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São Paulo, quarta-feira, 31 de julho de 2013

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Jornal do empreendedor Ano 87 - Nº 23.925

Divulgação

Conclusão: 23h50

A maior empresa de moda do Brasil, a Riachuelo, agora também é a mais valiosa, R$ 690 milhões, segundo estudo da Brand Finance Brasil. No ranking das 100 maiores nacionais, ela ficou em 33°, com 180 lojas, 40 mil funcionários e 22 milhões de clientes só em seu próprio cartão. A concorrência não é entre as tops Cris Barros (esq.) e Gisele, mas com a Infraero: em Miami, a roupa custa bem menos. Pedro Ladeira/Folhapress

A voz (e a violência) das ruas

Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

Luciano Freire/Estadão Conteúdo

Falar da rede Riachuelo, para Flávio Rocha, seu presidente, é como retratar o Brasil. Pág. 11

Médicos protestam em Brasília contra a importação de profissionais, enquanto papiloscopistas (acima) pedem a Dilma o reconhecimento da profissão. Em São Paulo, protesto contra o governador Alckmin acaba em quebra-quebra e confronto com a PM (ao lado). E funcionários da TAM reagem em Congonhas a anúncio de demissões (foto menor). Pág. 8 e www.dcomercio.com.br Gabbriela Biló/Estadão Conteúdo

Arquivo DC

Atenção: Foro de São Paulo reunido. Começa hoje e vai até domingo, em São Paulo, o 19° encontro de representantes da esquerda latinoamericana. No gargarejo, Lula, Morales e Maduro. Pág. 6 Reprodução

70 ANOS HOJE. O ARARÁ AFUNDOU O LOBO CINZENTO. História do submarino que perdeu a guerra para o avião Catalina. Pág. 8

Bancos dão novo corpo ao Cadastro Positivo

Filhos são um paizão para os shoppings

Dados dos clientes no sistema a partir de amanhã. Pág. 13

Expectativa é a de que venda no Dia dos Pais cresça até 7%. Pág. 13

A pensadora e o carrasco Filme reacende debate: por que Hannah Arendt foi punida por ter ideias independentes sobre Adolf Eichmann? Pág. 9 ISSN 1679-2688

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

O PT está fadado a ir para a sucessão em 2014 abraçado à presidente, a não ser que sobrevenha algo inusitado. José Márcio Mendonça

pinião

UMA RELAÇÃO INDISSOLÚVEL SXC

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á não eram só as paredes e os corredores do Congresso e até de alguns ministérios que estavam roucos de tanto ouvir as insatisfações do PT – curiosamente de sua ala majoritária, a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB) – em relação à presidente Dilma Rousseff e à condução de seu governo. Até as torcidas do Flamengo e do Corinthians já sabiam desses descontentamentos, cujas razões são basicamente duas: 1- os petistas perceberam que não influem (ou mandam) no governo como pensavam que ocorreria e 2) o desgaste politico da imagem da presidente. Neste último caso, o instinto de sobrevivência individual – preservar o mandato – pode falar mais alto do que o coletivo. Esses desencontros chegaram ao auge há duas semanas, quando, convidada de honra para uma reunião da Executiva Nacional do partido em Brasília, a presidente, menos de 24 horas antes do encontro, desistiu de comparecer – após, segundo dirigentes do partido, ter confirmado presença. Dilma alegou que precisava comandar uma reunião com ministros para fechar os últimos detalhes do sistema de segurança para o papa Francisco no Brasil. Houve amuos e protestos. O exministro José Dirceu, uma voz ainda forte entre os correligionários, chegou a dizer num encontro preparatório que era desrespeito ao partido. Para contornar a situação, providenciou-se uma carta de explicações de Dilma, cheia de elogios aos companheiros. A emenda não melhorou de to-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

do o soneto. Na reunião, sem agressões diretas mas com certa dureza, críticas e queixas há muito acumuladas foram desfiadas. E o documento preparado para ser divulgado depois da reunião, uma tradição do PT, saiu duro, com propostas nada palatáveis para Dilma, entre as quais a sugestão sobre mudanças no ministério e na política econômica.

ódio que de amor. Sentindo o cheiro de queimado, as cabeças do comando petista guardaram o documento para revisão. Do jeito como estava, por mais cuidadosas as palavras, era uma declaração de desconfiança – se não de guerra – à presidente. Agora, passados quinze dias da elaboração do texto, o PT

viu por bem escoimar dele todas as referências que possam atingir a figura de Dilma e de seu governo.

A

s razões do recuo petista são óbvias e podem ser resumidas numa frase atribuída ao ex-presidente Lula em conversas com parceiros de sua confiança: ruim

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o mínimo tem, por tê-la escolhido como candidata à sucessão de Lula e tê-la apoiado acriticamente até poucos dias atrás – coincidentemente, até o momento em que ela começou a cair nas pesquisas. Antes, Dilma era para os petistas quase uma deusa de eficiência. Os movimentos de junho mostraram que a população está mui-

Antes, Dilma era para os petistas quase uma deusa de eficiência. Os movimentos de junho mostraram que a população está muito mais acordada do que pensam os políticos.

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insatisfação do PT é com a condução da economia, o setor de telecomunicações, a comunicação oficial e ainda a coordenação política. Condena ainda as alianças fisiológicas do governo, uma alfinetada direta no aliado PMDB, com quem o PT mantém conveniente relação de amor e ódio, mais de

com ela, pior sem ela. Se Lula não disse tão cruamente assim, foi o recado que passou aos companheiros até mergulhá-lhos na dura realidade: abandonar Dilma agora é abraçar-se a um desastre – ou o PT acha que a população vai acreditar que ele não tem nenhuma responsabilidade com o que o governo Dilma está fazendo?

to mais acordada do que pensam os políticos. Quem ainda não acredita, leia com atenção a abrangente pesquisa de opinião que o Ibope realizou para a Confederação Nacional da Indústria, divulgada na semana passada. Até o "volta Lula", ensaiado com entusiasmo por boa parte do PT mais descontente é um tiro no escuro, como percebeu o próprio ex-presidente ao rechaçar qualquer especulação nesse sentido: a troca de Dilma por seu padrinho na chapa presidencial seria uma confissão do fracasso do próprio Lula na escolha do sucessor, a admissão de que ele vendeu ao público um produto falso – a grande gerente, a administradora admirável. O PT está fadado a ir para a sucessão em 2014 abraçado à presidente Dilma, a não ser que sobrevenha algo inusitado – o que parece improvável. Bem lida, a entrevista que a presidente deu à colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo traz mais que explícito este recado, quando diz que que a relação entre ela e Lula são indissociáveis. O que o PT tem a fazer é respaldar o governo, não esconder-se. E tentar ajudar Dilma. JOSÉ MARCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

O PIOR SUPERÁVIT A GENTE NUNCA ESQUECE P

oucos terão se surpreendido com a divulgação do resultado primário do governo central referente ao primeiro semestre. E o resultado só não foi pior porque o Tesouro recebeu quase R$ 3,8 bilhões em dividendos de estatais em junho, dos quais R$ 1,99 bilhão provindo do BNDES e R$ 1,2 bilhão da Caixa Econômica Federal. Não é fácil manter as contas públicas equilibradas e as dificuldades são conhecidas. Primeiro, porque cerca de 80% das despesas primárias da União têm caráter obrigatório, englobadas as de natureza primária nas categorias de transferências a estados e municípios, pessoal e encargos, benefícios previdenciários e outras. údo

Estadão Conte

Reprodução/

A essas agregam-se os gastos com juros e encargos da dívida pública. As obrigações existem, mas o valor delas depende, muitas vezes, de fatores fora do controle do governo, como o aumento das despesas com o auxíliodesemprego, que depende do número de desempregados, que por seu lado depende do desempenho da economia. As despesas com juros dependem da taxa praticada, fixada em conjunto pelas autoridades e pelo mercado. E assim por diante.

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lgumas despesas obrigatórias resultaram de determinações da Constituição de 1988, como as vinculações de receitas a determinadas categorias de despesas e a promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Em alguns casos

ocorre o oposto, isto é, a determinação constitucional de prestação de serviços sem a correspondente vinculação de receita para custeá-los – caso da assistência social, que será prestada a quem necessite, independentemente de contribuição feita à seguridade social.

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utros gastos correntes definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal, como despesas obrigatórias de caráter continuado (DOCC), engrossam a lista das despesas não discricionárias do governo. Esses gastos são derivados de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. E a LRF determina que não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive as destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de

diretrizes orçamentárias. O fato de terem caráter obrigatório não quer dizer que não seja possível limitar estas despesas. Embora seja mandatório, por exemplo, o pagamento de salários e encargos dos servidores da União, nada é dito com respeito aos reajustes anuais desses proventos. A melhoria da eficiência na prestação dos serviços de educação e saúde também podem limitar gastos. A redução da dívida pública reduz os gastos com os seus juros e encargos.

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m segundo lugar, a União tem concedido renúncias fiscais, de caráter permanente – no sentido de valerem por mais de dois anos – ou transitório. Essas renúncias, utilizadas como instrumento de promoção setorial da produção e do emprego, afetam diretamente a receita corrente líquida e o resultado primário. Para alguns, certas renúncias fiscais caracterizam um tipo de DOCC, já que são definidas por leis

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

ROBERTO FENDT

permanentes, que não são revistas pelo Legislativo a cada ano e crescem em resposta a fatores externos.

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eitas essas ressalvas, não há como admitir como imposição do destino o fato de que, desde 2011, o saldo primário venha se reduzindo. A meta de superávit primário para 2013 do governo central foi fixada em R$ 108 bilhões. No primeiro semestre o saldo está em pouco mais de R$ 34 bilhões. Parece otimista supor que a diferença possa ser obtida no segundo semestre. Para fazer face à diferença, o governo pretende abater da meta até R$ 45 bilhões referentes

a investimentos do PAC e as desonerações fiscais já concedidas. Mas esse abatimento só tem significado contábil. As despesas de investimento do PAC não serão reduzidas só por terem sido abatidas do cálculo do saldo primário.

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governo anunciou também novos cortes de gastos da ordem de R$ 10 bilhões – em maio último já havia cortado R$ 28 bilhões nas despesas autorizadas para 2013. Mas os gastos previstos no orçamento são apenas autorizativos, e a estimativa de receita não assegura que ela de fato ocorrerá. O objetivo da geração do superávit primário é impedir um crescimento explosivo da dívida pública. Como é parte do saldo nominal do setor público como um todo (o que realmente interessa) sua redução implica que a dívida pública crescerá mais, criando pressão maior nos orçamentos dos anos seguintes. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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E-MAILS NO AMBIENTE DE TRABALHO PODEM SER UTILIZADOS COMO PROVAS EM AÇÕES JUDICIAIS.

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A EDUCAÇÃO E O FUTURO

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Bisbilhotagem digital

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odos nós conhecemos as vantagens da era digital. Entretanto, observo que a evolução das ferramentas e usos das tecnologias estão nos transformando em escravos/dependentes de todo esse arsenal tecnológico ao alcance de nossos dedos. Desde as recentes notícias que revelaram a intensa espionagem da qual os países se utilizam para bisbilhotar a vida dos próprios cidadãos e vizinhanças, escancarando, entre outros, que o governo dos Estados Unidos tem obrigado o Facebook, Google, Yahoo! e Microsoft a colaborar com a bisbilhotagem, colocando em xeque o futuro dessas empresas quanto à credibilidade delas e respeito à privacidade dos internautas, também o mundo empresarial vem sofrendo e conhecendo as desvantagens tecnológicas. Artigo publicado no jornal inglês Daily Telegraph revelou que o uso que os funcionários fazem, para fins pessoais, de redes sociais como Twitter e Facebook, durante o expediente, causam às empresas britânicas um prejuízo de quase R$ 4 bilhões por ano em tempo desperdiçado. Mais da metade dos empregados entrevistados admitiram recorrer a essa prática.

IVONE ZEGER

ra evitar, ou pelo menos reduzir essa perda?

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ob o ponto de vista jurídico, a posição predominante é que o sigilo de correspondência previsto na Constituição Federal não pode ser usado para encobrir abusos. Exemplo de abuso é, por exemplo, utilizar o e-mail corporativo, que é uma ferramenta de trabalho, para finalidades que não estão relacionadas ao trabalho. Por esse motivo, é importante que as empresas estabeleçam, de preferência em contrato, uma política muito clara sobre o que é permitido ou não no que diz respeito à utilização de meios eletrônicos pelo funcionário durante o horário de trabalho. Nas grandes organizações, o tema deve constar no Código de Ética Profissional da empresa. Algumas, inclusive, já usam sistemas para monito-

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o Brasil, segundo uma pesquisa da Websense/Harris Interactive, o prejuízo é de pelo menos R$ 3 bilhões ao ano. E com o ingresso no mercado de trabalho de jovens acostumados a ficar plugados a tempo todo, o problema tende a aumentar ainda mais. Fica a questão: o que as empresas podem fazer pa-

rar os sites que seus funcionários visitam na internet. Portanto, se um empregado for pego visitando sites pornográficos ou jogando pôquer virtual quando deveria estar trabalhando, ele está sujeito à demissão por justa causa. Outra questão importante referente ao uso dos e-mails no ambiente de trabalho é que eles podem ser utilizados s como provas em ações judiciais relativas a assédio moral e assédio sexual.

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assédio moral ocorre quando o chefe fere, repetidamente, a dignidade de seu subordinado, dirigindo-se a ele de forma insultuosa, tratando-o de modo abusivo, denegrindo sua imagem etc. O assédio sexual, por seu lado, é assim definido pela lei nº 10.224, de 15 de maio de 2001: "Constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função". O que nem todos se dão conta é que o assédio, seja ele moral ou sexual, não ocorre apenas através de contato pessoal. Eles também podem ocorrer através de e-mails cujo conteúdo possa ser consi-

No Brasil, pesquisa revela que funcionários plugados nas redes sociais e enviando e-mails pessoais causam prejuízo de pelo menos R$ 3 bilhões ao ano em tempo desperdiçado. E isso tende a piorar.

RUY BARBOSA E

derado insultuoso ou abusivo, no primeiro caso, ou de conotação sexual, no segundo. E não só podem, como de fato são usados muitas vezes por funcionários em ações movidas contra colegas, chefes e a própria empresa.

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final, conforme diz o Código Civil, "responde o patrão pelos atos de seus subordinados". Isto significa que se o empregado sofrer assédio moral ou sexual por parte de colegas de trabalho ou superiores, o empregador poderá ser responsabilizado. Entretanto, se a empresa possuir uma política clara sobre o assunto, devidamente comunicada aos funcionários antes da ocorrência do problema, o empregado considerado culpado poderá ser demitido por justa causa. Sendo assim, todo cuidado é pouco. A desculpa de que aquele e-mail abusivo ou malicioso era "apenas uma brincadeira" não vai colar. Prova disso é o aumento das ações trabalhistas relativas ao assédio nas quais os e-mails são utilizados como evidências. Nessas ações, é bom que se diga, os reclamantes costumam pleitear – e com frequência ganhar – significativas indenizações. É um preço alto demais para se pagar por supostas "brincadeiras". IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, MEMBRO EFETIVO DA COMISSÃO DE DIREITO DE FAMÍLIA DA OAB/SP É AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

LULA "NO GOVERNO": DESCRÉDITO PARA DILMA

OS NOSSOS DIAS Sobre o texto-editorial desta terça feira, escrito por Ruy Barbosa, "O corcovo da população", só posso dizer que parece um texto escrito nos dias atuais.... incrível ! Eliane Ribeiro São Paulo

Ao dizer que Lula nunca saiu do governo, a presidente Dilma assume que não tem brilho próprio e não governa sem recorrer a seu criador, numa clara ligação de dependência com o ex-presidente que, de seu lado, nunca soube sair de cena como tal. Ela disse também que "na política se faz o diabo" e Lula já falou que "na política tem de blefar". Ora, como ambos não se constrangem em utilizar tais expedientes sem constrangimento, o que mais se pode esperar? Que o povo brasileiro saiba dizer "Chega!" porque agora não estamos sós, temos alguém do nosso lado nos convidando a colocar a ética em nossa vida cotidiana. Vamos em frente, pacificamente, seguir

sem esmorecer, como pontificou o Papa Francisco, pois o que vale são os princípios que este nos instou a perseguir. Obrigada por tudo, Francisco, sobretudo pelo exemplo de humildade e de entrega que deixou ao povo brasileiro. Eliane França Leme -São Paulo

Dilma afirma que Lula "não volta porque não saiu" e que ambos são "indissociáveis". É impressionante a desfaçatez com a qual ela afirma essa ignomínia, para seu descrédito. E lamentável para com o povo que a elegeu. Leila Elston -São Paulo

ão bastassem as aleivosias com que o governo vende suas realizações, quase sempre maravilhosas no papel e na propaganda paga com dinheiro público, mas igualmente não realizadas ou feitas de modo precário, ainda vem agora a aparente euforia pelos dados do IDHM, onde o Brasil avançou 47% em 20 anos, tendo, todavia, um freio, que é a educação no País. Triste inversão de enfoque e realidade palpável... A notícia é outra. Onde o País mais precisa, que é justamente investir maçicamente em educação, ele não conseguiu avançar no já famoso Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios Brasileiros. Pior, a Educação é o que está segurando o maior desenvolvimento. Deve-se lamentar que as autoridades públicas brasileiras e, mesmo, a sociedade como um todo, não deem à educação a prioridade absoluta de que esta necessita para ser a alavanca definitiva do desenvolvimento econômico, social e político brasileiro. Tenho batido insistentemente nesta tecla nos últimos anos.

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ão há outro caminho para o Brasil melhorar, para as ruas serem atendidas, para diminuir o grau de corrupção, para que se elejam políticos e governantes dignos, probos, para melhorar a qualidade do serviço público, da pesquisa, da tecnologia, de tudo no País, se não investir na educação de forma intensiva. É o caminho mais difícil, longo, árduo mesmo, mas o único sustentável de verdade, sem depender da demagogia populista dos governos e dar luz à população semiignorante do Brasil, que serve de massa de manobra a políticos de má fé para poderem discernir, participar, votar com consciência e não dependência de bolsas e de promessas.

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PAULO SAAB

que lá se mantêm comprando a tudo e a todos com dinheiro que deveria ser investido em causas sociais, a partir da educação e saúde.

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laro que não se pode generalizar. Há exceções, mas a maioria não pensa em Brasil. Pensa em si e em como tirar proveito dos cargos públicos. FALÊNCIA O poder público nacional está próximo da falência. Se não da econômica, financeira, ao menos da competência, da eficiência, da obtenção de resultados positivos. Da falência de credibilidade. De respeito. A vinda do Papa Francisco, de um lado, foi uma corrente de ar fresco que se lançou sobre o País, renovando a esperança, a fé, o lado bom da espiritualidade de cada um. O Papa Francisco é o que o Brasil precisava nesse momento para melhorar sua qualidade como povo. De outro lado, mostrou como não temos governos capazes de organizar um evento de porte. SXC

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governador do estado do Rio e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, como homens públicos, até jovens, são o que de mais arcaico existe na vida pública pátria. Assim como eles, proliferam "Cabrais" e "Paes", continente afora, transformando em pó o dinheiro público. Ou em ouro para poucos. SOMOS ASSIM Dilma disse que Lula não vai voltar " porque nunca saiu". Lula disse que Dilma "somos nós" (ele) lá no Planalto. O Papa fez bem em não palpitar diretamente na política interna. Nem precisava. Os jovens que ouviram o recado, mais os que saíram às ruas antes, estão vendo tudo que Lulilma fazem.

efendo já há anos a formulação unificada de um grande projeto de educação, que seja suprapartidário, como política de Estado e não só de governo, para unir todas as forças vivas do País em torno de metas, com prazos e objetivos de curto, médio e longo prazos e todos os investimentos necessários, como um projeto nacional, de todos, de verdade. Enquanto isso não for feito, enquanto o Brasil não sair do estágio de país meia boca na área da educação, nunca evoluiremos como é Brasil não é deles. preciso para atender O país saberá se às grandes demandas auto-resgatar da que a sociedade tentativa de dominação atual demanda. perene que buscam impor de forma falaciosa. eguimos atendendo STF a objetivos E agora, como partidários, grupais, ficam os condenados pessoais, de quadrilhas do Mensalão? e de desonestos que chegam ao poder com PAULO SAAB É promessas e mentiras, e JORNALISTA E ESCRITOR

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Não apenas familiares

MAIS: e muito próximo, o

2 “Para Dilma, dedico a música do Paulinho da Viola: “Faça

O Banheiro do Papa

de Sérgio Cabral vivem inseguros por causa do cerco a seu apartamento: vizinhos estão em pânico.

gibaum@gibaum.com.br

como um velho marinheiro que, durante o nevoeiro, leva o barco devagar.” PAULO TEIXEIRA // deputado federal (SP), candidato a presidente do PT.

Fotos: BusinessNews / Divulgação

Amanhã é 1º de agosto, mês que coleciona episódios políticos de todos os tipos no país: no governo, a expectativa é grande. Na semana que vem, Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, marcará a data de apreciação dos recursos apresentados pelos réus do mensalão. Se forem rejeitados, o processo chega a seu final. Se aceitos, terá inicio nova fase do julgamento, com direito a novas transmissões ao vivo e debates (ou mais do que isso) entre os ministros e as sessões atravessarão o mês, estimulando mais protestos nas ruas. A grande mobilização contra corrupção, contudo, está marcada para 7 de Setembro.

EX-BILIONÁRIO Os planos de Eike Batista ser o homem mais rico do mundo já rolaram ladeira abaixo ou, pior do que isso, segundo a Bloomberg, ele já não figura do ranking mundial dos bilionários. A agência estima que, hoje, seu patrimônio líquido seja de US$ 200 milhões, ou seja, perto de R$ 450 milhões. Em março de 2012, sua fortuna era de US$ 34,5 bilhões (R$ 77,5 bilhões). Nos últimos meses, as empresas de Eike com capital na bolsa perderam 92% de valor de mercado e ele tem dívidas pessoais de US$ 2 bilhões (R$ 4,4 bilhões).

Guerra é guerra Marcos Mendonça, novo presidente da TV Cultura, reclama que a gestão de João Sayad lhe deixou R$ 40 milhões em dívidas. Enquanto isso, já tem advogado constituído, Mateus Gregorini, para enfrentar investigação do Ministério Público sobre episódio ocorrido em sua gestão anterior (2006), quando a Cultura venceu concorrência para cuidar da TV Justiça (R$ 18 milhões/ano), que teria sido terceirizada para a Fundação Renato Azeredo, de Minas Gerais, pilotada por familiares do senador Eduardo Azeredo. Em sua carta-desabafo, Sayad denunciou a operação. Agora, a mesma Cultura quer cuidar da TV Legislativa, de São Paulo. Só que não entra na concorrência: quer carta-convite.

QUEM PODE Numa conversa com Gilberto Carvalho, secretáriogeral da Presidência, a presidente Dilma Rousseff reclamava que, nessa maré contra ela, misturando manifestações de rua e vaias, o PT “não mexeu uma palha na minha defesa”. Carvalho argumentou que a maioria dos petistas também se queixa da distancia da Chefe do Governo. No final da conversa (são raras as conversas entre eles), Dilma recorreu a um velho ditado e disparou para Gilbertinho: “Você sabe que quem pode mais chora menos, não é?”.

Shirley Mallmann, gaúcha de Santa Clara do Sul, 36 anos, foi a primeira grande top model do Brasil, abrindo caminho para as modelos brasileiras no exterior. Até ser descoberta, trabalhava como operária numa fábrica de sapatos em sua cidade natal. Imortalizada como modelo no primeiro perfume de Jean Paul Gautier, entrou para o Calendário Pirelli e não parou mais. Hoje, casada com o cabeleireiro birmanês Zaiya Latt, mãe de dois filhos, mora nos Hamptons, perto de Nova York, há muitos anos. Agora, mata a saudades do Brasil na capa e no recheio da nova L’Officiel.

Pioneira láfora

Na entrevista coletiva dada à bordo do avião da Alitalia que o levava de volta a Roma, o Papa Francisco disse que os casados em segunda união não podem comungar e que a pastoral matrimonial da Igreja estudará esse caso como o debate sobre a anulação de casamentos. Entre nós, a maioria dos párocos permite que casados em segunda união comunguem (ou fazem vista grossa) enquanto processos de anulação de casamentos lotam os tribunais eclesiásticos, como o de São Paulo, no bairro de Higienópolis, comandado pelo cônego Martin Segú Girona. É necessário ter um advogado especializado em Direito Canônico (o próprio tribunal indica), o processo demora perto de um ano e custa cerca de R$ 4 mil. E não são raras as anulações que envolvem postulantes que tenham mesmo filhos adultos do primeiro casamento. Pode ser feito com participação do ex-conjuge ou à revelia dele.

Casamento anulado

Tatá na capa

Ela estreou na MTV em 2010 e hoje faz sucesso na pele da periguete Valdirene na novela Amor à Vida : Talita Werneck Arguelhes ou simplesmente Tatá Werneck, 29 anos, acaba de ganhar sua primeira capa na próxima edição de Gloss. Aí, compartilhou as imagens no Instagram e escreveu: “Capa de Gloss!! Uhu! Ch... professora da quinta série que disse que eu não sabia diferenciar a realidade da ficção e me tirou 3 pontos porque eu assinei a prova de matemática com o nome de Bumbum Nogueira!” Em outubro, terá um programa só seu no Multishow com o nome Sem Análise.

Empresa bélica O governo criará uma nova empresa de negócios na área bélica: grupo de trabalho realizará estudos e vai propor medidas de fomento para a ampliação da capacidade da base industrial de defesa, devendo surgir uma trading no setor. Terá a participação do BNDES, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. Importará e exportará armas e equipamentos do segmento.

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Olho em agosto

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Costeleta curta.

OUT

Longa costeleta.

Sem nenhum pudor Entre os próximos dias 19 e 25 de agosto, quem estará no Brasil lançando seu primeiro livro, Juliette Society, onde conta a história de uma jovem estudante num clube secreto de sexo, é Sasha Grey, 25 anos, ex-estrela do cinema pornô. Ela ficou famosa por ter protagonizado 271 filmes entre os 18 e 23 anos, que lhe renderam prêmios da indústria do cinema pornô americano, entre eles o de melhor cena de sexo grupal (troféu dividido com mais 17 atores e atrizes). Sasha já teve relações com tamanha quantidade de pessoas que poderá ganhar uma citação no Guinness. O livro é repleto de cenas de sexo, descritas nos mínimos detalhes. Ela já filmou com Soderbergh e pontas em séries de TV.

restaurante Antiquarius viu seu movimento ir ao chão. Nesses dias, a saída foi o delivery .

Nesses dias da Jornada Mundial da Juventude, emissoras de TV por assinatura não se cansaram de exibir a co-produção Uruguai-BrasilFrança de 2007, O Banheiro do Papa. É um filme baseado num fato real: a mobilização dos moradores de um pequeno povoado do Uruguai que vai receber a visita do Pontífice e um deles decide construir um banheiro para lucrar com os peregrinos. Só que o Papa muda de planos e fica todo mundo no prejuízo. Não é muito diferente dos donos de pequenos estabelecimentos nas proximidades de Guaratiba, que estocaram bebidas e alimentos e a missa de domingo foi mesmo na praia de Copacabana.

SETENTONA NUA A veterana atriz Itala Nandi, 71 anos, quer levar para o teatro o roteiro de Prata Palomares, filme de André Faria de 1972, que ficou 15 anos censurado. É a história de uma mulher que vai para a cama com dois guerrilheiros e avisa que quer ter um filho dos dois. Deve estrear em setembro no Rio, depois São Paulo. Itala deverá aparecer sem roupa no espetáculo. Em 1969, em plena época da ditadura militar, ela protagonizou o primeiro nu frontal do teatro, no Oficina, em São Paulo, na peça Na Selva das Cidades, de Brecht.

MISTURA FINA O SBT quer sugar o filão Carrossel: já está no ar, depois de Chiquititas, o programa Clube do Carrossel, com personagens da novela infantil ao vivo, interagindo com telespectadores e distribuindo prêmios em cenários usados na série. Mais: antes do final do ano, deverá estrear um desenho animado com os personagens da novela.

O EX-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu lançar seu novo livro Pensadores que inventaram o Brasil no próximo dia 15 de agosto, na Livraria Cultura, em São Paulo. É uma coletânea de textos da chamada brasiliana , reunindo pensadores como Euclides da Cunha, Sergio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre só para começo de conversa.

A REDE Vida, emissora católica, fez um acordo com a Rede Bandeirantes e vai exibir a novela Meu Pé de Laranja Lima (1980), baseada no livro de José Mauro de Vasconcelos e escrita por Ivani Ribeiro. E já acertou outra novela produzida em 1981 pela Band para reexibir na sequencia: é Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa.

O DEPUTADO federal Paulinho Pereira da Silva (PDTSP) só conseguiu recolher 300 mil assinaturas para a criação do partido da Solidariedade: faltam 200 mil. Se não conseguir em um mês, ele quer impetrar liminar para a Solidariedade começar a funcionar e só depois regularizar a situação.

O STAFF diretamente ligado ao prefeito Eduardo Paes (PMDB), do Rio de Janeiro, está se movimentando para mantê-lo afastado de Sérgio Cabral que, segundo as pesquisas, tem o maior índice de desaprovação entre todos os governadores brasileiros. Para quem tem memória curta: Cabral foi o padrinho da candidatura de Paes à prefeitura.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

quarta-feira, 31 de julho de 2013


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 31 de julho de 2013

5 REFORMA POLÍTICA O Grupo de Trabalho do tema na Câmara dos Deputados fará no dia 8 de agosto sua primeira reunião para discutir o cronograma e iniciar a análise das propostas do anteprojeto.

olítica

Governo se ajusta. Fazenda e Defesa têm os maiores cortes.

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s ministérios da Fazenda e da Defesa serão os mais afetados pelo corte no orçamento anunciado na semana passada pelos ministros da Fazenda Guido Mantega e Miriam Belchior, do Planejamento. As reduções nas despesas das pastas serão de R$ 990 milhões e R$ 919 milhões, respectivamente. Com esse bloqueio, os recursos anuais destes dois Ministérios cairão para R$ 4,12 bilhões e para R$ 17,56 bilhões. O detalhamento do corte adicional de R$ 10 bilhões no volume financeiro disponível anual do governo federal deste ano foi divulgado ontem, por meio de decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União. Do valor total do bloqueio, R$ 5,6 bilhões acontecerão nas chamadas despesas obrigatórias, sendo R$ 4,4 bilhões somente uma reestimativa de ressarcimento do Tesouro Nacional do INSS por conta do processo de desoneração da folha de pagamentos. Outros R$ 4,4 bilhões do bloqueio total – entre os quais estão os cortes na Fazenda e na Defesa – se darão em cima das chamadas "despesas discricionárias", as não obrigatórias. Ou seja, o orçamento dos Ministérios que não é considerado necessariamente "obrigatório".

Vinculada ao Ministério da Defesa, a Marinha chegou a anunciar que determinaria a redução da jornada de trabalho, delegando folga a seus funcionários às sextas-feiras para cumprir o novo orçamento. A intenção, de acordo com decisão, visava economizar recursos e atingir a meta de contingenciamento de verbas determinada pelo governo federal (leia mais sobre a decisão da Marinha no final nesta página). Por Ministérios – Juntos, os Ministérios da Fazenda e da Defesa respondem por cerca de 44,2% do bloqueio total em despesas discricionárias de competência do poder Executivo. Quando foi feito o anúncio do bloqueio, o governo informou que o corte nas despesas discricionárias aconteceria em diárias e passagens, material de consumo, locação de imóveis, locação e aquisição de veículos, máquinas e equipamentos, serviços terceirizados, energia elétrica e prestação de serviços de tecnologia da informação. Ainda segundo o decreto divulgado ontem, o Ministério da Previdência sofreu um bloqueio de R$ 280 milhões, ao

mesmo tempo em que o Ministério da Justiça terá um corte de R$ 275 milhões em seu orçamento. Já o Ministério do Planejamento, responsável por implementar o corte, terá um bloqueio de R$ 219 milhões, enquanto que os Ministérios da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores terão um corte de, respectivamente, R$ 163 milhões e em R$ 146 milhões.

O governo federal também informou que reduziu em R$ 179 milhões sua previsão de pagamento de encargos financeiros e em R$ 407 milhões as transferências a estados e municípios. Estes valores também estão incluídos no bloqueio de gastos discricionários de R$ 4,4 bilhões. Metas – O objetivo do governo com estas limitações de despesas é atingir a meta de

superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) de 2,3% do Produto Interno Bruto – o equivalente a R$ 110,9 bilhões ao ano. Essa meta já prevê um abatimento de R$ 45 bilhões em gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nos quatro últimos anos, somente em 2011 a meta fiscal foi atingida sem o uso das sempre criticadas manobras contábeis do orçamento. Segundo o governo, este corte

adicional tem por objetivo fazer uma "reserva" para "eventual frustração do resultado primário dos Estados e municípios (previsto para R$ 47,8 bilhões neste ano). De acordo com o Ministério do Planejamento, o enxugamento das despesas foi orientado para a redução do custeio administrativo e a preservação de programas, entre eles o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida e as principais áreas sociais, como a saúde e o programa Brasil Sem Miséria. (Agências)

Gastos da Câmara crescem quase 10% no 1º semestre

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Câmara dos Deputados Entre as rubricas que regisaumentou suas despe- traram aumentos considerásas nos primeiros me- veis de gastos está a de pagases da gestão de Henrique mento de gratificações a serEduardo Alves (PMDB-RN) em vidores. Subiu de R$ 199,1 miR$ 130 milhões, o equivalente lhões para R$ 230,9 milhões, a 9,4%, na comparação com o um crescimento de 15,9%. As mesmo período do ano passa- horas extras tiveram um salto do. O crescimento contrasta d e R $ 1 9 , 7 m i l h õ e s p a r a com o discurR $ 2 8 , 4 m iso de econolhões, um salmia de gastos to de 44,1%. feito pelo preÁrea que sidente da s o f r e u m uCasa, eleito dança devido para a função a um ato assipor cento. Foi o em fevereiro nado por Alaumento dos gastos de 2013. ves em marOs dados ço, os gastos da Câmara registrado são relativos c o m d e s p ecom a saúde aos meses de s a s r e l a c i odos deputados m a r ç o a j unadas à saúnho e foram de teve crese servidores. divulgados cimento de ontem pela 27,8%, pasONG Contas sando de Abertas. Foi descontado do R$ 50 milhões. O ato, aprovacálculo a correção dos valores do pela Mesa Diretora ainda de 2012 pela inflação registra- na gestão de Marco Maia (PTda no período pelo IGP-DI, da RS), acabou com o limite de Fundação Getulio Vargas. ressarcimento aos parlamenNestes quatro meses da ges- t a r e s p o r d e s p e s a s n e s t a tão Alves, a Câmara pagou área. A justificativa é que haR$ 1,516 bilhão. Em 2012, o via dificuldade de sistematimontante pago foi de R$ 1,297 zar as informações necessábilhão em valores nominais e rias para estabelecer os tetos de R$ 1,385 bilhão com a cor- para cada procedimento. (Esreção inflacionária. tadão Conteúdo)

27,8

Marinha desiste da folga às sextas A própria presidente Dilma Rousseff interveio para que o comando recuasse em eliminar um dia de trabalho

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ressionada pela presidente Dilma Rousseff e pelo Ministério da Defesa, a Marinha decidiu recuar da decisão de determinar a redução da jornada de trabalho, delegando folga a seus funcionários às sextas-feiras como forma de conter despesas. No comunicado expedido há menos de uma semana, a Marinha determinava que a partir de 2 de agosto os militares não trabalhariam mais às sextas. A medida não atingiria setores ligados à saúde, ensino e áreas nucleares (Programa Submarino Nuclear e Programa Nuclear da Marinha). Em caso de feriado às sextas, a

folga seria no Em nota didia anterior. vulgada no Não haveria início da noite Após análise redução de de ontem, a salários. A Marinha dessubsequente e economia se tacou que consonante com as daria em que"após análise novas tratativas s i t o s a d m isubsequente com o Ministério da e consonante nis trativ os, Defesa, tal medida como alimencom as novas tação. tratativas não será adotada. Rapidez – com o MinisNOTA OFICIAL DA MARINHA Logo que totério da Defemou conhecisa, tal medimento da decisão, a Aeronáu- da não será adotada". tica começou a estudar soluAs três Forças foram orienção semelhante. A Força Aé- tadas pelo Palácio do Planalto rea Brasileira também cogitou a propor soluções visando a não ter expediente nas quar- contenção de gastos, sem tas-feiras. contudo prejudicar progra-

mas essenciais ou previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois de recuar da decisão de se dar folga às sextas, a Marinha não informou qual medida vai adotar para substituir a redução na jornada de trabalho. Ao todo, o Ministério da Defesa sofreu um corte de R$ 4,1 bilhões no orçamento deste ano. Apesar da redução, o Ministério da Defesa informou que manterá projetos considerados prioritários, como a compra de 50 helicópteros – dois para a Presidência e 16 para cada uma das três forças (Exército, Aeronáutica e Marinha). (Estadão Conteúdo)

Everest Leasing S.A. Arrendamento Mercantil CNPJ no 74.533.787/0001-93 - NIRE 35.300.138.538 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30.7.2013 Data, Hora, Local: Em 30.7.2013, às 9h, na sede social, Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Ariovaldo Pereira. Quórum de Instalação: Totalidade do Capital Social. Presença Legal: Representantes do Banco Bradesco Financiamentos S.A., único acionista da Sociedade. Edital de Convocação: Dispensada a publicação de conformidade com o disposto no §4 o do Art. 124 da Lei no 6.404/76. Deliberação: · aprovada, sem quaisquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão de 26.7.2013, dispensada sua transcrição, por tratar-se de documento lavrado em livro próprio, para redução do capital social, de conformidade com o disposto no Artigo 173 da Lei no 6.404/76, em R$165.000.000,00 (cento e sessenta e cinco milhões de reais), sem o cancelamento de ações, a fim de ajustar o valor do capital próprio da Sociedade que se mostra excessivo às suas efetivas necessidades, consequentemente: a) a redução do Capital Social será concretizada mediante a restituição em dinheiro, ao Banco Bradesco Financiamentos S.A., único acionista da Sociedade, cujo pagamento será feito em até 5 (cinco) dias úteis a contar da aprovação do processo pelo Banco Central do Brasil, mediante transferência para a conta reserva bancária do Banco Bradesco Financiamentos S.A., mantida no Banco Central do Brasil; b) o “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação, após a homologação do processo pelo Banco Central do Brasil: “Art. 6o) O Capital Social é de R$7.000.000,00 (sete milhões de reais), dividido em 127.699.786 (cento e vinte e sete milhões, seiscentas e noventa e nove mil, setecentas e oitenta e seis) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.” Na sequência dos trabalhos, tendo em vista a aprovação da proposta para redução do Capital Social, disse o senhor Presidente que a Diretoria ficava autorizada a praticar todos os atos necessários e a tomar todas as providências complementares à operação ora aprovada. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que, para as deliberações tomadas o Conselho Fiscal da Companhia não foi ouvido por não se encontrar instalado, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, sendo aprovada por todos e assinada. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Ariovaldo Pereira; Acionista: Banco Bradesco Financiamentos S.A., por seus Diretores, senhores Domingos Figueiredo de Abreu e Marcelo de Araújo Noronha. Declaração: Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. a) Ariovaldo Pereira – Secretário.


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Verdades sempre vencem a propaganda política populista. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente

olítica

Lula, Evo Morales e Maduro são esperados para o Foro de São Paulo

Ó RBITA

EXONERADA Ministério do Planejamento exonerou ontem dos cargos a Superintendente do Patrimônio da União, Lucia Helena de Carvalho (na foto), e o coordenador da superintendência, João Macedo Prado. As portarias de exoneração estão publicadas no Diário Oficial da União. A decisão foi tomada depois que o Ministério recebeu o relatório do inquérito policial relativo à Operação Perímetro realizada pela Polícia Federal. Nesse inquérito, os dois servidores são acusados de fraudar documentos relativos a uma área habitacional no Distrito Federal, prejudicando interesses da União, ao repassar irregularmente um terreno para a iniciativa privada. Lúcia Helena de Carvalho foi também indiciada pela PF por cinco crimes, entre eles, fraude processual, falsidade documental e formação de

André Mouro/Agência O Dia/EC

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quadrilha. Os dois são acusados pela Polícia Federal de participarem de uma fraude que pode chegar aos R$ 300 milhões. Lúcia Helena, ex-deputada do PT e com fortes laços políticos, é acusada pela polícia de "patrocinar interesses privados" e de assinar "documentos que balizaram a demarcação comprovadamente fraudulenta" de um terreno no DF, causando "prejuízo milionário à União". O Planejamento informou que recebeu na segundafeira o relatório da PF e rapidamente tomou providências.

Ale Silva/Futura Press/EC

PNEUMONIA

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MULTA ELEITORAL

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Justiça Eleitoral do Rio aplicou multa de R$ 125 mil ao vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), por propaganda antecipada durante a propaganda partidária. O PMDB também teve cassado tempo de TV e rádio. Pezão, candidato do governador Sérgio Cabral (PMDB) no ano que vem, estrelou os programas do PMDB em março. As falas foram consideradas propaganda antecipada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "O TRE-RJ se mantém firme na proteção da lisura das eleições e consolida o entendimento de que a propaganda antecipada deve ser punida, mesmo quando divulgada em horário reservado à propaganda partidária em ano não eleitoral", afirmou, em nota, o procurador eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro. Além de Pezão, o deputado federal Anthony Garotinho (PR), précandidato, foi multado em R$ 15 mil.

senador e expresidente da República José Sarney (PMDB-AP) apresentou melhora em seu quadro clínico nas últimas 24 horas e pode ser liberado hoje do hospital onde está internado em São Luís, no Maranhão. Segundo boletim médico, o senador respira sem ajuda de aparelhos e tem os sinais vitais estáveis. Sarney foi internado na capital maranhense na madrugada do último domingo, por conta de uma infecção respiratória aguda. A nota do Hospital UDI não fala em transferência para São Paulo, como chegou a ser especulado. Mas a família decidiu que ele vem fazer exames em São Paulo quando receber alta por lá.

SERRA DE NOVO

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implosão do projeto de fusão entre o PPS e o PMN, que abriria uma janela de migração partidária e era a principal alternativa de José Serra para disputar a Presidência em 2014, reacendeu em setores do PSDB o debate sobre a realização de prévias para definir o nome da legenda que estará na urna eletrônica. A candidatura do senador mineiro Aécio Neves, tratada como fato consumado até as manifestações de junho, deixou de ser unanimidade. O cenário de prévias tem sido cogitado reservadamente por tucanos de São Paulo, Estado que registra o principal foco de resistência a Aécio. Rodolfo Buhrer/FotoArena/EC

Começa hoje o 19º Encontro do Foro de São Paulo que reúne partidos de esquerda de toda a América Latina

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Foro de São Paulo, articulação entre partidos de esquerda da América Latina, voltou à cidade onde foi criado. Entre hoje e domingo a capital paulista recebe, pela terceira vez, representantes de agremiações esquerdistas de diversos países do mundo. Entre as legendas que integram o Foro no Brasil estão o PT, o PC do B, o PSB e o PDT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Nicolás Maduro, são esperados no evento. "É o primeiro encontro do Foro, depois da morte de Hugo Chávez e da eleição de Nicolás Maduro", ressaltou o secretário-executivo do Foro, Valter Pomar. "Esses fatos ajudaram o conjunto da esquerda regional a perceber que estamos em uma nova etapa na região, marcada principalmente pela contra-ofensiva da direita local e de seus aliados nos Estados Unidos e Europa. Nessa nova etapa, há dois desafios principais: aprofundar o processo de mudanças em cada país e acelerar o processo de integração regional. São os grandes temas em debate", explicou Pomar. LULA DE NOVO Lula deve participar da abertura oficial do evento, na noite de sexta-feira, que será realizada na quadra do Sindicato dos Bancários, no centro da cidade. Evo Morales e Nicolás Maduro são aguardados na cerimônia de encerramento, que acontecerá no domingo. Entre os debates programados está um seminário sobre a contribuição do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para a condução "do processo de mudança da América Latina e do Caribe". Haverá ainda uma homenagem ao político, morto em março.

Divulgação Foro

Em discussão, políticas públicas para a juventude e o papel dos jovens na "defesa dos projetos do Foro". Também haverá dois dias de discussão sobre políticas públicas para a juventude e o papel dos jovens na "defesa dos projetos de governo dos partidos membros do Foro", inspirados pelas manifestações que tomaram conta do País em junho. QUESTÃO DE BERÇO Criado em 1990, por iniciativa do Partido dos Trabalhadores (PT), do Brasil, e do Partido Comunista de Cuba, entre outros, o Foro congrega mais de uma centena de agremiações. Os temas do evento vão da integração regional à crise econômica mundial, passando pelos avanços e recuos da esquerda em cada país. AULA MAGNA Como atividade preparatória para o 19º Encontro do Foro de São Paulo, teve início na segunda-feira, na capital paulista, a segunda edição da Escola de Formação Política do grupo. As aulas terminam hoje no Hotel Braston.

De acordo com a organização do evento, eram esperadas cerca de 100 inscrições para o curso. No entanto, mais de 300 pessoas estão participando, e atingiram a capacidade máxima do espaço destinado às atividades. O tema principal dos três dias de aulas é a integração da América Latina, que será discutida sob vários aspectos, como o livre trânsito de pessoas, a criação de blocos regionais e José Jácome/ EFE

12ª Cúpula da Aliança Bolivariana dos povos da América realizada ontem

FHC fala em propaganda populista Instituto Teotônio Vilela, braço de formulação política do PSDB, diz que avanço no IDHM foi maior com tucano.

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ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou sua página pessoal no Facebook para comentar o estudo divulgado pelo ONU sobre Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Brasil e criticar seu adversário político, Luiz Inácio Lula da Silva. Recomendando uma notícia publicada no site do PSDB

que diz que, em seus oito anos de governo, o crescimento do IDHM foi maior do que na era Lula, FHC afirmou: "Verdades da História sempre vencem a propaganda política populista. " O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal brasileiro subiu 47,5% nas últimas duas décadas, saindo da classificação "muito bai-

xo" para o nível considerado "alto". Essa é a uma das principais conclusões do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, pesquisa da ONU feita com a ajuda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados foram calculados usando os Censos de 1991, 2000 e 2010 – e não captam, portanto, o governo Dilma Rousseff.

Patriota nega discriminação contra Barbosa no Itamaraty Ministro do STF disse que foi eliminado por ser negro ao tentar carreira diplomática

O MANIFESTAÇÕES MÉDICAS – Médicos de ao menos três Estados paralisaram parcialmente o atendimento na rede pública e privada de saúde ontem para protestar contra a Medida Provisória que estabelece o programa "Mais Médicos" e contra os vetos de Dilma Rousseff a partes da lei do Ato Médico. Os atos foram convocados pela Federação Nacional dos Médicos.

os desafios para a juventude. O 19º Encontro do Foro de São Paulo, articulação entre mais de 100 partidos progressistas e de esquerda latinoamericanos, começa oficialmente hoje. Representantes de mais de 30 países estão confirmados no evento. México, Venezuela e Colômbia são os que enviaram mais inscritos, com 78, 29 e 26 pessoas, de acordo com os organizadores. (Agências)

ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, respondeu ontem à crítica feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao Itamaraty. Em entrevista ao jornal O Globo publicada na última segunda-feira, o ministro afirmou que "o Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil". Barbosa contou que fez concurso para a carreira diplomática, mas não foi aprovado. "Passei nas provas escritas, fui eliminado numa entrevis-

ta, algo que existia para eliminar indesejados. Sim, fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou hoje", afirmou o ministro do Supremo. Questionado sobre o assunto, o chanceler afirmou que as declarações fazem menção a um outro tempo e citou políticas afirmativas adotadas pela pasta de Relações Exteriores. "Eu creio que ele se refere, sobretudo, a uma outra era no Itamaraty, em que podem ter ocorrido situações de discriminação. Hoje em dia o que

existe é, pelo contrário, um esforço de corrigir esse legado da discriminação no Brasil, com ações afirmativas", disse, citando bolsas de estudo concedidas, desde 2002, a afrodescendentes que querem ingressar na diplomacia. "Tudo isso vai no sentido da democratização que nós queremos ver aqui no Itamaraty. (...) São desenvolvimentos que precisam ser reconhecidos e valorizados e que apontam na direção inversa daquilo que poderá já ter sido uma prática em décadas anteriores", afirmou Patriota. (EC)

Já o Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação política do PSDB, comparou o avanço do IDHM em períodos que coincidiram com os governos do tucano de Fernando Henrique (1995-2002) e dos petistas Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (iniciado em 2011), destacando o melhor desempenho dos tucanos. (Agências)

Missão diplomática vai aos EUA

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ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem que a presidente Dilma Rousseff pediu a elaboração de um cronograma de ações sobre a missão interministerial que irá aos Estados Unidos tratar das recentes denúncias de espionagem de informações telefônicas e de internet de cidadãos e instituições brasileiras. Dilma estará lá no dia 23 de outubro. (Agências)


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ESPANHA EM LUTO O condutor do trem que descarrilou na última quarta-feira, em Santiago de Compostela, olhava um mapa e falava ao telefone com a operadora estatal Renfe

nternacional

no momento do acidente, que deixou 79 mortos. Registros da caixa-preta revelam que o trem estava a 153 km/h, quase duas vezes o limite permitido.

TRAIDOR, NÃO. ESPIÃO, SIM. Soldado norte-americano que vazou documentos secretos ao WikiLeaks é absolvido da acusação mais grave, mas ainda pode pegar 136 anos de prisão. James Duggan/Reuters

to. Há também violações de legislação militar e fraudes de informática. A etapa para fixar a sentença de cada condenação começa hoje. Manning demonstrou pouca reação durante a audiência, que durou apenas cinco minutos. Cerca de 30 simpatizantes estavam em frente ao quartel Fort Meade, no Estado de Maryland, onde foi realizada a corte marcial. Para o WikiLeaks, o veredicto contra o soldado é um ato de "extremismo" de segurança nacional do governo dos EUA. "O veredicto é assustador para o jornalismo investigativo, para pessoas que poderiam encontrar informações que acreditam que deveriam ser parte do discurso público", disse Michael Bochenek, da Anistia Interna-

cional. "A mensagem é de que o governo irá atrás de você." O resultado vem no momento em que os EUA tentam desencorajar o vazamento de segredos do governo, a exemplo do caso de Edward Snowden, ex-técnico da CIA que revelou o programa de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). Sob acusações criminais de se apropriar de informações e repassá-las, Snowden busca asilo na Rússia para evitar ser julgado nos EUA. (Agências)

Gary Cameron/Reuters

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soldado norte-americano Bradley Manning foi absolvido ontem da grave acusação de "ajuda ao inimigo" por vazar documentos secretos ao WikiLeaks, mas não se livrou de outras 19 acusações, entre elas a de espionagem e furto, que podem resultar em até 136 anos de prisão. Ao fornecer mais de 700 mil documentos – incluindo vídeos de campos de batalha e documentos diplomáticos –, Manning, de 25 anos, realizou o maior vazamento de informações sigilosas na história dos Estados Unidos, num fato que deu grande visibilidade ao WikiLeaks, organização que combate o sigilo governamental. Durante o julgamento, a promotoria tentou rotular Manning como um hacker anarquista e um traidor, enquanto a defesa buscou caracterizá-lo como um jovem ingênuo interessado apenas em expor crimes de guerra no Iraque e no Afeganistão. A juíza do processo, coronel Denise Lind, refutou o argumento da acusação de que Manning, analista de inteligência no Iraque de outubro de 2009 a maio de 2010, vazou o material com a consciência de que o conteúdo seria usado por inimigos, como a Al-Qaeda. Se culpado, a pena seria de prisão perpétua. Ele foi inocentado, ainda, da acusação de posse de informação de defesa nacional. No entanto, o soldado foi acusado de espionagem e fur-

Jonathan Ernst/Reuters

Erekat cede passagem a Tzipi, após entrevista com Kerry (à esq.)

No início das conversas, troca de gentilezas.

Isolado, mas informado. Morsi recebe primeira visita desde sua queda no Egito. Ele está bem e lê jornais, diz enviada europeia. Mohamed Abd El Ghany/Reuters

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egociadores israelenses e palestinos acertaram ontem, em Washington, um plano de trabalho para se chegar a um acordo de paz nos próximos nove meses, sem excluir nenhum dos assuntos mais polêmicos e com a intenção de entrar totalmente nas negociações dentro de duas semanas. Após dois dias de reuniões, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em seu papel como mediador, a ministra da Justiça israelense, Tzipi Livni, e o representante

Partidários pedem a libertação de Morsi no Cairo. Detido há cerca de um mês, o líder é investigado por acusações que incluem assassinato.

A

chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, afirmou ontem que o presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, se encontra em bom estado de saúde e tem acesso a jornais e TV. Esta foi a primeira vez que uma autoridade estrangeira se encontrou com o islamita, que está sob custódia dos militares desde que foi retirado do poder, no dia 3. A diplomata revelou pouco sobre a conversa de duas horas que teve com Morsi, após ter sido levada a um local não revelado para visitá-lo. "Eu lhe enviei os desejos de melhoras vindos de seus aliados, e ele lhes agradeceu e, cla-

ro, tentei garantir que sua família saiba que ele está bem", afirmou, em referência aos parentes de Morsi, que dizem não ter informações sobre o líder deposto desde sua detenção. Ela disse que encontrar Morsi foi uma precondição de sua oferta para visitar o Egito, onde também se reuniu com o general que o derrubou e outros líderes. "Eu disse que não viria a menos que pudesse vêlo (Morsi)", afirmou. Após descrever a visita, ela voltou a pedir uma solução pacífica e inclusiva para a crise política do país, sem o uso da violência. "Esse é um grande país que deve continuar avançando. Não estou aqui para dizer o

que se deve fazer, mas para encontrar denominadores comuns para ajudar na recuperação política", afirmou. A mídia tem feito especulações sobre os motivos que levaram os governantes militares a permitirem que Ashton encontrasse o líder deposto, que era mantido incomunicável durante um mês. Ela negou que tivesse levado uma oferta a Morsi de "saída segura", caso ele abrisse mão de reivindicar à Presidência. Os governantes dizem que Morsi está sendo investigado por acusações que incluem assassinato, decorrente de uma fuga da prisão em 2011 durante os protestos contra o ex-dita-

dor Hosni Mubarak. Seus filhos e seu grupo religioso, a Irmandade Muçulmana, disseram que pretendem recorrer à Justiça internacional para conseguir sua libertação. Pressão - A visita da representante europeia acontece em meio a uma série de reivindicações da comunidade internacional para que o governo egípcio solte Morsi. Na semana passada, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e outras autoridades europeias pediram a libertação do mandatário. Ontem foi a vez do chanceler francês, Laurent Fabius, reiterar a solicitação. (Agências)

da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat, se mostraram comprometidos com o novo diálogo, o primeiro desde 2010. Tzipi afirmou que "não podemos ser ingênuos nessa região", mas também criticou os pessimistas. "A história não é escrita pelos cínicos. Ela é feita por quem não tem medo de sonhar." Já Erekat pediu esforço na criação de um Estado independente e comemorou que "todos os assuntos" estejam sendo discutidos. (Agências)


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quarta-feira, 31 de julho de 2013

idades Fotos: Reprodução

Brasil, um dos palcos da Segunda Guerra.

Submarino alemão provocou mortes e destruição na costa brasileira até ser destruído há exatamente 70 anos. Valdir Sanches

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Lobo Cinzento, que tinha esse apelido devido ao cinza claro, marrom e azul cobalto de sua pintura de camuflagem, foi o primeiro dos submarinos alemães do tipo IXD2, de última geração, a ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial. Bem aqui, a 87 quilômetros ao sul do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, na manhã de 31 de julho de 1943 - exatos 70 anos. O submarino chegara às águas brasileiras em 18 de junho. Sua missão era impedir que o Brasil mandasse produtos estratégicos, como minérios e borracha, para os Estados Unidos. Em janeiro, tínhamos rompido relações com as forças do Eixo – Alemanha, Itália e Japão. E os submarinos alemães começaram a atacar embarcações em nossa costa. Em pouco mais de um mês, o Lobo Cinzento provocou mortes e destruição. Atacou e avariou um cargueiro americano e afundou um cargueiro inglês de oito toneladas. Depois, um pequeno barco pesqueiro, que teve os dez tripulantes mortos. Em 3 de julho, abateu um avião PBM-3 que fora atacá-lo, resultando na morte dos tripulantes. O U-199, seu nome oficial, era um submarino de última geração. Tinha um canhão de 105 mm, mais dois antiaéreos, de 37 e 20 mm, e duas metralhadoras pesadas. E ainda 24 torpedos e 44 minas. Os 61 tripulantes eram comandados pelo capitão-tenente Hans-Werner Kraus. Naquela manhã de 31 de julho, o aspirante Alberto Martins Torres, da Força Aérea Brasileira, FAB, recebeu um alerta: um submarino alemão resistia a um ataque. Torres pilotava um hidroavião Catalina PBY-5, equipado com metralhadoras ponto 50 e bombas MK44 de profundidade (explodem dentro da água). O que acontecia? Um avião Martin PBM-3 C Mariner, comandado pelo tenente americano Walter F. Smith, localizou o U-199, o Lobo Cinzento. A bateria antiaérea dos alemães entrou em ação, mas não conteve o ataque do ame-

Fotos: Reprodução

Hidroavião Catalina, pilotado por Alberto Martins Torres, da FAB. ricano. Ele lançou seis bombas MK47 de profundidade, que atingiram o alvo. Danificaram o submarino, mas não destruíram as peças antiaéreas. Elas continuaram em ação. Logo o aspirante Sérgio Cândido Schnoor decolou de sua base no Rio com um Hudson A-28A. No primeiro ataque, lançou duas bombas MK17, que explodiram perto do alvo. No segundo, metralhou o convés do submarino e atingiu alguns artilheiros das baterias antiaéreas. O U-199 seguia navegando. Abate – Surgiu então o aspirante Torres, com o Catalina. Patrulhava a área e, como se viu, foi alertado por rádio. O que se seguiu, Torres descreveria em seu livro de memórias Overnight Tapachula – Histórias de Aviador, de 1985: "Já a uns 300 metros de altitude e a menos de um quilômetro do submarino podíamos ver nitidamente as suas peças de artilharia e o traçado poligônico (vários lados e ângulos) de sua

camuflagem que variava do cinza claro ao azul cobalto. Quando acentuamos um pouco o mergulho para o início efetivo do ataque, o U-199 guinou fortemente para boreste (lado direito) completando uma curva de 90 graus e se alinhou exatamente com o eixo da nossa trajetória, com a proa (frente) voltada para nós. Percebi uma única chama alaranjada da peça do convés de vante (da frente do navio), e, por isso, efetuei alguma ação evasiva até atingir uns cem metros de altitude, quando o avião foi estabilizado para permitir o perfeito lançamento das bombas. Com todas as metralhadoras atirando nos últimos duzentos metros, frente a frente com o objetivo, soltamos a fieira de cargas de profundidade pouco à proa do submarino. Elas detonaram no momento exato em que o U-199 passava sobre as três, uma na proa, uma a meia-nau e outra na popa (traseira). A proa do

submersível foi lançada fora d’água e, ali mesmo, ele parou, dentro dos três círculos de espuma branca deixadas pelas explosões. (...) Em seguida, nós abaixáramos para pouco menos de 50 metros e, colados n’água para menor risco da eventual reação da antiaérea, iniciamos a curva de retorno para a última carga que foi lançada perto da popa do submarino que já então afundava lentamente, parado. SSSS – Nesta passagem já começavam a saltar de bordo alguns tripulantes. Ao completarmos esta segunda passagem é que vimos o PBM americano (avião do tenente Smith) mergulhando em direção ao objetivo. Depois saberíamos de onde viera. Transmitimos com emoção o tradicional SSSS – Sighted Sub Sank Same - em inglês, usado pelos Aliados para dizer submarino avistado e afundado - e ficamos aguardando ordens, sobre o local. Em poucos segundos o submarino afundou, permanecendo alguns dos seus tripulantes nadando no mar agitado. Atiramos um barco inflável e o PBM lançou dois. Assistimos aos sobreviventes embarcarem nos três botes de borracha, presos entre si, em comboio. Eram doze. Saberíamos depois que eram o comandante, três oficiais e oito marinheiros". Os sobreviventes foram resgatados pelo navio americano USS Barnegat e mandados para uma prisão em Recife. Mais tarde, para os Estados Unidos. O historiador e tenente da reserva do Exército Sérgio Pinto Monteiro registra que o comandante do submarino negou o ataque do dia 3 de julho ao avião PBM-3, em que toda a tripulação morreu. Sustentou que o avião explodiu antes de ser atingido pela bateria antiaérea. Fato que Monteiro, autor de um primoroso estudo sobre o afundamento do submarino alemão, considera “improvável”. Monteiro conta que o Catalina PBY-5, usado por Torres para abater o Lobo Cinzento, foi batizado, pouco depois, de Arará. “Foi uma homenagem ao navio com esse nome afundado por um outro submarino alemão, o U-507.”

Submarino alemão Lobo Cinzento, afundado na costa fluminense.

Piloto que queria ser diplomata virou herói

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m dos netos de Alberto Martins Torres, que pôs a pique o submarino alemão, Jonas Torres, resolveu deixar a carreira de ator de novelas e ser aviador, como o avô. Viveu como piloto nos Estados Unidos até 2007, quando voltou ao Brasil, à TV e ao palco. Torres, morto em 2001, no Rio, aos 82 anos, entrou para a História como herói. Depois da atuação no País, destacou-se na campanha da Itália. Foi o brasileiro que cumpriu o maior número de ações – cem. Em meados da década de 1950, estava no Reprodução comando do DC-3 usado por Juscelino Kubitscheck durante a campanha à Presidência. Com Juscelino, voou quase 900 horas e pousou em pistas precárias. Brincando, disse certa vez que os voos com o candidato tinham sido mais perigosos do que os da Itália.

Filho de diplomata, nasceu nos Estados Unidos. Chegou ao Rio aos quinze anos, com planos de seguir a carreira do pai. A Guerra mudou tudo. Com o amigo Sérgio Cândido Schnoor, que também atacou o submarino alemão, formou-se oficial aviador da reserva, nos Estados Unidos. Schnoor foi co-piloto do PBY5 que em outubro de 1943 atacou um outro submarino alemão, o U170, ao largo de Cabo Frio. O avião foi atingido pela bateria antiaérea, mas não houve mortos. Nascido em Petrópolis, Schonoor morreu no Rio, em 2011, aos 96 anos. (V.S.)

Torres nasceu nos EUA e mudou-se para o Brasil aos 15

Severino Silva/Estadão Conteúdo

REBULIÇO NA REBOUÇAS

Rio: adutora rompe e mata criança.

Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

Carro é pichado por manifestantes dentro de concessionária na Avenida Rebouças

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ma criança de três anos morreu após uma adutora de água romper na madrugada de ontem em Campo Grande, zona oeste do Rio. Com ruas e casas alagadas, dezenas de moradores ficaram desabrigados. Sete pessoas ficaram feridas. Isabela Severo da Silva morreu por afogamento, segundo os bombeiros. Ela chegou a ser reanimada no local, mas não resistiu e morreu no hospital Rocha Faria, no mesmo bairro. Segundo Sérgio Simões, secretário estadual de Defesa Civil, pelo menos dez casas foram totalmente destruídas pela força da água. Onda – Logo no início da manhã, uma onda enorme encobriu as casas nas proximidades da adutora, derrubando telhados e paredes. Morado-

Bombeiros resgatam vítimas do rompimento da adutora, no Rio res ajudaram vizinhos a saírem do local. Alguns foram resgatados de bote. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos informou que precisou esperar 1h30 para fechar o registro da área. O equipamento necessita ser desligado aos poucos para não estourar, segundo a companhia. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito Eduardo Paes visitaram o local. O governador prometeu assistência às famílias afetadas e disse que todos os desabrigados ficarão hospedados em hotéis até terem suas residências re-

construídas. Ca usas – Especialistas em gerenciamento de risco acreditam que a falta de manutenção deve estar entre as causas do acidente. Gustavo Cunha Mello, da consultora Correcta, lembra que o Brasil exporta tecnologia de monitoramento de dutos e que é possível fazer ressonância magnética em tubulações, com uso de robôs. O especialista Carlos Camargo criticou o fato de haver casas perto da adutora. "Não existe fatalidade. Era um risco que foi negligenciado", afirmou. (Estadão Conteúdo)

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ma manifestaçãocontra o governador Geraldo Alckmin terminou em confronto entre manifestantes e a Polícia Militar ontem à noite, na Avenida Rebouças, na zona oeste de São Paulo. Vinte manifestantes foram detidos e houve feridos. A via, uma das principais ligações entre o centro e a zona oeste, chegou a ser interditada nos dois sentidos.

O protesto começou por volta das 19h, com cerca de 300 manifestantes. Assim como no protesto ocorrido na sextafeira passada, na Avenida Paulista, o ato começou pacífico até que um grupo de mascarados (dos grupos Anonymous e Black Blocs) passou a depredar lojas, agências bancárias e uma concessionária de veículos na Rebouças. Um

dos manifestantes usou um martelo para destruir um carro. Outros foram pichados. A diferença em relação a sexta-feira, quando a Polícia Militar levou cerca de uma hora para reprimir os atos de vandalismo, desta vez a polícia acompanhou o protesto desde o início e agiu logo depois das primeiras depredações. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 31 de julho de 2013

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... em relato sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, mencionei a 'banalidade do mal'. Não quis, com a expressão, referir-me a teoria ou doutrina de qualquer espécie, mas antes a algo bastante factual, o fenômeno dos atos maus, cometidos em proporções gigantescas – atos cuja raiz não iremos encontrar em uma especial maldade, patologia ou convicção ideológica do agente; sua personalidade destacava-se unicamente por uma extraordinária superficialidade.

cultura

Hannah Arendt

Centro de estudos se dedica ao pensamento de Arendt

Principais obras editadas no Brasil

Hannah Arendt e o preço da independência Heci Regina Candiani

A Condição Humana (Forense Universitária, R$ 79) – Examina a relação entre a vida ativa e a vida contemplativa.

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Origens do Totalitarismo (Companhia de Bolso, R$ 39,50) – Considerado o principal legado da pensadora, o livro analisa os dois principais regimes totalitários do século XX – o nazismo e o stalinismo – e desvenda os elementos de sustentação desses regimes.

Fotos: Arquivo DC

oi inaugurado nesta segundafeira o Centro de Estudos Hannah Arendt. A proposta da instituição é criar grupos dedicados ao pensamento da teórica, que se desdobrou por temas como vida política, o totalitarismo, a responsabilidade, a verdade, o mal, a liberdade, a condição humana, a temporalidade, o pensamento filosófico e a condição judaica. Além disso, o centro manterá uma biblioteca para apoio ao trabalho de pesquisadores interessados no pensamento da autora, bem como publicações para divulgação da atualidade das questões por ela abordadas em seus livros e ensaios. Mais informações: http://www. hannaharendt. org.br

A pensadora e a atriz: memória, história e arte.

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onsiderada uma das pensadoras mais importantes do século XX – e também uma das mais corajosas e independentes – a judia alemã Hannah Arendt (1906-1975), é tema de uma bem-sucedida cinebiografia da diretora Margarethe Von Trotta. No filme Hannah Arendt (2012), cartaz em São Paulo, a pensadora é vivida pela atriz vivida pela atriz Barbara Sukowa. Para contar a história de Arendt, a diretora lança mão de uma técnica envolvente: concentrar o filme no episódio mais dramático de sua trajetória intelectual. O filme começa em 1961, quando a teórica política – Arendt recusava o título de filósofa – radicada nos EUA depois de fugir do nazismo, viaja a Israel para

fazer a cobertura jornalística de um dos episódios políticos mais importantes do pós-Segunda Guerra. Arendt iria cobrir, para a revista The New Yorker, o julgamento do carrasco nazista Adolf Eichmann, capturado pelo serviço secreto israelense na Argentina. A experiência foi transformadora para Hannah Arendt e possibilitou que ela desenvolvesse não apenas teses polêmicas sobre o nazismo como também sobre a organização da sociedade moderna, revelando o lugar do poder, da burocracia e da hierarquia nas sociedades ocidentais. A partir dessas reflexões, Hannah Arendt desenvolveu um de seus conceitos mais polêmicos, o da "banalidade do mal" que, em

linhas gerais, explicita como – na organização social europeia dos anos que precederam e sucederam ao nazismo e ao fascismo –, tirar vidas de outras pessoas não era uma questão que suscitava conflito ético, mas apenas mais uma tarefa a ser cumprida, de acordo com ordens superiores. Ao retratar Eichmann não como o monstro cruel e antiético que todos enxergavam, mas como um simples cumpridor de ordens, Hannah Arendt se tornou alvo de ódio vindo de todas as partes. Principalmente de outros judeus. Seus amigos de longa data, Hans Jonas e Kurt Blumfeld, romperam com ela por causa de suas opiniões. Ela foi ameaçada e criticada em cartas e artigos de outros intelectuais.

Tendo a seu lado a amiga Mary McCarthy, o marido Heinrich Blücher e a amiga e assistente Lotte Köhler, Arendt, entretanto, não abriu mão da independência e da ousadia de seu pensamento, e enfrentou todas as consequências de sua autonomia intelectual. E a revelação de como isso se deu, e a que preço, é a principal realização do filme de Margarethe Von Trotta. Em uma rara escolha narrativa, a diretora consegue traçar, a partir desse episódio marcante, os conflitos intelectuais e emocionais vividos pela pensadora, além de revisitar suas memórias dos tempos de estudante de filosofia na Alemanha, sua fuga do nazismo, seu engajamento sionista e seu romance com o filósofo Martin Heidegger.

Eichmann em Jerusalém (Companhia das Letras, R$ 54) – As reflexões da autora sobre o julgamento de Adolf Eichman revelam como o nazismo pode ser entendido a partir da combinação da escala quase industrial de destruição de vidas (criada por Hitler) com a burocratização da esfera pública. Ela deu forma conceitual a essa confluência com o termo “banalidade do mal” A Vida do Espírito (Civilização Brasileira, R$ 65) – Um dos últimos livros publicados em vida pela teórica política, esta obra é uma reflexão sobre as relações e as implicações filosóficas dos termos pensar, querer e julgar.

Quem é quem no filme de Margarethe von Trottat Mary McCarthy (1912-1989), escritora, crítica e ativista política norte-americana, não foi apenas uma das grandes amigas pessoais de Hannah Arendt como uma de suas interlocutoras intelectuais. Ambas dedicaram parte de suas trocas intelectuais a personagens e temas sobre os quais, posteriormente, ambas iriam escrever, entre eles: Jean-Paul Sartre, George Eliot, René Descartes e Immanuel Kant.

Heinrich Blücher (1899-1970), segundo marido de Hannah Arendt, poeta e filósofo alemão, comunista e teórico marxista. Apesar de não ter concluído nem mesmo o segundo grau na Alemanha, Blücher era professor na época da ascensão do nazismo. Foi perseguido por sua filiação comunista. Casou-se com Hannah Arendt na França. Quando o casal chegou aos EUA, se tornou professor de filosofia na Bard College.

Hans Jonas (1903-1993) conheceu Hannah Arendt quando ambos eram estudantes na Universidade de Marburg, onde ambos tiveram como professor o filósofo Martin Heidegger. Foram amigos por toda a vida, mas os artigos e o livro de Hannah Arendt sobre Adolf Eichmann abalaram profundamente essa amizade. Por dois anos, eles ficaram sem se falar, mas Lore, esposa de Jonas, conseguiu promover a reconciliação dos amigos.

Lotte Köhler (1920- 2011), a m i g a e a s s i stente de Hannah Arendt, concluiu seu doutorado na Alemanha em 1955, aos 35 anos. Pouco tempo depois, emigrou para os EUA e passou a trabalhar com Arendt. Sucedeu Mary McCarthy como executora do espólio literário de Arendt e editora de suas obras. Ela organizou a publicação da correspondência mantida entre Hannah Arendt e Martin Heidegger ao longo de suas vidas.

Kurt Blumenfeld (1884-1963) líder s i o n i s t a a l emão, tornou-se a m i g o d e H a nnah Arendt no início dos anos 1930, quando ambos trabalharam pelo sionismo. Hannah Arendt reconheceu, em uma carta escrita em 1951, que devia grande parte de sua compreensão sobre a questão judaica às conversas com o amigo. As opiniões polêmicas de Hannah Arendt no caso Eichmann colocaram fim à amizade.

Martin Heidegger (1889-1976), filósofo e professor universitário, envolveu-se a mo r o sa m e nt e com Hannah Arendt quando ela era sua aluna. Considerado o pai do existencialismo, Heidegger apoiou o nazismo em 1933 e, por sua postura de concordância com o regime hitlerista, foi promovido a reitor da Universidade de Freiburg. No mesmo ano, Hannah Arendt, por sua ascendência judaica, foi obrigada a fugir da Alemanha.

Fotos: Divulgação

Ilustrações do artista Eduardo Kobra. A mais votada pela internet será pintada no muro da Igreja do Calvário.

A ideia do melhor grafite por ser sua. Vote. Rita Alves

À esq., o grafiteiro Eduardo Kobra, do projeto Arte que se Forma. Acima e abaixo, o artista Rica de Lucca durante a pintura do tapume do BHD Ibirapuera.

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manhã (1º) é o último d ia para os in co lh e re m q ternautas es u a l ilu st ra çã o cr ia d a p e Eduardo Kob lo g ra fi te ir o ra se rá feita na p Calvário, em arede da Ig Pinheiros. O reja do público pod d e se n h o s, e optar entr e x p o st o s n e três o si te h tt p :/ / vo.com.br/ar w w w. b lo g l tequeseform en oa/ e o resultad no dia 1º de o será divulg agosto. ado Em seguida, no dia 2, mão s tar o muro co à obra. Kobra m o desenho passa a pinmais votado local até 15 e planeja fica de agosto. "J r no á utilizo esse há mais de 1 espaço para 5 anos", con pintar ta o artista. tá lá tem ce "O trabalho rca de seis an que esos, mas quas p o rq u e a p in e não dá par tu ra e st á b e a ver m d e sg a st a uma oportu d a . E n tã o e nidade para ss aé re p intar o muro colorido, mai e deixá-lo m s vivo". ai s Um dos dese nhos mostra br in ça, como roda cadeiras anti r pião. "Ela é gas de crianuma sequên pintei, uma cia de telas qu junção de se e já is ou sete te formar num las que reso mural". As ou lvi transtras duas ilu zem imagen strações repr s antigas de oduSão Paulo, um algumas cria a delas mostr nças brincand an do o na rua. Kobra conta que os desen hos são bem tre si e que g diferentes en osta da idei a de a escolh blico. "O bac a ser feita p ana disso é el o p úa in te fato de elas ração com as votarem e d pessoas, o epois passa o trabalho lá rem pelo mu ." O projeto fa ro e ver z parte da in Forma, da Le iciativa Arte novo. que se A arte urbana também tem regiões do B atraído outr aixo Augusta os olhares na e do Paraíso. s o artista Ric É nesses loca a de Lucca pr is que opôs uma id urbana nos ta eia de interv pumes do Ca’ enção d’Oro São Pa gusta (progr ulo, no Baixo amada para Aute rm inar na quinta rapuera, no Paraíso (já fin ), e do BHD Ib ial iz ad a). O projeto, in iciativa da U rban Gallery corporações, , da Brookfie começou em ld In2010 e, além transformou de São Paulo, tapumes em já locais como neiro, Curitib Brasília, Rio a e Goiânia. de Ja-


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O senhor dos anéis

Logo

Onze homens e um segredo

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Onze homens e um segredo

O poderoso chefão

Alfabeto de cinema

Depois de 12 horas de trabalho e de uma pesquisa sobre 26 filmes icônicos, o designer Doaly criou um alfabeto cinematográfico. www.doaly.co.uk

M ÚSICA D ESIGN

Distração de US$ 2,5 milhões

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polícia de Londres recuperou, depois de uma longa investigação, o Stradivarius de 1696 que foi roubado da renomada violinista coreana Min-Jin Kym enquanto ela comia em um café de uma das estações de metrô da cidade. A violinista teve o instrumento roubado em 2010. Com valor estimado em mais de US$ 2,5 milhões, o violino apareceu em todos os jornais britânicos na época. Os ladrões chegaram a ser presos, mas disseram que haviam vendido o instrumento por US$ 150 a um desconhecido. Kym, culpada por perder um instrumento tão valioso, chegou a ser chamada para reconhecer violinos duas vezes, mas os instrumentos encontrados eram falsos. Agora, a polícia entrou em

Aspirador estiloso Criado para um projeto de escola, o aspirador de pó projetado pelo estudante Jere Suominen funciona por controle remoto e não enrosca nos tapetes.

EFE

contato com ela, que reconheceu o violino. A polícia não divulgou como nem onde o encontrou, disse apenas que nesses três anos o Stradivarius não saiu do Reino Unido. Funcionários da empresa seguradora informaram que antes de ser devolvido à violinista, o Stradivarius passará por uma inspeção. Aparentemente, o raríssimo instrumento sofreu pequenas avarias em suas idas e vidas.

Min-Jin Kym, que se sentiu culpada por perder o valioso Stradivarius de 1696 que estava sob sua tutela e o violino, recuperado pela polícia de Londres.

Alejandro García/EFE

http://bit.ly/1e9M6iZ

L IVROS

Vendas em queda A venda de livros no Brasil caiu 7,36% em 2012, mas o faturamento cresceu 3,04% no mesmo ano, informou ontem o Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL). O balanço feito pelo sindicato indica que em 2012 foram vendidos 434 milhões de livros e que o faturamento total foi de quase R$ 5 bilhões. O aumento da renda, apesar da queda nas vendas, se deve em parte pela alta do preço dos livros, que subiram

em média 12,48% em 2012, explicou o SNEL. O sindicato também informou que, no ano passado, houve um aumento no número de novos títulos publicados, que chegou a 20.790, 1,89% a mais que os 20.400 editados em 2011. No balanço deste ano, o SNEL citou pela primeira vez o número de livros exportados, que chegou a 3 milhões de exemplares e faturamento de R$ 56,9 milhões.

F OTOGRAFIA

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ADRENALINA - A atleta ucraniana Diana Tomilina salta da plataforma de 20 metros durante a final feminina da competição de salto de altura no Mundial de Esportes Aquáticos em Barcelona. Diana finalizou a prova em sexto lugar.

T URISMO F UTEBOL

Athit Perawongmetha/Reuters

A batalha das formigas

Neymar: estreia discreta no Barça.

O fotógrafo Alex Wild expõe sua habilidade na técnica da macrofotgrafia registrando "brigas" de formigas. Ele fotografou lutas em vários países e garante: as grandes inimigas das formigas são as formigas.

O atacante Neymar teve ontem seus primeiros 15 minutos em campo como jogador do Barcelona, mas fez uma estreia discreta e não impediu que o Barcelona ficasse no empate em 2 a 2 com o Lechia Gdansk. Neymar ficou no banco durante quase toda a partida na Arena Gdansk e pouco se destacou. O brasileiro deu um passe de calcanhar, que não foi aproveitado e sofreu quatro faltas.

www.alexander wild.com

A polícia dos EUA encontrou uma pequena quantidade de maconha no ônibus de turnê do cantor canadense Justin Bieber, informou ontem o Detroit Free Press. As autoridades inspecionaram o veículo antes de uma apresentação de Bieber no estádio Loe Louis. Bieber, de 19 anos, não estava no ônibus quando aconteceu a inspeção, logo após o veículo cruzar do Canadá para os EUA. Um cachorro treinado alertou para a presença de drogas.

O Facebook trará para suas páginas anúncios no mesmo estilo e formato dos veiculados em canais de TV, informou ontem o site da Bloomberg. Os anúncios devem ter cerca de 15 segundos e começarão a aparecer para os usuários até o fim deste ano. Ainda segundo a Bloomberg, a nova estratégia publicitária deve trazer para a companhia de US$ 1 milhão a US$ 2,5 milhões por dia, e a veiculação será segmentada por idade e sexo.

L OTERIAS Concurso 1198 da DUPLA-SENA O vazamento de 50 mil litros de petróleo bruto no sábado deixou negras as praias da ilha de Koh Samet, a 230 quilômetros de Bangcoc, e afetou o turismo local. Os visitantes, que buscam o local por suas areias brancas e mar transparente, estão sendo transferidos para outros locais do país pelo próprio governo tailandês. Equipes trabalham a remoção do petróleo da praia.

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Primeiro sorteio 16

Grupo Anonymous invade 14 sites do partido governista da Nova Zelândia Morre autor americano que escreveu série de livros policiais sobre o Brasil

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44

Segundo sorteio 07

Mandela 'continua melhorando, mas segue em estado crítico', diz governo

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Anúncios de TV chegam ao Facebook

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Polícia acha maconha em ônibus de Bieber

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R EDES SOCIAIS

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C ELEBRIDADES

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Concurso 3252 da QUINA 08

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 31 de julho de 2013

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11 TAM A companhia aérea demitirá até mil empregados. Segundo informou, o ajuste ocorrerá sobretudo na tripulação e é consequência do impacto da alta do dólar e do preço dos combustíveis.

conomia

Fotos divulgação

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maior empresa de moda do País – a varejista Riachuelo – acaba de ser apontada como a marca mais valiosa do vestuário brasileiro em 2013, de acordo com estudo da Brand Finance Brasil que mede a força das marcas através da opinião de clientes e especialistas. Pelo levantamento, a marca da rede foi avaliada em R$ 690 milhões, e ocupa a 33ª posição no ranking das 100 mais. Em entrevista ao Diário do Comércio, o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, fala sobre a conquista, avalia o cenário do mercado de moda e varejo no Brasil, e explica como o modelo de verticalização integrado da rede – ou seja, que vai desde a produção do fio ao financiamento das compras com os cartões da rede – é o diferencial competitivo da marca. "Esse modelo único e diferenciado nos dá duas coisas fundamentais para cumprir o nosso propósito de democratizar a moda: oferecê-la a um baixo custo, e na velocidade que ela exige." Deputado constituinte na década de 1980, Rocha continua atento às questões de macropolítica e economia, entre elas a competitividade da empresa brasileira, acossada por altos custos e carga tributária, e a concorrência dos importados. "A Infraero coloca mais produtos de vestuário no mercado que as maiores redes (como Riachuelo, Renner, C&A, Marisa e Pernambucanas). É tão absurda a diferença do custo do Estado brasileiro que faz mais sentido para uma jovem mãe pegar um avião ir para Miami fazer enxoval: ela gasta menos com todos os custos da viagem e ainda sai no lucro", diz Rocha nesta entrevista, cujos trechos principais vêm a seguir. Diário do Comércio – O que representa essa conquista para a Riachuelo? Flávio Rocha – É uma constatação, uma confirmação do fenômeno da democratização da moda – que inclusive é a missão da Riachuelo. Aqui, os 40 mil colegas de trabalho vêm trabalhar todos os dias com esse propósito: fazer com que a moda deixe de ser excludente, elitista, e seja de inclusão. E esse é o momento que a rede está vivendo. O reconhecimento nos deixou muito felizes, por demonstrar que a rede está no rumo certo – apesar de existir um longo caminho pela frente. DC – Qual seria esse caminho? FR – A Riachuelo é a marca mais valiosa e a mais democrática, mas ainda é a 33ª. Quando olhamos para outros países relevantes, as marcas de moda estão mais bem posicionadas: na Itália, as seis primeiras são de moda; na França, estão entre as dez mais valiosas; assim como na Espanha, em Portugal e por aí afora. Apesar de ser um fenômeno mundial, esse é apenas o início de um processo, por isso temos um longo caminho pela frente. E mais fortemente ainda no Brasil, devido à mudança demográfica muito forte de mais de 50 milhões de novos consumidores que entraram no mercado e da democratização da informação, que transformou consumidores de preço em consumidores de moda. O vestuário, que tinha um sentido na vida das pessoas passou a ter outro, deixou de ser uma forma de evitar a nudez para ser uma forma de expressão. E das mais democráticas: a pessoa pode não saber ler, nem escrever, mas diz muito de si através da roupa que está usando. DC – Mas além de ser uma marca avaliada em US$ 690 milhões, grandes números envolvem a Riachuelo: 180 lojas no País, 22

Identidade própria: loja valoriza iluminação e produtos. Gestão eficiente levou a marca a conquistar seu espaço no varejo nacional.

A moda não elitista que deu certo

O maior distribuidor de peças não somos nós. É a Infraero, que coloca mais produtos de vestuário no mercado que as maiores redes (como Riachuelo, Renner, C&A, Marisa e Pernambucanas). É tão absurda a diferença do custo do Estado brasileiro que faz mais sentido para uma jovem mãe pegar um avião e ir para Miami fazer o enxoval. FLÁVIO ROCHA

Presidente da rede, Flávio Rocha, fala da posição da marca na lista das mais valiosas do Brasil. Karina Lignelli

milhões de clientes no cartão da loja e 40 mil funcionários. O que a rede pretende fazer para percorrer esse caminho no cenário atual de pós-boom do consumo? F R – Os números parecem relevantes, mas representam apenas uma parte ainda pequena do total. Apesar de sermos o maior grupo de moda no País, enquanto no Brasil são vendidas 10 bilhões de peças de roupa por ano, nós vendemos 150 milhões. No ano passado, tivemos 1,5% de participação de mercado, e isso é muito pouco. Em qualquer país relevante, as líderes de mercado são empresas com 10%, 11% de participação. É outro front de crescimento. Temos condições para continuar como somos hoje. Quem for líder de mercado daqui a dez anos vai ter participação muito maior do que hoje, o caminho está aberto para a consolidação. Nós estamos apostando nisso, duplicando o número de lojas e a área de vendas. Encerramos 2012 com 400 mil metros quadrados. Em 2016, a meta é chegar a 800 mil metros quadrados. Isso significa construir em quatro anos a mesma quantidade de lojas que fizemos em mais de 65 anos de história da empresa. O presidente Juscelino (Kubitschek - 1956/60) falava de 50 anos em cinco, nós faremos 70 anos em quatro! E em nosso formato, o desafio maior não é só abrir lojas, mas integrar toda a cadeia têxtil, já que fazemos desde o fio, tecelagem e tinturaria, passando por confecção e estamparia até chegar à loja e banco. DC – Fale mais sobre essa expansão: haverá mudanças nas lojas, alteração de formatos? FR – Nossa ideia é replicar o formato já existente de lojas de departamento ou alterar quando há restrição de espaço. Algumas contarão com o espaço Riachuelo Mulher, e há outro, por enquanto engavetado, no formato Jovem. Estamos conseguindo manter o ritmo, e só nesse ano serão 40 novas lojas, predominantemente no modelo full, com departamentos masculino, feminino, infantil, lar e acessórios. Continuaremos a replicar o

formato vitorioso, time que está ganhando não se mexe, e para quem põe os olhos no longo prazo, não há como ser pessimista em termos de Brasil principalmente em nosso setor, onde há tudo por fazer e muito a crescer. DC – Quais as projeções de crescimento da rede ? FR – Estamos em período de silêncio (antes da divulgação de

No Brasil, é evidente o aumento de todos os custos. Vi uma daquelas reportagens sobre o valor do Big Mc e do iPad, que aqui são os mais caros do mundo.

r e s ul t a d o s ) e por enquanto não posso falar em números. Mas o que posso dizer é que, apesar da conjuntura difícil, estamos amadurecendo o modelo de sinergia integrado, tanto em sistemas como em processos produtivos, e já temos apresentado um crescimento muito bom. Nos últimos cinco anos trabalhamos para transformar a Riachuelo em uma empresa verticalizada, e esse esforço de verticalização e integração começa a surtir efeito na estrutura como um todo. DC – Por operar em toda a cadeia têxtil, como a Riachuelo tem lidado com problemas de competitividade, a alta carga tributária ou a invasão chinesa? FR – A nossa empresa é meio que um retrato do Brasil: no varejo, está indo bem, mas na indústria vem sofrendo muito o efeito da queda de competitividade. No Brasil, é evidente o aumento de todos os custos de maneira fantástica. Vi uma daquelas reportagens sobre o valor do Big Mc e do iPad, que aqui são os mais caros do mundo. Peça de roupa custa o

Presidente da Riachuelo, Flávio Rocha: o time está ganhando.

dobro, tênis o dobro ou o triplo. Tudo isso porque temos um Estado absurdamente hipertrofiado, muito além do que a população pode pagar. Na época da Constituinte, quando eu era deputado, a carga tributária era da ordem de 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Agora, é de 40%. Fora os problemas de infraestrutura. Tudo isso vem atingindo uma proporção que quem puxa não aguenta mais, porque vem se manifestando através da queda vertiginosa da competitividade para a indústria, que compete com o mundo. O e-commerce não tem fronteiras, e o varejo ainda tem proteção, só não sei quanto vai durar. É um problema real, completo e assustador causado pelo custo Brasil. DC – Explique melhor como isso afeta os negócios da rede Riachuelo e do mercado de moda como um todo. FR – Em 2010, a nossa produção própria era de 90% da confecção. Já a que foi vendida este ano não chega a 50%. Já a importação, que era de 5%, esse ano está na ordem de 30%. A nossa parte industrial, que empregava duas vezes mais que a varejista, agora empatou: há 20 mil funcionários nas lojas e 20 mil na indústria. É um triste alerta e uma triste tendência: hoje, o maior distribuidor de peças do Brasil não somos nós. É a Infraero, que coloca mais produtos de vestuário no mercado que as maiores redes (como Riachuelo, Renner, C&A, Marisa e Pernambuca na s). É tão absurda a diferença do custo do Estado brasileiro que faz mais sentido para uma jovem mãe pegar um avião e ir para Miami fazer enxoval: ela gasta menos com todos os custos da viagem e ainda sai no lucro. Aqui, os itens custam o dobro, o triplo, por reflexo desse inimigo que é o custo Brasil. E não só tributariamente e pelos problemas de infraestrutura, mas pelo excesso regulativo, pela normatização excessiva, detalhada, absurd a , q u e a f u g e n t a i n v e s t imentos e algema as mãos de quem quer empreender e produzir.

DC – O novo consumidor está mais exigente. O que isso representa para o varejo? FR – Não só o consumidor, mas o cidadão está mais exigente, e isso é mais salutar, é o que estamos vendo nas ruas. Em dez anos, o consumo se tornou a porta de entrada da cidadania. Essa mudança demográfica que aconteceu com mais de 50 milhões que vieram da pobreza e se tornaram consumidores, que fizeram um "treinamento" no varejo, estão consumindo e ao mesmo tempo exercitando uma via de duas mãos. A pirâmide social virou um losango, e hoje a parcela predominante é a cintura desse losango, a classe média que representa 47% da população. Depois desse exercício, o brasileiro deixou de ser um mero súdito da caridade estatal, e passou a exigir reciprocidade: eu pago, eu quero contrapartida. DC – Como atrair o cliente em tempos de retração e cautela no consumo? FR– Pelo diferencial competitivo. Nós temos um modelo único, diferenciado, que nos dá duas coisas fundamentais para cumprir nosso propósito de democratizar, de oferecer moda a um baixo custo, através de um modelo integrado e imbatível, e na velocidade que a moda exige. O modelo fatiado está em crise no mundo todo, e quando se olha para o varejo de moda lá fora, há dois mundos completamente diferentes: um, estagnado, fechando lojas e com crescimento loja a loja muitas vezes negativo, com margens muito pequenas; o outro, representa a enorme prosperidade gerada por adotar o modelo integrado, em redes como Zara, H&M, Top Shop, a Uniqlo, no Japão, e a Forever 21, o novo fenômeno do mercado americano do varejo que traz de volta uma atividade extinta desde anos 1980, que é a do operário de confecção. É a sinergia de explorar a cadeia têxtil inteira de forma integrada. Nós fomos os únicos que conseguimos implementar esse modelo no Brasil, que tem se revelado superior nesses dois aspectos: baixo custo e velocidade.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 31 de julho de 2013


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e Fôlego novo para o cadastro positivo

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Hoje, o mercado ‘solidariza’ a taxa de risco dos consumidores ao colocar todos em um mesmo pacote. O cadastro positivo vai separar os bons pagadores” Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços

conomia

Com a entrada dos dados dos clientes das instituições financeiras no sistema, a partir de amanhã, a expectativa é que o cadastro finalmente ganhe corpo. Foto Paulo Pampolin / Hype

Renato Carbonari Ibelli

A

partir de amanhã, as instituições financeiras começam a abastecer o cadastro positivo com as informações creditícias de seus clientes. Por ser um setor que lida diariamente com um volume grande de consumidores, a expectativa é que o cadastro finalmente ganhe corpo. Os dados deverão ser fornecidos por bancos, financeiras e administradoras de leasing. Já as administradoras de consórcios, outro elo do setor financeiro, ganharam prazo maior para aderir, junho de 2014. Na prática, quando um cliente, pessoa física ou jurídica, buscar um agente financeiro para pegar um empréstimo ou fazer um financiamento, será questionado se deseja ter seu histórico de pontualidade de pagamento de dívidas incluído no cadastro positivo. Caso aceite, seu histórico poderá ser acessado por lojas, bancos, prestadoras de serviços e pelas financeiras. Por exemplo, imagine que aquele cliente, que autorizou a inclusão das informações no cadastro positivo, resolva parcelar a compra de um calçado. Durante a transação, antes de passar o cartão de crédito, o lojista acessará seu histórico de pontualidade de pagamento. Caso suas contas estejam em dia, o lojista poderá oferecer vantagens a ele, como um prazo maior para o pagamento. No longo prazo, a expectativa é que o cadastro, ao segregar os bons pagadores dos

Devedores renegociam suas dívidas: com o cadastro positivo, o consumidor com as contas em dia pode ter vantagens nos financiamentos. maus pagadores, crie um cenário mais saudável para o mercado de crédito. Em outras palavras, se espera queda na inadimplência, o que diminuiria o risco de quem oferece crédito, possibilitando ao mercado praticar juros menores para o consumidor. “Hoje, o mercado ‘solidariza’ a taxa de risco dos consumidores ao colocar todos em um mesmo pacote. O cadastro positivo vai separar os bons pagadores, permitindo reduzir o risco

do mercado”, diz Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Dados do Banco Mundial mostram que países que adotaram o cadastro positivo conseguiram reduzir a inadimplência em até 43%. Estados Unidos, China, México Alemanha e Chile são alguns dos países que adotaram esse modelo. Nesses países também foi observado o au-

mento no acesso ao mercado de crédito após a implantação do cadastro. O cadastro positivo está ativo desde junho de 2011, quando a Lei n° 12.414/11 foi aprovada. Ele é gerenciado por birôs de crédito, como a Boa Vista Serviços. Até então, era abastecido com dados coletados pelos próprios birôs e pelo varejo. Agora, a partir de amanhã, o setor financeiro também irá municiá-lo com informações de seus clientes. “Os

bancos têm a maior rede de captação de informações de clientes, por isso, trazem a possibilidade de crescimento consistente ao cadastro”, diz Dourado. O presidente da Boa Vista acredita que o cadastro positivo chegue a sua maturidade dentro de três a cinco anos. A meta é que, nesse prazo, uma grande parcela dos 70 milhões de brasileiros que compõem a População Economicamente Ativa do País esteja

cadastrada. As informações creditícias de um consumidor só poderão constar do cadastro com sua autorização. Elas poderão ser acessadas por ele, a qualquer momento, gratuitamente. Também, a qualquer momento, este consumidor poderá pedir a retirada de seus dados do sistema. Entre as informações que constarão do cadastro estão o número de contratos de empréstimos, valores contratados, número de parcelas, valor de cada parcela, data de vencimento das parcelas, além de informações sobre renda, renda comprometida, profissão, empregador, hábito de pagamento e compromissos assumidos e vigentes. Qualquer consumidor, mesmo aquele que carregue dívida, pode autorizar que seu histórico fique acessível ao mercado. No cadastro mantido pela Boa Vista, cada consumidor recebe uma pontuação. Essa pontuação é maior para aqueles que mantêm as contas em dia. Para consumidores inadimplentes, a pontuação vai aumentando à medida que ele quita suas pendências. Segundo o presidente da Boa Vista, é crescente o interesse do público em aderir ao cadastro. Pesquisas realizadas pela Boa Vista mostram que, entre 2011 e 2012, o número de consumidores dispostos a disponibilizar seu histórico creditício saltou de 20% para 25%. As mesmas pesquisas mostraram que, quando a pergunta é estimulada, com a apresentação das vantagens do cadastro, os interessados saltam para 80%.

Foto Valéria Gonçalvez / Estadão Conteúdo

Depois das bombas, explosão de vendas.

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Para administradores dos shoppings, vendas poderão ser até 7% maiores que no ano passado.

Otimismo nos shoppings para o Dia dos Pais

A

s vendas nos shopping centers brasileiros devem crescer 7% por conta do Dia dos Pais de 2013, na comparação com 2012, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Segundo a Abrasce, artigos eletrônicos, livros e perfumes devem ser os principais presentes escolhidos. Além disso, destaca, os produtos de beleza e os cosméticos têm ganhado espaço. "O ingresso masculino nesse mercado, com produtos cada vez mais específicos e custo mais acessível, atrai público cada vez maior". A expectativa dos administradores dos shoppings é bem mais otimista do que a dos lojistas, que na semana passada previram um aumento de 3%.

A previsão é de que Dia dos Pais aumente também a frequência nas praças de alimentação. Conforme a superintendente da Abrasce, Adriana Colloca, "apesar de os restaurantes de rua estarem passando por uma fase ruim, com a alta de preços, onda de manifestações e consequente queda na demanda, as praças de alimentação, por enquanto, não sentiram queda significativa nas vendas". O incremento motivado pelo Dia dos Pais alcançará praticamente o mesmo patamar das vendas em geral nos shoppings no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período do ano anterior, que subiram aproximadamente 8%, segundo informou o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abras-

ce), Luis Fernando Veiga. O executivo participou ontem de painel no Brasil Retail Week, em São Paulo. Veiga ainda afirmou que as perspectivas para o ano são positivas, mesmo com o cenário de desaquecimento do consumo das famílias. A perspectiva é de inauguração de 41 novos shoppings este ano, que se somarão aos 465 que existem hoje. Em 2012, foram inaugurados 27 empreendimentos, recorde do setor. Mesmo com o grande número de inaugurações previstas, Veiga afirmou que não há excesso de espaços vagos, sem procura de lojistas. "Nossa taxa de vacância está em 2,2% este mês, o que equivale a praticamente uma vacância técnica", comentou. (Estadão Conteúdo)

pós as maiores manifestações nos últimos 20 anos afetarem as atividades varejistas nos grandes centros urbanos brasileiros, fato que levou os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) a apontar queda de 1% nas vendas, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a perspectiva para este e os próximos dois meses são positivas. As projeções do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV, apontam uma recuperação e estimam alta de 6,6% em julho. Para os meses subsequentes, também é esperada aceleração, com crescimento real de 9% em agosto e 11,3% em setembro. O varejo de não duráveis, que inclui as vendas de alimentos, entre outros, apontou notável queda em junho, de 4,6%. No entanto, o IAV-IDV igualmente indica forte recuperação para os próximos dois meses, com crescimento de 11,3% e 14,7%, em comparação com o mesmo período de 2012. Para julho, a estimativa é de 1,8% positivos. O setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, é o grupo com

desempenho mais constante. Houve leve queda de 0,4% em junho e estimativa de crescimento de 8,7% em julho. Para agosto e setembro, a expectativa de aumento é de 8,6% e 9,3%, respectivamente. Já para o segmento de bens duráveis, apesar do retorno gradual das alíquotas originais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para linha branca e móveis, os associados estimam taxas significativas de crescimento, com alta de 12,2% em julho, 8,1% em agosto e 11,1% em setembro.Em junho, houve aumento de 3,9%. Para o presidente do IDV, Flávio Rocha, o cenário econômico nacional foi marcado nas últimas semanas pela manutenção da política restritiva do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que aumentou os juros de 8% para 8,5% ao ano. "Além disso, a influência da inflação em itens importantes para as famílias brasileiras, como alimentos, afetou o desempenho do varejo no primeiro semestre. Contudo, a desaceleração da inflação, principalmente no setor alimentício, pode levar a melhores resultados no segundo semestre de 2013", espera Rocha.


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O Itaú Unibanco adota a linha seguida por outros bancos, focando produtos de menor risco.

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Marcos Bezerra/Futura Press

Itaú Unibanco lucra mais e reavalia avanço do crédito O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou ontem que seu lucro líquido foi de R$ 3,6 bilhões no segundo trimestre, 8,4% superior ao do mesmo período do ano passado e 3,2% acima do trimestre anterior. O avanço é creditado à expansão dos empréstimos e à redução da inadimplência. Apesar da melhora no resultado, o cenário mais desafiador da economia levou o banco a baixar a previsão para o crescimento da carteira de crédito de 11% a 14% para 8% a 11%. Foram mantidas outras estimativas, como crescimento de 15% a 18% nas receitas com prestação de serviços e resultado com seguros, previdência e capitalização e despesas com provisões para perdas com empréstimos de R$ 19 bilhões a R$ 22 bilhões. A carteira de empréstimos do Itaú Unibanco encerrou o segundo trimestre em R$ 445,1 bilhões 7,6% acima dos R$ 413,4 bilhões do ano anterior. A inadimplência acima de 90 dias foi de 4,25% no trimestre, ante 5,2% de um ano antes. As despesas com provisões recuaram 20% no período, para R$ 4,9 bilhões. Mesmo com o avanço do crédito e o recuo da inadimplência, o resultado

Receita com prestação de serviços avançou 24,4% na comparação com 2012, para R$ 5,4 bilhões.

foi afetado negativamente devido à queda de 76,2% com as operações de tesouraria – de R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2012 para R$ 268 milhões neste ano. A margem financeira com clientes também recuou na comparação anual e somou R$ 11,3 bilhões, queda de 8,8%. O spread de crédito líquido, – diferença entre custos de captação e de empréstimo do banco menos os gastos com provisões para calotes – foi de 7,2% no segundo trimestre deste ano, ante 7,4% de 2012. Na linha seguida por outros bancos: de focar em produtos de menores riscos, mas de menor

Ano XVI nº 899

A força do Brasil no desempenho do Santander

rentabilidade, o Itaú Unibanco tem feito esforços para aumentar receitas com prestação de serviços. No segundo trimestre, essa linha avançou 24,4% ante 2012, para R$ 5,4 bilhões, impulsionada pela aquisição das ações dos minoritários da empresa de cartões Redecard ao final de 2012. Segundo o Itaú Unibanco, desconsiderando esse efeito, o crescimento seria de 11,1%. Na semana passada, o aquirrival do Itaú Unibanco, o Bradesco informou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre, 4,1% a mais que o valor apurado entre abril e junho de 2012. (Agências)

Susana Vera/Reuters

Rua Tabapuã, 540 - S.Paulo/SP PABX (11) 3040-9800

Resultado global caiu12,8% ante o primeiro trimestre e 26,4% em relação ao mesmo período de 2012

FAX (11) 3040-9955

www.ciee.org.br Informativo Semanal do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE (Entidade filantrópica e de assistência social) Presidente do Conselho de Administração: Ruy Martins Altenfelder Silva - Presidente Executivo: Luiz Gonzaga Bertelli

INCLUSÃO DE JOVENS CRESCE 12% Com 165 mil novas contratações, o primeiro menor renda. “Essa expansão se deve ao crescente semestre do ano registrou aumento de 12% no nú- reconhecimento, por parte das empresas e órgãos mero de jovens inseridos em programas de estágio públicos, da eficácia do estágio e da aprendizagem e aprendizagem, em relação ao mesmo período de como modalidades de formação profissio2012. Com esse recorde, o CIEE amplia significativa- nal”, avalia Luiz Gonzaga Bertelli, presidente mente o número de beneexecutivo do CIEE. Além disso, reflete o esforço ficiados com experiência realizado pela instituição, profissional somada a uma remuneração que poderá que oferece uma ampla ser utilizada para cobrir gama de serviços – caso de despesas escolares dos palestras, oficinas, publicações e cursos gratuitos, estagiários e aprendizes, bem como para reforçar presenciais e à distância os orçamentos familia–, destinados a melhorar res – um efeito adicional o desempenho dos jovens expressivo, em especial em programas de estágio Jovem beneficiado por programa social do CIEE acompanhado de sua mãe. e aprendizagem. nos segmentos sociais de

PRÊMIO PARA JOVENS CIENTISTAS

O CIEE estimulará os estudantes beneficiados pelo programa Aprendiz Legal a produzir pesquisas para concorrer ao Prêmio Jovem Cientista. Promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Roberto Marinho (FRM), Gerdau e GE, neste ano o prêmio tem como tema Água – desafios da sociedade. Os vencedores dividirão mais de 700 mil reais em prêmios, como bolsas de estudos, notebooks e viagens. Além dos aprendizes, alunos dos ensino médio, superior e pós-graduação interessados em participar do concurso têm até 30/8 para se inscrever. Mais informações: www.jovemcientista.cnpq.br.

♦ importância do setor de relacionamento com o cliente para a economia brasileira. Palestra de Vitor Morais de Andrade, presidente da Associação Brasileira de Relacionamento Empresa Cliente (Abrarec), no 188º Ciclo CIEE de Palestras sobre RH. 13/8, terça-feira, às 8h30, nos auditórios Ernesto Igel e Mario Amato. ♦ A ocupação produtiva do planalto paulista no século XVIII e a contradição campo/cidade. Aula inaugural de Anselmo Alfredo, professor da USP, no 10º Curso de História de São Paulo, coordenado por Ana Maria de Almeida Camargo, professora da USP. A abertura será feita por Ruy Martins Altenfelder Silva - Presidente da Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ) e presidente do Conselho de Administração do CIEE. 15/8, quinta-feira, às 9h, no Teatro CIEE (Rua Tabapuã, 445, Itaim Bibi, São Paulo/SP), com café da manhã e distribuição do livro São Paulo - das tribos indígenas às tribos urbanas, que reúne material das edições 5, 6, 7 e 8 do curso. Inscrições obrigatórias e gratuitas para os eventos: www.ciee.org.br/portal/eventos. Os auditórios Ernesto Igel e Mario Amato ficam na Rua Tabapuã, 540 e o Espaço Sociocultural – Teatro CIEE está localizado no nº 445 da mesma rua. Informações pelos tels. (11) 3040-6541/6542.

T

ambém o Banco Santander Brasil divulgou ontem os resultados do segundo trimestre, que mostram menores perdas com empréstimo e crescimento de receitas com serviços e tarifas. O lucro do banco foi de R$ 1,41 bilhão, 4,3% a menos do primeiro trimestre de 2012 mas acima do de R$ 1,3 bilhão da previsão dos analistas. A carteira de crédito do Santander Brasil encerrou o segundo trimestre em R$ 266,7 bilhões, alta de 9% ante o mesmo período do ano passado. Apesar do maior volume, as operações foram afetadas negativamente por menores spreads médios devido à maior participação de produtos de menor risco. Com isso, a margem financeira bruta foi de R$ 7,4 bilhões, ante margem de R$ 8,4 bilhões um ano antes. Para compensar as margens menores, o Santander Brasil aumentou receitas com prestação de serviços e tarifas, que somaram R$ 2,7 bilhões, avanço de 12,5% sobre os R$ 2,4 bilhões do segundo trimestre do ano passado. A inadimplência acima de 90 dias foi a 5,2%, ante 4,9% de um ano antes e 5,8% no primeiro trimestre. A provisão para perdas com empréstimos foi reduzida para R$ 3,2

bilhões ante R$ 3,8 bilhões no mesmo período de 2012 e R$ 3,4 bilhões nos três primeiros meses deste ano. O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, medida da rentabilidade de um banco, ficou em 11,4%, excluindo ágio, no primeiro semestre ante 13,4% na primeira metade de 2012. Melhor filial – O balanço global do Santander para o primeiro semestre, divulgado também ontem, em Madri, informa que a participação da filial brasileira no lucro do grupo caiu um ponto percentual nos últimos meses. A participa-

ção, que fora de 26% no primeiro semestre de 2013, veio para 25%. Em números absolutos, isso significa 262,5 milhões de euros, já que o lucro total declarado foi de 1,05 bilhão de euros – 12,8% abaixo dos três primeiros meses do ano e 26,4% inferior ao segundo trimestre de 2012. A leve acomodação não tira do Brasil a posição de principal filial em termos de geração de lucros: faz praticamente o dobro do resultado do Reino Unido, segunda operação mais rentável e responsável por 13% do lucro do segundo trimestre. (Agências)

Superávit ainda dentro da meta

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Banco Central informou ontem que o superávit primário – a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública – fechou o primeiro semestre em R$ 52,1 bilhões, o equivalente a 2,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi inferior em 20% ao do mesmo período de 2012, quando chegou a R$ 65,6 bilhões ou 3,08% do PIB. O esforço fiscal no acumulado de 2013 foi feito com a ajuda de um superávit de

R$ 33,7 bilhões do governo federal (1,46% do PIB) e R$ 18,4 bilhões (0,8% do PIB) de estados e prefeituras – R$ 15,8 bilhões e R$ 2,60 bilhões respectivamente. As empresas estatais registraram um superávit de R$ 15 milhões. O resultado apresentado é o mais baixo para o semestre desde 2010 (R$ 42 bilhões), afetado sobretudo pelos resultados mais fracos de arrecadação e mais gastos. Em 12 meses até junho, a

economia feita para pagamento de juros foi equivalente a 2% do PIB, abaixo da meta do governo de 2,3%. Somente o governo federal, entre janeiro e junho, registrou primário de R$ 61,1 bilhões, quase R$ 8 bilhões a menos do que o primeiro semestre de 2012. O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em R$ 12,2 bilhões em julho e em R$ 65,9 bilhões no semestre e que a dívida pública representou 34,5% do PIB.(Reuters)


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Estamos trabalhando com os preços mais baixos possíveis. Pagamos impostos brasileiros, temos que respeitar regulações diversas. Oscar Vicente Simões de Oliveira, conselheiro da ABTA.

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IGP-M, o índice dos aluguéis, desacelera em julho. Fundação Getúlio Vargas divulga alta de apenas 0,26% no Índice Geral de Preços-Mercado neste mês de julho, contra 0,75% de junho.

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Índice Geral de Preços-Mercado (IGPM) subiu 0,26% em julho, ante elevação de 0,75% em junho, em meio à desaceleração da alta no atacado e à queda dos preços de alimentos e transportes no varejo. De acordo com dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em 12 meses o IGP-M acumula alta de 5,18%. Em relação à segunda pré-

via de julho, entretanto, houve ligeira aceleração mensal, após alta de 0,24% no período. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,30% em julho, ante avanço de 0,68% no mês anterior. Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30% no índice geral, teve deflação de 0,07%, contra alta de 0,39%

5,18

por cento é a alta que acumula o IGP-M em 12 meses, segundo dados divulgados ontem pela FGV

visto anteriormente. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, registrou elevação de 0,73%, desacelerando ante alta de 1,96% em junho. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel, e calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. O nível elevado de

inflação recentemente abalou a confiança do consumidor, que atingiu em julho o menor nível desde maio de 2009, segundo a FGV. Mas tanto Transportes – após a revogação do aumento das tarifas do transporte público em várias capitais – quanto Alimentação vêm ajudando os preços a perder força, o que já foi indicado pela desaceleração da alta do IPCA-15 para 0,07% em julho. (Reuters)

Serviços e indústrias puxam PIB de São Paulo Werther Santana/EC

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Produto Interno Bruto (PIB) mensal do Estado de São Paulo apresentou alta de 2,2% em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo informou ontem a Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). A expansão registrada foi influenciada, principalmente, pelos resultados positivos dos serviços (2,1%) e da indústria (1,4%). A agropecuária, por outro lado, caiu 1,9%. Um mês antes, o PIB do Estado de São Paulo havia registrado alta de 5,2%, também na comparação anual. Já na comparação com abril deste ano, o PIB de maio apresentou ligeira queda, de 0,3%. Contribuíram para o resultado a retração da indústria (2,3%) e o comportamento estável dos serviços e da agropecuária. No acumulado do ano, de

janeiro a maio, a economia paulista apresentou taxa de crescimento de 1,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve alta de 1,7%. "O PIB estadual é fortemente dependente das diretrizes nacionais de política econômica e representa um terço do PIB brasileiro e se correlaciona com este, a despeito de suas características específicas", explica a Seade. Commodities – Enquanto o PIB nacional mostra uma grande dependência de influência das commodities, a economia paulista caracteriza-se por ser mais industrializada e integrada ao mercado interno. Concentra 42% da indústria de transformação brasileira e cadeias produtivas de maior nível tecnológico, com produtos a preços mais estáveis, diretamente atrelados ao incremento de produtividade e estratégias de diferenciação de produtos. (Folhapress)

Ampliação do aeroporto internacional de Guarulhos: economia do Estado de São Paulo teve crescimento de 2,2% em maio deste ano.

Preço da TV por assinatura está na média, diz ABTA. Lúcia Helena de Camargo

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Brasil já possui 17 milhões de domicílios com TV por assinatura. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) divulgada ontem, esse número equivale a 55 milhões de espectadores. O crescimento em relação ao ano passado foi de 6%. Já o faturamento do setor aumentou 15,7% no mesmo período – em meio às críticas de que o preço dos pacotes no Brasil é muito caro (como ocorre em muitos segmentos). Para rebater essas críticas, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura divulgou o estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) que apontou que o preço no Brasil está dentro da média mundial.

Pacote básico – O pacote básico aqui custa, em média, US$ 23,25, o que coloca o País na 27ª posição entre 49 países englobados. A média geral ficou em US$ 27,43, sendo que o maior preço foi encontrado na Nova Zelândia (US$ 95) e o menor, na Índia (US$ 5). A pesquisa coletou dados em abril e maio de 2013. A base de comparação foi o índice Big Mac publicado pela revista britânica The Economist – que parte do princípio de que o sanduíche é o mesmo em todos os lugares, assim, pode-se usá-lo como uma justa taxa de conversão. "Estamos trabalhando com os preços mais baixos possíveis", defende Oscar Vicente Simões de Oliveira, conselheiro da ABTA. "Pagamos impostos brasileiros, temos que respeitar regulações diversas, temos as cotas de produção na-

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Extrato de Aditamento Contratual. Processo nº 05/13 - Pregão nº 04/13. Objeto: Aquisição de carnes e frios. Fica ajustado entre as partes que será aditado ao valor contratual a importância de: Contratado: Frigoboi Comércio de Carnes Ltda, valor de R$ 37.695,00 (trinta e sete mil, seiscentos e noventa e cinco reais). Contratado: G. A. Moris Filho - ME, valor de R$ 5.850,00 (cinco mil, oitocentos e cinquenta reais). Contratado: Minerva Dawn Farms Indústria e Comércio de Proteínas S/A, valor de R$ 15.437,50 (quinze mil, quatrocentos e trinta e sete reais e cinquenta centavos). Contratado: Nutricionale Comércio de Alimentos Ltda, valor de R$ 37.681,25 (trinta e sete mil, seiscentos e oitenta e um reais e vinte e cinco centavos). Contratado: S. Mazzoni Alimentos – EPP, valor de R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais). As demais cláusulas e condições do contrato permanecem inalteradas. Data: 30 de julho de 2013. Jamil Akio Ono - Prefeito.

cional." As operadoras, embora vendam combos que incluem tanto a programação televisiva quando internet de banda larga, mantêm um olho no peixe e outro no gato. Estão apreensivas e atentas em relação ao crescimento de empresas como a NetFlix, que fornece conteúdo de TV online, por preços bem menores. Em São Paulo, a assinatura custa R$ 17. Para discutir essas e outras questões relacionadas à TV por assinatura, a entidade organiza para a próxima terça-feira, dia 6, a Feira e Congresso ABTA 2013, que contará com estandes de empresas, debates e seminários. O evento acontece no Transamérica Expo Center (localizado na Avenida Dr. Mário Villas Bôas Rodrigues, 387, na zona sul da cidade de São Paulo). Mais informações no site: www.abta2013.com.br.

Governo compra menos. Isso afeta o mercado de livros.

A

s vendas de livros encolheram 7,36% em 2012 no Brasil, de acordo com dados divulgados ontem pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato dos Editores de Livros (SNEL). Foram comercializados 434,92 milhões de exemplares no ano passado, dos quais 166,35 milhões de livros para o governo. O resultado negativo foi puxado justamente por esse segmento, cujas vendas tiveram retração de 10,31%. As vendas ao mercado, excluído o governo, encolheram menos: 5,43%, e totalizaram 268,56 milhões de livros. A pesquisa "Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro", elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da

Universidade de São Paulo (Fipe/USP), a pedido das entidades, aponta que o faturamento das editoras brasileiras alcançou R$ 4,98 bilhões, alta de 3,04% em relação a 2011. A discrepância entre os números de receita e vendas é explicada pelo acréscimo de 12,46% no preço médio do livro vendido pelas editoras ao mercado ao longo de 2012. O faturamento das editoras nas vendas ao governo, cujas compras são feitas por intermédio de programas como Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), encolheu 5,20%, para R$ 1,31 bilhão. Já a receita das editoras com a venda ao mercado, seja para livrarias ou outros pontos de venda, cresceu 6,36% no mesmo período e totalizou

R$ 3,66 bilhões. "Esse foi o primeiro crescimento real de vendas ao mercado desde 2008", destacaram as entidades em nota. O ganho real no período (descontada a inflação) foi de 0,49%, segundo as entidades. As livrarias são o principal canal de comercialização do setor editorial no Brasil, com 47,42% do total dos livros vendidos ao mercado, ou 127,35 milhões de exemplares. Em seguida aparecem os distribuidores, com 26,25% e 70,49 milhões de exemplares, e a categoria porta-a-porta e catálogo, com 8,03% e 21,55 milhões de exemplares. O ranking da Fipe aponta grande número de vendas nas igrejas e templos, com 3,07%; nos supermercados, com 2,80%; e nas bancas de jornal, com 2,13%. (Estadão Conteúdo)

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A Comissão Permanente de Julgamento de Licitação torna público o resultado do julgamento das propostas do Processo Licitatório nº 25/2013, Tomada de Preços 05/2013, que tem como objeto a contratação de empresa especializada para construção de uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA de que trata a Portaria 1.020, de 13 de maio de 2009, do Ministério da Saúde. Após análise da proposta, a CPJL decide DESCLASSIFICAR a proposta comercial das empresas AAZ COMÉRCIO REPRESENTAÇÃO E SERVIÇOS LTDA. e CONSTRUTORA AQUARIUS LTDA. em razão do valor apresentado estar acima do valor estimado pela Prefeitura Municipal de Andradina. Foi constatado também que a empresa CONSTRUTORA AQUARIUS LTDA. não apresentou o anexo VII – Cronograma Físico-Financeiro conforme item 6.1 do edital. Andradina/SP, 05 de julho de 2013. Paulo Henrique Bernardoni Caldas - Presidente da CPJL.

SÃO PAULO TRANSPORTE S/A.

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO AVISO DE LICITAÇÃO Pregão nº 038/2013 - Processo nº 205/2013 Acha-se aberto no Ministério Público do Estado de São Paulo o Pregão Presencial nº 038/2013 - Processo nº 205/2013, que tem por objeto a contratação de empresa para prestação de serviços de controle, operação e fiscalização de portarias e edifícios com a efetiva cobertura dos postos designados, no âmbito do Ministério Público do Estado de São Paulo. O Edital da presente licitação encontra-se à disposição dos interessados, gratuitamente, na Comissão Julgadora de Licitações, situada na Rua Riachuelo nº 115, 5º andar, sala 506, de 2ª a 6ª feira, das 09:30 às 18:30 horas, ou através da Internet nos Sites www.mp.sp.gov.br e www.e-negociospublicos.com.br. Os envelopes serão recebidos na sessão pública de processamento do Pregão, na Rua Riachuelo nº 115, 9º andar, sala 926, no dia 13/08/2013, e sua abertura dar-se-á às 11:00 horas no mesmo dia e local. Comissão Julgadora de Licitações, em 29 de julho de 2013.

CNPJ nº 60.498.417/0001-58 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO Ficam convocados os Senhores Acionistas da São Paulo Transporte S/A, para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará no dia oito de agosto de 2013, com início às 11 (onze) horas, em sua sede social, nesta Capital, na Rua Boa Vista, nº 236, no 7º andar, a fim de tomarem conhecimento e deliberarem sobre os seguintes assuntos: 1. ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 1.1 Eleição de membros do Conselho de Administração da Empresa; 1.2 Outros assuntos de interesse social. São Paulo, 29 de julho de 2013. JILMAR TATTO Presidente do Conselho de Administração

ASSOCIAÇÃO Ç SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA – ASF torna público que se acha aberto procedimento licitatório de SELEÇÃO DE FORNECEDORES - CONTRATAÇÃO INTEGRADA Nº 001/2013, PROCESSO ASF Nº 041/2013, OBJETIVANDO A CONTRATAÇÃO INTEGRADA DE EMPRESA PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA E ARQUITETURA PARA A ELABORAÇÃO DE PROJETO EXECUTIVO ASBUILT E EXECUÇÃO DE OBRA E REFORMA PARA IMPLANTAÇÃO DA REDE HORA CERTA NO AMA ESPECIALIDADES SOROCABANA – CRITÉRIO MELHOR NOTA TÉCNICA E PREÇO. O edital na íntegra poderá ser consultado no sítio ASF: www.saudedafamilia.org e ou retirado na sede da Associação, sita à Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Informações no endereço eletrônico: licitacoesasf@saudedafamilia.org | Data da Sessão Pública: 15/08/2013 às 09h30 – Local da Sessão: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 – Higienópolis – São Paulo/SP. Nota: Retificação da publicação realizada em 30/07/2013.

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Extrato de Aditamento Contratual. Processo nº 45/13 - Tomada de Preços nº 09/13. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de obras de reforma no Pronto Socorro e Ambulatório de Especialidades Médicas Dr. Carlos Guedes, Contrato de Repasse n° 767653/2011 – Ministério da Saúde, que entre si fazem. Contratante: Prefeitura do Município de Andradina. Contratado: W J Saleme Engenharia e Construção Ltda. Fica ajustado entre as partes que o contrato em vigor será aditado no valor de R$ 3.020,13 (três mil e vinte reais e treze centavos). Data: 30 de julho de 2013. Jamil Akio Ono - Prefeito.


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16 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

quarta-feira, 31 de julho de 2013

No Brasil, a Fiat continua na liderança do mercado, com o crescimento nas vendas dos modelos Novo Palio, Siena, Grand Siena e Strada.

conomia

Fiat: receita sobe, mas lucro desce. Resultados do trimestre na América Latina, puxados pelos mercados de Brasil e Argentina, mostraram crescimento de 8% na receita, mas lucro caiu 5,9%.

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Brasil e a Argentina foram os principais responsáveis pelo crescimento de 8% na receita da Fiat na América Latina no segundo trimestre, sobre igual período de 2012, para 2,839 bilhões de euros (R$ 8,5 bilhões), segundo balanço da montadora divulgado ontem. No entanto, a companhia italiana apontou o aumento da inflação, dos custos industriais, principalmente os trabalhistas, e das despesas correntes para justificar a queda de 5,9% no lucro operacional na região, de 238 milhões de euros (R$ 714 milhões) para 224 milhões de euros (R$ 672 milhões).

"O trimestre foi caracterizado por uma indústria forte (crescimento de 9%), particularmente no Brasil e Argentina e, geralmente, pelas boas condições de comércio em toda a região", informou a Fiat no balanço. No Brasil, a Fiat destaca a liderança da montadora no mercado local, com o crescimento nas vendas dos modelos Novo Palio, Siena, Grand Siena e Strada. Nos resultados, a montadora aponta também o crescimento de 14% nos embarques na América Latina, que atingiram 258 mil veículos exportados no segundo trimestre, alta de 14% sobre as 226 mil unidades de igual período de 2012.

8,5 bilhões de reais foi o faturamento da Fiat na América Latina no trimestre, mas lucro operacional caiu de R$ 714 milhões para R$ 672 milhões. Do total, 215 mil veículos foram exportados via Brasil, aumento de 11%, 29 mil da Argentina, alta de 46%, e 14 mil

de outros países. A Fiat não divulgou o lucro líquido da região. No balanço, a companhia relatou que o lucro líquido global do grupo totalizou 435 milhões de euros no segundo trimestre, ante 239 milhões de euros no mesmo período de 2012, alta de 82%. O lucro líquido atribuível aos proprietários da controladora somou 142 milhões de euros, mais de quatro vezes os 32 milhões de euros obtidos no mesmo período do ano anterior. A receita do grupo subiu 3,6%, para 22,3 bilhões de euros. A Fiat também confirmou suas metas para o ano, com receita entre 88 e 92 bilhões de euros. (Estadão Conteúdo)

Toyota planeja produzir 10,1 milhões

A

Toyota Motor planeja fabricar cerca de 10,1 milhões de veículos no mundo neste ano, publicou ontem a agência japonesa Nikkei. Segundo a agência, se o plano for cumprido, a Toyota será a primeira montadora a produzir mais de 10 milhões de unidades em um único ano. A empresa deve divulgar o plano global de produção na sexta-feira, junto com seus resultados de abril a junho. Apenas pela matriz, o grupo planeja montar cerca de 8,9 milhões de veículos este ano, dos quais pouco mais de 3,3 milhões serão produzidos no Japão, informou a agência. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 31 de julho de 2013

OTIMA - CONCESSIONÁRIA DE EXPLORAÇÃO DE MOBILIÁRIO URBANO S.A. NIRE 35.300.446.747 – CNPJ: 17.104.815/0001-13

Ata de Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 10 de junho de 2013 Data, hora e local da Assembleia: Realizada no dia 10 de junho de 2013, às 10 horas, na sede social da Otima – Concessionária de Exploração de Mobiliário Urbano S.A. (“Companhia”), localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Parte, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP, CEP 05477-000. Convocação: Dispensada a convocação tendo em vista a presença de acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, nos termos do disposto no Artigo 124, Parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das S.A.”). Presenças: Presentes os acionistas representando a totalidade do capital social da Companhia, conforme assinaturas lançadas no livro de Presença dos Acionistas da Companhia. Mesa: Michael Machado, Presidente; Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Ordem do dia: I) Matérias para Deliberação: 1) Aprovar a redesignação dos cargos ocupados pelos Srs.: (i) Ana Lúcia Dinis Ruas Vaz, brasileira, divorciada, empresária, inscrita no CPF/MF sob o nº 116.459.908-93, portadora da carteira de identidade RG nº 5.069.721-3 SSP/SP, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 12.901, 5º andar, Torre Oeste, São Paulo-SP, para o cargo de membro titular no Conselho de Administração da Companhia; e (ii) Paulo José Dinis Ruas, português, casado com separação total de bens, empresário, inscrito no CPF/MF sob o nº 128.477.058-30, portador da carteira de identidade para Estrangeiros RNE W501.775-F CGPI/DIREX/DPF nº 1238071, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 12.901, 5º andar, Torre Oeste, São Paulo-SP, que passa a ocupar o cargo de membro suplente no Conselho de Administração da Companhia. Os conselheiros que tiveram seus cargos redesignados serão investidos em seus cargos mediante a lavratura e assinatura de termo de posse no Livro de Atas de Reunião do Conselho de Administração da Companhia. Atendendo ao disposto no art. 147 da Lei das S.A.s, os conselheiros que tiveram seus cargos redesignados declaram, sob as penas da lei, não estarem impedidos de exercer a administração da Companhia, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra normas de defesa de concorrência, contra as relações de consumo, fé pública, ou a propriedade. Diante do exposto acima, a composição do Conselho de Administração da Companhia, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária da Companhia a ser realizada em 2014, passa a ser a seguinte: Membros titulares: (i) Michael Machado, brasileiro, casado, industriário, inscrito no CPF/MF sob o nº 080.313.395-20, portador da carteira de identidade RG nº 36.196.600-3 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo-SP, ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia; (ii) Herbert Adriano Quirino dos Santos, brasileiro, casado, contador, inscrito no CPF/MF sob o nº 916.230.905-96, portador da carteira de identidade RG nº 04.776.071-01 SSP/BA, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Alto de Pinheiros, São Paulo-SP; (iii) Irineu Berardi Meireles, brasileiro, casado, administrador de empresas, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.272.218-91, portador da carteira de identidade RG nº 4.194.000 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo-SP; (iv) Frederico Nogueira e Silva, brasileiro, casado, advogado, inscrito no CPF/MF sob o nº 210.943.062-15, portador da carteira de identidade RG nº 1.267.968 SSP/PA, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Radiantes, nº 13, 4º andar, Jardim Leonor, São Paulo-SP; e (v) Ana Lúcia Dinis Ruas Vaz, brasileira, divorciada, empresária, inscrita no CPF/MF sob o nº 116.459.908-93, portadora da carteira de identidade RG nº 5.069.721-3 SSP/SP, residente e domiciliada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 12.901, 5º andar, Torre Oeste, São Paulo-SP; e Membros suplentes: (vi) Adriano Sá de Seixas Maia, brasileiro, casado, advogado, inscrito no CPF/MF sob o nº 900.602.025-72, portador da carteira de identidade RG nº 066.32.857-80 SSP/BA, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Alto de Pinheiros, São Paulo-SP, como suplente do Sr. Michael Machado, Presidente do Conselho de Administração da Companhia; (vii) Marcelo Felberg, brasileiro, casado, economista, inscrito no CPF/MF sob o nº 708.271.337-15, portador da carteira de identidade RG nº 004.492.881-0 IFP/RJ, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Ala A, Alto de Pinheiros, São Paulo-SP, como suplente do Sr. Herbert Adriano Quirino dos Santos; (viii) Paulo Henrique dos Santos Quaresma, brasileiro, casado, industriário, inscrito no CPF/MF sob o nº 459.749.185-68, portador da carteira de identidade RG nº 19.534.175-9, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 4.777, 5º andar, Alto de Pinheiros, São Paulo-SP, como suplente do Sr. Irineu Berardi Meireles; (ix) Marcos de Almeida Amazonas, brasileiro, casado, radialista, inscrito no CPF/MF sob o nº 535.148.908-20, portador da carteira de identidade RG nº 5.167.387-3 SSP/SP, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Radiantes, nº 13, 4º andar, Jardim Leonor, São Paulo-SP, como suplente do Sr. Frederico Nogueira e Silva; e (x) Paulo José Dinis Ruas, português, casado com separação total de bens, empresário, inscrito no CPF/MF sob o nº 128.477.058-30, portador da carteira de identidade para Estrangeiros RNE W501.775-F CGPI/DIREX/DPF nº 1238071, residente e domiciliado na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com endereço comercial na Av. das Nações Unidas, nº 12.901, 5º andar, Torre Oeste, São Paulo-SP, para o cargo de suplente da Sra. Ana Lúcia Dinis Ruas Vaz. Quorum da deliberação: A deliberação acima foi aprovada por unanimidade, sem reservas ou restrições. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia, lavrando-se a presente Ata que, após lida e aprovada, foi assinada por todos os presentes. São Paulo, 10 de junho de 2013. Mesa: Michael Machado, Presidente, Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária; Acionistas: Odebrecht TransPort Participações S.A., APMR Investimentos e Participações S.A., Rádio e Televisão Bandeirantes de Minas Gerais Ltda., Kalítera Engenharia Ltda. Certifico e dou fé que essa ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo/SP, 10 de junho de 2013. Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 266.564/13-6 em 22.07.2013. Gisela Simiema Ceschin, Secretária-Geral.

SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A.

CNPJ 62.285.390/0001-40 Ata da Assembleia Geral Ordinária Realizada em 24 de Abril de 2013 Local: Sede Social, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 3º andar - São Paulo, às 16:00 horas. Convocação: Publicação de editais dispensada, conforme faculta o Artigo 124, Parágrafo 4º da Lei 6.404/76, em razão do comparecimento dos acionistas representando a totalidade do Capital Social. Quórum: Acionista representando a totalidade do Capital Social. Instalação: Instalada pelo Sr. Alvaro Augusto Vidigal. Composição da mesa: Escolhido o Sr. Alvaro Augusto Vidigal para Presidente da mesa, o qual convidou a mim, Homero Amaral Júnior para Secretário. Conselho scal: Não instalado no período. Ordem do dia para Assembleia Geral Ordinária: i) exame, discussão e deliberação sobre o Relatório da Diretoria, Balanço Patrimonial da Sociedade e Demonstrações Financeiras do Exercício Social encerrado em 31.12.2012; ii) Apreciação da proposta da Diretoria para não distribuição de dividendos, revertendo-se a provisão para a conta de Reserva Estatutária de Lucros; iii) a eleição da Diretoria para mandato de 1 (um) ano, e, iv) a não instalação do Conselho Fiscal no corrente exercício. Documentos oferecidos à apreciação dos presentes: a) Relatório da Diretoria, Balanços e demais demonstrações nanceiras e Pareceres da Auditoria Independente relativos ao exercício ndo 31 de dezembro de 2012, devidamente publicados no jornal “Diário do Comércio” e no “Diário Ocial do Estado de São Paulo” em 7 de março de 2013. Deliberações: Por unanimidade de votos, respeitados os impedimentos de lei, esta Assembleia aprovou: i) sem reserva, as contas sociais do exercício de 2012, constantes dos demonstrativos nanceiros e demais documentos correlatos; ii) a proposta da diretoria para não distribuição de dividendos; iii) a eleição da Diretoria, resultando reeleitos os seguintes diretores, para um mandato de 1 (um) ano: Srs. Alvaro Augusto Vidigal, brasileiro, separado consensualmente, administrador de empresas, RG nº 3.605.386 SSP/SP e CPF nº 039.214.338-00; Alvaro Augusto de Freitas Vidigal, brasileiro, casado, corretor de valores, RG nº 21.816.499-3 SSP/SP e CPF nº 149.225.838-58; Daniel Doll Lemos, brasileiro, casado, analista de investimentos, portador da cédula de identidade RG nº 26.239.563-0 SSP/SP e do CPF/MF nº 275.605.768-18; Francisco Donizeti Ferreira, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 5.681.473 SSP/SP e CPF nº 014.681.968-39; Gerson Luiz Mendes de Brito, brasileiro, separado judicialmente, contabilista, RG nº 5.720.162-6 SSP/SP e CPF nº 037.453.768-20; Marcelo Pereira Cardoso, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 20.042.322-8 SSP/SP e CPF nº 135.677.078-92, e, Tarcísio Rodrigues Joaquim, brasileiro, separado judicialmente, administrador de empresas, RG nº 17.583.677 SSP/SP, CPF/MF nº 086.062.468-40, todos com domicílio nesta Capital, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 3º andar, para o cargo de Diretor, sem designação especial. A duração do mandato da Diretoria ora eleita é de 1 (um) ano, com vencimento no dia da posse da diretoria eleita pela Assembleia Geral Ordinária de 2014, permanecendo os demais cargos vagos até posterior deliberação. Fica xado, a título de honorários, o teto de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para o presente exercício, sendo de competência da Diretoria, dentro desse limite, estabelecer a remuneração individual dos diretores. O presente limite poderá ser objeto de atualização monetária através dos índices ociais de inação, e iv) a não instalação do Conselho Fiscal no presente exercício. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu por encerrados os trabalhos, suspendendo antes a sessão, para que se lavrasse a presente ata que, depois de lida e aprovada, foi assinada pelo Sr. Presidente, por mim, Secretário e pelo acionista presente, Banco Paulista S.A., (aa) Alvaro Augusto Vidigal Presidente, Homero Amaral Júnior - Secretário, pelo acionista: Gerson Luiz Mendes de Brito e Marcelo Pereira Cardoso. A presente ata é cópia el da lavrada em livro próprio. Alvaro Augusto Vidigal - Presidente e Homero Amaral Júnior - Secretário. JUCESP nº 267.773/13-4 em 23/7/13 - Gisela Simiema Ceschin - Secretária-Geral.

RB Capital Realty S.A. - CNPJ/MF nº 05.809.287/0001-19 - NIRE 35.300.196.589 Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 15/06/2013 Data, Hora, Local: 15/06/2013, 10hs, sede social, R. Amauri, 255, 5º and., parte, SP/SP. Convocação: Dispensada. Presença: Totalidade do capital social. Mesa: Presidente: Régis Dall’Agnese, Secretário: Thiago Luiz Pereira Rosa Ribeiro. Deliberações Aprovadas: (i) O “Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação” (“Protocolo Salus I”) e o “Instrumento de Protocolo e Justificação de Incorporação” (“Protocolo Salus II”), firmados em 01/06/2013, elaborados em conjunto pelos Administradores da Cia. e os Administradores da Salus Empreendimentos Imobiliários I Ltda., sede em SP/SP, CNPJ/MF 13.015.590/0001-78, atos constitutivos arquivados na JUCESP NIRE 35.224.971.106 (“Salus I”) e Salus Empreendimentos Imobiliários II Ltda., sede em SP/SP, CNPJ/MF 13.015.818/0001-20, atos constitutivos arquivados na JUCESP NIRE 35.224.971.114 (“Salus II”); (ii) Ratificaram a nomeação da Soldo Serviços de Contabilidade Ltda., CRC 2SP022035, CNPJ/MF 04.558.312/0001-76, indicada no Protocolo Salus I e no Protocolo Salus II como responsável pela avaliação dos patrimônios líquido da Salus I e da Salus II pelo critério contábil, com base nos balanços patrimonial especiais da Salus I e da Salus II, levantados em 31/05/2013, e pela elaboração do Laudo de Avaliação Salus I e do Laudo de Avaliação Salus II; (iii) O Laudo de Avaliação do Patrimônio Líquido da Salus I, referentes aos patrimônios líquido da Salus I e Salus II em 01/06/2013. Tais Laudo tiveram como base os balanços patrimonial especiais levantados em 31/05/2013, tendo apurado um patrimônio líquido da Salus I no valor de R$ 37.490,00 e da Salus II no valor de R$ 11.294,00; (iv) As incorporações da Salus I e da Salus II, pela Cia., que passará a responder como sucessora universal, para quaisquer fins e efeitos, sendo certo, que a Cia. assume, sem quaisquer exceções ou restrições, todo o ativo e o passivo da Salus I e da Salus II, incluindo todos os seus bens, direitos e obrigações. Por ser a Cia., nesta data, detentora da totalidade das quotas representativas dos capitais social da Salus I e da Salus II, a presente operação não acarretará qualquer aumento de capital para a Cia., visto que a incorporação se consubstanciará em meras substituições de expressões contábeis, isto é, a Cia. substituirá o valor registrado em seu ativo permanente como participações societárias pela absorção dos ativos e passivos das incorporadas, ou seja, pelo acervo líquido recebido da Salus I e da Salus II; (v) Autorizaram os Administradores da Cia. a praticarem todos atos necessários para implementar e efetivar as deliberações acima tomadas. Os lançamentos contábeis decorrentes da operação ora efetivada, inclusive aqueles correspondentes às variações patrimoniais ocorridas na Salus I e na Salus II entre a data do levantamento do balanço patrimonial especial acima referido e a data da assinatura do presente instrumento serão realizados pela Cia.. Conforme deliberações da totalidade dos sócios da Salus I e da Salus II, foram decididas as incorporações da Salus I e da Salus II pela Cia.. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Thiago Luiz Pereira Rosa Ribeiro: Secretário. JUCESP nº 265.454/13-0 em 18.07.13. Gisela Simiema Ceschin - Sec. Geral.

Vix One Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda. CNPJ/MF nº 08.091.808/0001-33- NIRE - 35.220.726.441 Reunião dos Sócios Quotistas - Edital de Convocação Claudio Carvalho de Lima e Rafael Novellino, na condição de administradores da VIX One Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda., (“SOCIEDADE”), vêm, pela presente, nos termos do Contrato Social em vigor, convocar as sócias quotistas, para a Reunião de Sócios Quotistas, a realizar-se no dia 05.08.2013, às 10hs, na sede social, em SP/SP, Av. Engenheiro Roberto Zuccolo, nº 555, 1º andar, sala 1.001 - parte, Vila Leopoldina, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: i) com fundamento no disposto do item II do art. 1.082 do Código Civil, deliberar acerca da proposta de redução do capital em R$ 16.000.000,00, considerados excessivos em relação ao objeto, com o cancelamento de 16.000.000 quotas, com valor nominal de R$1,00 cada uma, sendo 10.400.000 quotas de propriedade da sócia Cyrela Brazil Realty S.A. Empreendimentos e Participações, 800.000 quotas de propriedade da sócia Morar Construtora e Incorporadora Ltda., e 4.800.000 quotas de propriedade da sócia Incortel Incorporações e Construções Ltda., as quais receberão, na proporção das respectivas participações, o valor da redução em moeda corrente do país, a título de restituição do valor das quotas canceladas. Passando o capital social de R$ 33.145.799,00 para R$ 17.145.799,00; e ii) autorizar os administradores da Sociedade a assinar e firmar todos os documentos necessários para a restituição dos valores devidos em razão da redução de capital, assim como a publicar a ata deliberando a redução do capital, contendo um resumo das deliberações aprovadas, para os fins prescritos no art. 1.084 e seus parágrafos do Código Civil, bem como os sócios promover a alteração do contrato social consignando o novo valor do capital social. São Paulo, 27.07.2013. Rafael Novellino - Administrador, Claudio Carvalho de Lima - Administrador.

AVISO DE LICITAÇÃO. MODALIDADE: Pregão Presencial 069/2013, PROCESSO: 555/2013, OBJETO RESUMIDO: Aquisição de 5 (cinco) ambulâncias tipo “a” de simples remoção, DATA E HORA DA LICITAÇÃO: 14/08/2013, às 09h00, LOCAL DA LICITAÇÃO: Paço Municipal, na Praça Cel. Brasílio Fonseca, 35, Centro, Guararema – SP. O Edital poderá ser lido e obtido na íntegra no Paço Municipal de Guararema, na Praça Cel. Brasílio Fonseca, 35, Centro, Guararema/SP, no período das 08h30min às 16h00. Os interessados poderão obter o Edital por e-mail, enviando mensagem eletrônica para o endereço licitacao@guararema.sp.gov.br, informando os dados da empresa, a modalidade e o número da licitação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4693-8016. MARCIO LUIZ ALVINO DE SOUZA, Prefeito Municipal

REC Cipasa S.A. CNPJ/MF nº 12.855.419/0001-04 Relatório da Diretoria Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras condensadas da Sociedade, referentes aos exercícios findos em 31/12/2012 e de 2011. A Diretoria Demonstração dos Fluxos de Caixa Balanço Patrimonial em 31 de dezembro - Em milhares de reais Controladora Consolidado Exercícios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais Controladora Consolidado Ativo 2012 2011 2012 2011 Passivo e patrimônio líquido Controladora Consolidado 2012 2011 2012 2011 Circulante 7 11 224.428 163.136 Circulante 2012 2011 2012 2011 338 380 109.392 55.382 Caixa e equivalentes de caixa 7 11 10.100 3.581 Empréstimos e financ. (Nota 15) - 39.033 26.772 Lucro (prejuízo) antes do imposto Ativos financeiros ao valor justo (9.589) (403) (5.691) 1.516 Fornecedores 2 43 9.477 4.125 de renda e da contrib. social por meio do resultado (Nota 7) - 50.032 52.540 Contas a pagar (Nota 13.1.2 (b)) 3.301 - Ajustes para conciliar o resultado Contas a receber de clientes (Nota 8) - 68.674 59.342 Obrig.por aquis. de imóveis (Nota 16) 3.169 3.485 às disponibilidades geradas Créditos a receber (Nota 9) 8.585 3.099 Obrigações trabalhistas e tributárias 1 2 4.564 3.449 pelas atividades operacionais Imóveis destinados à venda (Nota 10) - 74.142 39.658 Obrig. tributárias diferidas (Nota 17(a)) 1.476 1.410 Resultado de equival. patrimonial (2.287) (6.788) Demais ativos - 12.895 4.916 Adiantamentos de clientes (Nota 18) (443) (443) - 18.724 4.208 Ganhos em investimentos, líquidos Não circulante 142.316 151.698 134.075 102.306 Parceiros em empreend. (Nota 12) 11.664 6.615 2.672 6.959 - 18.075 4.035 Depreciações e amortizações Realizável a longo prazo 537 1.612 107.934 76.117 Provisões (Nota 19) 591 14.142 5.139 6.868 5.229 Encargos financ. s/financiamentos Contas a receber de clientes (Nota 8) - 81.813 55.582 Dividendos a pagar 2.605 3.672 335 335 489 790 Provisões Créditos a receber (Nota 9) - 12.917 7.635 Outras contas a pagar (1.919) 4.216 1.879 Participação dos não controladores Imóveis destinados à venda (Nota 10) 2.438 3.534 Não circulante 165 - 75.085 27.639 Prov. p/créditos de liquid. duvidosa Dividendos a receber 537 1.612 - Empréstimos e financ. (Nota 15) 174 5.073 - 62.440 14.904 Imp. de renda e contribuição social Consórcios (Nota 11) 3.458 2.925 Obrig.por aquis. de imóveis (Nota 16) 580 551 Decrésc./acrésc.em ativos e passivos Parceiros em empreend. (Nota 12) 7.308 6.441 Obrig. tributárias diferidas (Nota 17(a)) 3.848 2.720 Ativos financeiros ao valor justo Investimentos (Nota 13.1.1) 141.779 150.086 - I.R. e contrib. social difer. (Nota 17(b)) 2.508 (21.405) 4.996 7.209 por meio do resultado Imobilizado (Nota 14) 1.476 1.004 Provisões (Nota 19) 3.221 2.255 Contas a receber de clientes Intangível (Nota 14) - 24.665 25.185 Total do passivo - (46.496) (52.451) 338 - 184.477 83.021 e créditos a receber - (33.390) 2.175 Patrimônio líquido 141.985 151.329 174.026 182.421 Imóveis destinados à venda (533) (1.067) Capital social (Nota 20.1) 1 1 1 1 Consórcios - 13.173 697 Adiant.p/futuro aumento de capital 150.976 150.731 150.976 150.731 Parceiros em empreendimentos - (7.979) (3.388) Reserva de lucros (8.992) 97 (8.992) 597 Demais ativos (41) (15.392) 5.352 (12.118) 141.985 151.329 141.985 151.329 Fornecedores 3.301 Partic.dos acionistas não control. - 32.041 31.092 Contas a pagar Total do ativo 142.323 151.709 358.503 265.442 Total do passivo e patrim. líquido 142.323 151.709 358.503 265.442 Obrig. trabalhistas e tributárias (1) 1.115 3.016 Obrigações tributárias diferidas 1.194 1.973 Demonstração do Resultado Exercícios findos em 31 de dezembro - Em milhares de reais, exceto lucro por ação Obrig. por aquisição de imóveis (287) 1.106 Controladora Consolidado Controladora Consolidado Adiantamento de clientes - 14.516 1.961 2012 2011 2012 2011 2012 2011 2012 2011 Demais passivos 5 2.340 288 Receita (Nota 21) - 104.588 95.608 Despesas financeiras (Nota 25(b)) - (591) (12.717) (5.845) Divid. propostos a não controladores 456 Custo das vendas (Nota 22(a)) - (45.974) (53.408) Receitas financeiras (Nota 25(a)) 443 9.894 3.511 Caixa aplicado nas ativ. operac. (249) (15.646) 31.293 (58.760) Amort.do ágio aloc.(Nota 13(c) e 14(a)) - (10.210) (6.615) Despesas financeiras, líquidas - (148) (2.823) (2.334) Imp.de renda e contrib.social pagos (859) (5.464) (3.610) Lucro bruto - 48.404 35.585 Lucro (prej.) antes do I.R.e da C.S. (9.589) (229) (5.691) 6.589 Juros pagos - (14.723) (Despesas) receitas I.R. e contribuição social (Nota 26) - (174) (3.251) (5.073) Comerciais (Nota 22(b)) - (9.780) (2.283) Lucro líquido (prej.) do exercício (9.589) (403) (8.942) 1.516 Caixa líq. aplicado nas ativ. operac. (249) (16.505) (51.480) (62.370) Fluxo de caixa das ativ. de invest. Gerais e administrativas (Nota 22(b)) (212) (254) (44.416) (26.805) Atribuída a Investimentos Equival. patrimonial (Nota 13.1.1(d)) 2.287 6.788 Partic.do acion.controlador da control. - (9.589) (403) Adiantamento para futuro aumento Amort.do ágio (Nota 13(c) e 14 (a)) (10.210) (6.615) Participação dos não controladores 647 1.919 de capital em controladas - (31.245) Baixa do ágio (Nota 14 (a)) (1.454) - (1.454) - Prej.básico por ação (Nota 20.3)-R$ (9,59) (0,40) - (2.624) (1.657) Outras rec. operac., líq. (Nota 24) 4.378 2.426 Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a Companhia Imobilizado e intangível Caixa e equivalentes de caixa de (9.589) (81) (51.272) (26.662) não apurou outros resultados abrangentes, razão pela qual essa demonscontroladora adquirida Lucro (prej.)oper.antes result.financ. (9.589) (81) (2.868) 8.923 tração não está sendo apresentada. Caixa líq.aplicado nas ativ.de invest. - (31.245) (2.624) (1.657) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - Em milhares de reais Fluxo de caixa das ativ. de financ. Atribuível aos acionistas da controladora Amortização de empréstimos - (103.028) (17.885) (114.915) Capital Res. de luc. Lucros Adiant.p/futuro Partic.de acionistas Total do Ingressos de empréstimos - 78.263 19.324 social Ret.de lucros acumulados aum.de capital Total não controladores patrim. líq. Aumento de capital 8.755 Em 31 de dezembro de 2010 1 1.000 1.001 20.874 21.875 Adiant. p/futuro aumento de capital 245 150.731 - 150.731 Subscrição e integraliz.de capital (Nota 13.1.1(d)) 8.755 8.755 Caixa líq.gerado pelas ativ.de financ. 245 47.703 60.378 63.895 Adiant. p/futuro aumento de capital (Nota 20.2) 150.731 150.731 150.731 Aum. (red.) de caixa e equiv. de caixa (4) (47) 6.523 (132) Lucro líquido (prejuízo) do exercício (403) (403) 1.919 1.516 Caixa e equivalentes de caixa Apropriação do lucro líquido - dividendo No início do exercício 11 58 3.581 3.713 mínimo obrigatório (Nota 13.1.1(d)) (403) 403 (456) (456) No final do exercício 7 11 10.100 3.581 Em 31 de dezembro de 2011 1 597 150.731 151.329 31.092 182.421 Aum. (red.) de caixa e equiv. de caixa (4) (47) 6.519 (132) Adiant. p/futuro aumento de capital (Nota 20.2) 245 245 245 Jorge Carlos Nuñez - Diretor Lucro líquido (prejuízo) do exercício (9.589) - (9.589) 647 (8.942) Bianca Carnicer Micheloni - Contadora CRC 1SP 253.163/P-7 Absorção do prejuízo (9.589) 9.589 Apropriação do lucro líquido - dividendo As Demonstrações Financeiras completas, as Notas Explicativas e o Relamínimo obrigatório (Nota 13.1.1(d)) 302 302 tório dos Auditores Independentes estão à disposição dos Acionistas na Em 31 de dezembro de 2012 1 (8.992) 150.976 141.985 32.041 174.026 sede da Companhia.

Kilu Lalina Participações S.A. CNPJ/MF n° 18.145.967/0001-27 – NIRE 35300453107 Ata de Assembleia Geral de Constituição Data, Horário e Local: 22/4/13, 10hs, em SP/SP, na R. Conselheiro Brotero, nº 1539, CJ 91, Santa Cecília. Presença: Totalidade. Mesa: Presidente: Israel Chilvarquer; Secretária: Lilian Waitman Chilvarquer. Ordem do dia: (i) deliberar a respeito da constituição de uma sociedade anônima sob a denominação de Kilu Lalina Participações S.A., aprovar o seu Estatuto Social e a subscrição e integralização do seu capital social; (ii) nomeação da empresa de contabilidade Direvi Assessoria Contábil Sociedade Simples Ltda., sociedade com sede em SP/SP, R.Campos Sales, nº 147, Apartamento 84, Bloco 2, Bairro Brás, CRC-SP nº 2SP020872/O-1 e CNPJ nº 03.093.548/000111, representada por Regina AparecidaTheixeira, RG nº 14.096.639-0 SSP/SP, CPF/MF nº 027.940.468-96 e CRC-SP nº 1SP122584/O-0, para avaliar os bens entregues à Cia.como forma de integralização do capital subscrito;(iii) aprovação do laudo de avaliação elaborado pela empresa acima nomeada; e (iv) eleição da Diretoria da Cia.. Deliberações Tomadas por Unanimidade: (i) aprovação unânime pelos subscritores, sem reserva e/ou ressalva, da constituição da Kilu Lalina Participações S.A., com subscrição e integralização do seu capital social, da seguinte forma: (a) o Sr. Israel Chilvarquer subscreve a quantia de R$ 200.000,00 e a integraliza mediante a transferência da propriedade de seus bens relacionados no “Anexo A” a este documento; e (b) a Sra. Lilian Waitman Chilvarquer, neste ato, subscreve a quantia de R$ 320.000,00 e a integraliza mediante a transferência da propriedade de seus bens relacionados no “Anexo A” a este documento, sendo esta Cia.regida pelo seguinte Estatuto Social:“Estatuto Social da Kilu Lalina Participações S.A.Art.1º - A sociedade tem a denominação de Kilu Lalina Participações S.A. Art. 2º - A sociedade tem sede na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Conselheiro Brotero, nº 1539, CJ 91, Santa Cecília, CEP 01232-011, podendo abrir filiais em qualquer localidade do território nacional, mediante resolução da Diretoria. Art. 3º - O prazo de duração da Cia. é indeterminado. Art. 4º - Constitui o objeto social: (i) a participação em outras sociedades;(ii) a administração de bens próprios;(iii) a compra e venda de imóveis;e (iv) o aluguel de imóveis.Art.5º - O capital social, neste ato subscrito, é de R$ 520.000,00, dividido em 520.000 ações ordinárias nominativas, com o valor nominal de R$ 1,00 cada uma, as quais são, neste ato, integralizadas por seus subscritores, na proporção de suas respectivas participações societárias. §Único. A cada ação ordinária nominativa da Cia. corresponderá um voto nas deliberações das Assembleias Gerais. Art. 6º - As assembleias gerais serão ordinárias e extraordinárias. As assembleias gerais ordinárias serão realizadas nos primeiros quatro meses do ano e as extraordinárias quandohouvernecessidade.Art.7º-AconvocaçãodequalquerassembleiageraldeveráserfeitapelaDiretoriacom8diasdeantecedência, informando data, hora e local da reunião e a ordem do dia. §1º - Independente do disposto no caput deste Art., será considerada regularmente instalada a assembleia geral a que comparecer a totalidade dos acionistas. §2º - Os acionistas poderão ser representados porprocurador.Art.8º-Asdeliberaçõesdeverãoseraprovadaspormaioriaabsolutadosvotosdosacionistasdasociedade,correspondendo a cada ação ordinária um voto. Art. 9º - A sociedade será administrada por uma Diretoria composta por 02 membros, sendo 01 Diretor Presidente e 01 Diretor Vice-Presidente, eleitos pela Assembleia Geral para ocuparem seus cargos pelo período de 03 anos, permitida a reeleição, podendo ser destituídos de seus cargos em reunião da assembleia geral por acionistas representando a maioria simples do capital social.§Único - A remuneração dos diretores será fixada pela assembleia geral e levada à conta de despesas gerais.Art.10 - Caberá a quaisquer dos diretores, isoladamente, ou aos procuradores constituídos em nome da sociedade, a prática dos atos necessários ou convenientes à administração desta, incluindo a representação da sociedade em juízo ou fora dele, perante terceiros, quaisquer repartições públicas, autoridades federais, estaduais ou municipais, autarquias, sociedades de economia mista e entidades paraestatais, podendo assinar todos e quaisquer documentos em nome da sociedade, inclusive cheques, promissórias, letras de câmbio, ordens de pagamento e contratos.§1º - A alienação de bens imóveis da sociedade ou qualquer bem que supere o valor de R$ 50.000,00 dependerá da aprovação de maioria absoluta dos acionistas, em reunião de assembleia geral extraordinária. §2º - A sociedade poderá ser representada por procuradores, sendo que as procurações outorgadas pela sociedade deverão ser assinadas por ambos os diretores e, além de mencionarem expressamente os poderes conferidos, deverão, com exceção daquelas para fins judiciais, conter um período de validade limitado. Art. 11 - A entrada de novos acionistas, tanto nos casos de emissão de novas ações, quanto nos casos de alienação das atuais ações ou de sua transferência a qualquer título, inclusive por sucessão ou partilha de bens em separação, divórcio ou dissolução de união estável, dependerá de aprovação da maioria absoluta dos acionistas em assembleia convocada especificamente para este fim. §1º - Nos casos de transferência das ações por sucessão ou partilha de bens em separação, divórcio ou dissolução de união estável em que não haja a aprovação do ingresso do sucessor, ex-cônjuge ou ex-companheiro(a) na forma do caput deste Art., proceder-se-á à apuração dos haveres aos quais estes têm direito. §2º - A apuração de haveres referida no parágrafo anterior dar-se-á pelo valor patrimonial das ações com base em balanço levantado para este propósito na data da decisão denegatória do ingresso do novo acionista na sociedade. A sociedade, a seu critério, pagará os haveres apurados, em moeda ou em bens, sendo que, se pagos em moeda, tal pagamento será realizado em 48 parcelas mensais, iguais e consecutivas, vencendo-se a primeira 06 meses contados da data da decisão denegatória do ingresso do novo acionista.Art.12 - O Conselho Fiscal funcionará de modo não permanente e será instalado na forma e nos casos previstos em lei. Art. 13 - O exercício social terá início em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro de cada ano. Art. 14 - Em caso de liquidação ou dissolução da sociedade, o liquidante será nomeado por maioria absoluta dos acionistas em assembleia geral. Nessa hipótese, os haveres da sociedade serão empregados na liquidação das obrigações e o remanescente rateado entre os acionistas de acordo com a participação de cada um deles no capital social, na data da liquidação. Art. 15 - Os casos omissos e as hipóteses não previstas neste Estatuto Social reger-se-ão pelas disposições legais em vigor.”; (ii) foi aprovada pelos subscritores a nomeação, para a avaliação dos bens entregues à Cia. como forma de integralização do capital subscrito, a empresa de contabilidade Direvi Assessoria Contábil Sociedade Simples Ltda., acima qualificada, neste ato representada por Regina Aparecida Theixeira, acima qualificada, tendo a reunião sido interrompida por uma hora para a elaboração do laudo de avaliação dos bens referidos acima, retornando às 12:00 hs, com a mesma presença; (iii) o laudo de avaliação elaborado pela empresa de contabilidade acima referida, que passa a integrar o presente documento como“Anexo A”, foi apresentado, tendo sido examinado e aprovado, em sua íntegra, pelos subscritores, passando, desta maneira, o capital social subscrito a estar totalmente integralizado;(iv) foram eleitos para integrar a Diretoria da sociedade o Sr.Israel Chilvarquer e o Sra.Lilian Waitman Chilvarquer, acima qualificados, ocupando os cargos de Diretor Presidente e de DiretoraVice-Presidente, respectivamente, sendo empossados em seus cargos, para exercer suas funções até a Assembleia Geral Ordinária a realizar-se no ano de 2015. A remuneração dos diretores será definida oportunamente e levada à conta de despesas gerais da sociedade. Lavratura e Leitura da Ata: sem outras manifestações, foram encerrados os trabalhos e suspensa a reunião pelo tempo necessário à lavratura desta ata, a qual, após ter sido reaberta a sessão, foi lida, achada conforme, aprovada e por todos os presentes assinada.SP, 22/4/13.Israel Chilvarquer - Presidente da Mesa; Lilian Waitman Chilvarquer - Secretária da Mesa. Visto: Gustavo Gonçalves Vettori - OAB/SP nº 291.810. Jucesp sob NIRE nº 3530045310-7 em 20/05/2013.Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.

SEICHO-NO-IE DO BRASIL CNPJ/MF 61.278.388/0001-81 Demonstrações Financeiras - (Em milhares de reais) Ativo 2012 2011 Circulante 35.982 32.664 Caixa e equivalente de caixa 26.510 24.969 Contas a Receber 4.008 3.422 Estoques 5.464 4.273 Ativo Não Circulante: Outros Créditos 3.270 4.491 Investimentos 89 92 Imobilizado 120.040 119.214 Intangivel 865 833 Tot.Ativo Não Circulante 124.264 124.630 Total do Ativo 160.246 157.294 Receita de Vendas 27.285 16.373 Receita de Atividades Sociais 81.156 64.734 Total de Receitas 108.441 81.107 Despesas s/ Ativ. Sociais (76.296) (60.744) Custo dos Produtos Vendidos (18.023) (6.087) Despesas Administrativas (14.034) (13.185) Outras Receitas Operacionais 3.505 7.197 Superavit do Exercício 3.593 8.288 As Notas Explicativas fazem parte integrante desta demonstração.Nota sobre 2011 (Reajustado):Procedemos a avaliação dos

A empresa FRANCIULLI COM. PEÇAS LTDA. EPP, situada à Rua Assungui, 961 - V.Gumercindo-SPSP, CNPJ 57.286.726/0001-50 declara para os devidos fins de direito e efeitos legais o extravio do talão de nota fiscal nº 1201 a 1250, modelo 2, série D-1.

www.dcomercio.com.br

PROINJET INDÚSTRIA PLÁSTICA LTDA - EPP torna público que q recebeu da CETESB a Renovação ç da Licença ç de Operação p ç nº 15006500,, válida até 29/07/2017,, ppara Artefatos de plásticos; fabricação de à Av. Guarulhos, 3134/ 3140, Vila Venditti, Guarulhos-SP.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 30 DE JULHO DE 2013 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

Passivo 2012 2011 Circulante 4.517 4.530 Fornecedores 850 1.690 Contas a Pagar 1.672 795 Salários e encargos 1.164 1.220 Impostos e contribuições a recolher 831 825 Exigível a Longo Prazo 150 191 Prov. p/ Contingencias 150 191 Patrimônio Liquido: Patrimônio Início 80.622 71.986 Fundos Vinculados 1.160 1.409 Superavit do Exercício 3.593 8.288 Ajuste de Avaliação Patrimonial 70.204 70.890 Total do Passivo 160.246 157.294 bens imóveis (terrenos, edificios e construções) da Sede Central e Academias, onde os imóveis foram avaliados com o critério do valor de mercado (valor justo) com base na data de 01/01/2011. Marie Murakami-Diretora Presidente Tuguio Teramae-Diretor Vice-Presidente Ceueti Nakano-Diretor Vice- Presidente Antonio S. I. Oshima- Sup. Finanças Sergio Massatoshi Miyazaki-Contador Adeildo Paulino- Conselho Fiscal Dr. Jair Muniz Arruda-Conselho Fiscal Carlos Koji Takahashi-Conselho Fiscal

CAOA FAMILY PARTICIPAÇÕES S.A. - CNPJ nº 08.456.887/0001-39 - NIRE 35.300.336.658 - Extrato da Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 15/03/2013. Data e Horário: 15 de março de 2013, às 10:00 horas. Local: Cidade de São Paulo, SP, Av. Ibirapuera, nº 2.822, 2º Andar, Moema, CEP 04028-002. Mesa Diretora: Dra. Izabela Molon Luchesi de Oliveira Andrade, como Presidente e a Sra. Emanuelle Carmesette do Ó Andrade - Secretária. Presença: Totalidade dos acionistas com direito a voto. Ordem do Dia: (I) Apreciar e aprovar a destinação dos valores recebidos por conta de dividendos e distribuição antecipada de lucros pagos pela empresa Caoa Serviços e Representação Comercial Ltda. (II) Outras deliberações de interesses sociais da Companhia. Deliberações Tomadas sem Divergências de Votos: (I) Por unanimidade dos acionistas foi aprovada a destinação dos valores recebidos por conta de dividendos e distribuição antecipada de lucros pagos pela empresa Caoa Serviços e Representação Comercial Ltda. num montante total de R$ 30.000.000,00, a ser distribuído da seguinte forma: Beneficiárias: Elivel Automotores Ltda., CNPJ/MF 54.820.774/0007-83, NIRE 35.203.262.297. Aporte de Capital: R$ 20.000.000,00; Total: R$ 20.000.000,00; CAOA Caminhões Ltda., CNPJ/MF 05.391.630/0001-58, NIRE 35.217.871.908. Aporte de Capital: R$ 10.000.000,00, Total: R$ 10.000.000,00. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata. Data: São Paulo, 15/03/2013. Presidente: Izabela Molon Luchesi de Oliveira Andrade; Secretária - Emanuelle Carmesette do Ó Andrade. Extrato do Original. JUCESP nº 267.962/13-7, em 23/07/2013. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

OTIMA - CONCESSIONÁRIA DE EXPLORAÇÃO DE MOBILIÁRIO URBANO S.A. NIRE 35.300.446.747 – CNPJ: 17.104.815/0001-13

Ata de Reunião do Conselho de Administração Realizada em 07 de junho de 2013 Data, hora e local: Realizada no dia 07 de junho de 2013, às 17:00 horas, na sede da Companhia, na Avenida Pedroso de Moraes, nº 1.553, conjuntos 71, 72, 73 e 74, Pinheiros, São Paulo/SP, CEP 05419-001. Presenças: Presentes os seguintes membros do Conselho de Administração: Michael Machado, Presidente; Herbert Adriano Quirino dos Santos; Irineu Berardi Meireles; Frederico Nogueira e Silva e Paulo José Dinis Ruas. Mesa: Michael Machado, Presidente; Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Deliberação: Os Conselheiros presentes decidiram aprovar a formalização de aditamento(s) visando a prorrogação do prazo de vencimento, até 05 de setembro de 2013, das seguintes operações de crédito originalmente contratadas pela Companhia junto ao Banco Bradesco S.A. em 12 de março de 2013 e posteriormente aditada, prorrogar o vencimento até em 07.06.2013, conforme aprovado nas Reuniões de Conselho de Administração da Companhia ocorridas em 11 de março de 2013, às 9:30 horas e 11 de abril de 2013, às 17:00 horas: (i) Cédula de Crédito Bancário (“CCB”) no valor de R$ 29.350.000,00 (vinte e nove milhões, trezentos e cinquenta mil reais), com aval da acionista Odebrecht TransPort Participações S.A. (“CCB 1”); (ii) CCB no valor de R$ 8.825.000,00 (oito milhões, oitocentos e vinte e cinco mil reais), com aval de João Carlos Saad, brasileiro, empresário, separado judicialmente, portador da cédula de identidade RG nº 3.469.968, inscrito no CPF/MF sob nº 171.363.978-55 (“CCB 2”); (iii) CCB no valor de R$ 8.825.000,00 (oito milhões, oitocentos e vinte e cinco mil reais), com aval da acionista APMR Investimentos e Participações S.A. (“CCB 3”); e (iv) CCB no valor de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), com aval da acionista Kalítera Engenharia Ltda. e cessão fiduciária da integralidade dos direitos creditórios da acionista Kalítera Engenharia Ltda., advindos do Contrato de Prestação de Serviços firmado com a Companhia em 21 de dezembro de 2012, conforme aditado, se for o caso (“CCB 4” e, em conjunto com a CCB 1, CCB 2, CCB 3 e CCB 4, as “CCBs 1º Financiamento”), observadas ainda as seguintes características aplicáveis às CCBs: (a) Encargos financeiros: CDI acrescido de 2,25% (dois inteiros e vinte e cinco centésimos) ao ano; (b) Garantia adicional: cessão fiduciária dos direitos creditórios a serem depositados em conta vinculada às CCBs 1º Financiamento, de titularidade da Companhia, conforme definida nas respectivas CCBs 1º Financiamento. A Diretoria da Companhia, na forma do Estatuto Social, fica expressamente autorizada a celebrar quaisquer contratos, aditamentos e instrumentos necessários à nova prorrogação do prazo das CCBs 1º Financiamento, podendo, enfim, praticar todos os atos necessários à implementação da deliberação ora aprovada; e 2) aprovar a contratação, pela Companhia, das seguintes novas operação(ões) de crédito, na modalidade de CCB, com as seguintes principais características (“Financiamento(s) Complementar(es)”): (i) Cédula de Crédito Bancário (“CCB”) no valor de até R$ 23.480.000,00 (vinte e três milhões, quatrocentos e oitenta mil reais), com aval da acionista Odebrecht TransPort Participações S.A. (“CCB 5”); (ii) CCB no valor de até R$ 7.060.000,00 (sete milhões e sessenta mil reais), com aval de João Carlos Saad, brasileiro, empresário, separado judicialmente, portador da cédula de identidade RG nº 3.469.968, inscrito no CPF/MF sob nº 171.363.978-55 (“CCB 6”); (iii) CCB no valor de até R$ 7.060.000,00 (sete milhões e sessenta mil reais), com aval da acionista APMR Investimentos e Participações S.A. (“CCB 7”); e (iv) CCB no valor de R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais), com aval da acionista Kalítera Engenharia Ltda. e cessão fiduciária da integralidade dos direitos creditórios da acionista Kalítera Engenharia Ltda., advindos do Contrato de Prestação de Serviços firmado com a Companhia em 21 de dezembro de 2012, conforme aditado, se for o caso (“CCB 8” e, em conjunto com a CCB 5, CCB 6, CCB 7 e CCB 8, as “CCBs Financiamento(s) Complementar(es)”), observadas ainda as seguintes características aplicáveis às CCBs Financiamento(s) Complementar(es): (i) Encargos financeiros: CDI acrescido de 2,25% (dois inteiros e vinte e cinco centésimos) ao ano; (iii) Vencimento: até 05 de setembro de 2013; e (iv) Garantia adicional: cessão fiduciária dos direitos creditórios depositados em conta vinculada à operação, de titularidade da Otima, garantia esta a ser compartilhada entre as CCB’s 1º Financiamento e a(s) CCBs Financiamento(s) Complementar(es), conforme definido nos respectivos instrumentos. A Diretoria da Companhia, na forma do Estatuto Social, fica expressamente autorizada a praticar todos os atos necessários à implementação da(s) CCBs Financiamento(s) Complementar(es) e aditamento(s) às CCBs 1º Financiamento, por ocasião do compartilhamento indicado no item “iv” acima – Garantia Adicional –, nos termos da presente deliberação ora tomada. Quorum da deliberação: A deliberação acima foi aprovada por unanimidade, sem reservas ou restrições. Encerramento, lavratura, aprovação e assinatura da ata: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a reunião e lavrada a presente ata, lida, aprovada e por todos assinada. São Paulo, 07 de junho de 2013. Mesa: Michael Machado, Presidente, Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Conselheiros: Michael Machado, Presidente, Herbert Adriano Quirino dos Santos, Irineu Berardi Meireles, Frederico Nogueira e Silva, Paulo José Dinis Ruas. Certifico e dou fé que essa ata é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo/SP, 07 de junho de 2013. Heloisa Gonçalves Folha Polesel, Secretária. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 266.565/13-0 em 22.07.2013. Gisela Simiema Ceschin, Secretária-Geral.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COORDENADORIA DE PARQUES URBANOS Comunicado Acha-se aberta na Coordenadoria de Parques Urbanos da Secretaria do Meio Ambiente, a licitação na modalidade Pregão Eletrônico nº 10/2013/CPU, Processo nº 11.378/2012, destinada à contratação de empresa para prestação de serviços de manutenção, adubação e conservação de áreas verdes para o Parque Gabriel Chucre – Lagoa de Carapicuíba. A abertura das propostas dar-se-á no dia 13/08/2013 às 09h00, no site www.bec.sp.gov.br, através da Oferta de Compra 260121000012013OC00010. As propostas serão recebidas no site a partir do dia 31/07/2013. Os interessados poderão consultar o Edital completo nos sites http://www.e-negociospublicos.com.br; www.bec.sp.gov. br ou www.ambiente.sp.gov.br. Maiores esclarecimentos: (11) 3133-3979 ou email: licitacoes@ambiente.sp.gov.br

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 59/13 - PREGÃO PRESENCIAL 39/13 Decisão do Prefeito no Processo Licitatório 59/13, Pregão Presencial 39/13, objetivando a contratação de empresa de radiodifusão e de som volante, para prestação de serviços de publicidade dos programas, obras, serviços e campanhas da Administração. Considerando a necessidade de adequação do edital e minuta do contrato, decido, por bem, adiar “sine die” o prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à apresentação das propostas. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar dia (31.07.13)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 62/13 - PREGÃO 40/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 62/13, na modalidade de Pregão 40/13, na forma presencial, para a aquisição de máquina/equipamento para pintura viária (meio fio). Data: 14 de agosto de 2013, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal A Debitar dia (31.07.13) 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br.

Empresa São Paulo Obras - SP Obras DECLARAÇÃO DE EXTRAVIO

ECONOMIA/LEGAIS - 17

EMISSÃO DE LICENÇA AMBIENTAL DE INSTALAÇÃO A São Paulo Obras - SPOBRAS torna público que recebeu da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo a Licença Ambiental de Instalação - LAI nº 06/ DECONT-SVMA/2013, com validade de 3 anos para o empreendimento denominado: Galerias Complementares dos Córregos Água Preta e Sumaré, no âmbito da Operação Urbana Água Branca, Município de São Paulo/SP.

ENGRECON S.A CNPJ 60.554.219/0001-64 Extrato de Ata da AGO Data, hora, local: 30.04.2013, 9:00 hs., na sede social, dispensada a publicação do edital de convocação dos acionistas nos termos do art. 124 da Lei 6404/76. Presidente: José Carlos de Andrade Nadalini e secretário Raul Itaete de Calasans. Ordem do Dia e Deliberações: a) Aprovadas por unanimidade as contas dos administradores e as Demonstrações Financeiras do exercício findo em 31.12.2012; b) Destinação do Lucro Líquido: R$ 46.510,67 p/Reserva Legal; R$ 620.925,21 p/Dividendos e R$ 262.775,61 p/Reserva de Lucros. Encerramento: Nada mais havendo a tratar foi encerrada a presente ata que lida e aprovada, foi assinada pelos acionistas presentes. José Carlos de Andrade Nadalini - Presidente da Mesa, Raul Itaete de Calasans - Secretário. JUCESP n° 262116/13-3 em 12.07.2013.

FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR – PROCON/SP Aberta na FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR – PROCON/SP, a licitação PREGÃO ELETRÔNICO nº 07/13, tipo MENOR PREÇO. Proc FP 319/13 - OC: 171101170462013OC00151. Objeto: AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA. Data de início de envio da proposta eletrônica: 30/07/2013. A sessão pública será 9:00 horas do dia 13/08/ 2013 no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO AVISO DE LICITAÇÃO Comunicamos que está aberta a Licitação relacionada abaixo: MODALIDADE: Pregão Presencial 022/2013. PROCESSO: 1179/2013. OBJETO: Contratação de empresa para prestação de serviços visando a execução de mapeamento digital do perímetro urbano do Município de São Pedro com fornecimento de sistema de informações geográficas para subsidiar os procedimentos de gestão municipal. INÍCIO DA SESSÃO PÚBLICA: 13/08/2013, às 15:00 hs, na sala de Licitações da Prefeitura do Município de São Pedro, sita à Rua Valentim Amaral, n° 748, Centro, São Pedro/SP. O edital completo encontra-se à disposição no Departamento de Compras e Licitações, sito à Rua Valentim Amaral 748, no horário das 08:00hs às 17:00hs. Fone: (19) 3481-9223 ou através do site: www.saopedro.sp.gov.br. São Pedro, 25 de julho de 2013. Beatriz Palma Crovino - Pregoeira. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO AVISO DE LICITAÇÃO Comunicamos que está aberta a Licitação relacionada abaixo: MODALIDADE: Pregão Presencial 020/2013. PROCESSO: 1118/2013. OBJETO: Contratação de empresa para prestação de serviços visando a destinação final de resíduos domiciliares em Aterro Sanitário. INÍCIO DA SESSÃO PÚBLICA: 14/08/2013, às 15:00 hs, na sala de Licitações da Prefeitura do Município de São Pedro, sita à Rua Valentim Amaral, n° 748, Centro, São Pedro/SP. O edital completo encontra-se à disposição no Departamento de Compras e Licitações, sito à Rua Valentim Amaral 748, no horário das 08:00hs às 17:00hs. Fone: (19) 3481-9223 ou através do site: www.saopedro.sp.gov.br. São Pedro, 25 de julho de 2013. Beatriz Palma Crovino - Pregoeira.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O país perde a possibilidade de ler uma versão diferente da oficial. Juan Carlos Calderón, editor.

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Parem as máquinas! A revista acabou. A única revista semanal de notícias do Equador fechou, alegando que a nova lei que regula a imprensa no país impede o jornalismo investigativo. O presidente Rafael Correa nega: a lei, afirma, ajuda a "boa imprensa". Fotos: Miridith Kohot/The New York Times

William Neuman*

O

s rostos pareciam longos, tão longos quanto aquela noite de 28 de junho, uma sexta-feira. Na redação da Vanguardia, a única revista semanal de notícias do Equador, a pequena equipe de 13 pessoas lutava para produzir a versão final, mesmo enquanto chaveiros trocavam as fechaduras das portas. O fechamento da revista, anunciado na véspera, surpreendeu a todos. A equipe estava especialmente chateada com o rumor de que não havia dinheiro para pagar as dispensas. Por isso, as pessoas dividiam o tempo entre tentar terminar a última edição e preencher formulários do governo para exigir o dinheiro devido. Frustrado com o fato de que a empresa controladora bloqueara o acesso a determinados servidores necessários para a produção da última edição, Juan Carlos Calderón, o editor, entrou na sala portando seu cavanhaque – famoso entre os jornalistas – gritando: "Por tudo que é mais sagrado! Vamos embora! Não dá pra trabalhar assim!" Ninguém prestou atenção a ele, que, depois de um tempinho saiu, batendo a porta. Em certo momento a equipe foi a um dos cantos da sala para tirar uma foto de grupo, todos segurando placas em frente à boca onde podia-se ler a palavra "despedido". Entretanto, no final das contas, a revista morreu sem cerimônia. Fechou as portas sem publicar uma edição de despedida. O último número, que deveria circular no dia primeiro de julho, nunca chegou às bancas. Por lei ou por medo – A causa da morte da revista ainda gera muita discussão. Segundo o dono do título, a nova lei que controla a mídia no país foi a responsável , ao criar restrições que ameaçam estrangular a imprensa livre. O presidente Rafael Correa, cujo governo foi frequentemente criticado pela Vanguardia, zombava do defunto antes de o corpo esfriar, afirmando que a revista havia morrido de fome. "Ninguém mais lê aquilo", afirmou, "e o dinheiro acabou". Já os repórteres e o editor têm opinião diferente: morreu de medo. "É ilógico pensar que é melhor desistir do que lutar. Isso é um reflexo do medo e o medo é um reflexo da impotência", diz Calderón.

"O desaparecimento da mídia ruim é positivo para a sociedade. Uma mídia de qualidade é imprescindível".

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PRESIDENTE RAFAEL CORREA

Na noite de 28 de junho, a equipe de 13 jornalistas ouve as instruções do editor Calderón antes de começar a trabalhar na preparação daquele que seria o último número.

A Vanguardia representava um golpe de ar fresco em um ambiente que está se tornando cada vez mais asfixiante EDITOR JUAN CARLOS CALDERÓN

Santiago Preckler, de 72 anos, revisor que trabalhou quase todos os oito anos de existência da revista, era quem estava mais abatido. Sim, afirmou, a nova lei dificultaria muito o jornalismo combativo, mas a decisão do dono de silenciar a revista foi a reação errada. "Ele foi um covarde", disse Preckler. O dono e presidente se chama Francisco Vivanco, e também dirige um jornal diário, o La Hora, que continua a ser publicado. Alvo frequente dos ataques de Correa contra a mídia, Vivanco havia preparado uma declaração para a última edição da Vanguardia com uma crítica avassaladora à nova lei, aprovada pelo presidente em junho. "Não podemos aceitar em silêncio que o governo determine os tópicos (a cobrir nas publicações)", escreveu Vivanco, rejeitando a ideia de que "toda liberdade de informação deve ser regulada ou inspecionada" ou que "um superintendente designado pelo presidente deva agir como juiz para penalizar meios de comunicação". Sem linchamento – Cor rea exigia há muito tempo a criação de uma lei que regulasse a imprensa, mas não foi capaz de aprová-la até junho deste ano, pouco após o início de um novo mandato no qual seu partido detém a maioria na assembleia nacional pela primeira vez. O presidente e correlig i o n á r i o s a f i rmam que a nova lei forçará a mídia tendenciosa, que per-

tence a uma pequena elite, a tornar-se mais justa e precisa. Além das penalidades pela publicação ou veiculação de materiais que prejudiquem a reputação e a honra de uma pessoa, a lei proíbe o chamado linchamento jornalístico, que consiste na publicação de materiais cujo objetivo seja reduzir o prestígio ou a credibilidade de uma pessoa. A lei também estabelece restrições à cobertura de litígios, cria órgãos oficiais com grande poder para regular e penalizar jornalistas e banir publicações de comunicações pessoais, incluindo e-mails e conversas. Os críticos dizem que as restrições prejudicam o jornalismo investigativo, minando a postura recente de Correa como defensor de delatores e inimigos dos segredos de Estado. Ele abrigou Julian Assange, fundador do WikiLeaks, por mais de um ano na embaixada do Equador em Londres, além de oferecer asilo a Edward J. Snowden, o funcionário da inteligência americana que fugiu dos Estados Unidos. Em uma entrevista recente, o presidente afirmou que seu interesse é tornar o jornalismo mais confiável e que negava com veemência a acusação de Vivanco de que a lei havia forçado a revista a fechar as portas. "Isso é uma mentira", afirmou Correa. Segundo o presidente, a revista enfrentava sérios problemas financeiros e a acusou de mentir para os anunciantes sobre a circulação – fraude que teria sido revelada pelas exigências da nova lei, que autoriza o governo a auditar tiragens. Ele citou que a revista declarava circulação

Mesmo em clima de vigília, o trabalho se prolongou até as 3 horas da madrugada. de cerca de 15 mil exemplares e o volume real era inferior a 5 mil. "Isso não é jornalismo honesto", afirmou Correa. Na edição do dia 29 de junho do programa de TV que apresenta todos os sábados, Correa discutiu o fechamento iminente da Varguardia. A circulação da revista era tão pequena que nem os donos a liam, afirmou. E embora a lei de meios não tenha sido a única responsável pelo fechamento da revista, aquela era a "a cereja do bolo, o golpe de misericórdia", uma vez que revelaria os verdadeiros números da circulação da revista. Ele acrescentou que sentia muito pelos trabalhadores que perderiam o emprego. Só versão digital – No dia anterior ao do programa de TV, a cena lúgubre dos funcionários despedidos da Vanguardia tentando finalizar a derradeira edição parecia uma vigília. Porém, a equipe continuava a trabalhar. "Ficarei descansada se tiver feito meu trabalho", afirmou Fernanda Grijalva, 27 anos, diagramando ao computador as páginas da revista. Às três da manhã a equipe finalmente deu por cumprida a tarefa, mas Calderón avisou que a empresa ordenara à gráfica não imprimir a revista. Por isso, membros da equipe postaram na internet uma versão digital com uma foto de

Snowden na capa. Calderón afirmou que alguns dos artigos mais fortes não poderiam ser publicados de acordo com a nova lei, mas que a obrigação da mídia era reagir. Alguns dos elementos da lei poderiam ser utilizados em favor dos jornalistas, afirmou, citando o livre acesso à informação e uma provisão que afirma que os jornalistas não são obrigados a revelarem suas fontes. "A Vanguardia representava um golpe de ar fresco em um ambiente que está se tornando cada vez mais asfixiante, onde quase todos os órgãos de mídia pararam de fazer jornalismo investigativo", afirmou Calderón. Com o fim da revista, continua, "o país perde a possibilidade de ler uma versão diferente da oficial". Na entrevista, Correa afirmou que o fechamento da Vanguardia era um exemplo de como a nova lei poderia melhorar a mídia. "O desaparecimento da mídia ruim é obviamente positivo para a sociedade. Uma mídia de qualidade é imprescindível". Porém, quem decide qual imprensa é boa e qual é ruim? "A sociedade, por meio dessa lei", afirmou Correa. "Contar a verdade, é isso que a boa imprensa faz. Não há margem de interpretação aqui." *The New York Times


Diário do Comércio - 31/07/2013  

Ano 87 - Nº 23.925 - quarta-feira, 31 de julho de 2013

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