Diário da Cuesta
03/02/1907 – 119 Anos da Inauguração da Energia Elétrica em Botucatu, através da Usina Hidrelétrica da Represa do Rio Pardo (Véu de Noiva e local da futura REPRESA GIGANTE DO RIO PARDO), obra do Engº MANFREDO COSTA.
Esta pesquisa é de grande importância para Botucatu. Desde os anos 80 que estamos levantando dados sobre o assunto. Em 1990, no livro “MEMÓRIAS DE BOTUCATU” fizemos o histórico da vinda da energia elétrica para Botucatu e, em sequência, através da CPFL para todo o interior. Manfredo Costa foi o idealizador e realizador. Agora, com dados e fotos fornecidos por seu neto, Manfredo Costa Neto, pudemos completar com detalhes o histórico dos pioneiros da energia elétrica paulista. É REGISTRO HISTÓRICO. Páginas 2, 3 e 4
ANTONIO CARDOSO DO AMARAL “ NENÊ CARDOSO”
Na 1a REPÚBLICA - 1889 a 1930, exerceu os cargos de vereador, prefeito e deputado estadual. Tivemos 2 deputados estaduais na 1ª República: Cel.Antonio Cardoso do Amaral e Cel. Amando de Barros.
CEL. ANTÔNIO CARDOSO DO AMA-
RAL- “Nenê Cardoso”
Irmão do Dr. José Cardoso de Almeida, eram botucatuenses de nascimento, filhos do Cel. Antônio Joaquim Cardoso de Almeida, nascido em Portugal, mas que chegou a exercer a vereança em nossa cidade.Como irmão do botucatuense que mais destaque obteve a nível estadual e federal, o Cel. Antônio Cardoso do Amaral dedicou-se mais à nossa cidade, à política municipal, enquanto o irmão atuava politicamente no plano estadual e federal.Nasceu em Botucatu (17/09/1870), falecendo em 27/06/1955, na mesma cidade. O Cel. Antônio Cardoso do Amaral foi Presidente da Câmara Municipal, Prefeito Municipal e deputado Estadual. Foi Chefe Político do 5º Distrito (antiga divisão política à qual Botucatu pertencia e liderava) e teve grande atuação na fundação da Misericórdia Botucatuense e na criação da ESCOLA NORMAL, sendo que a fundação e instalação da Companhia de Força e Luz de Botucatu (base da futura CPFL) foi a sua grande conquista.
O fornecimento de energia pela Empresa Luz e Força de Botucatu, não
conseguiu atenuar as diferenças políticas entre os adeptos de Nenê Cardoso e a oposição,. Estes levaram ao extremo sua animosidade contra o governo local e recusaram-se a retirar de suas residências e estabelecimentos comerciais os velhos lampiões a querosene, que durante ainda muitos meses brilhavam nas ruas de Botucatu, simbolizando de maneira objetiva a existência de uma ferrenha oposição. Por fim, nem mesmo a solidez político-ideológica desses homens conseguiu manter a luz amarelada daqueles objetos do passado, e a oposição deixou-se envolver, mesmo que a contragosto, pela luz brilhante do progresso”. Essa iniciativa, desde o início, contou com a presença de Manfredo Antônio da Costa que, a convite dos Cardoso de Almeida, chegava a Botucatu para realizar os preparativos para a viabilização do empreendimento. O engenheiro Manfredo Costa, carioca de nascimento, era formado pela Escola Politécnica e começou sua vida na então Estrada de Ferro Sorocabana.
Manfredo Costa obteria pleno sucesso no empreendimento e estava reservada a esse brilhante técnico projeção de destaque na história da energia elétrica no Brasil. Fundador da CPFL- Companhia Paulista de Força e Luz, sempre tendo o apoio financeiro e político da família Cardoso de Almeida. A CPFL surgiu da Empresa Força e Luz de Botucatu. (AMD)
CÃNDIDO MARIANO DA SILVA RONDON
“morrer se preciso for, matar nunca” CR

Em 5 der maio de 2025 o Brasil celebrou os 160 anos de nascimento de um de seus mais notáveis heróis nacionais; natural de Santo Antônio de Leverger, atualmente cidade de Mimoso-MT; filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina Lucas Evangelista e na sua genealogia contava com três povos indígenas (bororos, terenas e guarás). Seu pai faleceu antes dele nascer e sua mãe dois anos após em 1867. Sob a tutela de um tio Manoel Rodrigues da Silva Rondon. O sobrenome “Rondon”, inclusive, foi uma homenagem feita pelo futuro Marechal ao tio que faleceu em 1890. Realizou sua educação básica na cidade de Cuiabá, finalizando seus estudos aos 16 anos e iniciando sua carreira como professor. Logo depois ingressou no Exército e mudou-se para o Rio de Janeiro com o objetivo de estudar na Escola Militar. Lá obteve o Bacharelado em Ciências Físicas e Naturais e conseguiu prosperar na carreira militar. Promovido ao posto de Capitão em 1892 assumiu a chefia da comissão responsável pela construção das linhas telegráficas e recebeu instruções de como viver no sertão mantendo contato pacífico com os índios. A comunicação telegráfica entre Mato Grosso ao Rio de Janeiro estendeu-se de 1891 até 1906. Em sua carreira como oficial do Exército e sertanista foi convidado pelo governo do Presidente Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919) para construir linhas telegráficas até o vale amazônico embrenhando-se na floresta e lá desenvolvendo programas de estudos do território. Retornando à Cuiabá e trabalhando com programa dos telégrafos manteve permanente contato com inúmeras aldeias indígenas até mesmo para que houvesse maior integração entre elas.

Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com
Sua liderança nas obras de expansão das linhas telegráficas tinha como meta conectar o interior do Brasil ao restante do país e ao mundo. Foram milhares de cabos estendidos, abrindo caminho pela mata fechada. O telégrafo (Morse) era, na época, o que hoje equivale à internet, uma ferramenta de integração, comunicação e soberania nacional. Quando completou 90 anos de idade o Congresso Nacional através de Lei, outorga-lhe o posto de Marechal Honorário do Exército. Cândido Mariano da Silva Rondon, faleceu em 19 de janeiro de 1958 na cidade do Rio de Janeiro aos 92 anos. Em todo seu tempo de sertanista e em todas as expedições de que tenha participado ficou conhecido pelo respeito aos indígenas e que os direitos deles fossem sempre garantidos. Marechal Rondon foi o primeiro descendente de indígenas a alcançar o mais alto posto no Exército e é o único militar a ser reconhecido como Patrono das Comunicações e Proteção aos Índios. Seu nome, como reconhecimentos do governo brasileiro baliza o Estado de Rondônia (antigo Guaporé). Em 1957 foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz; o Município Cândido Rondon no Estado do Paraná foi criado pela Lei Estadual 42/45 de 25/7/1960; a cidade de Rondonópolis-MT, a mais populosa do Estado Matogrossense recebeu esse nome em 1918; em sua homenagem a Rodovia Marechal Rondon com início na cidade de Itu prosseguindo por 642 quilômetros até a cidade Castilho, divisa do Estado de Mato Grosso do Sul. Nome de Avenida na cidade de Paranavai-PR ; nos anos de 1990/1991 teve seu nome e rosto estampados na nota de mil cruzeiros. Em tempos de desafios sociais, ambientais e de valorização da diversidade, seu legado se torna cada vez mais atual e seu lema imperecível.
Roque Roberto Pires de Carvalho –roquerpcarvalho@gmail.com
FONTE: Wikipédia; EXCERTO: Publicações do Ministério da Defesa; MENEZES, Mauricio Melo de; Livro “Marechal da Paz”/2022,Ed. Mackenzie-SP