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N.º 10 Abril 2011 Agrupamento de Escolas Gil Vicente

Leitura – uma energia renovável Na semana de 28 de Fevereiro a 4 de Março, a Semana da Leitura electrizou o agrupamento com descargas sucessivas e contagiantes de actividades, este ano

centradas na relação Leitura – Energia – Floresta. Sob a coordenação da equipa da Biblioteca Escolar Maria José Martins e a participação

dos vários departamentos curriculares, muitos foram aqueles que reuniram sinergias e se embrenharam na floresta, na busca dos tesouros da leitura e da seiva

desta contagiante energia renovável do saber e do conhecimento, que alimenta sem engordar. LER PÁGINAS 12 / 13

A árvore de leitura, as flores e os seus frutos

Campeões Distritais de Xadrez Escolar A EB2,3 Gil Vicente assinalou o seu nome na lista dos campeões distritais de Xadrez Escolar, na 1ª. edição da prova, ocorrida em 26 de Março último, na Didáxis, em S. Cosme do Vale. LER PÁGINA 22

Gil Vicente elege deputados para a Assembleia da República Os deputados Tiago Peixoto e Miguel Rodrigues vão representar o Agrupamento Gil Vicente na sessão nacional do Parlamento dos Jovens, que irá decorrer nos próximos dias 2 e 3 de Maio na Assembleia da República, em Lisboa. LER PÁGINA 3

Recordar Abril e Zeca Afonso João Afonso, sobrinho de Zeca Afonso, fala-nos em entrevista sobre os seu tio e a Revolução dos Cravos. LER PÁGINA 14


Actualidade

2 NOVAS DO GIL Abril 2011

Associação de Estudantes

Acreditar no ressuscitado

A Associação de Estudantes iniciou as suas actividades de forma mais sistemática. Para além de se assumir como um espaço de diálogo e de auscultação dos alunos tem vindo a propor actividades de dinamização da escola. De entre as actividades realizadas destacam-se as seguintes: · Concurso Logótipo “Associação de Estudantes”; Dado que não foram submetidas a concurso quaisquer propostas, nos prazos estipulados, a Associação reconsiderou e propõe uma nova data para apresentação do logótipo (desenho gráfico) :27 de Abril de 2011 Participa, põe a tua arte ao serviço da Associação… · Concurso Curta-Metragem “OIKOS”; · Exposição no dia de S.Valentim ;

O que não é a Ressurreição de Jesus Costuma-se dizer em teologia que a ressurreição de Jesus não é um facto “histórico”, afirmação que não quer dizer que seja irreal mas que a sua realidade está para além do físico. A ressurreição de Jesus não é um facto realmente registável na história; ninguém pôde fotografar aquela ressurreição. A ressurreição de Jesus, objecto da nossa fé é mais que um fenómeno físico. De facto, os evangelhos não nos narram a ressurreição: ninguém a viu. Os testemunhos que nos chegaram são experiências de crentes que, depois da morte de Jesus, “sentem vivo” o ressuscitado; não são testemunhos do próprio facto da ressurreição. A ressurreição (tanto a de Jesus como a nossa) não é uma volta atrás, mas um passo adiante, um passo para outra forma de vida, a de Deus. Importa sublinhar este aspecto para nos darmos conta de que a nossa fé na ressurreição não é a adesão a um “mito”, como acontece em tantas religiões, que têm mitos de ressurreição. A nossa afirmação da ressurreição não tem por objecto um facto físico mas uma verdade de fé com um sentido muito profundo . Acreditar com a fé de Jesus Mas os discípulos que redescobriram em Jesus o rosto de Deus (como-Deus – de- Jesus) compreenderam que ele era o Filho, o Senhor, a Verdade, o Caminho, a Vida. A morte não tinha já nenhum poder sobre ele. Estava vivo. Tinha ressuscitado. E não podiam senão confessá-lo e “segui-Lo”, obedecendo a Deus e não aos homens embora lhes custasse a morte . Acreditar na ressurreição não era para eles a afirmação de um facto físico-histórico, nem uma verdade teórica abstracta mas a afirmação da validade suprema da causa de Jesus pela qual é necessário viver e lutar “até dar a vida”. Acreditar na ressurreição de Jesus é sobretudo acreditar que a sua palavra, o seu projecto expressam o valor fundamental da nossa vida. E a fé reproduz realmente a fé de Jesus ( a sua visão de vida, a sua atitude diante dos pobres e diante dos poderes…) será tão conflituosa como o foi na pregação dos apóstolos ou na própria vida do nazareno. O importante não é acreditar em Jesus mas acreditar como Jesus. Não é ter fé em Jesus mas ter a fé de Jesus: a sua atitude perante a história, a sua causa, a sua opção pelos pobres, a sua proposta. Acreditar lucidamente em Jesus neste Ocidente chamado “cristão” onde a noticia da ressurreição é algo que não interfere em tantos e tantos cristãos implica voltar a descobrir o Jesus histórico e o sentido da fé na ressurreição. Acreditando com essa fé de Jesus, “as coisas do alto” e as da terra não são já duas direcções opostas, nem sequer distintas. As “coisas do alto” são a nova terra que está enxertada já aqui nesta terra. Há que fazê-la nascer no doloroso parto da História sabendo que nunca será fruto adequado da nossa planificação mas dom gratuito d’Aquele que vem.Procurar as “coisas do alto” não é esperar passivamente que soe a era escatológica (que já soou na ressurreição de Jesus) mas tornar possível nosso mundo o Reinado do Ressuscitado: Reino de Vida, de Justiça, de Amor e de Paz. Santa Páscoa. Pe.Antunes (professor de EMRC)

Escola recebe Menção Honrosa

Desde que nos conhecemos O mundo encheu-se de magia O sol brilhava E o dia enchia-se de alegria O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p’ra ela, Mas não lhe sabe falar.

Festa de Carnaval; A festa de carnaval foi muito participada e muito divertida com o concerto de “Pinho & Correia”; Para além disso, dançou-se e realizou-se um Peddy Paper, com um questionário sobre a Escola e sobre tradições de certos países. · Participação activa no Concurso “Educação para a Saúde e Sexualidade”; · Colaboração na organização das actividades da Festa da Primavera. Visita a Associação de Estudantes em: www.aeescola.blogspot.com E-mail Estudante.do.gil@gmail.com

Na sequência da participação no concurso “Sim, este ano o Natal é amarelo”, a nossa escola agrupamento foi distinguida com uma menção honrosa , merecendo da parta da Câmara Municipal as felicitações pelo “excelente trabalho desenvolvido pelas crianças e jovens em prol de uma efectiva consciencialização ambiental, através da reutilização de materiais”. De facto, inserido no âmbito da educação ambiental, com o objectivo de sensibilizar e apelar para a necessidade de reciclagem e reutilização de materiais utilizados quotidianamente, a equipa do projecto Eco-Escola, em parceria com os docentes de Educação Visual e Tecnológica, deram asas à imaginação e através de pacotes de cartão e embalagens, construíram uma árvore natalícia sob o lema “O amarelo do sol em verdes paisagens renascerá, se no amarelo do ecoponto colocarmos embalagens”. Os frutos desta árvore estão à vista …

Censos 2011 – Devemos colaborar! O termo “Censo” vem do latim census que quer dizer conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação etc. O objectivo dos Censos 2011 é de recensear todos os cidadãos e famílias residentes, ou apenas presentes, no território português, independentemente da sua nacionalidade, bem como todos os alojamentos e edifícios destinados à habitação. A recolha de dados decorre simultaneamente em todo o território nacional e a resposta é obrigatória por Lei. Os recenseadores estão visivelmente identificados e prestam todos os esclarecimentos, e eventual apoio, necessários ao preenchimento dos questionários. Os dados individuais recolhidos destinam-se apenas a fins estatísticos, são confidenciais e estão sujeitos a segredo estatístico, pelo que não podem ser divulgados. Todos os profissionais envolvidos na execução dos Censos estão obrigados, por Lei, ao dever de sigilo, podendo, em caso de infracção ser processados civil e criminalmente. Pela primeira vez, em Portugal, a resposta aos questionários pode ser dada pela Internet e não apenas através do tradicional preenchimento em papel. Através dos dados dos Censos, recolhidos de dez em dez anos, é possível obter, para cada nível geográfico, uma “fotografia” dos indivíduos e das suas condições de habitabilidade. Deste modo, ficamos a saber: · Quantos somos? – · Como somos? · Onde vivemos? – · Como vivemos? As respostas aos Censos 2011 devem ser dadas em Março/Abril, tendo por referência o dia 21 de Março ( «momento censitário»). Devemos cumprir o nosso dever de cidadania e assim conhecermo-nos melhor! Carla Cunha (8ºE)

Em curtas linhas Anote, para os próximos meses, alguns eventos e/ou actividades e ter em conta: – Parlamento dos Jovens - deslocação a Lisboa, em 2 e 3 em Maio. – Reuniões de Pais e Encarregados de Educação, nos dias 2 e 3 de Maio, às 18h30 – Concerto Pedagógico, a 5 de Maio, no Centro Cultural Vila Flor – Provas de Aferição do 4º. e 6º. anos, nos dias 6 de Maio de Língua Portuguesa

e 11 de Maio de Matemática. Durante o período da manhã só ocorrerão aulas para os 9º. anos e CEF – Teste Intermédio de Matemática (8º. ano), no dia 11 de Maio – Visita de Estudo do 8º. Ano, no dia 1 de Junho – Provas Globais de Matemática, no dia

8 de Junho – Exames Nacionais do 9º. ano, nos dias 20 e 22 de Junho, a Língua Portuguesa e Matemática – Festa de Encerramento do Ano Lectivo e Arraial Minhoto, na tarde e noite de 22 de Junho – Parque Radical (finais de Junho)


Destaques

Abril 2011 NOVAS DO GIL 3

Gil Vicente ruma a Lisboa Os deputados, Tiago Peixoto e Miguel Rodrigues, acompanhados pelo professor Manuel Anastácio e pelo aluno, repórter jornalístico, André Correia Antunes, vão representar, pela primeira vez, o círculo eleitoral de Braga na Sessão Nacional que se realizará na Assembleia da República nos dias 2 e 3 de Maio. Desde já parabéns pela disponibilidade e pelo excelente trabalho destes jovens deputados, especialmente ao Tiago pelo discurso proferido e que permitiu a presença da EB 2,3 Gil Vicente na Sessão Nacional. Tal como séculos atrás, quando mestre Gil Vicente deixou o burgo vimaranense e pôs pés a caminho rumo à capital do reino, para brindar a nação portuguesa com os seus famosos autos, a EB2,3 Gil Vicente parte também à conquista de Lisboa, não propriamente para a peleja do Jamor, mas para defender as cores do seu patrono na Assembleia da República , no próximo mês de Maio, no âmbito do Parlamento dos Jovens. Com efeito, cabe à nossa escola, a EB 2,3 Gil Vicente, entre muitas outras, apresentar propostas no âmbito da temática da Violência Escolar em contexto escolar, tema que este ano baliza esta iniciativa, após a brilhante intervenção do nosso deputado Tiago Peixoto (7º.F), na sessão distrital ocorrida no Instituto Português da Juventude. De facto, a EB 2,3 Gil Vicente teve uma prestação memorável nessa sessão distrital., com o discurso inflamado do seu porta-voz, que cheio de brilhantismo e eloquência oratória, sem recurso a teleponto, inspirado em eminentes referências como Martin Luther King e J.F. Kennedy , deu azo a merecidos elogios por parte restantes participantes e do Presidente da Mesa, o deputado socialista Manuel Mota. Na sessão distrital, que anteriormente fora precedida da sessão escolar, em finais de Janeiro, com a presença do deputado

socialista e vimaranense Miguel Laranjeiro, Tiago Peixoto defendeu, na sua proposta de recomendação, a criação de uma comissão específica a nível de escola, que integre a Direcção Executiva, professores e pessoal não-docente, bem como alunos, pais e encarregados de educação e técnicos especializados, designadamente dos serviços de psicologia e segurança social e outros afins, com funções preventivas no foro dea violência escolar. Paralelamente, advogaria também a existência de mais pessoal não-docente com formação na área e profissionais de psicologia. Recorde-se, porém, que a falta dos Serviços de Psicologia são exactamente um dos calcanhares de Aquiles da nossa escola, uma vez que esta, no presente ano lectivo, mercê dos constrangimentos financeiros, não foi contemplada no concurso anual aberto para o efeito. Quanto ao apuramento para o Parlamento dos Jovens, em Lisboa, um merecido reconhecimento pelo trabalho dos alunos, coordenado pela docente Rosa Maria Gomes, desta feita em parceria com o professor Manuel Anastácio, que tem nos últimos anos acompanhado este projecto.

Tiago a discursar Transcrição do Discurso Bom dia caros deputados, bom dia Srs. representantes da Mesa, Gostaria de relembrar John F. Kennedy, que em 1963 afirmou que os Estados Unidos iriam, no fim da década, colocar o 1º homem na Lua. Ora, em 1969, Neil Amstrong pisa pela primeira vez o solo lunar. Isto não só demonstra a determinação de um povo, de uma nação, mas a força de vontade de fazer e realizar aquilo que tem de ser feito, aquilo que está correcto. Segundo a OMS, 40% dos jovens portugueses sofrem de violência em meio escolar, o que estraga por vezes a vida em Sociedade de muitos, já que a escola é o local que nos prepara para viver saudavelmente em sociedade. Eis outro problema que exige soluções, alguma coisa tem de ser feita. E é com um grande prazer que vos apresento a determinação da escola EB 2,3 Gil Vicente, no sentido de erradicar a violência. A nossa primeira medida pode muito facilmente comparar-se a um computador, uma máquina muito bem constituída para servir aos humanos, uma série de funcionalidades. Um computador é constituído por inúmeras peças, cada uma com uma função. Na nossa medida, o computador é a comissão e as peças constituintes são todos os elementos da comunidade escolar. Esta comissão deve estudar a situação da escola em que actuam, de forma a tomar medidas de prevenção de violência, dar apoio às vítimas e agressores e respectivas famílias. A segunda medida é fundamental para o apoio ás vitimas, para seu acompanhamento e diminuição dos danos causados pela violência. Os agressores precisam também eles de acompanhamento, já que apresentam sempre problemas de carácter psicológico. Por isso deve haver um psicólogo na escola. A terceira não passa de uma simples prevenção de actos de violência no recinto escolar, através da colocação de pessoal não-docente especializado na área da segurança. Resta-me apenas fazer uma breve nota: se vencer aqui hoje, não me vou orgulhar ao dizer que derrotei 39 escolas, mas sim vou-me orgulhar ao dizer que uni essas 39 vozes para concretizar o meu sonho. O sonho de que nas escolas mais problemáticas, europeus e africanos, americanos e asiáticos possam cantar e dançar juntos. O sonho de os meus filhos serem julgados pelo seu carácter e não pela cor da sua pele, nas suas escolas. O sonho de daqui a dez anos ouvir dizer que a violência é uma coisa do passado, graças a vozes que, como as nossas, trouxeram a geração jovem de volta à Humanidade, uma geração que vive em paz, harmonia e igualdade. Obrigado.

Embaixadores CEC 2012 No âmbito da iniciativa Guimarães Capital Europeia da Cultura (CEC 2012), o nosso agrupamento, bem como outros do concelho, foi convidado a indigitar 3 embaixadores, em representação das freguesias afectas à nossa comunidade educativa, para este evento, a decorrer em 2012. Deste modo e tendo como critério preferencial o apelido Guimarães, foram indicados os seguintes alunos: – Andreia Gonçalves Guimarães (7º.A) – Urgezes – Leonardo Fernandes Guimarães (7º. G) – Polvoreira – Sofia Isabel Martins de Sousa (7º. B) – Nespereira Caberá a estes alunos a divulgação na escola e seus locais de residência das iniciativas da CEC 2012, bem como de dados referentes às freguesias que representam.


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Educação e Formação de Adultos

Balanço das actividades destinadas aos formandos das turmas EFA de Nível Básico Durante o mês de fevereiro e março realizaram-se algumas atividades, na Escola E.B. 2, 3 Gil Vicente, nas quais os adultos das turmas EFA 16, EFA 17 e EFA 1 tiveram a oportunidade de participar. A que mais me impressionou foi a Feira de S. Valentim, na qual alguns formandos participaram com trabalhos manuais e também com alguns bolos caseiros. Outra das atividades de que eu gostei foi a sessão de esclarecimento com a diretora do Centro de Emprego de Guimarães, a Dra. Helena Chaves, que nos esclareceu sobre quais as áreas de maior ou menor empregabilidade no concelho de Guimarães e sobre as condições para poder receber algum financiamento para a criação do próprio emprego. A participação na “Feira do livro usado” e partilha de experiências literárias foi igualmente interessante. Alguns colegas partilharam connosco experiências de leitura e, depois desse momento de partilha, tivemos a oportunidade de ver os livros usados, que estavam expostos na feira, para venda. Cada formando e formador comprou o que mais lhe interessou, o meu interesse recaiu sobre o livro “Quero ser feliz”, que adquiri.

Feira de S. Valentim

Por último, destaco a atividade “Montra de profissões”, realizada pelos formandos das turmas EFA 16 e EFA 17. Cada formando apresentou a sua profissão aos restantes colegas e formadores. Alguns surpreenderam-me pela sua originalidade, porque tiveram uma prestação muito bem conseguida, foi por exemplo o caso do formando Vítor Hugo Fontão, que parecia que queria

vender a sua profissão (vendedor). Em conclusão, foi um mês com muitas atividades, que beneficiaram o convívio entre os formandos e formadores ao mesmo tempo que constituíram uma forma muito interessante de aprender. Texto escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, por António de Freitas Fernandes (Turma EFA 17)

Sessão de esclarecimento com o Deputado Miguel Laranjeiro No dia 21 de Fevereiro de 2011 foi organizada uma sessão de esclarecimento/ diálogo com o Deputado da Assembleia da República, Miguel Laranjeiro. Esta actividade ocorreu pelas 20h, no salão do aluno, e teve como participantes os formandos dos cursos EFA de Nível Básico. Durante a sessão, os formandos foram colocando ao senhor deputado questões pertinentes sobre os problemas da actualidade, tais como aumento dos combustíveis, taxa de desemprego, “entrada” do FMI em território português, idade da reforma, continuação da Iniciativa Novas Oportunidades, entre outras. O

senhor Deputado tentou responder a todas as questões que lhe foram colocadas, se bem que os formandos nem sempre tivessem obtido as respostas desejadas. No entanto, quando questionado sobre o término das Novas Oportunidades, os formandos ficaram mais descansados quando o senhor deputado os informou que, em princípio, a iniciativa Novas Oportunidades não irá terminar em 2013, como previsto. Tendo em conta o interesse demonstrado pelos formandos no decorrer da sessão, bem como as questões que foram colocadas, podemos fazer um balanço positivo da mesma.

Formandos das turmas EFA 16 e EFA 17 visitam indústria de panificação No dia 1 de Fevereiro de 2011, às 21 horas, os formandos das turmas EFA 16 e EFA 17, acompanhados pelas formadoras Susana Araújo, Lurdes Marques e Narcisa Freitas, foram visitar as instalações da indústria de panificação “PAVICO”, sita em Urgezes, Guimarães. Os formandos foram recebidos pelo encarregado geral, o Sr. José Faria, que conduziu a visita. Antes de iniciar a visita, os formandos vestiram um uniforme descartável, conforme as normas de higiene e segurança. Cumprido este requisito, o encarregado explicou-lhes todas as fases pelas quais passam o pão e

os bolos até chegar ao consumidor. Seguidamente, deu-lhes a conhecer todos os equipamentos necessários para a sua confecção, desde a batedeira eléctrica, os fornos eléctricos até ao forno a lenha, que ainda é usado pela PAVICO para cozer o pão e o pão-de-ló. Durante a visita, os formandos tiveram, ainda, a oportunidade de saborear pão e bolos feitos na hora. Segundo os formandos, a visita foi muito importante porque lhes permitiu conhecer coisas novas e conviver com os colegas e formadoras. Notícia elaborada pela turma EFA 17 (Nível Básico)

No dia 14 de Fevereiro de 2011 realizou-se, na Biblioteca da escola, a Feira de S. Valentim, promovida pelo Departamento de Línguas e Literatura, para a qual foram convidadas as turmas EFA de Nível Básico. Estas três turmas (EFA 1, EFA 16 e EFA 17) aceitaram o convite realizado pela Professora Célia Fernandes e decidiram montar um espaço com produtos fornecidos pelos seus formandos. As turmas contribuíram com bolos, biscoitos, queques e trabalhos artesanais, realizados pelos próprios. Com a participação nesta actividade pretendeu-se dar a conhecer a toda a escola o trabalho dos formandos dos cursos EFA. Os formandos demonstraram muito interesse e empenho na participação nesta actividade, tendo-se deslocado à Escola durante a manhã a fim de entregarem os seus doces e trabalhos na Biblioteca. À noite, foi a vez dos próprios formandos fazerem uma visita à “Feira de S. Valentim”, ficando também a conhecer os trabalhos realizados pelos alunos do ensino diurno.

Construção da Nova Roda dos Alimentos No âmbito do tema de vida “Saúde e Alimentação”, durante o mês de Janeiro, os formandos do curso EFA 1 construíram rodas dos alimentos e um cartaz com recomendações para uma alimentação saudável. Durante a realização desta actividade, eles nunca deixaram de salientar a importância de termos uma alimentação saudável. Além disso, sentiram que foi importante conhecer a Nova Roda dos Alimentos e, no final da actividade, os formandos demonstraram ter compreendido os princípios fundamentais da Roda dos Alimentos. Todos os grupos de trabalho mostraram muito entusiasmo aquando da exposição dos trabalhos produzidos, dia dezassete de Janeiro, e orgulhosos com o resultado final. Esta actividade decorreu como planificado e os objectivos foram cumpridos, visto que os formandos demonstraram muito interesse em alargar os seus conhecimentos nesta temática.

Grupo de formandos a construir uma roda dos alimentos


Educação e Formação de Adultos

Feira do Livro Usado e Partilha de Experiências Literárias

No dia 1 de Março de 2011 realizou-se, na Biblioteca da escola, a Feira do Livro Usado, para a qual foram convidadas as turmas EFA de Nível Básico. Estas três turmas (EFA 1, EFA 16 e EFA 17) aceitaram o convite e contribuíram com a oferta de vários livros para a mesma. No mesmo dia, e aproveitando o espaço, as turmas realizaram uma “Partilha de Experiências Literárias”, tal como proposto pela Formadora de Linguagem e Comunicação das turmas EFA, Nível Básico, na reunião de articulação realizada com a Equipa da Biblioteca Escolar. A partilha foi realizada por formandos das três turmas. Assim, na turma EFA 1, a partilha foi realizada pela formanda Maria José Pinto, com o livro “A cabana” de W M Paul Young. Na turma EFA 16, a partilha foi realizada pelas formandas Rosário Leite, com os livros “O peso de um segredo”, de Suzanne Pairault e “A lua de Joana”, de Maria Teresa Maia Gonzalez e Isaura Matos, com o livro “Poemas dispersos”, de Teófilo Carneiro. Na turma EFA 17, a partilha foi realizada pelo formando Adolfo Santos, com o livro “Queima-da viva”, de Souad. Os formandos que assistiram às partilhas demonstraram muito interesse durante a apresentação dos livros pelos colegas. Quanto aos formandos que partilharam as suas leituras, ficaram bastante orgulhosos das suas prestações. O balanço desta actividade foi bastante positivo, tendo proporcionado às turmas um bom momento de convívio, além de ter também promovido o gosto pela leitura, que é importante que os formandos vão adquirindo ao longo da frequência do curso. Neste sentido, procurar-seá, em articulação com a Biblioteca Escolar, realizar novas Partilhas Literárias.

Sessão de esclarecimento com a directora do Centro de Emprego de Guimarães, Dr.ª Helena Chaves No âmbito do tema de vida “Profissões”, e de acordo com o que estava previsto na Construção Curricular das turmas EFA 16 e EFA 17, foi organizada uma sessão de esclarecimento acerca das áreas profissionais com maior ou menor empregabilidade do concelho de Guimarães. A actividade realizou-se no dia 23 de Fevereiro de 2011, pelas 20h, no salão do aluno, e teve como oradora a Dr.ª Helena Chaves, directora do Centro de Emprego de Guimarães e como público os formandos dos cursos EFA de nível básico. Durante a sessão, a Dr.ª Helena Chaves reforçou por várias vezes a importância de os adultos demonstrarem uma postura e atitude adequadas durante uma entrevista de emprego. Esclareceu os formandos quanto ao que ela considera ser a postura e atitude correctas e quais os comportamentos que estes devem evitar quando vão a uma entrevista. Explicou-lhes que determinados comportamentos excluem, logo à partida, determinados candidatos. Além disso, informou-os acerca das áreas de maior empregabilidade no concelho e abordou a questão do empreendedorismo, pois considera que a criação do próprio emprego pode ser uma boa solução para adultos da faixa etária da maioria dos adultos que se encontravam na sessão de esclarecimento (40 a 55 anos de idade). Os formandos participaram activamente na sessão, questionando frequentemente a Dr.ª Helena Chaves, que prontamente respondeu às suas questões. Esta sessão deu lugar a um debate em cada uma das turma. Neste debate, que

A directora do Centro de Emprego de Guimarães, Dr.ª Helena Chaves

tinha por objectivo fazer um levantamento das principais ideias saídas da sessão de esclarecimento, todos os formandos consideraram que, de facto, a postura e atitude demonstradas numa entrevista de emprego são determinantes. Uma formanda da turma EFA 1, Maria da Glória Moura, compreendeu muito bem a mensagem da Dr.ª Helena Chaves pois, no dia a seguir à sessão, deslocou-se ao Centro de Emprego de Guimarães, na tentativa de conseguir um emprego, e a sua motivação e determinação fizeram com que a formanda deixasse nesse mesmo dia de integrar a lista de desempregados do concelho. Tendo em conta o interesse demonstrado pelos formandos no decorrer da sessão de esclarecimento e a sua participação, bem como o impacto positivo que esta teve, podemos concluir que os objectivos definidos foram cumpridos e os formandos ficaram certamente mais esclarecidos e mais conscientes da importância de mudarmos algumas atitudes e comportamentos quando procuramos um emprego.

Palestra “Comer bem, manter-se saudável” No âmbito do tema de vida “Saúde e Alimentação” a equipa pedagógica da turma EFA 1 organizou uma palestra subordinada ao tema “Comer bem, manterse saudável”. Na organização desta actividade, a equipa contou com a colaboração da coordenadora do projecto “Educação para a saúde”, a professora Fátima Araújo. A actividade realizou-se no dia 10 de Fevereiro de 2011, pelas 20h, no salão do aluno, e teve como oradora a Dr.ª Rafaela Rosário, licenciada em Enfermagem pela Faculdade Calouste Gulbenkian, Universidade do Minho, e Doutoranda em Nutrição.

A esta palestra assistiram os formandos das turmas EFA de nível básico. Durante a palestra os formandos foram colocando questões muito pertinentes sobre hábitos

alimentares, procurando esclarecer as suas dúvidas relativamente a este assunto e desfazer alguns mitos e tabus. Por exemplo, quiseram saber se é verdade que não é aconselhável beber água antes durante as refeições. Tendo em conta o interesse demonstrado pelos formandos durante a realização da palestra e a sua participação, pode-se concluir que os objectivos definidos foram cumpridos e os formandos ficaram certamente mais esclarecidos sobre esta temática e mais conscientes da importância de termos uma alimentação equilibrada, completa e variada.

Montra de Profissões No âmbito do tema de vida “Profissões”, e de acordo com o que estava previsto na Construção Curricular das turmas EFA 16 e EFA 17, a equipa pedagógica das referidas turmas organizou uma “Montra de Profissões”, que se realizou no dia 24 de Fevereiro de 2011, pelas 20h, no salão do aluno. Com esta actividade pretendeu-se que cada formando fizesse uma breve apresentação da profissão que exerce actualmente. Estas apresentações tiveram como objectivo dar a conhecer a todos os formandos a forma como cada um deles exerce a sua profissão, quais os instru-

mentos de trabalhos específicos de cada área profissional, bem como as regras de Higiene e Segurança associadas a cada uma. No caso de formandos desempregados, a apresentação incidiu sobre uma profissão que já tivesse sido exercida pelo mesmo. Os formandos demonstraram muito interesse e empenho na preparação das suas apresentações e tiveram uma participação muito positiva, pelo que se pode concluir que os objectivos definidos foram cumpridos e os formandos ficaram esclarecidos sobre algumas profissões sobre as quais nada sabiam.

Abril 2011 NOVAS DO GIL 5

“Filme do desassossego” No dia nove de Dezembro de 2010, os formandos das turmas EFA 16 e EFA 17 deslocaram-se ao Centro Cultural Vila Flor (CCVF) para assistir a uma sessão de cinema promovida pelo Cineclube de Guimarães naquele espaço. O filme exibido foi “ Filme do desassossego”, apresentado pelo próprio realizador, João Botelho. O filme é uma adaptação da obra “Livro do Desassossego” de Bernardo Soares, um dos heterónimos de Fernando Pessoa. Aborda a história de um homem, cujos pensamentos e inquietações vai registando num livro. Esta sessão de cinema foi muito apreciada pelos formandos de ambas as turmas, visto que além de ter proporcionado a possibilidade de conviverem de forma mais informal com os formadores e contactar com os formandos das outras turmas EFA, constituiu, ainda, uma oportunidade de conhecerem o CCVF. O assunto do filme foi depois trabalhado com os formandos nas aulas de Linguagem e Comunicação. Os formandos colocaram várias questões relativamente ao filme e a formadora de Linguagem e Comunicação aproveitou a oportunidade para trabalhar com eles alguns poemas de Fernando pessoa e heterónimos. Em conclusão, tendo em conta o feedback positivo dos formandos, podemos considerar que esta actividade foi enriquecedora.

Elaboração de cartazes sobre doenças associadas a uma má alimentação No âmbito do tema de vida “Saúde e Alimentação”, durante o final do mês de Janeiro e início do mês de Fevereiro, os formandos do curso EFA 1 elaboraram cartazes sobre doenças associadas a uma má alimentação. A fim de realizar esta actividade os formandos, ao longo do mês de Dezembro e Janeiro, recolherem informações em revistas, panfletos, jornais e outro tipo de suportes informativos, acerca desta temática. A turma foi dividida em grupos e cada um dos grupos de trabalho trabalhou uma doença diferente. Deste modo, foram elaborados cartazes acerca da Diabetes, Hipertensão Arterial, Colesterol, Avitaminose e Obesidade, por sugestão dos próprios formandos. Durante a realização desta actividade, os formandos mostraram-se sempre muito interessados e empenhados, sentindo-se satisfeitos com o trabalho produzido. Cada grupo teve que apresentar o seu cartaz à turma e expor o assunto tratado. Esta actividade decorreu como planificado e os objectivos foram cumpridos, visto que os formandos demonstraram muito interesse em alargar os seus conhecimentos nesta temática e, durante a apresentação dos trabalhos à turma, demonstraram domínio do assunto tratado.


Actividades

cartazes de incentivo à natalidade No âmbito da disciplina de Geografia foi proposto, aos alunos do 8º ano, a elaboração de cartazes de incentivo à natalidade, já que se trata de uma das medidas utilizadas pelas Políticas Demográficas Natalistas, abordadas no segundo período, no âmbito do tema: “A População e o Povoamento”. Os cartazes foram expostos na semana de catorze a dezoito de Março, no salão de alunos, um local muito frequentado por todos, sendo, deste modo, divulgados a toda a comunidade escolar. A elaboração destes cartazes foi importante, porque deu a conhecer aspectos muito importantes da demografia do nosso país, salientando a reduzida taxa de natalidade, que tem conduzido o país a um “envelhecimento” populacional. Os alunos mostraram-se muito participativos e motivados, realizando cartazes com imagens e slogans, onde demonstraram a sua criatividade. Um dos slogans que mais chamou a atenção foi realizado pelas alunas Cátia Alves e Cátia Machado do 8ºE: “Quero ter muitos filhos, ouvi dizer que só demora nove meses o download”. Os alunos: Carla Cunha, João Faria e Tânia Araújo (8ºE)

Projecto Escola-Electrão O Projecto Escola-Electrão chegou ao fim no passado dia 1 de Abril, com o contributo de toda a comunidade escolar. Desconhecemos ainda quantos quilogramas conseguimos angariar, mas confiamos que toda a comunidade se tenha sensibilizado para a importância de atitudes ambientais positivas. No dia 21 de Janeiro de 2011 decorreu na nossa escola uma palestra de sensibilização para o Projecto Escola-Electrão. O engenheiro Guilherme Marcão foi o orador e deu-nos a conhecer, de forma entusiasmante, diversas informações pertinentes sobre a recolha de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos. Haverá alguém que não considere o Projecto importante? Certamente não! Haverá preguiça e falta de acção? Às vezes, parece custar fazer pela nossa própria mão! Mas por que será? Razões lógicas não há! Nós já cá temos a motivação que a palestra e os professores nos forneceram com convicção. E já partimos para a acção! O hipermercado Intermarché patrocinou este projecto na nossa escola, fornecendo, amavelmente, o toldo que sinalizou a área de entrega dos REEE’s e no dia 14 de Março tivemos a primeira visita do Ponto-Electrão, que levou no camião o que havíamos recolhido até então. Entretanto, e inspirados pelo espírito de Carnaval, os alunos do 8ºC e do 8ºF desenvolveram “máscaras” de REEE’s que vestiram para chamar a atenção da comunidade para a recolha. O 8ºC discursou ainda algumas frases de sensibilização para o Projecto, desenvolvidas pelos alunos dos Cursos de Educação e Formação.

A turma CEF1 deu também luz a candeeiros feitos de REEE’s. Este projecto é muito importante e há sempre alguém que tem REEE’s para entregar, ao invés de deitar simplesmente fora e poluir o ambiente, pode-se assim encaminhar para reciclar (Vitor Silva e Diana Barbosa, 8C) . (…) Promove atitudes educativas: Proteger o ambiente deve ser um hábito a ganhar, pois os recursos naturais estão a acabar e lixo na Terra está-se a acumular (Francisca Costa e Cláudia Macedo (8ºC) e Carlos Almeida (8ºA).

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6 NOVAS DO GIL Abril 2011

Concurso Soletrar "C-i-ê-n-c-i-a" O Concurso “Soletrar Ciência”, no qual participei, foi na minha opinião, uma grande iniciativa do grupo de CFQ da nossa escola. O concurso foi aberto a todas as turmas de 3º ciclo, com a finalidade de todas as turmas terem o seu representante. O concurso consistia num procedimento muito simples, em que os concorrentes tinham apenas de soletrar correctamente palavras relacionadas com Ciência, independentemente de uma área especializada. A realização do concurso ocorreu na BE/CRE, num bom ambiente entre os professores, o júri e os alunos. Eu penso que estes tipos de concursos são bastante importantes para o aperfeiçoamento do Português dos alunos, e também aumentar os nossos conhecimentos na área das ciências, pois os alunos podiam obter a definição da palavra. Acrescento ainda que a escola deve continuar a criar concursos e a participar em projectos extra-curriculares, para o enriquecimento pedagógico e moral dos alunos. Espero que este concurso se repita mais vezes, e que os meus colegas tenham gostado tanto como eu. Tiago Peixoto, 7º F ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Este concurso foi muito interessante pois pudemos desenvolver a Língua Portuguesa em articulação com as Ciências. Ajudou-nos a sermos mais participativos e desinibidos na participação nestes concursos, desenvolvendo a nossa capacidade intelectual e social. Francisca Costa, 8ºC ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

O concurso “Soletrar Ciência” foi muito divertido, convivemos com outros concorrentes e professores e foi interessantíssimo o tema. Espero que a escola continue a colocar este tipo de desafios nas Ciências. Adorei participar e espero continuar a faze-lo para o ano! Petra Carneiro, 8ºA ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Esta actividade, Soletrar a Ciência, foi uma óptima actividade lúdica, que nos permitiu ficar a conhecer novos conceitos no ramo da ciência e melhorarmos os nossos conhecimentos em relação à Língua Portuguesa. Sem esquecer de mencionar que os júris, os apresentadores e os coordenadores da mesma foram bastante simpáticos, e muitas das vezes aproveitavam-se do nervosismo dos concorrentes para fazer ali um momento cómico. Penso que deveriam organizar mais actividades iguais ou parecidas para todos os alunos. Patrícia Alexandra Martins Moura, 9ºA ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Eu gostei de participar no concurso “Soletrar Ciência” pois interagi com novas pessoas e aprendi como se processa este tipo de concurso (regras e formato). Gostei do lugar em que fiquei colocada, diverti-me e dei o meu melhor para representar a minha turma. Carla Cunha, 8ºE ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Adorei participar no Concurso soletrar Ciência, foi muito divertido e engraçado. A experiência foi muito gira e para o ano vou voltar a participar, se puder! Rita Oliveira, 8ºD ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

“Mais uma iniciativa muito interessante da nossa escola”. João André Lopes, 7.º D ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

“Este concurso foi muito interessante para mim em termos construtivos e educativos. Apesar de ter perdido por ter dito dois “ss” gostei muito do formato do concurso, dos júris e claro do apresentador. Dou os meus parabéns ao vencedor Tiago Peixoto do 7.ºF!” Maria Inês Freitas, 7.ºB


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Abril 2011 NOVAS DO GIL 7

Olimpíadas da Química Júnior Fase de pré-selecção A anteceder a sessão distrital, no dia 2 de Março, entre as 14:30h e as 16h decorreu na nossa escola a fase de pré-selecção para as Olimpíadas da Química Júnior. Aqui ficam algumas opiniões dos alunos sobre esta pré-selecção: As olimpíadas eram constituídas por 13 perguntas de escolha múltipla sobre as experiências que estavam em cima da bancada. Estas mesmas foram realizadas com grande sucesso por cerca de meia centena alunos dos 8.º e 9.º anos.[…] 8ºE “Eu gostei bastante de participar nas olimpíadas. Espero que se voltem a repetir no próximo ano lectivo.” Pedro Daniel Pinheiro Mendes n.º21 8.ºE “Gostei de participar nas Olimpíadas da Química pois além de consolidar a matéria também já sei como funcionam este tipo de olimpíadas para concorrer para o próximo ano”.Carla Cunha nº9, 8ºE.

Fase distrital O Departamento de Química da Universidade do Minho, recebeu no sábado, 2 de Abril, no campus de Gualtar, Braga, as Olimpíadas da Química Júnior (OQJ), que envolveram cerca de 120 alunos. O concurso de resolução de problemas teóricos e práticos, organizado com a Sociedade Portuguesa de Química, insere-se no Ano Internacional da Química. O evento pretende dinamizar o estudo e ensino da Química nas escolas básicas, despertar interesse por esta ciência, cativar vocações para carreiras científico-tecnológicas entre os alunos dos 8º e 9º anos e, também, aproximar as escolas básicas e as universidades. As OQJ são um concurso entre equipas de três alunos de diferentes escolas da região, que têm que efectuar uma prova teórica com questões sobre imagens, filmes e/ou animações projectadas e uma prova labo-

Programa GREEN CORK ratorial com questões baseadas na observação de montagens experimentais. As provas podem ter a forma de charadas, puzzles, jogos de pistas ou demonstrações. A equipa da nossa escola era constituída por um aluno do oitavo ano e dois do nono: Eduardo Abreu 8.ºE, Rita Pereira 9.ºD e André Correia 9.ºA. Os intervenientes tiveram direito a diploma de participação e partilharam connosco a sua opinião: “Na minha opinião a experiência na Universidade do Minho foi muito boa, pois ao participarmos desenvolvemos mais os nossos conhecimentos sobre a química de uma forma muito divertida. Também aprendemos que sem a química nós não éramos o que somos, nem tínhamos o que temos, visto que a química está sempre presente no nosso dia-a-dia”. Eduardo Abreu

“Na minha opinião acho que foi uma experiência muito interessante pois permitiu conhecer melhor a Universidade do Minho e aprender um pouco mais…Também foi uma experiência enriquecedora no que diz respeito ao convívio e diversão!” André Correia “As Pré-Olimpíadas da Química são sempre agradáveis e não são aborrecidas. Eu que gosto de Química adoro-as! E o que ainda é melhor, é passar para a seguinte fase, como no nosso caso. Sinceramente, as Olimpíadas são uma parte da qual mais gosto nas actividades escolares. Não são nada de complicado, apenas só temos que saber as bases das matérias e tudo nos correrá muito bem. Foi uma pena não termos ficado nos três primeiros lugares, mas já foi bom termos ido às Olimpíadas em Braga. Espero que vocês se inscrevam para o ano, porque são muito divertidas! “ Rita Pereira

No campo do programa Green Cork, os alunos do Curso de Educação e Formação – Electricista de Instalações têm a seu encargo a contagem, uma vez em cada mês, das rolhas de cortiça recolhidas na nossa escola. No mês de Março atingimos as 8 400 rolhas que irão para reciclar. Relembramos que por cada 1000 rolhas recolhidas, será também plantada uma árvore! Para o mês de Abril espera-se já atingir as 10 000 rolhas e esta recolha termina em Junho, com o contributo de toda a comunidade educativa!

Canguru Matemático sem Fronteiras tais como Olimpíadas. Em Portugal a organização deste concurso está a cargo do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra com o apoio da Sociedade Portuguesa de Matemática.

A Associação Canguru sem Fronteiras é uma associação de carácter internacional que reúne personalidades do mundo da matemática de 46 países. O seu objectivo é promover a divulgação da matemática elementar por todos os meios ao seu alcance e, em particular, pela organização anual do Concurso Canguru Matemático sem Fronteiras. Pretende-se, deste modo, estimular e motivar o maior número possível de alunos para a matemática e é um complemento a outras actividades,

Um pouco de história No início dos anos 80, Peter O’Holloran, professor de matemática em Sydney, inventou um novo tipo de Concurso Nacional em escolas australianas: um questionário de escolha múltipla. Este concurso foi um enorme sucesso na Austrália. Em 1991, dois professores franceses decidiram iniciar a competição em França com o nome Canguru (“Kangourou”) para prestar homenagem aos seus amigos australianos. Na primeira edição, participaram 120 000 estudantes, atraindo a atenção dos países vizinhos. Em Junho de 1993, o Conselho de Administração do Canguru (“Kangourou”) Francês convocou um encontro europeu em Paris e sete países decidiram adoptar o mesmo

concurso. Em Junho de 1994, em Estrasburgo, no Conselho Europeu, a Assembleia Geral dos representantes de 10 países europeus (Espanha, França, Grã-Bretanha, Hungria, Itália, Moldávia, Polónia, Rússia e Eslovénia) decidiram a criação do “Canguru Matemático sem Fronteiras”. Actualmente, a associação conta com representantes de 46 países e cerca de 6 milhões de participantes em todo o mundo. Portugal participou pela primeira vez em 2005 no Canguru Matemático sem Fronteiras. http:/ /www.mat.uc.pt/canguru/ Na nossa Escola, dando continuidade ao sucesso verificado o ano passado, o Canguru apareceu em Março, tendo a recebê-lo mais do dobro (173) de participantes verificados então (84). Acresce que, com a criação de uma categoria para os alunos do quarto ano (95), o número total de alunos do Agrupamento que exercitaram os neurónios com a Prova mais completa para este fim, ultrapassou largamente as duas centenas. A Prova consiste num questionário de escolha múltipla de várias questões de

dificuldade crescente e cobre todo o tipo de raciocino matemático que é possível solicitar. A testemunhar a intensa aplicação dos concorrentes, é o facto de nenhum aluno ter desistido e só perto do fim dos noventa minutos alguns terem revelado algum cansaço. Também é de realçar o contentamento dos alunos mais novos por terem participado num concurso a sério com esta natureza pela primeira vez e a sua ansiedade em conhecer os resultados. Terão de esperar pelo dia vinte de Abril pois, por imperativos de organização a nível mundial, só a partir desta data é permitida a publicação dos resultados e a devolução da respectiva prova a cada concorrente. Apesar de ser difícil alcançar os resultados obtidos a nível nacional pela Maria Gomes Melo (Escolar), pelo João Daniel Ribeiro (Benjamim) e pelo Alberto Jorge Araújo (Cadete), em 2010, os objectivos do Concurso já foram plenamente alcançados.


Actividades

8 NOVAS DO GIL Abril 2011

EB 2, 3 Gil Vicente inicia o ano com música

Coral da Amizade do Rotary Clube da Sr.ª da Hora e a Tuna da Universidade Sénior Rotária de Matosinhos

Palestra sobre a Floresta portuguesa No âmbito da Semana da Leitura, que abarcou o tema Leitura – Energia – Floresta, realizou-se na Biblioteca Escolar, no dia 2 de Março, uma palestra sobre a Floresta Portuguesa, conjugando-se, deste modo, com a comemoração do Ano Internacional da Floresta. A palestrante convidada, Drª. Susana Balsas, técnica da Câmara Municipal de Guimarães, focou a importância das florestas, as causas e consequências da sua destruição e as formas de prevenção das mesmas. Também foi dado destaque às principais espécies autóctones de Portugal e o que se tem feito para as preservar, nomeadamente as formas de actuação da Câmara de Guimarães para a preservação das áreas verdes. O principal objectivo desta palestra era sensibilizar os alunos para a importância das florestas. A palestra, organizada pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas em articulação com a Biblioteca Escolar, contou com a presença de alguns alunos do 3º. ciclo, que se mostraram interessados no tema abordado, participando de forma entusiástica. Com esta palestra ficámos a saber que pequenas acções individuais são a maior força transformadora que se conhece e que ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de vida é a melhor forma de contribuir para a preservação das espécies florestais. Carla Cunha – 8º. E

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Dois momentos musicais marcaram o regresso às aulas no Agrupamento de Escolas Gil Vicente (Urgezes), como forma terapêutica de enfrentar a dita cuja crise, que se avizinha… De facto e à laia de “quem canta seu mal espanta”, o grupo de Educação Musical brindou a comunidade educativa, na passada quarta-feira de tarde, com a actuação do Grupo Coral da Terceira Idade de Leça de Palmeira, que como sói e manda a tradição nortenha, vieram “Cantar as Janeiras” e visitar a nossa cidade, que muito os encantou. Um grupo de jovens-idosos , dos 65 aos 83 anos,

que sob a batuta de Gabriela Caldelas, docente do agrupamento e directora musical do grupo, apresentou um reportório cheio de jovialidade, que entusiasmou a jovem plateia, numa comunhão de gerações. Por sua vez, na quinta-feira à noite, ocorreu o denominado Concerto de Ano Novo, na Igreja Paroquial de Urgezes, com a presença do Coral da Amizade do Rotary Clube da Senhora da Hora e a Tuna da Universidade Sénior Rotária de Matosinhos, ambos os grupos dirigidos pela citada docente, marcando significativa presença os formandos inscritos na Iniciativa Novas

Alunos mostraram os seus dotes musicais

Oportunidades. Novamente, excelentes momentos musicais com a interpretação de 11 temas, entre os quais os mais tradicionais, como “Jesus num Presépio” e “Cantem os Anjos”, que intercalados com outras melodias, como a setecentista canção “Avé Maria” e outras conhecidas como “Pastores, pastores”, culminariam de forma mais empolgada e participativa o espectáculo, com o salero espanhol batido a palmas de “El buen Rabadan” e o “Natal dos Simples” do saudoso Zeca Afonso, cantado a duas vozes: masculinas e femininas. De permeio, entre os dois grupos corais,

as actuações musicais de alunos e exalunos do agrupamento: Ana Almeida ao piano, com o Prelúdio em mi Maior de Bach, João Ribeiro no clarinete com Joy to the World e Black to the Halls, a que se juntariam Beatriz Coelho no piano, novamente com Bach, no Prelúdio em si b. Maior. A fechar o evento João Carlos Costa interpretou no violino a Sonata nº. 7 de Archangelo Corelli e num duo de piano Ana Almeida e Beatriz Coelho , voltaram a cena, brindando os ouvintes com o tradicional The First Noel. Em Urgezes a tradição ainda é o que era …

Cantar as Janeiras / 2011

Grupo Coral da Terceira Idade de Leça da Palmeira

No âmbito do Plano Anual de Actividades do Departamento de Expressões e Tecnologias, o grupo de Educação Musical promoveu, durante a última semana do passado mês de Janeiro, a iniciativa “Cantar as Janeiras “ , com o lema: “Viver, preservar e divulgar tradições” Assim, os alunos das turmas A, C, D e E, do 5º ano, deslocaram-se aos seguintes espaços: No dia 24 de Janeiro, a turma 5ºA deslocou-se à Escola Francisco Santos Guimarães e a turma 5º E ao infantário da

Associação “Amigos de Urgezes” ; no dia 26, a turma 5ºD deslocou-se à EB1 da Valinha, em Polvoreira e, finalmente, no dia 27, às 10 horas, a turma 5ºC des-locouse à EB1 da Quinta do Vale. Ao mesmo tempo que se cumpria a tradição do Cantar as Janeiras, procurouse conciliar esta questão com o proporcionar a estes alunos um reencontro com os seus colegas e professores da Escola que frequentaram no passado ano lectivo. Por seu turno e no âmbito do tema “Memórias e Tradições” do programa do

7º ano para a disciplina de Educação Musical), um grupo de alunos apresentou, no dia 26 de Janeiro, uma cantiga intitulada “MUIÑEIRA DE LUGO” nas Escolas de Ensino Básico - EB1 Francisco Santos Guimarães e EB1 do Bairro, no Lar da Terceira Idade Rai-nha D.ª Leonor e na Farmácia Santo An-tónio. De igual modo, no dia 5 de Janeiro do corrente ano, esteve entre nós o Grupo Coral da Terceira Idade de Leça da Palmeira que após uma visita memorável ao Centro Histórico de Guimarães, nos brindaram com as suas janeiras.


Actividades

Visita ao Museu de Alberto Sampaio No passado dia 9 de Fevereiro, o grupo dos alunos de Educação Especial das escolas do 1.º ciclo e da EB 2, 3 (alunos de Currículo Específico Especial) foram visitar o Museu Alberto Sampaio no âmbito do concurso “ A minha Escola adopta: um Museu, um Palácio, um Monumento…”. Este concurso escolar tem por objectivo estimular o conhecimento dos museus, dos palácios e dos monumentos que aderiram a esta iniciativa, através da promoção de projectos comuns com as escolas. Nesta visita, os alunos tiveram oportunidade de assistir a uma peça de teatro de marionetas - “A vida de D. Afonso Henriques”, que retratava a vida do nosso primeiro rei, e observaram as obras de arte que estavam expostas. Entre as belíssimas peças de pintura, escultura, ourivesaria e até vestuário (como a veste que D. João I usou na batalha de Aljubarrota), os alunos fixaram a atenção num quadro do Séc. XVII que retrata o baptismo de D. Afonso Henriques, onde o futuro rei aparece nos braços do seu pai, em frente à pia baptismal. Foi então esta pintura que foi proposta para ser reproduzida pelos alunos para integrar a nossa participação no concurso já referido promovido conjuntamente pela DGIDC, no âmbito do Programa de Educação Estética e Artística, pelo IMC e pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Apresentamos o produto final, que será enviado para o Instituto dos Museus e da Conservação, até 30 de Abril. Outra actividade desenvolvida pelo grupo de Educação Especial, em articulação com a Biblioteca, foi a elaboração de uma árvore, tipo bonsai, em cartão canelado com mensagens escritas, pelos alunos, sobre a importância da leitura e da ecologia nas nossas vidas. Estas mensagens foram escritas nas folhinhas verdes da árvore e puderam ser lidas pelos alunos que visitaram a biblioteca nesta semana da leitura, que decorreu entre 28 de Fevereiro e 4 de Março, centrada na relação LEITURA – ENERGIA – FLORESTA.

Abril 2011 NOVAS DO GIL 9

Visita à Exponor

No passado dia 31 do mês de Março os alunos dos CEF (Cursos de Educação e Formação) da escola EB 2,3 Gil Vicente realizaram uma visita de estudo à Exponor, em Matosinhos. Desta feita para visitar a feira QUALIFICA, Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego. Estes alunos saíram da Cidade Berço por volta das 13:30 chegando ao destino por volta das 14:30. Visitaram os diversos stands, desde o stand do Exército aos stands das diversas escolas, que apresentavam os seus cursos de formação. Na opinião dos alunos a visita foi proveitosa na medida em que puderam obter informações interessantes acerca de diversas oportunidades educativas e formativas. CEF 1 e 2

Dia da Internet Segura Decorreu na semana de 7 a 11 de Fevereiro, nas instalações da nossa escola, o Dia da Internet Segura, efeméride comemorada a 8 de Fevereiro e que este ano se centrou em 4 palestras a cargo da Polícia de Segurança Pública de Guimarães, com o objectivo de sensibilizar a comunidade educativa para o perigos inerentes ao uso da internet e simultaneamente facultar mecanismos de protecção e defesa sobre esta ferramenta informática. Com efeito, nestas sessões de apresentação seriam abordados, entre outros aspectos, questões relacionadas sobre as vantagens e desvantagens da internet, seus perigos e cuidados a ter em conta, bem como proporcionados alguns conselhos na utilização dos seus serviços. Na circunstância, seriam ainda apresentados casos reais, vivenciados pelos agentes da PSP, como forma de alertar os mais jovens para os riscos existentes, numa perspectiva meramente preventiva e sem visões alarmistas, centrada numa óptica de cariz orientador. No final das sessões, os alunos tiveram ainda ensejo de expor as suas dúvidas e curiosidades, estabelecendo-se um debate aberto entre os participantes

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Actividades de Educação para a Saúde e Sexualidade

Oficina de Expressão Corporal dá cartas

Durante este período lectivo, a equipa de Educação para a Saúde e Sexualidade, desenvolveu três concursos: criação de um Logótipo, criação de um Lema e a continuação do concurso “ Comer de Forma Saudável dá prémios”. No concurso da criação do logótipo participaram os alunos dos 6º anos da turma A e da turma E e um aluno do 3º ano da Quinta do Vale. Este projecto teve a colaboração dos professores Agostinho Fernandes, Laura Costa e Américo Ribeiro. Francisca Miranda foi a aluna vencedora deste concurso que foi premiada com uma bola de Futebol. Quanto ao concurso “Comer de Forma Saudável dá Prémios” participaram durante a semana de 14 a 18 de Março 257 alunos da EB 2,3 Gil Vicente. Foram sorteados três cupões, como já é usual neste concurso, ficando premiados os alunos Diana Carvalho do 5º ano turma A, Mário Bruno do 6º ano Turma A e Diana Barbosa, do 8º ano Turma C. Estes alunos tiveram como prémio um par de raquetes de Badminton com o propósito de incentivar a prática desportiva aliada a uma alimentação saudável. Este concurso vai repetir-se no 3º período. Relativamente ao concurso do Lema, vários alunos participaram, com frases muito interessantes no entanto foi seleccionada o seguinte lema “ Corpo Saudável, mente desperta” da autoria de um aluno de CEF que não se identificou. A Equipa de Educação para a Saúde e Sexualidade colaborou em várias actividades ao longo deste período como a distribuição de fruta no corta mato escolar, a distribuição dos cheques dentista e respectivos kits dentários pelas várias turmas dos vários ciclos deste Agrupamento

Têm sido enriquecedores e interessantes os momentos proporcionados pelas oficinas de oferta da escola, em particular a Oficina de Expressão Corporal, que têm facultado aos alunos experiências de aprendizagem diversas no âmbito da escrita, do conhecimento, competências e da expressão artística. Este período, além da Festa da Primavera (ver última página), a Oficina de Expressão Corporal, em articulação com clubes e outras disciplinas e áreas curriculares não disciplinares, marcaram significativa presença em alguns eventos da escola, como foram os casos da Semana da Leitura e a Surpresa de Carnaval, com belas coreografias sobre a preservação da natureza e cartas de baralho, respectivamente. De facto, de forma articulada com todas as disciplinares do Departamento de Expressões e Tecnologias, outra oficinas, Biblioteca, Área de Projecto e Clube de Artes, o trabalho tem-se visto, recomenda-se e dá cartas …


10 NOVAS DO GIL Abril 2011

Visita de estudo ao

Actividades

Visita de estudo à Mapril Gerês

No passado dia catorze de Março, a nossa escola, através dos alunos do sétimo ano, efectuou uma visita de estudo ao trilho do Mezio do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Apesar de a chuva ameaçar, lá fomos nós prontos para articular os conhecimentos relativos às disciplinas de Geografia, Ciências Naturais e Educação Física. O comportamento dos alunos foi exemplar, mantendo um espírito salutar de convivência e respeito. Quando chegamos ao Mezio, fomos recebidos pelos responsáveis do parque, que nos proporcionaram uma apresentação multimédia que permitiu compreender melhor a imensidão do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Sabias que este Parque foi criado em 1971 e se situa no extremo nordeste do Minho? É a área protegida mais antiga de Portugal, e a única classificada como Parque Nacional. A sua área é de 72 000 hectares, engloba territórios dos concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Melgaço, Montalegre e Terras de Bouro. Neste Parque existem cerca de 114 aldeamentos, onde vivem cerca de 10 000 residentes. Esta população tem como actividades principais a agricultura, a pastorícia e a pecuária. Devido à sua variedade de fauna e flora, e às excelentes paisagens, este parque tornou-se uma das maiores atracções naturais de Portugal. Após a apresentação, tivemos a oportunidade de efectuar um “trilho”. Um “trilho” é um percurso pré-definido que possibilita conhecer melhor a flora e a fauna característica desta zona. Entre outras atracções, observamos mamoas, antas e a flora característica desta zona, nomeadamente vidoeiros, carvalhos (diferentes espécies), pinheirossilvestres, castanheiros, etc.. Para além da informação dada pela guia, os docentes tiveram a oportunidade de articular os conhecimentos apreendidos na sala de aula com o que estava a ser observado pelos alunos, chegando mesmo a recolher algumas amostras da flora para análise posterior nas aulas. Os alunos, apesar da chuva, gostaram de estar em contacto directo com a natureza, compreendendo melhor o que é transmitido na sala de aula. Caminharam envoltos pela natureza, respirando o ar puro, atravessaram riachos, o que para alguns foi uma verdadeira aventura. Infelizmente, devido às condições climatéricas, não foi possível efectuar as actividades de orientação, sendo que o docente de Educação Física irá proporcionar futuramente a experiência da corrida de orientação na nossa escola. Apesar de todas as contingências, o esforço dos docentes e o empenho dos alunos proporcionaram uma visita frutuosa e divertida. Vale a pena repetir. Os organizadores da visita – Alunos do 7º ano

A visita de estudo do 5.º ano foi vivida com ânimo No dia 23 de Março realizou-se a Visita de Estudo do 5.º ano, ao centro histórico da cidade de Guimarães. Estiveram envolvidas nesta actividade os professores das disciplinas de Educação Moral e Religiosa Católica, de História e Geografia de Portugal, de Língua Portuguesa e de Educação Musical e os alunos tiveram a oportunidade de visitar o Lar de Sta. Estefânia, O Museu Alberto Sampaio, a Biblioteca Municipal Raul Brandão e a Academia de Música Valentim Moreira de Sá. No Lar os alunos ficaram sensibilizados com as boas condições em que vivem as crianças da instituição; no Museu observaram objectos que fazem parte da nossa História; na Biblioteca, ficaram a conhecer um espaço de leitura, que podem utilizar e na Academia assistiram a pequenas demonstrações no toque de alguns instrumentos. Outro momento interessante desta visita foi a realização de um Pedy Paper na Praça de Santiago, onde os alunos partiram à descoberta de símbolos que testemunham o passado deste espaço tão importante para a cidade de Guimarães. À hora do almoço todos se dirigiram para o espaço envolvente dos Paços dos Duques e aí conviveram uns com os outros de uma forma descontraída. Com esta visita os alunos sentiram-se enriquecidos, porque puderam contactar com situações estudadas nas aulas, ampliando os seus conhecimentos. Os alunos estão de parabéns, pois viveram esta experiência com bastante ânimo. Foram muito participativos em todas as visitas e apresentaram um comportamento apropriado nos diferentes espaços por onde passaram

No dia 6 de Abril, quarta-feira, as turmas de 9º ano da escola Gil Vicente participaram numa visita de estudo à fábrica Mapril, na Maia, no âmbito da disciplina de Ciências Físico – Químicas. […] A fábrica foi fundada em 1979, e dedicouse à comercialização de produtos para a indústria e ao fornecimento dos serviços associados tanto de natureza comercial e logística como ligados à inovação, investigação e desenvolvimento de novos produtos. Com esta visita aprendemos que a fábrica que visitámos preocupa-se com a preservação das condições ambientais e assegura o tratamento dos efluentes produzidos na mesma, estando estes no estado líquido ou gasoso, e a evacuação e tratamento dos resíduos sólidos. Vimos onde ocorrem as reacções químicas, nos reactores, entre produtos químicos e matérias-primas que dão origem produtos mais complexos. Estas reacções químicas são controladas pela pressão, temperatura e tempo. Depois deste processo químico o produto obtido é controlado no laboratório da fábrica onde se fazem testes para determinar se o produto pode ser utilizado sem nenhum equívoco nas indústrias que os recebem como matérias - primas para os seus processos. Na fábrica são usadas matérias-primas de origem vegetal e mineral. A Mapril fabrica produtos químicos para áreas industriais como indústria papeleira (,ex.resinas de resistência em húmido), alimentar (como por exemplo o revestimento do queijo ‘limiano’ adesivos para rótulos), têxtil ( amaciadores e auxiliares têxteis oxidantes, redutores e catalisadores). Ficámos a saber, também, que os pictogramas representados nos símbolos de risco mudaram, e que as indústrias que exportam produtos químicos para o estrangeiro têm até 2015 para mudar os seus rótulos. Esta actividade permitiu a promover o convívio entre professores e alunos, e mesmo entre os próprios alunos. O comportamento foi muito bom, superou as expectativas esperadas. Os alunos aderiram muito bem a esta visita de estudo. Catarina Ribeiro e Ana Mendes, 9.ºB. Opiniões dos alunos A visita à fábrica foi muito interessante. O que mais gostei de ver foi o tratamento dos efluentes. Miguel Rocha, 9.ºD Na visita gostei de tudo, foi a melhor visita a que eu já fui. Não houve nada negativo. Luís Queirós, 9.ºC […] Da ida ao parque do Avioso e da visita ao laboratório. Filipa Antão, 9.º D Gostei de tudo mas principalmente do convívio com os amigos. Patrícia Brás, 9º D

Visita de Estudo do 9.º ano ao Porto e a Lisboa Eram já 8h25m quando todos os alunos participantes na visita se localizavam em frente da escola, todos eles empolgados e ansiosos para a partida, e isso era bem notório nas suas caras felizes. Iniciamos a partida em direcção ao Porto onde lá visitamos a Sinagoga Kadoorie Mekor Haim, para ter a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a origem da comunidade Israelita, os seus deveres, o seu modo de vida, entre muitas outras coisas, que cativaram todos os presentes, ou pelo menos praticamente todos. Sem esquecer, dos bons minutos que decorreram no parque da cidade. Prosseguimos assim para Coimbra, onde não perdemos a óptima oportunidade de visitar o belo Rio Mondego e arredores, nela também tivemos a oportunidade de visitar a famosa Quinta das Lágrimas, assim chamada em homenagem a Inês de Castro, que na minha opinião é uma trágica história mas uma bela fonte! Já cansados seguimos com o destino a Fátima para passarmos uma bela noite na casa Beato Nuno, que nos proporcionou uma boa estadia. No dia seguinte, todos os estudantes já recuperaram a energia do dia anterior, reiniciamos a viagem, mas desta vez com rumo a Lisboa, onde passamos lá a maior parte do dia. Já na Capital, começamos por ver a Mesquita central de Lisboa, local este que fez com que nos apercebêssemos das vantagens e das desvantagens da comunidade Islâmica, incluindo o meio e o modo onde vivem. Prestes a terminar a viagem, antes de mais nada, fomos almoçar perto do ilustre Mosteiro dos Jerónimos e dos deliciosos pastéis de Belém. De seguida aproveitamos para tirar fotografias a tudo aquilo, pois é extremamente bonito. Mais tarde, comparecemos no conhecido Museu Militar, que nos foi apresentado pelo agente Costa, bastante simpático por sinal, que nos explicou várias coisas sobre diversos assuntos interessantes relacionados à História de Portugal. No final, dirigimo-nos ao nosso ponto de partida, onde apesar de tanto os alunos como professores estarmos fatigados, cantámos, pulámos, falámos, dançámos, fotografam-se uns aos outros e muito mais, como se ainda tivéssemos acabado de acordar. Terminou assim, mais uma boa visita de estudo a bons locais da nossa escola, Gil Vicente. Patrícia Alexandra Martins Moura 9ºA nº14


Banda Desenhada

No concurso de Banda Desenhada, numa parceria entre as disciplinas de Língua Portuguesa e Educação Visual, o júri premiou a prancha “Uma questão de Cor” do 7º. B, um trabalho dos alunos Renata Ferreira, Ruben Santos, Sofia Sousa, Tiago Faria e Vera Machado.

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12 NOVAS DO GIL Abril 2011

Semana da leitura / Biblioteca

A Leitura inundou o Agrupamento de Escolas Gil Vicente dos seus livros, Contos de Água e Areia, tendo a obra sido analisada nas aulas de Língua Portuguesa. Ao longo da semana, encontraram-se expostos diversos trabalhos realizados pelos alunos nas aulas de Língua Portuguesa e de Educação Visual, como é o caso dos concursos de Banda Desenhada e dos Contos de amor, que foram apresentados, dentro da actividade da Hora do Conto (ver páginas 11 e 16). Também se manteve o projecto da “Árvore da Leitura” que, este ano apre-sentou frases que foram ao encontro do tema “Floresta, leitura e energia”. A apresentação de poemas musicados, nos diferentes espaços da escola e a realização de um Flash Mob, subordinados ao mesmo

tema foram momentos de grande animação, que envolveram todos os presentes. Outra actividade, que mereceu o aplauso da escola, foi a “Feira do livro usado”, que teve a participação de toda a Comunidade Educativa. Depois realizaram-se muitas outras actividades, nomeadamente o Concurso “Soletrar Ciências” (ler página 6), uma palestra sobre a natureza e o Concurso de Leitura, que foi apresentado para o 1.º e 2.º Ciclos e que teve uma participação bastante expressiva dos alunos. Este concurso foi levado a cabo pela equipa da Biblioteca da escola, no âmbito do seu projecto “Ler sem Limites” e contou com o apoio dos professores de Língua Portuguesa.

José Torres esteve entre nós e apresentou a sua obra “Contos de Água e Areia” O escritor José Ilídio Torre esteve na Biblioteca da nossa escola, no dia 28 de Fevereiro, com a intenção de apresentar o livro “Contos de Água e Areia”. Fez-se acompanhar do ilustrador da obra, o seu irmão Silva Torres. O escritor foi bastante acarinhado por todos, tendo sido recebido com o hino da escola. Várias surpresas foram preparadas a este autor, entre as quais a montagem de uma exposição de trabalhos de ilustração do referido livro, elaboradas nas aulas de Educação Visual e Tecnológica. Na disciplina de Língua Portuguesa foi feita a análise da obra e os alunos fizeram várias perguntas ao escritor, relacionadas com a sua vida e a sua obra, bem como sobre o livro que estava a ser apresentado. Neste espaço o escritor encontrou vários amigos, sentindo-se em casa. Esta escola diz muito a Ilídio Torres, Já que o escritor é também professor de Educação Física, tendo realizado o seu estágio Pedagógico neste Estabelecimento de Ensino.

Toda a Comunidade Educativa da Escola EB 2, 3 Gil Vicente se envolveu na Semana da Leitura Ao longo da semana, encontraram-se expostos diversos trabalhos realizados pelos alunos nas aulas de Língua Portuguesa e de Educação Visual, como é o caso dos concursos de Banda Desenhada e dos Contos de amor, que foram apresentados, dentro da actividade da Hora do Conto. Também se manteve o projecto da “Árvore da Leitura” que, este ano apresentou frases que foram ao encontro do

Educação falou um pouco no livro “Lua: A Princesa da Floresta Dourada” e sobre a sua autora, Anabela Lopes, ex aluna desta escola. Assim pôde motivar os alunos a investir nos seus sonhos, pois hoje esta escritora já editou o seu segundo livro, revelando assim o seu sucesso.

tema “Floresta, leitura e energia”. Iniciativas como “O Conto Andarilho” e a leitura de uma obra que percorreu as diferentes aulas da semana, permitiram o envolvimento de todas as disciplinas, no exercício da leitura e da escrita. Outra acção muito importante foi o projecto de levar, ao longo desta semana, alguns alunos do 2.º e 3.º ciclos às escolas do 1.º ciclo, para fazer leituras aos colegas mais novos. Também a representante dos Pais mostrou o seu envolvimento na Semana da Leitura ao disponibilizar-se para ler aos alunos da escola. Os alunos adoraram esta actividade e fizeram diversas perguntas, demonstrando interesse e curiosidade, nos assuntos abordados. A Encarregada de

A generosidade invadiu as bibliotecas escolares A generosidade invadiu as bibliotecas escolares do Agrupamento com a “Feira do Livro Usado”, um projecto muito interessante que contou com a ajuda de todos quantos estão ligados à comunidade educativa, com a doação de livros usados, para serem vendidos. A adesão a este projecto foi muito significativa e envolveu professores, alunos, encarregados de educação e assistentes operacionais, que não só ofereceram livros, mas também, visitaram as feiras, comprando livros usados a um preço simbólico. Pelo sucesso obtido, esta iniciativa voltará a repetir-se em próximos anos.

Iniciativas como “O Conto em cadeia” e a leitura de uma obra nas salas de aulas e nas diversas disciplinas, foram outras actividades que uniram os diferentes professores da escola em torno do mundo mágico da leitura. Até mesmo a articulação entre ciclos de ensino foi prevista, com a ida de alunos de 2.º e 3.º ciclos às escolas do 1.º ciclo, para fazer a leitura de textos. Estão de parabéns todos quantos se envolveram nas actividades mencionadas, especialmente a equipa da Biblioteca Escolar Dra. Maria José Martins, que coordenou as diversas actividades com grande empenho e dedicação. Texto realizado pelos alunos, no “Clube de Leitura” ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

Entre 28 de Fevereiro e 4 de Março, o Agrupamento de Escolas Gil Vicente, comemorou a “Semana da Lei-tura”. Esta iniciativa foi projectada e coordenada pela Biblioteca da Escola e contou com a colaboração não só do Departamento de Línguas e Literatura, mas também das diversas disciplinas, que se uniram a esta comemoração com con-tributos muito interessantes. A Semana teve, este ano, um programa recheado de actividades e iniciativas, todas elas focalizadas num tema, a leitura. Na abertura das comemorações esteve José Ilídio Torres, um escritor de Barcelos. Para receber este autor os alunos elaboraram uma série de trabalhos de ilustração de um

Convívio chá com livros No passado dia 3 de Março, os formandos dos cursos EFA 12 e EFA 10 realizaram um chá com livros. A iniciativa partiu das formadoras Ana Jerónimo e Mónica Marques, com o objectivo de incentivar os formandos a ler na semana dedicada à leitura. Durante o chá foi lido o final do livro, “ História da gaivota e do gato que a ensinou a voar”. Estas iniciativas são saudáveis para quem frequenta o ensino nocturno, as turmas confraternizaram, trocaram ideias sobre livros, opinaram sobre as obras que mais se lêem e acima de tudo a reunião à volta da mesa com um cheirinho a chá verde acabado de fazer.

A minha opinião A turma EFA 10 foi convidada para um chá com livros. O convite partiu da formadora Ana Jerónimo com a turma EFA12. Uma experiência nova, mas ao mesmo tempo agradável. Agradável pelo convívio, pelo ambiente e pela excelente orientação e direcção do evento. Esta iniciativa só poderia partir da formadora de CLC, desde o inicio que foi a pessoa com mais dedicação às actividades extracurriculares, com todo o respeito pelo restante corpo docente. Para esta actividade foi-nos pedido que lêssemos um livro para falar um pouco do mesmo durante o chá convívio. Eu escolhi um livro que tinha comprado para o meu filho ler no oitavo ano (Histórias da Terra e do Mar). Durante o convívio ouvi mais e falei menos, mas o necessário para exprimir o conteúdo do livro escolhido, que é um livro com pouca espessura. Cristóvão Sampaio EFA10


Semana da leitura / Biblioteca

Abril 2011 NOVAS DO GIL 13

Concurso Nacional de Leitura Foi no dia 9 de Abril que ocorreu a semi-final do Concurso Nacional de Leitura, na Câmara Municipal de Barcelos. Este concurso consistia em três fases, a saber: em primeiro lugar a selecção dos representantes de cada escola para a prova através de uma prova escrita e outra de leitura; a segunda, fase distrital, consistia na realização de uma outra prova escrita, realizada em função de dois livros, consoante o ano lectivo em que os alunos se encontravam. Esta permitia a selecção de doze alunos, seis do terceiro ciclo e outros seis da secundária, para a execução da prova oral (parecida à fase final) que em caso de empate seria necessário recorrer à prova de leitura, pontuada por três júris de 0 a 30 pontos, tendo como referência os seguintes critérios: colocação da voz, respeito da pontuação, expressividade, ritmo, dicção e a atenção à mudança de personagens, voz ou situações no texto. A terceira e última fase, fase nacional, será ainda realizada em Lisboa, emitida pela RTP. Da nossa escola as alunas seleccionadas foram: Patrícia Alexandra Martins Moura, 9.ºA, Rita Manuela Fernandes Oliveira, 8.º

D e Tânia Cristina Ribeiro Araújo, 8.º D. A fase distrital, na parte escrita, consistiu em catorze perguntas sete sobre cada livro (“Ventos, Areias e Amoras bravas” e “O Diário cruzado de João e Joana”), e por fim uma pequeno comentário de vinte linhas em que teríamos de expor a nossa opinião sobre o tema “Os Jovens e a Aventura da Vida”. Na segunda parte desta fase, foram projectadas dez perguntas, com a pontuação de dez pontos por cada resposta certa, em que contava não só o facto de sabermos a resposta certa mas também a rapidez com que nos propunhamos a responder à mesma. Infelizmente nenhuma de nós teve o prazer de ser escolhida para a fase nacional, mas pelo menos participamos, tentamos e vitoriamos só pelo facto de nos termos esforçado. Este concurso, permitiu-nos conhecer pessoas novas e realizar uma nova experiência. Para o ano voltaremos a concorrer e talvez conseguiremos alcançar a oportunidade de participarmos na terceira fase em Lisboa. Patrícia Moura – 9.º A

Final do Concurso de Leitura «Ler Sem Limites»

Encontro de gerações na Biblioteca da nossa escola. Um grupo de idosos da Associação Social e Cultural de Urgeses (ASCU) visitou a nossa escola no dia 17 de Janeiro, (segundafeira), para dar as Boas festas. Viveu-se, na nossa Biblioteca, um momento mágico. Este grupo de idosos apresentou-nos várias canções, entre as quais as Janeiras. Deste modo desejou um bom ano a toda a comunidade educativa. Por sua vez, a nossa escola presenteou a assistência com a actuação do grupo “Os PC”, constituído pelos alunos do 9.º ano, Pinho e Correia. Estes alunos cantaram canções, algumas em português, que foram acompanhadas por todos os presentes (alunos, professores, funcionários e idosos). Aproveitou-se ainda a ocasião festiva para atribuir os prémios do primeiro período. Assim foram atribuídos os prémios de melhor leitor e do Concurso de quadras de S. Martinho. Esta festa terminou num ambiente de grande animação, contagiando todos quantos nela participaram. Texto realizado pelos alunos, no “Clube de Leitura”

Integrado na Semana da Leitura 2011 e no âmbito do projecto «Ler Sem Limites» da equipa da Biblioteca do Agrupamento de Escolas Gil Vicente, realizou-se, no passado dia 2 de Março, a final do Concurso de Leitura destinado aos alunos do 1.º e 2.º ciclo. Com o objectivo de promover a prática de leitura, o concurso contou com a participação muito empenhada dos 3.os e 4.os anos do Agrupamento, reunindo, da parte da manhã, docentes e alunos das escolas de Arrau, Bairro, Francisco dos Santos Guimarães, Quinta do Vale e Valinha, enquanto o salão de alunos da Escola E.B. 2, 3 Gil Vicente recebeu, da parte da tarde, os alunos dos 5.os e 6.os anos. Provas como “A Palavra Escondida” ou “Ler é Viver” animaram a plateia e provaram, mais uma vez, que a leitura está bem viva

no nosso Agrupamento. Parabéns aos vencedores [Luís Henrique Ferreira dos Santos Pereira, 4.º ano, Escola E.B.1 da Valinha e Jéssica da Conceição Oliveira Araújo, da turma E do 6.º ano] e a todos os participantes. Muito obrigado a todos os que permitiram que esta actividade se realizasse. A equipa da Biblioteca

O S. Valentim foi comemorado na nossa Biblioteca No dia 14 de Fevereiro, a comemoração do dia de S. Valentim concentrou-se na Biblioteca. Este espaço foi decorado a preceito, com um toque artístico, para criar um ambiente romântico, característico deste dia. Estiveram patentes neste espaço a Feira de S. Valentim e a Feira da Poesia, com livros de poemas, para alimentar a alma de palavras enamoradas. Estas duas iniciativas mereceram a atenção de toda a Comunidade Educativa, que visitou este espaço de uma forma bastante expressiva. O Muro das Dedicatórias foi, mais uma vez um verdadeiro sucesso e os alunos tiveram a oportunidade para revelar a sua veia poética. Outra actividade que foi recebida com bastante agrado, foi o Poemário de amor. Uma iniciativa que decorreu no Bar da escola, onde professores e alunos recebiam um poema com o seu café, para inspirar a todos. Clube de leitura


Entrevista a João Afonso João Afonso é sobrinho de Zeca Afonso, o conhecido cantor que deu a senha para a Revolução com a música “Grândola, Vila Morena”, e seguiu as pisadas do seu tio. Quisemos saber que memórias guarda do seu tio, nome ímpar da música portuguesa, e do 25 de Abril. Para além disso, a curiosidade falou mais alto e desejámos conhecer os seus próximos projectos pessoais. A entrevista foi concedida via correio electrónico e desde já agradecemos a simpatia e a disponibilidade do nosso entrevistado. Foi uma honra! Que recordações tem do seu tio? Guardo para mim memórias a dois tempos. Um, em Moçambique onde nasci , recordações diluídas em coisas que me vão contando. Sei, por exemplo, que o meu tio partiu o pé a fazer judo e ele ficava comigo acomodado entre pernas. Era eu bebé. Tenho outras recordações mais recentes desse período da minha infância, mas foi depois de vir para Portugal que convivi mais com ele. Lembro-me muitas vezes dele como um tio muito amigo e especial, com um grande sentido de humor. Como músico e compositor assisti muitas vezes aos seus ensaios e recordo um cantor de uma grande exigência, honestidade e de grande rigor e qualidade. Que tipo de influência exerceu ele

Poemas de S. Valentim

sobre si a título pessoal e musical? A minha cultura musical foi desde miúdo muito Zecafonsina . Marcou-me a forma de cantar e até a criar as minhas canções . Mesmo as minhas músicas com um cheiro mais híbrido Africano tem muito a ver com a sua influência e assumo-o com orgulho. Como viveu o 25 de Abril? Era miúdo em Moçambique e o 25 de Abril foi vivido por lá ao som da rádio e com muito nervosismo. Lembro-me do meu pai em torno da rádio a escutar a evolução dos acontecimentos. Lá as notícias chegavam mais tarde e só quando a voz do meu tio Zeca com a Grândola ecoou pela nossa casa se percebeu o rumo que a revolução tomara. Apercebi-me da alegria mas claro tudo o resto me ultrapassava. Que importância teve o 25 de Abril para a música portuguesa? O 25 de Abril foi uma explosão. Alguma “ música do mundo” até aí escutada às escondidas e a própria liberdade de expressão influenciaram naturalmente o rumo da música portuguesa. Houve edições de discos que marcaram um período muito produtivo da música portuguesa. Que palavras ou imagens associa ao 25 de Abril? Liberdade e Democracia. O povo es-

João Afonso sobrinho de Zeca Afonso pantado por poder expressar a sua vontade na rua.”Grândola Vila morena”. Quais os seus próximos projectos? Neste momento estou a gravar um novo trabalho com músicas minhas e poemas de dois grandes escritores e amigos, José Eduardo Agualusa (de Angola) e Mia Couto (de Moçambique) que espero na pior das hipóteses estar cá fora no próximo Natal. Joana Freitas, Andreia Macedo, Cátia Lemos, Rute Coelho e Raquel Alves (8ºB)

O amor e o Dia dos Namorados mexeram com os corações dos formandos do EFA 16 e do EFA 17. Aqui fica uma selecção de poemas alusivos, de alguns dos feridos pelas mortíferas setas de Cupido.

Quando olhei para ti, lembrei-me daquela paixão Com tanta emoção, logo meu coração se abriu. Naquele instante percebi que era mais do que isso, Era um grande amor, bonito como uma flor. Maria José Silva Quando olhei para ti, fiquei radiante de alegria Como se tivesse visto a luz do dia. Naquele instante o meu coração parou Pelo tempo que passou. Maria Fernanda Ribeiro Quando olhei para ti, não te conhecia, Mas alguma coisa que dizia que um dia te iria ter. Naquele instante percebi que também tu dizias “Havemos de estar juntos um dia”. Belém Ferreira Quando olhei para ti, percebi que sem ti nada seria Tu és o meu ser, a minha força de viver, a minha razão de tudo querer. Naquele instante o meu coração palpitou, os meus olhos choraram lágrimas de alegria. Sem ti nada posso ser. Maria do Rosário Leite Quando olhei para ti, os meus olhos brilharam. Quando não te vi, meus olhos choraram. Fiquei com o coração partido, meu peito ferido. Naquele instante tu apareceste e logo partiste. Deixaste-me sozinha e triste. Isaura Matos Quando olhei para ti, o teu tempo parou. Quando olhei para ti, o céu iluminou-se. Os teus olhos pareciam um lago brilhante e puro, como o teu coração em relação ao meu. Naquele instante tudo era maravilhoso. Nada mais importava, pois percebi que era uma homem amado. Adolfo Santos

Quando olhei para ti, logo imaginei, Perdido aqui, ficar sem ti, Como uma flor sem pétalas, Demonstrando a tristeza. Naquele instante, no meio da multidão, perdido, sem a glória de te ter, eu estava só. Sem ninguém se aperceber, morri e desapareci, na sombra da escuridão. Hugo Mendes Quando olhei para ti, reparei no teu coração. As coisas bonitas que me dizias, faziam-me as lágrimas cair no chão. Quando olhei para ti, não via defeito. O que imaginava para nós era perfeito. Naquele instante senti-me perdido, O meu coração estava perdido. A vontade de chorar não passava, A pessoa de quem gostava não me amava. Vítor Hugo Fontão Quando olhei para ti, fiquei encantada. Teus olhos mostravam felicidade, ao entregar-te um rosa, o símbolo do meu amor. Naquele instante o meu coração palpitou de alegria Por saber que ainda me amas. Aurora Faria Quando olhei para ti, eu fiquei encantado. Quando olhei para ti, um sorriso se abriu Naquele instante uma rosa floriu E eu, logo a meu lado, teu sorriso senti. Naquele instante o meu coração se abriu E logo o teu sorriso me encantou. António de Freitas Fernandes Quando olhei para ti, fiquei muito ansioso. Quando vi os teus olhos verdes, fiquei orgulhoso. Naquele instante em que te vi, o meu coração palpitou. Quando vi o teu rosto, logo a atenção me chamou. Francisco Salgado

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Efemérides / Os nossos escritores

14 NOVAS DO GIL Abril 2011

25 De Abril Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época. Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a “Revolução dos Cravos”? Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente. Mas como não houve a violência habitual das revoluções, o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas. Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança! O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos! Enquanto os outros países da Europaavançavam e progrediam em democracia, o regime portuguêsmantinhao nosso país atrasado e fechado a novas ideias. Ana Rita nº4 8ºD Filipa nº8 8ºD

Quando olhei para ti, fiquei contente. Quando olhei para ti, abri o meu coração para sempre. Naquele instante confiei, que teus olhos só me vêem a mim. José Gomes Quando olhei para ti, o meu coração começou aos pulos. Quando olhei para ti, houve empatia; era a empatia do amor. Naquele instante senti que eras o calor que me ia aquecer naquelas noites de Inverno. Dora Fernandes Quando olhei para ti, estavas a cantar uma serenata Gostei tanto que logo me apaixonei. Naquele instante o meu coração não podia estar mais feliz Descobri o verdadeiro amor. Maria Aurora Ferreira Quando olhei para ti, fixei-te nos olhos E vi que eras tudo para mim. Tinhas um olhar meigo e terno, logo me apaixonei. Naquele instante senti o significado que tinhas para mim. Beatriz Soares Quando olhei para ti, logo te amei. Estavas à minha porta a recortar uma canhota. Naquele instante eu ri muito, De imediato senti que estavas apaixonado por mim. Olinda Roldão Quando olhei para ti, sorri E desde esse sorriso nunca mais te esqueci. Naquele instante parei e percebi Que nunca te esquecerei. Maria Alice Teixeira Quando olhei para ti, fiquei apavorado. Mesmo assim sorri, queria ser amado; mas logo fugi. Naquele instante chorei, não sabia o que fazer. Nunca mais te vi e nunca te terei. Sérgio Leandro


Efemérides / Os nossos escritores

Abril 2011 NOVAS DO GIL 15

Crónica da Guiné (Versão pós-moderna da Crónica dos (de)Feitos da Guiné de Gomes Eanes de Zurara) 37 anos após o 25 de Abril e no 50º. Aniversário do início da guerra colonial, um testemunho de uma outra geração, que nos faz recordar outros tempos difíceis com o objectivo de mobilizar as novas gerações para as novas lutas que se avizinham … Nesse dia ainda ocorreram bombardeamentos aéreos. Horas depois, contudo, o capitão reunia todos os sargentos e oficiais na messe, para nos dar a boa nova e informar que era necessário dar voz de prisão ao comandante de batalhão, se fosse nossa vontade apoiar o MFA (Movimento das Forças Armadas). Dito e feito, todos aderiram, seguindo-se de imediato a explicação aos soldados sobre o que se passava. Compreendia agora e finalmente as notícias dessa manhã, ouvidas na rádio, naquele 25 de Abril de 1974 e aquele lacónico “coup d’état au Portugal”, que de forma sobranceira e despiciente desdenhara como um tardio relato africano do 16 de Março ... Entendia até o regozijo egoísta do Pacheco, que finalmente prenunciava, neste acto nacional, a libertação do jugo do governador civil, um ditadorzeco que lhe proibira a instalação de matraquilhos na sua Tabacaria Açoriana. Dias depois, já em Maio, embarcamos de LDG (lancha de desembarque grande) para Bissau, com o objectivo de manter a ordem pública, talvez como “prémio” dos 13 mortos (número aziago) e vários feridos e estropiados já contados no batalhão, ou quiçá pela nossa experiência na frente de combate nessa tenebrosa, mas bela, floresta do Cantanhez, na área fronteiriça sul, com a Guiné-Conacri. Um dia de viagem em que passaram pela memória vários filmes a cores e a preto e branco, desde os primeiros tempos no leste, em Madina-Mandinga (área de Nova Lamego ou Gabu)até ao norte, em Nema (Farim) e a posterior partida para o sul, para o inferno da floresta de Cantanhez, onde se situava a fatídica estrada de Cadique-Jemberem, teatro de guerra sempre aberto e palco da operação Galáxia Vermelha, em pleno Natal e Ano Novo . Mas, acima de tudo, aquela imagem dos inimigos mortos, sepultados nas ladeiras da picada, pelos comandos africanos, com os braços roxos de fora acenando aos vivos. Outrossim, os gritos de milhares de macacos na estrada, saídos da cachamba, impedindo a nossa passagem, ou a bebedeira do pelotão de madeirenses que com seus disparos contra as baga-baga, em Jemberem, quase provocaram burlescamente uma escaramuça e a intervenção escusada da artilharia pesada. Ainda, a pesca (ou caça?) à granada nas águas do Cumbijã, sulcadas naqueles botes (os sintex) que nos levavam até Cufar, rio acima, em busca dos frescos e dos ansiados aerogramas, com notícias da família ou namorada (os conhecidos bate-estradas da caserna). Cenas inesquecíveis, ainda, o belo-horrível das visões das trovoadas e bátegas na época das chuvas, as viaturas atoladas na lama, as refeições das rações de combate deliciadas entre a porcaria dos ponchos e dólmans “cagados” pela bolanha, o som dos RPG, morteiros e canhões sem recuo, ou o silvo das balas tracejantes das “costureirinhas”, que paradoxalmente, no seu feérico fogo de

artifício, provocavam um misto de medo e beleza. Assim fora, por exemplo e entre muitas flagelações, naquela horrível e inesperada noite de Outubro, cujos gritos dos vários feridos fizeram temer o pior e que levou Bunho, régulo da tabanca, a ser espancado pelos fuzileiros, por suspeição de apoio ao inimigo. Mas, acima de tudo, ficam na memória impressiva os momentos de sã camaradagem: as noites tépidas, tocadas ironicamente pelo Barreto ao som de “Nights in White Satin” dos Moddy Blues ou baladas de Simon and Garfenkul, ou ainda os programas de rádio, em frequência interna, pela madrugada fora, regadas a cerveja e uísque e cuja programação terminava obrigatoriamente ao som do “hino” de Elton John e habitual disco pedido do Silva, que histericamente gritava, até satisfação da sua vontade: “Põe o Yellow brick road”. Música e cartas, com longas partidas de King, até ao nascer do sol. Ah, um dia contarei ao Gomes porque perdia sempre e pagava a despesa … No sul, eram também comuns os assaltos aos porcos, que os aldeões não vendiam e que religiosamente guardavam para a cerimónia do luto: o choro. Por isso, aquando do cerco às tabancas periféricas, para recrutamento forçado de jovens africanos para as nossas fileiras, mais do que soldados, angariavam-se recos, à socapa. Que o diga o Costa, especialista na arte de bem furtar qualquer porco, abafado sem rugido e que logo ali os matava, dizendo pragmaticamente e com toda a razão: “se cairmos numa emboscada, este já não foge”… Em Bissau, onde desembarcamos, em Maio, sucediam-se os tumultos, que logo acabaram perante alguma rudeza das nossas intervenções dissuasoras. Sucederam-se assim os dias, entre a cerveja ostras (apesar daquela terrível diarreia por intoxicação alimentar), algumas dormidas no ar condicionado do Grande Hotel (não tão grande quanto o nome indicia) e os petiscos no bar Pelicano, sobranceiro ao porto de mar ; e, claro está, os serviços de patrulhamentos e policiamentos em zonas nevrálgicas da capital: o aeroporto, os correios, as zonas dos bares e das bajudas prostituídas, as instalações da PIDE/DGS com quartos de ar condicionado e a estação de rádio, local onde gozaria da liberdade de passar Zeca Afonso, numa dessas noites, e toda uma plêiade de canções e baladas outrora proibidas … A calma voltara e fomos então colocados na área de Bafatá, zona mais tranquila, para onde geralmente eram enviados os batalhões mais traumatizados e em final de missão. Na altura, ficaria instalado no destacamento de Cambaju, na fronteira com o Senegal, assegurando o comando local, apoiado por um pelotão de africanos e outro de artilharia. Aí, começamos uma nova era: os encon-

Cambaju (Guiné-Bissau), Julho 1974 Encontro de ex-inimigos tros com o ex-inimigo à volta de uma gamela de arroz, as peladas de futebol (calçados contra descalços), as almoçaradas com o exército senegalês e membros do PAIGC, ainda que por vezes fossem necessárias longas negociações sobre os pratos a pôr na mesa … Fora o melhor período da “guerra”. Comia-se bem, pois as barras de sabão eram salutarmente trocadas por sacos de ananás e, para cúmulo, a carne de vaca era mais barata que os enlatados de atum, tripas feijoada, afins e quejandos. E bebia-se melhor, que o calor apertava, de tal feita que o 1º. sargento nunca compreendeu as minhas contas do bar, o único que na sua longa carreira militar dera prejuízo, graças aos fiados que o pré não podia pagar e às latas que enganosamente recebera vazias durante o trespasse. E faziam-se também bons negócios, pois Cambaju era uma espécie de entreposto fronteiriço (quase uma feitoria) para os negociantes senegaleses e mauritanos, que comercializavam belas estatuetas africanas em pau preto e deslumbrantes adornos em prata, que encantaram as namoradas. Foi também a altura em que tive o maior galinheiro da minha vida. E tudo isso graças aos 100% de sucesso dos alunos, no exame da 4ª. classe em Cambaju, que faria inveja a muitas escolas portuguesas! Foi também a altura em que pela primeira vez e se calhar a última, que tive ensejo de falar para a imprensa estrangeira: duas aventureiras e belas jornalistas de língua inglesa, que nessa noite pernoitaram entre

nós, sob rigorosas medidas de segurança de um comando misto de tropas portuguesas e do PAIGC. Chegados aos finais de Agosto, preparou-se então partida e a passagem do poder, numa comovente mas digna cerimónia militar do arriar da nossa bandeira. E sucederam-se os abraços onde outrora silvavam as balas e os agradecimentos que não esperávamos, quando nos recordaram aquela noite em que voluntariamente nos oferecemos para evacuar uma mulher negra, gravemente doente, para o Hospital de Bafatá. Noite que também trouxe à memória o falecimento por paludismo cerebral do nosso furriel de informações, natural de Fátima, que estranhamente morreria em tempo de paz, sem a devida protecção da virgem aos ataques dos mosquitos (comentamos estupidamente e agnosticamente), nas vésperas do regresso a casa. Seguiram-se os curtos dias de assalto às bebidas, às máquinas de escrever e tudo o que fosse consumível ou útil e pudesse navegar “em segurança” até ao puto , assim era conhecido Portugal. Vendeu-se então muita gasolina e queimou-se muito material Recordo que passei uma longa semana a destruir o paiol e toda a carga de munições e granadas de morteiro e bazuca arrecadadas. Imagens que nunca esquecem, quer na dimensão do buraco que lá ficou (maior que ao actuais buracos financeiros), quer nos belos cogumelos de fogo que os rebentamentos provocaram. Contaram-se depois as horas e os quilómetros no regresso a casa, no início de Setembro até sabor do doce beijo da Helena, em pleno autocarro dos TUG … Lá ficariam apenas os valores da camaradagem, a beleza de África e as minas que montara no sul, não desactivadas, que temo ainda hoje possam provocar vítimas de uma guerra inútil … Cumpria-se um dos três "D" do 25 de Abril: a descolonização. Outros se seguiram como o desenvolvimento e a democracia, que hoje, infelizmente, mostram sinais preocupantes de retrocesso, quiçá a merecer novas lutas. Álvaro Nunes


Efemérides / Os nossos escritores

16 NOVAS DO GIL Abril 2011

Lutar pela vida O Conto "Lutar pela Vida" foi o texto vencedor do concurso "Contos de Amor", que anualmente é promovido pela disciplina de Língua Portuguesa, a propósito do Dia dos Namorados, para os alunos do 8.º ano. Aquela era talvez a manhã mais chuvosa do ano. Fazia naquele dia duas semanas que tinham ligado a Luana, do infantário, a informar que Francisco se tinha sentido mal. O Dr. Gabriel estava no seu consultório muito pensativo como deveria dizer a Luana que o seu filho sofria de leucemia. O consultório era sufocante e a espera tornava-se insuportável. Francisco dormia profundamente no colo de Luana, enquanto esta aguardava ansiosamente pelo resultado dos exames. - Doutor, diga-me que não é nada de mal. - Lamento informá-la de que… - o doutor por uns segundos pensa que esta será a notícia mais triste que uma mãe pode receber – Não sei como dizê-lo mas o seu filho tem uma doença grave, sofre de leucemia. O Francisco tem de ser operado o mais rápido possível. Esta doença já foi descoberta tarde e receio que os tratamentos não controlem a doença. - Não pode ser! – Suplicava Luana com uma lágrima e escorrer pela face. Enquanto a mãe digeria a notícia, Francisco brincava despreocupadamente com os blocos de construção no consultório. Quando Francisco reparou que a sua mãe estava a chorar, foi ter com ela, limpoulhe as lágrimas e questionou: - O que tens, mamã? Luana, olhando-o com tristeza, aconchega-o no seu colo e sossega-o dizendo: - Não te preocupes, filhote. Vai tudo correr bem! No caminho para casa, Francisco voltou a perguntar à sua mãe o que se passava, mas esta omitiu a verdade e recusou-se a responder para não lhe causar preocupação. Já tinha passado um mês desde que foram à consulta. Estes últimos tempos tinham sido arrebatadores, as dificuldades tinham sido constantes e o medo de perder Francisco atormentava-a diariamente. Os tratamentos e a medicação tornavam-se cada vez mais dispendiosos. Luana, para salvar o seu filho, teve que viver uma vida diferente, adquirindo dupla personalidade. - Estou, Marisa? - Diz. - Podes ficar com o Francisco mais uma noite? O Mário pediu-me para dançar hoje numa despedida de solteiro. - Eu fico com ele, mas tens de deixar esse emprego. - Eu sei, mas é só até o Francisco se curar. Sabes que eu preciso deste dinheiro extra para pagar os tratamentos. Faço tudo pelo meu filho. No bar, Luana estava no seu camarim a preparar-se para a última dança da noite. De repente, o Dr. Gabriel entrou e Luana assustou-se. - Não esperava vê-lo aqui – disse Luana atrapalhada. - Eu muito menos, vim a uma despedida de solteiro de um amigo e reconheci-a! Luana desesperada contou ao médico a sua vida. - Doutor, estou a entrar em desespero! Já não sei mais o que fazer para poder salvar a vida do meu filho. Há mais de três anos o pai de Francisco abandonou-nos e eu fiquei só com ele. Fui mãe muito jovem e não pude contar com ninguém. Os meus pais expulsaram-me de casa quando

souberam que eu estava grávida. Desde esse momento que estou sozinha. Tenho sido mãe e pai ao mesmo tempo, fazendo de tudo para poder dar um bom futuro ao Francisco. - Venha comigo, eu levo-a a casa. Mas por favor acalme-se, e não está sozinha tem o meu apoio para tudo o que precisar. A caminho de casa, o Dr. Gabriel mostrou-se muito comovido pela atitude de Luana e conversaram sobre o Francisco. O médico acabou por confessar que sempre desejou ter filhos, mas a sua esposa não queria e que devido às várias discussões e desentendimentos, o seu casamento estava a acabar e já estavam a tratar do divórcio. Quinze dias mais tarde Luana recebeu uma chamada a comunicar que já tinham encontrado um dador de medula para o Francisco. - Estou muito feliz que tenham encontrado um dador para o meu filho, mas ainda nada está garantido. O transplante é arriscado, e ele ainda é uma criança! - O Francisco é forte - disse o Dr. Gabriel - e para além disso tem uma boa equipa médica a acompanhá-lo. Luana estava ansiosa e Francisco, apesar de estar muito contente, encontrava-se um pouco nervoso pois não sabia o que lhe iria acontecer. No caminho para a sala de operações, Francisco um pouco confuso perguntou ao Dr.Gabriel: - Vai doer Gabriel? - Não te preocupes, não vais sentir nada, estarás a dormir. - Vens comigo? - Claro que sim. Vou estar sempre ao teu lado! Depois de várias horas na mesa de operação, o Dr. Gabriel comunicou a Luana que o transplante tinha sido um sucesso e que já poderia ver o filho. Os olhos de Luana brilharam e deitaram lágrimas de alegria. - Apesar da operação ter corrido bem, o Francisco ainda vai precisar de ficar internado mais alguns dias, para concluir os tratamentos e vermos como reage ao transplante. Luana ficou muito agradecida ao Dr. Gabriel, parecia que tudo tinha ganho cor outra vez, a vida voltou a sorrir para esta família. O doutor dirigiu-se para quarto de Francisco. - Então campeão! Passaste bem a noite? Trago boas notícias para ti e para a tua mãe. Hoje, voltas para casa. - Fixe, já estou farto de estar deitado nesta cama, tenho saudades de brincar com a minha mamã…

-Olha Francisco, vais para casa, mas não podes fazer muita coisa, ainda estás um pouco fraco. Passado umas horas, enquanto Francisco se preparava para sair do Hospital, a sua mãe conversava com o Dr. Gabriel. -Doutor, nem sei como lhe agradecer, fez tanto pelo meu filho. Graças a si, ele está bem. – Disse Luana com um sorriso luminoso. – Talvez pudesse jantar con-nosco? -Luana, não tem que me agradecer, mas em relação ao convite, aceito! Depois desta conversa, o Dr. Gabriel insistiu em levar Francisco e sua mãe a casa. Já em casa… -Mamã chegamos, finalmente, já podemos brincar como dantes. – Gritou o Francisco enquanto brincava com um brinquedo que o Doutor lhe dera. – O Dr. Gabriel é muito fixe, até me chamou de campeão. -Ó filhote, o Dr. Gabriel vem cá jantar hoje à noite, por isso porta-te bem! Passadas umas horas…Toca a campainha… -Eu abro! – Enquanto corria dirigindose para a porta. -É o Dr. Gabriel mamã! -Olá Francisco! Como te sentes? – Perguntou com um olhar ternurento. Luana aproximou-se da sala e Gabriel exclamou: -A tua mãe está linda! -Doutor não diga isso, ainda fico envergonhada. Francisco foi para o quarto brincar, deixando-os sozinhos. -Doutor?! Por favor, Luana. Doutor é no Hospital, trata-me por Gabriel. O jantar estava a ser muito agradável, mas Francisco já tinha sono e Luana foi deitá-lo. Quando se aproximou de Gabriel, este disse-lhe: -Luana, estou impressionado contigo, o que fizeste pelo Francisco foi uma grande prova de amor, lutaste pela tua vida e pela do teu filho, sem nunca desistires. Venceste esta batalha, ultrapassando todos os obstáculos. Luana ficou comovida, o seu coração parecia que lhe ia sair pela boca. Aquelas palavras ditas por Gabriel emocionaramna. Estava um ambiente óptimo, música suave, sentiam-se envolvidos por aquela atmosfera, até que Gabriel pediu a Luana para dar uns passos de dança. Foi um momento único para os dois. E foi a partir daí que tudo começou… - Luana, tenho que te confessar uma coisa, gosto de estar contigo, há muito tempo que não me sentia assim tão bem. O tempo passava, Francisco ia recuperando a força, tornava-se um rapaz forte e saudável. Na antevéspera do aniversário do Francisco, Gabriel surpreendeu Luana, com três passagens para a República Dominicana. - Sei que é uma viagem de sonho, mas não posso aceitar, não tenho posses para tais luxos. - Não me vais fazer uma desfeita dessas, pois não? já está tudo pago. - Mas, não me sinto bem aceitar o teu convite. - Não tens que te sentir mal, só tens que aceitar e também vai ser bom para o Francisco pois iremos festejar lá o seu aniversário.

Depois de muito insistir, Gabriel acaba por convencer Luana. - Tens razão, o Francisco vai adorar! Vai ser uma forma de compensar todo o seu sofrimento. Francisco estava muito entusiasmado, pois era o dia da viagem e irá ser a primeira vez que ele andará de avião. Já na República Dominicana, instalaram-se no hotel e foram conhecer a cidade. A alegria de Francisco contagiava as pessoas em seu redor. Ao final do dia foram fazer um passeio à beira-mar. Sentaram-se nas areias finas e douradas a contemplar o pôr-do-sol. Francisco afastou-se por uns momentos, Gabriel e Luana olharam-se olhos nos olhos e beijaram-se apaixonadamente. Conto elaborado na aula de Língua Portuguesa pela turma A do 8º ano.

Hora do Conto Como proposta do grupo de Língua Portuguesa a nossa turma realizou um conto de amor. Começámos por discutir ideias sobre o tema do nosso conto. As ideias foram fluindo e depois disso, textualizámo-lo. Após o texto estar finalizado, escolhemos as personagens e começamos os ensaios. A encenação na Biblioteca, apesar de alguns imprevistos, correu bem. Nós gostámos de participar nesta atividade, pois tivemos uma nova experiência desde a elaboração do conto, à forma com foi encenado. Ana Catarina e Ana Rita, 8.º E No dia 24/03/2011, representámos o nosso conto de amor a duas turmas do 7ºano. Acho que todos gostaram, pelo menos foi o que disseram e mostraram estar todos muito animados durante a representação. A nossa turma (8.ºE) gostou muito de ver representar o conto pelos alunos: Sofia Ribeiro (eu), Mariana, Cátia Machado, João Faria e Ana Catarina. Gostei muito de fazer de narrador, e espero vir a repetir a experiência de não só fazer um conto como também de representá-lo. Sofia Ribeiro, 8.ºE Os alunos da turma 8.ºE, no dia 24 de Março, quinta-feira, apresentaram o seu conto de amor, na hora do conto, na biblioteca escolar. O título do conto era O amor tem destas coisas. Este falava de dois jovens que se apaixonaram após o rapaz ter partido a perna na prova de downhill. Como não era bom a matemática procurou alguém que o ajudasse para que não se atrasasse na matéria. Foi então que começou a aventura. O conto estava interessante e os alunos apresentaram-no razoavelmente apesar da falta de tempo de ensaio. Ana Rita Pereira Faria; Eduardo Fernandes Abreu; Francisca Araújo Faria; João Pedro Araújo Faria; José Manuel Fernandes Pereira; 8.º E


Actividades

Abril 2011 NOVAS DO GIL 17

EB1 / JI de Arrau – Nespereira

Em diálogo com a Natureza, na comemoração de Efemérides

Em sequência das actividades da comemoração da “Primavera”, “Dia da Árvore” e “Semana da Leitura”criamos na escola um espaço para que, de uma forma lúdica e experimental, as crianças pudessem observar e conhecer aspectos relacionados com a vida das plantas. Em simultâneo, também no “dia do Pai” fizemos plantações diversas sensibilizando toda a comunidade para a protecção do Ambiente e preservação da Saúde. Os nossos alunos são oriundos, na sua maioria, de meios rurais. À partida, deveriam estar familiarizados com práticas agrícolas. No entanto, verifica-se que as crianças são impedidas de se relacionarem com a terra e a Natureza, devido aos falsos valores que se levantam na nossa sociedade, ao consumismo, ao facilitismo, às novas tecnologias. Pouco demonstram saber sobre compostagem, separação de resíduos, técnicas de agricultura biológica ou normas de protecção ambiental. As crianças e jovens são afastados do campo, mas vivem e crescem ignorando e desprezando a enorme riqueza que os rodeia. Não são incentivados a conhecer, a ver, a experimentar, a observar, a construir conhecimentos recorrendo ao seu privilegiado ambiente natural. Não lhes é proporcionado o prazer de sentir e apreciar a actividade agrícola. Não são suficientemente alertados e esclarecidos sobre os perigos da poluição dos lençóis de água com produtos químicos usados na agricultura convencional; sobre o modo como são produzidos os frutos e legumes que consomem, à base de fertilizantes e pesticidas, com consequências graves para a saúde e para o ambiente. Por todos estes motivos, que podemos considerar preocupantes, a melhor forma de consciencializar e sensibilizar os nossos alunos e pais para este problema, foi criar uma horta biológica no espaço escolar, com a colaboração da Associação de Pais proporcionandolhes actividades essencialmente pedagógicas, revestidas de algum carácter lúdico, que lhes permitam construir inúmeros conhecimentos de uma forma intuitiva, prática, atractiva e experimental.

No final fizemos um momento de convívio, com a confecção de pão com chouriço na escola


18 NOVAS DO GIL Abril 2011

Actividades

EB1 Francisco dos Santos Guimarães (Urgezes)

Os Censos são a contagem de todas as pessoas que vivem no nosso país e de todas as habitações onde as pessoas vivem. É uma maneira de sabermos: Quantos somos; Como somos; Onde vivemos; Como vivemos. Os resultados dos Censos são muito importantes porque servem para conhecer melhor o presente e preparar o futuro. Com a realização dos Censos ficamos a saber que na EB1 Francisco dos Santos Guimarães há 48 meninos e 37 meninas.

Que a idade destes meninos se situa entre os 6 e os 10 anos, havendo: - 22 alunos que têm 6 anos. - 17 alunos que têm 7 anos. - 22 alunos que têm 8 anos. - 21 alunos que têm 9 anos. - 3 alunos que têm 10 anos.

Estes alunos moram todos no concelho de Guimarães distribuídos pelas seguintes freguesias: - Urgezes - 71 alunos. - Taipas – 2 alunos - Creixomil – 2 alunos - Costa – 2 alunos - Polvoreira – 2 alunos - Atães – 1 aluno - S. Paio – 1 aluno - S. Sebastião – 1 aluno - Brito – 1 aluno - S. Tiago – 1 aluno - Pevidém – 1 aluno

Ficamos também a saber que todos nasceram em Portugal, mas em locais diferentes… - 79 alunos nasceram em Guimarães. - 2 alunos nasceram na Trofa. - 1 aluno nasceu na Póvoa de Varzim. - 1 aluno nasceu em Chaves. - 1 aluno nasceu em Braga. - 1 aluno nasceu nos Açores.

O número de pessoas que vivem em cada casa varia de 2 até 7 havendo: - 6 alunos que vivem com 2 pessoas. - 29 alunos que vivem com 3 pessoas. - 31 alunos que vivem com 4 pessoas. - 13 alunos que vivem com 5 pessoas. - 2 alunos que vivem com 6 pessoas. - 2 alunos que vivem com 7 pessoas. - 2 alunos que vivem com 8 pessoas.

Dos alunos da escola 57 têm irmãos e 28 não têm irmãos.

EB1 FSG, Março de 2011


Actividades

Abril 2011 NOVAS DO GIL 19

EB1 de Bairro (Urgezes)

2011 – ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS

A vida no planeta está também nas tuas mãos! Planta uma árvore. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o ano 2011 como o Ano Internacional das Florestas, sob o tema “Florestas para Todos”, pela importância que as florestas têm para o nosso planeta. O objectivo principal é consciencializar a sociedade sobre a preservação da floresta para uma vida sustentável na Terra. Ao longo dos 12 meses, serão promovidas acções de sensibilização a nível mundial com a finalidade de transmitir às pessoas que as florestas

Tomemos consciência! Cada árvore é uma esperança para o nosso planeta. Vamos plantar árvores.

merecem ser mais preservadas e valorizadas pois cobrem 31% da área terrestre total do planeta e estão diretamente ligadas à sobrevivência de 1,6 bilhões de pessoas. Os alunos desta escola, sensibilizados com o tema, resolveram contribuir um pouquinho para manter o equilíbrio ambiental, semeando castanhas que se transformaram em pequenos castanheiros e que irão ser plantados em terrenos apropriados.

· Dão-nos alimentos, medicamentos e até chás. · Dão as casas de muitos animais. · Ajudam a diminuir o dióxido de carbono do ar. · Produzem oxigénio. · Protegem-nos do vento. · Dão sombras para nos protegermos do calor do sol. · Dão-nos madeira. · São nossas amigas!

Trabalho coletivo Turma 2ºB

PORQUE SÃO IMPORTANTES AS ÁRVORES?


Actividades

20 NOVAS DO GIL Abril 2011

EB1 / JI da Valinha (Polvoreira) A Vinda do Projecto PASSE à Escola No dia 30 de Março de 2011, veio à nossa escola uma enfermeira e três nutricionistas do Projecto PASSE. Tivemos uma aula sobre a roda dos alimentos, aprendemos os alimentos pertencentes a cada grupo e os seus nomes. Respondemos às suas perguntas e aprendemos muito sobre os alimentos saudáveis que se encontram na roda dos alimentos.

No final, convidaram-nos para uma GRANDE MISSÃO: - provar favas ou outros legumes que pensamos que não gostamos. - construir um painel com as regras da alimentação. - dar a conhecer a todos os alunos as regras alimentares e que passaram a ser “AGENTE PASSE”. 1.º ano – EB1 da Valinha

A RODA DOS ALIMENTOS REGRAS 1. Os alimentos que não estão na roda, não devemos consumir todos os dias. 2. Os grupos da roda dos alimentos mais pequenos devemos comer em menor quantidade e os grupos maiores em maior quantidade. 3. A água é muito importante porque faz parte de todos os alimentos e do nosso organismo. 4. Dentro de cada grupo devemos variar. 5. Só podemos substituir alimentos do mesmo grupo. 1.º ano – EB1 da Valinha

Final do Concurso “ LER SEM LIMITES” No dia 2 de Março, as turmas do 3º e 4º anos deslocaram-se até à E.B.2.3/ Gil Vicente para apoiar os finalistas seleccionados António José Pinto Freitas, do 3º ano e Luís Henrique Ferreira Santos Pereira, do 4º ano e, assistir à Final do Concurso «Ler sem limites”. Esta actividade, organizada e dinamizada pelo professor Rui Festa, no 1.º Ciclo, foi divertida, educativa, participativa e muito entusiasmante. No final da manhã e terminadas todas as provas: Ler é viver; Escolha acertada; Depressa e bem e Palavra escondida, o júri escolheu o nosso colega Luís Henrique como vencedor. Parabéns ao vencedor, aos participantes (alunos e professores) e a todos os leitores sem limites. Turma do 4º ano

Comunhão Pascal Esta actividade realizou-se na manhã de 8 de Abril, com a participação do Sr. Padre Isaac, aberta à Comunidade. Esta eucaristia foi realizada com a colaboração dos alunos, docentes e não docentes, tanto nos momentos específicos da mesma, como nos cânticos, que foram ensaiados pela Docente do 1.º ano, Maria do Carmo Silva. Foi bastante participada e contou com a participação de elementos da Direcção Executiva e de familiares dos alunos, como se comprova com fotos anexas.

O concurso - “ Ler sem limites”

O Veado florido de António Torrado

3.º ano EB1/ JI da Valinha

Esta manhã, dia 2 de Março de 201, uma camioneta foi-nos buscar à nossa escola para nos levar à escola EB2/3 Gil Vicente, de Urgezes. Íamos assistir ao concurso “Ler sem Limites”, que o professor Rui Festa organizou. As pessoas que iam representar chamavam -se António José e o outro Luís Henrique, do 4.º ano. Quando lá chegamos, lanchamos e entramos. Estava muita gente a apoiar os finalistas. Da nossa escola o António José foi um dos primeiros. Nós aplaudimos. Depois mais para o fim, foi a vez do Luís Henrique. Por fim, o professor Rui anunciou os três finalistas. O Luís Henrique foi um deles. Houve um empate entre o Luís Henrique e uma menina chamada Carolina. Foram a desempate. Mas quem ganhou foi o Luís Henrique. Os alunos do 3º e 4º ano da Valinha (que somos nós) ficaram muito contentes por a nossa escola ter ganho. Depois regressamos de camioneta para a escola e contamos aos outros alunos. E eles também ficaram muito contentes. João Carlos - EB1/JI da Valinha do 3º ano


Actividades

Abril 2011 NOVAS DO GIL 21

EB1/J.I. Quinta do Vale (Polvoreira)

Curiosidades sobre o Carnaval

Pré-Escolar

Visita de Estudo: Mundo dos Dinossauros Já sabiam ou devem ter ouvido estes nomes: Pierrô, Arlequim e Colombina. São os personagens mais conhecidos do carnaval e estão presentes nas festas e nos cortejos. Os trajes multicoloridos destas figuras deram origem às fantasias usadas nos bailes de carnaval e são alguns dos ingredientes da alegria dessa festa popular. Arlequim: Personagem da antiga comédia italiana, de traje multicolor feito em geral de losangos, que tinha a função de divertir o público nos intervalos, com brincadeiras. Namorado da Colombina.

Colombina: Principal personagem feminina, namorada do Arlequim e companheira do Pierrô. Amiga, alegre, bela, esperta. Vestia-se de seda ou cetim branco, saia e usava um chapeuzinho .

Pierrô: Personagem também originário da “commedia dell’arte”, ingênuo e sentimental. Usava como indumentária calça e casaco muito amplos, ornado com pompons e de grande gola franzida.

Pré-Escolar /Quinta do Vale

Comemoração do Dia da Árvore Trabalho Colectivo 3º/4º ano

O meu Carnaval na escola O meu Carnaval foi muito fixe. Na escola, quando cheguei, estivemos a brincar, depois fizemos um desfile com todos os meninos das turmas. Brincamos com serpentinas a ao mesmo tempo dançamos ao som de música alusiva ao Carnaval… No desfile que efectuamos pela escola teve como ponto alto a passagem individual de todos nós pela “passerelle”. Tiramos fotografias para mais tarde recordar. !!! Trabalho do 3º ano

O Dia da Árvore foi celebrado com a dramatização, realizada pelos discentes da sala 1, intitulada “A amiga Laranjeira”. Esta actividade constou do conhecimento das árvores, das suas distintas características, das partes constituintes da mesma e da sua importância, dádiva a nível ambiental, relembrando, deste modo, o Ano Internacional da Floresta. A actividade ainda constituiu a plantação no recreio de duas árvores: uma laranjeira (folha persistente) e uma macieira (folha caduca). Esta actividade foi apresentada aos discentes da sala 2, que por sua vez, proporcionaram aos discentes da sala 1 a actividade de expressão plástica: pintura de tronco e raiz e carimbagem (com batata) de folhas nos ramos.

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A nossa visita de estudo Local: Lugar dos afectos


Desporto

ERDX GIL VICENTE mais uma época de sucesso

A EB 2/3 Gil Vicente inscreveu o seu nome na lista de campeões distritais de xadrez escolar, pela primeira vez e logo na primeira edição da prova que teve lugar no passado dia 26 de Março de 2011, na Didáxis, Vale S. Cosme. Na primeira fase da competição, os 26 grupos-equipa e mais de 320 atletas foram agrupados em 4 séries correspondentes às suas zonas geográficas; o concelho de Guimarães, Fafe (que acabou por não participar) e Celorico de Basto ficaram na série D. Este ano a Final distrital do Desporto Escolar realizou-se nos mesmos moldes que em outras Direcções Regionais com duas competições paralelas: Infantis e Juniores. No Campeonato de Juniores participámos somente com 3 atletas, pelo que não tivemos grupo-equipa, face à recusa da ES Martins Sarmento autorizar a participação dos dois atletas mais emblemáticos da Escola de Referência: João Sequeira da Costa e Carlos Machado. Recorde-se que antes de serem excluídos, ainda puderam participar na primeira prova do Circuito, sendo um deles o vencedor enquanto o outro ficou em 4º lugar. Neste escalão, na época passada, a ERDX Gil Vicente, sagrara-se vice-campeã distrital.

Corta mato

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22 NOVAS DO GIL Abril 2011

No escalão de Infantis, que se realizou pela primeira vez, o atleta da ERDX Gil Vicente, Bruno Ribeiro a frequentar o Externato Delfim Ferreira venceu igualado com Rui Rasteiro, aluno do sétimo ano da EB 2/3 Gil Vicente, o 3º lugar do pódio foi para uma atleta bracarense e o 4º lugar ficou em poder de Vítor Vila Real, aluno do 6º ano da EB 2/3 Gil Vicente que recebeu a medalha de 1º cl. de Infantis B. A nível colectivo venceu-se categoricamente com 26 pontos, com mais seis pontos que a EB 2/3 de Tadim (Braga) e sete que a ERDX João de Meira. No dia 8 de Abril, integrada na actividade de final de período, a ERDX Gil Vicente efectuou uma actividade de divulgação do xadrez, orientado para o segundo ciclo. Participaram cerca de 80 alunos, iniciou-se com uma pequena comunicação efectuada pelo responsável do grupoequipa, Fernando Costa e seguiu-se a demonstração do jogo, dinamizada pelos doze alunos do grupo-equipa convidados. No fim, realizou-se o Torneio de Primavera” que contou com a participação de quinze alunos do grupo-equipa, uma vez que a maior parte participou na actividade religiosa que se seguiu a esta mostra de xadrez. O Coordenador DA ERDX Gil Vicente Fernando Costa

Fevereiro foi o mês do corta-mato, com a realização de duas provas distintas: o corta-mato escolar, no dia 2 e o corta-mato distrital no dia 15. No corta-mato escolar participaram cerca de 50 atletas, distribuídos por diversos escalões, cujo objectivo fundamental era apurar os 6 melhores de cada escalão etário e género, para a disputa da prova distrital. Deste modo, na prova a nível distrital, ocorrida nos terrenos anexos da pista Gémeos Castro, o nosso agrupamento marcou presença com cerca de 40 atletas, saldando-se a participação pela simples prática do exercício físico e o convívio entre os intervenientes.

Semana Temática da Dança Decorreu na EB 2,3 Gil Vicente (Urgezes), entre 21 e 25 de Fevereiro, a Semana da Dança, uma iniciativa promovida pelo grupo disciplinar de Educação Física. O programa alusivo compreendeu danças de academia, orientadas pelo Prof. Álvaro Soares em representação da empresa Tempo Livre, e danças de salão, cuja dinamização ficou ao cargo do Prof. Ricardo Lopes, docente no Liceu Martins Sarmento. Paralelamente, os alunos da escola, em representação dos grupos e ranchos folclóricos de Polvoreira, Ceifeiras de Gondar, S. Martinho do Conde e Santo Estevão de Briteiros, brindaram a comunidade escolar com actuações diversas durante as aulas de Educação Física.

Workshop de Patinagem

No passado dia 22 de Março, a empresa Tempo Livre, representada pelo Prof. Artur

Jesus, proporcionou um dia diferente na nossa escola. Os nossos alunos e professores de Educação Física, tiveram a oportunidade de praticar a modalidade de Patinagem. O Prof. Artur, com o seu vasto currículo na área, explicou aos nossos alunos as técnicas básicas para patinar. Os alunos adoraram. Por isso, quem sabe se no futuro a nossa escola terá a oportunidade de estabelecer protocolos com a Empresa Tempo Livre, ou até adquirir o material necessário para que a Patinagem faça parte do currículo a abordar nas aulas de Educação Física.

Torneios inter-turmas Realizou-se na nossa escola, no passado dia 6 de Abril, mais uma actividade desportiva organizada pelo Grupo de Educação Física. O 5º e 6º ano participaram no jogo do “Mata” e o 7º e 8º ano no torneio de Basquetebol 3x3. O pavilhão desportivo teve o empenho entusiástico de 228 alunos com as res-pectivas turmas a apoiá-los fervorosa-mente, tendo algumas turmas claques organizadas. Os torneios realizaram-se em clima de festa, mas só pode haver um vencedor; felizmente o Grupo de Educação Física organizou a actividade de forma a que houvesse 4 vencedores, nomeadamente: Jogos Pre-desportivos - Turma do 5ºE e a Turma do 6ºB; Torneio de Basquetebol 3x3 – Turma do 7ºE e Turma do 8ºB. Estes alunos foram premiados, não com uma coroa de louros, mas com medalhas que eles tanto prezam.

Clube Gira-Volei Terminou a segunda fase do torneio do Gira-Volei. No total já foram realizados 86 jogos. Este ano temos a motivação extra de os jogos estarem a ser realizados entre equipas masculinas e femininas. As meninas estão a subir de rendimento e brevemente vão colocar muitas dificuldades aos rapazes. As fotografias das equipas vencedoras encontram-se no sítio www.saudeedesporto.com.sapo.pt. Ainda vais a tempo de fazer parte deste clube. Aparece.


Desporto / Passatempos

Abril 2011 NOVAS DO GIL 23

ERDAL: actividade de desportos ao ar livre A ERDAL organizou e realizou mais uma actividade de desportos ao ar livre no dia 8 e 9 de Abril no Parque de Campismo da Queimadela. Nesta actividade estiveram presentes as escolas pertencentes à ERDAL, como também as escolas básicas e secundárias de Arões, Revelhe , Barcelinhos e Didáxis. No primeiro dia, bem cedinho, partimos de Guimarães em direcção a Fafe, mais propriamente ao Parque de Campismo da Barragem da Queimadela. Lá, começamos por montar a tenda, arrumamos as “tralhas” e como a fome já apertava, almoçamos o farnel que trouxemos de casa. Da parte da tarde, os alunos dividiram-se em dois grupos, um para a canoagem na barragem e o outro para uma caminhada na zona circundante a esta. A nossa escola começou pela canoagem orientada pelo responsável do clube de canoagem local. Mesmo estando a água bem fria, o dia convidava a uns

mergulhinhos e foi isso que os alunos fizeram depois de gastarem as energias numas boas remadas. Quando o outro grupo chegou, foi a nossa vez de fazermos uma caminhada e conhecer a zona que envolve a Barragem. Passamos pela queda de água, a cascata, pela aldeia do Pontido, observamos a fauna e a flora, e até brincamos com uma cobra pelo caminho! Para acabar este fantástico dia, fomos tomar um banhinho e preparamo-nos para o jantar na escola de Revelhe.Com a barriguinha cheia regressamos ao parque para um bom descanso. No outro dia bem cedo, fomos descer um monte, de BTT, por caminhos de terra, com uma paisagem fantástica, até ao Parque de campismo. Quando chegamos a este, desmontamos as tendas, tomamos mais um banhinho e almoçamos. Por volta das 16:30 horas regressamos a Guimarães. Foram dias bem passados e tudo correu pelo melhor!!!!

PASSATEMPO/ACORDO ORTOGRÁFICO

Se colocares numa determinada ordem as iniciais destes desenhos, poderás formar uma palavra de oito letras.

Lê com atenção o texto que se segue, de autoria de Manuel Halpern, redigido segundo as normas do novo acordo ortográfico, que entrará em vigor brevemente:

Um cê a mais Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos. Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em ‘há de’ há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham. As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

1. Sublinha todos os vocábulos que alteram a grafia.

Consegues preencher os espaços em branco com os correspondentes números e signos matemáticos?

2.4. “prescinde-se do acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tónico oral fechado em hiato com a terminação em na 3ª. pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo”.

2. Retira do texto exemplos das seguinte regras: 3. Tenta escrever a regra que justifica as grafias ação, redação, deceção e ótimo. 2.1. “nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, não se emprega o hífen, devendo estas consoantes duplicar-se”;

4. Explica o jogo de palavras do autor do texto com os vocábulos espetadores e ato. 5. Procura explicar por palavras tuas o sentido das seguintes afirmações do autor:

2.2. “ a letra minúscula inicial é usada nos nomes dos dias, meses e estações do ano”; 5.1. “os meses perderam a importância e a dignidade” . 2.3. “ não se emprega o hífen nas ligações de preposições de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver” ;

5.2. “em “há de” há um divócio.


24 NOVAS DO GIL Abril 2011

Especial Páscoa

Festa Pascal e de encerramento de período

Sarau Cultural Um sarau cultural a cargo dos formandos do nível secundário, pertencentes aos cursos de Educação e Formação de Adultos, na noite de 7 de Abril, constituiu um ponto importante do programa da festa de encerramento do 2º. período. Com casa cheia e a participação especial da Presidente da Fundação Guimarães Cristina Azevedo e da vereadora Francisca Abreu, bem como da Directora do nosso Agrupamento e dos responsáveis do Centros de Novas Oportunidades Gil Vicente, o sarau contou com a representação da peça teatral intitulada “Juízo Final”, por parte do EFA 13, um texto original encenado e escrito pelo formando Arnaldo Cunha e Sousa , uma sátira bem conseguida e divertida, que à laia vicentina, inspirado no “Auto da Barca do Inferno”, propor-cionou momentos de crítica social moderna e corrosiva. Para além do teatro, o sarau propiciou

ainda agradáveis momentos de danças orientais pela formanda do EFA 15 Catarina Gonçalves, coreografias musicais dos anos 80 por formandos do EFA 14 , danças de salão e a actuação do Rancho Folclórico da Corredoura, que conta nas suas fileiras

Festa da Primavera

Comunhão pascal 2011

Na Festa da Primavera, na tarde do passado dia 8 de Abril, apesar do calor que se fazia sentir, foi de entusiasmo e alegria a sessão de danças e coreografias, sob a batuta do Departamento de Expressões e Tecnologias e da Oficina de Expressão Corporal (6º. ano), que integrando alunos do 5º. ao 8º. anos , ao som dos Beatles e Bee Gees, das décadas de 60/70, numa jornada no espaço e no tempo, denominada “Viagem pelo Mundo da Música – Seis décadas e Oito Grandes Êxitos” nos transportaram até à actualidade com os Queen (Survivor), M. Jackson, Madona e Shakira. Um evento em que ficou patente a transversalidade entre as diversas áreas, ao serviço do exercício e da expressão corporal, aliando estilos de vida saudáveis e lúdicos e uma diversidade de ritmos e movimentos de intensidade, contraste, subtileza e velocidade difederenciados.

Na manhã do dia 8 de Abril, integrada nas actividades final de período realizou-se a Comunhão Pascal na Igreja paroquial. Uma actividade realizada em articulação de EMRC com o Grupo de Educação Musical e Educação Visual e Tecnológica. A actividade foi bem preparada por todos mas teve um senão: a participação dos alunos não foi muito regrada, houve algum barulho desnecessário que perturbou um pouco o normal decorrer da celebração. Um ponto a rever em futuras situações. A participação musical foi muito positiva e o postal que foi entregue no fim da celebração foi realizado pelo aluno João Miguel (5º D). O Padre Antunes, que presidiu à celebração deixou a todos um palavra de esperança para todos vivermos bem a Páscoa, partindo do significado que Páscoa tem desde o principio: Páscoa Judaica, passagem da escravidão para a terra da libertação; Páscoa cristã, passagem da morte à vida. E daqui propôs que também cada um de nós fosse alguém que na escola, na família, no desporto sejamos jovens que vivamos de modo diferente. Sejamos mais cristãos, sejamos jovens com espírito novo, com espírito pascal;NUMA PALAVRA, JOVENS NOVOS PARA UMA ESCOLA MELHOR, PARA UMA FAMILIA MELHOR, PARA UMA SOCIEDADE MELHOR.

com uma formanda do EFA 15. De fora de portas e como convidados, houve ainda música a cargo de alunos de Academia de Música Valentim Moreira de Sá e a colaboração de Tiago Maroto na sonoplastia e nas luzes.

À volta do ovo O Departamento de Línguas e Literatura organizou, na manhã do dia 8 de Abril, um peddy-paper intitulado “Caça ao Ovo”. Participaram todas as turmas do terceiro ciclo que se viram envolvidas numa saudável competição. Quem ganharia o maior número de ovos de chocolate? Os alunos desdobraram-se em múltiplas actividades, distribuídas por diferentes espaços escolares, tendo que realizar provas no âmbito da Língua Portuguesa, Inglês e Francês. Provérbios, adivinhas, caça ao erro, tradução e pesquisa de palavras no dicionário foram algumas das brincadeiras propostas, tendo sido as turmas vencedoras em ex aequo o 7ºF e o 9ºD, tendo o 9ºA arrecadado o segundo lugar. A actividade decorreu de forma alegre e divertida, tendo no final todos os presentes adoçado a boca…

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Quarta-feira de tarde e sexta-feira de 6 e 8 de Abril foram momentos de descontracção e festa. Torneios Inter-turmas e teatro, pelo EFA da Coelima (que também seria apresentado no sarau cultural), deram o tom festivo ao primeiro dia, complementado na sexta-feira de manhã com uma actividade de Caça ao Ovo, demonstrações de xadrez e a Comunhão Pascal, na Igreja Paroquial de Urgezes. De tarde, foi a Festa da Primavera com coreografias diversas a cargo do Departamento de Expressões e Tecnologias, em especial por parte da Oficina de Expressão Corporal. Festa que teve como desfecho a entrega de diversos prémios aos alunos que se distinguiram em várias actividades, cuja cerimónia pública ocorreu na Biblioteca Escolar Maria José Martins. De permeio, na quinta-feira à noite, uma sarau cultural, pelos formandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), danças, teatro e música.

Prémios atribuídos A fechar a festa decorreu na Biblioteca Escolar a cerimónia de entrega de prémios . Assim, para além dos prémios desportivos referenciados, no âmbito do Torneio Inter-Turmas, seriam ainda atribuídos os seguintes galardões: Concurso Rosa-dos-Ventos (Geografia) - Ana Rita Silva (7º. C), Jorge Gabriel Abreu (7º. A) e Tiago Peixoto (7º.F) Concurso de Banda Desenhada (Língua Portuguesa e Educação Visual) - Renata Ferreira, Ruben Santos, Sofia Sousa, Tiago Faria e Vera Machado (7º.B), com o trabalho intitulado “Uma questão de cor”, baseado na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen “O Cavaleiro da Dinamarca”. Conto de Amor (Língua Portuguesa) - Alunos do 8º. A (ver texto publicado nesta edição) Melhor(es) Leitor(es) da Biblioteca - Jéssica Sofia Costa (5º. E) e Cláudia Micaela Fernandes (7º. G) Melhor(es) Leitor(es) Domiciliário(s) - Sofia Isabel Macedo (6º.E) e João Pedro Miranda (8º. B) Melhor(es) Amigo(s) da Biblioteca - Fátima Carolina Pinto (5º. B) e João Pedro Miranda (8º.B) Melhor Amigo Monitor - Bruna Filipa Ferreira (7º.C) Concurso Comer de Forma Saudável (Equipa de Educação para a Saúde e Sexualidade) - Diana Carvalho (5º.A), Mário Bruno Faria (6º.A) e Diana Barbosa (8º.C) A todos os premiados parabéns pelas honras recebidas, embora seja de recordar, com afirmou Aristóteles, que “a grandeza não consiste em recolher honras, mas merecê-las”…

Novas do Gil nr 10  

Jornal da escola Gil Vicente

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