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claudia Jimenez faz cateterismo e coloca quatro stents no coração

istoegente.com.br

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páginas

especial sp Fashion Week rosie Huntington e candice swanepoel agitam a Bienal

Juliana

EXCLUSIVO

Paes

Ensaio ALÊ DE SOUZA

SolTA SuAS ferAS Na estreia de Gabriela, a atriz conta à Gente como vive seu grande momento:

“Por um grande personagem, sou capaz de tudo” “São minhas primeiras cenas de sexo. Não pensei em nada. Só imaginei que teria que ficar nua” “É um presente poder me despir da vaidade” I S SN

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20/jun/2012

ano 13 n° 667

R$ 9,90

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alinne Moraes: “A belezA pode virAr um fArdo” entrevista com charlize Theron: ela raspa a cabeça e adota um bebê


Capa

N

aturalmente

• Nesta segunda-feira 18, cerca de 40 milhões de pessoas devem assistir à estreia do remake de uma novela que marcou a história da televisão brasileira. Com requintes de produção cinematográfica, locações em diversas cidades e elenco de peso, Gabriela promete fisgar o público brasileiro, como aconteceu na versão original, em 1975. E a estrela maior desta grande aposta da Globo é uma mulher de 33 anos, pele morena, olhos amendoados e que já conquistou o Brasil com seu carisma e talento: Juliana Paes. Ela tem consciência do desafio que é interpretar um dos papéis mais emblemáticos da teledramaturgia nacional. Mas não se intimida. Pelo contrário. Juliana solta suas feras. No melhor sentido da palavra. Linda e sensual como nunca, parece ter incorporado de vez o espírito livre, audacioso e selvagem de Gabriela, a personagem mais célebre de Jorge Amado, originalmente vivida na tevê por Sonia Braga. Sua chegada ao estúdio para este ensaio fotográfico retratou isso. Juliana chegou de vestido solto, sandália rasteira, sem maquiagem, unhas por fazer e cabelão solto. Ela pediu um café e abriu um pacote de fandangos. Naturalmente selvagem. E feliz. O largo sorriso estampado no rosto de traços fortes embala seu grande momento.

selvagem

Linda e sensual como nunca, JuLiana Paes estreia em Gabriela, seu papel mais desafiador na tevê. Curtindo a maternidade, feliz no casamento e no auge da carreira, ela conta como incorporou a personagem de Jorge amado

POR AnA CorA LimA fOtOS ALE DE SoUZA & iAn CoSTA EDIÇÃO DE MODA roDriGo GrUnFELD & ALE DUPrAT


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Mai么 print de zebra La Perla, cinto Mixed e brincos brech贸 Minha Av贸 Tinha


Juliana Paes veste macacão print onça Adriana Degreas, cinto dourado M&Guia e argolas Marco Apollonio

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• Cenas de sexo

“Não tenho problemas com o fato de o meu corpo ser um instrumento de trabalho. Mas exijo alguns cuidados. Afinal, estarei totalmente exposta”

Com dedicação quase felina, a atriz entregou-se de corpo e alma ao novo trabalho. Para viver Gabriela, encarou um processo que até poderia deixá-la menos bonita. Em vão. A moça do sertão, que nunca teve acesso a luxos da cidade grande, como cabeleireiro, depilação, manicure, cremes, protetor solar, não roubou a beleza de Juliana, ao contrário, a encheu de graça. O desafio, que faria qualquer diva tremer nas bases, inclusive a agradou. “Poder me despir da vaidade, em função do personagem, foi um grande presente”, diz. O que não significa, em hipótese alguma, que a atriz não goste de se cuidar, de se sentir bela e desejada. Mas o que ela deixa claro é que, por um bom papel, encara qualquer parada. “Sou capaz de tudo. Se tiver de ficar feia, eu fico. Se tiver de ficar gorda, vamos nessa! Sem problemas.” Com Gabriela dentro de si, Juliana tambem descobriu o luxo da simplicidade. Passou a prestar mais atenção em pequenos prazeres como o vento no cabelo, a água da chuva escorrendo pelo corpo, o calor do sol na pele. Perceber tudo isso a ajudou a construir sua versão de uma personagem tão emblemática para a literatura e para a televisão brasileira. “Ela é sensual simplesmente por ser uma mulher conectada aos próprios desejos, que sabe se ouvir e se sentir. E que teve todo o tempo do mundo para entender as próprias vontades e liberar tudo isso”, analisa Juliana, revelando a sensualidade natural da personagem – e também dela mesma. E a atriz vai além. Madura e centrada, percebe até uma libertação de travas religiosas na postura de Gabriela diante da vida e da sexualidade. “Ela está fortemente ligada a esses desejos primitivos, algo que, muitas vezes, por causa da educação castradora, católica demais, a gente vai esquartejando das nossas vidas.”

• Em Gabriela, Juliana fará, pela primeira vez na carreira, cenas de sexo na televisão. Ela, obviamente, sabia que teria de fazer cenas picantes, mas preferiu não pensar. “A única coisa que eu imaginei foi que teria de ficar totalmente nua em cena”, conta. “Não tenho problemas com o fato de o meu corpo ser um instrumento de trabalho. Apenas exijo alguns cuidados. Afinal, estarei totalmente exposta.” Sem estresse, a única exigência da atriz na hora de gravar as sequências de sexo era a de que as cenas fossem acompanhadas apenas pelas pessoas que realmente tinham de estar presentes. Ou seja, nada de curiosos ou papagaios de pirata. Nada mais justo e compreensível. “Mas foi tudo muito tranquilo. E o Humberto (Martins, com quem ela contracena na novela) é um grande ator, que se entrega 100% ao personagem (Nacib). Nessas cenas, ajuda muito ter um colega tão compenetrado e profissional.” Além dessa sensualidade natural e espontânea, Juliana e Gabriela têm outro ponto em comum: parecem não ter noção da própria beleza. A atriz conta que nunca se achou bonita. Nem quando era criança e mesmo depois de já ter se tornado mulher feita. Sem falsa modéstia, declara que “fica” bonita quando está bem maquiada, sob uma luz favorável. O resto do Brasil discorda. Mas que mulheres são consideradas belas por Juliana? “Aquelas que ficam lindas sem maquiagem, sem nada. A Carolina Dieckmann e a Ana Paula Arósio são assim. Mesmo de cara lavada, estão sempre lindas”, diz. “Não me considero dona dessa beleza perfeita. Tenho uma beleza exótica. Mas estou bem satisfeita (risos)”. A risada e um certo ar de moleca, também a aproximam de Gabriela. Ou alguém é capaz de imaginar uma dondoca subindo num telhado para resgatar uma pipa? Aliás, a cena imortalizada por Sonia Braga também será feita por Juliana – ainda não se sabe quando. 20/6/2012

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Chemise animal print Roberto Cavalli, cinto M&Guia e brincos Marco Apollonio

“Por um grande personagem, eu sou capaz de tudo. Se tiver de ficar feia, eu fico. Se tiver de ficar gorda, vamos nessa!�


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“É um presente poder me despir da vaidade” A atriz fala de sua expectativa, dos sacrifícios que fez pelo papel e de suas primeiras cenas de sexo

Em família

• O lado selvagem de Juliana Paes também se apresenta em família. Como uma leoa, faz de tudo pelos seus. Principalmente pelo filho, Pedro, de 1 ano e 6 meses, do casamento com o empresário Carlos Eduardo Baptista. Durante esta conversa com Gente, a atriz telefonou três vezes para o marido, para saber como estava o filhote. Era a primeira vez que o menino ia cortar o cabelo num salão, e Juliana queria saber como ele estava. “Que bonitinho! Pedro se comportou como um rapazinho”, disse ela. A atriz conta que o filho está na fase “papagaio”: repete tudo o que ouve. “Outro dia, o Dudu (como ela chama o marido) falou um palavrão, e o Pedro repetiu a tarde toda.” Juliana não vê problemas em conciliar as gravações da novela com a tarefa de ser mãe. Para ela, o segredo é definir prioridades. “A da minha vida é o Pedro. Largo qualquer coisa por ele”, afirma, sem deixar de ressaltar a ajuda do marido, do pai, da mãe e da sogra. “Eles são demais! Sempre estão dispostos a ficar com o Pedro quando estou ferrada no trabalho.” Juliana ri ao contar que seu pai criou o “baby Paes”, serviço de baby sitter. “Quando preciso dele, mando um email: ‘Gostaria de contratar o baby Paes para o fim de semana.’ Ele vai amarradão.” Feliz no casamento, louca de amores pelo filho, com uma família bem estruturada, a carreira em alta e considerada uma das mulheres mais lindas do Brasil. Será que Juliana imaginava conquistar tudo isso? “Sim. Eu sonhava em ter tudo o que eu tenho. Afinal, sonhar não custa nada, né? (risos)”, diz. “Nunca tive medo de sonhar. E sonhava alto.” Num deles, ela se via no palco, brilhando como a Madonna. “Acho que já era meu lado atriz querendo aflorar.” E agora, Juliana realiza mais um sonho. Estrear em seu mais importante e desafiador papel na tevê. Mas vai com calma. Sem grandes expectativas em relação ao sucesso de Gabriela. Diz que é um mecanismo de autodefesa: não esperar muito para não correr o risco de se frustrar. “Só quero fazer o meu trabalho com amor, prazer, vontade e garra”, declara. Entregando-se ao novo desafio, Juliana age ao estilo Gabriela: segura, apaixonada pela vida. Naturalmente selvagem. •

• Dá para controlar a ansiedade às vésperas de estrear em um dos papéis mais importantes da tevê brasileira? • Juliana Paes. Nervosismo e ansiedade é para quem tem cabeça vazia, tempo ocioso. Cabeça vazia, oficina do capeta (risos). Eu não tenho tempo! Não tenho tido tempo para parar, pensar. Estou gravando muito, tenho outros compromissos profissionais. Quando vou parar para pensar já dormi. E tem meu filho, que toma muito da minha atenção. No dia da estreia vou ficar muito nervosa. Mas é bom sentir esse friozinho na barriga, se sentir desafiada. • Como foi criar a sua versão de Gabriela? • Sou uma atriz muito intuitiva. Sempre fui. Tem um lado de entender o que o autor quis dizer, mas tem aquilo que você traz para o personagem, sua memória afetiva, suas vivências. Agradeço ao Sergio Pena, meu preparador, que soube me nortear para descobrir a Gabriela sertaneja, que sofreu, que não teve essa educação pautada em valores, na moralidade da época, que teve uma vida dura. E ainda assim, sabe valorizar pequenos prazeres. Não teve uma vida de fartura, mas aprendeu a se deleitar com o vento no cabelo, com o sol na pele. Esse entendimento me ajudou a criar uma Gabriela que não é sensual simplesmente porque é sexualizada, mas porque é uma mulher conectada com seus desejos, dos mais primitivos, que, por causa de educação castradora, católica demais, a gente vai esquartejando um pouquinho. • Você se incomodou de ficar suja, sem cuidados de beleza? • Nada. Na verdade, é um presente poder me despir da vaidade. Sou uma mulher que gosta de estar bonita, mas por um personagem, sou capaz de tudo. • As cenas de sexo foram difíceis? São suas primeiras cenas na carreira, não? • São sim, bem lembrado. Mas não foram mais difíceis porque eu também não pensava nada (risos). A única coisa que imaginei era que teria que ficar nua. Lógico que exijo alguns cuidados, peço que só fique no estúdio quem precisa ficar. Afinal, a gente está exposta ali. Mas posso dizer que foi tranquilo. • Gabriela foi um papel que você sonhou em fazer na vida? • Sempre sonhei com papéis grandiosos e esse é um deles. Gabriela é uma grande homenagem às mulheres, ao desejo feminino. Uma homenagem às mulheres de Jorge Amado. • Há algum papel que sonha em fazer? • Humm. A viúva Porcina, de Roque Santeiro. Vejo as cenas e digo: “Putz. Isso é muito legal”. Personagens fortes, com timbres altos, me atraem. Na verdade, é o que eu sou. •

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA EM WWW.ISTOEGENTE.COM.BR


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Maiô de veludo Adriana Degreas, pantalona de seda estampada Bo.Bô, cinto metal dourado Marco Apollonio e brincos brechó Minha Avó Tinha

“A maior prioridade da minha vida é o Pedro (o filho dela, de 1 ano e 6 meses). Largo qualquer coisa por ele”


Diversão & Arte

cinema • teatro • música • livros • televisão • gastronomia

avalia: ★★★★★ indispensável ★★★★ muito bom ★★★ bom ★★ RegulaR ★ fRaco

teatro •

“A bELEzA PODE viRAR um fardo”

Alinne MorAes Estreando Doroteia, de Nelson Rodrigues, a atriz conta que se identifica com a personagem, uma bela mulher que quer ficar feia e que muda de vida para se adequar socialmente

Na pág. ao lado, com gilberto gawroNski, alexaNdre piNheiro e paulo VerliNgs, que fazem as tias feias

aina Pinto

• Alinne Moraes ainda não se olhou no espelho para ver como fica de Doroteia, sua personagem no teatro. Ainda não passou pela surpresa de se ver transformada em uma mulher feia – mesmo sem o recurso de maquiagens excessivas. “Fiz uma tetraplégica, né?”, lembra ela, referindo-se à sua atuação na novela Viver a Vida (2009) para explicar o trabalho corporal e facial que faz agora em cena. A atriz diz que o segredo é sentir o que Doroteia sente. E ela conhece parte desses sentimentos, já que se identifica com a personagem. Doroteia, a protagonista de peça homônima de Nelson Rodrigues, é uma mulher que quer ser feia para se adequar socialmente. Alinne conta que, quando modelo, andava se escondendo para não chamar a atenção nas ruas e, mais tarde, precisou ultrapassar a própria beleza para mostrar que é atriz competente. “Ainda hoje se brinca associando a beleza à burrice. É quase um bullying”, ri. Com direção de João Fonseca, a peça estreia na quarta-feira 20, no Rio, e com Gilberto Gawronski, Alexandre Pinheiro e Paulo Verlings no papel das três tias viúvas e “sem quaisquer curvas femininas” que Doroteia vai procurar quando, depois de perder o filho, decide deixar de ser prostituta para se tornar uma mulher feia.


• Por que se identificou com a Doroteia? • Eu me via em alguns momentos nas cenas. Sou tímida e, no começo, andava na rua me escondendo para não chamar a atenção, com o book debaixo do braço. Depois que me tornei atriz, precisei provar algo além da beleza. Parece que a gente tem de se enfear para poder ser de acordo com o que acham certo. E eu vejo a Doroteia tentando se enfear, se coagir, para não instigar o desejo alheio. Ela quer se redimir e vai à casa das tias. • Logo no início da peça, uma das tias diz à Doroteia: “Linda és tu! E és doce, amorosa e triste. Tens tudo o que não presta!” O que você pensa sobre isso? • Acho que muitas mulheres são até machistas, querendo que as pessoas se apaguem para não chamar a atenção. Mulher não pode despertar desejo, senão causa desentendimento entre um casal. No meu caso, quando comecei a atuar, era muito difícil. Para contar uma boa história, as pessoas precisam esquecer você. Dependendo de como se lida com a própria beleza, ela pode se transformar em um fardo. A sociedade tem isso. Se você é feio, pode ser um grande ator. Olha que passei por pouco preconceito. Desde que comecei, em Coração de Estudante (2002), eu fui bem recebida. Mas vejo isso acontecendo. Ainda hoje se brinca associando a beleza à burrice. É quase um bullying (risos). • A Doroteia sofre por tentar se adequar socialmente. Já passou por uma situação dessas? • A vida é assim. As pessoas vão se jun-

Fotos Murillo Meirelles/Divulgação

• Como Doroteia chegou até você? Foi escolha sua? Foi um convite? • Eu admiro o trabalho do João Fonseca há muito tempo. Há sete anos, íamos fazer uma peça juntos, mas fui chamada para um trabalho na Globo. Desde então, fiquei com essa vontade de trabalhar com ele. Nos últimos três anos, comecei a ler textos. O Antonio (Amancio, empresário da atriz) me apresentou essa peça e eu me apaixonei, porque fala de beleza, pecado e hipocrisia. Eu me identifiquei muito, porque trabalhei com a beleza desde meus 12 anos. É uma peça difícil. Tem drama, comédia, farsa.

‘‘Parece que a gente tem de se enfear para poder ser de acordo com o que acham certo. E eu vejo a Doroteia tentando se enfear, se coagir, para não instigar o desejo alheio” tando e você vai tentando se adequar. Acabei caindo na minha primeira novela meio por acaso. É como se eu fosse o patinho feio e quisesse seguir os outros patinhos. Eu sabia que fazia parte daquela família, mas não tive uma formação de teatro. Minha formação foi trabalhando. Depois, fui estudar artes dramáticas. Foi uma adequação. Eu me lembro de uma situação com uma das minhas primeiras professoras. Eu estava fazendo Mulheres Apaixonadas. Ela me disse: “Pela primeira vez, eu vi uma cena que me emocionou. Vi a personagem e não você.” Na época, eu estava com 20 anos. Ela dizia: “Sua beleza encanta e a gente fica muito ligado a ela. Quando a gente vê, já passou a cena e a gente esqueceu a história.” Eu tenho de deixar de lado a beleza. Eu tenho de me tirar de cena para que a personagem possa existir. • É verdade que não há recursos de maquiagem para deixar você feia em cena? O que faz para ficar feia? • É um trabalho de corpo. Eu já fiz uma tetraplégica, né? (Viver a Vida, 2009). E o teatro permite isso. Se a peça diz que está nevando, o público entende que está. Tem, sim, maquiagem, mas

a transformação é no comportamento. Acho que já é o suficiente. • E como foi se ver no espelho depois de “ficar feia”? • Não vi até agora no espelho. Não dá. Mais do que a autocrítica no espelho é importante o que está dentro de mim. Eu não queria me olhar porque não vou me achar. É uma ilusão. Eu só vou conseguir me achar dentro de mim. Se eu estiver sentindo e acreditando, é mais próximo do real. Na vida também é assim. A gente tenta tanto se achar lá fora e não está sentindo nada. É uma grande ilusão. • Já tem projetos para quando terminar a turnê da peça? • Eu tenho um projeto da Fernanda Young e do Alexandre Machado, mas ainda nem li. É só para novembro. Não estou dormindo para a estreia. Não quero nem pensar nisso. • Não está dormindo? • É normal. A gente fica ansiosa, nervosa. O nervosismo faz parte. Ele impulsiona. • Teatro Poeira – r. São João batista, 104, Rio de Janeiro, tel.: (21) 2537-8053. Até 25/07. 14 anos 14/01/2011

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“Estou nos primEiros mEsEs dE fElicidadE”

Cuidando de Jackson, seu primeiro filho, Charlize Theron diz que nem é tão difícil ser mãe e, com os cabelos raspados para filmar Mad Max, a atriz, que está em cartaz em Branca de neve e o Caçador, fala da insegurança em relação à beleza POR Carlos Helí de almeida, de londres

• Charlize Theron bem que tentou se livrar da imagem de mulher glamourosa que a persegue ao encarnar a serial killer de feições rudes do filme Monster – Desejo Assassino (2003), papel que lhe valeu seu primeiro Oscar. Recentemente, raspou os cabelos para filmar Mad Max 4, seu próximo trabalho. Mas a atriz há muito tempo deixou de ver a beleza como um fardo. É por isso que vê-la no papel de Ravenna, a rainha má obcecada pela juventude em Branca de Neve e o Caçador, em cartaz no Brasil, causa uma mistura de espanto e fascínio no espectador. Existe alguém mais bela do que a atriz sulafricana no filme dirigido por Rupert Sanders, uma revisão gótica do clássico infantil dos irmãos Grimm? “É claro que todo mundo tem inseguranças (em relação à própria aparência). Mas não me deixo dominar por isso”, contou a atriz de 36 anos, em entrevista concedida no castelo de Arundel, em West Sussex, nos arredores de Londres. Ironicamente, o papel de madrasta desnaturada chega aos cinemas poucos meses depois de Charlize assumir o papel de mãe, ao adotar o pequeno Jackson. A adoção aconteceu

pouco mais de um ano depois de terminar o relacionamento de oito anos com o ator irlandês Stuart Towsend. “Estamos vivendo nossos dois primeiros meses de felicidade juntos”, disse a mais nova orgulhosa mamãe de Hollywood. • A história de Branca de Neve lhe era familiar? • Charlize. Não tenho lembrança de ter lido o conto quando criança, mas me lembro vividamente de ler os livros dos irmãos Grimm quando eu era jovem. Eles eram os meus preferidos, porque eram muito sombrios. Há muitas interpretações sobre a história de Branca de Neve. Foi isso que me chamou a atenção nesse projeto, porque apresenta um ícone de uma forma diferente. • Você se identifica mais com a vaidosa rainha má do que com Branca de Neve, que cozinha e lava roupas para os sete anões? • O normal é que todas as meninas se liguem mais à princesa, não é? Acho que não me veria identificada com a Ravenna quando eu tinha 16 anos. Não ficaria torcendo por ela,


alastair Grant/aP

The Grosby Group

Acima, em Los Angeles, na segunda-feria 11, careca, com o filho, Jackson. À esq., na première de Branca de Neve, em Londres

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“Todo mundo tem inseguranças (em relação à aparência). Não sou diferente de ninguém. Mas não deixo que isso domine a minha vida” porque todas as meninas se identificariam com a princesa. Isso é o que o que as pessoas esperam que a gente faça. Mas isso não dura muito tempo. (risos) • Por que o mal parece tão mais interessante para a maioria das pessoas? • Talvez seja um atributo que negamos conhecer, mas, assim que o percebemos, o reconhecemos? (risos) Pessoalmente, sou fascinada pelo tema, porque acho que ninguém nasce mau. É interessante, em meu trabalho, descobrir como essa pessoa chegou a esse ponto, o que a fez ficar assim. Por isso sou fascinada por assassinos seriais. É uma questão de causa e efeito, somada às circunstâncias em que a pessoa foi criada, à infância e a todas essas coisas que nos afetam de alguma forma e nos lançam em um determinado caminho. • De onde você tirou a sua interpretação de Ravenna? • Certa noite, não conseguia dormir e liguei a tevê. Eram umas duas horas da manhã e estava passando O Iluminado. Parei no canal exatamente na sequência em que o personagem do Jack (Nicholson), já louco, está jogando uma bola de tênis naquele salão enorme, a mulher dele aparece e ele a persegue pelas escadarias do hotel, cada vez mais enlouquecido. Vi semelhanças entre o personagem do

Jack e a Ravenna, porque ambos são controladores. Como Orson Welles disse certa vez: “Roube dos melhores.” Tentei roubar um pouco de O Iluminado. Aquele filme me fez entender Ravenna um pouco melhor. • Jovens Adultos, seu filme anterior, também fala sobre o medo de envelhecer. É uma preocupação para você? • Sim, é verdade... Mas acho que esses dois são os únicos que fiz que tangenciam o tema. Não, na verdade, Prometheus, que fiz com Ridley Scott, também toca no assunto, de certa forma. Só me toquei agora, quando você mencionou. Não tenho uma resposta para você. Mas não foi uma coisa planejada, nascida de uma preocupação pessoal. Talvez seja um dos mistérios da vida. (risos) • Ravenna é insegura quanto à beleza. Já se sentiu assim? • Claro! Todo mundo tem inseguranças. Faz parte de nossa complexidade. Todos nós passamos por esse momento em alguma fase de nossas vidas. Não sou diferente de ninguém. Mas não deixo que isso domine a minha vida. • Você terá um ano movimentado. Primeiro Jovens Adultos, agora Branca de Neve e, na sequência, Prometheus.

Divulgação

A atriz como a Rainha má de Branca de Neve

Veja os trailers dos filmes Branca de neVe e o caçador e Prometheus em WWW.ISTOEGENTE.COM.BR

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Justamente no momento que virou mãe. • Foi tudo uma grande coincidência. Eu deveria ter feito Mad Max: Fury Road no ano passado. A Warner me deu oito meses para eu me preparar, ficar em forma para o papel, antes de começar as filmagens. Fui para a Austrália e comecei o treinamento e coisa e tal. Aí o filme foi adiado. Mas o pessoal do estúdio foi bastante gentil em nos deixar fazer outros filmes enquanto não retomassem Mad Max. Então, esses três filmes são belos presentes, frutos de um erro. Vamos retomar Mad Max em julho. • O processo de adoção de Jackson aconteceu durante essa fase de muito trabalho... • Outras mães já me disseram que não há essa coisa de “momento certo para ser mãe”. Apenas acontece. E, de repente, a gente percebe que pode funcionar com menos horas de sono, dá-se um jeito em tudo. Na verdade, é quase fácil ser mãe e trabalhar. Especialmente agora, que ele não está na escola. Ainda estou nos primeiros meses de felicidade, vamos ver o que acontece. Estamos aproveitando esses primeiros meses juntos, enquanto o trabalho não pinta. Os primeiros meses foram só para nós. • Como mantém a forma física e aparência radiante, apesar das poucas horas de sono nessa fase inicial como mãe? • Toneladas e toneladas de botox e de vodca! Brincadeira. Tento me alimentar direito. Especialmente agora, não posso me dar ao luxo de ficar doente. Tenho um filho pequeno em casa. Tento alimentar meu corpo direito. Adoro malhar e viver uma vida saudável. Gosto de hambúrguer de vez em quando, mas não como coisas assim todos os dias. Enfim, busco o equilíbrio. •

‘‘A gente percebe que pode funcionar com menos horas de sono, dá-se um jeito em tudo. Na verdade, é quase fácil ser mãe e trabalhar. Especialmente agora, que ele (o filho) não está na escola’’


Estilo Casa • Por Silviane Neno

Ser ou não ser chique... Eis a questão que Melissa Oliveira, diretora de operações do Hotel Unique, responde em seu confortável apartamento em São Paulo, cercada de conforto e de uma bacanérrima coleção de caveiras POr Juliana Faddul FOTOS Marcelo Navarro / Ag.IstoÉ

Caveiras e retratos são duas das paixões de Melissa. Ao lado, a diretora de operações do Hotel Unique posa na sala de seu apartamento nos Jardins


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Estilo Casa

À esq., Melissa diante da enorme cama que ela importou do hotel. Nesta foto, parede de porta-retratos e, abaixo, as recordações que ela compra em viagens. Veja mais de suas andanças pelo mundo no site www.melfernandes.com


• Por onde quer que se caminhe pelos 130 m2 de seu apartamento no bairro dos Jardins, em São Paulo, se esbarra em uma delas. De cerâmica, pintada ou em formato de almofada, as caveiras dão o toque de modernidade na casa da executiva Melissa Oliveira, gerente de operações do badalado Hotel Unique, na capital paulista. O item, fashion nos dias de hoje, é querido por Melissa há muito tempo. “Gostava delas bem antes de virar moda. Para mim, não tem nada de fúnebre. Pelo contrário, representa mudança e renovação”, fala. Para caçá-las, Melissa gosta de caminhar pela cidade. “Adoro andar por aí. Tenho descoberto muitos lugares no Centro, em Pinheiros e na Vila Madalena”, dá a dica. Fotos ampliadas também estão por todo o canto. É outra paixão de Melissa, que já foi modelo profissional. Há poucas paredes livres pela casa, mas ela avisa que logo logo vai forrá-las com porta-retratos. Vontade de comprar caveiras e novas fotografias para decorar sua casa, onde mora há apenas dois anos, não falta à dona. Mas ela se segura e prefere apostar no conforto. Seu quarto, por exemplo, tem uma cama enorme!

“Importei uma igual do hotel”, entrega. No banheiro, as toalhas são gigantes também, bem como um roupão pendurado, todo felpudo, que ela usa desde o começo da carreira no ramo hoteleiro, quando fez um estágio em Dallas, nos EUA.

• Sonho de consumo

• No closet, mais elegância. É ali onde se escondem os maiores investimentos da executiva: as bolsas e os sapatos. Entre os calçados, ela opta por Louboutins e Ferragamos, “que são mais finos e confortáveis”, explica. Para combinar, vestidos de marcas nacionais como Huis Clos, Marcelo Quadros e Giovana Dias. Com tudo no lugar em casa – graças, muito, à sua mãe, Marilene, que a ajudou com a mudança enquanto viajava a trabalho para Nova York –, Melissa ainda tem um sonho de consumo para o décor: uma adega. Tudo para acondicionar melhor outra de suas paixões, o champanhe. “Adoro! Geladinho, ele vai bem para celebrar qualquer ocasião. Posso até não saber cozinhar bem, mas gelo um champanhe como ninguém”, brinca. •

A mesa e as cadeiras são da Artefacto. Nos vasos, flores naturais que são renovadas semanalmente

POST-IT rido Canto prefein ha cama Quarto. Adoro

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écor Achado de dclo da vida que eu ci Essa estátua do ru Pe comprei no

Na wish listcolocar meus Uma adega para champanhes

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SPFW Verão 2013

Rosie em três momentos no Brasil: poderosa na passarela da Animale, com ar “celebrity” ao chegar no SPFW e com sorriso delicado ao posar para Gente

Agência Fotosite

Personagem


Todas as faces de

ROSIE Sexy nas passarelas, envolvente nos filmes de ação e despojada quando está brincando com seus quatro cachorros no interior da Inglaterra. Conheça um pouco mais da multifacetada atriz britânica Rosie Huntington-Whiteley, estrela da semana de moda paulistana, que fará a sequência do clássico Mad Max no cinema

Fotos Marcelo Liso/Divulgação

POR Simone BlaneS

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SPFW Verão 2013 Personagem

• Cena curiosa no desembarque internacional do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na manhã do domingo 10. Por volta das 9 horas da manhã, um alvoroço foi formado para ver os craques da Seleção Brasileira de futebol – Neymar, Pato e companhia – chegando de uma série de amistosos feitos nos Estados Unidos. Todo mundo parou, claro, esticou o pescoço, mirou o celular, para ver o escrete canarinho passar. De repente, 15 minutos depois, pela outra porta do desembarque, uma loira altíssima, 1,75 m, com uma beleza ímpar e calças de couro pretas bem justas surge arrebatadora vinda da Inglaterra. Era a atriz Rosie Huntington-Whiteley, 25 anos, que chegava para sua participação especial no São Paulo Fashion Week no dia seguinte. E todos os jogadores pararam, esticaram o pescoço, driblaram os fãs e espremeram o olhar só para admirar a beldade cruzar o saguão.

Fotos Marcelo Liso/Divulgação

À dir., a top entra na Bienal; à esq., no Hotel Fasano, em São Paulo


Logo após o desfile, Rosie deixa o prédio acompanhada por seguranças, mas faz questão de atender os fãs

Pudera, os atletas estavam diante da atriz que fora considerada a mulher mais sexy do mundo em 2011 pela revista Maxim e protagonista do filme de maior bilheteria daquele ano nos cinemas, o blockbuster Transformers 3. Rosie voltou ao Brasil cinco meses depois de desfilar pela Animale, em janeiro, para repetir a dose pela marca, agora com a coleção de verão 2013. Ela recebeu Gente para uma entrevista descontraída no Hotel Fasano, no bairro dos Jardins, na capital paulista, onde se disse surpresa com o título que ganhou. “Não me acho tão sexy como dizem por aí, mas gosto de saber disso. Acho que tem mais a ver com um olhar ou a forma de se movimentar que a pessoa tem”, avalia.

• Mulher normal?

• Fato é que Rosie vai um pouco na contramão do bombshell, do furacão que se espera de alguém com tal alcunha. A atriz fala baixo, tem gestos delicados, é sutil com as palavras. Se movimenta com leveza e é divertida, faz caras e bocas sem forçar a cena. Não vende sensualidade pré-fabricada. Tudo isso, claro, descontando o bocão de lábios carnudos que inspiraram sua mãe a batizá-la com o nome que tem.

Fora das passarelas e longe dos flashes e das câmeras, a britânica garante que é uma mulher normal. Adora sua família, disse ter saudades do irmão e que, tão logo chega na fazenda deles em Plymonth, no interior da Inglaterra, vai logo rolando pela casa com seus quatro cachorros. “Fico ansiosa para vê-los. São minhas paixões”, declara. Nas horas de folga, ela prefere ficar em casa. Seja para namorar o ator Jason Statham, com quem está desde abril de 2010, seja para cozinhar com os amigos. “Adoro fazer tortas com purê, daquelas bem gostosas, sabe?”, diz. Pena que o lazer ande meio raro em sua rotina. Depois de desfilar pela Animale, trazida pelo diretor criativo da marca, Luis Fiod, ela embarcou já na terça-feira 12 para a África do Sul, onde passará as próximas dez semanas filmando Fury Road, dirigido por George Miller, ao lado de Charlize Theron. O longa é uma sequência do clássico de ação Mad Max, sucesso nos anos 80. Trabalhar demais atrapalha seus planos futuros, como o de ser mãe? Ela, parece, não ligar para isso. “Adoro crianças, mas sou muito nova. Tenho muita coisa para fazer antes de ter filhos.” •

Antes de entrar no carro, ela sorri e dá tchauzinho para os fotógrafos

(ColaBorou THaÍS BoTelHo)

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SPFW Verão 2013 comportamento

Top SecretS Ícones de beleza, idolatradas nas passarelas, endeusadas por fotógrafos e estilistas. Mas nem só com glamour se constrói a biografia das top models que brilham na semana de moda de São Paulo. No backstage dos desfiles, elas revelaram à Gente segredos de infância, histórias divertidas da adolescência, detalhes do passado amoroso e um pouco mais de uma intimidade surpreendente. Afinal de contas, quem poderia imaginar que alguma delas, cobiçadas que são pelos homens mundo afora, já se debulhou em lágrimas por um ex-namorado no colégio? Ah, se ele soubesse do futuro que a aguardava...

Izabel Goulart

• Como você dorme? • Vai do momento, mas sou bem prática. Gosto de camisola, camiseta de cotton com boy shorts, ou pode ser uma lingerie sensual também. • Truque de beleza imbatível: • Água. Muda pele e cabelo, mas não dispenso rímel e curvex na bolsa.

• O pior momento da infância: • Quando eu perdi minha cachorra Tasha, uma vira-lata. Ela era um sonho para mim. • Meu primeiro porre: • Não tive, pois nunca ingeri álcool na minha vida. Cresci com essa coisa de “geração saúde”. • Já chorou por um homem? • Eu tinha uns 14 anos e o nome dele era George. Amor platônico de colégio. •

Fotos Ag. New

• O melhor momento da infância: • São muitos, mas acho que a lembrança de estar com meus irmãos jogando vôlei, correndo e brincando em São Carlos.


ana beatrIz barros

• Como você dorme? • Com meu namorado, uso uma lingerie sexy. Se não, vou de pijamão. • Melhor momento de infância: • Andar a cavalo na fazenda do meu avô, em Itabira (MG). Eu tinha um Manga Larga, o Durango. • Pior momento da infância: • Eu sempre caía, era desastrada e estabanada.

Carol trentInI

• Como você dorme? •Às vezes, durmo de camiseta com a cueca tipo shorts do meu marido. • Melhor momento da infância: • Andar descalça em Panambi (RS).

• Já chorou por um homem? •Aos 14 anos, mudei de Uberaba para o Rio e deixei um namoradinho da escola, Rodrigo Colona. • Meu primeiro porre: • Acho que aos 16 anos. Porre de cerveja. Hoje em dia, detesto cerveja por causa disso.

• Pior momento da infância: • Medo de escuro. • Extravagância: • Meus apartamentos, dois no Sul, um em São Paulo e outro em Nova York. • Já chorou por um homem? • Sou canceriana, chorona. Chorei por vários, inclusive pelo meu marido. • Sofreu discriminação? • No colégio, por ser sardenta e muito alta. Até sendo modelo acontece. • ana ClaudIa MIChels

• Melhor momento da infância: • As férias na casa dos meus avós em Rio Fortuna (SC), brincando com os porcos, cavalos e outros bichos. • Pior momento da infância: • Quando saí de casa aos 14 anos para ser modelo. Era uma criança ainda. • Meu primeiro porre: • Foi com a Mariana Weickert e Carolina Bittencourt, aos 16, numa viagem a Miami.

bruna tenórIo

• Meu primeiro porre: • Não lembro bem (risos), mas deve ter sido aos 18 anos quando dividia o apartamento com outras modelos. • Melhor momento da infância: • Comer cachorro-quente na casa da minha avó em Campos dos Goytacazes (RJ), com os dez irmãos da minha mãe e primos.

• Uma extravagância: • Uma pulseira do Jack Vartanian.

• Pior momento da infância: • Uma pegadinha das minhas irmãs que me fizeram ir ao colégio num sábado.

• Primeira vez: • Foi incrível, com meu primeiro namorado, aos 18 anos. Me senti muito amada. •

• Já chorou por um homem? • Sim, deve ter sido aos 14, por um paquera do colégio que eu nem beijei! 26/12/2011

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20/jun/2012

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