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PERIÓDICO PROFISSIONAL DE ESTÉTICA - ANO I - Nº 05

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TRABALHOS ACADÊMICOS

-TRATAMENTO DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA COM TÉCNICAS BIOESTIMULADORAS -TÉCNICAS ESTÉTICAS CORPORAIS – ESTUDO DE CASO OBESIDADE -TRATAMENTO DE HIPERPIGMENTAÇÃO PERIORBITAL -ANÁLISE DE ESTUDOS DA ASSOCIAÇÃO DO PELLING ENZIMÁTICO A GLUCONOLACTONA

-REJUVENESCIMENTO DE A a Z – O POLIVI TAMÍNICO DA PELE -CONTRATURA CAPSULAR -BIOORTODETOX -O SEU APARELHO PARA TRATAMENTOS FACIAIS TE DÁ LUCRO? -PARTÍCULAS DE PRATA PARA O TRATA MENTO DE ACNE

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL no Pós-Operatório Facial


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Edição 05 Ano I

EXPEDIENTE Editora Viviane Tannus viviane@editoratann.com.br Diretor Executivo Pedro Tannus e-mail: pedrotannus@editoratann.com.br Diretor Comercial Eduardo Abrahão e-mail: eduardotannus@editoratann.com.br Diretor Administrativo Fabio Tannus e-mail: fabiotannus@editoratann.com.br Editoração e direção de arte Cordel Publicidade cordelx7@live.com Assistente da Editora Kelly Villaris Jornalista Responsável David Russo Santana MTB - 0079770 Consultoria em Estética Especializada Dra. Angela Lange Profº Rodrigo Tavares COLABORADORES DESTA EDIÇÃO Aline de Oliveira Teodoro Teixeira Ana Paula de Jesus Anielle de Vargas Beatriz Lessa Carolina Moraes Cristiane Fernandes Corrêa Dr. Luiz Carlos Antunes Dra. Angela Lange Dra. Fernanda Sanches Dra. Paula de França Eliana Giaretta Eliane Felden Elisabete Bezerra Cosmo Flavia Regina Nascimento da Silva Gennifer Silva Jessica Carbonelli Josiele Diniz Solano Luiz Carlos Cavalcanti Mara Liane Scheffer de Oliveira Marcia Pains Colli Prof. Edjasto Ferreira Prof. Felipe Abrahão Prof.a Isabel Luiza Piatti Rosana Vicente Sâmia Maluf Shirley Lavigne Ferreira Silvana Oliveira Suzana Ushirozako Tainara Hichler Tania Regina Warpechowski Tanise Savaris Schossler Tatiane de Oliveira Pelizzer Vera Costa do Nascimento Pereira

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2016

DESTAQUES: Drenagem Linfática Manual no Pós-Operatório Facil

NOVIDADE: Coluna Prof. Felipe Abrahão

ÍNDICE MUNDO ESTÉTICA – 08 OLHEIRAS – LIVRE-SE DELAS! – 10 MULTIMASKING - O NOVO TREND DE BELEZA DO INSTAGRAM – 12 O SEU APARELHO DE TRATAMENTOS FACIAIS TE DÁ LUCRO? - 13 REJUVENESCIMENTO DE A a Z – O POLIVITAMÍNICO DA PELE – 14 CONTRATURA CAPSULAR – 16 DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL – NO PÓS-OPERATÓRIO FACIAL – 20 MASSAGEM COM PINDAS CHINESAS – 24 EDEPRESSÃO – A DOENÇA DA ALMA PODE SER AMENIZADA COM A AROMATERAPIA – 26 PARTÍCULAS DE PRATA NO TRATAMENTO DA ACNE – 27 DESAFIOS DA ESTÉTICA – 29 MASSAGEM INFANTIL COMO PROPOSTA PARA O FORTALECIMENTO DO VINCULO AFETIVO (PARTE 02) – 32 DESIGN DE SOBRANCELHAS – 40 BIOORTODETOX – 44 EFEITOS CAUSADOS PELO TÓPICO DA HIDROQUINONA EM COMPARAÇÃO COM O ARBUTIN - 50 TRATAMENTO DE ALOPECIA ANDROGENÉTICA COM TÉCNICAS BIOESTIMULADORAS – 58 ANÁLISE DOS EFEITOS DA ASSOCIAÇÃO DO PELLING ENZIMÁTICOS Á GLUCONOLACTONA – 63 TÉCNICAS ESTÉTICAS CORPORAIS – ESTUDO DE CASO COM UM

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SUJEITO COM OBESIDADE –70 TRATAMENTO DE HIPERPIGMENTAÇÃO PERIORBITAL - 75

O conteúdo editorial da revista não contribui aconselhamento médico nem estabelece diagnóstico. Os artigos assinados são da inteira responsabilidade dos seus autores, bem como a informação vinculada em forma de publicidade que é de inteira responsabilidade dos respectivos anunciantes. É proibido a reprodução total e parcial dos artigos e ilustrações.

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A Estética com Ciência é uma publicação direcionada aos profissionais que cuidam da Saúde, Beleza e Bem Estar com segurança e responsabilidade. Conteúdo científico para estudo, reciclagem e pesquisa.

Os nomes que constam em nosso expediente não possuem obrigações de horário ou continuidade, sendo assim sem vinculo empregatício com este periódico de acordo com a Lei de Imprensa nº 5250/67.

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EDITORIAL Viviane Tannus EDITORA

A PARÁBOLA DA CAIXINHA. Um granjeiro pediu certa vez a um sábio que o ajudasse a melhorar sua granja que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, fechou e entregou ao granjeiro dizendo: ” Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano”. Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros. A partir daí, todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para outro, com seu amuleto, encontrava coisas que precisavam ser corrigidas. Ao final do ano, voltou a encontrar o sábio e lhe disse: “Deixa esta caixa comigo por mais um ano, minha granja melhorou o rendimento desde que estou com esse amuleto”. O sábio riu e abrindo a caixa, disse: “Podes ter este amuleto pelo resto de sua No papel havia escrito a seguinte frase: “SE QUERES QUE AS COISAS MELHOREM, DEVES ACOMPANHÁ-LAS CONSTANTEMENTE”. Frequentemente escuto comentários de profissionais reclamando do baixo movimento nas clínicas, do baixo rendimento de seus trabalhos, então parei e refleti: Será que estamos de olhos bem abertos em nosso trabalho? Com a crise que vivemos em nosso país e que assusta a todos, devemos nos atentar e nos perguntarmos se é possível fazer algo a mais hoje. Trabalhamos em um setor abençoado que só o ano passado cresceu 11%. Isto significa que novos produtos surgiram, novos profissionais de outras áreas ingressaram para o nosso setor e novas técnicas foram descobertas. O papel da Estética com Ciência é transmitir para você o que há de melhor na estética, para você profissional crescer ainda mais. Nesta edição inicia o ciclo outono/inverno, momento que suas clientes priorizam os tratamentos faciais. Com isso estamos trazendo alguns artigos fantásticos neste assunto, entre eles: Rejuvenescimento de A a Z, Partículas de prata para tratamento da acne, Drenagem Linfática Manual no Pós-Operatório Facial com passo a passo e inaugurando a sua coluna o Prof. Felipe Abrahão explica se o seu aparelho de tratamento facial, está te dando lucro. Bom, desejo a todos vocês uma excelente leitura! Um grande beijo , Nota de Esclarecimento Nós da Revista Estética com Ciência, não temos contato ou vinculo nenhum com a antiga Revista Personalité. A Estética com Ciência é um periódico independente da empresa Professional Group. Qualquer duvida, estamos a sua disposição!

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FICHA DE AVALIAÇÃO CORPORAL Por Jéssica Carbonelli e Beatriz Lessa

ENTENDA CADA ITEM DA FICHA DE AVALIAÇÃO CORPORAL Antes de efetuar qualquer procedimento, seja facial ou corporal, é muito importante o preenchimento da ficha de anamnese geral, assim como garantir a veracidade das informações contidas nela, para oferecer um tratamento seguro e o melhor resultado aos clientes. O cliente deve ser informado que não deve omitir nenhum tipo de problema, uma vez que os procedimentos, sejam eles manuais ou com uso de eletroterapia, possuem inúmeras contraindicações.

HIDROLIPODISTROFIA GINÓIDE Hidrolipodistrofia

Ginóide

(HLDG).

Fi-

broedema Gelóide. Paniculopatia Edematofibroesclerótica. Estas são as diversas terminologias utilizadas para o que a maioria con-

hece como “celulite”.

Lembre-se de perguntar qual a queixa principal do cliente e qual sua expectativa com o tratamento proposto, dei deixando sempre muito claro quais resultados podem ser alcançados.

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JÉSSICA CARBONELLI

BEATRIZ LESSA Esteticista, maquiadora e designer de sobrancelhas

contato@mundoestetica.com.br

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OLHEIRAS livre-se delas!

Olheiras: livre-se delas! Descubra os ativos campeões contra olheiras e bolsas e aprenda o modo correto de aplicar o cosmético na região dos olhos para um tratamento mais efetivo Sabe aquelas terríveis marcas escurecidas que deixam o olhar cansado, a aparência triste e envelhecida? Quem já se olhou no espelho e encarou literalmente de frente as temíveis olheiras, sabe o quanto elas incomodam e interferem na imagem que transmitimos. Ninguém está livre delas e sem os cuidados adequados, podem ter sua aparência agravada, causando ainda mais desconforto, pois ao marcar de forma negativa uma região tão importante e expressiva no rosto, acabam provocando um forte impacto na qualidade de vida de quem sofre com esse problema, afinal, a região ao redor dos olhos, além de expressar o estado emocional, também revela como anda a saúde do indivíduo e proporciona à nossa face uma sensação de bemestar. Então o que fazer para amenizar essa diferença de tonalidade entre as pálpebras inferiores e o resto do rosto? Buscar tratamento com os melhores ativos cosméticos para esse tipo de alteração inestética sem dúvida é uma das recomendações mais importantes. Afinal, as olheiras atingem homens e mulheres e não têm idade e nem dia para aparecer, podendo chegar nos períodos mais inoportunos. Entre os principais motivos que levam ao aparecimento dessas marquinhas escuras 10

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ou que intensificam as já existentes em quem tem propensão estão a genética, o estresse físico e emocional, poucas horas de sono, envelhecimento cronológico, exposição excessiva aos raios ultravioletas, reações alérgicas e atópicas, alterações no trato respiratório (respiração bucal), alterações hormonais e consumo em excesso de álcool e fumo. Todos esses fatores influenciam na alteração do metabolismo, geram toxinas e prejudicam o sistema circulatório por dificultar a irrigação e oxigenação na região dos olhos, desencadeando uma resposta imunológica do organismo. Esse processo vai desencadear uma posterior reação inflamatória que favorece o aumento da produção de melanina na região em torno dos olhos, muito mais evidente nas pálpebras inferiores, e que resulta tanto na hiperpigmentação quanto na vasodilatação, dando origem às diferentes características da alteração. Quanto mais fininha e clara a pele das pálpebras, mais intensas são as olheiras vasculares, pois fazem com que os vasos apareçam mais. Tipos de olheiras ORIGEM MELÂNICA – Quando há aumento da produção de melanina na região em torno dos olhos, devido a uma reação inflamatória, alteração hormonal e exposição excessiva à radiação ultravioleta. São mais evidentes em pessoas com fototipo alto, porque nelas o processo de melanogênese


(formação da melanina) é mais acelerado. ALTERAÇÃO VASCULAR – Nesse tipo de alteração, diferente da melânica, não tem aumento de melanina e sim por a pele da região da área dos olhos ser mais fina, é possível visualizar a atividade vascular, devido à dilatação dos vasos, que quando agravada por deficiência da microcirculação ou congestão gera tons de violeta, azul e roxo. A falta de sono, reações alérgicas, respiração bucal, fumo e excesso de álcool são fatores que desencadeiam esse tipo de olheiras porque comprometem a vascularização, provocando o que chamamos de estase, que é a diminuição da velocidade da circulação, afetando a drenagem venosa nas pálpebras. FRAGILIDADE VASCULAR (DEPÓSITO DE HEMOSSIDERINA) – Quando a microcirculação está comprometida, o vaso fica mais frágil e a permeabilidade capilar aumenta, com isso temos um extravasamento de hemácias (glóbulos vermelhos do sangue), que contêm a hemoglobina, uma proteína composta por globinas ligadas ao ferro heme, que confere a essas proteínas uma cor característica. Quando essa hemoglobina sofre quebra (hemólise), libera esse ferro heme, formando pigmentos de sua degradação, que são chamados de hemossiderina, e esse pigmento se deposita abaixo da pele. Livre-se delas já! É preciso dedicar um tempo especial do seu dia para os cuidados com essa região tão delicada do rosto, que é a área dos olhos. Para solucionar o problema das olheiras, a ciência cosmética trabalha com ativos que tratam os diferentes tipos da alteração, com destaque para o Haloxyl, que trata a olheira pela inibição da hemossiderina, cujo acúmulo na região abaixo dos olhos é um dos responsáveis pelas marcas escurecidas. De modo geral, para combater as olheiras, bolsas, rugas e linhas de expressão, comuns a essa área, os ativos devem atuar em sinergia oferecendo nutrição, revitalização da pele, aumento de oxigenação dos tecidos e combate aos radicais livres, além de proporcionar mais firmeza e elasticidade. Conheça algumas indicações: - Haloxyl: inibe a deposição da hemossiderina por ser antiinflamatório e através da ação de uma enzima, elimina os pigmentos originados do sangue. - Ácido Kójico Vetorizado: despigmentante pelo mecanismo de quelar cobre, bloqueando a ação da tirosinase e posterior formação da melanina. - Sambucus: com função anti-inflamatória, venotônica e de melhora do fluxo sanguíneo. - Cafeisilane C: cafeína biovetorizada com silícios orgânicos que promove ação drenante, reduzindo o inchaço e bolsas. - Extrato de Arnica: tonificante, anti-inflamatório, estimulante e descongestionante. Normaliza a microcirculação superficial, ativando a reabsorção do edema. - Pentacare-NA: age formando um filme tensor que estica e suaviza a pele, suavizando o relevo cutâneo e minimizando rugas finas. - Raffermine: aumenta a elasticidade do tecido, prevenindo ou corrigindo as rugas.

Tratamento profissional O papel do profissional de saúde estética é primeiramente identificar o tipo de olheira. Para tratamentos em cabine, a estética poderá oferecer máscaras que promovam uma desintoxicação do local, como a de argila, e máscaras clareadoras e enzimáticas, à base de Vitamina C. Os tratamentos podem ser associados à microcorrente e LED, para potencialização. Os cuidados home care devem ser diários, sempre com produtos cosméticos que contenham os ativos indicados acima, para que reduzam o depósito de hemossiderina e de melanina e que ativem a microcirculação, reduzindo assim o edema. Como aplicar o creme em casa? Para que alcancem os resultados desejados, os cosméticos com a função de combater olheiras, bolsas e edemas devem ser passados sempre com massagem na região dos olhos. Deve ser respeitado o sentido certo de aplicação, para que o produto faça efeito. E, antes de aplicar o cosmético, deve ser feita uma massagem nessa região, bem leve e lenta, aplicada com suavidade. É importantíssimo obedecer ao seguinte sentido: na parte abaixo dos olhos, massagear de fora para dentro (da direção da orelha para o nariz); e na parte superior, o caminho inverso, de dentro para fora. O movimento forma um círculo ao redor dos olhos. Esse movimento deve ser feito de três a cinco vezes antes de aplicar o cosmético. Essa massagem é importante pois é capaz de ativar o sistema linfático, melhorando a circulação. É uma drenagem, que auxilia tanto na redução do inchaço, ou seja, bolsas de edema, como no clareamento de olheiras vasculares por melhorar o fluxo circulatório. Além disso, prepara a pele para receber o produto, que vai ser passado em quantidade pequena – uma gotinha do tamanho de uma ervilha para a região dos dois olhos – pois com o sistema linfático ativado, a permeação dos ativos é mais efetiva. Após passar o cosmético, a orientação é repetir o procedimento de massagem no sentido correto até sentir que a pele absorveu o produto. Pode ser aplicado em torno de duas vezes ao dia (manhã e noite) para melhores resultados, ou conforme indicação do fabricante. Mas atenção: veja que não é qualquer produto para área dos olhos que resolverá seu problema de olheiras, fique de olho na formulação sempre!

Isabel Luiza Piatti Profissional Aisthesis. Graduada em Tecnologia em Estética e Imagem Pessoal. Técnica em Estética e diretora intercontinental de Pesquisa, Desenvolvimento e Treinamento de produtos da Buona Vita Cosméticos. Autora dos livros “Biossegurança – estética e imagem pessoal” e “Gestantes – Cuidados Estéticos

Durante a Gravidez”. Estética Com Ciência

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MULTIMASKING

O NOVO TREND DE BELEZA NO INSTAGRAM Sabe aquela novidade que você se depara e pergunta: Como eu não pensei nisso antes?! É sobre uma dessas boas ideias que vou falar, sobre Multimasking, o novo hit de beleza no Instagram. Aparentemente simples, consiste em usar várias máscaras faciais diferentes, tudo junto ao mesmo tempo, um tratamento customizável e blogueiras do universo skin care tem compartilhado suas versões. Visualmente até pode parecer brincadeira de criança, mas o “multimasking”, como a prática é chamada pelas norte-americanas, ganhou muitas adeptas, que estão postando suas “criações” na rede social. Resolvi dar a “cara a tapa” para comprovar se realmente a ideia é tão boa quanto parece, ou seja, postar fotinho com a minha versão Multimasking e falar sobre essa nova moda do instagram. O método é bem simples, basta aplicar múltiplas máscaras faciais, cada uma com uma finalidade diferente e que atenda as necessidades específicas de cada parte do rosto. Como, por exemplo, um tratamento para diminuir a oleosidade na zona T que envolve o nariz, testa e queixo, enquanto uma máscara de hidratação combate o ressecamento na região do das maçãs e têmporas. O ideal, antes de colocar o método em prática, é consultar um profissional de estética ou seu dermatologista afim de saber quais são as melhores combinações para o seu tipo de pele e quais suas necessidades. Segundo a Dra. Julie Russak, da Russak Dermatology, em uma matéria publicada no site – hollywoodlife.com, diz “O tipo de pele pode ser diferente em determinadas áreas da face, a localização das glândulas sebáceas, por exemplo, e usar a mesma máscara no rosto inteiro não faz sentido porque precisamos tratar cada área segundo a sua necessidade.” Já a Dra. Adriana Awada, Dermatologista da Clínica Adriana Awada, uma médica pioneira na aplicação do conceito Multimasking aqui no Brasil, diz que é uma forma de você otimizar o tempo da paciente, o resultado no tratamento e associar vários ativos numa mesma sessão fazendo com que o resultado seja muito melhor para o que a paciente necessita em cada área do rosto. Se pensarmos no propósito desse tratamento vamos perceber que faz sentido, pois a pele em cada região do nosso corpo apresenta uma característica, espessura e conformidade distinta. Na face não é diferente, a região que compreende a zona T, na maioria das pessoas, apresenta excesso de oleosidade. A área dos olhos, fatores como, pouca nutrição, circulação comprometida, deixa a pele afinada com linhas de expressão evidenciada e o tom diferente em relação ao restante da face. Na

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região que compreende as maçãs e têmporas, geralmente a pele é muito sensível e nem sempre tolera o mesmo cosmético que se usa em outras áreas da face. ÁREAS ESPECÍFICAS MULTIMASKING 1 - Área dos olhos - pele é muito fina primeiro local que aparece os sinais da ação do tempo, pode apresentar a musculatura ao redor dos olhos hipertrófica e ou problemas com a drenagem venosa, ocasionando as bolsas e olheiras. Elas afetam a pele na área dos olhos em decorrência dos movimentos repetitivos, além da ação do fotoenvelhecimento gerados pela ação de radicais livres. Os ativos que podem minimizar as rugas periorbitais, além dos antioxidantes, os ativos que inibem a ação da acetilcolina são bastante favoráveis. 2 - Área da zona T - A região que compreende a fronte, região nasal e no mento, esta região geralmente apresenta características lipídica, ou seja, maior produção de óleo, óstios dilatados, brilhante, espessa, aspecto grosseiro e presença de comedões. 3. Terço médio - o terço médio representa a região que fica entre esta linha e outra imaginária que se inicia no tragus, se estende até o ângulo da boca, e circunda a margem do lábio superior. Esta região a musculatura sofre variações da ação gravitacional ocasionando rugas, a espessura subcutânea com o passar do tempo diminui, outra questão que pode comprometer o tratamento estético é a sensibilidade, pois esta região é suscetível a ficar ruborizada, em alguns casos como rosácea, nesta região é mais evidente. Nesta região existe a propensão de melasmas ou cloasma, diante destas adversidades, torna inviável a aplicação de uma máscara adstringente, por exemplo. 4. Contorno facial - o envelhecimento é acompanhado por uma série de mudanças metabólicas e fisiológicas, tais como redução da elasticidade e da firmeza da pele prejudicando, principalmente, o contorno facial. Este problema é parcialmente decorrente da reabsorção de gordura subcutânea, uma vez que o tecido subcutâneo é responsável pelo suporte estrutural das demais camadas da pele. Na prática Pensando na necessidade de uma pele após a aplicação de um peeling que apresenta desvitalizada, descamativa e em determinadas regiões com espessamento craquelado. Esse tratamento foi na medida, pois em uma pele mista, onde a zona T é oleosa e o restante da face é


seca. Outro agravante, é uma pele bem sensível e no terço médio a sensibilidade é muito mais expressiva. Após a aplicação do peeling, a região estava espessa e craquelada. Já na área dos olhos, a pele é extremamente fina e ressecada. A foto abaixo mostra o antes e depois

Em um outro caso na foto do antes, durante e depois foi aplicado na zona T com delimitação até o nariz, aplicada uma Máscara Adstringente, que possui Argila Vermelha e Verde, Óleo Essencial de Gerânio. Na região das bochechas eu apliquei a Máscara que promove clareamento que contém Bentonita, Ácido Kójico, Ácido Mandélico, Ácido Fítico, Melavoid, já que é uma região que apresenta uma certa concentração de efélides e desejamos uma uniformidade do tom da pele. Na região orbicular dos olhos, na orbicular da boca e na região mentoniana (região do queixo), apliquei a Máscara pensando nos benefícios hidratantes e preenchedor do Ácido Hialurônico, do Colágeno Hidrolisado e do AQP-3 (Aquaporine Active), já que nessas regiões geralmente apresentam algumas rugas fininhas me incomodando. As Máscaras foram aplicadas após a higienização, esfoliação e tonificação, foi respeitado o tempo de 20 minutos e removida com água, secada a pele e para fechar com chave de ouro, foi aplicado em toda face, a Máscara que possui a combinação de Bioflavonóides, Carcinina, Ácido Hialurônico, Silício, Densiskin, Gluconolactona,

ao meu ver ficou super indicada para o rejuvenescimento, ideal para preencher aquelas rugas fina que se alojam em toda face, neste caso a máscara ficou10 minutinhos na pele. Confiram as fotinhos do antes, durante e depois da Multimasking, algo que as fotinhos não conseguem revelar, é a maciez, a suavidade, a organização da espessura e a radiância que a pele ficou após essa Multimasking.

Silvana Oliveira Idade: 44 anos Profissão: Esteticista, Consultora de Comunicação Técnica e Marketing de Conteúdo para Mídias Sociais www.silvanaoliveira.com.br Breve currículo: blogueira, consultora de comunicação técnica e marketing de conteúdo para redes sociais e blogs empresariais de diversas empresas do setor cosmético. É esteticista e graduanda de Química de Cosméticos.

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O seu aparelho para tratamentos faciais te dá lucro? Caros leitores, esta é uma pergunta que faço em todos os cursos da graduação e pós-graduação que lecione. A gestão específica em estética ainda é uma preocupação “tardia” dos profissionais de nossa área. É claro que a constante qualificação nas práticas e protocolos é imprescindível, porém a administração dos estabelecimentos de estética e beleza deve ser uma prática “vital” para o bom funcionamento e retorno em lucro para o proprietário. É um erro comum quando compramos um aparelho para potencializar nossos atendimentos e afirmar apenas que fizemos um investimento ao gastar o valor do produto. Ao comprar qualquer tipo de aparelho devemos desde o início fazer com que ele seja o seu “escravo”, você não entendeu errado, eu disse seu “escravo”. Por meio de uma equação e medida específica você conseguirá saber a porcentagem de retorno sobre o investimento e inclusive agregar valores aos seus protocolos (que utilizem os referidos aparelhos). O cálculo é simples, o que facilita a aplicabilidade diária. Primeiramente você deverá separar em uma planilha todos os valores pagos pelos tratamentos que utilizam os aparelhos. Assim você cria a ferramenta medidora para alimentar a sua equação. Agora vamos aos cálculos: (Exemplo) 1º PASSO: Em um mês você recebeu R$ 3.000,00 por tratamentos que utilizam aparelhos faciais. Vamos chamar este valor de RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO. 2º PASSO: Você pagou no aparelho “X” o valor de R$ 1.900,00. Vamos chamar este valor de INVESTIMENTO. 3º PASSO: a equação a ser aplicada é RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO – INVESTIMENTO: (DIVIDIDO) INVESTIMENTO X 100 R$ 3.000,00 – R$ 1.900,00 : R$ 1.900,00 X 100 R$ 1.100,00 : R$ 1.900,00 X 100 = 58% Ou seja, em um mês o seu aparelho se pagou e retornou 58% do investimento gasto. Importante: Enquanto o resultado for negativo, quer dizer que o

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aparelho ainda não foi pago e o valor significa quanto em porcentagem falta para se pagar, e após isso começar a dar lucro. É muito comum quando explico este cálculo que a pessoa me diga: Isso dá muito trabalho, ou: é um cálculo “pra sempre”. Na realidade a gestão do seu negócio dá trabalho e por isso você deve ter ferramentas que te auxiliem no bom desempenho financeiro e que possam projetar suas atividades aos lucros. Esta equação deve funcionar até o momento da troca por um novo aparelho quando você a finaliza e verifica quanto o seu investimento lucrou no tempo “que trabalhou para você”. Existe uma grande preocupação na área da estética, que é a quantidade de estabelecimentos que abrem e não passam do segundo ano de vida comercial. É comprovado por diversos órgãos privados e públicos que a falta de gestão específica para estética é o grande vilão do setor. Apliquem esta ferramenta que possibilitará melhor entendimento ao investimento de quaisquer aparelhos que utilizem em seus tratamentos e assim a visualização do retorno financeiro auxiliará na programação financeira de tudo que é gasto para o benefício do seu espaço. Espero poder tê-los ajudado nesta primeira coluna e para as próximas ótimas dicas também virão.

Prof. Felipe Abrahão Mestrando em Promoção da Saúde – UNASP Especialista em Estética Especialista em Docência para o Ensino Superior Graduado em Administração com Ênfase em Comércio Exterior Maquiador e Visagista Coordenador dos Cursos Superiores de Estética e Gestão de RH – Grupo Educacional Hotec Docente do Curso Superior de Estética e Cosmética – UNIFIEO Docente convidado para os temas de Gestão – IPUPO


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O Polivitamínico da pele

REJUVENESCIMENTO A população acima dos 60 anos é crescente, e isso abre novas oportunidades para o mercado de cosméticos, visto que as pessoas querem a longevidade cronológica e cutânea, driblando cada vez mais os sinais do tempo. Através de pesquisas e tecnologia avançada é possível proporcionar tratamentos que revertem e previnem amplamente os desajustes cutâneos, sejam eles cronológicos ou induzidos por agentes externos. À medida que envelhecemos cronologicamente a nossa pele se modifica por um desgaste natural inevitável. A pele também fica suscetível a alterações na sua espessura e na tonalidade natural, e perde sua vitalidade e hidratação. A perda dos inúmeros constituintes epidérmicos como lipídeos, proteínas, água, aminoácidos, contribuem para as alterações fisiológicas, e todas essas transformações favorecem o surgimento de rugas  na pele. A associação de três classes de ativos agem de forma sincronizada e complementar vetando o envelhecimento. 1º. Scaling Up:  Ampliação de reparação  cutânea com  resultados através da reversão dos danos celulares e o desgaste cutâneo. 2º Tecnologia IC Max Ultra Light: Indução de Colágeno maximizada através de associação biofísica que proporciona maior captação, absorção e transformação de energia para o rejuvenescimento facial. 3º Complexo Polivitamínico. As vitaminas são elementos nutritivos essenciais para a vida. Advém em sua maior parte da nossa alimentação. No organismo aumentam as atividades mitocondriais e celulares. As vitaminas na pele promovem aumento da regeneração cutânea, proteção antioxidante contra radicais livres, ação clareadora, antirrugas e preventiva. A Cosmobeauty lança no mercado estético, um tratamento inovador que aumenta a captação de Ácido Hialurônico – através do estímulo de CD44, estimula Colágeno IV, protege contra as degradações endógenas, reforça a estabilidade mecânica com ação antiflacidez, aumenta a densidade dérmica, a  umidade, a hidratação e proteção lipídica. Além desses benefícios, Clinical Repair contém a exclusiva tecnologia de Pérolas Fotoativadoras que contém ativos que aumentam a captação de luz para impulsionar os resultados do LED Vermelho. Os compostos fenólicos e flavonóides presentes no produto, o tornam fotossensível aumentando a captação e transformação biológica da energia Estímulo de fibroblasto, reparação dos danos celulares através do efeito antioxidante e aumento da elasticidade da pele.

O Kit é composto por: Clinical Repair Esfoliante Dermo-Ativado com Enzimas Proteolíticas e Ácido Elágico. Através de tecnologia Dermo-Friction  ocorre a precipitação entre a queratina do Estrato Córneo e as enzimas proteolíticas presentes no produto, produzindo uma queratólise fisiológica. Clinical Repair Máscara Facial Polivitamínica:  Possui 8 benefícios:  clareamento ,  renovação, afinamento,  esfoliação física, esfoliação química, hidratante, antienvelhecimento e nutritiva. Contém:  Vitamina C,  Vitamina E,  Retinol Encapsulado - Vitamina A,  Vitamina B 5 – Pantenol,  Vitamina B 3 – Niacinamida,  Óleo de Semente de Uva, Ácidos Lático, Mandélico e Glicólico, Bio-Esferas de Amêndoas. Clinical Repair Fluido Foto-Ativador: Aumenta a captação de luz  para impulsionar os resultados do LED Vermelho. Composto por Pérolas Fotoativadoras e Flavonóides. Máscara de LED Vermelho: Proporciona rejuvenescimento cutâneo. Clinical Repair Fluido Facial Polivitamínico .  Proporciona intensa ação antirrugas e nutritiva. Contém:  Ácido Hialurônico Reticulado,  Gladback,  Vitamina B 1 – Tiamina, vitamina B 2 – Riboflavina,  Vitamina B 3 – Niacinamida,  Vitamina B 5 – Pantenol, Vitamina B 6 – Piridoxina,  Vitamina B 9 – Ácido Fólico,  Vitamina 12  Cobalamina, Vitamina C, Vitamina E, Fatores Epidérmicos: Epidermal e TGFβ3.  Para Home Care, o cliente terá 3 produtos que irão potencializar os resultados já obtidos em cabine com a Loção Potencializadora Express e Collagenyl - Sistema rejuvenescedor diurno e noturno.

Dra. Fernanda Sanches Farmacêutica Bioquímica e Cosmetóloga Presidente das marcas Biomarine e Cosmobeauty Estética Com Ciência

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CONTRATURA CAPSULAR

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A contratura capsular é uma reação orgânica habitual, que ocorre toda vez que um corpo estranho penetra no organismo. Processo semelhante a este ocorre em materiais sintéticos implantados no corpo do paciente, como os pinos ósseos, implante dentário, marca-passo, e nas bioplastias como nos fio russo, metacrilatos entre outros materiais. No caso da prótese, o organismo forma um tecido cicatricial ao redor do implante, e quando exacerbado, ocorre a formação da contratura capsular. Esta formação capsular lembra muito o tecido hipertrófico das cicatrizes. Histologicamente consiste de uma estrutura com várias camadas de fibroblastos, fibrócitos, miofibroblastos e histiócitos envolvidos por um tecido relativamente acelular e rico em fibras colágenas. Os miofibroblastos são células especializadas, derivadas dos fibroblastos, pericitos, células musculares lisas e de algumas células do estroma, que apresentam características contráteis. A disposição circular dessa camada exerce uma tração sobre o implante mamário, determinando sinais e sintomas variáveis, como dor, desconforto, sensibilidade areolar e aumento da firmeza da mama. Posteriormente a mama torna-se dura e deformada. Muitos fatores locais estão envolvidos na sua produção, como uma resposta inflamatória exacerbada e ou prolongada, trauma, hematoma, infecção, vazamento de silicone da prótese, entre outros fatores ainda desconhecidos. BIOMECÂNICA CONTRATURA CAPSULAR Segundo Bozola, a indústria das próteses, por muitos anos, trilhou o caminho inverso de biomecânica ideal, reduzindo a coesão e dureza do gel, com o objetivo de diminuir a incidência da contratura capsular. Contudo, essa teoria estava errada. A camada fibroelástica que recobre a prótese exerce, em toda a sua superfície, forças centrípetas em direção ao seu centro. Quando elas são maiores que a resistência do gel, a cápsula fibrosa contrai-se, dobrando-a e arredondando-a. Por isso, toda contratura capsular tende a esferidade, independente da forma inicial da prótese. Quanto mais duro for este gel, maior será sua resistência à contratura. Quebrar a direção dessas forças centrípetas, desviando-as e anulandoas na superfície capsular e aumentar a dureza do gel criando forças centrífugas semelhantes e contrárias são medidas para reduzir a intensidade e a incidência das contraturas. Esse é o atual caminho das indústrias, contrário ao anterior. Nos implantes de superfície lisa ocorre formação de uma cápsula circunferencialmente fibrótica, com fortes forças concêntricas centrípetas, causando forte e intensa contração. Nos implantes texturizados, ocorre redução das forças da cápsula circunferencialmente fibrótica porque

a irregularidade da superfície da prótese dissipa parte delas nessa superfície, mas continua sendo de tolerância passiva. A prótese com revestimento de poliuretano é bioativa, provoca resposta inflamatória intensa, vascular, celular, adere aos tecidos cruentos, formando milhares de microcápsulas em volta de suas partículas. Contrastando assim com as fibroses lineares e texturizadas, cuja reação é acelular, de pequena reação inflamatória e vascular. Esses processos biomecânicos explicam por si a maior incidência de contratura capsular nos implantes lisos, menor nos texturizados; e ainda menor nos implantes revestidos com poliuretano. Algumas condutas médicas são consideradas importantes na prevenção da contratura capsular, como o uso de antibióticos sistêmicos pré-operatórios, hemostasia rigorosa, instilação na loja da prótese de esteroides ou antibióticos, emprego de próteses texturizadas, implantação da prótese em plano subpeitoral, dreno de sucção e administração de vitamina E, porém esta conduta pode variar de um cirurgião para outro. De acordo com a gravidade da contratura e com a experiência da equipe médica, estabelece-se o protocolo a ser utilizado no tratamento da contratura capsular, que pode ser cirúrgico, capsulotomia ou capsulectomia, com reposicionamento da prótese, farmacológico, como instilação intracapsular de esteroides. Atualmente os cirurgiões plásticos têm indicado o uso oral do Zafirlucaste, na dose de 20 mg de 12/12 horas, por 90 dias como prevenção da contratura capsular. O mecanismo de ação do Zafirlucaste na redução e prevenção da contratura capsular ainda não está totalmente estabelecido, porém, existem evidências clínicas da melhora da contratura capsular com o seu uso. Sua eficácia parece estar atribuída à inibição dos leucotrienos e provável efeito supressor sobre fibroblastos e miofibroblastos. Os efeitos colaterias do uso do Zafirlucaste são bem toleráveis, algumas pacientes referem dor de cabeça, náusea e raramente podem apresentar hepatopatias. CLASSIFICAÇÃO DA CONTRATURA CAPSULAR Uma vez evidenciada a contratura capsular, a mesma é estadiada em graus, que variam de I a IV. Seu diagnóstico é eminentemente clínico, no entanto, exames de imagem como ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem colaborar no diagnóstico. A classificação de Baker et al, de 1981, é o método mais aceito para classificar os graus de contratura capsular: - GRAU I: mamas naturais. Representa o resultado esperado. No grau I, não ocorre um encapsulamento da prótese, mas sim um endurecimento normal no pós-operatório que cede por Estética Com Ciência

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volta do 30º dia de pós-operatório. - GRAU II: a contratura cápsula é mínima, somente observada na palpação, apresenta-se como um pequeno endurecimento da prótese na palpação e o paciente, na maioria dos casos, não apresenta queixas ou sintomas. - GRAU III: apresenta um grau moderado de contratura capsular, sendo esta observada na inspeção e palpação. Algumas pacientes apresentam sintomas como dor e sensação de peso nas mamas, assim como uma assimetria entre as mamas. - GRAU IV: a contratura capsular é severa, sendo nitidamente perceptível na inspeção e palpação. A mama comprometida apresenta-se endurecida e com um formato arredondado, e com pouca ou nenhuma mobilidade à manipulação. As pacientes apresentam sintomas como dor, sensação de peso, desconforto para dormir e nítida diferença entre uma mama e outra. Nesse grau, se faz necessária uma intervenção cirúrgica para a troca da prótese.

movimentos circulares no sentido horário e anti-horário, movimentos da direita para a esquerda, de cima para baixo e movimentos na diagonal. Este protocolo quando associado à cosméticos com ativos antiglicantes e anti-inflamatórios e ainda com a orientação nutricional, potencializam os resultados. A experiência clínica nos mostra alguns resultados bem satisfatórios e outros nem tanto. Geralmente conseguimos reduzir em um grau a contratura. Quando temos uma paciente com um grau bem grave, como o grau IV, conseguimos reduzir para o grau III, onde geralmente se faz necessário uma intervenção cirúrgica para a remoção da contratura. Quando temos uma paciente com grau III de comprometimento, conseguimos reduzir para um grau II, onde este é na maioria das vezes aceito e tolerado pela paciente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MOTOKA E, ALBANO AM, CARLUCCI AR, BAGGIO RF, SANTOS MAG. Prevenção e tratamento da contratura capsular após implantação de prótese mamária. Rev. Bras. Cir. Plast. 2010; 25(2): 304-8. MÉLEGA JM, ZANINI SA, PSILLAKIS JM. Cirurgia Plástica Reparadora e Estética. 1988. ed. MEDSI. RJ. pág. 759. BOZOLA AR et al. Inclusão de próteses mamárias de silicone. Rev. Soc. Bras. Cir. Plas. 2006; 21(1): 18-22. BAKER JL Jr, CHANDLER ML, LeVIER RR. Ocurrence and activity of

Na figura acima podemos observar a esquerda uma contratura capsular grau

myofibroblasts in human capsular tissue surrounding mamary implants. Plast.

IV, ao centro a prótese que estava dentro desta contratura e na direita somente a

Reconst. Surg.1981;68(6);905-12.

cápsula de contratura, isto é o tecido cicatricial.

SPEAR SL., BAKER J.L. Classificaion of capsular contrature after prosthetic breast reconstruction. Plastic and Reconstructive Surgery, v.96, 1995.

TRATAMENTO É importante lembrar que no passado eram utilizadas as próteses lisas, e no pós-operatório imediato era necessário realizar massagens vigorosas para impedir a formação da contratura capsular, porém hoje com o uso das próteses texturizadas não há esta necessidade, pelo contrário a prótese precisa de um repouso inicial para que ocorra uma reação orgânica normal, isto é, uma formação de tecido cicatricial ao redor da prótese, porém de ordem fisiológica. Sabe-se que o tecido cicatricial é um tecido rico em colágeno e que o colágeno quando aquecido tem propriedades de ser elástico. Logo se faz necessário aquecer os tecidos e na sequencia realizar as manipulações vigorosas na tentativa de romper o tecido cicatricial da contratura capsular. Este aquecimento pode ser realizado através do ultrassom ou da radiofrequência em temperaturas de 35-36ºC. A manipulação da prótese deve ser realizada com de 18

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ROCHA RP et al. Cápsula fibrosa em próteses mamarias de silicone: revisão de literature. Scientia Medica, v.14, p.165-168, 2004. CAFFEE HH. Capsule injection for the prevention of contracture. Plast Reconstr. Surg. 2002;110(5):1325-8. REID RR, GREVE SD, CASAS LA. The effect of zafirlukast (Accolate) on early capsular contracture in the primary augmentation patient: a pilot study. Aesthetic Surg J. 2005;25(1):26-30. LANGE A. Fisioterapia dermato funcional aplicada a cirurgia plástica. Ed Vitória. Curitiba, 2014.

ANGELA LANGE Fisioterapeuta dermatofuncional Autora dos livros: Drenagem linfática manual no pós-operatório das cirurgias plásticas e Fisioterapia dermatofuncional aplicada à cirurgia plástica.


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DRENAGEM LINFÁTICA Manual no Pós-Operatório Facial

A drenagem linfática manual é uma técnica de massagem manual com características muito singulares, executada com o objetivo de aumentar o fluxo linfático fisiológico para eliminação de líquido excedente do nosso organismo. Constitui o melhor recurso para atendimento pós-operatório de cirurgias faciais, pois é capaz de estimular a redução da dor e edema local, previne o surgimento de fibroses principalmente após lipoaspiração submentoniana, além de auxiliar na reabsorção de equimoses e hematomas, prevenindo as hipercromias locais. O toque da massagem também é capaz de produzir um efeito relaxante e confortante ao paciente. Para que tudo isso seja possível, utiliza-se movimentos lentos, leves e ritmados, simulando a drenagem linfática naturalmente exercida

pelo

nosso

organismo

seguindo

exatamente

essas premissas, conforme - Os linfangions são estruturas contráteis dos vasos linfáticos, responsáveis pela condução da linfa pelo sistema e se contraem cerca de 5 a 15 vezes por

Fig. 1 e 2 – Fluxo do Sistema Linfático fisiológico.

minuto (em condições normais), o que torna o fluxo - A rede linfática superficial está apenas 3 mm abaixo da pele, sendo extremamente superficial. Desta forma, movimentos intensos comprimem a trama ao invés de produzir estímulos sobre ela; O fluxo linfático é ininterrupto e unidirecional, não havendo pausas em seu processo de captação de líquido nos espaços intersticiais, condução da linfa, filtragem e retorno da linfa excedente para o Sistema. A drenagem no pós-operatório de

Fig. 3 e 4 – Sentido do fluxo linfático após ritidoplastia

cirurgias plásticas faciais devem seguir as mesmas características

Para a cirurgia de blefaroplastia (pálpebras), a incisão localizada nas pálpebras não impede o trajeto natural da drenagem, uma vez que se encontra paralela ao Sistema. Neste tipo de cirurgia recomenda-se manter o sentido da drenagem convencional, trabalhando inclusive sobre a incisão. E, finalmente, para a cirurgia de rinoplastia (nariz), recomenda-

da drenagem em tecidos saudáveis, sendo necessária a atenção somente em relação ao trajeto linfático (fig.1 e 2), já que haverá perda de continuidade tecidual devido às incisões, impedindo que o percurso fisiológico da linfa. 20

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se atenção às intervenções cirúrgicas realizadas, uma vez que pode ou não haver fratura sobre os ossos nasais para realinhamento e melhora da estética local. Caso haja fratura, não deve ser realizada manipulação sobre a região durante a drenagem manual, evitando o risco de deslocamento ósseo. Neste caso, é recomendável realizar toda a drenagem evitando apenas a área do nariz. A drenagem linfática manual para pós-operatório de cirurgias faciais deve iniciar o quanto antes for possível e isso significa que podemos iniciar em 24h após o ato cirúrgico. Não há restrição de número de sessões, podendo ser realizada até mesmo após resolução do processo inflamatório e cicatricial. Habitualmente, realizamos cerca de 2 a 3 vezes por semana em torno de 9 a 12 sessões para as cirurgias citadas acima, sendo que muitas cirurgias faciais tem resolução natural e, por isso, alguns cirurgiões não recomendam o atendimento pósoperatório. Acompanhe abaixo, a drenagem linfática manual facial recomendada tanto para os atendimentosestéticos após extração na limpeza de pele, luz intensa pulsada, peelings e olheiras circulatórias quanto para pós-operatório de cirurgias faciais:

Fig. 7 – Passo 3: desobstrução dos linfonodos submandibulares

Fig. 8 – Passo 4: desobstrução dos linfonodos submentonianos

Fig. 5 – Passo 1: desobstrução dos linfonodos supraclaviculares

Fig. 6 – Passo 2: desobstrução dos linfonodos cervicais

Fig. 9 e 10 – Passo 5: desobstrução dos linfonodos pré-auriculares

Fig. 11, 12, 13 e 14 – Passo 6: pressão e descompressão sequenciada de cima para baixo sobre a região submentoniana, seguindo do centro para as laterais até o fim dos lábios, conduzindo a linfa para linfonodos submentonianos.

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Fig. 15 e 16 – Passo 7: pressão e descompressão sequenciada seguindo do centro para as laterais até a região submentoniana conduzindo a linfa para linfonodos submandibulares.

Fig. 17 – Passo 8: pressão e descompressão sequenciada do centro para as laterais até o fim dos lábios.

Fig. 18, 19, 20 e 21– Passo 9: pressão e descompressão sequenciada a partir da ponta do nariz até a raiz em 3 pontos. Atenção! Não realizar estes movimentos em caso de fratura óssea na rinoplastia.

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Fig. 22 e 23 – Passo 10: pressão e descompressão sequenciada sobre a região zigomática em 2 ou 3 pontos seguindo do centro para região submandibular.

Fig. 24, 25 e 26 – Passo 11: pressão e descompressão sequenciada sobre a região infra-orbitária em 2 pontos seguindo do centro para região pré-auricular.

Fig. 27, 28, 29 e 30 – Passo 12: pressão e descompressão sequenciada sobre as pálpebras inferiores e superiores seguindo do centro em direção às laterais, conduzindo a linfa em direção dos linfonodos pré-auriculares. Observação: no caso de blefaroplastia, a drenagem será realizada sobre a incisão, que poderá estar coberta com micropore ou não.


necessidade de otimizar a evacuação da linfa contida nos linfonodos.

Fig. 31, 32 e 33 – Passo 13: pressão e descompressão sequenciada sobre a região frontal seguindo do centro em direção às laterais, conduzindo a linfa em direção dos linfonodos pré-auriculares. Para ritidoplastia, a pressão e descompressão sequenciada serão realizadas em direção do centro da face, conforme indicação das setas em preto.

Fig. 34, 35 e 36

A drenagem linfática pós-operatória pode ser realizada sobre compressas frias de soro fisiológico ou máscaras suavizantes e nutritivas, caso possa haver mobilização de pele, pois para remoção do cosmético, haverá arraste dos algodões sobre a superfície e possível tração tecidual. O tempo total de duração de uma drenagem é cerca de 15 minutos. Todos os movimentos devem serrealizados por 3 a 5 repetições, não havendo nenhuma contraindicação para mais repetições. As desobstruções sobre os linfonodos podem ser realizadas ao final de cada pressão e descompressão, motivada pela

Profª Fernanda Naomi Coordenadora Pedagógica do Ibeco Fisioterapeuta Dermatofuncional Estética Com Ciência

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A MASSAGEM

É UM ATO INSTINTIVO DO SER HUMANO. O tato é o primeiro sentido que se desenvolve ao nascer. A impessoalidade da vida no mundo chegou a tal ponto que, enfim, produzimos uma raça de intocáveis. Tornamo-nos estranhos uns aos outros, (isto em casa também), evitando todas as formas de contato físico "desnecessário", nos tomando pessoas solitárias e temerosas da intimidade. A pessoa sem contato físico também enfrenta problemas de sono – e o sono, como se sabe, é um forte redutor do estresse e um aliado da reposição de energia e do bem estar.  O sentido do tato é uma forma de comunicação intensa e tocar deve ser uma relação natural entre as pessoas. O ato de tocar-se é instintivo do ser humano. O ato de fazer massagens, idem. Quando você se machuca, instintivamente massageia o local, buscando aliviar a dor. Fisiologicamente, massagear o local dolorido melhora a circulação e consequente oxigenação; além de aquecer a área afetada. Todos esses efeitos resultam no alívio da dor. Existem vários tipos de massagem, com as mais variadas finalidades: relaxamento, estimulação, correção postural e aprimoramento da sexualidade são algumas delas. Mas a maioria das massagens tem como premissa promover a saúde do massageado e podem ser aplicadas nas mais diversas áreas da medicina. 1 hora de massagem equivale de 4 a 6 horas de sono MASSAGEM COM PINDAS CHINESAS PELA VISÃO HOLÍSTICA É uma técnica da medicina indiana (Ayurveda), com várias 24

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indicações de cura por contado, mas pouco se sabe sobre as pindas, ainda não encontramos uma bibliografia que nos fala sobre essa técnica milenar, que nos foi legada, e que no decorrer do tempo foi esquecida. Hoje em dia é moda falar das pindas chinesas, mas a maioria das pessoas ainda não sabe como manuseá-la. As pindas são saquinhos confeccionados à mão em linho, algodão cru ou TNT, que contém no seu interior ervas medicinais aromáticas e especiarias; com propriedades relaxantes e estimulantes, as quais são previamente aquecidas, de forma a criar o efeito terapêutico desejado, equilibrando a energia interior. As Pindas são previamente aquecidas assim como os óleos utilizados durante a massagem. Esta técnica pode ser aplicada recorrendo-se às várias manobras de massagem, criando-se um relaxamento profundo e uma conexão com o interior, através de uma paz e harmonia, sutilmente proporcionadas com o auxílio de aromas, música, toques e descompressões de energias retidas trazendo bemestar. Na verdade, não existem apenas as pindas chinesas, existe outros tipos de pindas que foram resgatadas principalmente pela medicina Ayurveda. Aqui irei abordar somente as pindas chinesas. PINDAS CHINESA É FEITA COM SAL: Os chineses usam muito o sal torrado para acabar com focos de dor. O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento


de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos. Visto do microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados.  Por isto o sal grosso é considerado um potente purificador.

PINDAS AFRODISÍACAS: Macela, manjerona, jasmim, rosa, PINDAS EXPECTORANTE: Hortelã, Malva, salvia, erva doce, manjerona, camomila, canela, cravo. (Indico fazer de TNT em formato de bolça e colocar dentro do travesseiro).

A IMPORTÂNCIA DO SAL MARINHO NAS PINDAS: PINDA FEMININA (TPM):  Angélica, jasmim, erva doce, O sal é indicado anis, gerânio, macela, manjerona, passiflora, calêndula, hibisco. (Neste caso indico fazer bolças para colocar na barriga principalmente para tratamentos de flacidez e celulite na também). estética, fazendo a talassoterapia. No caso das pindas utilizamos pelo fato do sal ser um elemento condutor de calor para aliviar MASSAGEM REALIZADA COM AS PINDAS CHINESAS: does musculares, fadiga para recuperarmos a vitalidade da pessoa em tratamento. PRIMEIRO:  Deveremos aquecê-las e para saber se a No caso das pindas utilizamos o sal pelo fato de ser um elemento temperatura está adequada, é necessário se assegurar de que condutor de calor para aliviar dores musculares, fadiga para a pinda poderá ficar sobre a pele do cliente por pelo menos 5 recuperarmos a vitalidade da pessoa em tratamento. segundos sem incomodar, este teste o profissional pode fazer no dorso de seu braço, onde a pele é mais fina, portanto mais   sensível. Após se assegurar de que a temperatura está adequada, INDICAÇÃO: pode-se dar continuidade ao protocolo. -REDUZ O ACÚMULO DE LÍQUIDO -TRATA O ASPECTO CELULÍTICO PROVOCADO POR SEGUNDO:  O toque com seu paciente/cliente é muito LÍQUIDOS ENTRE AS CÉLULAS importante, por isso passaremos óleo vegetal em seu corpo -ELIMINA A SENSAÇÃO DE INCHAÇO para realizarmos a massagem. -PROVOCA RELAXAMENTO -REDUZ MEDIDAS TERCEIRO:  A massagem propriamente, poderemos fazer -MELHORA A CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA movimentos superficiais, profundos, sempre obedecendo ao -LIBERA TOXINAS sentido da linfa, poderemos inclusive acionar os linfonodos para realizarmos uma massagem relaxante com uma pequena CONTRAINDICAÇÕES: drenagem linfática.  -Cistite na fase aguda; -Gravidez (somente com atestado médico) Opcional:  Podemos harmonizar os chakras com as pindas, -Infecções agudas; trabalhar pontos de acupuntura, nódulos de tensão e dores -Ferimentos na pele; musculares. Como disse antes as pindas nos foram legadas -Neoplasias; pelos nossos ancestrais, traz para nós todos os ensinamentos -Problemas cardíacos; de como trabalhar com o ser humano como um todo. -Problemas circulatórios graves; O DESCARTE É OBRIGATÓRIO AS ERVAS MEDICINAIS NAS PINDAS Cada cliente tem suas próprias pindas, que devem ser O grande segredo, o seu diferencial está no seu interior.  O que descartadas após o seu uso. As pindas são acessórios determina a pinda é a função escolhida, o material utilizado descartáveis, que após a massagem realizada com a mesma, não na confecção, na velocidade e na pressão empregada por você se consegue realizar a reutilização, pois o material perde seu durante a aplicação da técnica. Não estamos aqui falando de poder de aproveitamento, sendo necessário uma nova pinda na magia ou de conhecimento popular. Estamos falando de plantas próxima aplicação, ainda que o profissional queira aplica-la no medicinais que tiveram sua efetividade comprovada. Temos a mesmo cliente, não é possível, tão pouco recomendável. maior biodiversidade do mundo. Consequentemente, a maior fonte de frutas, folhas, chás e ervas medicinais do planeta. Este material é parte do curso de Pindas chinesas pela visão As ervas aromáticas eram usadas desde a antiguidade com o holística dado pela Psicoterapeuta Holística e Leitora de Aura objetivo de promover a limpeza e cura do corpo e da mente. No Geniffer silva do Instituto Metafísico que fica na zona Leste de Oriente Médio, por exemplo, as ervas aromáticas foram muito SP. usadas com o objetivo de promover a cura de certas enfermidades. As ervas que podemos encontrar nessas pindas Seus atendimentos são On Line ou Presenciais na Zona são variadas e de certo modo cada uma delas possui uma Leste de São Paulo. Sua visão é romper limites, integrar o função diferente. Elas devem ser selecionadas de acordo com a corpo e a mente e tudo que está a sua volta, conscientizando disfunção a ser trabalhada em cada cliente. assim as pessoas com a importância dos cuidados essenciais epreventivos consigo mesmo. EXEMPLOS DE PINDAS E SUAS ERVAS Namastê ( “O Deus em mim saúda o Deus em você”) PINDAS RELAXANTE:  Passiflora, camomila, erva São João, jasmim. “Quero um mundo melhor, melhorando O SEU MUNDO.” Combate a depressão, as dores musculares, a ansiedade, além de atenuar os sintomas da TPM e melhorar a capacidade de E para isso necessita apenas que o indivíduo tenha vontade de concentração. mudar e evoluir. PINDAS ESTIMULANTES:  Canela, Patchouly, Pinho, Manjericão, Hortelã, ilangue-ilangue, Cravo, Bergamota, Rosa, Eucalipto, Gerânio, Ciprestre, Jasmim, Alecrim.

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DEPRESSÃO A doença da alma pode ser amenizada com a Aromaterapia

Quando falo de Aromaterapia e do poder desta ciência, costumo pedir que as pessoas busquem na memória os ‘cheiros’ de sua infância. O olfato é um órgão que nos faz guardar lembranças daquele aroma da comidinha da mãe; o cheiro de talco da avó; o ronco do estômago na hora do recreio da escola... Muitas emoções estão ligadas ao olfato, tanto é que há quem diga que determinadas flores têm o ‘cheiro da morte’. Na verdade, tais pessoas sentiram o aroma da flor num momento de dor e o ligaram ao falecimento de um ente querido. Se os aromas nos trazem boas e más lembranças, por que não usá-los para nos fazer sentir melhor? É comum que todas as pessoas se sintam tristes quando têm uma perda real. Num determinado momento, tudo passa. Porém, se a tristeza persiste por um longo período numa proporção que resulte em melancolia – ela passa a ser chamada de depressão. Numa definição simples e objetiva, depressão pode ser classificada como um profundo sentimento de tristeza. A depressão é uma das doenças mais comuns encontradas nos consultórios de psiquiatria. Um episódio dura de seis a nove semanas e atinge duas vezes mais as mulheres do que os homens. Acredita-se que 20% dos pacientes que sofrem de depressão carregam a doença por cerca de dois anos. São muitos os fatores que levam uma pessoa a ficar deprimida, porém nada é conclusivo. Especialistas apontam a hereditariedade, efeitos colaterais de medicamentos, uso de drogas, perdas em geral (emprego, ente querido, saúde) ou personalidade introvertida como prováveis causas. A relação da depressão é justamente com a sensação de perda real ou imaginária somada, muitas vezes, a um estilo de vida recheado de estresse e sedentarismo. Os sintomas são diversos: dificuldade de atenção e concentração, inabilidade de pensamento, falhas de memória, sentimento de tristeza, falta de esperança, sentimento de culpa, isolamento social e falta de interesse sexual, entre outros. A parte física também é afetada. São comuns relatos de dores musculares excessivas, cansaço crônico, enxaqueca, sensação de peso nos braços, insônia ou excesso de sono. No combate à depressão, a Aromaterapia – um tratamento totalmente natural – apresenta-se como poderosa aliada. Os óleos essenciais, utilizados em inalações, banhos e massagens, podem complementar os tratamentos indicados por médicos. 26

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Para acalmar e relaxar, são indicados os aromas de camomila romana, sálvia esclaréia, sândalo, lavanda, ylang ylang e manjerona. Nos estados mais letárgicos – quando há apatia, desinteresse e indiferença em excesso – são revigorantes a bergamota, gerânio, ho leaf, jasmin, néroli, tangerina, laranja e rosa. Para aqueles que apresentam também ansiedade, néroli é excelente. A seguir, indico quatro sinergias – combinações de óleos essenciais – para vencer os sintomas da depressão. Elas podem ser usadas para aromatizar ambientes ou em banhos. Elas também podem – e devem! – ser utilizadas em massagens relaxantes. Neste caso, os óleos precisam ser diluídos em óleo vegetal ou creme neutro. Vale lembrar que a pessoa que vai usufruir dos benefícios da combinação precisa gostar do aroma resultante.

Blend 1

2 gotas de óleo essencial de camomila romana 3 gotas de óleo essencial de sálvia esclaréia 2 gotas de óleo essencial de lavanda

Blend 2

3 gotas de óleo essencial de grapefruit 2 gotas de óleo essencial de gerânio 2 gotas de óleo essencial de palmarosa

Blend 3

4 gotas de óleo essencial de bergamota 1 gota de óleo essencial de gerânio 2 gotas de óleo essencial de lavanda

Blend 4

3 gotas de óleo essencial de sândalo 2 gotas de óleo essencial de gengibre 1 gota de óleo essencial de rosa Aproveite o que a natureza oferece a você. Seja feliz! *Sâmia Maluf é formada em Psicologia, com especialização em adicções, depressão e síndrome do pânico. Possui formação em Aromaterapia e é autodidata em Aromacologia (ciência que estuda o aroma – dos óleos essenciais às essências sintéticas – no comportamento humano como meio de evocar memórias e sensações). Trabalha atendendo pacientes e como consultora para empresas e spas em todo o Brasil. Mais informações podem ser obtidas no site www.bysamia.com.br Contatos também pelo telefone (11) 3679-8001. E-mail: atendimento@bysamia.com.br


Partículas de Prata para o tratamento da acne.

A acne é uma dermatose caracterizada por um conjunto de lesões, como: comedões, pápulas, pústulas,cistos e nódulos. A pele oleosa e mista são os tipos de pele mais comuns no Brasil, e, apresentam maior probabilidade para o desenvolvimento da acne. A acne é classificada em inflamatória e não inflamatória, de acordo com o tipo de lesão apresentada. Sua etiopatogenia envolve hiperqueratose, aumento do sebum e aumento da proliferação bacteriana A Tecnologia Active Silver, novidade na área cosmética apresentada pela Samana, combina ação antibacteriana a anti-inflamatória para a pele acneica, através de microesponjas de prata pura que se depositam na pele, formando um filme protetor da flora e superfície epidérmica. Ela esta presente na Linha Acnefill – tratamento corretor e preventivo que age manifestações inflamatórias e não inflamatórias com enfoque na etiopatogenia, através dos seguintes mecanismos de ação. Queratolítico:remove o excesso de queratina e desobstrui o orifício pilosebáceo - óstium; Anti-inflamatório: atua nos mediadores químicos da inflamação e na P. Acnes e outras bactérias; Adstringente: promove saponificação do extrato córneo; Cicatrizante: acelera o processo regenerativo das lesões; Acnefill trás também microesferas inovadoras enriquecidas com Vitamina C de Alta Potência e Niacinamida (Vitamina B3). A Vitamina C e Niacinamida microencapsulada são revestidas por Colágeno Marinho e Sulfato de Condroitim Marinho. Desta forma as membranas podem ser degradadas pelas enzimas que estão na superfície da pele. Graças a este controle único de liberação enzimática com base na biodegradabilidade, as microesferas são consideradas ativos com liberação enzimática controlada., conferindo aspecto matizado, diminuição de oleosidade e retração dos poros. Acnefill ® Peeling Químico Antiacne, com Ácido Salicílico,

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Dr. Luiz Carlos Antunes Farmacêutico Bioquímico Industrial. Diretor Científico Samana Cosmética Dermatológica. Estética Com Ciência

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Desafios na Estética: As Ferramentas do Coaching Podem Ajudar

Diariamente muitos desafios são lançados aos profissionais da Estética, principalmente no que se refere a resultados dos tratamentos. Resultados estes que muitas vezes são insatisfatórios aos clientes. Manchas que pioram, medidas que aumentam, estrias que não somem, e por aí vai. A responsabilidade do sucesso do tratamento é depositada e transferida ao profissional que, na maioria das vezes, assume essa responsabilidade de maneira inconsciente da enrascada que está entrando. Mas por que isso acontece? Simplesmente porque o cliente transfere toda responsabilidade do sucesso do tratamento para o profissional, e o profissional por sua vez, na “sede de vender”, de “fechar pacote”, ainda valida dizendo: “Te garanto que você vai perder X de medida em 01 sessão”. Como assim?! Primeiro, o ser humano não é uma ciência exata que o profissional consegue calcular com precisão qual será o

resultado final em uma sessão ou ao final do tratamento, em segundo lugar o cliente está com o profissional apenas um, dois ou quando os clientes estão muito envolvidos no tratamento três horas por semana. E as horas que “sobram da semana”? É o profissional que é responsável por isso? Deixo a reflexão para mergulharmos no assunto... Temos muitas definições de Coaching, mas a que mais se aplica no assunto Coaching na Estética, é a da International Coach Federation: “Coaching é ser parceiro dos clientes em um processo criativo e provocador de pensamentos que inspira a maximizar seu potencial.” Pensando neste conceito, nós profissionais da Estética, podemos usar algumas ferramentas do Coaching para potencializar o resultado de nossos tratamentos, não em sessões de Coaching, afinal essas são direcionadas aos Coach’s profissionais. Através destas ferramentas, os profissionais da estética conseguem uma comunicação efetiva, estabelecimento de Estética Com Ciência

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alianças, responsabilidade compartilhada, definição de metas e objetivos e traçar quais são os principais passos rumo ao sucesso do tratamento. Nós, profissionais da Estética, conseguiremos através do uso de algumas ferramentas do Coaching, trabalhar com nossos clientes para identificar, respeitar e transformar os pontos de resistência, acabando com a interferência que os impede de ter um desempenho de acordo com todo seu potencial, que muitas vezes, ele mesmo desconhece. Conseguiremos encorajar os clientes a expandir e crescer, vencendo desafios muito além do que consideravam possíveis e deixando que qualquer interferência se desfaça para atingir muito mais do que consideraram possível. Quando essas ferramentas são utilizadas de maneira adequada, o cliente entra em uma sintonia de comprometimento que traz resultados fantásticos, pois o cliente entende o ambiente no qual está inserido, os comportamentos que o levarão ao resultado final satisfatório e, grande parte das vezes, de excelência, as capacidades e qual o “papel e função” de cada um nessa relação de parceria. Para isso, é importantíssimo que o profissional apadrinhe as novas possibilidades e intenções do tratamento. A forte crença no potencial de seu cliente é um marcador que vocês estabeleceram uma relação de parceria, em uma sintonia única e que ambos estão trabalhando em sintonia e na mesma frequência. Para um resultado positivo do tratamento alguns passos são importantes: - Definição de metas e objetivos (saiba o que exatamente o seu cliente espera); - Congruência nos objetivos; - Em quanto tempo deseja chegar ao resultado esperado; - O que cabe a você (profissional) e o que cabe a seu cliente; - Estabelecimento de aliança e relação de confiança; - Responsabilidade compartilhada; - Auto responsabilidade; - Conexão total; - Confidencialidade; - Foco; - Não julgamento

- Avaliação do nível de satisfação; - Pontos fortes; - Crenças (impulsionadoras e limitantes); - Roadmap; - Mapa mental; - Plano de ação, entre outras. Mas existe uma “mágica” para que tudo aconteça, apaixonese pelos atendimentos e pela relação com o ser humano, o estabelecimento de alianças é um ponto fundamental para o sucesso de qualquer tratamento. Referências - Burton, Kate. Coaching com PNL para leigos – Rio de Janeiro, RJ: Alta Books, 2012. - Vieira, Paulo. O poder verdadeiro – Fortaleza: Premius, 2010. - Frexeus, Henrik. A arte de ler mentes: como interpretar gestos e influenciar pessoas sem que elas percebam, 4ed. – Rio de Janeiro: Vozes, 2014. - Vieira, Paulo. Eu líder eficaz – 7ª ed. – Fortaleza: Premius, 2008. - Vieira Paulo. O poder da ação: faça sua vida sair do papel – São Paulo: Editora Gente, 2015. - Griffiths, K. E. Personal Coaching: A Model For Effective Learning. J. Learn. Des., Brisbane, v. 1, n.2, 2005. - Maturana, H.; Bunnell, P. A árvore do conhecimento: As bases biológicas do entendimento humano. Campinas: Psy, 1995.

E de que forma isso pode ser feito? Através das ferramentas utilizadas pelos Coachs, lembrando que os profissionais de estética não estão aptos para fazer uma sessão de Coaching, estarão apenas usando algumas ferramentas. E que ferramentas são essas? - Perguntas poderosas e eficazes; - Rapport; 30

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Dra. Paula de França Coordenadora Pedagógica do IBECO Fisioterapeuta Dermato Funcional Personal & Professional Coach (Sociedade Brasileira de Coaching) Mestranda em Educação


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A MASSAGEM INFANTIL COMO PROPOSTA PARA O FORTALECIMENTO DO VINCULO AFETIVO (PARTE 02) CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS –FMU CURSO SUPERIOR EM TECNOLOGIA DE ESTÉTICA E COSMETOLOGIA Carolina Moraes Josieli Diniz Solano

Projeto de Pesquisa do Curso Superior em Tecnologia e Estética e Cosmética, apresentado ao Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU, como requisito parcial para nota na disciplina de Projeto Integrado I, sob orientação da Prof. José Roberto de Oliveira e Co-orientação da Profa. Natalie Souza de Andrade.

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Resumo: Com interesse nos conhecimentos referentes à utilização da massagem no tratamento de bebês e crianças, foi realizado um levantamento bibliográfico a partir do qual se analisou criticamente os textos encontrados, considerando-se as fundamentações, descrição das técnicas e efeitos fisiológicos e comportamentais da massagem para bebês e crianças. A Shantala é uma prática harmoniosa, simples e amorosa aonde existe contato e troca de olhares entre mães e bebês. Essa técnica possui uma sequência de direção, realizada diariamente, a partir do primeiro mês de vida do bebê, aumentando o vinculo afetivo entre a mãe e o bebê. O Toque da Borboleta é uma massagem que não usa óleos corporais e tem alguns movimentos diferentes. A técnica foi criada pela americana Eva Reich e consiste em movimentos suaves, feitos com as pontas dos dedos. O toque deve ser tão suave quanto pegar na asa de uma borboleta. Suas finalidades vão além de uma massagem infantil ou de uma caracterização de uma arte tradicional, mas sim, uma arte de transmissão de amor, ternura, permitindo o despertar e relembrar o mundo vivenciado no útero materno. ( MCClure, 1997). Objetivo: Desenvolver um diálogo sutil, não verbal e profundo entre mãe, pai, cuidador e o bebê. Através desse contato, feito de forma extremamente afetiva, estabelece-se um vínculo profundo de amor e confiança. Palavras –Chave: Massagem Shantala, Toque da Borboleta, Relação Mamãe / Bebê, Vínculo Afetivo. TOQUE DA BORBOLETA Este descobrimento milenar do oriente faz com que aos poucos as civilizações descubram que carícias fazem bem ao corpo e à alma e que quanto mais cedo elas têm início, melhor. (GIANNOTTI, 2001). Pensando na importância e benefícios da estimulação tátil desde os primeiros dias de vida, que a americana Eva Reich (1980) criou uma massagem para bebês, o Toque da Borboleta, (técnica da bioenergética suave), depois de se encontrar com o médico francês Frederick Leboyer, (1995) o criador da Shantala, a massagem nasceu com o objetivo de aliviar estresses e bloqueios emocionais originários na gestação, parto e puerpério ou durante a primeira infância, devido algum evento traumático na historia de vida da criança e família. A técnica propõe a restauração do equilíbrio energético e emocional da criança por meio do toque delicado e caloroso, os movimentos suaves, feitos com as pontas dos dedos toque deve ser tão suave quanto pegar na asa de uma borboleta, por isso o seu nome (AZEVEDO et tal., 2015). No Brasil, a primeira divulgadora da técnica é a pedagoga Maria Aparecida Alves Giannotti (2001), autora do livro Massagem para bebê – Toque da Borboleta, onde segundo ela

a vantagem sobre a Shantala é que não exige o uso de óleos e pode ser feita desde os primeiros dias de nascimento, inclusive na incubadora, por ser muito suave. No Toque de Borboleta, os movimentos, são sempre suaves, começam na cabeça e vão descendo até os pés, são simétricos e feitos primeiro na frente e depois atrás, no final, o bebê é embalado durante um minuto. (GIANOTTI, 2001) A massagem é recomendada antes ou depois do banho aproveitando o tempo em que a criança estiver na banheira para fazer alguns movimentos adicionais, o ideal é tocar a criança três vezes por dia. (GIANOTTI, 2001) Segundo Gianotti (2001) que aplica o método “Toque da Borboleta” há vinte anos, a massagem pode ser realizada desde o nascimento e é indicada para prematuros pois objetiva promover relaxamento, analgesia, maior oxigenação tecidual, menor risco de complicações respiratórias, melhorar padrão de sono, percepção corporal, etc., além de atuar também como um tratamento preventivo pois o início da vida é o fundamento do bem estar do corpo. Recém nascidos estimulados através desta técnica apresentaram melhor desenvolvimento neurológico e melhores reflexos em relação aos que recebiam atendimento de rotina. A massagem propõe a restauração do equilíbrio energético e emocional da criança. Ainda pela mesma autora é afirmado que a criança avança em termos de desenvolvimentos cognitivo e afetivo. “Já vi belas fotos de recém-nascidos olhando atentamente para o olhar da mãe”. Há um estudo comparando bebes prématuros em que a mãe ficava um longo período olhando para a criança e bebes que não recebiam esse tipo de atenção. “Os primeiros desenvolveram um QI bem maior do que os demais” (GIANOTTI; 1981, p.10). O prazer funcional que se renova com a massagem harmoniza a ação do sistema neurovegetativo, simpático – parassimpático e tem um efeito positivo sobre todas as funções do organismo, promovendo saúde. Um toque bem feito reduz a quantidade de um hormônio chamado cortisol permitindo que as células de defesa sobrevivam (BELLI, 2003). Silva e Reis (2000) relatam que o toque auxilia na manutenção de uma temperatura corporal estável, promove melhora na oxigenação, sono mais profundo, diminuição de choros e agitação e nos períodos de alerta os bebês apresentam-se mais interativos. A criança avança em termos de desenvolvimento cognitivo, motor, de auto percepção e afetivo, o padrão de sono se torna mais estável (e o toque aumenta a resistência a doenças) pois o toque humano é como o alimento, vital para o bebê. Se não houver nutrição correta, a criança será prejudicada. O mesmo acontece com o toque carinhoso, na falta desse, o desenvolvimento emocional, físico será prejudicado. Estética Com Ciência

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(GIANOTTI, 2001) Diego Field e Reif (2006) verificaram aumento de insulina (hormônio responsável pela absorção do alimento) e sugere que a massagem terapêutica deveria ser prescrita para todos os recém-nascidos. O contato físico é mais do que uma necessidade biológica, é um instrumento poderoso na cura de doenças, tocar é necessário à saúde física e emocional. O feto durante os nove meses em que cresce no útero tem a pele constantemente estimulada por impactos rítmicos transmitidos através do líquido amniótico. (SILVA e REIS, 2000). São várias as investigações médicas que comprovam que crianças privadas do toque podem desencadear carência afetiva, tornando-se adultos insatisfeitos, inseguros, ansiosos e com pouca autoestima (BEACHY, 2003). A técnica segue um rigor quanto a sequencia dos movimentos. Abaixo descrevemos os passos desta técnica.

3 – A partir da sobrancelha, faça pequenos círculos com o dedo indicador ao redor dos olhos enquanto a outra mão apoia a cabeça. Repita três vezes.

4 - Coloque dois dedos de cada mão na ponta do nariz e desça até as orelhas. Retorne à posição inicial – cada mão de uma vez – e repita três vezes.

1 – Delicadamente, coloque as duas mãos nos rosto do bebé e desça até o queixo. Repita três vezes o movimento com o cuidado de nunca tirar as duas mãos ao mesmo tempo do rosto da criança.

5 – Cuidadosamente, segure a cabeça do bebé com uma mão. Com o indicador da outra mão, faça pequenos círculos, no queixo. Repita três vezes.

2 – Coloque dois dedos de cada mão no meio da testa deslizando até as têmporas. Retorne à posição inicial, uma mão de cada vez, e repita três vezes o movimento.

6 - Segure a cabeça do bebé com a mão esquerda. Com dois dedos da direita, desça até o começo do osso esterno. Três vezes.

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10 – Deslize dois dedos desde o pescoço até os genitais, tocando outra parte do corpo com a mão livre. Se o umbigo não cicatrizou, faça o movimento, mas não toque. Repita três vezes.

7 - Vire a cabeça do bebé para o lado. Com uma das mãos bem aberta, acaricie-a,desde a orelha até o ombro. Faça este movimento três vezes de cada lado.

8 – Toque o bebé com uma mão. Com a outra massageio, do ombro às mãos. Pressione o seu polegar na mãozinha da criança, abrindo-a e virando-a para cima. Repita três vezes de cada lado.

9 – Deslize as duas mãos desde o ombro até a pélvis. Repita três vezes, lembrando que enquanto uma mão sobe, a outra fica.

11 – Massageie a perna do bebê com uma mão enquanto a outra toca qualquer parte do corpo. Na sola do pé pressione com o polegar, acompanhando a curva do pé até os dedinhos. três vezes de cada lado.

12 – Volte o bebé de barriga para baixo. Toque a cabeça da criança em direção à orelha até o ombro. A mão livre segura outra parte do corpo. Repita três vezes.

13 - Toque os braços, um de cada vez, fazendo uma leve pressão ao chegar na mão do bebé. Três vezes de cada lado.

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14 – Começando pelos ombros, as duas mãos descem até o rabinho. Para voltar à posição inicial, suba com uma mão de cada vez. Repita três vezes.

BENEFÍCIOS DO TOQUE DA BORBOLETA: • Ajuda a fortalecer o vínculo mãe/ pai/ bebê. • Ajuda a acalmar as cólicas e diminui o stress entre pais e bebé. • Faz com que o bebé tenha um sono tranquilo. • O padrão de sono torna-se mais estável. • Ajuda a aliviar o stress na época da dentição. • Tonifica os músculos do bebé. • Aumenta a percepção corporal do bebé.

15 – Com dois dedos faça uma rotação ao redor de cada vértebra, descendo até o cóccix. É feito apenas uma vez.

• Ajuda a relaxar. • Alivia a tensão e a ansiedade. • Melhora a digestão, circulação e aumenta a resistência às doenças. • Melhora o desenvolvimento neurológico e aumenta do ganho de peso (principalmente no caso dos prematuros), • Ajuda no crescimento de relacionamentos emocionais saudáveis.

16 – Com uma das mãos, toque o bebé e com a outra, deslize toda a perna, fazendo uma leve pressão com o polegar na sola do pé. Repita três vezes.

• Aumenta a percepção do bebê. • Favorece uma autoimagem corporal saudável. Quando feito entre crianças maiores, orientado pelo adulto, melhora o relacionamento entre elas e diminui a agressividade.

INDICAÇÕES DA TÉCNICA - Problemas da concepção, no útero ou no parto 17 – Ao terminar a massagem, coloque o bebê no colo, como um arco. Por dois minutos, faça movimentos da direita para a esquerda. Isso contribui para uma boa postura e equilíbrio

- UTI neonatal - Abuso de álcool ou drogas pelos pais - Parto difícil - Anestesias - Cesáreas - Separação da mãe logo após o parto - Abuso físico emocional ou sexual - Operações (pré e pós- operatórios)

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- Problemas de saúde (enfermidades temporárias ou crônicas) - Deficientes físicos, autistas, pacientes com alterações neurológicas e dificuldade de interação com o ambiente - Problemas respiratórios - Promoção de relaxamento, alívio de tensões e estresse de modo geral.

ambiente menos estimulante fará com que as sinapses formem uma rede mais densa. Nessa etapa dos primeiros anos de vida de uma criança são cruciais, pois é nessa fase que as conexões se formam (FLAVEL, 1986). A Shantala atua como um estímulo externo e estimula o contato diário entre mãe e bebê, onde é entregue seus múltiplos benefícios através da massagem realizada pela mãe (LEBOYER, 1995). Importante salientar que, durante a massagem, é preciso estar em comunhão com a criança, com ou sem palavras. Por isso,

METODOLOGIA

a necessidade de dedicar tempo para estar com ele. “A mãe deve concentrar-se (...), demonstrar ao filho de forma tácita

Para a elaboração desse trabalho a metodologia escolhida

sua presença; deve comunicar-se com ele com os olhos, com as

é a pesquisa bibliográfica que se baseia em materiais já

mãos e com todo o seu ser, fazendo-lhe sentir todo amor que

existentes. Sua principal técnica é a leitura, pois será através

sente por ele” (CAMPADELLO, 2000, p.

dela que iremos adquirir fundamentos para a descrição do

Considerando os benefícios do método da Shantala e do

conteúdo. Tendo como primeira etapa a escolha do tema,

Toque da Borboleta, em especial, os relativos ao fortalecimento

foram feitas diversas leituras para defini-lo e posteriormente

e à qualidade do vínculo mãe/bebê, valeressaltar a força

um levantamento bibliográfico foi realizado com o auxilio

e a potência do método como produtor de saúde tanto para

do orientador para a delimitação do que será trabalhado,

a mãe quanto para o bebê, pois, através do toque, das carícias

chegando a formulação do problema. Com o tema e a pergunta

e do olhar continente da mãe, dia após dia, a relação se fortalece

definida iniciamos uma nova pesquisa bibliográfica ainda mais

e assume novos sentidos.

crítica, utilizando fontes como livros, teses, artigos científicos, localizados em bibliotecas convencionais, base de dados e

As massagens permitem uma conexão maior entre a mãe

internet que possibilita a pesquisa com sistemas de busca.

e seu bebê, através de um “novo” tipo de comunicação: o toque

Dentro dessas duas etapas de levantamento bibliográfico

afetuoso, que torna a mãe, por assim dizer, especialista no

utilizamos primeiramente o SciELO (Scientific Electronic

próprio filho.

Library Online), Google Acadêmico, e a biblioteca da FMU e depois livros como: “Massagem para bebê” e “Shantala:. Feita a localização do material que iremos utilizar realizamos

CONCLUSÂO

a obtenção de alguns através de empréstimos, consultas e compras podendo assim iniciar a leitura identificando as

A prática da massagem possibilita que mãe e bebé se conheçam.

informações para estabelecer relações com o problema.

A mãe irá sentir-se realizada ao tocar o pezinho, a mãozinha, enfim, perceber cada pedacinho daquele ser minúsculo. O ideal é que ela entre em sintonia com o filho e esteja disponível para ele. Inclusive se a mulher estiver a passar pela depressão

DISCUSSÃO

pós-parto, a aproximação com o bebé pode auxiliar muito na melhora da mãe, tirando-a do estado no qual se encontra. No

O ambiente externo tem grande influência no desenvolvimento

entanto, ela precisa estar realmente com vontade de se ajudar.

de uma criança, pois oferece estímulos e oportunidades para

De nada adianta, por exemplo, estar nervosa na hora da

que ela adquira experiências e desenvolva novas habilidades.

massagem por que o bebé vai perceber o seu estado emocional

Um ambiente mais rico em estímulos comparado com um

e vai sentir-se incomodado. Estética Com Ciência

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vida. São Paulo, 2015. O ideal é reservar um tempo do dia para massajar o bebé com calma e paciência. Tanto para a mãe como para o bebé é prazerosa esta troca de energia. Mais do que isso: é um prazer que será importante para o resto da vida dessa criança, porque esse jogo de "erotismo" - de dar e receber - vai refletir na vida adulta. Uma criança acariciada será um adulto mais seguro, que tomará as decisões certas. Será um ser humano mais feliz e sem carências, porque ele teve colo e afeto, sem contar que a mãe também é beneficiada, irá sentir-se realizada e feliz ao ver a satisfação e alegria do seu bebé ao ser massageado. Conclui-se, portanto que, há a necessidade de tocarmos com carinho os bebés no quotidiano e, consequentemente, a criança que se desenvolve posteriormente. É possível ainda compreender, dentro da perspectiva de contínuo desenvolvimento, que o tocar é importante para o jovem, o adulto e o idoso, que são apenas um ser humano, nas suas diferentes dimensões com relação ao tempo.

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Este tocar carrega em si numerosos benefícios em forma

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de estímulos que geram um melhor desenvolvimento

escolares. Revista Movimenta, Goiás, v. 3, n. 2, 2010.

físico, emocional e social, potencialmente gerador de uma personalidade terna e amável no adulto posteriormente. O poder das mãos é indiscutível, o tato, diluindo todas as tensões, o calor humano, assim terão, futuros adultos mais equilibrados, mais harmonizados com o mundo e consigo

CRUZ, C. M. V. da; CAROMANO, F. A. Características das técnicas de massagem para bebês. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 47-53, jan./abr., 2005.

mesmo.

CRUZ, C.M.V. Fatores relacionados com adesão a duas formas de orientação fisioterapêutica para prática de

Esta pesquisa contribuirá como ponto de partida e de referência

massagem em bebês. São Paulo, 2008. Disponível em: http:// www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5163/tde-28012009-

para novos estudos de cunho experimental, onde profissionais da estética podem e devem sempre buscar novas alternativas, enaltecendo a importância deste estudo que aborda o toque como uma transmissão de carinho.

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SHORE, Rima. Repensando o cérebro, novas visões sobre o desenvolvimento inicial do cérebro. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2000.

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Design de sobrancelhas Atualmente a estética é o setor que mais cresce na economia brasileira, movimentando, somente em 2014, mais de R$38 bilhões de reais. Dentre as várias ramificações da estética, o cuidado com as sobrancelhas tem ganho destaque imensurável e especializar-se no cuidado com as mesmas é uma excelente opção para quem quer aumentar a cartela de clientes. Considerado a moldura do rosto, o par de sobrancelhas dão vida e harmonia para o rosto, destacando o olhar e realçando a expressão facial. Sempre existe um design de sobrancelhas que está na moda, como no passado já foram as sobrancelhas extremamente finas, depois as muito arqueadas, as quadradas e até as grossas e bem preenchidas como das atrizes da década de 90. Mas, por ser moda, o conceito se transforma e o que já foi bonito torna-se feio. Por isto, uma designer de sobrancelhas deve destacar as sobrancelhas de maneira natural respeitando as linhas e a harmonia do rosto da cliente. Cada aspecto da sobrancelha interage com os olhos transmitindo o que você está pensando ou sentindo para a pessoa à sua frente. O formato da sobrancelha representa a emoção que se sente enquanto a espessura pode determinar a intensidade da sua expressão. Confira: Antes de mudar as sobrancelhas de sua cliente é importante analisar o volume de pelos que ela possui e aproveita-lo o máximo. Escolher um design que não interaja com o rosto, deixará a cliente com a expressão vazia além de resultar em um trabalho 40

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de aparência mal feita. Faça sobrancelhas naturais e bem desenhadas, respeite as linhas já definidas pela natureza, tirando os excessos e deixando-as uniformes e harmoniosas. Utilize sempre um paquímetro para medi-las e evite fazer o design somente de olhar. Existem diversas técnicas para se desenhar as sobrancelhas perfeitas. Particularmente tenho preferência pelas medidas que partem do centro da face, para ponto inicial 1,5cm, ponto mais alto entre 3,5 a 4cm e ponto final de 5,5 a 6cm. Encontre a técnica com a qual você se sinta mais à vontade, seja com paquímetro, com linha ou com o molde simétrico para sobrancelhas. O importante é ter segurança de que o trabalho sairá com a excelência e a qualidade que a sua cliente merece.

Autora: Eliana Giaretta Academia Brasileira de Micropigmentação Eliana Giaretta www.elianagiaretta.com.br Fone 11 4594 3792


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Bioortodetox: Redução abdominal através da ativação metabólica. Bioortodetox: Redução abdominal através da ativação metabólica. Bioortodetox: É um plano de redução de medidas, eliminação de toxinas e ativação metabólica. Benefícios da bioortodetox: Auxilia o corpo a eliminar o excesso de toxinas, aumenta o metabolismo celular, diminui a quantidade de energia armazenada nos adipócitos. Pesquisas indicam que em média 69% das mulheres tem como principal queixa estética o acumulo de gordura localizada no abdômen. O aumento da gordura localizada ocorre por desequilíbrios físicos e emocionais. Exemplos: Disfunções hormonais; sedentarismo; alimentação inadequada, ansiedade e stress. 44

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Nos dias atuais falta tempo para tudo. Falta tempo para atividades físicas, alimentação correta e descanso adequado. Quando não realizamos exercícios, nossos músculos ficam flácidos principalmente os do abdômen, não gastamos calorias que também vão se acumulando na região abdominal. A alimentação inadequada incluindo excessos de carboidratos, açúcar, sódio, conservantes e outros aditivos químicos. Em contra partida a alimentação da maior parte da população está pobre em minerais, fibras, vitaminas. Resultado cada vez mais as pessoas estão desnutridas e com sobrepeso, sem energia para realizar suas tarefas diárias. A falta de descanso é outro fator que contribui para o aumento de peso, estudos científicos indicam que poucas horas de sono


acabam aumentando a quantidade do cortisol natural, que contribui para o aumento de edemas. Quais ferramentas ou técnicas a Bioortodetox utiliza para aumentar o metabolismo celular e estimular o sistema linfático? A bioortodetox tem quatro pilares principais que são; Drenagem linfática Manual, Massagem Bio Estimulante, Shiatsu e complexos de minerais quelatados. A Drenagem linfática manual e a massagem bio estimulante são realizadas com os complexos estéticos ortomoleculares: ion reduc, ion firme e ion masque. O Shiatsu é uma massagem oriental que equilibra a energia vital do corpo combatendo o stress físico e mental. O stress é apontado por muitos cientistas como um catalizador da ansiedade. Um número considerável de mulheres relata no período menstrual uma ansiedade maior em consumir carboidratos e açúcar que possuem grandes quantidades de calorias que no processo metabólico são armazenadas nas células de gordura. A Drenagem Linfática Manual possui vários benefícios, no caso da bioortodetox ela é utilizada para auxiliar o corpo a eliminar o excesso de toxinas que potencializam o envelhecimento tecidual. A Bio estimulante é uma massagem modeladora, redutora e desportiva técnica especial de massagem que trabalha o cliente em decúbito dorsal, ventral, lateral, sentado e em pé. Minerais Quelatados Dérmicos e seus complexos: São minerais em géis com fácil permeação que bem indicados por um profissional capacitado nutre as carências energéticas (elétrons), aumenta as reações catalíticas enzimáticas e auxilia o aumento do metabolismo, com isso fica mais fácil ter o abdômen dos sonhos. A sequência das técnicas realizadas na bioortodetox respeita os princípios da fisiologia e anatomia humana. A bioortodetox não faz milagre, a reeducação alimentar e as atividades físicas regulares fazem parte do processo de reestruturação abdominal. Abaixo temos um exemplo da eficácia deste método;

A Bioortodetox foi desenvolvida pelo professor Edjasto Ferreira em parceria com esteticista Shirley Lavigne Ferreira especialista em redução e reestruturação tecidual.

Profº Edjasto Ferreira Formado em Massoterapia pelo EOMA, Cosmetologia e Estética pela Universidade Anhembi Morumbi, Pós Graduado em Terapia Ortomolecular, Acupuntura e Fitoterapia. Certificação Internacional The Coaching Clinic, Certificação pela Sociedade Latino Americano de Coaching, Associada à Corporate Coach USA. Formado em Neuro Coaching no Instituto Brasileiro de Coaching

Shirley Lavigne Ferreira

Para maiores informações: Bioortodetox.blogspot.com.br Estética Com Ciência

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LEVANTAMENTO DOS EFEITOS CAUSADOS PELO USO TÓPICO DA HIDROQUINONA EM COMPARAÇÃO COM O ARBUTIN UM DERIVADO DA HIDROQUINONA: uma revisão bibliográfica SURVEY OF THE EFFECTS CAUSED BY THE TOPICAL USE OF HYDROQUINONE IN COMPARISON WITH ARBUTIN A HYDROQUINONE DERIVATIVE: a bibliography review Hipercromia é uma alteração pigmentar estética resultante da produção excessiva de melanina, caracterizada pela presença de manchas escuras na pele. Lentigo solar, efélides (sardas), máculas café-au- lait, hiperpigmentação pós-inflamatória e melasma estão entre as desordens pigmentares que afetam 50

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pele do indivíduo, sendo melasma e hiperpigmentação pósinflamatória as alterações mais comuns nos tratamentos despigmentantes. Hidroquinona e Arbutin são despigmentantes largamente utilizados. O objetivo deste trabalho foi analisar os efeitos causados pelo uso tópico da hidroquinona e comparar


com os efeitos causados pelo Arbutin. A hidroquinona é considerada padrão-ouro para despigmentação, porém o uso tópico pode desencadear uma dermatite de contato alérgica e dependendo da severidade da inflamação gerar sequelas como a hiperpigmentação pós-inflamatória, cicatrizes, atrofia epidérmica, descoloração ungueal, telangiectasias e toxicidade sistêmica. O Arbutin, um derivado da hidroquinona, tem efeito despigmentante mais tardio em relação à hidroquinona. O agente despigmentante hidroquinona oxida facilmente quando em contato com o ar, possui efeito citotóxico e pode levar ao desenvolvimento de célula cancerosa, enquanto o Arbutin não possui efeito citotóxico e é tão eficaz quanto à hidroquinona como despigmentante. Palavras-chave: despigmentante, alfa-arbutin, hiperpigmentação pós-inflamatória, melasma, hidroquinona beta d-glicopiranosídeo 1 Discente do curso de Estética e Cosmética da Universidade Vila Velha – UVV. E-mail: annedpaula@hotmail.com 2 Discente do curso de Estética e Cosmética da Universidade Vila Velha – UVV. E-mail: marciapains@hotmail.com 3 Discente do curso de Estética e Cosmética da Universidade Vila Velha – UVV. E-mail: veracostaa@hotmail.com 4 Mestre e docente do curso de Estética e Cosmética da Universidade Vila Velha – UVV. E-mail: cavalcanti@uvv.br

ABSTRACT Hyperchromia is a cosmetic pigment change derived from a excessive production of melanin, characterized by the presence of dark spots on the skin. Solar lentigo, freckles, cafe-au- lait blemishes, postinflammatory hyperpigmentation and melasma are among the pigmentary disorders that affect the skin. Melasma and post-inflammatory hyperpigmentation are the most common changes in depigmenting treatments. Hydroquinone and Arbutin are widely used lighteners. The objective of this study was to analyze the effects caused by topical use of Hydroquinone and compare it with the effects caused by arbutin. The hydroquinone is considered the gold standard for depigmentation, but topical use can trigger an allergic contact dermatitis and depending on the severity of the inflammation generate sequelaes such as post-inflammatory hyperpigmentation, scars, epidermal atrophy, nail discoloration, telangiectasia and systemic toxicity. The arbutin, a derivative of hydroquinone, has depigmentation effect later in relation to hydroquinone. The depigmentation agent hydroquinone oxidizes easily when in contact with air, has cytotoxic effect and can lead to the development of a cancerous cell, the arbutin does not cause cytotoxic effects and is as effective as hydroquinone as. Keywords: depigmenting, alpha arbutin, post inflammatory hyperpigmentation, melasma, hydroquinone beta

d-glicopiranoside.

1 INTRODUÇÃO Diversos são os problemas de caráter estético que têm provocado desconforto às pessoas, e devido a esse fator a procura por tratamentos estéticos vem aumentando constantemente nos consultórios médicos e clínicas de estética. Entre eles, destacase o melasma e outras hiperpigmentações da pele; sendo assim, o uso de ativos para atenuar ou tratar estes problemas cresce na mesma proporção (COSTA et al, 2011). A hiperpigmentação cutânea, por grande produção de melanina, ocorre por diversos fatores, como envelhecimento, gravidez, distúrbios endócrinos, tratamento com hormônios sexuais e exposição solar. Tal distúrbio possui grande influência estética, dependendo de sua intensidade, apresentação e localização (MIOT et al, 2012). Os agentes químicos despigmentantes de pele são usados em vários países seja por patologias como melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) ou com finalidade estética social. Porém muitos desses indivíduos que fazem uso destes despigmentantes, sendo a maioria mulheres, não sabem dos riscos envolvidos, e muitas vezes desconhecem até mesmo a composição dos produtos usados (ASKARI et al, 2012). Entre os ativos despigmentantes está a hidroquinona (HQ) que foi introduzida como substituta de produtos à base de mercúrio que são extremamente tóxicos. É um despigmentante que inibe a tirosinase, facilmente absorvido pela pele, principalmente em um veículo alcoólico onde a absorção é maior do que em uma solução aquosa, de efeito citotóxico para o melanócito e células vizinhas. Pode levar a carcinogênese e é usada em vários países. Em contrapartida o arbutin (ARB), despigmentante de origem vegetal derivado da HQ, também inibe a enzima tirosinase, porém sem causar danos à célula (ANDERSEN et al, 2010; DEHAVEN, 2014). A HQ é um dos despigmentantes mais utilizados, porém devido ao seu efeito citotóxico os profissionais de estética não têm autonomia para utilizá-la. Em contrapartida o ARB, que é um despigmentante derivado da HQ, pode ser utilizado por esses profissionais. Sabendo a diferença entre os dois e entendendo o motivo dessa proibição, os profissionais atuarão com mais segurança e responsabilidade. O objetivo desse trabalho foi analisar os efeitos e danos causados pelo uso tópico da HQ e comparar com os efeitos e danos causados pelo arbutin.

2 CONSTITUIÇÃO DA PELE A pele é o maior órgão do corpo humano e é constituída por uma epiderme de células estratificadas, e uma derme subjacente de tecido conjuntivo. Por baixo da derme existe uma camada de gordura subcutânea, que é separada do resto do corpo por uma camada residual de músculo estriado, e não é considerada como Estética Com Ciência

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parte da pele (GUIRRO; GUIRRO, 2010; BURNS et al, 2010). De acordo com Guirro; Guirro (2010) e Burns et al (2010) a epiderme é composta principalmente de queratinócitos, sendo formado por divisão das células na camada basal, que dão origem à camada espinhosa. Esta camada contém células que se movem para fora e diferenciam-se progressivamente, formando a camada granular e o estrato córneo. A camada mais externa da epiderme é a camada córnea, onde as células (agora chamado de corneócitos) perderam núcleos e organelas citoplasmáticas. Outras células da epiderme são os melanócitos, células de Langerhans e células de Merkel. Segundo Burns et al (2010) derme é uma matriz ou substância de apoio na qual polissacarídeos e proteínas estão ligadas à produção de macromoléculas que têm uma notável apacidade de retenção de água e um rico suprimento de sangue, embora nenhum vaso passe através da junção dermo-epidérmica. O colágeno é a principal proteína da matriz extracelular e as fibras de colágeno são extremamente resistentes, proporcionando à pele sua resistência à tração. As fibras elásticas são constituídas por dois componentes, elastina e microfibrilas associadas, que juntos dão à pele a sua elasticidade e resistência.

Figura1. Estrutura da pele. Fonte: http://ltc-ead.nutes.ufrj.br/toxicologia/

Figura2. Unidade epidermo-melânica e melanogênese. Fonte:

imagens/Estrutura- da-pele-2.gif.

http://www.dermamedics.com/hyperpigmentation_id60.html.

Os melanócitos são células dendríticas produtoras de pigmentos localizados na pele, ouvido interno, coróide e íris do olho, que se originam da crista neural do embrião e que produzem e distribuem o pigmento melanina em ‘pacotes’ (os melanossomas) para os queratinócitos circundantes, dando cor à pele. O número de melanócitos não difere muito entre a pele branca e negra. Pelo contrário, é a natureza da melanina e o tamanho dos melanossomas, que representam as diferentes aparências. Os melanócitos produtores de melanina na pele e cabelo adulto desenvolvem-se a partir de precursores de melanócitos embrionários chamados melanoblastos.  Durante o desenvolvimento embrionário, os melanoblastos emergem de um subconjunto de células da crista neural e migram para a pele e folículos pilosos em desenvolvimento (GUIRRO; GUIRRO, 2010; BURNS et al, 2010). Duas formas de melanina são produzidas na pele e cabelo: marrom / preto (eumelanina) e amarelo / vermelho (feomelanina). Os melanócitos possuem receptores específicos, 52

incluindo receptores de melatonina e de melanocortina-1 (MC1R). A ativação ou inibição de receptores específicos de melanócitos pode aumentar a função normal dos melanócitos, a cor da pele e a fotoproteção.  A Ativação do receptor de melanocortina 1 (MC1R) promove a síntese de eumelanina à custa de feomelanina. A oxidação de tirosina por tirosinase, no entanto, é necessária para a síntese de ambos os tipos de pigmento.  Na pele de africanos, asiáticos e europeus existe um gradiente de tamanho e número de melanossomos; Além disso, os melanossomos na pele do africano são mais dispersos (BURNS et al, 2010). Posteriormente a melanina é transferida em melanossomos para os queratinócitos vizinhos na epiderme e nos folículos pilosos em crescimento.  Variações dos tipos de melanina produzida e a sua distribuição no interior da pele e do cabelo contribuem para a grande diversidade de cor. A produção de melanina também fornece proteção para a pele, reduzindo osdanos da radiação ultravioleta (UV) prejudicial, já que os melanossomos localizam-se no interior dos queratinócitos posicionandose entre o núcleo da célula e seu ápice, protegendo assim o material nuclear da radiação vinda do ambiente.  Nos seres humanos, alterações no crescimento e função de melanócitos podem levar a várias doenças pigmentares (BURNS et al, 2010).

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3 HIPERPIGMENTAÇÃO CUTÂNEA produção excessiva de melanina, caracterizada pela presença de manchas escuras na pele, que pode ser de origem endógena, exógena ou até mesmo uma má distribuição do pigmento. Lentigo solar, efélides (sardas), máculas café-au- lait, HPI e melasma estão entre as desordens pigmentares que afetam a pele do indivíduo, sendo melasma e HPI as alterações mais comuns nos tratamentos despigmentantes (BURNS et al, 2010; ÚRAGA et al,2013; PLENSDORF; MARTINEZ, 2010). manchas irregulares, castanho claro para marrom-acinzentada, que abrange algumas regiões da face, tais como: malar, frontal, mentoniana, nariz e lábio superior, e em raros casos outras regiões expostas ao sol, a região dorsal, peitoral e membros superiores. Ocorre em todos os grupos étnicos raciais, porém mais comumente em indivíduos com mais altos fototipos de pele, e que vivem em áreas de intensa radiação UV, especialmente latino-americanos, asiáticos e afrodescendentes, sendo mais comum em mulheres jovens. De acordo com a localização do aumento da melanina, o melasma é classificado em 3 grupos:


epidérmico, dérmico e misto. A eficácia do tratamento tópico é maior quando se trata de melasma epidérmico. (GRIMES, 2009; ÚRAGA et al,2013; COSTA et al, 2011; CESTARI; DANTAS e BOZA, 2014) ocorre após um processo inflamatório. A localização deste pigmento em excesso pode ser apenas na epiderme ou epiderme e derme. Causas comuns de HPI incluem acne vulgar, dermatite atópica, dermatite de contato irritativa e / ou alérgica, trauma, psoríase, líquen plano e erupções a drogas (GRIMES, 2009; CESTARI; DANTAS e BOZA, 2014).

4 PRINCIPAIS DESPIGMENTANTES TÓPICOS

determinado período de tempo provocam um clareamento da pele. A maioria tem como mecanismo de ação a inibição da enzima tirosinase. Tirosinase, também conhecida por monofenol monoxigenase é uma glicoproteína transmembrana contendo cobre (metaloenzima) que catalisa a oxidação de fenóis, quer em animais, quer em plantas sendo a enzima responsável pela melanogênese em mamíferos. Um dos produtos da ação desta enzima é a melanina. Existem vários tipos de despigmentantes no mercado, porém poucos estudos provando a segurança e eficácia. Motivos para o uso destes produtos variam de acordo com a cultura. Na Arábia Saudita, África, Paquistão e Sul da Ásia o uso de despigmentante é permitido e muito utilizado por mulheres, mesmo não conhecendo a composição do produto (PRAKASH; MAJEED, 2009; MOREIRA et al, 2010; ALGHAMDI, 2010; PARK et al., 2010; ASKARI et al, 2012). encontra nos cítricos. Com suas propriedades hidrofílicas, penetra na pele com um ritmo lento. Tem interação com íons de cobre no local ativo da tirosinase. Apresenta ação redutora, com efeito antioxidativo na formação da melanina, inibindo a melanogênese (SARKAR; ARORA; GARG, 2013). cana de açúcar. É bem absorvido por todas as camadas da pele, agindo como um solvente para a matriz intercorneócita diminuindo assim à excessiva queratinização, diminui a pigmentação por vários mecanismos, esfoliando o estrato córneo, e com o aumento da epidermólise, dispensa a melanina na camada basal da epiderme. Se a pele do paciente for sensível, pode ocorrer uma leve irritação (ARAUJO e MEJIA, 2012). amargas, considerado um dos alfahidroxiácidos (AHA´s) com maior peso molecular, permeia lentamente, fazendo com que seu efeito na pele fique uniforme. É um ácido que inibe a síntese da melanina em uma pele hiperpigmentada, e na epiderme inibe a síntese na melanina depositada, que promove a remoção dos pigmentos hipercromicos (GOMES e DAMASIO, 2009; ARAUJO e MEJIA, 2012). tretinoína. Por ser uma substância lipossolúvel, necessita de uma proteína específica, chamada CRABP, para ser transportado, pois seus níveis são encontrados em maiores quantidades na epiderme do que na derme. O uso do AR faz com que a produção de melanina seja reduzida. Controla a liberação de ativos irritantes, ao dispersar os grânulos no interior dos

queratinócitos, os melanossomos sofrem interferência em sua transferência, fazendo com que aconteça aceleração da renovação celular, aumentando a perda do pigmento. (ARAUJO e MEJIA, 2012; SANDIN et al,2014). carboidratos como a glicose, não irrita, e nem é fotossensibilizante. Tem efeitoinibidor da tirosinase, enzima principal para a formação da melanina. O ácido Kójico, por combater fungos e bactérias dos gêneros Acinetobacter, Aspergillus e Penicillium, é considerado uma substancia antimicrobiana. É quelante sobre os íons, inativa a tirosinase, e inibe a melanogênese. (COSTA et al, 2011; ARAUJO et al, 2012). ampla faixa de pH, possui uma atuação quelante, com efeitos em pH’s ácidos e alcalinos. É inibidor da tirosinase e tem um efeito despigmentante, pequeno, mas seguro (RIBEIRO e FERRARI, 2010). que pode ser usado com segurança, sem que venha ocorrer o risco de hipopigmentar, causar alergia, e fotossensibilizar. Possui efeito seletivo sobre os melanócitos anormais da pele, contribuindo para um efeito mínimo sobre a pigmentação em sardas e manchas senis. (RIBEIRO e FERRARI; PORAT, 2011) . Tabela adaptada: RIBEIRO, C.J.; FERRARI, M. Cosmetologia aplicada a dermoestética. 2. ed. São Paulo, 2010. 4.1 Hidroquinona (HQ)

HQ é também chamada de benzeno-1,4- diol, 1,4-dihidroxibenzeno, ou ainda quinol. Quimicamente tratase de um fenol, por ter hidroxila ligada diretamente a um anel benzênico. As duas hidroxilas estão na posição para, e, portanto a hidroquinona é um isômero da resorcina, que tem uma fórmula molecular idêntica, mas com as hidroxilas na posição meta. É encontrada na natureza em diversas fontes, como madeiras, frutas, alcatrão de hulha, petróleo, e também em tintura de cabelo e produtos para unhas artificiais. Sua fórmula química é C 6 H 6 O 2 (BURNS et al, 2010; CALAÇA; TESTS; NAGATA, 2011; CUNHA, et al, 2013; COSTA, et al, 2011).

Figura2. Estrutura molecular da hidroquinona. Fonte: ANDERSEN, et al. Final Amended Safety Assessment of Hydroquinone as Used in Cosmetics. International Journal of Toxicology, v. 29, n. 4, p. 274-287, 2010.

A eficácia da HQ foi descoberta acidentalmente na segunda guerra mundial, quando trabalhadores afro-americanos de fábricas de produção de borracha queixaram-se das áreas descoloridas em suas mãos e antebraços. É a droga de escolha, considerada a mais eficaz no tratamento do melasma e na HPI, sendo seu mecanismo de ação a inibição reversível da Estética Com Ciência

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enzima tirosinase, impedindo que a tirosina se transforme em dopaquinona (DOPA), um dos passos na síntese da melanina (PRAKASH; MAJEED, 2009; ANDERSEN et al, 2010; MOREIRA et al, 2010; INOUE et al, 2013;). A segurança da hidroquinona é limitada, sendo proibida em alguns países, como no Japão, Inglaterra e países da União Europeia. Em outros países, como Brasil, Estados Unidos e Canadá, ela é liberada, porém classificada como categoria C de risco pela Food and Drug Administration (FDA). Seu uso na gravidez não é recomendado, apesar de não haver relatos de anormalidades fetais após seu uso por gestantes (MOREIRA et al, 2010). Quando utilizada durante as noites por período de dois meses, em alguns casos até seis meses, a HQ apresenta excelentes resultados nos tratamentos despigmentantes, mas a recomendação é que seja interrompido o tratamento caso não haja melhora após os dois meses devido aos efeitos adversos (PÉREZ; VILLASEÑOR e CRUZ, 2015).

descoloração ungueal, telangiectasias e toxicidade sistêmica. Seu uso em concentrações mais altas e/ou tempo muito prolongado pode aumentar o risco de desenvolver leucemia, gerar hipopigmentação, ocronose exógena, vitiligo e carcinogênese. Devido à hipopigmentação torna a pele fotossensível e vulnerável a danos causados pelos raios UV (GRIMES, 2009; HU et al, 2009; PRAKASH; MAJEED, 2009; MOREIRA et al, 2010; MARTINS et al, 2012; DESMEDT et al, 2013). O ARB tem efeito despigmentante mais tardio em relação à HQ, porém o estudo feito por Lim et al (2009) demonstra que ele é eficaz no tratamento para clareamento de pele, além de atuar como antioxidante e antiinflamatório, sem causar toxicidade celular, sendo mais tolerado do que a HQ. (PRAKASH; MAJEED, 2009; MOREIRA et al,2010; TAKEBAYASHI et al,2010; LEE; KIM. 2012; TADA; KOHNO; NIWANO. 2014).

4.2 Arbutin (ARB)

Os primeiros casos de carcinoma de células escamosas associado à despigmentação feita com uso de cosméticos foram citados no estudo de caso feito por Ly et al (2010) onde duas mulheres africanas de fototipo VI, com idade de 45 e 47 anos desenvolveram o câncer após uso prolongado (10 e 30 anos) de corticóides e HQ, em concentrações entre 2% a 8%. Esse tipo de carcinoma não é comum em pessoas com fototipos altos o que levou, entre outros fatores, a associá-lo ao uso prolongado do despigmentante. Segundo Andersen et al (2010) a HQ é um agente cancerígeno humano, induzindo a leucemia, anemia aplástica, nefrotoxicidade, e alguns efeitos imunotóxicos. A fisiopatogenia deste processo ainda não está esclarecida. O uso prolongado, superior a seis meses, de cremes que contenham pelo menos 1% a 2% de HQ tem sido associado com ocronose exógena que é a hiperpigmentação negra e tem sido observado em pessoas asiáticas, latino americanas e descendentes de africanos, expostas a várias substâncias dentre elas a HQ. Esta forma de ocronose foi nomeada exógena, porque ela não compartilha qualquer das complicações sistêmicas ou as anormalidades urinárias. Ribas et al (2010) chama a atenção para casos de ocronoses exógenas que estão sendo diagnosticadas erroneamente como falha no tratamento de melasma e o uso sem acompanhamento. Afeta todos os grupos étnicos mesmo com o uso em baixas concentrações da HQ (2%) e por curta duração (até seis meses). O estudo avaliou 4 mulheres entre 36-58 anos, que usaram HQ 2%-5% durante 2-10 anos. As pacientes não foram alertadas para os danos que poderiam ocorrer e se observou longo tempo até o diagnostico final de ocronose exógena. Raramente é relatado dermatite de contato alérgica causada pelo ARB e todos os 4 relatos foram no Japão. Matsuo et al (2015) relatou que uma senhora de 61 anos com uma história de 9 meses de eritema pruriginoso nas bochechas e pálpebras superiores, tornou-se sensível ao ARB pois fazia uso do produto

O arbutin, quimicamente é o (2R, 3S, 4S, 5R, 6S) -2-Hidroximetil- 6- (4-hydroxifenoxi) oxane-3, 4,5-triol/4hidroxifenil- b-glucopiranósido - é um glicosídeo derivado da HQ, encontrado em alguns vegetais como nas espécies de Asteraceae, Rosaceae, Lamiaceae, Apiaceae, Origanum (especialmente O. Majorana), peras, produtos de trigo, café, chá, principalmente na uva-ursi, e pode ser preparado sinteticamente. Há séculos os extratos das folhas da Arctostaphyllos uva ursi (Ericaceae) tem sido usada em fitoterapia. A uva ursi, rica em ARB, é usada no tratamento de infecções do trato urinário e como despigmentante, pois tem efeito inibitório da atividade da tirosinase, sendo mais seguro que a HQ. É importante saber que aplicação de ARB em altas concentrações causa irritação e hiperpigmentação na pele. Sua eficácia e seu mecanismo de despigmentação ainda não foram totalmente compreendidos. Permitido na União Europeia uma vez que a HQ é proibida desde 2001 como ingrediente ativo em cosmético. Sua fórmula química é C 12 H 16 O 7 (HU et al, 2009; LIM et al, 2009; BURNS et al, 2010; DESMEDT et al, 2013; INOUE et al, 2013; MIGAS; BARANOWSKA, 2015)

Figura 3. Estrutura molecular do arbutin. Fonte: RIBEIRO, C.J.; FERRARI, M. Cosmetologia aplicada a dermoestética. 2. ed. São Paulo, 2010.

5 COMPARAÇÃO DO EFEITO HIDROQUINONA E ARBUTIN Desde 1961 a HQ é considerada padrão-ouro para despigmentação, porém, pode desencadear uma dermatite de contato alérgica e dependendo da severidade da inflamação gera sequelas como a HPI, cicatrizes, atrofia epidérmica, 54

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5.1 Casos Clínicos


por mais ou menos um ano. Um teste foi realizado com todos os 18 ingredientes da loção de clareamento e só o ARB suscitou uma reação positiva. Depois que a paciente parou de usar a loção de clareamento, o eritema facial foi resolvido, permitindo assim um diagnóstico de dermatite de contato alérgica causada por ARB em loção clareadora. Estudo feito por Zubair e Mujtaba (2009), onde 30 pacientes do sexo masculino e feminino com idade entre 18 e 40 anos, apresentando melasma epidérmico foram tratados com HQ 4% aplicada durante oito semanas,1 vez ao dia durante as noites. O resultado obtido foi de melhora em 22 pacientes (73,3%), 5 pacientes (16,7%) não apresentaram alterações e 3 pacientes (10%) não apresentaram resultados positivos sendo que 2 apresentaram dermatite de contato e 1 desenvolveu HPI.

6 COSMÉTICOS, GRAUS DE RISCO E NOTIFICAÇÃO/ REGISTRO A Resolução RDC 7, de 10 de fevereiro de 2015, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), define como cosméticos os produtos fabricados com substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo em qualquer parte do corpo, que tem como principal objetivo limpar, perfumar, modificar a aparência e odores, proteger, manter o bom estado e até mesmo embelezar. Estes produtos podem ser classificados em dois graus de risco, de acordo com seus efeitos adversos: o grau 1 que não necessita comprovação, detalhes do modo e restrição de uso, e os cosméticos grau 2, como os clareadores da pele, que possuem indicações específicas, comprovação de segurança e/ou eficácia, assim como informações e cuidados, modo e restrições de uso. A maioria dos cosméticos, todos os de graus de risco 1 e boa parte dos de graus de risco 2, incluindo os clareadores da pele, não requerem procedimento de registro na ANVISA, bastando sua notificação através de uma comunicação prévia que é o procedimento administrativo a ser aplicado para informar à ANVISA a intenção de comercialização de produto isento de registro.

7 ASSOCIAÇÕES O ARB tem incompatibilidades gerais com ácidos, sais em geral, metais pesados, presença de ar (oxigênio) e pH's fora da faixa de 5,0 e 8,0. Se a associação for feita nessas condições, pode ocorrer a hidrólise do ARB anulando sua ação específica e/ou possível perda da eficácia de um ou ambos os ativos. A HQ tem incompatibilidades gerais com álcalis, sais férricos, agentes oxidantes e sais de metais. Ar atmosférico (oxigênio), pH's alcalinos (acima de 7,0), luz visível e UV. Se a associação for feita nessas condições, pode ocorrer risco de perda da eficácia de um ou ambos os ativos, oxidação da HQ

e consequentemente perda de seu efeito (CAVALCANTI, 2006). Um estudo recente demonstrou que a combinação de dois ou mais ativos é mais eficaz do que as terapias com um único ativo. A combinação de HQ, AR e um corticóide é ainda mais eficaz do que a combinação de apenas dois deles ou o uso individual de cada. Para tratamento de melasma pode ser usado HQ tópica, sozinha ou combinada com AR ou AG ou AR e um corticóide tópico. O AR é capaz de reduzir os efeitos adversos, impedir a oxidação e aumentar a permeação da HQ, já o corticóide diminui o risco de irritação dos dois componentes da fórmula. Alguns autores citam que o ARB pode ser associado ao AG, AR entre outros ativos. Ocorre um sinergismo nestas associações com o benefício de menores efeitos adversos quando comparado com a HQ e suas associações (PICHARDO et al, 2009; ZUBAIR;MUJTABA, 2009; CESTARI; DANTAS e BOZA, 2014; SHANKAR et al,2014). O AG tem como mecanismo de ação a diminuição da coesão entre os corneócitos e promove a separação dos queratinócitos, além de contribuir para síntese de novo colágeno e elastina. A HQ modifica as membranas das organelas dos melanócitos acelerando a degradação do melanossomos. Essas são as características individuais, que quando associadas promovem um melhor resultado para o tratamento despigmentante (BALBINOT, 2012; PÉREZ, 2015). COVARRUBIAS, SÁNCHEZ e OLIVERA (2015) demostraram em estudo que o ARB (5%) quando associado com ácido kójico (2%) e AG (10%) tem a mesma eficácia que a HQ, porém com menos efeitos adversos no tratamento de melasma em pacientes com fototipos III-IV.

8. DISCUSSÃO A melanina desempenha um papel crucial na proteção da pele contra a luz UV. Ela também determina a cor da pele e vários aspectos da aparência fenotípica. No entanto, o acúmulo anormal de melanina pode se tornar um problema estético. A maioria dos agentes despigmentantes são inibidores da tirosinase, embora sua classificação seja complicada por seus diferentes mecanismos. Comparado com a HQ, ARB, um beta-D- glucopiranósido derivado de hidroquinona, é comumente utilizado na produção de cosméticos, por apresentar atividade despigmentante. O ARB atenua a atividade da tirosinase e inibe a atividade polimerase da 5,6-dihydroxyindole- 2-ácido carboxílico (PARK et al., 2010). Desde a sua introdução para uso clínico em 1961, HQ tem sido bem sucedida na inibição da tirosinase e no tratamento de hiperpigmentação. No entanto, HQ pode ser metabolizada pela tirosinase, causando danos oxidativos à célula e induzindo a morte do melanócito. Como uma alternativa, o ARB não Estética Com Ciência

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demonstra efeito algum na diferenciação dos melanocitos, e seus derivados são considerados promissores agentes de clareamento da pele porque eles inibem a melanogênese em concentrações inferiores em comparação com HQ (CHAWLA et al., 2012; TADA, KOHNO, NIWANO,2014). A falta de efeitos adversos do ARB e seus derivados torna uma alternativa valiosa para HQ e com isso um crescente interesse em ARB e seus derivados são observados especialmente na indústria de cosméticos devido à ação despigmentante (MIGAS; BARANOWSKA, 2015). Alguns pesquisadores demostraram que a HQ é um excelentedespigmentante, porém com efeitos citotóxicos para os melanócitos. Comparam a HQ com outros despigmentantes como AR e AG chegando à conclusão que a HQ é um despigmentante eficaz, porém os outros conseguem a mesma eficácia, sozinhos ou quando combinados com outros ativos (ALGHAMDI, 2010; ANDERSEN et al, 2010; ASKARI et al, 2012; BALBINOT, 2012; CALAÇA; TESTS; NAGATA, 2011; DEHAVEN, 2014; CUNHA, et al, 2013; COSTA et al, 2011). Nos artigos pesquisados foi observado que o ARB exerce o mesmo efeito despigmentante da HQ, sem, contudo apresentar os mesmos efeitos tóxicos concluindo que o ARB tem a mesma ação que a HQ devendo ser utilizado por mais tempo para ter a mesma eficácia, além do efeito antioxidante (ARAUJO e MEJIA, 2012; CESTARI; DANTAS e BOZA, 2014; CHAWLA et al., 2012; COSTA et al, 2011; GRIMES, 2009; HU et al, 2009; INOUE et al, 2013; LEE; KIM. 2012; LIM et al, 2009; DESMEDT et al, 2013; COVARRUBIAS; SÁNCHEZ; OLIVERA 2015).

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9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

da associação de ácido kójico, arbutin, sepiwhite® e achromaxyl® na abordagem do melasma, comparada à hidroquinona 2% e 4%. Surg Cosmet Dermatol, v. 3,

O agente despigmentante HQ oxida facilmente quando em contato com o ar, possui efeito citotóxico e pode levar ao desenvolvimento de célula cancerosa, enquanto o ARB não possui efeito citotóxico e é tão eficaz quanto a HQ como despigmentante. A prescrição de HQ para qualquer paciente deve ser acompanhada de orientação sobre os possíveis efeitos, incluindo a informação de que a droga deveria ser utilizada durante um período limitado, e sempre com orientação médica. O ARB, diferentemente da HQ, pode ser prescrito por outros profissionais, contudo, devido ao relato de 4 casos de dermatite de contato concluímos que apesar de seguro mais estudos comprovando sua segurança e eficácia devem ser realizados.

n. 4, p. 22-30, 2011. COSTA, A. et al. Avaliação da melhoria na qualidade de vida de portadoras de melasma após uso de combinação botânica à base de Bellis perennis,Glycyrrhiza glabra e Phyllanthus emblica comparado ao da hidroquinona, medido pelo MELASQoL,2011. Surg Cosmet Dermatol, v.3(3),p.207-212,2011. COVARRUBIAS, C.E.F;SÁNCHEZ,A.T;OLIVERA, R.M.P. Eficacia y seguridad de la combinación de arbutina 5% + ácido glicólico 10% + ácido kójico 2% encrema contra hidroquinona 4% en el tratamiento del melasma facial en mujeres con fototipo III-IV de Fitzpatrick. Dermatología Revista Mexicana, v.59, n.4, p.263-270, 2015. CUNHA, T.F.T.et al. Determinação rápida de hidroquinona usando análise por injeção em batelada (bia) com detecção amperométrica. Química Nova, v. 36, n. 5, p. 663-668, 2013. DEHAVEN, Charlene. Hydroquinone. Science of Skincare. 2014. DESMEDT, B.et al. Development and validation of a fast chromatographic

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Estética Com Ciência

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Vera Costa do Nascimento Pereira 3 Ana Paula de Jesus1 Márcia Pains Colli2 Luiz Carlos Cavalcanti4 Estética Com Ciência

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TRATAMENTO DA ALOPECIA ANDROGENÉTICA COM TÉCNICAS BIOESTIMULADORAS UM ESTUDO DE CASO ALINE DE OLIVEIRA TEODORO TEIXEIRA 1 , ELISABETE BESERRA COSMO 2 , PAULA DE FRANÇA CARMO DA SILVA 3 1-2: Biomédicas, alunas do Curso de Pós Graduação em Biomedicina Estética do Instituto Brasileiro de Eletroterapia e Cosmetologia Ibeco/São Paulo - SP/Brasil. 3: Fisioterapeuta com Especialização em Fisioterapia Dermato Funcional, Docente e Coordenadora Pedagógica do Instituto Brasileiro de Eletroterapia e Cosmetologia Ibeco/São Paulo - SP/Brasil.

Resumo Introdução: O tipo mais comum de alopecia em ambos os sexos, a androgenética, se caracteriza por alteração no ciclo capilar que leva à miniaturização folicular progressiva. Técnicas bioestimuladoras, incluindo a carboxiterapia que dará aporte na microcirculação comprometida e fatores de crescimento que promovem a angiogênese tecidual foram utilizadas nesse estudo. Objetivo: Avaliar o crescimento e diminuição da queda capilar na alopecia androgenética, através de técnicas bioestimuladoras. Métodos: Estudo de caso com 58

Estética Com Ciência

um paciente do sexo masculino, onde foi realizada 10 sessões de carboxiterapia com uso de fatores de crescimento AFGF (Fator de Crescimento Fibroblástico Ácido), BFGF (Fator de Crescimento Fibroblástico Básico), VEGF (Fator de Crescimento Vascular), Cooper peptídeo ® (Copper Tripeptídeo), alta frequência, massagem epicrânica, suplementação nutricional oral contendo cistina 100mg, cisteina 100mg, Bio-arct 50mg, Exsynutriment 150mg, piridoxina 50mg, zinco quelato 10mg, biotina 10mg e cobre 0,5mg e xampu antiqueda. A avaliação foi realizada por profissionais biomédicos habilitados em biomedicina estética através da comparação de fotos clínicas


e com questionários respondidos pelo paciente. Resultados: O paciente apresentou melhora significativa na queda de cabelos de acordo com o questionário respondido e registros fotográficos realizados antes e após o término do tratamento. Conclusões: Neste estudo notamos resposta eficiente e satisfatória nas técnicas bioestimuladoras escolhidas, sendo uma alternativa Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso interessante para o tratamento da Alopecia Androgenética (AAG) e uma opção eficaz para associar a outras técnicas já existentes. Palavras-chave: alopecia; fator de crescimento; carboxiterapia; androgênios.

Abstract Introduction: The most common type of alopecia in both sex, the androgenic, is characterized by changes in the hair cycle which leads to follicular progressive miniaturization. Biostimulaters technicals, including carboxitherapy that will supply the compromised microcirculation and growth factors that promote tissue angiogenesis were used in this study. Objective: To evaluate the growth and decreased hair loss in androgenetic alopecia, through biostimulaters technicals. Methods: A case study with a male patient, which was held 10 sessions carboxitherapy with the use of growth factors aFGF (Acid Fibroblast Growth Factors) , BFGF (Basic Fibroblast Growth Factors) , VEGF (Vascular Growth Factor), Cooper Peptide® (Copper Tripeptide), high frequency, epicranic massage, oral nutritional supplement containing 100mg cystine, cysteine ​​ 100mg, Bio-ARCT 50mg, 150mg Exsynutriment, pyridoxine50mg, zinc chelate 10 mg, biotin 10mg and copper 0,5 mg and fall shampoo. The evaluation was done by Biomedical Professionals qualified in aesthetic biomedicine through the comparison of photos clinics and hair answered questionnaires patient. Results: The patient presented significant improvement in hair loss according to the completed questionnaire and photographic records made ​​before and after the treatment. Conclusions: In this study we note efficient response and satisfactory the technical chosen biostimulators, being an interesting alternative for the treatment of Androgenetic Alopecia (AGA) and an efficient option to associate with other existing techniques.

progressiva do folículo com conversão de fios terminais em velo, mais finos, curtos e menos pigmentados. A AAG afeta ambos os sexos, sendo que nos homens a alopecia é andrógeno dependente e nas mulheres não se sabe ao certo se ocorre à interferência hormonal, portanto, o termo mais correto seria a alopecia de padrão feminino (APF). 1 A miniaturização folicular que acompanha estas alterações do ciclo do cabelo afeta a papila, a matriz e, finalmente, a haste do pelo. A papila dérmica é fundamental para a manutenção do crescimento do cabelo e é provavelmente o alvo para alterações mediadas por andrógenos no ciclo e miniaturização folicular. Com o tamanho do folículo reduzido, os cabelos produzidos são mais finos, e diminui a produção de pigmento (diâmetro reduzido de 0,08 mm a < 0,06 milímetros). 2 Tendo início após a puberdade, a AAG masculina apresenta seus sinais precoces de calvície em até 14% de meninos entre 15 e 17 anos. É importante ressaltar que as alterações clínicas que ocorrem durante a progressão da calvície masculina foram classificadas em 1951 por Hamilton e modificadas por Norwood em 1975 e, recentemente foi desenvolvida uma classificação universal, aplicável a ambos os sexos, a Basic and Specific Classification − Basp. O folículo piloso passa por proliferação (fase anágena) (Figura 1), involução (fase catágena) e repouso (fase telógena), com regeneração em sucessivos ciclos. No couro cabeludo normal a fase anágena dura de dois a sete anos, a catágena cerca de duas semanas, e a telógena aproximadamente três meses. Tem-se a denominada fase quenógena, que é a fase de atraso entre a queda e a reposição de uma nova haste, onde o folículo se encontra vazio. Substâncias como hormônios, citocinas e fatores de crescimento influenciam o mecanismo de controle de cada folículo. Esses mecanismos localizam-se no próprio folículo e são resultado da interação de moléculas reguladoras e seus receptores, como é o caso da papila dérmica e seus fibroblastos que influenciam o crescimento folicular. Na AAG a fase anágena finaliza-se antes do tempo previsto, graças à participação da expressão de fatores estimulantes e aumento de citocinas responsáveis pela apoptose. Concomitante a esse evento está o aumento do número de folículos em repouso na fase quenógena, dando início a miniaturização dos fios terminais para fios velo.

Keywords: alopecia; growth factor; carboxitherapy; androgens.

Introdução Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso A alopecia androgenética (AAG) caracteriza-se pela alteração no ciclo do crescimento do cabelo, onde ocorre a miniaturização Estética Com Ciência

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Figura 3 – A: Folículo piloso em fase anágena. B: Desenho esquemático de um folículo em fase anágena com detalhes anatômicos. APM , Músculo Pelo Eretor; CTS, bainha de tecido conjuntivo; DP, papila dérmica; IRS, bainha radicular interna; ORS, bainha externa da raiz; SG, glândula sebácea. 5

Os andrógenos são forte influência na etiologia da AAG e tem como alvo primário no folículo piloso a papila dérmica, através de receptores específicos. Dentre os andrógenos circulantes mais potentes está a testosterona, sendo que uma pequena fração circula livremente, e 70% são ligadas à globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), que possuem níveis inversos com a severidade da alopecia. Porem existe o metabólito da testosterona, DHT (dihidrotestosterona), que é a principal responsável pela miniaturização dos folículos e desenvolvimento da AAG por possuir afinidade por receptores androgênicos cinco vezes maior que a própria testosterona. 1-2 A enzima 5α-redutase converte a testosterona em DHT e está presente em maiores níveis e com atividade aumentada nos folículos do couro cabeludo de Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso indivíduos acometidos pela AAG, tendo seus níveis mais elevados nos folículos frontais em comparação aos folículos occipitais de mulheres e homens. 1 Estudos em pacientes com síndromes de insensibilidade a andrógenos e deficiência de 5 α-redutase tipo 2 têm sugerido que a alopecia androgenética é induzida por ativação de receptores de andrógenos foliculares por DHT. Duas isoenzimas, a 5 α-redutase tipos 1 e 2, encontram-se no couro cabeludo em adultos. No entanto, a quantidade de DHT produzida por homens no couro cabeludo é pequeno quando comparado com o produzido na próstata. As contribuições relativas de DHT produzida localmente e sistemicamente para o processo de calvície ainda não foi estabelecida. O grau de calvície não está correlacionado com a densidade dos padrões de cabelo no tronco e membros, nem com libido. Isto implica que o nível normal de circulação de testosterona após a puberdade é suficiente para a produção máxima de DHT. 2 Estudos recentes da patogênese da alopecia androgenética demonstram que a ação androgênica inibe a sinalização que as células mesenquimais exercem para a diferenciação de células do bulge. Esse conhecimento impulsionou a busca de opções terapêuticas para a AAG. Em um estudo clínico, pacientes com AAG receberam no couro cabeludo da área afetada dose única injetável intradérmica de uma combinação de fatores que sabidamente estimulam as células-tronco do bulge, com melhora de todos os parâmetros avaliados até um ano após a injeção única. 3 Os fatores de crescimento (FC) fazem parte de um grande grupo de polipeptídios secretados por várias moléculas reguladoras do nosso organismo. Agem como intermediários nos processos de maturação celular e reparação de danos teciduais. Alem de contribuírem na angiogênese, aumentando o processo microcirculatório local e ativando vários grupos celulares na integração e vitalidade dos tecidos. Por serem moléculas protéicas, ao entrarem em contato com seus receptores nucleares, estimulam a angiogênese e a replicação dos tecidos e, como antiinflamatórios, induzem a cicatrização e o crescimento de novas estruturas orgânicas. Não há um exame padrão ouro para o diagnóstico de AAG. 60

Estética Com Ciência

Além do exame físico atentando para o padrão e grau de acometimento da alopecia, é fundamental a realização de uma anamnese completa. Métodos complementares incluem dermatoscopia, tricograma e biópsia. O principal diagnóstico diferencial de AAG é o eflúvio telógeno, particularmente a forma crônica, há muito tempo considerada um fator de confusão. Entretanto, pacientes com AAG podem apresentar um eflúvio telógeno agudo típico, dificultando a avaliação clínica. 1 O tratamento da AAG visa aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão da queda. Em destaque, tem-se duas drogas que apresentam maiores evidências de resultados: finasterida via oral e minoxidil tópico. O minoxidil é um vasodilatador e a finasterida é um inibidor da 5α-redutase tipo 2, que reduz em dois terços a transformação de testosterona em DHT, mas possui efeitos colaterais como diminuição da libido, disfunção erétil e diminuição do volume da ejaculação. 1 A deficiência de oligoelementos como zinco tem sido demonstrada como agravante do eflúvio telógeno que pode ocorrer em pacientes com a AAG. 5 O zinco e o cobre são micronutrientes essenciais com importantes funções no metabolismo celular. O zinco está envolvido com a síntese de proteínas e Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso ácidos nucléicos enquanto o cobre participa do processo de síntese de melanina e produção de colágeno. 6 Um estudo recente revela que o cobre tem função primordial na diferenciação e proliferação das células papilares dérmicas, estando assim intimamente envolvido no desenvolvimento do folículo piloso. No processo de crescimento capilar, o zinco é um potente inibidor da regressão do folículo, acelerando o crescimento desse fio. Resumidamente, a deficiência de zinco pode resultar em perdas significativas de cabelo. 6 Vitaminas como ácido fólico, vitamina E e biotina também exercem papel direto ou indireto no ciclo capilar, pois atuam em processos metabólicos de síntese protéica, expressão hormonal e com sinergia a outros oligoelementos, como o zinco por exemplo. Estudos demonstram que presença de a biotina é de grande importância nesse processo. A biotina é vitamina hidrossolúvel que age como cofator essencial para carboxilases responsáveis por catalisar etapas essenciais no metabolismo celular, além de interferir na diferenciação de células epidérmicas. 7 O tratamento da alopecia androgenética tem, pelo menos, quatro objetivos básicos: prevenir a evolução da alopecia, estabilizar e reverter o processo de miniaturização e aumentar a densidade capilar. 2 Nesse estudo de caso a proposta é utilizar técnicas bioestimuladoras como a massagem epicrânica, alta freqüência, carboxiterapia, fatores de crescimento, suplementação nutricional e xampu antiqueda para o controle da queda capilar e crescimento desse folículo afetado pela AAG. Materiais e Métodos O presente estudo tem como objetivo utilizar técnicas bioestimuladoras como a massagem epicrânica, alta frequência, carboxiterapia, fatores de crescimento, suplementação nutricional e xampu antiqueda para o controle da queda capilar e crescimento desse folículo afetado pela AAG. Paciente masculino, 31 anos, branco, refere perda de cabelo desde os 18 anos. Passou por tratamento médico com finasterida oral 1 mg e minoxidil 5% Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso tópico, porem, não continuou com o tratamento. Está


sem fazer tratamento para alopecia há 03 anos. Possui história familiar de alopecia. O paciente foi submetido o registro fotográfico da área a ser tratada na primeira e última sessão para verificação da evolução do tratamento. O paciente foi orientado a ingerir um comprimido por dia durante 64 dias. O produto apresentou a seguinte composição: cistina 100mg, cisteina 100mg, Bio-arct 50mg, Exsynutriment 150mg, piridoxina (vitamina B6) 50mg, zinco quelato 10mg, biotina 10mg e cobre 0,5mg. O xampu antiqueda que o paciente utilizou em casa 03 vezes por semana, durante 9 semanas, apresentou a seguinte composição: D pantenol 2%, Extrato glicólico jaborandi 2%, Extrato glicólico gengibre 2%, Extrato glicólico própolis 0,5%, Inositol 0,5%, Oe alecrim 0,2%, Oe lemongrass 0,2%. O tratamento iniciou-se com uma massagem epicrânica por todo o couro cabeludo durante 5 minutos. Em seguida realizou-se a alta frequência por 5 minutos por toda a região acometida pela alopecia. Após esse processo, foi realizado o protocolo de carboxiterapia, que consiste na aplicação de agulha de insulina 30 ½ G para infusão do CO2 medicinal por toda a região de alopecia, com distância de aproximadamente 2 cm entre um ponto e outro, onde se utilizou fluxo de 150 mL/ min até observar-se um enfisema regular sobre a região. Para potencializar a técnica, foi aplicada uma loção capilar contendo fatores de crescimento, que continha a seguinte composição: AFGF 1,5% (Fator de Crescimento Fibroblástico Ácido), BFGF 1,5% (Fator de Crescimento Fibroblástico Básico), VEGF 1,5% (Fator de Crescimento Vascular), Cooper peptídeo ® 3% (Copper Tripeptídeo). O paciente foi orientado a usar em casa a mesma loção capilar, 01 vez ao dia no couro cabeludo com massagem por 64 dias. O protocolo foi realizado uma vez por semana totalizando 10 sessões. No final do estudo, o paciente realizou avaliação subjetiva sobre a intensidade percebida da queda de cabelo, atribuindo notas “zero”, onde não há queda de fios a “três”, significando que há queda intensa alem de assinar um termo de consentimento para o referido estudo. Resultados Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso O paciente atendido no presente estudo apresenta classificação de GIII da AAG, de acordo com a classificação de Hamilton-Norwood (Figura 1). Foi realizada avaliação após o término do procedimento pelo próprio paciente, onde foi respondido um questionário de nota zero a três, conforme demonstrados na tabela 1.

Como efeitos adversos foram relatados apenas dor local no momento da aplicação, com halo eritematoso no ponto da aplicação, não ocorrendo nenhum caso de hematoma local. A dor e o eritema foram classificados segundo escala de 1+ (mínimo de sintoma) até 4+ (máximo do sintoma), onde uma média dos sintomas durante as 10 sessões foi tirada, e estão

representados na tabela 2. Nenhum outro sintoma ou efeito adverso foi relatado pelo paciente.

O paciente apresentou melhora significativa de acordo com o questionário (tabela 1) e registros fotográficos. (Figura 2)

Figura 5 – Pré e pós-tratamento com técnicas bioestimuladoras.

Discussão A alopecia androgenética é a forma mais comum de perda de cabelos no sexo masculino e em idades avançadas, ocorrendo através de um processo de diminuição de tamanho e espessura dos folículos pilosos por ação da diidrotestosterona (DHT), resultante da transformação da testosterona pela enzima 5α-redutase. Para o tratamento ou retardo da queda de cabelos atualmente são utilizadas medicações (dentre as principais, a finasterida e o minoxidil), implantes capilares, uso de células tronco, fitoterápicos, carboxiterapia e o plasma rico em plaquetas, com comprovado resultado prático. 8 No presente estudo, a proposta foi utilizar técnicas bioestimuladoras para proporcionar a regressão da queda e possível crescimento do pelo. Os fatores de crescimento utilizados foram o IGF (Fator de Crescimento Insulínico) com função de reverter a atrofia folicular, aumentando em poucos dias de uso o tamanho dos folículos (bulbo), acelerando a mitose (crescimento dos cabelos). O BFGF (Fator de Crescimento Fibroblástico Básico) com ação fortificante no aumento da síntese de proteínas de ancoragem. Atua em sinergia com citocinas de ação angiogênica. Também foi utilizado o aFGF (Fator de Crescimento Fibroblástico Ácido), que é uma citosina angiogênica, que estimula a formação de um novo plexo vascular, diminuindo a perda de Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso melanina. O VEGF (Fator de Crescimento Vascular), que se trata de uma citocina angiogênica de ação vasodilatadora simultânea, reverte a atrofia folicular induzida pela DHT aumentando o tamanho dos folículos. Já o copper peptídeo® (Copper Tripeptídeo), Estética Com Ciência

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um peptídeo de cobre com forte ação anti 5 alfa redutase, reverte a atrofia folicular induzida pela DHT. Finalmente, o Prohairin® (Octapeptide 2), que é um peptídeo bioidêntico® com ações simultâneas no estímulo do crescimento de cabelos, que fornecem aumento do tamanho do bulbo, controle da oleosidade excessiva, normalização da fixação de melanina e cicatrização do couro cabeludo. 9 A aceleração da regeneração tecidual, através do processo inflamatório causado pela punturação no procedimento de carboxiterapia, que induzirá a regeneração e cicatrização do sítio tratado, alem da melhora da microcirculação local, nutrição celular e eliminação de toxinas e aumento do metabolismo. 10 A alta frequência, que atua auxiliando no aumento da vasodilatação do local, e cumprindo seu importante papel bactericida e fungicida. 11 Finalmente, para enriquecer o protocolo, utilizouse suplementação nutricional e xampu antiqueda, pois a deficiência de proteínas, zinco, cobre, biotina, entre outros, prejudicam a síntese e a qualidade da fibra capilar. 7-8 Apesar dos esforços em realizações de pesquisas para a elucidação dos mecanismos que envolvem a AAG, é de difícil entendimento sua etiopatogenia, apesar de se saber que há transmissão hereditária, e o estudo dos genes envolvidos levará a um maior entendimento dessa condição.

CONCLUSÃO A alopecia androgenética é entidade clínica muito comum que afeta indivíduos de ambos os sexos. Com um quadro clínico bem estabelecido, a fisiopatologia leva a intensas investigações em relação ao envolvimento genético, alterações hormonais e as diferenças entre os padrões masculino e feminino. 1 Os objetivos principais no tratamento dessa afecção são aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão da queda. É extremamente importante o esclarecimento ao paciente quanto os mecanismos da doença e à sua expectativa na terapêutica. 2 O tratamento satisfatório da AAG continua sendo um desafio para o profissional Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso da área da saúde. Apesar de existir muitos estudos sobre o assunto, trabalhos científicos que evidenciem novas opções terapêuticas possuem grande mportância. 2 Constatamos neste estudo resposta eficiente e satisfatória nas técnicas bioestimuladoras. Sabemos que na AAG a ação da DHT é importante para o desencadeamento do quadro, e são necessários tratamentos que atuam nessa frente. Com base nos resultados do estudo apresentado, a metodologia escolhida nos mostra uma alternativa interessante para o tratamento da alopecia androgenética, sendo mais uma opção eficaz para associar a outras já existentes, a fim de aprimorar os resultados terapêuticos. Torna-se crucial o incentivo de estudos 62

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e a incessante busca por novos conhecimentos pela grande prevalência dessa desordem e o prejuízo psicossocial que ela acarreta. Referências Bibliográficas 1. Mulinari-Brenner F, Seidel G, Hepp T. Entendendo a alopecia androgenética. Surg Cosmet Dermatol 2011; 3(4):329-37. 2. Sinclair R. Male pattern androgenetic alopecia. BMJ 1998; 317:865-9. 3. Monteiro MR. Células-tronco na pele. Surg Cosmet Dermatol 2012; 4(2):159-63. 4. Uebel CO. Ação do plasma rico em plaquetas e seus fatores de crescimento na cirurgia dos microimplantes capilares. Porto Alegre. Tese [Doutorado em Medicina] - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina; 2006. 5. Addor FAS, Bombarda PCP, Bombarda Júnior MS, Abreu FF. Influência da suplementação nutricional no tratamento do eflúvio telógeno: avaliação clínica e por fototricograma digital em 60 pacientes. Surg Cosmet Dermatol 2014; 6(2):131­6. 6. Min SK, Chul WK, Sang SK. Analysis of Serum Zinc and Copper Concentrations in Hair Loss. Ann Dermatol 2013; 25(4): 405-9. 7. Addor FAS, Bombarda PCP, Bombarda Júnior MS, Abreu FF. Influênciada suplementação nutricional no tratamento do eflúvio telógeno: Tratamento da Alopecia Androgenética com Técnicas Bioestimuladoras – Um Estudo de Caso avaliação clínica e por fototricograma digital em 60 pacientes. Surg Cosmet Dermatol 2014; 6(2):131­6. 8. Uebel CO. Ação do plasma rico em plaquetas e seus fatores de crescimento na cirurgia dos microimplantes capilares. Porto Alegre. Tese [Doutorado em Medicina] - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina; 2006. 9. Pharmaspecial Especialidades Químicas e Farmacêuticas Ltda. nformativo Técnico sobre Fatores de crescimento e peptídeos bioidênticos ® . Pharmaspecial Especialidades Químicas e Farmacêuticas Ltda. 10. Costa CS, Otoch JP, Seelaender MCL, Neves RX, Martinez CAR, Margarido NF. Avaliação citométrica dos adipócitos localizados no tecido subcutâneo da parede anterior do abdome após infiltração percutânea de CO 2 . Rev Col Bras Cir 2011; 38(1): 15-23. 11. Oliveira LMN. Utilização do ozônio através do aparelho de alta frequência no tratamento da úlcera por pressão. Rev Bras Cienc Saud 2011; 09 (30): 41-46.


ANÁLISE DOS EFEITOS DA ASSOCIAÇÃO DO PEELING ENZIMÁTICO À GLUCONOLACTONA NA MELHORA DO ASPECTO DAS LESÕES DE PSORÍASE VULGAR Tainara Hechler1 Anielle de Vargas

RESUMO A psoríase é uma alteração cutânea crônica e autoimune que atinge diversas regiões do corpo, caracterizando-se principalmente pela formação de placas avermelhadas recobertas por escamas espessas em sua superfície. Esta aparência das lesões faz com que a doença seja erroneamente confundida como uma patologia contagiosa, o que limita o convívio social dos portadores, desencadeando problemas emocionais e psicológicos. O presente trabalho teve por objetivo analisar os efeitos decorrentes da associação do peeling enzimático à gluconolactona na melhora do aspecto das lesões

de psoríase vulgar. Para tanto foi realizado oito sessões da associação proposta, a qual foi aplicada uma vez por semana, em um indivíduo do gênero masculino, com idade de 53 anos, sendo este residente na cidade de Sarandi – RS. Antes e após as aplicações foram realizados registros fotográficos, os quais foram utilizados como método para mensuração dos resultados, sendo através deles coletadas as opiniões de três profissionais da área da saúde frente aos resultados obtidos. Também foi aplicado um questionário de satisfação e apresentado o relato do participante. Ao término das aplicações, após análise dos resultados, verificou-se que a associação proposta obteve resultados positivos, uma vez que houve redução significativa Estética Com Ciência

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na espessura das escamas e aumento da hidratação local, o que contribuiu para a melhora da aparência das Lesões. Palavras-chave: Psoríase. Peeling Enzimático. Gluconolactona. 1 INTRODUÇÃO É desde a formação do ser humano que a pele se constitui como um órgão de características peculiares, pois além de desempenhar funções fisiológicas significativas no organismo, ainda se apresenta como o principal meio de percepção, Acadêmica. Graduanda em Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética pela Universidade Luterana do Brasil - ULBRA Campus Carazinho. Carazinho. RS. Endereço Eletrônico: tainara.hechler@hotmail.com. Orientadora. Coordenadora e docente do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética pela Universidade Luterana do Brasil - ULBRA Campus Carazinho. Carazinho. RS. Endereço Eletrônico: coordestetica@ulbra.br possibilitando a transferência de sensações físicas e emocionais entre os indivíduos (BITELMAN, 2003). A pele é um órgão que possui importante influência sobre o bem estar e a autoestima das pessoas, sendo que quando há uma pele saudável, com boa aparência e livre de imperfeições, há também um estado de equilíbrio físico e emocional, que permite ao ser humano o desenvolvimento de um sentimento harmônico e satisfatório em relação a sua imagem pessoal. Infelizmente este sentimento é corrompido quando existem problemas dermatológicos, pois conforme Mondarto, Júnior e Filho (2007), as lesões de pele são evidentes e imediatamente acabam com a transmissão da imagem do belo e saudável, dando lugar a certa repugnância e medo do contágio. De acordo com Psorisul (2009), a psoríase é uma patologia crônica que possui poucas opções de tratamento, atingindo aproximadamente 125 milhões de pessoas no mundo e mais de cinco milhões no Brasil. Embora pareça comum, esta doença ainda é bastante desconhecida da população em geral e o aspecto de suas lesões é algo que abala o que o ser humano mais tende a preservar: a aparência. Para Brasil (2013), este tipo de alteração cutânea desencadeia um impacto muito significativo na qualidade de vida de seus portadores, uma vez que há evidências de que o prejuízo físico e mental causado pela psoríase é maior ou comparável ao experimentado por pacientes portadores de outras doenças crônicas, como câncer, hipertensão arterial sistêmica, cardiopatias, diabetes melito e depressão. A psoríase é uma doença que não tem cura, mas o seu tratamento é capaz de controlar a reincidência da patologia (PSORISUL, 2009). A escolha do tratamento adequado deve levar em conta a idade, sexo, localização das lesões, acessibilidade 64

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ao tratamento e preferência do paciente (MYERS; GOTTLIED; MEASE, 2006 apud RODRIGUES, 2009). As opções de tratamento envolvem terapias com medicamentos tópicos, fototerapia e tratamentos sistêmicos, sendo que independente da escolha terapêutica, agentes tópicos emolientes e ceratolíticos deverão ser incluídos no tratamento (KALIL; LAMONATTO; PORTO, 2011). Os procedimentos envolvendo peelings são considerados seguros e eficazes no tratamento de inúmeras alterações cutâneas, sendo que seus efeitos possuem profundidades variáveis, podendo ser classificados como superficiais, médios ou profundos e tendo como mediadores destas profundidades os ativos, concentrações e pH das formulações (MICILLO, 2013). Piatti (2011), cita que o peeling enzimático possui atividade queratolítica advinda da ação de enzimas, que são proteínas consideradas essenciais em todas as funções biológicas do organismo. O processo de biotecnologia permite que as enzimas sejam obtidas de alimentos e direcionadas para uso industrial em cosméticos, potencializando sua função biológica catalisadora, que é capaz de atuar na renovação da pele. Gonçalves (2013), afirma que a gluconolactona é um renovador celular que possui ação hidratante e antioxidante, tendo sua eficácia comparável aos AHA´S tradicionais, porém com propriedades anti-irritantes que conferem segurança a este agente, permitindo-o ser aplicado inclusive em peles sensíveis. Desta forma, essa pesquisa teve como objetivo geral analisar os efeitos da associação do peeling enzimático à gluconolactona na pele de um paciente com psoríase vulgar, do gênero masculino, a fim de promover uma melhora na aparência das lesões.

2 PSORÍASE A psoríase é uma doença que atinge os seres humanos desde a antiguidade e já chegou a ser considerada como um castigo de Deus, devido a aparência de suas lesões, que se assemelham com a hanseníase, também chamada de lepra por muitos anos (SABBAG, 2010). Esta patologia é considerada uma doença inflamatória crônica da pele, de caráter não contagioso, que acomete cerca de 1 a 3% da população mundial, atingindo igualmente homens e mulheres, sendo em caucasianos a maior predominância (PSORISUL, 2009). Segundo Amstalden e Cintra (1999), em conformidade com o autor supracitado a psoríase é considerada uma afecção cutânea que atinge a ambos os sexos, em qualquer fase da vida, tendo seu início, na maioria das vezes, após os trinta anos. Carneiro, Azulay-Abulafia e Azulay (2006), corroboram quando afirmam


que esta patologia pode surgir em dois principais estágios da vida, um antes dos trinta anos e outro após os sessenta e cinco anos de idade. Conforme Moreira e Souza (2008), a psoríase é considerada uma doença genética, auto-imune, ocasionada por um defeito no ciclo celular do queratinócito. Para Carneiro, Azulay-Abulafia e Azulay (2006), sua etiologia ainda é desconhecida, porém sabe-se que possui base hereditária e que fatores ambientais estão envolvidos no seu surgimento. De acordo com Sabbag (2010), a psoríase pode se manifestar na pele de diversas maneiras e inúmeros fatores estão envolvidos no seu surgimento, dentre eles, o perfil genético individual ou familiar, interferências imunológicas, tratamentos inadequados, entre outros desencadeantes que a ciência ainda não descobriu. Segundo Psorisul (2009), a pele substitui células mortas por novas células em um processo de renovação celular contínuo, que em condições normais teria esta substituição em cerca de 28 dias, partindo do nascimento das células na camada basal até a eliminação das mesmas na camada córnea. O ciclo de renovação das células da epiderme é mais rápido na psoríase do que em peles normais, o que ocasiona uma grande produção de escamas, fenômeno designado como paraceratose, que ocorre devido à imaturidade das células que chegam à superfície da pele (CARNEIRO; AZULAY-ABULAFIA; AZULAY, 2006). Amstalden e Cintra (1999), explicam que em uma pele normal, a renovação celular ocorre em 26 dias ou mais, já na pele com psoríase ativa, o processo de renovação das células epiteliais é encurtado para um tempo de três a quatro dias, resultando na formação e acúmulo de escamas esbranquiçadas na superfície cutânea. De acordo com Murphy e Mihm Jr. (2000), estudos da época sugeriam que os linfócitos de pacientes portadores de psoríase são capazes de estimular o crescimento anormal de ceratinócitos e vasos sanguíneos da derme, caracterizando a doença como um distúrbio do sistema imunológico, capaz de provocar a ativação e o crescimento desorganizado de algumas células da pele. Pesquisas recentes, através da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) no ano de 2015, confirmam esta teoria por um novo estudo que explica que a psoríase se desenvolve quando as células responsáveis pela defesa do nosso organismo, os linfócitos T, começam a atingir as células da epiderme, gerando um processo de respostas imunológicas que ocasionam a dilatação dos vasos sanguíneos da pele e a produção de glóbulos brancos, os quais são encarregados de combater a infecção. Nesse sentido, como as próprias células da pele estão sendo atacadas, a sua produção é aumentada, fazendo com que ocorra a aceleração do seu ciclo evolutivo

e consequente grande produção de escamas. Moreira e Souza (2008), já citavam as mesmas descrições encontradas no site da SBD, uma vez que esta doença pode ser considerada uma patologia mediada por células T, as quais estão envolvidas na proliferação aumentada dos queratinócitos juntamente com angiogênese e inflamação. Para Amstaldem e Cintra (1999), este fato justifica as características clínicas das lesões, as quais possuem placas avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas em sua superfície. A psoríase pode se desenvolver de diferentes formas na pele e nas articulações, porém, geralmente, cada indivíduo desencadeia um tipo determinado, que aparece em surtos com variações de áreas e locais (SABBAG, 2010). De acordo com a SBD (2015) e Takahashi (2009), a psoríase vulgar é a manifestação mais comum da doença, sendo esta forma encontrada em 90% dos portadores da patologia. As placas de psoríase vulgar se apresentam em formas ovais ou arredondadas e possuem coloração avermelhada com presença de escamas secas e aderentes na superfície da lesão (PITTA, 2003 apud RODRIGUES, 2009). Conforme Carneiro, Azulay-Abulafia e Azulay (2006), as lesões de psoríase geralmente não são pruriginosas, mas há pacientes que relatam sensações de queimação e coceira. O prurido associado às lesões é observado em 70 a 90% dos pacientes (SHWETZ, 2012). O surgimento de lesões em áreas de constante atrito é denominado como Fenômeno Isomórfico de Koebner (NUNES, 2003). De acordo com Sabbag (2010), as lesões surgem principalmente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos justamente por estes locais serem alvos de traumas constantes, que ocorrem devido ao fácil acesso a estas regiões. Quanto aos fatores que influenciam ao desenvolvimento da patologia, Carneiro, Azulay-Abulafia e Azulay (2006), citam que fatores ambientais podem estar envolvidos no surgimento ou agravamento das lesões de psoríase, tendo como destaques principais: o clima, os traumatismos cutâneos, alterações metabólicas, estresse emocional, fumo e álcool. Para Sabbag (2010), o fator emocional, apesar de influenciar na psoríase, não é definido como a causa da patologia, uma vez que esta é considerada uma doença sistêmica, de origem genética e mediada pelo sistema imunológico de defesa. Conforme Pita (2003) apud Rodrigues (2009), não há uma forma de impedir que um indivíduo desenvolva a psoríase, até mesmo porque suas causas não foram totalmente esclarecidas. No entanto, os portadores da doença podem prevenir novas manifestações e o agravamento das lesões, evitando situações de estresse, traumas repetitivos na pele e o uso de medicamentos que agravam a patologia. Estética Com Ciência

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2.1 Tratamentos A escolha do tratamento ideal deve ser feita considerando-se a gravidade e extensão das lesões, bem como o comportamento psicológico e emocional do paciente. Inicialmente, devem ter prioridades as terapias tópicas, seguida de fototerapia e por último o tratamento sistêmico (ARRUDA et. al., 2001 apud NEGRÃO, 2014). De acordo com Sabbag (2010), o uso de medicamentos a base de corticoesteroides sistêmicos devem ser evitados em pacientes com psoríase, uma vez que provocam efeito rebote, melhorando as lesões logo após a aplicação, porém, provocando alastramento e agravamento do quadro posteriormente. Conforme a SBD (2015), em casos de psoríase leve, a hidratação da pele e a aplicação de medicamentos tópicos sobre as lesões se tornam suficientes para a melhora do quadro clínico e até mesmo para a promoção do desaparecimento dos sintomas. Casos leves e moderados da doença atingem cerca de 80% da incidência de psoríase e podem ser controlados através do uso de medicações tópicas, hidratações da pele e exposições diárias ao sol (BARROS, 2002 apud MOREIRA; SOUZA, 2008). Na área da estética, podemos citar como formas de tratamento, procedimentos envolvendo peelings e hidratações, que irão atuar na melhora da qualidade da pele, reduzindo a espessura das escamas e diminuindo o ressecamento das regiões afetadas. Conforme Piatti (2015), o peeling é um procedimento que resulta na esfoliação da pele, podendo ser realizado por substâncias físicas químicas ou enzimáticas, que visam à melhora da qualidade do tecido, através da retirada da camada superficial da epiderme. Os peelings enzimáticos são considerados seguros e atuam com maior eficácia quando comparados aos métodos físicos, pois agem de baixo para cima, ocasionando a diminuição da coesão entre as células córneas e promovendo uma descamação gradual e não irritativa da pele (MARQUES; GONÇALVES, 2013). A aplicação de agentes emolientes e umectantes também é vantajosa nos quadros de psoríase, uma vez que estes promovem o aumento da hidratação cutânea e facilitam a remoção das escamas, podendo ainda atuar na diminuição de sintomas como o prurido (MINHÓS; RODRIGUES, 2004 apud ESTEVES, 2013). A gluconolactona é um Poli-hidroxiácido que, como o próprio nome diz, contém múltiplos grupos hidroxila no seu esqueleto molecular, fato que lhe confere elevado poder hidratante (PHARMANOSTRA, 2014). Conforme Gonçalves (2013), o tratamento tópico com a gluconolactona é considerado suave e não irritante e sua incidência no tecido não provoca efeitos colaterais o que a permite ser aplicada em todos os tipos de pele, incluindo as mais sensíveis. 66

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Quanto aos profissionais indicados para o tratamento da patologia, Sabbag (2010), cita que a psoríase vai muito além de uma questão de pele, é preciso envolver profissionais da área médica (médicos, dermatologistas), da saúde (fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas) e da estética (tecnólogos em estética e cabelereiros), a fim de criar uma equipe multidisciplinar, na qual todos terão um papel fundamental para apoio, informação e controle do paciente portador de psoríase. O mesmo autor supracitado ainda salienta que os profissionais que atuam nessas áreas precisam saber como trabalhar com o paciente portador de psoríase, além de ter conhecimento sobre as características da doença, a fim de evitar situações constrangedoras ao indivíduo, o qual já enfrenta desconfortos físicos e emocionais por ser portador da patologia (SABBAG, 2010). 3 METODOLOGIA A presente pesquisa define-se como um estudo quase experimental, de caráter quantitativo e qualitativo, com amostragem intencional a qual teve por intenção analisar os efeitos da associação do peeling enzimático à gluconolactona na melhora do aspecto das lesões de psoríase vulgar, sendo um estudo de caso sem grupo controle. O sujeito da pesquisa foi um indivíduo do gênero masculino, sendo nominado com as letras iniciais do nome e sobrenome em ordem crescente – G. H., com idade de 53 anos, voluntário, residente na cidade de Sarandi – RS, que aceitou participar do estudo através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Para a contribuição na pesquisa, o participante foi selecionado através dos critérios de inclusão ao estudo, os quais foram: ser do gênero masculino; indivíduo que não estivesse realizando nenhum outro tipo de tratamento estético ou dermatológico para controle das lesões de psoríase vulgar durante o período da pesquisa; presença de lesões de psoríase vulgar em regiões articulares; diagnóstica em fase ativa, comprovada por laudo médico; compromisso do participante em não utilizar nenhum cosmético ou medicamento que contenha princípios ativos que possam resultar na remissão das lesões; não ser fumante ou ingerir bebidas alcóolicas em excesso durante o período da pesquisa. Os sujeitos excluídos do estudo foram aqueles que: poderiam apresentar neoplasias nas regiões de aplicação; apresentaram caso grave da patologia; fumantes e que consumiam bebidas alcoólicas semanalmente; em tratamento dermatológico para controle das lesões; alérgicos aos componentes utilizados nas formulações que seriam aplicadas no estudo; apresentassem lesões com fissuras


nas áreas de aplicação e alterações de sensibilidade. A coleta de dados foi realizada entre os meses de agosto a outubro de 2015, na qual foram utilizados os seguintes métodos: ficha de avaliação; registro fotográfico; coleta da opinião de três profissionais da área da saúde, em relação aos resultados após as aplicações propostas e relato do sujeito frente aos resultados do tratamento, com questionário de satisfação pessoal. Os registros fotográficos foram realizados com o participante em posição ortostática, em frente a um fundo azul, onde as fotos foram tiradas com vista anterior, com a câmera da marca Nikon COOLPIX S9500. A aplicação do protocolo aconteceu no Centro de Estética e Beleza Lótus, com sede na Rua: Ângelo Rech, Edifício Paris no 922, em Sarandi – RS.

3.1 Descrição do procedimento O protocolo proposto foi realizado através de oito aplicações de peeling enzimático associado à gluconolactona, as quais foram aplicadas uma vez por semana. O indivíduo voluntário foi posicionado em decúbito dorsal na maca, onde foi realizada a aplicação na região de joelho esquerdo e direito. Foram colocados rolos sob os joelhos para maior conforto durante a sessão de tratamento. A sequência do protocolo proposto ocorreu da seguinte forma: - Higienização da área dos joelhos com espuma de limpeza corporal contendo como princípios ativos Aloe Vera 10% e Extrato de Algas Marinhas 10%. A aplicação se deu por meio de movimentos circulares e em seguida a espuma de limpeza foi removida com compressas de gaze e algodão embebidas em água; - Aplicação do peeling enzimático, composto por papaína 4% e bromelina 4% e com pH na faixa de 6.0. Este peeling permaneceu na pele por 20 minutos e após foi removido com o auxílio de compressas de gaze e algodão embebidas em água; - Aplicação da gluconolactona 20% com pH na faixa de 3.5. A gluconolactona permaneceu na pele por 10 minutos e após foi removida com o auxílio de compressas de gaze e algodão embebidas em água;

Beauty Indústria e Comércio de Cosméticos LTDA – ME, localizada na cidade de Passo Fundo – RS, sob CNPJ 13.096.639/0001-64, com telefone para contato (54) 33116184 e responsabilidade da farmacêutica Andrea Guilhon. O paciente foi orientado a utilizar o produto três vezes ao dia, com a pele devidamente limpa. Também foi recomendado o uso de protetor solar FPS 30 em toda região de tratamento.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

DADOS

E

DISCUSSÃO

DOS

Após o término das oito aplicações da associação do peeling enzimático à gluconolactona, os resultados foram compilados e apresentados através de análise descritiva seguida de discussão com dados baseados na literatura vigente.

4.1 Ficha de avaliação Paciente G. H, 53 anos, caminhoneiro, apresentava como queixa principal lesões de psoríase vulgar, localizadas principalmente nas regiões extensoras dos membros inferiores, mais precisamente sobre os joelhos, a qual surgiu na idade adulta, por volta dos 21 anos. O paciente já havia realizado tratamentos anteriores para esta queixa, sendo que o último ocorreu na data de 15 de abril de 2015 e compreendia o uso tópico de corticoesteróide sobre as áreas afetadas. Este paciente não faz uso de medicamentos e não apresenta doenças pré-estabelecidas, com exceção da afecção cutânea, diagnosticada como psoríase vulgar por médico dermatologista há trinta e dois anos. No exame físico foi constatada uma pele de cor branca, sem presença de equimoses, neoplasias, fissuras ou alterações de sensibilidade na região de joelhos. A pele apresentava aspecto desidratado, sendo que na região dos joelhos havia presença de crostas serosas, eritema moderado e o grau de queratinização compreendia uma pele áspera e espessa, também foram observadas pequenas escoriações na região inferior lateral do joelho direito.

4.2 Registros fotográficos - Finalização com o protetor solar corporal FPS 30 por toda a região de aplicação. Para complementar o tratamento foi orientado ao paciente a utilização de creme hidratante home care, contendo como princípio ativo a gluconolactona 10% em base creme, sendo este manipulado pela Farmácia de Manipulações Botânica

Na sequência iremos acompanhar as fotos do paciente, uma vez que os registros fotográficos foram realizados para demonstração dos resultados após o tratamento. A figura 1 mostra a região de joelho direito antes dos procedimentos, aqual apresenta, conforme a avaliação, muitas crostas serosas, ressecamento e eritema moderado. Na figura 2 acompanhamos Estética Com Ciência

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o resultado após as sessões.

Fonte: Coleta de dados entre os meses de agosto e outubro de 2015. Sarandi- RS.

Podemos analisar através das fotos comparativas antes e após o tratamento que houve diminuição no número de crostas, assim como ocorreu a melhora da aparência da pele e aumento da hidratação cutânea. Porém, foi constatado aumento do eritema local o que será explicado na sequência, baseado na literatura vigente. Na figura 3 temos a região de joelho esquerdo antes da realização do tratamento e na figura 4 a região após as oito sessões de peeling enzimático associado à gluconolactona.

peeling enzimático, a pele inicia um processo de renovação celular, com estimulação de fibras colágenas e elásticas, resultando na melhora da textura e flexibilidade da pele. Também foram evidenciadas melhoras quanto a qualidade dos tecidos, sendo que após a aplicação do tratamento proposto, a pele apresentou-se com aspecto mais hidratado, podendo ser visível a diminuição do ressecamento e aspereza da região. De acordo com Gonçalves (2013), a gluconolactona possui um valor especial em formulações cosméticas e dermatológicas para populações específicas, como por exemplo, pacientes com acne, rosácea, dermatite atópica, peles sensíveis e também para os portadores de hiperqueratose, ictiose, psoríase e infecçõesfúngicas, os quais possuem o comprometimento da barreira epidérmica. Devido à gluconolactona apresentar mais radicais hidroxila em sua fórmula, a retenção de água é aumentada, o que contribui para as propriedades umectantes e hidratantes deste ativo (BRENNER, 2014). No entanto, o eritema, que não era tão visível antes das aplicações, mostrou-se intensificado após a diminuição das escamas, justamente nos locais onde estas foram removidas. De acordo com Takahashi (2009), as lesões típicas de psoríase apresentam como características principais a escamação, a elevação da lesão sobre a superfície da pele e o eritema, que pode se intensificar em áreas de descamação ausente ou diminuída. Desta forma, podemos dizer que o eritema já estava presente antes das aplicações, porém tinha seu aspecto mascarado devido a grande quantidade de escamas que recobriam a região. Segundo Lebwohl (2001) apud Nunes (2003), os tratamentos locais são importantes na psoríase, uma vez que se mantém necessária pelo menos a emoliência da pele, evitando ressecamentos e por consequência a quebra da barreira epidérmica, o que poderia levar a formação de uma nova reação inflamatória. 4.3 Análise dos profissionais da área da saúde

Fonte: Coleta de dados entre os meses de agosto e outubro de 2015. Sarandi- RS.

Através dos registros fotográficos podemos verificar que por meio da associação proposta, o sujeito da pesquisa obteve uma diminuição significativa na espessura das lesões de psoríase vulgar, uma vez que no joelho direito, assim como no joelho esquerdo as crostas e a aparência psoriática diminuíram. Para Miccilo (2013), o peeling enzimático, que também é conhecido como peeling biológico, provoca a descamação do epitélio através da ação proteolítica de enzimas, as quais são responsáveis por quebrar as ligações químicas da proteína queratina. As enzimas proteolíticas hidrolisam, em alguns pontos específicos, a queratina cutânea e são aplicadas em formulações tópicas com o principal objetivo de diminuir a espessura da camada córnea da pele, sendo um método seguro e eficaz (RIBEIRO, 2014). Conforme Caregnatto e Garcia (2011), após a realização do 68

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Para melhor evidenciar os resultados da pesquisa, solicitamos há três profissionais da área da saúde (Biomédico, Tecnólogo em Estética e Fisioterapeuta) que também realizam procedimentos estéticos, para que manifestassem suas opiniões. Desta forma, evidenciamos esses relatos, conforme segue: Análise do profissional Biomédico: “Há uma melhora significativa no aspecto das lesões, principalmente com a diminuição nas placas avermelhadas e com a ausência de escamas espessas após o tratamento”. Análise do profissional Tecnólogo em Estética: “Eu achei que houve uma ótima melhora na aparência de escamação e na qualidade da pele quanto à hidratação. Acredito que o paciente deve ter ficado muito satisfeito sabendo que a psoríase não tem cura, mas teve uma mudança no aspecto aumentando a sua autoestima”. Análise do profissional Fisioterapeuta: “Conforme pode ser verificado nas imagens, percebe-se que as lesões na pele do paciente antes e depois se apresentaram diferentes. Na imagem pós-tratamento verifica-se que as escamações e feridas estão diminuídas comparando com a imagem pré-terapia. Também nota-se uma hiperemia regional maior na imagem após as aplicações. Sendo a aparência das


lesões, uma das principais queixas dos pacientes acometidos de psoríase, o procedimento proposto pode trazer um conforto a estes indivíduos uma vez que as feridas da pele apresentaramse atenuadas. Certamente se faz necessária uma investigação com uma amostra maior para poder sugerir que este método terapêutico realmente é eficaz na melhora da aparência das lesões de pele causadas pela patologia tratada, uma vez que um estudo de caso com um N de indivíduo não deve ser considerado conclusivo”. Constata-se a partir das análises dos relatos dos profissionais da saúde, que estes observaram as mesmas evidências encontradas na presente pesquisa, as quais foram embasadas na literatura e discutidas com os diferentes autores citados, neste sentido reafirma a melhora visual das lesões de psoríase. 4.3Questionário de satisfação e relato do paciente Em relação ao questionário de satisfação, o sujeito da pesquisa relatou ter percebido redução na espessura das lesões de psoríase vulgar nas regiões tratadas, tendo também evidenciado melhoras significativas na aparência das lesões e na qualidade da pele, sendo que o mesmo não sentiu nenhum desconforto durante as sessões. No entanto, no que diz respeito à autoestima, o participante afirmou que, apesar de ter gostado dos resultados, como ainda pode ver as lesões de psoríaseem outros locais, sua autoestima continua abalada. Quanto à satisfação com os resultados do tratamento, o participante da pesquisa afirmou ter ficado satisfeito, sendo seu relato o seguinte: “Eu gostei do resultado, agora ficou mais lisinho. Antes eu vivia arranhando os joelhos para arrancar as casquinhas, agora nãomachuco mais”. De acordo com Sabbag (2010), o cacoete de mexer na pele é um hábito comum nos pacientes portadores de psoríase, porém, este costume é contraindicado e precisa ser controlado, uma vez que pode estimular ainda mais a inflamação da pele e deixar as lesões suscetíveis a contaminação por bactérias. O peeling enzimático utiliza enzimas proteolíticas que são capazes de promover a renovação celular por meio da hidrólise de ligações específicas entre os aminoácidos que formam a queratina da camada córnea, atuando na diminuição de sua espessura (MARTINS, 2011 apud CAREGNATO; GARCIA, 2011). Desta forma, subentende-se que ao diminuir a espessura das lesões de psoríase vulgar, o portador da patologia não terá mais o incomodo visual causado pelas crostas, o que contribui para a diminuição das escoriações nos locais afetados pela doença. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A psoríase é uma alteração cutânea que possui grande impacto na vida pessoal e social de seus portadores. O tratamento envolvendo a associação do peeling enzimático à gluconolactona tem como intuito promover a melhora da aparência das lesões de psoríase vulgar e desta forma influenciar de modo positivo na qualidade de vida destes pacientes. O sujeito envolvido no estudo relatou ter notado melhoras significativas na aparência das lesões e na qualidade da pele, o que comprova que a associação obteve bons resultados e que o profissional tecnólogo em estética pode sim atuar em prol destes pacientes, desde que haja pleno conhecimento sobre a doença e sobre as técnicas que podem ser utilizadas. Fica claro que, devido a psoríase ser uma doença imunomediada, a associação proposta não substitui de maneira nenhuma os cuidados dermatológicos, porém, pode ser considerada

como uma forma de intercalar terapias, possibilitando aos portadores desta patologia mais uma opção de tratamento e permitindo que o profissional de estética e cosmética contribua para a melhora da aparência destes indivíduos, permitindo-os conviver melhor consigo mesmos e com a sociedade que os rodeia. Portanto, acredita-se que estudos como este são de grande relevância para o profissional de estética, pois fica comprovado que a associação do peeling enzimático à gluconolactona é capaz de proporcionar melhoras significativas na aparência das lesões de psoríase vulgar, e que a área da estética pode contribuir não somente no quesito beleza, mas também na melhora do bem estar e qualidade de vida destas pessoas. No entanto, para que se obtenha mais confiabilidade na eficácia das técnicas, é necessário que o protocolo seja realizado em uma amostra maior de indivíduos, também para que se tenha um controle maior sobre os fatores ambientais, os quais influenciam demasiadamente esta patologia. REFERÊNCIAS

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TÉCNICAS ESTÉTICAS CORPORAIS: ESTUDO DE CASO DE UM SUJEITO COM OBESIDADE Cristiane Fernandes Corrêa 1 Eliane Felden 2 Mara Liane Scheffer de Oliveira 3 Flávia Regina Nascimento da Silva 4 Tânia Regina Warpechowski 5 Tanise Savaris Schossler 6 RESUMO O presente artigo trata de uma temática do campo da estética, especialmente obesidade. O trabalho teve como objetivo ampliar os conhecimentos em torno da obesidade como patologia estética e os possíveis tratamentos oferecidos na atualidade. Os teóricos que embasam o estudo são: Cataneo et al. (2005); Freitas (2010); Marcuzzo (2011); Mataruna (2004); Pacheco, Viegas e Rosa (2007); Pereira, Cruz e Antunes (2012); Perez e Vasconcelos (2014); Santoro (2013). No decorrer da história o corpo foi idealizado de diversas formas, sendo que na Antiguidade a obesidade era sinônimo de beleza e saúde. Hoje porém sabe-se que a obesidade está relacionada a doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e distúrbios psicológicos. Percebeu-se que a estética através 70

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de técnicas terapêuticas possui grande influência na melhora da autoestima, proporcionando bem estar e beleza, além de ficarem fisicamente mais bonitas. Palavras-chave: Obesidade. Autoestima. Técnicas estéticas corporais. INTRODUÇÃO Se não aprendermos a cultivar a nossa beleza interior e o amor por nós mesmas, não haverá procedimento externo que resolva nossos conflito, Cury 2010,p.116). No decorrer da história o corpo foi idealizado de diversas formas, sendo que na Antiguidade a obesidade era sinônimo de beleza e saúde. (MARCUZZO, 2011). Hoje, porém, sabe-se que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e pré dispõem o desenvolvimento de patologias como hipertensão, diabetes


e distúrbios psicológicos. Além disso, afeta a autoestima do sujeito. 1 ,3 ,4 Estudante do Curso Técnico em Estética Subsequente no Instituto Federal Farroupilha, Campus de Santo Ângelo, RS 2,5,6 Professoras do Instituto Federal Farroupilha , Campus Santo Ângelo,RS. No entanto, ao longo das últimas décadas inúmeros estudos tem sido desenvolvidos, em relação às contribuições do campo da estética, para os sujeitos obesos. Percebeu-se que a estética através de técnicas terapêuticas possui grande influência na melhora da autoestima, proporcionando bem estar e beleza, considerando que a estrutura física das pessoas, se torna mais bonitas. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde (2015) 52,5% dos brasileiros estão acima do peso e destes, 17,9% são obesos. O Brasil está em terceiro lugar no ranking de obesidade, em comparação com outros países emergentes considerados subdesenvolvidos. O excesso de peso é um fator de risco para doenças crônicas do coração, hipertensão e diabetes, responsáveis por 78% dos óbitos no Brasil (KOPKO, 2015). Considerando esses dados os profissionais da área da estética estão direcionando sua atenção não só para beleza, mas também pela melhor qualidade de vida de seus clientes, agregando técnicas terapêuticas manuais com aplicação de cosméticos. Ao perceber o quanto está correlacionado saúde e estética buscamos reunir de forma holística a compreensão do ser humano através de pesquisas teóricas que envolvem as áreas da saúde e educação como, Patologia Aplicada à Estética, Cosmetologia, Estética Corporal e Psicologia. Esses estudos permitiram aproximação com Cataneo et al. (2005); Freitas et al. (2010); Marcuzzo (2011); Mataruna (2004); Pacheco, Viegas e Rosa (2007); Pereira, Cruz e Antunes (2012); Perez e Vasconcelos (2014); Santoro e Alma (2013), entre outros para compreendermos as relações estabelecidas entre estética e saúde. Nesse sentido, foi realizado um estudo de caso... onde buscamos aliar diferentes técnicas terapêuticas manuais, aplicação de cosméticos e “check list” com uma voluntária. Neste contexto, foi abordada a maneira como a obesidade interfere na vida pessoal e no convívio social das pessoas. No intuito de compreender a questão da obesidade o propósito desse estudo foi analisar: - como a rotina acelerada e a falta de tempo para uma refeição equilibrada geram ansiedade e compulsão por doces e “fast food”? - como essas circunstâncias interferem no estilo de vida das pessoas? - esclarecer como as diferenças culturais e socioeconômicas atuam na concepção do que é estética e saúde? - compreender a teoria e a prática do profissional na área da estética, e seu papel em relação a obesidade. 1 A OBESIDADE A obesidade é uma doença de caráter multifatorial. Perez e Vasconcelos (2014, p. 21) justificam que além de uma dieta inadequada “existem alguns fatores que contribuem para o surgimento da doença, como predisposição genética, sedentarismo, alterações hormonais, disfunções endócrinas, problemas emocionais, gravidez”. Esse pesquisador ainda enfatiza que o estilo de vida com hábitos alimentares inadequados, o sedentarismo e problemas emocionais contribuem para o ganho de peso. Desse modo, compreende-se que a obesidade favorece o desenvolvimento de doenças no sistema circulatório, diabetes, hipertensão arterial,

aumento do colesterol e triglicerídeos, além de problemas articulares e na pele como, irritações e lesões devido às dobras cutâneas. Essas circunstâncias remetem que o profissional da estética analise: [...] a obesidade não traz somente problemas estéticos, deixando o indivíduo com o corpo disforme, fora dos padrões idealizados de beleza. Os danos são muito maiores, uma vez que a obesidade compromete seriamente a saúde física e psicológica, podendo num grau extremo, levar a morte. É o que se chama de obesidade mórbida. (PEREZ; VASCONCELOS, 2014, p. 22). Nas declarações dos autores é possível constatar os inúmeros problemas que a obesidade acarreta a saúde das pessoas, muito além das questões de estética e beleza. Obviamente que o profissional da estética que refletir sobre essa questão, estará mais preparado para orientar seu paciente, com um olhar atento ao indivíduo como um todo. A classificação da obesidade é importante visto que aponta indicativos de riscos à saúde, conforme Costa (2001, p.5). Essa classificação da obesidade é realizada a partir do Índice de Massa Corporal (IMC), que calcula o peso (em Kg), dividido pela altura (em metros) ao quadrado. O resultado revela se o peso está na faixa ideal, abaixo ou acima (sobrepeso/ obesidade).

2 OBESIDADE FATOR PSICOLÓGICO: ANSIEDADE Buscamos muitas vezes nos alimentos o que nos falta na alma. (CURY, 2010, p.85).

Enquanto alunas do Curso Técnico em Estética, ao aprofundar o tema da obesidade, buscou-se conhecer estudos contemporâneos que tratam da questão. Foi possível verificar que pesquisas mostram que a obesidade está relacionada à ansiedade. Destaca-se, assim, que a ansiedade é um sintoma comum entre os adultos obesos e que estes possuem maior risco para desenvolver problemas psicológicos e de saúde. Alguns estudos apontam que obesidade está relacionada a sintomas psicológicos e psiquiátricos (CARPENTER, HASIN e ALLISON, 2000). Esse fato remete a pensar que aspectos emocionais podem estar associados à obesidade, favorecendo muitas vezes o desenvolvimento de problemas psicológicos, como a ansiedade, depressão e dificuldades comportamentais, como também a problematização da imagem corporal. 3 IMAGEM CORPORAL A imagem corporal é outro aspecto que precisa ser investigado pelos profissionais do campo da estética. A imagem é aquilo que incorporamos, ou seja, precisamos reconhecer que somos um corpo em processos Estética Com Ciência

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complexos ricos em consciência e inconsciência que aos poucos vão sendo desvendados. Portanto, construir concepções a respeito da imagem corporal, parece ser imprescindível aos profissionais da estética. Nessa lógica Mataruna (2004) explicita que a imagem corporal é uma projeção do corpo que o individuo faz na mente, ou seja, a forma pela qual o corpo se expõe a si próprio. É nesse contexto de sensações sinestésicas projetadas pelos sentidos de audição, tato, visão e paladar que presumem uma representação do seu corpo, para si e para o outro, sobre o pressuposto construído. É possível perceber que nas palavras do autor, a construção da imagem corporal está carregada de questões emocionais e afetivas. É a forma como o próprio indivíduo constrói na sua mente a imagem de seu corpo. Os autores Pereira, Cruz e Antunes (2012) apontam que hoje o corpo tem função mais ideológica do que funcional gerando uma crescente preocupação em relação às questões de saúde e estética. Mas em contra partida, chamam a atenção para o fato de que um corpo esteticamente belo não quer dizer que seja saudável. Na verdade, há que reconhecer que os meios de comunicação e mídia por sua vez atribuem beleza à saúde. Na realidade, esse fato acaba contribuindo para ampliar a insatisfação corporal constante essa ação promove um efeito cascata fazendo com que esses indivíduos busquem cada vez mais por tratamentos estéticos, ansiando por uma transformação rápida, barata e duradoura para sentirem-se modelos de beleza para a sociedade e para consumo.

peso corporal, com redução do IMC peso, medidas corpóreas e a redução ansiedade por meio de “check list” (PEREZ; VASCONCELOS, 2014). Como auxílio para os procedimentos utilizou-se cosméticos a base mentol, cânfora, colágeno, elastina, cafeína e extratos vegetais, com sessões intercaladas de esfoliação, hidratação e drenagem; hidratação, drenagem e massagem relaxante. Analisou-se os hábitos diários, a alimentação, a falta de atividade física, assim como os fatores psicológicos. Procurou-se comprovar a eficácia das técnicas descritas acima .

4 METODOLOGIA A metodologia utilizada para desenvolver este trabalho, foi de um estudo de caso, caracterizado por Araújo et al. (2008) como uma abordagem metodológica de investigação quando busca-se compreender, explicar e descrever acontecimentos e contextos complexos. Na perspectiva de Ponte (2006), trata-se de uma investigaçãoparticularística, que se preocupa em esclarecer uma situação específica, única ou especial, tendo em vista certos aspectos, em que há esforços conjugados de descobrir a que há nela de mais essencial e característico e, dessa forma, colaborar para a compreensão de uma circunstância específica.

Segue no quadro abaixo, informações da paciente como: o controle inicial do peso, o Índice de Massa Corporal (IMC), a Relação de Cintura Quadril (RCQ) e as medidas corpóreas, bem como os primeiros resultados após quinze dias e o resultado final, após trinta dias.

5 MATERIAIS E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido e acompanhado com base na seguinte amostra e método. Amostra: Paciente E.S.P, 52 anos, sexo feminino, diagnosticada com Obesidade Grau 1, verificado através da anamnese, perimetria, IMC corporal e RCQ. Método: Para executar este trabalho utilizou-se o conhecimento das técnicas estéticas corporais como: esfoliação e hidratação, drenagem linfática manual e massagem relaxante, por um período de 30 dias. Através de teorias e práticas realizadas procurou-se observar no decorrer desse período a melhora da aparência estética da voluntária, como diminuição do 72

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Na sequência explicita-se com apoio do quadro as sessões e tratamentos utilizados com a voluntária no intuito de comprovar a eficácia do tratamento estético, nesse caso, de cuidado com a obesidade. Quadro 4: Sessões e tratamentos utilizados


Fonte: Elaborado pelas autoras (2015). 6 A IMPORTÂNCIA DA ESFOLIAÇÃO NO CAMPO DA ESTÉTICA A esfoliação é um procedimento importante nos tratamentos estéticos. Perez e Vasconcelos (2014, p. 43-44) explica que “a esfoliação deve ser o primeiro passo antes de qualquer tratamento estético, pois faz a remoção do extrato córneo, camada mais externa da epiderme que é composta de células mortas”. Nesse sentido, explica que: [...] o ato de esfoliar a pele compreende separar, descamar. Portanto, a principal função da esfoliação é promover o afinamento do estrato córneo por meio de remoção de células mortas queratinizadas e com isso facilitar a penetração dos cosméticos (PEREZ; VASCONCELOS, 2014, p.44). Portanto, compreende-se que ao realizar o processo de esfoliação tornamos a pele mais permeável fazendo com que os ativos penetrem com maior facilidade, garantindo melhor resultado no tratamento. Após o procedimento de esfoliação é necessário repor a hidratação da pele através de cosméticos hidratantes. 7 HIDRATAÇÃO E SUA EFICÁCIA NO CAMPO DA ESTÉTICA A hidratação é outro importante procedimento no campo da estética. De acordo com Perez e Vasconcelos (2014, p. 45-46) elasticidade do estrato córneo depende da água, sem ela o tecido cutâneo passa a sofrer desidratação, descamação e acelera o processo de envelhecimento, dessa forma é preciso“entender que a hidratação é um dos mecanismos funcionais da pele é essencial para qualquer tratamento estético”. Pelas leituras realizadas identificou-se que os cosméticos hidratantes tem por finalidade fazer a retenção da água no estrato córneo, manter a umectação e a emoliência da pele. Esse é um fundamento relevante a ser considerado pelos profissionais do campo da estética. 8 OS BENEFICÍOS DA MASSAGEM RELAXANTE A massagem relaxante tem sido utilizada como uma estratégia indispensável quando se deseja aliar saúde e estética. A técnica consiste em movimentos que “estimulam os mais

variados sistemas, produzindo efeitos concretos e perceptíveis pelo paciente” (PEREZ; VASCONCELOS, 2014. p. 52). Esses estudos apontam que os são movimentos suaves e firmes, amplos e circulares promovem relaxamento e bem estar, além de elevar a autoestima. De acordo com Perez e Vasconcelos (2014) a massagem é indicada para tratamento das tensões musculares, redução de edemas, controle da dor, favorecimento do retorno venoso e trabalhos de consciência corporal. Todas as indicações estão sempre relacionadas aos efeitos fisiológicos da massagem são relaxamento muscular, melhora na circulação, aceleração do fluxo linfático, e benefícios emocionais. 10 A DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL: TÉCNICA TERAPÊUTICA A drenagem linfática manual é uma técnica terapêutica de compressão que utiliza pressões intermitentes com movimentos de pressão suave, ritmo lento e no sentido dos linfonodos, com objetivo de aumentar o fluxo da circulação linfática auxiliando na eliminação dos líquidos do organismo, bem como na redução de edemas e medidas corporais (PEREZ; VASCONCELOS, 2014. p. 70). As indicações da drenagem linfática manual conforme Perez (2014) são: redução de edemas, tratamentos estéticos pré e póscirurgias plásticas e tratamentos para celulite. 11 O PODER DO TOQUE As pesquisas realizadas ao longo do Curso Técnico em Estética, orientam que as terapias de toque são essenciais para promover bem estar físico e emocional, e quando utilizados em conjunto com os tratamentos estéticos potencializam seus resultados. De acordo com os autores Pacheco, Viegas e Rosa (2007) esse conceito vários estudos empíricos mostram os benefícios do toque: fazer-nos sentir melhor com nós mesmos e com o espaço à nossa volta, estimulam mudanças fisiológicas visíveis naquele que toca e no que é tocado. O toque físico não é apenas afável se faz necessário. O ato de tocar ao realizar uma técnica terapêutica confere as mãos um poder imensurável que vai muito além de tocar a pele, harmoniza emoções, diminui a ansiedade e devolve a autoestima. 12 DISCUSSÃO A referida pesquisa colaborou para compreendermos que ao longo da história da humanidade a obesidade era sinônimo de beleza, saúde e fertilidade. Hoje, porém, percebe-se que obesidade está relacionada a patologias e transtornos psicológicos. No entanto, os profissionais da estética, precisam atentar que embora atualmente relacionam-se os padrões de beleza às pessoas magras e esbeltas, inúmeros fatores precisam ser analisados quando há preocupa-se de tratar e orientar o sujeito Estética Com Ciência

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obeso. É preciso examinar que alguns indicativo precisam ser considerados como: a percepção de beleza e saúde está relacionada com uma alimentação balanceada, prática de atividades físicas. Além disso, comprovou-se que associar as técnicas estéticas corporais aplicadas, pode ser um caminho para a redução do nível de ansiedade e estresse melhorando a qualidade de vida da obesa em estudo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base nos estudos e tratamento realizado, verificou-se a redução das medidas anteriores da voluntária, após 30 dias de tratamento e orientações, promovendo assim um quadro de harmonia corporal através do tratamento estético com a esfoliação, hidratação, drenagem linfática manual e massagem relaxante associadas com a indicação de atividades físicas e uma alimentação balanceada. Notou-se redução de medidas nos membros superiores, cintura, costas e especialmente redução abdominal, perda de peso e a diminuição da ansiedade, elevando a autoestima da voluntária. Concluiu-se que as pessoas ao buscar um corpo saudável, tendo resultados visíveis sentem-se mais felizes, são bem humoradas, praticam esportes por prazer, viajam, tem um melhor convívio familiar e social, tem melhor qualidade de sono e consequentemente vivem mais tempo. Sem dúvida, há que se destacar também, o valor do trabalho dos profissionais da estética, sua responsabilidade social, como o desenvolvimento humano e com a própria saúde da população.

Fotografia 2: Antes e Depois costas Fonte: Registrada pelas autoras (2015)

REGISTRO FOTOGRÁFICO DO TRATAMENTO ESTÉTICO

Fotografia 3: Antes e Depois lateral direito Fonte: Registrada pelas autoras (2015)

Fotografia 1: Antes e Depois frontal Fonte: Registrada pelas autoras (2015)

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TRATAMENTO DE HIPERPIGMENTAÇÃO PERIORBITAL ASSOCIANDO ÁCIDO TIOGLICÓLICO E CARBOXITERAPIA Artigo apresentado ao Ibeco, como exigência parcial para aprovação no curso de Pós-Graduação Lato-Sensu. Área de concentração: Biomedicina Estética. Orientador(a): Professora Dra. Paula de França C.da Silva ROSANA VICENTE TATIANE DE OLIVEIRA PELIZZER

RESUMO Introdução: A hiperpigmentação periorbital apresenta discromias multifatoriais e é considerada uma queixa entre as pacientes que interfere na sua autoestima. Objetivo: Estudo de caso único para comprovar a eficácia da combinação das técnicas de drenagem linfática, peeling de ácido tioglicólico 5%, carboxiterapia e home care com nanotioglicólico 5%, aquaporine 3% e sérum fresh roller qsp para a redução da hiperpigmentação periorbital. Materiais e Métodos: Paciente do sexo feminino, idade 26 anos, fototipo IV. Foi realizado uma combinação de técnicas para o tratamento de hiperpigmentação periorbicular. Foi realizado drenagem linfática, aplicação de peeling de ácido tioglicólico 5%, carboxiterapia e indicado um home care com nano tioglicólico 5%, aquaporine 3% e sérum fresh roller qsp. Foram realizadas 10 sessões documentadas em fotos do início, meio e fim do tratamento. Resultado: A avaliação dos resultados foi feita por um profissional Biomédico através da avaliação clínica e pelas fotos tiradas após cada sessão onde percebe-se redução da hiperpigmentação periorbital na segunda aplicação e também diminuição do edema periorbital com melhora da flacidez

infra orbital bilateral. A partir da quarta sessão foi observado o clareamento significativo nas regiões periorbitais. Conclusão: A combinação de técnicas de ácido tioglicólico mais carboxiterapia para comprovar a eficácia clínica do tratamento na abordagem terapêutica da hiperpigmentação periorbital apresentou redução significativa. Visto que com a Resolução 241 de 29 de maio de 2014 o biomédico esteta devidamente habilitado pode prescrever substância para fins estéticos, o que é um ganho para que os objetivos sejam atingidos com maior rapidez e com resultados mais satisfatórios. Palavras-chaves: hiperpigmentação periorbital, pálpebras, pigmentação da pele, doenças palpebrais, abrasão química e ácido tioglicólico. ABSTRACT Introduction: Periorbital hyperpigmentation presents multifactorial dyschromias and is considered one complaint among patients who interferes with their self-esteem. Objective: Single case study to demonstrate the efficacy of the combination of lymphatic drainage techniques, thioglycolic acid peels 5% carboxiterapia and home care with nanotioglicólico 5%, 3% and serum aquaporine fresh roller qs to reduce periorbital Estética Com Ciência

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hyperpigmentation. Materials and Methods: A female patient, age 26, phototype IV. A combination of techniques for the treatment of hyperpigmentation periorbicular was performed. It was performed lymphatic drainage, peeling application thioglycolic acid 5%, carboxiterapia and entered a home care with nano thioglycolic 5%, 3% and serum aquaporine fresh roller qs. They were held 10 sessions documented in pictures of beginning, middle and end of treatment. Result: The evaluation of the results was made by a biomedical professional clinical assessment and the photos taken after each session where we can see reduction in periorbital hyperpigmentation in the second application and also reduction of periorbital edema with improved sagging bilateral orbital infrastructure. From the fourth session noted the significant lightening in the periorbital regions. Conclusion: The combination of thioglycolic acid techniques more carboxiterapia to prove the clinical efficacy of treatment in the therapeutic approach to periorbital hyperpigmentation was significantly reduced. Keywords: periorbital hyperpigmentation, eyelids, skin pigmentation, eyelid diseases, chemical abrasion and thioglycolic acid. Introdução A região palpebral é considerada uma pele sensível e exposta a fatores irritantes que podem contribuir para hiperpigmentação periorbital. A pele dessa região é fina e translúcida podendo expor o músculo orbicular que se situa abaixo da pele com pouca gordura subcutânea e o plexo vascular. Essa condição translúcida expressa clinicamente uma mácula violácea em toda a pálpebra. 1 A hiperpigmentação periorbital, popularmente conhecida como “olheira”, interfere na autoestima dos pacientes e pode ocasionar importante impacto na qualidade de vida, pois proporciona à face um aspecto de cansaço, envelhecimento e flacidez. A maior queixa se dá pelas mulheres, particularmente com fototipos entre IV e V, embora a prevalência esteja entre ambos os sexos. 2,3,4,5 Vários fatores contribuem para o desenvolvimento das olheiras como o aumento da melanina na epiderme das pálpebras, a pigmentação pós-inflamatória nos portadores de dermatite atópica, o sombreamento decorrente de flacidez, o excesso de pele e a atrofia da pele que torna visível o plexo vascular. 2,6,7 A microcirculação lenta também é um fator relacionado ao desenvolvimento da hiperpigmentação periorbital, pois a pele da pálpebra inferior é mais fina e flexível que o restante do corpo por apresentar menos colágeno, elastina e glicosaminaglicanas. 6,7 Patologias como congestão, hiperemia, fatores ambientais, incluindo a radiação ultravioleta, envelhecimento cronológico, o estresse físico e emocional, além de reações alérgicas e atópicas favorecem a liberação de mediadores inflamatórios que afetam a permeabilidade vascular. 5 Dentre as afecções, a rinite alérgica provoca estase venosa da pálpebra devido ao edema prolongado da mucosa nasal e paranasal, que é agravada pelo espasmo alérgico do músculo de Muller (músculo superior palpebral), afetando a drenagem venosa das pálpebras. Fatores hormonais alterado como por exemplo durante o período menstrual, na gestação e na menopausa podem modificar as olheiras determinadas pelo fator genético. 5 A insônia e o cansaço persistentes contribuem para as olheiras através da estase dos vasos sanguíneos, ocasionando à mudança de cor na região 2 . Nos casos de pessoas com idade mais avançada, o fotoenvelhecimento, a vasodilatação, o edema e o aparecimento de bolsas locais aumentam as sombras 76

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perioculares, por apresentar deterioração dos vasos sanguíneos cutâneos, ação da gravidade e redução das metaloproteinase, do colágeno e glicosaminaglicanas. 2,5,8 Nos casos que as pacientes apresentam edema ocorre o extravasamento de eritrócitos que sofreram hemólise, liberando hemoglobina que, ao serem decompostas liberam hemosiderina (pigmento férrico de cor parda) que se deposita nos tecidos circundantes, promovendo o aumento das sombras perioculares e a formação de anéis concêntricos pardos. 5 As olheiras estão classificadas em dois tipos vascular e melânica, mas acreditamse que a maioria das olheiras possua componente misto. 3,4 A hiperpigmentação periorbital vascular apresenta padrão de herança familiar autossômica dominante. Pode aparecer precocemente na infância ou na adolescência, presente nos grupos étnicos como árabes, turcos, hindus e ibéricos. Não há mudança na cor da pele, a pálpebra está mais escura por causa da visualização dos vasos dilatados por transparência. 3,4 Acredita-se que pode ocorrer hipercromia cutânea decorrente do depósito de hemossiderina, resultante da transformação biogênica do grupo heme da hemoglobina. Quando ocorre extravasamento sanguíneo dérmico, há liberação do íon ferro desse grupo, formando radicais livres que estimulam o melanócitos, gerando pigmentação melânica associada. Para o seu diagnóstico é realizado o tracionamento da pálpebra inferior para melhorar a visualização por transparência dos vasos sobre a pele. 3,4,9,10 A hiperpigmentação periorbital melânica apresenta incidência em pessoas mais velhas com fototipos mais elevados, porém pode ocorrer em pacientes com fototipos mais baixos, geralmente mais idosos, como consequência de exposição solar excessiva e cumulativa. Sua estrutura principal é a célula responsável pela produção de melanina, os melanócitos, que apresentam características especiais sendo denominados &quot;melanócitos tipoespecíficos&quot;, com melanossomas maiores, mais densos e mais alongados. Considerados células com &quot;memória&quot;, quando estimulados aumentam o metabolismo, contribuindo para a manutenção do processo de pigmentação. 3,4,9,10 Diversos tratamentos estão sendo propostos na estética e a resposta terapêutica depende de várias sessões dos procedimentos escolhidos 11,12,13 e o paciente sempre deve estar ciente de que a melhora é lenta, mantendo, a continuidade do tratamento. A fotoproteção é indispensável. 14 A drenagem linfática é uma técnica de massagem que trabalha o sistema linfático e descrito por vários autores entre eles Albert Leduc que apresenta uma técnica de drenagem que combina duas manobras de captação ou reabsorção e manobras de evacuação ou demanda com movimentos da linfa até os gânglios linfáticos. 5,15,16 A manobra de captação é de absorver os líquidos excedentes da região com estase (edema, celulite) transportando através dos vasos linfáticos retornando para a circulação venosa e a evacuação proporciona o aumento do fluxo linfático na região proximal, drenando e preparando para receber a linfa de outras regiões mais distais. 16 A drenagem é um dos recursos para o auxilio da terapia para pacientes que apresentam hiperpigmentação vascular com edema periorbicular. 5 A drenagem nesta área ocorre principalmente para os linfonodos parotídeos, com alguma drenagem do ângulo medial do olho para vasos linfáticos associados às artérias angular e facial, em direção aos linfonodos submandibulares. 17 O ácido tioglicólico (ou ácido mercapto acético) é um despigmentante, composto de enxofre com peso molecular de 92,12, indicado no tratamento da olheira vascular na concentração de 5% a 12%. 2,3,4 Possui afinidade pelo ferro semelhante á apoferritina, tendo a capacidade de quelar


o ferro da hemossiderina, por apresentar grupo tiólico. 2,3 A carboxiterapia é uma técnica da área da estética que utiliza Dióxido de Carbono ou CO 2 de uso medicinal, 99,9% de pureza, injetado no tecido subcutâneo, estimulando efeitos fisiológicos para melhorar a circulação e a oxigeneção tecidual. Esta técnica apresenta um mecanismo de ação que se dá de forma mecânica e farmacológica, a insuflação do Dióxido de Carbono permite melhorar vascularização local e a densidade dérmica, aumentando a circulação e a oxigenação na região periorbicular em pacientes que apresentam a vascularização diminuída. 5,18 O CO 2 é inodoro, incolor e atóxico. É um produto endógeno natural do metabolismo das reações oxidativas celulares, com alto poder de difusão, sendo rapidamente absorvido e eliminado, ficando apenas o efeito vasodilatador no tecido conjuntivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática. 19,20,21 O fluxo e o volume total do gás infiltrado são controlados por um equipamento apropriado, registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) oferecendo conforto e segurança. 18 O produto para home care é em forma de bastão manipulado sendo, sérum fresh roller qsp composto de ácido nano tioglicólico 5% e aquaporine 3%, foi indicado à paciente para uso tópico aplicado no contorno dos olhos diariamente no período da noite. O ácido nano tioglicólico é insumo cosmético de ácido tioglicólico nanoencapsulado em nanopartículas lipídicas indicado para redução da hiperpigmentação periorbicular por depósito de hemossiderina, por promover hidratação impedindo a perda de água transepidermal e realizando a reposição lipídica favorecendo a função da barreira da pele. 21 A aquaporine é uma proteína transmembranária ou Canal Hídrico expressa nas células epiteliais e endoteliais. São responsáveis pela homeostase celular, transporte de água por difusão simples através da camada bilipídicas em resposta a gradientes osmóticos da derme para a epiderme. A aquaporine é indicada para acentuar o transporte de água na derme para epiderme, da camada basal até o extrato córneo, ajundando a manter o equilíbrio hídrico cutâneo favorecendo a hidratação da pele mesmo em extrema desidratação. 22 Este trabalho trata-se de um relato de caso para tratamento de hiperpigmentação periorbital causado por alterações no contorno das pálpebrasinferiores e edema local. É apresentado uma combinação de técnicas para comprovar a eficácia clínica do tratamento com aplicações seriadas de drenagem linfática, peelings de ácido tio glicólico 5%, carboxiterapia e home care com nano tioglicólico 5%, aquaporine 3%, sérum fresh roller qsp na abordagem terapêutica da hiperpigmentação periorbital. Materiais e Métodos Paciente DOA, sexo feminino, idade 26 anos, fototipo IV, portadora de hiperpigmentação periorbital bilateral seguido de edema (bolsas) infra orbital bilateral, com principal queixa de hiperpigmentação periorbicular há mais ou menos 10 anos. Foi submetida à drenagem linfática, peelings seriados de ácido tioglicólico 5%, carboxiterapia e home care com nano tioglicólico 5%, aquaporine 3%, sérum fresh roller qsp. O procedimento foi conduzido de acordo com todas as normas estabelecidas para o procedimento. A paciente foi recrutada voluntariamente, recebeu e assinou um questionário (Anexo 1), foi informada das possíveis complicações do tratamento como por exemplo: eritema, edema, ardência e descamação. Inicialmente a região periorbicular é higienizada com demaquilante e álcool a 70%. Foi realizado drenagem linfática de acordo com a técnica descrita por Leduc, por aproximadamente 15 minutos. Em seguida aplicou-se o

ácido tioglicólico 5%, em veículo gel. A primeira aplicação do agente químico teve duração de dois minutos; a cada uma das seguintes sessões foi acrescentado três minutos, a partir da quinta sessão até a décima sessão o tempo de aplicação foi de 15 minutos. O contato do agente com a pele teve acréscimos de minutos a cada sessão possibilitando a avaliação das possíveis complicações (Tabela: 1 e Gráfico: 1). Fim do tempo de ação do ácido na pele o produto foi retirado com gaze e água. A pele apresentou eritematosa, esta reação levou em média dois dias e está relacionada ao tempo que a pele ficou exposta ao produto a cada sessão. Logo após foi realizado a carboxiterapia, promovendo o deslocamento da pálpebra superior e inferior, a pele apresentou um discreto edema palpebral superior e inferior, esta reação levou em média dois minutos, a cada 7 dias, no total de dez sessões. O aparelho foi ligado a um cilindro de ferro por meio de um regulador de pressão de gás carbônico e é injetado por via de um equipo (sonda) com uma agulha pequena (agulha de insulina - 30 G1/2) diretamente através da pele do paciente, com fluxo de 100 ml/min. No final de cada sessão a paciente foi orientada a realizar manutenção diária, pela manhã realizar a higienização da pele com sabonete líquido e aplicar protetor solar 30 FPS, à noite deve realizar a higienização da pele com sabonete líquido e a aplicação do home care com nano tioglicólico 5%, aquaporine 3% e sérum fresh roller qsp de uso tópico ao contorno dos olhos durante todo o período o tratamento. Foram utilizados como parâmetros a avaliação do Biomédico, a documentação fotográfica, antes e após a cada sessão do tratamento e o grau de satisfação dos resultados, tanto para as biomédicas aplicadoras, quanto para a paciente. Tabela 1: Tempo de ação e reação do Ácido Tioglicólico 5% na pele.

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As apresentações dos resultados ocorreram através de relato da paciente e acompanhamento semanal do profissional capacitado pela avaliação das fotos do antes e após cada sessão (Figuras 1,2 e 3). Após a aplicação do protocolo, a paciente relatou ardor suportável quase imediato e que se intensificava ao longo da permanência do ácido tio glicólico 5% em contato com a pele. Em relação a carboxiterapia a paciente relatou desconforto mas em todas as sessões concluiu-se o protocolo nos prazos preestabelecidos. Alguns minutos após a aplicação do produto foi observado eritema e edema discretos na região aplicada. Observou-se melhora já na segunda aplicação, diminuição dos edemas (bolsas) e melhora da flacidez infra orbital bilateral. A partir da quarta sessão foi observado o clareamento significativo nas regiões periorbital (Figura 4). Figura 1: Foto da paciente referente a primeira sessão da aplicação do protocolo.

Figura 2: Foto da paciente referente à quinta sessão de aplicação do protocolo.

Figura 4: Foto da paciente da 1ª sessão comparada à 10ª sessão tratamento com o protocolo estabelecido neste trabalho.

Discussão

Diferentes tratamentos são propostos para a hiperpigmentação periorbital &quot;olheiras&quot;, porém o resultado do tratamento da pele é gradual, por este motivo é de suma importância diferenciar as olheiras vasculares das olheiras por hiperpigmentação melânica para se alcançar os melhores resultados terapêuticos.3,4,6 78

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A hiperpigmentação vascular envolve fenômenos fisiológicos, são mais resistentes e nem sempre apresentam bons resultados terapêuticos, já a hiperpigmentação melânica é mais sensível a terapia por resultar da hiperatividade melanocítica focal epidérmica de melanócitos hiperfuncionantes e a hiperpigmentação induzida pela radiação ultravioleta pode ser reversível, basta interromper a exposição solar para que a síntese de melanina seja normalizada e fazer uso de protetor solar durante e após o tratamento de despigmentação. 3,6,17 Atualmente as literaturas discutem que a melanina e a hemossiderina estão presentes em quase todos os tipos de olheiras variando em maior ou menor grau. 3 Um outro mecanismo no desenvolvimento da olheira importante é a microcirculação lenta, condições como congestão, hiperemia e outras alterações circulares afetam a permeabilidade vascular, afetando a drenagem venosa das pálpebras. 5 Neste trabalho foi observado que a drenagem linfática auxilia o tratamento da hiperpigmentação vascular cujo paciente apresente edema linfático das pálpebras que promove o aumento das sombras perioculares, a massagem drena o excesso de fluido acumulado nos espaços interticiais, mantendo o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas. 5,7,17 O ácido tioglicólico é um alfa-hidroxiácido orgânico, apresenta afinidade com ferro iônico absorvendo o óxido de ferro da hemoglobina, capacidade de quelar o ferro da hemossiderina por apresentar grupo tiólico, sendo indicado para hiperpigmentação com componente vascular predominante. 3,4 A carboxiterapia apresenta bons resultados para os pacientes com olheiras, promovendo um processo inflamatório com a migração dos fibroblastos para o local da aplicação, estimulando a síntese de colágeno, 5,18 reparação tecidual, melhorando a oxigenação e nutrição celular. 19,20,21 O sérum fresh roller qsp com nano tioglicólico 5% e aquaporina 3% ajudaram na redução da hiperpigmentação periorbital, auxiliaram no aumento da hidratação da pele por melhorar o sistema de irrigação e circulação de água através das células, mantendo o equilíbrio hídrico cutâneo favorecendo a função da barreira da pele. 22 Neste estudo de caso, a combinação das técnicas apresentou resultados significativos para a redução da hiperpigmentação periorbital observados, determinando melhora significativa da região. 2 A legislação do conselho de biomedicina por meio da Resolução 241 de 29 de maio de 2014 que permite que o biomédico esteta devidamente habilitado possa prescrever substância para fins estéticos, onde através do trabalho realizado foi possível atingir os objetivos pelo uso da associação da técnica de carboxiterapia e o uso do ácido tioglicólico a 5% e aquaporina 3%. Conclusão A classificação da hiperpigmentação periorbital é muito importante para a determinação da conduta terapêutica a ser utilizada para se alcançar os melhores resultados. Os tratamentos devem apresentar métodos para ativação da


circulação local e uso de despigmentantes, pois normalmente as olheiras possuem componentes vasculares e pigmentares. Neste trabalho concluímos através dos resultados obtidos que a combinação das técnicas são métodos seguros e demonstraram resultados significativos para a redução da hiperpigmentaçãoperiorbital e apresentam embasamento técnico obtido pela revisão da literatura realizada.

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