Temperando H
I S T Ó R I A S
Introdução
Na faculdade de Jornalismo, sempre ouvimos que as boas histórias estão nas coisas simples do dia a dia Na fila do supermercado, dentro do ônibus no horário de pico… e, é claro, dentro de casa, na cozinha.
Mais do que matar a fome, comer é um jeito de lembrar. De lembrar quem somos, de onde viemos, o que aprendemos com quem veio antes.
Em Guarapuava, essas lembranças aparecem no cheirinho do pão no forno, na panela de ferro no fogão a lenha, no preparo cuidadoso do beiju ou no costume de reunir a família para cozinhar junto. Quando decidimos fazer este e-book, queríamos não só compartilhar receitas, mas manter vivas memórias e histórias que merecem ser contadas e preservadas
Aqui, você vai encontrar receitas de sete etnias que fazem parte da identidade da nossa cidade: alemã, árabe, indígena, italiana, japonesa, polonesa e ucraniana. São receitas simples, mas que carregam cultura, afeto e resistência
Esperamos que cada receita transporte você para um pedacinho da história. Que, ao virar cada página, você sinta mais do que vontade de cozinhar sinta vontade de conhecer, de lembrar e de valorizar as raízes que nos trouxeram até aqui
Boa leitura e bom apetite!
ALEMÃ
ALEMÃ
Os primeiros alemães chegaram ao Paraná em 1829. Muitos vieram do Rio Grande do Sul, em busca de novas terras e oportunidades, e Guarapuava foi uma das cidades escolhidas.
A comida sempre foi parte importante dessa cultura. O famoso café colonial mostra isso: uma mesa cheia de pães, bolos, tortas, embutidos e doces. Para o povo alemão, é um símbolo de fartura e acolhimento.
Na culinária alemã, os pratos geralmente usam bastante carne de porco, batata, repolho e pão. Entre os pratos típicos, estão a salsicha alemã (wurst), o chucrute (repolho fermentado), a salada de batata e a carne assada de boi (rinderbraten). Muitas famílias ainda preparam essas receitas como forma de manter viva a tradição.
WAFFLE

2 ovos
1 xícara de chá de leite
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
1 colher (café) de essência de baunilha 15 min 6 porções
1 colher (sobremesa) de fermento em pó 150 g de manteiga ou margarina
2 xícaras de chá de farinha de trigo
modo de preparo
Em uma tigela, junte os ovos, a farinha de trigo, o leite, o açúcar, o sal, o fermento em pó, a margarina e a esssência de baunilha
Se preferir um waffle mais doce, dobre a quantidade de açúcar e utilize manteiga sem sal. ingredientes
Bata bem até obter uma massa lisa e homogênea. Caso a massa fique muito líquida, adicione um pouco mais de farinha até atingir a consistência ideal.
Acenda o forno a lenha.
Unte a máquina de waffles com óleo.
Com a ajuda de uma concha, coloque a massa na máquina.
Feche e gire a máquina rapidamente ao redor do forno a lenha, fazendo com que ela vire de ponta cabeça , o que permite que a massa asse de maneira uniforme.
Deixe assar por dois minutos e vire a máquina de volta.
Quando o waffle estiver dourado e no ponto certo, retire e sirva como preferir!
ÁRABE
ÁRABE
A imigração árabe em Guarapuava começou no início do século XX. A presença árabe no município está muito viva nas receitas que passaram de geração em geração e ganharam espaço no dia a dia de muitas famílias, inclusive fora da comunidade. A cozinha árabe é rica em aromas, especiarias e ingredientes naturais, como grão-de-bico, trigo, carne de cordeiro, azeite de oliva e hortelã.
Pratos como quibe, esfihas, tabule, homus e babaganuche se popularizaram, mesmos modificados com o tempo e com o contato de diversos grupos étnicos, se tornando então uma marca registrada dos árabes. São pratos típicos do Ramadã, que é o mês sagrado do jejum e do Eid al-Fitr, que é a festa que marca o fim do Ramadã. No tempos atuais, podem ser encontrados em diversas partes do mundo com facilidade, em feiras, eventos e estabelecimentos locais.
ESFILHA

ingredientes
Massa:
• 500 g de farinha de trigo (aproximadamente 4 xícaras)
• 1 colher (chá) de sal
• 1 colher (sopa) de açúcar
• 10 g de fermento biológico seco (1 sachê)
• 250 ml de água morna
• 3 colheres (sopa) de óleo (ou azeite)
modo de preparo
Recheio:
500 g de carne moída (patinho ou acém)
2 tomates maduros sem sementes, picadinhos
1 cebola média bem picada
Suco de 1 limão
3 colheres (sopa) de tahine (opcional, mas dá sabor)
Sal e pimenta síria a gosto (ou pimenta-do-reino + canela)
Hortelã fresca picada ou salsinha (opcional)
2 h
6 porções
Preparar a massa: misture o fermento, o açúcar e um pouco da água morna. Deixe descansar 5-10 minutos até espumar. Em uma tigela grande, coloque a farinha, o sal, o óleo e o fermento ativado. Misture e vá adicionando a água aos poucos até formar uma massa lisa e macia (não precisa sovar muito). Cubra e deixe crescer por 1 hora, até dobrar de volume.
Preparar o recheio: misture todos os ingredientes do recheio crus (sim, é comum a carne ir crua para o forno). Deixe o recheio descansar um pouco em uma peneira para escorrer o excesso de líquido.
Montagem: faça bolinhas com a massa (do tamanho de um ovo ou menor). Abra cada bolinha com as mãos ou rolo, formando um disco de uns 10 cm. Coloque o recheio no centro (não muito líquido) e espalhe, deixando uma borda fina. Coloque em forma untada ou com papel manteiga.
Assar: leve ao forno pré-aquecido a 200–220°C por cerca de 15 minutos ou até a borda dourar. Sirva quentinha com limão espremido por cima, como manda a tradição!
INDÍGENA
INDÍGENA
Os povos indígenas já viviam na região de Guarapuava muito antes da chegada dos colonizadores. Eles não migraram para cá, são originários deste território. Entre os principais grupos estão os Kaingang e os Guarani. Segundo o Censo de 2022, 170 pessoas se declaram indígenas no município. Pode parecer pouco, mas a presença deles é muito importante para a história e a cultura da região.
A culinária indígena usa ingredientes da terra, como mandioca, milho, pinhão, peixe, frutos do mato e ervas. Um dos pratos mais tradicionais é o beiju (ou biju), feito com farinha de mandioca. Também são comuns a tapioca e o quinhapira, um caldo de peixe com pimenta. Nas aldeias, preparar a comida é mais do que cozinhar. É um momento coletivo, de cuidado e transmissão cultural. Esses hábitos mostram como os povos indígenas vivem em harmonia com o lugar onde sempre estiveram.
BEIJU


ingredientes
1 kg de mandioca mansa (também chamada de aipim ou macaxeira)
Água (apenas para lavar)
Pano limpo e peneira fina (ou peneira de palha, se tiver)
Sal a gosto (opcional)
Recheio a gosto: manteiga, coco ralado, mel, banana ou o que preferir
modo de preparo
30 a 40 minutos
6 a 8 beijus médios
Preparar a massa: descasque a mandioca mansa e rale bem fino. Coloque a massa ralada em um pano limpo e esprema até sair todo o líquido. Depois, passe essa massa por uma peneira fina até virar uma farinha úmida e soltinha, parecida com uma farofa fina. Essa é a base do beiju.
Aquecer a chapa: aqueça uma frigideira antiaderente ou de ferro em fogo baixo. Não precisa untar.
Montagem: espalhe a massa peneirada na frigideira com uma colher, formando um disco de 10 a 15 cm. Pressione levemente com a colher ou a palma da mão para compactar. Deixe assar por cerca de 2 a 3 minutos, até os grãos se unirem.
Virar e assar: vire o beiju com cuidado e asse o outro lado por mais 2 minutos, até dourar levemente. O tempo pode variar conforme a espessura.
Servir: sirva quentinho, puro ou com recheios de sua preferência. O beiju pode ser crocante ou mais macio, conforme a espessura e o gosto da comunidade!
ITALIANA
ITALIANA
Os italianos começaram a chegar ao Paraná no final do século XIX, especialmente entre 1870 e 1890. Muitos vieram da Itália ou do Rio Grande do Sul, buscando trabalho, terra e uma vida mais digna. Guarapuava foi uma das regiões que recebeu essas famílias, que logo criaram raízes e ajudaram a construir a identidade local. A comida teve um papel essencial nesse processo. Cozinhar era uma forma de manter vivas as lembranças da terra natal e fortalecer os laços familiares. As refeições em grupo, os almoços de domingo e os cheiros vindos da cozinha viraram marcas dessa presença italiana. Na culinária, a tradição aparece em pratos simples, mas cheios de história: nhoque, polenta, massas, risotos, pães e molhos preparados com paciência e afeto. Até hoje, muitas dessas receitas seguem sendo feitas em casa, preservando sabores que contam a trajetória de um povo que fez da comida uma forma de pertencimento.
NHOQUE

ingredientes
1,7 kg de batata
2 ovos
Farinha de Trigo
Sal a gosto
Farinha extra para polvilhar
modo de preparo
Carne moída ou em cubos
Alho picado
Óleo
Molho de tomate
Temperos a gosto (cebola, pimenta, etc.)
1h 30 min
5 porções
Cozinhar as batatas: descasque as batatas e coloque em uma panela de pressão com água. Depois que pegar pressão, deixe cozinhar por 15 minutos. Escorra bem e amasse as batatas ainda quentes em uma bacia até virar um purê liso.
Preparar a massa: adicione os 2 ovos e o sal a gosto ao purê e misture. Acrescente a farinha de trigo aos poucos, mexendo até a massa ficar firme e desgrudar das mãos – o ponto é quando dá para enrolar sem grudar.
Modelar o nhoque: polvilhe uma superfície com farinha. Enrole porções da massa em tiras e corte em pedacinhos (retângulos). Jogue um pouco de farinha por cima para que não grudem.
Cozinhar o nhoque: ferva bastante água em uma panela grande. Coloque o nhoque aos poucos. Quando subirem à superfície, estão prontos. Retire com uma escumadeira e reserve.
Preparar o molho de carne: em uma panela, aqueça um pouco de óleo e doure o alho. Adicione a carne e frite bem. Tempere a gosto com sal e outros temperos. Acrescente o molho de tomate e deixe cozinhar até engrossar um pouco.
Finalizar: coloque o nhoque em um refratário ou prato. Despeje o molho de carne por cima. Se quiser, finalize com queijo ralado. Sirva quente.
JAPONESA
JAPONESA
A imigração japonesa para o Brasil começou em 1908 e os primeiros grupos chegaram ao Paraná nas décadas seguintes, buscando oportunidades no campo. Com o tempo, algumas famílias se estabeleceram em cidades do interior, como Guarapuava, trazendo consigo uma cultura rica em valores como disciplina, respeito e conexão com a natureza.
A alimentação foi uma das formas mais fortes de preservar essas raízes. Mesmo longe do Japão, os imigrantes mantiveram o hábito de preparar pratos tradicionais, adaptando os ingredientes ao que encontravam por aqui. A culinária japonesa, com sua delicadeza e equilíbrio, logo despertou curiosidade e admiração.
Entre os alimentos mais comuns estão o arroz, o missô, o shoyu, os legumes refogados e o peixe. Pratos como sushi, tempurá e yakisoba se popularizaram, mas, dentro das famílias, também seguem vivos os sabores mais caseiros, como o gohan (arroz branco), o karê (curry japonês) e o bentô (marmita japonesa). São receitas que continuam passando de geração em geração, como parte de uma herança que se renova a cada refeição.
TEMPURÁCOMLEGUMES


ingredientes
cenoura (110 gramas)
1 cebola média (90 gramas)
15 unidades de vagem
1 xícara de chá de farinha de trigo (140 gramas)
1/3 de xícara de amido de milho (40 gramas)
2 colheres de chá de sal
1 colher de chá de fermento químico em pó (fermento para bolo)
1 xícara de chá de água gelada (240 ml)
modo de preparo
1 ovo médio
2 xícaras de óleo para fritar(480 ml)
2 colheres de sopa de shoyu
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de açúcar
1 colher de sopa de sakê mirin
2 colheres de sopa de cebolinha (ou a gosto)
50 minutos
Serve 10 porções
Faça a massa: em uma tigela grande, coloque os ovos e a água, e misture. Junte a farinha de trigo, aos poucos, e mexa até ficar homogêneo. Acrescente o amido e misture. Cubra e deixe descansar na geladeira por 30 minutos.
Prepare os legumes: mergulhe os vegetais na massa, envolvendo-os uniformemente. Em uma frigideira funda, frite cada um dos vegetais aos poucos, em imersão, em óleo não muito quente, por 3 minutos, ou até que fiquem dourados. Escorra em papel toalha e reserve.
Faça o molho: Em uma panela pequena, leve a água ao fogo até ferver. Adicione o shoyu, o açúcar e o saquê mirin, misture bem. Acrescente a cebolinha e retire do fogo.
Sirva o tempurá de legumes acompanhado do molho.
POLONESA
POLONESA
A chegada dos poloneses ao Paraná começou por volta de 1871, quando muitos deixaram a Europa em busca de liberdade e melhores condições de vida. Fugindo da pobreza e das guerras, encontraram no estado terras férteis e acolhimento. Guarapuava também foi destino de várias dessas famílias, que trouxeram sua fé, sua língua e seus costumes.
A culinária sempre teve grande importância nessa tradição. As refeições reuniam a família e eram marcadas por sabores fortes e receitas passadas de geração em geração. Cozinhar era um jeito de manter viva a cultura e de celebrar a união. Entre os pratos típicos estão o pierogi (massa recheada com batata, queijo ou carne), o bigos (ensopado de repolho com carne), as sopas quentes , tortas e o pão caseiro. Ingredientes como batata, repolho, carne de porco e fermentados são comuns na cozinha polonesa. Até hoje, muitas famílias descendentes mantêm esses sabores na rotina, preservando a memória dos que vieram antes.
TORTADEMAÇÃ(SZARLOTKA)

ingredientes
Massa
4 gemas
2 e ½ xícaras de farina de trigo
200 g de manteiga gelada sem sal
¾ xícara de açúcar
1 colher rasa (café) de fermento químico
Recheio de maça
modo de preparo
1 k de maçãs verdes ou outra pouco doce
¾ xícara de açúcar
150 ml de água
Claras em neve
4 claras
¼ xícara de açúcar
Canela em pó
1h e 10 minutos
12 porções
Massa: Separe as gemas das claras dos ovos. Misture em uma vasilha somente as gemas, o açúcar comum, 100g de manteiga derretida, açúcar de baunilha, farinha e fermento.
Em uma superfície lisa, mexa a massa com as mãos. É preciso colocar força, pois a mistura é bem dura.
Após amassar bem até deixá-la homogênea, deixe descansar por 30 minutos na geladeira.
Recheio: Bata as claras em neve junto com o açúcar de confeiteiro.
Refogue as maçãs com o restante da manteiga e canela a gosto.
Montagem e cozimento: Forre uma forma com papel manteiga para facilitar na hora de retirar a torta.
Espalhe a massa com as mãos, moldando.
Por cima, coloque as maçãs refogadas.
Coloque o creme de claras em neve.
Para finalizar, raspe um pouquinho da massa por cima. É o que vai deixá-la crocante.
Asse por 1h no forno. Após esse tempo, deixe esfriar.
UCRANIANA
UCRANIANA
Os ucranianos chegaram em Guarapuava no fim do século XIX e começo do século XX. Vieram em grupos, fugindo de guerras e dificuldades. A maioria se instalou na zona rural, como na Colônia Vitória.
Para manter suas raízes, os ucranianos continuaram fazendo os pratos típicos do seu país. A culinária mistura vegetais, grãos, carne de porco, leite e pães. Um prato muito conhecido é a sopa de beterraba com repolho (borsch), feita especialmente em datas importantes.
Até hoje, muitas famílias mantêm essas receitas como parte da rotina e das celebrações. A comida é uma forma de lembrar suas origens e passar a cultura para as novas gerações.
SOPADEBETERRABACOMREPOLHO(BORSCH)



ingredientes
6 beterrabas
1 cebola
1 cenoura
1 talo de salsão
2 colheres (sopa) de azeite
modo de preparo
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (chá) de açúcar
1,5 litro de caldo de carne caldo de ½ limão sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto gomos de limão a gosto para servir endro (dill) a gosto para servir
Preaqueça o forno a 180 °C (temperatura média).
2 horas
6 porções
Descasque e corte as beterrabas. Corte um pedaço grande de papel alumínio e coloque numa assadeira. Disponha as beterrabas no centro e regue com o azeite. Una e dobre as pontas do papelalumínio formando uma trouxinha. Leve ao forno para assar por 50 minutos até ficarem macias – para verificar o ponto, espete as beterrabas com uma faca.
Descasque e pique a cebola. Descasque e passe a cenoura pela parte grossa do ralador. Lave, descarte as folhas e pique fino o talo de salsão. Assim que estiverem macias, retire as beterrabas do forno e reserve.
Leve uma panela grande ao fogo médio com a manteiga para derreter. Acrescente a cebola, a cenoura e o salsão, tempere com uma pitada de sal e refogue por cerca de 10 minutos, até que os legumes fiquem bem macios.
Junte as beterrabas assadas, o açúcar e o caldo de carne. Misture, aumente o fogo e deixe cozinhar até ferver. Abaixe o fogo novamente, tempere com sal e pimenta a gosto e deixe cozinhar por mais 30 minutos para o caldo absorver os sabores dos legumes.
Transfira os legumes com o caldo para o liquidificador. Junte o caldo de limão e bata até a sopa ficar lisa.
Transfira a sopa batida para uma tigela e leve à geladeira por no mínimo 1 hora. Prove depois que a sopa estiver fria para ajustar o sal e a pimenta – após esfriar muda o sabor. Sirva acompanhado de gomos de limão, creme de leite fresco batido, dill e torradas com sardinha.
Temperando H I S T Ó R I A S
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Evelyne Dutra, 22 anos Jornalista em formação pela Universidade Estadual do Centro-Oeste e apaixonada por jornalismo cultural e cinematográfico
Giovana Hössel, 21 anos. Jornalista em formação, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste e apaixonada pelo jornalismo gastronômico
Maria Eduarda Melo, 20 anos. Jornalista em formação, pela Universidade Estadual do Centro-Oeste e apaixonada por fotojornalismo
Mathias Trindade, 20 anos. Jornalista em formação, pela Universidade Estadual do Centro Oeste e apaixonado por jornalismo cultural.
AGRADECIMENTOS
Esse projeto só foi possível por causa de pessoas. Pessoas que nos receberam com carinho, abriram as portas de suas casas, de suas cozinhas, nos ofereceram um lugar à mesa e compartilharam não apenas receitas, mas lembranças, histórias e raízes.
Agradecemos especialmente ao senhor Almir Hossel, à senhora Maria Bernadete Perozim Belizario e ao jovem Daniel Henrique Ferreira, que confiaram em nós e embarcaram nessa jornada. Com eles, aprendemos que cada receita tem uma origem, um afeto, uma memória que merece ser contada e preservada.
Nosso muito obrigado também ao historiador Odinei Fabiano Ramos, que contribuiu com seu tempo e conhecimento para que pudéssemos compreender melhor a presença dos povos tradicionais e os processos de imigração em Guarapuava, sempre citando a alimentação como parte essencial dessa história.
Esse trabalho não seria possível sem vozes. Sem o respeito por quem tem algo a dizer, e é isso que dá sentido ao jornalismo. Por fim, a você que lê este material: esperamos que ele desperte a vontade de conhecer melhor sua história, seus ancestrais e de se conectar com suas raízes. Que este material seja um convite para que você descubra mais sobre quem é e de onde veio.