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Coimbra e o centro tÊm futuro

2016 alto patrocínio:

UNIVERSIDADE DE COIMBRA

FACULDADE DE CIÊNCIAS DO DESPORTO E EDUCAÇÃO FÍSICA

Este suplemento faz parte integrante do DIÁRIO AS BEIRAS de 06|02|2016 e não pode ser vendido separamente


2 | Coimbra e o centro têm futuro 2016

diário as beiras | 06-02-2016

Educação

Modernização administrativa

Inclusão social

Eficiência energét

Criaçã


Coimbra e o centro têm futuro 2016 | 3

tica

ão de emprego

50252

06-02-2016 | diário as beiras

Turismo

Património

Agricultura


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diário as beiras | 06-02-2016

Fica perceptível que 2016 vai ser uma região onde as coisas ‘mexem’ e onde o desenvolvimento vai acontecer, nas diferentes áreas de atividade. Fica claro que o Centro se está a afirmar no contexto nacional e com potencialidades de expansão para o

38975

49388

50390

Até para o ano no OUTROS SERVIÇOS: CEC - Câmara de Comércio e Indústria do Centro COIMBRA E O CENTRORua Coronel Júlio Veiga Simão 3025-307 Coimbra Estrada de Coselhas, 3000-125 Coimbra Certificados de Venda Livre TÊM FUTURO 2017!

E-mail: geral.bvilas@gmail.com | comercial@bvilas.pt Reconhecimento de assinaturas Tel.: 239 492 531 | 239 841 815 | Fax: 239 837 460

www.netcentro.pt tel 239 497 160 servicos.ccic@cec.org.pt dalila.silva@cec.org.pt

António Martins, Carlos Cortes, Domingos Silva, Francisco Veiga, Joaquim de Sousa, José Couto, José Redondo, Rui Antunes, Manuel Castelo Branco, Margarida Mano 50258

Conselho consultivo oipiniões

Certificamos a Origem do seu Produto

José Ribau Esteves, Rui Antunes, J. Martins Nunes, José Couto, Ana Abrunhosa, Carlos Dias Pereira, Helena Freitas, Eduardo Cabrita, A. José Figueiredo, António Bagão Félix, Mário Nogueira, Celeste Amaro, João Gabriel Silva, Carlos Diogo Cortes e Pedro Machado Diretor Agostinh o Franklin | SubDiretora Eduarda Macário | Chefe De reDação Dora Loureiro | CoorDenaDora Dep. GráfiCo Carla Fonseca

Extração e certificação de fotocópias Certificação de documentos Livros de reclamações

MISERICÓRDIA - OBRA DA FIGUEIRA 1839 - 1904 - 1976 MISERICÓRDIA - OBRA DA FIGUEIRA Solidariedade com qualidade 1839 - 1904 - 1976 Solidariedade com qualidade

Capela da Senhora dos Navegantes - Casa dos Pescadores de Buarcos

UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Capela da Senhora dos Navegantes - Casa dos Pescadores de Buarcos

Coordenação / Paulo Marques //Agropecuária |Paulo Marques //Ambiente |Paulo Marques //Autarquias |António Alves o meu jornal, a minha região // Desporto |José Armando Torres//Economia Social |Rute Melo//Empresas/Economia |António Rosado//Ensino |Bruno Gonçalves Entretenimento/Cultura |Lídia Pereira//Investigação |Patrícia Cruz Almeida //Saúde |Dora Loureiro //Turismo PROPRIEDADE |Eduarda Macário Fotografia |Carlos Jorge Monteiro | Luís Carregã Sojormedia Beiras SA ContaCtoS: SeDe: Rua Abel Dias Urbano, n.º 4 - 2.º 3000-001 Coimbra, tel. 239 980 280, 239 980 290, Telem: 962 107 682 fax 239 980 288, administrativos@asbeiras.pt reDação Tel. 239 980 280, Fax 239 983 574, redaccao@asbeiras.pt publiCiDaDe tel. 239 980 287, fax 239 980 281, publicidade@asbeiras.pt ClaSSifiCaDoS tel. 239 980 290, fax 239 980 281, classificados@asbeiras.pt aSSinaturaS tel. 239 980 289, assinaturas@asbeiras.pt Lar Silva Soares - Séniores

FACULDADE DE CIÊNCIAS DO DESPORTO E EDUCAÇÃO FÍSICA

Lar Silva Soares - Séniores

Lar Costa Ramos - Infância e Juventude

Lar Costa Ramos - Infância e Juventude

Misericórdia: 233 407 750 ∙ Fax. 233 407 751

Misericórdia: 233 407 750 ∙ Fax. 233Centros 407 751de Dia e de Noite ∙ Apoio Domiciliário Helpphone ∙ Centro Clínico Centros de Dia e de Noite ∙ Apoio Domiciliário Helpphone ∙ Centro Clínico www.mof.pt ∙ geral@mof.pt Creche e Jardim de Infância

www.mof.pt

Creche e Jardim de Infância

Igreja de Stº António e Lar de Stº António - Séniores

Igreja de Stº António e Lar de Stº António - Séniores

∙ geral@mof.pt

50352

Mas a colaboração das entidades por nós consultadas, a disponibilidade dos nossos parceiros — e também o entusiasmo manifestado pela ideia que aqui concretizamos, tornaram mais fácil esta tarefa.

50257

Não foi um trabalho fácil e imediatista: exigiu procura, pesquisa e avaliação cuidada para criar condição de inserção neste ‘portfolio’ do desenvolvimento da região Centro em 2016!

50253

Ao longo destas 48 páginas os profissionais do Diário As Beiras apresentam-lhe as novidades mais relevantes que acontecerão em 2016 em Coimbra e na região Centro, dando assim uma perspectiva rápida de quanto somos dinâmicos e contribuímos para um Portugal melhor.

Certificados de Origem

exterior. Este caderno contou igualmente com outra novidade: um board de consultores de referência, seja pela sua preparação científica seja pelo Documento essencial seu perfil pessoal e profissional: ao para as suas exportações longo de todo o processo de construção do racional estruturador do caderno COIMBRA E O CENTRO TÊM FUTURO 2016 e, igualmente, na versão final, deram-nos o seu contributo avaliativo de especialistas e indicações muito úteis. Ajudas que nos permitiram hoje apresentar este trabalho que, sem falsas modéstias, caracterizamos de sério, na linha da matriz da informação que o Diário As Beiras habituou os seus leitores. AGORA TAMBÉM NA FIGUEIRA DA FOZ Um agradecimento igualmente ao A partir do próximo mês de MARÇO, grupo de parceiros patrocinadores na Rua Arnaldo Sobral, 23 - FIGUEIRA DA FOZ deste trabalho que aderiu entusiasmadamente à ideia e perfil de comunicação que atravessa todos os seus produtos e que, igualmente, também contribuiu para a criação de um documento como este: um registo para guardar, quer pelo seu conteúdo quer pela sua forma. Um bem haja! 45404

N

o trabalho que hoje apresentamos aos nossos leitores introduzimos novidade no que é comum fazer-se nos jornais.

apoios

50258

Agostinho Franklin diretor

coimbra e o centro tÊm futuro 2016

50365

Descobrindo na toca editorial os coelhos novos de 2016 coimbra e o centro tÊm futuro 2016


50173

06-02-2016 | diĂĄrio as beiras

Coimbra e o centro tĂŞm futuro 2016| 5


6 | Coimbra e o centro têm futuro 2016

coimbra e o centro tÊm futuro 2016

centro data

Síntese

diário as beiras | 06-02-2016

Indicadores segundo o posicionamento da Região Centro face às restantes regiões NUTS II (ordenação por dimensão e por posição relativa)

janeiro de 2016

Exportações Exportaçõesde debens bensno noPIB PIB Consumo PIB Investimento Consumode deenergia energiaprimária primárianono PIB Investimentoem emI&D I&Dno noPIB PIB Emissão dede gases com efeito de estufa estufa no no VAB Emissão gases com efeito

Regional Innovation Scoreboard RIS

2

Energiasrenováveis renováveisno noconsumo consumode deenergia energia elétrica elétrica Energias

2

3

Doutorados Doutoradospor porhabitante 1.000 habitantes

2

2

Rendimento familiar (coef. variação) Dispersão do rendimento familiar

Empresas gazela

3

6 6

Variação populacional padrão) Dispersão da variação(desvio populacional

Criação Criação líquida líquidade desociedades sociedades

4 3

Rendimento do total (coef. Gini) Distribuiçao rendimento

5

6

6 Beneficiários do RSI Beneficiários do RSI por habitante por 1.000 habitantes

4

7

1 5

Produtividade do Produtividade do trabalho trabalho

5ª 4ª

PIB PIB por por habitante habitante

2

3

1 Abandono Abandonoescolar escolarprecoce precoce

3ª 2ª

Taxa de desemprego desemprego jovem jovem

1

População jovem com com formação formaçãosuperior superior

2

1Resultados Resultadosde deexames examesnacionais nacionais

Taxade dedesemprego desemprego Taxa

VariaçãoVariação da população da população

UTS II

Crescimento real real do do PIB PIB Crescimento

Aprendizagemaoaolongo longodadavida vida Aprendizagem

Abandono Abandono escolar escolar precoce precoce

Empresas Empresasgazela gazela

Beneficiários do RSI Beneficiários do RSI por habitante

1

1por 1.000 habitantes

Resultados exames nacionais Resultados dede exames nacionais

Produtividade do do trabalho trabalho

1

PIB por por habitante habitante PIB

1

Emissão gases deestufa estufano noVAB VAB Emissãodede gasescom comefeito efeito

6 6 6

5

6

2

5 4

Dispersão da variação populacional Variação populacional (desvio padrão)

fonte

barómetro CCDRC Janeiro 2016

2

4 3

Criação líquida líquidade desociedades sociedades Criação

jovem com População jovem com formação formaçãosuperior superior Investimento Investimentoem em I&D I&D no no PIB PIB

Aprendizagem Aprendizagem ao longo da vida

Energias Energiasrenováveis renováveisno noconsumo consumode deenergia energiaelétrica elétrica

2

3

Doutorados por habitante 1.000 habitantes Doutorados por

2

7

6ª Crescimento real do PIB

Taxa Taxa de de desemprego desempregojovem jovem

2

Consumo Consumo de de energia energiaprimária primáriano noPIB PIB

Variação da da população população Variação

Taxa Taxade dedesemprego desemprego

3

3

Exportações Exportaçõesde de bens bensno no PIB PIB

2

RIS Regional Innovation Scoreboard Dispersão do rendimento familiar Rendimento familiar (coef. variação) Distribuiçao do rendimento

Rendimento total (coef. Gini)

O Indicador Global de Avaliação da Região Centro foi calculado com base na matriz dos 25 indicadores que integram o Barómetro. Para além deste índice sintético, são também disponibilizados valores agregados para cada uma das suas cinco dimensões: crescimento e competitividade, potencial humano, qualidade de vida, coesão e sustentabilidade ambiental e energética. |5 O cálculo destes seis indicadores sintéticos (indicador global de avaliação e cinco indicadores por dimensão) partiu da atribuição de pontuações ao posicionamento que a Região Centro assumia face às restantes regiões do país. A cada um dos indicadores do barómetro foi atribuída uma pontuação de 1 a BARÓMETRO 7 por interpolação linear os valores máximo e mínimo registados pelas regiões NUTS II por indicador: 7 no caso da região ser a melhor, 1 no caso CENTRO DE considerando PORTUGAL da região ter o pior desempenho, sendo as posições intermédias as que resultam desta interpolação. No caso de dois indicadores específicos (“crescimento do investimento direto estrangeiro” e “indicador de satisfação dos residentes”), em que apenas se possuía informação para a Região Centro e Portugal, foi calculado o valor da região em percentagem da média nacional e seguidamente convertido numa pontuação também de 1 a 7


Coimbra e o centro tĂŞm futuro 2016 | 7 50338

06-02-2016 | diĂĄrio as beiras


Total (N.º)

Atividades Económicas

8 | Coimbra e o centro têm futuro 2016

Empresas gazela

3

6,5

Atividades de saúde humana e apoio social

1

2,2

Alojamento, restauração e similares

1

2,2

Indústrias extractivas

1

2,2

46

100,0

3

6,5

Atividades de saúde humana e apoio social

1

2,2

Alojamento, restauração e similares

1

2,2

Indústrias extractivas

1

2,2

46

100,0

TOTAL

jan 2015

5

Meta = 100 empresas gazela

Doutorados Doutorados por ano nas instituições de ensino superior da Região Centro entre 2004 e 2013/2014 n.º

jan 2015

600

592 546

500

Desempenho económico das 46 empresas gazela de 2014 na Região Centro apresentavam crescimentos do volume de 400 Empresa até 5 anos de idade | 21 com um crescimento em termos de volume de negócios negócios superiores a 20% ao ano durante os BARÓMETRO médio anual superior a 20% ao longo de um CENTRO DE PORTUGAL 200 307 últimos três anos; empregavam pelo menos 10 período de 3 anos291(o crescimento 180 294 médio anual 300 160 trabalhadores no último ano; possuíam faturação é medido em termos do244 número de pessoas ao 140 239 218 225 120 ou superior a 500 mil euros no último ano; igual serviço remuneradas). 100 181 tinham no máximo 5 anos de idade. 200 80 60 Empresa jovem de elevado crescimento (gazela): 40

Empresa gazela: O conceito de empresa gazela assumido internacionalmente corresponde Distribuição geográfica das 46 empresas gazela de 2014 na Região Centro a empresas jovens e com elevados ritmos de Meta = 100 empresas gazela crescimento, sustentados ao longo do tempo. Foram assim identificadas pela CCDRC, a partir de dados da IGNIOS, as empresas que cumulativamente: tinham sede na região Centro;

175

112

71

45

20 2010

2011

2012

2013

100

5

CENTRO DE PORTUGAL

Doutorados por ano nas instituições de ensino superior da Região Centro entre 2004 e 2013/2014 n.º

Distribuição dos residentes na Região Centro globalmente satisfeitos por principais motivos de satisfação em 2015

592

600

18,2%

Ter saúde

546

| 21

Ter emprego (próprio e/ou familiar)

500

16,9%

15,1%

Vida familiar

400

307

294

14,5%

6,2%

Gostar do trabalho que desempenha

244

239

225

200

Qualidade de vida; Ter um nível de vida estável

365

291

218

Distribuição dos residentes na Região Centro globalmente insatisfeitos por principais motivos de insatisfação em 2015

181

20,1%

2013/2014

2012/2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

2006

2005

2004

Desemprego 100

17

nov 2

Doutoradosdos por anoresidentes nas instituições de ensino superior da Região Centro, 2013/2014 Satisfação

| 22 BARÓMETRO

crescimento e competitividade

0

Doutorados NÚMERO DE DOUTORADOS

300

365

milhões €

Investigação, Desenvolvimento e Inovação

CENTRO DE PORTUGAL

15,2

Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

17,4

Investigação, Desenvolvimento e Inovação

jan 2015

BARÓMETRO

7

2013/2014

15,2

Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca

Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares

17,4

qualidade de vida

17,4

7

diário as beiras | 06-02-2016

2012/2013

8

Atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares

8

2012

Transportes e armazenagem

Transportes e armazenagem

2011

17,4

8

2010

8

17,4

Indústrias transformadoras

2009

17,4

Indústrias transformadoras

8

2008

19,6

8

19,6

Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos

2007

9

Comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos

crescimento e competitividade

Peso no total %

Construção

TOTAL

crescimento e competitividade

Total (N.º)

Atividades Económicas

9

Distribuição geográfica das 46 empresas gazela de 2014 na Região Centro

Distribuição geográfica das 46 empresas gazela de 2014 na Região Centro por atividade económica

Distribuição das 46 empresas gazela de 2014 na Região Centro por atividade económica

Peso no total %

Construção

2006

EMPRESAS GAZELA

Empresas gazela

2004

centro data

6

6

Dinâmica empresarial

Dinâmica empresarial

2005

coimbra e o centro tÊm futuro 2016

crescimento e competitividade

Distribuição das 46 empresas gazela de 2014 na Região Centro por atividade económica

Problemas de saúde

18,8%

nov 2015

nov 2015 Crise; Situação do país; Governo; Políticas

13,7%

Doutorados por ano nas instituições de ensino superior da Região Centro, 2013/2014

SATISFAÇÃOSatisfação DOS RESIDENTES dos residentes

17 17

Satisfação dos residentes

Distribuição dos residentes na Região Centro globalmente satisfeitos por principais motivos de satisfação em 2015

Distribuição dos residentes na Região Centro globalmente satisfeitos 18,2% Ter saúde por principais motivos de satisfação em 2015 Ter emprego (próprio e/ou familiar) Ter saúde

Percentagem de residentes globalmente satisfeitos entre 2010 e 2015 78

78

14,5%

6,2%

30

Distribuição dos residentes na Região Centro globalmente insatisfeitos 20,1% Desemprego por principais motivos de insatisfação em 2015 Problemas de saúde Desemprego

18,8% 20,1%

Crise; Situação do país; Problemas de Políticas saúde Governo;

13,7%

Crise; Situação do país; Remuneração e reforma baixas Governo; Políticas

nov 2015 0

18,8%

nov 2015

44

45

60 BARÓMETRO

77

75

76

61 75

75 61

44

45

48

44

75

75

80

79

80

58 54

50

44 32

57

33

UE 28

Portugal

Centro

Nota: Em novembro de 2013, a União Europeia integra 28 estados-membros.

| 48

80

58

| 19 50

58

BARÓMETRO

80

CENTRO DE PORTUGAL 69

80

79

54

57

69

Fon stan Not

1) A um Cen

(dim de Inte

39

13,7%

80 79 de residentes 79 78 Percentagem globalmente satisfeitos 77 76 75 75 75 entre 2010 e 2015 79

76

mai-10 nov-10 mai-11 nov-11 mai-12 nov-12 mai-13 set-13 nov-13 mai-14 set-14 nov-14 mai-15 out-15

Percentagem de residentes globalmente satisfeitos entre 2010 e 2015

78

48

34

5,1%

Custo de vida elevado

78

77

61

13,7% 13,7%

5,1%

de vida elevado RemuneraçãoCusto e reforma baixas

60

75

60

Distribuição dos residentes na Região Centro globalmente insatisfeitos por principais motivos de insatisfação em 2015

78

79

69

qualidade de vida qualidade de vida

6,2%

Gostar do trabalho que desempenha

90 %

5,1%

CENTRO DE PORTUGAL

90 %

14,5% 15,1%

Gostar do trabalho que desempenha Qualidade de vida; Ter um nível de vida estável

90 %

| 19

15,1% 16,9%

Qualidade de vida; Ter um nível de vida estável Vida familiar

barómetro CCDRC Janeiro 2016

13,7%

BARÓMETRO Custo de vida elevado

16,9% 18,2%

Vida familiar Ter emprego (próprio e/ou familiar)

fonte

Remuneração e reforma baixas

Fonte: CCDRC, Terceira vaga do Inquérito à satisfação dos residentes na Região Centro (outubro de 2015); Comissão Europeia, Eurobarómetro standard. Nota: Fonte: Terceira vaga do Inquérito àdos satisfação dos residentes Região de 2015); Comissão Eurobarómetro 1) CCDRC, A amostra do Inquérito à satisfação residentes na Região na Centro foi Centro de 500(outubro entrevistas, com um erro de Europeia, 4,38 pontos percentuais para standard. um intervalo de confiança de 95%. Foi utilizado o método de amostragem por quotas para garantir a representatividade para o total da NUTS II

Nota:Centro em termos de distribuição geográfica (comunidade intermunicipal e municípios), mas também ao nível das características dos indivíduos 1) A amostra do populacional Inquérito à satisfação dos género, residentes na Região foi fixo/telemóvel de 500 entrevistas, com um erro de 4,38 pontos percentuais para (dimensão dos lugares, escalão etário,Centro telefone e situação perante o trabalho). A amostra foi distribuída

dias 2) O valo Glo

Glo Ind com com


50337

06-02-2016 | diĂĄrio as beiras

Coimbra e o centro tĂŞm futuro 2016| 9


10 | Coimbra e o centro têm futuro 2016

José Ribau Esteves Presidente da CI Região de Aveiro

Região de Aveiro Apostas de 2016

A

Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro está numa fase particularmente importante da sua vida, iniciando a execução de um vasto conjunto de programas e projetos utilizando os Fundos Comunitários do Portugal 2020, cumprido a estratégia definida. Queremos dar continuidade à boa história que fomos construindo ao longo de duas décadas e meia, em parceria com as Instituições Públicas, as Associações, as Empresas, os Cidadãos, fazendo mais e melhor Região de Aveiro, aprofundando parcerias com todos os que são e/ou querem ser parte deste importante processo de desenvolvimento, que é reconhecidamente, um caso único e de sucesso em Portugal. A Descentralização e o Investimento são as duas apostas fundamentais. Na Descentralização, o destaque vai para o programa de partilha e integração de serviços, entre os onze Municípios da Região de Aveiro e a sua Comunidade Intermunicipal, em áreas definidas como prioritárias, integrando-se no âmbito de um processo em que somos titulares de um dos dois projetos-piloto existentes em Portugal, estando em plena execução com financiamento específico do OE. Nos Investimentos, temos já garantidos cofinanciamentos dos Fundos Comunitários do Portugal 2020 para importantes projetos de dimensão intermunicipal e municipal, dando cumprimento à Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial que definimos com a Universidade de Aveiro. O Pacto para o Desenvolvimento e a Coesão Territorial da Região de Aveiro (assinado a 31AGO15), o aviso do POSEUR para comparticipar nos investimentos do Baixo Vouga Lagunar (publicado no mesmo dia) e as três DLBC’s da Região de Aveiro recentemente aprovadas, assumem a garantia de financiamento de projetos com um valor total de Fundos Comunitários superior a 64 milhões de euros, o que vai permitir apoiar investimentos de cerca de 80 milhões de euros. Também no Polis da Ria de Aveiro, em fase final de execução, no âmbito do qual se concretizaram e estão a concretizar investimentos relevantes de qualificação e valorização da Ria de Aveiro, estamos a trabalhar para a sua continuidade para um Polis dois, que utilize as verbas do Portugal 2020. Apostamos também em ser boa parte da construção de mais e melhor Região Centro e Portugal.

diário as beiras | 06-02-2016

Rui Antunes

I

nvestigação aplicada, parcerias

para a criação conjunta de cursos Presidente do Instituto Politécnico de doutoramento e recrutamento de Coimbra de estudantes internacionais são as

afirmação do Politécnico de Coimbra como universidade técnica também passa pelo reconhecimento internacional

três prioridades para o politécnico de Coimbra em 2016. Manteremos também o esforço para continuar a captar alunos oriundos de todo o espaço nacional e para melhorar as nossas instalações e serviços de ação social. Depois de um considerável investimento na criação do Instituto de Investigação Aplicada (IIA) e no apetrechamento de laboratórios, o desafio é agora colocar essas infraestruturas ao serviço da economia aproveitando os fundos europeus para desenvolver projetos de inovação com as empresas da região. As nossas escolas têm um passado de ligação às empresas que nos permite ser otimistas na nossa capacidade de elevar essa cooperação a níveis mais ambiciosos. É do conhecimento público que o Politécnico de Coimbra reivindica junto da tutela o reconhecimento de que somos, de facto, uma universidade técnica. Nessa perspetiva é nosso objetivo concretizar, já em 2016, um conjunto de parcerias que temos vindo a desenvolver para a criação de programas de doutoramento em que o IPC e os seus docentes têm uma participação efetiva na lecionação do curso e na orientação das respetivas teses. A afirmação do Politécnico de Coimbra como universidade técnica também passa pelo reconhecimento internacional traduzido na capacidade de recrutar estudantes estrangeiros. Estamos convictos que o ano letivo 2016/17 marcará uma viragem histórica da instituição também neste ponto. A par destas prioridades continuaremos o esforço de requalificação das instalações iniciando um projeto de construção de uma biblioteca comum para o ISCAC e ESAC e continuando as obras de requalificação nas nossas cantinas e residências escolares.

J. Martins Nunes

Presidente do Conselho de Administração dos CHUC

Desafios da saúde: 3 ideias para os próximos 10 anos

1.

As novas doenças globais O mundo tem assistido com perplexidade ao eclodir de novas doenças, que de um momento para o outro se tornam globais sobre a forma de pandemias, atingindo todo o globo, de que a mais recente dá pelo nome de ZIKA, depois do ÉBOLA ou da própria gripe A, para a qual não existia, ao tempo, resposta adequada. Mas se neste tipo de doenças se está indefeso, outras são conhecidas como decorrentes de uma mutação inesperada, que nos colocam problemas sérios: refiro-me às resistências de algumas bactérias, altamente invasivas, aos antibióticos, onde todos temos responsabilidades pelo uso inadvertido e inadequado destes medicamentos.

2.

Avanços avassaladores tecnológicos e terapêuticos A medicina de hoje, assertiva e eficaz, corre o risco de ser inviável pelo custo incomportável de algumas das moléculas ou técnicas, sendo que à medida que se avança na designada “medicina de precisão” maior é a dificuldade em se conseguir adquirir a inovação, mesmo para os países ricos. A título de exemplo, vejam-se as dificuldades que Portugal enfrentou no ano passado nas negociações com o laboratório que produz o medicamento para a hepatite C. Ou ainda outro exemplo, o CHUC tem doentes a serem tratados com medicamentos que custam mais de 600.000€ por ano por doente; os novos medicamentos que já se anunciam têm preços extremamente difíceis de comportar. A nova “ordem mundial” em nome da solidariedade e da justiça, valores universais nos quais assenta a responsabilidade dos Estados perante os cidadãos tem que trabalhar em conjunto com os países com vista a alcançar um “preço justo” para as novas descobertas científicas que têm como objectivo o Homem.

3.

Competitividade nacional e internacional dos hospitais Hoje, os grandes hospitais universitários do mundo procuram sinergias na investigação e a integração em networks, onde competem entre si por resultados, inovação e ganhos em saúde. O CHUC ao integrar em 2015 o M8 Alliance, também apelidado de “G8 da Saúde”, convivendo com 17 dos mais reputados hospitais do mundo, tem percorrido um caminho sólido na sua internacionalização da qual resultam ganhos para os seus doentes, médicos e investigadores, que valoriza Coimbra e o País no contexto internacional. Como o Magnifico Reitor da UC costuma afirmar: “Temos que saber procurar o mundo”.


Coimbra e o centro têm futuro 2016| 11

06-02-2016 | diário as beiras

José Couto

Presidente do Conselho Empresarial do Centro

Quais os desafios da Região Centro

E

stamos convencidos da dimensão dos trabalhos e dos desafios que se colocam à Região Centro. Também estamos convencidos que, para vencermos os obstáculos, é preciso começar hoje, para podermos chegar a 2020 e termos atingido as metas que tornarão a Região mais competitiva, mais coesa socialmente e convergente com a média da UE. O CEC e as suas Associações Empresariais apostam que é possível ultrapassar as dificuldades e, sobretudo, ter em 2016 a hipótese de iniciar o processo de alteração que permita fazer diferente, para que o Centro se desenvolva de forma consolidada. A Região Centro tem que saber atrair investimentos, saber atrair pessoas, saber promover e valorizar os seus recursos endógenos para conseguir criar um quadro de condições instigadoras de desenvolvimento e de um crescimento sustentável. É hercúleo o caminho para uma região se tornar competitiva, é de tal monta que não pode ser descurado o contributo de todos. É possível aumentar em 2016 o ritmo de crescimento do investimento ou, pelo menos, criar as condições para que nos próximos anos se aumente o investimento produtivo gerador de valor, que promova o desenvolvimento económico, a coesão social e a qualidade de vida no território, que atraia população e trave a desertificação do interior. É difícil, mas é possível se utilizarmos bem os fundos que estão disponíveis no Portugal 2020 para ajudar a financiar as empresas, mas também para reforçar e complementar as infraestruturas da Região, o que contribuirá decididamente para atingir um objetivo determinante para a consolidação da atividade económica e criação de riqueza: atrair investimento. A Região Centro não tem conseguido captar o interesse dos investidores. É necessário promover o território como espaço capaz de acolher o investimento, seja nacional ou estrangeiro, que se enquadre dentro da sua estratégia de especialização inteligente e no espectro do seu potencial endógeno. Se é certo que em 2013 a Região conseguiu captar cerca de 2,4 mil milhões de euros em Investimento Direto Estrangeiro, contrariando a estagnação verificada em 2012, com o pior resultado dos últimos sete anos com apenas 1,7 mil milhões, certo é que apenas conseguiu mobilizar e cativar 2,75 % do Investimento Directo Estrangeiro que se verificou em Portugal. É pouco, muito pouco. Melhorar estes indicadores depende, em grande medida, da capacidade de afirmação da Região, de fazer valer os seus fatores de competitividade, sendo necessário desmontar processos e uma prática centralizadora que, sistematicamente, canaliza o investimento para as macro regiões do Porto e Lisboa. Para inverter esta situação é necessário convergir interesses e validar objetivos estratégicos, aceitar a colaboração de todos os atores no processo – Governo, Autarquias, Entidades Regionais, Associações Empresariais, Instituições de Ensino Superior… – criando fatores de atratividade diferenciados entre as várias sub-regiões, reforçando os incentivos fiscais e financeiros, numa ótica de diferenciação positiva de forma que no fim se reforce coesão territorial. É um desafio: olhar a Região como um todo, sem que se perca a noção e a importância da individualidade. Esperamos chegar ao fim de 2016 com a definição dos denominados grandes investimentos do Estado e que venham a ser aqueles que possam alavancar a competitividade do País. Investimentos que são essenciais à atividade produtiva, em especial às empresas exportadoras que, contra todas as dificuldades, conseguiram reinventar estratégias para penetrar em novos mercados, inovando e criando novas oportunidades. No Centro há propensão para procurar mercados para lá das fronteiras. A importância do território no peso da atividade produtiva exportada no contexto Nacional é relevante e poderá crescer nos próximos anos, assim as empresas melhorem os processos e os produtos, assim consigam agarrar a oportunidade de melhorar as condições de competitividade. Acreditamos que as empresas e os empresários em 2016 vão investir em tecnologia, na modernização de processos, na qualificação e nos recursos humanos, o que aumentará o nível de competitividade. Cremos que as Instituições de Ensino Superior e as Instituições de Produção de Saber da Região responderão, de forma geral, ao repto do tecido produtivo e aumentarão o seu contributo para o processo de acréscimo de valor e de valorização dos bens produzidos. Em 2016 teremos, por certo, um acréscimo na atividade da construção civil, por força do processo de recuperação e regeneração das cidades promovido pelas Câmaras Municipais, que assumem um papel determinante para a adequação dos espaços urbanos, com efeitos relevantes na atividade comercial e no turismo mas, em especial com repercussões importantes na atividade empresarial local. O presente ano é um ano fundamental para a Região porque é necessário que as empresas invistam, que os Municípios lancem os seus projetos e que o Governo cumpra o seu papel na definição dos investimentos em infraestruturas e consiga que o Portugal 2020 possa ser um elemento catalisador para a produção de riqueza na Região e no País.

Ana Abrunhosa Presidente da CCDRC

A concretização dos novos investimentos implicará um aumento do emprego qualificado, um aumento da inovação nas empresas, o que trará melhorias na respetiva produtividade

A

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) produz o Barómetro do Centro de Portugal (www.ccdrc.pt), um elemento de monitorização, que tem como objetivo avaliar o progresso alcançado pela Região Centro em termos de crescimento e competitividade, potencial humano, qualidade de vida, coesão e sustentabilidade ambiental e energética. Estas cinco dimensões permitem calcular um Indicador de Desempenho Global da Região. Os resultados mais recentes deste indicador mostram que a Região Centro se mantém em 2015 como a segunda região do país com melhor desempenho global, depois da Área Metropolitana de Lisboa. Numa escala de 1 a 7, o Indicador Global de Avaliação da Região Centro aumentou de 4,67 para 5. Estes resultados decorrem da região continuar a evidenciar sinais muito positivos em áreas como a educação, o mercado de trabalho ou a capacidade exportadora. No entanto, continuam a ser evidentes as fragilidades ao nível da produtividade, problema estrutural da Região Centro. A melhoria da produtividade da Região (leia-se, das empresas da região) é um dos principais objetivos do Centro 2020. Para isso, o Programa dedica cerca de 60% da sua dotação (que é 2 mil 155 milhões de euros) ao apoio direto e indireto à Inovação nas empresas. Esta inovação, sobretudo nos processos de produção, e na aquisição de novas competências e de novos fatores imateriais de competitividade, acabará por trazer ganhos de produtividade nas empresas. As empresas da Região Centro revelam um dinamismo cada vez maior, por investirem cada vez mais em produtos, processos inovadores e por se exporem cada vez mais à concorrência dos mercados globais. As empresas da Região também têm tido uma elevada procura dos apoios comunitários para os seus processos de inovação. Já foram aprovados na Região Centro, no âmbito do Portugal 2020, pelo Centro 2020 e pelo Compete 2020, 1476 projetos, que envolvem um investimento de cerca de 705 milhões de euros e um apoio de fundos comunitários de cerca de 322 milhões de euros. A concretização destes investimentos, implicará com toda a certeza um aumento do emprego qualificado, um aumento da inovação nas empresas, o que trará consequentemente melhorias na respetiva produtividade. O papel fundamental dos fundos comunitários é provocar uma mudança positiva nas empresas, aquilo que em linguagem económica denominamos de alteração do padrão de especialização. Estas mudanças são tanto maiores quanto mais disruptivos forem os processos de inovação nas empresas. E isso só se consegue com introdução de novo conhecimento e de nova tecnologia nas empresas. Dada a dimensão da maioria das nossas empresas, que se reflete nos baixos valores que despendem em I&D, a melhor forma delas iniciarem processos de inovação é através de processos colaborativos com centros de conhecimento. A este respeito a Região Centro possui uma rede de elevado nível, relativamente bem distribuída pela Região, compreendendo Universidade, Politécnicos, Centros tecnológicos, Parques tecnológicos, Incubadoras de Empresas,… Estes projetos em parceria entre empresas e centros de conhecimento colocam grandes desafios, quer para as empresas, que muitas das vezes têm dificuldade em reconhecer o papel importante dos centros de conhecimento para o seu desenvolvimento e que nem sempre entendem a sua linguagem, quer para as universidades, que têm, muitas vezes, ritmo e tempo diferentes dos das empresas. Nos últimos anos temos assistido a uma aproximação entre estes dois mundos, que é, contudo, insuficiente. Há por isso que estimular uma maior aproximação e um maior e melhor trabalho em conjunto. Os incentivos são significativos para estes projetos em conjunto e, ao contrário da maioria dos apoios às empresas, são não reembolsáveis, ou seja, são a fundo perdido. A procura no Portugal 2020 para estes projetos revela que há muito trabalho a fazer. Dos 1476 projetos empresariais aprovados na Região Centro, cerca de 100 são em I&DT em copromoção, envolvendo um investimento de cerca de 32 milhões de euros e um apoio em termos de fundos comunitários de cerca de 20 milhões de euros. Estimular o aumento do número destes projetos é claramente uma prioridade regional e é também um desafio para os centros de conhecimento, que têm nestes projetos a oportunidade de cumprirem melhor a sua terceira missão, colocar o conhecimento que possuem e produzem ao dispor da sociedade para criar riqueza.


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AGRopecuária co-promoção

Incentivos I&DT para Projetos em Co-Promoção entre empresas e centros de investigação é de três milhões de euros para a região centro

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prazo

candidaturas à “Melhoria da Resiliência e do Valor Ambiental das Florestas” até 29 de Fevereiro

inovação

projetos de Grupos operacionais para inovação no setor agrícola têm incentivos não reembolsáveis até 550.000 €

Os incentivos para a implementação de novos projetos e para a criação de novas empresas não faltam, no âmbito do novo quadro comunitá

pequeno e diferente são apostas cada vez mais ren 111 A agricultura portuguesa teve, em 2012, um ponto de viragem. O valor acrescentado bruto (VAB) do setor agroalimentar cresceu, pela primeira vez, após dez anos em queda. Desde então, o rácio do número de empresas criadas face às que encerram é o maior da economia nacional Em 2016, muitos novos negócios estão prontos para arrancar e muitos novos projetos aguardam resposta às candidaturas apresentadas. Na região Centro, a palavra de ordem parece ser pequeno e diferente. Ou seja, às áreas mais ou menos tradicio-

nais – mais, como os vinhos e a floresta, ou menos, como o leite, o arroz e o milho – estão a juntar-se novos produtos e novas produções, que aproveitam a mais-valia do apoio técnico e científico das estruturas de ensino superior. Assim, vale a pena referir as apostas nos frutos secos, nos frutos de bosque, nos cogumelos, mas também em leguminosas frescas, em plantas exóticas. E, num outro plano, também no viveirismo assistido, para produção em zonas climáticas mais favoráveis (como está a acontecer nas estufas do polo II da Universidade de Coimbra).

Pistácio de todo o interior para o Fundão No Fundão, acaba de abrir a Fruystach, empresa com sede no Centro de Negócios e Serviços da autarquia beirã. O objetivo, a curto prazo, é transformar-se em marca de referência na fileira dos frutos secos. Sob a forma de uma OP (Organização de Produtores), a empresa vai contar com a contribuição de pistácios produzidos, fundamentalmente, nos distritos do interior do país, nomeadamente, de Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.

Caracoletas em Góis Em Góis, na Quinta da Ribeira, está em instalação uma unidade de produção de caracoletas – muito apreciadas na gastronomia. A GreenGóis pretende montar quatro estufas, numa área coberta de 2500 metros quadrados. O início da “produção” da caracoleta está previsto para junho de 2016 e, em velocidade de cruzeiro, a GreenGóis prevê produzir seis a oito toneladas por época. De acordo com o empresário, o objetivo fundamental é a exportação. O investimento foi superior a 60 mil euros e foi cofinanciado pelo Proder.

Lusiaves internacional Mas, quando se fala neste setor, a produção e a comercialização exigem sempre capacidade e diferenciação empresariais. É o que acontece com o Grupo Lusiaves, que acaba de proceder à emissão de um empréstimo obrigacionista, , no montante de 25 milhões de euros, com maturidade de dez anos. Desta forma, a empresa da Marinha das Ondas (Figueira da Foz) garante uma parte importante dos fundos para o plano de investimento a três anos no valor de 100 milhões de euros, com foco na internacionalização.


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AGRopecuária

1  Lusiaves (Marinha das Ondas) 2  Viveiros em estufa (polo II da Universidade de Coimbra) 3  Caracoletas produzidas em Góis 4  Unidade de secagem de milho na HortoBeira 5  Produtores de pistacio criam firma no Fundão 6  Cooperativa de Medronho em Proença-a-Nova 7  Extração de resina nos pinhais de Penela

opinião

Carlos Dias Pereira Professor da ESAC

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Politécnico aposta na investigação aplicada

C

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ário de apoio. Não é por acaso que o Programa de Desenvolvimento Rural 2020 recebeu uma avalanche de candidaturas

ntáveis num setor que não para de crescer Medronho a crescer Outra fileira em crescimento acelerado é a do medronho – e que vai ter, em 2016, um ano crítico para a sua implantação. Neste contexto, a Cooperativa Portuguesa do Medronho acaba de assinar um conjunto de parcerias com os municípios de Proença-a-Nova, Vila de Rei, Fundão e Pampilhosa da Serra e, ainda, com a ADXTUR. O objectivo é articular iniciativas, lançar projetos de investigação, instalar projetos-piloto e de demonstração, no âmbito do quadro do Portugal 2020.

Pequenos frutos em Sever Há, entretanto, uma larga gama de outros pequenos frutos cujo potencial é cada vez mais aproveitado, na região. Para além do medronho, são exemplos a amora, framboesa, physalis, groselha, baga de sabugueiro, mirtilo, arando-vermelho e goji. Em Sever do Vouga, foi criada a cooperativa “Bagas de Portugal”, para dar resposta, sobretudo, à comercialização dos frutos, mas também à conservação, armazenagem, transformação, promoção, produção, importação, exportação e qualidade dos frutos e seus derivados.

Resinas em Penela Localizado numa área de grande potencial florestal, a Câmara de Penela aliou-se a parceiros locais e proveu um inédito curso de formação de resineiros. Agora, com os primeiros “diplomados” já em busca de trabalho, decorre um processo de articulação com as principais empresas do setor, nomeadamente, a United Resins, da Figueira da Foz. À Câmara de Penela coube, entretanto, garantir do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas a autorização da atividade e a definição das áreas florestais a resinar.

Secagem de milho na HortoBeira

O milho grão tem sido e será sempre a cultura de excelência da região. Por isso, a Cooperativa Agrícola de Coimbra – que já possui unidades em São Silvestre e em Taveiro – vai investir, em 2016, no reforço das infraestruturas de secagem e armazenagem, construindo uma unidade de secagem nas antigas instalações da HortoBeira. O projeto permitirá garantir uma capacidade de trabalho, em plena campanha, de 24 horas por dia. Para além disso, a capacidade de resposta perante a

afluência dos agricultores à cooperativa será substancialmente melhorada. Permitirá também responder ao aumento esperado da recepção de milho proveniente dos campos do Bolão e Margem Esquerda que, agora que estão já concluídas as suas obras, irão certamente tornar toda esta área infraestruturada mais produtiva. A Cooperativa Agrícola de Coimbra acredita que a HortoBeira, devido à sua centralidade permitirá também uma maior e mais segura fluidez das entregas e saídas de milho das instalações. | Paulo Marques

om o objetivo de conferir maior escala e peso às atividades técnico-científicas dos seus docentes/investigadores, o Instituto Politécnico de Coimbra criou recentemente o Instituto de Investigação Aplicada (IIA). Trata-se de uma unidade orgânica de investigação e prestação de serviços à comunidade, que visa essencialmente: a) promover, estimular, apoiar e gerir actividades de investigação aplicada; b) contribuir para a racionalização e gestão integrada de recursos científicos e c) desenvolver a investigação aplicada e a transferência de conhecimento e tecnologia para as indústrias e comunidade, para melhor desenvolver produtos, processos e serviços. Tendo por base um processo contínuo de recolha de ideias entre os docentes/investigadores do IPC ao longo do ano de 2016, o IIA apoiará a comunidade científica da instituição no enquadramento das mesmas para financiamento, assim como nos processos de candidatura. A nível nacional será dada especial atenção ao Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020 ), ao Programa Operacional Regional do Centro (Centro 2020 ) e ao Programa de Desenvolvimento Rural


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VISITE A UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Paço das Escolas,o coração da Universidade de Coimbra. Visita aos seus espaços interiores, integrando o Paço Real, a Capela de S. Miguel e a Biblioteca Joanina

Colégio de Jesus, o colégio jesuíta mais antigo do mundo, integrando o Gabinete de Física, que conserva uma coleção de instrumentos e aparelhos utilizados nas aulas dos séc. XVIII e XIX, única na Europa

A Galeria de Zoologia, onde há milhares de animais à sua espera, aves e borboletas com cores deslumbrantes, esqueletos de diferentes espécies que certamente desconhece

Jardim Botânico, um verdadeiro museu vivo que nos transporta para diferentes latitudes e regiões do mundo

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Contatos do TURISMO UC Reservas/informações: T +351 239 242 744/7 Email: reservas@uc.pt Web: http://www.uc.pt Turismo Universidade de Coimbra


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AMBIENTE Conceito de ambiente

- desenvolvimento sustentável - preservação de recursos naturais - produção de ecosistemas a longo prazo - ordenamento racional e equilibrado do território - salvaguarda da biodiversidade, do equilíbrio biológico, do clima e da estabilidade geológica

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2016 vai ser um ano marcado também pelo arranque do novo quadro comunitário de apoio que vai ter grande impacte nos investimentos

ano de definições para as políticas públicas no set 111 2016 pode ser um ano crítico para as políticas públicas na área do Ambiente. Em causa, sobretudo, a definição do modelo empresarial a adotar para o setor das águas – que está a envolver municípios e Governo num processo nhegocial que se prevê venha a estar concluído em breve. Neste contexto, também o futuro da EGF está em aberto. E, num outro plano, destaque para a expetativa de fundos comunitários em volume considerável para a regeneração urbana e para os investimentos em equipamentos

Abastecimento de água na região de Leiria A Águas do Centro Litoral (AdCL) vai concluir o abastecimento de água ao concelho de Leiria, realizando um investimento de 28,5 milhões de euros, abrangendo cerca de 135 mil habitantes. Ainda no decorrer deste primeiro trimestre de 2016 está prevista a conclusão do processo de abastecimento, a partir das captações da Mata do Urso (Pombal) e de Amor. Novas ETAR em Arganil

Entretanto, já no final do

passado mês de janeiro, a AdCL inaugurou a última das quatro Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) compactas no município de Arganil. Trata-se da ETAR de Vila Cova de Alva, que está agora preparada para receber os efluentes domésticos de 450 habitantes. Esta infraestrutura conclui assim o investimento previsto em saneamento para aquele município. A empreitada teve um investimento total de 2,8 milhões de euros, com candidatura ao POVT 2007-2013 – Programa

Operacional Valorização do Território, aprovada em ‘overbooking’, e incluiu a construção das ETAR de Vila Cova de Alva, de Barril de Alva, de São Martinho da Cortiça e de Pomares e, ainda, cerca de cinco quilómetros de emissários de ligação.

Ainda no concelho de Arganil, mas no que respeita ao abastecimento de água, a AdCL está a concretizar a integração dos subsistemas de Alagoa, Feijoal, Pomares, Vila Cova de Alva e Alqueve, num investimento global de cerca de dois milhões de euros, num prazo de dois

anos. Ali ao lado, no concelho de Góis, a empresa está também a negociar a integração d os Sistemas

Autónomos daquele município, para abastecimento de água. Fotobiorreator na Figueira da Foz

Na sequência do desenvolvimento de um protótipo de um fotobiorreator para remoção de nutrientes em aguas residuais domésticas e consequente produção de microalgas, a empresa Águas da Figueira tem prevista, para 2016, a candidatura e construção


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1  Regeneração urbana no Arnado (Coimbra) 2  ETAR inaugurada em Vila Cova de Alva 3  Regeneração urbana no Terreiro da Erva 4  Fotobiorreator para remover nutrientes em ETAR na Figueira da Foz 5  Três municípios do distrito de Aveiro unificam recolha de lixos 6  Captação da Mata do Urso abastece Leiria 7  Baixo Vouga é uma das bacias que vão ter plano de gestão

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AMBIENTE opinião

Helena Freitas Deputada do PS

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Bióloga

A região e a política de ambiente

S

6 em regeneração urbana

tor das águas e do saneamento de um fotobiorreator em sistema aberto, na ETAR de Vila Verde. O objetivo é a valorização das microalgas autóctones e introdução na dieta piscícola das espécies produzidas em aquacultura. Para além da melhoria dos efluentes tratados, este projeto tem, para a empresa que é presidida por Joâo Damasceno outra motivação muito interessante, é que se insere na lógica da promoção da economia circular.

Regeneração urbana em Coimbra

Em Coimbra, há muito que

se reclama a intervenção no espaço urbano do centro histórico, em particular das zonas mais degradadas, na Alta e na Baixa. Para 2016, a Câmara tem anunciada uma obra com pendor simbólico, no Largo do Arnado, que dá sequência à já iniciada no Terreiro da Erva e à requalificação patrimonial nos colégios da Rua da Sofia. No Arnado, avança a construção de uma rotunda, cujo topo norte receberá uma escultura de Pedro Figueiredo. A obra visa maximizar as áreas pedonais e facilitar a circula-

ção automóvel. No plano ambiental, registo para a substituição dos contentores de resíduos sólidos urbanos por semienterrados e para a a substituição das luminárias de vapor de sódio de alta pressão por novas, de LED. No Terreiro da Erva, um espaço emblemático da Baixa,está já em curso a empreitada de arranjo urbanístico e paisagístico. Em vez de um terreiro ocupado por carros, vai surgir uma área de lazer, com praça e esplanadas, pensada para a fruição de moradores, munícipes e turistas.

Recolha de resíduos comum a três concelhos

Os municípios de Albergaria-a-Velha, Oliveira do Bairro e Vagos passaram a ter um serviço comum de recolha de resíduos, após concurso público, para um período de cinco anos. A empresa vencedora do concurso internacional de “Aquisição de Serviços de Recolha e Transporte de Resíduos Urbanos a Destino Final” foi a Luságua – Serviços Ambientais. O contrato abrange também o Município de Vagos, que mantinha a recolha por administração direta.

Planos de gestão das bacias hidrográficas

Depois de concluídas as duas primeiras fases, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está agora a promover – num processo que termina a até 29 fevereiro de 2016 –, os procedimentos de participação pública relativos à versão provisória dos Planos de Gestão de Região Hidrográfica (PGRH) 2016-2021. Na região Centro, as bacias agrupadas são as dos rios Vouga, Mondego e Lis, tendo havido já sessões de esclarecimento em Águeda e na Figueira da Foz.

ão muitos os desafios que se colocam à região centro em matéria de ambiente e políticas públicas de incentivo ao sector. De forma sucinta, e tendo em conta que esta é a região da bacia hidrográfica do rio Mondego, começo por destacar a urgência em qualificar as margens, e garantir um sistema mais eficaz de monitorização e gestão da dinâmica e qualidade das suas águas. Destaco também a floresta, em especial o seu ordenamento imperioso e uma intervenção mais sólida no combate a incêndios – é preciso usar as competências técnicas e científicas disponíveis, e reforçar a tecnologia para a monitorização e prevenção. É preciso continuar a apostar no conhecimento, e valorizar os recursos associados à floresta, incluindo a valorização energética da biomassa, respeitando o ciclo de vida da matéria-prima e a resposta equilibrada à múltipla demanda industrial. A região tem uma rede de cidades que têm tudo a ganhar com a sua valorização ecológica; da qualidade dos espaços públicos e naturais, às obras públicas, à eficiência energética dos edifícios e aos transportes. Neste território, destaco ainda a qualidade das áreas protegidas e os valores naturais da região: da montanha, às zonas húmidas e ao litoral, ecossistemas que nos oferecem bens e serviços de excepcional qualidade, e que são indispensáveis para a estratégia de valorização ambiental, económica e social de uma região diversa e singular. Acredito no potencial das termas da região, em sintonia com as áreas naturais classificadas e um ordenamento harmonioso dos territórios envolventes. Por último, realço a importância de combater a excessiva fragmentação administrativa e funcional, e empreender, nos vários sectores, políticas públicas inovadoras e integradas.


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MISERICÓRDIA - OBRA DA FIGUEIRA 1839 - 1904 - 1976 Solidariedade com qualidade

Capela da Senhora dos Navegantes - Casa dos Pescadores de Buarcos

Lar Silva Soares - Séniores

Lar Costa Ramos - Infância e Juventude

Igreja de Stº António e Lar de Stº António - Séniores

Misericórdia: 233 407 750 ∙ Fax. 233 407 751 Centros de Dia e de Noite ∙ Apoio Domiciliário Helpphone ∙ Centro Clínico www.mof.pt Creche e Jardim de Infância

∙ geral@mof.pt


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UNIVERSIDADE DE COIMBRA

FACULDADE DE CIÊNCIAS DO DESPORTO E EDUCAÇÃO FÍSICA

Licenciatura CIÊNCIAS DO DESPORTO / e / CIÊNCIAS DO DESPORTO (pós-laboral) (3 anos) Pós-graduação GESTÃO DO DESPORTO Mestrados ATIVIDADE FÍSICA EM CONTEXTO ESCOLAR BIOCINÉTICA ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO EXERCÍCIO E SAÚDE EM POPULAÇÕES ESPECIAIS TREINO DESPORTIVO PARA CRIANÇAS E JOVENS

Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física ● Estádio Universitário de Coimbra Pavilhão 3 ● 3040-248 Coimbra ● Tel. 239 802 770 ● E-mail: gap@fcdef.uc.p ● www.fcdef.uc.pt

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Doutoramento CIÊNCIAS DO DESPORTO (Ramo de Actividade Física e Saúde; Ramo de Educação Física; Ramo de Necessidades Educativas Especiais - Actividade Física Adaptada; Ramo de Treino Desportivo)


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

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AUtarquias CCDR

A eleição das equipas de gestão por parte dos autarcas já era uma pretensão do anterior governo

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finanças

A lei dos compromissos será alvo de uma reformulação. Governo e ANMP devem aprovar as mudanças este ano

regionalização

O assunto não faz parte das prioridades do governo atual, o qual deverá apostar em medidas de descentralização

O ano de 2016 promete ser de grandes novidades legislativas, bem como conversas com a ANMP e ANAFRE tendo em vista a passagem

40 anos depois... O PODER LOCAL aproxima-se (ainda 111 No próximo dia 12 de dezembro, comemoramse 40 anos sobre o primeiro ato eleitoral autárquico pós-Estado Novo. As comemorações terão lugar no presente ano e vão juntar as duas principais entidades ligadas ao poder local nacional, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). A cidade de Coimbra será a sede das comemorações, estando prevista para esta data a realização na cidade do Mondego de uma convenção autárquica nacional

e que deverá, com toda a certeza, juntar os presidentes de câmara, presidentes de assembleia municipal e presidentes de junta de freguesia de todo o país. A meados do mês de janeiro, os responsáveis pela ANMP e ANAFRE reuniram e programaram outros encontros para preparar com mais detalhe estas comemorações.

Descentralização de poderes

2016 representará o ano em que o Governo vai continuar a dialogar com os municípios, tendo em vista a

descentralização de competências para o nível municipal. Esse “processo intenso”, como lhe chamou o ministro Eduardo Cabrita, acontecerá nas áreas da educação, saúde, ação social, proteção civil e segurança pública, cultura, transportes, áreas portuárias e marítimas e habitação. Para tal, estão a ser criadas equipas bilaterais que envolvem estruturas de uma dezena de ministérios, coordenadas por secretários de Estado para “identificar as alterações estruturais e legislativas e preparar o diálogo com as autarquias” que irá,

com toda a certeza, durar todo o ano. Nestas reuniões, serão também envolvidas a ANMP e a ANAFRE. Este processo é justificado pelo governo com o facto dos cidadãos não deverem ser “discriminados em função do território onde residem ou trabalham”.

Equipas das CCDR eleitas por municípios

Outra das novidades legislativas do presente ano, mas que só deve ter aplicação prática no ano de 2017 (depois das eleições autárquicas), é a escolha, por voto indireto dos municípios,

das equipas de gestão das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). A intenção do Governo é transformar as CCDR em “verdadeiros centros de promoção territorial”, segundo o ministro. Para além da eleição, existe a vontade de, no presente ano, criar condições para o reforço das suas competências.

Valorização do Interior

No início do ano, foi criada, através da Resolução do Conselho de Ministros, a Unidade de Missão para


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

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AUtarquias opinião

Eduardo Cabrita Ministro Adjunto

Descentralização é a base da Reforma do Estado

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U

1  ANMP e ANAFRE querem assinalar 40 anos do primeiro ato eleitoral pós 25 de Abril

2  A verde escuro está a Nomenclatura das

de testemunho de mais poderes para as autarquias portuguesas

mais) dos SEUS cidadãos a Valorização do Interior (UMVI). A missão desta estrutura, que dependerá diretamente do primeiroministro, António Costa, é “criar, implementar e supervisionar um programa nacional para a coesão territorial, bem como promover medidas de desenvolvimento do território do interior”. É uma estrutura transversal que vai juntar entidades como os ministérios, autarquias, organizações empresariais, entre outras. O seu trabalho decorrerá durante o presente ano, sendo esperados os primeiros resultados lá

para o final de 2016.

Fundos comunitários no terreno

Os municípios e as comunidades intermunicipais esperam que este seja o ano em que os fundos comunitários vão começar a chegar “ao terreno”. É essa a esperança das duas entidades, depois de um período em que tardaram a abertura das candidaturas, a divulgação do resultado e a assinatura dos respetivos contratos. Fundamental em todo este processo serão as Comunidades Intermunicipais (CIM), que já contam

com a descentralização de poderes ao nível da gestão dos fundos comunitários. “Ganhos de escala” em projetos comuns será a aposta para o presente ano destas entidades. Um dos primeiros sinais dessa aposta será dado no início de fevereiro, altura em que o Governo vai assinar com as CIM de todo o país o Pacto de Desenvolvimento Regional (PDR). A verba será usada para o chamado “investimento de proximidade”, ou seja, escolas, infraestruturas educativas, de saúde e de requalificação e reconstru-

Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUT) 2 e que representa a região Centro 3  Órgãos de gestão das CCDR vão passar a ser eleitos pelos municípios 4  Grande parte das mudanças vão ser analisadas pelos deputados da Assembleia da República

ção do património cultural.

Avaliação das fusões de freguesias

Três anos depois do mais conturbado processo legislativo relativo ao poder local, o Governo promete reavaliar no presente ano as fusões das freguesias. O ministro Eduardo Cabrita, que tem a tutela do poder local, garantiu em janeiro no Parlamento que pretende fazer durante este ano um estudo minucioso sobre o processo iniciado em 2012 e que entrou em vigor no ato eleitoral de 2013. A avaliação, que de-

correrá em articulação com as câmaras municipais e a Assembleia da República, pode resultar na necessidade de criar novas freguesias ou avançar para a fusão de freguesias que tenham ficado à margem do processo de reorganização feito em 2013. “Não devemos ter tabus”, frisou. De acordo com o titular da pasta no Governo, o processo terá de ficar concluído este ano, de forma a que em 2017 (altura em que decorre novo ato eleitoral para as câmaras e juntas de freguesia) possa entrar em vigor. | António Alves

ma das prioridades do Governo logo nas primeiras semanas de trabalho foi a discussão e aprovação de um Plano de Descentralização que tem como horizonte o ciclo autárquico que se inicia em 2017. São várias as medidas previstas e que convergem num princípio comum: a descentralização. Defendemos um Estado mais próximo dos cidadãos, assente na valorização dos recursos de forma mais eficaz e eficiente e na elevação dos padrões de qualidade dos serviços prestados aos cidadãos. Queremos virar a página de quatro anos de conflito com os eleitos locais promovendo um diálogo construtivo e aberto. O plano assenta em três dimensões fundamentais: aprofundar a democracia local, assegurar uma rede de serviços públicos de proximidade e atribuir novas competências às autarquias. O princípio da subsidiariedade que nos guia demonstra que o que puder ser decidido a nível local não deve ser assumido pela administração central. Vamos, assim, responder aos anseios dos autarcas e das populações, convictos de que os municípios são o nível de governação territorial melhor colocados para assegurar a gestão pública de proximidade em domínios como educação (com respeito pela autonomia das escolas), saúde, ação social, os transportes, a cultura, a proteção civil e as áreas portuárias e marítimas. Por outro lado, a cooperação intermunicipal será reforçada e incentivada como forma de racionalização de recursos públicos. Um novo tempo que exige uma gradual redistribuição dos recursos financeiros, humanos, patrimoniais e tecnológicos.


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2

DESPORTO universitário

Obras de requalificação prolongam-se para lá de 2016. este ano, a estrutura sofrerá intervenções pontuais

4

jogos olímpicos

seleções nacionais aproveitam as competições internacionais a realizar nos car’s de Montemor e sangalhos para preparar os jogos olímpicos

remo

Portugal Rowing Tour’2016 realiza-se entre os dias 11 e 14 de agosto, no rio Zêzere, organizada pelo ginásio figueirense

Às provas nacionais programadas para a região no presente ano, juntam-se várias competições internacionais relevantes previstas nas e

Da recuperação do estádio Universitário à rota ol 1 1 1 A comemorar 50 anos, o Estádio Universitário de Coimbra (EUC) tem sido objeto de requalificação, numa intervenção que se prolonga para além de 2016. Nos últimos tempos, o Pavilhão 3 sofreu melhorias e está já à disposição da comunidade estudantil, enquanto fevereiro vai trazer à luz do dia o renovado Pavilhão 1. A estrutura sofreu uma profunda remodelação, condicionada, contudo, ao espaço de tempo disponível

– a intervenção contemplou obras de consolidação do edif ício, piso e cobertura (agora com isolamento térmico e impermeabilização). Também a instalação elétrica foi alterada conforme as necessidades, numa obra iniciada a 31 de agosto, sempre com preocupação ao nível da eficácia energética. Com os Jogos Europeus Universitários no horizonte (EUSA Games 2018), as obras prosseguem ao longo deste ano, depois de aptos os dois pavilhões, pilares do espaço desportivo e dos

EUSA Games. Seguem-se intervenções pontuais ao nível das acessibilidades e espaços exteriores, mas também no Pavilhão 2. Na antecâmara dos Jogos Europeus Universitários em Coimbra, o espaço pode servir de retaguarda da organização, podendo albergar, por exemplo, muitos dos treinos das várias comitivas que vão estar presentes na competição. Montemor e Sangalhos na rota olímpica Os Centros de Alto Ren-

dimento (CAR) de Montemor-o-Velho e Velódromo Nacional de Sangalhos poderão em 2016 ter papel determinante nos resultados atingidos nos Jogos Olímpicos, que se realizam de 5 a 21 de agosto próximos no Rio de Janeiro (Brasil). Ao longo deste ano, a estrutura montemorense tem já programados vários eventos desportivos, com destaque para a 3.ª e última Taça do Mundo de Velocidade, que pode trazer a Portugal cerca de 600 atletas em representação de mais

de 30 países, num dos últimos momentos competitivos antes das olimpíadas. Já na estrutura localizada no concelho de Anadia, especial destaque para duas competições ciclistas de classe 1 internacional: os troféus Cyclin’Portugal (de 3 a 5 de junho) e Litério Marques (16 a 18 de dezembro), que juntam atletas individuais, equipas e seleções – o primeiro será certamente aproveitado por muitas seleções nacionais para preparar a representação olímpica no


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

3 1  Em fevereiro fica pronto

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o Pavilhão 1 do Estádio Universitário de Coimbra 2  O Velódromo de Sangalhos recebe provas internacionais e estágios de preparação para os Jogos Olímpicos 3  A SRAM Portugal vai lançar um novo modelo de roda para bicicletas de estrada 4  O Centro Náutico de Montemor-o-Velho também tem agendadas várias competições internacionais e estágios para as olimpíadas 5  Pela primeira vez vai ser possível experimentar os três trilhos do Centro de Trail Running de Penacova 6  Nova roda da SRAM tem cubo de produção nacional e será exportada para todo o mundo

DESPORTO

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estruturas desportivas no Centro. No capítulo da inovação, também vai haver novidades

límpica em Montemor-o-velho e Sangalhos Brasil. Na modalidade de ginástica, o Velódromo vai ser palco da Taça do Mundo (24 a 26 de junho) e do Gym Sport. Quanto a estágios, são várias as seleções nacionais que já solicitaram períodos de trabalho nos dois CAR situados na zona Centro: Portugal, Polónia e Sérvia (canoagem) em Montemor-o-Velho; Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica, Canadá, Malásia e Irlanda (ciclismo), Portugal, Inglaterra, França, Israel e

Alemanha (ginástica) em Sangalhos. Coimbra e Águeda inovam no ciclismo Com sede na Pedrulha, a SRAM Portugal vai lançar um novo produto na área do ciclismo em 2016. A fábrica começa a comercializar novas rodas em carbono, com cubo de produção nacional e novo design para bicicletas de estrada. Um produto inovador e que será exportado para todo o mundo. Águeda, com profun-

das e antigas ligações às “duas rodas”, volta a estar no centro da inovação em 2016. A Triangle’s, consórcio entre as empresas Rodi, Miranda&Irmão e Ciclo Fabril, começa este ano uma nova fase de laboração, produzindo quadros de bicicletas em alumínio, algo que não existe na Europa. Sobre rodas também em Oliveira de Azeméis De 11 e 16 de julho, Oliveira de Azeméis recebe o Campeonato da Europa de seniores masculinos de

hóquei em patins. Será o primeiro Europeu a realizar na cidade do distrito de Aveiro, que tem lugar na história da modalidade nacional – foi lá que, em 2003, Portugal conquistou pela última vez o Campeonato do Mundo da modalidade. Novidades em Penacova Inaugurado em julho do ano passado, o Centro de Trail Running de Penacova tem a sua primeira corrida não-inaugural no presente ano (em princípio em

maio). Pela primeira vez, será possível experimentar os percursos definidos pelo ultramaratonista Carlos Sá que integram a estrutura (Livraria do Mondego, Miradouros e Histórico), aliando a prática desportiva à cultura, uma vez os atletas passam por vários locais de interesse patrimonial. A estrutura tem o seu centro nevrálgico na Praia do Reconquinho e funciona todos os dias do ano (das 09H00 às 18H00). | José Armando Torres

opinião

António José Figueiredo Diretor da FCDEF da Universidade de Coimbra

Eventos despertarão interesse do público

N

o panorama desportivo para 2016, surge um conjunto de eventos que, certamente, despertarão o interesse do público em geral. No calendário internacional, destaque para os Jogos Olímpicos, já que, para além de se tratar do acontecimento desportivo mais mediático à escala global, mais uma vez as políticas desportivas, e decisões associadas, estarão em avaliação face aos resultados obtidos. O verão será ainda preenchido pelo Campeonato da Europa de Futebol (França), onde se aguarda, no mínimo, uma meritória participação da nossa seleção. Outros eventos surgirão, como os Campeonatos da Europa (Sérvia) e do Mundo de Futsal (Colômbia) ou o Europeu de Hóquei em Patins (Oliveira de Azeméis). Na Croácia (Zagreb), acontecerá o Campeonato Europeu Universitário (EUSA Games), que antecede a realização do mesmo pela tríade AAC/UC/ CMC, em 2018. Este ano assumirá importância relevante as negociações e decisões tomadas pelos clubes de futebol nos acordos para a cedência dos direitos televisivos, já que nestes contratos se jogará muito do que será a sua capacidade competitiva na próxima década. O ano será ainda importante, espera-se, na revisão das políticas educativas que possam conduzir ao redimensionar positivo da Educação Física e do Desporto Escolar, fazendo fé em declarações recentes do Secretário de Estado para o Desporto e Juventude.


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economia SOCIAL Iniciativa

chama da solidariedade vai juntar várias gerações e alertar para a importância da solidariedade

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projetos

instituições têm vários projetos preparados para avançar mas a ausência do Oe 2016 não permite que arranquem para já

autarquias

para melhorar a qualidade de vida das populações as autarquias criaram para 2016 ferramentas sociais

Há uma grande vontade em fazer obra nas várias instituições, sejam elas de construção de raiz ou de renovação. No entanto, ainda não é c

Um novo paradigma à espera do orçamento de esta 1 1 1 A cada ano que começa surgem novos desafios. É assim em todas as áreas e a economia social não é exceção. Este ano os responsáveis pelas instituições decisoras, e não só, aguardam pelo Orçamento de Estado (OE) para 2016. Podemos dizer que este ano marca um novo paradigma ao nível das instituições. As alterações na sociedade vão provocando mudanças, e as instituições adaptam-se para dar a melhor resposta possível. Nas IPSS há projetos que aguardam o programa Por-

tugal 2020 e que só depois de saberem a verba que têm atribuída podem decidir. O facto de 2016 ser visto como o ano em que se inicia a retoma económica, faz com que os responsáveis das instituições acreditem que as pessoas vão voltar. Surge também a necessidade de responder a um novo paradigma: as questões relacionadas com a demência e às quais as IPSS terão de dar resposta. Não para uma guarda em definitivo mas sim um reeducar para recolocar na sociedade. Prevê-se que haja uma grande aposta na

dependência mental mas ainda não se sabe que verba será disponibilizada.

Atribuição de verba condiciona projetos

Na região Centro estão previstas as construções de novas unidades de lar e cuidados continuados. Porém, a dependência do OE não deixa que os projetos avancem. Também os projetos de ampliação, renovação e remodelação padecem da mesma dúvida. Há muitos projetos prontos a nascer que apenas aguardam “luz verde” das verbas a utili-

zar. É por isso que ainda não há nada de concreto. Há muitas ideias prontas em papel e que, certamente, serão concretizadas.

Encontro de gerações com centenas de instituições

Um dos grandes projetos para este ano e que juntará a grande maioria das 182 associadas da União das Instituições de Particulares de Solidariedade Social do Distrito de Coimbra é a “Chama da Solidariedade”. Trata-se de um evento de grande envergadura que vai ocorrer no início do verão (entre junho e ju-

lho), juntando as várias gerações e percorrendo vários espaços do distrito de Coimbra. A iniciativa, da União das IPSS, vai permitir que todos mostrem a importância das instituições de solidariedade e com que pessoas e infraestruturas podem contar. A ideia da “Chama da Solidariedade” não é nova, já foi realizada noutros anos, mas pretende realçar também a solidariedade que há em cada um. E será também na capital de distrito que se vai realizar o congresso das IPSS. O tema em análise


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1  Utentes do Celium, em

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Ceira 2  São desenvolvidas várias atividades ao longo do ano 3  Solidariedade vai ser mostrada ao longo do ano 4 Coimbra vai ser palco de um congresso onde as IPSS estão em destaque 5  Iniciativas vão juntar várias gerações 6  Chama da Solidariedade está de regresso este ano num evento que juntará várias instituições

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economia SOCIAL opinião

António Bagão Félix Ex-ministro da Segurança Social

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Novos Desafios Para A Economia Social

O 6

conhecido o OE2016. Autarquias vão desenvolvendo várias ações que permitem melhorar a qualidade de vida das populações

ado 2016 será a economia e a solidariedade. Este encontro de instituições, que de certa forma marcará o ano de 2016, termina com a “Festa da solidariedade” que vai dar a conhecer outras estruturas fora do âmbito das IPSS. 2016 será, ainda, o ano de congregar, unir, informar e formar.

Comissões Sociais de Freguesia com mais verba

A Câmara de Coimbra aposta em políticas próativas de emprego. A autarquia tem diversas ferramentas para esta área e,

para este ano, haverá um reforço das Comissões Sociais de Freguesia. Em 2016 a verba passará de 68 mil para 93 mil euros. Ainda no combate à pobreza, a autarquia disponibiliza um passe Consigo +, destinado a pessoas que recebem o rendimento social de inserção e que assim podem viajar de autocarro, pagando apenas um euro por mês.

Aposta na criação de emprego

O Contrato Local de Desenvolvimento Social (CDLS) de 3.ª Geração, que

até 2018 prevê investir 450 mil euros em 26 ações no concelho de Condeixa, sobretudo na área do emprego. O projeto tem como parceiros a Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova e o Centro Social Polivalente de Ega e divide-se em três eixos: E m p r e g o, Fo r m a ç ã o e Qualificação; Intervenção Familiar e Parental e Capacitação da Comunidade e das Instituições. O CDLS de 3.ª Geração de Condeixa-a-Nova aponta no sentido de favorecer os processos de integra-

ção profissional, social e pessoal dos desempregados. Os empresários, instituições e entidades serão sensibilizados para uma para uma participação ativa na concretização de medidas de emprego e em processos de inserção profissional e social.

+ Cidadania em Condeixa

O projeto Condeixa+ Cidadania propõe-se contribuir para a sinalização, encaminhamento e orientação dos alunos que abandonam ou concluam o sistema educativo, no

sentido de desenvolver ações de favorecimento da integração profissional. Ao nível da Intervenção Familiar e Parental, as ações a desenvolver visam a prevenção da pobreza infantil e a execução de estratégias aplicáveis ao nível da qualificação das famílias. No que diz respeito Capacitação da Comunidade e das Instituições, o projeto prevê o desenvolvimento de ações de apoio técnico à autoorganização dos habitantes e à criação e revitalização de associações. | Rute Melo

s tempos de hoje exigem uma renovada ética de solidariedade. Genuína, autêntica e construída de baixo para cima. Uma solidariedade menos burocrática, mais desinteressada e amiga, mais conforme à natureza do Homem. Uma solidariedade traduzida na economia social, na economia do dom e da solicitude. Traduzida numa harmoniosa e responsável hierarquia e subordinação de valores: o ser antes do ter; a convivência antes do isolamento; a família antes da cidade; a cidade antes do Estado, a ordem das coisas subordinada à ordem das pessoas. E baseada na solidariedade como um valor, não como uma técnica social. Como um estímulo, não como uma dependência estigmática. A economia social pode e deve constituir um constante factor de inovação face às novas realidades sociais, geracionais e culturais. Não apenas traduzida nos métodos, como no seu campo de acção. A título de exemplo, citaria as áreas de combate à solidão e de serviços de proximidade geográfica ou relacional, a educação e adaptação profissional de jovens e adultos, a renovação urbana e de preservação ambiental, o apoio aos estabelecimentos prisionais e às vítimas de crimes, o apoio diferenciado à chamada quarta idade, para já não falar em novas formas de redistribuição ligando actividade produtiva e inserção social, aquilo a quem já alguém chamou os “quase mercados”.


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EMPRESAS economia Financiamento UE

Cerca de mil empresas nA lista de projetos aprovados no Programa Centro 2020 (reportada a 31 de dezembro de 2015)

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4

Capital público

A UE atribuiu 50 milhões de euros de um total de 88,5 milhões para fundos de dívida e capital do PO Centro

A conclusão de novas instalações ou a ampliação de infraestruturas já existentes é uma realidade comum a várias empresas da região em 20

Inovação e internacionalização das empresas ao r 111 Os 1179 projetos já aprovados, até 31 de janeiro, para financiamento comunitário, através do Programa 2020 na região Centro, são uma espécie de radiografia da capacidade de concretização das empresas deste território. Embora haja uma grande parte de projetos aprovados no Centro 2020 cujo investimento não vai além de 20 mil euros, outros se destacam pelo valor investido, inovação tecnológica que representam e aposta na internacionalização. Na área da investigação médica e farmacêutica

destacam-se dois projetos, de Oliveira de Frades e Cantanhede, respetivamente a Pantest e a Reg4Life (Regenation Technology). No primeiro caso, a Pantest é um laboratório de investigação farmacêutica que candidatou o seu projeto de 2,3 milhões de euros, obtendo um financiamento de cerca de 1,3 milhões, destinados a constituição de empresa e criação de unidade industrial de produção de testes rápidos de diagnóstico de medicina humana. A Reg4life é uma empresa de Serviços Médicos Espe-

cializados (SME), com sede no Biocant e focada em I&D de materiais e dispositivos biomédicos, especialmente para regeneração óssea em odontologia, ortopedia e aplicações em engenharia de tecidos vivos. Foi neste âmbito que apresentou a sua ideia Reg Fast Bones, de 920 mil euros, obtendo financiamento de 644 mil euros. Ainda na área da inovação tecnológica e também em Cantanhede, a Converde viu aprovada uma candidatura de cerca de um milhão de euros, com financiamento de 453 mil euros para fa-

zer Certificação Prolab, na área dos seus produtos, que vão desde iluminação LED ambientalmente sustentável, passando por instalação de estufas e fertilizantes.

Veículo autoguiado da Active Space

Entretanto, de acordo com a lista de candidaturas aprovadas do Centro 2020, a empresa tecnológica Active Space, com sede no Parque Industrial de Taveiro, Coimbra, promete – com financiamento comunitário de pouco mais de 600 mil euros – dar novo fôlego ao seu protótipo Agvposys,

veículo autoguiado para operar dentro de fábricas. Na área do vestuário, têxtil e calçado, a inovação faz-se em Mira, através da Dom Mira, que vai investir 1,6 milhões de euros (financiamento de 600 mil) em tecnologias de fusão de materiais para desenvolvimento de novos produtos. Noutro conceito, a marca de roupa para criança Metro Kids, a partir de Coimbra, será alvo de um incentivo para internacionalização da insígnia, num investimento total de 743 mil euros. Com caminho já feito nesta área, a farmacêutica


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

1  Active Space aposta em veículo de autoguiado 2  Frijobel com nova unidade fabril 3 Dom Mira no fabrico de botas profissionais 4  Converde tem novas instalações desde 2013 5  Lugrade aposta na ampliação de instalações 6  Nova sede da AIRC está quase pronta 7  Bluepharma abre horizontes de exportação

EMPRESAS economia Exportações

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6

016. De resto, a expetativa de aumento dos negócios está muito alicerçada no investimento em inovação e internacionalização

ritmo do Centro 2020 Bluepharma está na corrida aos “European Business Awards 2015/16” como melhor exportador europeu, prémio que conta com votação online do público, entre 7 de março a 26 de abril. As exportações, para mais de 40 países, representam mais de 80% do volume de negócios da empresa.

Novas instalações da AIRC

2016 é também uma ano de mudança para a Associação de Informática da Região de Coimbra (AIRC), que inaugurará as novas instalações no iPar-

que, em Antanhol. A obra está concluída, restando colocar a energia elétrica, a que se seguem as vistorias necessárias e licença da habitabilidade. Cerca de uma centena de colaboradores farão a sua transferência em abril próximo. A Lugrade, empresa de transformação e comercialização de bacalhau salgado seco e derivados,com sede em Taveiro, vai inaugurar dentro de dois meses a nova unidade de produção, edificada em Torre de Vilela, Coimbra, representando um investimento de oito milhões de euros.

A nova unidade de produção permite uma ampliação em larga escala da área coberta, de 2.400 m2 para uma área superior a 8.000 m2, traduzindo-se num aumento da capacidade de produção instalada de10 para 40 toneladas por dia. Neste contexto, a Lugrade espera aumentar o quadro de pessoal para 100 colaboradores no decorrer de 2016. O peso das exportações no total de faturação é de 12 por cento, tendo como meta do presente investimento, atingir a fasquia dos 30 por cento de volume exportado.

Frijobel inaugura unidade fabril inteligente

Também na área do pescado, com 10 milhões de euros de investimento, a Frijobel, com sede em Penela, aponta para entrada em funcionamento da sua nova unidade fabril em maio próximo. As atuais instalações atingiram o seu limite, com o processamento de 15 toneladas por dia, passando a poder processar entre 20 a 25 toneladas por dia, com colocação garantida no mercado, seja nacional ou internacional, onde já exporta para duas dezenas

de países. As novas instalações são exemplo de modernidade tecnológica, com a instalação de um conjunto de ferramentas, onde se destaque a validação de encomendas por imagem, substituindo a clássica leitura de código de barras. Os 15 mil metros quadrados vão ajudar a cumprir ainda o reforço da quota que a empresa tem no setor em Portugal, ocupando a 4.ª posição, e aumentar o volume de exportações dos atuais 13 por cento do total de produção, para 25 por cento| António Rosado

A farmacêutica Bluepharma está na corrida aos “European Business Awards 2015/16” como melhor exportador europeu, prémio que conta com votação online do público, entre 7 de março a 26 de abril


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Coimbra e o centro tem futuro 2016

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2

ENSINO turismo

Coimbra volta a inovar, agora na área da Gastronomia. Em 2016 arranca licenciatura única no país

4

Infraestruturas

O novo centro escolar do Loreto é a maior aposta infraestrutural este ano no concelho de Coimbra

Oportunidades

Tal como nas mais diversas áreas do país, saber aproveitar o financiamento europeu será o maior desafio para o ensino

Coimbra é a cidade do conhecimento, mas há ainda muitas indefinições estruturais, enquanto, no capítulo das infraestruturas haverá algu

Centro gosta de ser pioneiro e também no ensino p 111 Este ano e os próximos serão marcados, também no Ensino, por algumas mudanças de paradigmas. A mudança do Governo e o novo quadro comunitário de apoio trazem oportunidades e desafios, desde as infraestruturas ao plano de estudos. No que diz respeito a obras, há várias escolas básicas e secundárias que serão requalificadas com financiamento do Programa Operacional Regional; continuará a ser levado a cabo a remoção do fibrocimento em algumas escolas; e alguns dos equipamentos pré-escolares e do 1.º ciclo, da responsabilidade

dos municípios têm também prevista requalificação. A redução da natalidade leva inevitavelmente a que cada vez sejam menos crianças nas escolas, por isso, a rede escolar também deverá ser reajustada, não sendo de estranhar que haja encerramento de algumas escolas, bem como reajustamento de número de alunos por tumas. Mas, estes dossiês ainda não foram abordados pelo novo governo. As várias comunidades intermunicipais serão chamadas a colaborar na definição da rede de oferta formativa em cursos profissionais e,

ao nível dos apoios comunitários, a grande aposta é no combate ao abandono escolar e promoção do sucesso.

Centro Escolar do Loreto

Em Coimbra, a grande obra do concelho é o Centro Escolar do Loreto. Está a ser remodelado e ampliado, de modo a satisfazer as atuais exigências, na perspetiva do Centro Escolar, e terá mais conforto e funcionalidade para os alunos. A obra, orçada em cerca de um milhão e 670 mil euros, vai incluir duas salas de jardim infância e seis salas com área mínima de 48 metros

quadrados e área suplementar para as atividades de expressão plástica, gabinetes de trabalho de professores, um gabinete de atendimento, uma sala de convívio para professores, refeitório, sala polivalente e uma biblioteca escolar para além dos apoios de arrumos, instalações sanitárias e vestiários para crianças e adultos. A anterior escola, era composta por dois edifícios com um total de quatro salas de aula e será agora dotada de oito salas: duas de atividades destinadas a educação pré-escolar, quatro salas de aulas destinadas ao ensino

básico e duas Unidades de Ensino Estruturado (UEE) e respetivas áreas de apoio, que prometem satisfazer as atuais exigências.

Aposta online na UC

Na Universidade de Coimbra, o destaque vai para o “ensino a distância” e para a reformulação curricular em algumas áreas, como as Letras. O ano passado ficou marcado por um protocolo com a Universidade Aberta, especialista em “e-learning”, ou ensino a distância. Neste momento, a oferta formativa online da univer-


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1  Mudança no Governo leva a a algumas alterações no panorama do ensino básico 2  Centro Escolar do Loreto é a grande aposta para este ano em Coimbra 3  Universidade de Coimbra aposta definitivamente no ensino online 4  ISCAC e Agrária terão nova biblioteca 5  Hotelaria e Gastronomia ganham licenciatura única no país 6  Polo II da ESEC deverá ser finalizado

Coimbra e o centro tem futuro 2016

3

ENSINO opinião

Mário Nogueira Presidente da FENPROF

Em Educação, Desafiar O Futuro

5

A

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umas novidades importantes

promete continuar na linha da frente sidade está a passar por uma reformulação, quer nos cursos conferentes de grau quer nos não conferentes de grau. Quer isto dizer que 2016 marca o arranque de uma verdadeira aposta nesta área, com a abertura de mais cursos a partir do início do próximo ano letivo. O novo consórcio aposta, principalmente, na internacionalização da oferta, prometendo criar um novo paradigma no ensino.

Ensino politécnico espreita oportunidades

Privilegiando a investigação, a atual aplicação dos

fundos comunitários para o Ensino Superior não promete facilidades para os Institutos Politécnicos, mas, com a mudança do governo, também esta área pode sofrer alterações. Uma das possibilidades que se abrem para os politécnicos é a reformulação dos recém-criados cursos de curta duração. A ideia passa por conseguir captar mais estudantes do ensino secundário, já que Portugal ainda é dos países europeus com maior abandono escolar após o secundário. Em particular, no Instituto

Politécnico de Coimbra, há algumas obras em cima da mesa: A Escola Superior de Educação prevê terminar a requalificação do Polo II, no antigo edifício do Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCAC), em Celas. Estas instalações têm sido utilizadas pelos cursos de Teatro e Educação e Arte e Design e ainda pela Unidade de Investigação Aplicada em Ciências do Desporto. Também o ISCAC deverá ver ampliado o número de salas de aulas, para responder à crescente procura de alunos. Para arrancar está também uma biblioteca co-

mum à Escola Agrária.

Curso único no país em gastronomia e hotelaria

Já começou, em Coimbra, uma pós-graduação única no país, fruto de uma união de esforços de quatro escolas: a Escola Superior de Educação de Coimbra, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, a Escola Superior Agrária e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra. Esta pós-graduação pretende formar (no plano teórico, prático e científico) profissionais do setor turístico e hoteleiro que exercem,

ou pretendam vir a exercer, lugares de assessoria e consultoria nas diferentes unidades, dotando-os de conhecimentos atualizados sobre o mesmo e de competências específicas de gestão. E ainda permitir aos alunos uma abordagem abrangente da gastronomia, envolvendo os domínios culturais e técnicos. É uma espécie de “ano zero” que vai antever a entrada em ação da nova licenciatura, única no país, em Gastronomia, que arranca no início do próximo ano letivo, na Escola Superior de Educação. | Bruno Gonçalves

Educação em Portugal retrocedeu muitos anos na última Legislatura. Portugal tornou-se num caso raro de exames nos primeiros anos de escolaridade, viu os currículos escolares estreitarem-se e empobrecerem, teve uma quebra de financiamento em Educação que foi das mais graves em toda a Europa, com consequências nefastas na organização pedagógica das escolas e na qualidade do ensino. Muitas das medidas tomadas provocaram distúrbios no funcionamento das escolas, problemas no exercício profissional dos docentes e profundas discriminações de alunos, criando, em alguns casos, verdadeiros guetos de segregação de muitos que, por razões de natureza diversa (cognitiva, social, cultural, económica ou outra), apresentavam dificuldades de aprendizagem. Crato foi o ministro que mais medidas impôs à Educação e menos ouviu a comunidade educativa. Todas elas, porém, respeitando uma linha coerente de ataque à Escola Pública. Vive-se hoje um tempo diferente. Uma maioria parlamentar nova, que conta com o envolvimento de quem a direita entendia que não deveria passar do patamar do protesto, procura devolver à Escola Pública o indispensável caráter democrático e esse é, atualmente, o grande desafio da Educação. Um desafio que impõe políticas e medidas que garantam que a Escola Pública continuará a oferecer um ensino de qualidade, no quadro de uma educação inclusiva a que todos deverão ter acesso gratuito.


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

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CULTURA Festival

Depois da “festa”, o Festival das Artes dedicará a sua VIII edição, no verão de 2016, a todos os que foram “pioneiros”

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Património Em 2016 festejam-se os 700 anos sobre o início da construção de Santa Clara-aVelha e os 500 anos da beatificação de Isabel de Aragão

Rota das Catedrais

Projeto de parceria entre o Estado e a Igreja, a Rota das Catedrais é central para a DRCC. Em Coimbra prosseguem intervenções na Sé Velha e na Sé Nova

Em Coimbra prepara-se ainda a abertura do Colégio da Graça, o “crescimento” do Portugal dos Pequenitos e a adaptação da Igreja de S. João

Convento de São Francisco: finalmente a grande sa 111 O ano de 2016 ficará indelevelmente marcado pela abertura, em Coimbra, do Centro de Convenções e Espaço Cultural do Convento de São Francisco, numa obra com a marca do arquiteto Carrilho da Graça, consignada em 2010. Mas o tecido cultural do Centro irá ainda enriquecer com outros projetos de fôlego: o POROS - Museu Multimédia da Romanização, instalado no Palácio da Quinta de São Tomé, em Condeixa-a-Nova; a instalação de dois importantes projetos da Universidade de Coimbra – o Centro de Do-

cumentação 25 de Abril e o Centro de Estudos Sociais – no renovado Colégio da Graça, espaço integrado na área classificada Património Mundial pela UNESCO; a grande aposta na já intervencionada Casa-Museu Aristides Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal; mas também a intenção, reforçada em 2015, na passagem dos 75 anos do mais emblemático parque temático português, de trazer o Portugal dos Pequenitos até aos nossos dias com a construção de novos monumentos representativos do Portugal contempo-

râneo. Ainda em Coimbra, a intervenção no Museu Nacional de Machado de Castro prepara-se para dar início à segunda fase, com a adaptação da igreja de S. João de Almedina a auditório. Na Figueira da Foz, o Núcleo Museológico do Sal reinventa-se, propondo um “(A)gosto com sabor a sal”.

Convento de S. Francisco

Não terá sido tanta como a água que correu sobre a vizinha ponte no Mondego, mas foi muita a tinta gasta no que já se escreveu sobre uma obra pensada há décadas, consignada em outu-

bro de 2010 e com um custo inicialmente orçamentado em 23 milhões de euros. De derrapagem em derrapagem – nos prazos e nos custos –, o projeto do Centro de Convenções e Espaço Cultural do Convento de São Francisco, em Coimbra, encontra-se agora na reta final, com a abertura daquela que é a “grande sala da cidade” prevista para a já próxima primavera. A resultar da intervenção pensada por Carrilho da Graça no convento que, em 1888, na sequência da extinção das ordens religiosas, viria a converter-se em território

industrial, o majestoso projeto irá apresentar-se com um auditório de mais de um milhar de lugares, um espaço multifunções, salas de conferências e reuniões, um centro de arte contemporânea, um restaurante e estacionamento.

POROS-Museu Multimédia

O Museu Multimédia Centro de Eventos de Sicó - POROS a preparar-se para ser instalado na Quinta de São Tomé, em Condeixa-a-Nova, assume-se como “recurso estratégico fundamental para a valorização do Eixo da Romanização das Terras


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

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1  Centro de Convenções

CULTURA

e Espaço Cultural do Convento de São Francisco 2  Casa-Museu Aristides Sousa Mendes 3  Igreja de São João de Almedina - Museu Nacional Machado de Castro 4  Portugal dos Pequenitos 5  Convento da Graça 6  Núcleo Museológico do Sal 7  POROS - Museu Multimédia da Romanização

opinião

Celeste Amaro Diretora Regional de Cultura do Centro

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Ano não se adivinha fácil mas sim muito desafiador

E

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o de Almedina a auditório. Condeixa-a-Nova anseia pelo POROS e Carregal do Sal insiste na homenagem devida a Aristides Sousa Mendes

ala da cidade prestes a abrir em Coimbra de Sicó”. Da segunda fase do complexo, em obras agora em conclusão, resultou um auditório, sala de exposições, cafetaria e uma sala polivalente que servirá para ateliês e posto de venda de produtos endógenos. O investimento total ronda os 3,5 milhões de euros, comparticipados em cerca de 85% por fundos comunitários.

Convento da Graça

O Centro de Documentação 25 de Abril e o Centro de Estudos Socias – dois dos mais emblemáticos e importantes projetos nas

áreas da investigação na Universidade de Coimbra – estão cada vez mais próximos de uma reinstalação que se exigia há muito e a ser concretizada no recém intervencionado Colégio da Graça, um dos edifícios a marcar os primeiros momentos da Universidade de Coimbra, na rua da Sofia, bem no centro de uma das áreas classificadas Património Mundial pela UNESCO.

Casa-Museu Aristides Sousa Mendes

Símbolo maior de um homem que abdicou de tudo em nome da humanidade

que, apenas ela, redime de todos os males, a casa do Passal, em Cabana de Viriato, Carregal do Sal, escapou à ruína num projeto assumido pela Direção Regional de Cultura do Centro e está a caminho de se transformar na Casa-Museu Aristides Sousa Mendes.

Portugal dos Pequenitos

Acabados de assinalar, os 75 anos do Portugal dos Pequenitos serviram também para “lançar” o parque temático de Coimbra na contemporaneidade, com a Fundação Bissaya Barreto a afirmar a intenção de

avançar com a construção de novos monumentos.

Igreja S. João de Almedina

A recuperação e adaptação da Igreja de S. João de Almedina a auditório, naquela que é a segunda fase da grande intervenção assinada por Gonçalo Byrne no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, está mais perto de ser concretizada. O projeto, pronto para candidatura aos fundos Portugal 2020, foi selecionado pela Comissão Europeia para a implementação de um Pacto de Integridade entre

a Direção-Geral do Património Cultural e a TIAC Transparência e Integridade, Associação Cívica.

Núcleo Museológico do Sal

A completar o seu 9.º aniversário, o Núcleo Museológico do Sal – instalado nos Armazéns de Lavos, Salina Municipal do Corredor da Cobra, na Figueira da Foz –, prepara-se para uma maior proximidade ao seu público alvo com o projeto “(A) gosto com sabor a sal”, iniciativa a decorrer no mês de veraneio por excelência, a que soma a realização do Festival do Sal. | Lídia Pereira

ste não será um ano fácil, sobretudo porque terminou um quadro comunitário de apoio, abrindo um novo – Portugal 2020 – para o qual ainda estão a fazer-se os concursos. Possivelmente, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha será a primeira candidatura na nossa região, sobretudo por se tratar de uma intervenção de emergência [por via das recentes cheias no Mondego]. Mas 2016 será, certamente, um ano de desafios, uma vez que vamos dar continuidade a projetos importantes para a região e para o país, de que são exemplo a Rota das Catedrais e a Rota das Judiarias – a passar por Belmonte, Trancoso, Guarda, Coimbra e Tomar –, mas também a musealização da Casa Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal. O claustro do Mosteiro de Semide, em Miranda do Corvo, está, finalmente, em condições de ser visitado, agora que está a terminar a obra de recuperação. Depois, há, em Coimbra, a obra mais emblemática, o Convento de S. Francisco. Por isso, toda aquela zona, na margem esquerda, terá uma nova centralidade, agora com um conjunto de estruturas culturais muito importantes – Santa Clara-a-Velha, Portugal dos Pequenitos, Exploratório, Santa Clara-a-Nova, Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra – contrapondo até à Universidade e, de algum modo, reequilibrando a cidade.


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Certificados de Origem Documento essencial para as suas exportações

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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

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investigação futuro

Presidente da Agência Nacional de Inovação garante que, em 2016, Portugal irá assistir a um “aprofundamento” do investimento em investigação

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Inovação

A despesa total em I&D em Portugal atingiu 2.229 milhões de euros em 2014

investigadores

O número total de investigadores “a tempo integral” em 2014 foi de 38.487

O reforço da coordenação da atividade científica é primordial para atingir resultados que aumentem a competitividade dos projetos e o po

Coimbra lança dois novos fármacos no mercado e i 1 1 1 É um dos grandes desafios para este ano: manter – e expandir – a excelência da investigação realizada numa região onde confluem várias instituições de ensino superior, unidades acreditadas ou laboratórios de referência. Por isso, o reforço da coordenação da atividade científica e o alinhamento entre todos os agentes ligados à investigação é primordial para atingir resultados que aumentem a competitividade dos projetos e o posicionamento da região como protagonista de grandes avanços em diversas áreas do conhecimento. Não

escasseiam, aliás, exemplos de projetos que serão notícia nos próximos meses.

Ageing@Coimbra

O consórcio, de âmbito regional, visa melhorar a vida dos cidadãos idosos na região Centro, através da melhoria de serviços sociais e cuidados de saúde, e da criação de novos produtos e serviços inovadores. Trata-se de um desafio no âmbito de uma Parceria Europeia para o Envelhecimento Ativo e Saudável, que tem como objetivo aumentar a esperança média de vida saudável dos cidadãos da União Europeia

em dois anos, até 2020. As Câmaras de Coimbra, Tondela e Mealhada e, mais recentemente, Oliveira do Hospital, foram aceites como membros efetivos neste consórcio da região Centro que congrega uma vasta rede de parceiros. Liderado pela Universidade de Coimbra, o Ageing@Coimbra é composto por diversas instituições de referência, como o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, a Administração Regional de Saúde do Centro, o Instituto Pedro Nunes e a Câmara Municipal de Coimbra, a que se juntam vários insti-

tutos, fundações, hospitais e empresas. O consórcio prepara-se para apresentar uma segunda candidatura a fundos comunitários, para um projeto global de 40 milhões de euros, que poderá incluir a reconversão do antigo Hospital Pediátrico de Coimbra em Campus da Vida para o Envelhecimento Saudável e Ativo.

Além dos quatro radiofármacos já comercializados, o ICNAS produz outros 14 radiofármacos para consumo interno nos exames médicos e em investigação. Entretanto, o reitor da UC já fez saber que o laboratório tem outros seis fármacos em fase de investigação com doentes reais e que, em 2016, dois destes estarão no mercado.

Dois novos fármacos

Plataformas tecnológicas

A Universidade de Coimbra (UC) é a única universidade portuguesa com fármacos no mercado, através do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS).

Em janeiro de 2014, a Universidade de Coimbra inaugurou o primeiro equipamento de um conjunto de Plataformas Tecnológicas, orçado em cerca de dez mi-


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investigação opinião

1  ICNAS lançará dois fármacos no mercado 2  Ageing@Coimbra 3  Laboratório do MAREFoz inaugarado já este ano pela ministra do Mar 4  Biomed III será construído no polo III 5  FireLab UC 6  Colégio da Trindade acolhe Casa da Jurisprudência

João Gabriel Silva Reitor da Universidade de Coimbra

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osicionamento da região como protagonista de grandes avanços em diversas áreas do conhecimento

inaugura Casa da Jurisprudência lhões de euros, suportado essencialmente através do QREN – Programa Mais Centro. A primeira plataforma a arrancar foi a de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) e resultou da fusão do laboratório de RMN do Departamento de Química e da unidade de RMN do Centro de Neurociências e Biologia Celular, unidades da Rede Nacional de Ressonância Magnética Nuclear. Segundo Amílcar Falcão, vice-reitor da UC, em 2016 haverá, pelo menos, oito plataformas tecnológicas a funcionar na instituição. Uma delas é o FireLab-UC, a

funcionar na zona do Polo II e que tem como objetivo acolher os vários projetos de investigação portugueses e europeus na área do comportamento ao fogo dos mais diversos materiais. Haverá também novidades ao nível da supercomputação.

Biomed III e Marefoz

Os edif ícios para a investigação serão também notícia em 2016. O Biomed III, no polo III, destinado à investigação biomédica, tem o projeto concluído e, de acordo com o reitor João Gabriel Silva, terá financiamento neste novo quadro comu-

nitário. A criação deste centro visa reforçar valências já existentes, promovendo a interdisciplinaridade na área da biomedicina, biologia celular e molecular aplicada às ciências da saúde, congregando unidades de investigação públicas e privadas da UC. Já este ano foi inaugurado, na Figueira da Foz, o Marefoz, uma infraestrutura que constitui um Laboratório avançado do Pólo de Coimbra do MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente), unidade associada do Instituto de Investigação Interdisciplinar (III) daquela

Universidade. O MARE é um centro de investigação na área do mar que reúne mais de 400 investigadores de seis universidades portuguesas. As universidades envolvidas neste novo centro são a Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade dos Açores, Universidade de Évora, Universidade Nova de Lisboa e o ISPA –Instituto Universitário.

Casa da Jurisprudência

O projeto da futura Casa da Jurisprudência, que reabilita o Colégio da Trindade, é um sonho antigo que

A Universidade em 2016

deverá ganhar forma nos próximos meses. O projeto foi apoiado pelo programa regional Mais Centro, em cinco milhões de euros. A obra custa, no total, sete milhões de euros, mas boa parte do investimento que cabe à UC foi já realizado em fases anteriores. Depois de muitos recuos e poucos avanços, o antigo Colégio da Trindade vai, finalmente, dar lugar a centro de investigação na área do Direito, reabrindo com profundas alterações, num projeto de arquitetura cdo gabinete Aires Mateus. | Patrícia Cruz Almeida

016 será mais um passo na internacionalização da Universidade de Coimbra. O número de estudantes portugueses deverá manter-se estável, bem como os cursos oferecidos, mas o número de internacionais deverá aumentar. O fluxo de resultados da investigação manter-se-á sem alterações e a transferência de conhecimento para o tecido económico e social continuará sem abrandamentos. A atividade cultural regressará a um registo mais habitual, depois da comemoração dos 725 anos. No desporto haverá intensificação da atividade, para preparar os jogos europeus universitários de 2018 e dar um impulso ao desporto universitário. No turismo esperamos manter a tendência de aumento de turistas, mas a ritmo mais lento. Alguns desafios serão específicos de 2016. Queremos iniciar a inversão do envelhecimento do corpo docente. O novo regulamento de contratação de docentes será publicado em breve, estabelecendo patamares de exigência de alto nível internacional, e o número de novos concursos deverá aumentar, graças ao aumento de receita própria. Haverá claro abaixamento dos financiamentos por fundos estruturais, devido ao fecho em 2015 do QREN e à entrada lenta do Portugal 2020. Preocupa particularmente a diminuição de verbas para emprego científico. A fraquíssima adesão ao princípio da adicionalidade na utilização dos fundos regionais tem de ser mudada. É grande a incerteza da evolução legislativa. Esperamos que surjam medidas significativas no sentido de dar mais autonomia às Universidades, pois elas já dependem da sua própria capacidade de angariação de receita para cerca de 50% das suas necessidades.


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saúde chuc

construção do Biobanco e BigData, projeto conjunto com a Faculdade de Medicina, vai avançar em 2016

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telemedicina

teleconsulta de violência familiar poderá funcionar como consulta programada ou urgência

IPO

hospital vai investir mais de 30 milhões de euros para renovar instalações e equipamentos

Em Coimbra, e na região Centro, 2016 é sinónimo de iniciativas inovadoras. São vários os projetos de telemonitorização e de teleconsulta

CHUC APOSTA NOS transplantes, IPO renova instalaç 111 Na área da saúde Coimbra está entre os melhores do mundo. Justificase pois, de pleno direito, a entrada do consórcio Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e Universidade de Coimbra (UC), em representação de Portugal, na Aliança M8 – o G8 da Saúde. A Cimeira Mundial de Saúde, na qual participa o consórcio CHUC/UC, é a conferência anual da M8 Alliance de Centros Médicos de Saúde Académicos, Universidades e Academias Nacionais, um grupo restrito que tem como missão principal a melhoria da saúde a nível global.

Pedopsiquiatria vai ter internamento

Em Coimbra 2016 começa sob o signo das comemorações da Pediatria. Os cinco anos da mudança do Hospital Pediátrico de Coimbra para as novas instalações, que permitiram um salto qualitativo na assistência hospitalar aos menores de 18 anos, foram assinalados recentemente. As comemorações vão prosseguir com diversas iniciativas, até 2017, fazendo jus às memórias de outros dois marcos fundamentais na história desta especialidade médica: os 40 anos de existência do Hospital Pediátrico em Coimbra (foi inaugurado a 1 de junho

de 1977) e os 100 anos do ensino universitário de Pediatria em Portugal (iniciado no ano letivo de 1917/1918 na Universidade de Coimbra). Este ano será também colmatada uma das lacunas do Hospital Pediátrico de Coimbra no tocante à assistência médica na área da psiquiatria, com a criação da urgência e do internamento de Pedopsiquiatria. A novidade surge numa altura em que tem aumentado a procura nas consultas desta especialidade. O protocolo, cuja assinatura foi presidida pelo novo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, prevê um investimento de 198 mil euros, sendo que

75% é assegurado pela Fundação EDP e 25% pelo CHUC.

CHUC aposta na liderança nacional

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), cujo conselho de administração é dirigido pelo médico José Martins Nunes, é uma referência no nosso país e quer, em 2016, reforçar a liderança em várias áreas. O CHUC já lidera, a nível nacional, nos transplantes cardíacos, renais e da córnea, e pretende reforçar a posição nos transplantes hepáticos. É o único centro que, em Portugal, realiza transplantes hepáticos pediá-tricos. Nesta área, pretende desenvolver

mais o programa de bipartição hepática, que envolve um dador e dois recetores. Na área do Centro de Cirurgia Cardiotorácica, dirigido pelo cirurgião Manuel Antunes, um dos objetivos para este ano é o início de um programa de aplicação de válvulas cardíacas transcutâneas. Não menos importante é o projeto de criação da nova maternidade do CHUC –, que hoje tem a funcionar as maternidades Daniel de Matos e Bissaya Barreto –, a localizar no campus hospitalar.

IPO reforça tratamento do cancro

Este ano, o Instituto Português de Oncologia (IPO) de


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Coimbra e o centro tÊm futuro 2016

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1  Novo Hospital Pediátrico de Coimbra a funcionar há cinco anos 2 P 3  edopsiquiatria do CHUC vai ter internamento e urgência 4  CHUC quer liderar na área dos transplantes e do tratamento dos AVC 56 IPO investe milhões para reforçar tratamento do cancro 7 Telemedicina vai alargar-se a novos territórios e especialidades 8 Consórcio CHUC/Universidade de Coimbra integra a Aliança M8 – o G8 da Saúde – em representação de Portugal

saúde opinião

Carlos Diogo Cortes Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos

7 8 6

futuro da saúde exige reforma do sns

O

a que irão iniciar-se no terreno, ligando hospitais e centros de saúde

ções e equipamentos e telemedicina avança Coimbra vai investir mais de 30 milhões de euros em projetos de renovação dos equipamentos utilizados no tratamento de doentes com cancro e de remodelação das suas instalações. Manuel António, presidente do conselho de administração do IPO, adianta que o investimento prevê a ampliação do espaço onde está instalada a Oncologia Médica e o Hospital de Dia, onde são efetuados os tratamentos de quimioterapia, mas também a aquisição de uma unidade de tratamento designada por Tomoterapia, que será a primeira do tipo em Portugal e ficará no serviço de Radioterapia. Está também

prevista a construção de um novo edifício, no qual serão concentradas as especialidades cirúrgicas.

Avanços na telemedicina

Quando se perspetiva o futuro, a telemedicina é uma realidade incontornável. A aposta é democratizar o acesso à saúde e assegurar os melhores cuidados a quem deles necessita, ultrapassando obstáculos como tempo e distância. O Centro foi das regiões do país que mais avançou na telemedicina, graças ao entusiasmo do cardiologista Eduardo Castela – que cedo criou teleconsultas na área da Cardiologia Pediátrica e

Cardiologia Fetal, em articulação com vários hospitais do país e estrangeiro, levando as consultas da especialidade a locais remotos de África, através dos hospitais dos PALOP –, bem como de Fernando Gomes da Costa, que coordena esta área na Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC). Em 2016, para a região Centro continuam a ser preparados projetos ambiciosos, e alguns deles únicos, na área da telemedicina, com o envolvimento do Grupo de Trabalho em Telemedicina do Ministério da Saúde. Assim, prevê-se o reforço do projeto de telemonitorização no domicílio de do-

entes graves com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), que é feito através do Serviço de Pneumologia do CHUC. Na forja está a telemonitorização de doentes pós-enfarte ou com insuficiência cardíaca no seu domicílio, projeto que envolverá o Serviço de Cardiologia do CHUC (polo dos HUC). Mas os projetos de telemonitoriz ação vão estender-se aos centros de saúde, que vão vigiar, no domicílio, doentes com diabetes, hipertensão e grávidas. Numa primeira fase ficarão envolvidos o Centro de Saúde de Eiras (Coimbra), através da USF Coimbra Norte, e o de Cantanhede, através de

Ançã. Uma teleconsulta inovadora, outra vertente da Telemedicina, deverá ser criada para a área da violência doméstica. Este projeto já está em fase de teste e vai ligar o Serviço de Violência Familiar, que é pioneiro no país e funciona no polo do Sobral Cid do Serviço de Psiquiatria do CHUC, aos 12 centros de saúde da zona do Pinhal Interior. Programada está ainda a criação de teleconsultas de Cardiologia entre o polo do Hospital Geral do CHUC e centros de saúde daquela área de referência, nomeadamente os de Condeixa-aNova, Soure e Montemor-oNovo. | Dora Loureiro

futuro constroi-se hoje. Ao contrário dos que pensam que se trata de um mero chavão, o valor expressivo desta ideia tem de ser o desiderato no setor da Saúde. Pensar o futuro do setor da Saúde em Portugal, tendo em conta a sociedade moderna ocidental - exigente e de matriz humanista – passa por uma reforma profunda do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao invés de, apenas, cortar nos custos e reduzir nos investimentos. Pelo contrário. Falta colocar o doente no centro das preocupações do sistema de saúde e dar as condições necessárias para os profissionais de saúde poderem praticar a medicina de qualidade que desejam. Os dossiês mais importantes que urge desenvolver e concretizar em 2016 são a reforma do SNS com particular em foque na articulação entre os cuidados de primários e hospitalares; o desenvolvimento da rede de Unidades de Saúde Familiares e o fortalecimento das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados existentes, a identificação dos centros de referência e a definição da rede de referenciação hospitalar. Entre muitos outros temas estes são os que mereceram, esperamos nós, uma maior atenção do Ministério da Saúde. Uma melhor organização, transparente e com critérios claros, deverá nortear os responsáveis da Saúde. Tudo, sempre, em nome do doente e da humanização do sistema. Aliás, melhorar a prestação de cuidados de saúde aos utentes não é, apenas, um objetivo para atingir os mais elevados padrões internacionais. É, sim, para defender o nosso futuro que se constroi todos os dias.”


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1  Fátima reforçou a oferta e colocou o

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Centro na rota do turismo religioso 2  Ligação da Alta a Baixa pelo Jardim Botânico vai ser uma realidade ... por cerca de 350 mil euros 3  Mosteiro de Alcobaça é um dos pólos Património da Humanidade que vai ser requalificado e promovido 4  Batalha, também Património da Humanidade 5  Idanha-a-Nova é Cidade da Música da UNESCO 6  Conimbriga quer se Património da Humanidade 7  Óbidos é Cidade Literária pela UNESCO

turismo Apostas

Estruturar o produto EXISTENTE NO CENTRO; criar atratividade; CATIVAR E fixar visitantes

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VETORES

1 - Cultura, História e Património; 2- Saúde, Bem-Estar, Natureza e Mar; 3-Turismo Científico e Tecnológico; 4- Turismo Residencial e Lifestyle Migration

PROJETOS

Cinco HOTéIS PARA COIMBRA (dois de cinco estrelas); UM PARA A BATALHA; ligar ALTA À BAIXA de Coimbra PELO BOTÂNICO; abertura do centro de congressos de coimbra

A região Centro de Portugal é caracterizada por uma diversidade que a coloca entre as mais completas do país. Um diversidade que a Ent

Promover património da humanidade e criar respo 111 Sustentabilidade e coesão territorial são as linhas estratégicas de ação para 2016 no setor do Turismo para a região Centro. Duas apostas que visam criar parcerias para o desenvolvimento sustentável do destino Centro de Portugal, assim como a dinamização e implementação de ações com outras entidades que promovam a marca e ajudem a cativar visitantes. Para que isso aconteça, a Região Turismo Centro de Portugal assume um papel fundamental quer na promoção quer no apoio à criação de oferta que promova a coesão territorial, contribuindo para o reforço da marca. Para 2016, as apostas estão bem definidas

e já integradas em plano de atividades. Desde logo, valorizar e promover os polos Património da Humanidade – Coimbra, Batalha, Alcobaça e Tomar. Valorização/promoção que vai envolver Governo, autarquias e privados. Um eixo prioritário a que se juntam, agora, mais dois polos fundamentais para a captação de novos públicos: Óbidos e Idanha-a-Nova. A primeira classificada pela UNESCO como Cidade Literária, a segunda, passou a integrar o grupo das Cidades Criativas na categoria Cidade da Música da UNESCO. A estes, junta-se a vontade generalizada de ver Conimbriga como Património da Humanidade e, mais recen-

temente, a Mata Nacional do Buçaco.

Parcerias público-privados

É claro que, tratando-se de eixos prioritários para a Entidade Regional do Turismo do Centro, eles são também focos fundamentais de desenvolvimento para os próprios municípios. E como o caminho da promoção e captação, quer de investimentos quer de público, não se faz sozinho, municípios, entidades públicas e privados terão que unir esforços para, em conjunto com a TCP, promoverem uma região que se afirma pela sua diversidade. Um segundo eixo prioritário para o setor, na região, passa pelos investimentos

nos vários tipos de turismo que o alargamento da região veio permitir. Assim, falamos em turismo de Natureza – com a homologação de novos percursos pedestres nos municípios do interior, de que é exemplo Pampilhosa da Serra; em turismo religioso, onde Fátima assume um papel preponderante; em turismo Médico e de Saúde, com Coimbra a liderar; em turismo Náutico e de Mar; em turismo de Incentivos e Congressos onde se inscreve a conclusão e inauguração do Centro de Congressos de Coimbra. Produtos que ganham nova força em 2016 e que serão complementados pelos tradicionais produtos em que a região é rica como é o

caso da gastronomia, vinhos, sol e praia, montanha, entre outros.

Reforçar a marca Centro de Portugal

E por isso, se sustentabilidade e coesão territorial são dois vetores fundamentais, também o desenvolvimento, qualificação da oferta/ agentes turísticos, que visa a sensibilização, formação e qualificação dos agentes regionais no sentido da criação de um destino de qualidade e excelência; o marketing, promoção e comercialização com a implementação de mix de comunicação dirigido a todos os intervenientes; comunicação, comercialização e distribuição integrada de


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turismo opinião

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Pedro Machado Presidente da TCP

Consolidar marca centro

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A

tidade Regional de Turismo, associações e municípios têm procurado “utilizar” para a promover dentro e fora de portas

osta para fixar turistas e reforçar marca centro produtos turísticos; desenvolvimento de ferramentas inovadoras de promoção; a internacionalização e dinamização dos mercados externos; empreendedorismo, inovação e diferenciação, no sentido de apoiar e captar investimento turístico, desenvolver o observatório do turismo, reforçar a rede regional do investimento turístico. A TCP propõe-se no decorrer deste ano reforçar a ativação da Marca Centro de Portugal e aumentar a sua notoriedade, apostar na estruturação de produtos turísticos com capacidade de aumentar a atratividade turística no território, e articular estratégias e ações com todos os atores, nome-

adamente, municípios, setor hoteleiro, da restauração e de animação turística.

Construir e requalificar unidades de alojamento

E como a fixação de visitantes se faz, também, com respostas ao nível da hotelaria, é de referir um vasto conjunto de hotéis (alguns de quatro e cinco estrelas), pequenas unidades hoteleiras e muitos espaços rurais que vão reforçar a resposta na região, no decorrer deste ano de 2016. Assim, refira-se a existência de cinco projetos de hotéis para Coimbra (dois deles de cinco estrelas), um para a Batalha, um para Águeda (com 83 quartos) um para Aveiro (com 100 quartos e

em fase de licenciamento). Mas não só. A grande aposta anda, e ao contrário do que se verificou na última década, à volta do turismo rural com pequenas unidades que vão dar cobertura a toda a região Centro, com especial enfoque nos concelhos do interior. E os exemplos são muitos. Três espaços rurais para Aguiar da Beira; um projeto de aldeia e agricultura biológica para Castanheira de Pera; quatro unidades hoteleiras para Castelo Branco com abertura prevista no primeiro trimestre deste ano. Três espaços para Celorico da Beira (uns já em construção e outros em fase de arranque), alojamento rural na Covilhã, em Ferreira

do Zêzere e Figueira de Castelo Rodrigo. Figueiró dos Vinhos terá três unidades de alojamento rural onde se inscreve um boutique hotel com 25 quartos; um aldeamento turístico para Góis que se encontra em fase de licenciamento; cinco projetos para Idanha-a-Nova, um hotel em projeto para Leiria e um outro de 36 quartos para Montemor-o-Velho. Fátima, Óbidos (quatro hotéis), Viseu; Oliveira do Hospital (com cinco pequenas unidades), Tábua, Lousã (duas unidades de turismo rural), Mêda, Mangualde (três unidades de turismo rural), Penela (um hotel em projeto e outro em fase de licenciamento) integram a lista dos concelhos a cria-

rem resposta ao nível do alojamento. Mas, e tendo em conta que requalificação é palavra de ordem no novo quadro comunitário de apoio - Centro 2020 -, a grande aposta é, também, na qualificação e melhoria de espaços que já existem. Como acontece em Arganil, Belmonte ou Cadaval com investimento no turismo de montanha que “salvou” as velhas escolas. Investimentos com vista a combater a sazonalidade e a litoralização, contribuindo para cativar turistas para todo o território do Centro, com especial destaque para os territórios de baixa densidade onde já existem eventos que cativam públicos específicos. | Eduarda Macário

promoção turística da Região Centro, no mercado interno (Portugal) e no mercado interno alargado (Espanha), é a principal missão da ERT Centro de Portugal. A sua visão integra uma série de objetivos estratégicos, a alcançar no curto, médio e longo prazo, que balizam a sua atuação no presente, sempre com “os olhos postos no futuro”. 2015 foi um ano de afirmação e reconhecimento. Foi também o ano em que foram quebrados recordes significativos, nomeadamente, em número de dormidas ultrapassou pela primeira vez os quatro milhões e os proveitos dos operadores turísticos subiram 16,2%. Estes sucessos apenas aumentam o sentimento de responsabilidade e a ambição. Para 2016, a Centro de Portugal pretende continuar o trabalho de consolidação da marca, bem como o reforço do seu posicionamento. Isto consegue-se com estratégias sólidas e coerentes de comunicação e imagem, na aposta em estratégias de Marketing, acompanhando as novas tendências do Marketing Digital. Consegue-se com um reforço de cooperação com os 100 municípios; com o setor privado; com a CCDRC e com os diferentes stakeholders do setor. É consensual a importância de que sejam pensados novos investimentos, que haja uma aposta séria na estruturação de novos produtos. Mas pretende-se continuar a apostar no reforço e consolidação dos produtos já existentes, como História, Cultura e Património – onde se inclui gastronomia e vinhos. Por último, gostaria de destacar a importância da internacionalização, nomeadamente, no trabalho de promoção externa da ARPT Centro de Portugal junto de mercados turísticos emergentes, como a América do Sul, bem como a capacidade de sermos competitivos em novos mercados, como é o caso da Ásia e outros.


diĂĄrio as beiras | 06-02-2016 50352

48 | Coimbra e o centro tĂŞm futuro 2016

Coimbra e o Centro tem futuro 2016  

Caderno do Diário as Beiras sobre "Coimbra e o Centro tem futuro 2016" e que divulgou as novidades de 2016 em Coimbra e no Centro do País em...

Coimbra e o Centro tem futuro 2016  

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