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N.º 9 Janeiro 2011 Agrupamento de Escolas Gil Vicente

Vencer e convencer Gil Vicente voltou a vencer e a convencer o júri do concurso do cortejo das Maçãzinhas, com o seu carro alegórico sobre os 150 anos do nascimento da Senhora Aninhas, mãe dos estudantes e o centenário da República. Mais um 1º. prémio, a somar a muitos outros conquistados em anos anteriores e que acima de tudo premeia o esforço e a criatividade de professores e alunos em volta da prossecução de projectos concretos e motivadores, que articulam a escola, a comunidade e a tradição, como o tem sido a tónica do Projecto Nicolinas. LER PÁGINAS CENTRAIS

Gil Vicente atribuiu prémios de mérito e louvor 33 prémios de mérito e 6 de louvor foram atribuídos aos alunos que se distinguiram no ano lectivo anterior, em sessão pública bastante participada. LER PÁG. 2

Empossada Associação de Estudantes Por renúncia da lista vencedora, os opositores foram empossados e assumiram os cargos dos respectivos órgãos sociais da associação. LER PÁG. 2

Actividades mostram dinâmica do Agrupamento Um vasto leque de actividades e projectos mostram a vitalidade e dinamismo do Agrupamento em prol do enriquecimento curricular e motivação dos alunos. LER PÁG. 4 a 7 e 12 a 17

Mais letra(s) que música

Árvore da República evoca passado e semeia futuro

A plantação na escola da Árvore da República e de uma centena de espécies de medronheiros e azevinhos, no Lugar de Penanrique, em Urgezes, marcou simbolicamente a evocação do passado e semeia a esperança de novos frutos … Um acto simbólico que congregou a escola, os pais, os alunos e as autarquias, no âmbito do Projecto Bosque Centenário e que continuará em 2011, Ano InternaLuís Represas esteve na nossa escola a apresentar o seu cional da Floresta. livro”A Coragem de Tição” . Um mergulho do músico pelos O Centenário da República é também o mares das letras, que foi respondido à letra pela Oficina de Expressão Corporal, com uma coreografia alusiva e a oferta tema de desenvolvimento em várias de um livro de textos dos alunos produzido e compilado páginas deste jornal (páginas 7, 8 e 9). árvore e os5seus frutos PÁG.de 3 leitura, as flores pelos alunos da Oficina de Escrita.ALER LER PÁG.


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Notícias

Gil Vicente entrega prémios de Mérito e Louvor Reconhecer a valorizar o esforço e o exercício da cidadania responsável e activa, bem como estimular o gosto pela aprendizagem e a melhoria dos resultados, constituíram o cerne da atribuição dos prémios de mérito e louvor e a da cerimónia formal realizada para o efeito , que o Agrupamento de Escolas Gil Vicente (Urgezes) levou a cabo sob o patrocínio da sua Associação de Pais. De facto, com a presença da Direcção Executiva e Presidente da Junta de Freguesia local, 33 alunos do 2.º. e 3.º. ciclo seriam agraciados com o prémio de mérito pelos resultados escolares e bom comportamento alcançados no decurso do anterior ano lectivo. De igual modo, 6 alunos seriam ainda distinguidos e laureados com prémios de louvor, em recompensa e préstimo pela sua capacidade de superação de dificuldades e acções ou iniciativas em prol da solidariedade e benefício sócio-cultural e desportivo no contexto escolar. No acto solene, bastante participado por toda a comunidade educativa, no qual usaram da palavra o Presidente da Junta de Urgezes para felicitar os premiados e motivar a generalidade dos alunos a seguirem o seu exemplo, pronunciou-se ainda a Directora do Agrupamento Gil Vicente que ao encerrar o evento deu conta da significativa subida da EB 2,3 Gil Vicente no ranking nacional dos exames, que se saldou num salto da 16.ª para a 5.ª posição, no âmbito concelhio. No fundo, um outro galardão merecido e um prémio ao esforço da escola, que mereceu o aplauso dos presentes e que teve o condão de funcionar como a cereja em cima do bolo. Eleição para a Associação de Pais Entretanto, após esta cerimónia, seguiu-se uma assembleia geral da Associação de Pais que elegeu os corpos gerentes para o próximo mandato, cujos titulares são os seguintes: Assembleia-Geral - Presidente: Ana Cristina Leite, Vice-Presidente: António Carlos Oliveira, Secretário: António Cândido Pinto. Direcção - Presidente: Maria de Fátima Saraiva, Vice-Presidente: Maria Alexandrina Francisco, Secretário: Fernanda Castro Magalhães, Tesoureiro: Carlos Silvino Pinheiro, Vogais: Manuel Paulo Henriques, Manuel Martins Araújo, Elisabete de Sousa Pereira e José Alberto Faria. Conselho Fiscal - Presidente: Manuel Alves Araújo, Vice-Presidente: Marisa Rute Silva e Secretário: Jorge Fernando Pacheco.

Prémios de Mérito e Louvor 2009 / 2010 Prémios de Mérito - 5º. ano: Marcela Marques, Daniel Cunha, Francisca Oliveira, Mariana Dias, Mário Faria, João Pedro Ribeiro, Maria Graça Melo, Maria Madalena Ribeiro, Ana Gabriela Faria, José Luís Miranda - 6º. ano: Ana Beatriz Coelho, Maria Magalhães, Tiago Peixoto, Sofia Sousa, Cláudia Cunha, Gabriela Henriques, Mariana Ferreira, José Daniel Lopes, Cláudia Marques. - 7º. ano: Ana Margarida Fernandes, Cláudia Oliveira, João D. Ribeiro, Rute Coelho, Ana Macedo, Ana Rita Mendes - 8º. ano – Alexandrine Ribeiro - 9º. ano - Andreia Fernandes, Bruna Oliveira, Catarina Ferreira, Ana Silva, Helena Ferreira, A. Araújo, J. Magalhães Prémios de Louvor - 7º. ano: Carla Cunha, Francisca Faria, Pedro Martins, Francisca Oliveira, João Miranda, Luís Miranda

Eleições para a Associação de Estudantes Em eleições realizadas no passado dia 30 de Novembro na EB 2, 3 Gil Vicente (Urgezes), a lista A venceu a sua opositora por escassa margem de 18 votos. No acto eleitoral, no qual se encontravam inscritos 605 alunos, cerca de 56% exerceram o seu direito de voto, que se traduziu numa vitória da lista A com 164 votos contra 146 da lista B, que constituía uma candidatura alternativa. Registaram-se ainda 2 votos brancos e 25 alunos. No entanto a lista vencedora, presidida por Pedro Pinho, viria a renunciar na véspera do acto de posse, pelo que foi empossado a lista opositora, cuja a Direcção tem a seguinte composição: Presidente: Vítor Hugo Silva (8º C), Vice-Presidente: Rute Ribeiro (8.º C), 1.º Secretário: Ana Fernandes (8.º C), 2.º Secretário: Teresa Lopes (7.º C), Tesoureiro: Margarida Peixoto (8.º C), 1.º Vogal: Tiago Peixoto (7.º F) e 2.º Vogal: Nádia Costa (8.º C). Entretanto, a Assembleia Geral é presidida pela aluna Carla Cunha (8.º E).

A tradição ainda é o que era Em Urgezes a tradição ainda é o que era … De facto, como mandam os costumes locais, restaurados em finais da década de 90 pela Junta e Assembleia de Freguesia, o Dízimo de Urgezes voltou a ser evocado, no passado dia 4 de Dezembro, na sede da Junta de Freguesia de Urgezes, como a primeira posse do concelho, no contexto das Festas Nicolinas. Realmente, como mandava a tradição, que data pelo menos de 1717, “ o rendeiro de Urgezes satisfará aos estudantes do Senhor S. Nicolau, pelo seu dia, a porção a que é obrigado com toda a boa satisfação, como é uso e costume e foi sempre”. Ora, esta porção ou dízimo, isto é a décima parte, a que a comunidade de cónegos da Colegiada estaria obrigada a dar aos coreiros e estudantes e por aqueles contestada em tribunal, após os dízimos terem sido banidos por decreto, em 1832, e que ficou conhecida por “Renda de Urgezes” , dispunha “ a obrigação de dar aos coreiros e estudantes que forem à dita freguesia de Santo Estêvão de Urgezes por dia de S. Nicolau, na forma do costume, duzentas maçãs, meia rasa de tremoços curtidos, meia rasa de nozes, dois alqueires de castanhas assadas, dois almudes de vinho e duas dúzias de grandes molhos de palha paínça”. É esta velha tradição que a Junta de Freguesia de Urgezes restabeleceu, substituindo o antigo clero com bens e propriedades na freguesia, que se vem mantendo há mais de uma década. E este ano, houve de novo a declamação do Auto do Dízimo

de Urgezes, como é costumeiro nas chamadas posses de treta, nas quais se satiriza os estudantes e a sociedade numa linguagem por vezes vernácula. Treta com mais de 50 quadras dialogadas, ditas a preceito e intercaladas com toques de caixas e bombos, antes da descida do repasto. Aqui ficam algumas dessas “tretas” que o blogue “Dízimo de Urgezes” compila na íntegra: E como vai por Urgezes Como vai nossa capital? Como todos os portugueses Uns vão bem, outros mal Já cá tendes o Intermarché O Hiper mais dos chineses Não há salários ou cachet Para tantos dias e meses? Nas contas de todos os meses Pr’a comer, beber e cagar Valem-nos os ciganos e chineses E o crédito, pr’ poder pagar Mas até houve festa A S. Estêvão, patrono Pr’a foguetes sempre resta Algum dinheiro d’ abono E veio o Centro Escolar E um parque de lazer … Não é mau este folar Mas muito há ainda a fazer

Entrevista ao Presidente da Associação de Estudantes Após um processo eleitoral algo conturbado, que funcionou como uma aprendizagem da vivência democrática, a nossa Escola empossou, no passado dia 15 de Dezembro, a Direcção da Associação de Estudantes, respondendo às necessidades genuínas dos estudantes que assim passam a ter voz própria. Quisemos ouvir, em primeira mão, Vítor Silva, o novo Presidente da Associação de Estudantes. Enquanto Presidente da Associação de Estudantes, empossado no cargo, que actividades e medidas fundamentais do programa de acção tenciona lançar este ano? Estamos cheios de ânimo e de iniciativa. Pretendemos melhorar a área do lazer, realizando actividades culturais (teatro, leitura dramatizada, exposições, etc…) e também actividades desportivas (torneios, por exemplo). Desejamos igualmente melhorar e embelezar os espaços interiores e exteriores da Escola e, claro está, representar os estudantes nos locais próprios, expondo as nossas ideias e propostas. Na vossa perspectiva, quais os principais pontos fortes e fracos da nossa escola? Que soluções

de melhoria sugerem? Na minha perspectiva, os pontos fortes são a qualidade do Ensino e do funcionamento. Quanto a pontos fracos, não há propriamente. Sugeriria apenas a actualização e modernização do site da Escola. O processo eleitoral foi bastante conturbado. As eleições tiveram de ser repetidas. A lista vencedora acabou por resignar. Que comentário faz a esta situação? Penso que as coisas poderiam ter corrido melhor se as pessoas assumissem as suas responsabilidades. Também se aprende com os erros e corrigindo as irregularidades. Agora o problema está resolvido e tentaremos dar o nosso melhor.


Actividades

Luís Represas na Escola E.B. 2,3 Gil Vicente O cantor e compositor, nome ímpar da música portuguesa, Luís Represas, esteve presente no dia 29 de Novembro na Escola E.B.2,3 Gil Vicente para apresentar a sua mais recente faceta, a de escritor, dando conhecimento do seu primeiro livro intitulado “A Coragem de Tição”. Luís Represas, inspirado pela sua experiência de mergulhador, solta a imaginação e cria um mundo povoado por personagens sub-aquáticas, deixando o leitor conduzir-se por um mundo de emoções. Tição, cavalo-marinho negro, encarna as características de um jovem, desafiando as ordens estabelecidas, brincando com os limites e o medo. Os seus amigos, peixesanjos, peixe-trompete, a Asa Branca, corporizam os valores da amizade e do espírito de entre-ajuda face aos perigos da terrível barracuda. Sem ser moralista, num registo coloquial e nada simplista, eivado de notas de humor, o autor vai deixando indícios que reenviam para a necessidade de protegermos a natureza e o planeta, de salvaguardarmos os valores da amizade, da solidariedade e do amor. Num ambiente festivo, o autor mostrou a sua faceta de comunicador nato, prendendo a plateia, quer falando sobre a obra em apreço quer sobre aspectos da vida e da leitura. Deu nota do prazer que lhe deu escrever o livro e da possibilidade de poder voltar a escrever, relatou as emoções do mergulho e respondeu a algumas das curiosidades dos presentes. A Escola, em contrapartida, procurou receber o cantor/escritor da melhor maneira, com sons de percussão a cargo da turma do Percurso Curricular Alternativo (8ºF) e com uma coreografia ao som da

Dia Europeu das Línguas O “Dia Europeu das Línguas” (26 de Setembro) foi celebrado na Escola E.B.2,3, como vem sendo hábito. Do programa constaram actividades diversificadas dirigidas aos alunos e à comunidade educativa em geral. Visou-se realçar a riqueza da diversidade cultural e linguística das línguas na Europa, bem como a bem como a importância da aprendizagem de línguas para a formação global dos alunos. Para além da apresentação de exposições relacionadas com o tema, os alunos, em contexto de sala de aula, visionaram filmes e apresentações em PowerPowerPoint nas diferentes línguas e realizaram exercícios de “Caça ao Erro”. A comunidade educativa teve igualmente a oportunidade de degustar especialidades oriundas de diferentes países, participando numa “Mostra Gastronómica.

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Luta todos os dias pelos seus objectivos Unico na sua arte Imaginativo nas suas canções Seguro de si próprio Rico em simpatia Escritor de emoções Presente na música portuguesa Raro entre os demais Encanta com as suas músicas Solidário com as pessoas Aliado a boas causas. Sagres é o nome de uma das suas melhores canções Cláudia Oliveira – 8.º A Tição tinha noção Do que era proibido Mas com tanta atracção Ainda ia sendo comido Para um problema arranjado Faltava a solução Estava o caldo entornado A esperança era o Tição

canção “Feiticeira” executada pelos alunos da Oficina de Expressão Corporal. Seguiuse uma apresentação em Powerpoint sobre a obra e a leitura de trabalhos de índole diversa produzidos pelas turmas do oitavo ano no âmbito da “Oficina de Escrita”. Os alunos trabalharam o percurso do convidado, elaborando acrósticos e textos de carácter biográfico, produziram pequenas narrativas a partir de títulos de músicas e, finalmente, debruçaram-se sobre o livro “A Coragem de Tição”, recriando-o em prosa e em verso. Estes trabalhos originaram uma colectânea intitulada “As Aventuras Maravilhosas do Luís nos Mares de Tição”. Esta antologia, ofertada ao convidado, poderá ser por todos consultada, na sua versão digital, no blogue de

Oficina de Escrita (http://somosaspalavras. blogspot.com). A fechar, como não podia deixar de ser, o cantor brindou os presentes com a interpretação de duas das suas músicas (“Sagres” e “Da próxima vez”). Momentos mágicos, envolvidos num imenso coro. Seguiu-se uma sessão de autógrafos, conversa informal e uma grande dose de simpatia. Agradecemos a todos aqueles que participaram e fizeram com que este momento se pudesse concretizar e agradecemos sobretudo a Luís Represas a disponibilidade, a generosidade e a simpatia demonstradas. Gostámos de com ele partilhar estes saborosos momentos. E cá o esperamos “Da próxima vez”!

Halloween Realizou-se, mais uma vez, na nossa escola, a comemoração do Halloween, este ano com uma breve exposição no corredor central da escola e com actividades no âmbito da sala de aula, em que os alunos, com os respectivos professores de Língua Inglesa, desenvolveram as suas competências culturais nesta área disciplinar. Esta actividade integra-se no âmbito do Projecto Curricular do Agrupamento e teve como objectivos principais: · Promover a participação da comunidade educativa (alunos, pais e encarregados de educação, professores e biblioteca da escola), em trabalho colaborativo; · Desenvolver acções que visam o envolvimento dos pais, professores e alunos. · Ampliar a interacção de toda a comunidade educativa; · Conhecer (e dar a conhecer) tradições de outros povos e culturas (sem que com isso se desvirtuem as tradições nacionais); · Integrar de modo intercultural a “globalização de costumes”. Dos trabalhos realizados os alunos constataram que a origem do Halloween remonta às tradições dos povos Celtas, que habitaram a Gália e as ilhas da GrãBretanha entre os anos 600 A.C. e 800 D.C. Originalmente, o Hallowwen não tinha relação com bruxas, era um festival do calendário celta, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro, que marcava o fim do verão (“samhain” significa literalmente “fim do verão” na língua celta). Os Celtas comemoraram seu ano novo em 1º de Novembro. Na noite do dia 31 de Outubro, o Samhain, acreditava-se que os fantasmas

dos mortos regressavam à Terra. Além de causar problemas para as plantações, prejudicando as colheitas, os celtas acreditavam que a presença dos espíritos tornava mais fácil para os sacerdotes druidas as previsões feitas sobre o futuro. Para uma civilização totalmente dependente das energias do mundo natural, estas profecias eram uma importante fonte de direcção durante o longo e escuro inverno. Para comemorar o evento, os druidas construíam enormes fogueiras sagradas, onde as pessoas se reuniam para queimar oferendas às deidades celtas. Durante a comemoração, os celtas usavam trajes, geralmente constituídos por cabeças de animais e peles, e durante os ritos falavam sobre o futuro através de artes adivinhatórias. Quando a celebração chegava ao fim, eles haviam “reacendido” os seus corações com esperanças e pediam à fogueira sagrada para ajudar a protegê-los durante o Inverno. Nota-se, portando, que a celebração Celta possuía marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou à famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração e tornaram a Festa De Halloween uma das mais aguardadas do ano.

Tição pensou com coragem E partiu em salvamento Começou a viagem Com os amigos no pensamento Um espelho a Asa Branca lançou E a Barracuda encantou Com tanta fealdade Os cavalinhos salvou Por ser preto ficou Tristão E a Rainha apareceu Elogiou-o pela salvação E a tristeza morreu. Rita Vieira, – 8.º A, João Ribeiro, – 8.º A

A Opinião dos alunos No dia vinte e nove de Novembro, a nossa turma, entre outras, teve o prazer de assistir à sessão com Luís Represas para a apresentação do seu primeiro livro que se chama “A coragem de Tição” Foi uma sessão bastante animada porque o Luís contou a cada passo onde se inspirou e o porquê de escrever este livro. Contou-nos que gostava de praticar mergulho e de observar cada onda e cada cabo, cada peixe e cada planta existente no fundo mar. Afirmou que um dos seus animais preferidos é o cavalo-marinho porque é um animal de porte elegante. Referiu ainda que estes animais estão a sofrer um grande decréscimo na zona da Ilha Formosa. Disse-nos que se inspirou no mar principalmente e que a paixão pela escrita começou por ser uma brincadeira que lhe deu muito gozo. Continuou a dar largas à sua imaginação e do trabalho resultou um livro que tudo tem a ver com a sua vida e que ele próprio afirmou não ser um livro para crianças, adolescentes, adultos ou idosos mas sim para todas as idades. Como não podia deixar de ser, declarou não existir escolha possível entre cantar e escrever afirmando que tendo descoberto uma nova paixão esperava, quem sabe, escrever mais. A nossa turma gostou muito da sessão e de ter colaborado na recepção a Luís Represas, elaborando textos em “Oficina de Escrita”. Gostou igualmente muito de o ouvir cantar. Carla Cunha Jorge Faria 8º E


Actividades

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Dia Mundial da Música No passado dia 1 de Outubro, a Escola EB 2,3 Gil Vicente (Urgezes) não deixou passar em claro o Dia Mundial da Música. Deste modo, a banda dos alunos das turmas do 6 .º A e 6.º B, orientados pela professora de Educação Musical Gabriela Caldelas, tocaram a preceito a Marcha Turca de W. A. Mozart e Suite Carmen de G. Bizet. E como música e expressão corporal nutrem, desde sempre, uma amizade inseparável, seguiram-se belos momentos de dança/ginástica rítmica, numa coreografia com fitas, bolas e arcos, a cargo das alunas do 6.º ano e da docente de Educação Física Manuela Abreu, que à música acrescentou a cor e o movimento. A terminar e com o centenário da I República às portas, cantou-se o Hino Nacional e simulou-se uma bandeira humana, com as cores nacionais: verde-rubro.

Palestra sobre “Alimentação Saudável” A turma do 5º C decidiu trabalhar o tema “ Estilos de Vida Saudável” em Área de Projecto e como subtema inicial a “Alimentação Saudável”. Após pesquisa de informação sobre bons hábitos alimentares, a turma preparou algumas questões que gostaria de lhe serem explicadas detalhadamente. Para isso as professoras, Teresa Rocha e Antónia Silva, convidaram uma especialista da Universidade do Minho na área da nutrição, Doutora Helena Rosário, para falar sobre as regras necessárias a um bom crescimento e a uma vida com saúde. Aprendemos que em todas as idades o pequeno - almoço deve ser reforçado e deve conter: fruta, pão integral com uma fatia de queijo, fiambre ou manteiga, leite ou iogurte com cereais; a meio da manhã comer de preferência pão, fruta e beber

um sumo natural; fazer refeições de 3 em 3 horas. Devemos comer todos os dias, ao almoço e ao jantar, sopa, se possível sem ser ralada; comer só 3 ovos por semana; comer mais carne branca do que vermelha; acompanhar o prato principal com saladas ou legumes; comer pelo menos cinco refeições de peixe durante a semana; comer pelos menos três peças de fruta ao dia. A meio da tarde, não esquecer o lanche (leite meio gordo, iogurte, pão integral, fruta) e ao jantar devemos comer uma refeição leve, com poucas calorias. Antes de deitar todas as pessoas deveriam fazer a última refeição: beber uma chávena de chá e comer 1/2 tostas. Aconselhou-nos a dormir pelo menos 11 horas e a fazer exercício físico todos os dias, pelo menos meia hora. Recomendou-

A nossa Escola contra a pobreza No âmbito do projecto “2010-Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social”, a nossa turma foi convidada a participar. Por isso tivemos a oportunidade de ensaiar, na nossa escola, com o professor Joaquim Alves, utilizando instrumentos fora do vulgar como: bidões, garrafas com arroz… O professor explicou-nos que para fazer música não é preciso grande investimento a nível de instrumentos e a nível de financiamento. Toda a turma gostou do ensaio e dos ritmos apresentados. Quando à tarde fomos para a Alameda de S. Dâmaso, com a professora Paula Brandão, encontrámos várias escolas. A Escola EB 2,3 Fernando Távora participou na “Oficina de Rap” e apresentou “derRAPagem controlada”, a Escola EB 1 do Mosteiro participou tal como a nossa escola na Oficina de Percussão “- Bate, bate … mas com jeitinho”. No final da actuação, um colega nosso foi entrevistado e não se cansou de referir que adorou esta actividade. Os restantes alunos gostaram também muito desta

campanha já que se tratou de uma causa muito nobre. Autores: Carla Cunha nº 9 8ºE Jorge Faria nº 17 8ºE

nos muita atenção com a limpeza dos dentes e não esquecer escovar os dentes após todas as refeições. Alertou-nos para as doenças que podemos ganhar se não fizermos uma alimentação equilibrada e preferirmos muitos doces, comidas gordurosas, comidas salgadas, comer demasiado, beber sumos em vez de água. Quem for cuidadoso com a alimentação evita doenças e problemas psicológicos. Para comer bem não é preciso gastar muito dinheiro. Basta ser inteligente!!! Cuidado com a publicidade! Não esquecer! Comer muito peixe faz bem à memória! Adolescentes que comem peixe são mais inteligentes! Pela tua saúde, come sopa! A sopa é um hábito a recuperar!

Gostamos muito da palestra da Doutora Rosário e agradecemos ter aceite o nosso convite. Aprendemos muito com ela. Que tal uma sopa neste friozinho! Viva a sopa! 5º C

“Implicações do Desenvolvimento Biopsicossocial do Adolescente na Educação Sexual Orientada para a Acção” No dia 3 de Setembro a EB 2,3 Gil Vicente, iniciou os trabalhos de Educação para a Sexualidade com a conferência intitulada “ Implicações do Desenvolvimento Biopsicossocial do Adolescente na Educação Sexual Orientada para a Acção” cuja oradora foi a Dra. Teresa Vilaça, docente da Universidade do Minho. Esta acção foi dirigida a todos os directores de turma e docentes das Áreas Curriculares não Disciplinares. A afluência foi grande, estando um total de cinquenta docentes. A Dr.ª Teresa Vilaça abordou temas muito pertinentes como a Assertividade, a Auto-estima, a Afectividade, a adequação da linguagem utilizada nas várias faixas etárias e as várias transformações físicas e psicológicas na adolescência. A oradora com a simpatia emanada pelo seu rosto, postura e expressão cativou facilmente a plateia. Com uma capacidade

discursiva coerente e fluida fez uma abordagem clara, adequada e objectiva dos temas/ áreas acima descritas, dando exemplos concretos e práticos na abordagem em contexto de aula. Consideramos que a acção foi bastante satisfatória visto ter havido uma grande participação/intervenção por parte dos intervenientes da acção.


Actividades

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Urgezes planta árvores do centenário A plantação de cem árvores de azevinho e medronheiro no Lugar de Penanrique, em Urgezes, que pretendeu comemorar o centenário da República e simultaneamente recuperar um espaço de silvado existente no local citado, constituiu um dos pontos marcantes da iniciativa Bosque Centenário, um projecto dos docentes do 9º. ano da EB2,3 Gil Vicente, que congregou à sua volta várias outras vontades, designadamente da Junta de Freguesia de Urgezes e Câmara Municipal de Guimarães. O projecto, que foi antecedido na escola com a plantação simbólica da árvore do centenário, contou com a presença significativa de pais e alunos, autarcas e docentes, a despeito de se desenrolar num domingo. Na circunstância e no decurso do acto formal, a docente Isabel Gomes, como mentora do projecto, salientou os seus objectivos fundamentais e deu conta da sua continuidade ao longo do ano lectivo, no âmbito do Ano Internacional da Floresta, que se desenrola ao longo de 2011. Usariam ainda da palavra o Presidente da Junta de Urgezes, Miguel Oliveira, que felicitou a iniciativa, bem como o vereador camarário Amadeu Portilha, que

elogiou a aposta no ambiente e biodiversidade por parte da escola, política que a edilidade vem promovendo por todo o concelho. Em nome da EB 2,3 Gil Vicente, coube ao aluno André Correia Antunes (9º. A) marcar o tom da cerimónia. Deste modo, começando por especificar que “este foi um dia muito especial para nós”, afirmaria: “Consideramo-nos uns privilegiados por podermos estar aqui a pôr em prática alguns valores que nos são transmitidos pela

Actividades de Natal

nossa família, professores e representantes da autarquia, entre outros. Todos eles são responsáveis pela nossa formação cívica e é por eles que estamos aqui presentes. Queremos provar-lhes que somos jovens interventivos, com valores cívicos, que nos preocupamos com o mundo em que vivemos, e, de modo particular, com a nossa cidade”. E concluiria: “A plantação destas 100 árvores é o nosso pequeno contributo para a preservação da natureza, mas esperamos

que o nosso objectivo primordial seja atingido: mexer com as consciências, sensibilizar todos os que conhecerem as nossas iniciativas para o grave problema da desflorestação”. O desafio ficou lançado, agora que se aproxima o Ano Internacional das Florestas e a Semana da Leitura (28 de Fevereiro a 4 de Março), cuja temática incide este ano na relação Leitura – Energia – Floresta. Entretanto e no blogue “Sementes do Gil” podem ser recolhidas informações adicionais.

Grupo de Educação Especial

3 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Este ano lectivo, decidiu-se por uma forma mais envolvente e participada, transversal a todos os níveis de ensino, para comemorar esta data. Nos dias 2 e 3 de Dezembro, nas aulas de Educação Física e/ou Actividade Desportiva, de todas as escolas que compõem o Agrupamento, os alunos praticaram desporto adaptado, simulando possuir deficiências: visuais, auditivas ou motoras. Esta actividade tinha, como principal objectivo, sensibilizar a comunidade educativa para as dificuldades sentidas pela pessoa portadora de deficiência. Teve particular contributo dos docentes de Educação Física e um excelente feedback dos alunos, que responderam com o maior agrado e interesse pela actividade. No período de 06 a 17 de Dezembro, decorreram na Biblioteca as actividades de Natal e incluídas nas mesmas a decoração com motivos tradicionais; a exposição de postais de Natal, de Rosas-de-Vento; a feira das lembranças e do artesanato e uma pequena feira do livro. A par destas actividades houve, no salão de alunos, a apresentação: “A pequena vendedora de fósforos” e “A noite de Natal”, um trabalho preparado pelo Clube de Leitura, sob a orientação da professora, Ana Guimarães. Também foi apresentado o Filme “Um conto de Natal” de Charles Dickens no espaço cultural da BE/CRE e algumas e Canções de Natal em CD.

Natal na Biblioteca No seguimento dos anos anteriores, o Grupo de Educação Especial, em articulação com a Biblioteca, levou a cabo mais uma exposição/venda dos trabalhos realizados pelos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) no espaço da Biblioteca/Centro de Recursos Maria José Martins, na sede do nosso agrupamento. Esta exposição decorreu na última semana de aulas e o balanço foi bastante positivo, tanto para a comunidade escolar, que aderiu de forma generosa aos modelos apresentados, como para os alunos que se sentiram recompensados e motivados para dar continuidade a este trabalho. O grupo considera que este tipo de iniciativas é mais um meio para dar a conhecer a qualidade de trabalho dos alunos com NEE, proporcionando uma maior integração destes alunos numa escola que se pretende inclusiva. Até para o ano!

"Incluir mais além" conquista 1.º prémio de curtas-metragens A turma E do 8.º ano da EB2,3 Gil Vicente, do Agrupamento de Escolas Gil Vicente – Urgezes, coordenada pelo docente, Américo Ribeiro, de Educação Visual e Tecnológica, em articulação com o Grupo de Educação Especial a respectiva Directora de Turma, participou na exposição “Incluir a Deficiência nos Objectivos do Milénio até 2015 e mais Além”, que decorreu na Biblioteca Raul Brandão. Essa iniciativa foi desenvolvida pelo Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência. Na circunstância, apresentaram, na área da curta-metragem, um pequeno filme mudo “Incluir mais Além”, onde se sensibilizava a comunidade para as barreiras arquitectónicas existentes na EB2,3 Gil Vicente, conseguindo o 1.º prémio, nessa modalidade. Um bem haja a todos e parabéns!!


Actividades

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Semana da ciência e tecnologia Foi com uma atitude científica e uma voz tecnológica que o Dr. Esque Letto deu as boas-vindas à Semana da Ciência e Tecnologia e a toda a comunidade educativa da Escola EB 2/3 Gil Vicente. Entre 22 e 26 de Novembro comemorou-se o nascimento de Rómulo de Carvalho e fez-se a divulgação do seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência. As acções desenvolvidas ao longo da semana foram variadas: os alunos participaram entusiasticamente na realização de actividades experimentais, no laboratório de Ciências Físico-Químicas, onde puderam fabricar velas, montar circuitos eléctricos, transformar moedas sujas e baças em metal cintilante, acender velas quase por magia, assistir a funis que desafiaram a gravidade, presenciar a desidratação de sacarose, modelar com areias hidrofóbicas, entre outras. Na exposição intitulada “ A vida que não se vê”, na sala de Ciências Naturais, os alunos foram convidados a explorar a vida ubíqua e desconhecida de muitos microrganismos. Para além de os visualizarem utilizando técnicas de microscopia, também foi possível observar colónias de microrganismos a olho nu. Os alunos do Curso de Educação e Formação “Electricistas de instalações” puseram a Criatividade em Acção na Reutilização de Materiais e deram luz’ a candeeiros, outrora peças de exaustor, computador e até um aspirador esteve envolvido na simultânea sensibilização para a recolha, reciclagem e reutilização de Resíduos, com particular ênfase para os REEE´s. E atenção: o ponto electrão está de novo em acção!! Contribua para colecta, juntar REEE é atitude certa, é a sua benesse e o meio

Semana da Ciência e Tecnologia

ambiente agradece! A Turma CEF de “Operadores Informáticos” fez o destaque “Portugal no mundo” e expos boletins de algumas empresas portuguesas de destaque, quer ao nível da ciência como da Tecnologia. No Clube de Teatro, prepararam um “rap” com excertos dos poemas Gota d'Água, Dez Reis de esperança, Poema Alegre e do Desespero e Amostra sem Valor, todos eles de António Gedeão. A equipa de Educação para a Saúde promoveu o concurso “Comer de forma saudável dá prémios” e a ementa “sofreu” pequenas alterações: serviram-se iguarias como mistura homogénea à Lavoisier, Frango à bico de Bunsen com massa “au bisturi”, Salada do espectro electromagnético e Fruta entre equinócio e solstício,… Durante as aulas de TIC houve sessões

4.ª Feira das Rochas e Minerais Nos dias 2 e 3 de Dezembro realizou-se, na Biblioteca Dr.ª Maria José Martins, da Escola EB 2,3 Gil Vicente, mais uma edição da Feira de Rochas e Minerais, organizada pelo grupo disciplinar de Ciências Naturais/da Natureza. A adesão da comunidade escolar foi muito significativa, especialmente por parte dos alunos que revelaram grande entusiasmo na observação e aquisição de amostras diversificadas de minerais, fósseis e outros artigos similares. As visitas dos discentes foram devidamente programadas e acompanhadas de docentes. A complementar a Feira existia informação sucinta sobre o que estava exposto e um vídeo. A proximidade da época natalícia propiciou a oportunidade dos visitantes escolherem ofertas para os seus familiares e amigos.

de apresentação do Projecto Pense Industria (dinamizado pelo CITEVE). Nestas, os alunos puderam participar num debate sobre a Industria e a Tecnologia; tiveram a oportunidade de assistir à demonstração/experimentação de tecnologias ligadas à robótica – Legos MindStorm, testar alguma tecnologia sobre realidade aumentada - Sketch Pixel e RayBan; utilizaram um software e um hardware de modelação sensorial, próprio para a elaboração de desenhos/moldes a 3 dimensões e assistiram, ainda, à apresentação do concurso “F1 in Schools”. A Biblioteca destacou Rómulo de Carvalho/António Gedeão, como autor do mês e a fechar esta semana, alunos do 9º ano, munidos de guitarra e muita coragem cantaram o poema “Pedra filosofal”...

No âmbito da semana da Ciência e Tecnologia, realizámos na disciplina de Ciências Naturais um conjunto de actividades que se intitulava: “A vida que não se vê” e cujo objectivo era dar-nos a conhecer a vida ubíqua e desconhecida de muitos microrganismos. As actividades consistiram na observação por microscopia óptica de microrganismos utilizados na indústria alimentar, nomeadamente as leveduras Saccharomyces cerevisiae (utilizadas na produção de pão, vinho, cerveja); na observação de imagens de microscopia electrónica e de fluorescência de outros microrganismos importantes que devido às suas dimensões ou perigo biológico não podiam ser observados na escola (por exemplo: Mycobacterium tuberculosis - agente causador da tuberculose) e na observação de colónias crescidas em placas de petri com meio de cultura de microrganismos isolados do ambiente escolar (mãos dos alunos, material escolar, dinheiro, etc). Estas actividades foram muito enriquecedoras para todos os alunos que as realizaram, pois tornaram possível conhecer melhor o mundo microscópico destes seres vivos. Na nossa opinião, esta experiência foi muito interessante e gostaríamos muito de voltar a realizá-la. Trabalho elaborado por: Maria Sampaio, nº8 – 7ºF Sónia Carvalho, nº17 – 7ºF Tiago Peixoto, nº18 – 7ºF

Exposição de Rosas – dos - Ventos Na semana de treze a dezassete de Dezembro decorreu na Biblioteca da Escola Básica 2,3 Gil Vicente uma exposição de Rosas – dos – Ventos, organizada pelo grupo de Geografia. Os trabalhos foram elaborados pelos alunos do sétimo ano de escolaridade, que utilizaram para o efeito materiais muito diversificados. Mais uma vez os alunos tiveram oportunidade de mostrar a toda a Comunidade Escolar a sua imaginação e criatividade. Por sua vez, os visitantes tiveram oportunidade de eleger o melhor trabalho, deixando o seu voto numa caixinha colocada no local para o efeito. Em Janeiro, as docentes de Geografia irão atribuir o merecido prémio ao trabalho vencedor do desafio.

Parlamento dos Jovens Edição 2010/2011 À semelhança dos anos anteriores, a Escola EB 2,3 Gil Vicente inscreveu-se no Programa Parlamento dos Jovens, uma iniciativa da Assembleia da República em parceria com a DREN e o IPJ. Esta iniciativa dá oportunidade aos jovens de exporem as suas ideias e experimentarem ser de-putados durante dois dias, na Assembleia da República. O tema deste ano é a “Violência em meio escolar”. O prazo para apresenta-ção das listas de alunos candidatos às eleições na Escola termina em 03 de Janeiro 2011. A entrega das listas deve ser feita aos pro-fessores responsáveis pela iniciativa, Rosa Maria Gomes e Manuel Anastácio. Na for-mação da lista tem de ser indicada a medida proposta pela lista com os argumentos que justifiquem a sua implementação. No mês de Janeiro estará na Escola o Deputado, Dr. Pedro Soares para uma sessão de esclare-cimento sobre o tema e o funcionamento da Assembleia da República. A Coordenadora: Rosa Maria Gomes


Biblioteca/Centro de Recursos

Comemoração da República No âmbito das Comemorações do Centenário da República, a Biblioteca Escolar, nos dias 1 e 4 de Outubro 2010, decorou a vitrine e os placares com documentos informativos; expôs livros alusivos à data, o busto da “Senhora República”, a Bandeira Nacional e fotografias. Os alunos utilizaram os materiais multimédia para a realização das actividades propostas no site do portal da República e assistiram à palestra: A República em Guimarães, proferida pelo Eng.º Raul Rocha que abordou alguns aspectos do seu livro "Guimarães no Século XX (1900-1940). Na circunstância, o autor/orador descreveu os anos da República em Guimarães, desde a transição pacífica verificada com a passagem do poder da última Câmara monárquica presidida pelo Abade de Tagilde para o Administrador do Concelho nomeado pelo governo republicano, o jovem advogado Eduardo de Almeida e todas as fases subsequentes. Focou ainda o período do “sidonismo” (1918) em que, de certa forma, os monárquicos regressaram ao poder, bem como os anos da guerra (1914 - 1918) e as dificuldades económicas que se viveram nesse período, em que nem sempre as regras democráticas nas diferentes eleições foram aplicadas, sucedendo-se

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DIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR A Biblioteca assinalou, no dia 27 de Outubro, o Dia da Biblioteca Escolar, de acordo com os objectivos delineados pela International Association of School Librarians -IASL e a Rede de Bibliotecas Escolares – RBE, este ano dedicado ao tema “Diver-sidade Desafio Mudança.” A equipa da BE elaborou um programa de actividades a fim de comemorar este dia: apresentação do funcionamento da Biblioteca e vídeos de motivação para a leitura; leitura de textos, poemas e canções. Houve também a distribuição de marcadores de livros e desdobráveis e uma pequena exposição alusiva ao dia. Os alunos assistiram, atentos, à exibição das apresentações e participaram animadamente na actividade. No final a Equipa da Biblioteca foi surpreendida com lindas canções interpretadas pela dupla sensação Pinho/Correia em que alunos e professores se divertiram imenso!

RECEPÇÃO 5.º ANO

permanentes acusações de fraudes. Na sua descrição prestou homenagem às personalidades locais que mais se destacaram neste período como: Mariano Felgueiras, AL de Carvalho, Alfredo Fernandes e Bernardino Jordão. Conclui realçando a principal herança deixada pela

República em Guimarães, que consi-derou ser a redução do analfabetismo da população de 80% (em 1910) para 70% (em 1926). A palestra seria ainda complementada com a resposta a várias questões colocadas pelos alunos.

Celebração do S. Martinho O dia de S. Martinho foi comemorado na Biblioteca com exposição na vitrine e nos placares de textos e notícias alusivos à data e com a decoração do espaço. Uma outra iniciativa foi o Concurso de Quadras de S.Martinho para os alunos do 1.º e 2.º Ciclos, sendo vencedoras as seguintes:

CLUBE DE LEITURA Ler Sem Limites

A castanha já está assada Mas nós não bebemos vinho Mesmo assim há alegria No dia de S. Martinho!

Uma das missões da Biblioteca é aumentar os índices de leitura e literacia nos alunos e por isso mesmo a Biblioteca para ir ao encontro daqueles alunos que pronunciam alguma resistência à leitura criou um clube: O Clube Amigos da Biblioteca / Ler Sem Limites. É um Projecto de equipa centrado num trabalho colaborativo e de boa-vontade dos seus membros. No primeiro período já foram apresentadas à comunidade educativa algumas das mais valias deste Clube.

Eduardo, 4.º ano, Escola E.B. 1 da Quinta do Vale Castanhas, castanhinhas Assadas com sal Tão quentes, quentinhas Que nem fazem mal Juliana Maria Pinheiro de Oliveira, n.º 14, 5.º B

Hoje é dia de S. Martinho Vamos todos festejar! Há na escola muita alegria E castanhas para assar. Carolina, 2.º ano, Escola E.B. 1 da Quinta do Vale S. Martinho é um grande santo, Porque num dia de tempestade Viu um mendigo com frio E da sua capa deu-lhe metade.

S. Martinho, S.Martinho Hoje é dia de alegria Vamos louvar o santinho E comer castanhas todo o dia.

Beatriz Ferreira, 3.º ano, Escola E.B. 1 da Quinta do Vale

Jéssica Inês Ferreira da Costa, n.º 7, 6.º E

A equipa agradece a todos quantos participaram e dá os parabéns aos vencedores. A entrega dos prémios será efectuada no segundo período, na actividade dos Reis.

Feira do Livro Mais uma Feira do Livro na Biblioteca do Agrupamento. O evento ocorreu de 06 a 17 de Dezembro. A Biblioteca encheuse de livros maravilhosos e com preços para todas as bolsas. De 13 a 17 de Dezembro houve visitas organizadas à feira pelo que todos os alunos do 2º e 3ºciclos e CEF’S tiveram oportunidade de ver e comprar livros adequados à sua faixa etária. Também os alunos e respectivos professores das turmas EFA,10,11,12e14 visitaram a Feira, na noite do dia 16 de Dezembro. Os alunos mostraram-se muito receptivos a esta iniciativa e adquiriram alguns exemplares para lerem em casa. É com muita satisfação que concluímos que a feira do livro e as actividades que a envolvem continuam a ter grande adesão,

Todas as turmas do 5.º Ano foram convidadas pela Equipa da BE/CRE para virem à Biblioteca nos dias 26 e 27 de Outubro, para se integrarem no espaço e verem a dinâmica e o funcionamento da Biblioteca. Reflectiram em conjunto sobre as regras estabelecidas e a importância das mesmas para o bom funcionamento da Biblioteca. Os alunos participaram muito, saindo da Biblioteca com uma consciência cívica mais acordada. Cada aluno recebeu um livro de oferta, marcadores de página e o guia de funcionamento da BE/CRE.

que o digam os professores e os funcionários que nos brindaram com a sua presença. De facto a Feira do livro é uma das actividades que proporciona grande alegria aos nossos alunos e comunidade em geral e isso só mostra que a leitura é valorizada no nosso Agrupamento.

AMIGOS DA BIBLIOTECA Os amigos da Biblioteca são um número considerável de alunos que têm por missão auxiliar a equipa na dinamização da Biblioteca. As suas principais funções são de orientação dos utilizadores na utilização dos recursos da BE/CRE, cumprimento de regras e participar voluntariamente nas actividades lúdico-pedagógicas.

Designação do melhor Leitor no Espaço da BE/CRE 2.º Ciclo: Carlos Alberto Bragança e Pinto, 5.º B 3.º Ciclo: Rui Filipe Mendes Araújo, 8.º F

A BIBLIOTECA A biblioteca é muito importante na minha vida de estudante, é na biblioteca que se aprende porque tem muitos livros fantásticos, jogos divertidos e outros mais didácticos, filmes interessantes. Eu adoro estar na biblioteca quando há exposições, e actividades recreativas, tais como a semana da leitura, hora do conto, actuações ao vivo; também gosto da decoração e da divisão dos espaços. Acho que está tudo bem organizado. A equipa da biblioteca preocupa-se com todos os utilizadores e tenta agradar a todos e a todos os níveis. Penso que fazem bem o seu serviço e são muito atenciosos e compreensivos pois às vezes nós os alunos somos muito barulhentos e exigentes, mas sem razão. Adoro a minha biblioteca e o meu estatuto de Amiga da biblioteca. Micaela, 7.º G Designação do melhor amigo da BE/CRE 2.º Ciclo: Cátia Sofia Pinto Carvalho, 6.º 3.º Ciclo: Rui Filipe Mendes Araújo, 8º F


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Efemérides / Centenário da República

Personalidades vimaranenses ligadas à República Foram diversas as personalidades relevantes e intervenientes no processo de construção do regime republicano em Guimarães. Muitas delas dão nome a algumas das ruas da nossa cidade. Nesta edição, vamos conhecer o percurso de duas delas: Bernardino Jordão e Mariano Felgueiras. BERNARDINO JORDÃO

(1920-22). Esta situação agudizou-se no período do Estado Novo com quase todas as Câmaras a procurarem a municipalização da iluminação pública. Em 1936, a Câmara decidiu municipalizar os serviços de electricidade. Entretanto, Guimarães lastimava a não existência de um Teatro na cidade. Bernardino Jordão avançou para a construção de um Teatro, em Janeiro de 1937, tendo este sido inaugurado em 21 de Novembro de 1938. O Governo recusou o nome “Teatro Jordão”, tendo este ficado com a denominação “Teatro Martins Sarmento”. Com a mudança de Presidente da Câmara e com a alteração da decisão da municipalização, é-lhe atribuída nova concessão. Projectou ainda a construção de um Hotel em Vila Flor, onde hoje está instalado o Centro Cultural Vila Flor, e a instalação de um teleférico na Penha, o que não concretizou. A cidade só veio a ter um Hotel nos anos 70 e o teleférico nos anos 80. MARIANO FELGUEIRAS

Foi uma das grandes figuras da Guimarães empresarial da primeira metade do século XX. A iluminação pública da cidade, alimentada a electricidade, foi inaugurada em 16 de Agosto de 1903 e em 1907 a concessionária, uma empresa inglesa, associou-se a Bernardino Jordão. Este adquiriu a concessão e instalou uma fábrica de electricidade em 1909. Exerceu cargos de direcção política no Partido Republicano e foi Procurador à Junta Distrital de Braga em representação de Guimarães. Foi quase sempre apoiante de Mariano Felgueiras, mas teve grandes “guerras” com uma Câmara republicana

Mariano Rocha Felgueiras nasceu no dia 8 de Fevereiro de 1884, em Guimarães. Fez parte do Centro Republicano e em 1908 foi escolhido, por aclamação, para a tarefa de reorganizar o centro. Foi após a proclamação da República que iniciou a sua intensa actividade política: pertenceu ao Partido Republicano Português e mais tarde ao Partido Democrático. Foi vicepresidente da comissão administrativa da Câmara Municipal de Guimarães durante vários anos. Posteriormente, presidiu a essa comissão e durante alguns meses foi presidente da Câmara. Nesse período empreendeu o Plano de Alargamento da

1910: o Cometa Halley visto de Guimarães cidade. Em 1922 Mariano Felgueiras foi eleito deputado e lutou pela criação do curso comercial na Escola Francisco de Holanda e pela instalação dos correios no Palácio de Minotes. A 3 de Fevereiro de 1927 participou activamente no Movimento Revolucionário que irrompeu em Guimarães e se concentrou no Porto. Ficou exilado na Galiza e mais tarde em França. Em Maio de 1928 integrou a comissão que visava o acordo entre o Partido Republicano Português e a Liga de Defesa da República. Voltou a Portugal em 1933 e viveu em Lisboa até 1948, ano em que regressou a Guimarães. A partir de então colaborou intensamente com a imprensa local, tendo exercido o cargo de director do jornal “A Velha Guarda”. Mariano da Rocha Felgueiras faleceu a 24 de Janeiro de 1976, com 91 anos de contributos importantes no desenvolvimento da república em Portugal. Marta Pedrosa e Francisca Cardoso 8ºD

"Construção ao vivo" da Bandeira Nacional Por iniciativa dos grupos disciplinares de História e Geografia de Portugal e de História, em articulação com docentes de outros grupos disciplinares, realizou-se uma “construção ao vivo” da Bandeira Nacional integrada nas celebrações do Centenário da Implantação da República que a Escola EB23 Gil Vicente - Guimarães tem vindo a promover ao longos dos últimos dois anos lectivos. Os alunos do sexto ano de escolaridade protagonizaram a cerimónia que decorreu, no passado dia 1 de Outubro de 2010, no recinto exterior da escola. A cooperação dos docentes do grupo de Educação Musical tornou possível o entoar uníssono e entusiástico do Hino Nacional pelos alunos participantes e por todos os que presenciaram este evento festivo: alunos, professores, funcionários e demais elementos da comunidade educativa. Nesse dia, e com a preciosa colaboração dos docentes de Educação Visual, dos Clubes de Artes e de Expressão Corporal, foi decorada a montra da farmácia Sto. António, em Urgezes, com adereços e materiais ornamentais relacionados com a República Portuguesa. Os trabalhos expostos foram realizados pelos alunos dos cursos diurnos e nocturnos e dispostos em “espaços concelhios” recriados com materiais gentilmente disponibilizados

pela “Casa da Marcha” de Guimarães. A realização, que esteve patente durante três semanas, servia vários propósitos: em primeiro lugar pretendeu-se evocar a efeméride da Implantação da República junto da população em geral; possibilitou que os melhores trabalhos produzidos pelos alunos beneficiassem de uma maior projecção e visibilidade; em segundo lugar

testemunhou o labor e sentir escolar face ao significativo acontecimento histórico que foi a Implantação da República em Portugal e, em terceiro lugar, proporcionou à comunidade um maior envolvimento com o Agrupamento de Escolas na comemoração do Centenário da República e na apreciação dos trabalhos realizados pelos jovens estudantes.

O cometa Halley foi visto por milhões de pessoas há 100 anos. Faz agora 100 anos que o mundo parou para ver a passagem do Cometa Halley. Foi um espectáculo cósmico grandioso. Os astrónomos garantiam que não havia perigo. Mas o pânico gerou-se entre muitas pessoas que pensavam que seria o fim do mundo. Muitos garantiam que o cometa estava envolvido por gases letais que iriam matar todos os seres vivos. Em Guimarães foi assim: «A convite dos snrs. Augusto Cunha & C.ª, desta cidade, assistimos na quartafeira de madrugada, na montanha da Penha, a diversas observações com as lunetas astronómicas que se acham em exposição na Casa Comércio e Indústria, à Rua Nova de Santo António, e que aqueles acreditados negociantes adquiriram directamente no estrangeiro. O cometa Halley, com todo o seu brilho, a cauda voltada para cima, viu-se nascer com o auxílio daquele poderoso instrumento às 2 horas e 40 minutos da manhã, isto é, 2 horas e 13 minutos antes de nascer o Sol, pois é sabido que o Sol nasceu nesse dia às 4horas e 53 minutosda manhã. Mesmo a olho nu observou-se distintamente o cometa, sem que a luz da aurora conseguisse ofuscar o seu brilho, mas a olho armado viu-se indubitavelmente em melhores condições de visibilidade — mais nitidamente e em toda a sua grandeza. Vimolo nascer acima do horizonte, à esquerda de Vénus, um pouco ao sul do ponto onde nasce o Sol logo depois e perto da última estrela do grande quadrilátero do Pégaso, prosseguindo o seu movimento aparente do céu de Oriente para Ocidente. Na noite de 18 para 19 do corrente, como já se disse no Independente, o núcleo do cometa atravessa o discoso lar de Ocidente para Oriente. O fenómeno verifica-se pelas 2 horas da manhã, sendo porém invisível mesmo a olho armado; mas se é invisível a passagem do núcleo do cometa sobre o Sol, talvez se possa ver a sua cauda luminosa atravessar a terra. Um feixe luminoso caminhando de Oriente para Ocidente envolverá a terra sendo de crer que no horizonte se possam descortinar reflexos aurorais iluminando a atmosfera. [Independente, n.º 440, ano 9.º, Guimarães, 14 de Maio de 1910]


Efemérides / Centenário da República

Acróstico da República

Acordo ortográfico de 1911 O acordo ortográfico é um tema muito actual e algo problemático. Sabemos que deveremos começar a aplicá-lo, na Escola, no próximo ano lectivo. Foi interessante descobrirmos que já em 1911, na sequência da Implantação da República, problemas semelhantes se apresentavam. Olhemos um pouco para a história da nossa língua. Até ao início do século XX, tanto em Portugal como no Brasil, seguia-se uma ortografia que, por regra, se baseava nos étimos latino ou grego para escrever cada palavra — phosphoro (fósforo), lyrio (lírio), orthographia (ortografia), phleugma (fleuma), exhausto (exausto), estylo (estilo), prompto (pronto), diphthongo (ditongo), psalmo (salmo), etc. Ao longo dos tempos, diversos estudiosos da língua apresentaram sucessivas propostas de simplificação da escrita, sem grande êxito. Imediatamente depois da implantação da república em Portugal, a 5 de Outubro de 1910, o novo governo, empenhado no alargamento da escolaridade e no combate ao analfabetismo, nomeou uma comissão — constituída por Gonçalves Viana, Carolina Michaëlis, Cândido de Figueiredo, Adolfo Coelho, Leite de Vasconcelos, Gonçalves Guimarães, Ribeiro de Vasconcelos, Júlio Gonçalves Moreira, José Joaquim Nunes, Borges Grainha e Augusto Epifânio da Silva Dias (que pediu escusa) — para estabelecer uma ortografia simplificada a usar nas publicações oficiais e no ensino. As bases da Reforma Ortográfica foram oficializadas por portaria de 1 de Setembro de 1911, permitindo-se um período de transição de três anos. Apesar de já existir há longo tempo no Brasil um forte movimento que se batia pela simplificação ortográfica, o não envolvimento brasileiro na reforma portuguesa teve o efeito contrário de reforçar as correntes tradicionalistas, ficando os dois países com ortografias completamente diferentes: Portugal com uma ortografia reformada, o Brasil com a velha ortografia. Em 1924 a Academia das Ciências de

Rei e Rainha governavam Portugal Estalou a revolta no país Portugal em efervescência Uniu-se para combater e Batalhar pela Liberdade Iguais no sentir Com vontade de mudar Acabou a monarquia por findar Elaborado por: - Filipa nº: 8 -Jorge Daniel nº: 10 -José António nº: 12 Ano e Turma: 8ºD Escola: EB2,3 Gil Vicente

Lisboa e a Academia Brasileira de Letras começaram a procurar uma ortografia comum, chegando a um acordo preliminar em 1931 que praticamente adoptava a ortografia portuguesa de 1911, iniciando-se um longo processo de convergência das ortografias dos dois países que dura até hoje. Principais alterações Esta reforma da ortografia portuguesa foi profunda e modificou completamente o aspecto da língua escrita, aproximandoo muito do actual. As principais alterações introduzidas foram: 1. Eliminação de todos os dígrafos de origem grega com substituição por grafemas simples: th (substituído por t), ph (substituído por f), ch (com valor de [k], substituído por c ou qu de acordo com o contexto) e rh (substituído por r ou rr de acordo com o contexto); 2. Eliminação de y (substituído por i); 3. Redução das consoantes dobradas a

singelas, com excepção de +rr e ss mediais de origem latina, que têm valores específicos em português; 4. Eliminação de algumas “consoantes mudas” em final de sílaba gráfica, quando não influíam na pronúncia da vogal que as precedia; 5. Introdução de numerosa acentuação gráfica, nomeadamente nas palavras proparoxítonas. Tenta agora escrever as palavras que se seguem, com grafia anterior a 1911, adaptando-as à grafia actual: Agglutinar ____________ Hombro ____________ Céllula ____________ Propheta ____________ Estylo ___________ Chapeo ____________ Miguel Pinheiro nº17, 8ºB Nuno Correia nº18, 8ºB Rui Peixoto nº22, 8ºB

Entrevista à varanda Estamos neste momento, em directo, a entrevistar a varanda da Câmara Municipal de Lisboa, local onde foi proclamada a República. Pode parecer algo maluco entrevistá-la, mas nós, enquanto jornalistas empenhados, vamos fazê-lo na mesma. -Boa tarde , varanda. -Boa tarde. -Assistiu à implantação da República. Qual foi a sensação de presenciar a uma revolta tão grande? -Foi muito divertido ver as pessoas com as bandeiras portuguesas a gritar: REPÚBLICA! REPÚBLICA! -As mãos de JOSÉ RELVAS eram macias ou ásperas? -É assim, eram macias. Vocês são muito curiosos! Eram umas mãos delicadas. Estáme a perceber? -Estou a tentar imaginar. -Tem orgulho em ser a varanda mais importante de Portugal? -Porque é que não haveria de ter? Sintome muito importante, as pessoas tiramme fotos, admiram-me… -Quem era o mais pesado? -Eu não sei, creio que eram os amigos do José Relvas .

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-O que é que via daí de cima? -Eu só via cabeças, cabeças e mais cabeças e bandeiras . -O que é que as pessoas sentiam? -As pessoas sentiam alegria e liberdade. Passavam a ter o direito de votar, eleger um Presidente da República e caminhavam para uma ideia de igualdade. -Pode contar-nos os segredos daquele tempo e de agora? -Ui! São tantos segredos! Mas não os posso contar, são secretos.

-Mas sabe que quando as pessoas olham para cima podem ficar com um torcicolo, não sabe? -Qual torcicolo qual quê! Vocês têm mas é inveja da minha popularidade! -Foi um prazer conhecê-la, senhora varanda. -O prazer foi todo meu, repórter. -Adeus e até à próxima. Miguel Peixoto João Miranda 8ºB

Reis Escorraçados fugindo do Povo Unindo-se e desaparecendo para Bem longe Largando todo o seu Império ao Comando do povo Assim se fez a Republica. Ana Rita , 8ºD nº4 Reinados em ruínas Estagnados Para sempre na memória das pessoas Unidos por um ideal Bem profundo Lá se reergueram Indicando o novo Caminho para A vida. Susana , 8ºD nº18

Entrevista ao mapa cor-de-rosa -Senhor mapa, o que pensa de ser chamado por mapa cor-de-rosa? -Sempre detestei esta cor, é cor de menina e eu sou um mapa. Para além disso, mapa é masculino, não feminino. Cor-de-rosa é cor de flores, vestidos e roupa das meninas que acabam de nascer, isso é tudo tretas. - Para que é que o Senhor mapa servia? - Portugal queria unir Angola a Moçambique. Então criaram e sonharam com o meu mapa. -Acha que teve importância na queda da monarquia? -Claro que sim, os ingleses queriam a África toda para eles e lançaram um ultimato a Portugal para desistirem de mim. O nosso Rei, cheio de medo dos ingleses, foi aceitar o ultimato. Os portugueses sentiram-se humilhados e governados pelos ingleses e começaram a duvidar da Monarquia. E então o que lhe aconteceu? Sabe como é, a idade não perdoa e a reforma toca a todos. Agora ando por aí a passear. O que pensa do estado do nosso país? Está uma vergonha. Andam-me a cortar na reforma! Como poderei eu sobreviver? Foi uma óptima entrevista. Obrigado !!! João Teixeira Jorge Fernandes Carlos Figueiredo 8ºD


Projecto Nicolinas

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Visita à Casa dos Bombos

Gil Vicente volta a vencer Uma vez mais, a nossa escola conquistou o 1º. prémio no desfile de carros alegóricos do cortejo das Maçãzinhas, actividade inserida no âmbito do Projecto Nicolinas, levada a cabo pelos alunos do 9º. ano, CEF 1 e seus docentes, particularmente do Clube de Artes e Teatro e disciplina de Educação Visual. Desta feita, o carro alegórico versou duas temáticas, juntando dois em um: o centenário da I República e os 150 anos da Senhora Aninhas, mãe dos estudantes. Deste modo, a loja da Senhora Aninhas Farinheira, local de encontro dos estudantes de outrora, deu mote à encenação de uma patuscada da época, nas vésperas das Nicolinas de 1910, durante o ensaio do pregão desse ano. A esta aninmada ceia pela noite dentro, com gritos de Viva a República e Viva a Senhora Aninhas, seguiam, no solo, alguns republicanos convictos, uns mais burgueses, outros mais populares, devidamente enquadrados pelas forças da ordem e um grupo de caixas e bombos,ao toque do pregão. No fundo, mais um exemplo da criatividade e vitalidade da escola, como foi referido e anunciado na cerimónia da atribuição do prémio no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor, comple-

tamente lotado, no decurso das Danças Nicolinas e referido quer pela nossa Directora quer pela vereadora da cultura da Câmara Municipal. QUADRAS SATÍRICAS DESFILARAM NO PINHEIRO Quatro das várias quadras satíricas produzidas na escola ,no âmbito do Concurso de Quadras Satíricas, foram seleccionadas para o desfile do Pinheiro, que na passada noite de 29 de Novembro percorreu as ruas da cidade. O concurso, aberto a toda a comunidade educativa, teve pouca participação em termos quantitativos, mas superou as expectativas pelo número de quadras seleccionadas. Transcrevemos duas das quadras seleccionadas: Se a Europa nós queremos Só com massa a conquisto Pois se um Bebé vendemos Outros já venderam Cristo Neste estado de ladrões Sacanice e injustiça Uns de calças nas mãos Outros na fartura suiça

Montra Nicolina Uma vez mais a Farmácia Santo António abriu as portas, ou seja, a montra à escola. Deste modo, sob a orientação da professora Helena Freitas, foi possível instalar uma bela montra alusiva às nicolinas, na qual se representou o Centro Histórico de Guimarães, durante as Maçãzinhas. Quem passou na rua não ficou indiferente e choveram até os elogios à escola e seus alunos, não só pela montra em si mesma como também pelas lindas fitas pintadas e/ou bordadas pelas raparigas.

No passado mês de Novembro, algumas turmas do 9º. ano visitaram a Casa dos Bombos, nos Carvalhos, em Polvoreira. O senhor Manuel José Salgado, antigo aluno da nossa escola, é o actual proprietário da Casa dos Bombos, ofício de artesanato que herdou do pai, com quem aprendeu esta arte desde muito novo. É ele que fabrica muitos dos bombos e caixas que animam as festas nicolinas. Foi por isso uma agradável visita esta deslocação à sua oficina. Aí, entre caixas e bombos, pandeiretas e tamborins, percebemos como se fazem estes instrumentos musicais a partir de materiais como a madeira, as peles, as chapas, os arames, as cordas e ferramentas como os martelos e alicates. Fomos encontrá-lo no pico do trabalho, agora que as encomendas sobem com as nicolinas, tal como acontece no Verão, quando há mais festas e romarias. Ficamos ainda a saber que os metais, as chapas e os arcos de madeira são a base destes instrumentos, bem como as peles que vêm dos cabriteiros, geralmente de cabra ou cabrito. Estas são geralmente tratadas, ficando cerca de uma semana em água e cal e outros produtos químicos para perderem os pêlos. Depois são raspadas e lavadas e finalmente esfregadas e esticadas, para não encolherem. Depois há os pequenos segredos da afinação, que passam por pequenos truques nas cordas e nos buracos dos metais, entre outros. Afinação que é também preciso ensaiar para aprender os quatro toques nicolinos: o toque das moinas ou dos novos; o toque do Pinheiro ou dos velhos; o toque do Pregão; e o toque de ofício, cerimónia ou novenas. Toques que, como explicou o professor F. Capela Miguel nos ensaios com o CEF1, devem ser em grupo, pois um homem nunca deve tocar só …

Colóquio das Nicolinas Logo no início do ano, em 30 de Setembro, realizou-se no salão de alunos da nossa escola um colóquio sobre as Nicolinas, orientado pelo professor Silvestre Barreira. Este começou por falar sobre as Nicolinas no seu tempo e apresentou-nos um power point sobre a origem destas antigas festas dos estudantes, mostrando-nos imagens dos seus principais números, como o Pinheiro, o Pregão, as Maçãzinhas e explicando o seu significado. Assim, sobre o Pinheiro, explicou que este tem o significado de anunciar as festas e levar ao convívio entre gerações, que se encontram nessa noite, afirmando que “no meu tempo só tocavam os velhos”, uma vez que actualmente todos tocam bombos e caixas, mesmo as raparigas. Falou-nos também sobre o número das Posses, que tiveram início com o Dízimo de Urgezes, sobre S. Nicolau (patrono e protector dos jovens) e da ligação das festas à S. Martinho e à Nossa Senhora da Conceição. O número das Maçãzinhas, que se realiza no dia de S. Nicolau, em 6 de Dezembro, mereceu especial atenção do orador, que as caracterizou como “uma troca de amor” romântica, à moda antiga, no qual o rapaz com a sua lança oferece à rapariga a maçã, que “é o fruto do amor”. A este propósito explicou também a simbologia das cores das fitas que os raparigas oferecem aos rapazes, para estes enfeitarem as suas lanças. De facto, afirmaria “as festas são principalmente uma homenagem às mulheres” e acrescentaria “um rito de passagem do solstício de Inverno para a Primavera, um tempo de recriação que corresponde à transição da adolescência à vida adulta”. A conversa estendeu-se ainda aos trajes e gastronomia nicolina, à vida da Senhora Aninhas, mãe dos estudantes e ficamos até a saber que as festividades terminam com um hino nicolino. A terminar e no final do colóquio, os alunos tiveram ainda oportunidade de exporem as suas dúvidas e perceber que, como disse o orador, que “o nicolino é bom estudante” e que “os estudantes procuram o saber” … Foi um colóquio interessante, que serviu para os alunos ficarem informados sobre as tradições da sua terra e as suas festividades. Ana Eduarda (9º. A)


Projecto Nicolinas

Janeiro 2011 NOVAS DO GIL 11

Clube de Teatro apresentou Auto do Dízimo de Urgezes Centenário da República e os 150 anos do nascimento da Senhora Aninhas evocados na tradição. A homenagem à Senhora Aninhas, mãe dos estudantes, nos 150 anos do seu nascimento foi a temática central do “Auto do Dízimo de Urgezes” deste ano, efeméride a que seria acrescentada o centenário da República. Dois em um, que recriou a loja da Senhora Aninhas (num cenário bem concebido pelo Clube das Artes) e nos transportou ao ano da república e do cometa Halley, em 1910, durante uma ceia animada de pica no chão (moina ou enfarta-burros na gíria nicolina), supostamente destinado à degustação vampiresca do animal e do seu sangue e ao ensaio do Pregão Nicolino. Uma cena habitual nesses tempos, como o próprio folheto do “espectáculo” recordava, transcrevendo uma passagem do pregão de 1942: Guardava e cozinhava um furto de galinhas Com infinda paciência, a boa Ser’Aninhas E às noites – quanta vez – se o bando reunia À volta da lareira – ó ceia consolada!Espírito e chalaça – a guitarra gemia Nas mãos do Zé Roriz, até de madrugada … Era assim, era assim … E como tudo passa! Sabia-se viver com arte e graça! Quanto à peça propriamente dita, representada pelo Clube de Teatro, orientado pela docente Anabela Silva e formado maioritariamente pelos alunos do 9º. A, todos capricharam nas interpretações, com especial destaque para a Senhora Aninhas (Patrícia Moura), e os estudantes José Pedro Carvalho e Rui Miguel Melo, bem

acompanhados pelo coral do 6º. ano, que sob a batuta (melhor dizendo o piano)da professora de Educação Musical Gabriela Caldelas, entoaram e cantaram os hinos de S. Nicolau e de Guimarães. E como da ceia nem cheiro a frango, nem tão-pouco umas simples moletes, à moda da Senhora Aninhas, foi concedida a palavra o pregoeiro Manuel Silva (Tiago Lemos) que deitando faladura, declamaria, em tom de ensaio, alguns excertos do pregão de 1910: Tende tudo a morrer de dia para dia Tal como aconteceu à velha monarquia Que aqui tivera o Berço, em tempos já remotos E depois de assistir a guerras, terramotos Se lutas sociais – a inesperada sorte Arrebatadamente, a fez cair de morte! (…) Intrépidos heróis! Perante vós me inclino; Salvasteis Portugal, abrindo-lhes um destino De Liberdade, Amor, de Paz e de Justiça Hoje podeis juncar a gloriosa liça Com ramos d’oliveira e coroa de louro, Pondo o 5 d’Outubro em grandes letras d’ouro!

Depois, a evocação do passado deu lugar ao presente e aos nicolinos de hoje. Deste modo, em tom satírico q.b. , irreverência comedida e sem censura prévia visível, perante algum vernáculo de circunstância e calão vicentino, o Auto do Dízimo 2010 libertar-se-ia em mais de cinco centenas de quadras, tal e qual como havia sido proferido em 4 de Dezembro,

na sede da Junta de Freguesia de Urgezes (ler página 2): Que dizeis da nação Desta nova legislatura? Em matéria d’ educação Só mudou a criatura Estais agora sob Alçada E com toques de ternura Mas quase não mudou nada Nesta nova aventura …

Uma aventura na escola Novo Estatuto d’Aluno … Antes queríamos a bola E um feriado opotuno E como vão os docentes Vossos profes estimados? Coitados, andam doente Foram todos congelados … Para o ano poderá haver mais … se ocorrer o degelo...

150 anos do nascimento da Senhora Aninhas, mãe dos estudantes A Senhora Aninhas, de nome completo Ana Joaquina de Magalhães Aguiar, nasceu em Fafe, em 14 de Outubro de 1860 e faleceu em 2 de Agosto de 1948. Ainda nova, veio para Guimarães para servir como criada no solar dos Condes de Margaride. Aí terá tido os primeiros contactos com os estudantes e as nicolinas , pois por esse tempos o solar dos Condes de Margaride tinha sempre reservada uma posse nicolina de boa e farta mesa, aproximação esta que teria crescido com o seu casamento com António André, contínuo do Liceu. Aí, nesse solar, terá também adquirido as suas simpatias pela causa monárquica que sempre conservou. Mas, acima de tudo, a Senhora Aninhas, mãe dos estudantes, ficou conhecida pela sua loja situada no nº. 57 da actual Rua de Santa Maria, que na altura se localizava junto ao Liceu (actual edifício da Câmara Municipal), local onde em 1971 foi colocada uma lápide com a seguinte inscrição: Aqui nos abriste o peito Aqui te quisemos bem Aqui foste, de estudantes Conselheira e santa mãe. De facto, a Senhora Aninhas, também conhecida por Aninhas Farinheira, por comercializar farinha, conquistou os corações dos estudantes que frequen-

temente se encontravam na sua lojinha para a cavaqueira, para comprar tabaco que por vezes fiava, ou saborear os seus petiscos baratos como as moletes, os bolinhos de bacalhau mal feitos, os bolos caseiros com sardinhas ou carne de porco e as rabanadas. Recorde-se que nesses tempos o Liceu de Guimarães funcionava geralmente em regime de internato, pois só existiam escolas secundárias nas principais cidades e os transportes eram demorados ou quase não inexistentes, pelo que muitos alunos estavam longe ou afastados das famílias. Deste modo, a Senhora Aninhas, era um refúgio e quase uma mãe para muitos deles a quem fiava frequentemente, calotes que nem sempre eram pagos ou apenas liquidados em pregão. Ouçamos algumas passagens de pregões nicolinos sobre a popular senhora: Este Pregão dedico à nossa Senhora Aninhas Aquela que aturou as estroinices minhas E a quem pagarei “um calo” de almirantes - Mania assaz revelha em bolsa de estudantes Meu calote atingiu o cume de um tostão Com juros, hoje, pois liquido-o no Pregão, Pedindo-lhe clemência, aqui, de mãos erguidas Pr’a meus distúrbios maus e minhas ruins partidas. Que a santa me perdoe a dívida barbada De há quase meio século e hoje “alfim” saldada (Pregão de 1944)

Este amor dos estudantes e da cidade seria mais tarde reconhecido. Prova-o a homenagem que foi alvo no Teatro Jordão, em 1945, cerca de três anos antes do seu falecimento, ou a atribuição do seu nome na toponímia vimaranense: a Travessa Senhora Aninhas, antiga viela dos Laranjais, bem junto à sua antiga lojinha. Homenagem que os jornais da época, como o Notícias de Guimarães, corroborariam, pela pena de Delfim de Guimarães, num belo soneto publicado em 1948: O que ela nos sofreu! As nossa travessuras! As dívidas que a malta nunca liquidou! Os desgostos por nós, por nós as amarguras As noites que essa santa, e dias que passou! Para a malta fumar faziam-se mil juras Sem as acreditar o que ela nos fiou! Seus ralhos eram sempre um favo de ternuras E nunca um estudante a santa maltratou! Quando nos via ao lombo a pérfida raposa, Ficava muito triste e, sempre carinhosa, Ralhava-nos com mel, que nos fazia bem… De rapaz, muito novo (os anos que lá vão) Eu trago o seu retrato, aqui, no coração. Estudantes, chorai! Morreu a nossa Mãe!

Clube de Teatro


12 NOVAS DO GIL Janeiro 2011

“Peddy-Paper no centro de Guimarães”

Educação e Formação de Jovens e Adultos

Lenços de namorados A turma EFA7( João Regueiras, Lisuarte Mendes, Luís Sousa, Maria da Glória Pereira, Maria de Fátima Pereira), juntamente com a sua formadora, Ana Jerónimo, entregou sessenta euros à Associação Apoio Apoio à Criança. Durante algumas sessões de formação de Cultura, Língua e Comunicação, os formandos trocaram o computador pelas linhas, agulhas e o linho. O objectivo era cada um bordar um pequeno lenço dos namorados de Vila Verde, que depois seria vendido cujo dinheiro reverteria para uma instituição. Tarefa que todos aceitaram com um pequeno senão: nenhum dos formandos sabia bordar. Rapidamente o problema foi resolvido e o resultado foram seis pequenos lenços, que rapidamente foram vendidos. Estas preciosas amostras dos lenços dos namorados foram adquiridas pelo professor Eduardo Meira, pela professora Rosa Maria Roriz, pelo presidente da Junta de Urgezes Dr. Miguel Oliveira, pela menina Marta da secretaria, pela formanda Glória do EFA7 e pela formanda Cláudia Silva do EFA10. No dia dezoito de Junho de dois mil e dez, o dinheiro foi entregue a dois membros da direcção da Associação Apoio à Criança que agradeceram o donativo e explicaram como funciona a Associação. Maria da Glória Pereira

Visita à Barragem do Lindoso As turmas dos Cursos de Educação e Formação de Adultos/Nível Secundário (EFA/NS 10, 11, 12, 13 e 14) participaram na actividade “Peddy-Paper no centro de Guimarães”, no dia 14 de Dezembro de 2010, tendo como pano de fundo o miolo do centro histórico da cidade, diga-se em boa verdade, um dia depois de festejar o seu nono aniversário de elevação à categoria de Património Mundial da Humanidade. Todo o trabalho realizado pelas diversas turmas, nesta iniciativa de percorrer as principais praças do histórico burgo, surgiu numa organização e supervisão conjunta dos docentes: Ana Jerónimo, Ana Costa, Cláudia Ribeiro, Fátima Araújo, Luís Dias, Mónica Marques e Paula Melo. Ana Jerónimo, Cláudia Ribeiro e Fátima Araújo que tiveram um controlo privilegiado das acções em curso pelo simples facto de também descobrirem um farol aconchegado numa das colectividades mais representativas na freguesia de Oliveira do Castelo. Daí, não só se protegeram do imenso frio como também tomaram conta das operações que decorreram entre as 20 as 23:45 horas, num clima de interacção e saudável concorrência entre os grupos, num corre, corre, entra e sai do posto de comando, a fim de todos os itens serem cumpridos dentro do tempo previamente estipulado. Sem qualquer margem de dúvida que a iniciativa de percorrer a pé os locais mais emblemáticos, tais como o Largo da Mumadona, Largo da Oliveira, Praça de Santiago, Rua de Santa Maria, não deixou indiferente os transeuntes que em alguns casos lá foram dando algumas dicas, uma forma de também participar ajudando os menos atentos aos textos distribuídos. No final todos em conjunto, docentes e formandos, aproveitaram para conhecerem outra realidade, o associativismo em pleno centro histórico, o Grupo Desportivo Oliveira do Castelo. Todos os formandos estavam cansados, alguns com frio, mas muito contentes. Os comentários eram: sou de Guimarães e não conhecia isto…, nunca tinha passado ali…

Os alunos dos Cursos CEF da escola E.B. 2,3 Gil Vicente, de Guimarães deslocaram-se no passado dia 8 de Outubro de 2010 à central hidroeléctrica do Alto Lindoso, mais conhecida como Barragem do Alto Lindoso. Os alunos dos cursos de Educação e Formação, de Instalações eléctricas e de informática antes de iniciarem a visita, de conhecer a barragem no seu interior e de saber diversas curiosidades acerca da mesma, desde a forma como foi construída ao seu funcionamento, ao modo como a água é transformada em energia, tiveram a possibilidade assistir a uma descrição teórica acerca de todo o funcionamento da barragem e tomaram conhecimento que esta constitui o maior aproveitamento hidroeléctrico do país, situado no rio Lima e que, além desta barragem ser uma das mais altas de Portugal, tem o elevador mais rápido da Europa e o segundo mais rápido do mundo. Esta visita foi na opinião de todos bastante proveitosa na medida em que tiveram oportunidade de observar a natureza e a engenharia a trabalhar em conjunto para nos fornecer energia. Trabalho realizado pelos alunos do CEF2

Árvore de Natal

Menino Jesus pequenino Embala o meu coração, Neste noite de Natal, Inverno frio de escuridão, Noite mágica e de oração, Olhos fechados com devoção. Jesus menino deitado, Embalado pela mãe, Sorrindo para todo o mundo; Unamos os nossos corações, Sempre haja Natal e AMOR! Acróstico elaborado por António José Roriz Nasceu Jesus, o Salvador, Agora vamos celebrar Toda a beleza que brotou Ao viver e ensinar o Legado de Amor que nos deixou. Dezembro é seu aniversário, Então, vamos homenageá-lo Todos nós somos um, O importante é confraternizar, Deixar as mágoas de lado, O rancor exorcizar, Saudar uns aos outros. Não abdicar da compaixão, Ouvir a voz do coração, Solidarizar-nos como irmãos. Acróstico elaborado por Joaquim Ferreira

Fazem-se lindos presépios, tudo fica a brilhar, Estrelinhas, bolas e os três reis magos, não faltando o Pai Natal, Louvamos o nascimento de Jesus, Iremos visitá-lo com alegria Zelamos para que haja sempre Paz e Harmonia. Neste Natal, eu desejo PAZ, AMOR e ALEGRIA Atodas as crianças que não lhe faltem prendinhas. Tudo é lindo: as luzinhas a brilhar e piscar; Amigos e família, toda a gente a comemorar; Laços de amor e amizade, tudo isto é NATAL! Acróstico elaborado por Laurinda Cunha Em Belém à meia-noite Nasceu o Salvador, Para nos mostrar A Paz, Felicidade, Saúde e Amor! A 25 de Dezembro Neste dia tão singelo, Nasceu Jesus de Nazaré O ser mais encantador e belo. Quadras elaboradas por José Castro Teixeira É Natal, é Natal, Tempo de paz e amor, Já nasceu o Deus menino Nosso rei e redentor. Quem me dera que o Natal durasse todo o ano, Para ver os rostos felizes Daqueles que tanto amo. Era pobre a cabaninha Onde nasceu Jesus, Nunca vi coisa tão linda, Irradiava tanta luz.

Este pinheiro foi feito a base de material reciclável, já tinha lá o pau de madeira, tivemos só de o colocar noutro sítio, porque onde estava não era muito visível. Depois estivemos a pôr os cabos de aço para pôr as garrafas, e enquanto alguns ficavam cá fora, outros ficavam lá dentro a furar as garrafas e a pintar as lâmpadas. Para as lâmpadas piscarem tivemos que por um temporizador. No fim quando ficou tudo pronto, achamos que ficou uma coisa engraçada. Um boneco de neve, feito à base de garrafas de plástico, veio fazer guarda ao pinheiro.

O Natal é dos pequeninos, E também quando o Homem quer, Vamos ajudar o mundo, Que é o que Deus quer. Quadras elaboradas por Maria José Pinto e Pedro Faria


Actividades

EB1 Arrau (Nespereira)

Janeiro 2011 NOVAS DO GIL 13


14 NOVAS DO GIL Janeiro 2011

Actividades

EB1 Francisco dos Santos Guimarães (Urgezes) UMA AULA DE MATEMÁTICA É DIVERTIDA?... É muito divertida quando… … nas aulas usamos materiais diferentes ou fazemos jogos que nos ajudam a perceber melhor os temas.

…resolvemos problemas ou desafios matemáticos.

… pesquisamos e descobrimos que há muitos matemáticos famosos ao longo dos tempos.

Euclides

George Polya

Euclides nasceu na Líria e estudou em Atenas. Foi um dos primeiros geómetras e é reconhecido como um dos matemáticos mais importantes da Grécia Clássica e de todos os tempos. Muito pouco se sabe da sua vida. Sabe-se que foi chamado para ensinar Matemática na escola criada por Rolomeu Soter em Alexandria. Aí alcançou grande prestígio pela forma brilhante como ensinava geometria e álgebra, conseguindo atrair para as suas lições um grande número de discípulos. Diz-se que tinha grande capacidade e habilidade de exposição e algumas lendas caracterizamno como um bondoso velho. Conta-se que, um dia, o rei lhe perguntou se não existia um método mais simples para aprender geometria ao que Euclides respondeu: “Não existem estradas reais para se chegar à geometria.”

Não é todos os dias que um grande matemático se interessa pelo currículo e pelos métodos de ensino da matemática. A este respeito, Polya é quase uma excepção George Polya nasceu a 13 de Dezembro de 1887 em Budapeste, numa família judaica de origem polaca. Foi um óptimo estudante no ensino secundário, apesar da escola que frequentava valorizar muito a aprendizagem com base na memória, prática que Polya considerava monótona e sem nenhuma utilidade. Licenciou-se em 1905 tendo sido considerado como um dos quatro melhores alunos do seu ano o que lhe permitiu ganhar uma bolsa de estudo na Universidade de Budapeste. Em 1940 decidiu ir para os Estados Unidos tendo aceite, em 1942, um cargo de professor na Universidade de Stanford.

Bento Jesus Caraça

Nuno Crato

Nasceu em Vila Viçosa no dia 18 de Abril de 1901. Desenvolveu uma notável acção cultural e pedagógica através de artigos publicados nas revistas “Gazeta de Matemática”; “Seara Nova”; “Vértice” e nos jornais “O Globo”; “O Diabo”; “A Liberdade” e ainda pelo seu entusiasmo pela Universidade Popular Portuguesa. Professor de Matemáticas Superiores do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Publicou entre outras obras: Interpolação e Integração Numérica, Lições de Álgebra e de Análise, Cálculo Vectorial, Conceitos Fundamentais da Matemática e as Funções Beta e Gama, Funções Octogonais. Morreu em Lisboa no dia 25 de Junho de 1948.

Professor Catedrático de Matemática e Estatística, no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa. Estudou na Faculdade de Ciências de Lisboa e licenciou-se em Economia onde depois obteve o grau de Mestre em Métodos Matemáticos. Doutorou-se em Matemática Aplicada nos Estados Unidos, trabalhando neste país durante alguns anos como investigador e professor universitário. Preocupado com o ensino publicou “O Eduquês em discurso directo”. Coordenou a conferência internacional Gulbenkian de educação de 2008, Matemática e Ensino: Questões e Soluções. A Sociedade Europeia de Matemática atribui-lhe em 2003 o 1º Prémio.


Actividades

Janeiro 2011 NOVAS DO GIL 15

EB1 de Bairro (Urgezes)

No âmbito da comemoração do Dia do Não Fumador, que se assinala a 17 de Novembro, foi realizado um inquérito aos pais e mães dos alunos da EB1 do Bairro. Foram realizados 52 inquéritos. Após análise dos dados obtidos apresentamos os resultados. Através deste gráfico podemos mostrar que a maioria dos inquiridos não é fumador, sendo apenas 29% os que assumiram que fumam. De entre os fumadores, os homens estão em percentagem muito mais elevada (73%).

Quanto à idade dos fumadores verifica-se que há uma maior incidência entre os 36 e os 40 anos de idade (53%), independente do sexo do fumador. Em relação à quantidade de cigarros fumados podemos verificar através do gráfico que a maioria dos fumadores fuma entre 11 a 20 cigarros diariamente.


16 NOVAS DO GIL Janeiro 2011

Actividades

EB1 / JI da Valinha (Polvoreira)

Alunos 1.º ano

Alunos do JI da Valinha – Técnica da pintura digital

Quadras de S. Martinho

Acróstico

S. Martinho

Martinho um soldado corajoso

O santo deu a capa ao velhinho

Castanhas quentinhas

Andava no seu belo cavalo

Quando muito frio fazia

Ao lume a estalar.

Rua abaixo seguia um pobre mendigo

Nós vamos assá-las

Tirou Martinho metade de sua capa para o mendigo

Até nos fartar

Ideia dele para o ajudar

Castanhas, castanhas Que boas que elas são. Quentinhas, assadinhas

Na época das castanhas e do vinho S. Martinho dá alegria.

O S. Martinho bendito

Nesse momento a chuva parou e o sol brilhou

A sua capa gostou de dar.

Hoje ainda se comemora esse milagre

A castanha, o vinho e a alegria

O Verão de S.Martinho.

Ele nos quis deixar.

Alunos do 3º ano Fazem bem ao coração. Trouxe a alegria S. Martinho No dia de S. Martinho

ao dar a capa vermelhinha.

Toda a gente sai

No seu dia prova-se o vinho

Para beber um copinho

e trinca-se uma castanhinha.

E lembrar o rico S. Martinho. O S. Martinho, com a capa fez magia. No dia prova-se o vinho comem-se castanhas com alegria.

Alunos do 2.º ano

Alunos do 4.º ano


Actividades

Janeiro 2011 NOVAS DO GIL 17

EB1/J.I. Quinta do Vale (Polvoreira) 1º Prémio obtido a nível de Agrupamento nos 2º, 3º e 4º anos. Quadras de S. Martinho

Dá as castanhas O castanheiro Saltam castanhas Para o braseiro. Que tarde linda Se vai viver! Que bom pular! Que bom correr!

Hoje é onze de Novembro Dia de S. Martinho Ainda bem que me lembro De beber um copo de vinho.

Uma bola com piquinhos Tem lá dentro uma castanha. Passa para mim que eu passo a outro Vamos lá ver quem ganha!

Castanhas quentinhas Ao lume a estalar. Nós vamos assá-las Até nos fartar.

Vai ao meio quem ficou Com a castanha na mão S. Martinho venha cá Marcar-nos a pulsação.

No dia de S. Martinho Toda a gente sai Para beber um copinho E lembrar o rico S. Martinho. Há castanhas para assar O vinho novo para provar Vem aí o dia de S. Martinho E muita alegria para o festejar. Sofia Ferreira, 4.º ano

Caras risonhas Da pequenada Quase medonhas De enfarruscadas!

Luís, 4.º ano Comem-se papas de milho, romãs e castanhas assadas. Bebem-se uns copos de vinho e, às tantas, já não se dá por nada! Isto é um dia de festa, um dia de folia. Vamos saltar a fogueira, conviver com alegria! Cristina, 3.º ano São Martinho é um grande santo, porque num dia de tempestade viu um mendigo com frio e da sua capa deu-lhe metade!

Alegre beira Magusto lindo! Estala a fogueira Rindo!

Beatriz Ferreira, 3.º ano

Maria Beatriz, 4.º ano Para o dia do S. Martinho O Santo comemorar Haja castanhas e vinho E muita alegria no ar. Neste dia de alegria Usa a capa do S. Martinho Come muitas castanhas E acompanha-as com bom vinho. É no mês de Novembro que se festeja o São Martinho, comendo castanhas assadas e também provando o vinho! Chovem castanhas do céu Para a festa de S. Martinho lá vou eu! Vou festejar com alegria, o S. Martinho de hoje em dia!

Viva o S. Martinho Que é um santo milagreiro Traz na capa, castanhas e vinho E alegria para o povo inteiro. Hoje é dia de S. Martinho Vamos todos festejar! Há na escola muita alegria E castanhas para assar!

Entrega dos prémios aos alunos, foi realizada na Festa do Natal da Escola

Liliana Silva, 3.º ano Carolina, 2.º ano Com esta crise que vai, ai meu rico S. Martinho: não há alegria, nem dinheiro para comprar as castanhas e o vinho

O OUTONO chegou ao Jardim de Infância e EB 1 da Quinta do Vale. Os alunos da educação pré-escolar elaboraram dois placares alusivos à Estação do ano. O placar situado abaixo, foi elaborado em articulação com o ensino básico.

Dia onze de Novembro Que bom que seria Comer castanhas assadas Com emoção e alegria. Para isso acontecer, o Santo tem de ajudar. Às tantas, até a capa vender para as castanhas comprar! Maria Beatriz, 2.º ano

Que lindo Outono… O castanheiro….. São castanhinhas, foram as canções cantadas pelos discentes, num animado festejo a S. Martinho. Dançou-se à roda da fogueira e os mais valentes saltaram-na. As castanhas foram apreciadas por todos nesta confraternização. Pequeninos como as lindas e pequenas castanhinhas.


18 NOVAS DO GIL Janeiro 2011

Desporto

Escola de Referência de Xadrez – uma referência a nível nacional A Escola de Referência de Xadrez Gil Vicente é hoje bem conhecida a nível nacional. No 8ºano de existência, a escola agrega cerca de 4 dezenas de alunos de diversos estabelecimentos de ensino (8), dos concelhos de Guimarães (6 escolas), Vila Nova de Famalicão (1) e Braga (1). Há uma razão bem patente que justifica tão díspares preferências, os inúmeros títulos individuais e vitórias colectivas que inscreveram Urgezes no mapa escaquístico, local, regional e finalmente, nacional. Outra consequência do trabalho realizado foi o crescente protagonismo do responsável pelo grupo-equipa na modalidade, quer a nível do Desporto Escolar quer a nível federado. O prof. Fernando Costa é desde 26 de Abril de 2008, o Presidente da Associação de Xadrez do distrito de Braga. A equipa esteve particularmente feliz no decorrer do ano lectivo passado vencendo colectivamente e em termos absolutos individuais duas das três provas do Circuito do Desporto Escolar, merecendo destaque o nosso jogador CARLOS MACHADO e na final do Desporto Escolar, a nossa equipa perdeu somente o título distrital, na última jornada, tendo-se sagrado vice-campeão. Alcançou-se inúmeros títulos individuais nos diferentes escalões, alguns inclusive conquistados pelos nossos atletas de primeiro ano de actividade, com foram exemplo, o Francisco Ribeiro e o José Carlos Ferreira. Este ano lectivo, com a ausência da principal rival, a vitória foi arrasadora,

porque nos primeiros dezasseis lugares, apenas o 10º classificado não está inscrito pelas nossas cores. Individualmente venceu o JOÃO SEQUEIRA DA COSTA, alcançando-se 12 dos 13 pódios em disputa. No campeonato Regional, o nosso atleta campeão nacional por equipas de 2008/09, JOÃO SEQUEIRA DA COSTA, foi vice-campeão regional; foi o capitão da equipa de Braga e sagrou-se campeão regional. O professor Fernando Costa juntamente com um outro professor de Gaia foi nomeado para chefiarem a equipa da DREN que se sagrou campeã nacional. A ERDX Gil Vicente teve o ano passado três campeões nacionais a nível do Desporto Escolar: o dirigente prof. Fernando Costa e os dois atletas: João Sequeira da Costa e Carlos Machado. Uma atleta que também esteve em evidência foi a Beatriz Rasteiro que o ano passado foi homenageada na I Gala do Desporto do concelho de Guimarães. A relação privilegiada com os Amigos de Urgeses e os apoios logísticos da Câmara Municipal de Guimarães e da Junta de Freguesia de Urgezes, permitiram abrir uma cortina na progressão dos nossos atletas. Mas o sucesso vai muito para além dos resultados desportivos, a missão continua a ser o combate ao insucesso e ao abandono escolar e a promoção da inclusão, a aquisição de hábitos de vida saudável e a formação do carácter, por isso, a ERDX é muito mais que uma escola de xadrez, é antes de tudo, uma escola de vida. Fernando Costa

A delegação de Braga que integrou a equipa campeã nacional, chefiada pelo Prof. Fernando Costa

JOÃO SEQUEIRA DA COSTA – Vice-campeão regional 2009-10

Jornada de Propaganda no Lar Rainha Dona Leonor Os nossos atletas foram visitar um local diferente daqueles que usualmente frequentam - o Lar Rainha Dona Leonor. Foi um encontro particularmente emotivo, em que anfitriões e visitantes tudo fizeram para que esse encontro de gerações fosse algo de agradável para mais tarde recordar. A Directora Maria de Jesus Lima fez a sessão de boas vindas e Fernando Costa dirigiu-se aos utentes, justificando razões desta visita. Depois dessas formalidades, tudo se desenrolou comos todos fossem conhecidos uns dos outros, jogou-se xadrez, brincou-se com as peças, evocando outras “peças” que a vida jogou noutros tabuleiros e tal como um puzzle, construi-se, desestruturou-se este e aquele jogo. Em cada mesa, uma realidade diferente, num simples salão, tantas vontades e tão díspares que parecem que foram montadas em locais tão diferentes. Cada utente par-

tilha o espaço físico e até um pouco do mundo dos seus vizinhos, mas tem ainda um mundo intocável, cheio de predicados, muito tão embrulhados, que ficaram guardados ou esquecidos, no tempo, da juventude e até da infância. Desembrulhar um pouco, foi um estado de alma que nos envolveu muito e daí essa sensação boa, de que os velhos não são só livros com muitas folhas escritas e muita sabedoria, mas que são pessoas com diferentes vivências, todos são tão ímpares que a única coisa que realmente têm em comum é serem utentes do Lar Rainha Dona Leonor. Uma palavra de apreço à Directora, Drª Maria de Jesus Lima e que desde a primeira hora agarrou a ideia e que tornou possível este momento de intimidade que se viveu com intensidade, mesmo que em certos momentos a linguagem era profundamente técnica. Fernando Costa

Circuito de Manutenção Encontram-se actualmente em fase de conclusão as obras destinadas à construção de um Circuito de Manutenção na nossa escola. Este Circuito de Manutenção insere-se no Projecto da Educação para a Saúde em articulação com Educação Física, contando com a colaboração da Junta de Freguesia e Câmara Municipal, ficando o Prof. Júlio Ribeiro responsável pela organização de todo o processo. O objectivo primordial deste projecto é o de proporcionar à população estudantil, e não só, um local onde podem “brincar” através da prática salutar da actividade física. Esperamos que no inicio das aulas em Janeiro o Circuito esteja concluído e todos os alunos possam experimentar as “5 Estações” que constituem o percurso. Este circuito pertence aos alunos e são eles que devem zelar pela sua preservação.


Desporto

Torneio Tribola No passado dia dezassete de Novembro, o grupo de Educação Física em articulação com a equipa de Educação para a Saúde e com as disciplinas de Ciências da Natureza, Educação Visual e Tecnológica, e Educação Musical realizaram uma actividade – Torneio de Tribola - para celebrar o Dia Nacional do Não Fumador. Nesta actividade, destinada aos alunos do segundo ciclo, foi transmitida a mensagem de que devem adoptar hábitos de vida saudável, nomeadamente a prática da actividade física, a alimentação saudável e uma vida sem tabaco. Todos os alunos foram vencedores no entanto destacaram-se duas turmas, o 5ºC e 6ºD . Também neste dia contamos com a colaboração da Prof. Manuela Abreu que no âmbito da disciplina de Oficina da Expressão Corporal representada pelas turmas de 6º Ano, apresentaram duas coreografias com ritmos bem diferentes. Durante todo o trabalho desenvolvido esteve sempre presente a transversalidade entre as diversas áreas, realçando a sua importância com o objectivo primordial de praticar exercício/ actividade de expressão corporal, associado a um estilo de vida saudável, neste âmbito, foram realizadas diversas ac-

tividades, nomeadamente, a exploração de diferentes estilos de música, ritmos, quer individualmente, quer em pares ou em pequenos/grandes grupos. Este trabalho culminou com a apresentação de duas coreografias, uma alusiva ao Dia da Água e ao Dia do Mar e uma segunda alusiva ao Dia Mundial da Música e ao Dia Nacional do Não Fumador. A apresentação destas coreografias foi realizada com muito entusiasmo e alegria contagiando todos os presentes. Contamos ainda com a colaboração da Equipa de Educação para a Saúde que articulou com o grupo de Educação Física no Torneio de Tribola aliando a actividade física com a alimentação saudável. Assim, durante o Torneio alguns alunos vestiram-se de frutas e colaboraram com os docentes responsáveis nas actividades previstas. Foram projectados alguns slides alusivos ao tema e por fim, foram distribuídas maçãs pelos alunos e restantes intervenientes, com o intuito de reforçar a necessidade de incluir a fruta nos hábitos alimentares. As maçãs foram cedidas gentilmente pelos Hipermercados Intermarché, as quais proporcionaram aos alunos e restantes intervenientes, momentos de prazer.

Janeiro 2011 NOVAS DO GIL 19

Sabias que: De acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, os fumadores têm, em média, menos dez anos de vida do que os não fumadores, pois as substâncias do fumo do tabaco afectam alguns órgãos importantes, ao mesmo tempo que tornam o organismo mais frágil em relação a uma série de doenças. O tabaco é responsável por: – 5 a 30% da totalidade dos cancros — incluindo cancro do aparelho respiratório superior (lábio, língua, boca, faringe e laringe); – 80% dos casos de doença pulmonar crónica obstrutiva; – 75 a 80% dos casos de bronquite crónica; – 90% dos casos de cancro do pulmão; – 20% da mortalidade por doença coronária. Parar de fumar em 10 passos 1. Marque um dia concreto para deixar de fumar (no prazo máximo de 15 dias). 2. Até chegar o dia fixado, faça alguma preparação: enumere as razões que o levam a deixar de fumar e treine pequenos períodos de abstinência. 3. Aprenda a conhecer-se enquanto fumador: identifique os momentos e o número de cigarros que fuma e procure avaliar quais são os cigarros que fuma apenas por “tédio”. 4. Comunique a decisão às pessoas mais próximas para se sentir mais apoiado. 5. Durante alguns dias (ou mesmo semanas), pode sentir-se ansioso, inquieto e irritado. Pode também sentir dificuldades em dormir e concentrar-se. Lembre-se que são sintomas passageiros e que já muitas pessoas os ultrapassaram. Você também vai conseguir. 6. Tenha sempre presentes as razões que o levaram a deixar de fumar. 7. Faça uma alimentação saudável, para evitar o aumento de peso. 8. Evite locais com fumadores e afaste objectos que lhe lembrem o tabaco como cinzeiros e isqueiros. 9. Pratique actividade física, pois ajuda a controlar a ansiedade e permite-lhe estar em boa forma. 10. Não desista: se tiver uma recaída, fixe uma nova data e recomece a tentar.

Passeio de BTT na Ecopista do Minho

Trial na Escola

A Escola de Referência Desportiva de Ar Livre (ERDAL), que conta com a regular participação e presença da EB 2,3 Gil Vicente, levou a cabo, no passado 18 de Dezembro, um Passeio de BTT, que teve como trajecto a Ecopista do Minho, entre Monção e Valença, na marginal do rio Minho, ciclovia que aproveitou e recuperou o traçado da antiga via férrea. Apesar do frio, que impediu a visita à muralha de Valença após almoço, os cerca de 14 quilómetros da prova foram vencidos e usufruidos ao longo da sua bela paisagem de veigas fertéis, vinhedos de alvarinho e matas ripícolas, junto da águas do rio, pontuado de ínsuas e ilhotas. De facto, quem pedala por gosto não cansa ...

No passado dia 3 de Novembro, os cerca de 20 alunos do Clube ERDAL (Escola de Referência de Deporto de Ar Livre) vivenciaram um dia diferente, com a presença entre nós de Jorge Ferreira, conceituado atleta da modalidade de ciclismo Trial Bike -, que conta já no seu currículo com várias internacionalizações e muito recentemente o 3º. lugar no Campeonato Nacional, competição realizada em Guimarães. Na circunstância, os alunos tiveram ensejo em contactar, no decurso das cerca de duas horas de duração da iniciativa, com bicicletas próprias da modalidade, situação que proporcionou interesse e entusiamo e deu azo a experimentar proezas mais ousadas e manobras mais arriscadas de destreza e equilíbrio, como subida da rodas da frente e traseira, saltos, subida e descida de escadas, entre outras peripécias. No fundo, uma tarde bem passada e divertida, em segurança...


20 NOVAS DO GIL Janeiro 2011

Especial Natal

Sarau musical mostrou Natal no mundo Natal no mundo, assim se denominou esta viagem “low-cost” por três continentes e vários países, foi a prendinha no sapatinho ofertada a toda a comunidade educativa pelo grupo de Educação Musical, que em parceria com a Oficina de Expressão Corporal e o Clube de Artes, desembrulharam em palco, em coloridos laçarotes de cor, movimento e magia, um sarau musical Deste modo, com partida em Portugal e lotação esgotada, pais, alunos e alguns professores tiveram a oportunidade de visitar as tradições, lendas e costumes de cada povo e cultura e através da música e da dança, beber o espírito de Natal, numa odisseia de sinestesias e sentimentos. “Eu hei-de ir ao presépio e sentar-me num cantinho”, do Natal de Elvas, foi o

ponto de partida para esse encontro com todos os natais do mundo. E, de cantinho em cantinho, a música e a dança fizeram escala em Espanha, na região da Catalunha, para ouvir “El noi de la mare” e ver os toureiros e dançarinas do flamenco e logo seguiu melodiosamente até França, para anunciar que “Il est né le divin enfant” . E da França à Alemanha foi só um saltinho. Aí, cantou-se uma melodia dedicada ao pinheiro de Natal “O Tannenbaum”, pois narra a tradição, que nesse país terá nascido o costume de enfeitar a árvore de Natal. Os postais de Natal, cuja origem se crê britânica, conduziram-nos de seguida aos céus ingleses. “We wish you a merry Christmas” foram os desejos manifestados musicalmente à chegada “And a happy New Year”, à partida. E de malas aviadas para o

país da música, terra de origem de Franz Gruber, o compositor de “Noite Feliz”, de novo afinamos os ouvidos, para à semelhança dos pequenos cantores de Viena, sentir “Stille Nacht”, uma das mais belas canções de Natal. Um voo charter levou-nos de imediato à Polónia, a tempo de assistir à missa do galo e provar Oplatek, uma espécie de torta fina, saboreada ao som de “Infant Holy” e duma dança polaca. Daí, guiados por uma procissão de tochas acesas, como é costume na tradição nórdica, um trenó, saído nem sabemos donde, levou-nos aos países escandinavos, a ouvir “In dulci Iubilo”, interpretado em flauta de bisel. E ao som da flauta mágica viajamos de seguida até a América e aos Estados Unidos. E, num ápice, como guiados por uma fada, aí

“Sim, este Natal é Amarelo” Inserido no conjunto de actividades desenvolvidas pela escola no âmbito da Educação ambiental, a nossa escola participou no Concurso “Sim, este natal é Amarelo”, com o intuito de chamar a atenção da comunidade educativa para a necessidade da reciclagem e reutilização dos materiais utilizados quotidianamente. Entre estes materiais contam-se os pacotes de cartão, como as embalagens da Tetra Pak, que patrocina este concurso e que, durante muito tempo, eram colocadas no Ecoponto Azul, juntamente com o papel. De facto, ainda há muitas pessoas a pensar que é nesse Ecoponto que se devem colocar este género de embalagens. O período de recolha, que envolveu também empresas em volta da escola, na recolha dos pacotes, serviu também para esclarecer o significado do título deste

concurso e a sua mensagem ambiental subjacente. Em decorrência desta actividade, foi proposto a várias turmas do quinto ano de escolaridade que elaborassem uma mensagem relacionada com o tema. Recolhidas as ideias principais desta “chuva de ideias”, elaborou-se a mensagem final, composta a partir das diversas contribuições dos alunos: “O Amarelo do Sol em verdes paisagens renascerá, se no Amarelo do Ecoponto, colocarmos embalagens”. Depois de recolhidas as embalagens, os professores de Educação Visual e Tecnológica, especialmente os professores Américo Ribeiro e Soledade Vaz, com a colaboração da professora Graça Lopes, envolveram os alunos do quinto ano de escolaridade na construção da árvore. O projecto foi-se desenvolvendo à medida que foram chegando mais embalagens,

sem que se soubesse bem como seria o efeito final ou a estrutura da árvore, que dependeria da quantidade de embalagens que se foram recebendo ao longo do período e trabalhadas pelos alunos. Teve-se o cuidado de usar o menos possível de tinta amarela ao tingir a árvore, com a ajuda de um aerógrafo, de maneira a não impossibilitar a posterior deposição dos materiais no Ecoponto. A árvore pretende reconstituir com algum realismo uma árvore de Natal tradicional, dando-se particular atenção aos pormenores, sem prejuízo de uma estrutura que lhe desse a necessária robustez. A participação dos alunos foi entusiástica e o produto final elaborado foi considerado unanimemente de e elevada qualidade. O Professor Coordenador: Manuel Anastácio

estavam os cosmopolitas shoppings centers nova-iorquinos e as Christmas carols, como “Jingle Bells”, tocando alegremente todo o caminho, que seguidamente nos levou até África e aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Um outro Natal mais quentinho e outros ritmos neste “Natal Africano”, tema que seria acompanhado por uma dança tribal a preceito. Estava terminada a viagem e sentia-se já no ar a saudade das rabanadas, dos mexidos e da aletria. Regressamos assim ao frio do Portugal, no calor da última canção da noite, cantada em conjunto e uníssono: Vem fazer em cada dia o Natal Ontem, hoje e amanhã sempre Natal Junta a tua a nossa voz E vem cantar a uma só voz FELIZ NATAL, FELIZ NATAL PR’ATODOS NÓS.

Novas do Gil n.9  

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