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“ACORDA BRASIL: ARREPIANTE!”

Há momentos na história em que um gesto simples, quase ingênuo aos olhos dos céticos, ganha proporções gigantescas. Torna-se símbolo. Vira grito. Transforma-se em movimento. É exatamente isso que está acontecendo com a caminhada cívica liderada pelo deputado Nikolas Ferreira, batizada de forma direta e provocadora: “ACORDA BRASIL”.

O que começou como uma manifestação de consciência e alerta nacional rapidamente se converteu em um verdadeiro furacão de brasilidade, sacudindo corações, despertando o patriotismo adormecido e reacendendo um sentimento que parecia sufocado: o amor declarado à Pátria

Vivemos tempos estranhos. O Brasil, país de dimensões continentais e história grandiosa, anda carente de posturas firmes, de vozes que falem alto em defesa de seus valores, de sua soberania, de sua identidade. Em meio a esse vazio cívico, a caminhada surge como um contraponto poderoso — não pelo confronto, mas pelo simbolismo; não pela imposição, mas pela convocação moral.

Marchar é mais do que andar. Marchar, neste contexto, é dizer “presente”. É afirmar que ainda há brasileiros dispostos a levantar a bandeira nacional sem constrangimento, a cantar o Hino sem ironia, a defender princípios sem medo de rótulos. É um gesto que comunica, emociona e mobiliza.

No domingo, dia 25, em Brasília, o país assistirá à apoteose desse movimento. Não se trata apenas de um ato político, mas de um marco simbólico que aponta para o futuro do Brasil. Um futuro que muitos desejam ver reconstruído sobre bases sólidas: civismo, coragem, responsabilidade e amor à nação.

Independentemente de concordâncias ou divergên-

cias ideológicas, é impossível ignorar a força do que está acontecendo. Quando milhares se unem em torno de um ideal comum, algo maior está em curso. O Brasil, cansado de apatia e descrença, começa a dar sinais de que ainda pulsa.

“Acorda Brasil” não é apenas um slogan. É um chamado. E, para muitos, um arrepio de esperança!

A DIREÇÃO.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente

SAIBA QUEM JÁ SE UNIU A NIKOLAS NA CAMINHADA PELA JUSTIÇA

A Caminhada pela Justiça e Liberdade, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), chegou ao seu 90° quilômetro no início da tarde desta quarta-feira (21) A cada passo dado desde a última segunda (19) rumo a Brasília (DF), cada vez mais políticos e apoiadores têm se juntado ao movimento, que busca chamar atenção para os atos judiciais relacionados ao 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Como mostrou o Pleno.News , o ato simbólico que deve durar sete dias busca chamar atenção para prisões e decisões judiciais que a direita considera injustas, além de defender tratamento digno aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O movimento começou na cidade mineira da Paracatu, para onde Nikolas tinha viajado para participar da entrega de uma emenda parlamentar, e tem como destino final a capital federal. A cada 10 quilômetros de caminhada, Nikolas tem relembrado a história de uma pessoa punida pelos atos de 8 de janeiro ou alvo de decisões do STF. No 90° quilômetro, o nome escolhido foi justamente o de Bolsonaro.

A expectativa é de que, até o fim do trajeto, mais pessoas ainda se juntem ao grupo. Figuras como o vereador de Curitiba (PR) Guilherme Kilter (Novo), o vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel, a vereadora de Fortaleza (CE) Bella Carmelo (PL), o deputado estadual Carmelo Neto (PL-CE) e os deputados federais Filipe Barros (PL-PR), Sargento Fahur (PSD-PR), Luiz Lima (Novo-RJ) já confirmaram que vão participar do movimento.

Confira os nomes de quem está ou já esteve na caminhada (alguns nomes participaram pontualmente e não seguirão durante todo o trajeto):

Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais

André Fernandes, deputado federal pelo Ceará

Gustavo Gayer, deputado federal por Goiás

Guilherme Batista, pregador

Marcelo Bonifácio, cantor

Pablo Almeida, vereador por Belo Horizonte (MG)

Wess Guimarães, influenciador

Carlos Bolsonaro, ex-vereador pelo Rio de Janeiro (RJ)

Luciano Zucco, deputado federal pelo

Rio Grande do Sul

Rafael Satiê, vereador pelo Rio de Janeiro (RJ)

Fernando Holiday, vereador por São Paulo (SP)

Carlos Jordy, deputado federal pelo Rio de Janeiro

Sargento Gonçalves, deputado federal pelo Rio Grande do Norte

Major Vitor Hugo, deputado federal por Goiás

Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão

Thiago Medina, vereador pelo Recife (PE)

João Pedro Pugina, vereador por Araçatuba (SP)

Magno Malta, senador pelo Espírito Santo

Lucas Pavanato, vereador por São Paulo (SP)

Lucas Polese, deputado estadual pelo Espírito Santo

Pedro Poncio, ex-MST

Sebastião Coelho, ex-desembargador

Eduarda Campopiano, vereadora por Praia Grande (SP)

Junio Amaral, deputado federal por Minas Gerais

Chiara Biondini, deputada estadual por Minas Gerais

Vile Santos, vereador por Belo Horizonte (MG)

Douglas Garcia, ex-deputado estadual por São Paulo

Mauricio do Vôlei, deputado federal por Minas Gerais

Capitão Martim, deputado estadual pelo Rio Grande do Sul

Ivson de Castro, vereador por Sete Lagoas (MG)

Samuel Caires, vereador por Janaúba (MG)

Matheus Braga, vereador por Ipatinga (MG)

Ugleno Alves, vereador por Teófilo Otoni (MG)

Pedro Luiz, vereador por Contagem (MG)

Thomaz Henrique, vereador por São

José dos Campos (SP) (PLENO NEWS)

Viagens # Fé

Conhecendo a Basílica de São Petrônio, o polêmico templo de Bolonha

Historicamente, do fim do Império Romano à Unificação Italiana (1400 anos), a cidade de Bolonha, hoje capital da região da Emília-Romanha, teve apenas um objetivo: permanecer livre de influências externas, principalmente a do vizinho Estado Pontifício de Roma.

Por esse motivo, em 1253, a rica e independente Cidade-Estado Livre de Bolonha decidiu mudar seu santo padroeiro: de São Pedro para São Petrônio, um antigo/lendário bispo bolonhês de quem escreveram uma biografia hagiográfica (800 anos após sua morte!) quase inventada. Isso para poder ter seu próprio padroeiro cívico, independente do papa.

Neste sentido lançaram a pedra fundamental da basílica bolonhesa em 7 de junho de 1390, que foi erguida em estilo gótico Contudo, as obras se prolongaram por séculos, e a fachada jamais foi concluída.

Durante o período barroco o templo tornou-se um importante centro musical. Uma das atrações é o relógio de sol desenhado pelo matemático genovês Giovanni Cassini (1625-1712).

Hoje, a Basílica de São Petrônio está sob a jurisdição da Arquidiocese de Bolonha e embora não seja a sé episcopal da cidade, mantém a sua grande relevância histórica e arquitetônica. Tanto que é a 15ª maior igreja católica do planeta, com 132 metros de comprimento e 60 de largura, com uma altura de 51 metros na fachada

Consagrado em 1954, 564 anos após o início de sua construção, o templo tem capacidade para abrigar 28 mil pessoas. Entretanto, guarda uma obra de arte polêmica e que, em 2002, quase causou a sua destruição, pois cinco homens ligados ao grupo terrorista Al Qaeda tentou explodir o prédio, mas o plano foi previamente descoberto pela polícia italiana.

Visitei com Regina Célia a Basílica de São Petrônio em fevereiro de 2006, alguns meses antes da segunda

frustrada tentativa de terroristas muçulmanos de alvejar o prédio. Por quê? Porque um dos afrescos pintados no templo em 1410, pelo pintor Giovanni da Modena (13791455) mostra o profeta Maomé no inferno, imagem vista por estes como um insulto ao Islã.

Enfim, tal representação artística revela a tensão religiosa e cultural e gera controvérsias, por ser um documento histórico que nos permite vislumbrar a mentalidade medieval e a influência da Igreja na vida cotidiana.

• Cronista e pesquisador, membro da Academia Botucatuense de Letras, é autor de 58 livros sobre a história regional.

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