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AOS NÚMEROS A redução da taxa básica de juros para 7,5% baixará a poupança, já amanhã, para 5,25% ao ano. Página 28

7,5%

Luiz Prado/LUZ

A MENOR SELIC

1 São Paulo, quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Presidente Amato, entre Burti e Afif (foto), comenta: a economia não cresce como os impostos. Pág. 11

31% RUSSOMANNO 22% JOSÉ SERRA 14% HADDAD Candidato do PRB mantém volume de intenção de voto e se isola na liderança em nova pesquisa Datafolha. Já o do PSDB cai cinco pontos e o do PT sobe seis. O tucano lidera em rejeição: 43% não votariam nele. Pág. 7

270

www.dcomercio.com.br

mil fumam narguilé

Alex Silva/AE-17/08/2012

Cezar Peluso dá adeus condenando Cunha Em seu último voto antes da aposentadoria, ministro do STF condenou João Paulo Cunha por corrupção e peculato no Mensalão. O voto de Mello, o 8º, também foi pela condenação. O deputado e candidato do PT em Osasco admite desistir da prefeitura. Págs. 5 e 6

8 2

30%

x

A vergonha pousa em Congonhas É o aeroporto mais "rude" do Brasil, eleito por 30% dos votos. O de Recife ficou em 2º. Pág. 9

+2

2,2

Meses de IPI reduzido

milhões do Banestado repatriados Justiça dos EUA vai liberar R$ 2,2 milhões de depósitos ilegais bloqueados em Nova York. Pág. 7

Pesquisa mostra que jovens trocaram o cigarro pelo cachimbo oriental. Uma hora de narguilé equivale ao consumo de 100 cigarros. Pág. 9

Página 4

Governo prorroga benefício para compra de veículos até 31 de outubro. Para a linha branca, IPI menor vai até 31 de dezembro. Pág. 13

2t de urânio Mistério: o pó branco de coca ficou amarelo e muito mais caro. Mas a Bolívia não produz urânio. Pág. 8

Reuters

Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.699

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

TRILHÃO

Só o Leão não cai na selva da economia

ISSN 1679-2688

23699

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O fato é que os últimos doze meses desautorizaram todas as previsões feitas para a economia. Roberto Fendt

pinião

UM ANO DE QUEDA DA SELIC

C

ompleta hoje um ano o início da atual fase de redução da taxa Selic pelo Banco Central. A grande questão é saber agora qual a taxa que vigorará no final do ano – levando-se em conta que isso é sempre arriscado, especialmente quando se pretende antecipar o futuro. Estabelecer metas para a taxa básica de juros é o instrumento por excelência de que dispõem os bancos centrais que aplicam o regime de metas de inflação. Manda a boa prática que essa taxa seja elevada sempre que a inflação entrar em trajetória que ultrapasse a meta estabelecida ou que fatores outros, que ameacem o cumprimento da meta de inflação, sejam detectados. Vale a pena historiar o passado recente do uso da taxa de juros como instrumento de controle monetário entre nós para verificar se podemos dizer alguma coisa sobre a evolução dessas taxas em 2013. O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central iniciou o processo de alta da Selic a partir da reunião de 28 de abril de 2010. Naquela ocasião, muitos criticaram a autoridade monetária por não ter elevado antes a Selic e por manter a taxa em 8,75% ao ano por seis sessões, nas reuniões ocorridas entre 22 de julho de 2009 e 17 de março de 2009. A fixação da meta da taxa nesse patamar teria sido responsável pela aceleração da inflação no período. Os tempos eram de eleição e o BC optou no episódio por manter a taxa e introduzir medidas "macroprudenciais" em

substituição à mudanças na Selic. Passadas as eleições, o BC reverteu a direção da trajetória da taxa de juros, elevando-a oito vezes seguidas nas 11 reuniões ocorridas entre 28 de abril de 2010 e 20 de julho de 2011. Ao adentrarmos agosto do ano passado, o Banco Central detectou sinais de que a economia mundial entrava novamente em uma fase recessiva. Isso teria duas consequências, no entender da autoridade monetária: no Brasil, um arrefecimento da demanda por nossas exportações, prejudicando o crescimento do PIB; no exterior, também haveria um arrefecimento da demanda, especialmente por commodities, reduzindo seus preços.

ROBERTO FENDT nem o BC foi capaz de trazê-la para o centro da meta. Tampouco se conseguiu injetar fôlego na economia. A expectativa para o IPCA para o ano como um todo vem aumentando nas previsões dos analistas desde há muitas semanas. As previsões para os índices gerais de preços elaborados pela FGV – em que é maior o peso dos preços no atacado – persistem em torno de 8% para 2012, em parte pela má safra agrícola deste ano e em parte pela mudança de patamar da taxa de câmbio. A quebra recorde da safra de milho dos EUA também contribuiu para o aumento dos preços no atacado no Brasil. As previsões para o crescimento do PIB também vêm sendo revistas para baixo desde há muitas semanas. Assim, para quem esperava um crescimento do PIB este ano da ordem de 4%, é melan-

O

BC apostou que essa expectativa se materializaria. Nesse cenário, a queda dos preços das commodities no mercado internacional deprimiria os preços desses produtos também no Brasil, facilitando o combate à inflação. A Selic poderia ser reduzida, contribuindo para o crescimento do PIB, sem por em risco a meta de inflação. Na época, muitos recearam que a mudança de rumo impedisse a convergência da inflação para o centro da meta. Os que assim receavam apontavam para o fato de que a inflação é o pior dos impostos por sua regressividade, penalizando mais os mais pobres e menos sofisticados na gestão de seus orçamentos. Em retrospecto, a inflação não acelerou, como se temia, e

NA CONTRAMÃO DA AVENIDA BRASIL É

perturbador como a mídia de massa percebe o País. De um lado, dramáticos conflitos estão para se suceder nesta nova fase do julgamento do mensalão no STF – onde baixaram os espíritos de "Carminha e Nina", se digladiando por entre as togas. Por outro lado, se a Avenida Brasil baixou no Supremo, não há a mais remota hipótese de que qualquer instituição judiciária – sequer uma delegacia de política, ou um promotor público ou juiz de vara criminal – quanto mais o Supremo, venham a visitar o roteiro da novelafenômeno do Ibope. Na fase das defesas, a cobertura do "julgamento da história" andou fraca. Muito juridiquês para poucos tipos penais, quando na passarela da Avenida Brasil desfilavam quase todos os tipos do Código Penal, do abandono de menor ao atentado à vida, roubo, estelionato, cárcere privado e até estupro. O drama criado pelo

noveleiro-sensação do momento, numa sucessão vertiginosa de embates de vingança, ódio e paixão, reserva para a classe emergente do subúrbio o papel de sociedade tribal, apenas detentora do código de Hamurabi das mais priscas eras, quando ainda não havia a instituição da Justiça propriamente dita, e sim a da retaliação.

que pela experiência cotidiana da insuficiência das instituições jurídicas, a eloquência de sua ausência! Justo essas, que são a verdadeira função do Estado, de prover e distribuir a justiça aos cidadãos em troca do imposto que recolhe. Como o Estado falha, a audiência se entrega aos relatos das grandes vinganças e traições, ao olho por olho,

dente por dente, anterior ao Código Mosaico, o marco fundador dos valores da tradição judaico-cristã. Este é o salto civilizatório que não conseguimos dar. Nesse sentido, é eloquente o silêncio do autor do folhetim sobre a ausência de qualquer instituição no enredo puro de paixões extremadas. Mas afirmo: está longe de o Brasil caber nesta

E

qual o saldo no imaginário do cidadão comum? Se conquistamos nos últimos anos um sistema judiciário, que, apesar das mazelas, está funcionando, temos um imaginário social projetado sem a menor sombra da justiça institucional, relegado à justiça selvagem dos que a fazem com as próprias mãos. Pois se a trama é eletrizante, é justamente porque só dá conta dos sentimentos primários da barbárie, da selvageria da vingança e do salve-se quem puder. A retaliação é o estágio que nos cabe da Justiça, o

Repr

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A lei da retaliação: uma fase que o brasileiro deve trocar pela ética real.

A

projeção de uma inflação de 5,5% em 2013, comparada com uma expectativa para a mesma inflação em 2012 de 5,19%, justificaria esperar um aumento tão expressivo na taxa de juros? Os efeitos das safras agrícolas em 2013 – brasileira e americana – não autorizariam supor uma pressão menor dos preços agrícolas sobre o IPCA? O fato é que os últimos doze meses desautorizaram todas as previsões feitas, sejam as da inflação ao consumidor e no atacado, seja a referente ao crescimento do PIB. Não creio que as previsões atuais sejam realmente um bom guia para o que vier a ocorrer com a Selic. Como costumava dizer Nils Bohr, prêmio Nobel de física, "prever é muito difícil, especialmente com relação ao futuro". ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

JORGE MARANHÃO avenida, que se limita a uma luta selvagem de classes, de patrão com empregado, de vilões endiabrados contra mocinhos quase sempre babacas. Há uma perversa redução dos valores da sociedade brasileira, reforçando uma cultura ultrapassada de tolerância para com a impunidade e imoralidade, que tem sido repudiada nos últimos anos. Ou 5 milhões de brasileiros lutando pela lei da Ficha Limpa, ou 20 milhões de cidadãos votando em ética na última eleição, é delírio?

N

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ão

cólico satisfazer-se com um crescimento de pouco mais de 1,5% – a despeito das reduções feitas na taxa Selic. Há um sentimento de que virão novos cortes na taxa básica de juros, com a Selic encerrando do ano em 7,5% ou 7%. O que ocorrerá a partir daí? Se o mercado conseguir prever adequadamente o que vem pela frente, o movimento de queda da taxa de juros deverá ser revertido em 2013. Há um mês, o mercado previa uma Selic de 8,5% no final do próximo ano. Essa expectativa vem sendo revista para baixo nas últimas semanas. A previsão desta última segunda-feira situa a Selic em 8,25%.

o plano do real, mesmo que ardendo na fogueira das vaidades togadas pela inflamável cobertura midiática, temos mais uma etapa do processo de lenta afirmação das instituições sobre a tradição de arbítrio dos donos do poder, nossos oligarcas e demagogos de sempre. Segue a nossa marcha para um novo patamar de civilização, a despeito da limitação cultural de nossos

produtores de entretenimento, noveleiros de imaginários tão eloquentes de audiência quanto ausentes de valores e de instituições de que tanto carecemos. E fica o alerta: o Brasil é bem maior do que a avenida de mesmo nome! Fica também a aposta que no Supremo estamos aprendendo a condenar Rita, Carminha, Max, Leleco, Muricy e tantos outros que fazem pouco de nosso povo, que querem nos convencer de que somos assim mesmo, cidadãos de segunda classe, sem ética política, sem moral definida, sem responsabilidade ou respeito por leis e pelos direitos do próximo, com o fatal traço cultural da carne fraca, dos que não jogam pedra em telhado de vizinho, dos omissos e licenciosos de sempre. Quem viver, verá! JORGE MARANHÃO É DIRETOR DO INSTITUTO DE CULTURA DE CIDADANIA "A VOZ DO CIDADÃO". JORGE@AVOZDOCIDADAO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), .Repórteres: André de Almeida, Fátima Lourenço, Guilherme Calderazzo, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

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A ELITE CAPITALISTA DO OCIDENTE NUNCA FEZ NADA EM FAVOR DO LIVRE MERCADO.

pinião

O QUE ESTÁ ACONTECENDO

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mitologia infantil que a população consome sob o nome de "jornalismo" ensina que o Leitmotiv da história mundial desde o começo do século 20 foi o conflito entre "socialismo" e "capitalismo"; conflito que teria chegado a um desenlace em 1990 com a queda da URSS. Desde então, reza a lenda, vivemos no "império do livre mercado" sob a hegemonia de um "poder unipolar" – a maldita civilização judaico-cristã personificada na aliança Estados Unidos-Israel, contra a qual se levantam todos os amantes da liberdade: Vladimir Putin, Fidel Castro, Hugo Chávez, Mahmud Ahmadinejad, a Fraternidade Muçulmana, o Partido dos Trabalhadores, a Marcha das Vadias e o Grupo Gay da Bahia. A dose de burrice necessária para acreditar nessa coisa não é mensurável por nenhum padrão humano. No entanto, não conheço um só jornal, noticiário de televisão ou curso universitário, no Brasil, que transmita ao seu público alguma versão diferente dessa. A história da carochinha tornou-se obrigatória não somente como expressão da verdade dos fatos, mas como medida de aferição da sanidade mental: contrariá-la é ser diagnosticado, no ato, como louco paranoico e "teórico da conspiração". Como já me acostumei com esses rótulos e começo até a gostar deles, tomo a liberdade de passar ao leitor, em versão horrivelmente compacta, algumas informações básicas e arquiprovadas, mas, reconheço, difíceis de acomodar num cérebro preguiçoso. A suprema elite capitalista do Ocidente – os Morgans, os Rockefellers, gente desse calibre – jamais moveu uma palha em favor do "capitalismo li-

uma nova estratégia independente, o eurasianismo, mais hostil a todo o Ocidente do que o comunismo jamais foi. O fabianismo, que nunca foi de brigar com ninguém e sempre resolveu tudo na base da sedução e da acomodação (inclusive com Stálin e Mao), finalmente encontrou um oponente que não aceita negociar. A "Guerra Fria" foi, em grande parte, puro fingimento: a elite Ocidental concorria com o comunismo sem contudo nada fazer para destruí-lo. Ao contrário, ajudava-o substancialmente. Putin não é um concorrente: é um inimigo de verdade, cheio de rancor e sonhos de vingança.

OLAVO DE CARVALHO beral". Ao contrário: tudo fez para promover três tipos de socialismo: o socialismo fabiano na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, o socialismo marxista na URSS, na Europa Oriental e na China e o nacional-socialismo na Europa Central. Gastou, nisso, rios de dinheiro. E assim criou o parque industrial soviético, no tempo de Stálin, a indústria bélica do Führer e, mais recentemente, a potência econômico-militar da China. Nos conflitos entre os três socialismos, o fabiano saiu sempre ganhando, porque é o único que tem a seu serviço a tecnologia mais avançada, uma estratégia flexível para todas as situações e, melhor ainda, todo o tempo do mundo (o símbolo do fabianismo é uma tartaruga). O nazismo, cumprida sua missão de liquidar as potências europeias e dividir o mundo entre a elite ocidental e o movimento comunista (precisamente segundo o plano de Stálin), foi jogado na lata do lixo da História; do fim da 2ª Guerra até o término da década de 80, só subsistiu sob a forma evanescente de "neonazismo", um fantasma acionado pelos governos comunistas para assustar as criancinhas e

A

desviar atenções. O fabianismo nunca foi inimigo do socialismo marxista: ao contrário, adora-o e cultiva-o, porque a economia marxista, incapaz de progresso tecnológico, lhe garante mercados cativos. E também porque sempre considerou o comunismo um instrumento da sua estratégia global.

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s comunistas, é claro, respondem na mesma moeda, tentando usar o socialismo fabiano para os seus próprios fins e infiltrando-se em todos os partidos socialistas democráticos do Ocidente. Os pontos de atrito inevitá-

veis são debitados na conta da "cobiça capitalista", fortalecendo a autoridade moral dos comunistas ante os idiotas do Teceiro Mundo e, ao mesmo tempo, ajudando os fabianos a apertar os controles estatais sobre as economias do Ocidente, estrangulando desse modo o capitalismo a pretexto de salvá-lo. Os "verdadeiros crentes" do liberalismo econômico é que pagam o pato: sem poder suficiente para interferir nas grandes decisões mundiais, tornaram-se mera força auxiliar do socialismo fabiano e, em geral, nem mesmo o percebem, tão horrível é essa perspectiva para as suas almas sinceras.

verdadeira "Guerra Fria" só agora está começando – e, aliás, já veio quente. A concorrência entre "capitalismo" e "socialismo" foi apenas um véu ideológico para uso das multidões, mas a luta entre Oriente e Ocidente é para valer. Não por coincidência, o fiel da balança é o Oriente Médio, que fica a meio caminho entre os dois blocos. Ali as nações muçulmanas terão de decidir se continuam servindo de instrumento dócil nas mãos dos russos, se aceitam a acomodação com a elite fabiana ou se querem mesmo fazer do mundo um vasto Califado. Já a elite ocidental, que fala pela boca do sr. Barack Hussein Obama, parece decidida a fazê-las pender nesta última direção, por motivos que, de tão malignos e imbecis, escapam ao meu desejo de compreendê-los. Isso, caros leitores, é o que está acontecendo, e nada disso vocês lerão na Folha de São Paulo nem em O Globo.

Ás vezes, entretanto, a concorrência fraterna entre fabianos e comunistas desanda: com a queda da URSS, aqueles acharam que tinha chegado a hora de colher os lucros da sua longa colaboração com o comunismo, e caíram sobre a Rússia como abutres, comprando tudo a preço vil, inclusive as consciências dos velhos comunistas. O núcleo da elite soviética, porém, a KGB, não consentiu em amoldar-se ao papel secundário que agora lhe era destinado na nova etapa da revolução mundial. Admitiu a derrota do comunismo, mas não a sua própria. Levantou a cabeça, reagiu e criou do nada

OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

FUTURO ENERGÉTICO EM DISCUSSÃO Reuters

de extração; a explosão da plataforma de perfuração da BP no Golfo do México, que provocou o maior vazamento de óleo da história; o aquecimento global que, pouco a pouco, se torna uma realidade visível; e as várias soluções que poderão garantir energia não só para os EUA como para o resto do mundo por muitos séculos. Queiramos ou não, a energia é um assunto que permeará eternamente as relações internacionais. Na na verdade, poucas coisas têm tanta influência em nossas vidas quanto a oferta e a demanda de energia, simplesmente porque nenhum país do mundo tem independência energética, precisando comprar de outros alguma forma de energia para complementar seus estoques. Para que se tenha uma ideia da importância da energia, basta lembrar do seguinte: embora seja fato

raro para quem vive nas cidades, a falta de energia elétrica, por exemplo, coloca todos nós de volta ao século 19 instantaneamente.

P

ara o próximo presidente americano, Richard Muller coloca em discussão assuntos complexos em termos de política energética, como este: a energia nuclear continuará sendo segura? Os acidentes de Fukushima e de Chernobyl não provam justamente o contrário? Faz sentido investir em fontes alternativas como a energia solar, a eólica e a das marés? Será que todas elas se tornarão viáveis em algum momento? Será que os depósitos de gás descobertos no estado da Pensylvânia serão mesmo gigantescos ou apenas uma grande esperança? Com relação ao petróleo, Muller lembra que, para os EUA, a necessidade de importá-lo é uma ameaça

PAULO BRITO mantendo desse modo o fluxo de renda para seus governos, eles não terão grande interesse em fazer com que os preços subam. Muller acrescenta que novas técnicas continuam sendo desenvolvidas para extrair petróleo a partir de xisto e de areias betuminosas, por exemplo. Mas ainda há várias outras possibilidades de obtenção de energia e de equilíbrio energético que estão em desenvolvimento e poderão ser do interesse do próximo presidente americano. Isso inclui os recursos para permitir maior economia de energia nos domicílios, nos carros e na indústria americana.

enorme quantidade de soluções a caminho. Para o caso das emissões de carbono da China, por exemplo, ele garante que a solução está na troca do carvão pelo gás, e que isso inevitavelmente vai acontecer – é só uma questão de tempo. "Mas com relação ao aquecimento global", escreve ele, "o mundo desenvolvido está se tornando irrelevante. Cada corte de dez por cento nas emissões dos EUA é completamente anulada por seis meses de crescimento de emissões da China". PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

E

le também é otimista em relação à energia nuclear para o desenvolvimento dos EUA no longo prazo: na sua opinião, serão desenvolvidos reatores nucleares menores do que os utilizados nas usinas, que serão, segundo ele, mais seguros – se é que isso é possível. Muller foi um dos cientistas que criticou o exagero com que muitas autoridades falaram sobre o aquecimento global, e tem certeza de que há uma

ução

Usina nuclear de Fukushima, após o tsunami: segurança em questão.

para a segurança militar, e é também a principal causa do déficit comercial americano. Mas ele está otimista ao menos em relação aos preços do óleo bruto: Muller acredita que de agora em diante o risco de que os preços do barril se tornem escandalosamente elevados, como aconteceu após o primeiro choque, nos anos 70, diminuirá cada vez mais. Sua tese é que cada elevação de preços acaba tornando viável a exploração de reservas que antes não valiam a pena, ou permite a implantação de métodos de extração mais caros. Foi o que aconteceu no Brasil dos anos 70 para cá. Quando o preço do petróleo era muito baixo, ficava mais barato importar do que investir na exploração das jazidas existentes na plataforma continental, em alto mar. Mas quando o petróleo se tornou subitamente caro, passou a valer a pena não somente explorar essas reservas como também exportar. Assim, Muller acha que se os preços subirem muito a exploração de várias reservas se tornará viável, forçando os preços para baixo. Como os países exportadores têm interesse em continuar vendendo sua produção a seus clientes,

Reprod

A

té o final do ano, a população dos Estados Unidos saberá se Barack Obama continua como presidente ou se Mitch Romney vai sucedê-lo. Tanto um quanto o outro terão pela frente decisões sobre a questão da energia que terão impacto mundial pelas próximas décadas. Pesquisador de energia em geral, o físico Richard Muller colocou num livro as principais questões que o próximo presidente americano terá de enfrentar: sua obra se chama Energy for Future Presidents: The Science Behind the Headlines (em português, "Energia para futuros presidentes: a ciência por trás das manchetes", editora W. W. Norton & Company, 368 páginas). Muller é professor de Física na Universidade da Califórnia, em Berkeley, uma das melhores universidades do mundo, e já escreveu um livro do mesmo gênero – ou seja, para o futuro presidente: Physics for Future Presidents ("Física para Futuros Presidentes"). O que ele discute em seu último lançamento são principalmente os riscos e oportunidades à frente, considerando incidentes como, por exemplo, o quase derretimento da usina nuclear de Fukushima, no Japão, depois do tsunami que atingiu o país; os constantes conflitos no Oriente Médio, que ora ameaçam o transporte do petróleo em navios, ora os oleodutos, ora as instalações


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

3 Patrícia Poeta, âncora do 3 MAIS: agora - e segundo Jornal Nacional, continua sendo pressionada na emissora para cortar seus cabelos: ela resiste.

gibaum@gibaum.com.br

até mesmo alguns colegas por "pura malcriação", vira e mexe, assume a bancada de cabelos presos.

k Recusei por causa da nudez e me arrependo. Eu era caipirona do Generosa interior.

REGINA DUARTE // atriz, 65 anos e 50 anos de carreira, lembrando que foi convidada para ser a protagonista do filme Dona Flor e seus Dois Maridos, em 1976.

Foto: Danilo Borges

Cachoeira F.C. A Polícia Federal gravou conversas de Carlinhos Cachoeira tentando investir em time de futebol em Brasília. Por coincidência, o ex-secretário do governo do Distrito Federal e deputado federal, Paulo Tadeu, está à frente do Sobradinho Esporte Clube. Os agentes acham que a intenção de Cachoeira era supostamente lavar dinheiro com o jogo ilegal comprando times de futebol. Amigos – agora, um pouco mais distanciados dela – de Andressa Mendonça, a mulher do contraventor, lembram que, nos últimos tempos, ela sonhava em ver um novo time nos gramados nacionais, o Cachoeira F.C. 333

FÓRMULA GUGA Gustavo Kuerten é o novo sócio de Alexandre Accioly, Luciano Huck, Bernardinho e Luiz Urquiza na rede de academias Formula, em Santa Catarina. As quatro primeiras unidades abrem em novembro emshoppingsdeFlorianópolis, São José, Joinville e Blumenau. No ano que bem, Criciúma e Camboriu. Guga já atua como empresáriono mundo do tênis: tem duas escolinhas em Florianópolis, uma em Brasília e vai inaugurar a quarta no Recife. 333

333 A apresentadora Eliana gosta de não depender de grandes publicações para fazer ensaios fotográficos, com um certo tom de editorial de moda, do jeito que bem entende: vira e mexe, faz sua produção e estampa no seu blog. Agora, uma das campeãs de audiência do SBT, exibe sua super-silhueta, depois do nascimento de seu primeiro filho, Arthur, de seu casamento com João Marcelo Bôscoli. Stylist de Higor Alexandre, makeup de André Sartori e fotos de Danilo Borges e o resultado é uma mulher chique e inebriante – a caminho dos 40 anos.

Receita caseira

Valdemiro Santiago, dono da Igreja Mundial do Poder de Deus, que já vende a seus fiéis, o famoso martelinho que afasta correntes do mal e a não menos famosa toalhinha, que provoca até curas, acaba de lançar novo produto em suas pregações. É a chamada fronha milagrosa dos sonhos, com a qual o seguidor acaba com vícios, arruma emprego e igualmente se livra de outros problemas de saúde. Nas reuniões de fé, a fronha está sendo vendida a R$ 91. Nos sites de grandes lojas de cama, mesa e banho, há oferta de fronhas de percal a R$ 14,90. Em outros tecidos, menos do que isso.

Fronha milagrosa

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Torneira aberta Apesar das supostas relações incestuosas entre Carlinhos Cachoeira e a empreiteira Delta, de Fernando Cavendish, desde o começo deste ano, R$ 300,2 milhões foram pagos à construtora por serviços prestado ao Dnit – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e ao Ministério da Integração Nacional. Mesmo depois da Delta ter sido considerada inidônea, recebeu nos últimos meses R$ 69,6 milhões.

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A mulher de Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Claudia Sartori, está fazendo entrevistas com figuras ligadas aomundojurídico parao programa de Amaury Jr. e esta semana, mostrou o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, contando sua vida e até tocando piano. Mais: a primeira a fazer um programa desse gênero foi a mulher do advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, ex-secretário da Justiça de São Paulo, Cacilda Decassous Affonso Ferreira. Começou na TV Aberta e esticou na TV Justiça.

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Carmen 2014 Depois de condenar alguns mensaleiros, cresce na internet – e especialmente entre as mulheres – o volume de admiradores da ministra Carmen Lucia, do Supremo Tribunal Federal. Seu currículo é repassado por blogs, sites e até já existe uma corrente defendendo o lançamento de seu nome para a Presidência da República em 2014. Também a ministra Rosa Weber tem sido aplaudida na rede.

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Olho na Independência 333 A Associação Comercial de São Paulo, com apoio do Ministério da Cultura e Banco do Brasil, apresenta domingo que vem, no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, uma grande encenação nos jardins do museu: é o Auto da Independência, quando a época, seus costumes e seus personagens serão revividos. Murilo Rosa será D.Pedro I e Débora Secco, Maria Leopoldina . Haverá minuetos, mini-operas e, claro, o cortejo de D.Pedro, com o ato final no próprio monumento. Murilo Rosa, à cavalo, repetirá o “Independência ou morte” e a coordenação geral é do musico e empreendedor artístico Gui Afif.

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PIONEIRA

No caso de Maria Frering, 21 anos, estudante de Economia da PUC do Rio de Janeiro, nova it girl da Dior ou New Generation Girl da grife, não se trata apenas de filha de peixe: é igualmente neta de peixe, a famosa Carmen Mayrink Veiga, uma das 10 mais elegantes do Brasil durante décadas. A mãe é a não menos inspiradora Antonia Mayrink Veiga Frering que, vencendo um câncer, voltará a TV na novela Salve Jorge. Maria não quer fazer carreira como modelo: topa e aceita convite quando dá. No caso da Dior, nem podia pestanejar. 333

Neta de peixe

h IN

Barra italiana.

OUT

Barra lisa.

Filhote do outro A presidente Dilma Rousseff acaba de vetar o patrocínio da Petrobras para a CBF e nesse episódio, mais um a vez, evidencia-se a diferença de estilos entre ela e Lula, que sempre defendeu esse apoio. Já Ricardo Teixeira, expresidente da CBF, preferia vetar a idéia: achava que abriria espaço para ser investigado por conta de injeção de recursos públicos na entidade. Dessa vez, o patrocínio vetado foi de R$ 10 milhões. Mais: o atual presidente José Maria Marin também não é recebido por Dilma Rousseff. Aos mais chegados, um dos ministros do núcleo doce garante que a Chefe do Governo quer distancia dele por dois motivos: primeiro, por seu passado político; segundo, porque acha Marin um filhote de Teixeira. 333

333 Denise Rocha, advogada, ex-assessora jurídica do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e estrela da próxima edição de Playboy, experimenta seus 15 minutos de fama: já foi ao programa de Amaury Jr. e deverá fazer um tour por outros, para alavancar as vendas da revista masculina onde exibe suas intimidades e aparece até acorrentada. E pediu aos editores de Playboy que enviem a cada um dos senadores “que não mexeram uma palha” na defesa dela, um exemplar de cortesia. Com exceção de alguns, a nova celebridade instantânea acha a maioria “uns babões”.

CHEZ DINIZ 333 Esta semana, Geisa e Abílio Diniz abriram as portas de sua super-casa no Jardim Europa, em São Paulo, para um jantar de empresários em torno do ex-presidente Lula. No cardápio, nada de mensalão: o prato do dia era a discussão sobre a situação do Brasil e as profecias de seu anêmico crescimento. Estavam lá João Roberto Marinho, Murilo Ferreira, Eike Batista, Roberto Setubal, Luiz Carlos Trabuco e Jorge Gerdau. De sobremesa, o pacote de concessões de Dilma e Eike anunciando que disputará a privatização do Maracanã em outubro.

MISTURA FINA 333 O FUNDO Nacional de Segurança e Educação no Transito tem, entre suas principais finalidades, atenuar riscos de acidentes nas estradas brasileiras, em grande maioria ameaçadoras, por falta de manutenção, aos motoristas. Para este ano, o Fundo tem um orçamento previsto de R$ 921 milhões e até agora, transcorridos oito meses, haviam sido despendidos apenas 7%, correspondentes a R$ 62,3 milhões, sendo que R$ 54,1 milhões foram destinados a restos a pagar.

333 A NOVA rede de televisão de Oprah Winfrey até pode enfrentar dificuldades, só que ela, financeiramente, vai muito bem, obrigado. A Forbes pelo quarto ano consecutivo, garante que ela é a celebridade do showbiz que mais fatura: US$ 165 milhões entre maio de 2011 e maio de 2012.

QUEM acompanhar os programas de Fernando Haddad, candidato petista à prefeitura de São Paulo, na televisão e melhor observar até o material impresso da campanha, verá que o marqueteiro João Santana andou tomando algumas providencias, diante da enxurrada de menções, na mídia, ao “mensalão do PT”. O material veiculado não destaca a sigla do Partido dos Trabalhadores, prefere usar apenas a estrela e o número treze. 333

333 A NOVELA Carrossel é considerada a melhor audiência do SBT nos últimos 10 anos, com média de 12,8 pontos no Ibope. No começo desta semana, até assustou o Jornal Nacional, com média de 15 pontos e picos de 19 pontos, apenas 5 a menos do que o noticioso da Globo.

333 EX-secretário da Cultura de São Paulo e candidato a vereador, Andrea Matarazzo é considerado uma das figuras mais fiéis ao candidato José Serra, embora tenha sido contra a eleição de Gilberto Kassab em 2008, quando apoiado pelo italiano. Só há um ponto que separa – e a longa distancia – Andrea de Serra, veterano batalhador contra o tabaco. Matarazzo fuma.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

5 PIZZA SUSPENSA Ministros do Supremo Tribunal Federal decidem pela condenação de cinco dos 37 réus do Mensalão. E há quem defenda penas elevadas.

olítica

Dida Sampaio/AE

feira, dia 3, quando completará 70 anos, idade-limite para sua aposentadoria. Com a sua saída, até a indicação de um novo nome pela presidente Dilma Rousseff, o STF ficará com dez ministros. Ao término do voto, Peluso anunciou a aposentadoria e recebeu homenagens no plenário. O ministro também propôs penas a cinco dos 37 réus do processo, uma vez que não

Mensalão

A

maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), oito dos 11 magistrados, decidiu ontem condenar o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e peculato no processo do Mensalão. Cunha foi acusado de receber R$ 50 mil, em 2003, quando era presidente da Câmara, para beneficiar a agência de Marcos Valério. Até agora, apenas Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli absolveram o deputado petista. O último voto, o de Carlos Ayres Britto, presidente do STF, ficou para hoje. O chamado "núcleo publicitário", formado por Marcos Valério e os ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, também foi condenado pela maioria dos ministros pelos crimes de corrupção ativa e peculato. Todos os ministros decidiram pela condenação do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato e do núcleo publicitário por desvios no Banco do Brasil. O Ministério Público Federal acusou Pizzolato de receber R$ 326 mil em propina para beneficiar a DNA Propaganda, de Marcos Valério. Ele tam-

Nenhum juiz verdadeiramente digno de sua vocação condena ninguém por ódio. CEZAR PELUSO, DO STF.

Corruptos e corruptores são os profanadores da República. São delinquentes, são marginais. CELSO DE MELLO, DO STF.

Ministro Cezar Peluso encerra a carreira de ministro do STF. Na despedida, vota pela condenação dos réus.

STF condena João Paulo, Marcos Valério & Cia. O deputado foi enquadrado nos crimes de corrupção e peculato. Peluso pediu pena de seis anos. bém teria autorizado o repasse de R$ 73,8 milhões do fundo Visanet para a empresa de Marcos Valério. Absolvido – O réu Luiz Gushiken foi absolvido, até agora, por dez ministros. Ele havia sido denunciado por peculato, mas a Procuradoria Geral da República pediu a sua absolvição por falta de provas. Dos 11 ministros, oito consideraram João Paulo e o grupo de Marcos Valério culpados. Celso de Mello, Cezar Peluso, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, que votaram ontem, e Rosa Weber, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Joaquim Barbosa,

que haviam se pronunciado. Sobre a segunda acusação de peculato, um suposto desvio de R$ 252 mil de contrato com a agência de Marcos Valério para contratação do jornalista Luís Costa Pinto, João Paulo foi inocentado por seis dos 11 ministros. Lewandowski, Dias Toffoli, Rosa, Peluso, Mendes e Mello. Quatro pediram a sua condenação. Marco Aurélio, Barbosa, Fux e Carmen Lúcia. Em relação crime de lavagem de dinheiro, quatro magistrados votaram pela condenação de João Paulo (Mendes, Barbosa, Fux e Carmen

Lúcia) e quatro pela absolvição (Lewandowski, Dias Toffoli, Peluso e Mendes). Rosa Weber ainda não se pronunciou. Caso nenhum ministro mude o seu voto até o final do julgamento, Cunha será condenado ao menos por corrupção passiva e peculato, mesmo que o ministro Ayres Britto decida pela absolvição. Pena exemplar – Com o voto de Celso de Mello, o oitavo pela condenação, piora a situação dos réus, que poderão ter penas ampliadas na chamada dosimetria, quando os magistrados determinarão as penas de cada um deles. Celso de

Mello insistiu na necessidade do STF aplicar "penas exemplares" aos condenados. "Corruptos e corruptores são profanadores da República", afirmou. "São delinquentes, são marginais". Ele lembrou ainda que se o ônus da prova é do acusador, "um governo honesto é direito da cidadania". Com a ampliação dos votos pela condenação, especialistas já admitem penas maiores do que era esperada para o caso. Despedida de Peluso – A sessão marcou o último voto dado pelo ministro Peluso. Ele vai deixar o tribunal na segunda-

participará até o fim do julgamento, quando será feita a dosimetria da pena – tempo de punição para cada condenado. Para João Paulo, o ministro sugeriu seis anos de prisão em regime aberto, além da perda de mandato, e para Marcos Valério, 16 anos de cadeia. De acordo com Peluso, "nenhum juiz verdadeiramente digno de sua vocação condena ninguém por ódio", afirmou. "Nada constrange mais uma magistrado do que ter que infelizmente condenar um réu em matéria penal". Mensalão – O caso foi denunciado em 2005, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O processo tem 37 réus. O grupo é acusado de ter mantido um suposto esquema de desvio de verba pública e pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo Lula. O esquema seria operado por Marcos Valério, que usou suas empresas para desviar recursos públicos. O STF analisa acusações relacionadas a sete diferentes crimes. (Agências)

Mais sobre o Mensalão na página 6


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Se for decretada a prisão, ele vai se submeter. Ele vai se submeter a qualquer decisão judicial. Alberto Toron, advogado do deputado federal João Paulo Cunha.

olítica

Alex Silva/AE - 17.08.12

A paz dos graúdos está perturbada

N

os meios jurídicos e políticos de Brasília levanta-se a hipótese de que uma das razões de os advogados de defesa tentarem postergar o andamento do julgamento do Mensalão era, na verdade, o desejo de afastar os votos do ministro Cezar Peluso. Considerado um ministro técnico e objetivo, Peluso não era só arrolado como favorável à punição dos réus, como temia-se que ele pudesse influir na formação da opinião de alguns colegas. Como ele se aposenta obrigatoriamente no dia 3 de setembro, quando vai completar 70 anos, uns diazinhos de atraso tirariam do caminho um voto nada desejado. O voto de Peluso, o único que ele deu no processo, pois não participará do restante do julgamento, justificou esses temores. Nos casos da Câmara e do Banco do Brasil, ele seguiu em grande parte o voto do relator, condenando o deputado federal João Paulo Cunha por dois crimes a ele imputados e a Marcos Valério, ex-sócios e a Henrique Pizzolato por todos os crimes que lhes foram atribuídos. E deu penas pesadas. Para João Paulo, seis anos de prisão e perda de mandato. Mas o mais relevante, e preocupante para a bancada de defesa, foi a preliminar de Peluso, na qual considerou absolutamente legal o juiz julgador basear-se em outras provas e indícios que não apenas aqueles levantados na fase judicial do processo. Ou seja, valem provas da CPI e da Polícia Federal. E foi mais longe.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Vale valer-se até de documentos na imprensa. Peluso fez até uma ironia. Os advogados de defesa juntaram em seus memoriais documentos desse tipo. Como outros ministros, depois de Peluso, também votaram contra João Paulo, o deputado petista já está virtualmente condenado, a não ser que algum ministro até o fim do julgamento mude de opinião, o que é muito improvável. Assim se abrem dois problemas. Um mais particular, para o PT e o deputado, que é o que fazer com a candidatura de João Paulo à prefeitura de Osasco. Mantê-lo será uma temeridade. O outro é sobre os políticos. A esperança era de que eles, pelo menos os graúdos, pudessem se ver livres. Sobraria para bagrinhos, publicitários, empresários e para os bodes expiatórios eleitos, como Henrique Pizzolato, Delúbio Soares e Marcos Valério. A paz das estrelas está mais perturbada, mesmo que as tendências possam mudar.

João Paulo Cunha prepara pesquisa para sondar reação dos eleitores, mas setores do PT dão como certa a derrota, se ele insistir em ir em frente.

João Paulo admite abandonar candidatura Pressionado pelo PT depois da condenação, deputado pode desistir da eleição para prefeito em Osasco.

O

deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado pelos crimes de corrupção passiva e peculato, admitiu ontem a parlamentares do PT que é grande a possibilidade de desistir da disputa pela prefeitura de Osasco. João Paulo, antes de tomar uma decisão, encomendou uma série de pesquisas para avaliar o impacto da condenação na sua candidatura. Entre as perguntas, incluiu se o eleitor votaria nele, ainda que condenado, desde que apresentasse propostas positivas para a cidade. Nas conversas com parlamentares, João Paulo não descartou a hipótese de renunciar antes da pesquisa ir a campo, no fim de semana, conforme pressão que vem sofrendo do

comando do partido. Ele admitiu ainda a dificuldade de manter o mesmo patamar de votos, após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal. Fica ou sai – Em favor da manutenção da candidatura, seus aliados alegam que não haverá tempo hábil para consolidação de um nome alternativo ao dele, já que, na cidade, há apenas uma tevê aberta para exibição da propaganda eleitoral. Além de ouvir amigos e integrantes do núcleo político, o deputado petista vai consultar a direção nacional e estadual do PT. Na alta cúpula, a avaliação é de que João Paulo terá de retirar sua candidatura até o dia 7 de setembro – um mês antes do primeiro turno. À frente da prefeitura de Osasco, o PT corre o risco de

perder a eleição se não viabilizar outro nome até outubro. O favorito do prefeito Emídio de Souza é Jorge Lapas, vice na chapa de João Paulo. Os defensores do petista alegam que Lapas não tem como ganhar musculatura em um mês. Já os favoráveis à retirada da candidatura argumentam que, com João Paulo, é certa a derrota. E, com outro nome, haveria uma chance de vitória, mesmo que remota. Prisão – Após a decisão do STF, João Paulo recebeu telefonemas de solidariedade. Entre eles, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais. O advogado Alberto Toron disse que o seu cliente vai "se submeter" ao resultado do julgamento. "Se for decretada a prisão,

ele vai se submeter. Ele vai se submeter a qualquer decisão judicial", disse o advogado, mas só depois de julgados os embargos que ainda poderão ser interpostos pela defesa. Inocente – Toron destacou que na dosimetria proposta pelo ministro Cezar Peluso, pena de seis anos, o petista seria enquadrado no semiaberto, no qual teria de se recolher a um presídio apenas à noite. O advogado não deixou de criticar algumas afirmações de Peluso insistindo na inocência do deputado. "O ministro se apegou a dados circunstanciais equivocados", disse. Toron reafirmou que João Paulo recebeu dinheiro para pesquisas pré-eleitorais na região de Osasco e que não ajudou a SMP&B em licitação na Câmara Federal. (Agências)

CPI DO CACHOEIRA

Bicheiro fala em 'especulação desvairada' Carlinhos Cachoeira voltou a exercer o direito de ficar calado, mas disse ao juiz da 5ª Vara Criminal do DF que todas as acusações que lhe fazem "são improcedentes".

E

m depoimento de dez m i n u t o s , o c o n t r aventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, negou envolvimento com o esquema investigado pela Operação Saint Michel, da Polícia Civil de Brasília, de fraude no sistema de bilhetagem do transporte público do Distrito Federal. "Todas as acusações são improcedentes, não passam de especulação desvairada", afirmou ele perante o juiz da 5ª Vara Criminal do DF, para logo depois optar pelo direito de ficar calado, alegando que as acusações estão sendo questionadas tecnicamente nas instâncias superiores. A sessão, na qual foram interrogados sete réus da denúncia, teve um início tumultuado, com debate acalorado entre o advogado de defesa, Nabor Bulhões, e os promotores do Ministério Público, sobre o uso de algemas imposto a Cachoeira no traslado do presídio até o Fórum. "Não há nada mais covarde do que expor o preso à violação de sua incolumidade", protestou Bulhões. "O que fizeram é uma violência à lei e a constituição, uma agressão à incolumidade física e moral do preso". O Ministério Público alegou que Cachoeira agrediu um agente carcerário e a Justiça

Dida Sampaio/AE

não atendeu a reclamação da defesa para que não fossem utilizadas as algemas. Bulhões tem expectativa de que a Justiça conceda alvará de soltura de Cachoeira nos próximos dias. Ele disse que seu cliente está à disposição da Justiça. Segundo ele, o MP e

O que fizeram é uma violência à lei e a constituição, uma agressão à incolumidade física e moral do preso. NABOR BULHÕES as autoridades policiais desobedecem súmula vinculante do STF que prevê uso de algemas apenas por bandidos perigosos, com histórico de violência e resistência a prisão. Em seu depoimento à CPI, o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT) confirmou que seus assessores sofreram pressões para dar o contrato a uma empresa coreana, mas resistiram e não houve desvio de dinheiro público. Sete réus, dois deles ainda presos preventivamente, respondem pela tentativa de fraude. Um

deles é o ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, que também foi preso, mas já está solto. Abreu, como os demais réus, também usou o direito de ficar calado. Heraldo Puccini, diretor da Delta na região Sudeste, chegou a se emocionar ao negar envolvimento no esquema ou mesmo que conhecesse Cachoeira. Ele afirmou que só soube da denúncia após os fatos, por ocasião do cumprimento do mandado de busca e apreensão. "Estou acabado", observou. Mas ele se negou a responder às perguntas do Ministério Público. Cavendish calado – Protegido por habeas corpus expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, também optou pelo silêncio perante à CPI e logo foi dispensado. Perguntado pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), se desejava usar o tempo para se defender das acusações de participar do esquema criminoso comandado por Cachoeira, Cavendish disse que, por orientação do seu advogado, permaneceria calado. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), insistiu com Cavendish sobre declaração

Pulseiras: pedido de Cachoeira para a retirada das algemas foi negado pela Justiça. feito por ele de que poderia comprar senadores, Cavendish respondeu apenas: "Esse assunto, no momento oportuno, eu responderei". Tucanos "ingratos" – Ex-diretor de engenharia da Dersa, a estatal paulista responsável por obras rodoviárias, Paulo Vieira de Souza, atacou, sem citar nomes, aqueles que qualificou como "ingratos", em seu depoimento à CPI. Ele deu a entender que estava se referindo a tucanos. "Eu pedi a Deus para ser convocado para essa CPI", dis-

se. "Porque os incompetentes devem continuar com medo de mim. Aqui estou. Essa frase é para todos que foram ingratos. Fui demitido oito dias após entregar uma das maiores obras desse País – o trecho sul do Rodoanel". Paulo Preto, como é conhecido, foi nomeado diretor de engenharia da Dersa em 2007, no governo José Serra (PSDB). Sua saída ocorreu em 2010, na gestão de Alberto Goldman, ex-vice de Serra, que renunciou para disputar a Presidência da República.

Souza, que afirmou considerar pejorativo o apelido pelo qual é conhecido, negou irregularidades sob sua gestão, leu seu currículo e informou que nunca foi filiado a partidos políticos. Na campanha de 2010, ele foi acusado por tucanos de ter embolsado R$ 4 milhões que seriam destinados por empreiteiras à campanha de José Serra. Ele nega as acusações e afirmou à CPI mover 16 processos contra a revista IstoÉ e os tucanos que, conforme a revista, o acusaram. (Agências)


p Datafolha: Haddad sobe, Serra despenca DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

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Todo o suporte à atividade policial será retomado (...) entrada e transporte de produtos químicos no País. Nota do Sinpecpf)

olítica

Russomano mantém a liderança com 31% das intenções de voto e a grande surpresa é Serra, que atinge seu mais alto indice de rejeição: 43% não votariam nele.

O

candidato do PRB, Celso Russomanno, assumiu a liderança isolada na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Ele manteve 31% das intenções de voto depois da primeira semana de propaganda eleitoral em rádio e tevê, como aponta o Datafolha. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Já José Serra, do PSDB, caiu 5 pontos porcentuais e agora aparece em segundo lugar com 22%. Fernando Haddad, do PT, subiu 6 pontos e ocupa a terceira posição com 14%. Gabriel Chalita, do PMDB, oscilou para 7%, e Soninha Francine, do PPS, para 4%. Paulinho da Força (PDT) tem 2%. Ana Luiza (PSTU) e Carlos Gianazzi (PSol) têm 1%. Os demais candidatos não pontuaram. D e s pe n c a d a – A pesquisa mostra que a rejeição a Serra subiu 5 pontos e alcançou o maior índice desde o início desta campanha: 43% dos eleitores dizem que não pretendem votar nele "de jeito algum". Entre os motivos mais citados para a alta da rejeição do tucano estão o desgaste com a derrota de 2010, a reprovação da população ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o fato de Serra ter renunciado à prefeitura em 2006 mesmo tendo prometido publicamente que cumpriria seu mandato até o fim. Nas últimas duas eleições paulistanas, realizadas em 2004 e 2008, só o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) superou este patamar de rejeição. Há uma semana, antes do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, Russomanno já aparecia 4 pontos à frente de Serra (31% a 27%), mas os dois ainda estavam tecnicamente empatados na liderança. Tucanos e petistas apostavam em uma queda do candidato do PRB, que tem pouco mais de 2 minutos de televisão, mas isso não ocorreu. Já a despencada de Serra surpreendeu até a petistas,

Reprodução

Intenção de voto em São Paulo 30%

26%

31%

31%

27%

22%

14% 6% 7%

7%

6% 5% 19-20/7 Russomanno Serra Haddad

5%

4% 20/8

Chalita Soninha Paulinho

que não esperavam vê-lo com menos de 25% das intenções de voto. Há 2 anos, a cidade deu a ele 40% dos votos para presidente no primeiro turno. Outros rejeitados – O Datafolha também perguntou em quais candidatos os eleitores não votariam de jeito algum. Depois de Serra, vem Paulinho da Força, com 25%; Soninha (24%); Eymael, Levy Fidelix e Fernando Haddad (21% cada); Anaí Caproni e Miguel, (16% cada); Celso Russomanno, Gabriel Chalita e Ana Luiza (15% cada); e Carlos Gianazzi, com 12%. A alta de Haddad era esperada desde que o ex-presidente Lula entrou em seu programa eleitoral. Mesmo assim, os petistas contavam com uma subida mais modesta nesta primeira semana.

4% 2% 28-29/8

Fonte: Pesquisa DataFolha

Kassab – A avaliação de Gilberto Kassab registrou uma ligeira melhora em relação à sua última medição, feita há um mês. O percentual de eleitores que consideram sua gestão ótima ou boa passou de 20% para 24%; a avaliação de ruim e péssimo oscilou de 39% para 36%; e a regular, foi de 39% para 38%. Nos últimos dias, Kassab fez duras críticas a Haddad que, por sua vez, ataca sua administração. Kassab chegou a tentar se unir a Haddad, mas declarou seu apoio a Serra quando ele entrou na disputa. O Datafolha ouviu 1.069 eleitores entre os dias 28 e 29. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o nº 582/2012. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos. (Agências)

Haddad: subiu 6 pontos e está na 3º posição Arrancada coincide com a entrada em cena de Lula.

Serra surpreende até petistas, que não esperavam menos de 25%.

Servidores em início de carreira terão reajuste de 24,8% e, em nível auxiliar, 27,31%.

O

de nível superior terão reajuste de R$ 1 mil (24,8% para o início de carreira e 14,28% para o final). Os salários dos trabalhadores com nível intermediário subirá R$ 930 (27,96% para o início de carreira e 24,24% para o final). Cargos de nível auxiliar terão acréscimo de R$ 630 (27,31%). Rodoviários na pista – Os policiais rodoviários federais aceitaram, um dia antes, reajuste de 15,8% em 3 anos e plano de reestruturação da carreira. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), eles voltam ao trabalho hoje. A FenaPRF reúne 24 sindicatos com cerca de 9 mil policiais. Em greve – Como informa o

diretor de Comunicação do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências), Ricardo Holanda, a greve deve ser mantida nas agências reguladoras. Ao todo, o sindicato representa 10 agências reguladoras, entre as quais a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que enviou notificação a 14 laboratórios farmacêuticos para que informem a condição de estoque de certos medicamentos. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), a categoria, que reúne 1.500 servidores, deve continuar em greve. (Agências)

Banestado: US$ 1 milhão repatriado

O

governo brasileiro conseguiu na Justiça dos Estados Unidos comprovar que os ativos bloqueados em Nova York no caso Banestado devem ser repatriados. Assim, serão restituídos ao Brasil US$ 1,080 milhão – ou R$ 2,2 milhões, de acordo com o ministério da Justiça brasileiro. A Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e o Departamento Internacional da Advocacia-Geral da União obtiveram decisão judi-

Felipe Rau/AE

Lola Oliveira/Brazil Photo Press/AE

Polícia Federal e Rodoviária encerram a greve s servidores administrativos da Polícia Federal aceitaram o reajuste oferecido pelo governo, de 15,8% parcelados em três anos, a partir de 2013. Após assembleia ontem, eles concordaram em acabar com o movimento grevista e retornar ao trabalho amanhã. O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (Sinpecpf), informou que com a decisão "todo o suporte à atividade policial será retomado, assim como os serviços (...) como emissão de passaportes, controle migratório e de entrada e transporte de produtos químicos no País". Os servidores com cargos

Russomanno: PSDB e PT apostavam em sua queda, já que ele tem pouco tempo na TV. Enganaram-se.

cial na Corte Distrital de Nova York que garante a repatriação de valores depositados em conta bancária usada para o envio ilegal de recursos ao exterior. Isso porque os ativos bloqueados em Nova York em 2005, anteriormente sob propriedade de três brasileiros, constituem produto de crimes praticados no Brasil. Em 2005, os recursos foram bloqueados nos EUA após pedido de cooperação jurídica internacional feito pelo governo brasileiro. Em 2010, o blo-

queio caiu e a quantia foi transferida para o governo dos EUA, que ajuizou ação judicial ("interpleader action") para determinar a quem caberia o montante. Conforme o ministério da Justiça, os recursos seriam oriundos de três brasileiros condenados em primeira instância por evasão de divisas, formação de quadrilha e gestão fraudulenta. O dinheiro ficará sob a custódia da 6ª Vara de São Paulo até o julgamento do recurso dos réus. (AE)

CONVITE PARA A RODADA DE NEGÓCIOS COM FABRICANTES MALASIANOS


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Divulg

ação

nternacional

Bin Laden: um tiro na cabeça quando abriu a porta. Líder da Al-Qaeda estava desarmado e não ofereceu resistência, diz livro de fuzileiro naval dos EUA que participou da operação que matou o terrorista. A Casa Branca preferiu o silêncio.

U

m relato de primeira mão obtido de um dos fuzileiros navais que participou da operação que matou o terrorista Osama bin Laden contradiz relatos prévios do governo dos Estados Unidos, ao levantar dúvidas sobre se o extremista apresentou uma verdadeira tentativa de resistência quando os comandos SEAL da Marinha norte-americana invadiram o complexo em Abbottabad e mataram o líder da AlQaeda. A versão oficial é que Bin Laden morreu porque opôs resistência ao comando especial de fuzileiros navais que invadiu o complexo do terrorista em maio de 2011, em pleno território do Paquistão. Já o livro dá uma versão diferente, a de que o homem mais procurado do mundo foi morto a tiros sem oferecer nenhuma resistência. Segundo o livro, Bin Laden estava desarmado quando os fuzileiros o encontraram no ataque a seu complexo. Ele levou um tiro na cabeça quando olhou para fora da porta, enquanto os fuzileiros invadiam o corredor onde ficava o quarto do terrorista, no terceiro andar da casa, de acordo com o ex-fuzileiro Matt Bissonnette, que escreveu sob o pseudônimo Mark Owen o livro No Easy Day: The Firsthand Account of the Mission that Killed Osama bin Laden ("Um Dia Nada Fácil: Relato em Primeira Mão da Missão que Matou Osama bin Laden", em tradução livre). A identidade de Bissonnette, que seria um ex-capitão aposentado de 36 anos, foi revelada primeiro pela Fox News. Bissonnette disse que estava logo atrás do fuzileiro que comandava a subida nas escadas que levavam ao corredor. Perto do topo, ele disse, escutou dois tiros, mas o livro não

AFP - 03/05/11

Livro de membro da missão que matou Osama bin Laden em complexo no Paquistão contradiz versão oficial de governo dos EUA

AFP

deixa claro quem fez os disparos. Bissonnette escreveu que viu o homem atingido voltar ao quarto. Os dois fuzileiros entraram no quarto e viram o corpo do homem caído, com a cabeça coberta de sangue, e duas mulheres que choravam sobre o morto. Afastadas as mulheres, os fuzileiros limparam o rosto do homem e viram que era Bin Laden. Logo depois, Bissonnette escreveu que ele e outros fuzileiros deram vários tiros no corpo do extremista, até que ele não se movesse mais. Reação - O livro será lançado na próxima terça-feira – uma semana antes da data prevista inicialmente, justamente 11 de setembro – devido à controvérsia provocada pelo anúncio de sua publicação, o que alguns consideram que pode pôr em risco a

segurança do país. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Tommy Vietor, preferiu não comentar o livro. "Como o presidente Obama disse naquela noite (madrugada de 2 de maio de 2011), a Justiça foi levada a Osama bin Laden e nós agradecemos aos homens que conduziram aquela operação", disse. Já o Pentágono disse que está revisando a publicação, levantando a possibilidade de que o autor poderia enfrentar uma investigação e possíveis processos criminais. Agora, o ex-fuzileiro naval enfrenta ameaças contra sua vida, além de possíveis punições do governo. Extremistas islâmicos já postaram supostas fotos de Bissonnette em websites e pediram pela sua morte. (Agências)

Relembrando o Massacre de Munique

Q

uarenta anos após o massacre de atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972, o governo israelense liberou documentos secretos que oferecem um raro retrato sobre os acontecimentos daquele trágico dia 5 de setembro. O material revela a confusão, apreensão e, por fim, frustração das autoridades israelenses em relação à fracassada operação de resgate alemã e à decisão de não suspender os Jogos.

A visão oficial israelense sobre a tragédia foi revelada em 45 documentos divulgados pelos Arquivos Oficiais do país. Segundo o jornal Yedioth Ahronoth, eles incluem relatórios de reuniões de Gabinete, consultas ministeriais e cabos diplomáticos. Os Jogos Olímpicos de

REPUBLICANOS 1 Candidato a vice, Paul Ryan, acusa Obama de culpar os adversários por falhas.

1972 ficaram marcados na história pelo Massacre de Munique, quando 11 membros da delegação israelense foram sequestrados por um grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro. Na tentativa desastrada de resgate, os 11 atletas acabaram sendo mortos. Na opinião do então chefe do serviço secreto israelense Zvi Zamir, as forças de segurança da Alemanha "não fizeram o mínimo esforço para salvar vidas", já que o principal interesse era encerrar a questão, a qualquer custo, para não suspender as Olimpíadas. Segundo as autoridades israelenses, um dos principais motivos era que a "TV alemã não oferecia programação alternativa".

Ó RBITA

REPUBLICANOS 2 Duas pessoas são expulsas de convenção após manifestação racista

CICLO DE DEBATES COM OS CANDIDATOS A PREFEITO DE SÃO PAULO Dia: 5 DE SETEMBRO DE 2012, QUARTA-FEIRA

Gabriel Chalita Coligação “SÃO PAULO EM PRIMEIRO LUGAR” PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro PSC – Partido Social Cristão PSL – Partido Social Liberal PTC – Partido Trabalhista Cristão

Local: Associação Comercial de São Paulo - ACSP Rua Boa Vista, 51 - 9º andar - Centro - SP Horário: 17 horas Assista ao vivo no site: www.acsp.com.br (clique no banner WebTV ACSP)

A

polícia boliviana confiscou na terça-feira duas toneladas de urânio armazenadas na garagem de um edifício no centro de La Paz, próximo das embaixadas do Brasil e dos Estados Unidos. O vice-ministro de Regime Interior, Jorge Pérez, disse que "na Bolívia não se produz urânio", por isso se presume que a carga "estaria em trânsito" para algum país da Europa, tendo como possíveis países de origem o Brasil ou o Chile. Pérez afirmou ainda que chama a atenção o fato de ter sido encontrada tal quantidade de urânio na garagem de um edifício em uma região tão central de La Paz, por conta dos perigos que o alto nível de radioatividade pode causar. A investigação, que durou um mês e meio, resultou na detenção de quatro pessoas, todas bolivianas, quando estas transferiam sem medidas de segurança o urânio de um veículo para o outro, informou o vice-ministro. Um dos detidos é um engenheiro que, segundo Pérez, alegou que só era depositário do urânio que haviam deixado lá há algum tempo, mas não deu detalhes de quem era o proprietário da carga. (Agências)

Martin Alipaz/EFE

NO CENTRO DE LA PAZ, 2 TONELADAS DE URÂNIO.

Policiais bolivianos vigiam prédio onde foi encontrado urânio

ISAAC

S

ete anos depois de ser devastada pelo furacão Katrina, Nova Orleans viu ontem o furacão Isaac perder força ao se aproximar da cidade e ser rebaixado novamente à categoria de tempestade tropical. Mas mesmo com ventos de 112 quilômetros por hora, Isaac trouxe fortes chuvas à região e obrigou a retirada de cerca de 3.000 pessoas no condado de Plaquemines Parish, ao sul de Nova Orleans, após o transbordamento de um dique de 2,4 metros de altura. (Agências)

SÍRIA

O

s combates entre os rebeldes sírios e as forças do regime de Bashar al-Assad chegaram ontem a um dos maiores heliportos militares do país, o de Taftanaz, na província de Idlib, cujas instalações sofreram bombardeios intensos. De acordo com a milícia, chamada Brigadas dos Livres de Sham, foram destruídos pelo menos sete helicópteros militares dos 48 que as forças do regime possuíam na região. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

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9 Danilo Verpa/Folhapress - 11/02/2011

ATUALIZAÇÃO A Copa 2014, no Brasil, e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, são eventos que precisam acelerar a modernização de vários aeroportos no Brasil, entre eles o de Congonhas, em São Paulo.

idades

Bancário sofre sequestrorelâmpago nos Jardins

Jovens não abandonam o fumo. Apenas trocam pelo narguilé. U Alerta foi dado pelo Inca. Cachimbo oriental com fumo aromatizado é bem mais tóxico que o cigarro comum. João Brito/Folhapress - 03/05/2010

A

população jovem está trocando o cigarro comum pelo narguilé, o tradicional cachimbo de água oriental. O alerta foi divulgado ontem, Dia Nacional de Combate ao Fumo, pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que fez uma revisão da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), divulgada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já naquele momento, 270 mil brasileiros utilizavam o narguilé. Levantamento do Inca, em 2011, mostrou que um em cada cinco estudantes de odontologia, em São Paulo, utilizam outros produtos de tabaco, que não o cigarro – destes, 85% deles usavam narguilé. Entre alunos de 13 a 15 anos, de São Paulo, o uso de narguilé chegava a 93%, entre os 22% que informavam consumir outros produtos de tabaco, além do cigarro industrializado. "Quando a PETab ficou pronta, em 2008, havia 25 milhões de brasileiros usand o t a b a c o ; d e s s e s , 2 4 m ilhões fumavam cigarro. Não parecia ser importante o uso do narguilé no Brasil. Mas estudos internacionais chamaram a atenção para o problema. Fomos analisar e vimos que eram 270 mil já em 2008. O narguilé induz à dependência em tabaco da população jovem", explica a coordenadora da Divisão de Epidemiologia do Inca, Liz Almeida. A PETab é uma pesquisa quinquenal. A próxima será feita no próximo ano. O narguilé é um grande ca-

chimbo composto de um fornilho, onde o fumo é queimado, um recipiente com água perfumada - que o fumo atravessa antes de chegar à boca - e uma mangueira, por onde a fumaça é aspirada. "A garrafa é muito bonita, com ervas aromáticas e esse cachimbo é utilizado em bares, festas em que as pessoas estão fazendo uso do tabaco sem nenhum alerta ou advertência", disse Liz. C o m pa r a ç ã o – Uma sessão de narguilé de 60 minutos equivale a estar em um ambiente em que são consumidos 100 cigarros. A ingestão de nicotina nesse período varia de 10 a 20 miligramas. No mesmo período, um fumante de cigarro industrializado consumiria 5 miligramas de nicotina. Tóxicos – "Existe uma ideia equivocada de que o narguilé é inócuo. E não é. A água não filtra absolutamente nada; é tão ou mais perigoso que o cigarro e a pessoa está exposta a 4.720 componentes tóxicos", afirma a psiquiatra e chefe do setor de dependências químicas da Santa Casa, Analice Gigliotti. Ela lembra ainda que as fontes de aquecimento utilizadas, como carvão por exemplo, liberam outros compostos químicos perigosos, como metais e monóxido de carbono. Além da PETab, o uso do narguilé apareceu em outros levantamentos, como o Perfil de Tabagismo em Estudantes Universitários do Brasil (PETuni), do Inca, feito em capitais como São Paulo, Brasília e Florianópolis, em que

Eduardo Enomoto/News Free/AE - 19/07/2011

m bancário, de 55 anos, foi sequestrado e viveu momentos de muita tensão durante três horas em que ficou em poder de pelo menos seis criminosos, anteontem à noite, na zona sul. Dois dos bandidos, ambos adolescentes, de 15 e 17 anos, foram apreendidos por policiais militares do 27º Batalhão. Os demais conseguiram escapar. A vítima foi dominada por volta das 19h45 quando esperava pela mulher em frente a uma clínica de terapia na Rua Batatais, nos Jardins, bairro nobre. Dentro de um Ford EcoSport, o bancário foi abordado pela quadrilha segundos após enviar uma mensagem via celular para a mulher dizendo que já a esperava do lado de fora do estabelecimento. Em posse dos cartões ban-

cários da vítima, os bandidos sacaram R$ 800,00 e realizaram compras, principalmente de roupas e calçados, num valor total próximo a R$ 11 mil, em vários shoppings. A apreensão dos menores ocorreu no início da madrugada de ontem, no estacionamento do Hipermercado Extra, na Avenida Senador Teotônio Vilela, em Cidade Dutra. Em patrulhamento, os policiais desconfiaram de um rapaz que andava pelo estacionamento e o abordaram. Com ele havia chaves de um carro. O adolescente então confessou que um dos comparsas mantinha uma vítima refém dentro do Ford EcoSport. O segundo sequestrador foi localizado e o bancário liberado sem ferimentos, porém muito abalado. (AE)

Famílias de sem-teto acampam no Centro

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Jovem consome fumo em sessão de narguilé: equivalente a 100 cigarros. 55% dos universitários que declararam consumir outros produtos do tabaco informaram usar narguilé. E no Vigilância de Tabagismo em Es-

colares (Vigescola), do Ministério da Saúde, que estudou o consumo de tabaco entre adolescentes de 13 a 15 anos. (Agências)

erca de 90 famílias que deixaram o prédio na avenida Ipiranga, no Centro, após a reintegração de posse de anteontem, montaram barracas na avenida São João e deverão permanecer no local até a Prefeitura oferecer locais para se mudarem. Um dia antes da reintegração de posse, agentes municipais foram até o imóvel fazer o levantamento de moradores que viviam no local. Das cerca de 130 famílias, por volta de 30 conseguiram ir para a casa de parentes e amigos. As demais se negaram a ir para albergues. De acordo com o coordenador da FLM (Frente de Luta por Moradia), Osmar Borges, a recusa se deve à distância dos albergues do Centro, on-

de as crianças estudam e os adultos trabalham. A Prefeitura informou que as famílias foram registradas para serem cadastradas na Central da Habitação e incluídas nos programas habitacionais. Ainda segundo o governo, elas não irão para o final da fila da Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação), que hoje conta com 97 mil pessoas cadastradas. "A Prefeitura reafirma seu compromisso de atendimento, mas frisa que, diferentemente do que afirmam lideranças da FLM, a municipalidade atende famílias integrantes do movimento, sim, q u e r e p r e s e n t a m i n v e s t imentos mensais de R$ 320 mil", disse o governo, em nota. (Folhapress)

Ernesto Rodrigues/AE - 14/04/2011

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, lidera a lista dos mais grosseiros com os passageiros: 30% dos votos na pesquisa do Skyscanner.

Congonhas, o aeroporto mais rude do País Pesquisa do buscador on-line Skyscanner mostra que os passageiros entrevistados não estão satisfeitos com os serviços oferecidos em Congonhas

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Aeroporto de Congonhas, situado na zona sul de São Paulo, foi apontado como o mais rude do Brasil, de acordo com pesquisa realizada durante o mês de agosto pelo Skyscanner (www.skyscanner.com.br), buscador on-line de passagens aéreas, hotéis e locação de automóveis. A intenção foi descobrir quais são os aeroportos que os brasileiros consideram os mais rudes (veja tabela). O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, lidera a lista dos mais grosseiros com os passageiros, recebendo 30% dos votos. O Aeroporto Internacional de Recife ficou na segunda colocação, com 18,6% dos votos, seguido

pelo de Belo Horizonte, situado em Confins, com 14,8% dos votos. Os aeroportos de Porto Alegre, Brasília, Curitiba (localizado em São José dos Pinhais), Guarulhos e Salvador apareceram na sequência. Na outra ponta da pesquisa, os aeroportos de Santos Dumont e Tom Jobim, ambos localizados no Rio de Janeiro, ocuparam as últimas posições do ranking, sendo, assim, considerados os menos rudes do País. De acordo com Mateus Rocha, diretor geral do buscador Skyscanner no Brasil, "o aeroporto é o ponto inicial de uma viagem e um bom atendimento garante um clima otimista em todo o passeio. Como são o principal

meio de chegada para os turistas que irão acompanhar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, os aeroportos cariocas aparentam ser os mais bem preparados para receber esses eventos de grande porte”, avaliou. “Com a proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada, é importante que não só a estrutura física dos aeroportos esteja pronta, como também há a necessidade de uma formação qualificada para os profissionais. Com atendentes mais amigáveis, as chances de o Brasil se tornar uma potência turística tendem a crescer”, disse Mateus Rocha. (DC)

Os menos amigáveis Aeroporto de Congonhas Aeroporto Internacional de Recife Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins Aeroporto Internacional de Porto Alegre Salgado Filho Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional Afonso Pena – Curitiba

30% 18,6% 14,8% 8,7% 8,7% 7,2% 4,9% Aeroporto Internacional de Salvador 3,4% Aeroporto Santos Dumont 3,0% Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim/Galeão 0,3%

Fonte: Skyscanner.com.br

Acidente da Gol: Câmara quer punição

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Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou pedido para que o governo brasileiro atue junto à Organização Internacional de Aviação Civil e que sejam punidos os pilotos americanos envolvidos no acidente do voo 1907 da Gol, ocorrido em 2006. O objetivo é pedir que a organização abra processos contra os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que continuam a atuar na aviação norteamericana. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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LUXO SOBRE RODAS Vario Perfect 1200 Platinum é uma espécie de revolução no conceito de motor home. Tem cômodos de luxo e até garagem. http://bit.ly/Qrk2AH

Logo Logo

Bicicleta dos Flintstones

www.dcomercio.com.br

Fliz Bike é um protótipo criado para promover o uso de bicicletas em grandes cidades. Desenhada sem pedais, essa bicicleta impõe caminhadas para pegar impulso. Depois, é só aproveitar pegar carona no movimento das rodas. http://bit.ly/TtCTI5

E SPAÇO F AÇA VOCÊ MESMO

C ONSUMO

Satélite, você vai ter um.

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Capacete brilhante A ilustradora, designer e diretora de arte Natalie Walsh divulga várias dicas de como trazer o design para sua rotina. Entre as dicas, como fazer um capacete inspirado em um globo de danceteria. http://www.nataliewalsh.com/

I MAGENS

Nasa está desenvolvendo um projeto que prevê lançar smartphones no espaço e utilizá-los como satélites. O projeto, que está sendo realizado no centro de pesquisas da agência espacial norte-americana no Vale do Silício, tem como objetivo baratear a construção de satélites e, um dia, chegar a um ponto em que qualquer pessoa possa enviar satélites ao espaço com o objetivo de receber informações. Exemplos da utilidade de um satélite pessoal podem

ser a utilização de apps para rastreamento de estrelas e, principalmente, o monitoramento de radiação em determinadas áreas. O projeto PhoneSat 1.0 é baseado em smartphones Android, que oferecem recursos semelhantes aos de satélites, como sensores diversos, processadores rápidos e câmeras fotográficas. O primeiro protótipo do satélite já foi construído: é um cubo do tamanho aproximado de uma xícara que contém em seu interior um HTC Nexus One. O cubo é,

na verdade, uma cápsula criada para proteger o smartphone da radiação cósmica. O dispositivo custou à Nasa cerca de US$ 3,5 mil. Segundo a revista Wired, a Nasa pretende lançar o PhoneSat 1.0 em breve, embora a data não tenha sido definida. A agência espacial norteamericana também já tem planejada a continuidade desse projeto. O PhoneSat 2.0 será baseado em smartphones Nexus S, da Samsung, cujo sistema de rádio permite o controle do satélite a partir da Terra.

Steve Jurvetson/Reprodução

As botas do maior passo da humanidade

Steve Jobs carbonizado A imagem de Steve Jobs carbonizado aparece em camisetas, adesivos e capas para iPhone. Os produtos podem ser adquiridos no site Society6. http://society6.com/burb/

O fotógrafo, investidor e fanático pelo espaço Steve Jurvetson encontrou em seus arquivos e divulgou nesta semana a imagem em raio x das botas usadas pelo astronauta Neil Armstrong para pisar na Lua. A imagem é uma homenagem a Neil, que morreu no sábado e será enterrado amanhã em Cincinatti.

I NTERNET

Câmara aprova 'lei Dieckmann' A Câmara dos Deputados aprovou ontem projeto de lei que prevê pena de detenção de três meses a um ano, e multa, para quem invadir computadores alheios com a finalidade de adulterar, destruir ou obter informações sem autorização do titular. A proposta foi apelidada de "Lei Dieckmann" por causa da revelação de fotos do notebook da atriz Carolina Dieckmann e segue para votação no Senado.

Mania animal O site Designrs Hub fez uma seleção das imagens de animais que se tornaram virais na web. Entre elas, o gatinho acima. http://designrshub.com/

E M

C A R T A Z

A RGENTINA S OCIEDADE

País terá sua 'Hollywood'

Fotos: Ueslei Marcelino/Reuters

QUARUP

A presidente da Argentina Cristina Kirchner anunciou ontem a criação de um complexo cinematográfico ao sul de Buenos Aires. Ela comparou o projeto a Hollywood. O complexo ocupará a ilha Demarchi.

Imagens mostram momentos e preparativos do ritual fúnebre do Quarup, realizado por índios da etnia Yawalapiti na região do Alto Xingu, no Mato Grosso. Neste ano, o quarup foi dedicado ao etnólogo e antropólogo Darcy Ribeiro.

Exposição apresenta fotopinturas criadas pelo artista Júlio Santos. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, Luz, tel.: 3324-1000. R$ 6

L OTERIAS Concurso 798 da LOTOFÁCIL 01

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T ECNOLOGIA

83 milhões estão conectados

Concurso 1275 da LOTOMANIA 01

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Concurso 1420 da MEGA-SENA 18

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Concurso 2982 da QUINA 05

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Gás metano da Antártida pode agravar aquecimento global Astrônomos detectam açúcar ao redor de uma estrela jovem

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A TÉ LOGO

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Iphan estuda transformar o ritual em patrimônio histórico imaterial da humanidade

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VISUAIS

Stephen Hawking discursa na abertura dos Jogos Paralímpicos

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Um total de 83,4 milhões de pessoas acessou regularmente a internet no Brasil durante o segundo trimestre de 2012, um aumento de 7% em relação aos três primeiros meses de 2011. Os dados constam de um relatório do Ibope Nilsen divulgado ontem e que abarca pessoas que acessam a web de casa, do trabalho e de lan houses.


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11 PETROBRAS Produção de petróleo da estatal em julho é a menor desde 2010

conomia

JAPÃO As vendas no varejo japonês caíram 0,8% em julho em relação a 2011

Leão rompe a barreira do R$ 1 trilhão Marca atingida pelo Impostômetro, painel da ACSP, ontem à tarde, revela a arrecadação do País em tempo real. Fotos: Luiz Prado/LUZ

Renato Carbonari Ibelli

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brasileiro já pagou mais de um R$ 1 trilhão em impostos neste ano. O valor foi registrado ontem por volta das 16h30, pelo Impostômetro, o painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que informa em tempo real o total de impostos federais, estaduais e municipais arrecadados. A marca trilhionária foi o pano de fundo para um ato público realizado pela ACSP no Pátio do Colégio, no Centro, com a intenção de conscientizar a população sobre o peso que os impostos têm na vida de cada cidadão. Quem passou pelo local foi alertado que, neste ano, o R$ 1 trilhão em impostos foi arrecadado com 15 dias de antecedência em relação a 2011. A velocidade da arrecadação cresce a cada ano. Se comparada com 2008 – ano em que pela primeira vez se chegou ao R$ 1 trilhão – a marca foi registrada com quase quatro meses de antecedência. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), chamou a atenção para o descompasso evidenciado pelo ritmo crescente da arrecadação. "A economia não cresceu na mesma proporção dos impostos neste período", disse. Amato citou a eleição atual para ilustrar a importância da campanha educativa. "Queremos informar aos contribuintes que é do bolso deles que sai o dinheiro que vai para os governos. Assim, principalmente neste período de campanha política, caso alguém prometa algo de graça, a população vai saber que não é verdade, pois pagamos indiretamente por tudo", afirmou ele. Feirão – Ontem, no Pátio do Colégio foi realizado também o Feirão do Imposto, que revela à população o percentual de tributos embutidos nos produtos. Durante todo o mês de agosto, o "Caminhão do Im-

Não me importaria em pagar imposto, se tivesse garantia de que seguiria para a saúde. HÉLIO VIANA, CHEFE DE RH

O cigarro e a bebida é que deveriam pagar as contas do governo e não o pãozinho. DAVI COSTA, APOSENTADO

O painel eletrônico, na fachada da sede da ACSP (ao alto), mostra a arrecadação do R$ 1 trilhão. Acima, a partir da esquerda: Alencar Burti, Rogério Amato e o vice-governador Guilherme Afif. postômetro" – com uma versão móvel do painel eletrônico – percorreu cidades do interior do estado. No ano passado, foi lançado o Movimento Hora de Agir (www.horadeagir.com.br), que abre espaço para a população se manifestar a respeito da elevada carga tributária. As campanhas da ACSP e da Facesp têm o objetivo de conscientizar os contribuintes do direito que possuem para cobrar dos governos a aplicação correta dos recursos. Gol – O vice-governador de

São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que esteve no evento da ACSP, observou que a mobilização popular tem obtido sucesso, mas ainda falta algo. "Falta marcar o gol, que seria a aprovação do projeto de lei 1472/2007 no Congresso", disse Afif. O projeto citado, proposto pelo vice-governador ainda quando presidente da ACSP, determina que o valor dos impostos embutidos nos preços dos produtos seja discriminado nas notas fiscais de compra. Destaca-se que a

Constituição Federal respalda tal medida. "O projeto já foi aprovado no Senado e em diferentes comissões. Só falta ser colocado em votação." Por meio do site do Movimento Hora de Agir, é possível pressionar os deputados – com mensagens de texto – a colocarem o projeto 1472/2007 em votação. Um dos motivos para o governo manter a alta carga tributária do País é o elevado custo da máquina pública. Foi o que afirmou ontem Alencar

Burti, presidente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP). Ex-presidente da ACSP, Burti lembrou que grande parte dos tributos vai para bancar o funcionalismo. "Nós pagamos os servidores que estão em greve. Esse é um exemplo claro que o retorno daquilo que pagamos na forma de impostos não é o mais adequado", disse. Você pode acompanhar o Impostôm e t r o n o s i t e i m p o s t o m etro.com.br.

É um absurdo saber que pagamos mais de 17% de imposto em um saco de feijão. JULIANA TAVARES, ESTUDANTE

Um Maracanã em dinheiro para o governo Sílvia Pimentel

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R$ 1 trilhão em tributos arrecadados neste ano até ontem, conforme revelou o Impostômetro, encheria todo o estádio do Maracanã, se fosse pago em moedas de R$ 1. O montante ocuparia, desta forma, uma área de 1,2 milhão de metros cúbicos. Outro cálculo que ilustra a dimensão da marca atingida pelo Leão envolve milhares de anos. Se uma pessoa se dispuser a escrever um trilhão de vezes o número 1, demoraria 3.168 anos para terminar o trabalho, considerando o tempo de 0,1 segundo para cada número registrado. Se começar hoje, o valor será finalizado no ano de 5.180. Além disso, o R$ 1 trilhão equivale ao Produto Interno Bruto (PIB) da vizinha Argentina. Neste ano, o valor entra nos cofres da União, dos estados e municípios com 15 dias de antecedência na comparação com 2011, mesmo sem a receita da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que rendia ao fisco federal R$ 40 bilhões por ano, e com as desonerações tributárias feitas pelo governo desde o ano passado. A principal explicação para a entrada antecipada do trilhão está no fato de a arrecadação de impostos crescer em

ritmo mais acelerado do que a economia. Um levantamento feito pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que exclui da soma do PIB o valor dos impostos, mostra que, no ano passado, houve uma expansão de 2,5% da economia brasileira, enquanto os impostos cresceram 4,3%. Com base nessa metodologia, o PIB do primeiro trimestre cresceu 0,6%. Já os impostos tiveram uma expansão de 1,6%.

Dessa forma, sem considerar os impostos na soma das riquezas produzidas pelo País, a carga tributária do ano passado correspondeu a 55,96% do PIB. Oficialmente, pelo método tradicional, a carga fiscal de 2011 foi estimada em 35,88%. "O ritmo maior do crescimento da receita tributária ocorre principalmente porque o modelo tributário do País está focado no consumo", explicou o economista Emilio Alfieri.

Dados da Receita Federal indicam que os impostos que incidem sobre o consumo – entre os quais o mais pesado é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) – representam 48,7% de todos os tributos arrecadados. O percentual está

bem acima da média encontrada nos países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 31,5%. A multi-incidência de impostos e de alíquotas colabora para essas distorções que favorecem apenas os cofres públicos, sobretudo quando se trata do consumo que, junto com o crédito, experimentou cresc i m e n t o e xpressivo nos últimos anos. "Um produto

vendido de forma parcelada, por exemplo, gera, além da cobrança de impostos sobre a venda em si, caso do ICMS, o recolhimento de tributos ligados à operação, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)", acrescentou Alfieri. A opção por um modelo tributário concentrado no consumo traz outras distorções, além do fato de garantir maior velocidade na receita tributária, como a falta de transparência e aumento da regressividade. Os chamados impostos indiretos, que incidem sobre o consumo no País, são "invisíveis" porque estão embutidos nos preços dos serviços e mercadorias e quem paga a conta é o consumidor. São tributos de má qualidade porque levam os contribuintes com ganhos menores a comprometerem mais a renda.

3.168 anos é o tempo que levaria uma pessoa para escrever um trilhão de vezes o número 1, do marco de R$ 1 trilhão da arrecadação no País.


12 -.ECONOMIA

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Espero que os brasileiros tenham chance de comprar pelo mesmo preço do carro lá fora. A tendência é de redução dos preços dos carros populares. Guido Mantega, Ministro da Fazenda

conomia Wesley Santos/AE

O desconto tributária para itens da linha branca valerá até 31 de dezembro e a projeção do governo é de uma renúncia de R$ 361 milhões.

Redução da alíquota do IPI é prorrogada Benefício para a compra de veículos vai até 31 de outubro, para móveis, até o dia 31 de dezembro, e material de construção, até o fim de 2013.

O

governo federal decidiu prorrogar a redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros, geladeiras, fogões, lavadoras, móveis e material de construção. A previsão era que o benefício de eletrodomésticos terminasse amanhã. A medida tenta estimular a economia, diante do agravamento da crise econômica global. O anúncio foi feito ontem

pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O desconto para carros vai até 31 de outubro. Agora, o benefício para eletrodomésticos da linha branca foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano. Com isso, o governo deve deixar de arrecadar R$ 361 milhões. A redução para móveis, painéis e laminados vale também até 31 de dezembro. A arrecadação tributária deve ser R$ 371 milhões menor, de acordo com Mantega. O des-

conto de imposto para material de construção vai até o fim de 2013. O corte original de IPI dos carros havia sido anunciado em maio pelo governo e tinha previsão de durar três meses, até 31 de agosto. A alíquota do tributo dos veículos nacionais 1.0 diminuiu de 7% para zero. No caso de carros maiores, a redução foi menor, dependendo do combustível e da procedência (automóvel nacional ou importado).

Em contrapartida, as fábricas de carros se comprometeram a não demitir funcionários. Com a redução do imposto, o governo previa deixar de arrecadar R$ 1,2 bilhão nos três meses iniciais da isenção tributária (entre os meses de maio e agosto). O corte de IPI varia conforme a situação do carro, nacional ou importado, conforme o novo regime automotivo. Esse regime estabelece vantagens para veículos produzidos no

país ou que utilizem mais peças nacionais. Novas medidas – Mantega não descartou a adoção de novas medidas de estímulo à economia até dezembro. "Se for preciso, vamos adotar outras medidas de estímulo e de redução de custo, além de outras medidas tributárias", afirmou o ministro. Ele evitou entrar na polêmica sobre o tamanho do lucro das montadoras e o preço dos automóveis no Brasil. "Não sei

Receita de máquinas despenca 6%

O

faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizou R$ 6,44 bilhões em julho, queda de 6% em relação a igual mês de 2011. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A pesquisa mostra que o faturamento no acumulado do ano somou R$ 46,35 bilhões, resultado 0,6% maior do que o registrado em igual período do ano passado. Na opinião de Carlos Pastoriza, diretor-secretário da Abimaq, o mau resultado de julho foi causado por setores da indústria que vivem um cenário de "recessão técnica", como os de máquinas têxteis (queda no faturamento de 21,2% em julho), máquinas plástico (retração de 48,5%) e má-

Alf Ribeiro/ AE

quinas-ferramenta (baixa de 15,5%). "Isso ocorre pelo cenário internacional, com diminuição de investimentos, o que causou uma redução no consumo de máquinas no Brasil nos últimos três meses", comentou. Balança comercial – Em julho, as exportações de máquinas e equipamentos alcançaram US$ 1,04 bilhão, um aumento de 2% em relação ao mês anterior. Já as importações foram de US$ 2,33 bilhões, um valor 0,9% menos do que em junho de 2012. No acumulado do ano, as exportações subiram 12,1% e as importações 6,1% sobre igual período de 2011, resultando em um déficit da balança comercial de US$ 10,5 bilhões. Pastoriza afirmou que os valores de julho mostram

Pastoriza, Abimaq: resultado de cenário de "recessão técnica". que a indústria começa a sentir timidamente os incentivos do governo, como a desoneração da folha, queda nas taxas de juros e valorização de aproximadamente 10% do dólar no segundo trimestre. "Esperamos melhores resultados só a partir do quarto trimestre, mas os estímu-

los vieram tarde. Projetamos um déficit neste ano de US$ 20 bilhões, maior do que o verificado em 2011, que foi de US$ 17,8 bilhões. E vale lembrar que boa parte das exportações de julho foram intercompany, ou seja, pedidos de filiais de empresas brasileiras lá fora", afirmou Pastoriza.

No quesito empregos, a indústria de máquinas e equipamentos segue mal. Julho teve a sexta queda consecutiva e encerrou com 254.361 pessoas empregadas, diminuição de 3,2% em comparação com igual mês em 2011. A capacidade instalada também teve resultado negativo. O chamado Nuci (nível de utilização da capacidade instalada) foi de 76,6%, em julho e no mesmo mês do ano passado foi de 82,6%. Mais apoio – O presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, esteve ontem em Brasília para conversar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega e apresentou estes números. Segundo Pastoriza, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos precisa de mais medidas de incentivo e agora de curto prazo. (Folhapress)

Rio de Janeiro diminui ICMS ao etanol

O

governo do Estado do Rio de Janeiro baixou ontem decreto que reduziu de 24% para 2% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) incidente na produção do etanol. A medida visa incentivar investimentos na indústria canavieira que resultem, em prazo de até dez anos, em aumento na produção fluminense do biocombustível. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, destacou que o etanol produzido no Rio é incapaz de

atender à demanda local. "Nosso compromisso é a produtividade. Esperamos que, em dez anos, atraídos pelo incentivo tributário, surjam de quatro a cinco usinas (o dobro das hoje em funcionamento), que aumentem a produção do estado, pequena em relação à média nacional", disse Bueno antes da abertura do seminário Rio Capital da Energia. Na safra passada, o Rio produziu 70 milhões de litros de etanol, o que representa 0,5% da produção nacional de 14 bilhões de litros. O estado consome em média 5% da produção nacional, "o

que demonstra haver espaço para crescer a produção e atender à demanda", disse. O decreto diminuiu bastante o ICMS do etanol em relação aos 12% cobrados em São Paulo. "Hoje, quase 90% do etanol que consumimos vêm de São Paulo. Nosso objetivo não é virar produtor nacional, mas sim fazer com que o Rio produza mais", afirmou o secretário. Assinado durante a abertura do evento pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), o decreto tem como alvo as novas empresas que se instalarem. O tratamento tributário diferenciado não será

aplicado a usinas com débito na Fazenda estadual ou na Dívida Ativa do Estado. Algumas regras são traçadas pelo decreto para os futuros investidores: cada unidade poderá produzir até 150 milhões de litros anuais, desde que tenha havido um investimento mínimo de R$ 200 milhões em até seis anos. Para as usinas já estabelecidas, o investimento mínimo para ter direito ao benefício é de R$ 10 milhões nos três primeiros anos e mais R$ 10 milhões no triênio subsequente, com produção máxima de 30 milhões de litros por ano. (AE)

a rentabilidade das empresas, não sei como adivinhar o lucro das empresas, mas espero que, com as medidas (de redução do IPI), haja redução dos preços", disse. Segundo o ministro, tem havido uma redução sistemática dos valores de veículos novos. "Espero que os brasileiros tenham chance de comprar pelo mesmo preço do carro lá fora. A tendência é de redução dos preços dos carros populares", declarou Mantega. (Agências)

Caminhão: taxa de juros menor.

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem que os juros da linha de financiamento para caminhões dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES, cairão de 5,5% ao ano para 2,5% ao ano. A taxa de juros para a aquisição de bens de capital adquiridos por todo sistema produtivo cai de 5,5% para 2,5% ao ano. "É a menor taxa que já existiu para financiamento desta natureza", disse o ministro. "São linhas de 120 meses, com um ano de carência. São linhas atraentes para o investidor", completou. Para a linha Procaminhoneiro, os juros também passam de 5,5% para 2,5% ao ano. "Levando em conta a inflação de 4,5%, temos juros reais negativos. Vamos estimular de setembro a dezembro os investimentos, a custo reduzido neste período", afirmou Mantega. (AE)


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e

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A questão é como se aplicam as regras da sociedade limitada às Eirelis. Marcos Rezende Fontes, advogado

conomia Marcelo Camargo/ ABr

Serviços absorvem mais mão de obra Foram 172 mil vagas abertas no mês de julho res, por sua vez, tiveram decréscimo em julho: indústria de transformação (-1,3%) e comércio e reparação de veículos (-0,5%), com menos 39 mil e 17 mil postos de trabalho, respectivamente. "Em termos anuais, no entanto, o melhor resultado fica para a construção, com 119 mil novas vagas, que representam 8% de aumento", explicou a técnica do Dieese Ana Maria Belavenuto. O setor industrial, segundo Ana Maria, poderá retomar a atividade neste segundo semestre, o que teria impacto também na geração de postos de trabalho. "Alguns indicadores apontam para essa retomada, tanto em termos da expectativa dos empresários, quanto da própria dinâmica

Trabalhadores sem carteira: alta de 3,8%.

O

número de empregados sem registro em carteira cresceu 3,8% no mês de julho em comparação a junho na média das sete regiões metropolitanas do País onde é realizada a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com esse aumento, o número estimado de pessoas sem carteira assinada saltou de 1,729 milhão para 1,794 milhão. A alta, segundo a técnica do Dieese Ana Maria Belavenuto, é resultado das incertezas em relação à retomada da economia doméstica e à crise financeira internacional. Empregados com registro – O total de empregados com carteira assinada, por sua vez, caiu 0,3% em julho na comparação com junho, de 9,988 milhões para 9,959 milhões de trabalhadores. Na passagem de junho para julho, o contingente de trabalhadores autônomos cresceu 1,2%. Já o contingente de empregados domésticos se manteve relativamente estável, com uma ligeira queda de 0,3%, saindo de 1,437 milhão de

Evandro Monteiro/Hype

Registros caem 0,3% em julho trabalhadores em junho para 1,433 milhão em julho. Para Ana Maria Belavenuto, o comportamento registrado no mês de julho, com destaque para o aumento dos empregados sem carteira assinada, foi atípico. Tanto é que na comparação de julho deste ano com igual mês de 2011 o total de trabalhadores com carteira sem registro mostra uma queda de 0,9%, enquanto os com carteira assinada apresenta crescimento de 4,5%. Os autônomos, na comparação anual, cresceram 1,4%, e os empregados domésticos tiveram queda de 0,7%. (AE)

Só a construção civil criou 3 mil novas vagas em julho na comparação com o mês anterior, o que significa aumento de 0,2% no total de empregos. econômica, quando começam a chegar encomendas", estimou. Em relação ao rendimento médio real dos ocupados, houve aumento de 1,4% na região metropolitana de Fortaleza, passando a valer R$ 997. "Essa região, apesar de possuir o menor rendimento médio, vem crescendo continuamente", analisou a técnica. Também houve acréscimo de 1,2% nesse quesito, em Salvador (R$ 1.030), e de 2,5%, em

São Paulo (R$ 1.658). Foram registradas reduções em Belo Horizonte (-1,5%, com renda média de R$ 1.359), Distrito Federal (-2,2%, com renda de R$ 2.192) e Porto Alegre (1,4%, com rendimento médio de R$ 1.536). Recife mantevese estável com renda média de R$ 1.092. A PED mostra, ainda, que a taxa geral de desempregados permanece estável pelo quarto mês consecutivo, em 10,7%. A estimativa é que o to-

tal de desocupados alcance 2,419 milhões trabalhadores. “Essa estabilidade é fruto, certamente, da conjuntura de incertezas da economia, tanto a doméstica, quanto a internacional”, analisou o economista do Seade Alexandre Loloian, coordenador de Análise da pesquisa. Assim como o Dieese e a Fundação Seade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga levantamento mensal sobre o desem-

prego no País. No entanto, as taxas apresentadas nas duas pesquisas costumam ser diferentes, devido aos conceitos e metodologia usados. Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas. O Dieese e a Fundação Seade não calculam o número de desempregados da região metropolitana do Rio de Janeiro. E, na pesquisa do IBGE, não estão incluídas as regiões metropolitanas de Fortaleza e do Distrito Federal. (AE)

IPI menor ajuda empregos em SP

A

redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi positivo para a geração de empregos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o técnico da Seade, Alexandre Loloian, enquanto a indústria de transformação como um todo fechou 34 mil postos de trabalho na região em julho, com uma queda de 2% no nível de emprego, a indústria metal mecânica (que congrega metalurgia, material de transportes, eletroeletrônico, linhas

branca, marrom e veículos) criou 21 mil postos de trabalho no mês passado. "Estes são os setores que têm sido contemplados pelo governo medidas de estímulo, inclusive a redução do IPI", disse Loloian. "Qualquer possibilidade de retomada ou sustentação econômica daqui para o final do ano, em especial com vistas à geração de empregos, vai depender da indústria metal mecânica", disse o técnico. A queda no nível de emprego da indústria como um todo em julho, segundo ele, tem a ver com um comportamento muito ruim da indústria da alimentação, confecção, vestuário e calçados. "Exatamente o oposto da indústria da

Newton Santos/Hype

O

setor de serviços foi o que mais criou postos de trabalho no mês de julho, com 172 mil novas vagas, em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), as vagas no setor representam aumento de 1,5% na comparação com junho. As ocupações no setor de construção também tiveram um leve incremento, de 0,2%, em relação a junho, com 3 mil novas vagas. Os demais seto-

Pessoas em busca de emprego transformação metal mecânica e dos segmentos de bens de consumo duráveis e de capital, que são os focos principais

da política econômica desde o ano passado", disse. Desoneração da folha – O setor do comércio varejista, que inclui também reparação de veículos automotores e motocicletas, reduziu em 0,3% o seu quadro de trabalhadores em julho na comparação com junho, com o fechamento de 5 mil postos de trabalho. O segmento de varejo tem solicitado ao governo desoneração da sua folha de pagamento. "Se o comércio está tentando fazer esta negociação com o governo precisa ver os tipos de substituição tributária possíveis porque na indústria houve desoneração, mas houve tributação de 1% sobre o faturamento", disse. (AE)

Eireli: sete meses de vida e de dúvidas. Fátima Lourenço

Divulgação

A

criação da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) já completou sete meses, mas ainda suscita dúvidas. "As pessoas se confundem por ser algo novo. A questão central é como se aplicam as regras da sociedade limitada às essas empresas individuais", sintetiza o advogado Marcos Rezende Fontes, sócio do escritório Rezende Fontes e Braga Advogados. O assunto foi tema do 2º Seminário Estadual da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo). O evento teve como parceiros a Associação das Empresas de Serviços Contábeis (Aescon-SP) e o respectivo sindicato (Sescon-SP), por meio da sua universidade corporativa (Unisescon), em que Fontes ministra direito comercial e societário. Lei – O advogado explica que a Eireli (empresa formada por uma só pessoa, detentora

O advogado Marcos Rezende Fontes durante palestra sobre Eirelis da totalidade do capital social) foi criada a partir de mudança que a Lei nº 12.441/2011 promoveu no Código Civil Brasileiro. Ali, o artigo que trata do assunto é o 980 A. "Esse artigo regulamenta a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. No mais, valem as regras das sociedades limitadas, no Código Civil", detalha. Nos Estados, as Juntas Comerciais seguem, para os devidos registros des-

sas empresas, a Instrução Normativa (IN) nº 117/2011, do Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Dúvidas – Há, no entanto, pontos considerados obscuros. "Como a lei determina um capital social vinculado ao salário mínimo (equivalente a pelo menos dez vezes o maior mínimo vigente no País) , como fica

quando houver reajuste do salário mínimo?" A tendência é se considerar que, enquanto não se altera o contrato social da empresa, não teria por que fazer alteração no capital social integralizado. Outro ponto está relacionado à reivindicação do mercado para que a pessoa jurídica possa ser titular de uma Eireli. "A lei não estabelece, de forma expressa, que seja só pessoa física", afirma Fontes. Mas o DNRC o faz, ao especificar na IN nº 117 que a pessoa jurídica não pode, comenta. O contrário, atualmente, só é possível por via judicial. Também há dúvida sobre a necessidade de comprovação para a Jucesp de que o capital social está totalmente integralizado. "Hoje se entende, pela lei, que não há necessidade de apresentar a comprovação perante a Junta", comenta o advogado. Segundo a Jucesp, São Paulo possui 7.391 Eirelis, equivalentes a 6,2% do total de registros da Junta (fora as MEIs).


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e Vendas de vestuário devem crescer 7% O varejo de pequenas lojas teve participação de mercado de 15,7% em 2011 e as redes de departamento especializado atingiram 30,1%, mostrou estudo.

conomia

Estimativa para o ano foi feita pelo Iemi Inteligência de Mercado. Desempenho poderia ser melhor, mas o calor inesperado no inverno afetou o faturamento do setor.

O

varejo nacional de O estudo mostrou que as tavestuário deve mo- xas de expansão previstas pavimentar cerca de ra este ano são inferiores à R$ 160,5 bilhões média dos últimos cinco anos. neste ano, o que representa Entre 2007 e 2011, o consumo um crescimento 7% em rela- de artigos de vestuário no País ção ao ano passado, de acordo aumentou 24,1%, sendo que com estudo do Iemi Inteligên- aproximadamente 90% do cia de Mercado em parceria movimento veio da produção com a Associação Brasileira nacional. "Apesar do cenário do Varejo (Abvtex). Conside- atual, o varejo de vestuário rando o volume de peças ven- brasileiro mostra forte potendidas, o estudo estima um cial de crescimento. O País acréscimo de 3,4% na compa- tende a triplicar esse mercado ração com 2011. em mais uma geração", obserO diretor do Iemi, Marcelo vou o executivo. Prado, afirmou que a maior Canais – Os hipermercados parte dessa expansão deve vêm ganhando participação ser notada neste segundo se- nas vendas de roupas no mermestre, já que Divulgação – 26/11/09 cado nacional, os primeiros segundo o Esseis meses de t u d o d o s C a2012 foram nais de Varejo fracos, espedo Iemi. No ano cialmente em passado, a função das alpa rti c i pa ç ã o tas temperatudos hipermerras, que tivecados nas venram impacto das totais era negativo sobre de 7,7% ante as vendas da fatia de 7,1% coleção de ouem 2007. Em tono/inverno. volume de De acordo vendas houve com ele, no prium aumento Volume de peças vendidas meiro semesde 35,5% no tre o varejo de deve aumentar 3,4% neste ano p e r í o d o . " O s vestuário brah i p e r m e r c asileiro cresceu apenas 1% em dos ainda dependem muito relação a igual período do ano das vendas de oportunidade, passado, principalmente por mas já oferecem concorrência causa da elevada base de para o varejo tradicional no cacomparação e do cenário de- so de artigos de moda íntima", safiador no começo de 2012. destacou Prado. "A influência deste semestre As lojas de departamento deve ser melhor porque no não especializadas em têxteis ano passado neste período o também tiveram crescimento setor, assim como a economia relevante no volume de venem geral, sofreu uma desace- das, algo em torno de 54,5% leração considerável", disse. no período. A participação de

Itaci Batista/AE – 27/4/11

As lojas de departamento especializado garantiram crescimento nos últimos anos apostando em estratégias como a oferta de marcas próprias grandes redes de linha branca e marrom, principalmente, no montante de roupas vendidas no ano passado foi de 8,7% contra 7% em 2007. O varejo de pequenas lojas ficou com participação de 15,7% no ano passado, ante 14,7% em 2007, enquanto as redes de departamento especializado cresceram de 27,5% para 30,1% entre 2007 e 2011. Os crescimentos em volume de vendas foi de 32,6% e 36% no período, respectiva-

mente. "As lojas de departamento especializado garantiram crescimento nos últimos cinco anos apostando em marcas próprias e licenciamento de produtos, novos formatos de lojas, expansão regional, principalmente no Norte e Nordeste, sortimento de produtos, serviços de crédito e fidelização", afirmou o diretor do Iemi. Já as lojas independentes tiveram uma redução de 43,8% para 37,8% em market share,

com alta de 7,3% no volume vendido entre 2007 e 2010. De acordo com Prado, um dos motivos para o crescimento dos canais de vendas, exceção para as lojas independentes, se deve à localização, já que 35% das lojas de vestuário estão em 434 shopping centers do País. "Os shoppings têm carreg a d o m o n o m a r c a s e f r a nquias, que têm giro alto. Mas as multimarcas de pequeno porte não se tornam rentáveis em shoppings", concluiu. (AE)

1,0 por cento foi a alta das vendas de vestuário no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período de 2011


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ECONOMIA/LEGAIS - 19 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) - (*) reapresentado

Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S/A CNPJ nº 08.814.046/0001-56

BALANÇOS PATRIMONIAIS 31 DE DEZEMBRO DE 2011, 2010 E DE 2009 - (Em milhares de Reais) - (*) reapresentado Notas 2011 2010(*) 2009(*) Notas Ativo Passivo Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa ............................... 3 2.459 2.127 317 Fornecedores ......................................................... 7 Contas a receber de clientes ................................. 4 29.246 23.938 10.889 Empréstimos e financiamentos .............................. 6 Imóveis a comercializar.......................................... 5 4.296 7.854 4.618 Obrigações trabalhistas ......................................... – Créditos diversos ................................................... – 260 103 605 Obrigações tributárias ............................................ 8 Total do ativo circulante ............................................. 36.261 34.022 16.429 Contas a pagar ...................................................... – Não circulante Transações com partes relacionadas .................... 9 Contas a receber de clientes ................................. 4 4 22 96 Dividendos a pagar ................................................ 10 Total do ativo não circulante ...................................... 4 22 96 Total do passivo circulante ........................................ Não circulante Empréstimos e financiamentos .............................. 6 Provisão para garantias ......................................... 11 Total do passivo não circulante ................................. Patrimônio líquido Capital social .......................................................... 10.1 Capital a integralizar .............................................. – Reserva legal ......................................................... – Prejuízos acumulados ............................................ – Adiantamento para futuro aumento de capital........... Total do ativo .............................................................

36.265

34.044

16.525

Total do passivo e patrimônio líquido ........................

10.4

2011

2010(*)

2009(*)

753 8.425 3 2.152 – – 844 12.177

1.101 3.107 50 1.643 – 491 844 7.236

245 – 53 728 334 6.425 844 8.629

17.552 517 18.069

20.196 417 20.613

6 206 212

10.000 – 246 (4.869) 5.377 642 6.019 36.265

10.000 – 246 (4.051) 6.195 – 6.195 34.044

10.000 (110) 246 (2.452) 7.684 – 7.684 16.525

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais)

Saldos em 31 de dezembro de 2009....................................... Ajustes de exercícios anteriores .............................................. Saldos em 01 de janeiro de 2010 (reapresentado) ................. Integralização de capital .......................................................... Prejuízo líquido do exercício.................................................... Saldos em 31 de dezembro de 2010 (reapresentado) ............ Prejuízo líquido do exercício.................................................. – Constituição de AFAC .......................................................... Saldos em 31 de dezembro de 2011.......................................

Notas – 2.13 10.1 – – 10.4

Capital social 10.000 – 10.000 – – 10.000 – – 10.000

Capital a integralizar (110) – (110) 110 – – – – –

Reserva legal 276 (30) 246 – – 246 – – 246

Lucros (prejuízos) acumuladas 4.667 (7.119) (2.452) – (1.599) (4.051) (818) – (4.869)

Subtotal 14.833 (7.149) 7.684 110 (1.599) 6.195 (818) – 5.377

Adiantamento para futuro aumento de capital – – – – – – – 642 642

Total 14.833 (7.149) 7.684 110 (1.599) 6.195 (818) 642 6.019

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEM. FINANCEIRAS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31/12/2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) - (*) reapresentado 1. Contexto operacional: A Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”) iniciou suas atividades em 20 de julho de 2007 e tem por objeto social o planejamento, a promoção e o desenvolvimento, a venda e a entrega das unidades habitacionais sob o regime de incorporação imobiliária, de um empreendimento denominado Edifício Wish Panamby no terreno situado à Rua Dr. José Gustavo Busch, antiga Rua 3, composto dos lotes 1 a 24 da quadra M, do loteamento denominado Jardim Paraíso do Morumbi, no Bairro do Morumbi, na capital do Estado de São Paulo e o recebimento de todas as parcelas decorrentes da alienação das unidades imobiliárias integrantes deste empreendimento. 2. Políticas contábeis: As demonstrações financeiras foram aprovadas pela Administração em 27 de maio de 2012. As demonstrações financeiras são apresentadas em Reais, moeda funcional e de apresentação, e todos os valores demonstrados em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma. As demonstrações financeiras são elaboradas com base em diversas bases de avaliação utilizadas nas estimativas contábeis. As estimativas contábeis envolvidas na preparação das demonstrações financeiras são baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração para determinação do valor adequado a ser registrado. Itens significativos sujeitos a estas estimativas e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua recuperabilidade nas operações, avaliação dos ativos pelo método de ajuste a valor presente, análise do risco de crédito para determinação de provisões para perdas de clientes, assim como da análise de demais riscos para determinação de outras provisões, inclusive para contingências. A liquidação das transações envolvendo estas estimativas poderá resultar valores divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras devido ao tratamento probabilístico inerente ao processo de estimativa. A Companhia revisa suas estimativas periodicamente em período não superior a um ano. 2.1. Resultado de incorporação imobiliária e venda de imóveis: Na apropriação do resultado com incorporação imobiliária e venda de imóveis são observados os procedimentos estabelecidos pelos pronunciamentos, orientações e interpretações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) inerentes aos contratos de construção e aos contratos de construção do setor imobiliário, especificamente relacionados ao Pronunciamento CPC 17 - Contratos de Construção, à Orientação - OCPC 01 - Entidades de Incorporação Imobiliária, à Interpretação ICPC 02 - Contrato de Construção do Setor Imobiliário e à Orientação OCPC 04 - Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às Entidades de Incorporação Imobiliária. Nas vendas de unidades não concluídas de empreendimentos imobiliários são adotadas as seguintes premissas: • A partir do momento em que o empreendimento lançado não mais estiver sob os efeitos da correspondente cláusula suspensiva constante em seu memorial de incorporação, é apurado o percentual do custo incorrido das unidades vendidas (incluindo o terreno), em relação ao seu custo total orçado, sendo esse percentual aplicado sobre a receita das unidades vendidas, ajustada segundo as condições dos contratos de venda, sendo assim determinado o montante das receitas a serem reconhecidas; • Os montantes das receitas de vendas apuradas, incluindo a atualização monetária, líquida das parcelas já recebidas, são contabilizados como contas a receber, ou como adiantamentos de clientes, quando aplicável; • O custo incorrido (incluindo o custo do terreno) correspondente às unidades vendidas é apropriado integralmente ao resultado; • Os encargos financeiros diretamente relacionados aos empreendimentos imobiliários, correspondentes a contas a pagar por aquisição de terrenos e as operações de crédito imobiliário, incorridos durante o período de construção, são apropriados ao custo incorrido dos empreendimentos imobiliários e refletidos no resultado por ocasião da venda das unidades do empreendimento imobiliário a que foram apropriados. Os encargos financeiros das operações de financiamentos cujos recursos não foram aplicados nos empreendimentos imobiliários são apropriados ao resultado financeiro quando incorridos, assim como das contas a pagar de terrenos e das operações de crédito imobiliário incorridos após a conclusão da construção dos empreendimentos imobiliários. Nas vendas de unidades concluídas de empreendimentos imobiliários, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada, independentemente do prazo de recebimento do valor contratual. 2.2. Despesas comerciais: Os encargos relacionados com a comissão de venda, em sua maioria, são de responsabilidade do adquirente do imóvel, não constituindo despesa da Companhia. As despesas com propaganda, marketing, promoção e outras atividades correlatas, relacionadas com cada empreendimento, são apropriadas ao resultado segundo o regime de competência, no momento de sua ocorrência. 2.3. Receitas financeiras: As receitas financeiras são decorrentes, principalmente, de receita com rendimentos de aplicações financeiras, reconhecidas pelo regime de competência. 2.4. Provisões para garantia: A Companhia presta garantias para eventuais problemas técnicos de construção que possam surgir nos empreendimentos vendidos, limitado ao período contratual a partir da conclusão das obras. A provisão para garantia sobre os imóveis vendidos é realizada considerando a melhor estimativa para fazer frente a desembolsos futuros desta natureza. 2.5. Ativos circulante e não circulante - Caixa e equivalentes de caixa: Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento, aplicações financeiras com liquidez imediata (CDB) e com risco insignificante de mudança de seu valor de mercado. As aplicações financeiras incluídas nos equivalentes de caixa são classificadas na categoria “Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. Contas a receber de clientes: São registradas ao valor de contrato, acrescidos de variação monetária em conformidade com suas respectivas cláusulas de reajuste e líquidos de Ajuste a Valor Presente (AVP) e provisão para créditos de liquidação duvidosa. Ajuste a Valor Presente (AVP): Determinados ativos e passivos, relativos a itens monetários e de longo prazo, ou relevante de curto prazo, são ajustados a valor presente, com base em taxas de desconto, as quais visam refletir as melhores avaliações atuais do mercado, quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo. Em decorrências das análises foram efetuados ajustes a valor presente nas contas a receber de clientes. A taxa média de desconto utilizada em 2011, 2010 e 2009 foi de 7,95%. Os ativos e passivos são ajustados no registro inicial da transação, levando em consideração os fluxos de caixa contratuais, a taxa de juros explícita e, em certos casos, implícita, dos respectivos ativos e passivos, e as taxas praticadas no mercado para transações semelhantes. Subsequentemente, estes juros são realocados nas linhas de despesas e receitas financeiras, no resultado, exceto pelas receitas da atividade imobiliária cujo tratamento está mencionado no item 2.1, por meio da utilização do método da taxa

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa .................................. Contas a receber de clientes .................................... Imóveis a comercializar ............................................ Créditos diversos ...................................................... Total do ativo circulante ................................................ Não circulante Contas a receber de clientes .................................... Total do ativo não circulante ......................................... Total do ativo ................................................................

Passivo Circulante Fornecedores ............................................................ Empréstimos e financiamentos ................................. Obrigações trabalhistas ............................................ Obrigações tributárias ............................................... Contas a pagar ......................................................... Transações com partes relacionadas ....................... Dividendos a pagar ................................................... Total do passivo circulante ........................................... Não circulante Empréstimos e financiamentos ................................. Obrigações tributárias ............................................... Provisão para garantias ............................................ Total do passivo não circulante .................................... Patrimônio líquido Capital social............................................................. Capital a integralizar ................................................. Reserva legal ............................................................ Lucros/(prejuízos) acumulados ................................. Total do patrimônio líquido............................................ Total do passivo e patrimônio líquido ...........................

31/12/2010 (anteriormente apresentado) 2.127 29.674 11.596 103 43.500 22 22 43.522 31/12/2010 (anteriormente apresentado)

Retificação de erros e mudança de estimativas

efetiva de juros em relação aos fluxos de caixa contratuais. Provisão para créditos de liquidação duvidosa: A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) é constituída por valor considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas na realização dos créditos que não possuem garantia real. Em relação aos recebíveis que possuem garantia real das unidades imobiliárias vendidas, na medida em que a concessão das correspondentes escrituras ocorre mediante a liquidação e/ou negociação dos créditos a receber dos clientes, a constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa é considerada desnecessária. Imóveis a comercializar: Estão avaliados ao custo de aquisição ou de construção, que não excede o valor de mercado. O custo dos imóveis a comercializar inclui gastos incorridos na aquisição do terreno, na construção (incluindo fundação, estrutura e acabamento, bem como custos de materiais de construção), custos de mão de obra própria e terceirizada e custos financeiros diretamente relacionados aos empreendimentos. Demais ativos circulantes e não circulantes: São apresentados pelo valor líquido de realização, incluindo quando aplicável os rendimentos e às variações monetárias incorridas. 2.6. Avaliação do valor recuperável de ativos (teste de “impairment”): A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos, com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando estas evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída provisão para deterioração, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. A principal conta sujeita à avaliação de recuperabilidade é imóvel a comercializar. 2.7. Passivos circulante e não circulante: São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço. 2.8. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais: As práticas contábeis para registro e divulgação de ativos e passivos contingentes e obrigações legais são as seguintes: (i) Ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa; (ii) Passivos contingentes são provisionados quando as perdas forem avaliadas como prováveis e os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes avaliados como de perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como de perdas remotas não são provisionados e tampouco divulgados; e (iii) Obrigações legais são registradas como exigíveis, independente da avaliação sobre as probabilidades de êxito, de processos em que a Companhia questionou a inconstitucionalidade de tributos. 2.9. Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro: O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) são calculados observando os critérios estabelecidos pela legislação fiscal vigente. A Companhia adotou o regime de tributação de lucro presumido, portanto, a base de cálculo do IRPJ é calculada a razão de 8% e a da CSLL a razão de 12% sobre as receitas brutas (100% das receitas financeiras), sobre as quais se aplica às alíquotas regulares do respectivo imposto ou contribuição (15%, mais adicional de 10% para o IRPJ, e 9% para a CSLL). Este regime de tributação é possível para aquelas Companhias cujo faturamento anual, do exercício anterior, tenha sido inferior a R$48.000. São registrados os efeitos do imposto de renda e da contribuição social considerando-se as diferenças temporárias de reconhecimento de receitas e despesas para fins contábeis e tributários, comentado na Nota 8. 2.10. Instrumentos financeiros: Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos a partir da data em que a Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros. Quando reconhecidos, são inicialmente registrados ao seu valor justo acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão (quando aplicável). Sua mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros, conforme descrito na Nota Explicativa nº 15. 2.11. Provisão para contingências: Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência e uma estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. Os passivos contingentes avaliados como de perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como de perdas remotas não são provisionados e nem divulgados. Ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota explicativa, quando aplicáveis. 2.12. Demonstração dos fluxos de caixa: As demonstrações dos fluxos de caixa são preparadas e apresentadas de acordo com o pronunciamento contábil CPC 03 (R2) - Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2.13. Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro, aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras anteriormente apresentadas: Em conformidade ao CPC 23, as demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2010 e de 2009 foram ajustadas em certas rubricas, com o objetivo de reconhecer os ajustes na receita operacional líquida e respectivos efeitos tributários, decorrentes da revisão dos orçamentos de construção, imputados aos exercícios de 2010 e 2009, que foram por nós auditados e com os quais concordamos. Adicionalmente, a Companhia reclassificou determinadas rubricas do balanço patrimonial e das demonstrações do resultado e dos fluxos de caixa. A principal alteração ocorrida foi: a) Em função da revisão do orçamento de construção, relativos aos exercícios de 2010 e de 2009, o reconhecimento da receita com vendas de imóveis, bem como o contas a receber de clientes e os respectivos efeitos tributários sobre essas rubricas, estavam contabilizados com montantes incorretos. Este procedimento foi alterado neste exercício, com efeito retroativo para 31/12/2010 e 1/1/2010. 31/12/2010 (reapresentado)

– (5.736) (3.742) – (9.478)

2.127 23.938 7.854 103 34.022

– – (9.478) Retificação de erros e mudança de estimativas

22 22 34.044 31/12/2010 (reapresentado)

31/12/2009 (anteriormente apresentado) 317 18.847 4.618 605 24.387 96 96 24.483 31/12/2009 (anteriormente apresentado)

1.101 3.107 50 2.123 – 491 1.013 7.885

– – – (480) – – (169) (649)

1.101 3.107 50 1.643 – 491 844 7.236

245 – 53 1.393 334 6.425 988 9.438

20.196 1 417 20.614

– (1) – (1)

20.196 – 417 20.613

– 6 206 212

10.000 – 281 4.742 15.023 43.522

– – (35) (8.793) (8.828) (9.478)

10.000 – 246 (4.051) 6.195 34.044

Receita de venda de imóveis............................................................................................................................................................ (-) Impostos incidentes ..................................................................................................................................................................... (-) Custo dos imóveis ........................................................................................................................................................................ Lucro bruto ....................................................................................................................................................................................... Receitas/(despesas) operacionais: Despesas administrativas e comerciais............................................................................................................................................ Despesas tributárias ......................................................................................................................................................................... Despesas financeiras ....................................................................................................................................................................... Receitas financeiras ......................................................................................................................................................................... Outras receitas/(despesas) operacionais ......................................................................................................................................... ...................................................................................................................................................................................................... Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ............................................................................................................ (-) Impostos sobre o lucro................................................................................................................................................................. Lucro líquido do exercício .................................................................................................................................................................

3. Caixa e equivalentes de caixa: São representados por: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Caixa e bancos conta movimento ..................................................... 1.488 428 317 Aplicação financeira - Banco do Brasil S/A ....................................... 971 1.699 – Total ................................................................................................... 2.459 2.127 317 As aplicações financeiras referem-se a títulos de renda fixa (CDB - Certificado de Depósito Bancário), remunerados a taxas atreladas ao Certificado de Depósito Interbancário - CDI, que variam entre 99,5% a 100%. Essas aplicações possuem liquidez diária e resgatáveis a qualquer momento pela Companhia, sem ônus. 4. Contas a receber de clientes: São representados por: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Contas a rec. do empreend. em construção Parcela apropriada ............................................................................ 65.480 48.637 26.935 (-) Parcela recebida ........................................................................... 36.230 24.677 15.950 (=) Total .............................................................................................. 29.250 23.960 10.985 Circulante .......................................................................................... 29.246 23.938 10.889 Não circulante.................................................................................... 4 22 96 Os valores estão atualizados, conforme cláusulas contratuais, a saber: • Até a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Nacional de Construção Civil (INCC); • Após a entrega das chaves dos imóveis comercializados, pela variação do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), acrescidos de juros de 12% ao ano, apropriado de forma “pro rata temporis”. 5. Imóveis a comercializar: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Edifício Wish Panamby ...................................................................... 4.296 7.854 4.618 5.1. Composição do imóvel: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Unidades imobiliárias ........................................................................ 4.071 7.604 4.462 Vagas extras de garagem .................................................................. 225 250 156 Total .................................................................................................. 4.296 7.854 4.618 6. Empréstimos e financiamentos: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Banco do Brasil - Plano Empresário.................................................. 25.977 23.303 – Parcela circulante .............................................................................. 8.425 3.107 – Parcela não circulante ....................................................................... 17.552 20.196 – O empréstimo firmado junto ao Banco do Brasil tem por objeto o financiamento do empreendimento Wish Panamby, incidindo-se encargos financeiros a uma taxa nominal de 10% ao ano e estão garantidos pelos próprios bens financiados. A parcela não circulante possui os seguintes vencimentos:

Retificação de erros e mudança de estimativas

01/01/2010 (reapresentado)

– (7.958) – – (7.958)

317 10.889 4.618 605 16.429

– – (7.958) Retificação de erros e mudança de estimativas

96 96 16.525

– – – (665) – – (144) (809) – – – –

01/01/2010 (reapresentado) 245 – 53 728 334 6.425 844 8.629 – 6 206 212

10.000 (110) 276 4.667 14.833 24.483 31/12/2010 (anteriormente apresentado) 19.792 (724) (15.756) 3.312

– – (30) (7.119) (7.149) (7.958) Retificação de erros e mudança de estimativas 2.222 (80) (3.741) (1.599)

10.000 (110) 246 (2.452) 7.684 16.525 31/12/2010 (reapresentado) 22.014 (804) (19.497) 1.713

(2.633) (23) (202) 309 (2) (2.551) 761 (656) 105

– – – – – – (1.599) (105) (1.704)

(2.633) (23) (202) 309 (2) (2.551) (838) (761) (1.599)

Ano 2011 2010 2012................................................................................................................... – 6.214 2013................................................................................................................... 8.425 6.214 2014................................................................................................................... 8.425 6.214 2015................................................................................................................... 702 1.554 Total .................................................................................................................. 17.552 20.196 7. Fornecedores: São representados pelo saldo a pagar relativo compra de materiais, equipamentos e serviços utilizados nas atividades de incorporação e construção. 8. Obrigações tributárias: O imposto de renda, a contribuição social, o PIS e a COFINS diferidos foram registrados para refletir os efeitos fiscais decorrentes de diferenças temporárias entre a base fiscal, que basicamente determina o momento do recolhimento, conforme o recebimento (Instrução Normativa SRF nº 84/79) e a efetiva apropriação do lucro imobiliário (vide Nota 2.2), em conformidade com a Resolução nº 963/03 do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o pronunciamento OCPC01. O recolhimento efetivo destes tributos ocorre em prazo equivalente ao do recebimento das parcelas de vendas: 8.1. Correntes: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) COFINS ............................................................................................. 61 26 20 PIS ..................................................................................................... 13 6 4 IRPJ ................................................................................................... 74 65 70 CSLL.................................................................................................. 61 48 37 ISS ..................................................................................................... 5 12 Impostos retidos na fonte .................................................................. 2 1 5 Subtotal - Correntes .......................................................................... 211 151 148 8.2. Diferidos: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) PIS diferido ........................................................................................ 210 151 68 COFINS diferida ................................................................................ 972 697 310 IRPJ diferido ...................................................................................... 412 394 93 CSLL diferida ..................................................................................... 347 250 109 Subtotal - Diferidos ............................................................................ 1.941 1.492 580 Total geral .......................................................................................... 2.152 1.643 728 8.3. A reconciliação das despesas de IRPJ e da CSLL é como segue: Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Receita imobiliária ............................................................................. 17.099 21.981 9.819 (x) Alíquota de presunção – IRPJ – 8% ............................................ 1.368 1.716 786 Receita de serviços ........................................................................... 22 33 – (x) Alíquota de presunção – IRPJ – 32% .......................................... 7 11 – (+) Receitas financeiras ..................................................................... 493 309 189 (=) Base de cálculo do IRPJ ........................................................... 1.868 2.078 975 Alíquota do IRPJ – 15% + 10% - adicional ........................................ 443 496 220 Total – IRPJ ...................................................................................... 443 496 220

Receitas de venda de imóveis ............................................................. (-) Impostos incidentes ..................................................................... (-) Custo dos imóveis ........................................................................ (=) Resultado bruto............................................................................ (+/-) Despesas e receitas operacionais: Despesas administrativas e comerciais ....................................... Despesas tributárias .................................................................... Despesas financeiras................................................................... Receitas financeiras..................................................................... Outras receitas (despesas) operacionais..................................... (=) Resultado antes do imposto de renda e contribuição social........ (-) Impostos sobre o lucro.................................................................... (=) Prejuízo líquido do exercício .......................................................... Lucro por ação.....................................................................................

Notas – – –

2011 17.121 (626) (13.784) 2.711

0 2010(*) 22.014 (804) (19.497) 1.713

– – 13 14 –

(113) (1) (3.237) 494 – (2.857) (146) (672) (818) –

(2.633) (23) (202) 309 (2) (2.551) (838) (761) (1.599) –

8

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 - (Em milhares de Reais) - (*) reapresentado Atividades operacionais Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social ................................ Ajustes para conciliar o resultado ao caixa gerado pelas atividades operacionais: Provisão para garantias ...................................................................................... Juros sobre empréstimos e financiamentos........................................................ Impostos diferidos ............................................................................................... Redução/(aumento) nos ativos operacionais Contas a receber de clientes .............................................................................. Imóveis destinados à venda ................................................................................ Créditos diversos ................................................................................................ Aumento/(redução) nos passivos operacionais Fornecedores ...................................................................................................... Obrigações trabalhistas ...................................................................................... Obrigações tributárias ......................................................................................... Contas a pagar ................................................................................................... Caixa aplicado nas operações ............................................................................... Imposto de renda e contribuição social pagos .................................................... Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais ............................................... Atividades de financiamento Captação/amortização de empréstimos e financiamentos ................................. Integralização de capital ..................................................................................... AFAC a integralizar ............................................................................................. Contas a pagar a partes relacionadas ................................................................ Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades de financiamentos ......... Acréscimo no caixa e equivalentes de caixa .......................................................... Caixa e equivalentes de caixa No início do exercício .......................................................................................... No final do exercício ............................................................................................ Acréscimo no caixa e equivalentes de caixa ..........................................................

2011

0 2010(*)

(146)

(838)

100 3.202 252

211 – 470

(5.290) (12.975) 3.558 (3.236) (157) 502 (348) 856 (47) (3) 60 3 – (334) 1.184 (15.344) (325) (475) 709 (15.669) (528) – 642 (491) (377) 332 2.127 2.459 332

23.303 110 – (5.934) 17.479 1.810 317 2.127 1.810

Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Receita imobiliária ............................................................................. 17.099 21.981 9.819 (x) Alíquota de presunção – CSLL – 12% ......................................... 2.052 2.638 1.178 Receita de serviços ........................................................................... 22 33 – (x) Alíquota de presunção – CSLL – 32% ......................................... 7 11 – (+) Receitas financeiras ..................................................................... 493 309 189 (=) Base de cálculo da CSLL .......................................................... 2.545 2.947 1.367 Alíquota da CSLL – 9% ..................................................................... 229 265 123 Total – CSLL ..................................................................................... 229 265 123 Impostos correntes ............................................................................ 475 325 380 Impostos diferidos ............................................................................. 197 436 (37) Total ................................................................................................... 672 761 343 • Os impostos correntes são calculados com base aos critérios fiscais incidentes sobre os recebimentos (caixa). Estes impostos estão registrados no passivo circulante; • Os impostos diferidos calculados de acordo com as orientações do OCPC 01. Estes impostos estão registrados no ativo e sua base de incidência foi o saldo do contas a receber, deduzido do ajuste do AVP. 9. Transações com partes relacionadas: Os valores a pagar representam substancialmente contratos de empréstimos na forma de mútuos com pessoas ligadas. Sobre os empréstimos obtidos não há incidência de encargos financeiros, conforme pactuado entre as partes envolvidas. Os saldos com partes relacionadas estão assim apresentados: Passivo circulante Descrição 2011 2010(*) 2009(*) Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário S/A ............................. – 491 3.785 BV Empreendimentos e Participações .............................................. – – 2.640 Total ................................................................................................... – 491 6.425 10. Patrimônio líquido - 10.1. Capital social: O capital social em 31 de dezembro de 2011, 2010 e de 2009 é de R$10.000, sendo que o capital subscrito é composto por 10.000.000 ações ordinárias, todas nominativas, sem valor nominal, das quais 110.000 encontravam-se a integralizar em 2009 e foram totalmente integralizadas em 2010. 10.2. Reserva legal: A reserva legal é constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício até o limite de 20% do capital social, conforme determina o artigo 193 da Lei nº 6.404/76. 10.3. Dividendos: O estatuto da Companhia assegura um dividendo mínimo anual correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme preconizado pela legislação societária. 10.4. Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (AFAC): Refere-se a adiantamento efetuado pelos acionistas, cuja capitalização ocorrerá até 31 de dezembro de 2012. 11. Provisão para garantia: A Companhia oferece garantia para seus clientes na venda de seus imóveis. Estas garantias possuem características específicas de acordo com determinados itens e são prestadas por períodos que variam até cinco anos após a conclusão da obra e são parcialmente compartilhados com os fornecedores de bens e serviços. A Companhia apurou o percentual de 1,5% sobre o custo orçado, e julga que oferece cobertura para possíveis gastos posteriores a entrega das chaves. Este montante está sendo contabilizado, conforme a evolução da obra que, em 31 de dezembro de 2011, representa R$517 (R$417 em 2010): Saldo em 31/12/2009 – reapresentado ............................................................................... 206 Adição.................................................................................................................................. 211 Saldo em 31/12/2010 – reapresentado ............................................................................... 417 Adição.................................................................................................................................. 100 Saldo em 31/12/2011 .......................................................................................................... 517 12. Contingências: Com base na análise individual de processos trabalhistas e cíveis e tendo como suporte a opinião dos advogados da Companhia, identificamos apenas processos de perdas possíveis que montam R$262, para o qual a Companhia não faz provisão, conforme prática descrita na Nota 2.11. Revisão da apuração de tributos: De acordo com a legislação vigente, as operações da Companhia estão sujeitas à revisão pelas autoridades fiscais pelo prazo de cinco anos, com referência aos tributos (imposto de renda, contribuição social, PIS e COFINS) e ao imposto estadual (ICMS). Não há prazo de prescrição para exame dos recolhimentos de contribuição previdenciária (INSS e FGTS). Como decorrência destas revisões, transações e recolhimentos poderão ser questionados, ficando os valores identificados sujeitos a multas, juros e atualizações monetárias. A Administração considera que estes impostos foram devidamente recolhidos ou provisionados nas demonstrações financeiras, sendo que não existem outras contingências significantes para os períodos encerrados em 31 de dezembro de 2011, 2010 e 2009. 13. Despesas financeiras: Descrição 2011 2010(*) Encargos financeiros sobre empréstimos ......................................................... 259 – Encargos s/custo do empreendimento .............................................................. 2.943 – Juros de mora .................................................................................................... 3 190 Desconto concedido .......................................................................................... 21 3 Despesas bancárias .......................................................................................... 11 9 Total ................................................................................................................... 3.237 202 14. Receitas financeiras: Descrição 2011 2010(*) Rendimento de aplicação financeira ................................................................. 490 286 Outras receitas financeiras ................................................................................ 4 23 Total ................................................................................................................... 494 309 15. Instrumentos financeiros: Em 31 de dezembro de 2011, 2010 e de 2009, a Companhia efetuou análise dos seus instrumentos financeiros, conforme demonstrado a seguir: a) Exposição a riscos de taxas de juros - A Companhia está exposta à taxa de juros flutuantes, principalmente, relacionada à variação do Índice Nacional da Construção Civil (INCC). As taxas de juros nas aplicações financeiras são, na sua maioria, vinculadas à variação do Certificado de Depósito Bancário (CDB). Em 31 de dezembro de 2011, 2010 e de 2009, não há contratos vigentes relativos às operações com derivativos e “hedge”. b) Concentração de risco de crédito - Instrumentos financeiros que potencialmente sujeitam a Companhia a concentrações de risco de crédito consistem primariamente de caixa e bancos e aplicações financeiras. A Companhia mantém contas correntes bancárias e aplicações financeiras com instituições financeiras aprovadas pela Administração de acordo com os critérios objetivos para diversificação de riscos de crédito. c) Compromissos - A Companhia compromete-se a entregar as unidades imobiliárias por construir em troca de terrenos adquiridos, quando aplicável. A Companhia também assume o compromisso de concluir as unidades vendidas, assim como atender às leis que regem o setor da construção civil, incluindo a obtenção de licenças das autoridades competentes. d) Valor de mercado de instrumentos financeiros - Os valores de mercado informados em 31 de dezembro de 2011, 2010 e de 2009 não se apresentam diferentes daqueles reconhecidos nas demonstrações financeiras. O seguinte método e premissa foram adotados na determinação do valor de mercado: Caixa e bancos e aplicações financeiras - Os valores contábeis informados nos balanços patrimoniais são similares aos valores de mercado, em virtude do curto prazo de vencimento destes instrumentos. Contas a receber de clientes - As contas a receber de clientes são avaliadas no momento inicial pelo valor presente e deduzidas da provisão para créditos de liquidação duvidosa. Partes relacionadas a pagar - Apresentadas ao valor contábil, uma vez que não existem instrumentos similares no mercado. 16. Seguros: A Companhia mantém cobertura de seguros em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais riscos sobre seus ativos e/ou responsabilidades. As premissas de riscos dadas a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente, não foram examinadas por nossos auditores. 17. Remuneração de administradores e diretores: Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011, 2010 e de 2009, a Companhia não pagou remuneração a administradores e diretores. 18. Benefícios a empregados: A política de benefícios tem por objetivo assegurar o bem estar dos funcionários e também de seus familiares e, por esta razão, a Companhia oferece assistência médica, vale-refeição ou vale-alimentação, programa de treinamento interno e vale-transporte. 19. Demonstração dos resultados abrangentes: A Companhia não possui diferenças a serem apresentas entre a demonstração do resultado e a demonstração dos resultados abrangentes para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011, 2010 e de 2009. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Diretores e Acionistas da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S.A. Recife - PE Examinamos as demonstrações financeiras da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e pelos controles internos que ela (Administração) determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Queiroz Galvão Sabiá Empreendimentos Imobiliários S.A. Em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Em 04 de fevereiro de 2011, emitimos originalmente nosso relatório de auditoria com opinião sem modificação sobre as demonstrações financeiras relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009. Conforme descrito na Nota 2.13, as demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2010 e de 2009 foram ajustadas em certas rubricas, com o objetivo de reconhecer os ajustes na receita operacional líquida e respectivos efeitos tributários, decorrentes da revisão dos orçamentos de construção, imputados aos exercícios de 2010 e 2009, que foram por nós auditados e com os quais concordamos. Adicionalmente, a Companhia reclassificou determinadas rubricas do balanço patrimonial e das demonstrações do resultado e dos fluxos de caixa. Em função da relevância dos ajustes e das reclassificações acima mencionadas, estamos reemitindo nesta data a nossa opinião sem modificação sobre as referidas demonstrações financeiras, que compreendem o balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2010 e 2009, bem como as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para os exercícios findos naquelas datas, preparados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 27 de maio de 2012.

Auditores Independentes S.S. CRC 2SP-015.199/O-6

Alexandre da Silva Mestre Contador CRC 1SP-209.204/O-0 Robson Leonardo Rodrigues Contador CRC 1SP-210.734/O-0


20 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As páginas de esportes, até por conta da Olimpíada em Londres, chegaram em julho a 21,9 milhões de usuários únicos

conomia

Acesso à internet N atinge 83,4 mi de pessoas no País Pesquisa do Ibope revela crescimento de 7% no número de usuários no segundo trimestre deste ano em relação a igual período de 2011.

o Brasil já são 83,4 milhões de pessoas que têm acesso à internet em domicílio, trabalho, escola, lan house e outros locais. O número referente ao segundo trimestre de 2012 foi divulgado ontem pelo Ibope Nielsen e mostra aumento de 7% de usuários em comparação a igual período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, há aumento de 1% sobre os 82,4 milhões de usuários. Segundo a pesquisa divulgada, no mês de julho, os sites

que mais cresceram em comparação com o mês anterior foram os esportivos, os de fotografia, de eventos, de previsão do tempo, de destinos de viagem e de venda de passagens ferroviárias. As páginas de esportes, até por conta da Olimpíada em Londres, cresceram 2,3% no mês e chegaram a 21,9 milhões de usuários únicos, enquanto os sites de fotos ganharam 3,2% mais visitas, atingindo 14,1 mlhões de usuários. O Ibope divulgou também que, nos últimos meses, cres-

ceram as visitas em páginas com ferramentas que melhoram fotos de celular para publicação em redes sociais. Ainda em julho, mês de férias, o número de usuários ativos em casa ou em locais de trabalho diminuiu 4,4% em relação a junho deste ano, ficando em 48,3 milhões de pessoas. Em comparação com julho de 2011, os usuários cresceram 8%. O número total de pessoas ativas em casa ou no local de trabalho no último mês foi de 68 milhões. (Agências)

24ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2010.218920-0 (2362/2010). O Dr. João Omar Marçura, Juiz de Direito da 24ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Osmar Pantaleão, CPF. 065.123.058-68, que Banco Citibank S/A lhe ajuizou uma ação Monitória, para cobrança de R$ 41.581,31 (25.11.2010), representada pelos documentos anexos aos autos. Estando o réu em local ignorado, foi expedido o presente edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, pague o "quantum" reclamado ou ofereça Embargos, sob pena de não o fazendo, constituir-se em título executivo judicial a inicial pretendida e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, Título VIII, Capítulo X do CPC. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 15 de agosto de 2012.

1ª Vara Cível da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2010.195887-4 (2026/2010). O Dr. Fernando José Cúnico, Juiz de Direito da 1ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Ana Claudia de Souza Tavares, RG. 37.527.580-0 e CPF. 032.705.937-08 que, Condomínio Edifício Mont Clair lhe ajuizou uma ação de rito Sumário, para cobrança de R$ 3.823,08 (outubro/2010), referente às despesas condominiais da unidade autônoma nº 28 do condomínio-autor, vencidas e não pagas, bem como das que se vencerem no curso da lide, devidamente corrigidas e acrescidas das cominações legais. Estando a ré em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se aceitos como verdadeiros os fatos alegados pelo autor. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 14 de agosto de 2012. 2ª VARA DE FALÊNCIAS E RECUPERAÇÕES JUDICIAIS EDITAL - CONVOCAÇÃO DE CREDORES - PRAZO 15 DIAS (ARTIGO 52, § 1° DA LEI 11.101/2005), expedido nos autos da ação de RECUPERAÇÃO JUDICIAL DE LARK S/A MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, PROCESSO N° 0024416-09.2012.8.26.0100. O Doutor Caio Marcelo Mendes de Oliveira, MM. Juiz de Direito da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER que, por parte de LARK S/A MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, CNPJ n° 60.631.090/0001-40; foram requeridos os benefícios de Recuperação Judicial, na forma dos artigos 47, 48 e 51 da Lei 11.101/2005, tendo por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira da devedora. Consta na inicial que a requerente é uma empresa de capital aberto (S/A) e tem suas ações listadas na BM&F/BOVESPA, sob os códigos Lark3 e Lark4, sendo que possui alta diversificação setorial, atuando nos setores de alimentos, automotivo, bebidas, bens de consumo, indústria de base, etc., prestando serviços a clientes como GM, Unilever, Ambev, dentre outros. Contudo, a crise econômica de 2008-2012 afetou os negócios da Requerente, pois como seus clientes tiveram redução na sua produção, os serviços prestados pela Lark sofreram recução considerável, passando esta a ter dificuldades em honrar suas obrigações financeiras, como fornecedores e outros credores que com ela mantinham relacionamento. Diante disto, a empresa teve de captar recursos junto as instituições financeiras, com altos juros, vindo a firmar com elas contratos securitizados, em especial através de garantia de direitos creditórios oriundos de contratos firmados com clientes. Tais operações, somadas ao cenário econômico mundial, culminaram no desequilíbrio financeiro da empresa e justificam o presente pedido de recuperacão. Ante o exposto, vem a requerente buscar a intervenção do Poder Judiciário, requerendo o deferimento da recuperacão judicial. FAZ SABER, também, que, por decisão proferida em 06 de junho de 2012, foi deferido o processamento da recuperação judicial da sociedade LARK S/A MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, CNPJ n° 60.631.090/0001-40; com sede à Rua Engenheiro Antonio Jovino, 220 - conj. 41 - Vila Andrade - 05727-220 - São Paulo/SP., uma vez que presentes os requisitos do artigo 51 da Lei 11.101/2005, tendo sido nomeado como administradora judicial a sociedade MANDEL ADVOCACIA (representada pelo Dr. Júlio Kahan Mandel, OAB/SP. 128.331), com endereço na Rua General Jardim, 808 - 5° andar - Higienópolis - 01223-010 - São Paulo/ SP., Telefone: (11) 3124-1650., deteminado ainda o seguinte: "1) Dispensa de apresentação de certidões negativas, ressalvadas as exceções legais; 2) Suspensão das ações e execuções contra a devedora, e também o curso dos respectivos prazos prescricionais, permanecendo os autos nos juízos onde se processam, ressalvadas as disposições dos §§ 1º, 2º e 7° do artigo 6º e §§ 3º e 4° do artigo 49 da mesma Lei; 3) Apresentação de contas demonstrativas até o dia 30 de cada mês, a serem autuadas sempre em apenso, sob pena de destituição dos administradores da devedora; 4) Intimação do Ministério Público e comunicação por carta as Fazendas Públicas; 5) Comunicação a JUCESP para anotação do pedido de recuperação nos registros; 6) Expedição de edital, na forma do § 1º do artigo 52 da Lei 11.101/2005. P. e I. ". São Paulo, 06 de junho de 2012. Dr. Caio Marcelo Mendes de Oliveira - Juiz de Direito. FAZ SABER, ainda, que a recuperanda apresentou o seguinte Rol de Credores: CREDORES QUIROGRAFÁRIOS: 5º CARTÓRIO DE NOTAS 949,70; ABCOM TELECOM LTDA ME 390,00; ABELHUDO S CONFECCOES LTDA - ME 1.074,95; ACCERT C0MUNICAÇÃ0 E PUBLICIDADE LTDA 50.164,00; ACOMIP TELECOMUNICACOES LTDA - EPP 657,00; ADVOCACIA MARCELO HUCK S/C 5.984,98; ADVOCACIA MARCO SOMMER SANTOS S/C 1.831,93; ALMO TEC COMERCIAL LTDA ME 10.215,64; ALPI NEGOCIAL LTDA 10.000,00; ALTBIT INFORMATICA COMERCIO E SERVIÇOS LTDA 5.200,00; ALVOLI EQUIPAMENTOS LTDA 832,00; AMIL ASSISTENCIA MEDICA INTERNACIONAL S.A 147.433,11; ANDRE VIZ ADVOGADOS & ASSOCIADOS 3.695,21; ANTONIO BRAZ & VANYA MAIA ADVOGADOS ASSOCIADOS 20.934,90; ATUAL DIESEL AUTO PECAS E SERVICOS MECANICOS LTDA ME 858,00; AUTO ELETRICA CONCORDIA JUNDIAI LTDA 1.424,73; AUTO MECANICA IMPERIAL LTDA 250,00; AUXTER SOLUÇOES EM MAQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA 3.754,67; AVALONS CONSULTING LTDA 3.424,58; AVANCERA BRASIL IT SERVICES LTDA 29.472,99; BADIN E MONTEZUMA ADVOGADOS 12.192,24; BAHIANA DISTRIBUIDORA DE GAS LTDA 249.698,41; BANCO BRADESCO S.A. 4.959.407,77; BANCO BVA 5.260.260,24; BANCO DAYCOVAL (CONTRATO 68642/11- 35130/11) 757.000,00; BANCO INDUSVAL 2.243.660,24; BANCO ITAU 947.218,25; BATELAU BATERIAS E ACESSORIOS LTDA EPP 290,00; BENICIO ADVOGADOS ASSOCIADOS 19.700,00; BLB - AUDITORES INDEPENDENTES Total 21.786,56; BM&F BOVESPA S.A. - BOLSA DE VALORES, MERC E FUTUROS 8.750,00; BORRACHAS JUNDIAI LTDA 932,95; BTR EXPRESS (VANUSA ALVES DOS SANTOS TRANSPORTES ME) 1.514,96; BTR EXPRESS TRANSPORTES LTDA ME 980,00; CALORE CENTRO AUTOMOTIVO DIESEL LTDA-EPP 1.387,19; CAMILA GOMES DE OLIVEIRA 133,00; CAMPINAS MEDICINA & SEGURANCA DO TRABALHO LTDA 2.240,92; CARMEN SILVIA GOUVEIA CABRAL FRANCO 1.033.369,20; CASA DOS ROLAMENTOS JUNDIAI LTDA 160,00; CASTELL COMERCIAL DE EQUIPAMENTOS, PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. 53.658,00; CATHO ONLINE LTDA 300,00; CATIA MARIA XAVIER BEZERRA e Outros 30.000,00; CB CARDAN INDUSTRIA E COMERCIO LTDA. 1.000,00; CEAME SERVICO DE SAUDE EMPRESARIAL LTDA 795,00; CENOFISCO EDITORA DE PUBLICAÇÕES TRIBUTARIAS LTDA 83 1,96; CENTERPRINT COMERCIAL LTDA. - ME 287,80; CENTRO DE FORMACAO DE OPERADORES E ESPECIALIZACAO LTDA 2.800,00; CLARK MATERIAL HANDLING SOUYH AMERICA LTDA 32.310,44; CLINEO CLINICA MEDICA OCUPACIONAL LTDA 751,00; COMERCIAL NEMETH LTDA 2.540,00; COMERCIAL RODRIGUES IMPORT. E EXPORT. LTDA 125.927,5 1; COPA DE BARRA DO PIRAI TOLDOS E COBERTURAS LTDA ME 1.299,20; CORTEC SERV E COM DE CORREIAS TRANSPORTADORA EM GERAL LTDA 2.426,00; CP PNEUS E ACESSORIOS LTDA 2.269,60; CR SISTEMAS LTDA 3.754,32; CRISFER PARAFUSOS E FERRAMENTAS LTDA 204,50; DANFER COMERCIO E EQUIP. LTDA 3.666,10; DANFER HIDRAULICA MOBIL LTDA - ME 3.733,52; DANIEL BALTHAZAR ME 916,75; DANILO AUGUSTO BAPTISTA COM. E LOC. DE MAQ. EQUP. LTDA 2.380,00; DARLAN BATISTA DAMASIO 3.000,00; DI ROLAMENTOS LTDA 1.526,00; DILCAR RADIADORES LTDA ME 2.050,00; DISTOP AUTO PECAS LTDA 170,65; DISTRIBUIDORA DE PEÇAS AUGUSTO LIMA LTDA 690,00; DISTRIBUIDORA DE PEÇAS IMPARPEC LTDA 1.930,20; DLC - ASSESSORIA MEDICA OCUPACIONAL LTDA - EPP 2.218,91; E MOURA LTDA ME 767,00; E. SANTANA - SOLDAS E EQUIPAMENTOS- ME 3.704,40; EJS PARTICIPAcÃ0 LTDA 256,14; ELEVA BRASIL SOLUCOES EM ELEVACAO LTDA 21.000,00; EMPRESA AUTO VIACAO PROGRESSO S/A 90,00; EQUAGRIL EQUIPAMENTOS AGRICOLAS LTDA 1.750,83; F. S. MANFRENATTI CONSULTORIA E PROJETOS 160,50; FAMA SERVIOS EXPRESS DE TRANSPORTES LTDA ME 22,00; FEIRA DA BORRACHA DE CAMPINAS LTDA 674,88; FERRAMENTAS GERAIS COMERCIO E IMP0RTAÇÃ0 S.A. 4.999,52; FORTMAC ASSIT TEC DE MAQUINAS S/C LTDA 22.500,00; FRANCO ADVOGADOS ASSOCIADOS 1.906,70; GASTALDO & CIA LTDA 408,50; GB BRASIL LOGISTICA LTDA 76.285,47; GR SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO S/A 52.552,38; GRAN MILLAN TRANSP LOC E REMOCOES IND LTDA EPP 17.000,00; GRAN THORNTON AUDITORIA 20.990,94; HDR - COMERCIO DE PRODUTOS PARA MANUT IND LTDA - ME 393,00; HIDRAUMINA COMERCIO E SERVICOS HIDRAULICOS LIMITADA ME 1.491,50; HIDRAUPECAS SISTEMA HIDRAULICO PECAS LTD 1.755,00; HOTEL BARRAMARES LTDA 422,00; HOTEL CASABLANCA LTDA 230,16; HOTEL SANTANESIA DE PIRAI LTDA 3.216,46; INJETEC INDUSTRIA E COMERCIO LTDA 2.300,00; INTELIG TELECOMUNICAÇÕES LTDA 2.385,96; IRANILDO S DE BARROS COMERCIO E SERVIÇOS ME 3.610,00; J. DUQUE ALVES PNEUS 3.289,52; JAIR CESAR DOS SANTOS MONTELLA - ME 380,00; JARAMA SERVICE LTDA ME 2.550,00; JOAO CARLOS MATERIAL DE CONSTRUCAO LTDA. 12.600,00; JOAO FERREIRA NETO OFICINA AUTO ELETRICA 3.630,60; JOAQUIM DAMASIO FILHO 15.000,00; JOSE JERONIMO DA SILVA NETO 10.440,00; JUND EXTINTORES COM. E SERV. LTDA ME 420,00; JUNDIPAR PARAFUSOS E FERRAMENTAS LTDA 613,70; KIGRAF C0MUNICAÇÃ0 IMPRESSA LTDA-ME 1.285,00; KLEBER APARECIDO DA SILVA 350,00; KROPNEUS PECAS E PNEUS LTDA 8.194,73; L J S DE ALBUQUERQUE INFORMATICA 260,00; LATIN IFS TECNOLOGIA DA INF0RMAÇÃO S/A 12.742,67; LC DE OLIVEIRA WANDERLEY 4.622,00; LEPOK INFORMATICA E PAPELARIA LTDA 1.978,92; LHB COMERCIO E SERVICO REPRESE. LTDA 2.414,58; LOCAL LOCACAO DE VEICULOS E EQUIPAMENTOS LTDA 4.400,00; LUB RIO COMERCIO DE LUBRIFICANTES E PNEUMATICOS LTDA 19.054,70; LUCIFERO COM. E REPRESENTAÇÕES LTDA 129.235,39; LUCIMAR MONTEIRO REIS 85 1,20; LUCIO PEREIRA DOS SANTOS 335,00; M. CRISTINA DE OLIVEIRA C0NSERVAÇÃ0 DE LIMPEZA 1.312,40; M2RT LOCADORA DE VEICULOS LTDA ME 524,73; MADIS RODBEL SOL.DE PONTO E ACESSO LTDA 450,00; MANGOTEC COMERCIO DE MANGUEIRAS E EQ INDUSTRIAIS LTDA 65,00; MANOEL NUNES DE LIMA ME 4.450,00; MARCELO DE CASTRO TOLENTINO - ME 285,00; MARFA COMERCIO E AUTO ELETRICA LTDA - ME 1.026,74; MAUA ASSISTENCIA TRANSPORTES ESPECIALIZADOS LTDA - ME 1.804,80; MECANICA SCARPANTI MANUT E PEÇAS P1 EMPILHADEIRAS LTDA 16.942,33; MODERNA EMBALAGENS LTDA EPP 942,67; MOHALLEM SOCIEDADE DE ADVOGADOS 1.378,45; MOURA & MOURA COM DE BATERIAS E ACESSORIOS VEIC LTDA - ME 1.170,00; MOVICARGA S/A 88.557,63; MULTI CARRETAS E EMPILHADEIRAS LTDA 21.500,00; NIPPON COMERCIO DE PECAS E ASSIST TEC DE EMPILHADEIRAS LTDA - EPP 11.749,50; NORDESTE GUINCHOS LTDA 4.100,00; NORDESTE TRANSPORTES & LUBRIFICANTES ESPECIAIS LTDA 13.798,82; NORTEL SUPRIMENTOS INDUSTRIAIS S/A 3.807,15; OTRANTO E CAMARGO ADV ASSOCIADOS 24.491,57; PALMA E ALONSO - SOCIEDADE DE ADVOGADOS 37.434,83; PEDROSA E CONTADORES ASSOCIADOS LTDA 738,75; PERITUS - SERVICOS ADMINISTRATIVOS LTDA 1.920,00; PERNAMBUCO DIST ATAC - EPI'S, INSUMOS IND & MRO LTDA 9.388,12; PETRO LIDER DERIVADOS DE PETROLEO LTDA. 4.304,00; PIERITZ COM DE AGUA MINERAL LTDA ME 27,60; POLIMATEC COM. DE FERRAMENTAS E SERV.IND.LTDA-ME 8.817,00; PRIMOS TERRAPLENAGEM E LOCAÇÕES DE MAQUINAS LTDA - ME 6.000,00; PRINCIPE ADVOGADOS ASSOCIADOS 85.107,90; R Z DIESEL LTDA-ME 180,00; RAFAEL TORRES SMANIA 36887763800 560,00; RETENFIX VEDAÇÃ0 E FIXAÇÃO 164,00; RETIFICA DE MOTORES IMIGRANTES JUNDIAI LTDA 3.864,91; RETIFICA STANDARD LIMITADA 252,75; RITA FRANCISCA DE ANDRADE 1.246,00; ROBERTO W.C. DE SIQUEIRA JUNIOR ME 436,28; ROBSON XAVIER BEZERRA OLIVEIRA 6.500,00; SEMTRAL-SERVICO DE MEDICINA DO TRABALHO S/C LTDA 511,00; SERAMEM SERVICOS DE ASSISTENCIA MEDICA EMPRESARIAL LTDA 2.064,00; SERVICOS REFORMAS E MANUTENCAO DE EMPILHADEIRA EM GERAL LTDA 2.550,00; SHARK TRATORES E PECAS LTDA 2.146,74; SINDEPRESTEM - SIND EMP PREST SERV TERC COL ADM MAO OBRA TRAB TEMP NO EST SP 14.842,23; SINDICATO DOS TRAB. EM TRANSP. ROD CARGA DO RECIFE E DA REGIAO METROP E M SUL E NORTE DE PE 4.439,31; SINDICATO DOS COND. DE V ROD. E T EM T U DE P DE C GRANDE 315,21; SINDICATO DOS MOTORISTAS JOAO PESSOA TRAB. TRANS. ROD. 570,32; SINDICATO DOS OPERADORES DE EM 36,28; SINDICATO DOS TRAB EM TRANSP ROD DE CARUARU E REGIAO DO AGRESTE DE PERNAMBUCO 320,80; SINDICATO DOS TRAB EM TRANSP RODOVIARIOS DE BARRA MANSA 2.736,85; SINDICATO DOS TRAB. EM TRANSP. ROD. DE PETROLINA E DA REG. SERTÃO PE 1.377,78; STOP FIRE INDUSTRIA COMERCIO E SERVICOS DE EXTINTORES DE INCENDIO LTDA - ME 300,00; TCARVAL CONSULTORIA FISCAL E TRABALHISTA LTDA 11.159,07; TECNOFLEX COMERCIO DE MANGUEIRAS E CONEXOES LTDA.-ME 1.725,94; TECNOMAQUINAS LTDA 3.454,00; TI NEVES AUTO PECAS LTDA ME 121,00; TICKET SERVIÇOS S/A 7.346,97; TOLENTINO ENGENHARIA LTDA 3.838,00; TOP-MIX PRODUTOS DE HIGIENE E LIMPEZA LTDA-ME 238,65; TORRES & TORRES BATERIAS LTDA. - EPP 500,00; TOTAL BATERIA COMERCIO DE ACUMULADORES LTDA ME 825,69; TOTAL LUBRIFICANTES DO BRASIL LTDA 18.128,35; TOYOTA MATERIAL HANDLING MERCOSUR COM DE EQUIPTOS LTDA 38.059,51; TRACTO ELETRIC COMERCIO LTDA 992,48; TRANSREAL TRANSPORTE LOGISTICA E LOCACAO LTDA 55.218,24; TVH DO BRASIL PEAS E EQUIPAMENTOS LTDA 5.245,49; TYRESFER ARTEFATOS DE BORRACHA E PLASTICOS LTDA 5.742,46; UNIDAS LOCADORA DE VEICULOS LTDA 1.920,84; UNIDAS S/A 17.649,01; VEDACOES MAKITA ACESSORIOS IND LTDA 205,00; VIVAL COMERCIO DE TINTAS 1.754,96; WAGNER FERRAMENTAS E PARAFUSOS LTDA ME 679,05; WILTON SALES PARAIZO - ME 1.364,00. CREDORES TRABALHISTAS: ABEL SOARES DE OLIVEIRA 18.000,00; AGENOR FACE 18.000,00; AGENOR PRETI 1.496,05; AILTON PEREIRA DE LUCENA 18.000,00; AIRTON BATISTA 30.000,00; ALAN DA SILVA E SILVA 20.000,00; ALBERE JOSE SALES 4.500,00; ALESSANDRO ANTONIO DE LIMA 25.000,00; ALESSANDRO APARECIDO SILVA SANTOS 22.000,00; ALESSANDRO DOS SANTOS TOMELIN 70.000,00; ANDERSON ROBERTO SOARES MIRANDA e Outros 15.000,00; ANDERSON S E SILVA 906,9 6; ANDRE LUIS DE OLIVEIRA LIMA 18.000,00; ANEX ANTONIO DE LIMA 18.000,00; ANIZIO RODRIGUES SILVA 20.000,00; ANTONIO DONIZETE QUALIO 8.000,00; ANTONIO FELIX PINHEIRO 3.000,00; ANTONIO JOSE CHAGAS BASILIO 20.000,00; ANTONIO QUIRINO DE MELO 10.000,00; APARECIDA DE FATIMA AMORIM 10.000,00; ARISTIDES ROBERTO RAMOS 8.000,00; CARLOS ALBERTO ARAUJO 14.971,11; CARLOS ALBERTO MANHAES MOTA 15.000,00; CARLOS EDUARDO LUCAS 7.000,00; CARLOS JARBAS DE OLIVEIRA 1.000,00; CARLOS MARQUES 17.000,00; CARLOS ROGERIO ALVES DOS SANTOS 15.000,00; CASSIO RONALDO FRARE 15.000,00; CELIA APARECIDA DA SILVA 5.000,00; CHARLES NUNES DE SOUZA 14.000,00; CHRISTIAN CLEBER NASCIMENTO ALEXANDRE 11.824,56; CLAUDEMIR SOUZA DE JESUS 43.035,21; CLAUDINEY BENFICA MENDES 960,00; CLAUDIO LOURENO MOÇO 8.000,00; CLAUDIONOR FRANCISCO DOURADO 13.272,91; CLAUDOMIRO MONTEIRO RAMOS 12.941,63; CLODOALDO APARECIDO CORREA 500,00; CORNELIO DE ASSIS BARCELOS 15.000,00; CRISTIANO BARBOSA DE ASSIS 7.000,00; DENILSON DA SILVA LINCH 7.000,00; DIMAS HENRIQUE SILVA 4.389,04; DIOMERO GOMES GERMANO 2.000,00; EDIVALDO PEDRO DE OLIVEIRA 1.540,00; EDIVALDO PEREIRA DA SILVA 60.000,00; EDMAR CIRINO DE SOUZA 9.000,00; EDMAR EUSTAQUIO DA SILVA 15.980,40; EDNALDO JOSE OLIVEIRA DA SILVA 282.000,00; EDVAR ORLANDO DOS SANTOS 30.000,00; ERASMO SILVA RODRIGUES 13.000,00; ERICO VINICIO JANUARIO 35.000,00; EVERALDO LUIZ DOS SANTOS 10.000,00; FABIO CARDOSO MACHADO 5.000,00; FERNANDO CESAR DA SILVA 12.000,00; FERNANDO DE MORAES FAGNONE 6.838,23; FERNANDO GRACIANO CONSTANTINO 588,81; FERNANDO LEANDRO PAES 13.000,00; FLAVIA VERTA DE MIRANDA e outros 7.000,00; FLAVIO ROSARIO FRANJOTTI 7.540,57; GERVASIO MOTA DOS SANTOS 20.000,00; GIL MAGNO DUTRA 15.000,00; GILBERTO ALVES DOS SANTOS 25.000,00; GILSIMAR APARECIDO DE LIMA 1.500,00; GIULIANO PAULA GONALVES 7.000,00; GUMERCINDO FRANCO DE SOUZA 23.000,00; HORACIO WILLIAM DE CARVALHO DOS SANTOS 10.000,00; IVANIR ANASTACIO 60.000,00; IVO BISPO PINHEIRO 9.198,65; IZAEL SOARES DE OLIVEIRA 35.000,00; JAILTON LINHARES DE ALMEIDA 4.402,00; JAIR RICARDO DOS SANTOS 1.000,00; JOÃO FONSECA RODRIGUES 25.000,00; JOÃO LUIZ BATISTA RODRIGUES 13.000,00; JOAQUIM GOME DA SILVA FILHO 9.600,00; JOAQUIM MOURA DIAS 16.000,00; JOCEILDO DE SOUZA CORREIA 9.616,00; JOEL MARCOS QUEIROZ DE CASTRO 28.000,00; JOEL RAMOS DA SILVA 6.000,00; JORGE ALUIZIO FERREIRA ALEIXO 20.000,00; JOSE ADRIANO DA SILVA 7.000,00; JOSE ANTONIO CARDOSO PEDROSA 10.000,00; JOSE ANTONIO JACINTO RAMOS 6.000,00; JOSE DE SOUZA PAES 5.000,00; JOSE EDUARDO GUILHERME MARCO 8.000,00; JOSE FERNANDO GOMES DOS SANTOS 7.000,00; JOSE FOSSA 20.000,00; JOSE FRANCISCO DA SILVA 17.000,00; JOSE LUIZ ELOY 13.000,00; JOSE NILDO VIEIRA DA SILVA 18.000,00; JOSE PAULINO BRITO 25.548,80; JOSE PINTO PEREIRA IRMÃO 10.000,00; JOSE RENATO DE SOUZA 30.000,00; JOSE ROBERTO DE SOUZA 15.000,00; JOSE VALDIR RODRIGUES 5.000,00; JULIO CESAR PORTILHO 8.000,00; LENILSON FERREIRA MONTEIRO 6.000,00; LEONARDO DE MELO SILVEIRA 20.000,00; LEONARDO DE SOUZA ROMÃO 15.000,00; LEONARDO ROSA BATISTA 3.500,00; LUIS CLAUDIO FELICIANO DOS SANTOS 28.000,00; LUIS WANDERLEI BELLO 20.000,00; LUIZ APARECIDO PEREIRA DOS SANTOS 5.000,00; LUIZ CARLOS CARVALHO 20.000,00; LUIZ CARLOS F CARNEIRO 1.623,92; MARCELO DE SOUZA BARROS 8.000,00; MARCIANO FIDELIS 30.000,00; MARCIO BERTOGNA 2.000,00; MARCIO TELEGINSKI 67,07; MARIO BENEDITO MACHADO 24.278,09; MOISES DE OLIVEIRA 29.322,00; OBERDAN RIBEIRO PESSANHA 12.500,00; OMAR FELIPE DE ARANDA 16.167,58; RAFAEL GONÇALVES DE SOUZA 9.000,00; RAIMUNDO RODRIGUES DE SOUZA 4.735,66; REGINALDO WILSON BONOTTO 20.000,00; RENATO HENRIQUE RODRIGUES 6.100,00; RICARDO ALVES GOMES 5.500,00; RICARDO AMARAL DE SIQUEIRA 8.900,00; ROBSON DOS SANTOS RANGEL 10.000,00; ROBSON LUIZ SILVA DE OLIVEIRA 9.000,00; ROBSON RIBEIRO CARNEIRO 20.000,00; RODRIGO DA SILVA ALVES 500,00; ROGERIO MEDEIROS GUIMARÃES 8.000,00; ROGERIO PINTO DA CUNHA 10.000,00; RONI MACHADO BERNARDO 24.000,00; RUBENS DE OLIVEIRA BRAS 8.285,12; SERGIO ROBERTO BUENO 11.500,00; SIDNEY ROBERTO DE JESUS 20.000,00; SILVIO DE PAULA 15.000,00; SIMÃO DE MATOS FURTADO 9.000,00; TALVANE VIANA DA SILVA 22.000,00; THIAGO CINTRA PEREIRA 40.000,00; THIAGO COUTO CHAGAS RIBEIRO 10.000,00; THIAGO FERNANDO SILVA 401,92; UILIAM ROSA COUTINHO 2.298,76; VALDECI GONÇALVES 28.195,33; VALDIR CLAUDIO DE OLIVEIRA 30.000,00; VALDIZAR RODRIGUES DA SILVA 25.000,00; VICENTE LEITE LEAL 7.853,76; VLADIMIR KARL LOPES HEIN 8.000,00; WAGNER RODRIGUES ANTUNES 12.000,00; WAGNER SALES 18.000,00; WALTER DA CUNHA JUNIOR 416,04; WANDERLEI ENACIO DE OLIVEIRA 12.500,00; WILLIANS GODOY AGUIAR SPINA 2.000,00; WILSON DOS SANTOS OLIVEIRA 17.000,00. FAZ SABER, finalmente, que fica marcado o prazo de 15 dias para que os credores não relacionados acima declararem seus créditos, ou, ainda, para aqueles acima relacionados apresentem divergências, nos termos do artigo 7º, §1° da Lei 11.101/2005, devendo ser protocolizados tais documentos no Cartório do 2° Ofício de Falências e Recuperações Judiciais (Fórum João Mendes Jr. s/n, 16° andar, sala 1618, Centro, São Paulo/SP), que serão encaminhados à administradora judicial nomeada, a sociedade MANDEL ADVOCACIA (representada pelo Dr. Júlio Kahan Mandel, OAB/SP. 128.331), com endereço na Rua General Jardim, 808 - 5º andar - Higienópolis - 01223-010 - São Paulo/SP., Telefone: (11) 3124-1650. E para que produza seus efeitos de direito, será o presente edital, com o prazo de 15 dias, afixado e publicado na forma da Lei. São Paulo, 14 de agosto de 2012.

(GLWDO SDUD FRQKHFLPHQWR GH WHUFHLURV LQWHUHVVDGRV FRP SUD]R GH  '(= GLDV H[SHGLGR QRV DXWRV GR 352& 1ž   2 $ 'RXWRU D &ULVWLDQH 9LHLUD 00 -XL] D GH 'LUHLWR GD  9DUD GH )D]HQGD 3~EOLFD GR (VWDGR GH 6mR 3DXOR QD IRUPD GD /HL HWF )D] VDEHU D WRGRV TXDQWRV R SUHVHQWH HGLWDO YLUHP H GHOH FRQKHFLPHQWR WLYHUHP H TXHP LQWHUHVVDU SRVVD TXH SRU HVWH -Xt]R VH SURFHVVDP RV DXWRV GD DomR GH 'HVDSURSULDomR SURSRVWD SHOR (VWDGR GH 6mR 3DXOR &2175$ 5$,081'2 &267$ $/9(6 REMHWLYDQGR R LPyYHO GHVLJQDGR FRPR DSDUWDPHQWR Qž  ORFDOL]DGR QR ž DQGDU RX ž SDYLPHQWR GR (GLItFLR 'RQD 1DLU VLWXDGR QD $ODPHGD &OHYHODQG Qž  QR ž 6XEGLVWULWR  6DQWD &HFtOLD FRP D iUHD ~WLO GH P H D iUHD FRPXP GH P WRWDOL]DQGR D iUHD FRQVWUXtGD GH P FRUUHVSRQGHQGROKH D TXRWD SDUWH LGHDO GH  QR WHUUHQR GR HGLItFLR FRQWULEXLQWH Qž  2EMHWR GD 0DWUtFXOD Qž  GR ž &5, GD &DSLWDO63 ( SDUD R OHYDQWDPHQWR GD LQGHQL]DomR IRL GHWHUPLQDGD D H[SHGLomR GR SUHVHQWH HGLWDO FRP R SUD]R GH  GLDV QRV WHUPRV GR DUW  GR '/  FRQWDQGR R SUD]R D SDUWLU GD  SXEOLFDomR QD ,PSUHQVD 2ILFLDO DSyV R TXH VHP LPSXJQDomR D UHIHULGD TXDQWLD VHUi OHYDQWDGD Ƈ

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 21

C.N.P.J. 60.518.222/0001-22 Associado ao SUMITOMO MITSUI BANKING CORPORATION Tokyo - Japão - Sede: Av. Paulista nº 37 - 11º e 12º andares - São Paulo Fax nº 0xx11 - 3178-8194 - Tel.: 0xx11 - 3178-8000 Ouvidoria: 0800.722.2762 - Sac: 0800.722.0248 www.smbcgroup.com.br

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores acionistas: Em cumprimento às disposições legais, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao semestre findo em 30 de junho de 2012. Permanecemos à disposição de V.Sas., para quaisquer esclarecimentos que se acharem necessários, informando ainda que, todos os documentos contábeis suporte dessas demonstrações financeiras se encontram na sede deste estabelecimento. São Paulo, 31 de julho de 2012 A Administração BALANÇOS PATRIMONIAIS em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de Reais) Nota Nota explicativa 2012 2011 Passivo Ativo explicativa 2012 2011 Circulante 2.057.687 1.144.985 Circulante 1.845.715 1.277.289 Disponibilidades 30.092 12.779 722.615 531.856 Depósitos 14 450.968 381.394 Aplicações interfinanceiras de liquidez 5 Depósitos à vista 66.047 27.081 Aplicações no mercado aberto 397.038 274.798 Depósitos em moeda estrangeira 8.317 2.862 Aplicações em depósitos interfinanceiros 25.640 95.674 Depósitos a prazo 648.251 501.913 Aplicações em moeda estrangeira 28.290 10.922 36.746 105.589 Captações no mercado aberto 15 Títulos e valores mobiliários e Carteira de terceiros 36.746 105.589 instrumentos financeiros derivativos 167.809 25.571 Relações interfinanceiras 675 233 Carteira própria 6.a 92.064 25.571 Recebimentos e pagamentos a liquidar 675 233 Vinculados à prestação de garantias 73.671 – 32.067 21.354 Relações interdependências Instrumentos financeiros derivativos 2.074 – Recursos em trânsito de terceiros 32.067 21.354 Relações interfinanceiras 126.468 7.656 Obrigações por empréstimos 16.a 786.946 383.771 126.468 7.656 Créditos vinculados Empréstimos no exterior 786.946 383.771 Pagamentos e recebimentos a liquidar 35 15 Obrigações por repasses no país 16.c 14 14 Depósitos no Banco Central 22.066 7.596 FINAME 14 14 Repasses interfinanceiros 7 104.289 – 102.855 51.863 Obrigações por repasses do exterior Correspondentes no país 78 45 Repasses do exterior 16.b 102.855 51.863 362.696 182.408 Operações de crédito 8 Instrumentos financeiros derivativos – 4.686 Setor privado 363.293 182.843 Instrumentos financeiros derivativos 6.b – 4.686 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (597) (435) 163.797 177.923 Outras obrigações Outros créditos 919.205 526.765 Cobrança e arrecadação Carteira de câmbio 913.953 525.385 de tributos e assemelhados 1.138 1.179 Rendas a receber 9 97 47 Carteira de câmbio 149.710 163.618 Diversos 10.141 4.397 Fiscais e previdenciárias 17.a 10.358 10.510 Provisão para outros créditos Dívidas subordinadas 17.c 98 60 de liquidação duvidosa 10 (4.146) (2.224) Diversas 17.b 2.493 2.556 Provisão para outros créditos (840) (840) 175.666 189.099 Outros valores e bens 11 449 8.412 Exigível a longo prazo Obrigações por repasses no país 4 18 Despesas antecipadas 418 374 Material em estoque 31 47 FINAME 16.c 4 18 BNDU – 7.991 Obrigações por empréstimos do exterior 3.948 – Realizável a longo prazo 589.275 822.469 Empréstimos no exterior 3.948 – 24.629 17.482 Aplicações interfinanceiras de liquidez 5 40.280 78.112 Obrigações por repasses do exterior Aplicações em depósitos interfinanceiros 24.629 17.482 Repasses do exterior 40.280 78.112 Títulos e valores mobiliários e Outras obrigações 131.434 110.969 433.243 706.254 instrumentos financeiros derivativos 6.a Fiscais e previdenciárias 17.a 29.188 27.689 Carteira própria 407.129 574.006 Dívidas subordinadas 17.c 80.828 62.412 Vinculados à prestação de garantias 26.114 132.248 Diversas 17.b 21.418 20.868 Relações interfinanceiras – 78.188 Resultados de exercícios futuros 441 1.236 Repasses interfinanceiros – 78.188 Resultados de exercícios futuros 441 1.236 Operações de crédito 8 44.731 557 Patrimônio líquido 628.474 504.267 Setor privado 44.861 560 Capital 19 667.806 667.806 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (130) (3) De domiciliados no país 1 1 Outros créditos 86.658 19.974 De domiciliados no exterior 667.805 667.805 Diversos 10 86.658 19.974 Reservas de lucros 4.980 1.030 Outros valores e bens 14 14 Ajuste ao valor de mercado - títulos Despesas antecipadas 10 14 14 e valores mobiliários e derivativos 589 (490) 3.334 4.437 Permanente (44.901) (164.079) Prejuízos acumulados Investimentos 1.047 1.168 Participações em controladas 12 1.022 949 Outras participações 1.022 949 Outros investimentos no país 25 219 1.365 2.030 Imobilizado de uso Outras imobilizações de uso 13 5.452 5.457 Depreciações acumuladas (4.087) (3.427) Diferido 15 20 Gastos de organização e expansão 1.560 1.560 Amortizações acumuladas (1.545) (1.540) Intangível 907 1.219 Ativos Intangíveis 5.759 5.632 (4.852) (4.413) Amortizações acumuladas Total do ativo 2.650.296 1.971.891 Total do passivo 2.650.296 1.971.891 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011

(Em milhares de Reais, exceto o lucro por lote de mil ações) Nota 2012 2011 explicativa 1º Semestre 1º Semestre Receitas da intermediação financeira 160.418 85.783 Operações de crédito 21.a 28.076 4.810 Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 21.b 48.039 80.973 Resultado de operações de câmbio 21.c 78.275 – Resultado com instrumentos financeiros derivativos 6.b 6.028 – (116.053) (79.345) Despesas da intermediação financeira Operações de captação no mercado 21.d (27.215) (37.984) Operações de empréstimos e repasses 21.e (86.675) (2.594) Resultado com instrumentos financeiros derivativos 6.b – (32.799) Resultado de operações de câmbio 21.c – (8.085) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 8.e (2.163) 2.117 Resultado bruto da intermediação financeira 44.365 6.438 (13.091) 22.394 Outras receitas (despesas) operacionais Receitas de prestação de serviços 21.f 8.874 4.170 Despesas de pessoal 21.g (12.615) (9.895) Outras despesas administrativas 21.h (7.216) (7.092) Despesas tributárias 21.i (3.124) (2.481) Resultado de participações em coligadas e controladas 12 32 35 Outras receitas operacionais 21.j 3.415 47.898 Outras despesas operacionais 21.k (2.457) (10.241) Resultado operacional 31.274 28.832 Resultado não operacional 21.l 17 335 Resultado antes da tributação 31.291 29.167 Imposto de renda e contribuição social 20 68.317 (8.575) Imposto de renda (4.868) (5.291) Contribuição social (2.928) (3.284) Ativo diferido fiscal 76.113 – Lucro líquido do semestre 99.608 20.592 149,16 30,84 Lucro por lote de mil ações - R$ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras passado e com base na opinião de assessores jurídicos e da administração for considerado provável uma saída de recurso que incorporam os benefícios econômicos para liquidar esta obrigação, e sempre que os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Para contingências trabalhistas, as provisões são constituídas a partir da decisão estabelecida em primeira instância em vara trabalhista. • Obrigações legais - fiscais e previdenciárias - Referem-se a demandas judiciais, nas quais estão sendo contestadas a legalidade e a constitucionalidade de alguns tributos e contribuições. Os montantes discutidos são integralmente registrados nas demonstrações financeiras e atualizados de acordo com a legislação vigente. Os passivos contingentes são divulgados em notas explicativas, a menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação. Os depósitos judiciais são mantidos em conta de ativo, sem deduzi-los das provisões para passivos contingentes e obrigações legais, em atendimento às normas do BACEN. n. Imposto de renda e contribuição social: A provisão para imposto de renda é calculada à alíquota de 15%, com um adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$120 para o semestre, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação. A contribuição social apurada sobre o lucro ajustado na forma da legislação em vigor é calculada à alíquota de 15%. Os créditos tributários são constituídos com base nas disposições constantes na Resolução nº 3.059 de 31 de dezembro de 2002 e na Resolução nº 3.355 de 31 de março de 2006, do Conselho Monetário Nacional que determinam que a Instituição deve atender, cumulativamente, para registro e manutenção contábil de créditos tributários decorrentes de prejuízo fiscal de imposto de renda, base negativa de contribuição social e aqueles decorrentes de diferenças temporárias, as seguintes condições: i. Apresentar histórico de lucros ou receitas tributáveis para fins de imposto de renda e contribuição social, no mínimo, DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO em três exercícios dos últimos cinco exercícios sociais, incluindo o exercício em Semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011 referência; ii. Expectativa de geração de lucros tributáveis futuros para fins de (Em milhares de Reais) imposto de renda e contribuição social, conforme o caso, em períodos subsequentes, baseada em estudos técnicos que permitam a realização do crédito Ajuste ao valor de tributário em um prazo máximo de dez anos. Os créditos tributários sobre prejuízo mercado - títulos fiscal e base negativa de contribuição social foram computados às alíquotas de Capital Reserva de Reserva de e valores mobiliários Prejuízos e derivativos acumulados realizado capital lucros legal Total 25% para o imposto de renda e 15% para contribuição social sobre o lucro e estão Saldos em 31 de dezembro de 2010 667.806 10.351 1.439 69 (195.431) 484.234 apresentados como “Outros créditos - Diversos” conforme demonstrado na nota Ajuste ao valor de mercado - títulos e valores mobiliários e derivativos – – – (559) – (559) explicativa nº 20.b. Os benefícios fiscais provenientes do direito de compensação Reversão de reservas – (10.351) (1.439) – 11.790 – de outras diferenças temporárias somente são reconhecidos quando efetivamente Reserva legal – – 1.030 – (1.030) – utilizados, conforme explicado na nota explicativa nº 20.c. 4. Caixa e equivalentes Lucro do semestre – – – – 20.592 20.592 de caixa: O caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos Saldos em 30 de junho de 2011 667.806 – 1.030 (490) (164.079) 504.267 fluxos de caixa estão compostos da seguinte forma: Saldos em 31 de dezembro de 2011 667.806 – 2.206 (171) (141.735) 528.106 2012 2011 Ajuste ao valor de mercado - títulos e valores mobiliários e derivativos – – – 760 – 760 Disponibilidades 30.092 12.779 Reversão de reservas – – (2.206) – 2.206 – Aplicações interfinanceiras de liquidez 425.328 285.720 Reserva legal – – 4.980 – (4.980) – Total de caixa e equivalentes de caixa 455.420 298.499 Lucro do semestre – – – – 99.608 99.608 5. Aplicações interfinanceiras de liquidez: As aplicações no mercado aberto, Saldos em 30 de junho de 2012 667.806 – 4.980 589 (44.901) 628.474 em 30 de junho de 2012 e de 2011, estão compostas como segue: As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 2012 Até 3 De 3 a Acima de NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS meses 12 meses 12 meses Total Aplicações no mercado aberto 397.038 – – 397.038 Semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011 Posição bancada 360.292 – – 360.292 (Em milhares de Reais) Letras Tesouro Nacional - LTN 133.271 – – 133.271 1. Contexto operacional: O Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. (“Banco”) calculadas até a data de encerramento do semestre. A depreciação é calculada pelo Notas do Tesouro Nacional - série B 227.021 – – 227.021 está constituído como Banco Múltiplo, operando as carteiras comerciais, método linear, de acordo com taxas anuais que contemplam o prazo de vida 36.746 – – 36.746 Posição financiada inclusive operações de câmbio, e de investimento, nos termos da Resolução útil-econômica estimada dos bens. As principais taxas anuais de depreciação são Letras Tesouro Nacional - LTN 36.746 – – 36.746 nº 1.524/88 do Conselho Monetário Nacional - CMN. O Banco é responsável 20% para veículos e equipamentos de processamento de dados e 10% para outros Aplicações em depósitos pela administração de fundos de investimento cujos patrimônios líquidos, e bens. h. Ativo diferido: É demonstrado pelo custo de aquisição ou formação, interfinanceiros 13.122 12.518 24.629 50.269 m 30 de junho de 2012, somavam R$323.299 (R$410.907 em 2011). deduzido da amortização acumulada calculada até a data de encerramento do Não ligadas 13.122 12.518 24.629 50.269 2. Apresentação das demonstrações financeiras: As demonstrações semestre e representado, basicamente, por benfeitorias em imóveis de terceiros, Aplicações em moedas financeiras são elaboradas e estão sendo divulgadas de acordo com as práticas amortizadas pelo prazo contratual de locação. i. Ativo intangível: O ativo 28.290 – – 28.290 estrangeiras contábeis adotadas no Brasil, considerando as alterações exigidas pela Lei intangível corresponde aos gastos com aquisições de sistemas, amortizados Total 438.450 12.518 24.629 475.597 nº 11.638/07 e pela Lei nº 11.941/08, associadas às normas e instruções do Banco linearmente pela taxa anual de 20%. j. Redução ao valor recuperável de ativos 2011 Central do Brasil (BACEN) através do Plano Contábil das Instituições do Sistema não monetários: É reconhecida uma perda por impairment se o valor de Até 3 De 3 a Acima de Financeiro Nacional - COSIF. Os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo contabilização de um ativo ou de sua unidade geradora de caixa excede seu valor meses 12 meses 12 meses Total Banco Central do Brasil são: • Resolução CMN nº 3.566/08 - Redução ao valor recuperável. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de Aplicações no mercado aberto 274.798 – – 274.798 recuperável de ativos (CPC 01); • Resolução CMN nº 3.604/08 - Demonstração do ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e 169.209 – – 169.209 Posição bancada fluxo de caixa (CPC 03); • Resolução CMN nº 3.750/09 - Divulgação sobre partes grupos. Perdas por impairment são reconhecidas no resultado do período. Notas do Tesouro Nacional - série B 119.708 – – 119.708 relacionadas (CPC 05); • Resolução CMN nº 3.823/09 - Provisões, passivos Os valores dos ativos não monetários, exceto os créditos tributários, são revistos, Notas do Tesouro Nacional - série F 49.501 – – 49.501 contingentes e ativos contingentes (CPC 25); • Resolução CMN nº 3.973/11 - no mínimo, anualmente para determinar se há alguma indicação de perda por Posição financiada 105.589 – – 105.589 Eventos subsequentes (CPC 24); • Resolução CMN nº 3.989/11 - Pagamento impairment. k. Atualização monetária de direitos e obrigações: Os direitos e Notas do Tesouro Nacional - série B 105.089 – – 105.089 baseado em ações (CPC 10); • Resolução CMN nº 4.007/11 - Políticas contábeis, as obrigações, legal ou contratualmente sujeitos à variação cambial ou de índices, Notas do Tesouro Nacional - série F 500 – – 500 mudança de estimativa e retificação de erro (CPC 23). A elaboração das são atualizados até a data do balanço. As contrapartidas dessas atualizações são Aplicações em depósitos demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil refletidas no resultado do semestre. l. Depósitos e captações no mercado 61.366 34.308 17.482 113.156 interfinanceiros requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de aberto: Os depósitos e as captações no mercado aberto são demonstrados pelos Não ligadas 61.366 34.308 17.482 113.156 estimativas contábeis. Ativos e Passivos significativos sujeitos a essas estimativas e valores das exigibilidades e consideram os encargos exigíveis até a data do balanço, Aplicações em moedas premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado, provisão para créditos de reconhecidos em base “pro-rata” dia. m. Ativos e passivos contingentes e 10.922 – – 10.922 estrangeiras liquidação duvidosa, provisão para contingências e valorização de títulos e valores obrigações legais: O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e Total 347.086 34.308 17.482 398.876 mobiliários e instrumentos derivativos. A liquidação das transações envolvendo passivos contingentes e das obrigações legais (fiscais e previdenciárias) são As aplicações no mercado aberto e as aplicações em depósitos interfinanceiros, essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução CMN nº 3.823/09, a encontram-se custodiados junto ao Sistema Especial de Liquidação e de custódia imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. 3. Principais práticas qual aprovou o CPC 25 emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). SELIC e na CETIP S.A. Mercados Organizados, respectivamente. 6. Títulos e contábeis: O Banco adota as seguintes principais práticas contábeis na elaboração Os critérios utilizados pela Administração para mensuração e divulgação dos ativos valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos: a. Títulos e de suas demonstrações financeiras: a. Apuração do resultado: As receitas e e passivos contingentes são: • Ativos contingentes - Não são reconhecidos nas valores mobiliários: O Banco não adota como estratégia de atuação adquirir despesas são apropriadas de acordo com o regime de competência, observando-se demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências que títulos e valores mobiliários com o propósito de negociá-los de forma ativa e o critério “pro-rata” dia para as de natureza financeira. As receitas e despesas de propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais recursos. frequente. Dessa forma, a carteira de títulos e valores mobiliários, em 30 de junho natureza financeira são calculadas com base no método exponencial, exceto • Contingências passivas - São reconhecidas nas demonstrações financeiras de 2012 e de 2011, está classificada na categoria títulos disponíveis para venda e aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas com operações no exterior, quando da existência de uma obrigação presente como resultado de um evento está apresentada como segue: as quais são calculadas com base no método linear. As operações com taxas 2012 prefixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas Valor de mercado (contábil) correspondentes ao período futuro são registradas em conta redutora dos Títulos disponíveis para venda Até 90 dias De 180 a 360 dias Acima de 360 dias Total Ajuste a mercado Valor do custo atualizado respectivos ativos e passivos. As operações com taxas pós-fixadas ou Carteira própria: indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. Letras Financeiras do Tesouro – 92.064 367.193 459.257 572 458.685 b. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa são representados Letras do Tesouro Nacional – – 39.763 39.763 356 39.407 por disponibilidades em moeda nacional, e aplicações no mercado aberto, cujo Cotas de Fundos de Investimentos vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 Cotas de Fundos de Participação - FIP – – 173 173 (42) 215 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados – 92.064 407.129 499.193 886 498.307 pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Vinculados à prestação de garantias c. Aplicações interfinanceiras de liquidez: As aplicações interfinanceiras de Letras Financeiras do Tesouro – 73.671 26.114 99.785 74 99.711 liquidez são apresentadas pelo valor de aplicação, acrescidas dos rendimentos – 73.671 26.114 99.785 74 99.711 auferidos até a data do balanço. d. Títulos e valores mobiliários e instrumentos Total geral – 165.735 433.243 598.978 960 598.018 financeiros derivativos: De acordo com a Circular BACEN nº 3.068, de 8 de 2011 novembro de 2001, os títulos e valores mobiliários são classificados de acordo com Valor de mercado (contábil) a intenção da Administração, nas seguintes categorias: • Títulos para negociação Até 90 dias De 180 a 360 dias Acima de 360 dias Total Ajuste a mercado Valor do custo atualizado - Títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem ativa e Títulos disponíveis para venda frequentemente negociados são ajustados pelo valor de mercado em contrapartida Carteira própria: Letras Financeiras do Tesouro – – 479.117 479.117 (19) 479.136 ao resultado do semestre. • Títulos disponíveis para venda - Títulos e valores Notas do Tesouro Nacional - Série F 5.809 19.762 94.889 120.460 (772) 121.232 mobiliários que não se enquadram na categoria de títulos para negociação nem 5.809 19.762 574.006 599.577 (791) 600.368 são mantidos até o vencimento são ajustados pelo valor de mercado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido, pelo valor líquido dos Vinculados à prestação de garantias Letras Financeiras do Tesouro – – 132.248 132.248 (6) 132.254 efeitos tributários. • Títulos mantidos até o vencimento - Títulos e valores – – 132.248 132.248 (6) 132.254 mobiliários para os quais há intenção e capacidade financeira para sua manutenção Total geral 5.809 19.762 706.254 731.825 (797) 732.622 em carteira até o vencimento são avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do semestre. O Banco realiza O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários são apurados de acordo com as taxas divulgadas pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Os títulos públicos encontram-se custodiados junto ao Sistema Especial de Liquidação e de custódia SELIC. b. Instrumentos operações com instrumentos derivativos visando à proteção das variações de preços de mercado e diluição de riscos de moedas e de taxas de juros de seus ativos financeiros derivativos: Os instrumentos derivativos, compostos de operações de swap, encontram-se custodiados na BM&FBOVESPA. Demonstramos a seguir e passivos e fluxos de caixa contratados por prazos, taxas e montantes compatíveis. as exposições nas posições ativas e passivas e os valores registrados em contas de ativo, passivo e compensação em 30 de junho de 2012 e de 2011, segregados Derivativos são usados como ferramenta de transferência de risco com o nas categorias indexador, faixas de vencimento, valores de referência e contábil, cuja contraparte são participantes do sistema financeiro nacional: 2012 objetivo de cobertura das posições das carteiras de não-negociação (Banking Book) Valor de mercado (contábil) e de negociação (Trading Book). Adicionalmente, derivativos de alta liquidez Indexador Local de negociação Valor de referência Até 90 dias Acima de 90 dias Total Valor do custo atualizado transacionados em Bolsa são usados, dentro dos limites estreitos e periodicamente revistos, com o objetivo de gerenciar exposições na carteira de negociação. Visando Posição ativa: Dólar BM&FBOVESPA 81.064 – 83.561 83.561 82.752 administrar os riscos decorrentes das operações do Banco, foram determinados limites internos para exposição global e por carteiras. Esses limites são Posição passiva: Certificado de Depósito Interfinanceiro CDI BM&FBOVESPA 81.064 – 81.487 81.487 81.487 acompanhados diariamente. Considerando a eventual possibilidade de existência Diferencial a receber (pagar) – 2.074 2.074 1.265 de limites excedidos em decorrência de situações não previstas, a administração 2011 definiu políticas internas que implicam na imediata definição das condições de Valor de mercado (contábil) realinhamento. Esses riscos são monitorados por área independente das áreas Local de negociação Valor de referência Até 90 dias Acima de 90 dias Total Valor do custo atualizado operacionais e são reportados diariamente à alta administração. De acordo com a Indexador Circular BACEN nº 3.082, de 30 de janeiro de 2002, e a Carta-Circular BACEN nº Posição ativa: Dólar BM&FBOVESPA 112.806 47.730 62.677 110.407 110.680 3.026, de 5 de julho de 2002, os instrumentos financeiros derivativos são compostos exclusivamente por operações de Swap e contabilizados com os Posição passiva: 51.630 63.463 115.093 115.093 Certificado de Depósito Interfinanceiro CDI BM&FBOVESPA 112.806 seguintes critérios: • Diferencial a receber ou a pagar contabilizado em conta de Diferencial a receber (pagar) (3.900) (786) (4.686) (4.413) ativo ou passivo, respectivamente, apropriado como receita ou despesa “pro-rata” dia até a data do balanço. As operações com instrumentos derivativos, efetuadas A avaliação a valor de mercado dos instrumentos financeiros derivativos é 7. Relações interfinanceiras: Refere-se a operação de repasse de empréstimo por solicitação de clientes ou por conta própria, que atendam ou não aos critérios efetuada descontando-se os valores futuros a valor presente pelas curvas de externo, à Instituição Financeira no país. Essa operação tem vencimento em de proteção (hedge) à exposição global de riscos e que não caracterizem como taxas de juros por metodologia de mercado à qual se baseia principalmente em junho de 2013, cujo montante representa R$ 104.289. (R$ 78.188 em 2011). operações associadas de acordo com as premissas divulgadas pela circular dados divulgados pela BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e 8. Operações de crédito: As informações da carteira de operações de crédito, nº 3.150/2002 do BACEN, são avaliadas pelo valor de mercado, contabilizando a Futuros. Os valores contábeis estão compostos a seguir: em 30 de junho de 2012 e de 2011, estão assim sumariadas: a. Por operação: valorização ou desvalorização conforme segue: • Instrumentos financeiros 2012 2011 2012 2011 Descrição derivativos não considerados como hedge, em conta de receita ou despesa, no Conta garantida 59.166 25.247 2.074 (4.686) Resolução nº 3.844/10 (antiga Resolução nº 63) resultado do período. • Instrumentos financeiros derivativos considerados como Diferencial a receber (pagar) 40.411 5.038 hedge: - De risco de mercado são destinados a compensar os riscos decorrentes da Líquido 2.074 (4.686) Repasses de recursos BNDES - FINAME - FINEM E EXIM 18 32 exposição à variação no valor de mercado do item objeto de hedge e a sua Os resultados apurados com instrumentos financeiros derivativos referentes aos “Compror” 9.111 10.382 valorização ou desvalorização é contabilizada em contrapartida às contas de receita semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011, são influenciados Capital de giro 284.947 30.173 ou despesa, no resultado do período. - De fluxo de caixa são destinados a diretamente pelas taxas de juros de mercado praticadas por ocasião de sua “Vendor” 1.218 1.197 compensar a variação no fluxo de caixa futuro estimado e a sua valorização ou negociação, bem como pela variação da taxa do dólar, estão assim compostos: Nota de Crédito à Exportação - NCE 3.712 111.197 desvalorização é contabilizada em contrapartida à conta destacada do patrimônio Financiamentos para pessoa física 33 49 Resultado líquido. Os instrumentos financeiros derivativos destinados a hedge e os respectivos Instrumentos Financiamentos em moeda estrangeira 9.490 86 financeiros 2012 2011 itens objeto de hedge são ajustados ao valor de mercado na data do balanço. 48 2 Adiantamento a depositantes e. Operações de crédito e provisão para operações de crédito de liquidação derivativos Receita Despesa Líquido Receita Despesa Líquido Total de operações de crédito 408.154 183.403 duvidosa: As operações de crédito são classificadas de acordo com o julgamento “Swap” 8.623 (2.595) 6.028 – (32.799) (32.799) Adiantamento sobre contratos de câmbio da Administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura c. Valor e tipo de margem dados em garantia: O montante de margem (nota explicativa nº 9) 690.654 381.241 econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação e depositado em garantia das operações envolvendo instrumentos financeiros Rendas a receber sobre adiantamentos aos devedores e garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela (nota explicativa nº 9) 6.627 2.038 Resolução CMN nº 2.682/99, que requer a análise periódica da carteira e sua derivativos na BM&FBOVESPA S.A. em 30 de junho de 2012 e de 2011 tem a Total da carteira de crédito 1.105.435 566.682 classificação em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (perda). O Banco seguinte composição: b. Por vencimento: Valor de mercado possui políticas e procedimentos definidos para concessão de crédito, aprovados 2012 2011 pelo Comitê de Crédito e incorporados aos sistemas de controles internos do 2012 2011 A vencer: Banco. Tais políticas e procedimentos determinam a necessidade de avaliação de Títulos disponíveis para venda Até 30 dias 88.088 83.792 dados dos clientes para definição do “Obligor Grade” - “Grading” do cliente, De 31 a 60 dias 273.338 78.511 Letras Financeiras do Tesouro 26.114 65.725 considerando os aspectos qualitativos e quantitativos. As rendas das operações de De 61 a 90 dias 103.166 85.013 26.114 65.725 crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, Total De 91 a 180 dias 191.854 100.507 Demais montantes depositados em garantia, os quais incluem garantia de só são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações De 181 a 360 dias 404.128 216.802 classificadas como nível “H” (100% de provisão) permanecem nessa classificação fiança, em 30 de junho de 2012 e de 2011, têm a seguinte composição: Acima de 360 dias 44.861 560 por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e Valor de mercado Vencidas – 1.497 controladas, por cinco anos, em contas de compensação, não mais figurando no 2012 2011 Total 1.105.435 566.682 balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, Títulos disponíveis para venda As operações de crédito dos 20 maiores devedores em 30 de junho de 2012 no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de 73.671 66.522 representam 87,60% da carteira de crédito (94,42% em 2011), no montante de crédito que já haviam sido baixadas contra a provisão existente e que estavam Letras Financeiras do Tesouro 73.671 66.522 R$968.355 (R$535.062 em 2011). c. Por nível de risco (“rating”): controladas em contas de compensação são classificadas como nível “H” e os Total eventuais ganhos provenientes da renegociação só são reconhecidos como receita 2012 2011 quando efetivamente recebidos. A provisão para operações de crédito de Taxa de Total das % da Provisão Total das % da Provisão liquidação duvidosa atende aos requisitos mínimos estabelecidos pela Resolução Nível de risco provisão - % operações carteira constituída operações carteira constituída CMN nº 2.682/99. f. Outros ativos circulante e realizável a longo prazo: São AA – 742.726 67 1.404 356.014 63 869 demonstrados pelos valores de custo, incluindo, quando aplicável, os rendimentos A 0,5 255.259 23 2.072 199.351 35 1.596 e as variações monetárias auferidos, deduzidos das correspondentes provisões para B 1,0 107.450 10 1.397 11.315 2 196 perdas ou ajustes ao valor de realização. g. Ativo imobilizado: É demonstrado C 30 – – – 2 – – pelo custo de aquisição, deduzido das respectivas depreciações acumuladas, Total 1.105.435 100 4.873 566.682 100 2.661

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011 (Em milhares de Reais) 2012 2011 1º Semestre 1º Semestre Fluxo de caixa de atividades operacionais Lucro líquido do semestre 99.608 20.592 Ajustes inclusos que não afetam o fluxo de caixa Depreciações e amortizações 569 582 Provisão (reversão) para contingências 461 2.350 Equivalência patrimonial (32) (35) Provisão (reversão) para créditos de liquidação duvidosa 2.163 (14.818) Lucro líquido antes das mudanças no capital de giro 102.769 8.671 Variação de ativos e passivos: (Aumento) redução de aplicações interfinanceiras de liquidez 32.618 (49.921) (Aumento) redução em títulos e valores mobiliários 112.159 (75.772) (Aumento) redução em relações interfinanceiras (16.418) 39.023 (Aumento) redução em operações de crédito (177.592) (149.677) (Aumento) redução em outros créditos (349.270) (303.292) (Aumento) redução em outros valores e bens 7.799 (8.170) Aumento (redução) em depósitos 200.003 (66.998) Aumento (redução) em captações no mercado aberto (20.148) (60.694) Aumento (redução) em obrigações por empréstimos 1.454 161 Aumento (redução) em instrumentos de dívida subordinada elegíveis a capital 3 (10) Aumento (redução) em relações interdependências 3.188 258 Aumento (redução) em outras obrigações 117.041 153.442 Aumento (redução) em instrumentos financeiros derivativos 521 268 Aumento (redução) em resultados de exercícios futuros (923) 184 Aumento (redução) ajuste patrimonial títulos e valores mobiliários 760 559 Caixa líquido proveniente das (usado nas) 13.964 (511.968) atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento Alienação de investimentos 203 – Alienação de imobilizado de uso – 1 Aquisição de investimentos (–) – (163) Aquisição de imobilizado de uso (–) (42) (219) Aplicações no intangível (–) – (79) Caixa líquido proveniente das (usado nas) atividades de investimento 161 (460) Fluxos de caixa das atividades de financiamento Aumento em obrigações por empréstimos 180.030 224.797 Aumento em instrumentos de dívida subordinada elegíveis a capital 5.824 4.224 Caixa líquido proveniente das (usado nas) 185.854 229.021 atividades de financiamento 199.979 (283.407) Redução líquida de caixa e equivalente de caixa Disponibilidades 7.195 10.562 Aplicações interfinanceiras de liquidez 248.246 571.344 255.441 581.906 Caixa e equivalente a caixa no início do semestre Disponibilidades 30.092 12.779 Aplicações interfinanceiras de liquidez 425.328 285.720 Caixa e equivalente a caixa no final do semestre 455.420 298.499 Aumento (redução) líquido de caixa 199.979 (283.407) e equivalente de caixa As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras d. Por setor de atividade: 2012 2011 Setor privado: Indústria 988.338 473.377 Comércio 86.411 93.039 Outros serviços 30.653 217 Pessoas físicas 33 49 Total 1.105.435 566.682 e. Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa: 2012 2011 Saldo inicial 2.710 17.479 Baixado contra prejuízo – (12.701) Reversão provisão crédito – (3.674) Constituição provisão 2.163 1.557 Saldo final 4.873 2.661 No semestre findo em 30 de junho de 2011, o Banco executou via adjudicação a garantia de imóvel dado como alienação fiduciária no valor de R$10.145. Essa recuperação de crédito proporcionou uma reversão da provisão de crédito de liquidação duvidosa no valor de R$ 3.043. Esse imóvel foi registrado na rubrica “Outros valores e bens” vide nota explicativa nº 11. No mesmo período, foi baixado para prejuízo o valor de R$12.701 de operações vencidas ou com nível “H” a mais de 180 dias conforme regulamentação do Banco Central do Brasil. O valor de R$ 840, contabilizado em outros créditos de liquidação sem característica de concessão de crédito, refere-se ao saldo residual do ativo de PIS a compensar objeto de discussão judicial (nota explicativa nº 10). 9. Carteira de câmbio (outros créditos e outras obrigações): As operações de câmbio estão registradas em contas patrimoniais, conforme segue: 2012 2011 Ativo: Câmbio comprado a liquidar 829.898 454.032 Direitos sobre venda de câmbio 80.105 73.301 Adiantamentos em moeda nacional recebidos (2.677) (3.986) Rendas a receber de adiantamentos concedidos (Nota explicativa nº 8) 6.627 2.038 Total 913.953 525.385 Passivo: Câmbio vendido a liquidar 79.617 73.173 Obrigações por compra de câmbio 760.746 471.574 Adiantamento sobre contratos de câmbio (Nota explicativa nº 8) (690.654) (381.241) Valores a pagar em ME 1 – Rendas a apropriar de adiantamentos concedidos – 112 Total 149.710 163.618 10. Outros créditos - Diversos: Estão representados pelos valores a seguir: 2012 2011 Crédito tributário - Prejuízo Fiscal/Base Negativa CSL (Nota explicativa n º 20.b) 76.113 – Devedores por depósitos em garantia 13.151 11.737 Antecipações de imposto de renda e contribuição social 4.513 4.508 Imposto de renda - Adicional estadual a compensar 232 232 Programa de Integração Social - PIS a compensar 840 840 Crédito tributário COFINS/CSL 1.450 6.279 Créditos tributários sobre ajuste a valor de mercado Títulos e valores mobiliários (Nota explicativa nº 20.c) – 307 Outros 500 468 Total 96.799 24.371 Ativo circulante 10.141 4.397 Realizável a longo prazo 86.658 19.974 11. Outros valores e bens: Nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, o saldo é assim composto: 2012 2011 Bens não de uso próprio - imóvel (i) – 11.687 (–) provisão imóvel não de uso próprio (i) – (3.696) Material em estoque 31 47 Despesas antecipadas 432 388 Total 463 8.426 (i) No semestre findo em 30 de junho de 2011, o Banco tinha registrado como Bens não de Uso próprio o imóvel recebido em garantia fiduciária nas operações de renegociação de dívida, conforme adjudicação datada de abril de 2011. O imóvel estava registrado pelo valor de mercado conforme laudo de avaliação emitido por empresa especializada em 05 de abril de 2011. Foi constituída uma provisão para este imóvel, que refere-se a diferença entre o valor de mercado e o valor de venda estimado por essa empresa. Esse imóvel teve sua venda concretizada no dia 25 de abril de 2012, pelo seu valor contábil. 12. Investimentos: Em 1º de julho de 2008, foi constituída a BSMB Consultoria Ltda. (“BCC”), cujo capital social, totalmente subscrito e integralizado em 30 de junho de 2012, é de R$800 e está dividido em 1.000 cotas com valor nominal de R$800 (oitocentos reais) cada uma. O Banco participa com 99,9% do total do capital social. A BCC tem por objeto social: (a) a exploração do ramo de atividade de planejamento, elaboração, execução e assessoria técnico-financeira em projetos de energia e de redução de emissão de gases de efeito estufa; e (b) serviços de intermediação, corretagem, mediação e Agenciamento de serviços e negócios que envolvam o mercado de créditos de carbono. 2012 2011 Dados da Controlada: Capital social realizado da controlada 800 800 Patrimônio líquido 1.022 949 Lucro líquido do semestre 32 35 Percentual de participação 99,9% 99,9% Movimentação dos investimentos: Saldo semestre anterior 990 914 Resultado de equivalência patrimonial no semestre 32 35 Valor atualizado dos investimentos 1.022 949 13. Imobilizado: Em 30 de junho de 2012 e de 2011 está assim representado: Taxa 2012 2011 anual de Depredepreciação Valor Valor ciação - % Custo acumulada líquido líquido Descrição Sist. de proces. de dados 20 2.985 (2.430) 555 973 Móveis e equipts. de uso 10 921 (624) 297 339 Sistema de comunicação 10 242 (217) 25 30 Sistema de segurança 10 287 (274) 13 18 Sistema de transporte 20 1.017 (542) 475 670 Total 5.452 (4.087) 1.365 2.030 14. Depósitos: Composição por vencimento em 30 de junho de 2012 e de 2011: 2012 2011 Depó- Depó- Depósitos Depó- Depó- Depósitos sitos sitos em moeda sitos sitos em moeda à vista a prazo estrangeira à vista a prazo estrangeira Descrição Sem vencimento 66.047 – 8.317 27.081 – 2.862 Até 30 dias – 14.009 – – 25.378 – De 31 a 60 dias – 11.343 – – 18.921 – De 61 a 90 dias – 16.048 – – 27.299 – De 91 a 180 dias – 45.039 – – 108.081 – De 181 a 360 dias – 382.986 – – 103.591 – Acima de 360 dias – 178.826 – – 218.643 – Total 66.047 648.251 8.317 27.081 501.913 2.862 A carteira de depósitos a prazo foi classificada no passivo circulante, em virtude de estarem em sua totalidade, registrada no Cetip S.A. - Mercados Organizados com cláusula de resgate antecipado. 15. Captações no mercado aberto: 2012 2011 Carteira Carteira terceiros Títulos Total terceiros Total Letras do Tesouro Nacional - LTN 36.746 36.746 – – Notas do Tesouro Nacional - série B – – 105.089 105.089 Notas do Tesouro Nacional - série F – – 500 500 36.746 36.746 105.589 105.589 16. Obrigações por empréstimos e repasses: As captações de recursos do exterior são basicamente realizadas mediante utilização de linhas de crédito concedidas pelo acionista Sumitomo Mitsui Banking Corporation, como segue: a. Obrigações por empréstimos no exterior: O saldo em 30 de junho de 2012 de US$378.688, Iene 900.000 e Euro 40 (2011 - US$114.054 e Euro 450) é composto por financiamentos às exportações e importações, vencíveis até 28 de outubro de 2014, sujeitos às taxas de juros, acrescidos de variação cambial para essas operações, que totalizam o valor de R$ 790.894 (R$ 383.771 em 2011). b. Obrigações por repasses do exterior: Os repasses do exterior, em 30 de junho de 2012, correspondem a US$69.866 (2011 - US$83.150). Tais obrigações, são regidas pela Resolução CMN nº 3.844/10 e estão sujeitas às taxas de juros para essas operações, acrescidos de variação cambial, com prazos de liquidação entre 12 e 28 meses, que totalizam o valor de R$143.135 (R$88.857 em 2011). c. Obrigações por repasses no país: Os repasses no país são compostos por financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES na modalidade FINAME, vencíveis até 16 de setembro de 2013, no montante de R$18 (2011 - R$32). continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

continuação

C.N.P.J. 60.518.222/0001-22 Associado ao SUMITOMO MITSUI BANKING CORPORATION Tokyo - Japão - Sede: Av. Paulista nº 37 - 11º e 12º andares - São Paulo Fax nº 0xx11 - 3178-8194 - Tel.: 0xx11 - 3178-8000 Ouvidoria: 0800.722.2762 - Sac: 0800.722.0248 www.smbcgroup.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011 17. Outras obrigações: a. Fiscais e previdenciárias: Descrição 2012 2011 Provisão para imposto de renda e contribuição social (nota explicativa nº 20.a) 7.796 8.574 Provisão para riscos fiscais (nota explicativa nº 18) 7.102 6.616 Imposto Sobre Serviços - ISS 171 18 Imposto e contribuições diferidos 372 – Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF sobre operações de renda fixa 395 745 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS 498 201 Programa de Integração Social 81 33 Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS 97 88 Impostos e contribuições - serviços de terceiros 7 18 PIS Compensação (nota explicativa nº 18) 17.810 16.925 PIS emenda constitucional (nota explicativa nº 18) 4.276 4.148 Impostos e Contribuições sobre salários 664 609 Contribuição ao FGC 192 148 85 76 Outros Total 39.546 38.199 Passivo circulante 10.358 10.510 29.188 27.689 Exigível a longo prazo b. Diversas: 2012 2011 Exigível Exigível Circu- a longo Circu- a longo lante Descrição prazo Total lante prazo Total Provisão para passivos contingentes (Nota explicativa nº 18) – 21.418 21.418 – 20.867 20.867 Provisão para despesas de pessoal 2.315 – 2.315 1.967 – 1.967 Provisão para despesas gerais 160 – 160 582 – 582 18 – 18 8 – 8 Diversas Total 2.493 21.418 23.911 2.557 20.867 23.424 c. Dívidas subordinadas elegíveis a capital: O Banco obteve um empréstimo no valor de US$40 milhões com o acionista controlador Sumitomo Mitsui Banking Corporation por um período de 15 anos, o qual foi autorizado pelo BACEN, em 10 de novembro de 2006, a ser considerado como dívida subordinada, integrando o nível II do patrimônio de referência do Banco, nos termos da Resolução CMN nº 2.837/01. O saldo atualizado em 30 de junho de 2012 é de R$ 80.926 (R$ 62.472 em 30 de junho de 2011). 18. Provisões para riscos fiscal, cível e trabalhista: Entre os processos judiciais que envolvem o Banco, há processos de natureza fiscal, cível e trabalhista. Os valores de provisão e respectivos depósitos judiciais estão demonstrados como segue: Depósitos Provisão judiciais Descrição 2012 2011 2012 2011 Provisão para riscos fiscais: ISS - RJ (a) – – 2.820 2.629 166 149 1.759 1.636 ISS - SP (b) Obrigações legais: PIS compensação (c) 17.810 16.925 – – PIS emenda constitucional (d) 4.276 4.148 – – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL (e) 6.488 6.049 6.488 6.049 Taxa de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários - CVM (f) 448 418 383 352 29.188 27.689 11.450 10.666 Total Provisão para riscos: Cíveis (g) 16.791 15.359 – – 4.627 5.508 1.397 766 Trabalhistas (h) Total 21.418 20.867 1.397 766 Total de provisões e depósitos judiciais 50.606 48.556 12.847 11.432 a. O Banco possui processos fiscais relacionados a Imposto Sobre Serviços - Rio de Janeiro, onde são cobrados o respectivo imposto sobre comissões recebidas em operações de empréstimos e repasses e também como receitas registradas sobre a rubrica rateio de resultados internos. A Administração entende, como base na opinião dos seus consultores jurídicos de que as chances de êxito desse processo são possíveis e, portanto não foi efetuado provisionamento, mantendo, entretanto, o depósito judicial, requerido para andamento do processo na esfera jurídica. O montante atualizado até 30 de junho de 2012 é de R$ 3.588 (2011 - R$3.224) e o depósito judicial é de R$2.820 (2011 - R$2.629). b. A provisão se refere a uma parte do processo em discussão relacionados a Imposto Sobre Serviços - São Paulo, basicamente à parte cobrada relativa aos serviços de operações de câmbio no período de 2001 a 2003 e garantias prestadas no ano de 2004, onde o Banco entende ser provável o desembolso financeiro. Com relação à parte não provisionada no montante de R$1.593, a Administração entende com base na opinião dos seus consultores jurídicos, que as chances de êxito desse processo são possíveis, e, portanto não efetuou o provisionamento. O depósito judicial requerido para andamento do processo na esfera jurídica representa o montante de R$ 1.759 (2011 - R$1.636). c. Refere-se ao processo de compensação de créditos do Programa de Integração Social - PIS que vem sendo solicitada judicialmente relativa a glosa efetuada pela Receita Federal do Brasil dos créditos compensados e não homologados. d. O Banco possui processos relativos ao PIS anterioridade EC 10/96 e 17/97, onde vem discutindo a inconstitucionalidade dos tributos. e. O Banco questiona a majoração de alíquotas de 18% para 30% referente ao ano de 1996 e a determinação da base de cálculo da contribuição social. Foi constituída provisão relativa ao diferencial recolhido a menor em virtude das matérias em discussão judicial. De acordo com a opinião dos consultores jurídicos as chances de perda relacionada a esta discussão judicial é possível. f. O Banco vem discutindo a cobrança da “taxa de fiscalização” sobre o mercado de valores mobiliários de determinados períodos, e a provisão vem sendo atualizada pela correção monetária. g. A provisão refere-se basicamente a processos de expurgos inflacionários sobre operações de depósitos a prazo, em que há probabilidade de desembolso financeiro. A Administração, consubstanciada na opinião dos seus consultores jurídicos, entende que os encaminhamentos e as providências legais cabíveis que já foram tomados em cada situação são adequados. h. A provisão refere-se a ações movidas por ex-empregados pleiteando direitos trabalhistas que entendem que sejam devidos. As ações são controladas individualmente e as provisões são constituídas a partir da decisão estabelecida em primeira instância em vara trabalhista. A Administração, consubstanciada na opinião dos seus consultores jurídicos, entende que os valores atualmente provisionados são adequados. A Administração entende com base na opinião dos seus consultores jurídicos, que as chances de êxito das contingências mencionadas abaixo são possíveis, e, portanto não efetuou o provisionamento conforme determina a Resolução n˚ 3.823 do BACEN. - O Banco também possui contingências cíveis relacionadas aos processos de expurgos inflacionários sobre operações de depósitos interfinanceiros as quais, baseada nos argumentos e opiniões dos consultores jurídicos, onde se leva em conta principalmente a incerteza jurídica a respeito da legitimidade ativa da reclamante, e onde os mesmos informam as chances de perdas como possíveis, a administração do Banco não efetuou a provisão dos valores questionados, que atualizados até 30 de junho de 2012 totalizam aproximadamente R$ 24.359 (2011 - R$21.810). - O Banco ainda possui contingências passivas relacionadas a uma Ação Civil Pública que questiona a incidência de tarifa cobrada por cheques emitidos acima de R$5. Baseada na opinião dos consultores jurídicos, onde os mesmos informaram serem possíveis as chances de perdas, a administração não efetuou a provisão dos valores envolvidos que atualizados até 30 de junho de 2012 totalizam R$ 270 (2011 - R$ 255). a. Movimentação das provisões e das obrigações legais: 2012 Fiscal Trabalhista Cível Total 5.271 16.390 50.145 Saldo em 31 de dezembro de 2011 28.484 Constituição de provisão – 504 – 504 Atualização monetária 704 4 911 1.619 Baixa por pagamento/reversão – (1.152) (510) (1.662) 29.188 4.627 16.791 50.606 Saldo em 30 de junho de 2012 19. Patrimônio líquido: a. Capital social: O capital social em 30 de junho de 2012 está representado por ações ordinárias, no valor de R$1,00 cada uma, assim distribuídas: Quantidade de ações (mil) Sumitomo Mitsui Banking Corporation (Japão) 667.805 1 Acionistas domiciliados no país Total 667.806 b. Dividendos: Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do semestre, ajustado de acordo com a legislação societária e o estatuto social. Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 não foram propostos ou distribuídos dividendos em virtude do Banco possuir prejuízos acumulados. c. Reserva legal: A reserva legal foi constituída na forma prevista na legislação societária, podendo ser utilizada para a compensação de prejuízos ou para aumento do capital social. 20. Imposto de renda e contribuição social: a. Em 30 de junho de 2012 e 2011, a despesa com imposto de renda e contribuição social foi assim apurada:

2012 2011 Imposto Contribui- Imposto Contribuide renda ção social de renda ção social Resultado antes da tributação sobre o lucro deduzido das participações 31.291 31.291 29.167 29.167 Reversão de provisões operacionais (1.662) (1.662) (3.674) (3.674) Provisões temporárias 4.292 4.292 5.563 5.563 Ajuste a valor de mercado de instrumentos financeiros derivativos (1.420) (1.420) 122 122 Despesas não dedutíveis 137 137 137 137 Resultado de equivalência patrimonial (32) (32) (35) (35) Outras Exclusões (4.721) (4.721) – – Compensação de prejuízos fiscais anteriores (8.365) (8.365) (9.384) (9.384) Lucro tributável 19.520 19.520 21.896 21.896 Imposto de renda - 15% (nota explicativa nº 3.n) 2.928 – 3.284 – Adicional de imposto de renda 10% (nota explicativa nº 3.n) 1.940 – 2.177 – Programa de Alimentação ao Trabalhador e Empresa Cidadã – – (170) – Contribuição social - 15% – 2.928 – 3.284 (nota explicativa nº 3.n) Total 4.868 2.928 5.291 3.284 b. Créditos tributários prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social: Em 30 de junho de 2012, o Banco constituiu crédito tributário no valor de R$76.113 tomando-se por base o total de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social nesta data. O Banco entende que irá compensar esse crédito tributário no prazo de até 8 anos. Esses valores encontram-se apresentados na rubrica “Outros créditos - diversos”. 1 - Composição do crédito tributário em 30/06/2012: Composição do crédito tributário 30/06/2012 Prejuízo fiscal 47.856 28.257 Base negativa de contribuição social 76.113 Total 2 - Previsão de realização do crédito tributário em 30/06/2012: Imposto de Contribuição Exercício Total renda diferido social diferida 2º Sem. 2012 2.459 1.475 3.934 2013 4.965 2.979 7.944 2014 5.701 3.421 9.122 2015 6.202 3.720 9.922 2016 6.590 3.954 10.544 2017 6.998 4.199 11.197 2018 7.599 4.560 12.159 7.342 3.949 11.291 2019 Total 47.856 28.257 76.113 c. Outros créditos tributários: Existem créditos tributários não ativados sobre provisões para contingências no montante de R$ 22.192 (R$21.132 em 2011), devido à incerteza de sua realização em prazo inferior a 10 anos. O Banco possui ainda, obrigações fiscais diferidas no montante de R$372 que estão relacionados exclusivamente com os ajustes ao valor de mercado das operações com títulos e valores mobiliários classificados como disponíveis para venda, conforme determina a Circular BACEN nº 3.068, cujos valores presentes são R$359. Esses valores estão registrados na rubrica “Outras obrigações - fiscais e previdenciárias”. 21. Demonstração do resultado: a. Operações de crédito: 2012 2011 Rendas de empréstimos 19.162 4.636 Rendas de financiamentos e repasses 8.914 174 Total 28.076 4.810 b. Resultado de operações com títulos e valores mobiliários: 2012 2011 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez 15.753 43.562 Rendas de operações com títulos e valores mobiliários 32.286 37.411 48.039 80.973 Total c. Resultado com instrumentos financeiros derivativos: 2012 2011 6.028 (32.799) Receita (Despesas) com operações de Swaps Total 6.028 (32.799) d. Resultado de operações de câmbio: 2012 2011 Rendas de câmbio 78.644 6.754 Despesas de câmbio (369) (14.839) Total 78.275 (8.085) e. Operações de captação no mercado: 2012 2011 Despesas com depósitos a prazo (25.542) (29.522) Despesas com operações compromissadas (1.215) (8.020) Despesas com contribuição ao fundo garantidor de crédito (458) (442) (27.215) (37.984) Total f. Operações de empréstimos e repasses: 2012 2011 Despesas com repasses do BNDES (1) (1) Despesas com empréstimos e repasses no exterior (80.082) (2.121) Despesas com dívida subordinada (6.592) (472) Total (86.675) (2.594) g. Receita de prestação de serviços: 2012 2011 Receitas de tarifas e serviços 60 68 Receitas de intermediação de negócios 6.015 2.663 2.799 1.439 Rendas de garantias prestadas 8.874 4.170 Total h. Despesas de pessoal: 2012 2011 Proventos (6.530) (4.923) Encargos sociais (2.985) (2.383) Benefícios (1.620) (1.362) Honorários da Administração (1.383) (1.207) Treinamento (91) (20) (6) – Estagiários Total (12.615) (9.895) i. Outras despesas administrativas: 2012 2011 Despesas com aluguel (1.692) (1.428) Despesas de processamento de dados (1.051) (1.429) Despesas com serviços técnicos especializados (1.602) (1.100) Despesas de comunicação (576) (498) Despesas com serviços do sistema financeiro (127) (142) Despesas de manutenção e conservação de bens (131) (183) Despesas com serviços de vigilância e segurança (256) (208) Despesas de transporte (53) (53) Despesas de material (38) (39) Despesas de água, energia e gás (77) (77) Despesas com serviços de terceiros (221) (405) Despesas de propaganda e publicidade (119) (154) Despesas de seguros (44) (38) Despesas de promoções e relações públicas (28) (24) Despesas de contribuições filantrópicas (7) (6) Despesas de amortização e depreciação (570) (582) (624) (726) Outras despesas administrativas (7.216) (7.092) Total j. Despesas tributárias: 2012 2011 COFINS (2.215) (1.835) ISS (476) (243) PIS (360) (298) Outros (73) (105) (3.124) (2.481) Total k. Outras receitas operacionais: 2012 2011 Variação cambial - Empréstimos no exterior – 18.974 Variação cambial - Repasses do exterior – 14.998 Variação cambial - Dívida subordinada – 4.204 Taxa de administração de fundos de investimento 657 700 Rendas de outros créditos a receber 309 119 Recuperação de encargos e despesas 188 923 Reversão de provisões operacionais 1.662 – Crédito tributário Cofins – 6.279 Outros receitas - imóveis não de uso próprio – 1.542 Atualização depósitos judiciais 373 – 226 159 Outras Total 3.415 47.898

A Diretoria

l. Outras despesas operacionais: 2012 – – (2.123) – (334) (2.457)

Variação cambial - Aplicações no exterior Variação cambial - Repasses interfinanceiros Despesas com provisões passivos contingentes Despesa de provisão bens não de uso próprio Outras Total m. Resultado não operacional:

2011 (3.147) (1.225) (2.103) (3.696) (70) (10.241)

2012 2011 Lucro na alienação de investimentos -Ações CETIP – 318 17 17 Outras receitas não operacionais Total 17 335 22. Transações e saldos com partes relacionadas: a. Transações com controladores (diretas e indiretas): Os saldos de transações com partes relacionadas (basicamente com o Sumitomo Mitsui Banking Corporation), efetuadas substancialmente em condições normais de mercado, no que se refere a prazos de vencimento e taxas de remuneração pactuadas, são os seguintes: Ativo (passivo) Receitas (despesas) 2012 2011 2012 2011 Disponibilidades - depósito no exterior em moeda estrangeira 29.233 11.275 – – Aplicações em ME no exterior 28.290 10.922 608 (3.126) Valores a receber - comissão por intermediação de negócios – – 6.015 2.633 Obrigações por empréstimos no exterior (790.894) (383.771) (68.805) 18.088 Obrigações por repasses do exterior (143.135) (129.975) (11.277) 13.860 (80.926) (62.472) (6.592) 3.732 Dívida subordinada Total (957.432) (554.021) (80.051) 35.187 b. Remuneração do pessoal-chave da Administração: Para atendimento da Resolução nº 3.750/09 do Banco Central e também ao Pronunciamento Técnico CPC 05 - Divulgação de Partes Relacionadas, foi definido como pessoal chave dessa instituição, todos os membros que compõem sua Diretoria. O montante global da remuneração dos Diretores é distribuída de acordo com o que determina o Estatuto Social do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. Na última reforma estatutária ocorrida em abril de 2012 foi fixado o valor mensal máximo global de R$ 250 para remuneração dos diretores (proventos). • Benefícios de curto prazo a diretores: 2012 2011 Proventos 1.383 1.207 Remuneração variável 277 659 Contribuições ao INSS/FGTS 435 505 2.095 2.371 Total • Benefícios pós-emprego: De acordo com o regulamento do fundo de previdência, os diretores podem optar pela participação no Plano de Previdência Complementar de benefício definido, patrocinado integralmente pelo Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. nas mesmas condições dos demais funcionários do Banco (nota explicativa nº 25). O Banco Sumitomo Mitsui não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. c. Outras informações: Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos, financiamentos ou adiantamentos para: • Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; • Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e • Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes de 2º grau. Com base nisso, não são e não foram efetuados pelo Banco, empréstimos, financiamentos ou qualquer outro adiantamento à Diretoria ou qualquer um de seus familiares. Os membros da Diretoria, não possuíam qualquer participação acionária no Banco. 23. Limites operacionais: Índice da Basiléia: De acordo com a Resolução nº 2.099/94 do Conselho Monetário Nacional, com alterações introduzidas pelas Resoluções nº 3.444/07, 3.490/07 e Circular nº 3.360/07, o BACEN instituiu a obrigatoriedade de manutenção de Valor de Patrimônio Líquido Ajustado, compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos. A partir de 1º de julho de 2011, o cálculo do Limite Operacional teve o conceito alterado com o Novo Acordo de Capital (Basiléia II), onde foram incorporados novos fatores de risco para fins de Exigência de Capital Mínimo Destacado. Utilizamos como base, o Patrimônio de Referência Exigido dividido por 11%, que é o Capital mínimo exigido pelo BACEN, que passou a ser calculado com a seguinte composição: PRE = Pepr + Pcam + Pjur + Pcom + Pacs + Popr, conforme quadro abaixo. O cálculo do Limite Operacional para o semestres findos em 30 de junho de 2012 e de 2011 está demonstrado a seguir: 2012 Valor destacado Risco Parcela de risco de crédito (Pepr) 221.827 Parcela de risco cambial (Pcam) 8.984 Parcela de risco de taxas de juros (Pjur) 3.031 Parcela de risco operacional (Popr) 10.040 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 244.882 Parcela de risco da carteira banking (Rban) 1.935 Patrimônio de Referência - Nível I e II 695.063 Fator de Risco - 11% sob (PR) 76.457 Índice da Basiléia (% Fator de risco/PRE) 31,22 2011 Valor Risco destacado Parcela de risco de crédito (Pepr) 112.268 Parcela de risco cambial (Pcam) – Parcela de risco de taxas de juros (Pjur) 2.040 Parcela de risco operacional (Popr) 8.756 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 123.064 Parcela de risco da carteira banking (Rban) 1.821 Patrimônio de Referência - Nível I e II 565.501 Fator de Risco - 11% sob (PR) 62.205 Índice da Basiléia (% Fator de risco/PRE) 50,55 24. Garantias prestadas e responsabilidades por créditos abertos para importação: Em 30 de junho de 2012 e de 2011, as fianças prestadas pelo Banco totalizam: 2012 2011 No País 496.985 289.255 No exterior 26.328 15.406 523.313 304.661 Total Em 30 de junho de 2012, o Banco possuía saldo de R$ 1.944 na rubrica de responsabilidade por créditos abertos para importação (R$2.922 em 2011). 25. Benefícios pós-emprego patrocinados: O Banco é patrocinador do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro Sociedade de Previdência Privada (“Entidade”), constituída em 20 de abril de 1992, e que tem como finalidade básica a concessão de benefícios de pecúlios e/ou rendas suplementares aos funcionários e diretores do patrocinador, através de um plano de aposentadoria do tipo “benefício definido”. No plano, os participantes (empregados) têm o direito a um benefício na data do término do vínculo empregatício, calculado de acordo com as disposições do regulamento e cujo valor dependerá do salário e tempo de serviço do participante na data do desligamento. O exigível atuarial da Entidade foi apurado de acordo com o modelo estabelecido no plano respectivo e representa o montante dos compromissos assumidos e a assumir. O Banco não possuía obrigação atuarial a descoberto em 30 de junho de 2012, baseado nos cálculos atuariais conforme norma CVM 600/2012. Os valores demonstrados a seguir estão baseados nos cálculos atuariais de 31 de dezembro de 2011. Plano de aposentadoria Descrição 2011 2010 Valor presente das obrigações atuariais 24.264 21.473 Valor justo dos ativos do plano (24.732) (22.624) Valor presente das obrigações em excesso ao valor justo dos ativos (468) ( 1.151) Ajustes por diferimentos permitidos Efeito do limite do parágrafo 58(b) (incluindo as recomendações do IFRIC 14 468 1.151 Passivo atuarial líquido – – Premissas atuariais: Taxa de desconto nominal para obrigação atuarial 10,25%a.a. 10,50%a.a. Taxa de rendimento nominal esperada sobre ativos 10,77%a.a. 11,29%a.a. Índice estimado de aumento nominal dos salários 7,63% a.a. 7,63% a.a. Índice estimado de aumento nominal dos benefícios 4,50%a.a. 4,50%a.a. Índice estimado de inflação 4,50% a.a. 4,50% a.a. Tábua Biométrica de mortalidade geral AT -1983 AT -1983 Tábua Tábua Tábua Biométrica de entrada em invalidez “Mercer” “Mercer” 0,30/(tempo 0,30/(tempo Taxa de rotatividade esperada de serviço +1) de serviço +1) 10% na 1ª data de elegibilidade à aposentadoria Probabilidade de antecipada 3% entre a 1ª elegibilidade à ingresso em aposentadoria antecipada e normal 100% na data de aposentadoria elegibilidade à aposentadoria normal

(Em milhares de Reais) Em 30 de junho de 2012, a Entidade detém 93 participantes ativos no plano de benefício definido e 17 participantes em gozo de benefícios (aposentadoria e pensão). No semestre findo em 30 de junho de 2012, o Banco efetuou contribuições à Sociedade de Previdência Privada mencionada anteriormente, no valor de R$821 (R$707 em 2011). 26. Estrutura de gerenciamento de risco operacional, risco de mercado, risco de crédito e de Gerenciamento de Capital: Risco operacional: Risco Operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, comportamento humano e sistemas, ou ainda, proveniente de eventos externos. Nesta definição, inclui-se o risco legal. A estrutura de Gerenciamento do Risco Operacional é considerada um fator estratégico e competitivo para o Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. e está definida na Política de Gerenciamento de Risco Operacional da instituição estabelecida e aprovada pela Diretoria da instituição, no mínimo anualmente, nos moldes da Resolução 3.380/2006, se reportando diretamente à VicePresidência da Instituição. É importante ferramenta para o gerenciamento eficaz do capital econômico e regulatório da instituição. A estrutura tem dimensão proporcional aos riscos referentes à complexidade dos produtos oferecidos pela instituição, natureza das operações e diretrizes de exposição ao risco do Banco e das empresas integrantes do consolidado econômico-financeiro. O Gerenciamento de Risco Operacional do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. adota um modelo de gestão em parceria com as áreas de negócios do Banco, proporcionando assim uma visão clara da divisão dos papéis e responsabilidades táticos e estratégicos entre as áreas de negócios e a área de Gestão de Risco Operacional, possibilitando a coordenação e cooperação de todos do Banco na redução de perdas operacionais e duplicidade nas atividades. Neste modelo de gestão a área de Gestão de Risco Operacional é responsável por: • Definir a estrutura, políticas e ferramentas para o gerenciamento de risco operacional; • Efetuar testes periódicos e independentes dos controles dos riscos identificados; • Elaborar relatórios periódicos; • Coordenar os comitês de gerenciamento de risco operacional instituídos na Instituição; • Consolidar e monitorar as perdas ocorridas na instituição. A Diretoria, alinhada à sua Política de Governança Corporativa, reconhece, participa e é responsável pela contínua melhoria nessa estrutura, visando garantir o cumprimento dos objetivos e metas traçados e a segurança e qualidade aos clientes, acionistas e partes relacionadas com o Banco. Com relação ao cálculo de requerimento de capital para Risco Operacional, o Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. adotou o modelo de cálculo com base na Abordagem do Indicador Básico, também conhecida como “BIA”. As informações relacionadas à Estrutura de Gerenciamento de Risco Operacional da Instituição, bem como a responsabilidade da Diretoria pelas informações divulgadas, constam em relatório de acesso público, disponível no sítio eletrônico www.smbcgroup.com.br. (não auditado). Risco de mercado: O Risco de Mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas decorrentes do efeito da oscilação de preços, índices e taxas sobre os descasamentos de prazos, moedas e indexadores das carteiras ativa e passiva. O Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. adota uma política e uma exposição bastante conservadora aos fatores de risco de mercado. A estrutura de Gerenciamento de Risco de Mercado é representada por uma unidade específica no Banco, independente da área de negócios e auditoria, e se reporta diretamente à Vice-Presidência do Banco. É responsável pelo gerenciamento de risco de mercado, liquidez e de crédito, tendo como responsabilidade assegurar práticas prudentes e técnicas idôneas de controles de risco. A estrutura tem dimensão proporcional aos riscos referentes à complexidade dos produtos oferecidos pela instituição, natureza das operações e diretrizes de exposição ao risco do Banco e das empresas integrantes do consolidado econômico-financeiro. A política de Gerenciamento de Risco de Mercado é pautada no controle diário das posições de risco de mercado do Banco, no controle dos Limites para posições, dividido em Limites para exposição à taxa de juros e exposição em taxas de câmbio, além de Limites/ Diretrizes para “Stop Loss”. Além disso, o Departamento de Gerenciamento de Risco monitora o risco de mercado também através da metodologia de Value at Risk (VaR) paramétrico e testes de estresse. A estrutura de Gerenciamento de Risco de Mercado foi implementada de acordo com os requerimentos da Resolução 3.464/2007, sendo aprovada e revisada no mínimo, anualmente pela Diretoria do Banco. Com o intuito de garantir a implantação das diretrizes e políticas vigentes, o Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. tem implementado o Comitê de Ativos e Passivos (ALM), que se reúne mensalmente, com a participação de membros da Diretoria, e extraordinariamente sempre que necessário. Dentre seus objetivos estão a deliberação sobre a política de gerenciamento de riscos de mercado e liquidez, política de gerenciamento de ativos e passivos, a garantia da observância de limites/diretrizes para o risco de mercado e liquidez, verificação de procedimentos no tratamento de novos produtos e sua estrutura de gerenciamento de riscos. As informações relacionadas à Estrutura de Gerenciamento de Risco Mercado da Instituição, bem como a responsabilidade da Diretoria pelas informações divulgadas, constam em relatório de acesso público, disponível no sítio eletrônico www. smbcgroup.com.br. (não auditado). Risco de crédito: O Risco de Crédito é definido como a possibilidade de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações nos termos pactuados, a desvalorização dos ativos de crédito, decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, a redução de ganhos ou remunerações, as vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação. O Risco de Crédito está fortemente relacionado com outros tipos de risco, como o Risco de Mercado e de Liquidez. Estes tipos de riscos, muitas vezes, derivam do Risco de Crédito e podem se manifestar simultaneamente. A estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito foi implementada nos moldes da Resolução 3.721/2009, aprovada e revisada, no mínimo, anualmente pela Diretoria da Instituição. É representada por uma unidade específica, independente da área de negócios e auditoria e se reporta diretamente à Vice-Presidência do Banco. A estrutura tem dimensão proporcional aos riscos referentes à complexidade dos produtos oferecidos pela instituição, natureza das operações e diretrizes de exposição ao risco do Banco e das empresas integrantes do consolidado econômicofinanceiro. A estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito do Banco está implementada de forma a manter as políticas, procedimentos e sistemas para o monitoramento e controle de risco de crédito de acordo com as regras vigentes, assegurando assim, que o risco de crédito é identificado, mensurado, monitorado, controlado e reportado à Diretoria, de forma a permitir o adequado tratamento do risco como um dos vetores de crescimento e rentabilidade. A estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito contempla políticas e estratégias claramente definidas e devidamente documentadas e revisadas, estabelecendo limites operacionais, mecanismos de mitigação de risco e procedimentos destinados a manter a exposição ao risco de crédito em níveis considerados aceitáveis pela Diretoria do Banco. As informações relacionadas à Estrutura de Gerenciamento de Risco Crédito da Instituição, bem como a responsabilidade da Diretoria pelas informações divulgadas, constam em relatório de acesso público, disponível no sítio eletrônico www.smbcgroup.com.br. (não auditado). Gerenciamento de Capital: O gerenciamento de Capital tem a finalidade de aprimorar as técnicas de gestão e de avaliação de riscos, visando à adequação do capital proporcionalmente aos riscos da instituição com capacidade de adaptação às mudanças no mercado econômico e financeiro. A estrutura de gestão de capital do BSMB está em conformidade com as disposições da Resolução 3.988/2011, abrangendo também suas filiais e subsidiárias. A gestão de capital do Banco é um processo contínuo de monitoramento e controle, com foco na avaliação da necessidade de capital frente aos riscos em que está sujeito, através de planejamento de metas e considerando a estratégia de crescimento e complexidade de suas operações. O BSMB segue as disposições da Resolução 3.464 para a mensuração do risco de taxa de juros e alocação de capital. As metodologias utilizadas são as descritas na Circular 3.361(VaR), e para a carteira banking, a mensuração do risco de taxa de juros é efetuada através do VaR. A estrutura de gerenciamento de capital está sob a responsabilidade do Risk Management Department, que se reporta à Vice-Presidência do Banco, e tem como objetivo identificar e avaliar todos os riscos relevantes da instituição de acordo com políticas e estratégias, de forma a manter o capital compatível com os riscos incorridos. O Planejamento estratégico da instituição é disponibilizado ao Risk Management Department, com as metas e projeções de negócios para o período no mínimo de três anos. Com estas informações o departamento realiza simulações nas parcelas de riscos e analisa os impactos destes novos cenários sobre a alocação de capital conforme regulamentação do Acordo da Basiléia II. De acordo com o resultado da simulação não foi encontrado até o presente momento, indicativos de necessidade de novas fontes de capital ou de mudança da estratégia traçada atualmente. O Risk Management Department, acompanha o comportamento da carteira diariamente, e se necessário, efetuará novas simulações sob orientação do Diretor responsável na instituição. Se os números apresentados forem muito discrepantes, a Diretoria será imediatamente informada para adequação de capital. O BSMB não se enquadra em nenhuma das disposições da regulamentação relacionada ao Processo Interno de Avaliação da Adequação de Capital (ICAAP). As informações relacionadas à Estrutura de Gerenciamento de Capital da Instituição, bem como a responsabilidade da Diretoria pelas informações divulgadas, constam em relatório de acesso público, disponível no sítio eletrônico www.smbcgroup.com.br. (não auditado). 27. Outras informações: Agência em Cayman: Em 18 de janeiro de 2012, o Banco recebeu autorização do Banco Central do Brasil, para a instalação de uma agência nas Ilhas Cayman. A documentação de aprovação para a instalação da agência encontra-se em processo de análise por parte das autoridades locais. O início das atividades operacionais está previsto para o segundo semestre de 2012, após as devidas aprovações.

José Maria da Cruz - Contador - CRC - TC1SP144272/O-0 - CPF 041.300.778-21

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores e Acionistas do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. - São Paulo - SP. Examinamos as demonstrações financeiras individuais do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A. (“Banco”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de

demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente

e

se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Sumitomo Mitsui Brasileiro S.A.

em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 31 de julho de 2012 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0

Luciana Liberal Sâmia Contadora CRC 1SP198502/O-8

O preço da energia à vista no mercado livre tende a subir com a falta de chuvas, embora a demanda esteja crescendo pouco, segundo a EPE.

conomia

Consumo de energia elétrica sobe Expansão de 1,4% em todo o País em julho foi puxada pela alta de 6,6% pelas áreas de comércio e serviços. O segmento industrial teve recuo de 1,6%.

O

consumo nacional de eletricidade atingiu 35,9 mil gigawatts-hora (GWh) em julho de 2012, o que representa um aumento de 1,4% em relação a igual período do ano anterior, informou ontem a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A alta foi puxada pelo consumo do segmento de comércio e serviços, que cresceu 6,6% no período, enquanto a classe residencial apresentou um desempenho mais modesto, com avanço de

1,7%. Já o consumo industrial teve queda pelo segundo mês consecutivo, de 1,6% em julho em relação a igual período do ano passado. Apesar de o setor comercial ter apresentado o melhor desempenho entre as classes de consumo, a EPE lembra que desde março o segmento não apresentava crescimento abaixo de 7%. "Esta menor elevação é de se esperar, em virtude da própria sazonalidade do setor aliada a um longo ciclo de forte expansão, e pa-

rece indicar que a entrada de novos investimentos no setor comercial está acontecendo mais suavemente", informa a resenha mensal do mercado de energia, divulgada ontem. A EPE salienta que o movimento pode ser sentido na evolução da base de unidades consumidoras, que aumentou 150 mil unidades em julho (alta de 3%), ante 214 mil novas unidades consumidoras (expansão de 4,4%), em igual mês de 2011. "A dúvida por parte do empresariado quan-

to ao comportamento adiante da demanda doméstica, como demonstra o Índice de Confiança do Comércio da FGV ainda em queda, pode estar postergando novos investimentos no setor", avalia. No que diz respeito à evolução do consumo nas regiões brasileiras, o destaque mais uma vez é para os estados do Nordeste. O relatório destaca que, desde o início do ano, o consumo de energia elétrica na região – que responde por 17% do total do País – expan-

diu 5,8%, superando o desempenho nacional no período, que foi de alta de 3,8%. O preço da energia à vista no mercado livre tende a subir com a falta de chuvas, embora a demanda esteja crescendo pouco, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim. Para ele, a alta na demanda em julho foi modesta. A EPE prevê aumento de 3,5% no ano. Do lado da oferta, o período de clima mais seco neste ano afeta os preços. (AE)

1,4 por cento foi o crescimento do consumo de energia elétrica no Brasil no mês de julho ante igual período do ano passado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 23

HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. Sociedade Anônima de Capital Fechado CNPJ/MF nº 97.406.706/0001-90 Internet - http://www.hp.com.br Tel.: (11) 4197-8000 Fax: (11) 4197-8356 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições estatutárias e legislação em vigor, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido e a Demonstração do Fluxo de Caixa relativos aos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, juntamente com o Parecer dos Auditores Independentes. Carteira de Arrendamento e Mercado Arrendador O mercado arrendador brasileiro apresentou um volume em junho de 2012 de novos negócios de R$ 920 milhões contra R$ 1.912 milhões no mesmo período de 2011. O valor acumulado do ano foi de R$ 5.711 milhões registrando uma de 37,93% em comparação ao mesmo período em 2011 que foi de R$ 9.201 milhões, segundo informações da ABEL – Associação Brasileira das Empresas de Leasing.

A Carteira de arrendamento financeiro da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. alcançou o montante em 30 de junho de 2012 de R$ 1.165.045 mil (R$ 850.107 mil em 2011), composta por contratos vinculados à variação cambial, certificados de depósitos interfinanceiros e taxas prefixadas, com prazos entre 24 e 60 meses. Fontes de Recursos A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. faz suas captações de recursos diretamente do exterior, tendo como política manter o casamento de prazos e indexadores entre as operações ativas e passivas se utilizando de instrumentos financeiros derivativos, quando necessário. A empresa está estruturada e capitalizada acreditando no crescimento da economia brasileira.

BALANÇOS PATRIMONIAIS 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 (Em milhares de reais)

Circulante Disponibilidades Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Carteira própria Operações de arrendamento mercantil Arrendamentos a receber – setor privado Rendas a apropriar de arrendamentos a receber Outros créditos Diversos Outros valores e bens Bens não de uso próprio Despesas antecipadas Realizável a longo prazo Operações de arrendamento mercantil Arrendamentos a receber – setor privado Rendas a apropriar de arrendamentos a receber Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa Outros créditos Diversos Permanente Imobilizado de arrendamento Bens arrendados Superveniência de depreciações Depreciações acumuladas Diferido Perdas em arrendamento a amortizar Amortizações acumuladas Total do ativo

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO Semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011 (Em milhares de reais, exceto lucro por ação)

PASSIVO

ATIVO 2012 130.013 504

2011 29.148 1.934

5.790 5.790 114.631 576.823 (462.192) 8.644 8.644 444 408 36 16.761 (16.921) 745.827 (745.827)

7.620 7.620 13.009 404.863 (391.854) 5.304 5.304 1.281 1.248 33 11.592 (18.850) 553.075 (553.075)

(16.921) (18.850) 33.682 30.442 33.682 30.442 1.124.536 889.986 1.122.108 889.457 1.899.288 1.549.464 289.259 254.431 (1.066.439) (914.438) 2.428 529 4.625 848 (2.197) (319) 930.726 1.271.310

Capital Social e Patrimônio Líquido O Capital Social, no montante de R$ 267.251 mil, composto de 264.508.606 ações ordinárias e 1.001 ações preferenciais, nominativas, sem valor nominal, está totalmente subscrito e integralizado, sendo seu acionista majoritário a HPFS Brazil Holding B.V. O Patrimônio Líquido em 30 de junho de 2012 foi de R$ 449.018 mil. (2011 – R$ 432.680 mil). Agradecimentos Agradecemos aos clientes pela preferência, aos senhores acionistas pela confiança e apoio e aos funcionários e colaboradores pela dedicação e comprometimento de nossos objetivos e pelos resultados alcançados no semestre findo em 30 de junho de 2012. Barueri, 05 de agosto de 2012. A Administração

Circulante Obrigações por empréstimos Empréstimos no País – outras instituições Empréstimos no exterior Outras obrigações Fiscais e previdenciárias Sociais e estatutárias Diversas

2012 193.153 161.158 24.564 136.594 31.995 3.433 1.325 27.237

2011 225.439 214.256 16.067 198.189 11.183 5.618 – 5.565

Exigível a longo prazo Obrigações por empréstimos Empréstimos no exterior Outras obrigações Fiscais e previdenciárias Sociais e estatutárias Diversas

629.139 550.807 550.807 78.332 72.315 – 6.017

272.607 187.118 187.118 85.489 63.608 337 21.544

Patrimônio líquido Capital social – de domiciliados no exterior Reservas de lucros

449.018 267.251 181.767

432.680 267.251 165.429

Semestres 2012 2011 297.705 228.255 297.525 228.007 180 248 (277.880) (209.077) (42.864) (20.917) (234.329) (179.369) (687) (8.791) 19.825 19.178 (9.184) (8.679) (8.893) (7.170) (1.960) (2.074) 1.695 566 (26) (1) 10.641 10.499 309 (224) 10.950 10.275 (4.387) (4.355) 286 (899) (2.141) (3.336) (2.532) (120) 6.563 5.920 0,02 0,02

Receitas da intermediação financeira Operações de arrendamento mercantil Resultado de operações de títulos e valores mobiliários Despesas da intermediação financeira Operações de empréstimos e repasses Operações de arrendamento mercantil Provisão para créditos de liquidação duvidosa Resultado bruto da intermediação financeira Outras receitas (despesas) operacionais Outras despesas administrativas Despesas tributárias Outras receitas operacionais Outras despesas operacionais Resultado operacional Resultado não operacional Resultado antes da tributação sobre o lucro Imposto de renda e contribuição social Imposto de renda Contribuição social Ativo fiscal diferido Lucro líquido do semestre Lucro por ação - R$

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA Semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011 (Em milhares de reais) Total do passivo

1.271.310

930.726

Semestres 2012 2011

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO – Semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011 (Em milhares de reais)

Saldos em 31 de dezembro de 2010 Transferência de lucros acumulados Lucro líquido do semestre Destinações: – Reserva legal – Dividendos propostos Reversão dos dividendos de exercícios anteriores Saldos em 30 de junho de 2011 Saldos em 31 de dezembro de 2011 Transferência de lucros acumulados Lucro líquido do semestre Destinações: – Reserva legal – Dividendos propostos Saldos em 30 de junho de 2012

Capital social 267.251 – –

Reservas de lucros Legal Outras 9.386 148.999 – 5.287 – –

Lucros acumulados – (5.287) 5.920

Total 425.636 – 5.920

– – – 267.251 267.251 – –

296 – – 9.682 10.220 – –

– – 1.461 155.747 165.358 5.861 –

(296) (337) – – – (5.861) 6.563

– (337) 1.461 432.680 442.829 – 6.563

– – 267.251

328 – 10.548

– – 171.219

(328) (374) –

– (374) 449.018

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011 (Em milhares de reais) 1. Contexto operacional O objetivo principal da Instituição é a prática de operações de arrendamento mercantil que são contratadas diretamente com os clientes corporativos da Hewlett Packard Brasil S.A., por meio do fornecimento de máquinas e equipamentos de informática e soluções tecnológicas e com clientes usuários de microcomputadores e periféricos por meio do canal de distribuição dos produtos HP. Os contratos de arrendamento mercantil são efetuados a taxas pré-fixadas ou pós-fixadas. As operações com taxas pré-fixadas ou indexadas a variação dos certificados de depósitos interfinanceiros (CDI) são efetuadas com recursos próprios e com recursos de empréstimos contraídos diretamente do exterior, e as operações vinculadas à variação cambial, exclusivamente com recursos de empréstimos contraídos diretamente no exterior. 2. Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem as diretrizes contábeis emanadas pela Lei 6.404/76, alterações introduzidas pelas Leis 11.638/07 e 11.941/09 e em conformidade com as Normas do Banco Central do Brasil e estão sendo apresentadas de acordo com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF. As estimativas contábeis são determinadas pela Administração, considerando fatores e premissas estabelecidas com base em julgamento. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem as provisões para ajuste dos ativos ao valor provável de realização ou recuperação, as provisões para perdas, as provisões para contingências, marcação a mercado de instrumentos financeiros, os impostos diferidos, entre outros. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A administração revisa as estimativas e premissas pelo menos semestralmente. 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Rendas de arrendamento mercantil e apuração do resultado As rendas de arrendamento são registradas quando dos vencimentos das parcelas contratuais, conforme determinado pela Portaria MF-140/84, não observando o regime de competência. As demais receitas e despesas são reconhecidas pelo regime de competência, sendo que as de natureza financeira são calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a operações com o exterior, as quais são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas, correspondentes ao período futuro, são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. b) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Os títulos e valores mobiliários são classificados de acordo com a intenção da Administração, nas seguintes categorias: • títulos para negociação; • títulos disponíveis para venda; • títulos mantidos até o vencimento. Os títulos classificados como para negociação e os disponíveis para venda são avaliados, na data do balanço, pelo seu valor de mercado e os classificados como títulos mantidos até o vencimento são avaliados pelo seu custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço. Os títulos para negociação estão classificados no ativo circulante, independente do prazo de vencimento. Os ajustes para o valor de mercado dos títulos classificados para negociação são reconhecidos no resultado do período. Os ajustes para o valor de mercado dos títulos classificados como disponíveis para venda são contabilizados em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários, sendo transferidos para o resultado do período quando da efetiva realização, através da venda definitiva dos respectivos títulos e valores mobiliários. Os instrumentos financeiros derivativos compostos pelas operações com opções, operações de futuro e operações de “swap” são contabilizados de acordo com os seguintes critérios: • Operações de swap – o diferencial a receber ou a pagar é contabilizado em conta de ativo ou passivo, respectivamente, apropriado como receita ou despesa “pro rata” até a data do balanço. As operações com instrumentos financeiros derivativos não considerados como “hedge accounting” são avaliadas, na data do balanço, a valor de mercado, contabilizando a valorização ou a desvalorização em conta de receita ou despesa, no resultado do período. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08 inclui dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de curto prazo de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valor e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. d) Operações de arrendamento mercantil e provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa As operações de arrendamento mercantil são classificadas de acordo com o julgamento da administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantias, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2682, do Banco Central do Brasil, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis distintos, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo). As rendas das operações vencidas há mais de 59 dias, independente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas, por cinco anos, em contas de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de arrendamento mercantil que já haviam sido baixadas contra a provisão, e que estavam em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita, quando efetivamente recebidos.

e) Imobilizado de arrendamento Substancialmente representado por equipamentos de informática. A depreciação é calculada pelo método linear, contabilizada mensalmente, com base nos respectivos prazos usuais de vida útil, prazos estes considerados com redução de 30% conforme previsto pela legislação fiscal. f) Imposto e contribuição sobre a renda A provisão para imposto de renda foi constituída à alíquota de 15%, acrescida de adicional de 10% sobre o lucro real excedente a R$ 240 no ano (R$ 120 no semestre), e a contribuição social foi calculada à alíquota de 15%, ambos calculados com base no lucro contábil ajustado pelas adições e exclusões de caráter permanente. O imposto de renda e a contribuição social diferidos, calculados sobre as adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos – diversos”, e as obrigações fiscais diferidas são registradas na rubrica “Outras obrigações – fiscais e previdenciárias”, respectivamente no realizável e exigível a longo prazo. g) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios descritos abaixo: • Contingências ativas – não são reconhecidas nas demonstrações financeiras. Os direitos decorrentes são registrados somente quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não caibam mais recursos. • Contingências passivas – são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são apenas divulgados em notas explicativas, enquanto aquelas classificadas como perda remota não requerem provisão e divulgação. • As questões relacionadas às obrigações legais, fiscais e previdenciárias, onde estão sendo contestadas, através de demandas judiciais, a legalidade e a constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, são tratadas como obrigações com efeito suspensivo. O montante discutido é quantificado, registrado e atualizado mensalmente. h) Redução do valor recuperável de ativos não financeiros – (impairment) É reconhecida uma perda por impairment se o valor de contabilização de um ativo ou de sua unidade geradora de caixa excede seu valor recuperável. Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. Perdas por impairment são reconhecidas no resultado do período. Os valores dos ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente para determinar se há alguma indicação de perda por impairment. 4. Ajustes nas operações de arrendamento mercantil Os registros contábeis da Instituição são mantidos conforme exigências legais. Os procedimentos adotados e sumariados na nota explicativa nº 3, principalmente os itens “a)” e “d)”, diferem das práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira, principalmente por não adotarem o regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. No sentido de considerar esses efeitos, de acordo com a Circular nº 1.429 do Banco Central do Brasil, foi calculado o valor atual das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando um ajuste contábil no resultado e o consequente aumento ou redução no ativo permanente (superveniência ou insuficiência de depreciação). Este ajuste gerou um crédito (superveniência) no resultado do semestre findo em 30 de junho de 2012 de R$ 15.416 (R$ 17.032 de superveniência em 2011). Em decorrência do registro contábil desse ajuste, o lucro líquido e o patrimônio líquido estão apresentados de acordo com as práticas contábeis emanadas da legislação societária brasileira, porém as rubricas de ativo e resultado de arrendamento permanecem inadequadamente apresentadas. 5. Títulos e valores mobiliários Em 30 de junho de 2012 e 2011, a carteira de títulos e valores mobiliários estava classificada como para negociação, sendo composta por aplicações em cotas de fundos de investimento, administrados pelo Itaú Unibanco e HSBC Bank. As cotas de fundos de investimento são ajustadas a mercado pelo gestor do fundo de acordo com a composição da carteira. 6. Operações de arrendamento mercantil As operações de arrendamento mercantil são contratadas de acordo com a opção feita pelo arrendatário, com cláusulas de atualização pós-fixada ou com taxa de juros prefixada, tendo o arrendatário a opção contratual de compra do bem, renovação do arrendamento ou devolução ao final do contrato. A garantia dos arrendamentos a receber está suportada pelos próprios bens arrendados. O valor dos contratos de arrendamento mercantil financeiros é representado pelo seu respectivo valor presente, apurado com base na taxa interna de cada contrato. Esse valor, em atendimento às normas do Banco Central do Brasil, é apresentado em diversas rubricas patrimoniais, as quais são resumidas a seguir: 2012 ArrendaArrendamento mento Balanço operacional financeiro Operações de arrendamentos a receber 1.322.650 86.986 1.235.664 Rendas a apropriar de arrendamento mercantil (1.208.018) (85.554) (1.122.464) Imobilizado de arrendamento 1.924.363 154.442 1.769.921 Depreciações acumuladas (1.066.439) (71.040) (995.399) Superveniência de depreciação 289.259 – 289.259 Provisão pra perdas de bens arrendados (25.075) (25.075) – Perdas em arrendamentos a amortizar 2.428 – 2.428 Credores por antecipação do valor residual (Nota 9b) (14.364) – (14.364) 59.759 1.165.045 Valor presente 1.224.804

Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do semestre Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa líquido proveniente de (aplicado em): Provisão para créditos de liquidação duvidosa Imposto de renda e contribuição social diferidos - Ativo e passivo Provisão para perdas em bens não de uso próprio Depreciações e amortizações Provisão para perdas na venda de valor residual Superveniência de depreciação Lucro na alienação de bens não de uso próprio Lucro na alienação de imobilizado de uso e de arrendamento Lucro líquido ajustado Variação de ativos e obrigações Redução (aumento) em operações de arrendamento mercantil Redução (aumento) em outros créditos Aumento em outros valores e bens Redução (aumento) em outras obrigações Caixa líquido proveniente das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimento: Alienação de bens não de uso próprio Alienação de imobilizado de uso e de arrendamento Aquisição de imobilizado de uso e de arrendamento Aplicação no diferido Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento Fluxo de caixa das atividades de financiamento: Redução em obrigações por empréstimos Juros sobre capital próprio e dividendos pagos e/ou provisionado Reversão de dividendos Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa Modificações em caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre Caixa e equivalentes de caixa no fim do semestre Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa Composição de caixa e equivalentes de caixa Disponibilidades Títulos e valores mobiliários Total

6.563

5.920

196.067 (1.418) 2.246 (50) 209.974 3.843 (15.416) (257) (2.855) 202.630 (65.372) (53.600) (258) (36) (11.478) 137.258

168.186 7.849 120 536 176.450 3.033 (17.032) (313) (2.457) 174.106 54.974 49.471 5.224 (33) 312 229.080

879 11 20.550 5.132 (259.434) (245.292) (3.114) (698) (241.119) (240.847) 103.415 (374) – 103.041 (820)

11.734 (337) 1.461 12.858 1.091

7.114 6.294 (820)

8.463 9.554 1.091

504 5.790 6.294

1.934 7.620 9.554

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Arrendamento operacional 59.194

Balanço Operações de arrendamentos a receber 957.938 Rendas a apropriar de arrendamento mercantil (944.929) Imobilizado de arrendamento 1.570.224 Depreciações acumuladas (914.438) Superveniência de depreciação 254.431 Provisão pra perdas de bens arrendados (20.760) Perdas em arrendamentos a amortizar 529 Credores por antecipação do valor residual (Nota 9b) (10.540) Valor presente 892.455 Abaixo se encontram apresentadas algumas informações sente dos contratos: a) Diversificação por vencimento Vencidos A partir de 15 dias A vencer Até 3 meses De 3 a 12 meses De 1 a 3 anos De 3 a 5 anos Total b) Diversificação por segmento de mercado 2012 % sobre Total

(58.751) 124.328 (61.663) – (20.760) –

2011 Arrendamento financeiro 898.744 (886.178) 1.445.896 (852.775) 254.431 – 529

– (10.540) 42.348 850.107 baseadas no valor pre-

2012

2011

2.064

1.131

125.226 290.388 478.016 269.351 1.162.981 1.165.045

105.602 259.112 375.225 109.037 848.976 850.107 2011 % sobre Total

R$ R$ Setor Publico Federal Indústria 62.859 5,40 – – Setor privado Rural 81 0,01 233 0,03 Indústria 147.243 12,64 85.191 10,02 Comércio 58.930 5,05 42.791 5,03 Instituição financeira 562.099 48,25 434.420 51,10 Outros serviços 333.833 28,65 287.472 33,82 Total 1.165.045 100,00 850.107 100,00 7. Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa Nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, a provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa apresentou as seguintes movimentações e respectivos eventos: Semestres 2012 2011 Saldo inicial 18.339 11.001 Complemento (reversão) da provisão 687 8.791 Baixas contra a provisão (2.105) (942) 18.850 Saldo final 16.921 Nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, com base no valor presente dos contratos, os níveis de risco da carteira estavam assim compostos: 2012 2011 Nível de Curso Ven- Total da Percentual Total da risco normal cidas Carteira de Provisão Provisão Carteira Provisão AA 717.674 1.457 719.131 – – 543.754 – A 257.591 379 257.970 0,5% 1.290 145.805 729 B 103.258 235 103.493 1,0% 1.035 99.298 993 C 41.080 346 41.426 3,0% 1.243 23.474 704 D 23.074 277 23.351 10,0% 2.335 13.592 1.359 E 8.118 298 8.416 30,0% 2.525 5.559 1.668 F 3.561 349 3.910 50,0% 1.955 4.094 2.047 G 2.582 117 2.699 70,0% 1.889 10.601 7.420 H 4.337 312 4.649 100,0% 4.649 3.930 3.930 Total 1.161.275 3.770 1.165.045 16.921 850.107 18.850 8. Outros créditos – Diversos 2012 2011 Créditos tributários (Nota 8.a) 32.926 30.368 Imposto de renda a compensar 3.515 2.969 Devedores diversos – País 5.170 2.375 Outros devedores 715 34 Total 42.326 35.746 Parcela de curto prazo 8.644 5.304 Parcela de longo prazo 33.682 30.442 continua na próxima página . . .


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. Sociedade Anônima de Capital Fechado CNPJ/MF nº 97.406.706/0001-90 Internet - http://www.hp.com.br Tel.: (11) 4197-8000 Fax: (11) 4197-8356 … continuação das Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras em 30 de junho de 2012 e 2011 (Em milhares de reais) a) Créditos tributários No semestre findo em 30 de junho de 2012, os créditos tributários apresentaram a seguinte movimentação: Saldo ConstiRealiSaldo inicial tuição zação final Créditos tributários de imposto de renda Crédito tributário sobre prejuízo fiscal 7.231 286 – 7.517 Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional (a) 5.308 961 – 6.269 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa (a) 9.284 – (301) 8.983 Passivos contingentes 7 – – 7 Imposto de renda sobre BNDU 634 – (12) 622 Subtotal 22.464 1.247 (313) 23.398 Créditos tributários de contribuição social Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional (a) 3.185 576 – 3.761 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa (a) 5.571 – (181) 5.390 Passivos contingentes 4 – – 4 Contribuição social sobre BNDU 381 – (8) 373 Subtotal 9.141 576 (189) 9.528 1.823 (502) 32.926 Total 31.605 (a) O Crédito tributário de imposto de renda e contribuição Social sobre a provisão para créditos e liquidação duvidosa sobre os contratos de arrendamento financeiro é composto basicamente pela provisão existente de R$ 16.921 acrescida dos créditos baixados para prejuízo que ainda não atendem aos critérios de dedutibilidade estabelecidos pela Lei 9430. Com base no atual nível de capitalização e operações da Instituição, e considerando as expectativas de resultados futuros determinados com base em premissas que incorporam, entre outros fatores, a manutenção do nível de operações, o atual cenário econômico, e as expectativas futuras de taxas de juros, a Administração acredita que os créditos tributários, registrados em 30 de junho de 2012, tinham a sua realização futura da seguinte forma: Expectativa de realização 2012 2013 2014 2015 2016 Créditos tributários de imposto de renda Prejuízo fiscal 598 628 659 691 726 Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa 714 750 788 825 868 BNDU 49 52 55 57 60 Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional 498 523 550 576 606 Outros ativos contingentes 2 2 2 1 – 1.861 1.955 2.054 2.150 2.260 1.378 Valor presente 1.761 1.657 1.560 1.463 Créditos tributários de contribuição social Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa 429 450 473 495 521 BNDU 30 31 33 34 36 Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional 299 314 330 346 363 Outros ativos contingentes 1 1 1 1 – 759 796 837 876 920 Valor presente 718 675 636 596 561

2017 Créditos tributários de imposto de renda Prejuízo fiscal Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa BNDU Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional Outros ativos contingentes Valor presente Créditos tributários de contribuição social Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa BNDU Provisão para perdas com bens de arrendamento operacional Outros ativos contingentes

2018

2019

2020

2021

Total 2012

763

801

841

882

928

7.517

911 63

957 66

1.005 70

1.056 73

1.109 77

8.983 622

636 – 2.373 1.296

668 – 2.492 1.220

702 – 2.618 1.148

737 – 2.748 1.079

773 – 2.887 1.016

6.269 7 23.398 13.578

547 38

574 40

603 42

633 44

665 45

5.390 373

382 401 421 442 463 3.761 – – – – – 4 967 1.015 1.066 1.119 1.173 9.528 497 467 440 413 5.531 Valor presente 528 Para fins de determinação do valor presente da realização futura estimada de créditos tributários em cada ano, foi adotada a taxa média de 11,440% ao ano, referente ao custo médio de captação da Instituição. 9. Outras obrigações a) Fiscais e previdenciárias 2012 2011 Provisão para imposto de renda 650 1.550 Provisão para contribuição social 2.453 3.648 Imposto de renda retido na fonte a recolher 22 12 Pis e Cofins 136 280 Imposto sobre serviços a recolher 172 128 Provisão para imposto de renda diferido (Nota 9.a1) 72.315 63.608 69.226 Total 75.748 Parcela de curto prazo 3.433 5.618 Parcela de longo prazo 72.315 63.608 a.1) Provisão para imposto de renda diferido No semestre findo em 30 de junho de 2012, a provisão para imposto de renda diferido apresentou a seguinte movimentação: Saldo Constituição Saldo inicial (reversão) final Imposto de renda diferido sobre superveniência de depreciação 68.748 3.567 72.315 3.567 72.315 Total 68.748 As obrigações fiscais diferidas terão sua realização com base na fluência dos prazos da carteira de arrendamento mercantil. Com base no atual nível de capitalização e operações da Instituição, e considerando as expectativas de resultados futuros determinados com base em premissas que incorporam, entre outros fatores, a manutenção do nível de operações, o atual cenário econômico, e as expectativas futuras de taxas de juros, a Administração acredita que as obrigações fiscais diferidas, registradas em 30 de junho de 2012, tenham a sua realização futura da seguinte forma:

Expectativa de realização 2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

2021

Total

Imposto de renda Superveniência de depreciação

5.748 6.037 6.340 6.644 6.987 7.337 7.704 8.093 8.498 8.927 72.315 5.748 6.037 6.340 6.644 6.987 7.337 7.704 8.093 8.498 8.927 72.315 Valor presente 5.438 5.118 4.816 4.522 4.259 4.007 3.770 3.549 3.338 3.142 41.959 Para fins de determinação do valor presente da realização futura estimada do imposto de renda diferido em cada ano, foi adotada a taxa média de 11,440% ao ano, referente ao custo médio de captação da Instituição. b) Outras Obrigações – Diversas 2012 2011 Credores por antecipação de valor residual 14.364 10.540 Obrigações por aquisição de bens e direitos 15.272 13.801 Provisão para pagamento a efetuar 2.964 2.528 Provisões para continências (Nota 11) 28 28 Outros credores 626 212 Total 33.254 27.109 Parcela de curto prazo 27.237 5.565 Parcela de longo prazo 6.017 21.544 10. Obrigações por empréstimos Juros Indexador Vencimento 2012 2011 Empréstimos no País -Outras Instituições Banco Itaú SA 0,90% CDI Até jul/2012 6.539 7.062 HSBC 0,90 % a.a. CDI Até ago/2012 18.025 9.005 Subtotal 24.564 16.067 Empréstimos no Exterior HP Coordination Center 4,35% a.a. a 4,92 % a.a. US$ Até dez/2013 26.752 7.432 HP Coordination Center 13,367% a.a. a 19,4537% a.a. Pré-Fixado Até jun/2017 338.348 83.530 Hewlett-Packard Financial Services Company 100,2 % a.a. a 101,5% a.a. do CDI CDI Até dez/2016 298.517 268.628 Hewlett-Packard Financial Services Company 4,30% a.a. US$ Até dez/2014 23.784 25.717 Subtotal 687.401 385.307 Total 711.965 401.374 Parcela de curto prazo 161.158 214.256 Parcela de longo prazo 550.807 187.118 11. Contingências As provisões constituídas e as respectivas movimentações no período foram as seguintes: Saldo incial Movimentação Saldo final Outras 28 – 28 28 – 28 Representam o valor provável das obrigações a serem cumpridas, segundo avaliação dos advogados, decorrentes dos processos movidos contra a instituição. Em 30 de junho de 2012 a Instituição possuía passivos contingentes classificados como perda possível no total de R$ 2.565 oriundos de causas cíveis (ações fiscais e litígios). 12. Patrimônio líquido a) Capital social Em 30 de junho de 2012 e 2011 o capital social totalmente subscrito e integralizado, estava representado por 264.509.607 ações, sendo 264.508.606 ações ordinárias e 1.001 ações preferenciais, nominativas, sem valor nominal. b) Dividendos Aos acionistas é assegurado dividendo mínimo obrigatório de 6% do lucro líquido anual ajustado de acordo com a lei. Exercício Exercício 2012 2011 Lucro líquido do semestre 6.563 5.920 Constituição de Reserva Legal (5%) 328 296 Base para calculo dos dividendos 6.235 5.624 Constituição de Dividendos (6%) 374 337 Conforme AGO/E realizada em 30 de abril de 2012, os acionistas decidiram pela não distribuição dos dividendos referente ao exercício de 2011, sendo o saldo transferido para Reservas de Lucros – Outras para posterior alocação em novas operações de arrendamento mercantil.

13. Outras despesas administrativas Rateio de despesas administrativas (Nota 15) Serviços prestados por terceiros Processamento de dados Publicações Aluguéis Despesas do sistema financeiro Outras

2012 7.263 995 402 99 7 28 99 8.893

2011 5.620 850 442 99 7 23 129 7.170

2012

Semestres 2011

472 1.161 62 1.695

326 – 240 566

14. Outras receitas (despesas) operacionais

Outras receitas operacionais Multas e juros de mora sobre recebimentos em atraso Recuperação de créditos baixados como prejuízo Outras Outras despesas operacionais Multas e juros sobre impostos Descontos concedidos Prejuízo sobre outros créditos

(1) (1) (8) – (17) – (26) (1) 15. Transações com partes relacionadas e remuneração da administração As transações com partes relacionadas foram efetuadas em condições normais de mercado, no que se refere a prazos de vencimento e taxas de remuneração pactuadas. Semestres 2012 2011 Passivo Sociais e estatutárias 1.325 337 Rateio de Despesas – HP Financial Services Brasil Ltda 1.641 1.122 Obrigações por empréstimos Hewlett-Packard Financial Services Company 322.301 294.345 HP Coordination Center 365.100 90.962

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Irving Harold Rothman Presidente

George Daniel McCarthy Membro

DIRETORIA José Antonio Borges Diretor

CONTADOR Ismael Paes Gervásio Diretor

Ismael Paes Gervásio CRC 1SP130.437/O-0

Semestres 2011

Resultado Despesas com operações de empréstimos (*) HP Coordination Center (*) (20.545) (5.972) Hewlett-Packard Financial Services Company (*) (17.947) (11.791) Despesas administrativas Rateio de despesas (7.263) 5.620 (*) Inclui o resultado da variação cambial do período sobre as operações de empréstimos em moeda estrangeira. Os Administradores da HP Financial Services Arrendamento Mercantil são remunerados através do regime da Consolidação da Leis do Trabalho – CLT, sendo que eles estão alocados na entidade HP Financial Services Brasil Ltda. 16. Imposto de renda e contribuição social a) Demonstrativo do imposto de renda e contribuição social 2012 2011 Constituição (realização) do crédito tributário diferido sobre provisão para perdas com bens de arrendamento operacional (Nota 8.a) 1.537 1.048 Constituição do crédito tributário diferido sobre Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa (Nota 8.a) (482) 3.183 Constituição do crédito tributário diferido sobre BNDU (Nota 8.a) (20) 215 (Realização) do crédito tributário diferido sobre prejuízo fiscal (Nota 8.a) – (390) (Constituição) do imposto de renda diferido passivo sobre superveniência de depreciação (Nota 9.a1) (3.567) (4.176) (Realização) de crédito tributário diferido sobre passivos contingentes – – Total ativo fiscal diferido (2.532) (120) Apuração do imposto de renda – corrente – (Nota 16.b) 286 (899) Apuração da contribuição social – corrente – (Nota 16.b) (2.141) (3.336) (4.355) (4.387) b) Demonstrativo da base de cálculo do imposto de renda e contribuição social 2012 2011 ContriContriImposto buição Imposto buição de renda social de renda social Resultado antes da tributação sobre o lucro 10.950 10.950 10.275 10.275 Adições (Exclusões) Permanentes 23 23 15 15 Despesas/provisões dedutíveis e outras 23 23 15 15 Temporárias (12.117) 3.298 (5.083) 11.949 Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Arrendamento financeiro (474) (474) 8.791 8.791 Provisão para créditos de liquidação duvidosa -Arrendamento operacional 3.843 3.843 2.622 2.622 Superveniência de depreciação (15.415) – (17.032) – Provisão para perdas em BNDU (50) (50) 536 536 Outras adições/exclusões (21) (21) – – Base de cálculo antes da compensação do prejuízo fiscal (1.144) 14.271 5.207 22.239 Compensação de prejuízo fiscal – – (1.562) – Base de calculo após compensações (1.144) 14.271 3.645 22.239 Encargos às alíquotas de 25% imposto de renda e 15% contribuição social – (899) (3.336) (Nota 3 item “f”) 286 (2.141) 17. Instrumentos financeiros derivativos A Instituição realiza operações envolvendo instrumentos derivativos, os quais são registrados e atualizados em contas patrimoniais ou de compensação, que se destinam a atender às suas necessidades próprias, visando à redução dos riscos de mercado, de moeda e de taxas de juros. A administração desses riscos é efetuada por meio de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e diversas técnicas de acompanhamento das posições. Esses instrumentos financeiros representam compromissos futuros para trocar moedas ou indexadores, nos termos e datas especificados nos contratos, ou, ainda, compromissos para trocar pagamentos futuros de juros, tendo como finalidade reduzir a exposição a riscos nos respectivos mercados. Em 30 de junho de 2012 e de 2011 não havia operações com instrumentos financeiros derivativos. Os valores de mercado dos diferenciais a receber/a pagar de “swap”, representam o fluxo de caixa trazido a valor presente pelas taxas divulgadas pela ANBIMA ou pela BM&F. Os contratos de derivativos envolvendo operações de “swaps” encontram-se registrados na Câmara de Custódia e Liquidação (CETIP), envolvendo taxas prefixadas, mercado interfinanceiro, variação cambial. 18. Cobertura de seguros (Não auditado) O seguro dos bens arrendados está incluso no custo do imobilizado de arrendamento, com cláusula de benefício em favor da arrendadora. 19. Limites operacionais (Acordo de Basiléia) De acordo com a Resolução nº 2.844/1998 do Banco Central do Brasil o limite individual de risco por cliente ou grupo econômico é de 25% do Patrimônio Líquido Ajustado. A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. realizou operações com um mesmo cliente cujo montante da dívida ultrapassou o limite permitido. No sentido de regularizar a situação, a Instituição vinculou parte dos empréstimos que mantém junto à sua matriz no exterior, equivalente ao valor do excesso de limite apresentado, conforme previsto na Resolução 2.921/04 do Banco Central do Brasil, mantendo, dessa forma, seu enquadramento de acordo com os limites operacionais estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. Em 30 de junho de 2012 e 2011 a Instituição está enquadrada nos demais limites de risco estabelecidos pelo Banco Central do Brasil. O Banco Central do Brasil, através da Resolução nº 3.490 de 29 de agosto de 2007 instituiu nova forma de apuração do Patrimônio de Referência Exigido – PRE, com efeito a partir de 1º de julho de 2008. O índice da Basiléia para 30 de junho de 2012 é de 41,88262% (52,00826% em 2011). 2012 2011 Risco de Crédito 100.321 77.142 Taxa de Juros – – Risco Operacional 8.398 7.837 Patrimônio de Referência Exigido 108.719 84.979 Patrimônio de Referência – PR 413.948 401.781 Excesso de patrimônio em relação ao limite 304.695 315.989 20. Gerenciamento de Riscos a.1) Risco de mercado A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. participa de operações ativas – arrendamentos a receber, aplicações financeiras e operações passivas – captações no mercado interno e do exterior junto à Matriz, bem como operações com derivativos financeiros, se aplicável,com o objetivo de atender às necessidades próprias, no sentido de administrar exposições. O gerenciamento e o acompanhamento desses riscos são efetuados pela área financeira da Companhia através de políticas e estratégias de operação para posições assumidas, consoante as diretrizes estabelecidas pela administração. a.2) Risco de liquidez A gestão de risco de liquidez tem como objetivo estabelecer níveis eficientes de recursos líquidos mantidos pelo grupo com o objetivo de atender suas obrigações com clientes, parceiros e fornecedores além de permitir que a instituição continue expandindo suas atividades com a estratégia da administração. a.3) Risco de crédito A gestão de risco de crédito busca oferecer subsídios a definição de estratégias, além do estabelecimento de limites, abrangendo análises de exposições e tendências, bem como eficácia da política de crédito. a.4) Risco Operacional O Conselho Monetário Nacional, através da Resolução nº 3.380 de 29/06/2006 determinou a implementação de estrutura de gerenciamento do risco operacional compatível com a natureza e complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas da instituição. Define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos internos. A HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. implementou a estrutura de risco operacional, a qual está subordinada à diretoria da empresa e tem como objetivo avaliar, monitorar, controlar e mitigar os riscos, bem como identificá-los e acompanhá-los tomando as devidas providências para que sejam eliminados ou monitorados pelos gestores de risco operacional.

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ilmos. Srs. Diretores e Acionistas da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A.(“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o

objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva A Companhia registra as suas operações e elabora as suas demonstrações financeiras com observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento

mercantil como provisão para superveniência de depreciação, classificada no ativo permanente (Nota 4). Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a disposição da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante, realizável a longo prazo e rendas de arrendamento, mas resultam na adequada apresentação do resultado e do patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação referida no parágrafo anterior, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da HP Financial Services Arrendamento Mercantil S.A. em 30 de junho de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 24 de agosto de 2012. ERNST & YOUNG TERCO Auditores Independentes S.S. CRC-2SP015199/O-6

Eduardo Braga Perdigão Contador CRC 1CE013803/O-8 “S” - SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

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COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

conomia

Cade decide sobre casos da Webjet e do grupo Amil Conselho arquiva pedido de averiguação contra Tam

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Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) arquivou, por unanimidade, o pedido de averiguação preliminar da Webjet contra a TAM, sob a alegação de que a companhia denunciada teria praticado preços predatórios em 2005, quando a Webjet começou a operar nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e São Paulo. A Webjet argumentava que a TAM concedia descontos promocionais em horários próximos aos voos da companhia, para inviabilizar sua operação naquelas cidades. Já a TAM respondeu que a flexibilização de tarifas é permitida no mercado brasileiro de aviação civil, e que o número de assentos ofertados a preços mais baixos seria insuficiente para impedir a atuação de companhias concorrentes. De acordo com a conselheira relatora do caso, Ana Frazão, a prática denunciada pela Webjet não foi identificada e, portanto, o processo foi encaminhado para arquivamento. O Cade também reprovou a aquisição da Casa de Saúde Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Amil, a não ser que

Schincariol quer marcas regionais

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Kirin planeja lançar marcas regionais para fortalecer o grupo Schincariol, disse o presidente e CEO, Senji Miyake. Um dos principais focos da companhia é o mercado nordestino, onde é líder no segmento de cervejas, com um terço de participação nas vendas do produto. O grupo japonês finalizou a compra da cervejaria em novembro de 2011 por R$ 6,5 bilhões. "Nosso foco é fortalecer a marca Schincariol", disse. Para isso, a empresa deve aprofundar sua política de regionalização de produtos nos próximos anos. A estratégia prevê uma remodelação da distribuição, pelo território nacional, dos produtos existentes e o lançamento de marcas no mercado, específicas para algumas regiões. "A principal diferença na companhia após a chegada da Kirin foi a mudança de foco da concorrência para o consumidor", diz o presidente da Schincariol, Gino di Domenico. "Nosso planejamento no período de três a cinco anos é começar a entender o consumidor nas diversas regiões do Brasil, para construir marcas alinhadas com as tendências de consumo de cada mercado." Miyake e di Domenico participaram ontem da reinauguração da fábrica da Schincariol em Alagoinhas (BA). A unidade recebeu investimentos de R$ 400 milhões para dobrar a produção e passou a ser a maior fábrica da empresa no País, capaz de produzir 900 milhões de litros de cerveja e 400 milhões de litros de refrigerantes por ano. A ampliação tem como objetivo manter a empresa na liderança do mercado de cervejas no Nordeste. A região vem sendo alvo de cobiça dos concorrentes. A Petrópolis, que tem 0,5% do mercado nordestino, mas que se alterna com a Schincariol na vice-liderança do mercado nacional de cervejas (liderado pela Ambev), por exemplo, anunciou, nos últimos meses, a construção de duas fábricas na região Nordeste. (AE)

ECONOMIA/LEGAIS - 25

o grupo comprador se desfaça do percentual – confidencial – de seu capital na Medise, do Grupo FMG, que também controla a Rede D'Or na capital fluminense. O relatório do processo, elaborado pelo conselheiro Elvino Mendonça, havia sido apresentado ainda em abril deste ano, mas o conselheiro Marcos Paulo Veríssimo havia pedido vista na ocasião. De acordo com o relatório de Mendonça, a concentração no ramo de serviços médicos hospitalares na cidade do Rio de Janeiro abre a possibilidade de conduta concertada entre as quatro maiores redes de hospitais, que dominam mais de 75% desse mercado. "Não considero que existam os elementos de rivalidade e de entrada de novos agentes nesse mercado", afirmou o conselheiro em abril. Ele também destacou que o mercado relevante geográfico dessa aquisição se situa na área mais nobre do Rio de Janeiro, aquela com maior renda per capita e com demanda de serviços mais especializados, o que dificultaria a entrada e estabelecimento de novos concorrentes. (AE)

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 - NIRE 35-3.0004858.0 Ata da Reunião de Conselho de Administração Realizada em 05 de Janeiro de 2011 Data, Hora e Local: 05 de janeiro de 2011, às 10 horas, na sede da Companhia, localizada na Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, nº 138, Santo Amaro, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Presença: Totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia. Mesa: Presidiu os trabalhos o Sr. Benjamin Steinbruch, que convidou para secretariar os trabalhos a Sra. Roberta Mayra Lopes. Ordem do Dia: (i) aprovar a abertura de filial da Companhia e (ii) aprovar o encerramento de filiais da Companhia. Deliberações: Por unanimidade dos presentes, sem qualquer oposição, ressalva, restrição ou protesto, o Conselho de Administração, na forma do disposto no artigo 3º do Estatuto Social, tomou as seguintes deliberações: (i) Aprovou a abertura da filial da Companhia na cidade de Mauá, Estado de São Paulo, na Avenida Manoel da Nóbrega, 705 - Bairro Capuava - Mauá/SP - CEP 09.380-120; e (ii) Aprovou o encerramento das seguintes filiais da Companhia: (a) Filial Pindamonhangaba: localizada na cidade de Pindamonhangaba, Estado de São Paulo, na Estrada do Atanázio nº 351, Bairro Atanásio, Distrito de Moreira César, CEP 12441-230, NIRE: 35903691930; e (b) Filial Itaquaquecetuba: localizada na cidade de Itaquaquecetuba, no Estado de São Paulo, na Estrada Walter da Silva Costa, nº 2135, Vila Sônia, CEP 08570-330, NIRE: 35903691948. Ficam os membros da Diretoria, nos termos do e em conformidade com o Estatuto Social, autorizados a tomarem todas as medidas necessárias à implementação das deliberações ora aprovadas. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a presente reunião, cuja ata após lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. Assinaturas: Benjamin Steinbruch, Paulo Penido Pinto Marques, Enéas Garcia Diniz, José Taragano e Roberta Mayra Lopes - Secretária da Reunião. Certifico que esta ata é cópia fiel da lavrada no livro de Reuniões do Conselho de Administração da sociedade, arquivado na sede da Companhia. São Paulo, 05 de janeiro de 2011. Roberta Mayra Lopes - Secretária. JUCESP nº 35.330/11-9 em 27/01/2011. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Solví Participações S.A. - CNPJ/MF nº 02.886.838/0001-50 - NIRE 35.300.158.903 Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 21.06.2012 Data, Hora e Local: Às 15hs. do dia 21.06.2012, R. Bela Cintra nº 967, 10º and., cjs. 101 e 102, em São Paulo/SP. Convocação e Presença: Em decorrência da presença da totalidade dos acionistas representando 100% do capital social, restaram dispensadas as convocações, conforme previsto no art. 124, §4º, Lei 6.404/76. Mesa Diretora: Os trabalhos foram presididos por Carlos Leal Villa e secretariados por Celso Pedroso. Ordem do Dia e Deliberação: Preliminarmente, foi aprovada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do art. 130, §1º, Lei nº 6.404/76 e considerada regular a Assembleia na forma do art. 124, §4º, da mesma lei. Instalada a Assembleia e dando início à discussão da matéria, os acionistas deliberaram, por unanimidade, autorizar a outorga de poderes à Lucas Rodrigo Feltre, brasileiro, casado, administrador de empresas, RG nº 25.593.869-x SSP/SP e CPF/MF nº 173.624.868-55 com domicilio profissional na R. Maria Coelho Aguiar, 215, Bloco B, 8º And., Jd. São Luis, São Paulo e; Tadayuki Yoshimura, brasileiro, casado, engenheiro industrial, RG nº 2.962.768 SSP/SP e CPF/MF nº 014.355.404-25, com domicilio profissional no endereço na R. Bela Cintra, nº 967, 10º and., Consolação/SP, para, no período de 10.07.2012 a 23.07.2012, representar a Cia. em qualquer assunto e negócio, sempre em cj. dos nomeados; ou, qualquer um dos nomeados em cj. com qualquer Diretor da Cia., representando-a ativa e passivamente em juízo ou fora dele, inclusive para representação perante empresas públicas e privadas, podendo assinar contratos de qualquer natureza, inclusive contratos com instituições financeiras na qualidade de garantidora, avalista, devedora solidária ou interveniente-anuente; quaisquer modalidades e tipos de seguros; tomada de empréstimos ou financiamentos pelas sociedades das quais a Cia. participe como sócia, acionista, controladora direta ou indireta, e pelas demais sociedades pertencentes ao seu grupo econômico, ficando a Diretoria da Cia. autorizada a outorgar os poderes aos aqui nomeados, por meio de instrumento próprio de mandato nos termos da presente deliberação. Encerramento: O Presidente determinou a suspensão da Assembléia pelo tempo necessário à lavratura da presente ata. Reabertos os trabalhos, foi a presente lida aos acionistas, que a aprovaram e assinam o livro respectivo, tendo sido autenticados todos os documentos apresentados, que ficarão arquivados na sede da Cia. para os fins de direito. Aprovação e Assinatura da Ata: Lavrada e lida, foi a presente ata aprovada por unanimidade e assinada pelos membros da mesa e pelos acionistas presentes, como segue. Mesa: Presidente - Carlos Leal Villa; Secretário - Celso Pedroso.Acionistas presentes: Solví Environnement, representada por Carlos Leal Villa; e Carlos Leal Villa. Certidão: A presente ata confere com o original lavrado em livro próprio. São Paulo, 21.06.2012. Celso Pedroso - Secretário; Carlos Leal Villa - Presidente da Mesa e Acionista; Solví Environnement - Carlos Leal Villa. JUCESP 333.756/12-5 em 31.07.12. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA TOMADA DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 73/00361/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista - EE Escritor Jorge Amado - Rua São Francisco de Assis, s/nº - Cep: 06814-290 - Jd. Vazami - Embu das Artes/SP - 150 - R$ 47.357,00 - R$ 4.735,00 - 09:30 - 17/09/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 30/08/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93, e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 - NIRE 35-3.0004858.0 Ata da Reunião de Conselho de Administração Realizada em 15 de Maio de 2012 Data, Hora e Local: 15 de maio de 2012, às 10 horas, na sede da Companhia, localizada na Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, nº 138, Santo Amaro, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Presença: Totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia. Mesa: Presidiu os trabalhos o Sr. Benjamin Steinbruch, que convidou para secretariar os trabalhos o Sr. Daniel Adriano Paulino. Ordem do Dia: Aprovar a abertura de filial da Companhia. Deliberações: Por unanimidade dos presentes, sem qualquer oposição, ressalva, restrição ou protesto, o Conselho de Administração, na forma do disposto no artigo 3º do Estatuto Social, aprovou a abertura da filial da Companhia na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, na Rodovia Presidente Dutra (Polo Industrial), s/nº, Administração Q:0000 L:A-1, Polo Industrial I, CEP 27537-000, para a fabricação e comercialização de embalagens metálicas. Ficam os membros da Diretoria, nos termos do e em conformidade com o Estatuto Social, autorizados a assinar contratos e quaisquer outros documentos necessários, inclusive, contratos imobiliários e todas as medidas necessárias à implementação da deliberação ora aprovada. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a presente reunião, cuja ata após lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes. Assinaturas: Benjamin Steinbruch, Enéas Garcia Diniz, José Taragano e Daniel Adriano Paulino - Secretário da Reunião. Certifico que esta ata é cópia fiel da lavrada no livro de Reuniões do Conselho de Administração da sociedade, arquivado na sede da Companhia. São Paulo, 15 de maio de 2012. Daniel Adriano Paulino - Secretário. JUCESP nº 251.523/12-3 em 13/06/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

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FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de agosto de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Gerdau Aços Longos S/A. Requerido: Teto Construtora S/A. Rua Lins de Vasconcelos, 2.749 - Sala 03 – Vila Mariana - 2ª Vara de Falências. Requerente: Opegel Comercial e Industrial de Produtos Alimentícios Ltda. Requerido: Bar e Restaurante Gaijin Sushi Ltda. Alameda Tietê, 40 – Cerqueira César - 1ª Vara de Falências. Recuperação Judicial - Requerente: Sebil-Serviços Especializados de Vigilância Industrial e Bancária. Requerido: Sebil-Serviços Especializados de Vigilância Industrial e Bancária. Avenida Pacaembu, 1.438 – Pacaembu - 2ª Vara de Falências.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA/LEGAIS

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O fluxo cambial voltou a ficar negativo na semana passada, em US$ 1,202 bilhão, influenciado tanto pela conta comercial quanto pela financeira.

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Marcos Peron/ Virtual Photo

Suzanne Plunkett/Reuters

Quando o etanol perde a competitividade, atinge os 70%, a sociedade prefere abastecer com gasolina.

Alta demanda pode fazer País importar R$ 60 bi em gasolina Projeção pessimista para dez anos foi feita pelo Ministério das Minas e Energia e divulgada ontem em evento do setor de etanol no Rio de Janeiro.

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O investimento necessário para suprir a demanda nacional de etanol é R$ 130 bilhões até o ano 2020

Alessandro Shinoda/Folhapress

Será preciso 1 bilhão de litros de gasolina por mês no País, em 2020. triais que processam o derivado de petróleo nafta para a produção de gasolina, demandaria cerca de R$ 56 bilhões, entre os custos de investimento na adaptação e de importação de nafta. Outra alternativa reside na construção de mais 67 usinas de médio porte de etanol, a um custo de R$ 67 bilhões. "O que a gente tem de fazer nesse cenário? Trabalhar para que ele não aconteça. A gente tem de aumentar a produção de álcool e gasolina no País. É tomar a decisão do que fazer e como fazer", observou o se-

cretário Almeida, que ainda chamou a atenção para a necessidade do Ministério, da Petrobras e dos produtores iniciarem os diálogos para definir os investimentos o mais breve possível. O secretário também considerou essenciais os investimentos da indústria automobilística, na direção de motores mais eficientes, principalmente, no rendimento com o etanol. Durante o evento, foram oficializados benefícios fiscais à indústria do etanol no estado e apontadas dificuldades do se-

tor, que enfrenta queda de consumo desde 2009, quando seus preços passaram a se apresentar menos competitivos do que os da gasolina. Segundo o empresário Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, que atende a 48 usinas responsáveis por cerca de um terço da produção nacional, o etanol se apresenta como uma "boa causa". O investimento necessário para suprir a demanda nacional de etanol é R$ 130 bilhões até 2020, o que seria a perspectiva mais econômica de investimentos, apesar da baixa produtividade do produto, que teve ganho menor de produtividade nos últimos anos que produtos concorrentes, como o milho e a beterraba. As lavouras brasileiras têm uma capacidade ociosa de 150 milhões de toneladas de cana de açúcar. De acordo com Pogetti, atualmente, a produtividade

7 mil litros de etanol por hectare é a produtividade da cana de açúcar hoje, e há o potencial de chegar a 23 mil litros por hectare até 2025. da cana de açúcar é 7 mil litros por hectare, com potencial de chegar a 23 mil litros por hectare até 2025. Para isso, os produtores têm de vencer uma série de dificuldades. Uma delas é a idade média das lavouras, que é alta, fator que influencia na produtividade, atualmente abaixo do potencial. "(A competitividade hoje) De fato, é ruim. Perdemos pro-

Fluxo cambial fica negativo

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fluxo cambial voltou a ficar negativo na semana passada, em US$ 1,202 bilhão, influenciado tanto pela conta comercial quanto pela financeira. Entre os dias 13 e 17, o fluxo havia ficado positivo em apenas US$ 165 milhões, já indicando que os investidores estrangeiros estavam se afastando. O Banco Central (BC) informou ainda que, em agosto até o dia 24, o Brasil registrava saídas líquidas totais de US$ 2,213 bilhões, acumulando no ano US$ 21,672 bilhões, muito aquém dos US$ 62,722 bilhões vistos em igual período de 2011. Na semana passada, a conta financeira – por onde passam os investimentos estrangeiros em portfólio, diretos, entre outros – teve saída líquida de US$ 617 milhões, ante a uma entrada líquida de US$ 235 milhões vista no período anterior. No mês até o dia 24, a conta também passou a ficar negativa, em US$ 557 milhões. Até o dia 17, a conta ainda estava positiva em US$ 59 milhões. Já a conta comercial continuou registrando saída líquida na

dutividade em razão da crise financeira, que inibiu o crescimento, de 2008 para cá", disse. Pogetti lembrou ainda que a produtividade tem sido baixa em razão do clima. Na última safra, a produção teve uma média de 5,6 mil litros de etanol por hectare. Outro fator que preocupa é a preferência da população pela gasolina. O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis aponta a mudança como a manifestação de que a sociedade, atualmente, não quer pagar o preço por um combustível renovável mais caro. "Na hora em que o etanol perde a competitividade, atinge os 70%, a sociedade vai comprar gasolina. Será que a sociedade refletiu que o etanol tem algumas propriedades positivas que não estão sendo externadas? Eu não tenho a convicção disso e isso precisa ser debatido", afirmou Almeida. (ABr)

Superávit primário de quase R$ 4 bi

O Vanderlei Almeida/AFP

crescimento da demanda de combustíveis – superior a 40% para a gasolina nos últimos três anos – preocupa o governo federal, que trabalha com cenários não muito otimistas, como a importação de quase R$ 60 bilhões do combustível em dez anos. A previsão foi feita pelo secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério das Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, em uma simulação pessimista, durante evento do setor de etanol, ocorrido ontem, na capital fluminense. No cenário apontado por Almeida, considerando que não haja ampliação da capacidade de produção de gasolina e o aumento da demanda de todos os combustíveis no Brasil tenha uma média de crescimento de 4,5% ao ano, serão necessários aproximadamente 1 bilhão de litros de gasolina equivalente por mês, em 2020. Uma das alternativas, a importação de combustível, consumiria R$ 58 bilhões entre 2015 e 2020. Outra possibilidade, a de adaptação das plantas indus-

Brasil registra saídas líquidas de US$ 2,213 bi em agosto, até o dia 24. semana passada, mas agora com maior intensidade. O saldo ficou negativo em US$ 584 milhões no período, ante uma saída líquida de US$ 71 milhões uma semana antes. No mês, o déficit estava em US$ 1,656 bilhão. Desde o mês de maio, quando o fluxo começou a trazer sinais mais negativos e houve saída líquida de US$ 2,691 bilhões, surgiu a avaliação de que, diante do cenário internacional conturbado e da perspectiva de crescimento menor da economia brasileira neste ano, a entrada de

investimentos no Brasil poderia ser afetada. As dúvidas persistem neste mês, já que o quadro externo continua gerando cautela e o mercado ainda vê um crescimento baixo da economia este ano, abaixo de 2%. No entanto, há expectativa de que bancos centrais possam agir para conter a crise econômica da zona do euro, com a possibilidade de serem tomadas medidas de estímulo monetário. Com isso, o Brasil, como outros países emergentes, poderia atrair mais recursos de fora. (Reuters)

superávit primário do governo central – receita menos despesa do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central, excluídos gastos com juros da dívida pública – ficou em R$ 3,95 bilhões em julho. Em junho, o resultado foi R$ 1,113 bilhão. Houve alta de 258,2% na comparação entre os meses, segundo dados do Tesouro. No acumulado do ano, a economia, feita para o pagamento de juros da dívida pública, foi menor do que a dos sete primeiros meses de 2011. De janeiro a julho, o resultado ficou em R$ 51,905 bilhões ante R$ 67,335 bilhões em igual período do ano passado, uma queda de 22,9%. Além disso, as despesas do Tesouro, da Previdência e do Banco Central cresceram a um ritmo mais acelerado do que as receitas. De janeiro a julho deste ano, as despesas somaram R$ 452,569 bilhões, ante R$ 403,931 bilhões em igual período do ano passado, um incremento de 12%. (ABr)


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 27

Z.X.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. NIRE 3530044228-8 – CNPJ 16.577.631/0001-08

Ata da Assembleia Geral de Constituição de Sociedade por Ações realizada em 11 de junho de 2012 Data, hora e local: Aos 11 de junho de 2012, às 16:30 horas, na Rua Pamplona, nº 818, 9º andar, conjunto 92, Município de São Paulo, Estado de São Paulo, CEP 01405-001. Quorum de instalação: Verificou-se a presença dos Fundadores da Sociedade conforme boletins de subscrição (Anexo II) e lista de presença (Anexo III). Mesa: Os trabalhos foram presididos pela Sra. Sueli de Fátima Ferretti, que convidou a mim, Cleber Faria Fernandes, para secretariá-la. Ordem do dia: Deliberar sobre a: (a) constituição da Companhia; (b) subscrição e forma de integralização de seu capital social; (c) aprovação do Estatuto Social da Companhia; (d) elaboração da ata em forma de sumário; e (e) eleição dos membros da Diretoria da Companhia. Deliberações: Dando início aos trabalhos e seguindo a ordem do dia, a Assembleia deliberou, por unanimidade: (a) constituir a Z.X.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., sociedade por ações com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, CEP 01405-001; (b) fixar o capital social da Companhia em R$ 500,00 (quinhentos reais) dividido em 500 (quinhentas) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente subscritas e parcialmente integralizadas, nesta data, conforme boletins de subscrição anexos; (c) aprovar, sem qualquer ressalva, o Estatuto Social da Companhia, que passa a fazer parte integrante da presente ata (Anexo I); (d) aprovar, nos termos, do § 1º, art. 130, da Lei nº 6.404/76, lavrar a ata desta Assembleia em forma de sumário; (e) eleger as pessoas abaixo qualificadas para compor a Diretoria com mandato anual que vigorará até a posse dos eleitos pela Assembleia Geral Ordinária de 2013: Diretores: Sueli de Fátima Ferretti, brasileira, solteira, analista, residente e domiciliada na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portadora da cédula de identidade RG nº 7.743.932 expedida pela SSP/SP, inscrita no CPF/MF sob o nº 764.868.778-04, para o cargo de Diretora; Cleber Faria Fernandes, brasileiro, casado, técnico em contabilidade, residente e domiciliado na Cidade e Estado de São Paulo, com endereço comercial na Rua Pamplona, 818, 7º andar, conjunto 71, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, portador da cédula de identidade RG nº 23.360.684-1 expedida pela SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob o nº 192.212.358-74, para o cargo de Diretor. Os membros da Diretoria ora eleitos declararam ter ciência do disposto no artigo 147 da Lei nº 6.404/76, não tendo sido condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata que, lida e aprovada, foi assinada pelos presentes. São Paulo, 11 de junho de 2012. Sueli de Fátima Ferretti, Presidente da Assembleia e Diretora eleita; Cleber Faria Fernandes, Secretário da Assembleia e Diretor eleito. Visto do advogado: Renato Dias Pinheiro, OAB/SP 105.311-A, OAB/RJ 19.553. n Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Junta Comercial do Estado de São Paulo. NIRE S/A. Certifico o registro sob o número 3530044228-8, em 13.07.12. Gisela Simiema Ceschin, Secretária Geral. n Anexo I – ESTATUTO SOCIAL DA Z.X.T.S.P.E. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES S.A. Capítulo I – Da Denominação, Sede, Objeto e Duração. Artigo primeiro – A Z.X.T.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A. é uma sociedade anônima que rege-se por este Estatuto Social e pelas demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo segundo – A Companhia tem sede e foro na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Pamplona, nº 818, 9º andar, conjunto 92, Bairro Jardim Paulista, CEP 01405-001, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, podendo abrir filiais, agências ou escritórios por deliberação da Diretoria. Artigo terceiro – A Companhia tem por objeto social a participação em outras sociedades, como sócia ou acionista, no país ou no exterior (“holding”). Artigo quarto – A Sociedade terá prazo indeterminado de duração. Capítulo II – Do Capital. Artigo quinto – O capital social é de R$ 500,00 (quinhentos reais), representado por 500 (quinhentas) ações, sendo todas ordinárias nominativas, sem valor nominal, sendo R$ 200,00 (duzentos reais) integralizados e o restante a integralizar no prazo de 12 meses a contar desta Assembleia. Parágrafo primeiro – Cada ação corresponde a um voto nas deliberações sociais. Parágrafo segundo – As ações provenientes de aumento de capital serão distribuídas entre os acionistas, na forma da lei, no prazo que for fixado pela Assembleia que deliberar sobre o aumento de capital. Parágrafo terceiro – Mediante aprovação de acionistas representando a maioria do capital social, a Companhia poderá adquirir as próprias ações para efeito de cancelamento ou permanência em tesouraria, sem diminuição do capital social, para posteriormente aliená-las, observadas as normas legais e regulamentares em vigor. Capítulo III – Da Assembleia Geral. Artigo sexto – A Assembleia Geral reunir-se-á, ordinariamente, nos 4 (quatro) primeiros meses após o encerramento do exercício social, e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem. Parágrafo primeiro – A Assembleia Geral será presidida por acionista ou Diretor eleito no ato, que convidará, dentre os Diretores ou acionistas presentes, o Secretário dos trabalhos. Parágrafo segundo – As deliberações das Assembleias Gerais Ordinárias e Extraordinárias, ressalvadas as exceções previstas em lei e sem prejuízo do disposto neste Estatuto Social, serão tomadas por maioria absoluta de voto, não computando os votos em branco. Capítulo IV – Da Administração. Artigo sétimo – A administração da Companhia será exercida por uma Diretoria, composta por no mínimo 2 (dois) e no máximo 10 (dez) membros, todos com a designação de Diretores, podendo ser acionistas ou não, residentes no país, eleitos anualmente pela Assembleia Geral, permitida a reeleição. Vencido o mandato, os Diretores continuarão no exercício de seus cargos, até a posse dos novos eleitos. Parágrafo primeiro – Os Diretores ficam dispensados de prestar caução e seus honorários serão fixados pela Assembleia Geral que os eleger. Parágrafo segundo – A investidura dos Diretores nos cargos far-se-á por termo lavrado no livro próprio. Artigo oitavo – No caso de impedimento ocasional de um Diretor, suas funções serão exercidas por qualquer outro Diretor, indicado pelos demais. No caso de vaga, o indicado deverá permanecer no cargo até a eleição e posse do substituto pela Assembleia Geral. Artigo nono – A Diretoria tem amplos poderes de administração e gestão dos negócios sociais, podendo praticar todos os atos necessários para gerenciar a Sociedade e representá-la perante terceiros, em juízo ou fora dele, e perante qualquer autoridade pública e órgãos governamentais federais, estaduais ou municipais; exercer os poderes normais de gerência; assinar documentos, escrituras, contratos e instrumentos de crédito; emitir e endossar cheques; abrir, operar e encerrar contas bancárias; contratar empréstimos, concedendo garantias; adquirir, vender, onerar ou ceder, no todo ou em parte, bens móveis ou imóveis. Artigo décimo – A representação da Companhia em juízo ou fora dele, assim como a prática de todos os atos referidos no artigo nono competem a qualquer Diretor, agindo isoladamente, ou a um ou mais procuradores, na forma indicada nos respectivos instrumentos de mandato. A nomeação de procurador(es) dar-se-á pela assinatura isolada de qualquer Diretor, devendo os instrumentos de mandato especificarem os poderes conferidos aos mandatários e serem outorgados com prazo de validade não superior a um ano, exceto em relação às procurações “ad judicia”, as quais poderão ser outorgadas por prazo indeterminado. Parágrafo único – Dependerão da aprovação de acionistas representando a maioria do capital social a prestação de avais, fianças e outras garantias em favor de terceiros. Artigo décimo primeiro – Compete à Diretoria superintender o andamento dos negócios da Companhia, praticando os atos necessários ao seu regular funcionamento. Capítulo V – Conselho Fiscal. Artigo décimo segundo – A Companhia terá um Conselho Fiscal, de funcionamento não permanente que, quando instalado, deverá ser composto de, no mínimo, 3 (três) e, no máximo, 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não. Parágrafo único – Os membros do Conselho Fiscal serão eleitos pela Assembleia Geral Ordinária para um mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição. Capítulo VI – Disposições Gerais. Artigo décimo terceiro – O exercício social da Sociedade coincide com o ano civil, encerrando-se em 31 de dezembro de cada ano. Quando do encerramento do exercício social, a Sociedade preparará um balanço patrimonial e as demais demonstrações financeiras exigidas por lei. Artigo décimo quarto – Os lucros apurados em cada exercício terão o destino que a Assembleia Geral lhes der, conforme recomendação da Diretoria, depois de ouvido o Conselho Fiscal, quando em funcionamento, e depois de feitas as deduções determinadas em lei. Artigo décimo quinto – Mediante decisão de acionistas representando a maioria do capital social, a Sociedade poderá preparar balanços intercalares a qualquer momento, a fim de determinar os resultados e distribuir lucros em períodos menores. Artigo décimo sexto – A Sociedade distribuirá, como dividendo obrigatório em cada exercício social, o percentual mínimo previsto e ajustado nos termos da legislação aplicável. Artigo décimo sétimo – A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei ou por deliberação da Assembleia Geral, com o quorum de acionistas representando a maioria do capital social, a qual determinará a forma de sua liquidação, elegerá os liquidantes e fixará a sua remuneração. Artigo décimo oitavo – Qualquer ação entre os acionistas ou deles contra a Companhia, baseada neste Estatuto Social, será proposta no foro da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo. Sueli de Fátima Ferretti, Presidente; Cleber Faria Fernandes, Secretário.

CRILIPAR PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS S/A

BV FINANCEIRA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO CNPJ/MF Nº 01.149.953/0001-89 - NIRE Nº 35.300.145.399 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, REALIZADA EM 02 DE AGOSTO DE 2012 1. Data, Hora e Local: Dia 02 de agosto de 2012, às 11:00 horas, na sede social, localizada na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 8º andar, Conjunto 82, na Capital do Estado de São Paulo. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença dos Acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa Dirigente: João Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 4. Ordem Do Dia: (i) Aprovar o remanejamento de cargos dos membros que compõem a Diretoria da BV Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento (“BV Financeira”); e (ii) Re-ratificar a destituição do Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, abaixo qualificado, ao cargo de Diretor Executivo da BV Financeira. 5. Deliberação: Por unanimidade de votos, foram deliberados: (i) o remanejamento de cargos dos membros que atualmente compõem a Diretoria da BV Financeira, da seguinte forma: (a) Os Srs. Marcos Lima Monteiro, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG nº 19.897.606-9 SSP/SP e do CPF/MF sob nº 105.109.428-30; Pedro Paulo Mollo Neto, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG nº 15.549.680-3 SSP/SP e do CPF/MF nº 125.968.388-50; e Alvaro Jorge Fontes de Azevedo, brasileiro, casado, economista, portador da Cédula de Identidade RG nº 05759709-8 e inscrito no CPF/ MF sob nº 809.204.977-72, todos com endereço comercial na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, Vila Gertrudes, passam a ocupar os cargos de Diretores Gerentes da BV Financeira, sendo que os respectivos mandatos permanecem em vigor até a Assembleia Geral Ordinária da BV Financeira a realizar-se em 2013; e (b) O Sr. Bartholomeu Antonio Gonzaga Machado Ribeiro, brasileiro, casado, contador, portador da Cédula de Identidade RG n° 5597470 – SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob n° 529.867.998-68, com endereço comercial na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar, Vila Gertrudes, passa a ocupar o cargo de Diretor sem designação especial da BV Financeira, sendo que seu mandato permanece em vigor até a Assembleia Geral Ordinária da BV Financeira a realizar-se em 2013. (ii) os Acionistas re-ratificam a deliberação tomada na Assembleia Geral Extraordinária da BV Financeira, realizada em 15/06/2012, para fazer constar que o Sr. Walter Guilherme Piacsek Junior, brasileiro, casado, administrador de empresas, portador da Cédula de Identidade RG n° 11.758.887 SSP/SP e do CPF/MF n° 12 e.230.35867, foi destituído do cargo de Diretor Executivo da BV Financeira, por iniciativa da BV Financeira, com vigência a partir de 01/07/2012. 6. Encerramento: O Sr.Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação.Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes. (aa) João Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; p. Banco Votorantim S.A., João Roberto Gonçalves Teixeira e Marcos Lima Monteiro.A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio.São Paulo, 02 de agosto de 2012.Marta Cibella Knecht - Secretária. Arquivado na JUCESP em 16.08.12, sob nº 356.882/12-3. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

NIRE 35300376633 / CNPJ 07.667.683/0001-84 Certidão da Ata de Assembleia Geral Extraordinária Data, hora e local: aos 30/04/2012, às 11:00 hs, na sede da Companhia, situada na Rua Iguatemi, 448, cj. 210, nos termos previstos da lei, ordinariamente, nos quatro primeiros meses depois de findo o exercício social e Itaim Bibi/SP, CEP: 01451-010. Convocação e Presença: dispensada a convocação pela imprensa, na forma do extraordinariamente sempre que os interesses sociais exigirem o pronunciamento dos acionistas. § único art. 124, §4º da Lei 6.404/76, considerando a presença da totalidade dos Acionistas, conforme se verifica pelas Os anúncios ou convites das convocações deverão conter, ainda que sumariamente, o objeto da reunião e assinaturas lançadas no livro de Registro de Presença. Composição da mesa: Rebeca da Silva Rodrigues dos designar o dia, a hora e o local para realização da assembleia geral, os quais, além das publicações legalmente Santos, como Presidente da Assembleia, e Grazzieli Maria Romeira Portella Silva Gomes Rocha, como Secretária. previstas, deverão ser remetidos por via postal para os acionistas, com aviso de recebimento. Art. 9º - Somente Ordem do dia: a) criação de ações preferenciais de classe especial; b) aumento do capital social com a poderão tomar parte das deliberações das Assembleias Gerais os titulares de ações ordinárias nominativas integralização imediata das ações preferenciais de classe especial; c) instituição do direito de recesso para os devidamente registradas, em seu nome, no livro de registro de ações da Sociedade. Art. 10. - Os trabalhos da acionistas dissidentes; d) alteração do artigo 14 do estatuto social que dispõe acerca da administração da Assembleia Geral serão iniciados em primeira convocação com presença de sócios que representem a maioria sociedade; e) Consolidação do estatuto social, com a revisão de todos os seus artigos. Deliberações: por absoluta de votos em segunda convocação com qualquer quorum e serão dirigidos por um presidente da mesa unanimidade dos presentes, abstendo-se os legalmente impedidos, foi deliberado o seguinte: posta em votação a eleito pela própria Assembleia, o qual nomeará um secretário. Art. 11. - As resoluções das assembleias gerais matéria contida no item “a” da Ordem do Dia, foi aprovada a criação de ações preferenciais de classe “a”, com os serão tomadas por maioria absoluta de votos dos presentes, não se computando no cálculo os votos em branco. seguintes direitos: I) prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo; II) faculdade de aprovar, por maioria Art. 12. - Os acionistas poderão ser representados nas assembleias gerais por seus procuradores ou simples de voto dos detentores de ações preferenciais e em assembleia especial, os seguintes atos da representantes legais constituídos na forma da lei. Art. 13. - Compete à Assembleia Geral deliberar sobre as Companhia, deliberados em assembleia geral dos detentores de ações ordinárias e/ou pelos órgãos da matérias aludidas no art. 122 da Lei 6.404/76. §1º - Dependerá de aprovação de acionistas detentores de pelo administração da Companhia: a) a alienação ou oneração de bens imóveis da Companhia; b) a assunção de menos 2/3 (dois terços) do capital social as deliberações sobre: (i) qualquer redução ou aumento de capital obrigações pela Companhia, em negócios ou contratos que, individualmente, refiram-se a valores superiores a mediante aproveitamento de reserva de lucro ou captação de recurso mediante a emissão de novas ações, exceto R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais); c) as alterações dos estatutos sociais que possam, de maneira direta ou sob a modalidade de subscrição pública de ações em virtude de abertura do capital da Companhia; (ii) abertura indireta, interferir nos direitos indicados nas alíneas anteriores. Em seguida, posta em votação a matéria contida de capital da Companhia; (iii) alteração do objeto social; (iv) operações de fusão, cisão, incorporação, aquisição e no item “b” da Ordem do Dia, foi aprovada o aumento do capital social da Companhia em R$ 3,00 (três reais) alienação de participações societárias; (v) alteração da denominação social; (vi) dissolução da companhia. mediante a integralização neste ato e em moeda corrente nacional de 3 (três) ações preferenciais de classe “a”, §2º - Dependerá de aprovação por maioria simples dos acionistas titulares de ações preferenciais classe “a”, pelo que o capital social passa a ser de R$ 2.500.003,00 (dois milhões, quinhentos mil e três reais), correspondente reunidos em assembleia especial, as deliberações tomadas em assembleia geral dos detentores de ações a 2.500.000 (dois milhões e quinhentas mil) ações ordinárias nominativas de classe única e sem valor nominal, e ordinárias e/ou aquelas tomadas pelos órgãos da administração da Companhia: (i) alienação ou oneração de bens 3 (três) ações preferenciais de classe “a”. Com isso, passa a ser a seguinte a redação dos art. 6º e 13 e respectivos imóveis da Companhia; (ii) assunção, pela Companhia, de obrigações em negócios ou contratos que, parágrafos do estatuto social: “Art. 6º - O capital social totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente individualmente, refiram-se a valores superiores a R$ 1.000.000,00 (um milhão e reais), corrigidos anualmente de nacional é de R$ 2.500.003,00 (dois milhões e quinhentos mil e três reais), dividido em 2.500.000 (dois milhões e acordo com a variação do IGP-M (FGV); (iii) as alterações dos estatutos sociais que possam, de maneira direta ou quinhentas mil) ações ordinárias nominativas, de classe única e sem valor nominal, e 3 (três) ações preferenciais indireta, interferir nos direitos indicados nas alíneas anteriores. Art. 14. - A sociedade será administrada por uma de classe “a”. §1º - As ações são indivisíveis perante a Sociedade. §2º - As ações ordinárias correspondem, cada diretoria eleita pela assembleia geral e composta de, no máximo, 3 (três) diretores, sendo pelo menos 1 (um) deles uma delas, a um voto nas deliberações das assembleias gerais. §3º - As ações preferenciais de classe “a” terão acionista, residentes no país, todos com mandato de 3 (três) anos, sendo permitida a reeleição. § único prioridade na distribuição de dividendo, fixo ou mínimo. §4º - A Sociedade poderá emitir títulos múltiplos de ações Os diretores permanecerão em seus cargos até a eleição e posse de seus substitutos. Art. 15. - A Diretoria terá a ou cautelas que as representem, desde que satisfeitos os requisitos legais. Art. 13. - Compete à Assembleia Geral atribuições e os poderes que lhe confere, para assegurar o funcionamento regular da sociedade. Competirá a deliberar sobre as matérias aludidas no art. 122 da Lei 6.404/76. § 1º - Dependerá de aprovação ºde acionistas todos os Diretores, agindo sempre em conjunto: (i) Convocar as reuniões da Diretoria; (ii) Executar e fazer cumprir detentores de pelo menos 2/3 (dois terços) do capital social as deliberações sobre: (i) qualquer redução ou as disposições destes Estatutos e das Assembleias Gerais e exercer a supervisão da Sociedade e sua aumento de capital mediante aproveitamento de reserva de lucro ou captação de recurso mediante a emissão de Administração; (iii) Representar a Sociedade, ativa e passivamente, em juízo ou fora dele; (iv) Gerir e administrar novas ações, exceto sob a modalidade de subscrição pública de ações em virtude de abertura do capital da os negócios sociais, interna e externamente, contratar e demitir auxiliares e empregados, demandar, transigir, Companhia; (ii) abertura de capital da Companhia; (iii) alteração do objeto social; (iv) operações de fusão, cisão, contrair obrigações, podendo inclusive alienar bens imóveis, hipotecar, constituir penhor de qualquer natureza, incorporação, aquisição e alienação de participações societárias; (v) alteração da denominação social; caucionar títulos ou direitos creditórios e dar bens móveis por alienação fiduciária em garantia, outorgar (vi) dissolução da companhia. §2º - Dependerá de aprovação por maioria simples dos acionistas titulares de ações procurações, organizar e apresentar anualmente o Relatório, o Balanço Geral de todas operações sociais e preferenciais classe “a”, reunidos em assembleia especial, as deliberações tomadas em assembleia geral dos praticar enfim, todos os atos relativos aos fins sociais. § Único: São expressamente proibidos e serão nulos de detentores de ações ordinárias e/ou aquelas tomadas pelos órgãos da administração da Companhia: (i) alienação pleno direito quaisquer atos praticados por Diretores, Procuradores ou Empregados da sociedade, ainda que em ou oneração de bens imóveis da Companhia; (ii) assunção, pela Companhia, de obrigações em negócios ou conjunto com um dos Diretores, em nome desta, que sejam estranhos aos objetivos sociais e aos negócios da contratos que, individualmente, refiram-se a valores superiores a R$ 1.000.000,00 (um milhão e reais), corrigidos Sociedade, tais como, mas não se limitando: avais, endossos, fianças e outras garantias em favor de terceiros ou anualmente de acordo com a variação do IGP-M (FGV); (iii) as alterações dos estatutos sociais que possam, de de empregados, excluídos aqueles praticados em favor de coligadas ou controladas e desde que firmados por maneira direta ou indireta, interferir nos direitos indicados nas alíneas anteriores.” Colocada em votação a matéria 2 (dois) Diretores ou, eventualmente, por 1 (um) Diretor e 1 (um) Procurador constituído especialmente para a constantes do item “c“ da Ordem do Dia, aprovaram os acionistas a instituição do direito de recesso dos prática desse ato. Art. 16. - Os atos de emissão de cheques e endossos, duplicatas, cambiais, notas promissórias acionistas dissidentes, estabelecendo que o acionista que desejar se retirar da Companhia deverá, com e outros títulos, descontos, caução ou cobrança em favor da Sociedade serão praticados em conjunto de dois antecedência mínima de 60 (sessenta) dias e por escrito, comunicar a sua intenção à Companhia e aos demais Diretores ou por um Diretor e um Procurador com poderes especiais para esse fim, este, necessariamente sócios, ficando os mesmos ou a Companhia, havendo lucros acumulados em valor suficiente, na obrigação de lhe constituído pelos Diretores em nome da Sociedade. Art. 17. - Os Diretores distribuirão entre si as atribuições pagar os haveres no prazo nunca superior a 60 (sessenta) meses, neste caso com correção monetária equivalente especiais que devem pertencer a cada um. § único - Nas reuniões, os Diretores ausentes poderão votar por carta à variação do IGP-M, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); ocorrendo a extinção deste índice, seu ou telegrama sobre determinados assuntos. Em caso de vaga definitiva de um Diretor, a Assembleia Geral congelamento ou substituição, adotar-se-á, de imediato, o IGP, índice também divulgado pela FGV; havendo escolherá um Diretor, o qual exercerá as funções pelo tempo que restava ao Diretor substituído. Art. 18. - Quando também a sua extinção, adotar-se-á o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e caso venha este a ser instalado, o Conselho Fiscal será composto de três a cinco membros, e suplentes em igual número, e sua extinto, aplicar-se-á como base outro parâmetro oficialmente adotado para registro da correção do poder aquisitivo remuneração será fixada pela Assembleia que o eleger. Art. 19. - O Conselho Fiscal é órgão não permanente que da moeda interna. O valor da participação do acionista que se retire da Companhia será calculado em balanço somente será instalado pela Assembleia Geral a pedido dos Acionistas na conformidade legal. Cap. IV - Exercício especial, tomando-se o critério do patrimônio líquido, consideradas as contingências não incluídas nas últimas Social e Demonstrações Financeiras - Art. 20. - O exercício social terá duração de um ano e coincide com o ano demonstrações financeiras e que venham a ser apuradas. Com isso, passa a ser a seguinte a redação no novo civil. Art. 21. - Ao fim de cada exercício social, a Diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da art. 24 dos estatutos sociais: “Art. 24. O acionista que desejar se retirar da Companhia deverá, com antecedência companhia, as demonstrações financeiras exigidas pela lei das sociedades anônimas e elaboradas segundo mínima de 60 (sessenta) dias e por escrito, comunicar a sua intenção à Companhia e aos demais acionistas, critérios nela contidos. Cap. V - Lucros e sua Distribuição - Art. 22. - Do lucro líquido do exercício, observadas ficando os mesmos ou a Companhia, havendo lucros acumulados em valor suficiente, na obrigação de lhe pagar as deduções legais, serão destinadas as parcelas correspondentes à reserva legal e ao dividendo obrigatório os haveres no prazo de até 60 (sessenta) meses, neste caso com correção monetária equivalente à variação do de 25% (vinte e cinco por cento) calculado sobre o lucro líquido ajustado nos termos do art. 202 da Lei 6404/76. IGP-M, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); ocorrendo a extinção deste índice, seu congelamento ou O saldo remanescente será colocado à disposição da Companhia. §1º - A Diretoria fica autorizada a levantar a substituição, adotar-se-á, de imediato, o IGP, índice também divulgado pela FGV; havendo também a sua seu critério, balanços mensais e semestrais, podendo declarar dividendos à conta do lucro apurado nesse extinção, adotar-se-á o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e caso venha este a ser extinto, aplicar- balanço, o qual deverá satisfazer todas as exigências legais, e que serão pagos “Ad Referendum” da próxima se-á como base outro parâmetro oficialmente adotado para registro da correção do poder aquisitivo da moeda Assembleia Geral Ordinária. §2º - Poderão ser declarados, a critério da Diretoria, dividendos intermediários, à interna. O valor da participação do acionista que se retire da Companhia será calculado será calculado em balanço conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual, mensais ou semestrais especial, tomando-se o critério do patrimônio líquido, consideradas as contingências não incluídas nas últimas e que serão pagos, ad-referendum da próxima Assembleia Geral Ordinária, observados os limites do art. 204, demonstrações financeiras e que venham a ser apuradas. Passando ao item “d“ da Ordem do Dia, aprovaram os da Lei 6.404/76. Cap. VI - Dissolução e Liquidação - Art. 23. - Em todos os casos de liquidação da sociedade, acionistas a alteração do art. 14 do estatuto social, que passará a ter a seguinte redação: “Art. 14. A sociedade a Diretoria fica automaticamente investida nas funções de liquidante, com amplos poderes para praticar todos será administrada por uma diretoria eleita pela assembleia geral e composta de, no máximo, 3 (três) diretores, os atos necessários à sua liquidação, sem prejuízo da Assembleia deliberar o que de direito. Art. 24. sendo pelo menos 1 (um) deles acionista, residentes no país, todos com mandato de 3 (três) anos, sendo O acionista que desejar se retirar da Companhia deverá, com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias e por permitida a reeleição.” Por fim, quanto ao item “e” da Ordem do Dia, deliberaram os acionistas consolidar os escrito, comunicar a sua intenção à Companhia e aos demais acionistas, ficando os mesmos ou a Companhia, artigos do estatuto social que passam, então, a ter a seguinte redação: “Cap. I - Denominação, Sede, Duração havendo lucros acumulados em valor suficiente, na obrigação de lhe pagar os haveres no prazo de até e Objeto - Art. 1º - A sociedade de capital fechado, sob a denominação de Crilipar Participações e Empreendimentos 60 (sessenta) meses, neste caso com correção monetária equivalente à variação do IGP-M, divulgado pela S/A, é regida pelos presentes estatutos e disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2º - A Sociedade tem Fundação Getúlio Vargas (FGV); ocorrendo a extinção deste índice, seu congelamento ou substituição, adotarsua sede e foro em SP/SP, na Rua Iguatemi, 448, 2º andar, cj 210, Itaim Bibi, CEP: 01451-010. Art. 3º - se-á, de imediato, o IGP, índice também divulgado pela FGV; havendo também a sua extinção, adotar-se-á o A Sociedade poderá, a critério da Diretoria, abrir filiais, escritórios ou sucursais, dentro e fora do território nacional. Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e caso venha este a ser extinto, aplicar-se-á como base outro Art. 4º - A Sociedade tem por objeto a participação em negócios de qualquer natureza, excluídos aqueles parâmetro oficialmente adotado para registro da correção do poder aquisitivo da moeda interna. O valor da regulamentados por lei, bem como a participação em outras sociedades, simples, empresárias ou por ações, na participação do acionista que se retire da Companhia será calculado em balanço especial, tomando-se o critério qualidade de quotista ou acionista. Art. 5º - O prazo de duração da Sociedade será indeterminado. do patrimônio líquido, consideradas as contingências não incluídas nas últimas demonstrações financeiras e Cap. II - Capital Social - Art. 6º - O capital social totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional que venham a ser apuradas. Cap. VII - Interpretação dos Estatutos - Art. 25. - Aplicam-se aos casos omissos é de R$2.500.003,00 (dois milhões e quinhentos mil e três reais), dividido em 2.500.000 (dois milhões e quinhentas ou duvidosos as disposições legais vigentes”. Observações Finais: 1) redação da ata pelo sumário dos fatos mil) ações ordinárias nominativas, de classe única e sem valor nominal, e 3 (três) ações preferenciais de classe ocorridos e das decisões tomadas; 2) ficam arquivados na sede da companhia os documentos citados. “a”. §1º - As ações são indivisíveis perante a Sociedade. §2º - As ações ordinárias correspondem, cada uma delas, Encerramento e aprovação da ata: Nada mais havendo a tratar, procedeu-se a lavratura desta ata em a um voto nas deliberações das assembleias gerais. §3º - As ações preferenciais de classe “a” terão prioridade na duplicata como dispõe o art. 87, §4º da Lei 6.404/76, a qual foi lida, conferida e achada conforme, segue distribuição de dividendo, fixo ou mínimo. §4º - A Sociedade poderá emitir títulos múltiplos de ações ou cautelas assinada pelos acionistas presentes. Na qualidade de Secretária da Assembleia, declaro que a presente é cópia que as representem, desde que satisfeitos os requisitos legais. Cap. III - Órgãos da Sociedade - Art. 7º - fiel da original lavrada em livro próprio. Rebeca da Silva Rodrigues dos Santos - Presidente da Assembleia; A Assembleia Geral e a Diretoria são órgãos de funcionamento permanente e o Conselho Fiscal é órgão de Grazzieli Maria Romeira Portella Silva Gomes Rocha - Secretária. JUCESP nº 292.548/12-6 em 10/07/2012. instalação e funcionamento transitórios. Art. 8º - A Assembleia Geral dos Acionistas reunir-se-á por convocação, Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

COOPERATIVA DE PRODUÇÃO, COLETA, TRIAGEM, TRANSFERÊNCIA, COMERCIALIZAÇÃO DE RECICLÁVEIS E RECICLADOS TIETÊ - COOPER. CENTRAL TIETÊ Convocação Assembleia Geral Ordinária A Cooperativa de Produção, Coleta, Triagem, Transferência, Comercialização de Recicláveis e Reciclados Tietê - COOPER. CENTRAL TIETÊ, CNPJ: 06.996.360/0001-71, NIRE: 35.400.079.461, convoca seus cooperados (as), em condições de votar, para comparecerem à assembleia geral ordinária, que será realizada em sua sede social, Av. Salim Farah Maluf, 179 Tatuapé - São Paulo - Estado de São Paulo, às 8:00 horas do dia 10 de setembro de 2012, e, em primeira convocação, às 8:00 horas, com 2/3 (dois terços) dos seus Cooperados(as) e, em 2ª convocação, às 09:00 horas, com a metade mais um dos seus cooperados(as), ou em 3ª convocação, às 10:00 horas, com o mínimo de 10 cooperados(as), para tratar da seguinte Ordem do dia: a) prestação de contas do órgão de administração, compreendendo Balanço Patrimonial do período de 01/01/2011 a 31/12/2011; b) Destinação das sobras líquidas do exercício de 2011; c) Eleição do Conselho Fiscal; d) aprovação do projeto do BNDES; e) Aquisição de ativo imobilizado e f) Outros assuntos de interesse da cooperativa. MINK COMÉRCIO E INDÚSTRIA, CNPJ n° 66.731.654/0001-01 e Inscrição Estadual nº 636.130.275.112, estabelecida à Rua Manoel Coelho, nº 600 - loja 10 - São Caetano do Sul, DECLARA, para os devidos fins de direito, que extraviou: Livros Fiscais de Entrada, Livros Fiscais de Saída, Livros de Apuração ICMS, Livros Inventário, Registro Utilização Documentos Fiscais, Termos de Ocorrências e Blocos de Notas Fiscais usadas e em branco, AIDFs e demais documentos fiscais relativos ao ICMS.

PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP AVISO - Processo nº 108/2012 – Pregão Presencial nº 044/2012 Objeto: Aquisição de Materiais para cursos de Pintura em Tecido, Boneca e Tear, biscuit e manicure e pedicure, para serem utilizados pela Diretoria de Assistência Social, conforme descrição no Anexo I. A Prefeitura da Estância Balneária de Mongaguá torna público, e para conhecimento dos interessados em participar da licitação supramencionadas, que fica adiado o início da sessão de lances para o dia 12/09/2012, às 14h00min. O edital encontra-se à disposição dos interessados, no endereço eletrônico www.mongagua.sp.gov.br, através do aplicativo Licitações Pregão Presencial. Para qualquer esclarecimento, entrar em contato pelos telefones (13) 3445-3067 - 3445-3082, e pelo e-mail: licitação@mongagua.sp.gov.br – Salim Issa Salomão - Autoridade Competente.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O único risco de a inflação não acelerar para 6% é a quebra da zona do euro. Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados

conomia

A menor taxa de juros da história Banco Central corta Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 8% para 7,5% ao ano, novo recorde de baixa desde a criação da taxa, em 1986. Patricia Cruz/LUZ

O

Banco Central (BC) anunciou ontem o nono corte consecutivo da taxa básica de juros (Selic), que caiu de 8% para 7,5% ao ano, alcançando um novo mínimo histórico desde 1986. Em nota, o BC informou que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime. O BC também deixou aberta a possibilidade de nova redução da taxa Selic na sua próxima reunião, em 9 e 10 de outubro. Mas esse corte deve ser menor. Disse ainda que os cortes já realizados se refletem, em parte, na recuperação da atividade econômica. Por isso, entende que, se o cenário econômico "comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia". Para Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), “a redução em meio ponto percentual da taxa Selic corresponde às expectativas do mercado, e se mostra consistente com o cenário externo de incertezas e com o moderado nível da atividade

Acreditamos haver ainda espaço para novas reduções dos juros, para que a economia brasileira possa crescer a taxas mais elevadas em 2013. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E DA FACESP

doméstica". "Acreditamos haver ainda espaço para novas reduções dos juros, para que a economia brasileira possa crescer a taxas mais elevadas em 2013”, complementou. Sem surpresa – A decisão de ontem já era esperada pela maior parte do mercado financeiro, que prevê agora um corte de mais 0,25 ponto percentual em 40 dias, como mostravam ontem os contratos de juros negociados na BM&F

Bovespa, que também servem de referência para as taxas cobradas do consumidor. Parte dos analistas, no entanto, acha que o BC vai levar a taxa básica a 7% neste ano. Essa expectativa se deve à avaliação de que a economia brasileira vai seguir em ritmo lento, com possibilidade de registrar um crescimento abaixo de 2% neste ano. E também que a alta recente da inflação não ameaça o cumprimento

da meta. Há ainda aqueles que projetam que o BC vai parar de cortar os juros neste ano para não ser levado a subir novamente a taxa no começo de 2013, quando crescimento e inflação devem ser maiores do que em 2012. O economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, está entre aqueles que avaliam que este pode ter sido o último corte de juros do ciclo atual. "A gente

Trajetória de queda da Selic deve continuar até o fim do ano Rejane Tamoto

Leonardo Rodrigues/Digna Imagem

À

espera da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os economistas projetam que a taxa básica de juros (Selic) continuará sua trajetória de queda nas próximas duas reuniões, marcadas para outubro e novembro. Após os ajustes, o mercado espera que a Selic termine 2012 em 7% ou 7,25% ao ano. A dúvida que resta é até quando a taxa pode cair sem causar prejuízo futuro à inflação. Na opinião do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o governo deixou de perseguir o centro da meta de inflação, de 4,5%, desde 2008. A consultoria projeta uma Selic de 7% e uma inflação de 5,3% para este ano. Para 2013, Vale estima uma inflação maior, de 6%, e uma Selic de 8% ao ano, com viés de alta. "O único risco de a inflação não acelerar para 6% no próximo ano é de uma possível quebra da zona do euro", diz Vale. A Tendências Consultoria também desenha um cenário de maior aceleração para a inflação e para o juro. O economista Silvio Campos Neto estima que a Selic volte a subir já em abril e encerre 2013 em 9,5% ao ano, por causa do aumento da inflação, estimada em 6% ao ano. "Isso porque a economia pode ter um desempenho melhor devido a desonerações fiscais, queda de juros e mercado de trabalho sólido", afirma Neto, que projeta um Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% para 2013. O economista da LCA Consultoria, Antonio Madeira, vê uma taxa

Monalisa Lins/e-SIM

Diretor do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi (ao alto), e o economista da ACSP, Emilio Alfieri (ao lado): governo reduziu gastos com juros da dívida pública.

básica em 7,5% para este ano, com um viés de baixa de 0,25 ponto percentual. Ele projeta um período mais longo com a taxa neste patamar, até o terceiro trimestre de 2013, já que a reação das quedas recentes da Selic deve demorar a surtir efeito. "Depois voltaria ao patamar de 9% para garantir que a inflação não estoure o teto da meta. Entendemos que esse ajuste pode ser feito mais para o final de 2013, pois deve demorar para deslanchar o programa de investimentos (lançado pelo governo)", afirma.

Por enquanto, a desaceleração da economia e o cenário externo ruim são as principais preocupações do governo e do Banco Central (BC). Na análise do economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri, essa preocupação faz com que a Selic permaneça em torno de 7% por mais tempo do que o resto do mercado prevê. "Acredito que é uma mudança de política econômica do governo. Dizer que no ano que vem a Selic vá subir é prematuro. Primeiro precisaremos ver se a economia brasileira vai

sair da estagnação", diz o economista. Na opinião dele, se a inflação subir, o governo e o BC podem lançar mão de medidas macroprudenciais (para conter o consumo), como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos empréstimos e de compulsórios para os bancos. "O governo já testou estas medidas no passado e pode lançar mão delas para deixar a inflação ao menos abaixo do teto da meta (de 6,5% ao ano)", explica. O economista da ACSP lembra que, ao baixar a Selic e mantê-la em patamares mínimos, o governo também reduz os gastos com os juros da dívida pública. "Essa economia é estimada em 1% do PIB para este ano e poderá ser usada para elevar o investimento em infraestrutura pública, dos atuais 1% para 2% do PIB em 2013", afirma. Quem também acredita no aumento do investimento público com o dinheiro economizado com juros é o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi. Ele estima que a Selic encerre este ano em 7,25% e volte a subir por pressões inflacionárias em 2013, quando a taxa pode atingir 8,5% ao ano. Ainda assim, o diretor da Fractal pondera que a taxa de juros real (descontada da inflação) será de 3% ao ano em 2013, um pouco acima dos 2% ao ano projetados para 2012. "Com a queda dos juros reais, é bem provável que o superávit primário seja menor, em torno de 2,7% do PIB neste ano, abaixo da meta de 3,1%. Não será problema porque a dívida líquida deve cair de 36,5% do PIB em 2011 para 35,5% do PIB."

tem expectativa de que a atividade dê sinais melhores, com o setor industrial patinando um pouco, mas com serviços e emprego forte. E espera uma piora na inflação, que deve acelerar entre outubro e dezembro", disse. Serrano destacou ainda que, até outubro, haverá uma série de decisões importantes dos bancos centrais da Europa e EUA, que podem anunciar novas medidas econômicas.

Trajetória – A taxa básica de juros está em queda desde agosto do ano passado, quando o BC surpreendeu o mercado e começou a reduzir a Selic, então em 12,5% ao ano. Na época, a inflação ameaçava ficar acima do limite de 6,5% fixado pelo governo. A instituição avaliou, entretanto, que a crise internacional iria durar mais que o esperado e jogaria para baixo o crescimento e também os índices de preços. Como a crise ainda traz incertezas e os números da economia brasileira mostram fraca recuperação, analistas mudaram nesta semana suas apostas para os juros nos próximos anos. A expectativa agora é que a taxa básica continue no mínimo histórico por mais tempo e só volte a subir no último trimestre de 2013. Os contratos negociados na bolsa também mostram que a Selic voltaria aos 8% apenas em meados de 2014 e deve continuar abaixo de 10% por pelo menos dez anos. A taxa média de juros ao consumidor, que estava em 46% há um ano, recuou para 36,5%, de acordo com o último dado do BC. Contribuíram para isso o corte das margens dos bancos públicos. (AE/DC)

Poupança rende menos, mas concorre com fundos.

O

novo corte na taxa básica de juros (Selic) acirrou ainda mais a disputa de rentabilidade entre a caderneta de poupança e os fundos de renda fixa. Pelas novas regras da poupança, determinadas em maio, o rendimento fica menor sempre que a Selic estiver em 8,5% ou menos ao ano. Com a Selic em 7,5% ao ano, a poupança vai render 5,25% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Apenas os fundos com taxa de administração igual ou inferior a 0,5% superam o rendimento da poupança no curto prazo. Já os fundos com tempo de aplicação mais longo, entre seis meses e dois anos, ainda são vantajosos com taxas de até 1%. E apenas os fundos com resgate acima de dois anos valem a pena com cust o d e a d m i n i stração de 1,5%. As diferenças entre os produtos são percentualmente peq u e n a s e e x igem atenção do poupador. A partir de agora, a nova poupança terá rendimento anual de 5,25% e mensal de 0,427%. Já um fundo com prazo de aplicação de até 180 dias e taxa de 0,5% renderá 0,44% por mês. No entanto, se o custo de administração subir para 1%, o rendimento já cai para 0,42% – inferior, portanto, à caderneta, segundo simulação feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Numa simulação em que a Selic permaneça no patamar de 7,5% por um ano, um investimento de R$ 1 mil na nova poupança resultaria em R$ 1.052,50 no fim do período. "Para não perder clientes, os bancos terão de reduzir mais a taxa de administração e o valor mínimo para aplicação.

Quando a Selic estava acima de 12,5%, eles cobravam 3% ou 4% de taxa de administração. Agora, com o juro mais baixo, não faz sentido", afirma o vice-presidente da Anefac, Miguel de Oliveira. No caso dos fundos, o tempo de aplicação influencia diretamente na rentabilidade, uma vez que a tributação é definida de acordo com o prazo. As alíquotas de Imposto de Renda variam entre 22,5% e 15%, sendo que a última vale para investimentos a partir de dois anos. "Para comparar os fundos com a caderneta, o poupador deve ter atenção especial ao Imposto de Renda", alerta o professor José Dutra Vieira Sobrinho, da Fipecafi. Na avaliação do professor, a ren-

tabilidade divulgada pelas instituições financeiras muitas vezes não considera o impacto do tributo. A vantagem da poupança sobre outras modalidades de investimento é que ela não possui custos administrativos e também não tem a incidência de Imposto de Renda. A caderneta antiga, por outro lado, vem se tornando um investimento cada vez mais atraente nesse cenário de juros em queda. Isso porque, quem fez depósitos até 3 de maio deste ano ainda terá um rendimento de 0,5% ao mês mais a TR. O rendimento anual continua garantido em 6,17%. Quem tem R$ 1 mil aplicado terá ao final de 12 meses R$ 1.061,70. (AE)

DC 30/08/2012  

Diário do Comércio

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