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apoio

edição de 15/03/17

docentro.pt o m is r u .t w w w ocentro d o m is r u /t m facebook.co

Região Centro na maior feira de turismo do país A oferta turística da região Centro volta a estar em grande destaque, a partir de hoje e até domingo, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a principal feira do setor do país. Com 1.200 expositores, a BTL 2017 será a maior montra dos diferentes players do setor, onde a Turismo Centro de Portugal dará protagonismo à “Cultura, História e Património”. Diferenciação e inovação marcam as muitas iniciativas realizadas pela entidade regional e pelas comunidades intermunicipais que integram a região

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Universidade de Coimbra: u


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um universo de experiĂŞncias


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O melhor da região Centro na maior feira de turismo do país A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) abre hoje as portas, com os dois primeiros dias dedicados apenas a profissionais, numa edição em que se destacam destinos nacionais, o Turismo de Natureza e se esperam mais de 75 mil visitantes 111 A 29ª. edição da BTL inicia hoje a sua viagem, com um nível de expectativas altas que acompanham a evolução do setor em Portugal. As novidades e novas presenças espelham otimismo, dando à organização a confiança de superar os 75 mil visitantes do ano passado. A Turismo Centro de Portugal (TCP) é a entidade regional responsável pela promoção turística da região Centro. Esta é a maior região turística nacional, com uma área de intervenção que abrange 100 municípios. A presença da TCP, com um stand localizado no Pavilhão 1, dará mais protagonismo a um produto turístico em particular, um dos principais pilares de marketing estratégico para a região centro: Cultura, História e Património. Do vasto programa – que inclui apresentação de projetos diferenciadores, degustações enogastronómicas e animação cultural –, destaque para a conferência de imprensa de apresentação de novas peças promocionais da Turismo do Centro, que decorre hoje. Amanhã à tarde é apresentado o Mapa Transfronteiriço Portugal e Extremadura. Além da programação da Turismo Centro de Portugal, vão decorrer muitas outras iniciativas realizadas pelas comunidades intermunicipais que integram a região. CIM Região de Coimbra estimula negócios na BTL O “Região de Coimbra Meet Up” inova a participação da CIM Região de Coimbra na Bolsa de Turismo de Lisboa, através de um elogio à diversidade e excelência dos recursos e produtos endógenos do território com o objetivo de fo-

Imagem panorâmica do pavilhão 1 da FIL no ano transato

mentar aos agentes públicos e privados do território o contacto com os principais compradores e expositores presentes na BTL. Amanhã, das 18H00 às 20H00, no novo espaço BTL Village, instalado no Pavilhão Multiusos, o presidente da CIM Região de Coimbra, João Ataíde, apresenta a estratégia para o turismo junto dos principais players do setor, sendo o catalisador do evento o produto turístico “Gastronomia e Vinhos”, uma das apostas da região. A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, tendo o renomado Chef Luís Lavrador como “embaixador” do Região de Coimbra Meet Up, estará responsável pelas propostas gastronómicas tendo por base os produtos de maior relevância da Região de Coimbra que serão apresentados ao longo do evento. De igual forma, foram convidadas a Comissão

Vitivinícola da Bairrada e a Comissão Vitivinícola Regional do Dão, assim como as cervejas artesanais (Praxis e Rapada) e o Licor Beirão, que, para além da promoção dos seus produtos de forma qualificada a partir de uma área expositiva, os produtores possam apresentar os seus produtos e convidar à sua degustação. Sabores da região O programa para o Dia da CIM Região de Coimbra, no stand da TCP, amanhã, das 14H00 às 16H00, inclui, após as boas-vindas pelo presidente da CIM Região de Coimbra, a apresentação do projeto Corredores de Património Natural da Região de Coimbra, da CIMRC, seguindo-se a apresentação do projeto de candidatura da Mata Nacional do Buçaco a Património Mundial da UNESCO, da Câmara da Mealhada. A apresentação do

A Turismo Centro de Portugal estará presente com um stand localizado no Pavilhão 1

“Mosteiro de Lorvão – Programa REVIVE” e a exibição do vídeo promocional, da autarquia de Penacova, antecedem a presença da câmara de Vila Nova de Poiares que além da Companhia de Teatro Experimental de Poiares, com a dramatização “À procura da Capri”, apresenta o vídeo promocional do concelho. O pré -lançamento do vídeo promocional e da

agenda de eventos, pela câmara da Lousã e a apresentação do projeto Projeto Figueira Beach Sports City e os Grandes Eventos 2017 integram, também, o programa do Dia da CIM Região de Coimbra. A apresentação da agenda para Valorizar Coimbra, da Câmara de Coimbra, e a exibição do vídeo promocional PO.RO.S, de Condeixa-a-Nova, dão continuidade à viagem

pela região, que contempla o contacto dos convidados e dos visitantes à BTL 2017 com o Projeto Kids Masters Champions, da CM Mealhada. O show-cooking “Sabores da região de Coimbra”, com degustação de produtos regionais, encerra um dia que se afigura memorável para convidados e parceiros associados da maior comunidade intermunicipal do país.

DOSSSIÊ BTL 2017 TEXTOS Patrícia Almeida, António Alves FOTOS Luís Carregã

o meu jornal, a minha região

PROPRIEDADE Sojormedia Beiras SA

DIRETOR Agostinho Franklin CHEFE DE REDAÇÃO Dora Loureiro COORDENADORA DEP. GRÁFICO Carla Fonseca CONTACTOS: SEDE: Rua Abel Dias Urbano, n.º 4 - 2.º 3000-001 Coimbra, tel. 239 980 280, 239 980 290, Telem: 962 107 682 fax 239 980 288, administrativos@asbeiras.pt REDAÇÃO Tel. 239 980 280, Fax 239 983 574, redaccao@asbeiras.pt PUBLICIDADE tel. 239 980 287, fax 239 980 281, publicidade@asbeiras.pt CLASSIFICADOS tel. 239 980 290, fax 239 980 281, classificados@asbeiras.pt ASSINATURAS tel. 239 980 289, assinaturas@asbeiras.pt


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Territórios do Centro de Portugal vão

Depois de uma aposta no rebranding da marca nos dois últimos anos, a Turismo Centro de Portugal vai apostar na BTL na divulgação da oferta turística e d Quais são as novidades da Turismo do Centro na presente edição da BTL? Vamos apostar principalmente na promoção dos nossos territórios. Este ano, a Turismo do Centro destina a parte central do seu stand para a presença dos seus territórios que, no caso, serão representados pelas Comunidades Intermunicipais. Quero aqui lembrar que, em 2015 e 2016, a aposta foi sobretudo no branding da marca Centro de Portugal e no posicionamento da logomarca. Esse trabalho foi conseguido? Julgo que esse trabalho foi conseguido. Em 2015, conquistámos o prémio do melhor stand, com a melhor imagem e a melhor comunicação. No ano passado, tivemos milhares de visitantes no stand e uma diversidade enorme de apresentações. Tivemos um stand bastante original. Lembro os leitores do Diário As Beiras do facto de o stand ter por base 6.000 caixas suspensas, o que representou uma grande novidade. Qual é a surpresa preparada para este ano? Em 2017, iremos ter algumas novidades. A principal é aquela onde podemos ter os territórios — no caso, as Comunidades Intermunicipais — a apresentarem-se de forma individual. Ou seja, foi criada uma estrutura global para o stand e para as marcas, mas depois foi posicionado cada uma das submarcas com os seus produtos, as suas riquezas, as suas diversidades e os programas de animação e culturais. Este ano, entendemos que a matriz devia ser esta: dar lugar ao território e, por sua vez, aos seus produtos. Aliás, o Centro de Portugal tem esse projeto conjunto com as Comunidades Intermunicipais — os chamados produtos integrados. Essa estratégia de produtos integrados tem cofinanciamento do programa comunitário 2020. Portanto, faz todo o sentido que na edição 2017 a primeira novidade seja esta. Em segundo lugar... A outra novidade é a apresentação do novo sí-

tio da internet da Turismo Centro de Portugal. Quero lembrar que, desde que foi feita a fusão com a Lei 33, de 2013, e que levou a que tivessem sido criadas as atuais entidades regionais de turismo onde se inclui a Turismo do Centro de Portugal — que não fazíamos esta alteração. Estamos a falar de uma megaregião turística que precisa renovar o seu software, ou seja, iremos apresentar um sítio mais jovem, mais apelativo, mais convidativo, mais dinâmico, mais colorido e com novas funcionalidades. Um sítio adaptado às novas realidades turísticas... Queremos ter uma presença “mais fresca” naquilo que é a informação e naquilo que é a presença da marca Centro de Portugal. Neste certame, iremos ter a visita de elementos ligados à estrutura regional de turismo da Extremadura espanhola. Estivemos com eles em janeiro na FITUR em Madrid e, agora, queremos retomar esse processo já em Portugal. O mapa transfronteiriço representa, apenas, um dos pontos da parceria que assinamos em Madrid com esta entidade. Estamos a falar de uma parceria já com dois meses de duração... É verdade. Assinamos o acordo no passado dia 19 de janeiro na capital espanhola. Já começa a dar resultados esta parceria? Ainda é cedo, como é óbvio. Até porque só temos indicadores globais. Uma coisa é certa: aumentamos, em termos turísticos, o número de visitantes espanhóis ao nosso país e a nossa região não escapou a essa realidade. Se Castilla y Leon já era uma região “parceira” do Centro de Portugal, com a Extremadura espanhola temos um protocolo com quatro eixos de atuação: o turismo cultural e patrimonial, através da parceria de Conímbriga (Condeixa-a-Nova) com um dos maiores festivais europeus de teatro romano em Mérida (Espanha); uma parceria ao nível da gastronomia e dos vinhos, onde podemos apresentar uma grande riqueza de pratos

“Precisamos de mostrar uma mensagem de positividade, de que somos um destino tranquilo, sereno, seguro e um povo que recebe bem quem nos visita”, diz P

e de regiões demarcadas; o turismo ativo e de natureza que queremos potenciar... ... o tema da presente edição da BTL... e que iremos aproveitar para fazer a apologia e, por último, o turismo religioso. Mérida e Fátima são dois dos principais exemplos. Mas, no presente caso, temos de destacar o centenário das Aparições de Fátima e a vinda a Portugal do Papa Francisco. Expectantes para 13 maio A região está a postos para receber os milhões de fiéis previstos? Estamos expectantes. Nós percebemos que o normal é haver um acréscimo da ordem dos

Nós acreditamos que Fátima pode chegar aos sete milhões de visitantes, mais dois milhões do que foi registado em 2016. Todas as previsões apontam para um crescimento exponencial 20 a 30 por cento com a presença do Santo Padre. Olhando para o caso de Lourdes, em França – e que foi apresentado na passada semana num

workshop internacional que se realizou naquele concelho — registou no primeiro ano da visita do Papa João Paulo II um acréscimo de três milhões de visitantes. Nós acreditamos que Fátima pode chegar aos sete milhões de visitantes, mais dois milhões do que foi registado em 2016. Todas as previsões apontam para um crescimento exponencial. Que comentário lhe merece o facto de haver quem apresente o aluguer de quartos para essa altura com valores acima de dois mil euros/noite? É claramente uma exceção que eu diria que não ajuda, não pontua a favor nem de Fátima nem da região Centro e que nos faz redobrar os apelos para o bom senso. Nós preci-

samos que Fátima seja uma experiência memorável em 2017, quer com o centenário quer com a vinda do Santo Papa. Nós precisamos de mostrar uma mensagem de positividade, de que somos um destino tranquilo, sereno, seguro e um povo que recebe bem quem nos visita. Temos uma gastronomia rica, temos um património que pode e deve ser contemplado à volta de Fátima e que integra a lista da Unesco. Esse facto, que não deixa de ser relevante, pode manchar a boa impressão que queremos deixar nos turistas, sobretudo nos estrangeiros que visitam Portugal. A escolha da Base Aérea de Monte Real, por parte do Papa Francisco, é um bom sinal?


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o-se mostrar aos visitantes da BTL

dos produtos do seu território. A presença da maior região de turismo nacional servirá, ainda, para dar a conhecer o novo sítio da internet da entidade forma a que ela seja melhor do que no ano anterior. Essa é a nossa fasquia principal. Por outro lado, pretendemos distribuir o fluxo turístico pelos restantes meses do ano e pelo território. Não basta aumentar a cifra global, porque podemos estar só a aumentar na zona do litoral e não estar a ter a devida importância com os territórios de baixa densidade. Precisamos aumentar em todo o território. Isso, para nós, é muito claro. Numa escolha turística cada vez mais virada para o online, ainda se justifica a realização deste tipo de certames? A presença nas feiras, sejam elas nacionais ou internacionais, é cada vez mais indicativa, quer do ponto de vista do que é a nossa diversidade, quer da oferta turística integrada e uma forma de contacto com o público em geral. É uma montra que temos virada para o consumidor final, mas temos de perceber que cada vez menos a operação turística do trade, dos sponsors e dos operadores é cada vez menos feita nas feiras e é cada vez mais feita online.

Pedro Machado

Eu diria que é um “sinal dos céus”. Principalmente, pela escolha de Monte Real. Ele viaja pela Alitalia e irá sair de Monte Real num avião da TAP. Isto vai de encontro ao que temos vindo a dizer em três níveis: existe capacidade instalada e, como tal, é preciso apenas fazer as adaptações necessárias e a articulação necessária com os militares; existe um potencial regional que junta o religioso ao turismo sol e praia e com a indústria da região e que serve o país — estou plenamente convencido de que a indústria aqui instalada ganharia escala, competitividade e posicionamento internacional se tivéssemos uma infraestrutura com estas caraterísiticas — e, por último, o esforço financeiro que o Governo português tem de fazer é

menor em Monte Real do que noutros locais e que obrigam, por exemplo, à construção de uma nova placa, como é o caso do Montijo. Na passada semana, uma empresa de aviação low cost mostrou disponibilidade em efetuar, pelo menos, três viagens por semana para Monte Real. Que comentário isso lhe merece? Eu julgo que, em todo este processo, foi importante a posição da Turismo do Centro, por escrito, junto do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Nós pedimos que esta solução fosse, pelo menos, estudada, ou seja, que este não fosse um dossiê fechado à partida sem que fosse analisada e estudada a possibilidade de aproveitar esta

infraestrutura, tal como acontece com a visita do Santo Padre a Fátima no próximo mês de maio. Já lá temos a aviação militar, mas podemos ter outras valências e outras ofertas dentro do país e que o servem tão bem, ou melhor, do que as soluções que até agora foram encontradas. E 2017? Já existem dados relativos ao primeiro mês de 2017? Mantém a tendência de 2016? O ano passado foi excecional. Tivemos um crescimento da ordem dos dois dígitos, mas existe a capacidade para continuarmos a ter um crescimento sustentável e contínuo ao longo do presente ano. Já aqui falei de Fátima e do Centenário das Aparições,

O ano passado foi excecional. Tivemos um crescimento da ordem dos dois dígitos, mas existe a capacidade para continuarmos a ter um crescimento sustentável e contínuo ao longo do presente ano mas existem outros indicadores que nos fazem estar ainda mais otimistas... Quais são? As reservas feitas em Fá-

tima, não só no mês de maio, mas também até outubro apontam para números claramente superiores aos registados em 2016. Por outro lado, prevê-se que alguns dos eventos que irão ocorrer e que nos podem ajudar a aumentar a visibilidade do Centro. Lembro aqui o facto de sermos destino preferencial dos agentes de viagem europeus e da agência portuguesa de agências de viagem e turismo. Duas situações que podem levar o Centro a reduzir a sazonalidade e, ao mesmo tempo, aumentar a estadia média. São esses os únicos objetivos? O nosso principal objetivo é aumentar os proveitos económicos, ou seja, aumentar o rendimento e aumentar a riqueza, de

As feiras têm, então, de se adaptar a esta nova realidade? Claro que sim. Talvez por isso é que, no presente ano, a BTL tem um novo estatuto: cidade nacional convidada. Uma novidade que abre com uma cidade da região Centro — Viseu. Uma escolha que é motivo de orgulho, mas também representa mérito da cidade pelo trabalho que tem vindo a ser feito nos últimos anos naquela cidade. Isto mostra que a BTL está atenta e que é preciso introduzir inovações. Às vezes, bastam pequenas alterações com impacto a nível nacional. É possível bater o recorde de 75 mil visitantes na BTL? Um número impressionante registado em 2016. É uma fasquia elevada, mas se formos capazes de motivar os portugueses a visitar a feira e se tivermos a capacidade — tal como a BTL está a fazer — de aumentar a capacidade de atrair, sobretudo buyers e operadores estrangeiros, é possível ultrapassar este número. | António Alves


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Autarcas desafiam-nos a visitar a sua região

Manuel Machado Presidente da Câmara Municipal de Coimbra

Uma fantástica Lousã: para se e encantada viver um dia, ou cidade virada uma vida inteira para o futuro concelho da Lousã é

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ostumo dizer que Coimbra é uma fantástica e encantada cidade porque o sinto e não por mero slogan ou revisitação das palavras de um vulto maior da cultura portuguesa que aqui viveu. Coimbra é uma cidade portuguesa identitária e marcante pelo passado, presente e futuro. Uma cidade de progresso que merece ser visitada desde logo porque é classificada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO e é interessante para um visitante descobrir o que motivou esta classificação - a Universidade, a Alta e a Sofia, mas também o património imaterial, como o culto e a difusão da Língua Portuguesa ou as tradições académicas. Coimbra foi a primeira capital do reino e nela estão sepultados os primeiros Reis de Portugal, o que diz um pouco sobre a nossa história, carregada de personalidades célebres que se notabilizaram no país. Local de convivência e convergência de várias culturas, povos e credos, dispomos de um enorme e variado património construído para além do que se encontra classificado. Algum dele conjugado com arquitetura moderna, de que é exemplo o Convento São Francisco, a nossa nova alavanca cultural, turística e económica com alcance nacional e internacional. A enorme e polifacetada dinâmica cultural que a cidade vive é outro dos aliciantes, marcado por caraterísticas referenciais, como é o caso da Canção de Coimbra, que coabita, ao mesmo tempo, com a iniciativa, criatividade e modernidade que caraterizam as urbes estimulantes e cosmopolitas. Uma cidade com grande qualidade de vida, dotada de vários e vastos espaços verdes, com inúmeras infraestruturas desportivas, onde é possível praticar várias modalidades. Somos a capital da Região Centro e um grande centro económico. Um espaço onde ciência, tecnologia e inovação se conjugam naturalmente, onde existem condições para desenvolver novos negócios nas mais distintas áreas e não apenas no setor da Saúde, no qual atingimos a excelência a nível nacional e mesmo além-fronteiras.

José Mário Nunes Presidente da Câmara Municipal de Soure

Luís Antunes Presidente da Câmara Municipal da Lousã

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hoje um território atrativo, moderno, dotado de infraestruturas e equipamentos, que nos permitem receber com qualidade todo o tipo de visitantes, sem perder a sua autenticidade. Abrimos os braços para a serra e para as suas potencialidades, apostando, estrategicamente, nas Aldeias do Xisto, criando acessibilidades, qualificando a oferta e a prestação de informação com a abertura do Welcome Center das Aldeias do Xisto da Lousã. A par disso, alicerçado no LouzanPark e na tradição da Lousã no turismo ativo e de natureza, recebemos um conjunto de provas em Trail, BTT, Downhill, Ciclismo de Estrada, entre outras, que motivam os participantes e não só, a regressar para uma visita informal e experimentarem, por exemplo, os nossos percursos pedestres. Investimos nas praias fluviais – Bogueira, Senhora da Graça, Senhora da Piedade – recebendo certificação de qualidade (Bandeira Azul, Bandeira Acessível), nomeadamente das águas e serviços oferecidos. No caso da Senhora da Piedade, está inserida num fantástico complexo de elevado valor natural e patrimonial, que inclui o Castelo e as Ermidas da Senhora da Piedade. Apostamos na divulgação dos recursos endógenos, nomeadamente na área da gastronomia, com a realização de festivaisgastronómicos Chanfana, Cabrito e Sabores de Outono – e Feira do Mel e da Castanha. Dispomos de uma oferta de hotelaria de qualidade reconhecida, desde o Hotel inserido no Centro Histórico da Vila, a unidades de alojamento de turismo rural, incluindo nas Aldeias do Xisto. Apresentamos mostras significativas de arte e da nossa história em espaços museológicos e em eventos diversos. Por tudo isto, somado a um elemento diferenciador – a simpatia dos Lousanenses e a arte de bem receber – a Lousã é um território excelente para se viver um dia, ou uma vida inteira.

Soure: experienciar vários tipos de turismo

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ituado a cerca de 30 quilómetros de Coimbra, Soure é um concelho com grande potencial de desenvolvimento económico, designadamente ao nível do turismo. Desde a vila à zona serrana, é possível experienciar vários tipos de turismo envolvendo um alargado número de atividades. Em plena encosta da Serra de Sicó, especificamente na localidade das Cotas, nasceu um projeto de turismo rural designado Villa Pedra. Este empreendimento inclui 13 casas recuperadas, respeitando a construção local de pedra calcária, tendo sido recentemente alargado, contemplando duas antigas escolas primárias e um novo espaço para refeições. A Serra de Sicó é também um local de eleição para os amantes do desporto, uma vez que os seus trilhos sinuosos permitem as corridas de trail e as escarpas do Vale do Poio (Degracias) são muito procuradas para a prática de escalada. As termas da Amieira – Bicanho, situadas na base da Serra do Bicanho, freguesia de Samuel, têm sido um atrativo turístico dado o contributo para a saúde dos seus visitantes. Próximo das Termas da Amieira foi recentemente concluído o balneário termal do Bicanho, equipado com tecnologia de ponta, uma piscina moderna destinada a vários tratamentos, sauna seca, banho turco, cabines de massagens relaxantes e ginásio. Junto ao balneário encontra-se o Palace Hotel & Spa - Termas do Bicanho. Esta unidade de 4 estrelas dispõe de 96 quartos e serve de apoio ao balneário termal. O hotel disponibiliza ainda um restaurante e salões para conferências e eventos. Considerado um verdadeiro oásis da biodiversidade, o Paul da Madriz, em Vila Nova de Anços, permite a existência e desenvolvimento de numerosas espécies animais e vegetais. É de uma forma simples e profissional, que os convidamos a visitar o concelho, na certeza absoluta que mais tarde ou mais cedo voltarão, face ao desejo de conhecer mais aprofundadamente as nossas virtualidades. O concelho de Soure será, eventualmente, um dos mais importantes do País, tal a diversidade que encerra na descoberta que gera novos fatores de interesse.

Ricardo Pereira Alves Presidente da Câmara Municipal de Arganil

Arganil, um lugar para os sentidos Partimos à descoberta da Natureza, cruzando o Açor, que ostenta montes e vales verdejantes, ornamentados por socalcos de xisto sob aldeias, que parecem tiradas do livro das histórias, onde vivem a nossa identidade, as nossas tradições, o nosso Passado e onde se desenha o nosso Futuro! A cascata da qual a água límpida e cristalina se despenha a grande altura; a ribeira que percorre a montanha e beija o Alva já no vale, na qual ainda é possível encontrar lontras, trutas, bogas ou barbos. A aldeia em xisto, como se de um presépio se tratasse, com as portas das casas pintadas de azul, que no topo ostentam as cruzes para afastar os maus-olhados e protegê-la das intempéries, onde se escondeu o carcereiro daquela que depois de morta foi rainha ou que Torga chamou “ovo embrionário”. As águas frias e transparentes de ribeiras e rios, que nas suas praias fluviais ou zonas balneares convidam a um refrescante banho revitalizante e inspirador nos dias quentes de Verão! A capela de pedra, marco do gótico inicial, monumento nacional no qual respiramos história, as igrejas seculares, ricas em arte sacra, as ermidas ou os santuários, nos quais se realizam grandes romarias. O acampamento militar romano, as gravuras marcadas na rocha, os sítios e lugares, nos quais em cada passo vivemos a história. Os aromas, os sabores, os cheiros em que a natureza e a gastronomia se fundem numa perfeita harmonia, que nos liga á terra, à qual pertencemos, como ela nos pertence. As pessoas, a nossa maior riqueza, cuja hospitalidade nos distingue e nos engrandece. É aqui, no centro do Centro, que esperamos por si! Venha desfrutar de uma experiência única e inesquecível, que só pode ser vivida aqui! Arganil, um Lugar para os Sentidos!

Raul Almeida Presidente da Câmara Municipal de Mira

Mira: turismo de sol e mar

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concelho de Mira é sobejamente conhecido pela sua praia, a Praia de Mira, pelo turismo de sol e mar, contudo, no mundo atual não podemos descurar a oferta turística, esta deve ser a mais diversificada possível, não sendo um concelho com um património construído muito rico é na natureza que apresenta os maiores trunfos. A década de 20 do século passado, trouxe a Mira uma mudança que ainda é visível nos nossos dias, o hercúleo projeto de fixação das areias, pois estas arrastadas pelos ventos soterravam os lugares e campos de cultivo, já de si muito pobres. Abriram-se novas valas de modo a drenar os terrenos pantanosos, os quais albergavam mosquitos que disseminavam doenças como o paludismo, ao mesmo tempo erigem-se moinhos aproveitando os novos cursos de água que providenciavam energia hídrica aos moinhos. Os Moinhos de rodízio foram construídos assentes nos dois tipos de construção local, em alvenaria (ex. casas gandaresas) ou palafítica (ex. palheiros), um exemplo da arte e do engenho das gentes desta terra. Com o avanço da industrialização a concorrência da moagem industrial movida a combustível ou a eletricidade, a partir da segunda metade do século XX, reduziu à insignificância os rendimentos dos moleiros tradicionais e consequentemente ao abandono dos moinhos. Hoje em dia fazem parte do património construído do concelho, existe inclusive uma associação que pugna pela defesa e conservação deste património, de seu nome AAMARG (Associação dos Amigos dos Moinhos e Ambiente da Região da Gândara). Do projecto da reflorestação surgiu uma das maiores manchas verdes costeiras de Portugal que fora reconhecida no ano 2000 com importância e proteção europeia, encontrase classificada e protegida como o Sítio Rede Natura 2000 – Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas. É neste território que é praticada a maioria dos desportos de natureza tão diversos como o pedestrianismo, a orientação, a bicicleta todo o terreno (BTT), o remo e o corta mato.”


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Autarcas desafiam-nos a visitar a sua região José Carlos Alexandrino Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

Mário Loureiro Presidente da Câmara Municipal de Tábua Lurdes Castanheira Presidente da Câmara Municipal de Góis

#VisitGóis

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óis, com uma vasta área territorial de cerca de 276km2, é o destino ideal para si que procura experiências únicas, pela fruição da riqueza patrimonial (material e imaterial) e pelo contacto de proximidade com as comunidades locais… Para ti, que amas a natureza e adoras caminhar por veredas, levadas e percursos, por entre montes e vales, fazendo jus aos teus cinco sentidos… e para ti que procuras sempre “mais e mais”, ambicionas testar constantemente a tua destreza e capacidade físico motora, Góis é desafio para a prática de diversas modalidades, ciclismo, trail running, escalada, canyoning, geocashing, BTT, motorali ou todo-terreno… Destino perfeito para vós, que pretendem usufruir de um fimde-semana, especial, em família, onde a calma e a serenidade são predicados essenciais. Garantidamente que poderá encontrar esses e outros atributos ímpares nas nossas aldeias “maravilha”. Também, para todos os que se querem sentir em casa, valorizando o “saber receber”, a autenticidade, história, tradições, cultura, festividades, artesanato e a gastronomia, Góis é, indubitavelmente, o vosso destino turístico de eleição.

À descoberta do património Alvaiázere histórico e é património edificado que urge concelho de Tábua proporciona um leque descobrir variado de locais a visitar, numa junção singular de descoberta do património ou revisitar Célia Marques, Presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere

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histórico e edificado, de locais recônditos onde enaltece a paisagem tranquila sobre as serras que nos rodeiam ou mesmo partir à aventura e do penhasco abrupto descer junto ao leito dos rios. Toda esta descoberta pode ser feita nas nossas freguesias, proporcionando diferentes atracões e experiências, numa região plena de contrastes. O seu aspeto planáltico esconde uma densa rede de vales abertos por rios e ribeiros, conferindo à paisagem uma beleza ímpar e a possibilidade de visitar vários locais de interesse, como a Pedra da Sé, o Penedo Cabana ou os diversos moinhos que se estendem ao longo do leito dos rios que o atravessam. Por outro lado, o Concelho apresenta um vasto património arquitetónico constituído por pelourinhos, solares, edifícios de culto e outros edifícios onde impera o granito, assim como um rico património arqueológico e vestígios deixados pela civilização romana. A gastronomia constitui outro atrativo de enorme importância nesta região beirã, onde sobressaem o queijo, de pertença à Região Demarcada Serra da Estrela. À mesa podemos apreciar o cabrito assado, a chanfana e o buxo, a excelente broa de milho, tudo regado com um bom vinho do Dão, Região Demarcada à qual pertence também o município de Tábua. De tradições ancestrais, ligadas ao cultivo da terra, estão documentadas por inúmeros lagares e lagaretas, com múltiplas variantes tipológicas, constituindo um claro testemunho de práticas económicas relacionadas com a produção de vinho. Hoje, a aposta em estruturas turísticas de bem comum, assim como várias atividades de produção, começa a dar vazão ao desenvolvimento deste município que aguarda pela sua visita.

É

natureza arrebatadora, com as singularidades austeras das formações geológicas características do carso, com expoente máximo na Serra de Alvaiázere, ponto mais alto do maciço de Sicó; com o bucolismo dos bosques de carvalho-cerquinho que, neste concelho, tem uma das maiores manchas mundiais desta árvore; com o estímulo sensorial dos aromas das ervas aromáticas e a sedução cromática das orquídeas-selvagens que anunciam a primavera. E a mesa…?! Prazenteira, farta, vibrante, telúrica. O nosso azeite que tudo envolve; o nosso cabrito assado; e claro, o nosso chícharo, que acompanha o comensal desde a sopa de bacalhau à sobremesa, recheando um pastel a sair do forno ou uma tarte merengada. Que o vinho Terras de Sicó regue, que o queijo Rabaçal, proveniente das ovelhas e cabras apascentadas nas nossas serranias aconchegue, que o Licor de Chícharo auxilie à digestão. Depois do almoço descubramos as singularidades da nossa identidade: a arquitetura tradicional que molda a pedra ao preceito da sua intenção; o misticismo das nossas lendas, perpetuadas por capelas e alminhas; o legado dos nossos antepassados, patente no complexo megalítico do Ramalhal ou no Museu Municipal. Razões para nos visitar haverá muitas mais. Simplesmente venha! Cá vos receberemos de braços bem abertos e sorriso hospitaleiro.

Nuno Moita Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova

Conheça a história de Condeixaa-Nova

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ondeixa tem vindo a afirmar-se como destino de natureza, património e cultura, beneficiando do seu posicionamento geográfico privilegiado, a meio de caminho entre Lisboa e Porto. Mas a sua centralidade vai para lá da geografia. É em Condeixa que se encontra um património arqueológico único e incontornável - Conimbriga que já esteve, no passado, no centro de uma intensa e rica atividade social e cultural e que continua, ainda hoje, no centro das atenções de todos os apaixonados pela cultura, património e história da região e do país. No âmbito da estratégia de investimento no setor do turismo, o município de Condeixa-a-Nova desenvolveu uma nova imagem para projetar e afirmar a marca “Turismo de Condeixa”. Com a assinatura “No Centro da História. Conheça a nossa, viva a sua”, a nova imagem reflete essa centralidade e a importância do lugar onde se começa a construir uma história. Uma história que é antes de mais a nossa história coletiva mas que pode, e é esse o nosso desafio, ser a história de cada um, porque cada visita, cada experiência vivida na região, deixará, certamente, memórias para guardar. Com a ajuda do nosso guia turístico, siga as sugestões de visita às Ruínas de Conímbriga e ao novo Museu PO.RO.S. – Portugal Romano em Sicó, à Reserva Natural do Paul de Arzila e às Buracas do Casmilo, à CasaMuseu Fernando Namora e ao conjunto de palácios existentes no concelho. À mesa, certifique-se da nossa riqueza gastronómica, provando os queijos e as escarpiadas. A simpatia das nossas gentes, nosso maior património, faz com que Condeixa seja a sua casa, sempre aberta para o receber de volta.

A excelência da paisagem serrana

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om vista para a Serra da Estrela, Oliveira do Hospital é um município com uma oferta turística extremamente diversificada e de grande potencial. A excelência da paisagem serrana com a montanha serpenteada por rios e ribeiros de águas cristalinas, que se juntam em praias fluviais, banhadas pelos rios Alva e Alvoco, constituiu um belo cartão de visita para os amantes do turismo de contemplação da natureza. Na área do turismo cultural, encontramos um pouco por todo o concelho vários vestígios do período romano, mas o grande ex-líbris de Oliveira do Hospital é sem dúvida as Ruínas Romanas de Bobadela – um dos mais importantes conjuntos arquitetónicos de valor histórico-arqueológico do “período romano” em Portugal. A monumentalidade do concelho está bem patente neste e noutros monumentos nacionais, como a Igreja Moçárabe de Lourosa, com mais de mil e cem anos. É uma das mais antigas de Portugal e a única do período moçárabe. Somos um município com uma oferta turística muito rica e onde predominam a autenticidade e genuinidade de todo um território. Quase no topo da montanha, perto do Monte do Colcurinho, de onde se avista uma das paisagens mais bonitas de Portugal, surge o turismo religioso em todo o seu esplendor, com o Santuário de Nossa Senhora das Preces, e que coabita em plena harmonia com os desportos de montanha. Na gastronomia, primamos pela chamada boa mesa e continuamos a preservar uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa e um dos nossos principais embaixadores, que é o queijo Serra da Estrela. Oliveira do Hospital é também hoje um território de desporto e aventura, de turismo de natureza, que integra algumas das mais prestigiadas redes de turismo, como são por exemplo a Rede de Aldeias do Xisto e a Rede de Aldeias de Montanha. Temos sabido preservar e valorizar todo este imenso património natural e edificado, tendo em conta que o turismo é um das principais alavancas da estratégia de desenvolvimento que traçámos para o Município de Oliveira do Hospital. Deixo um convite: venham e Descubram Oliveira do Hospital.

José Júlio Norte Presidente da Câmara Municipal de Mortágua

Mortágua um dos concelhos mais verdes do país

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indiscutível a importância da BTL enquanto principal agente impulsionador do turismo ao nível nacional e internacional e, concretamente, na divulgação e promoção do turismo da Região Centro. Mortágua reconhece na sua ação, a forte dinamização e difusão de novos destinos de animação e lazer, dando a conhecer novas paisagens, produtos e as mais valias das diversas áreas do País, contribuindo para colocar o Interior do País na rota dos grandes pontos de interesse turístico. A BTL é um momento alto para o turismo nacional e, também, para os Municípios de pequenas dimensões, mas com grande potencial na área do turismo. Temos de acabar de vez com o velho ditado “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”. Como vão ter oportunidade de verificar, os Municípios da nossa região têm um potencial enorme, desde o mar até à serra, passando pelas belas paisagens naturais e beleza dos nossos planos de águabarragens. E agora, virando-me um pouco para o meu Concelho, lanço o desafio para virem visitar um dos Concelhos mais verdes do País, com todas as suas belezas naturais, em especial a Barragem da Aguieira. Destaca-se, ainda, o empreendimento turístico Montebelo Aguieira, com a sua bela marina, dotada da melhor pista do mundo de canoagem, onde passaram praticamente todos os medalhados olímpicos da modalidade. Visitem Mortágua!


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Mais 450 mil pessoas visitaram a Universidade de Coimbra em 2016 É a mais antiga universidade portuguesa e, durante séculos, foi a única universidade em Portugal. Falar da história da universidade portuguesa é, genericamente, falar da Universidade de Coimbra 111 Visitar os espaços turísticos da Universidade de Coimbra é ter contacto com a história da Academia de Coimbra, repleta de factos que influenciaram e continuam a influenciar o rumo da nossa história enquanto nação, confundindo-se com ela e ultrapassando largamente as nossas fronteiras. É neste espírito global que hoje se posiciona a Universidade de Coimbra, aliando o conhecimento acumulado ao longo dos séculos à contemporaneidade do conhecimento científico inovador. Em 2013 foi classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade quer pelo seu património material, dada a excecionalidade do seu património arquitetónico, quer pelo seu património imaterial, nomea-

damente pela divulgação da língua e cultura portuguesas. A Universidade de Coimbra ocupa assim um lugar de destaque, apenas partilhado por mais duas universidades em todo o mundo. Esta dimensão global é consubstanciada num número de visitantes que tem vindo em crescendo nos últimos anos. Em 2016, a Universidade de Coimbra foi visitada por 450.000 pessoas de mais de 100 nacionalidades. Viagem no tempo através da história Em 2017, ano em que a Universidade de Coimbra comemora 727 anos, fica o convite para visitar a instituição. Há muito para ver, naquela que será uma viagem no tempo através da história e do património arquitetónico da Alta de Coimbra, destacando-

se alguns espaços. No Paço das Escolas, é obrigatório visitar o Palácio Real, onde se instalou D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e onde viveram os reis da 1.ª dinastia. O espaço visitável é composto pela Sala dos Atos Grandes (Sala dos Capelos), Sala das Armas e Sala do Exame Privado. A Biblioteca Joanina é o expoente máximo do barroco civil português, uma das mais deslumbrantes bibliotecas do mundo. Para tal, contribuem a sua forma e riqueza decorativa, o seu valioso fundo bibliográfico composto por cerca de 60 mil volumes, dos séculos XVI a XVIII, que ainda hoje podem ser consultados. A Capela de S. Miguel remonta provavelmente ao século XI. A atual configuração resulta da

renovação do séc. XVI sob o patrocínio de D. Manuel I, sendo a decoração interior realizada ao longo dos séculos XVII e XVIII. Sobressai no conjunto o majestoso órgão de tubos de 1733. No Museu da Ciência é possível visitar o Laboratorio Chimico, o mais importante edif ício neoclássico português que, desde 2006, alberga parte das coleções científicas, expostas em diálogo com módulos interativos. Mas também é oportunidade de espreitar os Gabinetes de Física dos séculos XVIII e XIX. Com o mobiliário e instrumentos originais, estes gabinetes foram reconhecidos pela sociedade Europeia de Física como “Sítio Histórico” em 2016. Ali também se encontram as galerias de História Natural, um espaço criado como museu

Horários Horário de verão (1 de março a 31 de outubro): das 09H00 às 19H00 Horário de Inverno (1 de novembro a 28 de fevereiro): das 09H00 às 13H00 das 14H00 às 17H00 Contatos email: resevas@uc.pt tel: 239242744/45 site: www.uc.pt

de história natural em 1772, cujo espólio resulta de diversas “viagens philosóphicas” no século XVIII, realizadas por naturalistas da Universidade pelos territórios do Império Português de então, sob o patrocínio da Coroa. Quem visitar a Universidade de Coimbra não pode deixar de ver o Jardim Botânico, c riado por iniciativa do Marquês de Pombal em 1772, onde a história, a ciência e a natureza se encontram. Estende-se por mais de 13 hectares, da alta de Coimbra até ao rio Mondego. O Quadrado Central, as Estufas, a Mata, as Escolas Sistemáticas e Médicas contêm coleções botânicas únicas que servem o ensino, apoiam a investigação e promovem a conservação da biodiversidade.


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João Ataíde das Neves Presidente da CIM Região de Coimbra

CIM Região de Coimbra apresenta estratégia para o Turismo na BTL

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CIM Região de Coimbra dá a conhecer na BTL 2017, através do evento “Região de Coimbra Meet Up”, a realizar esta quinta-feira, das 18H00 às 20H00, no BTL Village, as linhas gerais da estratégia para o Turismo, assumindo a aposta clara na promoção da cultura, do património cultural e natural e do turismo enquanto atividades diferenciadoras, dinamizadoras dos recursos do território e de atração de fluxos de visitantes e turistas, nacionais e internacionais. A riqueza dos recursos naturais da Região de Coimbra estará presente nos projetos de valorização do património natural, da serra ao mar, agregando e oferecendo novas formas de visita aos recursos de todo o território. A programação cultural em rede, de natureza intermunicipal, estará articulada em ciclos anuais

de programação, criando novos motivos de visita e descoberta dos espaços patrimoniais, museológicos e recintos culturais. Os momentos da História coletiva são outro dos atrativos, com testemunhos da passagem de várias civilizações, que conferem riqueza e singularidade ao território. A excelência da gastronomia, dos ingredientes e produtos endógenos certificados encontram-se no centro da promoção do produto turístico Gastronomia e Vinhos, através de experiências que acompanham e valorizam toda a cadeia de valor. Tendo a cidade de Coimbra como porta de entrada e de descoberta da Região, estão em preparação um conjunto de programas e experiências culturais de excelência, desde o Fado e Canção de Coimbra à arquitetura ou ao lifestyle.

As aldeias e património rural da Região são ativos diferenciadores no capítulo do património imaterial e dos saberes-fazer de gerações, que importa dar a conhecer como espaços vivos para experiências irrepetíveis de ligação à origem. Com condições naturais únicas, a Região de Coimbra permite o desenvolvimento de iniciativas ligadas à promoção do Surf enquanto produto turístico, com elevado posicionamento para o destino. O desenvolvimento de produtos turísticos e ações inovadoras é outra das mais-valias do território, que reúne condições ímpares para projetos tão distintos como Dark Sky, turismo de Negócios, estruturas de imersão territorial e que têm como finalidade última a afirmação da Região de Coimbra enquanto destino turístico de excelência.


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José Brito Dias Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra

Pampilhosa da Serra Praias fluviais e a boa gastronomia

Um destino turístico de excelência no interior centro de Portugal

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nvolta em magníficas paisagens, Pampilhosa da Serra é cada vez mais um destino de natureza, procurado por turistas nacionais e estrangeiros. O seu património natural e cultural tem colocado o concelho em posição de destaque, na lista dos destinos mais procurados da região do interior centro do país. A qualidade das suas praias fluviais, reconhecidas consecutivamente com os galardões “Bandeira Azul” e “Praia Acessível”, tem garantido os elevados índices de afluência no período do verão. Na verdade, as Praias Fluviais de Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Santa Luzia e Janeiro de Baixo são referências no cômputo das zonas balneares do interior do país. Os sete percursos pedestres existentes, homologados e integrados nos “Caminhos do Xisto”, são excelentes trilhos pelos quais o turista poderá optar, considerando a sua distância, duração, tipologia ou grau de dificuldade. Aqui, poderão experienciar o “Caminho do Xisto de Fajão” (PR1), as “Voltinhas do Ceira” (PR2), o “Caminho do Xisto da Barragem de Santa Luzia” (PR3), o “Caminho do Xisto de Janeiro de Baixo” (PR4), o “Caminho do Xisto de Pessegueiro” (PR5), o “Caminho do Porto de Vacas” (PR6) e o “Caminho do Xisto da Pampilhosa da Serra” (PR7). Também o Centro de BTT, homologado e localizado na Barragem de Santa Luzia, reforça a diversidade das ofertas turísticas concelhias, apresentando 4 níveis de dificuldade, 122 Km de trilhos sinalizados e uma estação de serviço para bicicletas. Para além das excelentes paisagens, Pampilhosa da Serra apresenta também uma vasta riqueza gastronómica, encontrada em diversos restaurantes locais, e uma oferta de alojamento de qualidade, desde as unidades de turismo em espaço rural até ao Villa Pampilhosa Hotel, unidade hoteleira de 4 estrelas, localizada na vila. Conhecer o rico e vasto património cultural e arqueológico, é outra opção para quem visita o concelho, podendo percorrer o território e visitar o Museu Municipal, guardião da identidade pampilhosense que, salvaguardando, interpretando e divulgando os seus objetos e a sua história, perpetua a memória coletiva do povo serrano. A valorização turística concelhia é feita por via do trabalho em rede, que cruza as paisagens e os recursos naturais com as tradições e os recursos materiais, privilegiando a identidade do território. Pela sua essência e diversidade de ofertas, Pampilhosa da Serra é, indiscutivelmente, um destino turístico singular de experiências únicas!

Natureza lança um convite à aventura Percursos pedestres nas aldeias de xisto, prática de BTT, escalada... O concelho da Pampilhosa da Serra ostenta um potencial turístico único 111 Para os amantes da natureza e dos desportos, a Pampilhosa da Serra propõe e oferece uma grande oferta de atividades para desfrutar das paisagens e inspirar pausadamente os aromas fortes da natureza. Durante o outono, primavera e o verão o visitante é convidado a entrar num mundo de magia, subir à serra e a deliciar-se com percursos pedestres nas aldeias do xisto, com o centro de BTT de Casal da Lapa - Santa Luzia e os seus 120 quilómetros de circuitos e trilhos. É possível fazer escalada nas cristas quártzicas da Barragem de Santa Luzia, canoagem no rápido e inconstante Zêzere ou percorrerr trekkings únicos no país a 1418 de altitude com cenário idílico.

O concelho da Pampilhosa da Serra ostenta um potencial turístico único. Percursos pedestres que levam os visitantes aos mais locais mais recônditos da região; praias fluviais com bandeira azul e acessíveis a todos os cidadãos; uma gastronomia de comer e pedir mais, baseada nas tradições das pequenas aldeias onde o maranho ou a filhós espichada (na época do Natal), a carne de cabra e de cabrito eram iguarias habituais à mesa, onde não faltavam as aguardentes de mel ou de medronho de fabrico caseiro… São imensas as potencialidades do concelho da Pampilhosa da Serra: seja no turismo de natureza, nas tradições ou nas praias fluviais de Janeiro de Baixo, de Pampilhosa da Serra, de

Pessegueiro e de Santa Luzia que se apresentam como uma boa alternativa às praias do litoral do país. À calmaria dos meses de frios, contrapõe-se o mês de agosto, em que os filhos da terra regressam a casa e em que todos se juntam em festa e romaria. Por altura das Festas do Concelho e com a realização da Feira de Artesanato e Gastronomia de Pampilhosa da Serra, o município recebe cinco vezes mais do que a sua população habitual. Por isso, “esta é sempre a altura de lhes proporcionar momentos de divertimento e convívio”, diz José Brito, presidente da autarquia. Aos residentes e aos emigrantes juntam-se muitos visitantes e turistas que se deixam seduzir pela beleza deste

município. As paisagens são apenas das atrações de muitos que rumam à região durante os meses de verão. A tudo isto, a autarquia junta outros momentos de lazer, de que é exemplo, o festival Seaside Sunset Sessions que se realiza na Praia Fluvial de Pampilhosa da Serra em finais de agosto. Há várias opções para quem quiser pernoitar no concelho. Uma delas é o Villa Pampilhosa Hotel, construído no topo da vila que lhe deu nome. E, a dois passos dali,estão as aldeias do xisto de Janeiro de Baixo e de Fajão. Esta última tem o seu próprio museu, que ficou com o nome do Monsenhor Nunes Pereira. O espólio inclui xilogravuras, aguarelas de Fajão e objetos pertencentes à história da aldeia.


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João Ataíde das Neves Presidente da CIM Região de Coimbra

Mealhada Terra de Carnaval onde o leitão é rei

Uma descoberta de Natureza, Património e Sabores

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uem visita a Mealhada apaixona-se. Pelo que vê, pelo que sente, pelas cores, pelos aromas e sabores. Mas, vamos por partes… Comecemos pelo que se vê e pelo que se sente. Admirem o riquíssimo património existente na Mata Nacional do Buçaco, candidata a património da UNESCO: o Convento de Santa Cruz, a Via-Sacra, as fontes e o Palace Hotel do Buçaco. E sintam! Sintam a leveza de uma mancha verde, com mais de 100 hectares, com espécies e habitats únicos no mundo. No sopé da Mata Nacional do Buçaco, descubram a vila termal do Luso e as suas águas , ímpares, das melhores águas minerais e medicinais do mundo. E relaxem no spa e umas termas e na excelência hoteleira que aqui existe. Faltam os aromas e sabores nesta viagem de descoberta pelo concelho da Mealhada, que recentemente foi distinguido com pela revista Wine – Essência do Vinho Melhor Destino Gastronómico do ano 2016. Venham degustar os sabores das 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada, água, pão, vinho e leitão. Desfrutem dos aromas dos vinhos da Bairrada, saboreiam o tradicional pão da Mealhada e apreciem o leitão, estaladiço, incomparável, um produto de excelência da região mas também do país. E para finalizar, os doces, únicos, 4 Maravilhas. Venham descobrir-nos! Sejam bem-vindos à Mealhada!

As 4 Maravilhas e a Mata Nacional do Bussaco A água do Luso, o pão cozido em forno a lenha, o vinho dos produtores do concelho e o tradicional leitão assado refletem o que de melhor o concelho tem para oferecer 1 1 1 “Água | Pão | Vinho| Leitão - 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada” é a marca criada e registada pelo município em 2007. Estes são os quatro produtos de referência da oferta gastronómica do concelho. A água do Luso, o pão cozido em forno a lenha, o vinho dos produtores do concelho e o tradicional leitão assado refletem o que de melhor o concelho tem para oferecer. A marca pretende garantir ao consumidor a qualidade e a autenticidade destes quatro produtos, respeitando as suas tradições e distanciando-os de outros que não são mais do que meras reproduções. De referir que a Mealhada foi eleita, no mês passado, o melhor “Destino Gastronómico do Ano” em Portugal. O júri, composto por especialistas escolhidos pela revista “WINE - A Essência do Vinho”, distin-

guiu também o Rei dos Leitões, da Mealhada, como o “Restaurante com Melhor Serviço de Vinhos” a nível nacional. Para o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro, estas duas distinções da “insuspeita revista WINE – A Essência do Vinho”, que colocam a Mealhada no topo da qualidade gastronómica nacional - do grupo de finalistas faziam também parte Funchal, Estremoz e Braga –, reforçam a convicção da autarquia de que “a política que tem vindo a ser seguida na divulgação das “4 Maravilhas da Mesa da Mealhada” e os investimentos estratégicos que a câmara municipal e os agentes económicos têm feito na promoção nacional e internacional do leitão e vinhos regionais começa a dar bons frutos.” A criação da marca foi uma aposta ganha. E espera-se que o caminho seja também

de sucesso no processo de candidatura da Mata do Buçaco a Património Mundial da UNESCO. A Mata Nacional do Bussaco é um ex-libris do concelho: mais de 250 mil pessoas, provenientes de 55 países, visitaram a Mata em 2016, o que representa um aumento de entradas na ordem dos 9% face a 2015, revelou na semana passada a Fundação que gere os 105 hectares de floresta pública localizada na freguesia de Luso. O seu conjunto monumental é classificado como Imóvel de Interesse Público e engloba o Palace Hotel do Bussaco, o Convento de Santa Cruz, as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Buçaco, os cruzeiros, as fontes (destaque para a Fonte Fria) e as

cisternas, os miradouros (o da Cruz Alta oferece vista privilegiada sobre toda a região) ou as casas florestais. A poucos quilómetros dali, estão localizadas as termas do Luso. A tecnologia, associada à ação fisiológica da água termal, bem como os tratamentos especializados, sempre sob o acompanhamento de médicos e técnicos de saúde competentes, garantem ao aquista uma qualidade superior na prestação de todos os serviços associados ao complexo das termas. Voltando à capital do concelho, destaque para o Carnaval, que está enraizado na alma da gente bairradina, sendo hoje um dos maiores festejos da Bairrada e da região centro. Para isso, muito tem contribuído a dedicação e o esforço dos seus organizadores e participantes, agrupados, desde 1979, na Associação de Carnaval da Bairrada.


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Miranda do Corvo

Telefone: 239 091 165 e-mail: reservas@hotelparqueserradalousa.pt Site: www.hotelparqueserradalousa.pt

Tel. Tel. 239 239 538 538 445 445 // Tlm: Tlm: 915 915 361 361 527 527 E-mail: E-mail: museudachanfana@adfp.pt museudachanfana@adfp.pt Telefone: 239 538 444 Site: www.parquebiologicodaserradalousa.com

ade

bond com

Investimos em Pessoas


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Miguel Baptista Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo

Miranda, paixão natural

Miranda do Corvo A ruralidade que resiste em tempos modernos

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iranda do Corvo é uma terra apaixonante. O Município tem muito para oferecer aos visitantes, desde o património histórico, cultural e religioso, passando pelos adeptos da gastronomia, até aos desportistas e amantes da natureza. Todo o património está espalhado pelas quatro freguesias de Miranda do Corvo. No núcleo histórico do centro da vila de Miranda do Corvo, que resiste ao desgaste da vida moderna, convidamo-lo a visitar a Torre Sineira e a Igreja Matriz, situadas no Alto do Calvário, a passear pelas estreitas ruas repletas de história e habitações de traça centenária. Visitas ao Mosteiro de Semide, ao Santuário do Senhor da Serra e à Capela da Nossa Senhora da Piedade de Tábuas são indispensáveis. Os três pontos são de grande interesse religioso e recebem milhares de visitantes por ano. A estes junta-se o Templo Ecuménico que une as várias religiões do mundo. Inserida na rede das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã, a aldeia do Gondramaz é um lugar idílico para visitar. A aldeia abre-se em locais estratégicos para a beleza da serra que a envolve com o seu manto verde. É ainda ponto de passagem obrigatório dos mais de 200km de trilhos sinalizados de trail running, btt e caminhadas que percorrem a quase totalidade do concelho. Unindo a natureza ao espírito selvagem, o Parque Biológico da Serra da Lousã é um espaço único na região que reúne um vasto conjunto de animais representativos da fauna portuguesa. Em termos gastronómicos, a mesa estará sempre bem recheada. A Chanfana é, claro está, a rainha. Um prato típico que nasceu no Mosteiro de Semide e que atrai milhares de visitantes a Miranda do Corvo para comer esta iguaria no berço onde nasceu. A ementa é vasta, os negalhos, a sopa de casamento, o serrabulho ou o bucho recheado são pratos da gastronomia tradicional que deliciarão os amantes de um bom prato. Para finalizar os doces conventuais, as súplicas e a nabada. Tudo acompanhado com um bom vinho de Lamas. Razões não faltam para visitar Miranda do Corvo, um concelho que se envolve com a natureza, que apaixona pelas suas gentes e pela sua história, que no fundo, é uma Paixão Natural.

Património natural e histórico para visitar Falar do concelho é também falar da Aldeia do Xisto de Gondramaz, uma aldeia que é uma obra de arte da natureza 111 Miranda do Corvo é um destino de excelência para os apaixonados pela natureza, pelos desportos de montanha e pelo património natural e histórico. Porém, antes de seguir viagem pelo concelho, centremo-nos no centro histórico, um núcleo coeso a partir do qual se desenvolveu a vila. O velho casario, apesar de ter sofrido as agruras do tempo, mantém a sua integridade, resistindo assim às agressões da vida moderna. Falar do concelho é também falar da Aldeia do Xisto de Gondramaz. Situada na vertente ocidental da Serra da Lousã, a paisagem que envolve a aldeia é uma obra de arte da natureza. Gondramaz é uma aldeia de xisto, escondida na Serra de Vila Nova, com casas típicas, gente simples e verdadeiro espírito de aldeia. Até o chão que se pisa é exemplo da melhor arte de trabalhar artesanalmente a pedra. Esta é, aliás, terra de artesãos cujas mãos

hábeis criam figuras carismáticas que são marca da serra e que levam consigo o nome do mestre e da aldeia além-fronteiras. São daqui originárias famosas esculturas de pedra de temática religiosa. No mesmo concelho, o Parque Biológico da Serra da Lousã oferece uma vertente turística associada à vertente educacional e ambiental, destacando-se os valores e tradições culturais da região. Situa-se no parque de lazer da Quinta da Paiva, possui 12 hectares, a alguns minutos do centro da vila. O parque reúne um vasto conjunto de animais representativos da fauna portuguesa. O objetivo é dar a conhecer a vida selvagem de Portugal, sendo capaz de mostrar, em ambiente próximo do natural, algumas espécies que habitam o território português. Destaca-se, de entre os vários animais, o veado, o corço, o lince, o urso, o muflão, aves de rapina, entre outros.

O Parque Biológico da Serra da Lousã integra uma Quinta Pedagógica, um Labirinto de Árvores de Fruto, um centro hípico, Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais com Loja de Artesanato, Museu da Tanoaria, Espaço da Mente e o restaurante Museu da Chanfana. Segundo a lenda, a chanfana terá surgido no Mosteiro de Semide, também localizado no concelho. Até finais do século XIX, todos os agricultores e rendeiros eram obrigados ao pagamento dos foros. Assim, o mosteiro recebia dos moradores do seu couto os foros a que estavam obrigados: galinhas, vinho, azeite, dias de trabalho, cabras e ovelhas, eram formas de pagamento. Durante o mês de agosto e até ao dia de S. Mateus, as freiras de Semide recebiam as suas “rendas”. Muitos dos moradores pagavam com cabras e ovelhas. Ora, como as freiras não tinham disponibilidade nem meios para

manter um rebanho tão grande, descobriram uma fórmula para cozinhar e conservar a respetiva carne, aproveitando o vinho que lhes era também entregue pelos rendeiros. Surge, assim, a chanfana que era religiosamente guardada ao longo do ano nas caves frescas do mosteiro. A carne assada no vinho mantinhase no molho gorduroso solidificado, durante largos meses. O vinho, esse, também se produz com qualidade no concelho: a freguesia de Lamas é rica em montes e encostas soalheiras, dando fruto ao “capitoso e aromático” vinho que se produz na terra. Destaque ainda para outros locais de interesse como o Santuário do Divino Senhor da Serra, a localidade do Carapinhal ou a Quinta de Chão de Lamas. Espaços onde o turismo se desenvolve de forma natural e apaixonante e onde as tradições se mantêm.


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Emílio Torrão Presidente da Câmara Municipal de Montemor-oVelho

Montemor-o-Velho Doces conventuais e desportos náuticos

Espaço vibrante e pleno de manifestações culturais

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concelho de Montemoro-Velho é detentor de um rico e vastíssimo património histórico edificado e imaterial, com características ímpares na região, nomeadamente o nosso Castelo, um dos maiores e mais belos do País. Mas a nossa riqueza não se esgota aqui. A marca do concelho também está expressa na excelência da nossa doçaria e na nossa gastronomia, que encontra nos doces conventuais e regionais, tais como o pastel de Tentúgal, a queijada de Pereira e a pinha de Montemor, os seus deliciosos embaixadores. A par dos pratos típicos, destaco o nosso Arroz Carolino do Baixo Mondego, que tem, desde 2015, denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), e que, para além de estimular o paladar como nenhum outro, nos oferece uma paisagem de excelência. Uma beleza em constante transformação. Se a isso juntarmos a deliciosa lampreia pescada no Mondego, estamos perante um manjar de excelência. O Centro Náutico de Montemor-o-Velho, com uma das melhores pistas europeias para a prática dos desportos náuticos, reúne condições únicas para a prática desportiva ao mais alto nível. Destaco a canoagem, o remo, o triatlo, a natação em águas abertas, bem como a possibilidade de, no canal de arrefecimento, se praticar pesca desportiva. É um concelho predominantemente rural que mantém intacta a tradição e a cultura, próprias de um território diferenciador dos seus concelhos vizinhos. Porém, Montemor-o-Velho também é um espaço vibrante e pleno de manifestações culturais. Desde as centenárias filarmónicas e os grupos folclóricos até ao RaceWars, festival dedicado aos veículos motorizados, e ao Forte, festival de música eletrónica de vanguarda, o concelho é capaz de oferecer experiências inesquecíveis a públicos diferenciados. O concelho de Montemor-oVelho é um concelho amigo das famílias, oferecendo um território abundante para a criação de memórias felizes, deixando sempre a certeza e a vontade em regressar.

O castelo e os sabores apurados de outrora No concelho existe um forte património gastronómico que desafia o requinte e tenta os paladares mais exigentes 111 Seja de carro, a pé, de bicicleta ou a cavalo, Montemor-o-Velho convida à contemplação, à atenção ao detalhe das ruas dos centros históricos. Do alto dos miradouros de Reveles ou de Montemor-o-Velho é possível desfrutar de uma paisagem ímpares. O imponente castelo, a maior fortificação do Mondego, e um dos mais belos do país, marca a paisagem e a vivência de Montemor-o-Velho. Ali respira-se história e é quase possível voltar aos tempos das lutas de reconquista do território, dos sacrifícios dos heróis nacionais e dos amores proibidos de D. Pedro e Inês de Castro. Na margem esquerda do rio Mondego situa-se a vila de Pereira. Depois de deambular pelas pitorescas ruelas, repletas de belos edifícios, como o Celeiro dos Duques de Aveiro

ou a Igreja da Misericórdia, é tempo de o visitante se deliciar com as saborosas Queijadas de Pereira. Do outro lado do rio, a vila de Tentúgal parece saída de um filme de época. Para além do vasto património edificado, de que são exemplos o convento de Nossa Senhora do Carmo e as Igrejas Matriz e da Misericórdia, a deliciosa doçaria conventual é um pretexto para prosseguir viagem. No concelho existe um forte património gastronómico que desafia o requinte e tenta os paladares. O arroz de lampreia, as papas laberças, o pato assado, o arroz de cabidela, o sarrabulho e o ensopado de enguias são algumas dessas iguarias. Mas falar de Montemor-o-Velho, é falar também do saboroso arroz doce feito com o arroz Carolino do Baixo Mondego e o leite da Gândara, das Pinhas de

Montemor, das Papas de Moado, das Queijadas de Pereira, das Queijadas de Tentúgal e do estaladiço e surpreendente Pastel de Tentúgal. Na lista de produtos com Indicação Geográfica Protegida (IGP), este delicado doce é o testemunho vivo da história de Tentúgal e de Montemor-o-Velho. As finíssimas e estaladiças folhas de massa e o distinto recheio de ovos fazem uma combinação única que tem de ser apreciada até à última migalha. Entre os recursos naturais invejáveis existentes em Montemor-o-Velho estão os Pauis de Arzila e do Taipal onde se pode observar um elenco extenso de espécies de fauna e flora protegidas. Caniçais, canaviais, juncos, nenúfares, patos, cegonhas, garças-vermelhas ou águias-pesqueiras são algumas das espécies que fazem destes locais autênticos

santuários de fauna e flora. De referir que, em Montemor-o-Velho encontra-se uma das melhores pistas europeias para a prática das modalidades de canoagem, remo, triatlo e natação em águas abertas. Com um impressionante plano de água de 2200 metros perfeitamente integrado na paisagem agrícola, o Centro Náutico apresenta condições de exceção para a prática desportiva ao mais alto nível, perfilandose como um importante fator de desenvolvimento que extravasa fronteiras. Os amantes das atividades desportivas encontram ainda uma vasta oferta de modalidades que podem ser praticadas nos vários pavilhões desportivos, polidesportivos descobertos, campos de futebol e no centro equestre, bem como a caça, nas reservas associativas, e o BTT.


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João Ataíde Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Figueira da Foz Praia, boa comida e muita animação

Destino único na região Centro de Portugal

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os últimos anos a Figueira da Foz fez um grande investimento na valorização dos seus conteúdos turísticos. Concluídos os projetos, este é o ano da consolidação da afirmação deste nosso destino que tem uma diversificação enorme de oferta. A Figueira não é só da Foz, é também da natureza, da oferta cultural, dos eventos desportivos, da família, do sunset e de tantas outras emoções que podemos proporcionar a quem nos visita. Ao visitar o concelho, o turista, que cada vez é mais exigente e procura novas sensações, poderá encontrar um centro urbano cosmopolita assim como vilas e aldeias dotadas de história, tradições e de genuinidade. A Figueira da Foz é também um destino de família. Proporcionamos momentos de convívio através das caminhadas nos novos passadiços da praia, da visita aos nossos museus, em particular ao do Sal, dos espetáculos no CAE ou no Forte de Santa Catarina ou, simplesmente, aproveitando a excelente oferta hoteleira e da restauração que dispomos no concelho. Por tudo isto, a Figueira da Foz é um destino único na região centro de Portugal.

Um paraíso à beira mar plantado O imenso areal da Figueira da Foz, também conhecido, por “Praia da Claridade”, já era frequentado pela classe aristocrática do século XIX 111 Conhecida como a rainha das praias de Portugal, a Figueira da Foz tem ao dispor dos visitantes um vasto património histórico-cultural e uma imensidão de praias de areia dourada. Ali encontramos uma típica cidade balnear com o maior areal de todas as praias portuguesas e um dos maiores encantos da Figueira é sem sombra de dúvidas a sua praia. Os bares construídos em madeira sobre a grande extensão de areia também são uma das suas marcas registadas. Este imenso areal também conhecido por “Praia da Claridade” já era frequentado pela classe aristocrática do século XIX. Fantásticos podem ser os momentos de lazer no rio Mondego ou os passeios ao ar livre no Parque das Abadias e na Serra da Boa Viagem, sem esquecer as

falésias do Cabo Mondego que transportam até à préhistória. Quem se “perder” pela Figueira não pode deixar de descobrir a Praia de Quiaios, um centro turístico situado numa antiga aldeia de pescadores. Hoje é uma praia com uma afluência turística e local que proporcionar a prática de vários desportos e onde é possível encontrar restauração típica, com pratos regionais deliciosos. A gastronomia é obrigatória, na qual o peixe é sinónimo de qualidade. Do pescado fresco ao marisco, das caldeiradas à tradicional sardinha assada, uma boa refeição não termina sem a degustação da Brisa da Figueira. Um conjunto de experiências a que o paladar não vai ficar alheio e as tradições de um povo se fundem com o presente

e nos envolvem nos sabores eternos desta cidade à beira-mar. É incontornável falar da Figueira da Foz, e não falar do Bairro Novo, onde se concentram grande parte das atrações urbanas da cidade. Uma ida ao Casino e ao seu emblemático Salão Nobre, seguida de um passeio pela Esplanada Silva Guimarães e Picadeiro. A não perder o Centro de Artes e Espectáculos, onde pode assistir a um dos seus espetáculos culturalmente aliciantes ou até explorar uma das suas exposições. As condições naturais da Figueira da Foz convidam à prática dos mais diversos desportos náuticos: da vela ao remo, do surf ao bodyboard, do kayaksurf ao paddlesurf, do windsurf ao kitesurf. Murtinheira, Cabo Mondego - Mina, Teimoso, Ta-

margueira, Molhe Norte, Cabedelo, Cova Gala, Costa de Lavos e Leirosa são algumas das mais famosas praias figueirenses… realçando ainda que na Figueira da Foz pode encontrar a onda direita mais comprida da europa. Existem várias escolas das diferentes modalidades, nas quais poderá iniciarse. De salientar que o concelho tem conseguido aproveitar ao máximo as suas potencialidades, através de “eventos – âncora” que, todos os anos, levam a milhares à cidade. É o caso da Passagem de Ano, do Carnaval ou, mais recentemente, o RFM SOMNII – o maior sunset que se realiza na Figueira da e que tem vindo a assumir-se, cada vez mais, como um evento de importância estratégica para a região Centro.


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Humberto Oliveira Presidente da Câmara Municipal de Penacova

Penacova Concelho caracterizado pela beleza natural do território

Penacova, onde a natureza vive

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isitar Penacova, os seus lugares, recantos, aldeias e vilas, é uma extraordinária opção para quem procura deslumbrarse com a harmonia da natureza, que estende o seu manto verde e frondoso, encontrandose com o rio solto, de traçado caprichoso e livre. Respirar o ar puro. A paisagem, de cortar a respiração, pode ser vista a partir de vários pontos. Os moradores acolhem com afável simpatia e hospitalidade os visitantes, indicando-lhes a beleza ímpar deste território. Aliás, as pessoas são uma excelente mostra do muito que o Concelho de Penacova tem de especial. Constituem áreas de rara beleza os moinhos, a meia encosta, o rio, a história antiga de séculos que tem origem anterior à própria nação portuguesa, o casario, a floresta e os caminhos da batalha do Buçaco, as ruas medievais, pérgolas e miradouros, os vales correspondentes aos rios Mondego e Alva, o imponente Penedo de Castro e seus meandros, as praias deslumbrantes de qualidade tão apreciada, a bandeira azul que se ergue a sustentar a sua procura, os campos e penhascos, os passadiços junto à formação rochosa de 400 Milhões de anos conhecida por Livraria do Mondego, a pista de pesca de extraordinária qualidade, a fauna e a flora autóctones, as várias espécies protegidas que constituem um património de elevadíssimo valor ecológico, paisagístico, cultural e histórico. Vale a pena descobrir pequenos açudes, levadas, praias fluviais, rodas e azenhas... O investimento na qualidade de vida dos seus habitantes e a promoção de condições agradáveis aos visitantes têm estado no eixo das prioridades das nossas políticas públicas. Penacova é um Concelho próspero e moderno, com uma economia em crescimento e condições muito atrativas para pessoas e empresas. Hoje contamos na sede do Concelho com uma Praça regenerada e mais urbana, mas conservando ao mesmo tempo a evocação histórica que a suporta. Temos tecnologia, ensino convencional e artístico, equipamentos públicos de grande nível, atividades culturais de exceção, prática de desporto para todas as gerações, trilhos de trail running e de btt, desportos fluviais e desportos radicais, um aproveitamento das condições naturais invulgares. Mas temos também investimento previstos noutros aglomerados. A Vila de Lorvão, que abriga uma vastíssima história, suas tradições e património, onde se ergue com magnificência o Mosteiro de Lorvão, remontando ao séc. VI, terá um investimento de 1,7 Milhões de euros para valorização do espaço público, cujos projetos estão feitos e já aprovados pelas várias entidades, para tornar a vila ainda mais atrativa e beneficiando todo o Concelho. Outros investimentos se seguirão e estamos empenhadamente a trabalhar neles. Mas, nesta altura, não posso deixar de dar enfoque às iguarias gastronómicas que nos tornam ímpares. Estamos em plena época da lampreia, que pode ser acompanhada pela nossa doçaria conventual, ou por outros sabores do rio Mondego. Perpetuamos tradições ancestrais como os palitos e outros trabalhos em madeira. Mas, mesmo quando tudo parece visto, Penacova tem algo mais para oferecer. Visite-nos e revisite-nos, vezes sem conta. Convido-o com muita convicção: venha conhecer este concelho, onde a natureza vive!

Natureza Respirar o ar puro da serra e do rio O concelho pode orgulhar-se da beleza natural do território por onde se expandem as suas 11 freguesias e as suas marcas históricas 111 Escreveu um dia o poeta Vitorino Nemésio que “Penacova vale verdadeiramente pela sua romântica situação, debruçada (…) sobre um dos mais selváticos trechos do Mondego…”. Quem se perder pelo concelho pode verificar que o poeta tinha razão. Penacova pode orgulhar-se da beleza natural do território por onde se expandem as suas 11 freguesias e as suas marcas históricas. Para a conhecer é preciso chegar e perder-se entre vales, respirar o ar puro da serra e do rio, deixar o verde da paisagem invadir os sentidos. É assim Penacova, terra de rios e ribeiras, miradouros e penedos, de moinhos e azenhas, de vento e água. Em Lorvão, vila do concelho, ergue-se o mosteiro. Este está entre os mais antigos da Europa, já que a sua fundação remonta a meados do

século sexto, de acordo com as memórias relatadas pelos cronistas monásticos, e é, desde 1910, monumento nacional. No concelho, muitos são os artesãos, grupos etnográficos e associações locais que mantém acesas as artes e tradições mais antigas, nomeadamente, as descamisadas, a recuperação de barcos para a travessia do Mondego, o fabrico manual de palitos, a construção de réplicas da barca serrana, ou a reconstrução de azenhas e moinhos. É aqui, aliás, onde reside outra riqueza de Penacova: nos moinhos de vento, rodas e azenhas fazem jus às palavras de Nemésio que, David Mourão Ferreira, apelidou de incansável moleiro das palavras. Na Portela de Oliveira, o Museu do Moinho homenageia Vitorino Nemésio, que lhe dá o nome, e permite que quem o visite obser-

ve um magnífico espólio dedicado a esta arte ancestral. A tudo isto, num concelho que é simultaneamente ribeirinho e serrano, existe um património gastronómico riquíssimo, caracterizado pelos sabores únicos de mãos sábias e heranças antigas. “Saborear” Penacova é também desfrutar os deliciosos sabores da gastronomia local. Do Mondego, chegam-nos os peixes do rio, mas é a lampreia que move milhares de apreciadores até Penacova todos os anos. Dos campos, os ingredientes para as migas e para o arroz de míscaros e de lampreia. A chanfana, prato típico da região, é também rainha na mesa de Penacova. E, do Mosteiro de Lorvão, chegaram até aos dias de hoje doçuras únicas: beijinhos de freira, lampreia doce de Lorvão,

manjar branco, papos de anjo, pastéis de Lorvão, queijadas, súplicas... No concelho, existe ainda uma oferta diversificada e ímpar para atividades ao ar livre devido à geografia do seu terreno. Deste modo, o visitante tem a possibilidade de descer o Mondego em kayak, percorrer a pé os caminhos da serra do Buçaco, descer as encostas de Lorvão em bicicleta ou escalar o Penedo de Castro ou a Livraria do Mondego. De referir que o feriado municipal em Penacova assinala-se na data do seu nascimento de António José de Almeida, o único presidente da I República Portuguesa a cumprir integralmente e sem interrupções o seu mandato de quatro anos: Nasceu em Vale da Vinha, uma aldeia da freguesia de São Pedro de Alva do concelho de Penacova.


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João Miguel Henriques Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares

Vila Nova de Poiares Simpatia e o bom acolhimento

Convite irrecusável para dias bem passados

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aisagens exuberantes, um verde tranquilizante, uma gastronomia de eleição e hábeis mãos capazes de transformar o mais simples objeto numa fabulosa peça de artesanato! Tudo isto, e muito mais, pode encontrar em Vila Nova de Poiares! A simpatia e o bom acolhimento não passarão despercebidos. A apenas 20 km de Coimbra pela Estrada da Beira (EN17), e a 10 km do IP3, Vila Nova de Poiares proporcionar-lhe-á uma imensidão de emoções, saberes e sabores, ou não fosse a ‘’Capital Nacional do Artesanato e da Gastronomia”. Em locais como o Parque das Medas, Serra do Carvalho, Serra do Bidueiro, o complexo das Piscinas da Fraga e nas margens dos Rios Alva e Mondego, poderá desfrutar de belas paisagens e de um património natural verdadeiramente apaixonante. Para quem prefere emoções mais fortes, pode ir até ao Kartódromo de Poiares, onde poderá experimentar a sua habilidade ao volante, e as serras que circundam o Concelho estão cheias de trilhos para um agradável passeio a pé ou todo-o-terreno, seja para viaturas 4x4 como para BTT, ou downhill. Se o calor apertar, também pode refrescar-se nas Piscinas da Fraga, com seis piscinas naturais, espaços de recreio e lazer, rodeado por uma envolvente natural verdadeiramente convidativa e de beleza singular. No final, para retemperar as forças, nada melhor do que deliciar-se com a nossa gastronomia de excelência. A Chanfana, o Arroz de Bucho, os Negalhos ou o frango de churrasco são alguns dos pratos que mais seduzem e encantam o gosto dos mais exigentes comensais. Como vê, sô precisa de escolher o que melhor se adapta ao seu gosto. É um convite irrecusável para dias bem passados e com a garantia de muitas emoções fortes. Quer seja na Natureza, que ainda se encontra em estado puro, ou nas várias infraestruturas criadas a pensar em si, Vila Nova de Poiares oferece-lhe um número infindável de oportunidades para o seu lazer! Seja para um simples passeio ou para umas férias, a “Capital Universal da Chanfana” merece a sua visita.

Capital de sabores e de emoções fortes Conhecida por ser a “Capital Universal da Chanfana”, Vila Nova de Poiares tem muito mais para oferecer do que a excelência da gastronomia 111 Situada bem no centro do distrito, Vila Nova de Poiares representa o equilíbrio perfeito entre o desenvolvimento do litoral e a qualidade de vida do interior, onde é possível desfrutar de uma gastronomia de excelência, de um artesanato rico em tradições, mas também de condições ímpares para o desenvolvimento económico, com um dos maiores parques industriais da região, que é o habitat perfeito para o nascimento de projetos de inovação e empreendedorismo. Trata-se de um concelho que, embora tenha vindo a apostar no crescimento e num desenvolvimento harmonioso, não perdeu os pequenos detalhes que encantam os seus visitantes e munícipes. O artesanato e as paisagens naturais de beleza singular são alguns motivos

para uma visita a Poiares, utilizando os diversos percursos e roteiros existentes para o efeito e que proporcionarão certamente uma experiência única. Uma das grandes riquezas e um dos grandes (e bons) emblemas da gastronomia da Beira Serra, é a tradicional chanfana. Confecionada com carne de cabra velha, assada em fornos de lenha, nos afamados caçoilos de barro preto, este prato tradicional é, cada vez mais, um excelente cartão-de-visita turístico do concelho. Para além da chanfana, existem outras iguarias capazes de fazer crescer água na boca: os negalhos, o arroz de bucho e os poiaritos são apenas alguns exemplos. Depois – e para queimar as calorias ganhas com o repasto – Vila Nova de Poiares tem paisagens de grande

beleza, não só de montanha como fluviais, perfeitos para a prática de desportos de natureza e aventura como descidas de rio, canoagem ou pesca desportiva. Piscinas da Fraga Para quem preferir atividades mais radicais, pode aproveitar os inúmeros trilhos e caminhos do nosso território, para a prática de BTT e desporto automóvel off-road, ou simplesmente para uma caminhada/ corrida pelos diferentes percursos que existem no concelho. A este propósito, vale bem a pena uma visita ao complexo de Fraga – Zona de Recreio e Lazer, localizado em São Miguel de Poiares, junto à EN-17, um local dotado das melhores e mais modernas condições, dispondo de seis piscinas naturais, espaços de recreio e lazer, zona de merendas,

vários locais de sombra, bar de apoio e esplanada. O espaço tem ainda excelentes acessos e parque de estacionamento livre. Se a tudo isto juntamos uma envolvente natural verdadeiramente convidativa e de beleza singular, com paisagens deslumbrantes, estando reunidas todas as condições para que os visitantes possam desfrutar de magníficos momentos de lazer e diversão. O desenvolvimento do concelho fica também patente pela sua Zona Industrial com os Polos I e II e pela pujança desportiva: o Estádio Municipal Rui Manuel Lima, o kartódromo, o bowling, os vários circuitos de desporto. Tudo isto, associado à afirmação de variadas indústrias e espaços comerciais, contribuem para os rankings e sustentabilidade económica do município.


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Guarda

Feira Ibérica de Turismo. Uma feira. Dois países. O mundo. FIT 2017 tem Cabo Verde como país convidado e destaca o Turismo Sustentável para o Desenvolvimento A 4ª edição da Feira Ibérica de Turismo (FIT) decorrerá entre 28 de abril e 1 de maio de 2017, na cidade da Guarda (Portugal). Nesta edição, a organização, a cargo do Município da Guarda, volta a apostar na internacionalização do certame, sendo Cabo Verde o país convidado e a Extremadura a região de Espanha em destaque. Em 2017 a Organização das Nações Unidas assinala o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento e a esse propósito, a FIT associa-se também a essa celebração, dando o seu contributo para a consciencialização da importância do turismo sustentável na distribuição da riqueza, contribuindo para um maior desenvolvimento económico e social dos territórios. A edição deste ano da FIT dará também especial destaque aos operadores e serviços

mais diretamente ligados ao Turismo da Natureza e ao Turismo em Espaços Rurais, criando uma área de destaque para estes setores. O período de inscrições decorre até ao próximo

dia 28 de março e as inscrições e a consulta do regulamento completo podem ser feitas on line através do sítio da internet do município em www.mun-guarda. pt/fit ou através do cor-

reio eletrónico fit@munguarda.pt Recorde-se que os principais objetivos da FIT são promover o setor do turismo ibérico, fomentar o intercâmbio transfronteiriço, estimular o rela-

cionamento comercial e o progresso dos vários setores e segmentos da economia e, consequentemente, o desenvolvimento dos territórios. A Guarda tem uma localização privilegiada na pe-

nínsula ibérica, estando equidistante das duas capitais, entre Madrid e Lisboa, sendo por isso uma plataforma estratégica para a realização de um certame desta natureza. A feira tem vindo a afirmar-se como uma plataforma transfronteiriça no panorama ibérico dos eventos ligados ao Turismo, uma oportunidade singular de divulgação, promoção, captação e desenvolvimento de fluxos turísticos e de valorização dos recursos. Na passada edição, em 2016, o certame contou com o Brasil como país convidado e Castilla y León como Região de Espanha em destaque. A FIT contou com dezenas de milhares de visitantes, numa área total coberta de 8000m², onde recebeu mais de uma centena de expositores de diversas regiões de Portugal e Espanha, dos mais variados campos de atuação do Turismo nos setores público e privado. A feira decorre no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda, Portugal.


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Fundação ADFP Turismo e gastronomia ao serviço de todos

A fundação onde todos são tratados por igual Todos os meses, a fundação responde a mais de 7.510 pessoas, desde os utentes nas áreas sociais e de saúde aos clientes das áreas culturais, turismo e gastronomia fância, 680 crianças, das quais 58 são imigrantes; nas valências da deficiência e doença mental, a fundação apoia 265 pessoas em atividades sócio ocupacionais e residencial. Nos serviços destinados à terceira idade, a ADFP dá resposta a 351 idosos em centro de dia, universidade sénior, apoio domiciliário e residências. Em suma, todos os meses, a Fundação responde a mais de 7.510 pessoas, desde os utentes nas áreas sociais e de saúde aos clientes das áreas culturais, turismo e gastronomia. No que respeita aos colaboradores que prestam trabalho na instituição, 249 são efetivos ou a contrato. “Quando incluímos prestadores de serviço, be-

neficiários de vários projetos de integração laboral e voluntários, há um total de 637 colaboradores, dos quais 25% são portadores de deficiência e 18% de doença mental”, refere a ADFP. Hotel e restaurante junto ao parque Importa, contudo, referir que a Fundação ADFP tem uma intervenção importante na área cultural: gere um cinema e possui uma biblioteca itinerante a funcionar em seis concelhos da região. Na área do turismo, gastronomia e artesanato, a fundação tem cerca de 4.846 clientes mensais no Parque Biológico da Serra da Lousã, no restaurante Museu da Chanfana, loja de artesanato do Museu Vivo de Ar-

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111 Celebra 30 anos, no final de 2017, aquela que é uma das mais dinâmicas entidades da região centro. A Fundação para a Assistência e Desenvolvimento Profissional (ADFP) de Miranda do Corvo nasceu em novembro de 1987 com o mesmo propósito que a tem mantido até hoje: investir em pessoas através da criação e da inovação de respostas sociais. Essa tem sido a base da missão da ADFP e tem sido através dela que a fundação tem crescido em número de valências e de respostas sociais, extravasando, em muito, a área onde se nasceu em 1987. Os números comprovam-no: segundo dados divulgados pela fundação em dezembro passado, a ADFP apoia, na área de in-

tes e Ofícios Tradicionais. O Parque Biológico da Serra da Lousã é um projeto inovador e único, que junta a biofilia e a paixão pela natureza à inclusão laboral, tentando conciliar a sustentabilidade económica com a aposta na coesão social, constituindo a melhor mostra de vida selvagem de Portugal. Localizado junto ao Parque Biológico, foi inaugurado em finais de 2015, o Hotel Parque Serra da Lousã. Esta nova unidade hoteleira, de quatro estrelas, foi construída também para contribuir para o desenvolvimento regional e, como frisou Jaime Ramos, presidente da Fundação ADFP, “parque e o hotel associam-se, permitindo aos turistas um conhecimento e expe-

riência única e completa” e espiritual. Aliás, cada quarto desta nova unidade hoteleira é dedicado a um deus da mitologia greco-romana. Tudo isto permite aos hóspedes desfrutar de um clima de paz e serenidade, proporcionando às famílias uma estadia diferente. A unidade dispõe de uma sala de reuniões com capacidade para acolher 90 pessoas. Inserido no Parque Biológico, o novo hotel permite que se tenha um conhecimento da vida selvagem e promove o bem-estar, permitindo que quem opte por escolher esta unidade faça um programa de vários dias. Será a oportunidade para visitar o restaurante Museu da Chanfana, uma

merecida homenagem à gastronomia tradicional assente na carne de cabra velha, de porco e ainda na caça e pesca. Aliada à gastronomia tradicional, surge a importância de uma cozinha contemporânea que privilegia a qualidade e o requinte do serviço e de uma ementa diversificada para paladares exigentes. De salientar que, no passado dia 11 de setembro, quando passaram 15 anos sobre os atentados de 2001 nos EUA, a Fundação ADFP inaugurou o Templo Ecuménico Universalista. Um equipamento que procura ser uma peça dinâmica na criação de pontes entre as religiões e na difusão de uma cultura de paz. E onde todos são tratados por igual.

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No Centro tudo se encontra. Stand Turismo do Centro BTL 15 a 19 março, Pavilhão 1 da FIL Esta é a marca do turismo da diversidade, onde as boas experiências nunca acabam. Venha ao Centro, venha com tempo.

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Quando partir, leva vontade de voltar!

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Suplemento BTL 2017  

Suplemento publicado pelo Diário As Beiras relativo à participação da Turismo Centro de Portugal na BTL 2017.

Suplemento BTL 2017  

Suplemento publicado pelo Diário As Beiras relativo à participação da Turismo Centro de Portugal na BTL 2017.

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