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Alexandre Brum/AE

De poço de voto...

... a poço de petróleo

H

oje, amanhã... sábado Lula será ex-presidente – e as despedidas e saudades aumentam a cada dia. Nunca antes na história deste País, um presidente chegou tão popular ao fim do mandato (à esq.). E já sai nome de um poço de petróleo de 6,5 bilhões de barris, ex- Tupi. Ontem, ele estava vingado: “Gostoso (...) terminar o mandato vendo os EUA em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam resolver as crises brasileira, a da Bolívia, da Rússia, do México." Falta ainda uma decisão polêmica para Lula, deixada para hoje: Battisti será cidadão brasileiro ou bandido italiano? Pág. 6

Lula M

arques/

Folhap ress

Lula superou-se: pulou para 87% de aprovação, o recorde em oito anos. Dilma começa com 69%.

Ano 86 - Nº 23.279

www.dcomercio.com.br

Conclusão: 23h05

Jornal do empreendedor

Tinha que ter nome marinho. Lula veio a calhar. Mesmo porque o campo vizinho é de outro molusco.

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mariana Bazo/Reuters

Bruxos do Peru fazem magia pró-Dilma

Venha para a festa dos balões da ACSP

Feiticeiros incluíram Dilma no ritual de fim do ano. Pediram sorte. Pág. 6

Agliberto Lima/DC

É HOJE, ÀS 12H30 no Pátio do Colégio

Reprodução de quadro de Giotto

IG PM

Renovação e reforma são os votos de Burti. Em entrevista de fim de ano, o presidente da ACSP, Alencar Burti, avista o Brasil do futuro. E ele passa pelo empresariado. Pág. 7

Maior índice desde 2004 leva aluguel e luz às alturas

Declaração do direito de sonhar Por Luiz Oliveira Rios. Página 3

11,32% no ano. Pág. 11 HOJE Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 28º C. Mínima 15º C.

AMANHÃ Sol com al nuvens. Chove à noite. Máxima 28º C. Mínima 16º C.

ISSN 1679-2688

23279

Há 2010 anos, Jesus seguia para o Egito 9 771679 268008

Recém-nascido, Ele era levado por Maria e José numa viagem de dois meses. Pág. 8


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

oA CARA DA OPOSIÇÃO

Mas onde está a agenda oposicionista, na prática? Quem faz a agenda é apenas o governo. José Márcio Mendonça

pinião

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JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

evendo minhas colunas do ano – não propriamente para fazer um balanço, pois o que não falta por aí nesses dias é balanço, retrospectiva e projeção – notei que quase nunca, fora dos textos sobre as eleições, falei a respeito da oposição partidária em 2010. Pelo menos da oposição oficial, representada pelo PSDB, DEM e PSB, pois da oposição oficiosa, do PT e parceiros, que tanto trabalho deu ao presidente Lula e mais ainda promete dar à futura presidente Dilma Rousseff, todos nos fartamos de tratar. Não há dúvida de que no Brasil, onde a presença do Executivo é avassaladora, existe de fato – e não de agora, de quase sempre na República nacional – um desequilíbrio entre esse poder e o Legislativo, e até, em menor escala, também com o Judiciário. De todo modo, fica um espaço para a oposição se realizar, uma cunha na porta que um oposicionismo eficiente e atuante pode ampliar. No longo período em que conviveu na planície, os petistas, ainda que com dose elevada de raiva, de rancor, nos tempos em que ainda pensava poder liquidar com "tudo o que está aí", souberam usar as frestas – tanto que, escarafunchando, conseguiram chegar ao poder num sistema montado para perpetuar no alto quem lá já está. O que, aliás, explica a desistência – agora até resistência – do PT e aliados de esquerda em mudar as estruturas políticas e sindicais que eles tanto criticavam quando estavam no sereno, do outro lado da rua. O próprio bom e velho MDB, que nada tem a ver com seu tido sucedâneo de hoje, o PMDB, a não ser as últimas letras da sigla, abriu clareiras – e nos tempos dos tacapes ditatoriais.

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omissão da oposição chega a ser criminosa. Está sempre a reboque, pronta para atacar os desvios de conduta e a tentar corrigir, sob sua ótica, as propostas do governo. De vez em quando tenta segurar alguma coisa no Judiciário. Mas onde está a agenda oposi-

oposição sobre esses temas, com seus artigos, alíneas etc? Ser minoria não autoriza essa renúncia. Projetos em tramitação obrigam o governo a mostrar sua cara. Está no ar o polêmico ajuste salarial dos policiais civis e militares e dos bombeiros como exemplo. Independentemente de se é viável ou não, a discussão está posta e o poder Executivo – aí também os governos estaduais – terão de se manifestar, numa questão que é crucial para a segurança pública brasileira, que é a baixa remuneração das forças policiais no Brasil inteiro.

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A omissão da oposição chega a ser criminosa. Está sempre a reboque, pronta para atacar os desvios de conduta e a tentar corrigir, sob sua ótica, as propostas do governo.

cionista, na prática? Quem faz a agenda é apenas o governo, como se os brasileiros que não votaram em Lula , e mesmo que votaram, não queiram coisas diferentes do que está aí. Sabe-se que a tal oposição oficial entende que o País

não andará muito para a frente sem, por exemplo, um quinteto de reformas – a política, a tributária, a previdenciária, a trabalhista-sindical e a administrativa. Em que escaninhos do Congresso se encontram os projetos concretos da

O deputado Dante de Oliveira, lá pelos idos de 1980, com ditadura militar e tudo, deu um exemplo do que se pode fazer. A oposição e o País execravam as eleições indiretas, mas ficava-se no discurso, parecendo que todo mundo esperava uma concessão dos donos do poder. Novato, o deputado de Mato Grosso pelo PMDB começou apresentando uma proposta de emenda constitucional restabelecendo o voto popular direto para a eleição do presidente da República. Ninguém simplesmente havia proposto isso antes. A emenda foi crescendo lentamente, proporcionalmente a um dos movimentos cívicos mais brilhantes do País, e forçou o general de plantão, João Figueiredo, a fazer barbaridades para evitar que ela fosse aprovada, mesmo num Congresso dominado pela dócil Arena. Foi a vereda aberta que permitiu a vitória do oposicionista Tancredo Neves – mesmo nas eleições indiretas de 1984 e sem resistências, logo depois, ao voto direto.

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em oposição, qualquer País anda mais lentamente, pois é próprio de quem tem a chave do cofre, a caneta e o Diário Oficial tentar deixar tudo como está, não arriscar. Assim, 2011 já seria glorioso para o Brasil se trouxesse de volta a Brasília a escondida e recôndita oposição. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

SALÁRIO MÍNIMO: HIPOCRISIA PRESIDENCIAL

METRÔ versus trem-bala

Nosso presidente é hipócrita: se diz pai dos pobres, ou o Jesus Cristo brasileiro. Mas no apagar das luzes de seu mandato, Lula se nega a reajustar o salário mínimo acima da inflação. Este sempre relapso presidente, que nos oito anos de gestão não foi capaz de ser austero e que continua dispendendo, sem controle, elevados recursos do erário para gastos públicos improdutivos, não se sensibiliza com a situação dramática desses milhões de trabalhadores – e

Londres inaugurou sua primeira linha de metrô subterrâneo em 1863; Paris em 1900, Buenos Aires em 1912. Essas realizações facilitaram, depois, a chegada em massa dos automóveis nas urbes, propiciando o arcabouço de um sistema de transporte misto e integrado. Nas grandes cidades brasileiras, os administradores acreditaram que viadutos, corredores de tráfego, mão-única etc. garantiriam o fluxo de carros, mesmo sabendo que dois corpos não podem ocupar o

oferece um mínimo de R$ 540, que não corrige nem a inflação de 2010. Certamente Lula deve estar se lixando, porque com a ajuda decisiva destes irmãos, já conseguiu seu objetivo de fazer a sucessora. E com as suas indigeríveis bazófias e uns trocadinhos para o povo, garantiu uma aprovação de 87% de seu governo. Já recursos para os camaradas do MST, das centrais sindicais, para a UNE, para ONGs fajutas, jamais faltam. O que falta mesmo é vergonha na cara... Paulo Panossian - São Paulo

mesmo lugar no espaço, e abandonaram o metrô subterrâneo. Colocar mais ônibus nas cidades é contribuir para os engarrafamentos . Urge destinar robustos investimentos à construção de linhas de metrôs, que inclusive criariam milhares de empregos. Esses investimentos seriam mais úteis ao País do que o bilionário e inoportuno trem-bala do Lula, ligando o Rio a São Paulo. Sérgio Villaça - Recife

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ARISTÓTELES DRUMMOND

OS NOVOS ROSTOS DA POLÍTICA

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governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, tem sido bastante procurado pela imprensa, agora que ele é um ator importante na política nacional. Muitos editores chegaram ao Palácio Tiradentes, onde fica o gabinete do governador, e saíram convencidos da expressão do atual titular, referência de uma nova geração de políticos, com ideais definidos sobre a administração publica como instrumento para a prestação de serviços públicos essenciais como Educação, Saúde, Segurança Pública e geração de empregos pela via do desenvolvimento econômico. Na verdade, os jovens governadores, como foi Aécio Neves e é Anastasia, em Minas, Eduardo Campos, em Pernambuco, Sérgio Cabral, no Rio, vêm demonstrando que vivemos uma fase democrática mais eficiente e objetiva, limitando a parcela que, presa a velhos hábitos, fazem da política um meio de agradar amigos e companheiros, pregar teses ideológicas e oferecer serviços de péssima qualidade. O presidente Lula teve a sorte de pegar bons ventos na economia e inovar no projeto social, crescer em algumas áreas da economia, mas a um custo ainda muito alto, pelo desperdício e pelo aproveitamento de gente despreparada na ocupação dos cargos.

as o que impressiona no modelo implantado em Minas pelo atual governador, quando ainda secretário de Administração do hoje senador Aécio Neves, foi a adoção de forma gradual, lenta e segura, da meritocracia – o que oferece qualidade na prestação de serviços, racionalidade nos custos e na ocupação de pessoal, além da possibilidade de, com menos pessoal e melhor qualificação, pagar melhor. Os políticos aceitaram bem o modelo, especialmente os da base aliada, de vez que o governo os estava atendendo nos pleitos do interesse de seus municípios, consolidando bases eleitorais de maneira muito mais consistente do que com nomeações. Depois, Minas dispõe hoje de um dos políticos mais hábeis e experientes em atividade, o vice governador e presidente

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Deveremos assistir a um bom espetáculo de gestão e de política com estes novos atores da cena política, alguns deles, como Aécio Neves, voltando ao Legislativo.

da Assembléia durante o mandato Aécio Neves –Anastasia, Alberto Pinto Coelho, do PP . Os critérios seletivos pelo mérito, mesmo que eventualmente com indicação política, vêm naturalmente acompanhados de uma visão global dos escolhidos sob o ponto de vista da ética, da moral ilibada. O modelo desta primeira fase do governo da presidente Dilma não pode ser assim, mas ela certamente vai promover substituições, quando necessárias, de elementos despreparados, mal intencionados ou que fazem da futrica, da intriga, a motivação maior da atividade pública. Vamos assistir a um bom espetáculo de gestão e de política com estes novos atores, alguns, como Aécio, agora de volta ao Legislativo. O curioso é Aécio já passou por todos os cargos do avô Tancredo – deputado federal, governador e senador. Falta a Presidência da República, que pode lhe estar reservada, não necessariamente como um candidato de oposição, mas como de conciliação e renovação. Caso a presidente Dilma venha a acertar, a corrigir o que precisa, não encontrará no político mineiro um opositor radical. Aécio é Aécio por ser um homem do bom senso, do equilíbrio e da conciliação. Todas as atenções passam pelo que vai se passar em Brasília e depois, certamente, nos estados governados pelos jovens Anastasia, Sérgio Cabral, Eduardo Campos e Beto Richa , do Paraná. ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Giseli Cabrini e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Fernanda Pressinott, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

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TURQUIA SECULAR AMEAÇA DESAPARECER SOB O ISLAMISMO E IRÃ FLERTA COM O SECULARISMO.

pinião

Declaração brasileira do direito de sonhar

S

aibam todos os que lerem este pergaminho, tornado público ao alvorecer da segunda década do terceiro milênio, Anno Domini, que o povo de uma imensidão de terra chamada Brasil, sob o início da regência de uma mulher como Presidenta, possui o inalienável direito de sonhar. Esse direito a ter sonhos e vê-los concretizados é extensivo a todos os estrangeiros que por aqui aportaram, independentemente de seu credo religioso ou político, posto que esta terra é mundialmente reconhecida como hospitaleira. Os direitos de sonhar, elencados neste pergaminho, embora sejam focados no povo brasileiro têm alcance universal em termos do respeito à pessoa humana e a seus anseios naturais – anseios estes, aliás, que nos tornam a todos irmãos. Eu, humilde escrevinhador, trago aqui à lume o teor desta respectiva declaração, a tomar ciência:

1

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que a nova mandatária respeitará as sagradas diretrizes da Democracia. Portanto, Sua Excelência a Presidenta não se julgará dona do Estado, mas tão somente sua principal servidora;

LUIZ OLIVEIRA RIOS

2

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que a corrupção será extinta e que as exceções serão severamente punidas, sendo que os valores surrupiados serão devolvidos aos cofres públicos em ritos sumários;

3

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que as estatais se transformarão em empresas eficientes, enxutas e reconhecidas pelo público com o grau de "excelência" no padrão de qualidade no atendimento a todos os cidadãos; Parágrafo único: os serviços de saúde, por seu lado, virão a ser de qualidade tal que os governantes, pagos com dinheiro do povo sofrido, nunca mais procurarão hospitais particulares "top de linha" para tratar de suas enfermidades, deixando o restante do povo morrer à míngua nas filas das repartições públicas, ou

nos corredores de nosocômios infectos, pois, doravante, "top de linha" serão os serviços de saúde e de segurança prestados pelo Estado.

4

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que os políticos eleitos doem 80% de seus monumentais ganhos para compor os salários de professores e dos policiais honestos que merecem o reconhecimento dos cidadãos;

5

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que a Presidenta eleita viaje menos, não interfira em assuntos de outros países que não lhe dizem respeito, fale menos, domine melhor a língua Portuguesa e trabalhe mais do que seu antecessor – que os pergaminhos históricos haverão de registrar como o maior falastrão nunca antes aportado nestas plagas;

6

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que os bancos deixarão de ter lucros estratosféricos e imorais – embora legalizados – em cima da cobrança de juros e taxas escorchantes que esmagam o parque produtivo do Oiapoque ao Chui;

7

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que seus filhos, quando egressos dos bancos escolares, não portem só um diploma na mão, mas tenham abertas as portas do livre empreendedorismo, sem serem devorados pelo monstro Leviatã (o Estado);

8

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que os impostos sejam calculados de maneira justa e que o imposto de renda seja cobrado justamente daqueles que possuem renda;

9

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que os governantes jamais venham a fazer "opção pelos pobres", distribuindo "ad aeternum" cestas-esmolas básicas, mas que incentivem o ganho do pão nosso de cada dia através do suor do rosto no exercício de uma atividade lícita e de remuneração justa;

10

Todo brasileiro tem o direito de sonhar que o Estado jamais venha a ser soberano – pois Estados soberanos resvalam para a tirania – haja vista que soberania é um qualificativo que se aplica somente a Deus e que os direitos da Nação, composta por indivíduos que, somados, formam a coletividade, estão acima do Estado. Longa e auspiciosa vida àquela que ora ascende ao posto de zeladora maior desta terra traduzida como "mãe gentil", pátria amada de todos nós, Brasil. Assim pensei, assim escrevi. Revoguem-se as disposições em contrário. Esta declaração entrará em vigor no instante em que cada brasileiro assumir a sua consciência cidadã e bradar: “Nunca mais neste País aceitarei ser tratado por governantes municipais, estaduais ou federais como se fosse mero serviçal deles!” O Escrevinhador, no tórrido verão tropical , às vésperas do ano da graça de 2011, mês em que se homenageia o deus Janus. LUIZ OLIVEIRA RIOS É EMPRESÁRIO E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM

DANIEL PIPES

AS CONTRADIÇÕES DA TURQUIA E DO IRÃ

N

o início do século 16, enquanto o império Otomano e o império Safávida lutavam pelo controle do Oriente Médio, Selim 1º, governando de Istambul, entregava-se ao seu lado artístico ao compor célebres poesias em persa – na época a língua da alta cultura no Oriente Médio. Simultaneamente, Ismail 1º, governando de Esfahan, escrevia poesias em turco, sua língua ancestral. Esta justaposição vem à mente enquanto as populações da Turquia e do Irã iniciam uma nova troca. Conforme a Turquia secular fundada por Atatürk ameaça desaparecer sob uma onda islamista, o estado islamista iraniano fundado por Khomeini aparentemente titubeia, à beira do secularismo. Ironicamente, turcos querem viver como iranianos, e iranianos como turcos.

Turquia e Irã são países grandes, influentes, de maioria muçulmana, relativamente avançados, historicamente centrais, estrategicamente posicionados e amplamente observados; ao cruzarem seus caminhos – como previ em 1994– correndo em direções opostas, seus destinos irão afetar não apenas o futuro do Oriente Médio, mas potencialmente o mundo muçulmano inteiro. Isto está acontecendo agora. Vamos rever , aqui, a evolução de cada país. Turquia: Atatürk praticamente removeu o Islã da vida pública no período de 1923-28. No entanto, ao longo das décadas, os islamistas reagiram e por volta de 1970 formaram parte de uma coalizão de liderança; em 1996-97 até lideraram um governo. Os islamistas tomaram o poder após a estranha eleição de 2002,

quando obtiveram um terço dos votos e garantiram dois terços dos assentos parlamentares. Governando com competência e precaução, conseguiram aproximadamente metade dos votos em 2007, momento no qual tiraram suas luvas e as ameaças começaram – desde a descontrolada e excessiva multa cobrada de uma mídia crítica a infundadas teorias de conspiração contra as forças armadas. Os islamistas conseguiram 58% dos votos em um referendo em setembro e aparentam estar prontos a vencer as próximas eleições parlamentares, marcadas para junho de 2011. aso os islamistas vençam as próximas eleições, isto irá, provavelmente, estabelecer a premissa para que permaneçam continuamente no poder; e durante es-

C

se período irão forçar o país à sua vontade, instituindo a lei islâmica (a sharia) e construindo uma ordem islâmica semelhante ao regime idealizado por Khomeini. Irã: Khomeini fez o oposto de Atatürk, tornando o Islã politicamente dominante durante o seu período no poder, de 1979 a 1989, mas após isso, começou a vacilar, com facções discordantes emergindo, a economia caindo e a população se distanciando do governo extremista. Nos anos 1990, observadores externos esperavam uma rápida queda do regime. Apesar da crescente desilusão da população, a maior influência do Corpo de Elite da Guarda Revolucionária Islâmica e a chegada ao poder de veteranos endurecidos da guerra Irã-Iraque, simbolizados por Mahmoud Ahmadinejad, deram ao regime uma segunda lufada. Esta reafirmação das metas islâmicas também aumentou a alienação da população com relação ao regime, incluindo um distanciamento das práticas islâmicas em direção ao secularismo. As crescentes patologias do país, o consumo desenfreado de drogas, pornografia e prostituição apontam para a profundidade de seus problemas. A alienação instigou demonstrações contrárias ao regime logo após as fraudulentas eleições de junho de 2009. A repressão que se seguiu incitou ainda mais

raiva contra as autoridades. Uma corrida está a caminho. Exceto que não é uma competição justa, uma vez que islamistas governam nas duas capitais, Ancara e Teerã. lhando para o futuro, o Irã representa tanto o maior perigo quanto a maior esperança para o Oriente Médio. Sua escalada nuclear, o terrorismo, a agressividade ideológica e a formação de um "bloco de resistência" apresentam uma verdadeira ameaça global, abrangendo desde o aumento excessivo do preço do petróleo e gás a um ataque de pulso eletromagnético aos Estados Unidos. Mas se estes perigos puderem ser direcionados, controlados e vencidos, o Irã possui um potencial único de liderar os muçulmanos para fora da

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Turquia e Irã são países grandes, influentes, de maioria muçulmana, relativamente avançados e estrategicamente posicionados.

escuridão islamista em direção a uma forma mais moderna, moderada e amigável do Islã. Assim como em 1979, tal feito provavelmente afetará muçulmanos em todas as partes do mundo. Contrariamente, enquanto o governo turco apresenta um menor perigo imediato, sua aplicação mais sutil dos abomináveis princípios islamistas o agiganta como uma ameaça futura. Muito tempo após Khomeini e Osama Bin Laden terem sido esquecidos, eu acredito que Recep Tayyip Erdogan e seus colegas serão lembrados como inventores de uma forma de islamismo mais duradoura e insidiosa. Portanto, é possível que o país mais problemático do Oriente Médio possa se tornar o líder da sanidade e criatividade do amanhã, enquanto que o mais vigoroso aliado muçulmano do Ocidente, por mais de cinco décadas, poderá se tornar a maior fonte de hostilidade e reação. A extrapolação é um jogo de tolos, a roda gira e com a história surgem surpresas. DANIEL PIPES É JORNALISTA, HISTORIADOR, ESPECIALISTA EM ISLAMISMO E ORIENTE MÉDIO, COLUNISTA DO NEW YORK SUN E

THE JERUSALEM POST. TRADUÇÃO: ROBERTO FERRARACIO PUBLICADO EM WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

3 Trancoso, no sul da Bahia, 3 já está cheia de famosos e emergentes de São Paulo e Rio para o reveillon e temporada de verão.

gibaum@gibaum.com.br

k Dono de jornal e revista fazer a matéria que ele quer e contar a «

mentira que quer é liberdade de imprensa.

LULA // em investida de despedida contra a mídia brasileira.

Em entrevista ao britânico The Guardian, o bilionário Eike Batista diz que, no futuro, quer se transformar “no homem mais rico do mundo” e que a EBX pretende investir R$ 34 bilhões no Rio nos próximos dois anos, construindo fábricas e procurando petróleo. “Daqui a 10, 15 anos, o Rio será uma mistura de Califórnia, Nova York e Houston, combinando praias estonteantes com importância financeira e arquitetura ultramoderna”. O jornal ainda fala da Cidade X, que ele erguerá a 240 quilômetros do Rio, “a partir do nada” e que abrigará 250 mil pessoas.

333

TIRO NO PÉ Lula resolveu voltar a falar sobre a tragédia da TAM em Congonhas, em 2007 e acabou se arrependendo. Pior: notou que quase nada mudou do apagão aéreo da época para cá. A TAM continua protagonizando atrasos (e problemas) aos seus passageiros. Congonhas não resolveu o que deveria ter resolvido em pistas, ninguém da Infraero foi preso por corrupção, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, continua anunciando só planos, Marco Aurélio ( top, top, top ) Garcia estica no governo Dilma, a ministra Marta (“Relaxa e goza”) Suplicy foi substituída pelo idoso saliente e as famílias das 199 vitimas ainda não foram indenizadas. E abriram nova guerra contra ele. 333

333

Petistas da região do ABC preparam grande festa para Lula na noite do dia 1º de janeiro, quando retornará a São Bernardo. Terá queima de fogos de artifícios, shows, trio elétrico e até palanque, caso Lula queira fazer algum discurso. Nesses dias, a propósito, Lula soube de um texto de Carlos Heitor Cony, que relembrava o último dia de JK no Planalto. À certa altura, o presidente olhava pela janela, via as primeiras construções de Brasília e quando alguém lhe perguntou o que estava sentindo, Juscelino foi mais do que verdadeiro. E respondeu: “Tédio”. O presidente que se despede e que passará o governo para Dilma, reconhece que sua sensação é a mesma de JK.

Sagrad

RICA POSSE 333 Para a cerimônia da posse de Dilma, a União gastará em hospedagem para convidados do governo R$ 1,4 milhão; para organização da festa e aluguel de veículos para transporte de convidados, outro R$ 1,7 milhão e para pagar seis lotes de 24 mil garrafas de vinho de produção nacional para ser servido no evento social do Itamaraty, mais R$ 1,3 milhão. O que sobrar vai para a adega do Itamaraty para futuras recepções.

MISTURA FINA O EX-ministro e deputado cassado José Dirceu enviou a amigos cartões de Boas Festas com a seguinte mensagem impressa: “Valeu a pena acreditar que os brasileiros sabem o que é melhor para o seu destino”.

333

QUEM também não terá cadeira no governo Geraldo Alckmin é o ainda secretário de Transportes Metropolitanos, José Luis Portela. Depois da quarentena, tem convite para trabalhar numa empreiteira ou voltar ao mercado de comunicação, onde atuou no passado. Por outro lado, Mauro Arce, secretário dos Transportes, que já trabalhou com Alckmin, poderá assumir a Secretaria de Energia.

333

Florianópolis já está fervendo, deverá ter movimentadas festas de reveillon e uma temporada de verão recheada de famosos. Nos últimos dias, entre a Pacha e o Café de la Musique, as celebridades começavam a circular no Jurerê Internacional. Entre tantos, viam-se por lá Cristiana Arcangelli e Álvaro Garnero (esquerda), a modelo Alessandra Ambrósio, ao centro (agora, voou para St. Barth e volta em janeiro a tempo do show, dia 8, de Amy Whinehouse) e Jesus Pinto da Luz (direita), alavancado no mundo pela cantora Madonna, um tanto abandonado.

Floripa fervendo

333

Amulher ideal do rei Nos bastidores do show de Roberto Carlos na praia de Copacabana, no Rio, na noite de Natal, os comentários que circulavam eram de que o cantor teria algum envolvimento com a jovem cantora Paula Fernandes, de 25 anos (ele tem 70 anos), que se apresentou a seu lado. Ela já tratou de desmentir. Outra que poderia ter algum secreto affair com RC era Raíssa, 20 anos, rainha da bateria da Beija-Flor, que desfilará com enredo em homenagem ao cantor. Baixinha e popozuda (faz o gênero dele), ela também tratou de pular fora: “Ele deve ter todas as mulheres a seus pés, por que cismou comigo?” No desfile, ela encarnará a personagem A mulher ideal de Roberto Carlos. Detalhe: sugestão dele. 333

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Mais rico do mundo

Festa no ABC

Heróis infantis nas camisetas.

OUT

DEPOIS de gravar Edith Piaf, Amália Rodrigues e tangos argentinos, Bibi Ferreira, 88 anos, ainda como parte das comemorações dos 70 anos de carreira, lança em janeiro o CD Bibi Ferreira Brasileira – Uma Suíte Amorosa. Nele, faz uma incursão por diversos compositores brasileiros, incluindo Adriana Calcanhoto, Cazuza, Noel Rosa, Pixinguinha, Tom Jobim e outros. E a partir de março, entra em nova turnê pelo Brasil com esse cardápio. 333

HOJE, o país tem 277.601 presos condenados e 220.886 são provisórios. Para acabar com o déficit carcerário, o Brasil precisa de 396 prisões, com capacidade para abrigar 500 detentos cada. A taxa de encarceramento é de 260 presos para cada grupo de 100 mil habitantes. Nos últimos cinco anos, a população carcerária no país cresceu 41,05%. São dados do Conselho Nacional de Justiça.

Solução

L E T A R R T I A MA R MO D EUS E O R A L U N O V O C A A C OM R S A U A S

333 A secretaria-executiva da Secretaria-Geral da Presidência, que será ocupada por Gilberto Carvalho, o Gilbertinho, será preenchidapor RogérioSotilli, hoje na Secretaria dos Direitos Humanos. Lá, ele e o titular (e exguerrilheiro) Paulo Vanucchi foram condenados a devolver R$ 480 mil aos cofres públicos por superfaturamento em um evento da Pasta. Sotilli, para quem tem memória curta, é homem de confiança de José Dirceu até hoje e, nos tempos da Casa Civil, era assessor direto dele e com tanta intimidadequantoValdomiro Diniz e Marcelo Sereno.

Lula não ficará satisfeito apenas com a criação de um instituto que deverá abrigar o acervo que acumulou nos seus oito anos de governo e que não conseguiu retirar totalmente do Alvorada até agora (por isso, Dilma permanece na Granja do Torto mais quinze dias, pelo menos, enquanto ele ajeita o destino que suas coisas terão). Lula quer também construir um memorial sobre sua vida, militância sindical, trajetória política e principais ações na Presidência. Em sua concepção, terá exposições permanentes (incluindo seus ternos, gravatas, bonés e mais objetivos pessoais), videos diversos (segmentados) com narrações, uma sala só para fotos de Ricardo Stuckart e mais uma parafernália de atrações. Detalhe: ele pensa em convidar Oscar Niemeyer para assinar o projeto.

Lula quer memorial

projeto de Deus para a Redenção da humanidade tem como centro a Encarnação de Seu Filho, Jesus, que nasce e vive em uma família até iniciar Sua missão na vida pública. Jesus, Maria e José, a Sagrada Família de Nazaré, é o símbolo da verdadeira família idealizada pelo Criador. a Família

A D E U S

OLHO NELE

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T A I N Q U I T U C O L U A A S A T R O C O O T E ME V E L A S E R A C S O D L H T E S E R I O

O futuro ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), que protagonizou o recente escândalo do Motel Caribe, de São Luis do Maranhão, quase foi substituído. Antonio Palocci procurou o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) para ver se era possível trocar Novais por outro integrante da bancada. Eduardo Alves bateu o pé e disse que não: primeiro porque a despesa teria sido feita por um funcionário, depois porque ele já devolveu o dinheiro e mais ainda porque “Pedro tem 80 anos e sua condição física não alimenta especulações de que teria participado de uma orgia sexual”. Aí, o próprio Novais reclamou: jura que está em plena forma.

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Quando foi descoberta, aos 16 anos, numa fabrica de sapatos no interior do Rio Grande do Sul, ganhava R$ 150 mensais. Nos anos 90, Shirley Malmann ganhou o mundo da moda (Gaultier, Dolce&Gabbana, Valentino, Armani, Dior, Prada e outras) e estrelou o Calendário Pirelli (direita). Depois, casou com o cabeleireiro birmanês Zaiya Latt, teve dois filhos e mora, há 12 anos, numa mansão nos Hamptons, perto de Nova York. Voltou no ano passado, deverá participar da SP Fashion Week e aos 33 anos, está em alta. Agora, é capa e recheio (duas fotos à esquerda e numa , com uma inusitada touca), da revista s/nº, exibindo, de quebra, o busto.

Pioneira de volta

30 de Dezembro

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Fotos: Tiago Molinos / Arquivo

Condição física

MAIS: e igualmente, está cheia de agentes federais. Investiga-se ligação direta de da cidade com o trafico de drogas da Colômbia.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por: José Nassif Neto Tirar o sossego; perturbar.

De (?); de memória. Hábito; costume.

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As visões de Rossi 333 Quem diria: o conhecido padre-cantor Marcelo Rossi está tendo visões, como as de Johnny, da série de TV The Dead Zone, que toca as pessoas e prevê acontecimentos. Ele garante que não é vidente: “Deus é que mostra. Você toca na pessoa e vê a imagem. Eu reluto, tento não falar com ninguém sobre o que vejo. Surge a qualquer hora e sai em oração. Toco nas pessoas e vejo o que vai acontecer. Se é bom, eu falo; se é ruim, fico quieto, pela misericórdia”. O padre Marcelo Rossi, contudo, avisa que não faz milagres e nem atende com hora marcada. Detalhe: informações sobre as visões já foram enviadas ao Vaticano.

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Forma; método. Ter afeição; ternura. Patrão; senhor.

Segunda pessoa do singular.

A indivi- Chancela dualidade de uma da pessoa carta via que fala. Correios.

Estado de um desacordado por acidente.

Satélite natural da Terra.

Fluxo e refluxo da água do mar. Terceira Volta de moeda su- Possuir; pessoa do perior ao desfrutar. plural. preço pago. (feminino). Sentir medo. Iluminação antiga.(pl.)

Giro total da Terra em torno do Sol.

Tecla do computador O ser supremo. para cancelar.

Fruto da videira. 'Um', em italiano. Despedida; saudação.

Figuras sombrias nas camisetas. 333 NEM só de Fashion Mall ou Barra Shopping viverão, no ano que vem, os cariocas: no segundo trimestre, deverá ser inaugurado o novo complexo de compras e lazer chamada Lagoon, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, com 10 mil metros quadrados de área construída e investimento de R$ 45 milhões.

Assumir expressão de alegria.

Irmão do Folha de pai ou ferro da mãe. estanhado.

Invalidar; Cachaça; aniquilar. aguardente.

Leito. (plural)

Oco; escavado. Depto. de Período Estradas de histórico. Rodagem. (sigla)

Tema; assunto.

Líquido gorduroso extraído da oliveira.

'Coisa' em espanhol. Faz parte de um endereço eletrônico.

Pronome pessoal oblíquo. Constelação (?) Maior.

Corrente contínua de água.

Pertencente a ela (plural).

(1017) 3-uca; uno; esc; com; 4-cosa; tese; modo; selo; óleo; 5-camas; 9-inquietar.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

5 METRÓPOLES As várias regiões metropolitanas de São Paulo agora terão um gestor

olítica

TÍTULO INÉDITO Nunca antes no mundo houve um presidente popular como Lula...

Uma secretaria para a Grande SP O governador Alckmin oficializa a nova secretaria, que se encarregará também da gestão de outras regiões metropolitanas, e anuncia mais três secretários.

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governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem, por meio do microblog no Twitter, a criação da nova pasta de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana, a ser ocupada pelo deputado reeleito Edson Aparecido (PSDB). Alckmin também oficializou os nomes de mais três secretários de Estado. O presidente da Federação Internacional de Natação, neurociru rg i ã o e p ro f e s s o r J o rg e Pagura (PTB), chefiará a Secretaria de Esportes. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência e exembaixador na Itália, Andrea Matarazzo, continuará na Secretaria de Cultura. O deputado estadual reeleito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) será Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social. Nova pasta – "A secretaria terá um papel importante de articulação e viabilização de políticas públicas entre os municípios paulistas, o Estado e o governo federal, o que envolve várias áreas e diversas secretarias, como Educação, Cultura e

Evelson de Freitas/AF

São Paulo vai bem quando o Brasil vai bem; e o Brasil vai bem quando São Paulo está bem. GERALDO ALCKMIN Habitação", afirmou Aparecido, logo depois do anúncio de seu nome para o cargo. O governador eleito destacou que políticas públicas precisam da integração de várias áreas e, às vezes, de municípios. Ele exemplificou que uma eventual inundação na região do Mercado Municipal de São Paulo pode requerer obras de saneamento na cidade de Mauá, que integra a região metropolitana da capital. D e s p r o p o r çã o – Segundo Alckmin, metade da população do estado vive em uma área que engloba 8 mil km², enquanto outra metade está em 250 mil km². Ou seja, há grandes concentrações de municípios importantes em áreas pequenas em relação ao tamanho total do estado. Ele destacou

que a região metropolitana de São Paulo tem 39 municípios, enquanto Campinas possui 19 municípios e a Baixada Santista, nove cidades. Na entrevista, o governador eleito destacou que seu governo vai trabalhar com o governo federal para tornar viáveis projetos e programas que serão benéficos para a população de São Paulo. Ele lembrou que conversou com a presidente eleita Dilma Rousseff no dia 1º de novembro, para manifestar seu apoio. "São Paulo vai bem quando o Brasil vai bem e o Brasil vai bem quando São Paulo está bem", afirmou. Sem privilégios – Alckmin também destacou que o tratamento que dará aos municípios do estado terá como foco o desenvolvimento social e econômico, e garantiu que não haverá nenhum tipo de privilégio ou segregação política. "Dinheiro público não tem carimbo de partido", disse. No entanto, ele destacou que o PSDB é o partido de oposição ao governo federal e que vai atuar nesse sentido, de forma responsável, respeitando as regras da democracia. (AE)

Anastasia anuncia 1º escalão

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governador reeleito de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), anunciou ontem os nomes de todo o primeiro escalão do governo e das principais estatais mineiras que assumirão a partir de janeiro. A maior parte do secretariado é composta por políticos aliados que deram sustentação à sua candidatura. O governador também anunciou a criação de duas novas secretarias e de três secretarias extraordinárias. Dos 20 nomeados para as secretarias efetivas, dez são deputados federais ou estaduais. São eles: Elmiro Nascimento (DEM), para Agricultura, Pe-

Daniel Iglesias/O Tempo/Folhapress

Anastasia: mudanças no governo.

cuária e Abastecimento; Narcio Rodrigues (PSDB), para Ciência, Tecnologia e Ensino

Superior; Lafayette Andrada (PSDB), na Defesa Social; Gil Pereira (PP), para Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte; Bilac Pinto (PR), Desenvolvimento Regional e Política Urbana; Wander Borges (PSB), em Desenvolvimento Social; Bráulio Braz (PTB), para Esporte e Juventude; Carlos Pimenta (PDT), em Trabalho e Emprego; Carlos Melles (DEM), para Transporte e Obras Públicas; e Agostinho Patrus Filho (PV), em Turismo. As nomeações de deputados eleitos abrem espaço para os suplentes, menos votados, no Legislativo. (AE)

Alckmin e Andrea Matarazzo: o ex-embaixador na Itália vai permanecer na Secretaria de Cultura.

Cabral crê em parcerias

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anutenção da parceria que fez do Rio o estado que mais recebeu investimentos da União nos últimos anos, e ampliação do auxílio federal em áreaschave, como urbanização de favelas, segurança pública e projetos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Essas são as principais expectativas do governo do Rio em relação à administração Dilma Rousseff. Apesar de não ter conseguido emplacar indicação alguma para o ministério e ter sofrido desgaste ao anunciar seu secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, como ministro, o governador reeleito Sérgio Cabral Filho (PMDB) acredita que Dilma vai, pelo menos, manter as parcerias estabelecidas durante o governo Lula. A tendência foi confirmada pelo próprio presidente, que, em seus últimos compromissos no estado, garantiu que sua sucessora continuaria apoiando o Rio. A falta de um interlocutor direto em Brasília não é considerada um problema para a

Vanderlei Almeida/AFP

Cabral e o prefeito Eduardo Paes: lançamento da futura Vila Olímpica.

cúpula do governo estadual, já que Cabral e seu vice, Luiz Fernando Pezão, que chegou a ser cotado para o Ministério das Cidades, têm bom trânsito com a nova presidente. "Ela conhece nossas angústias, sonhos e projetos. Participou de tudo o que construímos com o governo federal quando era ministra. Acredito que isso vai fazer com que a parceria se-

ja ampliada. Estamos muito otimistas", garante Pezão. A União terá de aportar recursos para cumprir acordos estabelecidos com o Comitê Olímpico Internacional e fazer do Rio a sede dos Jogos de 2016. "Dilma participou das nossa reuniões com o COI e sabe do que precisamos. Não vamos ter problemas para fazer tudo o que foi acertado". (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nem Mandela, responsável pelo fim do regime do apartheid, deixou o governo com o índice de Lula. Clésio Andrade

olítica

Agradecido, Abbas vem à posse de Dilma. Hoje Dilma Rousseff vai se encontrar com o primeiro-ministro Boyco Borissov, da Bulgária, terra de Pedro Rousseff, pai da futura presidente. Musa Al-Shaer/Pool – 16.3.1010

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presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, desembarca amanhã em Brasília com três missões: participar da posse da presidente eleita Dilma Rousseff; agradecer a solidariedade prestada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à causa palestina e o reconhecimento, pelo Brasil, do Estado palestino; e lançar a primeira pedra fundamental da nova embaixada dos territórios palestinos em Brasília. O terreno foi doado pelo governo brasileiro. O embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, disse que está tentando ainda uma audiência com o presidente Lula, para que Abbas possa lhe transmitir, pessoalmente, "todo o seu empenho" na busca da paz na região

Lula teve um encontro com Mahmoud Abbas em março deste ano

e agradecer o "apoio" do Brasil à Palestina, ao reconhecer recentemente o Estado Palestino, dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967 – exemplo que acabou seguido por outros países vizinhos, como Argentina, Bolívia e Uruguai. Equador, Peru e Paraguai já sinalizaram que também reconhecerão a Palestina. Viagem pela AL – Depois da visita ao Brasil, Mahmoud Abbas deverá seguir para outros países da América Latina. Entretanto, ainda não foi definido o roteiro a ser cumprido, conforme informou o embaixador da Autoridade Nacional Palestina. Na posse da presidente Dilma, Abbas aproveitará para conversar com outros líderes latinoamericanos, com o objetivo de garantir o progressivo reconhecimento dos territórios palesti-

nos, devido à estagnação das negociações com Israel. Apoio búlgaro – A presidente eleita Dilma Rousseff vai se encontrar hoje com o primeiro-ministro da Bulgária, Boyco Borissov, que veio participar da solenidade de posse no sábado. A vinda do chefe de Governo foi motivada pelo fato de o pai (já falecido) da futura presidente, Pedro Rousseff, ter nascido na Bulgária. Ao se mudar para o Brasil, ele obteve a nacionalidade brasileira. Comunicado do Itamaraty informa que Dilma será acompanhada do ministro Celso Amorim e de seu sucessor, Antonio Patriota. "A visita tem especial significado em virtude da ascendência búlgara da presidente eleita", diz a mensagem. (Agências)

Mariana Bazo/Reuters

RITUAL XAMÂNICO –

"Nunca antes no mundo" houve presidente tão popular como Lula Lula deixa o governo no próximo dia 31 com recorde mundial de popularidade: 87% de aprovação. CLÉSIO ANDRADE. ex-presidente da Uruguai Tabaré Vázquez e o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela tiveram índices de popularidade tão altos em fim de governo. Ainda assim, as médias dos outros líderes ficaram abaixo do índice de Lula. Segundo informa a pesquisa CNT/Sensus, Michelle Bachelet atingiu 84% de aprovação pessoal ao deixar o governo e Tabaré Vázquez, 80%. Ambos deixaram seus governos neste ano. O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, res-

ponsável pelo fim do regime do apartheid naquele país, deixou o governo com 82% de aprovação popular em 1999. A lista aponta ainda Néstor Kirchner, da Argentina (55%), os ex-primeiros-ministros britânicos Tony Blair (44%) e Margaret Thatcher (52%), e o expresidente norte-americano Franklin Roosevelt (66%). A CNT não informou qual a fonte de informação para montar a lista. O presidente da CNT só esclareceu que o Sensus pesquisou fontes credenciadas. O mesmo levantamento lembra que Fernando Henrique Cardoso tinha apenas 26% de aprovação popular ao concluir os oito anos de governo em 2001. A CNT observa que os ex-presidentes brasileiros Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas já foram citados como os melhores presidentes do Brasil, mas pondera que não há pesquisa de popularidade realizada enquanto estiveram no governo. (Agências)

Campo de Lula, em homenagem... à lula.

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P e t ro b r a s e n c a m inhou ontem à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma declaração de "comercialidade" de petróleo e de gás recuperáveis nas áreas de Tupi e Iracema, ambas na Bacia de Santos. Na proposta, a Petrobras sugere o nome de Campo de Lula, para o Tupi, e de Cernambi, para Iracema – coincidentemente, ambas são denominações de moluscos. Vale esclarecer, no entanto, que é tradição da estatal dar nomes de animais marinhos aos campos descobertos em áreas muito profundas. Em nota, a Petrobras informa que os dois campos fazem parte do Bloco BMS-11 e que as

re s e r v a s s omam um total de 8,3 bilhões de barris de petróleo e gás, sendo 6,5 bilhões no Campo de Lula e 1,8 bilhão no Campo de Cernambi. De acordo com a estatal, "o Campo de Lula será o primeiro campo supergigante de petróleo do país [volume recuperável acima de 5 bilhões de barris de óleo equivalente], e o Campo de Cernambi está entre os cinco maiores campos gigantes do Brasil". A nota da Petrobras explica

que a declaração de comercialidade ocorre após a execução do Programa de Avaliação Exploratória na área, a partir do primeiro poço, perfurado em outubro de 2006. Além desse documento, a Petrobras enviou para a ANP os planos de Desenvolvimento da Produção para os dois campos. "O sucesso exploratório obtido na área representa o elevado potencial do pré-sal, que já começa a contribuir para o crescimento da curva de produção e das reservas de petróleo e gás da companhia", diz o comunicado. O Bloco BMS-11 é operado pela Petrobras, com 65% da concessão, em parceria com a britânica BG Group, com 25%, e a portuguesa Galp Energia, com 10%. (ABr)

Coimbra, o novo diretor-geral da PF.

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futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou ontem que o atual superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Leandro Coimbra, será o novo diretor-geral da PF. Segundo Cardozo, a escolha não foi simples: "Não é fácil escolher um nome, entre a oferta de nomes. Entrevistei várias pessoas. A partir de uma avaliação feita por mim, nós escolhemos Leandro Daiello Coimbra". Coimbra, de 44 anos, está na Polícia Federal desde 1995, e, em 2008, assumiu a superintendência de São Paulo. "A PF terá uma atuação muito importante no Ministério da Justiça", disse Cardozo, que também anunciou a permanência no cargo do diretor-geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, Hélio Derene. Cardozo também anunciou que Luiz Paulo Barreto, atual ministro da Justiça, será o secretário executivo do ministério. Aposentadoria – O Diário Oficial da União publicou ontem a portaria do Departamento de Polícia Federal (DPF), que concede aposentadoria ao delegado e atual diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. A decisão foi do próprio Corrêa, que a comunicou pessoalmente à presidente Dilma Rousseff, na tarde de terça-feira, na sede do governo

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva descerá a rampa do Palácio do Planalto, no próximo dia 1º de janeiro, com uma popularidade recorde: 87% de aprovação. É o que indicou ontem o levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em parceria com o Instituto Sensus. Assim, o presidente brasileiro concluirá os seus oito anos de mandato como o chefe de Estado mais bem avaliado no mundo todo. Em relação ao governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, 69% da população tem a expectativa de que será ótimo ou bom. Os outros 6% acham que será ruim ou péssimo e 17% acham que será regular. "Lula deixa o governo no próximo dia 31 com recorde mundial de popularidade", comentou o presidente da CNT, Clésio Andrade. De acordo com a lista, só a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, o

Em Lima, xamãs levantam as bandeiras do Brasil e dos EUA. É a tradição do antigo ritual de ano-novo, em que eles se reúnem para encenar desejos de bons fluidos para o mundo. No caso, sorte para a nova presidente eleita do Brasil e muita paz para os Estados Unidos.

Policiais rodoviárias federais abrirão o caminho na posse de Dilma

de transição, em Brasília. O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, confirmou ontem, ter aceitado o convite de Dilma Rousseff para permanecer no cargo durante o próximo governo. Escolta feminina – Montadas em motos, seis agentes femininas da Polícia Rodoviária Federal serão responsáveis pela escolta da presidente eleita, Dilma Rousseff, no percurso que ela fará de carro no dia da posse. Ontem, as motociclistas fizeram uma simulação dos procedimentos que vão executar no dia 1º de janeiro. Segundo o Portal G1, elas acompanharão a presidente

no trajeto entre a Granja do Torto e a Catedral de Brasília. Da Catedral, Dilma segue em carro aberto até o Congresso, onde será recebida pelos presidentes da Câmara e do Senado e assinará o termo de posse. O chefe da Comunicação Social da PRF, inspetor Alexandre Castilho, informou que 12 batedores foram convocados para fazer a segurança de Dilma no dia da posse, mas as agentes é que terão destaque. Elas serão as responsáveis por abrir caminho para o comboio da presidente e, com as motos, formarão uma "ponta de lança" na frente do carro oficial. A escolha de mulheres para a função é, de acordo com Castilho, uma homenagem a Dilma. (Agências)

Enfim, hoje sai decisão sobre Battisti. Economist: Dilma terá vários desafios.

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presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na tarde de ontem, que deixou para hoje o anúncio sobre a questão da concessão de refúgio a Cesare Battisti (foto), condenado na Itália por várias mortes. Na parte da manhã, sua equipe havia indicado que ele faria o anúncio ontem. Lula explicou que ainda não teve tempo de ler com toda a atenção necessária o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o caso . Embora não tenha sido divulgado, comenta-se, nos bastidores, que o presidente é favorável à concessão do refúgio a Battisti no Brasil, apesar de prováveis compli-

cações políticas no futuro. É que ao se decidir pela concessão, o presidente arrisca ferir o tratado de extradição do José Cruz/ABR Brasil com a Itália, o que poderia levar até a um pedido de impeachment. Cesare Battisti, preso no Brasil e condenado, teve seu caso analisado em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, os magistrados decidiram que cabe ao chefe do Executivo a decisão final sobre a concessão

de refúgio político a Battisti. O então ministro da Justiça, Tarso Genro, reconheceu essa condição ao italiano, mas o caso havia sido questionado pelo governo da Itália em um pedido de extradição. Entre 1976 e 1979, Battisti foi membro do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), organização de esquerda que se envolveu em quatro mortes. O italiano nega os crimes. (Folhapress)

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revista britânica Th e Economist p u b l ic o u ontem, em seu site (www.economist.com), ampla reportagem analítica sobre os desafios que a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) enfrentará quando tomar posse. A matéria elogia a escolha de Antônio Palocci para chefiar a Casa Civil, como uma demonstração de "autoconfiança" de Dilma, e lista vários desafios que a eleita enfrentará no governo: conter a inflação e, ao mesmo tempo, reduzir juros e gastos públicos, mantendo o crescimento econômico; realizar as obras de infraestrutura que darão um apoio ao crescimento sustentado da economia, já com vistas ao Mundial

de Futebol de 2014 e à Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro; e cortar a dívida pública do governo, atualmente em 42% do Produto Interno Bruto (PIB) para algo ao redor de 30%. "Ela disse que deseja que as taxas de juros reais, atualmente as mais altas em qualquer uma das maiores economias do mundo, caiam de 5% para 2% até 2014. Mas a inflação subiu para 5,6% em novembro", diz o texto, lembrando que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, subiu o compulsório dos bancos recentemente, numa tentativa de esfriar o crescimento econômico. A revista lembra que vários economistas esperam uma alta de meio ponto na taxa básica de juros, a

Selic (agora em 10,75%), em janeiro, e duas ou três altas posteriores durante 2011. O texto destaca que Dilma resiste a pressões do PT e dos aliados da base do governo para um aumento maior no salário mínimo. "Lula escolheu Rousseff como sua sucessora, em parte porque alternativas mais óbvias foram descartadas por vários escândalos. Mas ele também viu nela alguém que pode transformar grandes projetos em realidade. O Brasil, há muito tempo, gasta pouco em infraestrutura, e o crescimento econômico está tornando o déficit ainda mais aparente", diz a matéria, lembrando que vários aeroportos do País operam no limite. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

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Com habilidade, Lula soube capitalizar alguns avanços anteriores para si, cometendo uma injustiça. Alencar Burti

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Burti defende maior atuação dos empresários na política

Fotos: Patrícia Cruz/Luz

O presidente da ACSP diz que o País deve se preparar para a competição mundial Mário Tonocchi e Sergio Kapustan

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lencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), defende a renovação da representação política do empresariado, com a formação de novos quadros e urgente reforma política como o instrumento para ajustar o Brasil aos novos tempos da globalização. Em entrevista ao Diário do Comércio, Burti disse que espera avanços nas entidades que representam a classe empresarial, inclusive na ACSP, que ele deixa em 31 de março de 2011, para assumir por quatro anos o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), substituindo o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), Abram Szajman. Burti deve continuar ligado à Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), até mesmo por ter sido indicado como o primeiro presidente emérito da entidade, no final de outubro deste ano. Veja a seguir os principais trechos da entrevista. Diário do Comércio – Como o senhor avalia o trabalho do Conselho Político e Social (COPS) neste ano? Alencar Burti – Os Conselhos, sem dúvida, deram exposição positiva à entidade. Mas apesar desse esforço, a Associação Comercial precisa de algumas iniciativas que acertem o caminho da renovação. Ou seja, precisamos implementar uma visão que antecipe o futuro e suas transformações em todas as áreas. Hoje, ela ainda está centrada em alguns nichos que representam o passado. É preciso respeitar e conhecer nosso passado, mas com os olhos voltados para o futuro. DC – A ACSP deve se oxigenar... Burti – Sim. Isso quer dizer buscar novas lideranças. Hoje, vejo lideranças que foram criadas aqui na ACSP e na Facesp, no interior, e vejo que fizemos muito, mas precisamos intensificar o trabalho de renovação. E olha que daqui da ACSP e da Facesp saíram grandes líderes, como o D'Urso (Luiz Flávio Borges, presidente da OAB-SP), Guilherme Afif Domingos (vice-governador e secretário do Desenvolvimento do Estado de São Paulo), Gilberto Kassab (prefeito de São Paulo), os deputados federais Walter Ihoshi (DEM) e Guilherme Campos (DEM de Campinas), além do prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli (DEM). Muitos se revelaram no Fórum de Jovens Empreendedores (FJE), que precisar ser melhorado. Esse é um ponto que o novo presidente da ACSP deverá olhar com muito interesse. Além disso, as mulheres devem participar mais da diretoria e não só do Conselho da Mulher. As mulheres e os jovens precisam ter uma participação maior e mais efetiva na ACSP e na Facesp. DC – O senhor acredita que os empresários devem participar mais da política?

Burti – Não é mais possível imaginar, num regime democrático como o nosso, entidades da importância da Associação Comercial e da Facesp sem uma intensa participação na vida política do País, embora sem vinculações a partidos. Pois só assim teremos a liberdade necessária para externar nossos compromissos com a sociedade e com os interesses da livre iniciativa e dos empreendedores que representamos, influenciando nas decisões tomadas pelos governos federais, estaduais e municipais. Não podemos nos esquecer de que a ACSP defende esses princípios há 116 anos. DC – Essas lideranças novas ou já estabelecidas devem olhar para qual direção? Burti – Sempre na direção dos interesses nacionais, com a visão moderna de preparar o País para os grandes desafios do futuro, que são, basicamente, as novas tecnologias e a competição mundial, que não se dá mais apenas entre empresas, mas entre países. Só conseguiremos isso se investirmos pesadamente na nossa infraestrutura e, sobretudo, na educação, como fez a Coreia do Sul.

Defendo a reforma política como o mais importante e eficaz instrumento para ampliar a participação do eleitor. ALENCAR BURTI DC – Como os empresários podem contribuir para essa renovação, para a oxigenação de suas entidades e da política brasileira? Bu rt i – Sempre preguei a unidade entre as instituições empresariais. É preciso que as lideranças ponham os interesses nacionais acima dos setoriais, deixando as vaidades de lado. Todos os setores da vida econômica, comércio, serviços, indústria e agronegócio precisam se articular de modo a serem respeitados em conjunto e individualmente pelas autoridades governamentais. Todos necessitam de infraestrutura mais adequada e mais moderna – nas comunicações, portos, aeroportos – para se desenvolver e participar da concorrência globalizada. Esses setores formam um conjunto complexo e interdependente, que, infelizmente, ainda não é tratado harmonicamente pelos governos. Isso tem que mudar.

DC – Como o senhor avalia o governo Lula? Burti – Seria injusto não reconhecer alguns avanços obtidos nos últimos oito anos. Apesar de ter canalizado as atenções para ele, Lula ampliou a distribuição de renda e criou, ao mesmo tempo, um paternalismo grande no País. Além disso, gerou despesas desnecessárias e ficou aquém do desejado nos investimentos em infraestrutura, de que tanto precisamos para crescer com segurança. Basta olhar para nossos aeroportos, portos, estradas, para ver que ainda há muito a fazer, para que o País tenha condições de concorrer em igualdade com os países desenvolvidos. Quando Lula assumiu, também herdou muitas coisas boas, mas não teve a delicadeza de reconhecer que a tal herança não era tão maldita como ele dizia. Com habilidade, soube capitalizar alguns avanços anteriores para si, cometendo uma injustiça. Mas isso faz parte da política. DC – Como o senhor vê o desempenho da oposição na era Lula? Burti – É difícil avaliar quem é o maior responsável pelos caminhos da política nacional nesse período. Mesmo quando ficou provada a existência do "mensalão" não aconteceu nada, e os envolvidos estão aí ainda hoje, alguns até com responsabilidades importantes no governo. É perigoso não se fazer nada, pois o exemplo pode se tornar uma referência negativa para a juventude. Os interesses dos partidos também não podem estar acima das prioridades e interesses nacionais. DC – Que análise o senhor faz da participação da sociedade na política partidária? Burti – O fundamental é que a sociedade esteja cada dia mais organizada em torno de seus interesses e, portanto, sintonizada com o que acontece na vida política nacional, inclusive com as questões ambientais. Ao olhar ao nosso redor no mundo, constatamos que em outros países a sociedade reage na hora, quando o governo toma alguma medida que desagrada os interesses nacionais ou dos cidadãos. Às vezes, de forma acertada, outras erradas, mas reage, enquanto aqui não, porque falta articulação. Falta também que cada um, como cidadão, assuma sua própria responsabilidade. Nossa sociedade ainda transfere a solução dos problemas para o governo, para a classe política, para o presidente de uma associação ou sindicato, ou seja, sempre para terceiros. Nós temos de entender que somos igualmente responsáveis. Por isso, defendo a reforma política como o mais importante e eficaz instrumento para ampliar a participação do eleitor, aproximando-o do eleito, pois se os políticos reconhecem que só trabalham sob pressão, então a sociedade deve se organizar e pressionar. Infelizmente, ainda prevalecem nichos de interesses políticos e econômicos que, por meio de pressão e lobby, conseguem o que desejam dos governos, e a sociedade, como um todo, fica marginalizada desse processo.

Alencar Burti: "É preciso respeitar e conhecer nosso passado, mas com os olhos voltados para o futuro".

DC – O senhor acredita que a reforma política saia do papel? Burti – Sei que não há milagres, que se trata de um longo processo, mas que precisar começar logo. Não tenho dúvidas. Sei que ele deve durar cerca de 16 anos, ou seja, pelo menos uns quatro mandatos. Mas pode ser que não ocorra, já que existem muitos interesses contrários a mudanças no atual sistema político brasileiro. Primeiro temos que analisar o voto distrital, se ele deve ser simples, misto, puro ou não puro. São passos que devem ser dados pela sociedade, trazendo os políticos junto com ela. É preciso que os políticos pensem globalmente, pensem no País, não somente no partido, ou em sua próxima eleição. A sociedade organizada e o cidadão, como eleitor, tem também

Quando Lula assumiu, herdou muitas coisas boas, mas não reconheceu que a herança não era tão maldita como dizia. ALENCAR BURTI

o dever de observar quais políticos têm um interesse particular nas eleições e quem trabalha para o País. DC – O senhor assume o SebraeSão Paulo no ano que vem. Quais são seus planos gerais? Burti – É importante, neste momento de grandes mudan-

ças no mundo e no Brasil, que as entidades que participam do Conselho do Sebrae tenham um denominador comum: a defesa dos micros e pequenos empreendedores, que representam quase 90% da oferta de trabalho e emprego no Brasil. É preciso encontrar fórmulas para ampliar e aprimorar essa mão de obra empreendedora, para que possamos rapidamente ampliar a formalização do trabalho e a geração de renda, além de poder participar em pé de igualdade da competição global. Mas todos sabemos que para conseguir isso de fato é preciso, principalmente, que os dispositivos tributários não onerem as empresas e a burocracia não emperre o desenvolvimento desse setor, tão criativo e ativo neste País.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

c

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BÍBLIA A fuga da Família de Jesus para o Egito é narrada no Novo Testamento.

idades

PERALTA Quando Menino, Jesus dava vida a pequenos animais feitos de argila.

Reprodução

Tela do pintor Cândido Portinari, de 1952, retrata a fuga de Maria, José e o pequeno Jesus para o Egito, fugindo da fúria de Herodes

A Família foge. E o Menino é salvo. Na correria para a festa de réveillon, muitas vezes esquecemos que nessa mesma época, há 2010 anos, a Família de Jesus Cristo estava em fuga para o Egito. Marcos Gomes

A

s luzes do fim de ano nos fazem esquecer que, neste momento, se fosse possível retroagir 2010 anos, Jesus, recém-nascido, está experimentando a primeira das várias provações de sua curta vida: a fuga para o Egito. Vai nos braços da mãe, acomodada no lombo de um burro puxado por José sob o sol do Deserto do Sinai. Seriam mais ou menos dois meses, entre aldeias e oásis, para cobrir os cerca de 500 quilômetros entre Belém e o destino – a região em que se assenta Cairo. Hoje, um avião os levaria em 40 minutos de voo, a R$ 500 por cabeça. Ou num automóvel, que faria folgadamente o percurso em 10 horas, costeando o Mar Mediterrâneo. Mas, naquela ocasião, os tempos eram outros. Belém, que fica a 10 quilômetros ao sul de Jerusalém, atualmente com 30 mil habitantes, não tinha mais do que mil moradores, segundo informa o historiador romano Flavio Josefo (38-100). HERODES Com esses números, os cálculos demográficos permitem estimar que ali 20 bebês entre zero e dois anos foram passados a fio de espada, vítimas da ordem de Herodes (73 a.C. -1 d.C.), rei da Judeia. A história é conhecida: Herodes, para preservar o trono à sua descendência, mandou exterminar os m e n i n o s d a re g i ã o a n t e a ameaça de que o futuro rei dos judeus havia acabado de nascer, conforme lhe anunciaram os três reis magos. Observem que Herodes, para ter segurança absoluta, am-

p l i o u l a r g amente as possibilidades etárias. Jesus seria o 21.º sacrificado, se a família não buscasse o Egito. Uma leitura atenta do episódio da fuga no Novo Testamento da Bíblia talvez provoque mais dúvidas do que esclarecimentos. Dos quatro evangelistas, apenas Mateus a descreveu. Aliás, ele e Lucas foram os únicos a tocar no nascimento de Cristo. (Marcos e João passam ao largo.) E ambos divergem. Lucas conta que a Família, diante da falta de hospedagem em Belém, lotada devido ao recenseamento convocado pelo imperador romano Augusto, que obrigava as pessoas a serem contadas no seu ponto de origem, instalou-se em uma gruta e de lá voltou para Nazaré, onde morava. Mateus, em vez de gruta, fala em uma casa e adianta que um anjo avisou José sobre os planos do rei da Judeia para recomendar-lhe o exílio. De modo que a Sagrada Família só retornaria ao lar após a morte de Herodes, um ano depois. Durante esse período, ficou vagando pela terra dos faraós. Pode ser que as contradições entre Mateus e Lucas assustem leitores cristãos por ameaçarem a credibilidade dos textos considerados sagrados.

assim – em c o n t r a p o s ição ao histórico dos outros três, não participou da seleção). TRAVESSURAS DIVINAS

Mas quem se aprofundar no assunto vai notar que estudiosos e biblistas tem justificativas fundamentadas para explicá-las no sentido de salvaguardar sua legitimidade à luz da Teologia. EVANGELHOS Se Mateus fez uma descrição lacônica e genérica da fuga, os chamados "evangelhos apócrifos" transbordam em minúcias. Mas, antes de apresentá-las, é necessário contar que evangelhos são esses. E para isso devemos retornar ao século 2, quando a Igreja estava se organizando e se consolidando. A base da doutrina que iria sustentar sua existência era o ministério de Jesus – pregações, ensinamentos milagres e, sobretudo, a ressurreição, que atestou sua essência divina. Este material estava reunido em centenas de textos advin-

dos de testemunhos ou da tradição oral. Para sermos exatos, eram 113, que exigiam depuração para que a verdade fosse separada das fantasias. O critério para esse fim foi o de identificar coincidências entre eles, que indicariam os acontecimentos reais através da verossimilhança. Foram aproveitados os de Marcos, Lucas e Mateus, respectivamente com 93, 58 e 41 coincidências dentro da uma escala até 100. Esses foram classificados como sinóticos ou canônicos. os demais ganharam o nome de apócrifos. Isso não quer dizer que a Igreja os repudie. Simplesmente não os aceita como cânones, isto é, não os entende como regra a ser seguida, condição que está implícita na etimologia da palavra. (O Evangelho de João, devido ao seu foco eminentemente espiritual – acima das coisas terrenas, pode-se dizer

U m d o s evangelhos apócrifos mais divertidos é aquele que relata uma peraltice de Jesus Menino. Como todo garoto da época, ele modelava seus brinquedos – carros, animais, objetos etc – em argila. No caso dos bichos, Jesus se comprazia em dar-lhes vida, provocando especial efeito quando seus passarinhos voavam. Mas voltemos à fuga. O Evangelho Apócrifo de Pedro, em um dos tópicos, oferece narração colorida de um episódio da Sagrada Família no Egito: "Ao se aproximarem de uma grande cidade egípcia, havia um ídolo ao qual se rendiam homenagem e ofereciam presentes. Sempre que Satã falava pela boca do ídolo, os sacerdotes relatavam o que ele dizia aos habitantes do Egito. A hospedaria dessa cidade ficava perto desse ídolo. Quando José e Maria lá chegaram e se hospedaram com Jesus, os habitantes sentiram grande e inexplicável perturbação e todos os príncipes e sacerdotes dos ídolos se reuniram ao redor desse ídolo perguntando-lhe: - De onde vem essa agitação universal e qual é a causa desse

pavor que se apoderou de nosso país? O ídolo respondeu: - Esse assombro foi trazido por um deus desconhecido, que é o Deus verdadeiro, e ninguém, a não ser Ele é digno das honras divinas, pois ele é o verdadeiro filho de Deus. Nesse momento, esse ídolo caiu e quebrou-se, tal como os outros ídolos que estavam no país". VERSÕES A rigor, a veracidade da fuga não é uma unanimidade entre os estudiosos. O professor Pedro Lima Vasconcelos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, da PUC, não acredita nela. "Provavelmente não ocorreu", diz ele. "Não há documentação histórica que permita fundamentar as afirmações contidas no Evangelho". Vasconcelos explica que Mateus pretendeu fazer apenas um paralelo teológico entre Jesus e o povo de Israel para propor uma unidade religiosa. "Moisés, por exemplo, foi salvo do faraó, que havia mandado matar as criancinhas, ao ser colocado em um cesto no rio Nilo. Um anjo avisou seu pai, exatamente como ocorreu com José. O conteúdo tem um sentido simbólico e teológico. Não se detém em dados factuais". No entanto os coptas – cristãos egípcios – creem que a Sagrada Família esteve lá. Reverenciam dois locais na cidade do Cairo. Em um deles, no Centro Velho, uma igreja lembra que ali José recolhia água em um poço. No outro, ergue-se a igreja de São Sérgio, martirizado na Cesareia, no século IV, que assinala o local onde a Sagrada Família teria morado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

9 REVOLTA O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu o aumento nos preços dos combustíveis, que tiveram alta de até 99%. Em pelo menos três cidades mulheres saíram em protesto ontem.

Bernal/AFP

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

nternacional

Terror planejava vingar charge

Países atraem ira de militantes desde 2005

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Diário dinamarquês publicou 12 desenhos do profeta Maomé em 2005

A

s polícias da Dinamarca e da Suécia prenderam ontem cinco pessoas suspeitas de planejarem um ataque contra o jornal dinamarquês que enfureceu muçulmanos em 2005, ao publicar charges de Maomé. O Islã proíbe qualquer representação do profeta. A PET, polícia de segurança da Dinamarca, disse que os suspeitos planejavam entrar em edifício comercial de Copenhague que abriga vários jornais, incluindo a sede do jornal diário Jyllands-Posten, para "matar o maior número possível de pessoas no local". Turbante – Em 30 de setembro de 2005, 12 cartuns foram publicados pelo Jyllands-Posten, um deles mostrando o turbante do profeta Maomé em formato de bomba. O jornal justificou dizendo que queria iniciar um debate sobre a liberdade de expressão. As charges provocaram manifestações de protesto contra interesses dinamarqueses e

Entre as cartuns publicados, uma mostrava o turbante de Maomé em formato de bomba. O autor é Kurt Westergaard (abaixo)

europeus no Oriente Médio, África e Ásia, nas quais pelo menos 50 pessoas morreram. O ministro da Justiça dinamarquês, Lars Barfoed, disse que os detidos tinham "passado militante islâmico" e descreveu o plano como a tentativa mais séria desse tipo já feita na Dinamarca. Três dos detidos são cidadãos suecos, disse em comunicado a polícia de segurança sueca, Sapo. Quatro pessoas foram detidas na Dinamarca e uma na Suécia. O plano parece ter conexões com grupos terroristas internacionais e o objetivo era realizar ataques coordenados semelhantes aos de Mumbai (Índia) em 2008, segundo o chefe da polícia dinamarquesa. "Nossa conclusão é que esse é um grupo militante islâmico e eles têm ligações com redes terroristas internacionais", disse Jakob Scharf, chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Dinamarquês, em entrevista coletiva. (Agências)

Reprodução da internet

"Temo que isto continue pelo resto de minha vida. São forças islâmicas poderosas para as quais os desenhos viraram símbolos de tudo o que oprime e despreza o islã", declarou o cartunista.

esde as charges de 2005 a região nórdica, em especial a Dinamarca, vem atraindo a ira de militantes islâmicos em todo o mundo. Desenhos do profeta feitos em 2007 pelo artista sueco Lars Vilks suscitaram ultraje semelhante, mas não desencadearam violência imediata. Vilks já recebeu várias ameaças de morte, e sua casa foi alvo de um atentado incendiário. No ano passado a polícia descobriu uma conspiração para atacar o Jyllands-Posten, e em janeiro o criador da charge mais controversa foi atacado com um machado por um homem com vínculos com a Al Qaeda, mas escapou. Em setembro passado um homem detonou uma pequena explosão em um hotel de Copenhague. Mais tarde se descobriu que ele tinha um mapa com o endereço da sede do Jyllands-Posten na cidade de Aarhus. A Sapo disse que os suspeitos não têm ligações com um atentado suicida em Estocolmo (Suécia) há duas semanas, em que um homem se explodiu no momento em que se preparava para detonar bombas. (Reuters)

Benoit Tessier/Reuters

Um ano de cativeiro no Afeganistão

A

França marcou ontem um ano do sequestro de Hervé Ghesquière e Stéphane Taponier, jornalistas franceses mantidos reféns no Afeganistão. Os retratos dos dois foram projetados na

Retrato dos dois jornalistas franceses mantidos reféns no Afeganistão é projetado no Arco do Triunfo em Paris

Bloomberg é derrotado pela nevasca de Nova York prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, um político independente cuja reputação foi construída sobre sua competên- Lucas Jackson/Reuters cia, parece ter sido derrotado desta vez pela nevasca. Muitos novaiorquinos, especialmente dos distritos fora de Manhattan, estão indignados com o fato de que seus bairros ainda estão cobertos de neve. Os distritos de Bronx, Brooklyn, Queens e Staten Island,

mais uma vez, foram lembrados de que estão em segundo lugar em relação a Manhattan. "Minha rua ainda está coberta de neve. Não sei o que se passa, mas está errado", disse Matthew Limongi, no Queens. Até os aliados do prefeito o criticaram. "Nunca vi uma administração tão ruim e tamanha falta de liderança na minha vida. As pessoas estão furiosas", disse o vereador David Greenfield. (Reuters)

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fachada da Prefeitura de Paris e no Arco do Triunfo, na avenida ChampsElysées. Eles foram sequestrados em 30 de dezembro de 2009, ao leste de Cabul. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LOGO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A revista National Geographic divulgou as melhores fotos do ano. A única imagem feita no Brasil é a de um golfinho carregando uma sacola plástica pelas águas do arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Confira no site da centenária publicação americana. ngm.nationalgeographic.com/ngm/photocontest/2010/entries/galler y

Logo Logo

DEZEMBRO

Andy Newman/AFP

Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter brinca com golfinho num resort da Flórida, onde está de férias com a família.

www.dcomercio.com.br

30

Nascia, em 1975, Tiger Woods, jogador de golfe americano.

H UMANITÁRIO G @DGET DU JOUR

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Mas custa US$ 48... www.aplusrstore.com/product.php?id=739

T ECONOLOGIA

Nova geração de games em 2011 Os fabricantes de videogames estão deixando para trás um ano de vendas fracas, mas esperam que a nova geração de jogos para tablets, celulares e redes sociais estimule o crescimento em 2011. Jogos como Infinity Blade, para iPhone, e Angry Birds, para smartphones com Android, atraíram novos consumidores. Ao mesmo tempo, a

produtora de videogames Zynga, criadora do Farmville, fez do Facebook uma plataforma de sucesso. Na Consumer Electronics Show, feira de eletrônicos que acontece em janeiro em Las Vegas, empresas como Samsung e Verizon lançarão novos smartphones e tablets que permitirão o acesso a jogos para mais consumidores.

m grupo fundado pelo ator norteamericano George Clooney informou que se uniu ao Google, a uma agência da Organização das Nações Unidas Jason Reed/Reuters (ONU) e a uma organização contra o genocídio para lançar um satélite de vigilância na fronteira entre o Norte e o Sul do Sudão. O objetivo é tentar evitar uma guerra civil, depois que os habitantes do Sul votarem num referendo sobre a divisão do país, no mês que vem. A organização Not On Our Watch (Não diante de nossos

olhos) está patrocinando as primeiras fases do Projeto do Satélite Sentinela, que vai reunir imagens em tempo real e combiná-las com análises de campo do Enough Project (Projeto Basta) e da Iniciativa Humanitária da Universidade de Harvard. Os dados vão apontar os movimentos de tropas, de civis e outros sinais de conflito iminente. O Programa de Aplicações de Satélite da ONU e o Google irão publicar as imagens online. "Nós queremos fazer com que potenciais genocidas e outros criminosos de guerra saibam que estamos observando,

Goran Tomasevic/Reuters

Satélite vai vigiar o Sudão

Faca redonda foge do comum

Grupo de George Clooney quer evitar violência contra a população

o mundo está observando", disse Clooney. "Criminosos de guerra florescem na escuridão. É muito mais difícil cometer

atrocidades sob o clarão das luzes da mídia." Os grupos esperam que as imagens reduzam o risco de violência. (Agências)

Arnd Wiegmann/Reuters

P ORTINARI E M

C A R T A Z

Exposição no Rio atrai milhares

PINTURA

Fabio Motta/AE

Exposição apresenta 30 pinturas do artista alemão Georg Baselitz. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, tel.: 3324-1007.

L

D ESCASO Devanir Amâncio

TORCIDA - A águia Sherkan, mascote do time suíço de hóquei no gelo Geneve Servette, foi fotografada ontem enquanto acompanhava os jogadores treinarem para um torneio na cidade de Davos.

A RTE Reuters

Obras roubadas A polícia da Espanha divulgou ontem retratos de alguns dos quadros mais procurados pelas autoridades, alguns deles roubados há mais de 20 anos. No grupo, há obras de Picasso, Matisso, Van Gogh, Rembrandt e Velazquez.

Socorro, Tiririca! É o pedido do povo. tamanho do buraco, e cobrar providências do prefeito Gilberto Kassab. Vai escrever uma cartinha à mão e enviar ainda esta semana ao deputado federal. Antonio, que mora em frente ao buraco, acredita que Tiririca tem mais força que Beto Tatu, para atender aos apelos do povo. "Para a Prefeitura estamos cansados de pedir", lamenta o aposentado.

L

Devanir Amâncio

A TÉ LOGO

L

Moradores do Parque Independência, Zona Sul, apelam para o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP) o palhaço Tiririca, contra o descaso da Prefeitura com a cratera na Rua Zamora, altura do número 164, que segundo os moradores, existe há seis meses . O aposentado Antonio Queiroz diz ter acordado nesta segunda-feira com a ideia de levar Tiririca para conferir o

O Teatro Municipal do Rio de Janeiro prorrogou até o dia 6 a exibição de "Guerra" e "Paz", principais murais do pintor Cândido Portinari e que estão expostos ao público desde o último dia 21. Filas que percorrem mais de dois quarteirões em torno do teatro têm se formado diariamente nos momentos anteriores às sessões de visita (que acontecem gratuitamente de duas e duas horas). Os painéis foram pintados no Rio em 1955 e 1956 sob encomenda para a entrada da sede da ONU, em Nova York. (AE) L OTERIAS Concurso 1101 da LOTOMANIA 10

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Próximo sorteio da Mega-Sena em 31/12, com a Mega da Virada.

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Mega-Sena da virada arrecada 21,2% a mais que em 2009. Prêmio pode chegar a R$ 190 milhões Aeronautas e aeroviários descartam greve durante as comemorações de Ano Novo

Concurso 2484 da QUINA 22

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

e

11 NA MESMA Teles querem Plano Nacional de Banda Larga nos moldes do Luz para Todos.

conomia

TELEVISÃO O Uruguai aderiu ao padrão nipobrasileiro da TV digital.

Inflação do aluguel chega a 11,32% IGP-M, que teve deflação no ano passado, atinge a taxa mais alta desde 2004. É o índice de reajuste usado também para tarifas de energia elétrica. Fátima Lourenço

Marcos Mendes/LUZ

A

inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), parâmetro para o reajuste da maioria dos aluguéis e da energia elétrica do País, apresentou desaceleração no mês de dez e m b ro , c o m v a r i a ç ã o d e 0,69%, bem abaixo do patamar do mês anterior quando variou 1,45%. Mas o indicador, medido mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumulou variação de 11,32% ao longo do ano. É a taxa mais alta desde 2004, quando a variação bateu em 12,41%. A tendência para 2011, no entanto, é de continuidade da desaceleração mensal da inflação medida pelo IGP-M, afirma o coordenador de análises econômicas do IBRE Salomão Quadros. Segundo ele, dificilmente haverá a repetição do que aconteceu neste ano, "um momento de recuperação de preço". Ao contrário de 2009, quando o acumulado ficou negativo em 1,72%, especialmente pelo reflexo da queda de preço dos commodities provocada pela crise mundial. "Na maioria dos casos, a baixa dos preços já foi recuperada e a recuperação é um processo que se esgota", ratifica Quadros. Agora, acrescenta, o que vai determinar a trajetória da variação do indicador é a dinâO que mais m i c a d a economia está pressionando global. Vale lembrar, resé a mão de salva, que a obra. Isso previsão foi não vai ceder feita na viralogo. da do ano. "Surpresas SALOMÃO acontecem e QUADROS, DA parte do munFGV do ainda está mergulhada na recessão." Entre os destaques do cenário geral para o futuro imediato, no mercado interno, Quadros prevê que os preços dos serviços pagos pelo consumidor final, como os de salões de beleza e academias, continuarão pressionados, contribuindo, como já aconteceu em 2010, para a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) é um dos componentes da inflação medida pelo IGP-M. Em dezembro, ele apresentou variação de 0,92%, ante 0,81% no mês anterior. Dos sete grupos componentes do IPC, cinco cresceram. As despesas com habitação (aluguel e condomínio residenciais) foram destaque. Nesse item, a taxa saltou de 0,27% em novembro para 0,43%. Entre as despesas desse grupo, e sob a mesma base de comparação, aluguel residencial saiu de 0,49% para 1,03% e condomínio, de 0,11% para 1,1%. Também contribuiram para a alta da inflação do IPC saúde, educação, leitura e recreação e alimentação. O cálculo do IGP-M composto ainda pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). No primeiro caso, o indicador geral variou 0,69% em dezembro, ante 1,45% no mês anterior. Já o INCC registrou em dezembro variação de 0,59%, acima do 0,36% de novembro. A aceleração foi impulsionada por Materiais e Equipamentos e mão de obra. "O que mais está pressionando é o preço da mão de obra", comenta Quadros. "Isso não vai ceder no curto prazo", prevê.

Preços dos serviços aos consumidores, que pressionaram a inflação deste ano, devem continuar em alta em 2011.

Brasil "comemora" recorde de R$ 1,27 tri de impostos em 2010 Fernanda Pressinott

Superávit de R$ 91 bi está abaixo da meta

D

e acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central, o setor público (composto por União, estados e municípios e suas empresas estatais) registrou superávit primário de R$ 4,17 bilhões em novembro. Com isso, o esforço fiscal acumulado nos 12 meses encerrados em novembro atingiu R$ 90,99 bilhões, o equivalente a 2,51% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta fiscal, sem os abatimentos permitidos, é de 3,1% do PIB, o que em valores nominais, considerando-se o PIB estimado pelo BC, seria algo em torno de R$ 112 bilhões. Para o governo cumprir a meta fiscal do ano sem lançar mão de abatimentos, promessa que ontem começou a ser abandonada, será preciso economizar cerca de R$ 20 bilhões em dezembro – o equivalente a 0,6% do PIB. Mas os números dos últimos anos mostram que esse objetivo é bastante ousado: desde 2001, houve apenas um mês de dezembro em que o setor público conseguiu terminar com dinheiro em caixa para abater a dívida, o chamado superávit primário. Isso ocorreu em 2009, quando o saldo positivo somou apenas R$ 156 milhões. Nos demais anos, dezembro terminou no vermelho. Pa g a m e nto s – Tradicionalmente, as contas públicas ficam no negativo em dezembro graças ao pagamento da segunda parcela do 13º salário de servidores e apo-

sentados e férias de muitos funcionários públicos. Além disso, há aumento no ritmo de obras para que sejam executados pagamentos previstos no Orçamento. Isso explica porque o último mês do ano termina sem dinheiro para pagamento de juros e abatimento da dívida. Em dezembro de 2008, por exemplo, o setor público teve déficit de R$ 20,9 bilhões. "É praticamente impossível realizar primário de R$ 20 bilhões em dezembro", disse o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges "Se vier positivo, já é ótimo." Apesar dos dados negativos, Borges observou que há sinais de que o gasto do governo tem desacelerado. De acordo com o economista, as despesas públicas cresceram, na média, 1,2% ao mês entre outubro de 2008 e junho de 2010. Desde julho, o ritmo caiu para 0,3%. Projeção – Ontem, o chefe-adjunto do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, anunciou o aumento da projeção oficial para a dívida líquida do setor público em relação ao PIB em 2010, de 40% para 40,3%. Apesar dessa elevação, Maciel chama a atenção para o fato de que a trajetória do indicador tem sido de queda ao longo dos últimos anos. Em 2009, por exemplo, o índice fechou em 42,8%. Para 2011, a trajetória de redução deve se repetir, uma vez que a previsão do BC é que a dívida deve recuar para 37,8% do PIB. (AE)

E

nquanto os brasileiros estiverem comemorando a virada do ano, o governo poderá soltar fogos para celebrar o R$ 1,27 trilhão arrecadado em impostos em 2010 nas três esferas: federal, estadual e municipal. Exatamente à meia-noite do dia 31 de dezembro o recorde será alcançado, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). O valor significará um crescimento nominal de 15,9% em relação ao montante arrecadado em 2009, quando foi computado R$ 1,09 trilhão em impostos. Logo em seguida a calculadora do IBPT – conhecida como Impostômetro e desenvolvida para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) – será zerada e começará a somar novamente os impostos que serão pagos pelos brasileiros durante o ano de 2011. A carga tributária brasileira equivale hoje a aproximadamente 34% do Produto Interno Bruto (PIB). É uma das mais elevadas do mundo,

sendo menor apenas a de países como os escandinavos. A carga dos Estados Unidos é de 27% e a do Japão, de 18% das riquezas. Entretanto, os governos brasileiros são reticentes em abrir mão de tributos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita Dilma Rousseff já afirmaram que consideram a carga tributária adequada à realidade do País. Para eles, uma maior arrecadação possibilita a melhor destinação dos recursos. O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), Alencar Burti, entretanto, critica a maneira como o dinheiro é distribuído. "Está na hora de passarmos a olhar a administração do Estado brasileiro como uma empresa, que deve ser gerida com eficiência. Por isso, é preciso promover uma racionalização dos gastos públicos, para que possamos gastar menos e melhor, dando retorno aos contribuintes dos impostos pagos com melhores serviços na saúde, educação e segurança, além de

investimentos em infraestrutura para assegurar um crescimento sustentado para o País", disse. Também há críticas de vários setores da economia nacional sobre o modelo da carga tributária. Ele impacta mais o consumo e menos a renda e o patrimônio. Segundo o IBPT, 65% dos tributos recaem sobre o consumo. Isso faz com que a população de renda mais baixa seja proporcionalmente mais prejudicada. Os tributos que oneram o consumo estão embutidos nos preços de bens e serviços e são pagos sem que o consumidor perceba. Informação – Para quem quiser saber mais, a ACSP mantém o site (www.impostometro.com.br) que permite ao cidadão acompanhar o total de tributos pagos pelos brasileiros para as três esferas de governo. O sistema também revela o valor total de impostos pagos desde janeiro de 2000 por diferentes períodos de tempo e faz estimativas para 2011. No site, o interessado em tributos descobre o que pode ser feito com os valores arrecadados.


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e Arrecadação do FGTS chega a R$ 10,2 bi O governo resolveu cumprir o que sempre foi acertado (sobre o salário-mínimo). Carlos Lupi, ministro do Trabalho

conomia

Até novembro, saldo das receitas aumentou quase 50% em relação a igual período do ano passado. Captação bruta pode chegar a R$ 60 bilhões neste ano.

O

s saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS ) caíram neste ano, o que permitiu aumento da arrecadação líquida do fundo. Até novembro de 2010, a arrecadação líquida foi de R$ 10,2 bilhões, acima dos R$ 6,9 bilhões em todo o ano de 2009 – aumento de 47,83%. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O ministro Carlos Lupi atribuiu a melhora ao crescimento econômico, que fez o número de demissões diminuir e os saques também. Os trabalhadores podem sacar o FGTS em casos de demissão, aposentadoria, compra da casa própria e doença grave, como o câncer. A arrecadação bruta do Fundo até novembro somou R$ 55,2 bilhões. O valor é ligeiramente maior que a arrecadação total do ano passado. Mas o ministro estima que o valor chegará a R$ 60 bilhões até o último dia de 2010, o que será um recorde. Os saques do período foram de R$ 45 bilhões, o que representa uma queda de quase 6% em relação às retiradas de 2009. Lançado no ano passado, o Programa Minha Casa, Minha Vida recebeu R$ 2,5 bilhões de recursos do FGTS . O valor foi igual ao destinado no ano passado para o programa de moradias. A expectativa do Ministério do Trabalho é que no ano que vem esse valor cresça para R$ 3 bilhões. Os recursos do FGTS são usados para investimentos do governo em habitação, obras de saneamento e infraestrutura. Segundo os dados divulga-

Patrícia Cruz/LUZ

dos ontem pelo Ministério do Tr a b a l h o , f o r a m u s a d o s R$ 39,2 bilhões dos recursos do FGTS nesses investimentos, dos quais o maior valor foi para habitação, com R$ 27,1 bilhões, seguido de infraestrutura, de R$ 4,8 bilhões. O orçamento com recursos do FGTS era de R$ 74, 6 bilhões. O FI-FGTS (Fundo de Investimento do FGTS) desembolsou R$ 15,8 bilhões neste ano, até dia 12. O FI-FGTS é uma via de aplicação de recursos do FGTS criado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para investimento nos setores de energia, rodovia, ferrovia, hidrovia, porto e saneamento e segue as normas do Conselho Curador do Fundo. O orçamento disponível para o FI investir era de R$ 19 bilhões. Remuneração – O ministro do Trabalho admitiu que a remuneração do FGTS precisa ser discutida. Trabalhadores reclamam que o rendimento do fundo é muito baixo em comparação com outras aplicações de mercado. Lupi argumentou que se a remuneração aumentar, os juros de financiamento para habitação, que usam os recursos do FGTS também vão subir. "Temos que tomar muito cuidado com essa discussão da remuneração do fundo, para não prejudicar os trabalhadores de mais baixa renda", alertou. Lupi disse que no futuro os trabalhadores poderão investir no FI-FGTS, que terá rendimento maior, embora sujeito a mais riscos. "Só falta a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovar isso o mais rápido possível", disse. (Agências)

Posto móvel de cadastro para vagas a partir do dia 3 Vanessa Rosal

Lupi atribui o desempenho positivo do FGTS ao crescimento econômico

Mais de 2,5 milhões de empregos Elza Fiúza/ ABr

O

ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, projetou ontem que o volume de empregos gerados no País com carteira assinada em 2010 superará os 2,5 milhões. Até novembro, foram criadas 2,564 milhões de vagas, mas, habitualmente, o mês de dezembro costuma ser deficitário, com demissões superando as contratações formais. Mesmo com as perdas do último mês do ano, Lupi fez a avaliação baseando-se na incorporação dos números de contratados pelas empresas ao longo do ano que perderam o prazo para apresentar seus dados ao Ministério do Trabalho. Mínimo – O ministro do Trabalho afirmou que a decisão do governo será mesmo pelo valor do salário-mínimo em R$ 540 a partir do próximo ano. Lupi era um entusiasta de uma proposta intermediária de R$ 560, ante a reivindicação das centrais de R$ 580. "O

Aposta: 2,5 mi de vagas no ano.

governo resolveu cumprir o que sempre foi acertado", disse. Ele se refere a um acerto feito entre governo e centrais e que leva em conta a inflação e o crescimento da atividade econômica dos anos anteriores. "Indiquei um pouco mais, mas a parte econômica (do governo) avalia que se quebrará uma regra que foi cumprida até aqui." (AE)

A

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet) firmaram parceria para a implantação de uma unidade móvel do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) na sede da Distrital Centro, no bairro da Liberdade. Os serviços oferecidos incluem a emissão da carteira de trabalho e o cadastro para vagas oferecidas por empresas. O CAT visa a intermediação entre os trabalhadores desempregados e as empresas que tenham vagas. Desde sua criação, em 2005, o programa já recolocou no mercado 249.758 trabalhadores – desse total, 6.768 apenas em 2010. De acordo com o diretor-superintendente da Distrital Centro da ACSP, José Alarico Rebouças, a ideia da parceria com a Prefeitura de São Paulo é colocar a unidade móvel no maior número de pontos possíveis. O conselheiro da Distrital Centro, Isaias Guedes Guimarães, explica que alguns cursos de capacitação e palestras gratuitos também são oferecidos.

Segundo o supervisor-geral da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet), Benjamim Rodrigues Trindade, no total, são 15 mil empregos disponíveis no banco de dados dos CATs, como operadores de telemarketing, peixeiros, açougueiros e pedreiros. Os postos funcionam mediante prévio agendamento. O gerente do CAT móvel, Ângelo Paez, diz que "o carro se dirige ao local e fica à disposição da comunidade que pediu o serviço, com capacidade para atender entre 200 e 250 pessoas por dia". Cada uma das seis vans são equipadas com bancos estofados, computadores e impressoras, além de uma tenda externa, cadeiras e mesas dobráveis. O CAT itinerante funcionará na sede da Distrital Centro (rua da Glória, nº 346), entre os dias 3 e 7 de janeiro e 10 e 14 de janeiro de 2011, sempre das 8h às 17h. "Além do que é oferecido pelo posto móvel, se a pessoa atendida for inadimplente, poderá utilizar o serviço de conciliação da ACSP para voltar a ter todos os direitos de um cidadão pleno", diz o diretor-superintendente da Distrital Centro da ACSP, José Alarico Rebouças.


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Para 2011, a tendência é de continuidade na queda de inadimplência. Kelly Carvalho, assessora econômica da Fecomercio

conomia

Paulistas com menos dívidas Estudo da Fecomercio mostra que a inadimplência dos consumidores de São Paulo apresentou queda, passando de 17% em novembro para 13% em dezembro. Vanessa Rosal

O

s c o n s u m i d o re s paulistas se endividaram menos durante o período de Natal em 2010. De acordo com uma pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), 46% das famílias apresentaram algum tipo de dívida em dezembro deste ano, em relação aos 48% apurados em igual período de 2009. Apesar dos gastos elevados com as comemorações de final de ano, o número de famílias com contas em atraso (inadimplentes) também registrou queda, de 17% em novembro para 13% neste mês. O levantamento apurou em dezembro que 58,9% do total de famílias endividadas têm entre 11% e 50% da sua renda comprometida com o pagamento de dívidas. Para 12,9% delas, esse comprometimento é superior a 50%, enquanto que para 21%, menos de 10% está comprometido com o pagamento de dívidas.

Para a assessora econômica da Fecomercio, Kelly Carvalho, o resultado é reflexo da melhoria dos índices de confiança do consumidor, da queda da taxa de desocupação e da entrada dos recursos do décimo terceiro salário. "A crescente oferta de crédito e a leve redução nas taxas de juros também contribuíram com a saúde financeira das famílias. Para o próximo ano, a tendência é de continuidade na queda de inadimplência." Outro ponto positivo ob-

servado é o reflexo da preocupação das famílias com os gastos de começo de ano, o que demonstra o aprendizado do consumidor em relação à economia doméstica e às vantagens de se pagar contas e impostos à vista. "Os paulistas estão controlando melhor as suas finanças, sem abusar demais dos parcelamentos. Neste final de ano, eles também preferiram pagar os presentes de Natal à vista." Perfil de dívida – Em média, entre as famílias analisa-

das com contas em atraso, 45,5% têm atrasos há cerca de 90 dias. Outros 28,3% possuem contas atrasadas por até 30 dias, enquanto 21,3% do total de famílias estão com dívidas atrasadas entre 30 e 90 dias. A proporção de famílias que acreditam não ter condições de pagar suas contas nos p ró x i m o s m e s e s f i c o u e m 4,3%. Em dezembro de 2009, o percentual era de 6,4%. Na avaliação do prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é

verificada no período até três meses (29,3%). O restante fica dividido nos períodos superiores a um ano (28,5%); entre três e seis meses (23,6%) e entre seis meses e um ano (15%). "Os bons índices econômicos verificados ao longo do ano e a grande oferta de crédito no mercado deixaram os consumidores um pouco mais tranquilos", diz Kelly. Meios de pagamento – De acordo com ela, a popularização do uso do cartão de crédito tem se expandido entre os consumidores das classes C, D e E. Esses meios de pagamento podem ser usados sem que o consumidor tenha conta bancária, oferecendo adicionalmente o parcelamento das dívidas. A utilização do cartão de crédito ilustra as formas mais empregadas pela população nessa faixa de renda. No entanto, o cartão de crédito se mantém como o principal tipo de dívida, sendo usado por 68,9% das famílias analisadas pela Fecomercio. Em seguida, estão carnês (24,8%), crédito pessoal (9,8%), financiamento de carro (8,8%) e cheque especial (7,7%).

Alessia Pierdomenico/Reuters

Governo amplia capital do BNDES em R$ 4,5 bilhões

O

A PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, pela Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras - SMSP torna público que, na data, horário e local abaixo assinalados, fará realizar licitação na modalidade de PREGÃO ELETRÔNICO, do TIPO MENOR PREÇO por item, em conformidade com as disposições do Edital e respectivos anexos. PREGÃO ELETRÔNICO nº 058/2010/COGEL PROCESSO: 2010-0.176.815-5 DATA DA ABERTURA: 14/01/2011 HORÁRIO: a partir das 10h00 OBJETO O presente pregão tem por objeto a celebração de Ata de Registro de Preços para fornecimento de Tubos de Concreto de Seção Circular tipo ponta e bolsa, para drenagem de águas pluviais de diferentes diâmetros à Prefeitura do Município de São Paulo, cujas características, especificações técnicas e condições de fornecimento encontram-se descritas no ANEXO I. EDITAL DE LICITAÇÃO, DO ACESSO A INFORMAÇÕES E IMPUGNAÇÃO DO EDITAL. O Edital de licitação, assim como seus anexos poderão ser fornecidos mediante pagamento correspondente ao custo da cópia reprográfica no valor de R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, de acordo com a Tabela Integrante do Decreto Municipal nº 51.157/2009, valor este a ser recolhido aos cofres públicos através do documento de arrecadação do Município de São Paulo - DAMSP, que será fornecida pela SMSP/COGEL, Rua Líbero Badaró, 425, 37º andar, das 09h30 às 17h00, até o último dia que anteceder a data designada para a abertura do certame. O Edital juntamente com seus Anexos, estarão ainda disponíveis no sítio eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo, endereço http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, e www.comprasnet.gov.br.

O papa Bento XVI vai divulgar, hoje, a criação de um Banco Central para o Vaticano, instituição que irá supervisionar as operações feitas pelo Instituto das Obras Religiosas (IOR, também conhecido como Banco do Vaticano), entidade privada que atualmente se reporta a um comitê de cardeais. A informação foi divulgada ontem pelo jornal italiano La Stampa, sem citar fontes. O Vaticano quer criar uma empresa financeira que controlará todas as transações feitas pela Santa Sé, informou o jornal. (AE)

cipalmente em infraestrutura. O projeto do trem-bala Campinas-SP-Rio, por exemplo, precisará de garantia do Tesouro para receber financiamento do BNDES acima do limite prudencial. Angra 3 – A diretoria do BNDES aprovou ontem o financiamento de R$ 6,1 bilhões para o projeto de construção da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro. O financiamento foi concedido à Eletronuclear e corresponderá a 58,6% do investimento das obras. A usina, que faz parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá potência instalada de 1.405 megawatts (MW), será conectada ao Sistema Interligado Nacional por meio da linha de transmissão que já atende às usinas Angra 1 e 2. No projeto, a subestação do complexo nuclear de Angra será ampliada para permitir o aumento de carga. O BNDES justificou o seu apoio financeiro ao projeto no aumento da disponibilidade de energia elétrica com a possibilidade de geração de 10,9 milhões de MWh/ano. O banco também ressaltou o impacto econômico para a região com os investimentos previstos para os próximos cinco anos e o fato de a energia nuclear não gerar gases causadores do efeito estufa. (AE)

DC

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS

Bento XVI vai criar um Banco Central para o Vaticano

capital social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou em cerca de R$ 4,5 bilhões, segundo decreto (7.407) publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), com data de terça-feira, dia 28. O aumento do capital será por meio de transferência de quase 140 mil ações ON da Petrobras excedentes à manutenção do controle acionário da União. Com esse aumento, o capital do BNDES passa para R$ 29,5 bilhões, dividido em 6,2 bilhões de ações nominativas, sem valor nominal. A transferência das ações da Petrobras excedentes à manutenção do controle da União para o BNDES foi feita antes da capitalização da estatal, o que permitiu ao BNDES aumentar a sua participação na companhia e o governo reduzir o impacto da operação em suas contas. Desde 2008, quando o governo decidiu fortalecer a oferta de crédito do banco para combater a crise, o BNDES já recebeu mais de R$ 180 bilhões em empréstimos do Tesouro Nacional. Nos últimos meses, o governo vem estudando formas de elevar o patrimônio de referência do BNDES para que o banco possa dar conta do aumento de financiamentos para investimentos, prin-

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15 Com aquecimento da economia, as empresas precisam de recursos para investir. Frederic de Mariz, analista do J.P. Morgan

conomia Wilson Dias/ABR

Dilma Rousseff manteve Guido Mantega no comando do Ministério da Fazenda, justamente quando a maioria dos analistas criticava os "insustentáveis" gastos públicos.

As incertezas econômicas na AL O ano começa com muitas dúvidas sobre as economias na região. Enquanto o Brasil inicia um novo governo a Argentina não tem sequer orçamento aprovado.

C

om o final de 2010, Inácio Lula da Silva na a América Latina se Presidência. prepara para 2011 Não podemos esquecer em meio a também que Dilma começou incertezas quanto aos a ficar em evidência como próximos passos de algumas chefe do Programa de das maiores economias da Aceleração do Crescimento região. O Brasil, por exemplo, (PAC), que visa corrigir o que começa o novo ano com a ela descreve como "anos de nova presidente, Dilma estagnação" na infraestrutura. Rousseff, enquanto a Já a Argentina passou Argentina iniciará o período grande parte do ano sem um novo orçamento. especulando sobre quem Já no México, a integridade poderia ser o candidato do Estado está ameaçada governista à Presidência nas pelos cartéis de tráfico de eleições de outubro de 2011. drogas. O Peru, por sua vez, Poderia ser a atual presidente, está rememorando épocas Cristina Kirchner? Ou seria o mais obscuras, enquanto a marido dela, o ex-presidente filha de um ex-líder Néstor Kirchner (que era autoritário se prepara para encarado como o verdadeiro concorrer à Presidência. Mas poder na Presidência pelo menos a região deve sair argentina) que retornaria à completamente da recessão. E disputa? Finalmente, um ano o país com o pior antes da eleição, a questão foi desempenho até agora, a decidida: Néstor Kirchner Venezuela, deve retomar seu morreu de ataque cardíaco crescimento, de acordo com aos 60 anos. Se a atual onda de análise simpatia em divulgada relação a ontem pela Cristina BBC. Kirchner Conforme durar, ela avaliação, com poderá ser Dilma É o patamar atingido reeleita. Mas, Rousseff como as pela inflação na prestes a políticas Argentina, mesmo assumir a econômicas Presidência, intervencionistas que as estatísticas no dia 1º de da presidente oficiais janeiro, o sempre foram não confirmem anúncio dos mais nomes que oportunistas o número. ocuparão os do que principais estratégicas, postos no setor econômico muitas coisas podem dar não conseguiu acalmar os errado. temores dos mercados a Enquanto isso, a secretária de Estado americana, Hillary respeito da futura política Clinton, causou polêmica em econômica de seu governo. setembro quando comparou a Desde que os analistas violência dos cartéis do começaram a falar sobre os tráfico de drogas no México níveis "insustentáveis" de com a insurgência na gastos públicos, eles não ficaram exatamente contentes Colômbia na década de 1980. Rapidamente, o presidente ao ouvir que Guido Mantega Barack Obama rejeitou a deve permanecer no comparação. O problema Ministério da Fazenda. para os EUA é que sua Para evitar o economia está superaquecimento da profundamente interligada economia do País, o com a do México. presidente do Banco Central, No Peru, apesar de ter a Henrique Meirelles, foi maior taxa de crescimento obrigado a aumentar as taxas para 2010 entre as economias de juros, que agora estão em da América Latina (8,3%, 10,75%. Mas Meirelles será segundo o FMI), seu substituído pelo atual diretor presidente, Alan Garcia, tem de Normas e Organização do apenas 34% de aprovação. Sistema Financeiro do BC, Já a Venezuela de Hugo Alexandre Tombini, que Chavez, mesmo encerrando ajudou a elaborar a política um ano triste, pode retomar o contra a inflação que crescimento, depois da favoreceu os juros altos recessão global. durante os oito anos de Luiz

25%

Bancos acirram disputa por empréstimos para empresas

A

pós as mudanças anunciadas pelo Banco Central (BC) para frear a expansão do crédito para pessoa física, a competição entre os bancos grandes e médios nos empréstimos para pequenas e médias empresas deve se acirrar ainda mais em 2011. Os grandes bancos reforçaram o segmento neste ano, contratando centenas de gerentes e lançando produtos. Já os bancos médios, que dominavam esse mercado praticamente sozinhos, não se intimidaram com a maior competição e esperam taxas de crescimento maiores em 2011 que as apresentadas neste ano. O J. P. Morgan prevê expansão anual de 30% para este tipo de empréstimo até 2012, ante expansão de 18% a 20% para o crédito total. Com o aquecimento da economia, as companhias precisam de recursos para o caixa e para investimentos.

O analista do J.P., Frederic Dentro da estratégia dos de Mariz, destaca que, para grandes bancos de reforçar as pequenas empresas, os a área, o Santander contrabancos médios têm vanta- tou 600 gerentes para atengens competitivas quando der esse público e deve concomparados aos grandes. A tratar mais gente em 2011. O razão é que bancos como presidente do banco espaABC, BicBanco e Daycoval nhol, Fabio Barbosa, diz só fazem esse tipo de opera- que, junto com o crédito ção e são muito mais ágeis imobiliário, esse segmento na liberação deve liderar o dos recursos. c re s c i m e n t o Nas grandes do crédito no instituições, Brasil nos próque têm estruximos anos, tura maior, a lipor isso a beração pode ofensiva do deve ser a alta demorar mais. Santander na anual de recursos á r e a . A i n d a O Bradesco foi um dos entre os grandestinados a bancos a refordes, o Itaú despequenas e ç a r a á re a d e taca que tem 8 médias micro, pequemil gerentes nas e médias específicos empresas. "Fipara esse segzemos reforço na área de mento, praticamente um varejo e isso já começa a por agência. O HSBC tammostrar resultados", afir- bém anunciou planos para ma o vice-presidente exe- o segmento, quer dobrar a cutivo do banco, Domingos carteira de empréstimos até Ferreira de Abreu. 2012 e saltar o número de

30%

Associação Esportiva Bela Convocamos todos os interessados, à participarem da Assembléia Geral Extraordinária para Reorganização da Associação e Eleição da Diretoria Executiva no dia 08/01/2011 ínicio às 10:00hs, na Rua 28 de Janeiro, nº373 - Vila Bela Vista nesta Capital.

EMPRESA MUNICIPAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS – EMPRO Extrato de Aviso de Licitação Pregão Presencial nº 014/2010 Objeto: Contratação de empresa especializada para montagem de carnês diversos e montagem das parcelas dos boletos de IPTU, conforme especificação técnica do Anexo I, deste Edital. Edital completo na sede da Empro: Av. Romeu Strazzi, 199 – Bairro Vila Sinibaldi, São José do Rio Preto/SP, ou pelo site http://www.empro.com.br. – Fone: (17) 3201-1201/1216. Abertura: 13 de janeiro de 2011, às 09h30. São José do Rio Preto/SP, 29 de dezembro de 2010. Cássio Domingos Dosualdo Moreira – Pregoeiro.

YOKI ALIMENTOS S.A.

CNPJ/MF nº 61.586.558/0013-29 - NIRE nº 35300100743 Edital de Convocação - Assembleia Geral Extraordinária Conforme deliberado pela Diretoria, ficam os Srs. Acionistas da YOKI ALIMENTOS S.A. (“Companhia”) convocados a reunirem-se em Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 17 de janeiro de 2011, às 10:00 h, na Avenida Miro Vetorazzo, n° 1661/1681 – Bairro Demarchi – São Bernardo do Campo, São Paulo, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) deliberar sobre a 1ª (primeira) emissão pública, pela Companhia, de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, com garantia real, no valor de R$100.000.000,00 (cem milhões de reais), na data de emissão, a ser distribuída com esforços restritos de distribuição nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) n° 476, de 16 de janeiro de 2009, conforme alterada; e (ii) deliberar sobre a delegação de poderes à Diretoria para adotar todos e quaisquer atos necessários à implementação da emissão das debêntures. São Bernardo do Campo, 28/12/10. Diretoria da Yoki Alimentos S.A.. (28-29-30)

HTD CORRETORA DE CÂMBIO LTDA. DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO As pessoas físicas abaixo identificadas, por intermédio do presente instrumento: I - DECLARAM: Sua intenção de constituir uma instituição com as características abaixo especificadas: Denominação social: HTD CORRETORA DE CÂMBIO LTDA. Local da sede: São Paulo-SP. Capital inicial: R$400.000,00. Composição societária: - Controlador: FÁTIMA APARECIDA MOURÃO DE MESQUITA - CPF nº 052.032.198-77 - Percentual de participação: 75%. - Outro sócio detentor de participação qualificada: LUIZ ALBERTO TADEU DOS SANTOS CLEMENTE - CPF nº 095.014.408-85 - Percentual de participação: 25%. Administração: FÁTIMA APARECIDA MOURÃO DE MESQUITA - C.I. RG. nº 18.186.688-2-SSP-SP e CPF nº 052.032.198-77 - DIRETORA. II - ESCLARECEM que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de trinta dias contados da data da publicação desta, por meio formal, em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. Banco Central do Brasil - Departamento de Organização do Sistema Financeiro. Gerência Técnica em São Paulo. Av. Paulista, nº 1.804 - 5º andar - São PauloSP - CEP 01310-922. Processo nº 0701376368. São Paulo, 29 de novembro de 2010.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de dezembro de 2010, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Reqte: Interest Factoring Fomento Comercial Ltda. - Reqdo: Taygre do Brasil Comércio e Indústria Ltda. - Rua Julio Ribeiro, 15 - São Paulo - SP - 2ª Vara de Falências

companhias clientes de 350 mil para 700 mil. No Banco do Brasil, a estratégia é abrir novas agências no interior do Estado de São Paulo e também chegar a 100% dos municípios brasileiros. As unidades vão ter gente treinada para atender às pequenas e médias empresas, destaca o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do BB, Ivan de Souza Monteiro. No banco, 10 mil funcionários estão passando por treinamento, pois a instituição está mudando toda a plataforma de atendimento a clientes. "Queremos dar mais agilidade nas operações", diz Souza. "As mudanças nos posicionam muito bem para 2011. Com o País crescendo 7% ao ano, vai ter muita demanda por crédito, especialmente de empresas para investimentos". Em 2011, o Bando do Brasil deve abrir 500 agências. (AE)

Miramar Holdings S.A. CNPJ no 09.060.272/0001-51 - NIRE 35.300.345.827 Ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12.11.2010 Data, Hora, Local: Aos 12 dias do mês de novembro de 2010, às 11h, na sede social, Cidade de Deus, 4o andar do Prédio Prata, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900. Presença: Compareceram, identificaram-se e assinaram o Livro de Presença os representantes do Banco Alvorada S.A., único acionista da Sociedade, representando a totalidade do Capital Social. Constituição da Mesa: Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara. Convocação: Dispensada a publicação do Edital de Convocação, de conformidade com o disposto no Parágrafo Quarto do Artigo 124 da Lei no 6.404/76. Ordem do Dia: aumentar o Capital Social no valor de R$65.000.000,00, elevando-o de R$102.000.000,00 para R$167.000.000,00, mediante a emissão de 10.714.411 novas ações ordinárias, nominativasescriturais, sem valor nominal, ao preço de R$6,066595655 por ação, para subscrição particular pelos acionistas, na proporção de 34,249264088% sobre a posição possuída na data da Assembleia, com integralização à vista, no ato da subscrição, de 100% do valor das ações subscritas, com a consequente alteração do “caput”do Artigo 6o do Estatuto Social. Deliberação: aprovada, sem qualquer alteração ou ressalva, a proposta da Diretoria, registrada na Reunião daquele Órgão, de 8.11.2010, conforme segue: “Vimos propor aumentar o Capital Social no valor de R$65.000.000,00, elevando-o de R$102.000.000,00 para R$167.000.000,00, mediante a emissão de 10.714.411 novas ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$6,066595655 por ação, para subscrição particular pelos acionistas, na proporção de 34,249264088% sobre a posição possuída na data da Assembleia, com integralização à vista, no ato da subscrição, de 100% do valor das ações subscritas, com a consequente alteração do “caput”do Artigo 6 o do Estatuto Social. O preço de emissão teve como base o valor do Patrimônio Líquido por ação da Sociedade em 30.10.2010, de conformidade com o disposto no Inciso II do Parágrafo Primeiro do Artigo 170 da Lei no 6.404/76. As ações subscritas no referido aumento de capital terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados, fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações, a partir daquela data. Em conseqüência, a redação do “caput” do Artigo 6 o do Estatuto Social será alterada após completado todo o processo do aumento do capital.”. Dando sequência aos trabalhos, os representantes do Banco Alvorada S.A., único acionista da Sociedade, assinaram o respectivo Boletim de Subscrição, subscrevendo as 10.714.411 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal, e integralizando no ato, em moeda corrente nacional. Em seguida, comunicou o senhor Presidente: a) ter sido totalmente subscrito e integralizado o aumento de capital no valor de R$65.000.000,00, consistente de 10.714.411 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal; b) que as ações subscritas e integralizadas no referido aumento terão direito a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio que vierem a ser declarados a partir desta data (12.11.2010), fazendo jus também, de forma integral, a eventuais vantagens atribuídas às demais ações, a partir da citada data; c) que verificada a subscrição integral e a integralização do aumento de capital o “caput” do Artigo 6o do Estatuto Social passará a vigorar com a seguinte redação: Art. 6 o) O Capital Social é de R$167.000.000,00 (cento e sessenta e sete milhões de reais), dividido em 41.998.035 (quarenta e um milhões, novecentas e noventa e oito mil e trinta e cinco) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal.”. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, o senhor Presidente esclareceu que toda a matéria ora aprovada somente entrará em vigor e se tornará efetiva depois de estarem atendidas todas as exigências legais de arquivamento na Junta Comercial e publicação, e encerrou os trabalhos, lavrando-se a presente Ata, que lida e achada conforme, foi aprovada por todos os presentes que a subscrevem. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Acionista: Banco Alvorada S.A., por seu Diretor, senhor Domingos Figueiredo de Abreu. Declaração: Declaramos para os devidos fins que a presente é cópia fiel da Ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. Miramar Holdings S.A. aa) Domingos Figueiredo de Abreu e Sérgio Socha. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 446.346/10-0, em 16.12.2010. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Lingerie vermelha como campeã de vendas é fato inédito nos últimos 10 anos. Roni Argalji, presidente da Duloren

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A sorte do comércio com os mitos populares Superstições que cercam passagem do ano movimentam mercados de alimento, vestuário e até de esmaltes. Giseli Cabrini Folhapress

o economista do estabelecimento, Flávio Godas. No caso das uvas, embora a comercialização também se acentue no fim do ano, a procura é permanente. No entreposto, a fruta é o sétimo produto

Daniel Souza/Divulgação

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omãs trazem prosperidade. Lentilha traz fortuna. Brindar com champagne libera as boas energias para o ano que começa. A passagem de um ano para outro é cercada de misticismo por boa parte da população, preocupada em atrair bons fluidos e fortuna. Mas, para o comércio, enquanto 2011 não chega, a venda dessas mercadorias representa retorno garantido. Prova disso é o lançamento feito pela Hypermarcas, em 2010, de u m k i t d e e smaltes da marca Risqué com forte apelo das cores, a exemplo do que ocorre com as lingeries que associam os tons à paz, dinheiro, amor e paixão. "Com o mercado aquecido, devido às festas de fim de ano, acreditamos que as vendas irão superar nossas expectativas", afirma a diretora-executiva de marketing da marca, Mel Girão sem revelar investimentos ou volumes. Já na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), as vendas de romã, que ao longo do ano ficam em torno de 12 a 15 mil caixas por mês, sobem para até 74, 5 mil caixas em dezembro. "Existem dois fatores que colaboram para isso. Dezembro é o pico de safra da fruta. Outro é mesmo a superstição (veja box ao lado)", diz

em valores e o décimo quinto em volume físico. Até outubro, foram vendidos no Ceagesp 120,27 mil quilos de romãs que renderam o montante de R$ 753,9 mil. No caso das uvas, foram 42.989 toneladas responsáveis por uma receita de R$ 136,6 milhões. Em relação aos preços, houve um aumento de 1,6% na romã para R$ 8 o quilo em relação ao ano passado. Nas uvas, as cotações registraram uma queda de 5% a 10% para uma m é d i a d e R$ 2,50 a R$ 3 o quilo. "Há muita variedade de uva, isso sem contar as importadas que nesse ano estão mais competitivas em virtude da queda do dólar em relação ao real", afirma Godas. Ainda segundo o economista, de modo geral, durante o fim do ano há um aumento médio de 40% nas vendas do setor de frutas, incluindo as secas, no entreposto paulista. "A comercialização da fruta lichia, por exemplo, acontece praticamente só no mês de dezembro. O que representa uma elevação superior a 1.000%." Lentilhas – A Yoki Alimentos espera aumentar as vendas em 15% neste fim de ano em relação a igual período de 2009 quando essa elevação foi de 8%. Boa parte desse crescimento, se confirmado, deve vir da comercialização de lentilha que tradicionalmente apura

avanço de 400% nos meses de novembro e dezembro. A expectativa do grupo é de que o período represente 30% do faturamento da empresa em 2010, a segunda melhor data atrás apenas das festas juninas. No ano passado, a participação foi de 20%. No ano passado, a receita da Yo k i a l c a n ç o u a m a rc a d e R$ 959 milhões e para 2010 a expectativa é crescer 15% em cima desse montante. No grupo Pão de Açúcar, as projeções apontam para crescimento de 15% nas vendas de lentilha e frutas como uvas, lichia, pêssego e cereja em relação a igual período do ano passado. Em relação aos espumantes, a expectativa do grupo é de um aumento médio em torno de 20% entre os 60 rótulos oferecidos.

S ERVIÇO Kit Risqué: R$ 8 (três esmaltes + pingente) Lentilha Yoki: de R$ 3,80 a R$ 4 (500 gramas) Kits para banho: de R$ 5,90 a R$ 15 Coleção Good Luck: R$ 47,20 (sutiã) e R$ 28,30 (calcinha)

A origem das crendices Lentilha

Brasileiras querem se apaixonar

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çã Divulga

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ais do que dinheiro, os brasileiros querem mesmo é se apaixonar e amar mais em 2011. Pesquisa realizada pela Duloren revela que as peças na cor vermelha têm sido as mais procuradas neste fim de ano. Elas representavam 65% dos pedidos feitos até a primeira quinzena de dezembro da linha Good Luck, lançada especialmente para o período. Em segundo lugar estão as amarelas, com 25%, e depois as brancas, com 10% do total. "Ter a lingerie vermelha como campeã de vendas para o Réveillon é um fato inédito nos últimos dez anos", afirma o presidente da companhia, Roni Argalji. "A consumidora brasileira

não está buscando, nesse momento, aquele amor romântico de antes, que seria simbolizado pela calcinha rosa. Ela quer mesmo é uma paixão arrebatadora para começar o ano com o pé direito", diz a diretora de marketing e estilo da empresa, Denise Areal. O levantamento dos dados é realizado anualmente pela marca. Na virada de 2008 para 2009, marcada pelo início da crise financeira internacional, ocorreu um outro episódio curioso. As calcinhas amarelas se esgotaram. Na temporada seguinte (2009/10), a marca detectou um novo modismo. A combinação de calcinha e sutiã de cores diferentes. Na unidade da La Vivi, no

shopping Frei Caneca localizado no Centro da Capital, os kits para banho com intuito de atrair o amor se esgotaram também na primeira quinzena do mês. Segundo a gerente, Alexandra Mantzournais, durante o fim de ano as vendas de produtos esotéricos, com apelo para atrair sorte e bons fluidos, costumam dobrar. Ainda segundo ela, os itens geralmente são adquiridos para complementar presentes de maior valor como os de aromaterapia, carro-chefe do estabelecimento. "Esperamos um aumento de 20% em relação ao ano passado nas vendas. No entanto, até o momento o ritmo está bem semelhante ao de 2009." (GC)

Uva Também é associada à prosperidade. Deve-se comer sete unidades na virada do dia 31 de dezembro para 1 de janeiro e fazer um talismã com as sementes que será guardado na carteira até o próximo ano-novo, quando essas devem ser substituídas por novas. Romã Marcos Mendes/Luz

Marcos Mendes/Luz

A história bíblica conta que Esaú trocou o direito de primogênito por um prato de sopa de lentilha preparado por seu irmão Jacó, mas obteve a sorte de tornar-se um homem rico. Com isso, a leguminosa ganhou a fama que seus grãos, por serem arredondados e aumentarem de tamanho quando cozidos, trazem dinheiro e riqueza.

As muitas sementes dessa fruta simbolizam o nascimento e a abundância. No Brasil, a tradição manda que três sementes sejam seguradas nos dentes à meia-noite, pedindo dinheiro para o ano seguinte. As sementes devem ser guardadas durante todo o ano, dentro da carteira e envolto em papel branco. Essa simpatia também pode ser feita em 6 de janeiro, Dia de Reis. Espumantes Como é feita a partir de uvas, é uma bebida que não pode faltar na ceia e no brinde de ano-novo.

Diário do Comércio  

30 dez 2010

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