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Membro da ABL – Academia Botucatuense de Letras, Alfredo Colenci acaba de lançar seu mais recente livro: “DAS PEDRAS REMOVIDAS”. Nessa obra Colenci reune seleção de crônicas e contos, são registros realizados ao longo de décadas. Parabéns! AVANTE! Página 4






Por Ives Gandra da Silva Martins
Considero que a liberdade de expressão é, sem dúvida, a pedra angular da democracia. Para mim, ela é fundamental não só para que haja um debate público vibrante, mas também para garantir a pluralidade de ideias em nossa sociedade. Apesar de todas as críticas que são feitas ao ativismo judicial e das diversas questões constitucionais em debate, eu defendo que o Brasil permanece uma democracia E, nesse contexto, vejo a liberdade – em especial a liberdade de expressão e de defesa – como a principal arma para a manutenção do Estado de Direito. É por meio dela que podemos proteger o indivíduo da opressão e do silenciamento.
Recentemente, a Reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP foi dedicada à láurea de intelectuais brasileiros – incluindo juristas, economistas, jornalistas e profissionais de diversas áreas – fizeram homenagem aos meus 90 anos, com o lançamento do livro A Constituição e a Liberdade.
A obra foi coordenada pelo jurista professor doutor Modesto Carvalhosa e pelo economista professor doutor Luciano de Castro. O livro reúne 54

artigos de expressivos intelectuais brasileiros, com contribuições de autores como o ex-presidente Michel Temer; o ex-candidato à presidência da República Luiz Felipe D’Avila; o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança, um dos mais ativos da nossa Câmara Federal; Manoel Gonçalves Ferreira Filho, o maior constitucionalista do Brasil; os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro e os jornalistas J. R. Guzzo (in memoriam), Paula Leal e Ana Paula Henkel.

O lançamento contou com a presença e palestras de diversos autores, como Modesto Carvalhosa, Paulo Rabello de Castro, Manoel Gonçalves Ferreira Filho, Tiago Pavinatto, Luciano de Castro, Angela Vidal Gandra da Silva Martins, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Almir Pazzianoto e André Marsiglia, que, entre outros presentes, fizeram manifestações notáveis.

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

Maria De Lourdes Camilo Souza
Ontem nos deliciávamos a olhar fotos antigas e identificar os componentes da família em cada uma delas.
“Olha como eram as roupas antigas”.
“Quem era o menino no colo da fulana?”
“Esta foi na lua de mel”.
“Esse terceiro magro e alto de bigodes foi aquele que mandou matar a mulher numa tocaia.” - Sério? Não sabia”
“Olha aquela do Carnaval no Tenis”
Aí partimos da projeção das fotos que já começaram a se repetir para olhar os álbuns bem arrumados repletos de fotos de casamento, churrascos, festas, passeios, viagens, fazendas, aeroportos, chegadas, despedidas, almoços, festas natalinas..
E num desses eu vi ali o berço: o que foi meu berço!
Era de ferro torneado, pintado de branco todo preparado para receber mais um novo membro da família.
Envolto no véu diáfano e protetor.
Sei que quando chegou a minha vez, foi adornado com a medalha benta do meu anjo da guarda, presenteada pelos meus padrinhos, e que ficou pendurada bem próxima a minha cabeça para proteção.
Foi muitas vezes restaurado para abrigar mais um novo bebezinho.
Lembro de quando recebemos a notícia de que um bebê, o primeiro neto ia chegar e iniciou-se a busca do famoso berço.
Fomos encontrá-lo jogado servindo de ninho de galinhas perdido num depósito numa fazenda de um dos tios.
Já tinha mais uma vez cumprido seu propósito para os três meninos que já tinham crescido.
Só mudavam o colchãozinho e os adereços as cores e os enfeites, eram ora rosa para as meninas, azuis para os meninos ou de outras cores para os pais que preferiam esperar a surpresa da chegada do novo ser.
Anunciado o momento tão aguardado, a família inteira na sala de espera da Misericórdia.
O pai nervoso andando de um lado para outro.
Um deles estava tão feliz que carregava a máquina fotográfica para registrar a cara enrugada, avermelhada mas muito amada do seu bebê e deixar eternizada uma foto para a posteridade.

O charuto no bolso e o isqueiro para festejar esse momento único.
Lembro-me de ter dado umas baforadas no famigerado charuto.
Senti o calor e senti os olhos lacrimejar, a garganta queimar com aquela invasão de fumaça.
Não era como o do cachimbo que deixava um certo sabor de chocolate.
Mas tudo era festa e as lágrimas eram pura alegria transbordante.
Todos se confraternizavam quando o querido pediatra da familia, que tinha sido chamado às pressas para receber o novo rebento, ainda paramentado trazia o bebê e todos corriam para olhar e comprovar as semelhanças familiares.
O pediatra, um primo querido, que seguiu e segue junto com a família sendo convidado de honra a todos os eventos.
É consultado a cada achaque dos pequenos e acompanha o crescimento de cada um deles
Batizou alguns na pia batismal da Misericórdia, logo nos primeiros dias de vida, quando ainda vivia o sábio Padre Renato.
As irmãs de caridade ainda trabalhavam por lá.
Quantas vidas adormeceram confiantes no pequeno e acolhedor berço.
Ele tinha um modo de destravar para acalentar o bebê para dormir.
Ainda deve existir em algum depósito da família, aguardando a hora de ser chamado a servir para os novos membros que virão.
E recontar e relembrar as muitas vidas que por ele passaram.
O botucatuense Alfredo Colenci Júnior está divulgando o lançamento de seu mais recente livro. Um lançamento inédito e criativo. Em parceria com sua filha Ana Teresa Colenci Trevelin. Só a parceria com a filha já é para ser comemorada... O livro é inédito na forma como trata tema tão técnico com uma linguagem acessível até para todos nós, da área de humanas. E é criativo pois, como dizem os autores “...é dedicado aos animais, anjos disfarçados, enviados à terra por Deus para mostrar ao homem formas peculiares de interação com o mundo e apresentação de soluções engenhosas para cada situação problema”.
Alfredo Colenci é irmão de Newton Colenci que tão bem comandou a ABL - Academia Botucatuense de Letras e pertence a uma família com efetiva participação na comunidade botucatuense.
É formado em Engenharia da Produção, além de outros cursos universitários, com Mestrado e Doutorado. Pioneiro da Educação Superior Tecnológica foi fundamental para que Botucatu implantasse a sua FATEC.

Ana Teresa é professora universitária, autora e palestrante. Formada em Engenharia da Produção e em Direito segue o caminho paterno com sucesso.
Aos autores os cumprimentos efusivos por esse lançamento.
SUCESSO! (AMD/FACEBOOK -27/11/2019)


Apergunta é proposital. Desde meus tempos em bancos universitários, em especial área de Direito Penal e Processual Penal, meus professores eram vinculados aos texto das leis e não divagavam exemplificando os crimes praticados por mafiosos. Devo anotar tratar-se dos anos 1975/1976 quando, sequer, haviam grupos reunidos em Comandos. A Máfia surgiu no sul da ItáIia e é considerada a mais antiga, reportando-se à época medieval(1865/Palermo). Seus membros eram agricultores proprietários de suas pequenas terras. Com o passar do tempo viram que eram vulneráveis aos poderosos senhores feudais donos das grandes propriedades que usavam de atos criminosos para se apoderarem das terras, em visível prejuízo aos demais. Para evitar o vandalismo havia necessidade de fazer um acordo com o Chefe e pagar taxas, fato que se tornou “proteção forçada” e se espalhou pelo mundo inteiro, em especial para os Estados Unidos (Alphonse Gabriel-1899-1947), famoso Al Capone. O adjetivo Máfia ganhou projeção tendo como exemplo a máfia siciliana, máfia ítalo-americana, máfia japonesa/yakuza, máfia chinesa, máfia Russa, com suas ramificações como “Cosa Nostra”, Camorra, Nhdrangheta, etc. com destaque para Michele Navarra(1905-1958) médico e um dos maiores mafiosos do século XX. O termo Máfia também é muito usado para designar sociedades financeiras semelhantes às sociedades anônimas funcionando como empreendimentos voltados para o mal. A “Cosa Nostra” foi o maior clã de famílias mafiosas e a maior organização criminosa do mundo. Seus crimes: sonegação de impostos, cartéis, corrupção,. contrabando, extorsão, fraudes, jogos de azar, tráfico de armas, tráfico de informações, tráfico de influências, formação de quadrilhas e milícias e esquadrões da morte. No berço mafioso da Itália surgiu uma ilha de combate ao crime denominado “Mãos Limpas”; Centenas de mafiosos foram presos, levados a julgamento e condenados. Houve reação: 24 juízes
Roque Roberto Pires de Carvalho
email:roquerpcarvalho@gmail.com
e promotores foram assassinados enquanto a Máfia era investigada. Houve pequeno declínio e a teoria defendida por muitos – a de que o crime organizado só será neutralizado mediante enérgicas ações do Estado e da sociedade. No Brasil, com o se diz alhures “a coisa está feia”!; como sempre, tendo países estrangeiros como modelos seguiu a chamada tendência e, em 1970, chegou até nós o termo Máfia e com elas o maléfico exemplo. Na base do movimento militar de 1964, presos políticos que se encontravam em presídios no Rio de Janeiro em 1979, com atos violentos de rebeldia criaram a facção Falange Vermelha depois convertida em Comando Vermelho(CV) em 1980. Em São Paulo, ano de 1993 nasceu o 1º Comando da Capital agregando, só ele mais de 40 mil integrantes onde despontam quadrilhas organizadas e especializadas em diversas áreas da marginalidade como tráficos de drogas, menores, jogos, sequestros, roubos a Bancos e Carros-Fortes, favorecimentos à prostituição, roubos de cargas, etc.Pela primeira vez estamos assistindo, em 2026, ao vivo e em cores marginais aplicando os mesmos ingredientes dos mafiosos estrangeiros, nas mais altas esferas dos Três Poderes e da administração pública: a palavra Máfia corre solta pelos jornais, revistas, televisões e governos estrangeiros, estão conhecendo um país infestado de mafiosos, com indivíduos praticando todos tipos de ilícitos acobertados pelos poderosos, temporários no poder. Se o Brasil conta em 26 anos do nome de mafioso nas Manchetes, deve haver muitas e lamentáveis razões para isso; em todos os Estados da Federação e Distrito Federal bandidos armados dominam sob a complacência dos poderes constituídos. É um salve-se quem puder – Acorda Brasil!

Roque Roberto P. de Carvalho – roquerpcarvalho@gmail.com – FONTE: Wikipédia.