Skip to main content

1668

Page 1


Henrique

Trindade Instalada no Largo de São José, em frente à centenária Igreja, a escultura que traz também o Menino Jesus foi inaugurada por Dom Henrique Golland Trindade à época Bispo de Botucatu com a presença do prefeito municipal, João Queiroz Reis e do escultor Fausto Mazzola.

Página 2

Revitalizado o monumento do Largo São José

Escultura de Fausto Mazzola, de 1959, será reinaugurada em 15 de março

Gesiel Júnior

Neste mês de março, dedicado tradicionalmente a São José pelos católicos, haverá em Botucatu a reinauguração de uma escultura feita em 1959 pelo educador e escultor Fausto Mazzola, que na época esculpiu diversas obras de arte também em Itatinga e em Avaré, onde residia e lecionava. É autor do busto de Angelino de Oliveira, que está na escola municipal que leva o nome do compositor, na Vila dos Lavradores.

Instalada no Largo São José, em frente à centenária igreja, a escultura que traz também o Menino Jesus teve as suas cores originais resgatadas, por iniciativa do pároco da Paróquia São Benedito, padre Ademar Domingos Roma. Ele programou reinaugurá-la no próximo domingo, 15 de março, às 18 horas, quando será descerrada uma placa comemorativa.

Coube em 1959 ao primeiro arcebispo metropolitano, Dom Frei Henrique Golland Trindade, OFM, devoto de São José, encomendar a obra na época em que a praça estava sendo remodelada pela Prefeitura, na gestão do médico João Queiroz Reis.

EXPEDIENTE

Artista consagrado – Paulistano, nascido em 30 de setembro de 1918, Fausto Mazzola frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, de São Paulo, tendo nessa época trabalhado na ornamentação da Catedral da Sé, orientado pelo escultor sueco Auguste Frick. Diplomado para o cargo de professor de Escultura, lecionou em Lins e depois se transferiu para o Ginásio Industrial de Botucatu, em 1940. Em 1958, já experiente, foi designado diretor da Escola Artesanal de Avaré, onde executou várias obras, como o Cristo em Ascensão, o Relógio de Sol e a Fonte das Artes, bem como esculpiu alguns bustos, como o do governador Abreu Sodré e do monsenhor Celso Ferreira. Transferiu-se para Americana e, depois da aposentadoria deu aulas nas escolas industriais de Jundiaí, Valinhos e Campinas.

Premiado em salões de artes plásticas, nesse período executou bustos, medalhas e monumentos para mais de 30 cidades paulistas, mineiras e fluminenses. Faleceu em Campinas, em 21 de abril de 2004. Para homenageá-lo, em 2012 o governo estadual deu o nome de Escola Técnica Estadual “Professor Fausto Mazzola” à ETEC de Avaré.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta com br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

“Metáfora”

A pequenina estava ali, sentadinha ao lado da janela, só olhando o jardim.

A cabecinha de cabelinhos cacheados dourados até os pequenos ombros.

Olhinhos parados ali além do vi - dro da janela.

Talvez visse apenas como os amores perfeitos dos canteiros coloridos, ou seguisse os passarinhos pousando em suas aveludadas pétalas.

Uma borboleta amarela voava e voava por entre as pétalas das dálias alaranjadas e rubras.

Talvez apenas estivesse ali esperando calmamente o esquilinho dourado vir da floresta buscar um frutinho nos canteiros que o papai cultivava.

Talvez estivesse meio sonolenta aconchegada ali naquele seu cantinho especial espiando e esperando o portão se abrir e deixar entrar sua mãe e a irmãzinha Livy.

Anelava pelos docinhos coloridos de gelatina colorida ou um tablete de chocolate, da venda da esquina perto da ponte antes da floresta

E de repente viu que abriam o portão, e a Livy entrou primeiro, Yoli levantou-se animada e correu encontrá-las sorrindo.

Estava curiosa pois a Livy carregava uma caixa de papelão estranha que se movia e tinha um sorriso estranho nos lábios finos.

Colocou no gramado virando-a de boca para baixo e se ouviu um gemidinho abafado.

Yoli deu um gritinho e curiosa correu tirar a caixa para ver o que causava aquele barulho.

Saiu de lá abanando o pequeno rabinho, um lindo filhote de yorkshire bem peludo.

Foi um instante de reconhecimento e em seguida já estavam gargalhando com as gracinhas do cachorrinho de pelo marrom, de riscas douradas.

A mãe encantada olhava a felicidade das filhas, seus risos e brincadeiras com o filhotinho, bolinha de pelo.

O pai veio correndo da oficina ver o porque de tanta alegria.

Abraçou a esposa por traz e a beijou no rosto, e ficaram ali desfrutando do momento.

Perguntadas do nome para o cachorrinho, elas pararam de brincar e fitaram o bichinho andar trôpego por

entre as dálias e crisântemos.

E responderam em uníssono: Chocolate!!

A mãe perguntou o porque desse nome inusitado. Livy respondeu rápida :” porque é o doce que mais gostamos!” e a Yoli gritou rindo : “É!!!!”

E gargalharam felizes, Yoli pegando o cachorrinho no colo seguiu a Livy, para pegaram uma almofada, uma caixa e arrumarem uma caminha para o bichinho que feliz lambia suas bochechas rosadas, arrancando mais risadinhas de puro prazer!

Os pais entraram para preparar o jantar, conversando sobre a felicidade das filhas.

Ás vezes vemos no Facebook a foto de um cachorrinho e a seguinte pergunta: o nome desse cachorrinho será o nome da última coisa que você comeu

E imediatamente me lembro de Chocolate, um poodlezinho marrom de olhar pidão e pelinhos muito encaracolados dos filhos de uma amiga.

Eu chegava lá na sua casa para uma visita, e lá vinha Chocolate me pedir colinho, abanando seu rabinho em formato de pompom, e raspando sua patinha no meu braço.

O meu coração sempre se enche de ternura ao relembrá-lo.

CAPELA DE SÃO JOSÉ

Estamos no mês de Março. Mês consagrado pela Igreja Universal ao patrocínio de São José, padroeiro da Família e das Vocações Sacerdotais Exatamente hoje – dia 19 – comemora-se em todo o orbe católico, o Dia de São José. Parabéns a todos os Josés. A eles, é dedicada esta crônica.

É sempre bom sair-se um pouco do cenário dorido e acabrunhador em que vive a inteira Humanidade. É bom deixar a mente, as sérias preocupações que apunhalam o dia a dia, e põem em jogo a convivência pacifica dos homens, eternamente ameaçados pela violência de toda ordem, pelos prognósticos apocalíticos, dentre eles o maior : a iminência de guerra letal, com destruição total.

Por isso, aqui vai um fato encantador, algo de místico e de lenda, de real e de inacreditável. Mas o lado comprobatório da crônica, acha-se na Capela de estilo neo-gótico – à imitação da Sainte Chapelle de Paris – anexa a um Colégio de meninas, regido pelas Irmãs da Congregação de Nossa Sra. de Loreto, na cidade de Santa Fé – Novo México

O curioso dessa Capela é que ela possui uma escada em espiral, de madeira preciosa inexistente na região, dando duas voltas de 360 graus, mas chama a atenção porque ela não tem eixo de apoio. Desafia a técnica arquitetônica e nenhum engenheiro saberia explicar a sua feitura, pois os trinta e três degraus que a compõem não se apoíam na parede. Nela não há pregos ou parafusos. Apenas, tarugos de madeira nas partes onde existe junção das peças.

Para os técnicos no assunto – engenheiros e arquitetos – é um fato inexplicável. Para os leigos, é uma maravilha dentre as muitas que a Capela possui.

Sua história é singularíssima. Remonta a 1874, data em que chegou a Santa Fé, à Congregação das Irmãs Educadoras. Ali instalada, puseram-se as Irmãs à obra de construção do colégio. Doações, ofertas polpudas, ex-votos, verbas oficiais, tudo contribuiu para a rápida ereção do vasto edifício. Tudo pronto, morreu o engenheiro arquiteto responsável, deixando completamente desnorteado, o mestre de obras.

Faltava a Capela, deixada para o final, pois importaria em obra de arte. Por sua vez, escasseavam já os donativos. Recursos materiais, como sempre acontece, não havia. Grande dor, profunda e amarga, dominou

a Superiora de então. Agora, na Capela – um encanto de colunas torneadas e clássicas, faltava a escada que levaria ao Coro Confiantes em Deus e angustiadas, entregaram-se à oração, realizando uma novena a São José.

Decorreram os dias, sem novidades. A angustia crescia. Maior que ela, a Fé alimentava a Esperança. Um dia, bateu-lhes à porta um senhor de aspecto simples, porém, respeitável. Dizia-se sabedor do problema, propunha-se a construir a escada porque era carpinteiro, porém, impunha uma condição: durante o seu trabalho não admitiria a presença de ninguém no recinto. Sem outra alternativa, a Superiora aceitou. Passaram-se três meses, fiados os quais, ele chamou toda a Congregação para a entrega dos serviços. A vista da maravilhosa escada, quedaram-se embevecidas todas as Irmãs. Prostraram-se, em ação de graças. Quando se voltaram, não mais viram o carpinteiro. Retornará, depois, para o ajuste das contas, pensou a Superiora. Ele nunca mais voltou. Na longa meditação do fato, chegaram ao Evangelho. Jesus feito Homem, teve por Pai, cá na terra, a José. E José era Carpinteiro.

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook