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Justa homenagem àqueles que geram a riqueza deste País

CARTA AO LEITOR

A

o editar, por meio de sua revista Digesto Econômico, o anuário Melhores dos Maiores, a Associação Comercial de São Paulo visou a um duplo objetivo: oferecer ao mercado um conjunto importante de informações sobre as empresas mais destacadas e homenagear os empresários como geradores de riqueza e por sua relevante contribuição ao desenvolvimento do País. Lançado em 2010, restrito então apenas às empresas comerciais, o anuário se tornou mais abrangente neste ano, ao incluir outros setores de atividade, representando um amplo retrato do setor produtivo brasileiro. As empresas foram agrupadas pelos setores econômicos em que atuam, sendo o Prêmio Melhores dos Maiores atribuído às mais bem colocadas no ranking com base na receita, além de uma escolhida pela escola de negócios Insper (ex-Ibmec) pelo critério de desempenho. As informações foram fornecidas pela Boa Vista Serviços (BVS), empresa controlada pela ACSP que passou a administrar o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e oferece soluções inteligentes para auxiliar o processo de tomada de decisões de negócios de seus cerca de 1,2 milhão de clientes diretos e indiretos em todos os segmentos da economia. O conjunto de empresas que compõem este anuário foi responsável, em 2010, por uma receita líquida superior a R$ 1,7 trilhão e produziu um lucro líquido de R$ 197,6 bilhões. Essas companhias são donas de um patrimônio líquido de R$ 1,7 trilhão e têm ativos totais de R$ 3,4 trilhões. Os dados apresentados foram baseados nos balanços divulgados neste ano e se referem aos resultados obtidos em 2010, um ano excepcional, em que o Brasil cresceu 7,5%, mesmo com todos os problemas que o setor produtivo enfrenta. Dentre tais problemas podem-se destacar a alta carga tributária e o excesso de burocracia. O governo vem batendo sucessivos recordes na arrecadação de impostos. O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), marcou no ano passado R$ 1,27 trilhão em arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais. Neste ano, este número deverá ultrapassar R$ 1,4 trilhão, com aumento de quase 10%, enquanto o PIB deverá crescer pouco mais de 3%. Estudo do IBPT mostrou que, após 23 anos da Constituição Federal de 1988, foram editadas 4,35 milhões de normas (de 5 de outubro de 1988 até 5 de outubro de 2011), dos quais 275.094 normas tributárias, o que dá uma ideia da enorme burocracia enfrentada pelas empresas, somente para poder pagar os tributos. O mesmo estudo estima que, para realizar o acompanhamento das modificações da legislação, as empresas gastem R$ 43 bilhões por ano em funcionários, sistemas e equipamentos aptos para gerir toda essa burocracia tributária, que, se não for cumprida, pode acarretar pesadas multas. A Associação Comercial de São Paulo, ao completar 117 anos de atuação na defesa da livre iniciativa, pretende com esta publicação homenagear de forma especial as empresas que estão se destacando no mercado, mas deseja estender a homenagem a todos os empresários brasileiros que, com coragem de correr riscos, dedicação ao trabalho e criatividade, vêm ajudando a construir a grandeza do Brasil.

Rogério Amato Presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

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Pode ter mais alguém bebendo a sua água. Gato na rede de água prejudica todo mundo: pode contaminar a água que vem tratada pela Sabesp, fazendo mal para a saúde e aumentando a sua conta. Denuncie ligando para 181. A água é sua. Tome conta dela também.

Denuncie. Ligue 181.

13058-08-AFQ_Sabesp Maiores e Melhores 202x266mm.indd 1

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SUMÁRIO 10 AAsECONOMIA opiniões sobre como o País enfrentará a crise internacional Presidente Rogério Amato Superintendente Institucional Marcel Domingos Solimeo Superintendente de Comunicação Moisés Rabinovici

DIGESTO ECONÔMICO

- OS MELHORES DOS

MAIORES DE 2011

Projeto Especial Melhores dos Maiores 2011 Edição Jaime Matos 16 SETORES DA ECONOMIA; 11 MIL CANDIDATOS

Textos Amundsen Limeira, Ana Borges, Anderson Gurgel, Célia Demarchi, Eurico Veiga Filho, Gleise de Castro, Hugo Cilo, Iolanda Nascimento, José Roberto Nassar (edição de textos), Klaus Kleber, Kleber de Almeida, Lea De Luca, Lizete Teles de Menezes, Lívia Andrade, Lucia Rebouças, Luciana Bruno, Ocimara Balmant, Paulo Bischof, Silvio Muto, Wagner Oliveira, Wellington Miyazaki Preparação de textos e Revisão Mauro Barros Diagramação e Arte Sandro Mantovani Infografia Denise Ayres de Souza

divergem. A certeza é que hoje tem mais defesas

EMPRESAS 20 ASAs perspectivas a curto prazo das mais importantes

companhias brasileiras, depois de seu desempenho no excepcional ano de 2010

100 MAIORES POR REGIÃO 27 ASSudeste continua hegemônico, mas já não é o

destino único do capital, que viaja para outras regiões

100 MAIORES POR ORIGEM DE CAPITAL 34 ASAs companhias privadas nacionais, estrangeiras e estatais

dividem mais harmoniosamente os resultados

OS SETORES

AGRONEGÓCIO Diretor Responsável João de Scantimburgo Editor Chefe José Guilherme Rodrigues Ferreira Editores Carlos Ossamu e Domingos Zamagna Chefia de Reportagem José Maria dos Santos Editor de Fotografia Alex Ribeiro Pesquisa de Imagem Mirian Pimentel Editor de Arte José Coelho Gerente Executiva e Comercial Sonia Oliveira (Tel. 11-3244-3029) soliveira@acsp.com.br Gerente de Operações Valter Pereira de Souza valter.pereira@dcomercio.com.br Impressão Prol Editora Gráfica Ltda. PATROCÍNIO:

APOIO:

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911 PABX (11) 3244-3197 REDAÇÃO (11) 3244-3070 FAX (11) 3244-3046 www.dcomercio.com.br

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Agricultura .......................................... 47 Alimentos ............................................. 54 Bebidas e Fumo ................................... 62 Cana, Açúcar e Álcool ......................... 68 Cooperativas ....................................... 74 Pecuária............................................... 76

COMÉRCIO Atacado ............................................... 87 Comércio Exterior................................. 99 Distribuidores de Carros, Motos e Utilitários .............................. 104 Distribuidores de Veículos e Autopeças ....................................... 112 Farmácias e Perfumarias..................... 116 Franquias ........................................... 122 Lojas de Departamentos e Eletrodomésticos, Roupas e Calçados . 124 Supermercados .................................. 130 Varejo – Geral ................................... 142

INDÚSTRIA Autopeças.......................................... 156 Veículos e Material de Transporte ........ 160 Borracha............................................ 167 Couro e Calçados.............................. 170 Eletrodomésticos ................................ 173

Equipamentos Elétricos ....................... 177 Material Eletrônico ............................. 180 Farmacêutica ..................................... 184 Higiene e Limpeza.............................. 187 Madeira e Móveis .............................. 190 Mecânica........................................... 194 Mineração ......................................... 200 Minerais Não Metálicos...................... 209 Metalurgia ......................................... 214 Papel e Celulose ................................ 223 Petróleo e Gás ................................... 228 Química e Petroquímica ..................... 235 Plásticos ............................................. 243 Têxtil .................................................. 247

SERVIÇOS Associações de Classe........................ 259 Comunicação .................................... 263 Construção ........................................ 269 Educação e Cultura ........................... 296 Energia Elétrica .................................. 302 Esportes e Entretenimento ................... 317 Informática e Tecnologia da Informação ................................... 320 Telecomunicações .............................. 326 Logística............................................. 334 Saneamento....................................... 344 Saúde ................................................ 349 Turismo e Alimentação ....................... 356


CONHEÇA AS LÍDERES As companhias premiadas por se destacarem como as maiores em sua área de atividade

44

Alimentos e Agronegócio BUNGE

Lojas de Departamentos e letrodomésticos, oupas e Calçados NOVA CASAS BAHIA

96

Atacado MAKRO

108

Distribuidores de Carros, Motos e Utilitários SAGA

118

Farmácias e Perfumarias DROGASIL

127 RE

138 SCARREFOUR

146 VVAILOG– G

164 VFIAT

206 MVALE

M G 220 ARCELORMITTAL 232 PPETROBRAS

256 SSABESP

E 314 EELETROPAULO 330 TVIVO

eículos

240

Química e Petroquímica BASF

upermercados

ineração

erviços

arejo

eral

etalurgia

nergia létrica

153 IAMBEV

ndústria em

etróleo e

Geral

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elecomunicações

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Com cuidado, uma travessia tranquila As opiniões sobre como o País enfrentará a crise internacional divergem. A certeza é que hoje tem mais defesas Klaus Kleber No final do ano passado, quando tentavam prever a evolução da economia brasileira, os analistas alertaram que o período seria, sim, excepcional, mas que a nação deveria estar preparada para crescimento moderado, mesmo que ainda positivo, em 2011. Era uma opinião virtualmente unânime que, afinal, se provou correta. Agora, a situação é outra: os especialistas expressam nítidas divergências quando olham para 2012. Há os que consideram temerária a política econômica seguida pelo governo da presidente Dilma Rousseff, particularmente no que diz respeito à taxa de juros e à inflação, e os que apoiam – ou, pelo menos, dão o benefício da dúvida – as medidas tomadas como precaução a uma crise internacional claramente configurada. A primeira corrente se decepcionou quan-

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do o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de juros de 12,5% para 12%, no fim de agosto, e mais recentemente, em outubro, para 11,5% ao ano. Prevê-se que até o fim deste ano, a Selic possa baixar para 11%, tendo, provavelmente, mais um corte de 0,5 ponto percentual no início do ano que vem, ficando em 10,5%. Para os mais ortodoxos, isso significaria, nada mais, nada menos, do que o abandono do regime de metas de inflação. Como a inflação acumulada nos 12 meses até setembro, medida pelo IPCA, estava em 7,31%, previa-se que ficasse bastante acima do limite superior da meta (6,5%) no fim deste ano. Nos últimos dias, no entanto, as projeções dos analistas financeiros foram significativamente reduzidas. Segundo o Relatório de Mercado (Focus) do BC, a inflação, medida pelo IPCA, ficaria em 6,54% em 2011; para o presidente

DIVULGAÇÃO/BM&FBOVESPA

a economia

Na Bolsa, compasso de espera até que o ambiente internacional se desanuvie


a economia

do Banco Central, Alexandre Tombini, em alguns décimos a menos. Contudo, apesar dessa melhora, esses analistas lembram que 2012 começará com um aumento de 14%, aproximadamente, do salário mínimo, o que os leva a concluir que a batalha contra a inflação em 2012 já está perdida, com graves repercussões em 2013. A seu ver, o BC baixou a guarda, com sérios riscos para a economia. No pior cenário, poderia ocorrer até mesmo uma estagflação, uma vez que o ritmo de atividade perderia ainda mais embalo em razão direta da crise internacional em um ambiente de inflação desgovernada. Além disso, alguns temem que haja uma deterioração das contas externas, com uma elevação do déficit em transações correntes acima de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Mais moderados, se não mais otimistas quanto aos efeitos da crise externa, outros economistas, ditos independentes, consideram que o Copom jogou uma carta acertada ao baixar os juros como medida preventiva à desaceleração das economias dos países desenvolvidos. Para esse grupo, o Brasil pode evitar uma recessão, atenuando o impacto sobre os níveis de emprego, por meio de

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um fortalecimento ainda maior do mercado interno. O combate à inflação passaria a depender muito mais do controle das contas públicas do que de uma política monetária de aperto. Se o atual governo cumprir o que se propõe em matéria de austeridade fiscal, mesmo em um ano de eleições municipais como 2012, seria possível conter a taxa de inflação não muito distante do centro da meta (4,5%), manter um nível de crescimento razoável em face da conjuntura internacional. A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficaria muito próxima da prevista para este ano (3,5%). Poderia também ser evitada uma deterioração maior do déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, principalmente com a tomada de medidas defensivas contra a concorrência predatória de certos países, especialmente da China.

ESCUDO PROTETOR A disposição do governo de conter os seus gastos é constantemente posta em dúvida. Um fato incontestável é que, com a redução da taxa Selic, o governo diminui considera-


velmente os seus gastos com o pagamento de juros sobre a dívida pública interna, cujo saldo era de R$ 1,72 trilhão em setembro. Sendo 33% dessa dívida, ou seja, R$ 571 bilhões, atrelados à Selic, uma redução de 1% nessa taxa corresponde a uma poupança para o Tesouro Nacional de R$ 5,7 bilhões em 12 meses. Se a taxa básica de juros cair para 10,5%, como já se antecipa, a poupança, portanto, seria de R$ 11,4 bilhões em 12 meses. Mesmo os mais céticos têm de admitir que o superávit primário (não inclui as despesas de juros) do setor público, abrangendo os governos da União, dos estados e dos municípios, está sob controle, ao menos por enquanto. Segundo dados do BC, o superávit primário no acumulado de 12 meses até agosto foi de 3,65% do PIB, nível bastante superior ao da meta para este ano, que é de 3,1% do PIB. Outro fator essencial para análise das perspectivas para 2012 é a cotação do dólar em relação ao real. Se a moeda brasileira estiver sobrevalorizada, com uma cotação do dólar em R$ 1,65 ou abaixo, isso prejudicaria seriamente as exportações nacionais, especialmente as de produtos i n d u s t r i a l i z a d o s, obrigando o BC a intervir no mercado para comprar divisas. Se, ao contrário, o real se desvalorizar rapidamente, como ocorreu em setembro quando foi cotado, por breve período, a R$ 1,91, as pressões inflacionárias ganhariam ainda mais força, levando o BC a intervir no mercado, desta vez para vender divisas. Arriscadas como são as previsões, é possível que a cotação do dólar se mantenha em torno de R$ 1,75,

em média, em 2012, como se verificou nas últimas semanas de outubro, o que afastaria muitas preocupações. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, costuma afirmar que, se a crise da economia internacional se aprofundar, o Brasil está mais bem protegido agora do que em 2008/2009. Ele nunca deixa de citar que o País agora dispõe de US$ 351,81 bilhões de reservas (posição em 26 de outubro de 2011), em condições, portanto, de fazer face a um ataque especulativo ou a uma evasão de capitais mais pronunciada. Como se recorda, o Brasil, que, ao fim de 2008, tinha reservas de US$ 206,80 bilhões, sofreu em seguida as consequências de uma evasão de capital, embora nunca estivesse estado vulnerável. As disponibilidades cambiais do País caíram para US$ 199,41 bilhões no início de março de 2009, mas a partir de então voltaram a crescer. Há possibilidade de que uma oscilação como aquela venha a ocorrer, mas, de fato, o País nunca contou com um escudo protetor tão forte como agora para enfrentar as turbulências internacionais. Apesar ou por causa da crise, a enxurrada de recursos externos neste ano bateu todos os recordes. Só em investimentos estrangeiros diretos (IED) ingressaram no País, em setembro, US$ 6,32 bilhões, elevando o acumulado nos primeiros nove meses de 2011 a US$ 50,45 bilhões. As projeções indicam que o total de IED possa se situar entre US$ 70 bilhões e US$ 75 bilhões, recorde absoluto na série histórica.

FATOR DECISIVO O volume de IED levantou suspeitas de que se trataria,

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A ECONOMIa

JOÃO DI PIETRO

na realidade, de aplicações especulativas disfarçadas, de modo a evitar o recolhimento de IOF (6% para renda fixa e 2% para ações). Mas os anúncios de investimentos estrangeiros no Brasil vieram a desmentir essa hipótese. Agora, por exemplo, chegou a vez dos caminhões, que até há pouco eram o patão feio da indústria automobilística. As empresas que já fabricam caminhões e outros veículos comerciais no País eram só seis e poderão chegar a 13, se se concretizarem os investimentos previstos nesse setor. Esse interesse não chega a surpreender, uma vez que há fila de espera de seis meses para os interessados em comprar caminhões, o que é um bom indicador da conjuntura. Pode ser que, com a desaceleração da demanda interna, a procura por esses veículos diminua, mas é preciso considerar a preponderância do transporte rodoviário no Brasil, bem como o fato de que a idade média dos caminhões que trafegam nas estradas nacionais é de 22 anos. Dado o potencial de seu mercado, o Brasil deve con- Para 2012, ainda é difícil prever repetição do bom desempenho das commodities tinuar atraente para invesPIB, um pouco acima do total ao fim de 2010 timentos externos, mas a expectativa é que, (US$ 47,36 bilhões). em 2012, os IED tenham um recuo apreciável, Para manter esse saldo negativo nesse assim como as aplicações financeiras exterpatamar, a taxa de câmbio é decisiva. Ou, nas em títulos do governo. A depender do em outros termos, será preciso que a cotação volume dessa retração, o balanço de pagado dólar seja suficientemente elevada para mentos brasileiro pode ressentir-se. estimular as exportações e conter o fluxo das Até agora têm sido os vultosos investimenimportações. Graças às cotações excepciotos e aplicações financeiras do exterior que nais obtidas pelas commodities exportadas têm coberto o déficit em transações correntes pelo Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, (balança comercial, serviços e transferênIndústria e Comércio Exterior (MDIC) revisou, cias unilaterais). Esse déficit, que estava em em junho, a meta para as exportações, proUS$ 35,98 bilhões no período janeiro-setemjetando então que elas atingiriam US$ 180 bro, pode ficar próximo de US$ 48 bilhões bilhões. Acontece que, já em setembro, as ao fim deste ano, representando 2,05% do

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INDG. No ranking dos Melhores dos Maiores de 2011.

Excelência para as empresas. Impulso para o Mundo. Atuamos em todos os segmentos de mercado, em todos os estados do Brasil e em mais de 40 países nos cinco continentes do mundo. Este é o INDG, a maior consultoria em gestão empresarial do País. Por isto, seja qual for o setor de atuação da sua empresa, temos renomada competência para auxiliar na superação de suas metas e permitir alcançar elevados níveis de excelência.

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A ECONOMIa

RODRIGO LEAL/APPA

A farra dos carros importados, segundo maior item da pauta de importações brasileiras em 2011, está próxima do fim

vendas externas brasileira já tinham alcançado US$ 189,99 bilhões. Nessa altura, não é de modo algum irrealista a projeção de que, pela primeira vez na história, as exportações anuais brasileiras ultrapassem US$ 200 bilhões, ficando ao redor de U$ 250 bilhões. O problema, naturalmente, é que as importações também crescem rapidamente, tendo chegado a US$ 166,90 bilhões, podendo evoluir para US$ 220 bilhões até dezembro. O superávit da balança, que até setembro era de US$ 23,03 bilhões, pode se aproximar de US$ 30 bilhões em 2011, o que representaria um excelente resultado, muito além das previsões feitas no início deste ano. Repetir o feito em 2012 será difícil. Em primeiro lugar, com a queda

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das cotações das commodities, as a receitas dessas exportações devem diminuir, embora tudo vá depender, afinal, da demanda chinesa. Pode ser que os preços das commodities agrícolas baixem menos do que os metais, garantindo ainda uma boa receita. A expectativa é de que o Brasil possa também aumentar as suas exportações líquidas de petróleo em bruto. Já as exportações de manufaturados, principalmente para os mercados dos países em desenvolvimento, serão tanto mais problemáticas quanto mais a taxa de câmbio se mantiver desalinhada.

ELEVAR INVESTIMENTOS Um superávit comercial da ordem de US$ 20 bilhões pode ser obtido no ano que vem, mas desde


A ECONOMIa

que as importações mostrem uma desaceleração. Pode ser que, com a demanda interna menos aquecida, caia também a procura por importados. As medidas de defesa comercial tomadas pelo governo devem ter influência nesse sentido. Apesar das pressões no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), é improvável que o governo recue quanto à elevação do IPI para 35% para veículos que não contenham, no mínimo, 65% de partes e peças fabricadas no País, a não ser para aqueles procedentes de países com os quais o Brasil mantém acordos automotivos (Argentina, Uruguai e México). Há empresários que defendem que, para permitir a instalação de novas fábricas de caminhões, o governo admita que a taxa de nacionalização seja atingida de maneira escalonada por um certo prazo, e talvez o governo ceda nesse ponto. Mas, quanto a automóveis de passageiros – o segundo maior item da pauta de importações brasileiras em 2011 –, isso muito dificilmente ocorrerá. A farra dos carros importados está próxima do fim. A propósito, vale notar que a taxa de câmbio tem um efeito também sobre a conta de serviços. Em setembro, por exemplo, diminuíram as despesas de viagens internacionais em relação ao mês anterior, como consequência direta da alta do dólar. E, mais importante, caíram também no mês as remessas de lucros e dividendos, mostrando como o câmbio sobrevalorizado vinha facilitando as remessas pelas subsidiárias de empresas multinacionais para as suas matrizes. Um dos maiores desafios do Brasil, nesta etapa de desenvolvimento, é elevar a taxa de investimentos na economia, uma das mais baixas entre os países emergentes, atualmente estimada em 19% do PIB. Essa taxa vem crescendo, embora não tanto como se desejaria, precisando

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ser complementada pela poupança externa. Estima-se que, para sustentar o desenvolvimento, o País precisaria elevá-la a 25% do PIB, que ainda parece distante. Sob esse ponto de vista, as perspectivas não são alentadoras. O governo, no esforço de obter superávit primário de bom tamanho, tem limitada capacidade de investimento. A parcela que sobra para isso é direcionada para a infraestrutura, de que o País é tão carente. A participação do setor privado nos investimentos totais deveria, portanto, ser muito mais significativa. Se isso será possível com um crescimento relativamente baixo da economia, é duvidoso. Um bom indicativo da situação atual é a abertura de capital de empresas brasileiras. De acordo com dados da consultoria Ernst & Young Terco, a expectativa era de que 30 empresas realizassem IPOs (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) no mercado brasileiro em 2011. Até outubro, no entanto, esse número não passou de 11, e não se prevê que aumente até o fim deste ano. É lógico que isso depende diretamente do comportamento do mercado secundário, isto é, da evolução das cotações das ações de empresas cotadas na BM&FBovespa. Se a Bolsa estiver em alta, as condições tornam-se muito mais favoráveis para que novas empresas abram o capital, como a experiência dos últimos anos demonstrou. Com as gestões bem-sucedidas dos líderes europeus para resolver a crise na zona do euro, a Bolsa ganhou um novo ânimo, mas tudo pode não passar de uma onda. É preciso que, desanuviado o ambiente internacional, o comportamento do mercado de ações possa ser mais encorajador para novos lançamentos de ações em 2012, com reflexos positivos sobre o nível nacional de investimento.


Amostragem d e As perspectivas a curto prazo das mais importantes companhias brasileiras, depois de seu desempenho no excepcional ano de 2010

as empresas

A

presente edição mostra um retrato completo das empresas dos setores não financeiros do Brasil – Agronegócio, Comércio, Indústria e Serviços. Para traçá-lo foram reunidos seu desempenho recente, seus projetos e suas perspectivas. O desempenho é evidenciado nos rankings compostos pela análise dos resultados de cerca de dez mil empresas registrados em 2010, ano em que os negócios fluíram com êxito excepcional praticamente em todas as áreas de atividade. As perspectivas são mostradas nos textos que acompanham aqueles rankings e que procuram mostrar o que os números não podem traduzir: como cada setor está conduzindo os negócios neste ano de 2011– de crescimento mais modesto, porém ainda firme – e, principalmente, como se prepara, com projetos e investimentos, para enfrentar o curto e o médio prazos, num momento de natural temor pelo que a crise que ronda Europa e Estados Unidos possa trazer de negativo. Vê-se ali o que faz o vigoroso agronegócio brasileiro, segundo maior exportador mundial no gênero, para se manter como a principal força garantidora dos superávits

20 | MELHORES DOS MAIORES 2011

da balança comercial. Ou os prognósticos do comércio, otimistas, virtualmente todos fixados em porcentagens de crescimento dos negócios mais ambiciosas que os estimados 3,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para este ano. Há a indústria, sobre a qual cai mais fortemente o peso da desaceleração de negócios determinada pela necessidade de frear a economia diante da ameaça da inflação, mas que permanece à tona. E, finalmente, os serviços – a atual “locomotiva”, responsável por 67,4% na formação do PIB e por 70% da mão de obra empregada no País, O conteúdo de Melhores dos Maiores 2011 se revela mais abrangente em relação a publicações similares, por ter sido construído a partir da análise dos resultados de companhias de qualquer porte, desde as gigantes de cada ramo às médias e mesmo pequenas, pela própria natureza mais ágeis na expansão de negócios. A importância do levantamento se comprova pelos números que resultaram dele. O conjunto das empresas foi responsável, em 2010, por uma receita líquida superior a R$ 1,7 trilhão e produziu um lucro líquido de


d e um Brasil real DIGESTO ECONÔMIC

O - OS MELHORES DOS

MAIORES DE 2011

R$ 197,6 bilhões. Essas companhias são donas de um patrimônio líquido de R$ 1,7 trilhão e têm ativos totais de R$ 3,4 trilhões (ver a tabela “Resumo da amostragem”). Para reforçar a amplitude da amostragem, aquelas quatro grandes áreas de negócios estão divididas em subsetores: são seis no Agronegócio, nove no Comércio, 19 na Indústria e 12 nos Serviços. Cada um desses subsetores se ramifica, de forma que temos, ao final, os detalhes de nada menos que 246 segmentos de atividades. Dessa forma, a revista permite a consulta, a cada setor, de toda a cadeia de produção. Outro ponto a destacar são os rankings especiais. O primeiro deles é o das 100 maiores empresas de cada uma das cinco regiões do País (500 no total, portanto). Outra relação é a das 100 maiores por origem de capital: nacional, estrangeiro e estatal. Como reconhecimento pelo desempenho em 2010, a revista está premiando as empresas de 15 subsetores escolhidos pelo critério de maior receita líquida (ver a relação na tabela “As escolhidas”). Para os segmentos do Varejo, coube ao Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper, ex-Ibmec), uma das mais respeitadas escolas e instituições na área de economia e negócios do País, selecionar as dez companhias do ramo que apresentaram maior capacidade de criar valor. O levantamento de dados e a análise dos balanços para a elaboração dos rankings, bem como a fixação dos parâmetros para fazer o trabalho (ver o quadro “Critérios adotados”), ficaram a cargo

IA;

16 SETORES DA ECONOM 11 MIL CANDIDATOS

da Boa Vista Serviços, a companhia que absorveu a antiga Unidade de Negócios de Pessoa Jurídica (UNPJ) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Esta já participara de projetos editoriais similares. Foi responsável, por exemplo, pelo levantamento e análise de balanços e elaboração dos rankings nas duas últimas edições da revista Balanço Anual, em 2007 e 2009, publicação descontinuada pelo fechamento da Editora Gazeta Mercantil, que a publicava.

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 21


Critérios ADOTADOS

as empresas

Receita líquida Receita bruta deduzida dos impostos incidentes sobre vendas e de devoluções. Evolução real das receitas (Ev. Real %) Considera a variação do IGP-M. No caso de demonstrações contábeis elaboradas pela legislação societária, as receitas são ajustadas pela inflação média do período a que se referem. Lucro/prejuízo operacional Valor declarado na demonstração do resultado, excluído o resultado de equivalência patrimonial.

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Lucro/prejuízo líquido Valor declarado na demonstração do resultado e reversão dos juros sobre o capital próprio. Ativo total Valor declarado no balanço patrimonial, reclassificando as duplicatas descontadas para o passivo. Patrimônio líquido Valor declarado no balanço patrimonial. Ebitda Resultado operacional, excluídos os valores das depreciações e amortizações, do resultado financeiro e do resultado da equivalência patrimonial.


Critérios ADOTADOS Necessidade de capital de giro (NCG) Ativos operacionais de curto prazo menos passivos operacionais de curto prazo. Incidência tributária Lucro/prejuízo líquido dividido pelo lucro/prejuízo operacional, em porcentagem. No cálculo do quociente são consideradas apenas as empresas que apresentaram lucro, tanto operacional quanto líquido, durante o exercício de 2010. Margem de lucro Lucro/prejuízo operacional dividido pela receita líquida, em porcentagem.

Giro dos ativos Receita líquida dividida pelo ativo total, em porcentagem. Endividamento Ativo total dividido pelo patrimônio líquido, em porcentagem. Foram consideradas as empresas cujo patrimônio líquido apresentado no balanço patrimonial de 2010 teve valor positivo. Retorno sobre capital Lucro/prejuízo dividido pelo patrimônio, em porcentagem. Foram excluídas as empresas que apresentaram patrimônio líquido negativo no final do exercício de 2010.

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as empresas 26 | MELHORES DOS MAIORES 2011


Muda o endereço do investimento Com a seleção do pelotão de frente dos negócios, formado pelas 500 maiores empresas do Brasil em receita líquida – as 100 principais de cada região –, conforme os rankings publicados na presente edição, o Sudeste continua na liderança com larga margem, com 72,65% dos resultados. A sequência também não oferece novidades – pela ordem, Sul (13,54%), Nordeste (6,72%), Centro-Sul e finalmente o rarefeito Norte (2,29%). No total, essas 500 companhias faturaram, em 2010, R$ 1,18 trilhão, o equivalente a 67,58% da receita de todas as empresas listadas nesta edição. As percentagens de participação não significam, contudo, que apenas no Sudeste os negócios estão em movimento. Ao contrário, há marcas bens visíveis à migração do capital dos centros tradicionais, acelerada na segunda metade da década de 1990 – fruto, em parte, da chamada “guerra fiscal”, mas cujo principal animador foi a estabilização da economia. Os resultados de vultosos investimentos recentes são perceptíveis no Nordeste, cuja economia tem crescido acima da média nacional. Neste ano, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) local deverá se expandir em 5,06%, prevê a consultoria pernambucana Datamétrica, ante aos 3,5% esperados pelo Banco Central (BC), ou entre 3,5% e 4%, conforme estima o Ministério da Fazenda para toda a economia brasileira.

Também o Centro-Oeste passa por visíveis transformações. É a região brasileira de maior crescimento populacional, na casa dos 20%, em relação à média de 10% das demais, de acordo com o Censo 2010. O principal incentivo à migração é a economia local, que também tem crescido a taxas superiores às do Brasil. Em 2008, último dado consolidado disponível, a expansão foi de 6%, ante 5,2% em nível nacional. A alavanca para o crescimento tem sido principalmente o campo. Neste ano, a renda agrícola do Centro-Sul tomará a liderança do Sul e deve chegar a R$ 53,9 bilhões, 42% a mais que em 2010, enquanto o Sul, com R$ 50,9 bilhões, terá crescido 7%. A irradiação desses resultados já se sente em outras áreas. No consumo, por exemplo. Segundo pesquisa da Kantar Worldpanel divulgada em março deste ano, os moradores do Centro-Oeste são os que mais gastam com uma cesta de 65 produtos – que vai de alimentos a carros. Os desembolsos na região aumentaram 18% em 2010, enquanto a média brasileira ficou em 10,4%. Situações como as do Nordeste e do Centro-Sul tanto têm provocado a interiorização de grandes marcas brasileiras quanto têm contribuído para o nascimento de marcas locais ou o fortalecimento das existentes. É um movimento que, mais à frente, mudará bastante o ranking das maiores empresas do País.

AS 100 maiores POR REGIÃO

Sudeste permanece hegemônico, mas já não é o destino único do capital, que viaja para outras regiões

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 27


AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do SUDESTE cLASS. EMPRESA/SEDE 1 Petrobras 2 BR 3 Vale 4 Ipiranga Carrefour 5 6 Fiat S.A. 7 Walmart 8 Superm. Pão de Açúcar 9 Telefônica SP 10 Cargill 11 TIM Celular 12 TMAR 13 Ambev 14 JBS 15 ArcelorMittal 16 Usiminas 17 BRF Brasil Foods 18 Claro 19 Embratel 20 Cosan CL 21 Eletropaulo 22 Sabesp 23 CSN 24 Embraer 25 Gerdau Aços Longos 26 Oi 27 VRG 28 Cereal Sul 29 Cemig Distrib. 30 Nova Casas Bahia 31 Furnas 32 Samarco Mineração 33 Light Eletricidade 34 Norberto Odebrecht 35 Whirlpool 36 Natura 37 Louis Dreyfus 38 Souza Cruz 39 CPFL 40 Lojas Americanas 41 Makro Atacadista 42 Basf 43 Camargo Corrêa Constrs. 44 Ponto Frio 45 Gerdau Açominas 46 Transpetro 47 Magazine Luiza 48 Votoran 49 Amil 50 Comgás 51 Ambev Brasil

28 | MELHORES DOS MAIORES 2011

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

156.487.000 RJ 55.045.731 RJ 51.386.000 RJ 36.311.714 RJ 25.622.503 SP 20.667.547 MG 19.725.992 SP 15.512.508 SP 14.581.961 SP 14.267.632 SP 13.742.609 SP 13.370.434 RJ 12.742.200 SP 11.770.293 SP 11.555.073 MG 11.424.351 MG 10.929.898 SP 10.295.146 SP 10.101.736 RJ 10.061.116 RJ 9.697.157 SP 9.230.370 SP 8.604.360 RJ 8.130.393 SP 7.866.041 RJ 7.169.445 RJ 6.979.447 RJ 6.928.819 SP 6.927.122 MG 6.470.126 SP 6.449.652 RJ 6.234.332 MG 6.097.103 RJ 5.748.129 SP 5.666.301 SP 5.514.315 SP 5.391.376 SP 5.364.200 RJ 5.360.015 SP 5.344.585 RJ 5.253.670 SP 5.194.009 SP 4.911.292 SP 4.557.788 RJ 4.348.240 MG 4.255.072 RJ 4.193.623 SP 4.171.150 SP 4.156.314 RJ 4.095.343 SP 4.095.317 SP

cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

52 Const. Andrade Gutierrez 3.949.734 SP 53 Ecopolo Ambiental 3.922.852 SP 54 Marfrig 3.900.258 SP 55 B2W 3.803.907 SP 3.787.546 SP 56 Klabin 57 Fibria 3.763.814 SP 58 Coca-Cola Spal 3.703.886 SP 59 Copersucar 3.677.336 SP 60 Bayer 3.671.970 SP 61 Const. Queiroz Galvão 3.645.233 RJ 62 Iveco 3.576.818 MG 63 Heringer 3.521.473 ES 64 Cemig GT 3.433.470 MG 65 Elektro 3.368.855 SP 66 Metron 3.253.547 ES 67 Copasa MG 3.226.745 MG 68 Bunge Fertilizantes 3.213.697 SP 69 Minerva 3.208.357 SP 70 MMC 3.105.977 SP 71 Ferreira 3.027.894 ES 72 Sendas 3.009.317 RJ 73 Nextel Telecomunicações 2.974.685 SP 74 Construtora OAS 2.943.002 SP 75 Martins Distribuição 2.924.119 MG 76 Casas Pernambucanas SP 2.917.699 SP 77 Siemens 2.906.959 SP 78 Cesp 2.905.327 SP 79 CBMM 2.902.786 MG 80 Hypermarcas 2.886.460 SP 81 Cedae 2.864.795 RJ 82 Delta Construções 2.827.995 RJ 83 Ultragaz 2.816.065 SP 84 Du Pont 2.777.339 SP 85 Ampla 2.745.730 RJ 86 ArcelorMittal Inox Brasil 2.737.540 MG 87 Liquigás Distribuidora 2.684.592 SP 88 Duratex 2.633.085 SP 89 Profarma 2.625.471 RJ 90 Cosan 2.583.094 SP 91 CBA Alumínio 2.577.590 SP 92 CPFL Piratininga 2.436.451 SP 93 Unimed Rio 2.434.971 RJ 94 Cosan S.A.Açúcar Álcool 2.322.073 SP 95 V&M 2.284.418 MG 96 Bandeirante Energia 2.259.256 SP 97 Estabelecimento Unificado 2.247.128 RJ 98 Galvão Engenharia 2.241.539 SP 99 Dow 2.204.868 SP 100 Lojas Riachuelo 2.190.137 SP TOTAL DAS 100 MAIORES 857.634.411


As 100 maiores empresas do SUL cLASS. EMPRESA/SEDE 1 Vivo 2 Bunge Alimentos 3 Sadia 4 Refap 5 Renault do Brasil 6 Copel Distribuição 7 Celesc 8 WEG 9 Ycatu Engenharia 10 Gerdau Aços 11 Tractebel Energia 12 Electrolux Brasil 13 Getnet 14 Seara 15 Lojas Renner 16 Kraft Foods 17 Positivo Informática 18 RGE 19 Zaffari/Porto Alegre 20 AES Sul 21 Yara Brasil 22 Super Muffato 23 Doux Frangosul 24 Copel Geração Transmissão 25 Randon Parts. 26 Coca-Cola Spaipa 27 Corsan 28 Supermercados Angeloni 29 Sanepar 30 Condor Super Center 31 Tigre 32 Bianchini 33 Marcopolo 34 Coca-Cola Vonpar 35 Dimed 36 Lojas Colombo 37 Cálamo 38 Gerdau Aços 39 All-América Latina Logística 40 Hering 41 Petróleo Ipiranga/Ref. 42 Yoki 43 Innova 44 Beira Rio 45 Arauco do Brasil 46 Vipal 47 CEEE 48 Eletrosul 49 Paraná Equipamentos 50 ALL América Latina Logística - SP 51 Oleoplan

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

14.653.824 PR 14.527.173 SC 11.034.004 SC 9.231.472 RS 6.131.142 PR 3.890.081 PR 3.888.854 SC 3.463.440 SC 3.395.206 SC 3.265.640 RS 3.141.168 SC 3.093.361 PR 2.831.929 RS 2.771.892 SC 2.726.604 RS 2.440.078 PR 2.328.135 PR 2.125.171 RS 1.899.871 RS 1.866.037 RS 1.817.187 RS 1.712.323 PR 1.661.163 RS 1.621.145 PR 1.619.302 RS 1.615.474 PR 1.576.992 RS 1.519.732 SC 1.480.274 PR 1.438.186 PR 1.435.058 SC 1.356.469 RS 1.342.147 RS 1.282.704 RS 1.187.800 RS 1.145.261 RS 1.103.961 PR 1.088.337 RS 1.030.830 PR 1.012.845 SC 961.948 RS 920.940 PR 887.908 RS 775.887 RS 765.865 PR 748.122 RS 738.519 RS 723.906 SC 709.853 PR 708.168 PR 695.385 RS

cLASS. EMPRESA/SEDE 52 CTA Continental 53 Josapar 54 Servopa 55 Milenia 56 Giassi & Cia. 57 Terra Networks 58 TNT Mercúrio 59 Schulz 60 Agrale 61 Sinoscar 62 Zero Hora 63 Stemac 64 Florença 65 SLC Agrícola 66 WHB Fundição 67 Hospital N. S. Conceição 68 Berneck 69 Nórdica 70 Cecrisa 71 Intelbrás 72 PUC RS 73 Lojas Salfer 74 Casan 75 Portobello 76 BSBios 77 AA Frigelar S.A. 78 Fras-Le 79 Guerra 80 PUC PR 81 Pamplona 82 Tramontina Cutelaria 83 Toniolo Busnello 84 SC Gás 85 Mili 86 Celulose Irani 87 Forjas Taurus 88 Cacique Café Solúvel 89 Ferramentas Gerais 90 Latino Americana 91 Cimento Itambé 92 O Boticário 93 Rodonorte Conces. Rodoviárias 94 Eliane 95 Medabil 96 Sulgás 97 Providência 98 Ouro Verde Transporte 99 Tuper 100 CDC Brasil

TOTAL DAS 100 MAIORES

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

683.443 RS 670.746 RS 667.906 PR 667.139 PR 660.411 SC 619.341 RS 605.497 RS 592.913 SC 577.998 RS 572.451 RS 570.584 RS 570.138 RS 568.446 PR 567.791 RS 555.647 PR 531.515 RS 525.677 PR 511.960 PR 498.680 SC 497.160 SC 496.190 RS 490.180 SC 489.036 SC 481.288 SC 474.174 RS 470.237 RS 469.417 RS 467.704 RS 467.115 PR 466.566 SC 459.676 RS 456.493 RS 453.307 SC 442.706 PR 439.294 RS 434.882 RS 432.614 PR 429.471 RS 427.462 SC 423.123 PR 422.819 PR 412.065 PR 408.174 SC 406.437 RS 397.944 RS 397.505 PR 394.764 PR 388.437 SC 384.349 PR 159.887.645

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 29


AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do NORDESTE cLASS. EMPRESA/SEDE 1 ALE 2 Chesf 3 Coelba 4 Suzano Papel e Celulose 5 Celpe 6 Supermercado G Barbosa 7 Farmácia Pague Menos 8 Grendene 9 Votorantim Cimentos 10 M Dias Branco 11 M&G 12 Embasa 13 Usina Caeté 14 J Macêdo 15 Oxiteno NE 16 Cemar 17 Estaleiro Atlântico Sul 18 Primo Schincariol NE 19 Bahiagás 20 Cosern 21 Carvalho Mercadao 22 Vicunha 23 EIT 24 Cepisa 25 Coruripe 26 Guararapes 27 Wind Power 28 Veracel 29 GDK 30 Santa Clara Alimentos 31 Avipal NE 32 Energisa Paraíba 33 Belgo Bekaert 34 Ferbasa 35 Copertrading 36 Ello Puma 37 Compesa 38 Ceal 39 Bahia Specialty 40 Energisa 41 Termopernambuco 42 Marcosa 43 Deten 44 Esmaltec 45 Via Sul/Fiat 46 Cagece 47 CGTF 48 Moura 49 Petrobahia 50 Ebal Baiana Alimentos 51 Nordestão

30 | MELHORES DOS MAIORES 2011

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

6.967.580 RN 5.150.548 PE 4.394.324 BA 4.244.727 BA 2.860.067 PE 2.491.178 SE 1.806.096 CE 1.604.507 CE 1.577.774 PE 1.487.407 CE 1.322.966 PE 1.300.993 BA 1.179.937 AL 1.179.632 CE 1.178.715 BA 1.147.502 MA 1.095.548 PE 1.069.397 BA 986.952 BA 969.179 RN 912.971 PI 901.995 CE 880.854 CE 870.855 PI 862.179 AL 808.295 RN 795.084 PE 778.204 BA 753.616 BA 749.206 CE 726.291 BA 724.227 PB 699.665 BA 691.498 BA 691.172 AL 687.397 PE 678.292 PE 625.554 AL 614.212 BA 568.464 SE 568.217 PE 564.184 CE 563.468 BA 561.806 CE 558.439 PE 500.976 CE 487.793 CE 486.269 PE 482.401 BA 475.850 BA 461.837 RN

cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

52 Sertaneja 458.395 BA 53 Primo Schincariol NE 449.909 MA 54 Copergás 443.995 PE 55 Ale Combustíveis 441.862 RN 56 Unilever Sorvetes 440.956 PE 57 White Martins NE 417.076 PE 58 Nufarm 407.759 CE 59 Caraíba 401.014 BA 60 Vipal Nordeste 397.414 BA 61 Manati 387.497 BA 62 Sant’Ana Drogaria 357.332 BA 63 Hospital São Rafael 343.555 BA 64 Cagepa 338.513 PB 65 Eurovia 334.129 PE 66 Construtora Marquise 317.502 CE 67 M&G 305.466 PE 68 Caern 301.726 RN 69 Fluxo Assessoria 296.010 PE 70 Petrovia 290.155 PE 71 NC Energia 289.883 PE 72 Itapebi 288.225 BA 73 Raymundo da Fonte 287.032 PE 74 CIV 286.789 PE 75 Sertenge 285.370 BA 76 Sucesso 279.024 PI 77 Bahia Pesca 276.979 BA 78 Sococo 273.557 AL 79 Moinho Cearense 264.703 CE 80 Alimentos Fartura 256.755 CE 81 EDN Estireno 255.939 BA 82 Ceará/MB 254.778 CE 83 Dafruta 254.373 PE 84 Trifil Scala 248.760 BA 85 Norsergel 247.045 MA 86 Sansuy 246.538 BA 87 Bonanza Supermercados 246.505 PE 88 Tequimar 241.052 BA 89 TBM 235.846 CE 90 Cegás 235.416 CE 91 Edson Queiroz 234.817 CE 92 Deso 233.681 SE 93 Atakarejo 233.392 BA 94 Viena 232.653 MA 95 Agespisa 230.738 PI 96 Cresauto 223.640 BA 97 Usina Santo Antonio 222.929 AL 98 Ilpisa 222.857 AL 99 Supermercado da Família 222.749 PE 100 Frigotil 222.625 MA TOTAL DAS 100 MAIORES 79.411.215


As 100 maiores empresas do CENTRO-OESTE cLASS. EMPRESA/SEDE 1 Brasil Telecom 2 Caoa 3 Eletronorte 4 Infraero 5 Emgea 6 Celg Distribuição 7 Cemat 8 Caramuru Alimentos 9 Claro Centro-Oeste 10 Serpro 11 Terracap 12 Enersul 13 Ferronorte Ferrovias 14 CEB 15 Saneago 16 Caesb 17 Saga GO 18 Fujioka 19 LBR Lácteos 20 Dataprev 21 Via 22 Serv. Social Autônomo 23 FAR 24 Estação Transmissora 25 Supermaia 26 Disbrave/Brasília 27 Jorlan Veículos 28 Brasal Refrigerantes 29 Supermercado Modelo 30 Conab 31 CDSA 32 Politec Informática 33 Emsa 34 Suécia 35 Brasil Telecom Call 36 Nutriza 37 Alfa Empreendimentos 38 Mineração Serra Grande 39 CPRM 40 Sama Mineração 41 Teuto 42 Govesa 43 Barralcool 44 Autotrac 45 Maeda 46 UCB 47 Serra da Borda 48 ATP Tecnologia 49 Centro-Oeste Rações 50 Jalles Machado 51 Proforte

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

8.373.022 DF 3.545.856 GO 3.430.390 DF 2.908.309 DF 2.748.959 DF 2.163.746 GO 1.956.588 MT 1.788.648 GO 1.659.707 DF 1.442.122 DF 1.322.680 DF 1.157.009 MS 1.092.708 MT 1.025.652 DF 876.531 GO 865.439 DF 842.733 GO 739.442 GO 693.132 GO 618.723 DF 581.100 DF 580.630 DF 576.812 DF 571.856 DF 413.880 DF 410.966 DF 409.134 DF 403.355 DF 392.763 MT 373.992 DF 373.198 GO 349.638 DF 346.778 GO 345.074 GO 321.989 DF 305.960 GO 303.285 DF 298.574 GO 289.453 DF 279.505 GO 274.402 GO 271.067 GO 267.987 MT 262.963 DF 254.014 GO 243.819 GO 240.059 MT 226.687 DF 225.255 GO 224.554 GO 223.458 GO

cLASS. EMPRESA/SEDE 52 Sanesul 53 Brasfrigo 54 Vale do Verdão 55 Renosa 56 Santana Têxtil 57 Agra 58 Jardim Mangueral 59 Cassems 60 Slaviero/Brasília 61 Correio Braziliense 62 Hospital Santa Lúcia 63 Rodobens Caminhões 64 Hiper Moreira 65 Drogaria do Rosário 66 Via Empreendimentos 67 MB Engenharia 68 Anadiesel 69 Tecar DF 70 Usinavi 71 Lince Veículos 72 Águas Guariroba 73 ABV 74 Urucum 75 Ponte de Pedra 76 Tonon Bioenergia 77 Hospital Santa Luzia 78 Cast Informática 79 Eldorado 80 Tropical Bioegergia 81 Hospital Santa Helena 82 Corumbá 83 Itiquira 84 Alcoolvale 85 Supermercado Big Bom 86 Usina Panorama 87 V Anhanguera 88 Dan Hebert Construtora 89 Del Moro Aurora Supermercados 90 Geolab 91 CEB Lajeado 92 Disbral 93 Linha Vede Energia 94 Sanecap 95 MSGÁS 96 Caenge 97 TME 98 Jornal O Popular 99 Agromon 100 Pró Brazilian

TOTAL DAS 100 MAIORES

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

212.335 MS 212.255 GO 211.542 GO 210.815 MT 195.319 MT 190.109 MT 183.132 DF 181.282 MS 178.079 DF 177.939 DF 176.902 DF 172.964 MT 171.832 GO 166.641 DF 164.794 DF 162.065 GO 154.741 GO 154.349 DF 153.439 MS 152.195 GO 148.048 MS 144.438 MS 144.221 MS 137.880 MT 136.461 MS 135.042 DF 132.295 DF 127.885 MS 126.857 GO 121.573 DF 117.204 DF 116.244 MT 113.825 MS 111.216 MS 110.853 GO 108.250 GO 104.241 DF 101.013 MT 100.203 GO 96.747 DF 96.599 GO 95.822 DF 94.064 MT 93.853 MS 93.779 DF 93.430 MT 91.425 GO 90.252 MT 90.054 GO 56.750.108

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 31


AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do NORTE cLASS. EMPRESA/SEDE 1 Alunorte 2 Sabbá 3 Celpa 4 Albrás 5 Y Yamada 6 Semp Toshiba AM 7 Arosuco 8 Videolar 9 Whirlpool AM 10 Rio do Norte 11 Ceron 12 Celtins 13 Vivara 14 Imifarma 15 CRA 16 Bic Amazônia 17 T Loureiro 18 Coca-Cola Compar 19 Showa 20 Imerys Rio Capim 21 PST Eletrônica 22 Itautinga 23 Águas do Amazonas 24 Cemaz 25 White Martins Norte 26 Amcor AM 27 Elcoteq AM 28 Investco 29 Itaituba 30 Facepa 31 Technos AM 32 Caloi Norte 33 Cosanpa 34 Cibrasa 35 Cea 36 Sat-Bras 37 Hermasa 38 Saneatins 39 Cadam 40 Agropalma 41 Estacon 42 Pemaza Norte 43 Pará Pigmentos 44 BVEnergia 45 Manauaura 46 Alubar Cabos 47 Gera Geradora 48 Hiléia 49 Estaleiro Rio Maguari 50 Taboca 51 Inst. Norte Brasileira

32 | MELHORES DOS MAIORES 2011

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

2.650.976 PA 2.465.734 AM 2.110.961 PA 1.652.854 PA 1.229.939 PA 1.225.535 AM 1.065.783 AM 794.963 AM 741.663 AM 653.680 PA 600.477 RO 580.569 TO 578.112 AM 540.670 PA 385.236 PA 370.806 AM 366.999 AM 316.783 PA 313.133 AM 286.641 PA 262.062 AM 242.837 AM 236.421 AM 227.752 AM 220.772 PA 205.816 AM 200.154 AM 190.500 TO 183.388 PA 178.511 PA 177.659 AM 174.432 AM 170.082 PA 161.691 PA 155.050 AP 148.805 AM 147.438 AM 142.218 TO 141.656 PA 137.828 PA 135.570 PA 135.222 AM 131.267 PA 127.256 RR 126.603 AM 124.380 PA 123.984 AM 108.560 PA 103.125 PA 101.540 AM 100.211 PA

cLASS. EMPRESA/SEDE 52 Adventista Norte Bras 53 Amazonas Energia 54 Seculus AM 55 Cerpa 56 Importadora Ferragens 57 Emater PA 58 Pastore AM 59 Dumont Saab 60 Caerd 61 Weg AM 62 CNA AM 63 Docas Pará 64 Placibrás - DF 65 Sococo AM 66 Amcel 67 Prodam AM 68 Castanhal 69 Copag 70 Curuá Energia 71 Quartetto Supermercado 72 Tramontina Norte 73 Frizam 74 Unimed Palmas 75 A W Faber Castell AM 76 Hospital Metropolitano 77 Nacional Asfalto 78 WHB do Brasil 79 Orsa da Amazônia 80 Supermercado Amazônia 81 Tec Toy 82 Capital 83 Pará Raymundo Fonte 84 A Luzitana 85 Melt Metais e Ligas 86 Pagrisa 87 Orsa Florestal 88 Tramontina Belém 89 Caer 90 Alubar 91 AméricaTampas AM 92 Rede Supermercados Valor 93 Cohab Para 94 Armazém Brasil 95 Brascomp 96 Construamec 97 Portugual Auto Serviços 98 Buriti Energia 99 Cisper AM 100 Porto Franco

TOTAL DAS 100 MAIORES

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

UF

100.113 PA 99.431 AM 99.347 AM 94.365 PA 90.917 PA 84.982 PA 84.767 AM 79.516 AM 78.139 RO 73.102 AM 72.820 AM 71.947 PA 69.204 AM 69.069 PA 64.607 AP 59.863 AM 58.879 PA 56.499 AM 55.704 PA 54.483 TO 53.596 PA 53.326 AM 52.594 TO 52.574 AM 52.004 PA 51.464 TO 50.509 AM 49.550 AM 49.500 PA 48.282 AM 46.259 AM 45.867 PA 44.775 RO 44.629 RO 43.885 PA 41.069 PA 39.800 PA 37.422 RR 36.721 PA 35.727 AM 35.314 PA 32.812 PA 32.153 AP 31.127 PA 30.407 PA 28.459 PA 27.893 PA 25.684 AM 25.138 TO 26.670.599


MKT-OUT/11

Quando o assunto é SAÚDE, não medimos esforços para a satisfação plena de nossos clientes.

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Santamália Saúde entre os maiores destaques do Prêmio Melhores dos Maiores 2011 realizado pela Associação Comercial de São Paulo em parceria com o Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa – antigo Ibmec)

Com 44 anos de mercado, o Grupo de Saúde Santamália é um dos maiores complexos de saúde de São Paulo e ABCDMR, responsável por mais de 200 mil vidas em sua carteira de clientes. Conta com 17 centros médicos e 2 hospitais próprios: o Hospital e Maternidade Bosque da Saúde (zona Sul) e o Hospital Montemagno (zona Leste). A Santamália Saúde é referência no segmento de saúde e vem ao longo de sua história cumprindo a missão de restabelecer, preservar a saúde e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

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AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

Um tripé bem equilibrado As companhias privadas nacionais, estrangeiras e estatais dividem mais harmoniosamente os resultados Quando olhadas do lado da origem de capital, as 100 maiores empresas privadas nacionais, as estrangeiras e as estatais mostram uma divisão mais harmoniosa de resultados. No conjunto, foram responsáveis, em 2010, por receitas líquidas de R$ 1,02 trilhão, o equivalente a 58,5% do total da amostragem. As privadas nacionais ficaram à frente, com 37,65%, seguidas das estrangeiras, com 32,65% e das estatais, com 29,7%. Examinadas isoladamente, apenas as estatais mostram algum desequilíbrio interno, por concentração: a líder é a Petrobras, cuja receita é superior à soma das demais 99 listadas, isto é, crava 51,6% do total. No caso das privadas nacionais, a Vale, primeira colocada, tem 13,2% na mesma comparação. O desempenho de todas as companhias, não importa a origem, neste ano tem acompanhado as previsões, feitas no final do ano passado, de que a expansão em 2011 seria firme, porém moderada. Embora ainda sem pessimismo, as empresas nacionais são cautelosas ao falar no próximo ano – em especial aquelas cujos resultados dependem mais das operações com o exterior – devido à segunda vaga da crise internacional que ameaça as economias desenvolvidas. A crise, a propósito, tem sido um incentivo a mais para aguçar o apetite das companhias estrangeiras pelo Brasil, cuja imagem de porto seguro correu mundo depois da turbulência de 2008-2009. Ao fechar as contas externas do mês de setembro passado, o Banco Central (BC) contabilizava o ingresso líquido de

34 | MELHORES DOS MAIORES 2011

US$ 50,5 bilhões de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil de janeiro até então. Ainda segundo o BC, a maior parte do IED registrado neste ano, US$ 40,1 bilhões, ou 79,4% dos ingressos totais, é destinada à compra de participação em empresas. A quantia é quase que o dobro dos US$ 20,3 bilhões destinados ao mesmo fim ingressados no mesmo período do ano passado. No ano passado já se percebia essa tendência. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a compra de empresas brasileiras por estrangeiras somou R$ 56,9 bilhões, 30,8% do volume total das 143 operações de fusões, aquisições e reestruturações societárias que movimentaram R$ 184,8 bilhões. Nos dois anos anteriores, 2008 e 2009, predominaram as aquisições entre empresas brasileiras – 74,5% e 72,1% do valor dos negócios realizados. As empresas oficiais mantém-se acomodadas na condição de perna mais curta do tripé privadasestrangeiras-estatais. Apesar do corte de R$ 50,7 bilhões de reais que o governo federal anunciou no primeiro trimestre, as 73 empresas federais (66 do setor produtivo e sete do setor financeiro) mantiveram sua intenção de investir R$ 107,3 bilhões em 2011. Das empresas do setor produtivo, 28 pertencem ao grupo Petrobras e 15, ao grupo Eletrobras. De acordo com o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento (Dest/MP), 93,17% dos recursos sairão dos caixas das próprias companhias.


cLASS. EMPRESA/SEDE RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

cLASS. EMPRESA/SEDE RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Vale - RJ 2 Ipiranga - RJ 3 Superm. Pão de Açúcar - SP 4 TMAR - RJ 5 Ambev - SP 6 JBS - SP 7 Usiminas - MG 8 Sadia - SC 9 BRF Brasil Foods - SP 10 Cosan CL - RJ 11 CSN - RJ 12 Brasil Telecom - DF 13 Embraer - SP 14 Gerdau Aços Longos - RJ 15 Oi - RJ 16 VRG - RJ 17 ALE - RN 18 Cereal Sul - SP 19 Cemig Distrib. - MG 20 Nova Casa Bahia - SP 21 Samarco Mineração - MG 22 Norberto Odebrecht - RJ 23 Natura - SP 24 CPFL - SP 25 Lojas Americanas - RJ 26 Camargo Corrêa Constrs. - SP 27 Ponto Frio - RJ 28 Coelba - BA 29 Gerdau Açominas - MG 30 Suzano Papel e Celulose - BA 31 Magazine Luiza - SP 32 Votoran - SP 33 Amil - RJ 34 Ambev Brasil - SP 35 Const. Andrade Gutierrez - MG 36 Ecopolo Ambiental - SP 37 Marfrig - SP 38 Celesc - SC 39 B2W - SP 40 Klabin - SP 41 Fibria - SP 42 Copersucar - SP 43 Const. Queiroz Galvão - RJ 44 Iveco - MG 45 Caoa - GO 46 Heringer - ES 47 WEG - SC 48 Ycatu Engenharia - SC 49 Gerdau Aços - RS 50 Metron - ES 51 Minerva - SP

52 MMC - SP 53 Ferreira - ES 54 Sendas - RJ 55 Construtora OAS - SP 56 Martins Distribuição - MG 57 Casas Pernambucanas SP - SP 58 CBMM - MG 59 Hypermarcas - SP 60 Celpe - PE 61 Delta Construções - RJ 62 Ultragaz - SP 63 Seara - SC 64 Emgea - DF 65 Alunorte - PA 66 Duratex - SP 67 Profarma - RJ 68 Cosan - SP 69 CBA Alumínio - SP 70 Supermercado G Barbosa - SE 71 CPFL Piratininga - SP 72 Unimed Rio - RJ 73 Positivo Informática - PR 74 Cosan S.A. Açucar Álcool - SP 75 Estabelecimento Unificado - RJ 76 Galvão Engenharia - SP 77 Lojas Riachuelo - SP 78 TNL Contax - RJ 79 RGE - RS 80 Celpa - PA 81 Prezunic - RJ 82 Bretas Supermercados - MG 83 Editora Abril - SP 84 Drogasil - SP 85 Drogaria SP - SP 86 Cemat - MT 87 NET Serviços - SP 88 Amil Saúde - SP 89 Noble - SP 90 Zaffari/Porto Alegre - RS 91 Brasil Telecom - DF 92 Quattor - SP 93 Localiza - MG 94 Votorantim Sidergia - SP 95 Farmácia Pague Menos - CE 96 Epa - SP 97 Droga Raia - SP 98 Caramuru Alimentos - GO 99 Namisa - MG 100 Cotia Vitória - ES

51.386.000 36.311.714 15.512.508 13.370.434 12.742.200 11.770.293 11.424.351 11.034.004 10.929.898 10.061.116 8.604.360 8.373.022 8.130.393 7.866.041 7.169.445 6.979.447 6.967.580 6.928.819 6.927.122 6.470.126 6.234.332 5.748.129 5.514.315 5.360.015 5.344.585 4.911.292 4.557.788 4.394.324 4.348.240 4.244.727 4.193.623 4.171.150 4.156.314 4.095.317 3.949.734 3.922.852 3.900.258 3.888.854 3.803.907 3.787.546 3.763.814 3.677.336 3.645.233 3.576.818 3.545.856 3.521.473 3.463.440 3.395.206 3.265.640 3.253.547 3.208.357

Total das 100 maiores

3.105.977 3.027.894 3.009.317 2.943.002 2.924.119 2.917.699 2.902.786 2.886.460 2.860.067 2.827.995 2.816.065 2.771.892 2.748.959 2.650.976 2.633.085 2.625.471 2.583.094 2.577.590 2.491.178 2.436.451 2.434.971 2.328.135 2.322.073 2.247.128 2.241.539 2.190.137 2.164.733 2.125.171 2.110.961 2.101.916 2.100.467 2.013.050 2.005.216 1.975.783 1.956.588 1.946.417 1.906.701 1.901.087 1.899.871 1.893.948 1.892.883 1.870.325 1.864.690 1.806.096 1.796.404 1.793.893 1.788.648 1.787.078 1.764.739

AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

As 100 maiores empresas privadas NACIONAIS

384.594.538

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 35


AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

As 100 maiores empresas ESTRANGEIRAS cLASS. EMPRESA/SEDE RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL procedência

cLASS. EMPRESA/SEDE RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL procedência

1 Carrefour - SP 2 Fiat S.A. - MG 3 Walmart - SP 4 Vivo - PR Telefônica SP - SP 5 6 Bunge Alimentos - SC 7 Cargill - SP 8 TIM Celular - SP 9 ArcelorMittal - MG 10 Claro - SP 11 Embratel - RJ 12 Eletropaulo - SP 13 Renault do Brasil - PR 14 Light Eletricidade - RJ 15 Whirlpool - SP 16 Louis Dreyfus - SP 17 Souza Cruz - RJ 18 Makro Atacadista - SP 19 Basf - SP 20 Comgás - SP 21 Coca-Cola Spal - SP 22 Bayer - SP 23 Elektro - SP 24 Bunge Fertilizantes - SP Tractebel Energia - SC 25 26 Electrolux Brasil - PR 27 Nextel Telecoms - SP 28 Siemens - SP 29 Du Pont - SP 30 Ampla - RJ 31 ArcelorMittal Inox Brasil - MG 32 Sabbá - AM 33 Kraft Foods - PR 34 V&M - MG 35 Bandeirante Energia - SP 36 Dow - SP 37 Atento - SP Roche - SP 38 39 Mosaic - SP 40 Alcoa - MG 41 Novartis - SP 42 AES Sul - RS 43 Yara Brasil - RS 44 CEG - RJ 45 AES Tietê - SP 46 Goiasfertil - SP 47 Doux Frangosul - RS 48 Claro Centro Oeste - DF 49 GR - SP 50 Cenibra - MG 51 Belgo Bekaert - MG

52 Ericsson - SP 53 Aços Villares - SP 54 Ciminas - SP 55 Atlas Schindler - SP 56 Chocolates Garoto - ES 57 Enersul - MS 58 Cemar - MA 59 Clariant - SP 60 Kinross Brasil - MG 61 Prosegur Brasil - MG Innova - RS 62 63 Confab - SP 64 Magneti Marelli Cofap - SP 65 Duke Energy - SP 66 Usina Guarani - SP 67 Teksid - MG 68 Prysmian Energia Cabos - SP 69 Tangará - ES 70 CPM Braxis - SP 71 Norte Fluminense - RJ 72 Bombril - SP 73 Solvay Indupa - SP 74 Whirlpool AM - AM 75 Enertrade - SP 76 Alcatel Lucent - SP 77 Owens lllinois - SP 78 Belgo Bekaert - BA 79 Estaleiro Mauá - RJ 80 Brookfield - RJ 81 Milenia - PR 82 ThyssenKrupp - SP 83 Escelsa - ES 84 Terra Networks - RS 85 Bahia Specialty - BA 86 Coml Alimentos Carrefour - SP 87 A Telecom - SP 88 Deten - BA 89 Petronas Lubrificantes - MG 90 Lafarge Brasil - RJ 91 OdontoPrev - SP 92 Techint - SP 93 PPE - SP 94 Valid - RJ 95 ED & F Man - RJ 96 Esteve - ES 97 Saint-Gobain Vidros BRA - SP 98 CGTF - CE Star One - RJ 99 100 Mobitel - SP

36 | MELHORES DOS MAIORES 2011

25.622.503 França 20.667.547 Itália 19.725.992 Estados Unidos 14.653.824 Portugal 14.581.961 Espanha 14.527.173 Holanda 14.267.632 Estados Unidos 13.742.609 Itália 11.555.073 Índia 10.295.146 México 10.101.736 Estados Unidos 9.697.157 Estados Unidos 6.131.142 França 6.097.103 França 5.666.301 Estados Unidos 5.391.376 França 5.364.200 Inglaterra 5.253.670 Holanda 5.194.009 Alemanha 4.095.343 Inglaterra 3.703.886 Panamá 3.671.970 Alemanha 3.368.855 Estados Unidos 3.213.697 Holanda 3.141.168 França 3.093.361 Suécia 2.974.685 Estados Unidos 2.906.959 Alemanha 2.777.339 Estados Unidos 2.745.730 Espanha 2.737.540 Índia 2.465.734 Holanda/Inglaterra 2.440.078 Estados Unidos 2.284.418 França 2.259.256 Portugal 2.204.868 Estados Unidos 2.102.712 Espanha 2.023.081 Canadá 1.950.029 Estados Unidos 1.901.483 Estados Unidos 1.887.071 Suíça 1.866.037 Estados Unidos 1.817.187 Noruega 1.783.690 Espanha 1.747.032 Estados Unidos 1.715.214 Holanda 1.661.163 França 1.659.707 México 1.598.899 França/Inglaterra 1.536.575 Japão 1.490.178 Luxemburgo

Total das 100 maiores

1.483.555 Suécia 1.456.412 Espanha 1.320.213 Suíça 1.226.569 Suíça 1.173.225 Suíça 1.157.009 Portugal 1.147.502 Estados Unidos 1.091.927 Suíça 1.049.801 Canadá 1.043.005 Espanha 887.908 Argentina 882.805 Argentina 878.005 Itália 862.303 Estados Unidos 835.436 França 828.553 Itália 828.340 Itália 815.885 Suíça 792.513 Alemanha 791.805 França 790.042 Itália 758.687 Argentina 741.663 Estados Unidos 741.414 Portugal 716.896 França 704.470 Holanda 699.665 Luxemburgo 695.654 Cingapura 686.544 Canadá 667.139 Israel 636.704 Alemanha 624.511 Portugal 619.341 Espanha 614.212 Finlândia 598.765 França 596.381 Espanha 563.468 Espanha 560.868 Itália 542.940 França 531.857 USA/Bélgica/Luxemburgo 528.738 Argentina 509.194 Itália 502.120 Estados Unidos 501.492 Inglaterra 500.611 Suíça 490.912 França 487.793 Espanha 486.193 Estados Unidos 475.359 Portugal 333.487.503


AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

As 100 maiores empresas ESTATAIS cLASS. EMPRESA/SEDE RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

cLASS. EMPRESA/SEDE RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Petrobras - RJ 2 BR - RJ 3 Refap - RS 4 Sabesp - SP Furnas - RJ 5 6 Chesf - PE 7 Transpetro - RJ 8 Copel Distribuição - PR 9 Cemig GT - MG 10 Eletronorte - DF 11 Copasa MG - MG 12 Infraero - DF 13 Cesp - SP 14 Cedae - RJ 15 Liquigás Distribuidora - SP 16 Celg D - GO 17 CMB - RJ 18 CTEEP - SP 19 Eletronuclear - RJ 20 Copel Geração Trasmissão - PR 21 Corsan - RS 22 Sanepar - PR 23 Serpro - DF 24 Metrô SP - SP 25 Terracap - DF 26 CPTM - SP 27 Bahiagás - BA 28 Saneago - GO 29 Cepisa - PI 30 Caesb - DF 31 Comlurb - RJ 32 CEEE - RS 33 Eletrosul - SC 34 TBG - RJ 35 Compesa - PE 36 Ceal - AL 37 Dataprev - DF 38 Codesp - SP 39 Gasmig - MG 40 Termorio - RJ 41 Hospital N. S. Conceição - RS 42 Cagece - CE 43 Casan - SC 44 Prodesp - SP 45 Sanasa - SP 46 Copergás - PE 47 Cesan - ES 48 Telefônica Data - SP 49 Sulgás - RS 50 Brasil Biodiesel - SP 51 SPTrans - SP

52 Conab - DF 53 MGS Minas Gerais - MG 54 Cobra Tecnologia - RJ 55 Cagepa - PB INB - RJ 56 57 Cetesb - SP 58 Caern - RN 59 CPRM - DF 60 Imesp - SP 61 Bahia Pesca - BA 62 Compagás - PR 63 Nuclep - RJ 64 Cegás - CE 65 Deso - SE 66 Agespisa - PI 67 Epagri - SC 68 Codemig - MG 69 Sanesul - MS 70 Docas RJ - RJ 71 CGTEE - RS 72 Emater MG - MG 73 Proguaru - SP 74 Cosanpa - PA 75 Prodam São Paulo - SP 76 Prodemge - MG 77 Procergs - RS 78 CEA - AP 79 Sercomtel - PR 80 Emae- SP 81 Saneatins - TO 82 Valec - MA 83 Algás - AL 84 Parque Anhembi - SP 85 Cristo Redentor - RS 86 BVEnergia - RR 87 IPT - SP 88 Dersa - SP 89 Cetrel - BA 90 Potigás - RN 91 Copel Telecom - PR 92 Corumbá - DF 93 CBTU - RJ 94 Celepar - PR 95 Codasp - SP 96 CDHU-Est.Unif. - SP 97 PBGás - PB 98 Urbam - SP 99 EBDA - BA 100 Procempa - RS Total das 100 maiores

38 | MELHORES DOS MAIORES 2011

156.487.000 55.045.731 9.231.472 9.230.370 6.449.652 5.150.548 4.255.072 3.890.081 3.433.470 3.430.390 3.226.745 2.908.309 2.905.327 2.864.795 2.684.592 2.163.746 2.095.919 1.735.190 1.671.951 1.621.145 1.576.992 1.480.274 1.442.122 1.331.057 1.322.680 1.318.980 986.952 876.531 870.855 865.439 795.508 738.519 723.906 722.434 678.292 625.554 618.723 603.875 571.507 570.833 531.515 500.976 489.036 466.002 461.596 443.995 408.096 408.082 397.944 394.792 376.544

373.992 366.184 344.688 338.513 321.619 317.928 301.726 289.453 286.962 276.979 266.723 240.874 235.416 233.681 230.738 226.240 220.216 212.335 205.221 199.301 194.584 172.393 170.082 166.927 162.333 158.880 155.050 144.320 142.781 142.218 140.839 134.878 128.912 127.549 127.256 126.275 123.448 120.557 118.481 117.784 117.204 115.288 114.360 109.690 109.162 106.757 104.831 101.616 100.820 303.309.782


AGRONEGÓCIO Cotações internacionais excelentes ajudam a garantir o superávit na balança comercial brasileira

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 39


Outra vez, a garantia do superávit

AGRONEGÓCIO

Avanço nas vendas externas foi favorecido por cotações excepcionais. Mas não seria possível sem a expansão de todos os segmentos

M

ais uma vez o agronegócio será o esteio mais forte do comércio exterior brasileiro, consolidando-se como o segundo maior exportador de produtos do gênero do planeta, atrás dos Estados Unidos – ou primeiro, se forem levadas em conta as vendas líquidas, isto é, descontadas as importações. Com embarques no valor de US$ 88,3 bilhões no período de 12 meses encerrado em setembro, cresceu 24,8% em relação ao mesmo período do ano anterior; mantido o ritmo atual, pode fechar 2011 com US$ 95 bilhões, ultrapassando com folga o recorde registrado no ano passado, de US$ 76,4 bilhões. A boa notícia para as contas externas do País fica melhor, por se tratar de um setor parcimonioso em importações. No ano passado, mesmo aumentando 35,2% em relação a 2010, somaram US$ 13,4 bilhões, deixando, portanto, um saldo positivo de US$ 63 bilhões, mais do que suficiente para cobrir o déficit em outras áreas e permitir que a balança comercial total fechasse com US$ 20 bilhões positivos. Sustentam esses números as cotações excepcionais obtidas pelas commodities no mercado mundial. Mas não é só isso. Os embarques têm aumentado e, principalmente, não seriam alcançados se o setor não estivesse em franca expansão.

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Pelos últimos dados disponíveis, de agosto, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), sabe-se que a safra de grãos da safra 2010/2011 baterá recorde e deve chegar a 161,5 milhões de toneladas. A previsão do faturamento bruto das 20 principais lavouras do Brasil – esta baseada em informações da safra até setembro – é de R$ 205 bilhões, 12,1% a mais do que no ano passado, quando foi R$ 182,8 bilhões. Na agricultura, concordam os especialistas, com exceção do arroz, cultura que não tem interessado os produtores devido ao desestímulo da baixa remuneração e da baixa do consumo por mudanças nos hábitos alimentares do consumidor, 2011 é um ano excelente. As culturas principais – soja, milho, café, algodão – tiveram uma das melhores safras, senão a melhor, com rentabilidade recorde para quase todas as regiões produtoras, afirmam.

LEITE EM EQUILÍBRIO Para a cana se espera uma redução de atividade. Neste ano, as usinas do CentroSul do País, que concentram perto de 90% da produção brasileira, deverão moer menos que os 557 milhões de toneladas da safra passada, de 490 milhões a 500 milhões, segundo a mais recente estimativa da União da Indústria de Canade-Açúcar (Unica).


agronegócio

Entre o início da safra 2011/12, em março ou abril deste ano, dependendo da região, e a primeira quinzena de outubro, haviam processado 436,5 milhões de toneladas. Essa freada é um reflexo dos problemas iniciados com a crise financeira internacional de 2008/09. Os produtores, desestimulados pela perda de rentabilidade, não renovaram os canaviais e com isso perderam produtividade. Na sequência, em 2010 enfrentaram uma estiagem prolongada no segundo semestre, seguida de excesso de chuvas. Os de São Paulo ainda sofreram com duas geadas ocorridas em julho e agosto. Esses desastres provocam perda no teor de açúcares. Nos cálculos de Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da Unica, a produção de açúcar deverá ficar ao redor de 31 milhões de toneladas, 7,5% abaixo dos 33,5 milhões de toneladas da safra passada; a de etanol, entre 20 bilhões a 25 bilhões de litros, em queda mais pronunciada (16% a 18%) em relação aos 24,5 bilhões anteriores. A oferta menor trará consequências para os mercados consumidores doméstico e internacional, já que o Brasil responde por um quarto da produção mundial e por metade das exportações globais de açúcar, além de ser o segundo maior produtor de etanol. Na pecuária de corte e de leite, o Brasil tende a manter crescimento no restante deste ano e também ao longo de 2012. As exportações de carne bovina, importante item da pauta de exportação, deverão render perto de US$ 5 bilhões em 2011. Do lado da produção de leite, a rentabilidade deverá atingir índices ainda positivos, mas ligeiramente inferiores aos de 2010, devido ao crescimento dos custos operacionais médios, em torno de 40%, enquanto os preços recebidos pelos produtores aumentaram, em média, de 15% a 20%. A produção deverá avançar de 2% a 2,5%, para 31,5 bilhões a 31,7 bilhões de litros. A demanda doméstica, tanto em 2011 quanto em 2012 e nos anos seguintes cres-

cerá de 3,5% a 4% – média que vem sendo mantida desde 2000, de acordo com Rafael Ribeiro de Lima Filho, da Scot Consultoria. Oferta e demanda continuam equilibradas, sem previsão de excedentes relevantes, o que deverá manter os preços ligeiramente sob pressão, favorecendo os produtores.

ALIMENTAÇÃO MAIS FARTA A situação confortável em que se encontra a produção do campo brasileiro se estende às indústrias que gravitam no entorno: alimentos, bebidas e fumo. O primeiro segmento é o mais bem aquinhoado. A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) acredita que fechará este ano com um crescimento de 5% no volume físico comercializado e de 7,5% reais – descontada a inflação – no faturamento. Para 2012, a expectativa é de que o crescimento continue. A intensidade dependerá do cenário internacional. O ramo de bebidas, que, como a indústria alimentícia, é dos principais beneficiados com a incorporação de classes de baixa renda à classe média, também não tem do que se queixar. No primeiro semestre deste ano, as vendas de bebidas alcoólicas registraram uma alta de 1,6% e as de não alcoólicas, de 3%, segundo pesquisa da Nielsen. São marcas modestas, mas a indústria estava preparada para conviver com elas. Afinal veio de um ano de 2010 de consumo altamente aquecido, graças à Copa do Mundo. Já o ramo de tabaco, que retraíra 1,5% no ano passado em relação a 2009, retomou posição. Ainda segundo a Nielsen, no primeiro semestre de 2011, o consumo de cigarros cresceu 2,6% sobre o primeiro semestre de 2010, embora tenha ocorrido um aumento de preço de quase 2% em relação àquele mesmo período. Nas exportações, no entanto, o Brasil continua na liderança, tendo embarcado no ano passado US$ 2,73 bilhões, 1,4% do total das exportações brasileiras.

A indústria alimentícia estima crescer 7,5% reais; a de bebidas é mais moderada, pois sabe que não repetirá 2010, ano de Copa

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PREMIADA | AGRONEGÓCIO E ALIMENTOS | BUNGE

Sintonia com o negócio principal

Voltado para o que chama agronegócio expandido, o grupo anuncia novos investimentos no setor sucroalcooleiro A contratação de Pedro Parente, ex-ministro da Casa Civil do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), para ser o primeiro presidente da companhia no País, no início do ano passado, foi o ponto de partida para as profundas mudanças nas operações da Bunge Brasil. A missão recebida por ele: injetar sinergia na empresa. A primeira providência foi unificar os negócios, dispersos em quatro frentes: Bunge Alimentos (óleos, margarinas e produtos destinados à panificação), Bunge Fertilizantes, Bunge Agronegócio (que comercializa grãos, caroço de algodão, girassol e açúcar) e Bunge Açúcar e Bioenergia (açúcar, etanol e bioenergia). Com o redesenho, as companhias se tornaram divisões e o diretor de cada uma se reporta diretamente a Parente. “Claro que tínhamos certa integração, mas não como agora, quando está tudo debaixo do mesmo guarda-chuva”, conta Adalgiso Telles, diretor de assuntos institucionais e sustentabilidade da companhia. “Hoje, o mesmo funcionário que compra grãos é responsável por oferecer fertilizante ao cliente.” Para completar a racionalização, as diretorias de todas as divisões, espalhadas por estados diferentes, foram centralizadas em São Paulo. Na

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esfera administrativa, isso possibilitou imediatamente a eliminação de funções superpostas. Isto é, a companhia passou a ter uma única área de Recursos Humanos, um único setor financeiro, etc. – onde antes havia quatro. A renovação do quadro de funcionários foi grande: dos 23 mil empregados atuais, 14 mil têm menos de dois anos de casa, a idade do início da reforma – com a qual a companhia está conseguindo uma economia anual de US$ 120 milhões. A operação de enxugamento chegou também aos ativos. Ainda em 2010 o grupo decidiu que, no setor de fertilizantes, seus negócios deveriam se limitar às misturadoras, varejo e distribuição de produtos. Por isso, vendeu à Vale, por US$ 3,8 bilhões, a Bunge Participações e Investimentos (BPI), empresa com interesse na prospecção de fosfato. O motivo foi simples: nessa atividade o retorno começa depois de nove anos; nas demais a geração é mais rápida. Na verdade, há duas décadas a Bunge vem focando no que chama agronegócio expandido. Nos anos de 1970, do “milagre econômico”, chegou a ter empresas em ramos estranhos a seu negócio principal – imobiliário, informática e financeiro –, afinada à pregação da época: diver-


FOTOS: DIVULGAÇÃO/BUNGE

sificação de portfólio. Com a abertura econômica dos anos de 1990, resolveu voltar às origens. Em 2006, aproveitando a expertise adquirida como trading de grãos, passou a comercializar açúcar. No ano seguinte, deu sua primeira tacada no setor sucroalcooleiro comprando a usina Santa Juliana, em Minas Gerais. Daí em diante, não parou mais sua expansão no segmento, hoje tido como um dos mais promissores.

ENERGIA É O ALVO

TELLES: “Pessoas querem comer mais e melhor, o que é bom”

Em 2008, a empresa comprou a usina Monte Verde, no Mato Grosso do Sul. Um ano depois, começou o projeto greenfield da usina de Pedro Afonso, em Tocantins, inaugurada em julho deste ano. Mas a decisão mais ousada, que colocou a Bunge como a terceira maior esmagadora de cana do País – atrás da Cosan, com 63 milhões de toneladas, e do grupo Louis Dreyfus, com aproximadamente 40 milhões de toneladas –, foi a compra de cinco usinas do grupo Moema por US$ 1,5 bilhão em 2010. Com esse investimento, hoje a Bunge tem uma capacidade de processamento de mais de 20 milhões de toneladas. “As usinas são flex; o que determina se vamos produzir açúcar ou etanol é o mercado”, diz Telles.

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PREMIADA | AGRONEGÓCIO E ALIMENTOS | BUNGE

Mas o foco da Bunge vai muito além do açúcar e etanol. O grupo está mirando também no mercado de energia. Atualmente o grupo gera 250 GWh e consome 700 GWh por ano. Quer atingir a autossuficiência energética até 2013 e chegar a 2016 produzindo 1.500 GWh/ano, e então venderá o excedente. “Só na unidade de Pedro Afonso foram investidos US$ 20 milhões em cogeração para produção de 180 GWh ano, capacidade suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes”, diz Telles Há cinco anos no setor sucroalcooleiro, já aprendeu suas peculiaridades. “A cana-deaçúcar é muito diferente das outras commodities, o plantio não pode estar a mais de 60 quilômetros da usina, porque o custo logístico inviabiliza a operação”, diz Telles. Por isso, mais da metade dos US$ 2,5 bilhões que a empresa pretende investir no período 2012/ 2016 irá para a área agrícola: plantio e maquinário. Para a Bunge, terra não é um ativo interessante. No entanto, para não correr o risco de desabastecimento, tem sempre uma parte de área própria, que varia de 40% a 60%, dependendo da região em que está a usina. Agora, tem pela frente o parecer da Advocacia Geral da União (AGU), de agosto do ano passado, que limitou a compra de terras por empresas controladas por estrangeiros. “Se não tivermos condições de fornecer para manter a usina funcionando, não compensa investir em greenfields”, diz Telles. A usina de Pedro Afonso só se viabilizou porque as terras tinham sido adquiridas bem antes da lei, diz ele. “Lá, é uma região tradicional de soja, tivemos que começar com 100% de área própria para o plantio de cana”, diz o diretor. A situação é bem diferente do que acontece nas usinas Moema, em que a oferta é bem maior. O fato é que o Brasil é a grande estrela da Bunge global e responde por uma fatia entre 40% e 60% do faturamento do grupo. Prova

disso é que Alberto Weisser, um brasileiro, é o presidente mundial da companhia. No ano passado, a receita líquida da Bunge Brasil foi de R$ 14,5 bilhões. Neste ano, entre janeiro e agosto, ela se destacou como a terceira maior exportadora do Brasil, atrás apenas da Vale e da Petrobras, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

ALINHAMENTO GLOBAL Quanto ao fechamento de 2011 e a 2012, Telles faz várias ponderações. Embora a demanda por commodities agrícolas esteja aquecida, o diretor salienta que o maior importador do Brasil é a China. “Por enquanto eles não foram impactados com a crise nos EUA e Europa, mas qualquer efeito lá nos prejudica aqui”, diz. O petróleo é outro elemento que pode mexer com o mercado: se o preço cai, as pessoas passam a preferir a gasolina e o etanol também cai. Como consequência, os Estados Unidos podem deslocar a produção de milho, hoje voltada ao biocombustível, para o consumo, derrubando o preço da commodity. Por outro lado, a população mundial não para de crescer e o poder aquisitivo nos países emergentes aumenta dia após dia. “Com a melhoria das condições de vida, as pessoas querem comer mais e melhor, o que é muito bom”, finaliza o diretor. Com todas essas frentes onde operar, a Bunge Brasil não dá por encerrado o ciclo de mudanças iniciado em 2010. O desafio agora é afinar a cultura da unidade do País – no qual desembarcou há 106 anos – à da Bunge global, um grupo fundado em Amsterdã em 1818, hoje com sede em Nova York. Essa etapa está em andamento: já foi criado um programa com intuito de discutir visão, missão e valores, a fim de chegar ao alinhamento desejado.

O próximo mercado a ser desbravado é o de energia. O grupo pretende ser autossuficiente em 2012 e, três anos depois, começar a vender a produção excedente

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(LA)


Sem recorde, porém com lucro mantido Produtores antecipam a compra de insumos e a venda de parte da safra a ser colhida em 2012 em momento favorável EURICO VEIGA FILHO

AGRICULTURA

Se o clima mantiver o bom comportamento observado nas duas últimas safras, a agricultura brasileira chegará ao final do ciclo iniciado neste segundo semestre sem grandes sustos e até com algum lucro. Na média, o produtor antecipou a compra de insumos a custos relativamente mais baixos e conseguiu negociar parte da produção esperada sob condições igualmente mais favoráveis. O salto nas entregas de fertilizantes ao consumidor final neste ano, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos e Corretivos (Anda), parece confirmar uma decisão de ampliação dos cultivos no ciclo 2011/12, especialmente para soja, milho e algodão, a renovação de parcela maior dos canaviais e a antecipação de compras num período em que os custos e o dólar ainda não haviam decolado. Entre janeiro e agosto deste ano, a indústria de fertilizantes entregou ao mercado 17,053 milhões de toneladas, volume recorde, 25,6% acima do mesmo período de 2010. O desempenho até aqui projeta um volume recorde para o ano: a Anda fala em vendas de 26,5 milhões de toneladas, 8% acima do recorde anterior, de 24,609 milhões de toneladas em 2007. Em seu primeiro levantamento de intenção de plantio da safra 2011/12, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

assumiu uma posição nitidamente conservadora – considerando o rendimento médio obtido pelo campo dos últimos cinco anos, cerca de 4% a 5% –, ao projetar um ligeiro avanço da área plantada na comparação com o ano agrícola encerrado em julho passado, algo entre 1% e 3%, e queda entre 1,5% e 3,7% para a produção esperada, variando entre o piso de 157 milhões de toneladas e o teto de 160,6 milhões de toneladas, em relação a 162,96 milhões de toneladas colhidas na safra passada. Considerando os principais grãos e culturas de inverno, a área destinada ao cultivo na safra em andamento deverá variar entre 50,430 milhões e 51,358 milhões de hectares, com a soja e o milho concentrando perto de 77% do total e avanço mais acelerado para a segunda cultura. A primeira safra de milho, cultivada no verão brasileiro, deverá ocupar um espaço entre 4% e 7% maior e a da soja mais 3,5%. Esses números, reconhece a Conab, são ainda bastante preliminares e deverão ter ajustes mais à frente. Por enquanto, observa Marcos Rubin, analista de mercado da Agroconsult, a perspectiva continua sendo de uma “safra ainda muito boa em termos históricos”. Com exceção do arroz, cultura que tem minguado em todo o País devido à baixa remuneração para o produtor e de mudanças nos hábitos alimentares do consumidor, 2011 é um “excelente ano”, afirma Rubin.

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AGRICULTURA

“Soja, milho, café, algodão e até mesmo a cana tiveram uma das melhores safras, senão a melhor, com rentabilidade recorde para quase todas as regiões produtoras”, avalia. Descontados os custos de desembolso – gastos diretos com mão de obra, sementes, defensivos, fertilizantes, excluídas as despesas com arredamento e depreciação –, a rentabilidade da soja nas regiões de cerrado variou de R$ 800 a R$ 1,1 mil por hectare. Na região Sul, favorecida por um sistema de logística mais azeitado e menos custoso, essa rentabilidade chegou perto de R$ 1,3 mil. Uma rara combinação de safras recordes para diversas culturas, a exemplo da soja, com 75,3 milhões de toneladas colhidas, preços elevados, níveis de produtividade bastante positivos e custos bem comportados, analisa Rubin, explica os resultados que o campo colheu neste ano. Numa comparação, os produtores de soja de Mato Grosso viram sua rentabilidade por hectare crescer 70% na safra passada, de R$ 470 em 2009/10 para R$ 800 em 2010/11. No Paraná, a rentabilidade dos sojicultores pulou de R$ 800 para R$ 1,3 mil. Os resultados favoreceram também os produtores de milho e de algodão, com rentabilidade mais elevada para quem investiu em tecnologia para ganhar índices de produtividade mais altos. No ciclo 2009/10, as culturas mais tecnificadas do Paraná já haviam oferecido rentabilidade confortável, na faixa de R$ 800 por hectare ou pouca coisa abaixo disso. Mas o ganho saltou para mais de R$ 2 mil na safra recém-concluída, levando-se em conta, no caso, plantios de verão. Na safrinha, o milho alcançou uma rentabilidade de R$ 600. Mato Grosso e Bahia, que responderam neste ano, pela ordem, por 48% e 32% da safra brasileira de algodão em pluma, foram igualmente favorecidos pela onda de valorização das commodities, que colocou os preços da fibra nos níveis mais altos da série histórica, e pelo salto na área cultivada e, portanto, da pro-

dução. A rentabilidade da cultura no primeiro estado simplesmente dobrou, saindo de R$ 1,2 mil para R$ 2,4 mil, diante de um crescimento de 83% na Bahia, onde o ganho por hectare avançou de R$ 1,8 mil para R$ 3,3 mil. Sem alterações ainda mais drásticas na conjuntura econômica mundial, a tendência é de um cenário promissor também para a safra que começa a ser plantada agora. A queda observada para os preços dos grãos em setembro foi compensada pela desvalorização do real em relação ao dólar, mantendo os preços atrativos quando aferidos na moeda brasileira. Medido em reais, o índice de commodities agropecuárias elaborado pelo Banco Central (BC) mostra uma elevação de 8,8% em setembro, na comparação com o mês imediatamente anterior, e alta de 27,6% em 12 meses. Adicionalmente, acrescenta Rubin, o produtor enfrentou um ambiente mais favorável para negociar a compra de insumos e a venda de uma parcela da safra a ser colhida em 2012. A relação de troca para um pacote de insumos suficiente para o plantio de um hectare, nos cálculos da Agroconsult, apresenta números mais favoráveis. O produtor chegou a gastar o equivalente a 27 sacas de soja para a compra de fertilizantes, defensivos e sementes na safra 2010/11 e desembolsou o correspondente a 23 sacas no ciclo atual, numa queda de quase 15%. A expansão das lavouras, quando ocorrer, deverá se dar sobre áreas já incorporadas ao processo de produção, já que o mercado de terras não registrava grande movimentação de compras às vésperas do início do plantio. “O mercado (de terras) tem se mantido relativamente sustentado, por conta da valorização dos preços dos grãos nos primeiros meses de 2011 e por um retorno mais forte dos investimentos em áreas de cana, destinados à renovação dos canaviais”, afirma Jacqueline Bierhals, gerente de agroenergia da Informa Economics FNP.

Uma combinação de safras recordes, preços elevados, níveis de produtividade positivos e custos bem comportados explica os bons resultados colhidos neste ano

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AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CAFÉ 1 Marsel - ES ( * ) 87.000 26,7 65.165 65.165 1.268.171 1.212.843 65.926 -14.328 100,0 74,9 6,9 104,6 2 Ipanema Agrícola - MG 25.337 -16,8 -2.222 -3.020 149.170 96.579 -2.861 19.308 ND -8,8 17,0 154,5 3 Agronol - BA ( * ) 9.173 1,5 170 -3.231 118.216 80.393 2.205 2.345 ND 1,9 7,8 147,1 4 Transagro - MG 6.722 2,7 1.166 1.411 12.111 5.820 2.105 -384 121,0 17,4 55,5 208,1 5 Unicafé - ES 5.745 8,4 -466 -470 21.231 16.805 -363 4.205 ND -8,1 27,1 126,3 6 SavaNnAh - BA ( * ) 1.743 -26,4 -1.286 -188 8.239 3.211 -278 -237 ND -73,8 21,2 256,6 7 Agropecuária Carrilho - SP ( * ) 150 – 141 160 5.374 5.372 137 12 113,8 93,9 2,8 100,1 8 Boa Vista BA - BA ( * ) 113 47,7 -149 -162 2.746 2.150 -157 -380 ND -132,6 4,1 127,7 9 Firmeza - RO ( * ) 87 -77,4 142 151 19.488 5.464 203 6 106,4 163,2 0,5 356,7 10 Faz Guariroba - SP 51 -1,6 -3.331 -3.588 27.390 19.143 -2.653 87 ND -6.561,9 0,2 143,1 11 Bom Jardim Parts - SP 49 69,0 11 8 2.465 2.440 -58 – 72,7 23,4 2,0 101,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 136.169 2,1 59.341 56.238 1.634.602 1.450.221 64.206 10.634 106,4 1,9 6,9 143,1

5,4 -3,1 -4,0 24,2 -2,8 -5,9 3,0 -7,5 2,8 -18,7 0,3 -2,8

CEREAIS E GRÃOS 1 SLC Agrícola - RS 567.791 90,5 38.874 62.368 2.430.073 1.874.993 111.576 269.824 160,4 6,9 23,4 129,6 3,3 2 Agrícola Xingu - SP ( * ) 190.633 175,9 -90.801 -54.543 737.610 -14.179 27.577 67.272 ND -47,6 25,8 ND ND 3 Rio Corrente - SP 96.325 12,3 10.597 10.597 317.295 258.415 31.918 5.579 100,0 11,0 30,4 122,8 4,1 4 Agromon - MT ( * ) 90.252 – -19.559 -7.176 530.968 318.874 -1.486 99.935 ND -21,7 17,0 166,5 -2,3 5 Moinho Regio - MT ( * ) 85.346 253,8 2.460 1.772 42.413 5.019 4.915 15.636 72,0 2,9 201,2 845,0 35,3 79.012 5,5 39.948 27.518 185.354 43.701 51.957 -1.782 68,9 50,6 42,6 424,1 63,0 6 Itamarati Norte - MT 78.093 45,8 9.968 6.784 196.586 85.354 20.325 43.820 68,1 12,8 39,7 230,3 8,0 7 Planorte - MT ( * ) 8 Agrinvest Brasil Ltda - SP 76.533 – -25.993 -25.857 167.311 56.089 -24.313 28.996 ND -34,0 45,7 298,3 -46,1 67.414 49,1 1.078 962 160.525 54.613 10.157 42.806 89,2 1,6 42,0 293,9 1,8 9 Fazenda Parnaíba - MA ( * ) 10 4 Irmãos - RS 42.043 -0,4 4.792 3.563 238.104 143.540 7.337 9.615 74,4 11,4 17,7 165,9 2,5 40.413 41,0 6.466 4.192 224.928 147.160 7.875 2.918 64,8 16,0 18,0 152,9 2,9 11 ABC A&P - MG 12 Granja Bretanhas - RS ( * ) 32.122 20,9 1.492 1.486 144.969 84.695 8.446 14.569 99,6 4,6 22,2 171,2 1,8 30.000 9,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 13 Cotricampo - RS ( * ) 14 Agro Eldorado - SP 28.548 5,2 -733 -733 77.039 25.172 3.451 29.717 ND -2,6 37,1 306,1 -2,9 15 Fazenda Camargo - MT 26.015 12,8 -3.908 -4.717 41.036 17.279 -307 7.168 ND -15,0 63,4 237,5 -27,3 18.488 4,8 -4.144 -7.701 110.187 4.651 1.918 3.714 ND -22,4 16,8 2.369,0 -165,6 16 Mangueira - RS ( * ) 17 Vale do Javaés - TO 16.999 11,4 970 997 37.451 37.374 782 6.150 102,7 5,7 45,4 100,2 2,7 18 Salles - MT ( * ) 15.759 111,0 1.373 1.409 68.785 48.520 3.928 812 102,6 8,7 22,9 141,8 2,9 14.039 -10,5 2.664 2.249 25.356 13.319 2.851 11.657 84,4 19,0 55,4 190,4 16,9 19 Agropec Rossato - PR 20 Nova Holanda - MA ( * ) 13.313 – -1.472 -810 37.494 -12.451 2.385 3.473 ND -11,1 35,5 ND ND 10.544 -38,0 401 515 26.290 11.603 1.449 9.305 128,3 3,8 40,1 226,6 4,4 21 Strobel Agricultura - RS 22 Agropec Cobrape - TO ( * ) 6.697 -4,6 2.886 2.886 44.333 30.941 3.764 4.637 100,0 43,1 15,1 143,3 9,3 6.434 -8,4 863 874 10.119 7.988 1.775 448 101,3 13,4 63,6 126,7 10,9 23 Mafra/SC - SC 24 Irmãos Strobel - RS 6.340 17,3 879 1.034 20.600 12.600 1.504 3.381 117,6 13,9 30,8 163,5 8,2 25 Guarita Agrosul - RS 3.229 2,7 430 430 7.894 4.543 638 1.057 100,0 13,3 40,9 173,8 9,5 2.245 108,1 -773 -773 39.435 14.440 -41 3.177 ND -34,4 5,7 273,1 -5,4 26 Isa Irrigação - BA 27 Madeireira Rio Paraná - PR 2.077 -38,1 407 401 22.040 19.240 483 3.516 98,5 19,6 9,4 114,6 2,1 28 Schadeck Agropec - SC ( * ) 1.549 83,1 -55 -55 4.410 1.809 108 1.530 ND -3,6 35,1 243,8 -3,0 29 Agrobasa - CE 1.431 -64,4 -1.120 -1.120 22.910 17.795 265 -581 ND -78,2 6,3 128,7 -6,3 30 AGROWERLANG - RS 660 2,7 -149 -149 8.400 7.715 -132 468 ND -22,6 7,9 108,9 -1,9 463 – -636 -1.017 27.593 11.269 95 425 ND -137,1 1,7 244,9 -9,0 31 J Mendonça - GO ( * ) 32 Água Branca Agropec - TO 401 50,2 -73 -73 14.040 4.323 -72 650 ND -18,1 2,9 324,8 -1,7 33 Monday - PR ( * ) 255 28,1 208 202 2.887 2.848 208 80 97,1 81,4 8,8 101,4 7,1 34 Conesul Granjas - RS ( * ) 163 -72,5 230 202 2.649 2.648 226 43 88,0 140,7 6,2 100,0 7,6 35 Propala - MG ( * ) 53 576,6 -148 -1.119 7.454 1.430 -148 422 ND -278,9 0,7 521,4 -78,3 36 Fazenda Paiaguás - MT ( * ) – -100,0 – – 177.823 71.190 – 64.217 ND ND ND 249,8 ND – – -1.000 -1.000 18.751 3.855 -1.000 -10.670 ND ND ND 486,4 -25,9 37 Céu Azul - MT ( * ) 38 Santa Rosa - SP ( * ) – – -181 -181 6.779 -2.478 -112 3.184 ND ND ND ND ND 39 Viveiro - RS ( * ) – – -83 -83 5.899 3.907 -82 – ND ND ND 151,0 -2,1 40 Agrop São Francisco - GO – -100,0 -67 608 4.823 2.122 -67 4 ND ND ND 227,3 28,6 41 EBCW - PR ( * ) – – -71 -71 4.478 4.478 – – ND ND ND 100,0 -1,6 42 Terrales - RS – -100,0 -35 -38 2.543 2.501 -6 -33 ND ND ND 101,7 -1,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (42) 1.651.679 10,2 -24.013 23.834 6.255.633 3.428.906 280.149 747.140 99,1 4,2 24,6 172,5 2,1 CULTURAS DIVERSAS 1 Maeda - GO 254.014 – -120.343 -94.184 483.561 41.009 -49.763 -27.333 ND -47,4 52,5 1.179,2 -229,7 2 Bagisa - BA 17.519 30,8 1.138 1.138 37.981 11.773 4.787 10.116 100,0 6,5 46,1 322,6 9,7 3 Floresteca - MT ( * ) 8.717 -17,5 -577 -10.825 402.570 6.674 239 7.024 ND -6,6 2,2 6.031,9 -162,2 4 Vale do Juliana - BA 2.720 -48,9 -7.865 -7.831 52.481 8.789 -6.757 565 ND -289,1 5,2 597,1 -89,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 49


AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CULTURAS DIVERSAS (CONTINUAÇÃO) 5 M Libanio - BA 1.872 22,5 -607 -605 15.101 -729 53 3.200 ND -32,5 12,4 ND ND 7 Jereissati - CE ( * ) 104 -89,5 -603 63 21.132 13.142 -514 7.433 ND -579,8 0,5 160,8 0,5 8 Tucano - ES ( * ) – -100,0 -11 9 2.927 2.916 0 1.055 ND ND ND 100,4 0,3 9 Fazenda Serra Verde - CE – – -20 -20 518 507 -20 – ND ND ND 102,2 -3,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 285.740 -33,2 -128.854 -112.232 1.023.248 90.352 -51.940 2.060 82,2 -32,5 11,4 241,7 -1,8 DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA 1 Emater MG - MG ( * ) 194.584 29,1 -1.498 611 110.137 12.770 104 -2.829 ND -0,8 176,7 862,4 4,8 2 Codasp - SP 109.690 -10,2 1.646 1.646 77.764 52.376 2.508 12.186 100,0 1,5 141,1 148,5 3,1 3 EBDA - BA 101.616 20,0 -20.581 -20.581 36.256 -219.340 178 -1.574 ND -20,3 280,3 ND ND 4 Ipa - PE ( * ) 98.035 29,3 11.126 10.710 46.102 24.328 10.970 -12.931 96,3 11,4 212,7 189,5 44,0 5 Emater PA - PA 84.982 – -2.368 4.967 33.665 23.406 -533 -6.922 ND -2,8 252,4 143,8 21,2 6 Epamig - MG ( * ) 62.560 -1,4 -339 1.210 24.456 -5.001 1.711 -3.259 ND -0,5 255,8 ND ND 58.598 -0,8 -2.906 -4.216 211.219 122.214 8.836 -9.746 ND -5,0 27,7 172,8 -3,5 7 Fazenda Água Quente - MT ( * ) 8 Emdagro - SE 57.805 – -4.848 -5.752 23.190 7.817 -2.547 2.374 ND -8,4 249,3 296,7 -73,6 30.949 4,9 -3.053 -2.582 35.913 -69.815 -1.548 -1.285 ND -9,9 86,2 ND ND 9 Empaer MT - MT 10 Codapar - PR 26.770 41,2 1.951 1.936 127.665 71.518 4.505 -4.175 99,2 7,3 21,0 178,5 2,7 11 Monte Alegre/Agropec - MG 20.905 0,1 274 222 36.482 3.460 4.339 4.001 81,0 1,3 57,3 1.054,4 6,4 18.678 35,3 -344 -6 9.172 3 433 -1.049 ND -1,8 203,6 326.404,6 -206,8 12 Emepa - PB 13 Cidasc - SC ( * ) 16.682 -0,3 -5.296 -5.296 127.926 -8.507 1.658 49.883 ND -31,8 13,0 ND ND 13.259 -22,2 86 65 1.961 1.653 127 1.296 76,0 0,7 676,2 118,6 4,0 14 Cepasa - RS 15 Cereais Verdes Campos - TO 5.043 -17,7 -2.527 -2.527 67.317 32.838 -190 -3.044 ND -50,1 7,5 205,0 -7,7 4.418 – -364 -364 6.443 3.232 -360 1.595 ND -8,3 68,6 199,4 -11,3 16 Biofábrica - BA ( * ) 17 Itaúba - MT 1.546 28,2 -136 -10.182 9.881 7.574 399 3.160 ND -8,8 15,6 130,5 -134,4 18 Capoeira - RS ( * ) 837 – 817 817 6.063 6.033 817 – 100,0 97,6 13,8 100,5 13,5 19 Ciama AM - AM 525 -29,7 -4.762 -4.762 116.080 113.363 -5.069 -373 ND -906,2 0,5 102,4 -4,2 349 -5,5 -187 -187 10.677 3.898 -217 309 ND -53,5 3,3 273,9 -4,8 20 Emater Rio - RJ ( * ) 21 Codeverde - BA 136 6.546,0 -1.004 -1.004 84.009 83.546 -1.004 118 ND -738,8 0,2 100,6 -1,2 22 Agrometa - BA ( * ) 111 – -741 -2.015 32.191 26.271 -738 123 ND -665,6 0,4 122,5 -7,7 23 Cagb - MT – – 1.291 1.291 10.972 8.992 2.541 -120 100,0 ND ND 122,0 14,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (23) 908.076 0,1 -33.764 -36.000 1.245.540 302.626 26.919 27.737 99,2 -6,6 62,9 172,8 -1,2 DIVERSOS 1 della Coletta - SP ( * ) 158.641 97,1 25.145 17.275 200.605 47.726 49.494 11.667 68,7 15,9 79,1 420,3 36,2 2 Ribeirão Adubos Sementes - PI 120.760 33,3 30.241 25.879 218.456 84.023 33.628 61.873 85,6 25,0 55,3 260,0 30,8 3 Carpelo - RS ( * ) 31.162 -59,9 -4.785 -5.595 15.829 9.475 -3.852 -482 ND -15,4 196,9 167,1 -59,1 25.309 20,9 -1.491 -1.485 19.454 2.737 -325 -573 ND -5,9 130,1 710,8 -54,3 4 Beba Brasil - SP ( * ) 5 Asa Santo Antonio - BA ( * ) 13.086 32,8 87 87 90.328 38.734 1.303 4.648 100,0 0,7 14,5 233,2 0,2 6 R.O Serviços Agrícolas - SP ( ** ) 13.015 237,6 -1.515 -1.000 2.795 -1.495 -1.402 -773 ND -11,6 465,7 ND ND 7 Fazendas Ecológicas - ES ( * ) 9.584 1.007,1 -860 -860 17.217 6.089 -668 7.150 ND -9,0 55,7 282,8 -14,1 8 Icil - MG 9.025 4,5 -986 -952 32.030 19.095 -631 3.990 ND -10,9 28,2 167,7 -5,0 9 Novaagri - SP 6.894 -25,3 -9.280 -9.280 63.441 51.733 -8.678 1.703 ND -134,6 10,9 122,6 -17,9 10 Joca - SP ( * ) 5.452 – -412 712 25.622 10.951 870 541 ND -7,6 21,3 234,0 6,5 11 Belap - BA 3.663 199,8 -347 -347 34.705 17.536 944 4.072 ND -9,5 10,6 197,9 -2,0 12 Nova Agro - SP ( ** ) 3.448 12,6 3.424 3.334 8.518 8.468 3.425 2.180 97,4 99,3 40,5 100,6 39,4 3.047 78,1 1.474 1.444 20.241 18.127 1.542 974 98,0 48,4 15,1 111,7 8,0 13 Agroaguia - RS ( * ) 14 Rio Tiraximin - RJ ( * ) 2.398 -52,9 -1.232 -1.220 15.850 9.102 -212 782 ND -51,4 15,1 174,1 -13,4 15 Sopave Norte - MT 2.150 129,1 -11.763 -11.763 10.234 1.483 -11.114 5.146 ND -547,2 21,0 689,9 -793,0 16 Queiroz de Moraes - SP 1.881 -7,0 -909 -972 22.474 12.230 -741 2.032 ND -48,3 8,4 183,8 -8,0 1.376 -2,6 1.341 1.303 5.659 5.539 1.341 -119 97,2 97,5 24,3 102,2 23,5 17 Vale do Cabaçal - PR ( * ) 18 Pomari - SP 1.362 18,5 910 768 2.868 2.516 910 173 84,4 66,8 47,5 114,0 30,5 19 Yewa - SP 1.066 7,0 629 573 1.378 1.367 629 107 91,1 59,0 77,4 100,8 41,9 20 Franor Agrícola - SP 1.029 – -128 -128 132.495 82.789 187 17.235 ND -12,5 0,8 160,0 -0,2 21 Paludo Agropec - RS ( * ) 787 32,6 -112 -112 9.982 7.265 119 347 ND -14,3 7,9 137,4 -1,6 736 -14,5 -55 -55 2.001 1.569 -38 94 ND -7,4 36,8 127,5 -3,5 22 Vier - RS 23 Nativa - MT ( * ) 654 – 308 322 16.126 7.538 315 1.152 104,3 47,1 4,1 214,0 4,3 24 Propec - SP ( * ) 544 3,8 237 98 29.815 26.778 395 46 41,4 43,6 1,8 111,3 0,4 25 CW Ritzmann - SC 379 -3,8 -68 -23 9.931 6.638 148 45 ND -17,9 3,8 149,6 -0,4 26 Urupianga - MT 312 -29,2 -501 -405 3.691 2.615 -506 921 ND -160,7 8,5 141,2 -15,5 27 Caema Alvorada - CE 310 71,9 -67 -67 8.042 3.989 -61 1.041 ND -21,7 3,9 201,6 -1,7 28 Sazão - RS 296 -32,4 131 131 6.417 4.437 245 -1.137 100,0 44,1 4,6 144,6 2,9 29 Agro Pastoril Rio Grande - MG ( * ) 254 -64,3 -3 -3 48.723 32.941 60 353 ND -1,1 0,5 147,9 0,0 30 ABC Norte - PA 161 -39,2 215 215 6.311 6.111 173 2.464 100,0 133,5 2,6 103,3 3,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

50 | MELHORES DOS MAIORES 2011


AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 31 Crasto Caisa - SE 104 -1,6 -490 -490 206 16 -483 -24 ND -471,0 50,5 1.306,5 -3.109,8 32 Rocha Santos - MA ( * ) 84 15,5 -629 -629 19.047 7.943 -62 365 ND -745,0 0,4 239,8 -7,9 33 Multi Agroflorestal - MT ( * ) – – -2 -2 95.156 94.592 -2 – ND ND ND 100,6 – 34 Lagoa do Meio - PE – – -8 -7.089 27.343 23.196 1 0 ND ND ND 117,9 -30,6 35 SHA - SP – – -58 -58 14.186 14.141 -59 – ND ND ND 100,3 -0,4 36 Riacho Verde - PE ( * ) – -100,0 -240 -321 11.236 8.734 -99 128 ND ND ND 128,7 -3,7 37 Agropecuaria B&Q S.A - MT ( * ) – -100,0 -436 -436 4.704 2.158 -436 -67 ND ND ND 217,9 -20,2 38 Valivai - PR – – – – 4.035 4.035 – – ND ND ND 100,0 ND 39 Agropecuaria Três Flechas - GO ( * ) – – -28 -28 3.131 3.039 -28 -1 ND ND ND 103,0 -0,9 40 Baiurú - MG – – -28 -28 2.712 1.944 -133 0 ND ND ND 139,6 -1,4 41 Enalia - SP – – -23 10 2.523 2.490 36 569 ND ND ND 101,3 0,4 42 Maria Teresa - PR – – -13 -13 2.371 2.362 -14 – ND ND ND 100,4 -0,6 43 Sete Lagoas - MG ( * ) – – 23 1.059 1.999 1.986 -20 -5 4.660,2 ND ND 100,7 53,3 – – -52 -52 1.997 1.992 -48 17 ND ND ND 100,3 -2,6 44 Floema - RS ( * ) 45 Canasa - PB ( * ) – – -333 -333 1.819 1.757 -333 – ND ND ND 103,5 -19,0 – – -30 -30 114 -342 -30 30 ND ND ND ND ND 46 Nova Califórnia - MG 47 Fresh To Go - MG – – – – 19 -4.180 – – ND ND ND ND ND 48 Iapisa - BA ( * ) – – -7 -7 6 -10.460 -7 – ND ND ND ND ND 4,5 27.271 9.425 1.273.840 683.509 65.783 128.665 97,4 -8,3 15,1 140,4 -1,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (48) 418.970 FRUTAS 1 Ducôco Alimentos - ES 151.758 6,1 -1.247 -1.247 101.212 22.963 10.279 25.577 ND -0,8 149,9 440,8 -5,4 97.890 -87,2 21.547 36.485 1.505.665 1.352.550 86.759 -63.681 169,3 22,0 6,5 111,3 2,7 2 Sol Coqueira - ES 3 Paschoal Campanelli - SP 75.724 73,5 20.852 18.517 130.079 114.396 21.628 – 88,8 27,5 58,2 113,7 16,2 4 Rasip - RS 72.909 32,0 -4.618 -3.295 143.217 59.498 1.044 24.982 ND -6,3 50,9 240,7 -5,5 5 Socôco AM - PA 69.069 18,9 4.912 4.912 146.886 115.784 10.411 10.765 100,0 7,1 47,0 126,9 4,2 34.755 2,3 -7.709 -7.824 68.062 23.034 2.646 6.164 ND -22,2 51,1 295,5 -34,0 6 Pomifrai Fruticultura - SC ( * ) 8 Renar Maçãs - SC 34.129 5,0 -29.336 -41.563 146.317 58.712 -16.830 -674 ND -86,0 23,3 249,2 -70,8 9 Peterfrut - ES ( * ) 31.937 2,7 5.553 4.965 23.765 16.876 2.738 – 89,4 17,4 134,4 140,8 29,4 10 Lazzeri - RS 30.494 19,2 -1.584 -1.584 92.057 53.967 3.668 10.480 ND -5,2 33,1 170,6 -2,9 11 Fraiburgo - SC 27.461 23,7 627 575 103.443 53.575 972 18.503 91,7 2,3 26,6 193,1 1,1 12 Marchesan - SP ( * ) 17.136 – -2.278 -2.278 145.641 93.191 -2.678 – ND -13,3 11,8 156,3 -2,4 16.277 -15,1 756 864 61.868 39.754 5.339 9.621 114,3 4,6 26,3 155,6 2,2 13 Caliman - ES 14 Finobrasa Agroindust - CE 15.320 4,5 -4.806 -4.806 44.968 15.598 -185 16.652 ND -31,4 34,1 288,3 -30,8 15 Sete Lagoas - SP 9.216 8,1 7.247 5.994 40.342 29.908 6.805 7.620 82,7 78,6 22,8 134,9 20,0 16 Caliman Agrícola - RN 6.178 -29,8 212 176 26.754 16.472 1.594 5.955 83,0 3,4 23,1 162,4 1,1 4.173 – -3.943 -3.943 32.868 21.570 657 5.588 ND -94,5 12,7 152,4 -18,3 17 Agropecuária Uberaba - MG ( * ) 18 Citropar - PA ( * ) 3.361 -22,2 -3.039 -3.039 46.944 41.717 529 3.941 ND -90,5 7,2 112,5 -7,3 19 Boreasa - CE 1.783 25,5 -991 -991 19.850 1.070 -858 -8.467 ND -55,6 9,0 1.855,0 -92,6 20 Cromel de Oliveira - SP ( * ) 1.617 -40,7 -100 -100 18.131 4.725 -100 – ND -6,2 8,9 383,7 -2,1 21 Romana Parts - ES 1.024 -11,0 32 27 7.846 4.480 161 -1.622 84,4 3,1 13,1 175,1 0,6 22 Agro Pec Pantanal - SP 496 2,7 6 12 3.161 2.829 -30 736 200,0 1,2 15,7 111,7 0,4 23 Nova Olinda - AC 393 657,9 6 6 15.497 8.204 8 -64 100,0 1,6 2,5 188,9 0,1 24 Frutan - PI ( * ) 40 109,8 -192 -192 9.914 1.773 -156 -107 ND -482,1 0,4 559,2 -10,8 25 José Salomão Gibran - SP – – 4.845 4.224 109.079 98.236 6.268 – 87,2 ND ND 111,0 4,3 – – -6.458 -6.458 42.961 29.113 -4.387 -991 ND ND ND 147,6 -22,2 26 Biobrax - BA ( * ) 27 Terranova Agrícola - RN – – -181 -181 11.873 1.366 -159 105 ND ND ND 869,0 -13,3 28 Codenorte - PA – – -781 -781 5.861 3.230 -609 -50 ND ND ND 181,4 -24,2 29 Cacique Agrícola - PR – -100,0 99 71 5.619 2.673 -124 408 70,9 ND ND 210,2 2,6 – – -28 -28 5.446 5.339 -28 0 ND ND ND 102,0 -0,5 30 Furquim - SP 31 Ponta do Curral - BA – – -556 -556 3.204 3.149 -552 1.823 ND ND ND 101,8 -17,7 32 Frutivale - PE ( * ) – – -10 -10 505 428 -41 -75 ND ND ND 118,0 -2,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (32) 737.649 4,5 -2.496 -3.361 3.183.940 2.304.774 133.554 95.260 89,4 -2,3 23,2 166,5 -2,4 REFLORESTAMENTO 1 Duraflora - SP 416.681 210,3 159.963 121.730 1.928.626 1.231.161 351.872 17.590 76,1 38,4 21,6 156,7 9,9 2 Plantar Planej - MG 259.637 56,1 13.502 12.420 151.133 47.886 28.618 9.532 92,0 5,2 171,8 315,6 25,9 3 Amcel - AP ( * ) 64.607 -30,8 5.037 4.960 300.750 156.610 -15.762 20.342 98,5 7,8 21,5 192,0 3,2 4 Arauco - PR 57.954 42,8 19.671 22.521 555.520 408.820 66.936 18.104 114,5 33,9 10,4 135,9 5,5 5 Habitasul Florestal - RS 48.609 249,9 29.459 30.779 140.023 119.959 38.756 353 104,5 60,6 34,7 116,7 25,7 6 Marquesa - SP 47.372 -17,2 -3.636 -2.437 228.794 186.758 -3.856 – ND -7,7 20,7 122,5 -1,3 7 Melhoramentos Florestal - SP 45.009 23,6 -140 -315 171.279 143.659 3.821 3.297 ND -0,3 26,3 119,2 -0,2 8 Reflorestadores Unidos - RS 39.573 6,0 5.245 3.696 55.970 38.991 9.047 8.183 70,5 13,3 70,7 143,6 9,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 51


AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % REFLORESTAMENTO (CONTINUAÇÃO) 9 Mobasa - SC ( * ) 36.670 -10,1 6.533 5.185 71.143 53.839 14.721 1.191 79,4 17,8 51,5 132,1 9,6 10 Tanagro - RS 20.975 22,5 -1.298 -889 144.825 131.411 5.011 12.047 ND -6,2 14,5 110,2 -0,7 11 Comfloresta - SC 15.669 -57,1 10.242 5.271 202.255 151.381 913 1.238 51,5 65,4 7,8 133,6 3,5 12 Florestal - SC 10.709 -4,3 -2.118 -717 102.359 87.731 1.521 -406 ND -19,8 10,5 116,7 -0,8 13 Timbó - SC ( * ) 10.001 408,1 -7.498 -7.498 147.624 146.855 -6.973 1.790 ND -75,0 6,8 100,5 -5,1 14 Florestal Brasil - SP 9.511 550,7 -12.530 -12.530 574.871 461.668 -7.622 -2.600 ND -131,7 1,7 124,5 -2,7 15 Barra do Cravari - SC 7.037 17,3 9.793 8.155 32.991 29.721 9.879 4.216 83,3 139,2 21,3 111,0 27,4 16 Floryl Floretadora - BA ( * ) 6.492 536,5 -684 -391 21.663 15.103 -684 512 ND -10,5 30,0 143,4 -2,6 17 Cáceres Florestal - MT 5.623 0,1 245 207 39.759 34.108 761 4.010 84,6 4,4 14,1 116,6 0,6 18 Nova Esperança - MG ( * ) 4.526 20,5 987 845 11.787 2.929 1.031 919 85,6 21,8 38,4 402,4 28,8 19 Frigg - MS 4.428 – 2.514 1.642 154.649 125.875 5.706 -76 65,3 56,8 2,9 122,9 1,3 20 Brascan Empreendimentos - MG 3.493 247,6 9.798 6.467 68.778 47.950 10.740 378 66,0 280,5 5,1 143,4 13,5 21 Palmeiras do Ricardo - SP 3.330 -9,6 595 349 14.071 4.813 159 1.024 58,7 17,9 23,7 292,4 7,3 22 Ambiental Paraná - PR 3.298 92,6 -1.138 72 66.829 46.619 -1.554 -8.055 ND -34,5 4,9 143,4 0,2 23 Tozzo - SC ( * ) 3.220 -3,1 802 623 20.833 18.358 1.126 3.526 77,6 24,9 15,5 113,5 3,4 24 Grandis Brasil - MG ( * ) 2.610 -6,9 871 871 226.134 225.647 909 1.889 100,0 33,4 1,2 100,2 0,4 2.391 9.722,0 218 937 102.793 98.014 -2.811 -3.285 429,8 9,1 2,3 104,9 1,0 25 Eco - SP 26 Duquesa - SP 2.275 – 2.272 2.207 17.381 17.290 2.272 – 97,1 99,9 13,1 100,5 12,8 27 Flobasa - SC ( * ) 2.137 -83,1 33 -365 59.741 24.263 200 639 ND 1,5 3,6 246,2 -1,5 28 Minas Refloresta - MG ( * ) 1.826 954,6 1.601 1.535 9.395 8.843 1.627 -35 95,8 87,7 19,4 106,2 17,4 29 Línea Florestal - PR 1.697 380,1 194 194 21.956 12.433 1.304 -484 100,0 11,4 7,7 176,6 1,6 30 Manasa - SP ( * ) 1.525 -25,3 -16.608 -16.597 16.960 -133.622 -6.671 2.791 ND -1.089,1 9,0 ND ND 31 Metisa Florestal - SC 835 170,5 445 436 10.303 10.273 427 -12 97,9 53,3 8,1 100,3 4,2 32 Brasilwood - SP 761 – 12.698 11.818 63.491 25.991 14.300 -909 93,1 1.668,6 1,2 244,3 45,5 33 Florespar - PR 579 -50,9 -897 -897 40.117 33.154 141 -17 ND -154,9 1,4 121,0 -2,7 34 Florestal São Caetano - PR ( * ) 245 – 124 121 22.756 22.393 144 -12 97,7 50,7 1,1 101,6 0,5 35 Novo Horizonte - PR 178 1.133,9 -280 -4.375 141.450 137.200 -5.348 6.887 ND -157,8 0,1 103,1 -3,2 36 Trombini Florestal - PR ( * ) 145 -51,8 -601 -601 41.543 31.101 -1.881 -109 ND -414,5 0,4 133,6 -1,9 37 Ingá Florestal - TO 113 345,2 -116 -116 13.596 785 -114 383 ND -103,0 0,8 1.732,1 -14,8 38 Reflora Agrícola - BA 54 -18,5 479 360 2.956 2.952 383 58 75,2 887,0 1,8 100,1 12,2 39 Aplub Florestal - AM 10 -40,9 -801 -801 210.732 210.186 -774 27 ND -7.663,1 – 100,3 -0,4 40 Seiva Florestas - RS – -100,0 -2.639 44.400 356.825 343.885 -2.497 62 ND ND ND 103,8 12,9 41 Mahal - MS – – 2.004 1.337 199.517 198.988 -136 4.805 66,7 ND ND 100,3 0,7 42 Pradaria - MS ( * ) – – 39.768 39.585 184.308 55.272 21 924 99,5 ND ND 333,5 71,6 43 Niobe - MS – – -80 -63 104.578 66.195 905 2.126 ND ND ND 158,0 -0,1 44 Mucuri - ES – – – – 76.191 76.175 – – ND ND ND 100,0 ND 45 Corus - SP – – – – 61.268 60.135 – – ND ND ND 101,9 ND 46 Energia Viva - MA ( * ) – – -734 -734 28.408 22.800 -351 -535 ND ND ND 124,6 -3,2 47 GMR Florestal - SP ( * ) – – -1.018 -1.066 17.610 11.466 -958 -1.182 ND ND ND 153,6 -9,3 48 Florestal Iguaçu - SP – – -2 14 5.190 5.162 -165 -4 ND ND ND 100,6 0,3 49 Reflortec S.A - MS ( * ) – – – – 4.048 3.967 – – ND ND ND 102,0 ND 50 Sopareli - PR – – 187 156 3.854 3.786 -160 -22 83,2 ND ND 101,8 4,1 51 Eberle Agropast - RS – – -9 -9 3.439 3.432 -7 37 ND ND ND 100,2 -0,3 52 Meta - MG ( * ) – – -10 -10 3.023 2.060 -10 -82 ND ND ND 146,8 -0,5 – – -16 -16 2.032 2.032 -16 4 ND ND ND 100,0 -0,8 53 Carvalho Projetos - MG ( * ) 54 Monte Castelo - SC – – – – 1.087 1.000 – -1 ND ND ND 108,7 ND 55 Fazenda do Poço - AM – – -3 -3 783 601 – – ND ND ND 130,3 -0,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (55) 1.141.805 18,9 282.426 278.463 7.259.998 5.276.063 514.900 111.055 85,6 11,4 9,7 120,1 0,6 SEMENTES E MUDAS 1 Wolf Seeds - SP 30.317 – 1.920 1.367 30.547 6.043 2.755 12.525 71,2 6,3 99,3 505,5 22,6 2 Santa Helena Sementes - MG ( * ) 23.993 -24,9 -3.211 -5.591 35.343 1.499 -3.211 8.263 ND -13,4 67,9 2.357,8 -373,0 3 Fazenda Três Rios - RS 19.522 109,9 2.365 1.715 137.190 95.698 3.789 5.366 72,5 12,1 14,2 143,4 1,8 4 IBF Agro - MT 14.954 -14,0 208 137 21.660 3.737 2.114 7.752 66,0 1,4 69,0 579,7 3,7 5 São Bento - MT 13.009 -15,1 -1.282 -573 22.932 10.470 -1.142 1.910 ND -9,9 56,7 219,0 -5,5 6 Sementes Nova Fronteira - MT 1.021 -42,8 86 -207 44.807 8.115 86 411 ND 8,4 2,3 552,1 -2,6 7 FTS Sementes - PR 594 6,5 -62 -62 105 -59 -52 -8 ND -10,5 567,8 ND ND 8 Ijonasa - PR 156 21,7 77 108 1.729 1.283 44 59 140,8 49,2 9,0 134,8 8,4 9 Grãos Maranhão - PE ( * ) 118 348,5 -26 -26 1.487 1.015 173 75 ND -21,8 8,0 146,4 -2,5 10 Nogueirapis - SP 41 22,3 -79 -1.405 60.145 60.122 -79 – ND -192,6 0,1 100,0 -2,3 11 Agro Sopramonte - RS ( * ) – – -126 -126 161 -124 -117 -11 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 103.725 6,5 -131 -4.662 356.106 187.798 4.359 36.344 71,9 -4,2 35,5 219,0 -2,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Perspectiva melhor que a encomenda Responsável pelo equivalente a 9% do PIB, a indústria alimentícia estima fechar o ano com crescimento de 14%

ALIMENTOS

LÍVIA ANDRADE As preocupações com o cenário nebuloso da economia mundial ainda não chegaram ao setor de alimentos. “Devemos fechar 2011 com um crescimento nominal de 14%”, garante Denis Ribeiro, diretor do Departamento de Economia da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia). A incorporação de consumidores de baixa renda à classe média ainda é trunfo poderoso. “Isso mantém a economia girando”, diz Ribeiro. Segundo um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), entre 2010 e 2011, a classe média foi o único segmento social do Brasil que continuou crescendo. A pesquisa mostrou que 3,6 milhões de pessoas passaram a integrar a classe C, estrato social composto por cidadãos com renda entre R$ 1.200 e R$ 5.174. Segundo a pesquisa, grande parte da nova classe média veio das classes mais pobres: 1,4 milhão saiu da classe E e 356 mil da classe D. Além disso, houve um crescimento populacional de 1,6 milhão de pessoas no período. Com mais dinheiro no bolso, é natural que o consumidor queira comer melhor, migrar para marcas de maior valor agregado. Por isso, as estimativas da Abia são de fechar o ano com um crescimento no volume físico comercializado de 5% e vendas reais – descontada a inflação – de 7,5%. “Este ano está bom, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer

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3,5%, mas não como o ano passado, quando o Brasil cresceu 7,5%”, diz Ribeiro, lembrando das medidas governamentais na tentativa de controlar oferta e demanda e brecar a inflação. Uma das tacadas do governo foi aumentar o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF) para empréstimos tomados por pessoas físicas de 1,5% para 3%. Além disso, elevou o total de dinheiro que os bancos devem reservar para garantir operações de crédito de prazo superior a dois anos. As medidas, no entanto, não tiveram muito efeito. De acordo com o relatório do Banco Central (BC), o estoque de operações subiu 19,4% nos últimos 12 meses, tendo por base o mês de setembro. O ideal, segundo Alexandre Tombini, presidente do BC, seria fechar o ano com um incremento de no máximo 15%, mas a estimativa é de 17%. Responsável por 9% do PIB, a indústria de alimentos é destaque também no comércio exterior, conta na qual tem gerado saldos superiores à média geral. No ano passado, quando o saldo comercial fechou em US$ 20,3 bilhões, a indústria de alimentos processados registrou US$ 33,7 bilhões. Em termos de faturamento, a indústria movimentou R$ 330,9 bilhões no País, com destaque para as vendas ao canal de food service – alimentação fora do lar –, que contribui com R$ 75,1 bilhões (23%). De acordo com a Abia, o aumento do emprego do brasileiro reduziu o tempo


de permanência das pessoas em casa. Atualmente, mais de 30% das refeições são feitas fora do lar. Tanto é que, entre 2001 e 2010, o food service expandiu 235,1%, movimentando algo em torno de R$ 1 trilhão. A mudança se deve principalmente à maior presença de mulheres e jovens no mercado de trabalho e ao incremento da classe C. Para este ano, a previsão da entidade é que o food service cresça em torno de 16%. A robustez do setor fica ainda mais evidente ao se olhar estudo do Instituto Assaf, que analisou o setor de 2007 a 2010. Em termos de vendas, o desempenho nesses quatro anos foi sempre acima da média de todos os setores. No ano passado, enquanto o crescimento nacional foi de 17,6%, o segmento de alimentos cravou 36,6%. “É um setor muito expressivo, que tem registrado um crescimento bom, mesmo em períodos de intempéries”, diz Fabiano Lima, pesquisador do Instituto Assaf.

COMMODITIES, BOM DESEMPENHO

foi a terceira maior exportadora do País, atrás da Vale e da Petrobras e à frente da Cargill. Em conjunto, o quarteto respondeu por nada menos que 27,17% das exportações do período. Mas o que sustenta o crescimento de um setor tão competitivo? A primeira resposta está na modernização – investimentos em maquinário, marketing, pesquisa e desenvolvimento. “Em 2010, o investimento foi de R$ 16 bilhões, quase 5% do faturamento”, diz Ribeiro, da Abia. Outro fator que contribui para dar-lhe mais musculatura é a consolidação, acelerada em 2010. O Marfrig, segundo maior produtor de alimento à base de carne do Brasil e terceiro do mundo, comprou a divisão de vegetais congelados da Arcor na Argentina e integrou definitivamente a Seara, adquirida por US$ 900 milhões. Além disso, apostou no marketing para projetar a marca dentro e fora do País. Os produtos Seara ganharam os territórios argentino, inglês e chinês. Mas, talvez, a melhor tacada tenha sido os patrocínios esportivos. A marca estampou as camisas do Santos e da Seleção Brasileira, contrato iniciado na Copa do Mundo da África e que dura até 2014, quando o evento ocorre no Brasil. No caso da Bunge, a empresa adquiriu cinco usinas do grupo Moema por US$ 1,5 bilhão, fortalecendo seu portfólio no setor sucroalcooleiro. Neste ano, anunciou investimentos de US$ 2,5 bilhões no período 2012/2016, para se tornar autossuficiente em energia. Hoje, consome 700 GWh e produz 250 GWh. O objetivo é que a produção alcance os 1.500 GWh, o que, além de reduzir os custos, permitirá a venda do excedente à rede. Para 2012, a expectativa é que a indústria alimentícia continue a sua trajetória de crescimento. “Tudo vai depender do cenário internacional”, diz Ribeiro. Mas o fato é que todo mundo precisa comer e, no caso brasileiro, tem à disposição um setor composto por 45 mil empresas formais e responsáveis por 1,5 milhão de postos de emprego.

Contribuem para sustentar o crescimento os investimentos em maquinário, marketing, pesquisa e desenvolvimento, que foram de R$ 16 bilhões em 2010

Se 2009 foi marcado por ondas agitadas e uma retração do PIB de 0,2%, 2010 entrou para a história como ano da bonança. As commodities agrícolas tiveram um desempenho excelente. “Os estoques mundiais estavam baixos e a oferta de alimentos não acompanhou o aumento do consumo dos países emergentes”, diz José Vicente de Ferraz, diretor-técnico da Informa Economics FNP. Prova disso é que o superávit da balança comercial do agronegócio foi o maior de todos os tempos: US$ 76,4 bilhões, US$ 4,6 bilhões a mais que em 2008, até então o melhor ano de vendas externas. No primeiro semestre de 2011, os resultados continuavam favoráveis: as exportações do agronegócio contabilizaram US$ 43,1 bilhões e as importações, US$ 8,3 bilhões, o que rendeu ao Brasil um superávit de US$ 34,7 bilhões. Nesse capítulo, é preciso destacar a Bunge: segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de janeiro a agosto deste ano, a empresa

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 55


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ALIMENTOS À BASE DE FRUTAS 1 Sococo - AL 273.557 23,7 34.835 38.496 272.011 202.360 35.923 60.923 110,5 12,7 100,6 134,4 19,0 2 Resibras - CE ( * ) 68.941 -1,3 12.110 7.575 64.227 36.147 6.020 12.037 62,6 17,6 107,3 177,7 21,0 68.415 – -1.987 -2.322 46.983 5.729 2.029 4.541 ND -2,9 145,6 820,1 -40,5 3 Ducôco - CE 4 Ritter Alimentos - RS 54.610 24,1 3.223 2.807 40.292 15.125 5.825 15.606 87,1 5,9 135,5 266,4 18,6 5 Wallerius - RS ( * ) 29.872 -9,3 -7.096 -7.096 35.422 357 -2.644 2.401 ND -23,8 84,3 9.920,2 -1.987,3 6 Trop Futas - ES 19.750 32,0 -3.651 2.120 44.913 14.857 -749 8.232 ND -18,5 44,0 302,3 14,3 5.340 13,0 -2.037 -2.037 7.088 5.877 -1.895 4.489 ND -38,1 75,3 120,6 -34,7 7 Cicaju - CE 8 Infrutas - AM 3.196 244,1 -389 -389 20.429 5.090 1.148 481 ND -12,2 15,6 401,3 -7,6 9 Cascaju - CE 74 – -14 -14 96 84 -12 16 ND -19,3 76,4 114,8 -16,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 523.754 23,7 34.994 39.141 531.461 285.626 45.645 108.726 87,1 -12,2 84,3 266,4 -7,6 ARROZ, AVEIA, MILHO E FÉCULAS 1 Camil - SP ( ** ) 880.732 9,4 46.325 56.429 884.844 305.610 91.163 181.558 121,8 5,3 99,5 289,5 18,5 2 Josapar - RS 670.746 2,1 20.327 12.155 781.336 344.934 41.656 254.007 59,8 3,0 85,9 226,5 3,5 3 SLC Alimentos - RS ( * ) 297.828 -13,7 -23.946 -24.020 153.393 18.270 -23.548 44.894 ND -8,0 194,2 839,6 -131,5 4 Adram - SP 134.859 -1,7 2.487 1.254 165.300 106.593 10.734 38.004 50,4 1,8 81,6 155,1 1,2 5 Combrasil - GO 60.696 – -3.490 -2.261 51.155 4.926 1.459 6.795 ND -5,8 118,7 1.038,4 -45,9 6 Cassava - SC 51.109 11,9 -2.180 1.610 60.409 50.922 -361 14.596 ND -4,3 84,6 118,6 3,2 7 Irmãos Trevisan - RS 27.469 -2,4 539 340 17.713 9.670 1.260 7.601 63,2 2,0 155,1 183,2 3,5 26.359 -7,8 653 777 18.693 8.988 747 4.515 119,0 2,5 141,0 208,0 8,7 8 Sepeense - RS 9 Canoa Mirim - RS ( * ) 16.101 72,3 2.499 2.408 72.206 57.435 4.241 7.604 96,4 15,5 22,3 125,7 4,2 10 Terra Bravia Cereais - TO – – -1.582 -1.582 8.643 6.337 -1.582 11 ND ND ND 136,4 -25,0 11 Terra Futuro - TO – – -447 -447 3.495 -1.308 -447 23 ND ND ND ND ND – – -118 -198 1.715 418 -137 1.484 ND ND ND 410,5 -47,4 12 Amido Glucose - SE 13 São Paulo - MT ( * ) – – -578 -251 1.322 917 -575 -28 ND ND ND 144,2 -27,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (13) 2.165.898 0,2 40.488 46.215 2.220.224 913.712 124.610 561.063 79,8 2,0 99,5 195,6 2,2 CAFÉ - TORREFAÇÕES E SOLÚVEL 1 Santa Clara Alimentos - CE 749.206 9,0 51.653 46.174 500.478 294.986 60.052 134.980 89,4 6,9 149,7 169,7 15,7 2 Cacique Café Solúvel - PR 432.614 3,9 13.279 9.148 521.590 227.155 6.562 127.784 68,9 3,1 82,9 229,6 4,0 3 Iguaçu Café - PR 246.068 -2,5 -9.803 8.251 370.231 169.871 1.325 74.851 ND -4,0 66,5 218,0 4,9 4 São Braz Alimentos - PB 193.847 15,5 7.528 7.504 111.970 51.810 14.467 31.051 99,7 3,9 173,1 216,1 14,5 5 Cocam - SP 106.200 6,7 10.149 7.552 182.317 90.766 13.639 40.801 74,4 9,6 58,3 200,9 8,3 6 Itamaraty - PR 105.895 9,3 2.732 2.847 49.729 12.870 6.796 17.313 104,2 2,6 212,9 386,4 22,1 94.219 -16,9 -14.013 -9.732 110.060 6.145 12.222 2.974 ND -14,9 85,6 1.791,2 -158,4 7 Café Damasco - PR ( * ) 8 Ipanema - MG 37.503 59,3 -861 -7.954 32.562 5.510 1.123 14.253 ND -2,3 115,2 591,0 -144,4 29.851 -9,9 -7 -68 14.729 13.544 301 9.271 ND 0,0 202,7 108,8 -0,5 9 Café Utam - SP 10 Cotam Cic - PR 17.833 28,4 120 142 22.319 7.691 869 2.313 118,4 0,7 79,9 290,2 1,8 13.649 -6,7 -172 -166 12.297 1.199 -18 4.303 ND -1,3 111,0 1.025,8 -13,9 11 Café Jardim - SP 12 Café Brasília - RJ 11.038 -21,8 -271.852 -275.770 30.441 -1.613.220 -16.219 -62.181 ND -2.462,9 36,3 ND ND 13 Café Capital - RJ ( * ) 8.962 14,4 60 3 3.072 1.448 212 -829 4,8 0,7 291,7 212,2 0,2 14 Realcafé - ES 85 -19,7 -2 -3 140 55 -2 0 ND -2,1 60,5 253,3 -5,7 5,3 -211.188 -212.072 1.961.935 -730.171 101.330 396.884 89,4 0,3 98,3 229,6 1,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 2.046.969 CHOCOLATES, DOCES, BALAS E BISCOITOS 1 M Dias Branco - CE 1.487.407 8,0 280.327 346.776 2.065.111 1.766.801 278.282 280.228 123,7 18,9 72,0 116,9 19,6 2 Chocolates Garoto - ES 1.173.225 0,9 182.969 124.147 892.555 311.515 226.494 215.597 67,9 15,6 131,5 286,5 39,9 3 Piraquê - RJ 382.124 11,2 24.536 15.209 497.061 380.725 25.228 64.639 62,0 6,4 76,9 130,6 4,0 4 Marilan - SP 380.877 2,4 -19.102 -12.787 233.729 91.599 2.872 42.676 ND -5,0 163,0 255,2 -14,0 305.573 5,7 4.894 3.577 197.296 98.389 21.125 43.824 73,1 1,6 154,9 200,5 3,6 5 Parati - SC ( * ) 6 Bel Produtos Alimenticíos - SP 198.037 7,6 3.879 2.412 114.568 20.773 11.798 36.528 62,2 2,0 172,9 551,5 11,6 7 Riclan - SP 172.929 0,1 -6.221 -6.221 169.768 111.794 5.622 -17.058 ND -3,6 101,9 151,9 -5,6 8 Santa Helena Ind Alims - SP 169.181 12,0 20.019 17.445 199.713 105.891 30.579 28.616 87,1 11,8 84,7 188,6 16,5 9 Prodasa - SP 123.450 10,4 1.841 1.260 63.080 9.589 6.619 22.980 68,5 1,5 195,7 657,9 13,1 10 Florestal Alimentos - RS 120.780 -34,1 162 248 89.467 32.519 6.735 20.838 153,1 0,1 135,0 275,1 0,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

56 | MELHORES DOS MAIORES 2011


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CHOCOLATES, DOCES, BALAS E BISCOITOS (continuação) 11 Hiléia - PA ( * ) 108.560 119.767,2 7.184 6.059 51.085 31.360 9.014 12.286 84,3 6,6 212,5 162,9 19,3 12 Peccin - RS 85.721 -1,3 -2.464 -2.304 66.961 40.719 3.043 11.351 ND -2,9 128,0 164,5 -5,7 58.470 13,6 3.071 3.208 45.189 31.552 7.754 8.407 104,5 5,3 129,4 143,2 10,2 13 Biscoitos Mabel/NE - SE 14 J Marino - SP 34.719 3,6 -339 2.909 43.500 28.555 2.041 6.316 ND -1,0 79,8 152,3 10,2 15 Indl Alimentação - SP 14.534 4,9 -578 -578 5.952 3.089 -437 4.917 ND -4,0 244,2 192,7 -18,7 16 InvestAlimentos - PR 6.504 -12,4 -8 -5 5.283 4.082 349 810 ND -0,1 123,1 129,4 -0,1 3.407 -9,3 -1.920 -1.283 15.838 2.089 -1.663 -1.818 ND -56,4 21,5 758,2 -61,4 17 Haenssgen - RS ( * ) 18 Fábrica de Chocolates - RJ 388 20,2 -19 -19 95 -807 24 -623 ND -5,0 406,9 ND ND 19 Leal - PA -2 – -19 -19 596 596 -19 0 ND 929,9 -0,3 100,0 -3,2 20 Sabisa - PA ( * ) – – – – 11.966 8.688 – 860 ND ND ND 137,7 ND – – – – 1 1 – – ND ND ND 101,0 ND 21 Hiléia - PA ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 4.825.883 5,3 498.212 500.034 4.768.814 3.079.519 635.460 781.374 78,7 1,5 129,4 163,7 3,8 CONGLOMERADOS ALIMENTÍCIOS 1 Bunge Alimentos - SC 14.527.173 -5,5 208.613 27.993 11.565.959 2.619.184 708.589 2.731.791 13,4 1,4 125,6 441,6 1,1 2 Sadia - SC 11.034.004 16,7 725.802 682.737 10.552.157 4.018.245 1.320.638 1.372.537 94,1 6,6 104,6 262,6 17,0 3 Seara - SC ( * ) 2.771.892 -1,4 -354.796 -332.596 1.774.183 979.026 -183.958 393.345 ND -12,8 156,2 181,2 -34,0 4 Kraft Foods - PR ( * ) 2.440.078 13,3 213.911 183.797 1.511.688 406.598 294.290 523.340 85,9 8,8 161,4 371,8 45,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 30.773.147 6,0 793.530 561.931 25.403.987 8.023.053 2.139.559 5.021.013 85,9 4,0 140,9 317,2 9,0 CONSERVAS DE PESCADO 1 Gomes da Costa - SC 402.865 21,3 41.475 32.236 286.050 150.949 64.305 85.987 77,7 10,3 140,8 189,5 21,4 2 Netuno - PE ( * ) 102.874 -39,8 -25.886 -29.694 174.192 -19.765 -6.061 50.330 ND -25,2 59,1 ND ND 101.184 5,7 51.065 44.599 247.535 140.514 51.648 46.161 87,3 50,5 40,9 176,2 31,7 3 Femepe - SC ( * ) 4 Amasa - PA 18.179 25,5 440 337 12.013 9.626 -166 2.940 76,5 2,4 151,3 124,8 3,5 5 Fridusa - RJ ( * ) 1.110 – 27 28 3.504 2.172 28 -675 103,8 2,4 31,7 161,3 1,3 71 5,1 35 36 546 541 35 -5 104,8 48,7 13,1 101,0 6,7 6 Conservas Ribeiro - RJ ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 626.283 5,7 67.156 47.542 723.840 284.036 109.788 184.738 87,3 6,4 50,0 161,3 6,7 CONSERVAS EM GERAL 1 Coniexpress - SP ( * ) 551.467 12,9 68.729 54.616 402.615 293.624 99.773 126.209 79,5 12,5 137,0 137,1 18,6 2 Oderich - RS 238.167 -9,7 -4.093 -4.395 289.714 111.681 11.903 121.006 ND -1,7 82,2 259,4 -3,9 3 Brasfrigo - GO ( * ) 212.255 -5,7 -75.804 -75.804 287.710 -94.390 -46.629 58.061 ND -35,7 73,8 ND ND 4 Hemmer - SC 51.535 28,2 230 2.096 28.908 11.563 3.890 9.766 911,3 0,5 178,3 250,0 18,1 29.714 33,0 430 173 18.972 3.268 2.746 3.926 40,2 1,5 156,6 580,5 5,3 5 Grano - RS 6 Amazonia - AP ( * ) 6.155 118,1 -220 -220 800 18 121 246 ND -3,6 769,3 4.339,2 -1.195,7 20,6 -10.728 -23.534 1.028.719 325.764 71.804 319.214 79,5 -0,6 146,8 259,4 5,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 1.089.293 DIVERSOS 1 Louis Dreyfus - SP 5.391.376 17,3 87.655 -34.633 4.119.641 684.032 152.246 649.427 ND 1,6 130,9 602,3 -5,1 2 Caramuru Alimentos - GO 1.788.648 -3,5 28.622 43.781 1.382.733 454.572 74.291 301.144 153,0 1,6 129,4 304,2 9,6 3 Yoki - PR 920.940 13,3 50.987 50.174 528.221 213.862 83.012 186.978 98,4 5,5 174,4 247,0 23,5 440.956 16,5 211.477 176.694 1.099.169 710.964 208.449 41.458 83,6 48,0 40,1 154,6 24,9 4 Unilever Sorvetes - PE ( * ) 5 Nutrimental - PR 210.729 14,2 6.939 4.682 292.986 107.798 20.286 16.436 67,5 3,3 71,9 271,8 4,3 180.433 4,2 -6.267 -6.267 92.390 8.910 4.545 17.178 ND -3,5 195,3 1.036,9 -70,3 6 Camaquã - RS ( * ) 7 Malteria do Vale - SP ( * ) 122.573 8,5 12.136 7.216 136.407 29.680 3.529 38.705 59,5 9,9 89,9 459,6 24,3 8 Roussetot - SP 113.533 -18,0 6.713 10.047 144.844 123.832 14.907 37.964 149,7 5,9 78,4 117,0 8,1 9 Minerva Dawn - SP 77.735 640,0 -41.199 -41.199 146.149 -13.310 -25.179 19.047 ND -53,0 53,2 ND ND 10 Center Trading - GO ( * ) 76.763 -45,6 -66.549 -66.549 89.074 -27.223 -67.310 569 ND -86,7 86,2 ND ND 66.288 21,5 3.640 3.001 40.230 22.396 8.049 10.362 82,4 5,5 164,8 179,6 13,4 11 Stival - PR 12 Norflap S.A. - PE 39.950 87,5 1.667 1.124 28.111 3.731 650 14.375 67,4 4,2 142,1 753,4 30,1 13 Bio Springer - SP 28.474 7,8 4.436 3.560 48.978 45.046 4.798 5.424 80,3 15,6 58,1 108,7 7,9 14 Vapza - PR 24.513 29,6 973 761 28.375 8.910 3.507 5.704 78,2 4,0 86,4 318,5 8,5 15 Granolab - PR 19.307 22,0 -381 -381 8.876 4.452 -130 6.368 ND -2,0 217,5 199,4 -8,6 16 Granotec - PR 19.092 12,5 5.680 4.742 14.820 11.795 5.337 5.044 83,5 29,8 128,8 125,7 40,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 57


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (continuação) 17 Goiás Alimentos - GO 16.492 -19,2 -12.091 -12.091 60.770 1.403 -3.326 -8.731 ND -73,3 27,1 4.330,2 -861,5 18 Giglio - SP 15.765 9,3 959 810 10.636 6.532 1.154 285 84,4 6,1 148,2 162,8 12,4 13.532 20,2 -562 -562 15.138 -3.504 575 -3.582 ND -4,2 89,4 ND ND 19 Corsetti - RS ( * ) 20 Palmasa - PA 13.246 7,8 -938 -765 17.148 480 864 2.347 ND -7,1 77,3 3.569,5 -159,3 21 kemin Nord - SC 12.666 22,6 3.090 2.586 7.507 4.356 3.082 871 83,7 24,4 168,7 172,3 59,4 22 Protisa - PR ( * ) 6.140 13,8 -1.307 -1.308 19.387 17.664 -60 571 ND -21,3 31,7 109,8 -7,4 5.715 33,4 108 91 5.288 2.504 315 1.903 85,0 1,9 108,1 211,2 3,7 23 Usina Caiba - PA ( * ) 24 Violeta Comércio - MG ( * ) 4.615 238,3 3.290 1.331 36.713 14.673 4.325 407 40,5 71,3 12,6 250,2 9,1 25 Tenusa - MT 910 -38,1 -141 -141 11.264 7.307 89 481 ND -15,5 8,1 154,2 -1,9 26 Christmas Cake - SP ( * ) 62 – 131 110 1.198 1.194 131 -3 83,6 212,2 5,2 100,3 9,2 14 – -1.577 1.385 13.009 10.213 -1.071 -215 ND -11.647,1 0,1 127,4 13,6 27 Novali - PE ( * ) 28 Goemil - GO – – -700 -729 57.934 22.966 -751 -4.106 ND ND ND 252,3 -3,2 29 Nutra Nutrição - PE – – -839 -839 17.365 3.460 -111 -851 ND ND ND 501,9 -24,3 30 Silocaf - ES – – -631 -631 7.827 -91.039 -222 -13.068 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (30) 9.610.465 13,8 295.323 146.000 8.482.186 2.387.657 495.981 1.332.491 83,5 3,3 86,4 229,1 8,3 FRIGORÍFICOS 1 JBS - SP 11.770.293 134,8 -986.839 -302.748 35.910.582 17.594.371 1.226.321 3.051.270 ND -8,4 32,8 204,1 -1,7 2 BRF Brasil Foods - SP 10.929.898 28,6 -21.689 804.106 18.892.303 13.628.967 626.891 1.017.913 ND -0,2 57,9 138,6 5,9 3.208.357 31,4 9.392 22.898 2.424.995 506.494 252.175 321.301 243,8 0,3 132,3 478,8 4,5 3 Minerva - SP 4 Doux Frangosul - RS ( * ) 1.661.163 -10,4 112.319 83.185 1.409.786 390.857 186.424 231.498 74,1 6,8 117,8 360,7 21,3 5 Avipal NE - BA ( * ) 726.291 0,9 32.676 19.380 1.955.353 1.767.156 31.270 71.382 59,3 4,5 37,1 110,7 1,1 6 Pamplona - SC 466.566 18,2 1.953 1.466 436.904 168.471 27.097 58.845 75,1 0,4 106,8 259,3 0,9 326.487 -1,9 1.630 2.040 128.245 50.097 3.222 31.329 125,2 0,5 254,6 256,0 4,1 7 Frisa - ES ( * ) 8 Nutriza - GO 305.960 – 32.268 21.647 176.751 129.088 49.489 64.932 67,1 10,6 173,1 136,9 16,8 9 Agroavícola Vêneto - SC 227.287 19,8 2.907 3.773 212.182 64.232 11.374 45.278 129,8 1,3 107,1 330,3 5,9 222.625 68,6 46.340 41.049 143.236 125.884 46.304 16.971 88,6 20,8 155,4 113,8 32,6 10 Frigotil - MA 11 Agra - MT 190.109 – -11.224 -11.293 170.791 7.572 1.351 66.922 ND -5,9 111,3 2.255,6 -149,1 12 Pampeano - RS ( * ) 139.455 -4,2 -10.221 -7.041 172.789 20.986 3.165 77.926 ND -7,3 80,7 823,4 -33,6 13 Saudali - MG 130.369 20,3 3.570 2.377 57.492 22.566 7.079 -7.554 66,6 2,7 226,8 254,8 10,5 14 Cia Minuano - SC ( * ) 122.648 -2,5 -138.434 -79.256 124.328 -121.522 -116.041 -56.801 ND -112,9 98,7 ND ND 15 Tramonto - SC 117.669 84,3 9.749 8.781 94.749 34.500 13.001 27.778 90,1 8,3 124,2 274,6 25,5 16 Frig Redentor - MT 63.221 6.726,0 233 -1.499 53.769 16.508 2.526 2.199 ND 0,4 117,6 325,7 -9,1 17 Cossisa Agroindl - MG 57.708 -6,1 -11.267 -2.008 37.050 -4.294 -18.935 24.939 ND -19,5 155,8 ND ND 51.576 -7,8 -7.033 -4.642 30.461 1.971 -4.619 5.237 ND -13,6 169,3 1.545,5 -235,5 18 Excelsior Alimentos - RS 19 Kifrango - ES ( * ) 47.401 21,7 -11.647 -11.647 74.042 19.509 -3.934 -554 ND -24,6 64,0 379,5 -59,7 44.560 705,5 -18.909 -12.995 83.249 13.006 -9.466 4.164 ND -42,4 53,5 640,1 -99,9 20 Uniaves - ES 21 Fricasa - SC 43.505 22,9 428 316 29.418 8.178 2.017 4.259 73,7 1,0 147,9 359,7 3,9 5.460 -29,4 -1.118 -1.118 36.998 16.610 234 -3.441 ND -20,5 14,8 222,8 -6,7 22 Frigorífico Extremo Sul - RS ( * ) 23 Parecis - MT ( * ) 3.822 – -846 -867 12.838 6.652 -200 -1.255 ND -22,1 29,8 193,0 -13,0 24 Frig - AM ( * ) 1.103 35,3 -272 -267 1.688 -753 -59 -177 ND -24,6 65,4 ND ND 25 Frigoara - MT 696 6,9 -46 -7.646 99.665 41.622 8.744 2.306 ND -6,6 0,7 239,5 -18,4 550 5,4 -3.160 -5.740 252.881 -108.109 46 9.284 ND -574,6 0,2 ND ND 26 Swift Armour - SP ( * ) 27 Mafrip - BA ( * ) 544 11,1 -1.717 -1.625 12.087 -4.824 -1.063 -339 ND -315,4 4,5 ND ND – – -613 -613 61.240 46.005 -120 751 ND ND ND 133,1 -1,3 28 Rio Paraná - SP ( * ) 29 Estela Serrana Carnes - ES – – – – 59.927 6.202 – -389 ND ND ND 966,3 ND 30 Ribeiro Gonçalves - PE ( * ) – – – – 6.104 3.701 – – ND ND ND 164,9 ND 31 4 Rios - SP – – 1.356 1.215 4.877 1.600 1.394 -496 89,6 ND ND 304,9 75,9 32 Vale do Tocantins - MA ( * ) – -100,0 -362 -362 2.572 826 -415 832 ND ND ND 311,2 -43,7 18,2 -970.576 560.866 63.169.350 34.454.130 2.345.271 5.066.310 81,8 -5,9 106,8 274,6 0,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (32) 30.865.322 LATICÍNIOS 1 Vigor - SP ( * ) 715.604 10,7 79.479 69.416 1.052.883 178.746 55.577 133.346 87,3 11,1 68,0 589,0 38,8 2 LBR Lácteos - GO 693.132 60,9 -135.078 -96.724 869.674 274.229 -108.743 60.808 ND -19,5 79,7 317,1 -35,3 3 Embaré - MG 540.784 23,5 2.431 1.085 320.887 58.814 35.522 96.615 44,6 0,5 168,5 545,6 1,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

58 | MELHORES DOS MAIORES 2011


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % LATICÍNIOS (continuação) 4 Líder Alimentos - SP ( * ) 466.474 – 23.532 19.265 301.790 104.170 35.660 34.031 81,9 5,0 154,6 289,7 18,5 5 Laticínios Jussara - SP 340.863 18,2 17.082 15.563 211.544 87.004 18.708 50.180 91,1 5,0 161,1 243,1 17,9 302.710 11,1 66.640 43.102 346.881 261.488 63.359 37.672 64,7 22,0 87,3 132,7 16,5 6 Yakult - SP 7 ILPISA - AL ( * ) 222.857 0,5 24.135 24.135 371.988 36.712 39.906 44.158 100,0 10,8 59,9 1.013,3 65,7 8 Leitesol - SP 173.352 22,5 23.618 23.309 61.363 37.556 24.570 36.940 98,7 13,6 282,5 163,4 62,1 9 Barbosa & Marques - MG ( * ) 83.605 13,4 4.154 2.943 53.778 21.387 7.570 16.645 70,8 5,0 155,5 251,5 13,8 79.107 – 6.946 5.284 25.064 13.083 10.827 8.859 76,1 8,8 315,6 191,6 40,4 10 Gonçalves Salles - MG ( * ) 11 Cia Brasileira de Lacteos - SP ( * ) 8.746 – 18 -42.752 104.589 104.499 8.589 6.290 ND 0,2 8,4 100,1 -40,9 12 Cia Paulistana - SP 6.159 – 2 1 13.910 7.933 22 -195 50,0 0,0 44,3 175,3 0,0 13 Gran Padania do Brasil - SC ( * ) 5.953 -15,9 -9 -9 7.188 2.425 1.010 2.796 ND -0,1 82,8 296,5 -0,4 5.325 – -157 -149 1.558 182 -91 145 ND -2,9 341,9 855,1 -81,8 14 Lassa - CE ( * ) 15 Leite Verde - BA 3.659 16,3 8.577 10.213 45.708 40.814 8.323 1.412 119,1 234,4 8,0 112,0 25,0 16 Lacbom - MT 2.475 0,9 -386 -386 9.429 697 585 2.261 ND -15,6 26,3 1.352,8 -55,4 17 Relat - RS 159 – -3.832 -3.832 31.941 2.446 -2.165 -1.252 ND -2.407,1 0,5 1.306,0 -156,7 18 Cila AC - AC ( * ) 81 – -667 -12 1.016 -13.502 -565 -6.666 ND -819,7 8,0 ND ND 19 Cilca - CE 44 4,6 0 0 1.250 1.247 40 310 ND -0,9 3,6 100,2 0,0 20 Asa Alimentos - TO ( * ) – -100,0 -177 -177 20.881 2.696 -206 4.201 ND ND ND 774,6 -6,6 21 Laticínios Santa Fé/PE - PE ( * ) – – – – 1.892 1.747 470 -11 ND ND ND 108,3 ND 22 Nilton Pessoa de Paula - RN – -100,0 -53 -53 741 -2.226 -53 – ND ND ND ND ND – – -14 -14 83 -13 -16 4 ND ND ND ND ND 23 Itambé - MG ACUMULADO DO SUBSETOR (23) 3.651.091 10,9 116.242 70.208 3.856.037 1.222.133 198.900 528.551 81,9 0,5 79,7 270,6 1,9 MOINHOS, MASSAS E PÃES 1 J Macêdo - CE 1.179.632 4,6 11.755 17.533 630.482 296.443 43.955 138.474 149,2 1,0 187,1 212,7 5,9 2 Moinhos Cruzeiro do Sul - RS ( * ) 617.314 -23,6 30.745 26.850 400.991 57.196 28.770 -15.504 87,3 5,0 154,0 701,1 46,9 3 Selmi - SP 531.048 1,7 24.914 3.032 308.832 133.195 37.394 54.294 12,2 4,7 172,0 231,9 2,3 380.354 10,7 87.492 60.958 237.391 204.273 91.846 88.479 69,7 23,0 160,2 116,2 29,8 4 Anaconda - SP 5 Vilma Alimentos - MG ( * ) 342.399 1,6 25.268 10.707 375.911 201.674 41.953 54.908 42,4 7,4 91,1 186,4 5,3 6 Ocrim - SP 270.997 10,1 16.076 12.722 154.718 113.988 23.934 53.418 79,1 5,9 175,2 135,7 11,2 7 Moinho Cearense - CE 264.703 33,6 65.759 54.881 221.284 158.200 67.583 48.857 83,5 24,8 119,6 139,9 34,7 8 Pelagio Oliveira - CE ( * ) 202.049 3,2 10.451 8.714 117.078 63.015 18.554 37.479 83,4 5,2 172,6 185,8 13,8 9 Tondo - RS 197.804 11,6 14.042 10.640 117.889 49.819 22.204 30.513 75,8 7,1 167,8 236,6 21,4 10 Moinho Nordeste - RS 182.984 0,9 3.685 4.800 138.038 41.420 11.839 37.539 130,3 2,0 132,6 333,3 11,6 11 Mogasa - RS 131.793 40,6 9.004 7.136 81.076 46.391 14.698 25.999 79,3 6,8 162,6 174,8 15,4 107.765 -3,2 1.290 646 130.680 -2.548 10.172 7.900 50,1 1,2 82,5 ND ND 12 Buaiz - ES 13 Moinho Santa Clara - SP 106.175 18,1 14.937 9.699 47.623 34.593 16.944 14.359 64,9 14,1 223,0 137,7 28,0 96.963 4,9 9.253 6.121 54.740 37.102 11.565 15.561 66,2 9,5 177,1 147,5 16,5 14 Moinho Globo Alimentos - PR 15 Moinho Arapongas - PR 80.564 10,3 2.115 1.449 86.898 37.525 5.732 22.192 68,5 2,6 92,7 231,6 3,9 66.116 -17,7 -1.954 -3.232 85.252 78.830 -4.592 18.845 ND -3,0 77,6 108,2 -4,1 16 Moinhos Vera Cruz - MG ( * ) 17 Moinho Sul Mineiro - MG 62.221 7,8 3.330 2.732 40.822 32.805 4.180 11.997 82,0 5,4 152,4 124,4 8,3 18 Nutrisul Alims - SC 55.611 – 317 255 47.766 9.884 4.134 8.814 80,5 0,6 116,4 483,3 2,6 19 CPQ Brasil - SP 53.965 0,7 7.413 4.638 98.228 39.271 14.670 2.144 62,6 13,7 54,9 250,1 11,8 46.972 2,0 4.606 3.809 47.623 16.224 6.115 20.098 82,7 9,8 98,6 293,5 23,5 20 Moageira Agrícola - PR 21 Moinho Itaipu - PR 43.602 -11,6 2.731 2.036 30.199 17.704 4.670 12.623 74,6 6,3 144,4 170,6 11,5 42.413 35,0 -289 -289 10.664 1.319 130 2.095 ND -0,7 397,7 808,3 -21,9 22 Los Grobo - PR 23 Moinho São Judas Tadeu - SC ( * ) 34.690 17,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 24 Garota - RS ( * ) 31.980 -19,4 2.554 4.778 51.781 51.082 2.063 6.691 187,1 8,0 61,8 101,4 9,4 25 Moinho Catarinense - SC 25.499 8,2 1.936 1.227 32.453 22.418 3.147 7.115 63,4 7,6 78,6 144,8 5,5 26 Infasa - PR ( * ) 22.355 -13,4 1.599 1.019 9.973 4.006 2.542 3.203 63,8 7,2 224,2 248,9 25,4 21.482 75,0 -489 -357 4.908 -751 -203 -191 ND -2,3 437,7 ND ND 27 Interpastil - MG ( * ) 28 Alimentícia Três de Maio - PB ( * ) 18.437 10,6 1.236 1.189 10.222 8.259 1.815 1.871 96,2 6,7 180,4 123,8 14,4 29 Ireks - PR 13.734 35,6 1.716 1.309 16.545 14.638 2.162 3.078 76,3 12,5 83,0 113,0 8,9 30 Moinho União - PR ( * ) 9.397 -9,7 -3.105 -2.334 32.554 10.997 -1.236 -486 ND -33,0 28,9 296,0 -21,2 31 Motrisa Indígena - RS 6.214 – -363 11.120 145.263 84.807 -148 63.247 ND -5,8 4,3 171,3 13,1 32 Panificadora Bruno - SC ( * ) 5.924 5,2 – – – – – – ND ND ND ND ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 59


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MOINHOS, MASSAS E PÃES (continuação) 33 Ricosa - PA ( * ) 3.706 2,7 6 -161 5.977 3.684 85 51 ND 0,2 62,0 162,3 -4,4 34 Serra do Lopo - SC 2.287 2,7 1.073 732 64.742 64.598 2.275 113 68,2 46,9 3,5 100,2 1,1 35 Moinho Progresso - SP ( * ) 2.209 126,6 -37 234 19.202 18.206 -923 2.310 ND -1,7 11,5 105,5 1,3 36 Moinho Água Branca - SP 2.018 -74,5 -3.265 -4.387 10.059 -5.373 -2.159 -2.594 ND -161,8 20,1 ND ND 37 J Macêdo Alimentos - SP 1.274 – -23.523 24.615 295.693 238.879 472 -2.269 ND -1.846,4 0,4 123,8 10,3 38 Confeitaria Dinamarca - ES ( * ) 820 – – – – – – – ND ND ND ND ND 39 Pico da Caledônia - CE 330 – 1.822 1.461 27.070 24.589 319 -40 80,2 552,1 1,2 110,1 5,9 40 Moinho Bahia - BA ( * ) -245 -111,4 -3.650 -958 30.079 -11.781 -1.157 7.957 ND 1.491,5 -0,8 ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (40) 5.265.555 4,6 320.452 285.324 4.220.704 2.196.580 485.503 781.140 76,3 5,9 116,4 170,6 10,3 ÓLEOS VEGETAIS E ANIMAIS 1 Cargill - SP 14.267.632 8,6 26.373 92.277 6.587.390 673.676 335.782 1.412.406 349,9 0,2 216,6 977,8 13,7 2 Granol - SP 1.693.815 13,0 106.736 89.109 1.104.855 549.142 178.313 319.852 83,5 6,3 153,3 201,2 16,2 3 Bianchini - RS 1.356.469 4,9 30.359 20.164 643.829 242.691 21.518 173.988 66,4 2,2 210,7 265,3 8,3 4 ABC Inco - MG 887.042 -20,7 34.129 26.566 1.056.504 330.858 101.385 426.126 77,8 3,9 84,0 319,3 8,0 5 Oleoplan - RS 695.385 12,0 91.158 71.183 357.702 167.471 117.543 77.720 78,1 13,1 194,4 213,6 42,5 6 Clarion - SP 517.133 -6,8 5.134 -1.200 1.207.891 1.018.504 83.800 201.733 ND 1,0 42,8 118,6 -0,1 7 Arroz Brejeiro - SP 482.214 -3,1 725 397 264.867 164.083 11.993 70.634 54,8 0,2 182,1 161,4 0,2 8 CRA - PA 385.236 -0,8 14.872 11.021 316.768 286.230 29.927 99.716 74,1 3,9 121,6 110,7 3,9 9 Agropalma - PA 137.828 14,0 18.318 13.422 267.454 222.671 32.244 -11.151 73,3 13,3 51,5 120,1 6,0 98.952 -1,0 1.092 787 53.430 18.807 3.074 15.962 72,1 1,1 185,2 284,1 4,2 10 Granfino - RJ ( * ) 11 Cione - CE 72.678 21,7 666 26 111.730 68.727 4.252 48.841 3,9 0,9 65,1 162,6 0,0 12 Dureino - PI ( * ) 53.708 31,7 1.492 1.480 29.261 8.935 4.803 5.084 99,2 2,8 183,6 327,5 16,6 13 Bioóleo - BA 41.777 -6,1 -2.371 -2.436 24.364 11.825 313 -907 ND -5,7 171,5 206,0 -20,6 14 Sipal - PR ( * ) 36.391 10.645,5 -18 -18 27.875 -1.816 325 9.819 ND -0,1 130,6 ND ND 15 Sperafico AM - MT 34.917 37,8 -4.277 -4.415 102.042 16.780 -3.611 15.554 ND -12,3 34,2 608,1 -26,3 16 Oleama - MA ( * ) 30.257 45,9 583 468 23.840 14.397 1.097 1.331 80,3 1,9 126,9 165,6 3,3 17 Bertol - RS 16.110 -47,2 -23.661 -4.987 156.844 20.415 -13.242 42.339 ND -146,9 10,3 768,3 -24,4 18 Assunção - MA 10.746 3,6 146 146 11.592 5.080 341 6.964 100,0 1,4 92,7 228,2 2,9 19 Opalma - BA ( * ) 3.276 -25,4 -47 -47 8.833 -166 189 349 ND -1,5 37,1 ND ND 20 Cariri - CE ( * ) 107 154,5 -451 -193 2.217 -7.163 -450 -596 ND -419,5 4,9 ND ND 21 J B Duarte - SP – – -52.069 -52.441 86.339 22.224 -56.215 19.069 ND ND ND 388,5 -236,0 22 Brasóleo - MA – – -266 -268 4.201 4.199 -274 -2 ND ND ND 100,1 -6,4 23 Irpasa - PR – – -80 -104 2.729 2.081 -48 61 ND ND ND 131,1 -5,0 24 Tobasa - TO ( * ) – – -1.780 -1.927 402 260 -1.778 – ND ND ND 154,3 -740,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 20.821.674 6,8 246.763 259.010 12.452.961 3.839.911 851.282 2.934.891 77,8 1,0 124,3 206,0 2,9 RAÇÕES 1 Centro Oeste Rações - GO ( * ) 225.255 2,6 329 656 88.798 31.185 6.296 18.751 199,4 0,2 253,7 284,8 2,1 2 Supra - RS 223.373 12,5 9.072 7.309 117.828 52.190 16.929 20.510 80,6 4,1 189,6 225,8 14,0 188.787 -1,0 6.378 2.860 130.525 77.413 8.513 19.730 44,8 3,4 144,6 168,6 3,7 3 Total Alimentos - MG 4 Nutrifarma - SC ( * ) 82.768 -1,0 8.274 5.289 42.712 27.140 11.227 5.655 63,9 10,0 193,8 157,4 19,5 5 Fri Ribe - SP ( * ) 68.225 -7,0 1.919 1.168 24.040 10.903 1.131 8.311 60,9 2,8 283,8 220,5 10,7 6 Agrosul - RS ( * ) 66.647 7,5 -3.277 -3.277 26.852 493 -140 2.151 ND -4,9 248,2 5.446,7 -664,7 7 Dispa - CE ( * ) 59.190 4,1 7.403 5.291 15.680 10.298 7.157 4.668 71,5 12,5 377,5 152,3 51,4 8 Nuvital - PR 37.564 24,0 -1.327 -1.168 13.132 1.700 664 2.858 ND -3,5 286,1 772,6 -68,7 9 Connan - SP 25.803 -0,2 -474 -474 14.009 10.483 -582 7.011 ND -1,8 184,2 133,6 -4,5 10 Irca - PE ( * ) 21.861 40,6 -212 -256 11.749 2.966 1.012 1.707 ND -1,0 186,1 396,1 -8,6 3,4 28.086 17.397 485.324 224.771 52.207 91.352 67,7 1,5 221,0 223,1 2,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 999.474 TEMPEROS E CONDIMENTOS 1 Castelo Alimentos - SP 49.177 19,8 1.916 1.888 26.563 11.996 5.157 8.392 98,5 3,9 185,1 221,4 15,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 49.177 19,8 1.916 1.888 26.563 11.996 5.157 8.392 98,5 3,9 185,1 221,4 15,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Ressaca veio,mas não tão intensa BEBIDAS E FUMO

Consumo de bebidas mantém crescimento, mas não no mesmo ritmo de 2010, ano embalado pelos jogos da Copa A indústria de bebidas, no embalo dos jogos da Copa da África, cresceu nada menos que 9,6% em alcoólicos e 9,9% em não alcoólicos nos primeiros seis meses de 2010. No ano todo, o faturamento foi de R$ 56 bilhões, R$ 28,3 bilhões para o primeiro segmento e R$ 27,7 bilhões para o segundo. Só em cerveja, o Brasil fabricou 12,4 bilhões de litros, o que lhe rendeu o título de terceiro maior produtor mundial, à frente da Alemanha (11,2 bilhões de litros) e atrás de China (35 bilhões de litros) e EUA (24 bilhões de litros), segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). Não foram só os cervejeiros que tiveram o que comemorar. No segmento de refrigerantes, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), o volume comercializado cresceu 7,8% em 2010. Destaque para as regiões mais quentes, que tiveram uma taxa de crescimento maior: Nordeste registrou 8,9%; CentroOeste, 8,4%; e Norte, 8,2%. O consumo per capita de refrigerante fechou em 86 litros/ano. Em termos de faturamento, o segmento chegou a R$ 22,3 bilhões. O sabor cola ficou em primeiro lugar, com mais de 54% do volume de vendas, seguido por guaraná e sabor laranja. Quem também apresentou uma alta expressiva, de acordo com dados da Abir, foram os sucos e néctares, os chamados sucos prontos para

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beber. Por causa do preço mais acessível, essa fatia de bebidas não alcoólicas cresceu 14,4%, o que evidencia uma mudança de hábito: cada vez mais, o consumidor está buscando praticidade na hora das refeições. Mas o ano passado foi atípico. Sem contar a Copa do Mundo, a economia brasileira deslanchou, batendo em 7,5% de crescimento, mesmo patamar de gigantes como China e Índia. Além disso, foi um ano pós-crise, em que o setor produtivo investiu e cresceu tudo o que deixou de crescer em 2009. Dessa forma, é natural que a indústria se acomode agora a marcas mais modestas. Como as estampadas em pesquisa da consultoria Nielsen, segundo a qual, na relação entre o primeiro semestre deste ano com o de 2010, as bebidas alcoólicas registraram uma alta de 1,6% e as não alcoólicas, de 3%. “O setor continua crescendo, mas não a passos tão largos. Não dá para compararmos com 2010, porque foi ano de Copa do Mundo e o mercado estava muito aquecido”, diz Laura Fagundes Tonussi, coordenadora de análises especiais da Nielsen. “É quase impossível manter o mesmo desempenho”, complementa. O aumento do consumo registrado no ano passado causou um choque positivo, por refletir diretamente em mais investimentos. Entre as cervejarias os aportes totalizaram R$ 5,4 bilhões, em ampliações e


construções de novas unidades, como a da Ambev em Sete Lagoas, na região central de Minas. Neste ano, as cervejarias devem manter a média histórica de investimento, em torno de R$ 2 bilhões. Isto porque a economia deu uma freada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre fechou em 3,6%, ante 9,2% em 2010. O catalisador do recuo foi a instabilidade nos EUA e na Europa, que tem levantado a hipótese de uma nova recessão global. Mesmo assim e embora em grau menor, o empresariado brasileiro se mantém otimista, de acordo com as pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Carro-chefe no segmento de bebidas alcoólicas, a cerveja manteve-se estável no primeiro semestre de 2011. Já o consumo de refrigerantes, estrela dos não alcoólicos, caiu 1,2%. “O governo aumentou os impostos e a indústria repassou para cerveja e refrigerantes, o que fez os preços subirem”, diz Laura. O efeito é a perda de penetração nos domicílios de renda mais baixa. Em contrapartida, vinho, uísque, suco de fruta pronto para consumo e água mineral tiveram uma alta considerável. Na pesquisa Nielsen, o faturamento dos produtores de vinho saltou quase 18%, enquanto o preço caiu cerca de 13%. As águas minerais faturaram 23% a mais e registraram queda de preço de 2,8%. No que se refere aos vinhos, o Brasil tem um potencial de expansão enorme. “O consumo per capita da bebida no País não chega a dois litros/ano”, diz Christian Bernardi, da Associação Brasileira de Enologia. Na Itália é de mais de 59 litros, na Espanha ultrapassa 37 litros e nos EUA chega a quase oito. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a comercialização no País ainda é instável – alguns anos são bons, outros nem tanto. No ano passado, foram vendidos 232 milhões de litros de vinhos finos e de mesa, resultado 3,3% inferior ao do ano anterior. Os espumantes – 90% deles provenientes do Rio Grande do Sul – cresceram

12%. “Produzir espumantes é uma vocação da Serra Gaúcha. A região se adaptou bem com as uvas brancas de ciclo mais longo, que favorece o aroma frutado e a acidez”, diz Bernardi. Prova disso são as premiações que o Brasil vem conquistando em competições internacionais. Em 2010, foram 229 prêmios, 137 para espumantes, com destaque para o espumante moscatel da Garibaldi, que foi medalha de ouro no concurso de Effervescents du Monde, na França.

FUMO EM ALTA

Segundo a pesquisa Nielsen, no primeiro semestre de 2011, o consumo de cigarros teve um crescimento de 2,6% e um aumento de preço de quase 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desde 2010, o produto está pesando mais no bolso do brasileiro. A indústria repassou ao produto o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Confins. Com isso, a comercialização do produto caiu 1,5% em relação aos 117,3 bilhões de unidades vendidas em 2009. Nas exportações, no entanto, o Brasil continua na liderança. No ano passado, as divisas com as vendas externas de tabaco foram de US$ 2,73 bilhões, o que representou 1,4% do total das exportações brasileiras. De acordo com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a produção de todos os tipos de folhas de fumo foi de 721 mil toneladas na safra 2009/2010. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná respondem por mais de 90% da produção. Além disso, estima-se que a cultura seja a fonte de renda complementar de 185 mil agricultores familiares em 700 municípios. Para a indústria do tabaco, o Brasil é peça-chave: o País é o maior mercado latino-americano do produto, com um consumo de 42% do total vendido na América Latina. Pelos dados da Nielsen, se as vendas do produto seguirem o movimento do primeiro semestre, o setor deve fechar o ano em alta.

As vendas externas de tabaco em 2010, de US$ 2,73 bilhões, ou 1,4% do total das exportações, mantêm o Brasil na liderança desse segmento

(LA)

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 63


BEBIDAS E FUMO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CERVEJAS 1 Ambev - SP

12.742.200

16,9

4.174.400

7.561.400

37.815.000

24.361.900

5.273.500

181,1

32,8

33,7

155,2

31,0

2 Primo Schincariol - SP

1.606.974

88,0

-152.012

-43.537

3.744.608

1.428.402

-63.534

2.895.100

241.525 ND

-9,5

42,9

262,2

-3,1

3 Primo Schincariol NE - BA ( * )

1.069.397

21,1

143.207

226.754

1.979.775

1.525.176

205.075

124.925

158,3

13,4

54,0

129,8

14,9

4 Fratelli - RJ ( * )

1.069.081

24,2

131.766

34.490

727.292

369.345

110.819

-7.098

26,2

12,3

147,0

196,9

9,3

5 Primo Schincariol NE - MA ( * )

449.909

10,8

86.571

94.397

988.129

478.886

166.968

102.568

109,0

19,2

45,5

206,3

19,7

6 Schincariol - RJ ( * )

308.577

24,6

-69.248

-60.259

555.766

209.012

-12.115

47.570 ND

-22,4

55,5

265,9

-28,8

7 CRBS - SP

120.943

27.772

12.216

304.728

207.034

30.793

28.763

44,0

23,0

39,7

147,2

5,9

8 Cerpa - PA

94.365

30,0

1.023

-50

147.687

42.231

22.290

42.664 ND

1,1

63,9

349,7

-0,1

9 Belágua - PA

14,1

14.202

22,4

2.001

1.766

12.542

7.165

3.086

1.544

113,2

175,1

24,7

10 Coroa - ES

-208

-208

36.798

21.135

-208

1.253 ND ND ND

174,1

-1,0

11 Premium - CE ( * )

-750

-750

5.316

2.126

-633

250,1

-35,3

196,9

5,9

ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 17.475.648

23,3 4.344.522 7.826.220

46.317.641 28.652.412 5.736.040

88,3

-179 ND ND ND 3.478.635

98,7

13,4

54,0

CIGARROS E FUMO 1 Souza Cruz - RJ

5.364.200

0,6

1.755.700

1.448.500

5.470.900

2.097.400

1.925.100

432.700

82,5

32,7

98,1

260,8

69,1

2 CTA Continental - RS

683.443

-16,3

573

154

870.157

291.430

71.041

219.117

26,8

0,1

78,5

298,6

0,1

3 Brasfumo - RS ( * )

238.773

-9,3

21.235

6.054

324.657

9.885

24.424

158.387

28,5

8,9

73,6

3.284,3

61,2

-9,3 1.777.508 1.454.708

6.665.714

2.398.715 2.020.565

810.204

28,5

8,9

78,5

298,6

61,2

ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 6.286.416

DESTILADOS 1 Müller NE - PE

74.167

-2,5

2 Thoquino - RJ

52.286

15,4

3 Santa Maria - SP ( * )

39.983

8,7

4 Caribé - MG

14.991

20,3

1.374

12.839

-5,1

-481

-481

60.976

879

-232

194.266

8,7

7.513

1.445

293.317

154.644

13.192

5 Boituva - RS ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (5)

12.741

10.450

141.486

121.897

9.358

-1.642

-1.403

-4.479

-8.052 931

11.081

43.365

12.907

-2.673

40.241

13.289

5.302

7.248

5.672

1.438

3.390

17,2

52,4

2.329 ND

-3,1

120,6

336,0

-10,9

-3.695 ND

-11,2

99,4

302,8

-60,6

67,8

9,2

206,8

127,8

16,4

11.689 ND

-3,8

21,1

6.936,8

-54,7

-3,1

99,4

302,8

-10,9

24.794

82,0

74,9

116,1

8,6

OUTRAS BEBIDAS 1 Mate Leão - PR ( * )

161.667

2 Baldo - RS ( * ) 3 Vinexpand - ES ( * ) 4 Mate Real - PR ACUMULADO DO SUBSETOR (4)

18,1

-8.802

584

221.820

85.213

-6.268

118.344

-1,8

17.353

40.166

-38,2

-9.319

16.038

8,5

336.215

3,4

31.494 ND

-5,4

72,9

25.224

169.162

138.998

28.134

-9.319

135.481

7.265

-995

145,4

14,7

70,0

121,7

18,2

-14.668 ND

-23,2

29,7

1.864,9

-128,3

781

521

6.694

3.099

1.585

2.473

66,8

4,9

239,6

216,0

16,8

13

17.010

533.157

234.575

22.456

77.064

106,1

-0,3

71,4

238,2

8,8

57.765

260,3

0,7

REFRIGERANTES E ÁGUAS 1 Ambev Brasil - SP

4.095.317

24,3

1.344.917

856.494

1.885.740

832.603

1.366.689

250.494

63,7

32,8

217,2

226,5

102,9

2 Coca-Cola Spal - SP

3.703.886

26,8

533.661

351.996

2.307.296

1.513.273

611.183

155.699

66,0

14,4

160,5

152,5

23,3

3 Coca-Cola Spaipa - PR

1.615.474

18,5

240.966

190.917

918.612

541.922

269.749

97.785

79,2

14,9

175,9

169,5

35,2

4 Coca-Cola Vonpar - RS

1.282.704

21,7

254.102

205.766

1.020.593

466.419

263.079

180.834

81,0

19,8

125,7

218,8

44,1

5 Coca-Cola Ipiranga - SP

579.015

24,4

38.441

24.893

497.932

135.870

75.493

43.126

64,8

6,6

116,3

366,5

18,3

6 Brasal Refrigerantes - DF

403.355

23,6

72.192

54.598

277.743

133.058

62.876

24.259

75,6

17,9

145,2

208,7

41,0

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

64 | MELHORES DOS MAIORES 2011


BEBIDAS E FUMO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % REFRIGERANTES E ÁGUAS (CONTINUAÇÃO) 7 Coca-Cola Compar - PA

316.783

16,4

54.592

52.726

238.528

155.474

71.505

19.767

96,6

17,2

132,8

153,4

33,9

8 Coca-Cola Fluminense - RJ ( * )

293.868

20,7

24.797

19.806

166.234

75.298

35.766

-7.175

79,9

8,4

176,8

220,8

26,3

9 Coca-Cola Sorocaba - SP

211.265

31,3

19.638

13.391

154.373

69.950

9.718

20.760

68,2

9,3

136,9

220,7

19,1

10 Renosa - MT ( * )

210.815

18,7

32.058

60.537

399.396

239.715

51.292

6.630

188,8

15,2

52,8

166,6

25,3

11 Maranhense Refrigerantes - MA ( * ) 198.345

19,4

34.905

29.851

149.187

36.441

56.300

7.239

85,5

17,6

133,0

409,4

81,9

12 Fruki - RS

94.326

27,2

8.191

5.760

62.474

39.592

11.706

10.240

70,3

8,7

151,0

157,8

14,6

13 Mate Couro - MG

24.095

42,6

-1.084

1.269

18.345

1.847

-822

4.867 ND

-4,5

131,4

993,0

68,7

14 Hugo Cini - PR ( * )

19.536

53,0

-276

-276

27.428

2.193

864

772 ND

-1,4

71,2

1.250,7

-12,6

15 Ferráspari - SP

19.344

15,3

1.287

880

6.813

4.513

1.711

2.938

68,4

6,7

283,9

151,0

19,5

16 Fountain - SP ( * )

6.587

1.717

1.161

36.977

31.851

1.550

298

67,6

26,1

17,8

116,1

3,7 23,3

17 Aguas Minerais Sta Clara - PE

4.405

8,7

375

375

2.229

1.610

375

-157

100,0

8,5

197,6

138,5

18 Água Pedra Azul - ES ( * )

4.338

17,0

303

204

5.531

2.516

303

1.217

67,3

7,0

78,4

219,8

8,1

19 Coca-Cola Alagoana - AL

752

-24

-458

24.274

17.973

-18

-31 ND

-3,2

3,1

135,1

-2,6

-1.027,3

20 Patrocínio - MG ( * )

11

-113

-114

666

-731

-113

-2 ND

21 Coca-Cola Noroeste - MT ( * )

-121

45.382

165.577

158.324

-279

-4 ND ND ND

104,6

28,7

22 Olinda - PE ( * )

-290

-290

3.636

1.287

-287

416 ND ND ND

282,6

-22,6

23 Thermas castello - SC

-14

-14

880

880

-14

– ND ND ND

100,0

-1,6

24 Superágua - MG ( * )

3.387

3.387

65

-1.245

3.939

32

21,7 2.663.607

1.918.241

8.370.531 4.460.633 2.892.566

820.004

ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 13.084.221

1,7 ND ND

100,0 ND ND ND ND 75,6

9,0

132,9

189,1

23,3

SUCOS 1.065.783

17,6

811.051

934.239

1.804.746

1.609.072

793.358

115,2

76,1

59,1

112,2

58,1

2 Louis Dreyfus Commodities - SP

1 Arosuco - AM

619.021

-8,7

-78.645

-39.137

1.919.499

585.778

-5.873

578.056 ND

318.381

-12,7

32,3

327,7

-6,7

3 Tropfruit - SE ( * )

67.509

24,2

-4.049

-4.091

67.707

31.363

5.171

23.675 ND

-6,0

99,7

215,9

-13,0

4 Citri - PR ( ** )

18.787

-44,9

-1.668

-1.676

12.048

-1.853

-1.814

-239 ND

-8,9

155,9 ND ND

5 Tropical - MG ( * )

15.266

47,9

-2.800

-2.800

25.471

-807

-1.409

6.922 ND

-18,3

59,9 ND ND

6 Bascitrus - SP

10.592

-50,8

-15.341

-13.406

41.288

-18.635

-1.327

549 ND

-144,8

7 Cajuba - BA ( * )

4.950

-51,7

-705

-705

11.692

1.401

242

5.827 ND

-14,2

42,3

834,6

-50,3

8 Pinhal Sucos - SC

1.190

32,4

-140

-176

812

451

-140

180 ND

-11,8

146,6

180,0

-38,9

9 Suconor - PB

-147

-147

31.010

24.074

-145

-175 ND ND ND

128,8

-0,6

10 Comcitrus - SP ( * )

-854

-854

13.383

3.997

-798

ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.803.098

4,5

706.701

871.247

3.927.656

2.234.841

787.265

25,7 ND ND

86 ND ND ND 933.261

115,2

-12,2

59,5

334,8

-21,4

215,9

-13,0

VINHOS 1 Salton - RS

146.876

15,8

12.888

7.711

264.769

158.849

27.421

78.925

59,8

8,8

55,5

166,7

4,9

2 Vinhos Campo Largo - PR

44.488

19,8

3.708

2.468

39.715

26.154

6.477

16.453

66,6

8,3

112,0

151,9

9,4

3 Serra Gaúcha - RS

15.478

58,2

4.913

3.613

23.897

16.606

5.193

10.768

73,5

31,7

64,8

143,9

21,8

6.152

6,3

-506

-506

10.943

3.285

-280

-2.829 ND

-8,2

56,2

333,2

-15,4

4 Antonio Borin - SP ( * ) 5 Vitivinícola Santa Maria - PE ( * )

2.257

344

343

13.855

5.294

828

512

99,7

15,2

16,3

261,7

6,5

6 Vinibrasil - PE ( * )

2.250

397

397

7.380

3.497

206

4.553

100,0

17,7

30,5

211,0

11,4

-1.281 ND

-25,4

8,5

469,8

-8,5

8,8

55,5

211,0

6,5

7 Villa Francioni - SC ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (7)

1.805

9,6

-458

-387

21.329

4.540

206

219.306

15,8

21.286

13.638

381.888

218.225

40.051

107.101

73,5

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 65


Ainda à espera da recuperação CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL

Quebra de safra reduz oferta e empresas reclamam políticas que assegurem a competitividade e o crescimento Para o longo e médio prazos, as possibilidades para o setor de cana, açúcar e álcool permanecem virtualmente intactas. Mas esse potencial será, em grande medida, delimitado pela capacidade de reação às dificuldades imediatas que o setor enfrenta e, talvez mais relevante, pela disposição da sociedade e do governo de estabelecer políticas públicas que deem sustentação à esperada aceleração do crescimento, com consequente retomada dos investimentos. O grande debate atual é sobre como tornar o etanol competitivo frente à gasolina, a partir de políticas duradouras que reconheçam as externalidades positivas do biocombustível em relação aos derivados de petróleo, sustenta Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Após quase uma década de crescimento, as usinas do Centro-Sul, responsáveis por quase 90% da produção brasileira, deverão moer neste ano uma safra bem mais modesta que a de 2010/11, de 557 milhões de toneladas. A Unica chegou a prever volume próximo a 510 milhões, mas reduziu a conta para 490 milhões/500 milhões de toneladas – um retorno aos níveis de 2008/09. Os maus resultados começaram a ser desenhados desde a crise de 2008/09. A perda de rentabilidade desestimulou a renovação dos canaviais e levou à perda de produtividade, numa situação agravada por problemas climáticos –

68 | MELHORES DOS MAIORES 2011

estiagem prolongada no segundo semestre de 2010 e o excesso de chuvas. Além disso, retoma Rodrigues, a cana sofreu com duas geadas ocorridas em julho e agosto em regiões produtoras de São Paulo. O boletim mais recente da entidade mostra uma perda de 3,6% no teor de açúcares totais por tonelada de cana colhida entre o início da safra 2011/12, em março ou abril deste ano, dependendo da região, e a primeira quinzena de setembro, com queda de 10,2% no volume de cana colhida, para 375,14 milhões de toneladas, no Centro-Sul. A menor disponibilidade de matéria-prima atingirá a oferta de açúcar e de álcool, com consequências para o mercado consumidor doméstico e o internacional, já que o Brasil responde por um quarto da produção mundial e por metade das exportações globais de açúcar, além de ser o segundo maior produtor de etanol. Rodrigues estima uma produção ao redor de 31 milhões de toneladas de açúcar na região Centro-Sul, com um recuo de 7,5% em relação às 33,5 milhões de toneladas da safra passada. A queda esperada para o etanol, também no Centro-Sul, será mais pronunciada, estimando-se perdas entre 16% e 18%, de 24,5 bilhões para algo entre 20 bilhões e 20,5 bilhões de litros. A demanda aquecida, num cenário de oferta mais curta, analisa Rodrigues, trouxe preços remuneradores para todos os produtos, favorecendo


menos o hidratado, que enfrenta a barreira representada pelo virtual congelamento dos preços da gasolina, segundo ele. Essa evolução certamente melhorou a situação financeira das indústrias, ainda que a alta dos preços não tenha se traduzido em resultados líquidos proporcionais, diante da elevação dos custos causada pela menor produtividade da cana nas lavouras e pelo menor rendimento da gramínea nas usinas.

EXPANSÃO GRADATIVA Ainda assim, os preços sustentam níveis médios superiores aos verificados em 2010. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP), entre janeiro e a primeira semana de outubro, o preço médio do álcool hidratado, ligeiramente acima de R$ 1,20 por litro, pago na usina, ficou 144,4% acima do valor médio de R$ 0,49 acumulado no mesmo período do ano passado. No caso do álcool anidro, a alta foi de 45,8%, com avanço de 18% para a saca de 50 quilos de açúcar. Esse descompasso de curto prazo entre oferta e demanda, acredita Rodrigues, será solucionado naturalmente pelo setor. Num primeiro momento, foi contratada a importação de 1,1 bilhão de litros de etanol dos Estados Unidos para fazer frente à demanda durante a entressafra. Nos primeiros nove meses deste ano, de acordo com estatísticas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as importações de álcool custaram US$ 442,62 milhões, crescendo 11,6 vezes em relação ao mesmo período do ano passado. Favorecidas pelo avanço de 36% nos preços médios, as exportações aumentaram 30% em valor, somando US$ 916,29 milhões, embora tenham recuado 4,6% em volume. De acordo com a consultoria Datagro, as compras externas de etanol somarão, neste ano, 1,66 bilhão de litros, acima do que espera

a Unica. O crescimento das exportações e das importações se explica, em parte, por a indústria estar tirando proveito do prêmio superior a US$ 1,00 por galão pago pelo mercado internacional, o dobro do valor usual, mais do que compensando a tarifa de US$ 0,54 por galão imposta pelos Estados Unidos. No frete de retorno, as usinas importam o etanol de milho, mais barato, com um ganho médio, na operação, de quase US$ 0,90 por litro. A oferta de linhas de financiamento para renovação dos canaviais e uma maior articulação entre setores privado e público com vistas a estabelecer um planejamento mais adequado para os estoques de passagem, acredita Rodrigues, deverão permitir a recomposição da produção. Mas gradativa, pois a recuperação dos canaviais é processo que exige de três a cinco anos. “As possibilidades de expansão da área cultivada na safra 2012/13 são remotas; o mais provável é que ocorra um índice de renovação dos canaviais entre 15% e 20%, com probabilidade maior de replantio de 15% da cana em São Paulo, maior região produtora”, reforça Jacqueline Bierhals, gerente de agroenergia da Informa Economics FNP. Apenas as grandes empresas, como a Cosan e as unidades controladas pelas petroleiras Petrobras e BP (antiga British Petroleum), dispõem de vantagens comparativas mais amplas e maiores chances de manter planos de expansão. Para Arnaldo Luiz Correa, da Archer Consulting, a produção deverá seguir “aquém de nossa necessidade potencial de consumo. Por essa razão, acredito que os preços se manterão acima do custo de produção ainda por algum tempo, talvez por mais duas safras”. A Archer estima que a produção deveria atingir perto de 620 milhões de toneladas para suprir a demanda potencial. Segundo Rodrigues, as usinas dispõem de capacidade instalada para fazer frente a essa demanda, já que operam com ociosidade.

Segundo especialistas, a expansão da área cultivada na safra 2012/13 é remota, mas é provável que ocorra uma renovação dos canaviais

(EVFº)

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CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AÇÚCAR E ÁLCOOL INTEGRADAS 1 Cosan - SP ( ** ) 2.583.094 – 600.746 986.495 9.295.152 5.109.756 357.790 457.650 164,2 23,3 27,8 181,9 19,3 2 Cosan S/A Açúcar Álcool - SP ( ** ) 2.322.073 – 431.903 307.252 4.857.035 2.855.099 650.435 302.848 71,1 18,6 47,8 170,1 10,8 1.720.285 – 419.971 267.680 5.871.620 3.012.054 682.683 211.576 63,7 24,4 29,3 194,9 8,9 3 LDC Bioenergia - SP ( ** ) 4 Usina Caeté - AL ( * ) 1.179.937 20,7 155.543 158.633 2.157.767 608.656 424.508 387.842 102,0 13,2 54,7 354,5 26,1 5 Cosan Alimentos - SP ( ** ) 1.097.707 46,3 7.377 -18.654 1.703.429 642.724 202.628 172.625 ND 0,7 64,4 265,0 -2,9 6 Coruripe - AL ( ** ) 862.179 0,0 160.701 112.846 1.778.480 355.939 204.600 105.210 70,2 18,6 48,5 499,7 31,7 7 Usina Guarani - SP ( ** ) 835.436 16,7 75.825 24.335 2.550.926 1.154.847 136.328 108.503 32,1 9,1 32,8 220,9 2,1 8 Usina Alto Alegre - SP ( ** ) 781.500 30,0 216.868 142.918 1.655.360 499.073 263.460 221.128 65,9 27,8 47,2 331,7 28,6 9 Usina São Martinho - SP ( ** ) 735.987 51,1 131.165 86.312 1.958.453 1.078.425 272.866 100.422 65,8 17,8 37,6 181,6 8,0 10 Usina São João - SP ( ** ) 635.820 36,0 77.525 26.523 1.446.991 138.412 153.041 -25.127 34,2 12,2 43,9 1.045,4 19,2 635.162 27,3 81.365 23.743 1.293.933 56.184 101.200 179.394 29,2 12,8 49,1 2.303,0 42,3 11 Usina Cerradinho - SP ( ** ) 12 Clealco - SP ( ** ) 597.101 65,1 50.491 26.412 1.146.745 300.385 35.335 18.968 52,3 8,5 52,1 381,8 8,8 556.097 46,4 177.297 115.090 1.201.447 299.226 215.971 124.685 64,9 31,9 46,3 401,5 38,5 13 Usina Alta Mogiana - SP ( ** ) 14 Equipav - SP ( * ) 492.975 2,7 -415.647 -547.510 1.293.525 -176.177 -12.171 -16.470 ND -84,3 38,1 ND ND 15 Usina Batatais - SP ( ** ) 473.342 41,3 57.852 38.147 697.309 166.742 145.325 102.938 65,9 12,2 67,9 418,2 22,9 16 Usina Santa Isabel - SP ( ** ) 400.940 29,0 50.960 31.024 628.262 77.351 91.976 63.673 60,9 12,7 63,8 812,2 40,1 17 Usina Santa Adélia - SP ( * ) 395.782 29,4 15.982 11.611 588.068 148.992 103.864 128.013 72,7 4,0 67,3 394,7 7,8 18 Santa Cruz - SP ( ** ) 326.300 33,1 78.691 35.431 714.947 106.686 71.684 -1.728 45,0 24,1 45,6 670,1 33,2 19 São José da Estiva - SP ( ** ) 314.494 – 32.470 21.991 281.977 34.537 76.931 102.368 67,7 10,3 111,5 816,5 63,7 20 Itaiquara - SP ( * ) 305.292 24,1 -3.494 -3.828 661.243 205.927 32.437 111.963 ND -1,1 46,2 321,1 -1,9 275.930 16,0 31.092 20.943 500.250 110.664 118.424 -2.852 67,4 11,3 55,2 452,0 18,9 21 Usina Santa Fé - SP ( ** ) 22 Barralcool - MT 267.987 22,4 34.054 26.610 433.220 277.833 46.240 64.845 78,1 12,7 61,9 155,9 9,6 23 Nova América - SP ( * ) 267.600 2,7 -800 -564 126.013 34.436 -6.134 47.379 ND -0,3 212,4 365,9 -1,6 24 Usina São Manoel - SP ( ** ) 254.692 25,0 55.973 37.283 920.450 443.581 116.327 4.075 66,6 22,0 27,7 207,5 8,4 25 Usina Santo Antonio - SP ( ** ) 245.333 23,1 12.773 17.685 265.044 54.747 48.340 22.888 138,5 5,2 92,6 484,1 32,3 26 São Tomé - PR ( * ) 226.393 124,7 68.413 50.292 458.383 130.456 74.536 92.237 73,5 30,2 49,4 351,4 38,6 27 Jalles Machado - GO ( ** ) 224.554 36,8 38.567 31.003 566.473 188.100 98.122 19.729 80,4 17,2 39,6 301,2 16,5 28 Usina Santo Antonio - AL ( * ) 222.929 13,6 -10.075 5.710 526.251 98.052 23.625 17.784 ND -4,5 42,4 536,7 5,8 29 Vale do Verdão - GO ( * ) 211.542 13,2 16.598 16.598 568.774 275.389 83.117 79.873 100,0 7,9 37,2 206,5 6,0 30 Aralco - SP 210.834 6,4 -32.743 -70.601 929.278 305.883 72.141 42.714 ND -15,5 22,7 303,8 -23,1 206.749 55,4 38.901 27.610 196.423 100.884 35.053 18.905 71,0 18,8 105,3 194,7 27,4 31 Usina São Luiz - SP ( * ) 32 Ester - SP 195.662 32,6 3.324 2.129 504.328 115.977 33.984 29.474 64,1 1,7 38,8 434,9 1,8 33 Unialco - SP ( ** ) 194.948 -13,7 94.840 60.472 368.186 -184.799 60.590 29.005 63,8 48,7 53,0 ND ND 34 Usina Furlan - SP ( ** ) 192.558 58,1 18.079 11.838 219.945 114.427 31.035 20.199 65,5 9,4 87,6 192,2 10,4 35 Vale do Ivaí - PR ( * ) 172.414 -23,2 -11.279 -43.477 416.922 -80.543 -15.017 53.056 ND -6,5 41,4 ND ND 164.989 – 40.017 40.929 362.639 76.010 25.801 -103.899 102,3 24,3 45,5 477,1 53,9 36 Carolo - SP ( * ) 37 Usina São Domingos - SP ( ** ) 155.951 0,7 -1.153 5.758 297.460 104.724 30.617 35.394 ND -0,7 52,4 284,0 5,5 38 Usinavi - MS ( ** ) 153.439 8,0 13.759 13.759 474.237 81.573 -15.050 938 100,0 9,0 32,4 581,4 16,9 152.445 4,7 31.272 27.540 307.650 153.150 57.774 43.766 88,1 20,5 49,6 200,9 18,0 39 Trapiche - PE 40 Usina Sinimbu - AL ( * ) 148.929 50,7 -20.278 -20.278 287.637 -76.041 14.370 22.630 ND -13,6 51,8 ND ND 41 Agrovale/São Francisco - BA 144.460 22,4 16.948 22.773 495.974 231.915 39.750 53.486 134,4 11,7 29,1 213,9 9,8 42 Usina Jacarezinho - SP 140.600 2,3 -19.723 -13.961 201.416 -54.676 12.724 13.668 ND -14,0 69,8 ND ND 43 Alcoazul - SP 138.678 34,0 -2.377 -13.718 349.268 58.185 11.267 -6.606 ND -1,7 39,7 600,3 -23,6 44 Carneirirnho - MG ( ** ) 131.386 94,0 4.076 1.681 171.376 147.043 32.834 60 41,2 3,1 76,7 116,6 1,1 45 Pioneiros - SP ( ** ) 127.114 -13,2 -37.423 -29.742 294.122 42.023 -5.295 -5.471 ND -29,4 43,2 699,9 -70,8 125.001 -13,4 -6.562 -4.026 196.571 57.332 17.544 24.285 ND -5,3 63,6 342,9 -7,0 46 Bioenergia - SP ( * ) 47 Usina Bandeirantes - PR 118.742 22,4 -9.168 -7.949 330.663 38.416 24.430 -95.179 ND -7,7 35,9 860,7 -20,7 48 Destilaria Bazan - SP 111.006 -62,3 70.700 43.194 377.433 182.821 87.726 61.924 61,1 63,7 29,4 206,5 23,6 49 Usina Santa Tereza - PE ( * ) 104.714 8,4 -260 -260 384.378 164.473 5.080 15.449 ND -0,3 27,2 233,7 -0,2 50 Usina Santa Maria - SP 101.028 -14,0 11.850 8.013 98.179 38.851 14.469 51.727 67,6 11,7 102,9 252,7 20,6 51 Usina São Francisco - SP ( * ) 100.727 25,1 -18.205 2.578 197.471 56.407 -4.612 41.248 ND -18,1 51,0 350,1 4,6 98.647 – 15.310 12.874 177.496 121.517 26.880 12.401 84,1 15,5 55,6 146,1 10,6 52 Usina Santa Lúcia - SP ( ** ) 53 Usina União - PE ( * ) 84.058 20,0 -6.100 -4.030 155.749 232 13.316 -55.465 ND -7,3 54,0 67.249,2 -1.740,2 54 Usina Boa Vista - SP ( * ) 83.712 – -99.150 -63.955 907.924 182.430 -12.965 49.772 ND -118,4 9,2 497,7 -35,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

70 | MELHORES DOS MAIORES 2011


CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AÇÚCAR E ÁLCOOL INTEGRADAS (CONTINUAÇÃO) 55 Decasa - SP ( * ) 80.854 – -24.670 -23.537 198.815 -4.353 19.964 -12.686 ND -30,5 40,7 ND ND 56 Cosan - SP ( ** ) 76.662 9,4 -7.856 -5.457 241.621 92.169 12.396 641 ND -10,3 31,7 262,2 -5,9 74.615 -5,3 -15.366 -2.155 196.610 10.925 7.514 -19.550 ND -20,6 38,0 1.799,7 -19,7 57 Usina Paineiras - ES ( * ) 58 Vale do São Simão - MG ( ** ) 55.996 – -22.094 -22.190 318.542 82.606 -11.433 9.739 ND -39,5 17,6 385,6 -26,9 59 Usina Bom Jesus - PE ( * ) 55.776 55,6 -25.733 -25.733 104.607 -69.422 -13.208 5.384 ND -46,1 53,3 ND ND 60 Monteverde - MS 51.250 329,8 -70.833 -46.958 336.739 -45.526 -17.551 24.582 ND -138,2 15,2 ND ND 61 Pagrisa - PA ( * ) 43.885 -0,9 -861 -1.707 119.217 26.991 -1.325 27.120 ND -2,0 36,8 441,7 -6,3 62 Usina São Francisco - SP ( * ) 36.222 – 146.206 160.357 1.115.369 367.972 108.632 1.912 109,7 403,6 3,3 303,1 43,6 63 Central Energética - MG ( ** ) 32.349 33,7 3.565 3.565 63.717 -93.083 -15.785 4.875 100,0 11,0 50,8 ND ND 64 Rio Claro - GO ( * ) 26.161 – -50.217 -39.941 745.408 107.689 -18.137 23.273 ND -192,0 3,5 692,2 -37,1 24.248 1,4 -2.415 -2.415 247.471 166.888 -1.457 -16.986 ND -10,0 9,8 148,3 -1,5 65 Itajubara - MA ( * ) 66 Usina Santa Bárbara - SP ( * ) 16.473 55,2 4.612 27.755 142.290 2.625 5.751 294 601,8 28,0 11,6 5.420,6 1.057,3 15.097 118,4 -1.228 -177 32.136 -30.390 -609 4.746 ND -8,1 47,0 ND ND 67 Usina Terra Nova - AL ( * ) 68 Total Canavieira - MG ( * ) 7.332 107,4 -22.298 -15.272 214.803 58.651 -5.978 14.714 ND -304,1 3,4 366,2 -26,0 69 Usina Vale Vacaria - MS 6.067 905,0 1.559 1.053 25.997 25.653 1.624 5.685 67,5 25,7 23,3 101,3 4,1 70 Usina São Carlos - SP 5.717 34,1 603 741 58.287 31.058 -2.261 569 122,9 10,6 9,8 187,7 2,4 71 Aimar - MA ( * ) 4.082 13,3 -507 -5.582 157.481 83.943 8.161 -2.838 ND -12,4 2,6 187,6 -6,7 72 Brazcana - PR 1.169 – -659 -657 6.216 6.075 -686 379 ND -56,4 18,8 102,3 -10,8 73 Pedro Afonso - TO 461 – -106.414 -86.626 560.049 52.116 -59.051 18.069 ND -23.083,3 0,1 1.074,6 -166,2 74 Paredão - SP 225 1,7 -41 -61 15.181 12.862 -20 458 ND -18,1 1,5 118,0 -0,5 – – 2.018 1.641 19.502 16.183 -431 1.442 81,3 ND ND 120,5 10,1 75 Açucareira Santa Cruz - SP 76 Usina Bela Vista - SP – – 179 131 6.478 1.695 -87 37 73,2 ND ND 382,2 7,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (76) 23.621.896 23,1 2.552.392 1.977.938 59.776.787 21.169.638 5.423.957 3.647.782 70,2 6,5 43,6 346,5 7,9 AÇÚCAR 1 Usina da Pedra - SP ( ** ) 744.153 26,3 47.065 37.333 1.101.514 417.767 156.928 140.191 79,3 6,3 67,6 263,7 8,9 629.997 32,1 169.536 117.840 915.420 346.807 197.734 213.833 69,5 26,9 68,8 264,0 34,0 2 Usina Colombo - SP ( * ) 3 Usina N S Aparecida - SP ( ** ) 526.862 26,4 6.594 25.498 1.469.276 492.268 102.110 90.432 386,7 1,3 35,9 298,5 5,2 489.321 110,4 20.864 17.947 847.610 224.100 99.133 75.172 86,0 4,3 57,7 378,2 8,0 4 Açucareira V Oliveira - SP ( ** ) 5 Usina Bela Vista - SP 314.030 34,9 58.749 38.727 278.920 158.426 90.190 53.599 65,9 18,7 112,6 176,1 24,4 6 São José - SP ( ** ) 279.210 42,9 40.455 27.798 645.401 189.150 69.443 53.104 68,7 14,5 43,3 341,2 14,7 211.878 37,4 44.419 38.063 243.483 81.652 76.032 82.030 85,7 21,0 87,0 298,2 46,6 7 Usina Olho D’Água - PE 8 Usina Frutal - MG 201.550 – 27.033 17.003 307.453 56.246 59.514 51.570 62,9 13,4 65,6 546,6 30,2 182.459 – -21.558 -21.558 276.045 66.049 23.855 30.645 ND -11,8 66,1 417,9 -32,6 9 Usina Continental - SP ( * ) 10 Usina São José/PE - PE 174.830 38,4 17.598 13.061 180.337 71.195 57.111 62.370 74,2 10,1 97,0 253,3 18,4 11 Sabaralcool - PR 162.221 12,5 -9.151 -9.151 487.016 136.134 33.066 88.739 ND -5,6 33,3 357,8 -6,7 154.872 19,6 -7.153 -3.592 374.495 51.700 23.434 21.866 ND -4,6 41,4 724,4 -7,0 12 Usina Ferrari - SP ( ** ) 13 Petribu - PE ( * ) 146.044 54,4 17.827 12.725 292.553 95.314 40.916 36.918 71,4 12,2 49,9 306,9 13,4 138.146 19,1 23.890 7.290 600.110 310.205 40.596 32.854 30,5 17,3 23,0 193,5 2,4 14 Usina Roçadinho - AL 15 Tonon Bioenergia - MS ( ** ) 136.461 – -30.421 -30.421 662.100 123.137 68.394 -14.704 ND -22,3 20,6 537,7 -24,7 16 Usga - AL 125.762 -7,4 16.420 37.030 294.345 199.977 28.036 49.892 225,5 13,1 42,7 147,2 18,5 17 Usaciga - PR ( ** ) 113.491 -26,6 -21.038 -70.599 391.667 -44.692 -25.023 -13.865 ND -18,5 29,0 ND ND 18 Usina Ipojuca - PE ( * ) 83.936 32,1 23.550 29.996 148.717 58.663 28.867 11.565 127,4 28,1 56,4 253,5 51,1 19 Usina Jatiboca - MG ( * ) 57.871 40,9 1.890 1.253 88.408 5.201 13.595 -23.281 66,3 3,3 65,5 1.699,9 24,1 20 Usina Rio Paraná - MS 12.557 514,0 22.154 15.780 184.360 162.546 34.914 -4.005 71,2 176,4 6,8 113,4 9,7 21 União São Paulo - SP 3.517 -54,1 28.930 17.484 207.998 45.188 21.441 -70.653 60,4 822,6 1,7 460,3 38,7 22 Açucareira Rio Grande - MG ( * ) 2.154 -25,1 -29 -29 47.340 30.604 1.361 -408 ND -1,3 4,6 154,7 -0,1 23 Usina Passos - MG ( * ) 1.341 -43,7 -46 -46 30.431 11.819 720 3.113 ND -3,4 4,4 257,5 -0,4 24 Nova Aliança - BA ( * ) 1.302 61,8 15.249 15.385 52.606 21.388 15.407 3.465 100,9 1.171,0 2,5 246,0 71,9 25 Usina Monte Alegre/PB - PB ( * ) 80 -99,8 2 2 73 35 2 – 100,0 2,5 110,9 209,9 5,7 26 Ponte Alta - SP ( ** ) – – -1.648 -26.473 882.510 75.785 -923 54 ND ND ND 1.164,5 -34,9 27 Refinadora Catarinense - SC – – -4.990 -4.970 231.427 56.052 -4.130 170.030 ND ND ND 412,9 -8,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (27) 4.894.047 29,3 486.191 303.376 11.241.614 3.442.716 1.252.723 1.144.526 72,8 10,1 43,3 298,3 9,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 71


CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ÁLCOOL 1 Usina Iracema - SP ( ** ) 569.836 118,5 94.972 142.288 3.344.319 1.953.486 204.470 62.919 149,8 16,7 17,0 171,2 7,3 2 Mandu - SP ( ** ) 250.241 31,3 -27.818 -15.267 435.891 50.462 4.519 25.725 ND -11,1 57,4 863,8 -30,3 182.741 41,2 -29.598 -21.032 1.002.851 476.184 10.992 73.338 ND -16,2 18,2 210,6 -4,4 3 Agroindl Santa Juliana - MG 4 Da Mata - SP 164.511 39,8 -16.297 -11.614 386.102 90.016 36.624 21.393 ND -9,9 42,6 428,9 -12,9 5 Usina Sonora - SP 132.742 -1,0 -1.561 7.987 371.092 286.128 15.134 23.171 ND -1,2 35,8 129,7 2,8 6 destilarias Melhoramentos - SP 127.937 -9,2 17.610 21.619 180.480 39.768 40.316 27.838 122,8 13,8 70,9 453,8 54,4 7 Tropical Bioegergia - GO ( ** ) 126.857 374,3 -12.631 -12.983 415.010 86.431 12.213 73.985 ND -10,0 30,6 480,2 -15,0 8 Adalcool - SP 123.348 24,9 8.640 5.369 76.085 20.345 14.092 -14.876 62,1 7,0 162,1 374,0 26,4 9 Generalco - SP 119.335 29,8 -16.106 -20.043 331.698 101.549 7.422 -5.253 ND -13,5 36,0 326,6 -19,7 10 Alcoolvale - MS ( ** ) 113.825 -1,7 5.064 -7.226 140.567 18.837 19.567 -3.185 ND 4,5 81,0 746,2 -38,4 110.853 46,6 -1.333 -1.333 161.309 38.191 14.580 27.892 ND -1,2 68,7 422,4 -3,5 11 Usina Panorama - GO ( * ) 12 Alcidia - SP ( ** ) 105.835 – -16.168 -9.401 488.659 10.304 -3.445 36.716 ND -15,3 21,7 4.742,4 -91,2 95.691 96,1 14.585 2.721 238.474 38.777 9.703 -10.473 18,7 15,2 40,1 615,0 7,0 13 Sopesa - SP ( ** ) 14 destilaria - SP 90.431 -6,7 -24.034 -16.906 487.961 276.835 26.700 109.059 ND -26,6 18,5 176,3 -6,1 15 Dasa Serra Aimorés - MG 84.083 -13,8 -5.948 -7.645 129.026 73.831 16.888 -7.626 ND -7,1 65,2 174,8 -10,4 16 Usina Alcana - MG ( ** ) 80.962 53,7 -21.601 -20.091 191.867 -87.874 -34.581 -7.877 ND -26,7 42,2 ND ND 17 Japungu - PB ( * ) 79.625 9,9 9.411 7.077 108.738 40.527 20.987 28.901 75,2 11,8 73,2 268,3 17,5 18 Alcoeste - SP 74.651 -1,2 -4.978 -1.770 95.045 17.589 3.056 31.238 ND -6,7 78,5 540,4 -10,1 19 Miriri Alimentos - PB 74.416 -2,6 -14.037 -14.037 353.684 157.935 -382 18.846 ND -18,9 21,0 223,9 -8,9 20 Alvorada do Bebedouro - MG ( * ) 72.618 33,9 -117.719 -153.649 252.711 -168.465 -1.994 -147.016 ND -162,1 28,7 ND ND 67.204 3,6 -3.886 -3.886 150.408 -113.180 -16.119 -6.733 ND -5,8 44,7 ND ND 21 Disa - ES ( ** ) 22 Tabu - PB ( * ) 66.314 – -27.891 -26.489 104.984 9.306 -15.737 -3.435 ND -42,1 63,2 1.128,1 -284,6 23 Agropéu - MG ( * ) 62.737 33,0 13.172 8.615 113.277 84.150 27.620 25.621 65,4 21,0 55,4 134,6 10,2 24 Alcon - ES 60.946 -6,8 14.283 11.392 96.131 69.042 14.040 31.007 79,8 23,4 63,4 139,2 16,5 25 Centroalcool - GO 60.166 3,0 -53.103 -53.103 117.405 -151.464 -27.566 -67.493 ND -88,3 51,3 ND ND 26 Centroálcool - GO ( * ) 59.998 5,5 -32.583 -32.583 123.263 -98.950 -12.399 -44.925 ND -54,3 48,7 ND ND 27 Floresta - GO 56.528 18,1 -12.281 -12.281 184.918 17.442 -23.220 -20.298 ND -21,7 30,6 1.060,2 -70,4 28 Cridasa - ES ( * ) 45.259 10,2 -36.007 -34.556 122.391 -29.089 -24.332 -32.970 ND -79,6 37,0 ND ND 29 Álcool Ferreira - SP ( * ) 36.033 -1,1 1.357 660 15.145 2.288 1.558 -9.063 48,6 3,8 237,9 661,9 28,9 30 Serra do Caiapó - GO 28.102 5,9 -7.272 -7.272 83.798 55.618 541 7.440 ND -25,9 33,5 150,7 -13,1 27.143 1,3 -1.218 -1.218 16.034 1.584 1.084 5.177 ND -4,5 169,3 1.012,1 -76,9 31 Rezende - RJ 32 Dourados - MS ( * ) 23.248 – -19.463 -19.463 69.587 20.499 -8.283 5.739 ND -83,7 33,4 339,5 -95,0 33 Lasa Linhares - ES ( * ) 21.590 -38,5 -5.027 -1.083 43.722 11.952 3.999 -4.232 ND -23,3 49,4 365,8 -9,1 34 Usina Conquista do Pontal - SP ( ** ) 15.392 – -47.137 -38.518 681.585 85.181 -30.380 -10.828 ND -306,2 2,3 800,2 -45,2 35 destilaria Veredes - MG ( * ) 12.837 – -43 775 44.423 33.908 -3.747 2.099 ND -0,3 28,9 131,0 2,3 7.389 -17,2 -1.253 -1.519 4.528 -1.598 -1.276 -2.151 ND -17,0 163,2 ND ND 36 Bernardino de Campos - SP ( * ) 37 Itumbiara Bioenergia - GO ( * ) 5.571 2,7 -36.101 -36.101 720.467 131.358 -27.334 9.860 ND -648,0 0,8 548,5 -27,5 38 Albesa - ES ( * ) 5.293 -26,6 -3.013 -3.016 20.083 -19.882 -2.230 – ND -56,9 26,4 ND ND 1.216 – -209 -209 77.769 74.291 -209 -1.827 ND -17,2 1,6 104,7 -0,3 39 Fatima S AgroEnergetica - MS ( * ) 40 Magesa - PA ( * ) 547 – -486 -486 16.290 7.492 -483 215 ND -88,9 3,4 217,4 -6,5 41 SMBJ - SP ( ** ) – – -28 -18 10.155 75 31 10 ND ND ND 13.540,0 -24,0 42 Pecana - ES ( ** ) – – -2.751 -2.751 9.784 5.846 -2.750 -55 ND ND ND 167,4 -47,1 43 CEVN - MT – – – – 847 847 – 1 ND ND ND 100,0 ND 44 Usina Catanduva - SP ( ** ) – – – – 97 78 – – ND ND ND 124,4 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (44) 3.444.051 5,5 -420.488 -379.047 12.018.658 3.717.652 269.669 247.873 70,3 -14,4 41,2 352,6 -9,6 CANA 1 Agrícola Colombo - SP ( * ) 269.803 33,1 -36.263 196 738.481 82.967 79.465 90.321 ND -13,4 36,5 890,1 0,2 2 Campo Alto - SP ( ** ) 172.619 26,1 -88.085 -86.229 499.648 -118.600 -18.844 29.702 ND -51,0 34,6 ND ND 3 Agrícola Quatá - SP 163.491 54,8 16.183 10.412 1.715.953 654.911 -5.778 45.308 64,3 9,9 9,5 262,0 1,6 4 N S do Carmo - SP ( ** ) 151.861 46,6 416 15.973 608.100 275.338 20.371 -11.415 3.839,7 0,3 25,0 220,9 5,8 145.418 47,9 -76.326 -48.455 521.796 411.436 -24.510 33.611 ND -52,5 27,9 126,8 -11,8 5 Boa Vista SP - SP ( ** ) 6 Foz do Mogi - SP 109.245 63,1 8.638 6.710 78.028 -15.332 10.477 -9.985 77,7 7,9 140,0 ND ND 7 Agrop Terras Novas - SP ( ** ) 88.531 32,2 -4.563 3.919 261.986 70.639 15.572 -10.449 ND -5,2 33,8 370,9 5,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

72 | MELHORES DOS MAIORES 2011


CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CANA (CONTINUAÇÃO) 8 Norte Paraná - SP 88.129 29,1 21.705 45.927 416.876 285.663 43.636 27.588 211,6 24,6 21,1 145,9 16,1 9 Agral - SP 82.798 12,6 1.488 1.005 283.818 187.732 12.526 22.461 67,5 1,8 29,2 151,2 0,5 10 Iaco - MS ( * ) 64.774 397,2 -16.821 -16.821 535.352 102.878 37.105 48.685 ND -26,0 12,1 520,4 -16,4 11 Furlan - SP ( ** ) 38.723 18,9 4.531 -1.878 296.625 259.269 11.247 9.940 ND 11,7 13,1 114,4 -0,7 12 Fazendas Reunidas Pilon - SP 29.986 -12,8 -1.743 -1.743 66.206 29.168 4.023 5.628 ND -5,8 45,3 227,0 -6,0 13 Agro Nova - SP ( ** ) 24.507 136,6 -4.410 -5.177 77.313 40.326 3.866 16.636 ND -18,0 31,7 191,7 -12,8 14 Ferrari - SP ( ** ) 18.644 67,6 -253 -692 29.459 18.948 4.259 7.050 ND -1,4 63,3 155,5 -3,7 15 Bazan - SP 12.905 9,0 11.903 11.507 193.245 189.881 12.148 6.091 96,7 92,2 6,7 101,8 6,1 16 Java - SP 12.116 141,7 3.135 2.713 40.226 31.125 3.073 3.744 86,5 25,9 30,1 129,2 8,7 17 Maubisa - SP 11.841 325,4 9.081 6.319 67.451 40.501 9.279 9.327 69,6 76,7 17,6 166,5 15,6 18 Canavieira Jacarezinho - SP 10.104 -57,3 -6.573 -9.237 170.859 34.419 13.880 2.397 ND -65,1 5,9 496,4 -26,8 19 Agronil Agropecuária - SP 9.222 2,7 758 18.502 16.024 11.487 889 -156 2.440,6 8,2 57,6 139,5 161,1 20 Quagliato - SP ( * ) 8.955 19,1 9.500 8.311 33.289 32.004 8.954 579 87,5 106,1 26,9 104,0 26,0 21 Agrop Carvalho Britto - ES ( * ) 7.514 -434,3 -4.593 -1.899 58.262 2.731 -2.478 3.960 ND -61,1 12,9 2.133,5 -69,5 22 Guilherme Scatena - SP ( * ) 6.173 136,9 3.880 2.744 25.291 23.826 3.860 2.460 70,7 62,9 24,4 106,2 11,5 23 Nova Europa - SP ( ** ) 5.468 2,7 4.883 4.632 138.370 92.731 5.201 -86 94,9 89,3 4,0 149,2 5,0 25 Agrop Virgolino Oliveira - SP ( ** ) 5.203 4,5 4.729 5.094 217.923 163.558 4.739 -29 107,7 90,9 2,4 133,2 3,1 26 Santa Amélia - SP 5.021 44,8 570 536 16.776 10.874 2.609 1.224 94,1 11,4 29,9 154,3 4,9 27 Jupira - SP 4.880 31,4 3.856 3.481 17.111 14.891 3.322 -842 90,3 79,0 28,5 114,9 23,4 28 Agrícola Forti - SP 4.107 27,8 4.389 3.422 42.227 35.532 3.347 -445 78,0 106,9 9,7 118,8 9,6 3.618 35,0 3.081 2.671 27.572 27.394 3.014 1.213 86,7 85,2 13,1 100,7 9,8 29 Agrícola Diamantina - SP ( * ) 30 Planagri - GO ( * ) 3.008 14,9 1.531 38.128 400.455 374.107 3.049 1.189 2.490,4 50,9 0,8 107,0 10,2 31 Vale do Corumbataí - SP ( ** ) 2.272 -36,5 3.065 2.621 17.668 16.627 2.520 1.464 85,5 134,9 12,9 106,3 15,8 32 Agropecuária Capuava - SP ( * ) 2.156 22,4 166 101 3.504 1.890 547 1.886 60,6 7,7 61,5 185,4 5,3 33 AJC - SP ( * ) 2.147 27,9 -1.099 -1.109 44.947 1.090 904 171 ND -51,2 4,8 4.122,4 -101,7 34 Fazenda Palmeiras - SP 1.858 20,4 725 655 1.753 1.469 770 -93 90,4 39,0 106,0 119,3 44,6 35 Canamor - SP 1.408 22,9 -179 254 28.704 1.828 70 -210 ND -12,7 4,9 1.570,6 13,9 36 A Magnani - SP ( * ) 1.211 – 404 358 2.349 2.303 404 24 88,6 33,4 51,6 102,0 15,6 37 Agro Pec Barra Bonita - SP 1.133 158,3 982 872 8.501 6.126 629 -2.339 88,8 86,6 13,3 138,8 14,2 38 Nova Santa Bárbara - SP ( * ) 774 – 746 680 33.328 32.824 746 -29 91,2 96,4 2,3 101,5 2,1 39 debelma - SP ( ** ) 540 26,8 859 836 5.695 5.453 475 89 97,3 159,1 9,5 104,4 15,3 40 Vale do Rio Grande - MG ( * ) 346 3,4 8 8 35.329 19.139 121 -39 100,0 2,3 1,0 184,6 0,0 41 Estteio Agropecuária - PR 284 27,0 131 117 2.595 2.328 192 2.291 89,8 46,0 11,0 111,5 5,0 42 São Jerônimo - SP ( ** ) 221 -70,6 -2 -6 36.445 36.256 53 40 ND -0,9 0,6 100,5 0,0 43 Nova Louzã - SP ( ** ) 124 6.267,3 -157 304 16.105 15.407 -492 -28 ND -126,6 0,8 104,5 2,0 44 Ralston - SP ( * ) 46 -66,8 -65 -68 2.166 1.889 -61 -5 ND -141,8 2,1 114,7 -3,6 45 Fazenda Pilon - SP 10 – 87 87 2.203 2.203 87 40 100,0 870,0 0,5 100,0 4,0 46 Central Energética - GO ( * ) – – – – 142.781 36.364 – -166 ND ND ND 392,6 ND 47 Mogi Agrícola - SP ( ** ) – – -170 -170 57.677 57.674 -156 – ND ND ND 100,0 -0,3 48 Pontal Agropecuária - SP ( ** ) – – 7.753 7.753 43.961 29.222 9.507 190 100,0 ND ND 150,4 26,5 – – -198 -198 22.827 22.237 1.657 -44 ND ND ND 102,7 -0,9 49 Baessa - GO ( * ) 50 St Maria Guataporanga - SP – -100,0 – – 10.386 2.420 161 3.990 ND ND ND 429,1 ND 51 Canasul - RS – – 13 -872 804 99 -23 0 ND ND ND 815,5 -883,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (51) 1.578.513 26,9 -116.477 29.561 8.135.622 3.685.185 282.248 349.689 90,3 9,9 13,3 138,8 4,9 DIVERSOS 1 Copersucar - SP ( ** ) 3.677.336 3,5 -10.165 355.486 1.613.888 365.503 -3.082 782.574 ND -0,3 227,9 441,6 97,3 2 Companhia Continental - SP 3.242 – 3.242 3.145 5.557 4.618 3.242 -192 97,0 100,0 58,3 120,3 68,1 1.421 – 1.366 1.235 17.809 17.008 1.366 -44 90,4 96,1 8,0 104,7 7,3 3 Terras da Ponte Alta - SP ( * ) 4 Natural Drinks - SP ( * ) 699 132,0 -5.943 -5.940 9.621 -9.915 -6.482 2.611 ND -849,9 7,3 ND ND 5 Petribú - PE ( * ) – – -2 12.608 95.273 89.616 44 – ND ND ND 106,3 14,1 6 Matricaria - RJ ( * ) – – -1.213 -1.213 17.475 16.397 -1.211 23 ND ND ND 106,6 -7,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 3.682.698 67,7 -12.716 365.321 1.759.623 483.228 -6.122 784.973 93,7 47,9 33,2 106,6 14,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 73


Reviravolta para o otimismo COOPERATIVAS

Setor movimenta pelo menos metade da produção brasileira de grãos e prepara novo recorde em exportações O sistema cooperativo ganhou musculatura nas últimas décadas, deixando para trás um histórico de endividamento e inadimplência financeira e está preparado, sustenta Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), para continuar avançando, mesmo diante da fase delicada por que passa a economia global. Alguns indicadores demonstram a relevância do cooperativismo para a produção agropecuária brasileira, conforme Lopes. Pelo menos metade de toda a produção agrícola brasileira transita, de forma direta ou indireta, pelas cooperativas do setor, além de quase 32% da produção de suínos e praticamente 40% do leite captado no País pela indústria de laticínios. A participação é ainda mais expressiva em algumas culturas específicas, como trigo (74%), soja (57%), café (48%) e algodão (44%), segundo dados da OCB. No total, a entidade registra, atualmente, 1.548 cooperativas de produção agropecuária em funcionamento no País, 9,7% a mais do início da década passada. Esse dado, aponta Lopes, reflete apenas parcialmente a evolução do setor desde 2000. No espaço de pouco mais de uma década, o número de associados cresceu 13,4%, passando de 831,56 mil para 943,05 mil na contagem mais recente. O total de empregados saltou 35% entre 2000 e o ano passado, de 108,23 mil para

74 | MELHORES DOS MAIORES 2011

146,01 mil, com a contratação de quase 37,8 mil novos funcionários. “Estamos falando em mais oportunidades e competitividade para os nossos produtores rurais. E é esse o papel das cooperativas: representar seus cooperados no mercado, reduzindo custos e buscando novos negócios”, reforça Lopes. A procura por novos mercados, embalada pela vigorosa demanda asiática, sob liderança da China, e pela consequente valorização das commodities agrícolas a partir do final da primeira metade da década passada, multiplicou as exportações das cooperativas em quase seis vezes desde 2000. Naquele ano, o sistema cooperativo exportou US$ 759 milhões, respondendo por 3,7% das vendas externas realizadas pelo agronegócio e por menos de 1,4% das exportações totais do País. No ano passado, as exportações realizadas diretamente pelas cooperativas atingiram o valor histórico de US$ 4,42 bilhões, crescendo 21,8% em relação a 2009 e 482% em comparação a 2000. A fatia do sistema nas exportações do agronegócio avançou para 5,8% e aproximou-se de 2,2% quando consideradas as vendas externas totais. Para este ano, estima Lopes, as cooperativas esperam despachar para os mercados lá fora o correspondente a US$ 5,8 bilhões, o que representará um novo recorde, com incremento de pouco mais do que 31% em relação ao


cooperativas Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % COOPERATIVAS 1 Cotripal - RS ( * ) 96.006 2 Coop Petrópolis - RS ( * ) 84.257 67.400 3 Coop Santa Clara - RS ( * ) 4 Copacol - PR ( * ) 54.791 52.979 5 C Vale - PR ( * ) 6 Cotrirosa - RS ( * ) 48.825 7 Cotrisal/Sarandi - RS ( * ) 48.740 8 Cotrimaio - RS ( * ) 42.750 9 Coopermil - RS ( * ) 40.200 10 Cairu - RS ( * ) 38.660 11 Cotrijal - RS ( * ) 30.797 12 Copagril - PR ( * ) 27.325 26.460 13 Coagrisol - RS ( * ) 14 Cotriel - RS ( * ) 22.322 16.102 15 Capul - MG ( * ) 16 Santiaguense - RS ( * ) 15.973 17 Cooprata - MG ( * ) 15.869 14.224 18 Cosuel - RS ( * ) 19 Cotrisana - RS ( * ) 7.587 4.032 20 Camisc - PR ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 755.299

13,6 18,7 – – -97,1 36,3 19,4 3,4 15,2 16,1 23,5 16,5 3,1 – 8,4 -27,4 12,6 18,1 23,0 11,9 15,2

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 0

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

ano passado, quando China (11,7%), Emirados Árabes (9,6%), Alemanha (8,9%) e Estados Unidos (7,2%) concentraram 37,4% dos embarques. Somados, os 16 principais países de destino responderam por 73% das exportações das cooperativas brasileiras. Entre janeiro e agosto, retoma Lopes, as vendas ao exterior somaram US$ 3,9 bilhões, 32% a mais que nos primeiros oito meses de 2010, o que parece dar sustentação às projeções da OCB para o restante do ano. Lopes aposta em crescimento também ao longo do próximo ano, ainda que os mercados tradicionais da Europa e dos Estados Unidos venham a apresentar retração. “Teremos a possibilidade de investir em novos parceiros comerciais, como Ásia, África e os próprios países da América Latina, como, aliás, já temos feito”, afirma, ao lembrar a abertura de novos mercados no Oriente Médio.

PÁGINA VIRADA O presidente da OCB demonstra otimismo igual em relação à próxima safra agrícola, que começou a ser semeada em outubro. “No cenário atual, de ânimo do setor e com preços interessantes, a expectativa é de se manter o volume registrado na safra 2010/2011,

ou mesmo que ocorra algum incremento”, aposta. No ciclo concluído em junho passado, o País colheu quase 163 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas. “A tecnologia utilizada no manejo das principais culturas e o crescimento da produção cooperativista também contribuem e nos levam a pensar positivamente. Mas não podemos desconsiderar o fator clima, que pode alterar essa previsão”, acrescenta Lopes. O presidente da OCB destaca o intenso esforço realizado há mais de uma década para modernizar processos e profissionalizar a gestão das cooperativas. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), diz ele, cumpriu papel essencial na reestruturação do setor, permitindo reforçar investimentos em formação e capacitação de recursos humanos, virando uma página marcada por má administração, endividamento e baixa capacidade de pagamento. “Temos também incentivado a adoção de mecanismos de governança que transfiram ainda mais transparência e confiança aos cooperados e ao mercado. A intenção é preparar tecnicamente as cooperativas para atuar como grandes players do mercado”, arremata Lopes. (EVFº)

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Mais um ano de oferta apertada

PECUÁRIA

Se a crise internacional se agravar, o crescimento da demanda pode se frustrar, diminuindo a sustentação dos preços Preservadas as condições atuais de oferta e demanda, a pecuária de corte e de leite no Brasil tende a manter crescimento no restante deste ano e também ao longo de 2012. Mas esta já não é mais uma certeza absoluta entre analistas, consultores e entidades de indústrias e produtores, devido à crise que abala as economias dos Estados Unidos e da Europa. “Há uma grande dificuldade de olhar para frente”, observa José Vicente Ferraz, diretor-técnico da Informa Economics FNP. Considerando os fundamentos de mercado, prossegue ele, a oferta de animais para abate deve continuar restrita, com produção inferior aos níveis considerados “normais”, mantendo os preços pagos aos criadores ainda sob certa pressão. “O mercado ainda está em um ciclo de alta (dos preços)”, complementa o veterinário e consultor Hyberville Paulo D’Athayde Neto, da Scot Consultoria. Ferraz e Athayde lembram que o setor enfrentou baixa histórica das cotações no período 2005/2007, com vigoroso aumento do abate de matrizes, resultando no encolhimento do rebanho e da produção. Os preços entraram em recuperação, mas a crise de 2008/2009 novamente achatou os preços e interrompeu o recém-iniciado ciclo de recomposição do rebanho. “Esse ciclo foi prolongado e ainda está ocorrendo em 2011 e, provavelmente, se a crise mundial não se agravar, prosseguirá em 2012”, analisa Ferraz.

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Athayde lembra que os preços da arroba não subiram no mesmo ritmo observado em 2010, mas ainda se encontram em níveis historicamente elevados, em torno de R$ 99 no mercado de São Paulo na primeira semana de outubro, cerca de 5% acima do valor alcançado no mesmo período do ano passado. Segundo seus cálculos, o abate de bovinos e a produção de carne deverão recuar entre 1,4% e 2% neste ano, de 42,8 milhões para 42,2 milhões de cabeças e de 9,5 milhões para 9,3 milhões de toneladas, respectivamente. Para 2012, espera que o consumo retome os níveis de 2010 – 40,3 quilos por habitante ao ano, depois de recuar para 39,8 quilos neste ano. “Esta estimativa, feita em julho, pode estar um pouco otimista, levando-se em conta o momento atual na economia”, alerta Athayde. Não se pode deixar de considerar o risco de a fase eminentemente negativa na conjuntura econômica global afetar a demanda por carne bovina, levando o consumidor a migrar para proteínas animais de custo mais baixo, como a carne de frango. “Será mais difícil exportar, e isso poderá refletir na rentabilidade do produtor. Vejo uma possibilidade média de interrupção do ciclo de reposição do plantel no próximo ano”, pondera o diretor da Informa Economics. Mas ele próprio afirma ter “forte convicção” de que “especialmente a bovinocultura estará (em 2012) muito melhor do que


os demais setores, assim como o Brasil estará melhor do que outros países”. Dono de 24% do mercado mundial de carne bovina em 2010, o Brasil perdeu neste ano a liderança para os Estados Unidos, mas a troca de posições não deverá se sustentar por muito tempo, acredita Fernando Sampaio, diretorexecutivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Entre outros motivos, porque a matança de fêmeas tem sido crescente, o que deverá reduzir a oferta de animais para abate mais à frente. “Com crise ou sem crise, para quem trabalha com commodities, a perspectiva é de crescimento, com tendência de elevação para os preços também em 2012”, prevê Sampaio. As exportações de carne bovina deverão chegar perto de US$ 5 bilhões em 2011, diante de US$ 4,79 bilhões no ano passado. Nos oito primeiros meses deste ano, puxadas pela valorização de 27,8% nos preços médios de venda no exterior, as exportações cresceram 3,3% em relação ao mesmo período de 2010, somando US$ 3,465 bilhões, com queda de 19,2% nos volumes embarcados, para 718,2 mil toneladas.

mês do ano passado. Mas a rentabilidade, acrescenta o consultor, “será um pouco pior”. A Scot só deverá fechar as contas definitivas depois do fim do ano, mas as projeções indicam que a rentabilidade, calculada sobre os custos operacionais, deverá recuar de 10,5% na média de 2010 para algo em torno de 7% a 8% neste ano. O retorno, obviamente, não será uniforme para todo o setor e pressupõe variações conforme a região produtora e o perfil de cada produtor. No ano passado, no exemplo lembrado por Ribeiro, a rentabilidade dos produtores que utilizam pouca tecnologia no processo produtivo foi negativa (1,2%), resultado não só da menor escala de produção, mas principalmente de qualidade inferior do produto final. Atualmente, prossegue o consultor, a indústria remunera melhor o leite produzido com a melhor tecnologia disponível, o que pressupõe o fornecimento de volumes mais elevados e qualidade sanitária apurada, com obediência aos índices técnicos estabelecidos pelo sistema de defesa animal. Produtores mais tecnificados receberam até R$ 1,07 pelo litro do leite em setembro, quase 65% acima do R$ 0,65 pago, em média, aos demais. Na avaliação de Ribeiro, o crescimento médio da demanda doméstica, de 3,5% a 4% desde 2000, tende a manter o ritmo em 2011 e provavelmente também em 2012 e nos anos seguintes. A produção brasileira deverá avançar de 2% a 2,5%, para 31,5 bilhões a 31,7 bilhões de litros neste ano, diante de 30,9 bilhões de litros em 2010. A oferta continua bastante ajustada à demanda e não há previsão de excedentes relevantes, o que deverá manter os preços ligeiramente sob pressão, favorecendo os produtores. Dados recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior Luiz de Queiroz (Esalq/USP), mostram que a captação de leite recuara em torno de 5% entre agosto de 2010 e igual período deste ano.

Produtores mais tecnificados receberam até R$ 1,07 pelo litro do leite em setembro, quase 65% acima do R$ 0,65 pago, em média, aos demais

LEITE, OFERTA AJUSTADA A rentabilidade do setor de produção de leite em 2011 deverá atingir índices ainda positivos, mas ligeiramente inferiores aos resultados de 2010, refletindo um movimento mais intenso de elevação dos custos, puxados pela alta do milho, da soja, da polpa cítrica e do sorgo, utilizados para complementar a alimentação dos rebanhos durante a seca. No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, estima Rafael Ribeiro de Lima Filho, zootecnista e consultor da Scot Consultoria, os custos operacionais médios aumentaram em torno de 40%, enquanto os preços recebidos pelos produtores variaram, em média, de 15% a 20%. Em setembro deste ano, a cotação do produto in natura registrava elevação de 10,5%, ou R$ 0,84 por litro, em relação a R$ 0,76 no mesmo

(EVFº)

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PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AVES E OVOS 1 PIF PAF - MG 685.802 10,9 1.967 20.108 684.675 120.244 51.461 61.079 1.022,3 0,3 100,2 569,4 16,7 2 Agrícola Jndelle - SP ( * ) 633.090 18,0 -3.309 -3.520 327.405 -11.872 3.328 126.055 ND -0,5 193,4 ND ND 364.141 21,0 7.712 12.589 293.466 104.723 21.885 48.508 163,2 2,1 124,1 280,2 12,0 3 Gonçalves - PR 4 Granjas Cialne - CE 213.286 15,7 26.743 18.413 174.555 98.835 47.021 32.027 68,9 12,5 122,2 176,6 18,6 5 Agrogen - RS 187.412 147.091,6 29.918 21.698 239.409 166.191 61.730 43.614 72,5 16,0 78,3 144,1 13,1 6 Avivar - MG ( * ) 154.748 20,3 1.164 1.284 84.428 42.148 5.227 34.123 110,3 0,8 183,3 200,3 3,1 7 Frinal - RS 122.429 4,0 1.498 1.130 69.931 31.392 4.494 22.867 75,4 1,2 175,1 222,8 3,6 116.876 8,3 -10.661 6.532 52.749 22.778 -10.334 16.653 ND -9,1 221,6 231,6 28,7 8 Francap - MG ( * ) 9 Bondio Alimentos - SC ( * ) 94.751 -36,3 -7.305 -1.167 55.643 14.081 -2.023 12.682 ND -7,7 170,3 395,2 -8,3 10 BFC - PR 59.044 92,3 86 63 24.220 14.487 581 -1.791 72,9 0,2 243,8 167,2 0,4 11 Somai NE - MG 53.575 3,0 5.665 3.211 51.076 33.655 5.887 9.771 56,7 10,6 104,9 151,8 9,5 12 Regina Alimentos - CE ( * ) 38.188 19,6 331 331 23.911 3.487 1.564 1.683 100,0 0,9 159,7 685,7 9,5 23.363 267,2 -1.145 -1.145 25.222 15.737 -29 2.788 ND -4,9 92,6 160,3 -7,3 13 Novagro - RS ( * ) 14 Grupal - MG ( * ) 22.213 -17,2 3.678 3.678 21.062 17.171 4.069 9.487 100,0 16,6 105,5 122,7 21,4 15 Granjas São José - CE 19.840 – 554 491 9.670 2.835 1.146 2.190 88,5 2,8 205,2 341,1 17,3 19.701 465,2 -4.326 -4.326 16.534 9.802 -3.517 -604 ND -22,0 119,2 168,7 -44,1 16 Cialne - PI 9.068 – -2.163 -2.163 31.505 14.986 -865 3.526 ND -23,9 28,8 210,2 -14,4 17 Vila Germania - SC 18 Granja Santa Lúcia - CE 7.252 27,6 1.167 842 5.735 4.263 1.141 1.433 72,2 16,1 126,5 134,5 19,8 4.749 2,7 2.985 2.461 8.887 8.503 2.777 238 82,5 62,9 53,4 104,5 29,0 19 Unifrango - PR 20 Capebi - BA 3.439 -70,0 16 16 6.207 3.141 351 3.061 100,0 0,5 55,4 197,6 0,5 21 Granja Avenorte - ES ( * ) 1.460 -1,7 -404 -404 6.996 6.447 -226 246 ND -27,7 20,9 108,5 -6,3 1.073 -12,8 717 569 15.197 11.056 -116 52 79,4 66,8 7,1 137,5 5,2 22 Haisa - CE 23 Diave - PI ( * ) 817 55,6 -151 -151 3.058 1.613 -127 -21 ND -18,5 26,7 189,5 -9,4 733 – 231 231 3.785 3.765 231 – 100,0 31,5 19,4 100,5 6,1 24 Produtora Avícola - ES 25 Santa Marta Agrícola - ES ( * ) 336 22,5 78 84 1.972 1.027 81 731 108,4 23,2 17,0 192,0 8,2 26 Frango Norte - PA – – – – 64.637 26.502 4.495 -277 ND ND ND 243,9 ND – – -239 -239 21.364 20.592 231 984 ND ND ND 103,8 -1,2 27 Tocantins Avícola - TO 28 CEAA - MA ( * ) – – -500 -500 3.300 -11 -658 – ND ND ND ND ND – – -37 -38 2.599 2.345 -37 -18 ND ND ND 110,8 -1,6 29 Santa Marta - AM ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (29) 2.837.388 16,9 54.270 80.077 2.329.197 789.924 199.766 431.088 88,5 0,9 105,5 176,6 5,6 DIVERSOS 1 União das Fazendas - MG ( * ) 21.134 1,6 4.630 3.813 37.713 35.347 5.536 -603 82,4 21,9 56,0 106,7 10,8 10.752 56,4 -130 442 75.034 57.681 195 12.258 ND -1,2 14,3 130,1 0,8 2 Morro Verde - BA 3 FAP - MG ( * ) 10.165 269,3 12.765 11.710 64.088 60.821 13.600 736 91,7 125,6 15,9 105,4 19,3 4 Cimapra - AL ( * ) 7.049 -10,2 698 4.591 18.962 14.991 513 -1.280 658,0 9,9 37,2 126,5 30,6 2.439 -45,6 1.077 1.123 7.901 7.596 1.018 1.509 104,3 44,2 30,9 104,0 14,8 5 Tosana - RJ ( * ) 6 Atapuz - PE 2.169 100,7 301 250 12.646 9.708 532 1.545 83,0 13,9 17,2 130,3 2,6 1.651 – -1.487 -1.487 6.626 4.141 -1.158 696 ND -90,0 24,9 160,0 -35,9 7 Fazenda Mata da Chuva - MT ( * ) 8 Kummel - PR 1.320 16,1 703 515 2.963 1.872 49 122 73,2 53,3 44,6 158,3 27,5 9 Vergilio Castagnoli Agrop - PR 1.088 13,9 397 537 6.737 6.429 384 889 135,3 36,5 16,2 104,8 8,4 10 Matra - SP 792 48,8 566 548 2.872 2.522 575 839 96,8 71,5 27,6 113,9 21,7 11 MTE - MG ( * ) 471 -0,8 -1.094 -4 4.762 4.324 -215 -349 ND -232,2 9,9 110,1 -0,1 12 Panorama - MS 242 -57,7 79 58 4.323 4.188 137 -134 73,0 32,8 5,6 103,2 1,4 13 VMJS - MG ( * ) 206 91,7 180 164 501 489 181 13 91,1 87,7 41,0 102,6 33,6 14 Avip - PB ( * ) 199 – -98 -98 5.232 2.183 8 -190 ND -49,3 3,8 239,7 -4,5 15 Agropecuária 5C - MS 191 -51,5 57 157 3.927 3.000 64 -46 273,6 30,0 4,9 130,9 5,2 16 Bertoni - RS ( * ) 131 -36,8 -17 -26 7.879 7.640 -16 – ND -12,6 1,7 103,1 -0,4 17 Araçatuba - PA ( * ) 107 76,5 -2.458 -1.490 25.830 22.286 -123 3.279 ND -2.299,3 0,4 115,9 -6,7 18 Inelca Stereo - SP ( * ) 70 44,2 2.002 1.999 2.737 2.663 2.001 188 99,9 2.860,1 2,6 102,8 75,1 19 Serra - SP 64 -20,3 73 372 20.592 9.064 -36 58 509,8 114,8 0,3 227,2 4,1 20 GGBA Agropec - SP 54 927,9 -183 -171 5.225 4.054 -158 1 ND -335,2 1,0 128,9 -4,2 21 Nova Fronteira - TO 49 -80,3 -171 -171 1.167 604 -171 534 ND -345,9 4,2 193,2 -28,3 22 Carvalho Tavares - MG ( * ) 45 -75,3 -426 -483 2.346 2.283 -421 144 ND -937,7 1,9 102,8 -21,2 23 JR Salomão - MA 30 63,2 50 23 3.133 2.962 -25 21 46,3 167,3 1,0 105,8 0,8 24 Acorb - RJ 1 -99,0 -1.785 -1.723 11.676 9.630 -1.669 416 ND -124.835,0 0,0 121,3 -17,9 25 Salamanca - SP ( * ) – – -425 -256 65.016 64.837 -277 190 ND ND ND 100,3 -0,4 26 Ibiaçú - RS – – -4 3.856 21.992 20.661 0 – ND ND ND 106,4 18,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

78 | MELHORES DOS MAIORES 2011

F p e r c


PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 27 Agrop São Sebastião - SP – – -15.333 -18.268 15.333 14.959 -738 -109 ND ND ND 102,5 -122,1 28 Pau D’Alho - SP – – -23 -32 9.837 9.024 -23 – ND ND ND 109,0 -0,4 – -100,0 -387 -387 7.717 6.319 -174 1.707 ND ND ND 122,1 -6,1 29 Sohagro Marina - BA ( * ) 30 Conpar - CE – – -418 -418 4.236 2.834 -409 -237 ND ND ND 149,5 -14,7 31 CTR - MG – – -19 -19 1.644 1.582 -18 2 ND ND ND 103,9 -1,2 32 Venesa - MA – – -26 -26 1.380 1.279 -26 -48 ND ND ND 107,9 -2,0 33 Agrovera - SP – – -49 -49 617 -6 -43 – ND ND ND ND ND – – -124 -124 321 308 -136 -12 ND ND ND 103,9 -40,2 34 Barro Vermelho - BA ACUMULADO DO SUBSETOR (34) 60.420 1,6 -1.075 4.927 462.967 398.274 18.957 22.140 94,3 17,9 7,7 109,0 -0,1 GADO BOVINO 1 Marfrig - SP 3.900.258 52,6 -447.947 146.094 13.181.380 6.353.288 482.523 881.607 ND -11,5 29,6 207,5 2,3 458.395 149.125,3 -3.093.476 -3.291.581 83.439.945 22.140.095 -1.143.360 59.439.121 ND -674,9 0,6 376,9 -14,9 2 Sertaneja - BA 3 Nilza - SP ( * ) 203.606 – -302.712 -302.712 185.016 -239.725 -261.267 9.764 ND -148,7 110,1 ND ND 4 Comapi - SP 115.134 -50,9 -4.972 1.295 1.947.308 1.580.121 13.700 -8.440 ND -4,3 5,9 123,2 0,1 53.326 6,4 -808 -808 31.719 14.742 -659 7.061 ND -1,5 168,1 215,2 -5,5 5 FRIZAM - AM ( * ) 44.335 66,5 27.323 19.179 356.532 325.085 29.876 22.171 70,2 61,6 12,4 109,7 5,9 6 Brascan Cattle - GO 7 Agropec Roncador - MT ( * ) 30.662 -4,5 2.061 2.061 64.649 56.483 4.321 35.102 100,0 6,7 47,4 114,5 3,7 24.156 36,6 12.255 5.694 288.013 243.167 12.412 42.038 46,5 50,7 8,4 118,4 2,3 8 Jatobá Agric - PR 9 Jubran - SP 23.931 -6,2 8.980 11.583 96.321 89.496 10.394 25.338 129,0 37,5 24,8 107,6 12,9 10 Mutum - MT 23.785 -13,4 5.297 5.772 82.362 18.970 7.360 12.716 109,0 22,3 28,9 434,2 30,4 20.512 1.036,8 14.015 12.769 55.780 55.423 14.094 5.543 91,1 68,3 36,8 100,6 23,0 11 Colpar - SP 12 São Bento Esmeralda - SP 17.003 107,6 13.097 13.097 78.872 19.952 13.097 603 100,0 77,0 21,6 395,3 65,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (continuação) 13 Periquitos - SP 14.507 122,0 2.982 2.982 33.948 32.935 3.162 5.161 100,0 20,6 42,7 103,1 9,1 14 WSC Agropecuária - SP ( ** ) 9.923 – -3.373 -3.544 25.038 -2.447 -2.265 10.209 ND -34,0 39,6 ND ND 15 Agropeva - MG 9.853 57,3 -2.725 -2.799 21.079 3.674 246 7.700 ND -27,7 46,7 573,7 -76,2 9.494 13,9 112 87 260.321 224.302 1.059 32.808 77,8 1,2 3,7 116,1 0,0 16 Arame - PE 17 Larangeira Mendes - MS 9.059 12,4 6.095 4.856 33.663 29.084 6.815 3.979 79,7 67,3 26,9 115,7 16,7 18 Sbaraini Agropec - PR 8.898 62,2 8.407 7.483 46.139 44.346 6.381 3.961 89,0 94,5 19,3 104,0 16,9 19 Rio Arataú - PA 8.430 360,2 613 613 11.178 2.915 649 2.940 100,0 7,3 75,4 383,4 21,0 20 Trasmontana - SP ( * ) 7.862 -4,2 6.303 6.085 14.119 6.116 7.325 9.241 96,5 80,2 55,7 230,9 99,5 21 Integralat - SP ( * ) 7.261 – -7.760 -6.705 105.298 97.371 -4.810 -587 ND -106,9 6,9 108,1 119.274,1 22 Couto Magalhães - MT 6.430 -0,8 3.593 3.125 20.456 19.461 4.161 2.291 87,0 55,9 31,4 105,1 16,1 23 Franciscon - PR 5.879 31,2 3.272 3.274 35.170 30.045 4.048 5.455 100,1 55,7 16,7 117,1 10,9 24 Querença Emp Rural - MG 5.742 34,2 101 -99 22.463 20.236 101 3.378 ND 1,8 25,6 111,0 -0,5 25 Vicar - SP 5.700 44,9 3.424 4.797 25.725 23.850 2.247 4.311 140,1 60,1 22,2 107,9 20,1 26 Arca Agropecuária - MT ( * ) 5.031 -37,9 -2.773 -2.531 27.499 23.464 -2.782 6.435 ND -55,1 18,3 117,2 -10,8 27 Jarinã - SP 4.728 6,5 -131 -131 56.295 34.648 587 10.479 ND -2,8 8,4 162,5 -0,4 28 Sentinela das Coxilhas - RS 4.552 71,9 423 423 45.814 40.052 604 7.304 100,0 9,3 9,9 114,4 1,1 29 Santa Sílvia - SP 4.466 8,5 2.424 2.297 11.484 7.302 2.856 7.680 94,8 54,3 38,9 157,3 31,5 30 Fazenda Santa Tereza - PA ( * ) 4.308 10,9 1.173 1.173 15.405 13.606 1.754 6.667 100,0 27,2 28,0 113,2 8,6 31 Rio das Antas - SP ( ** ) 4.255 28,4 918 612 10.994 3.598 1.514 4.579 66,7 21,6 38,7 305,6 17,0 32 Ventura - SP 4.050 – 339 248 7.462 5.550 177 1.374 73,1 8,4 54,3 134,5 4,5 33 Vale dos Sinos - RS 3.795 19,9 2.233 2.013 19.043 9.341 2.421 4.032 90,1 58,8 19,9 203,9 21,6 34 Mate Laranjeira - MS 3.793 -21,4 4.507 3.789 25.349 24.009 2.858 1.064 84,1 118,8 15,0 105,6 15,8 35 Ribemar - PR 3.352 -4,9 1.105 1.558 17.670 16.564 2.285 998 141,0 33,0 19,0 106,7 9,4 36 Agro Pecuária Pilon - SP 3.298 -3,1 -136 -136 4.956 4.378 -40 613 ND -4,1 66,6 113,2 -3,1 37 Nova Fronteira - MS ( * ) 3.289 115,9 308 329 7.625 2.187 714 2.130 106,8 9,4 43,1 348,6 15,1 38 Novaterra - PE ( * ) 2.982 942,4 1.287 1.201 11.088 8.633 1.242 994 93,3 43,2 26,9 128,4 13,9 39 Fartura - RJ 2.929 -5,8 1.867 1.867 85.617 70.029 2.276 642 100,0 63,7 3,4 122,3 2,7 2.857 -48,8 2.397 2.250 33.453 7.558 2.196 5.277 93,9 83,9 8,5 442,6 29,8 40 Oriente - SP 41 Luana - MT 2.769 47,8 -427 -50 5.263 2.369 -68 -644 ND -15,4 52,6 222,1 -2,1 42 Agropec Pinguim - PA ( * ) 2.724 62,8 -1.968 -1.970 18.533 8.172 -177 -687 ND -72,3 14,7 226,8 -24,1 43 Rio Cortado - TO 2.577 33,3 -1.162 -1.162 43.007 40.733 1.504 7.163 ND -45,1 6,0 105,6 -2,9 44 Pessina - SP 2.553 252,3 -1.751 -1.751 9.833 6.583 -547 543 ND -68,6 26,0 149,4 -26,6 45 Farest - SP 2.516 – 955 888 3.746 2.149 1.089 1.283 92,9 38,0 67,2 174,3 41,3 46 Fazenda Maringá - PR ( * ) 2.510 15,2 994 967 4.494 2.164 1.001 1.990 97,3 39,6 55,9 207,7 44,7 47 Agropexim - MT ( * ) 2.508 551,7 -1.814 -1.816 22.631 5.316 -154 2.476 ND -72,3 11,1 425,7 -34,2 48 Corumbiara - RO ( * ) 2.465 195,8 616 616 3.785 2.562 734 -1.096 100,0 25,0 65,1 147,8 24,1 49 PSLM Agropecuária - MT 2.451 -55,6 409 -1.045 13.887 13.680 698 9.053 ND 16,7 17,7 101,5 -7,6 50 Mafra/PA - MT 2.442 159,1 333 358 49.016 40.764 -165 8.419 107,5 13,6 5,0 120,2 0,9 51 Vale Bonito - TO 2.329 36,3 -757 -2.905 63.768 39.545 2.039 7.370 ND -32,5 3,7 161,3 -7,4 52 Cerro Azul - MT ( * ) 2.212 32,0 -64 -66 4.921 3.807 -56 3.892 ND -2,9 45,0 129,2 -1,7 53 Vale do Caripé - PA 2.183 -3,0 151 141 4.939 -328 651 1.698 93,7 6,9 44,2 ND ND 54 Vila Bela - TO 2.060 12,9 -4.264 -4.264 13.944 2.232 -4.264 1.585 ND -207,0 14,8 624,9 -191,1 55 Santa Adriana - MT 2.056 – 169 112 18.680 10.090 349 5.963 66,0 8,2 11,0 185,1 1,1 56 Barra do Prata - SP 2.011 36,6 656 441 4.539 3.069 889 1 67,2 32,6 44,3 147,9 14,4 57 Mamoneira - MG ( * ) 1.968 – -30 -246 13.078 2.554 -57 10.215 ND -1,5 15,1 512,1 -9,6 58 Forquilha - AC ( * ) 1.943 80,1 25 25 3.257 1.376 376 1.761 100,0 1,3 59,6 236,8 1,8 1.854 -26,8 664 631 7.872 7.246 800 5.214 95,0 35,8 23,6 108,6 8,7 59 Javaés - TO 60 Júlio Avelino - RJ 1.703 6,9 35 27 4.663 3.576 35 434 76,0 2,1 36,5 130,4 0,8 61 Agropast Vila Real - BA 1.594 325,7 -4.272 -3.897 45.965 44.839 -2.623 1.670 ND -267,9 3,5 102,5 -8,7 1.521 -55,4 -58 -473 14.158 4.563 434 3.928 ND -3,8 10,7 310,3 -10,4 62 Morumbi Agropec - MT ( * ) 1.474 45,1 7.319 7.192 16.214 12.574 7.966 1.248 98,3 496,5 9,1 129,0 57,2 63 Pavesa - PE ( * ) 64 Terra Bravia - TO 1.332 53,3 -3.200 -3.200 15.078 5.933 -3.200 911 ND -240,2 8,8 254,1 -53,9 65 Guerra Agropecuária - TO ( * ) 1.269 46,5 -790 -795 9.382 8.846 285 1.707 ND -62,3 13,5 106,1 -9,0 66 Fazenda Santa Helena - SP 1.220 13,6 109 91 20.242 16.518 1.206 -29 83,5 8,9 6,0 122,6 0,6 67 Taguá Agropec - MT ( * ) 1.180 – 925 925 4.399 4.092 933 1.262 100,0 78,4 26,8 107,5 22,6 68 Fogliatelli - MT 1.158 2,7 58 33 15.463 8.041 55 3.027 57,8 5,0 7,5 192,3 0,4 69 Vale do Rio Acre - AC ( * ) 1.137 – -528 -30 11.959 9.515 524 2.887 ND -46,5 9,5 125,7 -0,3 70 Agrop Rio Uruará - PA ( * ) 1.108 76,5 -4.062 -4.062 27.553 490 -1.775 1.109 ND -366,6 4,0 5.621,6 -828,7 71 Camila - MT ( * ) 1.058 6,5 62 62 22.317 1.281 1.593 3.147 100,0 5,8 4,7 1.741,8 4,8 72 Aricá - MT ( * ) 993 19,3 131 158 10.493 10.252 515 1.741 120,3 13,2 9,5 102,4 1,5 73 Ricardo Franco - MT 992 114,2 -2.456 -1.901 12.950 -4.630 -196 5.724 ND -247,7 7,7 ND ND 74 Propecus - MT 985 25,5 -126 -126 26.104 20.331 558 4.390 ND -12,8 3,8 128,4 -0,6 75 Bevisa - PE ( * ) 948 -6,8 -143 -143 4.192 3.772 48 1.306 ND -15,1 22,6 111,1 -3,8 76 São Leandro - RS 930 -7,6 561 497 5.257 5.185 543 1.666 88,7 60,3 17,7 101,4 9,6 77 Agrícola Itambi - RJ 856 – 726 746 3.613 1.726 730 706 102,8 84,8 23,7 209,4 43,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (continuação) 78 Agrop Palmital - MT 830 -41,4 -173 -173 4.304 2.096 -184 -793 ND -20,8 19,3 205,3 -8,2 79 Rural Agroinvest - PA ( * ) 806 50,2 -2.601 -2.662 10.221 8.343 -2.601 1.051 ND -322,7 7,9 122,5 -31,9 80 Fazenda Santiago - PA 742 834,0 -10 -54 3.155 858 149 334 ND -1,4 23,5 367,6 -6,3 717 449,1 -1.587 -1.587 10.497 -8.441 -1.587 979 ND -221,4 6,8 ND ND 81 Terra Grande - TO 82 Superfrigo - MT 708 -24,4 -5.461 -5.461 36.391 -8.187 -1.270 -74 ND -771,5 2,0 ND ND 83 Ricastro - AC ( * ) 680 -15,6 -674 -389 5.901 93 -82 467 ND -99,0 11,5 6.334,3 -417,1 84 Nova Esperança - RO 678 -26,1 80 63 543 519 125 172 79,2 11,7 125,0 104,6 12,2 85 Pontal do Paranaita - MT ( * ) 665 18,5 -1.557 -1.549 10.464 -4.300 364 1.780 ND -234,3 6,4 ND ND 86 Fazenda Mombaça - PA ( * ) 632 292,0 -5 -5 803 679 -5 -85 ND -0,7 78,7 118,2 -0,7 87 Agropesp - PR ( * ) 621 268,0 605 590 3.639 716 591 -70 97,6 97,3 17,1 508,2 82,4 88 Rosa Agropecuária - PR ( * ) 600 -19,3 198 181 1.899 1.450 209 640 91,2 33,1 31,6 131,0 12,5 89 Jahú - PA 583 – -440 -148 26.344 18.071 1.073 2.983 ND -75,6 2,2 145,8 -0,8 90 Pimenta Bueno - RO ( * ) 545 97,3 308 308 1.007 929 309 108 100,0 56,6 54,1 108,4 33,2 91 Fazenda Frade - RJ ( * ) 531 -77,5 47 423 16.278 15.436 -6 1.168 903,8 8,8 3,3 105,5 2,7 92 Rancho do Campo - MG 518 17,4 245 245 2.717 2.359 -228 2.015 100,0 47,3 19,1 115,2 10,4 93 Martins Agropec - PA 468 48,8 2.128 1.470 13.079 6.040 2.205 -59 69,1 454,7 3,6 216,5 24,3 94 Santa Cruz - PA 440 – 10 10 3.538 1.853 18 316 100,0 2,3 12,4 191,0 0,5 95 Nippak - SP 435 -41,3 -24 -24 8.285 5.493 146 488 ND -5,6 5,3 150,8 -0,4 96 Unidos - MT ( * ) 416 – -476 -476 11.621 688 -472 168 ND -114,5 3,6 1.688,8 -69,1 97 Brasnor - PA 397 -32,8 -597 -597 1.480 163 -596 159 ND -150,5 26,8 907,5 -366,2 98 Brasil Palmeiras - TO ( * ) 389 -42,5 -1.162 -1.162 4.680 26 -701 18 ND -298,7 8,3 17.708,9 -4.394,9 99 Bacuri - PA ( * ) 361 356,5 -2.874 -1.793 25.444 17.099 -416 6.428 ND -795,2 1,4 148,8 -10,5 100 Raisa Rondônia - RO ( * ) 360 3,2 -132 -92 2.380 554 76 101 ND -36,8 15,1 429,5 -16,5 101 H J - RS ( * ) 333 2,7 -243 -12.046 25.789 25.579 -175 478 ND -72,9 1,3 100,8 -47,1 102 Banbrisa - MT 316 97,9 107 166 1.920 1.837 161 629 155,3 33,8 16,5 104,5 9,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 81


PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (continuação) 103 Cachimbo - MT 315 -35,0 62 61 1.643 1.477 -64 62 98,3 19,6 19,2 111,2 4,1 104 Fazenda Paloma - AC ( * ) 303 17,7 -52 8 6.321 2.192 77 339 ND -17,1 4,8 288,4 0,4 105 Rio Tartaruga - PA 283 0,1 23 23 728 721 24 133 100,0 8,0 38,8 101,1 3,1 106 Sul AM - TO 269 81,2 -276 -309 9.680 9.215 -52 208 ND -102,6 2,8 105,1 -3,4 107 Colina Agropec - PA 251 – 215 163 2.870 1.645 216 253 76,0 85,7 8,7 174,4 9,9 108 Agropecuaria Vpg - MG 248 – -83 -91 9.630 7.881 -41 -75 ND -33,5 2,6 122,2 -1,2 109 Santa Elina - MT 230 -51,6 -2.021 -1.222 6.122 1.635 -1.967 1.028 ND -877,6 3,8 374,5 -74,7 110 Santelmo - RS ( * ) 226 17,8 334 274 4.338 4.292 241 416 82,0 147,8 5,2 101,1 6,4 111 Tupá Ecológica - AC ( * ) 218 -28,3 51 124 4.317 4.293 112 1.248 242,8 23,6 5,0 100,6 2,9 112 Agropec Continental - AC ( * ) 215 -55,4 -597 -447 5.695 2.691 -269 261 ND -277,7 3,8 211,6 -16,6 113 Amambaí - AC ( * ) 208 -26,7 31 63 2.396 835 90 907 203,9 14,9 8,7 286,8 7,6 114 Agropecuária Realta - MT ( * ) 207 6,4 105 89 12.163 12.125 148 -15 84,4 50,9 1,7 100,3 0,7 115 Itaguatins - MA ( * ) 197 75,3 -201 -201 3.510 504 -23 1.543 ND -102,3 5,6 697,0 -39,9 116 Terra Fértil - TO 194 – -1.446 -3.885 7.520 -12.060 -1.446 418 ND -746,0 2,6 ND ND 117 Faz S Antonio Rio Peixe - MG 184 -40,4 -91 -91 1.971 1.537 -91 374 ND -49,4 9,4 128,3 -5,9 118 Agropec Santa Adélia - AC 180 – -135 -26 689 660 -92 172 ND -75,4 26,1 104,4 -4,0 119 Agrícola Boa Vista - PR ( * ) 176 – 51 46 356 351 51 1 90,2 28,9 49,3 101,4 13,1 120 Agropec N S Carmo - MT 172 -62,7 -116 -116 13.079 10.808 33 898 ND -67,4 1,3 121,0 -1,1 121 Monteiro - AL ( * ) 166 -15,5 14 11 9.773 977 14 -241 76,0 8,5 1,7 1.000,6 1,1 122 MCM - TO 160 – -2 -2 705 37 -1 260 ND -1,2 22,7 1.930,6 -5,1 145 -42,1 43 23 1.842 676 43 – 53,1 29,6 7,9 272,4 3,4 123 Chebabe Agropec - RJ 124 E. V. V. Agropecuária - SP 131 -15,3 78 47 3.130 1.785 50 -5 60,0 59,3 4,2 175,4 2,6 125 Aldisa Dois Irmãos - TO ( * ) 126 -2,7 -47 -14 5.429 54 -38 49 ND -37,5 2,3 10.120,6 -26,9 126 Fazenda Santa Rita/MT - MT ( * ) 116 118,1 18 15 4.262 3.939 380 1.466 84,4 15,1 2,7 108,2 0,4 127 Agropecuária Independência - SP ( * ) 112 -61,2 -51 30 3.930 838 -18 669 ND -45,8 2,8 469,1 3,6 99 -70,2 50 37 5.426 3.950 16 1.322 73,5 50,1 1,8 137,4 0,9 128 Rava - PR 129 Boi Branco - PA ( * ) 86 -2,4 -317 -317 2.830 1.665 -317 1.897 ND -367,7 3,1 170,0 -19,0 130 Empresa Emprs - PB ( * ) 76 -53,5 -109 -109 10.871 10.449 -92 560 ND -143,6 0,7 104,0 -1,0 131 Líder Agropec - PR 70 -7,7 22 22 361 360 32 -1 100,0 31,3 19,4 100,3 6,1 132 Estrela do Oriente - MT 59 -75,9 -1.079 -1.079 10.246 5.948 -70 -59 ND -1.829,0 0,6 172,3 -18,1 52 – -157 -157 900 895 -151 108 ND -301,4 5,8 100,6 -17,5 133 Fazenda Maranhão - SP 134 Baixo Amazonas - TO 38 -76,1 -98 -98 12.213 966 -97 207 ND -257,7 0,3 1.264,8 -10,1 135 Uirapuru - TO 30 -89,0 -132 -132 13.213 1.776 -125 287 ND -442,1 0,2 743,9 -7,5 136 Agropec São Pedro - TO 18 -72,3 -84 -84 19.193 1.359 -82 440 ND -463,9 0,1 1.412,4 -6,2 137 Ultrapar Agropecuária - ES 13 29,2 -204 4.150 26.157 25.776 -260 240 ND -1.576,6 0,1 101,5 16,1 0 -100,0 -546 -547 2.548 14 -140 -452 ND -1.820.400,0 – 18.858,5 -4.047,2 138 Agropec Savana - MT ( * ) 139 Platina - MS ( * ) -4 -142,4 4.867 4.867 29.847 14.730 3.991 80 100,0 -134.452,8 0,0 202,6 33,0 140 Fisa - MA – – -7.192 -7.192 378.305 -21.296 -7.192 – ND ND ND ND ND 141 Continental/Agropec - RS ( * ) – – -3 -3 94.355 94.126 -3 4 ND ND ND 100,2 – 142 Codeara - MT ( * ) – -100,0 -1.209 -1.209 52.844 44.332 -1.209 3.452 ND ND ND 119,2 -2,7 143 Ibere - MT ( * ) – – -159 -159 22.645 365 -140 1 ND ND ND 6.210,1 -43,6 144 Agropecuária Costa - SP ( * ) – – -99 -99 22.364 22.340 -98 -3 ND ND ND 100,1 -0,4 145 Amparo - MT – – -130 -130 20.449 20.449 -130 – ND ND ND 100,0 -0,6 146 Fazenda Guará - PE – – – – 18.253 12.954 – 95 ND ND ND 140,9 ND 147 Agropecuaria - SP – -100,0 495 323 18.201 18.103 -31 -38 65,2 ND ND 100,5 1,8 148 Belgravia - SP ( * ) – – – – 15.824 6.066 18 -64 ND ND ND 260,9 ND 149 Faz Santa Sonia - MT ( * ) – -100,0 -1.845 -1.845 15.212 3.706 -321 1.536 ND ND ND 410,5 -49,8 150 Carneiro - PA ( * ) – – -1.272 -1.272 12.128 4.635 -63 1.275 ND ND ND 261,7 -27,4 151 Encomind Agropec - MT – – -2.010 -2.014 12.004 8.727 -1.729 1.751 ND ND ND 137,6 -23,1 152 Agropecuária e Com Ouro - PA – – -17 -17 10.595 3.140 -17 – ND ND ND 337,4 -0,5 153 Cinco Estrelas Agropec - RJ – – -820 -820 10.177 10.140 -820 -2 ND ND ND 100,4 -8,1 154 Mandala - SP ( * ) – – -23 -23 10.090 9.075 -23 0 ND ND ND 111,2 -0,3 155 Mirandópolis - PA ( * ) – – -153 -153 10.005 8.079 -153 -64 ND ND ND 123,8 -1,9 156 Paribó - MT – – -141 4 9.707 6.606 -122 – ND ND ND 147,0 0,1 157 Hidroservice AM - SP – – 10 8 9.567 9.136 -41 2 76,1 ND ND 104,7 0,1 158 Kuluene - MT ( * ) – – -128 -559 8.367 5.350 -129 3 ND ND ND 156,4 -10,5 159 Cabrália - BA ( * ) – – – – 7.999 4.160 – 383 ND ND ND 192,3 ND 160 Tapirapé - SP – – 477 376 7.244 7.173 -117 -18 78,8 ND ND 101,0 5,2 161 Agropec Fio de Ouro - MT ( * ) – – – – 6.664 -286 – 1.996 ND ND ND ND ND 162 Dorada - MT – – -2.511 -2.511 6.451 -12.598 -1.465 398 ND ND ND ND ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (continuação) 163 Mamoaba - PE ( * ) – – -158 -158 5.363 -1.459 -97 2.309 ND ND ND ND ND 164 Olho D Água - RN ( * ) – – -418 -23 5.212 4.120 -430 45 ND ND ND 126,5 -0,6 – – 539 435 5.078 5.041 -27 -37 80,7 ND ND 100,7 8,6 165 Senor Sendas - RJ 166 Agropecuária Buriti - AC – -100,0 – – 4.817 3.691 71 1.244 ND ND ND 130,5 ND – – -16 -16 4.057 4.056 -16 – ND ND ND 100,0 -0,4 167 Pedra da Lorena - ES ( * ) 168 Agr Igurê - SP – – -123 -123 3.550 2.237 -123 30 ND ND ND 158,7 -5,5 169 Agropastoril Livramento - PI ( * ) – – – -796 3.066 3.061 – 6 ND ND ND 100,2 -26,0 170 BigMike - SP ( * ) – -100,0 -326 58 2.855 2.753 -326 539 ND ND ND 103,7 2,1 – -100,0 -2.447 -2.447 2.369 2.299 -2.240 2.003 ND ND ND 103,1 -106,5 171 Nova Aliança Agropec - MT 172 Helvétia - PR ( * ) – – 141 168 2.302 1.866 141 -19 119,6 ND ND 123,4 9,0 – – -1.306 -1.306 2.235 2.235 -1.306 – ND ND ND 100,0 -58,4 173 Bárbara - MT ( * ) 174 Itakaiú - MT – – -114 -114 2.091 929 -76 160 ND ND ND 225,0 -12,3 – – -79 -79 2.062 988 -79 – ND ND ND 208,7 -8,0 175 Agropec Belo Horizonte - AM ( * ) 176 Mearim - MA – – 70 58 1.909 1.902 -15 91 83,2 ND ND 100,4 3,1 – – -9 -9 1.879 1.742 -9 21 ND ND ND 107,9 -0,5 177 Rio Fontoura - MT ( * ) 178 Tocantins - RJ ( * ) – -100,0 87 31 1.558 1.141 -91 290 36,0 ND ND 136,5 2,7 179 Campos Novos - RR ( * ) – – -517 -517 1.400 533 -15 749 ND ND ND 262,7 -97,1 180 Ilha - MA – – -471 -471 1.387 -1.246 -471 -192 ND ND ND ND ND 181 Matapi - AP ( * ) – – -149 -149 1.348 -734 -149 7 ND ND ND ND ND 182 Agropecuária Olhos D Água - MS ( * ) – – – – 1.181 1.181 – – ND ND ND 100,0 ND – – -212 -212 1.130 -1.614 -146 – ND ND ND ND ND 183 Rio Negro - AM ( * ) 184 Orumasa - MA ( * ) – – -48 -48 1.058 187 -2 – ND ND ND 565,0 -25,5 185 Agronesa - MT – – -44 -44 1.047 1.047 -44 193 ND ND ND 100,0 -4,2 186 Melhoramentos Sul PA - SP – – -335 -335 592 -2.688 -63 – ND ND ND ND ND 187 Corebrasa - MT ( * ) – – -8 -8 582 532 -8 3 ND ND ND 109,4 -1,5 – – -50 -50 582 576 – 83 ND ND ND 101,0 -8,7 188 Nazaré Agroindl - MA 189 Caumé - RR ( * ) – – -43 -43 520 -1.201 -43 -2 ND ND ND ND ND 190 Simmenthal - MT ( * ) – – -217 -217 369 36 -47 -73 ND ND ND 1.034,5 -607,0 191 Fazenda Santo Antonio - SP ( * ) – – -3 -3 360 357 -3 – ND ND ND 100,8 -0,8 192 Agropisa - MA – – -13.307 -13.307 347 -14.851 -13.307 -15.198 ND ND ND ND ND – – -22 -22 130 107 -20 -23 ND ND ND 121,8 -20,8 193 Poço Verde - RN ( * ) 194 Pracuúba - PA – – – – 43 43 – – ND ND ND 100,0 ND 195 Agromalta - MA – – 0 0 0 -99 0 – ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (195) 5.166.753 6,5 -3.795.362 -3.419.107 102.751.657 32.311.088 -792.994 60.764.109 93,9 1,3 12,0 129,1 -0,3 PESCA 1 Queiroz Galvão - RN ( * ) 53.644 -22,6 -19.047 -19.047 144.510 12.123 -6.280 – ND -35,5 37,1 1.192,1 -157,1 2 Pioneira da Costa - SC 49.500 – -17 6.327 58.527 37.399 2.052 13.677 ND 0,0 84,6 156,5 16,9 3 Ecomar - PA 24.246 22,5 1.584 818 26.105 18.120 4.555 -527 51,6 6,5 92,9 144,1 4,5 4 Valença Maricultura - BA ( * ) 12.255 -26,8 -12.538 -5.284 55.074 21.590 -8.936 13.030 ND -102,3 22,3 255,1 -24,5 5 Bramex - PE ( * ) 8.730 -20,9 -3.609 -3.609 26.861 14.728 -854 2.258 ND -41,3 32,5 182,4 -24,5 6 Netuno - PE ( * ) 7.360 26,9 -1.767 -1.767 21.570 7.046 -752 -3.481 ND -24,0 34,1 306,1 -25,1 7 Aquafort - CE 5.527 -6,8 772 533 13.357 6.179 1.372 1.069 69,1 14,0 41,4 216,2 8,6 8 Princomar - PA ( * ) 5.010 -25,7 -822 -822 14.348 8.719 -1.723 2.700 ND -16,4 34,9 164,6 -9,4 9 Makopesca - SC ( * ) 4.342 -4,1 21 -136 2.242 1.760 26 32 ND 0,5 193,7 127,4 -7,7 10 Maricultura - BA ( * ) 3.917 199,8 2.487 2.386 65.969 58.541 4.235 -1.857 95,9 63,5 5,9 112,7 4,1 3.520 79,5 1.658 1.370 13.316 7.052 1.862 -2.809 82,6 47,1 26,4 188,8 19,4 11 Foco - PE 12 Pescal - RS ( * ) 2.432 -49,7 -903 -1.137 16.684 -5.667 -391 -137 ND -37,1 14,6 ND ND 13 Bahia Pesca - BA 277 -99,9 158 158 25.506 -1.407 509 8.107 100,0 57,0 1,1 ND ND 14 CCPI - PA ( * ) 120 312,3 49 49 855 855 49 4 100,0 40,8 14,0 100,0 5,7 15 Torquato Pontes Pescados - RS 16 -99,9 0 0 8 4 1 1 82,5 2,6 186,2 224,5 8,9 – -100,0 – – 54.075 602 – 10.643 ND ND ND 8.981,7 ND 16 Pescados Amazônicos - MT ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 180.894 -20,9 -31.973 -20.160 539.007 187.642 -4.275 42.711 82,6 0,5 34,1 185,6 4,1 SUÍNOS 1 Globosuinos - PR ( * ) 95.794 112,8 999 378 50.247 22.548 203 15.046 37,8 1,0 190,7 222,8 1,7 12.612 -17,8 2.268 2.391 12.150 8.219 3.176 5.442 105,4 18,0 103,8 147,8 29,1 2 Folhados - MG ( * ) 3 Grinpisa - MG 3.250 38,9 36 36 4.498 2.011 305 491 100,0 1,1 72,3 223,7 1,8 4 Sendas Agropec - RJ – – 743 654 21.283 15.832 -662 -284 88,0 ND ND 134,4 4,1 5 Suiane - CE ( * ) – – -46 -46 9.018 7.982 48 97 ND ND ND 113,0 -0,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 111.656 38,9 4.000 3.413 97.195 56.592 3.069 20.792 94,0 1,1 103,8 147,8 1,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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COMÉRCIO

Expansão em 2011 foi moderada, mas não tanto quanto se prognosticava no final do ano passado

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O motor tinha combustível extra A cautela com a qual 2010 se iniciou não se justificou; quase todos os segmentos estão fechando um bom ano

N

Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (Abad), entidade que congrega 3.440 empresas. Na parte mais visível do varejo, o comércio de roupas e calçados e as lojas de departamentos, não se nota também nenhum temor de uma freada brusca. O primeiro segmento é mais confiante, por depender menos de clientes que precisam ser financiados do que o segundo, distribuidor de bens duráveis, mais caros. É claro que a recente alta do dólar, que favoreceu a inundação de mercadorias importadas nas lojas durante o período em que o real permaneceu valorizado, muda um pouco o panorama. Até o comércio exterior, para o qual convergiam as preocupações, pela óbvia dependência dos humores externos, está se saindo melhor que a encomenda. As exportações têm ultrapassado seguidamente previsões e expectativas. No começo do ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) estabelecera a meta de US$ 228 bilhões; em maio revisou-a para US$ 245 bilhões e em setembro subiu a conta outra vez, para US$ 257 bilhões. É um resultado e tanto, 27% superior ao do ano passado (US$ 201,9 bilhões), que foi um recorde histórico. O que se espera, com mais certeza agora, é um saldo comercial no ano de US$ 28 bilhões, o triplo do que o mercado

comércio

o final do ano passado, quando supunham um crescimento de dois dígitos para o varejo, hipótese confirmada pelos 10,9% efetivamente registrados, os diversos ramos do comércio esperavam um 2011 em expansão, mas em grau mais moderado. Acertaram só em parte. As estimativas para o crescimento dos negócios deste ano, se não são absolutamente otimistas, ao menos se fixam em porcentagens mais ambiciosas que os previstos 3,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O ramo das franquias é o mais entusiasmado, ao falar em 15%; os supermercados se fixam em 11%; as farmácias e perfumarias, em 10%. No movimentado e competitivo mercado automotivo, os distribuidores de carros e motos supõem que superarão os 5% – a meta de crescimento estabelecida pela ponta da cadeia, isto é, as montadoras –, assim como os vendedores de autopeças, que preveem 6%. Mesmo nos ramos onde não se precisam números, há confiança. Os atacadistas, por exemplo – responsáveis pela movimentação de 53% de tudo o que é consumido no País –, acreditam que a receita deste ano superará os R$ 151,2 bilhões do ano passado. A crença se baseia no fato de o segmento estar crescendo à taxa média mensal de 4,2% até setembro, de acordo com a Associação

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previa em janeiro, embora haja quem diga que esperar US$ 30 bilhões não é exagero.

COMÉRCIO agronegócios

CRÉDITO RETRAÍDO De volta ao plano interno, os fatos apoiam a despreocupação do comércio com o futuro imediato. Amostragem levantada pela consultoria Técnica com dez companhias abertas do varejo mostra que a receita líquida delas no primeiro semestre, somada, cresceu 62,5%, quando comparada ao primeiro semestre do ano passado. Avançando um mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmava que, em agosto, o volume de vendas do varejo em geral se mantinha em bom ritmo, crescendo 7,3% no ano, ou um pouco mais (8,4%) se considerados os segmentos de distribuidores de veículos e motos, partes e peças e as lojas de material de construção. Em geral, todos os segmentos acreditam que os motores que impulsionaram o consumo nos últimos três anos – aumento da renda, oferta de emprego, inclusão de 30 milhões de pessoas no mercado de consumo e democratização do crédito – ainda têm combustível o bastante para permitir mais avanços. Neste 2011, é natural o arrefecimento na ponta do consumo, pois aqueles fatores diminuíram o ímpeto, como se previa que aconteceria. A criação de empregos, por exemplo. A meta de abertura de 3 milhões de novas vagas neste ano foi abandonada em agosto pelo Ministério do Trabalho, que a reduziu para 2,7 milhões. Até aquele mês, o acumulado do ano, na casa de 1,8 milhão, estava 16,8% abaixo do número de novos admitidos no período janeiro/agosto de 2010. No capítulo emprego/renda, a boa notícia é que o governo decidiu dar uma mãozinha no processo, ao propor salário mínimo de R$ 619,21 – um aumento de 13,62% sobre os atuais R$ 545 – no projeto de lei orçamentária para 2012. Mandou aí uma mensagem, sujeita a duas interpretações: ou não está ainda com temor dos bafejos da crise internacional ou, se

está, quer usar – como ocorreu no tsunami de 2008/2009 – o mercado interno como anteparo. O outro grande animador do consumo, a oferta de crédito, também deve ficar retraído – outra pedra cantada em prognósticos feitos no ano passado – em relação a 2010. Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), a oferta, em geral, crescia a 13,1% no período janeiro-setembro; ficará em torno de 17% no ano, pela mais recente projeção do BC, feita no final de setembro. No caso específico das pessoas físicas – para as quais a expansão do crédito foi de 19,2% em 2010, ainda de acordo com o BC –, os dados do terceiro trimestre do Bradesco comprovam recuo, se tomado aquele parâmetro: a carteira aumentou 13,3% nos doze meses encerrados em setembro. (Para comparar, no mesmo período as grandes empresas tomaram 22% a mais de empréstimos e as micro, pequenas e médias, 25,8%.) No Itaú, ao contrário, a mesma carteira cresceu 21,2%, isto é, acima daqueles 19,2% de todo ano passado. A boa notícia é que a inadimplência se mantém estável. Em setembro, ante agosto, ficou em 5,3% no geral; para a pessoa física, em 6,8% no período; e para a jurídica, em 3,8%. No caso da pessoa física, a estabilidade é explicada, quando se vê que a taxa de desemprego – principal gerador do calote –, medida nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras, bateu em 6% em agosto, a marca mais baixa desde que começou a ser medido pelo IBGE, em 2002. Para 2012, no pior dos cenários, em que a crise continue para europeus e americanos, caberá ao governo brasileiro agir para manter em movimento a economia, de forma que o consumo interno seja o mocinho da fita, como foi na crise de 2008/2009. A queda da taxa de juros em agosto e a sinalização do BC de que voltará a ser mais rigoroso com controle da inflação somente em 2012 são os sinais da disposição de Brasília em agir naquela direção. Ou seja, o sinal ainda não está vermelho para os varejistas.

De acordo com o previsto, a oferta de crédito se retraiu, em comparação com o ano passado. A inadimplência permanece estável

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Expansão apoiada em bases sólidas Para este ano e o próximo, as empresas acreditam em expansão igual ou superior à da economia como um todo LUCIA REBOUÇAS

ATACADO

Atualmente, 53% de tudo o que é consumido no País passa pelo atacado, que tem crescido a uma taxa média de 4,2% ao mês neste ano, de acordo com informações da Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores (Abad), entidade que congrega 3.440 empresas. Nessa realidade e com projeção de fechar 2011 com faturamento superior ao do ano passado – R$ 151,2 bilhões, o equivalente a 4% do PIB nacional –, é natural que o setor esteja otimista. Para Olegário Araújo, diretor de atendimento ao varejo da Nielsen, líder global em pesquisa de mercado, informações e ferramentas de análise, tudo indica que o faturamento continuará se expandindo em 2011 e 2012. O que pode diminuir, diz ele, é o percentual de expansão. Já o presidente da Abad, Carlos Eduardo Severini, afirma que por enquanto está mantida a expectativa de que o crescimento do setor em 2011 e 2012 acompanhe ou mesmo supere o crescimento da economia como um todo. As previsões de crescimento do atacado têm por base uma série de variáveis que vem impulsionando o setor, como o aumento da renda, o nível de emprego e, principalmente, a inclusão no mercado de consumo de classes da base da pirâmide social, a C2 – segmento que abrange os antigos integrantes da classe D (renda média de R$ 618) –, D e E.

“As pesquisas mostram que a intenção de consumo permanece estável e que a expectativa para o fim de ano, em especial para o Natal, é de boas vendas.” Nem a redução do crédito, carta que não está fora do baralho da política econômica, tira do azul as previsões para o setor. “Pela própria natureza dos bens que comercializa, o setor depende da massa salarial, que segue crescendo, e não de crédito”, diz o presidente da Abad. De maneira geral, os alimentos são o carro-chefe do setor, contribuindo com 41% do resultado. Outros itens de peso são higiene pessoal (14%), limpeza doméstica (9,5%), bazar (9%) e bebidas (8%). Entre os fatores que impulsionam o atacado, Araújo inclui também as mudanças no perfil do consumidor trazidas pelo aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, o maior acesso à informação e a redução das famílias. A mulher que trabalha fora busca mais praticidade, como, por exemplo, comprar perto de casa. Quando faz isso, sua maior preocupação não é o preço, mas sim encontrar o que procura, conta ele. A redução do tamanho das famílias requer repaginação das embalagens, enquanto o maior acesso à informação aumenta a busca por produtos de marca, complementa. Entre os segmentos do mercado atacadista, o de atacado por autosserviço, também conhecido como “atacarejo”, é o que apre-

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ATACADO

senta a maior expansão, seguido pelo atacado distribuidor. De acordo com pesquisa da Nielsen, o consumidor gasta no atacado de autosserviço 3% de seu orçamento total; de cada cem domicílios urbanos, 27% compraram no atacado de autosserviço. Nesse segmento, é o consumidor quem vai à loja disponibilizada pelo atacadista. No distribuidor, é o vendedor do atacadista, composto por redes de armazéns, quem vai até o varejista para tirar o pedido. O perfil de consumo da nova classe média está diretamente ligado à expansão do atacado por autosserviço. Segundo Jefferson S. Fernandes, diretor de marketing do Atacadista Roldão, esses consumidores preferem o atacado de autosserviço porque lá conseguem comprar peças inteiras e dividi-las com um grupo de amigos, vizinhos, parentes, por exemplo, o que torna o custo do produto bem mais atrativo do que se comprassem sozinhos em menor quantidade nos supermercados.

ATUAÇÃO DE CONSULTOR

A expansão de estabelecimentos como restaurantes, hotéis, pizzarias, motéis, cantinas e “dogueiros” também tem alimentado o crescimento

Fernandes diz que o setor teve um crescimento exponencial e que os investimentos feitos por grandes grupos de hiper e supermercados contribuíram muito para o bom desempenho. Isso porque, de olho no comportamento desses consumidores, eles compraram redes atacadistas e abriram lojas por todo o País. Esse movimento promoveu, inclusive, uma subdivisão no segmento: os atacadistas independentes, como, por exemplo, Roldão, Makro e Tenda, e aqueles ligados a grupos supermercadistas como o Assaí com o Pão de Açúcar, o Atacadão com o Carrefour e o Maxxi com o WalMart. Um outro personagem cuja participação tem aumentado no mercado de consumo, o chamado transformador, que abarca estabelecimentos comerciais que vão de restaurantes, hotéis e pizzarias a motéis, cantinas e “dogueiros”, também tem alimentado a expansão do atacado de autosserviço. De acordo com Fernandes, esse público é um dos principais

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focos de atuação do Roldão. Neste ano, o atacadista, que atualmente atua com 13 lojas na Grande São Paulo, Baixada Santista e Jundiaí, pretende abrir mais duas e em 2012 mais quatro. O Roldão, que comemorou 11 anos de existência em setembro deste ano, oferece mais de dez mil itens, que incluem produtos de mercearia, bebidas, higiene e limpeza e perfumaria. No segmento de atacado distribuidor, o crescimento está sendo puxado pela necessidade de aumentar e de fazer revisões mais frequentes no portfólio de produtos, afirma o diretor da Nielsen. “O novo perfil do consumidor exige mudanças na atuação do distribuidor, particularmente no atendimento ao varejo de médio e pequeno porte. O grande desafio desse atacadista é atuar como um consultor do varejista.” Araújo afirma ainda que grandes redes do atacado distribuidor já começam a atuar de forma a desenvolver bandeiras para o varejo independente. Nesse segmento, o polo instalado no Triângulo Mineiro, que tem como cidades principais Uberaba e Uberlândia, sempre se destacou pela localização, que facilita o transporte pelo Brasil. Neste ano, entre os atacadistas da região, o Martins foi eleito mais uma vez pela Abad/ Nielsen como destaque nacional. Em julho deste ano, o atacadista iniciou suas operações de distribuição da nova filial em Ipatinga (MG). Segundo informações da empresa, o Martins oferece soluções completas aos seus mais de 260 mil clientes ativos. Outros importantes representantes do polo mineiro são os grupos Peixoto e União. O Peixoto atende mais de 90 mil clientes varejistas e oferece mais de 3.500 itens, das principais marcas do mercado, além da marca exclusiva de produtos Valor, que atende às necessidades básicas do varejo de pequeno e médio porte. Já o grupo União trabalha com uma unidade distribuidora em Uberlândia e 13 filiais operacionais em 13 estados brasileiros e tem faturamento em torno de R$ 300 milhões.


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ALIMENTOS, BEBIDAS E CEREAIS 1 Makro Atacadista - SP 5.253.670 16,6 -11.121 38.085 1.641.741 504.672 66.625 -27.144 ND -0,2 320,0 325,3 7,6 2 Martins Distribuição - MG 2.924.119 1,3 -19.029 -24.062 782.739 167.710 -22.740 -70.524 ND -0,7 373,6 466,7 -14,4 3 Super Muffato - PR ( * ) 1.712.323 23,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 4 Arcom - MG 1.179.317 7,2 120.285 93.093 632.181 333.372 103.487 255.399 77,4 10,2 186,6 189,6 27,9 5 Tangará - ES 815.885 22,1 65.783 143.012 543.637 268.549 92.723 435.966 217,4 8,1 150,1 202,4 53,3 6 Giassi & Cia - SC ( * ) 660.411 19,3 – – – – – – ND ND ND ND ND 7 Aliança - MG ( * ) 598.715 32,2 3.024 1.625 130.154 5.236 -20.074 1.733 53,7 0,5 460,0 2.486,0 31,0 8 Zamboni - RJ ( * ) 533.384 13,3 5.479 5.390 117.214 35.985 -23.076 50.130 98,4 1,0 455,1 325,7 15,0 9 Esteve - ES ( * ) 500.611 1,8 7.354 14.766 322.949 84.170 -36.917 228.838 200,8 1,5 155,0 383,7 17,5 10 Adição - MG ( * ) 373.151 22,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 11 Cerealista Maranhão - SP ( * ) 344.170 371,6 949 532 114.694 30.141 10.748 24.031 56,1 0,3 300,1 380,5 1,8 12 Supermercado Carone - RJ ( * ) 300.357 16,4 16.141 10.657 81.904 31.972 12.329 16.935 66,0 5,4 366,7 256,2 33,3 13 BCR - MG 294.609 34,3 23.363 20.510 160.745 108.543 21.832 81.294 87,8 7,9 183,3 148,1 18,9 14 Alimentos Fartura - CE 256.755 19,5 9.470 6.154 100.355 54.052 12.125 31.619 65,0 3,7 255,9 185,7 11,4 15 Dafruta - PE 254.373 27,5 -39.732 -38.679 182.426 27.644 -19.143 72.560 ND -15,6 139,4 659,9 -139,9 16 Super Bom - RJ ( * ) 218.724 11,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 206.799 -3,1 8.383 6.043 89.403 41.829 8.552 51.024 72,1 4,1 231,3 213,7 14,5 17 Nicchio Sobrinho - ES 18 Luiz Tonin - MG ( * ) 203.713 36,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 19 COBEB - MG 172.226 15,5 3.577 3.236 24.034 17.449 5.261 9.130 90,5 2,1 716,6 137,7 18,6 20 Cofesa - SP ( * ) 165.292 10,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 21 ABV - MS ( * ) 144.438 26,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 22 Frohlich - RS 141.688 31,7 2.045 1.537 36.462 16.291 5.484 9.233 75,2 1,4 388,6 223,8 9,4 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

Feira Internacional de Artesanatos & Decoração

Seg. a Sexta das 14h00 às 21h00 | Sábado e Dom. das 12h00 às 21h00

São Bernardo do Campo - SP

Avenida Lucas Nogueira Garcez, 756 - Centro - SBC Realização:

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11 5571-6668 | 3459-7758

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atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ALIMENTOS, BEBIDAS E CEREAIS (CONTINUAÇÃO) 23 Rmix - BA ( * ) 127.813 6,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 24 Dorival Ribeiro - PR ( * ) 110.101 2,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 25 J Martins Supermercados - PR ( * ) 102.808 13,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 26 Itaueira - CE 76.383 – 6.509 6.025 37.550 3.052 9.791 12.084 92,6 8,5 203,4 1.230,3 197,4 27 Cerealista Oliveira - RS ( * ) 73.011 – – – – – – – ND ND ND ND ND 28 SMC - MG 69.578 – 2.661 1.774 29.746 12.039 -676 17.291 66,7 3,8 233,9 247,1 14,7 29 Sementes - PR 65.769 -6,6 327 665 57.695 24.051 2.271 20.400 203,2 0,5 114,0 239,9 2,8 30 Cia Auxiliar - SP ( ** ) 63.762 5,2 6.742 4.559 132.607 78.402 11.026 -2.429 67,6 10,6 48,1 169,1 5,8 31 Da Barra - SP ( ** ) 61.225 -4,2 508 -77 34.280 12.336 -653 27.513 ND 0,8 178,6 277,9 -0,6 32 Supermercado Novo Regina - RJ ( * ) 60.000 – – – – – – – ND ND ND ND ND 33 Centermastersul - RS ( * ) 55.706 – – – – – – – ND ND ND ND ND 34 Uggeri - RS 42.034 – 554 554 42.886 19.924 1.062 17.815 100,0 1,3 98,0 215,3 2,8 35 Bourbon - MG 40.238 8,6 2.482 1.770 40.696 8.780 3.421 32.711 71,3 6,2 98,9 463,5 20,2 36 Crestani - MT ( * ) 39.845 12,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 37 Varandas - SP ( * ) 34.000 11,9 – – – – – – ND ND ND ND ND 38 Mc Kinlay - ES ( * ) 32.592 -7,8 953 908 28.000 15.499 -363 16.912 95,3 2,9 116,4 180,7 5,9 31.691 19,6 -6.532 -6.383 58.841 3.046 -5.677 50.040 ND -20,6 53,9 1.931,5 -209,5 39 Girotrade - SP ( * ) 40 Portugual Auto Serviços - PA ( * ) 28.459 – – – – – – – ND ND ND ND ND 41 Mercocamp - ES ( * ) 9.378 -3,4 1.748 1.178 34.398 1.633 -7.359 7.628 67,4 18,6 27,3 2.106,4 72,1 42 Chua Distribuidora - MG ( * ) 8.908 – 1.694 1.391 8.484 5.575 1.580 2.294 82,1 19,0 105,0 152,2 25,0 43 Supermercado Pag Poko - SP ( * ) 7.588 12,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 44 Unisoja - MT ( * ) 6.979 80,7 1.834 1.380 15.770 4.685 2.643 895 75,2 26,3 44,3 336,6 29,5 45 KWK S/A - SP 4.534 218,1 -210 -210 3.099 2.028 -275 – ND -4,6 146,3 152,8 -10,4 46 KSGS - SC ( * ) 3.600 – – – – – – – ND ND ND ND ND 47 Grupo Vix - ES 1.068 -58,8 240 137 2.011 1.047 24 -125 56,9 22,5 53,1 192,0 13,1 49 Morena Distribuidora - SP 948 – 132 105 1.976 -3.558 132 1.602 79,6 13,9 48,0 ND ND 50 Unidasul - RS 780 -99,9 3 2 248 41 24 26 58,8 0,4 314,1 608,9 5,0 51 Nunes Empreendimentos - PE ( * ) 87 15,1 31 2.685 7.023 7.021 32 -3 8.584,1 36,1 1,2 100,0 38,2 52 Peixes Tocantins - TO ( * ) – – – – 16.728 4.012 13 -26 ND ND ND 417,0 ND 53 Escol Agrícola - SP – – -112 -112 10.645 6.867 -100 833 ND ND ND 155,0 -1,6 54 Jipe Agropecuária - RJ ( * ) – – 0 0 3.482 3.482 0 – ND ND ND 100,0 0,0 55 Coml Nazaré - ES ( * ) – – -1.325 -1.325 2.563 -4.570 -878 – ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (55) 18.414.568 13,3 214.417 297.131 5.529.815 1.933.426 233.466 1.376.027 77,4 3,7 178,6 239,9 13,8 CENTRAIS DE ABASTECIMENTO 1 Ceagesp - SP 76.079 – 19 -762 277.169 158.413 4.445 -28.037 ND 0,0 27,5 175,0 2 Ceasa Campinas - SP 42.479 2,6 -3.651 -2.364 167.956 107.693 1.475 -570 ND -8,6 25,3 156,0 3 Ceasa PE - PE 33.272 – -4.830 1.897 22.947 13.047 -5.217 -551 ND -14,5 145,0 175,9 4 Ceasaminas - MG 28.172 26,1 6.615 4.636 35.564 26.418 6.372 708 70,1 23,5 79,2 134,6 5 Ceasa PR - PR 10.859 8,3 -2.770 -2.770 181.244 116.669 -123 812 ND -25,5 6,0 155,4 6 Ceasa ES - ES 10.164 101,9 106 106 6.602 300 -10 -944 99,8 1,1 154,0 2.203,3 7 Ceasa RS - RS 7.349 14,8 314 217 9.010 4.191 776 344 69,1 4,3 81,6 215,0 8 Ceasa CE - CE ( * ) 6.312 – 211 162 5.047 4.045 249 779 76,8 3,4 125,1 124,8 9 Ceasa GO - GO 3.787 -2,3 -439 -439 15.920 12.733 -480 483 ND -11,6 23,8 125,0 2.263 18,1 -13.809 -657 6.763 5.096 -13.389 22 ND -610,3 33,5 132,7 10 Empasa - PB 11 Ceasa RN - RN 2.235 -19,5 -1.048 -1.048 8.277 807 -441 -980 ND -46,9 27,0 1.025,6 12 Ceasa SC - SC 1.853 – -533 -523 6.912 6.363 -300 427 ND -28,8 26,8 108,6 13 Ceasa PA - PA 632 -1,8 -3.975 17 890 317 -3.971 719 ND -628,5 71,1 280,3 14 Adcointer - RS 536 21,9 33 -10 1.724 1.625 30 153 ND 6,2 31,1 106,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 225.992 11,5 -23.757 -1.539 746.026 457.717 -10.583 -26.634 73,4 -10,1 32,3 155,7 DISTRIBUIDORES DE AÇO 1 Benafer - RJ 329.232 9,3 -14.816 -14.816 474.307 63.474 23.291 330.019 ND -4,5 69,4 747,3 2 Fercoi - SP 124.734 11,0 6.108 3.776 65.366 29.776 6.445 41.889 61,8 4,9 190,8 219,5 3 Sampaio Ferro e Aço - RS 120.136 54,0 5.162 5.230 85.164 24.948 7.271 35.327 101,3 4,3 141,1 341,4 4 Frefer - SP ( * ) 103.193 -74,5 -1.433 -801 38.559 10.757 -3.530 14.090 ND -1,4 267,6 358,5 5 Dova - RJ 18.987 -62,9 38 11.936 31.651 25.733 152 2.990 31.410,5 0,2 60,0 123,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 696.283 9,3 -4.941 5.325 695.047 154.688 33.629 424.315 101,3 0,2 141,1 341,4 DISTRIBUIDORES DE JORNAIS E REVISTAS 1 Treelog - SP 1.125.979 – -9.391 15.374 283.264 11.873 1.448 176.992 ND -0,8 397,5 2.385,8 2 Dinap - SP 503.309 1,7 394 176 97.162 3.447 1.222 91.037 44,7 0,1 518,0 2.818,7

-0,5 -2,2 14,5 17,6 -2,4 35,5 5,2 4,0 -3,5 -12,9 -129,9 -8,2 5,3 -0,6 -0,6 -23,3 12,7 21,0 -7,5 46,4 12,7 129,5 5,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DISTRIBUIDORES DE JORNAIS E REVISTAS (CONTINUAÇÃO) 3 FC Comercial - SP 448.649 26,5 4.211 3.249 77.325 5.861 4.070 70.120 77,1 0,9 580,2 1.319,3 55,4 4 Curitiba Papéis - PR 185.376 21,5 4.886 4.550 132.947 72.186 8.355 23.891 93,1 2,6 139,4 184,2 6,3 5 Disal Livros - SP 71.460 20,6 2.129 2.144 29.736 15.855 3.488 13.256 100,7 3,0 240,3 187,6 13,5 6 Catavento - SP 42.075 4,8 1.219 814 16.322 2.368 1.245 3.483 66,8 2,9 257,8 689,2 34,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 2.376.847 20,6 3.448 26.306 636.756 111.590 19.829 378.780 77,1 1,8 327,6 1.004,3 23,9 DIVERSOS 1 Ferreira - ES ( * ) 3.027.894 84.774,6 504.138 362.248 6.210.110 5.276.505 429.609 2.755.344 71,9 16,7 48,8 117,7 6,9 2 Noble - SP 1.901.087 58,0 107.866 56.346 3.237.189 479.154 170.160 556.128 52,2 5,7 58,7 675,6 11,8 3 Barcelona - SP ( * ) 1.743.135 41,8 47.584 33.255 665.681 126.786 69.202 28.639 69,9 2,7 261,9 525,0 26,2 4 Multigrain - SP ( * ) 1.633.206 48,4 88.174 62.685 903.527 32.388 61.787 664.409 71,1 5,4 180,8 2.789,7 193,5 5 Extrabom Supermercado - ES ( * ) 434.005 10,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 6 Siemens Healthcare - SP 281.677 – 7.796 5.891 401.451 278.824 62.513 92.887 75,6 2,8 70,2 144,0 2,1 7 Savixx - ES 258.919 177,4 3.602 2.541 46.285 5.285 -1.004 18.463 70,6 1,4 559,4 875,8 48,1 8 Unilider - ES ( * ) 249.969 53,0 6.297 4.205 58.511 21.546 11.101 28.089 66,8 2,5 427,2 271,6 19,5 9 Plasinco - ES 198.320 188,8 5.279 4.789 111.699 10.989 22.515 29.307 90,7 2,7 177,6 1.016,4 43,6 10 Codime - SC 191.005 – 1.865 1.258 52.360 2.818 -12.484 20.640 67,5 1,0 364,8 1.858,1 44,7 12 Salinor - RJ 185.581 17,2 38.172 25.309 91.539 67.563 36.531 8.096 66,3 20,6 202,7 135,5 37,5 13 Inspection - ES 165.156 16,1 2.205 2.055 76.024 17.643 2.590 64.020 93,2 1,3 217,2 430,9 11,7 14 Peixoto-Atacado Dist. - MG 124.939 – -2.320 -2.320 156.062 97.748 -15.979 26.870 ND -1,9 80,1 159,7 -2,4 15 Blausiegel - SP ( * ) 106.488 27,1 2.676 1.302 84.457 19.270 6.487 29.073 48,7 2,5 126,1 438,3 6,8 16 Optotal - RJ ( * ) 68.774 32,0 15.187 10.377 45.590 35.510 16.925 14.179 68,3 22,1 150,9 128,4 29,2 17 Vila Porto - ES ( * ) 61.686 -31,4 2.758 2.274 74.052 6.511 -6.026 -21.514 82,5 4,5 83,3 1.137,3 34,9 18 Eurostar do Brasil - PR 55.442 77,9 7.650 5.087 71.766 23.139 9.524 14.899 66,5 13,8 77,3 310,2 22,0 19 Komport - SC ( * ) 46.826 144,2 -1.398 1.641 36.524 4.141 -1.904 -5.499 ND -3,0 128,2 882,0 39,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (continuação) 20 Cya Rubber - RS 44.540 21,8 1.718 1.311 16.796 8.089 994 10.996 76,3 3,9 265,2 207,6 16,2 21 F Souto - RN 42.266 0,0 4.340 4.143 71.472 30.669 9.886 – 95,5 10,3 59,1 233,0 13,5 22 Jorge Batista & Cia - PI ( * ) 35.912 45,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 23 Premium - SC ( * ) 35.761 -67,9 -5.435 2.147 46.436 13.931 -3.417 22.568 ND -15,2 77,0 333,3 15,4 24 Griensu - SP ( * ) 35.382 8,5 7.893 5.175 30.147 4.554 8.257 3.534 65,6 22,3 117,4 661,9 113,6 25 CDGN - RJ 32.158 18,7 6.892 6.072 63.983 11.382 13.443 -6.428 88,1 21,4 50,3 562,1 53,4 26 Armazem Brasil - AP ( * ) 32.153 10,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 27 HVR - SC ( * ) 30.237 280,8 -1.887 -1.362 31.228 8.617 -2.454 3.210 ND -6,2 96,8 362,4 -15,8 28 Wilvale - SP 29.103 18,3 2.275 304 25.310 14.815 1.250 12.114 13,4 7,8 115,0 170,9 2,1 29 Supermercado ideal - RS ( * ) 28.716 – – – – – – – ND ND ND ND ND 30 Seves Glassblock - RJ ( * ) 27.552 227,3 1.382 887 13.814 -4.891 -2.087 3.384 64,2 5,0 199,5 ND ND 31 Unilider - RJ ( * ) 26.806 – 600 412 6.757 462 660 -947 68,7 2,2 396,7 1.462,4 89,2 32 Mezzalira - SC ( * ) 23.560 13,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 34 Bextro - RJ ( * ) 23.287 8,9 1.093 536 12.161 1.679 1.212 10.330 49,1 4,7 191,5 724,4 31,9 35 Enivix - ES 20.572 -26,5 537 377 7.348 482 1.423 -1.435 70,2 2,6 280,0 1.524,5 78,2 36 Sulpar - PR 18.846 16,0 422 3.095 51.124 38.245 3 10.811 733,8 2,2 36,9 133,7 8,1 37 Rede âncora - SP 18.579 40,3 -1.009 -1.313 3.905 249 -762 1.062 ND -5,4 475,8 1.566,2 -526,6 38 Serglobal - RJ ( * ) 17.832 – -3.651 6.116 70.537 17.416 -2.037 -2.809 ND -20,5 25,3 405,0 35,1 39 BR Supply - RS ( * ) 16.357 – -2.824 -2.824 17.091 10.126 -2.282 3.361 ND -17,3 95,7 168,8 -27,9 40 Fassim - ES 15.052 – -712 503 19.889 2.916 -300 3.431 ND -4,7 75,7 682,0 17,3 14.720 -11,1 715 174 15.673 2.243 1.906 8.073 24,4 4,9 93,9 698,9 7,8 41 Straf - ES ( * ) 42 Madison Garden - PR ( * ) 13.184 -20,6 147 120 11.173 1.662 701 -1.597 81,5 1,1 118,0 672,3 7,2 43 SG Tecnologia - SP ( * ) 12.621 -17,5 277 216 12.351 8.653 622 8.905 78,1 2,2 102,2 142,7 2,5 44 Veranense - RS ( * ) 11.906 9,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 45 Regional de Alimentos - SP ( * ) 8.724 51,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 7.275 43,6 192 320 3.900 1.400 192 834 166,7 2,6 186,5 278,6 22,9 46 Biomin - MG 47 Neoortho - PR ( * ) 5.025 – -678 -827 8.692 7.935 -29 2.216 ND -13,5 57,8 109,5 -10,4 48 Haegler - RJ 4.192 -39,5 -968 -715 1.653 1.045 -1.062 116 ND -23,1 253,6 158,2 -68,4 49 Guepard - SC 3.992 61,8 509 407 3.259 1.799 657 2.622 80,0 12,8 122,5 181,2 22,6 51 Santos Trading - SP 2.859 53,6 317 218 1.992 1.296 356 124 68,7 11,1 143,5 153,7 16,8 2.335 351,6 149 121 30.869 1.205 -241 2.619 80,9 6,4 7,6 2.561,4 10,0 54 Capuaba - ES ( * ) 55 RB Capital - SP 1.700 – 1.925 1.625 626 133 1.232 49 84,4 113,2 271,6 470,7 1.221,8 56 Lumiral - MT ( * ) 1.351 16,0 113 80 1.143 367 224 269 71,4 8,3 118,2 311,4 21,9 57 Bonded - ES ( * ) 1.251 26,5 -243 -243 3.323 2.206 -143 -131 ND -19,4 37,7 150,6 -11,0 58 ADS - AM 1.032 221,4 3.469 3.469 3.294 2.251 -30.882 40 100,0 336,1 31,3 146,3 154,1 550 -31,0 7.292 33.554 784.128 733.160 6.928 1.217 460,1 1.326,0 0,1 107,0 4,6 59 H Carlos Schneider - SC 60 Cobracel - SP ( * ) 432 -43,9 -19 592 7.607 6.368 -46 390 ND -4,4 5,7 119,5 9,3 61 Porto delivery - ES ( * ) 118 -95,6 291 245 2.287 1.246 -569 -625 84,2 246,6 5,2 183,6 19,7 62 Ramata - TO 31 -99,7 -15.624 -17.423 113.973 45.664 -6.013 1.054 ND -50.400,0 0,0 249,6 -38,2 63 Cotia - ES – – -4.022 37.913 166.113 135.579 -1.636 1.264 ND ND ND 122,5 28,0 64 VAle do Curaçá - BA ( * ) – – – – 29.189 28.949 – -145 ND ND ND 100,8 ND 65 CSP Companhia Siderúrgica - GO ( * ) – – -230 -230 9.253 9.236 -240 -17 ND ND ND 100,2 -2,5 66 Congonhas Mineiros - MG ( * ) – – 542 382 5.934 5.900 -5 15 70,5 ND ND 100,6 6,5 67 CBE - SP ( * ) – – -2.330 -2.329 2.858 2.348 -2.330 -228 ND ND ND 121,7 -99,2 68 Colo - SP – -100,0 -38 -38 2.132 2.067 -9 -65 ND ND ND 103,2 -1,9 69 Ezfood - SP – – -124 -127 1.931 1.838 -268 – ND ND ND 105,1 -6,9 70 Crateus Algodoeira - CE – – -187 -187 1.647 -1.823 -179 -36 ND ND ND ND ND 71 Tambrands - SP ( * ) – – -366 -509 358 -5.871 -1.558 -77 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (71) 11.600.102 16,7 871.739 685.401 14.127.662 7.709.365 876.843 4.483.215 71,4 2,8 116,2 241,3 15,4 ELETRODOMÉSTICOS 1 Allied Advanced - SP 692.771 63,9 39.647 26.206 335.019 22.953 56.041 150.756 66,1 5,7 206,8 1.459,6 114,2 2 Wise Photo - SP ( * ) 50.397 – 1.424 964 21.317 8.958 2.725 9.767 67,7 2,8 236,4 238,0 10,8 3 Colmagi - RS 2.580 30,7 1.944 1.615 22.123 20.612 1.966 -910 83,1 75,4 11,7 107,3 7,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 745.748 47,3 43.015 28.785 378.459 52.523 60.731 159.613 67,7 5,7 206,8 238,0 10,8 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 1 Officer - SP 852.927 24,3 12.639 10.077 285.683 59.083 26.919 83.730 79,7 1,5 298,6 483,5 17,1 2 Ricoh Brasil - RJ 59.603 17,6 1.944 1.506 43.293 5.735 2.059 8.776 77,5 3,3 137,7 754,9 26,3 3 Cas - SP 20.841 32,1 6.721 5.099 16.682 7.633 6.634 6.599 75,9 32,3 124,9 218,6 66,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

92 | MELHORES DOS MAIORES 2011


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS DE PAPEL (continuação) 6 Bandeirantes Com - SP 4.775 9,1 3.539 -588 19.405 16.826 3.562 -2.079 ND 74,1 24,6 115,3 -3,5 7 Mercosul Aliança - PE 570 – 435 435 2.411 2.401 437 3 100,0 76,3 23,7 100,5 18,1 8 Arouca - PE 323 3,9 239 239 1.999 1.988 220 -9 100,0 73,9 16,1 100,6 12,0 9 Guassahy - SP – – 504 470 18.695 12.533 -294 3.580 93,3 ND ND 149,2 3,8 10 Grupo Orsa - SP – -100,0 -5 -5 1.995 1.995 -5 – ND ND ND 100,0 -0,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 209.351 9,1 26.157 24.631 290.058 141.406 20.221 33.414 100,0 19,2 46,2 141,5 12,7 PRODUTOS FARMACÊUTICOS, DE HIGIENE E LIMPEZA 1 Profarma - RJ 2.625.471 4,6 38.091 34.382 1.076.814 518.887 72.760 568.631 90,3 1,5 243,8 207,5 6,6 2 Drogarias Pacheco - RJ 1.750.992 16,9 86.823 57.065 572.741 281.274 90.540 191.861 65,7 5,0 305,7 203,6 20,3 3 Cálamo - PR 1.103.961 29,7 320.377 277.136 303.814 227.481 319.368 55.319 86,5 29,0 363,4 133,6 121,8 4 Mantecorp - RJ ( * ) 725.171 5,8 43.269 26.397 235.332 29.970 51.945 15.687 61,0 6,0 308,2 785,2 88,1 540.670 30,1 35.453 25.688 147.129 39.875 45.736 54.587 72,5 6,6 367,5 369,0 64,4 5 Imifarma - PA ( * ) 6 Sudestefarma - ES 108.879 -59,5 738 738 34.092 28.987 15.666 6.344 100,0 0,7 319,4 117,6 2,6 7 Nacional Álcool - SP ( * ) 86.632 40,1 3.495 2.883 107.124 58.255 12.455 18.918 82,5 4,0 80,9 183,9 5,0 8 Vistatek - SP 52.626 59,4 10.919 9.427 37.447 19.102 11.446 17.853 86,3 20,8 140,5 196,0 49,4 9 Poupafarma - PE 22.528 – -12.746 -12.746 40.952 1.848 -8.350 -375 ND -56,6 55,0 2.216,0 -689,7 10 Justesa Imagem - RJ 14.684 -3,9 3.058 2.042 7.464 3.386 3.336 1.547 66,8 20,8 196,7 220,5 60,3 11 Lab Libra do Brasil - RS 3.392 -24,7 -140 -140 10.863 1.183 -496 -4.586 ND -4,1 31,2 918,0 -11,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 7.035.006 11,4 529.337 422.872 2.573.772 1.210.248 614.405 925.785 82,5 5,0 243,8 207,5 20,3 PRODUTOS METALÚRGICOS 1 Gerdau Aços - RS 3.265.640 25,5 5.453 871 1.152.756 1.020.355 1.886 867.487 16,0 0,2 283,3 113,0 0,1 2 Prefer Metal Plus - SP 325.391 – 12.399 11.405 187.784 23.429 10.890 156.561 92,0 3,8 173,3 801,5 48,7 3 Tramontina Sudeste - SP 223.251 40,5 1.882 1.499 118.521 59.798 4.540 37.731 79,7 0,8 188,4 198,2 2,5 4 Cedisa - ES 120.628 41,0 14.834 9.618 76.246 57.664 13.446 46.152 64,8 12,3 158,2 132,2 16,7 103.033 362,0 3.601 2.819 40.414 10.537 -7.265 -4.742 78,3 3,5 254,9 383,5 26,8 5 Intermesa - RJ 6 Tramontina BA - BA 73.520 119,6 6.709 4.500 39.722 18.109 6.822 15.677 67,1 9,1 185,1 219,4 24,9 65.268 8,1 -2.260 -2.246 33.632 2.116 2.054 17.815 ND -3,5 194,1 1.589,1 -106,1 7 Sonaex - PR 8 Tramontina Sul - RS ( * ) 62.098 -0,6 -200 -200 38.308 22.603 -353 19.283 ND -0,3 162,1 169,5 -0,9 53.596 11,6 3.754 2.518 28.465 15.510 3.808 9.502 67,1 7,0 188,3 183,5 16,2 9 Tramontina Norte - PA 10 Tramontina Planalto - GO 36.118 26,0 1.393 957 18.505 12.462 -1.225 8.305 68,7 3,9 195,2 148,5 7,7 11 Tubomac - RS 35.368 19,0 2.196 1.480 17.455 13.296 2.395 7.355 67,4 6,2 202,6 131,3 11,1 12 Niágara Coml - SP 33.449 20,1 3.067 2.012 15.184 9.384 3.095 8.932 65,6 9,2 220,3 161,8 21,4 13 Dismafe - MT 26.019 17,9 219 174 40.743 27.663 1.822 13.903 79,5 0,8 63,9 147,3 0,6 14 Tramontina Recife - PE 7.619 -80,3 -3.593 -3.523 10.281 9.639 -4.306 7.652 ND -47,2 74,1 106,7 -36,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 4.430.998 20,1 49.455 31.887 1.818.016 1.302.566 37.610 1.211.614 67,4 3,7 188,3 165,6 9,4 PRODUTOS QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS 1 Quantiq - SP 528.291 8,6 17.074 13.885 215.521 102.748 22.033 96.227 81,3 3,2 245,1 209,8 13,5 2 Unipar Comercial - SP ( * ) 263.010 -6,6 12.108 8.448 65.574 27.287 18.492 44.493 69,8 4,6 401,1 240,3 31,0 141.100 50,8 -2.165 3.702 69.365 49.057 -358 13.453 ND -1,5 203,4 141,4 7,6 3 SCS Químicos - RJ 4 Buschle & Lepper - SC 135.863 5,3 10.128 7.183 140.356 102.073 10.946 22.161 70,9 7,5 96,8 137,5 7,0 5 Maringá/Química - SP 80.444 9,9 9.423 10.467 97.865 90.654 8.513 12.870 111,1 11,7 82,2 108,0 11,6 6 Dinaco Importação - RJ 27.871 2,3 1.139 858 21.829 15.987 1.240 8.237 75,3 4,1 127,7 136,5 5,4 7 Plaxbond - PR 17.981 33,5 -1.433 -1.433 6.901 -653 -1.220 -57 ND -8,0 260,6 ND ND 8 Eskisa - SP 6.481 -2,1 218 -67 4.348 3.704 163 2.120 ND 3,4 149,1 117,4 -1,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (8) 1.201.041 6,9 46.493 43.043 621.758 390.856 59.809 199.505 75,3 3,7 176,2 137,5 7,6 PRODUTOS TÊXTEIS E DE COURO 1 Eurotêxtil - ES 114.166 41,8 12.060 7.977 64.939 22.762 14.875 51.519 66,2 10,6 175,8 285,3 35,1 2 Niazi Chohfi - SP 69.271 13,9 524 368 167.954 -11.250 3.357 41.919 70,2 0,8 41,2 ND ND 3 Coml Lupo - SP 56.975 258,4 5.266 65.300 297.636 280.629 5.736 4.823 1.240,0 9,2 19,1 106,1 23,3 4 ARMAZÉNS NORdeSTE - PE 31.371 -6,1 -4.758 -2.934 30.367 2.146 -840 -2.280 ND -15,2 103,3 1.415,1 -136,7 5 GZT - RS 23.744 6,8 6.430 4.139 36.351 30.988 6.861 23.267 64,4 27,1 65,3 117,3 13,4 6 World Commerce - RS ( * ) 15.647 23,8 -769 721 8.105 1.811 -318 4.501 ND -4,9 193,1 447,5 39,8 7 Resima - SC ( * ) 6.006 -21,7 -709 -695 9.117 3.986 -151 4.919 ND -11,8 65,9 228,7 -17,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 317.181 13,9 18.042 74.875 614.470 331.073 29.521 128.668 68,2 0,8 65,9 257,0 18,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

94 | MELHORES DOS MAIORES 2011


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES (continuação) 4 Itautec.com - SP 9.859 -75,8 -2.267 -1.549 29.543 12.659 -2.812 10.121 ND -23,0 33,4 233,4 -12,2 5 Itautec Tecnologia - SP 9.236 -61,7 1.722 1.036 32.828 30.111 -1.897 11.259 60,2 18,6 28,1 109,0 3,4 6 TGD Teleglobal - SP ( * ) 7.402 120,4 -55 -55 14.265 11.494 169 1.232 ND -0,7 51,9 124,1 -0,5 7 Intersmart - GO 421 – 23 16 203 33 16 65 66,8 5,6 207,5 619,6 47,8 8 Itautec Parts e Comércio - SP – – -25 -20 9.885 9.884 -197 -1 ND ND ND 100,0 -0,2 9 Unotel - MG – – -1.924 364 5.993 1.794 -1.754 1 ND ND ND 334,1 20,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 960.288 20,9 18.779 16.475 438.375 138.425 29.136 121.782 75,9 3,3 124,9 233,4 17,1 MADEIRA E MATERIAL ELÉTRICO E DE CONSTRUÇÃO 1 T Loureiro - AM ( * ) 366.999 – -16.215 -162.225 7.499.449 7.481.771 80.960 1.052.394 ND -4,4 4,9 100,2 -2,2 2 RBI Enterprises - PR ( * ) 55.839 -18,0 4.961 2.996 86.776 4.844 697 2.920 60,4 8,9 64,4 1.791,5 61,9 3 Brasilmad Exportadora - PR 41.930 27,0 1.223 909 14.494 9.013 1.924 7.875 74,3 2,9 289,3 160,8 10,1 4 Agrimex - PE ( * ) 15.922 24,1 -2.558 -2.558 631.348 270.086 -1.266 36.715 ND -16,1 2,5 233,8 -1,0 5 Alper - ES 13.583 496,6 2.324 1.707 11.870 2.213 3.127 8.917 73,5 17,1 114,4 536,4 77,1 11.389 373,0 451 476 6.761 3.850 704 1.720 105,6 4,0 168,5 175,6 12,4 6 Royal do Brasil - RS 7 Technex Tec Educacional - SP ( * ) 3.852 – 2.339 2.338 4.114 2.799 2.012 -541 99,9 60,7 93,6 147,0 83,5 2.271 7,3 189 110 2.749 2.635 392 109 58,3 8,3 82,6 104,3 4,2 8 Varaschin - PR 9 Seacrown do Brasil - SP – – -875 -875 16.788 5.032 -886 50 ND ND ND 333,7 -17,4 511.785 25,5 -8.161 -157.122 8.274.349 7.782.241 87.665 1.110.160 73,9 6,2 88,1 175,6 10,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) MÁQUINAS E FERRAMENTAS 1 Marcosa - CE 564.184 23,5 19.199 13.033 225.916 42.636 42.350 5.848 67,9 3,4 249,7 529,9 30,6 2 AA Frigelar SA - RS 470.237 60,3 36.461 29.013 261.844 70.554 44.873 91.840 79,6 7,8 179,6 371,1 41,1 273.809 16,1 32.254 24.231 243.517 178.442 77.303 44.633 75,1 11,8 112,4 136,5 13,6 3 Simpress - SP 4 Nortel - SP 242.628 50,7 10.533 7.318 99.061 31.425 15.141 43.818 69,5 4,3 244,9 315,2 23,3 5 RDG Aços - ES 235.419 17,6 8.622 98.109 238.612 229.878 8.632 49.931 1.137,8 3,7 98,7 103,8 42,7 206.913 143,5 33.738 21.680 185.783 36.148 15.944 32.735 64,3 16,3 111,4 514,0 60,0 6 Midea do Brasil - SC 7 Day Brasil - SP 192.043 18,1 -4.496 -5.550 130.644 20.574 2.811 47.136 ND -2,3 147,0 635,0 -27,0 108.939 47,1 17.632 11.158 67.682 52.253 19.509 28.274 63,3 16,2 161,0 129,5 21,4 8 Cofermeta - MG 9 Hexis - SP ( * ) 90.879 20,5 10.582 7.527 103.138 86.693 9.708 21.015 71,1 11,6 88,1 119,0 8,7 10 Anfreixo - SP 71.292 40,2 2.129 1.580 24.127 14.868 2.372 13.861 74,2 3,0 295,5 162,3 10,6 50.997 16,2 4.882 3.215 27.635 15.804 4.961 9.455 65,8 9,6 184,5 174,9 20,3 11 Cimma - RS 12 Schadeck - SC 50.958 6,8 2.696 2.872 28.643 16.739 4.540 14.816 106,5 5,3 177,9 171,1 17,2 38.028 – 946 663 18.251 1.241 946 1.198 70,0 2,5 208,4 1.470,9 53,4 13 Digigraf - SP 14 Pensalab - SP 32.767 – 4.005 1.947 23.208 15.259 3.809 8.482 48,6 12,2 141,2 152,1 12,8 29.834 70,0 11.463 9.660 24.533 22.547 11.566 15.958 84,3 38,4 121,6 108,8 42,9 15 Novafrota - PR 16 Eletroforja - SP 24.816 39,6 -195 -168 21.479 -2.007 2.183 6.102 ND -0,8 115,5 ND ND 17 Colorado Mercl - SP 15.305 45,9 1.795 1.203 10.173 6.800 2.211 6.972 67,0 11,7 150,4 149,6 17,7 18 Arotec - SP 13.611 – -429 -429 8.590 2.460 229 3.973 ND -3,2 158,5 349,2 -17,4 19 Biocore - CE ( * ) 12.274 – 5.056 4.579 7.138 5.182 5.063 3.175 90,6 41,2 172,0 137,8 88,4 12.105 -7,6 13.927 11.855 31.847 28.510 11.878 -81 85,1 115,1 38,0 111,7 41,6 20 Rominor - SP 21 High End - SC 11.564 8,6 5.769 5.243 20.953 13.653 5.797 – 90,9 49,9 55,2 153,5 38,4 22 Equimaf - DF ( * ) 6.814 19,1 95 86 6.810 4.005 407 2.963 90,4 1,4 100,1 170,0 2,1 23 Locofer - PR 4.154 37,8 459 314 9.707 9.566 3.107 525 68,6 11,0 42,8 101,5 3,3 24 S4 Participações - PR 1.279 – 802 697 3.984 3.940 729 259 86,9 62,7 32,1 101,1 17,7 25 Yanmar Diesel - SP 88 47,1 -835 -891 13.184 10.516 -1.362 5.206 ND -948,1 0,7 125,4 -8,5 26 Estabelecimento Unificado - RJ ( * ) – -100,0 -2 -2 4.183 3.576 -1 7 ND ND ND 117,0 -0,1 27 Armazéns Estavares - PA – – 0 0 300 59 0 – ND ND ND 506,1 -0,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (27) 2.760.938 23,5 217.089 248.943 1.840.941 921.322 294.707 458.100 74,2 9,6 141,2 152,8 17,7 PRODUTOS DE PAPEL 1 Samab - SP 125.807 37,1 11.721 11.887 89.036 46.414 9.230 12.513 101,4 9,3 141,3 191,8 25,6 2 Papelaria Estrela - CE 39.108 25,8 5.909 4.193 19.802 3.600 6.137 13.215 71,0 15,1 197,5 550,0 116,5 3 Matrix - DF 17.083 8,3 197 333 6.621 2.982 492 788 169,3 1,2 258,0 222,0 11,2 4 Artur Eberhardt - SP ( * ) 11.558 20,7 1.272 5.570 115.165 41.519 -2.172 -798 438,0 11,0 10,0 277,4 13,4 5 Omni Papéis - DF ( * ) 10.126 – 2.348 2.098 14.929 11.149 2.614 6.201 89,3 23,2 67,8 133,9 18,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | ATACADO | MAKRO

Após reorganização, maiores ganhos Gigante do cash & carry reforma lojas mais antigas, amplia serviços e diversifica, apostando no segmento de não alimentação

A arrumação da casa está sendo exercitada desde que Roger Laughlin, venezuelano de ascendência holandesa, assumiu a presidência, em fevereiro de 2010. O grupo holandês parecia estar com dificuldades de encontrar um comandante para as operações locais. Após a saída de Luiz Antonio Viana, em janeiro de 2007, duas pessoas passaram pelo cargo, mas ficaram pouco tempo: o primeiro foi Antonio Colmenares, então presidente para America Latina, que assumiu interinamente na época; o segundo, Rubens Batista, ocupou o cargo de abril de 2008 a novembro de 2009. Vindo da Argentina, onde dirigia as operações, Laughlin trata a reestruturação como passo

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inicial e indispensável para cumprir os objetivos a que se propôs: tornar a filial brasileira mais agressiva e rentável. Ainda está à caça desses alvos. Em 2010, a empresa teve um lucro de R$ 38 milhões, 64% a menos que no ano anterior. Mas, segundo Laughlin, do lucro de 2009 é necessário descontar mais de R$ 30 milhões de “provisão contábil”, créditos tributários de Cofins e Imposto de Renda. Deve-se levar em conta também a mudança da forma de bonificação, desconto que o comerciante obtém ao comprar da indústria. A modificação fez a margem bruta do Makro cair de 13,9% para 12,9%. De qualquer forma, o executivo é taxativo ao afirmar que isso não compromete o desempenho do Makro. Segundo


MARCOS PERON/VIRTUAL PHOTO

Para aperfeiçoar a capacidade operacional, investimento em reformas na rede

Laughlin, no item receita líquida, a companhia cresceu 13,5% em 2010, valor acima da média de 4,2% registrada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em números absolutos, de acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), o setor faturou R$ 151,2 bilhões no ano passado e teve um crescimento de 8,2%.

40 ANOS DE BRASIL O Makro iniciou 2011 planejando investir R$ 240 milhões em quatro novas lojas de atacado, dez postos de combustível e dez lojas de conveniência – já possuía terreno para sete novas unidades. Mas os planos mudaram. “Temos lojas

desde 1972, quando o Makro chegou ao País”, disse Laughlin ao jornal Valor Econômico. Por isso, preferiu aplicar na reforma das lojas existentes, trocando equipamentos, como refrigeração e ar-condicionado, e mudando o layout. Economizou: enquanto um novo ponto de venda demanda cerca de R$ 20 milhões, uma reforma completa consome R$ 8 milhões. O grupo deve fechar o ano com cerca de 25 lojas reformadas, o que otimizará a sua capacidade operacional. Outra cartada foi a contratação da plataforma da Itim, produto Profimetrics, para gerenciamento de preços, promoções e negociações com fornecedores (a ferramenta é utilizada por marcas de referência internacional, como Argos, Sainsbury e Debenhams, e nacional, como a Lojas Renner), que visa o incremento da rentabilidade, uma vez que contempla pesquisas de preços, promoções e negociações de fornecedores. Na área fiscal, a filial brasileira tem o suporte do grupo Sonda IT, companhia que opera tecnologia de informação em muitos países da América Latina. O sistema – garante a empresa – possibilita que ela esteja sempre em dia com as normas da Receita Federal. Também na área de TI houve mudanças. Marco Antonio de Souza, até então diretor de TI da filial brasileira, assumiu a diretoria regional do grupo na América Latina; em seu lugar ficou Paulo Fernando Rodrigues, que antes ocupava a gerência de desenvolvimento de sistemas. Paralelamente à radiografia interna, o Makro começa a olhar para o mundo que fica fora da empresa. Com a entrada de Laughlin, pretende ampliar o market share, tendo aumentado em 27% a verba de promoção, marketing e pessoal em 27%. Contratou 500 novos funcionários, expandindo o quadro para 9,1 mil pessoas. Além disso, deseja aumentar o leque de produtos: primeiro, elevando a participação dos importados de 5% para 20%; depois, impulsionando o setor de não alimentos (que inclui de geladeiras industriais e adegas a grills e batedeiras). Quer, ainda, aumentar o número de produtos de marcas próprias. Nova frente de negócios que está no radar é o fornecimento de alimentos para restaurantes. Laughlin enxergou nesse nicho uma grande oportunidade e decidiu implantar algo parecido com o que já existe na Argentina, o sistema de Serviços Integrados Gastronômicos Argentinos (Siga). Para isso, a rede está investindo R$ 2,6

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PREMIADA | ATACADO | MAKRO

milhões no projeto-piloto da loja, que será anexa ao Makro Interlagos. O investimento se justifica pela expansão da demanda de alimentação fora do lar. No ano passado, a cada R$ 100 gastos com alimentação, R$ 31 foram destinados a refeições fora de casa, propelidas pela sensação de melhoria de vida da população. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), o food service movimentou cerca de R$ 185 bilhões em 2010. Deste montante, os insumos para restaurantes, padarias e outros estabelecimentos responderam por uma fatia de R$ 75,1 bilhões. É exatamente este o alvo do Makro. Tanto é que contratou 380 pessoas no final do ano passado para visitar hotéis, restaurantes e empresas de “catering” (fornecedoras de refeições). O objetivo é corrigir eventuais falhas, produtos que os estabelecimentos não têm encontrado nas lojas da rede. A mesma equipe que visita tira os pedidos no local e agenda a entrega. A iniciativa surtiu efeito: as vendas para o setor, que estavam estagnadas, cresceram mais de 30% no ano passado. Pensando neste segmento, o Makro investiu R$ 6 milhões na organização do Extravaganza, um evento gratuito voltado a pequenas e médias empresas de alimentação e varejo. “O foco é capacitação em gestão de negócios e gastronomia, visando ampliar a competi-

tividade e a longevidade dos estabelecimentos”, diz Gustavo Delamanha, diretor de marketing do Makro. Ao oferecer capacitação – por meio de uma carreta transformada em escola de culinária que percorre o interior do País –, o Makro acaba fidelizando boa parte da clientela.

LOJAS SPECIALE Junte-se a isso o Makro Speciale Adega & Emporium, um espaço de destaque dentro da loja que abriga uma adega climatizada e oferece mil rótulos de vinhos e bebidas quentes, produtos como massas finas, defumados, queijos, especiarias, chocolates premium, cafés especiais, além de assessórios, como taças. “Também damos consultoria gratuita de sommeliers aos clientes interessados em montar carta de vinhos e fazer a harmonização com o cardápio de seu restaurante”, diz Delamanha. Ao todo, a empresa já tem sete lojas Speciale: três na capital paulista, três no interior do estado e uma no Rio de Janeiro. Enfim, não é por acaso que o Makro se mantém na liderança do setor de atacado por autosserviço há anos. A rede não só construiu um império – são 76 lojas, 70 restaurantes e 28 postos de gasolina em 24 estados e no Distrito Federal – como reforça a musculatura para, após arrumar a casa, dar passos mais ousados. (LA) DIVULGAÇÃO/MAKRO

Na Speciale, mil rótulos de vinhos e produtos especiais

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O empurrão que vem da Ásia Alimentos e minérios continuam a produzir vultosos superávits – a China garante. Complicação é com os manufaturados dólar darão uma folga à balança comercial. “A produção para exportação, que estava sofrendo um estrangulamento, vai voltar a certa normalidade, e isso é importante para evitar desemprego. Já os produtos importados vão ficar mais caros e, principalmente, serviços e viagens devem desaquecer.” Na pauta dos produtos mais importados estão automóveis, peças e componentes para a indústria de informática. O atual perfil das exportações ajuda. Para Bruno Lavieri, economista da Tendências Consultoria Integrada, a China continuará acelerando as compras do Brasil, principalmente de produtos como soja, carnes, minério de ferro e outros metálicos. Por mais que se tenha um cenário de crise nos Estados Unidos e na Europa, esses produtos básicos e os asiáticos – que continuam crescendo muito acima da média mundial – dependem deles para suprir suas economias. Na projeção da Tendências, a balança comercial fecha o ano em US$ 28 bilhões, uma elevação de 38% em relação a 2010. Para 2012, a previsão é de que a corrente de comércio avance ainda mais. “A volatilidade que já vinha sendo verificada anteriormente no preço da moeda americana não antecipou as importações. Ao contrário, os importadores preferiram postergar a importação, que deve desacelerar ainda mais se o dólar continuar valorizado”, conforme o economista. Mas a dependência das

COMÉRCIO EXTERIOR

Previsões do governo e do mercado apontam para 2011 um superávit na balança comercial brasileira na faixa de US$ 27 bilhões a US$ 28 bilhões, triplicando projeções feitas no início do ano (em janeiro, o relatório Focus apontava só US$ 9 bilhões). Apesar desse saldo positivo, garantido pela elevação dos preços das commodities, o ambiente no comércio exterior não é de total otimismo. Preocupam possíveis perdas financeiras das empresas endividadas em dólar decorrentes da virada do câmbio (que chegou a R$ 1,90 em setembro, mas caiu em outubro e deve se estabilizar em torno de R$ 1,70 – de qualquer forma, um patamar acima do vigente até agosto). Se não cuidarem de proteger suas operações, terão prejuízo, adverte Pedro Galdi, analista da SLW Corretora. Preocupa também a redução da demanda nos Estados Unidos e na Europa, esta envolta numa quase recessão. As exportações para a China, o maior parceiro comercial do Brasil, e a rearticulação de parcerias comerciais com países como a Índia, Coreia, África do Sul e outros emergentes evitaram que o comércio exterior brasileiro sofresse de maneira contundente com a crise. Mas Evaldo Alves, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), observa que essas novas parcerias não anulam perdas de mercados no Primeiro Mundo. “A crise vai se aprofundar”, diz, reconhecendo, porém, que, por enquanto, a demanda chinesa e a valorização do

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COMÉRCIO EXTERIOR

exportações de produtos básicos não pode durar para sempre. Nesse sentido, segundo executivos e empresários, o papel da China na expansão do comércio exterior brasileiro está sendo superestimado. Matias Sendelbach, diretor comercial da empresa World Cargo Logística Internacional, afirma que os mercados do Primeiro Mundo são consumidores de produtos de maior valor agregado, que geram mais emprego e mais crescimento econômico para o país exportador. Atualmente, mais de 80% das vendas externas para a China são de commodities, enquanto mais de 90% dos produtos que vêm daquele país são bens industrializados. Em 2010, o saldo da balança comercial do Brasil com a China teve superávit de US$ 5,19 bilhões. As exportações brasileiras somaram US$ 30,7 bilhões, uma alta de 46% em relação ao ano anterior. No entanto, a participação de produtos básicos na pauta das exportações brasileiras saltou de 77% para 83%. O executivo lembra que na Europa e nos EUA o Brasil é concorrente da China. “Não conseguimos competir com os chineses na exportação de produtos manufaturados para os EUA e Europa, porque não temos qualidade e preço.” Além disso, ele afirma que muitos dos mercados emergentes para os quais o Brasil está se voltando são muito instáveis politicamente, como é o caso dos países africanos, sem falar do fato de a China também estar investindo fortemente em suas exportações para esses países, podendo desbancar o Brasil. De acordo com informações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Brasil registrou em 2010 um déficit de US$ 24 bilhões de produtos manufaturados no intercâmbio comercial com a China. Em 2011, esse déficit pode chegar a US$ 40 bilhões. Para alguns empresários brasileiros, a China “não joga limpo” na hora de ganhar consumidores. Eles acusam os chineses de práticas ilegais de comércio, com venda de produtos falsificados e abaixo do preço de mercado.

INFRAESTRUTURA Não são acusações que vão levar o Brasil a aumentar sua competitividade no comércio exterior, segundo o diretor da World Cargo. O que o país precisa é enfrentar urgentemente dois grandes gargalos: a quantidade de impostos e a falta de infraestrutura logística. Para ele, essas variáveis tem um peso relevante para a exportação e não estão recebendo a devida atenção. Assim, compromete-se a meta do governo de obter uma participação de 1,5% no mercado mundial neste ano e de 1,6% em 2014 (em 2010, a participação foi de 1,36%). “O que mais deveria preocupar o Brasil no momento em termos de expansão de seu comércio exterior é a situação de portos, aeroportos e malhas rodoviária e ferroviária. Hoje, o que está sendo feito são puxadinhos nos aeroportos para melhorar o transporte de passageiros pensando na Copa do Mundo. E, para piorar, terminais de carga estão sendo destruídos”, alerta Sendelbach. De qualquer forma, as exportações crescem num ritmo bem superior ao das importações (até porque nossa moderada desaceleração reduz a demanda por importados). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a balança comercial deverá fechar o ano com um superávit de US$ 27 bilhões, com as exportações somando US$ 257 bilhões. Em setembro, o saldo chegou a US$ 3,07 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2007, quando atingiu US$ 3,47 bilhões. De janeiro a setembro, o saldo ficou positivo em US$ 23,03 bilhões, um aumento de 81,4% em relação janeiro-setembro de 2010. Nesse período, as exportações brasileiras somaram US$ 190 bilhões, valor 30,4% maior do que o registrado nos mesmos meses de 2010; as importações alcançaram US$ 166,96 bilhões, uma alta de 25,6%.

O apetite dos emergentes compensa a meia trava na demanda do mundo rico e levará a um saldo de US$ 28 bilhões, o triplo do que o mercado previa em janeiro

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(LR)


COMÉRCIO EXTERIOR Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS 1 Cotia Vitória - ES

1.764.739

121,3

48.182

35.647

548.937

80.782

66.390

190.956

74,0

2,7

321,5

679,5

44,1

2 Cisa Trading - ES

1.388.935

75,5

48.424

42.833

670.065

141.122

44.828

-2.933

88,5

3,5

207,3

474,8

30,4

3 Trop - ES

1.140.368

18,1

96.638

64.878

330.103

82.430

105.415

95.709

67,1

8,5

345,5

400,5

78,7

4 Clarex - SP

415.241

8,7

21.370

14.129

84.218

77.626

21.973

4.702

66,1

5,2

493,1

108,5

18,2

5 Columbia Trading - ES ( * )

337.147

48,1

9.358

6.110

129.857

10.226

14.729

66.048

65,3

2,8

259,6

1.269,9

59,8

6 South Service - RS

138.771

-26,0

4.614

3.920

66.039

15.485

8.097

46.445

85,0

3,3

210,1

426,5

25,3

7 Dievo - ES

122.394

151,1

6.122

4.355

41.386

6.034

8.424

34.026

71,1

5,0

295,7

685,9

72,2

8 First - SC

99.368

-18,1

-6.121

-3.812

92.620

11.181

-25.896

7.598 ND

-6,2

107,3

828,4

-34,1

9 TCI Trading - ES

67.672

-37,8

2.977

1.981

44.354

3.783

-958

16.210

66,5

4,4

152,6

1.172,5

52,4

10 Servcom - SP

62.907

16,4

315

224

55.009

1.991

1.001

32.863

71,0

0,5

114,4

2.763,5

11,2

11 Quimetal - ES

58.811

9,5

3.039

7.781

52.562

19.369

-1.356

10.197

256,1

5,2

111,9

271,4

40,2

12 Mitsubishi - SP

47.214

18,6

1.629

8.242

274.586

227.992

-6.254

4.429

506,0

3,5

17,2

120,4

3,6

13 Marubeni - SP

34.088

128,5

10.800

6.289

74.755

68.184

4.942

237

58,2

31,7

45,6

109,6

9,2

14 Sendas Com Exterior - RJ

30.815

21,2

2.923

2.134

48.963

30.186

1.035

12.070

73,0

9,5

62,9

162,2

7,1

15 Sumitomo - SP

23.233

-9,8

1.898

3.659

127.859

121.605

-1.734

8.844

192,8

8,2

18,2

105,1

3,0

16 Multitrade - RJ

20.925

-10,0

19.613

17.268

61.670

41.535

20.011

2.211

88,0

93,7

33,9

148,5

41,6

17 Barter - ES

20.047

173,5

-956

-956

63.914

1.149

-6.465

-4,8

31,4

5.564,8

-83,3

18 Sojitz - SP

19.645

28,7

11.114

10.721

96.705

79.025

7.358

-974

96,5

56,6

20,3

122,4

13,6

19 Maxivendas - RJ ( * )

16.472

39,0

975

715

9.221

3.138

975

6.291

73,3

5,9

178,6

293,9

22,8

20 Irani Trading - RS

16.302

2.336,9

14.525

11.779

139.738

85.063

15.897

784

81,1

89,1

11,7

164,3

13,9

11.049 ND

21 Comexport - SP

7.364

-36,7

-1.540

-5.677

39.472

16.216

-4.749

22 Souza Cruz Trading - RJ

3.999

32,1

30.587

20.294

62.532

44.949

23.942

529 ND

-20,9

18,7

243,4

-35,0

66,4

764,9

6,4

139,1

23 Frigoconsult - RS ( * )

319

-74,5

-192

584

3.627

2.974

45,2

-139

270 ND

-60,2

8,8

121,9

24 Cedral - SP

91

-39,3

-7

-7

1.221

1.221

19,6

-46

51 ND

-7,7

7,5

100,0

-0,6

25 BV Trading - SP

3.372

2.244

71.304

69.651

1.210

36.570

26 GC Trading - SP

-100,0

5.375

4.120

15.137

-4.468

2.601

111

66,6 ND ND

102,4

3,2

-1.118

76,7 ND ND ND ND

27 Sotramac - SP ( * )

459

1.139

10.123

4.375

1.278

-610

247,8 ND ND

231,4

26,0

28 Rabobank Trading - SP

395

324

5.715

5.710

-67

-3

82,1 ND ND

100,1

5,7

ACUMULADO DO SUBSETOR (28) 5.836.866

18,1

335.887

260.917

3.221.691

1.248.533

302.443

582.563

231,4

18,2

74,0

4,7

85,1

PRODUTOS AGRÍCOLAS E ALIMENTOS 1 Copertrading - AL ( * )

691.172

11,6

4.914

3.941

1.146.312

159.004

2 Unicafé Com Exterior - ES

540.560

-10,4

3 E D & F Man - RJ

501.492

35,0

3.618

46.235

80,2

0,7

47.585

31.111

355.010

18.884

12.477

169.216

232.271

53.481

150.240

65,4

8,8

152,3

152,8

13,4

11.328

14.950

89.471

66,1

3,8

296,4

1.493,8

110,1

122.653 ND

4 Fluxo Assessoria - PE ( * )

296.010

46,6

-48.590

-14.468

221.951

109.601

-25.391

5 Montecitrus Trading - SP

221.853

86,9

6.624

8.655

324.950

78.792

5.711

-49.144

60,3

720,9

2,5

-16,4

133,4

202,5

-13,2

130,7

3,0

68,3

412,4

11,0

6 Sab Trading - RJ

180.542

487,1

-30

136

51.674

-49.363

2.855

4.784 ND

0,0

7 Lavoura - PR

133.895

-0,4

407

620

46.991

9.733

1.817

10.715

152,4

0,3

349,4 ND ND 284,9

482,8

6,4

8 Calheira, Almeida - BA

107.355

26,9

404

111

21.284

2.267

3.581

1.090

27,5

0,4

504,4

938,9

4,9

9 Unidade Figueira - SP

69.456

17,1

-3.002

-4.337

160.761

21.636

5.026

4.623 ND

-4,3

43,2

743,0

-20,1

10 Mitsui & CO. - SP

49.922

14,3

13.470

9.391

100.818

86.490

12.308

3.179

69,7

27,0

49,5

116,6

10,9

11 MCC - ES

46.235

4,9

2.400

1.985

38.792

17.495

2.898

26.976

82,7

5,2

119,2

221,7

11,4

12 Valorização Café - RJ ( * )

33.956

-52,1

-1.426

-1.529

13.331

3.137

-2.324

1.914 ND

-4,2

254,7

425,0

-48,7

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 101


COMÉRCIO EXTERIOR Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS AGRÍCOLAS E ALIMENTOS (CONTINUAÇÃO) 13 Brandão Filhos - BA

32.243

21,5

51

67

12.054

3.036

724

5.381

132,7

0,2

267,5

397,0

2,2

14 Exito - PB ( * )

30.921

39,4

7.437

4.931

29.244

4.940

6.368

8.264

66,3

24,1

105,7

592,0

99,8

15 Estabelecimento Unificado - RJ

29.289

18,3

-692

261

12.232

5.670

-692

3.153 ND

-2,4

239,4

215,8

4,6 136,7

16 Cafénorte - ES ( * )

24.439

-100,0

7.553

3.185

10.649

2.330

5.894

2.565

42,2

30,9

229,5

457,1

17 Simex - ES

15.394

124,0

-121

-89

12.163

5.244

-545

5.594 ND

-0,8

126,6

232,0

-1,7

18 Lastro - ES ( * )

9.420

-38,8

1.748

1.124

9.238

982

190

-1.270

64,3

18,6

102,0

940,7

114,5

19 Buaiz Importação - ES ( * )

8.257

837,7

1.026

654

11.442

4.871

-114

7.553

63,7

12,4

72,2

234,9

13,4

20 Sacipan - RJ

5.241

-39,1

-2.095

-2.095

18.511

13.846

-2.632

-141 ND

-40,0

28,3

133,7

-15,1

84

2.270

1.599

1.338

1.327

-384

70,4

2.704,0

6,3

100,8

120,5

82,0

7.116,8

0,1

100,6

4,4

21 Brascafé - ES

256

22 Inter Continental Café - RJ

74

5.266

4.319

98.250

97.686

647

324

23 Multigrain - SP ( * )

66

-98,6

39.651

39.651

170.726

-2.254

-2.581

16.951

24 Bertol Trading - RS

29

-30

-30

22.513

19.211

-20

25 Simab - RJ

-1.584

-1.339

41.480

29.056

-1.559

26 Merlin Com Exterior - RS

-100,0

-56

1.590

13.451

13.403

27 Braswey Trading - SP

-22

-22

3.737

2.748

28 Damo - RS ( * )

-131

-131

211

-2.008

-131

ACUMULADO DO SUBSETOR (28) 3.027.905

15,7

101.910

101.767

3.118.329

882.478

83.004

100,0 60.077,3

-24 ND

-106,2

0,0 ND ND 0,1

117,2

-0,2

16.163 ND ND ND

142,8

-4,6

-671

62 ND ND ND

100,4

11,9

-21

-17 ND ND ND

136,0

-0,8

– ND ND ND ND ND 477.549

70,1

1,9

112,5

232,0

4,9

PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS 1 Sinasa Trading - SP

116.599

12,2

9.940

7.933

135.245

76.507

12.740

13.770

79,8

8,5

86,2

176,8

10,4

2 Diana Paolucci - SP

74.881

35,8

16.283

10.286

73.712

43.147

16.631

42.985

63,2

21,8

101,6

170,8

23,8

3 Starexport - SP

66.043

-2,4

-32.449

56.549

1.066.554

1.000.196

7.561

-168 ND

-49,1

6,2

106,6

5,7

4 Duratex Comercial - SP

36.814

-55,3

249

5.006

86.041

34.910

3.060

13.332

2.010,4

0,7

42,8

246,5

14,3

5 Brasilata Trading - SP

33.015

-41,1

309

228

5.517

3.298

761

2.249

73,8

0,9

598,4

167,3

6,9

6 Rede Âncora MG - MG

32.525

-129

-133

7.489

2.113

-342

5.320 ND

-0,4

434,3

354,5

-6,3

7 Thork Trading - ES

18.389

-1,1

1.874

2.036

13.038

4.945

-363

108,7

10,2

141,0

263,7

41,2

8 MG Madeira - PA

17.376

-18,3

-1.239

-1.267

44.071

11.319

1.403

7.628 ND

-7,1

39,4

389,4

-11,2

490

9 Ambriex - SP

10.181

-2,8

-249

-44

14.387

1.955

227

2.516 ND

-2,4

70,8

735,9

-2,2

10 SG Com Exterior - MG

9.386

-74,4

-60

-35

7.768

4.452

-491

511 ND

-0,6

120,8

174,5

-0,8

11 Marcopolo Trading - RS

8.252

124,9

4.260

2.913

13.686

11.652

2.068

3.122

68,4

51,6

60,3

117,5

25,0

12 Farm Tech - RS

6.378

17,9

890

684

4.677

3.417

950

3.829

76,9

14,0

136,4

136,9

20,0

13 Artefama Cial - SC

4.116

2.468,9

97

181

2.267

1.752

151

416

187,0

2,4

181,6

129,4

10,3

14 Welser Itage - RJ

2.457

-85,7

-4.556

-4.622

7.551

5.464

-3.882

5.452 ND

-185,5

32,5

138,2

-84,6

15 Triumph - SP ( * )

1.928

-882

-882

4.191

2.679

-867

1.494 ND

-45,7

46,0

156,5

-32,9

16 Minas Metais - MG

1.168

269,8

464

377

3.028

2.921

218

39,8

38,6

103,7

12,9

17 Exicon - RS

770

-31,2

335

3.104

26.524

24.790

18 CST - ES

697

7,3

4.156

2.414

12.510

6.627

-171

-2.794

43.685

36.279

-89

19 Battistella Trading - SC

119

81,1

-1.573

2.682

927,1

43,5

2,9

107,0

12,5

-2.872

-3.257

58,1

596,3

5,6

188,8

36,4

-117 ND ND ND

120,4

-7,7

119,8

2,8

20 Thyssen Trading - SP

865

595

25.300

21.125

-100

545

21 Shalom - MA ( * )

-1.107

-1.107

16.508

-1.828

-770

424 ND ND ND ND ND

22 Econtrading - BA ( * )

-359

-359

2.092

1.913

-506

ACUMULADO DO SUBSETOR (22) 440.975

-1,8

-1.478

81.064

1.615.839

1.299.631

33.916

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

102 | MELHORES DOS MAIORES 2011

68,8 ND ND

3.131 ND ND ND 106.472

78,3

1,6

65,5

109,4

-18,8

156,5

6,9


DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS

Inspeção veicular, um acelerador A demanda por serviços cresce nas oficinas, mas a crescente variedade de veículos impõe novas tarefas à rede de distribuição Com amplo conhecimento do mercado nacional desenvolvido ao longo de décadas, o setor de distribuição de autopeças vem conseguindo driblar os desafios impostos pela nova conjuntura econômica. A variação cambial, que favorece a importação, e a alta carga tributária são alguns dos problemas que afligem o setor – um dos mais visíveis e ativos do Brasil. “Apesar disso, a distribuição consegue ser eficiente e possui capilaridade para garantir o abastecimento de autopeças em todo o País, considerando as peculiaridades de cada mercado regional”, afirma Renato Giannini, presidente da Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças (Andap). Esse know-how tem sido importante para aproveitar as oportunidades surgidas com a mudança de hábitos dos consumidores, principalmente os da emergente classe C. Com mais dinheiro no bolso, eles recorrem mais à manutenção. “O crescimento da frota nos últimos três anos, a conscientização sobre a importância da manutenção preventiva do veículo e a implantação da inspeção ambiental veicular na cidade de São Paulo são fatores que contribuem para o aumento do desempenho das empresas que atuam no segmento de reparação”, diz Antônio Carlos Bento, vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

104 | MELHORES DOS MAIORES 2011

O setor de distribuição de autopeças é formado por 268 empresas. Considerando as filiais, existem mais de mil centrais de distribuição em todo o País para atender a 38,5 mil lojas de autopeças, que, por sua vez, abastecem 92,124 mil oficinas. A reposição automotiva é responsável pela manutenção de 80% da frota de veículos brasileira, estimada em 32,5 milhões, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus (55% dos quais no Sudeste e, dentro dele, 35% em São Paulo). O faturamento da distribuição em 2010 foi de R$ 11,7 bilhões, ante R$ 10,8 bilhões do ano anterior (mais 8%). Nos próximos anos espera crescer até 6% ao ano, lastreada na previsível evolução da frota (as vendas de veículos novos quintuplicaram nas últimas duas décadas e, naturalmente, repercutem no mercado de usados). A soma de todos os elos da cadeia, entre fabricantes de autopeças, distribuidores, varejo e oficinas, resulta em 131,2 mil empresas e 965 mil empregos diretos (em 2010). Os dados são do Grupo de Ma– nutenção Automotiva (GMA), que reúne os representantes do aftermarket no Brasil (Sindipeças, Sicap/ Andap, Sincopeças e Sin– direpa), também coordenado por Antonio Carlos Bento. “Além do aumento da frota, há também a enorme variedade de marcas e modelos de veículos, o que exige constante investimento em logística, para dar atendimento imediato em qualquer localidade do


País, garantindo que a frota continue circulando”, afirma o presidente da Andap. Renato Giannini adverte, no entanto, que as margens das empresas do setor são cada vez menores – mesmo com o mercado aquecido. “Além disso, vivemos momento de transição devido à chegada de novas marcas de veículos e também à constante evolução tecnológica que gera maior complexidade na manutenção. Para enfrentar esses novos desafios, todos os elos da cadeia precisam investir em capacitação profissional e melhoria de processos.” Outro problema está relacionado à variação do câmbio, que favorece a importação. Com isso, o setor sofre “concorrência desleal” com a entrada no mercado de produtos de procedência que, em alguns casos, considera duvidosa. Além disso, a carga tributária onera os custos das empresas. “A substituição tributária, que obriga a antecipação do imposto, é mais um fator que tem prejudicado. Tudo isso gera impacto no resultado final”, afirma Giannini. Não é o caso das medidas que determinam índice de 65% de nacionalização de autopeças. “Para a distribuição, especificamente, as medidas não surtem efeitos diretos, pois trabalhamos para a reposição, um mercado que fornece peças para veículos com mais de três anos de uso, em média.” Os hábitos dos motoristas contam pontos nesse sentido. O setor de distribuição é instância de ligação que movimenta toda a cadeia produtiva, do fabricante ao varejo e à oficina. Pesquisas revelam que as “oficinas de confiança” são as preferidas. Quando o carro é seminovo, o motorista recorre à concessionária (até porque tem alguns serviços protegidos pela garantia de fábrica). A migração da concessionária para o canal da reposição começa a partir de um ano e meio de uso do veículo. É o que diz Giannini: “Metade dos carros de dois a cinco anos, mesmo os que ainda possuem alguma garantia, é levada

pelos motoristas às oficinas que já conhecem. Os principais motivos, por ordem de importância, que determinam esse comportamento do motorista são confiança e segurança no reparo, preço e bom atendimento”.

CARRO 100% O GMA também é responsável pelo Programa Carro 100%, que visa conscientizar o motorista sobre a importância da manutenção preventiva e contribuir para a melhoria da qualificação da mão de obra de profissionais da reparação de veículos. Pesquisa do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP), que representa as empresas do segmento, indica que a ampliação da inspeção ambiental veicular para toda a frota de São Paulo provocou grande aumento do movimento nas oficinas pesquisadas. Na zona leste da cidade, a procura cresceu até 36%; no centro e zona sul, 30%; na zona oeste, 21%. “A inspeção veicular é um grande gerador de negócios”, destaca Antônio Fiola, presidente do Sin– direpa-SP. Mas ele se preocupa com aspectos da gestão. Conforme diz, apesar de estarem evoluindo e se modernizando, muitas oficinas ainda têm dificuldades na administração de negócios, em temas como fluxo de caixa, planejamento de acordo com a sazonalidade, recrutamento e treinamento de mão de obra para atender bem a clientela e também no acesso a crédito e financiamentos. É precisamente nessas frentes que o Sebrae pode ajudar, diz Joaquim Batista Xavier Filho, gerente da entidade na região leste de São Paulo. “Temos várias ferramentas para melhorar a gestão das oficinas, em aspectos que vão do marketing às finanças e atendimento ao cliente. O empreendedor precisa não apenas conhecer tecnicamente o seu trabalho, mas administrar a empresa de forma a tornála cada vez mais rentável e competitiva.”

Metade dos carros de dois a cinco anos é levada pelos motoristas às oficinas que já conhecem. Suas razões: confiança no reparo, preço e bom atendimento

(WO)

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 105


DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AUTOPEÇAS 1 Distribuidora Automotiva - SP

1.186.611

21,6

46.691

42.458

685.046

433.335

61.458

354.915

90,9

3,9

2 Cummins Minas - MG

330.755

46,8

40.932

30.064

223.113

133.959

45.658

3 Panambra Sul - RS ( * )

322.667

34,0

10.755

7.514

68.121

26.735

13.735

4 Pemaza Norte - AM

135.222

15,2

3.666

2.444

71.890

29.653

5.635

33.217

66,7

5 Motociclo - ES ( * )

112.955

0,8

6.981

4.623

73.486

31.147

11.843

52.634

66,2

173,2

158,1

9,8

102.944

73,5

12,4

21.849

69,9

3,3

148,3

166,6

22,4

473,7

254,8

28,1

2,7

188,1

242,4

8,2

6,2

153,7

235,9

14,8

6 Orbid - RS

67.198

8,9

2.981

1.934

27.788

13.311

2.899

17.115

64,9

4,4

241,8

208,8

14,5

7 Meridional Cummins - RS

62.362

29,5

7.000

4.686

32.430

22.157

10.561

1.250

66,9

11,2

192,3

146,4

21,2

8 Rochester - SP

49.391

19,3

1.111

657

21.582

3.639

3.852

7.335

59,1

2,3

228,9

593,0

18,0

9 Auto Americano - SP

44.256

18,3

3.216

2.514

21.380

10.334

3.216

13.532

78,2

7,3

207,0

206,9

24,3

10 Scherer - SC

33.757

13.114

8.678

73.307

45.519

14.315

-13.541

66,2

38,9

46,1

161,1

19,1

25.065 ND

11 Pemaza Centro Oeste - MT

22.325

-6,0

-6.626

-6.626

33.874

12.249

-3.726

-29,7

65,9

276,6

-54,1

12 Irsa Rolamentos - SP

17.347

48,3

1.585

695

6.104

2.603

1.889

567

43,8

9,1

284,2

234,5

26,7

13 DistribTitanium I - RS

15.273

5,0

140

87

7.584

2.012

230

3.556

62,2

0,9

201,4

376,9

4,3

675 ND

-57,2

183,4

286,9

-285,9

14 Rodobens Trading - ES

9.530

-17,9

-5.450

-5.177

5.196

1.811

-4.748

15 Luce - RS ( * )

2.844

-1,9

8

6

2.114

-268

281

16 Somel - RS

916

83,2

0,3

134,5 ND ND

1.238

21,4

70

113

1.831

1.464

83

477

161,5

5,7

67,6

125,1

7,7

17 Carazinho - RS

654

109

77

970

882

97

256

71,1

16,7

67,4

110,0

8,8

18 Sabó - SP ( * )

-100,0

-647

-651

47.350

46.707

-661

ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 2.414.384

16,7

125.636

94.096

1.403.166

817.250

166.616

212 ND ND ND 622.973

66,9

4,4

183,4

101,4

-1,4

208,8

14,5

CAMINHÕES E ÔNIBUS 1 Nórdica - PR

511.960

61,6

2 Tietê - SP

404.753

49,9

3 Suécia - GO

345.074

60,2

44.640

34.829

213.278

125.392

48.580

13.813

9.384

26.685

18.984

21.347

78,0

8,7

169.752

51.720

112.787

56.389

240,0

170,1

27,8

-16.846

67.113

67,9

3,4

238,4

328,2

18,1

28.759

30.724

71,1

7,7

306,0

200,0

33,7

4 Brasdiesel - RS

333.178

45,0

25.227

17.726

107.057

51.998

27.716

40.248

70,3

7,6

311,2

205,9

34,1

5 Guanabara Diesel - RJ ( * )

284.206

-12,1

18.717

11.680

133.641

103.722

19.408

16.864

62,4

6,6

212,7

128,9

11,3

6 Ceará/MB - CE

254.778

15,2

11.767

6.775

75.078

39.729

14.690

29.535

57,6

4,6

339,4

189,0

17,1

7 Rivesa - PR

248.234

63,0

20.233

12.907

83.455

48.080

22.916

16.265

63,8

8,2

297,5

173,6

26,8

8 Rodobens Caminhões - SP ( * )

239.489

-18,2

588

2.428

172.034

105.953

2.716

32.540

412,9

0,3

139,2

162,4

2,3

9 Minasmáquinas - MG

216.012

27,5

12.018

8.391

147.545

54.845

12.721

19.104

69,8

5,6

146,4

269,0

15,3

10 Anadiesel - GO

154.741

57,4

6.622

4.651

73.450

15.397

-1.955

8.573

70,2

4,3

210,7

477,0

30,2

11 Sadive/MB - SP

141.074

11,4

-1.494

-1.689

53.688

14.557

3.153

11.395 ND

-1,1

262,8

368,8

-11,6

12 Mecasul - RS

140.182

46,2

10.348

6.847

57.693

24.346

12.391

15.021

66,2

7,4

243,0

237,0

28,1

13 Rodobens caminhões - PE ( * )

124.547

33,8

10

85

48.079

16.123

1.359

17.055

850,0

0,0

259,1

298,2

0,5

14 Ribeirão Diesel - SP

100.495

63,4

3.879

6.436

44.251

24.267

3.792

10.681

165,9

3,9

227,1

182,4

26,5

15 Clark - RJ ( * )

98.365

0,0

4.351

2.946

8.269

1.720

5.003

1.953

67,7

4,4

1.189,6

480,8

171,3

16 Rio Diesel - RJ

96.704

26,5

5.880

4.019

35.202

18.854

6.005

1.693

68,4

6,1

274,7

186,7

21,3

17 Stéfani Comercial - SP

95.931

48,3

624

1.980

38.010

16.710

3.552

7.969

317,3

0,7

252,4

227,5

11,9

18 Peres Diesel - SP

90.529

43,9

4.856

3.202

22.027

11.229

173

10.699

65,9

5,4

411,0

196,2

28,5

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

106 | MELHORES DOS MAIORES 2011


DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CAMINHÕES E ÔNIBUS (CONTINUAÇÃO) 19 Unetral - RS ( * )

68.166

15,2

148

209

48.334

31.107

2.774

17.511

141,1

0,2

141,0

155,4

0,7

20 Passo Fundo - RS

51.244

29,9

2.775

1.867

21.154

7.280

3.409

6.834

67,3

5,4

242,2

290,6

25,6

21 Savepe - SC ( * )

45.842

25,6

-76

-81

16.633

4.792

1.259

2.649 ND

-0,2

275,6

347,1

-1,7

22 Idisa Iguaçu Diesel - PR

39.296

27,2

-91

-91

13.344

4.312

1.351

7.643 ND

-0,2

294,5

309,5

-2,1

23 Itadisa - SC ( * )

27.170

32,6

-1.139

-1.139

14.208

841

0

1.172 ND

-4,2

191,2

1.689,2

-135,4

24 Santorres - RN

24.998

22,1

921

633

8.596

5.006

1.139

2.922

68,7

3,7

290,8

171,7

12,7

25 Curt Schroeder - SC

24.537

-0,9

1.288

864

19.765

7.111

1.369

10.427

67,1

5,3

124,1

278,0

12,2

26 Sperandio Veículos - SC ( * )

23.687

360,6

2.619

2.555

46.408

26.568

3.197

7.205

97,5

11,1

51,0

174,7

9,6

28 Vecal - PR ( * )

9.758

-70,7

-36

-114

12.285

2.634

16

-0,4

79,4

466,4

-4,3

29 Veminas - MG

1.516

11,6

931

240

12.075

5.682

926

208

25,8

61,4

12,6

212,5

4,2

ACUMULADO DO SUBSETOR (29) 4.210.928

27,5

216.541

156.833

1.816.328

882.548

209.604

417.405

69,3

4,4

242,2

212,5

12,7

1.025 ND

PNEUS 1 DPaschoal - SP

1.671.288

21,9

52.295

35.158

635.213

299.348

57.398

376.065

67,2

3,1

263,1

212,2

11,7

2 Pneumar - PR

235.111

10.226

7.334

115.743

30.926

17.886

50.096

71,7

4,4

203,1

374,3

23,7

3 Excelsior Pneus - RS

10.166

35.429

3,6

3.104

3.130

26.800

23.424

2.973

4 Colatinense - ES

8.536

17,0

-154

-54

5.523

4.102

-164

5 Tyresoles F Santana - BA

4.169

-51,9

-542

2.028

4.017

3.212

-1.281

ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 1.954.532

10,3

64.929

47.597

787.295

361.012

76.811

100,8

8,8

132,2

114,4

13,4

1.831 ND

-1,8

154,6

134,6

-1,3

590 ND

-13,0

103,8

125,1

63,1

3,1

154,6

134,6

13,4

438.748

71,7

TRATORES, IMPLEMENTOS E MÁQUINAS RODOVIÁRIAS 1 Paraná Equipamentos - PR

709.853

28,2

-2.299

2 Tracbel - MG

657.946

76,8

68.761

3 Brasif - MG

525.752

46,2

-13.364

8.748

347.814

84.393

65.918

106.150 ND

-0,3

204,1

44.415

305.132

-11.591

247.762

412,1

10,4

168.446

75.717

77.894

64,6

10,5

215,6

181,2

26,4

82.444

-3.906

16.474 ND

-2,5

212,2

300,5

-14,1

4 Bauko - SP

357.971

47,6

27.889

19.738

161.535

102.914

29.955

11.760

70,8

7,8

221,6

157,0

19,2

5 Linck - RS

273.562

50,7

7.865

7.342

125.036

32.707

15.440

24.461

93,4

2,9

218,8

382,3

22,5

6 Bamaq - MG

216.687

81,6

19.749

14.977

134.128

78.145

18.928

25.735

75,8

9,1

161,6

171,6

19,2

7 Tratornew - PR

82.983

8,1

2.955

3.796

61.245

32.687

4.167

18.519

128,5

3,6

135,5

187,4

11,6

8 Rodobens Máqs. Agricol - MT

63.254

29,7

1.222

667

33.050

19.404

1.219

8.525

54,6

1,9

191,4

170,3

3,4

9 Technico - BA

55.495

118,9

6.978

5.155

18.946

13.603

7.144

4.866

73,9

12,6

292,9

139,3

37,9

10 Magparaná - PR

49.900

1,3

1.873

1.346

24.462

14.835

3.605

13.807

71,9

3,8

204,0

164,9

9,1

20.478 ND

11 Dimasa - PR

40.099

-599

-680

66.473

37.525

1.232

-1,5

60,3

177,1

-1,8

12 Oimasa - SP

39.721

50,1

579

376

23.895

6.292

1.238

7.313

64,9

1,5

166,2

379,8

6,0

13 Taisa - PR

38.606

-9,2

2.442

1.633

27.041

12.399

4.235

19.903

66,9

6,3

142,8

218,1

13,2

-1.648

65,9

3,8

216,6

163,7

8,8

5.651 ND

-13,5

85,1

5.227,5

-351,9

71,8

4,4

168,8

230,4

12,1

2.316 ND

0,4

71,6

122,8

-0,1

3,6

191,4

181,2

10,4

14 Motormac - RS

32.958

3,6

1.242

819

15.217

9.297

1.869

15 Lark - SP

25.276

-7,8

-3.423

-1.999

29.692

568

316

16 Rodomaq - SC

16.539

41,6

719

516

9.796

4.252

1.119

3.130

15,8

14

-3

4.374

3.562

42

ACUMULADO DO SUBSETOR (17) 3.189.731

35,7

122.601

95.254

1.635.597

703.474

228.236

17 Covediesel - RS ( * )

3.348 365.551

71,3

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 107


PREMIADA | DISTR. DE CARROS, MOTOS E UTIL. | SAGA

Na rede de 30 lojas, veículos de 11 marcas

Da amizade, nascem os bons resultados Estilo de trabalho determinou o sucesso da rede, que tem crescido 30% ao ano e só vai moderar a expansão para se aperfeiçoar Quando decidiram chamar sua empresa de “Casa de amigos”, os dirigentes do grupo Saga pensavam mais em estabelecer uma linha de conduta nos negócios do que simplesmente criar um slogan sonoro e simpático. “O cliente tem de sentir realmente em casa de conhecidos quando entra em nossas lojas, receber tratamento diferenciado e serviços impecáveis”, afirma Luiz Carlos Ribeiro de Rezende, diretor-administrativo e financeiro.

108 | MELHORES DOS MAIORES 2011

“Nossa energia é voltada a satisfazê-lo e, assim, torná-lo fiel.” Nascido em Goiânia, com o nome de Sociedade Anônima de Goiás de Automóveis, o grupo Saga tem colecionado sucessos. “Nos últimos anos, crescemos a uma taxa média de 30%”, reforça o executivo. No ano de 2003, o faturamento foi de R$ 206 milhões; hoje, essa quantia mede o faturamento mensal, ele compara. Em 2011, a empresa vem mantendo e


ritmo, mas se preparou para entrar em um ciclo – os próximos cinco anos – de crescimento moderado, na faixa de 10% ao ano. Atualmente, além do Consórcio Saga, o grupo vende veículos de 11 marcas – Volkswagen, Fiat, Ford, General Motors, Toyota, Nissan, Citroën, Audi, Peugeot, Hyundai e International. Tem 30 lojas nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, além do Distrito Federal. Uma loja da Fiat está sendo inaugurada em São Luís, no Maranhão, onde a empresa vai criar futuramente mais duas concessionárias. “Avançamos muito aceleradamente nos últimos anos. Agora, precisamos moderar o crescimento, aprimorar a estrutura organizacional, aperfeiçoar nossos processos, otimizar recursos. Para isso, estamos investindo em tecnologia da informação de forma a ganhar maior integração gerencial”, considera Rezende.

APOSTA EM CAMINHÕES

expertise nesse território.” Mas o executivo concorda que as margens são melhores quando comparadas às de empresas do ramo em regiões como Sul e Sudeste. “Aqui, no Centro-Norte, operamos numa faixa líquida de 3%, um pouco superior à de outras localidades. É claro que isso acaba contribuindo para resultados mais satisfatórios do grupo.” O crescimento da classe C também ajudou a impulsionar o negócio. “Fomos favorecidos pelo fortalecimento desse consumidor, que começou a comprar veículos novos e seminovos. Mas também atuamos com um variado público”, lembra. O segredo parece ser escolher bem onde o melhor público está. A empresa tem lojas em Brasília, que detém a maior renda per capita do País em razão da concentração do funcionalismo público federal. Em Minas Gerais, atua com revenda em Belo Horizonte, Uberlândia e Araguari, aproveitando a força da capital dos mineiros e a pujança econômica do Triângulo Mineiro. No Estado de Mato Grosso, está presente em Cuiabá e Várzea Grande, além de Porto Velho, em Rondônia. Sempre considerada por auditorias independentes como uma das melhores empresas para trabalhar no País, o grupo Saga conta com 2,5 mil colaboradores. O treinamento das pessoas é voltado para atingir as melhores práticas e resultados na prestação de bons serviços, respeitando, ainda, a cultura de cada marca. A administração das lojas é centralizada na matriz, em Goiânia. A gestão do grupo é, ao mesmo tempo, profissional e familiar – três acionistas e três profissionais contratados tocam o negócio. A maior parte dos resultados é reinvestida. Uma das apostas do grupo agora está no mercado de caminhões. Estimulada pela expansão do agronegócio e pela multiplicação de grandes obras de infraestrutura. A

O próximo segmento a ser desenvolvido é o de caminhões, com a marca International, para atender à expansão do agronegócio e à multiplicação de grandes obras de infraestrutura

Marca pioneira para o grupo Saga, a Volkswagen representa atualmente 50% de tudo o que é vendido pela companhia. No ano passado, foram vendidos 58 mil veículos – 46 mil deles zero quilômetro. Em 2010, foram 54 mil unidades. Para 2012, estima vender 10% a mais. “As perspectivas para os próximos anos não deixam de ser otimistas, visto que a nossa base agora é muito maior que há de anos. A região em que atuamos é muito promissora e vamos buscar aproveitar todas as oportunidades.” Rezende não acredita que o fato de estar situada numa base geográfica favorecida, principalmente pelo agronegócio, dá ao grupo Saga mais vantagens competitivas em relação a empresas que atuam em praças mais concentradas. “Vender carro aqui é tão difícil quanto em qualquer outro lugar do Brasil, mas sem dúvida, desenvolvemos nossa

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 109


PREMIADA | DISTR. DE CARROS, MOTOS E UTIL. | SAGA

Saga já conta com três lojas da marca norteamericana International – uma das líderes na venda de caminhões nos Estados Unidos – em Goiânia, Belo Horizonte e Cuiabá. Há planos para abrir mais cinco revendas da bandeira no ano que vem.

FOCO NO CONSUMIDOR De acordo com Rezende, toda a expansão do grupo Saga foi planejada. A empresa começou a expandir-se mais fortemente a partir dos anos 2000, quando o mercado automobilístico começou a crescer em razão da estabilização financeira do País. Naquela época, o quadro de empregados não passava de 300 pessoas. “Na última década, demos um grande salto, sempre com o foco no consumidor”, afirma o executivo, há 14 anos trabalhando no grupo. Segundo Rezende, a Saga não sente o peso de representar tantas marcas. Os funcionários são treinados para atuar com a cultura das 11 montadoras, sempre respeitando a filosofia e o modo de atuar de cada fabricante. “Para sermos nomeados, precisamos passar por processos rigorosos de cada uma das montadoras. Por ser valorizado, nosso pessoal sabe dar o devido tratamento a cada uma

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SAGA

Empresa é líder de mercado nas praças onde atua

110 | MELHORES DOS MAIORES 2011

das marcas que representamos. Todos estão contentes com os nossos resultados – clientes, fornecedores, colaboradores, montadoras, acionistas, governos e as comunidades nas quais estamos inseridos.” A Saga foi fundada em Goiânia, em 1972, por um grupo de empresários que aproveitaram a oportunidade de negócio em razão da desistência da antiga representante da marca Volkswagen na capital do Estado de Goiás. Em 1974, um dos sócios-fundadores da Saga, Hélio Campos, ofereceu sociedade ao empresário mineiro Antônio Maia. Conhecido e admirado no meio empresarial goiano, Maia recebeu, em 1969, o título de “Homem Destaque da Região Sudoeste de Minas Gerais”, concedido pela Associação Comercial de Minas Gerias. Antônio Maia, ou “Toninho”, como os colaboradores do grupo se referem a ele, mudouse para Goiânia e assumiu a presidência e o controle acionário do grupo em 1975. Expansão e desenvolvimento marcam a história da Saga a partir desta data, cuja principal característica ao longo dos anos tem sido a destacada atuação da empresa, como líder de mercado, nas praças em que atua. (WO)


DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS

Entusiasmo na ponta da linha Revendedores conhecem os desejos do cliente e, por isso mesmo, esperam que as vendas cresçam mais do que a produção WAGNER OLIVEIRA Embalada pelo crescimento econômico, a distribuição de veículos não tem do que se queixar – apesar de a competição exigir cada vez mais profissionalismo dos revendedores. Com aumento anual médio de 7,5% da frota circulante, o setor cria novas oportunidades de negócios, amplia riquezas, gera postos de trabalho e aumenta a arrecadação de impostos. Contando com as graças da nova classe média, tanto distribuidores de autopeças como de veículos esperam crescer neste ano acima dos 5% projetados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que é a ponta final de uma indústria que faturou em 2010, segundo a Anfavea, cerca de R$ 170 bilhões (incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários, máquinas agrícolas, motos e outros veículos), detém 22,5% do PIB industrial e 5,2% do PIB nacional. Representa cerca de 6 mil revendedores, que trabalham com uma margem líquida de 1,5% a 3% sobre o valor final do veículo e geram perto de 290 mil empregos diretos. A chegada de novas marcas, principalmente as asiáticas, amplia a rede de revendas para todo o território e, junto com o próprio crescimento, ajuda a mudar o per-

112 | MELHORES DOS MAIORES 2011

fil do negócio. “Nas regiões mais desenvolvidas do País, os negócios tendem a ficar mais concentrados em grupos empresariais, cuja gestão mais centralizada e profissionalizada reduz custos e mantém o empreendimento mais competitivo diante do acirramento da concorrência entre as marcas”, afirma Sérgio Reze, presidente dos conselhos deliberativo e diretor da Fenabrave. “Por outro lado, nas praças mais distantes, as empresas familiares ainda predominam.” Muda também o perfil de vendas. “Os consumidores estão comprando veículos de maior potência e mais sofisticados”, diz Reze. O market share dos carros populares, que chegou a 70% há cinco anos, caiu para 46% em setembro. Segundo ele, as vendas dos veículos 1.0 só não caíram mais porque as montadoras as associam aos frotistas. “Essas vendas distorcem o mercado. Os clientes pessoa jurídica ou frotistas, em sua maioria as locadoras, ajudam as montadoras a alavancar volumes de vendas e obtêm descontos que chegam até 35%, enquanto as margens médias das concessionárias são de 10%. Seria mais justo que as montadoras ajustassem o preço público de seus produtos para baixo, mas para todos os consumidores e não para privilegiados”, critica. A compensação vem na categoria imediatamente acima do 1.0. “Aumentou a participação dos veículos hatch pequenos, sedãs compactos, médios e grandes. Isto


reflete o crescimento da nova classe C”, afirma o presidente da Fenabrave. Considerando as estatísticas dos emplacamentos, as perspectivas indicam para este ano alta nas vendas de 8,38%, totalizando 5,7 milhões de unidades. Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, espera-se aumento de 5,9% nos emplacamentos. Os segmentos de caminhões e ônibus deverão crescer 17,7% e 11,4%, respectivamente. Já para as motos prevê-se expansão de 12,1%. Os reajustes salariais são um dos fatores que estimulam o varejo no fim do ano e dão suporte a essas previsões, afirma Tereza Fernandez, sócia da MB Associados, consultoria econômica parceira da Fenabrave. “A desaceleração internacional é forte, mas os países emergentes vão bem”, diz. Como se fossem bens de capital, os comerciais leves ou veículos utilitários estão avançando acima da média (como já ocorrera em 2010). Enquanto as vendas de carros cresceram 3,89% entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da Fenabrave, a de utilitários aumentou 17,67%. Nesse ritmo, os comerciais leves deverão ultrapassar a marca de 750 mil unidades e subir de 12,8% para 13,4% na participação no mercado brasileiro. Na opinião de Cledorvino Belini, presidente da Anfavea e da Fiat, o aquecimento da economia demanda mais veículos para o trabalho, principalmente picapes (grandes, médias e pequenas), furgões e vans (trazendo consigo também o apetite por utilitários esportivos, mais voltados ao lazer). “Esse crescimento puxa para cima os resultados de toda a indústria”, afirma. A Fiat é a líder do mercado de comerciais leves: no acumulado do ano (até setembro), a montadora detém 20,9% das vendas, ante 14,7% da Volkswagen, 13,3% da General Motors e 9,39% da Ford. Explicase: as picapes pequenas estão na ponta da tabela dos mais vendidos, encabeçadas por Fiat Strada e Volkswagen Saveiro; entre as picapes médias, a Chevrolet S10 pontua, vindo a seguir a Toyota

Hilux. Em termos regionais, o Sudeste ainda concentra 50% do mercado, o Sul fica com 18% e o Nordeste, com 15%.

DUAS RODAS A emergência da nova classe C (e até da classe D) está associada, talvez mais do que nos outros segmentos, à expansão das motocicletas – elas podem ser sua porta de acesso para o sonhado mundo dos carros. Tanto é assim que, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Nordeste já detém 35% do mercado, que neste ano deve atingir 2 milhões de unidades (recuperando o patamar de três anos atrás). “O reflexo desse novo poder de consumo no setor de duas rodas foi enorme”, afirma Paulo Shuiti Ta– keuchi, ex-presidente da Abraciclo e membro do conselho consultivo. A Abraciclo representa dez associados, que devem produzir cerca de 2,1 milhões de unidades – quarto posto no mundo. A frota do País é estimada em 16,5 milhões de mototicletas. “Após a crise de 2008, o setor inteiro passou por nova reestruturação, avaliação de gastos e de estratégias. Está apto a crescer, agora com equilíbrio e uma base sólida”, diz Jaime Matsui, também ex-presidente da Abraciclo. Com faturamento de R$ 12,3 bilhões em 2010, a distribuição supera 1,3 mil pontos de venda, que agora acolhem também marcas importadas. A marca líder é a Honda (77% das vendas). Muito dependente do crédito (como, de resto, os demais segmentos), o mercado brasileiro ainda está fortemente concentrado em motos de baixa cilindrada, de até 150 cc (88% do total). Segundo a Abraciclo, 40% dos consumidores têm entre 21 e 35 anos e 75% são homens. Há uma moto para cada 13,2 brasileiros, o que revela que muito mais vem pela frente – na Itália, há uma moto para cada 5,8 habitantes.

Mais confiantes, os consumidores dispõem-se a pular um ou dois degraus na escala da motorização; a participação de mercado dos carros populares já é menor que 50%

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 113


DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILIÁRIOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DISTIRBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILIÁRIOS 1 Saga GO - GO 842.733 21,3 -4.548 45.819 266.645 146.481 -19.614 57.167 ND -0,5 316,1 182,0 31,3 667.906 124.145,8 21.314 14.292 118.245 59.353 28.267 37.091 67,1 3,2 564,9 199,2 24,1 2 Servopa - PR 572.451 13,1 13.767 8.966 107.002 56.764 16.194 50.064 65,1 2,4 535,0 188,5 15,8 3 Sinoscar - RS 4 Florença - PR 568.446 19,2 4.975 4.975 102.494 4.248 -13.737 15.624 100,0 0,9 554,6 2.413,0 117,1 558.439 19,5 19.828 19.748 107.202 38.117 21.629 40.739 99,6 3,6 520,9 281,3 51,8 5 Via Sul/Fiat - PE 6 Carbel/VW - MG 503.199 3,4 6.545 11.928 100.313 48.109 6.904 31.030 182,3 1,3 501,6 208,5 24,8 465.206 16,8 5.183 3.974 84.765 29.963 8.276 44.153 76,7 1,1 548,8 282,9 13,3 7 Brasilwagen - SP ( * ) 410.966 9,8 649 16.999 348.609 122.946 5.605 23.730 2.621,2 0,2 117,9 283,6 13,8 8 Disbrave/Brasília - DF 9 Jorlan Veícs - DF 409.134 11,1 2.103 1.240 151.185 53.833 6.495 10.667 59,0 0,5 270,6 280,8 2,3 10 Eurovia - PE 334.129 45,4 11.239 7.387 66.488 24.658 16.044 24.882 65,7 3,4 502,5 269,7 30,0 276.502 4,7 3.838 11.859 127.504 93.715 5.196 30.984 309,0 1,4 216,9 136,1 12,7 11 CCV Veículos - PR ( * ) 12 Govesa - GO 271.067 18,2 8.208 5.079 67.461 42.135 -2.886 20.088 61,9 3,0 401,8 160,1 12,1 13 Le Lac - PR 234.321 – 1.478 926 43.227 10.759 4.937 6.455 62,7 0,6 542,1 401,8 8,6 223.640 11,3 6.897 4.663 46.389 9.880 9.896 3.453 67,6 3,1 482,1 469,5 47,2 14 Cresauto - BA 15 Simpala Veículos - RS ( * ) 184.723 2,3 1.204 -11 46.229 21.929 4.000 4.712 ND 0,7 399,6 210,8 -0,1 16 Slaviero/Curitiba - PR 179.876 22,9 -205 195 51.617 25.587 4.638 13.599 ND -0,1 348,5 201,7 0,8 17 Slaviero/Brasília - DF 178.079 3,2 6.549 4.891 47.583 25.981 9.011 10.502 74,7 3,7 374,3 183,2 18,8 18 Miriam Minas Rio - RJ ( * ) 168.598 13,2 11.667 8.071 62.909 51.825 13.463 28.302 69,2 6,9 268,0 121,4 15,6 19 Irmãos Luchini - SP 165.521 10,7 1.098 966 32.998 15.089 1.511 13.714 88,0 0,7 501,6 218,7 6,4 20 Tecar DF - DF ( * ) 154.349 2,7 2.714 2.208 25.831 9.812 4.704 13.541 81,4 1,8 597,5 263,3 22,5 21 Lince Veículos - GO ( * ) 152.195 25,6 5.373 3.478 30.938 12.983 5.989 6.962 64,7 3,5 491,9 238,3 26,8 22 Betim Veículos - MG 148.040 4,6 925 608 31.781 7.959 2.706 -37 65,8 0,6 465,8 399,3 7,6 23 Sonnervig/Ford - SP ( * ) 145.845 -3,7 5.421 5.652 36.975 14.322 4.493 13.173 104,3 3,7 394,4 258,2 39,5 24 Eurovia Automóveis - PE 122.283 28,2 4.945 3.241 32.282 12.734 7.327 13.520 65,6 4,0 378,8 253,5 25,5 115.163 9,4 994 695 24.384 8.219 704 4.653 69,9 0,9 472,3 296,7 8,5 25 Ribeiro Jung - RS 26 Lemar - SP 113.551 -21,6 -9.545 -9.514 21.028 -10.780 -2.488 4.558 ND -8,4 540,0 ND ND 27 Disnave - RJ 107.877 3,4 1.643 1.316 18.511 5.962 2.443 3.000 80,1 1,5 582,8 310,5 22,1 28 Champagnat/GM - PR 105.482 25,2 -57 -69 27.577 3.139 699 6.783 ND -0,1 382,5 878,5 -2,2 29 Frutosdias/GM - BA ( * ) 103.925 5,8 7 7 20.600 7.104 1.062 2.536 100,0 0,0 504,5 290,0 0,1 30 Morumbi Motor - SP 98.217 -5,4 147 122 20.106 7.620 1.928 2.154 82,9 0,2 488,5 263,9 1,6 31 Rio Bahia Veiculos - BA 95.372 23,1 3.525 2.497 52.785 7.358 6.896 16.020 70,8 3,7 180,7 717,4 33,9 32 Importadora Ferragens - PA ( * ) 90.917 14,1 3.584 3.432 31.979 15.633 6.670 1.511 95,8 3,9 284,3 204,6 22,0 33 Vessa - ES 86.838 19,0 894 545 26.858 9.893 2.283 7.029 61,0 1,0 323,3 271,5 5,5 34 Norpave - PR 84.199 4,6 2.722 2.337 18.107 10.883 3.996 7.720 85,9 3,2 465,0 166,4 21,5 81.186 -8,3 1.652 1.397 26.065 15.997 1.468 2.291 84,6 2,0 311,5 162,9 8,7 35 Paraguassú - BA ( * ) 36 Ditrasa - MG 77.404 14,0 2.660 1.776 26.546 16.826 4.970 11.880 66,8 3,4 291,6 157,8 10,6 37 de Marco S.A Comércio - SC ( * ) 71.642 31,4 898 630 17.077 8.157 1.068 3.874 70,2 1,3 419,5 209,4 7,7 38 Rodac - RJ ( * ) 63.429 4,8 2.577 1.880 22.674 15.988 2.963 7.249 73,0 4,1 279,8 141,8 11,8 58.065 15,7 1.361 754 17.958 7.001 1.361 2.496 55,4 2,3 323,3 256,5 10,8 39 Distrive - MG ( * ) 40 J A Spohr - RS 56.299 26,0 524 362 11.226 4.992 1.378 2.701 69,0 0,9 501,5 224,9 7,3 41 Civesa - SP ( * ) 56.260 6,5 1.852 1.388 13.285 8.527 1.950 6.718 75,0 3,3 423,5 155,8 16,3 42 APEC Veículos - MG 54.410 20,3 1.382 859 17.404 11.795 2.217 3.044 62,2 2,5 312,6 147,6 7,3 43 Graciano R Affonso - SP 54.261 30,8 842 1.390 19.765 9.870 230 2.363 165,1 1,6 274,5 200,3 14,1 54.210 23,0 859 591 19.500 4.312 1.244 1.872 68,8 1,6 278,0 452,2 13,7 44 Jugasa - SC ( * ) 45 Pagan - SP 53.877 18,5 1.844 1.400 44.276 14.285 4.860 4.237 75,9 3,4 121,7 310,0 9,8 46 Sudeste Auitomóveis - MG ( * ) 50.510 46,3 898 709 7.120 2.865 991 550 79,0 1,8 709,4 248,5 24,8 47 Nova Ivesa - SP 49.655 33,8 1.694 1.138 7.444 2.996 2.189 – 67,2 3,4 667,1 248,4 38,0 48 Pampeiro Automóveis - RS 48.137 -3,2 1.601 1.859 19.545 15.803 1.463 4.765 116,1 3,3 246,3 123,7 11,8 44.665 -2,6 -59 -59 16.721 4.311 -3.402 6.264 ND -0,1 267,1 387,8 -1,4 49 Sajac - SP 50 Spengler - RS 40.938 -2,3 389 215 11.689 7.095 1.015 4.835 55,3 1,0 350,2 164,7 3,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILIÁRIOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DISTIRBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILIÁRIOS (CONTINUAÇÃO) 51 Copave Patense - MG ( * ) 38.573 – 1.363 925 12.787 3.373 1.673 1.718 67,9 3,5 301,7 379,0 27,4 52 Coeste - PR 36.495 26,9 664 565 6.481 4.219 616 3.561 85,2 1,8 563,1 153,6 13,4 33.821 -7,8 1.185 820 12.960 7.729 1.497 4.557 69,3 3,5 261,0 167,7 10,6 53 Motomecânica - RS 54 Somaco - PR 33.551 15,4 1.136 466 12.887 4.705 1.700 3.902 41,0 3,4 260,4 273,9 9,9 32.872 0,4 735 507 8.997 4.520 1.103 5.605 69,0 2,2 365,4 199,0 11,2 55 delore - SP 56 Guará Motor - SP 32.266 14,4 797 549 6.890 3.218 1.383 3.648 68,9 2,5 468,3 214,1 17,1 57 Amisa - RS 31.301 – 860 563 8.694 5.963 1.378 4.264 65,4 2,8 360,0 145,8 9,4 58 Frivel - RJ 31.260 10,0 1.791 1.524 10.625 8.568 1.366 4.186 85,1 5,7 294,2 124,0 17,8 30.700 -8,2 220 181 9.832 4.116 439 2.328 82,1 0,7 312,3 238,9 4,4 59 Agência Chevrolet - PR 60 Dirmave - SC ( * ) 26.824 10,3 643 447 7.778 2.722 1.139 2.017 69,4 2,4 344,9 285,7 16,4 25.774 27,3 1.499 1.155 7.236 2.092 1.548 3.276 77,1 5,8 356,2 345,9 55,2 61 Rio do Sul - SC 62 Agencia Volkswagem - RJ 23.202 3,8 1.825 1.291 7.624 3.452 1.512 375 70,7 7,9 304,3 220,8 37,4 63 Motocity - MG 22.677 -12,4 -186 -514 10.266 1.191 1.630 5.153 ND -0,8 220,9 862,3 -43,2 64 Aluisio Silva/GM - PB 19.639 16,4 -531 -104 7.162 3.086 -107 537 ND -2,7 274,2 232,1 -3,4 65 Eurokraft - RJ 18.769 -16,5 0 26 6.773 2.397 567 3.524 ND – 277,1 282,6 1,1 17.229 -5,2 -26 -33 5.069 1.589 522 2.786 ND -0,2 339,9 318,9 -2,1 66 Odorico M Monteiro - RS ( * ) 67 Bousquet - RJ 15.918 5,5 157 157 4.016 2.264 157 2.221 100,0 1,0 396,4 177,4 6,9 68 Satte Alam - RS ( * ) 11.912 47,1 32 691 7.540 2.564 27 2.604 2.161,7 0,3 158,0 294,0 26,9 69 Motovesa - GO 10.122 -5,8 -12 37 2.560 1.452 284 420 ND -0,1 395,5 176,3 2,5 70 Cancella - PA ( * ) 8.193 – -63 -63 15.925 4.474 -307 2.690 ND -0,8 51,5 356,0 -1,4 7.255 0,4 210 752 7.740 6.735 237 1.631 357,7 2,9 93,7 114,9 11,2 71 Marpas - RN 72 Caxiense - RS ( * ) 5.860 -31,8 119 31 1.901 1.735 125 176 26,4 2,0 308,2 109,6 1,8 73 Corema - SC 5.697 – 320 235 10.790 2.427 -30 628 73,5 5,6 52,8 444,6 9,7 74 Formasa Aldeota - CE 2.720 -60,3 -1.012 710 2.547 1.943 -939 -74 ND -37,2 106,8 131,1 36,5 75 Steyer - RS 1.144 -10,1 587 418 8.017 7.860 319 1.210 71,3 51,3 14,3 102,0 5,3 420 -95,9 -263 -227 5.994 5.448 -335 382 ND -62,7 7,0 110,0 -4,2 76 Bruno Roos - RS ( * ) 77 SFB - RS ( * ) 199 71,0 285 237 1.583 1.517 157 11 83,2 142,9 12,6 104,4 15,6 78 Auto União - RS ( * ) 142 -97,5 -67 -67 1.413 1.393 -18 184 ND -47,1 10,1 101,4 -4,8 79 Translages - SC 65 -95,8 -201 -254 4.099 4.024 -207 307 ND -310,6 1,6 101,9 -6,3 80 Casa Royal - SC ( * ) 44 81,6 -997 -580 4.534 1.229 -997 -795 ND -2.280,1 1,0 368,9 -47,2 26 0,1 -296 -458 8.875 -12.823 -144 -5.934 ND -1.133,6 0,3 ND ND 81 Pompéia Veículos - SP 82 Brasal Brasília - DF – -100,0 – – 377.528 318.294 – 7.400 ND ND ND 118,6 ND 83 Viwa - ES – – -204 603 22.174 21.353 -202 11 ND ND ND 103,8 2,8 84 Pavema - PR ( * ) – – -158 449 17.716 5.423 -153 509 ND ND ND 326,7 8,3 85 Yamada Veículos - PA – -100,0 -966 -1.303 14.079 -11.379 -564 396 ND ND ND ND ND 86 Casa Dico - RS – – -667 -374 11.583 4.358 -266 1.233 ND ND ND 265,8 -8,6 87 Ótima Veículos - RJ – – -1 -1 11.315 5.595 -18 -5.578 ND ND ND 202,2 0,0 88 Dipave - PR ( * ) – – -582 -94 10.483 -6.101 -568 -548 ND ND ND ND ND 89 Automóveis Tapajós - SP – – 1.276 1.097 9.965 8.644 1.197 -56 86,0 ND ND 115,3 12,7 90 Ótima Veículos - RJ – – -69 -69 8.094 3.163 -75 286 ND ND ND 255,9 -2,2 91 Ótima Veículos - RJ – -100,0 -43 -43 4.024 3.325 -43 – ND ND ND 121,0 -1,3 92 Cimaipinto - CE – – -17 -17 3.057 1.077 1 -160 ND ND ND 283,8 -1,6 93 Formighieri - PR – – 119 90 1.996 1.995 -3 74 76,0 ND ND 100,1 4,5 94 Vepira - SP – – -35 -35 1.232 -254 -34 213 ND ND ND ND ND 95 Tapajós - SP – – – – – -76 – – ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (95) 11.392.231 9,6 202.311 233.133 3.656.323 1.758.040 248.310 743.269 72,1 1,8 342,4 222,9 10,6 DIVERSOS 1 CN Auto - SP 106.987 178,1 -1.069 -2.517 53.229 6.545 7.148 33.290 ND -1,0 201,0 813,3 -38,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 106.987 178,1 -1.069 -2.517 53.229 6.545 7.148 33.290 0.0 -1,0 201,0 813,3 -38,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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FARMÁCIAS E PERFUMARIAS

Uma parada na consolidação Depois de duas grandes operações de fusão e aquisição, as empresas devem agora se concentrar no crescimento orgânico SILVIO MUTO Apenas dois movimentos de fusões e aquisições bastaram para agitar o concorrido ramo das farmácias e perfumarias, ao criar dois gigantes que nasceram brigando pelo topo do setor. Mas as operações como as que uniram Drogasil/Droga Raia e Drogaria São Paulo/Drogarias Pacheco, acreditam os especialistas, deverão escassear – ao menos quanto ao tamanho dos envolvidos –, e a tônica para o crescimento das empresas será a expansão orgânica ou com base em pequenas aquisições. Tal tendência não se explica pela falta de vontade das companhias, mas sim pela própria estrutura do mercado de farmácias no Brasil. “O mercado é muito concentrado, não tem muita empresa grande para consolidar”, diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Barreto conta que as grandes operações costumam ocorrer quando há uma briga pela liderança do setor. Algo que, com as fu– sões de Drogasil/Droga Raia e Drogaria São Paulo/Dro– garias Pacheco já teria praticamente se exaurido. No ranking Abrafarma de 2011, que tem como ano-base 2010 – portanto, sem levar em conta as grandes fusões deste ano – e usa como critério as vendas das empresas, a Pague Menos aparecia em primeiro lugar, seguida de Drogaria São Paulo, Drogasil, Pacheco e Raia.

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Após a fusão, a São Paulo/Pacheco tornou-se a maior rede do País, seguida por Drogasil/Raia, derrubando a cearense Pague Menos para o terceiro lugar. Para Barreto, operações de fusão e aquisição com as empresas restantes acrescentaria pouco na briga pelo topo. “A briga pela liderança ficará entre as três primeiras. A consolidação de duas ou três empresas médias nunca resultará numa gigante”, diz Barreto. Para ele, a luta pelo primeiro lugar foi o principal combustível das duas operações. “A fusão da Drogaria São Paulo com a Pacheco foi uma resposta à Raia Drogasil”, analisa Barreto. Para um analista do setor de varejo que não quis se identificar, somente o desejo de abocanhar a liderança do setor poderia reunir na mesa de negociações o dono da Pacheco, Samuel Barata, e o acionista majoritário da Drogaria São Paulo, Ronaldo Carvalho, “ambos de gênios muito difíceis”. Diante de toda essa efervescência no mercado, a Pague Menos, campeã do ano passado no ranking do especial Melhores dos Maiores no Comércio, parece não se preocupar com a perda da liderança. Em declarações à imprensa, seu presidente e fundador, Deusmar Queirós, afirmou que pretende recuperar o lugar mais alto do pódio do setor em dois ou três anos. E, para o empresário, a rede nordestina não deve recorrer a fusões ou aquisições para conseguir seu intento. “Nosso crescimento é orgâ-


farmácias e perfumarias Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FARMÁCIAS E PERFUMARIAS 1 Drogasil - SP 2.005.216 19,7 120.829 89.015 922.285 598.617 143.521 218.320 73,7 6,0 217,4 154,1 2 Drogaria SP - SP 1.975.783 22,3 42.207 21.473 708.470 189.415 73.730 77.169 50,9 2,1 278,9 374,0 3 Farmácia Pague Menos - CE ( * ) 1.806.096 23,7 37.919 42.132 617.160 89.280 95.701 120.242 111,1 2,1 292,7 691,3 4 Droga Raia - SP 1.793.893 20,1 3.410 1.738 1.097.296 567.066 75.776 25.021 51,0 0,2 163,5 193,5 5 Dimed - RS 1.187.800 13,9 40.466 30.773 376.499 173.034 58.615 128.958 76,1 3,4 315,5 217,6 6 Latino Americana - SC 427.462 35,0 17.266 11.322 138.829 37.754 16.509 – 65,6 4,0 307,9 367,7 7 Sant’Ana Drogaria - BA ( * ) 357.332 22,2 4.706 3.129 92.423 27.595 11.171 33.529 66,5 1,3 386,6 334,9 8 Drogaria do Rosário - DF 166.641 – -6.831 405 109.333 39.696 -1.283 34.067 ND -4,1 152,4 275,4 9 Drogaria Guararapes - PE 2.812 – -1.684 -1.878 10.167 4.827 756 648 ND -59,9 27,7 210,6 10 Drogaria Dona Terezinha - SP – – -173 -2.840 86.334 41.542 -41 – ND ND ND 207,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 9.723.035 22,2 258.115 195.269 4.158.796 1.768.826 474.455 637.954 66,5 2,1 278,9 246,5

14,9 11,3 47,2 0,3 17,8 30,0 11,3 1,0 -38,9 -6,8 11,3

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

nico. Não queremos comprar ninguém nem vender a Pague Menos para ninguém. Vamos continuar pagando nossas continhas e abrindo nossas lojas”, disse o empresário em entrevista ao Diário do Nordeste. Para Barreto, a decisão de Deusmar é acertada. “Com os recursos da oferta inicial de ações programada para os próximos anos e uma boa estratégia de crescimento orgânico, a expansão tem tudo para ser mais bem-sucedida do que em uma fusão com uma rede mediana”, opina. O executivo da Abrafarma sabe que as perspectivas de crescimento por meio de expansão orgânica não são boas apenas para a Pague Menos, como também para todo o setor. “As empresas associadas à Abrafarma, responsáveis por 75% do mercado, vêm crescendo em torno de 10% ao ano de forma orgânica, e a tendência é que continue nesse ritmo, pelo menos, até 2015”, prevê. E as perspectivas de crescimento poderiam ser até melhores, se houvesse maior apoio governamental. “Todo o desenvolvimento do setor nos últimos anos se deve quase que unicamente à bonança da economia do País, que trouxe ao mercado os consumidores das classes C, D e E. Tirando o programa Farmácia Popular — criado em fevereiro deste ano e que possibilita ao consumidor adquirir gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão —, não houve nenhuma outra ação significativa do Estado para melhorar o acesso da população a medicamentos”, critica Barreto.

RECEITA ALTERNATIVA Para o presidente da Abrafarma, a existência de programas mais amplos de acesso da população aos remédios poderia proporcionar maiores oportunidades de crescimento ao setor, além de garantir o acesso da população aos produtos. “Nos Estados Unidos, em 95% dos casos, o paciente não paga nada pelo remédio, pois quem paga é o plano de saúde. Com o acesso amplificado, todos ganham. A farmácia ganha, pois a demanda aumenta, o consumidor ganha, pois ele consegue encontrar a cura para sua doença, e ganha o Estado, porque o cidadão não vai voltar a dar despesas porque seu problema foi resolvido e ele não vai precisar retornar ao hospital.” Enquanto a parceria governamental não vem, o setor segue crescendo firme, com base em estratégias que se encaixaram como uma luva no desenvolvimento da nova classe média brasileira. Uma das molas propulsoras nesse cenário foi a venda de não medicamentos, que vem se expandindo de forma mais acentuada que a dos remédios. Entre 2008 e 2010, o faturamento das farmácias com esse tipo de produto aumentou 50%, indo de R$ 3,18 bilhões para R$ 4,78 bilhões, ao passo que a venda de medicamentos cresceu 45% no mesmo período. Hoje, os não medicamentos já respondem por cerca de 40% da receita das farmácias brasileiras. “Há alguns anos, os não medicamentos representavam cerca de 20%. Com a melhora da renda, as classes C, D e E passaram a se preocupar mais com a pele e o cabelo, itens considerados supérfluos em outras épocas”, analisa Barreto.

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PREMIADA | FÁRMACIAS E PERFUMARIAS | DROGASIL

No ano passado, a rede ganhou 57 novas lojas

Números ao estilo chinês Aplicando na expansão em novos mercados, a companhia alcança resultados de dois dígitos e mostra apetite para seguir assim Desde que entrou no Novo Mercado, grupo de elite das empresas listadas em Bolsa, em 2007, a Drogasil – que, pioneiramente em seu setor, abrira o capital trinta anos antes – vem acumulando bons resultados. Mas poucos anos, de

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seus 76 de vida, serão lembrados com tanto carinho como o de 2010. Afinal, o crescimento que o campeão do setor de farmácias e perfumarias do ranking da presente edição obteve no ano passado foi espetacular. “O principal


FOTOS: DIVULGAÇÃO/DROGASIL

diferencial da Drogasil em 2010 foi manter o ritmo de crescimento com aumento da rentabilidade. Essa foi a expansão mais rápida que a Drogasil já teve em sua história”, atesta Claudio Ely, CEO e diretor de relações com investidores. A expansão registrada, dois dígitos na maioria dos indicadores, qualquer chinês aplaudiria. A rede de lojas, por exemplo, cresceu 20,1% em relação ao ano anterior. Em 2010, o número de lojas inauguradas, 57, foi mais do que o dobro verificado um ano antes (27), para atender à estratégia de conquistar o País, quebrando uma histórica concentração em São Paulo – onde está a maior parte das operações – e em Minas Gerais. Mesmo assim, no ano passado, foram 15 inaugurações em São Paulo. O foco principal, no entanto, foi o Distrito Federal, que recebeu 26 novas lojas. O Estado de Goiás, onde a Drogasil chegou em 2000, ganhou nove. No mercado carioca, a estreia se deu com a aquisição de seis pontos da rede Santa Marta. “Tínhamos o desejo de abrir unidades no Rio de Janeiro há muito tempo, pois é o segundo maior mercado de farmácias no País, e consideramos que 2010 foi o momento ideal para entrarmos”, diz Ely. Para atender à demanda nos novos mercados, notadamente os do Distrito Federal e de Goiás, a empresa abriu no segundo semestre de 2010 um novo centro de distribuição no município mineiro de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Essa unidade – de quatro módulos de 6 mil metros quadrados, na qual foram aplicados R$ 3 milhões – veio a se juntar

a outra, localizada na capital paulista, e turbinou a capacidade logística da rede. Se forem somadas as novas unidades obtidas com a megaoperação junto à Droga Raia, o salto fica ainda maior. “Hoje, temos mais que o dobro de lojas que tínhamos no primeiro semestre de 2010”, observa Ely. Ele, contudo, não se apega somente à quantidade de novas unidades. “Não medimos nosso crescimento com base apenas nas novas lojas; é preciso que elas sejam rentáveis.” E os números comprovam que elas foram bem rentáveis. A receita líquida, de R$ 2 bilhões, foi 16,5% maior que em 2009. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) evoluiu 21% sobre o desempenho de 2009, indo de R$ 118,5 milhões para R$ 143,5 milhões. E, enquanto o caixa da companhia pouco se alterou no exercício 2009 (cresceu de R$ 125,2 milhões para R$ 127,6 milhões), em 2010 ele saltou para R$ 180,8 milhões. Outro ponto a se destacar é o crescimento de vendas mesmas lojas, que em 2010 foi de R$ 197,3 milhões, incremento de 11% em relação ao ano anterior. “Nosso vigor nesse quesito indica o melhor tipo de crescimento que poderíamos ter, isto é, mesmo que a companhia não estivesse investindo nada, continuaria crescendo”, explica o executivo.

INTEGRAÇÃO QUALITATIVA Após a conquista de marcas tão expressivas, seria natural que a Drogasil desse uma parada para retomar fôlego. Não foi o que aconteceu. Outro ciclo de crescimento começou em julho deste ano, quando a empresa anunciou a fusão com a Droga Raia, para formar uma rede gigante de farmácias no País, mais de 700 lojas, que dominará por volta de 83% do mercado – a Raia Drogasil S.A. Para um analista que prefere manter o anonimato, a fusão foi um movimento inteligente da Drogasil para barrar a entrada da cearense Pague Menos no mercado paulista. “No caso da Droga Raia, o casamento será proveitoso especialmente nos números do balanço, com melhoras expressivas em suas margens, já que seu lucro em 2010 foi de apenas R$ 1,7 milhão, enquanto o da Drogasil foi bem maior, R$ 89 milhões”. Para ele, um grande desafio a ser enfrentado é o de contornar o risco de canibalismo entre as lojas das duas bandeiras anti-

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PREMIADA | FÁRMACIAS E PERFUMARIAS | DROGASIL

gas. “Principalmente em São Paulo, é comum encontrar vários pontos de uma e outra quase vizinhos. A possibilidade de algumas, ou várias, lojas fecharem é grande”, opina o analista. Ely discorda. Para ele, cada marca atende determinado público e, por isso, a fusão trará complementaridade de operações. “Enquanto boa parte do público da Drogasil é formada por aposentados, o da Droga Raia conta com consumidores mais jovens”, destaca o diretor-presi- Para todas as unidades, a ordem é a mesma: a operação precisa ser rentável dente da Raia Drogasil. Tanto que estão mantidos os planos da Drogasil cas de governança corporativa, profissionalizou de abrir mais lojas nos mercados já conquistaa gestão e adotou a transparência em seus prodos. “A perspectiva é de que serão 40 novos cessos internos. “Hoje, a Drogasil possui a estabelecimentos neste ano”, prevê. O que ele melhor administração entre todas as empresas quer agora é “iniciar de maneira rápida e efido setor de farmácias. Suas concorrentes ainda ciente a integração das duas empresas”. O protêm traços fortes de gestão familiar, e mesmo as cesso, que deve levar pelo menos dois anos para empresas que começaram a se profissionalizar se completar, terá foco mais em aspectos qualitêm seus fundadores ainda muito presentes no tativos do que quantitativos, ou seja, o maior cotidiano”, explica o executivo. ganho ocorrerá da combinação de ativos das A companhia tem capital aberto desde duas companhias. 1977, mas foi a partir de 2007, quando migrou para o Novo Mercado, segmento mais exigente em práticas de governança da BM&FBovespa, Recuperação fabulosa que seus papéis decolaram. Desde a estréia, a Os sucessos recentes da Drogasil são a culmiação DROG3 valorizou-se mais de 1.000%. Em nância de uma história de superação. Em 1998, 2010, quando o principal indicador da Bolsa, o o cenário era bem outro: passando por sérias Ibovespa, fechou com alta de frustrante 1,04%, dificuldades financeiras, a rede foi obrigada a seus papéis obtiveram ganhos de 47%. fechar 42 das 116 unidades que tinha então. A reformulação na gestão e no relacionaFoi iniciado na ocasião um projeto de reorganimento com o mercado permitiu à empresa zação estratégica, cujo ponto principal era a alçar voos mais altos e investir forte para se mudança no foco de atuação. “A empresa, que tornar inovadora em várias frentes. “Fomos os trabalhava simultaneamente nos segmentos primeiros a lançar conceitos como o Beauty de atacado, varejo e laboratório, decidiu conCenter, que é um espaço nas lojas voltado para centrar esforços no varejo. Como esse setor a estética, e o Diabetes Center, focado em protradicionalmente opera com margens reduzidutos e medicamentos para o tratamento da das, desde então procurou operar com o menor diabetes. Além disso, fomos a primeira farmánível de endividamento possível, e deu certo”, cia a aderir ao Programa Farmácia Popular do comenta um analista. Brasil, criado em 2004 pelo Ministério da Com experiências anteriores no setor finanSaúde”, orgulha-se Ely. ceiro, Ely tornou-se diretor-presidente em 1998. A empresa passou a adotar as melhores práti(SM)

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Fôlego renovado para dois dígitos Embora não repitam o desempenho do ano passado, as marcas preveem avanço de 15% no faturamento em 2011

FRANQUIAS

ANA BORGES Ao que tudo indica, o setor de franquias, que na última década cresceu na casa de dois dígitos ao ano, ainda está com ótimo fôlego. Em 2010, o faturamento do setor atingiu R$ 76 bilhões, um crescimento de 20,4% em relação a 2009. Agora em 2011, a projeção baixa um pouco, mas permanece no ótimo patamar de 15%, isto é, por volta de três vezes o desempenho esperado para o PIB brasileiro. Se as perspectivas se concretizarem, o faturamento esperado ficará próximo de R$ 90 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), que representa 1.855 marcas de franquias atuantes no País. No ano passado, o número de redes em operação no País cresceu 12,9% – surgiram 212 novas – e o número de unidades (franqueadas e próprias) chegou a 86.365, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Essa expansão resultou na abertura de mais de 57 mil novos postos de trabalho. O setor é responsável, hoje, por mais de 777 mil empregos diretos. A nova ordem econômica brasileira é um importante fator para esse desempenho positivo. “O crescimento da renda do brasileiro leva ao maior consumo. A nova classe média alavanca as vendas das marcas. Os setores que mais cresceram estão ligados ao aumento do poder

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de compra da população”, diz a vice-presidente da ABF, Maria Cristina Franco. O ingresso dos bancos de investimento, injetando capital na expansão das redes, é outro fato que impulsiona o setor, também ajudado pela oferta de linhas de crédito bancárias mais acessíveis aos investidores que desejam montar sua franquia, devido ao menor risco do negócio. Enquanto a taxa de mortalidade das pequenas empresas em geral está em torno de 80% no primeiro ano, a taxa de fechamento das franquias fica em 1%, chegando a no máximo 5% nos primeiros cinco anos. “A percepção é que o negócio franquia é muito mais seguro, pois a fórmula já foi testada e aprovada. Existe também um novo perfil do franqueado, mais profissional e menos aventureiro”, ressalta Maurício Galhardo, consultor da Praxis Education. Em faturamento, o segmento de franquia que mais cresceu em 2010 foi o de alimentação (39,9%), seguido pelos setores de acessórios pessoais e calçados (29,9%), vestuário (29,0%), móveis, decoração e presentes (27,4%) e esporte, saúde, beleza e lazer (20,%). As franquias de alimentação devem permanecer em destaque. Recente pesquisa realizada pela ABF e pela ECD, consultoria especializada em alimentação fora do lar, revelou que as redes de franquias de alimentação projetam faturar 18,6% a mais neste ano, um


franquias Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FRANQUIAS 1 Unidas Rent A Car - SP 703.157 115,5 -90.490 -113.467 1.006.901 310.451 165.022 50.449 ND -12,9 69,8 324,3 -36,6 2 AM/PM Mini Market - RJ ( * ) 600.013 32,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 379.067 31,8 42.602 48.536 221.979 119.329 45.368 66.832 113,9 11,2 170,8 186,0 40,7 3 Arezzo - MG ( * ) 4 Boticário Franchising - PR 253.117 33,3 156.629 142.403 222.413 144.386 148.555 18.786 90,9 61,9 113,8 154,0 98,6 5 Poltex - ES ( * ) 100.096 26,4 -1.347 2.239 231.272 75.446 4.323 31.146 ND -1,4 43,3 306,5 3,0 6 Rentauto - PR 23.463 10,8 508 2.052 31.502 21.026 2.192 2.879 403,9 2,2 74,5 149,8 9,8 7 Farmais - SP 10.621 33,6 -661 -1.768 6.340 1.068 -745 -860 ND -6,2 167,5 593,6 -165,5 8 Arquipélago/Hertz - SC 4.820 – -1.805 -871 14.621 4.846 1.221 2 ND -37,5 33,0 301,7 -18,0 9 Farma & Farma - SC 1.609 21,6 70 35 511 299 102 140 50,3 4,3 314,7 170,9 11,7 10 Sifra - RS ( * ) – – -4.985 -8.190 7.512 7.512 -5.098 – ND ND ND 100,0 -109,0 32,2 100.521 70.970 1.743.051 684.363 360.940 169.374 102,4 0,4 94,1 186,0 3,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 2.075.962 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

crescimento superior ao registrado em 2010 (de 16,8%). O levantamento abrange 46 cadeias, que faturaram R$ 9,2 bilhões em 2010 (61% do total do segmento). O Griletto é uma das marcas que acompanham o movimento. No primeiro semestre de 2011 inaugurou 11 lojas e prevê mais 12 até o final do ano. “A alimentação fora do lar é uma tendência que vem se confirmando a cada estudo realizado pelas entidades parceiras. Temos total convicção do potencial que o setor de alimentação oferece”, comenta Ricardo José, sócio-fundador do Griletto. A rede inaugurou suas primeiras unidades nas regiões CentroOeste e Nordeste, novas fronteiras de expansão do sistema de franquias, e prevê mais 20 unidades nos próximos dois anos. Outra rede que registra forte aumento é a China House – tradicional em culinária chinesa –, que está contando com um crescimento de 10% no faturamento em 2011. “Vamos triplicar a rede nos próximos três anos. É uma projeção conservadora. Poderíamos crescer mais, porém somos bastante seletivos”, afirma Jorge Torres, executivo da rede.

DESLANCHE DA MICROFRANQUIA Para os segmentos de vestuário e calçados e acessórios, o otimismo também define as perspectivas. Os dois mostraram incremento de faturamento ao redor de 30% no ano passado. O de calçados e acessórios ficou com o segundo lugar no crescimento em unidades (27%). O aumento foi de 16,5% em número de redes, atingindo 4.178 unidades em 2010.

Em vestuário, o número de novas marcas subiu 176 para 220 no ano passado. A Hope é uma das redes que se encontram em franca expansão: cresceu cerca de 90% em número de lojas em 2010, investe na abertura de novas lojas em todo o País e pretende dobrar o número delas, chegando a 115 no final de 2011. “A procura por uma franquia Hope dobrou. Até o ano passado tínhamos, em média, dez candidatos por dia, agora atendemos mais de 20 pessoas”, ressalta o diretor comercial, Carlos Eduardo Padula. A Tip Top iniciou em 2005 o estudo para instalação de uma rede nacional de lojas franqueadas; três anos depois, abriu sua primeira unidade em São Paulo. “Desde 2008, a rede de franquias tem sido a nossa menina dos olhos. Encerramos 2009 com 22 lojas e 2010 com 37. Vamos fechar 2011 com 55 lojas e nosso projeto é chegar a 2013 com cem”, conta o superintendente comercial da Tip Top, Mario Silveira. Na avaliação de Galhardo, a próxima transformação do ramo esperada para os próximos anos é o deslanche das microfranquias, modalidade que demanda investimento de até R$ 50 mil e já conta com 260 marcas e 12 mil unidades espalhadas pelo Brasil. A movimentação financeira do segmento soma R$ 3,6 bilhões, pouco menos de 5% do faturamento total do setor. Segundo o especialista, as empresas voltadas a serviços estão entre as mais promissoras. “As microfranquias oferecem serviços padronizados. Antes restrito a prestadores sem referência, o segmento agora oferece funcionários uniformizados e treinados, que dão nota fiscal. Basicamente, todos os serviços podem ser franqueados”, ressalta.

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LOJAS DE DEPARTAMENTOS E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS

Sem temor, redes se fortalecem Mesmo com a turbulência internacional, empresas não abandonam estratégias para seguir expandindo as vendas CELIA DEMARCHI O comércio de roupas e calçados e as lojas de departamentos, setores dos mais beneficiados pelo crescimento econômico dos últimos anos, devem continuar se expandindo. No mínimo durante o primeiro semestre de 2012, mesmo que a crise financeira internacional se aprofunde, na opinião de Cláudio Felizoni, coordenador do Programa de Administração de Varejo (Provar). Se nada mais dramático ocorrer na economia global, esse tipo de varejo deverá navegar em águas tranquilas nos próximos anos, pois não se enxerga no horizonte possibilidade de redução significativa da expansão econômica que tem permitido aumento da renda ao brasileiro e, ainda, do volume de crédito no mercado, condições fundamentais para seu desempenho. O aumento das vendas, porém, tende a se desacelerar em consequência das medidas do governo para frear a inflação. “As famílias ficarão mais cautelosas e até enfrentarão certa dificuldade para financiar as compras”, diz Bruno Fernan– dez, economista da Confe– deração Nacional do Comér– cio (CNC), lembrando que as vendas do varejo devem crescer algo em torno de 6% em 2011, ainda um índice elevado, principalmente se for considerada a graúda base de cálculo. Para o comércio de roupas e calçados, menos de– pendente de financiamento se comparado ao segmento

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de bens duráveis vendidos pelas redes de lojas de departamentos, o cenário é mais promissor, apesar do aumento do dólar, que, durante o longo período de baixa, contribuiu fortemente para seu bom desempenho, ao possibilitar uma verdadeira inundação de produtos importados. O aumento da renda, que se fez mais perceptível na classe C, provocou o apetite do varejo, que para desbravar novos mercados deflagrou uma onda de fusões, processo que ainda pode ter continuidade no curto e no médio prazos. Desde 2009, pelo menos quatro grandes cadeias compraram ou se fundiram a concorrentes para se fortalecer em praças ainda não ocupadas. Primeiro, o grupo Pão de Açúcar adquiriu do banco Safra a Globex, dona das lojas Ponto Frio. Em seguida, a Globex associou-se à líder do segmento, a Casas Bahia, tornando-se uma potência com presença em 12 estados, quase mil lojas e faturamento estimado para 2011 de cerca de R$ 20 bilhões. No setor de têxteis, a gaúcha Renner comprou as 27 lojas distribuídas por seis estados e o Distrito Federal da paulista Camicado para entrar no ramo de utensílios domésticos. Em seguida, o Magazine Luiza comprou 121 lojas do Baú da Felicidade e ainda abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Pre– sente em 16 estados, o Magazine Luiza tinha, em outubro de 2011, outras 613 lojas identificadas com a própria bandeira. Um dos alvos preferidos


das grandes cadeias, sejam de roupas ou lojas de departamentos, tem sido o Nordeste. É a região onde a Globex pretende marcar presença com a marca Casas Bahia, forte no Sudeste (no Sul está abrindo lojas Ponto Frio). Na opinião de Felizoni, ambos os segmentos devem passar por nova onda de fusões e aquisições nos próximos dois a três anos. Para Fernandez, o movimento pode até se precipitar, caso a crise econômica internacional afete de modo mais profundo o País, dificultando o desempenho das redes de menor porte. O presidente-executivo da Riachuelo, Flávio Rocha, acredita que sozinho o varejo de vestuário tem condições de abrigar uma empresa com 10% de participação no mercado brasileiro em cinco anos, conforme afirmou durante evento do setor em setembro, em São Paulo. Tal empresa, disse, teria de produzir cerca de 900 milhões de peças por ano. Atual– mente, ainda segundo Ro– cha, as quatro maiores companhias do segmento detêm não mais que 4% das vendas no País. O empecilho à concentração, destaca, é a informalidade da produção, que minaria o trabalho das grandes cadeias formalizadas. Em sua avaliação, po– rém, a informalidade no setor de vestuário deverá se reduzir drasticamente nos próximos anos. A líder inconteste entre as redes de vestuário e calçados, a C&A, jamais divulga um só dado relacionado ao seu desempenho (o banco Credit Suisse estimava, em 2008, que a empresa faturava cerca de R$ 4 bilhões por ano no Brasil). Já a Riachuelo, que disputa com a Renner o terceiro lugar no ranking divulga até mesmo suas estratégias de crescimento, onde se vê claramente uma ofensiva na segmentação do público, embora continue expandindo suas lojas tradicionais. A rede anunciou em 2011 que já em 2012 começaria a abrir pontos de venda específicos somente para mulheres. Para o público masculino jovem, está voltando a apostar na marca Pool, que foi sucesso em anos recentes, abrindo lojas exclusi-

vas da marca, provavelmente também a partir de 2012. Uma das motivações da estratégia é a flagrante falta de espaço para megalojas nos maiores mercados, que tende a empurrar o comércio cada vez mais para dentro dos shopping centers. Outra tendência, já bem delineada entre as redes de têxteis é comprar na China para revender no Brasil, de matéria-prima a produtos acabados: a Riachuelo importa do país asiático em torno de 10% dos artigos que comercializa, algo entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões – e não pretende recuar, apesar do aumento do dólar.

NOVO MODELO No varejo exclusivamente calçadista, que vendeu 744 milhões de pares em 2010 (6% mais que em 2009), equivalente a R$ 37,7 bilhões (12,5% mais), o crescimento das vendas também deve se desacelerar em 2011 e 2012. E a tendência é de aumento do valor agregado dos produtos, refletido já no faturamento de 2010, disseminação das marcas próprias, terceirização da produção e expansão por meio de franquias – modelo adotado pioneiramente pela Arezzo. Líder do mercado brasileiro no segmento feminino, a Arezzo fatura cerca de R$ 600 milhões anuais com quatro marcas (Arez– zo, Schutz, Ana Capri e Alexandre Birman). É ain– da uma das maiores do segmento na América Latina, com pelo menos 260 franquias no Brasil somente da marca Arezzo (sete no exterior) e mais algo em torno de três dezenas de lojas próprias no Brasil e no exterior com essa mesma bandeira. Desde 2009, a Via Uno, que tem mais de 300 lojas em todo o mundo e fatura em torno de R$ 500 milhões anualmente, começou a enfrentar a líder com as mesmas táticas, incluindo a atribuição de valor agregado aos produtos, que se tornaram mais sofisticados. A empresa abandonou ainda o modelo multimarcas e adotou as franquias, maneira de se expandir com baixíssimo investimento.

Na Riachuelo, a estratégia é segmentar o público, abrindo lojas exclusivas para mulheres e para o público masculino jovem, sem deixar de expandir a rede tradicional

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 125


LOJAS DE DEPARTAMENTOs E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % LOJAS DE DEPARTAMENTOs E ELETRODOMÉSTICOS 1 Nova CasaS Bahia - SP

6.470.126

-405.529

-286.216

5.277.581

1.158.617

-146.411

2 Lojas Americanas - RJ

5.344.585

19,1

396.815

286.559

4.657.067

501.588

792.841

1.730.457 ND -34.470

-6,3

122,6

455,5

-24,7

72,2

7,4

114,8

928,5

57,1

3 Ponto Frio - RJ

4.557.788

37,1

-93.934

-63.157

4.221.221

2.544.609

178.019

432.193 ND

-2,1

108,0

165,9

-2,5

4 Magazine Luiza - SP

4.193.623

52,9

40.208

68.834

2.213.107

47.436

260.987

104.550

171,2

1,0

189,5

4.665,5

145,1

5 Casas Pernambucanas SP - SP

2.917.699

11,8

67.084

162.426

2.211.322

543.065

138.160

165.632

242,1

2,3

131,9

407,2

29,9

6 Lojas Renner - RS

2.726.604

19,5

414.350

308.028

2.048.144

1.021.308

462.605

685.091

74,3

15,2

133,1

200,5

30,2

7 Lojas Cem - SP

1.632.679

38,0

213.131

132.171

1.191.180

832.325

226.927

786.940

62,0

13,1

137,1

143,1

15,9

8 Y Yamada - PA

1.229.939

22,4

-236

8.337

665.355

69.467

20.580

113.250 ND

0,0

184,9

957,8

12,0

9 Lojas Colombo - RS

1.145.261

23,5

3.014

11.409

764.575

284.733

15.110

141.837

378,5

0,3

149,8

268,5

4,0

10 Compra Fácil - RJ ( * )

805.399

47,3

15.563

9.999

437.231

70.841

23.625

191.852

64,3

1,9

184,2

617,2

14,1

11 Lojas Leader - RJ ( * )

644.078

16,7

2.177

-4.300

398.285

50.930

10.555

13.004 ND

0,3

161,7

782,0

-8,4

12 Eletrosom - MG

503.688

31,3

6.940

25.848

439.025

89.601

31.398

116.267

372,5

1,4

114,7

490,0

28,9

13 Eugênio R Koerich - SC

306.564

33,3

19.731

15.242

163.746

95.720

17.561

84.385

77,3

6,4

187,2

171,1

15,9

14 Grazziotin - RS

245.139

20,5

44.810

33.273

375.131

276.939

37.575

57.116

74,3

18,3

65,4

135,5

12,0

15 Manzoli - RS

200.974

41,7

2.458

1.591

172.412

15.587

7.508

6.408

64,7

1,2

116,6

1.106,1

10,2

176.171 ND

16 Socic - SP ( * )

150.450

-9,9

-26.556

19.731

470.398

317.016

-35.261

-17,7

32,0

148,4

6,2

17 Lojas Edmil - MG

123.116

5.508

4.187

47.244

14.791

8.406

26.917

76,0

4,5

260,6

319,4

28,3

18 Obino Lojas - RS ( * )

122.616

-28,8

-10.762

-7.916

114.686

6.808

-2.731

38.878 ND

-8,8

106,9

1.684,6

-116,3

19 Galena Signal - RJ ( * )

11.523

1,1

238

174

3.652

3.230

238

600

73,1

2,1

315,5

113,1

5,4

20 Casa Magnabosco - RS

9.581

11,6

1.182

805

7.006

5.242

1.409

4.268

68,2

12,3

136,8

133,7

15,4

21 Arno Decker - RS

785

26,1

598

488

3.663

3.260

405

-53

81,6

76,2

21,4

112,3

15,0

22 Casa Sloper - RJ

-1.499

2.639

9.205

-18.000

-1.387

730.151 25.891.236

7.935.114

2.048.119

ACUMULADO DO SUBSETOR (22) 33.342.216

22,4 695.290

-863 ND ND ND ND ND 4.840.430

74,3

1,9

133,1

319,4

14,1

LOJAS DE ROUPAS E CALÇADOS 1 Lojas Riachuelo - SP

2.190.137

18,3

93.507

148.308

2.031.047

918.300

155.583

217.191

158,6

4,3

107,8

221,2

16,2

2 Lojas Marisa - SP

1.701.759

22,5

91.759

208.671

1.870.554

823.037

218.007

213.483

227,4

5,4

91,0

227,3

25,4

3 Restoque - SP

351.091

36,5

55.994

37.055

275.069

152.992

74.022

94.326

66,2

16,0

127,6

179,8

24,2

4 NS2 - SP

256.670

134,7

3.277

2.119

188.841

39.345

3.536

28.719

64,7

1,3

135,9

480,0

5,4

6 Lojas Citycol - RJ ( * )

92.985

33,1

1.992

1.342

41.894

16.552

5.296

9.125

67,4

2,1

222,0

253,1

8,1

7 Garbo - SP

51.424

7,3

-2.425

-2.125

34.108

6.620

-433

14.368 ND

-4,7

150,8

515,3

-32,1

2.124 ND

-1,1

123,6

190,8

-0,2

6.643

77,7

5,0

175,2

136,2

9,2

3.100 ND

-25,6

81,0

222,4

-46,1

8 Elle et Lui - RJ ( * )

27.189

0,6

-290

-28

21.999

11.529

107

9 H Brasil - SP

18.169

204,4

904

702

10.373

7.615

1.152

10 Babysol - SP ( * )

16.153

-4.137

-4.137

19.939

8.966

-3.845

12 Casas Lealtex - RJ

9.364

19,1

33

28

6.435

3.068

308

1.264

83,2

0,4

145,5

209,7

0,9

13 Lojas Hering - SC

2.041

19,1

102

86

23.836

1.341

689

103

84,3

5,0

8,6

1.777,5

6,4

ACUMULADO DO SUBSETOR (13) 4.830.990

20,8

244.716

394.775

4.691.725 2.002.744

461.740

607.857

78,7

3,2

123,6

227,3

8,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

126 | MELHORES DOS MAIORES 2011


Transformada em Globex, após a fusão com o Ponto Frio, a campeã de vendas ainda define seus caminhos Chegou longe a empreitada iniciada modestamente em 1952 pelo mascate Samuel Klein, que, a bordo de seu único patrimônio, uma charrete, vendia roupas de cama, mesa e banho de porta em porta nas cidades do ABC paulista. Essa história culmina na transformação da empresa que ele criou, a Casas Bahia, na maior do varejo de móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos do País, só que agora com a ajuda da ex-concorrente Ponto Frio e sob o nome de Globex. Mas a história não está concluída e ainda deverá agregar muitos capítulos. Há um acordo acionário a ser concluído e o arremate de uma transação anterior – esta envolvendo o Grupo Pão de Açúcar, controlador da Globex, e seu sócio francês Casino. E ainda estão no horizonte as futuras decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que prometem arrastar-se por muitos anos. A Globex, resultante da associação entre a rede Ponto Frio, comprada do grupo Safra pelo Pão de Açúcar e Casas Bahia – apelidada de Nova Casas Bahia, Nova Globex ou simplesmente Globex –, prevê faturar mais de R$ 20 bilhões brutos em 2011, ultrapassando a meta estabelecida no fim do ano passado por Raphael Klein, presidente da Globex e neto de Samuel, de algo entre R$ 18 bilhões e R$ 19 bilhões. Em 2010, o faturamento da empresa alcançou R$ 10 bilhões, considerando-se 12 meses de

resultados de Ponto Frio e dois meses de Casas Bahia. Em 2009, último ano em que as duas empresas atuaram separadamente, a Casas Bahia era líder absoluta de seu segmento, com vendas de R$ 8,9 bilhões. Para alcançar a meta instituída por Klein para 2011, a empresa investiu R$ 125 milhões, com os quais abriu uma loja-conceito do Ponto Frio no Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro, construiu um centro de distribuição em Camaçari (BA) e começou a erguer um complexo logístico em Arujá (SP). Os recursos seriam aplicados ainda para abrir mais 15 lojas e reformar e converter bandeiras de outras 50, mas, sem dar números, a companhia só confirma que em 2011 foram abertas novas lojas na Bahia, no Paraná, em Minas Gerais, Santa Catarina e Goiás (bandeira Casas Bahia), além de Rio de Janeiro e São Paulo (ambas as marcas). A rede toda contava em outubro deste ano com 991 lojas, em 12 estados brasileiros – 537 da Casas Bahia e 454 do Ponto Frio. As lojas da marca Extra Eletro, extinta em 2010, foram convertidas para Ponto Frio.

A líder do segmento quer permanecer firme na dianteira: o faturamento previsto para este ano é de R$ 20 bilhões brutos, acima da meta que fora fixada no final do ano passado

PREMIADA | LOJAS DE DEPTO. E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS | NOVA CASAS BAHIA

Vários capítulos a escrever

EM BUSCA DE SINERGIA A meta da Globex, segundo afirmou Klein no fim de 2010, é atingir um espectro amplo de consumidores em todas as classes sociais, com Casas Bahia mirando da classe B mais baixa à D e Ponto Frio fazendo o foco nas classes A e B. A estraté-

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 127


PREMIADA | LOJAS DE DEPTO. E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS | NOVA CASAS BAHIA

gia pauta a chegada da marca Casas Bahia no Nordeste, região que não terá Ponto Frio, e desta última no Sul, onde não haverá lojas da primeira bandeira. Nessas regiões, em especial, a empresa anuncia que atuará de forma agressiva. Nas demais, as duas marcas disputarão os dois tipos de público. A idéia é manter a presença forte da Casas Bahia em São Paulo e do Ponto Frio no Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, ampliá-la em outros mercados. A palavra de ordem a orientar as operações é sinergia, a mesma que pauta o varejo de eletroeletrônicos em todo o mundo atualmente, de acordo com Eduardo Terra, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar): “É um negócio bastante especializado, em que as margens são estreitas e, por isso, exige escala. Quanto maior a empresa, maior é sua capacidade de barganha junto aos fornecedores e maiores são suas chances de reduzir custos”. O poder econômico da megarrede, entretanto, deve intimidar mais os fornecedores da linha branca, que têm relativamente menos canais de distribuição do que os fabricantes de eletroeletrônicos, de acordo com Terra. Esses produtos ganham cada vez mais canais diferenciados, em especial portais de comércio eletrônico. Até

uma cadeia de drogarias, a Droga Onofre, anunciou que começará a comercializá-los via web, segundo Terra. Por sua vez, a distribuição de telefones celulares é mais desconcentrada, pois conta com as redes das próprias operadoras de telefonia. Além de fornecedores, porém, sinergia envolve determinado perfil de cliente e poder de negociação com bancos, neste caso com a meta de reduzir ao máximo os custos de capital. Para Terra, a Globex não poderá optar por diferenciar de modo expressivo as lojas Ponto Frio, embora posicionar as marcas seja parte importante de sua lição de casa. Isso porque a questão central da fusão é precisamente ganho de escala, com busca de sinergia inclusive no mesmo tipo de cliente, com o objetivo de reduzir custos. E, nesse desenho, diferenciação fica em segundo plano, de acordo com Terra, que cita como exemplo de varejo diferenciado no segmento a rede Fast Shop.

QUESTÕES EM ABERTO Se, em busca de sinergia, a Globex já está redesenhando as lojas, avaliando eventuais sobreposições e integrando as culturas das duas redes, tarefas especialmente complexas até por causa da demorada atuação do Cade, a empresa ainda

Para formar a Globex, a marca Casas Bahia entra com 537 lojas

128 | MELHORES DOS MAIORES 2011


FOTOS: PAULO PAMPOLIN/HYPE

Nos eletroeletrônicos, cresce a concorrência dos canais diferenciados

não definiu com qual banco trabalhará. Até a fusão, a Globex tinha como parceiro o Itaú Unibanco e a Casas Bahia, o Bradesco. Esta definição é importante, pois se refere a crédito ao consumidor, mas principalmente a negociação e custos de capital. A empresa informa, no entanto, que formou um comitê de crédito para analisar a questão no âmbito de seu conselho deliberativo, mas ainda não estipulou prazo para concluir a análise e fazer uma opção. Há outras questões que podem afetar o perfil da empresa no futuro. Depois de passar por uma revisão por demanda da família Klein, o acordo de troca de ações entre os dois sócios teria estabelecido posse de 53% das ações para o Grupo Pão de Açúcar e de 47% para a Casas Bahia, como foi divulgado em setembro do ano passado, e seria concluído em março de 2012. Essas informações, contudo, não são confirmadas pela empresa, ou seja, ainda não se tornaram públicos os detalhes da sociedade, inclusive o prazo para que a companhia de Abílio Diniz passe a controladora da Globex. Outra questão em aberto refere-se às futuras decisões do Cade, que podem se estender por vários anos. Parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda , emitido em março de 2011, é ilustrativo do que pode vir pela frente. O

órgão recomenda que o Cade imponha restrições às operações, pois identificou sobreposições que podem ameaçar a concorrência em 12 cidades do Distrito Federal e dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A secretaria recomendou a venda de um pacote de ativos que abranja, em cada um dos 12 mercados, lojas, instalações, carteiras de clientes e cadastros da Casas Bahia ou do Ponto Frio, além de propor que centros de distribuição nessas localidades sejam vendidos ou que se adote solução similar. Um último ponto é a sociedade entre o Pão de Açúcar e o grupo francês Casino, principal acionista da companhia de Abílio Diniz que, por contrato assinado em 2005, passará a controlador da nova companhia já em 2012. Após a tentativa frustrada de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, em junho de 2011, o Casino foi ao mercado para aumentar sua participação acionária, que em outubro deste ano passou de 45,9% para 48,1% das ações sem direito a voto. O grupo francês ainda reiterou que não pretende abrir mão do direito de controlar o Pão de Açúcar. Para Terra, esta é uma questão importante, embora não se relacione diretamente com a Globex: “O futuro pode ser de um jeito, se tiver a cara do Abílio Diniz, ou de outro, se houver o divórcio”. (CD)

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 129


Sintonia fina com emergentes Inflação baixa, disponibilidade de renda e afluência de novos consumidores dão orientação às estratégias

SUPERMERCADOS

IOLANDA NASCIMENTO Mike Duke, presidente mundial do grupo norte-americano Walmart, maior rede varejista do mundo, esteve em maio último no Brasil para anunciar investimento de R$ 1,5 bilhão na subsidiária local ao longo deste ano, boa parte em 80 novas lojas – mais da metade delas dedicadas a atender as classes C, D e E com as bandeiras Todo Dia (varejo) e Maxxi (atacado). “O Brasil é um mercado extremamente estratégico para o Walmart. Com a estabilidade econômica dos últimos anos, vemos aqui um excelente potencial de crescimento e continuaremos investindo em expansão”, afirmou na época. A visita e o anúncio de Duke retratam bem o momento do setor de supermercados do País: há, sim, um movimento forte de consolidação em curso, mas as empresas investem também em crescimento orgânico para aproveitar a boa fase do crescimento econômico brasileiro, que colocou na classe C milhões de novos consumidores. O grupo Pão de Açúcar tem a expectativa de finalizar este ano com investimentos de cerca de R$ 1,6 bilhão. O aporte inclui o seu braço de eletroeletrônicos Ponto Frio e é consideravelmente superior ao R$ 1,2 bilhão investido no ano passado. No primeiro semestre deste ano, o investimento consolidado foi de quase R$ 290 milhões, incluindo novas lojas e aquisições de

130 | MELHORES DOS MAIORES 2011

terrenos. O Carrefour não divulga os aportes locais, mas aposta nos modelos Atacadão e de conveniência. Serão 91 novas lojas nestes formatos, de um total de 96 previstas ao fim do ano na América Latina, sendo 69 de conveniência e 22 de Atacadão e, dessas últimas, 17 no Brasil. Não há números totais sobre o investimento do setor, mas estimativas da Lafis – Informação de Valor apontam que aproximadamente 51% se destinam à construção de novas lojas e 17% a reformas das existentes, diz Herida Cristina Tavares, analista da companhia. “É um volume bastante considerável. As empresas estão se expandindo, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste, onde há demanda reprimida, elevação de renda e onde também as redes estão registrando sucessivos aumentos de receitas”, afirma. A analista acredita que a consolidação continuará, mas com menor força. “Não é um setor tão concentrado aqui como em outros países. Na Europa, por exemplo, as grandes redes de supermercados detêm de 70% a 80% de participação no mercado; aqui, os 50 maiores têm 64%.” No entanto, diz, ir às compras não será a principal tendência nos próximos anos. O novo foco de investimento, continua Herida, está na abertura de lojas em pontos muito bem analisados. “Neste ano, as empresas já estão fechando lojas deficitárias para abrir outras em locais que consideram como estratégicos”, afirma, citan-


do o encerramento de alguns pontos de venda do Carrefour como exemplo e acrescentando que as empresas voltam grande atenção também àqueles que apresentam melhores resultados. A tendência é de os hipermercados perderem cada vez mais espaço para supermercados, lojas menores e de conveniência. No ano passado, as lojas acima de 5 mil metros quadrados já responderam por uma fatia menor do total de área do setor, com 3,6%, ante 4,7% de 2009. A participação do modelo com até 250 metros quadrados, por sua vez, subiu de 22,1% para 33,8%, indica a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

OFERTA DE SERVIÇOS

novos domicílios que ascenderam de classe, coloca na ponta do lápis o presidente da Abras, Sussumu Honda. Outra tendência que deve se consolidar é a variedade, não apenas da oferta de produtos nas lojas, mas também da venda de serviços, acredita Herida. Acoplar aos supermercados lanchonetes ou um espaço para a venda de comida pronta, farmácias, casas lotéricas, quiosques de venda de serviços, como seguros e pacotes de turismo, e até pequenas lojas de material de construção é um movimento que vem crescendo e deverá se fortalecer mais, ela afirma. Os varejistas também se voltam mais fortemente para os cartões eletrônicos de pagamento com bandeira própria, ainda de olho nessa classe que ascendeu e hoje tem mais acesso ao crédito. Mais de 70% da população brasileira tem algum tipo de cartão hoje, e da classe C são 47%, mostram dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), que prevê que esse meio de pagamento movimentará cifra próxima a R$ 650 bilhões neste ano, 20% a mais que em 2010. Todos estes fatores também engordam as vendas. Durante a crise financeira internacional o setor cresceu no País 9% (em 2008) e 8% (em 2009, alcançando R$ 177 bilhões). No ano passado, foram R$ 201,6 bilhões, segundo a Abras. Conforme os especialistas, a expansão prossegue neste ano, no mínimo no mesmo patamar da economia. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as vendas do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram crescimento de 5,3% no acumulado de 12 meses até julho de 2011 e de 4% em 2011 até julho. Para a Lafis, esse mercado acompanhará o crescimento que ela projeta para o setor de varejo, de 6,2% neste ano no volume de vendas e de 11% na receita nominal. Em 2012, a evolução será de 5,1% e 9,8%, respectivamente.

Durante a crise financeira internacional de 2008/2009, o crescimento foi mantido; neste ano, a expansão, no mínimo, acompanhará a taxa do PIB

“O consumidor vai hoje mais vezes ao supermercado porque é mais cômodo: quer um próximo do trabalho ou de casa. Por isso, as grandes redes estão abrindo lojas menores de suas bandeiras populares em bairros, na periferia”, observa Herida. “Nosso plano de expansão vai continuar apoiando o desenvolvimento socioeconômico da população brasileira. O foco nos formatos direcionados à classe média emergente será ainda mais forte em 2011”, não deixou dúvida o presidente do Walmart Brasil, Marcos Samaha, à época da visita de Mike Duke, presidente mundial do grupo. Julia Monteiro, analista da Ativa Corretora, explica que hoje a estrutura da pirâmide é diferente. “A parte mais larga está no centro. É a classe C. Ela está comprando mais e melhor, quer mais e com qualidade”, afirma, observando que a baixa inflação, a disponibilidade de renda (aumento da renda com poder aquisitivo) e a ascensão de classes são – e continuarão sendo nos próximos anos – os grandes norteadores das estratégias para o setor. Segundo pesquisas da Kantar Worldpanel divulgadas pela Abras, a classe C passou de 33% de participação no total da população brasileira em 2005 para 41% neste ano e a A e B passaram de 23% para 24%. Já as classes D e E ficaram mais magras: declinaram de 44% para 35%. São 3,9 milhões de

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SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS 1 Carrefour - SP ( * ) 25.622.503 17,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 2 WalMart - SP ( * ) 19.725.992 19,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 15.512.508 11,9 638.360 722.422 16.095.324 7.019.159 1.222.410 83.084 113,2 4,1 96,4 229,3 10,3 3 Superm Pão de Açúcar - SP 4 Sendas - RJ ( * ) 3.009.317 5,7 63.832 22.191 1.643.917 131 230.416 56.452 34,8 2,1 183,1 1.254.898,5 16.939,7 5 Supermercado G Barbosa - SE ( * ) 2.491.178 8,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 6 Prezunic - RJ ( * ) 2.101.916 21,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 7 Bretas Supermercados - MG ( * ) 2.100.467 18,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 8 Zaffari/Porto Alegre - RS ( * ) 1.899.871 23,8 246.794 195.436 2.546.773 1.312.749 272.899 -24.360 79,2 13,0 74,6 194,0 14,9 1.796.404 7,9 – – – – – – ND ND ND ND ND 9 Epa - SP ( * ) 10 Supermercados Angeloni - SC ( * ) 1.519.732 12,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 1.438.186 23,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 11 Condor Super Center - PR ( * ) 12 Coop - SP ( * ) 1.361.592 54,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 1.319.472 30,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 13 Sonda - SP ( * ) 14 Supermercados BH - MG ( * ) 1.172.665 19,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 15 Carvalho Mercadao - PI ( * ) 912.971 27,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 29,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 16 Supermercado Savegnago - SP ( * ) 886.892 18 Bahamas - MG ( * ) 695.100 18,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 19 Coml Alimentos Carrefour - SP ( * ) 598.765 8,4 41.556 22.403 435.428 217.673 55.452 43.524 53,9 6,9 137,5 200,0 10,3 20 Ebal Baiana Alimentos - BA 475.850 19,6 -15.993 -15.993 181.767 18.302 -11.648 12.204 ND -3,4 261,8 993,2 -87,4 21 Nordestão - RN ( * ) 461.837 16,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 419.841 5,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 22 Invercontinental - RJ ( * ) 23 Supermaia - DF ( * ) 413.880 12,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 24 Irmãos Lopes - SP ( * ) 412.294 24,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 25 Jad Zogheib - SP ( * ) 402.905 – – – – – – – ND ND ND ND ND 26 Supermercado Modelo - MT ( * ) 392.763 7,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 361.466 19,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 27 Covabra - SP ( * ) 29 Supermercados Avenida - SP ( * ) 282.788 17,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 30 Beal - PR 264.768 17,6 7.771 5.857 100.345 28.964 12.449 -4.216 75,4 2,9 263,9 346,4 20,2 31 Vianense - RJ ( * ) 264.323 17,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 32 Enxuto - SP ( * ) 253.389 – – – – – – – ND ND ND ND ND 249.501 17,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 33 Supermercado Veran - SP ( * ) 34 Supermercados Joanin - SP ( * ) 247.962 16,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 23,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 35 Bonanza Supermercados - PE ( * ) 246.505 36 SempreVale Supermercados - SP ( * ) 237.133 16,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 37 Andorinha Supermercado - SP ( * ) 234.905 13,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 38 Atakarejo - BA ( * ) 233.392 160,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 39 Breithaupt - SC 223.813 17,8 -1.869 1.106 305.859 194.872 -979 22.254 ND -0,8 73,2 157,0 0,6 40 Libraga, Brandão - RS ( * ) 222.961 20,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 41 Supermercado da Família - PE ( * ) 222.749 19,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 42 Floresta - RJ ( * ) 219.460 13,2 3 411 60.401 18.302 4.026 -9.283 13.964,0 – 363,3 330,0 2,2 43 Patrezão - SP ( * ) 210.684 24,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 44 Supermercado Verdemar - MG ( * ) 206.738 25,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 45 Supermercado Guanabara - RS 202.904 27,0 10.709 7.424 63.812 25.711 9.866 -2.119 69,3 5,3 318,0 248,2 28,9 46 Casa Alvorada - MG ( * ) 202.179 34,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 47 Imec - RS ( * ) 201.808 23,1 3.046 6.171 95.184 63.992 1.809 6.102 202,6 1,5 212,0 148,7 9,6 48 Dias Pastorinho - SP 199.223 15,0 6.700 5.060 62.244 36.924 7.156 9.580 75,5 3,4 320,1 168,6 13,7 49 Sales - MG ( * ) 198.871 11,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 50 Super Âncora - CE ( * ) 196.879 27,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 51 Catricala - SP ( * ) 191.484 20,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 52 Supermercados Archer - SC 187.969 19,5 7.382 10.690 82.098 55.347 8.177 4.429 144,8 3,9 229,0 148,3 19,3 53 Supermercado Proença - SP ( * ) 174.477 16,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 54 Irmãos Boas - SP ( * ) 172.948 28,3 – – – – – – ND ND ND ND ND 55 Hiper Moreira - GO ( * ) 171.832 13,3 – – – – – – ND ND ND ND ND 56 Comercial Zaffari - RS ( * ) 170.771 10,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 57 Master Sonda Hipermercado - RS ( * ) 162.540 29,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 58 Supermercado Peruzzo - RS ( * ) 146.682 26,4 – – – – – – ND ND ND ND ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

132 | MELHORES DOS MAIORES 2011


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 59 Supermercados Passarelli - SP ( * ) 140.137 – – – – – – – ND ND ND ND ND 60 Asun - RS ( * ) 137.153 18,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 133.360 17,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 61 Lavapés - SP ( * ) 62 Supermercado to me Leve - SP ( * ) 129.444 10,3 – – – – – – ND ND ND ND ND 63 Coop Empregs Usiminas - MG ( * ) 116.224 8,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 64 Koch Hipermercado - SC ( * ) 115.583 21,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 65 Supermercado Big Bom - MS ( * ) 111.216 18,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 66 Supermercados Irani - PR ( * ) 109.388 20,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 105.734 23,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 67 Supermercados Manenti - SC ( * ) 68 Supermercado Baklizi - RS ( * ) 105.404 11,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 102.082 5,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 69 Xande - SC ( * ) 70 Casas Pinheiro - CE ( * ) 101.295 42,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 24,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 71 del Moro Aurora Supermerc - MT ( * ) 101.013 72 Righi - RS ( * ) 100.745 21,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 73 delta Max - SP 94.730 – – – – – – – ND ND ND ND ND – – – – – – – ND ND ND ND ND 74 Rede Compras Supermercado - PB ( * ) 91.752 75 Casa Arnoldo Tischler - RS ( * ) 90.944 10,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 76 Althoff Supermercados - SC ( * ) 90.722 11,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 77 Supermercado Santa Cruz - SP ( * ) 90.197 8,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 78 Pró Brazilian - GO ( * ) 90.054 17,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 86.828 20,9 – – – – – – ND ND ND ND ND 79 Mialich - SP ( * ) 80 Supermercado Porecatu - SP ( * ) 86.151 – – – – – – – ND ND ND ND ND 81 Itão - BA 85.381 17,4 4.259 49 26.513 3.431 5.841 4.880 1,1 5,0 322,0 772,8 1,4 82 Supermercado Nori - SP ( * ) 83.104 18,4 – – – – – – ND ND ND ND ND 83 Palomax - SP ( * ) 83.014 – – – – – – – ND ND ND ND ND 82.552 21,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 84 L S Guarato - MG ( * ) 85 Inubia Paulista - SP ( * ) 80.470 8,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 86 Supermercados Sto Antonio - ES ( * ) 80.037 12,9 – – – – – – ND ND ND ND ND 87 Supermercado Patão - PR ( * ) 78.301 – – – – – – – ND ND ND ND ND 88 Supermercado Antunes - SP ( * ) 75.525 – – – – – – – ND ND ND ND ND 75.459 10,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 89 Supermercados Zoni - SC ( * ) 90 Center Shop - RS ( * ) 74.315 – – – – – – – ND ND ND ND ND 74.237 12,1 – – – – – – ND ND ND ND ND 91 São João Supermercados - MG ( * ) 92 Hipermercado Sta Helena - MG ( * ) 73.326 10,9 – – – – – – ND ND ND ND ND 93 Supermercado Rio Branco - BA ( * ) 72.208 – – – – – – – ND ND ND ND ND 94 Supermercado Fênix - PE ( * ) 71.332 – – – – – – – ND ND ND ND ND 95 Myatã - SC ( * ) 70.498 – – – – – – – ND ND ND ND ND 96 Supermercado Troyano - SP ( * ) 69.278 – – – – – – – ND ND ND ND ND 97 W M Tannus - SP ( * ) 68.852 – – – – – – – ND ND ND ND ND 98 Real de Itaipu - RJ ( * ) 67.972 -11,0 – – – – – – ND ND ND ND ND 99 Supermercado Germania - SC ( * ) 67.670 -27,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 100 Super Apolo - RS 67.405 12,7 1.321 1.041 14.945 3.099 1.998 2.778 78,8 2,0 451,0 482,3 33,6 101 Barbosão - MG ( * ) 65.357 – – – – – – – ND ND ND ND ND 102 Bernardão - MG ( * ) 63.629 47,8 – – – – – – ND ND ND ND ND 103 Miller Supermercado - RS ( * ) 63.050 – – – – – – – ND ND ND ND ND 104 Santo supermercado - SP ( * ) 62.948 – – – – – – – ND ND ND ND ND 105 Superbom Supermercado - DF ( * ) 61.262 – – – – – – – ND ND ND ND ND 106 Kusma - PR ( * ) 61.083 – – – – – – – ND ND ND ND ND 107 Mig - SC ( * ) 61.019 – – – – – – – ND ND ND ND ND 108 Supermercado Fonseca - SP ( * ) 61.000 – – – – – – – ND ND ND ND ND 109 Beltrame - RS ( * ) 59.726 – – – – – – – ND ND ND ND ND 110 Quartetto Supermercado - TO ( * ) 54.483 – – – – – – – ND ND ND ND ND 111 Rispoli - RS ( * ) 54.465 – – – – – – – ND ND ND ND ND 112 Coml São Torquato - ES 54.372 32,2 -4.359 -4.359 12.095 2.511 -3.122 868 ND -8,0 449,5 481,7 -173,6 113 Lunitti - PR ( * ) 53.404 – – – – – – – ND ND ND ND ND 114 Super Dal Pozzo - PR ( * ) 51.375 49,8 – – – – – – ND ND ND ND ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 133


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 115 Luzitana de Lins - SP ( * ) 50.981 116 Supermercado Amazônia - PA ( * ) 49.500 117 Big Mais - MG ( * ) 49.065 118 Obara Miyamoto - PR ( * ) 48.000 119 Supermercado JB - MG ( * ) 47.926 120 Estrela de Regente Feijó - SP ( * ) 46.934 121 Gecepel - RS ( * ) 45.208 122 A Luzitana - RO ( * ) 44.775 123 Cabral & Maia - GO ( * ) 44.686 124 Supermercado Paraiso - RS ( * ) 43.660 125 Supermercados Economia - RS ( * ) 43.180 126 Martendal - SC ( * ) 43.161 43.101 127 Supermercado Ruscito - SP ( * ) 128 Dotto - SP ( * ) 42.863 42.376 129 Osmar Nicolini - RS ( * ) 130 Cooperbarra - SP ( * ) 42.064 131 Alcides R Bastos - MG ( * ) 41.695 39.758 132 L C Bonato - RS ( * ) 133 Zebu Carnes Supermercado - MG ( * ) 39.348 39.109 134 Seiji - SP ( * ) 135 Supermercado São Jerônimo - MG ( * ) 38.207 136 Bavária Empreendimentos - SC ( * ) 37.228 137 Pereira da Silva - SP ( * ) 36.748 138 Supermercado Taquaral - SP ( * ) 36.705 139 Dalpiaz - RS ( * ) 36.497 140 Supermercado Irmão - MG ( * ) 36.320 141 Supermercado São João - SP ( * ) 36.297 142 Supermercado Carneiro - SP ( * ) 35.901 143 Comercial Padre Vitor - MG ( * ) 35.418 144 Rede Supermercados Valor - PA ( * ) 35.314 1145 Hipercenter Universidade - SC ( * ) 34.103 146 Superm Paranaense Iga - MT ( * ) 32.155 31.780 147 Super Mercados Lusitana - MA 148 Moniari Supermercados - SC ( * ) 31.524 149 Supermercado Alvorada - SC ( * ) 30.508 150 Supermercado deperon - SP ( * ) 29.864 151 Supermercado Bandeirante - SP ( * ) 29.035 152 Supermercado Bonetto - SP ( * ) 28.951 153 Supermercado Baratudo - DF ( * ) 27.690 154 Center Zattão - SP ( * ) 27.559 155 Supermercado Bandeira - SP ( * ) 26.876 156 Supermercado Viezzer - RS ( * ) 26.769 157 Superm Ilha da Princesa - SP ( * ) 26.438 158 Supermercado Colorado - SP ( * ) 26.411 159 Supermercado Locatelli - PR ( * ) 26.000 160 Supermercado Pereira - BA ( * ) 25.000 24.994 161 Supermercado Peixoto - MG ( * ) 162 Balan Supermercados - SP ( * ) 24.522 163 Supermercados Elias - SP ( * ) 24.479 164 Coqueiros Supermercados - RS ( * ) 24.314 165 Irmãos Nagai - SP ( * ) 23.940 23.544 166 Supermercado Gomes - SP ( * ) 167 Supermercado S Sebastião - SP ( * ) 23.000 168 Nilton Supermercados - SP ( * ) 22.897 169 Supermercado Michelassi - SP ( * ) 22.200 170 Supermercado Linke - RS ( * ) 22.099

– – – 26,4 – 10,1 8,6 31,6 4,8 14,4 15,8 39,1 8,1 5,7 27,0 9,5 3,3 15,9 15,5 42,5 14,0 – 57,3 1,9 14,5 15,4 – – – – – 25,5 1,5 31,1 8,9 2,9 17,6 4,9 20,9 1,1 -7,1 -3,4 25,7 28,2 – 33,9 50,4 – 10,5 – – 18,0 – 22,9 – 32,7

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 765 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 978 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 29.595 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 24.661 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 1.267 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

134 | MELHORES DOS MAIORES 2011

– ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND 14.438 127,8 2,4 107,4 120,0 4,0 – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 171 N Tonial e Cia - PR ( * ) 172 Coml Fátima - TO ( * ) 174 Nova Europa - MG ( * ) 175 Supermercado Estrela - MS ( * ) 176 Supermercado Gonçalves - GO ( * ) 177 Supermercado Cercadão - SP ( * ) 178 Burgão Supermercados - SP ( * ) 179 Supermercado Paxá - MG ( * ) 180 Popular de Tambaú - SP ( * ) 181 Supermercado Tulon - SP ( * ) 182 Supermercado Cidade - MG ( * ) 183 Saladão - SP ( * ) 184 Rancho Bom de Alimentos - SC ( * ) 185 Dadá Supermercado - MG ( * ) 186 Mendonça Super Center - MT ( * ) 187 Comercial Sabor de Pão - MG ( * ) 188 Acírio Fink - RS ( * ) 189 Supermercado Celeiro - ES ( * ) 190 Casa Hirata - SP ( * ) 191 Supermercado Marajoara - SP ( * ) 192 Bommix Supermercado - SP ( * ) 193 Fabian Supermercados - PR ( * ) 194 Supermercado Auricchio - MG ( * ) 195 Superbom - RS ( * ) 196 Supermercado Pedralli - RS ( * ) 197 Mercado Goes - ( * ) 198 Mercearia MJ - SP ( * ) 199 Oliviera & Filhos - MG ( * ) 200 Supermercado Kajota - SC ( * ) 201 Nardelão - SC ( * ) 202 Supermercados Maccari - RS ( * ) 203 Supermercado Ideal - MT ( * ) 204 Supermercados Golfinho - SP ( * ) 205 Supermercado Guanabara - MS ( * ) 206 Supermercado Nelsino - SP ( * ) 207 Supermercado Tem Tem - RS ( * ) 208 Supermercado Schwalm - RS ( * ) 209 Mercado Bandeiras - SP ( * ) 210 Supermercado Jordão - SP ( * ) 211 Supermercado Blentan - SP ( * ) 212 Ideal - MG ( * ) 213 Bar Mercearia Ferreira - SP ( * ) 214 Lemos Supermercado - PE ( * ) 215 Supermercado Elzio - SP ( * ) 216 Economia do Povo - RS ( * ) 217 Figueroa - SP ( * ) 218 Supermercado Baza - PR ( * ) 219 Supermerc Extraeconomia - SC ( * ) 220 Supermercado Mombach - RS ( * ) 221 Supermercado Valente - MG ( * ) 222 RB Supermercados - SC ( * ) 223 Supermercado Itaipu - PR ( * ) 224 Supermercado São José - PR ( * ) 225 Supermercado Irmãos Vaz - BA ( * ) 226 Supermercado Remael - SC ( * ) 227 Supermercado Querência - RS ( * )

21.910 21.900 21.684 20.702 20.684 20.000 19.700 19.576 19.365 19.217 18.027 18.000 17.884 17.857 17.820 16.791 16.649 16.647 15.891 15.845 15.750 15.335 15.288 15.188 14.854 14.630 14.606 14.508 14.119 14.000 13.994 13.888 13.857 13.787 13.189 13.000 12.682 12.597 12.293 12.199 12.184 12.000 11.677 11.622 11.367 11.000 11.000 10.850 10.700 10.562 10.324 10.196 10.000 9.950 9.490 9.475

– -3,5 5,1 2,4 18,1 – – -3,1 1,7 9,8 15,1 108,4 – 17,8 – – 6,8 7,8 18,4 11,1 – – 3,4 21,8 – – -2,9 – 27,2 879,5 7,6 39,3 -2,5 9,2 3,8 16,1 – 15,6 13,8 – 26,4 – 25,9 38,6 22,1 27,8 – 21,6 5,7 10,5 22,1 22,6 – 28,5 2,6 31,5

– – – – – – – – – – – – – – – – – – 184 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – 150 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – 3.610 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – 1.142 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – 425 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND 102 81,5 1,2 440,2 316,1 13,1 – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 135


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 228 Handas - MS ( * ) 229 Supermercado Parazzi - SP ( * ) 230 Santa Catarina - SP ( * ) 231 Surp e Panf Estrela Dalva - PA ( * ) 232 Mercado Barcarolo - SC ( * ) 233 Super Um Supermercado - GO ( * ) 234 Vasconcellos - PR ( * ) 235 Lojas Solar - RS ( * ) 236 Superemercado Alpheu - SP ( * ) 237 Supermercado Pagão - BA ( * ) 238 Supermercado Grenal - RS ( * ) 239 Supermercado Golfeto - PR ( * ) 240 Supermercado Itaipu - PR ( * ) 241 Supermercado Ciandrihi - SP ( * ) 242 Eva Supermercado - BA ( * ) 243 Supermercado São Pedro - SP ( * ) 244 Supermercado Bolsão - SP ( * ) 245 R F Supermercado - ES ( * ) 246 Supermercado Sto Antonio - SP ( * ) 247 Supermercado Popular - GO ( * ) 248 Supermercado Viçosense - MG ( * ) 249 Frassul - RS ( * ) 250 Supermercado Campos - MS ( * ) 251 Caron - ES ( * ) 252 Supermercado Zenilu - ES ( * ) 253 Supermercado Malaquias - SP ( * ) 254 Supermercado Porto - SC ( * ) 255 Magu - MG ( * ) 256 Bom Dia Carabelli - PR ( * ) 257 A Guari - SP ( * ) 258 Rech - RS ( * ) 259 Supermercado Hinghaus - SC ( * ) 261 Super Casa do Frango - CE ( * ) 262 Supermercado Magnabosco - PR ( * ) 263 Supermercados Lemos - TO ( * ) 264 Filler - RS ( * ) 265 Adelmo - SC ( * ) 266 Freitas Supermercado - SP ( * ) 267 Supermercado Sta Helena - PR ( * ) 268 Cezi Supermerecado - PR ( * ) 269 Supermercado Costa Azul - SP ( * ) 270 Supermercado Marini - SP ( * ) 271 Pereira - SP ( * ) 272 Verdurão Supermercado - PR ( * ) 273 Humberto Américo - SP ( * ) 274 Bortolotto - RS ( * ) 275 Diógenes - MG ( * ) 276 Pregardier Klann - RS ( * ) 277 Supermercado Campestre - SP ( * ) 278 J Pergentino - RN ( * ) 279 Supermercado Omote - SP ( * ) 280 Rhayme Shoppin Center - MG ( * ) 281 Supermercado Menck - SP ( * ) 282 Supermercados Mori - SP ( * ) 284 Guaduense - MG ( * ) 285 Supermercado Sto Antônio - SP ( * )

9.440 8.769 8.212 8.181 8.027 8.021 8.000 7.810 7.807 7.750 7.626 7.395 7.369 7.200 7.200 7.150 6.898 6.895 6.850 6.718 6.600 6.359 6.263 6.249 6.060 6.000 5.997 5.894 5.800 5.690 5.568 5.446 5.400 5.226 5.200 5.190 5.153 5.103 5.021 5.000 5.000 5.000 4.960 4.829 4.800 4.800 4.705 4.679 4.654 4.623 4.587 4.584 4.560 4.513 4.350 4.220

– 15,9 9,2 2,7 46,1 – 36,9 5,6 18,8 23,1 – – 7,6 – – – 1,7 41,6 – 24,0 11,1 8,1 – 17,7 5,9 12,0 11,1 10,6 24,1 – 30,8 – – 7,3 -10,3 5,4 – 29,5 19,2 – – – – 13,1 – – 11,9 27,2 -25,8 31,9 -16,1 -14,0 – 5,6 – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

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– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

136 | MELHORES DOS MAIORES 2011

– ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 286 Juliana Machado - MG ( * ) 4.200 287 Bettin & Boa - ES ( * ) 4.080 288 Supermercado Floraci - RN ( * ) 3.807 289 Supermercado Millrath - PR ( * ) 3.760 290 Comercial Maryse - MG ( * ) 3.753 291 Da Fazenda - PR ( * ) 3.723 292 Super Cesa - RS 3.722 293 Supermercado Cerqueira - BA ( * ) 3.559 294 Líder Supermercado - RS ( * ) 3.424 295 Mercado Begnini - SC ( * ) 3.229 296 Supermercado Moterani - MG ( * ) 3.215 297 Supermercado América - MT ( * ) 3.200 3.198 298 Supermercado São José - SP ( * ) 299 Supermercado Bem Brasil - SC ( * ) 3.194 300 Auto Serviço - ES ( * ) 3.135 301 Mercantil Tavares - CE ( * ) 3.100 302 Panificadora Primavera - MT ( * ) 3.000 303 Mercado Bonimix - SC ( * ) 3.000 304 Supermercado Zilio - PR ( * ) 2.997 2.996 305 H Cantalice - RN ( * ) 306 Sargi & Sargi - SP ( * ) 2.860 307 Supermercados Febernati - RS ( * ) 2.783 2.751 308 Jarzynski & Scheffer - RS ( * ) 309 Meira - RN ( * ) 2.700 310 Supermercado Moro - SP ( * ) 2.496 311 Puel - SC ( * ) 2.373 312 SUPERMERCADO MAXI - PR ( * ) 2.300 313 Mini Mercado Folha Verde - PR ( * ) 2.248 314 Super Ceretta - RS ( * ) 2.220 315 Supermercado Progresso - GO ( * ) 2.217 316 Super Vip - RS ( * ) 2.182 317 Supermercado Dante - PR ( * ) 2.175 318 Supermercado Belmonte - PE ( * ) 2.160 319 Supermercado Cripy - RS ( * ) 2.106 320 Supermercado Maeda - GO ( * ) 1.950 321 Supermercado Moreira - MG ( * ) 1.920 322 Mercado denise - SP ( * ) 1.800 323 Militão - BA ( * ) 1.800 324 Supermercado Netão - TO ( * ) 1.794 1.786 325 Varejão N Sra Aparecida - MG ( * ) 326 José Cláudio Beltran - SP ( * ) 1.748 327 Supermercado Miro - SC ( * ) 1.702 328 Roma Supermercado - MS ( * ) 1.672 329 Supermercado Kasio - SP ( * ) 1.550 330 Mercantil Líder - CE ( * ) 1.440 331 Supermercado Shangri-la - PR ( * ) 1.413 332 Supermercado Reimão - PR ( * ) 1.300 333 Supermercado Marcon - RS ( * ) 1.239 334 Casas Sendas - RJ 1.175 1.079 335 Supermer Kátia e Karla - MG ( * ) 336 Alves Rocha - MG ( * ) 960 337 Irmãos Konradt - RS ( * ) 797 338 Karimar Supermercado - PR ( * ) 720 339 Supermercado Zona Sul - RJ ( * ) 720 340 Africana - PA 362 341 Univale - GO 281 342 Lima Figueiredo - SP ( * ) – ACUMULADO DO SUBSETOR (342) 102.974.217

– 74,6 20,1 17,1 – 59,3 3,3 24,4 – – 10,1 – 35,4 31,2 – – 2,7 60,5 14,6 23,7 – – – 26,0 5,7 -4,4 24,3 – – – – 28,2 53,0 – -16,2 – 43,6 – – – – – 10,7 34,9 – – – – -54,7 – – – – -99,9 -56,5 – – 17,1

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 3.268 3.109 82.592 75.563 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 427 194 36.359 7.615 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – -215.735 184.606 694.429 -185.957 – – – – – – – – – – – – – – – – 1 2 189 74 -355 -371 585 533 155 118 2.092 2.048 -221 -221 196 -907 815.772 1.180.268 22.859.740 8.994.235

– – – – – – 2.951 – – – – – – – – – – – – – – 233 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – -233.745 – – – – 16 -379 155 -191 1.607.381

– ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND -54 95,1 87,8 4,5 109,3 4,1 – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND -7.410 45,5 15,3 7,7 477,5 2,6 – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND -18.583 ND -18.360,4 0,2 ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND – ND ND ND ND ND 1 114,0 0,2 380,9 254,1 2,2 26 ND -98,2 61,8 109,9 -69,7 7 76,0 55,3 13,4 102,2 5,8 111 ND ND ND ND ND 219.361 77,4 2,4 229,0 251,2 10,0

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 137


PREMIADA | SUPERMERCADOS | CARREFOUR

Operação brasileira é a segunda em importância da companhia

Sob os holofotes, para o bom e o ruim Em meio a eventos negativos e positivos, o líder do setor se reestrutura, no segundo mercado em importância para o grupo Do ano passado para cá, poucas empresas têm ficado tanto tempo sob os holofotes quanto a subsidiária brasileira do grupo francês Carrefour. No final de 2010, devido a notícia negativa – manobras contábeis nos balanços que causaram prejuízo de cerca de R$ 1,2 bilhão ao grupo. O mal-estar foi contrabalançado em parte no começo de 2011, quando a operação local se tornou a segunda mais importante da companhia, ultrapassando a Espanha . Mas logo

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depois começaria a arrastada novela da fusão com o Grupo Pão de Açúcar (GPA) – para criar um gigantesco conglomerado de distribuição com vendas anuais estimadas em mais de US$ 40 bilhões –, afinal frustrada pela arquirrival Casino, também da França, atual sócia do GPA. Tudo indica que a sucessão de eventos está longe do fim. Após a fracassada tentativa de aliança, começaram a pipocar rumores, nunca confirmados pelas partes, de propos-


CÉSAR RODRIGUES/FOLHA IMAGEM

tas de aquisição das operações brasileiras do Carrefour feitas por outros pesos-pesados do setor, como o norteamericano Walmart, maior varejista mundial em vendas, e o chileno Cencosud, controlador do GBarbosa no Brasil. Tal boataria exigiu uma resposta categórica. A operação no País não está à venda, enfatizou Lars Olofsson, presidente mundial do grupo, quando esteve no Brasil em agosto último, um mês depois de encerrado o capítulo da fusão. Ele não descartou a possibilidade de fazer sociedade com outra empresa e até mesmo ir às compras no mercado doméstico, embora afirmasse que o Carrefour não precisa de sócio para crescer por aqui, onde avançou dois dígitos no primeiro semestre, mesmo patamar de crescimento que espera para o ano cheio de 2011. Segundo afirmou, como o grupo é o maior do setor no País, qualquer estratégia passa pela consolidação e fortalecimento dessa posição. Olofsson ressaltou também que a reestruturação do negócio brasileiro, necessária após o escândalo do final de 2010, está dando bons resultados. Os problemas contábeis, segundo ele, é que estariam alimentando rumores sem fundamentos de que a operação estaria à venda por necessidades de caixa da subsidiária. Sobre a fusão malsucedida, comentou que todo o mundo varejista e financeiro reconheceu que o negócio era bom e que traria enormes benefícios e sinergias, exceto o Casino. Este, por sinal, tratou de ampliar sua participação no capital do Pão de Açúcar – de 43,1% em setembro para 48,1% em outubro –, esfriando mais as intenções de Abilio Diniz, presidente do Pão de Açúcar, e do Carrefour.

FORMATO DUVIDOSO Analistas do mercado, entretanto, dizem que a novela está apenas suspensa e renderá capítulos ainda surpreendentes, mesmo que difíceis de antecipar. Ninguém ousa, por exemplo, afirmar que está realmente enterrada a fusão com o Pão de Açúcar. “O setor é muito pulverizado no Brasil e tem se consolidado nos últimos anos, mas há espaço ainda para uma maior concentração. Então, quem pode dizer que esse assunto está encerrado?”, pergunta Julia Monteiro, analista da Ativa Corretora, para quem uma união entre as empresas geraria sinergias significativas, em particular na área de logística, uma das principais despesas das companhias. “O Pão de Açúcar, principalmente pelo seu negócio de eletroeletrônicos, tem muita experiência nessa área e é muito bom nisso.” Tantas luzes sobre o Carrefour Brasil, particularmente sobre a questão contábil, fizeram com que o mercado observasse não apenas os seus aspectos positivos, mas, em especial, o que não estava dando certo por aqui, analisa Julia. Desde 1975 no Brasil – onde é dono também das marcas Dia e Atacadão –, o grupo francês investiu aqui fortemente nas lojas grandes, os hipermercados, nos quais aposta desde a década de 1960 e faz metade das vendas na França. A crença nesse modelo valeu ao grupo o posto de segundo maior varejista do mundo, mas o formato está perdendo espaço no País e mundo afora. “No Brasil dava muito certo na época da inflação, quando as pessoas faziam compras para o mês todo, estocavam mais. Hoje, como o seu poder aquisitivo não está sendo tão corroído, preferem, por conforto, ir mais vezes ao mercado mais próximo, mais ágil.” “Há uma tendência de lojas menores, em bairros, e de se investir em supermercados, porque o consumidor está exigindo isso”, diz Herida Cristina Tavares, analista da Lafis – Informação de Valor. “Por isso, o Carrefour está fechando lojas deficitárias ou reaproveitando alguns espaços para outras bandeiras e escolhendo pontos estratégicos para a abertura de novos pontos de venda”. Neste ano, a empresa fechou 14 lojas no País e pelo menos outras cinco devem mudar para a bandeira Atacadão, o negócio do grupo que mais cresce no Brasil, para o qual há planos de expansão em escala latino-americana. Segundo o relatório de resultados do primeiro semestre, a bandeira avan-

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PREMIADA | SUPERMERCADOS | CARREFOUR

CLÉBER BONATO/AE

Para a analista, o Carrefour acordou um pouco mais tarde para essas tendências em relação aos seus principais concorrentes, mas avalia que pode se recuperar OPÇÃO POR EMERGENTES rapidamente, principalmenJulia, da Ativa, acredita que, te pela penetração das suas além de investir forte na marcas no País. Um exemplo expansão do modelo, que de aceitação, diz, é no Sul atende pequenos e médios do Brasil, onde as marcas comerciantes e vendedores regionais barram avanço dos ambulantes de alimentos, o gigantes do ramo graças à Carrefour também avançará forte presença e à fidelidade no formato de supermercados consumidores. “Mas eles do, transformando, possivelestão lá há anos fazendo mente, alguns hipermercafrente às redes locais.” dos para este formato. “Mas O Carrefour tem 244 não é somente no modelo lojas no País de um total físico. A mudança tem de ser OLOFSSON: sem descartar sociedade de 548 na América Latina: de conceito também, com 187 hipermercados, 49 supermercados e 8 de mix de produtos diferenciados e bem districonveniência. Esses ativos renderam vendas buídos no espaço”, afirma, acrescentando que líquidas de € 5,45 bilhões entre janeiro e junho o aumento da renda disponível do brasileiro e deste ano, 16,2% acima da mesma fase de 2010. a ascensão de classes fizeram surgir um novo No total, as vendas líquidas do grupo subiram consumidor: que compra produtos que não 2,3% no período, para € 39,6 bilhões, sendo € constavam antes em sua cesta e que exige mais 7,29 bilhões na América Latina, alta de 12,9%. qualidade. “As empresas sabem disso e buscam Na França, responsável por € 17,07 bilhões, a acompanhar as novas tendências.” PAULO PAMPOLIN/HYPE alta nas vendas foi de 1,6%, e na Europa (€11,51 bilhões de euros) houve queda de 3,9%. “Eles crescem a maiores taxas no Brasil, mas isso se acentua ainda mais porque os outros mercados estão muito debilitados”, diz Julia. Realmente, não é por acaso que a estratégia do Carrefour é investir nos mercados emergentes, e o Brasil é importante para a operação global não apenas pelos resultados das vendas, mas também porque é a forma possível de compensar a queda de faturamento em alguns países na Europa, que têm sido constantes e onde as perspectivas de crescimento são Maior questão a resolver desanimadoras. é a do formato das lojas çou dois dígitos no período e os planos para a marca incluem finalizar o ano com mais 17 novas lojas no País.

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No curto prazo, confiança em alta VAREJO – GERAL

Fatores conjunturais não abalam as previsões de que os bons negócios continuarão, embora em menor escala O varejo brasileiro tem a sua frente dois cenários para orientar a conduta em 2012. Em um deles, os bancos centrais europeus e o americano manterão a crise sob controle e o setor segue crescendo. No outro, a crise não será contida e o destino do setor ficará inteiramente por conta das atitudes do governo em relação à oferta de crédito, um dos principais motores de sua expansão. Neste ano de 2011, as medidas tomadas pelo governo para conter o crédito têm sido modestas. Com base nesse comportamento, as apostas de que em 2012 o varejo terá crescimento, ainda que moderado, supera as de uma retração brusca do setor. Dois fatores apontados em pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) dão força a esta expectativa: a queda da taxa de juros em agosto – apesar da piora esperada no cenário internacional, a taxa foi reduzida para 12% ao ano – e a sinalização do Banco Central de que manterá o controle da inflação dentro da meta (na casa dos 4,5%) somente em 2012. Para Gustavo Carrer, consultor do Sebrae São Paulo, ao baixar o juro, num momento de mais um pico da crise, o governo sinalizou que vai atuar de maneira forte para manter o crescimento, o que beneficia o varejo. Como exemplo disso, ele cita que o governo reduziu o juro em detrimento da inflação crescente (o IPCA acumulado em

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12 meses até setembro chegou a 7,3%). “Agora, o crescimento do varejo vai depender de quanto o governo vai sacrificar a meta inflacionária para manter a demanda aquecida.” Mesmo que o governo não atue mais fortemente no corte dos juros, Carrer acredita que ainda há elasticidade para manter o consumo aquecido no fechamento do ano. “A taxa atual ainda é alta e mesmo assim não impediu que o consumo ficasse aquecido.” Além disso, como o juro no País é muito mais elevado que no mercado internacional, para fazer frente à crise o governo tem folga para administrar as taxas sem a necessidade de inverter drasticamente a atual curva descendente. Harold Thau, analista e sócio da empresa de consultoria Técnica Assessoria do Mercado de Capitais, é um dos defensores de projeções otimistas para o desempenho do varejo em 2012. Na opinião dele, o cenário é positivo até se ocorrer uma turbulência. “Mesmo com a crise, as economias mundiais estão apresentando certo crescimento. O Japão, depois do problema com a usina nuclear, se recupera rapidamente – o banco central japonês manteve a taxa básica de juro na faixa de zero a 0,1% por unanimidade. A China, Coreia, Cinga– pura, Índia e outros emergentes estão caminhando bem”, afirma. Estudo da Técnica mostra que no primeiro semestre deste ano houve uma forte expansão do desempe-


nho operacional (faturamento e geração de caixa) do comércio lojista. No período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do setor acumulado no ano aumentou 7,3%. De acordo com o levantamento, realizado com dez companhias abertas do segmento – B2W, Drogasil, Droga Raia, Globex, Le Lis Blanc, Lojas Americanas, Lojas Renner, Marisa Lojas, Pão de Açúcar e Livraria Saraiva –, a soma da receita líquida dessas empresas, de R$ 44,48 bilhões, cresceu 62,5% em relação ao mesmo período de 2010. O Pão de Açúcar, com R$ 22,1 bilhões, ficou no topo do ranking de receitas, seguido por Globex (R$ 9,9 bilhões) e Lojas Americanas (R$ 4,7 bilhões). Já a geração de caixa (Ebitda) somou R$ 3 bilhões e cresceu 48,2% no mesmo período. Na geração de caixa, apenas a Drogasil apresentou queda: seu Ebitda, de R$ 67,4 milhões, ficou inferior em 8,3% ao do mesmo período de 2010. Segundo Thau, faturamento e Ebitda aumentaram graças à inclusão social e à oferta farta de linhas de crédito de bancos, cartões de crédito e financiamentos ao consumidor. O bom desempenho operacional, no entanto, não foi acompanhado pelo aumento dos lucros. A elevação do juro no início do ano prejudicou os resultados financeiros. Com a redução da taxa em agosto os lucros devem crescer mais, observa ele. O estudo mostrou uma contração de 8,4% na soma dos lucros das empresas da mostra analisada, que atingiu R$ 623,7 milhões, no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2010. Duas empresas ficaram no vermelho: a Globex, com prejuízo de R$ 30,2 milhões, e a B2W, com R$ 22,5 milhões.

relação à manutenção de postos de trabalho. Neste ano, a taxa de desemprego medida nas seis principais regiões metropolitanas do País chegou a atingir o menor patamar mensal (6% em agosto) desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciada em 2002. A forte elevação do dólar em setembro pode inibir o consumo, mas não chega a ser motivo de pessimismo. Na avaliação do consultor da Serasa, os varejistas já estão se mobilizando para fazer frente a esta situação. “Varejistas estão fazendo preço médio ou reduzindo estoque para fazer preço médio no final do ano.” Com o dólar mais alto, os produtos que dependem de insumos importados tendem a ficar mais caros, o que pode reduzir compras de bens dos segmentos de brinquedos, eletroeletrônicos e informática, que serão os mais atingidos. Com base em sua última pesquisa para o Índice Antecedente de Vendas (IAV), o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) faz uma avaliação menos entusiasmada para o comportamento do varejo em geral. Em nota, o instituto afirmou que o resultado da pesquisa confirmou a expectativa de arrefecimento da atividade econômica nos meses de setembro, outubro e novembro, em virtude de sinais de instabilidade na economia internacional. De acordo com o IDV, no período, o faturamento do segmento de bens não duráveis deve ficar entre 1% e 2% em comparação com o mesmo trimestre de 2010. Já o segmento de bens semiduráveis aponta alta entre 4% e 11%; o varejo de bens duráveis projeta uma elevação entre 7% e 10%. A pesquisa tem como base informações coletadas em 35 das principais empresas instaladas no País. Entre elas, Pão de Açúcar, Walmart, Magazine Luiza, Lojas Renner, Riachuelo, C&A, Pernambucanas, Livraria Cultura, Drogasil, Droga Raia e Leroy Merlin. (LR)

Menos entusiasmado, o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) enxerga arrefecimento na atividade do varejo em geral nos meses finais do ano

REDUÇÃO DE COMPRAS O consultor do Sebrae destaca outros fundamentos que pesam para a avaliação positiva do desempenho do setor: o nível de emprego e o comportamento otimista dos trabalhadores em

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VAREJO – GERAL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS 1 B2W - SP 3.803.907 10,2 17.781 22.672 3.034.130 255.302 415.913 471.900 127,5 0,5 125,4 1.188,5 8,9 2 Pontofrio.Com - RJ 1.700.768 224,9 4.223 -1.110 593.744 48.641 112.975 -40.510 ND 0,3 286,5 1.220,7 -2,3 739.442 43,8 40.849 28.931 341.013 154.215 56.287 298.382 70,8 5,5 216,8 221,1 18,8 3 Fujioka - GO 4 Laticínios Bom Gosto - SP ( * ) 578.731 55,8 -24.892 54.853 710.750 239.467 -641 37.292 ND -4,3 81,4 296,8 22,9 5 Mills Estrutura - RJ 549.884 39,7 141.830 103.283 924.093 655.152 194.515 95.871 72,8 25,8 59,5 141,1 15,8 6 Hortigil - ES 406.637 16,5 5.547 3.352 127.171 47.270 21.781 320 60,4 1,4 319,8 269,0 7,1 7 Econ - SP ( * ) 193.093 20,9 – – – – – – ND ND ND ND ND 8 Cerbel Barretos - SP 166.615 14,1 1.958 1.374 33.377 4.494 3.556 11.350 70,2 1,2 499,2 742,6 30,6 87.924 68,4 3.780 1.973 36.995 2.153 4.579 29.737 52,2 4,3 237,7 1.718,3 91,6 9 Dabo Matl Handling - SP 10 Vailog - PE ( * ) 66.302 – 2.945 1.970 11.437 205 3.130 -373 66,9 4,4 579,7 5.578,7 961,0 58.919 -22,2 2.365 1.656 26.522 11.555 4.591 14.983 70,0 4,0 222,2 229,5 14,3 11 Tratorcase - PR 12 Telex - RJ 43.674 12,3 -730 260 52.526 12.277 1.194 3.200 ND -1,7 83,2 427,9 2,1 38.649 18,2 771 712 11.802 7.300 2.598 2.136 92,3 2,0 327,5 161,7 9,8 13 ELASA - MG ( * ) 14 Krahenbuhl - SP 34.832 35,5 770 1.195 33.939 28.661 1.486 28.742 155,2 2,2 102,6 118,4 4,2 15 Unimix Comércio - RS ( * ) 26.400 – – – – – – – ND ND ND ND ND 23.755 25,4 -6.533 -6.533 16.655 -3.985 -3.483 2.919 ND -27,5 142,6 ND ND 16 Basemetal - SP 17 CNA - RS 20.531 48,6 5.167 3.413 13.752 5.810 4.849 7.298 66,0 25,2 149,3 236,7 58,7 18 Mercado Veratti - MS ( * ) 19.495 64,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 19 Thermus - CE 11.609 123,4 717 559 9.661 4.378 237 2.139 78,0 6,2 120,2 220,7 12,8 20 Tecnomotor Distribuidora - SP 10.938 204,3 723 534 6.097 1.386 923 1.161 73,8 6,6 179,4 439,9 38,5 8.291 -21,3 -3.494 -3.494 5.548 1.720 -2.326 1.150 ND -42,1 149,4 322,6 -203,1 21 Ecosorb - SP ( * ) 22 Cap Nutryments - RJ ( * ) 7.800 – – – – – – – ND ND ND ND ND 23 Dorini & Cia - SC ( * ) 6.742 – – – – – – – ND ND ND ND ND 24 Armazém Bom Preço - RS ( * ) 6.113 11,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 25 Mercado Japonês - CE ( * ) 6.061 25,2 – – – – – – ND ND ND ND ND 6.000 – – – – – – – ND ND ND ND ND 26 Caxias Cereais - RJ ( * ) 27 Mercado Nova Esperança - RJ ( * ) 6.000 – – – – – – – ND ND ND ND ND 28 Merc Irmãos Cantalice - PB ( * ) 5.664 21,7 – – – – – – ND ND ND ND ND 29 Varejão do Satélite - RN ( * ) 4.800 – – – – – – – ND ND ND ND ND 30 Sérgio Luis Schu e Cia - PR ( * ) 4.452 – – – – – – – ND ND ND ND ND 4.446 – 743 629 1.844 1.086 873 576 84,7 16,7 241,2 169,8 58,0 31 Nutriep - ES 32 F M G - SC 4.349 101,3 3.957 3.957 15.389 9.508 4.170 -728 100,0 91,0 28,3 161,9 41,6 4.200 – – – – – – – ND ND ND ND ND 33 Rede Multi Market - ES ( * ) 34 Menino do Engenho - MG ( * ) 4.200 – – – – – – – ND ND ND ND ND 35 Dionizio Posser - RS ( * ) 4.055 – – – – – – – ND ND ND ND ND 36 Supermercado Manicobal - PE ( * ) 3.924 – – – – – – – ND ND ND ND ND 37 J S Ramos - MG ( * ) 3.604 5,6 – – – – – – ND ND ND ND ND 38 Adilson Vieira - ES ( * ) 3.600 – – – – – – – ND ND ND ND ND 39 Coscarella Mercearia - RJ ( * ) 3.600 – – – – – – – ND ND ND ND ND 40 Supermercado Sorriso - RS ( * ) 3.480 – – – – – – – ND ND ND ND ND 41 Mini Mercado Tolentino - RJ ( * ) 3.249 – – – – – – – ND ND ND ND ND 42 Empório Maloni - SP ( * ) 2.800 – – – – – – – ND ND ND ND ND 43 Nacional Print - PE 2.311 0,3 1.042 822 3.541 2.466 1.059 470 78,9 45,1 65,3 143,6 33,3 44 Rede Bom-desconto - RJ ( * ) 1.520 11,5 – – – – – – ND ND ND ND ND 46 Supermercado Leão - SP ( * ) 1.500 – – – – – – – ND ND ND ND ND 47 Supermercado Nogueira - SP ( * ) 1.377 – – – – – – – ND ND ND ND ND 48 M Vieira - PR ( * ) 1.200 – – – – – – – ND ND ND ND ND 49 Varejão da Praia - MG ( * ) 1.190 – – – – – – – ND ND ND ND ND 50 Comercial Finlandia - MG ( * ) 1.020 – – – – – – – ND ND ND ND ND 51 Casa Rosa - BA ( * ) 969 – – – – – – – ND ND ND ND ND 52 Bemoreira - RJ 390 -5,2 -49 -49 428 242 -2 -105 ND -12,5 90,9 177,1 -20,1 53 Sudeletro - RJ 242 19,2 103 228 4.153 3.871 -301 152 221,8 42,4 5,8 107,3 5,9 54 Superdeli - RJ ( * ) 165 -9,9 -189 -279 4.930 3.296 -462 -986 ND -114,6 3,4 149,6 -8,5 55 FG Araçatuba - SP 37 -21,7 -4 -5 2.907 2.883 -3 -1 ND -11,9 1,3 100,8 -0,2 56 Pereira Carvalho - RJ 11 6,4 -122 135 3.309 3.261 -230 13 ND -1.093,2 0,3 101,5 4,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (56) 8.702.966 19,2 199.259 221.039 6.025.715 1.502.614 827.267 967.088 73,8 2,1 134,0 221,1 12,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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VAREJO – GERAL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % INFORMÁTICA, PAPELARIAS E LIVRARIAS 1 Livraria Saraiva - SP 1.196.954 29,3 9.490 6.063 764.691 246.727 56.867 249.356 63,9 0,8 156,5 309,9 2,5 2 Livraria Cultura - SP ( * ) 244.678 19,4 11.322 6.820 106.950 9.450 12.954 15.615 60,2 4,6 228,8 1.131,8 72,2 3 Multirede - SP 29.424 69,3 2.238 2.745 17.451 2.607 3.828 2.388 122,7 7,6 168,6 669,4 105,3 4 Cinearte - SP 20.468 39,1 3.359 1.223 16.516 8.229 4.704 152 36,4 16,4 123,9 200,7 14,9 5 Padrão IX - DF 8.480 44,7 4.136 3.136 23.070 4.367 4.216 13.017 75,8 48,8 36,8 528,2 71,8 6 CTD - RS 7.451 16,7 1.022 652 3.770 2.862 1.237 942 63,8 13,7 197,6 131,8 22,8 7 MV Sistemas - PE 1.680 -15,1 -34 -34 1.152 311 -101 -184 ND -2,0 145,9 370,7 -10,9 8 Contaregis - RS 638 -58,5 -27 -27 7.926 -740 -184 5.731 ND -4,2 8,0 ND ND 9 Infra Experts Tecnologia - MG ( * ) 150 – -42 -42 11 8 -39 2 ND -27,9 1.412,2 131,1 -517,3 10 Cetil Microcomputadores - SC ( * ) 25 -67,9 -41 -41 524 524 -43 61 ND -167,7 4,7 100,0 -7,9 11 R.H.F - SC – – 2.270 5.225 13.821 7.784 -1 – 230,2 ND ND 177,6 67,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.509.946 19,4 33.694 25.720 955.882 282.128 83.439 287.080 63,9 2,7 151,2 255,3 18,8 MÁQUINAS, FERRAMENTAS E FERRAGENS 1 Ferramentas Gerais - RS 429.471 24,1 -42.797 -29.421 402.697 179.632 -38.214 231.568 ND -10,0 106,7 224,2 -16,4 2 Silmaq - SC 159.860 41,2 32.655 28.480 117.067 97.089 38.377 107.487 87,2 20,4 136,6 120,6 29,3 3 Pesa - PR ( * ) 27.980 – 14.510 13.282 17.538 3.623 14.467 4.492 91,5 51,9 159,5 484,1 366,6 4 Selbetti - SC 26.369 32,2 2.656 1.417 24.596 10.413 8.843 383 53,4 10,1 107,2 236,2 13,6 5 Coferpon - MG ( * ) 19.177 28,0 -26 -47 8.469 4.242 198 4.019 ND -0,1 226,5 199,6 -1,1 7 Allcomp - RS 10.266 6,2 4.481 4.490 9.809 9.552 4.578 4.031 100,2 43,7 104,7 102,7 47,0 9.856 15,1 285 185 5.007 3.026 579 3.656 65,0 2,9 196,8 165,5 6,1 8 Maquimotor - RS 9 Portuense Ferragens - PA 12 -5,2 -78 -84 2.181 361 -2 -868 ND -650,0 0,6 604,2 -23,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 693.262 19,6 12.024 18.581 591.983 310.197 29.505 355.614 84,9 3,3 136,6 204,5 12,3 MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, ELÉTRICO E DE ILUMINAÇÃO 1 Di Cicco - SP 628.550 19,1 5.023 6.241 314.011 31.701 25.332 84.560 124,3 0,8 200,2 990,5 19,7 2 Balaroti - PR 266.967 22,8 8.751 5.654 79.554 7.389 19.765 15.042 64,6 3,3 335,6 1.076,6 76,5 3 Tumelero - RS 193.280 38,4 1.669 1.119 102.606 6.775 7.892 24.979 67,1 0,9 188,4 1.514,5 16,5 4 Casa Show - RJ ( * ) 148.651 6,0 -25.987 -17.752 108.154 6.558 -12.614 -3.843 ND -17,5 137,4 1.649,2 -270,7 5 Elétrica DW - PR ( * ) 68.547 – 3.143 4.104 37.426 26.121 2.701 15.005 130,6 4,6 183,2 143,3 15,7 6 Emel - RS 33.622 16,1 398 -295 14.187 4.472 289 8.094 ND 1,2 237,0 317,2 -6,6 7 Costaneira - RS 23.803 24,8 -365 -188 12.294 2.562 -99 1.629 ND -1,5 193,6 479,8 -7,4 8 Proelt - SC ( * ) 16.749 -13,4 590 555 7.894 4.512 650 4.057 94,1 3,5 212,2 175,0 12,3 9 Concrenasa - SP ( * ) 8.547 1,1 444 344 3.805 3.164 383 2.067 77,4 5,2 224,6 120,3 10,9 10 Casa Ferreira - SP 7.776 24,1 442 443 2.762 2.039 527 1.712 100,3 5,7 281,5 135,5 21,7 11 Aliança de Ouro - CE 5.390 12,7 102 75 3.270 2.175 174 1.855 73,5 1,9 164,8 150,3 3,5 12 Só Poços - AM ( * ) 2.687 -57,1 -2.619 -2.575 7.659 -1.237 -2.180 1.332 ND -97,5 35,1 ND ND 13 Casa Lourenço - SP ( * ) 2.189 -0,2 -73 -73 2.156 1.438 -73 1.177 ND -3,4 101,6 149,9 -5,1 14 Seixas - SP 1.540 – 2.124 -2.362 68.198 10.939 991 1.496 ND 137,9 2,3 623,5 -21,6 15 Rotta - RS ( * ) 1.258 24,0 -292 53 2.062 1.082 -212 622 ND -23,2 61,0 190,6 4,9 16,1 -6.650 -4.658 766.039 109.691 43.526 159.784 85,8 1,2 188,4 253,9 7,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 1.409.556 MÓVEIS 1 Lojas Salfer - SC 490.180 – 6.134 5.136 316.704 42.990 -37.592 -142.717 83,7 1,3 154,8 736,7 12,0 2 Liliani - MA ( * ) 140.044 6,6 3.156 2.359 101.335 19.464 -17.503 14.956 74,7 2,3 138,2 520,6 12,1 3 Rede MInas - MG ( * ) 492 – 305 270 132 2 375 -11 88,5 62,0 372,7 7.249,5 14.825,3 4 Líder Agrícola - SP – -100,0 -155 829 5.858 5.551 -151 342 ND ND ND 105,5 14,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 630.716 -46,7 9.440 8.593 424.029 68.007 -54.871 -127.430 83,7 2,3 154,8 628,7 13,5 RELOJOARIAS, JOALHERIAS E ÓTICAS 1 H Stern Est Unif - RJ 222.175 -10,1 5.743 18.659 436.138 298.116 9.529 159.888 324,9 2,6 50,9 146,3 6,3 2 HSJ - RJ 136.186 -10,1 22.362 15.024 133.909 115.220 24.684 57.829 67,2 16,4 101,7 116,2 13,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 358.361 -10,1 28.105 33.683 570.047 413.336 34.213 217.716 196,0 9,5 76,3 131,3 9,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | VAREJO | VAILOG

Negócios que rompem fronteiras Distribuidora de produtos da TIM que começou alagoana se expande para outros estados e investe em tecnologias e nos funcionários clientes no intervalo de agosto de 2010 a agosto Considerada um dos dez melhores distribuidode 2011, nada menos de 67%. Em Pernambuco, res do País dos produtos da operadora telefônia expansão, no mesmo período, foi de 45,4% ca TIM, a Vailog* começou a vida como empresa e em Alagoas se registra o crescimento mais local, dedicada a fornecer recargas e SIM Cards modesto, de 28,4%. O sucesso das campanhas para pequenas redes de varejo e estabelecipara a expansão do negócio é refletido em termentos comerciais. Seu apetite por crescer, no mos de faturamento da empresa. Em recarga entanto, já a tornou regional. Foi criada em de celulares, a Vailog registrou um crescimen2003 em Maceió, Alagoas, por dois sócios – Elisio to de 10,7%, entre agosto de 2010 e agosto Andrade e Evandro Lobo – que, três anos depois, de 2011, passando de R$ 13,64 milhões para foram incentivados pela própria TIM a cruzar R$ 15,09 milhões. a fronteira e se estabelecer em Pernambuco. “Nosso objetivo é consolidar a Vailog como O convite foi aceito, mas não parou por aí. Em a melhor empresa prestadora de serviços do 2009, a operadora propôs que a empresa abrisse segmento, em distribuição, logística e business, filial também na Bahia. Nesse caso para operar na região Nordeste”, explica a gerente adminisem uma região específica, cujo centro fica em trativa financeira, Daniela Pires. Feira de Santana e vai até Paulo Afonso, ao Para isso, a empresa investe na capacinorte, Valença, ao sul, e Seabra, a oeste. tação dos 102 funcionários, Essa movimentação toda com cursos para todas as está rendendo uma boa e áreas. Cada estado conta crescente carteira de clientes. com um escritório operaDe agosto de 2010 ao mesmo cional, que, além de dar mês de 2011, a empresa viu o suporte administrativoa base de clientes aumentar -financeiro, abriga equipes 49% – de 4.220 para 6.280, de vendas e de promotona maioria do pequeno vareres encarregados de fazer jo, formal ou informal. A ações específicas de ativamaior parte deles, 40%, está ção e merchandising junto em Pernambuco; a fregueaos clientes. sia baiana quase encosta, Outra iniciativa da área com 39%, e Alagoas, o estado de marketing é realizar natal, fica com os restantes periodicamente encontros 21%. Por ser o território mais com os clientes para a exporecentemente conquistado, o sição das campanhas, prointerior da Bahia foi o que moções e solução de posmais cresceu em número de DANIELA: “Consolidação como a melhor” (*) Escolhida pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) como a melhor empresa de todo o comércio varejista. O objetivo da análise da instituição, segundo critérios próprios (ver detalhes no quadro “Metodologia de classificação”), foi selecionar as dez companhias (ver o quadro “As líderes”) que apresentaram maior capacidade de criar valor.

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síveis dúvidas. Internamente, são realizadas campanhas para que os colaboradores participem do resultado das ativações.

Nos últimos anos, a empresa absorveu importantes transformações tecnológicas. Em 2008 e 2009, parte das vendas ainda era de recarga física da TIM. Em 2010, as operações migraram para apenas vendas de recargas eletrônicas, comercializadas através de POS (Point of Sale ou Point of Service) e/ou aparelhos chamados de TIM PDV (celulares que fazem vendas eletrônicas). Há cinco anos, as vendas físicas correspondiam a mais de 70% do faturamento e hoje representam menos de 0,5% do faturamento. As vendas eletrônicas são feitas através de um integrador tecnológico – APLIC, empresa de tecnologia que faz a interface entre a TIM e a Vailog. Quando o cliente solicita uma recarga no POS, esse integrador retira a recarga do estoque e transfere para o POS finalizar a venda. “Há dois anos, trabalhávamos com um integrador, contratado no mercado, até que os sócios da Vailog, com outros distribuidores do Nordeste, decidiram assumir o encargo e para isso criaram a APLIC”, explica Daniela. Além disso, os distribuidores passaram a comprar os próprios POS. Houve um investimento pesado na aquisição de aproximadamente 3 mil unidades por parte da Vailog. A concentração nas vendas eletrônicas trouxe mais segurança na operacionalização do negócio. “O vendedor fica mais tranquilo, por não precisar levar a recarga física em mãos. Para os pontos de venda também ficou mais fácil, pois não há a necessidade de guardar um estoque, que muitas vezes tornava-se elevado no ponto de venda”, complementa a gerente. A Vailog também passou a trabalhar com crédito junto aos pontos de venda. “Para os clientes aos quais disponibilizamos um POS, analisamos a situação cadastral e estabelecemos um limite de crédito para que ele possa iniciar suas vendas”, conta. A cada três meses a empresa revisa e, se necessário, ajusta o valor do crédito. O cliente semanalmente, no seu POS, retira um boleto bancário com o resumo de suas vendas da semana e efetua o pagamento direto em banco. “Após a operação, recebemos o retorno bancário e o limite automaticamente é renovado em seu POS”, continua Daniela. A operação foi batizada pela Vailog de “factoring ao

FOTOS: DIVULGAÇÃO/VAILOG

VENDAS ELETRÔNICAS

De Alagoas, expansão para Pernambuco e Bahia

inverso”, pois nela é gerado um limite de crédito semanal para o cliente que utilizar o dinheiro das vendas para outros fins. “Ao final da semana, ele ainda será remunerado por isso. Ou seja, estamos emprestando e ainda pagando um percentual para emprestar”, brinca o gerente de operações comerciais da Vailog, Pedro Farias. Após esses recentes passos, a empresa não tem previsão de expansão territorial ou assumir mais uma área em outro estado. “Nossa expansão desejada é a do número de clientes em cada base. Caso seja necessário, ampliaremos nosso quadro funcional, principalmente na área comercial, visando aumentar nossos resultados de ativação e, consequentemente, a base de assinantes e o market share nos três DDDs”, ressalta Farias. (AB)

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METODOLOGIA DE CLASSIFICAÇÃO

PREMIADA | VAREJO | VAILOG

Antonio Zoratto Sanvicente* Em cada setor de atividade, as empresas são classificadas em ordem decrescente de acordo com seu desempenho numa medida que reflete a sua efetividade na geração de valor para os investidores. Em vista do fato de que a geração de valor possui diversos componentes, a metodologia levou em conta os seguintes fatores contribuintes à geração de valor, que são medidos para cada empresa na primeira etapa dos cálculos: 1. Margem de lucro: quociente entre resultado operacional e receita líquida operacional, visando reconhecer a importância da rentabilidade das operações básicas da empresa para a taxa de retorno do investimento do capital aplicado. 2. Giro do ativo total: quociente entre receita líquida operacional e ativo total no encerramento do ano, para expressar a eficiência com a qual os ativos são administrados para gerar vendas de produtos e serviços. 3. Endividamento: quociente entre ativo total e patrimônio líquido, como indicador de como a administração da empresa conseguiu amplificar favoravelmente os níveis de margem de lucro e giro do ativo no resultado para os investidores. 4. Incidência efetiva de tributos: quociente entre lucro líquido e resultado operacional, com base na premissa de que, através de um planejamento tributário eficaz, a empresa se esforça para conservar a maior parte possível do resultado operacional. A seguir, as empresas são colocadas em ordem decrescente, em função de seu desempenho em cada um dos quatro fatores. A classificação resultante dá a cada empresa um número de pontos, a saber: 10 pontos para a primeira classificada no fator, 9 pontos para a segunda classificada, até 1 ponto para a décima classificada. A partir

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dessa posição as empresas não recebem nenhum ponto nesse fator. Por fim, os pontos obtidos por cada empresa em cada fator são ponderados da seguinte maneira: Margem de lucro: número de pontos x 2. Giro do ativo total: número de pontos x 2. Endividamento: número de pontos x 1. Incidência efetiva de tributos: número de pontos x 1. Por exemplo, suponhamos que uma empresa fique classificada, em cada fator, da seguinte maneira: Quarto lugar em termos de margem de lucro: recebe 7 pontos. Sexto lugar em termos de giro do ativo total: recebe 5 pontos. Terceiro lugar em termos de endividamento: recebe 8 pontos. Décimo segundo lugar em termos de incidência tributária efetiva: recebe 0 ponto. Logo, a soma ponderada dos pontos dessa empresa é igual a (2 x 7) + (2 x 5) + (1 x 8) + (1 x 0) = 32 pontos. Os pontos obtidos por cada empresa são então somados, sendo formada assim a classificação final, com a melhor empresa sendo aquela que totaliza maior soma ponderada de pontos. Em caso de empate, coloca-se à frente a empresa com mais alta rentabilidade do patrimônio líquido, isto é, cujo quociente entre lucro líquido e patrimônio líquido é mais elevado.

*Ph.D. Stanford University, professor titular do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper)


Marcha mais lenta, sem freada total Intensidade da desaceleração varia de um a outro segmento. É maior, naturalmente, para os dependentes de exportações

INDÚSTRIA

E

m linha com o PIB – que deve crescer em torno de 3,5%, depois da estilingada de 7,5% do ano passado –, a indústria não repetirá neste ano o desempenho de 2010. Há uma desaceleração (moderada) em curso e seu peso recai mais fortemente sobre a indústria do que sobre o agronegócio, o comércio e os serviços, áreas que de certa forma a compensam. Mas essa desaceleração, imposta pela necessidade de esfriar a economia diante da recidiva inflacionária, não vira de cabeça para baixo a produção, nem se derrama igualmente por todos os segmentos – como se pode notar pelas análises que compõem esta edição. Quem está ancorado no mercado interno alimenta, naturalmente, melhores perspectivas de crescimento. Quem tem de enfrentar os chineses não passa incólume, ainda mais quando tem de trabalhar com câmbio valorizado (o dólar atravessou 2011 na marca de R$ 1,60 e só agora se estabiliza em R$ 1,75) e juros reais altíssimos, embora em leve queda (descendo de 6% para 5%). É quase uma artimanha estatística. Em 2008, de acordo com os indicadores do IBGE, a produção industrial cresceu 3,1%. Em 2009, a crise levou-a a contrairse 7,4%. Em 2010, agindo sobre uma base muito baixa, a produção indus-

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trial avançou 10,4%. Neste ano, contra uma base alta, projeções indicam um crescimento de 1,3% a 1,5% – para voltar a crescer num ritmo mais forte (3%/4%) no ano que vem. Quando se tomam apenas esses números gerais, mexe-se um pouco com a confiança do empresariado, conforme mostram as sondagens conjunturais regularmente publicadas. No entanto, segmento por segmento, as perspectivas alternam-se radicalmente. Eletroeletrônicos, equipamentos elétricos, de informática e de telecomunicações, higiene e limpeza, por exemplo, preveem expansão que oscila de 10% a 15% neste ano, entrando tão ou mais quentes em 2012 – para não falar em mineração, o primo rico das exportações (e nem é tecnicamente indústria de transformação), que estoura limites e pode chegar a 28%. Do outro lado, mais dependentes das exportações, figuram segmentos como siderurgia, madeira, calçados e têxteis, cujas expectativas são de pequeno crescimento, por conta do mercado interno. Ainda assim, vale ressaltar: a indústria têxtil brasileira é o único grande player global fora da Ásia, com quem ironicamente tromba pela conquista do resto dos mercados.

REDUÇÃO DO DÉFICIT No meio do caminho, está a indústria automobilísti-


INDÚSTRIA

Desaceleração na sequência de um bom 2010 pega mais forte nos ramos mais dependentes das vendas ao exterior

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INDÚSTRIA

ca, cuja representatividade para a economia e a indústria dispensa apresentações. De 2005 a 2011, o mercado doméstico aumentou de 1,7 milhão de veículos para 3,5 milhões e o Brasil passou a disputar com a Alemanha o posto de quarto produtor mundial. É explicável que, a partir daí, arrefeça o ritmo de crescimento: as projeções para este ano indicam expansão menor do que 5% e cravam 3% para 2012. Superado o curto prazo, porém, os horizontes se abrem novamente. Segundo Cledorvino Belini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Fiat, o mercado brasileiro chegará a 6 milhões de veículos em 2020. Para dar conta disso e visando ao período 2011/14, a indústria local programa investimentos de US$ 21 bilhões, o dobro do período 2007/10. E mais: recente pesquisa, relatada pela publicação Autodata, informa que 16% dos brasileiros (ou 30 milhões de pessoas) têm intenção de comprar carro nos próximos seis meses. Intenção não é plano concreto, mas dá boas dicas: metade quer carro zero. A continuidade da expansão industrial, mesmo que em marcha mais lenta até 2012, reforça uma tarefa que empresários e governos terão de encarar: reduzir o déficit comercial e fazer crescer a competitividade do setor, ambos acirrados pelo câmbio valorizado, pelos juros altos e por alguns aspectos do “custo Brasil”, incluindo tributos. Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o déficit comercial da indústria de transformação alcançou US$ 35,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano; projetado para o ano inteiro, significa cerca de US$ 50 bilhões, um severo aumento sobre 2010 (US$ 34,8 bilhões). No mesmo período, a balança comercial apresenta um superávit de US$ 23 bilhões, só conseguido pela força do agronegócio e dos minérios, que conquistaram saldo

positivo de US$ 58,3 bilhões. Além disso, como as vendas no mercado interno seguem crescendo mais do que a produção local, teremos mais desequilíbrios pela frente. Diante desse quadro, há quem fale em “doença holandesa”, quer dizer, na estrita dependência de produtos primários, em detrimento de uma indústria diversificada, de maior valor agregado e mais densidade tecnológica – estamos ainda longe disso. Há também quem imagine, em tertúlias acadêmicas (e acreditando numa permanência prolongada do real valorizado), que o Brasil pode viver ou sem indústria ou com uma indústria de peso relativo bem menor, já que as commodities (alimentares e metálicas) podem nos garantir o sustento. Mirem-se no exemplo da Austrália.

Desoneração fiscal e outros estímulos do plano Brasil Maior miram a diversificação das exportações e a ampliação do investimento

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PRIORIZAR SEGMENTOS

Certo de que essa ideia do “Australião” não prospera, o governo responde, aqui e ali, com ações de política industrial. A mais recente resposta, já uma tentativa de consolidar projetos esparsos, é o plano Brasil Maior, lançado há poucos meses. Pretende, recorrendo a desonerações fiscais e a estímulos variados, diversificar as exportações de forma a ampliar de 1,36%, em 2010, para 1,6%, em 2014, a participação do País no comércio internacional; ampliar o investimento, dos atuais 18% do PIB para 22,4%; aumentar os gastos empresariais com P&D para 0,9% do PIB; expandir o acesso à banda larga, dos atuais 13,8 milhões de domicílios para 40 milhões de domicílios em 2014. Falta detalhar quais segmentos ganharão um sopro de inovação e dinamismo, e o Iedi sugere priorizar a economia do petróleo, a manufatura de base agroalimentar, a produção de equipamentos e serviços ligados à sustentabilidade, à nanotecnologia, à saúde e à educação. Mas é claro que apoia: “Talvez o maior mérito do plano seja o reconhecimento de que a indústria é um vetor fundamental do desenvolvimento”.


Liderança com responsabilidade Quarta do mundo e líder latino-americana em seu ramo, membro cativo do pelotão de frente das maiores empresas brasileiras, a Ambev, resultado da fusão das cervejarias Antarctica e Brahma realizada há onze anos, quer ser reconhecida por outra virtude que não a competência nos negócios. A meta da companhia, agora, é se tornar campeã também no quesito responsabilidade social. “Temos como compromisso reduzir os impactos ambientais da nossa operação e trabalhar para que os nossos produtos sejam consumidos de forma responsável”, diz Ricardo Rolim, diretor de relações socioambientais da empresa, resumindo as duas frentes de trabalho naquele sentido.

No primeiro caso, a redução dos impactos ambientais, o foco está na água, insumo imprescindível na fabricação de bebidas. É meta da Ambev reduzir o consumo na operação industrial, até o ano que vem, de 3,9 litros atuais para 3,5 litros a cada litro de bebida produzido. Está chegando lá: em algumas fábricas, como a de Curitiba (PR) e Camaçari (BA), a relação já é de 3,3/1. Para chegar ao objetivo geral, a Ambev desenvolve um projeto chamado Pegada Hidrológica, em parceria com Water Footprint Network (WFN) e a Universidade de São Paulo (USP) – campus São Carlos. Na mesma direção, a companhia lançou, no ano passado, o Movimento CYAN – Quem vê

premiada | indústria | AMBEV

A líder do mercado intensifica campanhas sociais, sem se descuidar de manter o registro de bons resultados

FOTOS: DIVULGAÇÃO/AMBEV

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do, a Ambev investiu R$ 2 bilhões, aumentando água enxerga o seu valor, voltado ao uso racioem 15% a capacidade produtiva – ampliação e nal. Entre as ações desenvolvidas destaca-se o criação de novas linhas de produção em 13 estaBanco CYAN, sistema de desconto em compras dos, com destaque para a inauguração de nova on-line para quem economizar água. Lançada fábrica, em Sete Lagoas, Minas Gerais. Terceira neste ano, a iniciativa, por enquanto, está dispounidade da empresa no estado, esta planta cusnível para o Estado de São Paulo, via Sabesp, e tou R$ 280 milhões e é a segunda maior das para Uberaba (MG), via Centro de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau). Para participar, o usuário se cadastra no site do Banco CYAN, onde também calcula seu histórico de consumo de água. Qualquer redução do volume estabelecido resultará em pontos a serem trocados por descontos nos sites de compras, como o da Lojas Americanas, Submarino, além da BlockBuster. “O banco já permitiu a economia de mais de 40 milhões de litros de água pelas pessoas que se cadastraram no sistema”, diz Rolim. Do lado do consumo responsável, a Ambev lançou três programas: Jovens de Responsa, Supermercado de Responsa e Bar de Responsa. O primeiro tem a participação de onze ONGs de São Paulo, Rio Pelo consumo responsável, parceria com o Pão de Açúcar de Janeiro e Salvador e é dirigido ao comAméricas, depois da filial Nova Rio, do Rio de bate ao uso abusivo de álcool e ao consumo por Janeiro. Outra área que recebeu aporte foi a de menores de 18 anos nas comunidades onde as logística. “Criamos 1.930 vagas em todo o Brasil, organizações atuam. O Supermercado de mais que o dobro de 2009, quando foram aberResponsa é resultado de parceria com o Pão de tos 953 novos postos”, diz Rolim. Em impostos, a Açúcar. Funciona assim: ao passar o código de empresa recolheu R$ 13,2 bilhões, 15% a mais barras de uma bebida alcoólica, o caixa do estaque os R$ 11,5 bilhões do ano anterior. belecimento recebe uma mensagem alertando-o No ano passado, a companhia operou com a pedir a identidade do comprador para verificar circunstâncias favoráveis. O verão estendido e se é maior de idade. Só neste caso, a venda é a Copa do Mundo naturalmente aumentaram autorizada. A terceira iniciativa, Bar de Responsa, a demanda por bebidas. é voltada a conscientizar Mas o movimento foi donos de bares a não vender estimulado também bebidas alcoólicas para menopelo lançamento de res ou pessoas embriagadas. novos produtos: AntarcPor trás de todos esses tica SubZero, Skol 360° investimentos socioambiene novas embalagens tais está a preocupação com como o litro retornável, a imagem de um colosso que a lata de 269 ml e a gardetém 70% de participação rafa one-way de 250 ml, no mercado brasileiro de cerlista Rolim. vejas e de 18% no de refrigeManter o crescimenrantes, que no ano passado to foi um grande desaregistrou um lucro líquido de fio neste ano, no qual R$ 7,56 bilhões, 26,3% supenão houve nenhum rior ao do ano anterior. evento extraordinário. Para chegar a tal resulta-

O segmento das cervejas premium, de participação crescente no mercado, e ainda com potencial, tem recebido cuidado especial

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“De janeiro a junho, o mercado de cervejas se manteve estável. Já o de refrigerantes teve uma baixa de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior”, explica Laura Fagundes Tonussi, coordenadora de análises especiais da consultoria Nielsen. No entanto, a Ambev continua em franca expansão. No primeiro semestre, a companhia registrou uma receita líquida de R$ 8,5 bilhões, teve um aumento orgânico de 7,3%, se comparada à do mesmo período do ano anterior. As alavancas para manter a expansão das vendas continuam sendo os investimentos e o lançamento de novos produtos. As aplicações em 2011 são superiores às de ROLIM: “Com o aumento de renda, novos rótulos” 2010 – R$ 2,5 bilhões. “Desse total, mo.” Nesse nicho, a Ambev é líder com a R$ 1,4 bilhão foi empregado na ampliação, Bohemia, que tem 25% das vendas totais de manutenção e modernização de unidades premium. Além dela, a companhia tem a como Piraí (RJ), Cebrasa (GO), Sete Lagoas Original, a Stella Artois, marca superpre(MG) e Aquiraz (CE), Maltaria Passo Fundo mium, que vem crescendo a taxas expressi(RS), entre outras”, diz Rolim. vas. “E com a chegada da Budweiser deve haver expansão”, acredita Rolim. NOVOS PRODUTOS As campanhas publicitárias das cervejas No quesito produtos, os destaques de 2011 premium foram promovidas via redes são a Skol 360 e a estreia da Budweiser no sociais. Para isso foram criadas fan pages da Brasil. A primeira é considerada pela Ambev uma das maiores inovações dos últimos Budweiser e da Stella Artois no Facebook. A anos. Chegou ao mercado no final do ano página da Budweiser foi a responsável pela passado, restrita à capital de São Paulo, promoção do maior evento de artes marCampinas, Santos, Sorocaba e região do Vale ciais mistas do mundo, o UFC, que ocorreu do Paraíba. A segunda, a marca de cerveja no Rio de Janeiro em agosto. Nos dias que mais valiosa do mundo, começou a ser proantecederam o torneio, a fan page apresenduzida na unidade de Jacareí. A companhia tou em primeira mão a preparação do lutatambém promoveu a lata da Brahma que dor brasileiro Anderson Silva, que foi o vira copo, a garrafa de Guaraná Antarctica campeão na categoria peso médio do UFC. de 1 litro retornável e a de 2 litros feita com Além disso, a Ambev criou a plataforma Bud PET reciclado, o energético Fusion, o Lipton Music Live e fez parcerias com as produtoMate e a Antarctica Citros. ras Time for fun, XYZ Live e Plan Music para Na área das cervejas, o segmento que tem patrocinar shows internacionais e marcar recebido mais atenção é o premium, cuja sua chegada no Brasil. A estratégia da Stella participação no mercado pulou de 2% para Artois foi diferente. A marca usou o Facebook 5%, de dez anos para cá, e que ainda tem para divulgar um concurso cultural cujo muito potencial. “Em países parecidos com o vencedor recebeu como prêmio acompaBrasil, o segmento consegue entre 15% e 20% nhar o World Draught Master, campeonato do mercado”, explica Rolim. “Aqui, com o mundial de melhores tiradores de Chopp aumento de renda, o consumidor passa a Stella Artois, que aconteceu no final de querer experimentar novos rótulos e ter outubro na Argentina. bebidas para diferentes ocasiões de consu(LA)

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Estímulo maior para competir

AUTOPEÇAS

Ensaio de política industrial, que premia e protege o componente local, pode recuperar o fôlego dos fabricantes À vista dos números que exibe, a indústria automotoviva vive uma fase gloriosa – nunca se vendeu tanto carro no Brasil, nacional e importado. O setor de autopeças, embora seja o primo mais vulnerável da cadeia produtiva (reúne grande contingente de pequenas e médias empresas), segue a onda e também cresce. Sente-se, no entanto, pressionado por circunstâncias como elevado custo de capital (no topo do ranking mundial), forte concorrência internacional, insumos e mão de obra caros, câmbio valorizado, carga tributária, problemas burocráticos e deficiência logística e estrutural, e sai em busca de alternativas. Nesse sentido, a recente decisão do governo de aumentar o IPI para os importados – e os que não preservam o mínimo de 65% de componentes locais – veio bem a calhar. Pode ser de boa ajuda para recuperar e/ou ampliar a competitividade e investir um pouco mais em tecnologia. Considerado essencial para o desenvolvimento industrial, o setor de autopeças revela diversidade e multiplicidade de produtos (de parafusos a componentes de motor). Conta atualmente com cerca de 390 empresas, que atendem às 18 montadoras filiadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ao mercado de reposição e às exportações. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) representa mais de 95% de

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tudo o que se produz neste ramo. O setor prevê faturar R$ 90 bilhões em 2011 e projeta, para 2012, receita de R$ 94,3 bilhões, ou seja, uma expansão de 4,7%. Nos primeiros sete meses deste ano, segundo levantamento do Sindipeças, o faturamento real já havia crescido 10,8% (em relação ao mesmo período de 2010). Quase 70% da receita veio das montadoras, ficando exportações e mercado de reposição em segundo lugar (com cerca de 13% cada um); as vendas interempresas cobrem o restante. No capítulo dos empregos, o setor deve fechar o ano com 228 mil postos de trabalho. Após a crise de 2008, as empresas voltaram a recontratar. Mas o ritmo diminuiu neste ano – acompanhando uma certa desaceleração nas vendas e no desempenho do próprio PIB. Já esperado pelas montadoras, o ensaio governamental de política industrial, que pretende estimular a produção local (o aumento do IPI pode chegar a 30 pontos percentuais), foi recebido com apoio crítico. “A medida é um avanço importante para o setor, pois antes não havia nada”, afirma Paulo Butori, presidente do Sindipeças. “Não dá para saber ainda quanto o nosso faturamento crescerá por conta disso, mas com mais demanda obviamente au– mentará”. O cálculo dos 65% mínimos depende da combinação de fatores variados e é ainda controverso. De acordo com Butori, em alguns casos, com ape-


nas 2% de conteúdo local uma montadora pode se encaixar na nova regulamentação. O modelo adotado para definir o percentual de conteúdo nacional é baseado no faturamento de cada fabricante até a rede de distribuição. Para Butori, a fórmula ideal deveria considerar o valor de produção de cada modelo. “(As medidas) não representam tudo o que queremos, mas é o que temos por enquanto”, diz. Também comentando as restrições, consideradas protecionistas por alguns críticos, Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, afirma, certamente referindo-se ao acirramento da competição detonado pela recessão nos países ricos: “O mundo está mudando. Não é mais aquele mundo tranquilo que vivíamos”. E Rogelio Golfarb, diretor de comunicação da Ford e ex-presidente da Anfavea, não tem dúvida de que o governo mandou recado claro para a indústria automobilística: “O modelo de negócio baseado na importação não vai ser privilegiado”. Tanto é assim, que já se espera redução nas importações de toda a cadeia. No caso das autopeças, que há cinco anos registram déficit comercial, as importações neste ano devem somar US$ 15,48 bilhões, ante exportações de US$ 10,98 bilhões (o pior resultado do período). Mas o Sindipeças começa a recalcular suas projeções para 2012 – esperava importações de US$ 16,7 bilhões. Por conta de sua diversidade, o setor de autopeças é um dos que mais necessitam de política setorial, na opinião de Belini. “Com o custo de capital muito mais alto no Brasil do que em outros países competidores, fica difícil para as empresas menores acompanharem as inovações tecnológicas. Além disso, os pequenos empresários ainda são penalizados pelo excesso de carga fiscal e trabalhista”, afirma Belini. As multinacionais contam com maior fôlego financeiro e, com isso, mais força para desenvolver tecnologias, sem contar o apoio de inteligência que têm de suas matrizes e filiais instaladas

em diversas partes do mundo. Estas grandes empresas operam na linha de frente e são classificadas de Tier 1 – sistemistas fornecedoras de componentes. Elas, por sua vez, dependendo das características de seus produtos, adquirirem componentes produzidos por empresas que pertencem ao segundo e ao terceiro nível da cadeia produtiva (fabricantes de subconjuntos e componentes individuais), os Tiers 2 e 3. Estas últimas representam a ponta da cadeia, menos estruturadas, menos competitivas e mais dependentes de financiamentos. “Faltam a elas recursos para renovar maquinário e treinar mão de obra, entre outros problemas”, diz Belini.

ATRIBULAÇÕES CAMBIAIS Com a moeda brasileira valorizada, desde o início de 2005, as autopeças brasileiras não conseguem mais nem acompanhar o ritmo de expansão das montadoras, que na– quele ano começaram a ampliar o processo de im– portação de componentes em razão de preços mais competitivos praticados no exterior. Com isso, passaram a trabalhar com capacidade ociosa, mesmo com as vendas de automóveis se multiplicando. Mas isso não quer dizer que o setor esteja parado. Neste ano, o setor (principalmente por parte de grandes empresas, como Delphi e Bosch) deverá investir US$ 2 bilhões em inovação de produtos, componentes e ampliação ou construção de novas fábricas. Para 2012, já estão previstos investimentos de US$ 2,5 bilhões. A Delphi, por exemplo, planeja expandir a produção de chicotes em Minas Gerais. “Estamos aumentando a produção na unidade, pois está crescendo a procura por veículos com maior tecnologia embarcada”, afirma o presidente da Delphi para a América do Sul, Gábor Deák. Na unidade mineira, a empresa de origem norte-americana concluiu processo de expansão. Com isso, haverá aumento de 20% do quadro de funcionários, que passará de 1.500 para 1.800.

A balança comercial está no vermelho há cinco anos e, em 2011, o déficit pode chegar a quase US$ 5 bilhões, o pior resultado do período

(WO)

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AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CARROÇARIAS 1 Randon Parts - RS 1.619.302 67,2 139.589 249.493 2.369.456 1.172.045 163.217 289.104 178,7 8,6 68,3 202,2 21,3 2 Marcopolo - RS ( * ) 1.342.147 -18,2 169.340 136.783 1.624.750 729.070 133.853 399.729 80,8 12,6 82,6 222,9 18,8 467.704 60,2 23.641 17.479 303.752 96.352 40.385 37.220 73,9 5,1 154,0 315,3 18,1 3 Guerra - RS 4 Comil - RS 338.073 20,1 19.537 13.422 337.484 57.841 23.467 81.094 68,7 5,8 100,2 583,5 23,2 5 Usiparts - MG 325.724 51,8 2.419 1.519 236.198 102.191 17.398 38.018 62,8 0,7 137,9 231,1 1,5 6 Noma - PR 211.840 35,4 10.830 9.335 228.432 91.631 23.135 52.430 86,2 5,1 92,7 249,3 10,2 7 Kronorte - PE 34.277 20,8 1.446 1.446 25.749 17.593 4.165 12.828 100,0 4,2 133,1 146,4 8,2 33.664 31,2 -3.944 -5.370 96.251 24.615 4.123 10.686 ND -11,7 35,0 391,0 -21,8 8 Recrusul - RS 9 Tevere - SC ( * ) 23.752 -17,1 1.881 1.295 17.901 14.335 1.790 8.863 68,9 7,9 132,7 124,9 9,0 10 Nova Kabi - RJ 11.600 – 499 447 9.856 3.015 509 1.330 89,6 4,3 117,7 326,9 14,8 11 CTR - SP ( * ) 4.655 -72,2 1.780 1.102 16.473 4.196 4.458 709 61,9 38,2 28,3 392,6 26,3 12 CMA - SP – -100,0 -654 -654 43 -1.268 -561 -24 ND ND ND ND ND 20,8 366.364 426.297 5.266.345 2.311.616 415.939 931.987 77,4 5,1 100,2 249,3 14,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 4.412.737 DIVERSOS 1 Iveco - MG 3.576.818 72,4 412.028 372.119 1.855.766 606.932 513.948 359.812 90,3 11,5 192,7 305,8 61,3 285.222 38,1 18.172 11.553 701.738 137.294 95.765 -16.195 63,6 6,4 40,7 511,1 8,4 2 Cia Locação Américas - SP 3 Caloi Norte - AM 174.432 20,0 9.053 8.812 136.357 23.178 24.671 30.532 97,3 5,2 127,9 588,3 38,0 172.964 1,0 115 302 85.878 57.231 385 5.286 262,6 0,1 201,4 150,1 0,5 4 Rodobens Caminhões - MT 5 Burigotto - SP 139.404 83,3 33.719 22.527 78.086 52.024 39.239 33.487 66,8 24,2 178,5 150,1 43,3 6 Klahn Motors - RJ 135.530 – 1.525 1.186 15.955 1.121 1.943 10.030 77,8 1,1 849,5 1.423,3 105,8 108.015 17,1 290 198 23.929 5.828 396 2.668 68,3 0,3 451,4 410,6 3,4 7 Space - RJ ( * ) 8 Bike NE - PI 87.425 24,6 20.198 17.426 186.382 175.361 17.539 94.782 86,3 23,1 46,9 106,3 9,9 59.956 -23,5 -808 -1.194 86.422 38.779 391 36.097 ND -1,4 69,4 222,9 -3,1 9 Magius - PR ( * ) 10 Bicicletas Monark - SP 30.067 -1,6 13.592 173.825 472.989 317.849 -4.007 14.870 1.278,9 45,2 6,4 148,8 54,7 11 Digex - SP ( * ) 13.077 184,6 -5.943 -5.333 18.606 -3.068 -3.690 2.024 ND -45,5 70,3 ND ND 5.705 – 5.898 5.314 4.469 469 5.680 -247 90,1 103,4 127,7 952,4 1.132,6 12 Base Locações - PE ( * ) 14 Via Meta - PE ( * ) 5.298 – 5.286 4.800 5.272 1.125 5.135 -138 90,8 99,8 100,5 468,5 426,6 3.627 9,6 -7.500 -7.500 2.067 -252.478 -1.965 -745 ND -206,8 175,5 ND ND 15 Pro Metalurgia - SP 16 Ricasa - RS ( * ) 905 -4,8 -117 -50 4.856 3.464 115 135 ND -12,9 18,6 140,2 -1,5 17 Monark AM - AM 74 – 1.048 716 47.903 43.101 -4.013 175 68,3 1.420,4 0,2 111,1 1,7 58 – -420 -420 582 531 -500 – ND -726,8 9,9 109,6 -79,1 18 Brasil Tading - RS 19 Rossin Automotiva - SC ( * ) – – -853 -693 6.785 6.479 -834 66 ND ND ND 104,7 -10,7 – – -39 -39 181 142 -39 – ND ND ND 127,0 -27,5 20 Bandeirante - PA 21 THN Auto Brasil - SP – – -221 -221 168 -131 -221 – ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 4.804.252 20,0 505.332 603.561 3.738.972 1.215.286 690.339 572.003 86,3 5,3 112,2 186,5 9,2 PARTES, PEÇAS, ACESSÓRIOS E COMPONENTES AUTOMOTIVOS 1 Iochpe-Maxion - SP 1.728.689 73,8 225.317 164.153 1.659.961 779.388 277.722 210.386 72,9 13,0 104,1 213,0 21,1 2 Magnetti Marelli Sistemas - MG 1.446.778 12,7 127.541 94.560 701.819 245.228 192.124 82.225 74,1 8,8 206,2 286,2 38,6 3 Aethra - MG ( * ) 907.277 23,2 71.239 57.566 494.457 196.575 121.041 91.460 80,8 7,9 183,5 251,5 29,3 4 Magneti Marelli Cofap - SP 878.005 27,6 -48.113 -52.484 544.255 112.912 3.378 71.867 ND -5,5 161,3 482,0 -46,5 5 Moura - PE 486.269 35,0 124.275 113.446 568.927 435.641 118.460 158.719 91,3 25,6 85,5 130,6 26,0 6 Facchini - SP ( * ) 483.727 -25,7 52.676 47.654 377.244 163.139 46.492 129.608 90,5 10,9 128,2 231,2 29,2 7 Fras-Le - RS 469.417 18,8 58.295 48.357 671.664 324.734 69.704 113.233 83,0 12,4 69,9 206,8 14,9 8 Tower Automotive - SP 419.704 18,1 -11.554 -12.297 179.472 40.563 6.526 -19.950 ND -2,8 233,9 442,5 -30,3 9 Borlem - SP 410.868 18,6 71.598 47.224 232.933 168.195 67.784 24.344 66,0 17,4 176,4 138,5 28,1 10 Takata Petri - SP 409.357 13,6 60.060 40.919 318.823 215.583 59.673 61.063 68,1 14,7 128,4 147,9 19,0 11 Autometal - SP 381.375 15,3 29.910 137.328 1.129.727 565.327 62.850 81.050 459,1 7,8 33,8 199,8 24,3 12 SK Distribuidora - SP ( * ) 353.465 8,7 -428 -426 75.935 20.523 203 15.444 ND -0,1 465,5 370,0 -2,1 13 Showa - AM ( * ) 313.133 -28,2 -19.671 -21.691 223.540 153.185 -17.283 58.104 ND -6,3 140,1 145,9 -14,2 14 Cinpal - SP ( * ) 308.604 -26,7 47.277 33.025 363.733 285.079 66.676 173.126 69,9 15,3 84,8 127,6 11,6 15 PST Eletrônica - AM ( * ) 262.062 -12,9 30.117 28.018 161.191 82.114 40.851 60.674 93,0 11,5 162,6 196,3 34,1 16 DHB Componentes - RS ( * ) 243.628 -12,5 -2.197 2.114 223.151 25.853 26.483 39.003 ND -0,9 109,2 863,2 8,2 17 Arteb - SP ( * ) 237.869 – 73.790 71.096 244.181 -389.625 69.706 -43.278 96,4 31,0 97,4 ND ND 18 Zanettini, Barossi - SP 146.603 11,5 4.329 3.224 61.655 20.405 7.527 15.158 74,5 3,0 237,8 302,2 15,8 19 JS Auto Peças - SP 143.115 27,6 7.117 3.954 51.979 30.226 9.310 31.806 55,6 5,0 275,3 172,0 13,1 20 Mahle Forjas - RJ ( * ) 125.523 -17,2 -1.853 -3.576 83.242 9.397 8.797 22.163 ND -1,5 150,8 885,8 -38,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PARTES, PEÇAS, ACESSÓRIOS E COMPONENTES AUTOMOTIVOS (CONTINUAÇÃO) 21 Durametal - CE 99.111 27,7 21.170 14.828 136.261 90.838 23.994 26.172 70,0 21,4 72,7 150,0 16,3 22 Farina - RS 93.404 66,8 5.026 4.000 89.088 26.241 14.675 6.364 79,6 5,4 104,8 339,5 15,2 83.080 106,0 5.600 3.701 46.189 20.149 7.742 8.077 66,1 6,7 179,9 229,2 18,4 23 Florença Caminhões - PR 24 Eletromecânica Dyna - SP ( * ) 82.874 -5,3 -1.059 -1.199 57.043 2.662 5.174 3.490 ND -1,3 145,3 2.143,0 -45,1 25 Rayton - SP 72.630 30,6 -7.354 -6.574 87.606 28.150 -406 36.210 ND -10,1 82,9 311,2 -23,4 26 Moto Peças - SP ( * ) 69.614 -15,6 11.930 8.880 90.851 77.860 12.566 41.533 74,4 17,1 76,6 116,7 11,4 27 RCN Metalúrgicas - SP 67.210 24,2 9.240 5.960 42.763 16.609 9.712 13.322 64,5 13,8 157,2 257,5 35,9 64.180 74,9 5.372 5.372 49.163 7.024 5.717 12.583 100,0 8,4 130,6 699,9 76,5 28 Londrina Cam e Ônibus - PR 29 Keko - RS 59.266 28,7 1.669 1.801 89.253 10.608 3.480 15.417 107,9 2,8 66,4 841,4 17,0 30 Metalkraft - PR ( * ) 54.290 -1,3 2.657 2.388 35.930 11.620 8.126 4.589 89,9 4,9 151,1 309,2 20,6 31 Jofund - SC ( * ) 51.359 2,9 6.355 6.281 28.259 10.529 9.145 3.342 98,8 12,4 181,7 268,4 59,7 32 Schwarz - PR 50.570 12,7 1.689 1.076 58.700 10.060 7.068 5.647 63,7 3,3 86,2 583,5 10,7 42.934 72,7 772 3.588 66.987 43.591 5.603 3.962 464,8 1,8 64,1 153,7 8,2 33 Neogás - RS 34 Tomé - RS 42.754 19,0 207 461 63.777 32.846 3.660 17.097 223,0 0,5 67,0 194,2 1,4 35 TCA - PE 40.734 4,4 -32.563 -23.491 37.808 -7.541 -25.258 2.279 ND -79,9 107,7 ND ND 40.724 -0,5 -4.031 -3.264 46.921 3.314 2.160 14.309 ND -9,9 86,8 1.415,8 -98,5 36 Duroline - RS ( * ) 38.420 14,3 5.402 3.955 41.306 14.202 6.085 9.002 73,2 14,1 93,0 290,9 27,9 37 Arteb - RS 38 Orion - SP 33.145 3,4 -21.601 -21.601 104.251 – -5.702 -51.259 ND -65,2 31,8 ND ND 32.530 34,5 8.237 6.848 38.657 13.005 8.349 20.154 83,1 25,3 84,2 297,2 52,7 39 Molas Marchetti - SC 40 Sueme Indl - SP ( * ) 32.088 28,9 -756 -929 36.843 7.548 1.351 2.296 ND -2,4 87,1 488,1 -12,3 41 Engrecon - SP 28.670 31,4 -485 -605 23.497 12.661 1.710 6.374 ND -1,7 122,0 185,6 -4,8 27.894 4,9 352 321 13.966 1.836 915 1.360 91,1 1,3 199,7 760,6 17,5 42 Centauro - SP 43 Marília - SP 27.508 24,7 409 341 14.040 3.306 1.296 3.956 83,5 1,5 195,9 424,7 10,3 27.188 69,7 4.202 4.202 21.099 19.519 4.596 1.911 100,0 15,5 128,9 108,1 21,5 44 Tubopeças - SP 45 Formale - SP 26.647 18,3 3.633 2.397 12.181 6.999 3.064 -654 66,0 13,6 218,8 174,1 34,2 46 Agrostahl - SP 26.274 17,3 7.845 4.801 28.331 16.999 8.356 9.384 61,2 29,9 92,7 166,7 28,2 23.720 75,5 2.603 1.741 16.117 7.658 3.013 2.691 66,9 11,0 147,2 210,5 22,7 47 CNCS - RS 48 Inpel - RS 21.999 55,9 1.677 1.285 28.259 20.075 4.172 10.770 76,6 7,6 77,9 140,8 6,4 20.549 18,0 2.349 1.576 9.998 7.154 3.003 6.346 67,1 11,4 205,5 139,8 22,0 49 Tecnomotor - SP 50 Invicta Vigorelli - SP 20.382 3,4 -5.038 -3.382 32.630 2.449 -2.057 -688 ND -24,7 62,5 1.332,4 -138,1 51 Autocom - SP ( * ) 17.189 -10,5 590 587 16.472 4.444 677 127 99,5 3,4 104,4 370,7 13,2 15.105 36,4 1.837 1.238 14.439 10.145 3.159 10.319 67,4 12,2 104,6 142,3 12,2 52 Forcecar - PR ( * ) 53 Rede âncora SC - SC 15.034 33,3 73 46 2.163 1.044 104 1.073 62,9 0,5 695,2 207,1 4,4 11.142 22,3 -569 -563 14.583 5.078 1.613 5.530 ND -5,1 76,4 287,2 -11,1 54 Igasa - PR 55 Flaus - PR 6.450 32,3 2.341 2.163 7.405 6.169 2.431 2.349 92,4 36,3 87,1 120,0 35,1 56 Giiro S/A - GO 5.086 139,4 12 9 944 156 61 247 76,0 0,2 538,8 606,8 6,0 4.134 -51,9 -533 -1.335 6.695 3.078 -51 598 ND -12,9 61,7 217,5 -43,4 57 Metalúrgica FCR - SP ( * ) 58 Fluidloc - RJ 4.095 29,1 2.702 2.702 3.417 1.255 2.694 39 100,0 66,0 119,9 272,2 215,3 2.926 50.486,6 712 654 3.700 573 1.034 -1.377 91,8 24,4 79,1 645,7 114,1 59 Intermach - RS 60 Udo Heuer - PR 1.930 50,7 -776 -1.375 2.319 -2.776 -536 -1.204 ND -40,2 83,2 ND ND 61 Akatas - SP ( * ) 493 1.026,2 -2.894 -2.894 8.755 4.827 -3.041 3.762 ND -587,1 5,6 181,4 -60,0 62 TMD Friction - SP ( * ) 115 – -6 -6 79 5 -1 23 ND -5,0 146,6 1.686,9 -124,6 63 Cindumel Metais - SP -27 -288,2 451 425 90.143 52.337 -271 3.462 94,3 -1.660,4 0,0 172,2 0,8 64 Magneti Marelli - SP – – -6.752 -6.752 48.501 -17.336 -4.918 5.173 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (64) 11.640.886 18,8 932.423 821.824 10.035.277 4.071.413 1.372.288 1.642.366 80,2 5,0 107,7 251,5 14,9 PNEUS 1 Levorin - SP 237.214 13,1 -21.988 -16.420 191.787 55.468 -17.185 39.754 ND -9,3 123,7 345,8 -29,6 2 Recapag Pneus Sta Helena - MG 153.614 25,7 -731 3 57.166 16.293 2.894 28.961 ND -0,5 268,7 350,9 0,0 3 Pneusola - MG ( * ) 93.789 1,8 1.284 2 54.056 5.219 6.484 18.215 0,1 1,4 173,5 1.035,8 0,0 4 MG Pneus - RS 12.789 8,8 6.220 5.649 27.541 25.904 5.795 4.817 90,8 48,6 46,4 106,3 21,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 497.406 11,0 -15.216 -10.766 330.550 102.884 -2.012 91.747 45,5 0,4 148,6 348,3 0,0 RECONDICIONAMENTO DE PNEUS 1 Terra Preta - SP ( * ) 9.517 – 763 787 4.939 1.507 719 368 103,3 8,0 192,7 327,7 52,2 2 Tyresoles Conquista - BA 2.957 -48,4 -433 -294 1.557 1.494 -410 617 ND -14,6 189,9 104,2 -19,7 3 Tyresoles Jequieense - BA 2.070 -44,6 -143 -143 1.600 1.566 -139 530 ND -6,9 129,4 102,2 -9,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 14.545 -46,5 187 351 8.096 4.567 170 1.514 103,3 -6,9 189,9 104,2 -9,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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VEÍCULOS E MATERIAL DE TRANSPORTE

Em colisão com os importados Vivendo um período áureo em produção, vendas e investimentos, as montadoras preocupam-se com a competitividade A indústria automobilística brasileira vive um período áureo em termos de produção. Projeta, já num patamar elevado, fabricar neste ano 3,4 milhões de veículos, aumentar as vendas em 5% e renovar vultosos investimentos. Mas revela-se preocupada com a perda de competitividade do carro nacional. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes Veículos Automotores (Anfavea), a alta acumulada de 7,2% nas vendas entre janeiro e setembro de 2011 foi mais bem aproveitada pelos veículos importados, que cresceram 38% no período, ante 3,5% dos nacionais – tendência que se acelerou nos últimos anos. Inclinado a proteger a produção interna (e os empregos), e não sem apoio do setor, o governo reagiu aumentando o IPI (em até 30 pontos percentuais) para os veículos que não alcançarem o índice de 65% de nacionalização de componentes. Foi um ensaio e logo podem vir outros passos. Com base em levantamento internacional encomendado à consultoria PricewaterhouceCoopers (PwC), a Anfavea encaminhou a Brasília documento em que enumera os indicadores da perda de competitividade de uma cadeia produtiva que coletou bons lucros nos últimos anos: por exemplo, infraestrutura deficiente, excesso de burocracia, custo do capital, insumos e mão de obra mais caros que nos demais emergentes (na China os salários são baixíssimos e não há

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sequer previdência social), para não falar em câmbio valorizado. Segundo o estudo da PwC, para cada US$ 100 gastos num veículo produzido na China, no Brasil são necessários US$ 160. Por deter 22,5% do PIB industrial e 5,2% do PIB nacional, a indústria automobilística sempre foi atendida pelo governo em suas reivindicações. Para cada emprego direto criado, sua cadeia gera até dez postos indiretos. Só no período de 1980 a 2010, as montadoras contabilizaram investimentos de US$ 70 bilhões. Até 2015, já estão programados mais US$ 19 bilhões. Sua atual capacidade instalada é de 4,5 milhões de unidades/ano para um mercado interno previsto para 3,7 milhões de unidades em 2011, sendo 3,4 milhões de produção nacional. A Anfavea projeta para este ano crescimento de 5% nas vendas e de 1,1% na produção. As exportações devem registrar queda de 3,4% – passando de 502 mil unidades em 2010 para 485 mil neste ano. O Brasil disputa o quarto posto no ranking mundial com a Alemanha, que incentivou a renovação da frota, e a Índia, que tem 1,1 bilhão de habitantes. Na opinião de Cledor– vino Belini, presidente da Anfavea e da Fiat, a indústria local terá mais condições de competir globalmente, em quatro ou cinco anos, se começar desde já a contar com incentivos para investir em “tecnologia disruptiva”, ou seja, aquela que cria novas tendências. “Só com lança-


mentos, como o do carro flex, poderemos voltar a aproveitar as oportunidades internas e recuperar a capacidade de competir no exterior”, afirma Belini. Além do flex, devem estar no visor biocombustíveis (e outras fontes alternativas de energia) e materiais como fibras naturais. Os motores, por exemplo, deverão ficar mais eficientes, com redução no consumo e emissões de poluentes. “Toda a cadeia da indústria está num período de redefinir as linhas estratégicas, estabelecendo programas e incentivos”, afirma Rogelio Golfarb, diretor da Ford e ex-presidente da Anfavea. Segundo o consultor da ADK, Paulo Roberto Garbossa, o futuro do setor passa pelo estabelecimento de uma nova política industrial, com atuação ativa do governo, montadoras, fornecedores, distribuidores, setor financeiro e associações técnicas. “É um momento decisivo para uma virada de mesa”, afirma. “Como em outras épocas em que soube inovar, o setor tem massa crítica para voltar a dominar as ações.” As ações integradas, inclusive com o setor financeiro, são vitais – na análise de Belini –, para que haja convergência entre o preço do carro nacional e o valor global (o nosso chega a custar o dobro, até por conta da carga tributária), além de agregar tecnologia e conteúdo. “No futuro poderemos ter carros mais eficientes e mais baratos”, diz. A recente interferência do governo (além do IPI, há estímulos à pesquisa e inovação) vai em linha com a ideia de ampliar a competitividade. Com isso, o governo busca aumento dos investimentos na cadeia produtiva, melhora na competitividade e, consequentemente, equilíbrio do comércio exterior. Levantamento da Anfavea mostra que o Brasil saiu de uma importação de 88,1 mil unidades, que, em 2005, representavam 5% do mercado nacional, para fechar este ano com 850 mil veículos importados – 23% das vendas internas. “Os carros que nós, montadoras, esta-

mos importando do México e da Argentina poderiam ser feitos aqui no Brasil se as condições locais para a produção fossem mais vantajosas. Mas esses dois países, que representam 50% das importações no Brasil, também recebem parte da nossa produção de veículos, autopeças e motores”, afirma Belini.

VIÉS DA DEMONIZAÇÃO Levantamento realizado pela Anfavea revela que a indústria automobilística mundial, que tem capacidade instalada de 85 milhões de unidades em 2011, só terá mercado para vender 58 milhões de veículos. Com demanda por novos veículos, o Brasil, acredita a Anfavea, acaba sendo alvo desses carros que estão vagando por outros mercados. Mas há quem aponte erros na “demonização” do veículo importado. “Todos os mercados desenvolvidos contam com uma faixa de 20% a 30% dos carros importados”, afirma Paulo Ka– kinoff, presidente da Audi, marca de luxo do grupo Volkswagen. “É impossível qualquer grande país fa– bricar todos os veículos que consome. Nem faz sentido do ponto de vista industrial das grandes montadoras.” José Luiz Gandini, presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), diz que os carros importados por marcas que não têm fábrica no Brasil representam 7% do mercado nacional. “A maior parte dos 23% dos carros vindos de fora são importados pelas próprias montadoras aqui estabelecidas, que fazem intercâmbio com a Argentina e o México, países com os quais o Brasil tem acordo de livre comércio.” Para Gandini, ao ampliar a taxação contra o importado, o governo federal está “tornando mais fácil a vida” das montadoras locais em detrimento do consumidor. “Se a competição não for estimulada, os fabricantes locais, que sempre tiveram benesses do governo, não vão renovar seus produtos na velocidade que o mercado deseja.”

O Brasil disputa o quarto posto no ranking mundial com a Alemanha, que incentivou a renovação da frota, e Índia, que tem um capital de 1,1 bilhão de habitantes

(WO)

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 161


VEÍCULOS e material de transporte Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MONTADORAS 1 FIAT SA - MG

20.667.547

3,2

2.170.595

1.617.071

11.627.874

1.958.193

2.682.726

-956.646

74,5

10,5

177,7

593,8

82,6

2 Renault do Brasil - PR

6.131.142

36,2

83.674

231.375

3.855.425

1.248.938

287.051

52.787

276,5

1,4

159,0

308,7

18,5

3 Caoa - GO ( * )

3.545.856

63,4

991.001

852.359

5.237.053

2.111.619

955.529

1.783.620

86,0

28,0

67,7

248,0

40,4

4 MMC - SP

3.105.977

25,1

563.807

479.404

2.161.946

1.100.956

646.810

565.872

85,0

18,2

143,7

196,4

43,5

5 Agrale - RS

577.998

30,5

22.611

27.078

370.009

199.474

32.774

166.686

119,8

3,9

156,2

185,5

13,6

6 Triel-HT - RS

43.310

24,0

119

187

41.431

14.626

4.301

11.743

157,2

0,3

104,5

283,3

1,3

7 MTD Motor - AM

8.855

158,5

-9.562

-9.562

18.088

-7.856

-7.201

9.479 ND

-108,0

49,0 ND ND

9 TEC AUTO CATARINENSE - SC

4.185

2.530,4

-4.199

-4.199

9.453

6.109

-3.283

1.051 ND

-100,3

44,3

2

2

110

110

0

0

23.331.072 6.640.934 4.600.675

1.635.883

10 AKT Motos - CE ( * )

ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 34.089.367

33,3 3.819.990 3.195.682

154,7

-68,7

100,0 ND ND

100,0

1,5

100,7

196,4

18,5

3,9

104,5

AVIÕES, HELICÓPTEROS E COMPONENTES 1 Embraer - SP

8.130.393

-9,9

722.958

573.592

2 Helibrás - MG

357.451

20,7

34.866

23.202

551.324

93.500

28.234

3 Avibrás Aeroespacial - SP

201.951

9,4

2.515

6.014

1.991.527

1.358.903

24.852

4 Mectron - SP

61.207

3,1

1.511

1.474

196.590

29.673

8.012

58.243

97,6

5 Aeroeletrônica - RS

54.719

265

4.641

69.808

25.010

2.263

28.468

1.751,3

6 Avibrás - SP

22.119

0,8

17.134

16.619

102.492

47.641

17.236

44.868

97,0

77,5

21,6

215,1

34,9

625.542 15.190.857 6.600.863

1.071.812

390.315

97,3

5,7

48,0

261,2

15,0

ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 8.827.840

3,1 779.249

12.279.116

5.046.136

991.215

474.513

79,3

8,9

66,2

243,3

11,4

-73.125

66,6

9,8

64,8

589,7

24,8

-142.652

239,1

1,3

10,1

146,6

0,4

2,5

31,1

662,5

5,0

0,5

78,4

279,1

18,6

CONSTRUÇÃO NAVAL 1 Estaleiro Atlântico Sul - PE

1.095.548

48,6

1.398

1.634

3.592.138

558.287

147.139

418.304

116,9

0,1

30,5

643,4

0,3

2 Estaleiro Mauá - RJ ( * )

695.654

1,0

-15.546

-15.555

474.199

6.947

-4.656

-82.940 ND

-2,2

146,7

6.825,8

-223,9

3 STX Europe - RJ

507.424

-11,0

78.255

50.798

1.316.344

22.894

3.663

314.566

15,4

38,6

5.749,7

221,9

64,9

4 Eisa Ilha - RJ

323.614

57,7

9.980

3.610

381.521

34.454

2.034

-58.023

36,2

3,1

84,8

1.107,3

10,5

5 Estaleiro Rio Maguari - PA

103.125

912,2

37.076

33.458

139.143

67.546

34.639

10.764

90,2

36,0

74,1

206,0

49,5

6 Inace - CE

51.296

0,6

621

497

335.476

109.332

2.195

-1.726

80,1

1,2

15,3

306,8

0,5

7 Verolme - RJ

15.054

8,8

-90.258

-90.258

1.522.787

-209.305

5.812

21.147 ND

-599,6

216

22,4

114

100

2.318

2.212

148

8 Brasilcat - SP ( * ) 9 Estaleiro Promar - PE ACUMULADO DO SUBSETOR (9)

5.443

5.279

2.791.931

15,6

21.640

-15.717

7.769.368

597.647

190.975

-8

88,0

52,9

1,0 ND ND 9,3

-44 ND ND ND 622.039

84,0

2,1

34,5

104,8

4,5

103,1 ND 475,1

4,5

TRENS E COMPONENTES 1 Amsted Maxion - SP

585.778

87,7

-39.646

-26.166

2 Caf Brasil - SP

431.106

863,4

27.261

18.022

3 Gevisa - SP ( * )

336.192

-39,7

1.919

5.796

4 Faiveley - SP

57.390

9,8

11.034

8.063

77.580

39.553

9.312

46

2,7

-390.774

-389.887

175.171

-3.469.599

-27.252

9,8 -390.206

-384.172

1.529.579 -3.037.708

20.629

5 Cobrasma - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (5)

1.410.512

676.718

57.295

-4.746

349.370

168.164

29.598

96.126

250.740

166.879

13.717

28.275 -3.359

73,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

162 | MELHORES DOS MAIORES 2011

80.222 ND

-6,8

86,6

1.181,1

-45,7

66,1

6,3

123,4

207,8

10,7

302,0

0,6

134,1

150,3

3,5

19,2

74,0

196,1

20,4

-5.422 ND -849.508,7 195.842

73,1

0,6

0,0 ND ND 86,6

202,0

7,1


PREMIADA | VEÍCULOS E MAT. DE TRANSPORTE | FIAT

Receita ao gosto do freguês Em 35 anos de Brasil, a companhia aprendeu a fabricar o que o consumidor local quer. Galgou a liderança e quer mais A receita envolve dedicação, colaboração, organização e conhecimento – bastante conhecimento. Tais ingredientes começaram a ser juntados em 9 de julho de 1976 pela Fiat, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), na inauguração de sua fábrica. Planta modesta para os padrões de hoje, erguida para produzir 70 mil unidades anuais do modelo 147 – cuja fama rende até hoje lembranças para o bem e para o mal. Primeira montadora automobilística a se instalar fora do Estado de São Paulo, que concentrava a produção automobilística, começou a vida com inusitada parceria para o ramo: o sócio, com metade do capital, era o governo de Minas Gerais – que depois venderia sua parte ao grupo italiano. Ao completar 35 anos no Brasil, a Fiat colhe os frutos da receita que soube preparar com êxito. Dos ingredientes que compõem tal receita, talvez o mais importante seja o conhecimento. A companhia aprendeu como fabricar e vender carros que se encaixam no perfil do consumidor brasileiro – tanto que tem tudo para completar dez anos na liderança do mercado ao encerrar 2011 com 23% de share. Para isso, a marca conta com a ajuda de uma das maiores redes de revendedores do País – 590 concessionários, que distribuem uma linha de 17 produtos (mais de 60 versões) entre veículos

164 | MELHORES DOS MAIORES 2011

A fábrica de Betim começou com capacidade para fabricar 70 mil veículos.

Neste an

Meta agora é investir em melhoramentos da linha de produção de forma

a aumen


veículos.

de forma

comerciais e automóveis. No catálogo se destacam a campeã de vendas entre as picapes pequenas, a Strada, que, há anos, detém mais de 50% das vendas em sua categoria, e o novo Uno, que disputa mês a mês com o Volkswagen Gol o posto de carro mais vendido do País. A fábrica de Betim, com a capacidade inicial multiplicada por 12, já não é modesta; devem sair de lá neste ano 850 mil veículos – um automóvel ou comercial leve a cada 20 segundos – segundo o diretor de produto e exportação da companhia, Carlos Eugênio Fonseca Dutra. É tida como uma das duas maiores fábricas, senão a maior, da indústria automobilística no mundo.

PEÇAS NO TABULEIRO

Neste ano, devem ser produzidos lá 850 mil FOTOS: DIVULGAÇÃO/FIAT

a aumentar a capacidade para 1 milhão de unidades

A Fiat, no entanto, não quer apenas se deitar sobre as conquistas, mas ir atrás de outras. Diante a uma concorrência cada vez mais acirrada, a montadora italiana já mexe as peças no tabuleiro para manter o mando do jogo. A abertura de uma nova fábrica em Pernambuco, a associação com a norte-americana Chrysler e a expansão de Betim são essas peças. A nova fábrica, com capacidade para 250 mil veículos ao ano, será construída até 2014 na cidade pernambucana de Goiana, a 60 quilômetros de Recife, em um terreno de 14 milhões de metros quadrados e demandará investimentos de cerca de R$ 3,5 bilhões. Além do centro automotivo, o complexo abrigará parque de fornecedores, centros de capacitação e treinamento, pesquisa e desenvolvimento, pista de testes e campo de provas. De acordo com a montadora, haverá também um centro logístico a partir do porto de Suape, com importância estratégica para o projeto. No primeiro ano de vida, a fábrica deverá gerar 3,5 mil empregos diretos. Mas o que a companhia já sabe é que não conseguirá replicar ali o processo que explica boa parte de seu sucesso em Betim, a “mineirização da produção”, ou seja, a atração de fornecedores de autopeças e componentes para a região próxima da fábrica. Na operação de Goiana, a montadora deverá pulverizar a produção, já que é difícil e muito caro conquistar o mesmo grau de logística e abastecimento conseguidos em Minas. Ainda não está decidido qual produto a unidade pernambucana fabricará, mas pode ser que a parceria com a Chrysler entre a partir daí numa fase decisiva, incluindo as marcas que

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 165


PREMIADA | VEÍCULOS E MAT. DE TRANSPORTE | FIAT

anos no grupo Fiat, onde atuou em diversos agora também passam a ser controladas pelo setores, e cuja imagem de bom gestor e hábil grupo italiano: Dodge e Jeep. condutor é reconhecida além das fronteiras Com a aprovação do governo federal dos da indústria automobilística. Presidente da Estados Unidos, a junção da Fiat com a unidade brasileira há uma década, foi ele Chrysler foi pensada no sentido de desenvolquem levou a marca à liderança do mercado ver sinergia e complementariedade da linha brasileiro e conduz a Fiat local de tal forma de produtos. O casamento é importante para que a operação já superou em importância a que a operação conjunta atinja a meta de da matriz na Itália – alguns analistas até produção mundial de 6 milhões de unidades FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR dizem que, não fosse em 2014. Para o presidenforte no Brasil, a Fiat te mundial da Fiat, Sergio estaria com a sua sobreMarchionne, esse númevivência ameaçada. ro determina a sobreviA fama lhe rende vência dos maiores fabrimais trabalho: foi nomecantes de automóveis. No ado para comandar na ano passado, Fiat e América Latina o Chrysler fabricaram, junConselho Executivo do tas, menos que 4 milhões Grupo (CEG), órgão criade veículos. do para azeitar a integraNa América do Sul, é ção operacional entre a possível que um novo Fiat com a Chrysler. veículo global seja desen“Nem mesmo eu sei volvido, aproveitando a como consigo tempo expertise de ambas as para acumular tantas marcas. Com isso, a Fiat tarefas”, brinca Belini. busca não só manter a Mas ele sempre conseforte atuação no mercague tempo. Foi assim há do nacional, mas tammenos de dois anos, bém se prepara para quando aceitou assumir fazer frente ao avanço BELINI: “Nem mesmo eu sei como consigo tempo” a presidência da Assodos concorrentes asiáticiação Nacional dos Fabricantes de Veículos cos e garantir saltos globais para a FiatAutomotores (Anfavea). Com o cargo veio Chrysler. Por enquanto, a junção na América uma missão: comandar um processo de renoLatina já rendeu o primeiro lançamento no vação na indústria automobilística brasileira, País: o utilitário esportivo Fremont, também que perde competitividade em razão de uma vendido no Brasil como Dodge Journey, imporsérie de fatores, entre eles, os problemas tado do México. estruturais. Tarefa nada fácil, num momento Mesmo com tantas novidades pela frente, em que o mundo desenvolvido passa por difia empresa não relega a instalação de Betim a culdades e os mercados dos países emergensegundo plano. Tem planos para ela. “Com tes – ainda incólumes à crise – parecem ser a investimento superior a R$ 1 bilhão, já estatábua de salvação para muitos fabricantes em mos preparando-a para atingir produção declínio na Europa, Ásia e Estados Unidos. anual de 1 milhão de automóveis em 2012, “Juntos, governo e indústria, precisamos eliminando gargalos, principalmente, na linha encontrar soluções e estratégias que nos de pintura”, conta Dutra. “Se tudo correr bem guiem no caminho da inovação”, afirma o e houver demanda, pretendemos chegar ao executivo. “Só assim poderemos resistir às número mágico de 4 mil veículos por dia.” pressões externas e defender nosso mercado e aproveitar oportunidades também no exteSOLUÇÕES ESTRATÉGICAS rior , com produtos modernos que satisfaTodo esse movimento empreendido pela Fiat çam os consumidores.” é coordenado por Cledorvino Belini, executivo de carreira sólida construída por mais de 30 (WO)

166 | MELHORES DOS MAIORES 2011


Os bons tempos estão de volta O ano de 2010 foi de recuperação: a indústria de pneus voltou a crescer e turbinou o ritmo de produção HUGO CILO

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 167

borracha

Embalada pelo crescimento do consumo, pela expansão das exportações e pela modernização do parque industrial do Brasil, a indústria da borracha tem superado, ano a ano, seus próprios limites. O ritmo de produção da indústria automobilística no País, por exemplo, que cresceu 27% nos últimos quatro anos, tem sido a principal alavanca, já que cerca de 80% da borracha natural consumida no mercado doméstico destina-se a pneus. Em 2010, o crescimento registrado foi de 14%, o que aumentou a demanda pelo produto no País. “Hoje, o Brasil atende a 30% da demanda interna de borracha natural. Queremos incentivar a autossuficiência que só será alcançada com elevados investimentos”, afirma Gustavo Firmo, chefe da Divisão de Florestas Plantadas e Culturas Permanentes do Ministério da Agricultura. O projeto de fortalecimento do setor faz todo sentido. A produção nacional – concentrada em São Paulo (55%), Mato Grosso (14%) e Bahia (13%) – cresceu mais de oito vezes nos últimos 18 anos, chegando a 130 mil toneladas em 2010. Já as exportações de borracha natural, no ano passado, somaram US$ 29,5 milhões, com 7,4 mil toneladas. As importações totalizaram US$ 790,46 milhões (260,8 mil toneladas) em 2010. Foram o maior valor e o maior volume de bor-

racha natural importada pelo Brasil, superando 2008. Naquele ano, foram importadas 243,7 mil toneladas a um valor de US$ 666,38 milhões. Estes números revelam que o setor caminha a passos largos, mas ainda precisa ampliar sua produção interna. Hoje, o principal fornecedor de borracha natural para o Brasil é a Indonésia (45% do total), seguida pela Tailândia (35%), maiores produtores mundiais. No consumo, a China se destaca, com oito milhões de toneladas, na frente da Índia e dos Estados Unidos. Apesar de a Índia ocupar a segunda colocação em consumo no ano passado, a produção indiana atende à demanda interna, evitando a interferência do país no mercado – aquilo que o Brasil agora busca fazer. Para incentivar a produção nacional e garantir vida longa e próspera ao setor, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já começou a ampliar o crédito disponível e facilitou as condições de financiamento para a safra 2010/2011. De acordo com o governo, as projeções de consumo do produto mostram que vale a pena investir em novos seringais – ou seja, na ampliação da produção. Até 2030, estima-se que a demanda nacional vai alcançar um milhão de toneladas. Atualmente, a produção interna é de 130 mil toneladas. “As perspectivas de mercado para a


borracha

borracha natural são muito otimistas. Os preços são os maiores dos últimos dez anos”, destaca Gustavo Firmo, do Mapa. Além do crédito, o governo quer estimular a plantação de cem mil hectares de seringueiras até 2031, a elevação da produção para 300 mil toneladas/ano e a geração de 34 mil empregos diretos, que hoje são 6.557 postos de trabalho. A proposta do Ministério da Agricultura pretende atender a 18.300 produtores, em sua maioria da agricultura familiar, e assegurar a autossuficiência do País em borracha natural. De qualquer forma, quando o assunto é borracha no País, as projeções têm sido sempre muito otimistas. A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) prevê um crescimento de cerca de 5% na produção para 2011, levando em consideração a expectativa da indústria automobilística brasileira para este ano. “Registramos em 2010 um crescimento de produção de 15%, o que significou para a indústria uma recuperação daqueles 10% de queda que tivemos em 2009 devido à crise internacional. Nosso objetivo para 2011 é trabalhar para um crescimento sustentável na faixa de 5%, em linha com o restante da indústria”, explica Eugênio Deliberato, presidente da Anip. Para os próximos anos, as expectativas também são positivas. “O que vemos no horizonte são dois grandes eventos esportivos, a Copa do Mundo de Futebol e as Olímpiadas, que exigirão obras e investimentos que movimentarão a economia, e isso é muito bom também para o setor de pneumáticos”, analisa Deliberato.

ATIVIDADE SUSTENTÁVEL O bom momento da indústria da borracha não se limita aos resultados financeiros e de vendas. O amadurecimento do setor tem criado um ambiente ideal para que a expansão da atividade ocorra com baixo impacto ambiental. Prova de que o setor quer se tornar sustentável é a Reciclanip, considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo. Criada em 2007, foi concebida para consolidar o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, desenvolvido em 1999 pela Anip. De 1999, quando começou a coleta dos pneus inservíveis pelos fabricantes, até agora, foi recolhido o equivalente a 310 milhões de pneus de carros de passeio, totalizando 1,5 milhão de toneladas (316,3 mil só no ano passado). No período, os fabricantes de pneus investiram US$ 123,7 milhões no programa. “Em 2011, as empresas devem aplicar US$ 41,5 milhões nas ações da Reciclanip”, afirma Deliberato. O programa é desenvolvido por meio de parcerias com prefeituras, que, além de ceder um terreno dentro de normas específicas de segurança e higiene, recolhem e armazenam o material , coletado em mais de 576 pontos espalhados pelo País. O material é reaproveitado de diversas formas: combustível alternativo para as indústrias de cimento, fabricação de solados de sapato, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, asfalto-borracha e tapetes para automóveis.

borracha Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS E UTILIDADES DE BORRACHA 1 Vipal - RS 748.122 6,7 -21.235 87.175 1.459.173 485.538 -1.211 94.683 ND -2,8 51,3 300,5 2 Vipal Nordeste - BA 397.414 104,7 101.206 89.724 479.616 242.823 123.991 173.655 88,7 25,5 82,9 197,5 3 Zanotti - SC 227.861 24,6 40.882 26.773 410.206 381.300 40.882 – 65,5 17,9 55,6 107,6 4 Paranoá Borracha - SP 184.335 22,5 4.343 1.160 103.926 32.367 17.660 27.700 26,7 2,4 177,4 321,1 134.356 -6,5 11.072 5.372 85.345 45.228 15.605 24.726 48,5 8,2 157,4 188,7 5 Correias Mercúrio - SP ( * ) 6 Latex São Roque - SP ( * ) 105.173 15,5 -271 4.896 86.975 32.253 -271 6.608 ND -0,3 120,9 269,7 100.448 8,5 12.437 10.965 74.022 44.187 13.836 47.949 88,2 12,4 135,7 167,5 7 Mercur - RS 8 Techseal - SP 29.102 33,4 3.869 2.665 19.427 14.385 4.920 5.526 68,9 13,3 149,8 135,1 9 Bitar Irmãos - PA 1.889 9,6 -1.275 -964 18.548 10.700 -1.275 – ND -67,5 10,2 173,4 10 Bonesa - PE ( * ) – – -903 -903 8.695 2.777 -902 -1 ND ND ND 313,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.928.700 15,5 150.124 226.863 2.745.935 1.291.558 213.234 380.847 67,2 8,2 120,9 193,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

168 | MELHORES DOS MAIORES 2011

18,0 37,0 7,0 3,6 11,9 15,2 24,8 18,5 -9,0 -32,5 13,5


O sonho do bilhão de pares COURO E CALÇADOS

Os calçadistas contam com o mercado doméstico, mas os curtumes enfrentam as dificuldades de praxe na exportação O setor de couro e calçados cumpre uma trajetória que se tornou rotina para grande parte da indústria brasileira: mercado interno aquecido, mercado externo complicado. Nos dois casos, há avanços, claro que em marchas diferentes. Como exporta em torno de 75% do volume que produz, a indústria de couro se ressente mais do cenário mundial, em que a taxa de câmbio desempenha papel relevante; assim, não se arrisca a cravar previsões para o próximo ano. Já os fabricantes de calçados estão bem otimistas, precisamente por conta do mercado doméstico, que consome 80% de sua produção. Puxada pelas vendas internas, a produção de calçados foi recorde em 2010 e pode bater outro recorde em 2011. Desde o início do ano, os fabricantes do Rio Grande do Sul, que respondem por aproximadamente 40% da produção, alimentam a expectativa de fabricar um bilhão de pares em 2011. Com isso, chegaria perto da Índia, a segunda colocada no ran– king mundial. O Brasil ocu– pa o terceiro lugar e a Chi– na, o primeiro, com produção de mais de 9 bilhões de pares anuais. Se confirmada a estimativa, haverá au– mento de 11,8% no volume de pares fabricados, que em 2010 foi de 894 milhões. O consumo interno absorveu 744 milhões, dos quais me– nos de 30 milhões, ou 4%, eram importados. As exportações, como se vê, são residuais para esse segmento, o que diminui o

170 | MELHORES DOS MAIORES 2011

impacto de suas projeções. Segundo os últimos dados disponíveis, apurados em levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial para a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), as vendas externas caíram 34% em número de pares no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. E as importações cresceram 24%, também em pares. Concretamente, a perda da competitividade externa se refletiu no fechamento, em maio de 2011, da fábrica pioneira da Azaléia, do grupo Vulcabras, em Parobé, Rio Grande do Sul. Era a menor da companhia em volume de produção, de apenas 8 mil pares por dia, dos cerca de 250 mil que fabrica diariamente. Mas, em nota, a empresa justifica a desativação pela necessidade de reduzir custos e aumentar a competitividade diante da concorrência externa – a China. Eduardo Scheffer, diretor de mercado da West Coast, que tem nas exportações em torno de 15% de sua receita, reconhece as dificuldades de competição com os fabricantes asiáticos por causa, especialmente, do câmbio. Mas a tradicional fabricante de calçados casuais da marca West Coast para o público jovem masculino e da marca Cravo e Canela para mulheres de até 40 anos, ambos das classes B e C, está otimista porque o consumidor brasileiro tem lhe proporcionado expressiva expansão no faturamento – de 25% ao


ano entre 2005 a 2010. “No mercado interno, o dólar interfere pouco, pois importamos pouca matéria-prima”, diz Scheffer. “No segmento em que atuamos não há muita concorrência externa.” A empresa produz 17 mil pares por dia (sete mil da marca Cravo e Canela e dez mil da West Coast). Em 2011, investiu R$ 10 milhões e projeta aumento de 9% nas vendas, somadas as domésticas e as exportações. O planejamento estratégico da West Coast prevê expansão “robusta” nos próximos quatro anos, já que não está no foco dos importados. A maior concorrência se dará pela conquista das classes C e D, mercado promissor, mas é também o alvo dos produtos chineses, populares e baratos. Para driblar essa armadilha, os fabricantes nacionais tendem a produzir calçados de maior valor agregado. Até agora, porém, pouco mudou. Os calçados feitos de materiais sintéticos, mais baratos, representam mais da metade da produção brasileira e os mais valorizados, de couro e esportivos, cerca de 30% e 10%, respectivamente. Não sem razão, Scheffer admite a possibilidade de a indústria calçadista, bastante pulverizada, partir para a concentração, por meio de fusões e aquisições. O setor de couro, por seu lado, não vai conseguir faturar tudo o que previa para as vendas externas. As exportações devem ficar em torno de US$ 2 bilhões em 2011, segundo estimou, em outubro, Wolfgang Goerlich, presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Até agosto, os embarques para o exterior equivaliam a US$ 1,4 bilhão, 18% mais que no mesmo período de 2010 e 104% acima do contabilizado em 2009. Goerlich, porém, queixa-se da pouca competividade do produto nacional, devido, diz ele, ao câmbio e ao chamado custo Brasil. Segundo maior produtor e quarto maior exportador de couros do mundo, conforme o CICB, o Brasil vende no exterior couros em estágio mais avançado de industrialização do que os

Estados Unidos (vice-líder do ranking exportador, vindo atrás da Itália). De acordo com Emílio Carlos Bittar, diretor-presidente do Coming, curtume eleito o melhor das Américas em 2010 pela revista setorial World Leather e 13º no ranking nacional, mais da metade do couro exportado pelos Estados Unidos é apenas salgado. Do volume comercializado pelo Brasil no exterior, 65,7% referem-se a couros acabados, enquanto o wet blue (que passa apenas pelo processo inicial de curtimento) representa 34,3%, ainda conforme informações do CICB; em 2000, o wet blue equivalia a 70% do volume exportado. Na avaliação de Bittar, o mercado externo absorve algo em torno de 75% do couro produzido nos curtumes brasileiros e, se equivale a apenas pouco mais de metade do faturamento, é porque compra peças de valor agregado, em média mais baixo. A parcela de couros que fica no País, acredita, segue diretamente para as fábricas de produtos de consumo e, portanto, está no topo do valor agregado. De toda forma, os Estados Unidos mantiveram-se como um dos principais destinos do couro brasileiro nos primeiros oito meses de 2011. Com participação de 10,6% do faturamento do total embarcado, o país comprou do Brasil o equivalente a US$ 147,77 milhões, valor 17% superior ao verificado no mesmo período de 2010. As vendas para a Itália no período também surpreenderam, ao aumentarem 24%, para US$ 323,16 milhões, que representam participação de 23,1% das exportações. China e Hong Kong, responsáveis pela maior parte das vendas dos curtumes brasileiros no exterior (29,6%, ou US$ 359 milhões no período) aumentaram em apenas 4% o valor das compras, de acordo com dados do CICB. Ainda assim, para Bittar, a demanda global está baixa, o que – em aparente contradição – não deixa de ser um alívio. É que, diz, o volume de abates de bovinos caiu nos últimos anos.

Os chineses atacam com produtos baratos. Os brasileiros, para fugir dessa armadilha, pretendem alcançar degraus mais altos e ampliar o leque da qualidade

(CD)

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 171


COURO E CALÇADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CALÇADOS 1 São Paulo Alpargatas - SP

1.650.029

16,4

287.839

306.341

1.927.798

1.310.475

291.215

355.345

106,4

17,4

85,6

147,1

23,4

2 Grendene - CE

1.604.507

9,2

330.882

312.399

1.999.297

1.675.666

236.586

647.195

94,4

20,6

80,3

119,3

18,6

3 Beira Rio - RS

775.887

51,7

126.711

83.212

366.046

221.010

134.859

230.881

65,7

16,3

212,0

165,6

37,7

4 Dakota - RS

329.268

21,8

52.008

45.776

429.431

278.069

41.080

148.454

88,0

15,8

76,7

154,4

16,5

5 Penalty - SP

225.976

10,4

12.396

9.497

175.016

34.432

22.960

83.100

76,6

5,5

129,1

508,3

27,6

6 Piccadilly - RS

218.716

20,6

31.394

23.202

140.434

91.274

35.903

77.000

73,9

14,4

155,7

153,9

25,4

7 Usaflex Calçados - RS

189.526

39,2

10.105

7.354

128.124

25.218

22.221

59.818

72,8

5,3

147,9

508,1

29,2

8 Azaléia - RS

134.836

10,4

51.277

51.472

711.213

505.334

51.277

100,4

38,0

19,0

140,7

10,2

9 CBC - PE

112.193

119,4

32.599

39.966

56.600

28.353

35.740

10.500

122,6

29,1

198,2

199,6

141,0

10 Dakota - RS

101.921

62,0

18.328

14.443

110.932

99.778

19.170

41.563

78,8

18,0

91,9

111,2

14,5

11 Daiby - RS

62.678

3,5

-5.995

-5.256

48.471

36.112

-4.707

21.653 ND

-9,6

129,3

134,2

-14,6

12 Dakota Calçados - SE

44.499

47,1

9.414

8.624

45.333

30.297

10.287

23.165

91,6

21,2

98,2

149,6

28,5

13 Jacob - RS

43.927

39,7

1.167

657

48.256

43.319

2.105

21.314

56,3

2,7

91,0

111,4

1,5

14 Castro Alves - BA ( * )

32.255

21,8

65

2.231

19.693

8.532

827

11.271

3.440,3

0,2

163,8

230,8

26,1

15 Mississipi - CE ( * )

19.231

-33,4

2.886

2.426

18.970

12.518

3.186

8.268

84,0

15,0

101,4

151,5

19,4

16 Touroflex - SP

3.622

31,6

-553

-61

9.215

3.892

-40

-3.059 ND

-15,3

39,3

236,8

-1,6

17 Vulcabras Azaléia CE - CE

1.300.638

587.133

18 Vulcabras Azaléia - BA

661.328

484.067

21,8 960.522

902.284

8.196.796

5.475.481

902.669

ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 5.549.072

– ND ND ND – ND ND ND 1.736.470

86,0

15,4

99,8

221,5 ND 136,6 ND 152,7

21,4

CURTUMES 1 Viposa - SC

158.479

28,2

7.989

7.019

139.867

50.131

7.989

36.252

87,9

5,0

113,3

279,0

2 Fuga Couros - RS

141.839

29,9

-7.171

9.156

237.341

178.270

-2.523

71.822 ND

-5,1

59,8

133,1

14,0 5,1

3 Mastrotto Brasil - BA

141.700

9,5

10.841

8.445

162.767

117.255

11.767

73.771

77,9

7,7

87,1

138,8

7,2

4 Brespel - BA

132.702

5,8

-3.046

-3.046

119.511

12.892

4.134

47.220 ND

-2,3

111,0

927,0

-23,6

5 Curtume Jangadas - MT

70.192

98,0

5.884

4.154

61.628

26.636

8.796

5.051

70,6

8,4

113,9

231,4

15,6

6 Apucarana - PR

55.342

58,1

201

142

32.780

7.688

343

14.992

70,9

0,4

168,8

426,4

1,9

7 Moderno - PE ( * )

34.654

-2,0

2.889

2.868

40.155

16.768

3.653

17.446

99,3

8,3

86,3

239,5

17,1

8 Krumenauer - RS

26.489

42,4

57

100

32.593

15.347

898

22.708

174,8

0,2

81,3

212,4

0,7

9 Tannery - MT

25.502

-5,9

132

100

33.917

25.117

1.031

6.847

75,7

0,5

75,2

135,0

0,4

10 Aimoré - RS

24.341

2,4

-648

-4.032

38.402

15.519

1.395

21.128 ND

-2,7

63,4

247,5

-26,0

11 Curtuara Curtume - MS

16.945

17,9

-2.484

-3.367

38.480

7.543

-1.455

-6.466 ND

-14,7

44,0

510,1

-44,6

12 AP Muller - RS

8.304

84,4

162

74

5.846

1.723

377

2.968

45,6

2,0

142,1

339,3

4,3

13 Inpele - RN ( * )

1.448

23,5

-66

-66

7.115

4.417

-52

-224 ND

-4,5

20,4

161,1

-1,5

128,5

-3,3

235,4

1,3

14 Curtume Lemense - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (14)

-333

-333

13.080

10.179

-333

837.938

23,5

14.408

21.215

963.480

489.484

36.020

6.408 ND ND ND 319.925

76,8

0,4

86,3

DIVERSOS 1 Brisa - BA

63.148

29,3

11.298

10.710

68.819

62.761

12.097

28.172

94,8

17,9

91,8

109,7

17,1

2 Primicia - SP

32.901

15,2

243

1.262

35.356

15.274

-82

20.171

519,9

0,7

93,1

231,5

8,3

3 Sanej Saneamento de Jaú - SP

13.355

26,8

7.492

5.888

32.340

20.000

7.748

6.703

78,6

56,1

41,3

161,7

29,4

4 Casa dos Artefatos Couro - RS

6.907

10,9

219

165

3.993

2.476

383

1.518

75,4

3,2

173,0

161,3

6,7

5 Topshoes - RS ( * )

3.921

202,4

68

52

2.324

1.211

68

76,0

1,8

168,7

191,9

4,3

-6.664 ND

-421,5

6 Curtume Fasolo - RS ACUMULADO DO SUBSETOR (6)

187

2,6

-786

-786

8.035

-46.495

-272

120.419

21,0

18.535

17.291

150.867

55.227

19.943

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

172 | MELHORES DOS MAIORES 2011

49.900

78,6

2,5

2,3 ND ND 92,4

161,7

8,3


Nas telas, o calor do consumo Vendas de tevês, lavadoras e computadores em alta. Tudo colabora para que o faturamento do setor aumente 15% neste ano

A força do mercado interno, insuflado pelo aumento da massa salarial e redução do desemprego, manteve a expansão das vendas dos fabricantes de eletrodomésticos em 2011, mesmo com a crescente presença dos importados. Para o próximo ano, os mesmos fatores devem continuar a operar, em conjunto ainda com o processo de corte nos juros, o que deixa os fabricantes otimistas. “A queda nos preços dos produtos, o aumento da renda da população e a facilidade de acesso ao crédito são, e continuarão a ser, os fatores que vão impulsionar o consumo no país”, diz Wilson Périco, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas (Sinaees), que representa 52 empresas do setor no Polo Industrial de Manaus. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) espera que as empresas do polo, a maioria do segmento eletroeletrônico, superem os US$ 40 bilhões em vendas, crescendo 15% sobre os US$ 35 bilhões do ano passado. A projeção se iguala à da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), que também calcula um avanço de 15% no faturamento do setor como um todo neste ano, repetindo o desempenho do ano passado. Entre as indústrias representadas pela Eletros,

só as de televisores recuaram em vendas no primeiro semestre de 2011, em relação a igual período do ano passado (queda de 6%, para 6,064 milhões de unidades). Parte deste recuo se deveu à antecipação das compras feitas no primeiro semestre de 2010 graças à Copa do Mundo, o que distorceu a base de comparação. Até o fim do ano, porém, a Eletros espera que a venda de televisores chegue a 13 milhões de unidades, alta de 8,3% em relação ao ano passado, com destaque para os modelos ultrafinos LED e LCD. Sozinhos, os televisores devem responder por 35% das vendas do setor no ano. A entidade diz que as vendas de lavadoras de roupa cresceram 20% na primeira metade do ano, quando comparadas ao mesmo período de 2010, para 3,572 milhões de unidades. A venda de refrigeradores cresceu 7%, para 2,773 milhões de unidades. As câmeras digitais avançaram 10%, para 1,202 milhão. Já os eletroportáteis subiram 18%, para 12,216 milhões de unidades. Segundo os dados da Suframa, o segmento eletroeletrônico, incluindo bens de informática, apresentou no período de janeiro a julho um faturamento de US$ 10 bilhões, o que representa um crescimento de 20,78% em relação aos US$ 8,4 bilhões no mesmo período do ano passado. Apesar da boa perspectiva, Périco adverte que é preciso cautela com a concorrência dos produtos importados. “Precisamos preservar os investimentos e os em–

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 173

ELETRODOMÉSTICOS

PAULO BISCHOF


ELETRODOMÉSTICOS

pregos. Por isso, temos que frear a entrada de produtos que competem com similares fabricados no território nacional”, afirma. Segundo ele, a indústria de bens finais ainda não foi tão atingida quanto a indústria de componentes eletrônicos e bens intermediários, mas pode sofrer se nada for feito. “Os custos no Brasil são muito encarecidos por conta da carga tributária. A questão cambial se soma a isso e faz com que produtos importados cheguem mais baratos ao mercado brasileiro.” A recente retomada do dólar foi insuficiente para compensar a perda de competitividade, diz Périco.

DIVERSIFICAÇÃO Para fazer frente à concorrência externa, as empresas resolveram apostar na diversificação das linhas de produtos. A Lorenzetti, por exemplo, colhe neste ano os resultados da nova marca Fortti, lançada em 2010, com foco no consumidor da classe C. O faturamento daí proveniente será fundamental para o crescimento de 18% das vendas projetado para este ano. De acordo com Eduardo Coli, vice-presidente da empresa, o sucesso deveu-se “aos altos investimentos realizados no mercado interno, à ampliação do portfólio de produtos e à aposta na classe C, por meio do lançamento da marca Fortti”. Os segmentos de alta renda, porém, não são esquecidos. A Samsung, por exemplo, que já produz localmente TVs, smartphones, tablets, notebooks e impressoras, lançou em outubro a produção local de 32 modelos de linha branca voltados para as classes A e B no mercado brasileiro. São nove refrigeradores, três lavadoras de roupa, duas secadoras de roupa, duas máquinas lavar e secar e 16 condicionadores de ar. “O segmento de linha branca é estratégico para a Samsung e com alto potencial para contribuir com o crescimento da empresa no Brasil. Nossa atuação está se intensificando localmente por meio, principalmente, de um forte trabalho de marca perante os

varejistas e consumidores”, diz José Fuentes Molinero Jr., vice-presidente da divisão de eletrônicos de consumo da Samsung. Outra empresa, a Electrolux, lançou, só em 2011, mais de 40 novos modelos no mercado nacional. Por esse motivo, o Brasil já é hoje o segundo maior mercado para o grupo, atrás apenas dos Estados Unidos. Adriano Moura, seu diretor financeiro, diz que nos últimos dois anos o faturamento aumentou 52%. “O país cresce dois dígitos por ano nas vendas da empresa e se transformou numa das bases que mais recebem investimentos do grupo, nas categorias de refrigeradores e freezers.” Ele acrescenta que a América Latina respondeu por 16% dos 40 milhões de produtos vendidos pelo grupo no ano passado. De olho nesse potencial, a Electrolux também aumentou os investimentos na região. Em agosto, o grupo adquiriu, por US$ 691 milhões, a CTI, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos no Chile. No polo de Manaus, o aumento dos investimentos refletiu-se nos postos de trabalho. De janeiro a julho, as empresas do polo eletroeletrônico empregaram uma média de 47,4 mil trabalhadores, entre efetivos, terceirizados e temporários, seis mil a mais do que a média do ano passado. Entre os aportes mais recentes na região está o investimento de US$ 6,4 milhões feito pela Microsoft em parceria com o grupo Flextronics para a produção dos consoles do videogame Xbox. A operação do Brasil tem capacidade para produzir 17 mil aparelhos por semana e está preparada para triplicar o volume de acordo com a demanda do mercado. Segundo a empresa, pesou nesta escolha o grande mercado de consumo brasileiro. “Acreditamos no potencial do mercado brasileiro e temos muito trabalho pela frente. Unindo forças com nossas revendas oficiais, conseguiremos ampliar as vendas em até dez vezes em apenas um ano”, diz Cristina Palmaka, diretora de canais para o consumidor da Microsoft.

A profusão de lançamentos vai continuar: neste ano, mais de 70 novos modelos saíram do forno de apenas duas empresas. O alvo? Todas as faixas de renda

174 | MELHORES DOS MAIORES 2011


ELETRODOMÉSTICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS 1 Irmãos Fischer - SC ACUMULADO DO SUBSETOR (1)

218.725

21,0

18.768

12.780

277.001

109.968

28.480

79.469

68,1

8,6

79,0

251,9

11,6

218.725

21,0

18.768

12.780

277.001

109.968

28.480

79.469

68,1

8,6

79,0

251,9

11,6

ELETROPORTÁTEIS 1 Semp Toshiba AM - AM

1.225.535

31,1

154.429

74.660

2.094.644

1.384.960

106.465

2 Elgin - SP

408.640

5,1

-1.184

21.323

255.048

184.928

3 Cemaz - AM

227.752

-892

-892

544.881

191.731

4 Daruma - SP ( * )

118.864

5,6

-4.640

5.039

112.409

5 Selenium - RS ( * )

77.530

-20,0

5.305

4.123

61.449

6 Linear Eletrônicos - MG

42.470

2,5

-1.518

1.106

7 Bravox - SP ( * )

32.534

4,1

-2.763

-2.754

701.774

48,4

12,6

58,5

151,2

5,4

2.168

51.334 ND

-0,3

160,2

137,9

11,5

3.065

-25.148 ND

-0,4

41,8

284,2

-0,5

22.042

7.447

47.672 ND

-3,9

105,7

510,0

22,9

33.146

11.430

26.174

77,7

6,8

126,2

185,4

12,4

54.813

33.733

2.406

12.527 ND

-3,6

77,5

162,5

3,3

33.131

2.729

-15

14.093 ND

-8,5

98,2

1.214,0

-100,9

8 Pancostura - SP

26.756

19,8

-6.762

-5.423

41.379

8.096

-1.286

14.071 ND

-25,3

64,7

511,1

-67,0

9 Bernauer - SP

24.929

-16,5

15.145

15.122

66.785

11.327

10.877

7.885

99,9

60,8

37,3

589,6

133,5

10 Sanyo AM - AM

8.727

-71,0

18.297

13.088

127.451

103.631

6.458

1.631

71,5

209,7

6,9

123,0

12,6

11 IEC - RS

8.066

21,4

-1.062

-1.062

16.588

2.854

-440

-1.286 ND

-13,2

48,6

581,2

-37,2

12 Houston NE - PI

1.351

-85,1

9.708

39.189

229.008

219.674

9.371

-6.640

718,6

0,6

104,3

17,8

268

-93,1

-29.782

-13.398

368.239

-451.696

-3.306

ACUMULADO DO SUBSETOR (13) 2.203.423

3,3

154.281

150.122

4.005.825

1.747.156

154.641

13 IGB Eletrônica S.A - AM

403,7

-30.840 ND -11.112,7 813.247

77,7

-0,4

0,1 ND ND 58,5

234,8

8,5

GRANDES FABRICANTES 1 Whirlpool - SP

5.666.301

14,6

705.221

620.332

4.513.202

1.636.693

846.010

-440.336

88,0

12,5

125,6

275,8

37,9

2 Electrolux Brasil - PR

3.093.361

13,0

83.634

235.480

2.373.070

681.095

151.604

228.554

281,6

2,7

130,4

348,4

34,6

3 Whirlpool AM - AM

741.663

43,5

119.311

103.930

743.158

437.239

126.052

92.769

87,1

16,1

99,8

170,0

23,8

4 Metalfrio - SP

455.675

28,6

47.708

66.866

543.187

301.591

55.955

91.993

140,2

10,5

83,9

180,1

22,2

5 Faet - RJ ( * )

96.502

8.879

7.155

205.513

41.871

20.410

66.384

80,6

9,2

47,0

490,8

17,1

6 Fae Ferragens - CE

73.576

4,5

-4.473

-4.410

52.598

25.573

-902

22.473 ND

-6,1

139,9

205,7

-17,2

7 Wanke - SC

43.197

24,5

1.080

762

70.835

33.965

3.945

-2.719

70,6

2,5

61,0

208,6

2,2

8 Eletro NE - PI

41.722

50,3

21.922

16.630

73.546

71.169

19.993

41.948

75,9

52,5

56,7

103,3

23,4

115

-99,9

11

4

81

11

17

29

33,6

9,4

141,2

734,6

32,7

8.575.190 3.229.207 1.223.084

101.095

83,8

9,4

99,8

208,6

23,4

9 Latina - SP

ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 10.212.112

19,5 983.292 1.046.749

LINHA BRANCA 561.806

48.478

38.774

450.801

384.082

56.121

80,0

8,6

124,6

117,4

10,1

2 Mabe Itu Eletrodomésticos - SP ( * ) 514.400

1 Esmaltec - CE

9,3

-56.589

-38.275

381.313

62.872

-35.738

-19.144 ND

-11,0

134,9

606,5

-60,9

3 Mabe Campinas - SP ( * )

436.726

-2,0

-68.899

-47.925

298.499

-36.912

-50.905

13.367 ND

-15,8

146,3 ND ND

4 Mueller - SC

130.595

11,7

17.655

25.422

86.122

52.875

25.146

27.689

144,0

13,5

151,6

162,9

48,1

ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 1.643.527

9,3

-59.355

-22.004

1.216.735

462.917

-5.376

210.347

112,0

-1,2

140,6

162,9

10,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

176 | MELHORES DOS MAIORES 2011

188.435


Infraestrutura garante carteira Os grandes projetos de infraestrutura que estão sendo tocados no País permitem ao setor de equipamentos elétricos projetar um crescimento firme neste ano – acima dos 8% previstos pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para todo o conjunto da indústria elétrica e eletrônica. Os fabricantes de equipamentos industriais estão mais bem posicionados, com expectativa de expansão de 14% no ano, segundo a entidade, seguidos do ramo de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, com 10%, e de automação industrial, com 9%. Esses ramos, assinala o gerente de economia da Abinee, Luiz Cezar Elias Rochel, sofrem menos com as turbulências econômicas de curto prazo que afetam o conjunto do setor elétrico, principalmente porque lidam com clientes que têm o olho no longo prazo. “Os investimentos em infraestrutura vêm ocorrendo de forma sistemática, contínua e bastante sólida”, celebra. Apesar do desempenho relativamente melhor, o setor também se ressentiu da desvalorização do dólar, que derrubou as exportações e acirrou a concorrência com os produtos importados no mercado interno, principalmente durante a primeira metade do ano. “Começamos a perceber uma participação muito grande dos chineses nessas concorrências de energia elétrica, sobretudo

por causa do câmbio desfavorável e da política de preços”, diz Rochel. Para se manterem competitivas, as indústrias apertaram as margens, diversificaram produtos e passaram a trabalhar com importados. A WEG, que produz motores elétricos, aumentou sua produção no exterior. “No longo prazo, somos competitivos, tanto no mercado nacional como no internacional, pois temos estratégia de diversificar produtos, segmentos e mercados, trabalhando fortemente para nos mantermos competitivos em custos, com um forte trabalho interno de atenção à produtividade”, diz o presidente da empresa, Harry Schmelzer. Já a Telem, que produz equipamentos de iluminação e acústica, viu suas exportações despencarem por causa do câmbio. A venda externa de produtos de marcas próprias, que no ano passado foi de US$ 800 mil, deve fechar o ano em US$ 100 mil. A saída foi aumentar a venda dos produtos importados no País, além de importar componentes a custos menores. “Os produtos que representamos com exclusividade se tornaram bastante competitivos e isso levou a um aumento no resultado geral da empresa”, afirma Luiz Fernando Morau, gerente de marketing e vendas da empresa. Segundo ele, a receita com a venda de importados já representa 30% do faturamento. A participação em projetos internos de infraestrutura mais que com-

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 177

EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

Desvalorização do dólar, no entanto, derrubou exportações e acirrou a concorrência de estrangeiros


EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

pensou a perda nas exportações. Pesam nesse resultado os contratos para os 12 estádios da Copa do Mundo, em que a empresa está envolvida direta ou indiretamente. O fornecimento a projetos de infraestrutura também compensaram a queda das exportações da Siemens a partir do Brasil. “A modernização, ampliação e manutenção dos sistemas de trem e metrô, por exemplo, puxaram o nosso crescimento”, afirma Newton Duarte, diretor do setor de energia da empresa. Em energia, as principais demandas vieram de fontes renováveis, smart grids (redes inteligentes), transformadores e geração, transmissão e distribuição. Com clientela na carteira de pedidos, a companhia espera manter os resultados que fizeram do Brasil o líder entre os Brics (grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com um faturamento de € 1,78 bilhão no ano passado, 32% a mais que no ano anterior. A meta da Siemens é dobrar o faturamento no País nos próximos quatro anos. Para isso, pretende investir US$ 600 milhões nos próximos cinco anos. “Nos últimos dez anos, a companhia tem mantido a média anual de R$ 150 milhões em investimentos. Inauguramos oito novas fábricas e contratamos quatro mil novos colaboradores”, afirma Duarte. Durante esse período, a empresa cresceu no Brasil a uma velocidade quatro vezes superior à da média global. Isso fez com que se tornasse líder ou vice-líder em quase todas as suas divisões instaladas no País.

isenção fiscal aos bens de capital importados e coloca fornecedores estrangeiros em vantagem, quando comparados aos fabricantes de equipamentos das demais regiões do País, especialmente para as grandes obras do rio Madeira. Diante de tantas dificuldades, o setor recebeu muito bem a mudança na política monetária por parte do Banco Central, que começara o ano com elevações na taxa básica de juros, mas desde agosto inverteu a trajetória. Para Morau, da Telem, o acesso a crédito barato é fundamental para melhorar as condições de compra com os clientes e também concorrer à altura com as empresas estrangeiras. “Lançar mão de recursos no mercado financeiro hoje é uma tarefa árdua, porque os juros tiram totalmente a nossa competitividade quando comparamos com outros países”, afirma. Já Duarte lembra que, embora importante para incentivar investimentos e consumo interno, a redução dos juros precisa vir acompanhada de outras mudanças macroeconômicas importantes. “Precisamos ter também uma taxa cambial justa, que mantenha o equilíbrio da inflação sem sufocar a competitividade das empresas que produzem no Brasil”, diz. Mas Morau adverte que a recente recuperação da cotação da moeda norte-americana não deve se sustentar por muito tempo. Segundo ele, a própria demanda por investimentos estrangeiros para os eventos esportivos no País deve voltar a valorizar o real. “É uma situação bastante difícil. Só não sofremos mais porque nos dedicamos predominantemente ao mercado nacional e agora em parcerias no mercado sul-americano.” Segundo ele, a indústria terá de se manter atualizada, com investimento no conhecimento técnico, e buscar novos mercados para poder crescer fora do Brasil. “É preciso levar em consideração o nosso diferencial e a nossa capacidade tecnológica, porque se formos analisar só pelo preço, teremos pouca chance.”

Indústria recebeu muito bem a inversão da trajetória da taxa de juros ordenada pelo Banco Central em agosto

PROBLEMAS A RESOLVER Apesar das condições favoráveis do mercado de energia, as indústrias locais enfrentam sérios problemas para a concorrência nos leilões públicos, de acordo com a Abinee. Entre eles estão o encerramento randômico dos leilões feitos via internet e a falta de pré-qualificação técnica de seus participantes. Esses fatores se somam ao incentivo aos investimentos da Zona Franca de Manaus para infraestrutura na Amazônia Ocidental, que dá

178 | MELHORES DOS MAIORES 2011

(PB)


EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CONDUTORES ELÉTRICOS 1 Prysmian Energia Cabos - SP 828.340 22,0 88.790 82.754 866.247 397.486 111.674 33.643 93,2 10,7 95,6 217,9 20,8 2 PPE - SP 509.194 23,2 22.795 16.397 287.624 76.536 43.026 36.446 71,9 4,5 177,0 375,8 21,4 3 Nexans - SP ( * ) 444.870 18,0 62.115 97.348 710.589 370.215 9.636 103.700 156,7 14,0 62,6 191,9 26,3 4 Furukawa - PR 320.362 29,2 69.503 62.310 240.411 170.731 71.727 58.871 89,7 21,7 133,3 140,8 36,5 5 Wirex Cable - SP 189.638 24,2 -15.578 -1.419 256.747 69.663 2.152 51.817 ND -8,2 73,9 368,6 -2,0 6 Alubar Cabos - PA ( * ) 124.380 -43,4 13.115 11.688 163.813 86.966 29.087 32.634 89,1 10,5 75,9 188,4 13,4 7 LCA - ES 107.841 20,4 4.233 3.072 90.810 10.916 -2.478 -1.920 72,6 3,9 118,8 831,9 28,1 8 Wirex - RJ ( * ) 60.786 – 9.298 10.051 66.182 17.058 9.345 26.715 108,1 15,3 91,9 388,0 58,9 9 Fibras ÓpticAs - SP 16.909 17,5 2.711 1.816 5.950 3.799 2.977 678 67,0 16,0 284,2 156,6 47,8 10 Alubar Metais e Cabos - PA 1.108 – -207 -207 241.585 89.668 -207 47.507 ND -18,7 0,5 269,4 -0,2 11 Draka Comteq - SP ( * ) 26 -52,3 601 601 10.201 871 295 -66 100,0 2.311,5 0,3 1.171,2 69,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 2.603.454 20,4 257.376 284.410 2.940.159 1.293.910 277.234 390.025 89,7 10,7 91,9 269,4 26,3 DIVERSOS 1 Lorenzetti - SP 443.372 13,5 75.938 66.978 459.571 312.612 100.923 189.381 88,2 17,1 96,5 147,0 21,4 93.280 25,5 -5.767 -2.960 68.502 43.613 -1.991 25.160 ND -6,2 136,2 157,1 -6,8 2 Nansen - MG 3 Fresnomaq - PR ( * ) 49.692 73,9 4.159 4.159 52.363 29.904 9.051 17.137 100,0 8,4 94,9 175,1 13,9 4 Reivax - SC 36.106 32,9 4.159 2.984 37.024 13.579 5.743 12.868 71,7 11,5 97,5 272,7 22,0 19.906 41,9 2.191 1.535 18.614 8.404 2.628 7.398 70,1 11,0 106,9 221,5 18,3 5 Clamper - MG 6 Everel - SP 11.853 37,6 -1.017 -1.038 7.047 1.385 -800 -618 ND -8,6 168,2 508,8 -75,0 9.287 4,5 509 339 9.375 6.596 529 1.446 66,5 5,5 99,1 142,1 5,1 8 Stieletrônica - RJ 9 Efe Semitrans - RJ 5.274 30,7 -1.354 -878 5.530 2.702 -1.148 2.159 ND -25,7 95,4 204,7 -32,5 10 AMT - MS 3.766 – -366 -367 4.481 3.873 -235 1.053 ND -9,7 84,0 115,7 -9,5 11 Ondatec Ltda - MG ( * ) – – -55 -72 1.721 1.069 -123 334 ND ND ND 161,1 -6,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 682.095 30,7 80.512 72.495 675.539 431.910 117.434 262.121 78,8 6,9 97,0 161,1 5,1 GERAÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA 1 Siemens - SP ( ** ) 2.906.959 12,4 47.771 89.512 2.097.884 715.940 68.814 172.778 187,4 1,6 138,6 293,0 12,5 2 Wind Power - PE 795.084 151,7 188.090 259.338 1.012.180 382.717 205.348 113.972 137,9 23,7 78,6 264,5 67,8 3 Stemac - RS 570.138 20,9 44.480 33.650 542.971 150.166 78.418 189.473 75,7 7,8 105,0 361,6 22,4 4 Romagnole - PR 254.014 13,1 9.880 6.886 192.408 92.117 20.404 66.380 69,7 3,9 132,0 208,9 7,5 5 Orteng - MG 251.149 – 27.337 19.741 731.198 371.813 44.026 95.925 72,2 10,9 34,4 196,7 5,3 6 Elo Sistemas - RS 87.263 -5,6 6.595 3.525 81.294 23.427 10.284 29.692 53,5 7,6 107,3 347,0 15,1 7 Forjasul Eletrik - RS 71.848 44,0 9.221 7.204 75.479 33.244 10.436 34.140 78,1 12,8 95,2 227,1 21,7 8 Ritz - MG 65.642 20,2 1.783 1.619 63.027 10.898 6.469 17.273 90,8 2,7 104,2 578,3 14,9 9 Comtrafo - PR 64.476 20,7 -15 -364 69.465 38.982 2.362 31.580 ND 0,0 92,8 178,2 -0,9 10 Beghim - SP 60.223 28,4 2.946 2.042 66.683 8.593 3.680 898 69,3 4,9 90,3 776,0 23,8 11 delta Energy Systems - PR 51.395 9,8 1.191 795 35.804 10.397 1.969 15.412 66,7 2,3 143,6 344,4 7,6 12 Leon Heimer - PE 39.457 -10,2 -6.324 -6.324 66.424 1.852 -2.292 26.035 ND -16,0 59,4 3.586,4 -341,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 5.217.648 20,2 332.955 417.623 5.034.816 1.840.146 449.917 793.558 73,9 4,4 99,7 318,7 13,7 ILUMINAÇÃO 1 Philinorte - PE 96.390 8,4 27.376 26.745 197.587 117.114 27.565 25.248 97,7 28,4 48,8 168,7 22,8 2 Telem - SP 38.556 -2,6 -4.858 3.012 40.896 9.172 -4.109 14.581 ND -12,6 94,3 445,9 32,8 18.069 9,6 -2.127 -2.163 21.756 10.815 -44 7.076 ND -11,8 83,1 201,2 -20,0 3 Ilumatic - SP 4 Olivio SA - SC ( * ) 13.289 -1,5 2.324 1.869 9.650 4.317 2.847 1.955 80,4 17,5 137,7 223,6 43,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 166.304 3,5 22.715 29.463 269.889 141.417 26.258 48.861 89,1 2,9 88,7 212,4 27,8 MOTORES E COMPONENTES ELÉTRICOS 1 WEG - SC 3.463.440 18,9 574.908 467.046 5.596.588 2.473.491 618.929 824.028 81,2 16,6 61,9 226,3 18,9 2 Arteche EDC - PR 169.266 35,6 543 -53 115.378 12.782 7.480 32.683 ND 0,3 146,7 902,7 -0,4 3 Intral - RS 119.967 25,2 15.480 8.805 110.859 72.237 16.054 25.929 56,9 12,9 108,2 153,5 12,2 4 Telvent - RJ 108.896 51,6 16.078 10.745 113.081 51.138 16.597 -12.122 66,8 14,8 96,3 221,1 21,0 5 Weg AM - AM 73.102 57,0 8.536 7.998 59.456 23.675 9.307 -3.784 93,7 11,7 123,0 251,1 33,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 3.934.671 35,6 615.545 494.541 5.995.362 2.633.323 668.367 866.734 74,0 12,9 108,2 226,3 18,9 PILHAS 1 Newpower - SP 170.186 18,3 31.418 23.878 127.647 68.159 38.284 62.559 76,0 18,5 133,3 187,3 35,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 170.186 18,3 31.418 23.878 127.647 68.159 38.284 62.559 76,0 18,5 133,3 187,3 35,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Banda larga para avançar MATERIAL ELETRÔNICO

Puxados pela demanda das telecomunicações, os fabricantes de equipamentos projetam crescer 8% na média do segmento Graças principalmente à telefonia celular e aos planos para cobertura de banda larga, a expansão da infraestrutura de telecomunicações alimentou o crescimento da indústria de material eletrônico neste ano. Para o próximo, a expectativa é de que esse movimento continue, na esteira do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e dos investimentos necessários para a Copa do Mundo, fatores que vão se somar ainda às políticas lançadas pelo governo para aumentar a nacionalização de componentes eletrônicos em aparelhos como os tablets, que começam a ser produzidos no país. “A área de infraestrutura de telecomunicações também é puxada pela evolução tecnológica, dos padrões de telefonia celular, por exemplo, que passaram de 2G para 3G e agora estão chegando ao 4G”, diz Luiz Cezar Rochel, gerente de economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O PNBL prevê isenção de PIS e Cofins para fabricantes de equipamentos e fibras ópticas que se destinam à internet banda larga. Ao todo, o governo espera conceder R$ 4 bilhões em desonerações até 2014. Além disso, os investimentos previstos para a Copa do Mundo também devem expandir a cobertura de telefonia celular 3G e 4G no país. Por esses motivos, a Abinee prevê para a área de telecomunicações o melhor desempenho entre os subsetores da indústria elétrica e eletrônica neste ano. A entidade projeta para

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esse segmento um crescimento de 16% no ano, exatamente o dobro da média de 8% prevista para o conjunto do setor. No primeiro semestre do ano, os fabricantes de equipamentos de telecomunicações tiveram um crescimento de 21% no faturamento (em relação ao mesmo período do ano passado), de acordo com a Abinee. Apesar desse bom desempenho, eles se sentem acossados pela valorização do real, que ocorreu ao longo de boa parte do ano. Tanto é assim que, no primeiro semestre, suas exportações caíram 36%, a maior queda entre as áreas analisadas pela Abinee. No mercado interno, têm de enfrentar a concorrência com os produtos importados. “As importações de telefones celulares de forma legal cresceram muito, por causa dos preços muito baixos praticados pelos fabricantes chineses”, diz Rochel. A Abinee estima que cerca de 30% do mercado de telefones celulares já esteja com os aparelhos chineses, importados muitas vezes com preços inferiores a US$ 15 dólares e produzidos sem as mesmas normas e pré– requisitos exigidos das fabricantes brasileiras. De acordo com a Fe– deração das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o coeficiente de exportações da indústria de materiais eletrônicos e aparelhos de comunicação, que mede o total da produção nacional vendido no exterior, chegou a 10,2% no segundo trimestre de 2011, o menor nível desde 2006, o início da


série histórica. Já o coeficiente de importação desse segmento, que calcula a participação dos importados no consumo interno do país, superou a barreira dos 50% em 2010 e chegou a 51,4% no segundo trimestre de 2011. Com um “dólar barato”, o aumento das importações “atingiu em especial os fabricantes de celulares, que já perderam o controle do mercado nacional”, diz Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp. Já houve demissões no setor – 200 na unidade da LG Electronics de Taubaté, que produz celulares, notebooks, netbooks e monitores (em setembro). Mas isso, por enquanto, é localizado. A maioria dos fabricantes enfrenta um problema oposto: a escassez de mão de obra especializada. Esse foi um dos motivos alegados pela taiwanesa Fox– conn para adiar a produção local do tablet iPad, da Apple. O produto faz parte de um ambicioso plano de investimentos de US$ 12 bilhões durante os próximos cinco anos, anunciado pela empresa em abril de 2011, durante visita da presidente Dilma Rousseff à China. De acordo com Aloizio Mercadante, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, os investimentos preveem a instalação de uma fábrica de telas de toque no país, componente usado para a fabricação de tablets, smartphones e televisores. Isso colocaria o país num seleto grupo de países, ao lado de China, Taiwan, Coreia do Sul e Japão. Para viabilizar o investimento, o governo trabalha para reunir sócios investidores e parceiros locais do setor para arcar com US$ 8 bilhões do investimento anunciado, uma exigência feita pela Foxconn. Até agora, porém, o plano – com toques mirabolantes – ainda nem começou a sair do papel. Na outra ponta, para estimular a produção local, o governo já incluiu os tablets na chamada Lei do Bem, que garante isenções fiscais do PIS e Cofins. Eles ganharão 31% de isenção em impostos federais e, somados os impostos

municipais e federais, a redução de custo pode chegar a 40%. Em troca, os fabricantes têm que começar a operar com 20% de componentes fabricados no Brasil – percentual que em três anos deve chegar a 80%. Outro estímulo será a compra para escolas públicas por parte do Ministério da Educação.

TORCIDA PELO CÂMBIO Independentemente das compras do setor público, o potencial de consumo de tablets no mercado interno representa uma grande oportunidade. “As condições são muito favoráveis. Se formos imaginar que existem novos contingentes da população que estão tendo acesso a esses produtos, abrimos um mercado muito promissor para os próximos anos”, afirma Rochel, da Abinee. A participação da indústria nacional nesse processo, no entanto, depende do câmbio. Na opinião de Rochel, isso significa que a cotação da moeda americana teria de subir ainda mais e chegar a R$ 2,30. “Se ficar perto disso, teríamos um mercado interno imenso à disposição e também a possibilidade de competir mais forte internacionalmente”, diz. Na visão da Fiesp, já surtem efeito as medidas adotadas pelo governo para conter a apreciação do real, entre as quais a elevação do IOF para derivativos cambiais e a redução da taxa de juros. Prova disso, diz Francini, é o consenso que já existe no mercado de que o dólar não voltará mais a R$ 1,60. Ele espera que a moeda americana flutue entre R$ 1,75 e R$ 1,85 até o fim do ano, com a possibilidade de se aproximar dos R$ 2 no ano que vem. “Esse é um caminho virtuoso para a indústria, fragilizada pela valorização do real ao longo de 2010”, afirma Francini. Por esses motivos, ele espera que 2012 seja o ano em que a indústria local recupere um pouco do que perdeu para os concorrentes internacionais nos últimos anos.

O celular chinês está por toda parte e já tem 30% do mercado, segundo a Abinee. Para compensar tanta importação, o governo aposta na nacionalização dos tablets

(PB)

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MATERIAL ELETRÔNICO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % COMPONENTES ELETRÔNICOS 1 Scopus Tecnologia - SP ( * ) 325.754 8,9 29.713 20.776 160.037 96.299 26.914 1.579 69,9 9,1 203,6 166,2 21,6 2 Placibrás - DF 69.204 – 11.577 9.082 191.218 84.717 17.173 111.562 78,5 16,7 36,2 225,7 10,7 3 High Bridge - SP 41.151 316,2 884 541 18.449 4.847 1.673 8.918 61,3 2,2 223,1 380,6 11,2 4 Ceitec - RS 34.313 – -5.718 -5.718 82.309 37.530 -440 -1.854 ND -16,7 41,7 219,3 -15,2 5 Parks - RS 26.590 -11,6 -1.663 -1.663 20.280 12.354 -895 9.738 ND -6,3 131,1 164,2 -13,5 6 devetex Tec e Sistemas - MG 18.613 102,8 6.189 2.298 23.716 10.298 5.935 5.351 37,1 33,3 78,5 230,3 22,3 7 Seva - MG ( * ) 12.252 36,4 3.103 2.667 10.237 2.915 3.431 6.693 86,0 25,3 119,7 351,2 91,5 8 Imply Tecnologia - RS 8.759 22,8 271 -119 12.941 4.441 824 -529 ND 3,1 67,7 291,4 -2,7 9 Micropress - SP 8.708 31,0 762 274 8.257 4.018 762 – 36,0 8,8 105,5 205,5 6,8 10 Combrás - SP ( * ) 633 – -12.917 -12.813 126.962 -6.135 -5.848 21.777 ND -2.040,6 0,5 ND ND 11 Itaucam - AM – – 266 199 3.309 3.202 -33 -43 74,8 ND ND 103,3 6,2 12 Powertronics - SP – – -80 -80 28 -3.358 -80 -32 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 545.978 31,0 32.387 15.444 657.743 251.129 49.417 163.160 69,9 5,9 92,0 222,5 8,8 DIVERSOS 1 Sonopress Rimo - SP 403.356 2,1 15.284 12.155 293.545 92.567 22.048 215.502 79,5 3,8 137,4 317,1 13,1 2 Telcon Fios Cabos - SP 228.765 42,2 25.340 16.915 158.928 75.535 27.680 30.837 66,8 11,1 143,9 210,4 22,4 3 Prysmian - SP 205.906 39,8 24.504 15.140 147.072 73.135 21.688 50.263 61,8 11,9 140,0 201,1 20,7 4 Elcoteq AM - AM 200.154 63,2 -9.709 -9.709 64.860 -61.667 -9.261 2.528 ND -4,9 308,6 ND ND 5 Emicol - SP ( * ) 115.087 9,9 13.652 9.280 73.731 45.084 19.937 37.722 68,0 11,9 156,1 163,5 20,6 71.711 -5,6 -3.012 -3.012 66.887 2.068 -2.129 20.610 ND -4,2 107,2 3.234,4 -145,7 6 Eltek Valere - SP 8 Draktel - SP 35.065 44,0 5.089 3.126 38.740 16.303 8.826 5.930 61,4 14,5 90,5 237,6 19,2 9 Urbeluz - SP 27.098 344,5 1.589 1.589 28.759 7.101 2.777 8.050 100,0 5,9 94,2 405,0 22,4 10 CP Eletrônica - RS 25.047 25,9 4.109 2.716 20.046 17.233 3.797 4.596 66,1 16,4 125,0 116,3 15,8 11 Alfatest - SP 19.702 52,2 2.446 1.815 15.083 2.606 4.738 3.301 74,2 12,4 130,6 578,8 69,7 19.176 3,0 -763 -766 12.873 5.962 1.184 2.903 ND -4,0 149,0 215,9 -12,9 12 Draka - SP 13 Reason - SC 13.008 65,2 3.904 2.953 13.058 7.065 4.877 6.607 75,6 30,0 99,6 184,8 41,8 14 Digistar - RS 9.855 -18,4 -98 1 12.997 10.759 1.710 6.442 ND -1,0 75,8 120,8 0,0 15 Helix - PR 7.006 -51,0 4.308 3.002 53.191 48.369 4.382 15.916 69,7 61,5 13,2 110,0 6,2 16 Visum Sisitemas - PR ( * ) – – – – 310.331 130.462 – – ND ND ND 237,9 ND 32,9 90.066 60.250 1.351.245 483.746 118.870 426.674 69,7 11,1 130,6 226,8 19,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 1.422.615 EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES 1 Alcatel Lucent - SP 716.896 -17,7 -64.591 -44.788 991.385 274.293 -41.952 406.641 ND -9,0 72,3 361,4 -16,3 2 Intelbrás - SC 497.160 -13,7 18.529 25.205 421.415 138.576 42.859 130.335 136,0 3,7 118,0 304,1 18,2 3 NEC - SP 269.362 -36,1 -72.063 -72.063 360.337 125.349 -63.578 74.464 ND -26,8 74,8 287,5 -57,5 4 Sat-Bras - AM 148.805 – 74.310 50.918 193.439 159.879 69.048 107.592 68,5 49,9 76,9 121,0 31,9 5 Brasilsat Harald - PR 138.718 31,7 2.704 -1.137 147.418 128.268 6.289 82.868 ND 2,0 94,1 114,9 -0,9 6 Teikon - RS ( * ) 63.214 -0,6 -3.791 195 94.009 20.009 1.584 10.652 ND -6,0 67,2 469,8 1,0 53.713 -27,7 -13.579 -8.455 62.629 7.788 -6.471 26.179 ND -25,3 85,8 804,2 -108,6 7 Asga - SP 8 Monytel - SP ( * ) 13.134 -16,5 1.242 843 28.717 7.893 4.777 -2.850 67,9 9,5 45,7 363,8 10,7 9 Etelbras - SP ( * ) 7.816 -44,4 -588 -590 8.332 4.440 -429 3.096 ND -7,5 93,8 187,7 -13,3 10 Trópico - SP – – 443 5.017 74.842 74.842 -55 434 1.132,5 ND ND 100,0 6,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.908.818 -17,1 -57.383 -44.853 2.382.523 941.338 12.072 839.410 102,3 -6,0 76,9 295,8 0,0 EQUIPAMENTOS PARA RÁDIO E TELEVISÃO 1 Padtec - SP 171.546 65,8 23.530 17.804 174.573 67.960 30.752 100.495 75,7 13,7 98,3 256,9 26,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 171.546 65,8 23.530 17.804 174.573 67.960 30.752 100.495 75,7 13,7 98,3 256,9 26,2 TRANSMISSÃO DE DADOS 1 Digitel - RS 32.705 -32,1 2.307 2.012 54.361 40.486 2.826 20.073 87,2 7,1 60,2 134,3 5,0 2 Nortcom - BA ( * ) 4.741 13,1 636 381 4.797 3.521 961 1.874 59,9 13,4 98,8 136,2 10,8 3 Alta América - RJ ( * ) 2.518 3,0 17 16 10.376 5.634 111 -2.742 95,5 0,7 24,3 184,2 0,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 39.964 3,0 2.960 2.409 69.534 49.641 3.898 19.206 87,2 7,1 60,2 136,2 5,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Tarja azul para medicamentos FARMACÊUTICA

Crescendo na casa dos dois dígitos, indústria farmacêutica espera seguir no mesmo compasso — sem restrições à venda As coisas andam tão bem para a indústria farmacêutica no Brasil, que nem mesmo o prenúncio de uma nova crise econômica global assusta o setor. Depois de atingir um crescimento de mais de 20% em termos de faturamento em 2010 — de R$ 30,1 bilhões em 2009 para R$ 36,2 bilhões no ano passado, segundo dados do IMS Health —, os produtores de medicamentos mantêm-se otimistas quanto às perspectivas para o próximo ano. Não que a crise não possa vir a afetar negativamente o setor. “Numa eventual desvalorização do real, o déficit comercial em medicamentos pode se agravar, já que o País importa mais do que exporta nessa seara”, explica Antônio Britto, presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Mas um cenário de turbulência econômica, observa o executivo, também pode proporcionar oportunidades interessantes para o setor. “O fato de os mercados norte-americano e europeu estarem, na melhor das hipóteses, andando de lado nesse setor, faz com que grandes oportunidades de investimento e crescimento possam surgir para os players nacionais”, analisa. Além disso, particularmente o segmento de medicamentos genéricos pode se beneficiar com uma eventual crise. Isso porque a perda de poder aquisitivo decorrente de incertezas econômicas acaba provocando uma migração de consumidores para os mais acessíveis gené-

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ricos. “Em 2008, especialmente após a quebra do Lehman Brothers em setembro, foi verificado um aumento significativo na venda de genéricos”, lembra Luciano Lobo, coordenador técnico administrativo da Pró Genéricos. O otimismo da indústria farmacêutica se justifica pelo contexto macroeconômico que fundamenta o desenvolvimento do setor. A melhora da economia do País desde o começo da década, que aumentou o poder de compra das classes C, D e E, promoveu um aumento do consumo dos medicamentos. “Pessoas que dependiam do governo para conseguir remédios para tratar de suas doenças agora passaram a comprar por conta própria”, diz Lobo. Britto concorda: “O Brasil é o segundo mercado que mais cresce no mundo, superado apenas pela China. E esse cenário vai se manter positivo nos próximos anos”. A afirmação do executivo da Interfarma é confirmada pelas projeções da IMS Health, principal consultoria e provedora de dados da indústria farmacêutica mundial, que vislumbram a China como o terceiro maior mercado global em 2015, atrás de Estados Uni– dos e Japão. Atualmente, o gigante asiático ocupa a quinta colocação. Para o Brasil, a previsão é de que o País ganhe duas posições e chegue em 2015 como a sexta maior indústria farmacêutica do mundo. As perspectivas positivas para o setor vêm se refletindo no ritmo de con-


tratações. De acordo com um levantamento feito pela consultoria Right Management no início de 2011, a indústria farmacêutica foi o segmento que mais se destacou na contratação de executivos, com 35,3% do total de admissões da indústria em geral. E esse incremento nas contratações revela um grande desafio para os produtores de medicamentos nos próximos anos: a qualificação profissional nesse mercado. Na mesma pesquisa, 17% das indústrias de medicamentos informaram que o Brasil não possui soluções internas para lidar com o problema da falta de qualificação profissional. Europa e Estados Unidos contam com centenas de instituições de ensino técnico e especializado, focadas especialmente no segmento farmacêutico, ao passo que no Brasil as opções são bem mais escassas. Outro grande desafio para o setor, segundo Lobo, é diminuir a dependência do País de insumos farmoquímicos importados. De acordo com dados da Sociedade Brasileira PróInovação Tecnológica (Protec), 90% dos princípios ativos usados na fabricação de medicamentos no País vêm de fora, principalmente da Índia. Por conta desse descompasso, o déficit na balança comercial da indústria de medicamentos inchou 167% desde 1999, indo de US$ 1,98 bilhão para US$ 5,29 bilhões em 2010. “A solução para este problema passa pela criação de um programa de investimento em pesquisa e inovação para desenvolver a indústria farmoquímica”, opina o executivo da Pró Genéricos. Outra complicação diz respeito à tributação dos produtos. “O Brasil é o país que mais tributa a venda de medicamentos”, conta Britto. Neste pouco honroso primeiro lugar, o Brasil vence de lavada o segundo colocado, a Alemanha. Enquanto o país europeu tributa seus remédios em 19%, aqui as taxas alcançam 28%. Depois da Alemanha, vêm Itália, Grécia e Japão, com 10%, 8% e 5%, respectivamente. Em países como Estados Unidos, Canadá e México, a incidência de impostos é zero.

Lobo conta que a Pró Genéricos vem “atuando energicamente” junto ao governo federal na tentativa de diminuir a incidência de impostos nos remédios de uso humano. “Estamos em uma situação absurda, já que remédios de uso veterinário não são taxados. Quem precisar de um antibiótico para seu filho terá de pagar um percentual altíssimo em impostos, ao passo que um remédio para seu bicho de estimação não terá encargo nenhum.” Com a diminuição da carga de impostos, “ganham as empresas do setor, que podem diminuir o preço final de seus produtos e, consequentemente, vender mais, e o consumidor, que terá produtos mais acessíveis”, observa Britto.

É alta, como em outras áreas, a carga tributária que incide sobre os remédios de uso humano. Mas, “situação absurda”, os de uso veterinário não são taxados

A BRIGA DAS PATENTES

A questão das constantes disputas judiciais envolvendo as patentes também é um dos pontos a serem resolvidos pelo setor. No começo de 2011, havia 39 ações em instância superior envolvendo patentes de medicamentos. Em jogo, estão centenas de milhões de dólares que os grandes laboratórios produtores de remédios inovadores podem garantir em suas receitas com a extensão do prazo de vencimento das patentes. Estima-se que em 2009 e 2010 o mercado de inovação perdeu mais de US$ 1 bilhão com o fim das patentes dos remédios campeões de venda, conhecidos pelo jargão do setor como “blockbusters”. Lobo, da Pró Genéricos, ressalta que a entidade não é contra as patentes. “Somos amplamente a favor. É legítima a preocupação dos grandes laboratórios com o retorno dos investimentos feitos no desenvolvimento de um novo fármaco. O que não concordamos é com a extensão indevida dos prazos da patente, que é de 20 anos”, defende. Segundo ele, tais brigas fazem muitos fabricantes de genéricos, diante da insegurança jurídica, desistir de fabricar o medicamento. “Quem sai perdendo é o consumidor, que fica sem opções.” (SM)

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FARMACÊUTICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS FARMACÊUTICOS E VETERINÁRIOS 1 Roche - SP 2.023.081 31,9 325.700 234.065 1.019.732 769.074 342.821 622.869 71,9 16,1 198,4 132,6 30,4 2 Novartis - SP 1.887.071 10,5 239.114 171.897 1.036.362 381.797 279.352 321.246 71,9 12,7 182,1 271,4 45,0 3 EMS - SP ( * ) 1.040.026 28,7 245.498 173.507 956.500 607.452 265.921 330.319 70,7 23,6 108,7 157,5 28,6 4 Aché Laboratórios - SP 900.379 15,7 274.894 332.388 1.660.092 1.028.982 289.346 181.079 120,9 30,5 54,2 161,3 32,3 5 Tortuga Zootécnica - SP 755.826 31,6 67.191 42.206 650.500 356.931 79.753 123.977 62,8 8,9 116,2 182,3 11,8 6 B Braun - RJ 386.703 1,5 43.371 28.395 371.263 252.522 72.976 125.368 65,5 11,2 104,2 147,0 11,2 7 Cremer - SC 367.126 3,6 40.583 32.201 462.581 285.781 54.441 74.186 79,4 11,1 79,4 161,9 11,3 8 União Química - SP 365.545 17,2 31.356 19.550 431.772 213.415 50.076 140.837 62,4 8,6 84,7 202,3 9,2 9 Bristol Myers Squibb - SP 354.199 -16,2 -17.927 -8.579 190.844 66.149 -14.089 73.523 ND -5,1 185,6 288,5 -13,0 10 Teuto - GO 274.402 11,5 11.582 15.637 395.038 186.423 43.034 133.556 135,0 4,2 69,5 211,9 8,4 11 Apsen - SP 259.991 20,4 102.405 68.959 228.988 136.417 111.422 20.079 67,3 39,4 113,5 167,9 50,6 12 Farmoquímica - RJ 235.947 20,5 43.341 30.557 144.074 99.263 43.682 36.522 70,5 18,4 163,8 145,1 30,8 13 Vallée - MG 214.079 14,4 24.895 19.686 284.316 111.941 42.679 85.001 79,1 11,6 75,3 254,0 17,6 123.345 19,7 -5.920 -5.920 76.480 18.283 -949 13.078 ND -4,8 161,3 418,3 -32,4 14 Zodiac - SP 15 Fatec - SP 102.797 10,2 11.574 7.434 73.608 56.763 12.648 7.070 64,2 11,3 139,7 129,7 13,1 100.203 40,6 17.321 17.564 76.157 38.519 18.156 26.003 101,4 17,3 131,6 197,7 45,6 16 Geolab - GO 17 Laboratórios Bagó - RJ 73.223 31,1 27.431 17.456 71.392 25.310 28.448 11.644 63,6 37,5 102,6 282,1 69,0 18 Lafepe - PE 72.568 -4,7 8.661 4.006 150.146 77.776 11.245 37.747 46,3 11,9 48,3 193,1 5,2 69.405 27,9 4.319 3.193 102.840 36.124 15.898 36.766 73,9 6,2 67,5 284,7 8,8 19 Bio Vet - SP 20 Baldacci - SP 64.772 5,2 3.481 2.133 47.756 32.274 6.564 22.924 61,3 5,4 135,6 148,0 6,6 60.923 -0,1 1.946 2.232 105.991 63.574 10.169 25.384 114,7 3,2 57,5 166,7 3,5 21 Lifemed - RS 22 Kley Hertz - RS ( * ) 55.214 28,6 860 860 33.818 21.494 3.474 14.338 100,0 1,6 163,3 157,3 4,0 44.098 10,5 4.589 3.561 55.259 39.592 6.471 8.975 77,6 10,4 79,8 139,6 9,0 23 JP Farmacêutica - SP 24 Laboratório Catarinense - SC 42.295 11,9 2.062 321 73.733 42.339 1.698 11.601 15,6 4,9 57,4 174,2 0,8 25 Diamed - MG ( * ) 35.638 1,8 13.759 12.076 48.236 37.045 13.868 10.510 87,8 38,6 73,9 130,2 32,6 26 Hertape Calier - MG ( * ) 33.355 -0,5 -666 37 70.522 44.289 2.519 1.958 ND -2,0 47,3 159,2 0,1 33.074 13,6 1.029 1.268 10.220 4.745 1.314 4.411 123,2 3,1 323,6 215,4 26,7 27 Ibasa - RS 28 Gross - RJ ( * ) 31.057 22,5 1.460 920 21.749 5.886 3.525 4.036 63,1 4,7 142,8 369,5 15,6 29 Darrow - RJ ( * ) 24.461 4,6 -4.206 -4.206 19.920 4.127 -4.248 5.666 ND -17,2 122,8 482,7 -101,9 30 Pharlab - MG 23.386 17,8 177 172 35.919 3.476 2.865 18.910 96,9 0,8 65,1 1.033,3 4,9 31 Fagra - SP 17.702 14,0 1.593 1.145 14.805 7.698 2.622 4.069 71,9 9,0 119,6 192,3 14,9 32 Iquego - GO ( * ) 16.747 -46,9 -28.997 -28.997 69.396 -14.326 -23.378 -27.299 ND -173,1 24,1 ND ND 16.335 37,1 1.078 843 6.048 2.802 1.191 1.455 78,2 6,6 270,1 215,8 30,1 33 Prado - PR 34 Uzinas Chimicas - SP 14.197 39,5 -2.226 3.422 15.601 5.313 -430 1.661 ND -15,7 91,0 293,6 64,4 35 Química Santa Marina - RJ 12.256 -0,2 -256 -698 13.601 1.398 810 -3.349 ND -2,1 90,1 972,8 -49,9 36 Flexicotton - PR 10.960 148.786,9 -408 495 7.298 1.178 1.125 -360 ND -3,7 150,2 619,5 42,1 10.209 -28,2 -1.184 -1.192 18.887 15.295 -431 -202 ND -11,6 54,1 123,5 -7,8 37 Athaia - SP 38 Inst Vital Brazil - RJ 8.849 -84,3 -42 -42 132.254 37.504 -324 -68 ND -0,5 6,7 352,6 -0,1 39 Nano Endoluminal - SC 6.016 1,2 591 -29 4.999 1.133 775 2.493 ND 9,8 120,4 441,0 -2,5 40 Biosul - SP ( * ) 5.867 102,2 885 8.122 21.277 20.554 968 2.262 918,0 15,1 27,6 103,5 39,5 41 Laboratório Leivas Leite - RS ( * ) 5.524 -4,1 -859 -807 14.821 4.507 -4 -1.213 ND -15,6 37,3 328,9 -17,9 42 Geyer Medicamentos - RS ( * ) 5.341 9,4 -258 -259 2.275 643 -23 1.033 ND -4,8 234,8 353,9 -40,2 43 Steviafarma - PR ( * ) 4.788 -12,8 -1.895 -1.895 20.344 7.910 -387 -2.393 ND -39,6 23,5 257,2 -24,0 44 Lifesa - PB 1.292 – -781 -781 5.495 1.024 -1.060 -231 ND -60,5 23,5 536,9 -76,3 45 Biomm - MG 877 39,9 -4.100 -4.273 3.416 -4.061 -3.963 -136 ND -467,5 25,7 ND ND – -100,0 -2.868 -2.868 10.212 9.246 -761 58 ND ND ND 110,5 -31,0 46 DTS - BA ACUMULADO DO SUBSETOR (46) 10.191.153 11,9 1.480.152 1.195.763 9.266.537 5.145.580 1.771.810 2.507.362 71,9 5,4 91,0 200,0 9,1 DIVERSOS 1 Flora Produtos de Higiene - SP ( * ) 347.104 0,3 -42.443 -40.243 494.756 139.581 -12.935 42.401 ND -12,2 70,2 354,5 -28,8 347.104 0,3 -42.443 -40.243 494.756 139.581 -12.935 42.401 0.0 -12,2 70,2 354,5 -28,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) PERFUMARIAS 1 Natura - SP 5.514.315 23,3 1.045.533 744.050 2.609.022 1.257.501 1.101.560 175.880 71,2 19,0 211,4 207,5 59,2 2 O Boticário - PR ( * ) 422.819 – 15.270 17.908 358.380 231.368 -726 65.431 117,3 3,6 118,0 154,9 7,7 3 Dotcom - RJ 92.538 25,2 9.158 5.727 54.339 4.818 17.019 26.909 62,5 9,9 170,3 1.127,8 118,9 4 LVMH Parfums - SP ( * ) 47.240 10,7 5.158 6.752 32.250 18.641 5.241 11.003 130,9 10,9 146,5 173,0 36,2 28.080 16,8 1.942 1.358 45.515 12.220 6.759 7.304 69,9 6,9 61,7 372,5 11,1 5 L.R. Nordeste - SE ( * ) 6 SS Industrial - SP ( * ) 27.233 13,5 -2.672 -9.909 49.535 420 2.133 10.425 ND -9,8 55,0 11.804,8 -2.361,4 7 Leite de Rosas - RJ ( * ) 9.595 – -9.557 -5.494 59.863 -30.834 -7.269 22.683 ND -99,6 16,0 ND ND 8 Raros - RN 1.655 593,3 13 11 17.266 9.369 833 1.098 83,2 0,8 9,6 184,3 0,1 9 Cia di Avestruz - MT ( * ) 13 – -1.572 -1.572 2.191 -534 -1.570 – ND -12.177,4 0,6 ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 6.143.488 20,0 1.063.273 758.831 3.228.361 1.502.968 1.123.980 320.734 77,2 3,6 61,7 207,5 11,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

186 | MELHORES DOS MAIORES 2011


A arte de viver fora de crises Expansão mostra ser viável a ambição do terceiro maior mercado de cosméticos do mundo de subir a segundo LUCIANA BRUNO

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 187

higiene e limpeza

Nos últimos 15 anos, 1996 a 2010, os fabricantes de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos têm mantido um crescimento médio real – descontada a inflação – de 10,4% ao ano. Nada mal se comparado ao índice da indústria em geral e do próprio Produto Interno Bruto brasileiro do período, de 2,7% e 3,1%, respectivamente. Não foi gratuitamente, portanto, que o setor – impulsionado por fatores subjetivos, como a vaidade – ganhou o apelido de “indústria sem crise” e colocou o Brasil na condição de terceiro maior consumidor de cosméticos mundo, atrás de Estados Unidos e Japão, segundo a consultoria Euromonitor. Em 2010, ano excepcional para virtualmente todas as atividades, o avanço desse mercado foi de 13,5% em relação ao ano anterior. Para este ano se espera movimento um pouco menor, mas ainda na faixa de 10%, apontam a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e analistas. Na opinião de Renato Prado, analista do banco Fator, dificilmente o setor atingirá novamente as cifras de 2008 ou 2009, quando houve um aumento do número de vendedoras de produtos Avon e Natura – os principais players do mercado – pois muitas mulheres correram ao mercado de trabalho temerosas de que os maridos perdessem o

emprego por conta da crise. “O mesmo não está acontecendo agora”, explica. Prado afirma que, após anos de avanço rápido, o segmento de cosméticos e beleza se estabiliza. “Também temos que considerar que as famílias já estão em um nível alto de endividamento”, lembra. Ele salienta que, para 2012, o desempenho do setor estará estritamente ligado ao crescimento do PIB. Mas a desaceleração econômica em 2011 já teve efeitos sobre a Natura, por exemplo, cujos resultados saíram abaixo do esperado no segundo trimestre do ano, devido ao crescimento menor do mercado como um todo, aponta Prado. Esses resultados fizeram a empresa adotar “correções”, como ajuste de despesas e a estratégia de ampliar o foco nos ganhos de produtividade. Os investimentos, no entanto, continuam. “Serão mantidos os projetos de médio e longo prazos em inovação, infraestrutura logística, sistema de informação e desenvolvimento de lideranças”, informa a companhia. Em um cenário não tão positivo para o Brasil, a Natura tende a colocar suas fichas nos demais países da América Latina. A empresa já iniciou a produção local por meio de parcerias na Argentina e neste ano fará o mesmo na Colômbia e México. “O ritmo de crescimento do mercado latino-americano de cosméticos foi o dobro do experimentado pelos EUA e por países da Europa na última década, alcançando cerca de 15%


do mercado mundial”, informa a Natura. A meta da companhia é atingir em três anos o índice de 50% do faturamento com operações internacionais na região. Para João Carlos Basílio, presidente da Abihpec, o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação é fundamental para que as empresas se mantenham no mercado. “Entre os grandes desafios está o de elevar o padrão tecnológico dessa indústria.”

higiene e limpeza

ALGUMAS INCERTEZAS A colheita de bons resultados pelo segmento de cosméticos se repete no ramo de higiene e limpeza, irrigada pelo aumento dos gastos das classes D e E, segundo estimativas de associações e empresas do setor. Dados da empresa de pesquisa Kantar Worldpanel mostram que, nos últimos quatro anos, o gasto médio mensal com produtos de limpeza saltou de R$ 13,45 para R$ 19,57 mensais e, somente em 2010, subiu 7% em comparação com 2009. Por conta disso, de acordo com projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), o segmento deve encerrar 2011 com um crescimento acima do avanço do PIB.

Em 2010, o setor movimentou R$ 13,5 bilhões, 11% a mais que em 2009. O resultado pela primeira vez atingiu dois dígitos, “o que reafirma o posicionamento dos produtos de limpeza como itens essenciais de higiene, com relevância para a saúde pública”, afirma o presidente da entidade, Luiz Carlos Dutra. Mesmo se tratando de um segmento que não sofre de imediato com mudanças conjunturais, as incertezas preocupam as empresas, como a Hypermarcas, especializada em bens de consumo e medicamentos. Segundo a companhia, as recentes altas da inflação mais o aumento do nível de endividamento das famílias e a queda do poder aquisitivo real criam aversão a risco no médio prazo. Tal cenário não teve impacto significativo sobre a demanda em 2011 nos mercados em que a empresa atua, mas criou volatilidade nas vendas finais. A Bombril, há 63 anos atuante no mercado de higiene e limpeza e líder no segmento de palha de aço, não vê efeitos imediatos da desaceleração deste ano. “A empresa crescerá mais que o mercado, ganhando ainda mais market share”, garante Marcos Scaldelai, diretor de marketing.

HIGIENE E LIMPEZA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS DE HIGIENE E LIMPEZA 1 Hypermarcas - SP 2.886.460 43,2 366.462 261.901 9.706.331 5.059.091 578.619 1.435.851 71,5 12,7 29,7 191,9 790.042 -2,6 56.240 28.302 887.664 -122.319 53.098 24.175 50,3 7,1 89,0 ND 2 Bombril - SP 3 Raymundo da Fonte - PE 287.032 10,1 15.481 24.810 274.461 204.837 30.267 61.578 160,3 5,4 104,6 134,0 4 Mabesa do Brasil - SP ( * ) 201.898 21,0 33.472 20.232 171.331 84.613 39.235 30.286 60,4 16,6 117,8 202,5 5 Indústrias Anhembi - SP ( * ) 190.963 11,1 19.332 23.142 173.978 53.976 14.382 20.609 119,7 10,1 109,8 322,3 6 Condor - SC 173.015 -0,3 12.944 15.877 125.064 74.122 13.462 48.617 122,7 7,5 138,3 168,7 7 Lever Igarassu - PE ( * ) 163.986 27,7 48.724 32.364 223.098 70.913 48.056 -19.461 66,4 29,7 73,5 314,6 8 Quimisa - SC 129.513 21,3 13.245 11.772 110.786 69.940 17.189 36.694 88,9 10,2 116,9 158,4 9 York - SP ( * ) 114.175 5,2 13.253 9.864 52.618 30.875 16.308 18.727 74,4 11,6 217,0 170,4 10 Fontana Ind de Perfumarias - RS ( * ) 65.155 0,2 1.832 2.567 35.660 22.501 6.770 8.473 140,1 2,8 182,7 158,5 11 UFE - RJ ( * ) 61.201 10,5 -423 30 68.672 33.204 2.535 5.070 ND -0,7 89,1 206,8 12 Memphis - RS 59.874 1,3 4.957 9.247 118.098 108.113 2.049 11.960 186,5 8,3 50,7 109,2 48.543 4,1 5.027 4.454 30.224 21.891 4.494 -1.084 88,6 10,4 160,6 138,1 13 Higi Serv - PR 14 Pará Raymundo Fonte - PA 45.867 6,4 4.807 3.612 47.898 38.781 5.371 9.465 75,1 10,5 95,8 123,5 15 Clin Off - MG 18.670 1,3 233 171 8.137 2.527 435 2.460 73,5 1,3 229,4 322,0 16 Siqueira Gurgel - CE 9.468 – -2.617 -2.617 12.665 -8.895 -2.348 -1.385 ND -27,6 74,8 ND 17 Tróia - AL ( * ) 6.800 35,4 -164 -164 8.382 656 -55 2.842 ND -2,4 81,1 1.277,6 18 Bombril Mercosul - SP 2.946 15,8 -13.602 -12.965 250.461 184.609 2.232 -250 ND -461,7 1,2 135,7 19 Vipasa - ES – – -910 -944 17.277 2.185 -182 840 ND ND ND 790,7 20 Rachid Abdalla - MA – – -2 0 4.461 -60 -2 -2.589 ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 5.255.608 10,1 578.292 431.655 12.327.267 5.931.560 831.915 1.692.877 81,9 7,9 100,2 170,4 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

188 | MELHORES DOS MAIORES 2011

5,2 ND 12,1 23,9 42,9 21,4 45,6 16,8 32,0 11,4 0,1 8,6 20,4 9,3 6,8 ND -24,9 -7,0 -43,2 ND 11,4


ILUMINAÇÃO NATALINA

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Casa nova faz milagres MADEIRA E MÓVEIS

Sofre quem depende de vendas externas, mas o segmento de móveis colhe os bons ventos que a demanda interna sopra O desempenho do setor de madeira e móveis, composto por empresas de extrema diversidade e porte, emite sinais mistos. Algumas áreas têm perspectivas mais do que positivas: é o caso do segmento moveleiro (principalmente o de alto padrão), situado na ponta final da cadeia, que conta com o aumento na demanda (e na renda) da classe média no mercado interno para crescer 8% neste ano. Outros segmentos enfrentam obstáculos que põem em xeque sua sobrevivência. Em ambos os casos, porém, pode-se contar com a ajuda do programa Brasil Maior, que promoveu uma desoneração nos encargos sociais. “Existem mais de dez mil serrarias pequenas”, informa Jeziel Adam de Oliveira, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), entidade que engloba empresas que vão da silvicultura a painéis e laminados, madeira serrada, compensados, portas. É difícil obter dados precisos a respeito dessa constelação, mas isso não impede uma avaliação geral da parte de quem acompanha o dia a dia do setor. “O setor de madeira sólida, por exemplo, sempre foi exportador, mas desde a crise de 2008 e com o dólar mais baixo essa realidade mudou. Não há mercado para as exportações. As fábricas estão fechando”, afirma Oliveira. Há investimentos somente em florestas plantadas, não na produção, diz. “Quem fez a lição de casa reduziu o qua-

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dro de trabalhadores e a produção. O mercado interno tem sido a tábua de salvação”, pois os programas de qualidade e os elevados custos para a manutenção das operações inviabilizam a concorrência internacional. O segmento de compensados, que historicamente exportava dois terços da produção, “foi talvez o mais afetado” pela combinação real valorização/desaceleração global. Tentou redirecionar-se para o mercado interno, mas, no seu caso, ele ainda não deu conta de absorver a produção, segundo Oliveira. Outra área vem se saindo melhor. “O segmento de painéis de madeira industrializada está num novo ciclo de investimentos, vislumbrando, ainda que com moderação, as perspectivas de crescimento com a movimentação que haverá no país em função da Copa do Mundo e das Olimpíadas”, diz Alexandre Coelho Neto do Nascimento, diretor comercial da Duratex e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa). “Embora a demanda interna continue forte e favorecida pela geração de emprego e renda, precisamos olhar com cautela, pois um crescimento forte e sustentável tem que vir acompanhado com uma boa política de competitividade. E, nesse caso, ainda temos muito a fazer”, acrescenta. A Abipa acompanha de perto as iniciativas governamentais e promove estudos – enfocando inovação,


proteção tecnológica, qualificação dos trabalhadores, sistema tributário, meio ambiente, infraestrutura, comércio exterior – que encaminha às autoridades. Acompanha também, detidamente, a movimentação dos chineses. “Temos certeza de que o governo está atento às questões que cercam a competitividade brasileira”, afirma Nascimento. “Algumas medidas que propusemos foram incorporadas ao Plano Brasil Maior, anunciado em julho passado, mas necessitarão de alguns ajustes. Outras já estão em tratativas com o governo.” O Plano Brasil Maior é um programa do governo federal que pretende minimizar os impactos da valorização cambial, apoiando as indústrias afetadas pela crise econômica mundial. Entre outras novidades, reduz a zero a alíquota de 20% para o INSS de setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional e que são intensivos em mão de obra – madeira, calçados, vestuário, por exemplo.

INDÚSTRIA DE PAINÉIS

consumo per capita brasileiro de painéis ainda está abaixo da média mundial. No entanto, a chamada “nova classe média”, grupo cada vez maior no meio da pirâmide da distribuição brasileira com aspirações à ascensão social, educação e casa própria, deve mudar essa realidade”, afirma o presidente da Abipa. O setor moveleiro está numa situação semelhante, ou melhor. O aumento do consumo, motivado pela nova classe média, que começa a adquirir imóveis, é o grande impulsionador das vendas de móveis. A perspectiva para os próximos anos é de que o ritmo supere o do PIB. “O setor moveleiro deve crescer 8% neste ano. As pessoas estão conseguindo adquirir seu imóvel e, quando recebem a chave, partem para a decoração”, diz Michel Otte, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (Abi– mad). Na avaliação de Otte, o crescimento da in– dústria moveleira para os próximos anos já está contratado, por força do aumento da venda de ca– sas e apartamentos. “Hou– ve alguma desaceleração das nossas vendas, mas mesmo assim continuamos crescendo. As pessoas estão investindo em decoração”, observa. Se o quadro para o consumo interno é favorável, o mesmo não pode se dizer das exportações. Além do câmbio valorizado e da crise que concretamente restringiu a demanda nos Estados Unidos e na Europa (quase uma recessão em alguns países), “grandes dificuldades são geradas pelos custos tributários”, na opinião de Lipel Custódio, da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel). As exportações de móveis de janeiro a agosto deste ano somaram 7,1 milhões de peças, equivalentes a US$ 498 milhões, resultado 15,5% menor quando comparado ao do mesmo período de 2010 (8,4 milhões de peças), de acordo com os dados da Secex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exerior (MDIC).

O setor moveleiro deve crescer 8% neste ano. As pessoas estão conseguindo adquirir seu imóvel e, quando recebem a chave, partem para a decoração

Nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econô– mico e Social (BNDES) – que nasceu para apoiar o setor produtivo brasileiro –, o segmento de beneficiamento de madeira tem es– tado sempre presente. Criado nos anos 1950, o BNDES tem tido marcante posição nesse campo e dá suporte a qualquer atividade econômica que lhe apresente um bom projeto. O setor privado, porém, precisa dar sua contrapartida ao financiamento público. Assim, também utiliza recursos próprios, já que não pode parar de investir. Nesse campo, a indústria de painéis mostra que continua confiante. Nos últimos dez anos, com investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões, houve um aumento da capacidade instalada de 3,4 milhões de metros cúbicos para 10 milhões de metros cúbicos. O investimento atual, de US$ 1,2 bilhão, está direcionado à instalação de novas unidades. “Estamos preocupados em atender à demanda doméstica, que cresce a cada dia. O

(AB)

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MADEIRA E MÓVEIS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS DE MADEIRA 1 Duratex - SP 2.633.085 99,7 413.245 466.895 5.456.925 3.451.866 696.259 721.226 113,0 15,7 48,3 158,1 13,5 2 Arauco do Brasil - PR 765.865 118,5 72.700 68.989 1.264.433 648.569 128.251 162.801 94,9 9,5 60,6 195,0 10,6 569.808 18,4 18.473 119.997 1.577.529 936.873 84.395 69.964 649,6 3,2 36,1 168,4 12,8 3 Eucatex - SP 4 Berneck - PR 525.677 147.684,8 78.468 126.290 1.544.606 980.867 148.135 109.071 160,9 14,9 34,0 157,5 12,9 268.401 -16,1 13.273 5.696 808.366 224.353 39.179 77.624 42,9 5,0 33,2 360,3 2,5 5 Fibraplac - RS ( * ) 6 Bettanin - RS ( * ) 195.839 21,2 -5.788 22.299 410.191 204.058 30.445 57.260 ND -3,0 47,7 201,0 10,9 7 Pincéis Atlas - RS ( * ) 130.697 11,2 11.025 11.832 157.177 131.661 21.092 70.487 107,3 8,4 83,2 119,4 9,0 8 Pincéis Tigre - PR 103.348 151,1 13.562 8.672 120.569 78.996 13.562 – 63,9 13,1 85,7 152,6 11,0 84.362 34,2 4.158 2.734 139.194 130.384 10.003 18.468 65,8 4,9 60,6 106,8 2,1 9 L.P Brasil OSB - PR 10 Madem - RS ( * ) 82.247 -23,9 3.449 -2.981 152.142 82.128 405 21.272 ND 4,2 54,1 185,3 -3,6 76.459 41,6 -2.316 -1.468 28.913 1.351 -1.027 3.928 ND -3,0 264,5 2.140,1 -108,7 11 Syncreon - SP 12 Lavrasul - PR 73.822 51,5 6.979 5.504 44.714 7.261 16.734 18.967 78,9 9,5 165,1 615,8 75,8 31.726 6,9 904 668 12.937 6.896 1.699 5.325 73,9 2,9 245,2 187,6 9,7 13 Theoto - SP ( * ) 14 Brascomp - PA 31.127 -20,7 -5.537 -5.294 28.856 20.451 -3.714 9.426 ND -17,8 107,9 141,1 -25,9 15 Lavrama - PR 28.173 61,3 -197 -558 31.650 22.726 2.365 7.772 ND -0,7 89,0 139,3 -2,5 21.367 -31,4 -3.919 -2.197 76.150 60.721 -4.574 31.677 ND -18,3 28,1 125,4 -3,6 16 Selectas - PR 17 Vimasa - SC 19.437 6,0 -1.790 -1.484 23.257 13.955 -497 3.619 ND -9,2 83,6 166,7 -10,6 18 LAMAPA - PA ( * ) 16.812 -0,2 34 8 25.277 1.979 1.870 11.153 22,7 0,2 66,5 1.277,3 0,4 19 Procopiak - SC ( * ) 15.384 -5,3 -14.952 -14.950 59.696 13.923 1.575 9.030 ND -97,2 25,8 428,8 -107,4 20 Laminort - PR ( * ) 15.254 -28,6 301 392 32.622 16.876 2.754 23.870 130,2 2,0 46,8 193,3 2,3 12.062 12,1 -1.367 -1.497 23.289 6.288 585 2.954 ND -11,3 51,8 370,4 -23,8 21 EAC Florestal - PR 22 Forjasul Madeiras - RS 12.043 20,0 -2.971 -2.971 18.367 7.670 -2.162 2.562 ND -24,7 65,6 239,5 -38,7 23 Thomasi - PR ( * ) 6.088 -62,8 -2.489 -2.122 20.526 9.612 -1.302 1.564 ND -40,9 29,7 213,6 -22,1 24 Escovas Suissa - RJ 4.939 0,4 6 -182 5.193 1.342 6 – ND 0,1 95,1 387,1 -13,6 25 Camifra - PR ( * ) 4.100 -64,7 174 201 26.965 22.363 82 -1.053 115,2 4,3 15,2 120,6 0,9 3.407 – -1.253 -204 8.027 150 -1.062 3.434 ND -36,8 42,5 5.364,7 -136,3 26 CIM/Madeiras - AM 27 Agostinho Zarpellon - PR 3.036 -14,2 -741 -311 9.578 6.588 -603 2.553 ND -24,4 31,7 145,4 -4,7 28 Centenor - PA 2.045 53,0 -723 -723 25.776 238 -668 -2.412 ND -35,4 7,9 10.821,2 -303,6 29 Germer - SC 259 -66,7 -164 -164 1.166 -5.598 61 -38 ND -63,3 22,2 ND ND 30 Cigla Galletti - MA ( * ) – – – – 13.486 -16 – -93 ND ND ND ND ND – – – – 10.541 -16 – -1.356 ND ND ND ND ND 31 Gramacosa - MA ( * ) 32 Alamo Prensados - SC – – -93 -93 1.980 622 -93 – ND ND ND 318,3 -14,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (32) 5.736.870 9,1 592.453 802.978 12.160.099 7.085.138 1.183.755 1.441.056 94,9 0,1 51,8 193,3 -2,5 DIVERSOS 1 Vale do Araguaia - RJ 30.237 5.597,7 26.103 16.410 275.127 210.230 26.461 1.625 62,9 86,3 11,0 130,9 7,8 2 Dissenha - PR 16.567 35,1 1.293 564 148.859 95.082 4.549 8.967 43,6 7,8 11,1 156,6 0,6 3 Santa Maria - SP ( * ) 3.264 29,0 -332 -428 12.717 2.025 -73 397 ND -10,2 25,7 627,9 -21,1 4 Taquara Florestal - PR ( * ) 1.729 -65,8 286 238 38.622 38.487 808 -135 83,2 16,5 4,5 100,4 0,6 5 Uniteca - MT ( * ) 201 – 150 124 86.749 32.459 150 -29 82,7 74,6 0,2 267,3 0,4 6 Oscar Kunz - RS – – -72 4.195 31.177 31.177 -13 – ND ND ND 100,0 13,5 7 Itereré Parts - SC – – – – 956 912 – -5 ND ND ND 104,9 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 51.998 32,1 27.429 21.103 594.207 410.372 31.882 10.819 72,8 16,5 11,0 130,9 0,6 MADEIRA PARA CONSTRUÇÃO 1 Sincol - SC 81.004 17,2 158 1.729 95.610 46.882 5.655 26.347 1.091,3 0,2 84,7 203,9 3,7 2 Fuck - SC ( * ) 77.029 1,2 -5.666 -396 65.323 27.409 322 14.614 ND -7,4 117,9 238,3 -1,4 3 Ipumirim - SC ( * ) 16.936 14,7 174 343 16.633 12.537 1.317 5.097 197,7 1,0 101,8 132,7 2,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 174.969 14,7 -5.334 1.676 177.567 86.829 7.294 46.058 644,5 0,2 101,8 203,9 2,7 MATERIAL PARA ESCRITÓRIO 1 A W Faber Castell - SP ( ** ) 348.855 12,8 16.950 28.729 435.623 205.360 31.272 81.446 169,5 4,9 80,1 212,1 14,0 2 Bic Brasil - SP 172.177 13,0 42.289 123.405 466.856 361.767 41.840 77.901 291,8 24,6 36,9 129,1 34,1 3 Pilot Pen - SP 68.042 17,6 21.660 14.522 111.880 101.281 15.571 47.438 67,1 31,8 60,8 110,5 14,3 4 Compactor - RJ 62.625 16,7 6.783 6.783 99.201 52.639 8.384 29.427 100,0 10,8 63,1 188,5 12,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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MADEIRA E MÓVEIS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MATERIAL PARA ESCRITÓRIO (CONTINUAÇÃO) 5 A W Faber Castell AM - AM ( ** ) 52.574 -3,1 24.342 19.897 38.089 31.406 27.205 1.264 81,7 46,3 138,0 121,3 6 WHB do Brasil - AM 50.509 11,3 82 -449 77.031 63.514 -115 11.517 ND 0,2 65,6 121,3 12,9 112.106 192.887 1.228.680 815.967 124.157 248.992 100,0 17,7 64,4 125,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 754.782

63,4 -0,7 14,2

MÓVEIS 1 Itatiaia Móveis - MG ( * ) 323.550 23,7 37.346 51.947 311.395 215.802 27.185 98.493 139,1 11,5 103,9 144,3 24,1 2 Unicasa - RS 288.345 31,6 75.585 53.086 209.824 159.602 72.919 77.616 70,2 26,2 137,4 131,5 33,3 3 Todeschini - RS 266.052 12,8 68.770 116.497 582.263 492.928 62.105 17.225 169,4 25,9 45,7 118,1 23,6 221.240 19,0 16.618 14.746 206.662 102.345 29.993 100.598 88,7 7,5 107,1 201,9 14,4 4 Bertolini - RS 5 Aurus - SP ( * ) 154.890 -11,4 -6.061 -3.386 124.847 37.196 3.499 20.367 ND -3,9 124,1 335,7 -9,1 109.151 20,5 2.294 2.489 67.193 35.957 461 39.480 108,5 2,1 162,4 186,9 6,9 6 Telasul - RS 7 DB S.A - SC ( * ) 91.997 602,7 16.291 10.776 90.826 14.109 4.783 12.506 66,2 17,7 101,3 643,8 76,4 86.895 25,3 -4.298 -4.243 153.822 95.276 1.537 21.711 ND -5,0 56,5 161,5 -4,5 8 Móveis Rudnick - SC 9 Móveis Lopas - MG ( * ) 79.352 8,6 9.959 6.494 41.237 17.549 9.959 – 65,2 12,6 192,4 235,0 37,0 10 Marel - PR 68.044 38,1 9.395 6.978 43.213 11.038 11.242 4.357 74,3 13,8 157,5 391,5 63,2 66.972 – 24.298 21.808 55.956 45.706 25.928 17.344 89,8 36,3 119,7 122,4 47,7 11 Cavaletti - RS 12 Artefama Inds - SC 52.441 -13,5 -8.963 -6.271 91.139 35.783 -6.743 12.449 ND -17,1 57,5 254,7 -17,5 13 Tramontina Belém - PA 39.800 41,2 17 29 57.047 15.680 3.907 30.820 171,9 0,0 69,8 363,8 0,2 14 Isma - SP ( * ) 25.264 -29,3 453 301 12.999 5.334 453 3.199 66,5 1,8 194,4 243,7 5,6 15 3 Irmãos - SC 24.346 48,3 -770 -784 16.305 7.101 -163 3.100 ND -3,2 149,3 229,6 -11,0 17.788 -9,2 302 157 15.269 12.766 841 5.542 51,9 1,7 116,5 119,6 1,2 16 Weihermann - SC 17 Cicopal - SP 15.848 44,9 -178 -150 19.273 3.027 -178 4.054 ND -1,1 82,2 636,6 -5,0 18 Global Mobilinea - SP 11.561 -12,5 130 122 8.501 1.198 314 5.271 93,9 1,1 136,0 709,6 10,2 19 Bravo Móveis - MG ( * ) 9.573 32,3 -6.817 -6.817 35.978 10.734 -2.816 2.181 ND -71,2 26,6 335,2 -63,5 20 Lacca - RJ ( * ) 4.629 72,0 558 417 4.012 1.299 612 1.400 74,8 12,1 115,4 308,8 32,1 4.611 36,6 -583 -583 1.340 -726 -583 -254 ND -12,7 344,0 ND ND 21 Wil Fama - SC 22 Móveis Três S - RS 4.556 75,5 -51 -71 3.918 1.904 243 1.030 ND -1,1 116,3 205,8 -3,7 24 Esplendor - PE ( * ) 408 – 295 263 3.385 3.307 295 -11 88,9 72,4 12,1 102,4 7,9 25 Rimo - ES – -100,0 – – 34.864 – – 18.510 ND ND ND ND ND 26 Zipperer - SC – – – – 16.074 11.390 – – ND ND ND 141,1 ND 23,7 234.576 263.789 2.207.556 1.336.331 245.778 496.910 88,7 1,7 116,4 232,3 6,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (26) 1.967.758 SERRARIAS 1 Araupel - RS 96.141 59,7 24.809 17.694 528.057 358.901 46.907 10.047 71,3 25,8 18,2 147,1 4,9 2 Ipiranga - MG 44.588 139,7 25.933 25.067 78.881 73.885 28.173 28.065 96,7 58,2 56,5 106,8 33,9 3 Caxuana - MG 44.473 51,8 12.926 8.949 71.862 63.286 16.822 5.727 69,2 29,1 61,9 113,6 14,1 4 Orsa Florestal - PA 41.069 35,8 -14.189 -14.422 48.838 24.278 -13.174 – ND -34,6 84,1 201,2 -59,4 5 Palmasola - SC 37.982 26,4 -2.200 -2.200 34.007 5.056 429 9.206 ND -5,8 111,7 672,6 -43,5 6 Imaribo - PR 31.293 6,2 2.986 21.368 670.929 371.347 10.943 9.043 715,6 9,5 4,7 180,7 5,8 7 Aracruz Madeira - BA ( * ) 25.410 -5,5 -3.401 -3.401 53.909 45.747 -1.484 11.089 ND -13,4 47,1 117,8 -7,4 8 F Slaviero - PR 15.339 39,6 14.963 14.000 25.517 19.916 14.531 608 93,6 97,6 60,1 128,1 70,3 9 F V Araújo - PR 15.207 57,9 -7.492 571 41.802 22.364 -3.165 8.581 ND -49,3 36,4 186,9 2,6 10 Madeiras Tozzo - SC ( * ) 10.173 – -1.852 -1.852 25.232 17.696 -165 14.781 ND -18,2 40,3 142,6 -10,5 11 J Bettega - PR 7.947 9,7 -1.649 -1.649 21.808 14.048 -892 -40 ND -20,8 36,4 155,2 -11,7 12 Giacomet - RS 3.079 85,5 -102 11.809 321.459 307.317 1.711 690 ND -3,3 1,0 104,6 3,8 13 Wilfrid - RS 2.849 -2,7 -1.107 2.948 9.285 7.107 -626 1.061 ND -38,9 30,7 130,7 41,5 14 Dall’Igna - SC ( * ) 1.097 – 107 2 13.279 11.521 159 117 2,2 9,8 8,3 115,3 0,0 15 Emilio B Gomes - PR 835 -3,7 -1.333 -646 10.162 9.783 -1.245 1.331 ND -159,8 8,2 103,9 -6,6 16 Vale Verde Emprs - RS ( * ) 619 22,2 161 144 3.403 3.245 -59 307 89,0 26,1 18,2 104,9 4,4 17 Knorr - RS 548 -4,1 208 175 849 795 222 141 84,3 37,9 64,5 106,9 22,0 18 Tumenorte - RO ( * ) 286 -5,7 -225 -225 1.335 666 -193 744 ND -78,6 21,4 200,3 -33,7 19 Augusto Thomaz - PR 223 -9,9 -305 -254 800 402 -256 -53 ND -137,1 27,8 199,1 -63,1 20 Faviaraujo - PR ( * ) 65 -74,5 -139 -139 2.264 1.620 -139 14 ND -213,4 2,9 139,8 -8,6 21 Elias J Curi - PR ( * ) – – 0 0 162 -61 – -213 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 379.221 15,9 48.097 77.940 1.963.841 1.358.920 98.499 101.245 86,6 -9,6 33,5 135,2 1,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 193


Máquinas não freiam movimento

MECÂNICA

O bom desempenho do ano passado é mantido em 2011; exportações são retomadas e o investimento é firme Engana-se quem pensa que a combinação entre dólar desvalorizado em relação ao real – que estimula as importações – e o agravamento da crise internacional estaria afetando negativamente o setor mecânico no Brasil. Apesar dos obstáculos cambiais e do acirramento da concorrência com empresas estrangeiras, os fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos industriais vivem um momento de bonança. Existem várias razões para essa boa situação. Uma delas é o próprio ritmo de crescimento da indústria. A produção industrial no País fechou 2010 com crescimento de 10,5%, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fechado do ano reverteu a queda de 7,4% verificada em 2009 – como resultado da crise financeira global que eclodira no ano anterior, fazendo a economia brasileira ficar estagnada – e foi o melhor desempenho desde 1986. Os dados recentes do setor mecânico mostram que esse avanço não é uma imagem do passado. A indústria brasileira de máquinas e equipamentos faturou R$ 7,06 bilhões em agosto, marcando crescimento de 9,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com julho, a alta foi de 3,8%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). De janeiro a agosto, os fabricantes de bens de capital mecânicos tiveram vendas de R$ 52,84 bilhões, o que corresponde a incremento de

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9,7% na comparação anual. O balanço mostrou ainda que o setor exportou US$ 1,23 bilhão no mês, com alta de 48,8% sobre o mesmo período de 2010. Na mesma base de comparação, as importações de máquinas no Brasil cresceram 17,3%, chegando a US$ 3,09 bilhões em agosto. Indiscutivelmente, os números falam por si. No entanto, ao se analisar o ano de 2010, alguns segmentos econômicos foram especialmente responsáveis por essa pujança. Um deles foi o agronegócio. O setor de máquinas e implementos no campo faturou nada menos que R$ 7,5 bilhões, expansão próxima a 20%. “Estamos muito otimistas. A perspectiva de aumento das commodities garante a expansão das nossas vendas”, diz Reginaldo Fonseca, diretor da consultoria InterConsulting, especializada em estatísticas industriais. Não por acaso, neste ano o setor está faturando mais, a um ritmo próximo a 10% sobre 2010, segundo a Abimaq. A utilização da capacidade instalada das fábricas está em 83,9%, pouco acima dos 83,7% médios contabilizados no ano passado, segundo Lourival Júnior Franklin, diretor da Abimaq. “Com o câmbio a R$ 1,70, as máquinas importadas estavam de graça. A R$ 1,85, continuam baratas, mas a indústria começa a retomar a competitividade”, afirma Franklin. “Para o setor, o câmbio ideal deveria estar em R$ 2,10.” Apesar da alta do dólar ocorrida no terceiro trimes-


tre, o setor de máquinas e equipamentos brasileiro segue acompanhando com olhos atentos os efeitos das importações sobre as empresas nacionais. A previsão da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos é fechar o ano com um déficit de US$ 19 bilhões, acima dos R$ 15,7 bilhões verificados no ano passado. A associação afirma que, em 2011, a vantagem das importações sobre as exportações no setor, entre janeiro e agosto, alcançou US$ 12,1 bilhões. Neste ano, 44% das máquinas compradas por brasileiros vieram do exterior. Em 2008, esse percentual era de 39%. “Esses números mostram que importados ganharam espaço no País, mas não significa que os fabricantes nacionais estejam mal das pernas. Pelo contrário. A indústria brasileira está se modernizando, garantindo boas vendas para o setor mecânico made in Brazil e para os estrangeiros”, destaca Fonseca, da InterConsulting. Os números, de novo, comprovam essa boa fase. O setor de máquinas e equipamentos, no acumulado de janeiro a julho de 2011, faturou R$ 45,8 bilhões, 10,3% a mais que o registrado no mesmo período de 2010. O resultado, no entanto, ainda é 2,6% menor que o desempenho alcançado nos sete primeiros meses de 2008, antes da crise financeira internacional – sinal de que há espaço para mais crescimento nos próximos meses. Os setores que têm apresentado melhores resultados são os de máquinas agrícolas, com aumento de 24,5% no faturamento, hidráulica e pneumática (15,1%) e bombas e motobombas (11,7%). Na outra ponta, foram verificados em máquinas têxteis (-38,9%), válvulas (-20,8%) e máquinas para plástico (-1,7%). Se as vendas estão caminhando bem no mercado interno, as exportações também não deixam a desejar. Nos primeiros sete meses deste ano, as exportações somaram US$ 6,3 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 16,5 bilhões, crescimento de 29,5% e 28,1%, respectivamente, na comparação com 2010. Entre os

principais destinos das exportações brasileiras destacaram-se, em valor, os países da América Latina (47%), seguidos por Estados Unidos (18%) e Europa (18%). Com relação aos desembarques, os destaques foram, em valor, Estados Unidos (25,5%), Alemanha (14%) e China (13,1%). Segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o setor também vai muito bem, obrigado. No primeiro semestre, as exportações em sua área de atuação atingiram US$ 4,2 bilhões, um pouco menos que o total importado. Apesar da negatividade, a balança empatou na comparação com o ano anterior. Em 2009, as importações superaram as exportações em US$ 1,51 bilhão. Foi em 2007 que a tendência de deterioração começou. Após os primeiros sintomas vividos pela crise, o saldo da balança no setor despencou. Em 2008, fechou negativo pela primeira vez, em US$ 11 milhões, o que não ocorria desde 2004. Nos anos de 2009 e 2010, o ritmo se manteve. De acordo com o IBGE, há outros setores que turbinam a performance do setor mecânico brasileiro. Uma pesquisa com 27 setores industriais no País destaca, com os melhores desempenhos, máquinas e equipamentos (24,3%) e veículos automotores (24,2%). Em seguida, estão metalurgia básica (17,4%), indústrias extrativas (13,4%), outros produtos químicos (10,2%), produtos de metal (23,4%), alimentos (4,4%), borracha e plástico (12,5%) e bebidas (11,2%) – setores que são grandes consumidores de equipamentos de mecanização. A julgar pelos planos de investimento do setor mecânico brasileiro, não há sinais de esfriamento desse ritmo. Pelos cálculos da Abimaq, o setor investiu, em 2010, R$ 4 bilhões. Para 2011, a previsão é de que esse volume cresça 18,6%. “Teremos expansão dos investimentos em todos os tipos de indústria, vitais para garantir a produtividade e a qualidade dos produtos fabricados no Brasil”, garante Fonseca.

O faturamento nos sete primeiros meses deste ano foi inferior ao do mesmo período de 2008, antes da crise internacional – sinal de que há espaço para crescimento

(HC)

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MECÂNICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % BOMBAS E COMPRESSORES 1 Sulzer Brasil - SP 409.936 1,8 93.717 64.411 474.715 181.468 81.812 59.245 68,7 22,9 86,4 261,6 35,5 2 KSB - SP 328.748 7,7 46.836 35.659 293.877 146.006 47.547 81.616 76,1 14,3 111,9 201,3 24,4 100.033 27,7 17.814 12.969 114.510 78.352 15.651 18.345 72,8 17,8 87,4 146,2 16,6 3 Franklin Electric - SC 4 Bombas Dancor - RJ ( * ) 49.835 10,4 2.317 3.478 34.031 19.998 3.815 5.947 150,1 4,7 146,4 170,2 17,4 32.356 22,8 1.348 2.127 28.422 15.514 981 10.885 157,8 4,2 113,8 183,2 13,7 5 Bombas Leão - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 920.908 10,4 162.032 118.644 945.555 441.338 149.806 176.038 76,1 14,3 111,9 183,2 17,4 DIVERSOS 1 Ycatu Engenharia - SC 3.395.206 186,7 315.513 231.100 4.821.122 2.493.295 334.466 -773.158 73,3 9,3 70,4 193,4 9,3 2 Atlas Schindler - SP 1.226.569 21,2 291.236 198.255 990.679 248.674 277.110 -362.218 68,1 23,7 123,8 398,4 79,7 572.803 – 27.355 31.483 277.717 90.638 27.712 74.827 115,1 4,8 206,3 306,4 34,7 3 Comau - MG 4 CBC Cartuchos - SP 445.440 21,1 16.571 45.891 518.968 145.665 57.910 89.234 276,9 3,7 85,8 356,3 31,5 434.882 4,7 48.454 70.276 766.655 460.526 66.507 135.047 145,0 11,1 56,7 166,5 15,3 5 Forjas Taurus - RS 6 Intecnial - RS 299.625 -1,6 11.076 7.739 220.968 69.680 15.447 92.554 69,9 3,7 135,6 317,1 11,1 7 Centroprojekt - SP 180.643 45,5 2.226 1.669 96.718 5.341 7.303 12.407 75,0 1,2 186,8 1.810,8 31,3 109.635 -41,2 2.585 4.635 233.183 95.445 5.345 -4.359 179,3 2,4 47,0 244,3 4,9 8 WHB Usinagem - PR 9 BCM - ES ( * ) 103.178 – 5.002 3.127 63.822 13.728 3.630 10.574 62,5 4,9 161,7 464,9 22,8 10 Cestari - SP 96.109 13,8 2.519 2.218 80.126 60.075 7.199 24.304 88,1 2,6 120,0 133,4 3,7 11 Máquinas Piratininga - SP 92.476 54,1 12.162 7.786 39.820 15.331 13.596 5.450 64,0 13,2 232,2 259,7 50,8 12 Hidráulica - SC 76.829 4,2 19.443 12.264 134.578 47.913 23.263 34.018 63,1 25,3 57,1 280,9 25,6 73.264 21,7 2.638 3.868 52.124 7.580 8.159 23.567 146,6 3,6 140,6 687,7 51,0 13 Polimold - SP 14 Cemec - CE 70.333 -1,5 -10.026 -10.026 73.916 11.410 -3.122 25.467 ND -14,3 95,2 647,8 -87,9 15 Sulmaq - RS ( * ) 68.263 -8,1 3.648 2.653 61.170 26.011 6.993 30.387 72,7 5,3 111,6 235,2 10,2 16 Masipack - SP ( * ) 67.553 -5,3 9.263 6.681 131.279 45.424 10.585 29.891 72,1 13,7 51,5 289,0 14,7 17 Siti - SP 67.346 78,2 10.450 6.875 69.302 31.767 12.515 47.985 65,8 15,5 97,2 218,2 21,6 52.931 -24,3 2.246 2.792 117.367 37.532 755 -5.238 124,3 4,2 45,1 312,7 7,4 18 Falk do Brasil - SP ( * ) 19 Usimeca - RJ ( * ) 52.918 48,2 5.365 3.432 25.413 7.688 6.637 10.596 64,0 10,1 208,2 330,6 44,6 20 Schiffer - PR 48.548 92,2 969 664 34.527 10.347 4.092 13.753 68,5 2,0 140,6 333,7 6,4 21 Argos’ - RS ( * ) 46.822 – 1.857 1.260 49.146 21.465 6.121 13.283 67,9 4,0 95,3 229,0 5,9 22 Bonfanti - SP 40.736 8,9 4.267 7.521 52.720 29.350 4.178 12.830 176,3 10,5 77,3 179,6 25,6 38.670 23,9 4.777 3.541 56.123 15.425 4.267 246 74,1 12,4 68,9 363,9 23,0 23 Sangati Berga - CE 24 Bauko Rental - SP 38.220 16,7 2.659 2.503 34.301 15.983 5.026 3.595 94,2 7,0 111,4 214,6 15,7 25 Verdes - SP 35.859 0,2 5.961 4.210 43.220 24.672 5.733 6.294 70,6 16,6 83,0 175,2 17,1 26 Prática Produtos - MG ( * ) 34.661 2,3 3.847 2.463 21.075 7.834 5.137 6.830 64,0 11,1 164,5 269,0 31,4 27 Icon - SC 33.356 19,8 4.450 2.956 23.492 13.821 6.113 9.103 66,4 13,3 142,0 170,0 21,4 28 Masal - RS ( * ) 32.377 -60,4 5.039 3.200 39.551 18.382 6.214 19.137 63,5 15,6 81,9 215,2 17,4 29 Schnell - SC 26.266 – 2.665 1.777 24.200 8.528 2.821 11.070 66,7 10,2 108,5 283,8 20,8 30 Cisper AM - AM 25.684 10,5 1.556 458 69.585 65.971 2.524 7.808 29,4 6,1 36,9 105,5 0,7 31 Sanmak - SC 22.643 6,6 4.701 3.598 26.374 20.098 4.517 5.897 76,5 20,8 85,9 131,2 17,9 32 Balanças - RS 22.477 11,7 1.071 675 23.915 6.368 1.786 2.958 63,0 4,8 94,0 375,6 10,6 34 ICON - SC 17.792 93,8 1.414 1.073 22.111 5.771 2.607 4.004 75,9 7,9 80,5 383,2 18,6 35 Fezer - SC 17.542 21,7 800 449 53.116 36.900 1.492 12.012 56,1 4,6 33,0 144,0 1,2 36 Aeroglass - SP 16.190 8,1 2.100 1.440 9.488 5.260 2.238 1.751 68,5 13,0 170,6 180,4 27,4 37 PWR - RJ 13.985 -26,5 -2.205 413 21.882 8.085 -1.942 12.582 ND -15,8 63,9 270,7 5,1 38 Falmec do Brasil - RJ ( * ) 13.737 -1,6 874 571 15.394 3.738 1.952 7.363 65,3 6,4 89,2 411,8 15,3 39 Ebesa - CE 10.545 61,3 156 99 20.085 9.178 1.559 4.897 63,4 1,5 52,5 218,8 1,1 40 Motormac Rental - RS 9.995 80,7 6.176 4.951 16.981 9.271 6.618 -886 80,2 61,8 58,9 183,2 53,4 41 RR Indústria - AM 9.014 19,7 3.021 2.022 3.017 -836 3.376 2.217 66,9 33,5 298,8 ND ND 42 CNH Latin America - SP 4.559 – 462 364 3.547 1.203 642 757 78,8 10,1 128,5 295,0 30,3 43 Rextel - PR 4.154 309,2 355 232 4.194 2.046 465 1.810 65,4 8,5 99,1 205,0 11,3 44 Glock do Brasil - SP ( * ) 3.844 19,8 1.040 797 3.529 1.293 726 1.173 76,6 27,1 108,9 272,9 61,6 45 Pesa Industrial - PR ( * ) 3.366 – 1.917 1.825 3.278 185 1.917 230 95,2 57,0 102,7 1.771,9 986,5 46 Faulhaber - RS 3.156 -3,0 -251 -251 3.910 2.025 265 1.543 ND -8,0 80,7 193,1 -12,4 48 RBF S/A - PR ( * ) 1.687 – -56 -56 2.577 1.088 27 1.594 ND -3,3 65,5 236,9 -5,2 49 Imaco - PR 1.137 32,2 -354 -122 1.118 164 -183 387 ND -31,1 101,7 679,7 -74,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

196 | MELHORES DOS MAIORES 2011


MECÂNICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 780 – -1.685 -1.306 5.415 4.199 -1.677 2.255 ND -216,0 14,4 129,0 -31,1 50 Soilmec - SP 51 SMP - MG 128 – -117 29.989 107.977 107.777 -99 848 ND -91,4 0,1 100,2 27,8 63 – -479 -281 1.919 568 -454 558 ND -760,3 3,3 337,9 -49,5 52 Biolatina Energias - SP ( * ) 53 SuapE Granéis do Nordeste - PE ( * ) – – – – 6.002 5.926 – – ND ND ND 101,3 ND – – -153 33 4.555 3.628 -150 364 ND ND ND 125,5 0,9 54 Usimeca - RJ ACUMULADO DO SUBSETOR (54) 8.088.044 14,4 837.154 711.608 9.603.762 4.394.990 962.474 -319.948 70,2 7,5 94,6 244,3 16,1 EQUIPAMENTOS MÉDICO-DENTÁRIOS 1 JJGC - PR 136.634 19,7 54.819 46.410 173.352 99.366 62.127 54.986 84,7 40,1 78,8 174,5 46,7 2 Baumer - SP 84.150 14,3 5.910 4.241 79.601 41.737 7.786 44.664 71,8 7,0 105,7 190,7 10,2 34.706 -4,0 -10.385 -10.385 48.121 38.747 -8.787 31.442 ND -29,9 72,1 124,2 -26,8 3 Braile Biomédica - SP ( * ) 4 P Simon - SP 22.321 11,6 4.374 3.658 10.493 7.433 4.576 5.905 83,6 19,6 212,7 141,2 49,2 22.051 20,0 3.402 3.227 49.839 42.070 3.922 6.226 94,9 15,4 44,3 118,5 7,7 5 Dialab Diagnóstico - MG 6 Vigodent - RJ 19.485 -2,9 -10.034 -6.884 21.394 6.220 -7.340 1.807 ND -51,5 91,1 344,0 -110,7 7 Olsen S.A - SC 16.821 5,4 -1.773 -1.819 10.935 2.988 -1.375 4.048 ND -10,5 153,8 366,0 -60,9 336.167 11,6 46.312 38.448 393.735 238.562 60.908 149.079 84,1 7,0 91,1 174,5 7,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E PRECISÃO 1 Elster - MG 45.912 9,2 -5.366 -4.461 34.666 10.836 -5.295 6.930 ND -11,7 132,4 319,9 -41,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 45.912 9,2 -5.366 -4.461 34.666 10.836 -5.295 6.930 0.0 -11,7 132,4 319,9 -41,2 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PESADOS 1 UMSA - MG 1.447.313 56,1 113.921 72.915 1.216.644 665.824 109.320 347.198 64,0 7,9 119,0 182,7 11,0 2 Bardella - SP 582.260 – -35.303 10.192 835.736 455.686 -13.923 202.235 ND -6,1 69,7 183,4 2,2 3 Enfil - SP 285.932 23,1 29.015 17.742 342.758 49.656 25.716 18.165 61,2 10,2 83,4 690,3 35,7 155.473 -49,6 -23.218 -23.432 192.916 88.838 -30.292 46.320 ND -14,9 80,6 217,2 -26,4 4 Sandvik MGS - SP ( * ) 5 Madal Palfinger - RS 116.400 44,7 2.083 181 91.838 44.006 5.013 50.954 8,7 1,8 126,7 208,7 0,4 6 Isomonte - MG 73.468 66,4 8.121 5.482 94.584 69.438 8.723 12.044 67,5 11,1 77,7 136,2 7,9 7 Tenaris Confab - SP 61.175 6,4 16.298 7.688 56.554 26.007 19.261 20.231 47,2 26,6 108,2 217,5 29,6 8 Mausa - SP 46.782 60,5 -2.320 -1.151 212.441 121.273 -1.463 21.303 ND -5,0 22,0 175,2 -1,0 46.483 -32,2 -2.263 -2.178 109.690 71.545 -169 6.356 ND -4,9 42,4 153,3 -3,0 9 Metalúrgica Atlas - SP 10 Máqs Condor - RS ( * ) 31.924 165,9 34 -921 48.993 31.836 -653 9.113 ND 0,1 65,2 153,9 -2,9 11 Cibi - SP 21.840 – 246 246 22.429 9.439 3.062 3.424 100,0 1,1 97,4 237,6 2,6 12 Imap - RS ( * ) 20.891 -18,1 163 95 67.636 30.519 1.355 5.974 58,2 0,8 30,9 221,6 0,3 13 Irmãos Ayres - MG 7.515 -38,0 -553 -553 28.614 12.036 341 6.660 ND -7,4 26,3 237,7 -4,6 14 Petrol - BA 5.710 -30,8 -144 -144 9.113 6.482 111 4.113 ND -2,5 62,7 140,6 -2,2 15 Gans Usinagem - SC ( * ) 1.173 193,2 -783 -783 5.070 1.494 -785 173 ND -66,8 23,1 339,3 -52,4 16 Inepar Equips - SP 574 -87,7 33.787 41.982 665.801 296.264 -633 -273 124,3 5.886,2 0,1 224,7 14,2 17 Mecânica Continental - AL ( * ) 3 -95,1 -238 -238 16.048 168 -238 -7.118 ND -7.202,1 0,0 9.558,7 -141,6 18 Marlloy - MA – – – – 32.488 6.820 – -5.114 ND ND ND 476,4 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 2.904.917 6,4 138.847 127.123 4.049.353 1.987.330 124.746 741.758 62,6 0,1 65,2 217,3 0,3 MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS 1 Jacto - SP 791.974 37,1 107.973 70.356 1.128.149 713.799 125.509 195.099 65,2 13,6 70,2 158,1 9,9 2 Kepler Weber Industrial - RS 366.081 88,3 40.572 37.691 472.450 326.731 51.212 71.916 92,9 11,1 77,5 144,6 11,5 3 Stara - RS 315.635 44,3 39.475 26.135 206.819 118.112 48.131 94.195 66,2 12,5 152,6 175,1 22,1 4 Agritech Lavrale - RS 230.363 11,3 10.662 7.171 202.908 137.622 17.219 67.701 67,3 4,6 113,5 147,4 5,2 5 Metisa - SC 198.594 8,7 24.507 19.852 258.498 156.662 35.375 61.883 81,0 12,3 76,8 165,0 12,7 6 Tatu - SP ( * ) 163.414 – -67.897 -63.623 256.102 -330.492 -4.001 – ND -41,6 63,8 ND ND 7 Casp - SP 138.585 25,6 2.333 2.240 94.297 20.568 9.463 41.214 96,0 1,7 147,0 458,5 10,9 8 Jumil - SP ( * ) 105.440 -19,5 1.438 1.774 103.768 43.334 9.783 62.303 123,4 1,4 101,6 239,5 4,1 9 Santal - SP 102.466 52,0 3.325 2.152 83.049 45.214 6.233 26.578 64,7 3,2 123,4 183,7 4,8 10 Nogueira - SP 72.509 3,7 -2.752 -2.940 41.864 10.860 9.403 17.785 ND -3,8 173,2 385,5 -27,1 11 Pinhalense - SP 67.086 69,9 4.917 5.831 76.600 37.956 4.917 28.050 118,6 7,3 87,6 201,8 15,4 12 Kuhn do Brasil - RS 62.997 -0,3 2.154 2.540 83.013 39.967 3.542 28.768 117,9 3,4 75,9 207,7 6,4 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 197


MECÂNICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS (CONTINUAÇÃO) 13 Meta Agrícola - RS 47.672 27,7 1.033 706 22.554 12.923 1.593 7.345 68,3 2,2 211,4 174,5 5,5 14 Machina Zaccaria - SP 46.492 19,1 2.956 2.292 40.310 16.354 5.733 12.496 77,5 6,4 115,3 246,5 14,0 15 Olsen - SC 20.325 48,2 920 656 29.284 4.924 2.333 6.165 71,3 4,5 69,4 594,7 13,3 16 Imasa IJUI - RS 19.049 33,4 -807 -807 14.675 -47.649 1.267 -5.974 ND -4,2 129,8 ND ND 17 Rugeri Mec Rul - RS 18.355 30,2 2.291 1.383 15.818 7.867 3.069 2.715 60,4 12,5 116,0 201,1 17,6 19 Marcher Brasil - RS 7.465 34,3 1.547 1.217 5.477 5.203 1.505 1.666 78,7 20,7 136,3 105,3 23,4 20 Inapi - CE ( * ) 5.555 -19,6 -5.944 -5.944 72.454 22.053 -2.284 -2.364 ND -107,0 7,7 328,5 -27,0 21 Nogueira Máquinas - SP 1.995 10,7 -820 -842 8.830 1.640 -476 1.018 ND -41,1 22,6 538,5 -51,3 22 JacuÍ - RS 1.903 12,0 80 63 2.268 -3.637 71 1.543 78,8 4,2 83,9 ND ND 23 Imensa - PB ( * ) 191 – -630 -630 314 -924 -589 -253 ND -329,0 61,0 ND ND 24 BIA - SP ( * ) – – -9.086 -9.053 124.084 -62.008 -9.086 -284 ND ND ND ND ND 25,6 158.589 98.499 3.352.799 1.278.767 321.328 721.891 78,7 3,4 101,6 201,8 10,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 2.797.608 MÁQUINAS INDUSTRIAIS 2 Bühler - SP 56.385 45,5 4.257 2.566 76.811 19.492 2.839 -11.348 60,3 7,6 73,4 394,1 13,2 3 Avanço - SP 49.396 86,4 10.915 7.926 40.925 32.171 11.328 22.592 72,6 22,1 120,7 127,2 24,6 4 Maclínea - PR 44.728 39,6 2.087 2.054 29.167 18.163 4.151 14.015 98,4 4,7 153,4 160,6 11,3 5 Texima - SP ( * ) 37.240 15,6 739 525 38.833 15.436 147 9.199 71,1 2,0 95,9 251,6 3,4 27.075 69,5 5.228 3.479 29.296 18.827 5.453 6.046 66,5 19,3 92,4 155,6 18,5 6 CBTI - SP 7 Hergen - SC 25.722 71,4 2.271 1.652 47.892 14.386 2.271 – 72,7 8,8 53,7 332,9 11,5 13.718 -47,0 -845 -845 11.087 9.084 -663 5.509 ND -6,2 123,7 122,0 -9,3 8 Masiero - SP 9 Gasparini - PR ( * ) 11.753 -49,5 238 114 26.612 14.624 -1.108 12.442 48,0 2,0 44,2 182,0 0,8 10 MÁquinas CATU - SP ( * ) 1.671 -34,3 -1.387 -1.387 13.974 871 -1.387 1.030 ND -83,0 12,0 1.604,4 -159,2 27,6 29.840 20.385 358.209 172.189 29.513 67.768 69,5 6,1 94,2 171,3 11,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 325.500 MÁQUINAS-FERRAMENTA 1 Romi - SP 623.404 49,7 79.411 67.929 1.839.019 700.042 100.720 227.795 85,5 12,7 33,9 262,7 9,7 2 B Grob - SP 121.031 -42,2 1.642 804 181.630 122.033 8.631 55.698 49,0 1,4 66,6 148,8 0,7 33.543 -12,3 3.509 2.239 86.750 70.569 4.670 24.484 63,8 10,5 38,7 122,9 3,2 3 Prensa Jundiaí - SP 5 Sanches Blanes - SP 10.458 35,0 -2.090 -2.090 20.477 3.504 -263 4.020 ND -20,0 51,1 584,4 -59,7 6 Automática Tecnolog - ES 3.745 – 1.243 844 2.497 2.249 1.243 340 67,9 33,2 150,0 111,0 37,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 806.035 -12,3 87.740 73.517 2.151.156 913.509 119.417 322.798 67,9 11,6 58,9 143,2 6,4 MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAS E CARGAS 1 Thyssenkrupp - SP ( ** ) 636.704 12,6 149.229 101.070 989.559 358.998 111.863 -189.979 67,7 23,4 64,3 275,6 28,2 2 Koch - RS 44.700 -11,6 6.543 4.564 38.157 17.089 8.821 -7.196 69,8 14,6 117,2 223,3 26,7 3 Berg Steel - SP 31.028 39,6 9.765 8.235 35.017 30.482 8.789 11.852 84,3 31,5 88,6 114,9 27,0 4 Enquip - RJ ( * ) 11.056 – 2.619 2.113 8.910 4.411 2.997 1.305 80,7 23,7 124,1 202,0 47,9 12,6 168.156 115.982 1.071.643 410.980 132.470 -184.018 75,2 23,6 102,9 212,6 27,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 723.487 REFRIGERAÇÃO 1 Fricon - PE ( * ) 67.791 -7,6 -8.538 -2.557 76.397 2.468 -1.098 -21.320 ND -12,6 88,7 3.095,5 -103,6 2 MBP Isoblock - RJ ( * ) 52.327 -17,5 -4.349 -4.388 35.623 468 -729 15.411 ND -8,3 146,9 7.611,8 -937,6 3 Spheros - RS ( * ) 51.950 -21,7 5.010 3.292 30.376 20.729 7.197 6.112 65,7 9,6 171,0 146,5 15,9 4 Madef - RS ( * ) 16.219 – -7.413 -7.413 44.644 -160.292 -4.327 -966 ND -45,7 36,3 ND ND 5 Termisa - CE ( * ) 15.665 -3,7 38 -8 15.443 6.291 652 6.332 ND 0,2 101,4 245,5 -0,1 9.273 – 1.730 1.405 13.456 9.912 1.935 2.532 81,2 18,7 68,9 135,8 14,2 6 Klimaquip - MG ( * ) 7 Arcon - RS ( * ) 495 – 416 373 2.263 2.138 424 1.669 89,8 84,0 21,9 105,9 17,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 213.720 -12,6 -13.106 -9.296 218.202 -118.286 4.054 9.769 81,2 0,2 88,7 196,0 7,0 RELÓGIOS E CRONÔMETROS 1 Technos AM - AM ( ** ) 177.659 18,4 65.074 53.067 211.090 166.719 56.095 129.722 81,6 36,6 84,2 126,6 31,8 2 Seculus AM - AM ( * ) 99.347 -9,2 9.270 7.551 125.222 59.751 11.020 83.509 81,5 9,3 79,3 209,6 12,6 3 Dumont Saab - AM ( * ) 79.516 5,9 11.117 9.756 84.259 73.927 12.512 63.962 87,8 14,0 94,4 114,0 13,2 4 Rodana - AM 121 – -1.192 -1.192 7.818 2.942 -517 194 ND -981,6 1,6 265,7 -40,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 356.643 5,9 84.270 69.182 428.388 303.339 79.110 277.387 81,6 11,7 81,8 168,1 12,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Exploração segue a céu aberto Commodities são um grande negócio do Brasil. Não surpreende que, ferro e China à frente, a produção mineral cresça 10% ao ano

MINERAÇÃO

AMUNDSEN LIMEIRA Depois de um ano “excepcional”, em 2010, quando a produção mineral brasileira registrou um salto de 62,5% em relação ao exercício anterior, a indústria da mineração inicia em 2011 um novo ciclo de investimento pesado. “A atividade será responsável pelo maior investimento do setor privado no Brasil, no período de 2011 a 2015, com aportes de US$ 68,5 bilhões”, diz Paulo Camillo Vargas Penna, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O cenário não poderia ser mais favorável: aos sinais de demanda externa – em razão do avanço dos emergentes, principalmente da China – juntam-se o elevado patamar de preços das commodities (que dela decorre) e a escassez de matérias-primas. Por exemplo: o minério de ferro, que em 2000 era cotado a US$ 28 a tonelada, foi a US$ 140 a tonelada em 2010; enquanto isso, no mesmo período, o nióbio saltou de US$ 13,2 mil para US$ 23 mil a tonelada. A expectativa para os próximos dois anos é de aumento do valor da produção mineral brasileira entre 10% e 13% ao ano. Nos cálculos de Camillo Penna, os recursos a serem aplicados no país serão suficientes para elevar “substancialmente” a produção brasileira, que chegará a dobrar em algumas matérias-primas. É o caso do minério de ferro, capitaneado pela Vale, uma das grandes transna-

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cionais brasileiras: líder das exportações do setor de mineração, deve contabilizar vendas externas de quase US$ 36 bilhões neste ano. Com isso, os US$ 40 bilhões que serão destinados à extração do produto podem elevar a sua produção em 112%, até 2015, chegando a 787 milhões de toneladas. O mesmo deve acontecer com a alumina, utilizada na produção de alumínio metálico, que sairá das atuais 8,9 milhões de toneladas para 18,9 milhões de toneladas. E o cobre, que, de acordo com as estimativas, deve apresentar taxa de crescimento ainda mais elevada (122%), totalizando 510 mil toneladas em 2015. O presidente do Ibram acredita que, já em 2011, a produção mineral brasileira (PMB) atingirá um novo recorde ao totalizar US$ 50 bilhões. Este valor, que é estimado, configurará um aumento de 28% se comparado ao registrado em 2010, que foi de US$ 39 bilhões. “A PMB em 2011 mostrará, definitivamente, uma recuperação ante ao recuo de 2009, provocado pelos efeitos da crise econômica internacional”, afirma Camillo Penna. A partir do ano 2000, a procura maior por minerais, principalmente por conta do elevado índice de crescimento mundial, impulsionou o valor da PMB – nesse período, seu crescimento fica em torno de sonoros 550%. No campo das exportações, o setor de mineração prevê contabilizar neste ano, no conjunto, receita de US$ 43 bilhões, enquanto as importações ficarão na faixa de US$ 33 bilhões,


com o que será gerado um importante superávit comercial de US$ 20 bilhões (só inferior ao balanço da agropecuária). O primeiro lugar nessa pauta de exportações é ocupado, como se sabe, pelo ferro, que deve render US$ 35,7 bilhões – já que continua grande o apetite da China, nosso maior comprador, apesar da leve desaceleração de sua economia. A seguir, vêm ouro em barras (US$ 1,98 bilhão), nióbio (US$ 2 bilhões), produtos de cobre (US$ 1,8 bilhão) e silício (US$ 637 milhões). Entre os importados estão carvão mineral (US$ 5 bilhões), cloreto de potássio (US$ 2,9 bilhões), cobre metálico (US$ 1,2 bilhão) e zinco (US$ 10 milhões). Tanta produção gera, é claro, equivalente arrecadação tributária – embora o governo venha anunciando que pretende aumentar os royalties que cobra pela extração (para desconforto das mineradoras). Segundo Camillo Penna, o recolhimento da Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), um dos principais tributos pagos pelas empresas de mineração, chegou a R$ 1 bilhão em 2010 (46% acima de 2009); em 2011, a previsão é que a arrecadação alcance R$ 1,3 bilhão, originado principalmente em Minas (quase a metade do país – 48%) e secundariamente no Pará (28%). Mas está longe de eliminar a dependência de importação de algumas substâncias. Embora importante player global nesse ramo, o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes, mas responde por apenas 2% da produção mundial. Ao mesmo tempo, o País importa 91% de todas as suas necessidades de potássio e 51% de fosfato, insumos minerais utilizados na fabricação de fertilizantes. A carga tributária que recai sobre as empresas, diz Camillo Penna, praticamente anula os esforços, por exemplo, de reduzir a dependência brasileira do fertilizante importado. “É uma carga que praticamente inviabiliza a indústria de fertilizantes no País”, alerta. Segundo o presidente do Ibram, o Brasil

tem a maior carga de tributos do mundo sobre o potássio (41,6%) e a segunda do planeta sobre o fosfato (30,8%), ficando atrás somente da China, onde os tributos representam 31,5%. Está longe também no campo da pesquisa mineral. Investimos pouco nessa área. Em 2010, correspondeu ao Brasil apenas 3% de todo o investimento privado mundial em pesquisa (cujo volume alcançou US$ 10,7 bilhões, de acordo com o Metals Economic Group). Ficamos bem atrás de países bem menores, como Peru e Chile. O Brasil possui menos de 30% de seu território mapeado geologicamente de maneira adequada. A situação fica ainda mais crítica, destaca Camillo Penna, quando se considera a extensão territorial – nessa conta, os peruanos investiram 11 vezes a mais que o Brasil, enquanto o aporte financeiro aplicado pelos chilenos foi 18 vezes maior.

A carga tributária, segundo Camillo Penna, do Ibram, praticamente anula os esforços de reduzir a dependência brasileira do fertilizante importado

EMPREGO AMPLIADO

No ano passado, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) registrou a existência de 7.932 empresas de mineração em atuação. A maioria delas (3.392) opera na região Sudeste, seguida pelas regiões Sul (1.901), Nordeste (1.258), Centro-Oeste (942) e Norte (439). Juntas, essas empresas empregam 165 mil trabalhadores diretos. No entanto, o Ibram prefere trabalhar com um conceito ampliado de emprego. Estudos feitos pela Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia, mostram que o efeito multiplicador de empregos é de 1:13 no setor mineral, ou seja, para cada posto de trabalho da mineração, são criadas 13 outras vagas (empregos diretos) ao longo da cadeia produtiva, além dos empregos indiretos. “Portanto, pode-se considerar que o setor mineral, em 2011, emprega cerca de 2,1 milhões de trabalhadores (diretos), sem levar em conta as vagas geradas nas fases de pesquisa, prospecção e planejamento e a mão de obra ocupada nos garimpos”, arremata o presidente do Ibram.

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MINERAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CARVÃO 1 Carbonífera Criciúma - SC 122.352 2,7 3.231 2.042 64.898 13.981 8.656 14.034 63,2 2,6 188,5 464,2 14,6 2 Carbonífera Metropolitana - SC ( * ) 120.120 0,5 14.190 9.483 64.417 53.826 17.524 31.841 66,8 11,8 186,5 119,7 17,6 3 CRM - RS 99.742 12,1 1.712 3.424 298.193 130.955 18.493 10.868 200,0 1,7 33,5 227,7 2,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 342.213 2,7 19.134 14.949 427.507 198.763 44.673 56.743 66,8 2,6 186,5 227,7 14,6 DIVERSOS 1 Maracá - GO ( * ) 903.967 20,9 450.768 72.198 1.284.945 514.160 527.385 183.826 16,0 49,9 70,4 249,9 14,0 2 INB - RJ 321.619 -6,6 -15.606 -15.606 859.394 421.993 25.399 139.379 ND -4,9 37,4 203,7 -3,7 3 U&M - RJ 257.282 -26,5 11.052 16.094 288.175 140.238 65.090 12.005 145,6 4,3 89,3 205,5 11,5 4 Usina Preta - MG 227.750 23,0 50.994 53.486 424.826 338.059 54.990 43.226 104,9 22,4 53,6 125,7 15,8 5 Pará Pigmentos - PA ( * ) 131.267 -11,5 33.763 34.854 237.764 -53.173 36.044 33.131 103,2 25,7 55,2 ND ND 6 Bozel - RJ 82.092 45,5 -41.307 -42.118 56.341 27.291 -34.758 20.470 ND -50,3 145,7 206,5 -154,3 7 Cefar - SP 43.671 96,3 41.904 36.890 37.412 14.016 39.605 -1.384 88,0 96,0 116,7 266,9 263,2 8 Baovale - RJ 35.464 3,4 16.977 12.958 100.393 80.069 21.384 -2.664 76,3 47,9 35,3 125,4 16,2 9 Pirocloro de Araxá - MG 28.099 40,7 1.694 1.048 3.672 709 1.732 381 61,8 6,0 765,2 517,6 147,7 10 Reunidas Mineração - PE ( * ) 15.279 4,2 -155 -155 26.272 15.498 961 – ND -1,0 58,2 169,5 -1,0 11 JLX - MG 14.355 17,2 1.681 732 18.258 12.793 2.368 644 43,5 11,7 78,6 142,7 5,7 12 Granorte - MA ( * ) 4.430 66,9 1.925 1.329 5.265 3.133 2.143 – 69,1 43,5 84,2 168,1 42,4 13 Mineradora Roncador - TO ( * ) 955 49,9 -240 -240 560 -2.131 -188 110 ND -25,1 170,4 ND ND 14 Cominge - SP 142 -96,0 -1.017 -642 9.945 -3.835 -704 -324 ND -714,0 1,4 ND ND 15 Calbran - MT – – – – 302.096 301.005 – – ND ND ND 100,4 ND 16 Pamin - MG – – -1.225 -1.225 20.865 20.856 -1.225 1 ND ND ND 100,0 -5,9 17 MV Logística - SP – – -42 -42 4.798 4.481 -42 – ND ND ND 107,1 -0,9 18 Mineratins - TO ( * ) – – -632 -675 3.324 3.267 -662 -42 ND ND ND 101,8 -20,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 2.066.373 19,1 550.535 168.886 3.684.306 1.838.429 739.522 428.759 76,3 8,9 74,5 168,1 8,6 FERRO 1 CBMM - MG 2.902.786 55,8 1.876.101 1.144.033 3.428.390 1.372.330 1.904.295 564.863 61,0 64,6 84,7 249,8 83,4 2 Teksid - MG 828.553 39,7 24.689 10.835 734.020 133.875 76.428 -17.717 43,9 3,0 112,9 548,3 8,1 3 Ferbasa - BA 691.498 57,5 168.451 133.729 1.183.392 1.027.114 155.519 229.349 79,4 24,4 58,4 115,2 13,0 4 Schulz - SC 592.913 65,1 70.928 47.670 695.882 244.507 105.612 207.133 67,2 12,0 85,2 284,6 19,5 5 Rima - MG 417.081 13,3 9.325 9.059 903.106 651.190 50.508 140.821 97,2 2,2 46,2 138,7 1,4 6 Minasligas - MG 240.654 57,6 46.812 40.285 378.275 275.646 59.959 78.422 86,1 19,5 63,6 137,2 14,6 7 Viena - MA 232.653 6,8 25.960 18.286 307.758 204.987 36.840 77.344 70,4 11,2 75,6 150,1 8,9 8 CBCC - MG ( * ) 224.676 -7,0 39.199 26.211 280.263 61.510 20.460 79.307 66,9 17,5 80,2 455,6 42,6 183.800 56,0 43.149 39.022 363.076 266.272 39.339 26.065 90,4 23,5 50,6 136,4 14,7 9 Maringá Cimento - SP 10 Nova Era Silicon - MG 180.565 -5,1 44.350 25.985 138.493 95.286 53.800 14.668 58,6 24,6 130,4 145,3 27,3 11 Plantar Siderúrgica - MG 166.109 120,4 9.085 6.469 273.439 155.003 9.737 33.708 71,2 5,5 60,8 176,4 4,2 12 Vale do Pindaré - MA ( * ) 120.025 -50,2 18.770 16.793 241.097 123.297 47.224 – 89,5 15,6 49,8 195,5 13,6 13 Gusa NE - MA ( * ) 113.253 -58,8 -21.802 -12.244 499.937 236.678 -28.467 79.821 ND -19,3 22,7 211,2 -5,2 14 Alterosa - MG 103.938 36,2 6.078 4.536 117.749 71.688 9.004 8.574 74,6 5,9 88,3 164,3 6,3 15 SiderÚrgica União - MG 98.680 -7,9 -5.741 -5.720 97.718 -68.425 4.142 45.150 ND -5,8 101,0 ND ND 16 Margusa - MA 65.459 67,0 -4.059 -4.059 119.995 78.600 3.305 23.985 ND -6,2 54,6 152,7 -5,2 17 Siderúrgica Ibiraçu - ES 48.315 27,5 -763 -1.129 43.458 10.253 -2.976 4.423 ND -1,6 111,2 423,8 -11,0 18 Valinho - MG 43.963 191,2 2.788 656 46.005 37.415 4.814 -865 23,5 6,3 95,6 123,0 1,8 19 Dambroz Metalúrgica - RS ( * ) 38.577 -13,7 1.108 469 33.464 10.226 2.301 2.156 42,3 2,9 115,3 327,2 4,6 20 Intercast - MG ( * ) 37.831 -36,9 -2.321 -1.537 73.121 31.785 2.703 5.502 ND -6,1 51,7 230,1 -4,8 21 CBF - ES ( * ) 37.635 -56,7 -9.135 -865 87.873 70.706 -4.219 28.505 ND -24,3 42,8 124,3 -1,2 22 Inonibras - MG 34.151 69,7 -3.727 -3.714 60.352 12.148 -4.109 14.012 ND -10,9 56,6 496,8 -30,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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MINERAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FERRO (CONTINUAÇÃO) 23 Cercena - RS 30.239 24 Nether - MG ( * ) 22.783 25 Cossisa - MG 21.013 26 Rei Auto Parts - MG 19.175 27 Ferroeste Indl - MG ( * ) 13.652 28 Best Metais - SP 10.611 29 Santa Bárbara - ES ( * ) 6.915 30 Siderúrgica do Maranhão - MA ( * ) 6.870 31 Yadoya - SP 2.360 32 Paulista Ferro Ligas - BA 1.089 33 Silbasa - BA 762 34 Femasa - MA 80 35 Tecpar - SP ( * ) – 36 Andrade V Gontijo - MG ( * ) – 37 Aeromóvel - RS ( * ) – ACUMULADO DO SUBSETOR (37) 7.538.663

71,7 4.309 3.287 -21,8 -706 -582 -41,8 -5.680 -5.647 29,5 -228 -185 – -5.273 -28.563 45,3 518 184 -90,4 -2.616 -2.616 7,6 1.155 1.155 76,5 -6.298 -6.298 – -7.044 -7.044 2,7 785 620 – 4 -4.904 – – – – -1 -1.693 – – – 27,5 2.318.173 1.442.486

34.098 21.429 4.353 -514 45.215 -2.414 15.744 10.912 329.802 321.495 12.268 3.845 11.942 10.552 108.500 99.632 6.575 -46.460 295.974 18.563 7.516 7.369 2.710 -4.910 112.448 112.214 9.203 4.626 3.526 1.709 11.106.736 5.660.140

6.417 15 -5.011 1.004 -5.402 808 -2.445 5.866 -689 -2.296 485 8 – -13.149 0 2.531.831

4.795 76,3 14,3 88,7 159,1 15,3 2.409 ND -3,1 523,4 ND ND 8.484 ND -27,0 46,5 ND ND 4.142 ND -1,2 121,8 144,3 -1,7 31.204 ND -38,6 4,1 102,6 -8,9 3.721 35,5 4,9 86,5 319,1 4,8 2.796 ND -37,8 57,9 113,2 -24,8 – 100,0 16,8 6,3 108,9 1,2 -2.552 ND -266,9 35,9 ND ND -38.042 ND -646,8 0,4 1.594,4 -38,0 116 79,0 103,0 10,1 102,0 8,4 -2.520 ND 5,3 2,9 ND ND 291 ND ND ND 100,2 ND -1 ND ND ND 198,9 -36,6 0 ND ND ND 206,3 ND 1.660.069 71,2 3,9 59,6 161,7 4,4

FERROSOS 1 Vale - RJ 51.386.000 99,7 28.363.000 30.070.000 186.360.000 112.117.000 29.984.000 18.178.000 106,0 55,2 27,6 166,2 26,8 2 Samarco Mineração - MG 6.234.332 127,1 2.775.663 2.247.385 5.558.794 1.376.923 3.672.550 899.209 81,0 44,5 112,2 403,7 163,2 3 Namisa - MG 1.787.078 37,1 1.251.988 1.955.270 13.660.302 10.728.118 262.220 681.477 156,2 70,1 13,1 127,3 18,2 4 Hispanobrás - ES 1.166.558 757,2 216.748 131.534 965.391 386.216 230.434 258.596 60,7 18,6 120,8 250,0 34,1 5 MBR - MG 303.816 5,8 -209.005 35.495 5.893.561 4.260.628 324.363 -4.167 ND -68,8 5,2 138,3 0,8 6 Nibrasco - ES 263.774 213,6 221.248 150.373 753.711 607.020 268.392 -22.669 68,0 83,9 35,0 124,2 24,8 7 Kobrasco - ES 200.443 158,0 199.266 133.472 512.667 381.718 206.759 -32.414 67,0 99,4 39,1 134,3 35,0 8 CPM Ferro - MG 158.598 – 145.968 140.884 149.335 145.099 146.085 -2 96,5 92,0 106,2 102,9 97,1 9 Urucum - MS ( * ) 144.221 -57,9 19.548 11.958 273.448 72.455 35.928 15.805 61,2 13,6 52,7 377,4 16,5 10 Ferro Mineração - MG 89.730 259,7 71.080 66.350 115.836 109.813 71.500 8.981 93,4 79,2 77,5 105,5 60,4 11 Itabrasco - ES 88.450 21,9 83.931 58.733 355.669 268.116 103.705 2.826 70,0 94,9 24,9 132,7 21,9 12 Arcelormittal Serra Azul - MG ( * ) 73.065 134,1 46.371 31.059 290.350 91.895 32.971 64.467 67,0 63,5 25,2 316,0 33,8 13 Mineração Esperança - MG 36.591 781,1 7.487 2.010 304.281 157.864 5.655 20.022 26,9 20,5 12,0 192,8 1,3 14 Minas Serra Geral - MG 21.458 11,3 32.383 21.275 120.717 96.369 38.167 15.541 65,7 150,9 17,8 125,3 22,1 15 Mineração Geral - SP 6.771 9,5 5.699 5.466 6.284 1.825 5.249 -4 95,9 84,2 107,8 344,3 299,5 16 Rio Verde Mineração - MG ( * ) 1.641 1,3 8.532 6.259 55.654 44.836 6.531 283 73,4 519,9 3,0 124,1 14,0 17 Mhac Servs - RN 367 -55,6 -7.149 -7.149 97.233 77.401 -2.815 3.561 ND -1.948,0 0,4 125,6 -9,2 327 -27,5 3.364 2.268 38.974 36.914 490 42 67,4 1.028,8 0,8 105,6 6,1 18 Vale do Jacurici - BA 19 JMN Mineração - MG 84 -86,0 15 -1.304 180.286 161.654 -6.194 8.179 ND 18,0 0,1 111,5 -0,8 20 MG Minérios - MG ( * ) – – 2.100 1.700 1.001.700 1.001.300 -400 100 81,0 ND ND 100,0 0,2 21 Ana da Cruz - MG – – -1.378 -1.378 125.486 82.226 -1.076 -40 ND ND ND 152,6 -1,7 22 São Joaquim Empreendiment - PE – – -140 -3.548 11.083 -3.628 -140 -576 ND ND ND ND ND 23 Extramil - MG – – -163 -24 2.612 1.367 -170 257 ND ND ND 191,1 -1,7 24 Pelotização Nacional - MG ( * ) – – 2 2 1.002 1.001 0 0 80,0 ND ND 100,0 0,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 61.963.304 29,5 33.236.557 35.058.090 216.834.374 132.204.130 35.384.203 20.097.474 71,7 70,1 25,2 132,7 18,2 NÃO FERROSOS 1 CDPC - RJ 1.300.169 – 6.737 4.521 199.191 4.872 7.802 101.277 67,1 0,5 652,7 4.088,5 92,8 2 Votorantim Metais Níquel - MG 1.149.452 77,5 -132.300 -51.909 4.118.412 1.581.048 -39.782 608.456 ND -11,5 27,9 260,5 -3,3 3 Rio do Norte - PA 653.680 -14,8 29.251 -9.181 1.404.299 587.333 213.874 39.063 ND 4,5 46,6 239,1 -1,6 4 Sama Mineração - GO ( * ) 279.505 16,4 79.389 52.505 166.055 79.611 89.658 54.788 66,1 28,4 168,3 208,6 66,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 203


MINERAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % NÃO FERROSOS (CONTINUAÇÃO) 5 Taboca - AM ( * ) 101.540 -56,2 -40.609 -1.387 689.371 537.320 -21.340 25.678 ND -40,0 14,7 128,3 -0,3 6 Gipsita - PE 95.715 25,5 9.622 7.398 47.233 33.416 11.694 12.924 76,9 10,1 202,6 141,4 22,1 33.370 11,8 2.403 2.226 30.900 24.805 4.077 16.316 92,6 7,2 108,0 124,6 9,0 7 Xilolite - BA 8 CGM - MG 17.201 55,3 9.570 9.257 60.878 26.978 10.629 -4.001 96,7 55,6 28,3 225,7 34,3 9 Calmina - PE ( * ) 1.834 -14,3 -509 -509 9.775 6.585 -494 -6 ND -27,8 18,8 148,5 -7,7 10 Songeo Mineração - MG 1.242 85,1 41 31 3.444 3.206 -153 -63 76,5 3,3 36,1 107,4 1,0 – – -102.168 -50.689 4.003.370 2.812.167 -98.013 -128.191 ND ND ND 142,4 -1,8 11 Salobo - RJ 12 Yamana - SP ( * ) – – -91.314 -102.968 110.811 -116.322 -83.601 -9.917 ND ND ND ND ND 13 Vanádio - BA – – -19 -19 11.558 10.952 -19 – ND ND ND 105,5 -0,2 14 Nisama - MG ( * ) – – 0 0 97 94 3 – ND ND ND 102,6 -0,1 16,4 -229.906 -140.724 10.855.393 5.592.065 94.335 716.323 76,7 3,9 41,3 142,4 -0,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 3.633.708 OUTROS NÃO FERROSOS 1 Votorantim Metais Zinco - MG 1.203.279 38,1 28.228 706.610 5.727.236 1.760.706 141.387 178.877 2.503,2 2,4 21,0 325,3 40,1 2 Eluma - SP ( * ) 705.674 -8,2 92.636 59.690 750.430 443.231 63.199 267.091 64,4 13,1 94,0 169,3 13,5 3 WHB Fundição - PR 555.647 58,9 57.641 45.723 492.028 85.752 87.125 56.334 79,3 10,4 112,9 573,8 53,3 4 Liasa - MG 273.252 80,4 42.211 32.815 330.954 43.196 88.117 74.207 77,7 15,5 82,6 766,2 76,0 5 Wetzel - SC 225.550 51,2 -1.669 -731 194.030 1.414 15.335 22.306 ND -0,7 116,2 13.722,1 -51,7 6 Sumesa - RS 42.300 -7,2 1.814 1.733 66.092 30.573 4.110 4.019 95,5 4,3 64,0 216,2 5,7 39.517 – 4.843 -1.323 47.782 45.182 4.413 16.585 ND 12,3 82,7 105,8 -2,9 7 Brastak - SP ( * ) 8 Sacor - RJ 19.305 -47,9 8.626 5.713 37.835 28.822 9.736 58 66,2 44,7 51,0 131,3 19,8 9 F. E. Fundição de Metais - SP ( * ) 16.737 – 248 183 4.798 1.214 248 -954 73,7 1,5 348,8 395,2 15,1 10 Fundirossi - RS ( * ) 19 1.914,4 -157 -157 6.314 -3.363 85 11 ND -832,1 0,3 ND ND – – -546 -262 4.575 4.041 -547 661 ND ND ND 113,2 -6,5 11 Industrial Amazonense - AM ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 3.081.279 44,7 233.875 849.994 7.662.075 2.440.767 413.208 619.195 77,7 7,3 82,6 270,7 14,3 METAIS PRECIOSOS 1 Kinross Brasil - MG 1.049.801 61,4 473.008 266.641 2.181.991 1.601.493 571.462 61.132 56,4 45,1 48,1 136,3 16,7 2 Mineração Serra Grande - GO 298.574 2,7 99.520 65.354 257.250 114.774 106.918 -38.851 65,7 33,3 116,1 224,1 56,9 3 Serra da Borda - MT ( * ) 240.059 98,7 -94.044 -98.866 407.087 -62.880 -66.900 106.266 ND -39,2 59,0 ND ND 4 Mineração Faz Brasileiro - BA ( * ) 148.651 3,0 44.092 39.364 207.014 151.402 68.013 -4.697 89,3 29,7 71,8 136,7 26,0 5 MMX - RJ 130.500 182,8 31.899 -23.115 335.203 184.832 54.866 45.551 ND 24,4 38,9 181,4 -12,5 6 Marsam Metais - SP 36.158 -77,6 1.273 1.048 23.122 9.169 624 13.549 82,3 3,5 156,4 252,2 11,4 7 Anglogold Ashanti - MG ( * ) 34 -94,2 -16.039 -16.039 77.447 -58.175 -32.915 7.357 ND -47.173,5 0,0 ND ND – – -4.005 -4.005 68.317 53.780 -4.005 5 ND ND ND 127,0 -7,5 8 Caiçara Minérios Part Ltd - MG 9 CMP Ouro - MG – – -13 5 24.749 24.557 -13 0 ND ND ND 100,8 0,0 – – -411 -411 10.573 9.810 -421 -74 ND ND ND 107,8 -4,2 10 Prdea Branca - RJ ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.903.777 3,0 535.280 229.976 3.592.752 2.028.762 697.629 190.237 74,0 24,4 59,0 136,5 5,7 PESQUISA E PROSPECÇÃO 1 CPRM - DF 289.453 7,4 -31.318 -31.318 240.904 38.131 -25.228 -86.948 ND -10,8 120,2 631,8 2 Geosol - MG 188.624 34,9 18.373 31.536 211.827 159.222 15.511 24.705 171,6 9,7 89,1 133,0 33.165 17,7 12.026 10.712 133.478 124.793 12.250 1.909 89,1 36,3 24,9 107,0 3 CBPM - BA 4 Codise - SE 22.925 13,6 -400 -453 247.645 231.714 1.047 661 ND -1,7 9,3 106,9 17.120 4,0 -336 -108 16.709 4.256 -142 -521 ND -2,0 102,5 392,6 5 Metamat - MT 6 Prospectors - RJ 14.726 9,4 2.839 1.573 7.324 3.506 2.951 4.732 55,4 19,3 201,1 208,9 7 Mineropar - PR 8.227 13,8 520 434 3.676 2.545 474 -690 83,5 6,3 223,8 144,4 – -100,0 -297 -1.674 1.841.054 1.841.007 -295 -38 ND ND ND 100,0 8 CMR - RO ( * ) 9 PI4 - SP – – -1.645 -1.687 16.788 16.459 -129 1.015 ND ND ND 102,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 574.239 11,5 -237 9.016 2.719.405 2.421.633 6.439 -55.176 86,3 6,3 102,5 133,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

204 | MELHORES DOS MAIORES 2011

-82,1 19,8 8,6 -0,2 -2,5 44,9 17,1 -0,1 -10,3 -0,1


Desde 1997, quando trouxe ao Brasil o conceito multiplex, a rede Cinemark não para de crescer. Hoje são 446 salas, com 55 complexos localizados em 30 cidades por todo o País. Ainda este ano, serão inauguradas mais 30 salas e, em 2012, mais 50. Tudo para aumentar o público anual de 40 milhões de pessoas, que assistem ao melhor do cinema na rede Cinemark. Quem torce pelo cinema agradece. cinemark.com.br

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PREMIADA | MINERAÇÃO | VALE

Fácil convivência com recordes A gigante transnacional, colecionadora de marcas impressionantes, vira uma página em direção à conciliação Pelo que se vê nos resultados do terceiro trimestre – lucro líquido acumulado no ano de R$ 29,4 bilhões para uma receita de R$ 77,8 bilhões, cifras superiores em 46,8% e 33,3%, respectivamente, ao resultado de igual período de 2010 –, a Vale encerrará este ano rotineiramente. No caso da segunda maior empresa brasileira e, em escala global, segunda maior mineradora em valor de mercado, líder na produção de minério de ferro e de pelotas e a segunda maior produtora de níquel, quebrar recordes se tornou rotina. No ano passado, foi a própria companhia quem qualificou o excepcional lucro de R$ 30,1 bilhões, superior em 193% ao de 2009 e só suplantado pelo da Petrobras, de R$ 35,1 bilhões, “o maior da história na indústria de mineração”. Os êxitos sucessivos são fruto de uma gigantesca máquina que opera em 38 países (em 21 deles explora minérios), tocada por 120 mil funcionários nas linhas de frente, mais outros 54 mil na retaguarda, trabalhando em Carvão na Colômbia: a companhia está presente em 38 países; em 21 deles explora minérios

206 | MELHORES DOS MAIORES 2011

projetos. Parte dessa gente toda é responsável pelo fornecimento de matérias-primas essenciais como minério de ferro (o carro-chefe, 59,32% da receita operacional) e pelotas, carvão, manganês, ferroligas, níquel, cobre e cobalto. Outra parte cuida das áreas de fertilizantes (potássio, fosfatados e nitrogenados) e um terceiro grupo atende aos serviços auxiliares – logística (ferrovias, terminais portuários, navegação de cabotagem e soluções logísticas) e energia (nove usinas hidrelétricas). No azeitamento da máquina, entra uma poderosa carteira de investimentos. Os programados são de U$ 19 bilhões (inicialmente fixados em US$ 24 bilhões, foram reduzidos em 20% no terceiro trimestre). Até o final de setembro foram realizados 59,5% dessa nova meta, ou seja, US$ 11,3 bilhões, dos quais US$ 7,6 bilhões em projetos, U$ 1,2 bilhão em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e US$2,5 bilhões na sustentação de operações existentes.


mais direta, fez com que fossem destinados a projetos siderúrgicos apenas US$ 677 milhões no programa de investimento da Vale deste ano. Até setembro, tinham sido efetivamente aplicados ali US$ 162 milhões.

GALERIA DE NOTÁVEIS

Apenas na pesquisa e em projetos, 54 mil funcionários

Tais alicerces, capazes de garantir a estrutura firme mesmo no meio de turbulências econômicas, foram abalados por semanas, neste ano. Mas não foi de natureza econômica o tsunami que abateu sobre a Vale. Foi de caráter político e vinha de longe, desde que o então presidente da companhia Roger Agnelli se indispôs com o governo federal. Inicialmente, com o ex-presidente Lula, quando demitiu 1.300 funcionários no momento mais aceso da crise mundial de 2008. Na sequência, ainda com Lula e depois com a sucessora dele, Dilma Rousseff, quando se travou a polêmica sobre se a Vale deveria ou não ingressar na área siderúrgica – pleito do governo federal e de estados onde a companhia vai buscar minérios. Fornecedora das aciarias, a companhia não iria se tornar concorrente dos próprios clientes, retrucava Agnelli. Em resposta

Ao perder a queda de braço com Brasília e entregar a presidência, no dia 20 de maio, Agnelli deixou profundas marcas de sua passagem de um decênio. A mais visível é a escalada do faturamento, que saiu dos US$ 4 bilhões em 2001, seu primeiro ano à frente da Vale, para os US$ 48,5 milhões em 2010. A mais forte – até porque mudou a trajetória da empresa – é a internacionalização. Acelerado nos últimos cinco anos, esse processo teve como ponto inicial, e mais alto, a compra da canadense Inco, em novembro de 2006, por US$ 18,2 bilhões, a maior aquisição já realizada por uma empresa brasileira no exterior. Com essa operação a Vale tornou-se a segunda maior produtora de níquel no planeta. Durante seu mandato, Agnelli esteve à frente das negociações de compras de 31 empresas, negócios que somam US$ 33,85 bilhões; ao mesmo tempo, livrou-se de 22 operações da Vale. O saldo desses desinvestimentos é muito mais modesto: U$ 4,62 bilhões. Às vésperas de encerrar o mandato, teve o prazer de ver a Vale retomar da Petrobras o posto que perdera em 1999 – de maior exportadora brasileira. No ano passado, trouxe US$ 20 bilhões ao Brasil, 11,91% de todos os embarques do País, enquanto a petroleira cravou US$ 18,2 bilhões FOTOS: DIVULGAÇÃO/VALE

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PREMIADA | MINERAÇÃO | VALE

(9,01%). A dianteira está mantida: neste ano, de janeiro a agosto, suas exportações já passavam aquele faturamento e estavam em US$ 22 bilhões – 13,20% do total), ante US$ 15,9 bilhões da Petrobras (9,58%). “A Vale contribuiu com US$ 104 bilhões para o superávit da balança comercial brasileira, nos últimos dez anos”, comenta o economista Paulo Roberto Haddad, ex-ministro da Fazenda nos governos Fernando Collor e Itamar Franco, consultor da empresa desde o período em que era estatal. O desempenho de Agnelli certamente vai lhe garantir um lugar privilegiado na galeria dos 17 ex-presidentes da companhia, dois deles com dois mandatos. Galeria que reúne uma constelação e tanto de notáveis. A começar pelo primeiro presidente, Israel Pinheiro, que se notabilizaria mais tarde como o maior mestre de obras do País – talvez do mundo –, por ter sido um dos supervisores da construção de Brasília, a capital federal. Sem falar no mais lendário dos antecessores, Eliezer Batista, um daqueles que tiveram dois mandatos, o primeiro (1961-1964) interrompido compulsoriamente pelos militares, por ter sido ministro das Minas e Energia de João Goulart. Ou de Juracy Magalhães (1961-1962) e Joel Mendes Renó (1978-1979), que também comandariam a Petrobras, sendo que Magalhães foi o primeiro presidente da petroleira.

CAUTELA E CONCILIAÇÃO

junho de 1942, foi uma das armas utilizadas por Getúlio Vargas para chegar a seu objetivo mais caro, o de virar a página na história do “Brasil agrícola”, tornando-o industrializado. Getúlio queria aço nacional. Para dar início ao processo, criou a Companhia Siderúrgica Nacional, em 1941. Para abastecê-la, encampou a Companhia Brasileira de Mineração (CBM), que era dona da Estrada de Ferro Vitória-Minas e pertencia ao empresário americano Pervical Farquhar – transformando-a na Companhia Vale do Rio Doce. Pagou indenização, mas não cumpriu a segunda parte do trato que fizera com o desapropriado, de dar-lhe ações da nova companhia, nascida como de capital misto. Corre na Justiça brasileira uma ação na qual a família Farquhar e outros acionistas da CBM cobram seus direitos.] Ferreira carrega uma reputação de conciliador e, como bom mineiro, pessoa aberta à negociação. Deu mostras dessas qualidades em sua primeira aparição pública após a posse, numa entrevista coletiva à imprensa. A relação da Vale com o governo, segundo ele, será “aberta, franca e construtiva”, pois os interesses de ambos “não são incompatíveis”. Não são mesmo, concorda Paulo Haddad. “Qualquer decisão de uma empresa com o porte e o poder da Vale tem uma repercussão muito forte na macroeconomia do País”, afirma. “É natural que o governo queira se informar quando a empresa desativa uma mina ou altera algum projeto importante, na área de fertilizantes, por exemplo, produto do qual o País é absolutamente dependente de importações. Isso tudo interessa ao governo.”

É sobre essa sombra forte que chegou o novo presidente da companhia, Murilo Ferreira, funcionário de carreira da própria Vale, da qual saiu em 2008 exatamente por discordar de Agnelli, a propósito da compra da mineradora anglo-suíça Xstrata, negócio que acabou não sendo fechado. Ele tomou posse no O minério de ferro dia 20 de maio, quanresponde por cerca de do corria mais acesa a 60% da receita operacional polêmica sobre o “uso político” da Vale. [Discussão de certa forma curiosa, por envolver uma companhia cuja criação foi exatamente um ato político. Criada por decreto-lei, em 1º de

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(AL)


Oportunidades abertas, de novo Há dois anos, ao compilar os dados de 2009, o IBGE registrou uma queda superior a 6% no desempenho de segmentos ligados à construção. Aquele foi o ano em que o Brasil colheu o impacto (ainda que parcial) da crise que virou o mundo de cabeça para baixo em 2008. De lá para cá, o panorama mudou radicalmente e trouxe de volta, para os minerais não metálicos, novas oportunidades e um imenso potencial de crescimento. Os sinais estão por toda parte. Na construção civil, vive-se uma febre de vendas e lançamentos que só recentemente começa a estabilizar-se. São os frutos do aumento da demanda e da renda (da nova classe média), dos programas de habitação popular, das medidas de desoneração fiscal dos materiais de construção (baixadas pelo presidente Lula). E o crédito farto dobrou, nesses últimos anos, o número de unidades financiadas: segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imo– biliário e Poupança (Abecip), esse número vai superar o milhão, repetindo o desempenho de 2010 (em 2008, pouco passou de 500 mil). Além disso, na construção pesada, as boas perspectivas são notórias, com a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e da continuidade dos investimentos do governo em obras de infraestrutura. Assim, é evidente o otimismo de quem trabalha na transformação de bens minerais como cimento,

cerâmica vermelha, cerâmica de revestimento, vidro, cal, gesso e, principalmente, os chamados agregados da construção civil, que são areia, pedra e brita (outros importantes segmentos da indústria da transformação dos não metálicos são os materiais refratários, abrasivos, louça de mesa e fertilizantes). Para os próximos cinco anos, a expectativa é de crescimento anual da ordem de 6%. A Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (Anepac) estima que a produção das 3.100 empresas que formam o segmento tenha alcançado um volume recorde histórico em 2010. Pelos cálculos da entidade, foram 631 milhões de toneladas, das quais 379 milhões de toneladas de areia e 252 milhões de toneladas de brita, os bens minerais com maior volume de produção no País. A Anepac constatou em pesquisa que 2,3 milhões de toneladas de agregados são transportadas diariamente pelas rodovias brasileiras por um total de 22 mil caminhões. Isso corresponderia a 5,7 milhões de quilômetros rodados por dia e a um consumo de 780 milhões de litros de óleo diesel por ano De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a cadeia produtiva da construção civil, em nível nacional, representa 9,2% do PIB, sendo atualmente responsável pela ocupação de mais de 10 milhões de pessoas. No que diz respeito

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MINERAIS NÃO METÁLICOS

O otimismo toma conta dos transformadores de bens minerais, como areia e pedra, frente aos fortes sinais da demanda


MINERAIS NÃO METÁLICOS

apenas ao segmento de minerais não metálicos, os números são naturalmente mais contidos. Segundo a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia, em 2009 os não metálicos movimentaram US$ 19 bilhões e geraram 367 mil empregos diretos. Ao mesmo tempo, sua participação no PIB nacional foi de 0,75% e no PIB industrial, de 3,57%. Na análise que preparou para a 5ª edição do Anuário Estatístico do Setor Transformação de Não Metálicos, o geólogo Claudio Scliar, titular da SGM, diz que, à exceção dos fertilizantes, as oscilações em preços internacionais de commodities praticamente não afetam essa atividade, que tem seu desempenho diretamente influenciado pelas condições da economia interna. “Os produtos analisados, exceto louça de mesa, têm sua demanda afetada pelo comportamento dos setores da construção civil e agropecuária (os fertilizantes), que responderam por 5,1% e 6,1%, respectivamente, do PIB brasileiro em 2009”, afirma Scliar. Analisando os dados consolidados de um período mais amplo (1970-2009), Cláudio Scliar observa que a participação dos não metálicos no PIB Industrial diminuiu de 4,7% para 3,6%, e na economia brasileira sua contribuição caiu de 1,6% para 0,8%. Mas se observa uma recuperação nos últimos três anos. “Seu peso relativamente menor ao longo do período reflete a diversificação da economia brasileira, com crescimento em outros setores industriais com maior agregação de valor e em serviços”, justifica. Em alguns materiais, prossegue Scliar, a evolução do consumo per capita vem desde 1970 e, aparentemente, apresenta correspondência com a evolução do PIB per capita. Segundo ele, as séries históricas mostram uma melhoria gradativa dos indicadores, como no caso do cimento, por exemplo, que tem uma participação da ordem de 24% do PIB dos não metálicos. O geólogo constata também a existência de heterogeneidade regional de consu-

mo per capita desses materiais. “Verifica-se claramente que as regiões reconhecidamente menos desenvolvidas, como o Norte e o Nordeste do País, apresentam consumo inferior às demais, mostrando também correspondência com o PIB regional.” O consumo de agregados no Brasil é de 631,74 milhões de toneladas, informa a Anepac. O maior centro consumidor é a região Sudeste, com 48% do total, seguida pelas regiões Nordeste (20%), Sul (16%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7%). Segundo Cláudio Scliar, o índice Abramat (Associação Brasileira de Materiais de Construção), que avalia a evolução do faturamento da indústria de materiais de construção (cesta com vários produtos, inclusive metais, plásticos e tintas), registrou queda de 12,3% no faturamento, passando de R$ 110 bilhões em 2008 para R$ 96 bilhões em 2009, em função da recessão da economia brasileira. “Com efeito, nesse mesmo ano, o PIB nacional apresentou um declínio de 0,2%, em relação a 2008, como reflexo da crise internacional”.

A Anepac, entidade que reúne as empresas do segmento, nutre a expectativa de crescimento anual de 6% para os próximos cinco anos

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AÇÃO DO GOVERNO A virada aconteceu prontamente a partir de 2010. Ganharam peso preponderante, para isso, as decisões que o governo já vinha tomando, caso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado em 2007. Dois anos depois, em 2009, nasceu o programa Minha Casa, Minha Vida, que banca a construção de casas populares oferecendo subsídios (saídos diretamente do orçamento) para as faixas de menor renda. Junto com ele, veio o PAC 2. “A estimativa, portanto, é de uma demanda aquecida por produtos da transformação dos não metálicos. Ao mesmo tempo, deve-se mencionar também como fatores favoráveis ao aumento do consumo de materiais as obras em várias capitais para a Copa do Mundo de 2014 e a escolha do Rio de Janeiro para a Olimpíada em 2016”, afirma Cláudio Scliar. (AL)


minerais não metálicos Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MINERAIS NÃO METÁLICOS 1 Imerys Rio Capim - PA 286.641 3,6 27.914 24.527 859.330 781.733 114.119 98.364 87,9 9,7 33,4 109,9 3,1 2 Dagoberto Barcellos - RS 40.410 14,3 3.380 2.239 45.085 12.375 8.015 11.745 66,3 8,4 89,6 364,3 18,1 3 Mocal - ES ( * ) 17.270 0,7 -116 -116 21.945 -3.011 4.632 1.347 ND -0,7 78,7 ND ND 4 Pedreiras do Brasil - ES ( * ) 16.349 -21,4 10.501 10.582 33.655 3.836 907 12.078 100,8 64,2 48,6 877,4 275,9 5 Pedreira Itereré - RJ 14.077 2,7 5.192 4.831 17.920 14.137 5.091 1.190 93,0 36,9 78,6 126,8 34,2 6.914 21,8 -772 -772 7.936 6.830 -263 909 ND -11,2 87,1 116,2 -11,3 6 Cavasa - MT ( * ) 7 Chaves Mineração - CE 5.480 8,4 125 125 15.567 7.445 303 580 100,0 2,3 35,2 209,1 1,7 8 Calbras - CE 4.845 – -5.189 -5.189 55.010 3.361 -365 6.485 ND -107,1 8,8 1.636,7 -154,4 3.510 -5,5 -470 -574 22.552 18.274 -458 -2.687 ND -13,4 15,6 123,4 -3,1 9 delta de Minas - PE ( * ) 10 Hidroquim - CE 341 10,5 -5.280 -6.370 92.188 3.267 -2.424 -5.416 ND -1.548,4 0,4 2.821,8 -195,0 11 Agrima - MA ( * ) 175 – -432 -1.637 27.954 18.531 -307 177 ND -246,7 0,6 150,9 -8,8 33 2,7 68 56 1.828 1.568 4 61 82,4 206,1 1,8 116,6 3,6 12 Damacal - BA 13 Calpesa - PE ( * ) – – -71 -71 7.015 5.517 -58 -428 ND ND ND 127,2 -1,3 – – -36 -36 1.594 1.590 -36 -4 ND ND ND 100,3 -2,3 14 Mineração Nacional - PE ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 396.045 3,2 34.815 27.596 1.209.580 875.453 129.161 124.400 90,5 0,8 34,3 127,2 -1,3 SAL 1 Sal Cisne - SP 130.093 16,2 14.841 14.583 292.663 64.541 33.472 15.004 98,3 11,4 44,5 453,5 22,6 103.924 28,6 15.582 12.443 51.358 26.986 19.096 23.226 79,9 15,0 202,4 190,3 46,1 2 Norsal - RN 3 Sal Diana - PR 85.542 28,3 8.826 5.595 73.407 54.675 17.367 16.742 63,4 10,3 116,5 134,3 10,2 45.248 35,6 5.851 4.139 27.566 19.966 6.705 7.325 70,7 12,9 164,2 138,1 20,7 4 Azevedo Bento - RS 28,5 45.100 36.759 444.993 166.168 76.640 62.297 75,3 12,2 140,3 164,2 21,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 364.806 CAL, GESSO, CIMENTO E ARTEFATOS 1 Votoran - SP ( * ) 4.171.150 17,9 1.316.166 1.410.599 13.374.976 3.480.313 1.545.331 279.771 107,2 31,6 31,2 384,3 40,5 2 Votorantim Cimentos - PE 1.577.774 30,6 640.225 479.733 3.995.005 2.933.914 702.882 208.682 74,9 40,6 39,5 136,2 16,4 1.439.050 18,9 215.616 224.524 3.261.278 2.016.654 321.903 221.015 104,1 15,0 44,1 161,7 11,1 3 Camargo Corrêa Cimentos - SP 4 Ciminas - SP 1.320.213 20,0 146.933 93.024 1.380.084 596.612 239.115 139.124 63,3 11,1 95,7 231,3 15,6 424.316 30,7 35.919 102.085 577.655 412.476 35.515 82.592 284,2 8,5 73,5 140,1 24,8 5 Eternit - SP 6 Cimento Itambé - PR 423.123 20,0 187.704 169.786 497.567 412.304 196.471 42.469 90,5 44,4 85,0 120,7 41,2 7 Cimento Tupi - RJ 374.783 10,5 41.062 72.850 504.570 341.245 52.797 49.933 177,4 11,0 74,3 147,9 21,4 363.116 11,0 42.638 28.569 1.153.373 666.556 14.782 109.309 67,0 11,7 31,5 173,0 4,3 8 Cimentos Liz - MG 328.468 6,2 1.583 2.366 1.307.148 564.012 38.620 -99.396 149,5 0,5 25,1 231,8 0,4 9 Itabira Agro - ES ( * ) 10 Itautinga - AM ( * ) 242.837 2,4 3.885 3.885 481.602 295.687 24.234 15.180 100,0 1,6 50,4 162,9 1,3 11 Ribeirão Grande - SP 220.754 23,3 64.259 44.179 479.448 213.283 97.421 -15.656 68,8 29,1 46,0 224,8 20,7 12 Itaituba - PA ( * ) 183.388 10,4 3.623 3.623 503.067 376.613 42.420 -36.654 100,0 2,0 36,5 133,6 1,0 163.555 42,6 12.183 10.998 130.317 40.840 13.085 12.274 90,3 7,5 125,5 319,1 26,9 13 Mizu - ES 14 Itaguassu - SE ( * ) 163.202 -3,4 3.453 3.453 516.229 170.628 24.238 -64.979 100,0 2,1 31,6 302,6 2,0 15 Cibrasa - PA ( * ) 161.691 13,6 2.933 2.933 627.415 483.923 28.806 22.026 100,0 1,8 25,8 129,7 0,6 16 Itapissuma - PI ( * ) 151.794 19,5 2.076 2.076 259.901 131.158 35.955 -1.343 100,0 1,4 58,4 198,2 1,6 17 Itapessoca - PE ( * ) 131.077 14,2 2.930 2.930 594.282 426.611 21.844 6.110 100,0 2,2 22,1 139,3 0,7 96.993 5,2 3.456 3.456 438.154 312.939 14.273 -28.199 100,0 3,6 22,1 140,0 1,1 18 Itapetinga - RN ( * ) 19 Itapicuru Agro - MA ( * ) 86.363 7,4 2.696 2.696 553.328 443.734 10.501 4.730 100,0 3,1 15,6 124,7 0,6 20 Davi - MG ( * ) 64.905 8,1 13.796 9.454 36.476 18.156 16.424 3.065 68,5 21,3 177,9 200,9 52,1 59.330 – -29.180 -29.180 616.765 427.376 -21.345 5.775 ND -49,2 9,6 144,3 -6,8 21 EST Unificado - RJ ( * ) 22 Ibacip - CE ( * ) 56.119 9,9 741 741 245.038 179.804 6.699 -15.202 100,0 1,3 22,9 136,3 0,4 23 Incopre - MG 49.963 46,3 1.654 1.103 24.365 14.184 1.602 5.677 66,7 3,3 205,1 171,8 7,8 24 Ibar NE - BA 45.679 – 5.460 2.897 50.860 23.824 8.531 9.613 53,1 12,0 89,8 213,5 12,2 25 Postes NE - BA 24.109 22,6 1.344 981 15.024 4.929 2.145 3.567 73,0 5,6 160,5 304,8 19,9 26 Central Ibec - MG ( * ) 21.377 38,8 -4.613 -4.613 42.444 31.608 546 8.123 ND -21,6 50,4 134,3 -14,6 27 Preconcretos - RS 12.582 16,0 -77 -77 8.805 1.116 394 2.494 ND -0,6 142,9 789,1 -6,9 28 SPCIM - SP 9.551 62,2 -440 -440 13.608 10.419 -56 460 ND -4,6 70,2 130,6 -4,2 29 Estabelecimento Unificado - SP 6.105 -40,2 -3.362 -4.804 89.963 22.803 -3.368 22.991 ND -55,1 6,8 394,5 -21,1 30 Artecon - PA 4.586 0,0 -2.695 -2.695 14.982 4.877 -1.421 -376 ND -58,8 30,6 307,2 -55,3 31 Empresa Premoldados - PB ( * ) 2.638 -10,4 -936 -936 9.892 2.418 -936 -1.400 ND -35,5 26,7 409,1 -38,7 32 Itaguatinga - AM ( * ) 392 31,1 -2 -2 2.316 533 120 96 ND -0,4 16,9 434,2 -0,3 33 Itamaracá Transportes - PE ( * ) – – -206 -206 285.558 284.654 -166 32 ND ND ND 100,3 -0,1 34 CNC - PE ( * ) – – -1.998 -1.998 219.864 61.865 -1.932 -4.592 ND ND ND 355,4 -3,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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minerais não metálicos Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CAL, GESSO, CIMENTO E ARTEFATOS (continuação) 35 Itaguarana - BA ( * ) – – – – 152.363 29.646 – -1.149 ND ND ND 514,0 ND 36 Prefaco - MG ( * ) – – -654 -654 22.937 22.444 -654 – ND ND ND 102,2 -2,9 37 Cimento Apodi - CE ( * ) – – -361 -361 15.627 15.370 -462 2.083 ND ND ND 101,7 -2,4 38 Itapitanga - PA ( * ) – – – – 11.386 1.848 – -341 ND ND ND 616,2 ND 39 Ebac - SP – – -291 -291 5.983 5.284 -592 -61 ND ND ND 113,2 -5,5 – -100,0 441 386 3.249 704 492 91 87,5 ND ND 461,5 54,8 40 Lafarge - RJ 41 Empresa Maranhense - MA – – -399 -399 2.473 1.584 -543 -41 ND ND ND 156,1 -25,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (41) 12.380.984 14,2 2.707.563 2.632.671 32.525.377 15.484.948 3.465.673 987.893 100,0 2,7 41,8 171,8 1,0 CERÂMICAS, PORCELANAS E LOUÇAS 1 Cecrisa - SC 498.680 12,6 16.355 -8.822 865.593 136.336 105.566 -60.492 ND 3,3 57,6 634,9 -6,5 481.288 35,9 28.176 32.104 603.992 60.864 54.313 58.656 113,9 5,9 79,7 992,4 52,8 2 Portobello - SC 3 Eliane - SC 408.174 12,6 5.244 -9.679 630.160 86.427 56.686 63.790 ND 1,3 64,8 729,1 -11,2 126.481 6,1 2.469 2.106 124.590 19.701 10.319 37.191 85,3 2,0 101,5 632,4 10,7 4 delta Cerâmica - SP ( * ) 5 Biancogrês - ES 124.156 23,1 19.856 16.815 123.685 70.301 30.134 57.215 84,7 16,0 100,4 175,9 23,9 112.332 -15,3 -61 -29.284 116.524 79.561 2.000 35.038 ND -0,1 96,4 146,5 -36,8 6 Isoladores Santana - SP ( * ) 106.274 9,5 -1.793 -1.737 112.317 8.909 12.333 -19.591 ND -1,7 94,6 1.260,8 -19,5 7 Itagres - SC 8 Porto Ferreira - SP 100.165 29,2 123 89 107.623 5.165 11.778 28.492 72,4 0,1 93,1 2.083,7 1,7 94.880 19,4 11.075 11.057 145.279 78.213 14.782 27.530 99,8 11,7 65,3 185,8 14,1 9 LouÇas Oxford - SC 10 Ceramus - BA 92.078 29,8 -7.960 -5.444 174.904 49.826 2.921 28.109 ND -8,6 52,6 351,0 -10,9 91.574 16,9 11.070 7.625 112.061 85.608 13.073 20.910 68,9 12,1 81,7 130,9 8,9 11 Icasa - MG ( * ) 87.704 30,8 4.253 5.618 109.155 1.418 1.466 36.402 132,1 4,9 80,4 7.697,1 396,1 12 Pamesa - PE ( * ) 64.877 45,2 11.456 11.367 131.282 72.759 12.378 20.128 99,2 17,7 49,4 180,4 15,6 13 Togni - MG 14 Cersesa - SE 46.206 33,3 6.741 5.727 54.824 36.274 10.006 18.718 85,0 14,6 84,3 151,1 15,8 15 Ceusa - SC 43.752 37,8 -4.728 -1.805 158.020 46.017 2.743 -2.482 ND -10,8 27,7 343,4 -3,9 16 Santa Terezinha - SP 41.794 6,8 -4.233 -4.328 67.806 30.984 1.188 14.077 ND -10,1 61,6 218,8 -14,0 27.627 26,6 1.211 905 34.419 -13.402 4.041 7.796 74,7 4,4 80,3 ND ND 17 Germer Porcelanas - PR 18 Porcelanas Germer - SC 23.925 37,7 893 749 18.535 2.674 1.855 4.000 83,9 3,7 129,1 693,2 28,0 23.058 11.881,8 -16.528 -16.528 156.597 46.731 -4.070 5.069 ND -71,7 14,7 335,1 -35,4 19 Porcellanati - RN 20 Setelagoana - MG 14.457 30,8 996 616 16.860 9.665 1.545 2.774 61,8 6,9 85,8 174,5 6,4 21 Stéfani - SP 13.286 -2,4 -279 -279 23.862 16.575 1.013 2.789 ND -2,1 55,7 144,0 -1,7 12.123 -23,7 -4.855 -6.870 30.863 14.248 -2.249 6.812 ND -40,1 39,3 216,6 -48,2 22 Saffran - MG ( * ) 7.150 23,5 1.119 1.119 9.362 5.179 1.634 -672 100,0 15,7 76,4 180,8 21,6 23 Cincera - PB 24 Stieletrônica Isoladores - SP 6.999 31,2 -547 -547 4.300 1.318 -411 1.264 ND -7,8 162,8 326,3 -41,5 25 Celene - CE 6.333 69,0 830 582 8.841 7.751 855 1.787 70,2 13,1 71,6 114,1 7,5 26 Isocel Isolantes - SC 5.844 93,6 763 592 6.719 2.151 1.076 793 77,6 13,1 87,0 312,4 27,5 4.818 -5,6 -53 -53 6.962 608 -28 4.325 ND -1,1 69,2 1.145,7 -8,7 27 Francisco Brennand - PE ( * ) 28 Rosalino - RO 3.840 – 130 89 6.780 5.350 546 66 68,7 3,4 56,6 126,7 1,7 29 Suape Porcelanato - PE 2.535 -56,0 1.707 1.707 58.819 12.689 87 -1.710 100,0 67,3 4,3 463,5 13,5 30 Cosmac - CE ( * ) 1.594 2,9 43 59 1.789 1.066 50 129 135,6 2,7 89,1 167,8 5,5 31 Porcelana Schmidt - PR 817 2,7 -12.922 -12.530 53.551 -161.280 -613 -44.081 ND -1.582,1 1,5 ND ND – -100,0 -1.751 11.919 92.896 54.823 -1.125 2.152 ND ND ND 169,5 21,7 32 Klace - SC 33 Transmix - SP – – -9.445 -6.635 65.708 15.230 -7.094 -295 ND ND ND 431,4 -43,6 34 Jatobá - SP – -100,0 – – 63.185 33.228 2.024 20.061 ND ND ND 190,2 ND – – -39 -42 18.195 16.301 -37 -17 ND ND ND 111,6 -0,3 35 Cecrisa S.A - SC 36 Ceno - RO – – -6 -6 14.460 2.921 20 -21 ND ND ND 495,1 -0,2 37 Azulejos Bahia - BA – – -1 -1 9.180 8.966 -3 -78 ND ND ND 102,4 0,0 38 Ornato - ES – – -6.184 -6.184 5.538 -11.100 -3.380 550 ND ND ND ND ND 39 Cerâmica Brasileira - RJ – – -115 -115 3.588 3.586 -197 -3 ND ND ND 100,1 -3,2 40 Terra Nova - AL ( * ) – – -284 -284 217 -2.310 – 68 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (40) 2.674.823 21,2 52.726 -328 4.349.044 941.329 337.228 377.249 84,8 3,3 76,4 217,7 1,7 CONCRETAGEM 1 Supermix - MG 1.174.785 23,1 74.226 57.142 379.618 132.045 122.723 18.097 77,0 6,3 309,5 287,5 43,3 2 Lafarge Brasil - RJ ( * ) 542.940 10,8 -19.048 76.276 1.100.598 668.874 82.936 39.809 ND -3,5 49,3 164,5 11,4 3 Redimix - RJ 187.440 21,7 4.810 3.537 79.184 7.866 6.213 -33.647 73,5 2,6 236,7 1.006,7 45,0 4 Topmix - MG ( * ) 163.317 31,7 2.490 2.490 80.422 22.287 8.480 -2.242 100,0 1,5 203,1 360,9 11,2 5 Precon - MG ( * ) 146.514 4,6 -5.896 -3.866 114.135 33.444 2.163 -398 ND -4,0 128,4 341,3 -11,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

212 | MELHORES DOS MAIORES 2011


minerais não metálicos Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CONCRETAGEM (continuação) 1.580 -5,7 -1.169 -1.226 7.374 3.775 -329 1.001 ND -74,0 21,4 195,4 -32,5 6 Incospal - ES 7 Cimento Davi - MG ( * ) 0 – -1.082 -1.082 9.321 6.949 -1.069 1.999 ND -300.513,9 – 134,1 -15,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 2.216.576 16,2 54.331 133.271 1.770.651 875.239 221.118 24.619 77,0 -3,5 165,7 287,5 11,2 DIVERSOS 1 Magnesita - MG 1.258.105 – 122.151 91.765 3.807.294 2.201.346 279.008 495.839 75,1 9,7 33,0 173,0 4,2 2 Caraíba - BA 401.014 48,1 112.870 104.446 683.685 233.691 188.975 55.172 92,5 28,2 58,7 292,6 44,7 3 Buritirama - SP 234.914 45,9 130.438 109.241 202.890 105.295 132.007 24.595 83,8 55,5 115,8 192,7 103,8 4 Codemig - MG 220.216 840,7 27.376 26.794 1.973.991 1.756.723 320.902 72.175 97,9 12,4 11,2 112,4 1,5 5 Cadam - PA ( * ) 141.656 -24,6 -16.634 -4.120 346.611 226.020 33.889 39.344 ND -11,7 40,9 153,4 -1,8 6 Tecnosulfur S.A - MG 97.383 51,0 25.959 16.973 70.335 49.897 23.548 4.177 65,4 26,7 138,5 141,0 34,0 7 CBE Equipamentos - PE ( * ) 69.324 17,6 -254 -254 505.010 97.919 9.971 17.164 ND -0,4 13,7 515,7 -0,3 8 Pedreira Anhanguera - SP ( * ) 40.955 – 1.594 516 63.646 20.954 6.336 -11.348 32,4 3,9 64,4 303,8 2,5 32.510 4,1 2.742 -164 21.944 6.718 3.700 -4.447 ND 8,4 148,2 326,6 -2,4 9 Vamtec Vitória - ES ( * ) 10 Tracomal Mineração - ES 24.912 38,2 -2.485 -2.145 55.772 15.157 2.091 27.650 ND -10,0 44,7 368,0 -14,2 19.985 5,1 -4.881 -4.881 50.397 14.351 -1.374 4.889 ND -24,4 39,7 351,2 -34,0 11 Fiabesa - PE 12 Santa Elina - MT 18.109 11,1 -7.588 -8.436 145.687 36.405 1.312 9.916 ND -41,9 12,4 400,2 -23,2 13 FÁbrica Olga - SP 10.439 18,8 1.248 993 5.154 3.168 258 1.172 79,6 12,0 202,5 162,7 31,4 9.196 – 285 15 10.403 7.076 299 – 5,1 3,1 88,4 147,0 0,2 14 Mineração Barreto - AL 15 Caulim NE - PE ( * ) 8.146 17,5 816 578 8.481 4.910 1.319 1.177 70,8 10,0 96,1 172,7 11,8 5.956 – 50 36 17.387 16.279 826 7.755 72,2 0,8 34,3 106,8 0,2 16 Fuji Mármores - PB ( * ) 17 Tomaz Salustino - RN ( * ) 5.044 3,3 814 814 5.436 5.265 807 394 100,0 16,2 92,8 103,3 15,5 18 Refranor - CE 1.340 -16,3 199 159 3.892 2.913 273 316 80,1 14,8 34,4 133,6 5,5 19 Calfibra - PR 857 -17,9 35 19 953 568 39 161 53,5 4,0 89,9 167,8 3,3 20 Sinval Duarte Pereira SA - RN – – -18 -18 3.036 2.939 -18 -5 ND ND ND 103,3 -0,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 2.600.061 17,5 394.717 332.330 7.982.004 4.807.594 1.004.168 746.097 75,1 8,4 58,7 170,3 2,0 LENTES E ÓTICA 1 Opto - SP ( * ) 61.278 55,3 3.180 4.282 69.668 4.716 10.838 15.142 134,7 5,2 88,0 1.477,2 90,8 2 Igal - RJ 26.764 62,5 12.643 11.283 22.915 18.566 12.183 -445 89,3 47,2 116,8 123,4 60,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 88.042 58,9 15.823 15.565 92.583 23.282 23.020 14.697 112,0 26,2 102,4 800,3 75,8 PEDRAS, MÁRMORES E GRANITOS 1 Embu - SP 176.568 14,7 37.815 24.282 851.330 606.352 59.638 -18.123 64,2 21,4 20,7 140,4 4,0 2 Concretran - RJ 52.063 6,9 21.091 13.935 86.588 40.189 22.446 41.703 66,1 40,5 60,1 215,5 34,7 3 Vitória Stone - ES ( * ) 26.642 3,9 2.581 1.722 54.280 22.883 4.244 29.542 66,7 9,7 49,1 237,2 7,5 4 Massaguaçu - SP ( * ) 24.756 35,4 -3.104 -3.250 37.976 3.972 1.835 1.065 ND -12,5 65,2 956,1 -81,8 5 Granitos - CE ( * ) 16.937 -9,0 26 26 25.919 526 3.273 18.107 100,0 0,2 65,3 4.929,2 4,9 6 Gramazon - RO ( * ) 13.840 15,8 -8.839 -8.839 22.978 -6.201 -5.486 8.617 ND -63,9 60,2 ND ND 7 Brilasa - PA 12.525 27,1 631 378 31.940 9.437 868 6.020 59,9 5,0 39,2 338,5 4,0 8 Granistone - CE 10.656 4,2 -21 20 15.675 5.043 1.023 6.047 ND -0,2 68,0 310,8 0,4 9 Brasvit Granitos - ES ( * ) 3.326 -37,4 -2.686 -2.686 13.885 3.527 -2.368 1.801 ND -80,8 24,0 393,7 -76,2 10 Pedreira Cachoeira - SP 902 5,5 -370 -370 9.610 7.815 -184 -36 ND -41,0 9,4 123,0 -4,7 11 Poligran Granitos - PB ( * ) 842 – 241 -17.113 84.843 26.236 17.596 879 ND 28,6 1,0 323,4 -65,2 6,2 47.365 8.104 1.235.023 719.779 102.885 95.621 66,1 0,2 49,1 317,1 2,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 339.057 VIDROS E CRISTAIS 1 Owens lllinois - SP 704.470 23,0 123.860 89.391 643.041 299.762 142.718 129.696 72,2 17,6 109,6 214,5 29,8 2 Saint-Gobain Vidros BRA - SP 490.912 6,1 25.407 35.312 500.775 372.712 89.837 78.591 139,0 5,2 98,0 134,4 9,5 315.916 16,4 19.297 18.369 481.187 316.454 42.277 114.831 95,2 6,1 65,7 152,1 5,8 3 Nadir Figueiredo - SP 4 CIV - PE ( * ) 286.789 -6,7 47.943 42.298 423.887 313.049 87.477 138.363 88,2 16,7 67,7 135,4 13,5 5 Electro Vidro - RJ ( * ) 124.263 -16,0 50.640 23.581 256.679 -104.244 -15.020 41.274 46,6 40,8 48,4 ND ND 6 UBV - SP 86.979 14,7 22.192 15.065 162.645 96.819 32.132 11.563 67,9 25,5 53,5 168,0 15,6 7 Vidroforte - RS 64.356 41,6 5.472 4.450 53.361 29.713 8.365 11.024 81,3 8,5 120,6 179,6 15,0 8 Vidroporto - SP 59.117 12,8 13.874 10.625 62.578 39.586 17.009 23.826 76,6 23,5 94,5 158,1 26,8 9 Cristal Blumenau - SC 6.469 4,5 -2.268 -2.268 8.593 -64.915 -1.849 -69.630 ND -35,1 75,3 ND ND 10 Owens Illinois - SP – – 6.999 4.707 86.345 85.734 -68 2.928 67,3 ND ND 100,7 5,5 11 Vidros São Domingos - RJ – – -35 -35 943 943 -43 – ND ND ND 100,0 -3,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 2.139.271 12,8 313.382 241.496 2.680.034 1.385.613 402.835 482.466 76,6 16,7 75,3 152,1 13,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Para o aço, um cenário instável

METALURGIA

Em conjuntura desfavorável, produtores revisam previsões e pedem correções no sistema de importações Nem tudo está tão sólido no cenário siderúrgico brasileiro. O bilionário projeto de aumento da capacidade produtiva anual das usinas instaladas no País está sitiado – ou ao menos ameaçado de sofrer atrasos – se persistir a cena atual. Um elevado nível de estoques de aço no País e no mundo afora se registra no momento em que a crise internacional ganha maior volume e o mercado interno se desacelera. Sem contar outros fatores também importantes como o preço de insumos, a concorrência das importações e, particularmente, a gigantesca capacidade de fabricação chinesa de produtos siderúrgicos. O plano de investimentos brasileiro, de US$ 30,7 bilhões entre este ano e 2016, prevê elevar a atual capacidade de produção de aço bruto de 47,9 milhões de toneladas para 56,7 milhões de toneladas ao fim do período. Com esse investimento, “a indústria brasileira de aço assegura uma oferta de produtos siderúrgicos capaz de atender plenamente ao crescimento do mercado interno e ainda manter níveis de exportação”, diz o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Na avaliação de Cristiane Mancini, analista setorial da Lafis – Informação de Valor, o setor baseou seu plano de expansão em cálculos superestimados de crescimento do mercado doméstico. “Foi dada importância demasiada aos even-

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tos Copa do Mundo e Olimpíadas, cujas obras estão muito arrastadas. E mesmo a construção civil não está crescendo como a indústria esperava. Agora, o cenário externo gera incertezas maiores sobre o interno”, diz Cristiane. Lopes não opina, entretanto, se os planos de expansão definidos pelas associadas da instituição esperarão por tempos mais propícios, mas deixa claro que os investimentos na “expansão da capacidade instalada da produção de aço bruto do setor estão diretamente vinculados ao crescimento efetivo do mercado interno, à correção das assimetrias competitivas e à prevalência de regras de mercado”. Se os projetos continuam, as projeções para o setor neste ano já foram revistas para baixo. A previsão é de produção de 36,3 milhões de toneladas de aço bruto, 10,5% superior a 2010 e, no entanto, mais de 3 milhões de toneladas abaixo da previsão anterior. Agora, o que se estima é que as vendas internas de aço cresçam 8,9% ao fim de 2011, para 22,5 milhões de toneladas, ante as cerca de 24 milhões de toneladas projetadas anteriormente. O consumo aparente nacional alcançaria 25,8 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos, recuo de 0,9% em relação a 2010, comparativamente às mais de 27 milhões de toneladas esperadas nas previsões anteriores. Já as exportações saltariam a 12,2 milhões de toneladas, em relação às 12,8 milhões


de toneladas estimadas, gerando US$ 8,5 bilhões, com crescimento de 24,8% e 46,6%, respectivamente. A meta para as importações permanecem: recuarão 42,4% em volume, para 3,4 milhões de toneladas, e 27,3% em valor, totalizando US$ 4 bilhões. Na avaliação da Lafis, as importações crescem, alcançando em torno de 5 milhões de toneladas neste ano, 5,1 milhões no próximo e 5,3 milhões em 2013. As exportações também seguem em alta, atingindo 10,4 milhões de toneladas neste ano, 12,1 milhões no ano que vem e 14,1 milhões em 2013. Já a produção de aço bruto deverá alcançar 37,9 milhões de toneladas em 2011, saltando para 45,3 milhões no próximo ano e para 48,3 milhões em 2013. O faturamento da siderurgia nacional fechará em R$ 71,8 bilhões neste ano, projeta a Lafis, com alta de 12,6% sobre 2010. Lopes argumenta que a revisão do Instituto Aço Brasil reflete principalmente a expectativa de menor crescimento do mercado interno, devido ao desaquecimento da economia, à persistência de estoques elevados e à acirrada competição das importações, particularmente em setores consumidores intensivos em aço. Ou seja, além da competição com as importações diretas de aço, o setor perde oportunidades com o aumento das compras externas do Brasil de bens manufaturados e semimanufaturados. E Lopes faz coro ao restante da indústria brasileira, que enxerga nisso um processo de desindustrialização. “A queda no consumo aparente reforça as preocupações da indústria do aço quanto a um processo de desindustrialização no País, evidenciado pela perda de participação da indústria no PIB”, afirma, acrescentando que é urgente a adoção de medidas que eliminem os fatores que prejudicam a competitividade da indústria e revertam esse processo “de desindustrialização e de primarização das exportações”.

EXCESSO DE OFERTA Medidas como as tomadas pelo governo, que elevou em 30 pontos percentuais o IPI sobre veículos com baixo grau de nacionalização, trarão impactos positivos na demanda por aço, ele acredita. “É notório que, em razão da valorização do câmbio, da situação internacional e do impacto do custo-Brasil, as importações de veículos e autopeças vinham crescendo aceleradamente, muitas vezes de forma predatória, tornando necessária uma medida dessa natureza. Outras medidas desse tipo poderiam ser aprovadas também por outros setores que vêm sofrendo impactos do mercado internacional.” Dados da World Steel Association mostram que o mercado mundial de aço enfrenta um excesso de oferta de 532 milhões de toneladas, das quais 200 milhões são somente da China. A forte produção chinesa tem piorado o humor do setor siderúrgico mundial, preocupado com que o país asiático, maior produtor de aço do mundo (com 790 milhões de toneladas anuais), inunde o mercado com mais excedentes, ante um previsto desaquecimento também da economia local. No Brasil, o volume de estoque está em 3,5 meses, quando o normal varia de 2 a 2,6 meses. Em 2010, conforme o Instituto Aço Brasil, a China foi o maior exportador de aço para o País, com 1,8 milhão de toneladas (US$ 1,4 bilhão) e importou apenas 285 mil toneladas (US$ 126 milhões em divisas). “O setor siderúrgico brasileiro exige reciprocidade do governo chinês. As empresas brasileiras não encontram na China as mesmas condições para investir que as chinesas encontram no Brasil, onde estão fazendo pesados aportes de recursos, sem limitação de capital, na aquisição de ativos. Assegurar a reciprocidade é fundamental nas relações bilaterais. Investimentos e participação majoritária no capital de empresas de siderurgia e mineração são os pontos-chave”, diz o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil.

Em 2010, a China exportou 1,8 milhão de toneladas de aço e importou só 285 mil toneladas. A indústria siderúrgica brasileira exige reciprocidade

(IN)

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METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AÇO 1 Arcelormittal - MG ( * ) 11.555.073 13,4 1.350.485 2.728.593 24.488.948 11.562.600 1.320.053 894.340 202,1 11,7 47,2 211,8 2 Usiminas - MG 11.424.351 37,7 1.359.926 1.571.840 29.345.091 17.432.599 2.092.526 4.805.236 115,6 11,9 38,9 168,3 3 CSN - RJ ( * ) 8.604.360 -15,9 2.293.571 2.568.577 32.454.410 5.564.633 3.548.991 3.433.969 112,0 26,7 26,5 583,2 4 Gerdau Aços Longos - RJ 7.866.041 12,1 1.494.474 1.549.359 11.208.201 7.044.612 1.812.708 1.091.112 103,7 19,0 70,2 159,1 5 Gerdau Açominas - MG 4.348.240 52,5 86.997 -123.940 7.398.173 4.198.819 833.591 1.489.620 ND 2,0 58,8 176,2 6 ArcelorMittal Inox Brasil - MG 2.737.540 32,1 396.971 309.599 4.676.151 2.197.833 349.846 552.298 78,0 14,5 58,5 212,8 7 Votorantim Sidergia - SP 1.864.690 40,7 -26.294 27.046 3.840.501 1.898.945 366.076 303.447 ND -1,4 48,6 202,2 8 Aços Villares - SP ( * ) 1.456.412 -34,0 259.124 199.433 1.848.337 901.342 284.360 244.606 77,0 17,8 78,8 205,1 9 Arcelormittal Tubarão - SP 1.218.750 16,8 20.614 21.740 372.176 256.666 15.603 157.125 105,5 1,7 327,5 145,0 10 Armco do Brasil - SP 455.626 11,2 -10.392 39.787 375.768 174.231 12.183 121.352 ND -2,3 121,3 215,7 11 Panatlântica - RS 287.287 29,6 20.368 19.967 251.814 142.082 15.770 84.371 98,0 7,1 114,1 177,2 12 Brasmetal Waelzholz - SP ( * ) 255.612 -19,3 13.397 12.483 196.467 165.441 27.646 100.545 93,2 5,2 130,1 118,8 13 Villares Metals - SP ( ** ) 143.108 -69,2 22.872 24.585 1.076.553 498.033 81.696 124.790 107,5 16,0 13,3 216,2 85.532 67,5 8.924 6.317 71.661 42.159 13.754 11.754 70,8 10,4 119,4 170,0 14 Sid São Joaquim - SP 15 Panatlântica Catarinense - SC 83.478 24,0 4.806 6.314 65.745 39.231 4.188 21.113 131,4 5,8 127,0 167,6 73.504 51,9 2.020 2.007 79.671 35.521 6.250 40.916 99,4 2,8 92,3 224,3 16 Açofergos Turbos e Perfil - GO 17 Perfinaço - MG ( * ) 36.886 4,9 1.248 855 24.109 14.248 2.248 4.670 68,5 3,4 153,0 169,2 18 J L Aliperti - SP 26.036 15,5 6.805 4.565 195.062 138.538 6.624 9.978 67,1 26,1 13,4 140,8 19.730 -95,3 -45 -63 39.320 629 2.506 2.070 ND -0,2 50,2 6.247,4 19 Sinobras - PA 20 Flecksteel - RS ( * ) 11.622 2,9 509 382 28.357 24.492 1.901 6.879 75,1 4,4 41,0 115,8 – – -10.901 -10.901 60.162 59.397 -12.655 -133 ND ND ND 101,3 21 Baosteel - ES 22 CSP - RJ ( * ) – – -3.901 -3.901 20.071 19.749 -4.487 -68 ND ND ND 101,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 52.553.878 14,4 7.291.578 8.954.644 118.116.748 52.411.798 10.781.378 13.499.990 98,7 6,4 58,8 173,1 ALUMÍNIO E ARTEFATOS 1 CBA Alumínio - SP 2.577.590 21,1 390.137 317.252 11.702.879 6.154.934 478.041 587.486 81,3 15,1 22,0 190,1 2 Alcoa - MG 1.901.483 -0,7 -298.774 -317.559 8.231.930 2.695.064 73.400 64.085 ND -15,7 23,1 305,4 3 Albrás - PA 1.652.854 20,2 -20.327 -37.889 3.148.767 2.114.602 151.716 149.467 ND -1,2 52,5 148,9 4 Acro - SP 256.805 29,9 25.680 27.567 149.203 81.767 36.386 6.887 107,4 10,0 172,1 182,5 5 Valesul - RJ ( * ) 249.068 -43,1 -152.417 -152.417 670.026 503.829 -131.491 9.471 ND -61,2 37,2 133,0 6 Asa Alumínio - SP ( * ) 88.043 – 12.482 8.138 47.698 20.499 13.845 8.741 65,2 14,2 184,6 232,7 7 Alumínio NE - PE 77.546 4,7 21.455 21.961 133.756 53.913 24.264 29.521 102,4 27,7 58,0 248,1 8 Exall - SP 46.413 – 423 122 50.747 16.531 1.323 8.900 28,8 0,9 91,5 307,0 9 Alubar - PA ( * ) 36.721 4,5 -9.273 2.414 152.399 84.517 -4.638 6.130 ND -25,3 24,1 180,3 10 Vamtec - MG 36.127 47,4 8.595 4.417 22.539 18.321 8.265 1.841 51,4 23,8 160,3 123,0 11 Ferkoda - SP 29.920 10,4 2.076 1.297 22.182 10.631 3.063 5.806 62,5 6,9 134,9 208,7 12 Alubillets - SP 26.023 4,6 -124 -96 22.981 4.550 -1.158 6.052 ND -0,5 113,2 505,1 13 Starminas - MG 17.614 46,4 1.974 1.414 22.765 12.704 5.305 2.051 71,6 11,2 77,4 179,2 14 Jan Lips - SP 15.705 15,4 -272 -272 20.310 16.165 -641 1.692 ND -1,7 77,3 125,6 15 Incometal - SP 10.507 17,8 -472 -472 10.252 4.871 540 3.634 ND -4,5 102,5 210,5 16 Metal Norte - PA 1.372 21,0 372 340 1.667 1.638 374 1.363 91,3 27,1 82,3 101,8 17 JLJ Indústria e Comércio - SP 771 -94,7 -1.644 -1.644 8.214 4.956 -1.453 1.563 ND -213,2 9,4 165,7 18 Allog - BA ( * ) – – -2.375 -2.151 33.283 13.677 -1.743 2.200 ND ND ND 243,4 19 Ecoalumi Aluminios - PR – – -111 -111 6.057 5.035 -59 -108 ND ND ND 120,3 15,4 -22.593 -127.690 24.457.655 11.818.204 655.338 896.781 71,6 0,9 77,4 182,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (19) 7.024.562 ARTEFATOS DE AÇO 1 V&M - MG 2.284.418 10,6 614.832 579.918 3.973.436 3.000.663 704.386 270.547 94,3 26,9 57,5 132,4 2 Confab - SP 882.805 -55,3 92.083 95.582 1.777.194 1.336.639 144.855 425.174 103,8 10,4 49,7 133,0 388.437 -13,8 -14.351 31.586 553.514 259.822 -6.424 111.307 ND -3,7 70,2 213,0 3 Tuper - SC ( * ) 4 Meincol - RS ( ** ) 222.599 -33,1 -8.419 -5.566 191.529 52.724 12.050 41.069 ND -3,8 116,2 363,3 5 Apolo - SP 180.124 50,3 6.295 9.867 211.595 140.600 27.776 60.163 156,7 3,5 85,1 150,5 6 Lupatech - RS 178.511 -22,6 -119.796 -73.224 1.241.685 182.460 -16.918 86.332 ND -67,1 14,4 680,5 7 Perfipar - SC 175.023 22,2 -1.744 -873 144.178 62.207 4.611 51.855 ND -1,0 121,4 231,8 8 Apolo Tubos - RJ 156.221 4,9 8.436 12.381 214.730 62.265 28.863 36.068 146,8 5,4 72,8 344,9 9 Aço Altona - SC 145.891 21,7 7.921 5.927 237.963 45.809 23.799 32.282 74,8 5,4 61,3 519,5 10 Golin - SP 82.567 51,8 6.316 4.551 47.607 28.373 8.033 10.843 72,1 7,7 173,4 167,8 11 Açoforja - MG 68.604 10,1 3.386 2.328 64.962 53.493 5.574 20.483 68,8 4,9 105,6 121,4 12 Forjasul Canoas - RS 24.063 12,1 13.506 10.134 94.475 92.635 6.217 11.414 75,0 56,1 25,5 102,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

216 | MELHORES DOS MAIORES 2011

23,6 9,0 46,2 22,0 -3,0 14,1 1,4 22,1 8,5 22,8 14,1 7,6 4,9 15,0 16,1 5,7 6,0 3,3 -10,1 1,6 -18,4 -19,8 8,0 5,2 -11,8 -1,8 33,7 -30,3 39,7 40,7 0,7 2,9 24,1 12,2 -2,1 11,1 -1,7 -9,7 20,7 -33,2 -15,7 -2,2 0,7 19,3 7,2 12,2 -10,6 7,0 -40,1 -1,4 19,9 12,9 16,0 4,4 10,9


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS DE AÇO (CONTINUAÇÃO) 13 Altivo - MG 22.954 94,9 -3.663 -3.660 19.731 4.291 -26 4.376 ND -16,0 116,3 459,9 -85,3 14 Frederico Missner - SC 15.148 45,4 1.432 973 28.629 13.947 2.272 750 68,0 9,5 52,9 205,3 7,0 15 Fornasa - SP – – -59.872 -59.872 251.523 -487.370 206 88 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 4.827.365 11,4 546.362 610.052 9.052.751 4.848.557 945.275 1.162.750 75,0 5,2 71,5 209,2 7,1 CALDEIRARIA 1 dedini - SP ( * ) 1.179.918 -31,4 -95.515 -98.813 1.194.725 734 -90.244 -202.752 ND -8,1 98,8 162.769,1 -13.462,3 2 CBC Inds Pesadas - SP 384.100 11,9 61.512 41.175 581.218 273.667 50.018 95.376 66,9 16,0 66,1 212,4 15,1 3 Nuclep - RJ 240.874 37,1 -3.924 -3.925 245.745 -57.347 24.616 -19.373 ND -1,6 98,0 ND ND 4 EBSE - RJ ( * ) 106.287 -16,8 3.626 2.421 95.466 26.582 8.109 18.576 66,8 3,4 111,3 359,1 9,1 5 Aalborg - RJ 57.459 16,8 10.100 6.780 42.396 17.406 10.604 6.218 67,1 17,6 135,5 243,6 39,0 6 Conger - SP 24.184 30,7 5.908 3.926 34.765 18.681 5.347 -5.829 66,5 24,4 69,6 186,1 21,0 7 Oyamota - PA ( * ) 20.015 -6,3 4.438 4.335 50.727 14.509 5.904 11.743 97,7 22,2 39,5 349,6 29,9 13.128 33,2 628 367 13.909 3.514 896 1.353 58,5 4,8 94,4 395,8 10,5 8 Tenge - SP 9 Konus Icesa - RJ 12.617 -13,4 203 155 12.133 7.614 163 849 76,4 1,6 104,0 159,4 2,0 8.119 -5,4 3.097 2.442 23.296 15.389 1.428 -746 78,9 38,1 34,9 151,4 15,9 10 Weco - RS 11 Lunasa - MG ( * ) 6.236 -52,9 -1.466 -1.466 6.212 -485 -1.418 4.075 ND -23,5 100,4 ND ND 12 Inoxil - SP ( * ) 5.710 – 651 617 7.865 1.493 1.625 3.154 94,8 11,4 72,6 526,7 41,3 539 – 425 376 639 397 425 -42 88,3 78,9 84,4 160,8 94,5 13 Gans Oxicorte - SC ( * ) 14 Nordon - SP – – -1.704 -3.355 24.500 -39.916 -1.300 -857 ND ND ND ND ND – – -375 -375 7.991 5.411 -375 -5 ND ND ND 147,7 -6,9 15 Navesul - PE ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 2.059.187 -5,4 -12.396 -45.340 2.341.586 287.649 15.800 -88.258 71,7 11,4 94,4 228,0 15,5 COBRE E ARTEFATOS 1 Termomecânica - SP 889.216 59,2 214.373 135.132 1.244.110 1.083.380 175.894 450.513 63,0 24,1 71,5 114,8 12,5 2 Melt Metais e Ligas - RO ( * ) 44.629 -19,1 -7.792 -4.335 46.386 6.939 -3.004 -3.211 ND -17,5 96,2 668,5 -62,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 933.845 20,1 206.581 130.797 1.290.496 1.090.319 172.890 447.302 63,0 3,3 83,8 391,7 -25,0 DIVERSOS 1 Belgo Bekaert - MG 1.490.178 30,2 -30.886 134.321 1.271.681 689.335 27.802 185.858 ND -2,1 117,2 184,5 19,5 2 Gerdau Aços - RS 1.088.337 44,4 267.078 170.652 2.413.416 1.607.176 291.244 186.048 63,9 24,5 45,1 150,2 10,6 3 Belgo Bekaert - BA 699.665 15,9 184.274 168.890 537.845 454.867 175.700 39.556 91,7 26,3 130,1 118,2 37,1 4 Galvasud - RJ ( * ) 646.389 -0,1 163.253 108.586 872.629 783.420 157.242 261.765 66,5 25,3 74,1 111,4 13,9 5 Tramontina Cutelaria - RS 459.676 23,5 72.173 51.521 514.372 271.020 90.813 321.630 71,4 15,7 89,4 189,8 19,0 6 Morlan - SP 329.267 5,5 49.811 34.052 213.319 179.633 51.379 71.601 68,4 15,1 154,4 118,8 19,0 7 Unigal - MG 290.031 47,6 255.380 168.745 1.277.972 962.464 251.017 79.887 66,1 88,1 22,7 132,8 17,5 8 Perfilados Rio Doce - ES 285.998 43,9 26.461 43.226 222.790 197.055 29.047 94.530 163,4 9,3 128,4 113,1 21,9 9 Mundial - SP 278.556 13,6 38.716 16.687 832.994 136.349 21.392 21.553 43,1 13,9 33,4 610,9 12,2 10 Painco - SP 271.661 127,3 23.928 19.605 173.424 78.688 30.765 8.304 81,9 8,8 156,7 220,4 24,9 11 BMB Belgo Mineira - MG 252.245 – 20.152 22.255 185.264 83.954 40.493 6.223 110,4 8,0 136,2 220,7 26,5 12 Sandvik Mining - SP 248.494 34,7 -20.033 -16.846 274.498 48.759 9.337 119.705 ND -8,1 90,5 563,0 -34,6 13 Ferrolene - SP ( * ) 242.245 28,9 14.564 10.985 129.991 89.225 19.627 11.096 75,4 6,0 186,4 145,7 12,3 14 Mor - RS 235.647 42,9 33.423 26.559 230.788 82.429 39.686 136.908 79,5 14,2 102,1 280,0 32,2 15 Sandvik - SP 205.127 1,4 -8.221 -56.510 170.861 -7.206 24.876 37.283 ND -4,0 120,1 ND ND 200.387 26,5 36.435 24.266 242.670 194.084 37.164 151.455 66,6 18,2 82,6 125,0 12,5 16 Tramontina Farroupilha - RS 17 Thyssenkrupp CSA - RJ ( ** ) 156.673 – -367.522 -67.539 14.339.758 11.778.487 -879.340 516.787 ND -234,6 1,1 121,8 -0,6 18 Axis - RJ 155.035 – 16.118 11.758 50.024 14.888 18.206 35.622 73,0 10,4 309,9 336,0 79,0 19 Stam - RJ ( * ) 143.393 -7,5 27.150 17.462 143.299 110.811 35.214 24.500 64,3 18,9 100,1 129,3 15,8 20 Águia Sistemas - PR 139.052 15,2 3.685 10.505 181.543 111.460 23.423 30.700 285,1 2,7 76,6 162,9 9,4 135.316 25,4 -6.976 -7.143 222.923 28.809 11.860 51.087 ND -5,2 60,7 773,8 -24,8 21 Pado SA - SP 22 Jardim Sistemas - SP 122.205 3,3 2.502 2.874 69.423 5.890 6.516 13.527 114,9 2,1 176,0 1.178,6 48,8 23 Tekno - SP 117.922 18,9 34.747 24.881 249.619 222.133 27.133 33.903 71,6 29,5 47,2 112,4 11,2 24 Aliança Metalúrgica - SP 116.581 14,4 2.038 1.582 179.574 -30.324 1.553 17.947 77,6 1,8 64,9 ND ND 25 Tramontina TEEC - RS 96.567 34,6 20.953 15.664 113.765 73.828 21.532 47.359 74,8 21,7 84,9 154,1 21,2 26 Metalúrgica Duque - SC 95.255 6,0 2.222 1.598 159.479 91.224 12.722 15 71,9 2,3 59,7 174,8 1,8 27 Santa Clara/Met - MG ( * ) 88.498 -15,2 7.228 6.656 63.342 35.409 8.205 21.063 92,1 8,2 139,7 178,9 18,8 28 Sandvik Materials - SP 71.423 – -1.763 -2.799 31.949 8.078 -727 8.172 ND -2,5 223,6 395,5 -34,7 29 Mat - SP 70.465 49,8 -1.985 -2.091 85.343 52.806 -2.515 50.058 ND -2,8 82,6 161,6 -4,0 30 Permetal - SP 68.935 15,1 20.014 15.222 65.188 30.910 20.014 – 76,1 29,0 105,8 210,9 49,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 217


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 66.262 -3,3 3.803 3.217 84.534 33.963 5.252 48.430 84,6 5,7 78,4 248,9 9,5 31 Brasilamarras - RJ 32 Diaco - ES 55.822 3,7 4.998 3.007 49.416 44.566 5.827 – 60,2 9,0 113,0 110,9 6,8 33 Brasimet - SP 55.783 7,5 -11.839 -7.980 99.081 25.948 -7.760 2.434 ND -21,2 56,3 381,8 -30,8 34 União Metais - SP 54.554 28,5 8.530 5.409 36.608 29.818 8.537 16.255 63,4 15,6 149,0 122,8 18,1 35 Metalosa - ES 53.040 14,4 1.477 1.077 28.944 16.733 2.283 18.769 72,9 2,8 183,3 173,0 6,4 36 Brassinter - SP 49.934 16,5 2.117 1.075 46.949 39.252 5.116 8.820 50,8 4,2 106,4 119,6 2,7 37 Inal - BA ( * ) 49.158 -5,8 -10.580 -10.580 51.264 36.958 -11.071 8.621 ND -21,5 95,9 138,7 -28,6 38 Metform - MG ( * ) 45.041 -13,0 2.724 2.958 36.659 21.116 3.240 5.816 108,6 6,1 122,9 173,6 14,0 39 Perfilor - SP 44.225 7,5 -5.836 -5.836 35.048 -4.019 -1.770 19.829 ND -13,2 126,2 ND ND 40 Bleistahl - RS 44.220 24,0 11.576 7.473 29.326 23.240 12.685 9.725 64,6 26,2 150,8 126,2 32,2 41 Haga - RJ 33.782 15,4 4.699 3.518 35.274 -107.879 10.066 9.868 74,9 13,9 95,8 ND ND 42 Estemetal - SP ( * ) 33.178 -2,9 1.406 1.142 27.436 3.060 3.151 15.222 81,2 4,2 120,9 896,6 37,3 43 Socotherm - SP 31.561 -69,5 -3.711 -2.657 44.551 21.557 -3.792 8.169 ND -11,8 70,8 206,7 -12,3 24.787 34,3 775 658 18.127 5.021 3.866 3.008 84,9 3,1 136,7 361,0 13,1 44 Cascadura - BA 45 denver - MG 21.679 23,8 311 241 13.990 2.874 954 2.310 77,2 1,4 155,0 486,7 8,4 20.333 -39,9 203 171 20.135 5.011 1.437 5.174 84,5 1,0 101,0 401,8 3,4 46 Gans - PR ( * ) 47 GraÚna Aerospace - SP ( * ) 18.397 -50,7 -18.288 -18.288 28.304 2.415 -11.407 106 ND -99,4 65,0 1.172,0 -757,3 48 Metalgrade - SP 15.920 16,3 666 498 7.698 -8.480 666 -9.910 74,8 4,2 206,8 ND ND 15.265 -18,7 -4.052 -4.732 21.279 6.673 -3.701 -1.894 ND -26,6 71,7 318,9 -70,9 50 Protubo - RJ 51 Lufer - PR 11.455 -22,2 682 468 8.329 3.757 1.185 2.145 68,6 6,0 137,5 221,7 12,5 10.593 -26,2 2.063 5.896 9.910 5.912 3.612 -703 285,7 19,5 106,9 167,6 99,7 52 M2R - MG ( * ) 53 Yoshida NE - CE ( * ) 10.516 -1,4 5.088 3.689 26.236 22.372 3.543 4.660 72,5 48,4 40,1 117,3 16,5 54 Brasimet PVD - SP ( * ) 8.526 -13,0 -715 -231 14.407 9.479 225 2.048 ND -8,4 59,2 152,0 -2,4 55 Telos Equipamentos - PR 8.235 15,9 -273 -242 8.501 969 674 1.928 ND -3,3 96,9 876,8 -25,0 57 Tacin - PA ( * ) 6.962 -33,4 -128 -128 11.916 4.554 518 1.396 ND -1,8 58,4 261,7 -2,8 58 Tecnofer - MG ( * ) 6.476 -35,1 -100 -218 4.868 1.968 588 3.137 ND -1,6 133,0 247,3 -11,1 59 Hércules Talheres - SP ( * ) 6.465 -29,6 -1.260 -4.059 18.657 -286.107 5.640 -814 ND -19,5 34,7 ND ND 61 Xilotécnica - SP 4.447 19,9 549 441 4.823 1.593 617 3.192 80,4 12,3 92,2 302,8 27,7 63 Nigatec - RJ ( * ) 3.930 – -3.566 -3.566 2.729 1.481 -3.882 -538 ND -90,7 144,0 184,3 -240,8 64 Metalúrgicos Nordeste - PB ( * ) 3.870 – -1.013 -1.013 10.448 -2.869 -313 -10.511 ND -26,2 37,0 ND ND 65 Magnum - RS ( * ) 3.405 -35,2 1.531 1.438 4.812 1.879 1.580 1.113 93,9 45,0 70,8 256,1 76,5 67 Pisa Pará - PA 2.808 24,1 31 23 2.415 1.068 38 -241 76,0 1,1 116,3 226,1 2,2 68 Gazola - RS ( * ) 2.393 -56,4 -8.942 -8.942 17.108 -101.514 -1.822 -12.796 ND -373,7 14,0 ND ND 69 Giometti - SP 2.191 11,7 -757 -10 4.835 4.220 -794 1.311 ND -34,5 45,3 114,6 -0,2 71 Brasinox - RN ( * ) 1.201 – -589 -589 69.479 57.770 -352 -727 ND -49,1 1,7 120,3 -1,0 72 Organizações S R - MG ( * ) 477 -64,6 -125 -138 12.403 10.457 -117 2.427 ND -26,2 3,9 118,6 -1,3 73 Manchester - MG ( * ) 247 – -13 -8 124 66 -11 25 ND -5,4 199,0 188,6 -11,7 74 BR Metal - MG ( * ) 132 – 19 4 4.728 4.133 -2 – 21,3 14,3 2,8 114,4 0,1 75 Ipam - PE ( * ) – – -3.657 -3.657 26.759 3.395 -3.657 19 ND ND ND 788,2 -107,7 76 Ochialli AM - AM ( * ) – – – – 18.739 5.679 – 627 ND ND ND 330,0 ND 77 Eberle Bellini - RS – – -38 -38 9.379 9.066 -11 -76 ND ND ND 103,5 -0,4 79 Aricanduva/Met - SP – – 200 200 1.785 1.767 201 -19 100,0 ND ND 101,1 11,4 80 IMRC - MT ( * ) – – 7 5 1.487 1.384 -5 3 76,0 ND ND 107,4 0,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (80) 9.666.949 11,7 869.717 930.898 26.574.435 18.377.888 639.950 2.762.999 76,0 4,2 96,4 181,3 10,0 EMBALAGENS 1 Metalúrgica Prada - SP ( * ) 880.963 248,1 -8.772 -80.908 608.260 483.656 -18.442 178.959 ND -1,0 144,8 125,8 -16,7 2 Crown Embalagens - AM 525.199 24,9 120.155 148.885 558.975 243.502 115.457 17.684 123,9 22,9 94,0 229,6 61,1 3 Brasilata Embalagens - SP 323.670 22,6 10.919 10.012 183.742 77.393 25.919 63.636 91,7 3,4 176,2 237,4 12,9 167.785 19,2 14.667 14.667 153.706 105.235 28.514 71.567 100,0 8,7 109,2 146,1 13,9 4 Metalic NE - CE 5 Impacta - SP 154.439 32,4 27.645 19.009 120.653 77.555 40.789 18.202 68,8 17,9 128,0 155,6 24,5 6 Rimet - SP ( * ) 127.803 12,2 14.099 14.140 165.704 -233.887 32.816 -179.935 100,3 11,0 77,1 ND ND 7 Metalgráfica IguaçU - PR 92.443 30,2 422 277 73.213 48.319 1.482 31.858 65,6 0,5 126,3 151,5 0,6 8 Mecesa - CE ( * ) 88.961 15,3 12.591 9.512 65.509 17.311 17.550 12.655 75,6 14,2 135,8 378,4 55,0 9 Metalúrgica MocOca - SP 84.568 4,0 18.757 12.753 172.467 162.591 11.145 26.555 68,0 22,2 49,0 106,1 7,8 10 Renda - PE ( * ) 68.386 3,1 5.862 5.522 68.161 25.993 10.796 16.505 94,2 8,6 100,3 262,2 21,3 11 Barra do Piraí - RJ ( * ) 39.665 -26,7 -6.930 -8.190 172.766 65.083 -3.403 46.444 ND -17,5 23,0 265,5 -12,6 12 GMM Embalagens - RJ ( * ) 37.506 -1,1 683 376 12.927 1.349 2.294 3.858 55,1 1,8 290,1 958,3 27,9 13 Trivisan - PR ( * ) 18.571 -26,7 -3.385 -3.480 19.293 5.214 -2.124 7.487 ND -18,2 96,3 370,0 -66,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

218 | MELHORES DOS MAIORES 2011


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % EMBALAGENS (CONTINUAÇÃO) 14.328 -3,0 -387 -139 17.445 1.088 636 3.187 ND -2,7 82,1 1.603,4 -12,8 14 Metalbasa - BA 15 Prorack - SP 7.056 15,8 307 228 4.686 3.389 153 -807 74,4 4,4 150,6 138,3 6,7 239 50,4 -690 -710 10.976 -3.384 -585 35 ND -288,9 2,2 ND ND 16 Giorgi - SP 17 Febernati - RS ( * ) – -100,0 -183 243 15.373 8.988 -94 1.631 ND ND ND 171,0 2,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (17) 2.631.582 15,3 205.761 142.197 2.423.855 1.089.395 262.903 319.521 75,6 3,9 104,7 229,6 7,8 ESTANHO E ARTEFATOS 1 Estanho de Rondônia - RO ( * ) 18.479 – -7.404 -8.051 19.246 14.720 -5.489 2.084 ND -40,1 96,0 130,8 -54,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 18.479 – -7.404 -8.051 19.246 14.720 -5.489 2.084 ND -40,1 96,0 130,8 -54,7 ESTRUTURAS METÁLICAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL 1 Medabil - RS 406.437 -3,0 -30.687 -20.807 517.041 117.592 -13.383 52.687 ND -7,6 78,6 439,7 -17,7 360.850 211,9 25.803 23.664 179.252 25.503 29.941 19.679 91,7 7,2 201,3 702,9 92,8 2 Tomé Engenharia - SP 3 Irmãos Passaura - PR ( * ) 210.043 5,9 35.905 24.450 98.956 42.560 38.898 -3.901 68,1 17,1 212,3 232,5 57,5 168.671 41,9 30.338 22.227 90.099 47.102 35.443 47.500 73,3 18,0 187,2 191,3 47,2 4 Armco Staco - RJ 5 Metasa - RS 141.786 -16,3 -1.023 7.288 194.434 80.369 5.563 12.518 ND -0,7 72,9 241,9 9,1 6 Brafer - PR 126.926 -27,0 5.604 12.536 225.173 151.108 6.317 21.042 223,7 4,4 56,4 149,0 8,3 7 Sadefem - SP ( * ) 97.749 -4,5 -77.495 -109.444 292.526 -76.937 -54.093 5.122 ND -79,3 33,4 ND ND 8 Açotec - SC 74.159 2,4 -15.192 -14.333 95.841 14.628 -7.545 2.036 ND -20,5 77,4 655,2 -98,0 9 Rhodes - MG 54.324 30,7 6.467 3.995 39.209 21.319 7.476 14.539 61,8 11,9 138,6 183,9 18,7 10 Alufer Estruturas - SP 31.714 7,7 26.148 36.028 75.779 66.901 23.374 19.190 137,8 82,5 41,9 113,3 53,9 11 Seccional - PR 27.652 -12,0 13.003 11.602 47.939 38.881 12.904 8.868 89,2 47,0 57,7 123,3 29,8 12 Danielli - SP 10.754 18,5 1.317 1.250 10.870 1.845 854 -1.055 94,9 12,3 98,9 589,2 67,8 13 Copem - PA ( * ) 2.301 -29,9 158 313 6.079 5.512 175 774 198,8 6,9 37,8 110,3 5,7 14 Brafer Investimentos - MG 495 2,5 983 1.541 25.649 24.862 999 772 156,8 198,5 1,9 103,2 6,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 1.713.861 2,4 21.329 309 1.898.848 561.247 86.923 199.772 93,3 9,5 75,2 191,3 18,7 FERRAGENS E FERRAMENTAS 1 Gedore - RS 190.290 50,6 38.739 24.701 151.178 114.039 40.345 102.415 63,8 20,4 125,9 132,6 21,7 2 Tramontina Multi - RS 150.596 18,9 11.725 9.702 142.423 51.567 15.348 97.223 82,7 7,8 105,7 276,2 18,8 3 Brametal - ES 143.633 25,3 19.499 17.372 149.499 82.789 24.096 38.223 89,1 13,6 96,1 180,6 21,0 4 Tramontina Garibaldi - RS 110.795 22,8 21.699 14.356 119.051 92.628 22.238 79.488 66,2 19,6 93,1 128,5 15,5 5 Dormer - SP ( * ) 89.665 -30,6 -6.724 -6.831 91.651 43.832 3.581 27.246 ND -7,5 97,8 209,1 -15,6 6 Famastil - RS 83.474 35,3 6.015 5.008 63.709 32.987 7.695 35.207 83,3 7,2 131,0 193,1 15,2 7 GT Mericol - SP 65.691 5,9 -1.734 -1.734 33.519 4.238 799 6.613 ND -2,6 196,0 790,9 -40,9 8 Jackwal - RS 41.713 11,5 7.957 5.738 35.135 27.436 9.514 14.544 72,1 19,1 118,7 128,1 20,9 9 Takono - MG ( * ) 41.406 -7,4 4.380 2.937 11.422 5.253 5.281 2.628 67,1 10,6 362,5 217,4 55,9 18,9 101.556 71.249 797.588 454.769 128.897 403.587 72,1 10,6 118,7 193,1 18,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 917.262 METAIS PRECIOSOS 1 Vivara - AM 578.112 22,9 71.264 48.549 614.921 204.676 129.464 390.410 68,1 12,3 94,0 300,4 23,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 578.112 22,9 71.264 48.549 614.921 204.676 129.464 390.410 68,1 12,3 94,0 300,4 23,7 PORCAS E PARAFUSOS 1 Ciser - SC 266.654 17,0 11.442 44.604 1.245.092 961.722 12.350 102.415 389,8 4,3 21,4 129,5 2 Acument - SP ( * ) 210.594 -0,4 6.604 2.372 158.600 120.034 7.401 25.690 35,9 3,1 132,8 132,1 3 Fibam - SP 125.479 6,7 3.733 3.486 84.610 31.877 7.839 27.045 93,4 3,0 148,3 265,4 4 Fey - SC 114.055 39,9 28.379 19.061 180.276 155.587 25.540 55.094 67,2 24,9 63,3 115,9 5 Hassmann - RS 80.304 – 24.160 12.200 109.245 87.712 28.382 48.725 50,5 30,1 73,5 124,6 6 Irmãos Parasmo - SP 39.194 14,4 1.294 988 20.348 11.230 2.406 5.628 76,3 3,3 192,6 181,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 836.280 14,4 75.612 82.711 1.798.172 1.368.162 83.918 264.596 71,8 3,8 103,1 130,8

4,6 2,0 10,9 12,3 13,9 8,8 9,9

VÁLVULAS E CONEXÕES 1 Fabrimar - RJ 120.170 20,8 5.355 3.368 106.623 45.896 11.010 20.234 62,9 4,5 112,7 232,3 2 Francisco Lindner - SC 7.426 1,4 433 316 20.216 19.369 814 7.602 73,1 5,8 36,7 104,4 3 Valapi - SP ( * ) 1.014 -8,5 -1.955 1.932 10.397 7.241 -1.320 776 ND -192,8 9,8 143,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 128.610 1,4 3.833 5.617 137.236 72.506 10.504 28.611 68,0 4,5 36,7 143,6

7,3 1,6 26,7 7,3

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 219


PREMIADA | METALURGIA | ARCELORMITTAL

Até que a incerteza se dissipe Enquanto a economia mundial não se afirmar e, no plano interno, certos empecilhos forem removidos, novos projetos ficarão na gaveta Os projetos de expansão em curso não param, mas aqueles ainda na fase de estudo vão esperar até que se dissipem as incertezas que pairam sobre o cenário econômico mundial. É esse o plano de voo, no curto prazo, da ArcelorMittal Brasil. “Pesquisas já apontam a expectativa de desaceleração na China. E há indícios de um novo ciclo contracionista nas economias desenvolvidas”, acautela-se Benjamin Baptista, CEO da empresa e presidente da divisão de aços planos da América do Sul. Também no plano interno há dúvidas. Por ser plataforma estratégica para os negócios na América Latina, o grupo “gostaria de investir mais no Brasil”, segundo o executivo. “O cenário atual, porém, é desafiador. O País vivencia um processo de desindustrialização na cadeia metal-mecânica com a respectiva perda de competitividade”, afirma. “Os custos das matérias-primas estão elevados e, apesar da retração das importações, as compras externas ainda ameaçam o setor. O câmbio permanece volátil, existe excedente de aço no mercado internacional e os estados brasileiros continuam concedendo incentivos fiscais para a importação direta e indireta de produtos siderúrgicos.” Projetos onde aplicar, ainda no papel, não faltam. Na divisão de aços planos, localizada na região da Grande Vitória (ES), por exemplo, a companhia pretende ampliar a capacidade do laminador de tiras a quente em mais 600 mil toneladas, para 4,6 milhões, e construir um novo pátio para resfriamento de bobinas. Orçadas em US$ 50 milhões, tais melhorias dariam maior agilidade ao processo produtivo e ao fluxo operacional da usina, a fim de atender à demanda interna dos setores de veículos, construção civil e linha branca. Ainda na divisão de planos, a ArcelorMittal

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Vega (localizada em São Francisco do Sul, Santa Catarina), especializada na produção de laminados a frio e galvanizados, programa investimentos de US$ 300 milhões numa terceira linha de galvanizados para atingir capacidade anual de produção de 2 milhões de tone-

Projetos de expansão aguardam melhor momento


ladas, sendo 75% de aço galvanizado e 25% de laminados a frio. Em junho último, Baptista anunciou que a empresa também avalia a implantação de um novo laminador na usina de Tubarão, no Espírito Santo, com investimento aproximado de US$ 1 bilhão. O projeto é para transformar em produtos de maior valor o excedente de placas de aço da siderúrgica e deverá ser finalizado até o final deste ano para a aprovação do grupo. Desde o ano passado, também vem anunciando investimento em torno de R$ 300 milhões na reforma do alto-forno número 1, recordista mundial de equipamento sem reformas, em operação há 27 anos. O projeto está previsto para 2012.

REDUÇÃO DE CUSTOS Diante da alta do custo das matérias-primas, um investimento que pode estar garantido é o FOTOS: DIVULGAÇÃO/ARCELORMITTAL BRASIL

dirigido aos ativos de minério. Mundialmente, o grupo ArcelorMittal busca a autossuficiência na produção de minério de ferro e no Brasil investe US$ 75 milhões na ArcelorMittal Serra Azul e na Mina do Andrade (ambas localizadas em Minas Gerais), para expandir a capacidade de produção de sínter feed (um tipo de minério), de 1,5 milhão de toneladas para 3,5 milhões de toneladas por ano. Esse minério será destinado à unidade Monlevade, também em Minas Gerais. A empresa também aplica no plantio e desenvolvimento de florestas de eucalipto, construção de fornos de carvoejamento e equipamentos para produzir mais carvão vegetal – matéria-prima importante para a produção de gusa. No ano passado, a ArcelorMittal Bionergia aplicou R$ 35 milhões com essa finalidade. Baptista diz que outra tática da companhia para combater a alta dos custos é investir em inovação e produtividade. Na ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, a empresa tem em curso quase cem projetos de redução de custos que devem impactar positivamente seu Ebitda neste ano. São iniciativas provenientes dos 13 centros de pesquisa que o grupo ArcelorMittal tem espalhados pelo mundo e da troca de informações e de tecnologia entre as diversas unidades, espalhadas por mais de 20 países. Entre essas ações, o executivo destaca o desenvolvimento de novos tipos de aço para mercados mais sofisticados. “Apenas neste ano, a ArcelorMittal Tubarão já incorporou 36 novas qualidades ao seu portfólio, permitindo a ampliação do fornecimento para segmentos de maior rentabilidade e atendendo também às necessidades dos clientes.” A unidade de Tubarão investe US$ 12 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento para tecnologia e produto, complementa. Atualmente, o principal projeto em curso no País é a duplicação da ArcelorMittal Monlevade, única usina integrada da ArcelorMittal Aços Longos, localizada no município mineiro de João Monlevade. A instalação, iniciada em 2008, chegou a ser suspensa durante a crise de 2008/2009, mas foi retomada no final do primeiro semestre do ano passado. O investimento de US$ 1,2 bilhão duplicará a capacidade anual de produção da unidade para 2,4 milhões de toneladas de aço bruto, a partir de 2012, quando está prevista a conclusão do projeto.

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PREMIADA | METALURGIA | ARCELORMITTAL

RECEITA DE GIGANTE

Sua capacidade instalada é de 15 milhões de tonelaNo ano passado, a Arcedas por ano, o que a posilorMittal Brasil investiu ciona no primeiro lugar um total de R$ 844 milhões do ranking siderúrgico em suas atividades nos latino-americano. países latino-americanos. No ano passado, a O Brasil ficou com grande receita líquida consolidaparte do bolo, ou R$ 799 da foi de R$ 16,9 bilhões, milhões, destinados aos crescimento de 20%, programas de expansão, comparativamente a modernização, manuten2009, impulsionado partição, melhorias de sistecularmente pelas vendas mas e desenvolvimento no mercado interno, que das atividades das indúsrespondeu por R$ 13,1 trias. Nas usinas brasileibilhões em relação aos ras da divisão de aços lonR$ 10,7 bilhões do ano gos, foram investidos anterior. A venda de aços R$ 389 milhões de um total de R$ 434 milhões BAPTISTA: “Cenário atual é desafiador no Brasil” longos cresceu 16%, para 4,9 milhões de toneladas, destinados à essa área. e a de aços planos subiu 7%, avançando para Com cerca de 34% de participação na pro5,7 milhões de toneladas. Já a geração de dução brasileira de aço bruto ao final de 2010, caixa operacional cresceu 8%, para R$ 3,6 conforme relatório da empresa, a ArcelorMittal bilhões, e a margem Ebitda sobre a receita Brasil reúne as unidades da ArcelorMittal líquida consolidada ficou em 21%. O lucro Aços Longos e ArcelorMittal Aços Planos. São líquido caiu na mesma base anual de compa29 usinas no Brasil, Argentina, Costa Rica e ração de R$ 3,2 bilhões para R$ 1,4 bilhão, Venezuela que fabricam produtos longos influenciado por ganhos financeiros e de (laminados e trefilados) e planos (placas e Imposto de Renda registrados em 2009. laminados), para as indústrias automobilístiO grupo ArcelorMittal – líder da siderurca, de eletrodomésticos, de embalagens, da gia mundial, com produção de 98,2 milhões construção civil e naval, entre as principais. de toneladas de aço no ano passado – foi criado oficialmente em 2007, mas surgira no ano anterior, quando a Mittal Steel Company, de Fábricas buscam propriedade do empresário de oriprodutividade, com inovação gem indiana Lakshmi Mittal (chairman e CEO da companhia) comprou o controle da Arcelor, sediada em Luxemburgo, transformando o conglomerado num gigante mundial do aço, com capacidade atual de 125 milhões de toneladas de aço bruto. No ano passado, o grupo obteve receitas de US$ 78 bilhões e no primeiro semestre deste ano as vendas atingiram US$ 47,3 bilhões, ante os US$ 37,6 bilhões de igual período de 2011. O Brasil respondeu por US$ 3,8 bilhões, alta de 7,5%. (IN)

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Exportar combina com preservar A indústria exibe ganhos concretos em eficiência e produtividade no uso de matérias-primas. A floresta agradece Moura, gerente técnico da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP). Na avaliação de Celso Foelkel, diretor de relacionamento internacional da entidade, nesse período, as empresas continuaram produzindo “com o mesmo uso de recursos naturais, menos fertilizantes e menor consumo de combustível, em uma área inferior de terra utilizada. Isso representou ganhos entre 10% e 15%”. Mas os avanços não param por aí. Há 30 anos, eram necessários 4,5 metros cúbicos de eucalipto para produzir uma tonelada de celulose; hoje, são 3,2 metros. “Um hectare dava seis toneladas de celulose, agora dá doze, e em mais cinco anos chegaremos a 16”, lembra. Simultaneamente, acrescenta, a indústria cortou o consumo de combustível fóssil, de tal forma que 90% da sua matriz energética é baseada na biomassa. Moura acredita que outra contribuição importante é o redirecionamento das florestas para áreas degradadas e regiões identificadas por outras culturas. O Mato Grosso do Sul, por exemplo, até recentemente conhecido pela pecuária, é hoje palco de importantes projetos como a Fíbria, considerada a maior fábrica de celulose do planeta. Outro exemplo apontado por Moura é a Suzano Papel e Celulose, que em suas florestas alcança uma produtividade de 44 metros cúbicos por hectare/ano, acima da média internacional (41

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PAPEL E CELULOSE

Dez anos e US$ 12 bilhões de investimentos depois, a indústria de celulose e papel se tornou um dos principais responsáveis pela diversificação da cadeia produtiva madeireira e pela criação do mercado certificado de madeira – “está cem por cento de acordo com a lei florestal do País”, segundo Jefferson Mendes, diretor da Pöyry, consultoria especializada em negócios florestais. Constituído por 222 empresas, o setor faz do Brasil o quarto maior produtor mundial de celulose, com 13,3 milhões de toneladas/ano, e um dos dez maiores fabricantes de papel do planeta, com 9,4 milhões de toneladas anuais, de acordo com a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Para chegar a esses níveis de produção, dispõe de uma área de 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para fins industriais, 2,9 milhões de hectares de florestas preservadas e mais 2 milhões de hectares de área florestal total certificada. No ano passado, exportou US$ 6,8 bilhões, apurando um saldo comercial de US$ 4,9 bilhões. De quinze anos para cá, a indústria passou a se preocupar também com a questão ambiental e potencializou as vantagens competitivas. “No Brasil, as florestas do setor produzem 45 metros cúbicos de eucalipto por hectare plantado. Isso representa um terço da área utilizada há trinta anos para a obtenção do mesmo volume de eucalipto produzido”, lembra Afonso Moraes de


PAPEL E CELULOSE

metros cúbicos por hectare/ano) e tem projetos de florestas no Piauí e no Maranhão, “estados sem nenhuma tradição florestal”. “Esta é uma tendência que atende ao esforço do Brasil de evitar o consumo de terras férteis por setores que não sejam o de produção de alimentos e o uso de florestas nativas.” Do ponto de vista da Bracelpa, a eficácia brasileira na área de florestas plantadas representa fator essencial de competitividade no segmento de celulose de fibra curta de mercado, setor em que o País detém posição de liderança global. As empresas são de grande porte e capital intensivo e a implantação de grandes unidades é sempre precedida de projetos florestais, de modo a garantir suprimento de madeira. No Brasil, a produção de celulose se distribui em 81% de celulose química processo kraft, 12% de polpas processo soda e os 7% restantes por sistemas de polpação diversos, inclusive o processo sulfito. O processo kraft – ou sulfato – oferece vantagens sobre os demais sistemas de produção por admitir variada gama de madeiras como matériaprima, demandar tempo de cozimento relativamente curto dos cavacos de madeira e gerar polpa branqueável com fibras de alta resistência.

tissue, por exemplo. “Essa é uma grande oportunidade”, observa Antônio Maciel, presidente da Cia. Suzano de Papel e Celulose. Outro caminho é a utilização de novas tecnologias que chegam a reduzir em até 25% o consumo de energia, com impacto direto na produtividade das fábricas, assinala Nestor de Castro Neto, presidente da Voith Paper América do Sul. Nessa linha, Francisco Valério, diretor industrial e de engenharia da Fibria, cita iniciativas como o trabalho conjunto com fornecedores de equipamentos e empresas de engenharia para modificar o layout das fábricas e diminuir as distâncias das operações. O presidente da Suzano diz que 85% da inovação no mundo se refere a melhorias de produtos já existentes. Nesse sentido, constata-se o desenvolvimento de aplicações diferentes de embalagens que já existem, por exemplo, na área de alimentos. Uma pesquisa realizada pela ABTCP entre 57 companhias, no período de junho a setembro deste ano, mostra que 90,48% dos entrevistados buscam otimizar custos e melhorar a qualidade dos produtos, enquanto 71,43% es– tão investindo em ampliação e modernização das plantas; 76,19%, em de– senvolvimento de novos produtos, maior eficiência logística e de distribuição; e 61,9%, em busca de novos mercados. Iniciativas voltadas para projetos de sustentabilidade também concentram as atenções das empresas, inclusive como fator de competitividade. O levantamento constata que 81% das empresas entrevistadas trabalham com duas até oito iniciativas nesse sentido. Entre as iniciativas, destacam-se o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo reúso e compostagem; a migração do uso de óleos combustíveis para gás natural ou biomassa; a redução de perdas térmicas no processo, adoção de tecnologias que elevem a produtividade das plantações e a otimização da queima de licor negro.

Há 30 anos, em um hectare só era possível produzir seis toneladas de celulose; agora dá 12, e a meta é chegar a 16 toneladas em mais cinco anos

PRIMADO DA TECNOLOGIA Desenvolvimento de novos produtos, ampliação da capacidade da base florestal brasileira e o investimento em tecnologias novas em todas as pontas da cadeia produtiva são algumas das iniciativas que o setor está implementando para assegurar a sua competitividade, como ficou claro nos debates e palestras realizados, em São Paulo, na primeira semana de outubro, durante o ABTCP 2011 – 44º Congresso Internacional de Celulose e Papel. Nos ativos florestais, o avanço da biotecnologia permitirá dar um salto de produtividade de 10%, 20% e até 40%, com a produção customizada do eucalipto para a fabricação de papel

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(AL)


PAPEL E CELULOSE Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS DE PAPEL 1 Mili - PR

442.706

12,1

27.100

27.020

357.385

120.074

84.444

102.209

99,7

6,1

123,9

297,6

2 T.I.S.A - SP ( * )

410.414

3,5

24.403

18.524

439.461

218.766

24.944

7.694

75,9

6,0

93,4

200,9

22,5 8,5

3 Papel N S Penha - SP

318.979

28,0

6.952

14.473

295.700

93.034

19.617

58.149

208,2

2,2

107,9

317,8

15,6

4 Adami - SC

279.264

26,1

23.062

18.549

706.538

358.877

65.591

82.728

80,4

8,3

39,5

196,9

5,2

5 Inpa - MG

248.149

36,8

9.798

9.533

318.676

103.901

30.916

-9.058

97,3

4,0

77,9

306,7

9,2

6 Brasilgráfica - SP

245.142

23,1

1.488

786

134.477

56.704

12.927

36.966

52,8

0,6

182,3

237,2

1,4

7 Papelão São Roberto - SP

155.345

29,1

139

20

256.773

32.256

13.976

24.581

14,4

0,1

60,5

796,1

0,1

8 Diadema - SP ( * )

143.653

19,1

4.932

4.006

88.009

48.643

7.824

37.269

81,2

3,4

163,2

180,9

8,2 17,4

9 Rigesa NE - CE ( * )

103.374

-0,9

12.112

9.933

83.547

57.044

12.114

15.073

82,0

11,7

123,7

146,5

10 Gráfica Gonçalves - SP

102.079

25,8

4.671

3.800

126.661

88.805

25.162

30.561

81,4

4,6

80,6

142,6

4,3

11 Fuser - SP

83.241

29,7

1.501

1.015

104.474

20.627

6.038

18.646

67,6

1,8

79,7

506,5

4,9

12 Gráfica 43 - SC

82.920

23,3

18.034

16.317

105.007

93.611

23.619

33.448

90,5

21,8

79,0

112,2

17,4

13 GuaçU - SP

65.878

37,5

-577

-577

63.117

10.932

4.156

7.334 ND

-0,9

104,4

577,4

-5,3

14 Jari AM - AM

58.027

20,9

-8.517

-6.043

60.245

44.112

-6.454

8.047 ND

-14,7

96,3

136,6

-13,7

15 Orsa da AmazÔnia - AM

49.550

1,5

3.886

4.470

42.825

33.909

5.420

5.307

115,0

7,8

115,7

126,3

13,2

16 Sopasta - SC ( * )

47.425

1,2

5.496

4.284

49.790

32.221

7.739

6.780

77,9

11,6

95,3

154,5

13,3

17 Conpel - PB ( * )

45.347

-7,2

-22.885

530

63.447

13.103

-20.170

5.901 ND

-50,5

71,5

484,2

4,0

18 Itaoca - SP

42.511

964

758

45.231

21.113

3.167

4.118

78,7

2,3

94,0

214,2

3,6

19 Embrasa - PE ( * )

34.250

-10,0

377

377

23.791

4.056

1.888

6.113

100,0

1,1

144,0

586,5

9,3

20 Moschetti - RS

28.996

10,4

414

269

14.081

8.995

918

1.392

65,1

1,4

205,9

156,6

3,0

21 Ranco - CE

27.528

741

765

19.166

10.744

1.030

3.132

103,2

2,7

143,6

178,4

7,1

22 AARON - CE

5.758

30,0

179

289

6.913

4.361

730

2.389

161,1

3,1

83,3

158,5

6,6

23 IGB - PE ( * )

3.026

39,5

-132

273

20.796

11.969

455

456 ND

-4,4

14,6

173,8

2,3

24 Isapel - PE ( * )

1

-67,8

-83

-83

15.814

15.814

-82

54 ND

-6.395,4

0,0

100,0

-0,5

25 Melpaper - SP ( * )

28.760

27.034

72.934

39.533

40.158

4

94,0 ND ND

184,5

68,4

ACUMULADO DO SUBSETOR (25) 3.023.563

22,0

142.815

156.322

3.514.857

1.543.204

366.126

489.293

81,7

184,5

6,6

2,5

94,6

CELULOSE E PAPEL 1 Suzano Papel e Celulose - BA

4.244.727

19,7

754.404

768.997

18.677.950

8.640.671

1.484.056

1.508.659

101,9

17,8

22,7

216,2

8,9

420.169

89,6

2.153.969 ND

16,5

33,1

228,9

11,2

-5,1

12,9

189,5

3,9

73,9

29,5

55,8

220,7

26,9

– ND

-6,2

25,6

268,6

2,5

5.810 ND

-29,2

2 Klabin - SP

3.787.546

35,6

624.729

559.776

11.433.668

4.994.085

800.595

3 Fibria - SP

3.763.814

81,4

-191.658

598.646

29.147.693

15.381.413

990.527

4 Cenibra - MG

1.536.575

69,4

453.404

335.204

2.755.938

1.248.543

534.711

5 Jari Celulose - PA

1.125.639

115,9

-69.785

41.215

4.390.513

1.634.906

382

6 Santher - SP

860.328

21,7

-63.992

-44.201

895.934

151.497

34.843

-7,4

96,0

591,4

7 Veracel - BA

778.204

-1,0

69.981

45.994

3.677.227

2.842.281

287.073

143.091

65,7

9,0

21,2

129,4

1,6

8 Bahia Specialty - BA

614.212

20,7

873

-21.075

2.384.450

428.767

99.888

138.691 ND

0,1

25,8

556,1

-4,9

385.620

9 Celulose Irani - RS

439.294

1.666,7

3.778

34.360

1.138.699

467.116

85.187

71.059

909,5

0,9

38,6

243,8

7,4

10 Stora Enso Arapoti - PR

318.106

1,2

4.677

-2.656

304.600

253.710

18.153

69.915 ND

1,5

104,4

120,1

-1,1

11 IguaçU Celulose - PR

249.660

30,0

23.299

14.168

1.033.867

372.933

41.614

-2.613

60,8

9,3

24,2

277,2

3,8

12 Santa Maria Papel - PR

218.065

10,8

6.082

2.633

374.622

86.472

29.443

3.084

43,3

2,8

58,2

433,2

3,0

13 Fernandez - SP

185.931

70,0

12.120

9.546

81.097

51.680

17.522

25.934

78,8

6,5

229,3

156,9

18,5

14 Ibema Papel - PR

184.020

18,1

-2.406

-7.832

295.609

158.336

15.546

25.228 ND

-1,3

62,3

186,7

-5,0

15 Facepa - PA

178.511

17,9

5.837

4.832

121.488

66.923

21.556

24.666

3,3

146,9

181,5

7,2

82,8

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 225


PAPEL E CELULOSE Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CELULOSE E PAPEL (CONTINUAÇÃO) 16 Papirus Papel - SP

168.239

42,4

-3.718

-3.629

183.380

-22.085

20.439

-2,2

91,7 ND ND

17 Canoinhas Papel - SC

156.274

31,7

1.463

1.463

102.060

22.945

1.463

17.229 ND –

100,0

0,9

153,1

444,8

6,4

18 Tedesco - SC

146.091

23,4

316

283

181.405

76.751

9.826

28.075

89,6

0,2

80,5

236,4

0,4

19 Abrasa - SC

139.748

30,8

7.915

6.073

70.042

22.164

13.160

19.778

76,7

5,7

199,5

316,0

27,4

20 Schweitzer Mauduit - RJ

138.854

-2,4

1.531

1.214

137.587

95.580

-732

22.392

79,3

1,1

100,9

144,0

1,3

21 Impressora Paranaense - PR ( * )

134.406

8.390

5.450

79.497

38.307

5.977

8.062

65,0

6,2

169,1

207,5

14,2

22 Regispel - SP

119.570

68,3

16.882

11.054

37.688

14.893

19.435

4.056

65,5

14,1

317,3

253,1

74,2

23 Ondunorte - PE ( * )

113.672

24,8

4.976

4.976

100.142

31.595

11.615

16.455

100,0

4,4

113,5

317,0

15,8

24 Cepasa - PE ( * )

110.088

-6,9

-142

-142

571.369

308.179

6.645

-31.631 ND

-0,1

19,3

185,4

-0,1

25 São Carlos Papel - SP

104.789

41,6

3.458

2.527

48.379

15.731

9.992

13.807

3,3

216,6

307,5

16,1

26 Novacki - SP

101.500

29,9

1.694

1.111

152.206

5.391

11.459

33.614

65,6

1,7

66,7

2.823,5

20,6

27 Copapa - RJ

92.443

-3,9

5.809

3.968

43.819

18.135

10.174

6.050

68,3

6,3

211,0

241,6

21,9

73,1

28 Cyklop - SP

84.370

22,1

2.571

1.620

38.671

15.984

5.329

12.035

63,0

3,1

218,2

241,9

10,1

29 Cambará - RS

49.656

4,4

-16.232

-12.739

161.058

16.466

-5.899

-32.768 ND

-32,7

30,8

978,2

-77,4

30 Valinhos - SP

46.629

28,5

-1.376

-908

31.301

8.280

1.404

7.145 ND

-3,0

149,0

378,1

-11,0

31 Flexcoat Produtos - SP

36.264

23,5

125

-140

88.355

74.961

8.111

23.493 ND

0,4

41,0

117,9

-0,2

32 Sapelba - BA

28.880

27,4

-584

-938

41.972

33.634

2.051

3.849 ND

-2,0

68,8

124,8

-2,8

33 Celulose e Papel - PE ( * )

28.666

-11,2

60

60

41.354

27.724

2.548

4.492

100,0

0,2

69,3

149,2

0,2

34 CVG - SC

25.741

2,9

-576

-367

117.216

46.216

9.051

-3.770 ND

-2,2

22,0

253,6

-0,8

35 Induma - SC

24.867

49,9

9.028

8.047

35.221

32.122

9.028

89,1

36,3

70,6

109,7

25,1

36 Ipelsa - PB ( * )

24.678

13,7

-886

-912

32.691

9.807

1.098

4.152 ND

-3,6

75,5

333,3

-9,3

37 HCR - SC ( * )

24.233

4,8

1.169

81

19.664

10.959

2.003

3.080

7,0

4,8

123,2

179,4

0,7

38 Águas Negras - SC

19.790

71,0

3.082

2.361

13.160

9.857

3.376

3.068

76,6

15,6

150,4

133,5

24,0

39 PSA - RS ( * )

19.217

5,4

17

13

32.859

8.737

-6

-1.071

76,0

0,1

58,5

376,1

0,2

40 GrÁfica Caeté - RS

16.633

19,3

67

67

27.073

24.667

518

11.939

100,0

0,4

61,4

109,8

0,3

41 Safelca - SP

12.501

-40,2

-861

-861

84.515

52.443

612

-4.686 ND

-1,6

42 Ondunorte - PB ( * )

12.376

540

540

8.472

5.524

1.067

43 Brasilcote - SP

10.995

-7,4

-595

-595

7.935

4.038

-471

44 Himasa - SC

8.903

8,9

35

35

11.326

8.538

543

-6,9

14,8

161,2

100,0

4,4

146,1

153,4

9,8

962 ND

-5,4

138,6

196,5

-14,7

100,0

0,4

78,6

132,7

0,4

1.492 1.909

45 Papelão Timbó - SC

7.392

18,4

-751

-751

7.069

-5.516

-756

157 ND

-10,2

104,6 ND ND

46 Adpapéis - SP

3.706

-16,6

-6

3

2.879

2.177

-6

792 ND

-0,2

128,8

132,2

0,2

47 Trombini Papel - SP ( * )

1.974

3,4

51.965

70.489

338.461

131.978

63.022

135,7

2.632,5

0,6

256,5

53,4

257

30,4

-11.218

-139

472.597

290.349

-9.858

16.837 ND

-4.367,3

0,1

162,8

-0,1

49 Norcell - BA

-5

-30.278

107.031

106.295

-5

– ND ND ND

100,7

-28,5

50 Codepal - PE ( * )

11.580

2.512

0 ND ND ND

460,9 ND

51 Facepa - AP ( * )

-17

-17

3.871

672

104

48 Itapagé - MA ( * )

ACUMULADO DO SUBSETOR (51) 20.498.037

21,2 1.715.471 2.408.629 80.157.260 38.325.343 4.673.414

-316

86 ND ND ND 5.164.047

78,8

0,9

73,0

576,4

-2,5

220,7

1,4

DIVERSOS 1 Rigesa BA - BA ( * )

67.772

0,3

3.138

5.698

71.171

63.148

5.087

13.553

181,6

4,6

95,2

112,7

2 Kapersul Papéis - PR ( * )

36.294

-17,5

571

371

28.654

6.368

3.679

7.793

65,0

1,6

126,7

449,9

5,8

3 Arpeco - PR

21.755

-1.241

-1.243

39.361

7.861

589

2.610 ND

-5,7

55,3

500,7

-15,8

125.821

-8,6

2.468

4.826

139.186

77.377

9.355

1,6

95,2

449,9

5,8

ACUMULADO DO SUBSETOR (3)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Um tesouro a ser refinado Este, sim, é um grande desafio: fazer do imenso potencial do pré-sal uma realidade que trará benefícios para toda a sociedade

PETRÓLEO E GÁS

WELLINGTON MIYAZAKI As recentes descobertas da região do pré-sal nas bacias de Campos e Santos, combinadas com a expectativa de acirramento da demanda mundial por petróleo, reforçam a perspectiva de que o Brasil (já praticamente autossuficiente) enfim passará da condição de importador para o seleto grupo de exportadores. O grande desafio, dizem os especialistas, é conseguir conciliar as questões ligadas à gestão, ao operacional e à tecnologia – além dos aspectos jurídicos, financeiros e os ligados à sustentabilidade –, para transformar as enormes reservas em produção efetiva. E mais: não apenas de petróleo cru, mas de um produto refinado, que agregue valor e cuja receita possa ser transformada em instrumento de melhoria da qualidade de vida do brasileiro, via educação, saúde, inovação. De acordo com o sétimo relatório da Ernst & Young Terco sobre petróleo e gás, realizado em parceria com a FGV Projetos, até 2020, o descompasso entre o crescimento da demanda e o surgimento de novas reservas fará com que o preço do petróleo suba 43,1% até o final da década. No Brasil, há analistas que imaginam alta menor, de cerca de 20% – em qualquer caso, fala-se de preços entre US$ 90 e US$ 130 por barril. Esse quadro, que afeta até o crescimento global, põe a Petrobras em posição privi-

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legiada. Segunda maior empresa de petróleo e gás natural em valor de mercado do mundo, projeta exportar 1,7 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) em 2020. Já produz, só em sete poços do pré-sal, 129 mil bpd, e projeta implantar 17 sistemas de produção até 2017. O número continuará a crescer, mas a meta para 2020 “ainda não pode ser divulgada”, segundo Mauro Yuji Hayashi, gerente de planejamento de exploração e produção (E&P) da Petrobras. Com isso, mais que dobrará a produção interna na próxima década, passando de 2,1 milhões de bpd em 2011 para 4,91 milhões de bpd em 2020. Segundo analistas, outras empresas que atuam na área, como OGX e Repsol, têm condições de ampliar a produção para um mínimo de 2,3 milhões de bpd, o que também fornecerá excedentes para exportação até 2020. No ano passado, a produção de petróleo nacional cresceu 5,3% em relação a 2009 (a de gás natural, 23,5%), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Petróleo Gás e Biocombustíveis (IBP). Para atingir as metas de produção e de exportação, o segmento de petróleo e gás receberá investimentos de mais de US$ 660 bilhões (cerca de R$ 1,2 trilhão) até o fim da década, segundo a Agência Nacional de Petró– leo (ANP). A maior parte virá da Petrobras: R$ 389 bilhões até 2015, conforme o Plano de Negócios 20112015, anunciado no começo deste ano. Além dos


investimentos, a ANP estima a movimentação de R$ 680 bilhões até 2020 em demanda de bens e serviços ligados ao segmento de petróleo e gás, para não falar em infraestrutura e logística. “Fora o capital local, deve haver também muito investimento estrangeiro no setor nos próximos anos”, afirma Marcelo Mafra, chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local da ANP. Ao que complementa Elizabeth Ramos, sócia para o setor de petróleo e gás da Ernst & Young Terco: “As dificuldades para extrair o petróleo nas condições do pré-sal obrigam a extensos investimentos em pesquisa e desenvolvimento”. Dinheiro para isso não parece faltar. A receita líquida da Petrobras cresceu 17% em 2010 (chegando a R$ 213 bilhões). Seu lucro líquido, somado ao da Repsol (as duas maiores daqui), passou de R$ 46 bilhões no ano passado, valor equivalente a 1,25% do PIB brasileiro. A Repsol acaba de fundir-se à chinesa Sinopec. “Este foi o passo que definiu um antes e um depois no histórico da companhia, que aposta nas grandes descobertas feitas no Brasil”, diz Antonio Brufau, seu presidente. A OGX – braço petroleiro do grupo EBX, do empresário Eike Batista – ainda está no vermelho, mas promete. “Após uma recente captação através de títulos de dívida, estamos não só preparados tecnicamente, mas também financeiramente, para prosseguirmos em direção à produção”, diz Paulo Mendonça, diretor de exploração da OGX. No que precisar, o governo garante. Em 2010, o BNDES financiou R$ 44,6 bilhões ao setor, sem contar os quase R$ 25 bilhões referentes à parcela de capitalização da Petrobras, a maior da história mundial, de R$ 120 bilhões, realizada nesse mesmo ano. As perspectivas de ganho dão suporte. De acordo com a Fitch Ratings, a receita média do setor de petróleo e gás global deve crescer de 6% a 7% em 2012. A autossuficiência brasileira na produção de petróleo – conquistada em 2009, segundo as

contas da ANP (cerca de 2 milhões de barris/ dia) – foi possível não só graças às descobertas de reservas, mas também devido ao avanço da pesquisa científica e tecnológica. Foi ela que permitiu o desenvolvimento de equipamentos necessários para alcançar águas ultraprofundas e para refinar o petróleo, transformando-o em produtos de maior valor agregado, como gasolina, diesel, querosene, lubrificantes, GLP, querosene de aviação e outros. Contudo, há necessidade de mais investimentos tanto em novas refinarias quanto no aprimoramento tecnológico das já existentes. O aquecimento da economia leva a um aumento natural no consumo de energia, mas, segundo especialistas, o volume de derivados como gasolina e diesel disponível no mercado interno não acompanhou o crescimento da produção de óleo bruto.

A Petrobras projeta exportar 1,7 milhão de barris de petróleo por dia em 2020; já estão em operação sete poços do pré-sal e, até 2017, haverá outros dez

CONSUMO E RESERVAS

De acordo com análise da Petrobras, o Brasil aumentou em 19% seu consumo de gasolina em 2010, percentual superior ao do aumento do consumo dos combustíveis em geral. Este movimento deixou as refinarias no limite de sua capacidade e exige a construção de mais unidades, dizem analistas do setor. A Petrobras tem seis em construção ou em projeto, entre elas as de Pernambuco, Maranhão e Ceará. Com os investimentos, espera estar apta a atender à demanda prevista para 2020. Segundo um balanço da ANP, as reservas provadas de petróleo brasileiras passaram de 12,876 bilhões de barris para 14,246 bilhões de barris no ano passado. As reservas totais de petróleo, que incluem as provadas, as prováveis e as possíveis, subiram de 21,1 bilhões de barris para 28,5 bilhões de barris. No caso do gás natural, as reservas totais aumentaram de 601,5 bilhões de metros cúbicos para 824,7 bilhões de metros cúbicos de 2009 para 2010. E não custa lembrar: muita coisa ainda se esconde por baixo da camada de pré-sal.

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 229


PETRÓLEO E GÁS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ATACADISTAS DE GÁS E COMBUSTÍVEL 1 BR - RJ ( * ) 55.045.731 1,1 2.195.816 1.461.661 12.833.498 7.867.901 2.126.676 4.475.515 66,6 4,0 428,9 163,1 18,6 2 Ipiranga - RJ 36.311.714 167,4 495.351 586.695 7.219.626 2.423.534 993.771 1.008.723 118,4 1,4 503,0 297,9 24,2 10.061.116 – 359.637 228.201 2.983.337 1.847.161 331.170 505.837 63,5 3,6 337,2 161,5 12,4 3 Cosan CL - RJ ( ** ) 4 ALE - RN 6.967.580 5,6 13.031 13.347 1.098.829 143.783 148.940 133.403 102,4 0,2 634,1 764,2 9,3 5 Liquigás Distd - SP 2.684.592 9,2 201.133 133.889 1.012.175 667.965 227.719 52.828 66,6 7,5 265,2 151,5 20,0 6 Sabbá - AM 2.465.734 16,5 46.936 31.767 341.090 160.193 59.804 145.395 67,7 1,9 722,9 212,9 19,8 7 Ello Puma - PE 687.397 -1,7 -3.498 -3.498 75.074 15.582 2.503 30.231 ND -0,5 915,6 481,8 -22,5 8 Petrobahia - BA 482.401 14,2 973 1.378 54.078 18.198 4.014 25.538 141,6 0,2 892,1 297,2 7,6 184.730 24,4 2.732 620 22.611 4.577 5.436 9.540 22,7 1,5 817,0 494,1 13,6 9 Megapetro Petróleo Br - RS ( * ) 10 CPA Trading - PR 138.986 3.235,7 950 1.586 61.803 61.170 458 337 167,0 0,7 224,9 101,0 2,6 67.461 12,6 326 242 4.870 1.736 480 892 74,2 0,5 1.385,2 280,5 13,9 11 Parati Petróleo - MG ( * ) 12 Repsol Gás - RJ 55.062 19,8 -18.262 -18.262 21.787 9.854 -16.099 3.233 ND -33,2 252,7 221,1 -185,3 30.691 1.253,2 1.278 909 61.501 50.293 2.142 -890 71,2 4,2 49,9 122,3 1,8 13 Nutrigás - ES ( * ) 14 MTGÁS - MT 6.881 -15,9 1.954 1.099 18.758 11.382 2.216 6.346 56,3 28,4 36,7 164,8 9,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 115.190.077 14,2 3.298.357 2.439.635 25.809.036 13.283.328 3.889.230 6.396.928 69,4 1,4 465,9 217,0 11,0 DERIVADOS DO PETRÓLEO 1 Du Pont - SP 2.777.339 18,4 179.336 488.220 3.635.865 1.603.399 -3.917 1.274.643 272,2 6,5 76,4 226,8 30,5 2 Petronas Lubrificantes - MG ( ** ) 560.868 20,2 89.035 58.713 295.047 87.304 94.009 98.928 65,9 15,9 190,1 338,0 67,3 3 BSBios - RS 474.174 45,1 19.344 25.280 414.722 110.587 39.948 115.660 130,7 4,1 114,3 375,0 22,9 441.862 – 8.516 8.308 175.081 159.124 17.447 71.017 97,6 1,9 252,4 110,0 5,2 4 Ale Combustíveis - RN 5 Ipiranga Asfaltos - SP 366.650 29,7 14.670 9.682 153.651 104.668 6.757 63.023 66,0 4,0 238,6 146,8 9,3 6 Petrovia - PE 290.155 7,4 4.527 3.278 56.751 19.787 5.622 38.846 72,4 1,6 511,3 286,8 16,6 7 Petrocoque - SP 283.960 28,4 35.538 23.522 310.017 92.779 47.520 51.890 66,2 12,5 91,6 334,2 25,4 8 Petrobras BiocombustÍvel - RJ ( * ) 231.088 – -91.863 -91.962 223.327 100.048 -93.990 111.851 ND -39,8 103,5 223,2 -91,9 184.016 11,8 4.690 3.110 114.402 21.877 10.726 58.307 66,3 2,6 160,9 522,9 14,2 9 Siderquímica - PR 10 Ingrax - PR 110.181 16,0 -1.265 -1.073 35.992 17.599 5.659 12.404 ND -1,2 306,1 204,5 -6,1 11 Bsbiod - PR 97.195 – 7.628 5.333 103.960 73.092 11.141 18.436 69,9 7,9 93,5 142,2 7,3 12 Disbral - GO 96.599 107,4 7.095 4.282 38.060 20.074 8.169 21.909 60,4 7,4 253,8 189,6 21,3 13 Promax Bardahl - SP 89.067 27,0 -218 116 58.862 18.634 5.342 9.970 ND -0,2 151,3 315,9 0,6 83.537 25,9 13.595 9.036 44.665 18.700 14.024 15.129 66,5 16,3 187,0 238,8 48,3 14 Fuchs - SP 15 Nacional Asfalto - TO ( * ) 51.464 11,2 866 521 36.072 11.721 4.796 1.920 60,1 1,7 142,7 307,7 4,4 32.167 3,1 -10.987 -12.358 44.818 17.007 -5.260 -806 ND -34,2 71,8 263,5 -72,7 16 Icolub - RJ 17 Alphatec - RJ 19.222 – 858 864 31.531 10.484 1.870 1.571 100,7 4,5 61,0 300,8 8,2 18 Brasquip Ambiental - SP 8.730 38,2 3.674 3.391 9.007 7.517 4.124 620 92,3 42,1 96,9 119,8 45,1 19 Unibraspe - PR 8.294 45,2 1.376 844 23.707 21.432 4.013 250 61,3 16,6 35,0 110,6 3,9 20 Reunidas - SC ( * ) 216 31,1 -30 -30 841 839 -21 -2 ND -13,8 25,7 100,2 -3,6 21 Refinaria Abreu Lima - PE – – 431.575 282.915 12.156.088 2.014.621 -14.644 -204.218 65,6 ND ND 603,4 14,0 22 Coquepar - RJ – – -6.152 -6.152 41.264 38.647 -7.558 52 ND ND ND 106,8 -15,9 23 BBE Brasil Bioenergia - MS ( * ) – – -1.141 -1.141 11.357 11.312 -1.501 9 ND ND ND 100,4 -10,1 24 Brasil Bio Fuels - RR ( * ) – – – – 7.556 2.322 70 -843 ND ND ND 325,4 ND 25 Satlub - RN ( * ) – – -51 -51 4.033 4.033 -11 254 ND ND ND 100,0 -1,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (25) 6.206.785 26,4 710.616 814.647 18.026.675 4.587.608 154.334 1.760.821 66,4 4,0 128,5 226,8 7,8 EXTRAÇÃO E REFINO 1 Petrobras - RJ 156.487.000 19,9 38.188.000 35.036.000 466.655.000 307.317.000 47.367.000 18.758.000 91,8 24,4 33,5 151,9 11,4 2 Petróleo Ipiranga/Ref - RS 961.948 31,2 68.714 50.786 303.979 100.992 98.153 46.069 73,9 7,1 316,5 301,0 50,3 3 Repsol Sinopec - RJ 430.503 -26,6 -323.787 198.550 14.414.517 13.847.947 -341.523 -467.625 ND -75,2 3,0 104,1 1,4 4 Manati - BA 387.497 20,7 221.318 189.251 882.595 460.958 222.356 42.041 85,5 57,1 43,9 191,5 41,1 5 Refinaria Manguinhos - RJ 344.100 112,0 -143.338 -159.049 493.102 -225.387 -120.227 6.170 ND -41,7 69,8 ND ND 6 Acregy - RJ 250.259 2,6 65.696 51.918 123.226 70.172 68.293 2.287 79,0 26,3 203,1 175,6 74,0 7 Queiroz Galvão Óleo e Gás - RJ 174.458 21,9 -100.125 22.153 186.536 46.048 -89.096 15.464 ND -57,4 93,5 405,1 48,1 8 PetroRecôncavo - BA 118.644 15,7 45.483 46.513 213.578 163.598 63.268 17.319 102,3 38,3 55,6 130,6 28,4 9 Odebrecht Óleo e Gás - RJ 104.098 444,8 -77.980 -77.980 1.353.500 1.303.557 -74.695 -16.670 ND -74,9 7,7 103,8 -6,0 10 NovaMarlim Petróleo - RJ ( * ) 58.847 -72,7 21.044 -1.928 7.762 – 21.150 -16 ND 35,8 758,1 ND ND 11 Starfish - RJ 7.977 703,9 -20.914 -27.066 160.060 38.891 -19.320 -21.256 ND -262,2 5,0 411,6 -69,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PETRÓLEO E GÁS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % EXTRAÇÃO E REFINO (CONTINUAÇÃO) 12 Alvorada Petróleo - MG 7.853 10.932,2 -367 595 93.430 75.306 1.437 26.203 ND -4,7 8,4 124,1 0,8 13 Recôncavo E&P - BA 6.415 15,2 844 583 14.762 12.850 1.506 515 69,1 13,2 43,5 114,9 4,5 5.448 4,4 -245 -157 4.459 1.744 229 685 ND -4,5 122,2 255,7 -9,0 14 Bolland - BA 15 W. Washington - SP ( * ) 4.585 -32,7 168 168 32.786 18.332 1.719 – 100,0 3,7 14,0 178,9 0,9 1.470 -63,0 -4.076 -4.076 122.357 98.148 -2.729 1.373 ND -277,3 1,2 124,7 -4,2 16 Aurizônia - RN ( * ) 17 Comp Petróleo - MG ( * ) 544 -19,8 -1.015 -998 29.339 28.935 -1.780 481 ND -186,6 1,9 101,4 -3,5 18 Potiólio - RN ( * ) 34 – -635 -635 24.341 13.392 -604 462 ND -1.867,7 0,1 181,8 -4,7 19 Petrolífera Marlim - RJ ( * ) – – 52.682 24.205 764.960 59.247 -20.213 457.740 46,0 ND ND 1.291,1 40,9 – – -31.165 70.351 667.106 615.143 -37.515 -11.220 ND ND ND 108,5 11,4 20 Queiroz Galvão Exportação - RJ 21 Petra - RJ – – -40.016 -75.888 106.685 22.958 -40.080 9.687 ND ND ND 464,7 -330,6 – – -39.290 -39.290 50.591 45.014 -41.098 -229 ND ND ND 112,4 -87,3 22 Karoon Petróleo - RJ 23 Eni Oil - RJ – – -558.629 -558.629 38.675 25.223 -131.534 -641 ND ND ND 153,3 -2.214,8 – -100,0 -146 -146 34.802 15.600 -120 – ND ND ND 223,1 -0,9 24 BS-3 - RJ 25 Quantra PetrÓleo - RN ( * ) – – -9.929 -9.929 13.360 -1.173 -9.839 -465 ND ND ND ND ND 26 Vale O - RJ ( * ) – -100,0 -23.150 -23.150 9.334 -1.950 -17.579 -1.896 ND ND ND ND ND – – -16.972 -16.972 8.547 7.522 -16.675 -76 ND ND ND 113,6 -225,6 27 Cowan - MG 28 Japex - RJ – – -162 -162 956 956 -162 – ND ND ND 100,0 -17,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (28) 159.351.679 15,2 37.272.009 34.695.018 486.810.345 324.161.022 46.880.322 18.864.402 82,3 -4,6 38,5 152,6 -0,1 VAREJISTAS DE GÁS E COMBUSTÍVEL 1 Comgás - SP 4.095.343 8,3 837.236 579.980 3.847.842 1.376.400 1.182.083 22.934 69,3 20,4 106,4 279,6 42,1 2 Ultragaz - SP 2.816.065 8,5 123.892 74.957 1.165.510 457.629 247.092 91.885 60,5 4,4 241,6 254,7 16,4 3 Ceg - RJ ( * ) 1.783.690 -9,3 328.589 226.708 1.962.621 650.117 499.093 -7.010 69,0 18,4 90,9 301,9 34,9 4 Bahiagás - BA 986.952 27,3 194.395 158.274 510.047 392.129 200.425 -15.235 81,4 19,7 193,5 130,1 40,4 5 Ceg Rio - RJ ( * ) 924.877 -42,3 102.437 70.431 512.495 175.130 123.431 -60 68,8 11,1 180,5 292,6 40,2 571.507 34,1 141.146 108.095 1.305.267 804.534 116.740 238.338 76,6 24,7 43,8 162,2 13,4 6 Gasmig - MG 7 SC Gás - SC 453.307 5,2 121.443 80.778 343.379 201.017 142.431 -64.559 66,5 26,8 132,0 170,8 40,2 8 Copergás - PE 443.995 34,2 40.614 37.256 288.492 205.688 65.288 -1.845 91,7 9,2 153,9 140,3 18,1 9 Gás Natural SP Sul - SP 417.059 6,8 90.106 91.378 767.994 688.208 130.903 23.552 101,4 21,6 54,3 111,6 13,3 10 Sulgás - RS 397.944 20,6 128.118 88.769 265.773 140.085 141.398 -39.445 69,3 32,2 149,7 189,7 63,4 266.723 – 60.965 40.538 275.964 194.678 67.479 -18.090 66,5 22,9 96,7 141,8 20,8 11 Compagás - PR 12 Cegás - CE 235.416 53,6 38.645 35.637 248.791 93.094 37.503 -8.007 92,2 16,4 94,6 267,3 38,3 13 Gás Brasiliano - SP 191.158 29,9 16.006 13.511 434.717 397.139 18.374 4.266 84,4 8,4 44,0 109,5 3,4 14 Minasgás - PE 147.290 9,7 6.048 4.034 63.860 47.999 7.139 16.515 66,7 4,1 230,7 133,0 8,4 15 Algás - AL 134.878 13,1 15.704 12.641 52.520 41.508 19.729 -432 80,5 11,6 256,8 126,5 30,5 16 Potigás - RN 118.481 20,4 9.603 6.643 93.307 44.154 13.921 3.599 69,2 8,1 127,0 211,3 15,1 17 PBGÁS - PB ( * ) 106.757 12,3 12.044 9.354 80.911 67.696 10.395 -902 77,7 11,3 131,9 119,5 13,8 18 Servgás - SP 100.451 8,0 1.344 996 30.525 -2.268 3.484 -299 74,1 1,3 329,1 ND ND 19 MSGÁS - MS 93.853 122,2 17.218 13.219 105.814 -10.086 21.675 -55 76,8 18,4 88,7 ND ND 20 Sergás - SE 79.345 11,1 6.468 5.109 46.176 34.389 8.254 -1.319 79,0 8,2 171,8 134,3 14,9 21 Flecha - ES ( * ) 68.482 8,9 -2.379 430 26.928 15.049 -615 9.193 ND -3,5 254,3 178,9 2,9 22 Posto Flamingo - DF 23.520 5,8 1.850 1.413 4.412 1.311 2.662 868 76,4 7,9 533,1 336,6 107,8 23 Posto Usina São Domingos - SP ( ** ) 19.937 17,8 2.170 1.899 8.545 7.991 2.396 4.505 87,5 10,9 233,3 106,9 23,8 24 Auto Posto Abel Galinha 1 - RR 18.444 26,4 1.536 1.266 8.673 6.446 1.661 1.683 82,4 8,3 212,7 134,5 19,6 26 Posto Casa Rosa - PR 6.998 32,7 403 287 2.698 2.293 347 309 71,2 5,8 259,4 117,7 12,5 27 GMC - RJ 6.083 17,8 237 184 1.111 1.083 241 – 77,4 3,9 547,3 102,7 17,0 28 Cebgás - DF 5.100 30,6 -587 -587 2.898 2.510 -339 -102 ND -11,5 176,0 115,5 -23,4 29 Goiasgás - GO 1.470 5,9 -202 -211 2.029 1.933 -531 70 ND -13,7 72,5 105,0 -10,9 30 Cigás - AM ( * ) 544 5,8 -13.124 -13.124 89.652 19.138 -13.147 -6.114 ND -2.412,5 0,6 468,5 -68,6 31 Gaspisa - PI ( * ) 278 -70,3 -703 -703 4.107 4.072 -716 -3 ND -252,6 6,8 100,9 -17,3 32 Usina Moema - SP ( * ) – – -219 -151.983 51.757 51.446 -218 -22 ND ND ND 100,6 -295,4 33 Gasmar - MA – – -462 -462 2.853 2.837 -466 0 ND ND ND 100,6 -16,3 34 Infragás - SC – – -500 135 1.948 1.838 -618 -11 ND ND ND 106,0 7,4 35 Gás do Pará - PA – – -446 -446 180 167 -454 -2 ND ND ND 107,5 -266,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (35) 14.525.456 11,7 2.279.938 1.496.647 12.612.361 6.119.120 3.047.474 254.871 76,5 8,4 153,9 134,3 14,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | PETRÓLEO E GÁS | PETROBRAS

Por mares nunca antes explorados Planos ambiciosos da estatal, principalmente em relação ao pré-sal, mostram que para a empresa o céu é o limite, e não o mar ,Na última década, das 35 maiores descobertas de jazidas de hidrocarbonetos do mundo, a Petrobras foi responsável por nada menos que oito; sete delas na região conhecida como “présal” das bacias de Campos e de Santos, no Sudeste brasileiro. A quantidade de petróleo e gás descoberta pela estatal brasileira nos últimos anos equivale a quase um terço do volume total encontrado pelas maiores empresas do setor no mundo, conforme relatório publicado em 2011 pela companhia americana de pesquisa sobre o mercado petrolífero IHS Cera, que possui o maior banco de dados da indústria do petróleo mundial. Tal feito colocou a empresa e o Brasil num patamar inimaginável até 2006, quando foram descobertos os primeiros focos de petróleo no pré-sal brasileiro, localizado em média de cinco a sete quilômetros abaixo do nível do mar e a 300 quilômetros da costa. Com o novo patrimônio em mãos, a companhia projeta exportar em 2020 a incrível marca de até 1,7 milhão de barris de petróleo/dia – “cru ou refinado”, esclarece o gerente de planejamento de exploração e produção, Mauro Yuji Hayashi. Os campos de Lula (ex-Tupi), Júpiter, Franco, Jubarte, Iara, Cernambi, Guará e Mexilhão foram as maiores descobertas recentes da Petrobras. Exceto pelo último, as demais perfurações foram realizadas na região marítima do pré-sal, penetrando antigos sedimentos situados abaixo de camadas de sal com até dois quilômetros de espessura. Jubarte, no Espírito Santo, já produz em escala comercial. Os demais estão localizados na bacia de Santos. A Petrobras prevê ainda a instalação total de 17 grandes projetos de extração até 2015, com adição de 2,3 milhões de barris por dia (bpd) de capacidade, e a perfuração de mais de cem poços

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offshore (marítimos), sendo 40% exploratórios e 60% para desenvolvimento de produção. Esse mar de possibilidades (literalmente) torna as projeções de faturamento da empresa ainda maiores, fato esse que lavou algumas corretoras, como a do banco BTG Pactual, a elevar em 22% sua perspectiva de lucro líquido da companhia para 2012, para US$ 22 bilhões – sem incorporar eventuais aumentos nos preços da gasolina comercializada no mercado brasileiro. Tais perspectivas de lucro são bastante significativas, levando em conta que elas superam em mais de 15% os R$ 35,2 bilhões – recorde da empresa – atingidos em 2010, mesmo com os fortes investimentos esperados para 2012. Para 2011, a expectativa do BTG é de que o lucro chegue a US$ 24,8 bilhões. O aumento de gastos é de fato uma realidade para a companhia. Analistas do Credit Suisse chamam a atenção para o fato de que os custos de refino cresceram 21%; os de extração, antes dos tributos e encargos, 15%; os administrativos, 9%; e as despesas gerais, 5%. “Investir sempre traz aumento das despesas”, diz o supervisor da Ágora Corretora, Luiz Otávio Broad. “Mas os ganhos no longo prazo, no entanto, certamente compensarão , em muito, os investimentos.” Para o analista da corretora Geração Futuro, Lucas Brendler, as despesas para a exploração do pré-sal são de fato muito altas, mas existe a tendência de haver uma otimização dos gastos, à medida que a empresa assimila e se adapta às novas tecnologias necessárias para a extração da


Produção do pré-sal permite turbinar projeções de produção

camada pré-sal. “Por isso, a demanda por tecnologia e equipamentos deve continuar”, explica Brendler. “Haverá, provavelmente, uma intensificação de parcerias da Petrobras com empresas estrangeiras, que trarão tecnologia e mão de obra especializada para o Brasil.”

RUMO À LIDERANÇA A maior parte dos investimentos da Petrobras ainda está no pós-sal (US$ 64,3 bilhões), ante US$ 53,4 bi no pré-sal, crescimento bastante significativo em relação aos US$ 33 bilhões de 2010. Segundo dados da empresa, em 2020, a produção do pré-sal corresponderá a 40,5% da produção de óleo no Brasil, o que justifica a ampliação dos investimentos na região. “A tendência é, de fato, o pré-sal ir ganhando importância dentro da produção da Petrobras”, diz Broad.

Com o amplo acesso a novas reservas, a Petrobras mais do que dobrará sua produção interna de petróleo na próxima década, passando de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em 2011 para 3,070 milhões em 2015 e 4,910 milhões em 2020. Para efeito de comparação, toda a produção da Líbia, um dos maiores fornecedores de petróleo da Europa, era de 1,6 milhão de bpd antes das revoltas populares que estouraram no país em 2011. Segundo o analista, as novas descobertas da Petrobras têm até mesmo estimulado a pesquisa e novas descobertas de empresas privadas do setor. “Há espaço para outras empresas crescerem, uma vez que as oportunidades são enormes no setor”, diz Broad. De acordo com o Plano de Negócios 20112015, divulgado em julho de 2011, a Petrobras

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PREMIADA | PETRÓLEO E GÁS | PETROBRAS

FOTOS: DIVULGAÇÃO/PETROBRAS

vistas como uma planeja investir no períoimportante ferramenta do US$ 224,7 bilhões, 5% de valorização mercadisso no exterior, a maior dológica. parte em exploração e “A integração agreprodução. Em dólar, é praga valor às companhias ticamente o mesmo que de petróleo do mundo os US$ 224 bilhões projetodo”, diz o presidente tados pelo Plano de da Petrobras, José Negócios 2010-2014. Tais Sérgio Gabrielli. “Inves– aplicações certamente timentos em exploraajudarão a ascensão ao ção e produção são os posto de maior do mundo principais fatores para no setor até meados de impulsão de resulta2017, conforme estimam dos”, completa. A projeanalistas da área e da ção da empresa é in– própria empresa. vestir US$ 117,7 bi– A representatividade lhões no Brasil até 2015. no cenário global já é De acordo com o poderosa. Em 2010, por diretor de abastecimenexemplo, tornou-se a to da Petrobras, Paulo segunda maior compaRoberto Costa, a emprenhia de petróleo do BRENDER: “Haverá intensificação de parcerias” sa pretende investir mundo, com valor de US$ 74,4 bilhões de mercado de US$ 270 2011 a 2015 nas áreas de bilhões, atrás da amerirefino, transporte, cocana Exxon (US$ 313 mercialização e petrobilhões) e à frente da química. “O mercado Petro China (US$ 266 doméstico tem aumenbilhões). Isso ocorreu tado muito a demanda e graças à oferta de ações Maxim iumqui andaes dist, ut placcaborem exce tem exigido a construda empresa, em setemção de novas refinarias”, bro daquele ano, que se explica. A empresa protornou a maior captação jeta um aumento da da história mundial, capacidade de refino em de US$ 69,97 bilhões 395 mil barris por dia (R$ 120,36 bilhões). (bpd) de 2011 a 2015 e Ainda de acordo com de 1,065 mil bpd de 2016 o Plano de Negócios a 2020. De acordo com 2011-2015, a Petrobras especialistas, a refinaria ampliou principalmente Premium I, em Bacabeios investimentos em ra (Estado do Maranhão), exploração e produção será a maior da empresa. (E&P), que passaram de COSTA: “Demanda tem exigido novas refinarias” O relatório da Petro53% do total (US$ 118,8 bras alerta que o Norte, o Nordeste e o Centrobilhões), na estimativa anterior, para 57% do Oeste do País ainda possuem um déficit diário total atual (US$ 127,5 bilhões). O motivo desse de 464 mil barris/dia, que deve ser reduzido aumento foi basicamente a inclusão das para 416 mil em 2015. As regiões Sul e Sudeste, novas unidades do pré-sal, que exigem granno entanto, já possuem superávit de 82 mil. “As des investimentos em infraestrutura operanovas refinarias produzirão derivados de maior cional. Além disso, pesquisas em biodiesel, valor agregado”, explica Costa. refino e gás, que visam ampliar a gama de possibilidades da empresa, também têm sido (WM)

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Conciliação certa para o crescimento A importância estratégica do setor químico e petroquímico transforma o segmento em alavanca imprescindível para o desenvolvimento do País. Dele estão dependentes desde o aproveitamento pleno do potencial das oportunidades criadas pelo pré-sal até o fornecimento de uma enorme variedade de insumos e produtos para todas as cadeias produtivas, passando também por produtos destinados diretamente ao consumidor final. Corta, assim, horizontalmente, as bases da economia inteira. Seu desempenho é um retrato disso. Em 2010, o faturamento do setor alcançou R$ 227,3 bilhões, um crescimento de 10% em relação a 2009, ano de crise (receita líquida de R$ 206,7 bilhões). A retomada voltou e superou o patamar de 2008, quando a receita líquida alcançou R$ 222,3 bilhões. O setor enfrenta questões de ordem comercial, orçamentária e até política (diante da grande presença do setor público nesse campo), mas – dadas as potencialidades da economia – renova planos de investimento de alto vulto. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abi– quim) projeta investimentos diretos, até 2020, de US$ 167 bilhões (cerca de R$ 300 bilhões atualmente). O indispensável aumento da produção interna poderia vir, pelo menos em parte, em substituição às importações. Nesse sentido, química e petroquímica têm sido afetadas, como outras

áreas, pelo real valorizado, o que amplia o histórico déficit comercial químico e prejudica a indústria nacional. Além disso, a atuação da China, que desvaloriza propositadamente sua moeda para manter seus produtos mais baratos, também complica o controle do déficit comercial brasileiro e, segundo analistas do setor, exige um posicionamento mais firme por parte do governo. Mas não é só: no amplo rol de reivindicações do setor estão itens como desoneração tributária, redução dos juros, oferta de matérias-primas a preços competitivos, estímulos para a inovação e, principalmente, investimentos pesados em infraestrutura. Certamente, nenhum governo pode resolver tudo isso num só passe de mágica. A verdade, porém, é que o desequilíbrio precisa ser enfrentado. De acordo com a Abiquim, o déficit na balança comercial de produtos químicos, de janeiro a agosto de 2011, chegou a US$ 16,8 bilhões (R$ 29,3 bilhões), 32,8% mais do que o registrado em igual período de 2010. Nos últimos 12 meses (setembro de 2010 a agosto de 2011), o buraco chegou a US$ 24,8 bilhões (R$ 43,3 bilhões). “O déficit em produtos químicos continuará crescendo caso não sejam estimulados investimentos no setor”, diz Denise Naranjo, diretora de comércio exterior da Abiquim. Para ela, medidas simples poderiam estimular a produção inter-

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QUÍMICA E PETROQUÍMICA

Vultosos investimentos, que podem chegar a US$ 167 bilhões até 2020, ajudarão a enfrentar o histórico déficit comercial


QUÍMICA E PETROQUÍMICA

na. “A adoção de uma política específica para o uso, por exemplo, do gás natural como matériaprima poderia incentivar os investimentos na produção de intermediários para fertilizantes no País”, diz. “Essa é uma medida que está prevista na Lei do Gás, mas até o momento ela não foi regulamentada”, completa. Segundo a Abiquim, no entanto, uma vez que os investimentos sejam estimulados e seja atingida a meta dos US$ 167 bilhões até 2020, será possível zerar o déficit da balança comercial. Apesar de tantas questões pendentes, a atração do mercado brasileiro continua falando mais alto. Grandes players, estrangeiros ou nacionais (isoladamente ou em associação com a Petrobras), mantêm seus planos de aportes significativos. O grupo alemão Basf, por exemplo, anunciou em 2011 que projeta investir R$ 1,193 bilhão (500 milhões de euros) em três unidades em Camaçari (BA), onde produzirá ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP), e em mais uma unidade em Guaratinguetá (SP). Esse será o primeiro pólo na América do Sul a produzir ácido acrílico e SAPs. “Devido ao forte crescimento no Brasil, chegou a hora de fazermos um investimento deste porte, que irá fortalecer ainda mais nossa posição e enfatizará nossa confiança no desenvolvimento do mercado na América do Sul”, diz Stefan Marcinowski, membro do conselho de administração executiva da Basf. Segundo informações da empresa, a fábrica de Camaçari foi escolhida com base na disponibilidade de matérias-primas (propeno) e utilitários fornecidos pela Braskem, do grupo Odebrecht. “O acordo com a Basf permitirá potencializar os benefícios para toda a cadeia produtiva do ácido acrílico em razão da capacidade de produção do projeto e do porte do investimento”, diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem. A parceria Basf-Braskem é mais um exemplo da tendência de afunilamento do setor químico e petroquímico. Um estudo da consultoria

Dextron Management, especializada em estratégia e gestão de negócios, apontou que o setor foi um dos que mais se destacaram na realização de fusões e aquisições no Brasil em 2010. A própria Braskem é um dos destaques: comprou a Quattor em janeiro de 2010 em uma operação estimada em R$ 700 milhões e se tornou a maior empresa petroquímica da América Latina.

MUDANÇA DE IMAGEM Com o aquecimento da demanda e procurando sintonizar-se aos novos tempos, as empresas do setor químico e petroquímico revelam, nos últimos anos, especial atenção às questões de sustentabilidade. Não sem razão, dadas as características do sistema produtivo e dos insumos que processa – e que já provocaram muitos acidentes ambientais no Brasil e no mundo. Por isso, tradicionalmente malvisto por ecologistas, o segmento vem investindo pesado para mudar esta imagem e demonstrar que tem também responsabilidade social e ambiental. É o caso da Braskem, que desenvolve (ao lado da Petrobras) uma linha de petroquímica verde, baseada em matérias-primas renováveis. É o caso também da Carbocloro, responsável por 25% da produção nacional de cloro líquido, que obteve em setembro de 2011 a licença para a instalação de uma hidrovia no rio Cubatão. A hidrovia irá reduzir em 60 mil o número de viagens de caminhões pelas estradas da região da Baixada Santista. Com investimentos totais de US$ 25 milhões, ligará a fábrica da Carbocloro de Cubatão ao porto de Santos e permitirá transportar o sal – matéria-prima para a fabricação de cloro-soda, principal atividade da empresa – do porto para a fábrica. “A Carbocloro foi pioneira no cuidado com o meio ambiente”, diz Mario Cilento, seu presidente. A empresa estima que a mudança do transporte pelo rio Cubatão diminua em 50% a emissão de gases para a atmosfera.

A sustentabilidade ambiental entra no radar das empresas e a petroquímica verde, que começa a ser experimentada, vai deixando de ser uma expressão pitoresca

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QUÍMICA E PETROQUÍMICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS PETROQUÍMICOS 1 Dow - SP 2.204.868 -1,6 -358.476 -196.474 2.179.972 946.557 -342.976 411.973 ND -16,3 101,1 230,3 -20,8 2 Quattor - SP 1.892.883 32,5 -21.501 -6.375 1.999.278 860.791 99.721 399.095 ND -1,1 94,7 232,3 -0,7 1.829.994 164,3 -31.319 -28.826 4.651.230 1.113.723 145.547 474.676 ND -1,7 39,3 417,6 -2,6 3 Quattor Química - SP ( * ) 4 Rio Polímeros - RJ 1.388.070 30,3 -43.501 -45.229 3.032.375 1.687.047 229.140 151.519 ND -3,1 45,8 179,7 -2,7 1.322.966 39,3 60.929 44.585 1.193.136 233.221 151.691 333.963 73,2 4,6 110,9 511,6 19,1 5 M & G - PE 6 Oxiteno NE - BA 1.178.715 9,7 117.650 103.497 1.322.734 835.187 156.334 265.151 88,0 10,0 89,1 158,4 12,4 7 lanxess Elastômeros - RJ ( * ) 969.947 -37,5 -49.911 -30.483 1.087.618 404.128 -3.503 157.982 ND -5,2 89,2 269,1 -7,5 8 Innova - RS 887.908 33,6 117.341 106.196 546.452 297.586 144.060 95.276 90,5 13,2 162,5 183,6 35,7 850.533 52,9 58.677 45.201 633.216 465.917 80.016 205.969 77,0 6,9 134,3 135,9 9,7 9 Elekeiroz - SP 10 Solvay Indupa - SP 758.687 9,7 -11.580 -8.230 912.776 433.997 77.512 114.126 ND -1,5 83,1 210,3 -1,9 754.365 15,2 -22.120 59.653 2.613.872 1.787.769 30.566 173.090 ND -2,9 28,9 146,2 3,3 11 Oxiteno - SP 12 CBE Estireno - SP ( * ) 356.725 -22,1 30.739 26.776 365.210 98.659 5.012 89.799 87,1 8,6 97,7 370,2 27,1 292.151 13,7 871 -5.224 250.587 94.014 -2.348 66.361 ND 0,3 116,6 266,5 -5,6 13 Cromex - SP 14 Nitro Química - SP 272.700 -3,2 -16.177 -22.384 402.415 260.821 16.512 71.262 ND -5,9 67,8 154,3 -8,6 15 SI Group Crios Resinas - SP ( * ) 234.736 -26,3 12.319 9.190 143.560 89.873 17.498 56.482 74,6 5,3 163,5 159,7 10,2 222.361 9,9 31.290 23.547 154.004 134.542 31.997 46.808 75,3 14,1 144,4 114,5 17,5 16 Borealis Brasil - SP 17 Acrinor - BA ( * ) 208.915 -15,2 -22.925 -15.680 284.683 142.517 386 14.471 ND -11,0 73,4 199,8 -11,0 18 Kordsa - BA 135.433 -1,5 -12.543 -12.543 175.602 31.570 -8.875 30.893 ND -9,3 77,1 556,2 -39,7 19 Alcoolquímica - PE 117.716 124,8 -5.680 -6.874 255.338 86.602 35.245 -7.348 ND -4,8 46,1 294,8 -7,9 20 Ara Química - SP 112.565 24,0 19.909 11.639 52.470 19.313 18.843 23.591 58,5 17,7 214,5 271,7 60,3 87.633 -21,0 -1.286 -2.620 197.794 116.843 2.551 16.228 ND -1,5 44,3 169,3 -2,2 21 Nitriflex - RJ ( * ) 22 Seta - RS 55.678 7,6 -4.724 -8.826 83.372 46.033 6.813 20.183 ND -8,5 66,8 181,1 -19,2 23 DRI - SP 54.578 – 5.344 3.582 140.036 78.732 10.394 32.575 67,0 9,8 39,0 177,9 4,6 24 Emca - RJ 50.083 -15,9 -6.765 -6.914 47.503 16.859 -4.056 18.610 ND -13,5 105,4 281,8 -41,0 25 Monofil - SP 11.742 9,0 -578 -566 12.290 9.316 -104 2.932 ND -4,9 95,5 131,9 -6,1 11.721 14,4 1.409 853 12.740 10.445 1.170 2.745 60,5 12,0 92,0 122,0 8,2 26 Pepasa - SP 27 Nitriflex AM - AM ( * ) 10.914 -47,0 -904 -904 15.586 8.659 -607 4.970 ND -8,3 70,0 180,0 -10,4 28 Agroseta - RS 3.393 -48,0 -7.174 -7.174 25.107 23.425 -1.173 2.005 ND -211,4 13,5 107,2 -30,6 29 Mauá - SP ( * ) 261 2,7 38 32 2.181 2.161 38 2.161 83,2 14,6 12,0 100,9 1,5 30 PHB - SP ( * ) 11 – -4.495 -4.495 57.915 55.026 -3.976 -125 ND -40.863,6 0,0 105,3 -8,2 – – -76.842 -76.842 2.222.229 624.643 -55.877 -73.895 ND ND ND 355,8 -12,3 31 Petroquimicasuape - PE 32 Comperj Poliolefinas - RJ – – 367 266 325.012 308.879 -172 -1.139 72,5 ND ND 105,2 0,1 33 Comperj - RJ – – 121 92 81.335 77.034 -90 -300 76,0 ND ND 105,6 0,1 34 Ima - SP – – -510 -510 11.449 11.449 -859 101 ND ND ND 100,0 -4,5 35 UNIFIT - PE – – 0 0 9.967 1.466 – -25 ND ND ND 679,9 0,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (35) 16.278.253 9,3 -242.007 -52.065 25.501.045 11.414.804 836.431 3.202.166 75,3 -1,6 86,1 180,0 -2,2 ADUBOS, FERTILIZANTES E DEFENSIVOS 1 Heringer - ES 3.521.473 13,3 88.360 61.805 2.022.329 409.722 210.348 289.723 70,0 2,5 174,1 493,6 15,1 2 Bunge Fertilizantes - SP 3.213.697 -36,7 64.960 -114.581 3.360.226 1.511.155 158.181 646.401 ND 2,0 95,6 222,4 -7,6 3 Mosaic - SP ( * ) 1.950.029 -27,7 -237.836 -255.222 1.201.804 419.146 -199.686 30.027 ND -12,2 162,3 286,7 -60,9 4 Yara Brasil - RS 1.817.187 -11,0 1.281.414 934.667 1.110.799 614.406 1.347.313 109.149 72,9 70,5 163,6 180,8 152,1 5 Goiasfertil - SP 1.715.214 18,3 -70.864 -47.541 2.946.482 1.623.818 138.392 -55.691 ND -4,1 58,2 181,5 -2,9 6 Fosfértil - MG 1.402.356 15,0 238.066 99.310 4.633.913 3.545.598 362.913 51.200 41,7 17,0 30,3 130,7 2,8 7 Milenia - PR 667.139 – -176.919 -204.217 962.354 41.161 -135.536 465.943 ND -26,5 69,3 2.338,0 -496,1 8 Galvani Serviços - SP 514.318 26,9 10.276 13.774 606.553 273.057 56.817 110.046 134,0 2,0 84,8 222,1 5,0 9 Iharabrás - SP 498.276 14,6 89.194 60.188 681.268 312.022 68.014 228.175 67,5 17,9 73,1 218,3 19,3 10 Nufarm - CE ( ** ) 407.759 -18,9 -87.016 -97.012 770.504 76.405 -33.132 349.951 ND -21,3 52,9 1.008,5 -127,0 11 Nortox - PR 316.227 -19,9 1.355 539 520.934 414.999 20.450 325.569 39,8 0,4 60,7 125,5 0,1 12 Unifértil - RS 315.453 8,2 26.739 22.761 195.384 116.617 16.293 34.837 85,1 8,5 161,5 167,5 19,5 13 PenÍnsula - PR 266.733 – 1.201 1.203 252.678 39.086 13.115 66.360 100,2 0,5 105,6 646,5 3,1 14 Sipcam - MG 194.206 -2,3 838 830 311.129 61.901 50.411 87.609 99,1 0,4 62,4 502,6 1,3 15 Plant Bem - PR 164.749 30,8 4.866 3.710 147.469 17.358 13.011 66.444 76,2 3,0 111,7 849,6 21,4 16 Fosbrasil - SP 164.633 28,7 15.135 13.054 90.404 59.341 19.054 32.239 86,3 9,2 182,1 152,4 22,0 17 Cibrafértil - BA 65.504 18,8 -13.848 -13.635 75.731 14.945 -6.454 -639 ND -21,1 86,5 506,7 -91,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 237


QUÍMICA E PETROQUÍMICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ADUBOS, FERTILIZANTES E DEFENSIVOS (CONTINUAÇÃO) 18 Servatis - RJ ( * ) 51.934 15,7 -13.139 -8.705 145.655 38.750 8.410 -626 ND -25,3 35,7 375,9 -22,5 19 Nutriplant - SP 39.163 4,9 -10.331 -7.769 49.417 12.018 -5.252 -846 ND -26,4 79,3 411,2 -64,6 38.995 1,0 8.011 5.236 35.944 17.006 11.583 19.767 65,4 20,5 108,5 211,4 30,8 20 Bequisa - SP ( * ) 21 NPC - PR ( * ) 24.777 -27,5 -11.423 -11.425 11.343 -17.948 -10.788 6.032 ND -46,1 218,4 ND ND 19.005 -4,7 -276 -276 19.580 10.598 1.453 15.746 ND -1,5 97,1 184,8 -2,6 22 J C Barretto - SE ( * ) 23 Adubos Marisa - MG 13.365 – 296 169 5.384 4.096 355 1.673 57,2 2,2 248,3 131,5 4,1 24 Fospar - PR 9.490 -83,6 10.666 7.410 101.519 86.841 15.401 1.658 69,5 112,4 9,4 116,9 8,5 25 Dolomita - MG ( * ) 1.794 -16,3 383 341 2.092 1.483 434 -52 89,0 21,4 85,7 141,1 23,0 – – -1.701 -1.701 19.935 8.956 -159 22 ND ND ND 222,6 -19,0 26 IFC - SP 27 Mitsui - MG – -100,0 -5.116 -21.180 12.113 4.488 -7.840 2.404 ND ND ND 269,9 -471,9 – – -1.047 -1.047 11.681 7.968 -635 – ND ND ND 146,6 -13,1 28 Agrofértil - PE ACUMULADO DO SUBSETOR (28) 17.393.477 1,0 1.212.244 440.685 20.304.623 9.724.992 2.112.465 2.883.121 72,9 2,0 86,5 222,1 1,3 DIVERSOS 1 Refap - RS 9.231.472 2,8 403.403 262.071 5.767.454 1.628.454 724.856 332.544 65,0 4,4 160,1 354,2 16,1 5.194.009 16,4 -87.467 -80.542 4.059.381 1.474.416 101.841 2.049.788 ND -1,7 128,0 275,3 -5,5 2 Basf - SP 3 Bayer - SP 3.671.970 5,5 -44.480 -67.067 3.525.471 1.075.418 169.143 2.000.312 ND -1,2 104,2 327,8 -6,2 4 Alunorte - PA 2.650.976 -1,1 239.346 166.804 6.391.918 4.639.616 450.621 439.723 69,7 9,0 41,5 137,8 3,6 5 Clariant - SP 1.091.927 4,2 104.296 78.174 528.728 225.468 116.287 65.836 75,0 9,6 206,5 234,5 34,7 6 Carbocloro - SP 615.636 -7,8 105.275 76.579 634.987 355.034 156.010 75.629 72,7 17,1 97,0 178,9 21,6 563.468 13,9 88.819 62.549 366.550 289.415 93.953 94.414 70,4 15,8 153,7 126,7 21,6 7 deten - BA 8 Produquímica - SP 424.369 30,2 -37.497 -29.206 629.054 156.788 -910 121.142 ND -8,8 67,5 401,2 -18,6 9 White Martins NE - PE ( * ) 417.076 2,6 138.458 123.063 579.508 468.637 163.891 54.832 88,9 33,2 72,0 123,7 26,3 10 Bauche Energy - 403.751 43,2 1.805 1.230 53.701 3.477 2.276 8.436 68,2 0,5 751,9 1.544,3 35,4 11 Brasil Biodiesel - SP 394.792 16,1 -17.596 -22.910 797.616 686.473 -5.865 81.477 ND -4,5 49,5 116,2 -3,3 266.456 33,3 33.984 33.984 93.382 45.702 33.529 48.990 100,0 12,8 285,3 204,3 74,4 12 Anastácio - SP 13 GPC Química - RJ 258.220 13,2 -20.635 -24.060 497.188 149.383 25.979 -30.930 ND -8,0 51,9 332,8 -16,1 14 EDN Estireno - BA ( * ) 255.939 – 847 6.951 93.791 59.067 10.285 11.698 820,7 0,3 272,9 158,8 11,8 15 IBQ - PR 255.166 43,3 18.960 28.141 247.007 94.024 48.417 11.102 148,4 7,4 103,3 262,7 29,9 16 IBF Filmes - RJ 251.992 -4,8 2.447 1.731 348.652 195.935 12.231 104.444 70,7 1,0 72,3 177,9 0,9 238.044 -3,2 -33.472 -26.922 449.618 349.738 -1.080 67.027 ND -14,1 52,9 128,6 -7,7 17 Millennium Inorganic - BA 18 Eka Chemicals - SP 223.035 1,0 26.211 47.883 476.889 293.206 43.377 29.182 182,7 11,8 46,8 162,7 16,3 19 White Martins Norte - PA ( * ) 220.772 -15,6 45.885 27.597 287.092 257.137 68.028 39.522 60,1 20,8 76,9 111,7 10,7 20 Biocapital - SP ( * ) 196.429 28,7 -6.797 -7.892 161.733 17.904 13.213 3.122 ND -3,5 121,5 903,3 -44,1 21 Pan Americana Químicas - RJ 168.223 -6,7 2.664 3.433 320.176 141.678 15.263 21.129 128,9 1,6 52,5 226,0 2,4 22 Tanac - RS 166.957 20,4 19.258 11.865 233.605 156.125 25.878 32.860 61,6 11,5 71,5 149,6 7,6 23 Kraton - SP ( * ) 160.432 1,8 17.429 11.194 159.833 85.784 29.501 49.249 64,2 10,9 100,4 186,3 13,1 24 Petrom - SP ( * ) 143.478 -14,2 8.775 6.279 66.345 37.339 14.248 23.953 71,6 6,1 216,3 177,7 16,8 25 Química Geral NE - BA 137.945 -20,7 -4.768 -6.534 91.347 47.474 -375 7.756 ND -3,5 151,0 192,4 -13,8 26 Essencis - SP ( * ) 133.780 -13,6 41.038 29.034 277.469 170.858 50.217 54.054 70,8 30,7 48,2 162,4 17,0 27 Swedish Match - RJ 129.268 1,8 28.373 22.846 180.251 107.536 34.713 26.923 80,5 22,0 71,7 167,6 21,2 28 Dynea Brasil - PR ( * ) 111.480 -24,2 11.375 8.758 44.483 28.842 11.690 9.669 77,0 10,2 250,6 154,2 30,4 29 Copenor - BA 104.980 -4,1 -8.982 -16.973 131.758 66.818 4.116 19.997 ND -8,6 79,7 197,2 -25,4 30 CP Kelco - SP 103.953 2,2 1.362 -445 147.091 22.238 -84 80.680 ND 1,3 70,7 661,5 -2,0 31 Baerlocher - SP ( * ) 102.792 20,3 24.234 16.180 53.557 16.637 27.739 22.722 66,8 23,6 191,9 321,9 97,3 32 Asfaltos CalifÓrnia - SP 87.956 29,5 70 61 32.316 9.692 2.940 17.654 87,1 0,1 272,2 333,4 0,6 33 Beraca Sabará - PE 85.856 – 5.807 7.208 76.331 31.212 13.911 21.084 124,1 6,8 112,5 244,6 23,1 34 Scandiflex - SP 85.799 19,5 7.970 3.923 46.069 39.720 9.151 18.446 49,2 9,3 186,2 116,0 9,9 35 Hutchinson - SP ( * ) 85.244 -16,2 15.698 26.574 175.998 80.609 -1.504 1.166 169,3 18,4 48,4 218,3 33,0 36 Nortec - RJ 79.040 77,6 13.034 9.626 43.063 27.823 14.260 17.899 73,9 16,5 183,6 154,8 34,6 37 Eka Bahia - BA 70.072 -4,6 28.392 23.367 254.614 203.402 34.156 9.047 82,3 40,5 27,5 125,2 11,5 38 Condor - RJ 58.308 14,6 17.459 11.503 51.770 28.894 22.465 15.433 65,9 29,9 112,6 179,2 39,8 39 Polibutenos - SP ( * ) 53.898 5,3 17.929 11.956 71.525 16.379 16.925 9.537 66,7 33,3 75,4 436,7 73,0 40 Manchester Química - SC 50.471 3,1 1.700 1.177 45.783 17.334 5.421 14.157 69,2 3,4 110,2 264,1 6,8 41 Inpal - RJ 47.849 1,4 -608 -604 35.542 19.350 -846 17.679 ND -1,3 134,6 183,7 -3,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

238 | MELHORES DOS MAIORES 2011


QUÍMICA E PETROQUÍMICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 42 Butilamil - SP 45.449 18,0 -483 -487 33.175 8.785 1.995 -655 ND -1,1 137,0 377,6 -5,5 43 Proquitec - SP 44.041 13,1 -175 -175 24.985 2.670 1.310 1.263 ND -0,4 176,3 935,9 -6,6 44 Meizler - SP 42.056 58,0 830 2.498 30.668 3.875 -319 -329 301,0 2,0 137,1 791,3 64,5 45 CBL Litio - MG 40.491 21,9 14.857 13.340 23.076 12.795 16.309 5.061 89,8 36,7 175,5 180,4 104,3 46 Khemeia - SC 37.325 10,1 535 315 24.419 8.687 2.479 8.643 58,9 1,4 152,9 281,1 3,6 47 Labtest - MG ( * ) 34.092 0,1 4.421 3.560 36.246 23.892 5.619 10.738 80,5 13,0 94,1 151,7 14,9 48 Gaboardi - SC 29.645 6,7 5.277 6.935 41.344 30.171 5.455 8.249 131,4 17,8 71,7 137,0 23,0 49 Fobras - PR 29.373 7,8 6.252 4.917 26.628 17.858 7.457 9.907 78,6 21,3 110,3 149,1 27,5 50 Globe QuÍmica - SP 29.358 19,5 1.421 1.727 15.828 2.798 5.180 7.489 121,5 4,8 185,5 565,7 61,7 51 Microservice - SP 28.416 14,2 5.207 6.550 147.225 141.445 6.789 12.519 125,8 18,3 19,3 104,1 4,6 52 Omtek - SP ( ** ) 22.827 – -1.232 -800 36.528 32.907 2.040 7.001 ND -5,4 62,5 111,0 -2,4 53 Jaceru Durex - SP 19.143 5,1 158 118 3.913 -3.983 199 1.197 74,7 0,8 489,2 ND ND 54 Biotecnologia do Paraná - PR 18.049 83,0 3.179 2.085 34.853 1.822 8.258 -8.866 65,6 17,6 51,8 1.912,9 114,4 55 Catarinense Eng - SC 17.050 26,9 6.370 4.307 16.454 10.670 8.200 179 67,6 37,4 103,6 154,2 40,4 15.538 55,0 -444 -444 2.233 1.001 -332 637 ND -2,9 695,9 223,1 -44,4 56 Rio Metalúrgica - RJ 57 Favab - BA 14.227 14,2 185 124 5.614 3.256 513 1.909 67,4 1,3 253,4 172,4 3,8 58 Drescon - BA ( * ) 12.623 – 1.814 1.417 12.963 10.586 1.863 3.188 78,1 14,4 97,4 122,5 13,4 10.867 24,3 503 324 9.193 3.588 876 3.887 64,4 4,6 118,2 256,2 9,0 59 AEB BioQuímica - PR ( * ) 60 Cia Produtora - TO ( * ) 10.573 – -2.824 -2.824 12.541 970 -2.777 772 ND -26,7 84,3 1.293,4 -291,2 61 Ciel - RS ( * ) 9.899 2,8 1.711 1.327 4.885 3.302 1.623 1.087 77,5 17,3 202,6 147,9 40,2 62 Etr - SP 1.433 44,6 -2.301 -2.322 13.067 5.053 -1.325 2.144 ND -160,6 11,0 258,6 -46,0 63 Britanite - PR ( * ) 373 10,3 55.809 191.627 208.727 168.187 68.526 -32.411 343,4 14.964,1 0,2 124,1 113,9 257 121,8 -369 -371 3.431 2.451 -298 33 ND -143,6 7,5 140,0 -15,1 64 Sefagel - ES 65 Comperj Estirênicos - RJ – – 74 56 80.585 76.464 -94 -277 75,7 ND ND 105,4 0,1 66 Phytoplenus - PR – – 16 16 15.045 14.985 -73 8 100,0 ND ND 100,4 0,1 67 Protema - RJ – – -9 -9 11 4 -8 – ND ND ND 264,6 -209,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (67) 29.506.385 10,1 1.310.781 1.072.397 29.392.284 14.405.276 2.695.330 6.142.756 75,3 6,4 103,9 182,0 11,1 QUÍMICA FINA 1 Carioca Catalisadores - RJ 286.684 7,1 65.497 43.215 246.284 190.214 78.525 65.173 66,0 22,9 116,4 129,5 22,7 2 Naturex - AM 13.729 10,9 -982 -982 18.668 11.349 -1.236 5.209 ND -7,2 73,5 164,5 -8,7 3 Kemwater - SP 6.577 -74,6 -4.119 -3.998 14.415 -11.313 -1.059 -3.680 ND -62,6 45,6 ND ND 7,1 60.396 38.235 279.367 190.250 76.230 66.702 66,0 -7,2 73,5 147,0 7,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 306.990 TINTAS, VERNIZES E SOLVENTES 1 Renner Sayerlack - RS 266.778 11,8 19.581 16.520 164.217 93.793 24.688 46.807 84,4 7,3 162,5 175,1 17,6 2 Otto Baumgart - SP 231.445 25,0 44.871 27.013 172.432 79.802 45.656 -45.674 60,2 19,4 134,2 216,1 33,9 168.787 20,4 16.986 10.845 90.491 30.180 18.434 23.800 63,9 10,1 186,5 299,8 35,9 3 Sika - SP 4 Killing - RS 125.975 15,9 -3.804 612 91.566 30.270 -3.620 16.631 ND -3,0 137,6 302,5 2,0 5 Rochesa - PR 117.161 24,1 -1.427 -1.427 75.731 1.626 5.301 49.003 ND -1,2 154,7 4.657,3 -87,8 6 Tintas Farben - SC 109.526 22,7 1.294 878 61.109 24.227 1.110 14.238 67,9 1,2 179,2 252,2 3,6 7 Acrilex - SP 105.115 9,7 2.049 3.044 101.957 42.475 13.926 38.778 148,6 2,0 103,1 240,0 7,2 8 Hidracor - CE ( * ) 99.534 16,5 -7.965 -3.544 65.792 13.901 546 21.726 ND -8,0 151,3 473,3 -25,5 9 Dacar - PR 77.590 2,0 9.292 13.226 56.388 32.901 13.282 26.948 142,3 12,0 137,6 171,4 40,2 10 Montana Química - SP 74.134 19,5 13.311 8.784 38.747 30.548 12.761 16.252 66,0 18,0 191,3 126,8 28,8 11 Stahl Brasil - RS 63.149 16,1 8.336 6.039 57.123 21.566 11.340 -4.255 72,5 13,2 110,6 264,9 28,0 12 Colorminas - SC 59.670 9,0 -2.500 4.771 91.019 34.982 1.165 24.917 ND -4,2 65,6 260,2 13,6 13 Cromos - RJ ( * ) 52.857 0,7 3.921 2.873 37.913 22.689 5.930 15.408 73,3 7,4 139,4 167,1 12,7 14 Flint Group - PR ( * ) 34.619 22,8 8.862 7.433 16.768 14.820 9.081 13.714 83,9 25,6 206,5 113,1 50,2 15 Vedacit NE - BA 33.510 13,2 3.177 2.330 17.185 13.477 3.571 5.048 73,4 9,5 195,0 127,5 17,3 16 Prema - SP ( * ) 31.832 86,2 7.128 6.005 16.719 7.845 7.505 9.701 84,3 22,4 190,4 213,1 76,6 17 Maxvinil - MT 15.583 17,4 -4.241 -4.241 26.270 4.436 -2.757 6.263 ND -27,2 59,3 592,2 -95,6 18 Petrolusa - CE 14.665 11,7 1.417 897 12.699 9.855 665 1.099 63,3 9,7 115,5 128,9 9,1 19 Tintas Paumar - SP ( * ) 13.369 -22,4 4 24 11.418 8.479 283 2.420 624,2 0,0 117,1 134,7 0,3 20 Hi Tech Special Coatings - SP ( * ) 12.446 50,5 4.876 4.876 5.019 4.559 4.887 2.866 100,0 39,2 248,0 110,1 107,0 21 Maxvinil NE - PE ( * ) 579 -36,3 -797 -584 6.369 4.710 -101 849 ND -137,7 9,1 135,2 -12,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 1.708.325 16,1 124.371 106.376 1.216.930 527.141 173.654 286.540 73,4 7,4 139,4 213,1 13,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | QUÍMICA E PETROQUÍMICA | BASF

Complexo de Guaratinguetá recebeu investimentos para novas linhas de produtos

Investimento para virar página A líder mundial do segmento químico projeta consolidar sua marca em toda a América do Sul a partir da expansão no Brasil Presente no Brasil desde 1911, a alemã Basf, maior indústria química do globo, resolveu apostar alto na filial brasileira no ano em que celebra seu centenário no País. Em setembro passado, anunciou investimentos de € 500 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) na construção de três unidades de produção em Camaçari, na

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Bahia, e uma em Guaratinguetá, em São Paulo. É a maior aplicação já feita por uma empresa do setor na América do Sul e, segundo a Basf, as novas fábricas deverão produzir insumos principalmente para a indústria de adesivos, tintas, fraldas e absorventes, tradicionais redutos de consumo da classe C brasileira.


A empresa projeta, com isso, pegar carona no crescimento do consumo nacional e consolidar ainda mais sua marca em toda a América do Sul, a partir do Brasil. “Devido ao forte crescimento do Brasil, chegou a hora de fazermos um investimento deste porte, que irá fortalecer ainda mais nossa posição e enfatizará nossa confiança no desenvolvimento do mercado na América do Sul”, diz Stefan Marcinowski, membro do conselho de administração executiva da Basf. “O projeto reforça a importância da região para a companhia, assegurando o fornecimento de nossos produtos para nossos clientes na América do Sul e contribuindo para o desenvolvimento do País”, completa o presidente da Basf na América do Sul, Alfred Hackenberger. As últimas estatísticas nacionais mostram que a empresa está fazendo a aposta certa. Segundo análise da Fundação Getulio Vargas (FGV), do início de 2003 até maio de 2011, 48,7 milhões de pessoas entraram para as classes A, B e C no Brasil (número equivalente a toda a população da Espanha), um crescimento de 47,94% no período. E o grande destaque foi justamente a classe C, sendo que 39,5 milhões de pessoas passaram a integrar esse grupo neste espaço de tempo, num aumento de 46,57%. “A classe C está apta a consumir significativamente e isso está claro no direcionamento dos produtos do comércio”, diz o consultor financeiro Luis Marques Azevedo. “O Brasil viveu um salto econômico muito grande nos últimos anos e passa por uma situação excep-

cional, principalmente se comparada à crise internacional”, completa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento da classe C é um fenômeno que ocorre significativamente desde 1992, mas sua expansão passou a acontecer de maneira mais acentuada desde 2003, sendo que atualmente 105,4 milhões de pessoas, ou 55,05% da população, fazem parte desta faixa.

EQUÍLIBRIO NA BALANÇA As unidades da Basf na Bahia serão as primeiras do País a produzir ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAPs). O ácido acrílico abastece as indústrias têxtil e de tintas e o setor de mineração, principalmente. O acrilato de butila é destinado a insumos para a indústria têxtil e a construção civil. Já os polímeros superabsorventes são usados no tratamento de água e na extração de petróleo, entre outras aplicações. A previsão da Basf é de que o novo complexo comece a produzir no quarto trimestre de 2014. Camaçari foi escolhida como a recebedora do investimento graças à disponibilidade de matérias-primas na vizinhança. O propeno utilizado pela Basf será fornecido pela Braskem, do grupo Odebrecht, que por sua vez está investindo cerca de US$ 30 milhões para dar conta do contrato que celebrou com o grupo alemão. Apenas as vendas de propeno, principal matéria-prima para a produção de ácido acrílico, chegarão a estimados US$ 200 milhões anuais. “Esse acordo permitirá potencializar os benefícios para toda a cadeia produtiva do ácido acrílico em razão da capacidade de produção do projeto e do porte do investimento”, explica o presidente da Braskem, Carlos Fadigas. “Além do que estimulará o surgimento de um novo ciclo de investimento no Polo de Camaçari, atraindo novas empresas de manufatura para a Bahia.” O volume de propeno previsto no contrato atualmente é exportado pela Braskem; com o acordo, passará a ser consumido no mercado interno com agregação de valor, gerando efeitos positivos para a balança comercial do Brasil pela substituição de importações de ácido acrílico, acrilatos e superabsorventes. Além disso, o projeto agregará tecnologia aos produtos da indústria, contribuindo para a competitividade de fabricantes de fraldas, têxteis e produtos para a construção civil e tintas.

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PREMIADA | QUÍMICA E PETROQUÍMICA | BASF

FOTOS: DIVULGAÇÃO/BASF

do de 2010. As importações Nesse último segmento, desses produtos superaram com o setor de construção até mesmo a compra de em alta, a Basf estima medicamentos para uso ampliar ainda mais o já humano, que chegaram a alto volume de vendas de US$ 3,3 bilhões (R$ 5,7 sua marca Suvinil, líder bilhões) em 2010. nacional, e para isso tem apostado em inovações. Com isso, atualmente, 84% CRESCIMENTO das receitas da linha SUSTENTÁVEL Suvinil provêm de produEm setembro de 2011, a tos criados nos últimos Basf voltou a ser incluída cinco anos. no Índice Dow Jones de A partir dos novos Sustentabilidade Global investimentos, a Basf (DJSI World). A empresa também começará a prorecebeu especial reconheciduzir 2-etil-hexila, uma mento dos analistas por matéria-prima importan- Hackenberger: “Impacto positivo na balança” seu empenho em sustentate para adesivos e revestibilidade, com destaque mentos especiais industriais, em seu compara Organismos Geneticamente Modificados, plexo químico de Guaratinguetá, em São Segurança de Produtos (Product Stewardship), Paulo. Esta será também a primeira planta Sistema de Gestão Ambiental, Estratégia para este produto na América do Sul. A proClimática e Gestão de Risco e Crise. dução de 2-etil-hexila em Guaratinguetá O DJSI Mundial é o mais importante índice está prevista para 2015 e utilizará o ácido de sustentabilidade do planeta e representa acrílico produzido em Camaçari. 10% das 2.500 maiores indústrias listadas no “Esperamos que os investimentos tragam Índice Dow Jones Global. um impacto muito positivo, de cerca de “Temos a meta de alinhar o sucesso econôUS$ 300 milhões por ano na balança comermico com responsabilidade ambiental e social, cial brasileira, sendo US$ 200 milhões por pois acreditamos que é isso que irá assegurar meio de redução de importações e US$ 100 nosso sucesso no longo prazo”, diz o diretor de milhões por meio de aumento das exportaproteção climática e responsável pelo Centro ções”, afirma Hackenberger. de Competência em Segurança, Saúde e Meio Nos últimos 12 meses Ambienta da Basf, Ulrich (setembro de 2010 a agosto von Deessen. de 2011), o déficit comerEm escala mundial, o cial do setor químico e grupo Basf registrou receita petroquímico foi de de € 63,9 bilhões de euros US$ 24,8 bilhões (R$ 43,3 (R$ 112,5 bilhões) em 2010, bilhões), de acordo com um aumento de 26% em dados da Associação relação ao ano anterior. Já o Brasileira da Indústria faturamento da empresa na Química (Abiquim). América do Sul somou € 3,8 De janeiro a agosto de bilhões (R$ 9,1 bilhões). O 2011, apenas as importacrescimento na região foi de ções de intermediários para 31% em relação a 2009, isto fertilizantes, os produtos é, superior ao crescimento químicos mais importados total da companhia. Atualno Brasil, somaram US$ 5,3 mente, a filial brasileira rebilhões (R$ 9,2 bilhões), prapresenta cerca de 7% dos gaticamente o dobro do valor nhos totais da companhia. registrado no mesmo perío- FADIGAS: “Estímulo a novo ciclo em Camaçari” (WM)

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Em busca de diversificação Setor petrolífero é o principal fornecedor, mas, nos planos da Abiplast, pode vir a tornar-se grande cliente são adquiridos pela Petrobras e por empresas do mercado de óleo e gás. No front externo, a situação é mais complicada. Há invasão de importados e, segundo Roriz, nem a recente valorização (moderada) do dólar é suficiente para reverter esse quadro. Em 2010, o segmento exportou US$ 1,4 bilhão em produtos plásticos, mas importou o dobro: US$ 2,8 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. É mais um setor industrial que registra vultoso déficit comercial. “Por mais que o País esteja imune a esta crise internacional, haverá consequências para a economia brasileira. Como o setor de plástico está presente em quase todos os segmentos de atividade e na indústria de transformação, ele também será afetado. Primeiramente, teremos dificuldade de exportar, pela baixa competitividade do Brasil e redução dos mercados externos”, afirma Roriz. “Esses dados referentes ao comércio exterior evidenciam a premência de ampliar a competitividade do setor”. As importações, segundo ele, devem continuar crescendo, para 700 mil toneladas neste ano. A Petrobras é a única fornecedora da matéria– prima básica para o segmento e, de acordo com a associação, as referências de preços da estatal já não representam a realidade. “Várias cadeias produtivas dependem do plástico para

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PLÁSTICOS

Uma das maiores empregadoras do País (gera 350 mil empregos diretos), a indústria de plásticos prevê crescimento da produção de 6% e 5% em 2011 e 2012, respectivamente, mesmo com a desaceleração econômica, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). No ano passado, por conta do alto consumo interno, o faturamento aumentou 35% (na comparação com 2009), de R$ 35 bilhões para R$ 41 bilhões. E os segmentos que mais impulsionaram a demanda foram o alimentício (que absorveu 26% da produção), a construção civil (14,6%) e embalagens diversas (14,5%). O Brasil tem um consumo anual per capita de 30 quilos de plástico por habitante, significando 5,38 milhões de toneladas transformadas, de acordo com a entidade. Para 2011, a previsão é que o consumo aparente alcance 6,4 milhões de toneladas. Ainda assim, há quem defenda mais diversificação para os próximos anos, principalmente no mercado interno. “Uma das novas oportunidades que se abrem para o setor é a atividade de exploração de petróleo na camada présal”, afirma José Ricardo Roriz, presidente da Abi– plast, entidade que representa mais de 11.500 companhias. A ideia é fornecer produtos para várias etapas da cadeia petrolífera e, para isso, a associação está fazendo um monitoramento dos componentes que


PLÁSTICOS

que sejam competitivas. Temos um potencial enorme para aumentar a demanda de nossos produtos no Brasil. Mas ela poderá ou não ser atendida pela produção local, a depender da urgente mudança da política de estabelecimentos de preços de matérias-primas.” Países desenvolvidos como Estados Unidos, Europa e Japão – onde é disseminada a adesão aos produtos naturais e à sustentabilidade – já não são mais competitivos no setor de plástico, sendo que atualmente os modelos de sucesso estão na Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu. “É preciso executar com urgência uma agenda de modernização, inserção internacional, sustentabilidade e isonomia do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), com preços adequados de resinas, que nos deem condições de competir em vantagem com os nossos concorrentes internacionais.”

AVANÇO COM AQUISIÇÕES

Grandes empresas continuam investindo, caso da Dixie Toga, e assumem que tiveram de repassar para os preços o aumento nos custos dos insumos

Apesar disso, as grandes empresas seguem de olho na expansão do mercado. A Dixie Toga, fabricante de embalagens de plásticos rígidos, manterá sua estratégia de crescimento buscando oportunidades de novos negócios – já agiu assim em 2010, quando comprou a Alcan Embalagens. Na Argentina, a empresa adquiriu no ano passado a Envaril Plastic Packaging S.R.L. e a Envatrip S.A. O faturamento líquido do grupo foi de R$ 1,447 bilhão em 2010, 23,3% superior ao de 2009. O aumento foi atribuído ao crescimento do volume de produto vendido e também às aquisições. Somente a compra da Alcan Embalagens representou acréscimo de 13,6% ao faturamento líquido. A Dixie adotou a estratégia de reduzir custos de produtos com o plano implantado em 2008 de desenvolver fornecedores alternativos de matéria-prima. Tal medida associou-se à melhoria do mix de produtos de maior valor agregado, como as embalagens vendidas à indústria farmacêutica. “Também fizemos um esforço substancial na manutenção das mar-

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gens dos produtos vendidos, através de um agressivo repasse de preços gerado pelo forte incremento de preço da maioria das matériasprimas utilizadas pelo grupo”, salienta a empresa, completando que a alta do petróleo durante 2010 teve impacto nos preços das principais resinas termoplásticas, como o polietileno e o polipropileno, duas das principais matérias-primas consumidas. Em resumo, “o grupo continuou mantendo foco na contenção de despesas através da continuidade de programas de qualidade, treinamento de mão de obra, redesenho de processos e, principalmente, um rígido controle orçamentário”. Já a Companhia Pro– vidência Indústria e Co– mércio, líder na fabricação de não tecido no Brasil, espera aumentar as vendas neste ano, pois terá pleno funcionamento da produção em sua nova fábrica nos Estados Unidos. De acordo com Eduardo Feldman Costa, diretorfinanceiro do grupo, a expectativa é de recomposição das margens da empresa, com realinhamento de preços de venda, após forte pressão dos custos sofrida no primeiro semestre de 2011 com o aumento dos preços do polipropileno, principal matéria-prima utilizada pela companhia. No segundo trimestre, o volume de vendas somou 22 mil toneladas, 10,1% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 126,8 milhões, crescimento de 9% na comparação com o segundo trimestre de 2010, enquanto o lucro líquido atingiu R$ 9,5 milhões. A empresa anuncia que dará andamento a seus investimentos. “Mais duas linhas de produção entrarão em operação em 2012, uma em Pouso Alegre, Minas Gerais, e a outra em Statesville, na Carolina do Norte, Estados Unidos, explica Feldman. Os projetos totalizam US$ 123 milhões e adicionarão 40 mil toneladas à atual capacidade instalada, ou seja, mais 40%. (LB)


PLÁSTICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS E UTILIDADES DE PLÁSTICO 1 Tigre - SC 1.435.058 18,3 251.161 159.723 1.544.546 944.898 270.172 297.002 63,6 17,5 92,9 163,5 16,9 2 Videolar - AM 794.963 -4,5 16.455 10.427 765.222 552.313 35.062 200.969 63,4 2,1 103,9 138,6 1,9 3 Dixie Toga - SP 651.428 33,3 61.894 72.962 1.119.948 752.323 76.771 136.032 117,9 9,5 58,2 148,9 9,7 397.505 16,0 25.716 23.814 1.179.282 697.101 69.001 133.893 92,6 6,5 33,7 169,2 3,4 4 Providência - PR 5 Bic Amazônia - AM 370.806 13,4 122.572 109.103 393.585 320.675 136.632 82.834 89,0 33,1 94,2 122,7 34,0 6 Zaraplast - SP 350.290 20,7 2.870 3.575 182.904 61.211 9.050 49.975 124,6 0,8 191,5 298,8 5,8 7 FITESAFIBERWEB - RS 266.906 32,5 23.528 17.335 413.779 147.045 56.041 46.830 73,7 8,8 64,5 281,4 11,8 8 Sansuy - BA 246.538 42,9 -37.491 -31.876 269.435 -190.705 18.037 42.281 ND -15,2 91,5 ND ND 9 Astra - SP 241.495 16,9 41.396 30.248 159.444 24.173 53.359 64.740 73,1 17,1 151,5 659,6 125,1 10 Engepack SP - SP 225.320 -5,6 3.737 1.931 295.519 172.799 23.869 31.741 51,7 1,7 76,3 171,0 1,1 11 AMCOR AM - AM ( * ) 205.816 11,5 34.678 32.493 301.023 219.949 29.987 21.052 93,7 16,9 68,4 136,9 14,8 12 Canguru - SC ( * ) 180.452 -20,6 -11.105 1.647 307.336 87.946 38.992 204 ND -6,2 58,7 349,5 1,9 13 Unigel - BA ( * ) 131.320 -14,8 861 366 211.938 7.219 -10.505 56.449 42,5 0,7 62,0 2.935,8 5,1 14 Inplac - SP ( * ) 130.963 -3,2 39.384 37.185 200.212 87.347 48.275 16.546 94,4 30,1 65,4 229,2 42,6 15 Kanaflex - SP 118.686 35,7 8.256 6.048 69.918 38.768 12.734 29.169 73,3 7,0 169,8 180,4 15,6 114.279 29,2 376 13.193 133.323 101.190 6.852 34.387 3.509,7 0,3 85,7 131,8 13,0 16 Sanremo - RS ( * ) 110.722 26,5 20.088 15.366 129.165 99.125 20.556 55.016 76,5 18,1 85,7 130,3 15,5 17 Tramontina delta - PE 18 Sobral Invicta - SP 106.159 18,7 10.109 5.775 70.841 42.177 14.842 26.265 57,1 9,5 149,9 168,0 13,7 104.166 9,1 -13.992 -6.286 139.842 29.981 -646 14.381 ND -13,4 74,5 466,4 -21,0 19 Graham Packaging - SP 20 Pisani - RS ( * ) 102.232 4,4 5.418 3.564 74.521 31.601 7.181 24.797 65,8 5,3 137,2 235,8 11,3 21 Poly Vac - SP 94.238 20,4 16.883 13.407 84.894 63.675 18.395 16.060 79,4 17,9 111,0 133,3 21,1 92.682 33,9 17.740 13.312 57.275 43.131 18.675 22.951 75,0 19,1 161,8 132,8 30,9 22 Fademac - SP 23 Termolar - RS 86.848 23,9 9.080 5.798 80.110 19.449 15.551 15.953 63,9 10,5 108,4 411,9 29,8 84.767 49,8 6.178 5.645 37.902 14.172 6.178 – 91,4 7,3 223,7 267,4 39,8 24 Pastore AM - AM 25 Preformax - MT 81.292 0,6 -4.111 1.132 52.564 11.962 8.764 6.178 ND -5,1 154,7 439,4 9,5 26 Laminor - RN ( * ) 80.404 2,2 10.486 7.460 56.846 26.595 14.709 3.449 71,1 13,0 141,4 213,8 28,1 27 Focus Plásticos - SP 74.719 1,3 1.840 1.060 26.093 14.405 12.772 5.579 57,6 2,5 286,4 181,1 7,4 74.157 3,7 2.575 3.773 101.777 51.428 5.244 33.649 146,5 3,5 72,9 197,9 7,3 28 Regina - SP ( * ) 29 Sonoco For-Plas - SP 73.374 -7,4 -1.544 -1.011 35.807 571 1.694 – ND -2,1 204,9 6.270,9 -177,1 30 Plásticos Vipal - RS 72.376 -14,1 -10.138 -2.180 85.069 29.864 -4.186 30.309 ND -14,0 85,1 284,9 -7,3 60.874 25,7 11.451 10.072 47.064 37.504 15.323 12.820 88,0 18,8 129,3 125,5 26,9 31 Newsul - RS 32 SR Embalagens - SP 58.534 2,0 1.638 4.220 55.395 18.121 1.887 9.091 257,6 2,8 105,7 305,7 23,3 52.302 -7,1 -1.512 3.577 146.247 125.093 4.145 9.277 ND -2,9 35,8 116,9 2,9 33 Fibrasa NE - PE ( * ) 46.024 15,4 -246 -246 47.228 10.524 3.773 14.702 ND -0,5 97,5 448,8 -2,3 34 Braspack - PE 35 York PlÁstico - SP 43.235 – 2.937 2.111 31.586 25.682 4.019 13.149 71,9 6,8 136,9 123,0 8,2 36 Japi - SP 43.055 28,4 5.150 3.609 26.532 11.135 5.989 20.926 70,1 12,0 162,3 238,3 32,4 41.927 -0,4 -7.956 -5.757 42.601 1.848 -1.132 8.496 ND -19,0 98,4 2.305,3 -311,5 37 AmÉrica Tampas - RS 38 Doormann - RS 40.027 11,0 -5.082 -5.106 25.915 -5.360 -264 4.187 ND -12,7 154,5 ND ND 39 Cipatex NE - PB ( * ) 36.191 – 3.961 3.820 33.061 28.020 4.127 14.191 96,4 10,9 109,5 118,0 13,6 40 AmÉrica Tampas AM - AM 35.727 14,2 3.474 3.479 27.481 21.398 6.144 7.986 100,1 9,7 130,0 128,4 16,3 35.438 46,1 4.107 4.140 35.267 18.206 7.560 5.128 100,8 11,6 100,5 193,7 22,7 41 Novel NE - BA 42 Brampac - SP ( * ) 34.655 -38,9 -12.252 -6.641 239.900 -47.682 523 41.838 ND -35,4 14,5 ND ND 44 Fitasa Embalagens - PR 34.340 – 2.603 2.009 13.875 4.812 3.189 6.453 77,2 7,6 247,5 288,3 41,8 45 Novel PR - PR 33.943 – 424 355 38.956 -1.489 5.924 8.270 83,6 1,3 87,1 ND ND 46 PLM - PR ( * ) 32.041 – -4.532 -514 42.418 447 -317 1.985 ND -14,1 75,5 9.485,2 -114,9 47 Manuli Fitasa - PR 31.807 27,8 152 84 18.315 3.386 807 9.183 55,3 0,5 173,7 540,9 2,5 48 Evertis - PR ( * ) 30.771 -37,0 378 -3.243 46.247 18.682 3.393 17.617 ND 1,2 66,5 247,6 -17,4 49 Schutz Vasitex - SP 30.712 98,7 490 8.132 78.211 55.255 -763 4.306 1.660,5 1,6 39,3 141,6 14,7 50 Polyplastic - SP 30.079 11,8 1.124 765 13.546 5.618 2.317 5.166 68,0 3,7 222,0 241,1 13,6 51 Cardinali Tubos Conexões - SP ( * ) 28.783 – -9.429 -10.558 24.085 -3.722 -6.051 23.690 ND -32,8 119,5 ND ND 52 Campo Limpo Reciclagem - SP 26.569 54,7 2.288 1.927 8.641 2.150 2.127 2.663 84,2 8,6 307,5 401,9 89,7 53 Embali - ES 23.522 11,0 165 4 11.274 3.263 1.292 -885 2,4 0,7 208,6 345,5 0,1 54 Swedish Match AM - AM 21.888 5,1 7.272 4.669 33.499 17.547 6.888 6.606 64,2 33,2 65,3 190,9 26,6 55 Fibrasa Embalagens - ES ( * ) 21.474 -7,2 -1.532 652 137.091 101.185 -111 8.895 ND -7,1 15,7 135,5 0,6 56 INPET - SP 19.407 -11,6 -1.087 -1.164 11.681 11.287 -1.284 6.052 ND -5,6 166,2 103,5 -10,3 57 Uniplast - SC 19.126 13,8 1.100 754 13.806 11.654 1.583 8.006 68,5 5,8 138,5 118,5 6,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 245


PLÁSTICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS E UTILIDADES DE PLÁSTICO (CONTINUAÇÃO) 17.928 9,6 -5.520 -5.520 17.376 500 -3.588 -329 ND -30,8 103,2 3.475,2 -1.104,0 58 Springer Plásticos - AM 59 Primafer - RS ( * ) 17.250 8,8 900 1.275 21.305 17.699 2.457 4.875 141,6 5,2 81,0 120,4 7,2 16.417 34,6 8.088 8.519 18.917 16.642 8.814 10.046 105,3 49,3 86,8 113,7 51,2 60 Sandene - PE ( * ) 61 La Termoplastic - SP 16.176 4,7 2.263 1.507 17.823 15.560 4.205 6.255 66,6 14,0 90,8 114,5 9,7 14.271 22,8 2.605 7.511 31.080 28.605 2.184 5.200 288,4 18,3 45,9 108,7 26,3 62 Ordene - RS ( * ) 63 Fustiplast - SP ( * ) 13.844 16,6 1.765 1.762 16.332 6.348 1.986 -374 99,8 12,8 84,8 257,3 27,8 64 Carvaplast - PB ( * ) 13.351 – -123 -113 6.022 1.140 669 267 ND -0,9 221,7 528,4 -9,9 65 Mecesa - CE ( * ) 12.550 16,5 1.425 1.298 11.612 7.617 2.896 1.116 91,1 11,4 108,1 152,5 17,0 12.267 – 1.085 -1.773 24.860 7.668 1.093 476 ND 8,8 49,3 324,2 -23,1 66 Ecoflex - SP ( * ) 67 Tegmen - PR 11.855 – 8 78 8.929 1.024 1.330 1.005 1.005,1 0,1 132,8 872,0 7,7 11.160 -54,5 -1.290 -1.279 71.092 19.892 8.717 11.255 ND -11,6 15,7 357,4 -6,4 68 C-Pack Creative - SC ( * ) 69 Plásticos Cremer - SC 10.050 22,8 -42 33 22.930 16.786 1.304 215 ND -0,4 43,8 136,6 0,2 7.201 22,4 331 231 1.985 1.077 377 1.263 69,8 4,6 362,8 184,3 21,5 70 Fitasa Embalagens - SP 71 Merconplás - AL 6.924 5,7 -160 23 8.888 6.245 -160 -912 ND -2,3 77,9 142,3 0,4 72 Artebord - RS ( * ) 6.771 -10,7 -746 -746 5.586 3.168 -83 2.131 ND -11,0 121,2 176,3 -23,6 6.732 1,1 331 331 8.547 1.330 685 -2.302 100,0 4,9 78,8 642,7 24,9 73 Alberto - PE 74 Icasa - PE ( * ) 6.248 -9,8 373 157 8.583 3.009 959 3.215 42,2 6,0 72,8 285,3 5,2 75 Polyutil - PB 4.725 31,9 -599 -577 54.316 -25.516 382 -4.264 ND -12,7 8,7 ND ND 76 Mancini - SP 4.403 -8,8 -1.667 -934 40.423 2.021 -895 8.435 ND -37,9 10,9 1.999,8 -46,2 77 Sipasa Seringa - PA ( * ) 3.700 -26,3 121 92 13.811 9.738 202 1.035 76,0 3,3 26,8 141,8 1,0 2.420 – -2.309 -2.309 10.368 9.022 -987 456 ND -95,4 23,3 114,9 -25,6 78 Ecobaldo - SP ( * ) 79 Dovam - AM ( * ) 1.695 – 28 22 7.234 5.637 -209 1.207 76,0 1,7 23,4 128,3 0,4 80 Damarka - ES ( * ) 1.540 -19,4 -15 -15 1.538 543 110 367 ND -1,0 100,1 283,1 -2,7 81 Sampal - SP 1.349 4,4 -195 -91 6.943 6.907 -238 36 ND -14,5 19,4 100,5 -1,3 82 Metalma AM - AM 36 -99,9 4 3 16 6 4 3 84,9 11,3 224,0 250,1 53,9 23 -99,9 3 3 23 7 4 1 89,0 12,9 102,7 307,6 36,3 83 Plásticos Metalma - SP 84 Formas Buhler - RS ( * ) 12 -8,9 -60 -60 764 280 -52 121 ND -511,4 1,6 273,0 -21,6 85 Mapla - RS ( * ) 3 -99,8 -465 -465 4.770 2.933 -798 1.927 ND -17.618,9 0,1 162,6 -15,9 86 NT Participações - RS – – -1.200 7.591 148.820 146.707 -1.280 217 ND ND ND 101,4 5,2 87 Engepack - BA – – -2.754 2.158 142.207 88.006 -1.129 -275 ND ND ND 161,6 2,5 – -100,0 -5.679 -5.579 61.196 55.792 -87 861 ND ND ND 109,7 -10,0 88 Polígono - PE ( * ) 89 Sul Brasil - SC ( * ) – -100,0 – – 53.078 37.292 – – ND ND ND 142,3 ND 90 Camargo Ferraz - AM ( * ) – – – – 36.318 669 – 464 ND ND ND 5.428,4 ND 91 Petropar - CE – -100,0 628 1.101 33.714 22.841 -904 -293 175,3 ND ND 147,6 4,8 92 Sacoplast Plástico - AM ( * ) – – – – 16.579 11.294 – – ND ND ND 146,8 ND 93 Europlastic AM - AM ( * ) – – – – 11.743 2.725 – 6 ND ND ND 430,9 ND 94 Tubos Centro Oeste - MT – – -247 -223 4.602 2.801 151 669 ND ND ND 164,3 -8,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (94) 8.267.706 8,9 657.731 591.010 10.800.330 5.522.041 1.113.981 1.830.544 81,5 2,8 94,2 182,7 7,4 BRINQUEDOS 1 Brinquedos Bandeirante - SP 142.453 11,7 7.421 5.125 119.825 50.098 19.586 71.072 69,1 5,2 118,9 239,2 10,2 2 Brinquedos Estrela - SP 82.700 6,1 -28.313 -48.821 242.033 -143.201 -15.658 -107.118 ND -34,2 34,2 ND ND 3 Copag - AM 56.499 7,4 14.073 9.059 55.260 38.210 17.870 18.762 64,4 24,9 102,2 144,6 23,7 4 Xalingo - RS 55.884 22,1 219 203 55.993 13.057 6.100 21.406 92,3 0,4 99,8 428,8 1,6 5 Tec Toy - AM 48.282 18,8 -5.094 -2.288 30.222 11.586 -3.740 14.230 ND -10,6 159,8 260,9 -19,8 6 Gulliver - SP ( * ) 24.327 -39,3 -1.951 -1.847 49.607 14.239 2.112 36.126 ND -8,0 49,0 348,4 -13,0 7 Sulamericana Brinquedos - PB ( * ) – – -823 -823 24.440 6.773 185 -4 ND ND ND 360,8 -12,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 410.145 9,6 -14.468 -39.392 577.379 -9.238 26.454 54.475 69,1 -3,8 101,0 304,6 -5,3 DIVERSOS 1 Giannini - SP 40.051 43,9 5.077 -3.982 66.374 -46.892 8.849 4.664 ND 12,7 60,3 ND ND 2 Veotex - MG 28.955 98,6 3.403 1.584 20.301 7.210 6.654 9.819 46,6 11,8 142,6 281,6 22,0 3 Grafitusa - ES ( * ) 10.902 -5,7 648 303 17.389 9.367 1.308 -1.069 46,8 5,9 62,7 185,6 3,2 4 Nautos - RS ( * ) 4.636 – 572 462 3.517 1.006 967 984 80,8 12,3 131,8 349,6 45,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 84.544 43,9 9.699 -1.632 107.580 -29.309 17.779 14.397 46,8 12,0 97,3 281,6 22,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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O Brasil ainda está na moda Cadeia têxtil sofre com os importados (como muitos outros), mas é o único grande player mundial não asiático do setor KLEBER DE ALMEIDA

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TÊXTIL

A poderosa indústria têxtil brasileira vive um período de altos e baixos: crise em 2009 (como, de resto, toda a economia), forte recuperação em 2010, nova queda na produção neste ano e leve retomada em 2012 – o que fará dele “apenas um ano morno”, na frase do economista Marcelo Prado, diretor-geral do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). Segundo os dados do instituto, as manufaturas têxteis cresceram 7,7% no ano passado (sobre a baixa base de 2009), devem sofrer queda de 12% em 2011 e ganhar certo alívio no ano que vem, pois se espera um crescimento de faturamento da ordem de 3,5%. Quanto ao vestuário, a situação não é muito diferente: cresceu 8,4% em 2010, sofre neste ano uma quebra também brusca e promete uma ligeira subida de 2,2% em 2012. Isso revela já os efeitos de uma moderada desaceleração interna, mas sobretudo a forte concorrência do produto importado, especialmente de países asiáticos. Uma esperança para 2012 é a normalmente ruidosa campanha eleitoral, que costuma render muitos pedidos para a indústria, na forma de tecidos para faixas, banners e camisetas, ou seja, tudo o que é necessário para a divulgação do nome de um candidato. Foi assim em 2010. Outro alento pode vir do desempenho do segmento de moda, clube mundial de que o Brasil participa

há muitos anos – nele (já enquadrado no que se chama agora de “indústria cultural”), economia real e celebridades convivem em iguais proporções. Nesta saison, por exemplo, estilistas dublê de empresários destacam o potencial das macrotendências para a primavera/verão 20122013, com influência de tecidos rústicos e naturais, tons lavados e as cores vivas da geração que nasceu com a internet. No ano passado, o forte crescimento do setor levou-o a faturar US$ 60 bilhões. O resultado se deveu, basicamente, ao mercado interno, onde permaneceu mais de 92% de toda a produção. Apesar de a balança comercial estar deficitária desde 2006, a 11ª edição do Brasil Têxtil, lançada no final de setembro deste ano, revela que o Brasil já saltou, desde 2009, da quinta para a quarta posição no ranking mundial dos produtores de confecção, atrás apenas da China, Índia e Paquistão, respectivamente. Isto faz do Brasil o único (e último) grande player não asiático do setor. Brasil Têxtil é um relatório setorial anual produzido pelo Iemi, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), por meio do Texbrasil (Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira, desenvolvido com a Apex-Brasil). Os números impõem respeito. Com 9,8 bilhões de peças produzidas, a indústria nacional representa 12,6% do volume total produzido fora da


TÊXTIL

Ásia. Além disso, detém 5,5% da receita líquida da indústria de transformação do Brasil e 16,4% dos empregos gerados em 2010, provando ser um grande amortecedor social com mais de 1,6 milhão de trabalhadores diretos. “A despeito da crise e dos mercados tradicionais em retração, no período de 2009 a 2010, o mercado interno brasileiro estava bem aquecido e, mesmo com aumento contínuo dos produtos importados, a indústria brasileira teve um expressivo faturamento”, confirma Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit. “No entanto, o cenário em 2011 já se apresenta bem diferente, e de janeiro a agosto a queda na produção está em 12%, enquanto o varejo acumula alta de 6%. Resultado da crise do algodão vivenciada neste ano, desaquecimento do mercado interno e maior participação dos importados”, explica Diniz Filho. “Os empresários estão fazendo a sua parte. A indústria nacional saltou de uma média de US$ 883 milhões de investimento anual em 2006 para US$ 1,5 bilhão em 2010. O número de empresas em atividade também pulou de 26 mil para 31 mil, nesse mesmo período” explica Marcelo Prado, do Iemi. No período 2006/ 2010, a Cadeia Produtiva Têxtil investiu nada menos que US$ 4,3 bilhões em modernização e incremento da capacidade de produção. E continua a fazê-lo em 2011, embora não com o mesmo ímpeto, para aumentar a eficiência e ampliar a produção – da ponta inicial à modelagem final, quer dizer, desde as fibras naturais e químicas até a roupa. Quando se fala em investimento nesse ramo, o recorde é 2010. De acordo com dados apresentados em evento do setor, promovido neste ano pelo Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário (Sintex), em conjunto com a Abit e o SCMC-Santa Catarina Moda Contemporânea, foram aplicados US$ 2 bilhões na modernização dos parques fabris, novas tecnologias e capacitação. Mesmo

assim, no front externo, o déficit do setor chegou a US$ 3,5 bilhões, resultado do aumento na importação de têxteis. A concorrência com os asiáticos é notoriamente um dos problemas que o setor enfrenta, ao lado do câmbio valorizado (que afeta a todos os outros segmentos exportadores), dos juros altíssimos (que sobrecarregam a economia inteira) e da carga tributária. Mas há, em particular, um fator que a indústria acrescenta para justificar o declínio da produção neste ano: a alta do preço do algodão. Segundo Ulrich Kuhn, presidente do Sintex, os preços da matéria-prima atingiram seu maior valor desde sempre e, assim, não é possível ficar sem repassar os custos aos consumidores. Além dos preços e do suprimento de algodão, outro problema específico enfrentado pela indústria têxtil é o peso da folha de pagamentos que recai sobre uma indústria intensiva de mão de obra. A decisão de promover a desoneração faz parte de uma Medida Provisória que já chegou ao Congresso Nacional, enviada pelo Palácio do Planalto, para discussão e aprovação de deputados e senadores (e que se estende a outros setores com as mesmas características, como calçados, madeira e móveis). Os industriais estão à espera disso, mas ao mesmo tempo acrescentam outros ingredientes a seu rol de reivindicações: redução da carga tributária; ampliação das linhas de financiamento; aprimoramento do sistema de defesa comercial e desoneração das exportações; aumento do limite do Simples. Para isso contam agora com o apoio de uma Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, criada neste ano e composta por 250 parlamentares. Ambição não falta: os parlamentares assumiram o compromisso de lutar até 2014 para, pelo menos, reverter o déficit da balança comercial, combater as importações desleais e a competição desigual.

Poderosa geradora de empregos e faturamento, sustentada por um robusto mercado interno, a indústria acaba de ganhar sua própria bancada parlamentar

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Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTIGOS DE VESTUÁRIO 1 Coteminas - MG ( * ) 1.021.412 – -49.429 -29.776 1.997.835 1.393.415 22.232 572.360 ND -4,8 51,1 143,4 -2,1 2 Hering - SC 1.012.845 44,3 288.330 212.017 894.277 528.224 300.839 293.772 73,5 28,5 113,3 169,3 40,1 3 Guararapes - RN 808.295 10,4 191.271 337.795 2.258.062 1.949.478 210.786 335.297 176,6 23,7 35,8 115,8 17,3 4 Lupo - SP 452.247 26,9 82.346 61.458 332.174 240.441 90.423 145.068 74,6 18,2 136,2 138,2 25,6 5 de Millus - RJ ( * ) 271.940 33,1 27.278 47.159 364.840 177.392 587 106.101 172,9 10,0 74,5 205,7 26,6 6 Capricórnio - SP 257.128 31,8 33.917 30.696 313.077 151.716 48.372 119.929 90,5 13,2 82,1 206,4 20,2 7 Trifil Scala - BA 248.760 18,1 43.349 35.632 214.013 145.024 50.120 127.898 82,2 17,4 116,2 147,6 24,6 150.743 28,4 30.625 22.177 113.321 49.446 33.146 39.460 72,4 20,3 133,0 229,2 44,9 8 Dudalina - SP 9 Ellus do Brasil - SP 115.968 13,2 4.893 21.098 326.359 278.753 -5.747 29.688 431,2 4,2 35,5 117,1 7,6 10 WBR - SP ( * ) 110.887 104,4 24.171 16.020 56.822 7.305 26.858 15.971 66,3 21,8 195,2 777,9 219,3 11 Drastosa - SP 82.955 – 8.725 5.724 55.882 47.268 8.407 11.412 65,6 10,5 148,5 118,2 12,1 12 Filó - RJ ( * ) 60.576 14,3 -19.979 -19.920 69.069 46.242 -18.586 40.892 ND -33,0 87,7 149,4 -43,1 13 D R Lingerie - CE 58.782 50,6 8.884 8.009 38.811 15.074 13.414 25.407 90,2 15,1 151,5 257,5 53,1 14 Andriello - SP 56.806 -3,0 4.640 5.073 49.618 37.889 6.157 15.038 109,3 8,2 114,5 131,0 13,4 15 Apa Confecções - RJ ( * ) 50.524 -5,2 2.653 2.433 46.887 25.451 2.141 7.190 91,7 5,3 107,8 184,2 9,6 16 Matesa - PB ( * ) 35.713 – -1.048 -261 24.695 10.274 519 2.057 ND -2,9 144,6 240,4 -2,5 17 Iberpunto - SC 32.741 3,8 915 -212 17.983 7.712 113 1.981 ND 2,8 182,1 233,2 -2,7 18 Malharia Princesa - SC 30.302 41,6 8.501 7.090 25.285 23.739 7.903 4.081 83,4 28,1 119,8 106,5 29,9 19 Texpar - PB 30.014 141,8 25.041 24.947 51.936 34.335 26.047 21.260 99,6 83,4 57,8 151,3 72,7 20 PW Brasil - ES ( * ) 23.950 24,3 79 57 30.322 15.758 1.303 8.969 72,0 0,3 79,0 192,4 0,4 23.926 -0,5 -2.429 -2.344 32.964 20.484 554 8.068 ND -10,2 72,6 160,9 -11,4 21 Qualytextil - BA 22 Guadalajara - PI 23.431 -13,7 -2.206 1.966 57.111 43.660 -3.145 13.619 ND -9,4 41,0 130,8 4,5 23 Douat Têxtil - SC ( * ) 21.306 -5,5 -728 -728 44.519 8.172 4.147 15.664 ND -3,4 47,9 544,8 -8,9 24 Sanny - CE 15.664 – 3.716 3.218 9.681 2.468 4.193 1.070 86,6 23,7 161,8 392,2 130,4 25 Incovel - ES 13.645 – 1.190 726 11.016 5.210 1.933 6.797 61,0 8,7 123,9 211,4 13,9 26 Lei Básica - ES ( * ) 10.541 40,4 88 73 13.763 4.943 1.356 8.363 82,7 0,8 76,6 278,5 1,5 27 Uniroupas - ES ( * ) 9.075 367,0 3.776 3.469 29.263 8.543 3.574 4.882 91,9 41,6 31,0 342,5 40,6 28 Esplanord - CE ( * ) 7.335 -42,4 -4.521 -4.519 10.684 -2.363 -2.142 2.507 ND -61,6 68,7 ND ND 29 Texnor - PB 7.159 101,8 816 578 34.037 21.395 2.025 7.970 70,8 11,4 21,0 159,1 2,7 30 Campeã Têxtil - SC ( * ) 2.632 -4,4 5.412 3.551 93.616 87.659 -159 1.665 65,6 205,6 2,8 106,8 4,1 31 União Manufatora Roupas - RJ ( * ) 2.243 -2,2 2.169 2.169 11.798 8.614 2.025 224 100,0 96,7 19,0 137,0 25,2 32 Confecções Mimo - ES ( * ) 1.695 -26,4 72 12 4.035 2.279 265 1.510 17,0 4,3 42,0 177,1 0,5 33 Solar Têxtil - CE 347 – 327 299 1.627 1.142 327 -485 91,5 94,2 21,3 142,4 26,2 34 Marisol - SC 152 -57,0 -17.892 22.112 443.055 341.403 -1.724 -638 ND -11.771,1 0,0 129,8 6,5 35 Diklatex - SC 27 -16,5 -14 -14 95 20 -3 -6 ND -52,7 29,0 461,9 -70,4 14 – -5 -5 15.858 4.353 -5 -74 ND -34,4 0,1 364,3 -0,1 36 Comar - MA 37 Pajuçara - CE ( * ) – – -247 -247 2.260 2.130 -219 874 ND ND ND 106,1 -11,6 38 de Millus Roupas - RJ ( * ) – – -122 29 698 -185 -122 4 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (38) 5.051.782 14,3 704.563 817.562 8.097.348 5.744.864 837.915 1.995.846 83,4 9,4 75,6 165,1 10,8 CAMA, MESA E BANHO 1 Teka - SC 327.211 20,1 -109.118 -138.348 539.563 -675.673 9.165 -383.349 ND -33,4 60,6 ND ND 2 Karsten - SC 291.473 14,8 9.251 17.162 376.989 108.235 32.190 81.377 185,5 3,2 77,3 348,3 15,9 3 Döhler - SC 246.793 23,5 6.204 12.362 505.616 386.420 330 121.920 199,3 2,5 48,8 130,9 3,2 4 Lepper - SC 161.871 24,1 5.429 10.064 171.824 105.369 5.429 – 185,4 3,4 94,2 163,1 9,6 5 Buettner - SC 109.140 -13,0 -60.433 -60.433 311.358 72.433 -31.544 -25.076 ND -55,4 35,1 429,9 -83,4 6 Estamparia - MG 96.364 -3,4 -3.286 -3.286 123.308 17.224 9.191 43.309 ND -3,4 78,2 715,9 -19,1 7 Sisa - SE 78.533 21,2 8.447 8.375 123.392 90.904 8.281 54.943 99,1 10,8 63,6 135,7 9,2 8 Toalhas São Carlos - SP ( * ) 58.511 5,3 -6.444 -6.356 201.982 138.826 -1.702 25.122 ND -11,0 29,0 145,5 -4,6 9 lanifÍcio Luiz Scavone - SP 48.523 22,5 726 775 32.598 19.696 3.715 11.867 106,7 1,5 148,9 165,5 3,9 10 Texjet - SP 13.867 – 3.694 3.196 9.803 3.613 4.382 6.458 86,5 26,6 141,5 271,4 88,5 11 Tecblu - RN – – -3.420 -3.420 7.896 -27.509 -163 -104 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.432.286 20,1 -148.950 -159.910 2.404.329 239.538 39.274 -63.532 146,1 2,0 70,5 165,5 3,9 DIVERSOS 1 Ober - SP 211.296 16,4 19.563 11.346 132.918 57.012 28.302 54.049 58,0 9,3 159,0 233,1 19,9 2 TÊxtil Matec - SP 110.584 – 3.333 2.297 63.850 19.001 6.431 13.440 68,9 3,0 173,2 336,0 12,1 3 Selene - SP 109.261 20,8 6.276 4.805 68.822 18.822 14.834 35.228 76,6 5,7 158,8 365,7 25,5 4 TDB - SP ( * ) 107.871 -1,1 6.945 10.024 103.967 55.309 10.537 69.031 144,3 6,4 103,8 188,0 18,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

250 | MELHORES DOS MAIORES 2011


TÊXTIL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 61.266 5,4 8.977 8.516 37.796 32.012 12.170 9.667 94,9 14,7 162,1 118,1 26,6 5 Dupont Cipatex - SP 6 Limppano - RJ ( * ) 53.408 23,0 2.170 1.872 23.725 9.581 3.036 18.378 86,3 4,1 225,1 247,6 19,5 7 Feltros Santa Fé - SP 46.711 31,7 4.724 2.994 38.183 22.434 8.097 4.845 63,4 10,1 122,3 170,2 13,4 8 Bonor - RN 30.798 38,1 3.101 3.145 25.122 10.989 5.979 12.726 101,4 10,1 122,6 228,6 28,6 9 Bonor - RN 29.400 43,8 1.680 2.297 37.708 23.211 3.650 16.008 136,7 5,7 78,0 162,5 9,9 10 Timavo - SP 28.842 -0,4 -1.133 -1.133 20.850 9.867 696 240 ND -3,9 138,3 211,3 -11,5 11 Onix - PI 27.031 1,8 5.823 4.697 34.747 31.103 5.402 20.071 80,7 21,5 77,8 111,7 15,1 19.498 4,1 3.926 3.903 12.971 12.009 3.484 752 99,4 20,1 150,3 108,0 32,5 12 Fibralin - SP 13 HI - SC ( * ) 18.310 29,3 942 947 8.784 2.323 1.052 -146 100,5 5,2 208,5 378,1 40,8 14 Dona Francisca - SC 13.443 3,8 1.313 1.313 14.378 11.761 2.077 – 100,0 9,8 93,5 122,3 11,2 15 Indaiatuba Têxtil - SP 12.274 35,0 -2.313 -2.313 13.690 2.264 -2.313 – ND -18,8 89,7 604,7 -102,2 16 Lenços Presidente - SP 12.199 10,2 1.233 854 18.349 17.509 821 5.186 69,3 10,1 66,5 104,8 4,9 17 Sinimbu - RJ 10.504 -31,9 -2.664 -1.677 22.077 32 -778 -2.559 ND -25,4 47,6 68.012,1 -5.165,0 18 CST - SP ( * ) 9.658 -45,1 334 334 30.570 7.229 1.841 7.012 100,0 3,5 31,6 422,9 4,6 19 Corozita - SP ( * ) 9.358 – 52 44 13.965 6.344 956 2.705 84,7 0,6 67,0 220,1 0,7 20 Fagip - BA 6.734 14,0 -46 -46 10.486 3.462 -46 – ND -0,7 64,2 302,9 -1,3 21 Tinturaria Santa Helena - SP 5.965 -15,8 58 77 5.189 4.783 -16 496 131,9 1,0 115,0 108,5 1,6 22 Marialva Têxtil - RJ ( * ) 3.867 4,8 808 576 2.815 2.195 808 494 71,3 20,9 137,4 128,2 26,2 23 Rendas Finas Paraíba - RJ 3.155 17,9 1.687 1.826 8.441 8.149 1.694 2.338 108,2 53,5 37,4 103,6 22,4 24 Tavares de Melo - RN 1.702 -73,5 -1.381 -2.317 28.522 26.179 -832 362 ND -81,1 6,0 109,0 -8,9 1.543 -22,6 -6.007 -6.007 58.386 -16.211 -2.366 -443 ND -389,4 2,6 ND ND 25 Bordados Hoepcke - SC 26 FCM - AM ( * ) 1.311 -99,8 196 174 2.651 2.177 203 1.860 88,8 15,0 49,5 121,8 8,0 27 São Pedro Alcantara - RJ 314 3,9 -156 -156 12.721 5.820 -152 5.054 ND -49,5 2,5 218,6 -2,7 28 Renascença Industrial - MG – – -541 -541 67.615 -1.238 -14 -869 ND ND ND ND ND 29 Fábrica Bangu - RJ ( * ) – – -129 -129 21.737 -11.530 -133 2.744 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (29) 946.303 4,8 58.772 47.722 941.034 372.596 105.419 278.667 91,8 5,7 93,5 199,6 11,6 FIAÇÃO, TECELAGEM E CONFECÇÕES 1 Vicunha - CE 901.995 -16,0 72.790 69.512 1.465.191 830.744 158.762 413.306 95,5 8,1 61,6 176,4 8,4 2 Tavex Brasil - SP 672.783 29,5 31.428 10.855 1.015.820 228.158 73.438 209.024 34,5 4,7 66,2 445,2 4,8 3 M&G - PE 305.466 27,9 7.767 4.545 192.937 32.131 19.444 65.576 58,5 2,5 158,3 600,5 14,2 4 Tecidos Santo Antônio - MG 298.658 35,9 4.204 2.042 270.520 130.538 13.087 87.041 48,6 1,4 110,4 207,2 1,6 5 Cedro e Cachoeira - MG 294.930 52,3 5.828 14.356 455.968 284.074 21.164 79.526 246,3 2,0 64,7 160,5 5,1 6 Tecidos Santanense - MG ( * ) 264.924 – 21.877 18.760 273.402 184.595 29.083 133.948 85,8 8,3 96,9 148,1 10,2 7 Paramount Têxteis - SP 247.038 9,0 -10.826 -5.425 451.809 249.348 13.059 104.516 ND -4,4 54,7 181,2 -2,2 235.846 41,5 24.545 24.660 476.765 143.452 26.311 77.408 100,5 10,4 49,5 332,4 17,2 8 TBM - CE ( * ) 9 Santana Têxtil - MT 195.319 29,3 9.244 9.244 317.510 115.941 41.251 70.703 100,0 4,7 61,5 273,9 8,0 10 Cataguases - MG 191.594 15,0 19.134 14.657 263.098 138.259 17.790 94.745 76,6 10,0 72,8 190,3 10,6 11 Norfil - PB 175.839 39,8 24.077 21.642 147.376 100.997 52.942 41.426 89,9 13,7 119,3 145,9 21,4 12 Buddemeyer - SC 136.368 17,2 5.404 12.152 180.916 106.775 10.974 60.518 224,9 4,0 75,4 169,4 11,4 13 Fiação São Bento - SC 124.228 38,2 25.371 17.487 141.721 98.158 25.074 34.356 68,9 20,4 87,7 144,4 17,8 14 Valença - BA 116.059 32,4 -2.237 -2.237 155.155 18.721 15.074 53.780 ND -1,9 74,8 828,8 -12,0 15 Linhas Circulo - SC 109.306 6,1 3.015 -2.689 292.873 124.050 11.486 969 ND 2,8 37,3 236,1 -2,2 16 Renaux - SC 107.984 47,8 -18.344 -18.470 221.502 -105.858 12.211 -13.259 ND -17,0 48,8 ND ND 17 Cotece - CE 105.298 – -11.310 -11.192 177.666 22.108 6.492 56.411 ND -10,7 59,3 803,6 -50,6 18 Nortex - RN ( * ) 82.255 -11,9 1.830 21.300 213.229 142.126 15.318 13.227 1.163,9 2,2 38,6 150,0 15,0 19 Dou Tex - SP ( * ) 79.435 21,7 2.513 1.943 70.852 41.186 5.247 41.210 77,3 3,2 112,1 172,0 4,7 20 TBM - MT ( * ) 76.728 132,9 8.689 8.689 54.220 40.130 9.121 34.572 100,0 11,3 141,5 135,1 21,7 21 Fiabesa - PE ( * ) 75.908 65,0 -3.299 -10.580 127.067 94.745 2.395 19.225 ND -4,4 59,7 134,1 -11,2 22 Santo Amaro - SP ( * ) 68.677 -7,5 -2.330 -2.335 69.835 28.674 1.041 29.869 ND -3,4 98,3 243,6 -8,1 23 Omi do Brasil - SP 66.219 27,1 4.278 3.509 47.016 27.927 4.520 22.612 82,0 6,5 140,8 168,4 12,6 24 Fiesa - ES ( * ) 65.001 26,7 3.377 3.377 173.070 116.964 2.293 50.668 100,0 5,2 37,6 148,0 2,9 25 Castanhal - PA 58.879 15,1 700 700 69.596 43.990 700 – 100,0 1,2 84,6 158,2 1,6 26 Divinópolis/FITEDI - MG 57.561 23,9 2.834 3.700 64.234 36.290 8.586 31.410 130,6 4,9 89,6 177,0 10,2 27 Bratac - SP 53.960 -13,9 -5.129 -2.407 113.610 97.311 -6.208 53.818 ND -9,5 47,5 116,8 -2,5 28 FÁbrica da Pedra - AL ( * ) 52.903 -8,2 -7.627 -1.468 50.475 15.327 -1.994 8.396 ND -14,4 104,8 329,3 -9,6 29 Carlos Renaux - SC 50.587 -8,6 -37.609 -22.428 182.075 -81.068 -17.803 -32.888 ND -74,4 27,8 ND ND 30 FÁbrica santa InÊs - CE 46.970 17,1 17.342 15.845 115.665 57.357 18.545 17.676 91,4 36,9 40,6 201,7 27,6 31 ITM H Milagre - RS 46.067 28,9 6.979 4.681 31.986 21.975 7.781 9.611 67,1 15,2 144,0 145,6 21,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 251


TÊXTIL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FIAÇÃO, TECELAGEM E CONFECÇÕES (CONTINUAÇÃO) 32 São Francisco Têxtil - PE ( * ) 44.478 23,1 2.312 2.238 57.914 23.184 6.325 20.873 96,8 5,2 76,8 249,8 9,7 33 Manufatora - MG ( * ) 43.766 -38,9 -39.659 -39.659 75.374 -11.351 -19.185 -33.524 ND -90,6 58,1 ND ND 34 Cotonifício Andirá - PR 43.414 6,9 -401 855 48.928 33.728 3.326 16.391 ND -0,9 88,7 145,1 2,5 35 Fiotex - CE ( * ) 41.119 14,0 -3.081 -11.682 63.633 -24.980 5.952 17.241 ND -7,5 64,6 ND ND 36 Comfio - SC 40.746 13,1 10.718 6.815 62.447 48.926 4.927 12.773 63,6 26,3 65,3 127,6 13,9 37 Schlösser - SC 40.051 -9,4 -27.175 -26.109 121.241 -57.034 -8.486 -39.197 ND -67,9 33,0 ND ND 38 Linhanyl - SP ( * ) 37.152 -4,3 828 679 31.018 20.887 3.104 10.457 81,9 2,2 119,8 148,5 3,3 39 Bonfio - SP ( * ) 34.442 -1,3 -2.007 -2.007 19.359 4.146 -270 6.568 ND -5,8 177,9 466,9 -48,4 40 Sayoart - RJ 32.811 0,7 978 597 16.699 10.254 1.313 1.999 61,0 3,0 196,5 162,9 5,8 41 FÁbrica Werner - RJ 32.176 -12,3 -4.496 -3.177 42.551 21.668 -2.737 19.599 ND -14,0 75,6 196,4 -14,7 42 Alpina NE - PE 31.721 20,3 3.369 2.713 30.311 20.408 3.509 15.938 80,5 10,6 104,7 148,5 13,3 43 SultÊxtil - RS 30.930 12,0 1.221 836 27.379 21.617 1.889 13.334 68,5 4,0 113,0 126,7 3,9 44 Têxtil N S Belém - SP 30.840 23,3 2.124 871 26.164 14.017 5.159 8.133 41,0 6,9 117,9 186,7 6,2 45 Cosibra - PB 29.027 35,1 2.461 2.013 42.498 21.300 3.755 21.414 81,8 8,5 68,3 199,5 9,5 46 Fabril Mascarenhas - MG ( * ) 29.011 6,4 -139 -136 34.168 5.121 1.852 10.680 ND -0,5 84,9 667,2 -2,7 47 Cedronorte - MG 26.973 23,7 5.823 5.736 69.815 47.368 8.213 10.265 98,5 21,6 38,6 147,4 12,1 48 Têxtil União - CE 26.132 25,2 -28 -28 71.699 19.486 3.055 9.743 ND -0,1 36,5 368,0 -0,1 49 Leslie - RJ 26.066 25,2 7.556 6.507 22.824 21.054 7.727 2.776 86,1 29,0 114,2 108,4 30,9 50 Peixoto Gonçalves - SE 25.678 21,6 4.060 3.680 41.165 33.049 6.291 15.854 90,6 15,8 62,4 124,6 11,1 51 Têxtil Pirapora - MG ( * ) 24.330 – 4.627 3.086 32.136 29.499 4.296 7.226 66,7 19,0 75,7 108,9 10,5 20.690 21,3 1.330 864 14.713 10.357 1.829 6.592 65,0 6,4 140,6 142,1 8,3 52 São João Evangelista - MG 53 Linhanyl Paraguaçu - SP ( * ) 19.483 5,0 591 433 15.135 10.321 1.618 5.125 73,4 3,0 128,7 146,7 4,2 54 Beatriz Têxtil - CE ( * ) 19.459 121,3 -100 -100 26.210 8.490 3.240 4.871 ND -0,5 74,2 308,7 -1,2 55 Sagis - MG 18.698 14,0 627 462 14.682 7.748 856 4.936 73,7 3,4 127,4 189,5 6,0 56 Pé de Serra - PE ( * ) 17.830 46,9 40 293 63.097 47.684 214 13.293 731,8 0,2 28,3 132,3 0,6 16.616 -9,6 -4.322 -4.694 10.266 9.865 -21.077 369 ND -26,0 161,9 104,1 -47,6 57 Fujimura - PR 58 Fiateci - RS 14.483 – -3.818 -2.355 18.199 11.016 -3.627 5.242 ND -26,4 79,6 165,2 -21,4 59 Textile - RN 13.899 54,9 -3.965 -3.965 37.900 20.204 -1.333 4.969 ND -28,5 36,7 187,6 -19,6 60 Norberto Simionato - SP ( * ) 13.488 13,7 270 168 13.220 9.323 294 4.462 62,2 2,0 102,0 141,8 1,8 61 Cachoeira Velonorte - MG 13.275 -27,2 -6.153 -6.794 35.420 -49.253 -3.359 -2.241 ND -46,4 37,5 ND ND 10.734 84,1 -1.683 -1.683 19.358 -346 -1.551 -1.271 ND -15,7 55,5 ND ND 62 Itabirito - MG 63 Lanobrasil - SP ( * ) 8.719 -21,0 -1.070 -1.070 21.220 307 -849 9.677 ND -12,3 41,1 6.907,9 -348,5 64 Saliba - SP ( * ) 8.215 9,9 -2.030 -1.999 11.505 4.745 -1.708 5.303 ND -24,7 71,4 242,5 -42,1 65 ParaguaçU Têxtil - MT 6.251 382,7 -730 -642 49.133 15.947 261 -13.555 ND -11,7 12,7 308,1 -4,0 66 Quinet - MG 5.811 65,9 -353 -358 10.345 9.486 -700 2.933 ND -6,1 56,2 109,1 -3,8 3.613 8,0 1.108 949 11.954 9.275 1.170 8.622 85,7 30,7 30,2 128,9 10,2 67 Pirapama - PE 68 Tecidos Paulista - PE 2.281 4,3 -158 -150 10.307 7.132 3 79 ND -6,9 22,1 144,5 -2,1 69 Aliança Bondespach - MG ( * ) 2.066 -50,8 -1.857 -1.857 3.850 224 -888 218 ND -89,9 53,7 1.717,2 -828,4 70 São Vicente - MG 1.667 5,6 1.238 1.078 1.515 950 1.129 203 87,1 74,3 110,0 159,5 113,5 71 CBF - SP 1.480 – 179 179 16.026 3.381 185 315 100,0 12,1 9,2 474,1 5,3 72 Citepe - PE 1.327 – -33.002 -33.002 1.309.268 435.470 -19.626 -5.488 ND -2.487,0 0,1 300,7 -7,6 73 Tecidos Rio Tinto - PB 889 9,3 -181 -181 796 -2.209 -126 39 ND -20,3 111,6 ND ND 74 João Lombardi - MG ( * ) 870 – -982 -1.507 29.379 28.255 -3.244 6.710 ND -112,9 3,0 104,0 -5,3 75 Ciaesa - SP 706 13,0 913 609 1.530 977 194 -9 66,7 129,2 46,2 156,6 62,3 76 Guilherme Giorgi - SP 370 8,4 -2.313 -2.343 44.990 -37.051 -348 5.538 ND -625,6 0,8 ND ND 77 Texita - RN 265 – -67 -88 6.097 -27.675 -66 46 ND -25,3 4,4 ND ND 78 Tecelagem São José - MG ( * ) 112 -92,5 -17.388 -44.551 29.173 -85.630 -3.251 -31.486 ND -15.525,0 0,4 ND ND 79 Brastex - PB ( * ) 105 -99,8 12 12 185 116 12 – 100,0 11,4 56,7 159,1 10,3 80 Venus Fios e Linhas - SP 78 2,7 52 456 2.602 2.187 51 461 876,9 66,7 3,0 119,0 20,9 81 Cisal - PB ( * ) 40 -99,8 17 17 130 112 17 – 100,0 41,6 31,0 115,9 14,9 82 Texita Tangará - RN 18 -28,4 -9.854 -9.856 1.874 -91.233 -7.725 -3.289 ND -53.611,5 1,0 ND ND 83 Soares de Oliveira - PB ( * ) 4 -99,7 4 4 33 28 4 – 100,0 87,8 12,6 116,9 13,0 84 Coteminas - MG ( * ) – – -48.098 3.167 1.511.456 1.505.021 -42.371 11.014 ND ND ND 100,4 0,2 85 Pritefisa - AM – – -249 -249 259.395 123.426 -361 -84.881 ND ND ND 210,2 -0,2 86 Fitejuta - AM ( * ) – – 90 67 14.402 -689 1.783 1.165 74,0 ND ND ND ND 87 Fiasul - MT ( * ) – – – – 10.417 6.818 – – ND ND ND 152,8 ND 88 Vicunha Carbon - SP – – -579 -579 5.688 2.494 -747 125 ND ND ND 228,1 -23,2 89 Fipal Paraibana - PB ( * ) – – -232 -232 4.130 3.278 -207 – ND ND ND 126,0 -7,1 90 Famosa/Mocó - RN – – -222 -222 586 -6.844 -221 580 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (90) 6.259.192 14,0 40.667 48.532 12.456.668 5.681.180 536.674 1.978.610 85,8 2,2 64,7 161,7 4,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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SERVIÇOS

Boas perspectivas se espalham tanto pelos setores de alta tecnologia quanto pelos mais tradicionais

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 253


Contínua conquista de posições No mais vigoroso setor da economia brasileira, investimentos crescentes reorganizam segmentos novos e tradicionais

SERVIÇOS

R

eflexo da chegada das demais atividades à maturidade, o setor de serviços já responde por 67,4% na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Tomou da indústria a função de “locomotiva”: é responsável pela ocupação de 70% da mão de obra empregada no País, avança muito rapidamente, e continuará nessa toada. É, por exemplo, o endereço preferido dos investimentos estrangeiros diretos (IED); nas contas do Banco Central, recebeu 62,2% de todo o volume ingressado no País no primeiro quadrimestre deste ano. O cisne mais notável nesse lago é chamado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de serviços de informação – TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) no jargão dos iniciados –, chefiado pela telefonia e que engloba informática, internet e outras atividades correlatas. Brilhou nas contas nacionais do segundo trimestre deste ano, como a segunda atividade que mais cresceu (1,9%) em relação ao primeiro, depois da extração mineral (2,2%). É um mercado e tanto. Segundo a respeitada consultoria Gartner, as TICs vão faturar US$ 143,8

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bilhões neste ano – US$ 102,6 bilhões nas telecomunicações e U$ 41,2 bilhões na tecnologia de informação (TI). Bate com a previsão de outra acatada consultoria internacional, a IDC, pela qual, apenas em TI, o ano fechará em US$ 41,8 bilhões, 13% acima dos US$ 37 bilhões do ano passado. No segmento, o Brasil atualmente é o oitavo maior mercado do mundo. O desenvolvimento dessa área de serviço é percebido no cotidiano dos brasileiros. No uso do telefone, por exemplo. Há um ano, o Brasil atingiu a universalização, isto é, na ponta do lápis havia um celular para cada habitante; atualmente, há 227,3 milhões de aparelhos ativos. Essa democratização ainda está longe de chegar aos computadores. Mas o progresso é notável. Daqui a um ano, calcula o Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGVCia), o parque instalado – hoje com 85 milhões de máquinas – será de 98 milhões, o que significa que, teoricamente, existirá uma para cada dois habitantes.

ESPAÇO PARA TRADICIONAIS O avanço dos segmentos de alta tecnologia no espaço dos serviços não ofusca, no entanto, as áreas tradicionais. Os


empresários da construção, por exemplo, não esperam repetir o excelente desempenho de 2010, quando comemoraram expansão de 10% nos negócios, mas acreditam que poderão ficar numa ainda considerável taxa entre 5% e 7% neste ano. Para os próximos anos, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) prevê um crescimento de 6% a 7% para o setor. Não só para a construção, mas também para diversos outros fornecedores de serviços, há fortes estímulos à frente. O primeiro é a aceleração das obras de infraestrutura, na preparação para a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016, induzidas principalmente pelo investimento público. O Plano Plurianual (PPA) do governo federal para o período 2012-2015 prevê gastos de R$ 1,2 trilhão em obras. Outro poderoso indutor são a descoberta e a exploração do pré-sal. No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, segundo a federação das indústrias local, estão sendo aplicados apenas em logística, e em função do pré-sal, R$ 10,5 bilhões no período 2010-2012. No embalo da Copa e das Olímpiadas também o segmento de turismo se arma. Levantamento da BSH Travel Research dá conta de que serão inaugurados 198 hotéis – nos quais estão sendo investidos R$ 7,3 bilhões –, de agora ao final de 2014. Além dos grandes eventos, os investidores veem à frente futuros clientes nas classes de renda emergentes brasileiras, que ainda viajam pouco, segundo pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Turismo ((Embratur), mas que é questão de tempo para que comecem a engrossar as estatísticas do turismo interno.

(EPE), haverá um excedente de 5% da carga gerada: nos dois anos seguintes, de 6,8% a 7,1%. Não conta, porém, com um sistema compatível de transmissão e distribuição, daí os apagões que infernizam a vida da população nos dois últimos anos e que continuarão, conforme adverte a Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace). Sem tanta visibilidade quanto os anteriores, mas essenciais para o presente e futuro da população, os setores da educação e saúde – outrora providos majoritariamente pelo Estado, agora francamente privatizados – tornaram-se os dois ramos de negócios mais movimentados. O primeiro passa por um grande processo de consolidação, criando mais músculos do que já tem – no ensino superior, 89,4% das instituições são privadas e em 2009 (últimos dados disponíveis) receberam 74,5% das matrículas de alunos. O grande incentivo ao investimento é a afluência da emergente classe C brasileira. Há espaço para crescer mais. Segundo um estudo da CM Consultoria, existe um potencial de 25 milhões de pessoas candidatas a ir à faculdade – pessoas de 17 a 40 anos, formadas no ensino médio e que ainda não prosseguiram nos estudos. Na saúde, onde o dispêndio é mais elevado que na educação – o equivalente a 9% do PIB, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) –, as perspectivas continuam favoráveis para o empreendimento privado. Como na educação, em sintonia com o aumento da renda e a oferta mais generosa de emprego e ainda pela parcimônia de investimentos públicos. Nas estimativas da consultoria Strategy, o setor de saúde suplementar deve continuar crescendo em média 5% ao ano, ante 1,2% da taxa de crescimento da população brasileira. Atualmente, os planos de saúde atendem a 46,6 milhões de brasileiros, o que dá uma taxa de cobertura de 24,4% da população. Nesse ramo, a próxima onda, segundo especialistas, será a consolidação da área hospitalar, atualmente pulverizada em mais de 1,6 mil operadoras.

Atrair a emergente classe C é uma das maiores motivações para os projetos de investimento das empresas de educação e de saúde

PRESENTE E FUTURO A corrida aos novos empreendimentos que se observam agora traz à tona problemas cuja solução vem sendo adiada e que precisam ser atacados de frente. Na energia elétrica está um deles. O Brasil tem produção mais do que suficiente para apoiar o crescimento – em 2012, segundo a Empresa de Pesquisa Energética

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PREMIADA | SERVIÇOS | SABESP

À prova de reclamação Gerência à maneira privada permite o atendimento de qualidade a dois terços da população paulista Não é comum ver um serviço público administrado com o mesmo zelo dispensado a uma empresa privada onde o patrão – ou patrões, os acionistas, quando a companhia é privada – está de olho e pronto a cobrar resultados. Tal situação não é prerrogativa brasileira, mas aqui o histórico de mau atendimento e descaso é tal que a excelência do serviço, quando há, se destaca com mais intensidade. Não é por acaso, portanto, que a Sabesp é sempre lembrada quando se fala em boa gerência. A companhia tinha tudo para não passar da categoria de repartição pública. Foi criada, como suas similares dos demais estados brasileiros, em 1973, como ordenava o Plano Nacional de Saneamento (Planasa), baixado pelo governo federal, reunindo oito empresas ou autarquias que cuidavam da área. Nasceu como Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, mas desde o berço acostumou os paulistas a chamá-la de Sabesp. Pouco mais de dois decênios depois, em 1994, fez uma primeira ousadia em direção à transparência: abriu o capital, deixando 50,3% das ações votantes na mão do sócio majoritário, o Estado de São Paulo, e listou ações na Bolsa. Ousadia maior viria em abril de 2002, quando migrou para o Novo Mercado, um dos três nichos (os demais são Níveis 1 e 2 e BovespaMais) para os quais a Bolsa faz mais exigências às empresas em termos de governança corporativa. A empresa estava preparada, porque desde já, em 1995, por determinação do então governador Mário Covas, iniciara um processo de revitalização importante, com o objetivo de adotar as boas práticas de governança. O problema era o Novo Mercado, àquela altura um corpo estranho no conservador mercado de capitais – olhado com desconfiança mesmo por

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especialistas e operadores. Tanto que a Sabesp e a CCR – que a precedera de dois meses na adesão à novidade – ficaram sozinhas ali, como uma espécie de curiosidade, durante um ano e um mês. O isolamento só seria quebrado com a chegada da Natura, no final de maio de 2004, depois do que o nicho deslanchou. Hoje existem 182 empresas nos níveis especiais (Novo

Carteira de clientes é de 27,2 milhões de pessoas, em 364 municípios paulistas


Mercado, Nivel 1 e Nível 2 e BovespaMais), que formam o pelotão de elite do pregão brasileiro de ações, para o qual estão listadas em torno de 380 empresas no total.

META É UNIVERSALIZAR Depois de se obrigar a adotar mais transparência, como manda o rígido código de conduta imposto pela Bolsa, a companhia fez uma segunda ousadia, e voltou ao mercado de capitais para buscar dinheiro que a financiasse – desta vez da Bolsa de Nova York, no mesmo ano de 2002. De lá para, não parou de crescer, até se tornar uma das maiores empresas do planeta em seu ramo e, por isso, obrigatório benchmarking. Os números são portentosos. Operando em 364 dos 645 municípios que formam o Estado de São Paulo, atende a mais de 27,2 milhões de pessoas, um terço da população do estado. Em quatro dos sete municípios paulistas onde os serviços de água e esgoto são operados por

empresas privadas interage por intermédio de acordos de operação. Nas localidades atendidas, o fornecimento de água chega, tratada, a 100% dos domicílios, a coleta de esgotos a 82% e o tratamento de esgotos coletados a 74%. O Instituto Trata Brasil, em seu Ranking do Saneamento, que avalia as condições dos serviços em 81 municípios brasileiros com mais de 300 mil habitantes, com base no cruzamento de 16 critérios técnicos, mostra que dez dos melhores serviços de água e saneamento estão sob a responsabilidade da Sabesp. Na linha de frente, em primeiro e terceiro lugares aparecem Santos e Franca, respectivamente. Para manter a gigantesca estrutura necessária para dar conta dessa freguesia toda, a companhia investiu cerca de R$ 5 bilhões nos últimos cinco anos. De acordo com o Plano Plurianual de Investimentos vigente, aplicará outros R$ 5,4 bilhões no período 2011/2013, sendo R$ 1,4 bilhão em programas de expansão FOTOS: DIVULGAÇÃO/SABESP

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PREMIADA | SERVIÇOS | SABESP

e melhoria dos sistemas de abastecimento de água, R$ 2,5 bilhões na expansão e melhoria dos sistemas de esgotamento sanitário e R$ 920 milhões em desenvolvimento operacional e institucional. Com um horizonte de planejamento de dez anos, a principal meta da Sabesp de agora até 2020 é universalizar os serviços de saneamento básico em toda sua área de atuação. Para alcançar tal meta, criou programas estruturantes, que orientam a aplicação dos recursos de investimento, próprios ou financiados, para o atendimento das demandas por saneamento. O Programa Metropolitano de Água, por exemplo, em 2011 aumen- Investimentos chegarão a R$ 5,4 bilhões no período 2011/2013 tou em 5 metros cúbicos/s a capacidadas de faturamento de 34% em 2004 para 26% de de produção de água tratada na Região em 2010. A meta, no horizonte de planejaMetropolitana de São Paulo (RMSP) e deve, ao mento, é chegar a baixar o índice a 13% em longo dos próximos anos, incorporar mais 2019. Isso significa reduzir pela metade o 8 metros cúbicos/s, elevando o total para atual volume produzido de água que não é 80 metros cúbicos/s. A estimativa é baseada em faturado. O avanço da tecnologia permite que números levantados em junho de 2011. a empresa também amplie sua plataforma de soluções ambientais, que permitem aos granBOM PARA OS INVESTIDORES des clientes beneficiar-se dos seus conheciCom foco no interior do estado, a empresa mentos para uso racional da água, destinação tem como objetivo expandir a capacidade de adequada dos esgotos e preservação do meio produção, garantindo a disponibilidade de ambiente. Além dos serviços de saneamento água tratada nos municípios da Baixada básico no Estado de São Paulo, a Sabesp está Santista. O Programa Água no Litoral deve habilitada a exercer atividades em outros aumentar em 1 metro cúbico/s a produção de estados e países e atuar nos mercados de dreágua tratada. No âmbito do Programa Onda nagem, serviços de limpeza urbana, manejo Limpa para a Baixada Santista, a Sabesp opede resíduos sólidos e energia. racionalizou sete estações de tratamento de Todo o trabalho desenvolvido pela Sabesp esgotos e duas estações de pré-condicionatem sido recompensado por inúmeros recomento como pré-requisito para a ampliação nhecimentos recebidos como exemplo de dos índices de coleta na região, que deverão cumpridora das boas práticas de governança alcançar 95% ao término do programa. A corporativa, sustentabilidade, responsabilidaempresa voltou-se para o litoral norte, com de social e transparência. O público não tem um programa que elevará o índice de coleta e queixas; os investidores também não. No ano tratamento da região dos atuais 36% para passado, quando o Ibovespa, principal indica85%, beneficiando 600 mil pessoas. dor da Bolsa, subiu ínfimo l,04%, os papéis da Abrangendo todos os municípios operados companhia valorizaram-se 23,88%; neste ano, pela empresa, a Sabesp implantou o Programa até setembro, quando a Bolsa acumulava uma de Redução de Perdas, com o objetivo de perda de -24,50%, suas ações resistiam, com minimizar os volumes de água perdidos ganho de 2,61%. Apenas 28 daquelas 183 durante a produção, armazenamento e distriempresas listadas nos nichos especiais não buição de água tratada (perdas físicas) e os andaram para trás no acumulado do ano. volumes não faturados por fraudes ou roubos de água. O programa reduziu o índice de per(LTM)

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Economia forte, empresas unidas Mesmo sem os poderes que têm os sindicatos e sem exigir contribuições obrigatórias, entidades zelam por interesses comuns do empresariado fica que o estatuto da associação de classe deve conter, entre outros itens, os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados, seus direitos e deveres, o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos, e as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução. Em ocasiões especiais, a associação pode ter maiores poderes. Neste caso, elas precisam ser regidas por uma lei específica. “É por isso, por exemplo, que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pode exigir um exame para quem deseja seguir a carreira. Há uma lei que trata só disso”, explica Tavarez. “Já os sindicatos têm que obedecer à CLT. Eles devem estar inscritos no Ministério do Trabalho, o que não é exigido de uma associação de classe”, acrescenta o advogado. É nesse cenário que as associações de classe ganham evidência, pois lutam por interesses comuns do empresariado, ora pleiteando ao governo a adoção de uma política tributária mais favorável, capaz de estimular a geração de emprego e renda, ora combatendo o contrabando e as importações subfaturadas que reduzem a competitividade, ora confrontando a concorrência desleal praticada por empresas informais. (HC)

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ASSOCIAÇÕES DE CLASSE

Um provérbio tribal, utilizado durante décadas pelo ex-líder da África do Sul Nelson Mandela, diz o seguinte: “A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome”. Esse pensamento, na verdade, verbaliza a importância da união para se buscar a vitória. É nesse espírito que trabalham as associações de classe. Ao contrário do que acontece com os sindicatos, essas entidades não podem, por exemplo, negociar dissídios salariais. Também não têm poderes para tratar de temas como convenções coletivas de trabalho, nem podem exigir contribuições obrigatórias. Qual é, então, a sua vantagem? “As associações de classe são um ótimo meio para discutir problemas, e suas soluções, da categoria profissional”, afirma o advogado Osvaldo Cunha Tavarez, especializado na área trabalhista. “São ainda uma boa forma de se fazer ouvir na sociedade e, por que não, pressionar o patronato ou o próprio governo por benefícios ou melhorias”, garante ele. Diferentemente do que ocorre com os sindicatos, as associações de classe não são normatizadas pela Con– solidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943. Assim como qualquer outro tipo de associação que se organiza para fins não econômicos, elas são regidas pelos artigos 53 a 61 do Código Civil. Isso signi-


associações de classe Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % associações de classe 1 CBF - RJ ( * ) 226.263 58,5 104.976 72.360 148.986 98.307 104.516 45.478 68,9 46,4 151,9 151,6 73,6 2 Epagri - SC 226.240 10,9 -108 -108 50.081 -73.724 6.635 -71.977 ND -0,1 451,8 ND ND 3 Assoc Fundo PsicofÁrmaco - SP ( * ) 172.370 – 6.192 5.802 103.779 75.534 10.249 20.449 93,7 3,6 166,1 137,4 7,7 4 Abec - SP 156.907 9,1 15.518 36.604 619.399 579.737 24.080 7.324 235,9 9,9 25,3 106,8 6,3 5 Assoc Func Púb Est SP - SP 101.974 7,8 14.660 14.660 357.528 335.948 15.131 1.255 100,0 14,4 28,5 106,4 4,4 90.927 7,7 6.309 6.309 154.384 115.708 9.245 46.933 100,0 6,9 58,9 133,4 5,5 6 Sociedade BÍblica - SP 7 Casas André Luiz - SP 87.289 18,8 1.837 2.614 28.084 18.285 3.289 -2.592 142,3 2,1 310,8 153,6 14,3 8 Congreg Sta DorotÉia - PE ( * ) 77.178 9,5 3.703 3.703 42.800 33.820 941 8.693 100,0 4,8 180,3 126,6 11,0 9 Seicho No Ie - SP ( * ) 74.038 6,3 6.174 6.174 71.262 66.993 6.174 -712 100,0 8,3 103,9 106,4 9,2 10 Fundação dos empregados fiat - MG 67.909 21,5 956 956 28.672 12.730 1.550 5.162 100,0 1,4 236,9 225,2 7,5 11 Torre de Vigia - SP 67.069 -13,8 2.563 3.338 211.904 174.054 -4.565 17.404 130,2 3,8 31,7 121,8 1,9 12 Mitra RJ - RJ ( * ) 64.507 – 9.424 9.073 151.390 129.683 9.125 -5.292 96,3 14,6 42,6 116,7 7,0 13 COB - RJ 58.221 -47,8 5.570 5.570 118.831 24.682 7.202 32.911 100,0 9,6 49,0 481,5 22,6 14 Projeto Guri - SP 56.625 34,1 65 65 34.964 9.366 244 -4.678 100,0 0,1 162,0 373,3 0,7 15 Cristã de Moços - SP 56.464 – 1.292 1.713 148.415 139.276 7.308 4.568 132,6 2,3 38,0 106,6 1,2 16 Rurais de Lajeado - RS ( * ) 53.119 – – – – – – – ND ND ND ND ND 17 Apaa - SP 50.898 26,4 1.249 1.219 13.942 7.240 1.337 -2.947 97,6 2,5 365,1 192,6 16,8 18 IMPA-OS - RJ 47.670 9,2 -1.081 -1.081 48.908 44.244 181 2.123 ND -2,3 97,5 110,5 -2,4 19 Paranaeducação - PR ( * ) 40.454 – 154 154 321 -843 145 – 100,0 0,4 12.606,5 ND ND 20 Oi Futuro - RJ 39.361 -4,1 4.776 4.776 32.755 30.905 3.808 1.249 100,0 12,1 120,2 106,0 15,5 34.705 15,9 1.749 1.908 35.682 34.063 2.271 6.954 109,1 5,0 97,3 104,8 5,6 21 Beneficência - PR 30.977 79,2 -465 -444 14.110 6.663 -791 519 ND -1,5 219,5 211,8 -6,7 22 Instituto Agropolos - CE ( * ) 23 Instituto Irmãs - SP ( * ) 29.073 14,3 17.858 17.858 171.984 168.706 4.198 775 100,0 61,4 16,9 101,9 10,6 24 UCE - SC 28.145 – 1.168 1.174 62.881 56.569 3.016 2.802 100,6 4,2 44,8 111,2 2,1 25 SOS Brasil - SP 28.032 10,5 2.237 1.829 29.020 21.490 3.688 -1.543 81,8 8,0 96,6 135,0 8,5 26 Sorocabana - SP 25.164 105,8 7.993 7.993 76.448 73.139 8.066 2.503 100,0 31,8 32,9 104,5 10,9 27 Paulista de Futebol - SP 24.530 11,7 600 600 53.475 30.387 -2.747 25.944 100,0 2,5 45,9 176,0 2,0 23.962 – -2.282 -2.282 13.643 7.386 -2.567 -1.590 ND -9,5 175,6 184,7 -30,9 28 Diocese Rio Branco - AC 29 CBAt - AM 23.365 19,4 18 18 4.818 3.892 476 137 100,0 0,1 485,0 123,8 0,5 30 ASSAOC - SP 23.293 -50,3 2.789 -1.806 2.184 1.446 2.399 -7 ND 12,0 1.066,5 151,0 -124,9 31 Sindicato Empregados - RJ ( * ) 23.250 – -1.332 2.088 18.159 9.729 -838 – ND -5,7 128,0 186,6 21,5 22.932 41,0 7 7 28.891 14.617 2.316 2.318 100,0 0,0 79,4 197,7 0,1 32 IBAM - RJ 33 FGS - DF 22.823 -10,7 28.616 28.616 124.762 114.298 19.714 -8 100,0 125,4 18,3 109,2 25,0 22.221 57,0 4.389 4.389 12.788 6.439 4.678 5.224 100,0 19,8 173,8 198,6 68,2 34 CBDA - RJ 35 Assoc São Boaventura - RS 20.902 164,0 -1.181 -3.891 74.491 73.130 -619 6.360 ND -5,7 28,1 101,9 -5,3 18.195 – 6.910 6.910 11.665 10.170 6.260 -600 100,0 38,0 156,0 114,7 67,9 36 Pró-Dança - SP 37 Pró-Infância - SP 16.465 82,7 3.042 3.063 31.875 30.308 2.557 188 100,7 18,5 51,7 105,2 10,1 38 Associação Palotina - SP ( * ) 16.147 – 1.596 1.596 123.338 120.712 -3.240 2.355 100,0 9,9 13,1 102,2 1,3 15.572 2,4 -292 -173 75.461 73.787 787 2.376 ND -1,9 20,6 102,3 -0,2 39 Soc Educadora - SP 40 Fundação São João Batista - ES 12.852 11,9 360 378 5.266 2.849 408 -587 104,9 2,8 244,1 184,9 13,3 41 Exército da Salvação - SP 11.913 – -1.003 -2.616 8.833 6.802 -599 -234 ND -8,4 134,9 129,9 -38,5 42 ABPA - RJ 11.584 – 2.299 2.298 4.123 3.765 2.246 -2 100,0 19,9 281,0 109,5 61,1 10.992 – 1.764 1.764 7.688 6.904 1.625 26 100,0 16,1 143,0 111,4 25,6 43 UBB - SP ( * ) 44 Abaçai - SP 10.383 48,5 1.237 1.237 2.907 1.734 1.061 -888 100,0 11,9 357,1 167,6 71,3 45 Pará 2000 - PA ( * ) 9.671 3,5 -2.101 -2.103 2.429 -1.292 -1.959 755 ND -21,7 398,2 ND ND 9.136 31,7 1.445 1.445 34.574 28.822 2.028 1.488 100,0 15,8 26,4 120,0 5,0 46 Affemg - MG 47 Associação PortinarI - SP 8.555 76,3 55 55 2.352 2.091 -128 -230 100,0 0,7 363,7 112,5 2,7 48 FÁbrica Esperança - PA ( * ) 7.656 – 414 304 2.399 1.515 462 830 73,3 5,4 319,2 158,3 20,0 49 CRCMG - MG ( * ) 7.487 38,1 1.977 -408 32.274 31.567 1.977 67 ND 26,4 23,2 102,2 -1,3 50 Acadef - RS 7.385 20,7 499 499 6.475 5.610 296 856 100,0 6,8 114,1 115,4 8,9 51 Acadis - ES 7.375 42,4 -369 -369 166 -392 -364 -539 ND -5,0 4.453,8 ND ND 52 Ação Comunitária - SP ( * ) 7.350 2,4 -284 -284 9.834 7.496 -587 785 ND -3,9 74,7 131,2 -3,8 53 Vice PrOvincia - MA 5.463 -31,8 -372 -282 7.975 7.841 -373 85 ND -6,8 68,5 101,7 -3,6 54 Casa N S Soledade - BA 5.132 – 66 66 8.963 8.348 67 1.117 100,0 1,3 57,3 107,4 0,8 55 Lar Sírio Pro - SP 5.131 22,6 1.107 1.107 8.908 8.425 798 -42 100,0 21,6 57,6 105,7 13,1 56 SEEB B H E REGIÃO - MG 5.047 16,8 666 666 4.805 3.092 599 -31 100,0 13,2 105,0 155,4 21,5 57 Associação Olindense - PE ( * ) 4.838 4,3 -489 -489 1.772 -956 -82 -93 ND -10,1 273,1 ND ND 58 Inesc - DF ( * ) 3.970 -41,8 -364 -500 4.055 3.785 -364 -217 ND -9,2 97,9 107,1 -13,2 59 FBF - BA ( * ) 3.869 34,9 701 701 3.046 -899 818 -2.376 100,0 18,1 127,1 ND ND 60 Sinduscon RS - RS 3.451 5,0 11 11 6.102 5.952 256 -105 100,0 0,3 56,6 102,5 0,2 61 Afia - GO 3.226 1,6 384 384 35.700 35.351 78 42 100,0 11,9 9,0 101,0 1,1 62 Sind Londrina PR - PR 3.195 15,9 436 334 3.930 2.359 267 -124 76,6 13,6 81,3 166,6 14,2 63 Providência - RJ 2.915 -5,9 -790 -790 4.727 4.414 -673 203 ND -27,1 61,7 107,1 -17,9 64 Casa Durval Paiva - RN 2.817 25,8 394 394 2.810 2.157 323 -82 100,0 14,0 100,2 130,3 18,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

260 | MELHORES DOS MAIORES 2011


associações de classe Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % associações de classe (CONTINUAÇÃO) 65 Acquatur - RJ 2.733 20,3 715 493 4.215 3.600 766 799 68,9 26,2 64,8 117,1 13,7 66 Comunhão Espírita Cristã - PR 2.651 17,5 285 285 1.756 1.644 14 -6 100,2 10,7 151,0 106,8 17,4 67 Casa da Esperança - SP 2.567 9,1 53 53 8.126 7.952 50 -175 100,0 2,1 31,6 102,2 0,7 68 Inst Laura Vicuma - RO ( * ) 2.457 9,2 -64 263 4.311 4.051 -70 162 ND -2,6 57,0 106,4 6,5 69 Nipo Brasileira AM - PA 2.400 533,7 -6.057 -102 12.521 8.513 -6.068 -1.410 ND -252,4 19,2 147,1 -1,2 2.399 -15,5 -350 947 149.987 52.489 -3.315 9.947 ND -14,6 1,6 285,8 1,8 70 ASBACE - DF ( * ) 71 Fundação André Maggi - MT 2.365 -12,6 134 134 4.649 4.585 -22 16 100,0 5,7 50,9 101,4 2,9 72 FPF/Pernambucana - PE 2.320 -16,1 232 298 3.170 2.859 249 545 128,4 10,0 73,2 110,9 10,4 73 Viva Cred - RJ 2.301 -17,2 -60 214 3.209 2.290 -20 -162 ND -2,6 71,7 140,1 9,4 74 Pequeno Cotolengo - SC ( * ) 2.192 20,3 285 232 2.045 1.858 246 -78 81,5 13,0 107,2 110,1 12,5 75 APAE - RN ( * ) 2.126 – -184 -184 1.390 1.348 -187 -15 ND -8,7 152,9 103,2 -13,6 76 Creche Baroneza - SP 2.116 15,5 585 585 2.611 2.454 469 -72 100,0 27,6 81,1 106,4 23,8 77 IFF - BA ( * ) 2.105 – 1.767 1.703 2.433 2.015 1.770 -80 96,4 83,9 86,5 120,7 84,5 78 Pró PM - SP ( * ) 2.091 5,2 257 257 6.568 3.047 579 -221 100,0 12,3 31,8 215,5 8,5 79 Fetropassageiros - PR 2.090 42,6 1.401 1.401 9.465 8.975 1.406 -105 100,0 67,1 22,1 105,5 15,6 80 Fundação Meridional - PR 2.054 -10,0 -333 -333 6.176 5.969 -834 -166 ND -16,2 33,3 103,5 -5,6 81 Catarinense de Futebol - SC ( * ) 1.969 31,0 -136 -136 5.490 393 142 -951 ND -6,9 35,9 1.396,9 -34,5 82 Orquestra - MT ( * ) 1.896 – 168 168 624 546 168 -67 100,0 8,9 303,8 114,4 30,8 83 centro Espírita Cavaleiro - BA 1.888 – 354 408 2.470 2.128 361 -249 115,2 18,8 76,4 116,0 19,2 84 SBOC - MG 1.757 38,1 502 502 8.406 8.320 -18 395 100,0 28,6 20,9 101,0 6,0 1.709 -20,1 1.717 1.717 18.299 18.166 1.300 340 100,0 100,5 9,3 100,7 9,5 85 Padre Chico - SP 1.692 1,9 -3.976 -3.119 6.725 5.722 -3.698 144 ND -234,9 25,2 117,5 -54,5 86 Anália Franco - SP ( * ) 87 Instituto Cegos Bahia - BA 1.654 – 501 503 1.680 1.661 429 13 100,3 30,3 98,5 101,1 30,3 88 ACS - MA 1.562 -2,8 63 63 1.634 1.634 61 38 100,0 4,1 95,6 100,0 3,9 89 Fesfutebol - ES 1.515 5,2 -98 -98 50 -110 -55 -22 ND -6,5 3.049,1 ND ND 90 CVM - SC 1.331 770,8 -120 -120 1.565 1.385 -52 52 ND -9,0 85,0 113,0 -8,7 91 Nova Esperança - ES 1.292 -26,4 -137 -137 2.058 1.945 -137 -31 ND -10,6 62,8 105,8 -7,1 1.256 -17,8 -173 -173 2.554 2.301 -166 230 ND -13,8 49,2 111,0 -7,5 92 Maria Auxiliadora - RO 93 Asilos Pella Betania - RS 1.132 -582,3 -651 48 1.929 926 -634 -241 ND -57,5 58,7 208,3 5,2 94 Instituto Amea - SC ( * ) 1.087 – -247 -220 3.947 792 -247 805 ND -22,7 27,5 498,6 -27,8 95 Casa Pia - BA 1.054 – -592 2.874 22.378 22.372 -584 0 ND -56,2 4,7 100,0 12,9 979 – 204 204 1.730 1.718 204 277 100,0 20,8 56,6 100,7 11,9 96 OperÁrias de Jesus - RJ ( * ) 97 Associação Mineira - MG ( * ) 968 – 28 28 448 394 28 -54 100,0 2,9 216,2 113,7 7,2 938 14,6 1.329 1.699 18.071 18.039 -296 -19 127,9 141,7 5,2 100,2 9,4 98 Asids - SC 99 CBDN - SP ( * ) 938 53,7 6 6 213 204 21 143 100,0 0,6 440,4 104,3 2,9 862 13,9 113 82 936 904 86 -7 72,6 13,1 92,1 103,6 9,0 100 Soc Comunitária Centro - RS 101 Fundação Lar - BA 816 – -159 -159 7.110 6.657 200 498 ND -19,4 11,5 106,8 -2,4 102 Idecan - MG 787 -33,5 181 108 619 132 195 -27 59,5 23,1 127,1 469,0 81,8 723 – 88 88 1.258 1.170 90 -32 100,0 12,1 57,5 107,6 7,5 103 Obra Social Cristo Rei - ES 104 Obra Social Leste - RJ ( * ) 701 57,8 -30 -36 319 310 -16 105 ND -4,3 219,6 103,0 -11,6 105 Casa dos Velhinhos - PE 698 10,6 54 54 311 297 54 -3 100,0 7,7 224,7 104,5 18,0 106 Apae - ES ( * ) 660 – 39 39 170 120 37 -35 100,0 5,9 387,7 141,6 32,1 616 -4,3 -20 -20 189 188 -20 0 ND -3,3 326,7 100,2 -10,8 107 Assoc. Sta. Rita Cassia - PR ( * ) 108 Instituto - CE ( * ) 594 – -15 -15 401 388 – -13 ND -2,5 148,1 103,4 -3,9 109 Fiscais de Renda - MS 554 – 123 123 875 857 74 45 100,0 22,1 63,4 102,1 14,3 502 -73,4 189 189 1.382 584 182 1 100,0 37,6 36,3 236,8 32,3 110 Museu Café - SP 111 Pof - SP ( * ) 479 59,0 -16 -16 908 883 -58 7 ND -3,3 52,7 102,9 -1,8 112 Grupo Espírita Paz - RJ ( * ) 439 – 42 42 146 68 46 -10 100,0 9,6 300,5 215,5 62,1 113 Federação A paes Paraná - PR ( * ) 425 -12,4 85 85 515 507 67 -2 100,0 19,9 82,4 101,8 16,7 114 Fed Futebol RO - RO ( * ) 400 -17,0 -430 51 274 177 -419 -14 ND -107,5 146,1 154,4 28,8 115 Ascomed - MG 343 – 64 64 142 120 67 -13 100,0 18,7 240,8 118,6 53,3 116 Centro Educ Infantil Dom - SC ( * ) 297 22,5 1 1 101 83 4 12 80,6 0,4 294,7 121,9 1,3 117 A Luz no Caminho - RJ 297 10,5 -14 -14 344 336 -10 -7 ND -4,8 86,2 102,4 -4,3 118 Casa do Menino - PB ( * ) 294 – 9 9 107 107 9 – 100,0 3,2 274,8 100,0 8,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

INFORME PUBLICITÁRIO O Grupo Belfort é constituído de empresas especializadas na prestação de serviços específicos, tais como segurança, limpeza, suporte administrativo, eletrônica, monitoramento, etc. O Grupo, que já tem quase 20 anos de atuação no mercado, é de capital 100% nacional. Nossas raízes e nossa experiência nos capacitam a entender os problemas e as necessidades de cada cliente, possibilitando o desenvolvimento de soluções adequadas e específicas para cada situação.

A ACSP, parceira da BELFORT há 15 anos, aprova essa Empresa.

MELHORES DOS MAIORES 2011 | 261


associações de classe Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % associações de classe (CONTINUAÇÃO) 119 Criança Cidadã - RJ 293 – -39 -26 1.390 1.390 -39 – ND -13,4 21,1 100,0 -1,9 120 SEEde - SC ( * ) 280 42,8 19 0 512 511 19 2 0,4 6,9 54,8 100,1 0,0 121 Centro desportivo - SC 269 – -3 -3 7 -26 -2 0 ND -1,0 3.610,2 ND ND 122 FENASP - RJ ( * ) 265 10,7 101 94 928 915 180 203 92,4 38,3 28,5 101,4 10,2 123 Madre Maria Rivier - GO 239 – -20 -20 482 465 -20 – ND -8,2 49,6 103,7 -4,2 165 – 20 20 79 78 15 4 100,0 11,9 208,8 101,7 25,3 124 AERESP - SP ( * ) 125 Irmão Itajubá - SP ( * ) 111 – -3 -3 1.180 1.177 -3 – ND -2,5 9,4 100,3 -0,2 126 Codapar - PR ( * ) 101 10,6 21 21 179 137 18 -2 100,0 20,6 56,5 130,4 15,2 127 Conselho Obras - CE 39 -20,0 -131 19 1.135 1.134 -131 0 ND -338,1 3,4 100,1 1,7 128 Assef SC - SC 37 -74,9 8 8 80 80 3 – 100,0 20,0 46,9 100,0 9,4 129 AREBRA - DF ( * ) 33 – 5 5 124 113 5 -3 93,4 14,7 26,8 109,6 4,0 130 Instituto Máxima Social - MS ( * ) 8 -74,4 -29 -29 59 -17 -28 4 ND -389,6 12,8 ND ND 131 Cáritas Brasileira - DF -965 -102,6 -914 -13.091 24.106 4.653 -719 220 ND 94,7 -4,0 518,1 -281,3 132 FND - DF – – -787.273 -621.835 8.845.552 1.154.810 -1.524.861 – ND ND ND 766,0 -53,9 133 Caixa Func Bradesco - SP – – 36.274 87.300 797.726 795.611 -7.036 -4 240,7 ND ND 100,3 11,0 – – 34 34 358.512 77 1.165 -9.339 100,0 ND ND 465.600,0 44,2 134 Nordeste Cidadania - CE 135 Associação N Sra Dores - MG – – 16.835 16.835 228.329 227.555 -761 913 100,0 ND ND 100,3 7,4 136 Real Benem - RJ – – 4.144 4.144 82.177 69.861 2.761 527 100,0 ND ND 117,6 5,9 – – -2.167 -2.167 75.201 70.420 -2.167 -1.370 ND ND ND 106,8 -3,1 1137 Conselho Regional - SP ( * ) 138 CRQ IV Região - SP ( * ) – – – – 56.328 54.706 – 4.911 ND ND ND 103,0 ND – – 6.432 6.432 44.655 43.858 6.545 -191 100,0 ND ND 101,8 14,7 139 Fed Com Est RJ - RJ – – – – 35.348 35.130 – 107 ND ND ND 100,6 ND 140 Colégio Nossa Senhora - AM 141 Conselho Contabilidade RS - RS – – – – 24.783 22.969 – -520 ND ND ND 107,9 ND 142 ABBR - RJ – – 3.794 3.794 20.292 -7.626 4.620 3.319 100,0 ND ND ND ND 143 Associação dos Amigos - SP – -100,0 1.826 1.826 16.041 3.800 1.826 -1.553 100,0 ND ND 422,1 48,1 144 Estabelecimento Unificado - RJ – – – – 13.305 11.906 – -119 ND ND ND 111,8 ND – – – – 10.944 10.849 – -34 ND ND ND 100,9 ND 145 Povopar - PB ( * ) 146 Santa Marcelina Cultura - SP ( * ) – – – – 9.986 4.932 265 -1.290 ND ND ND 202,5 ND – – – – 9.410 6.679 – -1.794 ND ND ND 140,9 ND 147 Irmãs FranciscanaS - SP ( * ) 148 CRC Espírito Santo - ES ( * ) – – – – 9.266 6.865 – -75 ND ND ND 135,0 ND 149 Dr Adolfo B Menezes - SP – -100,0 165 320 6.981 5.975 269 -720 193,9 ND ND 116,8 5,4 – – – – 6.513 6.371 – -70 ND ND ND 102,2 ND 150 CRC PE - PE ( * ) 151 Clube Regatas Saldanha - ES ( * ) – – – – 5.245 5.213 – -3 ND ND ND 100,6 ND 152 IBQP - DF ( * ) – -100,0 106 106 5.223 323 95 -2.548 100,0 ND ND 1.617,6 32,9 153 Cetec - PE – -100,0 -569 -387 5.207 5.150 -325 -23 ND ND ND 101,1 -7,5 154 Fundação Educacional - MT ( * ) – – – – 4.708 4.547 82 743 ND ND ND 103,5 ND – – -578 -4 4.217 818 -576 3.565 ND ND ND 515,4 -0,4 155 Sadembra - RJ ( * ) 156 Caatinga - PE – – -299 -299 2.954 1.285 -205 – ND ND ND 229,8 -23,3 – -100,0 290 290 2.420 1.498 132 -619 100,0 ND ND 161,6 19,4 157 Francisco Matarazzo Sobr - SP 158 CBC - SP – – – – 2.415 1.431 – -40 ND ND ND 168,8 ND 159 FETROPAR - PR – – – – 2.377 2.377 – – ND ND ND 100,0 ND 160 Associação Amigos Praça - SP – – 1.488 1.488 2.049 1.488 1.444 -438 100,0 ND ND 137,7 100,0 161 CRC SE - SE ( * ) – – – – 1.875 1.608 – -13 ND ND ND 116,7 ND – -100,0 – – 1.870 1.056 54 -14 ND ND ND 177,1 ND 162 FPR - PA 163 Pime Norte I - AM – – -351 -156 1.723 1.723 -358 – ND ND ND 100,0 -9,1 164 Instituto da Arte - SP – -100,0 -303 -303 1.670 -14 -274 -499 ND ND ND ND ND 165 Congregação Missionárias - AM ( * ) – – – – 1.662 1.582 – 27 ND ND ND 105,1 ND 166 Simepar - PR – – -81 -81 1.514 1.504 -81 -2 ND ND ND 100,6 -5,4 167 Agostinianos Recoletos - AM – -100,0 – – 1.365 1.365 – – ND ND ND 100,0 ND 168 Clube Atlético - PE ( * ) – -100,0 -284 -284 1.186 1.088 -282 124 ND ND ND 109,1 -26,1 169 Associação N S Mercês - SP – – – – 951 950 – -1 ND ND ND 100,1 ND 170 Samas - SP – -100,0 -715 -715 855 100 -691 -278 ND ND ND 852,7 -712,8 171 Apae Araguaina - TO ( * ) – -100,0 – – 778 757 – -20 ND ND ND 102,7 ND 172 Fundação - SP – – – – 757 540 – -95 ND ND ND 140,0 ND 173 C.E.P - PE ( * ) – – – – 716 622 – -49 ND ND ND 115,1 ND – – 58 58 643 590 36 -21 100,0 ND ND 109,0 9,8 174 Cáritas Arquidiocesana - RJ 175 ACAM - SC – – 141 141 550 543 141 -1 100,0 ND ND 101,3 26,1 176 Fundação Alberto - PR – -100,0 -5 -5 466 460 -47 -6 ND ND ND 101,3 -1,0 177 Secri - ES ( * ) – – -4 -4 466 455 -4 21 ND ND ND 102,4 -0,9 178 Instituto Barigui - PR ( * ) – -100,0 430 430 431 431 430 430 100,0 ND ND 100,0 100,0 179 IERC/RN - RN ( * ) – -100,0 -67 -58 395 351 -65 -30 ND ND ND 112,5 -16,5 180 Asilo dos Velhos - ES – -100,0 101 101 350 85 93 5 100,0 ND ND 410,3 117,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (190) 2.511.575 7,7 -457.843 -257.466 14.623.497 5.649.011 -1.261.309 164.306 100,0 4,5 80,2 109,8 6,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2009. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Boas notícias para os editores Devagar, as vendas crescem. E o governo reforça a campanha para traduzir e divulgar o livro brasileiro no exterior da literatura brasileira. A meta do governo federal é financiar a tradução e publicação de 250 livros em línguas estrangeiras até agosto de 2013. Parte disso destina-se particularmente à promoção para a Feira de Frankfurt. A FBN tem experiência nesse trabalho. No ano passado, reservou R$ 536 mil a editoras estrangeiras, e o investimento resultou em 68 livros diferentes publicados em 18 países, incluindo Espanha, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Estados Unidos, Argentina, México, Israel e Croácia. Essa soma é quase oito vezes maior do que a de 2009, quando a FBN gastou apenas R$ 70 mil no financiamento de nove livros. Frankfurt ofereceu neste ano bons negócios aos editores brasileiros, apoiados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), reunidas no Projeto Setorial Brazilian Publishers. Não descuidaram nem da alternativa digital. “Os planos do Google para vender livros digitais para consumidores brasileiros estão acelerando e eles devem lançar sua primeira livraria no Brasil em breve”, diz Feith. A feira, sempre realizada em outubro, recebeu cerca de 283 mil visitantes, 7.400 expositores de 106 países, promovendo 3.200 eventos culturais. No mercado interno, o brasileiro, em 2010, comprou mais livros do que em 2009. O faturamento au– mentou 8,12%, chegando a

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comunicação

Os editores brasileiros de livros – cujas vendas estão crescendo nos últimos anos – passarão o próximo ano se preparando para um impetuoso ataque à Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, a maior do mundo, em 2013, quando o Brasil será o país homenageado. A entrada franca no mercado internacional desta vez pode ser facilitada graças ao projeto especial, lançado em julho deste ano pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) junto com o Ministério da Cultura, para estimular a tradução e publicação de obras de autores brasileiros para o leitor estrangeiro. Essa iniciativa propõe a superação de problemas que impedem uma avaliação correta do livro brasileiro, como diz Roberto Feith, da Objetiva e Alfaguara: “Pouquíssimas editoras estrangeiras têm editores capazes de ler em português e muitas relutam em contatar pareceres de especialistas. Editoras suecas, turcas, chinesas, gregas e de outros países, que têm o mesmo problema, resolvem traduzindo para o inglês um ou dois capítulos dos livros que desejam apresentar às editoras. Estas amostras permitem entender do que se trata a obra”. Com validade até 2020, o Programa de Bolsa de Tradução e Publicação de Reedições, criação conjunta do Ministério da Cultura e da Fundação Biblioteca Nacio– nal, receberá, ao todo, uma verba de R$ 12 milhões, valor superior aos R$ 7,5 milhões que o Brasil destina hoje para a divulgação mundial


comunicação

R$ 4,5 bilhões, mas o número de exemplares vendidos cresceu mais: 13,12%. Ganhos de escala mantiveram a tendência de queda do preço médio do livro (4,4% em 2010), observada desde 2004. Esse resultado não chegou, porém, a causar euforia. Em termos reais (descontada a variação do IPCA Livro), o aumento do faturamento foi de 2,63% em 2010. Considerando as compras governamentais (livros escolares) – segmento que domina parcela relevante do mercado – e as aquisições por parte de entidades sociais, o avanço nominal não passou de 2,99%. Essas informações foram coletadas na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, realizada anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Câmara Brasileira do Livro. Segundo o levantamento, o número de exemplares vendidos variou de 387,1 milhões, em 2009, para 437,9 milhões, em 2010, quando foram publicados 54.754 títulos (24,97% a mais que em 2009, contando 18.712 títulos novos). O meio de comercialização que mais cresceu, proporcionalmente, foi a venda porta a porta/catálogos: saltou de 16,65% para 21,66% do mercado em número de exemplares. Em termos de faturamento, no entanto, as livrarias continuam na liderança, com 62,70% do mercado, apesar de existirem apenas três mil estabelecimentos para oferecer livros a uma população de 190 milhões de pessoas, divididas em 5.565 cidades.

bilhões, cerca de R$7,4 bilhões. A análise deixa o Brasil como o quarto maior mercado quando se considera o aumento de investimentos (atrás, nesse item, de Estados Unidos, China e Rússia). O Brasil também é reconhecido pela Zenith como o sexto maior mercado geral, com crescimento previsto de 31% até 2013 – nesse caso, um desempenho superior ao da França. Aliás, até 2013, os mercados emergentes deverão responder por 35,1% dos investimentos em publicidade no mundo, ante 30,9% no ano passado. As projeções atualizadas da ZenithOptimedia para o mercado global em 2011 confirmaram o cenário otimista antecipado pela unidade do Publicis Groupe em abril: os investimentos publicitários mundiais deste ano devem somar US$ 471,3 bilhões. Para o próximo ano a previsão de crescimento é de 5,7%, com o que o mercado somará US$ 498 bilhões. Curiosi– dade: em 2013, conforme a consultoria, a internet deve ultrapassar os jornais e se consolidar como a segunda maior mídia do mundo. O Brasil movimentou US$ 12,9 bilhões em 2010 (cerca de R$ 20 bilhões em valores de outubro), cifra que deve crescer 15,4% ao ano até 2013, segundo a consultoria de mídia. Outra pesquisa, cuja metodologia é diferente, mostra semelhante tendência à expansão. Dados do Projeto Inter-Meios, levantados pelo Grupo M&M em conjunto com a Pricewa– terhouseCoopers, indicam que o setor cresceu 17,7% no Brasil, disputando uma porção publicitária (mídia + produção publicitária) total de R$ 36 bilhões (ou US$ 20,5 bilhões) em 2010. Desse bolo, a TV aberta fica com o naco maior (63%): seu crescimento foi de 21,6% em relação a 2009 e atingiu o maior share da história do projeto. O meio jornal não conseguiu manter seu share, que caiu de 14,1%, em 2009, para os atuais 12,4%. Também sofreram oscilação negativa o rádio (de 4,4% para 4,2%) e as revistas (de 7,7% para 7,5%).

Pesquisa de consultoria internacional vaticina: em 2013, a internet deve ultrapassar os jornais e se consolidar como a segunda maior mídia publicitária do mundo

PROPAGANDA OTIMISTA Na publicidade, os ventos que sopram também são favoráveis, mas sua força parece muito maior. Estudo divulgado neste ano pela ZenithOptimedia, consultoria de media e subsidiária do grupo multinacional Publicis, mostra que até 2013 o volume de dinheiro circulando em publicidade no Brasil será da ordem de US$ 4,4

264 | MELHORES DOS MAIORES 2011

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COMUNICAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS 1 T4F Entretenimento - SP 286.539 32,0 38.033 38.404 462.113 131.235 56.878 -58.365 101,0 13,3 62,0 352,1 29,3 2 HSM - SP 46.700 24,8 1.507 886 15.614 5.711 2.071 -770 58,8 3,2 299,1 273,4 15,5 3 PB Brasil - RJ 41.492 12,6 24.349 16.353 21.468 14.429 23.583 -3.194 67,2 58,7 193,3 148,8 113,3 4 TopSports - RJ 40.754 122,2 93 -1.807 27.193 12.744 1.841 2.019 ND 0,2 149,9 213,4 -14,2 5 SR Rio de Janeiro - RJ ( * ) 21.557 23,9 -1.181 -1.181 16.190 -940 4.270 -937 ND -5,5 133,2 ND ND 6 Enox - SP 13.797 43,6 2.885 1.340 5.387 3.155 2.977 1.737 46,4 20,9 256,1 170,8 42,5 7 FB Mais - CE 8.721 – 4.217 3.587 5.926 4.180 4.205 556 85,1 48,4 147,2 141,8 85,8 8 Segrase - SE 8.593 16,4 2.475 1.657 10.441 9.977 2.565 529 67,0 28,8 82,3 104,7 16,6 9 Printbag - SC 6.883 0,3 -1.692 -1.608 6.099 1.318 -675 3.208 ND -24,6 112,9 462,7 -122,0 10 France Presse - RJ ( * ) 4.316 13,1 3.179 3.179 1.650 -13.818 -1.922 -90 100,0 73,7 261,6 ND ND 11 TNS - SP ( * ) 3.371 – -3.339 -3.339 10.136 1.867 -3.274 900 ND -99,1 33,3 543,0 -178,9 12 Efe - RJ 1.926 13,8 -1.019 -1.019 451 -995 -1.016 221 ND -52,9 427,4 ND ND 13 Incentive House - SP 1.890 -67,8 -1.022 -1.262 8.359 -4.560 -2.437 2.334 ND -54,1 22,6 ND ND 14 Rivoli - RJ 1.538 12,3 1.216 18.281 284.338 283.785 1.137 -71 1.503,9 79,0 0,5 100,2 6,4 15 CallComplete - PR ( * ) 490 -16,3 557 411 1.369 1.335 299 19 73,8 113,6 35,8 102,5 30,8 75 2,7 -146 -146 8.426 1.461 -110 67 ND -195,2 0,9 576,5 -10,0 16 Versal - ES ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 488.642 13,5 70.110 73.734 885.160 450.884 90.391 -51.838 73,8 8,3 123,0 192,1 16,1 EDITORAS DE GUIAS E CATÁLOGOS 1 Guiatel - MG 24.803 -4,6 2.172 1.195 21.939 10.281 2.032 15.289 55,1 8,8 113,1 213,4 11,6 24.803 -4,6 2.172 1.195 21.939 10.281 2.032 15.289 55,1 8,8 113,1 213,4 11,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) EDITORAS DE JORNAIS 1 Diário de S. Paulo - SP 825.984 -0,3 145.930 97.550 1.058.804 393.839 182.170 -17.707 66,9 17,7 78,0 268,8 24,8 2 O Estado de S. Paulo - SP 580.755 12,9 29.319 46.014 485.717 109.037 52.714 23.729 156,9 5,1 119,6 445,5 42,2 570.584 11,0 60.497 46.933 595.037 135.930 109.231 34.142 77,6 10,6 95,9 437,8 34,5 3 Zero Hora - RS 4 Imesp - SP 286.962 13,5 109.136 85.002 366.240 249.319 119.253 3.324 77,9 38,0 78,4 146,9 34,1 5 Tribuna de Minas - MG 236.217 2,2 702 242 142.987 22.151 7.831 30.174 34,5 0,3 165,2 645,5 1,1 6 Valor Econômico - SP 187.589 20,7 28.995 23.754 100.586 45.775 26.054 3.329 81,9 15,5 186,5 219,7 51,9 7 Estado de Minas - MG 178.624 9,4 5.037 12.182 162.397 34.073 13.149 3.032 241,9 2,8 110,0 476,6 35,8 177.939 -2,3 -501 935 249.974 84.696 17.346 -4.662 ND -0,3 71,2 295,1 1,1 8 Correio Braziliense - DF 9 Editora O Dia - RJ ( * ) 167.431 -8,1 -7.288 73 243.626 38.931 -705 -11.055 ND -4,4 68,7 625,8 0,2 10 Gazeta do Povo - PR 98.632 7,7 -2.963 -4.791 49.261 -1.714 -1.173 -12.214 ND -3,0 200,2 ND ND 11 Jornal O Popular - GO 91.425 15,0 29.666 20.256 76.755 53.859 30.143 1.147 68,3 32,5 119,1 142,5 37,6 12 Rio de Janeiro/D Oficial - RJ ( * ) 69.684 6,4 3.578 1.384 119.736 102.848 14.560 75.972 38,7 5,1 58,2 116,4 1,4 13 Jornal do Commércio - PE 66.864 7,3 5.730 3.436 49.722 35.234 7.683 2.306 60,0 8,6 134,5 141,1 9,8 14 Grupo Sinos - RS 66.564 13,1 3.587 4.200 44.967 23.261 5.367 5.202 117,1 5,4 148,0 193,3 18,1 15 A Gazeta - ES 59.434 2,3 1.557 1.883 34.118 24.932 1.817 9.955 120,9 2,6 174,2 136,8 7,6 16 Diário de Pernambuco - PE ( * ) 53.576 -2,3 -11.708 -11.708 55.096 -264.109 -7.692 -115.367 ND -21,9 97,2 ND ND 42.292 46,7 2.327 2.327 16.089 9.398 3.426 4.120 100,0 5,5 262,9 171,2 24,8 17 SP Publimetro - SP 18 Ubaldino do Amaral - SP 38.980 – 4.860 5.156 52.856 46.629 3.733 3.632 106,1 12,5 73,8 113,4 11,1 19 Correio da Bahia - BA 38.318 19,8 2.191 1.173 21.803 1.456 3.644 3.971 53,6 5,7 175,8 1.497,7 80,6 20 Correio de Uberlândia - MG 37.843 – 6.348 4.695 39.890 17.988 5.404 8.557 74,0 16,8 94,9 221,8 26,1 21 Edit Jornal do Comércio - RJ ( * ) 29.012 1,9 -484 -484 24.335 1.945 1.032 5.574 ND -1,7 119,2 1.251,2 -24,9 22 Cepe - PE ( * ) 28.675 31,8 8.900 5.264 33.703 28.477 9.205 3.011 59,1 31,0 85,1 118,4 18,5 23 O Estado do Paraná - PR ( * ) 23.093 -9,4 -4.446 -4.446 9.313 -43.776 -3.669 3.656 ND -19,3 248,0 ND ND 24 Jornal do Comércio - RS ( * ) 20.925 -2,2 918 829 16.590 6.860 1.173 1.407 90,3 4,4 126,1 241,9 12,1 25 A Cidade - SP 20.247 11,0 2.374 1.580 13.900 8.558 3.036 4.235 66,6 11,7 145,7 162,4 18,5 26 Correio do Estado - MS 15.431 8,5 2.466 1.510 16.