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índice Ronnie Von Histórias do impulso da juventude à sabedoria da maturidade

Lair Ribeiro

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Novos tempos, nova liderança

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Roberto Shinyashiki

Entrega

Içami Tiba

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Direção e álcool: combinação fatal

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saúde

Sorriso perfeito

agenda cultural

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Exposições, peças e shows

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gastronomia

De várias partes do mundo para as mesas de São Paulo

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esporte

Coração de atleta sofre

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editorial

expediente Diretora Responsável Paula Silva paula@revistamaisoeste.com.br

Diretor Comercial

Querido Leitor,

Marcos Kawauchi marcos@revistamaisoeste.com.br

Jornalista Responsável Flávia Biazetto (MTB 44408/SP)

Diretor de Arte

É com muita satisfação que entramos em mais um mês juntos, fortalecendo os laços entre nossa equipe e vocês. Durante o tempo em que preparamos esta edição, tínhamos como foco a vontade de desenvolvermos matérias interessantes e também de presenteá-los de alguma forma. Depois de refletir muito de que maneira poderíamos retribuir a vocês, nossos leitores, o retorno que nos tem dado por nosso trabalho, resolvemos inovar. Nesta edição de março trouxemos alterações que buscam não só agradá-los, mas também informálos. Isso surgiu-nos a partir da questão: quem não gosta de se divertir? Pensando nisso, resolvemos contribuir com suas horas de lazer e, por isso, que oferecemos neste exemplar de março uma novidade a vocês: uma agenda cultural. Nela, é possível saber sobre shows e exposições que estão acontecendo na cidade e, assim, se programar com a família e os amigos em busca de distração e diversão. Além de novidades no conteúdo, buscamos inovar o projeto gráfico da revista, dando-lhe uma cara nova. Nós da equipe, além de trabalhar muito, também passamos momentos aprazíveis com Ronnie Von. Tivemos uma conversa super descontraída, em que falamos de sua carreira e de sua vida. Em uma tentativa de compartilhar esses momentos com vocês, buscamos reproduzir na entrevista publicada alguns pontos que, com certeza, foram ensinamentos de quem tem muitas histórias para nos contar. Sinceramente, espero que gostem de tudo que preparamos para vocês neste mês de março!

Renato Mininel Junior renato@revistamaisoeste.com.br

Design Gráfico Juliana Kawauchi juliana@revistamaisoeste.com.br

Publicidade Bruna José Paula Mendes comercial@revistamaisoeste.com.br

Colaboradores Roberto Shinyashiki Lair Ribeiro Felipe Jardini Içami Tiba

Foto Capa Cícero Lehmann

Tiragem 45.000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Redação e Publicidade Rua Faustolo, 1748 - cj. 01 - sala 2D Vila Romana - São Paulo

Atendimento ao leitor leitor@revistamaisoeste.com.br

PARA ANUNCIAR :

Flávia Biazetto

Tel.:

3455-1200 / 3871-9292

A Revista Mais Oeste é uma publicação mensal da Editora Eco Ambiental Ltda. com distribuição gratuita em comércios e residências, sendo que a publicidade veiculada são de responsabilidade de seus respectivos anunciantes. Não nos responsabilizamos por opiniões expressas nos artigos assinados. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização.

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reflexão

Entrega Ser amado e amar significa “entrega em intimidade”, isto é, sintonia das emoções. Quando entregamos uma parte do nosso espaço e tempo à pessoa amada, não significa que perdemos nossa individualidade.

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ntregar-se significa deixar de viver analisando, apegando-se a velhos preconceitos. É dar um salto no abismo, é acolher o novo de mente aberta. Muitas pessoas não ousam sequer deixar o lar dos pais para estudar fora, com medo do novo, do imprevisí¬vel. Quando vão a uma festa, querem saber de antemão tudo o que vai acontecer. Quando estão com alguém, querem que as coisas aconteçam à sua maneira. Com isso, restringem-se a uma vida repetitiva. Numa noite escura, um homem andava no meio de uma floresta. De repente, ele caiu. A única coisa que conseguiu fazer foi segurar-se em um galho. Quando olhou para baixo, só viu escuridão. Começaram então os pensamentos catastróficos: “Eu vou cair neste

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abismo e vou morrer... Este galho não vai agüentar, eu vou me machucar todo”. À medida que o tempo passava, o galho ia se desprendendo, e cada vez mais o homem se desesperava, com medo de cair e morrer. A claridade foi chegando com a manhã, e então ele percebeu que estava com os pés a apenas quarenta centímetros do chão e que todo o seu medo e sofrimento tinham sido infundados. Assim fazem as pessoas que não se soltam das raízes do passado para voar em direção aos sonhos do presente. Ficam com medo de se arrebentar, quando, na realidade, o salto a ser dado tem pouco mais de quarenta centímetros: a distância que separa o cérebro do coração. Este é o grande salto a ser dado: parar de viver o tempo todo se analisando e deixar de ouvir o “juiz” que existe na sua cabeça. Passar a viver os acontecimentos, em vez de ficar julgando a si mesmo, o outro e tudo o que está ocorrendo. Muitas pessoas confundem entrega com submissão, o que é um erro, pois cada uma delas se origina em um ponto distinto da personalidade. Enquanto a entrega tem origem na autovalorização e é movida pelo amor, a submissão decorre de um sentimento de inferioridade e é mobilizada pelo medo. Ser amado e amar significa “entrega em intimidade”, isto é, sintonia das emoções. Quando entregamos uma parte do nosso espaço e tempo à pessoa amada, não significa que perdemos nossa individualidade. Na entrega, tornamo-nos transparentes para o outro, despidos de qualquer máscara, o que possibilita ao ser amado nos ver e nos sentir exatamente como somos. Na entrega, é como se um pudesse ver o que o outro está pensando, porque estão sintonizados na mesma freqüência de sentimentos. A confiança é o suporte básico para a entrega e necessita ser mútua, isto é, não pode ser unilateral num grande amor. Todos temos guardados, dentro


de nós, nossos segredos, nossos sentimentos, nossas dúvidas, inquietações e medos; nossa genialidade, nossa criatividade, nossa beleza, sensualidade e sexualidade; todas as nossas verdades, vivências e experiências boas e ruins, que representam o nosso tesouro íntimo e que só nós conhecemos e fazemos questão de manter no fundo do nosso ser. Entregar-se ao outro é presenteá-lo com a chave desse cofre, é transformá-lo num explorador e coguardião dessas riquezas. E, na entrega mútua, os tesouros se fundem e se transformam num grande amor — cada um é depositário e depositante da riqueza dos dois. Nessa fusão, o par de amantes transcende e se integra no Universo. Para muitos, isso pode parecer uma grande ameaça, porque a entrega implica comprometimento com o amor. Não se entregando profundamente a alguém, fica a pessoa se entregando aos pedacinhos a várias, o que representa desgaste, tensão e uma dicotomia muito grande. É feita uma oferta de chaves falsas, que jamais abrirão cofre nenhum. Conseqüentemente, também são recebidas chaves falsas. Muitas vezes nem nós mesmos conhecemos o

nosso tesouro; esquecemos o seu segredo. Pode ser que só possamos ter acesso a ele através do amor e da entrega, porque a pessoa amada vai nos ajudar a ter coragem de mergulhar nas profundezas, sem medo do que possamos encontrar, e até mesmo nos tornar curiosos por descobrir mais. Analisando o que temos feito na vida, vemos que, muitas vezes, nos preparamos para o banho, chegamos perto do mar, mas acreditando que a água está fria desistimos de nadar e voltamos para casa frustrados. Tendo consciência disso, podemos aprender a mergulhar nas águas do amor, ainda que elas signifiquem um banho frio. O importante é a percepção de que frustrações desnecessárias geram um sentimento de incapacidade e que a entrega significa lançar-se neste mar — com a força dos braços e das pernas, saberemos fazer nosso corpo esquentar-se e fortalecer-se no amor.

Roberto Shinyashiki é psiquiatra, escritor e conferencista. Autor de 12 livros, entre eles Tudo ou Nada, O sucesso é ser feliz, A revolução dos campeões, Heróis de verdade.

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saúde

Sorriso perfeito: da tradicional escovação à moderna técnica de clareamento A busca por um sorriso perfeito pode ser atingida por meio de hábitos simples de higiene bucal e conta, ainda, com o auxílio dos avanços na área odontológica Por Flávia Biazetto.

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er um belo sorriso com dentes brancos é o desejo da maioria das pessoas, para isso a odontologia oferece modernas técnicas estéticas, mas sem abrir mão da tradicional escovação diária. A higiene bucal é primordial para manter a saúde dos dentes e da gengiva, evitando, assim, vários problemas, como as placas bacterianas. Só para exemplificar, podemos citar o tártaro, que são restos alimentares que ao se acumularem pode causar inflamação da gengiva e até a perda do dente. Para evitar isso, é fundamental visitar um dentista periodicamente e, em casa, cuidar da higiene de sua boca. A Drª Cristina Nobayashi e Drª Tânia Lopes, dentistas e colegas de trabalho, explicaram à revista Mais oeste os procedimentos para se manter a saúde bucal. A higiene desta área deve começar bem cedo, na fase de amamentação. Neste período, as mães devem limpar a gengiva e língua com uma gaze umedecida, depois de cada vez que o nenê mamar. A escovação começa assim que surgir o primeiro dentinho. Na fase em que os bebês já comem papinhas, é importante a introdução de alimentos de consistência mais dura, como pedaços de legumes, carne desfiada, para que a criança possa mastigar e esfregar bem a arcada inferior e a superior. Isso propicia a expansão da arcada e preparação da musculatura para os dentes que nascerão. Quanto a uma boa escovação e que garanta a limpeza da região bucal, Drª Cristina Nobayashi esclarece

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que é feita em várias etapas. Em um primeiro momento, fique atento à escova escolhida que deve ser sempre macia para não gastar o esmalte do dente e se adequar ao tamanho de sua boca. Na hora da escovação, devese escolher por qual arcada começar a limpeza, pois é equivocado acreditar que é possível escovar bem as duas arcadas, simultaneamente. A escova deve fazer movimentos circulares, porque assim ela limpa e massageia a gengiva. Devemos nos certificar que não pulamos nenhum dente, por isso é preciso ter um critério, a doutora aconselha começarmos do fundo e irmos até o outro lado da arcada dentária. Já na parte de dentro, a escova deve fazer o movimento de cima para baixo, na parte superior, e de baixo para cima na inferior. Nas bases dos dentes –tecnicamente chamada de região oclusal -, o movimento é de vai e vem. Após terminar essa etapa da escovação, não se pode esquecer de usar o fio dental de maneira correta para não só limpar os dentes, mas também não machucar a gengiva. Escovar a língua é um outro passo, pois ela se contamina também, necessitando, assim, de uma limpeza apropriada. Quem não se adapta a escová-la com uma escova comum, pode usar os escovadores de língua, que são facilmente encontrados. Por fim, um antiséptico bucal, que só terá um bom efeito se os dentes estiverem bem limpos. Todo este processo deve ser realizado no mínimo três vezes ao dia, após as principais refeições. A escovação feita à noite deve ser muito precisa e cuidadosa, pois “você dorme e não tem tanta produção de saliva, sua boca fica mais seca e existe uma produção maior de bactérias”, adverte Drª Cristina Nobayashi. Há dentes que são amarelados ou manchados, por diversos motivos, como: fumo, medicamentos, ingestão de alimentos com corantes artificiais ou café. Mesmo com uma escovação adequada, eles não ficam brancos como o desejado. Aí, é necessário fazer um clareamento.

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A Drª Tânia Lopes explica que, em um clareamento, primeiro o paciente faz uma limpeza no consultório. Depois é confeccionada uma moldeira de silicone, para colocar o material clareador. O paciente leva esta moldeira para casa, aplica o gel e, assim, faz o tratamento caseiro. Ele deve voltar após uma semana para que o dentista avalie se o clareamento está sendo eficaz. As instruções do dentista devem ser seguidas corretamente para evitar que os dentes fiquem sensíveis. Isso só ocorrerá se o paciente ficar mais tempo exposto ao produto do que o dentista recomendou. Há ainda os clareamentos feitos em consultórios, em que o paciente vai ao dentista que aplica um produto e o laser. Isso dura em torno de duas horas. Os efeitos deste tratamento podem durar até cinco anos, se o paciente tiver uma boa higiene. No período em que o clareamento está sendo feito é recomendável a não ingestão de alimentos com corantes, vinho tinto, chás escuros e café. Mas, depois o paciente volta aos seus hábitos alimentares, normalmente.

Dra. Tania Lopes e Dra.Cristina Nobayashi Rua Ferreira de Araujo , 21 - conj. 28 Pinheiros


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gastronomia

De várias partes do mundo para as mesas de São Paulo A capital oferece opções de restaurantes de várias nacionalidades que mostram diferentes tradições gastronômicas. Por Flávia Biazetto.

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gastronomia da cidade de São Paulo é conhecida por todo país. Os restaurantes da capital agradam paulistanos e turistas que têm a possibilidade de freqüentar estabelecimentos dos mais requintados aos mais simples. Enfim, são opções para vários gostos e paladares. Na paulicéia, é possível se saborear com a culinária de várias nacionalidades e viver um pouco a cultura de outros povos sem sair da cidade. Muitas pessoas freqüentam algumas referências da cidade como as cantinas italianas do Bixiga, os restaurantes japoneses do bairro da Liberdade, os alemães do Brooklin ou os luxuosos franceses e os tradicionais portugueses espalhados pela cidade. Em uma tentativa de prestigiar outros povos que contribuem para a fama gastronômica

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de São Paulo, selecionamos alguns restaurantes que lhes proporcionam não só uma refeição, mas também uma imersão cultural e histórica pelos diversos povos que imigraram para a cidade.

Casa Garabed : Fundado em 1951, pela família Deyrmendjian, vinda da Armênia. Este restaurante oferece em seu cardápio pratos típicos que até podem ser confundidos com outras culinárias de povos do oriente. Mas o tempero e certas sutilezas na hora de compor os pratos tornam a gastronomia armênia singular. É possível experimentar em torno de 15 sabores de esfihas e pratos como diki-kebab, espetinho de filé mignon, tomate, cebola e pimentão, guarnecido


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com arroz com lentilha, alface, picles e azeitona. Tanto o diki, quanto às esfilhas são assados em um forno, que é alimentado só com eucaliptos e guarda uma curiosidade: a fumaça antes de ir para a chaminé, passa por galerias subterrâneas no próprio forno, promovendo assim o aquecimento das pedras que revestem o seu piso cinqüentenário, feito nos mesmos moldes do forno que a família tinha na Armênia. Tem também uma sobremesa deliciosa chamada Creme do céu, que é feita de creme de leite, leite condensado e geléia de damasco. Site: www.casagarabed.com.br

Khan El Khalili é uma casa de chá egípcia que funciona em uma ampla construção na Vila Mariana. O cliente tem a possibilidade de escolher um dos 15 ambientes do estabelecimento para apreciar a decoração, o cardápio e os espetáculos de dança do ventre. Cada espaço conta um pouquinho da história do Egito como um em que remonta a história da

cardápio muda bimestralmente e, diariamente, há duas opções diferentes de pratos. Se você ficar em dúvida por qual escolher pode pedir um prato misto e se saborear com as duas alternativas. O restaurante funciona em um

sobrado antigo, com vários ambientes. A decoração e o tempero remetem à Índia e suas tradições. Um aperitivo oferecido, freqüentemente, é o suco de limão com gengibre. O clima lembra um templo, com suas pétalas de rosas espalhas na entrada e os mantras. Site: www. gopalaprasada.com.br

Acrópole, restaurante grego, situado na rua da Graça, no centro de São Paulo. O estabelecimento é simples e conta com a experiência do proprietário, que veio para o Brasil na década de 60 e logo começou a trabalhar neste ramo. Os clientes são levados à cozinha e lá escolhem os pratos de sua preferência. Entre as especialidades da casa estão o carneiro e a vitela à moda grega, assados com diversos legumes, a lula recheada com camarões e o polvo ao vinho. Acrópoles – Rua da Graça, 364, Bom Retiro, tel: 3223-4386. cidade de Luxor e o Vale dos Reis – lugar onde foram construídos alguns túmulos de faraós. Ainda é possível vivenciar alguns rituais como o do chá e o do vinho e queijo. O cardápio é variado, com destaque para saladas como a Cairo – kibe com tahine – e a típica salada egípcia Kom Ombo. Entre os espaços do restaurante há uma cafeteria, onde é possível experimentar bolos de frutas e biscoitos de canela e milho. Na casa, funciona ainda uma escola de dança do ventre e aos domingos é possível ver espetáculos que expressam toda sensualidade e beleza da cultura egípcia. Site: www.khanelkhalili.com.br

O Gopala Prasada – nome que significa oferenda ao jovem deus – foi fundado em 1995 e é um restaurante com ares de indiano, lacto vegetariano. Seu

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Sabor Peruano, fundado no fim do ano de 2005, este espaço gastronômico mostra que apesar de vizinhos, cada país da América Latina tem uma tradição culinária bem peculiar. A base da alimentação peruana – frutos do mar e vegetais como milho e batata – pode ser apreciada nesse local. Mas os clientes de primeira viagem podem estranhar pratos como o Cuy – que aqui chamamos de porquinho-da-índia – servido aberto, frito e com batatas. Para aqueles que não se arriscam a experimentar este prato, fica a dica do Ceviche, feito com filé de linguado ou frutos do mar marinados em limão. Sabor Peruano – Rua Fradique Coutinho, 914, Vila Madalena, tel: 3031-3973 / 3815-2323.


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cultura

Eagle: um diferencial no ensino de idiomas A escola de idiomas Eagle Eye oferece em seus cursos um ensino sólido e dinâmico, alcançado pelo comprometimento de toda sua equipe, em um ambiente descontraído e agradável Por Flávia Biazetto.

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escola de idiomas Eagle Eye oferece cursos diferenciados que buscam atender às expectativas de cada aluno. A escola desenvolveu uma maneira de trabalhar que se compromete não só com seus alunos, mas também com suas respectivas necessidades. Isso se relaciona com a consciência de que em tempos

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de globalização, aprender um idioma é inegavelmente primordial e que cada um tem um objetivo, seja para mercado de trabalho, viagens, estudos. Quando um aluno procura a Eagle Eye, ele é ouvido primeiramente sobre os motivos que o levaram a estudar um outro idioma e uma equipe avalia o seu


conhecimento da língua estrangeira. Muitas vezes, as motivações são bem específicas e limitadas por um curto espaço de tempo – como participar de conferências no exterior ou fazer uma entrevista de estágio. A partir desta conversa inicial, é traçado um planejamento de aulas específico para saciar as expectativas e as metas do aluno. Para que isso funcione, a escola conta com uma equipe de professores qualificados. Segundo Ricardo Cacheli, diretor pedagógico da Eagle, além da qualificação é fundamental que o profissional acredite no potencial do aluno e que se doe para ensinar. A escola dá o respaldo necessário para que o professor exerça da melhor forma possível o seu trabalho. Para isso, ela programa aulas multimídia, incluindo música e dvd’s, oferecendo ainda uma biblioteca com um acervo com cerca de 400 livros e filmes à disposição, enfim, o material necessário para dar um brilho especial à aula e motivar alunos e professores a interagirem em sala. A maioria dos alunos são pessoas que já estão no mercado de trabalho e buscam aprender vocabulário específico ou alcançar promoções na carreira. Há, ainda, cursos para ajudar os alunos na obtenção de certificados internacionais, como TOEFL e Cambridge. Além de

trabalhar com cursos de 6 idiomas – inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e japonês - tanto na própria escola, quanto em empresas que solicitam o serviço, a Eagle Eye oferece ainda curso de português para estrangeiros, serviços de tradução e de intérprete bilíngüe e trilíngue. Esse último serviço é, muitas vezes, solicitado não só tendo em vista uma tradução simultânea em conferências ou palestras, mas também, auxiliando executivos estrangeiros em sua estadia no país com cuidados como a alimentação, questões de aeroporto e de horários. Assim, a Eagle dá toda assistência necessária aos seus parceiros não só com serviços de idiomas, mas também com questões culturais. Quanto ao ensino de idiomas, a Eagle tem a preocupação de trabalhar desde o inicio se focando no desenvolvimento de 4 habilidades – escrita, compreensão auditiva em velocidade real, leitura e conversação. Ao focalizar nas aulas o progresso dos alunos nos quatro aspectos mencionados, a escola busca oferecer os subsídios para que a aprendizagem seja sólida e dinâmica. Esta maneira de trabalhar respeita o processo de aprendizado, que deve ser gradual, e simultaneamente garantir que o conteúdo ensinado foi realmente interiorizado pelos alunos. Assim, é possível que estudantes não só saibam decodificar em um outro idioma, mas também consigam produzir em outra língua e em diversas situações. Os serviços da Eagle estão disponíveis na grande São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, região de Sorocaba e Campinas. A escola tem por objetivo ensinar seus alunos com comprometimento, respeitando seus interesses e sua confiança na escola e na equipe, por isso busca oferecer um curso diferenciado, no qual a escola e os seus alunos tornam-se cúmplices na caminhada rumo a um aprendizado consistente e sólido.

Sobre a Eagle eye Localizada na rua Pio XI, nº 1.221, no Alto de Pinheiros, a Eagle eyes é uma escola especializada em ensino de línguas estrangeiras e outros serviços de idiomas. A escola oferece infra-estrutura necessária para se obter ensino de qualidade. Além disso, seu ambiente é bem descontraído e agradável. Saiba mais sobre a escola no site: www.eagleeyeidiomas.com.br

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capa

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Ronnie Von : histórias do impulso da juventude à sabedoria da maturidade Ronnie Von tem histórias para contar que dariam um best seller e, delas, aprende e transmite lições de vida de forma sensível e consciente. Por Flávia Biazetto.

R

onnie Von marcou gerações com seu carisma, simpatia e com a maneira versátil e séria que desempenha o seu trabalho. Em sua trajetória, ele agitou a juventude dos anos 60 com suas músicas, atuou em minisséries, novelas e filmes e, atualmente, apresenta o programa “Todo seu”, transmitido pela TV Gazeta. Neste trabalho, Ronnie se preocupa em levar entretenimento de qualidade e pautas com conteúdo que possam ajudar ou informar seus telespectadores. Em um bate-papo descontraído com a equipe da revista Mais Oeste, Ronnie deixou transparecer sua realização com os resultados de seu programa e sua satisfação com a vida.

maisOeste:

Quanto à sua formação, você foi cadete da aeronáutica, fez faculdade de economia, entre outras atividades. O que ficou de todas essas experiências? Ronnie: Trabalho com comunicação e tenho uma visão mais aguda em relação a isso. Todo homem moderno tem a obrigação de ser informado, não ser culto, mas de ser informado. Eu acho que a cultura é subseqüente e vem de qualquer maneira, na medida em que você tem a informação. A minha formação acadêmica foi imposta, não teria sido a carreira que escolheria. Fui estudar música depois que já era músico. Eu queria ser arranjador, não consegui, porque não tenho talento para isso. Pode ser vocação.Vocação e talento são coisas que caminham paralelas, mas não quer dizer que sejam a mesma coisa.

maisOeste: Sua carreira de músico se iniciou

por acaso, com uma canja no Bar Beco das Garrafas. Mas você já tinha um desejo anterior de ser cantor? Ronnie: Quem não gosta de cantar? Isso era muito distante da minha realidade. Eu trabalhava com a minha família, extremamente conservadora. Cantava de brincadeira, mas sempre blues e alguma coisa de rock and roll. Aí, os Beatles vieram e fizeram a minha cabeça. Meus amigos ficaram muito aborrecidos comigo e falavam que eu fazia música de periferia: cabeludos estrangeiros, guitarras elétricas... Sofri com os amigos e com a família, eu não tinha mais espaço no Rio. Mudei para São Paulo com uma mão na frente e outra atrás e comecei tudo de novo.

maisOeste: E seu lado ator? Como começou? Ronnie: Lá na faculdade, ao lado da reitoria havia um teatro de arena. Eu me matriculei no curso e comecei a gostar muito. Chegamos a fazer várias peças e depois fiz teatro amador. Isso nasceu da seguinte maneira: eu estava contratado na TV Record e tinha um programa muito interessante, que era uma novelinha diária, dirigida pelo Walter Avancini, chamada Ronnie e o Robô, que teve algum sucesso, mas era muito caro de realizar. Então, fizeram um outro projeto que era mais simples, chamado Ronnie e Ronaldo, era a pessoa, o Ronnie, e o superego, o Ronaldo, um louco desvairado. O Ronnie era todo comportadinho. Era um programa que eu gravava primeiro só o Ronnie, depois só o Ronaldo. Os diálogos eram sincronizados, eu falando comigo mesmo. Isso

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em 60! Fiz novelas e filmes, mas essas coisas eventuais de dramaturgia foram se distanciando, à medida que fiquei mais ligado à música e agora com esta coisa de apresentador não dá mais tempo mesmo.

maisOeste: E

apresentador, também foi por

acaso?

Ronnie: Apresentador, não. Em 1966, quando eu comecei, fui contratado pelo Paulo Machado de Carvalho (TV Record) para apresentar um programa de juventude mais popular do que o “Jovem Guarda”. Eu apresentei este programa e hoje estou fazendo o 13º programa da minha carreira.

mais

Oeste: Todas as suas experiências profissionais têm a comunicação e a arte por trás. Em que medida você acredita que suas vivências te amadureceram como profissional? Ronnie: Isso é fundamental. Aquilo que te falei se informa e a cultura vem depois, só que o subsídio, que não é direto, acontece para que você tenha o amadurecimento e saiba de certa forma o caminho das pedras. Eu acho que é importantíssimo. Eu tenho a impressão que um grande artista, um grande comunicador, por mais talento e experiência profissional que tenha, ele deve ter uma bagagem, senão vai durar pouco tempo.

maisOeste:

Seu programa tem um formato feminino, mas apresentado por um homem. Você sofreu algum tipo de preconceito por isso? Ronnie: Muito. Uma grande revista de informação, que depois se retratou, queria fazer a matéria comigo sobre o sucesso editorial do meu livro, Mãe de gravata. Publicaram uma foto menor que uma moeda de um real, com um texto de rodapé, falando que o livro me valeu a fama

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de homossexual. Teve um dia em que eu estava recebendo casais de amigos em casa. Então, um cara com uma playboy falou: “Já viu aí, que bonitona?” e respondi “De fato que coisa linda!” e contei que tinha comprado uma toalha de mesa. O que eu ouvia? “Ronnie, até você?”. Eu ouvi isso de amigo meu. Resultado: em vez de fazer as coisas ao contrário, aí que eu mergulhei de cabeça, porque fiquei mordido com aquela história. Hoje, isto é uma coisa que me fez um ser humano muito mais rico, mais independente. Não está escrito, em nenhum lugar, o que é coisa de mulher ou de homem. Eu pelo menos não li.

maisOeste: Quanto à experiência de ter sido

pai com a guarda de filhos, o que foi mais fácil e o que foi mais difícil?

Ronnie: Eu não achei nada fácil. Fácil é a coisa mais fisiológica que as pessoas se espantam tanto. Fácil foi ter sido acordado às 2 da manhã pela minha filha com 10 anos de idade, porque tinha menstruado pela primeira vez. O difícil é você educar, ter consciência que não pode ser egoísta, educar os filhos para o convívio social. Isso foi mais difícil, porque eu não tinha nenhuma experiência. Aprendi que era necessário ter bom senso, bate-papo o tempo inteiro e estar junto o máximo que puder.

maisOeste: Como surgiu a idéia de passar a sua experiência de ser mãe para um livro?

Ronnie: Foi um amigo meu já falecido, dono de uma editora chamada Maltese. Ele disse “Ronnie, você tem esta coisa meio samaritano, (não lembro como ele colocou isso). Já pensou em passar a sua experiência para pessoas que estão vivendo esta coisa difícil, dura?”. E ele tentou me convencer e de repente eu estava escrevendo. O livro foi um sucesso editorial de onze edições.

maisOeste: E

o seu programa, como surgiu a idéia de um programa apresentado por um homem, mas com um formato feminino? Ronnie: Washington Olivetto. Ele falou que tinha uma idéia de um programa para mim. Meu programa era na Record, em horário nobre, dando certo e ele chega com a seguinte história: “Você tem que apresentar um programa feminino (ele tinha lido o meu livro) à tarde”.“Você ficou louco?”, respondi. Aí, fizemos uma aposta. Ele arranjou


com o garçom um guardanapo, lindo, com uma renda francesa. “Vou sair por aqui e perguntar para todo mundo que bordado é este aqui. Se alguma mulher souber, eu perco a aposta”. E eu ainda falava “Não é bordado. É renda”. E saiu rodando. Ninguém disse o que era. Eu perdi a aposta.

maisOeste: Li

em uma entrevista que você viajou por todo país. O que mais te marcou dessas viagens? Ronnie: Talvez a que mais marcou foi para Florianópolis. Cerca de dez mil pessoas invadiram a pista. Subiram em cima do meu avião. Eu saí de lá com o apoio do exército, que me colocou em um caminhão de bombeiros, no alto. No trajeto do aeroporto ao hotel, havia dos dois lados da estrada pessoas acenando para mim com pôster meu, jogando beijos e jogando flores. Eu fiquei muito emocionado e comecei a chorar.

maisOeste: Quanto

à sua doença. O que te deu força para reverter o quadro?

Ronnie: Foi complicado. Esta é uma doença muito séria e chama-se polioneurite neuro radicular. Eu sabia que estava perdido. Eu recebia 250 visitas por dia, todos os dias. Então, foi os meus filhos, a história de ter que criá-los e eu precisava estar vivo para isso, e também a vontade das pessoas que eu ficasse bom. O que me curou foi a minha vontade de ficar bom e a das pessoas. Inicialmente, eu queria morrer para a dor parar, porque era muita. Hoje, eu tenho uma visão oposta e estou aqui e atendo quem precisar de apoio. Acho que tenho a obrigação, a missão de ajudar.

mais

Oeste: O que a doença mudou em sua maneira de encarar a vida? Ronnie: Eu reformulei todos os meus valores e conceitos. Hoje, sou uma pessoa muito mais rica emocionalmente e comigo mesmo. Eu acredito no ser humano como uma verdade final. Tenho hoje uma visão muito mais humanista, humana, o que você quiser. Eu era cético, hoje, sou um homem de credulidade absoluta. Ronnie Von www.ronnievon.com.br

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negócios

Novos tempos, nova liderança O papel do novo líder é cultivar o maior bem das organizações: o capital humano. Cabelhe promover a humanização do ambiente de trabalho, valorizando o potencial de sua equipe e contribuindo para que sejam criadas novas formas de relacionamentos, em que tanto o empregado quanto o empregador sejam beneficiados. Empresas que não valorizam o capital humano nem investem em seu desenvolvimento correm o risco de serem engolidas pelo mercado, pois seus melhores profissionais começam a migrar para organizações que lhes dêem a oportunidade de conquistar o sucesso fazendo o que gostam e do modo como gostam de fazer. Toda empresa necessita de pessoas com talento; mas, além de encontrá-las, é preciso mantêlas. E isso não se faz só com dinheiro. Dinheiro funciona como motivador de curto prazo, pois as pessoas querem oportunidades de crescimento que, se a empresa não lhes der, a concorrência dará! Hoje, pessoas competitivas abrem mão de um emprego estável para ir atrás de novos desafios, conquistar novas metas e ser mais bem remuneradas. Para as empresas, é mais econômico descobrir essas pessoas em seu quadro de funcionários e criar condições para que evoluam do que encontrá-las no mercado. Cabe ao novo líder identificá-las e ajudá-las a se desenvolverem. Equipes, hoje, não precisam de líderes que tenham respostas para tudo, mas que as levem a encontrar as melhores soluções e contribuam para o crescimento individual de cada integrante do grupo. Alinhando-se à necessidade de crescimento do grupo, o líder consegue motivar e integrar toda a equipe, que produzirá sempre os melhores resultados. Nesse cenário, ele pode assumir os papéis de patrocinador, mentor, avaliador, modelo ou professor do grupo.

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Em suma, o novo líder precisa conhecerse mais do que se deixar conhecer, ser transparente em suas atitudes e decisões e ter sensibilidade para perceber as necessidades e anseios dos outros. Além disso, tem de ser proativo, criativo e ético, sabendo exercer autoridade sem autoritarismo e sendo capaz de tomar decisões rápidas, sem medo de delegar nem de compartilhar informações. Ele deve, ainda, saber negociar, comunicar-se com facilidade e ter controle sobre si mesmo e a equipe. E, finalmente, tem de ouvir mais do que falar, valorizar a equipe, motivar o grupo, manter-se atento às expectativas da corporação, focado em qualidade e desenvolvimento, ter flexibilidade para mudanças e, o principal: investir sempre no seu próprio crescimento pessoal e no de seus subordinados.

Dr. Lair Ribeiro é palestrante internacional, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University. (www.lairribeiro.com.br)


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educação

Direção e álcool: combinação fatal R

ecentemente 5 jovens morreram dentro de um carro que, em alta velocidade, chocou-se contra uma árvore, dando perda total também do carro. Foram 6 perdas totais num choque provocado e não meramente acidental. Legalmente deixou de ser culposa para ser uma transgressão dolosa, e muito dolorosa para todos, principalmente para as famílias dos jovens que se despediram dos seus pais, bem vestidos, saudáveis e sóbrios para mais uma balada carioca, mas poderia acontecer em qualquer lugar deste planeta. Ninguém mais poderá ver estes jovens vivos, por maiores que sejam os sonhos dos respectivos pais. Acidentes acontecem com qualquer pessoa, geralmente contra a sua vontade, mas mesmo assim existem as conseqüências que ela terá que assumir. Quando a pessoa, já sabendo dos riscos fatais que corre quando dirige um carro alterado pelo álcool, deixa de ser um acidente culposo e passa a ser doloso, As leis não perdoam os dolosos. Há países que repreendem como criminosos os motoristas embriagados e outros que consideramnos homicidas potenciais e são algemados e presos imediatamente. Roda pela internet a vida e foto de uma jovem que foi linda e foi atingida por um carro cujo motorista estava embriagado. Hoje ela está totalmente desfigurada, lutando para sobreviver, mesmo após dezenas de cirurgias. Que culpa tinha ela de ser atingida? Para ela foi um gravíssimo acidente, entretanto o motorista foi um criminoso, porque o acidente foi devido à combinação fatal entre direção e álcool. Cada um de nós conhece pessoalmente famílias que perderam seus familiares por causa de um motorista criminoso. Desta maneira, quer por divulgação ou por experiência própria, todos nós sabemos o quanto direção e álcool é uma mistura muito grave, e que ganha ainda notícia quando são os jovens que morrem. Os pais dos vitimados e vítimas podem ter o falso argumento de que os jovens

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são incontroláveis, impulsivos, agressivos e temerários, mas que se não fosse o álcool, nada disso teria acontecido. Nem sempre é assim, pois jovens se matam mesmo sem álcool. Não estou defendendo o uso do álcool e muito menos a mistura do álcool com a direção. Habitualmente o álcool coloca para fora o que antes estava controlado pelo superego e pela adequação. Portanto, o álcool pode ser um desencadeador do que o jovem já em dentro de si, agravando as condutas antisociais. Vide exemplos muito freqüentes em casos de estupros entre conhecidos, de suicídios entre os depressivos, etc. Este acidente levantou outra vez a questão da educação preventiva na sociedade. Mas o que dizer de pessoas sóbrias, que não beberam nada alcoólico e entram em carros cujos motoristas estão embriagados? Como o álcool, que um (motorista) bebeu, mata outros que nada beberam? Esta onipotência juvenil, que faz com que o jovem piore já na direção, pode se tornar fatal se também agregar o álcool, principalmente no jovem masculino. Porque expõe de modo selvagem, mesmo que esteja na sociedade, toda a força da sua testoterona. A jovem onipotente põe todo o seu comportamento-protetor-com-a-sensação-de-podersalvar-as-pessoas numa situação que, de fato, nem ela pode controlar. O embriagado só pode ser contido à força, pois o seu posicionamento é não se dobrar aos pedidos das pessoas e negar veementemente a sua embriaguez assim como nega toda a realidade. Acha-se um super-homem. Estrogênios e progesteronas não controlam os que se sentem super-homens. Fica a dúvida: Quem é mais louco? Aquele que dirige embriagado? Ou aquele que entra em um carro cujo motorista esteja embriagado Dr. Içami Tiba, psiquiatra, educador e escritor de vários livros, entre eles o best seller “ Quem ama educa!” www.tiba.com.br


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agenda cultural Acervo da Fundação Nemirovsky

EXPOSIÇÕES Mostra Josely Carvalho “Desencantando Salmu” é a instalação de Josely Carvalho dentro do Projeto Octógono Arte Contemporânea da Pinacoteca. O tema central da instalação é o desabrigo emocional e o aniquilamento de identidades culturais. A mostra aborda ainda questões inspirada em pesquisa da artista sobre o povo iraquiano em meio à atual ocupação. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2 - Centro, Tel: (11) 3229.9844, Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00 e R$2,00, GRÁTIS aos sábados. Até 18 de Março. _____________________________

Aquarelas de Segall A mostra apresenta 58 pinturas sobre papel, selecionadas pelo curador Celso Lafer. Além da aquarela, Segall utilizou outras técnicas que fazem uso da cor sobre o papel: guache, pastel, tinta preta, vermelha, sépia aplicada a pincel, aguadas e técnicas mistas, em que ora o artista associa a fluidez da aquarela a desenhos a grafite ou tinta preta a pena, ora utiliza outros recursos como a colagem. O que confere unidade ao conjunto das aquarelas de Segall é a recorrência temática, tão presente nesta linguagem como nas pinturas a óleo, nos desenhos, nas gravuras e esculturas. Museu Lasar Segall. Rua Berta, 111 - Vila Mariana, Tel.: (11) 5574-7322, Terça a sábado, 14h às 19h, domingos, 14h às 18h. GRÁTIS. _____________________________

Viva Cultura Viva do Povo Brasileiro A mostra reúne as exposições temáticas “Território Ocupado”, “Um Olhar Sobre a Arte Brasileira”, “O Imaginário do Povo Brasileiro” e “Os Pontos de Cultura”, que celebram o país e suas mais diversas tradições culturais e artísticas. Museu Afro Brasil. Pq.Ibirapuera, Pavilhão Pe. Manoel da Nóbrega, Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 10, Vila Mariana, Tel: (11) 5579-0593, Terça a domingo, 10h às 17h. GRÁTIS. Até 31 de março. _____________________________

Mostra Josely Carvalho A exposição, com cerca de cem obras de Almeida Junior, apresenta um panorama da produção do artista brasileiro no século XIX. A mostra é dividida em quatro módulos: Tempo Humano, Natureza e Cotidiano, Trabalhos em Contraste e Artista como Museu.Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2 - Centro, Tel: (11) 3229.9844, Terça a domingo, 10h às 18h, R$ 4,00 e R$ 2,00. GRÁTIS aos sábados. Até 15 de abril.

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A exposição mostra 121 obras do acervo do casal Nemirovsky, que agora ficam abrigadas na Estação Pinacoteca. Entre os artistas, estão Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Portinari, Volpi, Tomie Ohtake, João Câmara e Wesley Duke Lee. Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66 - Luz, Tel: (11) 3337-0185, Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. Até maio 2008.

TEATRO Prêt-à-Porter 8 Apresentação de três cenas desenvolvidas pelos atores do Centro de Pesquisa Teatral. Coordenação de Antunes Filho. ‘Ponto Sem Retorno’, com Emerson Danesi e Marcelo Szpektor. ‘Exiladas’, com Marília Simões e Aline Filócomo. ‘Velejando Na Beirada’, com Marcelo Szpektor e Pedro Abhull. Espaço CPT - 7º andar. SESC Consolação. Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, Tel: (11) 3234-3000, Sábados, às 18h30. R$ 10,00; R$ 7,50 (usuário matriculado). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). De 13/01 a 31/03. _____________________________

A Pedra do Reino Montagem realizada pelo Grupo de Teatro Macunaíma e CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do SESC. Espetáculo teatralizado por Antunes Filho, a partir das obras ‘Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-volta’ e ‘História do Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana’, de Ariano Suassuna. Quaderna, o protagonista, é preso pelo Estado Novo por subversão e relembra sua vida através de um memorial que escreveu, contando de maneira picaresca suas façanhas até sua captura, julgamento e detenção. O personagem traz à tona o homem em sua condição mais humana, revelando-o em sua contundente complexidade. Recomendável para maiores de 14 anos. Teatro SESC Anchieta. SESC Consolação. Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, Tel: (11) 3234-3000, Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h. R$ 10,00; R$ 7,50 (usuário matriculado). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). De 19/01 a 01/04.


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Zona de Guerra (SP) Com João Bourbonnais, Roberto Leite, Guilherme Lopes, Kalil Jabbour, Denis Goyos, Alexsandro Santos, Bruno Feldman, Uryas de Garcia, Wagner Menegare e Renaldo Taunay. Produção da Cia. Triptal de Teatro. Direção e adaptação de André Garolli. A ação se passa em um alojamento do navio mercante Glencairn, que transporta armas clandestinamente durante a Primeira Guerra Mundial. Um jovem se emprega no cargueiro que contrabandeia munição dos EUA para a Inglaterra. A partir de uma desconfiança gerada por uma misteriosa caixa preta em poder do rapaz, enquanto navegam por águas infestadas de submarinos inimigos, a tripulação suspeita ser ele um espião a serviço dos alemães. Espetáculo integrante do projeto Homens ao Mar, inspirado na dramaturgia de Eugene O´Neill (1888-1953). Teatro de Câmara, SESC Avenida Paulista. Av. Paulista, 119 - Paraíso, Sexta a domingo, às 20h. R$ 15,00; R$ 10,00 (usuário matriculado). R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). De 23/02 a 18/03.

SHOWS Wilson Moreira – 70 anos Com Zé Renato,Carlinhos do Cavaco e Reinaldo – o príncipe do pagode. O grande compositor Wilson Moreira, representante legítimo de uma dinastia musical afro-descendente, vem ao longo de seus cinqüenta anos de carreira, resgatando vários ritmos fundamentais para a história do nosso cancioneiro popular brasileiro tais como: Jongo, Lundu, Valsa, Canção Rural, Canção Afro, Partido-Alto, Samba de Roda, Afoxé, Samba etc. omemora com muita pompa os 70 anos de vida do grande compositor Wilson Moreira . No repertório, estarão: Senhora Liberdade, Sonho de Valsa, Gostoso Veneno, Gotas de Veneno, Toda Minha Verdade, etc. Choperia, SESC Pompéia, Rua Clélia, 93 - Pompéia, Tel: (11) 3871-7700, Dia(s) 16/03, 17/03, Sexta e sábado, 21h. Proibida a entrada de menores de 18 anos. 1 R$ 15,00; R$ 11,00 (usuário matriculado). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 7,50 (acima de 60 anos e estudantes com carteirinha). _____________________________

Toquinho Comemorando 40 anos de carreira, o cantor e compositor presta uma homenagem a parceiros e compositores que

fizeram parte da sua história, como Paulinho Nogueira, Baden Powell, Carlos Lyra, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, entre outros. Teatro, SESC Pinheiros.Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros, Tel: (11) 3095-9400. Dia(s) 24/03, 25/03 Sábado, às 21h e domingo, às 18h. Recomendável para maiores de 7 anos. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário matriculado). R$ 10,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha). _____________________________

Ortinho Participações de Otto, Lirinha e Claiton (Cordel do Fogo Encantado). Lançamento do CD “Somos”.Gente como o elegante Dudu Tsuda nos teclados, o inventivo Gustavo Ruiz na guitarra e no violão, Marcelo Monteiro no saxofone e na flauta, além do casal drum’n’bass Simone Soul e Alfredo Bello,os guitarristas Tonho Penhasco, Luiz Chagas, os baixistas Mazinho Lima e Paulo LePetit, o pandeirista Mestre Nico, os multiinstrumentistas Sergio Cassiano e Max de Castro, fora a incrível Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, nos metais, completam a filarmônica ortiniana. Choperia, SESC Pompéia, Rua Clélia, 93 - Pompéia, Tel: (11) 3871-7700, Dia(s) 29/03 Quinta, às 21h. Não é permitida a entrada de menores de 18 anos. 1 R$ 15,00; R$ 11,00 (usuário matriculado). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 7,50 (acima de 60 anos e estudante com carteirinha). _____________________________

Ângela Maria, Zé Menezes e Dóris Monteiro Ângela Maria, a Sapoti, foi a cantora mais popular do Brasil durante a década de 1950. Durante a década de 1950 atuou intensamente no rádio, recebendo o título pelo qual ficou eternamente conhecida: “A Rainha do Rádio”. Zé Menezes - Maestro, compositor, arranjador e multi-instrumentista das cordas, aliando técnica apurada e criatividade nas improvisações. Dóris Monteiro - com 55 anos de carreira, e 72 de vida, Dóris Monteiro é uma de nossas cantoras mais queridas e respeitadas pelo grande público, já se apresentou em diversos países, como Japão , Portugal, Uruguay, Chile, etc. SESC Pompéia, Rua Clélia, 93 - Pompéia, Tel: (11) 3871-7700, Dia(s) 30/03 Sexta, às 21h. R$ 10,00; R$ 7,50 (usuário matriculado). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 5,00 (acima de 60 anos e estudante com carteirinha).


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im贸veis

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esporte

Coração de atleta sofre C orre! Pula! Abaixa! Sobe! Nada de frente! Nada de costas! um pouco mais de corridinha e tudo bem, daqui a meia hora mais um pouco de tudo isso. É por essas e por outras que coração de atleta sofre, mesmo com um preparo exemplar não há corpo que resista à constante busca pela perfeição. Quando pensávamos que era quase que impossível um atleta saudável, que obviamente faz exames religiosamente sofrer com problemas que vão além de dores musculares e as famosas lesões, nos deparamos com uma realidade que há quatro anos assustou médicos e também quem vive diretamente do esporte de alto rendimento. Em novembro de 2003, um caso de morte no esporte chamou atenção, já que antes desses episódios a maioria das pessoas nunca tinha ouvido falar e com certeza não tinha visto um jogador no meio de uma partida internacional de futebol sofrer um ataque cardíaco fulminante, foi o que aconteceu com MarcVivien Foé, meio-campista da Seleção Camaronesa de Futebol, que disputou as Copas do Mundo de 1994 à 2002 e que ajudava a simpática equipe africana passar para a final da Copa das Confederações, realizada naquele ano na França. O coração, principal órgão do sistema circulatório não agüentou e sucumbiu diante das câmeras de televisão, a chocante imagem foi transmitida para o mundo em exaustão e a discussão em torno de quão saudável seria a prática excessiva do esporte ganhou destaque. Se não bastasse seis meses após a morte de Foé, uma jovem revelação do futebol húngaro, também desabou em campo. Esse foi Mikos Feher que atuava pelo Benfica de Portugal, quando em uma partida eximia contra a equipe do Guimarães o atacante de 24 anos deu o passe para a vitória dos encarnados de Lisboa, tudo isso já nos acréscimos, logo depois levou cartão amarelo,

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sorriu para o árbitro e desmoronou. De imediato os companheiros dele levaram a mão à cabeça prevendo o pior, no hospital foram duas horas numa tentativa desesperada para salvar o talento húngaro, não foi possível. Víamos esses tristes acontecimentos de camarote com aquela certeza redundantemente incerta de que essas mortes não chegariam aos nossos atletas, mas o pior foi visto também de camarote. Para quem não se recorda, era uma quartafeira a noite, outubro de 2004, Estádio do Morumbi, na disputa do Campeonato Brasileiro estavam São Paulo e o emergente São Caetano, jogo empatado em 0 a 0 até que aos 14 minutos do segundo tempo, o zagueiro do Azulão, Serginho, desmaiou em campo. A preocupação e o medo tinham chegado ao Brasil dez meses após a morte do húngaro de Portugal. Os primeiros socorros transmitidos pela televisão nos davam esperança, mas quarenta minutos após dar entrada no hospital Serginho não resistiu aos músculos enrijecidos de seu próprio coração. Entraram em cena dirigentes de clubes, advogados, médicos, jornalistas. Um batalhão de gente apta a dissertar sobre o assunto.

O alvoroço em torno desses casos tornou a mudança rápida nos estádios brasileiros, as Federações Estaduais obrigaram os clubes a terem desfibriladores cardíacos à beira do gramado, os exames nos atletas foram intensificados e analisados


com maior rigor. Medidas rápidas e necessárias para o desenvolvimento do esporte em um país que não dá a atenção e principalmente apoio a quem vive de bermudas e tênis. Nessa linha de preocupação, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) designou o cardiologista Nabil Ghorayeb, coordenador clínico do Sport Check-up do Hospital do Coração, para avaliar o desempenho de 500 atletas pré-classificados para os Jogos PanAmericanos do Rio de Janeiro, os resultados dos exames mostraram que 1% dos atletas apresentaram alteração. Os problemas cardíacos, que antes era mais visivelmente privilégio dos descuidados com a saúde ganharam proporções maiores. Estudiosos sobre medicina do esporte da Universidade de Dresden, na Alemanha, concluíram que 30% dos corredores de maratonas apresentaram acúmulo de cálcio nas artérias, isso quer dizer que o excesso de cálcio nas coronárias aumenta o risco de infarto. Outra pesquisa publicada pela renomada revista Circulation, da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (EUA), observou 60 atletas durante a Maratona de Boston, todos sem antecedentes relacionados a problemas cardíacos, após o fim de uma das provas mais tradicionais do atletismo, os médicos verificaram que 60% dos atletas apresentou concentração superior ao normal de uma tal substância chamada troponina que em níveis mais altos também pode causar infarto. Coincidência ou não, o primeiro caso registrado de morte súbita relacionada a prática esportiva da corrida é datada de 490 antes de Cristo, por ser uma história muito antiga a veracidades dos fatos são ambíguas. De um lado uns acreditam que o mensageiro Pheidippides correu 35 quilômetros entre as cidades de Maratona até Atenas para anunciar que os gregos haviam vencido a batalha contra os persas, a outra lenda seria que o mensageiro teria corrido 240 quilômetros entre Atenas à Esparta para pedir reforços à batalha que viria. Escolha a história que mais lhe agradar, pois o resultado final é um só. Pheidippides caiu duro no chão, sem nenhuma explicação, o que caracterizou morte súbita, que é a interrupção inesperada das funções vitais. É notório que a atividade física é saudável e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares na população em geral, contudo para indivíduos portadores de

algumas doenças cardíacas, esta mesma atividade física pode vir a ser danosa ou em alguns casos fatal. Embora raras, essas doenças, estão entre as principais causas de morte súbita e podem ser ainda mais letal quando ocorrem em atletas profissionais. A doença mais comum em atletas com problemas cardíacos é a miocardia hipertrófica que se caracteriza pelo espessamento das paredes ventriculares, entre os que apresentam esse diagnóstico cerca de 4% morrem, as soluções podem ser a intervenção cirúrgica ou a aplicação de medicamentos, afim de diminuir a entrada de cálcio que prejudica o funcionamento normal do coração. Quem passou por maus momentos cardíacos foi o atacante Washington, ficou 442 dias longe dos gramados ao saber do clube em que atuava na Turquia que teria de submeter-se a uma angioplastia, operação que dilata os vasos sangüíneos do coração, seis meses depois de ser afastado o jogador via uma nova chance no Atlético Paranaense, mas 19 dias foram capazes de acabar com o sonho da volta. Washington passou mais sete meses com as chuteiras penduradas, mas em janeiro de 2004 completamente recuperado, o jogador entrou em campo num clássico do Campeonato Paranaense e marcou um gol contra o arqui-rival Paraná. O retorno foi para os médicos vencer o desafio de “arrumar” um coração que vai ser usado de forma mais intensa. A pergunta que fica é: Será que esporte de alto rendimento é saúde? Qual o limite do corpo? Claro que fazer exercícios é essencial para aumentar o bem estar e a qualidade de vida, mas como em qualquer outra situação o excesso pode causar dados que mesmo escondidos se desenvolvem de maneira inesperada provocando assim o rompimento precoce da carreira profissional e se não levados a sério ao rompimento da vida. A melhor maneira é se cuidar e escolher o destino de seu coração, pois nesses casos ele é quem manda.

Felipe Jardini Jornalista Editor de Esportes da TV Cultura felipejardini@hotmail.com

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receita

Casquinha Folhada de Siri 1 pacote de Casquinha Mil Folhas Arosa com 20 unidades Recheio

400g de carne de siri limpa 1 colher(sopa) de manteiga 2 tomates sem pele e sem semente 1 cebola picada 3 dentes de alho picado 3 colheres (sopa) de salsinha picada 1 unidade de pão francês 1 xícara de leite 1 colher(sopa) de farinha de trigo farinha de rosca queijo ralado sal e pimenta do reino a gosto Refogue na manteiga a cebola, o alho, o tomate e a salsinha. Junte a carne de siri e o pão. Misture bem. Tempere a gosto. Engrosse com a farinha diluída no leite. Recheie as casquinhas pouco antes de servir com recheio quente. Polvilhe o queijo ralado misturado à farinha de rosca. Leve ao forno quente por cerca de 10 minutos para gratinar. Sirva em seguida.

Bom Apetite. FONTE - AROSA PRODUTOS ALIMENTÍCIOS WWW.AROSA.COM.BR

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Revista Mais Oeste  

Revista destribuição gratuita em toda Zona Oeste de São Paulo, 45 mil exemplares mensais. Edição 04

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