: ideal para os mesmos alimentos das prateleiras intermediárias. Muitas pessoas costumam armazenar frutas nesta prateleira. Frutas devem ser armazenadas nas fruteiras. Somente em dias muito quentes é que elas podem ser armazenadas em bandejas na geladeira. PRATELEIRA INFERIOR E GAVETAS: armazene as verduras e legumes em sacos plásticos limpos, transparentes, e com pequenos furos que facilitam a circulação de ar. Isso evita a deterioração.


Artigo

É gripe ou resfriado? Dr. Luiz Ricardo Menezes Bastos - Médico É muito comum a confusão entre gripe e resfriado, e outras doenças das vias respiratórias altas, como as rinites e sinusites, também podem ter sinais e sintomas parecidos. Então, como diferenciá-las? A gripe e o resfriado são doenças causadas por vírus. Existem mais de 200 tipos de vírus que podem causar o resfriado (rinovírus, corona vírus, adenovírus). Já a gripe tem como causa mais frequente os vírus do tipo influenza. A transmissão é de pessoa a pessoa através da tosse, que elimina gotículas com vírus no ar, e são inaladas pelas pessoas, ou por mãos contaminadas. As gripes são mais agressivas que os resfriados, com início rápido, com febre alta, geralmente maior que 38°C, e esta dura em média de 3 a 4 dias. Outros sin-

tomas: tosse geralmente seca e dores musculares mais intensas, cansaço mais fácil. Já o resfriado tem início mais lento, com febre geralmente ausente ou baixa, congestão nasal, dor menos intensa, tosse mais irritativa com coriza. Tanto a gripe como o resfriado não devem ser tratados com antibióticos, pois estes medicamentos não têm ação nenhuma sobre os vírus. Podem ser receitados analgésicos descongestionantes e soluções para limpeza nasal, como o soro fisiológico, por exemplo. Em alguns casos, nas gripes mais severas, podem ser utilizados medicamentos antivirais. Mas evite a automedicação, pois alguns sinais podem ser “mascarados” por algum remédio. Como o tempo destas doenças é geralmente curto, se

persistirem sintomas de febre, tosse ou dor, devem ser afastadas outras doenças. Pode ocorrer sinusites, com muita frequência, ou inflamações da traquéia e brônquios (traqueo-bronquites), ou pneumonias. A presença de catarro purulento pela tosse ou secreção amarelada pelo nariz podem ser sintomas de doenças bacterianas e necessitam avaliação pelo médico. Comumente, encontramos pessoas que dizem viver “gripadas” ou “resfriadas”. Gripe não se pega várias vezes no ano. Também não é comum pegá-la todo ano. Já o resfriado pode ocorrer mais de uma vez ao ano, mas dificilmente alguém vai ter vários resfriados no ano. Então, uma pessoa que tenha o nariz escorrendo com frequência, ou espirros constantes, pode ter uma doença alérgica, como a rinite,

por exemplo, ou uma doença crônica, como a sinusite. Deve procurar o médico para tratamento adequado. As gripes e os resfriados podem ter sua prevenção com algumas medidas simples e do dia a dia. Devem ser evitados contatos com a boca, com os olhos e as mucosas. A boa higiene das mãos pode ajudar a evitar o contágio. Lenços descartáveis, usados ao tossir, e jogados fora depois, também diminuem o contato com os vírus. Evite ficar desnecessariamente em locais fechados, principalmente próximos a pessoas tossindo ou espirrando. A vacinação antigripal, feita geralmente no período pré-inverno, diminui muito a possibilidade de gripe. Mas a vacina não previne resfriados, e para estes, não há vacinas, pois são muitos os vírus que podem causá-lo.

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Bastidores FUTEBOL Mais uma vez “Os Simpsons” (Fox) falam sobre o Brasil. Em episódio lançado nos EUA e ainda sem data para ser exibido no Brasil, a animação mostra o que acontece quando a família de Homer vem até o Brasil para a Copa do Mundo. Isso porque ele se torna árbitro do evento. Como é de praxe, alguns costumes brasileiros são discutidos no desenho.

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FONTE: AE

CURTA DURAÇÃO No próximo ano, o telespectador poderá ver mais séries de curta duração na TV Globo. A princípio, a emissora carioca estaria se programando para colocar no ar atrações de, no máximo, 26 episódios. O horário reservado para esses programas seria o mesmo de “A Grande Família”, que chega ao fim neste ano.

NA CORRERIA Além de colocar vídeos dançando na web, Rodrigo Faro anda trabalhando duro. No dia 27 de abril, ele estreia “Hora do Faro”, atração que entra no lugar de “O Melhor do Brasil”. O programa terá uma versão do game “Let?s Make a Deal”, traduzido aqui como “Topa um Acordo?”. As gravações do quadro são realizadas em estúdios de cinema em Paulínia (interior de São Paulo).


FORA DA TV ABERTA Ainda sem trabalho na TV aberta, Adriane Galisteu não deverá sair tão cedo do canal Discovery, na TV paga. A loira participará de “Dormindo com Meu Estilista”, reality show em que maridos recebem dinheiro para renovarem o guarda-roupa de suas mulheres. Galisteu anda de “namoro” com a Record desde o ano passado, mas nada foi acertado até agora.

CONFIRMADO À frente do “SuperStar”, Fernanda Lima está de olho também na nova temporada de “Amor & Sexo”. Depois da Copa do Mundo, em meados de agosto, será dada a largada para a produção da nova temporada do programa. A estreia deve acontecer em novembro. A atração deve repetir a dobradinha com “The Voice Brasil”, como ocorreu nas noites de quinta no ano passado.

PRÓXIMO PAPEL Longe das novelas desde o fim de “Fina Estampa”, em 2011, Christiane Torloni já tem data para voltar à TV. Ela será a mãe do vilão e do protagonista da novela “Búu”, no horário das 19h da Globo. Apesar de ser uma mulher sofisticada, a personagem não será nada parecida com Tereza Cristina (“Fina Estampa”) nem com Melissa Cadore (“Caminho das Índias”).

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Designer de Interiores

O charme das churrasqueiras Fabiana Massaro | Fone: 19 -78241394 | 9-97068232 (Limeira SP)

Definitivamente, o ambiente predileto eleito pela grande maioria das pessoas é o “espaço gourmet”, muito apreciado por ser o cenário de momentos tão agradáveis em família e entre os amigos. E esses espaços estão cada vez mais equipados com cooktops, coifas, fornos, geladeiras de última geração, com design exclusivo e carregado de inovação nas cores e nos benefícios aos seus consumidores. Um dos pontos altos do projeto da área de lazer é

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a churrasqueira, que tem esbanjado charme com linhas retas e com diversos materiais para acabamento, como tijolos brancos (lixados e impermeabilizados), pastilhas, vidro, inox, cerâmica, mosaico de pedra ou mármore e com texturas de grafiato e granfino. A combinação perfeita para esse projeto é a utilização de móveis com fibra sintética e com tecidos fáceis de limpar e de grande resistência . Outra tendência bastante consolidada é a integração

da churrasqueira a gás na bancada interna da cozinha, que também resolve o problema de quem tem pouco espaço para fazer uma área separada de gourmet, como é o caso de apartamentos. Só é preciso ter a instalação do gás e do ponto elétrico para evitar futuros transtornos. É importante também sempre contratar uma empresa capacitada e responsável por cada serviço, pois dessa forma pode se ter garantia do bom funcionamento de qualquer item acima citado.


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Artigo

Marketplaces: sua loja já aderiu? Valter Garcia Junior

| Administrador de Empresas Especializado em e-commerce | www.cakeweb.com.br | Fone: (19) 98117.2187

Marketplace é um ambiente do varejo online onde múltiplas empresas ofertam e comercializam os seus produtos e serviços. A transação é processada pelo operador do próprio marketplace e os benefícios atingem a todos. Essa é a nova aposta do mercado eletrônico brasileiro, com a maioria das grandes empresas se movimentando nessa direção. Você possui uma loja online e ainda não aderiu a esse modelo de negócio? Então, corra! A lógica desse modelo de e-commerce é transformar as tradicionais lojas online em grandes shoppings virtuais, um espaço que o grande varejista abre para que outras empresas possam oferecer os seus produtos. O consumidor, nesse cenário, consegue encontrar produtos de vários segmentos em um mesmo local, adicionar todos os itens comprados em um mesmo carrinho virtual e pagar por todos em uma única transação. Com cases mundiais como Amazon e Ebay na vanguarda do modelo, o marketplace é a forte

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tendência atual do mercado eletrônico brasileiro e vem sendo adotado por grandes varejistas nacionais. O consumidor beneficia-se, pois o sistema agrega valor à sua experiência de compra, uma vez que permite que a loja possua um catálogo de produtos extenso, com exemplares dos mais variados segmentos do varejo, com alta viabilidade de estoque e preços mais competitivos. No caso dos lojistas, as vantagens de ofertarem seus produtos em um marketplace são várias. Aumento da visibilidade é a primeira delas; uma vez que, geralmente, possuem pouca disponibilidade orçamentária para investimentos em marketing, fator essencial para alavancar as suas vendas online. Como consequência do impacto na visibilidade, as suas vendas aumentam, novos clientes são captados e a marca é fortalecida - pontos que impulsionam diretamente o faturamento da empresa.

(Fonte: e-commerce news)


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Direito

Câmara dos Deputados aprova ampliação do Refis para inclusão de débitos vencidos até 30 de junho de 2013 e prazo de adesão MAURO MERCI | mmerci@mauromerci.adv.br | MAURO MERCI Sociedade de Advogados (Piracicaba-SP)

A ampliação do Refis da Crise (parcelamento de débitos em atraso) foi aprovada no último dia 2 de abril pelo Congresso Nacional, no texto da Medida Provisória 627. O texto da MP previa, anteriormente, a reabertura do prazo de adesão ao programa após a sanção da lei, mas apenas para os contribuintes com débitos vencidos até o final de 2008. O prazo, porém, foi estendido para dívidas vencidas até 30 de junho de 2013.

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Mesmo sem o apoio do governo, a expectativa é de que a alteração no texto da Medida Provisória aprovada pela Câmara dos Deputados seja votada no plenário do Senado até o dia 11 de abril. Caso contrário, correr-se-ia o risco de a medida provisória perder a validade, uma vez que ela vence em 21 de abril e, em razão do feriado da Semana Santa, o Congresso tem que concluir a votação até o dia 17 de abril. Dessa maneira, se aprovada

a alteração, os contribuintes que possuem débitos cujos vencimentos se deram entre 2008 e junho de 2013 ou perderam a oportunidade de inclusão de débitos mais antigos até 31 de dezembro de 2013 terão nova possibilidade de parcelamento de suas dívidas de impostos federais com incentivos.

(Fonte: Jornal O ESTADO DE S. PAULO – Caderno ECONOMIA - RENATA VERÍSSIMO, ADRIANA FERNANDES, NIVALDO SOUZA – BRASÍLIA)


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O MAGO DAS NOVELAS ESTÁ DE VOLTA Benedito Ruy Barbosa retoma atividade de escritor cinco anos depois de sofrer AVC TEXTO Cristina Padiglione/AE FOTO Divulgação/AE

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eu Pedacinho de Chão é, sim, uma história do bom contador de causos Benedito Ruy Barbosa, que volta a botar a mão na massa folhetinesca após cinco anos afastado do expediente. Ainda que não tenha sido, como diz, um “peso morto” na Globo nesse período, tendo acompanhado de perto o expediente das filhas nos remakes de Cabocla, Sinhá Moça e Paraíso, Ruy teve de sair de circulação em razão de um AVC e conta que chegou a ser dado como morto. Para retomar as rédeas do trabalho, escolheu Meu Pedacinho de Chão, novela sua de 1971/72, em preto e branco, exibida pela TV Cultura e pela Globo, e pediu à direção da Globo que lhe dessem Luiz Fernando Carvalho para dirigir o set. Assim se refez o par responsável por duas das melhores produções do horário nobre,

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Renascer e O Rei do Gado. Embora se diga que novela é obra do autor, e não do diretor Meu Pedacinho se reinventa em uma concepção que remete mais ao universo de Carvalho (com aquela pinta de Hoje é Dia de Maria) do que ao de Ruy. O que une os dois é a prosódia caipira. “Tem uma hora que a gente não sabe o que veio do texto e o que veio da direção, somos uma coisa só”, atesta Carvalho. Mas Ruy é cioso de seu texto e não nega. Dispensa colaboradores, admitindo apenas uma parceria com a filha Edilene e do neto, Marcos, para ajudá-lo na digitação, exercício que o AVC lhe tomou. A nova produção se passa em Santa Fé, qualquer lugar no tempo e no espaço do interior do Brasil, tendo Antonio Fagundes, Osmar Prado e Bruna Linzmeyer num enxuto elenco de 20 personagens.


Você agora trabalha nesse flat? Eu moro mesmo em Sorocaba, no meu sítio, que eu adoro. Tenho tudo lá, poderia escrever lá, mas os médicos me falaram pra ficar aqui, de medo que me acontecesse alguma coisa. Eles disseram: ‘Ruy, se você estiver no sítio, você não chega aqui em tempo, ainda mais se estiver sozinho’, como fico muito. Você diz que aborda o tema da reforma agrária em suas novela desde ‘Meu Pedacinho de Chão’. E aí está o assunto de novo. Eu tenho 34 novelas nas costas, não é brincadeira. Comecei pela Tupi e depois fui para a Excelsior, a escola de novelas. Vim do Teatro de Arena, meu diretor era o Augusto Boal. Comecei a trabalhar com novelas sem querer. Eu nasci dentro de um jornal. Meu avô fundou vários jornais por esse interior, meu pai fundou o jornal de Vera Cruz. Vim aprender mesmo no jornalismo. Fui revisor no Estado de S Paulo e comecei como jornalista na Última Hora, em esportes. Quando voltou a trabalhar? Agora. Minhas filhas tocaram Cabocla e eu acompanhei

Benedito Ruy Barbosa (sentado e no detalhe) com o elenco de “Pedacinho de Chão”

tudo, depois foi Sinha Moça e Paraíso. Quer dizer, eu não era peso morto na Globo, mas agora eu comecei a achar que estava na hora de começar a trabalhar. De arrumar encrenca? (Risos) É, de arrumar uma encrenca. Aí eu lembrei do Meu Pedacinho de Chão porque na época a censura mexeu muito na novela e fui preso, sem nenhum motivo. Fizeram corte em 12 capítulos. Tinha um imbecil lá, chefe da censura, totalmente ignorante, que dizia: ‘olha aqui meu rapaz, eu já censurei William Shakespeare, por que não vou censurar Ruy Barbosa, ainda mais Benedito?’ Aí fui preso por desacato.

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Juliana Paes comemora os 15 anos de carreira interpretando Catarina em “Pedacinho de Chão”

Implicaram com alguma questão agrária? Nada. Começou com uma censora que tinha casado com uma pessoa de Belo Horizonte e ela não conseguiu ficar lá nem levar o marido para Brasília. Então, tudo o que tinha a palavra ‘amor’ ela implicava. Agora a novela ganha outra roupagem. Ah, agora é outra coisa, não é remake, isso é importante e faço questão de dizer. Quando a Globo aprovou, pedi o Luiz Fernando. Ele sentou aí onde você está. E nós começamos a discutir. Eu falei: ‘nem vou reler o que escrevi na época. Vou manter o nome dos personagens e vou fazer o que a censura não me deixou fazer’. Ele vibrou. A gente é como irmãos, sempre nos demos muito bem.

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Achei que vocês tivessem rompido depois de ‘Esperança’, quando você foi substituído no meio da novela. Mas soube que você foi pressionado a escrever naquele momento, quando não estava bem, para aproveitar o sucesso de ‘Terra Nostra’. Foi, não era a minha vez na escala de autores. Eles estavam loucos atrás de mais uma novela como Terra Nostra, vendeu muito no exterior. E dei um azar danado, porque perdi dois irmãos, quase seguidamente, e, durante a novela (Esperança), perdi minha mãe. Eu não conseguia mais escrever. Fumava quatro maços de cigarro por dia. Mas você sempre escreveu sozinho. Por quê? Sempre, eu não consigo deixar que ninguém escreva, nem essa novela. Todos os capítulos fui eu que escrevi. Meu neto é quem digita. O que me sobrou desses problemas que eu tive, do AVC, foi que eu perdi a agilidade, não consigo mais ter a rapidez que eu tinha.


E por que você diz que não é um remake? Porque é totalmente diferente. Vamos mexer em política. Durante a novela tem greve de médicos, gente morrendo na fila de hospital, que tá acontecendo barbaridade, tenho greve de professores, tenho um prefeito que tem consciência de que tá tudo errado e fala: ‘se eu fechasse essa câmara de vereadores, por exemplo, e usasse esse dinheiro aqui, não tinha ninguém chorando, porque eles não fazem nada’. Mas ele não pode fazer isso. Como tem prefeito corrupto e vereador que vigia o executivo. Mas eu ponho também isso aí. A briga da novela é exatamente quem vai ser o próximo prefeito, e chega um instante em que ninguém quer ser, porque cada um bota na cabeça os problemas que vai enfrentar, que começam no governo do estado e no governo federal. Essas coisas não deixavam falar na primeira versão. O melhor regime ainda é o democrático. Eu faço uma escola de adultos em que a professora vai ensinar aquelas pessoas a votar consciente, para poder cobrar. ‘Meu Pedacinho de Chão’ é considerada a primeira novela educativa de TV. Por quê? É isso mesmo. Ensinava as pessoas o que era vacina e como funcionava. A Secretaria da Saúde me dava assesso-

Rodrigo Lombardi é Pedro Falcão na nova novela da Globo

ria, eles me mandaram uma carta, na época, me agradecendo. Na época, eles mandavam equipes vacinar o pessoal no interior e as pessoas perguntavam: ‘essa vacina é a da novela? Ah, então pode vacinar todo mundo’. Suas novelas sempre têm também algum pacto com diabo ou um diabo na garrafa. E agora? Isso existe, minha filha, você não acredita, mas existe (risos). Mas agora não tem diabo.

ASSISTA: ”Pedacinho de Chão” - Diariamento, às 18h, TV Globo

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PUBLIEDITORIAL

A fachada das novas instalações atende aos remodelados padrões da rede

A CASA DO CONSTRUTOR ESTÁ DE CASA NOVA Objetvo é oferecer maior comodidade aos clientes e uma gama maior de produtos e serviços

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uscando conforto aos seus clientes, a Casa do Construtor, especializada em locações de equipamentos para a construção civil, mudou de endereço, porém, com a grande vantagem de permanecer na Avenida Santa Bárbara, hoje um importante referencial econômico de Limeira, haja vista sua localização privilegiada e com fácil acesso. A fachada das novas instalações atende aos remodelados padrões da rede e a nova logomarca está muito mais bonita. Para atender as necessidades dos clientes, foi construído um amplo estacionamento - uma reconhecida exigência dos consumidores em tempos modernos. A área de atendimento e de depósito de equipamentos está mais espaçosa. A ampliação de espaços permitirá novos investimentos e ampliação do kit de equipamentos disponibilizados para locação. Segundo a administração, em breve, serão oferecida escoras metálicas, equipamentos estes com

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tendência de maior demanda, por serem compatíveis às normas regulamentadoras de segurança vigentes e, até mesmo, por proporcionarem ao locatário o exercício de suas atividades com maior consciência ecológica e responsabilidade social ao evitar o uso de madeira. Procedentes dos mais renomados fabricantes, na Casa do Construtor você encontrará para locação andaimes e respectivos acessórios no padrão NR18, betoneiras, ferramentas elétricas, compactadores, cortadoras de junta e rompedores de concreto, equipamentos para limpeza e jardinagem, dentre outros. Os equipamentos, submetidos a um rigoroso processo de manutenção, são entregues limpos e revisados. A Casa do Construtor Limeira se orgulha por integrar, em regime de franchising, a maior rede locadora de equipamentos do Brasil. NOVO ENDEREÇO: Av. Santa Bárbara, 1.873 | Vila Santa Rosália | Limeira SP | 19 3441.6869


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ELAS BUSCAM A PAZ EM VÃO Segunda temporada da série ‘Surtadas na Yoga’ é garantia de boas risadas TEXTO João Fernando/AE FOTO Divulgação/GNT

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om ritmo anárquico e piadas de riso rápido, começou a segunda temporada de Surtadas na Yoga, no GNT. Desta vez, a série vai ao ar sem intervalos. “São quase filminhos, tem de ter fôlego dramatúrgico. Sem intervalo, fica uma história mais complexa e amarradinha. A gente não corrompe o que deu certo, mas aumentamos o potencial de comédia”, avalia Fernanda Young, protagonista da atração, criada em parceria com seu marido, o roteirista e escritor Alexandre Machado. Praticante de ioga por anos, Fernanda enxergou a chance de extrair risadas de uma atividade em que o silêncio impera. “A yoga tem termos engraçados, posições absurdas. Se você pensar na comédia, sempre tem uma casa, uma

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família, um grupo no trabalho. O humor não tem muito deslocamento. Você tem de colocar as pessoas num lugar específico e deixar que aqueles seres humanos no seu ridículo diário sejam engraçados”, explica. As atrizes garantem não ter ouvido reclamações dos praticantes da vida real. “Na minha academia, um professor veio me falar que algumas professoras achavam ofensivo. Mas havia um grupo rival que achava engraçado. Não é ofensivo com quem faz ioga, com a filosofia. Não agride”, defende Anna Sophia, que também faz parte do elenco.

ASSISTA : “SURTADAS NA YOGA”, às segundas-feiras, às 23h, na GNT


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PAISAGENS INESQUECÍVEIS Confira os principais pontos turísticos de um paraíso chamado Fortaleza TEXTO João Fernando/AE FOTO Divulgação/GNT

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á poesia nos grandes cataventos que margeiam a vista no alto da Duna do Pôr do Sol. Inspiração para renovar-se com a força dos bons ventos cearenses. Os ciclos que se cumprem ao seu tempo, um convite à cadência própria daquele trecho do litoral brasileiro. Aquela montanha de areia é referência ali, mas Canoa Quebrada, a 180 quilômetros de Fortaleza, é repleta de opções para quem se permite viver uma experiência além de suas famosas dunas. Há o sabor do marisco do Rio Jaguaribe, o maior do Ceará; a mistura das águas doces e salgadas; o pé mergulhado no mangue; os cactos áridos à beira-mar. No radar de 40

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quilômetros, outras cidades e vilas, como Fortim e Ponta Grossa, guardam suspiros aos viajantes. Mas há também Retirinho e Pontal do Maceió - e esticando ainda mais você terá praias como a das Fontes e Morro Branco, de paisagens exuberantes, entre lagoas, rios e mar. A escolha varia com o bolso, como sempre. Há resort e pousadas rústicas na maioria das vilas. Algumas ainda correm para melhorar a infraestrutura, é verdade. Mas quem busca sossego genuíno para recarregar as energias vai se encantar com as praças e suas sombras agradáveis para leitura, as rodas de conversa ao redor do pescado e a brisa salgada sob o guarda-sol.


CANOA QUEBRADA - Não dá para se furtar aos clichês nos passeios de buggy e tirolesa no meio das dunas. A experiência começa do alto, com o voo de parapente que fica na principal praia de Canoa (foto ao lado). Por R$ 80, o passeio de 15 minutos, acompanhado, oferece um visual deslumbrante das falésias coloridas em tons de vermelho e as mil nuances de azul do mar e do céu. Pela terra, os trajetos podem ser feitos de buggy (canoabuggy com.br), com preços entre R$ 130 e R$ 300 por pessoa, a depender do destino e da extensão. Mas convém não abusar, ou as dores de coluna poderão diminuir a animação para a noite. Os passeios costumam prever paradas em altas dunas e nas piscinas naturais a 2 quilômetros da vila, e ainda banhos em lagoas naturais que têm, nas margens, bares isolados no areal. Por ali há opções emocionantes como esquibunda (um tipo de sandboard sentado; R$ 4) e tirolesa (R$ 8), que têm entre 30 e 80 metros. Vale a pena conferir as poses e caretas registradas por fotógrafos espalhados entre as dunas. O banho de lagoa, ao final da aventura, recupera o fôlego para seguir nos solavancos do carro até o mirante do pôr do sol. Para a gastronomia, esqueça as grandes barracas, que

Canoa Quebrada oferece ótimas opções em passeios por terra, água ou ar; uma das atrações é o voo de parapente

têm seus dias contados nas areias, e mesmo os restaurantes da Broadway, principal rua de Canoa. Bom mesmo é a comida nativa. A Vila dos Estevãos, o primeiro ponto de povoamento da região, hoje é uma área de preservação histórica e cultural, longe da especulação imobiliária. O restaurante O Nain (88-8812-7571) serve peixes da região a preços entre R$ 22 e R$ 40 para duas pessoas. O camarão é protagonista. “Vir aqui e não experimentar nossa comida típica é perder a viagem”, diz o proprietário, Nain, conhecido em toda a vila. À noite, as tribos se cruzam na Broadway, a rua de estilo rústico em que se concentram restaurantes, lojas de souvenir e bares. A Caverna é o ponto de encontro de quem quer ouvir música e beber cerveja observando a convivência fortuita entre estrangeiros, nativos e turistas.

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FORTIM - Uma pausa no mar e um mergulho no rio. Fortim, cidade a cerca de 40 quilômetros de Canoa Quebrada, oferece ao visitante o privilégio do encontro do Rio Jaguaribe, o maior do Ceará, com o mar, margeado por áreas de mangue. A base para apreciar a mistura das águas é conhecida como Canto da Barra. Dali sai o barco que navega o leito do rio, às margens das mansões e seus píeres particulares. O passeio custa R$ 20 por pessoa, com horários variáveis a depender do fluxo de passageiros e da maré. São duas horas observando de outro ponto de vista as dunas de areia, ao fundo, e a vegetação retorcida característica do mangue. O ponto alto do passeio é o Canal do Amor, onde se pode ouvir um pouco das lendas e da história da vila, fundada em 1603. “Contam os antigos que ali se encontravam um índio de uma tribo próxima e uma moça branca, filha de um coronel da cidade. Todo mundo tem uma história ali”, diz um pescador, pronto a lançar sua rede ao mar. O conflitante encontro entre dois mundos, entretanto, não impediu que brancos e índios se unissem para expulsar inimigos comuns, os franceses, que tentavam se apossar do Forte de São Lourenço, inspiração ao nome da cidade. No rio também é possível sentar à sombra de um saveiro para coletar sururus e outros mariscos, como fazem as marisqueiras há mais de 140 anos. Depois de conversas e

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risadas com as senhoras do local, é só levar a pesca para o restaurante Paraíso (peixe frito a R$ 35), logo ali, no encontro entre rio e mar. A cidade ainda reserva ao visitante as paisagens do Pontal de Maceió, trilhas ecológicas em Cachoeirinho e um oásis de conforto e sofisticação para descansar da maratona de sol e brisa. O Hotel Vila Selvagem (www.vilaselvagem. com), na Praia das Agulhas, oferece serviços de spa, chalés e um sossego difícil de mensurar. As diárias ficam entre R$ 380 e R$ 850. A região é indicada para a prática de kite surfe (windfun.com.br) e passeios de jangada. Há ainda os passeios nas áreas de mangue, nas margens do Rio Jaguaribe, ou ainda uma caminhada pelas ruas de paralelepípedo da cidade, com suas casas simples e coloniais, suas praças e igrejas que preservam um charme e uma sofisticação rústicas.


PONTA GROSSA - Seguindo pelo leste, tem-se uma sucessão de vilas pouco conhecidas, com paigens igualmente surpreendentes. Seguimos por Majorlandia, Quixaba e Retirinho, praias com pousadas e restaurantes mais em conta a apenas 20 quilômetros de Canoa Quebrada. Encontramos artesãos das garrafas de areia colorida. Falésias de tirar o fôlego, como a Garganta do Diabo, onde uma nascente de água doce brota entre os bancos de areia. Passamos entre ruínas de um antigo resort de luxo. No horizonte, pescadores e suas jangadas, seus filhos brincando livremente nas piscinas naturais. Não é raro cruzar com bodes. As vilas são remanescentes de comunidades quilombolas e trazem vestígios da história dos escravos das fazendas de açúcar da região nos tempos coloniais. “As pessoas aqui são simples, ninguém tem olho grande. Quem mais cresce no mundo são os chineses, e os olhos dele são bem apertadinhos”, resume Luis, vendedor de água de coco nas piscinas naturais de Retirinho. Ponta Grossa, já no município de Icapuí, fica a 40 quilômetros de Canoa, pela areia, na maré baixa. Até lá passamos por recifes, areias movediças e mais falésias com um impressionante degradê de tons avermelhados.

No fim do percurso, uma duna de mais de 50 metros, piscinas naturais e a vista panorâmica do litoral. Após a jornada, o almoço foi na beira da lagoa, em área de mangue. O restaurante O Sidrack, escondido entre a vegetação, oferece redes penduradas em coqueiros e, no cardápio, lagostas e ostras (entre R$ 50 e R$ 70).

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LANÇAMENTOS À VISTA Estúdios de Hollywood revelam os principais filmes que irão disputar a atenção do público em 2014 TEXTO Elaine Guerini/AE FOTOS Divulgação

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uper-heróis, macacos, bruxas de contos de fada, o lendário Godzilla e astros com cachê na faixa de US$ 20 milhões brigam, a partir de maio, pelas maiores bilheterias de verão nos cinemas americanos. Durante a CinemaCon, realizada recentemente em Las Vegas, o foco das apresentações dos lançamentos de férias dos grandes estúdios caiu sobre os filmes concebidos para superar os US$ 100 milhões de renda doméstica - prometendo ótima performance também no mercado internacional. No Caesars Palace Colosseum, um auditório com capacidade para 4 mil pessoas (atualmente o palco da temporada de shows da cantora Celine Dion), os estúdios de Hollywood não pouparam esforços para disputar a atenção dos exibidores durante os quatro dias da CinemaCon. Organizada pela

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Angelina Jolie é Malévola no novo filme da Disney


Depois do sucesso em 2004, Sandler e Barrymore estão de volta em “Juntos e Misturados” NATO, a associação nacional dos proprietários de cinemas dos EUA, essa convenção anual serve de preview, antecipando o que o setor pode esperar em termos de chamarizes de bilheteria da temporada mais importante para a indústria do cinema. É no verão, durante as férias escolares, que os estúdios lançam os chamados filmes-evento, as superproduções que se credenciam a buscar as maiores receitas do ano. Muitas vezes, são as bilheterias dessa temporada que compensam as perdas eventuais dos estúdios, com os filmes não lucrativos lançados em outras épocas. Como ocorre todos os anos (desde a época em que o evento era conhecido como ShoWest), cada estúdio usa as armas que tem para convencer o se-

tor exibidor a dar atenção especial aos seus filmes. A Warner levou ao palco astros como Adam Sandler e Drew Barrymore (grávida de oito meses) para divertir os exibidores com suas piadas. Como a química da dupla já foi testada e aprovada em Afinado no Amor (1998) e Como se Fosse a Primeira Vez (2004), o estúdio repete a dose na comédia Juntos e Misturados - com estreia nos Estados Unidos em 23 de maio e no Brasil em 17 de julho.

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“A Warner foi o estúdio que liderou o mercado global em 2013”, disse o CEO da Warner, Kevin Tsujihara, ao abrir a apresentação da empresa. A bilheteria de US$ 4,95 bilhões foi obtida graças às performances de O Hobbit - A Desolação de Smaug e Homem de Aço, entre outros. Para tentar repetir a liderança neste ano, a Warner resgata uma das criaturas mais queridas do cinema de ficção científica: Godzilla, criado pelo Toho Studios no Japão, em 1954. O lagarto atômico volta a aterrorizar as telas americanas, em 16 de maio (15, no Brasil), chegando aos cinemas duas semanas depois da estreia de O Espetacular Homem-Aranha 2, a principal arma da Sony para o verão (em cartaz a partir de 2 de maio nos EUA e 1º de maio por aqui). A ideia é ultrapas-

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sar a marca do filme anterior, que somou renda de US$ 752 milhões em 2012, trazendo um vilão novo para Peter Parker (Andrew Garfield) enfrentar: Electro (Jamie Foxx). A Fox contra-ataca com mais uma aventura dos mutantes em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (com lançamento aqui em 22 de maio e nos EUA no dia seguinte). Nesse novo capítulo da franquia, que já arrecadou mais de US$ 1,8 bilhão, com cinco filmes, os mutantes tentam se conectar com suas versões jovens, buscando alertá-los do destino que os espera, num campo de concentração. A Fox também enfrenta a concorrência com O Planeta dos Macacos 2 - O Confronto (a partir de 11 de julho nos EUA e 24 de julho no Brasil), a continuação do título que reiniciou a série de filmes dos símios em 2011, arrecadando US$ 481 milhões mundialmente. A Disney entra na briga com Malévola, explicando por que a vilã do clássico A Bela Adormecida enveredou pelo caminho do mal. O filme-família entra em cartaz em 30 de maio nos EUA (e no dia anterior nas telas nacionais). “Só mesmo uma estrela do calibre de Angelina Jolie para abraçar um ícone dos contos de fada nas telas”, disse o presidente da Disney, Alan Horn, que frustrou os exibidores ao não conseguir levar a atriz para a apresentação do estúdio em Vegas.


MITOLOGIA Dwayne Johnson e Mark Wahlberg, que prestigiaram o evento, são as principais apostas da cartela da Paramount. O primeiro é o astro de Hércules, que resgata o herói da mitologia grega nas telas (com lançamento em 25 de julho em solo americano e 4 de setembro no Brasil). Wahlberg subiu ao palco para promover Transformers: A Era da Extinção (27 de junho e 17 de julho), que ele garantiu que será “a maior bilheteria de 2014”. A Universal espera atrair o público do verão investindo em comédias como Vizinhos, com Seth Rogen and Zac Efron encabeçando o elenco (9 de maio nos EUA e 5 de junho por aqui), e Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (30 de maio e 17 de julho), o faroeste dirigido e estrelado por Seth Macfarlane. A grande aposta da Universal para a temporada seria Velozes e Furiosos 7. Mas a morte de Paul Walker, em acidente de carro, em novembro, obrigou o estúdio a empurrar o lançamento para abril de 2015, já que a participação do ator será concluída no filme com uso de dublês e efeitos especiais, o que exige mais tempo de produção.

Estúdios voltam a apostar no sucesso dos super-heróis para alavancar bilheterias

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Arquitetura

Revestir 2014 Rosângela Barbeitos -

Arquitetura & Interiores

Aconteceu de 11 a 14 de março de 2014 a 12ª Expo Revestir, que é considerada a Fashion Week da Arquitetura e Construção. Esta é a ocasião em que os fabricantes apresentam seus produtos e “desfilam” as novidades tecnológicas desenvolvidas durante anos. Na minha opinião, esta foi a melhor revestir que eu já vi. Além do grande número de expositores, me chamou atenção o bom gosto e a tecnologia dos produtos apresentados e também a preocupação com o meio ambiente. Se, no ano passado, a palavra de ordem eram as estampas e im-

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| Tel.: 19 3427.2596

pressões, neste ano foram os relevos e texturas dos revestimentos de parede, principalmente quando utilizados em áreas externas. Para não dizer que não falei de tendências, percebi certo ar retro, com referências ao passado, e muita tecnologia em torno dos grandes formatos e espessuras menores que nortearam muitos dos lançamentos. A nostalgia surge com a reedição dos cobogós (blocos vazados que otimizam a iluminação natural e a circulação) que foram repaginados com novas cores, materiais e formatos distintos. A alta tecnologia, por sua vez,

| r.barbeitos@uol.com.br | www.robarbeitos.com.br

se fez presente com as novas técnicas de acabamentos como o hidrojato (corte à base de jato d´água) que permite desenhos vazados no mármore, a caixa acoplada que fica embaixo da bacia sanitária, as louças coloridas e sem brilho etc. Em breve poderemos ver tudo isto nas lojas e em nossos projetos.


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Moqueca O inverno está chegando e traz com ele o frio, momento certo para conferir o armário, checar se aquela jaqueta que está lá no fundo ainda serve, preparar os cobertores, toucas e cachecóis - tudo isso é comum na hora de sair de casa. Outra mudança de hábito decorrente das baixas temperaturas é a procura por pratos mais quentes, como caldos e ensopados. É nesse contexto que o prato escolhido para esta edição não poderia ser diferente: uma deliciosa moqueca combina perfeitamente com o inverno. A moqueca é um prato tipicamente brasileiro de origem indígena, muito comum tanto na Bahia quanto no Espírito Santo e, por essa razão, é responsável por uma disputa regional

Moqueca capixaba

LIMEIRA Av. Ismael Ferreira dos Santos, 694 Pq. Egisto Ragazzo | 19 3701.0738 MOGI GUAÇU Rodovia SP 340 | Km 170 | 19 3861.2597 www.restaurantejangada.com.br

Ingredientes 500 gr de peixe em postas (pode ser badejo, pintado) 150 gr de camarão rio grande 3 tomates picados em cubos 1 tomate cortado em rodelas 1 cebola picada em cubos 1 cebola cortada em rodelas 1 maço de coentro picado 2 dentes de alho picado 1 colher de sobremesa de colorau 1 limao tahiti Azeite q/b Sal q/b

sobre qual receita seria a melhor. Se você for à Bahia ,ouvirá: “A moqueca baiana tem que ter azeite de dendê e leite de coco. Se não tiver, é ensopado de peixe”. Já ao pisar em território capixaba, lhe dirão: “Moqueca é só a capixaba, o resto é peixada.” Diferenças à parte, ambas se assemelham no acompanhamento - um bom pirão com textura pastosa é imprescindível. Outro item primordial no preparo das moquecas é a panela de barro. Ela demora um pouco mais para esquentar, mas, depois de quente, mantém a temperatura por muito mais tempo, o que faz com que o prato chegue à mesa borbulhando e assim se mantendo até o fim. Seguem abaixo duas receitas, uma baiana e uma capixaba. Escolha a sua e bom apetite.

Moqueca baiana

Ingredientes 500 gr de peixe em postas (pode ser badejo, pintado) 150 gr de camarão rio grande 200 Ml de leite de coco 3 tomates picados em cubos 1 tomate cortado em rodelas 1 cebola picada em cubos 1 cebola cortada em rodelas 2 dentes de alho picado 1 colher de sobremesa de colorau 1 limao tahiti 100 ml de azeite de dendê Sal q/b

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À FLOR DA PELE Gabriel Braga Nunes explora ao máximo sua sensibilidade através do músico Laerte de “Em Família” TEXTO Márcio Maio/TV Press FOTOS Jorge Rodrigues Jorge/CZN

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rabalhar com Manoel Carlos era um desejo antigo de Gabriel Braga Nunes. Desde que viu sua mãe, a atriz Regina Braga, se entregar à interpretação da amargurada Lídia de “Por Amor”, novela escrita pelo autor em 1998, o ator começou a prestar mais atenção no texto dele. Agora, na pele do flautista Laerte de “Em Família”, garante experimentar uma sensação bem similar à vivida por Regina na época. “São tramas que abordam os personagens de uma maneira muito íntima. Eu alimentava a vontade de trabalhar um texto escrito com essa sensibilidade. Acho bonita a poesia do cotidiano, dos pequenos gestos”, afirma.

Chega a ser contraditório, mas Gabriel Braga Nunes não gosta de aparecer. Mesmo depois de 18 anos de carreira na tevê e mais de 20 nos palcos, ele ainda se incomoda com as câmaras fotográficas apontadas para si e filtra bem as declarações que quer – ou não – dar. Primeiro, pela postura mais reservada. Mas também por defender que não é a exposição do elenco de uma novela que vai levantar os resultados na audiência. “Me assusta um pouco ver o lado para onde tudo isso tem caminhado. As pessoas se preocupam em saber da minha vida pessoal muitas vezes sem sequer decorar o personagem que estou interpretando”, desabafa, logo depois de ser flagrado por um paparazzo ao gravar cenas de seu personagem em uma praia carioca. Confira a entrevista com o ator.

Laerte foi apresentado na primeira e na segunda fase da novela como um rapaz com certo desequilíbrio em função do ciúme excessivo. É o tipo de personagem que deve transitar entre as linhas de mocinho e vilão no decorrer da trama? Ele é o herói romântico da trama. Teve, sim, um período conturbado na adolescência. Mas esse é um período de risco mesmo, não dá para condenar ninguém por excessos da juventude. Na terceira fase, ele já chega como um homem íntegro, maduro, talhado pela vida. A arte – em especial a música – lapidou sua sensibilidade. A dubiedade pode ser um traço do autor, não desse personagem especificamente.

Laerte é um flautista talentoso na história. Como foi sua ambientação com o instrumento? A técnica da flauta é bastante trabalhosa e específica. Então, fiz algumas aulas. As coisas caminharam bem, mas é um instrumento complicado. Não se aprende em dois meses. Eu diria que consegui ficar à vontade, perdi aquela sensação de estar “com a batata quente” na mão. Às vezes, a gente vê uns atores com instrumentos e percebemos que não sabem o que fazer com aquilo. Isso era exatamente o que eu não queria. Hoje sou capaz de segurar a flauta e conversar com você com naturalidade, sem parecer que é uma cobra com risco de me picar.

Como foi a experiência de gravar as primeiras cenas em Goiás e em Viena? Estive em Viena na década de 1990, mas sinto que dessa vez aproveitei muito mais, já que gravamos nos melhores lugares da cidade. Viena é uma cidade pautada pela música clássica e pela psicanálise, ou seja, um lugar bem apropriado para alguém em fase de recuperação, como o Laerte. Em Goiânia foi uma experiência mais curta, já que fiquei apenas dois dias. Não deu para conhecer melhor a região. Você não é um ator que investe tanto em laboratório e já declarou em outras entrevistas preferir descobrir o personagem com o passar dos capítulos. Manteve isso nessa novela? Sim. Eu acredito que o personagem aparece na relação que ele tem com os outros. O texto do Manoel Carlos é bastante preciso nas direções e, se você inventa muita coisa, tem boas chances de atrapalhar a história. Mas tive encontros importantes com músicos e maestros, nos quais percebi a dimensão que a música pode ter na vida de alguém. Pode ser fundamental, tão importante a ponto de outros detalhes parecerem mesmo menores. No caso do Laerte, eu enxergo a música como uma salvação. Não fosse pelo estudo da flauta, acho que ele teria sucumbido a problemas maiores na adolescência.

Seu personagem está relacionado à música clássica. De alguma forma, esse estilo influenciou sua composição? Mais até que a poesia, a música clássica pode trazer liberdade e irreverência. Você passa a se relacionar com valores de outra ordem. Acho que é por isso que maestros e solistas mais “inflamados”, algumas vezes, têm cara de malucos. Mas não me interesso em nada pelas composições físicas de personagens. Nunca me interessei. Na última década, poucos foram seus momentos fora do ar. Como está sua relação com a televisão hoje? É verdade, fiz umas 20 novelas nesses 18 anos, desde que estreei em “Razão de Viver”, no SBT, em 1996. E não estou exausto. Ao contrário, me sinto cada vez mais satisfeito e estimulado. Trabalhar desse jeito não me cansa. Desde que você assinou com a Record, há 10 anos, só ganhou papéis de mocinhos ou vilões principais nas novelas. Esse é um fator determinante para não ter vontade de parar um tempo e se dedicar a outros trabalhos? Sem dúvida, os papéis centrais são muito almejados pelos atores. Mas não exatamente pelo destaque. Acho que principalmente pela qualidade artística. Até porque essa visibilidade pode se voltar contra você quando não se está devidamente sustentado. Mas já vivi momentos marcantes em núcleos paralelos. E também outros não tão vibrantes como protagonista. 91


Motor Show PIMENTA Com motor 5.5 V8 biturbo de 585 cv e 91,7 mkgf, o Mercedes-Benz S 63 L AMG chega ao País por R$ 730 mil. A versão apimentada do sedã de topo da marca alemã tem tração integral e força suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 4 segundos. A velocidade é limitada a 300 km/h. BITURBO A BMW revelou o M4 conversível. O teto retrátil pode ser recolhido em 20 segundos, mesmo com o carro a 20 km/h. O motor 3.0 de seis cilindros, biturbo, gera 431 cv. O câmbio é automático de sete velocidades.

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NA ÁREA O 500 Abarth, versão esportiva do compacto feito no México, já está entre nós. Alguns exemplares do modelo, que tem motor 1.4 Multair turbo de 160 cv e câmbio manual de seis marchas, foram emplacadas no Brasil.


MAIS BONITO A Honda divulgou as características referentes ao Fit. Além do novo visual, a volta do câmbio CVT (continuamente variável) também é novidade. O carro, que já começou a chegar às concessionárias, chega com motor de 116 cv.

CHEIO DE ESTILO A Kia começa a importar a segunda geração do Soul, com desenho atualizado na dianteira, traseira e interior. Seu motor 1.6 16V flexível, de 128 cv, deverá ser mantido, assim como os câmbios manual e automático, ambos de seis marchas.

VERSÃO ROCK ´N ROLL A Chevrolet lançou a série especial Lollapalooza do Onix. Limitada a 4 mil unidades, a edição é alusiva ao festival de música criado em 1991 e realizado recentemente em São Paulo no fim de semana. Com motor 1.0 de até 80 cv e câmbio manual de cinco marchas, o sedã é tabelado a R$ 41.890.

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COMPRA SEGURA Vistoria identifica estado de conservação e procedência do veículo TEXTO Thiago Lasco/AE FOTOS Divulgação/AE

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uem investe em um modelo zero-km paga, também, para ter a segurança que um produto novo supostamente oferece. No caso dos usados, há risco de o veículo ter sofrido colisão ou pendências no documento, nem sempre fáceis de ser identificados. Uma boa solução são as empresas que examinam o histórico e estado do carro por preços que vão de R$ 120 a R$ 300. A vistoria inclui itens como estrutura da carroceria, tonalidade e espessura da pintura (que permite saber se a lataria recebeu aplicação de massa) e originalidade dos vidros. A partir da conferência dos números de chassi e motor e da documentação, são pesquisados o histórico e a pro-

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cedência do veículo. Isso permite identificar modelos que foram roubados ou clonados, têm adulterações ou gravames pendentes, passaram por leilão ou foram recuperados de sucata. A integridade mecânica, porém, costuma ficar de fora da vistoria. Em geral, para checar motor e câmbio é preciso levar um mecânico de confiança. A contratação do serviço é simples e rápida. Basta agendar por telefone - o vistoriador vai até o local indicado e o exame é feito em cerca de 45 minutos. Após a conclusão do serviço, o especialista entrega um laudo detalhando o estado do veículo e dá o veredicto:


Na vistoria, são examinados aspectos como estrutura da carroceria, pintura, numeração de chassi e histórico de sinistros

aprovado (em perfeitas condições), aprovado com ressalvas (houve colisão e abalo estrutural, mas o reparo foi bem feito) ou reprovado (no caso de sinistro de grande monta). “Às vezes, o interessado decide comprar mesmo se o carro foi aprovado com ressalvas ou reprovado”, conta o proprietário da Evydhence (2901-0252), empresa especializada em vistorias, Vanderlei Garcia. “Com o laudo, o cliente sabe qual é o estado real do carro.” PERÍCIA PARA TRANSFERÊNCIA É MAIS SIMPLES A vistoria que checa as condições do carro, chamada de prévia ou cautelar, não deve ser confundida com a outra, exigida por lei para que o veículo possa ser transferido. A inspeção feita pelo Detran é bem mais simples. Seu objetivo não é verificar o estado de conservação, mas sim a regularidade dos números de chassi e motor e a presença de itens obrigatórios de segurança. Enquanto a perícia cautelar pode ser feita em qualquer lugar, a vistoria de transferência obrigatória é realizada necessariamente em oficina credenciada, que filma e transmite o procedimento ao Detran. O vendedor deve arcar com o serviço.

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CARTAS MARCADAS Há quatro anos como Sueli em “Tapas & Beijos”, Andréa Beltrão comemora reconhecimento da série TEXTO Anna Bittencourt/AE FOTOS Luiza Dantas/CZN

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pesar de já ter passeado por novelas, séries e seriados, Andréa Beltrão está acostumada a ficar muito tempo vivendo a mesma personagem. Depois de oito anos como a Marilda, de “A Grande Família”, a atriz encara a quarta temporada de “Tapas & Beijos”. Na pele da cabeleireira ou interpretando a vendedora Sueli, Andréa garante que gosta de ser reconhecida por tipos que marcaram programas e telespectadores. “Acho uma delícia quando, por exemplo, me chamam de Zelda, uma personagem que já tem quase 30 anos”, comemora a atriz, referindo-se ao programa “Armação Ilimitada”, exibido pela Globo de 1985 a 1988. No entanto, para ela, a maior dificuldade é a possibilidade de se repetir em cena, já que as características de cada papel são fixas e estabelecidas. “O que mais me aflige é ver meus vícios, meus truques, minhas repetições, minha mesmice. Sempre acho que vão descobrir que sou uma fraude”, diz, bem-humorada e cheia de autocrítica. “Pego muito pesado comigo. Sou muito crítica mesmo. Mas não tem como pegar leve”, ri. Para fugir da rotina e do que já é comum na série, “Tapas & Beijos” tem novas propostas para este ano. Além de algumas mudanças na equipe de roteiristas, a vida de Sueli e Fátima, de Fernanda Torres, sofre algumas alterações. “Elas começam a se adequar mais à dinâmica de vida delas. Sem a pressão do casamento, dos sonhos, da vida passando em frente aos olhos”, opina. Na temporada, Sueli sai do Méier e vai, definitivamente, morar com Jorge, interpretado por Fábio Assunção. Para a atriz, esse novo foco proporcionará outros olhares sobre a trama. “A casa vive

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cheia e isso causa uma tensão, situações-limite. Tem muita coisa para explorar”, palpita. As transformações que a produção passou ao longo dos quatro anos serviram, segundo Andréa, para que os atores ficassem mais seguros ao explorar as nuances de cada personagem. “A gente parte de um grau de confiança e convivência que ficamos livres para explorar. O mergulho fica mais profundo. Isso é muito instigante em produções longas”, defende. Segundo ela, além disso, é preciso ter “cartas na manga” para trocar com os parceiros de cena, já que não são muitos. “É importante surpreender essas pessoas. Falar o texto como se estivesse saindo na hora da minha boca. Se não, como já disse, a repetição me angustia”, explica. Conhecida do grande público por tipos mais solares e em meio a tramas cômicas na tevê, Andréa garante que não tem um gênero preferido. “Sinto-me muito à vontade fazendo drama. É verdade que é mais cansativo no aspecto físico. Mas, no emocional, não me influencia. Eu tenho uma vida, a personagem não tem esse poder sobre mim”, reflete. Se na tevê Andréa é chamada para fazer tipos cômicos, seu escape é no teatro. Nos palcos, a atriz tem maior liberdade para se entregar aos projetos. Mesmo que não esteja no centro das atenções. Em 2005, ela e Marieta Severo abriram o Teatro Poeira, em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. “É bom estar respaldada com boas pessoas ao redor. É e sempre foi assim na tevê. E é nessa aventura do Poeira. Eu nunca estou sozinha nessas loucuras”, comemora.


Fortalecendo os membros inferiores Nesta edição, a professora da Bio Ritmo Limeira, Roberta Borges, dá dicas para quem quer pernas e bumbum bem torneados. Confira ainda o depoimento da médica que coleciona títulos conquistados em corridas de rua. RC - Atualmente, muitas mulheres recorrem às academias com o objetivo de fortalecer e obter mais volume nos músculos das pernas e do bumbum. Quais seriam os exercícios ou aparelhos mais indicados para esse fim? Roberta - Na academia, dentro da vasta variedade de exercícios, existem alguns específicos de membros inferiores que conseguem acionar e trabalhar a região dos glúteos (bumbum) com mais intensidade. Aparelhos como o leg press (em suas variações, inclinado, horizontal e vertical), agachamentos (guiados e livres), polias e trabalhos de extensão de quadris com tornozelerias são uma boa opção.

RC - Qual deve ser a frequência dos exercícios e em quanto tempo surgem os primeiros resultados? Roberta - A frequência depende dos objetivos, limitações e a disponibilidade de cada pessoa, mas três vezes por semana é o mais indicado. Em relação aos resultados, cada organismo pode reagir aos efeitos do treinamento de uma forma, alguns com mudanças visíveis já no primeiro mês. Resultados relacionados à qualidade de vida podem ser notados já nos primeiros dias, enquanto os os efeitos estéticos demandam um tempo maior. É de extrema importância ter foco e disciplina com a sua rotina de exercícios. RC - Quais devem ser os cuidados com a alimentação? Roberta - A alimentação é parte importantíssima para os resultados, dá pra dizer que responde por 80%. Por isso, deve-se evitar frituras, muita ingestão de massas (farinha branca), doces (açúcares, chocolates), refri-

gerantes e bebidas alcoólicas. Procure consumir alimentos com baixo teor glicêmico e alimentos ricos em goduras boas (poli-insaturadas). Essas são dicas básicas, mas nada melhor que procurar um profissional da área. RC - Os exercícios precisam ter o acompanhamento de um profissional da área? Roberta - Sim. Todo tipo de atividade física deve ser acompanhado por um profissional de Educação Física tecnicamente capacitado, pois todo exercício tem a forma correta de ser executado, e tem sua lógica. Exercícios inadequados e treinos aleatórios podem se tornar uma pedra no seu caminho na busca de resultados. Atenção!

A médica que virou campeã de corrida A ginecologista, Mariane Paredes Costa, de 44 anos, não consegue mais viver longe da academia e das competições de corrida de rua. Ela realiza atividades físicas regulares desde os 18 anos e, em 2007, passou a participar de competições em Limeira e região. Hoje, ela coleciona troféus e não pensa em parar. Treina na Bio Ritmo todas as manhãs e, aos finais de semana, percorre trechos de até 24km. Os benefícios são incontáveis. Com 1,60m e 53 kg, tem uma saúde de ferro e uma disposição de dar inveja a qualquer jovem. Parabéns!

LIMEIRA Fone: (19) 3704-5055 Av. Antônio Ometto, 1025 - Vila Cláudia

“A atividade física é meu café da manhã. Não vivo sem”

REPORTAGEM E FOTOS Alessandro Rios/RC

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GAME OF THRONES Autor da série promete novidades para a quarta temporada e revela um sonho: terminar a saga com um filme de cinema; quer ver seus dragões em Hollywood TEXTO Clarice Cardoso e João Fernando/AE FOTOS Divulgação

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s verões duram décadas e os invernos, uma vida inteira nos Sete Reinos de Westeros, onde se passa a história de Game of Thrones, cuja quarta temporada voltou à HBO. Dizer que diversas famílias com dinastias milenares vivem em guerra entre si pelo poder máximo, o Trono de Ferro, seria a sinopse mais básica para entender do que se trata a série, que é muito mais que isso. Todos os anos, Game of Thrones aparece na lista de melhores da crítica, e é um fenômeno cultural que ultrapassa a televisão. Casos assim não surgem à toa. Em parte, é resultado da megaprodução da HBO, que filma em Belfast, na Irlanda do Norte, em Malta, na Escócia, na Croácia, na Islândia e no Marrocos. Todo o resto é o brilhantismo de George R. R. Martin, autor dos livros Crônicas de Gelo e Fogo. O texto de Martin é o que dá vida à série. O primeiro

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volume, editado no Brasil pela Leya foi lançado nos EUA em 1996 e o que era para ser uma trilogia logo transformou-se em sete livros. Sendo Martin o que há de melhor em Game of Thrones, ele é também o fator que mais preocupa no futuro da série. Seu método de trabalho não condiz com o ritmo da produção para a televisão, e a TV não segue a lógica do livro a livro. O material inédito para os próximos episódios se aproxima perigosamente do que já está escrito, e há o risco real de que a série simplesmente ultrapasse a produção literária. O que fazer nesse caso? Algumas características distinguem Game of Thrones. Há muita violência, sexo e conflitos morais. Certos elementos poderiam ser comparados, com as devidas proporções, a um certo realismo fantástico. Mas é no lado político que


está sua força. Alianças entre as famílias formam-se e se desmancham com fugacidade. E até o mais insuspeito coadjuvante revela uma ganância que abala qualquer estratégia. Por saber demais, um protagonista foi degolado já na primeira temporada. Outros foram assassinados a torto e a direito desde então. O showrunner David Benioff prometeu que este ano terá mais mortes do que nunca. Mais que tudo, Game of Thrones é imprevisível. Por isso, é imperdível. AUDIÊNCIA Com os 14,2 milhões de espectadores que agregou no terceiro ano, Game of Thrones teve a melhor audiência da história da HBO norte-americana, atrás apenas de Família Soprano E, de acordo com o instituto Nielsen, é uma das poucas com um perfil tão sortido de fãs. A tese era de que eles seriam em sua esmagadora maioria homens. Mas não: 42% são mulheres.

Mas há a questão que paira: conseguirá George R. R. Martin terminar sua grandiosa epopeia? O público começou uma campanha: “Escreva, Martin! Escreva!”. Acontece que a HBO não pode apenas cruzar os dedos e torcer. Mandou os dois criadores para a casa do escritor no fim do ano passado para conversar sobre os rumos da história. Se a série ultrapassar os livros ou se o pior acontecer - Martin não terminá-los em vida -, eles já sabem por onde ir. Enquanto isso, o escritor não se furta de sonhar. Para ele, não há com o que se preocupar. Reitera que não há como a série ultrapassá-lo, e visualiza ao menos três temporadas viáveis com o que já está escrito. Seus planos são ainda mais grandiosos: pensa em terminar tudo no cinema, com um filme. Quer ver seus dragões em Hollywood. E se ainda assim não der certo, Martin lançou mais uma sugestão: usar outras obras para episódios que funcionem como prólogos, que voltem a séculos atrás...

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Moda

Fashion POR TATTY MEDEIROS

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Encantada por esse mundo democrático e rico de informações, entrei para o segmento da moda para quebrar o tabu de que a moda caminha distante da nossa realidade. Consultora, produtora e jornalista de moda, busco a cada dia novidades e tendências para vocês. Montar looks, descobrir novos produtos de beleza, dicas gourmet, cobertura de desfiles… Vamos mergulhar nesse oceano fashion e encantador, juntos. Continuamos nossa viagem nas tendências do inverno 2014, Nessa edição, vamos saber mais sobre as estampas que trazem vida aos looks da estação mais elegante do ano.

Tatty Medeiros tatty@tattymedeiros.com | face Tatty Medeiros | www.tattymedeiros.com

# ALTO INVERNO

Nem só de peças lisas se faz o inverno aqui nas terras tropicais. Estampas trazem exclusividade, vida e cores para os looks. Do clássico xadrez ao imponente floral dark, prints inverno 2014.

FLORAL

Vista no verão, a estampa floral continua em alta na estação mais fria do ano. Sem perder o tropicalismo, o print floral se modifica, ganha fundo dark e flores grandes. O floral aparece com um ar mais sofisticado e ousado.

ANIMAL PRINT

Foto: Haryan Buzzo

O animal print não faz mais parte do ranking de tendências, esse print já virou um clássico do closet feminino. Bichos como zebra, cobra, onça, leopardo, entre outros, ganham novas cores e uma pegada mais moderna e feminina, além de um mix de elementos. A estampa fica rica com detalhes em renda, pedrarias e bordados.

GEOMÉTRICO

De mãos dadas com a arte, a moda traz o geométrico para estampar as peças, valorizando a diversidade, onde é possível identificar diferentes culturas em uma única peça. Texturas, mix de tecidos e muita ousadia. Cores vivas, eis uma característica forte nesse print.

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XADREZ

O xadrez volta forte e inspirado no estilo despojado dos anos 70 e 90. Com um ar punk grunge, as peças estão mais ousadas e modernas. E o europeu xadrez quadrado, nas cores branco, vermelho e preto, sai em primeiro lugar no ranking dos mais vistos. Peças que ganham força e estilo.


As cores da copa trazem vida aos looks, estampas brasileiríssimas nos deixam mais próximos dessa paixão nacional, e a energia de um golaço traz a Copa do Mundo para dentro da moda.

Modelos: Bia Toledo e Deise Courel (The Agency One) Fotos: Nelson Shiraga Produção: Tatty Medeiros Locação: Bartzen Limeira

MODA VERDE E AMARELA Uma coleção com o tema Copa no Brasil traz o amarelo, o azul e o verde estampados nas blusas de renda, nos shorts e na t-shirts pra lá de descoladas. Modelagens do outono/ inverno se misturam ao clima tropical, resultando em saias patinadoras, sejam elas lisas ou estampadas. Olhos se voltam para os campos de futebol. Os quatro cantos do mundo vibram ao som dos brasileiros e a moda não poderia ficar de fora. Brasil, campeão!

Fone: 19 3702.4152 Rua Santa Cruz, 1186 Limeira SP www.amiki.com.br

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ESPOR ESPORTIVO

Metalizado

O

esportivo inspira a moda casual e vice-versa. A moda casual inspira e influencia a moda fitness. Estamos acompanhando a evolução desse segmento que a cada dia lança novas propostas para montar o look de malhar. Recortes, tecidos e cores se misturam e trazem uma coleção de atitude e tecnologia. O efeito metalizado, que está em alta no mercado fashion, aparece no fitness com o tecido cirré com uma textura fina e um leve brilho, que estampa calças leggings, tops, shorts-saia e muitas outras peças indispensáveis no armário feminino. E o melhor de tudo, já pensou em usar essas peças para um passeio? Democrático e versátil, o cirré pode ser usado fora da academia. Tecido sintético que imita o couro trouxe os anos 80 para os dias atuais, de maneira repaginada e com muito estilo.

Fones: 19

3443.4828/3443.4829

Rua Barão de Campinas, 964 | Centro Limeira SP

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FOTO: Divulgação Rola Moça LOOK: Planeta Água


Depilação a Laser de Diodo (Milesman) O Laser de Diodo possui um mecanismo que protege a pele através do seu resfriamento, tornando-o muito mais eficaz e indolor. A energia do laser atinge apenas a raiz do pêlo. Dessa forma, a melanina da pele não é afetada, evitando as manchas. O tratamento é indicado para todos os tipos de pele: negra, oriental, branca e bronzeada. Mulheres e homens podem fazer. No entanto, é importante ressaltar que, devido ao ciclo de vida dos pêlos, nem todos os fios se encontram na fase ideal para a ação do laser. Os fios que não estiverem nesta fase de crescimento, serão menos afetados pelo tratamento e, por isso, podem ser necessárias várias sessões para obter o melhor resultado, podendo atingir mais de cinco sessões. O resultado pode variar confor-

me o fototipo e a região de tratamento, além da idade, predisposição individual e genética. Deve ser dado um espaço de pelo menos 30 dias entre cada sessão, de modo que os pêlos que estejam na fase de repouso (telógena) passem para a fase de crescimento, tornando-se, então, mais vulneráveis ao tratamento. O termo depilação definitiva não é apropriado. Isso é um mito, erroneamente criado, porque nenhum equipamento de laser ou luz pulsada, hoje disponível no mundo, é capaz de realizar uma depilação definitiva de todos os pêlos, e sim de 80 a 90% deles, sendo necessária uma sessão de manutenção a cada seis meses ou um ano. As regiões a serem depiladas são: perna, virilha, perianal, abdômen, costas, axilas, braços, rosto.

Fone: 19 3702.1340 Rua Pará, 300 | Sala 25 Vila São Cristovam | Limeira SP www.facebook.com/dona.docorpo contato@adonadocorpo.com.br

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Designer de Interiores

Hall de entrada: o cartão-postal do condomínio Cássia Reis |

Designer de Interiores | 9115.5495 | 3011.2091

Um hall de entrada apresentável e um salão de festas com uma boa mobília valorizam os apartamentos. A maioria das pessoas que entra em um prédio tem que obrigatoriamente passar pelo hall e se este apresentar sensação de abandono, ou má conservação, pode causar desinteresse em futuros compradores ou locatários. O hall não é indicado para a permanência de pessoas, sejam moradores ou visitantes. Mas é ele que identifica o estilo de um prédio. Antes de escolher qualquer material para a decoração do hall, é fundamental definir o perfil do prédio e de seus moradores. Se o condomínio tem uma boa área

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de lazer com piscina e playground, é óbvio que tem crianças. Idosos e portadores de necessidades especiais merecem atenção especial, nada de tapetes e pisos escorregadios. Devemos respeitar a função de cada espaço para que a beleza não se sobreponha ao uso do ambiente. O profissional que for executar o projeto precisa ouvir os condôminos, saber qual a expectativa deles com relação ao trabalho e preparar um planejamento de custos, de acordo com a verba existente. O ponto de partida deste projeto é analisar o estilo do prédio. Porém, dos projetos mais clássicos aos mais ousados, o hall jamais deve ser parecido com uma

sala de visitas - quanto menos objetos, melhor. É recomendado que sejam trabalhadas mais as estruturas do espaço do que propriamente a decoração. Em hipótese alguma o hall pode ter uma imagem de desleixo ou má conservação, pois é a partir dele que temos a impressão de que o edifício foi bem construído e que suas instalações estão em perfeitas condições.


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VELOZES E FURIOSAS Kawasaki apresenta modelos com visual repaginado e motores mais potentes TEXTO José Antonio Leme/AE FOTOS Divulgação

A Kawasaki apresentou a linha 2015 da sport tourer Ninja 1000 e da naked Z1000. Os principais destaques são atualizações no visual e 4 cv a mais de potência. As duas motos, feitas em Manaus, chegam às concessionárias no fim deste mês. A Ninja tem tabela de R$ 56.990 e a Z100 parte de R$ 48.990. O motor de quatro cilindros e 1.043 cm3 foi retrabalhado e agora gera 142 cv a 10.000 rpm e 11,3 mkgf a 7.800 rpm. Antes, eram, respectivamente, 138 cv a 9.600 rpm e 11,2 mkgf a 7.300 rpm. O câmbio teve a sexta marcha alongada para reduzir o giro do motor e entregar mais suavidade de funcionamento ao trafegar em trechos longos. Houve também mudança no sistema de ajuste de pré-carga e retorno da suspensão traseira. Agora, é feito por meio de uma engrenagem. Em uma curta avaliação, foi possível notar que, além de ter ficado mais forte, o motor entrega potência e torque de forma mais linear, o que tornou as duas motos mais dóceis de guiar. O câmbio manteve os engates curtos e fáceis. A posição de guiar é confortável em ambas. Contudo, é mais agressiva na naked, já que a angulação do banco projeta muito o piloto sobre o tanque.

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NINJA 1000 Oferecida em versão única, a sport tourer traz de série malas laterais e freios ABS, itens que eram opcionais. A Ninja 1000 também ganhou sistema de controle de tração com três níveis de assistência e dois de gerenciamento da ignição, que entregam 100% ou 70% da potência. O piloto pode controlar o recurso por meio de um botão localizado no punho esquerdo da guidom. Os potentes freios, com discos duplos de 300 mm na dianteira e simples de 250 mm na traseira, foram mantidos.

Z1000 Na naked, além do visual atualizado, que inclui faróis de LEDs, há novos discos de freio na dianteira, com 310 mm (o ABS continua opcional). A suspensão da frente ganhou ajustes de pré-carga, retorno e compressão. O tanque de gasolina cresceu de 15 para 17 litros.


Artigo

Por que alguém procura psicoterapia Andréa C. Bombonati Lopes | Psicóloga e Psicanalista | Rua Frederico Ozanan, 94 | Limeira SP | Fone: 8132-7989 Novamente, a pedidos, a velha questão, que sempre volta à baila por aqueles curiosamente interessados em debater: Por que alguém procura psicoterapia? Pois bem. Por várias razões! Para dar sentido a uma questão que se impõe no meio da travessia. Ou para alcançar um entendimento de um dilema que silenciosa (ou ruidosamente) dilacera. Para buscar formas de tamponar uma dor que despedaça a alma ou o coração. Ou para lidar consigo mesmo e com o outro. Pode ser também para (re)organizar os recursos internos a fim de se sentir mais capaz para confrontar um problema. Ou talvez para ressignificar uma questão que não se

compreende. Para lidar com as frustrações, os desapontamentos, as dores, as perdas. E para elucidar a mensagem cifrada que o fluxo da vida e das coisas nos apresenta dia a dia. As razões que nos levam para uma experiência de análise são diversamente particulares e respondem apenas ao nosso desejo de nos submetermos àquilo que pode ser considerado como o mais absolutamente pessoal e intransferível: olharmo-nos, contemplarmo-nos, desnudados de tudo com que nos vestimos no cotidiano para nos proteger da nossa verdade – daquilo que conhecemos, mas que, ao mesmo tempo, também ignoramos. Quando há um

desejo, alavancamos nossas possibilidades para um consultório de um profissional, para uma abordagem teórica e nos autorizamos a participar legitimamente daquilo que nos constitui como sujeitos – o ato de nos responsabilizarmos, de nos implicarmos em nossas próprias escolhas. Não é um processo fácil ou tampouco simples. Nossos esforços sempre poderão negar aquilo que nos dói e, por vezes, nos esquivaremos nos corredores das nossas justificativas, nas esquinas das nossas desculpas, nos labirintos dos nossos medos ou da nossa falta de tempo e oportunidade. Por isso, ninguém permanece em análise porque ‘precisa’, e sim

porque deseja. Viver é bom, mas dói. E o único vetor que pode nos mover em busca de nos engajarmos no grande banquete da vida é o nosso desejo, nessa aventura do viver, que nos desafia, nos sobressalta, nos assombra; que, por vezes, nos dilacera, quase nos aparta de nós mesmos, mas que também nos fascina, nos encanta, nos arrebata a alma e nos eleva o espírito. Mas se o apetite de vida dissolver-se em dor, e a vontade de partir emparelhar com o desejo de ficar; Se o desespero indicar um não saber o que fazer; Quando não se desenhar nenhuma perspectiva ou esperança, nenhum amanhã, Nem chope; nem shopping; nem cama: divã.

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MOSTRANDO OS BASTIDORES Nesta entrevista, Djavan fala sobre seu novo disco e comenta temas polêmicos TEXTO Adriana Del Ré/AE FOTOS Divulgação/AE

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om quase 40 anos de carreira, Djavan, o músico, já é um velho conhecido dos fãs pelos discos e shows que leva Brasil afora. Longe dos olhos de seu público, ele volta a ser Djavan Caetano Viana, que comanda uma equipe, gosta de trocar ideias com os músicos de sua banda, é exigente na hora do trabalho, mas se entrega ao riso nos momentos mais descontraídos Um pouco dos dois universos do cantor e compositor alagoano de 65 anos está em seu novo DVD, Rua dos Amores Ao Vivo, que o capta no palco, durante show de sua recente turnê, e o acompanha nos bastidores, no documentário Um Olhar Íntimo. A gravação ao vivo também rendeu CD, com sucessos como Oceano e Flor de Lis. À reporta-

gem, ele fala do novo projeto, além de internet, violência no Rio - onde vive desde que saiu de Maceió, aos 23 anos -, e Procure Saber, grupo de pessoas ligadas à música (do qual ele faz parte), que, em 2013, se posicionou contrário à publicação de biografias não autorizadas. Além do registro do show de sua atual turnê, o DVD ‘Rua dos Amores Ao Vivo’ traz documentário dos bastidores. Como surgiu a ideia de incluí-lo no projeto? As pessoas gostam de saber como as coisas são feitas, de ver os artistas e todos que contribuem com ele na intimidade. Pensamos em atender a essa curiosidade, para poder não só dar uma ‘upgradeada’ no DVD, como também deixar registrada nossa convivência musical e pessoal.

No DVD, você fala como é montar o repertório dos shows. Qual a dificuldade de fazer isso tendo tantas composições de sucesso? Tenho um conjunto de 25 a 30 clássicos que o Brasil inteiro conhece, mas isso não é um facilitador. Faço uma coisa que dá muito trabalho: unir músicas clássicas com novas. Pego também todas as músicas clássicas que vou usar no show e as rearranjo - e rearranjá-las é mais difícil do que fazer arranjo novo para uma música nova, porque é uma canção conhecida, que não pode ser descaracterizada.

sentido de tornar acessível esses serviços que as pessoas dessas comunidades precisam, para viverem com o mínimo de dignidade.

Mudando um pouco o foco, o projeto de lei Marco Civil da Internet, que garante a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários da internet no Brasil - e defendido publicamente por Gilberto Gil - foi aprovado pela Câmara e encaminhado para votação no Senado. Acha importante tomar medidas do gênero? Lógico, as pessoas precisam ter a capacidade de usá-la com desenvoltura. É claro que tem de haver regras, porque toda a liberdade demanda responsabilidade. Criar filho hoje em dia com a internet é um trabalho... Tenho uma filha de 12 anos, e uma criança nessa idade pensa que sabe demais e não sabe absolutamente nada. Ocorre uma coisa péssima, com a qual fico devastado, que é invadir a privacidade dela. A gente faz isso com um constrangimento absurdo, mas não tem outra saída. Tenho outro filho, de 7 anos, que mexe no computador melhor do que eu. Já tenho de estar ligado no que ele está fazendo. Os assassinatos de Amarildo e Cláudia, moradores de morros do Rio, tiveram grande repercussão. Os acusados são policiais. Os casos levantaram questões como preconceito e a difícil relação entre comunidades de favela e polícia. Qual sua opinião? Enquanto o Estado não conseguir gerir a vida das pessoas das comunidades de maneira que lhes deem o que elas têm direito - o acesso à educação, saúde, saneamento básico -, tudo pode acontecer. É um mundo à margem e o que o colocou nessa condição foi exatamente a carência de serviços. É preciso que haja uma intervenção do Estado no

Não deve ser, então, só uma intervenção da polícia... Isso resolve em um momento. O interesse agora é deixar o Rio de Janeiro apto para receber a Copa do Mundo. Só que essas ações já começam de um modo que considero difícil de se concretizar a contento. Pega-se toda a marginalidade dos morros e simplesmente a afasta dali. Mas eles ficam soltos pela cidade. O caos só é transferido. Depois que ocupou-se o (Complexo do) Alemão, era ‘nego’ assaltando no meio da estrada, um pandemônio, porque a operação é reticente: não atinge o cerne da questão. No ano passado, as biografias não autorizadas geraram polêmica. O que você acha que rendeu o debate entre o Procure Saber e os defensores das obras não autorizadas? Todos nós erramos, mas acho que parte da imprensa cometeu um erro que achei grave. Perdeu-se ali a oportunidade de ratificar a democracia. Em nome da liberdade de expressão, ela usou abuso de poder, espinafração pública e tentativa de desmoralização diante de uma opinião divergente da dela. A gente perdeu a oportunidade de fazer um debate com elegância, civilizado, porque uma parte da imprensa ignorou que, em uma democracia, todo indivíduo tem direito de ter sua própria opinião e, mediante à divergência, o único caminho é o debate, o diálogo. Sua opinião sobre o assunto mudou? Não mudou, porque nunca fui contra nada. Ao contrário, a biografia não autorizada é um elemento que ratifica qualquer democracia, não se pode viver com uma opinião oficial de nada. Não, a questão nunca foi essa. Ali foi uma ação, inclusive, solidária do grupo. Mas ninguém é contra a biografia não autorizada. Eu jamais fui e jamais serei. SERVIÇO : “DJAVAN - RUA DOS AMORES AO VIVO | Gravadora: Luanda Records/Sony Music | Preços: 29,90, DVD; 24,90, CD

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Segurança

Maconha - locais preferidos Émerson Camargo - Pós-graduado com especialização em Segurança Pública e Privada MBA em gestão estratégica de negócios MBA em gestão de pessoas | Fone 7802-5064 – ID 55*139*7222

Diz o ditado popular: “A ocasião faz o ladrão”. Na verdade, a ocasião desperta o ladrão que já existe dentro de algumas pessoas, já dizia Machado de Assis: “A ocasião faz o furto, o ladrão nasce feito”. Ou seja, quem não tem em seu interior esse ladrão guardado jamais rouba, mesmo que as condições sejam favoráveis para fazê-lo. Da mesma forma, não são certos os locais para uso da maconha, eles apenas funcionam como facilitadores quando já existe uma

prévia vontade no sujeito. Não adianta proibir os jovens de frequentar determinados ambientes, o que adianta é prepará-los para isto. Os filhos devem saber que seus pais estão “antenados” e atentos a suas companhias e aos lugares que frequentam. A maconha pode ser usada em qualquer lugar, porém existem alguns locais que favorecem seu uso, são eles: eventos de grande público, shows e estádios; festas das mais variadas e principalmente as

denominadas “rave” - que é um tipo de festa que geralmente acontece em sítios ou chácaras, afastados da cidade, com músicas eletrônicas e que tem duração acima de 12 horas; também nos condomínios, garagens de prédios, áreas de lazer, dentro de casa quando os pais não estão; em finais de semana e feriados, casas de veraneio, praias e acampamentos e em repúblicas estudantis. Nas fases mais avançadas do uso da maconha, o jovem passa a consumir dentro de carros,

pelas ruas e praças da cidade e até na frente das escolas. Nessa fase os jovens já perderam o medo de fumar a maconha escondidos e se mostram em público, sendo certo que, uma vez sob o efeito do entorpecente, adquirem coragem e começam a se destacar junto a seus pares. Infelizmente, ele estará a um passo para entrar num mundo que será de difícil retorno. Fique atento, desconfie e lembre-se: onde há fumaça, pode haver maconha. Pense nisso!

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ANTONIO FAGUNDES No ar em “Meu Pedacinho de Chão”, Antonio Fagundes comemora 45 anos de carreira fugindo da mesmice TEXTO Geraldo Bessa/TV Press FOTOS Jorge Rodrigues Jorge/CZN

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ntonio Fagundes já fez de tudo na tevê. Por isso, até bem pouco tempo, passou a ficar cada vez mais desmotivado com os personagens óbvios que lhe eram oferecidos em novelas. “Alguns trabalhos resultam tão monótonos que exigem o dobro de força até para ir gravar. Mas tudo é cíclico. Uma hora eu sabia que coisas interessantes iriam aparecer”, conta o ator do alto de seus 65 anos, 45 destes dedicados à atuação. No auge da experiência, Fagundes consegue enxergar que, atualmente, passa

novamente por um momento instigante na carreira. Essa nova “etapa” começou em 2012, com o Coronel Jesuíno do “remake” de “Gabriela”, foi amparada pela frieza do vilão César de “Amor à Vida” e chega ao seu ápice artístico com o humor “italianado” de Giácomo, que vive em “Meu Pedacinho de Chão”. “Tudo é muito surpreendente nessa novela. O bacana de passar por algo assim, é ter a certeza de que ainda tenho muito para fazer e aprender. O ator morre aos poucos quando passa a se repetir”, analisa. Fagundes conversou com a reportagem. Confira!

Antes mesmo de acabar “Amor à Vida”, você já estava envolvido com os trabalhos de “Meu Pedacinho de Chão”. Em algum momento, pensou em desistir do novo projeto para curtir férias? “Amor à Vida” durou muito mais que o previsto. Minha participação na novela não seria tão grande como acabou acontecendo. E, no meio desse processo, fiquei sabendo que o Benedito iria voltar a assinar uma trama e que esse trabalho seria dirigido pelo Luiz Fernando. Liguei para os dois e falei: “Separem um personagem para mim. Faço qualquer coisa”. Na minha cabeça, até a novela começar, eu já estaria descansado. Mas o que aconteceu foi que eu tive uma folguinha de 15 dias e só.

além da mistura de italiano e português que ele precisa. Você já viveu personagens italianos em novelas como “O Rei do Gado” e “Esperança”. Qual foi a preocupação dessa vez? Eu já esqueci tudo! Não sou de guardar essas coisas. Mas pedi para a produção uma cópia das falas do Giácomo traduzidas para o italiano. Assim, consigo colocar algumas palavras no idioma de forma correta e confortável para mim. Fora isso, temos muita liberdade em cena. A gente cria muito nas gravações. De repente, alguém chega com uma ideia nova, a gente testa na hora e vê o que fica melhor. Nunca fiz uma novela de forma tão artesanal.

Você sempre quis investir mais no humor. E o Giácomo é um “elo” de comédia dentro da novela. Você chegou a fazer alguma exigência nesse sentido? Não forcei nada. Mas eles são meus amigos e sabem dessa minha busca por humor. Não que eu esteja reclamando, faço o que me derem para fazer. Mas estou sempre passeando pelas figuras do galã e do vilão. Já fiz personagens maravilhosos nessas bases, mas faltava fazer mais comédia na tevê. Há alguns meses, revi cenas de “Rainha da Sucata” no Viva e lembrei o quanto era divertido fazer o Caio, um gago disputado por duas mulheres malucas (risos). Giácomo é um típico personagem de composição. Você fica mais à vontade interpretando tipos que fogem do naturalismo? Só o ator preguiçoso não gosta de personagem de composição. Porque eles dão trabalho. Não basta só chegar e dizer o texto. Eu não sou de fazer laboratório ou outras brincadeiras e a direção respeita isso. Busco o tom do papel de forma muito intuitiva. Tenho muitos anos de carreira e vivo de forma plena. Tenho certeza que boa parte da inspiração está nas minhas experiências. Para o Giácomo, meu maior cuidado é com o tempo da fala e do humor,

Com touca, cabelos castanhos e roupas coloridas, sua imagem é bem diferente em “Meu Pedacinho de Chão”. Você se surpreendeu com o resultado? Não só com a minha imagem em cena. Mas com o conjunto da obra. É uma árvore revestida de crochê, animais de madeiras, insetos mecânicos, uma cidade cenográfica onde os cenários realmente funcionam e estão a favor da história. Tudo é especial. Eu chego para gravar com muita alegria de estar no projeto. E olha que meu personagem não é dos grandes, não está no centro das disputas políticas, mas é com muita satisfação que eu o faço. Justamente porque já nasceu fazendo a diferença para mim. O posto de protagonista é muito comum na sua carreira. Se sente à vontade em dar vida a personagens menores? Muito. Até porque nunca tive essa vaidade. Os papéis principais foram surgindo aos poucos e sempre por convite. O protagonista precisa ser funcional e isso, às vezes, torna o trabalho muito “pesado” e “repetitivo”. Fora que estou fazendo peça em São Paulo e me preparando para fazer dois filmes. Giácomo é do jeito e do tamanho que eu queria. E, para completar, a trama tem pouco mais de 100 capítulos. Ou seja, quando a gente estiver começando a ficar animado, vai acabar e deixar saudades.

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