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Diário da Cuesta

Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

IGUALDADE DOS CIDADÃOS

PERANTE A LEI

A Assembléia Constituinte Francesa, de 1789, proclamou o princípio da igualdade dos cidadãos perante a lei. Foi na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que o lema da República Francesa se inspirou: “liberdade, igualdade, fraternidade”. E, dos três, a igualdade era o mais importante para os revolucionários: “No turbulento período que se seguiu à revolução, sempre que foi necessário optar, sacrificou-se a liberdade em defesa da igualdade. É o que explica a centralização do poder e o regime do terror" PÁGINA 3

Luiz XVI foi decapitado...

LEITURA DINÂMICA

O Rei Luís XVI da França foi decapitado na guilhotina em 21 de janeiro de 1793, durante a Revolução Francesa, após ser julgado e condenado por alta traição pela Convenção Nacional. Sua execução na Place de la Révolution (atual Place de la Concorde) marcou o fim da monarquia francesa e o início do período do Terror, uma fase mais radical da revolução.

Moderno como você!

Diário

Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão?

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi anunciada ao público em 26 de agosto de 1789, na França. “Ela está intimamente relacionada com a Revolução Francesa. Para ter uma ideia da importância que os revolucionários atribuíam ao tema dos direitos, basta constatar que os deputados passaram cerca de 10 dias reunidos na Assembléia Nacional francesa debatendo os artigos que compõem o texto da declaração. Isso com o país ainda a ferro e a fogo após a tomada da Bastilha em 14 de julho do mesmo ano”, explica o professor Bruno Konder Comparato, professor no Departamento de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares.

Havia urgência em divulgar a declaração para legitimar o governo que se iniciava com o afastamento do rei Luís XVI, que seria decapitado quatro anos depois, em 21 de janeiro de 1793. “Era preciso fundamentar o exercício do poder, não mais na suposta ligação dos monarcas com Deus, mas em princípios que justificassem e guiassem legisladores e governantes”, diz o professor.

A importância desse documento nos dias de hoje é ter sido a primeira declaração de direitos e fonte de inspiração para outras que vieram posteriormente, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948. Prova disso é a comparação dos primeiros artigos de ambas:

O Artigo primeiro da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, diz: “Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundar-se na utilidade comum”.

O Artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: “Todos os homens nascem livres e iguais em dignida-

A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix: França exporta revolução. ( Crédito: Imagem: Corbis/Stockphotos)

de e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

O professor chama a atenção sobre os direitos sociais, não mencionados explicitamente no texto do documento. “Ela se concentra mais nos direitos civis, que garantem a liberdade individual - os direitos do homem - e nos direitos políticos, relativos à igualdade de participação política, de acordo com a defesa dos revolucionários do sufrágio universal, o que corresponde aos direitos do cidadão”.

Foi também na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que o lema da República Francesa se inspirou: “liberdade, igualdade, fraternidade”. O professor Bruno afirma que, dos três, a igualdade era o mais importante para os revolucionários “No turbulento período que se seguiu à revolução, sempre que foi necessário optar, sacrificou-se a liberdade em defesa da igualdade. É o que explica a centralização do poder e o regime do terror”, afirma.

“Venham enfim

Venham enfim as altas alegrias,

As ardentes auroras, as noites calmas, Venha a paz desejada, as harmonias, E o resgate do fruto, e a flor das almas.

Que venham, meu amor, porque estes dias

São morte cansada, De raiva e agonias E nada.”

(José Saramago, in “Provavelmente Alegria”.)

“Dia Nacional do Riso”

18 de janeiro amanhece e aí descubro que é o dia do riso, e nem imaginava que tivesse dia para rir.

Não seria todos os dias?

Pode ser que não ria o dia todo, mas uma boa risada sempre vem, queira ou não.

Ultimamente rio muito sózinha, afinal tenho uma bebessauro, a Mindy que sempre apronta.

Eita bicho danado!

Depois que fez a arte e que me vê furiosa, corre se esconder baixo da mesa da sala de jantar, e fica espreitando , de olhos baixos.

As clívias que foram replantadas voltando a florir alaranjadas.

E fico satisfeita com alguns objetivos tênues conseguidos.

Fico orgulhosa dessa “lagartona” como a Zildinha a chama.

Falando nisso, as duas se adoram, é muito rapapé!

Mindy quase não deixa a Zildinha fazer o serviço da casa, e a acompanha o dia todo passo a passo.

Bonitinho é o sorrisinho que me brinda a Chérie quando a chamo.

Já está meio avariado mas vem adoçar meu dia.

A Mindy não sabe rir.

Está sempre com aquela cara enrugada, parece preocupada, cara de coitada.

Tem o focinho em forma de coração molhado.

Quando me vê de boa, aí vem pedindo carinho daquele seu jeito desengonçado.

Está com 8 meses e ainda não sabe ser carinhosa, muito menos delicada!

Vem colocando a patinha torta sobre meu braço com todos seus 14 kgs.

Não aceita não como resposta e deita o cabeção sobre meus pés.

E se ouve qualquer barulho com seus ouvidos biônicos sai de arrancada metendo as patas gordas aonde pegar! Sai de baixo!

Meu jardim renasce nas mãos do menino do dedo verde, uma vez ao mês.

E vou falar baixinho para a Mindy não ouvir o elogio, porque sabe como é, vampirinho brasileiro pode voltar a atacar.

Vejo brotando verdes, práticamente renascendo das cinzas da renda portuguesa.

Preciso fazer uma ginástica para pegá-la no colo.

Vou girando seu corpo desengonçado de lado e pego debaixo dos braços e tenho que botar força para trazer para o colo, que ela ocupa todo e como não sabe aonde põe a cabeçorra de vez em quando levo umas lambidonas na cara.

Nem preciso dizer que me mela a cara toda. Nessa outra fase de Ômicron são minhas leais companheirinhas e as causadoras do meu riso solto.

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LEITURA DINÂMICA

– A REVOLUÇÃO AMERICANA foi importante e teve um fator simbólico: fortalecer no imaginário dos franceses os ideais de liberdade e de igualdade entre cidadãos, em sintonia com o pensamento iluminista da época.

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– A segunda metade do século XVIII não foi marcada apenas pela Revolução Francesa, mas por uma série de revoltas e revoluções ao redor do continente europeu e na América. Antes de a revolução na França começar em 1789, a mais notável havia sido a Revolução de Independência das colônias americanas. Essa revolução foi apoiada por Luis XVI, que enviou tropas francesas para ajudar George Washington e companhia na empreitada americana de se tornar independente da Grã-Bretanha, o principal rival político e econômico da França naquele período.

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– Naquele tempo já havia Fake News Essa expressão já fora atribuida a outras rainhas da monarquia francesa É Fake News

Muitos acreditam que a rainha Maria Antonieta zombou do povo faminto antes de ter a cabeça decepada pela guilhotina, durante a Revolução Francesa (1789-1799). Afirmam que a mulher de Luis XVI reagiu com esta pérola aos clamores da multidão que pedia comida: "Se não tem pão, que comam brioches".

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– A guilhotina foi o destino de nobres e plebewus durante a Revolução Francesa. A Rainha Maria Antonieta foi a mais famosa vitima da guilhotina...

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