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information management www.informationmanagement.com.br

Gestão de informações e documentos e colaboração corporativa

Guia de sobrevivência no BYOD

Como as empresas devem se preparar para gerenciar esse futuro

Missão aiim 2013 Veja como participar

Os rumos da digitalização

Amadurecimento do mercado mostra a evolução dos processos no Brasil IM_33.indb 1

Ano 6 - Número 33 Dezembro de 2012 R$ 18,00

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NESTA EDIÇÃO

NÚMERO 33| DEZEMBRO DE 2012

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Os Rumos dos Processos de Digitalização e capture Para identificar as principais tendências na área, Information Management ouviu executivos que acumulam grande experiência no assunto. Eles discorreram sobre a oferta da digitalização como valor agregado.

08 Entrevista

Pela segunda vez no Brasil, a VP de Marketing de Produtos e gerenciamento de Dados da CA, Dona Burbank, faz uma análise sobre a transformação do gerenciamento de dados face ao Big Data.

de Sobrevivência 22 Guia do BYOD

A tendência do “traga seu próprio dispositivo” é devastadora e inegável. Mas as empresas devem ter uma visão mais abrangente sobre o assunto, mesmo sobre as soluções a serem adotadas.

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ECMSHOW Porto Alegre Veja o que aconteceu e as discussões sobre os temas mostrados no último evento do ano da Guia Business Media.

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UpFront Infográfico Carreiras Missão AIIM 2013 Guia ECM Crônica

Artigos 32 Querido Papai Noel... Walter Kock

34 A difícil transição para o digital Wilton Tamane

44 Vida longa aos documentos digitais Rodapé Missão AIIM.pdf

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Ângelo Volpi e Cinthia Freitas

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Anote em MISSÃO sua agenda março 2013 www.informationmanagement.com.br 2013

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CARTA AO LEITOR Publisher Eduardo David - eduardo.david@guiabusinessmedia.com.br Diretor Geral Arnaldo David - david@guiabusinessmedia.com.br Editora Susana Batimarchi - MTB 16.022 - susana@guiabusinessmedia.com.br Assistente de Redação Aline Lopes - aline@guiabusinessmedia.com.br Colaboradores Ana Lúcia Moura Fé, Sonia Martinez e Gilberto Pavoni Junior Revisão Mariana Pajuelo - MTB 49.801 mariana.pajuelo@guiabusinessmedia.com.br Diretora Comercial Sandra Mletchol - sandra@guiabusinessmedia.com.br Assistente Comercial Jéssica Alves - jessica@guiabusinessmedia.com.br Executivos de Negócios Ricardo Angerami - ricardo@guiabusinessmedia.com.br

Um ano de sucesso para o ECMSHOW

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stamos chegando ao final de 2012 com uma missão cumprida. Durante este ano, a Guia Business Media movimentou o mercado de Enterprise Content Management, gestão de informação e conteúdo corporativos, com a realização de seis importantes eventos nas principais capitais brasileiras e na cidade sede da empresa, em São Paulo. O ECMSHOW tomou as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, incluindo um evento em São Paulo focado especialmente na plataforma SharePoint da Microsoft. A importância desses eventos para o mercado brasileiro é evidenciada pela sua consolidação, que se tornou uma referência entre seus participantes, patrocinadores e especialistas do mercado nacional de gestão da informação. O ECMSHOW pode ser considerado um marco de modernidade, inteligência e referência hoje entre os executivos do mercado brasileiro que sentiam a falta de um ponto de convergência para aquisição de conhecimento, discussão de tendências, network e conteúdo estratégico para sua companhias. Os números consolidados dos eventos dizem por si só. Os eventos tiveram uma audiência composta por executivos C Level, usuários gestores, managers de TI e de gestores de TI, e de gestores de informação responsáveis pelo uso do

conteúdo corporativo em empresas de tamanhos variados das diferentes verticais da economia. Foram 90 palestras que somam mais de 42 horas de conteúdo, 20 horas de networking, 113 palestrantes, 9 talk shows, 5 keynotes internacionais. Prevendo as demandas e necessidades dos executivos com os novos desafios na organização, e o gerenciamento de informações corporativas que impõem para 2013, a Guia Business Media já está preparando uma agenda anual de eventos nas capitais brasileiras e em São Paulo, além de um encontro com profissionais americanos por meio da Missão AIIM 2013. Nesta edição veja as matérias que preparamos sobre temas relevantes para o dia a dia das organizações e vamos para os desafios de 2013! A todos, Boa Leitura.

Diretor de Arte Flávio Della Torre - flavio@guiabusinessmedia.com.br Assistentes de Arte Wilson Hiramatsu Gerente Administrativo Tadeu Nunes - financeiro@guiabusinessmedia.com.br Assistente Administrativa Mariana Dantas - mariana@guiabusinessmedia.com.br Conselho Editorial Walter Koch, Alan Pelz-Sharp, Wilton Tamane, Daniel Dias Pinto, Rodrigo Montagner e José António Galves Colaboradores de Conteúdo Walter Koch, Alan Pelz-Sharp, Wilton Tamane, Jesse Wilkins, Thiago Cruz Soares, Marcelo Souza Silva, José Guilherme Junqueira Dias, Cinthia Freitas, José Antonio Galves, Atle Skjekkeland, Daniel Dias Pinto e Angelo Volpi INFORMATION MANAGEMENT é uma publicação da Editora Guia de Fornecedores Ltda - empresa de comunicação especializada em produzir e distribuir conteúdos jornalísticos para o mercado corporativo, através de publicações impressas e digitais, portais na internet, eventos e treinamentos profissionais. INFORMATION MANAGEMENT aborda as novas tecnologias, processos e estudos de caso sobre ECM/EIM – Gerenciamento de Informações e Documentos de uso Corporativo e todos os fatos mais relevantes da cadeia de valor deste mercado envolvendo todo o ciclo de vida da informação: Produção, Captação, Gerenciamento, Armazenamento, Preservação e Disponibilização. É dirigida a executivos e profissionais técnicos das áreas de negócios: TI, Administração, Finanças, Centros de Documentação – CEDOC, RH, Jurídico, Projetos, Logística, Suprimentos,Comercial, Marketing, Transportes, Engenharia, etc, nas 8 mil principais empresas dos segmentos: Bancos, Seguradoras, Manufatura, Serviços, Telecom, Saúde, Petroquímica, Mineração, Varejo, Automotivo, Construção , Agroindústria, Educação, Governo e Setor Público, entre outros. As informações contidas nas mensagens publicitárias publicadas pela revista é de exclusiva responsabilidade das empresas anunciantes. INFORMATION MANAGEMENT não aceita publicidade “publieditorial.” Os artigos assinados são responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião dos editores da revista. Todo o conteúdo da INFORMATION MANAGEMENT, revista e portal, é de livre reprodução, sendo necessária a citação da fonte, conforme legislação de direitos autorais.

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Marketing e Audiência Saiba como promover e valorizar sua marca, seus produtos ou serviços na INFORMATION MANAGEMENT – revista e portal. Solicite nosso Mídia Kit pelo e-mail comercial@guiabusinessmedia.com.br ou pelo tel: 11-3392- 4111 ramal 17 com Jéssica Alves Central de atendimento Assinatura anual: (06 edições) Brasil R$ 170,00. Outros países US$ 260,00. Para assinar ligue 11- 3392-4111 ramal 25 ou e-mail assinaturas@ guiabusinessmedia.com.br Redação: Para falar com a redação da INFORMATION MANAGEMENT ligue: 11-3392-4111 ramal 18 ou envie suas notícias para redação@ guiabusinessmedia.com.br Newsletter: Para receber notícias diárias sobre ECM/EIM (Gerenciamento de Conteúdo e Informações Corporativas), assine nossa Newsletter no endereço: www.informationmanagement.com.br Publicidade: Para anunciar na revista ou no portal INFORMATION MANAGEMENT, ou discutir uma estratégia de comunicação para aumentar as venda de seu produto ou serviço, ligue para 11-3392-4111 ramal 29 ou envie um e-mail para comercial@guiabusinessmedia.com.br. Eventos: Para informações sobre os eventos ECMSHOW – EXPO + CONFERENCE, ECM ROAD SHOW e SHAREPOINT 360º ligue para 11-33924111 ramal 16 ou e-mail eventos@editoraguia.com.br. Treinamentos Profissionais: Para receber a agenda de Cursos e Eventos sobre Gerenciamento de Informações Corporativas, ligue: 11-3392-4111 ramal 16 ou e-mail guiatraining@guiabusinessmedia.com.br Parcerias de eventos: GARTNER e CIAB/FEBRABAN, BITS – Business TI South America, FUTURECON. Distribuição Nacional Impressão: Neoband

Susana Batimarchi

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GUIA BUSINESS MEDIA – 22 anos promovendo negócios. Rua Anhanguera, 627 - 01135-000 – Barra Funda - São Paulo/SP Tel: 55-11-3392-4111 | www.guiabusinessmedia.com.br

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conteúdo comunidade negócios C

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Um novo evento para uma nova Era Estamos entrando em uma nova era onde o volume, a variedade e a velocidade das informações estão crescendo exponencialmente, exigindo profissionais e empresas preparados para transformar o excesso de informações em vantagem competitiva para as empresas de todos os setores.

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entrevista

Donna Burbank

Por Susana Batimarchi

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O uso inteligente dos dados Donna Burbank, vice-presidente de Marketing de Produtos e Gerenciamento de Dados da CA Technologies, fala nesta entrevista da nova visão sobre o Data Modeling (DAM) e suas consequências na gestão das informações.

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Information Management - Na sua opinião, o que é a coisa mais perniciosa que poderia acontecer com os dados hoje em dia? Donna Burbank - Há duas coisas perniciosas que podem ameaçar os dados no ambiente da TI de hoje. O primeiro é o de relegar (“back office”) o gerenciamento de dados exclusivamente para a TI, e com isso não envolver os usuários de negócios (“frontend”), que são os agentes que utilizam os dados e que aplicam as regras de negócio e as definições que regem estes dados. Uma parte fundamental do gerenciamento de dados é a capacidade de documentar e gerenciar a infraestrutura técnica dos bancos de dados, mas também as regras de negócio e definições que são necessárias para construir essas estruturas de banco de dados. O outro lado de ter mais visibilidade é a entrada de uma gama maior de usuários, para os quais é preciso haver um sistema regulador de segurança e governança de informações. Com mais olhos sobre os dados, é importante que os usuários só vejam a informação que lhes é de direito, e só estejam autorizados a atualizar o que têm permissão. Além disso, como a governança de dados é uma prioridade em muitas organizações, é importante manter o histórico de mudanças e versões dos dados para fins de auditoria e controle. Então, essa seria a outra ação prejudicial, em minha opinião, pois na excitação de se ter mais fontes de novas informações e mais grupos envolvidos podemos

esquecer as “coisas difíceis” no back-end, e é preciso gerenciar isso corretamente para não haver mais problemas. IM - Como o que chamamos de Big Data está afetando todo o trabalho que foi desenvolvido em Gestão de Dados? DB - O Big Data virou “de cabeça para baixo” muito do que temos feito normalmente em gestão de dados, por assim dizer, geralmente, na tradicional análise de relatórios (as coisas acontecem de cima para baixo nas organizações). Para o armazenamento de dados, por exemplo, são necessárias informações para realização destes relatórios, para, em seguida, construir os modelos de banco de dados, e assim seu armazenamento e otimização das informações para sua comunicação. Com a introdução do conceito de Big Data, tudo acontece de baixo para cima, onde as organizações “descobrem e analisam” os dados em vez de “conceber e construir”. Uma parte fundamental da análise do que representa o Big Data é saber quais as informações que se estava procurando até vê-las na análise do cliente. Por exemplo, se você gostaria de saber o que seus clientes estão dizendo sobre sua empresa nas redes sociais como Twitter, você não pode usar o “SELECT * FROM Twitter”, tradicional abordagem que você pode ter em um banco de dados relacional. Mas, enquanto muitas das ferramentas que existem para apoiar o Big Data são interessantes e inovadoras e resolvem

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entrevista

Donna Burbank

novos problemas, também não são projetadas para resolver problemas na gestão de dados. Porém, um risco que se corre com qualquer nova tecnologia é que muitos consideram um “tudo ou nada”. Por exemplo, eu já ouvi afirmações de que a tecnologia relacional está morta, agora que as tecnologias do Big Data chegaram. Mas é importante lembrar que cada tecnologia tem o seu próprio uso particular. Por exemplo, se você está fazendo análise das preferências de um cliente no Twitter, ou tentando descobrir padrões de uso dos clientes de uma empresa Telecom, a tecnologia do Big Data pode ser útil. Mas se você está construindo um sistema transacional para executar em seu departamento de Contabilidade, a abordagem de banco de dados relacional tradicional é bem adequada para isso. Há conceitos fundamentais da teoria relacional que se aplicam para aumentar a qualidade dos dados, reduzindo redundâncias que foram matematicamente testadas e comprovadas em aplicações do mundo real. Por isso, muitas vezes dizer aos clientes que os bancos de dados relacionais ainda são bons pelas mesmas razões que sempre foram e devido à sua facilidade de atualização, de consultas, etc, ainda é válido. Mas devemos lembrar de que o Big Data oferece algumas novas ferramentas para responder às novas perguntas. As duas tecnologias podem viver bem juntas. Muitas organizações utilizam as soluções do Big Data para analisar os dados antes de entrar no storage de dados, usando o Big Data como um primeiro passo e fase de análise para, em seguida, usar as tecnologias tradicionais de armazenamento de dados para seu armazenamento, recuperação e relatórios. IM - Como estudiosa, sabemos que você tem alguma familiaridade com o mercado brasileiro. O que você acha

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“Enquanto muitas das ferramentas que existem para apoiar o Big Data são interessantes e inovadoras e resolvem novos problemas, também não são projetadas para resolver problemas na gestão de dados.” da adoção de tecnologia de DAM pelos CIOs brasileiros? DB - Um dos aspectos que acho interessante sobre o meu trabalho é que eu sou capaz de falar com alguns dos líderes de tecnologia de dados e gestores de empresas ao redor do globo. E o que continua a surpreender-me são as tendências semelhantes e os temas que parecem evoluir simultaneamente em gerenciamento de dados. Por exemplo, se eu falar com um CIO na Europa sobre as questões que ele está enfrentando, eu vou ouvir um comentário semelhante na semana seguinte de um líder de TI na América Latina. Para mim, isso prova que estamos nos tornando uma economia verdadeiramente global, ainda mais no gerenciamento de dados que tem sido, tradicionalmente, à frente da curva com o compartilhamento de informações, como é a natureza do nosso negócio. O tema que eu tenho mais ouvido nos últimos meses é a necessidade de tratar a modelagem de dados como uma estratégia de gestão de toda a empresa por meio dos metadados, ao invés de uma ferramenta simples para criar bancos de dados. Mais organizações estão enfrentando a necessidade de ter uma visão abrangente de seus ativos de informação em contexto com a capacidade de mostrar não só a linhagem de dados técnicos para fins de auditoria, mas também as definições de negócio e

regras que orientam a infraestrutura. Eles precisam saber o “quem”, “o quê”, “onde”, “quando” e “como” dos seus dados, e estão construindo seus projetos de modelagem de dados para suportar isso. A maioria dos Data Managers com quem falei no Brasil mencionou estes mesmos desafios em suas organizações. O Brasil é um dos nossos maiores mercados em crescimento, e muitas das grandes organizações com as quais trabalhamos estão realmente fazendo coisas inovadoras na área de gestão de dados. E a comunidade de profissionais de gerenciamento de dados está crescendo também. A CA Technologies esteve envolvida no lançamento do Data Management Association (DAMA) no Brasil no ano passado, o que vejo como um passo fundamental para proporcionar um fórum de líderes do pensamento brasileiro em gerenciamento de dados para compartilhar ideias. Temos também uma série de fóruns on-line em nosso site, e quando olhamos para o tráfego de uso de dados, o Brasil é geralmente o segundo maior país fora os EUA em termos de número de usuários que vão ao local para aprender, contribuir e compartilhar. É um momento emocionante para a gestão de dados, especialmente com novas tecnologias, como o Big Data. E é um tempo igualmente emocionante para o Brasil em termos de gerenciamento de dados, com uma comunidade interessada e que faz contribuições a esta indústria crescente.

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UPFRONT

Software

Microsoft lança Windows 8 no Brasil A Microsoft finalmente anunciou em outubro para consumidores e empresas de mais de 140 países, incluindo o Brasil, o Windows 8 em 37 idiomas. O novo sistema operacional apresenta uma nova e elegante interface, além de ampla gama de aplicativos disponíveis na Windows Store para mais de 1.000 modelos de computadores de todos os tipos certificados para a nova plataforma em todo o mundo. “Com o lançamento do Windows 8, a Microsoft revela ao mundo um Windows reimaginado”, diz Priscyla

Alves, gerente geral de Windows da Microsoft Brasil. A grande estrela do Windows 8 é a nova tela inicial, que traz uma série de novos recursos que estão alinhados às necessidades mais atuais dos usuários de tecnologia. Para o mercado corporativo, a empresa apresenta também a versão Windows 8 Enterprise. Além disso, a Microsoft está colocando no mercado o novo membro da família Windows: o Windows RT para tablets na plataforma ARM, que já virá préinstalada em novos dispositivos.

Se você começa um projeto de ECM com riscos, você nunca vai começar. Se você começa um projeto com seus benefícios, o sucesso será todo seu Laurence Hart, diretor da AIIM

Cloud

Computação em Nuvem é muito usada e pouco conhecida De acordo com Luis Schedel, co-fundador e CTO da Websolute, um estudo realizado pela Wakefield Research mostra que a computação na nuvem está presente na vida de todos os usuários, seja por meio de redes sociais, transações bancárias ou e-commerce. “Contudo, 30% dos americanos continuam a considerar nuvem apenas como “algo branco e fofo”, enquanto 97% deles afirmam utilizar diariamente um desses canais eletrônicos”, comenta Schedel. O tema, porém, ganha ainda mais controvérsia quando o assunto é o mercado brasileiro. Recente pesquisa realizada pela Parallels, empresa mundial em virtualização e software de automação,

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conduzida com cerca de 400 empresas brasileiras, atestou que apenas 6% dessas fazem uso da nuvem como infraestrutura para seus próprios serviços. Para Schedel, o número baixo deve-se, principalmente, à falta de informação sobre a facilidade de adoção dessa tecnologia e sobre as grandes vantagens de seu uso em comparação à montagem de estruturas de redes físicas. Os motivos apontados pela maioria das entrevistadas que não optou pelo ambiente cloud, foram, principalmente, o preço, a vulnerabilidade e a falta de compatibilidade com a estrutura interna já existente.

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Expansão

Sofit inicia atuação nos Estados Unidos A Sofit, empresa desenvolvedora de softwares como serviço, especializada em gestão da manutenção de frotas, acaba de firmar parceria nos Estados Unidos para comercializar sua solução no mercado norte-americano. Com a abertura desse novo canal, a Sofit tem a expectativa de conquistar, ainda este ano, seis novos clientes por meio do novo parceiro, além de firmar parceria comercial com outras cinco empresas no país. Para iniciar sua atuação em países de língua inglesa, a Sofit firmou parceria com a ACA Knowledge, empresa focada em representação de fabricantes globais de softwares, sediada em Nova York e criada em 2012 para atender a costa leste dos EUA. Com o acordo, as vendas serão realizadas pela empresa americana e o suporte será feito no Brasil. Ionan Fernandes, diretor de Marketing e Canais da Sofit, conta que a empresa buscava um parceiro que conhecesse um pouco da cultura e do mercado brasileiro e muito sobre o mercado americano e, principalmente, que estivesse focado em realizar negócios no ambiente de software como serviço. “Encontramos muitas afinidades entre as empresas e acreditamos que a parceria irá trazer boas oportunidades para ambas. A expectativa é que os novos clientes conquistados através desta parceria representem algo entre 9% e 12% das receitas advindas de canais”. Ele explica que a Sofit escolheu investir em canais americanos porque este ainda é e por muito tempo continuará sendo o principal mercado em termos de volume, escala e velocidade de adoção de algumas tecnologias.

Fonte: CITRIX

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O que você está lendo?

LaNÇAMENTO

Ferramenta de negócios Cloud Uma pequena software house que está iniciando suas atividades no Brasil não precisa mais comprar uma ferramenta de desenvolvimento cara para criar o sistema que pretende colocar no mercado e que rode em todas as plataformas existentes. Os pesados investimentos em licenciamento e capacitação dos programadores ficam para trás com o lançamento da ferramenta Magic xpa e mais ainda com a liberação da versão Magic xpa Single User Edition, gratuita, que permite

criar aplicações de negócios monousuárias para todas as plataformas existentes e de uma vez só, a partir de um único esforço de desenvolvimento. De acordo com Rodney Repullo, CEO da Magic Software Brasil, o Magic xpa Single User Edition permite criar todos os tipos de aplicações de negócios, desde um ERP completo, ou sistemas modulares de gestão, até aplicações especializadas para diversos tipos de atividades, tais como CRM, gestão de finanças, logística, produção, entre outras.

Dados

Complexidade na gestão de dados Um estudo conduzido pela consultoria Forrester Consulting, a pedido da Dell, aponta que o atual ambiente de storage tem desafiado os gestores de TI das organizações. O levantamento aponta que 74% desses executivos consideram que o armazenamento e a gestão dos dados corporativos é algo geralmente complexo com as soluções utilizadas hoje pelas organizações. Ainda segundo o estudo, que consultou 839 profissionais – entre gestores de TI e responsáveis pela administração dos ambientes de storage -, 85% dos líderes de TI consideram que poderiam ser beneficiados por tecnologias mais fáceis de usar e por uma maior automação dos ambientes de armazenamento. E 94% desses executivos gostariam de ter esse tipo de funcionalidade nas próximas soluções de storage que forem adquirir. Outra conclusão do estudo é que cerca de 95% dos entrevistados valorizam a compra do storage do mesmo fornecedor de servidores, equipamentos de rede e serviços e sistemas para gestão de TI. 42% dos entrevistados informaram que a compra de múltiplos

componentes de uma única empresa garante uma melhor sinergia entre produtos e uma compra facilitada. O estudo da Forrester Consulting cita também que essa complexidade dos tradicionais ambientes de armazenamento tem impactado na produtividade e nos resultados entregues pelos profissionais responsáveis pela administração de storage nas organizações. Por fim, quase metade (48%) dos administradores de storage consultados no estudo acredita que conseguiria exercer uma função mais estratégica se as empresas onde trabalham adotassem tecnologias de armazenamento mais fáceis de gerenciar.

Ainda que já se tenha feito um grande esforço para tornar o Big Data utilizável, muito mais ainda há para ser feito

Eric Kavanagh, CEO, The Bloor Group, estudioso e analista de Big Data 16  INFORMATION MANAGEMENT | NOV / DEZ 2012

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Infraestrutura de Redes A indicação da redação é o livro do autor Samuel

Henrique Bucke Brito, que consiste na compilação de várias experiências em laboratórios. O leitor deve ter em mente que o foco desta obra não é apresentar os fundamentos nem os conceitos das tecnologias de redes relacionadas aos laboratórios em si, mas que ela possa servir como ferramenta de apoio para professores, alunos e demais interessados na área de redes.

Android Cookbook

Ideal para desenvolvedores familiarizados com Java, Android básico e a API Java SE, este livro do autor Ian F. Darwin apresenta receitas contribuídas por mais de trinta desenvolvedores da comunidade Android. Cada receita fornece uma solução clara e exemplos de código que você pode utilizar em seu projeto imediatamente.

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carreiras Cezar vega chegou a Office Gemini para assumir a vice-presidência na área de Vendas e Marketing, após 15 anos de experiência no mercado latino-americano e nos EUA, especialmente na área de Digitalização e Imaging da Fujitsu. Alberto Nairo é o novo diretor de Varejo da D-link. O desafio é ampliar a penetração do portfólio de produtos e serviços da linha Cloud, difundir o uso do aplicativo mydlink para computadores, smartphones e tablets e ajudar o grande varejo a inaugurar essa nova categoria na linha de produtos de informática. Michel Abranches assumiu o cargo de diretor de Canais do Enterasys para o Basil e Cone Sul. O executivo, que tem ampla experiência no mercado, irá reportar-se diretamente ao vicepresidente para a América Latina e terá por objetivo fortalecer a rede de integradores e capacitá-los para ofertar e implantar as soluções para mobilidade e BYOD da empresa. André Tellini ingressou na Mandic como novo gerente de Produtos e será responsável pela estruturação da área, desenvolvendo estratégias para alcançar inovação nos produtos da companhia. Dejair José de Resende é o novo diretor de operações da Red&White. O executivo irá prioritariamente estruturar os serviços de TI prestados pela companhia a todas as empresas do Grupo José Alves, aplicando as melhores práticas e metodologias de ponta do mercado.

Ciência

Storage ajuda desvendar os segredos do Universo Cientistas do CERN, Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, buscam pistas para ajudar a desvendar os segredos do Universo. Em sua jornada em busca de respostas, os cientistas coletam quantidades extraordinárias de dados de trilhões de colisões de prótons que ocorrem dentro dos quatro cantos do Grande Colisor de Hádrons (em inglês LHC) do CERN, o acelerador de partículas mais poderoso do mundo. Acredita-se que essa partícula forneça massa a todas as outras partículas existentes, uma descoberta que pessoas de todo o mundo esperam há mais de 50 anos. A NetApp ofereceu ao CERN a capacidade de garantir resultados mais rapidamente através de pesquisa e gestão de dados

‘Informação extrema’ é o novo normal

John Mancini, no evento ECMSHOW 2012

IOT

Estudo mostra crescimento em soluções de Internet das Coisas A Zebra Technologies divulgou os resultados de um estudo que mostra que a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) deixou de ser apenas um conceito e tornou-se uma realidade que vem ajudando organizações globais a melhorar suas operações. Empresas de vários setores já estão utilizando tecnologias de Internet das Coisas para rastrear e gerenciar ativos, aprimorar a experiência dos clientes, melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos e muito mais. O estudo mundial realizado pela Forrester Consulting revelou que: • A percepção do termo Internet das Coisas é positiva - 85% dos participantes da pesquisa

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mais eficientes (infraestrutura inteligente), operações ininterruptas (infraestrutura imortal) e dimensionamento sem limites para atender às exigências da pesquisa contínua sobre partículas (infraestrutura infinita).

concordam com a definição fornecida sobre o que são soluções de IoT. • A tendência do uso da tecnologia vem crescendo entre as companhias, considerando que 15% das empresas pesquisadas em todo o mundo já utilizam. • Em todo o mundo, a maioria dos tomadores de decisão está buscando soluções de Internet das Coisas para oferecer mais visibilidade à cadeia de suprimento e aprimorar o relacionamento com os clientes. “As empresas estão se esforçando para fazer mais com menos e serem mais produtivas”, comenta Pedro Goyn, diretor da Zebra Technologies no Brasil. www.informationmanagement.com.br

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parceria

Microsoft anuncia investimento de R$ 200 milhões no Brasil Em cerimônia em Brasília, após audiência com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a Microsoft anunciou investimento de R$ 200 milhões no Brasil para alavancar a competitividade nacional por meio de pesquisa e desenvolvimento locais. Entre uma série de iniciativas previstas, destacase o estabelecimento no País de um Laboratório de Tecnologia Avançada (ATL, na sigla em inglês) da Microsoft Research. O ATL Brasil, quarto no mundo, combinará a capacidade local de inovação tecnológica e engenharia

avançada com a expertise em pesquisa aplicada da Microsoft e de seus parceiros acadêmicos para expandir a produção de conhecimento de origem nacional. As demais novidades compreendem a criação de uma empresa de investimentos no Brasil; a fundação de uma aceleradora de negócios focada em empresas emergentes de base tecnológica (startups); a abertura de um centro de desenvolvimento da plataforma de busca da Microsoft (Bing); e o compromisso com a revitalização do edifício Barão de Mauá, que é patrimônio histórico da cidade do Rio de Janeiro e abrigará todos esses projetos.

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TECNOLOGIA

25 milhões de caixas com RFID A Recall, multinacional australiana com atuação mundial em gerenciamento de arquivos, atingiu a marca de 25 milhões de caixas com RFID (Identificação por radiofrequência) armazenadas em seus mais de 300 centros de operações localizados em cerca de 20 países. O anúncio foi feito durante a ARMA Chicago 2012 – conferência internacional de gerenciamento de informações, realizada entre os dias 23 e 25 de setembro. A Recall é pioneira no uso deste tipo de tecnologia para gerenciamento de documentos, que proporciona enorme ganho de eficiência e de segurança. No Brasil a tecnologia está totalmente implantada e já é utilizada por centenas de clientes nacionais, entre médias e grandes empresas. “Rapidez, precisão e segurança são diferenciais no gerenciamento de documentos, e a Recall, sempre com uma postura inovadora, reafirma sendo a primeira e única empresa do setor a usar o RFID globalmente”, comenta Vicente Troiano, diretor Comercial da Recall do Brasil.

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CAPTURE Por Ana Lúcia Moura Fé

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Os rumos dos processos de digitalização e capture

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oftwares e equipamentos cada vez mais sofisticados e acessíveis, além do amadurecimento do modelo de terceirização de processos de negócios, têm produzido reflexos importantes no segmento brasileiro de digitalização e capture. Soma-se a isso um ambiente empresarial caracterizado por fortes pressões para redução de custos e diminuição do uso de papel e, de outro lado, exigências por melhor gestão de documentos físicos ou virtuais, e tem-se um cenário em que os dois termos, digitalização e capture, assumem inevitavelmente o topo da lista de prioridades das empresas. Para auxiliá-las a identificar as principais tendências na área, Information Management ouviu executivos que acumulam grande experiência no assunto. Eles discorreram sobre a oferta da digitalização como valor agregado, e não apenas como mera commodity, sobre o impacto da truncagem de cheques no segmento de grandes bureaux de digitalização e sobre a consolidação do modelo descentralizado como a grande tendência atual, entre outros tópicos. Confira:

Descentralização em alta Paulo Theophilo, diretor de Marketing e Negócios da Simpress, avalia que projetos centralizados e mais comuns -como digitalização de legado de documentos -- têm características de commodity devido ao alto nível de padronização e à disputa que, em geral, leva em conta exclusivamente o preço, em lugar do diferencial tecnológico ou de processos. Mas a forte tendência no segmento, na percepção do executivo, está na descentralização das atividades de digitalização e capture. Como impulsionadores desse movimento, ele destaca o surgimento de novos softwares e equipamentos capazes de acelerar a velocidade e a segurança dos processos, ao mesmo tempo em que reduzem custos. “Esse modelo é o que está mais em alta, tanto que o mer-

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cado financeiro passou a fazer a compensação dos cheques por meio da digitalização nas próprias agências em um projeto bastante amplo de digitalização descentralizada”, ilustra. O diretor da Simpress avalia que o cenário atual no Brasil se caracteriza pela grande pulverização de equipamentos, e que as empresas estão recorrendo cada vez mais a terceiros que fazem a gestão dos aparelhos nas dependências do cliente. Na esteira da descentralização, grandes bureaux de digitalização estão selando parcerias com empresas familiarizadas com gestão de parque de máquinas pulverizadas, como impressoras multifuncionais, scanners e equipamentos de digitalização, segundo o executivo. Theophilo lembra que a compensação de cheques por imagem, implementada pelos bancos, teve grande impacto nesses grandes bureaux de digitalização. “Uma parte expressiva das suas receitas, que vinha do mercado financeiro, deixou de existir, e essas companhias passaram a se estruturar para fazer parcerias com outras empresas que atuam de maneira pulverizada e com gestão do equipamento pequeno, lá na ponta”, relata o diretor. Da parte das empresas que contrataram aparelhos como outsourcing, ele diz que as mesmas passaram a trabalhar com volumes menores de digitalização e, com isso, obtiveram economia tanto no investimento quanto na manutenção dos equipamentos. O impacto de todas essas movimentações na área de tecnologia das corporações também merece menção, segundo Theophilo. A começar pela perda da hegemonia quando se trata de digitalização. A TI, que sempre comandou essa atividade, agora atua em conjunto com outras áreas de negócios que já perceberam a importância de digitalizar documentos. “Muitas vezes a equipe de TI é muito boa e equipada, mas não possui os conhecimentos específicos para trabalhar com

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CAPTURE

as imagens dos documentos, daí busca por consultoria e empresas especializadas em projetos de digitalização”, diz. O executivo prevê aumento do uso de dispositivos não convencionais para captura de imagens, como smartphones e tablets, além de scanners portáteis, em um cenário em que a captura e transmissão de informações para dentro da empresa são feitas por qualquer funcionário, a qualquer hora e de qualquer lugar. “As companhias que historicamente sempre atuaram na digitalização com scanners terão que se reinventar e lançar produtos para outros equipamentos”, avalia o diretor, que prevê ainda, como consequência, menor intensidade nas vendas de grandes scanners.

Atividade complexa e customizada No Grupo M2Sys, uma das empresas pioneiras em soluções e serviços de processamento por imagem no Brasil, a diretora Gisele Carvalho focou no relacionamento com uma ampla base de clientes – cerca de 1,2 mil agências bancárias usuárias de outsourcing de captura, transporte, tratamento e processamento de transações, além de grandes corporações e órgãos de governo – para identificar as principais demandas, tendências e características atuais do mercado. A partir de três grandes centros de serviços DPI (Data Processing Image) com capacidade para processar mais de 150 milhões de documentos ao ano, a executiva observa que os processos de digitalização e capture ainda se comportam como commodities quando têm por objeto exclusivamente serviços de menor valor agregado, como scannerização ou manipulação de formulários eletrônicos. “Existem prestadores de serviços que se enquadram nessa categoria, da mesma forma que há empresas que investem muito mais em inteligência de processos e inteligência analítica, e atuam no alinhamento das plataformas de informação digital com as premissas de negócio. Trata-se, assim, de uma atividade complexa e customizada, bem longe da ideia de commodity”, defende. Gisele explica que, atualmente, tarefas de digitalização e captura estão sendo absorvidas em processos de maior complexidade, envolvendo aspectos como logística informacional, automação de procedimentos, hierarquias de acesso e articulação de diversos elementos de software, além de consultoria, infraestrutura e serviços. “Nesse cenário, o outsourcing do processamento por imagem, em suas diversas fases, desponta como uma alternativa cada vez mais impositiva, já que tais níveis de complexidade

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Gisele Carvalho: Digitalização e captura podem envolver inteligência analítica e de processos numa atividade complexa e customizada, longe da ideia de commodity

exigem alta especialização e forte agregado tecnológico”, diz ela, apontando a parceria com empresas especializadas como forma de as empresas usuárias atenderem a essa imposição enquanto mantêm o foco no core business. Um exemplo claro desta tendência, segundo Michele, é dado pelos bancos brasileiros. Mesmo possuindo pessoal e estrutura próprios para a truncagem de cheques, boletos e outros documentos, muitos deles optaram pela parceria com outsourcers com o perfil da M2Sys. Para Gisele, a adesão dos bancos ao modelo de truncagem de documentos abriu grandes perspectivas para empresas que oferecem serviços de transação por imagem fim a fim, impulsionando tanto serviços de outsourcing quanto ofertas de software para captura, processamento, custódia e gestão de documentos com inteligência analítica. “Não só pela nova demanda dos próprios bancos, mas também pela influência que essas instituições têm sobre outros segmentos”, avalia. Por outro lado, a executiva critica o outsourcing centralizado, que ainda tem sido a opção de muitas empresas. “Ele incorre numa visão antiga e equivocada, que é a de transportar para o modelo digital o velho ambiente de processamento

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Theophilo: Crescerá o uso de dispositivos não convencionais para captura de imagens, como smartphones, tablets, e scanners portáteis

do CPD”, afirma a diretora, citando como exemplo o caso de alguns bancos que, em lugar de capturar os cheques e boletos na agência, no modelo centralizado, enviam tais documentos para uma central de digitalização e, a partir dali, iniciam o processo por imagem. “O resultado disso é a perda de algumas das grandes vantagens da digitalização, como é o caso da economia com transporte seguro e custódia de documentos físicos”, diz. A exemplo do diretor da Simpress, a diretora da M2Sys também enfatiza o modelo descentralizado da captura e digitalização como a mais clara tendência do mercado, neste momento. Neste paradigma -- ela relata, o documento digital é produzido e autenticado no próprio balcão de atendimento ou escritório remoto e, na sequência, é transportado eletronicamente por meio de pacotes digitais para as centrais DPI. “A depender unicamente do marco regulatório, a tendência natural é que o documento físico possa ser destruído imediatamente após a sua digitalização no próprio local de atendimento ou captura”, assinala. Na visão da especialista, dada a crescente complexidade dos processos, os bancos, governos e grandes empresas estão cada vez mais empenhados na busca de fornecedores que respondam pelo processo como um todo, com ganhos em termos de garantias de suporte, escala e evolução. Ela assegura que as empresas mais bem preparadas já sabem que os investimentos em tecnologia de informação e comunicação devem consi-

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Galaz: O parceiro para digitalização deve aportar conhecimento e ferramentas para garantir a melhoria do serviço

derar seriamente os custos de propriedade e a necessidade, estratégica ou não, de se ocupar com atividades meio. “Como as transações por imagem nem sempre compõem o core business, a opção pelo outsourcing irá absorver pelo menos uma parte significativa de tais processos”, diz.

Clarificação das expectativas Marco Galaz, sócio da área de BPO da Everis, não tem mais dúvidas de que o processo de digitalização tende a ser repassado a parceiros especializados e com ferramentas e experiências capazes de reduzir custo e aumentar a qualidade. Para quem planeja terceirizar projetos de digitalização e captura, o executivo ressalta que, como todo outsourcing, é importante definir e clarificar as expectativas sobre os serviços, os níveis de serviço (SLAs), as métricas e a forma de remuneração da empresa que prestará o serviço. “O parceiro escolhido para a digitalização deve não apenas focar em um processo padrão, como deve também aportar conhecimento e ferramentas para garantir a melhoria do serviço no cliente”, orienta. Do seu posto de observação, Galaz vislumbra um futuro próximo em que a digitalização será um processo corriqueiro nos mais diversos segmentos econômicos. “No mundo digital que enfrentamos, basta um pouco de imaginação para ver que é possível digitalizar qualquer informação ou documento’, finaliza.

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ECMSHOW Porto Alegre encerra ciclo de eventos do ano A

sede da FIERGS, na cidade de Porto Alegre/RS, foi o palco do último evento roadshow do ano de 2012, o ECMSHOW Porto Alegre. A cidade recebeu pela primeira vez um congresso sobre Enterprise Content Management (ECM), gestão da informação e conteúdo corporativo. O setor de gestão da informação se transformou em um dos principais desafios para as empresas e para o governo e tem incidência direta nos negócios de empresas de qualquer vertical da economia. A ausência de um gerenciamento efetivo das informações leva os colaboradores a perderem horas em busca de conteúdo e compromete a eficiência em tarefas

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básicas do dia a dia. Os RoadShows, planejados este ano pela Guia Business Media, são uma resposta ao mercado nacional ávido por capacitação no segmento, troca de informações e especialização. A exemplo do que já ocorreu em praças como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, a última edição do ECMSHOW deu a oportunidade ao mercado do Sul de conhecer de perto as últimas novidades da área de Information Management (IM) no mundo, com a presença de especialistas renomados, exposição de cases, tecnologias, aplicações e tendências que vão orientar as organizações e seus gestores.

De acordo com Walter Kock, palestrante do evento, o desafio não é gerar conteúdo, é tirar proveito dele, assim os executivos hoje estão alertas para o bem mais valioso de suas organizações: a informação. Conforme explicou, o volume de dados gerado tende a crescer de forma monumental e consequentemente o problema será conseguir extrair informações relevantes para transformar os negócios. “Enquanto na época de Gutenberg o conteúdo era criado e enviado, hoje, na época de Zuckerberg, as pessoas são chamadas para compartilhar e colaborar na criação dele”, explica Koch. Com essa mudança, os desafios são: engajar as pessoas, cuidar da segurança, saber

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usar a cloud computing e as redes sociais na linguagem que o público aceita e trazer benefícios para o negócio. Na sequência foi apresentado o case de negócio do Grupo Herval. A apresentação foi sobre “Automação de Análise de Crédito” com foco documental, mostrando como acontece a exigência de acordo com o Banco Central, sobre a obrigatoriedade na excelência na gestão de aprovação de crédito com controle de documentação e troca de arquivos, proporcionando maior credibilidade ao processo. Integrado a solução de crédito e sistema de gestão do Grupo Herval/TaQi, o software de Gestão de Conteúdo da ViaFlow (da IBM) funciona como um repositório centralizado de todos os documentos que compõem o processo. A dificuldade em definir políticas de gestão da informação está atrapalhando a tomada de decisões nas empresas e, mais que isso, hoje é preciso reduzir custos, principalmente com ativos de informação cuja base ainda está no papel. Esse assunto foi discutido pelo consultor Márcio Teschima durante sua palestra. Para Teschima, tal dificuldade mostra que ainda existe muito a ser melhorado mesmo em empresas que adotaram projetos de gestão da informação e isso abre grandes oportunidades para empresas do ramo de ECM. Segundo o consultor, “é preciso ter um conjunto de fatores e experiências para fazer o negócio funcionar, e mes-

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mo que ainda a base das informações seja analógica (papel) é possível conviver bem com este mundo, sem gerar mais despesas e alcançar novos patamares”. Na parte da tarde, o ECMSHOW Porto Alegre trouxe ao palco especialistas nacionais. O procedimento de capture de documentos foi durante muito tempo ligado ao GED e aos grandes acervos. Mas a evolução do conceito de GED para EIM e o lançamento de novos softwares e scanners criaram o novo foco de digitalização distribuída. “A mudança trouxe um foco maior na otimização dos processos de negócio”, explica o especialista em capture, Wilton Tamane, na apresentação da tarde, na palestra sobre como utilizar a estratégia de digitalização para otimizar os processos de negócios. O segundo estudo de caso do dia, Ubirajara Maia de Oliveira da TOTVS, apresentou experiências práticas do ECM Social – um novo conceito, falando sobre a evolução do ECM tradicional para o mundo colaborativo. As empresas hoje precisam mais que nunca estarem atentas aos sistemas de governança das informações para permitir a continuidade dos negócios de forma que nada fique fora de controle. Este foi o tema do painel moderado por Maurício Renner, e que contou com a participação do empresário Nori Lermen e a CIO do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Maria Luiza Falsarella Malvezzi. As respon-

sabilidades se dividem entre TI e conteúdo e alguém precisa centralizar as decisões, cuidar das etapas desse processo e principalmente da capacitação das pessoas envolvidas. A tarde teve ainda o estudo de caso da Montreal apresentado por Guilherme Bollhorst, que levou sua experiência na integração de serviços em clientes do sul do País, mostrando os aplicativos disponíveis em nuvem para o mercado. E o último estudo de caso do dia mostrou a integração de produtos da Kodak e outras soluções, apresentado por Marcelo Strech, da MGSI, na Santa Casa de Porto Alegre. A evolução do mercado e os avanços da tecnologia irão ajudar cada vez mais as empresas a cuidarem das informações. Mas sem definir metas, processos e estratégias, as companhias podem afundar num oceano de dados desperdiçados. Para o arquiteto de ECM e especialista em tecnologias de captura e gerenciamento de fluxo de documentos, Daniel Dias Pinto, o caos informacional existe e merece maior atenção das empresas. “Todo mundo tem informação, o importante é saber o que ela pode fazer por nós”, comenta. Dias enfatiza que a evolução da nomenclatura do mercado é um exemplo de como as coisas estão avançando. “É preciso uma interação maior entre os diversos executivos para que o controle da informação exista e nada fique perdido dentro da própria empresa”, diz.

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AIIM2013 – Missão AIIM 2013

Era da Informação Extrema: as empresas estão preparadas? S

eguramente, como afirma o presidente da AIIM - John Mancini, estamos passando da Era dos Sistemas de Guarda (ou registros), época em que o foco visava os ativos de alto valor de informação, para a Era dos Sistemas de Envolvimento, na qual o volume, a velocidade e a variedade estão aumentando drasticamente. Assim, agora é uma simples questão de tempo antes que esse movimento nascido entre os consumidores se estenda para as organizações. Hoje, a enxurrada de aplicativos e a consumerização dos negócios estão revolucionando a maneira como pensamos as informações corporativas e a TI - e os tipos de habilidades que precisamos ter dentro de nossas organizações. É neste contexto que chega a edição 2013 da AIIM Conference, que ocorrerá entre os dias 19 e 22 de março, na cidade de New Orleans, na Louisiana/ EUA, e que marca o calendário mundial com sua realização. Especialmente pela importância de reunir em um só local os maiores especialistas mundiais sobre o assunto. Por um ano, a Guia Business Media está organizando um grupo para participar da Conferência AIIM 2013 30  INFORMATION MANAGEMENT | NOV / DEZ 2012

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Comitiva da AIIM 2012 em São Francisco, Califórnia (EUA).

e também, como já se tornou tradicional, de visitas técnicas em empresas americanas para troca de experiências e network. Quando se trata de gerenciamento de conteúdo e tecnologias sociais, um tamanho não serve para todos, por isso durante os três dias da Conferência AIIM 2013 haverá três auditórios de palestras distintas, cada um deles adaptado a um conjunto de cenários de uso

semelhantes, que são: Sistemas de Envolvimento, Governança e Interação. Os interessados em participar da Missão AIIM 2013 poderão se inscrever por meio do site da Missão (www. aiimconference.com.br) e obter todos os detalhes para integrar este seleto grupo de participantes, bem como os horários das atividades e um pacote com os melhores preços e descontos para os participantes brasileiros. www.informationmanagement.com.br

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A Revista INFORMATION MANAGEMENT está organizando uma comitiva de empresários brasileiros para participar da AIIM Conference 2013, nos dias 20 a 22 de março, em Nova Orleans (EUA). O evento, realizado pela maior entidade de ECM do mundo, é composto pelo congresso, com os principais especialistas do setor, e pela exposição dos maiores fornecedores internacionais de soluções em gestão de informações e documentos corporativos.

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Walter W. Koch

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Querido Papai Noel... Walter W. Koch é diretor da ImageWare, consultor internacional em Gestão Documental e TI, e professor dos cursos de pós-graduação da Fesp e Unip. Implementou alguns dos maiores projetos do País. Ministra cursos em diversos países da Europa, África e Oriente Médio. Autor do livro Electronic Document Management - Concepts and Technologies, publicado em Dubai, em 2001. Responsável pelo Treinamento da AIIM no Brasil info@imageware.com.br

*Mais informações podem ser obtidas através do e-mail educa@imageware.com.br ou do site http://guiatraining.com.br

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omo o Natal está chegando e neste ano fui um bom menino, segue a minha lista de pedidos. Sei que nem sempre cabe tudo no seu saco, mas veja o que consegue trazer! 1 – Que os nossos políticos encontrem uma saída legal para o uso de processos de digitalização depois que a presidente Dilma trucidou o projeto de lei embalado desde 1995. Afinal, falam que o Brasil está se tornando um País que ocupa um espaço cada vez maior no mundo globalizado, mas a nossa legislação vigente para a conversão de documentos (no caso, microfilmagem) foi escrita na década de 1960. Como vamos ser competitivos assim? 2 – Que as principais entidades de classe não se furtem a tomar atitudes maduras em relação ao uso da tecnologia para melhorar os processos e diminuir impactos ambientais. O Banco Central simplesmente implementou a compensação por imagem através de uma Carta-Circular, não discutindo em nenhum momento aspectos legais. Se a legislação não sair, Papai Noel, traga por favor jurisprudência para tanto. 3 – Que seja implementado o Dia sem Papel. Os EUA têm os dias 21 de novembro (http://www.paperlessday.com) e 25 de outubro (http://www.aiim.org/events/paper-free-day) como o PaperLess Day, onde se procura fazer um uso mais racional do papel e maior da tecnologia. Como aqui já criaram até o Dia da Sogra, algum político poderia propor a criação desta data. 4 – Que o Judiciário gaste mais com tecnologia do que com cimento e ferro para reforçar estruturas de prédios para suportar volumes crescentes de papel tal como aconteceu com o Fórum João Mendes (http://

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g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2012/05/ peso-de-processos-do-forum-joao-mendes-prejudica-estrutura-do-edificio.html). Um Judiciário bem ajustado é fundamental para a sociedade. 5 – Que a Lei 8.666 seja melhorada fazendo com que os órgãos públicos consigam efetivamente contratar soluções de gestão documental que atendam às suas necessidades. Foi tétrico o depoimento de um profissional dos Correios durante o ECMSHOW RJ sobre as tentativas não sucedidas de implementação de projeto, principalmente quando disse “se não tiver competência, por favor não entre na licitação”. 6 – Que o nível de capacitação dos profissionais brasileiros seja elevado. A analogia do conto dos 6 cegos e do elefante com a definição de ECM apresentada pelo John Mancini na abertura do ECMShow mostra como alguns segurando o rabo juram que um elefante é uma corda. Na nossa indústria temos o mesmo problema quando alguns juram que ECM é digitalização. Quem não sabe o que é leva o que não quer! 7 – Que os fornecedores tenham equipes treinadas e dimensionadas para o mercado brasileiro, atendendo a todos os clientes com o mais alto nível técnico sem ter que recorrer a leilões de profissionais cada vez que surge um projeto maior. 8 – Que a Lei de Acesso à Informação seja efetivamente implementada com o uso de tecnologias que permitam ao cidadão brasileiro acessar todas as informações públicas desejadas de sua casa, permitindo com isso que o Brasil seja um País mais democrático e transparente. Só isso Papai Noel... Antecipo meus agradecimentos. FELIZ NATAL!

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GERENCIAR INFORMAÇÕES E DOCUMENTOS É O SEU TRABALHO? Com o objetivo de aproximar os profissionais, gestores de informações e documentos, em 2009, a revista Information Management criou o ECMCONNECTION, um fórum permanente de discussões, para a troca de experiências e disseminação de conhecimento, que rapidamente se tornou a maior comunidade de gestores de informações e documentos da América Latina. Agora, alcançando a marca de mais de 1200 membros, o ECMCONNECTION vai dar um importante passo para tornar o fórum VIRTUAL em uma comunidade REAL contribuindo para o desenvolvimento dos profissionais e o fortalecimento de seu relacionamento, através de uma agenda diferenciada e benefícios exclusivos para seus membros.

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A difícil transição para o digital Wilton Tamane é administrador de empresas especializado em sistemas e técnico em Eletrônica Industrial. Consultor na área de scanners e gerenciamento de documentos wiltontamane@gmail.com

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ais um ano que termina e como sempre, tempo de fazer as promessas para o ano que vem. E uma das promessas, que até hoje não foi cumprida, é o tão sonhado e esperado escritório sem papel. Jingle bells...Jingle bells....e não acabou o papel! E papel faz muito mal às empesas e ao meio ambiente. No mundo pessoal, a transição para o digital, sem dúvida alguma, tem sido muito mais rápida. E na comunicação e informação, a tecnologia de celulares e computação móvel chegam muito mais rápidas. Além disso, basta ver a nova onda da consumerização – BYOD, onde os dispositivos pessoais passam a fazer parte do ecossistema corporativo. “Fantásticos dispositivos e serviços para o usuário final irão conduzir nossos negócios corporativos para frente, dado o fato de que os empregados têm cada vez mais influência na tecnologia que utilizam no trabalho - tendência chamada de ‘Consumerização de TI’, diz Steve Ballmer, CEO Microsoft em carta aos acionistas. E reforçando esta tendência, um estudo entrevistou 600 usuários móveis no País e 40% disseram que utilizam o serviço móvel para fazer negócios. Ao perguntar sobre a relação dos usuários com o celular, 58% dos entrevistados disseram que verificam o dispositivo pelo menos uma vez a cada 30 minutos e 35% uma vez a cada 10 minutos. Os recursos preferidos dos brasileiros nos smartphones são SMS, acesso à internet e câmera fotográfica. E aqui há um paradoxo. Uma das razões de ainda haver muito papel nas empresas é a cultura do papel por parte dos

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colaboradores. Ou seja, não se implementa processos 100% digitais pelo risco de os usuários não se adaptarem às novas tecnologias, mas a consumerização põe por terra esta justificativa. Portanto, para que a promessa do escritório sem papel seja cumprida, as empresas tem uma lição de casa: mapear e documentar seus processos, modelar e otimizar face às tecnologias disponíveis de BPMS. Outro ponto a ser considerado são os vetos da presidente Dilma na lei de número 11 de 2007 sobre a digitalização. Na minha visão, fica um recado muito claro: para se eliminar papel nas organizações, devemos começar a não mais gerar papel, ou seja, desligar as impressoras e adequar os processos. A digitalização, neste cenário, deve sempre ser tratada como uma tecnologia de transição para processos sem papel. Não podemos jamais objetivar a eternização do papel. E a digitalização de documentos também está no ponto crucial da Lei de Acesso à Informação, que é, de fato, disponibilizar em meio digital informações contidas nos volumosos acervos em papel. Aliás, deveria se entender que, mais do que a sociedade como um todo, os servidores de órgãos públicos e colaboradores da iniciativa privada agradeceriam se esta lei pudesse ser aplicada sempre que necessitam de alguma informação para dar continuidade aos processos às atividades do dia a dia. E assim, quem sabe no final de 2013 possamos finalmente cantar: Jingle bells... Jingle bells....acabou o papel, ou pelo menos começamos a acabar!! www.informationmanagement.com.br

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EDIÇÃO 2012

Sucesso na 2ª edição do SharePoint 360º E

vento realizado pela Guia Business Media em São Paulo, no final de outubro, o SharePoint 360º reuniu especialistas e usuários da ferramenta num encontro técnico que teve muitas novidades. Renato Citrini, gerente e Marketing e Produtos da Microsoft, apresentou as novas funcionalidades e ferramentas do SharePoint 360º, e mostrou os cinco pilares dessa nova versão. O executivo enfatizou que “o acesso à internet móvel e mobilidade está cada vez maior”, que até os aparelhos que dispõem desses serviços estão ficando cada vez mais acessíveis. E que pela primeira vez temos quatro gerações trabalhando juntas, em um mesmo

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meio colaborativo. Citrini relatou que até 2014 serão 130 milhões de clientes utilizando aplicações móveis baseadas em nuvem. E que mais funcionalidades do SharePoint seriam apresentadas em um evento global em Las Vegas, realizado nos dias 11 e 12 de novembro. João Paulo Clemente, responsável pela gestão do programa Microsoft MVP, apresentou na palestra maneiras de como “aprender e estreitar” seu relacionamento com a empresa. Nela o executivo contou como funcionam os programas de relacionamento da Microsoft. Clemente indicou que é possível estreitar o relacionamento com a Microsoft, através de fóruns, livros,

redes sociais, artigos em blogs, sites e revistas, palestras e webcasts. Thiago Soares, diretor da Impartec, apresentou a palestra sobre governança em SharePoint. Segundo ele, é preciso definir uma política para a utilização, instruir a formação dos usuários, e confiar que nem tudo depende da tecnologia. Segundo o diretor, o SharePoint pode se sobrepor a outros sistemas e que há três principais pilares da governança (que consistem em governança de TI, usuários avançados e governança de desenvolvimento) que devem estar alinhados para garantir a maturidade do uso. Lívia Santos, especialista da Microsoft em aplicações com foco na tecnologia

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SQL Server, apresentou a palestra sobre Business Intelligence. Lívia ressaltou que uma solução de BI deve conter três elementos básicos que são: Office, SQL Server e SharePoint. E ainda apresentou uma demonstração da aplicação PowerPivot no Excel, no Office 2013. Guilherme Carvalhal, gerente de Produtos da Microsoft, falou sobre o Office365 e suas funcionalidades. O executivo afirmou que a nova versão roda em qualquer dispositivo, de PCs a smartphones, e nos dispositivos com sistema operacional de Windows 8. Segundo ele, 40% da receita adquirida pela Microsoft é gerada pela aquisição do pacote Office, e que devido

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ao SharePoint o número de usuários aumentou. Com uma licença é possível instalá-lo em cinco máquinas e dispositivos. Rodolfo Roim, Market Development Lead na Avanade Brasil, apresentou o Centro de Excelência da empresa e como maximizar o investimento em SharePoint. Segundo ele, um centro de excelência permite a coordenação de governança, e age como um facilitador para o aumento da adoção de um roadmap de colaboração em uma organização; também pode variar de um modelo mais simples para o mais complexo. O CoE é responsável por uma variedade de atividades, indo de governança de

processos a entrega de aplicações. Pelo segundo ano consecutivo, a DoMore levou ao SharePoint 360º a sua excelência na plataforma da Microsoft, da qual é uma das principais parceiras no país. Fermin Picolo, diretor companhia, mostrou um case com a edição 2013: “Os recursos vão proporcionar maior produtividade e assertividade às empresas. No geral, o usuário chegará às informações com menos esforço”, resume ele. Foram cerca de 12 horas de evento com palestras, mostrando tecnologia e cases de sucesso com a utilização do SharePoint, que empolgou a comunidade usuária.

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TENDÊNCIA

sobrevivência no

Guia de

Por Gilberto Pavoni Junior

A tendência do “traga seu próprio dispositivo” é devastadora e inegável. Mas as empresas devem ter uma visão mais abrangente sobre o assunto e as soluções a serem adotadas

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O

fenômeno do Bring Your Own Device (BYOD - traga seu próprio dispositivo) é complexo, abrangente, devastador e pervasivo. No momento que as empresas permitem que os funcionários acessem sistemas corporativos em qualquer lugar, com qualquer tipo de aparelho e a qualquer momento, elas entram em um novo mundo da tecnologia democratizada e comoditizada. Certamente é o futuro do que conhecemos hoje como tecnologia da informação (TI). Mas nem tudo são benefícios. Os riscos em segurança, governança e os desafios do treinamento e da gestão de mudanças são intrínsecos à novidade.

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TENDÊNCIA

Para as empresas, o maior problema não está em aceitar ou não o BYOD. Fugir é impossível. O desafio maior é encarar toda a complexidade do BYOD e de que podemos estar apenas num novo passo de tudo que já foi previsto. “O conceito é simples, trabalhar com ele de forma correta é que exige esforço de foco e gestão”, ensina o CIO da Meritor, André Brasil. O executivo considera o BYOD uma evolução e não uma novidade. E ele ainda faz um alerta: o olhar de empresas e gestores de tecnologia deve ir além do próprio conceito. “Na realidade, estamos falando de como encaminhar a política de uso dos recursos da TI e acessibilidade nos próximos anos”, diz. Smarphones, tablets, nuvem e câmeras que podem transformar um documento em papel em um arquivo digital dentro do sistema em segundos e fora do controle da TI são coisas novas, mas já fazem parte das decisões de como as empresas cuidam da segurança da informação, robustez da infraestrutura e capacitação profissional - sejam da TI ou das áreas de negócio. Então, para sobreviver à nova onda é preciso entender que ele é a ponta de um iceberg, mas também não está desconectado de conceitos conhecidos. “O BYOD não é uma opção da TI, ele é uma pressão que os usuários exercem há muito tempo, que já era grande, e hoje se tornou insustentável porque começou a se ligar a outras tendências”, defende o manager Systems Engineering da VMware, André Andriolli. É inegável, por exemplo, que ele é fruto da comoditização da TI, da globalização dos negócios, do avanço das redes de telecomunicações, do incremento que as empresas fizeram em suas infraestruturas, da virtualização (de servidores a desktops), do avanço e miniaturização dos aparelhos, além da óbvia onda de mobilidade que está a dominar o mundo. O conceito só juntou tudo num mesmo pacote e, com isso, se tornou mais abrangente. Pegue, por exemplo, a mobilidade. Ela caminha para ser uma hiperconectividade. Em 2020 deveremos chegar a 5 bilhões de usuários de Internet, com 80 bilhões de aparelhos conectados em todo o mundo, segundo um estudo da Frost & Sullivan. O levantamento projeta que teremos cinco aparelhos por pessoa, gerando dados que nos levarão aos yottabytes (uma unidade dessas equivale a 1.208. 925.819.614.629.174.706.176 bytes).

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A chegada da Internet das Coisas pode deixar o quadro ainda mais surpreendente. Os óculos inteligentes, que transformam as lentes em telas e usam o movimento dos olhos como interface para substituir o mouse, mostram isso. O Google já tem um produto pronto e a Apple tem patente semelhante registrada. Essa tendência, que começa a mostrar sua cara, prevê que produtos como eletrodomésticos, objetos comuns do dia a dia e mesmo aparelhos

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Requisitos observados nas empresas que implementaram programas de BYOD “Qual ou quais das seguintes ações foram tomadas pela sua empresa?” (Marque todas as que se aplicam)

Documentação formal das políticas do programa de BYOD Exigência de assinatura dos funcionários referente à política definida Financiamento da compra do dispositivo Desenvolvimento de uma política global para proteção dos dados corporativos Avaliação dos desafios de segurança existentes nos programas de BYOD Financiamento do plano de dados dos funcionários Financiamento do plano de voz dos funcionários Criação de grupo de trabalho multidisciplinar para desenvolver e avaliar as políticas aplicadas Envolvimento do corpo jurídico da empresa para avaliar as políticas definidas Fonte: TREND MICRO

urbanos e de construções terão capacidade de coletar, gerar e transmitir dados. Os carros são exemplo atual disso com seus sistemas de comunicação pessoal e GPS. Em breve, poderão enviar informações diretas para mecânicos, seguradoras e para a área de relacionamento com o cliente de montadoras. Poderão receber documentos também. Serão basicamente um smartphone sobre rodas.

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Melhor do que proibir é gerenciar Se as empresas estão quebrando a cabeça para saber como plugar smartphones e tablets em seus sistemas e como gerenciar essas novas informações, imagine quando precisarem lidar com óculos, carros, canetas, mesas, cafeteiras e frigobares? Se elas não começarem a se preparar para isso, o BYOD será traduzido em breve para “bring your own disaster” (NE: traga seu próprio desastre). É compli-

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TENDÊNCIA

cado, mas nada de pânico. Esse cenário ensina que a força do BYOD é tamanha que a pior política para uma empresa é a de proibir o uso de aparelhos para acessar as facilidades da TI. Um estudo da Unisys com a consultoria Forrester detectou números impressionantes da demanda por acesso irrestrito no mundo do trabalhador hiperconectado. De acordo com a pesquisa, 67% dos funcionários dizem ter maior produtividade com mobilidade e acesso aos sistemas. Outros 35% são mais colaborativos com essas facilidades e 33% dizem que podem melhorar os serviços a consumidores. A necessidade é tanta que 56% deles admitem usar aplicativos e dispositivos desautorizados pela TI para realizar essas tarefas. Ou seja, a empresa pode proibir trabalhadores de trazerem seus aparelhos para se conectarem ao sistema, mas estará interferindo nas metas de produtividade e clima organizacional. O estudo também definiu o perfil desses trabalhadores de hoje e o quanto eles são importantes. Cerca de 37% deles têm interferência direta nas mudanças que os chefes definem, outros 43% costumam participar de projetos de inovação. Para os desconectados, esse índice cai para 27% e 33%, respectivamente. Mas existe uma falha grave nesses trabalhadores, e vem daí a preocupação das empresas. Esses hiperconectados realizam duas vezes mais downloads ilegais dentro da companhia. Cerca de 82% deles confessaram ter feito isso no último ano, mesmo sabendo que era uma atitude passível de demissão em 75% das empresas pesquisadas. É uma situação de conflito entre demanda dos funcionários, regras internas e necessidade de evolução e continuidade dos negócios. Proibir é impossível e liberar tudo é perigoso. Resta gerenciar o momento e buscar o melhor caminho e a velocidade ideal dos passos.

Check list Não é por acaso que outra consultoria, o Gartner, divulga que o “traga seu próprio dispositivo” é a mudança mais radical na computação empresarial desde a introdução dos PCs. Os especialistas acreditam que a melhor estratégia para lidar com o BYOD é combinar política, software, controles de infraestrutura e educação, no curto prazo, e associar gerenciamento de aplicações e serviços na nuvem adequados no longo prazo. As políticas devem ser constru-

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Andriolli: O BYOD não é opção de TI, mas uma pressão que os usuários exercem há muito tempo.

ídas em conjunto com os departamentos jurídico e de RH, devido às implicações tributárias, trabalhistas, de responsabilidade corporativa e de privacidade dos funcionários. As empresas precisam entender que o BYOD não é só uma decisão sobre fornecer aparelhos homologados ou deixar que qualquer um traga e use o próprio dispositivo. Há aspectos importantes que influenciam na governança e compliance. Em setembro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou uma mudança na redação da Súmula 428, que trata do regime de sobreaviso. Com a decisão, o uso de celular ou qualquer instrumento telemático fora do expediente equivale à hora extra. Isso transforma o BYOD em uma questão sobre processos trabalhistas. A situação é ainda mais complexa porque envolve troca de informações estratégicas em ambientes digitais fora da alçada da tecnologia das empresas. A fornecedora de soluções de segurança Trend Micro descobriu, numa pesquisa mundial, que 78% dos decisores de TI afirmam que seus

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Siqueira: A tendência é inevitável. Precisamos ouvir o usuário e oferecer o que ele quer, com segurança.

funcionários estão utilizando dispositivos móveis pessoais para conduzir negócios em nome de suas empresas. Para eles, a segurança é o principal problema. Nesse levantamento, novamente aparece o conflito existente. Quando questionados por que o BYOD foi instituído, 70% das empresas citam o aumento da produtividade como principal benefício. Para resolver esse dilema, a Trend Micro pediu uma lista de ações tomadas durante a adoção de BYOD. Os requisitos observados dão uma base para as políticas corporativas. As duas principais ações (ambas com 46%) são: a definição e documentação formal do programa de BYOD e a assinatura do funcionário aceitando as condições. “O problema não é ferramental, é cultural. Estamos falando de conscientização para tirar da clandestinidade uma atitude que já existe”, explica o Technical Account Manager da Trend Micro, Charles Simão. Os demais itens (confira quadro ao lado) trazem dicas de como estabelecer o modelo de reembolso e o envolvimento

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Simão: É importante a conscientização do funcionário para tirar da clandestinidade uma atitude que já existe.

de diversas áreas da empresa na nova estratégia.

Fazer ou não fazer? “É uma questão que passa pelo momento e pelo negócio da empresa”, diz o diretor de Engenharia e Tecnologia da Avaya, Thiago Siqueira. A companhia fornece soluções para BYOD, mas adotou internamente políticas que permitem o uso de diversas aplicações nos dispositivos dos usuários. O modelo vem sendo trabalhado com a certeza de que o foco está no domínio e controle da informação e não na posse e fornecimento de máquinas próprias para os usuários. E-mail, sistemas de vendas e comunicação unificada são parte da oferta que pode ser acessada a qualquer hora e por qualquer aparelho. Tudo é controlado de acordo com o login de acesso. No futuro, outras aplicações devem migrar para a política de BYOD. “A tendência é inevitável e o maior desafio a ser enfrentado é o de ouvir o usuário e oferecer o que ele quer, com segurança”, aponta Siqueira.

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Angelo Volpi e Cínthia Freitas

Divulgação

HISTÓRIA

Vida longa aos documentos digitais! Angelo Volpi é tabelião em Curitiba, escritor, articulista e consultor. angelo@volpi.not.br  Cinthia A. Freitas Professora Titular da PUCPR e Doutora em Informática. almendracinthia@gmail.com

A

migração de documentos em papel para o digital começa a causar preocupação na medida em que estes começam a ficar “velhos”. Sabemos que não são somente os prazos legais os únicos requisitos que recomendam o arquivamento, mas fatores históricos, científicos e estatísticos. Sabemos que não existe segurança absoluta no papel e muito menos no digital, tecnicamente a segurança é calibrada levando-se em conta os riscos aos quais desejamos prevenir. Como nossa referência há milênios é o papel, é sobre nossa experiência na preservação cartácea que lançamos objetivos e metas na perpetuação dos documentos binários. O marco legal da equivalência do documento e assinatura no papel ao digital no Brasil é a Medida Provisória 2.200-2, e em geral no mundo pela lei modelo da UNCITRAL, que proporciona diretrizes gerais aos países na consecução de suas legislações. Apesar de capenga - visto que é mal redigida e imprecisa - a MP 2.200-2 acabou trazendo benefícios mesmo com todas suas mazelas e vícios. A rigor não havia necessidade de se escrever uma legislação que textualmente viesse a prescrever que documento eletrônico tem validade legal, pois tanto o código civil como o de processo já davam guarida a tais documentos. Os desafios da preservação digital são muitíssimo mais complexos e diversos, começando pela integridade de conteúdo que não pode ficar somente na dependência do uso de determinado software, mas sim na assunção de autoria. A propósito, a nosso ver este deve ser o marco inicial

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em qualquer processo de migração do papel ao digital, seja ele feito originalmente como processo ou de digitalização de acervos. Nenhum documento terá valor legal se não pudermos determinar inequivocamente seu autor e, por conseguinte, a partir daí determinar diretivas para manter intacta a integridade da manifestação de vontade humana que ele contém. São várias as formas de se outorgar autoria a documentos digitais, porém a mais segura é a da MP 2.200-2 que prevê as assinaturas digitais. Seu uso não se restringe aos casos em que o autor assume a subscrição do documento, mas também ao tabelião ou autoridade que autenticou a cópia digitalizada, assumindo a presunção de autenticidade em relação ao original papel. Como sabemos as assinaturas digitais possuem validade. Resta saber como verificar daqui a 10 ou 50 anos se aquele certificado no momento da assinatura era válido, ou seja, não estava revogado ou expirado. As respostas estão todas previstas nos mecanismos de listas de certificados revogados, pois é possível consultar o status do certificado. Nossa preocupação é sobre o volume destas listas durante um longo período tempo e a operacionalidade da conferência, lembrando que para fazê-lo é preciso seguir a cadeia de certificação e, por conseguinte verificar outras chaves. Lembre que já são milhares de certificados e seu número vem crescendo exponencialmente. Portanto, pacientes leitores, havemos de concordar que este é apenas um pequeno desafio nesta nossa dura missão de garantir longa vida aos nossos “estimados” documentos eletrônicos. www.informationmanagement.com.br

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OKI conta com os melhores especialistas para prover a seus clientes soluções de Serviços de Outsourcing de Impressão de alto valor agregado, por meio de ferramentas que permitem a estes acompanhar, compreender, controlar e otimizar o custo global com impressões, fax e cópias. Com o crescimento do volume e das fontes de informações, a área de TI das empresas precisa estar focada na organização destes dados de forma a prover a informação necessária às tomadas de decisões. A informação correta no momento certo pode criar uma enorme vantagem competitiva. “É para liberar a TI das empresas para este trabalho mais estratégico que desenvolvemos nossa oferta. Somos especialistas em impressão e seguramente podemos fazer a gestão do parque de impressão utilizando tecnologias que otimizarão custos, aumentarão produtividade e melhorarão a gestão”, afirma Luiz Humberto Carli, diretor da Unidade de Negócios MPS. Com o MPS OKI (Managed Printing Solutions, ou Soluções de Impressão Gerenciada), as organizações alcançam importantes reduções nos custos e aumento na produtividade. Segundo IDC, os gastos com suprimentos, impressoras e suporte chegam a consumir de 15% a 20% do orçamento

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voltado para a área de TI das empresas. Conheça alguns dos benefícios que as soluções MPS OKI oferecem: • Gestão Financeira e de Recursos As soluções garantem a adequação e atualização do parque de impressão de acordo com as necessidades do cliente sem envolver investimentos em ativos, uma vez que os equipamentos são alocados pela OKI e o cliente paga um valor mensal pelos serviços prestados. Dessa forma, os gastos com assistência técnica e manutenção deixam de existir e reduz-se o desperdício de papel e suprimentos. A solução MPS OKI possui cobertura nacional, ou seja, mesmo que a empresa possua várias filiais, todo o parque pode ser administrado a partir de um único contrato e um único ponto de contato. O controle de impressão por usuário permite ainda alocação de custos, identificação de desvios e planejamento de ações de melhoria. • Sustentabilidade Com a otimização do parque e dos métodos de impressão, o MPS OKI garante a redução de consumo de energia elétrica, papel e suprimentos. A emissão de carbono (“Carbon Footprint”) também tem significativa redução devido à implementação de processos

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Luiz Humberto Carli

mais eficazes nas impressões e equipamentos com tecnologias que reduzem o consumo de energia elétrica. Além disso, com o Programa de Sustentabilidade OKI os suprimentos pós-consumo são destinados de maneira ecologicamente correta. • Segurança da Informação e Mobilidade Hoje, a segurança da informação é um dos pontos essenciais para as organizações. Nesse sentido, o MPS OKI possui em sua oferta a possibilidade de autenticação de usuários para a impressão de documentos sigilosos. Além disso, o MPS OKI oferece um diferencial indispensável atualmente, a mobilidade. A partir do momento em que o usuário possui um cartão de aproximação ou senha, seus trabalhos de impressão podem ser enviados para uma nuvem e, a partir desse momento, ele pode imprimir os documentos desejados na impressora mais próxima co-

nectada à mesma rede, sem a necessidade de configurações adicionais. • Produtividade Com o MPS OKI, as empresas podem contar com o gerenciamento pró-ativo do parque de impressão, de modo a evitar que os equipamentos fiquem indisponíveis por falta de suprimentos ou problemas técnicos. As soluções permitem que os fluxos de trabalhos sejam otimizados por meio de um processo de avaliação do ciclo de vida dos documentos e determinação dos equipamentos mais adequados para atender às necessidades dos usuários. Para um melhor aproveitamento, aplicação dos recursos e adoção das melhores práticas de impressão, a equipe de TI e usuários-chave passam por um treinamento durante a fase de implantação do projeto.

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Sobre a OKI A OKI é uma das principais marcas de soluções de impressão do mundo e possui mais de 30 anos de experiência no mercado. Neste ano, a companhia comemora 15 anos no Brasil. Com base instalada de 30 milhões de equipamentos, a fabricante oferece impressoras matriciais, Laser/LED monocromáticas e Laser/ LED em cores, além de multifuncionais monocromáticos e em cores. Destaca-se por seu pioneirismo e por desenvolver tecnologias inovadoras. Com faturamento anual de US$ 1,9 bilhão, a empresa atua em mais de 120 países. Presente no Brasil desde 1997 possui fabricação local e oferece uma linha completa de produtos composta de mais de 30 modelos. A companhia faz parte do grupo OKI Electric Industry, fundado em 1881 e composto por empresas dos setores de telecomunicações, informática, eletroeletrônicos e componentes. O grupo emprega diretamente mais de 16.000 funcionários e fatura mundialmente US$ 4,2 bilhões.

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GUIA ECM A seguir veja a classificação das empresas presentes nesta edição por área de atuação. Este é um serviço da revista Document Management aos leitores a fim de facilitar a busca por produtos e soluções que são bimestralmente ofertados por uma gama selecionada de fornecedores que encontram-se entre os mais conceituados no mercado. BACKUP ON LINE

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O “BYTE VOTO” E

leições por aqui e nos EUA e mais uma vez a questão do voto eletrônico vem à berlinda. Impressiona a polêmica em todo o mundo sobre o dito cujo e não é por menos, qualquer um que tem uma noção um pouco acima da média sobre informática sabe bem das suas vulnerabilidades. Nos EUA postaram um vídeo no Youtube impressionante sobre um ”bug” numa urna touchscreen na Pensilvânia. O eleitor aparece com o dedo sobre o nome do Obama e confirma como voto de...? Romney! A falha foi reconhecida e aqui na minha terra (Curitiba) a polícia prendeu, no dia 14 de agosto, um cidadão que ofereceu a representantes de uma coligação política uma solução mirabolante. Ele alegava que tinha uma conhecida engenheira no TRE que adulterava as urnas... Uma equipe na Universidade de Brasília conseguiu descobrir a sequência dos votos digitados numa urna eletrônica, sem descobrir os autores, porém, basta saber a ordem para identificá-los. Segundo a revista PCWord em 2008, na Holanda uma experiência traumática resultou na proibição do uso pelo risco de fraudes. A fundação com o nome impronunciável de “Wijvertrouwenstemcomputersniet” e traduzido em algo como: “Nãoconfiamosemcomputadores” promoveu exaustivos ataques ao sistema e conseguiu descobrir várias falhas. Na Suíça onde se vota sobre tudo e todos e onde o conservadorismo é atávico, a polêmica também é esporte nacional, eles estão há incríveis 10 anos fazendo testes e até agora ainda não se usa 100%. Situada no coração da Europa e com um dos melhores padrões de vida no mundo - com quatro línguas oficiais - é um caso emblemático. Segundo – pasmem - a declaração do governo, “...O voto eletrônico só poderá ser generalizado a partir do momento em que todos seus atores – eleitores, políticos e autoridades – estiverem familiarizados com os novos procedimen-

tos e estruturas e que aceitem e ganhem confiança neles... por isso abordamos uma prudente realização do voto por etapas.” E bota prudência nisso, hein? Se adotássemos a mesma por aqui certamente levaríamos mais de século para adotá-lo... A informática desde o início sempre gerou polêmicas, foram – e de certo modo ainda são - os direitos autorais e a privacidade os maiores motores deste embate. Ao que tudo indica, o voto é a bola da vez. Sendo a mais preciosa arma da democracia e conhecendo a qualidade dos nossos políticos - que valem menos que um bit - tudo indica que, ao menos por aqui, muitos yottabites passarão por debaixo da rede até ficarmos livre desta. Ângelo Volpi Neto é tabelião de notas em Curitiba, bel. em Direito, escritor e professor de Direito Eletrônico.

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