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Ano 2 - Número 7 - Junho de 2008 - R$ 18,00

SAÚDE: novas regras para gestão de documentos LATIN AMERICAN

DOCUMENT management

Novas tecnologias, processos e soluções para gestão de documentos

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Arrecadação on-line já é realidade 28.07.08 17:14:10


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EDITORIAL

TI resolve o problema? Joseti Capusso

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m pesquisa divulgada pelo Cenadem entre as empresas nacionais um número chama a atenção: 1,5 bilhão de reais. Esta cifra refere-se a movimentação do mercado de ECM no Brasil em dados extraídos do universo pesquisado pela empresa. Mesmo que este número venha a se referir apenas a uma parcela entrevistada dentro do mercado nacional, é expressivo e nos faz refletir sobre o potencial do mercado de gestão documental. Fato este ratificado pelos constantes lançamentos de equipamentos da indústria de tecnologia voltados para o segmento de gestão de documentos. Prova disso podemos acompanhar na matéria desta edição sobre a Nota Fiscal Eletrônica, onde grandes players do mercado como IBM, Mastersaf, True Access, Sonda Procwork, Benner entre outros, estão com produtos voltados para este novo e emergente mercado, afinal o que é a troca de informações entre as empresas e o Fisco, senão a troca de informações por meio de documentos eletrônicos? Sem deixar de mencionar MV Sistemas, Microestategy, Carestream da matéria sobre Documentos em Saúde, também nesta edição, com propostas específicas para este nicho do mercado que elevam os documentos gerados pelas instituições de saúde a um outro nível de gerenciamento dos prontuários médicos, podendo inclusive utilizá-los num sistema de BI clínico. O questionamento então é somente a infraestrutura de TI em toda sua complexidade, é suficiente para poder levar as informações críticas que as empresas tanto necessitam para sobreviver num mercado tão competitivo como o atual? O que se está descobrindo é que por traz de todo este ferramental de hardware e software,

¿TI resuelve el problema? En encuesta divulgada por el Cenadem entre las empresas nacionales, un número llama la atención: 1,5 billón de reales. Esta cifra se refiere a la operación de mercado de ECM en Brasil en datos extraídos del universo estudiado por la empresa. Aun que este número se refiera a apenas una parcela entrevistada dentro del mercado nacional, es expresivo y nos hace reflexionar sobre el potencial del mercado de gestión de documentos. Hecho que podemos ver en los constantes lanzamientos de equipamientos de la industria de tecnología desarrollados para el segmento de gestión de documentos. Como prueba de eso, podemos acompañar la materia de esta edición sobre la Nota Fiscal Electrónica, en la cual grandes players de mercado como IBM, Mastersaf, True Access, Sonda Procwork, Benner entre otros, están con productos direccionados para este nuevo y emergente mercado, al final ¿que es el cambio de informaciones entre las empresas y el Fisco, si no el cambio de informaciones por medio de

o que coloca as companhias em sintonia com o mundo é a própria gestão de seus documentos, portanto, de suas informações e de seu conhecimento. Somente a partir dessa integração de informações e que passaremos a etapa seguinte na escala evolutiva do mercado tão bem evidenciada pelo pesquisador da IBM na nossa Entrevista do mês, o universo da colaboração.

documentos electrónicos? Sin dejar de mencionar MV Sistemas, Microestategy, Carestream de la materia sobre Documentos en Salud, también en esta edición, con propuestas específicas para este nicho de mercado que elevan los documentos generados por las instituciones de salud a un otro nivel de gerencia de los prontuarios médicos, pudiendo incluso utilizarlos en un sistema de BI clínico. La cuestión entonces es ¿solamente la infra-estructura de TI en toda su complexidad es suficiente para poder llevar las informaciones críticas que las empresas tanto necesitan para sobrevivir en un mercado tan competitivo como el actual? Lo que se esta descubriendo es que por detrás de todo el arsenal de hardware y software, lo que coloca las grandes empresas en

A todos uma Boa Leitura!

sintonía con el mundo es la propia gestión de sus documentos, por lo tanto de sus informaciones y de su conocimiento. Solamente a partir de esa integración de informaciones es que pasaremos a la etapa siguiente en la escala evolutiva de mercado muy bien evidenciada por el estudioso de IBM en nuestra Entrevista del Mes, el universo de la colaboración. ¡A todos, Buena Lectura!

Susana Batimarchi Editora

Susana Batimarchi Editora

A gestão de documentos de sua empresa passa por aqui Document Management

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NESTA EDIÇÃO www.docmanagement.com.br DIRETOR

Eduardo David eduardo@editoraguia.com.br EDITORA

Susana Batimarchi susana@editoraguia.com.br DIRETOR COMERCIAL

Alexandre Ortiz

alexandre@editoraguia.com.br GERENTE DE PROJETOS

Arnaldo David

david@editoraguia.com.br ARTE E DIAGRAMAÇÃO

Flávio Della Torre

flavio.dellatorre@gmail.com ILUSTRAÇÃO

Spacca

spacca@terra.com.br FOTOGRAFIA

Josetti Capusso jcapusso@terra.com.br ADMINISTRAÇÃO

Alessandra Leitão alessandra@editoraguia.com.br TRADUÇÃO

Maria Carolina Morell Gonzalez macaferro@uol.com.br CONSELHO EDITORIAL José Guilherme Junqueira Dias de Souza , Wilton Tamane , Walter Koch , Marcelo Thallenberg , Luis Augusto Bellucci , Eduardo Lopes , Rosália Paraíso , Tadeu Cruz , Luiz Alfredo Santoyo , José Roberto de Lazari , Ricardo Monteiro, Roberto Brant, Roberto Prado, Mauricio Alfonso, Paulo Sérgio Carneiro, Paulo R. de Alencastro Jr., Sérgio Fortuna, Ângelo Volpi, Ronei Martins Ferrigolo, Valber Azevedo e Fábio Fischer

6 Entrevista

O pesquisador emérito da IBM, Jean Paul Jacob, fala nesta entrevista sobre suas previsões sobre o futuro da tecnologia no Brasil e no mundo e aponta a Colaboração como o futuro para a gestão do conhecimento corporativo.

16 Nota fiscal eletrônica

A partir de setembro mais setores da economia deverão atender aos requisitos do fisco para emissão de NF-e. O que os players deste mercado em ascensão estão preparando para as empresas .

24 Documentos em Saúde

O segmento de saúde está regulamentado através de novas regras para eliminar os papéis, precisamente, os prontuários médicos, de sua atividades e substituí-los por documentos digitais.

30 Case Cremesp

Novas carteiras de identificação profissional estão sendo emitidas pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo, na preparação o CRM contratou a Imatec para desenvolver este trabalho

34 Datasul

Uma parceria entre Datasul ECM e a Metrofile vem oferecer aos clientes de ambas as empresas, uma nova sistemática para gestão de documentos com um repositório físico ou digital.

CONTATOS

Administração: administracao@editoraguia.com.br Redação: redacao@editoraguia.com.br Publicidade: publicidade@editoraguia.com.br IMPRESSÃO

Copy Press DOCUMENT MANAGEMENT é uma publicação da Editora Guia de Fornecedores Ltda, editada em português e espanhol e dirigida a executivos dos departamentos de Administração e Finanças, Tecnologia da Informação, Centros de Documentação, Projetos, Marketing e Comercial das 8.000 médias e grandes empresas nos setores: Governo; Bancos e Seguradoras; Saúde; Educação ; Jurídico; Transporte; Engenharia e Construção, Indústria, Serviço, entre outros, no Brasil e mais: Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Colombia, Venezuela e México. Seu editorial aborda as Novas Tecnologias, Processos e Soluções na Gestão de Documentos e Conteúdos Corporativos, sempre numa visão empresarial, contribuindo com o desenvolvimento e crescimento do Mercado, dos Negócios e dos Profissionais. DOCUMENT MANAGEMENT não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios publicados. Os conceitos dos artigos assinados refletem a opinião de seus autores, não necessariamente a da Revista. Todo o conteúdo da DOCUMENT MANAGEMENT é de livre reprodução desde que citada a fonte. Todos os direitos reservados. Assinatura Anual (seis edições). Brasil R$108,00. Outros paises: U$ 140,00. Informações: assinaturas@editoraguia.com.br ou Tel: 55-11-3392.4111 DOCUMENT MANAGEMENT és una publicación de la Casa Editora Guia de Fornecedores Ltda, editada en portugues y español y direccionada a ejecutivos de los sectores de Administración y Finanzas, Tecnologia de la Información, Centros de Documentación, Proyectos, Marketing y Comercial de las 8.000 medianas y grandes empresas en los ramos de actividad como Gobierno, Bancos y Aseguradoras, Salud, Educación, Jurídico, Transportes, Ingeniería y Construcción, Indústria, Servicio, entre otros, en Brasil y más: Argentina, Chile, Paraguay, Uruguay, Colombia, Venezuela y Mexico. Su editorial enfoca las Nuevas Tecnologias, Procesos y Soluciones en la Gestión de Documentos y Contenidos Corporativos, siempre con una visión empresarial, contribuyendo con el desarollo y con el crecimiento del Mercado, de los Negócios y de los Profesionales. DOCUMENT MANAGEMENT no és responsable por el contenido de los anúncios publicados. Los conceptos de los articúlos firmados reflejan la opinión de sus autores, no necesariamente la de la Revista. Todo el contenido de DOCUMENT MANAGEMENT és de libre reproducción desde que citada la fuente. Todos los derechos reservados. Subscripción Anual (seis ediciones). Brasil R$ 108,00. Otros paises: U$ 140,00. Informaciones: assinaturas@editoraguia.com.br o Tel: 55-11-3392.4111

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40 Eventos

Preparando o público para o Infoimagem 2008 , Maurício Ferreira , diretor do Cenadem fala sobre o crescimento do mercado de ECM no Brasil e sobre os principais temas do evento, além do curso de certificação CDMIA que será ministrado por um especialista da AIIM. Além disso, algumas das empresas expositoras mostram as novidades e as soluções que serão apresentadas no evento

53 Mercado

Os mais recentes lançamentos e as novidades para o setor .

60 Mundo ECM

Definições de termos comumente utilizados por especialistas no dia-a-dia de trabalho, apresentações, blogs, sites, livros etc são apresentadas e desvendadas pelo professor e consultor, Walter Kock.

62 Canal Executivo

Nesta edição, dois grandes executivos internacionais mostram suas políticas para a América Latina. Alfonso Zubizarreta, VP da Hyland On Base, conta sobre suas metas para o mercado brasileiro e Francisco Gastelum, diretor de Document Imaging para América Latina da Kodak mundial, fala sobre as perspectivas da companhia no seu segmento para o Brasil e demais países latino americano.

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ENTREVISTA

O Futuro está na Colaboração

DM- Não é de hoje que o senhor se refere em suas palestras à gestão do conhecimento e da difusão dos conhecimentos entre as pessoas, seja no mundo corporativo, seja nos relacionamentos inter pessoais do dia-a-dia. Muitas destas previsões se concretizaram ao longo do tempo? Jean Paul Jacob – Algumas sim, outras não. A gestão de documentos é uma das coisas mais importantes que existem hoje na área de serviços. Era fácil ver que o conhecimento seria o bem mais importante no futuro. O número de informações que criamos na internet é tão absurdamente alto, desde sua criação em 1993, que várias empresas e laboratórios de pesquisas já calcularam este número que chega à casa dos 100 hexabites por ano. Isto é, bilhão de bilhões, 100 bilhão de bilhões por ano. Para dar uma idéia todas as palavras ditas por todos os seres humanos desde a criação do universo, inclusive as minhas que não são poucas, somam 1 hexa palavras, e estamos criando 100 bilhões de bilhões. Este número só tende a crescer. En-

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Divulgação

Em sua mais recente visita ao Brasil, durante a realização do CIAB 2008, Jean Paul Jacob pesquisador emérito do Centro IBM de pesquisas de Almaden, Califórnia/ EUA, brasileiro, formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA e que há mais de 40 anos atua no exterior, falou em entrevista exclusiva à Revista Document Management sobre as tendências do mercado de gestão de documentos e os caminhos que a tecnologia aponta para este segmento.

tão, como grande criador de antigos provérbios chineses posso dizer que: “A internet sabe quase tudo, mas não nos conta quase nada”. DM - Mas porque Jean Paul Jacob, pesquisador da IBM não encontramos “quase nada”? Porque estamos criando muita informação, quiser saber, por exemplo, se vai chover amanhã, há informação demais e nós não sabemos mais você pode ter dados dos índices pluviométricos como procurar. Daí eu digo se nós conseguir- da cidade de São Paulo, para esta época do ano mos extrair informações num nível muito mais nos últimos cem anos, velocidade dos ventos, alto que chamaremos aqui como conhecimen- temperatura, graus de umidade etc., mas com to. Este, sim, poderíamos adquirir, manipular e isso tudo você, ainda assim não poderia fazer vender. Então, por isso, somos cada vez mais nada. Aplicando a tudo isso modelos metereotrabalhadores do conhecimento. Como se ex- lógicos, que são na verdade modelos matemátitrai conhecimento de informações ou dados? cos, eu já poderia afirmar que amanhã não vai Através de modelos matemáticos, estatísticos, chover. Entretanto, mas o que vale e que pela sociais, algo chamado de data minning, ou tal- minha experiência pessoal, não choveu nos úlvez, algo chamado de vivência, experiência, ou timos três dias, posso afirmar amanhã não vai chover! Não entendo nada disso, mas afirmo mesmo, da rede social. Para dar um exemplo bem comum. Se você pelo meu conhecimento. Conhecimento é aqui-

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lo que podemos manipular. O conhecimento está ficando tão valioso que hoje trabalhamos nossos conhecimentos, manipulamos e vendemos conhecimento.

é muito séria no Brasil como é nos Estados Unidos. Eu não entendo muito bem porque, já que o espírito jocoso do brasileiro se alinha com esta prática, mas não neste caso.

DM - É isso que está acontecendo no mundo corporativo? Sim, vejo hoje todos os executivos como trabalhadores do conhecimento. Apesar de muitas vezes este conhecimento ser intuitivo. Ele olha os dados e intui alguma coisa sobre eles. Mas também existem vários modelos anti-intutivos que justificam toda a parafernália que dispomos hoje para extrair conhecimento e dados. Por exemplo, o fato que hoje é conhecido em todos os bancos, mas que era anti-intuitivo há 5 anos, que os pobres são os que melhor pagam suas dívidas, porque o rico tem mais dinheiro e poderia pagar suas dívidas enquanto o pobre depende muito mais do crédito para viver. Foi necessário aplicar-se a esta intuição uma série de modelos matemáticos para se fazer dessa premissa uma verdade. Temos aí o ganhador do Prêmio Nobel Muhammad Yunus, que criou o banco do povo, que faz empréstimos até 200 dólares, só para gente pobre e na índia, que é um país pobre. Criou esta possibilidade para que as senhoras em certas vilas da Índia pudessem comprar aparelhos celulares e que são alugados por minuto para as demais pessoas da vila. Isso prova então que somos todos trabalhadores do conhecimento e não é mais segredo nenhum.

DM - O que o senhor pensa sobre o sistema de colaboração hoje? É este o futuro das empresas? Essa foi uma previsão muito fácil. Se eu fosse obrigado a definir o futuro de todos nós profissional e pessoalmente, em uma única palavra, esta palavra seria Colaboração.

DM - Na área de gestão de documentos quais foram as previsões que deram certo? Fiz várias, muitas delas voltadas para a gestão de conhecimento. Por exemplo, uma em que falhei porque não acreditava nela, visava o alto grau de colaboração que as pessoas exibem socialmente, que é a Wikipedia. No Brasil, circulam muitas piadas pela internet, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos. Daí minha dúvida. E afirmei que a Wikipedia no Brasil era um site que não iria pegar. Eu me enganei. A Wikipedia no Brasil, que é um site de conhecimento coletivo que eu particularmente chamo de Inteligência coletiva, pegou e mesmo que alguns tentem colocar piadinhas ou informações falsas em menos de 7 segundos são retiradas do ar. A Wikipedia

Se fosse obrigado a definir o futuro profissional e pessoalmente, em uma palavra esta seria: colaboração

Colaboração é a palavra do futuro e é a base para uma economia de serviços na qual já vivemos. Os serviços por definição são a participação colaborativa entre o prestador de serviços e o receptor. Somente para dar um exemplo prático, se a pessoa vai ao médico ela tem que colaborar com o profissional e dizer os sintomas que sente para que o profissional possa assim diagnosticar propriamente. Tudo é assim, se nos olharmos para o meio que vivemos tudo são serviços, e a colaboração será essencial. Esta é a palavra do futuro, pois vivemos de serviços. DM - De que forma o senhor vê que o sistema colaborativo funcionando? Ele é base de todo o relacionamento hu-

mano, basta olharmos para as redes de relacionamento na internet e seu sucesso. Vemos que estes sites são extremamente colaborativos de uma forma dirigida, o que é essencial. Voltando ao exemplo da Internet que sabe tudo e não nos conta nada, nós não encontramos as coisas porque nossa busca se dá por palavras não por conceitos ou respostas á perguntas. Daí a busca cada vez maior por redes sociais que nos respondem à perguntas, e estas são cada vez mais poderosas. Nesta filosofia de sistemas abertos, numa fase das pessoas pré-competitivas, elas são muito mais informativas. DM - Como o senhor percebe nos próximos anos a relação do uso do papel e dos meios digitais para comunicação corporativa? A relação que temos com o papel é igual à relação que temos com algumas funções que as pessoas exerciam e hoje não são mais necessárias. Existe hoje o papel digital, por exemplo, que permite uma atualização constante do que está escrito neste meio. Tudo depende da nossa cultura. Isso me lembra uma frase que uso muito na minha vida: A tecnologia ou serve para resolver um problema sócio, cultural, econômico ou político, ou para criar uma situação desejável de caráter sócio, cultural ou política. As perguntas no Brasil devem ser respondidas diante deste critério. A questão da substituição do papel nos meios corporativos também tem a ver com as leis. Suponha que no Brasil as leis proíbam que uma versão eletrônica de um relatório da IBM, seja enviado eletronicamente aos nossos acionistas e em mais de 80 paises seja esta a forma aceita. Então vamos continuar imprimindo papel. A questão tecnológica é diferente da sócio, política, econômica e cultural. A razão pela qual o consumo de papel aumenta se deve a estas questões, principalmente porque em muitos lugares as pessoas devem assinar o papel, já que a assinatura digital não é reconhecida em muitos países. Ecologicamente então as vantagens seriam muito maiores. Não tem nada a ver com tecnologia. Ela está à disposição para responder o que as leis e a cultura daquele povo desejarem. DM - No que a IBM aposta para o futuro?

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Entrevista ENTREVISTA Apostamos em certos cenários onde a tecnologia certamente estará envolvida. Apostamos sim que o mundo será um mundo de serviços cada vez maior. Apostamos que as pessoas vão se preocupar com saúde, com consumo de energia, com justiça social (transformando boas causas sociais em causas de negócios). Isso é o que as pessoas nos dizem e apostamos nestes cenários. A IBM conduz vários jams, seções por computador onde pedimos que digam-nos quais são suas preocupações etc. e neste ambiente ficamos sabendo que as pessoas, de modo geral, estão preocupadas com o mundo verde, com o mundo dos negócios que estão virando serviços, com os custos de saúde que crescem assustadoramente. Além disso, assuntos correlatos como biotecnologia, bioinformática, nanotecnologia conhecer o seu genoma são assuntos que serão discutidos. O que significa que estamos ensinando tudo errado em nossas escolas, já que no futuro as relações serão de serviços. A IBM tem feito um grande esforço na disciplina acadêmica que ajuda as pessoas a entenderem este mundo de serviços. SSME – Services Science Management Engeneering, ou seja, a Ciência da engenharia de serviços, esta é, a disciplina que temos que ensinar em nossas universidades. DM - E o que acontecerá com a gestão das informações e do conhecimento no âmbito dos estudos desenvolvidos pela IBM? Como transformar o conteúdo em informação? Com certeza a web semântica está entre as apostas do futuro nesta área. Há muitas informações indiretas não relacionadas a uma palavra, mas a um conceito. E dentro desta perspectiva, pode-se perguntar: Será que um dia os computadores serão capazes de reconhecer o discurso humano? Mais que reconhecer a palavra terá que se reconhecer o que foi dito. Mas a resposta a esta pergunta é absolutamente Não. O ser humano coloca cada palavra em um contexto diferente e que são expressas de maneiras diferentes, por diferentes pessoas. Como um computador poderia fazer isto? Ele não pode. A interpretação é muito importante e isso que faz a poesia ao dar interpretações a momentos, sentimentos estados de espírito, mas mesmo assim está sujeita a critérios e uns podem gostar e outros não.

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El Futuro esta en la Colaboración En su visita más reciente a Brasil, durante la realización del CIAB 2008, Jean Paul Jacob, estudioso emérito del Centro IBM de pesquisas de Almadén, California/ EUA, brasilero, formado en Ingeniería Electrónica por el ITA y que actúa, hace más de 40 anos, en el exterior, conversó en entrevista exclusiva a la Revista Document Management sobre las tendencias del mercado de gestión de documentos y los caminos que la tecnología apunta para este ramo. DM- Desde algún tiempo, usted se refiere en sus conferencias a la gestión del conocimiento y a la difusión de conocimientos entre las personas, tanto en el mundo corporativo, como en las relaciones interpersonales en el día-a-día. ¿Muchas de esas previsiones se concretizaron con el pasar del tiempo? Jean Paul Jacob – Algunas si, otras no. La gestión de documentos es una de las cosas más importantes que existen hoy en el área de servicios. Era fácil ver que el conocimiento seria importante en el futuro, incluso si todos nosotros adoptáramos la terminología que yo uso para definir conocimiento seria todavía más fácil percibir, o sea, el número de informaciones que creamos en internet es tan absurdamente alto que existe desde 93. Varias empresas y laboratorios de pesquisas ya lo calcularon y el número más bajo llega a los 100 hexabites por año (10 a potencia 18), que significan un billón de billones, 100 billones de billones por año. Para darte una idea, todas las palabras dichas por todos los seres humanos desde la creación del universo, incluso las mías, que no son pocas, suman 1 hexa palabras, y estamos creando 100 billones de billones. Este número solo tiende a crecer. Entonces, como gran creador de antiguos refranes chinos, me permito decir que: “La internet sabe casi todo, pero no encontramos casi nada”. DM- ¿Pero porque no encontramos “casi nada”? Porque estamos creando mucha información, hay demasiadas informaciones y nosotros no sabemos más como buscarlas. Por eso digo que si nosotros consiguiéramos extraer informaciones con alto nivel, que llamaremos aquí de conocimiento, ahí si, este conocimiento es que podríamos, adquirir, manipular y vender. Entonces, por ese motivo es que somos cada vez más trabajadores del conocimiento. ¿Como se extrae conocimiento de informaciones o datos? A través de modelos matemáticos, estadísticos, sociales, algo chamado de data minning o talvez algo llamado de vivencia, experiencia, o aun de red social. Daré un ejemplo bien común. Si uno desea saber, por ejemplo, si mañana va a llover, podrá obtener datos de los indicies pluviométricos de la ciudad de San Pablo para esta época del año en los últimos cien años, velocidad de los vien-

tos, temperatura, grados de humedad etc., pero con todo esto todavía no se podría hacer nada. Aplicando a todo esto modelos meteorológicos, que son en verdad modelos matemáticos, yo ya podría afirmar que mañana no va a llover. Sin embargo, lo que vale es que por mi experiencia personal, si no llovió en los últimos tres días, puedo afirmar que mañana no va a llover. No entendiendo nada de eso, pero lo afirmo por mi conocimiento. Conocimiento es todo aquello que podemos manipular. El conocimiento esta quedando tan valioso, que en los días de hoy, trabajamos nuestros conocimientos, manipulamos y vendemos conocimiento. DM- ¿Que piensa Usted sobre el sistema de colaboración de hoy? ¿Este es el futuro de las empresas? Esa fue una previsión muy fácil. Si me obligaran a definir el futuro de todos nosotros profesional y personalmente, en una única palabra, esta palabra seria Colaboración. Colaboración es la palabra del futuro y es la base para una economía de servicios en la cual ya vivimos. Los servicios por definición son una participación colaborativa entre el prestador de servicios y el receptor. Solo para dar un ejemplo práctico, si la persona va al médico, ella tiene que colaborar con el profesional y decirle los síntomas que siente para que el profesional pueda dar un diagnostico. Todo es así, mirando al medio en que vivimos todo son servicios, la colaboración será esencial. Esta es la palabra del futuro, púes vivimos de servicios. DM- ¿De que manera Usted ve al sistema colaborativo funcionando? El es la base de todas las relaciones humanas y mirando a las redes de relacionamiento en internet y su éxito, vemos que estos sitios son extremamente colaborativos de una forma direccionada, lo que es esencial. Volviendo al ejemplo de la Internet, que sabe todo y no nos cuenta nada, no encontramos las cosas porque nuestra busca se da por palabras y no por conceptos o respuestas a preguntas. Eso explica la busca cada vez mayor por redes sociales que nos responden a preguntas, y estas son cada vez más poderosas, en esta filosofía de sistemas abiertos, en una fase de personas pre-competitivas, ellas son mucho más informativas.

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ESPAÇO DO LEITOR

ENQUETE Qual é a prioridade da implantação de um sistema de ECM (Enterprise Content Management) na empresa?

Eu leio a revista Document Management

Já integra o ERP da empresa

A Document Management chega num momento muito oportuno. Os Bancos voltam a discutir com enfâse a digitalização de documentos, a certificação digital e truncagem de cheques. Esses temas também estão em pauta no Congresso Nacional. Agora é um momento importante de agitarmos o debate sobre isso e a Document Management tem um importante papel a representar.

Carlos Eduardo Correa da Fonseca

CIO do ABN Amro Bank Banco Real e Diretor de Tecnologia da Febraban.

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Em estudos Enquete realizada no site da revista Document Management. Para participar acesse www.docmanagement.com.br

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sÍntese Recall lança RFID na gestão de documentos

Informatica Corporation adquire Identity Systems

O presidente da Recall Américas, Michael Norin, esteve no Brasil para participar do evento de lançamento da tecnologia RFID (Radio Frequence Identification), inédita no Brasil no segmento de guarda de documentos. O evento marcou a introdução do novo vicente troiano, michael norin e João sistema que vai atuar Carmona da recall paralelamente ao tradicional código de barras e contou com uma demonstração de como a tecnologia irá agilizar os trabalhos e aumentar a confiabilidade do serviço da Recall. “As etiquetas inteligentes refletem a preocupação da Recall em reduzir margens de erro e agilizar processos. Ao contrário do processo atual (dependente da leitura manual), os dados das etiquetas RFID são transmitidos sem contato direto, garantindo mais velocidade, precisão e minimizando o risco da exposição para os clientes”, explica Vicente Troiano, diretor de marketing e vendas da Recall. O Brasil é um dos mercados estratégicos para a Recall, já que as Américas são o maior mercado e respondem por 47% do faturamento de 2007. A empresa, com sede nos EUA, pertence ao Grupo Brambles, que faturou US$ 8,5 bilhões em 2007, e possui ramificações em 22 países. Para trazer o RFID ao Brasil, o investimento da Recall é de R$ 6 milhões. A Recall é líder mundial no segmento de gestão de documentos. No Brasil, responde pela guarda terceirizada de 7,3 milhões de caixas de documentos, quase 50% do total armazenado nas empresas do setor. A empresa trabalha em todo o ciclo de vida de documentos: atua na guarda, recuperação, digitalização, localização online e destruição, garantindo segurança, agilidade e redução de custos com estruturas de armazenagem nas empresas. Possui centros de informações dotados de sistemas avançados de segurança e proteção contra incêndio em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro.

A Informatica Corporation, empresa fornecedora de software para integração de dados, concluiu a aquisição da Identity Systems, líder global em tecnologia para gerenciamento de identidade, que permite aos clientes a execução de pesquisas, em tempo real, de entidades específicas em grandes volumes de dados. A Identity Systems desenvolve um software que aumenta significativamente a capacidade das organizações de captar informações de identidade com precisão e rapidez, independentemente do idioma, do formato, da localização, da duplicidade, das omissões e de erros nos dados.

Oracle construirá nova unidade mundial A Oracle Corporation anunciou a construção de uma nova unidade global de TI em West Jordan, em Utah (EUA). O objetivo é atender às necessidades de sua base de clientes. A Oracle prevê iniciar a obra de construção da unidade de 18.500 m2 durante o terceiro trimestre de 2008 e espera iniciar as operações no início de 2010. A nova unidade representa um investimento de U$ 285 milhões.

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Macrosolution fecha parceria com empresa francesa A Macrosolution empresa provedora de soluções para o gerenciamento de informação e revendedora de equipamentos para o segmento de document imaging anunciou sua mais recente parceria com a empresa francesa i2S DigiBook para distribuição nacional dos scanners e suíte de soluções da marca. A i2S é empresa especializada na fabricação de scanners planetários para livros, obras raras e históricas, bem como documentos planos até o formato A0; com recursos inovadores de automação e semi-automação na digitalização de livros. “Estamos entusiasmados com esta parceria com um provedor de soluções para o gerenciamento de informações renomado e tem o conhecimento tecnológico necessário e a expertise para promoção e distribuição de nossos produtos e serviços”, comenta Alain Coste, gerente da Unidade de Negócios da i2S DigiBook. “ Recebemos com satisfação o convite da i2S para distribuirmos seus produtos no Brasil, pela sua presença no mercado europeu, asiático e norte americano e que agora está amplioando sua atuação para a América Latina e em especial o Brasil”, ressalta o diretor da Macrosolution Elvio Baldini. Destaque para o lançamento dos scanners A2 da linha CopiBook, scanners A1 e A0 da série Digibook Suprascan; ambos com diversos recursos automáticos e o modelo Digitizing Line DL3000 totalmente automatizado, produzindo 2.500 páginas digitalizadas por hora de livros até o formato A2, compõem a linha mais completa de produtos voltados para o mercado de Instituições Culturais, Arquivos Públicos, Bibliotecas, Universidades, etc, preoscanner cupadas cada vez mais com o resgate histórico CopiBook da i2s e cultural e sua disponibilização na internet, para acesso amplo e irrestrito, enquanto se preserva originais raros e únicos de manipulação excessiva.

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Joseti Capusso

Grupo Tecmach tem novo Gerente Geral Álvaro Silva acaba de assumir como gerente geral do grupo Tecmach. O economista iniciou sua carreira profissional na IBM onde trabalhou por 29 anos, ocupando diversas posições executivas, sendo a última de Diretor para América Latina para o setor público da IBM, sediado em Miami/EUA. Em 2001 assumiu a presidência do Grupo Medial Saúde onde permaneceu por três anos. Logo depois esteve por dois anos na presidência do Grupo Siciliano. Mais recentemente Silva esteve participando do curso de Conselheiro de Administração do Instituto Brasil de Governança Corporativa – IBGC e prestando consultoria em gestão empresarial. Esta brilhante trajetória lhe valeu um convite pelos sócios do Grupo Tecmach, Anderson e Wilson Conessa, para assumir o cargo de Gerente Geral do grupo. “Minha missão de agora será implantar um

sistema de Governança Corporativa e consolidar as empresas que integram o Grupo Tecmach ( Supricohp, Gedeprint e Tecmach) além dar uma contribuição as demais empresas pertencentes à família como a Certant e a Cogra, integrando-as numa mesma perspectiva de negócios”, complementa. Entre as metas definidas por Silva está a criação de um Conselho Consultivo para os acionistas visando no futuro a criação de um conselho de Administração nos moldes parametrizados pelo IBGC. “Nossas ações terão como objetivo o crescimento no mercado de forma acelerada. Vamos dobrar o tamanho de nossa empresa nos próximos 3 anos e ganhar a liderança do mercado. Para isso estamos revendo a forma como impactar este mercado com novas e diferentes parcerias, trazendo um experiência de multinacional e Conselhos de empresas familiares e colocar em prática o conceito de governança corporativa na sua essência, isto é, aplicar a ética em todas

álvaro silva do grupo tecmach

as ações e preservar os valores que o Grupo já tem para provocar o desenvolvimento”, explica Silva. Segundo ele, o grupo irá investir fortemente na contratação de profissionais, especialmente voltados para uma gestão forte na área de planejamento financeiro.

Inclusão Digital

Novo Livro de Tadeu Cruz

A cidade de São Paulo é o município que tem mais pontos de acesso gratuito à internet no mundo. Os telecentros da prefeitura somarão 300 unidades até o final do ano e neles hoje, mais de um milhão de pessoas estão cadastradas. A fim de tornar estes pontos permanentes o Vereador Police Neto (Netinho) elaborou um projeto que virou a Lei 14.668 de 2008, já vereado Police neto aprovada e que destinada um 1% do Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pelas empresas de informática para a manutenção destas unidades. A lei também reduziu de 5% para 3% o ISS pago pelas empresas de manutenção e suporte técnico em informática, assim com o fundo criado pela legislação a manutenção dos Telecentros se torna efetiva e permanente. Police tem sua atenção voltada para a área de tecnologia e quando foi secretário de Participação e Parceria, em 2006, foi responsável pela expansão da rede e qualificação do Telecentros tanto com profissionais quanto equipamentos de última geração.

Está chegando ao público o mais recente livro do especialista em engenharia de sistema e análises e modelagem de processos de negócio, professor Tadeu Cruz – BPM e BPMS. Com a segurança de quem tem muita experiência no tema e já publicou várias outras obras, o autor não perde tempo com concessões a formalismos de estilo: vai direto ao ponto. O livro traz uma abordagem crítica da gestão de processos e como os leitores poderão, através da leitura, obter bons resultados práticos.

ANGC promove encontro A ANGC – Associação Nacional de Gestores de Contratos está promovendo o 3º. Encontra - Encontro de Gestores de Contratos que será realizado no dia 19 de setembro, na universidade corporativa da Ernest &Young, em São Paulo. Na pauta do encontro estão painéis com melhores práticas na gestão de risco de contratos; a validade jurídica de documentos eletrônicos, além da apresentação de cases entre outros temas . O evento é voltado para executivos de gestão de contratos, executivos das áreas de Administração, Controladoria, Tecnologia Informação e Jurídica. Para maiores informações ligar para a ANGC no tel.: (11) 3078-1854 ou no site www.angc.org.br

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sÍntese

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Novo par de chaves Públicas Foi anunciado em junho passado, a geração do novo par de chaves da ICP-Brasil. Durante o evento, foi assinado acordo de cooperação técnica com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) para consolidar a parceria de evolução tecnológica da ICP-Brasil, além do lançamento oficial do 6° CertForum. O tom que marcou a solenidade foi a autonomia tecnológica que alcançada com o desenvolvimento de uma módulo de segurança produzido em software aberto e com tecnologia brasileira. O novo par de chaves da ICP-Brasil utiliza o Sistema de renato martini do iti Gerenciamento de Certificados Digitais desenvolvido pelo programa João de Barro. Esse projeto foi liderado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e contou com parceiros como a Universidade Federal de Santa Catarina e o Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), além de financiamento da Finep. Já o módulo de segurança criptográfica, ou seja, o hardware, foi desenvolvido pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A geração do novo par de chaves é obrigatória e deve ser feita periodicamente para garantir a continuidade da infra-estrutura de chaves brasileira. A validade do certificado digital não pode ultrapassar a validade dos certificados da cadeia que o antecede. Como o primeiro certificado da AC Raiz foi emitido em novembro de 2001 com vigência até 2011, é necessário gerar novas chaves da AC Raiz de forma a possibilitar que os certificados continuem a ter a usual validade de três anos. “A geração do novo par de chaves da AC-Raiz é o primeiro passo para emitir novos certificados para toda a cadeia, ou seja, Autoridades Certificadoras de primeiro e segundo nível. A previsão é que até o dia 30 de novembro toda a cadeia esteja renovada”. afirma o presidente do ITI, Renato Martini.

José ruy Antunes, expresidente da SAP, passou a atuar na Sonda Procwork como vice-presidente de vendas da companhia. Antunes reforçará a estratégia de crescimento da Sonda Procwork, que hoje se posiciona como a maior empresa latino-americana de TI. E eduAr-

do BorBA passa a ser o novo diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa. O executivo passa a liderar a nova área responsável pela gestão do portfólio de produtos e pesquisa de novas soluções.

FrAnCisCo PAsA acaba de ser contratado para assumir a gerência de vendas da empresa para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná da NetApp, empresa de soluções de armazenamento e gerenciamento de dados,. A chegada do executivo marca a abertura de um escritório da empresa em São José (SC), de onde ele comandará as operações para o Sul.

HeLieZer vieirA assumiu a gerência de canais para as regiões Sul e Centro-Oeste do País da D-Link Brasil. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de se posicionar como o principal fornecedor de serviços e soluções para o mercado corporativo, a partir da unidade de negócios Business Solutions.

José roBerto sAntos juntou-se ao time da SanDisk em maio, como NovoCountry Manager responsável por todo o território nacional, sendo o primeiro executivo no Brasil.A SanDisk Corporation), líder mundial em memórias flash.O Executivo, com 17 anos de experiência no mercado de TI, será responsável por aumentar a presença da SanDisk no varejo, canal especializado e operadoras de telefonia móvel, fechando novas parcerias e solidificando a

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Diveo reforça atuação no Rio de Janeiro

posição da marca no país.

mArCeLo ZengA é o novo diretor de Marketing da Palm no Brasil.

A Diveo do Brasil,subsidiária da Diveo Broadband Networks,Inc.,provedor líder de soluções locais de Telecomunicações e TI para clientes corporativos na América Latina, anunciadoisnovoscanaisdedistribuiçãonoestadodoRiodeJaneiro:E-TailoreDecatron. A E-Tailor comercializa e implementa soluções na área de Tecnologia da Informação e é especializada em vendas de projetos, que envolvem software HP e SAP. Além do Rio de Janeiro, a empresa atua em Belo Horizonte e Brasília com o atendimento de grandes contas, como Intelig, Telemar e Aracruz Celulose, entre outras. Já a Decatron mantém seu foco de atuação na Vale do Rio Doce e na Petrobrás. A companhia, especializada em arquitetura e fornecimento de soluções de TI para implantação, consolidação e otimização de infra-estrutura para empresas de médio e grande porte, atua exclusivamente em grandes contas e setor público.

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Zenga será responsável pela execução da estratégia de posicionamento da marca e dos produtos da empresa para a América Latina. Com 97,3% dos votos, o CEO da Programmer’s Luis mArio Fer-

nAndes foi eleito presidente da Associação Internacional de Parceiros Microsoft, divisão Brasil. Para a vice-presidência da associação foi nomeado Ângelo Dalle Molle, gerente geral da Columbus IT.

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Service IT Solutions recebe prêmio da VMware

José Henrique Amorosino assume o cargo de Diretor de Marketing da OKI Printing Solutions, uma das principais empresas de soluções de impressão no mundo, com o objetivo de estruturar programas sob medida para cada canal de negócios.

A Service IT Solutions, especializada em serviços e consultoria em infraestrutura de TI, foi reconhecida pela VMWare como um dos canais de venda com melhor desempenho em 2007 na comercialização de projetos com soluções da fabricante. O prêmio foi entregue durante o evento sobre virtualização que reuniu empresas parceiras no Brasil da empresa de software de infra-estrutura virtual, quando o vice-presidente mundial de canais da fabricante, Steve Houck, apresentou também estratégias comerciais da VMware para o próximo semestre.

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Anderson Luis Barbosa assume Unidade de Inteligência de Negócios da Benner Sistemas. O executivo vem gerenciar nova divisão criada após a aquisição da empresa DSS, de software de Business Intelligence.

Andrea Lara Rodrigues e Denivaldo Gomes estão inte-

P3Image fecha parceria com a Maxserv

grando estrutura comercial da Talent Four – empresa de consultoria na área de Tecnologia da Informação, especializada em serviços de Outsourcing.

Comercial e Diretor de Tecnologias e Projetos respectivamente da SML seguindo as novas estratégias de atuação da empresa no mercado nacional e internacional e na criação de uma nova estrutura política para recursos humanos da companhia.

Valéria Godoy é a nova diretora das áreas de Vendas, Canais e Marketing do Grupo Sion, especializado nas áreas de Continuidade de Negócios, Contact Center e Serviços Profissionais em TI. Como parte da estratégia de ampliação de seus serviços de Consultoria, a empresa contratou também Cláudio Basso para gerência da área. Divulgação

Fábio Ferro é o novo gerente comercial da Samsung Eletrônica para divisão corporativa de impressão B2B, respondendo á Marcos Gaspar. O profissional atuou por 6 anos na Lexmark como responsável pela implantação e desenvolvimento de projetos no segmento de Saúde e contas estratégicas da empresa em outras verticais. Na área de saúde foi encarregado de projetos de outsourcing de impressão (MPS) para os hospitais como Albert Einstein, Hospital e Maternidade São Luiz, Hospital do Coração, Medial Saúde, Dixie Amico, Eurofarma, entre outros. O profissional já atuou também em outras empresas do segmento como Itautec, IBM e HP.

A P3Image, empresa brasileira especializada na área de ECM - Enterprise Content Management, provedora de serviços e soluções para gerenciamento eletrônico e guarda de documentos acaba de fechar uma parceria para digitalização e Guarda em WEB de todos os projetos da Maxserv Gestão de Contratos para o ano de 2008. A empresa é especializada no gerenciamento de todas as etapas documentais para aquisição de imóveis e possui atuação em todo o território nacional atenPaulo Carneiro da P3 Image dendo instituições financeiras, construtoras e incorporadoras. Com a nova parceria, a P3IMAGE fará a formalização de contratos, Guarda Gerenciada e Gerenciamento Eletrônico de diversos projetos da empresa. “Criamos uma área exclusiva para formalização de contratos, onde é feito a checagem, preparação e digitalização dos documentos. Além disso, desenvolvemos o sistema All Store que permite o gerenciamento destes arquivos de forma personalizada pela Internet com a Guarda na WEB “Hosting” , explica Paulo Carneiro, presidente da P3IMAGE. Um dos primeiros trabalhos como parceira da Maxserv, já está sendo executado: a guarda gerenciada e Gerenciamento Eletrônico de documentos dos projetos habitacionais da Incorporada Ecoesfera em São Paulo. “É um projeto que envolve um grande volume de trabalho. Ao todo são 4 mil contratos para a área de digitalização. Cada um deles possui cerca de 50 páginas, o que nos leva a uma estimativa de 200 mil digitalizações que serão feitas em um curto espaço de tempo e ficarão à disposição da Ecoesfera para consulta em tempo real em nosso portal”, destaca Paulo Carneiro.

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passam a responder como Diretor

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Oerton Fernandes e David de Freitas Neto

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nota fiscal eletrônica

Reação em cadeia A troca de informações eletrônicas com a Receita Federal já é uma realidade para alguns segmentos da economia desde abril deste ano. A intenção do governo era de implantar uma sistemática digital que viesse a substituir a emissão dos documentos fiscais em papel, com validade jurídica e simplificando a vida dos contribuintes, aumentando a segurança da arrecadação e minimizando a prática de eventuais fraudes.

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Projeto NF- e foi uma daquelas medidas tomadas pelo Governo Federal e que a semelhança do que ocorreu com a Declaração de Contribuintes para Imposto de Renda, passou de um meio físico para um meio totalmente digital. As declarações do Imposto de Renda representam uma medida de sucesso do Governo Federal e neste âmbito podemos citar outras áreas onde a tecnologia se aliou totalmente em benefício da sociedade como: o sistema de votação eletrônica e a própria sistematização da certificação digital. A partir do dia 1º de setembro, fabricantes de automóveis, aço, cimento, refrigerantes, bebidas alcoólicas, medicamentos, frigoríficos e agentes que comercializam energia elétrica deverão emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Com isso, as empresas não poderão mais emitir notas fiscais convencionais e as mercadorias que circularem sem a cobertura da NF-e estarão sujeitas à retenção pelo fisco estadual, podendo o contribuinte sofrer outras penalidades, como o pagamento de multa. Para emitir a NF-e, a empresa deve fazer o cadastro na Secretaria de Fazenda do seu Estado

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(Sefaz), além de possuir um certificado digital do tipo A1 ou A3 padrão ICP-Brasil e um software emissor de Nota Fiscal Eletrônica, que pode ser baixado gratuitamente no site da Sefaz. A Secretaria de Fazenda também deve informar sobre como o usuário deve proceder, desde digitação, validação, assinatura, transmissão, impressão e outras funções relacionadas à nota fiscal. Segundo o coordenador de Infra-estrutura Tecnológica e Segurança da Informação da Secretaria de Receita Federal, Donizetti Victor Rodrigues, o contribuinte e a própria Receita terão muitos benefícios, como a redução dos custos, a maior agilidade do processo, segurança da informação, facilidade para fiscalização de mercadorias e a diminuição do uso e armazenamento de papel. O fisco poderá acompanhar, em tempo real, a atividade econômica e a integração de informações com as Secretarias de Fazenda de outros estados e com a Receita Federal. o ProceSSo A empresa emissora de NF-e gera um arquivo eletrônico que contém as informações fiscais da

operação comercial, assinado digitalmente com certificado digital, para garantir a integridade dos dados e a autoria do emissor. Este arquivo eletrônico corresponde à Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e será transmitido pela Internet para a Secretaria de Fazenda de jurisdição do contribuinte. Esta fará uma pré-validação do arquivo e devolverá um protocolo de recebimento (autorização de uso), sem o qual não poderá haver o trânsito da mercadoria. A NF-e também será transmitida para a Receita Federal que é o repositório nacional de todas as notas emitidas. As Secretarias de Fazenda e a Receita disponibilizarão consulta, também pela Internet. A implantação da NF-e constituiu grande avanço para facilitar a vida do contribuinte e as atividades de fiscalização sobre as operações e prestações tributadas pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Inicialmente, a NF-e estava sendo emitida, desde abril passado, apenas pelos fabricantes de combustíveis e cigarros em substituição aos modelos, em papel, tipo 1 e 1A.

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Com a inclusão dos demais setores uma grande parte da cadeia produtiva passará a emitir a NF-e em todo o território brasileiro. É esperado para que daqui há dois anos todos os segmentos da economia estejam aderentes a este sistema. Um dos grandes argumentos da implantação da NF-e é a possibilidade de redução de custos para as empresas e modernização da gestão, bem como permitir aos fiscos estaduais e federal combaterem a sonegação de impostos. Além disso, evita a incompatibilidade na concorrência, já que os impostos passam a ser cobrados de todos. Com a implantação da NF-e em nível nacional, o governo poderá unificar a legislação sobre o ICMS, que é diferente em cada estado brasileiro. Dentro da perspectiva de uma reforma tributária, permitirá saber-se quanto de imposto existe em um produto dependendo do estado onde ele será vendido, isso sem contar com a possibilidade de realizar análises e políticas mais precisas para cada setor da economia. Modelo nacional A GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação

– entidade que representa mais de 52 mil empresas usuárias de padrões de código de barras e comércio eletrônico, desde o início do projeto piloto está dando suporte à implantação da NF-e, através de grupos de trabalhos, assessoria técnica, seminários e cursos realizados em sua sede em São Paulo. Segundo o instituto, uma vez que as empresas desenvolvam a solução, e enviem o arquivo de notas fiscais, eletronicamente, para o fisco, poderão também fazê-lo para seus parceiros de negócios. A nota fiscal eletrônica juntamente com demais informações logísticas enviadas através de meios eletrônicos, parece ser o caminho natural para os processos de negócios entre as empresas, e que segundo a entidade, acaba por fortalecer as relações B2B. Considerando esse cenário, a GS1 Brasil se antecipou e promoveu um grupo que discutiu sobre a harmonização da NF-e com os processos B2B existentes com foco em vários setores da economia. O adendo B2B foi criado no mesmo padrão da NF-e (XML) e poderá ser enviado juntamente ao arquivo da NF-e ao parceiro de negócios. Para Frederico Cunha, assessor de Soluções

de Negócios da GS1 “Nenhum processo deve ser fechado ou engessado, assim como a própria tecnologia muda, os processos e a própria legislação também evoluem, dessa forma novas informações poderão se agregadas à NF-e no futuro, a fim de melhorar algum aspecto do atual lay- out”. Oferta e Procura Para introdução do sistema junto às empresas, há uma necessidade básica de investimento em tecnologia. Isso se dá especialmente com uma adaptação dos ERP´s e estudos que envolvam os volumes processados, nível de disponibilidade desejada para a solução, storage, soluções customizadas ou aquisição de soluções de mercado. Definitivamente este segmento está mais que aquecido. Mas isso também não é coisa recente. Há cerca de três anos vários players estão investindo pesadamente no desenvolvimento de soluções visando atender a esta demanda, cuja curva de crescimento está ainda apenas no começo. Ao contrário do que ocorreu em vários países da Europa, o sistema brasileiro de NF-e partiu de

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nota fiscal eletrônica

Setores obrigados a emitir nf-e a partir de setembro

Setores que já emitem nfe Combustíveis: refinarias, centrais petroquímicas, usinas, produtores de biodiesel e distribuidoras, revendedoras e transportadoras  Cigarros, além de distribuidores próprios ou independentes. 

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lucinda almeida e Marcelo Grimaldi da atos origin.

devem se adaptar a agilidade que o processo requer”, lembra. O outro modelo é mais convencional com compra software e hardware que a IBM mantém com outras parcerias. “O mais importante é que, seja qual for o modelo adotado, este é um processo em cadeia para todas as empresas. A criação de cultura instituída pelos governos locais através das notas fiscais de serviços e o possível rastreamento do processo são as grandes vantagens da NF-e ”, reitera. “Mesmo aquelas empresas que não estão sendo obrigadas a implantar a NF-e poderão ser beneficiadas, já que trata-se apenas de uma questão de tempo”, afirma Paulo Sidney da Mastersaf, parceira da IBM. Para o executivo, o fato de não estarem pressionadas pelo cronograma pode ser um ponto positivo já que o processo poderá ocorrer com maior tranqüilidade e a “redução global de custos é grande”, diz. Sidney aponta que estes benefícios se estendem além fronteiras, visto que empresas com matrizes no exterior estão incentivando a redução no consumo de papel, a fim de ganharem em créditos de carbono, por exemplo. O mercado está maduro para este tipo de solução e realmente acredita nisso e assim empresas como a Sonda Procwork, se prepararam para atender a crescente demanda. Para isso, montou uma estrutura que dará condições da companhia atender a dez projetos simultaneamente. Segundo Carlos Kazuo Tomomitsu, diretor sênior da área de Business Solutions da Sonda Procwork este é um momento em que as empresas estão perceben-

do que este é um processo sem volta. O objetivo da Sonda Procwork, neste segmento, é prover a automatização de todo o processo através da expertise que a companhia detém sobre softwares de gestão, visando facilitar a integração do processo fiscal. “A NF-e acabará por incentivar uma evolução dos processos das empresas, muito em função do volume das Notas fiscais. Por isso, a tendência das companhias é procurarem uma solução de outsourcing para esse processo.”, acredita. Para o diretor da Sonda, é clara a intenção do governo em facilitar o processo para os pequenos e médios empresários. “Certamente com isso haverá uma melhoria da arrecadação, e também irá tirar muitas empresas da informalidade, o que é bom para toda a sociedade”, diz o Kazuo, “O processo de NF-e vai carlos Kazuo tomomitsu da Sonda Procwork. Divulgação

 Fabricantes de automóveis, caminhonetes, utilitários, caminhões, ônibus e motocicletas  Fabricantes de cimento  Fabricantes, distribuidores e comerciantes atacadistas de medicamentos alopáticos para uso humano  Frigoríficos e atacadistas que promoverem as saídas de carnes frescas, refrigeradas ou congeladas das espécies bovinas, suínas, bufalinas e avícola  Fabricantes de bebidas alcoólicas inclusive cervejas e chopes  Fabricantes de refrigerantes  Agentes que no Ambiente de Contratação Livre (ACL) vendam energia elétrica a consumidor final  Fabricantes de semi-acabados, laminados planos ou longos, relaminados, trefilados e perfilados de aço e fabricantes de ferro-gusa.

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uma iniciativa do governo enquanto que nestes lugares a iniciativa nasceu das próprias empresas que viram neste sistema uma forma de gerar economia e modernização de processos internos. As opções disponíveis no mercado nacional são variadas. A IBM, por exemplo, desde 2005 está trabalhando no sentido de fazer parcerias com outros desenvolvedores especializados em NF-e, entre as quais está a Mastersaf , que dispõe de soluções fiscais e tributárias. De acordo com David Dias, gerente de alianças estratégicas da IBM América Latina, esta parceria levou a empresa a desenvolver um produto diferenciado - Software Como Serviço – que segundo ele está diretamente ligado a duas estratégias-chave da IBM para aumentar sua inserção no mercado SMB e oferecer soluções ‘on demand’ para o mercado corporativo “Neste modelo o cliente não compra nem software e nem hardware e obtém a solução como um serviço. Esta é uma estratégia que vem de encontro com a velocidade exigida das novas indústrias que

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além do fornecimento de uma tecnologia que fará parte das necessidades legais de uma empresa“, considera. Outra empresa que está atenta e atuante neste segmento é a True Access Consulting, empresa de soluções globais em segurança da informação do Grupo TBA, que também disponibiliza uma solução completa para NF-e, que reúne três ofertas distintas – software, hardware e storage (armazenamento) – em apenas uma. Segundo Celso Souza, presidente da True Access Consulting, ao desenvolver a oferta completa, a empresa levou em consideração a mobilidade, uma das principais tendências do mercado. Por isso, a solução permite imprimir a NF-e em equipamentos portáteis, como celular e PDA, o que representa uma boa inovação De acordo com Souza,um aspecto importante é acompanhar o trânsito da mercadoria para isso, é impressa uma representação gráfica simplificada da NF-e, intitulado DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), em papel comum, em única

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nota fiscal eletrônica via, que contém impressa, em destaque, a chave de acesso para consulta da NF-e na Internet e um código de barras bi-dimensional que facilita a captura e a confirmação de informações do documento pelas unidades fiscais. Vale lembrar que o DANFE não é uma nota fiscal, nem a substitui, serve apenas como instrumento auxiliar para consulta da NF-e, pois contém a chave de acesso, que permite ao detentor desse documento confirmar a efetiva existência da NF-e através do Ambiente Nacional (RFB) ou site da sefaz na Internet. tranSPorte A maioria das soluções, encontradas no mercado, oferecem um acompanhamento desde sua autorização até a emissão da DANFE sem gerar impacto à infra-estrutura de redes do cliente, permitindo a impressão em qualquer impressora. Já o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), documento que lista as cargas embarcadas, veio substituir o antigo conhecimento de transporte e as dificuldades burocráticas que o sistema possui.

celso Souza da true access

“Enquanto a NF-e atende ao vendedor e comprador, o CT-e deve atender ao emitente, remetente, destinatário, expedidor, recebedor e o tomador de serviço, o que aumenta a complexidade do processo”, explica Severino Benner, da Benner que oferece também este aplicativo em sua aplicação.

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Saber descartar informações é tão importante quanto preservá-las. Serviço de Destruição Segura Recall.

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O CT-e serve a todos os tipos de transporte (aéreo, ferroviário, marítimo, rodoviário e dutoviário de carga), e com ele é possível agilizar as paradas nos postos fiscais, reduzir despesas com papel, eliminar o armazenamento de via fiscal em arquivo físico, além de proporcionar a integração do transportador com o emitente e o destinatário.

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SPED e a evolução da escrituração fiscal A NF-e deverá se efetivar integralmente nos próximos dois anos, como aponta Marcelo Grimaldi gerente de system integration da Atos Origin, integradora de soluções que trabalha em parceria com a IBM e a Mastersaf. Segundo ele, a melhor estratégia para as empresas é se preparar para que as mudanças em suas rotinas da documentação fiscal para que não causem transtornos como, por exemplo, declarações incorretas ou insuficientes ao Fisco. “O SPED é um projeto que também está sendo implantado em nível nacional pelas autoridades tributárias e visa integrar os dados dos contribuintes aos fiscos municipais, estaduais e federal, mediante o compartilhamento das informações contábeis e fiscais”, como explica. O SPED pode ser considerado um dos pilares do projeto de implantação das NF-e. Lucinda Almeida , gerente de soluções da Atos Origin, também alerta que o tempo médio de implantação de um projeto de Nota Fiscal Eletrônica e SPED Fiscal, estimado em quatro meses. ”As empresas precisam estar atentas a questões como: impactos da nova legislação no negócio; definição da solução de TI; preparação da infra-estrutura; a segurança de

David Dias da IBM

Adiante do Tempo Severino Benner da Benner

TI que novo sistema demanda; redução de custos que o novo sistema propicia, além da produtividade administrativa”, complementa a executiva da Atos, que está oferecendo também ao mercado todo um trabalho de consultoria para as empresas. Evolução Para os integradores e provedores de soluções a NF-e trará como conseqüência direta ao mundo corporativo uma melhoria dos processos. “Ao desenhar o processo dos clientes para implantação do sistema e visto que a maioria das empresa possuem processos que precisam ser mapeados, mostramos o que deve ser feito, aquilo que se pretende e aquilo que o governo quer”, analisa Grimaldi. Em alguns casos, os processos precisam ser revistos e será necessário mudar o processo para se poder emitir na NF-e. “Isso demandará um grande esforço em treinamento. A isso chamamos de Change Management – processo de mudança da cultura da empresa com treinamento orientado ao cliente”, reforça Grimaldi. O aspecto de mudança cultural é fundamental conforme explica David Dias da IBM, “ O combate as fraudes, a evasão e os modelos que são utilizados para se burlar o fisco serão erradicados, estes são falsos ganhos que ainda permeiam a cultura brasileira, mas que deixaram de existir a medida que as tributações serão mais justas “. Até 2010 toda a cadeia de segmentos da economia com certeza estarão aderentes até o consumidor final que hoje já recebe suas notas eletrônicas de serviços. O caminho do processo pode até ser um pouco mais lento até este consumidor final, em parte ainda devido a exclusão digital de certas camadas da população, mas o coerente é o que o governo quer evitar é a evasão combatendo fraudes e a sonegação de impostos, usando uma arma muito eficaz: a tecnologia.

A AstraZeneca, empresa do segmento farmacêutico, já tem seu projeto de NF-e em fase de implementação. Mesmo antes da obrigatoriedade, a empresa já está se preparando para entrar em conformidade com as novas regras. Conforme explica Rogério Ribeiro, gerente de Tecnologia e Processos da AstraZeneca, ser aderente à nova legislação, além de obrigatório, deve proporcionar valor agregado ao projeto incluindo-se outras funções. Na sua visão, o processo acaba proporcionando uma oportunidade de suprir a demanda dos clientes por informações de maneira mais rápida, já que o meio será totalmente eletrônico. Isso necessariamente termina num aumento da qualidade do serviço: a troca de informações fica facilitada, além de se ajudar na programação do recebimento e automação da entrada de mercadoria, nos casos em que o cliente julgar necessário. Hoje, a companhia lida com cerca de 50 mil notas fiscais por mês. Com tamanho volume, não é raro ter que perder tempo procurando informações na pilha de papéis. “Com os arquivos eletrônicos, a busca fica mais fácil”, explica Ribeiro. Também há a opção de automatizar a entrada de notas no ERP, o que diminui parte do trabalho operacional. Até hoje, era comum a empresa manter um sistema de arquivos físicos e seus clientes, também. A migração para o formato eletrônico e a possibilidade do acesso via web vai eliminar boa parte do trabalho manual. “Naturalmente, os investimentos iniciais são altos tanto em hardware quanto em software. Porém, os benefícios são grandes, já que há uma incidência direta nos processos internos da empresa: novas ferramentas operacionais e informação agilizada tornarão o serviço bem mais efetivo”, argumenta Ribeiro.

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PROFISSIONALIZAÇÃO Joseti Capusso

Certificação de profissionais no mercado de ECM Walter W. Koch*

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oje em dia é muito raro que uma empresa fornecedora de soluções de software (e até de hardware) não exija de seus profissionais algum nível de certificação para trabalhar com os seus produtos. A Microsoft chega a ter um programa de universidade para a capacitação e os testes de certificação são famosos pelo seu rigor. Fornecedores de scanners e fornecedores de ferramentas possuem programas específicos. Em termos genéricos, a primeira certificação que surgiu no mercado mundial foi da CompTIA – Computing Technology Industry Association que, devido ao alto índice de insucesso dos projetos vendidos pelos seus membros, no início da década de 90, criou a certificação CDIA – Certified Document Imaging Architect. Esta primeira versão focada explicitamente em sistemas de Document Imaging foi introduzida em 1995. Ela visava capacitar profissionais nas melhores práticas para projetar sistemas de gestão de imagens de documentos. Em 2000 houve a primeira revisão deste programa, quando outras tecnologias como workflow e document management foram incluídas, passando a certificação a ser chamada de CDIA+. Em 2005, em nova atualização, incluindo agora além das tecnologias de Internet, as preocupações decorrentes do 11 de setembro (back-up e contingência), a certificação passou a ser conhecida como CDIA+ versão 2005, que está em vigência até hoje. Para esta certificação, que possui versão do teste traduzida para o português, existe treinamento aprovado pela CompTIA ministrado no Brasil pela ImageWare. Maiores informações em http://certification.comptia.org/cdia/ e www.imageware.com.br . A ARMA – American Records Management não perdeu tempo e criou o CRM – Certified Records Manager, programa de 12 passos para a certificação de gestores de arquivos. Lembramos que nos Estados Unidos da America não existe

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uma legislação específica para a digitalização de documentos. A jurisprudência estabelecida exige, entre outras coisas, que a organização apresente o responsável pelo processo. Neste contexto, lá esta certificação tem um peso muito grande. Vide também www.arma.org/careers/certification.cfm . A AIIM – Association for Information Management inicialmente criou os seus programas de reconhecimento de profissionais, mais baseados na experiência do que em conhecimento. Em 1995 surgiu o MIT – Master of Information Technologies, título dado aos membros da AIIM que comprovavam a sua atuação na indústria em determinados tipos de projetos. Posteriormente foi criado o LIT – Laureate in Information Technologies, onde a certificação da experiência é específica por tipo de solução (microfilmagem, document imaging, workflow, ...). Mais recentemente criaram seis programas de certificação em áreas específicas: ECM – Enterprise Content Management, BPM – Business Process Management, ERM – Electronic Records Management, Email management, Search / IOA (Information Organization & Access) e E2.0 (sobre Web 2.0). Vide mais em www.aiim.org/Training/ A ABGD – Associação Brasileira de Gerenciamento de Documentos em reunião plenária em 2006 decidiu criar um programa de capacitação para os profissionais das empresas de gestão documental e seus clientes. Surgiu então o Gestor de Documentos Certificado. Esta certificação possui uma característica muito interessante quando comparado com os anteriores – o conteúdo é baseado nestes programas, porém ele foi tropicalizado. Ou seja, os principais pontos foram adequados à realidade brasileira. Por exemplo, refere-se à caixa-box e caixa-box II, à legislação brasileira, usa o sistema métrico, etc. E está todo em português. Vide www.abgd.org.br . Dos programas acima, o CDIA+ possui uma

bela comunidade no Brasil, treinada desde 1996. Os números de profissionais certificados pela ABGD também são expressivos. Com todas estas alternativas disponíveis, pode-se considerar inadmissível que hoje em dia alguém contrate um profissional para prestar serviços / fornecer soluções de gestão de documentos que não tenha no mínimo uma certificação. Esta é uma das razões pelas quais a maioria das licitações hoje exige que o fornecedor tenha profissionais certificados. Caso contrário, é dar muita chance para o azar...

* Walter W. Koch é diretor da ImageWare. Consultor internacional em gestão documental e TI. Professor dos cursos de pós-gradução da FESP e UNIP. Implementou alguns dos maiores projetos do País. Ministra cursos em diversos países da Europa, África e Oriente Médio. Autor do livro Electronic Document Management - Concepts and Technologies publicado em Dubai em 2001. info@imageware.com.br

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DOCUMENTOS EM SAÚDE

O sistema vital do gerenciamento A gestão da informação e do conhecimento são as bases das atividades de qualquer empresa e principalmente do processo decisório de qualquer corporação. Essa premissa é válida para qualquer atividade e não seria diferente para o setor de saúde.

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s registros de saúde, entre eles o mais importante é o prontuário médico, até recentemente eram representados por documentos em papel mantidos em uma variedade de formatos, conteúdos, e locais diferentes. A impossibilidade de acessar e integrar estes dados de pacientes individuais registrados em documentos manuais resultou numa visão fragmentada da evolução dos problemas de saúde individuais e a impossibilidade de recuperar a informação dos prontuários de uma comunidade, por exemplo. O desenvolvimento de prontuários padronizados baseados em sistemas, os chamados prontuários digitais, trouxeram a possibilidade de manter registros que percorrem toda a vida do indivíduo, e a criação de bases de dados contendo informações vitais, tanto clínicas quanto administrativas, que tiveram um grande impacto e benefício na melhoria na eficiência, segurança, e qualidade da prática de saúde. A guarda dos prontuários do paciente é uma obrigação dos estabelecimentos de saúde. Tendo em vista que o prontuário do paciente é um documento legal, cujo tempo de guarda é longa, em

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torno de 20 anos, o que gera inevitáveis problemas de armazenamento, sem contar é claro, com outros fatores que comprometem a qualidade da documentação armazenada, tais como umidade, traças e, até mesmo, perda de documentos. “Entendo que as ferramentas de gestão eletrônica de documentos não são ferramentas de prontuário eletrônico do paciente, mas sim soluções que buscam otimizar o armazenamento destes a prontuários”, esclarece a Dra. Beatriz Leão, consultora e autora de várias normas para implantação de Prontuários Eletrônicos e diretora do Sbis – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde. Para a especialista, as ferramentas de gestão tem o seu espaço no ambiente hospitalar para o armazenamento de prontuários do paciente, entretanto não substituem os sistemas de informação hospitalar, ou de automação de consultório, mas sim complementam. “Idealmente os sistemas de gestão hospitalar devem ser capazes de inter operar de forma transparente com as ferramentas de gestão eletrônica de documentos, de tal forma que para o usuário que está acessando o sistema deve ser indiferente a origem da informação. Daí

a importância dos padrões. A escolha de um sistema de gestão deve ser baseada, entre outros atributos, nas interfaces que possui e padrões que adotam para estabelecer a interoperabilidade com outros sistemas”, recomenda . Hoje, tanto hospitais públicos quanto privados estão aderentes também as práticas de gestão documental em todos os setores, administrativo e clínico. Mas foi com a publicação da Norma 1821 do Conselho Federal de Medicina que as bases para a transformação dos prontuários médicos em documentos eletrônicos foram estabelecidas, criando um marco decisório para que o processo não se limitasse a ações isoladas e abrindo as portas dos hospitais para uma nova etapa no que se refere aos documentos médicos. A Resolução CFM 1821/2007 aprova as “normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada em saúde”. Esta resolução reflete o amadurecimento de um trabalho conjunto de mais de cinco anos entre a Câmara Técnica de Telemedicina e Informática em

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Saúde do Conselho Federal de Medicina, presidida pelo Dr. Roberto Luiz D’Avila (www.cfm.og.br) e o Grupo de Trabalho de Padrões e Certificação de Software da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, presidido pelo Dr. Claudio Giulliano Alves da Costa. (www.sbis.org.br/certificacao) A resolução 1821/2007 aprova o Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde, e autoriza a digitalização dos prontuários dos pacientes conforme normas específicas e estabelece a guarda permanente para os prontuários médicos arquivados eletronicamente em meio óptico ou magnético, microfilmados, bem como estabelece o prazo mínimo de 20 (vinte) anos para a preservação dos prontuários médicos em suporte de papel. Para Beatriz Leão, a resolução é inovadora e possibilita que, após a digitalização dos documentos do prontuário do paciente, o papel pode ser eliminado desde que normas técnicas expressas na resolução sejam atendidas. O principal requisito exige que o sistema atenda ao “Nível de garantia de segurança 2 (NGS2)”, estabelecidos no Manual de Requisitos de Segurança, Conteúdo e Funcionalidades para Sistemas de Regis-

tro Eletrônico em Saúde (RES) da SBIS/CFM. O NGS2 exige, além de vários outros requisitos de segurança, que o sistema seja capaz de gerenciar documentos assinados com certificado digital padrão ICP-BRasil. Somente nestes casos será possível eliminar o papel, conforme prevê a MP/ Medida Provisória Nº 2.200-2. Segundo a técnica, é importante que os hospitais busquem conhecer o processo de certificação de sistemas de Registro Eletrônico em Saúde da SBIS/CFM, em especial o conjunto de requisitos do Manual. “A versão 3.0 do Manual ficou em consulta pública no site da SBIS por cerca de 45 dias. Finalizado o processo de incorporação dos comentários da consulta pública, terá início o processo de auditoria dos sistemas. Com o início efetivo da Fase 2, as empresas auditadas que receberem o Selo SBIS-CFM aparecerão com destaque no site da SBIS/ CFM. Para os hospitais, cremos que o selo de qualidade SBIS/CFM representará um avanço e garantia que papel pode ser eliminado sem receio”, garante. O primeiro produto da parceria SBIS/CFM foi a elaboração da resolução 1639/2002 que aprovava as “Normas Técnicas para o Uso de Siste-

mas Informatizados para a Guarda e Manuseio do Prontuário Médico”, dispondo sobre o tempo de guarda dos prontuários, estabelecendo critérios para certificação dos sistemas de informação. Posteriormente, esta foi revogada e substituída pela resolução 1821/2007, que aprovou as “Normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada em saúde”, a qual faz referência, em seu artigo 1o, a este Manual de Certificação. O segundo produto foi a elaboração do Manual de Requisitos de Segurança, Conteúdo e Funcionalidades para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (RES). Com base neste manual, publicado em 2004 no site da SBIS e do CFM, teve início a Fase 1 do Processo de Certificação, e que até hoje conta com mais de 70 sistemas auto-declarados (através de seus representantes legais) como estando aderentes ao conjunto de requisitos da versão 2.1 do manual. A Fase 1 teve seu objetivo de preparar o mercado para o processo de certificação, o que foi plenamente atingido.

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DOCUMENTOS EM SAÚDE

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Beatriz Leão do SBIS

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A atualização deste manual reflete o início da Fase 2 do Processo de Certificação SBIS/CFM, com a auditoria efetiva dos Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (S-RES). A atualização foi bastante abrangente, procurando refletir as experiências internacionais desenvolvidas desde 2004. Naquela ocasião não havia ainda no mundo um processo de certificação de S-RES em operação. Os EUA foram os primeiros a certificar S-RES, começando seu processo em 2006. Outros países ainda estão em fase de estudos e definições, sem sequer ter iniciado uma etapa de autocertificação com requisitos já definidos. Com a publicação da versão 3.1 do manual, encerra-se a possibilidade de auto-declaração (Fase 1). A lista das empresas que haviam se declarado em conformidade com a versão 2.1 do manual de requisitos continuará disponível para consulta por um período de seis meses a partir da aprovação desta versão 3.1 do manual pelo CFM, proporcionando, assim, um prazo para que se organizem e possam submeter seus sistemas à auditoria, e também para que a SBIS tenha condições de atender todas as solicitações. Mas para que esta realidade seja efetiva a Dra. Beatriz Leão faz uma observação importante. “No meu entender os documentos digitais que pretendem eliminar o papel só devem possuir valor legal se possuírem certificado digital ICP BRasil. Portanto, a legislação atual deve ser mantida. O certificado digital é o que nos dá a tranqüilidade de eliminar o papel com segurança.”, diz.

Genilson Cavalcante da MV Sistemas

SOLUÇÕES EM SAÚDE O mercado não deixou o segmento de saúde passar desapercebido. São várias as ofertas de sistemas de informação em saúde que trazem um ferramental amplo para o segmento. Para o diretor de tecnologia da MV Sistemas, Genilson Cavalcante , “o importante é oferecer uma plataforma ampla de serviços e flexível para que as entidades de saúde possam utilizar delas aquilo que mais se adapta a sua realidade”. Sistemas abrangentes de Gestão Hospitalar, são os que administram as informações geradas em todos os setores do seu hospital, possibilitando uma visão integrada dos processos organizacionais e também o controle eficiente dos recursos, custos e resultados da instituição. A MV desenvolveu um produto denominado MV 2000i que disponibiliza informações gerenciais seguras, geradas através do cruzamento de dados dos diversos setores, que permitem o acompanhamento do desempenho financeiro da instituição e servem como apoio nos processos de tomada de decisões e conta com tecnologia Oracle. O Sistema abrange as áreas de gestão hospitalar, gestão do paciente, gestão clínica, diagnóstico eterapia, gestão de materiais, faturamento, gestão financeira, serviços de apoio e os novos serviços Internet, através de mais de 20 módulos integrados. Da recepção dos pacientes ao faturamento e recebimento dos

valores das contas, o sistema registra e armazena todos os dados e informações do hospital, otimizando os processos operacionais e administrativos e contribuindo para o aumento da qualidade dos produtos e serviços oferecidos. “Hoje o ferramental está muito avançado e compreende tanto as informações básicas para atender a legislação como o TISS – Troca de informações para Saúde Suplementar quanto para a formação de um banco de dados que poderá integrar um sistema de BI Clínico”, argumenta o executivo. Segundo Cavalcante, a aderência das instituições de saúde à sistemas de gestão informatizados é cada vez maior,principalmente quanto as ferramentas trazem como maior beneficio um gasto menor de tempo na busca de informações entre outros ganhos. O grupo Medial, por exemplo concluiu a primeira fase de implantação dos sistemas PACS e RIS. Dois hospitais da rede, Hospital Alvorada Moema e Hospital Alvorada Santo Amaro, já contam com os sistemas inteiramente integrados. Nos próximos dez meses, todos os 10 hospitais, 43 centros médicos, unidades laboratoriais e o centro avançado de diagnóstico por imagem, que formam a rede própria de atendimento da operadora, também irão usufruir dos benefícios dessas tecnologias. A implantação das soluções PACS – Picture Archiving and Communications System, considerada a tecnologia mais moderna do mundo

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em termos de diagnóstico por imagem e RIS – Radiology Information System vai possibilitar a integração dos exames por imagens e laudos em toda a rede própria de atendimento do grupo Medial, dimensão que confere ao projeto o status de maior da América Latina. O uso de sistemas digitais como PACS e RIS é uma tendência mundial e proporciona maior agilidade nos atendimentos. Com a eliminação da revelação fotográfica dos exames, o tempo para liberação dos resultados diminui em quase 100%. Outro fator que eleva a segurança no diagnóstico é que a ferramenta possibilita ao profissional compartilhar o resultado remotamente com outros especialistas para troca de opiniões, o que elimina a barreira geográfica. Os benefícios dessa tecnologia atingem todos os envolvidos com o atendimento na área da saúde, desde o médico passando pela operadora de saúde até o paciente. Além das muitas facilidades de verificação dos resultados, há também a possibilidade de definir configurações pessoais

Álvaro Sugai da Carestream

de acesso como, por exemplo, a preferência no formato da abertura dos laudos, a ordem como os itens aparecem na tela e outras comodidades. Em breve os médicos também poderão ser infor-

mados via SMS (mensagem de texto no celular), sobre a disponibilidade de seus resultados. “A rapidez nos resultados dos exames modifica positivamente muitas rotinas e pode impactar, inclusive, na diminuição do período de internação. Especialmente nos pronto-socorros, onde parte desse tempo deve-se à espera pelo diagnóstico”, avalia o Dr. Marco Rocha Mello, diretor médico da Unidade de Negócios Diagnósticos do Grupo Medial. “Outra possibilidade que a tecnologia permite é a criação de centros remotos onde equipes de especialistas das mais diversas áreas poderão realizar laudos à distância”, projeta. Para Álvaro Sugai, diretor geral da Carestream Health, o mercado cresce cada vez mais e está disposto a oferecer para a comunidade serviços de última geração. “As instituições que necessitem reunir os dados gerados por exames de diagnóstico por imagem em uma única central para organizar e facilitar o gerenciamento dos exames realizados, optam por trabalhar com o sistema de

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DOCUMENTOS EM SAÚDE PACS/ RIS, o que garante uma solução de excelência que viabiliza os negócios e facilita a relação médico/paciente”, explica o executivo. Ele ressalta que, através do PACS/RIS, o médico poderá acessar os dados necessários para um diagnóstico completo e sólido de qualquer lugar. Dessa maneira, o atendimento se tornará mais qualificado e ágil. A integração do PACS/RIS garante uma forma melhor de receber, interpretar e disponibilizar os dados e, assim, valoriza o atendimento. BI EM SAÚDE Custos crescentes, uma maior legislação governamental e uma população que envelhece rapidamente criaram uma tensão significativa na atual indústria de saúde. O desafio é oferecer um atendimento ao cliente de alta qualidade, mas mantendo os custos no menor nível possível. Soluções de Business Intelligence são armas para entender e administrar os críticos indicadores de desempenho. O acesso a informação e análise que abrangem a companhia em sua tota-

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lidade traz vários benefícios. “Estas soluções permitem às empresas de saúde monitorarem os tratamentos bem sucedidos e otimizar os resultados para tomar decisões clínicas efetivas. A informação precisa também ajuda as companhias a identificar os serviços eficientes e as práticas de workflow”, argumenta Carlos Andrade , diretor de negócios estratégicos da Business Objects. A MicroStrategy, uma das principais fornecedoras de soluções de business intelligence (BI), possui mais de 20 importantes instituições de saúde entre os seus clientes. A estas instituições, a companhia disponibiliza soluções completas que auxiliam a produzir relatórios, analisar e disponibilizar informações estratégicas e dar suporte à tomada de decisão. Globalmente, a MicroStrategy também possui uma posição privilegiada. São seus clientes nove entre os “Historicamente, as instituições da área de saúde necessitam reduzir custos e buscar excelência no atendimento e tratamento de seus pacientes. Por essa razão, têm realizando de

forma crescente investimentos em tecnologia da informação”, diz Flavio Bolieiro, diretor geral da MicroStrategy Brasil. Segundo Bolieiro, com as soluções de BI, administradores de organizações de assistência à saúde podem ter um entendimento completo de quais tratamentos, medicamentos e médicos proporcionam a solução mais economicamente viável. Além disso, os gerentes desses serviços podem desenvolver um ilimitado número de relatórios personalizados para cada usuário, incluindo usuários remotos de uma rede de médicos. “Dezenas de organizações de assistência à saúde chegaram à conclusão de que as solicitações de business intelligence embutidas nas plataformas são a chave para a gestão eficiente da empresa. Elas proporcionam a essas empresas a capacidade de analisar os dados a partir dos sistemas de TI transacionais existentes, para definir, acompanhar, e responder aos parâmetros essenciais, que são críticos para a operação de uma empresa de assistência à saúde”.

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Recadastramento de última geração O Cremesp – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo acaba de implantar um novo sistema para recadastramento de seus afiliados depois de um projeto que envolveu a entidade nos últimos dezoito meses.

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omo em muitas categorias o credenciamento do profissional é essencial para que ele possa desenvolver suas atividades, talvez na medicina, a exigência de uma cédula de identidade profissional seja uma dessas profissões onde a exigência desta documentação seja mais que crítica. E foi exatamente para proteger as boas práticas da medicina e seus profissionais que surgiram os Conselhos Regionais que dão esta certificação aos profissionais de saúde. O Cremesp – Conselho Regional de Medicina de São Paulo atua no estado desde 1957 e desde esta época vem cadastrando. “ Temos registros de médicos do estado desde o final da década de 50 que somam até hoje aproximadamente 100 mil médicos em São Paulo”, lembra o diretor primeiro secretário da entidade , Dr. Renato Azevêdo Júnior. Deste montante e, desde os primeiros registros, não foram feitos novos recadastramentos na entidade, o que poderia gerar algumas dúvidas quanto aos profissionais que continuavam em atividade, se estavam ou não aposentados, se houve morte do

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profissional ou mesmo se ele era um recém formado. De outro lado, o número de denúncias de falsos profissionais aumentou bastante nos últimos anos. Todos estes fatores levaram a diretoria do Cremesp a realizar uma ação de recadastramento que mobilizou toda a equipe interna para este objetivo. “ É de responsabilidade do Cremesp dar uma resposta a sociedade. Precisávamos corresponder a confiança que as pessoas têm nos profissionais de saúde, bem como também as instituições de medicina que contratam estes profissionais, já que a falsificação é crime definido na legislação.”, lembra o diretor da entidade. Com o processo de recadastramento o Cremesp conseguiu apurar dados atualizados de seus afiliados como: endereço completo, email, especialidades de cada médico, endereço de consultórios, hospitais onde atuam etc. e também poderá disponibilizar estas informações no site da entidade com a foto do médico para que todos possam ter a certeza com qual profissional estão lidando. NOVO BANCO DE DADOS Em paralelo a ação de recadastramento dos profissionais, a entidade ainda tem a responsabilidade de cadastrar os novos membros com a abertura

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Alex Udo Kern da Imatec

de novas pastas com documentos e emissão de suas carteiras. “O nosso trabalho interno aumentou consideravelmente e tivemos uma demanda por novos funcionários temporários para este projeto. Todos os médicos foram chamados para realizar o recadastramento e deveriam enviar, além da documentação necessária, como documentos pessoais, também uma foto recente e assinatura, e impressão digital“, explica Silmar Vizcaíno, gerente responsável pelo recadastramento, chefe da seção de registro de profissionais. Numa primeira etapa, houve a digitalização de todas as fichas, das fotos e das digitais. Depois todas estas informações foram confrontadas com o Banco de Dados anterior, gerando um novo Banco em sistema proprietário da entidade. Para este trabalho o Cremesp contratou a Imatec, empresa especializada na digitalização, microfilmagem e guarda de documentos que há alguns anos vem prestando serviços à entidade. “Houve neste projeto aspectos excepcionais que foram além dos serviços convencionais de digitalização e microfilmagem de documentos. Havia, por exigência do Conselho Federal de Medicina, que se enviar as fotos dos médicos para impressão da nova carteira de identificação junto á Casa da Moeda”, explica Alex Udo Kern , gerente comercial da Imatec, “ E para isso, precisamos nos aperfeiçoar nos processos de captura de imagens além do simples processo de digitalização e tratamento para que darmos a qualidade de imagem necessária para estas fotos e assinaturas fossem impressas

nas novas cédulas de identidade médica”. A nova cédula profissional do Cremesp contempla aspectos de segurança que inviabilizam qualquer tipo de falsificação. O trabalho da empresa não se restringiu ao mero escaneamento das fotos, já que estas imagens receberam tratamento especial para que a impressão das novas cédulas tivessem os índices de qualidade necessários para impressão em alta resolução. Assim a Imatec foi responsável pelas três etapas do processo da digitalização das informações para geração do banco de dados, digitalização das fotos para confecção das cédulas profissionais e também da digitalização em baixa resolução para publicação das fotos no site da entidade. “Foram mais de 180 mil imagens geradas em todo o processo, que incluiu também os novos membros do Cremesp, além dos recadastrados e para isso, mobilizamos toda uma equipe de funcionários que estiveram presentes desde a preparação dos documentos para digitalização até a entrega dos arquivos finais para o cliente em um processo diferente que levou a empresa a um novo patamar de aprendizado”, conclui Alex Kern. Com o processo em fase final as fichas dos médicos recadastrados e suas respectivas fotos estarão disponíveis em breve no site da entidade com o objetivo único de dar visibilidade ao público dos médicos credenciados, e, com isso, evitar qualquer tipo de fraude de profissionais na setor de medicina no estado de São Paulo.

Registros de última generación El Cremesp – Consejo Regional de Medicina del Estado de San Pablo acaba de implementar un nuevo sistema para registrar nuevamente sus afiliados, finalizando el proyecto desarrollado por la entidad en los últimos ocho meses. Con la finalidad de proteger a las buenas practicas de la medicina y a sus profesionales es que fueron creados los Consejos Regionales, que proveen esta certificación a los profesionales de la salud. El Cremesp – Consejo Regional de Medicina del Estado de San Pablo actúa en el estado desde 1957 y desde esta época viene registrando profesionales. Hoy en día, cuenta con más de 100 mil profesionales en todo el Estado, sin haber hecho ningún actualización de sus registros, lo que podría generar algunas dudas sobre los profesionales que siguen en actividad, si estaban o no jubilados, si aquel profesional había fallecido o aun si era un recién formado esperando su certificación. Por otro lado, el número de denuncias de falsos profesionales aumentó bastante en los últimos años. Todos estos factores llevaron a los directores del Cremesp a realizar una acción para registrar a todos nuevamente, lo que movilizó a todo su personal interno. En paralelo a esta acción, la entidad también tiene la responsabilidad de registrar a los nuevos miembros con la apertura de nuevas carpetas con documentos y emisión de sus identificaciones provisorias. En la primera etapa ocurrió la digitalización de todas las fichas, de las fotos y de las huellas digitales. Después, todas estas informaciones fueron confrontadas con el Banco de Datos anterior generando un nuevo Banco en sistema propietario de la entidad. Para este trabajo, el Cremesp contrató a Imatec, empresa especializada en la digitalización, microfilmaje y guarda de documentos, que ha algunos años viene prestando servicios a la entidad. Además de los documentos tradicionales, la entidad también solicitó que cada médico enviara una foto y sus digitales para confeccionar una nueva libreta emitida por la casa de la moneda, con aspectos de seguridad que impiden la falsificación. Así, la empresa Imatec fue responsable por las tres etapas del proceso de digitalización de las informaciones para generar el banco de datos, digitalización de las fotos para confeccionar las libretas profesionales y también de la digitalización en baja resolución para publicación de las fotos en el sitio web de la entidad.

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DIGITALIZAÇÃO Joseti Capusso

Projeto x Digitalização x Preço Wilton Tamane*

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m projeto desenhado de acordo com as necessidades dos usuários e aos processos de negócios, fornecedor contratado capacitado e com preço justo e implantação sem desvios e no cronograma. Sonho ou uma realidade possível?A resposta para esta questão nos remete a analisar sob vários pontos de vista. Do lado da empresa que busca através da terceirização da digitalização de documentos a solução de gestão de documentos em papel, temos que levar em consideração a forma como foi desenhado o projeto, com informações claras e precisas do quantitativo e qualitativo, SLA muito bem definido, especificações de acordo com as necessidades dos usuários, aderente às normas e procedimentos da empresa e órgãos reguladores e projeto-piloto com certeza. Empresas que tem este cuidado ao terceirizar a gestão de seu acervo documental normalmente exigem de igual maneira que os fornecedores também apresentem propostas com processos, metodologias, know-how, ferramentas adequadas , entre outras exigências, para atender tais demandas. E o item preço, apesar de sempre ser importante e ter peso significativo, não será o fator preponderante na escolha do terceirizado e sim a capacidade de atender tais requisitos e de fato dar uma solução às demandas de gestão documental e todos os processos de negócios envolvidos. Neste cenário, é perfeitamente possível uma resposta positiva. Em outro cenário, estão as empresas que não tem um projeto bem definido nem informam todos os detalhes importantes para a elaboração do projeto. As razões para isso são as mais variadas, desde falta de recursos e estrutura interna para se levantar tais informações, urgência na implantação do projeto, extrema complexidade do projeto entre outros. E não podemos descartar o desconhecimento da importância destas informações para o correto dimensionamento do projeto. Neste cenário, a experiência e know-how dos fornecedores têm muito valor a agregar para que o desenho do projeto final seja o mais próximo possível do ideal, mesmo que não disponha de todas as informações ou de prazo adequado. Os fornecedores que mais contribuem para este desenho final, normalmente seriam os que teriam melhores chances de conquistar o projeto. A realidade, porém, mostra que nem sempre isso ocorre, pois a questão

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do preço nestes casos tem um peso preponderante e acaba por punir quem mais agregou valor ao projeto. E sendo assim, a probabilidade do sonho deixar de ser realidade é grande. E logicamente neste ponto entra a questão do preço justo ofertado pelos fornecedores. No caso acima, o fornecedor que mais contribui, ao compor seus custos e agregando sua margem de lucro, está de fato precificando de forma justa? E a empresa que menos contribuiu, ao ofertar um preço abaixo dos concorrentes, tem estrutura e todas as condições necessárias para atender a demanda ao preço ofertado? Em tempo, é extremamente importante não tirar os méritos de um fornecedor que investe pesado em melhorias de processos e com isso consegue uma redução significativa nos custos de forma a se tornar altamente competitivo no mercado. Um outro aspecto está em estabelecer se a demanda é por terceirização de serviços de digitalização de um acervo documental ou de um projeto que visa agregar valor ao negócio da empresa, adequando todo um acervo documental existente ao repositório de conteúdos corporativos, para desta forma tornar gerenciável seus processos de negócios baseados em papel, reestruturando as regras de negócios com inclusão de imagens de documentos. Isso porque muito se comenta que digitalização se tornou commodity e como tal fica sujeito a uma maior oferta em relação à demanda, baixando cada vez mais os preços. Quando se fala em projetos, o cenário muda, pois cada caso é tratado de forma diferente, com soluções próprias e know-how e ferramentas adequadas. Do meu ponto de vista, a digitalização ainda está longe de ser uma commodity. A dúvida é como avaliar se o fornecedor está em condições de produzir imagens com qualidade, fidelidade, indexação precisas e sem erros, e sem esquecer de controle e segurança dos processos. Por mais simples que possa parecer, digitalizar um documento com qualidade é um processo que demanda experiência, muitos cuidados, estrutura adequada, ferramentas e principalmente de recursos humanos treinados e capacitados. Uma questão simples: o que se entende por qualidade de uma imagem digitalizada? Que critérios deverão ser aplicados para aprovar ou recusar uma imagem? O operador responsável pelo controle de qualidade tem

capacitação e treinamento adequado para tal? O scanner está sendo devidamente operado, com todos os recursos ajustados e configurados? Dou ênfase especial à imagem pelo simples fato de que todo o processo de digitalização e indexação depende essencialmente de uma imagem gerada de forma a preservar todas as informações e ser fiel ao original. A etapa de indexação se torna mais produtiva e precisa, quer seja de forma automatizada ou manual. E aí entra outro fator muito importante: a qualidade da indexação. Um índice, para ser confiável, como índices numéricos sem digito verificador, requer dupla digitação para garantir sua precisão. Dupla digitação significa custos maiores. Isso só para ficar em um exemplo. Qualidade depende de knowhow, ferramentas adequadas e recursos humanos treinados e capacitados e tem seu preço. Um projeto envolvendo digitalização de documentos, requer muito cuidado e muita atenção a todos os detalhes para que se tenha ao final uma implantação sem surpresas e dentro do cronograma. E tudo isso tem seu preço. Cabe à empresa avaliar a importância da gestão de seu acervo documental e com isso definir os critérios adequados de qualidade, segurança, prazos, etc. e a partir daí definir seu melhor fornecedor por critérios que levem em consideração uma soma de fatores e não somente preço. Wilton Tamane* é Administrador de Empresas especializado em sistemas e técnico em Eletrônica Industrial. Consultor na área de Scanners e gerenciamento de documentos wilton@linkernet.com.br

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Gestão unificada de documentos híbridos Parceria entre Datasul ECM e Metrofile cria uma oferta que abrange sistemas de gestão de documentos e um repositório consolidado de conteúdo em mídia física ou digital. A integração propõe agregar segurança e economia em processos críticos, como RH e contratos, além de facilitar a automação de workflows e auditorias. O foco inicial são as interseções na carteira de clientes de ambas as empresas.

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César Andrade da Metrofile

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Datasul ECM - especializada em gerenciamento de conteúdo (ECM) e processos empresariais – e a Metrofile – provedora de serviços de guarda e gestão de documentos – acabam de iniciar uma colaboração técnica e comercial para combinar os benefícios da plataforma Web Desk e o serviço de repositório unificado de documentos. “Muitos clientes de cada empresa apresentam demanda pela oferta da outra. Os usuários de nossas soluções de RH, por exemplo, precisam freqüentemente comprovar as operações registradas no ERP (sistema de gestão empresarial) com documentos físicos”, menciona Gilmar Hansen, diretor-executivo da Datasul ECM. “Ao integrar nosso repositório ao Web Desk, os clientes vão ter, a partir do mesmo ambiente, acesso a uma fonte consolidada e segura de documentos físicos ou digitais”, explica César Andrade, gerente de engenharia de processos da Metrofile. Há cerca de cinco anos, a Metrofile é usu-

POR VANDERLEI CAMPOS

ária do Web Desk para gestão de ciclos de propostas, análise de processos e outras aplicações dependentes de informações e procedimentos que envolvem conteúdo não estruturado. Pelas estimativas de César Andrade, cerca de 25 clientes da Metrofile, que estão entre as 100 maiores médias empresas nacionais, utilizam também o Web Desk. “O sistema é um 5 em 1”, define. “Incluindo um criador de portais e gestor de intranet; GED; captura distribuída de informações (com OCR e indexação); um workflow poderoso; além do módulo de gestão de documentos para certificação de qualidade”, enumera. Ele acrescenta que o Web Desk tem ainda recursos de apoio ao gerenciamento estratégico, como monitoração e análise de performance dos processos empresariais. Hansen argumenta que, por mais que as empresas automatizem e organizem seus sistemas de informação, o gerenciamento do conteúdo não-estruturado, tem um impacto, cada vez maior, no caixa e nos planos de crescimento das companhias. Mesmo que a empresa faça um cálculo absolutamente correto de tributos ou benefícios em seu ERP, pode ainda ter alguma exposição fiscal ou trabalhista se não organizar

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Gerencia unificada de documentos híbridos

Gilmar Hansen da Datasul suas guias de recolhimento. Essa disciplina deve ser acentuada no caso de empresas mais sujeitas a regulamentação e regras de governança. “Quando a Datasul entrou no Novo Mercado, da Bovespa, tinha modelado mais de 100 workflows no Web Desk. Isso permitiu mostrar a qualidade de gestão das informações”, lembra o diretor. “Para as empresas em processo de abertura de capital, é essencial demonstrar maturidade em seu controle”, avalia. Para atender rapidamente aos segmentos verticais de maior demanda, a Datasul e a Metrofile já trabalham na montagem de pacotes como melhores práticas de gestão de documentos de RH e gestão de contratos de seguro-saúde. SIMPLICIDADE E CONSISTÊNCIA O Web Desk impõe disciplina nos processos e na manipulação de documentos, ao mesmo tempo em que automatiza sua captura, indexação, guarda e recuperação. A interface do sistema é totalmente web, o que permite a comercialização no modelo de licença (quando a empresa decide manter em servidores próprios) ou SaaS (software como serviço). “Poucos produtos nacionais – ou talvez nenhum – possuem todos os recursos do Web Desk. Ele cobre as principais necessidades das médias empresas que precisam cada vez mais profissionalizar sua gestão”, avalia Andrade, da Metrofile. A oferta conjunta, explica Andrade, coloca o BPO (outsourcing de processo de negócio) da Metrofile como um serviço que pode ser evoca-

do, a partir do Web Desk. Na prática, ao requisitar a visualização, uma cópia digital ou física, ou o documento original, o Web Desk é capaz de falar com o sistema de indexação da Metrofile, em Oracle, e dar continuidade ao processo. CÓPIAS DIGITAIS COM VALIDADE LEGAL No serviço de guarda e gestão de documentos físicos da Metrofile, há a opção de solicitar cópia digital, cópia impressa ou cópia física autenticada. Evidentemente, a organização do arquivo e o acesso rápido por meio da web livram a empresa de uma série de contratempos ou prejuízos pela indisponibilidade do documento. Agora, a Metrofile busca aproveitar os marcos legais da Certificação Digital para agilizar e agregar segurança ao envio de conteúdo com implicações legais. “Já está em linha um serviço de autenticação digital em cartório”, adianta César Andrade. À medida que a cópia digitalizada de um documento tem a assinatura digital do tabelião, pode ser enviado por e-mail junto a sua garantia de autenticidade. “Embora a legislação defina os atributos de validade desses arquivos, ainda dependemos do grau de atualização e das preferências dos juízes. Alguns ainda rejeitam a autenticação digital e temos que enviar as cópias físicas”, reconhece. Para reduzir ainda mais os riscos associados à circulação de documentos originais físicos, a Metrofile desenvolve um esquema de transmissão blindada de arquivos digitalizados ao cartório, que retornam autenticados.

La empresa Datasul ECM - especializada en gestión de contenidos (ECM) y procesos empresariales – y la empresa Metrofile – proveedora de servicios de guarda y gestión de documentos – acaban de iniciar una colaboración técnica y comercial para combinar los beneficios de la plataforma Web Desk y el servicio de repositorio unificado de documentos. “Muchos clientes de cada empresa presentan demanda por la oferta de la otra. Los usuarios de nuestras soluciones de RH, por ejemplo, necesitan con frecuencia comprobar las operaciones registradas en el ERP (sistema de gerencia empresarial) con documentos físicos”, menciona Gilmar Hansen, director-ejecutivo de Datasul ECM. “Al integrar nuestro repositorio al Web Desk, los clientes tendrán, a partir del mismo ambiente, acceso a una fuente consolidada y segura de documentos físicos o digitales”, explica César Andrade, gerente de ingeniería de procesos de Metrofile. Hansen argumenta que, aun que las empresas automaticen y organicen sus sistemas de información, la gerencia del contenido no-estructurado tiene un impacto cada vez mayor en la caja y en los planes de crecimiento de las empresas. Aun que la empresa haga un cálculo absolutamente correcto de tributos o beneficios en su ERP, todavía puede tener alguna exposición fiscal o laboral si no organiza sus guías de impuestos. Esa disciplina debe ser acentuada en los casos de empresas que estén más sujetas a reglamentación y reglas de gobernanza. “Cuando Datasul entró en el Nuevo Mercado, de la Bovespa (Bolsa de Valores de San Pablo), había moldado más de 100 workflows en el Web Desk. Eso permitió mostrar la cualidad de gestión de las informaciones”, recuerda el director. “Para las empresas en proceso de abertura de capital, es esencial demonstrar madurez en su control”, evalúa. El Web Desk impone disciplina en los procesos y en la manipulación de documentos, al mismo tiempo en que automatiza su captura, indexación, guarda y recuperación. La interfaz del sistema es totalmente web, lo que permite la comercialización en el modelo de licencia (cuando la empresa decide mantener e servidores propios) o SaaS (software como servicio).

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Associação Cultural digitaliza acervo Projeto da Associação Lygia Clark empregou software da ABBYY para digitalizar textos e obras da artista plástica que ficou famosa nos anos 50. O desafio foi digitalizar uma série de documentos heterogênios.

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nadora de projetos da Fundação, Alessandra Clark. O site consistirá de transcrição de textos manuscritos da artista, inclusive alguns inéditos; acervo de imagens, onde o internauta navegará pelas esculturas, pinturas e imagens pessoais de Lygia; exposição virtual (com as principais obras de cada fase da artista, organizadas em ordem cronológica) e, acervo de vídeos. Hoje, o banco de dados já conta com aproximadamente 12 mil laudas de textos de Lygia e sobre a artista em diversos idiomas, 4 mil imagens e 12 vídeos. Nesta etapa a Associação tem o trabalho de digitalizar todos os catálogos de arte que possuem para montar o acervo digital de pesquisa. “Assim que fomos procurados pela Fundação para saber sobre o software solicitamos a nossa matriz em Moscou que fosse feita uma doação de uma licença já que se trata de uma entidade sem fins lucrativos e que tem o seu foco na formação cultural. No que fomos prontamente atendidos”, lembra João Rotta, country manager da ABBYY no Brasil. Com a utilização da tecnologia ABBYY, “FineReader 9.0 Professional Edition” houve uma redução de tempo de 80% no processo da digitação, o que resultou em uma redução total de manipulação do acervo em torno de 60%. A revisão dos documentos também ficou mais rápida. O tempo previsto do Projeto estava estimado em um ano, com a entrada do FineReader, o processo de inserção será completado em menos de 7 meses. “ Agora entramos numa nova etapa, apesar

Joseti Capusso

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Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark” foi criada, em maio de 2001, no Rio de Janeiro, para organizar um cadastro das obras e de todo o material documental referente à trajetória da artista plástica. A Associação tem a intenção de difundir através de eventos e publicações, tanto as obras quanto textos próprios , reportagens, ensaios, artigos enfim todo tipo de produção ou quaisquer outros métodos que venham a surgir derivados de sua obra; bem como pesquisar e certificar a autenticidade das obras da artista. Por se tratar de uma entidade com objetivo de se tornar a referência em pesquisa da artista Lygia Clark, o projeto de digitalização de manuscritos e demais textos têm como destino a produção de um portal na internet , onde alunos, pesquisadores e interessados possam buscar fontes para seus estudos e pesquisas. Atualmente a entidade está trabalhando na digitalização de todos os catálogos de arte que possui para a montagem de um acervo digital de pesquisa, contando com a ajuda e experiência do software desenvolvido pela ABBYY. “Gostaríamos de poder abastecer nosso acervo com o maior número possível de textos, entrevistas, críticas enfim tudo o que pudéssemos reunir que falasse da produção de Lygia Clark”, reitera a coorde-

João Rotta, country manager da ABBYY no Brasil

do processo de inserção ser contínuo, que é o da captação de patrocinadoras para o Portal. Com o aporte de recursos poderemos não só dar continuidade a este trabalho como também possibilitar que pesquisadores do mundo todo tenham acesso ao todo este conteúdo”, lembra Alessandra Clark que espera que além da versão em português o site tenha um versão em língua inglesa possibilitando assim esta universalização.

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Gestão no extremo Norte do Brasil O Amapá é um estado novo e com grandes possibilidades de crescimento inclusive na gestão digital das informações. Com uma quebra de paradigma o Governo do Estado, optou por um modelo de gestão mais impactante.

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Um grande volume de informações vinha sendo gerado desde a criação do Estado do Amapá há 20 anos. A opção da Secretaria de Administração do Estado, foi a de utilizar ferramentas de tecnologia da informação através da contratação de uma empresa local, a Infomanager especializada na digitalização e gestão de documentos que atua no Norte do país. Com isso, a SEAD foi capaz de sistematizar a disseminação e o compartilhamento da informação e do conhecimento, com explicitação das diversas formas de vinculações e inter-relacionamentos entre setores da secretária e o do próprio governo do Estado. “Pensando neste parâmetro é que o nosso objetivo maior está sendo alcançado, que vem a ser a otimização dos processos bem como a diminuição do espaço físico ocupado com documentos em áreas de alto custo, organização de informações, segurança, agilidade no tratamento com fiscalização e tomada de decisões e muitas outras vantagens exigidas frente ao constante crescimento do volume de nossos arquivos com informações de servidores e do patrimônio do Estado e aos problemas que eles geram”, reforça o secretário Wellington de Carvalho Campos. Com isso, já conseguimos minimizar, a burocracia, analisar o valor agregado, tarefas duplicadas, tempo do ciclo das ações, redução de erros, simplifi-

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cação de processos e atividades, padronização, parcerias e inclusive otimizar o uso da tecnologia para isso, sem contar com as vantagens adicionais como o trabalho on-line e na geração de relatórios de produtividade por usuários e os serviços de auditoria”, reforça o secretário do Amapá. Houve um redesenho e melhoria dos processos e a criação catálogo conforme a necessidade de cada área com resumo das informações e com a possibilidade de geração de relatórios, além de hoje ser possível a reconstituição e reativação eletrônica de documentos extraviados e/ou perdidos, com controle e qualidade total das informações, diagnóstico situacional do acervo da secretaria. Como resultado prático a SEAD está conseguindo uma redução espaço, com guarda de papel, facilidade na localização e disponibilização de forma imediata dos documentos necessários, reduzindo tempo e custos, agregando informação à gestão da Secretaria. Wellington de Carvalho Campos.

EXECUÇÃO DO PROJETO O projeto de digitalização de documentos da Secretaria teve início em fevereiro de 2008 e já nasceu com um prazo definido para sua conclusão, que foi de julho passado. Foram previstas inicialmente um milhão de páginas digitalizadas, porém até a conclusão do projeto este volume aumentou para oito milhões de digitalizações. “ O projeto prevê ainda uma segunda e terceira etapas e última fase que é a Publicação do Diário

Oficial do Estado do Amapá on-line com interação de todas as secretarias que terá início ainda neste segundo semestre”, complementa a diretora da infomanager, Rita Fonseca. “Agregamos conhecimento teórico e prático ao esperado pelo cliente, além de permitir ampliar nosso portfólio de ofertas a outros projetos como o de resgate do acervo histórico do Estado para fins de pesquisa”, finaliza Rita Fonseca.

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INFOIMAGEM 2008 São Paulo será novamente o palco para a realização da INFOIMAGEM-2008 que acontece entre os dias 9 a 11 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca.

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ste ano o evento traz inovações em sua grade temática visando ampliar o conhecimento dos profissionais ligados á área de gerenciamento de documentos e também com workshops de temas variados voltados para a formação profissional. Segundo Maurício Antônio Ferreira, Diretor de Tecnologia do Cenadem, um exemplo claro do desenvolvimento do setor vem do próprio significado da sigla ECM - Enterprise Content Management, que compreende o gerenciamento de todos os conteúdos não estruturados da empresa, desde a captação, armazenamento, preservação até a disponibilização do conteúdo. “ECM também é um termo guarda-chuva que estende as tecnologias cobertas pelo GED, incluindo: Web Content Management, Digital Asset Management, Digital Rigths Management e outras.”, diz Ferreira Segundo ele a justificativa principal é a eficiência da organização que passa a ser 4.8 vezes maior para empresas com ECM comparada com empresas sem ECM. “O mesmo acontece com a eficiência no gerenciamento de informações, que chega a 5.1 vezes mais eficiente com ECM, segundo a última pesquisa conduzida pela AIIM International, EUA.”, comenta. Para o diretor de tecnologia do Cenadem as tecnologias de ECM estão amadurecidas, encontrando-se na fase de ajustes e aprimoramentos, por exemplo: Document Imaging, primeira de todas essas tecnologias já tem bem mais de duas décadas. “Contudo, com relação ao uso dessas tecnologias, ainda estamos na idade do papel, que veio logo após a idade da pedra, longe da utilização tecnológica ideal.”, ressalta.

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Ele aponta que uma pesquisa conduzida no Brasil e concluída em junho deste ano demonstrou que mais de 60% dos empregados de um escritório ainda manuseiam a documentação em papel e de 40% a 60% desses funcionários o percentual vai para 23% manuseando papel. “O problema que temos no Brasil não é muito diferente dos percentuais apresentados em pesquisas da AIIM International, nos Estados Unidos. Por isso, o foco da AIIM nos últimos anos tem sido treinar e certificar profissionais em todas as áreas do ECM”, analisa. “A experiência tem demonstrado que os participantes da InfoImagem buscam os cases e demais tecnologias apresentadas por empresas nacionais, pois é mais fácil para comparar e quando o assunto é tecnologia pura, os nossos especialistas estão nivelados com os profissionais do exterior, conforme escreveu recentemente num relatório o especialista em ECM, Alan Pelz-Sharpe, que esteve ministrando um seminário no Rio de Janeiro”, argumenta. Daí a mudança na grade temática conforme explica o diretor . “O que estamos fazendo em conjunto com a AIIM é trazer para o Brasil a experiência em certificação nas tecnologias de ECM. Nesse contexto, acho oportuno trazer especialistas internacionais com experiência e resultados práticos, para podermos montar o modelo nacional”. Buscando esta inovação o Cenadem trará o cientista da informação Bob Larrivee, que ministrará aqui dois seminários internacionais: um sobre ECM e outro sobre ERM. Larrivee é professor, reconhecido internacionalmente, com mais de 25 anos de experiência na aplicação de tecnologias avançadas e

melhoria de processos. Além disso, é diretor dos serviços de educação – Américas – para a AIIM International, a Associação do ECM ( Enterprise Content Management). O encontro terá um programa atualizado de treinamento em ECM – Enterprise Content Management, já assistido por mais de 7.000 participantes em todo o mundo. É o programa de referência para certificação de profissionais na área de ECM. Vai ajudar os profissionais a entenderem melhor os conceitos, recursos disponíveis no mercado e como implanta-los com sucesso. o QUE o PÚBlico VERÁ Com o objetivo de adiantar ao público um pouco do que poderá conhecer na exposição paralela ao evento, a revista Document Managment, mostra a seguir o que as principais empresas do segmento levarão como novidades aos participantes. A scAnsYstEM apresentará em seu stand alguns dos mais recentes lançamentos mundiais na área da gestão documental, com destaque para a microfilmadora eletrônica SMA 51, e os scanners de produção Eclipse e Flexscan. Todos os equipamentos são novidades no mercado e estão a venda com exclusividade pela Scansystem em sua loja em São Paulo e em sua mais nova ferramenta de venda: a loja virtual (www.scansystem.com.br/loja) . Entre os destaques da empresa estão a Microfilmadora eletrônica SMA 51, com capacidade para gerar microfilmes a partir de imagens formato A6 até A0 em microfilmes de 16 e 35mm respectivamente. A SMA 51 transfere aproximadamente 3600 imagens por hora. O Scanner de Microfilmes Eclipse para

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produção 16 e 35 mm, disponível em dois modelos, com capacidade de digitalizar de 300 a 590 páginas por minuto e o FlexScan além de digitalizar microfilmes de 16 e 35 mm, digitaliza também microfichas. Integrando os equipamentos disponibiliza também o software NextStar ferramenta para captura e pós captura de imagens. A ABBYY, provedora líder de software para reconhecimento de documentos, captura de dados e lingüística, demonstrará o seu produto inclusive mostrando a mais recente versão que inclui a adição do suporte aos idiomas Chinês (tradicional e simplificado), Japonês, Tailandês e Hebraico. O FineReader 9.0 oferece precisão e acurácia na conversão de praticamente qualquer tipo de documentos, incluindo livros, artigos de revistas, tabelas, planilhas, contratos e faxes. Com sua tecnologia ADRT (Tecnologia Adaptativa para Reconhecimento de Documentos), possibilita que a ferramenta auxilie no reconhecimento não apenas textos, mas a estrutura lógica do documento e automaticamente gerar arquivos no formato nativo do Microsoft Office. Como resultado, os cabeçalhos e rodapés, numeração de páginas, notas, assinaturas, carimbos, tipos de letras e estilos do documento original são consistentemente retidos entre as várias páginas. A Estec Tecnologia mostrará ao público a nova versão do Software E2Doc Basic. Com nova Interface Visual e agregando novas facilidades de integração com o usuário, o   E2Doc Basic é a solução para gerenciamento de documentos de forma práti-

ca e objetiva com baixo custo de licenciamento. Outro grande fabricante, a Kodak apresentará seu portfólio de Scanners de documentos do mercado com alta velocidade e qualidade de imagem. No segmento de multifuncionais a empresa demonstrará o scanner de rede Scan Station 100. O Kodak Scan Station 100 que permite compartilhar rapidamente, documentos pela rede, por email, para uma unidade USB ou impressoras, com uma velocidade de até 25 páginas por minuto a 200 dpi. Já o modelo 120EX, permite utilizar software desenvolvido e personalizado pelo próprio cliente. Da linha de scanners a empresa mostra o ScanMate i1120, um dos menores, mais práticos e rápidos scanner da sua categoria. O scanner i1120 digitaliza 20 páginas por minuto, frente e verso simultaneamente em P&B, tons-de-cinza e colorido, com alimentador automático de papéis que suporta até 50 folhas. Outros modelos compõem as séries i1200 e i1300 que possuem duas posições de digitalização que podem ser facilmente ajustadas (horizontal e vertical) para digitalizar documentos tecnologia Kodak “Perfect Page” e digitalizam até 60 páginas por minuto. Mais uma série de produtos que será demonstrada pela empresa são os scanners da série i1400 que podem digitalizar documentos com tamanho A3, em P&B, tons-de-cinza e cores, com recursos como Auto-Crop e Auto-Deskew, continuos. Todos os modelos possuem mesas digitalizadoras (acessórios

Maurício Ferreira diretor do Cenadem

opcionais) em dois tamanhos, A4 e A3, que permitem digitalizar documentos encardenados, livros e documentos críticos. Os scanners i780 possuem um ciclo diário de digitalizações em torno de 130.000 páginas. A captura de documentos com diferentes texturas ou tamanhos é outra característica desta linha. Apresentam o recurso Perfect Page com iThresholding, exclusivo sistema de processamento de imagens encontrado em todos os scanners Kodak Série Innovation. Da linha i1800 com qualidade Perfect Page, o manuseio de papel SurePath e ergonômico e dimensões reduzidas. Possuem uma fantástica relação entre valor e desempenho. O scanner modelo i1860, pode digitalizar 200 folhas por minuto em preto e branco, tons de cinza e colorido. Já o modelo i1840

Radiografia do mercado Segundo Maurício Ferreira, o mercado brasileiro está crescendo. São muitas as oportunidades e empresas que estão se estruturando e aumentando seu faturamento. “As tecnologias básicas ligadas a Gestão Documental e Digitalização ainda são as de maior participação e elas permitem que novos birôs de imagem sejam criados e se fortaleçam, gerando receitas também para os fornecedores de scanners e softwares de capture”, diz. De acordo com o diretor, a mesma pesquisa realizada pelo Cenadem mostra que o controle de documentos e a gestão documental representam respectivamente 49% e 48% dos projetos de ECM implantados. Outro aspecto curioso detectado na pesquisa está relacionado aos elementos motivadores para implantação de tais sistemas. Ao contrário do que muitos imaginam, a redução de custos aparece em 4º lugar, antecedida por três outras razões fundamentais, pelas quais as empresas estão implantando ECM. A primeira delas é a melhoria da eficiência, que responde por 90% segundo a mesma pesquisa. “No Brasil, o mercado anual de hardware, software e serviços

está por volta de R$ 1,5 bilhão. Dentro do perfil de empresas usuárias, notamos que além dos ganhos propiciados pela própria tecnologia, a certificação digital aliada à digitalização permite a definição de novos procedimentos legais, que já estão presentes em diversas áreas, como jurídica, contábil, médica e agora bancária, que está desenvolvendo toda uma estratégia baseada no PL 146”, lembra ele. A digitalização distribuída, segundo Ferreira, já é realidade nas empresas de telefonia celular e passa a ter maior participação no segmento bancário. “Temos visto diversas iniciativas em financeiras ligadas ao mercado de varejo. Este procedimento leva a digitalização para o início do processo, trazendo ganhos gigantescos e exigindo investimento em tecnologias de ECM que se justificam rapidamente”,mostra o diretor do Cenadem. “O objetivo mais importante da INFOIMAGEM-2008 é mostrar e exemplificar de forma clara toda essa situação, não só para os já usuários, mas também para os que pretendem implantar essas ferramentas”, conclui o executivo.

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EVEntos faz 160 folhas por minuto.Ambos possuem um alimentador para 500 folhas podendo digitalizar diversos tamanhos e gramatura de papel. As microfilmadoras eletrônicas da Kodak da série i9600 gravam os registros digitais no formato analógico (microfilme), mantendo todas as informações contidas no registro original. Destaque também para o Scanner de Filme ScanPro 1000 para microformas, que permite vizualizar todas as informações armazenadas em microfilmes e microfichas na tela de PC´s em tempo real. A MicRosERVicE, tradicional fornecedora de soluções em imagens digitais e eletrônicas, vai destacar o que há de mais moderno no setor de microfilmagem e gerenciamento de informações Com as soluções da Canon a empresa mostra a leitora copiadora digital Canon MS-300, que aproveita o melhor da tecnologia digital para salvar e armazenar documentos além de revitalizar o uso da microfotografia positiva ou negativa feita em tira ou rolo de filme, e da Imageware, apresenta o sistema Bookeye, que digitaliza livros e documentos até o formato A2. O sistema Bookeye oferece funções como separação de páginas, indexação, alinhamento, recorte e correção das lombadas. Em diferentes formatos de saída, TIFF G4, TIFF, multipage TIFF, JPEG, PNG, Zip e PDF, os arquivos escaneados podem ser enviados por e-mail ou enviados para publicação direta na Web. O sistema ainda oferece o programa OCR (Optical Charecter Recognition) integrado, tecnologia que digitaliza um arquivo de imagem e o transforma em um arquivo de texto que pode ser editado. A Kt sistEMAs desenvolve suas soluções utilizando um gerenciador de banco de dados apropriado para este tipo de aplicação, o LightBase®, por meio de busca livre de informações textuais. O produto permite ao usuário localizar quaisquer termos em quaisquer documentos e informações armazenadas nas bases, sem a necessidade de identificar campos de pesquisa ou de limitar-se a termos exatos. A empresa levará aos participantes também suas soluções e produtos como distribuidora oficial da tecnologia Light Infocon composta pelos Sistemas de Gestão Eletrônica de Documentos (GED), utilizando o GoldenDoc; Sistemas de controle do fluxo de trabalho (workflow), utilizando o GoldenTrack; Digitalização e OCR de documentos para inserção em bases de conhecimento; Sistema Gerenciador de Banco de Dados Textuais LightBase® e o seus Portal de Conhecimento onde todas as ferramentas podem estar integradas.

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Foto do evento em 2007

A PRodiMAgE, especializada em softwares para document imaging, participará da edição de 2008 da Infoimagem com um estande duplo. A empresa participa da feira desde 2005, e a cada ano traz novidades. Esse ano, além do tradicional mini-bureau montado para demonstrar as funcionalidades dos sistemas, trará uma nova versão do IRS® (software para captura e processamento de imagens), que teve novos conceitos incorporados para atender à demanda do mercado. Além disso, serão demonstradas duas novas funcionalidades: o OCR para documentos nãoestruturados e a solução para reconhecimento de cheques (CMC7), além de outras novidades. A francesa W4, provedora de software de BPM – Business Process Management focado no workflow humano (gestão dos processos de negócios que envolvam as atividades das pessoas). Seu produto o W4 BPM Suite é um conjunto integrado de software que engloba todas as etapas da gestão dos processos de negócio: modelagem, implementação, integração e controle e oferece aos analistas de processos e aos técnicos de TI a possibilidade de trabalharem em conjunto. A ngE consUltoRiA E inFoRMÁticA, levará sua experiência como empresa que presta serviços em Digitalização de Documentos e desenvolve soluções de Gerenciamento da Informação. docs BRAsil participará do evento como representante para o Brasil do software lAsERFisHE, uma plataforma de gestão documental que oferece um alto volume para captura de informações, recuperação, distribuição e organização. É composta por

um conjunto de módulos de captação, distribuição, processo de gestão e integração ferramentas e se destina a resolver os problemas no mundo real, incluindo segurança, eficácia e execução técnica. A 2d tEcnologiA apresentará sua linha de produtos e serviços para o segmento de ECM. Em parceria com a Oracle distribui o UCM Oracle, além disso é representante exclusiva para Minas Gerais dos softwares de digitalização e tratamento de imagens da Prodimage®, bem como distribuidora da linha de scanners da Fujitsu e da caneta digital, da brasileira representante da Anoto e das Soluções da Fruits. Além disso, 2D trabalha com o token iKey2032® que é um token de autenticação de dois fatores para autenticação em redes, criptografia de email, aplicações de certificação digital e diversas soluções de single sign-on e acesso à rede e com todos os modelos de Smart Cards de Contato ou Sem contato, personalizados e dois tipos de leitores de Smart Cards. dPi3 levará suas soluções de consultoria na área de gestão de documentos além dos produtos por ela distribuídos como os scanners e microfilmadoras da Kodak e a linha de softwares de captura e gestão da Kofax. A KoFAX empresa líder mundial no fornecimento de sistemas para Produtos como Virtual ReScan (VRS) demonstrará em seu stand esta e outras ferramentas chave para o mercado de digitalização. Outra ferramenta de destaque da empresa para o Data Capture está representada pela solução IC&E (Intelligent Capture & Exchange) que dispõe de fun-

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cionalidades que permitem várias formas de automatizar o processamento de dados e documentos. A cAnon do BRAsil estará presente ao evento com sua nova linha de multifunicionais e scanners. As multifuncionais imageRUNNER 2018 e 2018i e imageRUNNER 2022 e 2022i com maior velocidade de impressão - 18ppm nos modelos 2018/2018i e 20ppm nos 2022/2022i - e o volume mensal máximo de impressão - 60 mil nas 2018/2018i e 75 mil nas 2022/2022i. apresenta a família de scanners ScanFront. Os modelos que compõem a nova linha, o ScanFront 220 e o ScanFront 220P, são extremamente compactos e independentes e possuem interface amigável, com intuitivo painel colorido de toque na tela de 8.5’’. Outro destaque da emrpesa são os scanners de rede coloridos contam com função duplex e permitem digitalizações de alta qualidade e muito rápidas - 26 ppm em preto e branco e 16 ppm em cor. Podem ser conectados diretamente em rede para digitalizar e enviar documentos para correio eletrônico, FTP, pastas compartilhadas e memória USB. Os equipa-

mentos atendem diversos mercados e podem ser usados como estação em rede independente de um computador para realizar envios rápidos e com alta qualidade. A docUMEntAR, leva para a Infoimagem 2008 sua expertise de 20 anos de atuação no mercado de gestão da informação e conhecimento corporativo. A empresa irá apresentar sua metodologia junto à área de Governança Corporativa através da implantação de ECM – Enterprise Content Management e BPMS – Business Process Management System. Rosália Paraíso, sócia diretora de negócios da empresa, estará responsável pela apresentação do Tutorial sobre Terceirização ou BPO – Business Process Outsoursing do processo de gestão de informação e conhecimento corporativo. O enfoque dado nessa apresentação está exclusivamente no Business Process Outsourcing (BPO) do processo de negócio específico de gestão integrada de informação e conhecimento corporativo. A maioria das organizações nesse momento buscam soluções que atendam suas inúmeras demandas, que vão desde a manutenção atualizada

dos seus processos de negócio até a gestão de informação e do conhecimento produzido, mas enfrentam uma grande dificuldade para entender as ofertas de mercado e adquirir esta prestação de serviços de maneira continuada e principalmente integrada. A inFoRMÁticA dE MUnicÍPios AssociAdos, empresa sediada em Campinas-SP, leva à Infoimagem 2008 uma solução em GED. O grande diferencial desta solução é a utilização de um software de pesquisa, visualização e gestão física de documentos totalmente desenvolvido em plataforma livre, o que proporciona economia, segurança, estabilidade e total domínio da tecnologia para seus clientes. A iMA possui uma experiência de 32 anos provendo soluções tecnológicas especialmente desenvolvidas para a Administração Pública. Além de atuar como consultora para implantação de birôs de digitalização e/ou fornecedora destes serviços, apresentará também outras soluções tecnológicas nas áreas de gestão de redes de ensino, alimentação escolar, saúde, gerenciamento de projetos e atendimento ao cidadão.

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CRIMES NA WEB Divulgação

Responsabilidade digital Ângelo Volpi Neto*

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ltimamente tem se questionado a responsabilidade de donos de sites de leilão e vendas de produtos na internet, com relação a legalidade dos produtos oferecidos. Recentemente o eBay um dos maiores sites de leilões do mundo, com faturamento de mais de U$ 7,5 bilhões de dólares no ano de 2007, foi condenado a pagar uma multa de 40 milhões de Euros, devido acusação de anunciar produtos falsificados da marca francesa Louis Vuitton. Segundo a qual, 90% dos produtos de sua marca vendidos na internet através deste site são falsos. Sobre a decisão ainda cabe recurso, mas a questão começa a se cristalizar nos tribunais, inclusive no Brasil onde sites, freqüentemente oferecem produtos falsos, roubados e até inexistentes. A internet trouxe uma imensa facilidade ao comércio de bens e obras intelectuais, possibilitando acesso direto entre vendedores e compradores. Surgindo assim, vários sites que centralizam aqueles que têm algo para vender e com isso, atraem um bom número de internautas. A forma de oferecer um produto é bastante fácil, rápida e barata. O ganho do site não é só pela inclusão do produto ou compra - tanto que alguns nem cobram-, o lucro deste tipo de negócio se dá também através de propaganda, com banners e links patrocinados. Outra forma de ganho é com o banco de dados agregado, que compõe um mailing list “qualificado”, obtido pelo acesso ao site de milhares de internautas. Rastreiam-se as buscas e forma-se o perfil de consumo de cada pessoa que esteve navegando no site, para posteriormente vender estas informações ou usá-las no próprio negócio. É assim que, muitas vezes, se faz negócio e ganha-se dinheiro na nova economia da web, mas como demonstram algumas decisões judiciais, nem tudo que reluz é ouro.

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Assim, como a decisão aqui citada na Europa, no Brasil e na maioria dos países, expor à venda, intermediar, distribuir, armazenar objeto ou obra intelectual é crime! Não é porque o meio é “virtual” que deixa de sê-lo, o nosso Código Penal no capítulo que trata de direitos autorais no artigo 184, faz inclusive menção expressa a oferecimento por: cabo, fibra ótica, satélite, e ondas. Portanto, a percepção de que essa atividade se dá de maneira anônima e legal é falsa, bem como várias outras práticas defendidas por proprietários destes sites. Baixar música ou filmes para uso pessoal, mesmo por um curto período de tempo. Como a internet é um negócio totalmente novo, cuja cultura jurídica não esta assentada, muitos entendem que as fronteiras da legalidade são turvas. Vide o exemplo da exigência da quebra de sigilo de comunidades de pedófilos pelo Ministério Público Federal contra o Google. Somente após muito esforço a empresa sujeitou-se a atender, pois alegava dificuldade para cumprir decisões judiciais brasileiras, porque sua sede é nos EUA, onde as leis sobre sigilo são diferentes. E em inúmeros outros casos como difamação, calúnia, incentivo à pirataria, cria sérias dificuldades na quebra de sigilo. Convenções internacionais como a Européia assinada em Berna de direitos autorais, tentam encurtar atalhos legais. Ocorre que o Brasil, na maioria das vezes leva anos para aprovar adesão à estas convenções, tendo casos como da legalização de documentos estrangeiros firmada em Haia em 1961, parado até hoje nas gavetas de Brasília. Isso decididamente não pode ocorrer em tempos de internet, onde o prejuízo é instantâneo e os negócios são globalizados. Além destas questões, várias outras relativas a sites de busca começam a aparecer, como por exemplo a associação de determinado nome de mulher vinculado a palavra pornografia. Caso

julgado na 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro onde a modelo fotográfica Bianca Rothier solicita a desvinculação no Google e Alta Vista, de seu nome com sites pornográficos e pagamento de danos morais. São novos conflitos para serem dirimidos pela justiça, exigindo cada vez mais atualização e especialização no chamado cyberdireito.

*Angelo Volpi. Tabelião em Curitiba, escritor, articulista e consultor. angelo@volpi.not.br

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Classificação automática de microfilmes e detecção de quadro automáticas

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Detecção de quadro pós- que permite ao operador de auditoria corrigir qualquer erro antes da saída

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Capacidade de nova auditoria / QA

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Opções de processamento individual de imagens quadro a quadro se necessário

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BPM Divulgação

Integrando pessoas e sistemas Carlos Aggio*

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efinir uma solução de BPM pode não ser uma tarefa tão simples. A confusão começa com os processos que requerem grande interação entre pessoas (person-to-person), pois, muitas dessas ferramentas “revestiram suas roupagens” e foram para a Web adicionando BPM ao nome. No entanto, um BPMS gerencia processos person-to-person, system-to-system, ou ainda, processos com combinação entre os dois termos (ex. person-to-system). Além disso, uma solução de BPM deve incluir recursos avançados de modelagem de processos (e. BPMN-compliant), portabilidade (ex. XPDL, BPEL), gerador de códigos (ex. J2EE), formulários eletrônicos (ex. Xforms), engine de execução de processos, BRE’s, BAM, ferramenta de análise (ex.BI + OLAP), UI customizáveis, recursos para integração out-of-the-box agregado ao suporte para integração via Web Services, SOAbased e simulação de processos. O mercado segmentou as soluções de BPM em duas categorias principais: human-centric e integration-centric. Pode-se afirmar que os human-centric BPMS (HC-BPMS) derivam-se das soluções de workflow usadas para coordenação de atividades e tarefas humanas, que incluíam ou não, tramitação de documentos durante seus fluxos de execução. Já os integration-centric BPMS (IC-BPMS) têm suas raízes nos sistemas de EAI, os quais representavam um mercado dominado por frameworks proprietários, mas que hoje, de forma crescente, constituem soluções baseadas em padrões abertos (ex. SOA-based). Os IC-BPMS potencializam o desenvolvimento de aplicações compostas e focam na integração entre os sistemas, estendendo os processos de negócio além dos limites da organização. As ferramentas de IC-BPMS contemplam recursos do tipo model-driven para construção das aplicações baseadas em serviços, onde através da orquestração e coreografia de serviços disponíveis nos

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repositórios SOA, o reuso de componentes promove redução expressiva em codificação para novas implementações, reduzindo uma demanda de alto custo para a TI. Através do desenvolvimento de aplicações compostas, as respostas para as necessidades apresentadas pelo negócio podem ser realizadas de forma dinâmica, seja, alterando o fluxo do processo de negócio, invocando serviços novos ou existentes no repositório, ou ainda, definindo novas regras de negócio para tratamento das informações pertinentes aos processos. Já no contexto dos HC-BPMS, uma característica que deve estar muito visível aos patrocinadores e responsáveis pela escolha da ferramenta, são quais tipos de processos com interação humana serão alvos da automatização. Isso porque dentro desta grande categoria de soluções existem dois tipos muito relevantes e de alto impacto para o sucesso do projeto, que são os processos orientados a documentos e registros (documentcentric) e os processos que envolvem vários níveis de decisão, rotas e aprovações por seus respectivos participantes. Entre as várias funcionalidades baseadas em colaboração que um HC-BPMS deve oferecer, duas delas merecem atenção especial. A primeira seria suportar a criação de tarefas ad hoc durante o processo em execução, gerando novos ramos na instância, permitindo que sejam facilmente manipuladas e possuam o mesmo nível de rastreabilidade exigido para o fluxo principal, mapeado previamente. A outra funcionalidade diz respeito ao tratamento de exceções, onde várias situações comuns do ambiente organizacional não podem ser previstas no modelo do processo e requerem ações pontuais durante a execução das atividades. Alguns exemplos como: retorno de atividades durante a instância do processo, cancelamento de um determinado ramo da instância, definição

de executores dinamicamente, escalonamento de pendências, alteração do executor designado afetando apenas a instância são alguns dos recursos essenciais para o tratamento de exceções. Por fim, para alcançar um rápido ROI através de uma estratégia de BPM sustentada por um BPMS, seja esse orientado a pessoas ou a sistemas, comece desenvolvendo seu business case, mantendo o foco sobre os core processes e especificando claramente os requisitos e expectativas do negócio, a fim de estabelecer a melhor abordagem para a implementação corporativa de um BPM human-centric, integration-centric ou ambos.

* Gestor de Produto & Mercado da Softexpert para Soluções de ECM/BPM. Certificado em Information Technology Infrastructure Library (ITIL) pelo EXIN. Participa dos programas ECM e BPM Specialist da Association for Information and Image Management (AIIM), é membro profissional da AIIM desde 2003. É certificado pelo Dale Carnegie Training em Sales Advantage. Autor de artigos publicados em revistas especializadas sobre ECM e BPM, conta com mais de oito anos de experiência em Gestão de Produtos e Serviços de TI. carlos.aggio@softexpert.com

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O SUCESSO NOS NEGÓCIOS DEPENDE DE BONS RELACIONAMENTOS

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AUTOMAÇÃO DE DOCUMENTOS Divulgação

As pessoas precisam de documentos Vicent Ehrstrom*

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esde o Boom mundial de computadores em redes, um dos nossos objetivos foi a total erradicação do papel. O esforço que isto causa e os custos envolvidos são tão grandes que nós estaríamos melhores em um mundo sem papel. Entretanto, ainda o utilizamos, e alguns dizem que hoje o papel esta mais presente do que nunca. As duas principais razões por trás deste paradoxo são: 1) Os sistemas jurídicos são baseados em papéis. Ambientes Legais são muito lentos para mudanças e ninguém quer se expor nesta área. Um documento é um veículo, e suporta muito bem as informações se adequando perfeitamente ao ser humano. 2) O primeiro ponto tem sido amplamente discutido mas não nos encontramos devidamente qualificado para contribuir com o debate. Sobre o segundo ponto, minha experiência de mercado, me permite dividir alguns pensamentos que poderão ajudar a ter um significativo ponto de vista com a Automação de Documentos. Poderemos ajudá-lo a ter uma abordagem pragmática para que você possa melhorar seus negócios, mesmo quando existem muitos documentos impressos. A ReadSoft começou como uma simples vendedora de software de processamento. Na época, o segmento do nosso negócio era chamado de captura de dados, ou até mesmo ICR/OCR. Nós usávamos scanners para criar uma imagem do documento que era a matéria–prima, a principal contribuição para nosso software era transformar em dados as informações do documento. Lembrome ainda que meus esforços no sentido de apresentar a imagem digitalizada como um valioso subproduto do processo, falharam na maior parte do tempo. Apenas os dados importavam. Atualmente, arquivar uma imagem é quase um presente. Ser capaz de acessar a imagem e usá-la para imprimir ou utilizar eletronicamente, ou até mesmo fax, é hoje um procedimento natural e essencial. A digitalização de Documentos vem crescendo tão rapidamente que várias empresas e organizações estão escaneando papéis com o único

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propósito de criar uma cópia digital. Muito pouco foi feito com a captura automática dos dados, comparado com poder construir um arquivo eletrônico e poder recuperar as imagens a qualquer momento. É claro que tivemos alguns clientes á procura de captura automática de dados, tendo como objetivo principal a redução do custo de mão-de-obra . A ReadSoft foi pioneira na captura de dados em notas fiscais, porém sabemos que ainda fizemos pouco, mas temos a convicção que contribuímos com um novo conceito de trabalho, onde os analistas fiscais finalmente podem exercer o seu trabalho sem terem que garimpar informações em vários sistemas, o departamento financeiro em tempo real possui todas informações atualizadas, agilizando a administração e a gestão financeira da empresa. Queríamos deixar nossa marca introduzindo o termo Automação de Documentos, com uma segmentação muito bem definida. O maior problema, que quase todas as empresas possuem, fornecíamos soluções como um grande diferencial de mercado, para clientes que não pensavam no projeto como um simples escaneamento de documentos. Abordamos um problema muito difícil: OCR com documentos semi estruturados, faturas diferentes para cada fornecedor, o que torna impossível a utilização do processo padrão de captura de dados. O escaneamento de notas fiscais foi feito durante muitos anos, mas capturando as informações importantes (e somente as importantes) das faturas de alguns fornecedores, nós tornamos possível a mudança do processo de Contas à Pagar das empresas. Com esta eficiência, as empresas perceberam que não havia necessidade real de processar as faturas dos fornecedores em todas as unidades empresariais, que, na verdade, era mais eficiente centralizar as finanças, se a autorização e a codificação permanecem descentralizadas. Isto tem se estendido muito além do processamento de faturas e pode servir como um exemplo em muitos processos de negociação. A chave da maximização do uso da automação de documentos é direcionar os dados capturados nos documentos transferindo e dando um

novo contexto para estes dados. Este é, com certeza, depois de muita pesquisa e desenvolvimento, a nossa especialidade. Todos os setores como os bancos, contabilidades, seguros de saúde, etc, corretamente reformulados, e tendo seus processos otimizados terão, benefícios que chegam muito além do que a simples entrada de dados e as reduções de custos. Tendo papéis e documentos eletrônicos mas reformulando o processo, enquanto inicia a automação documental, podemos ainda manter o documento como paradigma do processo e obter grandes melhorias. Para isto acontecer, nós precisamos promover um diálogo entre fabricantes, usuários e vendedores, para que possamos juntos encontrar novas soluções onde processamento de documentos possa ser automatizado e permitir a reformulação do processo.

*Vicent Ehrstrom é cice presidente para Business Development da ReadSoft. Responsável por lançar a empresa no mercado francês e também da subsidiária australiana da companhia, Como VP está a cargo do desenvolvimento de novos mercados para a ReadSoft. Especialista nos mercados de gestão documental e imaging vicent.ehrstrom@readsoft.com

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WCM Divulgação

Você precisa de um ECMS, WCMS ou um Portal? Alan Pelz-Sharpe*

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s vezes é difícil saber. As linhas que dividem as famílias de tecnologia de conteúdo são notoriamente confusas. Esse é o caso especial entre os sistemas ECM (Enterprise Content Management), WCM (Web Content Management) e os Portais, onde vemos muita confusão entre os canais, com relação às funcionalidades dos produtos e mensagens de marketing. Por exemplo, se você está procurando implementar sua Intranet através do gerenciamento de documentos, você poderia, conceitualmente, usar qualquer um dos três tipos de produtos. Algumas consultorias vão tentar lhe vender todos os três tipos de soluções, mais o projeto de integração entre eles. Nós recomendamos enfaticamente optar por um enfoque empresarial que resolva suas necessidades emergenciais. É preciso discernir a essência do problema ou oportunidade de resolvê-los e então começar daí. Na realidade, esses três diferentes tipos de produto realizam atividades específicas, e tendem a apresentar problemas diferentes. Entendendo o objetivo que se quer alcançar, é possível identificar com maior precisão o tipo de tecnologia que você pode - ou não - precisar. Para isso que usamos um enfoque baseado em panoramas de atuação para realizar nossas pesquisas. Os panoramas WCM são fundamentalmente sobre os meios para publicação de informação. O tipo de website que você publica tem um papel importante sobre suas necessidades. De forma similar, existem diferentes tipos de Portais para diferentes tipos de objetivos empresariais. Já em relação ao ECM – como você já poderia imaginar – os cenários são mais orientados aos processos. Ainda relacionado ao ECM, algumas verticais da indústria tendem a se preocupar mais, novamente por causa da orientação por processos, que costuma ser específica para cada tipo de atuação. Logicamente, os cenários se sobrepõem. Uma ferramenta WCM que se destaca em sites do tipo “Comunidade” pode parecer um pouco como um “Portal de Colaboração”, o que por sua vez pode se assemelhar, já dentro do ECM, com um “Grupo de Colaboração”. E o que você pode se perguntar é, qual é a diferença entre “Intranet Global” (WCM), “Intra-

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net Empresarial” (Portal) ou “Publicação Empresarial na Rede” (ECM)? Possivelmente a diferença é muito pequena. Por outro lado, você deve saber que as ferramentas atuam de formas diferentes sobre suas necessidades. A solução WCM irá enfatizar conteúdos semi-estruturados e documentos editáveis com interface amigável. O Portal Intranet terá seu foco na interação das aplicações (ex. sistema de busca de pessoas) e outros serviços. Os produtos ECM irão prover ferramentas nativas da Intranet em seus documentos eletrônicos e o gerenciamento da guarda de documentos. Ironicamente nossos próprios resultados sugerem que os canais façam uma comparação entre o cenário mais simples e que se apresenta em empresas maiores que utilizam ferramentas mais complexas, porém, isto é outra história. De qualquer forma, esta é a idéia: mesmo que haja sobreposição, diferentes tipos de ferramentas atuam em perspectivas diferentes. E talvez o mais importante é que a análise por panoramas deve dizer que tipo de produto não deve ser usado. Não é porque uma ferramenta WCM possibilita armazenamento de documentos escaneados em seu repositório que ela deva ser usada para grandes volumes de digitalizações. A maioria dos produtos ECM provém uma plataforma mais pobre para um usuário de um Portal costumizado. Para ter certeza, os canais, geralmente irão oferecer o mesmo produto para categorias diferentes de problemas e, às vezes, faz sentido realmente. A promessa (e grande frustração) do Microsoft Sharepoint 2007 é que ele pode atuar conceitualmente no âmbito dessas três variáveis, mas como seus competidores, o “Redmond” possui formas diferentes de chegar lá, e uma instalação do Sharepoint ainda não consegue atuar em diferentes papéis ao mesmo tempo Se você tem procurado ferramentas, tem reparado que canais (muitas consultorias e algumas empresas de análise) contam a você histórias diferentes. Usam conceitos de “Estado da Arte” para distinguir soluções, tentando responder as questões que sempre surgem, como: “Quem está liderando?” e Você deve se perguntar “Liderando rumo a o quê?!” Se algo eu aprendi nos últimos 12 anos, é que, pano-

ramas diferentes favorecem produtos diferentes. Outros analistas olham para o tamanho. Grandes canais, com plataformas complexas reivindicam que os competidores menores não podem se comparar, dizem “Não mande um garoto fazer o serviço de um homem” ou “Não mate uma mosca com um canhão”. Sim, tamanho e extensão importam. Mas sob uma perspectiva empresarial,é mais arriscado perder o ponto mais importante, tentando acertar o ponto exato. Se você quer achar um bom termo para seus objetivos empresariais, primeiro é preciso descobrir o tipo de tecnologia que irá trazer o maior benefício em curto prazo. E então descobrir qual é o seu cenário, para poder selecionar os canais, que atingiram esse ponto. Não importa se você usa a lista acima de cenários, o importante é que você esboce cuidadosamente onde pretende chegar e com que tipo de conteúdo. Uma pequena análise pode poupar muito tempo e dinheiro, no futuro.

* Alan Pelz-Sharpe é Diretor do CMS Watch da área de tecnologias e práticas ECM. Anteriormente foi estrategista na Wipro e Vice-Presidente de Análise da Indústria para a América do Norte na Ovum. Ele tem18 anos de experiência na indústria da tecnologia. aps@csmwatch.com * viste o site www.cmswatch.com /images/ scenariosLarge.png para visualizar o panamora por áreas WCN. ECM e portais descrito neste artigo.

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MERCADO ECM Joseti Capusso

Mercado brasileiro de ECM e GED no Brasil é de R$ 1,5 bilhão. Antonio Paulo de Andrade e Silva*

É

cada vez mais importante que os tomadores de decisões incluam as tecnologias para o tratamento de todo o ciclo de vida de informações, documentos e conteúdos em seus orçamentos e, além disso, que essas tecnologias sejam parte da estratégia das empresas. Para tanto, é preciso conhecer o ECM – Enterprise Content Management e o GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos. Em julho de 2008, o IPC – Instituto de Pesquisas CENADEM realizou a Pesquisa Estado da Arte do Mercado de ECM, GED e Tecnologias Correlatas. Dividida em dois grandes blocos, contemplou respostas de Fornecedores e de Usuários, avaliando, assim, de modo completo, o mercado do ECM e GED no Brasil. O bloco Fornecedor considerou 155 respondentes. Como nem todas as principais empresas fornecedoras responderam à pesquisa, por diversas razões consideradas pelos analistas, acredita-se que o mercado fornecedor seja, na verdade, 80% maior que o aqui declinado. Dentre os respondentes, 91% são prestadores de serviços no segmento, 77% prestam consultoria, 71% atuam em softwares, 23%, escaners e 22% com outros serviços. Dos fornecedores de softwares, 84% são de GED, 70% de captação de imagens de documentos, 69% para digitalização/processamento de imagens, 62% para Gestão Documental e 59% para captação de dados. Nos últimos anos, está crescendo a quantidade de empresas que também atuam no exterior, somando 31% dos respondentes. Sessenta e nove por cento atuam no mercado interno. A Região Sudeste assume a liderança no que diz respeito à atuação das empresas com 77%, seguida pela região Centro-Oeste, com 58%, Nordeste, com 57%, Sul, com 55% e Norte, 46%. Um dos mais difíceis quesitos para se obter respostas confiáveis da nossa indústria no Brasil é quanto ao faturamento anual bruto. Contudo,

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tendo como base o universo pesquisado, os analistas concluíram que o faturamento anual bruto das empresas de ECM, GED e tecnologias correlatas é de R$1,5 bilhão. Das empresas pesquisadas, 8% declaram que seu faturamento anual, em Reais, está acima de 50 milhões. Com faturamento até 500 mil estão 46%, de 500 mil a 1 milhão, 13%. De 1 milhão a 5 milhões estão 17%. Onze por cento estão na faixa de faturamento de 5 milhões a 20 milhões, e 5% na faixa de 20 milhões e 50 milhões. O bloco Usuários considerou 274 respondentes. Os analistas do segmento acreditam que a quantidade de usuários seja cerca de 70% maior. Quarenta e três por cento dos respondentes pretendem ter sistema de GED e 38% já têm sistema implantado. Para 35%, a Gestão Documental pretende ser implantada e 34% já usam a metodologia. Os maiores usuários dessas tecnologias são organismos públicos: 13%, seguidos pelo segmento de educação, pesquisa e desenvolvimento, com 11%, e área financeira, com 9%. Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa é quanto aos investimentos. Quarenta e sete por cento devem investir em tecnologias de ECM e GED, entre os próximos 12 a 18 meses, até R$ 50 mil. Investirão entre R$ 50 mil a R$ 100 mil, 22%; 11% entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. Cinco por cento, de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Sete por cento, de R$ 500 mil a R$ 1 milhão; 6% de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e 3% investirão acima de R$ 5 milhões. Considerando-se os 245 respondentes e as respectivas faixas de investimento mencionadas, os analistas concluíram que pretende-se investir em ECM/ GED R$ 146 milhões. E, sendo o número de respondentes projetado em mais 70%, esse valor passaria para R$248 milhões. Todos esses dados indicam que há uma grande possibilidade de se expandir a atuação

de fornecedores e, paralelamente, desenvolverse um trabalho de disseminação das tecnologias envolvidas pelo ECM e GED. Os números deste estudo são fortes indicadores que o ECM e o GED irão crescer ainda mais, e que devemos trabalhar muito. É pensando nesse mercado em crescimento e com rico potencial que o CENADEM idealiza seus trabalhos de divulgação, através dos congressos, cursos, seminários e tantos outros eventos. Em setembro, entre os dias 9 a 11, será realizada a INFOIMAGEM-2008, Congresso e Feira sobre ECM e GED. É uma excelente oportunidade para medir o mercado.

Antonio Paulo de Andrade e Silva é o fundador do CENADEM - Centro Nacional da Gestão da Informação apaulo@cenadem.com.br

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MERCADO Serasa lança e-CPF Simples Uma ação conjunta promovida pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), SEBRAE, Conselho Federal de Contabilidade, Receita Federal do Brasil (RFB), Câmara-e.net e pelas Autoridades CertiďŹ cadoras, entre elas a Serasa, lançou o Programa Nacional de Disseminação da CertiďŹ cação Digital, cujo foco ĂŠ promover a inclusĂŁo digital de empresĂĄrios de micro e pequenas empresas de todo o paĂ­s. O principal ponto do programa ĂŠ a criação do e-CPF Simples, um certiďŹ cado digital que garante a autenticidade e a integridade na comunicação de pessoas pela Internet. Com esse certiďŹ cado, as empresas podem comprovar a sua identidade no meio virtual, realizar transaçþes comerciais e ďŹ nanceiras com validade jurĂ­dica e trocar mensagens eletrĂ´nicas com total segurança, sigilo e agilidade, dispensando o uso de documentos fĂ­sicos. O e-CPF Simples tambĂŠm permite Ă s empresas comprar e vender pela Internet, participar de pregĂľes eletrĂ´nicos, fornecer ao Estado, fechar negĂłcios e contratos de câmbio, entre outros benefĂ­cios. A meta ĂŠ atingir 3,5 milhĂľes de empresas, nos prĂłximos trĂŞs anos de acordo com Dorival Dourado, presidente da Unidade de NegĂłcios de CertiďŹ cação Digital da Serasa. www.serasa.com.br

Disoft, Interprint e Xerox apresentam solução de segurança A Disoft, em parceria com a Interprint, especializada em soluçþes de pagamento e identiďŹ cação e a Xerox apresentaram durante o Ciab 2008, o SOD - Secure Optical Developer - solução que garante maior segurança aos dados variĂĄveis, impressos em cheques. Na confecção do cheque sĂŁo impressos, pela instituição ďŹ nanceira, dados variĂĄveis como, por exemplo, nome e CPF do titular da conta, agĂŞncia, nĂşmero da conta, sĂŠrie, nĂşmero do cheque, entre outros. A solução funciona a partir do cĂłdigo variĂĄvel criptografado que ĂŠ impresso no cheque, utilizando uma fonte patenteada desenvolvida pela Interprint, que sĂł pode ser lida atravĂŠs de visualizador especĂ­ďŹ co ou via software integrado a solução SignPlus. Se um cheque ĂŠ adulterado, ele poderĂĄ ser facilmente reconhecido, pois, o software irĂĄ veriďŹ car ou que a fonte nĂŁo esta impressa ou que o cĂłdigo criptografado nĂŁo confere. O SignPlus ĂŠ um aplicativo que possibilita a veriďŹ cação automĂĄtica de assinaturas e formalĂ­stica em cheques e documentos, por meio da tecnologia de redes neurais. Segundo Alexandre Corigliano, Diretor da Disoft, esse novo produto traz aos bancos uma maior segurança e agilidade na leitura de grandes volumes de cheques e documentos. â&#x20AC;&#x153;O SOD ĂŠ a Ăşnica solução disponĂ­vel no mercado que garante que o cheque nĂŁo teve alteração em seus dados variĂĄveis, permitindo a detecção de uma fraude de forma automĂĄticaâ&#x20AC;?. www.disoft.com.br

O melhor em Classificadora de Cheques e S c a n n e rs d e M e s a M i c ro b a n : hå 20 anos trabalhando com alta tecnologia em automação bancåria e comercial.

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MERCADO Simpress amplia portfólio A Simpress, provedora de soluções de impressão, está introduzindo no mercado brasileiro as multifuniconais séries Aficio MP 2550/MP3350 e MP4000/ MP5000 projetadas para pequenas e médias empresas e grupos de trabalho. O scanner colorido desses produtos oferece outro importante diferencial: a alta compressão de arquivos em formato PDF, que chega a compactar arquivos em até oito vezes. Os mecanismos das Séries Afício MP2550 / MP3350 suportam velocidades de 25 e 33 páginas por minuto, enquanto as Séries Afício MP4000/ MP5000 oferecem velocidades de 40 e 50 ppm. Os suprimentos são de fácil substituição e as bandejas de papel, com abastecimento frontal, fazem da manutenção de rotina uma tarefa simples www.simpress.com.br.

Solução para rede 3Com A 3 Com Corporation apresentou recentemente seus lançamentos de produtos em seus cinco principais pilares de soluções: redes, comunicações IP unificadas, segurança, serviços e OSN. Na área de redes a empresa completou um ciclo de renovação de toda a linha de switches, roteadores e wireless, com os recentes lançamentos do switch modular S7900E e roteadores multiserviços MSR. Integrando o portfólio estão as soluções baseadas em tecnologia SIP, atendendo a demanda de grandes e médios Contact Centers. A divisão de segurança TippingPoint lançou a primeira solução modular de IPS para 10 Gigabit Ethernet. Para a tecnologia OSN a empresa ampliou o número de empresas que ofertam soluções compatíveis com a plataforma OSN via programa 3Com|ON de 53 para 85; além de iniciar trabalhos com soluções open source para switches empilháveis 5500G em clientes como Universidade Federal de Uberlândia, Rede Record e Hospital do Câncer e com o lançando do primeiro switch modular (S7900E) OSN ready. Além disso, a empresa também está com uma nova oferta de serviços profissionais e treinamentos do programa de certificação. “Com a inauguração do novo escritório em São Paulo, que conta com salas de treinamento de última geração, ampliamos a oferta do programa de certificação em redes, segurança e comunicações unificadas com agenda regular em SP, DF e RJ, para clientes finais e canais”, ressalta Ricardo Wohnrath, Diretor de Serviços. www.3com.com.br

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Linha de scanners de rede compactos Canon A Canon, empresa japonesa especializada no desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos e de imagem, apresenta a família de scanners ScanFront. Os modelos que compõem a nova linha, o ScanFront 220 e o ScanFront 220P, são extremamente compactos e independentes e possuem interface amigável, com intuitivo painel colorido de toque na tela de 8.5’’. Os scanners de rede coloridos contam com função duplex e permitem digitalizações de alta qualidade e muito rápidas - 26 ppm em preto e branco e 16 ppm em cor. Os equipamentos possibilitam ainda a administração remota por meio do navegador de Web, tanto para os administradores quanto para os usuários. A versão “P” verifica o ID de usuários e suas senhas por meio de impressão digital, impedindo o uso não autorizado com métodos de autenticação de rede. “As ferramentas de segurança e as inovações nas funções de digitalização, tornam a linha ScanFront a opção ideal para usuários que necessitam aumentar a eficiência e agilizar processos de trabalho”, afirma Ivan Kotchetkoff, supervisor de marketing da Canon do Brasil. http://www.s2.com.br/s2arquivos/484/ Imagens/4494Image.jpg

Multifuncionais a base de gel A Gestetner – subsidiária do grupo japonês Ricoh - acaba de trazer para o Brasil, três multifuncionais com tecnologia à base de gel, voltadas para empresas de pequeno porte. Trata-se dos modelos GX3000S, GX3000SF e a GX 3050SFN que reúnem as funções de cópia, impressão, digitalização e fax. As novas multifuncionais têm a velocidade das impressoras à laser, a conveniência das jato de tinta. As multifuncionais imprimem em preto e branco e cor até 29 ppm (páginas por minuto). O modelo GX3000SFN já vem com a opção de impressão de rede padrão. Os demais modelos possuem este recurso como um opcional. www.gestetner.com.br

Adobe anuncia o PDF Print Engine 2 A Adobe está disponibilizando o Adobe PDF Print Engine 2, o software de nova geração com recursos que permite fluxos de trabalho completos de ponta a ponta para publicações ricas em gráficos baseados no formato de arquivo Adobe Portable Document Format (PDF). Projetado para impressão digital e off-set, o Adobe PDF Print Engine 2 permite aos fabricantes de equipamentos OEM (Original Equipment Manufacturers) cumprirem a promessa de impressão de dados variáveis (variable data printing- VDP) e ajudar seus clientes desenvolver campanhas personalizadas para diferentes públicos. Desde seu lançamento em 2006, mais de 2000 sistemas que têm o Adobe PDF Print Engine incorporado estão em produção pelos maiores nomes do mercado, incluindo a Agfa, FUJIFILM, GMG, Heidelberg®, Kodak, Screen e XantŽ®. A Dalim Software, a EFI, a Océ Printing e a Xerox® também anunciaram hoje suporte ao Adobe PDF Print Engine 2. www.abobe.com

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Nova suíte de segurança da ESET Software

Gomaq traz impressora colorida Riso

O ESET Smart Security, representado com exclusividade no Brasil pela Protagon Segurança de Dados não é uma suíte com vários módulos empacotados funcionando independentemente. Trata-se de uma suíte única, integrada que fornece todas as funcionalidades (Antivírus, Antispam, Antispyware e Firewall Pessoal) necessárias para a proteção completa, multinível. A solução integra um conjunto de tecnologias de ponta para proteção digital, combinado à mínima utilização dos recursos do sistema e baixo consumo de memória. Além do ESET Smart Security, as empresas podem contar ainda com a versão Business Edition da mesma solução que, além de toda a proteção oferecida pela ferramenta, pode ser gerenciada remotamente na rede e apoiar o gestor de TI na tomada de decisões pontuais a respeito da política de segurança da mesma. “Os pontos fortes desta ferramenta são o baixo impacto no desempenho da máquina, que não interfere na produtividade da empresa, a velocidade e pró-atividade na detecção das ameaças”, ressalta Robson de Roma – coordenador de TI da Protagon Segurança de Dados. A linha de soluções ESET Software fornece defesa completa para computadores e servidores Windows e Linux contra vírus e spywares, além de firewall e antispam. www.protagon.com.br

Ainda mais econômica que sua antecessora, a impressora digital Forcejet® HC5500, esta sendo oferecida pela Gomaq – empresa especializada em soluções para impressão. A Forcejet® HC5500R trabalha com papéis cortados e possui um recurso próprio de gerenciamento de cores desenvolvido pela RISO, o ComColor®. Possui uma sintonia hardware e software, que faz com que a HC5500R atinja a velocidade de 120 páginas por minuto e um alto índice de confiabilidade. Entre os recursos deste modelo estão a impressão de dados variáveis, duplex automático, tinta resistente à água e com proteção anti-UV, produção em diferentes gramaturas de papéis e diversos tipos de acabamento (grampo, dobra, perfuração, alceamento, etc.), entre outros. www.gomaq.com.br

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om o intuito estar atentos as modernidades e novidades tecnológicas que o segmento de gestão documental tem a nos oferecer é imprescindível falar daqueles que fazem desse mercado o que ele é hoje. Por isso, a Seção Personalidades trará aqui os profissionais que estão contribuindo para o desenvolvimento do mercado de ECM no Brasil, mostrando sua trajetória e seus principais feitos. Se você quiser participar ou indicar algum nome para fazer parte desta Seção envie-nos um contato para o email: susana@ editoraguia.com.br, pois teremos imenso prazer em tê-los em nossas páginas.

PerCY KlitZKe

Nascido na cidade de Rio Negrinho, em Santa Catarina, foi no eixo Rio de Janeiro –Sâo Paulo que Percy Klitzke realizou seu desenvolvimento profissional. Formado em Administração de Empresas, pela Universidade Augusto Motta, com especialização em Marketing e Vendas, pela FGV e CEPUERJ, fez cursos diversos de formação profissional na área de documentação, no Brasil e exterior. Desde 1976 participa dos eventos anuais da AIIM e regularmente da CEBIT-Hanover, Alemanha, entre muitos eventos nacionais, na qualidade de congressista, conferencista e expositor. Atuou na Olivetti, 3M do Brasil, Sperry Remington, Bell e Howell, Xidex (Anacomp), Microformas, Micrographix e atualmente está a gente das operações comerciais da Scansytem para as regiões Sudeste,Centro Oeste,Nordeste, bem como grandes clientes em São Paulo. Sua primeira experiência em microfilmagem foi na 3M do Brasil, mas efetivamente, foi na Remington, que em 1973 estava dando início no Brasil à comercialização de equipamentos micrográficos, e graças a sua experiência na 3M, foi incluído no grupo que desenvolveria o projeto, fez seu primeiro curso na área que foi realizado pelo CENADEM, e assumiu a gerência de vendas dos novos produtos. No ano seguinte já estava participando I Congresso Latino Americano de MIcrográfica. Como contribuição ao mercado foram marcantes a introdução no Brasil de alguns equipamentos que se tornaram ícones do segmento, como a microfimadora Filemaster, a leitora Dukane,a duplicadora Ozakop, a implantação da fabrica de leitores da Xidex. Na área de treinamento organizou e executou programas de treinamento em todas as regiões do Brasil, além de Uruguai, Argentina e Chile. Participei ainda de diversos projetos de gestão documental. Destacando-se o Projeto Resgate, desenvolvido pela Scansystem Portugal, da microfilmagem e digitalização de documentos históricos do descobrimento a independência do Brasil Percy Klitzke se considera um apologista da integração de tecnologias, da relação custo/beneficio, e afirma que o suporte de informações mais seguro a nível arquivístico, de preservação e confiabilidade ainda é o microfilme. O executivo acha absurda a utilização de novas tecnologias por puro modismo, sem a devida avaliação de viabilidade técnica e econômica. Sempre gostou de novos desafios, por isso participou de diversas implantações de empresas e projetos, além da introdução de novas tecnologias ao mercado. percy@scansystem.com.br

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steFano KUBiÇa

Nascido em Mandaguaçú no Paraná, há 53 anos, o professor Kubiça desenvolveu sua atividade profissional em Curitiba. Mestre em Informática Aplicada com concentração em Analise e Reconhecimento de Documentos Eletrônicos pela PUC-PR tem especialização em Desenvolvimento de Software pela UFPR e Graduação em Informática pela UFPR, além de formação de consultores pelo IEA – Instituto de Estudos Avançados e Curso CDIA. Kubiça exerceu várias funções no Governo do Paraná e do Espírito Santo e em empresas públicas e entidades. Em 2001 ao concluir o mestrado na PUC-PR com concentração em Análise e Reconhecimento de Documentos Eletrônicos percebeu que as tecnologias de GED/ECM, eram indispensáveis para garantir acessibilidade de conteúdos digitais não estruturados, não tinham (e não tem) meios para garantir validade jurídica com eficácia probatória dos documentos gerenciados. Essa abordagem para integração evoluiu para o conceito de “Equivalência Funcional” entre documentos analógicos e digitais agregando tecnologias de Workflow/BPM e Tempestividade Digital. stefanokubica@gmail.com

Jorge laBarCa

Aos 56 anos, Jorge Antonio Labarca ou Jorge Labarca como é conhecido, natural de São Paulo, pode ser considerado um precursor da introdução da tecnologia na gestão empresarial e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do mercado nacional de microfilmes. Com formação na ADVB- Associação de Vendas Diretas do Brasil(?), atuou na 3M do Brasil e na Microservice, onde está até hoje, como gestor de Vendas do Departamento de Document Imaging. No início de sua carreira em 1974 era vendedor especialista de produto, mas de um produto diferenciado o Microfilme que estava começando sua comercialização, além de todo o ferramental que esta tecnologia envolve. Labarca acompanhou a evolução da área de gestão de documentos no Brasil, onde a tecnologia de microfilmagem foi e é ainda utilizada. Na sua opinião, é inquestionável o aspecto segurança que a microfilmagem agrega aos documentos de qualquer natureza. Incansável continua a atuar comercialmente em todo o território nacional ampliando os focos e o uso da tecnologia. Jorge.labarca@miroservice.com.br

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A melhor informação para empresas em fase de crescimento.

Wagner Windsor

O paulistano Wagner Windsor é formado em Administração de Empresas pela FAAP e pós-graduado em Marketing também pela FAAP, e também com MBA Executivo em Gestão e Marketing pela FDC/FAAP, Windsor ocupou altos cargos executivos em empresas como a Xerox do Brasil onde atuou como Gerente de Mercado Operações e Serviços por 11 anos e também como Gerente Nacional de Vendas, durante quatro anos, em outra empresa líder de mercado - Lexmark International do Brasil. Atualmente é diretor de Vendas do Grupo Tecmach. Windsor acredita que a criação e desenvolvimento da área comercial de uma das maiores empresas do mercado de impressão foi seu grande desafio, principalmente por ter elevado o faturamento da área e a posicionado no ranking do mercado nacional como líder em seus segmento. wwindsor@gedeprint.com.br

Hélio Martins

diretor do Grupo Store tem uma sólida carreira ligada ao gerenciamento de documentos, desenvolvida nas praças de São Paulo e Brasília. Formado em edificações, o executivo de 54 anos, fez carreira na área de vendas e foi no início dos anos 90 na Micrographix que entrou para o mundo da gestão documental, na área de microfilmagem. Tendo passado por várias empresas entre elas a Commicromation enquanto vendedor, foi gerente da filial da BMK e gerente comercial e diretor comercial da Microformas e supervisor de vendas e diretor da Micrographix até chegar aos dias de hoje como diretor comercial do Grupo Store. Como ressalta sua carreira sempre foi focada na área de vendas de serviços e neste período o grande foco foi inicialmente de microfilmagem convencional e na microfilmagem “COM”. Posteriormente outros serviços e produtos foram se agregando ao mercado de gerenciamento, e por força da ampliação do campo de trabalho Hélio Martins foi se especializando e dominando muitos aspectos de GED, Cold e especialmente na gestão e guarda de documentos. Grande incentivador da microfilmagem enquanto meio de preservação documental evidência-a como um meio tecnologicamente adequado para preservação. helio@store.com.br

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PROCESSOS DE NEGÓCIO Joseti Capusso

SOBRE BPO E KPO Terceira parte Tadeu Cruz*

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nowledge Process Outsourcing – KPO, terceirização do conhecimento do processo de negócio e/ou do negócio, KPO, significa contratar de terceiros não somente a operacionalização, a execução dos processos de negócio e, conseqüentemente, a “fabricação” do produto que os mesmos devem “produzir”, mas contratar o desenvolvimento da inteligência do processo, do negócio e até mesmo do produto. Eu defino KPO como: Contratação de terceiros para a criação do conhecimento de um negócio, produto ou processo e dos recursos necessários para operacionalizá-los. Knowledge Process Outsourcing não obriga a organização que o contratou a terceirizar todo o ciclo de vida do produto, ou seja, KPO pode ser somente o desenvolvimento do negócio ou do produto e não necessariamente envolver sua produção, que pode ser feita pela organização que contratou a KPO ou até mesmo por uma terceira empresa, embora este tipo de terceirização seja raro. Resumidamente, as diferenças são: Eu estarei contratando BPO se disser: Quero que a empresa X opere o serviço de atendimento ao cliente (SAC) dentro dos padrões de atendimento da minha empresa, com o roteiro (script) fornecido pela minha empresa e com auditorias permanentemente feitas pela minha empresa. Mas eu estarei contratando KPO se disser: Quero da empresa X, o serviço de atendimento ao cliente (SAC). Business Process Management Systems, como qualquer software de Workflow bem projetado e implantado, pode ser a ferramenta por excelência para operar e gerenciar tanto BPO como KPO. Nenhum outro software ou sistema tem as mesmas condições e funcionalidades para manter coesos, sob controle e gerenciados, em tempo real, tanto processos quanto conhecimentos terceirizados. Seja por causa da terceirização dos processos de negócio, seja por causa da terceirização do conhecimento – ou mesmo que não haja terceirização alguma –, as organizações vão necessitar de instrumentos ágeis e flexíveis para organização, controle e gerência

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do seu dia-a-dia. Esta necessidade remete todos nós às atuais tecnologias da informação, que chamo de emergentes. Estas tecnologias são iguais entre si pela concepção e preocupações que as fazem voltadas ao conhecimento e não somente a dados ou informações, como as existentes até quase o final do século XX. Institutos internacionais de pesquisas estimam que este mercado, o de serviços de Knowledge Process Outsourcing – KPO vai movimentar entre US$ 10 bilhões e US$ US$ 17 bilhões até 2010. No setor financeiro, a maior utilização do KPO se dará em processos para scoring de crédito, cálculo de proteção de perdas e análise de fraudes. Processos analíticos empresariais, como os de compra de ações, também serão pontos fortes no crescimento do setor. Entretanto, as organizações que quiserem adotar Business Process Outsourcing – BPO ou Knowledge Process Outsourcing – KPO, ou ambas, pois não são modelos operacionais mutuamente excludentes, deverão ter cuidados redobrados ao adotarem qualquer uma delas. Tais cuidados devem ser tomados ainda na fase de planejamento estratégico e redobrados na criação do plano operacional. Terceirizar, pura e simplesmente, não é algo difícil de operacionalizar, seja para quem repassa, seja para quem assume a responsabilidade, salvo raríssimas exceções, mas terceirizar um processo de negócio (BPO) ou o próprio negócio (KPO) requer uma preparação que a maioria das organizações ainda não sabe realizar. A maioria pensa que BPO é o mesmo que terceirizar como se fazia há quase vinte anos. Quando a organização que queria se livrar dos custos de determinada operação demitia o funcionário que a executava internamente esperando que o mesmo continuasse a trabalhar para ela, (melhor ainda se em regime exclusivo) mas com redução substancial do custo de mão-de-obra, que a rigor se transformava em salário da pessoa jurídica. Embora muitas organizações ainda continuem pensando desta forma, a prática de terceirizar uma operação evoluiu, inclusive em termos legais, já que a legislação não permite que atividades ou papeis funcionais essencialmente “core business” sejam terceirizados.

Colocar alguém para realizar algumas tarefas não é terceirizar no conceito Business Process Outsourcing – BPO. É simplesmente terceirizar. Por exemplo: terceirização de serviços de impressão. Sem qualquer exceção (ou que pelo menos eu conheça) todas as empresas que hoje oferecem este serviço apenas terceirizam as tarefas de trocar papel das impressoras, os cartuchos de tinta ou de toner e os “primeiros socorros” quando do mal funcionamento ou quebra de qualquer equipamento. Algumas empresas oferecem também outros serviços, como o que chamam de Gestão Documental (que a rigor é GED - captura, estruturação e arquivamento de documentos - com um nome mais pomposo) sem que isto seja realmente assumir o processo de negócio do cliente. Isto é terceirização à moda antiga! Business Process Outsourcing – BPO não é somente isso, mas também isto. Outro exemplo: terceirização do gerenciamento de redes. Colocar alguém para monitorar o estado dos equipamentos de uma rede não é BPO, mas terceirização como era feita nos primórdios, há vinte anos! (continua.) *Tadeu Cruz - Prof. M.Sc. - Formado em Administração de Empresas; especialização em Engenharia de Sistemas e em Análise & Modelagem de Processos de Negócio. Mestre em Engenharia de Produção. Membro-pesquisador do GEACTE-FEA-USP e do SAGE-COPPE-UFRJ. tadeucrz@trcr.com.br

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MUNDO ECM Nesta seção, os leitores da Revista Document Management poderão encontrar definições de termos comumente utilizados tanto por técnicos quanto por especialistas, no seu dia-a-dia de trabalho, em conversas e apresentações, ou ainda, encontrados em livros, sites, blogs etc. Para ampliar conhecimentos, o consultor e professor Walter Koch escolheu alguns termos para proporcionar a formação e aumentar o conhecimento dos profissionais que fazem parte do mercado.

ICR

Intelligent Character Recognition – reconhecimento inteligente de caracteres. Conjunto de ferramentas semelhantes ao OCR, permitindo transformar imagens em dados processáveis em sistemas de processamento de dados. Permite o reconhecimento de fontes manuscritas já que possui a capacidade de “aprendizado” de uma grafia. Este processo de aprendizagem é feito através de redes neurais. Cada vez que um caractere não é reconhecido, solicita ao operador que informe de que letra se trata e alimenta a base de grafia com esta informação permitindo o reconhecimento da próxima vez. Pode ser utilizado em ferramentas de processamento de formulários para a extração de dados.

MAGNETO-ÓPTICO

Uma das técnicas utilizada em discos ópticos

regraváveis. Conjuga características magnéticas com o uso de laser. A função do laser é de aquecer a superfície no processo de gravação permitindo que a polaridade de um ponto seja invertida. Quando o feixe laser inside em um ponto com a polaridade invertida, sofre uma deflexão diferente, indicando que ali existe um bit 1. Para reusar a mídia, o ponto é novamente aquecido e a polaridade volta a ser zerada.

CRIPTOGRAFIA

Visa esconder informações. Para tanto, a informação é transformada de forma que somente quem possua a chave utilizada consiga reverter para a informação original. Um exemplo muito simples é a língua do “P” praticada pelas crianças. Agrega-se a letra “P” em cada uma das sílabas tornando a fala ininteligível. A pessoa que escuta deverá remover os “P” para entender. Hoje em dia existem técnicas bastante

sofisticadas baseadas em chaves simétricas e chaves assimétricas, utilizadas em ATMs, e-mails, sessões seguras na WEB, assinaturas digitais, etc.

COMPRESSÃO

Algoritmos utilizados para diminuir o tamanho de arquivos eliminando redundâncias. Entre os principais objetivos da compressão temos a minimização do espaço necessário para o armazenamento e do tráfego em redes. Especificamente no caso de imagens, os algoritmos de compressão podem ser agrupados em compressão sem perda e com perda. No caso do primeiro, seqüências de bits iguais são substituídas por artefatos que as representam. Como exemplos citamos o MMR (usado no G4) e o LZW. No caso de compressão com perda, são armazenadas amostras da imagens e as áreas próximas são desprezadas (ou seja, há perda de conteúdo). O JPEG é o mais conhecido algoritmo desta categoria.

Fonte: www.imageware.com.br

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CANAL EXECUTIVO

Ampliando Fronteiras

Especificamente para o mercado brasileiro qual a sua expectativa? Podemos ser considerados o provedor número um de soluções para ECM no Brasil e para isso, estamos investindo em pessoal. Somente este ano contratamos cinco vezes mais profissionais para atender ao mercado brasileiro para citar um exemplo. Para isso, estamos fazendo um investimento aproximado de US$ 10 milhões para a área internacional, somente este ano. Agora estamos trabalhando esta base do mercado e esperamos recuperar este investimento em poucos meses. A empresa está ampliando com isso o Market Share da Hyland no Brasil? O Brasil hoje representa para a Hyland Software o maior mercado em faturamento de software após os Estados Unidos e pretendemos continuar a ampliar este market share crescendo nossa base de clientes satisfeitos. Queremos realizar uma mudança no paradigma deste tipo de ferramentas. Precisamos ampliar a visão de quem compra soluções de ECM para que tenhamos cada vez mais casos de sucesso. Soluções

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Divulgação

A Hyland – On Base é uma empresa bastante conhecida no mercado americano. Qual é a estratégia da empresa para o mercado latino-americano? O Brasil hoje representa para a Hyland Software o maior mercado em faturamento de software após os Estados Unidos e pretendemos continuar a ampliar este market share crescendo nossa base de clientes satisfeitos. Em países como a Colômbia, Equador, Porto Rico e México já alcançamos a liderança em alguns segmentos como no setor bancário. O OnBase é reconhecido como um software de gerenciamento de conteúdo empresarial que combina o gerenciamento integrado de documentos, de processos empresariais e de registros. Mas podemos destacar que a intenção é ampliar esta base de clientes na América Latina. Em países como a Colômbia, Equador, Porto Rico e México já alcaçamos a liderança em alguns segmentos como no setor bancário. Alfonso Zubizarreta

como o On Base trarão ao mercado uma possibilidade de verem seus projetos com uma solução sólida. Não se deve atentar somente ao custo da implantação mas aos benefícios que ela oferece e o êxito destes projetos. Qual a perspectiva da Hyland globalmente? A Hyland está comprometida a desenvolver soluções de conteúdo de gerenciamento empresarial que podem ser implementadas em qualquer nível, em qualquer país. Ao trazer a expertise da Hyland para mercados internacionais, planejamos ajudar companhias de todo o mundo a gerenciar os desafios que elas enfrentam, conforme surgem novas preocupações empresariais. Qual é na sua opinião o grande atrativo da solução On Base que a torna diferente de outras soluções utilizadas pelo mercado mundial?

A metodologia modular da solução OnBase possibilita que organizações criem naturalmente suas soluções empresariais, baseadas em requisitos práticos e também exatos. Poucos negócios implementam sistemas únicos e independentes de gerenciamento de conteúdo que se mantêm por um número de anos sem evolução, modificação ou expansão. Enquanto a aprovação do usuário sobre uma solução se solidifica e enquanto o sistema se torna parte da infra-estrutura, ao invés de uma camada adicional, o desenvolvimento intra organizacional se torna uma estratégia de longo termo ao invés de uma solução imediata. O OnBase fornece ferramentas para o desenvolvimento de soluções pontuais, adaptadas para acompanhar todas estas evoluções. Os documentos impactam uma organização em vários níveis. Sejam gerados pelo próprio negócio ou por fontes externas, eles têm um papel central quando se trata de encarar o desafio de sustentar operações complexas. Por natureza, documentos raramente entram, transitam, e saem de um negócio de forma eficiente, estruturada. Escalar montanhas de papéis e crescente informação digital requer que ambas uma estratégia lógica e uma plataforma inteligente onde construí-la. O termo “documento” em si tem evoluído na última década. Tradicionalmente visto como um objeto baseado simplesmente em papel, documentos agora representam inúmeras formas de conteúdo: de papel e fax, a correio eletrônico, aplicativos e conteúdo da web. Uma única solução, não apenas para consolidar, mas também para gerenciar e fortalecer o valor deste instrumento meio, representa uma estratégia para alcançar um limite competitivo.

Alfonso Zubizarreta – Vice-presidente Internacional da Hyland On Base.

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CANAL EXECUTIVO

De ponta a ponta no mercado de Document Imaging

Francisco Gastelum

Quais mercados latino americanos estão se desenvolvendo no segmento de document imaging dentro da Kodak, na sua opinião? Colômbia e Argentina estão tendo um crescimento grande. Isso sem contar com o Brasil. Podemos citar também o Chile e o Peru como países importantes para a estratégia da área de document imaging. Um fato que mostra isso muito bem é a Kodak ter vários distribuidores nestes países.

regulamentar as imagens digitais. Este é um setor onde há um avanço muito lento em alguns países da América Latina, mas também é um grande sinalizador da modernização da gestão administrativa destes países. A indústria como um todo também representa um importante foco para a nossa área, principalmente aquelas que fazem a transmissão de informação por imagens entre países diferentes, seguidos pelos segmentos de educação e saúde.

Quais segmentos são os mais expressivos dentro da América Latina para a kodak? Um dos segmentos mais expressivos sem dúvida é o segmento financeiro, os bancos. No Brasil, especialmente, para este segmento temos soluções desde microfilmagem até digitalização e também de tecnologia híbrida que combina estas duas. O brasil é um dos mais desenvolvido neste segmento. Temos o segmento de governo que é muito importante para a área de document imaging, mas que possui um entrave que são as leis o falta delas para

Como a Kodak percebe uma maior atuação ou para mais oportunidades de negócios, entre as áreas de oferta de produtos, serviços ou softwares? A Kodak temos um departamento de investigação e desenvolvimento de mercado sediado em Rochester, no Estados Unidos, que constantemente está desenvolvendo novos produtos e tecnologia. Entre elas por uma questão de cor as tecnologias de qualidade de imagem onde trabalhamos várias linhas de negócios, não só em document imaging, mas também onde trabalhamos há mais de 100 anos que

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Quanto representa a América Latina para a Kodak mundial? O segmento de Document Imaging para Kodak é muito importante. Além disso, estamos muito bem posicionados no mercado, pois temos soluções de gerenciamento de documentos desde a microfilmagem até a digitalização e qualquer combinação ou conversão destas duas tecnologias. Estamos desenvolvendo a parte de soluções e, além disso, um departamento de serviços onde tem-se a presença direta do fabricante, com estoque de peças e mão de obra altamente especializada seja de funcionários ou pessoal treinado diretamente na Kodak. A América Latina tem uma posição dentro de uma atuação globalizada representa hoje 8% dos negócios da companhia, no setor de Document Imaging.

é a tecnologia de imagem. Mas também nas tecnologias de “alimentação” de documentos que são representadas pelos desenvolvimentos apresentados em nossas linhas de scanners e microfilmadoras. Como o senhor situa seu portfolio de produtos dentro destes segmentos de mercado? O nosso portfólio de produtos da Kodak nasceu com o high end, ou seja os equipamentos de grande volume, onde temos a melhor tecnologia. Pouco a pouco fomos baixando os volumes até os de baixo volume, mas onde a nossa tecnologia está presente. Na indústria de digitalização estamos agora percebendo um grande movimento em torno da digitalização descentralizada e para isso, a Kodak está disponibilizando produtos para o low end, mas com a mesma qualidade tecnológica encontrada nos de grande volume, mas com preços competitivos. Todso os anos a Kodak realiza de 3 a 4 lançamentos tanto em harware quanto em software, melhorando a tecnologia que já temos, mas também melhorando para atingir novos mercado, com portabilidade que é outra tendência de mercado. A Kodak também está investindo em outras áreas de imagem? Outras soluções também importantes são as classificadoras de grandes volumes documentos onde um software especialmente desenvolvido para ele já lê e classifica os documentos para evitar o trabalho posterior a captura, onde há uma pré-classificação dos documentos. Estes dois exemplos são mostras de como a Kodak está se preparando para buscar nichos de atuação.

* Francisco Gastelum é Diretor do setor de Document Imaging para América Latina da Kodak mundial.

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REFLEXÕES

CRÔNICA

“Colaboração é a palavra do futuro e é a base para economia de serviços na qual vivemos”

DA BABILÔNIA AO INFORMATIQUÊS!

Jean Paulo Jacob – pesquisador da IBM

Confusão de línguas, desordem, tumulto. Esta é a definição de Babel, e que se enquadra perfeitamente na comunicação usada pelos usuários e profissionais de informática. Na velocidade do pensamento, novos termos vão pulando das telas entre tudo e todos. Sem falar nos acrônimos, as famigeradas siglas, formadas pela primeira letra de algo com nome bem comprido. Já não bastavam – e bastam – as dos partidos políticos e as dos planos de previdência? E tem ainda as palavras “abrasileiradas”. Eu escaneio, tu escaneias, ... pobre português. Nesta balada vamos convivendo com coisas como o; “To initialize”, que em boa tradução significaria, “para iniciar”, que virou um esquisito “inicializar”, a que diariamente, a cada abertura das “Janelas da Esperança” do Bill Gates, dói em nossos ouvidos. Pobre Aurélio! O consolo é que o mesmo ocorre com todas as outras línguas, e mais ainda, com o próprio inglês. Até os franceses já estão deixando de chamar o computador de “ordenadeur” para usar “PC”. (do original inglês Personal Computer). Segundo Gênesis, havia na Terra uma linguagem só, mas o Senhor castigou os descendentes de Noé pela ousadia de tentar construir uma torre que alcançasse o céu. Fez então com que cada um falasse uma língua diferente. E desde então ninguém mais se entende. E ficou pior ainda com a internet! Ao que parece, esse desígnio vem sendo cumprido sistematicamente, inclusive numa “suposta” mesma língua? A velocidade da transformação e criação nesta área é tanta, que glossários e dicionários só funcionam se forem no sistema “wiki” - tudo é de todo mundo e todo mundo pode contribuir e atualizar.

“O processo de NF-e vai além do fornecimento de tecnologia, será uma mudança de paradigma em benefício da sociedade” Carlos Kazuo Tomomitsu da Sonda Procwork . “O problema destes novos dialetos digitais encontra-se na parte comercial, o desentendimento gera contratos disformes com a realidade ajustada e/ou desejada.” Angêlo Volpi - Tabelião de Notas em Curitiba “O problema que temos no Brasil não é muito diferente dos percentuais apresentados em pesquisas da AIIM International, nos Estados Unidos. Por isso, o foco da AIIM nos últimos anos tem sido treinar e certificar profissionais em todas as áreas do ECM”, Maurício Ferreira - Diretor de Tecnologia do Cenadem “A certificação digital é que nos dá a tranqüilidade de eliminar o papel com segurança” Beatriz Leão do Sbis – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde.

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Algumas palavras do inglês, realmente não justificam uma tradução, vejamos: Site ou Sítio...é complicado, tem que explicar que é da internet. Do contrário, podem pensar que estamos falando de chácara. Software ou Programa? E o que dizer de Chip então? “Seu Banco agora estará lhe oferecendo um cartão de crédito com lasca!” Justiça seja feita, toda profissão tem seu jargão, coisa que nasce já no primeiro mês da faculdade. O estudante se acha importante e depois... acostuma. O problema destes novos dialetos digitais encontrase na parte comercial, o desentendimento gera contratos disformes com a realidade ajustada e/ou desejada. São milhares de casos no mundo inteiro, dos quais o maior problema é a comunicação. Fruto de diálogos em legítimo “informatiquês”, supostamente traduzidos ao português e “juridiquês” – diga-se de passagem outra língua bem estranha - , onde depois, se debruçarão advogados, juízes e as próprias partes para tentar decifrar onde estão as respostas para o conflito. Babel é o nome hebreu de Babilônia, local da vil pretensão de Nabocudonossor II, ( 605-526 a.C), de alcançar o céu empilhando pedras - a quem devemos debitar esta conta! Marcou seu reinado por ter escravizado povos inimigos e caiu em total desgraça. Pensando bem, será que ainda teremos muito, “saldo residual” do pecado da Torre?

Ângelo Volpi

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Revista Latin American Document Management

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