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o Adeus A Marcos Paulo • A festA de 40 Anos de reynaldo Gianecchini

istoegente.com.br

Murilo Benício sobre o namoro com déBora falaBella: “quero conhecer a família dela” JaMes franco no Brasil ator de hollywood vai a balada Gls em são paulo e quer voltar ao país no carnaval

confissões de Guilhermina Guinle I S SN

“Encontrei meu príncipe” Musa aos 38 anos, ela revela como se apaixonou pelo advogado Leonardo Antonelli, diz sentir-se casada, pensa em ter filhos e garante não ter nada da ciumenta Manoela, seu papel na novela Guerra dos Sexos

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19/nov/2012

ano 13 n° 689

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G

Todos querem

uilhermina

Os diretores de novela a desejam no elenco. Os homens a desejam em casa. As mulheres desejam ser como ela: linda, culta e musa aos 38 anos. De quebra, GUILHERMINA GUINLE ainda diz que tem um príncipe para chamar de seu. É para matar de inveja? POR Júlia leão fOtOS Pedro dias/ag. istoé

• Ok, pode-se achar um certo exagero começar esta reportagem de capa com essa louvação a Guilhermina Guinle. Linda, culta, talentosa... coisa de fã de carteirinha e tudo. Será? Pois bem, aproxime a lupa e enxergue esta carioca como ela é. Vamos aos fatos. Bem-nascida, neta de Eduardo Guinle, o fundador do Hotel Copacabana Palace, e filha da decoradora Rosa May Sampaio, Guilhermina teve a sorte de enxergar o mundo da área vip. E educação familiar suficiente para saber que apenas isso não a faria um ser humano melhor. Tampouco elegante ou sofisticada. Era preciso inteligência para saber usar todo aquele universo que a circundava a seu favor. Ao vê-la chegar para esta entrevista, em um restaurante com varandas arborizadas no Itaim, em São Paulo, nota-se que ela conseguiu. Sua figura fresh, o humor refinado, os gestos suaves, a conversa afiada e o tom de voz baixo refletem o seu sucesso pessoal. Guilhermina está vibrante nestes dias. Ela tem conseguido repetir mais uma boa performance na tevê, com sua esposa ciumenta Manoela em Guerra dos Sexos, folhetim das 19h da


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Globo. Há um ano, ela “escandalizava” a audiência com seu papel em O Astro (2011). Uma atuação ousada, com cenas de sexo, nudez em rede nacional – evidenciando seu corpo irretocável – e fazendo muita gente se perguntar onde esteve escondida “aquela” Guilhermina, cheia de atitude, nos últimos 16 anos de uma carreira linear, sem baixos, nem altos. Fora do trabalho e diante do espelho, uma mulher de 38 anos dona de uma silhueta perfeita, esculpida a vida toda com aulas de natação, tênis, balé e pilates, que a conquistou faz seis anos. As fotos deste ensaio especial de capa, só de lingerie, na casa de sua mãe, em São Paulo, podem comprovar: ela é assim, ao natural. Não que ela tenha algo contra, mas a atriz não tem próteses, enxertos, nada. E é assim, de suspirar... Como se não bastasse, Guilhermina foi criada entre homens – pai e três irmãos – o que lhe rendeu um faro apurado para entender a alma masculina. “Realmente essa coisa de ciúme é chata”, concorda. Não que tenha vivido algo do gênero em seu currículo amoroso. Guilhermina, segundo a própria, só namorou ou casou com homens bacanas. E ela até brinca com o ex Murilo Benício: “Ele é o Tufão da vida real”, disse, sobre o jeito caseiro e família do personagem feito pelo ator na novela Avenida Brasil. Ah, e ainda tem o príncipe. Quem? O príncipe Leonardo Antonelli – que ela chama de “Love” –, irmão da atriz Giovanna Antonelli, advogado tributarista dos bons no Rio e que é chegado a superproduções românticas. Exemplo: organizar um jantar à luz de velas para ela em um barco, navegando pelas águas do rio Nilo, no Egito, no Réveillon de 2012. “Apareceu um príncipe na minha vida”, festeja. E então? Vai entrar para o fã clube de Guilhermina Guinle ou não? À seguir, a entrevista com a musa mais desejada do show biz. Gente aposta nisso. • Como está sendo atuar no remake de Guerra dos Sexos? • Guilhermina. O Silvio de Abreu disse que não era para pensarmos na novela como um remake, pois há 30 anos a vida era muito diferente. Hoje muito do que se passa na trama já não é atual. Eu estou adorando fazer, principalmente porque é a mesma equipe com quem trabalhei em Ti-ti-ti (2011). Então, é um remake de nossas vidas (risos).

• Acha essa discussão proposta na versão original ainda válida? • acho que é sempre uma discussão valida. mas talvez há 30 anos tivesse mais sentido pela enorme diferença entre homens e mulheres. Hoje elas competem de igual para igual e estão em cargos poderosos que antes não imaginavam com a a Dilma, nossa presidenta, a Graça Foster, Angela Merkel... • E sua personagem, a Manoela? • Estou adorando fazer a Manoela por ser uma personagem bem distante da Guilhermina da vida real. O interessante nessa profissão é tentar sair do óbvio, de sempre fazer os mesmos personagens, o que é muito comum quando vão escalar um ator. Estou numa novela das sete, cômica, leve, mas fazendo um contraponto do drama, o que é muito interessante. E o ciume é a verdadeira guerra entre homens e mulheres, não é?

‘‘Elegância é muito mais do que se vestir bem. É a postura, o jeito de falar – baixo –, olhar, agir. Não importa a roupa que estou vestindo’’

• Mas ela é muito ciumenta! Você é também? • Não, nada ciumenta. Acho que sou mais possessiva do que ciumenta. Pelas experiências da minha vida, vejo que o ciúme é gerado pela insegurança, cas vezes uma doença da imaginação das pessoas. Eu não sou assim. Tive sorte de só ter relacionamentos com pessoas bacanas, muito apaixonadas, que estavam realmente envolvidas. Por isso não cabia ali a insegurança, nem o ciúme.

pensar o que é ser elegante. Antes eu achava estranho as pessoas me chamarem de elegante, porque ando na rua superesculhambada. Mas fui entender que a elegância é muito mais do que se vestir bem. É a postura, o jeito de falar – baixo –, olhar, agir. Não importa a roupa que estou vestindo. Acho que preciso melhorar em alguns itens de ser uma mulher sofisticada. Mas esse é meu jeito de ser, calma. Devo muito a minha mãe e a educação que nos deu. Rígida, mas pontual.

• Nunca passou por saia justa por conta disso? • Não, nem mesmo quando eu era jovem. Mas convivi com amigas muito ciumentas. Eu fui criada praticamente por homens – pai, padrasto e três irmãos (Raphael, Charly e Pedro Braun). Acho que de tanto ouvir eles falarem mal de certas atitudes femininas e conviver com esse mundo masculino, sou uma mulher muito racional. Esse papo racional de homem, ajudou muito no meu amadurecimento.Vejo que esse lado considerado “chato” da mulher é realmente chato. Homem é muito mais tranquilo. Até porque se o homem quer fazer algo, vai fazer, você sendo ciumenta ou não. Então, nunca entrei em uma relação neurótica.

• Aos 38 anos, você é uma das mulheres mais bonitas do País – inclusive esteve novamente na lista das personalidade mais sexy de Gente este ano. Qual o segredo de se manter de bem com o espelho por tanto tempo? • Acho que em primeiro lugar temos que gostar de nós mesmas. O que me incomoda hoje é essa busca de beleza de algo que você não é. Sempre vou achar que posso melhorar dentro do que tenho, mas não tenho esse desejo da busca pela beleza perfeita. A beleza para mim é muito mais o conjunto. Sou exigente no sentido de que o lindo é o todo, não adianta ser só fisicamente linda e ser uma pessoa péssima.

• Você tem uma imagem pública de mulher sofisticada. Seus papéis na tevê refletem isso. Você se considera assim? • De um tempo para cá comecei a entender e

• E como cuida do seu corpo? • Fiz balé, jazz, sapateado a vida toda. Além de natação e tênis. Há seis anos faço pilates. Acho que meu corpo ficou com esse DNA da força do esporte, mas o que realmente im-


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“Não tenho esse desejo da busca pela beleza perfeita. A beleza para mim é muito mais o conjunto. Sou exigente no sentido de que o lindo é o todo.Não adianta ser só fisicamente linda e ser uma pessoa péssima”


porta não é ficar com a barriguinha tanquinho, mas a saúde em dia. Tento ao máximo cuidar do meu corpo, sem obsessão. Claro que quero me manter bem para estar confortável ao colocar biquíni ou uma roupa justa. Tenho uma consciência corporal muito grande de querer me cuidar. • Você é adepta da cirurgia plástica? • Apesar de minha família toda ser bem natural, não tenho nada contra. Acho que se um dia tiver que fazer, por que não? O que acho bom é usar a tecnologia que existe hoje em dia a nosso favor. Assim você se mantém na sua idade, com cuidados mas sem querer parecer que tem 20 anos a menos. Eu faço um super-laser por ano, não tomo mais sol, pesquiso novidades, compro todas e tenho meus dermetologistas maravilhosos em São Paulo. Brinco que sou dermatologista nas horas vagas (risos). • Por trabalhar em tevê, sente uma certa pressão em se manter bonita? • Acho que, enquanto sou jovem, não. Mas, talvez, quando eu for mais velha, sim. Até porque, falando a verdade, quem gosta de envelhecer? Temos que tentar entender que é bom em alguns aspectos, mas adoraríamos ficar com nosso corpo de 20 anos. • Você costuma lançar moda com seus cortes de cabelo. Como começou isso? • Cortei bem curtinho para fazer A Lua Me Disse (2005) – do Miguel Falabella – e sempre estou mudando. Já tive cabelo comprido a vida inteira, mas ha muitos anos que eu o mantenho curto. Sou o sonho de consumo dos cabeleireiros. Essa foi a primeira vez que cortei o cabelo – tenho um chumaço até hoje! – e depois disso minha vida mudou completamente. Profissional e emocionalmente deu uma guinada. Parecia que eu me sentia mais confiante e muitos trabalhos surgiram. Tirei um peso e um estereótipo. • Você posaria nua? • Não consigo me ver fazendo poses exageradas, no sentido de me expor dessa maneira. Mas não tenho nada contra. Um nu artístico, sexy sem apelar, é muito bonito • E a ideia de casar? Continua mantendo a distância? • Não tenho esse sonho de casar na igreja, mas acho lindo. Se para o homem que eu tivesse namorando fosse importante, eu casaria de véu e grinalda! (risos) Hoje em dia,

Pulseira mcor sum dolor Quat ut esed Dolore essim eget Semper Dolores donec magnus eget

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depois de uma certa idade, as pessoas já namoram e moram juntas. Acordo e durmo junto todo dia, então posso dizer que já é um casamento. O dia a dia e os valores de uma relação é o que faz o “casamento”. Mas acho que pode ser legal casar com festa, como uma celebração do amor. Mas faria uma coisa na praia, tipo o casamento da minha mãe em Búzios, em 1969. Faria algo simples, entre amigos, bem natural. No Copacabana Palace, bem tradicional, em lugar fechado, com buffet e ar-condicionado, jamais. Prefiro gastar esse dinheiro viajando.

• Quando você sentiu que estava apaixonada? • Passei a acreditar numa energia forte entre pessoas. Que nada nessa vida acontece por acaso. Que a vida vai te levando a lugares que nunca iríamos e a conhecer pessoas que talvez nunca conhecêssemos. Temos tantas afinidades e foi tão natural que, quando vi, estava apaixonada.O que para muitos é ruim, e gera desgaste, para mim é muito prazeroso e provoca a cumplicidade do casal, que é a convivência. Ele é um homem com tantas qualidades que não podia ser diferente.

• Seu ex, o ator Murilo Benício, assumiu o namoro com Débora Falabella, parceira de elenco em Avenida Brasil. Ela não é a primeira colega de trabalho com quem ele se envolve. O que acontece? • O Murilo é muito caseiro,tranquilo e reservado. Nesse sentido ele é meio Tufão mesmo. Ele não sai muito de casa, não vai para boate ou barzinho. Quando viaja é só com a família. Por isso que ele acaba namorando as pessoas do meio. Se ele tivesse outro estilo de vida, talvez namorasse outras pessoas. Mas acho normal que isso aconteça, em todos os círculos profissionais.

• O que é mais interessante nele? • Tudo nele é interessante. Gosto da cabeça dele, de ter pessoas que me agreguem intelectualmente. Ele é inteligente, brilhante. É leve, de bem com a vida. Dizem que é porque ele é libriano... Ele é uma pessoa feliz, alegre. Apareceu um príncipe na minha vida.

• Fazer par romântico em uma novela facilita o envolvimento? • Acho que essa questão de atores se envolverem com atores é aquela história de que os relacionamentos surgem a maior parte das vezes nos lugares de trabalho. Então, estamos mais suscetíveis, mas não necessariamente com algum par romântico na trama. • Como conheceu o Leonardo? • Ele é irmão da Giovanna Antonelli. Tem uma vida completamente diferente da minha porque é advogado tributarista. Já foi casado sete anos com uma juíza. Nos cinco anos que fiquei com o Murilo, só o vi duas ou três vezes. Depois que a Giovanna foi morar no condomínio onde eu morava com o Murilo – por conta do Pietro (filho deles) –, começamos a nos ver mais. E não tem como, acabamos ficando com pessoas do nosso círculo. Ele se separou da ex-mulher e nos aproximamos. • É mais fácil namorar alguém não famoso? • Não é mais facil, nem mais dificil apenas como é a primeira vez que namoro alguém de uma area totalmente diferente da minha, tenho que ficar mais atenta a uma exposição exessiva, pois são mundos diferentes, e eu respeito demais isso.

• E o que você tem que o conquistou? • Acho que o meu jeito de ser carinhosa. Ele fala que eu sou muito amorosa, amiga. Ele diz que eu resgatei uma coisa de carinho que ele nem sabia que existia. Acho que eu tenho esse lado maternal, de cuidar, de leoa mesmo – que é meu signo.


‘‘Sempre me apaixono pela pessoa, pela história dela. Digo que me apaixono pela paixão da pessoa por mim. É mais fácil, não tem sofrimento”


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• Em um ano de namoro, qual foi o momento mais marcante do casal? • Acho que fizemos um ano que valeu por dez. Não paramos de viajar. Uma das primeiras viagens que fizemos foi para o Egito para passar o Natal e Ano-Novo deste ano. Dissemos que seria a prova dos nove, já que esse roteiro que fizemos não era para namorar. Foi paulera, dinâmico. E deu certo! Abrimos um mapa na mesa e escolhemos os lugares que ainda nenhum de nós tinha visitado, já que amamos viajar. Ele fez tudo: escolheu hotel, os melhores passeios. Foi muito bom. • Mas teve “o” momento mais romântico na viagem? • Sim! Ele fez uma surpresa para mim. Estávamos num barco superchique no Rio Nilo, passando o Ano-Novo. Ele combinou com o chef de fazer um jantar especial só para nós. Ele fechou o último andar inteiro do barco e preparou uma noite à luz de velas. Foi lindo! • Pensa em ter filhos? • Nunca pensei em não ter filhos. Quero ter, acho que a experiência deve ser incrível, mas racionalmente nunca consegui parar para pensar nisso. Acho que o tempo é relativo. Entre os 20 e 30 anos descobri que a vida era muito boa para mim. Sou sortuda, abençoada. Tenho uma família maravilhosa, pude viajar muito, morei fora. Entrei num processo de que ser só eu é muito bom. E filho você tem que abrir mão de muita coisa. Gosto dessa liberdade de ir e vir, estar aberta para qualquer trabalho. Mas é um estar sozinha com alguém, porque sempre estou com alguém. É uma questão de liberdade dentro das minhas relações. Tenho meus desejos, minhas vontades. E como tive filhos de maridos (ela foi casada com o cantor Fábio Jr. e o ator José Wilker, além de Murilo, todos pais) a vida inteira, acho que essa ansiedade sempre foi suprida.

“Ele (Leonardo) é inteligente, brilhante. É leve, de bem com a vida. Ele é uma pessoa feliz, sempre está bem. Apareceu um príncipe na minha vida”

• Como definiria o seu momento atual? • Acho que hoje estou no melhor momento da minha vida. Como pessoa, sim (risos). Tenho uma noção muito grande da minha cabeça, pois faço análise há quase dez anos. Acho que minha personalidade, de ser curiosa, de se jogar, de querer ter papos com gente mais velha abriu minha cabeça desde pequena. Então, sou atenta às mudanças que me fazem melhor. Acho que ficamos melhor com o tempo. Tipo o ditado: panela velha é que faz comida boa. • CONFIRA O MAKING OF EM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

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“Vivemos um convite ao isolamento” Em Chorinho, DEnisE Fraga interpreta uma moradora de rua que aponta as dificuldades nas relações humanas. Fora dos palcos, a atriz diz que a peça a fez se abrir mais para as pessoas, comenta como é cuidar dos filhos em uma cidade “fria” como são Paulo e conta que tem planos de voltar à tevê no próximo ano POR Thaís BoTelho fOtOS RogéRio alBuqueRque/ag. isToé

• Numa praça de uma grande cidade, duas vidas se cruzam graças aos encontros e conversas de uma solteirona aposentada, personagem de Cláudia Mello, com uma estranha moradora de rua, vivida por Denise Fraga, entre preconceitos e solidão, loucura e lucidez. De um lado, a personagem de Cláudia que só enxerga a vida em que vive, em uma casa normal e com suas atividades rotineiras. Do outro, a moradora de rua, vivida por Denise, que insiste em aparecer para a aposentada e “colocar em pauta”, os problemas e a realidade que ela considera comum a todo mundo. “Hoje as pessoas não se falam. Os telefonemas são substituídos por mensagens de texto no celular e as pessoas se privam do convívio”, explica Denise Fraga, em cartaz com Chorinho, com texto e direção de Fauzi Arap, no teatro Eva Hertz, em São Paulo. A inusitada amizade entre essas duas mulheres aparentemente diferentes desperta a discussão sobre as relações humanas. “Vivemos uma economia humana. Nos privamos muito do outro”, analisa Denise.

• Chorinho traz um texto leve sobre situações da vida urbana. O que mais a atraiu para fazer a peça? • Denise. Tenho certa obsessão pelas relações humanas e adoro falar sobre isso. Também queria falar da dificuldade de convívio. Vivemos uma economia humana. Nós nos privamos muito do outro, com medo de nos comprometermos. Vivemos um convite ao isolamento, agora acelerado e munido pelo arsenal virtual da internet. Hoje as pessoas não se falam. Os telefonemas são substituídos por mensagens de texto no celular. • Em que momento a peça é mais marcante para você e por quê? • Em muitos. Uma das falas que me chamam atenção é a da minha personagem, moradora de rua, para a senhora aposentada. “Não adianta a senhora fingir que não me vê, porque eu estou aqui e não vou sumir.” Ela fala muita coisa que a gente já teve vontade de dizer. Ninguém quer o ônus do convívio. A peça também traz essa reflexão sobre o quanto nos privamos do outro. 19/11/2012

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• A Cláudia Mello, que também está na peça, diz que termina a peça bastante emocionada. Acontece o mesmo com você? • Sim, muito. Eu acho que comecei a conversar mais com as pessoas na rua. Nessas conversas descobri que muita gente está lá por opção. Eu gosto de fazer a moradora de rua, chegar e me sujar inteira, de estar com os pés no chão. Experimento uma sensação de liberdade deliciosa. Estou buscando um lugar fora de mim e o desconhecido é muito mais rico. Depois disso, passei a me abrir mais para as pessoas, conversar mais. • Você chegou a dizer que uma das delícias de fazer essa mendiga é que ela diz coisas que as pessoas já quiseram dizer um dia. Como e o quanto se identifica? • Ela fala o que está na nossa cara o que vemos e não temos coragem de dizer. Eu procuro não me privar de nada. Como calo de ofício de ator, você tem mais interesse nas pessoas. Claro, há também o oposto, que é o ator virar personalidade pública, mas eu lido com isso com muita tranquilidade. Não posso me privar do material humano porque apareço na televisão. Eu vou ao mercado, ao estádio de futebol com os filhos, à feira. Não sou galã. • Você e o Luiz Villaça estão casados há anos e trabalharam juntos diversas vezes. Qual é o segredo do casamento duradouro? • Nós nos conhecemos bem e temos a feliz capacidade de sempre achar um meio-termo para tudo. Eu sou muito detalhista, ele é muito criativo e a gente se completa. É inevitável não levar trabalho para casa, claro, mas é bom. Sempre brinco que quem nos contrata nem precisa pagar hora extra. • Como é a Denise mãe do Nino, de 15 anos, e do Pedro, de 13? Falam sobre “tabus”? • Sou mais chata do que eu gostaria de ser e cobro bastante. Acho que está implícito “chata” dentro da palavra “mãe” (risos). É injusto ter de usar aquela voz imperativa que você não usa com ninguém e é obrigado a usar com as pessoas que mais ama. Mas sou dessas. Por outro lado, temos uma relação ótima e muito próxima. Falamos de sexo, drogas e o que tiver de ser falado. • Bate um medo de criá-los nesta metrópole “fria” de que a peça também fala? • A vida é isso. Temos uma relação sólida em casa e eu e o Luiz passamos princípios hu-

manistas, consciência ambiental e sustentável etc. Quando fiquei grávida, todo mundo me perguntava: “Você não tem medo de colocar um filho neste mundo?” Eu respondia que não, pois acho que o mundo precisa deles. São pessoas de bem. • Você está fora da tevê desde 2009. Sente saudade da tevê? • Eu e o Luiz estamos trabalhando em uma série, mas está muito no começo, ainda não consigo falar sobre o trabalho. Tenho saudade, sim, e quero muito voltar. Deve ser no próximo ano. •

‘‘Quando fiquei grávida, todo mundo me perguntava: Você não tem medo de colocar um filho neste mundo?” Eu respondia que não, pois acho que o mundo precisa deles. São pessoas de bem’’


“Ninguém quer o ônus do convívio. A peça traz essa reflexão sobre o quanto nos privamos do outro e o quanto temos em comum com o outro, apesar de às vezes não parecer”

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Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

teatro •

“O controle é umA ilusão”

ElianE Giardini Atriz fala sobre Édipo Rei, sua primeira tragédia grega no teatro, diz ser controladora e que a peça tem função terapêutica, por tratar do acaso, e conta dos planos de fazer cinema Daniel Schenker

• Depois de muitos anos de carreira, Eliane Giardini está investigando um terreno novo: o da tragédia grega. A atriz nunca tinha participado de uma. Diante do convite inesperado de Gustavo Gasparani, aceitou interpretar Jocasta na montagem de Eduardo Wotzik para Édipo Rei, de Sófocles, o que a obrigou a conciliar, nos últimos meses, os ensaios com a intensa rotina de gravações da novela Avenida Brasil. Mas os universos talvez não sejam tão contrastantes. Afinal, Eliane Giardini percebe reverberações da tragédia de Édipo, que casa com a mãe (Jocasta) e mata o pai (Laio) sem saber, na contemporaneidade, conforme evidencia em entrevista à Gente.

ElianE Giardini complEtou 60 anos Em outubro: “só dói quando mE lEmbram. mas não sinto quE EstEja numa curva dEscEndEntE. sou curiosa Em rElação à vida”

• Você pensava em participar de uma montagem de tragédia grega? • Não. Nunca tinha feito tragédia e não pensava em fazer teatro neste momento por causa da intensidade das gravações da novela (Avenida Brasil). Mas Gustavo (Gasparani), que também estava envolvido com uma novela (Cheias de Charme), falou que conseguiríamos conciliar os horários. Não me arrependi de ter aceitado o convite. • Há ligação entre Jocasta e a mulher contemporânea? • Em relação à história, não. Mas a tragédia grega fala dos sentimentos nobres do


Fotos Murilo Meirelles/Divulgação

ser humano, sobre o conflito entre destino e livre-arbítrio. É a eterna luta do homem. Nós fazemos o máximo para controlar as situações. Entretanto, o controle é uma ilusão, ainda que necessária. • Você tem como característica a tendência ao controle? • Sim. Falo uma frase na peça: “O acaso é o senhor inevitável da vida”. Como sou controladora, isso tem ecoado em mim como algo terapêutico. E voltar para o palco está sendo muito importante. Acho que os ensaios de Édipo Rei, inclusive, influenciaram em cenas de Avenida Brasil. Nas passagens mais dramáticas do final da novela, Amora (Mautner) dizia: “Gente, a Jocasta encostou”. • Além da discussão em torno do destino e do livre-arbítrio, a atualidade pode ser percebida em outros aspectos? • A peça traz à tona a necessidade de cada um assumir a própria responsabilidade. Tendemos a achar que, ao votarmos num político, ele resolverá tudo por nós. Hoje em dia as pessoas se fazem de vítimas. É preciso assumir a parte que nos cabe nesse latifúndio. Édipo é um homem que aponta o dedo para todo mundo, apesar de ser culpado em relação ao que acontece. Por um lado, Édipo não consegue fugir ao destino;

por outro, age de uma determinada maneira por ser impulsivo, por não parar para refletir. O destino está dentro de nós. Tem a ver com o nosso caráter. • Você estava afastada do teatro há cinco anos. Essa ausência se deveu aos compromissos na televisão? • Sim. Eu não consigo fazer televisão e teatro ao mesmo tempo. É bem sacrificante. Trabalhamos cada vez mais na tevê para atingir o grau de exigência do espectador e a ambição artística do diretor. Às vezes, chegávamos a gravar Avenida Brasil durante 12, 14 horas. Mas todo mundo estava empolgado. E eu não sou uma atriz burocrática. É inegável que a tevê propicia ao ator salário, seguro saúde, tudo aquilo que o torna um cidadão mais saudável. O veículo passa a ocupar, então, o centro da nossa vida. A sorte é que há muita realização artística na televisão. Em todo caso, quero ver se passo a fazer uma novela a cada dois anos, uma peça a cada dois anos. E, quem sabe, mais cinema, área em que atuo pouco. • Você firmou parcerias importantes no teatro, como com Paulo Betti, Celso Nunes, Felipe Hirsch... • Isso também vem acontecendo na televisão com Luiz Fernando Carvalho, Marcos Schechtman, Jayme Monjardim

“Tendemos a achar que, ao votarmos num político, ele resolverá tudo por nós. As pessoas se fazem de vítimas. É preciso assumir a parte que nos cabe nesse latifúndio”

e, agora, Amora Mautner, que me convidou para fazer uma trilogia. Serão trabalhos realizados com um elenco fixo de 12 atores, como se fosse uma companhia dentro da tevê. No início da minha carreira, o meu grande sonho era ter uma companhia estável com o Pessoal do Victor. Realizamos um trabalho relevante na Unicamp. • Como foi a permanência de vocês na unicamp? • Celso Nunes convenceu o reitor Rogério Cezar de Cerqueira Leite a contratar o grupo. Trabalhamos durante três ou quatro anos num barracão com estudantes das mais diversas áreas que foram se interessando por teatro. Aos poucos, formamos uma escola. Na verdade, é um projeto da minha geração. A fundação da Casa da Gávea, anos depois, representou a continuidade desse sonho. • Como foi fazer 60 anos? • Só dói quando me lembram. É a idade que a minha avó tinha. Mas não sinto que esteja numa curva descendente. Sou curiosa em relação à vida. Tenho prazer com as coisas que faço. (18 anos) Espaço sesc – Arena – r. Domingos Ferreira, 160, Rio, tel.: (21) 2547-0156. Até 23/12. 14/01/2011 19/11/2012

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Premiação

“Quero conhecer a família dela” Murilo Benício vai a Belo

Horizonte para apresentar prêmio e disse que seus filhos já conheceram sua namorada, Débora Falabella

• Murilo Benício esteve em Belo Horizonte na noite da segunda-feira 12, mas ainda não foi desta vez que o ator conheceu seus “sogros”, os pais da nova namorada, a atriz Débora Falabella. Murilo foi o mestre de cerimônias, ao lado de Eliane Giardini, da sexta edição do AngloGold Ashanti Auditions, premiação voltada para designers de joias realizada no Palácio das Artes, na capital mineira. Muito concentrado no palco, o ator só descontraiu após a apresentação, que teve pocket show da cantora Vanessa da Mata. Indagado sobre a ausência de Débora, na cidade que é sua terra natal, ele explicou que a permanência era curta, apenas uma noite, “por isso ela não veio”. Ele falou também sobre o fato de ainda não ter conhecido a família de Débora. “Ainda não tive a chance de conhecer a família dela. Mas meus filhos (Antonio, de 14 anos, e Pietro, 6) já conheceram”, disse. De férias desde o fim da novela Avenida Brasil, Murilo pretende passar cerca de seis meses descansando, até começar a filmar o longa Beijo no Asfalto, que marcará sua estreia como diretor.

Divulgação

POR Juliana Faddul


• Musas da noite

O ator disse que não havia trazido Débora porque a estadia na capital mineira seria muito curta. Na pág. ao lado, Taís Araújo e Luiza Brunet no evento

Quem também deu brilho a mais à noite mineira foi o trio Luiza Brunet e Taís Araújo e Eliane Giardini. Esta, aliás, passou boa parte da noite se divertindo com Murilo, mostrando fotos e mensagens no celular – uma delas de Cauã Reymond. Luiza Brunet, que foi garota-propaganda da mineradora em 2011, confessou que usa o mesmo brinco há 20 anos. “Joias são eternas e carregam um significado. É sempre um presente memorável”, disse. A empresária anunciou também o lançamento de um perfume para este ano. “A fragrância vai se chamar Luiza Brunet Radiance. Deve sair até o Natal.” Linda e radiante com um vestido de ouro Vivax, Taís Araújo tenta aproveitar as férias após protagonizar Cheias de Charme. Contudo, a vida de empreguete vai continuar. “Faremos uma apresentação ao lado de Roberto Carlos. Estou na maior expectativa. Vai ser muito bom reencontrar as outras meninas depois de um trabalho tão gostoso de fazer”, ela disse. 19/11/2012

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Premiação

“Ainda não tive a chance de conhecer a família dela. Mas meus filhos (Antonio, de 14 anos, e Pietro, 6) já conheceram” Murilo Benício

O presidente da AngloGold Hélcio Guerra

Fotos Ag. news

Enquanto isso, Taís aproveita seu legado como Golden Girl 2012, espécie de embaixatriz da marca. “Fiquei encantada em substituir a Luiza Brunet (que ocupou o posto no ano passado). Ela é linda, chique, fiquei super-honrada. Isso também me motivou a aceitar o convite.” •

No alto, Murilo e Carlos Casagrande com a designer vencedora Carla Abras. No palco, Luiza apresentou um prêmio e Vanessa da Mata foi a atração da noite


Ag.News

Sociedade


O FuracãO James FrancO O ator veio ao Brasil para promover uma marca de moda italiana e aproveita para cair na noite paulistana. Ele conversou com Gente e anunciou que volta no Carnaval e quer dar aulas de literatura nos Estados Unidos. POR júlia leão

Frisson na chegada de James Franco a inauguração da loja da Gucci em São Paulo. Ator passou 72 horas no Brasil

• Para quem esperava uma aparição mais sóbria de James Franco em sua primeira visita ao Brasil – ainda mais circulando para cima e para baixo com um livro debaixo do braço, The Executioner’s Song, de Norman Mailer, que vai inspirar seu próximo papel no cinema –, ledo engano. O ator hollywoodiano passou 72 horas no País acelerando. Na segunda-feira 12, ele foi a estrela da inauguração da loja da Gucci, no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Causou frisson entre as mulheres e fotógrafos de plantão. Nem fashionistas e celebridades, como Sergio Marone e André Lima, contiveram a emoção. Passado o tumulto da entrada e terminado o evento, Franco foi jantar no restaurante de comida brasileira Dalva&Dito, do chef estrelado Alex Atala. Dali, seguiu para um after party no Bar Numero, no bairro dos Jardins. Mas ali, nada de agito pesado. O galã preferiu se acomodar em um dos sofás da área vip e beber caipirinha de cachaça e limão. Levantou-se apenas para apresentar os curtas Joan of Arc e Dionysius, em que, além de dirigir, ele atua ao lado de belas modelos e atrizes. “Apesar de ser uma produção diferente, espero que gostem do filme. É bem artístico”, disse ele com o microfone na mão, em cima de um pufe. Foi aplaudido por todos. Depois, relaxou no sofá de novo. Usava um terno made to measure da Gucci, da qual é garoto-propaganda, gravata fina, cabelo alinhado, barba por fazer e um belo sorriso no rosto. 19/11/2012

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Ag.News

Franco com o presidente da Gucci no Brasil, Roberto Paz, Pedro e Patrícia Jereissati. Ao lado, ele posa com o ator Caio Castro

• “Quero voltar com mais calma. a noite de são paulo é parecida com a de nova york” • • Suspiros e tietes

• Famoso por seguir a linha cult e low profile, Franco surpreendeu na noite anterior, quando foi visto dançando na pista da boate GLS A Lôca, perto do hotel onde ficou hospedado, o Fasano. “Não tive tempo de ver muita coisa, mas quero vir com calma para conhecer melhor o País e a noite de São Paulo, que parece com a de Nova York”, contou. O ator Caio Castro conversou com o Franco na festa da Gucci. Disse que o colega americano quer conhecer Fernando de Noronha e “voltar para o Carnaval no Rio de Janeiro em 2013”. A bela Thaila Ayala se surpreendeu com o fato de Franco conhecer as novelas do Brasil. “Ele falou de Fina Estampa e disse que assistiu até uns capítulos”, contou. Selton Mello e o decorador Sig Bergamin também desfrutaram da companhia do rapaz, que só deixou o Numero às três da manhã da terça-feira 13. Foi direto para o Baretto, o bar do seu hotel, para um último drinque. •

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Lorem Sociedade

“Os bRasileiROs sãO mais pegajosos” ator fala com exclusividade à gente sobre seus planos de dar aula de literatura e de sua impressão sobre o calor humano brasileiro Você acabou de se formar em mais uma faculdade, agora tem diploma em literatura e cinema. Tem mais algum plano acadêmico? Uma das coisas que mais me excita agora é dar aula. Eu amo atuar e dirigir, mas no momento adoro trabalhar com talentosos estudantes em projetos culturais. A juventude talentosa é eletrizante. O que achou do Brasil? Foi uma visita muito rápida. Quero conhecer com mais calma. Mas as pessoas aqui são muito diferentes dos americanos. São mais pegajosas (risos). Sua parceria com a Gucci é de longa data... Sim, trabalhamos juntos em vários tipos de projetos. Com filmes dirigidos por mim, projetos de moda até documentários sobre a maison. A Gucci sempre me dá apoio para fazer minha própria arte. E mais, ainda posso usar as boas roupas da marca nas produções. Para onde vai depois daqui? Neste mês ainda vou para Roma, apresentar meus curtas no festival de cinema da capital Italiana.


Estilo Casa

Entre árvores e agulhas A estilista de tricôs Cecilia Prado mora em uma casa, quase fazenda, no interior de Minas Gerais e afirma que esse é o segredo do sucesso de uma vida cheia de inspirações, harmônica e que dá o aroma para suas novas coleções hand made POR Júlia leão

Fotos Nivea Dias/Divulgação

• Por Silviane Neno

O deck no jardim é um dos cantos prediletos de Cecilia. Lá, ela costuma ler e tomar o chá da tarde com a família nos fins de semana. No alto à esquerda, fotos da família


14/01/2011 19/11/2012

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Estilo Casa

No terreno da família há mais de 20 espécies de árvores. À direita, parte da coleção de garrafas de refrigerante de Cecilia. No detalhe, janela do quarto da designer

O jardim de inverno traz um pouco do verde da área externa para dentro de casa. À esquerda, a sala da lareira


Fotos Nivea Dias/Divulgação

É na edícula que a família se junta para jantar e tomar vinho. As paredes do ambiente foram trocadas por vidro para que se aproveitasse ao máximo a luz natural

POST-IT • Apesar de manter um apartamento na capital paulista, é a casa na cidade de Jacutinga, uma pequena vila de 20 mil habitantes, no interior de Minas Gerais, que a estilista Cecilia Prado chama de “lar doce lar”. E com propriedade. A quase fazenda, de 3.600 m² – com 900 m² de área construída –, tem uma horta, mais de 20 espécies de árvores, quadra de tênis, piscina, forno a lenha e espaço gourmet. Sem contar, é claro, a casa- sede e a edícula. “Tenho uma relação de amor com minha casa. Além da área de lazer, os ambientes internos são muito aconchegantes”, explica Cecilia. No início dos anos 1990, a mãe da estilista, Yara, resolveu construir a casa dos sonhos. Foram cinco anos para que tudo ficasse como ela sempre quis. Ao longo do tempo, os desejos de toda a família foram moldando o espaço que cada um chama de seu. São cinco dormitórios, oito banheiros, três salas, uma biblioteca central e o jardim de inverno. Além da cozinha e sala de televisão – que ficam na edícula – lugar onde a família se encontra toda noite para tomar vinho, comer os menus assinados pela matriarca e falar sobre a marca de roupas hand made que comandam na cidade provinciana.

• Alinhavando estilos

• Assim como comanda a marca de tricôs contemporâneos, em casa Cecilia aplica o conceito self made. “Nós que fizemos a decoração, o paisagismo e palpitamos em todo o projeto. O clima é total de home made”, brinca a designer. Para deixar os ambientes com toque ainda mais aconchegante, a casa foi toda construída com madeira de sucupira, peroba rosa e de demolição. É possível ver na sala, inclusive, as vigas que sustentam a casa. As paredes de tijolos foram substituídas por amplas janelas de vidro, que trazem para dentro, o verde do jardim. Já para a mobília, ela conta que só havia uma exigência: o tamanho. “Os sofás, as poltronas e até as cadeiras da mesa de jantar têm que abraçar quem senta”. As peças, ela arrematou na loja Artefacto e na concept store Anthropologie. Apaixonada por designers americanos, Cecilia também conta que sempre que pode passa para ver as novidades da seção home das lojas Saks e Bergdorf&Goodman.

• Relíquias

• Mas para imprimir personalidade, ela conta que são as peças garimpadas em feirinhas e antiquários ao redor do mundo que arre-

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Uma coleção de Veneza, uma fábrica de comprados em na Itália

matam o décor. Como Cecilia quase não para no Brasil, em razão dos eventos de moda dos EUA, Ásia e Europa, é de lá que ela traz os mimos. “Coleciono garrafas de refrigerante e minha mãe pratos de sobremesa.” Destaque para a louça da marca portuguesa de porcelana Vista Alegre e dos famosos adereços da marca italiana Fornasseti. “Eles complementam o visual.” • 19/11/2012

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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE nasce o filho de AdriAnA LimA • umAensaio com Giovanna LanceLLotti, lindinalva de Gabriela Em vEnEza, Kate o Adeus Marcos Paulo • A festA de 40 Anos a de reynaldo Gianecchini Hudson e outras istoegente.com.br istoegente.com.br istoegente.com.br estrelas ousam no look no festival de cinema

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A top Heidi Klum Assume romAnce com seu guArdA-costAs


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