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Guarda Civil Municipal de Botucatu completa 20 anos de atuação na segurança da cidade
Criada em 2004 e implantada em 2006, corporação ampliou atuação ao longo dos anos com patrulhamento tático, monitoramento e ações comunitárias. Página 2
Caio entrega 64 Apache Vip à Urbi Mobilidade do Distrito Federal
Todos os ônibus possuem 12,7 metros de comprimento e foram encarroçados sobre chassis Mercedes-Benz, com tecnologia Euro 6
A Caio foi escolhida pela Urbi Mobilidade, que integra o Consórcio URBI-HSGP, para fornecer 64 unidades do Apache Vip V. Esses veículos contribuirão para a renovação de frota de Brasília e das regiões administrativas do Distrito Federal. Todos os ônibus possuem 12,7 metros de comprimento, foram encarroçados sobre chassis Mercedes-Benz, com tecnologia Euro 6, e contam com três portas, assentos estofados reservados para pessoas com deficiência (PcD), mobilidade reduzida e idosos, além de contar com elevador e uma área exclusiva para cadeirantes ou pessoas com deficiência visual acompanhadas por cão-guia. Entre as tecnologias embarcadas, destaca-se a iluminação em Led para os degraus nas caixas de portas e pontos para a instalação de validadores e microcâmeras. (TECHINIBUS)
Guarda Civil Municipal de Botucatu
completa
20 anos de atuação na segurança da cidade
Criada em 2004 e implantada em 2006, corporação ampliou atuação ao longo dos anos com patrulhamento tático, monitoramento e ações comunitárias.
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Botucatu completou 20 anos de atuação na terça-feira, 03 de março de 2026. Criada pela Lei Ordinária nº 4.576, de 23 de junho de 2004, a instituição está vinculada à Secretaria Municipal de Segurança e atua em diversas frentes voltadas à proteção preventiva da população.
Implantada oficialmente em 2006, durante a gestão do então prefeito Mário Ielo, a corporação iniciou suas atividades com um efetivo de 30 guardas civis e apenas duas viaturas de patrulhamento. Ao longo das duas décadas de atuação, a GCM passou por um processo de expansão estrutural e operacional.
Atualmente, a corporação conta com cerca de 150 guardas civis municipais, reforçando o trabalho de segurança preventiva, patrulhamento comunitário e monitoramento em diferentes regiões da cidade. Entre as ferramentas utilizadas está a muralha virtual, sistema de monitoramento que auxilia no controle e na segurança urbana.
A Guarda também ampliou suas estruturas especializadas ao longo dos anos. O Grupo de Ações Preventivas Especiais (GAPE) evoluiu para o patrulhamento tático da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), que atua em ocor-
rências de maior complexidade.
Entre os serviços oferecidos à população estão o Centro de Operações Integradas (COI), responsável pelo monitoramento e coordenação das ações de segurança; as Rondas com Motocicletas (ROMO), que garantem maior agilidade no atendimento; o Grupamento Escolar, que atua na segurança das unidades de ensino; além da Patrulha Maria da Penha, voltada à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica.
A corporação também desenvolve ações ambientais por meio do Grupo de Proteção Ambiental (GPA), atividades educativas com o Grupo Educacional (GEDUC) da Patrulha da Paz e iniciativas como a Patrulha do Comércio e o Patrulhamento Comunitário, que aproximam a Guarda da população.
Integrada às demais forças de segurança que atuam em Botucatu, a GCM tem papel importante na proteção dos bens, serviços e instalações municipais, além de contribuir para a manutenção da ordem pública.
Ao longo dessas duas décadas, a instituição consolidou sua presença na cidade e mantém como missão o compromisso de proteger e servir a comunidade. (Acontece Botucatu)
As três Marias"
Maria De Lourdes Camilo Souza
Diz a Bíblia que uma das condições para passarmos pela porta direita e estreita dos céus, precisamos voltar a ser crianças.
Ontem no Japão se comemorou o "Dia das Meninas", logo no começo de março, mês das mulheres.
Inevitavelmente veio aquela nostalgia dos tempos de infância.
Minha casa foi o berço das três Marias.
A primeira delas muito querida e aguardada por ser a primeira, cumpriu uma missão muito rápida.
Nasceu morta.
Não resistiu ao parto com auxílio do fórceps, instrumento usado naquela época.
Anos depois veio a segunda Maria.
Menina linda, muito amada, mimada pelas tias que ainda solteiras ajudavam com as fraldas e cueiros, mamadeiras e papinhas.
Tia Ofélia também teve a sua primeira filha naquele ano, a Rosemary, que deu seus primeiros passos junto com a segunda Maria.
As duas netinhas eram a alegria para os pais, avós, tias e tio.
Dois anos depois veio a terceira Maria. Chegou no final de novembro.
Seu nome foi escolhido pela irmãzinha que no seu tatibitate fez a graça para a família feliz.
Dois anos depois a pequena família veio morar em Botucatu ali na Rua Quintino Bocaiuva.
Nossa mãe foi transferida para trabalhar no Centro de Saúde da cidade.
Moravam numa daquelas casas antigas de pé alto, com quintal grande, aonde as meninas podiam brincar e correr muito.
Foi nessa rua que encontraram uma amiguinha, que não se chamava Maria mas, tornou-se uma terceira irmãzinha.
Brincaram e foram juntas para a escola aprender as primeiras letras.
Uma mudança separou as amiguinhas da velha rua e da
escola.
Seus pais compraram a casa da Rua Dr. Costa Leite e foram estudar o ginasial no IECA.
A amiguinha foi estudar no Santa Marcelina, e a amizade persistiu.
O tempo passou, a primeira Maria tornou-se uma linda moça, formou-se professora e casou-se no mesmo ano e quase no mesmo mês que a amiga, e pasmem, os maridos eram melhores amigos.
A terceira Maria continuou seus estudos, formou-se professora, teve seus namorados, foi trabalhar para pagar a faculdade, e não se casou.
A vida seguiu seu curso, os filhos da segunda Maria vieram e fizeram a felicidade da família.
Os filhos da amiga eram da mesma idade eram amigos e brincaram juntos.
Os anos seguiram, a vida passou, os filhos casaram, os netos vieram, e a amizade continuou e será para sempre.
As Marias envelheceram, os cabelos branquearam, mas o coração de menina bate forte em nosso peito.
Viagens # Fé
Gesiel Júnior
Em Roma, visita à igreja universitária de São Domingos e de São Sisto
Templo confiado à Ordem dos Pregadores desde 2003, cujos membros são chamados de dominicanos, a igreja romana de São Domingos e a São Sisto, situa-se no número 1 do Largo Angelicum, no Monte Quirinal, em Roma. Por ter sido erguida no atual campus da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, ela serve de templo universitário.
Historicamente, a primeira igreja no lugar, chamada de Santa Maria a Magnanapoli, foi construída antes do ano 1000. A atual teve por construtor o Papa São Pio V (1504-1572), que era dominicano. Suas obras se iniciaram em 1569, onde ficava um convento de freiras dominicanas.
A planta original é do arquiteto Giacomo della Porta (1532-1602), mas no decorrer do longo período de construção, que avançou até 1663, diversos outros profissionais foram envolvidos. A porção inferior da igreja foi projetada por Nicola Torriani (1601-1636) e a superior, por Vincenzo della Greca (15921661), responsável também pela fachada barroca em travertino, pronta em 1646.
Essa fachada abriga quatro estátuas. As duas na porção inferior representam São Tomás de Aquino e São Pedro de Verona, ambas de Carlo Maderno (1556-1629). As duas na porção superior representam os patronos do templo, São Domingos de Gusmão (1170-1221) e o Papa São Sisto II (215-258), feitas por Marcantonio Canini.(1622-1669). Já a escadaria dupla no exterior, feita em 1654, é obra do arquiteto Orazio Torriani (1578-1657).
A pintura interna no teto, representando a “Apoteose de São Domingos” foi produzida em 1674 por Domenico Maria Canuti (1625-1684), com uma moldura de Enrico Haffner (1640-1702). Anos antes, em 1649 coube a Gian Lorenzo Bernini (1598-1680) projetar algumas áreas do templo, inclusive o altar-mor e a primeira capela à direita da entrada.
São Domingos e São Sisto é, portanto, a igreja universitária do Angelicum, nome simbólico da Universi-
dade São Tomás de Aquino, desde quando os dominicanos conseguiram recuperar o complexo do convento do governo italiano, em 1927, depois da expropriação da ordem em 1870 devido à lei suprimindo as ordens religiosas.
Dentre os mais conceituados ex-alunos do Angelicum figura ninguém menos do que o polonês Karol Józef Wojtyla (1920-2005), que se tornou um dos papas mais importantes da história católica: João Paulo II. Portanto, ele, como acadêmico, piedosamente frequentou esse templo entre os anos de 1947 e 1948, quando aprofundou seus estudos na Cidade Eterna.
• Cronista e pesquisador, membro da Academia Botucatuense de Letras, é autor de 58 livros sobre a história regional.