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regina duarte, 50 anos de carreira: uma galeria de seus personagens históricos

istoegente.com.br

christiane torloni: “não há dólar nEm Euro para mE fazEr posar nua dE novo”

GLoRIA PIRES

“Quero ser avó”

Ensaio nana moraEs

Perto dos 50 e mais bonita, ela conta o segredo de ter um casamento feliz há 24 anos, deseja ter um neto da filha Cleo Pires e diz ter saudade da vida em Paris

Grazi e sofia: Ela é a cara do pai, cauã rEymond I S SN

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especial dinamarca: a vinda do casal real ao brasil mais falamos com a princEsa benedikte: “o difícil dE sEr princEsa é a falta dE privacidadE”

Os príncipes Mary e Frederik


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A chegada dos 50 não me assusta”

Aos 49 anos, glOriA pires repagina o visual, se consagra no cinema, prepara sua volta às novelas em guerra dos sexos e diz que sonha com um papel ainda inédito na sua vida: o de avó. poR carlos helí de almeida fotoS nana moraes Styling márcia maia

• São 49 anos de vida – ela faz 50 em agosto do ano que vem –, 42 de carreira, 24 de casamento (e com o mesmo marido, o músico Orlando Morais), mais de 30 personagens na tevê e outros 13 no cinema. Seu filme Se Eu Fosse Você 2, aliás, é o quarto longa nacional mais visto da história, aplaudido por mais de seis milhões de pessoas. E seu nome, este ano, foi apontado em pesquisa do Ibope Inteligência como o da atriz de maior credibilidade do País: 88% dos entrevistados se emocionam, de verdade, com a atriz em cena. O superlativo dessa matemática toda faz jus a Gloria Pires. A atriz, que brilha neste ensaio assinado por Nana Moraes, recebeu Gente no set do filme Flores Raras, de Bruno Barreto, em Petrópolis, região serrana do Rio. De cabelos curtos e ainda mais exuberante, Gloria está cheia de novidades. Além do longa de Barreto, no qual fará seu primeiro papel homossexual – o da arquiteta Lota Soares de Macedo, que namorou a poetisa Elizabeth Bishop –, Gloria ainda tem na gaveta a terceira sequência de Se Eu Fosse... e um filme

sobre Nise da Silveira, fundadora do Museu do Inconsciente. A maré anda tão alta no cinema que Gloria bate na primeira madeira que vê no estúdio. “Adoro os convites que têm aparecido. É uma fase muito boa”, diz. Como se não bastasse, ela voltará à tevê em outubro, no remake de Guerra dos Sexos, com o papel que foi de Glória Menezes na versão original. Muito trabalho? Estresse? Que nada. Basta olhar para as fotos e perceber que Gloria está nas alturas. Bem casada, com as filhas Cleo, Antonia e Rafaela bem criadas – as três com o seu DNA para dramaturgia –, o que ela espera agora é pelo papel de avó, enquanto ainda brinca com o filho Bento, 7 anos. Para isso, tem até cobrado a primogênita Cleo Pires, para se apressar. “Ela anda muito lenta!”, brinca. Tampouco a chegada dos 50 a preocupa. A idade, para ela, só traz benefícios. “Os ganhos são maiores que as perdas”, acredita. A seguir, Gloria fala de carreira, conta seu segredo para a longevidade do seu casamento, do desejo de ter um neto e da saudade de Paris, onde viveu. Ah, Paris. Tudo a ver com Gloria, não?


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“Estou querendo que a Cleo tenha um filho. Ela está muito lenta nessa área (risos). Tenho a maior vontade de ser avó. Mas as coisas acontecem na hora certa”

• Você estava morando em Paris. Mas, nos últimos anos, emendou vários trabalhos no Brasil. Tem saudade das longas temporadas que passou na França? • Gloria. No primeiro ano em que me mudei para Paris, voltei ao Brasil para fazer dois filmes. Morei seis meses lá e voltei no final do ano, para filmar o Lula. Passei meses aqui. Quando terminamos o filme, comecei uma novela na Globo. Depois, voltei para Paris, fiquei mais um mês lá e voltei ao Brasil para fazer o longa sobre a Nise da Silveira. Quando esse filme acabou, passei mais uns dez dias em Paris. Depois, fiz As Brasileiras e já emendei nesse novo projeto. Tenho muita saudade da cidade. Meu coração está lá. • Do que mais sente falta de Paris? • De andar de metrô. O que existe aqui no Rio de Janeiro é bom, mas funcionaria melhor se tivesse mais linhas. Em Paris, vou muito aos museus, passeio muito pela cidade. Quando me perguntam o que mais gosto de fazer em Paris, eu digo: “Adoro me perder por lá.” É assim que a gente descobre as coisas mais incríveis de uma cidade. • O que gosta de fazer quando está no Rio, em suas folgas? • Para mim, a serra é uma grande paixão. Há um ano, compramos uma casa na região serrada do Rio. Entendo totalmente a paixão da Lota por esse lugar. Durante as filmagens do longa sobre a Nise, a gente trabalhava de segunda a sábado. Daí, em alguns sábados, eu conseguia subir a serra para dormir aqui perto, em Araras, e voltar para a cidade no domingo, depois do almoço, para poder estar no set na segunda-feira.

eles gostaram. Mas fiquei realmente surpresa de ela aceitar o convite, antes mesmo de saber do que se tratava. Ela foi preparada para o papel e adorou a experiência. Mas não sei se ela vai seguir carreira. E não me preocupo com isso. A gente tem de dar espaço para os filhos acharem seus caminhos. É muita responsabilidade escolher uma carreira. Todo prazer tem um lado extremamente difícil, de muita dedicação, entrega. Não vou pressioná-la. Não fiz isso com a Antônia e nem com a Cleo. E não vou fazer com a Ana. • Por falar na Cleo... Ela já se manifestou sobre o desejo de ser mãe. Você já se viu no papel de avó? • Ela se manifestou, não! Eu é que estou querendo que ela tenha um filho. A Cleo está muito lenta nessa área (risos). Brincadeira. Acho que as coisas acontecem na hora certa. Mas eu sempre achei que ela teria filho mais nova. Tenho a maior vontade de ser avó. Vai ser um momento lindo. Gosto muito da minha família, da minha casa, de estar com todo mundo. Com netos, vai ser ainda mais lindo. A vida é algo lindo. O tempo que as coisas acontecem, as renovações dentro da nossa família. Nunca tive problemas com idade, com essa coisa de envelhecer. Até porque, conforme tenho envelhecido, tenho ganhado muitas coisas. Os ganhos são maiores do que as perdas. Se fosse possível, eu não voltaria nenhum dia da minha vida.

• E as praias do Rio? • Faz muitos anos que não vou à praia. Teve uma época que eu ia mais a Angra dos Reis. Mas depois comecei a ficar com a pele muito manchada. Pegar sol começou a ficar mais complicado para mim. Até temos uma casa em Angra, mas raramente vamos para lá. A serra virou minha grande paixão.

• Você nunca passou por crises de idade, aos 30 ou aos 40? A chegada aos 50, ano que vem, não a assusta? • Não me assusta. Nunca tive esse tipo de problema. Eu tive crises quando meus pais morreram. A primeira foi quando minha mãe faleceu. Eu estava fazendo Mulheres de Areia (1993). Foi uma época muito difícil. Depois, quando meu pai morreu, embora ele já estivesse doente há muitos anos, foi muito complicado. Quando papai morreu, eu estava fazendo o primeiro filme Se Eu Fosse Você (2006). Foram momentos muito tristes. Eles eram referências para mim.

• Já que você falou em As Brasileiras, o que está achando da ideia de ver Ana, sua filha mais nova, seguir os passos da mãe? • A Ana nunca tinha falado sobre ser atriz. Foi uma surpresa para mim quando ela aceitou fazer As Brasileiras. Ela fez um teste e

• Como foi passar por tudo isso enquanto estava fazendo novela e filmando? • São as coisas que a vida proporciona. O fato de eu estar trabalhando nesses dois momentos muito difíceis da minha vida, fazendo coisas que exigiam muito de mim, e com


“Nunca tive problemas com essa coisa de envelhecer. Conforme tenho envelhecido, tenho ganhado muitas coisas. Os ganhos são maiores do que as perdas. Não voltaria nenhum dia da minha vida”

Lorem


14/01/2011

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Vestido Daslu (Rio), sandália Manu Fact e joias Ricardo Filgueiras

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“Existe uma vontade de estarmos juntos (sobre o casamento com Orlando Morais). Mesmo que enfrentemos estresses, sempre damos um jeito de sacudir a poeira e ir em frente, juntos”


filhos pequenos. A Antonia tinha oito meses quando minha mãe morreu, ainda estava amamentando. Quando meu pai morreu, o Bento tinha seis meses. Acho que o fato de estar trabalhando tanto e de ter as crianças tão pequenas, necessitando da minha atenção total, me fortaleceu para segurar esses dois momentos tão difíceis.

• Como é o seu marido? • O Orlando é uma pessoa muito especial. Ele tem atitudes que são difíceis de se ver em homens. Ele é generoso, tem muito prazer em me ver brilhar e ser feliz. Nunca colocou em questão o fato de, em alguns momentos, eu estar mais ligada ao trabalho do que à vida em casa. Ele nunca me disse: “Você só trabalha!” Nunca me cobrou nada nesse sentido. Sempre foi muito parceiro, presente e incentivador. Sempre opinando e me ajudando em tudo. • O que você aprendeu com a personagem Lota? Que aspectos dela acha mais interessantes? • Lota era uma mulher à frente do seu tempo. Ela foi muito perseguida pelo fato de ser grande amiga do então governador Carlos Lacerda, de não ter uma formação acadêmica e por ser uma mulher independente, o que, nos anos 50, era muita coisa. Lota não tinha papas na língua, não tinha paciência para mediocridades. Nem mesmo com o pai dela, que era um homem extremamente gentil, um lorde. • E também havia o fato de ela ser homossexual. • Sim. A vida pública foi extremamente estressante para ela. Os homossexuais eram muito cerceados naquela época. O bonito é que, embora a Lota tivesse um visual totalmente masculino, ela tinha atitudes extremamente femininas. Isso foi lembrado pela

Vestido Carmin, sandália Constança Basto e joias Ricardo Filgueiras

• Você e Orlando Morais (cantor) estão juntos há 24 anos. Existe algum segredo para manter um relacionamento por tanto tempo? • Segredo, não. Acho que é só a lida da vida, a vontade de estar juntos. O que precisamos fazer é nos renovar, renovar o que nos uniu. Temos conseguido isso, da nossa forma, com altos e baixos. Existe uma vontade de estarmos juntos, apesar de qualquer coisa. Mesmo que, em alguns momentos, enfrentemos estresses enormes, sejamos engolfados pela rotina, sempre damos um jeito de sacudir a poeira e de ir em frente, juntos.


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“Lesto odion ex enibh exeros autat, venim dolobor • Você está preocupada às cenas sumemiprelaçãoerit, íntimas que fará com outra mulher? • O que me preocupa a elegância. simé ointom,henit O Bruno Barreto (diretor) é uma pessoa elegante, relax. Miranda (Otto, intérlutE aaccumsan prete de Elizabeth) é ótima. É lógico que beijar uma pessoa que você nunca viu na esto od tat vida é muito complicado (risos). Mas se torna menos complicado utpat” quando há uma augait contrapartida aberta, hiperprofissional. Vestido Daslu (Rio), sandália Cavalera e joias Ricardo Filgueiras

filha adotiva dela, que está viva até hoje. Lota trazia vestidos lindos das viagens. Fazia tranças para festas juninas, enfeitava a casa em momentos festivos. Tinha um gosto muito refinado. Adorava pratarias, louças, toalhas de linho. Ela tinha essa dualidade, o que é muito interessante.

eM CENA

• E sobre o suicídio Dolores de Lota? Donec, • É algo muito forte também. Mas até hoje nononnonono não se sabe se foi suicídio ou um acidente. Ela morreu em decorrência do excesso de remédios. Nunca ficou claro se foi proposital. No testamento que deixou, Lota parafraseava o Voltaire: “Se Deus existe, ele há de me perdoar, porque esse é o metier dele” (risos). Há a dúvida se ela se matou ou não. Pouco antes de morrer, ela viajou sem ter condições de saúde, porque precisava muito estar com a Elizabeth, e voltou dessa viagem muito mal. •

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Make • Uirandê Holanda

Confira alguns dos papéis mais marcantes da admirável carreira da atriz Gloria Pires

Novela: Cabocla (1974) Papel: ela interpretava Zuca, uma moça pobre e inocente que se apaixona por um forasteiro, vivido pelo ator Fábio Jr.. Na época, Gloria e Fábio começaram a namorar.

Novela: Vale Tudo (1988) Papel: como a vilã Maria de Fátima, Gloria deu vida a uma das suas personagens inesquecíveis. Era corrupta, alpinista social e sem escrúpulos.

Novela: Mulheres de Areia (1993) Papel: a atriz vivia as gêmeas Ruth e Raquel. Ruth era doce e generosa e Raquel, ambiciosa e agressiva. Pela atuação, ela recebeu o Troféu Imprensa.

Filme: se eu Fosse Você (2006) Papel: ela é Helena, uma professora, casada com Cláudio (Tony Ramos), com quem acaba trocando de corpo. O filme teve uma sequência e um terceiro já está em produção.


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Fotos Divulgação

Homenagem

“Deixei De ser recataDa com a Porcina” Há 50 anos, Regina DuaRte e o Brasil vivem uma história de amor. Para celebrar o meio século de carreira, a atriz garimpou objetos pessoais e de cena para uma exposição e relembrou momentos marcantes de sua trajetória POR Thaís BoTelho


• Da chácara no interior de São Paulo, Regina Duarte levou os últimos objetos para a exposição que celebra seus 50 anos de carreira. “Menina, foi difícil, era muita coisa. Tirei da casa de São Paulo, da do Rio e da chácara”, contou ela à Gente, aos risos. Entre as últimas lembranças encontradas, um espartilho de borracha achado em cima de um piano. “Era da Porcina. Eu usava para me apertar e conseguir vestir as roupas. Tinha de ficar com a cintura bem fininha para não fotografar gorda na tevê. Era um sofrimento”, relembrou. As marcantes bijuterias da personagem que a atriz viveu na histórica novela Roque Santeiro, de 1985, também estão lá, além de uma máscara feita em Los Angeles para o envelhecimento de Chiquinha Gonzaga na minissérie sobre a compositora, e o diário de Helena, do folhetim Por Amor, de Manoel Carlos. “Aprendi com a Porcina, por exemplo, a ousar mais.

andré Muzeli/ag. news

À esq., a viúva Porcina, de Roque Santeiro (1985) com Lima Duarte e José Wilker; e a Simone de Selva de Pedra (1972)

Regina no lançamento da mostra Espelho da Arte – A Atriz e seu Tempo, no Rio


Homenagem

Em sentido hor谩rio: a Helena, de Por Amor (1997); a Cl么, de O Astro (2011); A Maria do Carmo, de Rainha da Sucata (1990); Malu Mulher (1979); e Chiquinha Gonzaga (1999)


Fotos Divulgação e arquivo Pessoal

“Tudo é muito importante e marcante para mim. Minha vida, pessoal e profissional, está interligada com a vida dos brasileiros”

Com ela deixei de ser recatada e passei a usar brincos maiores, outros adereços, e a me soltar mais também. Tudo é muito importante e marcante para mim. Minha vida, pessoal e profissional, está interligada com a vida dos brasileiros”, disse.

• Armário de memórias

• O grande acervo da mostra O Espelho da Arte - A Atriz e seu Tempo, que foi aberta no dia 22 de agosto e segue até 28 de outubro no Centro Cultural Correios, no Rio, conta com vídeos de cada personagem da carreira da atriz, recortes, revistas e diversas fotos. “São mais de 500 imagens. É um projeto de amor ao público e uma grande homenagem a quem acompanha a minha carreira.” A exposição também traz uma linha do tempo com os fatos mais marcantes de cada década até hoje, correlacionados com os trabalhos de Regina. Para a seleção e organização desse material, a atriz teve a importante ajuda do artista plástico Ivan Izzo, fã de seu trabalho desde criança e curador do projeto. Aliás, a ideia foi dele. Conversaram sobre a possibilidade de uma exposição e, desde então, Regina – que há cerca de três anos já vinha reunindo e organi-

zando parte de seu acervo profissional com a ajuda de uma secretária – deu início à realização do projeto. “Na verdade comecei a fazer um armário de memórias. Acho que o sentimento mais forte é a constatação de que eu consegui dar conta e criar três filhos com seriedade e responsabilidade em meio a muito trabalho, numa época que não havia celular e internet”, comentou ela. Até o final do ano, Regina pretende lançar também um livro autobiográfico. “Há dez anos penso em escrever essa história, meio autobiográfica, meio de ficção”, contou. Aos 65 anos, Regina disse que, de tudo que viveu, não se arrepende de nenhum trabalho, mas revelou pequenas lacunas que enxerga em sua trajetória. “A vida nos leva para muitos caminhos, e nem sempre conseguimos tudo. Eu gostaria de ter feito Anne Frank, foi a primeira peça de teatro que li na vida, mas não fui aprovada para o teste”, relembrou. Outro momento que faltou para a atriz foi fazer a Catarina, de A Megera Domada, de Shakespeare. “Acabei fazendo a Bianca, a irmã da Catarina. Mas hoje estou muito feliz com tudo e como tudo aconteceu. Só tenho a agradecer.” •

No alto, Regina em cena de Carinhoso (1973). Acima, a Raquel de Vale Tudo (1988)

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Gringos in Brazil

A moda agora

A todo-poderosa editora de moda CArine roitfeld vem a São Paulo lançar seu livro e diz que anda obcecada pela neta de três meses, romy POR ThaliTa Peres

• Carine Roitfeld, temida e respeitada editora de moda, que comandou com pulso firme a Vogue francesa por quase dez anos e trabalhou com os maiores nomes do mundo fashion, quem diria, hoje vê tanta graça em uma roda de avós que conversam sobre os netinhos quanto em um agito em torno da Semana de Moda de Paris. A francesa contou isso à Gente, durante passagem pelo Brasil para divulgar Irreverent, sua autobiografia. Na sessão de autógrafos na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, A francesa recebeu a blogueira Lelê Saddi na segunda-feira 3

na segunda-feira 3, usando vestido preto Givenchy e sandálias The Gianvito Rossi, Carine se espantou com o carinho dos brasileiros. “Achava que ninguém viria aqui me ver.” A livraria colocou à disposição dos convidados 150 exemplares que sumiram das prateleiras em duas horas. “A minha parte favorita do livro é uma página dupla em que há fotos dos meus familiares. Muitos já se foram, então, é uma lembrança boa”, afirmou ela, que levou seis meses para fazer a pesquisa de fotos e dois anos para montar o livro de 368 páginas.

Carine autografa Irreverent, que demorou dois anos para ser montado

• Durante a Semana de Moda de NY, que termina no dia 13 de setembro, você vai lançar seu novo projeto. Do que se trata a CR Fashion Book? • É uma publicação semestral com apenas duas edições ao ano. Não considero uma revista, é mesmo um livro de moda. • O tema da primeira edição é obsessão. Você é obcecada por algo? • Só pela minha família. Sou avó recente (sua filha Julia Restoin-Roitfeld deu à luz Romy há quase três meses), e adoro conversar sobre isso e trocar experiências com outras avós. • Você completa 58 anos em 19 de setembro. Qual seu segredo de juventude? • Não há segredo, é apenas felicidade. Tanto com o trabalho quanto com a família. • Esta não é sua primeira vez no Brasil. O que você acha do País? • Minha última visita foi há cerca de cinco anos, vim ao Brasil pela Vogue. Não sabia que era tão querida aqui, fico até tímida quando vocês sorriem para mim. •

Fotos divulgação

é ser avó


Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

MÚSICA •

Fernanda Takai A cantora e compositora que

Fotos Divulgação

passeia do rock à bossa nova e do indie ao mainstream lança disco com Andy Summers, guitarrista projetado no The Police, finaliza seu primeiro livro infantil e arquiteta o 12º álbum do Pato fu Mauro Ferreira

Fernanda Takai passou nove dias nos esTados unidos gravando com andy summers, que conheceu por inTermédio de roberTo menescal

“NuNCA fui De purismos”

• A cantora e compositora Fernanda Takai ainda colhe os louros por, em 2007, ter lançado belo olhar sobre o repertório de Nara Leão (1942–1989). Foi a audição desse primeiro disco solo da vocalista do grupo mineiro Pato Fu que levou o compositor e guitarrista britânico Andy Summers, projetado mundialmente nos anos 70 e 80 como integrante do trio The Police, a convidá-la para gravar um disco com ele. Já nas lojas do Brasil pela gravadora Deck, Fundamental vai ser lançado em todo o mundo e gerar turnê internacional em 2013. “É a oportunidade que nunca tive antes de ser notada no Exterior”, celebra Takai, mulher do produtor e músico do Pato Fu John Ulhoa. • Você tem enfatizado que Fundamental não é seu segundo disco solo. Como conceitua o CD em sua obra? • É um projeto especial. É um disco dividido e assinado com um artista. É comum artistas se reunirem para gravar sucessos, como foi o caso do Caetano (Veloso) com a (Maria) Gadú. Mas eu e Andy apresentamos somente músicas inéditas. • O que gerou o projeto do disco? • Em 2009, o Andy ouviu meu primeiro disco solo (Onde Brilhem Os Olhos Seus, de regravações do repertório da cantora


Nara Leão) e depois fez 18 músicas pensando na minha voz. Essas 18 músicas estavam entre as 25 que ele me apresentou quando fomos gravar. Somente uma música selecionada, a última (“Human Kind”), foi composta fora dessa safra. • Mas como vocês se conheceram? • O Andy gravou um DVD com o (Roberto) Menescal. E, nesse DVD, United Kingdom of Ipanema, eu canto “Insensatez”. Andy gostou muito e como o Menescal tinha lhe dado meu disco de presente, ele falou: “Chama ela para a gente gravar alguma coisa.” E depois veio com a ideia do disco em dupla.

andy summers e Fernanda preparam o disco Fundamental

‘‘Eu vou ao supermercado, levo a minha filha à escola. A vida real é muito importante para a gente para ser vivida por outra pessoa”

• Considera Fundamental um disco de bossa nova? • Não é um disco ortodoxo de bossa nova. É influenciado pela bossa nova. Tanto eu como Andy somos do rock. Então tem nosso tempero nessas músicas. É uma bossa impura, contaminada pelo nosso jeito e gosto de fazer música pop. Nunca fui de purismos. Sempre fui mainstream e indie ao mesmo tempo. Os dois lados me divertem.

bastante para o Exterior nos últimos anos com o Pato e com o meu trabalho solo. Mas é claro que um disco que chega com a assinatura do Andy Summers me dá uma oportunidade de ser notada pela imprensa especializada do Exterior. Essa oportunidade nunca tive antes.

• Você sempre ouviu bossa nova? • Sim. Meu pai gostava de bossa nova, MPB... Ouvia Nara Leão, Gilberto Gil, Clara Nunes. Minha mãe gostava de Carpenters. E eu ouvi muito o rock brasileiro dos anos 80. A Blitz, por exemplo, foi uma escola. Mas ouvi bastante bossa nova. E o meu jeito de cantar sempre foi mais bossa nova. Não sou uma vocalista de rock. Dentro do Pato Fu, sempre quis a música pop no som do grupo. Gosto de canção, de refrão, de melodia...

• Você se deu bem com Andy Summers? • No começo, tive aquele encanto natural por ele ser um músico do Police. Depois vi que era muito tranquilo. Ele me deixou confortável. Ele me chamou para fazer o disco e disse: “Nós vamos tomar juntos todas as decisões.” Tem artista que fica numa redoma. Mas ele não. Quando eu cheguei aos EUA, estava lá no aeroporto com o carro dele, me esperando. Todo dia, ia me buscar no hotel. Saía pessoalmente para comprar nosso almoço.

• Como foi a gravação do disco? • Gravei as 11 músicas em inglês. Existem duas versões do disco. Numa, é tudo em inglês. Na outra, a que saiu no Brasil, cinco músicas foram vertidas para o português por mim, pelo John (Ulhoa) e pela Zélia (Duncan).

• Você também é assim? • Sim, vou ao supermercado, levo a minha filha à escola. A vida real é muito importante para a gente para ser vivida por outra pessoa. O Andy é um bom exemplo de artista que soube viver sua vida. Eu fiz 41 anos no dia 25 (de agosto). Se tiver a oportunidade de trabalhar mais 30 anos, quero continuar assim. Tenho muito disco para fazer!

• Almeja uma carreira internacional? • Hoje em dia não pensar no mercado externo não faz sentido algum. Sei que o foco da minha carreira é o Brasil, mas a música ganhou visibilidade maior por conta da internet. Eu já tenho viajado

• O John ficou com ciúme da exposição que você obteve com sua carreira solo? • Nunca. Ele sempre falou que tudo que

sempre quis foi que eu voasse cada vez mais alto. E tudo que aconteceu na minha carreira solo também foi por conta dele. John produziu o disco com o repertório da Nara. Quando eu for viajar com o Andy, ele vai ficar com nossa filha (Nina, que vai fazer nove anos em 2 de outubro). Quando a gente viaja juntos com o Pato Fu, ela fica sozinha. Minha mãe dá um suporte, claro, mas nossa filha está tão feliz em poder ter quase sempre um dos pais acompanhando o dever de casa, levando à escola. Eu e John já combinamos que só vamos sair juntos de casa para fazer a turnê do Pato Fu. • Como vai ser o novo disco do Pato fu? • Em novembro e dezembro, vou gravar o 12º álbum do Pato Fu. Tem pouca música feita, por enquanto, a maioria pelo John. Mas a gente sempre quer criar um disco que surpreenda a gente. O nosso interesse é pela elaboração de uma sonoridade para cada disco, para que cada um reflita o clima da banda no momento. Todos os músicos fazem outra coisa além do Pato Fu. Mas o Pato é a banda que a gente vai sempre gostar de ter. • Algum projeto mais imediato além da turnê e do disco do Pato? • Estou finalizando o meu primeiro livro infantil, o tema ainda é segredo, mas está bonito. Já lancei dois livros com contos e crônicas que publiquei em jornais. • 12/9/2012

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“Não há dólar para posar nua de novo” Aos 55 anos e em ótima forma no palco, no musical Teu Corpo é Meu Texto, ChrisTiAne Torloni rejeita o rótulo de sex symbol da sua geração e diz que não há dinheiro suficiente para convencê-la a se despir de novo nas páginas de uma revista POR Júlia leão

• Ela interpreta uma deusa hindu no espetáculo Teu Corpo é Meu Texto, que está em sua segunda e curtíssima temporada em São Paulo, e faz jus à condição de divindade. Aos 55 anos, Christiane Torloni está mais bonita. E não se trata de impressão de repórter: é ela própria quem se enxerga assim diante do espelho. A atriz tem talhado sua silhueta mais delgada e firme com a dança, mas rejeita o título de símbolo sexual de sua geração. “Se não me considerava assim quando me consideravam, imagine agora”, desdenha. Nessa linha, a possibilidade de posar nua novamente para uma revista masculina, por exemplo, passa longe. Não por pudor. A questão é racional. “Não há dólar nem euro para isso”, dispara, dizendo que apenas uma montanha de dinheiro daquelas a faria mudar de ideia. Recado dado. A vaidade de Torloni está mais focada nas suas conquistas profissionais. Nesta entrevista a Gente, ela comemora, sem falsa modéstia, o reconhecimento de seus 30 anos de estrada. “Hoje posso falar que sou uma atriz que atua ao lado de um corpo de dança profissional e que já contracenou com atores de Hollywood”, diz ela, referindo-se ao filme que acaba de rodar ao lado do astro Andy Garcia, dirigido pelo ator e diretor Márcio Garcia.

A seguir, então, esta vaidosa e poderosa mulher, que agora se arrisca em pliés e pas de deux no palco, com coreografia de Anselmo Zolla e direção do parceiro de sempre, José Possi Neto. Só para quem pode, bebê. • Quando surgiu a ideia de fazer um espetáculo de dança? • Christiane. Esta é a primeira vez que faço um espetáculo com este tema e que atuo ao lado de um corpo de dança profissional. Antes, só havia feito uma participação com a companhia, no Teatro Municipal de São Paulo. Acho que estreitamos a relação e, no ano retrasado, quando surgiu o convite para a montagem, logo após o fim de Fina Estampa (novela da Globo), dei inicio ao treinamento. É um desafio. Se antes o meu diretor, José Possi Neto, trazia elementos da dança para o palco, agora sou eu que levo a atuação para a dança. • Você tem facilidade para se apresentar como dançarina? • Na realidade, eu não tenho formação acadêmico em dança. Mas além de gostar, faço aula porque acredito que o ator precisa se expressar de diferentes formas. O saber se movimentar é primordial na nossa carreira. Sou só uma atriz que ama dança, é isso.

• Este é mais um trabalho com o José Possi Neto. O que tem a dizer desta parceria de 25 anos nos palcos? • Estamos fazendo nosso jubileu e só tenho a agradecer a fiel companhia dele. Tenho muita confiança no que o José diz. E ele e o Anselmo Zolla (coreógrafo) estão fazendo um trabalho lindo juntos nesse espetáculo. Agora tenho um coreógrafo na minha vida. Ou seja, nossa união é magnífica. • Como tem sido a rotina de treinos para o espetáculo? • Tenho levado uma vida de bailarina, apesar de não ser uma. Sigo a rotina do corpo de dança, por isso os ensaios ocupam grande parte do meu tempo. Mas, a mim, só me motiva ver esses corpos maravilhosos fazendo coisas lindas. Aí penso que eu também quero fazer algo bonito no palco e vale o esforço. • É mais difícil atuar ou dançar? • Estou fazendo o meu melhor como atriz e, com orgulho, a parte de dança também. É um trabalho que demanda disciplina e é bem diferente de atuar numa novela, por exemplo, mas é válido. Para tudo isso, faço ainda aulas de balé contemporâneo e clássico e, paralelamente, yoga e spinning.


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Fotos orlando oliveira/Ag.news e Vera Donato/Divulgação


Christiane Torloni se prepara para entrar em cena (ao lado) na peça Teu Corpo é Meu Texto : “A dança deixa a nossa vida muito feliz”

lenise Pinheiro/Folhapress

“Já vivo e materializo coisas diferentes em cada papel que faço, por isso, na vida real, não quero pensar em envelhecimento”


• Em Em Teu Corpo... você encarna uma deusa. Na vida real, você se considera um símbolo sexual da sua geração? • Eu não me considerava nem quando me consideravam. Agora então, com a idade é mais difícil ainda (risos). Acho que essas etiquetas que as pessoas colocam não podem fazer parte da minha vida. Meu corpo está em forma pois eu estou trabalhando ele para o espetáculo e preciso estar preparada e equilibrada. O resto são impressões que as pessoas têm sobre mim, o que pode vir a cair por terra. • Posaria nua novamente? • Isso é uma questão de dinheiro. Só aceitaria um ensaio nu se fosse mudar minha vida drasticamente do ponto de vista patrimonial. E para falar a verdade, acho que ninguém tem dólar, nem euro, para isso. Além disso, acho que eu teria que estar com um humor muito bom para encarar um ensaio fotográfico de tamanha exposição. Das outras vezes, posei nua pois havia uma utilidade. Agora não há. • Na peça, você atrai os homens com a dança. Já aconteceu isso na vida real? • Nunca atraí nenhum homem com ela. Porém, não posso descartar que gosto de um bom parceiro para a dança de salão, um tango, um bolero. A dança deixa a nossa vida muito feliz. E minha vida está muito completa no momento. • Você fez plástica mas comentou que tem medo de lipoaspiração. Faria alguma intervenção novamente? • Eu acho que as pessoas devem fazer o que bem entenderem. Se estão a fim de colocar silicone, fazer uma plástica, por que não fazer? O que acho importante, porém, é manter o bom senso e saber ter a medida certa do que fazer. O alerta é não passar dos próprios limites. • Aos 55 anos, como lida com o amadurecimento? • Eu vivo dia após dia e acho que a vida é isso. Não adianta inventar algo para supe-

‘‘Só aceitaria um ensaio nu se fosse mudar minha vida drasticamente do ponto de vista patrimonial. E para falar a verdade, acho que ninguém tem dólar, nem euro, para isso’’

rar o amadurecimento da idade. Já vivo e materializo coisas diferentes em cada papel que faço, por isso, na vida real, não quero pensar em envelhecimento. E também faz parte do cotidiano e do processo da vida esse amadurecimento. Com o tempo, cada um vai achando a sua receita. • Como é ver seu filho, Leonardo Carvalho (com o diretor Dennis Carvalho), seguindo os passos de ator? • Eu fico muito feliz, pois ele é a terceira geração no ramo. Tem meus pais, Monah Delacy e Geraldo Matheus (atores e fundadores do Teatro de Arena), eu e o Leo. E pelo que eu vejo, ele vai seguir os passos do pai, se preparando para dirigir. Mas como sou uma mãe muito coruja, poderia ficar elogiando ele por horas (risos).

“Eu não me considerava (símbolo sexual) nem quando me consideravam. Agora então, com a idade é mais difícil ainda (risos)”

• Você atuou como narradora do documentário sobre Tancredo Neves - Tancredo. A Travessia (2011). Aceitou o convite pelo seu lado engajado politicamente? E como vê a política hoje no Brasil? • Sim, aceitei pois fiz parte daquela história e sempre fui engajada na política do nosso País. Acredito que se eu não fizer minha parte, quem vai fazer por mim? É o caso do julgamento do mensalão. Estou super atenta ao que está acontecendo e ao que pode vir a acontecer. Acho cedo para dizermos se nossa Justiça será justa, mas enquanto não chegarem a um veredicto final, ainda acredito no bem. • Como foi filmar Open Road (2012), com o Andy Garcia? • Foi muito legal. Ele já era um ator que eu admirava muito, então, foi superdivertido estar no set com alguém que eu via nos filmes. Ele é muito colaborador em cena, com tudo o que foi mais legal ainda de ver. E ser dirigida pelo Márcio (Garcia) foi o máximo. Ele é um diretor muito cuidadoso, está fazendo uma carreira muito bonita, no tamanho do brilho dele. • E sua biografia, quando será lançada? Como é ter a vida descrita em um livro? • Pelas minhas contas, acredito que em novembro ela esteja nas livrarias. Quem assina é a Denise Mattar. Foi interessante ser personagem de sua própria história. Uma comédia da minha comédia. •

Divulgação

• Notou alguma diferença no seu corpo com tudo isso? • Só ficou melhor (risos). Não engordei e não fiquei flácida. Enfim, estou mais bonita. Mas também, nunca ouvi ninguém reclamar sobre o resultado final no corpo com muito treinamento. A única coisa negativa na história é que fico com um pouco de dor.

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Estilo Casa • Por Silviane Neno


No living, Renata mesclou o estilo clássico e o contemporâneo, jogando com os móveis e peças de decoração

a altacostura no décor Em seu apartamento paulistano, a empresária Renata Queiroz de Moraes alinhava o clássico e o artsy em ambientes amplos e cheios de charme cosmopolita FOTOS Marcelo Navarro / Ag.IstoÉ RepORTageM Júlia Leão

Apaixonada por plantas, a empresária abusou do verde na sacada e trouxe um pequeno jardim para dentro do apartamento

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Estilo Casa

No alto à esquerda, destaque para a galeria do casal. O quadro da série Pigmentos, do artista Vik Muniz, ocupa toda a parede coberta de pergaminho. No home, onde Renata passa boa parte do tempo com o filho, José, peças de cristal de rocha, bonecos chineses e livros de design, garimpados ao redor do mundo


Na foto à esquerda, a empresária trabalhando no escritório, que também tem acesso à sacada

POST-IT • Há dois anos e meio, quando comprou o apartamento de 700 metros quadrados no bairro de Cidade Jardim, em São Paulo, a empresária Renata Queiroz de Moraes quis decorá-lo seguindo a mesma filosofia que a orientou em sua vida profissional. Formada em administração de empresas, ela acabou por investir na moda e, hoje, é sócia no ateliê do estilista Sandro Barros, de onde saem os vestidos de noiva e habillès mais cobiçados do País. Ali, ela permitiu que o gosto pela moda clássica ganhasse toques de modernidade. “Sempre pendi para um estilo mais pontual, impecável. Aos poucos, vi que podia mesclar esse classicismo com o contemporâneo. E gostei da miscelânea”, assume. Para revigorar a casa, Renata – casada com o empresário José Ermírio de Moraes, cujo sobrenome dispensa apresentações – investiu na tal “miscelânea” e escalou o arquiteto Sig Bergamin para alinhavar os conceitos. O pedido principal foi direto. “O primeiro briefing que passei para ele foi que a decoração e a distribuição do espaço não podiam parecer um showroom de antiquário e que também queria dar o meu estilo”, conta Renata. E o projeto ficou exatamente como desejava. Estão ali o veludo, os revestimentos em seda, os móveis de época, as poltronas Luís XVI e os tapetes trabalhados. O toque artsy

surge em peças de acrílico e nas cores fortes como o amarelo, azul e vermelho, que Sig tanto adora, aplicados em espaços assimétricos. No hall de entrada, uma tela da série Pigmentos, de Vik Muniz, uma gravura de Beatriz Milhazes e uma tela de Gonçalo Ivo dão as boas-vindas aos amigos.

• Aconchego

• O resultado desse mix é um astral percebido em cada canto. “A espera da obra, que demorou um ano e meio, valeu a pena. Quando chego do trabalho, abro um sorriso e penso que hoje moro com prazer”, conta Renata. Apesar de a família ainda ser pequena – por enquanto, já que o pequeno José Ermírio em breve ganhará um irmão (ou irmã) –, Renata gosta de receber os amigos para almoços e jantares pelo menos a cada 15 dias. Para isso, ela decidiu unir o living com a sacada, criando um ambiente ainda mais amplo. “É o lugar que mais gostamos de ficar, pois é aconchegante e recebo os convidados com a vista da cidade”. No espaço ainda há um bar com ares étnicos, feito de ossos, com mesa iraniana e uma namoradeira marroquina. E a adega, essa sim pensada exclusivamente para agradar ao marido, recheada de rótulos de alto calibre. Os vinhos, como quase tudo ali, são um clássico. •

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ASSINE AGORA ISTOÉ GENTE regina duarte, 50 anos de carreira: uma galeria de seus personagens históricos Em vEnEza, Kate Hudson e outras istoegente.com.br istoegente.com.br estrelas ousam no look no festival de cinema

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