Issuu on Google+

Demóstenes: STF pede quebra de sigilo.

CHOQUE DE VERDADES São Paulo, sexta-feira, 30 de março de 2012

Marcos de Paula/AE

www.dcomercio.com.br Conclusão: 23h55

Ano 87 - Nº 23.594

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

Pág. 10

Imagem Filmes/Divulgação

M

ilitantes pró-Comissão da Verdade sitiaram cerca de 300 militares da reserva reunidos para o debate "1964 – A Verdade" no Clube Militar, na Cinelândia, no Rio. A PM interveio, com gás de pimenta e cassetetes, para separar as duas verdades em choque (foto), na véspera dos 48 anos do "golpe" ou "revolução". Os militares saíram protegidos por um cordão de isolamento. Alguns não escaparam ao banho de tinta ou bombardeio de ovos, mas todos ouviram os gritos de "assassino" e "torturador". Página 5

Dragão da inflação já solta fumaça

MELHOR DA SEMANA

d

Previsão do BC (4,4%) é bem mais otimista do que a de boa parte do mercado. Pág. 37

cultura

RM

48 horas na 'Paris do Oriente' Visita a Xangai passa pelos arranha-céus de Pudong e os prédios em estilo inglês de Puxi, herança do século XIX. Boa Viagem. Pág. 48 Divulgação

Arquivo DC

filme Um Método Perigoso retrata a paixão de Jung por sua discípula Sabina (acima), tendo entre eles Freud, pai da psicanálise. À dir., Rodrigo Santoro na tela, como o craque Heleno, e os Fagundes (Antonio e Bruno) na peça Vermelho. Abaixo, A Dançarina e o Ladrão, fábula no cinema.

Fábio Guinalz/Fotoarena/Folhapress

O

Amarok, feita para incomodar. Paris Filmes/Divulgação

Agora com câmbio automático (8 marchas), picape VW está pronta para encarar adversárias. Pág. 47 HOJE

ISSN 1679-2688

Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 15º C.

23594

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 26º C. Mínima 14º C.

Mais: doces (acima) para a Páscoa; centenário de Mazzaropi; China; Pink Floyd. E Roda do Vinho.

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

2

o

sexta-feira, 30 de março de 2012

Governos se aproveitam do crescimento da corrente "consequencialista" para abusar um pouco nas medidas. José Márcio Mendonça

pinião

O PRINCÍPIO OU A CONSEQUÊNCIA?

EYMAR MASCARO

UM TUCANO QUE

Uma decisão da Justiça, tomada com base em uma ou outra interpretação – "formalista" ou "consequencialista" – pode impactar a vida das pessoas, dos negócios e das instituições.

NÃO SAI DE CENA

G

E

ste é um tema para intermináveis debates entre os juristas. Uma questão formal da Ciência Jurídica, ainda restrito aos meios especializados no Brasil, mas que exige que se tenha sobre ele uma visão política e econômica. Na semana passada, a Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, promoveu um debate para lançamento do livro "Direito e Economia – 30 anos de Brasil", três volumes coordenados pela professora Maria Lúcia de Pádua Lima, com textos, entre outros, dos ex-ministros Bresser Pereira, Pedro Malan e Delfim Netto, e dos juristas Nelson Jobim, Marco Aurélio Mello (um ex-ministro e outro ainda ministro do Supremo Tribunal Federal), Ary Oswaldo Mattos Filho e Carlos Ari Sundfeld. Como debatedores, no evento, Jobim e o economista Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia da GV-SP. Provocado pelo diretor da GV-Direito, Oscar Vilhena, entrou na discussão a questão das duas correntes que hoje marcam as decisões do Judiciário brasileiro: a dos "principistas" (ou formalistas) e a dos "consequencialistas". Grosso modo para os leigos, os primeiros atêm-se, quando julgam, exclusivamente à letra da lei; e os segundos dão predileção às possíveis consequências econômicas, política e sociais de seus votos e de suas sentenças. Temos dois exemplos recentes de decisões tomadas em tribunais superiores em Brasília nas quais em uma delas prevaleceu a corrente dos "consequencialistas" e na outra a dos "formalistas". Antes é bom lembrar que o consequencialismo é muito mais recente no mundo do direito, mas vem ganhando grande

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA corpo no Brasil, especialmente depois da promulgação da Constituição de 1988, um texto muito longo e considerado por muitos analistas como contendo certa vaguidão e ambiguidades.

N

o primeiro caso, em que prevaleceu a corrente "consequencialista" está a decisão do STF a respeito do rito de tramitação no Congresso das Medidas Provisórios. Com base no parecer do ministro Luis Fux, a maioria do tribunal considerou inconstitucional a lei que criou o Instituto Chico Mendes, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, e originária de uma MP editada ainda por Lula. A razão alegada é que a MP não foi analisada previamente por uma Comissão Especial da Câmara e do Senado, criada especialmente para este fim, como determina o texto constitucional. No dia seguinte, constatando que a decisão jogava também na ilegalidade mais de 500 MPs aprovadas nos últimos anos, todas votadas sem passar antes por tal Comissão, o Supremo voltou atrás: validou a MP do Chico Mendes e determinou que apenas daquele dia em diante a exigência preliminar da Constituição tem de ser obedecida. Com isso, os ministros do STF evitaram uma confusão dos diabos na vida nacional, com a instalação de uma grande incerteza jurídica, de consequências danosas e de tama-

nho imprevisível. Na outra ponta, do voto formalista, está a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ontem, por seis votos a cinco, de considerar que o cidadão não pode ser processado ou punido por estar supostamente dirigindo sob efeito de álcool, se não for feito nele exame de sangue ou o teste de bafômetro, como está na chamada Lei Seca. Como a pessoa pode se recusar a fazer o teste ou o exame, considera-se que o alcance da lei estará altamente prejudicado.

A

maioria dos juízes do STJ se apegou à letra fria da lei sem atentar para as consequências positivas desse texto, responsável pela redução de um dos maiores flagelos vivido pelos brasileiros hoje: os acidentes de trânsito, com mortes e mutilações em grande escala. Registre-se que o relator do processo no tribunal foi contra esta interpretação, e defendeu a validade de outros procedimentos para comprovar se o motorista dirigia ou não embriagado. Por esses dois casos dá para sentir como uma decisão, tomada com base em uma ou outra interpretação, pode influir na vida de pessoas, dos negócios e das instituições. Está para entrar na pauta do STF outra questão bastante polêmica desse ponto de vista: o Supremo finalmente pretende julgar em as ações mo-

vidas por poupadores brasileiros contra as regras de correção de suas aplicações estabelecidas nos planos econômicos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. O julgamento já foi adiado algumas vezes por seu caráter explosivo. Esses planos quebraram regras existentes e reduziram o ganho dos poupadores. A alegação é que houve expurgo indevido da correção monetária.

S

e o STF der ganho de causa aos reclamantes, vai sobrar uma conta, hoje calculada em mais R$ 100 bilhões, para os bancos pagarem. Alega-se que isso pode ter graves consequências para a saúde das instituições financeiras. Por outro lado, os bancos poderão reagir, se condenados, tentando passar o passivo para o governo, uma vez que apenas cumpriram o que determinavam as regras desses planos, impostas pelo Executivo. Como se comportará a maioria dos ministro: de olho nos problemas que uma decisão pode causar à economia nacional ou votará com a sociedade, os poupadores? De todo o modo, os governos parecem se aproveitar do crescimento da corrente dos "consequencialistas" para abusar um pouco na hora de editar suas normas e fazer suas políticas, tomando decisões sem medir o que acontecerá depois, confiando que, mesmo que tenha aplicado alguma ilegalidade, ganhará as disputas judiciais pelo medo de se anular o que já está em prática há muito tempo. É uma discussão que precisa se levantada pela sociedade brasileira; não pode ficar restrita ao mundo jurídico. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

anhando ou perdendo a eleição de prefeito de São Paulo, José Serra continuará uma das principais opções do PSDB para concorrer novamente à Presidência da República, em 2014. Sobretudo porque seu rival no partido, Aécio Neves, fracassou como homem da oposição ao governo petista de Dilma Rousseff, no exercício do primeiro ano de mandato no Senado. Serristas desafiam aecistas a apontar algum discurso vigoroso do senador mineiro contra o governo durante todo o ano de 2011, ou, então, o encaminhamento de projetos de impacto e de interesse do País que Aécio tenha apresentado em plenário. José Serra, porém, está firme no propósito de exercer os quatro anos o mandato de prefeito, caso se eleja, embora não esteja afastada a hipótese de vir a ser "convocado" pelo partido para disputar a sucessão de Dilma Rousseff. Apesar da derrota em 2010, Serra obteve 44 milhões de votos e ganhou da petista em 11 dos 27 estados. Sondagens preliminares promovidas nos estados indicam que seria mais cômodo para Dilma ou Lula enfrentar Aécio Neves. O senador não tem o mesmo potencial de voto de Serra.

M

as este se apressa a garantir que só pensará em presidência em 2018. Pelas evidências, a eleição presidencial em 2014 será decidida entre os candidatos do PT e do PSDB. Hoje, o PT se comporta como se Dilma já tivesse assegurada a legenda para tentar a reeleição. Mas se a presidente estiver em baixa nas pesquisas na época da escolha do candidato, o partido pode optar por Lula, se estiver com a saúde em dia. Também o PSDB não deverá fugir da indicação de um de seus principais quadros, José Serra ou Aécio Neves. O senador diz que a fila andou e que é a vez de Minas escolher o candidato tucano. Dilma Rousseff continua em alta nas pesquisas. Ela vem obtendo índice de aceitação superior aos alcançados por FHC e Lula no primeiro ano de

Sondagens preliminares nos estados indicam que seria mais cômodo para Dilma ou Lula enfrentar Aécio Neves. O senador não tem o mesmo potencial de voto de Serra.

governo, mas o PT está receoso de que Dilma venha a sofrer queda de prestígio devido à fraca taxa de crescimento da economia.

C

hama a atenção o fato de que nem a divulgação do baixo índice do PIB em 2011 serviu de mote, até agora, para entusiasmar Aécio Neves a usar a tribuna do Senado e sugerir a Dilma que adote medidas certas para recolocar a economia no caminho certo.

T

endo como pano de fundo a eleição presidencial em 2014, PT e PSDB estão ajustando equipes para fortalecer as campanhas de seus candidatos às principais prefeituras nos três mais importantes colégios eleitorais do País – São Paulo, Minas e Rio. A eleição para a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, chama a atenção inclusive do PSDB nacional, a ponto de forçar o presidente do partido, Sérgio Guerra, a acompanhar na Capital paulista a votação e apuração dos votos nas prévias de domingo, que consagraram a candidatura de José Serra, seu mais forte candidato. O medo de perder a prefeitura paulistana para o PT uniu as lideranças do partido em apoio a Serra, pois outros pretendentes à legenda tucana não animavam os eleitores, como revelaram as pesquisas. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

FALE CONOSCO E-mail para Cartas: cartas@dcomercio.com.br E-mail para Pautas: editor@dcomercio.com.br E-mail para Imagens : dcomercio@acsp.com.br E-mail para Assinantes: circulacao@acsp.com.br Publicidade Legal: 3244-3175. Fax 3244-3123 E-mail: legaldc@dcomercio.com.br Publicidade Comercial: 3244-3197, 3244-3983, Fax 3244-3894 Central de Relacionamento e Assinaturas: 3244-3544, 3244-3046 , Fax 3244-3355

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911, São Paulo PABX (011) 3244-3737 REDAÇÃO (011) 3244-3449 FAX (011) 3244-3046, (011) 3244-3123 HOME PAGE http://www.acsp.com.br E-MAIL acsp@acsp.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

o

3

E L E I Ç Ã O PA R A A P R E F E I T U R A P A U L I S T A N A G A N H A C A R Á T E R N A C I O N A L .

pinião

Todas as fichas em São Paulo A

eleição de São Paulo não se inscreve em um contexto municipal, mas propriamente nacional. E isso não apenas por ser a cidade mais importante economicamente do Brasil, mas também, e sobretudo, pelo fato maior de que o PSDB e o PT estão apostando todas suas fichas nessa eleição. O PT partiu para o assalto, por assim dizer, do mais importante reduto oposicionista do País, passo primeiro de um projeto maior, o de conquistar o governo do estado. O partido poderia ter optado por um menor grau de nacionalização, como aconteceu em eleições passadas, escolhendo, por exemplo, a senadora Marta Suplicy como candidata. Não foi isso, porém, o decidido partidariamente, com Lula entrando com toda a força nesse pleito, escolhendo, inclusive, o candidato Fernando Haddad. Trata-se de um candidato sem consistência eleitoral própria, em tudo dependente de seu mentor. Há, nesse processo, uma significação da maior importância, relativa ao fato de serem a cidade e o estado de São Paulo dois dos mais relevantes redutos tucanos. Tenderia a dizer que é saudável que assim seja em uma perspectiva democrática. Se um mesmo partido vier a ocupar os mais importantes lugares de poder no País, cria-se uma hegemonia partidária que pode ter como produto ranços autoritários. É ruim para um país não contar com uma oposição digna desse nome. Aliás, poderíamos dizer a mesma coisa se as posições fossem invertidas, com o PSDB querendo conquistar para si todas as posições mais importantes de mando, não deixando nenhum espaço para uma oposição petista. No entanto, é isso que estamos observando no País, com o PT ganhando progressivamente posições – e as oposições praticamente desaparecendo do horizonte. O PSDB se apresenta cada vez menos co-

cer que houve bastante astúcia nesse processo, deixando, no imediato, o PT sem um plano de ação, necessitando esse partido partir urgentemente para acolher novos aliados. O tempo de televisão será vital para o partido, considerando, principalmente, o fato de seu candidato ter uma baixa intenção de voto e ser desconhecido do público. Um fator imponderável consiste na posição do presidente Lula. Fernando Haddad é lulodependente. Primeiro, cabe ainda testar sua capacidade de transferência de votos. A última pesquisa Datafolha demonstrou que seu percentual é elevado, embora não seja simples operar uma transferência de votos de uma figura nacional em um pleito municipal. Conta a seu favor o fato de sua carreira política ter sido feita no estado de São Paulo.

S

mo uma opção alternativa de poder. O DEM, agora, para além do seu esvaziamento produzido pelo PSD, está às voltas com o envolvimento de um dos seus mais importantes líderes, o senador Demóstenes Torres, com uma pessoa envolvida em crimes. O resultado é que o PT está tão à vontade no exercício do poder que se dá ao luxo do fogo amigo e aos conflitos com os seus aliados. Quando o poder se concentra em poucas mãos, não estando ameaça-

do, os conflitos internos tendem a ter muito mais importância do que os externos. Se não existe uma verdadeira oposição que una os que detêm o poder, esses podem acirrar a disputa interna por cargos e posições. É nesse contexto que se inscreve a eleição paulistana, com o PT avançando posições e o PSDB procurando se defender. É bem verdade que o prefeito Gilberto Kassab conseguiu desmontar a estratégia lulopetista, terminando por

fazer com Lula o que este tinha feito com Ciro Gomes. No entanto, ao contrário de Lula, que permaneceu na mesma posição enquanto fez Ciro Gomes bailar, o prefeito Kassab mudou de posição todo o tempo, aproximando-se dos petistas, afastando-se deles e, também, distanciando-se dos tucanos e voltando a ficar deles próximo. Do ponto de vista eleitoral, há uma enorme confusão, que não o favorece. É forçoso, porém, reconhe-

egundo, para que essa operação possa se realizar é necessário haver um tempo significativo de exposição do candidato na televisão que mostre, efetivamente, que ele é o candidato de Lula. Isso só poderá se feito no dito horário eleitoral gratuito. Terceiro, a saúde do ex-presidente Lula é um fator da maior importância, pois é ela que terminará por decidir como e de qual maneira ele poderá participar do pleito. Se sua voz não estiver recuperada, sua capacidade de influenciar o eleitor em muito se reduzirá. Um líder carismático vive do seu discurso. Os tucanos, por sua vez, não se encontram tampouco em uma situação confortável. Primeiro, José Serra venceu as prévias com apenas pouco mais de 50% dos votos, além do colégio eleitoral em torno de 6.000 pessoas ser ínfimo para uma cidade do tamanho de São Paulo. Vitória difícil em um diminuto colégio eleitoral. Prévias desse tipo não empolgam, nem servem para um exercício de democracia. Se os tucanos exaltam a democracia das prévias é porque

DENIS ROSENFIELD n e m e x p e r i ê n c i a d e l a s t inham, além de terem somente tentado resolver um problema interno.

E

m segundo lugar, o atual prefeito, ainda segundo a pesquisa Datafolha, tem alta rejeição e baixa capacidade de transferência de votos. Pelo andar da carruagem, o prefeito Kassab tem cada vez menos tempo para alterar seu percentual de rejeição, apesar de contar com elevados recursos para obras nos próximos meses. Não necessariamente o tempo das obras segue o da opinião pública, que termina sendo capturada por visões e ideias dos mais distintos tipos. Terceiro, a rejeição de Kassab, aliada ao seu pequeno percentual de transferência de votos, não ajuda o candidato José Serra, que deverá, então, contar principalmente com seu recall e prestígio próprios. Quarto, suas recentes declarações, não conferindo nenhum valor à sua própria assinatura de que não deixaria a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo de São Paulo, foram propriamente um desastre. Considerar como um papelzinho a palavra empenhada significa dizer que nada do que ele diz ou assina deve ser tomado a sério. O que valeriam, nesse contexto, todas as suas propostas e promessas de campanha? DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS

1º DE ABRIL ! DIA DO SANTO DO PAU OCO À

s vésperas do 1º de Abril, eu deveria escrever sobre a Comissão da Verdade, que já beira uns 20% segundo a fofoca que frequenta os esconsos sombrios do Cachoeira de Goiás.

Porcentagem é um valor que alegadamente jorra bonito desse Cachoeira. Cachoeira: cascata, salto; também sinônimo de atividades supostamente ligadas a jogos ilegais, ou jogos não bancados pelo

Governo, esses legais. Os mesmos jogos, se bancados pela iniciativa privada, viram ilegais. De Goiás: berço e região de influência do "Nosso" Delúbio, praticante fervoroso da fé no "Dinheiro Não Contabilizado", pregada pelo monge Dom Márcio Thomaz Bastos. "Nosso" Delúbio foi batizado "Nosso" pelo Cara, que quando diz "nosso" quer dizer que é dele.

S

ombrios: repletos de árvores frondosas, criadoras de sombras propícias às tenebrosas transações, para acompanhar a água fresca que salta dos refrigérios do Cachoeira. Tão tenebrosas parecem ser as transações nas beiradas do Cachoeira, que nos forçam a rugir mais alto do que as águas turvas: "Et tu Demóstenes?" Prestenção na paranoia. Veja-se o personagem, Demóstenes, não o genial tribuno grego, claro, mas o ex-promotor, senador dos brabos, com toda aparência de de ser do bem, os elementos do bem não são lá essas belezinhas, sabese; veja o Serra, que nunca fez implante na careca nem passa base pra esconder as olheiras. Num repente fez regime, emagreceu, casou

de novo, só faltou comprar uma moto (ou comprou ?). "Aí tem", sibilei com a minha língua bifurcada. Tinha. Foi grampeado legalmente pelos federais, falando não sei quantas milhões de vezes com o cidadão da alta sociedade local, detto il Cachoeira, sobre "assuntos sociais, a minha esposa é amiga da esposa dele...". Entre os "assuntos sociais", o exsenador, agora encenador, requeria que o seu amigo do peito, Cachoeira, pagasse 3 mil pilas pelo aluguel de um jatinho. Deve ter pago, não se grampeou mais sobre o tema.

Q

ual o quê, como falar desses assuntos de moralidade pública, como a Comissão da Verdade, afinzona de melar a Lei da Anistia, e o Et Tu Demóstenes, se os balidos do santinho do pau oco não nos permitem fingir ouvidos moucos de mercador? Esse mercador mercadeja lá onde o Judas perdeu as botas, dindindonde o Migué se faz de Migué quando testemunha golpes do João Sem Braço. Balidos são o nhem-nhem-nhem das ovelhas, mesmo quando imitados pelos lobos e lobas disfarçados de cordeiros. Dou uma entrada para

assistir "Lula, o filho do Brasil" para quem adivinhar quem é o Santo do Pau Oco a quem me refiro. Forneço dicas para ver se me livro da entrada, que ganhei de um sindicalista das minhas relações e só peguei para não ofendê-lo; não sabia que ficaria grudada no meu bolso até o fim dos tempos, 12/12/2012, segundo o calendário Maia, decifrado não sei por qual palpiteiro com acesso a blogs para produzir internetices.

S

anto do Pau Oco é uma expressão que classifica pessoas dissimuladas, disfarçadas, astuciosas. No passado, durante o período colonial, a imagem oca de um santo de madeira era usada por seus "devotos" para contrabandear ouro em pó ou em pepitas, ou pedras de diamantes das mineradoras. Santo do Pau Oco não carrega hoje preciosidades por dentro; talvez nada tenha como recheio, a não ser dissimulação. O aqui mencionado meteu-se a fazer milagre na eleição do prefeito de Sumpólo, a maior cidade nordestina do mundo, segundo o IBGE. Empunhando uns 450 livros que escreveu de declarações de amor à sua santa mãezinha, fala mal do

NEIL o rato que ruge

Ferreira Serra como se boca de aluguel fosse do brimo Haddad, com quem tem um pacto de não agressão, firmado em prol de uma Pax Dilmo-Lulista-Temer. Você pode jurar de pés juntos que não sabe de quem estou falando, mas duvido; sabe sim. PS: Um sorriso e uma lágrima para Chico e Millôr, que nos deixaram. Guardo esta do Millôr: "O marciano estacionou seu OVNI, subiu ao Corcovado, olhou a paisagem em volta e revoltou-se: mas são todos canalhas ?" O país ficou mais triste e mais burro. "É mentira, Terta?" NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


4 -.GERAL

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

CHARGE DO DIA


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

5 CONFRONTO Civis conseguiram sitiar militares da reserva. No meio da confusão, a PM.

olítica

QUANDO? Herzog foi morto em 1975 e a OEA quer saber: vão punir os autores?

Fábio Motta/AE

31 DE MARÇO

Manifestantes sitiam militares Debate no Rio, a favor do golpe de 64, termina em tumulto e confusão

D

ois dias antes do aniversário da revolução, o debate 1964 – A Verdade, marcado por elogios ao regime militar terminou ontem no centro do Rio, com cerca de 300 pessoas, a maioria militares da reserva e alguns ex-integrantes do regime, sitiados na sede do Clube Militar por manifestantes, favoráveis à Comissão da Verdade, que os acusavam de tortura e assassinato. Com a utilização de escudos e cassetetes, a Polícia Militar precisou fazer um corredor entre a porta principal da instituição, na avenida Rio Branco, e uma das entradas da estação do Metrô, para garantir a saída em segurança dos militares. O que também foi possível com o uso de bombas de gás e de efeito moral contra os ativistas. Só não deu para impedir os gritos dos manifestantes, ligados ao PT, PCdoB, PSB, PDT e movimentos sociais. Além dos insultos previsíveis, ecoavam palavras de ordem, como "tortura, assassinato, não esquecemos 64" ou "milico, covarde, queremos a verdade". Cercados ao tentarem sair pela lateral, alguns militares da reserva levaram banhos de tinta e tiveram de correr. "Um caminhão da Polícia do Exército aí acabava com isso", suspirou uma senhora que também tentava sair pela portaria secundária do clube. A confusão e o nervosismo ocorriam próximos dos bustos de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant. O tapete vermelho que havia sido estendido, não estava mais lá, as marcas de ovos apareciam no vidro da porta do clube e um capacete de um PM estava abandonado. Um forte cheiro de gás de pimenta infestava a área.

Um idoso chegou a comentar que "eles estão cada vez mais fortes", enquanto dois dos quase 300 ativistas eram detidos e levados para o distrito policial. Em meio à confusão, alguns militares da reserva conhecidos saíram escoltados e amparados por seguranças. Um deles era o general Nilton de Albuquerque Cerqueira, ex-presidente do Clu-

Fechamos a rua e começaram a jogar spray de pimenta. Nem vi quantos policiais eram, fiquei desnorteada e acho que desmaiei MIRA CAETANO, SOCIÓLOGA be Militar, que foi secretário de Segurança Pública do Rio nos anos 90 e, ainda como major servindo no DOI-Codi de Salvador, empreendeu a caçada que culminou na morte do excapitão do Exército, Carlos Lamarca na Bahia, em 1971. Outro ex-presidente do clube, o general da reserva Gilberto Figueiredo,saiu sob escolta e foi insultado. Além dos

ovos, os manifestantes, na maioria estudantes, jogaram tinta vermelha e fizeram "chamadas" com os nomes de mortos e desaparecidos políticos do regime militar. Um manifestante berrou "torturador, assassino" para um senhor de cabelos brancos, que entrava no Metrô sob proteção policial. "É a tua mãe", reagiu. O vice-presidente do Clube, general da reserva Clóvis Bandeira, afirmou que os manifestantes queriam impedir uma reunião de quem pensasse diferente. A socióloga Mira Caetano, atingida por bombas de efeito moral, apresentava ferimentos no seio, na barriga e na perna. "Fechamos a rua e começaram a jogar spray de pimenta", disse. "A gente não saiu, e nem vi quantos policiais eram, fiquei desnorteada e acho que desmaiei". Lá dentro, o debate foi de elogios ao regime e críticas à Comissão da Verdade, criada para investigar crimes no período. (AE)

Militares somente conseguiram sair do clube escoltados pela PM, que fez um corredor humano.

Marcos de Paulo/AE

A chegada dos manifestantes gerou muito nervosismo e confusão no centro do Rio de Janeiro

Ar

qu i

vo /A

E

Organização quer saber por que o País não puniu o assassinato do jornalista

A

Herzog: comissão cobra punição aos responsáveis por sua morte, ocorrida em 1975.

nal (CEJIL), pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e pelo Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo. O País foi notificado na terça-feira e agora terá cerca de dois meses para se defender. Se as explicações forem insuficientes, o Brasil poderá ser condenado, como ocorreu em 2010, por violações de direitos humanos na Guerrilha do Araguaia. (Agências)

À caça de papéis nas delegacias MPF espera encontrar documentos relacionados ao regime militar

O

Ministério Público Federal (MPF) recomendou ontem à Secretaria de Segurança Pública (SSP) que comunique todas as delegacias do Estado de São Paulo para que verifiquem se existem arquivos relacionados ao período do regime militar (1964-1985). Caso existam documentos do período, a recomendação do MPF é para que sejam enviados ao

Para evitar o confronto, foi preciso a intervenção da Polícia Militar, que só não impediu as ofensas. Luís Roberto Lima/Futura Press/AE

Brasil é denunciado na OEA pelo caso Herzog Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), sediada em Washington, nos Estados Unidos, abriu oficialmente processo para investigar por que o Brasil não puniu o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, torturado até morte por agentes do DOI-Codi de São Paulo, no dia 25 de outubro de 1975. A CIDH aceitou petição apresentada pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacio-

Manifestantes com rostos pintados cercam o Clube Militar no Rio e passam a insultar os militares da reserva Fábio Motta/AE

Arquivo Público Estadual. O prazo dado para a SSP informar o Ministério Público sobre as medidas adotadas é de 30 dias, "sob pena de adoção das medidas cabíveis". De acordo com o procurador Jefferson Aparecido Dias, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, os documentos serão disponibilizados para toda a população. A recomendação surgiu a

partir da informação, que circulou em 2010, de que havia 11,6 mil documentos elaborados pelo Departamento de Ordem Política e Social (Deops) no Palácio da Polícia, em Santos. Por isso, para o MP a situação pode se repetir em outras delegacias do Estado. Esses documentos foram transferidos para o Arquivo Público e estão disponíveis para consulta desde 2011. (Folhapress)


p

DIÁRIO DO COMÉRCIO

6

Não cabe ao Poder Judiciário definir o regime de publicidade dos processos sob pena de incidir em arbítrio. Ministro Marco Aurélio Mello, do STF.

olítica

Comissão quer 'mutilar tradição nacional do perdão', diz filho de Médici

C

erca de 40 pessoas, a que também é o editor do maioria militares da re- Jornal Inconfidência, de Belo serva e seus familiares, reu- Horizonte, distribuiu fac-sinidos na sede paulista da As- miles da edição extra da resociação dos Diplomados da vista O Cruzeiro, de 10 de Escola Superior de Guerra abril de 1964, que trazia na (Adesg), acabaram trans- capa o rosto sorridente do formando evento na noite então governador Magade quarta-feira em celebra- lhães Pinto celebrando "a vição ao golpe de t ó r i a q u e c o64 e desagravo m a n d o u c o ncontra a instatra a comunilação, prevista zação do País", O meu pai para abril da conforme a impediu que o Comissão da descrição do povo brasileiro Verdade, que texto original. fosse submetido irá apurar criTambém esao totalitarismo tava presente mes cometidos à época pela reo general Mardesejado pelos pressão. co Antônio Fel��terroristas E m u m d i scio da Silva, auROBERTO NOGUEIRA MÉDICI tor do manifescreto coquetel, o engenheiro tam "Eles que gaúcho Roberto Nogueira venham. Por aqui não pasMédici, filho do general Emí- sarão!", com críticas à presilio Garrastazu Médici, que dente Dilma Rousseff por presidiu o Brasil de outubro não ter censurado ministras de 1969 a março de 1974, no que pediram a revogação da período mais violento do re- Lei de Anistia. "Meu pai, evigime, autografou exempla- dentemente, não foi o meres de um livro que propõe lhor presidente do Brasil, uma revisão histórica da- mas sob o aspecto material quele tempo. Médici, a Ver- deixou uma boa obra", dedadeira História, do general fendeu Nogueira Médici, de reformado Agnaldo Del Ne- 78 anos, ele mesmo autor de ro Augusto, publicado pos- um depoimento publicado tumamente em outubro de em 1995 no qual tenta rea2011, foi relançado em San- bilitar a imagem de Médici, tos, São Paulo e Campinas marcada por denúncias de na semana que antecede o violações dos direitos huaniversário do golpe de 64. manos. "A verdade é que O coronel da reserva Car- meu pai impediu que o povo los Cláudio Miguez, editor brasileiro fosse submetido do livro, comemorou. "A pri- ao Estado totalitário desejameira edição, com tiragem do pelos terroristas". Para de 2 mil exemplares está es- ele, a Comissão da Verdade gotada e já vamos para a se- vai "mutilar a tradição nagunda", garantiu. O coronel, cional do perdão". (AE)

Ministro quer que Supremo mantenha restrição aos 'processos ocultos'

N

a véspera da implantação luso é que todos os ministros da Lei de Acesso à Infor- ratifiquem sua ideia, uniformimação nos órgãos públicos, o zando o padrão do Tribunal. presidente do Supremo TribuO presidente também adonal Federal (STF), Cezar Pelu- tou em sua gestão a prática de so, está preocupado com o li- eliminar dos arquivos do STF vre acesso a processos que qualquer referência em inquétramitam na Corte. Ele deixa a ritos e ações penais quando a presidência em abril e um de pessoa for inocentada ou tiver seus últimos atos cumprido a pefoi encaminhar na. Ele acredita uma nota técnica que a medida é com ideias e rotijusta porque, Há casos em que nas para ser além de facilitar a divulgação do apreciada pelos a ressocializaprocesso atenta ministros. ção, essas inforcontra a Um dos assunmações deixam segurança da tos abordados no de constar em documento, ao certidões crimisociedade e do qual a Agência nais emitidas peEstado. Brasil teve acesla Justiça. MINISTRO CEZAR PELUSO so, é a adoção de Ao todo, Peluregras para a so acredita que omissão total de inquéritos, os 13 situações permitem a elichamados "processos ocul- minação de qualquer rastro tos". Essa é uma categoria ain- sobre a parte, nove a mais do da mais restritiva que a do se- que determina o Conselho Nagredo de Justiça, pois o pro- cional de Justiça. Ele acredita cesso deixa de existir para o que a limitação da informação público externo e fica disponí- evitaria que “pesquisas provel apenas para um grupo de cessuais nos sítios eletrônicos 2 3 6 f u n c i o n á r i o s d o S T F . dos tribunais sirvam a fins inaAtualmente, a classificação é dequados, motivados por meadotada em processos de ex- ra curiosidade”. O objetivo é tradição e a critério dos relato- que os ministros validem a inires em processos criminais. ciativa. "Há casos, todos sabemos, Em reunião anteontem, o em que a divulgação do anda- ministro Marco Aurélio Mello mento do processo criminal disse que as ideias de Peluso ou de informações sobre dili- vão contra o princípio constigências não cumpridas atenta t u c i o n a l d a p u b l i c i d a d e e contra a segurança da socie- transparência. “Não cabe ao dade e do Estado. Para essas Poder Judiciário definir o regihipóteses, não deve haver, ao me de publicidade dos procesmenos inicialmente, acesso sos que nele tramitam sob peexterno. Processos e diligên- na de incidir em arbítrio”, discias devem permanecer sob se. Ele foi apoiado pelo minissigilo", defende Peluso. tro Carlos Ayres Britto. Outro tema discutido é o uso Marco Aurélio também critide iniciais para identificar par- cou a exigência de identificates em inquéritos, inovação ção digital para que o público implantada por Peluso em tenha acesso aos processos. O março do ano passado. Atual- cartão de identificação custa mente, são os relatores que cerca de R$ 110, e eleacredita decidem se mantém as iniciais que a limitação de quem não ou se abrem o nome completo tem dinheiro para adquiri-lo é dos envolvidos. A ideia de Pe- desnecessária. (ABr)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Lei da Anistia: STF adia julgamento mais uma vez A aguardada votação da validade da lei foi postergada. Agora, a discussão só acontecerá depois da Páscoa

A

guardado para ontem, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do recurso impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questionando validade da Lei da Anistia foi adiado outra vez. Agora, a lei será discutida apenas após a Páscoa. O embargo de declaração impetrado pela OAB chegou a constar da pauta de julgamentos de e ontem, mas os ministros debateram outras questões e, afinal, não houve tempo hábil para apreciação. A sessão terminou por volta das 19h30 por uma razão de ordem prática: os ministros teriam que deixar o plenário para dar lugar à sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo informou o portal de notícias iG. 200 crimes – O diretor da Associação Brasileira dos Anistiados Políticos, Lindoldo Duque, disse ao portal que se o Supremo mantiver sua interpretação anterior sobre a Lei da Anistia, pelo menos 200 crimes políticos devem ficar impunes no Brasil. Segundo Duque, é difícil chegar a um número oficial de vítimas de crimes políticos no País. A estimativa que citou to-

Andre Dusek

Ministro Marco Aurélio Mello: recurso da OAB não pôde ser apreciado ontem pelo Supremo. ma como base o número de pessoas desaparecidas durante o regime militar (19641985). Advogados da OAB e outros consultores jurídicos ouvidos pelo portal acreditam que provavelmente o STF não mudará sua opinião sobre a Lei da Anistia. No ano passado, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Huma-

nos por não ter punido os crimes contra os direitos humanos durante o período, mas os ministros do STF entendem que a questão já foi suficientemente debatida e não seria o caso de a lei ser revista. A OAB, ainda segundo o iG, alega que a edição de uma lei nacional contendo anistia irrestrita para crimes políticos não é possível se os crimes

contra a humanidade foram cometidos por autoridades estatais. A OAB também argumenta que o STF não se manifestou sobre a aplicação da Lei de Anistia a crimes continuados, como o sequestro. Sustenta também que o Supremo já adotou posicionamentos mais rígidos ao julgar extradições de pessoas ligadas a regimes de exceção.

Consocial começa a definir suas prioridades Propostas serão analisadas na etapa estadual do encontro, que começa hoje e vai até o dia 1º de abril Mário Tonocchi

A

s prioridades definidas pela Conferência de Transparência e Controle Social (Consocial) de São Paulo e de pelo menos outras mais de cem cidades do estado serão analisadas na etapa estadual do conclave, que acontece de hoje ao dia 1º de abril, na sede do governo estadual, no Morumbi. Nessa etapa serão reunidas todas as prioridades definidas nos encontros municipais para discussão no encontro nacional. A Consocial nacional será realizada pela ControladoriaGeral da União (CGU), no período de 18 a 20 de maio, em Brasília. Convocadas por decreto da Presidência da República, todas as etapas do conclave deverão mobilizar mais de um milhão de brasileiros, que serão representados nos debates nacionais por cerca de 1,2 mil delegados. Participação limitada – Apenas 400 participantes, entre os quais representantes de 20 organizações não governamentais e órgãos públicos, presidentes de associações e lideranças regionais, participaram da Consocial da capital paulista para elegeram os te-

mas prioritários da cidade. A seleção das prioridades paulistanas obedeceu ao direcionamento de cinco eixos: transparência pública e acesso à informação e dados públicos; controle social, engajamento e capacitação da sociedade para o controle da gestão pública; atuação dos conselhos de políticas públicas como instâncias de controle e para a prevenção e o

combate à corrupção. (Veja tabela). Entre elas está a implantação imediata da Comissão da Verdade. Debate amplo – O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão da cidade de São Paulo, Rubens Chammas, considera aceitável o número de participantes. "Nosso limite de vagas era de 800, pela própria limitação do espaço. O importante é que tudo foi exaus-

tivamente debatido e as melhores propostas foram priorizadas", disse. O encontro em São Paulo também elegeu representantes para atuar na Consocial estadual. Foram escolhidos 60 delegados para participar do encontro estadual. A comissão é formada por 36 representantes da sociedade civil, 18 do poder público e seis dos conselhos municipais.

CPI repudia decisão do STJ sobre estupro Comissão que apura a violência contra mulher divulgou ontem nota de repúdio à absolvição do acusado

A

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher aprovou ontem uma nota de repúdio à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que absolveu um homem da acusação de estupro de vulneráveis. A comissão também decidiu pedir ao STJ, no documento, a revisão imediata da decisão. A decisão foi tomada na última terça-feira (27) pela Terceira Seção do STJ que enten-

deu que, nem sempre, o ato sexual com menores pode ser considerado estupro. O caso julgado refere-se à acusação contra um homem que manteve relações sexuais com três crianças de 12 anos. A interpretação revoltou as integrantes da CPMI que aprovaram o repúdio durante a audiência pública no Senado, pela manhã, destinada a tratar da violência contras mulheres que vivem na zona rural e nas florestas. De acordo com a relatora da

CPMI, senadora Ana Rita (PTES), a decisão desrespeita os direitos fundamentais das crianças e acaba responsabilizando as vítimas, que estão em situação de completa vulnerabilidade. Ministro concorda – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também manifestou-se ontem contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça segundo a qual nem sempre o ato sexual praticada com menores de 14 anos pode ser considerado estupro.

Ao julgar processo em que o réu foi acusado de ter estuprado três menores, todos de 12 anos, os ministros levaram em consideração que as crianças já se prostituíam, antes de se relacionar com ele. Os ministros concluíram que a presunção de violência no crime de estupro pode ser afastada diante de certas circunstâncias. O tribunal entendeu que não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado – no caso, a liberdade sexual. (ABr)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

7

Elo Participações S.A. CNPJ 09.227.099/0001-33 Sede: Alameda Rio Negro, nº 585, Edifício Padauiri, 1º andar, Lado “B” - Parte, Alphaville, Barueri - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.

Senhores Acionistas,

Barueri, 15 de fevereiro de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da Elo Participações S.A.,

Diretoria

relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

2011

2010

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

CIRCULANTE ...............................................................................................................................................

6.775

1

Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................

6.697

1

Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 13)..........................................................................................

78

-

NÃO CIRCULANTE ......................................................................................................................................

30.139

-

Realizável a Longo Prazo ...........................................................................................................................

2.425

-

Valores a Receber (Nota 6a) .........................................................................................................................

2.425

-

Investimentos (Nota 7) ................................................................................................................................

27.714

-

36.914

1

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................ NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Valores a Pagar (Nota 6b) ............................................................................................................................. PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social - De Domiciliados no País (Nota 8a) ............................................................................................................. Lucros (Prejuízos) Acumulados..................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2010

1 1 3.844 3.844 33.069

1

50.411 (17.343) 36.914

2 (1) 1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

2010

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras Líquidas (Nota 9) ........................................................................................................ DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Resultado de Equivalência Patrimonial Líquidas .......................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 10) ..................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 11)............................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL.................................................................................... LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO .........................................................................................

176 176 (17.518) (8.817) (142) (8.559) (17.342) (17.342)

-

Número de ações .......................................................................................................................................... Lucro Líquido (Prejuízo) Básico por lote de mil ações em R$.......................................................................

576.187.723 (30,10)

-

Eventos Saldos em 31.12.2009.................................................................................................. Aumento de Capital por Subscrição de Ações .............................................................. Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Destinações: - Reservas de Lucros............................................................................... - Dividendos Propostos............................................................................ Saldos em 31.12.2010.................................................................................................. Aumento de Capital por Subscrição de Ações .............................................................. Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício Destinações: - Reservas de Lucros............................................................................... - Dividendos Propostos............................................................................ Saldos em 31.12.2011..................................................................................................

Prejuízos/ Lucros Acumulados

Capital Social

(1) -

1

2 50.409

(1) -

1 50.409

50.411

(17.342) (17.343)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido/(Prejuízo) antes do Imposto de Renda e Contribuição Social........................................ Ajustes ao Lucro Líquido (Prejuízo) antes dos Impostos: Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros e Variações Monetárias, Líquidas ...................................................................................................... Lucro Líquido (Prejuízo) Ajustado............................................................................................................. Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Redução (Aumento) em Outros Créditos .................................................................................................... Aumento (Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades Operacionais ....................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos................................................. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Aumento de Capital ..................................................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos.............................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

Totais

1 1

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010

2011

(17.342) 33.069

%

GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

(17.342)

-

-

-

-

8.817 347 (8.178)

-

INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS .....................................

(8.559)

49,8

-

-

Serviços de Terceiros .......................................................................

(7.934)

46,1

-

-

Outros...............................................................................................

(625)

3,6

-

-

(8.386) 3.845 (16) (12.735)

-

VALOR ADICIONADO BRUTO........................................................

(8.559)

49,8

-

-

-

-

-

(30.985) 7 (30.978)

-

50.409 50.409 6.696

1 1

1 6.697 6.696

1 1

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

RECEITAS........................................................................................

RETENÇÕES ...................................................................................

-

-

VALOR ADICIONADO LÍQUIDO .....................................................

(8.559)

49,8

-

-

VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA...........

(8.641)

50,2

-

-

Resultado de Equivalência Patrimonial ............................................

(8.817)

51,3

-

-

(1,1)

-

-

Receitas Financeiras ........................................................................

176

VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR................................

(17.200)

100,0

-

-

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL ........................

(17.200)

100,0

-

-

Impostos, Taxas e Contribuições ..................................................

142

(0,8)

-

-

Federais............................................................................................

22

(0,1)

-

-

Estaduais..........................................................................................

119

(0,7)

-

-

Remuneração de Capitais Próprios..............................................

(17.342)

100,8

-

-

Prejuízos Retidos .............................................................................

(17.342)

100,8

-

-

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Elo Participações S.A. (Anteriormente denominada Jamaris Holdings S.A.) é uma Sociedade Anônima que tem por objeto a participação em outras sociedades, comerciais ou civis, nacionais ou estrangeiras, como sócia, acionista ou quotista; a gestão de negócios e ativos de empresas controladas direta ou indiretamente pela Sociedade; a prestação de serviços relacionados com atividades, transações e operações para empresas controladas, direta ou indiretamente pela Sociedade, bem como a realização de todas e quaisquer atividades conexas ou correlatas, que não sejam provativas de sociedade de prestação de serviços profissionais regulamentadas e que não dependam de autorização governamental específica; a prestação de quaisquer serviços administrativos às empresas controladas direta ou indiretamente pela Sociedade. O licenciamento de marcas, expressões, domínios e patentes de titularidade da Sociedade. A empresa foi constituída em 24 de setembro de 2007, com o nome de Jamaris Holdings S.A, ocorrendo em 22 de setembro de 2009 a mudança da denominação social da sociedade passando a ser chamada de Elo Participações S.A. A empresa é a Holding do Projeto ELO o qual consiste na aliança entre o Banco Bradesco S.A. e o Banco do Brasil S.A. na constituição de uma nova Bandeira, para atuação no segmento de Cartões. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 15 de fevereiro de 2012. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor com exceção dos Ativos Financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, que foram avaliados ao seu valor justo. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme nota 4. A Companhia adotou a faculdade prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis consolidadas quando uma entidade é controlada de outra entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa faculdade. Assim sendo, não estão sendo apresentadas demonstrações consolidadas.

b) Ativos financeiros classificados como disponíveis para venda A Companhia avalia em cada data das demonstrações contábeis se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por redução ao valor recuperável ter sido reconhecido, a perda por redução ao valor recuperável é revertido da demonstração do resultado. 2.9) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado todo ano. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou da Unidade Geradora de Caixa - UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos da UGC. Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de forma pro-rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas de valor recuperável é revertida somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.

2.2) Moeda funcional e moeda de apresentação 2.10) Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de (“moeda funcional”). As demonstrações contábeis foram preparadas em Real (R$), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: apresentação. • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais 2.3) Caixa e equivalentes de caixa ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, fundos de investimentos e aplicações de liquidez imediata, cujo capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são são divulgados nas notas explicativas; utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a 2.4) Ativos financeiros complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado subdividido em: mantidos a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; para negociação e designados ao valor justo por meio de resultado; disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de financeiros no reconhecimento inicial. reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações a) Mensurados a valor justo por meio do resultado classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e I - Designados no reconhecimento inicial • Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não possuía nenhum ativo financeiro designado a valor justo por meio do resultado. independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. II - Ativos financeiros para negociação Os ativos financeiros para negociação são os ativos mantidos pela Companhia com o propósito de negociar no curto prazo, ou que a Companhia mantém 2.11) Patrimônio líquido como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os instrumentos financeiros também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. Os ativos financeiros mantidos para negociação são adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período. b) Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos que não são classificados como mantidos até o vencimento ou para negociação para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. Ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidos inicialmente a valor justo, os quais correspondem ao valor pago incluindo os custos de transação, e são mensurados subsequentemente a valor justo com os ganhos e perdas reconhecidos no patrimônio líquido em outros resultados abrangentes, deduzido dos efeitos tributários, com exceção das perdas por valor não recuperável e dos ganhos e perdas cambiais de conversão. Se um ativo financeiro disponível para venda apresentar uma perda por valor não recuperável, a perda acumulada registrada no resultado abrangente é reconhecida na demonstração do resultado. A receita de juros é reconhecida no resultado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não possuía ativos financeiros disponíveis para venda. c) Ativos financeiros mantidos até o vencimento Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e vencimento fixo que a Companhia tem intenção e capacidade de manter até o vencimento. Os ativos financeiros mantidos até o vencimento são reconhecidos inicialmente a valor justo incluindo os custos diretos e incrementais e contabilizados subsequentemente pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Os juros sobre os ativos financeiros mantidos até o vencimento estão incluídos no resultado como “Receitas Financeiras”. No caso de deterioração, a perda por valor não recuperável é relatada como uma redução do valor contábil do investimento e é reconhecida na demonstração do resultado. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não possuía ativos financeiros mantidos até o vencimento. d) Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em um mercado ativo e que a Companhia não tem a intenção de vender imediatamente ou no curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são mensurados inicialmente pelo valor justo mais os custos diretos de transação, e subsequentemente avaliados pelo custo amortizado utilizando-se o método da taxa efetiva de juros. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não possuía empréstimos e recebíveis. 2.5) Passivos financeiros A Companhia classifica seus passivos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado e custo amortizado. a) Mensurados a valor justo por meio do resultado São registrados e avaliados pelo valor justo, sendo as respectivas modificações do valor justo reconhecidas imediatamente no resultado. Estes passivos podem ser subdivididos em duas classificações distintas: passivos financeiros designados a valor justo por meio do resultado e passivos financeiros mantidos para negociação. I - Designados no reconhecimento inicial Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não possuía nenhum passivo financeiro designado ao valor justo no reconhecimento inicial. II - Passivos financeiros para negociação Os passivos financeiros para negociação são os passivos mantidos pela Companhia com o propósito de venda ou recompra no curto prazo, ou que mantém como parte de uma carteira administrada em conjunto para obtenção de lucro no curto prazo ou para tomada de posições. Os passivos para negociação são inicialmente reconhecidos e avaliados pelo valor justo no balanço e, os custos de transação são registrados diretamente no resultado do período. Todas as mudanças no valor justo são reconhecidas no resultado em “Ganhos e perdas líquidos de ativos financeiros para negociação”. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia não possuía passivos financeiros mantidos para negociação. b) Passivos financeiros a custo amortizado São os passivos financeiros que não são avaliados pelo valor justo por meio do resultado. Estes passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados ao custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas. 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimentos, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo.

a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias compradas pela Companhia e mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. 2.12) Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. A Companhia baseia suas estimativas em resultados históricos, levando em consideração, o tipo de transação. Receitas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. As distribuições recebidas de investidas registradas por equivalência patrimonial reduzem o valor do investimento. 2.13) Imposto de renda e contribuição social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é fruto de uma Associação do Banco do Brasil S.A. e do Banco Bradesco S.A., sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização Bradesco, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. 3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos.

4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos contábeis elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda de valor recuperável 2.7) Investimento em controladas (impairment). As despesas com perda de valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de São classificados como controladas as entidades as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos não-recuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda de valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA A existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia Em 31 de dezembro controla outra entidade. 2011 2010 Os investimentos em sociedades controladas e coligadas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. 522 1 exercício como despesa (ou receita) operacional. 6.175 O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição Ativos Financeiros para Negociação (2).................................................................................................. Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... 6.697 1 ou até a data em que o controle deixar de existir. (1) Refere-se a depósito bancário à vista. l I - Ágio (Goodwill) (2) Referem-se basicamente a aplicações em Certificado de Depósito Bancários - CDB - Pós Fixado com rendimento atrelado a CDI, no montante de O ágio (ou deságio) é originado no processo de aquisição de controladas, coligadas e joint ventures. R$ 6.175, com cláusula de liquidez diária. O ágio representa o excesso do custo de aquisição em razão do interesse da Companhia sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis adquiridos de uma controlada e coligada na data da aquisição. O ágio originado na aquisição de controladas e coligadas são incluídos no valor dos 6) CONTAS A RECEBER E A PAGAR investimentos. Quando o excesso é negativo (deságio) este é reconhecido imediatamente no resultado como ganho na data de aquisição. O ágio é testado anualmente e sempre que for observado um evento que cause a redução ao valor recuperável, comparando-se valor presente dos fluxos a) Contas a Receber de caixa futuros esperados de uma unidade geradora de caixa ao valor contábil de seus ativos líquidos, incluindo o ágio atribuível e contabilizado ao custo Representam os valores relativos aos empenhos de recursos com o “Projeto ELO”, devidamente atualizados pelo DI (Depósitos Interfinanceiros), com deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável. Perdas por redução ao valor recuperável de ágio não podem ser revertidas. Ganhos e base em contratos devidamente assinados entre as partes, que serão ressarcidos pelas controladas em até 120 dias. perdas auferidos na venda de uma entidade incluem o valor contábil do ágio relativo à entidade vendida. b) Contas a Pagar 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros a) Ativos financeiros reconhecidos a custo amortizado Em cada data das demonstrações contábeis, a Companhia avalia se há evidências objetivas de que os ativos financeiros não contabilizados pelo valor justo por meio do resultado estejam com perda de seu valor recuperável. As perdas por redução ao valor recuperável são incorridas se, e apenas se, existirem evidências objetivas que demonstram a ocorrência de uma perda após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e que a perda provoca um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou de grupos de ativos financeiros que podem ser estimados de modo confiável.

Representam valores a pagar a parte relacionadas que serão pagos, devidamente atualizados pelo DI - (Depósitos Interfinanceiros) em decorrência de compromissos assumidos por conta do Projeto ELO, a serem liquidados em até 120 dias. 7) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado de R$ (8.817). continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8

sexta-feira, 30 de março de 2012

...continuação

Elo Participações S.A. CNPJ 09.227.099/0001-33 Sede: Alameda Rio Negro, nº 585, Edifício Padauiri, 1º andar, Lado “B” - Parte, Alphaville, Barueri - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: Em 31 de dezembro Patrimônio Líquido Ajustado 41.572

Quantidade de ações possuídas (em milhares) ON PN 1.000 1.000

Resultado Empresas Capital Social Ajustado Elo Serviços S.A. (1)............................................................................ 54.809 (13.236) Total .................................................................................................... (1) Foi adquirido, em 27 de abril de 2011, o investimento na empresa Elo Serviços S.A. mediante aumento de capital efetuado pelo acionista Banco Bradesco Cartões S.A. Em 29 de dezembro de 2011 a companhia efetuou um aumento de capital na investida no montante de R$ 36.052. (2) Ajuste decorrente de avaliação considera o resultado anual apurado pela Companhia, e inclui variações patrimoniais da investida não decorrentes de resultado, quando aplicáveis. 8) PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Participação no Capital Social 66,6650

Investimentos 2011 2010 27.714 27.714

-

Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 2011 2010 (8.817) (8.817) -

11) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Em 31 de dezembro 2011 Saldo anterior - 31/12/2010.............................................................................................................................................................. Aumento no Exercício de 2011 (Ações Ordinárias).......................................................................................................................... Total .................................................................................................................................................................................................

19.336 2.411.087.991 2.411.107.327

Editais e Publicações .............................................................................................................................. Transportes.............................................................................................................................................. Despesas Gerais ..................................................................................................................................... Serviços de Terceiros (1)......................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) Referem-se substancialmente a Serviços de Consultoria, Honorários Advocatícios e Auditoria.

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 73 21 604 7.861 8.559 -

12) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 27 de abril de 2011, deliberou-se aumentar o Capital Social no valor de R$ 0,033, elevando-o de R$ 2 para a) As transações com partes relacionadas, vigentes nas datas das operações, estão assim representadas: R$ 2,033, mediante a emissão de 1.020 ações ordinárias-nominativas-escriturais, sem valor nominal. Em 31 de dezembro 2011 2010 Em Assembleias Gerais Ordinárias e Extraordinária realizada em 29.04.2011, deliberou-se aumentar o Capital Social no valor de R$ 18.403, elevando de Ativo Receitas Ativo Receitas R$ 2.033 para R$ 18.405, com a emissão de R$ 567.167.367 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal. (passivo) (despesas) (passivo) (despesas) Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 27.12.2011, deliberou-se aumentar o Capital Social no valor de R$ 32.006, elevando de R$ 18.405 para Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 522 1 R$ 50.411, com a emissão de 1.843.919.604 ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal. Aplicações Financeiras em CDB: Banco Bradesco S.A. (1) .................................................................. 2.819 248 Banco do Brasil S.A. (1) ................................................................... 3.356 262 9) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS Aplicações em Fundo de Investimento Financeiro: Exercícios findos em 31 de dezembro Contas a Receber: 2011 2010 Alpha Serviços de Rede de Autoatendimento S.A. ......................... 915 Elo Serviços S.A. ............................................................................. 1.510 Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... 13 Contas a Pagar: Rendimento de Aplicações em CDB ....................................................................................................... 510 IBI - Promotora de Vendas Ltda. ...................................................... 3.844 (-) Variação Monetária de Contas a Pagar .............................................................................................. (347) (1) A aplicação é atualizada pelo índice CDI com a taxa de 100% ao mês. Total ........................................................................................................................................................ 176 13) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Tributos a Compensar ou a Recuperar 10) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Os tributos a compensar ou a recuperar no montante de R$ 78 referem-se a imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e imposto de Exercícios findos em 31 de dezembro renda de exercício anterior. 2011 2010 14) OUTRAS INFORMAÇÕES IOF........................................................................................................................................................... 22 a) A Companhia, em 31 de dezembro de 2011, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. Impostos e Taxas..................................................................................................................................... 120 b) Não houve componentes de outros resultados abrangentes e por esta razão não está sendo apresentada a Demonstração do Resultado Abrangente. c) Em 31 de dezembro de 2011 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perdas possíveis ou prováveis de natureza relevantes. Total ........................................................................................................................................................ 142 -

A DIRETORIA Silvio José Alves – Contador - 1SP202567/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Elo Participações S.A. (anteriormente denominada Jamaris Holdings S.A.) Barueri - SP

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Examinamos as demonstrações contábeis da Elo Participações S.A. (anteriormente denominada Jamaris Holdings S.A.) (“Companhia”), que compreendem Opinião o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

financeira da Elo Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis

A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Outros assuntos contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações Demonstrações do valor adicionado contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram

Responsabilidade dos auditores independentes

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas

Osasco, 15 de fevereiro de 2012

demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são KPMG Auditores Independentes apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, CRC 2SP014428/O-6

p Maia festeja conciliação

André Dala Pola Contador CRC 1SP 214007/O-2

Nossa expectativa é que a gente possa conduzir com tranquilidade as votações importantes para a sociedade. Deputado Marco Maia, presidente da Câmara.

olítica

Dida Sampaio/AE

Presidente da Câmara diz que com a aprovação da Lei Geral da Copa governo "virou a página" da crise

E

ntusiasmado com a aprovação da Lei Geral da Copa, em meio a uma crise que ameaçava abalar a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS) anunciou ontem uma nova fase de convivência com o governo. "Ontem (quarta-

feira), nós viramos uma página no debate político da Câmara", comemorou. "Daqui para frente, a nossa expectativa é que a gente possa conduzir com mais tranquilidade as votações que são importantes para a sociedade brasileira, como a dos royalties do petróleo", reforçou. Maia negou ligação entre o começo da liberação de recur-

SECRETARIA DE SEGURANÇA URBANA EDITAL DE PREGÃO Nº: 26/SMSU/2011 PROCESSO Nº: 2011-0.098.441-7 INTERESSADO: SECRETARIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA URBANA ASSUNTO: O presente Pregão Presencial tem por objeto a contratação de prestação de serviços de limpeza, asseio, conservação predial, dedetização, desratização, descupinização, limpeza de caixa d’ água e áreas verdes nas unidades relacionadas no Anexo A deste edital, visando a obtenção de adequadas condições de salubridade e higiene, com a disponibilização de mão de obra, saneantes domissanitários, materiais e equipamentos, conforme especificações e condições constantes deste edital e seus anexos. MODALIDADE: PREGÃO PRESENCIAL TIPO: MENOR VALOR GLOBAL Acha-se REABERTA na SECRETARIA MUNICIPAL DE SEGURANÇA URBANA, licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, objetivando a contratação de prestação de serviços de limpeza, asseio, conservação predial, dedetização, desratização, descupinização, limpeza de caixa d’ água e áreas verdes nas unidades relacionadas no Anexo A deste edital, visando a obtenção de adequadas condições de salubridade e higiene, com a disponibilização de mão de obra, saneantes domissanitários, materiais e equipamentos, observando e atendendo as especificações contidas nos Anexos do Edital. A Sessão Pública do PREGÃO será realizada no Auditório da Inspetoria Regional Vinte e Cinco de Março, sito a Avenida do Estado, 680 -1º andar - Bom Retiro, às 10:30 horas do dia 13/04/2012, quando deverão ser entregues os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os Documentos de Habilitação das empresas interessadas diretamente ao Senhor Pregoeiro. Ficam todos os interessados desde já alertados que será necessário realizar vistoria técnica nos endereços relacionados no Edital, ressalvando que as empresas que já fizeram as vistorias, quando da primeira publicação do correspondente edital, ficam dispensadas de fazer novas visitas técnicas, posto não ter havido alteração das condições técnicas para executar os serviços objeto da presente licitação. O Caderno de Licitação, composto de Edital e seus Anexos, poderá ser obtido via internet, gratuitamente, no endereço eletrônico: http:/e-negocioscidadesp. prefeitura.sp.gov.br. O Caderno de Licitação, também poderá ser adquirido mediante o recolhimento, junto à rede bancária credenciada, da importância correspondente a R$ 0,15 (quinze centavos de real) por folha, aos cofres públicos, por meio de Guia de Arrecadação (DAMSP), que será fornecida pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana, situada na Rua Augusta, nº 435 - 437, 1º andar, das 08:00 às 16:00 horas, até o último dia útil que anteceder a data designada para a abertura do certame. No ato do recebimento do “Caderno de Licitação”, deverá a interessada verificar seu conteúdo, não sendo admitidas reclamações posteriores sobre eventuais omissões. Quaisquer esclarecimentos ou informações relativos a esta licitação, serão prestados mediante solicitação escrita, formulada até o último dia útil imediatamente anterior àquele marcado para a abertura do certame com a entrega das propostas, junto à Secretaria Municipal de Segurança Urbana, na Rua Augusta nº 435/437, 1º andar, Consolação, São Paulo, SP, nos telefones: 3124-9310, 3124-9312 e 3124-5174.

sos para emendas parlamentares com a calmaria na Câmara. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra, faz parte do processo do governo", alegou. "A liberação de recursos para obras e projetos do governo é normal, natural, faz parte do processo político. Que bom que o governo começa a liberar as obras que estavam previstas para o Orçamento de 2012", declarou. Ele anunciou a criação de uma comissão mista encarregada de propor um novo rito para as medidas provisórias. O grupo terá prazo de "uma a duas semanas" para apresentar a proposta, explicou. Enquanto a Câmara aprovou anteontem a Lei da Copa,

o Senado também encaminhou para sanção da presidente Dilma Rousseff o projeto que cria os fundos de previdência privada dos servidores públicos federais. Por conta da lei eleitoral, o Planalto precisa empenhar as emendas até junho, tendo em vista que em ano com eleições convênios não podem mais ser assinados a contar de 180 dias da eleição. Boa parte das emendas dos congressistas tinha sido atingida no congelamento de R$ 55 bilhões no Orçamento, no início deste ano. Maia também confirmou a criação de um grupo para elaborar nova proposta de tramitação das medidas provisórias no Congresso. (Agências)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 055/2012-SMS.G, processo 2012-0.054.738-8, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE ENDO PTC E LODOFÓRMIO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/ Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 09 horas e 30 minutos do dia 19 de abril de 2012, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 041/2012-SMS.G, processo 2012-0.024.125-4, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE ANTI-INFECCIOSOS I, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 19 de abril de 2012, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 045/2012-SMS.G, processo 2012-0.029.313-0, destinado ao registro de preços para CAMURÇA PARA AMÁLGAMA, PORTA AMÁGAMA. CUNHA CERVICAL DE MADEIRA E ESPELHO BUCAL Nº 5 PLANO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/ Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 26 de abril de 2012, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 042/2012-SMS.G, processo 2012-0.029.262-2, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS DIVERSOS I, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/ Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 23 de abril de 2012, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Maia: promessa de liberação de emendas não teve a ver com votação.

Crise só existe para a imprensa, diz Dilma

A

presidente Dilma Rousseff reagiu ontem, em entrevista, em Nova Délhi, ao ser questionada se venceu a guerra contra o Congresso Nacional, com a aprovação, anteontem, do Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp) e da Lei Geral da Copa. "Eu não venci guerra nenhuma", desabafou. A presidente repetiu a tese de que não existe crise com o Congresso, mas sim uma coalizão de forças que precisa de ajuste permanente e que a crise é invenção da imprensa. "Uma parte disso vocês é

que criam, né, gente? Vocês criam e o que é que eu posso fazer? Vocês chegam à conclusão que tem uma crise e depois têm de resolver como é que ela desapareceu. Aí vem as hipóteses". Dilma só soube ontem pela manhã (Nova Délhi tem fuso de oito horas e meia à frente do Brasil) do resultado das votações no Congresso. De acordo com interlocutores da presidente, ela estava certa de que os textos seriam aprovados. E considera que fez um bom ajuste na sua margem de negociação com o Congresso Nacional. (AE)

SECRETARIA DA SAÚDE AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL COMUNICADO ALTERAÇÃO DE EDITAL PROCESSO Nº 2012-0.021.136-3 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 018/2012 Comunicamos aos Srs. Fornecedores interessados em participar do procedimento licitatório - AQUISIÇÃO DE MATERIAS MÉDICOS DIVERSOS, PARA USO NAS UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 10/04/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 27/03/2012 pág. 76, o seguinte: A data de abertura do certame fica redesignada para o dia 12/04/2012 e a data da entrega das amostras para o dia 04/04/2012 As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas. PROCESSO Nº 2012-0.047.938-2 - PREGÃO PRESENCIAL Nº 034/2012 Comunicamos aos Srs. Fornecedores interessados em participar do procedimento licitatório - CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA O FORNECIMENTO EM CONSIGNAÇÃO DE MATERIAIS PARA CIRURGIAS VIDEOENDOSCÓPICAS NAS ESPECIALIDADES - COM COMODATO DE EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E INSTRUMENTAIS A SEREM UTILIZADOS NAS UNIDADES HOSPITALARES PERTENCENTES À AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 28/03/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 15/03/2012 pág. 82, e Comunicado de redesignação da abertura para o dia 03/04/2012 às 09:00 horas, publicado no DOC dia 16/03/2012 pág. 184, o seguinte: Tendo em vista a alteração no Anexo I, solicitamos a retirada de novo edital no site: http:\\e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

9

BBD Participações S.A. CNPJ 07.838.611/0001-52 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, Osasco, SP, 29 de março de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis, relativas ao exercício

Conselho de Administração e Diretoria

encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhados das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 4)........................................................................................................ Juros sobre o Capital Próprio a Receber (Nota 15a) .................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 16c)........................................................................................ Valores a Receber (Nota 5) ...........................................................................................................................

31.12.2011 80.784 1.407 58.172 9.697 11.508

31.12. 2010 87.626 298 69.553 12.324 5.451

NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Depósitos Judiciais........................................................................................................................................ Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 16c)........................................................................................ Investimentos em Coligadas e Controladas (Nota 6)............................................................................... Intangível (Nota 7) .......................................................................................................................................

2.410.140 66.794 50.564 16.230 2.334.120 9.226

2.036.375 56.621 27.224 29.397 1.970.528 9.226

2.490.924

2.124.001

TOTAL ...........................................................................................................................................................

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 16d).......................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio a Pagar (Nota 11c)......................................................................................... Obrigações por Recompra de Ações (Nota 8) .............................................................................................. Outras Obrigações (Nota 9) ..........................................................................................................................

31.12. 2011 244.892 6.790 14.025 163.229 60.848

31.12. 2010 761.762 8.532 102.921 650.309

NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Provisão para Riscos Fiscais (Nota 10b) ...................................................................................................... Obrigações por Recompra de Ações (Nota 8) ..............................................................................................

486.361 49.812 436.549

340.675 36.995 303.680

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social (Nota 11a)............................................................................................................................... Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Lucro Abrangente Acumulado ....................................................................................................................... Ações em Tesouraria (Nota 11d) ...................................................................................................................

1.759.671 1.545.613 1.192.786 73.906 (1.052.634)

1.021.564 735.613 913.771 71.800 (699.620)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

2.490.924

2.124.001

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

Exercícios findos em 31 de dezembro

2010

2011

RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS .................................................................................................

299.070

236.081

Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 6) ...........................................................................................

360.390

321.258

Despesas Tributárias (Nota 12) .....................................................................................................................

(8.028)

(10.488)

Despesas Gerais e Administrativas (Nota 13)...............................................................................................

(264)

(496)

Resultado com Ativos Financeiros (Nota 14) ................................................................................................

(53.028)

(74.207)

Outras Receitas Operacionais.......................................................................................................................

-

14

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

299.070

236.081

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 16a) .................................................................

-

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

299.070

235.298

0,98

0,95

(783)

Lucro básico por ação em número médio ponderado de ações atribuídas aos acionistas

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2010

299.070

236.081

(360.390) 61.331 1.283 1.294 (21.384) 6.306 (13.784)

(321.258) 77.287 30 (7.860) (13.655) 7.573 (13.942)

(69.533) 69.553 20

(58.661) 58.804 143

(577.403) 810.000 (210.446) (7.278) 14.873 1.109

165.006 27.284 (150.219) (28.050) 14.021 222

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa...............................................................................

(expresso em R$ por ação) Lucro por ação básico atribuível aos acionistas (Nota 10b)..........................................................................

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros, Variações Monetárias Líquidas ......................................................................................................... Outros .......................................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. (Aumento) em Outros Ativos........................................................................................................................ Aumento em Outras Obrigações ................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades Operacionais ....................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Recebidos ................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos................................................. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos Valores a Receber ....................................................................................................................................... Integralização do Capital Social .................................................................................................................. Aquisição/Alienação de Ações em Tesouraria............................................................................................. Dividendos/Juros sobre o Capital Próprio Pagos ........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos.............................................. Aumento Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa...............................................................................

298 1.407 1.109

76 298 222

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

Eventos Saldos em 31.12.2009............................................................................ Lucro Líquido do Exercício ...................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial .............................................................. Lucro Abrangente.................................................................................. Aumento de Capital Social ...................................................................... Aquisição de Ações em Tesouraria ......................................................... Alienação de Ações em Tesouraria ......................................................... Destinações: - Reservas.......................................................................... Saldos em 31.12.2010............................................................................ Destinação de Dividendos com Reservas............................................... Lucro Líquido do Exercício ...................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial .............................................................. Lucro Abrangente.................................................................................. Aumento de Capital Social ...................................................................... Aquisição de Ações em Tesouraria ......................................................... Alienação de Ações em Tesouraria ......................................................... Destinações: - Reservas.......................................................................... - Juros sobre o Capital Próprio .......................................... Saldos em 31.12.2011............................................................................

Capital Social 708.329 -

Legal 35.291 -

27.284 735.613 -

13.170 48.461 -

810.000 1.545.613

14.954 63.415

Reserva de Lucros Estatutária para Aumento de Capital 614.359 -

A Realizar 4.705 -

(3.990) 247.663 858.032 3.723 267.616 1.129.371

Lucro Abrangente Acumulado 60.765 11.035

Ações em Tesouraria (432.727) -

71.800 2.106

(311.284) 44.391 (699.620) -

(263.406) 299.070 -

73.906

(377.391) 24.377 (1.052.634)

(282.570) (16.500) -

2.573 7.278 (7.278) -

Lucros Acumulados 28.107 235.299 -

Totais 1.018.829 235.299 11.035 246.334 27.284 (311.284) 40.401 1.021.564 (7.278) 299.070 2.106 293.898 810.000 (377.391) 28.100 (16.500) 1.759.671

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 2.9) Imposto de renda e contribuição social 1) CONTEXTO OPERACIONAL A BBD Participações S.A. (a “Companhia”) é uma empresa que tem por objetivo a participação no capital social do Banco Bradesco S.A. e/ou de outras A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, sobre o lucro tributável. A provisão sociedades que detenham, direta ou indiretamente, parcelas do capital social daquela instituição. para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pelo Conselho de Administração em 29 de março de 2012. impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76 e alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, para a contabilização da operações, associadas, quando aplicáveis, às normas e instruções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que incluem os Pronunciamentos Técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). As estimativas contábeis utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis relacionadas a ativos e passivos fiscais diferidos, provisões e contingências passivas, consideram as melhores evidências disponíveis e estão baseadas em premissas existentes nas datas de encerramento dos exercícios. Os resultados finais, quando de sua realização, podem diferir dos valores estimados. As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. 2.1) Moeda funcional e moeda de apresentação As demonstrações contábeis foram elaboradas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia.

A despesa com imposto de renda corrente é calculada com a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração do resultado. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social estão apresentados na Nota 16. 2.10) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais

O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de 2.2) Caixa e equivalentes de caixa acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimento, cujo vencimento das operações, na data • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem riscos insignificantes de mudança de valor justo, os quais são utilizados pela Companhia ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. A composição do caixa e equivalentes de caixa estão apresentados na Nota 4. capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, 2.3) Valores a receber são divulgados nas notas explicativas; Os valores a receber são mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros, reduzidos por eventuais reduções • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a

no valor recuperável. A composição dos valores a receber estão apresentados na Nota 5.

complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para 2.4) Investimentos em coligadas e controladas a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Os investimentos em sociedades coligadas e controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado • Passivos Contingentes: são utilizados para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não do exercício como receita (ou despesa) operacional. Para efeitos do cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a empresa de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os e suas coligadas e controladas são eliminados na medida da participação da empresa, e perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As transação forneça evidências de perda permanente (impairment) do ativo transferido. A composição dos investimentos em coligadas e controladas estão obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e apresentados na Nota 6. • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou 2.5) Ativos intangíveis constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos Composto por ágio, e seu registro é fundamentado em mais-valia de ativos, sendo a diferença entre o valor contábil e o valor justo das ações adquiridas, que representa o valor registrado, está de acordo com as práticas contábeis anteriormente adotadas. A composição dos ativos intangíveis está demonstrada na Nota7.

integralmente nas demonstrações contábeis. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS

2.6) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) A Companhia não apresenta riscos significativos em suas operações próprias, exceto os riscos relacionados aos investimentos direto/indiretos, do Banco A Companhia avalia a cada fim de período se existem evidências objetivas de deterioração de seus ativos. Caso se confirme a existência de impactos Bradesco S.A. e Bradespar S.A., os quais têm seu gerenciamento de risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez realizados pela Organização nos fluxos de caixa pela deterioração de seus ativos e esta puder ser estimada de maneira confiável, reconhece no resultado a perda por impairment. No Bradesco, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através exercício de 2011 e de 2010, não houve perda por impairment. de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a 2.7) Patrimônio líquido integridade e a independência dos processos. a) Lucro por ação O lucro por ação básico é calculado mediante a divisão do lucro líquido atribuído aos acionistas da Companhia, pela quantidade de ações. Não há fatores 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA de diluição do lucro. O cálculo do lucro por ação básico está demonstrado na Nota 10b.

Em 31 de dezembro

b) Juros sobre o capital próprio/dividendos a pagar A distribuição de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, Bancos - conta corrente .......................................................................................................................... no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto Social da Companhia. Fundos de Investimentos Financeiros ..................................................................................................... 2.8) Apuração do resultado Total ........................................................................................................................................................ O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente, de recebimento ou pagamento. O resultado 5) VALORES A RECEBER abrangente é apurado começando do resultado líquido do período e incluindo os ajustes de avaliação patrimonial.

2011

2010 11

19

1.396

279

1.407

298

Refere-se, basicamente, a contratos de mútuo, no montante de R$ 11.506 (2010 - R$ 5.449).

6) INVESTIMENTOS a) O ajuste decorrente da avaliação pelo método de equivalência patrimonial do investimento foi registrado na rubrica de “Resultado de Equivalência Patrimonial” e corresponderam, no exercício, a um resultado de R$ 360.390 (2010 - R$ 321.258). b) A composição do Investimento está demonstrada a seguir: Empresas

Capital Social

Patrimônio

Resultado

Quantidade de ações

Participação no

Líquido Ajustado

Ajustado

possuídas (em mil)

Capital Social

Investimentos 31.12.2011

Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 31.12.2010

31.12.2011

Nova Cidade de Deus Participações S.A. (1) ................................................ 3.820.000 8.953.280 1.382.394 136.552 26,07% 2.334.120 1.970.528 Total .............................................................................................................. 2.334.120 1.970.528 (1) Dados relativos às demonstrações contábeis de 31.12.2011; e (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais da investida não decorrentes de resultado, bem como os ajustes na avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis.

360.390 360.390

31.12.2010 321.258 321.258

7) ATIVOS INTANGÍVEIS c) Passivos contingentes classificadas como perdas possíveis O intangível corresponde ao ágio de R$ 9.926 (2010 - R$ 9.926), fundamentado na mais-valia das ações. Representado pela diferença entre o valor de A Companhia mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e mercado das ações e o respectivo valor contábil, decorrentes de ações da Nova Cidade de Deus Participações S.A. amparada na opinião dos assessores jurídicos classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente, são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivado, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes 8) OBRIGAÇÕES POR RECOMPRA DE AÇÕES avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Obrigações por Recompra de Ações, no Passivo Circulante, no montante de R$ 163.229 (2010 - R$ 102.921) e no Passivo não Circulante, no montante de Em 2011 e 2010, não há processos contingentes avaliados como de perda possível. R$ 436.549 (2010 - R$ 303.680), referem-se ao saldo pela aquisição de ações de própria emissão, mantidas em tesouraria. 11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO 9) OUTRAS OBRIGAÇÕES Refere-se, basicamente, a contratos de mútuo, acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, no montante de R$ 60.748 (2010 - R$ 650.212), com a) Composição do capital social em ações O capital social é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. vencimento em janeiro de 2012. Em 31 de dezembro 10) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES 2011 2010 a) Ativos Contingentes Ordinárias................................................................................................................................................ 176.206.299 176.206.299 Não foram reconhecidos contabilmente ativos contingentes. Preferenciais............................................................................................................................................ 132.870.611 71.738.536 b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias Total ........................................................................................................................................................ 309.076.910 247.944.835 A Companhia é parte em processos judiciais, de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 13 de janeiro de 2011, deliberou-se aumentar o capital social no montante de R$ 810.000, elevando-o complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. O principal processo refere-se a não inclusão, na base de de R$ 735.613 para R$ 1.545.613, mediante a emissão de 61.132.075 novas ações preferenciais, nominativas-escriturais, sem valor nominal, ao preço de R$ 13,25 por ação. cálculo da Cofins, dos juros sobre o capital próprio recebidos da investida. b) Lucro por ação básico A Administração da Companhia entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. O cálculo do lucro por ação básico em 31 de dezembro 2011, foi de R$ 0,98 (2010 - R$ 0,95), baseado na quantidade média ponderada de ações ordinárias I - Movimentação das Provisões e preferenciais em circulação, conforme cálculos a seguir: Exercícios findos em 31 de dezembro Em 31 de dezembro 2011 2010 2011 2010 No início do período.............................................................................................................................. 36.995 28.053 Lucro líquido atribuível aos acionistas controladores ...................................................................... 299.070 235.298 Atualizações monetárias ......................................................................................................................... 3.991 2.543 Número médio ponderado de ações em circulação (milhares) ............................................................... 303.982 247.762 Constituições líquidas de reversões e baixas.......................................................................................... 8.826 6.399 Lucro por ação básico atribuível aos acionistas da Companhia (em Reais)........................................... 0,98 0,95 No final do período................................................................................................................................ 49.812 36.995 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

sexta-feira, 30 de março de 2012

...continuação

BBD Participações S.A. CNPJ 07.838.611/0001-52 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil c) Juros sobre o capital próprio e dividendos 15) PARTES RELACIONADAS Conforme disposição estatutária, aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendos, que somados correspondam, no mínimo, a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas: a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei Societária. 2011 As ações preferenciais não possuem direito a voto, mas conferem a seus detentores todos os direitos e vantagens das ações ordinárias, além da prioridade Ativo Receitas assegurada pelo estatuto social no reembolso do capital e adicional de 10% (dez por cento) de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos. (passivo) (despesas) O cálculo dos juros sobre o capital próprio relativo ao exercício de 2011 está demonstrado a seguir: Bancos: R$ mil % (1) Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 11 Lucro líquido do exercício........................................................................................................................ 299.070 Outras obrigações: Reserva legal........................................................................................................................................... (14.954) Nova Cidade de Deus Participações S.A. ........................................ (50.657) (3.209) Titanium Holdings S.A. .................................................................... (10.091) (2.824) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 284.116 Juros sobre o capital próprio a receber/(pagar): Juros sobre o capital próprio (Bruto) .................................................................................................. 16.500 Nova Cidade de Deus Participações S.A. ....................................... 58.172 68.437 Imposto de renda retido na fonte sobre juros sobre o capital próprio - 15%.................................. (2.475) Outros............................................................................................... (14.025) (16.500) Juros sobre o capital próprio (líquido) em 2011................................................................................. 14.025 4,9 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração (1) Percentual dos juros sobre o capital próprio sobre a base de cálculo. Os administradores não recebem qualquer remuneração pelos cargos que ocupam nos órgãos da Companhia. d) Ações em tesouraria Até 2011, foram adquiridas e permaneciam em tesouraria 68.046.394 (2010 - 42.963.095) ações ordinárias e 21.336.488 (2010 - 19.324.582) ações preferenciais, no montante de R$ 1.052.634 (2010 - R$ 699.620). Em janeiro de 2011, foram alienadas ações em tesouraria, no montante de R$ 28.100 16) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (2010 - R$ 40.401), que gerou lucro de R$ 3.723 (2010 - (R$ 3.990)), registrado na rubrica de Reserva de Lucros - Estatutária para Aumento de Capital. a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social: 12) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 441 2.917 1.129 1.350 6.458 6.221 8.028 10.488

IOF........................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... COFINS ................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 13) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 38 213 39 35 187 216 32 264 496

Serviços prestados por terceiros............................................................................................................. Contribuição sindical patronal ................................................................................................................. Editais e publicações............................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 14) RESULTADO COM ATIVOS FINANCEIROS

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 7.946 267 6.856 3.347 (67.830) (77.821) (53.028) (74.207)

Rendimento de aplicação financeira em fundos de investimentos.......................................................... Juros ativos.............................................................................................................................................. Juros passivos ......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Resultado antes dos tributos (imposto de renda e contribuição social) ......................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Juros sobre o capital próprio (recebidos e a receber) ............................................................................. Juros sobre o capital próprio (pagos e a pagar)...................................................................................... Efeito do crédito tributário não ativado .................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

Ativo (passivo)

Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)

19

-

(309.883) (340.329)

(19.894) (29.016)

69.553 -

81.827 -

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 299.070 236.081 (101.684) (80.268) 122.533 (23.269) 5.610 (3.530) 340 -

109.228 (27.821) (2.204) 282 (783)

b) Créditos tributários Os créditos tributários não registrados totalizam R$ 37.901 (2010 - R$ 34.371). c) Tributos a compensar ou a recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar, no ativo circulante, no montante de R$ 9.697 (2010 - R$ 12.324) e no ativo não circulante, no montante de R$ 16.230 (2010 - R$ 29.397) referem-se a imposto de renda de exercícios anteriores, imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e sobre juros sobre o capital próprio. d) Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 6.790 (2010 - R$ 8.532), referem-se, basicamente, a imposto de renda pessoa jurídica, no montante de R$ 455 (2010 - R$ 708), PIS no montante de R$ 1.129 (2010 - R$ 1.350), e COFINS no montante de R$ 5.201 (2010 - R$ 6.219). 17) OUTRAS INFORMAÇÕES A Companhia não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 2011 e 2010.

ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO Conselho de Administração Presidente Lázaro de Mello Brandão

Membros

Diretoria

Mário da Silveira Teixeira Júnior João Aguiar Alvarez Denise Aguiar Alvarez Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Luiz Carlos Trabuco Cappi Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu José Alcides Munhoz Aurélio Conrado Boni

Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretor-Presidente Lázaro de Mello Brandão Diretor Vice-Presidente Antônio Bornia Diretores Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi

Marcos Aparecido Galende Contador CRC 1SP201309/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da

relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a Examinamos as demonstrações contábeis da BBD Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Opinião Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeira da BBD Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. BBD Participações S.A. Osasco - SP

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante KPMG Auditores Independentes nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos CRC 2SP014428/O-6

p STF: inquérito e quebra de sigilo de Demóstenes

Osasco, 29 de março de 2012

Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0

José Claudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

Para mim fica difícil assumir o conselho, porque o Demóstenes é do mesmo partido que o meu. Fica muito ruim para mim. Senador Jayme Campos (DEM-MT)

olítica

Geraldo Magela/Ag. Senado - 27.03.12

Decisão atende pedidos da Procuradoria. No Senado, Sarney vai encaminhar pedido de quebra de decoro

O

ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem abertura de inquérito e a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e de outros investigados por suspeita de ligações criminosas com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal por chefiar quadrilha de jogo ilegal. Ao determinar ao Banco Central que informe as movimentações financeiras de Demóstenes nos últimos dois anos, Lewandowski atendeu pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que quer investigar o senador, os deputados federais Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e outros

Demóstenes terá todo o direito de se defender, mas o DEM vai aplicar pena máxima caso esteja envolvido com atos ilícitos. ACM NETO (DEM-BA) suspeitos de participar do equema da chamada máfia dos caça-níqueis. No inquérito serão apuradas suspeitas de corrupção, prevaricação e advocacia administrativa. Além da quebra de sigilo bancário, o ministro do Supremo autorizou a realização de outras diligências requeridas pelo procurador-ge-

ral. Um ofício será encaminhado ao presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDBAP), para que remeta a relação de emendas ao Orçamento da União apresentadas por Demóstenes. Lewandowski também determinou à Polícia Federal que faça a degravação de 19 diálogos telefônicos. Alguns órgãos públicos federais e estaduais, que não tiveram os nomes divulgados, deverão encaminhar cópia de contratos celebrados com empresas mencionadas em conversas mantidas entre os suspeitos. O ministro, entretanto, negou dois pedidos feitos por Gurgel. Ele entendeu que ainda é prematuro ouvir o senador. E também concluiu que não é o caso de garantir ao Ministério Público Federal aces-

Waldemir Barreto/Ag. Senado - 21.03.12

Demóstenes: situação política se deteriora rapidamente. Nem sobe mais na tribuna nem dá entrevistas.

so automático a dados financeiros dos investigados para complementar apurações. Ou seja, se após receber as informações bancárias o procurador precisar de mais dados, terá de pedir novamente autorização para o STF. Não poderá requerer diretamente ao Banco Central. Com base numa súmula do Supremo, Lewandowski autorizou os advogados do senador a terem acesso ao inquérito. Mas a mesma autorização foi negada aos senadores Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), ao DEM e aos jornalistas que queriam consultar o inquérito, sob a alegação de que há transcrições de conversas protegidas pelo sigilo. O líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que o partido espera sinceridade do senador. ACM Neto, depois de dizer que estão dando a Demóstenes "todo o direito dele se defender", garantiu que DEM "vai aplicar pena máxima", caso o senador esteja envolvido com atos ilícitos. A deterioração da situação política de Demóstenes repercutiu no Congresso. O presidente do Senado, José Sarneney (PMDB-AP), classificou como "graves" as denúncias que envolvem o ex-líder do DEM. E avisou que vai encaminhar a representação feita pelo PSol, que pede abertura de processo por quebra de decoro parlamentar. Já o DEM decide na terça-feira se expulsa ou não Demóstenes. Ao G1, o senador mandou falar com seu advogado. "Não estou dando entrevistas". (Agências)

Jayme Campos: impedido de julgar por ser do mesmo partido.

Conselho só decide depois da Páscoa

O

Senado, somente depois da Páscoa, vai decidir se instaura processo por quebra de decoro parlamentar contr ao senador Demóstenes Torres (DEMGO). O presidente interino do Conselho de Ética da Casa, senador Jayme Campos (DEM-MT), se declarou impedido para julgar o colega de partido e convocou reunião do colegiado para o dia 10 de abril para eleger um novo presidente. O cargo está vago desde o ano passado, quando o sena-

dor João Alberto (PMDBMA) se licenciou. Pelo regimento do Senado, cabe ao presidente do Conselho de Ética decidir se acata representação por quebra de decoro parlamentar. O PSol encaminhou pedido nesse sentido ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que já avisou que vai dar prosseguimento à solicitação. Campos poderia decidir como vice, mas pediu para ficar fora. "Ficaria muito ruim". (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

11

Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações CNPJ 61.529.343/0001-32 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, Osasco, 29 de março de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

Conselho de Administração e Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 4)........................................................................................................ Valor Justo por meio do Resultado (Nota 5).................................................................................................. Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos a Receber (Nota 14a).................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 15d)........................................................................................ Valores a Receber (Nota 6) ........................................................................................................................... Outros Créditos ............................................................................................................................................. NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 15d)........................................................................................ Depósitos Judiciais........................................................................................................................................ Créditos Tributários (Nota 15c) .................................................................................................................... Investimentos em Coligadas e Controladas (Nota 7)............................................................................... Intangível (Nota 8) ....................................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

31.12.2011 1.733.993 511.393 35.618 561.371 81.584 543.082 945 17.458.653 153.179 99.938 12.744 40.497 17.265.269 40.205 19.192.646

31.12.2010 1.843.985 650.383 201.079 480.102 101.531 410.494 396 14.801.540 434.123 321.236 11.283 101.604 14.327.212 40.205 16.645.525

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 15e).......................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos a Pagar (Nota 10c) ...................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................

31.12.2011 554.477 57.332 497.039 106

31.12.2010 653.699 51.074 602.525 100

NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Provisão para Impostos e Contribuições....................................................................................................... Provisão para Riscos Fiscais (Nota 9) ..........................................................................................................

35.830 689 35.141

289.925 618 289.307

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social (Nota 10a)............................................................................................................................... Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Lucro Abrangente Acumulado .......................................................................................................................

18.602.339 8.293.000 9.704.876 604.463

15.701.901 6.760.000 8.338.318 603.583

TOTAL ...........................................................................................................................................................

19.192.646

16.645.525

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS .................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 3.085.380 2.706.336

Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 7) ...........................................................................................

3.028.448

2.662.056

Despesas Tributárias (Nota 11) .....................................................................................................................

(65.234)

(57.152)

Despesas Gerais e Administrativas (Nota 12)...............................................................................................

(1.138)

(1.397)

Resultado com Ativos Financeiros (Nota 13) ................................................................................................

123.304

102.829

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

3.085.380

2.706.336

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 15) ...................................................................

(61.374)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

13.702

3.024.006

Lucro básico por ação em número médio ponderado de ações atribuídas aos acionistas (expresso em R$ por ação) Lucro por ação básico atribuível aos acionistas (Nota 10b)..........................................................................

2.720.038

0,46

0,43

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros, Variações Monetárias Líquidas e Outras .......................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. Redução em Ativos Financeiros .................................................................................................................. Redução em Outros Ativos.......................................................................................................................... Aumento em Outras Obrigações ................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Recebidos ................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos Valores a Receber ....................................................................................................................................... Aumento de Capital ..................................................................................................................................... Dividendos/Juros sobre o Capital Próprio Pagos ........................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........................................... (Redução)/Aumento Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... (Redução)/Aumento Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

3.085.380

2.706.336

(3.028.448) (78.304) (21.372) 380.225 35.705 16.253 410.811

(2.662.056) (62.287) (18.006) 7.622 363.000 57.140 409.756

(552.913) 423.628 (129.285)

(119.009) 626.748 507.739

(248.907) 533.000 (704.609) (420.516) (138.990)

(271.226) 445.000 (594.178) (420.404) 497.090

650.383 511.393 (138.990)

153.293 650.383 497.090

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

Eventos Saldos em 31.12.2009................................................................. Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ................................................... Lucro Abrangente....................................................................... Aumento do Capital Social por Subscrição .................................. Aumento do Capital Social com Reservas ................................... Destinações: - Reservas............................................................... - Juros sobre o Capital Próprio ............................... - Dividendos ............................................................ Saldos em 31.12.2010................................................................. Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ................................................... Lucro Abrangente....................................................................... Aumento do Capital Social por Subscrição .................................. Aumento do Capital Social com Reservas ................................... Destinações: - Reservas............................................................... - Juros sobre o Capital Próprio ............................... - Dividendos ............................................................ Saldos em 31.12.2011.................................................................

Capital Social 5.660.000 445.000 655.000 6.760.000 533.000 1.000.000 8.293.000

Reservas de Lucros Estatutária para Aumento de Capital 6.052.826 (655.000) 2.047.060 7.444.886 (1.000.000) 2.215.359 8.660.245

Legal 660.010 147.896 807.906 151.200 959.106

Estatutária para Pagamento de Dividendos 85.526 85.526 85.526

Lucro Abrangente Acumulado 510.235 93.348 603.583 879 604.462

Lucros Acumulados 237.890 2.720.038 (2.194.956) (695.661) (67.311) 3.024.006 (2.366.559) (582.087) (75.360) -

Totais 13.206.487 2.720.038 93.348 2.813.386 445.000 (695.661) (67.311) 15.701.901 3.024.006 879 3.024.885 533.000 (582.087) (75.360) 18.602.339

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL 2.9) Apuração do resultado A Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações (a “Companhia”) é uma empresa que tem por objetivo a participação no capital de outras O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados sociedades, bem como a administração, a compra e a venda de ações, títulos e valores mobiliários, por conta própria. dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente, de recebimento ou pagamento. O resultado A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pelo Conselho de Administração em 29 de março de 2012. abrangente é apurado partindo do resultado líquido do período e incluindo os ajustes de avaliação patrimonial. 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76 e alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e no 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas, quando aplicáveis, às normas e instruções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que incluem os Pronunciamentos Técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). As estimativas contábeis utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis relacionadas a ativos e passivos fiscais diferidos, provisões e contingências passivas, consideram as melhores evidências disponíveis e estão baseadas em premissas existentes nas datas de encerramento dos exercícios. Os resultados finais, quando de sua realização, podem diferir dos valores estimados. As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. 2.1) Moeda funcional e moeda de apresentação As demonstrações contábeis foram elaboradas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia.

2.10) Imposto de renda e contribuição social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, sobre o lucro tributável excedente de R$ 240. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda corrente é calculada com a soma do imposto corrente, resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos, reconhecidos na demonstração do resultado. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social estão apresentados na Nota 15.

2.2) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimento, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem riscos insignificantes de mudança de valor justo, os quais são utilizados pela Companhia 2.11) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. A composição do caixa e equivalentes de caixa estão apresentados na Nota 4. acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: 2.3) Instrumentos financeiros • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais a) Classificação dos instrumentos financeiros ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, I - Valor justo por meio do resultado: são divulgados nas notas explicativas; Adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor justo em contrapartida ao resultado do período. Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado estão apresentados na Nota 5. • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para II - Ativos financeiros disponíveis para venda: a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros não derivativos, que não são classificados em mantidos até o vencimento ou para negociação, • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um para os quais existe a intenção de mantê-los por um período de tempo indefinido e que podem ser vendidos em resposta a mudanças nas taxas de juros, ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de taxas de câmbio, preços de títulos de patrimônio ou necessidades de liquidez. reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações b) Classificação por nível hierárquico classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado foram classificados no nível 2 da hierarquia do CPC 40, tais como preços cotados para ativos ou • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade passivos similares, preços cotados em mercados não ativos, ou outros dados que são observáveis no mercado, incluindo mas não limitados a curvas de que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio para, substancialmente, todo o prazo dos ativos ou contábeis. passivos. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS 2.4) Valores a receber Os valores a receber são mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros, reduzidos por eventuais reduções A Companhia não apresenta riscos significativos em suas operações próprias, exceto os riscos relacionados aos investimentos direto/indiretos, do Banco Bradesco S.A. e Bradespar S.A., as quais têm seu gerenciamento de risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez realizado pela ao valor recuperável. A composição dos valores a receber estão apresentados na Nota 6. Organização Bradesco, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição 2.5) Investimentos em coligadas e controladas e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações Os investimentos em sociedades coligadas e controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. do exercício como receita (ou despesa) operacional. Para efeitos do cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a empresa e suas coligadas e controladas são eliminados na medida da participação da empresa, e perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA transação forneça evidências de perda permanente (impairment) do ativo transferido. A composição dos investimentos em coligadas e controladas estão Em 31 de dezembro apresentados na Nota 7. 2011 2010 Depósito Bancário (1).............................................................................................................................. 45.220 30.353 2.6) Ativos intangíveis 466.173 620.030 Composto por ágio, e seu registro é fundamentado em mais-valia de ativos, sendo a diferença entre o valor contábil e o valor justo das ações adquiridas, Fundos de Investimentos Financeiros ..................................................................................................... 511.393 650.383 que representa o valor registrado, está de acordo com as práticas contábeis anteriormente adotadas. A composição dos ativos intangíveis estão apresentadas Total ........................................................................................................................................................ (1) No país e no exterior. na Nota 8. 5) VALOR JUSTO POR MEIO DO RESULTADO 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Em 31 de dezembro A Companhia avalia a cada fim de período se existem evidências objetivas de deterioração de seus ativos. Caso se confirme a existência de impactos nos fluxos de caixa pela deterioração de seus ativos e esta puder ser estimada de maneira confiável, reconhece no resultado a perda por impairment. 2011 2010 No exercício de 2011 e de 2010, não houve perda por impairment. Circulante Aplicação em Eurobonds......................................................................................................................... 8.993 18.035 2.8) Patrimônio líquido Aplicação em CDB - Certificado de Depósito Bancário .......................................................................... 26.625 183.044 a) Lucro por ação Total ........................................................................................................................................................ 35.618 201.079 O lucro por ação básico é calculado mediante a divisão do lucro líquido atribuído aos acionistas da Companhia, pela quantidade de ações. Não há fatores Estes ativos são classificados na categoria de valor justo por meio do resultado, enquadradas no Nível 2. de diluição do lucro. O cálculo do lucro por ação básico esta demonstrado na Nota 10b. 6) VALORES A RECEBER b) Juros sobre o capital próprio/dividendos a pagar A distribuição de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, Refere-se, a contratos de mútuo, no montante de R$ 543.082 (2010 - R$ 325.235), acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, com vencimento no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto Social da Companhia. em janeiro de 2012. 7) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na rubrica de “Resultado de Equivalência Patrimonial” e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 3.028.448 (2010 - R$ 2.662.056); e b) A composição dos investimentos de controladas e coligadas estão demonstradas a seguir:

Empresas

Capital Social

Patrimônio Líquido Ajustado

Resultado Ajustado

Quantidade de ações possuídas (em mil) ON PN 910.343 44.883 37.056 722.487

Participação no Capital Social

Investimentos 31.12.2011 31.12.2010 14.126.467 12.159.273 1.173.946 917.610 254.659 228.004 1.710.197 1.022.325 17.265.269 14.327.212

Banco Bradesco S.A. (1) ..................................................................... 30.100.000 59.329.975 10.798.307 460 23,81% Bradespar S.A. (1) ............................................................................... 3.220.000 9.079.242 1.988.260 301 12,93% Titanium Holdings S.A. (1)................................................................... 200.000 509.318 55.650 50,00% NCF Participações S.A. (1).................................................................. 3.515.371 4.328.517 436.507 39,51% Total .................................................................................................... (1) Dados relativos às demonstrações contábeis de 31.12.2011; e (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais da investida não decorrente de resultado, bem como ajustes na avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis. 8) INTANGÍVEL O intangível corresponde ao ágio de R$ 40.205 (2010 - R$ 40.205), fundamentado na mais-valia das ações. Representado pela diferença entre o valor de mercado das ações e o respectivo valor contábil, sendo R$ 4.680 (2010 - R$ 4.680) decorrentes de ações do Banco Bradesco S.A. e R$ 35.525 (2010 R$ 35.525) da Titanium Holdings S.A. 9) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES a) Ativos Contingentes Não foram reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões classificadas como perdas prováveis e obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Companhia é parte em processos judiciais, de natureza fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Companhia entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. I - Movimentação das Provisões Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 No início do período.............................................................................................................................. 289.307 231.697 Atualizações monetárias ......................................................................................................................... 16.179 18.145 Constituições líquidas de reversões e baixas.......................................................................................... 36.051 39.465 Pagamento (1)......................................................................................................................................... (306.396) No final do período................................................................................................................................ 35.141 289.307 (1) Refere-se ao pagamento, por compensação com créditos existentes, de parte dos valores relativos ao processo que discute a não inclusão, na base de cálculo da Cofins, dos juros sobre o capital próprio recebidos das investidas. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Companhia mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente, são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivado, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Em 2011 e 2010, não há processos contingentes avaliados com risco de perda possível. 10) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

2011 6.646.464.786 6.646.464.786

Em 31 de dezembro 2010 6.404.192.059 6.404.192.059

Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 31.12.2011 31.12.2010 2.571.077 2.283.392 257.082 224.517 27.825 24.236 172.464 129.911 3.028.448 2.662.056

Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, de 21 de março de 2011, deliberou-se aumentar o capital social, no montante de R$ 533.000, elevando-o de R$ 6.760.000 para R$ 7.293.000, mediante a emissão de 242.272.727 novas ações ON, nominativas-escriturais, sem valor nominal. Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, de 29 de abril de 2011, deliberou-se aumentar o capital social, no montante de R$ 1.000.000, elevando-o de R$ 7.293.000 para R$ 8.293.000, mediante a capitalização de saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária para Aumento de Capital 2006” - R$ 747.660 e de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Reserva Estatutária para Aumento de Capital” - R$ 252.340, sem emissão de ações. b) Lucro por ação básico O cálculo do lucro por ação básico, em 2011, foi de R$ 0,46 (2010 - R$ 0,43), baseado na quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação, conforme cálculos a seguir: Em 31 de dezembro 2011 Lucro líquido atribuível aos acionistas controladores ...................................................................... Número médio ponderado de ações em circulação (milhares) ............................................................... Lucro por ação básico atribuível aos acionistas controladores (em Reais).............................................

3.024.006 6.585.897 0,46

2010 2.720.038 6.385.463 0,43

c) Juros sobre o capital próprio e dividendos Conforme disposição estatutária, aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendos, que somados correspondam, no mínimo, a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei Societária. O cálculo dos juros sobre o capital próprio e dividendos relativos ao exercício de 2011, está demonstrado a seguir: R$ mil % (1) Lucro líquido do exercício........................................................................................................................ Reserva legal........................................................................................................................................... Base de cálculo ..................................................................................................................................... Juros sobre o capital próprio (bruto) ................................................................................................. Imposto de renda retido na fonte sobre juros sobre capital próprio - 15%.............................................. Juros sobre o capital próprio (líquido)................................................................................................ Dividendos pagos.................................................................................................................................. Total geral de juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos em 2011 .................................. Total geral de juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos em 2010 .................................. (1) Percentual dos juros sobre o capital próprio/dividendos sobre a base de cálculo.

3.024.006 (151.200) 2.872.806 582.087 (87.313) 494.774 75.360 570.134 658.623

19,8 23,4 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12

sexta-feira, 30 de março de 2012

...continuação

Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações CNPJ 61.529.343/0001-32 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 11) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

15) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social:

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 11.636 10.108 53.598 46.560 484 65.234 57.152

PIS........................................................................................................................................................... Cofins ...................................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 12) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Resultado antes dos tributos (imposto de renda e contribuição social) ......................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Juros sobre o capital próprio pagos e a pagar ........................................................................................ Juros sobre o capital próprio recebidos e a receber ............................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social:

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 302 302 136 824 202 234 498 37 1.138 1.397

Despesas de pessoal .............................................................................................................................. Serviços prestados por terceiros............................................................................................................. Editais e publicações............................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 13) RESULTADO COM ATIVOS FINANCEIROS

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 49.518 54.813 11.382 (2.220) 84.897 70.829 (22.493) (22.181) 1.588 123.304 102.829

Rendimento de ativos financeiros ........................................................................................................... Variação cambial ..................................................................................................................................... Juros ativos.............................................................................................................................................. Juros passivos ......................................................................................................................................... Ganhos com processos anistiados.......................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 14) PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas: 2011 Ativos (passivos) Bancos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Instrumentos Financeiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Eurobonds - Agência Bradesco Grand Cayman............................... Valores a receber: NCF Participações S.A. ................................................................... Nova Cidade de Deus Participações S.A. ....................................... Titanium Holdings S.A. .................................................................... Juros sobre o capital próprio e dividendos - a receber/(pagar): Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Titanium Holdings S.A. .................................................................... NCF Participações S.A. ................................................................... Bradespar S.A. ................................................................................ Nova Cidade de Deus Participações S.A. ....................................... Fundação Bradesco ......................................................................... b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Benefícios de Curto Prazo a Administradores

Receitas (despesas)

45.220

Ativos (passivos) -

Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)

30.353

-

26.625 8.993

9.260 (1.719)

183.044 18.035

10.281 1.298

512.850 30.232 -

54.259 3.567 1.593

28.442 186.947 195.105

13.682 3.335 17.322

493.734 264 67.373 (211.009) (183.158)

666.493 38.698 261.388 (193.263)

450.763 248 29.091 (255.738) (222.105)

558.966 22.639 31.021 (312.389) (230.972)

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 3.085.380 2.706.336 (1.049.029) (920.154) 1.029.672 197.910 (239.765) (162) (61.374)

905.099 236.525 (208.293) 525 13.702

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (267) (2.031) Impostos diferidos Constituição/realização no exercício sobre adições temporárias............................................................ (67.935) 16.585 Constituição/realização no exercício sobre prejuízo e base negativa ..................................................... 6.828 (852) Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (61.374) 13.702 c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos: Saldo em Saldo em Origem do Crédito Tributário 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 Provisões fiscais............................................................................... 79.303 13.768 77.868 15.203 Outras provisões .............................................................................. 5.581 1.292 5.127 1.746 Total dos créditos tributários ........................................................ 84.884 15.060 82.995 16.949 Prejuízo fiscal/base negativa da contribuição social ........................ 16.720 6.828 23.548 Total dos créditos tributários, líquidos......................................... 101.604 21.888 82.995 40.497 Há perspectiva de realização dos créditos tributários em até 5 anos. Os créditos tributários não registrados totalizam R$ 22.478 (2010 - R$ 22.512). d) Tributos a compensar ou a recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar, no ativo circulante, no montante de R$ 81.584 (2010 - R$ 101.531) e no ativo não circulante, no montante de R$ 99.938 (2010 - R$ 321.236) referem-se a imposto de renda e contribuição social de exercícios anteriores, imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e sobre juros sobre o capital próprio. e) Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições a recolher no montante de R$ 57.332 (2010 - R$ 51.074) referem-se, substancialmente, PIS - R$ 8.660 (2010 - R$ 7.506), e COFINS - R$ 39.888 (2010 - R$ 36.051). 16) OUTRAS INFORMAÇÕES A Companhia não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 2011 e 2010.

ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Lázaro de Mello Brandão Vice-Presidente Antônio Bornia

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Proventos................................................................................................................................................. 252 252 Encargos sociais ..................................................................................................................................... 50 50 Total ........................................................................................................................................................ 302 302 A Companhia não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração.

DIRETORIA Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior João Aguiar Alvarez Denise Aguiar Alvarez Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu Lia Maria Aguiar Lina Maria Aguiar Maria Angela Aguiar

Diretor-Presidente Lázaro de Mello Brandão Diretor Vice-Presidente Antônio Bornia Diretores João Aguiar Alvarez Denise Aguiar Alvarez Luiz Carlos Trabuco Cappi

Marcos Aparecido Galende Contador - CRC 1SP201309/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a Examinamos as demonstrações contábeis da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações (“Companhia”), que compreendem o balanço avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Opinião Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas financeira da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Osasco, 29 de março de 2012 Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Zenko Nakassato José Claudio Costa Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas KPMG Auditores Independentes demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP160769/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 Aos Administradores e Acionistas da

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações Osasco - SP

p

A política do governo Dilma, seguindo as de Lula e FHC, joga beneficiários do INSS para uma penúria cada vez maior. Josias de Oliveira Melo, presidente da Admap

olítica

Rodrigo Coca/Fotoarena/AE

Funpresp: Garibaldi quer urgência Ministro pedirá à Dilma rapidez ao sancionar novo fundo; nomeações esperam.

O

ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, disse ontem que fará um apelo para que a presidente Dilma Rousseff sancione o mais rápido possível a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). Ele destacou que as nomeações de servidores terão de esperar. "Vamos ter reunião com o Planejamento, mas as nomeações ficarão aguardando até a sanção (da Funpresp). Temos que preservar a política que será adotada. Não podemos permitir que haja uma situação de dúvida (a que regime o servidor será submetido)". O ministro não soube dizer quantos servidores aguardam a nomeação – o órgão que controla isso é o Planejamento. A proposta de criação das fundações foi aprovada no Senado na quarta-feira e aguarda sanção presidencial. Depois de publicada no Diário Oficial da União, o governo tem 180 dias para fazer a regulamentação dos fundos. "Vamos fazer um apelo à presidenta para que não precise-

mos esperar esse prazo". Garibaldi disse também que a matéria deve ser sancionada por Dilma com alguns vetos. Entre eles, um parágrafo que diz respeito à gestão do fundo no Judiciário pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – devido ao choque de atribuições nesse ponto.

Com a aprovação do fundo, resolvemos o problema e damos solidez ao fundo de previdência dos funcionários públicos. GUIDO MANTEGA O secretário de Previdência Complementar do ministério da Previdência, Jaime Mariz, disse que em 30 anos o déficit da Previdência dos servidores públicos estará zerado. Mariz explicou ainda que, para que as fundações sejam efetivamente firmadas, elas têm de ter sua criação homologada pela Superintedência

Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão responsável por fiscalizar a gestão dos fundos de previdência complementar. Pela proposta, aprovada anteontem pelo Senado, os servidores públicos federais que têm salários até o teto da Previdência, hoje R$ 3.916,20, vão contribuir com 11% e o governo com 22%. Sobre o valor que exceder esse limite, a União pagará até 8,5%. A contribuição da União é paritária, o que significa que, se o servidor pagar 5%, a União pagará a mesma porcentagem. Grande passo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a aprovação do Funpresp foi positiva, por significar uma reforma estrutural que modifica as condições da Previdência: "É um grande passo fiscal na consolidação das contas públicas". Segundo Mantega, metade do déficit da Previdência é causada pelas aposentadorias do setor público. "Com a aprovação do fundo, resolveremos este problema e daremos mais solidez ao fundo de previdência dos funcionários públicos". (ABr)

Sergio Lima/Folhapress - 07.12.10

Ministro Garibaldi Alves: "As nomeações ficarão aguardando até a sanção da Funpresp. Temos que preservar a política que será adotada.

Aposentado enforcado: representação simbólica de uma realidade conhecida pela categoria.

Aposentados se 'enforcam' Em protesto, eles pedem reajuste igual ao do mínimo para 27 milhões de beneficiários

D

ezenas de caravanas de aposentados e pensionistas de diversas regiões do estado se concentraram, ontem, na praça Campo de Bagatelle. O manifesto era contra o reajuste da presidente Dilma Rousseff ao segmento. Segundo nota do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, este ano o governo deu aumento real zero aos aposentados. O Sindicato contava com a presença de aproximadamente 4 mil pessoas. Durante a manifestação, um aposentado foi simbolicamente enforcado, representando a atual situação da categoria. No dia 14 de março, em reunião com as centrais sindicais, a presidente Dilma manteve o reajuste de apenas 6,08% aos aposentados e pensionistas. O salário mínimo, por sua vez, teve um reajuste de 14,13%. "A política do governo Dilma, seguindo as de Lula e FHC, joga beneficiários do INSS para uma situação de penúria cada vez maior. Justamente quando gastos com saúde aumentam, os aposentados perdem poder de compra", afir-

mou o presidente da Admap, Josias de Oliveira Melo. Além de reivindicar reajuste igual ao do salário mínimo para os 27 milhões de beneficiários do INSS, os manifestantes também protestaram contra a desoneração na folha de pagamento. Para eles, a desoneração, que deve ser ampliada a outros setores patronais, tira dinheiro do caixa da Previdência e o dá a empresários. Bloqueio na Dutra – Uma manifestação com cerca de 2 mil

pessoas bloqueou, durante a parte da manhã, ontem, as duas pistas da rodovia Presidente Dutra em Aparecida, provocando lentidão do km 68 ao km 71. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os manifestantes participam, anualmente, de missa na Basílica de Aparecida em homenagem ao Dia do Aposentado. Depois da cerimônia, eles reivindicam aumento dos benefícios para os aposentados. (Agências)

Rodrigo Coca/Fotoarena/AE

Para os manifestantes, desoneração, que deverá ser ampliada a outros setores patronais, tira dinheiro do caixa da Previdência e o repassa a empresários.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

13

NCF Participações S.A. CNPJ 04.233.319/0001-18 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.

Senhores Acionistas,

Cidade de Deus, 29 de março de 2012. Diretoria

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

31.12.2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 4)........................................................................................................ Valor Justo por meio do Resultado (Nota 5).................................................................................................. Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos a Receber (Nota 16a).................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 17d)........................................................................................ Valores a Receber (Nota 6) ........................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 17d)........................................................................................ Crédito Tributário (Nota 17c).......................................................................................................................... Investimentos em Coligadas e Controladas (Nota 7)............................................................................... Intangível (Nota 8) ....................................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

31.12.2010

163.048 11.158 7.750 113.051 31.089 7.336.322 27.450 924 26.526 4.009.299 3.299.573 7.499.370

183.113 67.270 6.945 35.875 10.163 62.860 2.532.745 13.543 13.543 1.443.628 1.075.574 2.715.858

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

31.12.2011

31.12.2010

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 17e).......................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos a Pagar (Nota 11c) ...................................................................... Outras Obrigações (Nota 9) .......................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Emissão de Debêntures (Nota 10) ................................................................................................................ PATRIMÔNIO LÍQUIDO................................................................................................................................. Capital Social (Nota 11a)............................................................................................................................... Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Lucro Abrangente Acumulado .......................................................................................................................

704.273 12.773 178.559 512.941 2.472.394 2.472.394 4.322.703 3.515.371 631.304 176.028

175.955 17.077 130.347 28.531 2.539.903 2.152.035 323.554 64.314

TOTAL ...........................................................................................................................................................

7.499.370

2.715.858

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

Capital

RECEITAS/(DESPESAS) OPERACIONAIS .................................................................................................

412.026

347.857

Eventos

Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 7) ...........................................................................................

670.504

302.445

Saldos em 31.12.2009................................................. Lucro Líquido do Exercício ........................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo ...................... Lucro Abrangente....................................................... Aumento do Capital Social por Subscrição de Ações .. Constituição de Reservas............................................. Juros sobre o Capital Próprio Pagos ............................ Dividendos Propostos................................................... Saldos em 31.12.2010................................................. Lucro Líquido do Exercício ........................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial Reflexo ...................... Lucro Abrangente....................................................... Aumento do Capital Social por Subscrição de Ações .. Constituição de Reservas............................................. Dividendos Propostos................................................... Saldos em 31.12.2011.................................................

Resultado na Alienação de Investimentos (Nota 12).....................................................................................

(1465)

Despesas Tributárias (Nota 13) .....................................................................................................................

(29.974)

(10.361)

57.870

Despesas Gerais e Administrativas (Nota 14)...............................................................................................

(11.355)

(1.111)

Resultado com Ativos e Passivos Financeiros (Nota 15) ..............................................................................

(215.684)

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

412.026

(986) 347.857

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 17a) .................................................................

26.632

(16.348)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

438.658

331.509

0,28

0,28

Lucro básico por ação em número médio ponderado de ações atribuídas aos acionistas (expresso em R$ por ação) Lucro por ação básico atribuível aos acionistas (Nota 11b)..........................................................................

Social 2.130.035 22.000 2.152.035 1.363.336 3.515.371

Reservas de Lucros Legal 14.615 17.461 32.076 21.933 54.009

Estatutária

Lucro Abrangente

Lucros

Acumulado

Acumulados

67.361 224.117 291.478 285.817 577.295

60.008 4.306 64.314 111.714 176.028

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil

Totais

17.719 331.509 (241.578) (60.000) (47.650) 438.658 (307.750) (130.908) -

2.289.738 331.509 4.306 335.815 22.000 (60.000) (47.650) 2.539.903 438.658 111.714 550.372 1.363.336 (130.908) 4.322.703

1) CONTEXTO OPERACIONAL Exercícios findos em 31 de dezembro A NCF Participações S.A. (a “Companhia”) é uma empresa que tem por objeto, a participação como sócia ou acionista em outras sociedades e a realização 2011 2010 de aplicações em títulos e valores mobiliários. Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pelo Conselho de Administração em 29 de março de 2012. Lucro Líquido/Prejuízo antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .......................................... 412.026 347.857 Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (670.504) (302.445) As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76 e alterações Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... 1465 (57.870) introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e no 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas, quando aplicáveis, às normas e instruções da Resultado na Alienação de Investimentos................................................................................................... Juros, Variações Monetárias Líquidas e Outros .......................................................................................... 235.050 7.801 Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que incluem os Pronunciamentos Técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. (21.963) (4.656) As estimativas contábeis utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis relacionadas a ativos e passivos fiscais diferidos, provisões e contingências (2.172) (665) passivas, consideram as melhores evidências disponíveis e estão baseadas em premissas existentes nas datas de encerramento dos exercícios. Os Aumento em Outros Ativos .......................................................................................................................... resultados finais, quando de sua realização, podem diferir dos valores estimados. As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... 16.628 (472.292) demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais ..................................................... (7.507) (477.614) Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos 2.1) Moeda funcional Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... (4.272.469) (163.883) As demonstrações contábeis foram elaboradas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. 29.196 501.227 Alienação de Investimentos ......................................................................................................................... 2.2) Caixa e equivalentes de caixa 69.716 Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Recebidos ................................................................................. 129.296 Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimento, cujo vencimento das operações, na data Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... (4.113.977) 407.060 da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem riscos insignificantes de mudança de valor justo, os quais são utilizados pela Companhia Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. A composição do caixa e equivalentes de caixa estão apresentados na Nota 4. 2.300.000 Emissão de Debêntures .............................................................................................................................. 2.3) Instrumentos financeiros 484.733 155.585 Valores a Pagar............................................................................................................................................ 1.363.336 22.000 Aumento de Capital ..................................................................................................................................... a) Classificação dos instrumentos financeiros (82.697) (51.082) Dividendos/Juros sobre o Capital Próprio Pagos ........................................................................................ I - Valor justo por meio do resultado Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........................................... 4.065.372 126.503 Adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e (56.112) 55.949 ajustados pelo valor justo em contrapartida ao resultado do período. Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado estão apresentados na Nota 5. Redução/(Aumento) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................ 67.270 11.321 Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício ..................................................................................... b) Classificação por nível hierárquico 11.158 67.270 Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado foram classificados no nível 2 da hierarquia do CPC 40, tais como preços cotados para ativos ou Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................ (56.112) 55.949 passivos similares, preços cotados em mercados não ativos ou outros dados que são observáveis no mercado, incluindo mas não limitados a curvas de Redução/(Aumento) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................ rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio para, substancialmente, todo o prazo dos ativos ou As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis. passivos. 2.4) Valores a receber Os valores a receber são mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros, reduzidos por eventuais reduções 2.11) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de no valor recuperável. acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: 2.5) Investimento em coligadas e controladas • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais Os investimentos em sociedades coligadas e controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da do exercício como receita (ou despesa) operacional. Para efeitos do cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a empresa capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, e suas coligadas e equiparadas são eliminados na medida da participação da empresa, e perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a são divulgados nas notas explicativas; transação forneça evidências de perda permanente (impairment) do ativo transferido. A composição dos investimentos em coligadas e controladas estão • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a apresentados na Nota 7. complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; 2.6) Ativos intangíveis Composto por ágio, e seu registro é fundamentado em mais-valia de ativos, sendo a diferença entre o valor contábil e o valor justo das ações adquiridas, que • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de representa o valor registrado, está de acordo com as práticas contábeis anteriormente adotadas. A composição dos ativos intangíveis estão demonstradas reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações na Nota 8. classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, A Companhia avalia a cada fim de período se existem evidências objetivas de deterioração de seus ativos. Caso se confirme a existência de impactos independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. nos fluxos de caixa pela deterioração de seus ativos e esta puder ser estimada de maneira confiável, reconhece no resultado a perda por impairment. No 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS exercício de 2011 e de 2010, não houve perda por impairment. A Companhia não apresenta riscos significativos em suas operações próprias, exceto os riscos relacionados aos investimentos direto/indiretos, do Banco 2.8) Patrimônio líquido Bradesco S.A. e Bradespar S.A., as quais têm seu gerenciamento de risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez realizado pela Organização a) Lucro por ação Bradesco, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através O lucro por ação básico é calculado mediante a divisão do lucro líquido atribuído aos acionistas da Companhia, pela quantidade de ações. Não há fatores de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a de diluição do lucro. O cálculo do lucro por ação básico, está demonstrado na Nota 11b. integridade e a independência dos processos. b) Juros sobre o capital próprio/dividendos a pagar A distribuição de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto Social 2011 2010 da Companhia. Bancos - conta corrente .......................................................................................................................... 8 14 2.9) Apuração do resultado Fundos de investimentos financeiros ...................................................................................................... 11.150 67.256 O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados Total ........................................................................................................................................................ 11.158 67.270 dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente, de recebimento ou pagamento. O resultado 5) VALOR JUSTO POR MEIO DO RESULTADO abrangente é apurado partindo do resultado líquido do período e incluindo os ajustes de avaliação patrimonial. Em 31 de dezembro 2.10) Imposto de renda e contribuição social 2011 2010 A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, sobre o lucro tributável excedente 7.750 6.945 de R$ 240. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas Aplicação em CDB - Certificado de Depósito Bancário .......................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 7.750 6.945 provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Estes ativos são classificados na categoria de valor justo por meio do resultado, enquadradas no Nível 2. A despesa com imposto de renda corrente é calculada com a soma do imposto corrente, resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos, reconhecidos na demonstração do resultado. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social estão apresentados na Nota 17.

6) VALORES A RECEBER Valores a receber, em 2010, no montante de R$ 62.860, referem-se, a contratos de mútuo, acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, os quais foram liquidados em janeiro de 2011. 7) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na rubrica de “Resultado de Equivalência Patrimonial” e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 670.504 (2010 - R$ 302.445).

b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir:

Empresas

Capital Social

Patrimônio Líquido Ajustado

Resultado Ajustado

Quantidade de ações possuídas (em mil) ON

PN

Participação no Capital Social

Investimentos 31.12.2011

31.12.2010

47.092 5,33% 3.161.684 930.286 Banco Bradesco S.A. (1) ............................................................................ 30.100.000 59.318.649 9.205.947 156.757 30.388 2.236 9,33% 847.615 482.681 Bradespar S.A. (1) ...................................................................................... 3.220.000 9.084.833 1.927.406 30.661 Outros Investimentos.................................................................................. 4.009.299 1.443.628 Total ........................................................................................................... (1) Dados relativos às demonstrações contábeis de 31.12.2011; e (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como ajustes na avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis.

Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 31.12.2011 490.677 179.827 670.504

31.12.2010 184.363 118.082 302.445

8) INTANGÍVEL 12) RESULTADO NA ALIENAÇÃO DE INVESTIMENTOS O intangível corresponde ao ágio de R$ 3.299.573 (2010 - R$ 1.075.574), fundamentado na mais-valia das ações. Representado pela diferença entre o valor Resultado na alienação de investimentos, prejuízo no montante de R$ 1.465 (2010 - R$ 57.870), refere-se a alienação de 929.577 ações do Banco Espirito de mercado das ações e o respectivo valor contábil, sendo R$ 2.805.368 (2010 - R$ 851.660) decorrentes de ações do Banco Bradesco S.A. e R$ 494.205 Santo S.A. (BES). (2010 - R$ 223.914) da Bradespar S.A. 13) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Exercícios findos em 31 de dezembro 9) OUTRAS OBRIGAÇÕES 2011 2010 Refere-se, basicamente, a contratos de mútuo, acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, no montante de R$ 512.851 (2010 - R$ 28.442), com 13.182 4.431 IOF........................................................................................................................................................... vencimento em janeiro de 2012. 2.975 1.057 PIS........................................................................................................................................................... 10) DEBÊNTURES A PAGAR 13.702 4.867 COFINS ................................................................................................................................................... Em maio de 2011, a Companhia, efetuou a primeira emissão de 2.300 Debêntures Simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, com Outros...................................................................................................................................................... 115 6 garantia adicional real, em série única, para distribuição pública, com esforços restritos de colocação, com valor nominal unitário de R$ 1.000, totalizando R$ Total ........................................................................................................................................................ 29.974 10.361 2.300.000, prazo de duração de 2 (dois) anos, contados da data de emissão, com vencimento em maio de 2013. As debêntures farão jus a remuneração equivalente a 107,50% da variação acumulada das taxas médias diárias dos DI - Depósitos Interfinanceiros de um 14) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS Exercícios findos em 31 de dezembro dia, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP, base 252 dias úteis, calculados pro rata temporis desde a data de emissão até o final do período de 2011 2010 capitalização. Serviços prestados por terceiros (1) ....................................................................................................... 9.891 26 Editais e publicações............................................................................................................................... 130 195 11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Corretagem.............................................................................................................................................. 107 84 a) Composição do capital social em ações Taxas Bovespa/CBLC.............................................................................................................................. 739 539 O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Outras...................................................................................................................................................... 488 267 Em 31 de dezembro Total ........................................................................................................................................................ 11.355 1.111 2011 2010 (1) Inclui, basicamente, em 2011, a comissão à assessoria financeira na aquisição de ações do Banco Bradesco S.A. de propriedade do Banco Espírito Ordinárias................................................................................................................................................ 966.904.975 627.912.844 Santo S.A. (BES), no valor de R$ 9.738. Preferenciais............................................................................................................................................ 861.744.667 559.621.223 Total ........................................................................................................................................................ 1.828.649.642 1.187.534.067 15) RESULTADO COM ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS Exercícios findos em 31 de dezembro Em Assembleia Geral Extraordinária, de 18 de fevereiro de 2011, deliberou-se o aumento de capital social, no montante de R$ 48.700, elevando-o de 2011 2010 R$ 2.152.035 para R$ 2.200.735, mediante a emissão de 24.350.000 ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 12.875.149 ordinárias e Rendimento de aplicação financeira em fundos de investimentos.......................................................... 9.220 3.772 11.474.851 preferenciais. Rendimento de aplicação financeira em CDB......................................................................................... 805 617 Em Assembleia Geral Extraordinária, de 02 de maio de 2011, deliberou-se o aumento de capital social, no montante de R$ 1.314.636, elevando-o de Juros ativos.............................................................................................................................................. 1.079 8.632 R$ 2.200.735 para R$ 3.515.371, mediante a emissão de 616.765.575 ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 326.116.982 ordinárias e Juros passivos (1).................................................................................................................................... (228.253) (14.007) 290.648.593 preferenciais. Total ........................................................................................................................................................ (217.149) (986) b) Lucro por ação básico (1) Inclui em 2011, juros sobre debêntures, no montante de R$ 172.467 e atualização de contratos de mútuo, no montante de R$ 54.258 (2010 - R$ 14.007). O cálculo do lucro por ação básico, em 2011, foi de R$ 0,28 (2010 - R$ 0,28), baseado na quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais 16) PARTES RELACIONADAS em circulação, conforme cálculos a seguir: a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas: Em 31 de dezembro Em 31 de dezembro 2011 2010 2011 2010 Lucro líquido atribuível aos acionistas controladores.............................................................................. 438.658 331.509 Ativo Receitas Ativo Receitas Número médio ponderado de ações em circulação (milhares) ............................................................... 1.567.606 1.184.714 (passivo) (despesas) (passivo) (despesas) Lucro por ação básico atribuível aos acionistas da Companhia (em Reais)................................... 0,28 0,28 Bancos: c) Juros sobre o capital próprio e dividendos Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 8 14 Conforme disposições estatutárias, as ações preferenciais não possuem direito a voto e a sua vantagem consistirá em prioridade no reembolso do capital, Aplicações financeiras: no caso de dissolução da sociedade, bem como em dividendos de 10% (dez por cento) maiores que os atribuídos às ações ordinárias. Aos acionistas estão Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7.750 805 6.945 617 assegurados dividendos e/ou juros sobre o capital próprio, que somados correspondam, no mínimo a 30% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos Juros sobre o capital próprio e dividendos - a receber/(pagar): da lei societária. Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 113.051 152.608 35.875 46.820 O cálculo dos dividendos relativos ao exercício de 2011 está demonstrado a seguir: Fundação Bradesco ......................................................................... (111.051) (83.183) (37.316) R$ mil % (1) Cidade de Deus Cia. Cial. Participações .......................................... (67.373) (29.091) (22.639) Lucro líquido do exercício........................................................................................................................ 438.658 Nova Cidade de Deus Participações S.A. ....................................... (135) (94) (45) Reserva legal........................................................................................................................................... (21.933) Bradespar S.A. ................................................................................ 16.307 Base de cálculo ..................................................................................................................................... 416.725 Valores a receber: Dividendos propostos em 2011 ........................................................................................................... 130.908 Titanium Holdings S.A. .................................................................... 513 62.860 5.580 Total geral dos dividendos propostos em 2011.................................................................................. 130.908 31,4 Outras obrigações: Total geral de juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos pagos em 2010....................... 98.650 30,0 Cidade de Deus Cia. Cial. Participações .......................................... (512.850) (54.259) (28.442) (13.682) NCD Participações Ltda. ................................................................. 321 (1) Percentual dos juros sobre o capital próprio/dividendos sobre a base de cálculo. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

sexta-feira, 30 de março de 2012

...continuação

NCF Participações S.A. CNPJ 04.233.319/0001-18 Sede: Cidade de Deus, Osasco-SP

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos:

b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Os Administradores não recebem qualquer remuneração pelos cargos que ocupam nos órgãos da Companhia.

Saldo em

17) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Origem do Crédito Tributário

Saldo em

31.12.2010

Constituição

Realização

31.12.2011

a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social: Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 Resultado antes dos tributos (imposto de renda e contribuição social) ......................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente. Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Juros sobre o capital próprio pagos ........................................................................................................ Juros sobre o capital próprio recebidos................................................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

2010

412.026 (140.089)

347.857 (118.271)

227.972 (61.298) 47 26.632

102.830 20.400 (21.462) 155 (16.348)

-

26.526

-

26.526

-

26.526

-

26.526

d) Tributos a compensar ou a recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar, no ativo circulante, no montante de R$ 31.089 (2010 - R$ 10.163) e no ativo não circulante, no montante de R$ 924 (2010 - R$ 13.543), referem-se a imposto de renda e contribuição social de exercícios anteriores, imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras, imposto de renda sobre contratos de mútuo e sobre juros sobre o capital próprio. e) Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 12.773 (2010 - R$ 17.077) referem-se, basicamente, PIS - R$ 1.983 (2010 - R$ 568); COFINS - R$ 9.133 (2010 - R$ 2.615); e imposto de renda retido na fonte - R$ 1.657 (2010 - R$ 10.596).

b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social: Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Utilização no exercício de prejuízo fiscal e base negativa....................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

Prejuízo fiscal/base negativa da contribuição social .............................. Total dos créditos tributários, líquidos...............................................

2010

18) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A Companhia, não possuía contingências cíveis, fiscais e trabalhistas classificadas como prováveis e possíveis que devessem ser provisionadas ou

106

(15.446)

26.526 26.632

(902) (16.348)

divulgadas, respectivamente, em 2011 e 2010; b) A Companhia não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 2011 e 2010; e c) Em março de 2012, ocorreu resgate parcial de 751 debêntures, correspondente ao montante de R$ 819.244.

DIRETORIA Diretor-Presidente

Diretor Vice-Presidente

Diretores

Lázaro de Mello Brandão

Antônio Bornia

Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme

Milton Matsumoto Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu Marcos Aparecido Galende Contador – CRC 1SP201309/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da

nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos

NCF Participações S.A.

relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são

Osasco - SP

apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui,

Examinamos as demonstrações contábeis da NCF Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas financeira da NCF Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Osasco, 29 de março de 2012

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas KPMG Auditores Independentes demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante CRC 2SP014428/O-6

p

Zenko Nakassato

José Claudio Costa

Contador -CRC 1SP160769/O-0

Contador - CRC 1SP167720/O-1

Eu brindei tomando um vinhozinho com a Marisa. Lula não pode tomar porque na garganta não passa. Ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência)

olítica

Ricardo Stuckert/AFP/Instituto Lula

Lula escolhe seu primeiro alvo: Serra Apesar da voz ainda rouca, ex-presidente já dispara contra candidato tucano.

L Visita: governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito, Eduardo Paes, encontram Lula no hospital.

DEM pode apoiar ex-governador Partido avisa que dá respaldo à Serra com a condição de impor o candidato a vice

O

DEM resolveu apertar o cerco e avisou ao PSDB que a indicação do candidato a vice na chapa do précandidato do PSDB à prefeitura, José Serra, é condição para fechar a aliança em São Paulo. A ação é resposta aos tucanos que fizeram chegar à cúpula do DEM informações de que Serra não aceitaria "vetos" a quem escolher como vice. Ontem, na casa do presidente do DEM, senador José Agripino Maia, a cúpula do partido reforçou a tese de que deve ser do partido o postulante ao cargo. Também disseram

que, para fechar a aliança na capital, o PSDB terá de apoiar ACM Neto à Prefeitura de Salvador. A operação na Bahia, capital que o DEM vê como estratégica, entrou no pacote. Em São Paulo, o DEM trabalha com o nome do secretário estadual Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social) para vice – Garcia e ACM Neto estavam presentes na reunião. Agripino, que havia se encontrado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em São Paulo, pediu a FHC que os tucanos cedessem mais nas negociações em favor do

DEM, principalmente devido à fragilidade em que a sigla se encontra com a perda de quadros em 2011 para o PSD, do prefeito Gilberto Kassab. O tucano não descarta a possibilidade de indicar um vice ligado a Kassab, atual desafeto do DEM. Em conversas no Congresso, os aliados do exgovernador estão em campanha pelo secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider (PSD), que já foi do PSDB. Na prévia tucana, no domingo, o nome de Schneider circulou como o mais cotado entre os serristas. (AE)

Carvalho comemora com vinho Ministro vai à casa de Lula, bebe com dona Marisa e diz que o amigo está ótimo

O

ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) revelou ontem que ele e a ex-primeira dama Marisa Letícia comemoraram, na quarta-feira, com um "vinhozinho" a avaliação médica de que o tumor na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia desaparecido. Carvalho, que é um dos amigos mais próximos de Lula e foi seu chefe de gabinete, visitou o ex-presidente em sua casa, em São Bernardo do Campo (Grande SP). Segundo o ministro, o ex-presidente não pode acompanhar o vinho por conta dos resquícios do tratamento contra um câncer na laringe. "Ele está muito bem, está ótimo. Ontem, tive a alegria de visitar o doutor Luiz Inácio Lula da Silva, que teve anunciada

Dida Sampaio/AE

Gilberto Carvalho: ministro diz que festejou exames com "vinhozinho"

sua cura, e eu brindei tomando um vinhozinho com a Marisa (ex-primeira dama). Ele não pode tomar porque aqui (na garganta) não passa", disse o ministro durante assinatura de convênios do programa Água Para Todos. Depois dos exames, o expresidente anunciou que

"venceu" a doença e disse que voltará à cena política. Os médicos avisaram que ele só poderá ser considerado curado depois que passar cinco anos sem a doença. Lula já comunicou que vai à Brasília conversar com as bancadas do PT e da base de apoio do governo. (Folhapress)

iberado pela equipe médica a retomar gradativamente a atividade política, o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na quarta-feira foi informado da remissão completa do tumor na laringe, já escolheu o principal alvo de ataques nesta eleição: o précandidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra. "Serra é um político de ontem com ideias de anteontem", disse o ex-presidente ontem a interlocutores. O ex-presidente passou por outra sessão de fonoterapia ontem, no hospital Sírio-Libanês. Enquanto se recupera do desgaste do tratamento de cinco meses, aliados contam que o petista se prepara para o embate eleitoral "afiando a língua". A escolha de Serra como alvo preferencial é uma forma

Serra é um político de ontem com ideias de anteontem. EX-PRESIDENTE LULA, AFIANDO O VERBO PARA OS ATAQUES DESTA ELEIÇÃO.

de tentar alavancar a candidatura de seu apadrinhado Fernando Haddad, pré-candidato do PT na capital. Além de estar na lanterna das pesquisas de intenção de voto, a candidatura do ex-ministro petista não consegue arregimentar apoiadores. A cúpula do PT até traçou estratégia para pressionar a exprefeita e senadora Marta Su-

plicy a entrar logo na campanha, mas ela reagiu e, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo ontem, afirmou que cabe ao próprio candidato do PT "conquistar a militância e gastar sola de sapato". Agenda apertada – Lula recebeu ontem a visita do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) por cerca de 40 minutos no Hospital Sírio-Libanês, onde o petista se submete ao tramento médico complementar. À tarde, ele conversou com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, por telefone. E também conversou com os correligionários Walter Pinheiro e Jorge Viana. Quis saber tudo sobre a crise entre governo e base aliada. "Ele quis saber como pode ajudar", disse Viana.(AE)

TSE: teste em urnas com brechas Acadêmicos conseguiram ordenar votos que deveriam estar embaralhados.

O

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou ontem que pretende chamar o grupo de acadêmicos da Universidade de Brasília (UnB) para os próximos testes em urnas eletrônicas. "Onde houve sucesso na tentativa implementada pela equipe da UnB, nós pretendemos chamá-los novamente para testar as correções que nós vamos implementar", afirmou o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Giuseppe Tutrajanino. Segundo o portal G1, o evento de testes de urnas eletrônicas brasileiras, que aconteceu em meados de março, reuniu especialistas de todo o País, divididos em nove equipes, que simulam ataques para avaliar a segurança do sistema eletrônico de votação. Diz o secretário que, dos 20 testes apresentados, "só um teve sucesso definitivo, o da Universidade de Brasília". O professor da faculdade de Ciência da Computação da UnB que coordenou o grupo de

testes da universidade, Diego Aranha, explicou de maneira simples o que foi descoberto pelos investigadores: "Encontramos uma fragilidade que permite reverter o embaralhamento dos votos, como em uma urna física, com votos de papel. Encontramos uma maneira de ordenar os votos". Segundo ele, o embaralhamento feito pelas urnas eletrônicas era "fraco" e, a partir das sugestões da equipe, se

implementadas pelo tribunal, será possível tornar o sistema mais seguro. Outras sugestões foram propostas pela equipe da UnB à Secretaria de Tecnologia de Informação do TSE. Ontem foram entregues, na sede do Tribunal em Brasília, certificados aos grupos de investigadores que contribuíram para os testes das barreiras de segurança das urnas eletrônicas. (Agências)

Nilton Jr/TSE

Diploma: investigadores dos testes foram homenageados.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

15

Titanium Holdings S.A. CNPJ 07.131.759/0001-52 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 29 de março de 2012.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis, relativas ao exercício

Diretoria

encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO

31.12.2011

CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 4)........................................................................................................ Valor Justo por meio do Resultado (Nota 5).................................................................................................. Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos a Receber (Nota 12a).................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 13b)........................................................................................ Valores a Receber (Nota 6) ........................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Valores a Receber (Nota 6) ........................................................................................................................... Investimentos (Nota 7) ................................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

31.12.2010

111.283 15.870 64.663 8.028 12.631 10.091 402.871 173.148 173.148 229.723 514.154

350.422 1.397 7.329 1.367 340.329 424.473 226.742 226.742 197.731 774.895

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 13c).......................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 8c)........................................................................................................................ Outras Obrigações ........................................................................................................................................

31.12.2011 4.837 4.230 529 78

31.12.2010 318.886 3.610 496 314.780

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social (Nota 8a)................................................................................................................................. Reserva de Capital (Nota 8d) ........................................................................................................................ Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Lucro Abrangente Acumulado .......................................................................................................................

509.317 200.000 55.181 247.354 6.782

456.009 141.500 113.681 192.234 8.594

TOTAL ...........................................................................................................................................................

514.154

774.895

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS .................................................................................................

68.324

58.980

Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 7) ...........................................................................................

41.812

37.109

Despesas Tributárias (Nota 9) .......................................................................................................................

(1.003)

Despesas Gerais e Administrativas (Nota 10)...............................................................................................

(843)

(140)

(194)

Resultado com Ativos Financeiros (Nota 11) ................................................................................................

27.655

22.908

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

68.324

58.980

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 13a) .................................................................

(12.675)

(10.509)

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

55.649

48.471

0,75

0,65

Lucro básico por ação em número médio ponderado de ações atribuídas aos acionistas (expresso em R$ por ação) Lucro por ação básico atribuível aos acionistas (Nota 8b)............................................................................

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos: Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros, Variações Monetárias Líquidas ......................................................................................................... Outros .......................................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. Redução/(Aumento) em Outros Ativos ........................................................................................................ Redução do Realizável a Longo Prazo........................................................................................................ (Redução) em Outras Obrigações............................................................................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades Operacionais ....................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Recebidos ................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Investimentos................................................. Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Valores a Receber ....................................................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de Financiamentos.............................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa........................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício ..................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................ Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

68.324

58.980

(41.812) (24.932) 13 1.593 8.518 64.559 (9.761) (4.053) 60.856

(37.109) (22.162) 16 (275) (175) 3.056 (1.110) (7.517) (6.021)

(60.000) 5.683 (54.317)

9.289 9.289

(496) 8.430 7.934 14.473 1.397 15.870 14.473

(406) (6.058) (6.464) (3.196) 4.593 1.397 (3.196)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

Eventos Saldos em 31.12.2009................................................................. Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ................................................... Lucro Abrangente....................................................................... Aumento do Capital Social com Reservas ................................... Constituição de Reservas............................................................. Dividendos Pagos......................................................................... Saldos em 31.12.2010................................................................. Lucro Líquido do Exercício ........................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ................................................... Lucro Abrangente....................................................................... Aumento do Capital Social com Reservas ................................... Constituição de Reservas............................................................. Dividendos Propostos................................................................... Saldos em 31.12.2011.................................................................

Capital Social 136.609 4.891 141.500 58.500 200.000

Reservas de Capital Ágio na Emissão de Ações 113.681 113.681 (58.500) 55.181

Lucro Abrangente Acumulado 7.096 1.498 8.594 (1.812) 6.782

Reservas de Lucros Legal

Estatutária 134.433 (4.891) 49.080 178.622 52.338 230.960

11.002 2.610 13.612 2.782 16.394

Lucros Acumulados 3.715 48.471 (51.690) (496) 55.649 (55.120) (529) -

Totais 406.536 48.471 1.498 49.969 (496) 456.009 55.649 (1.812) 53.837 (529) 509.317

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Titanium Holdings S.A. (a “Companhia”) é uma empresa que tem como objeto a participação como sócia ou acionista em outras sociedades, aquisição e transferência de participações acionárias. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pelo Conselho de Administração em 29 de março de 2012.

A despesa com imposto de renda corrente é calculada com a soma do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração do resultado. De acordo com a Lei no 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei no 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei no 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes o As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações - Lei n 6.404/76 e alterações até 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei no 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos introduzidas pelas Leis no 11.638/07 e no 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas, quando aplicáveis, às normas e instruções da correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social estão apresentados na Nota 13. Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que incluem os Pronunciamentos Técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2.10) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais As estimativas contábeis utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis relacionadas a ativos e passivos fiscais diferidos, provisões e contingências O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de passivas, consideram as melhores evidências disponíveis e estão baseadas em premissas existentes nas datas de encerramento dos exercícios. acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: Os resultados finais, quando de sua realização, podem diferir dos valores estimados. As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, 2.1) Moeda funcional e moeda de apresentação são divulgados nas notas explicativas; As demonstrações contábeis foram elaboradas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a 2.2) Caixa e equivalentes de caixa complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimento, cujo vencimento das operações, na data a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem riscos insignificantes de mudança de valor justo, os quais são utilizados pela Companhia • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. A composição do caixa e equivalentes de caixa estão apresentados na Nota 4. ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de 2.3) Instrumentos financeiros reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e a) Classificação dos instrumentos financeiros • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou a.1) Valor justo por meio do resultado constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos Adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e integralmente nas demonstrações contábeis. ajustados pelo valor justo em contrapartida ao resultado do período. Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado estão apresentados na Nota 5. 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS b) Classificação por nível hierárquico Os ativos financeiros a valor justo por meio do resultado foram classificados no nível 2 da hierarquia do CPC 40, tais como preços cotados para ativos ou A Companhia não apresenta riscos significativos em suas operações próprias, exceto os riscos relacionados aos investimentos direto/indireto, do Banco passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado, incluindo mas não limitados a curvas de Bradesco S.A. e Bradespar S.A., as quais têm seu gerenciamento de risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez realizado pela Organização rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio para, substancialmente, todo o prazo dos ativos ou Bradesco, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a passivos. integridade e a independência dos processos. 2.4) Valores a receber Os valores a receber são mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros, reduzidos por eventuais reduções 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro no valor recuperável. A composição dos valores a receber estão apresentados na Nota 6. 2011 2010 2.5) Investimento em coligadas e controladas Bancos - conta corrente .......................................................................................................................... 10 6 Os investimentos em sociedades coligadas e controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado Fundos de investimentos financeiros ...................................................................................................... 15.860 1.391 do exercício como receita (ou despesa) operacional. Para efeitos do cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a empresa Total ........................................................................................................................................................ 15.870 1.397 e suas coligadas e equiparadas são eliminados na medida da participação da empresa; e perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a transação forneça evidências de perda permanente (impairment) do ativo transferido. A composição dos investimentos em coligadas e controladas estão 5) VALOR JUSTO POR MEIO DO RESULTADO Em 31 de dezembro apresentados na Nota 7. 2011 2010 2.6) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) A Companhia avalia a cada fim de período se existem evidências objetivas de deterioração de seus ativos. Caso se confirme a existência de impactos Circulante 64.663 nos fluxos de caixa pela deterioração de seus ativos e esta puder ser estimada de maneira confiável, reconhece no resultado a perda por impairment. Aplicação em CDB - Certificado de Depósito Bancário .......................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 64.663 No exercício de 2011 e de 2010, não houve perda por impairment. Estes ativos são classificados na categoria de valor justo por meio do resultado, enquadradas no Nível 2. 2.7) Patrimônio líquido 6) VALORES A RECEBER a) Lucro por ação Em 31 de dezembro O lucro por ação básico é calculado mediante a divisão do lucro líquido atribuído aos acionistas da Companhia, pela quantidade de ações. Não há fatores 2011 2010 de diluição do lucro. O cálculo do lucro por ação básico está demonstrado na Nota 8b. Circulante b) Dividendos a pagar Contratos de Mútuo (1)............................................................................................................................ 10.091 340.329 A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a Total ........................................................................................................................................................ 10.091 340.329 distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto Social da Companhia. Não Circulante 2.8) Apuração do resultado Alienação de Ações (2) ........................................................................................................................... 173.148 226.742 O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados Total ........................................................................................................................................................ 173.148 226.742 dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente, de recebimento ou pagamento. O resultado (1) Contratos de mútuo, acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, com vencimento em janeiro de 2012; e (2) Valores a receber relativo à alienação de ações da BBD Participações S.A., a valor de mercado, acrescido da variação de juros Selic, com vencimento abrangente é apurado começando do resultado líquido do período e incluindo os ajustes de avaliação patrimonial. em janeiro de 2013. 2.9) Imposto de renda e contribuição social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, sobre o lucro tributável excedente 7) INVESTIMENTOS de R$ 240. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na rubrica de “Resultado de provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Equivalência Patrimonial” e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 41.812 (2010 - R$ 37.109). b) A composição dos investimentos está demonstrada a seguir: Patrimônio Empresas

Capital Social

Participação

Líquido Ajustado

Resultado Ajustado

Quantidade de ações possuídas (em mil) ON

Banco Bradesco S.A. (1) ..................................................................... Bradespar S.A. (1) ............................................................................... Total ....................................................................................................

30.100.000 3.220.000

59.323.335 7.666.667

10.798.037 666.667

no Capital Social

PN 14.810 -

Investimentos 31.12.2011

900

0,3872% 0,0003%

Ajuste Decorrente de Avaliação (2)

31.12.2010

229.700 23 229.723

31.12.2011

197.710 21 197.731

41.810 2 41.812

31.12.2010 37.104 5 37.109

(1) Dados relativos às demonstrações contábeis de 31.12.2011; e (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como ajustes na avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis. 8) PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O cálculo dos dividendos propostos, relativo ao exercício de 2011, está demonstrado a seguir:

a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal conforme segue: Em 31 de dezembro 2011

2010

Ordinárias - Classe “A” (I)........................................................................................................................ 37.055.961 37.055.961 Ordinárias - Classe “B” (II) (III) ................................................................................................................ 37.055.963 37.055.963 Total ........................................................................................................................................................ 74.111.924 74.111.924 (I) Cada ação ordinária, Classe “A”, corresponderá a 1 (um) voto nas deliberações das Assembleias Gerais; (II) As ações ordinárias Classe “B” são conversíveis, a qualquer tempo e a critério de seus titulares, em ações preferenciais-resgatáveis; e (III) As ações preferenciais, resultantes da conversão das ações ordinárias Classe “B”: a) são resgatáveis a qualquer tempo a partir de 31 de março de 2005, inclusive, até 31 de dezembro de 2010, mediante deliberação da Assembleia Geral da Sociedade; b) seu resgate será feito necessariamente em bens e pelo seu valor contábil; c) conferem prioridade no reembolso do capital; d) não conferem direito a voto. Em Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária de 29 de abril de 2011, deliberou-se o aumento de capital social no montante de R$ 58.500 elevando-o de R$ 141.500 para R$ 200.000, sem emissão de ações, mediante a capitalização de parte do sado da conta “Reserva de Capital - Ágio na emissão de ações”.

Em 31 de dezembro R$ Lucro líquido do exercício........................................................................................................................ Reserva legal........................................................................................................................................... Base de cálculo ..................................................................................................................................... Dividendos propostos em 2011 ........................................................................................................... Dividendos propostos em 2010 ........................................................................................................... (1) Percentual dos dividendos aplicado sobre a base de cálculo.

% (1) 55.649 (2.782) 52.867 529 496

d) Reservas de capital Refere-se à Reserva de Ágio na Emissão de Ações, no montante de R$ 55.181 (2010 - R$ 113.681). 9) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

PIS........................................................................................................................................................... COFINS ................................................................................................................................................... b) Lucro por ação básico Outros...................................................................................................................................................... O cálculo do lucro por ação básico em 31 de dezembro de 2011, foi de R$ 0,75 (2010 - R$ 0,65), baseado na quantidade média ponderada de ações Total ........................................................................................................................................................ ordinárias em circulação, conforme cálculos a seguir: 10) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS Em 31 de dezembro 2011 Lucro líquido atribuível aos acionistas controladores.............................................................................. Número médio ponderado de ações em circulação (milhares) ............................................................... Lucro por ação básico atribuível aos acionistas da Companhia (em Reais)...........................................

55.649 74.112 0,75

c) Dividendos Os acionistas terão direito a um dividendo anual de no mínimo 1% do lucro líquido, ajustado nos termos da Lei societária.

1,0 1,0

2010 179 824 1.003

150 691 2 843

Exercícios findos em 31 de dezembro

2010

2011 48.471 74.112 0,65

Serviços prestados por terceiros............................................................................................................. Editais e publicações............................................................................................................................... Doações e patrocínios............................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2010 12 89 39 140

17 112 30 35 194 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16

sexta-feira, 30 de março de 2012

...continuação

Titanium Holdings S.A. CNPJ 07.131.759/0001-52 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 11) RESULTADO COM ATIVOS FINANCEIROS

13) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

Rendimento de ativos financeiros ........................................................................................................... Despesas recuperadas............................................................................................................................ Juros ativos.............................................................................................................................................. Juros passivos ......................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

7.385 22.851 (2.581) 27.655

Exercícios findos em 31 de dezembro

746 17 50.090 (27.945) 22.908

12) PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas: Em 31 de dezembro 2011 Ativos (passivos)

2010 Receitas (despesas)

a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

2010

Ativos (passivos)

2011 Resultado antes dos tributos (imposto de renda e contribuição social) ......................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

2010

68.324 (23.230) 10.531

58.980 (20.053) 9.526

24 (12.675)

18 (10.509)

b) Tributos a compensar ou a recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar, no ativo circulante, no montante de R$ 12.631 (2010 - R$ 1.367), refere-se a imposto de renda de exercícios anteriores, imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e sobre juros sobre o capital próprio. c) Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 4.230 (2010 - R$ 3.610), referem-se, a imposto de renda no montante de R$ 2.529 (2010 - R$ 2.175), contribuição social no montante de R$ 911 (2010 - R$ 784), PIS no montante de R$ 141 (2010 - R$ 116) e COFINS no montante de R$ 649 (2010 - R$ 535).

Receitas (despesas)

Bancos: Banco Bradesco S.A. .......................................................................

9

-

6

-

Instrumentos Financeiros: Banco Bradesco S.A. .......................................................................

a) A Companhia, não possuía contingências cíveis, fiscais e trabalhistas classificadas como prováveis e possíveis, que devessem ser provisionadas ou divulgadas, respectivamente, em 2011 e 2010;

64.663

4.663

-

-

b) A Companhia, não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos, em 2011 e 2010; e

Valores a receber: BBD Participações S.A. ...................................................................

10.091

2.824

340.329

29.016

Juros sobre o capital próprio e dividendos a receber/(pagar): Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Cidade de Deus Cia. Cial. de Participações ..................................... Nova Cidade de Deus Participações S.A. ....................................... Outras obrigações: Cidade de Deus Cia. Cial. de Participações ..................................... NCD Participações Ltda. ................................................................. NCF Participações S.A. ...................................................................

14) OUTRAS INFORMAÇÕES

c) Outras Obrigações no montante de R$ 314.780, do exercício de 2010, referiam-se substancialmente a contrato de mútuos, acrescido da variação do Depósito Interbancário – DI, liquidado em 2011.

DIRETORIA 8.028 (264) (265)

10.837 -

7.329 (248) (248)

9.088 -

Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Diretores -

(1.593) (463) (513)

(195.105) (56.738) (62.860)

(17.322) (5.037) (5.580)

Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu Cid de Oliveira Guimarães

b) Remuneração do pessoal-chave da administração Os Administradores não recebem qualquer remuneração pelos cargos que ocupam nos Órgãos da Companhia.

Contador - CRC 1SP218369/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a Examinamos as demonstrações contábeis da Titanium Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Opinião Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas financeira da Titanium Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Aos Administradores e Acionistas da Titanium Holdings S.A. Osasco - SP

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas KPMG Auditores Independentes demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante CRC 2SP014428/O-6

Osasco, 29 de março de 2012

Zenko Nakassato Contador CRC 1SP160769/O-0

José Claudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

g

eral

MÁQUINA DE LETRINHAS Vending machines oferecem livros pelo sistema 'pague quanto acha que vale' Kleber Gutierrez

N

em todos os usuários do Metrô de São Paulo passam apressados, sem perceber que as estações se transformaram em grandes oportunidades de negócios, que vão muito além do transporte. Entre as opções, as vending machines da empresa 24x7 Cultural já podem ser consideradas sucesso de público. E para ampliar ainda mais sua penetração, uma nova estratégia de venda, em que o próprio comprador estabelece o valor das transações, foi adotada definitivamente. A garantia é do empresário Fábio Bueno Neto. Ele defende que "o brasileiro não lê muito apenas por não ter acesso" e que seu modelo de negócio 'pague quanto acha que vale' não é uma experiência, mas chegou para ficar. Questionado se é possível manter boas margens de lucro, que ele não revela quais são, o empresário ri e define sua atuação no mercado como "a do cachorro, que não fica onde não tem comida". Neto concebeu seu empreendimento em 2001, implantou em 2003 e hoje possui 18 máquinas que vendem exclusivamente livros em estações de trem na Capital: Sé (oito), Barra Funda (três), Consolação (três), Brigadeiro, TrianonMasp, Luz e Anhangabaú (uma). Cada equipamento tem custo de R$ 1,3 mil em aluguéis mensais pagos ao Metrô. Desde então, ele já investiu R$ 1,2 milhão na empreitada familiar, que saltou de quatro para 11 funcionários. Para dar ideia de fluxo, ele cita que a empresa vendia até dezembro de 2011 entre 9 mil e 13 mil livros por mês. Em janeiro, com o início da nova estratégia, saltaram para 28 mil; em fevereiro, 34 mil, e que pretende fechar março com 47 mil títulos entregues. Suas projeções para abril ultrapassam os 70

Divulgação

Novo modelo de negócio multiplicou as vendas da 24x7. Com fortes investimentos em tecnologia, a empresa amplia o público leitor da Cidade.

mil itens negociados. Neto diz que duas restrições das máquinas garantem valores mínimos, em torno de R$ 2, por transação: só aceitam cédulas e não emitem troco, e que "independentemente do valor depositado, só sai

um livro". A empresa atua com títulos da literatura mundial, em áreas distintas como filosofia, culinária, informática e temas infantojuvenis. As exceções são pornografia e violência pura,

"nunca admitidos". Os autores são principalmente estrangeiros, "pois os títulos devem oferecer grande volume de produção". Os nacionais, "que geralmente já estejam em domínio público", também

são visados para dar viabilidade ao negócio. Ele trabalha em parceria com editoras, "que tenham pontas de estoque para queimar". O perfil de público, conforme Neto, é bem variado, mas destacam-se

estudantes em época de vestibular e consumidores sem grande poder aquisitivo. Conforme o empresário, três títulos vêm disputando o posto de preferido entre os seus leitores: Quando o amor transpõe o oceano, da estrangeira Winifred Ethel; Dom Casmurro, de Machado de Assis e O Cortiço, de Aluísio de Azevedo. E não apenas em edições "de bolso". O tamanho dos livros oferecidos também cresceu: hoje as máquinas aceitam formatos até 21cm x 23 cm. Babel – Apesar de parecerem muito simples, as máquinas abrigam tecnologias sofisticadas. Os equipamentos são fabricados na Alemanha, possuem softwares de avaliação do desempenho financeiro criados nos Estados Unidos e Inglaterra, e um sistema GPRS, desenvolvido em Israel, que avisa por e-mail ou SMS quando um determinado título se esgotou e precisa de reposição. Além de São Paulo, principal mercado da empresa, a cidade do Rio de Janeiro "passa por uma readequação no modelo franqueado", e dispõe hoje de apenas duas máquinas em operação. Os hospitais particulares paulistas devem ser o novo alvo da 24x7 Cultural, mas "sem o sistema pague quanto quiser". Outra presença garantida das máquinas expressas de Neto – definidas tecnologicamente por ele como as "Rolls-Royce das vending machines" – está nas ações de marketing de grandes companhias. Ele já forneceu soluções para distribuir, entre outros, exemplares da Revista Trip, amostras da Natura e produtos em lançamento da Bic.

S AIBA MAIS Site: www.24x7.com.br Telefone: 11 32553931


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

17

Nova Cidade de Deus Participações S.A. CNPJ 04.866.462/0001-47 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 29 de março de 2012. Diretoria

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 4)........................................................................................................ Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos a Receber (Nota 13a).................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 14d)........................................................................................ Valores a Receber (Nota 5) ........................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Realizável a Longo Prazo ........................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 14d)........................................................................................ Depósitos Judiciais........................................................................................................................................ Créditos Tributários (Nota 14c) ...................................................................................................................... Valores a Receber (Nota 5) ........................................................................................................................... Investimentos em Coligadas e Controladas (Nota 6)............................................................................... Intangível (Nota 7) ....................................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

31.12.2011 309.064 4.632 214.319 35.554 54.559 8.969.055 133.573 93.221 2.131 38.221 8.755.685 79.797 9.278.119

31.12.2010 618.876 593 256.044 52.175 310.064 7.466.677 139.232 64.277 2.026 30.290 42.639 7.327.445 8.085.553

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 14e).......................................................................................... Juros Sobre o Capital Próprio a Pagar (Nota 9c) .......................................................................................... Outras Obrigações (Nota 8) .......................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Provisão para Impostos e Contribuições....................................................................................................... Provisão para Riscos Fiscais ........................................................................................................................ Outras Obrigações ........................................................................................................................................ PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social (Nota 9a)................................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Lucro Abrangente Acumulado ....................................................................................................................... Ações em Tesouraria ..................................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

31.12.2011 318.988 22.925 265.734 30.329 6.458 1.077 5.381 8.952.673 3.820.000 4.849.202 283.471 9.278.119

31.12.2010 447.060 27.555 317.726 101.779 91.443 1.042 5.142 85.259 7.547.050 3.200.000 4.143.329 277.687 (73.966) 8.085.553

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS ................................................................................................. Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 6) ........................................................................................... Despesas Tributárias (Nota 10) ..................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 11)............................................................................................... Resultado com Ativos Financeiros (Nota 12) ................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 1.401.243 1.246.997 1.415.906 1.257.325 (25.276) (30.055) (287) (275) 10.900 20.002

RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ......................................................................

1.401.243

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos Resultado de Equivalência Patrimonial ....................................................................................................... Juros, Variações Monetárias Líquidas e Outros .......................................................................................... Lucro Líquido Ajustado .............................................................................................................................. Redução em Outros Ativos.......................................................................................................................... Aumento em Outras Obrigações ................................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos Aquisição de Investimentos ......................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos Recebidos ................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos Valores a Receber ....................................................................................................................................... Aumento de Capital ..................................................................................................................................... Juros sobre o Capital Próprio Pagos ........................................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........................................... Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

1.246.997

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Notas 14a e 14b) .....................................................

7.896

8.935

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

1.409.139

1.255.932

2,70

2,49

Lucro básico por ação em número médio ponderado de ações atribuídas aos acionistas (expresso em R$ por ação) Lucro por ação básico atribuível aos acionistas (Nota 9b)............................................................................

1.401.243

1.246.997

(1.415.906) (7.991) (22.654) 2.098 24.744 4.188

(1.257.325) (18.718) (29.046) 162.585 29.063 162.602

(355.801) 308.060 (47.741)

(203.505) 256.009 52.504

98.618 266.700 (317.726) 47.592 4.039

(182.286) 225.000 (268.623) (225.909) (10.803)

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquido, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

593 4.632 4.039

11.396 593 (10.803)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

Eventos Saldos em 31.12.2009......................................................................... Lucro Líquido do Exercício ................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ........................................................... Lucro Abrangente............................................................................... Integralização de Capital Social ........................................................... Aumento do Capital Social com Reservas ........................................... Constituição de Reservas..................................................................... Juros sobre o Capital Próprio ............................................................... Saldos em 31.12.2010......................................................................... Lucro Líquido do Exercício ................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial ........................................................... Lucro Abrangente............................................................................... Integralização de Capital Social ........................................................... Aumento do Capital Social com Reservas ........................................... Cancelamento de Ações em Tesouraria............................................... Constituição de Reservas..................................................................... Juros sobre o Capital Próprio ............................................................... Saldos em 31.12.2011.........................................................................

Reservas de Lucros Estatutária para Aumento de Capital 3.074.085 (275.000) 966.436 3.765.521 (353.300) (73.966) 1.062.682 4.400.937

Capital Social 2.700.000 225.000 275.000 3.200.000 266.700 353.300 3.820.000

Lucro Abrangente Acumulado 235.082 42.605 277.687 5.784 283.471

Legal 309.576 68.232 377.808 70.457 448.265

Ações em Tesouraria (73.966) (73.966) 73.966 -

Lucros Acumulados 108.736 1.255.932 (1.034.668) (330.000) 1.409.139 (1.133.139) (276.000) -

Totais 6.353.513 1.255.932 42.605 1.298.537 225.000 (330.000) 7.547.050 1.409.139 5.784 1.414.923 266.700 (276.000) 8.952.673

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 1) CONTEXTO OPERACIONAL 2.9) Imposto de renda e contribuição social A Nova Cidade de Deus Participações S.A. (a “Companhia”) é uma empresa que tem como objeto a participação no capital de outras empresas, A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, sobre o lucro tributável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais especialmente, das que detenham, direta ou indiretamente, parcelas do capital votante do Banco Bradesco S.A. impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pelo Conselho de Administração em 29 de março de 2012. A despesa com imposto de renda corrente é calculada com a soma do imposto corrente, resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício 2) RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS E BASES DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (líquido de quaisquer ajustes previstos para fins fiscais) e das mutações nos ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração do resultado. As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão apresentadas em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76 e alterações De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas, quando aplicáveis, às normas e instruções da do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que incluem os Pronunciamentos Técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes As estimativas contábeis utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis relacionadas a ativos e passivos fiscais diferidos, provisões e contingências em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 estão registrados nos ativos e passivos diferidos passivas, consideram as melhores evidências disponíveis e estão baseadas em premissas existentes nas datas de encerramento dos exercícios. Os correspondentes. A composição dos valores de imposto de renda e contribuição social estão apresentadas na Nota 14. resultados finais, quando de sua realização, podem diferir dos valores estimados. As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas 2.10) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de 2.1) Moeda funcional e moeda de apresentação acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: As demonstrações contábeis foram elaboradas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. Ativos Contingentes: não são reconhecidos, contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da 2.2) Caixa e equivalentes de caixa capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimento, cujo vencimento das operações, na data provável, são divulgados nas notas explicativas; da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem riscos insignificantes de mudança de valor justo, os quais são utilizados pela Companhia Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. A composição do caixa e equivalentes de caixa estão apresentadas na Nota 4. complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para 2.3) Valores a receber a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Os valores a receber são mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros, reduzidos por eventuais reduções Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não no valor recuperável. A composição dos valores a receber estão apresentadas na Nota 5. de um ou mais eventos futuros e incertos, que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. 2.4) Investimentos em coligadas e controladas As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Os investimentos em sociedades coligadas e controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, do exercício como receita (ou despesa) operacional. Para efeitos do cálculo da equivalência patrimonial, ganhos ou transações a realizar entre a empresa independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. e suas coligadas e controladas são eliminados na medida da participação da empresa, e perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a transação forneça evidências de perda permanente (impairment) do ativo transferido. A composição dos investimentos em coligadas e controladas estão 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS apresentadas na Nota 6. A Companhia não apresenta riscos significativos em suas operações próprias, exceto os riscos relacionados aos investimentos direto/indiretos, do Banco Bradesco S.A. e Bradespar S.A., os quais têm seu gerenciamento de risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez realizado pela Organização Bradesco, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos.

2.5) Ativos intangíveis Composto por ágio, e seu registro é fundamentado em mais-valia de ativos, sendo a diferença entre o valor contábil e o valor justo das ações adquiridas, que representa o valor registrado, está de acordo com as práticas contábeis anteriormente adotadas. A composição dos ativos intangíveis estão apresentadas na Nota 7.

2.6) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA A Companhia avalia a cada fim de período se existem evidências objetivas de deterioração de seus ativos. Caso se confirme a existência de impactos nos fluxos de caixa pela deterioração de seus ativos e esta puder ser estimada de maneira confiável, reconhece no resultado a perda por impairment. No exercício de 2011 e de 2010, não houve perda por impairment. Bancos - conta corrente .......................................................................................................................... Fundos de Investimentos Financeiros ..................................................................................................... 2.7) Patrimônio líquido Total ........................................................................................................................................................ a) Lucro por ação O lucro por ação básico é calculado mediante a divisão do lucro líquido atribuído aos acionistas da Companhia pela quantidade de ações. Não há fatores de diluição do lucro. O cálculo do lucro por ação básico esta demonstrado na Nota 9b. b) Juros sobre o capital próprio e/ou dividendos a pagar A distribuição de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto Social da Companhia. 2.8) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente, de recebimento ou pagamento. O resultado abrangente é apurado partindo do resultado líquido do período e incluindo os ajustes reflexos de controlada.

2011 13 4.619 4.632

Em 31 de dezembro 2010 17 576 593

5) VALORES A RECEBER Em 31 de dezembro 2011 2010 Contratos de Mútuo (1)............................................................................................................................ 50.656 309.883 Alienação de Ações (2) ........................................................................................................................... 3.722 42.639 Outros...................................................................................................................................................... 181 181 Total ........................................................................................................................................................ 54.559 352.703 (1) Contratos de mútuo, acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, com vencimentos até janeiro de 2012; e (2) Refere-se à alienação de ações da BBD Participações S.A., acrescido da variação do Depósito Interbancário - DI, com vencimento em janeiro de 2012.

6) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na rubrica de “Resultado de Equivalência Patrimonial” e corresponderam, no exercício, a um resultado de R$ 1.415.906 (2010 - R$ 1.257.325); e b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: Empresas

Capital Social

Patrimônio Líquido Ajustado

Resultado Ajustado

Quantidade de ações possuídas (em mil) ON

PN

Participação no Capital Social

Investimentos 31.12.2011

31.12.2010

7.050.985 Cidade de Deus Cia. Cial. de Participações (1) (3) ....................................... 8.293.000 18.600.394 3.023.699 2.985 44,91% 8.353.437 4.278 991 0,14% 81.732 Banco Bradesco S.A. (1) ............................................................................... 30.100.000 58.380.000 10.990.000 1.675 728 0,69% 62.433 46.447 Bradespar S.A. (1) ......................................................................................... 3.220.000 9.048.261 2.082.244 50,00% 254.659 228.004 Titanium Holdings S.A. (1)............................................................................. 200.000 509.318 55.650 37.056 Nova Cidade de Deus Participações S.A. (1) ................................................ 3.515.371 4.280.000 478.750 1.446 0,08% 3.424 2.009 8.755.685 7.327.445 Total .............................................................................................................. (1) Dados relativos às demonstrações contábeis de 31.12.2011; (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais da investida não decorrente de resultado, bem como ajustes na avaliação de práticas contábeis, quando aplicáveis; e (3) Os principais ativos da Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações referem-se à sua participação acionária no Banco Bradesco S.A. (23,81%) e na Bradespar S.A. (12,93%). 7) INTANGÍVEL O cálculo dos juros sobre capital próprio relativo ao exercício de 2011 está demonstrado a seguir: O intangível corresponde ao ágio de R$ 79.797, fundamentado na mais-valia das ações. Representado pela diferença entre o valor mercado das ações e o respectivo valor contábil, sendo R$ 75.751 decorrentes de ações do Banco Bradesco S.A. e R$ 4.046 da Bradespar S.A. 8) OUTRAS OBRIGAÇÕES Lucro líquido do exercício........................................................................................................................ Refere-se, substancialmente, a contratos de mútuo, acrescidos da variação do Depósito Interbancário - DI, com vencimento em janeiro de 2012, no montante Reserva legal........................................................................................................................................... de R$ 30.232 (2010 - R$ 101.689). Base de cálculo ..................................................................................................................................... 9) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Juros sobre o capital próprio (bruto) .................................................................................................. a) Composição do capital social em ações Imposto de renda retido na fonte sobre juros sobre capital próprio - 15%.............................................. O capital social é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. Juros sobre o capital próprio (líquido) em 2011................................................................................. Em 31 de dezembro Juros sobre o capital próprio (líquido) em 2010................................................................................. 2011 2010 (1) Percentual dos juros sobre o capital próprio aplicado sobre a base de cálculo. Ordinárias - classe “A” (I)......................................................................................................................... 236.548.446 227.576.629 Ordinárias - classe “B” (II)........................................................................................................................ 17.746.937 17.073.831 10) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Preferenciais............................................................................................................................................ 269.460.629 263.435.377 Total ........................................................................................................................................................ 523.756.012 508.085.837 I - As ações ordinárias, classe “A”, terão como titulares pessoas físicas, que sejam diretores ou que tenham passado de diretores a membros do Conselho de Administração do Banco Bradesco S.A. ou pessoas jurídicas, na forma de sociedade considerada como “controlada”; e IOF........................................................................................................................................................... II - As ações ordinárias, classe “B”, terão como titulares pessoas físicas, que sejam diretores ou que tenham passado de diretores a membros do PIS........................................................................................................................................................... Conselho de Administração do Banco Bradesco S.A. ou pessoas jurídicas, na forma de sociedades comerciais ou civis, cujas ações ou cotas, com direito COFINS ................................................................................................................................................... a voto, pertençam na sua maioria, metade mais uma, a pessoas que satisfaçam os requisitos do item I. Total ........................................................................................................................................................ Em Assembleia Geral Extraordinária, de 18 de fevereiro de 2011, deliberou-se pelo cancelamento de 4.194.859 ações preferenciais, nominativasescriturais, sem valor nominal, existentes em tesouraria, representativas, sem redução do capital social. 11) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS Em Assembleia Geral Extraordinária, de 18 de fevereiro de 2011, deliberou-se aumentar o capital social, no montante de R$ 266.700, mediante a emissão de 19.865.034 novas ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 9.644.923 ordinárias, das quais 8.971.817 da classe “A” e 673.106 da classe “B” e 10.220.111 preferenciais. Em Assembleia Geral Extraordinária, de 29 de abril de 2011, deliberou-se aumentar o capital social, no montante de R$ 353.300, mediante a capitalização Serviços prestados por terceiros............................................................................................................. de parte do saldo da conta “Reserva de Lucros - Estatutária para Aumento de Capital”. Editais e publicações............................................................................................................................... b) Lucro por ação básico Outras...................................................................................................................................................... O cálculo do lucro por ação básico, em 2011, foi de R$ 2,70 (2010 - R$ 2,49), baseado na quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais Total ........................................................................................................................................................ em circulação, conforme cálculos a seguir: Em 31 de dezembro 12) RESULTADO COM ATIVOS FINANCEIROS 2011 2010 Lucro líquido atribuível aos acionistas controladores ...................................................................... Número médio ponderado de ações em circulação (milhares) ............................................................... Lucro por lote de mil ações básicas atribuível aos acionistas da Companhia (em Reais) ....................

1.409.139 521.144 2,70

1.255.932 503.475 2,49

Juros ativos.............................................................................................................................................. Juros passivos ......................................................................................................................................... c) Juros sobre o capital próprio e/ou dividendos Conforme disposição estatutária, aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendos, que somados correspondam, no mínimo, Rendimento de aplicações financeiras.................................................................................................... a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei Societária. Total ........................................................................................................................................................

Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 31.12.2011 1.357.943 15.386 14.369 27.825 383 1.415.906

31.12.2010 1.221.441 11.425 24.236 223 1.257.325

Em 31 de dezembro R$ mil

% (1)

1.409.139 (70.457) 1.338.682 276.000 (41.400) 234.600 280.500

17,5 21,6

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

2010

538 4.413 20.325 25.276

1.005 5.182 23.868 30.055

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011

2010 127 122 38 287

110 129 36 275

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 12.991 (4.505) 2.414 10.900

2010 30.780 (11.290) 512 20.002 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

sexta-feira, 30 de março de 2012

...continuação

Nova Cidade de Deus Participações S.A. CNPJ 04.866.462/0001-47 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Reais mil 13) PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas:

b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social:

2011 Ativo Receitas (passivos) (despesas) Bancos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 13 Valores a receber: BBD Participações S.A. ................................................................... 50.657 3.209 Juros sobre o capital próprio e dividendos a receber/(pagar): Cidade de Deus Cia. Cial. de Participações ..................................... 211.009 261.388 Titanium Holdings S.A. .................................................................... 265 Nova Cidade de Deus Participações S.A. ....................................... 135 Bradespar S.A. ................................................................................ 2.124 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 2.910 3.928 Fundação Bradesco ......................................................................... (207.562) (207.563) BBD Participações S.A. ................................................................... (58.172) (68.437) Outras obrigações: Cidade de Deus Cia. Cial. de Participações ..................................... (30.232) (3.567) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Os administradores não recebem qualquer remuneração pelos cargos que ocupam nos órgãos da Companhia.

Ativo (passivos)

Em 31 de dezembro 2010 Receitas (despesas)

17

-

309.883

19.894

255.738 248 94 (248.173) (69.553)

312.389 45 1.614 (248.173) (81.827)

(186.948)

(3.335)

14) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social: Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 1.401.243 1.246.997 (476.423) (423.979)

Resultado antes dos tributos (imposto de renda e contribuição social) ......................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente .... Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Juros sobre o capital próprio pagos e a pagar ........................................................................................ Juros sobre o capital próprio recebidos e a receber ............................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

481.409 93.840 (90.930) 7.896

427.490 112.200 (106.776) 8.935

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... Constituição no exercício, sobre prejuízo fiscal e base negativa ............................................................ Subtotal .................................................................................................................................................. Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos:

(35) (35) 2 7.929 7.931 7.896

(30) (30) 67 8.898 8.965 8.935

Em 31 de dezembro 2010 Constituição Realização 2011 Provisões fiscais..................................................................................... 273 273 Outras provisões .................................................................................... 36 33 31 38 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias........... 309 33 31 311 Prejuízo fiscal/base negativa da contribuição social .............................. 29.981 7.929 37.910 Total dos créditos tributários .............................................................. 30.290 7.962 31 38.221 Obrigações fiscais diferidas.................................................................... 1.042 35 1.077 Total dos créditos tributários, líquido das obrigações fiscais diferidas............................................................................................... 29.248 7.927 31 37.144 Há perspectiva de realização dos créditos tributários em até 5 anos. Em 2011 e 2010, a empresa não possuía créditos tributários não registrados. d) Tributos a compensar ou a recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar, no ativo circulante, no montante de R$ 35.554 (2010 - R$ 52.175) e ativo não circulante, no montante de R$ 93.221 (2010 - R$ 64.277), referem-se a imposto de renda e contribuição social de exercícios anteriores, imposto retido na fonte sobre aplicações financeiras e sobre juros sobre o capital próprio. e) Impostos e contribuições a recolher Impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 22.925 (2010 - R$ 27.555), referem-se a, substancialmente, PIS - R$ 4.089 (2010 - R$ 4.913) e COFINS - R$ 18.835 (2010 - R$ 22.630). 15) OUTRAS INFORMAÇÕES A Companhia não possuía operações com instrumentos financeiros derivativos em 2011 e 2010.

DIRETORIA Diretor-Presidente Lázaro de Mello Brandão

Diretor Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretores Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu

Marcos Aparecido Galende Contador - CRC 1SP201309/O-6

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da

nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a Examinamos as demonstrações contábeis da Nova Cidade de Deus Participações S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Opinião Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas financeira da Nova Cidade de Deus Participações S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Osasco, 29 de março de 2012 Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas KPMG Auditores Independentes Zenko Nakassato José Claudio Costa Contador CRC 1SP160769/O-0 Contador CRC 1SP167720/O-1 demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante CRC 2SP014428/O-6 Nova Cidade de Deus Participações S.A., Osasco - SP

STRAUSS-KAHN Ex-diretor do FMI referia-se a mulheres como 'bagagem'

nternacional

COREIA DO NORTE País testa dois mísseis de curto alcance no local onde lançará satélite

UM PASS O PARA TRÁS Após aceitar o plano de paz para encerrar a violência na Síria, Assad diz que sucesso depende do fim da interferência das potências.

O

presidente sírio, Bashar al-Assad, disse ontem que a Síria não poupará esforços para garantir o sucesso da missão de paz do enviado internacional Kofi Annan, mas advertiu que ela não funcionará sem o fim do financiamento estrangeiro e do armamento dos rebeldes que se opõem a ele. Assad está sob forte pressão internacional para que chame suas tropas de volta às bases, após um ano de revolta popular contra o seu governo. O confronto entre os soldados leais ao regime e rebeldes deixou mais 22 mortos ontem, seis deles soldados. A agência de notícias estatal Sana noticiou que Assad enviou uma carta aos líderes dos Brics, grupo de potências emergentes que inclui o Brasil e a Rússia – aliada da Síria –, na qual diz que "os países que apoiam os grupos armados com dinheiro e armas precisam ser convencidos a parar com isso imediatamente". Ao mesmo tempo, o Reino Unido anunciou que está dobrando a assistência não militar aos opositores de Assad e ampliando seu escopo a equipamentos, o que possivelmente incluirá telefones seguros para ajudar os ativistas a se comunicarem entre si com mais facilidade sem temer grampos e ataques. A assistência, no valor de US$ 800 mil, "inclui um acordo, em princípio, para apoio prático não letal dentro da Síria", disse o chanceler britânico, William Hague. Por sua vez, os Estados Unidos qualificaram como "decepcionantes" as observações do presidente da Síria. "Não é surpreendente, mas é desalentador e decepcionante", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, que voltou a pedir o fim imediato da violência no país árabe. Desde que começaram os protestos contra o regime de Assad, em março de 2011, mais de 9 mil pessoas morreram, 200 mil se deslocaram dentro do país e 30 mil se refu-

Ahmad Al-Rubaye/AFP

giaram no exterior, segundo números da Organização das Nações Unidas (ONU). Liga Árabe - Os líderes árabes reunidos em uma cúpula em Bagdá endossaram o plano de paz apresentado por Annan e pediram que ele seja implementado "imediatamente e por completo". O plano de seis pontos pede o cessar-fogo, a retirada dos armamentos pesados e das tropas dos centros urbanos, assistência humanitária, libertação de prisioneiros e livre acesso para jornalistas. A cúpula da Liga Árabe, que durou apenas um dia, foi considerada um fracasso e mostrou o quanto a divisão entre muçulmanos sunitas e xiitas está afetando as relações entre os países árabes. Apenas 10 dos 21 integrantes da Liga mandaram chefes de Estado ou de governo. A Síria, 22ª integrante da Liga, está suspensa desde o ano passado. "O que prejudica os ventos de mudança da nossa Primavera Árabe e enche nossos corações de tristeza são as cenas de torturas e chacinas cometidas pelo regime sírio contra nossos irmãos e irmãs na Síria", disse Mustafá Abdul-Jalil, líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia. Aliado - O aiatolá iraniano, Ali Khamenei, afirmou ontem que é contra qualquer interferência estrangeira na Síria, e manifestou seu apoio ao regime de Damasco, por sua hostilidade a Israel. O aiatolá declarou que o Irã vai se opor "firmemente" a qualquer projeto dos Estados Unidos para resolver o conflito entre o governo de Assad e a oposição síria. "Nos opomos firmemente à toda ingerência das forças estrangeiras nos assuntos internos da Síria. As reformas iniciadas ali devem continuar", disse o líder religioso do país persa, cujo principal aliado no Oriente Médio é a Síria. Na terça-feira, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou os EUA de pretender dominar países da região, como Irã, Síria e Líbano, para salvar Israel. (Agências)

A cadeira da Síria ficou vazia no encontro da Liga Árabe na capital iraquiana. Damasco está suspenso do grupo desde o ano passado. Ali Al-Saadi/AFP

Reunião é recebida com explosões

B

agdá foi sacudida por três explosões ontem, apesar do grande esquema de segurança na capital iraquiana para receber a primeira cúpula da Liga Árabe em 20 anos.

Enquanto uma coluna de fumaça era vista saindo do local do ataque (acima), forças de segurança e bombeiros se dirigiam à região, perto da embaixada iraniana na forti-

ficada Zona Verde. Não há informação sobre vítimas. Cerca de 100 mil membros das forças de segurança foram colocados em alerta para a reunião. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

19

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO BSP EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A. Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da BSP Empreendimentos Imobiliários S.A., relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas em conformidade com as práticas contábeis, legais e estatutárias em vigor, incluindo os pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes. Contexto O exercício de 2011 marca a estruturação operacional e a constituição da BSP Empreendimentos Imobiliários, que iniciou suas atividades com um portfólio de 806 imóveis, entre prédios e lojas comerciais, com valor de mercado estimado em R$3,2 bilhões. A Sociedade tem como foco a locação, administração, incorporação, aquisição e venda de imóveis, especialmente os qualificados como escritórios e lojas comerciais. O plano de negócios desta fase inicial está concentrado em maximizar o valor dos ativos imobiliários de seu portfólio, por meio de: • Otimização da ocupação e busca de ganhos de eficiência no gerenciamento do portfólio; e • Desenvolvimento de projetos imobiliários buscando explorar o potencial dos ativos próprios ou de potenciais aquisições. Desempenho das Operações A Companhia iniciou suas operações em novembro de 2011, encerrando o exercício com uma receita líquida de R$34,947 milhões, oriundas basicamente da locação de propriedades para renda. O EBITDA totalizou R$34,172 milhões, atingindo um Lucro Líquido Contábil de R$42,010 milhões no período. Eventos Societários Principais eventos societários: • Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 20 de outubro de 2011, foi deliberado o aumento do capital social de R$1 mil para R$10 milhões na BSP Empreendimentos Imobiliários, realizado pela Bradseg Participações Ltda., acionista controladora e esta, em 21 de novembro de 2011, efetuou aumento de capital na Bradesco Seguros S.A. com a entrega de sua participação na BSP Empreendimentos Imobiliários S.A., passando a Bradesco Seguros S.A. a ser a acionista controladora. • Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de novembro de 2011, foi deliberado o aumento do capital social no montante de R$435,679 milhões, subscrito e integralizado pelas empresas Bradesco Seguros S.A., Bradesco Vida e Previdência S.A., Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. e Bradesco Auto/RE Cia. de Seguros, mediante a conferência de bens de suas propriedades, representados por cotas da Tamisa Empreendimentos e

Participações Ltda., Danúbio Empreendimentos e Participações Holdings Ltda., Itajuba Holdings Ltda., Damanivá Holdings Ltda., Reno Empreendimentos e Participações Ltda. e Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda., das quais respectivamente são cotistas. • Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 29 de dezembro de 2011, foi deliberado o aumento do capital social no montante de R$413,332 milhões, subscrito pela Bradesco Seguros S.A. e integralizado mediante a conferência de bens de sua propriedade, representados por cotas da Caboquenas Empreendimentos e Participações Ltda., Everest Holdings Ltda., Mississipi Empreendimentos e Participações Ltda., Niágara Participações e Empreendimentos Ltda. e Paineira Empreendimentos e Participações Ltda. Informações sobre eventos societários constam também das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis. Riscos: operacional, crédito, mercado, legal e subscrição Inserida no contexto das melhores práticas de gestão de riscos e de Governança Corporativa, a Companhia está em linha com os modelos adotados nos mercados Nacional e Internacional, em atendimento à legislação vigente. A Companhia obedece às regras de gestão de riscos operacionais em vários níveis, seguindo as determinações das diretrizes de Políticas Corporativas, Normas Internas e Manual de Procedimentos Internos da Organização Bradesco, visando ao monitoramento contínuo da exposição aos riscos. Governança Corporativa Em consonância e adoção às melhores práticas de Governança Corporativa do segmento imobiliário, dentre outras ações, a BSP Empreendimentos Imobiliários possui dois Comitês Estatutários de suportes ao Conselho de Administração, com reuniões ordinárias mensalmente e extraordinárias quando necessário, quais sejam: • Comitê Estratégico – primeira instância de decisão sobre os projetos e investimentos da Companhia, responsável também pela determinação das diretrizes estratégicas e do plano de negócios; e • Comitê de Desenvolvimento de Negócios – assessora o Conselho e a Diretoria na adoção das estratégias e na análise e desenvolvimento das atividades e dos projetos. Além disso, são adotadas as práticas estabelecidas no Código de Conduta Ética Setorial do Grupo Bradesco Seguros, controlador, que é resultado do compromisso constante em promover e definir com clareza as responsabilidades e a postura que devem pautar a atuação dos profissionais que integram as empresas do Grupo. Agradecimentos Pelos êxitos obtidos, agradecemos a confiança de nossos clientes e acionistas, e o trabalho dedicado dos nossos colaboradores. São Paulo, 22 de março de 2012 Conselho de Administração

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PERÍODO DE 15 DE JULHO A 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais

Ativo Circulante ................................................................................................ Caixa e equivalentes de caixa ................................................................ Aplicações .............................................................................................. Títulos e créditos a receber .................................................................... Valores a receber.................................................................................. Dividendos a receber ............................................................................ Créditos tributários e previdenciários.................................................... Despesas antecipadas ........................................................................... Ativo Não Circulante .............................................................................. Títulos e créditos a receber .................................................................... Valores a receber.................................................................................. Imóveis mantidos para venda................................................................. Despesas antecipadas ........................................................................... Investimentos.......................................................................................... Participações societárias ..................................................................... Propriedades para investimento ........................................................... Imobilizado.............................................................................................. Máquinas e equipamentos ................................................................... Total do ativo ..........................................................................................

Nota

Passivo Circulante ................................................................................................ Contas a pagar ....................................................................................... Obrigações a pagar .............................................................................. Dividendos a pagar ............................................................................... Impostos e encargos sociais a recolher................................................ Impostos e contribuições ...................................................................... Patrimônio Líquido................................................................................. Capital social .......................................................................................... Reservas de Lucros................................................................................ Total do passivo ....................................................................................

Nota

4 5

7

7 6 2k

8 9

9

Controladora 25.863 382 9.474 16.007 4 15.885 118 875.593 875.593 875.593 901.456

Consolidado 361.475 1.603 355.335 4.537 816 3.622 99 552.917 3.090 3.090 1.498 77 547.763 547.763 489 489 914.392

Controladora 834 834 228 399 156 51 900.622 859.011 41.611 901.456

Consolidado 13.770 13.770 228 399 7.396 5.747 900.622 859.011 41.611 914.392

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais Capital social Em 15 de julho de 2011 ............................. Constituição do Capital................................ Aumento de capital: Aumento de capital em 21.11.2011........ Aumento de capital em 30.11.2011........ Aumento de capital em 29.12.2011 ....... Lucro líquido do período.............................. Transferência para Reserva: Reserva Legal........................................ Reserva Estatutária ............................... Dividendos propostos .................................. Em 31 de dezembro de 2011.....................

1 9.999 435.679 413.332 859.011

Reserva de lucros Legal Estatutária 2.101 2.101

39.510 39.510

Lucros acumulados 42.010 (2.101) (39.510) (399) -

Nota

Controladora

Consolidado

-

34.947

Receita Líquida Receita de aluguéis .............................................................................. Custos das operações Depreciação de imóveis para renda .....................................................

-

(2.160)

Lucro Bruto .............................................................................................

-

32.787

(648)

(775)

Outras receitas operacionais....................................................................

Despesas gerais e administrativas...........................................................

11

-

12.613

Outras despesas operacionais .................................................................

-

(1.085)

Participação nos lucros de subsidiárias ...................................................

42.466

-

Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos.................

41.818

43.540

Resultado financeiro.................................................................................

74

3.993

41.892

47.533

Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro...................................... Imposto de renda......................................................................................

10

87

(4.052)

Contribuição social ...................................................................................

10

31

(1.471)

42.010

42.010

Lucro líquido das operações continuadas ..........................................

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 15 DE JULHO DE 2011 (CONSTITUIÇÃO) ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais Fluxo de caixa das atividades operacionais

Controladora

Consolidado

-

36.271

Caixa gerado pelas operações Aluguéis recebidos .............................................................................................. Outros recebimentos ...........................................................................................

-

11

Pagamentos de despesas e obrigações .............................................................

(218)

(2.128)

Impostos e contribuições.....................................................................................

-

(1.686)

Caixa líquido proveniente (consumido) nas atividades operacionais ..............

(218)

32.468

(9.400)

(9.202)

Investimentos – propriedades para investimento................................................

-

(18.491)

Recebimento pela venda de ativo permanente...................................................

-

274

Caixa líquido consumido nas atividades de investimento.................................

(9.400)

(27.419)

Fluxo de caixa das atividades de investimento Investimentos financeiros, líquidos .....................................................................

Total 1 9.999 435.679 413.332 42.010 (399) 900.622

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

Fluxo de caixa das atividades de financiamento Subscrição e integralização de capital ................................................................

10.000

10.000

Distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio ..................................

-

(13.104)

Juros pagos referentes a aquisição a prazo .......................................................

-

(471)

Caixa líquido proveniente das atividades de financiamento .............................

10.000

(3.575)

Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa .............................................

382

1.474

Caixa e equivalentes de caixa no início do período............................................

-

129

Caixa e equivalentes de caixa no fim do período................................................

382

1.603

As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Em milhares de reais 1. Contexto operacional A Companhia foi constituída em 15 de julho de 2011 e iniciou suas atividades em novembro de 2011, tem por objeto: (a) a participação em sociedades, consórcios, fundos de investimento e demais veículos que tenham por objeto a atividade imobiliária; e (b) a compra, venda, locação e administração em geral de bens imóveis próprios. O endereço registrado da sede da Companhia é Avenida Paulista nº 1.415 – 2º. andar. A Companhia é controlada pela Bradesco Seguros S.A. e em última instância pelo Banco Bradesco S.A. Essas demonstrações contábeis foram aprovadas pelo Conselho de Administração do Banco Bradesco S.A. em 30 de janeiro de 2012. 2. Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis abaixo descritas foram aplicadas nas demonstrações contábeis e por todas as empresas controladas pela Companhia. a. Base de preparação As demonstrações contábeis individuais e consolidadas foram preparadas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem as práticas contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76 alteradas pela Lei nº 11.638/07 e pela Lei nº 11.941/09 e os pronunciamentos, orientações e instruções emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), deliberados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). b. Combinação de negócios As combinações de negócios ocorridas entre empresas sob controle comum são registradas pelo valor de custo. c. Base para avaliação As demonstrações contábeis estão apresentadas em milhares de reais e foram elaboradas de acordo com o princípio do custo histórico, com exceção para: • Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; e • Ativos financeiros disponíveis para venda mensurados pelo valor justo. d. Moeda funcional e de apresentação As informações estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia e de suas controladas. As transações em moeda estrangeira são convertidas à taxa de câmbio em vigor na data da transação. As diferenças cambiais resultantes dessa conversão são reconhecidas no resultado. e. Uso de estimativas e julgamentos Na elaboração das demonstrações contábeis, a Administração é requerida a usar seu julgamento na determinação de estimativas que levam em consideração pressupostos e premissas quanto a eventos futuros. Os valores reais de liquidação das operações podem divergir dessas estimativas em função da subjetividade inerente ao processo de sua determinação. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas e julgamentos críticos considerados na aplicação das práticas contábeis, que apresentam efeitos significativos nos saldos registrados nas demonstrações contábeis e, portanto, que representam um risco de ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão descritas nas notas explicativas apresentadas abaixo: • Nota 5 – Aplicações • Nota 6 – Propriedades para investimento f. Base de consolidação As práticas contábeis destacadas nessa nota foram adotadas de forma uniforme em todas as empresas consolidadas. As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações contábeis da BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. e das suas controladas diretas. Destacamos as Companhias incluídas nas demonstrações contábeis consolidadas:

Investimentos Participação Direta Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda. .............................................................. 99,999% Caboquenas Empreendimentos e Participações Ltda. ..................................................... 99,999% Damanivá Holdings Ltda. .................................................................................................. 99,999% Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda. ............................................................ 99,999% Everest Holdings Ltda. ...................................................................................................... 99,999% Itajubá Holdings Ltda. ........................................................................................................ 99,999% Mississipi Empreendimentos e Participações Ltda. .......................................................... 99,999% Niágara Participações e Empreendimentos Ltda. .............................................................. 99,999% Paineira Empreendimentos e Participações Ltda. ............................................................. 99,999% Reno Empreendimentos e Participações Ltda. ................................................................. 99,999% Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda. .............................................................. 99,999% i. Controladas São classificadas como controladas as empresas sobre as quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. As empresas controladas são consolidadas integralmente desde o momento em que a Companhia assume o controle sobre as suas atividades até o momento em que esse controle cessa. ii. Saldos e transações eliminados na consolidação Saldos e transações entre empresas, incluindo quaisquer ganhos ou perdas não realizadas resultantes de operações entre as empresas consolidadas, são eliminados no processo de consolidação, exceto nos casos em que as perdas não realizadas indiquem a existência de impairment que deva ser reconhecido nas contas consolidadas. g. Caixa e equivalentes a caixa São representados por disponibilidades em moeda nacional e estrangeira, caixa e depósitos bancários, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo e que são utilizados pela Companhia para o gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. h. Instrumentos financeiros A Companhia determina a classificação inicial de seus instrumentos financeiros no reconhecimento inicial sob as seguintes categorias: mensurados a valor justo por meio do resultado, disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e empréstimos e recebíveis. i. Ativos financeiros mensurados a valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e estratégia de investimentos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do período. ii. Ativos financeiros mantidos até o vencimento Caso a Administração tenha intenção e a capacidade de manter títulos de dívida até o vencimento, então tais ativos financeiros são classificados como mantidos até o vencimento. Os investimentos mantidos até o vencimento são registrados pelo custo amortizado deduzidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável, acrescido dos rendimentos auferidos, os quais impactam o resultado do período. iii. Ativos financeiros disponíveis para venda Compreende os ativos financeiros que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, eles são medidos pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e apresentadas dentro do patrimônio líquido. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado. continua continua


20

DIÁRIO DO COMÉRCIO

iv. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. v. Determinação do valor justo O valor das aplicações em fundos de investimentos foi obtido a partir dos valores das quotas divulgadas pelas instituições financeiras administradoras desses fundos. Os títulos de renda fixa públicos tiveram seu valor justo obtido a partir das tabelas de referência divulgadas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Os títulos de renda variável e os fundos de investimentos imobiliários tiveram seus valores de mercado obtidos a partir da última cotação publicada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA). Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, referência a outros instrumentos que são similares, análise dos fluxos de caixa descontados e contam o mínimo possível com informações geradas pela Administração da própria Companhia. vi. Redução ao valor recuperável (impairment) de ativos financeiros Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo financeiro. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para o título. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em conta redutora do ativo correspondente. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. Perdas de valor (redução ao valor recuperável) nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. Todavia, qualquer recuperação subsequente no valor justo de um ativo financeiro disponível para venda para o qual tenha sido registrada perda do valor recuperável, é reconhecida em outros resultados abrangentes. i. Provisão para riscos de crédito A Administração reconhece uma provisão para riscos de crédito com base em análise de crédito e expectativa da administração com perdas. j. Imóveis mantidos para venda São classificados em ativos mantidos para venda, os imóveis sobre os quais existe a expectativa de terem seus valores recuperados primariamente através de transação de venda ao invés do uso contínuo. Estão avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo decrescido das despesas de venda e não são amortizáveis ou depreciáveis. k. Participações societárias No balanço patrimonial da Controladora, os investimentos em controladas são avaliados pelo método da equivalência patrimonial. l. Propriedades para investimento As propriedades para investimento são propriedades mantidas para auferir receita de aluguel ou para valorização de capital, para ambos ou para fins ainda não determinados, mas não para utilização na produção ou fornecimento de produtos ou serviços ou para propósitos administrativos. As propriedades para investimento são registradas pelo custo de aquisição, formação ou construção, deduzido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear à taxas que levam em consideração o tempo de vida útil-econômica estimado dos bens. A Companhia revisa periodicamente a estimativa da vida útil das propriedades para investimento. Os gastos incorridos com regularizações e exigências legais, impostos, reparos e manutenção que representem melhoria, aumento da capacidade ou de vida útil são capitalizados, enquanto que os demais são registrados no resultado do período. A recuperação das propriedades por meio das operações futuras é acompanhada periodicamente. As obras em andamento referem-se aos gastos incorridos com regularizações, exigências legais, impostos, e aos custos diretamente atribuíveis à construção de imóveis destinados à renda. m. Imobilizado O ativo imobilizado de uso próprio compreende máquinas e equipamentos utilizados para a condução dos negócios. O imobilizado de uso é demonstrado ao custo histórico, reduzido por depreciação acumulada e perdas de redução de valor recuperável acumuladas, quando aplicável. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado e são reconhecidos líquidos dos custos de transação no resultado do período. Gastos subsequentes são capitalizados somente quando geram benefícios econômicos futuros associados e possam ser avaliados com confiabilidade. Gastos de reparo ou manutenção são reconhecidos no resultado do período à medida que são incorridos. Gastos com reformas e melhorias que prolongam a vida útil dos bens são incorporados ao custo do ativo imobilizado. A depreciação do ativo imobilizado é reconhecida no resultado pelo método linear considerando a vida útil estimada dos ativos. n. Impairment de ativos não-financeiros Os valores dos ativos não-financeiros da Companhia, exceto créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente para determinar se há alguma indicação de perda considerada permanente, que é reconhecida no resultado do período se o valor contábil de um ativo exceder seu valor recuperável. o. Ativos e passivos contingentes e obrigações legais - Fiscais e previdenciárias i. Ativos contingentes - Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados, quando aplicável. ii. Passivos contingentes - São constituídos levando-se em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento dos Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não são divulgados. iii. Obrigações legais - Fiscais e previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que, independente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. p. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda é calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescido de 10% sobre a parcela do lucro tributável excedente a R$240 e a contribuição social sobre o lucro líquido é calculada à alíquota de 9% sobre o lucro tributável. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar sobre o lucro tributável ou prejuízo fiscal do exercício calculado com base nas alíquotas vigentes na data de balanço. Conforme facultado pela legislação tributária, empresas cujo faturamento anual do exercício anterior, tenha sido inferior a R$48.000, podem optar pelo regime de lucro presumido e as controladas exerceram esta opção de tributação. Para essas sociedades, a base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social para as receitas brutas de locação é calculada à razão de 32%. O imposto de renda e contribuição social diferidos são calculados às alíquotas vigentes na legislação fiscal e são provenientes de diferenças temporárias, originadas pelo regime de tributação com base no valor recebido em comparação do registrado conforme regime de competência. q. Resultado Os resultados são registrados pelo regime de competência. As receitas e custos são apresentados, de acordo com o objeto social específico de cada empresa, seguindo o regime da competência. i. Receitas de aluguel A receita de aluguel de propriedade para investimento é reconhecida no resultado pelo método linear. As receitas de locação são reconhecidas em função dos prazos decorridos, resultados auferidos e serviços prestados no regime de competência. A linearização das receitas tem por objetivo equalizar as receitas de locação durante o prazo de vigência do contrato, diluindo o impacto decorrente das carências financeiras concedidas. ii. Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras, reconhecidas no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros e correção sobre contas a pagar. iii. Custos e despesas Os custos e despesas são apurados e reconhecidos em conformidade com o regime contábil de competência dos exercícios, ou seja, quando mensuráveis e incorridos. r. Distribuição de dividendos A distribuição de dividendos para os acionistas é reconhecida como passivo, quando previsto no estatuto, ao término do exercício. Na data da aprovação da assembleia geral, dividendos complementares podem ser aprovados e são reconhecidos apenas nesta ocasião, e eventual proposta complementar feita pela administração na preparação das informações financeiras é mantida como reserva de lucros no encerramento do balanço. 3. Gerenciamento de riscos a. Introdução A Companhia está exposta aos seguintes riscos provenientes de suas operações e que poderiam afetar os objetivos estratégicos e financeiros. • Risco de crédito • Risco de mercado • Risco de liquidez • Risco operacional • Risco legal Esta nota apresenta informações sobre a exposição a cada um dos riscos acima, os objetivos, as políticas, os processos de mensuração e o gerenciamento de riscos.

b.

c.

d.

e.

f.

4.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Estrutura de gerenciamento de riscos O gerenciamento de riscos é essencial em todas as atividades, utilizando-o com o objetivo de adicionar valor ao negócio à medida que proporciona suporte às áreas de negócios no planejamento das atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício dos acionistas e da Companhia. As atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos são aprimoradas continuamente, buscando as melhores práticas utilizadas internacionalmente, devidamente adaptadas à nossa realidade. Consideráveis investimentos nas ações relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos são realizados, especialmente na capacitação do quadro de funcionários. Tem-se o objetivo de elevar a qualidade de gerenciamento de riscos e de garantir o necessário foco a estas atividades, que produzem forte valor agregado. No sentido amplo, o processo de Governança Corporativa representa o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma companhia e proteger os acionistas, investidores, clientes, empregados, fornecedores, etc., bem como facilitar os níveis de capital requerido, agregar valor à empresa e contribuir para sua sustentabilidade, envolvendo, principalmente, aspectos voltados à transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas. Nesse contexto, o processo de gerenciamento de riscos conta com a participação de todas as camadas contempladas pelo escopo de Governança Corporativa que abrange desde a Alta Administração até as diversas áreas de negócios e produtos na identificação dos riscos. Esta estrutura encontra-se alinhada com as melhores práticas de mercado, contando com políticas, Comitês com funções específicas e estrutura diretiva, estabelecendo diretrizes e normas, provendo recursos humanos e tecnológicos, voltados a estas atividades. O gerenciamento de todos os riscos inerentes às atividades de modo integrado é abordado, dentro de um processo, apoiado em estrutura independente (no que tange a regulamentos, normas e políticas internas). Essa abordagem proporciona o aprimoramento contínuo dos modelos de gestão de riscos e minimiza a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. A estrutura do Processo de Gerenciamento de Riscos permite que os riscos de crédito, liquidez, mercado, legal e operacional sejam efetivamente identificados, avaliados, monitorados, controlados e mitigados de modo unificado. Para assegurar unicidade ao processo de gerenciamento de riscos, há um fórum de alto nível, permanente, sobre o tema, com o intuito de se obter sinergia entre estas atividades. Essa instância denominada Comitê Executivo de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros estuda todos os riscos das Companhias pertencentes ao Grupo, define os limites de tolerância aos seus respectivos riscos e elabora planos de mitigação, entre outras atribuições. Adicionalmente, existem os Comitês Executivos definidos pelo Banco Bradesco para tratar os assuntos relacionados ao Risco de Crédito, Mercado, Liquidez e Operacional, que são submetidos ao Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, que tem por atribuição assessorar o Conselho de Administração na aprovação de políticas institucionais, diretrizes operacionais e estabelecimento de limites de exposição a riscos. Risco de crédito O risco de crédito consiste na possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte. Gerenciamento do risco de crédito O gerenciamento de risco de crédito da Companhia é um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos. Esse gerenciamento de risco inclui o monitoramento de exposições ao risco de crédito de contrapartes individuais em relação às classificações de crédito por companhias avaliadoras de riscos, tais como Fitch Ratings, Standard & Poor’s, Moody’s entre outras. Conforme exposto acima, o gerenciamento de risco de crédito é realizado de forma corporativa mediante procedimentos internos estruturados, independentes e embasados em documentação e relatórios próprios, devidamente avaliados pelas Estruturas de gestão de riscos do Grupo Bradesco. Trimestralmente, são realizadas as reuniões dos Comitês Executivos de Gestão de Riscos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, para as tratativas deliberativas, possuindo as atribuições necessárias para o atendimento regulatório e o aprimoramento nos processos de gestão. Risco de mercado O risco de mercado é representado pela possibilidade de perda financeira por oscilação de preços e taxas de juros dos instrumentos financeiros da Companhia, uma vez que suas carteiras ativas e passivas podem apresentar descasamentos de prazos, moedas e indexadores. Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. Gerenciamento do risco de mercado O gerenciamento e controle do risco de mercado é realizado de forma corporativa e os assuntos relevantes, políticas e diretrizes são tratados em comitês executivos específicos. As atividades expostas ao risco são mapeadas, mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de mitigação devidamente aprovados pela estrutura de Governança Corporativa. Risco de liquidez Risco de liquidez é a possibilidade da não-existência de recursos financeiros suficientes para que a Companhia honre seus compromissos em razão dos descasamentos entre pagamentos e recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O conhecimento e o acompanhamento deste risco são cruciais, sobretudo para que a Companhia possa liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro. Gerenciamento do risco de liquidez O gerenciamento do risco de liquidez é exercido de forma corporativa, envolvendo um conjunto de controles, principalmente no que diz respeito ao estabelecimento de limites técnicos, com permanente avaliação das posições assumidas e instrumentos financeiros utilizados. A política corporativa de gestão de riscos de mercado e liquidez tem por objetivos assegurar a existência de normas, critérios e procedimentos que garantam à Companhia o estabelecimento de reserva mínima de liquidez, bem como a existência de estratégia e de planos de ação para situações de crise de liquidez. Risco operacional O risco operacional é representado pela perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Gerenciamento do risco operacional A Companhia aborda o gerenciamento do risco operacional num processo de aprimoramento contínuo, visando acompanhar a evolução dinâmica dos negócios e minimizar a existência de lacunas que possam comprometer a qualidade deste gerenciamento. Todo o processo de Governança Corporativa para gerenciamento do risco operacional é acompanhado trimestralmente pelos comitês executivos do Grupo Bradesco Seguros e do Banco Bradesco, cada qual com a sua especificidade, possuindo as seguintes atribuições: • Garantir o cumprimento das Políticas de Gestão de Risco Operacional e de Continuidade de Negócios da Companhia; • Assegurar a efetividade do processo de gerenciamento de risco operacional e de continuidade de negócios da Companhia; • Avaliar e submeter à validação dos comitês específicos a política, estrutura, papéis, procedimentos e responsabilidades do processo, bem como as revisões anuais. Risco legal O risco legal está associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela Companhia, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela Companhia. Gerenciamento do risco legal A abordagem de todo o processo de gerenciamento do risco legal se dá, mediante software e modelos avançados, adotando as melhores práticas de avaliações qualitativas e quantitativas. Caixa e equivalentes de caixa Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2011 Depósitos bancários de curto prazo ................................................................... 382 1.603 Total ................................................................................................................... 382 1.603

5. Aplicações Resumo da classificação dos títulos e valores mobiliários Controladora 31/12/2011 % Títulos a valor justo por meio do resultado Títulos de renda fixa - Fundos de investimento.................... Total .....................................................................................

9.474 9.474

100,00 100,00

Consolidado 31/12/2011 % 355.335 355.335

100,00 100,00

A carteira de investimento dos fundos é composta basicamente por títulos públicos federais. Os fundos têm como parâmetro a variação das taxas de rentabilidade dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI), designado ao valor justo por meio de resultado, resgatáveis a qualquer momento pelo valor atualizado, garantindo liquidez imediata. Os fundos são administrados pela BRAM - Bradesco Asset Management S.A. 6. Propriedades para investimento O valor de custo destes ativos é representado por:

Saldo na data de aquisição das controladas .. Adições............................................................ Saldo contábil em 31 de dezembro de 2011 ...

Destinados à renda 805.419 10.004 815.423

Obras em Andamento 4.173 2.487 6.660

Consolidado Depreciação Acumulada Valor líquido (272.160) 537.432 (2.160) 10.331 (274.320) 547.763

As obras em andamento referem-se aos custos diretamente atribuíveis à construção de dois imóveis, que estão localizados em Alphaville-SP e Santos-SP. A administração da Companhia tem expectativa de conclusão das obras, e posterior início de sua utilização para geração de receitas de aluguel, entre 2012 e 2014. Conforme facultado pelo CPC 28, a Companhia decidiu avaliar seus imóveis para investimento ao custo histórico menos a provisão para depreciação e perda por redução ao valor recuperável, se aplicável. A taxa de depreciação é de 1,49% a.a. (67 anos) e foi estimada baseada em estudos de engenharia que consideram o tempo de vida útil para construções de tipo sólido e padronizado, conforme os ativos que compõem a carteira da Companhia (agências bancárias e edifícios de escritórios). Em 31 de dezembro de 2011, os investimentos destinados para renda da Companhia correspondem a imóveis destinados a aluguel e à avaliação correspondente ao valor de mercado monta em R$3.170.352. Para a mensuração do valor justo desses imóveis, foi considerada a avaliação patrimonial elaborada por avaliadores independentes. continua continua


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

21

7. Participações Societárias Bréscia Caboquenas Empr. e Empr. e Particip. Ltda. Particip. Ltda. Dados em 31 de dezembro de 2011 Capital social ................................................. Percentual de participação ............................ Total de ativos................................................ Total de passivos ........................................... Patrimônio líquido.......................................... Total de receitas ............................................ Lucro líquido do período................................ Saldo em 15 de julho de 2011..................... Aumento de capital dos controladores .......... Dividendos..................................................... Aumento/Redução de capital ........................ Resultado de equivalência patrimonial.......... Saldo em 31 de dezembro de 2011 ............

25.000 99,99 61.289 968 60.321 3.816 3.651 56.809 (138) 3.650 60.321

46.428 99,99 60.077 1.636 58.441 4.003 5.177 53.264 5.177 58.441

Damanivá Danúbio Holdings Empr. e Ltda. Particip. Ltda. 20.092 99,99 20.989 258 20.731 351 221 20.425 (6) 91 221 20.731

Everest Holdings Ltda.

40.427 99,99 110.404 9.436 100.968 7.029 6.805 102.418 (7.682) (573) 6.805 100.968

8. Obrigações a pagar O saldo da conta de obrigações a pagar é formado substancialmente por provisão para remuneração dos administradores. 9. Patrimônio líquido Capital social Em 31 de dezembro de 2011, o capital social da Companhia, de R$859.011, está dividido em 850.627.906 ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. Acionista Quantidade de ações ON Bradesco Seguros S.A. ............................................................................................ 581.279.122 Bradesco Vida e Previdência S.A............................................................................. 143.268.968 Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. ................................................................... 69.272.192 Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros ............................................................. 56.807.624 Total ......................................................................................................................... 850.627.906 Política de Reinvestimento de Lucros e Política de Distribuição de Dividendos Os acionistas da BSP Empreendimento Imobiliários, em cada exercício, terão direito a receber, a título de dividendos, o mínimo obrigatório de 1% do lucro líquido, de acordo com Estatuto Social. O saldo do lucro líquido, verificado após as distribuições previstas no Estatuto Social, terá a destinação proposta pela Diretoria e deliberada pela Assembleia Geral, podendo ser destinado 100% à Reserva de Lucros – Estatutária, até atingir o limite de 95% do valor do capital social integralizado. Os dividendos foram calculados conforme se segue: Lucro líquido do período .............................................................................................. 42.010 (2.101) Constituição de reserva legal .......................................................................................... Base de cálculo dos dividendos .................................................................................. 39.909 399 Dividendos propostos no período.................................................................................... Percentagem sobre o lucro líquido do período.......................................................... 1% Eventos Societários A Companhia foi constituída em 15 de julho de 2011, com o capital de R$1, correspondente a 1.000 ações ordinárias nominativas escriturais. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 20 de outubro de 2011, foi deliberado o aumento de capital social no montante de R$9.999, realizado pela Bradseg Participações Ltda., acionista controladora, com a emissão de 9.999.000 novas ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal, e esta, em 21 de novembro de 2011, efetuou aumento de capital na Bradesco Seguros S.A. com a entrega de sua participação na BSP Empreendimentos Imobiliários S.A., passando a Bradesco Seguros S.A. a ser a acionista controladora. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de novembro de 2011, foi deliberado um aumento de capital no montante de R$435.679, sendo: (i) R$166.330, com a emissão de 166.330.503 novas ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal, realizado pela Bradesco Seguros S.A., com investimento da Tamisa Empreendimentos e Participações Ltda., (ii) R$143.269, com a emissão de 143.268.968 novas ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal, pela Bradesco Vida e Previdência com investimentos nas empresas Danúbio Empreendimentos e Participações Ltda., Itajubá Holdings Ltda. e Damanivá Holdings Ltda., (iii) R$69.272, com a emissão de 69.272.192 novas ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal, pela Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. com investimento da Reno Empreendimentos e Participações Ltda. e (iv) R$56.808, com a emissão de 56.807.624 novas ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal, pela Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros com investimento da Bréscia Empreendimentos e Participações Ltda. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 29 de dezembro de 2011, foi realizado pela Bradesco Seguros S.A um novo aumento de capital no montante de R$413.332 com a subscrição de 404.948.619 novas ações ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal, mediante a entrega de suas participações nas empresas: Niágara Participações e Empreendimentos Ltda., Caboquenas Empreendimentos e Participações Ltda., Paineira Empreendimentos e Participações Ltda., Mississipi Empreendimentos e Participações Ltda. e Everest Holdings Ltda. As transações ocorridas nos dias 30 de novembro e 29 de dezembro de 2011 não afetaram o caixa da Companhia. 10. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. Reconciliação da alíquota efetiva de imposto de renda e contribuição social Controladora Consolidado Resultado antes dos Tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social) ......... 41.892 47.533 Encargo total do Imposto de Renda e Contribuição Social ................................ (14.243) (16.161) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: - Participações em Controladas, tributadas nas empresas correspondentes ... 14.438 (77) 10.638 Outros Valores ................................................................................................... - Efeito da diferença de alíquota de Lucro Presumido para Lucro Real........... 10.715 - Efeito da movimentação dos valores de Créditos Tributários ....................... (77) (77) Imposto de Renda e Contribuição Social do Exercício ................................ 118 (5.523) 11. Despesas gerais e administrativas Controladora Consolidado Pessoal............................................................................................................... (645) (645) Serviços prestados por terceiros ........................................................................ (3) (18) Outras despesas ................................................................................................ (112) Total ................................................................................................................... (648) (775) 12. Transações entre partes relacionadas A Companhia, em conjunto com suas controladas, compartilha as estruturas e os custos corporativos gerenciais e operacionais. Ativo/(Passivos) Receita Disponibilidades:................................................................................ 1.603 Banco Bradesco S.A. .......................................................................... 1.603 Dividendos a pagar: ........................................................................... (399) Bradesco Seguros S.A. ....................................................................... (273) Bradesco Vida e Previdência S.A......................................................... (67) Bradesco SegPrev Investimentos Ltda. ............................................... (32) Bradesco Auto/Re Companhia de Seguros.......................................... (27) Receitas com aluguéis:...................................................................... 35.271 Banco Bradesco S.A. ........................................................................... 31.120 Bradesco Seguros S.A. ........................................................................ 1.063 Bradesco Auto/Re Companhia de Seguros.......................................... 904 Bradesco Saúde S.A. ........................................................................... 784 Finasa Promotora S.A. ......................................................................... 598 Bradesco Vida e Previdência S.A......................................................... 444 Outros................................................................................................... 358

66.020 99,99 114.796 1.086 113.710 1.954 1.916 111.962 (167) 1.915 113.710

Itajubá Mississipi Holdings Empr. e Ltda. Particip. Ltda. 20.483 99,99 21.591 480 21.111 349 210 20.425 (6) 482 210 21.111

Niágara Particip. e Empreend. Ltda.

66.701 99,99 86.916 1.849 85.067 4.607 6.486 78.581 6.486 85.067

40.379 99,99 92.837 1.519 91.318 2.819 3.761 87.809 (252) 3.761 91.318

Paineira Empr. e Reno Empr. Tamisa Empr. Particip. e Particip. e Particip. Ltda. Ltda. Ltda. 52.841 99,99 84.105 879 83.226 1.550 1.646 81.716 (136) 1.646 83.226

15.200 99,99 76.490 1.717 74.773 6.337 5.775 69.272 (274) 5.775 74.773

Total

105.446 99,99 174.919 8.991 165.927 6.741 6.820 166.330 (7.223) 6.820 165.927

849.012 (15.885) 42.466 875.593

Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária são fixados: O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é distribuída em Reunião de Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores. Benefícios de curto prazo aos administradores Proventos ....................................................................................................................... 420 84 Encargos sociais ............................................................................................................ Total .................................................................................................................................. 504 A Companhia não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. 13. Instrumentos financeiros O valor contábil dos instrumentos financeiros registrados no balanço patrimonial equivale, aproximadamente, ao seu valor de mercado. A Companhia não possui operações com instrumentos financeiros não refletidas nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011, assim como não realizou operações com derivativos financeiros. O valor contábil dos instrumentos financeiros registrados no balanço patrimonial reflete, conforme avaliação da administração, a melhor estimativa de valor de mercado, pois cada instrumento contém variáveis de juros, riscos de mercado e de crédito, que na inexistência de um mercado ativo, não permitem que estes valores sejam recompostos com premissas diferentes daquelas em que as operações foram originalmente pactuadas. Classificação dos instrumentos financeiros Instrumento financeiro Caixa e equivalente de caixa................................. Aplicações ............................................................. Valores a receber .................................................. Obrigações a pagar ...............................................

Categorias Valor justo por meio do resultado Valor justo por meio do resultado Empréstimos e recebíveis Passivo financeiro ao custo amortizado

Determinação do valor justo dos instrumentos financeiros Os valores de mercado informados em 31 de dezembro de 2011 não refletem mudanças subsequentes na economia, tais como taxas de juros e alíquotas de impostos e outras variáveis que possam ter efeito sobre sua determinação. Especificamente quanto à divulgação, a Empresa aplica os requerimentos de hierarquização, que envolve os seguintes aspectos: • Definição do valor justo é a quantia pela qual um ativo poderia ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras e dispostas a isso em transação sem favorecimento; Hierarquização em 3 níveis para a mensuração do valor justo, de acordo com inputs observáveis para a valorização de um ativo ou passivo na data de sua mensuração. A valorização em 3 níveis de hierarquia para a mensuração do valor justo é baseada nos inputs observáveis e não observáveis. Inputs observáveis refletem dados de mercado obtidos de fontes independentes, enquanto inputs não observáveis refletem as premissas de mercado da Empresa. Esses dois tipos de inputs criam a hierarquia de valor justo apresentada a seguir: Nível 1 - Preços cotados para instrumentos idênticos em mercados ativos; Nível 2 - Preços cotados em mercados ativos para instrumentos similares, preços cotados para instrumentos idênticos ou similares em mercados não ativos e modelos de avaliação para os quais inputs são observáveis; e Nível 3 - Instrumentos cujos inputs significantes não são observáveis. A composição abaixo demonstra ativos financeiros da companhia à classificação geral desses instrumentos em conformidade com a hierarquia de valorização: Descrição Aplicações

Nível da hierarquia 2

Controladora 9.474

Consolidado 355.335

Os investimentos em ativos financeiros nas modalidades de fundo de investimentos são classificados no Nível 2, pois a forma de valorização a valor justo ocorre através da cotação de preços de instrumentos financeiros semelhantes em mercados não ativos. Análise de sensibilidade A empresa está exposta a taxas de juros flutuantes, principalmente relacionadas às por variações de índices de inflação (IGP-M) referente aos aluguéis futuros a receber e variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI referente às aplicações financeiras. Com base no relatório FOCUS, com a projeção do CDI para o ano de 2012 e este definido como o cenário provável, foram calculados cenários crescentes e decrescentes de 25% e 50% sobre os ativos indexados, que apresentam a seguinte sensibilidade quanto à rentabilidade: Saldo Queda Queda de Cenário Aumento Aumento Em 31 de dezembro de 2011 Consolidado de 50% 25% Provável de 25% de 50% CDI ............................................ 5,13% 7,69% 10,25% 12,81% 15,38% Aplicações ................................. 355.335 18.229 27.325 36.422 45.518 54.651 14. Contingências Atualmente, a empresa não tem conhecimento de ser parte (pólo passivo) em ações judiciais, tributárias, trabalhistas e outros processos administrativos, portanto, não constituiu provisão para perdas prováveis estimadas e nem divulgou perdas possíveis. 15. Seguros A Companhia possui política definida para assegurar as suas obras em andamento, alinhadas com as práticas de mercado. 16. Informações complementares Conciliação do lucro líquido com as atividades operacionais Controladora Lucro líquido .................................................................................................. 42.010 (+/-) Participação nos lucros de controladas ................................................. (42.466) (+) Depreciações e amortizações................................................................. (+/-) Variação das aplicações ......................................................................... (74) (+/-) Variação de títulos e créditos a receber ................................................. (122) (+/-) Variação de outros valores e bens ......................................................... (+/-) Variação das despesas antecipadas ...................................................... (+/-) Variação de contas a pagar .................................................................... 434 (+/-) Outros ..................................................................................................... Caixa Líquido Gerado/(Consumido) nas Atividades Operacionais .......... (218)

Consolidado 42.010 2.160 (2.235) (1.934) (1.174) (126) 6.349 (12.582) 32.468

DIRETORIA

Samuel Monteiro dos Santos Junior Diretor Presidente

Ivan Luiz Gontijo Júnior Diretor

Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Diretor

Getúlio Antônio Guidini Contador CRC -RS 034447/O- 7 S-SP

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Aos Acionistas e Diretores da BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da BSP Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o período de 15 de julho (data de constituição da Compahia) a 31 de dezembro de 2011, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos

valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações contábeis Em nossa opinião, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da BSP Empreendimentos Imobiliários S.A em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para período de 15 de julho a 31 de dezembro de 2011, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 23 de março de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Ederson Rodrigues de Carvalho Contador CRC 1SP199028/O-1


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

sexta-feira, 30 de março de 2012

Enterrem-no, e não vamos mais discutir sobre isso. Nicolas Sarkozy, presidente francês. nternacional Bruno Martin/Reuters

Laurent Dard/AFP

Enterro foi realizado sob escolta policial após o fechamento do cemitério

'Cavaleiro do Islã': homenagem polêmica a Merah em Tarbes, no sul do país.

o s n a c s De o l i u q n intra e s u o l u em To uis receber mq r Ningué atirado o d o p r o co

A

França ainda se recupera dos piores ataques terroristas ocorridos no país nos últimos anos, mas teve que lidar ontem com uma outra questão espinhosa: onde enterrar o corpo do homem que afirmou ser o autor dos disparos, que mataram sete pessoas. Depois que a Argélia vetou o enterro de Mohamed Merah, os restos mortais do

atirador foram sepultados no cemitério muçulmano na cidade francesa de Toulouse. Cerca de 30 pessoas próximas a Merah assistiram ao sepultamento na ala muçulmana de um cemitério da periferia de Toulouse, sob fortes medidas de segurança. O atirador, que dizia ser ligado à Al-Qaeda, foi morto em Toulouse na semana passada, ao final de um cerco policial de

mais de 32 horas. O pai do jovem de 23 anos queria enterrá-lo na Argélia, país de origem da família. A solução pareceu satisfazer as autoridades francesas, desconfortáveis com a questão do que fazer com os restos mortais do atirador. Com esse plano em mente, o corpo de Merah foi levado ao aeroporto de Toulouse ontem e a expectativa era de que sua

mãe acompanhasse o corpo até Argel, em um voo que partiria ainda ontem. No entanto, autoridades argelinas se recusaram a permitir a entrada do corpo, alegando razões de segurança. O prefeito de Toulouse, Pierre Cohen, por sua vez, pediu o adiamento do enterro para que o governo estudasse a possibilidade de que ele acontecesse em outro lugar. Ele

considerava inadequado que Merah fosse enterrado na cidade, após matar três crianças judias, um rabino e três soldados na própria Toulouse e na vizinha Montauban. O prefeito declarou temer que Merah se transforme em mártir, e afirmou que seu enterro na cidade poderia "perturbar a ordem pública, e vai contra os esforços que tenho feito para unir os cidadãos de

Toulouse desde o início desses crimes hediondos". Já a mãe de Merah teme que o túmulo de seu filho seja profanado. Outros acreditam que a sepultura pode se tornar um local de peregrinação para jihadistas. O impasse foi resolvido pelo presidente Nicolas Sarkozy: "Ele era francês. Enterrem-no, e não vamos mais discutir sobre isso". (Agências)

BRADSEG PROMOTORA DE VENDAS S.A. CNPJ 10.428.992/0001-06

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação dos Senhores Acionistas o Balanço Patrimonial e as Demonstrações Contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Informamos que as demonstrações completas acompanhadas do relatório dos auditores encontram-se à disposição de V. Sas. na sede da Companhia. Agradecemos todo apoio recebido. Cidade de Deus-SP, 28 de março de 2012. A Administração BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares reais) ATIVO 2011 2010 PASSIVO CIRCULANTE ...................................................................................... 5.838 563 CIRCULANTE ................................................................................ 8 4 DISPONÍVEL ........................................................................................ Caixa e equivalentes de caixa.............................................................. 8 4 CONTAS A PAGAR ........................................................................ Impostos e contribuições a recolher............................................... 549 APLICAÇÕES FINANCEIRAS ............................................................. 3.976 Cotas de fundos de investimentos ....................................................... 3.976 549 Dividendos a pagar......................................................................... 10 TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER .................................................. 1.854 Impostos e contribuições ............................................................... Títulos e créditos a receber .................................................................. 1.655 Outras contas a pagar .................................................................... Créditos tributários e previdenciários ................................................... 199 10 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................. 1 NÃO CIRCULANTE ............................................................................. Capital social .................................................................................. 1 TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER .................................................. Reservas de lucros......................................................................... Créditos tributários e previdenciários ................................................... 1 563 TOTAL DO ATIVO ................................................................................ 5.839 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

2011 855 855 142 349 362 2 4.984 3.690 1.294 5.839

2010 200 200 13 82 105 363 101 262 563

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Em milhares de reais) Capital Social 101 -

Reservas de lucros Reserva Reserva Lucros legal estatutária acumulados 344

SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009.................................................................................... Lucro líquido do exercício ............................................................................................................... Destinação do lucro: - Reservas .................................................................................................................................... - Dividendos ................................................................................................................................. SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 ................................................................................... 101 Aumento de capital: - AGE de 06.04.2011 .................................................................................................................... 89 - AGE de 31.08.2011 .................................................................................................................... 3.500 Lucro líquido do exercício............................................................................................................... Destinação do Lucro: - Reservas .................................................................................................................................... - Dividendos.................................................................................................................................. SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011.................................................................................... 3.690 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

1.

2.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) Receita de prestação de serviços .................................................. Imposto sobre prestação de serviços............................................. Despesas operacionais .................................................................. Despesas administrativas............................................................... Despesas tributárias....................................................................... Resultado financeiro....................................................................... RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS E PARTICIPAÇÕES........................................................................ Imposto de renda ........................................................................... Contribuição social ......................................................................... LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO................................................ Quantidade de ações ..................................................................... Lucro líquido por ação em R$ ........................................................

2011 5.275 (104) (2.489) (60) (647) 219

2010 535 (10) (3) (51) 14

2.194 485 (527) (97) (197) (44) 1.470 344 430.262 101.000 3,42 3,41

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Total 101 344

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) 2011 2010

17 17

245 245

74 91

(89) 1.047 1.203

(262) (82) -

(82) 363

1.470

3.500 1.470

(1.121) (349) -

(349) 4.984

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de reais) CONTEXTO OPERACIONAL adotadas no Brasil, que incluem as práticas contábeis emanadas da Lei das A Bradseg Promotora de Vendas S.A. é uma sociedade por ações regida por Estatuto Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/1976, alteradas pela Lei nº 11.638/2007 e Social e disposições legais que lhe forem aplicáveis e pode, para a consecução de pela Lei nº 11.941/2009, bem como os pronunciamentos, orientações e instruções seus fins e por deliberação do Conselho de Administração, instalar ou suprimir filiais, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), deliberados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). As presentes demonstrações contábeis escritórios e dependências de qualquer natureza no País e no Exterior. A sociedade da Bradseg Promotora de Vendas S.A. foram aprovadas pela diretoria da tem por objetivo promoção, assistência mercadológica, fomento, assessoria e Companhia em 28 de março de 2012. consultoria de negócios no mercado securitário, de capitalização e previdência. Poderá ter participação em outras sociedades como cotista ou acionista. A DIRETORIA APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Alberto Barcellos Miranda As demonstrações contábeis foram elaboradas com base nas práticas contábeis Contador - CRC - 1RJ094195/O-2 S SP

ATIVIDADES OPERACIONAIS Recebimentos de comissões sobre prêmios de seguro, contribuições de previdência e outras................................................................................. Pagamentos de despesas e obrigações ................................................... Outros pagamentos operacionais.............................................................. CAIXA GERADO PELAS OPERAÇÕES.................................................. Impostos e contribuições pagos ................................................................ Investimentos financeiros: ......................................................................... Aplicações................................................................................................ Resgates.................................................................................................. CAIXA LÍQUIDO CONSUMIDO NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS.... ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO........................................................ Aumento de capital.................................................................................... Pagamento de dividendos ......................................................................... CAIXA LÍQUIDO CONSUMIDO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO ............................................................................ AUMENTO (REDUÇÃO) DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA LÍQUIDOS................................................................................................ Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ................................ Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício.................................. AUMENTO (REDUÇÃO) DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA LÍQUIDOS................................................................................................

3.492 (2.784) 708 (880) (3.242) (6.317) 3.075 (3.414)

526 (3) (1) 522 (83) (536) (611) 75 (97)

3.500 (82)

-

3.418

-

4 4 8

(97) 101 4

4

(97)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

EABS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA E PARTICIPAÇÕES S.A CNPJ 09.060.236/0001-98

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação dos Senhores Acionistas o Balanço Patrimonial e as Demonstrações Contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Informamos que as demonstrações completas encontram-se à disposição de V. Sas. na sede da Companhia. Agradecemos todo apoio recebido. Cidade de Deus-SP, 28 de março de 2012. A Administração BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 (Em milhares de reais) 2011 2010 ATIVO PASSIVO 7.397 6.228 CIRCULANTE ........................................................................... CIRCULANTE ............................................................................ 8 7 DISPONÍVEL ............................................................................. Caixa e bancos.......................................................................... 8 7 CONTAS A PAGAR.................................................................... 21 957 APLICAÇÕES............................................................................ Obrigações a pagar .................................................................... Cotas de fundos de investimentos ............................................ 21 957 7.368 5.264 TÍTULOS E CRÉDITOS A RECEBER....................................... Impostos e encargos sociais a recolher ..................................... Títulos e créditos a receber ....................................................... 7.351 5.250 NÃO CIRCULANTE ................................................................... Créditos tributários e previdenciários ........................................ 17 14 64.731 54.316 ATIVO NÃO CIRCULANTE ...................................................... Contrato de Mútuo...................................................................... 2.055 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO .............................................. PATRIMÔNIO LÍQUIDO............................................................. Créditos tributários e previdenciários ........................................ 37 Capital social .............................................................................. Contratos de Mútuo ................................................................... 2.018 62.676 54.316 INVESTIMENTOS ..................................................................... Reservas de lucros..................................................................... 62.676 54.316 Participações societárias .......................................................... TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO..................... 72.128 60.544 TOTAL DO ATIVO .................................................................... As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E DE 2010 (Em milhares de reais) 2011

2010

7.107

5.240

7.107

5.240

7.069

5.240

38

-

2.018

-

2.018

-

63.003

55.304

46.247

46.247

16.756

9.057

72.128

60.544

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Em milhares de reais) Reservas de lucros Reserva para Lucros Capital Social Reserva legal expanção acumulados 46.247 344 3.261 SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009.................................................... Complemento de dividendos 2009 .................................................................. (339) Lucro líquido do exercício................................................................................ 11.031 Constituição de reservas : - Reserva Legal ........................................................................................... 551 (551) - Reserva para expanção ............................................................................ 5.240 (5.240) (5.240) Dividendos propostos (R$ 240,59 por ação) ................................................... 46.247 895 8.162 SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010.................................................... Lucro líquido do exercício................................................................................ 14.665 Constituição de reservas : - Reserva Legal ........................................................................................... 733 (733) - Reserva para expanção ............................................................................ 6.966 (6.966) (6.966) Dividendos propostos (R$ 319,83 por ação) ................................................... 46.247 1.628 15.128 SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011.................................................... As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (Em milhares de reais) 1.

2.

CONTEXTO OPERACIONAL A EABS Serviços de Assistência e Participações S.A. é uma sociedade por ações regida por Estatuto Social e disposições legais que lhe forem aplicáveis, e pode, para a consecução de seus fins e por deliberação do Conselho de Administração, abrir, manter e fechar filiais, escritórios ou agências de representações, em qualquer parte do território nacional ou no exterior. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas com base nas práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem as práticas contábeis emanadas da Lei das

Total 49.852 (339) 11.031 (5.240) 55.304 14.665 (6.966) 63.003

Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/1976, alteradas pela Lei nº 11.638/2007 e pela Lei nº 11.941/2009, bem como os pronunciamentos, orientações e instruções emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), deliberados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). As presentes demonstrações contábeis da EABS Serviços de Assistência e Participações S.A. foram aprovadas pela diretoria da Companhia em 28 de março de 2012. DIRETORIA Alberto Barcellos Miranda Contador – CRC – 1RJ094195/O-2 S SP

2011 2010 Despesas administrativas............................................................. (86) (45) Despesas tributárias..................................................................... (39) (5) Resultado financeiro..................................................................... 55 18 Resultado de equivalência patrimonial......................................... 14.711 11.052 11.020 RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS E PARTICIPAÇÕES ... 14.641 Imposto de renda.......................................................................... 18 8 6 3 Contribuição social ....................................................................... 11.031 LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO.............................................. 14.665 21.780 Quantidade de ações ................................................................... 21.780 506,47 Lucro líquido por ação em R$ ...................................................... 673,32 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais) 2011 ATIVIDADES OPERACIONAIS Pagamentos de despesas e obrigações ........................................... (85) Outros pagamentos operacionais...................................................... Recebimentos de juros e dividendos................................................. 5.250 CAIXA GERADO PELAS OPERAÇÕES.......................................... 5.165 Impostos e contribuições pagos........................................................ (2) Investimentos financeiros .................................................................. 978 Aplicações ........................................................................................ (50) Vendas e resgates............................................................................ 1.028 CAIXA LÍQUIDO GERADO NAS ATIVIDADES OPERACIONAIS .. 6.141 ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Pagamento pela compra de ativo permanente (Investimento).......... (1.000) CAIXA LÍQUIDO CONSUMIDO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO ......................................................................... (1.000) ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Distribuição de dividendos................................................................. (5.140) CAIXA LÍQUIDO CONSUMIDO NAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO ......................................................................... (5.140) AUMENTO(REDUÇÃO) DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA LÍQUIDOS.......................................................................... 1 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício........................ 7 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício.......................... 8 AUMENTO(REDUÇÃO) DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA LÍQUIDOS.......................................................................... 1 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.

2010 (20) (31) 4.580 4.529 (939) (939) 3.590 (3.600) (3.600) (10) 17 7 (10)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

23 É uma batalha dura ... estou bem e continuarei bem. Hugo Chávez, presidente venezuelano.

nternacional Divulgação/Reuters

Após volta para casa, Chávez é só sorrisos. Presidente venezuelano deve retornar a Havana neste sábado para se submeter a novo ciclo de radioterapia para combater o câncer

O

presidente venezuelano, Hugo Chávez, retornou na madrugada de ontem a Caracas depois de se submeter em Cuba ao primeiro ciclo de radioterapia para combater o câncer, o que obrigará o líder socialista a manter uma presença virtual no governo e reduzir o ritmo em sua campanha para a reeleição. Um animado e sorridente Chávez apareceu ao vivo no canal estatal VTV acompanhado de vários ministros, com os quais brincou e até cantou. "É uma batalha dura ... estou bem e continuarei bem", disse ele sobre a sua saúde. "Resisti muito bem ao tratamento, graças a Deus. Espero que isso aconteça da próxima vez. Sigo me recuperando do meu pós-operatório." O presidente venezuelano começou no sábado passado em Havana o tratamento, que em sua primeira fase incluiu cinco dias consecutivos de aplicação e que marcou o início de uma temporada de

Vitória nas eleições não está garantida

O

s milhões de venezuelanos que ainda não decidiram em quem votar em outubro têm em suas mãos o futuro de Hugo Chávez. Isso porque, apesar da vantagem mantida pelo governo, o resultado

"idas e vindas" a Cuba. "Está previsto que no sábado tenhamos que ir novamente (a Cuba) e permaneçamos lá quatro dias", acrescentou. Chave declarou que o tratamento tem como objetivo evitar o surgimento de um novo tumor, após a realização de uma nova cirurgia, no mês passado, para a remoção de um segundo tumor da região pélvica. O presidente já tinha passado por uma primeira cirurgia, no mesmo local, em junho do ano passado, para extrair um tumor do tamanho de uma bola de beisebol. Lula - Chávez ainda comemorou a recuperação do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva do câncer de laringe e afirmou que o espera no país "de braços abertos". "Viva Lula, viva (a presidente) Dilma (Rousseff), viva o Brasil", declarou ele, ressaltando que graças a Lula e Dilma agora Venezuela e Brasil são "aliados". Chávez assegurou que o líder cubano Fidel Castro foi

poderá ser muito apertado. Na última pesquisa da respeitada empresa Datanalisis, tanto Chávez quanto o candidato único da oposição, Henrique Capriles, caíram ligeiramente em março em comparação com os dados de fevereiro, o que deixa em suspenso a disputa. A sondagem verificou que uma parcela significativa de quase 25% dos eleitores segue indecisa.

quem lhe deu a notícia que o tratamento eliminou o tumor maligno de Lula. "Eu tentei ligar para ele, mas depois não deu tempo e eu tinha que vir (à Venezuela)", disse Chávez, explicando seu retorno ao país após passar por tratamento em Cuba. Data fixada - O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela confirmou ontem que as eleições presidenciais ocorrerão em 7 de outubro. Embora a formalização da data fosse esperada, analistas políticos aguardavam a confirmação, devido ao estado de saúde do presidente Chávez, que luta contra o câncer e tentará se reeleger no sufrágio. Apesar da doença, Chávez, de 57 anos, diz que está preparado para enfrentar mais uma campanha eleitoral e tentar conquistar seu terceiro mandato de seis anos. O CNE ainda anunciou que as eleições para governadores dos Estados e deputados das assembleias legislativas serão feitas em 16 de dezembro. (Agências)

"Os indecisos vão definir a eleição presidencial", disse Luis Vicente León, presidente da Datanalisis. Na pesquisa, Chávez aproxima-se do início da campanha, em julho, com vantagem de 13 pontos sobre seu adversário. Segundo León, a doença do líder contrabalançou parte do efeito positivo surtido com as primárias da oposição sobre a intenção de voto. (Reuters) Durante reunião com seus ministros em Caracas, o mandatário venezuelano brinca e mostra disposição.

Jason Reed/Reuters - 26/03/12

HORROR EM 'OBAMAVILLE' Pré-candidato republicano se inspira em Hitchcock para atacar adversário

U

Santorum corre atrás de Mitt Romney na disputa para escolher o candidato republicano para as eleições

m corvo grasnando. Um sapato virado. Céu escuro. Um carrossel em um parque vazio. Todos os ingredientes de um filme de terror se reúnem em um vídeo da campanha presidencial de Rick Santorum, que retrata uma aterrorizante "Obamaville". O vídeo do pré-candidato chamou a atenção pelo uso de temas assustadores no mundo da propaganda política. Foi lançado em um momento em que Santorum está atrás de Mitt Romney na corrida republicana para escolher um candidato para desafiar o democrata Barack Obama na elei-

ção de 6 de novembro. Completado com uma música estranha, o vídeo antecipa uma série que será divulgada no site do candidato e se parece com uma mistura de "Horror em Amityville", "Twilight Zone" e Alfred Hitchcock. Usando ferramentas usadas por mestres do horror, ele pinta um retrato de um futuro assustador caso Obama seja reeleito. O ano é 2014 e o cenário é uma cidade decadente chamada "Obamaville". "As pequenas empresas estão se esforçando e as famílias estão preocupadas com seus empregos e seu futuro", alerta

o narrador de voz profunda, em tom ameaçador. No final, uma fonte reminiscente dos filmes de terror de 1960 mostra na tela a frase "Bem-vindo a Obamaville". "Filmes clássicos de terror como 'A Noite dos Mortos-Vivos' vêm à mente", diz o publicitário Greg Smith, da The VIA Agency. "Particularmente com a utilização da fonte. Isso é bem derivado do estilo de trailer dos anos 60". (Reuters) Veja o vídeo: www.youtube.com/ watch?v=tDGORiD82rQ.

Reuters

'Desânimo argentino' Rainha Elizabeth aprova retrato feito com selos em visita a colégio em Redbridge. Evento faz parte das comemorações dos 60 anos de seu reinado.

O

ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, acredita que a Argentina não tem o desejo nem a capacidade militar para iniciar, como fez em 1982, outra guerra pela soberania das Ilhas Malvinas. Hammond fez esta afirmação em declarações publicadas ontem no jornal britânico The Times, a poucos dias do 30º aniversário do início do conflito que os dois países travaram no Atlântico Sul. "Não temos nenhuma prova que sugira que os argentinos têm a inclinação ou a capacidade para uma intervenção militar nas Falklands (Malvinas)", ressaltou o titular da Defesa britânico, lem-

brando que a Argentina não compra novos aviões de combate desde 1982. Ainda assim, o ministro deixou claro que seu país está disposto a reforçar o arquipélago se for necessário. O aniversário do conflito foi precedido por uma escalada da tensão devido à insistência de Buenos Aires em negociar a soberania das ilhas. A mesma se agravou desde que em 2011 os países do Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil) acordaram impedir a entrada de navios com bandeira das Malvinas em seus portos. No mês passado, o Reino Unido anunciou o envio às ilhas do destróier HMS Daun-

tless, equipado com mísseis antiaéreos, cujo desdobramento causou mal-estar na Argentina, que acusou o Reino Unido perante a Organização das Nações Unidas (ONU) de militarizar a disputa pela soberania das ilhas. Buenos Aires também questionou a presença do príncipe William nas ilhas em fevereiro, como parte de uma instrução militar. O conflito bélico de 1982, no qual morreram 255 militares britânicos e 650 argentinos, começou quando soldados argentinos da junta militar de governo ocuparam as ilhas em 2 de abril e terminou com a vitória do Reino Unido em 14 de junho. (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24

c

sexta-feira, 30 de março de 2012

idades

Jornal operário circula desde o início do século 20, registrando momentos importantes da história política do País, como o movimento anarquista. Na foto acima, coleção de tipos de chumbo utilizados na impressão da publicação. Fotos de Chico Ferreira/Luz

Fundado em 1907, jornal mensal é impresso no bairro do Brás em uma linotipo, máquina de impressão que utiliza placas de chumbo e aposentada das gráficas e jornais desde a década de 70.

À esquerda, Angelita e Eduardo Lucchini. Casal integra a pequena equipe responsável pela elaboração do jornal. Abaixo, caixas com tipos móveis para confecção dos títulos.

O Operário: em cada página do jornal, um pedaço da história Leonardo Fuhrmann

E

m cada última semana do mês, o gráfico Frederico Lucchini parece entrar numa espécie de cápsula do tempo. Os mais exagerados poderão até garantir que ele retorna ao ano de 1440, no século 15, quando Johannes Gutenberg (1398-1468) inventou os tipos móveis para impressão e lançou o primeiro livro em papel – a Bíblia. Neste período de sete dias, Lucchini finaliza o jornal Operário, onde adota um procedimento semelhante ao do alemão, que é o de apanhar os tipos móveis em uma caixa para montar as palavras a serem impressas. A diferença é que, se Gutenberg fazia assim com toda a obra, Lucchini se restringe ao método apenas para confeccionar os títulos das suas reportagens e artigos. O resto fica por conta da impressão "à quente", aliás, um sistema que foi definitivamente superado nos anos 1970, conforme se verá adiante. Portanto, visitar a redação do mensário na Rua Luiz Sayão, no Brás, seria como surpreender alguém dando manivela no automóvel para fazer o motor pegar. Pelo menos no primeiro caso – na catação de tipos - é algo que faria rir os trabalhadores de uma gráfica moderna, caso eles venham a acreditar na existência de uma produção tão arcaica em pleno século XXI. A gozação faria sentido, pois atualmente basta mandar para a gráfica os CDs com toda a publicação gravada e apertar os botões que fazem as máquinas funcionar. O jornal ganhou seu atual título em 1913, mas circulava desde 1907 sob o nome de Círculo Operário. Foi criado pelo ferroviário Porfírio Prado com a finalidade de enfrentar uma verdadeira guerra ideológica. Naquela época, o Catolicismo, em vez de rivalizar com igrejas neo-pentecostais conforme se assiste em nossos dias, ou com o marxismo até tempos recentes, enfrentava o Anarquismo trazido pelos imigrantes italianos e espanhóis, que floresceu a partir do final do século XIX e que passou a contar com a simpatia de trabalhadores. O melhor momento dessa corrente foi a eclosão da pioneira greve de 1917 na fábrica Maria Zélia, na capital paulista. O jornal se auto-proclamava um “orgam do Centro Operário Cathólico do Brás”. Era elaborado pelos membros da instituição nas suas horas de folga. Nos primeiros anos, era publicado toda semana. Comerciantes e profissionais liberais, atestando seu amor à ordem e à concórdia, sustentavam a publicação com seus anúncios. O Anarquismo caiu em desuso e as fontes de renda desapareceram com a passagem do tempo, entregando à família Lucchini, já na sua terceira geração, chefiada por Frederico, a responsabilidade de promover a sobrevivência do jornal,

Jornal operário no Brás é confeccionado à moda antiga. Os títulos, por exemplo, são montados letra por letra.

Em sentido horário, placas de chumbo utilizadas na impressão das reportagens e artigos; linotipo para elaboração do jornal e tipos móveis. que continua voltado aos valores cristãos, mas sem grandes inimigos a combater. O dinheiro pingado dos seus 1800 assinantes devotos lhe dá, debilmente, forças para prosseguir. Há um século, a função de Frederico Lucchini era desempenhada pelo citado Porfírio, seu avô. Depois passou para Francisco, seu tio, que se encarregou de ensinar-lhe o ofício. Embora não haja registros a respeito, certamente foi na gestão de Francisco que o jornal consolidou o referido sistema de impressão a quente, substituindo a caixa de tipos móveis. Linotipo – Este processo, hoje limitado à confecção de pequenos folhetos, consiste

em escrever os textos em placas de chumbo, que vão sendo sucessivamente amolecidas pelo calor produzido no interior de uma máquina de composição chamada linotipo. O equipamento é semelhante a uma máquina de escrever e seu operador, a intervalos regulares no turno de trabalho, precisa beber copos de leite para prevenir a intoxicação pelo chumbo. O linotipo reinou nas grandes editoras e jornais brasileiros até os anos 70. Mas para Frederico Lucchini, como se o tempo não tivesse passado, as placas de chumbo com os textos gravados continuam chegando. Diligentemente, ele monta as quatro páginas de O Operário formando as

chapas de impressão das quatro páginas da publicação. A equipe é formada por três pessoas: Seus dois irmãos, Tarcisio e Eduardo, responsáveis pelo despacho postal dos exemplares, e a cunhada, Angelita, mulher de Eduardo, que é o seu braço direito. Ela se encarrega de reunir e selecionar os textos, que são escritos geralmente por padres e amigos da família. Angelita é uma produtora eficiente, pois também providencia matérias extraídas de antigos livros católicos e textos que fazem referências às datas religiosas correspondentes ao mês de circulação da edição. “Somos o único jornal que a gráfica ajuda a produzir. Quem trabalha com linotipo hoje se dedica mais a fazer panfletos e folhetos”, explica Angelita. A impressora utilizada pela família Lucchini pode ser considerada uma peça de museu. Foi fabricada em 1911 pela Società Augusta Unione Nazionale Fonderia Caratteri e Fabbriche Macchine, de Turim. Quem sabe do desvelo com que Frederico faz sua manutenção, não duvidará do seu funcionamento perfeito, decorrido mais de um século. A máquina fica num modesto galpão, nos fundos da casa onde parte da família mora. É que Frederico, após se aposentar, decidiu procurar ares mais sossegados na cidade de Indaiatuba, na região de Campinas. Somente vem a São Paulo para tratar do jornal. A dedicação dos Lucchini deve ser apreciada, uma vez que, além da boa vontade da gráfica, eles contam com a compreensão do fornecedor das resmas de papel na trabalhosa tarefa de oferecer, já cortado, o tamanho adequado para o jornal. “Antes, nós mesmos precisávamos cortar o papel na medida certa, mas o nosso atual fornecedor já coloca as folhas no tamanho que usamos”, informa Frederico. “O formato é um pouco maior no comprimento do que o tablóide convencional”. Secagem – É natural que o processo de impressão também remeta aos velhíssimos tempos da indústria gráfica. Frederico, numa primeira etapa, imprime as páginas um e quatro. Coloca as folhas para secar e, após certificar-se que estão no ponto, faz as páginas dois e três no verso. A antiga impressora trabalha por uma semana nessa tarefa. Pela descrição do método, qualquer leigo pode perceber que não se trata de rotativa. É ali, no muque, como se diz, com o impressor ostentando o avental para proteger a roupa dos respingos de tinta, cena que certamente causaria comoção em jornalistas de outras épocas. O Operário está pronto para ganhar o mundo, não só pela Capital e interior de São Paulo, mas para outros estados como Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

25

c Câmara vai insistir no "álcool zero" O Precisamos dialogar com o Legislativo para mudar a Lei Seca sem mudar seu espírito. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça

idades

Decisão do STF, que esvaziou a Lei Seca, fez com que o governo se manifestasse a favor do endurecimento com motoristas embriagados. A meta é o "álcool zero". Newton Santos/Hype - 06/11/2008

ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, afirmou o n t e m q u e o g overno deverá buscar "rapidamente" uma mudança da Lei Seca para que seja possível a punição de motoristas que bebem e dirigem, mesmo quando houver a recusa de fazer teste o bafômetro. "Precisamos dialogar com o Poder Legislativo para mudar a Lei Seca sem mudar o seu espírito. Nós já havíamos nos adiantado e conversado com as principais lideranças partidárias. Existem projetos de lei que já estão em curso", afirmou Cardozo. O mais avançado deles, que prevê provas para a embriaguez como o depoimento de testemunhas, deve ser votado nos próximos dias pela Câmara dos Deputados. Anteontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que somente o bafômetro e o exame de sangue podem atestar a embriaguez do motorista e excluiu provas testemunhais ou exame médico. Com isso, a Lei Seca ficou esvaziada, uma vez que o motorista não é obrigado a produzir provas contra si.

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PTRS), afirmou ontem que a Casa caminha para votar ainda "nos próximos dias" um projeto de lei que endurece a Lei Seca e considera crime dirigir veículos depois de ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica. Aprovado no Senado no fim do ano passado, o projeto de lei também acaba com a obrigatoriedade do teste do bafômetro para comprovar a embriaguez do motorista. Na prática, o texto institui a política do "álcool zero" para os motoristas brasileiros e aumenta as penas para quem for flagrado dirigindo alcoolizado um veículo. O projeto de lei estabelece que, além do bafômetro, valem como prova comprobatória de embriaguez do motorista depoiment o s d e t e s t e m u n h a s , i m agens, vídeos ou a "produção de quaisquer outras provas em direito admitidas". "É um processo que já está em debate na Câmara, há acordo tabulado entre todos os envolvidos, o que nos permite dizer que a votação deve acontecer em breve na Câ-

Werther Santana/AE

Luludi/Luz - 24/06/2008

Para o STF, ninguém é obrigado a produzir provas contra si próprio mara. A decisão do STJ só nos demonstra a necessidade de votar com mais agilidade e rapidez a lei porque vai orientar as próximas e futuras decisões que vão ser tomadas com os tribunais em relação a esta matéria", disse o deputado Marco Maia. De acordo com o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior ao permitido (6 decigramas de álcool por litro de sangue) pode ter pena de seis meses a três anos, multa e suspensão da habilitação. Essa pena

permanece para quem dirigir sob efeitos de álcool. Pelo projeto em tramitação na Câmara, as penas são mais severas. Para quem dirigir alcoolizado e provocar morte, estará sujeito de 8 a 16 anos de prisão, além de multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir. Se dirigir bêbado e provocar lesão corporal grave, aplica-se a pena de reclusão, de 6 a 12, além de multa e suspensão da carteira de motorista. Há ainda pena de detenção, de 1 ano a 4 anos para quem provocar lesão corporal. (Folhapress)

Se aprovado, projeto instituirá tolerância zero ao motorista o alcoolizado

Rivaldo Gomes/Folhapress

Tumulto na CPTM

N

a manhã de ontem, uma pane na linha 7-rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos revoltou os usuários. Várias catracas foram quebradas. A PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para conter o tumulto (fotos). As portas das estações foram fechadas. Usuários atearam fogo à estação e quebraram portas e câmeras de segurança. À tarde, o serviço foi normalizado. Um defeito no sistema elétrico causou a pane por volta das 7h na estação da Luz. (Agências)

Fotos: Grupo Bijari/divulgação

...INFRAÇÃO DE TRÂNSITO DEIXA...

O

Carro Verde: instalação do Grupo Bijari que estava Rua João Moura, em Pinheiros, foi removida...

INSTALAÇÂO DE...

...ARTE CONFUNDIDA COM...

D

ecorrida uma semana, o Grupo Bijari, instalado no bairro de Pinheiros, formado por arquitetos e artistas, continua sendo fustigado pela incompreensão de iconoclastas. Exatamente na quinta-feira passada sua instalação intitulada Carro Verde, exposta na Rua João Moura desde o dia 11 de março, foi recolhida pela Subprefeitura de Pinheiros, considerada, segundo argumentam os apreensores, como veículo abandonado, sujeito a multa de R$ 12 mil. É possível que, sob um olhar comum, a classificação se justifique, uma vez que a carcaça de uma perua VW Quantum abrigava vários espécimes de plantas da Mata Atlântica, inclusive palmeiras, devidamente cultivadas e em pleno viço. Tratava-se naturalmente de uma manifestação artístico-ecológica que escapou da municipalidade. Posteriormente, a subprefeitura reclassificou a infração como "entulho em via pública", que assim permanece. Se por um lado a mudança reduziu o preço da multa, de outro, ampliou o constrangimento, embora, no ponto de vista de vanguarda, isso possa ser tido elogio.

Grupo Bijari existe desde 1997 e faz uma interessante mistura de iniciativa privada e ações artístico-comunitárias. Nela se confundem projetos de um estúdio profissional de design e arquitetura com incursões do tipo Carro Verde. Na verdade, a instalação faz parte do projeto Natureza Urbana, que é movido pela ideia de transformar o chamado mobiliário urbano em verde, isto é, lembrar em qualquer oportunidade a importância da preservação. Tal propósito teve um cenário perfeito por ocasião da implantação da Lei da Cidade Limpa: as estruturas

dos outdoors removidos. O Bijari ficou de olho nelas, no sentido de aproveitá-las como elementos em favor do verde. Infelizmente, por circunstâncias várias, realizou apenas um trabalho, até porque a Prefeitura exigiu a retirada dos andaimes. Enxergou outra possibilidade nas caçambas espalhadas pela Cidade, que se tornaram efêmeros jardins até serem descarregadas nos aterros sanitários. Idem para o ônibus verde, algo parecido com o Carro Verde da polêmica de agora, que teve sua origem na referida carcaça da perua Quantum, comprada em um ferro-velho.

"N

a medida em que uma obra artística foi entendida como entulho, nosso próximo passo será o de trazer o Carro Verde de volta às ruas", informa Rodrigo de Araujo, 36 anos, um dos 13 integrantes do Grupo Bijari, artista e arquiteto. "Vamos entrar no meandro das leis e buscar argumentações que revertam a penalização da subprefeitura". A mobilização já teve andamento e a Secretaria Municipal da Cultura foi convocada para atestar a legitimidade daquelas pretensões que, em princípio, conforme entendeu o Grupo Bijari, julgou pertinentes. A Secretaria Municipal do Verde também será procurada uma vez que o Carro Verde tem afinidades com suas políticas de preservação. O envolvimento antagônico de três secretários – Ronaldo Camargo, das Subprefeituras; Eduardo Jorge, do Verde; e Carlos Calil, da Cultura – provavelmente não exigira a arbitragem do prefeito Kassab, mas cria um mal estar.

...pela subprefeitura, que a considerou um carro abandonado.

...SECRETÁRIOS EM SAIA JUSTA

A

carcaça da Quantum foi antecedida por uma camionete Saveiro nas mesmas condições de indigência, com a diferença de que, em vez de comprada, tratava-se de um veículo abandonado. E, como que a reproduzir simbolicamente as particularidades da paisagem brasileira, teve suas belas plantas levadas – evidentemente não foram furtadas – por alguma dona de casa amante de folhagens que imaginou germinação espontânea naquela lataria enferrujada. Não sabia possuir o Bijari entre os seus um biólogo, João Godói, que tem a m i s s ã o e xpressa de produzir plantas para as ações do grupo. A instalação de um carro verde, antes do incidente coma Sub prefei tura de Pinheiros, esteve na cidade de Graz, na Áustria. Ao que consta, não se tornou uma infração de trânsito.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.LOGO

sexta-feira, 30 de março de 2012

Subindo no salto O designer de sapatos israelense Kobi Levi gosta de criar modelos divertidos e tratar cada um como uma escultura. Segundo ele, as criações sempre partem de uma imagem, em geral que não tem relação com o mundo dos sapatos. Nesta coleção recente, ele se inspirou em animais para criar diversas peças. www.feeldesain.com/creative-high-heels.html

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Loja temporária da Adidas em Amsterdã: uma caixa de sapato gigante. Marketing e estratégia de vendas em uma só ação.

E SPIRITUALIDADE E M BREVE

João de Deus fala a Oprah

A

apresentadora norte-americana Oprah Winfrey gravou ontem uma entrevista com o médium João de Deus, famoso internacionalmente por suas operações espirituais na cidade de Abadiânia, a 115 quilômetros de Brasília. Ela chegou dos EUA na madrugada da quarta para a quinta-feira, em jatinho particular, que desceu em Brasília. Da capital, seguiu para Abadiânia. Oprah chegou à casa de João de Deus por volta das 9h (foto), com uma equipe de 15 pessoas – seguranças, cinegrafistas e técnicos de seu programa. Foi a primeira vez que Oprah Winfrey viajou para a América do Sul. Em Abadiânia, ela acompanhou os trabalhos espirituais de João de Deus pela parte da manhã e à tarde. João de Deus presta trabalhos

Arte em pedaços

Sebastião Nogueira/O Popular/AE

para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. De manhã, na presença de Oprah Winfrey, João de Deus incorporou o médico José Valdivino; à tarde, o médico José Augusto. Ao longo do dia fo-

ram feitas várias cirurgias espirituais. Uma das entidades que João de Deus recebeu convidou Oprah para ajudar nas cirurgias visíveis. Ela segurou os instrumentos enquanto ele fazia a cirurgia. Oprah Winfrey disse que ficou muito impressionada com

os casos que ouviu, porque ele destacou alguns durante o atendimento. Ela e a equipe almoçaram com funcionários da casa onde João de Deus atende. Depois do almoço ela gravou entrevista com o médium. Oprah Winfrey visitou também a Casa da Sopa, que fornece alimentação para as pessoas carentes de Abadiânia, e é mantida por João de Deus. "Foi uma experiência incrível. Ainda estou processando todas as informações. O que vocês têm aqui é um presente", disse ela. Ela contou que viajou para Abadiânia motivada pela popularidade de João de Deus fora do Brasil, pelos relatos de cura que ela ouviu. "Quis ver com meus próprios olhos". Ele já havia sido protagonista de uma reportagem exibida por Oprah, mas não feita por ela.

Jason Lee/Reuters

O artista Francesco D’Isa "cortou" uma de suas obras em 900 quadradinhos e quer vendê-los a donos diferentes. Uma proposta para quem não pode pagar por uma obra inteira. Para comprar o seu pedacinho vá ao site. www.slicedar t.org

T ECNOLOGIA

O carro que dispensa motorista O Google convidou um motorista com apenas 5% de capacidade de visão para testar o funcionamento de sua nova tecnologia: um novo carro automático em uma rota de mais de 300 Km. A experiência rendeu um vídeo divulgado no YouTube da viagem completa. O carro realizou o percurso sem a intervenção de Steve Mahan, o motorista, que disse que

um carro como este poderia representar uma drástica mudança no cotidiano. O automóvel é equipado com um sistema de radares e lasers para conhecer sua localização, e durante o teste o copiloto de Mahan usava um computador portátil que estava conectado ao veículo. O vídeo completo pode ser visto no link abaixo. http://bit.ly/H1p7tF

M ÚSICA Jonathan Ernst/Reuters

L

MÚLTIPLAS CAMADAS - Modelo apresenta vestido desenhado por estudantes de moda em Pequim, na China. Um evento na cidade reuniu criações de alunos de cursos superiores de moda e arte de várias instituições. O objetivo: divulgar novos talentos.

L EILÃO

Transparência rara (e cara) Fotos: Stefan Wermuth/Reuters

L

Washington ganhou ontem uma estátua do compositor e pianista de jazz Duke Ellington que o representa envolto em um teclado. A estátua comemora o aniversário do músico, nascido na cidade em 29 de abril de 1899.

Nas fotos, colar de diamantes e esmeraldas Belle Époque estimado em US$ 1,5 milhão e diamante de 34,05 quilates avaliado em US$ 5 milhões. As joias expostas na Christie's de Londres serão leiloadas em 14 de maio em Genebra.

Longe do Alzheimer

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

L OTERIAS

L

Google teria planos de lançar tablet com sua marca ainda em 2012

L

Chineses que embalam produtos da Apple trabalham mais que o permitido

L

fluentes em dois idiomas é menos suscetível a doenças como o Alzheimer. Os cientistas acreditam que o uso de duas línguas estimula regiões do cérebro que são básicas para a atenção geral e o controle cognitivo. Tendo que administrar duas línguas simultaneamente, o sistema de controle executivo do cérebro é mais exercitado.

Havelange passa por nova punção O ex-dirigente da Fifa, João Havelange, 95, passou por uma segunda punção no pé direito para conter uma infecção, informaram ontem médicos do hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde ele está internado há 11 dias. Ele já havia sido submetido a uma punção no local no início da semana. "O estado clínico do presidente de honra da Fifa é estável e inspira cuidados", informou o hospital.

C IÊNCIA

Pesquisadores canadenses divulgaram ontem um estudo que mostra que o cérebro das pessoas bilíngues está mais protegidos do declínio cognitivo, o que pode retardar o aparecimento de doenças degenerativas. Publicado na revista médica Trends in Cognitive Sciences, o estudo indica que o envelhecimento das pessoas

F UTEBOL

Estudo aponta que acreditar estar bêbado aumenta a autoestima

Concurso 2860 da QUINA 19

55

58

70

74


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 27

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO 2011 Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação dos senhores acionistas as Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas (“DFs”) da Votorantim Finanças S.A. (Votorantim Finanças), relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Estas DFs foram preparadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, seguindo as orientações do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e as normas internacionais de relatório financeiro (International Financial Reporting Standards – IFRS), com a aplicação de exceções obrigatórias relevantes e certas isenções opcionais relativas à adoção completa retrospectiva dessas normas. 1. Ambiente Econômico e Setor Bancário O ano de 2011 foi marcado por importantes eventos mundiais que interromperam o forte crescimento econômico do ano anterior. O desdobramento da crise dos países europeus e as dúvidas a respeito do desempenho da economia dos EUA e do crescimento da China mantiveram elevada a incerteza no cenário mundial e a volatilidade nos preços dos ativos. De modo geral, a posição privilegiada da economia brasileira em relação a outras economias gerou oportunidades de negócios no mercado nacional de capitais e atraiu intenso fluxo de capitais estrangeiros, responsável por elevar as reservas internacionais ao nível de US$ 352 bilhões. O PIB fechou o ano de 2011 com um saudável crescimento de 2,7%, liderado pelo consumo doméstico. O saldo da balança comercial atingiu US$ 29,8 bilhões, beneficiando-se dos elevados preços internacionais de commodities e da safra agrícola recorde. Apesar dos bons fundamentos da economia brasileira, o cenário bancário doméstico foi significativamente alterado pela implantação de mudanças regulatórias, como as medidas macroprudenciais, que tiveram o intuito de moderar o ritmo de expansão do crédito e controlar a inflação. Dentre as principais medidas, o Bacen anunciou em Dez.10 a Circular 3.515, que elevou o requerimento de capital para operações de financiamento de veículos e crédito consignado, impactando especialmente as instituições mais concentradas no financiamento ao consumo, como nossa controlada Banco Votorantim. A Circular 3.515 foi revogada em Nov.11, por meio da Circular 3.563. Nesse novo contexto econômico-regulatório, marcado por inflação em patamares elevados, aumento das taxas de juros em operações de crédito a pessoas físicas, entre outros fatores, o mercado registrou deterioração da qualidade de crédito a pessoas físicas. Dados do Bacen mostram que enquanto a inadimplência de pessoas físicas cresceu 29% no ano de 2011, a inadimplência no mercado de financiamento de veículos dobrou (5,0% em Dez.11; 2,5% em Dez.10). Cabe destacar que o Varejo representa 72% da carteira de crédito (inclui ativos cedidos) da controlada Banco Votorantim. Algumas medidas para manter o país em rota sustentável já foram adotadas, como a retomada de uma política monetária expansionista. O Departamento de Economia da controlada Banco Votorantim projeta expansão de 3,0% do PIB em 2012, pouco abaixo do estimado potencial da economia, em razão dos efeitos indiretos da crise internacional e do menor desempenho do setor produtivo. Levando em conta esses dois últimos fatores, é de esperar alguma acomodação, ainda que pequena, do consumo doméstico para 2012. A inadimplência de pessoa física deve continuar em trajetória ascendente ainda no 1T12, como consequência da desaceleração da massa salarial ampliada disponível devido à inflação mais elevada em 2011. De fato, os dados de atrasos de curto prazo (entre 15 e 90 dias) do mercado começaram a ceder no final do ano e sinalizam que o pico da inadimplência deve ser observado entre o 1T12 e o 2T12. Reforça essa expectativa o reajuste nominal de 14,1% do salário mínimo (R$ 622), em vigor desde Jan.12. Ademais, a proxy do PIB calculada pelo Banco Central (IBC-Br) voltou a registrar crescimento da economia a partir de Nov.11. 2. Desempenho financeiro 2.1. Votorantim Finanças S.A. No ano de 2011, a Votorantim Finanças S.A. registrou prejuízo líquido de R$ 124,6 milhões (2010 – R$ 671 milhões de lucro) e ativos totais no montante de R$ 69,4 bilhões. As empresas com controle compartilhado são avaliadas por equivalência patrimonial nas demonstrações contábeis individuais da controladora e consolidadas proporcionalmente nas demonstrações contábeis consolidadas. 2.2. Conglomerado Banco Votorantim S.A. As operações da controlada Banco Votorantim são conduzidas por meio de um conjunto de instituições controladas, que atuam integradamente no mercado financeiro, inclusive em relação ao gerenciamento de riscos. Entre essas empresas controladas estão a BV Financeira, BV Leasing, Votorantim Asset Management e Votorantim Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. A controlada Banco Votorantim conta com uma base robusta e comprometida de acionistas (Grupo Votorantim e Banco do Brasil – “BB”) e um portfólio diversificado de negócios de banco de atacado, financiamento ao consumo e gestão de patrimônio. Esses fatores, aliados à parceria estratégica com o BB, posicionam a controlada Banco Votorantim de forma privilegiada para ocupar o espaço criado pela consolidação bancária e capturar oportunidades de negócios associadas à expansão da classe média e ampliação de investimentos em infraestrutura. Contudo, mudanças econômico-regulatórias e o agravamento da crise internacional alteraram significativamente o cenário bancário brasileiro em 2011, impondo desafios principalmente às instituições mais voltadas ao crédito ao consumo, como a controlada BV Financeira. Esse novo contexto econômico-regulatório foi acompanhado pelo aumento da inflação e pela elevação sistêmica dos níveis de inadimplência de pessoas físicas, que representa 72% da carteira de crédito (com ativos cedidos) da controlada Banco Votorantim. Os resultados consolidados da controlada Banco Votorantim somaram R$-518 milhões, impactados por dois fatores principais: elevação da inadimplência no mercado de financiamento de veículos e maior prudência em provisões a partir do 4T11, marcando o início de um processo de ajuste prudencial que terá continuidade em 2012. O Varejo teve seus resultados impactados principalmente pelo aumento da inadimplência no mercado de financiamentos de veículos, bem como pela postura mais conservadora no tratamento de provisões (ex: cíveis e trabalhistas, ativos cedidos). Adicionalmente, despesas com liquidações antecipadas de contratos cedidos com coobrigação também afetaram o resultado de 2011 do Varejo. O Atacado, composto pelos segmentos de Middle Market, Corporate & Investment Banking (CIB), Asset Management e Private Bank, registrou bom desempenho operacional em 2011, avançando nos principais negócios em linha com o plano estratégico. O segmento Middle Market registrou crescimento expressivo em 2011, mantendo a qualidade da carteira, com baixos níveis de inadimplência. No CIB houve fortalecimento da disciplina de capital e da plataforma de produtos de valor agregado (ex: derivativos, corporate finance, distribuição internacional). Com relação à gestão de patrimônio de terceiros, em 2011 houve expansão de 37% no volume de recursos geridos pela Votorantim Asset Management, que aprofundou a parceria com o BB e consolidou sua posição de 9ª maior Asset do mercado pelo ranking de gestores da Anbima, com produtos inovadores. O Private Bank, por sua vez, obteve crescimento de 28% no volume de ativos sob gestão e de 29% na sua base de clientes nos últimos 12 meses, com foco no planejamento patrimonial integrado por meio de soluções customizadas. Mesmo nesse contexto de resultados, da controlada Banco Votorantim fortaleceu significativamente a qualidade do seu risco de crédito: O Funding: após o sucesso no alongamento do prazo médio, a moderação do ritmo de crescimento da carteira de crédito diminuiu substancialmente a necessidade de funding adicional; O Liquidez: nível de caixa elevado substancialmente (50% acima do nível médio de 2010). Adicionalmente, a controlada Banco Votorantim possui uma linha de crédito junto ao acionista Banco do Brasil, no valor equivalente a um patrimônio líquido da controlada Banco Votorantim, representando uma importante reserva de liquidez e que nunca foi utilizada; O Índice de Cobertura (IC): aumento prudencial do índice de cobertura (IC) do Middle Market e manutenção em patamar adequado do IC do Corporate; e O Capital: índice de Basiléia encerrou Dez.11 em 14,1%, 100 pontos base superior a Dez.10. A controlada Banco Votorantim adotou, com apoio total dos acionistas (Banco do Brasil e Grupo Votorantim), uma série de iniciativas estratégicas para voltar a crescer com rentabilidade: O Aprimoramento das políticas de crédito e processos operacionais do Varejo, além de revisão de incentivos à força de vendas. Em Nov.11, por exemplo, o indicador de atraso da 1ª parcela (“Inad 30”) da produção de veículos leves já retornou ao patamar histórico da BV Financeira, indicando a melhora do risco de crédito das produções recentes de financiamentos de veículos; O Revisão dos processos de cobrança, incluindo intensificação de campanhas de recuperação e aplicação de réguas de cobrança conforme perfil do cliente; O Constituição do Comitê de Revisão Operacional (CRO), composto por representantes dos acionistas, que atuam em conjunto com equipes da controlada Banco Votorantim na identificação e implantação de melhorias operacionais na BV Financeira; O Maior eficiência na gestão de custos, com criação de comitê específico (CAAD) para analisar e aprovar despesas; O Agregação ao quadro executivo de vários profissionais experientes em áreas como negócios varejo, crédito varejo, negócios de atacado, entre outras. Em 2012 a controlada Banco Votorantim dará continuidade ao seu processo de ajuste prudencial, avançando em iniciativas da sua Agenda de Mudanças, especialmente no Varejo: O Obtenção de ganhos de eficiência em processos operacionais e captura de sinergias com a integração e consolidação das áreas corporativas, resultando em redução de custos em 2012 e 2013; O Ampliação do foco de atuação da BV Financeira em revendas para originação de financiamentos de veículos voltados à carteira própria; O Consolidação do novo modelo de originação para o parceiro estratégico Banco do Brasil (“BV Financeira Originadora”). Mesmo com a adoção dessas iniciativas, os resultados da controlada Banco Votorantim em 2012 ainda serão impactados por quatro fatores: O Registro de inadimplência superior à média histórica das carteiras produzidas pela BV Financeira até Set/11; O Elevação prudencial do índice de cobertura das operações de crédito; O Foco em negócios mais rentáveis, com redução dos volumes de originação relativamente à média de 2010/2011. As operações do Atacado, por sua vez, devem apresentar bom desempenho em todos os negócios (Corporate & Investment Banking, Middle Market, Asset Management e Private Bank). Em resumo, as estratégias e iniciativas adotadas, cujos efeitos se evidenciam tanto na manutenção do bom desempenho do Atacado, quanto principalmente na geração de negócios de boa rentabilidade do Varejo, permitirão a controlada Banco Votorantim retomar a sua trajetória de crescimento sustentável e com rentabilidade nos próximos anos. Esse processo de ajuste prudencial, iniciado no 4T11, conta com total apoio dos acionistas, que estão comprometidos com a manutenção da estrutura de capital em níveis adequados, inclusive via aporte de capital. O compromisso dos acionistas também se estende à preparação da controlada Banco Votorantim ao novo ambiente regulatório de Basiléia III. Para mais informações sobre o desempenho econômico-financeiro consolidado da controlada Banco Votorantim, veja o “Relatório Gerencial de Resultados 4T11” no site de Relações com Investidores (www.bancovotorantim.com.br/ri). A controlada Banco Votorantim em parceria com o Banco do Brasil têm explorado oportunidades conjuntas de negócios em diversos segmentos, com avanços tangíveis alcançados, como os abaixo citados: O Evolução do modelo de atuação no financiamento de veículos: após o estabelecimento da parceria, em 2009, a BV Financeira passou a atuar como extensão do Banco do Brasil para realização de financiamentos de veículos fora do ambiente de agências, o que contribuiu para o crescimento relevante registrado nos últimos três anos. Neste período, a BV Financeira consolidou sua posição de liderança em revendas multimarcas e ampliou significativamente sua presença em concessionárias. Diante do novo contexto econômico-regulatório, a controlada Banco Votorantim tem priorizado a produção própria no segmento de revendas, no qual possui reconhecida expertise, e deve avançar ao longo de 2012 na estruturação do novo modelo de originação ao Banco do Brasil (“BV Financeira Originadora”), com foco no segmento de concessionárias. O Securitização de ativos: por meio de Acordo Operacional, o Banco do Brasil adquire regularmente contratos de crédito originados pela BV Financeira, com coobrigação. Esse programa gera benefícios efetivos para ambas as instituições, na medida em que alia a elevada capacidade de originação de ativos da controlada Banco Votorantim à ampla base de depósitos do Banco do Brasil. Em razão do novo cenário econômico-regulatório, a controlada Banco Votorantim e Banco do Brasil têm avançado conjuntamente na evolução do modelo de atuação da BV Financeira no financiamento ao consumo, conforme descrito no item anterior. O Oferta de produtos de investimento: a BB DTVM e a Votorantim Wealth Management & Services (VWM&S), estrutura consolidadora de gestão de patrimônio da controlada Banco Votorantim, têm atuado conjuntamente no desenvolvimento e distribuição de fundos de investimento inovadores e customizados de Direitos Creditórios (FIDCs), Imobiliários (FIIs), de Investimentos em Participações (FIPs) e Crédito Privado. Ao final de Dez.11, o volume de fundos associados à parceria somava R$ 2,4 bilhões, com

destaque para FIC BB Seleção Private, FII BB Renda Corporativa, FIDC Fênix (Lojas Americanas) e o FIP-IE BB Votorantim Energia Sustentável I, II e III. Este último é um Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura no segmento de Energias Renováveis, sendo pioneiro em seu formato. O Ampliação dos negócios da Votorantim Corretora: maior utilização pelo Banco do Brasil da corretora da controlada Banco Votorantim para a realização de transações de posições proprietárias, fundos de investimentos e do seu segmento varejo (via home broker do Banco do Brasil). 3. Agências de Rating A controlada Banco Votorantim encerrou 2011 com grau de investimento pelas três principais agências de rating, em reconhecimento à sua qualidade de crédito. Em Jun.11, a Moody’s elevou os ratings de depósito de longo prazo em moeda estrangeira (de Baa3 para Baa2) e de dívida sênior de longo prazo (de Baa2 para Baa1). E em Dez.11, a Standard & Poor’s elevou os ratings na escala global para BBB-/A-3. A Fitch, por sua vez, reafirmou a classificação BBB- para os IDRs em moeda local e estrangeira. Adicionalmente, em 2011, a controlada Banco Votorantim conquistou o maior Grau de Rating de Gestão (internacional) por meio de sua controlada Votorantim Asset Management, com classificação AMP-1, concedida pela Standard & Poor’s. 4. Prêmios e Reconhecimentos Em 2011, as controladas da Votorantim Finanças S.A. foram premiadas pelo mercado em diversas categorias: O “10 Maiores Bancos da América Latina”, premiação concedida da Revista América Economia à controlada Banco Votorantim. Ranking dos 250 Maiores Bancos da América Latina, considerando critério de ativos totais, incluindo 73 instituições financeiras no Brasil; O “Deal of the Year”, categoria Wind, prêmio concedido pelo segundo ano consecutivo pela Project Finance/Euromoney Magazine projeto SIIF Énergies do Brasil; O Destaques no ranking Anbima para operações de Project Finance 2010: 5º lugar em Assessor Financeiro de Leilão de Concessão, 3º lugar em Estruturador e 3º lugar em Emprestador; O “Top Gestão 2011”, em Renda Fixa, concedido à Votorantim Asset Management pela Revista Valor Investe em parceria com a Standard & Poor’s. Ainda, por duas vezes, em 2011, teve alguns de seus fundos contemplados com o selo de “Fundos Excelentes”, pelo Ranking da “Melhores Fundos para Institucionais”, da Revista Investidor Institucional; O “100 Melhores Empresas para Trabalhar”, classificação da controlada Banco Votorantim e da BV Financeira pela Revista Época, Edição “Great Place to Work 2011”; O “Melhores Empresas para Você Trabalhar”, do Guia Exame / Você S/A, indicação da BV Financeira pelo 9º ano consecutivo neste ranking; O “Melhores na Gestão de Pessoas” do Valor Carreira 2011, classificação da BV Financeira em 3º lugar. 5. Governança e Gestão de Pessoas 5.1. Estrutura e Governança A partir da parceria estratégica entre a Votorantim Finanças e o Banco do Brasil, estabelecida em 2009, a governança da controlada Banco Votorantim passou a ser compartilhada entre os dois acionistas, com um modelo em contínuo aperfeiçoamento para alcançar mais robustez e transparência, assegurando agilidade nos processos decisórios — forte característica da controlada Banco Votorantim. A governança está organizada em dois níveis complementares de alçada: o primeiro é composto pelo Conselho de Administração (CA) e seus Comitês de Assessoramento (Finanças, Produtos e Marketing e Recursos Humanos), e envolve os acionistas; o segundo é composto pelo Comitê Executivo e seus Comitês Operacionais e envolve as lideranças executivas da controlada Banco Votorantim. Adicionalmente a controlada Banco Votorantim conta com um Conselho Fiscal, órgão independente que tem a função de fiscalizar os atos de gestão administrativa da controlada Banco Votorantim, e com um Comitê de Auditoria, que se reporta diretamente ao Conselho de Administração e que também tem função de fiscalização. O CA é integrado por seis membros, sendo que cada acionista possui igual representação (três membros cada). Cada membro possui mandato de dois anos e as posições de Presidente e Vice-Presidente são alternadas anualmente entre as duas instituições. As reuniões do CA ocorrem periodicamente para deliberar sobre questões estratégicas e acompanhar o desempenho dos negócios. Com relação ao processo decisório, as decisões do CA são tomadas por maioria absoluta. O Comitê Executivo, composto pelo Presidente e por mais cinco membros (Vice-Presidentes e Diretores), é auxiliado por um conjunto de comitês operacionais, com participação dos principais executivos, que apóiam e qualificam a tomada de decisões. Em 2011, vale ressaltar a criação do Comitê de Análise e Aprovação de Despesas (CAAD), cuja função é auxiliar a administração na implantação de iniciativas visando maior eficiência na gestão de despesas. Em 2011, como parte da Agenda de Mudanças, da controlada Banco Votorantim também revisou sua estrutura organizacional, integrando áreas corporativas do Atacado e Varejo. 5.2. Gestão de Pessoas As controladas da Votorantim Finanças buscam continuamente a valorização do seu capital humano. Nossas controladas acreditam que uma equipe engajada pode ser criativa, cooperar com idéias e práticas inovadoras, tornando-se um diferencial na estratégia do negócio e na obtenção dos resultados. Para que isso se torne tangível é primordial o envolvimento de Recursos Humanos durante o processo de desdobramento das metas da organização. O planejamento anual de Recursos Humanos sintetiza e contempla todas as diretrizes estratégicas da empresa, por meio de pilares que viabilizam a realização dos planos de negócio. São eles: O Planejamento e Desenvolvimento da Força de Trabalho: mapear ações para munir, adequar, treinar e capacitar os colaboradores às diretrizes estratégicas; O Gestão de Talentos: monitorar a performance individual dos colaboradores, identificar talentos, criar mecanismos de retenção e solidificá-los por meio do programa de sucessão; O Cultura e Clima: assegurar que o ambiente de trabalho esteja em consonância com a cultura, valores e diretrizes estratégicas da organização. Ainda com relação a cultura e clima, em 2011 foi introduzido um novo modelo de pesquisa de clima, de forma a manter os colaboradores engajados e motivados num período de ajustes e mudanças estratégicas na organização. Além dessa pesquisa, no ano de 2011 a controlada Banco Votorantim ampliou os canais de comunicação já existentes com os colaboradores, como por exemplo, o RH com Você, Central RH e uma área de consultoria interna para lideranças. Também foi criado o Blog do Presidente, espaço para troca de informações que contribui para o fortalecimento da relação entre todos os colaboradores e o alto comando da organização. Essa conexão estrutural possibilita que líderes e colaboradores atuem em sinergia, promovendo a valorização da cultura organizacional e a adoção das melhores práticas, contribuindo para o fortalecimento da controlada Banco Votorantim no mercado, por meio das seguintes ações: O Atração e retenção: fortalecer a marca da controlada Banco Votorantim, trazendo profissionais com diferenciais competitivos e, proporcionando oportunidades de crescimento profissional; O Desenvolvimento: atender a necessidade da organização e ao mesmo tempo capacitar os colaboradores para a execução de seu trabalho, favorecendo o crescimento profissional e pessoal, por meio das Escolas de Negócios, da Escola de Liderança e programas de coaching executivo; O Cultura e Clima: assegurar que o ambiente de trabalho esteja em consonância com a cultura, valores e diretrizes estratégicas da organização, o que é uma das condições prioritárias para a perenidade da empresa. O clima organizacional é monitorado continuamente, por meio do programa “Falando Francamente”, que possibilita avaliar objetivamente a percepção dos colaboradores em relação às nossas políticas e práticas, propiciando não só uma atuação pró-ativa para a melhoria do clima organizacional, como também favorecendo o engajamento e satisfação de todos os colaboradores. 5.3. Sustentabilidade O conceito de Sustentabilidade está intrinsecamente ligado às práticas de negócios da instituição e ao cotidiano das nossas operações. Por meio de constante inovação, nossas controladas visam estabelecer relações éticas, transparentes e perenes em toda a cadeia de valores e com todas as partes interessadas, respeitando os aspectos econômicos, sociais, ambientais e humanos em seus processos. Para a gestão das frentes de trabalho e implantação das boas práticas de desempenho em Sustentabilidade, a controlada Banco Votorantim constituiu o Comitê de Sustentabilidade, composto pelos altos executivos da organização e instituiu uma Política Corporativa de Sustentabilidade, que norteia nossas relações. A atuação da área de Sustentabilidade está pautada em três principais focos mencionados a seguir - Sustentabilidade nos Negócios, Consumo Inteligente e Investimento Social. Sustentabilidade nos Negócios A concessão de crédito para pessoa física é um importante instrumento de bancarização que pode incluir diversas classes sociais e diferentes níveis de entendimento na sociedade. Atento a este cenário, a controlada Banco Votorantim preza pela adoção de um processo de concessão de crédito que visa a orientar e atender o cliente conforme suas reais possibilidades e necessidades. Constante capacitação de profissionais, dicas por meio de website, ferramentas de controle para finanças pessoais e até palestras presenciais são algumas das ações praticadas pela controlada Banco Votorantim para garantir uma vida financeira saudável a seus clientes, permitindo a construção de relações perenes com frutos para toda sua cadeia de negócios. No segmento de pessoas jurídicas, a controlada Banco Votorantim tem adotado várias ações para mitigar os impactos socioambientais indiretos e proporcionar soluções inovadoras em sua cadeia de negócios. Dentre essas práticas, vale ressaltar o aprimoramento no processo de concessão de crédito, por meio da análise de risco socioambiental de clientes e o desenvolvimento de produtos com aspectos socioambientais. Em 2011, foi firmada uma parceria com a Serasa Experian para auxiliar na identificação de clientes com potenciais restritivos na área socioambiental (ex.: multas de órgãos governamentais e presença de trabalho escravo), permitindo uma concessão mais inerente ao modelo sustentável. Ainda no âmbito de crédito, a controlada Banco Votorantim já deu início ao treinamento das frentes de negócios no que se refere à disseminação da cultura sustentável, tendo colaboradores focados especificamente na melhoria da base de clientes. No âmbito dos investimentos, a controlada Banco Votorantim por meio de sua controlada Votorantim Wealth, Management & Services, tem desenvolvido fundos de investimentos em Participações em Infraestrutura, no segmento de Energias Renováveis, como por exemplo, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas. Como direcionamento e reafirmando o compromisso rumo à Sustentabilidade, desde 2009 a controlada Banco Votorantim é signatário do Protocolo Verde. Este protocolo é uma carta de intenções, estabelecida entre a FEBRABAN, Ministério do Meio Ambiente e bancos signatários, que define princípios norteadores sobre questões socioambientais para o setor financeiro. Consumo Inteligente Refere-se às ações para mitigar os impactos socioambientais diretos relativos às operações, como o consumo de materiais, nas relações ao longo de toda a nossa cadeia de fornecedores. A certificação internacional LEED CI GOLD conquistada pela sede da controlada Banco Votorantim em 2011 comprova a adoção de rigorosos critérios socioambientais desde a construção até a instalação do prédio. Investimento Social Em 2011, a controlada Banco Votorantim publicou sua Política de Investimento Social e formalizou parcerias com projetos culturais, sociais e esportivos, beneficiados pela destinação de recursos incentivados, selecionados e validados pela Comissão de Investimento Social. Na área cultural, foram destinados recursos para projetos desenvolvidos pelo MASP, MAM, Instituto Baccarelli, OSESP, Mozarteum, entre outros. Todos os projetos contemplam a difusão cultural, valorizando as manifestações populares e a extensão do impacto social do projeto. Na área social, foram destinados recursos para inúmeros Fundos Municipais da Criança e do Adolescente, em localidades estratégicas para a controlada Banco Votorantim, que apresentam demandas na área da infância e adolescência alinhadas às diretrizes do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Destaca-se também o Projeto Viver, que é o resultado do programa de voluntariado corporativo por meio da Associação Viver em Família para um Futuro Melhor, e a estruturação do sistema de destinação de recursos de ISS. Na área de esportes, foram destinados recursos incentivados para projetos de democratização esportiva, com destaque para três núcleos do Instituto Esporte e Educação e para o projeto Reação Olímpico, desenvolvido pelo Instituto Reação. 6. Agradecimentos A administração da Votorantim Finanças S.A. agradece aos nossos clientes, parceiros e colaboradores. São Paulo, 05 de março de 2012. Diretoria

BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - (Em milhares de Reais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros com acordo de revenda Ativos financeiros valor justo resultado Ativos financeiros disp. venda Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e recebíveis Dividendos a receber Ativos tributários correntes Ativos tributários diferidos Ativos não correntes mant. venda Outros ativos Total do ativo circulante

Ativo Não circulante Ativos financeiros valor justo resultado Ativos financeiros disp. venda Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e recebíveis Ativos tributários correntes Ativos tributários diferidos Ativos não correntes mant. venda Participações em controladas Ativos tangíveis Ativos intangíveis Outros ativos

Total do ativo

Votorantim Finanças Nota 2011 2010 2.024.837 1.337.422 4 22 115 5 – – 6 – – 6 243.356 77.132 7 – – 8 1.689.707 1.094.695 14.697 71.914 9 77.055 93.566 10 – – 11 – – 12 – – 2.024.837 1.337.422

6 6 7 8 9 10 11 13 14 15 12

4.531.931 – 150.082 – – – 63.246 – 4.263.170 1.192 – 54.241

6.556.768

6.057.837 – 453.488 – 828.051 – 54.887 – 4.681.925 1.198 – 38.288

7.395.259

Consolidado 2011 2010 38.775.991 33.522.130 2.801.794 758.367 4.842.014 6.128.189 5.056.242 2.361.937 1.751.749 1.407.651 529.024 87.836 22.519.567 21.591.582 13.074 – 550.631 685.060 190.444 463.220 48.605 – 472.847 38.288 38.775.991 33.522.130

30.597.088 – 6.580.275 310.378 21.414.591 33.921 1.335.041 2.308 – 82.707 517.878 319.989

69.373.079

29.463.996 4.187.541 3.521.100 829.601 18.874.484 – 619.787 43.665 – 81.896 507.892 798.030

62.986.126

Passivo Circulante Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Passivos financeiros ao custo amortizado Passivos financeiros assoc. ativos transferidos Depósitos de instituições financeiras Depósitos de clientes Empréstimos e repasses Títulos emitidos Instrumentos financeiros derivativos Passivos subordinados Provisões Passivos tributários correntes Passivos tributários diferidos Dividendos a pagar Obrigações legais Outros passivos Total do passivo circulante Passivo Não circulante Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Passivos financeiros ao custo amortizado Passivos financeiros assoc. ativos transferidos Depósitos de instituições financeiras Depósitos de clientes Empréstimos e repasses Títulos emitidos Instrumentos financeiros derivativos Passivos subordinados Provisões Passivos tributários diferidos Obrigações legais Outros passivos Total do patrimônio líquido atribuível aos acionistas controladores Capital social Reservas Ajustes de avaliação patrimonial Total do patrimônio líquido atribuível aos acionistas minoritários Total do passivo e patrimônio líquido

Nota 15 16 17 18 19 20 21 7 22 23 24 25 26 12

15 16 17 18 19 20 21 7 22 23 25 26 27

29 29

Votorantim Finanças 2011 2010 61.061 210.272 – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – 60.337 47.052 328 3.741 – 159.370 – – 396 109 61.061 210.272 392.333 – – – – – – – – – – 168.405 223.928 –

Consolidado 2011 2010 38.531.121 37.140.937 5.922 1.277.906 14.633.678 13.573.241 6.623.824 4.349.264 812.066 249.325 8.890.174 8.837.339 2.653.505 3.168.715 2.566.181 2.106.156 489.646 549.916 568.290 725.538 178.469 5.175 124.216 355.244 114.268 175.807 – 159.370 426 – 870.456 1.607.941 38.531.121 37.140.937

1.023.967 – – – – – – 660.378 – – – 168.404 195.185 –

24.738.579 55.932 2.192.681 5.118.663 616.036 2.379.459 3.085.677 6.303.452 251.570 3.130.366 944 572.847 985.690 45.262

6.103.374 3.507.809 2.580.079 15.486

6.161.020 3.507.809 2.672.879 (19.668)

6.103.374 3.507.809 2.580.079 15.486

– 6.556.768

– 7.395.259

5 69.373.079

19.684.139 34.083 2.463.242 3.319.108 41.589 2.518.621 2.458.526 4.192.759 398.716 2.726.594 56.845 578.691 895.365 – 6.161.020 3.507.809 2.672.879 (19.668) 30 62.986.126 Continua....


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 30 de março de 2012

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais)

Receitas de juros Despesas de juros Margem financeira Receitas de serviços e comissões Despesas de serviços e comissões Resultado líquido de serviços e comissões Resultado de ativos/passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Resultado de ativos financeiros disponíveis para venda Resultado de instrumentos financeiros derivativos Outros resultados operacionais Resultado operacional Resultado de perdas por redução ao valor recuperável Despesas de pessoal Outras despesas administrativas Depreciação e amortização Despesas tributárias Resultado de equivalência patrimonial Resultado na alienação de ativos não correntes para a venda Resultado antes de impostos e contribuições e participação nos lucros Impostos e contribuições sobre a renda correntes Impostos e contribuições sobre a renda diferidos Participação nos lucros Resultado líquido do exercício Atribuível aos Acionistas controladores Participações minoritárias Lucro por ação

Nota 30 31 32 33

34 35 36 37 38 39 40 41 42 43

44 44

Votorantim Finanças 2011 2010 184.787 267.767 (18.894) (110.890) 165.893 156.877 – – – – – –

DEMONSTRAÇÕES DO FLUXO DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais)

Consolidado 2011 2010 8.381.182 5.825.385 (6.240.118) (4.321.665) 2.141.064 1.503.720 1.054.060 1.712.571 (1.269.265) (1.297.275) (215.205) 415.296

– 47.923 – (8.585) 205.231 – (3.557) (7.546) (330) (494) (268.239) (31)

7.432 – – 215.229 379.538 – (6.659) (6.499) (232) (321) 353.405 (18.763)

1.734.871 105.930 (666.561) (265.383) 2.834.716 (2.011.744) (537.468) (293.970) (24.249) (311.400) – (52.634)

1.344.100 29.172 (592.572) 229.845 2.929.561 (741.873) (446.318) (413.637) (20.111) (223.943) – (50.036)

(74.966) (57.424) 8.154 (403) (124.639)

700.469 (46.958) 17.526 – 671.037

(396.749) (141.799) 532.383 (118.474) (124.639)

1.033.643 (186.155) (29.184) (147.267) 671.037

– – –

671.035 2 0,928798

– – –

671.035 2 –

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) 2011 (124.639) (4.753) 39.907 (89.485)

Resultado líquido do exercício Variação líquida no valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Perda por redução do valor recuperável em ativos financeiros disponível para venda Resultado abrangente total

2010 671.037 756 – 671.793

DEMONSTRAÇÕES DOS VALORES ADICIONADOS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais)

Receitas Receitas de juros Despesas de juros Resultado de serviços e comissões Resultado de perdas por redução ao valor recuperável Outras receitas/(despesas) operacionais Itens adquiridos de terceiros Materiais, energia e outros Serviços de terceiros Outras Comunicações Manutenção e conservação de bens Processamento de dados Promoções e relações públicas Publicações Propaganda e publicidade Serviços do sistema financeiro Serviços técnicos especializados Transportes Outras Valor Adicionado Bruto Despesas de amortização/depreciação Valor Adicionado Líquido produzido pela Entidade Valor Adicionado Recebido em transferência Valor Adicionado a distribuir Valor Adicionado distribuído Pessoal Salários e honorários Participação no lucro Benefícios e treinamentos FGTS Impostos, Taxas e Contribuições No País INSS sobre salários Despesas tributárias (exceto IR e CS) Imposto de renda/contribuição social Remuneração de Capitais de Terceiros Aluguéis Remuneração de Capitais Próprios Dividendos/juros sobre capital próprio Lucro/Prejuízo retido

Votorantim Finanças 2011 2010 205.200 360.775 184.787 293.231 (18.894) (110.890) – – – – 39.307 178.434 (6.567) (5.745) (39) (17) (79) (67) (6.449) (5.661) (1) (1) (52) (112) (122) (163) (25) (26) (739) (491) – – (114) (167) (4.938) (4.483) (87) (15) (371) (203) 198.633 355.030 (330) (232) 198.303 354.798 (268.239) 353.405 (69.936) 708.203 (69.936) 708.203 3.367 6.659 1.969 5.150 403 – 216 73 779 1.436 50.357 29.753 50.357 29.753 593 – 494 321 49.270 29.432 979 754 979 754 (124.639) 671.037 – 159.370 (124.639) 511.667

Consolidado 2011 2010 770.341 2.338.972 8.381.182 5.665.030 (6.240.118) (4.321.665) (215.204) 616.616 (2.011.744) (741.873) 856.225 1.120.864 (212.198) (549.535) (5.823) (3.167) (8.839) (10.750) (197.536) (535.618) (52.672) (51.874) (12.003) (11.603) (81.003) (64.991) (8.522) (12.293) (1.602) (1.848) (8.918) (19.040) (6.489) (41.621) (10.710) (168.065) (12.341) (11.069) (3.276) (153.214) 558.143 1.789.437 (24.249) (20.111) 533.894 1.769.326 – – 533.894 1.769.326 533.894 1.769.326 580.691 525.640 348.497 280.191 118.474 147.267 84.974 74.401 28.746 23.781 (3.932) 507.227 (3.932) 507.227 75.253 67.945 311.400 223.943 (390.585) 215.339 76.607 65.422 76.607 65.422 (119.472) 671.037 64.195 159.370 (183.667) 511.667

Fluxos de caixa proveniente das operações Resultado líquido do exercício Ajustes ao resultado líquido: Depreciação/amortização Resultado de equivalência patrimonial Provisão para perdas por redução no valor recuperável Provisões Ganho por ágio em subscrição de ações por outro acionista em controladas Ganho/perda por alienação de investimentos Impostos e contribuições sobre a renda diferidos Outras receitas/despesas operacionais sem efeito caixa (Aumento) decréscimo líquido nos ativos operacionais Ativos financeiros com acordo de revenda Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e recebíveis Dividendos a receber Ativos tributários correntes Ativos tributários diferidos Ativos não–correntes mantidos para venda Ativos tangíveis Ativos intangíveis Outros ativos Ajustes de avaliação patrimonial – Títulos disponíveis para venda Aumento (decréscimo) líquido nos passivos operacionais Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Passivos financeiros ao custo amortizado Passivos financeiros associados a ativos transferidos Depósitos de instituições financeiras Depósitos de clientes Empréstimos e repasses Títulos emitidos Instrumentos financeiros derivativos Passivos tributários correntes Passivos tributários diferidos Obrigações legais Outros passivos Caixa gerado (Utilizado) pelas operações Fluxos de caixa proveniente das atividades de financiamento Aumento de capital Passivos subordinados Dividendos pagos Aumento ou decréscimo de participações minoritárias Caixa gerado (Utilizado) pelas atividades de financiamento Fluxo de caixa proveniente das atividades de investimento BV Empreendimentos e Participações Ltda. Redução de capital de controlada: Votorantim International Business Limited Aumento de capital de controlada: BV Trading S.A. Ativos tangíveis Ativos intangíveis Caixa Gerado (Utilizado) pelas atividades e investimentos Variação liquidada de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício Aumento (Redução) no caixa e equivalentes de caixa

Votorantim Finanças 2011 2010 (124.639) 671.037 297.070 (553.541) 330 232 268.239 (353.405) – – – – – (225.000) – 18.699 – (17.526) 28.501 23.459 469.446 1.990.637 – 858.162 – – 137.182 9.661 – 1.106.460 233.039 42.631 71.866 25.707 16.511 (47.604) (8.359) (4.503) – – 6 (353) – – (15.953) (280) 35.154 756 (621.475) (852.254) – – – – – – – – – – – – (660.378) (864.284) – (10.632) 13.285 28.457 (3.412) (16.760) 28.743 10.899 287 66 20.402 1.255.879

Consolidado 2011 2010 (124.639) 671.037 2.154.171 437.852 24.249 20.111 – – 2.011.744 741.873 117.393 (187.863) – (225.000) – 18.699 – 29.184 785 40.848 (6.320.116) (18.226.150) 1.286.175 1.003.020 1.493.236 (1.178.285) (3.403.273) (1.855.547) 78.035 397.748 (5.479.836) (15.621.108) (13.074) – 100.508 (264.840) (442.478) (200.172) (7.248) (11.507) (811) (15.783) (9.986) 15.208 43.482 (495.640) 35.154 756 6.240.077 13.215.873 (1.250.135) 1.121.374 789.876 3.743.635 4.074.115 4.090.690 1.137.188 (447.139) (86.327) 8.191 111.941 1.895.982 2.570.718 1.206.173 (207.416) 306.342 (231.028) 23.257 (67.383) 185.502 90.751 187.863 (692.223) 894.003 1.949.493 (3.901.388)

– – – – (127.530) (1.500.000) – – (127.530) (1.500.000) – 122.359 (15.000) (324) – 107.035 (93) 115 22 (93)

243.988 – – – – 243.988 (133) 248 115 (133)

– 246.524 (127.530) – 118.994

225.000 1.268.721 (1.500.000) 6 (6.273)

– – – (25.060) – (25.060) 2.043.427 758.367 2.801.794 2.043.427

– – – (15.783) 15.208 (575) (3.908.236) 4.666.603 758.367 (3.908.236)

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais)

Saldos em 31 de dezembro de 2009 Reversão de reservas Ajustes de avaliação patrimonial Resultado líquido do exercício Constituição de reservas Distribuição de dividendos Saldos em 31 de dezembro de 2010 Reversão de reservas Ajustes de avaliação patrimonial Resultado líquido do exercício Reversão de dividendos aprovados em AGO Saldos em 31 de dezembro de 2011

Patrimônio líquido atribuível aos acionistas controladores Ajustes de Lucro/ Capital Reservas de Reservas de avaliação (Prejuízo) social capital lucro patrimonial acumulado Total 3.507.809 – 3.569.479 (20.424) – 7.056.864 – – (1.405.383) – 1.405.383 – – – – 756 (2.883) (2.127) – – – – 671.037 671.037 – – 508.783 – (508.783) – – – – – (1.564.754) (1.564.754) 3.507.809 – 2.672.879 (19.668) – 6.161.020 – – (124.639) – 124.639 – – – – 35.154 – 35.154 – – – – (124.639) (124.639) – – 31.839 – – 31.839 3.507.809 – 2.580.079 15.486 – 6.103.374

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) 1

2

Contexto operacional A Votorantim Finanças S.A. é uma companhia de capital fechado que tem por objetivo principal a participação acionária em outras sociedades, financeiras, comerciais ou civis, nacionais ou estrangeiras, como sócia, acionista ou quotista e a prestação de serviços de gestão comercial, planejamento e consultoria de empresas. Domiciliada no Brasil, está localizada na Avenida das Nações Unidas, 14.171 - São Paulo - SP. A Votorantim Finanças S.A. tem participação acionária em entidades do segmento financeiro - Banco Votorantim S.A. e suas controladas, como também em outras entidades não financeiras, denominadas nestas demonstrações financeiras como “Companhia e suas controladas”. Desde 28 de setembro de 2009, a Votorantim Finanças S.A. estabeleceu parceria estratégica com o Banco do Brasil S.A., passando este ultimo a deter 50% do capital social do Banco Votorantim S.A. Desta forma, a Votorantim Finanças S.A. compartilha controle desta companhia na forma de Joint Venture. Conforme Deliberação extraordinária da AGOE, em 28 de abril de 2011, nos termos aprovados em Reunião do Conselho da Administração realizada em 11 de abril de 2011, foi aprovado por unanimidade submeter à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de cancelamento do registro de companhia aberta da sociedade na Categoria B, nos termos do artigo 49, da Instrução CVM nº 480/2009, tendo em vista o cancelamento da totalidade das debêntures da sociedade que estavam mantidas em tesouraria, conforme aviso aos Debenturistas de 01 abril de 2011, sendo aprovado pela CVM em 05 de maio de 2011. A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria em 29 de fevereiro de 2012. Continuidade A Administração da Votorantim Finanças S.A. avaliou a habilidade das suas controladas em continuar operando normalmente e está convencida de que as controladas possuem recursos para dar continuidade a seus negócios no futuro. Adicionalmente, a Administração não tem o conhecimento de nenhuma incerteza material que possa gerar dúvidas significantes sobre a sua capacidade de continuar operando. Portanto, as demonstrações financeiras foram preparadas com base nesse princípio. Eventos subsequentes A Votorantim Finanças S.A. e suas controladas não tiveram nenhum fato subsequente que a administração entenda ser necessária a sua divulgação ou que sua demonstração financeira seja ajustada. Base de preparação das demonstrações financeiras a. Declaração de conformidade As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base na Lei das Sociedades por Ações, incluindo as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638, de 28/12/2007 e Lei nº 11.941 de 27/05/2009, em consonância com os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). b. Base de reconhecimento e mensuração As compras e as vendas regulares de instrumentos financeiros, inclusive instrumentos financeiros derivativos, são reconhecidos na data de negociação – data na qual a Companhia e suas controladas se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os instrumentos financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os instrumentos financeiros mensurados ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os instrumentos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencidos ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia e suas controladas tenham transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em “resultado de ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado” no exercício em que ocorrem. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem perda por redução no seu valor recuperável, os ajustes acumulados do valor justo, reconhecidos no patrimônio líquido, são incluídos na demonstração do resultado como “resultado de ativos financeiros disponíveis para venda”. Os juros de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado e ativos financeiros disponíveis para venda, calculados com o uso do método da taxa efetiva de juros, são reconhecidos na demonstração do resultado como parte de “receitas de juros”. Os valores justos dos ativos financeiros com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra e venda. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não registrados em Bolsa) não estiver ativo, a Companhia e suas controladas estabelecem o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria entidade. A Companhia e suas controladas avaliam se existe evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um Grupo de ativos financeiros indique perda por redução ao seu valor recuperável. No caso de ativos financeiros classificados como disponíveis para venda, uma queda significativa ou prolongada do valor justo do título para abaixo de seu valor de custo é considerado um indicador de que os títulos estão impairment. Se houver alguma dessas evidências para os ativos financeiros disponíveis para venda, a perda cumulativa – mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por impairment desse ativo financeiro previamente reconhecido no resultado – é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado. c. Baixa de ativos financeiros e passivos financeiros (I) Ativos financeiros Um ativo financeiro (ou parte aplicável de um ativo financeiro ou um grupo de ativos semelhantes) é baixado quando: • o direito de receber o fluxo de caixa do ativo estiver vencido; ou • a Companhia e suas controladas transferiram o direito de receber o fluxo de caixa do ativo ou tenham assumido a obrigação de pagar o fluxo de caixa recebido, no montante total, sem demora material, a um terceiro devido a um contrato de repasse; • a Companhia e suas controladas transferiram substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo; ou • a Companhia e suas controladas não transferiram substancialmente ou retiveram substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, mas tenha transferido o controle sobre o ativo. Quando a Companhia e suas controladas transferem o direto de receber fluxo de caixa de um ativo ou tenha entrado em um contrato de repasse, e não tenha transferido ou retido substancialmente todos os riscos e benefícios do ativo, ou também não tenha transferido o controle sobre o ativo, é reconhecido na medida do envolvimento contínuo da Companhia e suas controladas no ativo. Nesse caso, também se reconhece um passivo relacionado. O ativo transferido

e o passivo relacionado são mensurados com base a refletir os direitos e obrigações retidas pela Companhia e suas controladas. (II) Passivos financeiros Um passivo financeiro é baixado quando a obrigação a respeito do passivo é eliminada, cancelada ou vencida. Quando um passivo financeiro existente é substituído por um outro do mesmo credor em termos substancialmente diferentes, ou os termos do passivo existente são substancialmente modificados, a troca ou modificação é tratada como uma baixa do passivo original e o reconhecimento de um novo passivo, e a diferença no valor contábil é reconhecida no resultado. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os passivos financeiros não sofreram substituições significativas. d. Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. e. Estimativas contábeis e julgamento A elaboração de demonstrações financeiras requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem avaliação de ativos financeiros pelo seu valor justo, análise de risco de crédito para determinação da provisão para perdas por redução no valor recuperável, assim como da análise sobre os passivos contingentes. A Administração revisa as estimativas e premissas seguindo os cronogramas de revisão orçamentária e planejamento estratégico. Os principais valores reconhecidos nas demonstrações financeiras por meio das estimativas estão incluídos nas seguintes notas explicativas: nº 6 – Ativos financeiros nº 7 – Instrumentos financeiros derivativos nº 8 – Empréstimos e recebíveis nº 16 – Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado nº 15 – Ativos Intangíveis – ajuste ao valor justo do investimento nº 24 – Provisões. f. Subsidiárias São classificadas como subsidiárias as Empresas sobre as quais a Companhia exerce controle, representado pelo poder de gerir as suas políticas financeiras e operacionais para obter benefícios das suas atividades. As subsidiárias são consolidadas pelo método integral desde o momento em que a Companhia assume o controle sobre as suas atividades até o momento em que esse controle cessa. g. Base de consolidação As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações contábeis individuais da Votorantim Finanças S.A. , bem como das Empresas e Fundos, a seguir relacionadas, sendo consolidadas de forma integral e parcial para as empresas controladas em conjunto conforme percentual de participação acionária e nas mesmas práticas contábeis adotadas nas demonstrações individuais da Votorantim Finanças S.A. : Percentual de participação 2011 2010 Controle conjunto no País (participação direta) Banco Votorantim S.A. 50,00 50,00 BV Participações S.A. 50,00 50,00 Controle direto no País (participação direta) BV Trading S.A. 100,00 99,99 VSP Participações S.A. – 99,99 Controle conjunto (participação indireta) Votorantim Corretora de Seguros S.A. 50,00 50,00 Votorantim Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda 49,99 50,00 Votorantim Asset Management DTVM Ltda 50,00 50,00 BV Financeira S.A CFI 50,00 50,00 BV Leasing Arrendamento Mercantil S.A 50,00 50,00 BVIP – BV Investimentos e Participações S.A. 50,00 50,00 BVIA – BV. Inv. Alternativos e Gestão de Recursos S.A. 50,00 50,00 CP Promotora de Vendas S.A. 50,00 50,00 BV Sistemas de Tecnologia e Informação S.A. 50,00 50,00 Controladas no exterior (participação direta) Votorantim International Business Limited 100,00 100,00 Controle conjunto no exterior (participação indireta) Banco Votorantim Securities, Inc. 50,00 50,00 Votorantim Bank Limited 50,00 50,00 Votorantim Securities UK Limited 50,00 – Controladas no exterior (participação indireta) Votorantim Investment Overseas Limited – 100,00 Raltic S.A. – 100,00 Em 2011 a Votorantim Finanças S.A. iniciou um processo de reorganização societária e a empresa VSP Participações S.A. foi incorporada pela empresa BV Trading S.A. em 31 de maio de 2011. As empresas Votorantim Investment Overseas Limited e Raltic S.A. tiveram suas atividades encerradas neste exercício. Vale ressaltar que, tanto a incorporação da VSP Participações S.A., como o encerramento das empresas Votorantim Investment Overseas Limited e Raltic S.A. não resultaram em nenhum efeito de ganho/perda extraordinários, pois a incorporação e os encerramentos destas empresas realizaram à valores patrimoniais contábeis. Em 01 de Junho de 2011, foi efetuada redução de capital em R$ 122.359 na empresa Votorantim International Business Limited. Em 31 de Janeiro de 2012, a BV Participações S.A. vendeu para o Banco Votorantim S.A. a totalidade das ações da empresa Votorantim Corretora de Seguros S.A. usando como referência o patrimônio liquido de 31 de dezembro de 2011. A operação não altera a demonstração financeira da Votorantim Finanças S.A. de 2011 por tratar–se de uma operação entre companhias controladas. As demonstrações financeiras consolidadas também compreendem os fundos de investimento nos quais o Banco Votorantim e suas controladas detêm a maioria dos riscos e benefícios das atividades desses fundos, a seguir relacionados: Continua....


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 29

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) Percentual de participação sobre o total de quotas 2011 2010 Participação direta Fundo de Invest. Estratégia Multimercado – Crédito Privado 100,00 100,00 Participação indireta (*/**) BV Financeira FIDC I 59,22 47,22 BV Financeira FIDC II 24,51 25,66 BV Financeira FIDC III 24,31 22,67 BV Financeira FIDC IV 22,48 20,77 BV Financeira FIDC V – NP 29,29 36,94 BV Financeira FIDC VI 25,80 – Fundo Invest. Nióbio I Renda fixa 100,00 – Votorantim G&K FIP 100,00 100,00 BVIA Fundo Invest. Participações 100,00 – Fundo de Invest. Sedna Ref. DI 100,00 100,00 (*) Percentuais de participação do Banco Votorantim S.A. e suas controladas. (**) O Banco Votorantim e a sua controlada BV Financeira detêm 100% das cotas subordinadas dos respectivos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) descritos acima. h. Controladas em Conjunto As demonstrações financeiras de controladas em conjunto ((joint venture) são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle compartilhado se inicia até a data em que o controle compartilhado deixa de existir. As políticas contábeis de controladas em conjunto estão alinhadas com as políticas adotadas pelo Grupo. Nas demonstrações financeiras individuais da controladora as informações financeiras das controladas em conjunto foram reconhecidas na data da perda de controle a valor justo e são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial, calculados em bases mensais pelos resultados gerados pelas controladas. As demonstrações financeiras consolidadas apresentam consolidação proporcional conforme participação acionária em cada controlada. i. Transações eliminadas na consolidação Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas derivadas de transações intragrupo, são eliminados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não realizados oriundos de transações com companhias investidas, registrados por equivalência patrimonial, são eliminados contra o investimento na proporção da participação da Companhia e suas controladas na Companhia investida. Prejuízos não realizados são eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente até o ponto em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável. j. Posição patrimonial das controladas e controladas em conjunto no País – Participação direta Em 31 de dezembro de 2011 BV Banco Participações Votorantim BV-Trading S.A. S.A. S.A. Ativo circulante 249.126 75.125.243 47.230 Ativo não circulante 38.161 59.614.334 6.770 Total do ativo 287.287 134.739.577 54.000 Passivo circulante 77.044 78.816.266 28 Passivo não circulante 4 48.692.465 6 Patrimônio líquido 210.239 7.230.846 53.966 Total do passivo 287.287 134.739.577 54.000 Em 31 de dezembro de 2010 BV Banco Participações Votorantim BV-Trading V.S.P. S.A. S.A. S.A. S.A. (*) Ativo circulante 185.697 67.238.146 2.637 20.000 Ativo não circulante 37.712 53.537.068 68.669 – Total do ativo 223.409 120.775.214 71.306 20.000 Passivo circulante 103.068 75.749.335 1.701 782 Passivo não circulante – 37.219.976 – – Patrimônio líquido 120.341 7.805.903 69.605 19.218 Total do passivo 223.409 120.775.214 71.306 20.000 (*) Empresa incorporada pela BV Trading S.A. em 31 de maio de 2011. k. Posição patrimonial das controladas no Exterior – Participação direta

l.

Ativo circulante Ativo não circulante Total do ativo Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo Posição patrimonial das controladas em conjunto no País – Participação Indireta Em 31 de dezembro de 2011 Votorantim Votorantim BV BV CTVM DTVM Financeira Leasing Ativo circulante 348.898 26.078 17.405.110 18.407.460 Ativo não circulante 18.607 91.211 26.102.932 10.518.298 Total do ativo 367.505 117.289 43.508.042 28.925.758 Passivo circulante 79.793 39.693 24.924.916 3.252.967 Passivo não circulante 30.597 – 17.882.296 24.376.936 Patrimônio líquido 257.115 77.596 700.830 1.295.855 Total do passivo 367.505 117.289 43.508.042 28.925.758

Ativo circulante Ativo não circulante Total do ativo Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo Em 31 de dezembro de 2010

Ativo circulante Ativo não circulante Total do ativo Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo

Votorantim CTVM 370.883 18.735 389.618 114.797 25.104 249.717 389.618

Votorantim DTVM 39.896 55.685 95.581 37.675 – 57.906 95.581

BV Financeira 28.824.603 20.224.875 49.049.478 23.175.970 25.094.045 779.463 49.049.478

Ativo circulante Ativo não circulante Total do ativo Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo m. Posição patrimonial das controladas no Exterior – Participação Indireta: Em 31 de dezembro de 2011

Ativo circulante Ativo não circulante Total do ativo Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido Total do passivo Em 31 de dezembro de 2010

2011 2010 Votorantim Votorantim International International Business Business Limited Limited 8.056 147.847 – 133 8.056 147.980 – 5.254 – 8.052 8.056 134.674 8.056 147.980

BVIP 109 – 109 – – 109 109

CP Promotora 75.846 25.970 101.816 52.835 – 48.981 101.816

BV Sistemas 29.756 940 30.696 10.474 – 20.222 30.696

BV Leasing 4.823.300 22.909.290 27.732.590 6.384.912 20.135.186 1.212.492 27.732.590

BVIP – – – – – – –

CP Promotora 77.869 37.516 115.385 73.239 – 42.146 115.385

BV Sistemas 33.741 1.113 34.854 17.582 – 17.272 34.854

BVIA 172 – 172 – – 172 172 Votorantim Corretora Seguros 171.916 – 171.916 62.311 – 109.605 171.916

BVIA – – – – – – – Votorantim Corretora Seguros 66.963 – 66.963 12.162 – 54.801 66.963

VBL 113.516 1.845 115.361 78.771 – 36.590 115.361

Banco Votorantim Votorantim Securities Securities (UK) Limited 11.107 11.667 442 – 11.549 11.667 530 – – – 11.019 11.667 11.549 11.667

Raltic S.A 1.248 – 1.248 1.211 – 37 1.248

Banco Votorantim Securities 13.551 350 13.901 529 – 13.372 13.901

VIOL VBL Ativo circulante 58.013 40.355 Ativo não circulante – 2.054 Total do ativo 58.013 42.409 Passivo circulante – 9.007 Passivo não circulante – – Patrimônio líquido 58.013 33.402 Total do passivo 58.013 42.409 n. Posição patrimonial dos fundos de investimento Em 31 de dezembro de 2011 Nióbio I Sedna BV BV Renda Referência Fundo Financeira Fundo Outros Fixa (*) do DI Participação FIDC V Estratégia Fundos Ativo circulante 1.528.534 43.425 470.997 1.057.126 84.830 344.988 Ativo não circulante – – – – – – Total do ativo 1.528.534 43.425 470.997 1.057.126 84.830 344.988 Passivo circulante 373 184 70 3.166 674 83 Passivo não circulante – – – – – – Patrimônio líquido 1.528.161 43.241 470.927 1.053.960 84.156 344.905 Total do passivo 1.528.534 43.425 470.997 1.057.126 84.830 344.988 Em 31 de dezembro de 2010 BV BV BV BV BV Financeira Financeira Financeira Financeira Financeira Outros Fundo FIDC I (*) FIDC II (*) FIDC III (*) FIDC IV (*) FIDC V Fundos Estratégia Ativo circulante 388.661 432.646 429.911 359.635 754.231 1.099.568 77.587 Ativo não circulante 166.569 185.420 184.248 154.129 323.242 471.243 – Total do ativo 555.230 618.066 614.159 513.764 1.077.473 1.570.811 77.587 Passivo circulante 577 912 282 186 1.217 880 455 Passivo não circulante – – – – – – – Patrimônio líquido 554.653 617.154 613.877 513.578 1.076.256 1.569.931 77.132 Total do passivo 555.230 618.066 614.159 513.764 1.077.473 1.570.811 77.587 (*) Os fundos BV Financeira FIDC I, II, III e IV foram incorporados pelo Fundo Nióbio I Renda Fixa no exercício de 2011. o. Moeda estrangeira Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são reconvertidas para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. Na data–base, os ativos e passivos da subsidiária e da agência localizadas no exterior são convertidos para a moeda de apresentação adotada pela a Companhia e suas controladas, pela taxa de câmbio em vigor na data do balanço. As controladas estabelecidas no exterior não possuem autonomia gerencial e financeira em relação ao negócio, visto que suas operações são conduzidas como extensão das operações no Brasil. Sendo assim, foi definido o Real Brasileiro a moeda funcional dessas controladas, e as variações cambiais são reconhecidas diretamente no resultado da controladora.

3

p. Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros somente são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá–los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. Principais práticas contábeis a. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades, aplicações em depósitos interfinanceiros, aplicações em moedas estrangeiras e aplicações em operações compromissadas – posição bancada, com vencimento até 90 dias. b. Instrumentos financeiros Os ativos financeiros são registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos custos da transação, e classificados em função da intenção da Administração em categorias distintas: i. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado - Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Administração gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Companhia e suas controladas. Após seu reconhecimento inicial, os ativos financeiros com remuneração prefixado ou pós–fixada são mensurados pelo método dos juros efetivos e medidos pelo valor justo. A remuneração calculada pelo custo amortizado dos ativos financeiros reconhecidos inicialmente é apresentada na demonstração de resultado como “receitas de juros”. ii. Ativos financeiros disponíveis para venda - Ativos financeiros disponíveis para venda são ativos financeiros que são designados como disponíveis para venda ou não são classificados em nenhuma das categorias anteriores. Após o reconhecimento inicial, os ativos financeiros com remuneração prefixada ou pós–fixada são mensurados pelo método dos juros efetivos e medidos pelo valor justo. As mudanças do seu valor justo, que não sejam perdas por redução no valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes, líquidos dos efeitos tributários, e apresentadas dentro do patrimônio líquido como “ajustes de avaliação patrimonial”. Quando um investimento é baixado, o resultado acumulado em outros resultados abrangentes é transferido para o resultado do período. A remuneração calculada pelo custo amortizado é apresentada na demonstração de resultado como “receitas de juros”. Receitas e despesas de juros de todos os ativos e passivos financeiros mantidos para negociação são consideradas incidentes às operações de negociação da Companhia e suas controladas e são apresentadas de forma agregada a todas as mudanças no valor justo dos ativos e passivos mantidos para negociação em “Resultado de ativos/passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. Os instrumentos financeiros derivativos considerados como instrumentos de proteção (“hedge”) são classificados de acordo com a sua natureza em: i. Hedge de risco de mercado - Os instrumentos financeiros derivativos classificados nessa categoria, bem como o item objeto de hedge, têm seus ajustes ao valor justo registrados em contrapartida ao resultado do período e apresentados na demonstração de resultado como “resultado de instrumentos financeiros derivativos”; e ii. Hedge de fluxo de caixa - Os instrumentos financeiros derivativos classificados nesta categoria, têm seus ajustes ao valor justo reconhecidos em outros resultados abrangentes e apresentados dentro do patrimônio líquido como “ajustes de avaliação patrimonial”, líquidos dos efeitos tributários. Hedge Accounting - A Companhia e suas controladas mantém instrumentos derivativos de hedge financeiros para proteger suas exposições de risco de variação de moeda estrangeira e taxa de juros. Derivativos embutidos são separados de seus contratos principais e registrados, individualmente, caso as características econômicas e riscos do contrato principal e o derivativo embutido não sejam intrinsecamente relacionados; ou um instrumento individual com as mesmas condições do derivativo embutido satisfaça à definição de um derivativo, e o instrumento combinado não é mensurado pelo valor justo por meio do resultado. No momento da designação inicial do hedge, a Companhia e suas controladas formalmente documentam o relacionamento entre os instrumentos de hedge e os itens objeto de hedge, incluindo os objetivos de gerenciamento de riscos e a estratégia na condução da transação de hedge, juntamente com os métodos que serão utilizados para avaliar a efetividade do relacionamento de hedge. A Companhia e suas controladas fazem uma avaliação, tanto no início do relacionamento de hedge, como continuamente, se existe uma expectativa que os instrumentos de hedge sejam “altamente eficazes” na compensação de variações no valor justo dos respectivos itens objeto de hedge durante o período para o qual o hedge é designado. Os instrumentos financeiros derivativos que não atendam aos critérios de “hedge” têm seus ajustes ao valor justo registrados diretamente no resultado do período e apresentados na demonstração de resultado como “resultado de instrumentos financeiros derivativos”. c. Determinação do valor justo O valor justo dos instrumentos financeiros com cotação pública se baseia nos preços atuais de mercado. Para ativos e passivos financeiros sem mercado ativo, a Companhia e suas controladas estabelecem o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas são estabelecidas com observância de critérios consistentes e verificáveis e podem incluir: • a comparação com operações recentes contratadas com terceiros; • a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares; • a análise de fluxos de caixa descontados; e • modelos de precificação convencionais e consagrados. As principais informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas de riscos daquele ativo ou passivo. d. Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os rendimentos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “receita de juros”. Os empréstimos e recebíveis que são objetos de hedge de instrumentos financeiros derivativos são avaliados pelo seu valor justo, utilizando critério consistente e verificável. As mudanças do seu valor justo são reconhecidas no resultado do período e apresentadas na demonstração de resultado como “resultado de ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. A remuneração calculada pelo custo amortizado é apresentada na demonstração de resultado como “receitas de juros”.Os juros de empréstimos e recebíveis vencidos há mais de 90 dias somente são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidas. Os empréstimos e recebíveis que atingem 360 dias de atraso são baixados contra a provisão para perdas na redução ao valor recuperável. Quando possível, a Companhia e suas controladas procuram reestruturar dívidas em vez de tomar posse da garantia. Isso pode envolver a extensão do termo de pagamento e o acordo de novas condições ao empréstimo. Uma vez que os termos são renegociados, qualquer redução ao valor recuperável é mensurada utilizando a taxa efetiva original, antes da modificação dos termos do empréstimo que não será mais considerado em atraso. A Administração efetua revisão contínua dos empréstimos renegociados para garantir que todos os critérios são cumpridos e que pagamentos futuros irão ocorrer. Os empréstimos continuam a ser sujeitos à avaliação individual ou coletiva de redução ao valor recuperável, calculado utilizando a taxa efetiva original do empréstimo. Arrendamentos adquiridos nos quais a Companhia e suas controladas assume substancialmente todos os riscos e os benefícios do ativo são classificados como arrendamentos financeiros. No reconhecimento inicial, o ativo é mensurado ao valor justo ou ao valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento, dos dois o menor. Após o reconhecimento inicial, o ativo é contabilizado de acordo com a política contábil aplicável àquele ativo. Outros arrendamentos são classificados como operacionais e os ativos arrendados objetos não são reconhecidos no balanço da companhia e suas controladas. Quando as entidades consolidadas atuam como arrendadoras de um ativo, a soma do valor presente dos pagamentos a serem recebidos do arrendatário em relação ao leasing mais o valor residual garantido – que, de modo geral, é o preço de exercício da opção de compra do arrendatário ao final do prazo do leasing – é reconhecida como empréstimo a terceiros e, portanto, incluída na rubrica “Empréstimos e recebíveis” no balanço patrimonial consolidado. A receita financeira decorrente desses contratos é creditada a conta “Receita de juros” na demonstração do resultado consolidada de modo a alcançar uma taxa constante de retorno sobre o prazo da locação. e. Provisão para perdas na redução ao valor recuperável Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado periodicamente para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de maneira confiável. A mensuração do valor recuperável se aplica aos seguintes principais ativos financeiros presentes no Balanço Patrimonial, consolidado ou individual da Companhia e suas controladas: • Ativos financeiros com acordo de recompra; • Ativos financeiros “Disponíveis para Venda”; e • Empréstimos e recebíveis. Além dos ativos mencionados acima, são considerados todos os itens fora do balanço que apresentam riscos de crédito para a entidade como, por exemplo, avais e fianças prestadas. Os procedimentos aplicáveis para mensuração de perda no seu valor recuperável consideram as fases do ciclo de vida do ativo financeiro, sendo estas: originação / aquisição de ativos financeiros, surgimento de evidências objetivas de impairment, renegociação de ativo financeiro e baixa para prejuízo. O surgimento de evidências objetivas de perda no seu valor recuperável indica possíveis problemas de recuperação em um ativo financeiro, ou um grupo de ativos financeiros. De acordo com as políticas internas da Companhia e suas controladas, os seguintes fatos são considerados pela instituição como “evidência objetiva de perda no seu valor recuperável”: • o não–pagamento; • atraso no pagamento; • uma reestruturação do valor devido sobre condições de que a Companhia e suas controladas não consideraria em outras transações; • indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência; • o desaparecimento de um mercado ativo para um título. A Companhia e suas controladas, primeiramente, avaliam se existe “evidência objetiva de perda no seu valor recuperável” para “ativos individualmente significativos” ou coletivamente para “ativos massificados”. Para este fim, a área de Risco de Crédito da Companhia e suas controladas consideram como “ativos individualmente significativos” aqueles ativos cujo valor nominal é igual ou superior ao valor de referência individualmente significativo (valor correspondente à aplicação de um percentual sobre o Patrimônio de Referência da entidade). Estas operações sofrem avaliação periódica (contrato a contrato) no que diz respeito à capacidade de pagamento do tomador, qualidade das garantias oferecidas e atendimento de todas as condições negociadas contratualmente. Aquelas operações que não se enquadrarem no patamar definido como individualmente significativas, serão classificadas como operações “massificadas” e serão avaliadas pela área de Risco de Crédito de forma conjunta. Caso um “ativo individualmente significativo” apresente uma ou mais “evidências objetivas de perda”, uma provisão é constituída pela diferença entre o valor contábil do ativo e o valor presente dos fluxos de caixa estimados (exceto perdas esperadas), descontados por meio da utilização da taxa nominal pactuada junto à contraparte. As perdas são reconhecidas no resultado e apresentadas na demonstração de resultado como “resultado de perdas por redução ao valor recuperável”, em contrapartida em uma conta de provisão contra empréstimos e recebíveis. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. O nível de provisões para redução ao valor recuperável dos saldos individualmente significativos, definidos como material é revisado pelo menos trimestralmente, e mais regularmente quando as circunstâncias assim o exigem. Isto normalmente engloba uma reavaliação de aplicabilidade da execução de garantias mantidas e antecipação de recebimentos. Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva massificada, a Companhia e suas controladas utilizam sistema interno de avaliação que considera tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto as premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. A carteira de crédito de operações massificadas é dividida de maneira a identificar grupos com níveis homogêneos nos parâmetros observados de probabilidade de inadimplência e de perdas atribuídas à inadimplência e estabilidade em tais parâmetros em um determinado período histórico. Cada um desses grupos demonstra níveis distintos desses parâmetros. A formação de grupos homogêneos é direcionada por critérios como produto, modalidade e prazo. Nestes casos, a mensuração da provisão para perdas é efetuada com base em métodos estatísticos que levam em consideração a perda, dado o descumprimento (calculada com base nos dados históricos de perdas para os casos em que as evidências de perda foram identificadas). As provisões para redução ao valor recuperável somente são reduzidas quando há evidências razoáveis e objetivas de alterações favoráveis nas estimativas de perda que foram previamente estabelecidas. As garantias prestadas também estão sujeitas a perdas. Ao final de cada período de reporte, estas garantias financeiras são avaliadas quanto à probabilidade de que estas venham a ser honradas pela Companhia e suas controladas e classificadas como “prováveis”, “possíveis” ou “remotas”. Para cada uma destas classificações, um tratamento contábil específico é aplicado. No caso de garantias financeiras classificadas como “prováveis”, o valor presente do gasto exigido para liquidar a obrigação presente da instituição é reconhecido como um passivo. Já para as classificadas como “possíveis”, o valor presente do gasto exigido para liquidar a obrigação é divulgado em notas explicativas. Para aquelas garantias classificadas como “remotas”, nenhum procedimento adicional é efetuado pela entidade. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, as garantias financeiras foram classificadas como remotas. Perdas de valor nos ativos financeiros disponíveis para venda são reconhecidas pela reclassificação da perda cumulativa que foi reconhecida em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido para o resultado. A perda cumulativa que é reclassificada de outros resultados abrangentes para o resultado é a diferença entre o custo de aquisição, líquido de qualquer reembolso e amortização de principal, e o valor justo atual, decrescido de qualquer redução por perda de valor recuperável previamente reconhecida no resultado. f. Ativos contingentes Os ativos contingentes são reconhecidos nas demonstrações financeiras somente quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo. Não existe ativo contingente reconhecido nessas demonstrações financeiras. g. Ativos tangíveis Os ativos tangíveis são reconhecidos pelo custo de aquisição, deduzido da respectiva conta de depreciação. A depreciação é calculada pelo método linear, com base nas seguintes taxas anuais: Continua....


30 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) • Instalações, móveis e equipamentos de uso – 10%; • Sistema de comunicação, segurança e transporte – 10%; • Sistemas de processamento de dados e bens arrendados – 20%; e • Benfeitorias em propriedade de terceiros – prazo do contrato de aluguel. O software comprado que seja parte integrante da funcionalidade de um equipamento é capitalizado como parte daquele equipamento. Os ativos estão sujeitos à avaliação do valor recuperável em períodos anuais. h. Ativos intangíveis Atividades de desenvolvimento envolvem um projeto visando a produção de produtos novos ou substancialmente aprimorados. Os gastos de desenvolvimento são capitalizados somente se os custos de desenvolvimento puderem ser mensurados de maneira confiável, se o produto ou processo forem técnica e comercialmente viáveis, se os benefícios econômicos futuros forem prováveis, e se a Companhia e suas controladas tiverem a intenção e os recursos suficientes para concluir o desenvolvimento e usar o ativo. Os ativos intangíveis incluem os direitos que tenham por objeto os bens incorpóreos, destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade. A amortização é calculada pelo método linear, com base nos seguintes prazos: • Licenças e software – prazo do contrato de uso; • Fundo de comércio – prazo do contrato de aluguel; • Acordo de direito de comercialização – prazo do acordo; e • Projetos corporativos – prazo em que os benefícios econômicos futuros estão previstos. No individual inclui o reconhecimento do valor justo calculado pela participação remanescente no Banco Votorantim S.A. conforme orientação do CPC 36 para operações que caracterizam perda de controle. Os ativos estão sujeitos à avaliação do valor recuperável em períodos anuais ou sempre que eventos ou alterações significativas nas circunstancias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperado. Para testar a recuperabilidade de um ativo individual ou grupo de ativos, a Companhia analisa as evidências de que seus valores contábeis não serão recuperáveis e, caso se confirme tais evidências e a Companhia e suas controladas identificarem possibilidade de impairment, a Administração compara o valor residual contábil desse grupo de ativos com seu valor recuperável. i. Impostos e contribuições sobre a renda O imposto de renda foi apurado com base na alíquota de 15%, acrescido de adicional de 10%, e a contribuição social foi apurada com base na alíquota de 15% para as instituições financeiras e 9% para as instituições não financeiras, ambas aplicáveis ao lucro tributável, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos e contribuições sobre as rendas correntes e diferidas. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que sejam reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. O imposto corrente é o passivo tributário corrente esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício. Imposto diferido é gerado por diferenças temporárias na data do balanço entre as bases tributárias de ativos e passivos e seus valores contábeis para fins de divulgação financeira. Ativos tributários diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, créditos e perdas tributárias não utilizadas, na extensão em que é provável que lucro tributável esteja disponível para que as diferenças temporárias dedutíveis possam ser realizadas. O valor contábil dos ativos tributários diferidos é revisado mensalmente e baixado na extensão em que não é mais provável que lucros tributáveis estarão disponíveis para permitir que toda ou parte do ativo tributário diferido venha a ser utilizado. Ativos tributários diferidos baixados são reavaliados a cada data do balanço e são reconhecidos na extensão em que se tornam prováveis que lucros tributáveis futuros permitirão que os ativos tributários diferidos sejam recuperados. Ativos e passivos tributários diferidos são mensurados à taxa de imposto que são esperadas a serem aplicáveis no ano em que o ativo é realizado ou o passivo é liquidado, baseado nas taxas de imposto que foram promulgadas na data do balanço. Os ativos tributários diferidos são constituídos de acordo com estudo de capacidade de realização, preparado pela Administração. j. Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Um passivo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os passivos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Administração gerencia tais obrigações e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Companhia e suas controladas. Após seu reconhecimento inicial, os passivos financeiros com remuneração prefixada ou pós–fixada são mensurados pelo método dos juros efetivos e medidos pelo valor justo. As mudanças do seu valor justo são reconhecidas no resultado do período a apresentadas na demonstração de resultado como “resultado de passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. Os encargos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “despesas de juros”. k. Passivos financeiros ao custo amortizado Passivos financeiros ao custo amortizado são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Os encargos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “despesas de juros”. l. Passivos financeiros associados a ativos transferidos Passivos financeiros associados a ativos transferidos são compostos: • pelas obrigações contratuais firmadas junto aos cessionários, adquirentes de carteiras de empréstimos e recebíveis com cláusula de coobrigação; e • posição patrimonial dos cotistas participantes dos fundos de investimento em direitos creditórios, consolidados nessas demonstrações financeiras, conforme notas explicativas nº 2n. Os passivos financeiros junto aos cessionários são reconhecidos inicialmente pelo valor justo, acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Os encargos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “despesas de juros”. m. Depósitos de instituições financeiras e de clientes Depósitos de instituições financeiras e de clientes são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses depósitos são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Os encargos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “despesas de juros”. n. Empréstimos e repasses, títulos emitidos e passivos subordinados Empréstimos e repasses, títulos emitidos e passivos subordinados são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Os encargos calculados pelo custo amortizado são apresentados na demonstração de resultado como “despesas de juros”. Os empréstimos e repasses, títulos emitidos e passivos subordinados que são objetos de “hedge” de instrumentos financeiros derivativos são avaliados pelo seu valor justo utilizando critério consistente e verificável. As mudanças do seu valor justo são reconhecidas no resultado do período e apresentadas na demonstração de resultado como “resultado de passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado”. Instrumentos financeiros combinados com outros instrumentos financeiros, derivativos ou não, são tratados como instrumentos financeiros distintos e registrados considerando as características econômicas e riscos diretamente relacionados com os do contrato principal. o. Provisões Os passivos contingentes são reconhecidos nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados nas notas explicativas, e os classificados como remotos não requerem provisão e divulgação. p. Obrigações legais As obrigações legais são processos judiciais relacionados a obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações financeiras, reconhecidas com base na avaliação de risco da Administração. q. Outros ativos e outros passivos Outros ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidas (em base “pro rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Outros passivos estão demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridas (em base “pro rata” dia). r. Operações compromissadas Títulos vendidos com contrato de recompra em uma data futura específica não são baixados do balanço patrimonial, já que a Companhia e suas controladas retém substancialmente todos os riscos e benefícios de posse. O correspondente caixa recebido é reconhecido no balanço patrimonial como uma obrigação de retorno, incluindo os juros apropriados como um passivo, refletindo a substancia econômica da transação como uma dívida da companhia e suas controladas. A diferença entre o preço de venda e recompra é tratada como despesa de juros e é apropriada sobre a duração do contrato utilizando a Taxa de juros efetiva. Inversamente, para os títulos adquiridos com acordo de revenda em uma data futura específica, o montante pago, incluindo juros apropriados, é registrado no balanço patrimonial como ativos financeiros com acordo de recompra, refletindo assim a substância econômica da transação. A diferença entre o preço de compra e revenda é registrada em “receita de juros” e é apropriada durante o prazo do contrato utilizando a taxa de juros efetiva. s. Títulos emprestados e tomados por empréstimo Transações de títulos emprestados e tomados por empréstimo são geralmente garantidos por outros títulos ou pelo caixa. A transferência do título para a contraparte é refletida no balanço patrimonial somente se os riscos e benefícios de posse são também transferidos. Caixa adiantado ou recebido como garantia é registrado como um ativo ou passivo. t. Dividendos de ações ordinárias Dividendos de ações ordinárias são reconhecidos como um passivo e deduzidos do patrimônio líquido quando aprovados pelos acionistas. Dividendos em datas interinas são deduzidos do patrimônio líquido quando declarados e não estão sujeitas à decisão futura da Companhia. Dividendos do ano que foram aprovados após a data do balanço são divulgados como um evento subsequente à data do balanço. u. Pagamento baseado em ações A Companhia e suas controladas não possuem programa de pagamentos baseados em ações. v. Administração de fundos de investimentos A controlada Votorantim Asset Managment DTVM Ltda gerencia e administra ativos mantidos em fundos de investimento e outras modalidades de investimento em favor de investidores. As demonstrações financeiras desses fundos não são consolidadas nas demonstrações financeiras consolidadas da Votorantim Finanças S.A., exceto aquelas dos fundos em que as empresas controladas da Votorantim Finanças S.A. sejam cotistas exclusivos. w. Capital social Ações ordinárias Ações ordinárias são classificadas no patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações são reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não existem custos diretamente atribuíveis à emissão de ações. Ações preferenciais O capital preferencial é classificado no patrimônio líquido. Ações preferenciais não dão direito a voto e possuem preferência na liquidação da sua parcela do capital social. x. Reservas Reserva de lucro - Reserva legal Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do período, até atingir o limite de 20% do capital social. A reserva legal poderá deixar de ser constituída quando acrescida do montante das reservas de capital exceder 30% do capital social. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos. Reserva de Lucro - Reserva de expansão No encerramento do exercício, a Administração propõe a destinação do lucro não distribuído para “Reserva para Expansão”, constituída após as destinações para reserva legal e pagamentos de dividendos, se houver. O saldo de reserva está à disposição dos acionistas para deliberação futura em Assembleia Geral. y. Receita e despesa de juros Para todos os instrumentos financeiros mensurados ao custo amortizado, ativos financeiros que arrecadam juros classificados como disponíveis para venda e instrumentos financeiros designados ao valor justo por meio do resultado, e receita ou despesa de juros são registrados utilizando a taxa de juros efetiva, que é a taxa que exatamente desconta os recebimentos ou pagamentos futuros estimados pela vida estimada do instrumento financeiro, ou quando apropriado, um período mais curto, ao valor contábil líquido do ativo ou passivo financeiro. O cálculo leva em consideração todos os termos contratuais do instrumento financeiro e inclui qualquer taxa ou custo incremental que são diretamente atribuíveis ao instrumento e são partes integrais da taxa efetiva, mas não das perdas futuras de crédito. O valor contábil do ativo ou passivo financeiro é ajustado se a Companhia e suas controladas revisam suas estimativas de pagamento e recebimento. Uma vez que o valor registrado de um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros semelhantes são baixados devido à perda com redução ao valor recuperável, a receita de juros continua a ser reconhecida utilizando a taxa de juros usada para descontar o fluxo de caixa futuro usado para mensurar a perda com redução ao valor recuperável. z. Taxa efetiva de juros O cálculo da taxa efetiva de juros inclui todas as taxas e comissões, os custos de transação, os descontos e os prêmios que são pagos ou recebidos e que são parte integrante da taxa efetiva de juros. Os custos de transação incluem os custos incrementais que são diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de um ativo ou passivo financeiro. aa. Receitas e despesas de serviços e comissões A Companhia e suas controladas auferem receita de serviços e comissões por meio de diversos tipos de serviços que fornece aos seus clientes. Taxas auferidas com a prestação de serviços ao longo do período são apropriadas ao longo do mesmo período. Essas taxas incluem receita de comissão e gerenciamento de ativos, custódia e outras taxas de gerenciamento e assessoria. Receitas com taxas de compromissos de empréstimos em que o crédito provavelmente não será usado, a receita com taxas de compromissos de empréstimos é reconhecida ao longo do prazo do compromisso utilizando o método linear. bb. Receitas de dividendos As receitas de dividendos são reconhecidas quando o direito do recebimento é estabelecido. Os dividendos são refletidos como

4

5

6

7

um componente do Resultado de ativos financeiros contabilizados ao valor justo por meio do resultado ou em Outras receitas operacionais, de acordo com a classificação do instrumento de capital. cc. Cessão de ativos financeiros Ao aplicar as práticas contábeis aos ativos financeiros cedidos, a Companhia e suas controladas consideram o grau de transferência dos riscos e benefícios dos ativos transferidos para uma outra entidade: • Quando a Companhia e suas controladas transferem ativos financeiros para uma outra entidade, mas não transferiram substancialmente todos os riscos e benefícios relacionados aos ativos transferidos, os ativos permanecem reconhecidos no balanço da Companhia e suas controladas; • Quando a Companhia e suas controladas transferem substancialmente todos os riscos e benefícios relacionados aos ativos transferidos para uma entidade que não seja controlada, os ativos são baixados do balanço da Companhia e suas controladas; • Quando a Companhia e suas controladas não transferem nem retêm substancialmente todos os riscos e benefícios relacionados a ativos financeiros transferidos, e retém o controle dos ativos transferidos, a Companhia e suas controladas continuam a reconhecer o ativo transferido na extensão da sua continuidade no envolvimento do ativo financeiro transferido. No curso de suas atividades, a subsidiária BV Financeira efetua transações que resultam na transferência de ativos financeiros para terceiros ou para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, porém todos os riscos de créditos destas operações são substancialmente retidos. Desta forma, a Companhia e suas controladas reconhecem estas operações no seu balanço e um passivo associado. dd. Ativos não correntes destinados à venda Os ativos não correntes e os grupos de ativos mantidos para venda, como por exemplo BNDU, são classificados como mantidos à venda se seu valor contábil for recuperado principalmente por meio de venda em vez do uso contínuo. Essa condição é atendida somente quando a venda é altamente provável e o ativo não corrente (ou grupo de ativo) estiver disponível para venda imediata em sua condição atual. A Administração está comprometida com a venda, a qual se espera que, no reconhecimento, possa ser considerada uma venda concluída dentro de um ano da data de classificação. Caixa e equivalentes de caixa Individual 2011 2010 Disponibilidades 22 115 Depósitos bancários 22 115 Total 22 115 Consolidado 2011 2010 Disponibilidades 98.435 77.053 Caixa 235 177 Depósitos bancários 44.915 34.531 Disponibilidades moeda estrangeira 53.285 42.345 Aplicações interfinanceiras de liquidez 2.703.359 681.314 Operações compromissadas – Posição Bancada 2.031.383 302.080 Aplicações em depósitos interfinanceiros 543.666 335.571 Aplicações em moedas estrangeiras 128.310 43.663 Total 2.801.794 758.367 Ativos financeiros com acordo de revenda Consolidado 2011 2010 Oper. comprom. - Posição bancada 1.685.594 966.873 Letras do Tesouro Nacional 363.988 112.418 Notas do Tesouro Nacional 1.321.606 841.155 Outros – 13.300 Oper. comprom. - Posição financiada 3.156.420 3.896.159 Letras Financeiras do Tesouro 1.232.668 – Letras do Tesouro Nacional 1.824.553 2.908.787 Notas do Tesouro Nacional 99.199 987.372 Oper. comprom. – Posição vendida – 1.265.157 Notas do Tesouro Nacional – 1.265.157 Total 4.842.014 6.128.189 Ativos financeiros a. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Consolidado 2011 2010 Valor Ganho/ Valor Ganho/ Valor de justo (perda) não Valor de justo (perda) não custo (contábil) realizado custo (contábil) realizado No País 4.166.968 4.209.605 42.637 4.699.194 4.788.233 89.039 Letras Financeiras do Tesouro 369.929 369.953 24 330.774 331.805 1.031 Letras do Tesouro Nacional 264.171 264.100 (71) 377.011 377.587 576 Notas do Tesouro Nacional 1.389.456 1.410.008 20.552 2.885.077 2.903.489 18.412 Certif. de Receb. Imobiliários 6.124 6.124 – 3.574 3.574 – Debêntures 158.157 172.962 14.805 190.755 211.909 21.154 Títulos da Dívida Agrária 15.734 16.559 825 26.991 27.577 586 Cédulas de Produto Rural 200.993 208.302 7.309 228.948 233.192 4.244 Notas Promissórias 50.754 50.754 – 15.569 15.560 (9) Cotas de Fundos de Invest. 1.293.112 1.293.112 – 415.575 415.575 – Cotas de FIDC 144.663 144.663 – 48.613 48.613 – Ações de Cias. Abertas 40.241 39.434 (807) 54.391 53.839 (552) Ações de Cias. Fechadas 233.546 233.546 – 121.601 165.198 43.597 Invest. por incentivos fiscais – – – 315 315 – Certificado de Depósito Bancário 88 88 – – – – No Exterior 840.311 846.637 6.326 1.797.551 1.761.245 (36.306) Governos Estrangeiros 688.395 691.696 3.301 901.871 902.421 550 Tesouro Nacional 52.035 53.150 1.115 139.635 141.911 2.276 Outros Títulos 99.881 101.791 1.910 756.045 716.913 (39.132) Total 5.007.279 5.056.242 48.963 6.496.745 6.549.478 52.733 b. Ativos financeiros disponíveis para venda Individual 2011 2010 Valor Ganho/ Valor Ganho/ Valor de justo (perda) não Valor de justo (perda) não custo (contábil) realizado custo (contábil) realizado No País 386.947 393.438 6.491 519.978 530.620 10.642 Cotas de fundos de investimento 84.156 84.156 – 77.132 77.132 – Ações de Cias. Fechadas 302.791 309.282 6.491 442.846 453.488 10.642 Total 386.947 393.438 6.491 519.978 530.620 10.642 Consolidado 2011 2010 Valor Ganho/ Valor Ganho/ Valor de justo (perda) não Valor de justo (perda) não custo (contábil) realizado custo (contábil) realizado No País 8.024.948 7.995.455 (29.493) 4.813.628 4.775.210 (38.418) Letras Financeiras do Tesouro 2.572.883 2.562.665 (10.218) – – – Notas do Tesouro Nacional 2.984.067 3.005.570 21.503 2.413.419 2.385.534 (27.885) Certif. de Receb. Imobiliários 8.077 8.500 423 13.470 14.319 849 Debêntures 692.471 676.108 (16.363) 649.890 662.799 12.909 Títulos da Dívida Agrária – 1 1 – – – Notas Promissórias 130.572 130.563 (9) – – – Cotas de Fundos de Invest. 186.813 186.505 (308) 77.997 77.997 – Cotas de FIDC 213.619 213.619 – 277.683 277.683 – Ações de Cias. Abertas 31.163 27.172 (3.991) 101.726 108.527 6.801 Ações de Cias. Fechadas 1.152.811 1.153.500 689 1.232.040 1.221.034 (11.006) Outras ações e cotas 3 3 – 3 3 – Invest. por incentivos fiscais 52.380 31.160 (21.220) 47.311 27.225 (20.086) Títulos patrimoniais 89 89 – 89 89 – No Exterior 356.605 336.569 (20.036) 165.064 153.541 (11.523) Outros Títulos 356.605 336.569 (20.036) 165.064 153.541 (11.523) Total 8.381.553 8.332.024 (49.529) 4.978.692 4.928.751 (49.941) Perda por redução do valor recuperável em ativos financeiros disponíveis para venda Conforme o IAS 39, quando um declínio no valor justo de um ativo financeiro disponível para a venda tiver sido reconhecido em outros resultados abrangentes e houver evidencia objetiva de que o ativo está com problemas de recuperabilidade, a perda acumulada que tiver sido reconhecida em outros resultados abrangentes será reclassificada do patrimônio líquido para o resultado como um ajuste de reclassificação, mesmo se o ativo financeiro não tiver sido baixado. Alguns investimentos em ações de companhias fechadas, classificadas como disponível para a venda apresentaram ajuste ao valor justo negativo por mais de um exercício. Em 31 de dezembro de 2011 a Companhia e suas controladas transferiram de outros resultados abrangentes para lucros e prejuízos a perda no montante de R$ 39.907 mil, líquido dos efeitos tributários, referente a esses títulos. Instrumentos financeiros derivativos a. Composição em contas patrimoniais Consolidado Ativo 2011 2010 Diferencial a receber de swap 468.298 398.317 Contratos de termo de moeda 781 269 Compra de opções de compra – Ações 3.789 2.313 Compra de opções de venda – Ações 459 4.684 Compra de opções de compra – Ativo fin./merc. 224.252 117.390 Compra de opções de venda – Ativo fin./merc. 16.411 159.995 Derivativos de crédito 22.608 173.444 Non Deliverable Forward 88.216 57.482 Outros 14.588 3.543 Total 839.402 917.437 Passivo Diferencial a pagar de swap 425.793 585.099 Contratos de termo de moeda 468 86 Venda de opções de compra – Ações 792 1.909 Venda de opções de venda – Ações 170 1.485 Venda de opções de compra – Ativo fin./merc. 189.821 130.163 Venda de opções de venda – Ativo fin./merc. 78.839 44.541 Derivativos de crédito 18.074 95.203 Non Deliverable Forward 23.560 58.476 Outros 3.699 31.670 Total 741.216 948.632 b. Composição dos contratos de swap por indexador Consolidado 2011 2010 Valor Valor de Valor Valor Valor de Valor Original curva justo Original curva justo Posição ativa 13.206.577 14.299.121 14.901.210 13.639.697 14.484.108 15.360.551 DI 5.894.208 6.106.429 6.630.893 4.503.123 5.112.216 5.117.308 Dólar 2.280.821 2.564.542 2.609.977 2.456.737 2.316.732 2.338.286 Euro 239.908 252.327 253.399 76.365 75.275 75.548 Franco Suiço 220.524 250.664 255.629 220.524 222.821 227.056 IGPM 586.202 754.560 768.441 490.287 616.682 624.758 IPCA 1.887.227 2.076.706 2.089.779 999.170 835.607 749.670 Prefixado 1.172.074 1.375.901 1.397.692 1.597.959 2.009.246 2.932.364 Libor 783.332 767.447 758.914 1.333 1.333 1.333 Iene – – – 16.922 16.889 16.932 Commodities 1.596 9.860 1.498 3.277.277 3.277.307 3.277.296 Outros 140.685 140.685 134.988 – – – Posição passiva 13.206.577 14.108.415 14.858.705 13.639.697 14.715.370 15.547.333 DI 3.901.006 4.347.824 4.355.308 2.818.716 3.105.858 3.048.409 Dólar 1.072.472 1.178.741 1.195.548 1.672.908 1.627.758 1.633.868 Euro 44.396 44.614 44.537 70.065 68.820 69.084 IGPM 418.635 601.935 614.919 446.135 596.742 605.368 IPCA 2.705.819 3.435.428 3.527.069 2.794.714 3.006.614 2.961.239 Prefixado 4.759.406 4.195.024 4.832.761 2.514.575 2.982.081 3.901.404 Libor 172.982 165.701 151.946 1.333 1.333 1.333 Iene – – – 16.739 16.989 17.032 TJLP 123.561 127.638 124.738 19.624 22.013 22.013 Commodities 2.136 2.075 1.975 3.278.223 3.278.227 3.278.204 Outros 6.164 9.435 9.904 6.665 8.935 9.379 Diferencial líquido – 190.706 42.505 – (231.262) (186.782)

Continua....


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 31

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) Composição dos contratos de termo por indexador Consolidado Valor Original

2011 Valor de curva

Posição ativa Termo de moeda 14.427 781 Total 14.427 781 Posição passiva Termo de moeda 12.427 468 Total 12.427 468 c. Composição dos contratos de opções por indexador Consolidado

9 Valor justo

Valor Original

2010 Valor de curva

Valor justo

781 781

8.389 8.389

269 269

269 269

468 468

8.978 8.978

86 86

86 86

Valor contratado 2.844.657 56.192 124.212.794 89.819 385 831.028 128.034.875

Posição Comprada Dólar Índice IDI Ações Commodities Flexíveis Total

Posição Vendida Dólar Índice IDI Ações Commodities Flexíveis Total d. Composição dos contratos de futuros por indexador Consolidado

Valor contratado 4.995.420 100.320.040 344 61.570 9.885 1.042.739 106.429.998

2011 Valor justo (Contábil) 180.263 800 13.808 4.248 1 45.791 244.911 2011 Valor justo (Contábil) 174.091 43.024 27.129 962 824 23.592 269.622

2011 37.836.293 4.443 207.474 6.307.879 – 142.524 30.858.833 – 26.289 – 288.851 39.605.175 199 17.997 6.263.821 8.907 317.903 32.525.720 16.956 165.294 48 288.330 – (1.768.882)

Compromisso de compra Commodities Cupom Cambial DDI Euro Dólar DI T–Note Índice BGI SCC Compromisso de venda Cupom Cambial Índice DDI Euro Dólar DI Commodities T–Note BGI SCC Outros Diferencial líquido e. Composição dos contratos de NDF por indexador Consolidado Valor contratado

f.

Ativo Dólar Euro Yuan Reais Pré–fixado Outros Total Passivo Dólar Euro Yuan Reais Outros Total Diferencial líquido Derivativos de crédito Consolidado

2011 Valor justo (Contábil)

Valor Original

8

Posição ativa Pré–fixado 1.861.338 Total 1.861.338 Posição passiva Pré–fixado 178.201 Total 178.201 Diferencial líquido 1.683.137 Empréstimos e recebíveis a. Composição das operações Individual Aplicação estruturada de renda fixa Outros recebíveis

2010 Valor Valor justo contratado (Contábil)

49.955 156 1.290 36.744 – 71 88.216

1.215.482 510 – – – 11.162 1.227.154

18.450 1.217 – – – 37.816 57.483

576.911 608 56.274 24.854 1.545 660.192 622.455

18.315 5 699 4.397 144 23.560 64.656

751.184 14.700 – – 550 766.434 460.720

44.833 1.163 – – 12.481 58.477 (994)

2011 Valor de mercado

10

2010 21.887.982 – – 4.274.718 – 1.069.182 15.926.965 27.059 – 144.478 445.580 48.077.030 – – 3.672.227 106.141 403.646 42.741.944 414.520 294.059 – 443.530 963 (26.189.048)

1.042.143 6.259 56.274 175.856 – 2.115 1.282.647

Valor referência Risco recebido Swaps de crédito Credit linked notes Total Risco transferido Swaps de crédito Credit linked notes Equity linked notes Total g. Derivativos de crédito por indexador Consolidado

2010 Valor Valor justo contratado (Contábil) 3.083.019 78.088 255.422.659 989 75 172.116 52.803 6.997 179.569 428 2.387.799 5.636 261.125.924 264.254 2010 Valor Valor justo contratado (Contábil) 6.010.516 34.982 236.843.566 81.348 – – 195.700 3.394 82.663 113 3.336.175 58.261 246.468.620 178.098

11

12

2010 Valor de Valor de referência mercado

1.566.293 – 1.566.293

(10.400) – (10.400)

1.891.137 152.457 2.043.594

(3.488) 160.271 156.783

473.246 – – 473.246

(14.934) – – (14.934)

805.608 70.514 4.581 880.703

113 73.771 4.658 78.542

2011 Valor de curva

Valor de mercado

Valor Original

2010 Valor de curva

Valor de mercado

17.118 17.118

22.608 22.608

2.043.594 2.043.594

159.811 159.811

173.444 173.444

283 283 16.835

18.074 18.074 4.534

880.703 880.703 1.162.891

77.160 77.160 82.651

95.203 95.203 78.241

2011

2010

1.689.707 – 1.689.707 2011 448 8.084.397 30.564 17.063.201 1.714.905 275.297 438.665 117.110 374.242 1.712.468 7.671.854 2.417.265 857.026 – 40.757.442 4.138.795 889.057 (1.851.136) 43.934.158

1.922.413 333 1.922.746 2010 392 7.058.353 13.540 16.857.703 1.319.355 135.364 666.624 55.139 268.900 2.195.573 5.618.589 1.113.325 961.374 11.774 36.276.005 4.186.620 529.532 (526.091) 40.466.066

13

14 Total de empréstimos e recebíveis Consolidado Adiantamentos a depositantes Empréstimos Títulos descontados Financiamentos Financiamentos a exportação Financiamentos em moeda estrangeira Financiamentos rurais Financiamentos imobiliários Adiant. sobre contratos de câmbio Operações de arrendamento mercantil Créditos cedidos com coobrigação Créditos cedidos sem coobrigação – FIDC Aplicação estruturada de renda fixa Outros Total de operações com característica de concessão de crédito Outros recebíveis Custos associados Provisão para perdas por redução ao valor recuperável Total de empréstimos e recebíveis b. Composição de outros recebíveis Individual 2011 2010 Valores a receber de sociedades ligadas – 333 Total – 333 Consolidado 2011 2010 Aplic. depósitos interfinanceiros 648.752 699.634 Depósitos no Banco Central 2.923.466 3.106.267 Repasses interfinanceiros 78.762 36.110 Relações com correspondentes 14.230 12.835 Rendas a receber 11.518 14.093 Valores a receber de sociedades ligadas 2.596 5.547 Transações de cartão de crédito 140.912 94.330 Liquidações de títulos no exterior 116.870 95.578 Negociação e intermediação de valores 54.557 16.766 Usufruto de ações 146.261 – Outros 871 105.460 15 Total de empréstimos e recebíveis 4.138.795 4.186.620 c. Constituição da provisão para perdas por redução ao valor recuperável Consolidado 2011 2010 Empréstimos e recebíveis (1.579.287) (499.258) Créditos cedidos (271.849) (26.833) Total (1.851.136) (526.091) d. Empréstimos e recebíveis objetos de hedge contábil Consolidado 2011 2010 Ganho/ Ganho/ Valor de Valor (perda) não Valor de Valor (perda) não custo justo realizado custo justo realizado Empréstimos e recebíveis 21.186.999 21.671.789 484.791 19.322.656 19.485.560 162.904 Total 21.186.999 21.671.789 484.791 19.322.656 19.485.560 162.904 Instrumentos de Hedge 2011 2010 DI1 (22.139.510) (18.847.937) DDI (1.298.679) (957.646) Dólar (21.103) – Total (23.459.292) (19.805.583) Estratégias de hedge contábil Para proteger os riscos de taxa de juros prefixada dos empréstimos, financiamentos e operações de arrendamento mercantil, a Companhia e suas controladas negociou contratos no mercado futuro de DI junto a BM&FBOVESPA, de acordo com o fluxo de vencimento das parcelas. Para proteger os riscos de taxa de juros variável (Dólar) dos financiamentos a exportação, a Companhia e suas controladas ne-

gociou contratos no mercado futuro de DDI e SCC junto a BM&FBOVESPA, de acordo com o fluxo de vencimento das parcelas. Ativos tributários correntes Individual 2011 2010 Impostos de renda a compensar 62.570 82.127 Contribuição social a compensar 14.485 11.439 Total 77.055 93.566 Consolidado 2011 2010 Impostos de renda a compensar 374.173 454.972 Contribuição social a compensar 153.225 185.047 PIS a compensar 7.953 7.787 COFINS a compensar 48.388 35.970 Outros ativos 813 1.284 Total 584.552 685.060 Ativos tributários diferidos a. Composição dos ativos tributários diferidos Individual 2011 2010 Provisões 63.246 54.365 Derivativos – Regime de caixa – 522 Total 63.246 54.887 Consolidado 2011 2010 Prejuízo fiscal de IR 428.488 421.485 Base negativa de CS 18.922 29.843 Ajuste ao valor justo de ativos financeiros 9.802 1.986 Ajuste ao valor justo de derivativos 52.867 1.360 Provisão para perdas na redução ao valor recuperável 807.289 387.649 Provisões 140.957 77.862 Derivativos - Regime de caixa – 1.321 Obrigações legais 111.501 111.502 Insuficiência de depreciação (134.125) – Resultado de dependências no exterior 69.217 47.244 Outros 20.567 2.755 Total 1.525.485 1.083.007 b. Movimentação dos ativos tributários diferidos no período Individual 2011 2010 Saldo inicial 54.887 50.384 Provisões 8.881 3.981 Derivativos - Regime de caixa (522) 522 Saldo Final 63.246 54.887 Consolidado 2011 2010 Saldo Inicial 1.083.007 882.835 Prejuízo fiscal de IR 10.133 163.740 Base negativa de CS (9.992) (8.652) Ajuste ao valor justo de ativos financeiros 7.816 (25.073) Ajuste ao valor justo de derivativos 51.507 403 Participações no lucro – (57) Provisão para perdas na redução ao valor recuperável 419.640 63.050 Provisões 59.036 12.125 Derivativos - Regime de caixa (1.322) (6.947) Insuficiência de depreciação (134.125) – Resultado de dependências no exterior 21.973 – Outros 17.812 1.583 Saldo Final 1.525.485 1.083.007 c. Expectativa de realização dos ativos tributários diferidos Em 31 de dezembro 2011 2010 Valor Valor Individual nominal nominal Em 2011 – 105 Em 2012 – 416 A partir de 2015 63.246 54.366 Total 63.246 54.887 Em 31 de dezembro 2011 2010 Valor Valor Consolidado nominal nominal Em 2011 – 463.762 Em 2012 260.458 255.441 Em 2013 586.011 114.517 Em 2014 107.062 34.302 Em 2015 66.251 47.187 A partir de 2015 505.703 167.798 Total 1.525.485 1.083.007 Ativos não correntes mantidos para venda Consolidado 2011 2010 Bens não de uso próprio 50.913 43.665 Total 50.913 43.665 Outros ativos Individual 2011 2010 Adiantamentos a fornecedores 1.335 1.375 Devedores por depósitos em garantia 52.906 36.913 Total 54.241 38.288 Consolidado 2011 2010 Operações de câmbio 430.831 641.063 Caixa de registro e liquidação 7.896 8.559 Devedores conta liquidação pendentes 16.216 2.204 Oper. ativos financeiros e merc. a liquidar – 23.314 Adiantamentos e antecipações salariais 1.720 1.759 Adiantamentos a fornecedores 2.934 2.807 Devedores por depósitos em garantia 302.777 99.972 Valores a receber de sociedades ligadas – 1.972 Outros 30.462 54.668 Total 792.836 836.318 Participações em controladas Em dezembro de 2011 Patrimônio Saldo Controladas Líquido Participação Investimento Banco Votorantim S.A. 7.230.846 50,00% 3.615.420 Ajuste ao valor justo (*) – – 495.306 BV Participações 180.843 50,00% 90.422 BV Trading S.A. 53.966 100,00% 53.966 Votorantim International Business Limited 8.056 100,00% 8.056 Total 4.263.170 Em dezembro de 2010 Patrimônio Saldo Controladas Líquido Participação Investimento Banco Votorantim S.A. 7.805.903 50,00% 3.902.952 Ajuste ao valor justo (*) – – 495.306 BV Participações 120.341 50,00% 60.171 BV Trading S.A. 69.605 100,00% 69.605 VSP Participações S.A. 19.218 100,00% 19.218 Votorantim International Business Limited 134.674 100,00% 134.674 Total 4.681.925 (*) Vide nota 15. Ativos tangíveis Individual 2011 2010 Custo Depreciação Líquido Líquido Móveis e equipamentos de uso 889 (173) 716 823 Sistema de comunicação 35 (7) 28 22 Sistema de proces. de dados 4 (2) 2 2 Sistema de segurança 40 (7) 33 37 Sistema de transporte 495 (90) 405 314 Obras de Arte 8 – 8 – Total 1.471 (279) 1.192 1.198 Individual 2011 2010 Saldo inicial 1.198 845 Aquisições 508 585 Alienações (345) – Depreciação/amortização (169) (232) Saldo final 1.192 1.198 Consolidado 2011 2010 Custo Depreciação Líquido Liquido Imobilizado em curso 56 – 56 56 Instalações 33.403 (6.589) 26.814 13.474 Móveis e equipamentos de uso 33.318 (10.988) 22.329 21.983 Sistema de comunicação 6.389 (3.695) 2.694 3.131 Sistema de proces. de dados 39.010 (27.705) 11.305 14.254 Sistema de segurança 1.237 (384) 853 902 Sistema de transporte 1.338 (837) 501 532 Bens arrendados 508 (191) 317 400 Obras de Arte 8 – 8 – Benfeitorias em prop. terceiros 34.545 (16.715) 17.830 27.164 Total 149.812 (67.104) 82.707 81.896 Consolidado 2011 2010 Saldo inicial 81.896 66.113 Aquisições 25.189 43.954 Alienações (2.475) (9.301) Depreciação/amortização (21.903) (18.870) Saldo final 82.707 81.896 Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, não foi verificado indicativos da existência de perda por valor de recuperação para estes ativos. Ativos intangíveis Consolidado 2011 2010 Valor Amortização Custo Acumulada Líquido Líquido SISBEX BMF&Bovespa – – – 100 STI – AMBID 1.766 (126) 1.640 – Software sem substância física 3.016 (486) 2.530 1.194 Licenças 8.954 (2.918) 6.036 4.062 Fundo de comércio 798 (483) 315 421 Marcas e patentes – – – 1.000 Acordo direitos comercialização 2.500 (583) 1.917 2.292 Projetos corporativos 10.134 – 10.134 3.517 Ajuste do valor justo sobre investimento remanescente 495.306 – 495.306 495.306 Total 522.474 (4.596) 517.878 507.892 Consolidado 2011 2010 Saldo inicial 507.892 523.100 Aquisições 15.774 9.567 Alienações (3.610) – Depreciação/amortização (2.178) (24.775) Saldo final 517.878 507.892 Com a adoção dos Pronunciamentos contábeis e interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, a Votorantim Finanças S.A. reconheceu em 28 de setembro de 2009 o valor do investimento no Banco Votorantim S.A. ao seu valor justo, conforme entendimento da administração e orientação técnica descrita no CPC 36. Tais efeitos foram reconhecidos em setembro de 2009, data que os contratos e acordos de acionistas foram formalizados e que foi caracterizada a perda de controle. Continua....


32 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais)

16

17

18

19

20

21

22

23

A operação foi aprovada pelo BACEN em 4 de dezembro de 2009. Abaixo descrição dos valores: b. Passivos subordinados objetos de hedge contábil Ajuste do valor justo do investimento: 495.306 Consolidado 2011 2010 (-) Provisão de imposto diferido 168.404 Ganho/ Ganho/ Valor líquido do ajuste reconhecido no resultado 326.902 Valor de Valor justo (perda) não Valor de Valor justo (perda) não Para o reconhecimento do ajuste a valor justo sobre o saldo remanescente de investimentos na controlada Banco Votorantim S.A. , custo (Contábil) realizado custo (Contábil) realizado foram considerados as últimas fontes de negociação sobre o patrimônio da investida, bem como toda a documentação que suporta Nota Subordinada 1.118.319 1.099.874 18.445 993.253 942.842 50.411 a operação de venda (contrato de negociação, acordo de acionistas, termo de subscrição de ações e relatório de auditoria na finaTotal 1.118.319 1.099.874 18.445 993.253 942.842 50.411 lização da Due Diligence). Instrumento de Hedge 2011 2010 Redução ao valor recuperável de ativos: Mercado Futuro - DDI 1.420.642 1.267.695 Conforme Pronunciamento Técnico CPC01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, de estabelecer procedimento que assegure Total 1.420.642 1.267.695 que os ativos da entidade não estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação, a admiEstratégias de hedge contábil nistração da Companhia efetuou análise (Impairment) para este grupo de ativos, considerando as seguintes informações: Para proteger os riscos de taxa de juros variável (Dólar) dos passivos subordinados, a Companhia e suas controladas negocia1. Processo orçamentário ram contratos no mercado futuro de DDI junto a BM&FBOVESPA, de acordo com o fluxo de vencimento das parcelas. 2. Planejamento estratégico 24 Provisões 3. Fluxo de caixa futuro a. Composição dos passivos contingentes classificados na categoria de risco provável 4. Outras fontes para avaliar a rentabilidade futura descontada a valor presente Consolidado 2011 2010 Conforme estudo realizado a administração da Companhia constatou que o valor contábil do “Ajuste do valor justo do investimento” Contingências fiscais (a) 2.654 3.207 não excede o seu valor de recuperação. Contingências cíveis (b) 96.109 11.645 Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Contingências trabalhistas (c) 80.650 47.168 Consolidado 2011 2010 Saldo final 179.413 62.020 Ganho/ Valor Ganho/ (a) Referem-se, basicamente, as questões envolvendo ISS no montante de R$ 1.231 mil, e CSLL no montante de R$ 711. Valor de Valor (perda) não Valor de justo (perda) não (b) Referem-se, basicamente, a ações indenizatórias cuja natureza são: contestação do custo efetivo total dos contratos pactucusto justo realizado custo (contábil) realizado ados; revisão das condições e encargos contratuais; e tarifas. No País (c) Referem-se a processos movidos, na grande maioria, por ex-empregados, cuja natureza das reclamações envolvem indeOper. compromissadas 4.240 4.232 8 1.297.583 1.299.506 (1.923) nizações, horas extras, descaracterização de jornada de trabalho, adicional de função e representação e outros. Credores emprést. ações 2.091 2.085 6 12.783 12.483 300 Em função do estágio em que se encontram as contingências passivas e com base no julgamento da Administração, o desfecho Outros títulos 54.747 55.537 (790) – – – final dessas ações não pode ser determinado no momento, impossibilitando a determinação da época esperada de quaisquer Total 61.078 61.854 (776) 1.310.366 1.311.989 (1.623) fluxos de caixa futuro. Passivos financeiros ao custo amortizado b. Movimentação dos passivos contingentes classificados na categoria de risco provável Consolidado Consolidado Demandas Demandas Demandas 2011 2010 Fiscais Cíveis Trabalhistas Oper. compromissadas - carteira própria 13.555.634 12.410.893 2011 2010 2011 2010 2011 2010 Letras Financeiras do Tesouro 3.267 184.459 Saldo inicial 3.207 6.085 11.645 15.551 47.168 22.479 Letras do Tesouro Nacional 616.136 289.542 Constituições/ Reversões (875) (3.181) 84.464 (3.906) 33.482 24.354 Notas do Tesouro Nacional 2.102.488 2.628.768 Baixas – – – – – 335 CDB - Instituição financeira 4.585 581 Atualizações 322 303 – – – – Debêntures 317.407 556.239 Saldo final 2.654 3.207 96.109 11.645 80.650 47.168 Títulos de emissão própria 10.014.800 8.302.448 c. Composição dos passivos contingentes classificados na categoria de risco possível Outros títulos no exterior 51.314 7.142 Consolidado 2011 2010 Outros 445.637 441.714 Contingências fiscais (a) 476.658 200.098 Oper. compromissadas – carteira de terceiros 3.163.368 3.430.338 Contingências cíveis (b) 8.009 18.967 Letras Financeiras do Tesouro 1.232.814 – Contingências trabalhistas (c) 36.551 1.446 Letras do Tesouro Nacional 1.831.337 2.880.771 Saldo final 521.218 220.511 Notas do Tesouro Nacional 99.217 549.567 (a) No Consolidado referem-se, basicamente: i) IRPJ/CS sobre equivalência patrimonial de investimentos no exterior no monOperações estruturada 107.357 195.252 tante de R$ 92.768; ii) IRPJ/CS sobre COFINS contingente e a sua variação monetária no montante de R$ 190.608 e iii) Estratégia de renda fixa 107.357 195.252 INSS no montante de R$ 67.271. Total 16.826.359 16.036.483 (b) No Consolidado referem-se, basicamente, a ações indenizatórias cuja natureza são: contestação do custo efetivo total dos Passivos financeiros associados a ativos transferidos contratos pactuados; revisão das condições e encargos contratuais; e tarifas. Consolidado (c) No Consolidado referem-se a processos movidos, na grande maioria, por ex-empregados, cuja natureza das reclamações 2011 2010 envolvem indenizações, horas extras, descaracterização de jornada de trabalho, adicional de função e representação e Cessionários (cessões com coobrigação) 8.761.396 6.431.199 outros. Cotistas de FIDCs 2.806.071 1.134.739 d. Depósitos judiciais Outros passivos 175.020 102.434 Individual 2011 2010 Total 11.742.487 7.668.372 Contingências fiscais 52.906 36.913 Depósitos de instituições financeiras Saldo final 52.906 36.913 Consolidado Consolidado 2011 2010 2011 2010 Contingências fiscais 252.121 75.614 Depósitos interfinanceiros 1.428.102 290.914 Contingências cíveis – 13.900 Total 1.428.102 290.914 Contingências trabalhistas 22.078 10.354 Depósitos de clientes Outras 28.578 104 Consolidado Saldo final 302.777 99.972 2011 2010 Os saldos de depósitos judiciais estão classificados em outros ativos, vide nota 12. Depósitos à vista 215.559 154.249 25 Passivos tributários correntes Depósitos a prazo 11.054.074 11.201.636 Individual 2011 2010 Outros depósitos – 75 Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar 60.268 46.959 Total 11.269.633 11.355.960 Impostos e contrib. sobre serviços terceiros 14 21 Empréstimos e repasses Impostos e contribuições sobre salários 55 31 a. Composição dos empréstimos e repasses Outros impostos e contribuições – 41 Consolidado 2011 2010 Total 60.337 47.052 Empréstimos no País Consolidado 2011 2010 Com variação cambial (a) 7.641 10.679 Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar 72.597 313.299 Empréstimos no Exterior Impostos e contrib. sobre serviços terceiros 3.126 6.529 Com variação cambial (b) 2.574.057 2.118.715 Impostos e contribuições sobre salários 4.448 3.833 Repasses no País - Tesouro Nacional Impostos e contrib. sobre aplicações financeiras 15.674 17.090 Pós-fixado (c) 77.545 36.669 PIS 1.920 4.981 Repasses no País - BNDES COFINS 11.650 4.804 Prefixado (d) 569.329 769.065 ISS 3.260 4.663 Pós-fixado (e) 1.132.624 1.238.365 IOF 10.960 – Com variação cambial (f) 48.519 33.234 Outros impostos e contribuições 581 45 Repasses no País - FINAME Total 124.216 355.244 Prefixado (g) 1.064.820 1.125.921 26 Passivos tributários diferidos Pós–fixado (h) 264.647 294.593 a. Composição dos passivos tributários diferidos Total 5.739.182 5.627.241 Individual 2011 2010 (a) Taxa de atualização em 2011: 0,40% a.a. + variação cambial Ajuste ao valor justo de ativos financeiros – 3.618 (b) Taxa de atualização em 2011: de 0,40% a.a. a 7,42% a.a. + variação cambial Ajuste ao valor justo de derivativos – 123 (c) Taxa de atualização em 2011: 6,75% a.a. + CDI Derivativos - Regime de caixa 329 – (d) Taxa de atualização em 2011: de 1,50% a.a. a 8,00% a.a + CDI Ajuste a valor justo de investimentos remanescentes 168.404 168.404 (e) Taxa de atualização em 2011: de 9,08% a.a. a 9,91% a.a. + IPCA / de 6,90% a.a. a 10,50% a.a. + TJLP Total 168.733 172.145 (f) Taxa de atualização em 2011: de 0,90% a.a. a 6,27% a.a. + variação cambial Consolidado 2011 2010 (g) Taxa de atualização em 2011: de 0,30% a.a. a 9,80% a.a. + CDI Ajuste ao valor justo de ativos financeiros 9.087 43.729 (h) Taxa de atualização em 2011: de 6,50% a.a. a 11,50% a.a. + TJLP Ajuste ao valor justo de derivativos 70 75.306 b. Empréstimos e repasses – Objeto de Hedge Ajuste ao valor justo de empréstimos e recebíveis 194.897 65.162 2011 Derivativos - Regime de caixa 1.699 5.917 Valor de Ganho/ Superveniência de depreciação 312.958 395.980 Valor de mercado (perda) não Ajuste a valor justo de investimentos 168.404 168.404 Objetos de Hedge (*) custo (Contábil) realizado Total 687.115 754.498 b. Movimentação dos passivos tributários diferidos Obrigação por empréstimos no Exterior 237.748 238.795 (1.047) Individual 2011 2010 Total 237.748 238.795 (1.047) Saldo inicial 172.145 188.905 Ganho/ Ajuste ao valor justo de ativos financeiros (3.618) (3.736) Valor de Valor de (perda) não Ajuste ao valor justo de derivativos (123) (3.524) Instrumentos de Hedge custo mercado realizado Derivativos - Regime de caixa 329 (9.500) Swap fluxo de caixa - Posição ativa 237.748 238.886 1.138 Saldo final 168.733 172.145 Euro 237.748 238.886 1.138 Consolidado 2011 2010 Total 237.748 238.886 1.138 Saldo inicial 754.498 568.996 Resultado do Hedge no exercício Ajuste ao valor justo de ativos financeiros (34.643) 27.514 Empréstimos e repasses (950) Ajuste ao valor justo de derivativos (75.236) 32.034 Instrumentos financeiros derivativos 4.462 Ajuste ao valor justo de empréstimos e recebíveis 129.735 (41.229) Resultado 3.512 Derivativos - Regime de caixa (4.218) (25.045) (*) Essa operação teve início no exercício de 2011. Superveniência de depreciação (83.021) 192.228 Títulos emitidos Saldo final 687.115 754.498 a. Composição dos títulos 27 Obrigações legais Individual 2011 2010 Individual 2011 2010 Debêntures Questões fiscais - Cofins (i) 174.016 160.870 Pós–fixado – 660.378 Questões fiscais - JCP (ii) 49.912 34.315 Total – 660.378 Saldo final 223.928 195.185 Consolidado 2011 2010 Consolidado 2011 2010 Debêntures Questões fiscais - Cofins (i) 933.961 700.179 Com variação cambial (a) – 1.260.939 Questões fiscais - JCP (ii) 52.155 195.186 Pós–fixado (b) 1.557.420 1.383.599 Saldo final 986.116 895.365 Recursos de Letras de Crédito Imobiliário (i) Pleito pelo não pagamento da Cofins com base nas receitas não derivadas do faturamento mensal (ampliação da base de Pós–fixado (c) 3.490 2.316 cálculo introduzida pela Lei 9.718/98); Recursos de Letras de Crédito Agronegócio (ii) Questionamento judicial do pagamento de PIS/COFINS sobre recebimento de juros sobre o capital próprio. Prefixado 8.268 – 28 Outros passivos Pós-fixado (d) 817.712 894.759 Individual 2011 2010 Letras Financeiras Provisão para despesas de pessoal 287 33 Prefixado (e) 28.443 6.822 Provisão para despesas administrativas 109 76 Pós-fixado (f) 3.543.726 1.296.658 Total 396 109 Obrigações por TVM no Exterior Consolidado 2011 2010 Prefixado – 184.903 Recursos trânsito terceiros 61.368 16.020 Com variação cambial (g) 2.910.574 1.268.919 Transferências internas Recursos 109 2 Total 8.869.633 6.298.915 Cobrança de arrecadação de tributos e assem. – 12.146 (a) Taxa de atualização em 2011: DI + 0,35% a.a. Câmbio vendido a liquidar 4.821 320.693 (b) Taxa de atualização em 2011: de 87,00% a 95,50% DI. Obrigações por compras de câmbio 393.318 626.071 (c) Taxa de atualização em 2011: de 45,00% a 96,50% DI. Caixa de registro e liquidação 6.072 48 (d) Taxa de atualização em 2011: de 11,86% a 12,35% a.a. Comissões e Corretagens a pagar 490 704 (e) Taxa de atualização em 2011: de 10,90% a 14,00% a.a. Credores conta liquidação pendentes 25.867 26.389 (f) Taxa de atualização em 2011: de 100,00% a 112,00% DI / Operações com ativos financ. e merc. a liquidar – 5.450 de 108,00% a 109,00% Selic / de 4,50% a 7,81% + IPCA / 5,05% a 5,99% + IGPM Provisão para participação nos lucros 53.826 148.105 (g) Taxa de atualização em 2011: de 2,75% a 30,59% a.a. + variação cambial Gratificações e participações a pagar – 10 b. Títulos objetos de hedge contábil Provisão para despesas de pessoal 56.175 39.277 Consolidado 2011 2010 Provisão para despesas administrativas 46.638 37.971 Ganho/ Ganho/ Comissões por intermediação de operações 7.703 28.154 Valor de Valor (perda) não Valor de Valor (perda) não Obrigações Aquisição de Bens e Direitos 72 – custo de mercado realizado custo de mercado realizado Transações de cartão de crédito 143.552 97.012 Obrigação por TVM no exterior 1.418.935 1.444.449 (25.514) 223.431 220.686 2.745 Liquidações de títulos no exterior 525 104.968 Total 1.418.935 1.444.449 (25.514) 223.431 220.686 2.745 Operações de crédito e arrendamentos a liberar 15.682 15.329 Instrumentos de Hedge 2011 2010 Outras (a) 99.500 129.592 Mercado Futuro - Compromisso de compra 1.296.855 227.056 Total 915.718 1.607.941 DDI 1.296.855 227.056 (a) Refere-se, basicamente, aos valores a processar oriundos do fluxo operacional da carteira de empréstimos e recebíveis. Swap - Posição ativa 255.629 – 29 Patrimônio líquido Franco Suíço 255.629 – a. Capital social Total 1.552.484 227.056 O capital social da Votorantim Finanças S.A. é representado por 722.479.971 ações ordinárias, subscritas e inteiramente inteEstratégias de hedge contábil gralizadas sem valor nominal para os exercícios de 2011 e 2010. Para proteger os riscos de taxa de juros variável (Dólar e Franco Suiço) das obrigações por TVM no exterior, a Companhia e Percentual suas controladas negociaram contratos no mercado futuro de DDI junto a BM&FBOVESPA, de acordo com o fluxo de vencimenparticipação to das parcelas. Quantidade por acionista Ações % Passivos subordinados Votorantim Participações S.A. 722.478.311 99,999770% a. Composição das operações Outros 1.660 0,000230% Consolidado 2011 2010 b. Composição das Reservas Letras financeiras subordinadas 2011 2010 Pós–fixado (c) 1.054.721 152.482 Reservas de capital Certificado de depósito bancário Reservas de lucros 2.580.079 2.865.963 Pós–fixado (a) 1.544.061 1.631.270 Reserva legal 336.186 336.186 Debêntures Reserva de expansão 2.243.893 2.336.693 Pós–fixado (b) – 725.538 Total de reservas 2.580.079 2.672.879 Nota subordinada c. Dividendos Com variação cambial (d) 1.099.874 942.842 Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo obrigatório, correspondente a 25% do lucro liquido de cada período, deduTotal 3.698.656 3.452.132 zido da reserva legal. A Administração propõe a distribuição de dividendos e são reconhecidos como passivo. (a) Taxa de atualização em 2011: de 0,49% a.a. a 1,67% a.a. + CDI / 7,22% a.a. + IGPM / de 7,92% a.a. a 8,00% a.a. + IPCA (b) Taxa de atualização em 2011: 7,38% a.a. + PTAX (c) Taxa de atualização em 2011: de 1,30% a.a. a 1,94% a.a. + CDI ou de 109% a 119% do CDI / de 6,71% a.a. a 7,70% a.a. + IGPM / de 5,45% a.a. a 8,02% a.a. + IPCA Continua....


sexta-feira, 30 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 33

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais)

30

31

32

33

34

35

36

37

38

39

2011 2010 Consolidado 2011 2010 Lucro/(Prejuízo) líquido (124.639) 671.037 Água, energia e gás (3.290) (3.167) Reserva legal – (33.552) Aluguéis (76.682) (65.422) Base de cálculo – 637.485 Arrendamento de bens (2.177) – Dividendos obrigatórios conforme estatuto – 159.370 Comunicações (52.672) (51.874) % sobre a base de cálculo 25% 25% Contribuições filantrópicas (2.020) (3.901) Conforme AGOE de abril de 2011, foi deliberado pelos acionistas o pagamento de R$ 127.530 a títulos de dividendos referente Manutenção e conservação de bens (12.003) (11.603) ao exercício de 2010, desta forma na mesma data base da AGOE foram estornados R$ 31.839. Material (2.532) (3.629) No exercício de 2010 a Votorantim Finanças S.A. provisionou dividendos a pagar no valor de R$ 1.564.754, conforme Processamento de dados (80.999) (64.991) abaixo: Promoções e relações públicas (8.610) (12.293) 1. R$ 159.370 referente a destinação minima obrigatória do exercício de 2010, tendo sido pago R$ 127.531 e revertido proviPropaganda e publicidade (8.918) (19.040) são montante de R$ 31.839; Publicações (1.602) (1.848) 2. AGOE de Abril de 2010 foi aprovada a distribuição dos dividendos do exercício de 2009 aos acionistas no valor de R$ Seguros (6.145) (8.920) 94.617, sendo revertido o valor de R$ 94.616 da provisão efetuada no exercício de 2009; Serviços do sistema financeiro (6.781) (7.848) 3. AGOE de Março de 2010 foi aprovada distribuição de dividendos mediante reversão de parte da Reserva de Expansão no Serviços de terceiros (8.839) (10.750) montante de R$ 1.000.000; Vigilância e segurança (3.999) (3.837) 4. AGOE de Junho de 2010 foi aprovada distribuição de dividendos mediante reversão de parte da Reserva de Expansão no Serviços técnicos especializados 23.875 (5.758) montante de R$ 500.000. Taxa de administração de fundos (4.554) – Receitas de juros Transportes (12.341) (11.069) Individual 2011 2010 Viagens (18.849) (19.129) Empréstimos 36 1.192 Emolumentos judiciais e cartorários – (67.612) Operações compromissadas – 50.835 Outras (4.832) (40.946) Aplicação estruturada de renda fixa 184.751 215.740 Total (293.970) (413.637) Total 184.787 267.767 40 Despesas de depreciação e amortização Consolidado 2011 2010 Individual 2011 2010 Adiantamentos a depositantes 64 13 Amortização (161) (84) Empréstimos 1.432.107 1.328.319 Depreciação (169) (148) Títulos descontados 5.136 2.452 Total (330) (232) Financiamentos 3.524.649 2.143.281 Consolidado 2011 2010 Financiamentos a exportação 275.567 145.907 Amortização (11.444) (9.464) Financiamento em moeda estrangeira 12.282 3.853 Depreciação (12.805) (10.647) Financiamentos rurais 54.938 40.616 Total (24.249) (20.111) Financiamentos imobiliários 11.335 – 41 Despesas tributárias Direitos por empréstimos de ações 3 5.432 Individual 2011 2010 Operações de câmbio 34.417 20.832 PIS – (1) Arrendamento mercantil 328.691 334.247 COFINS – (7) Créditos por avais e fianças honrados 39 – Outros (494) (313) Aplicações operações compromissadas 862.634 745.038 Total (494) (321) Aplicações em depósitos interfinanceiros 56.944 56.419 Consolidado 2011 2010 Aplicações compulsórias – 164.295 ISS (39.132) (31.441) Aplicações em moedas estrangeiras 19.439 – PIS (29.559) (26.607) Créditos cedidos 1.235.343 603.233 COFINS (169.132) (160.822) Usufruto de ações de cias. fechadas 22.149 – Outros (73.577) (5.073) Aplicação estruturada de renda fixa 93.639 228.472 Total (311.400) (223.943) Outros 411.806 2.976 42 Resultado de equivalência patrimonial Total 8.381.182 5.825.385 Segue demonstrativo do resultado de equivalência patrimonial por investidas: Despesas de juros Resultado de Individual 2011 2010 equivalência 2011 2010 2011 2010 Debêntures (18.894) (59.568) Controle conjunto no País (participação direta) Letras Financeiras – (51.322) Total (18.894) (110.890) Banco Votorantim S.A. 50% 50% (259.228) 320.948 Consolidado 2011 2010 BV Participações S.A. 50% 50% 44.949 29.347 Operações compromissadas (2.003.028) (1.595.686) Controle direto no País (participação direta) Despesas com cessionários (691.344) (354.754) BV Trading S.A. 100% 100% (50.173) 2.249 Depósitos interfinanceiros (91.576) (36.974) VSP Participações S.A. 100% 100% 447 903 Depósitos a prazo (1.411.131) (1.241.765) BV Empreendimentos e Participações Ltda. – – – 8.049 Empréstimos no país (660) (2.812) Controladas no exterior (participação direta) Empréstimos no exterior (204.723) (38.846) Votorantim Internacional Business Limited 100% 100% (4.234) (8.091) Repasses Tesouro Nacional (3.261) – Total da equivalência patrimonial (268.239) 353.405 Repasses BNDES (128.631) (128.477) 43 Resultado na alienação de ativos não correntes para a venda Repasses FINAME (76.376) (57.998) Individual 2011 2010 Debêntures (319.329) (401.028) Alienação de bens (31) (3) Recursos de Letras de Crédito Imobiliário (185) (1.731) Alienação de investimentos – (18.850) Recursos de Letras de Crédito Agronegócios (82.568) (73.374) Outros – 90 Letras Financeiras (382.789) (108.109) Total (31) (18.763) Obrigações c/ banqueiros no exterior (42.064) (2.202) Consolidado 2011 2010 Aplicação estruturada de renda fixa (15.582) (215.067) Alienação de bens (52.676) (59.742) Obrigações por TVM no exterior (770.768) 46.784 Alienação de investimentos 42 (16.829) Outros (16.103) (109.626) Outros – 26.535 Total (6.240.118) (4.321.665) Total (52.634) (50.036) Receitas de serviços e comissões 44 Despesas de impostos e contribuições sobre a renda Consolidado 2011 2010 a. Encargos devidos sobre as operações Tarifas bancárias 279.914 388.911 Individual 2011 2010 Avaliação e reavaliação de bens recebidos em garantia 110.137 83.900 Lucro (Prejuízo) antes do imposto de renda, da contribuição social das participações (75.370) 700.469 Administração de fundos de investimento 62.971 54.910 Encargos à alíquota nominal vigente 25.626 (238.159) Rendas de cobrança 5.595 3.015 Exclusões/(adições) (83.050) 191.201 Comissões sobre colocação de títulos 31.016 37.388 Ajuste ao valor justo de derivativos (123) (3.524) Corretagens de operações em bolsa 17.171 15.046 Provisões (8.881) (3.981) Rendas de garantias prestadas 70.415 72.016 Derivativos - Regime de caixa 849 (10.021) Transações de cartão de crédito 9.638 6.528 Equivalência patrimonial (91.201) 209.614 Comissão de corretagem de seguros 60.572 21.140 Outros 16.306 (887) Assessoria financeira 20.992 9.963 Impostos e contribuições sobre a renda correntes (57.424) (46.958) Ressarcimento comissões de intermediação de operações (a) 182.965 696.139 Consolidado 2011 2010 Ressarcimento de outros custos – CET 22.735 319.606 Lucro antes do imposto de renda, da contribuição social das participações (515.223) 1.033.642 Outros 179.939 4.009 Encargos à alíquota nominal vigente 218.365 (411.456) Total 1.054.060 1.712.571 Exclusões/(adições) (360.164) 225.301 (a) Ressarcimento de comissões de intermediações de operações estão apresentados líquidos das despesas correspondentes. Prejuízo fiscal de IR (10.133) (164.627) Despesas de serviços e comissões Base negativa de CS 9.991 8.331 Consolidado 2011 2010 Ajuste ao valor justo de ativos financeiros (65.468) 59.773 Serviços do sistema financeiro (97.754) (90.806) Ajuste ao valor justo de derivativos (126.743) (13.823) Serviços técnicos especializados (283.751) (286.214) Ajuste ao valor justo de empréstimos e recebíveis 129.735 (3.219) Transações de cartão de crédito (7.036) (5.239) Participações no lucro 36.717 33.217 Comissões de interm. de operações (714.122) (654.551) Provisão para perdas na redução ao valor recuperável (433.757) (39.315) Custos associados (63.934) (193.293) Provisões (57.202) (4.899) Outros (102.668) (67.172) Derivativos - Regime de caixa (2.914) (18.098) Total (1.269.265) (1.297.275) Superveniência/Insuficiência de depreciação 51.102 192.228 Resultado de ativos/passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado Resultado de dependências no exterior (21.973) (11.843) Individual 2011 2010 Equivalência patrimonial (91.201) – Empréstimos e recebíveis – 7.432 Juros de ativos financeiros não tributáveis – 51.814 Total – 7.432 Adições permanentes e incentivos fiscais 130.994 – Consolidado 2011 2010 Outros 90.688 135.762 Ativos financeiros 1.528.860 1.382.897 Impostos e contribuições sobre a renda correntes (141.799) (186.155) Empréstimos e recebíveis 255.114 (86.006) b. Imposto sobre a renda diferido com efeito sobre o resultado Passivos financeiros (49.103) 47.209 Individual 2011 2010 Total 1.734.871 1.344.100 Adições/(exclusões) Resultado de instrumentos financeiros derivativos Provisões 8.881 3.981 Consolidado 2011 2010 Derivativos - Regime de caixa (850) 521 Contratos de swap (31.096) (261.350) Total - Ativos tributários diferidos 8.031 4.502 Contratos a termo 1.261 (4.124) Ajuste ao valor justo de derivativos 123 3.524 Contratos de futuros (704.137) (383.717) Derivativos – Regime de caixa – 9.500 Contratos de opções de ações 10.816 (13.335) Total - Passivos tributários diferidos 123 13.024 Contrato de opções – ativo fin./merc. – 104.189 Total 8.154 17.526 Contratos de NDF 9.278 Consolidado 2011 2010 Derivativos de crédito 20.303 2.024 Adições/(exclusões) Ajustes ao valor justo – (36.259) Prejuízo fiscal de IR 23.866 167.058 Outros 27.014 Base negativa de CS (1.752) (7.523) Total (666.561) (592.572) Ajuste ao valor justo de ativos financeiros 26.902 (15.539) Outros resultados operacionais Ajuste ao valor justo de derivativos 51.508 403 Individual 2011 2010 Participações no lucro – 832 Ganho de capital por participação em investidas – 225.000 Provisão para perdas na redução ao valor recuperável 433.757 13.600 Atualização de tributos – Créditos 4.165 – Provisões 56.327 (1.209) Correção monetária de depósitos judiciais 15.992 – Derivativos - Regime de caixa (1.664) (6.947) Atualização monetária de passivos (28.743) (10.899) Insuficiência de depreciação (134.125) – Outros 1 1.128 Outros 3.590 1.585 Total (8.585) 215.229 Total - Ativos tributários diferidos 458.409 152.260 Consolidado 2011 2010 Prejuízo fiscal de IR – (938) Ganho de capital 23.535 225.000 Base negativa de CS – (403) Provisão para passivos contingentes – (21.123) Ajuste ao valor justo de ativos financeiros 38.182 (22.582) Atualização monetária de passivos (188.382) (58.332) Ajuste ao valor justo de derivativos 75.235 (32.034) Variação cambial de investimento no exterior (5.166) (15.360) Ajuste ao valor justo de empréstimos e recebíveis (129.735) 41.229 Outros (95.370) 99.660 Provisões 2.708 463 Total (265.383) 229.845 Derivativos - Regime de caixa 4.562 25.049 Resultado de perdas por redução do valor recuperável Insuficiência de depreciação 83.022 (192.228) Consolidado 2011 2010 Total - Passivos tributários diferidos 73.974 (181.444) (Constituições)/ Reversões de provisão para perdas (1.961.404) (702.431) Total 532.383 (29.184) Recuperação de créditos baixados para prejuízo 94.116 96.372 45 Partes relacionadas Descontos concedidos em renegociação (144.456) (135.814) As operações com partes relacionadas compreendem as empresas que compõem a Companhia e suas controladas Industrial Total (2.011.744) (741.873) Votorantim, sendo as principais Votorantim Finanças S.A. e Votorantim Industrial S.A. Despesas de pessoal a. Sumário das transações com partes relacionadas Individual 2011 2010 Os saldos das operações ativas, passivas, de receitas e despesas envolvendo partes relacionadas não consolidadas são os Honorários (1.440) (1.308) seguintes: Benefícios (217) (73) Votorantim Encargos sociais (779) (1.436) 2011 2010 Proventos (1.121) (3.842) Ativos Total (3.557) (6.659) Ativos financeiros – 900 Consolidado 2011 2010 Instrumentos financeiros derivativos 9.656 20 Honorários (61.224) (15.716) Empréstimos e recebíveis (9.384) – Benefícios (82.403) (71.532) Passivos Encargos sociais (103.406) (91.726) Depósitos 229.404 84.566 Proventos (287.864) (264.475) Passivos fin. custo amortizado 307.281 874.482 Treinamento (2.572) (2.869) Instrumentos financeiros derivativos 1.755.141 62.125 Total (537.468) (446.318) Receitas Outras despesas administrativas Receitas de juros 2.811 64 Individual 2011 2010 Instrumentos financeiros derivativos – 565.971 Água, energia e gás (35) (17) Despesas Aluguéis (979) (754) Despesas de juros 91.240 191.919 Comunicações (1) (1) Instrumentos financeiros derivativos 39 169.014 Contribuições filantrópicas (189) (52) b. Remuneração de pessoal-chave da Administração Manutenção e conservação de bens (52) (112) A Companhia e suas controladas Votorantim despendeu os seguintes montantes como remuneração às pessoas–chave da Material (4) – Administração: Processamento de dados (122) (163) Individual 2011 2010 Promoções e relações públicas (25) (26) Honorários 1.441 1.308 Publicações (739) (491) Gratificações – 3.568 Seguros (53) (38) Encargos sociais 513 1.261 Serviços do sistema financeiro (114) (167) Total 1.954 6.137 Serviços de terceiros (79) (67) Consolidado 2011 2010 Vigilância e segurança (40) (19) Honorários 14.772 29.423 Serviços técnicos especializados (4.938) (4.483) Gratificações 27.784 79.446 Transportes (87) (15) Encargos sociais 13.049 31.718 Viagens (28) (29) Total 55.605 140.587 Emolumentos judiciais e cartorários – (22) 46 Segmentos operacionais Outras (61) (43) Votorantim Finanças S.A. Total (7.546) (6.499) A administração da Votorantim Finanças S.A. entende que a segmentação operacional da empresa são os investimentos nas conContinua....


34 -.ECONOMIA/LEGAIS

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) troladas diretas, indiretas e participações em conjunto, tendo estas controladas seus modelos próprios de governança, políticas e normas aprovadas em conselho de administração, bem como modelos de gerenciamento de riscos e resultados seguindo as melhores práticas de mercado e orientações técnicas emitidas pelos órgãos reguladores. Neste contexto a administração da Votorantim Finanças S.A. analisa os resultados dos segmentos operacionais sendo as próprias entidades que compõe os seus investimentos – a Companhia e suas controladas – e que estão apresentadas nesta demonstração financeira na coluna “Consolidado”. Consolidado Abaixo segue descrição de Segmento Operacional da controlada Conglomerado Banco que possui modelos próprios de análise de segmentação das suas atividades e operações. A Companhia e suas controladas possuem dois segmentos divulgáveis, conforme descrito abaixo, que são as unidades de negócio estratégicas da Companhia e suas controladas. As unidades de negócio estratégicas oferecem diferentes produtos e serviços e são administradas separadamente, pois exigem diferentes tecnologias e estratégias de marketing. O seguinte resumo descreve as operações em cada um dos segmentos reportáveis da Companhia e suas controladas: • Varejo - operações com característica de concessão de crédito direcionadas ao varejo como, por exemplo, crédito pessoal e financiamento de veículos; • Atacado - operações com característica de concessão de crédito e operações estruturadas direcionadas ao segmento não varejo; e • Outros - inclui operações relacionadas à administração de recursos de terceiros, operações relacionadas à corretagem de ações, títulos e valores mobiliários e mercadorias e outras operações não relevantes que não podem ser alocados em bases razoáveis. A Administração gerencia os resultados operacionais das suas unidades de negócio separadamente para fins de tomar decisões sobre a alocação de recursos e avaliação de desempenho. A performance do segmento é avaliada com base no lucro ou prejuízo da operação, que em certos casos é mensurado de forma diferente do lucro ou prejuízo operacional nas demonstrações financeiras consolidadas. As receitas de juros são reportadas líquidas, uma vez que a gerência primeiramente depende na receita de juros líquida como uma medida de desempenho, e não de receita bruta e despesas. Preços de transferência entre segmentos operacionais são efetuados a preços de mercado, de uma forma semelhante às operações realizadas com terceiros. 47 Gerenciamento de riscos Votorantim Finanças S.A. a. Conforme Nota Explicativa 01 - Contexto Operacional, a Votorantim Finanças S.A., tem como objetivo principal a participação acionária em outras companhias, sendo o seu principal investimento a participação acionária de 50% no Banco Votorantim S.A. e suas controladas; b. A Companhia e suas controladas possuem modelos, políticas, comitês e procedimentos seguindo as melhores práticas de mercado no Gerenciamento de Riscos conforme descrito nos itens pertencentes a esta Nota Explicativa – Gerenciamento de Riscos; c. A Votorantim Finanças S.A. através da sua participação acionária no Banco Votorantim S.A. e suas controladas recebem exposição a estes riscos; d. A posição de caixa da Votorantim Finanças S.A. e suas controladas não financeiras estão em sua grande maioria aplicadas em operações de Estratégia de renda fixa - no Banco Votorantim S.A. e todos os riscos destas operações estão concentrados nesta controlada seguindo o mesmo modelo e controle descritos nas políticas e controles; e. As operações descritas no Balanço Patrimonial individual da Votorantim Finanças S.A. em Ativos financeiros são operações de estratégia com Risco de Liquidez, Crédito e Mercado baixos. Consolidado A gestão de riscos tem suas políticas aderentes às melhores práticas de mercado e está em linha com as diretrizes definidas pelo Conselho Monetário Nacional (“CMN”). Sua abrangência é no âmbito das instituições que compõem a Companhia e suas controladas. Foram implementadas políticas, procedimentos e sistemas de gestão capaz de gerir, avaliar e mitigar os riscos inerentes aos seus negócios, proporcionando à Administração uma visão de todos os riscos. Instituiu-se o Comitê de Gestão de Riscos e subordinado a este existem três comissões, sendo uma direcionada para a gestão do risco de mercado, outra para atuar como gestora do risco de crédito e uma terceira focada para a gestão do risco operacional. O Comitê Operacional de Ativos e Passivos (“ALM”) tem a responsabilidade de executar as gestões estratégica do capital e do balanço. O acompanhamento do risco de liquidez é feito por uma Comissão específica, que é subordinada a este Comitê. Risco de Mercado Risco de mercado é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas. A gestão é feita de forma centralizada por uma área que mantém independência em relação à mesa de operações. Os procedimentos básicos adotados para o gerenciamento deste risco são: (a) integridade na precificação de ativos financeiros e derivativos; (b) avaliação do risco pela metodologia Value at Risk e pela simulação de cenários; e (c) acompanhamento de resultados diários com testes de aderência da metodologia (back–test). A Companhia e suas controladas realizam operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos, atuando em mercados organizados e de balcão, com o objetivo de possibilitar uma gestão de risco de mercado adequada à sua política. Estes instrumentos são utilizados para hedge de posições, para atender demanda de contrapartes e como meio de reversão de posições em momentos de grandes oscilações. Risco Operacional Risco operacional é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Inclui também o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas. O processo de gestão tem início a partir da aplicação de uma metodologia própria no mapeamento dos riscos. As etapas do gerenciamento são: a identificação, a avaliação, o monitoramento, o controle e a mitigação dos riscos, a comunicação e o plano de ação. A conjunção das ações de mapeamento e monitoração dos riscos com as informações obtidas pelos registros das perdas incorridas permite uma melhoria contínua nas políticas e procedimentos adotados, bem como a redução dos riscos existentes. Adicionalmente, é obrigatório o registro no sistema de base de dados de perdas operacionais e de gestão de risco operacional dos eventos ocorridos nas instituições. Esse procedimento tem como finalidade primária a formação de uma base de dados a ser utilizada no cálculo de alocação de capital para cobertura do risco operacional, previsto pelo acordo da Basiléia II, mas proporciona o fornecimento de informações suficientes para a identificação das causas desses riscos. Risco de Crédito Risco de crédito consiste na possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, a vantagens concedidas na renegociação e aos custos de recuperação. Como parte do processo de gestão do risco de crédito, são realizados acompanhamentos das políticas, normas, processos, limites estabelecidos, além da análise dos riscos e submissão às alçadas e aos comitês aprovadores. A política de crédito é formulada com base em análise de indicadores internos da carteira e dos processos de precificação e avaliação de empresas, e em fatores externos, relacionados à situação financeira das empresas e à conjuntura econômica do país e do exterior. A Companhia e suas controladas realizam avaliações de risco de crédito das operações, determinadas através de modelos julgamentais e estatísticos. Ressalta–se que na identificação de deterioração da qualidade da carteira de crédito, são tomadas ações de mitigação de riscos, tais como, reavaliação do perfil de risco dos clientes e análises setoriais que influenciam na gestão de limites até a gestão e controle de garantias. O ciclo de crédito é composto das seguintes etapas : 1- Proposta de crédito 2- Avaliação do Risco de Crédito 3- Concessão do Crédito 4- Originação da Operação 5- Monitoramento 6- Cobrança da Operação 7- Recuperação A Diretoria delegou a responsabilidade pelo gerenciamento de risco de crédito ao departamento de crédito da Companhia e suas controladas, a qual é responsável pela supervisão do risco de crédito, incluindo: • Formular políticas de crédito em conjunto com as unidades de negócios, incluindo exigências de garantia, avaliação de crédito, classificação de risco e apresentação de relatórios, procedimentos legais e documentais, assim como cumprimento com exigências normativas e estatutárias; • Estabelecer a estrutura de alçadas para aprovação e renovação de linhas de Crédito. Os limites de alçada são definidos para os Diretores de Crédito das unidades de negócios. Linhas de crédito significativas devem ser aprovadas pela Área de Credito, Diretor de Crédito, Comitê de Crédito, ou pela Diretoria, o que for mais apropriado; • Revisar e avaliar o risco de Crédito. A ��rea de Crédito avalia toda a exposição de crédito em excesso aos limites estabelecidos, antes que as linhas de crédito sejam liberadas para os clientes pela unidade de negócios em questão. As renovações e revisões das linhas de crédito estão sujeitas ao mesmo processo de revisão; • Limitar concentrações de exposição por contrapartes, áreas geográficas e setores industriais (para empréstimos e adiantamentos), e por emissores, faixas de classificação de crédito, liquidez de mercado e país (para títulos de investimento); • Desenvolver e manter a classificação de risco da Companhia e suas controladas para categorizar as exposições de acordo com o grau de risco de perda financeira enfrentada e focar o gerenciamento nos riscos inerentes; e • Oferecer aconselhamento, orientação e técnicas especializadas às unidades de negócio para promover as melhores práticas por todo o Grupo no gerenciamento do risco de crédito. A Companhia e suas controladas detêm garantias para empréstimos e recebíveis com características de concessão de crédito na forma de hipotecas sobre propriedades, valores mobiliários e outras garantias. A tabela abaixo mostra o valor das garantias: 2011 2010 Avais e Fianças 8.859.825 8.468.436 Títulos e valores mobiliários 3.040.123 2.286.022 Veiculos 277.606 85.953 Máquinas e Equipamentos 766.677 866.859 Hipotecas 322.354 347.241 Outros 1.696.745 1.278.517 Total 14.963.330 13.333.028 O valor contábil dos ativos financeiros representam a exposição máxima do crédito. A exposição máxima do risco do crédito na data das demonstrações financeiras foi: Nota 2011 2010 Caixa e equivalentes de caixa 4 2.801.793 758.367 Ativos financeiros com acordo de revenda 5 4.842.014 6.128.189 Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado 6 5.056.242 6.549.478 Ativos financeiros disponíveis para venda 6 8.332.023 4.928.751 Instrumentos financeiros derivativos 7 839.401 917.437 Empréstimos e recebíveis (*) 8 40.757.442 37.237.376 Total 62.628.915 56.519.598 (*) Não inclui custos associados às operações de empréstimos e recebíveis, por não estarem no risco de crédito e a provisão para perdas por redução a valor recuperável. Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a carteira de compromissos de crédito por avais e fiança, registrados em contas de compensação, era: 2011 2010 Avais e fianças 14.828.823 5.126.197 A exposição máxima ao risco de crédito para os ativos financeiros na data do relatório, por região geográfica da contraparte, foi: 2011 2010 Doméstico 61.305.569 54.282.171 Exterior 1.323.346 2.237.427 Total 62.628.915 56.519.598 A exposição máxima ao risco de crédito para ativos financeiros na data do relatório, por segmento de negócio, foi: 2011 2010 Clientes varejo 29.490.172 25.465.229 Clientes atacado 33.138.743 31.054.369 Total 62.628.915 56.519.598 A exposição máxima ao risco de crédito para ativos financeiros na data do relatório por setor de atividade econômica foi: Empréstimos e recebíveis com características de concessão de crédito: 2011 2010 Pessoas jurídicas 11.842.995 11.048.846 Setor público estadual Serviços 26.709 38.509 Setor privado 11.816.286 11.010.337 Indústria 5.267.614 4.820.763 Comércio 1.997.546 1.641.792 Rural 438.665 656.684 Serviços 4.112.461 3.891.098 Pessoas físicas 28.914.447 25.227.157 Total 40.757.442 36.276.003 Demais ativos financeiros: 2011 2010 Pessoas jurídicas 21.871.473 20.243.595 Setor público estadual 8.361.132 7.046.026 Setor privado 13.510.341 13.197.569 Total de todos ativos financeiros 62.628.915 56.519.598

O fluxo de vencimento para os ativos financeiros na data das demonstrações financeiras, era: 2011 2010 Parcelas vencidas A partir de 15 dias 987.185 413.192 Parcelas a vencer Até 90 dias 16.794.265 10.310.605 De 91 a 360 dias 14.388.345 18.700.057 De 1 a 3 anos 19.506.473 18.141.278 De 3 a 5 anos 6.891.036 5.490.366 Acima de 5 anos 4.064.403 3.464.100 Total 62.631.707 56.519.598 A exposição máxima ao risco de crédito para empréstimos e recebíveis com características de concessão de crédito na data do relatório, por concentração de risco, foi: 2011 2010 Dez maiores devedores 2.366.132 2.526.104 Cinquenta seguintes maiores devedores 2.133.085 2.285.370 Cem seguintes maiores devedores 1.729.365 1.812.975 Demais clientes 34.528.860 29.651.554 Total 40.757.442 36.276.003 O quadro acima não contempla todos os ativos financeiros, somente os empréstimos e recebíveis com característica de concessão de crédito. A movimentação na provisão para perdas por redução no valor recuperável em relação aos empréstimos e recebíveis com características de concessão de crédito foi: 2011 2010 Saldo inicial 526.091 522.466 Constituições/(reversões) 1.961.404 741.873 Baixas para prejuízo (644.943) (698.806) Outros 8.584 (39.442) Saldo final 1.851.136 526.091 Com base nas taxas de inadimplência históricas, a Companhia e suas controladas acreditam que nenhuma provisão para redução no valor recuperável é necessária com relação a empréstimos e recebíveis de clientes adimplentes ou inadimplentes com parcelas vencidas até 90 dias; em 31 de dezembro de 2011, 92,9% do saldo total (94,8% em 2010), que inclui o montante devido pelos clientes mais importantes da Companhia e suas controladas. Durante 2011, a Companhia e suas controladas renegociaram R$ 4.990.653 (R$ 4.453.307 em 2010) de empréstimos e recebíveis com características de concessão de crédito. Esse montante considera as renegociações de contratos adimplentes e inadimplentes. No mesmo período, a Companhia e suas controladas recuperaram R$ 87.859 (R$ 96.371 em 2010) baixados como prejuízo. Gestão de Ativos e Passivos O Comitê Operacional de Ativos e Passivos (ALM) é responsável pela gestão dos riscos estruturais de taxa de juros, taxa de câmbio e de liquidez, bem como a gestão do capital que busca otimizar a relação risco versus retorno e maior eficiência na composição dos fatores que impactam no Índice de Solvabilidade (Basiléia). Risco de liquidez Risco de liquidez é o risco em que a Companhia e suas controladas Votorantim irá encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Companhia e sua controladas na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação do Grupo. O fluxo de caixa é elaborado pela área de risco para monitorar a posição financeira atual do banco, e é encaminhado ao diretor responsável. Diariamente são efetuados testes regulares de estresse com uma variedade de cenários nas condições normais e mais severas do mercado. O plano de contingência considera as estratégias e procedimentos necessários para, pelo menos, conduzir o equilíbrio de sua capacidade de pagamento, tendo em conta os potenciais desequilíbrios identificados nos testes de estresse e nos diversos cenários. A seguir, estão as maturidades contratuais de ativos passivos financeiros: 31 de dezembro de 2011 a. Ativo Até De 91 a De 1 De 3 Acima de 90 dias 360 dias a 3 anos a 5 anos 5 anos Total Caixa e equivalentes de caixa 2.801.794 – – – – 2.801.794 Ativos financ.com acordo de revenda 4.499.215 342.799 – – – 4.842.014 Ativos financeiros valor justo resultado 2.008.251 619.639 1.243.092 779.311 405.949 5.056.242 Ativos financeiros disp. Venda 1.503.443 274.306 1.751.247 2.329.509 2.473.519 8.332.024 Instrumentos financeiros derivativos 135.040 393.984 137.184 130.660 42.534 839.402 Empréstimos e recebíveis 10.650.897 11.844.325 16.784.438 3.558.767 1.095.731 43.934.158 Total 21.598.640 13.475.053 19.915.961 6.798.247 4.017.733 65.805.634 b. Passivo Até De 91 a De 1 De 3 Acima de 90 dias 360 dias a 3 anos a 5 anos 5 anos Total Passivos financeiros ao valo justo por meio do resultado 5.922 – 50.166 5.766 – 61.854 Passivos financeiros ao custo amortizado 7.132.160 7.501.518 2.045.807 95.856 51.018 16.826.359 Passivos financeiros assoc. ativos transferidos 4.069.670 2.554.154 4.135.396 979.447 3.820 11.742.487 Depósitos de instituições financeiras 410.902 401.165 306.075 7.757 302.203 1.428.102 Depósitos de clientes 2.163.467 6.726.707 2.317.767 54.234 7.458 11.269.633 Empréstimos e repasses 906.900 1.746.605 2.390.462 346.409 348.806 5.739.182 Títulos emitidos 89.809 2.476.372 4.382.760 1.880.074 40.618 8.869.633 Instrumentos financeiros derivativos 165.004 324.642 96.558 92.808 62.204 741.216 Passivos subordinados – 568.290 1.001.238 222.880 1.906.248 3.698.656 Total 14.943.834 22.299.453 16.726.229 3.685.231 2.722.375 60.377.122 31 de dezembro de 2010 c. Ativo Até De 91 a De 1 De 3 Acima de 90 dias 360 dias a 3 anos a 5 anos 5 anos Total Caixa e equivalentes de caixa 758.367 – – – – 758.367 Ativos financeiros com acordo de revenda 2 6.128.187 – – – 6.128.189 Ativos financeiros ao valor justo resultado 988.943 1.316.065 1.890.776 1.149.576 1.204.118 6.549.478 Ativos financeiros disponíveis para venda 1.024.523 426.394 404.580 1.039.705 2.033.549 4.928.751 Instrumentos financeiros derivativos 263.170 239.737 244.273 15.917 154.340 917.437 Empréstimos e recebíveis 11.722.571 9.827.849 15.409.719 3.433.833 72.094 40.466.066 Total 14.757.576 17.938.232 17.949.348 5.639.031 3.464.101 59.748.288 d. Passivo Até De 91 a De 1 De 3 Acima de 90 dias 360 dias a 3 anos a 5 anos 5 anos Total Passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado 496.109 781.796 26.626 681 6.777 1.311.989 Passivos financeiros ao custo amortizado 5.514.131 8.433.066 2.043.224 46.062 – 16.036.483 Passivos financeiros assoc. ativos transferidos 2.725.921 1.623.343 3.122.923 189.684 6.501 7.668.372 Depósitos de instituições financeiras 152.047 97.278 37.597 3.430 562 290.914 Depósitos de clientes 2.675.008 6.162.332 2.500.887 13.083 4.650 11.355.960 Empréstimos e repasses 863.699 2.305.017 2.113.640 324.427 20.458 5.627.241 Títulos emitidos 383.661 2.390.927 2.717.369 560.871 246.087 6.298.915 Instrumentos financeiros derivativos 179.140 372.155 304.945 54.619 37.773 948.632 Passivos subordinados 1 725.538 805.125 775.733 1.145.735 3.452.132 Total 12.989.717 22.891.452 13.672.336 1.968.590 1.468.543 52.990.638 Os ativos e passivos de prazo indeterminado, para efeito de segregação no balanço patrimonial, classificam–se as operações ativas como “acima de 5 anos” e as operações passivas como “até 90 dias”. Em 31 de dezembro de 2010, o perfil dos instrumentos financeiros remunerados por juros da Companhia e suas controladas era: 2011 2010 Instrumentos com taxa prefixada 29.149.451 (4.365.339) Ativos financeiros 42.311.138 14.769.926 Passivos financeiros (13.161.687) (19.135.264) Instrumentos com taxa pós–fixada (26.515.400) (8.662.768) Ativos financeiros 20.714.545 36.666.347 Passivos financeiros (47.229.945) (28.003.579) O perfil dos instrumentos financeiros derivativos segregados por local de negociação nas respectivas datas base são: Posição ativa 2011 2010 Operações em Bolsa 258.569 220.508 Balcão 383.737 674.205 Instituições financeiras 258.569 653.769 Clientes 125.168 20.436 Total 642.306 894.713 Posição passiva 2011 2010 Operações em Bolsa 273.107 318.703 Balcão 467.896 628.608 Instituições financeiras 432.300 531.708 Clientes 35.596 96.900 Total 741.003 947.311 Os ativos financeiros dados em garantia para operações em Bolsa, Câmaras de compensação, entre outros, são: 2011 2010 Operações em Bolsa 1.007.865 907.907 Notas do Tesouro Nacional 128.395 905.523 Letras Financeiras do Tesouro 10.960 2.384 Letras do Tesouro Nacional 868.510 – Operações Câmara Comp. 30.732 35.692 Notas do Tesouro Nacional 3.326 13.041 Letras Financeiras do Tesouro 27.406 12.144 Letras do Tesouro Nacional 10.507 Outros 887.454 1.475.604 Notas do Tesouro Nacional 205.430 42.143 Letras Financeiras do Tesouro 10.910 6.493 Letras do Tesouro Nacional 671.114 1.426.968 Total 1.926.051 2.419.203 A exposição da Companhia e suas controladas ao risco de moeda estrangeira foram a seguinte: 31 de dezembro de 2011 Moeda local Moeda estrangeira Total Ativo Caixa e equivalentes de caixa 2.682.194 119.600 2.801.794 Ativos financeiros com acordo de recompra 4.619.570 222.444 4.842.014 Ativos financeiros ao valor justo resultado 4.275.828 780.414 5.056.242 Ativos financeiros disponíveis para venda 8.332.024 – 8.332.024 Instrumentos financeiros derivativos 839.402 – 839.402 Empréstimos e recebíveis 40.850.421 3.083.737 43.934.158 Total 61.599.439 4.206.195 65.805.634 Moeda local Moeda estrangeira Total Passivo Passivos financeiros ao valor justo resultado Passivos financeiros ao custo amortizado Passivos financeiros assoc. ativos transferidos Depósitos de instituições financeiras Depósitos de clientes Empréstimos e repasses Títulos emitidos Instrumentos financeiros derivativos Passivos subordinados Patrimônio líquido Total Exposição bruta Instrumentos financeiros derivativos Posição ativa em moeda estrangeira Posição passiva em moeda estrangeira Exposição cambial

61.853 16.826.358 11.742.487 1.376.730 10.913.324 5.022.862 3.734.701 741.215 2.364.179 486.006 61.853 53.269.715 8.329.724

– – – 51.372 356.309 716.320 5.134.926 – 1.334.481 429.717 – 8.023.125 (3.816.930)

61.853 16.826.358 11.742.487 1.428.102 11.269.633 5.739.182 8.869.627 741.215 3.698.660 915.723 61.853 61.292.840 4.512.794

4.735.087 955.184 (37.027) Continua....


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 35

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) 31 de dezembro de 2010

31 de dezembro de 2010 Moeda local

Ativo Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros com acordo de recompra Ativos financeiros ao valor justo resultado Ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e recebíveis Total

Passivo Passivos financeiros ao valor justo resultado Passivos financeiros ao custo amortizado Passivos financeiros assoc. ativos transferidos Depósitos de instituições financeiras Depósitos de clientes Empréstimos e repasses Títulos emitidos Instrumentos financeiros derivativos Passivos subordinados Outros passivos Total

Moeda estrangeira

Total

757.072 5.878.735 5.243.296 4.928.751 917.437 38.446.131 56.171.422

1.295 249.454 1.306.182 – – 2.019.935 3.576.866

758.367 6.128.189 6.549.478 4.928.751 917.437 40.466.066 59.748.288

Moeda local

Moeda estrangeira

Total

1.311.989 16.036.483 7.668.372 283.740 11.016.677 5.021.454 969.821 948.632 3.452.132 1.384.556 48.093.856 8.077.566

– – – 7.174 339.283 605.787 5.329.094 – – 223.385 6.504.723 (2.927.857)

1.311.989 16.036.483 7.668.372 290.914 11.355.960 5.627.241 6.298.915 948.632 3.452.132 1.607.941 54.598.579 5.149.709

Exposição bruta Instrumentos financeiros derivativos Posição ativa em moeda estrangeira 3.996.600 Posição passiva em moeda estrangeira 1.118.036 Exposição cambial (49.293) Análise de sensibilidade Qualitativo Para elaboração da análise de sensibilidade das exposições ao risco de taxas de juros da Companhia e suas controladas, utilizou-se como método a aplicação de choques paralelos nas curvas de mercado dos fatores de risco mais relevantes. Tal método tem como objetivo simular os efeitos no resultado da Companhia e suas controladas diante de cenários eventuais, os quais consideram possíveis oscilações nas taxas de juros praticadas no mercado. A aplicação de choques paralelos nas curvas de mercado tem como pressuposto que os movimentos de alta ou de baixa nas taxas de juros ocorrem de forma idêntica, tanto para prazos curtos quanto para prazos mais longos. Como nem sempre os movimentos de mercado apresentam tal comportamento, este método pode apresentar pequenos desvios nos valores simulados. Com relação aos efeitos da aplicação do método sobre as carteiras da Companhia e suas controladas, têm-se duas situações distintas: a. Para as operações classificadas na Carteira de Negociação, composta por operações com intenção de negociação, os efeitos dos possíveis movimentos nas taxas de juros praticadas no mercado geram impacto direto no resultado da Companhia e sua controladas; e b. Para as operações classificadas na Carteira de Não Negociação, a valorização ou a desvalorização, em decorrência de mudanças nas taxas de juros praticadas no mercado, não afeta diretamente o resultado da Companhia e suas controladas, tendo em vista que a referida Carteira é composta, majoritariamente, por operações contratadas com a intenção de manutenção até os respectivos vencimentos – empréstimos a clientes, captações no varejo, títulos públicos – cujo registro contábil é realizado com base nas taxas contratadas. Para efeito de simulação, foram considerados dois cenários eventuais, nos quais a taxa básica de juros sofreria um aumento ou uma redução da ordem de 100 basis points (+/– 1 ponto percentual). Carteira de Trading R$ mil Fatores de Risco 2011 2010 + 100 bps - 100 bps + 100 bps - 100 bps Taxa prefixada (22.234) 23.079 (874.721) 901.432 Cupons de taxas de juros – – (71.941) 77.683 Cupons de Índices de preços 363 (355) (232.885) 248.994 Cupons de moedas estrangeiras (9.125) 10.711 (385.967) 412.889 Total (30.996) 33.435 (1.565.514) 1.640.998 Carteiras de Trading e Banking R$ mil Fatores de Risco 2011 2010 + 100 bps - 100 bps + 100 bps - 100 bps Taxa prefixada (216.132) 224.120 (874.721) 901.432 Cupons de taxas de juros 5.712 (5.896) (71.941) 77.683 Cupons de Índices de preços 3.042 (2.739) (232.885) 248.994 Cupons de moedas estrangeiras (16.091) 19.033 (385.967) 412.889 Total (223.469) 234.518 (1.565.514) 1.640.998 Nos quadros a seguir, encontram-se sintetizados os resultados para a Carteira de Negociação (Trading), composta por títulos públicos e privados, instrumentos financeiros derivativos e recursos captados por meio de operações compromissadas, apresentando os valores observados em cada data base: 31 de dezembro de 2011 Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Redução 16.682 Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Manutenção – Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Aumento 1.395 Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento 130 TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Manutenção – Outros Risco de variação dos demais cupons Redução (487) Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Aumento (37.944) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (923) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Aumento (91.152) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (315) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Aumento – Outros Risco de variação dos demais cupons Aumento (13.204) Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Aumento (87.694) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (1.813) Variação cambial Risco de variação das taxas de câmbio Aumento (428.656) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (741) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Aumento – Outros Risco de variação dos demais cupons Aumento (47.152) Cenário I Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Redução 188.936 Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (4.044) Variação cambial (1) Risco de variação das taxas de câmbio Aumento 2.190 TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Manutenção – TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Manutenção – Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento 1.255 (1) Valores líquidos de efeitos fiscais. Cenário II Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Aumento (431.632) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (16.839) Variação cambial (1) Risco de variação das taxas de câmbio Aumento (96.182) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Redução (1.987) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Redução (605) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (2.649) (1) Valores líquidos de efeitos fiscais. Cenário III Fator de Risco Conceito Variação de Taxas Resultado Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Aumento (1.003.137) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (29.240) Variação cambial (1) Risco de variação das taxas de câmbio Aumento (441.553) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Redução (4.100) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Redução (1.206) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Redução (5.880) (1) Valores líquidos de efeitos fiscais. Taxa Prefixada Risco de variação das taxas prefixadas de juros Aumento (464.862) Cupons de moedas estrangeiras Risco de variação de cupom cambial Aumento (21.639) Variação cambial (1) Risco de variação das taxas de câmbio Aumento (185.964) TJLP Risco de variação de cupom de TJLP Aumento (3.551) TR/TBF Risco de variação de cupom de TR e TBF Aumento (1.294) Índices de preços Risco de variação de cupons de índices de preços Aumento (4.623) (1) Valores líquidos de efeitos fiscais. • Cenário I – Consiste no cenário provável para os fatores de risco e tem como base as informações referenciais do mercado utilizadas da BM&FBOVESPA, ANBIMA. • Cenário II – Cenário com choque de 25% sobre o cenário provável de mercado, proveniente do Departamento de Risco de Mercado, conforme norma interna de precificação de ativos e análise econômica, consistente com as melhores práticas de mercado. • Cenário III – Cenário com choque de 50% sobre o cenário provável de mercado, proveniente do Departamento de Risco, conforme norma interna de precificação de ativos e análise econômica, consistente com as melhores práticas de mercado. Para as operações classificadas na Carteira de Não Negociação, a valorização ou a desvalorização em decorrência de mudanças em taxa de juros, praticadas no mercado, não representa impacto financeiro e contábil significativo sobre o resultado da Companhia e suas controladas. Isto porque esta carteira é composta, majoritariamente, por operações de créditos (créditos diretos ao consumidor, agronegócios, capital de giro, etc.), captações de varejo (depósitos à vista, a prazo e de poupança) e títulos e valores mobiliários, cujo registro contábil é realizado, principalmente, pelas taxas pactuadas na contratação das operações. Adicionalmente, destaca-se o fato dessas carteiras apresentarem como principal característica a intenção de manter as respectivas posições até o vencimento, não sofrendo, portanto, os efeitos das oscilações em taxa de juros, ou pelo fato dessas operações estarem atreladas naturalmente a outros instrumentos (hedge natural), minimizando dessa forma os impactos em um cenário de estresse. O saldo contábil dos ativos e passivos financeiros aproximam-se de seu correspondente valor justo, pois estas operações baseiam-se em taxas negociadas e praticadas no mercado. Os valores justos dos ativos e passivos financeiros, juntamente com os valores contábeis apresentados no balanço patrimonial, são os seguintes: 31 de dezembro de 2011 Valor contábil Valor justo Diferença Ativo Caixa e equivalentes de caixa 2.801.793 2.801.793 – Ativos financeiros com acordo de revenda 4.842.014 4.842.014 – Ativos financeiros ao valor justo resultado 5.056.245 5.056.245 – Ativos financeiros disponíveis para venda 8.332.023 8.332.023 – Instrumentos financeiros derivativos 839.401 839.401 – Empréstimos e recebíveis 43.934.158 43.934.158 – Total 65.805.634 65.805.634 – Valor contábil Valor justo Diferença Passivo Passivos financeiros ao valor justo resultado 61.853 61.853 – Passivos financeiros ao custo amortizado 16.826.358 16.826.358 – Passivos financeiros assoc. ativos transferidos 11.742.487 11.742.487 – Depósitos de instituições financeiras 1.428.101 1.428.101 – Depósitos de clientes 11.269.640 11.269.640 – Empréstimos e repasses 5.739.181 5.739.181 – Títulos emitidos 8.869.632 8.869.632 – Instrumentos financeiros derivativos 741.215 741.215 – Passivos subordinados 3.698.655 3.698.655 – Total 60.377.122 60.377.122 –

Ativo Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros com acordo de revenda Ativos financeiros ao valor justo resultado Ativos financeiros disponíveis para venda Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e recebíveis Total

Valor contábil

Valor justo

Diferença

758.367 6.128.189 6.549.478 4.928.751 917.437 40.466.066 59.748.288 Valor contábil

758.367 6.128.189 6.549.478 4.928.751 1.917.437 40.466.066 59.748.288 Valor justo

– – – – – – – Diferença

Passivo Passivos financeiros ao valor justo resultado 1.311.989 1.311.989 – Passivos financeiros ao custo amortizado 16.036.483 16.036.483 – Passivos financeiros assoc. ativos transferidos 7.668.372 7.668.372 – Depósitos de instituições financeiras 290.914 290.914 – Depósitos de clientes 11.355.960 11.355.960 – Empréstimos e repasses 5.627.241 5.627.241 – Títulos emitidos 6.298.915 6.298.915 – Instrumentos financeiros derivativos 948.632 948.632 – Passivos subordinados 3.452.132 3.452.132 – Total 52.990.638 52.990.638 – Os métodos e premissas utilizados para a estimativa do valor justo estão definidos abaixo: a. Caixa e Equivalentes de Caixa; Ativos Financeiros com acordo de revenda - O valor contábil apresentado para esses instrumentos no balanço patrimonial consolidado se aproxima de seu valor justo; b. Ativos Financeiros ao valor justo no resultado; Ativos Financeiros disponíveis para venda; Instrumentos financeiros derivativos - Sob condições normais, os preços cotados de mercado são os melhores indicadores dos valores justos dos instrumentos financeiros. Entretanto, nem todos os instrumentos possuem liquidez ou cotações e, nesses casos, faz–se necessário a adoção das estimativas de valor presente e outras técnicas para definição de preço. Os valores justos dos títulos públicos são apurados com base nas taxas de juros fornecidas por terceiros no mercado e validados comparando-se com as informações fornecidas pela ANDIMA. Os valores justos de títulos de dívida de empresas são calculados estimando-se os valores das aplicações e efetuando o desconto dos fluxos de caixa estimados adotando-se as taxas de juros praticadas no mercado. Os valores justos de ações são apurados com base em seus preços cotados de mercado. Os valores justos dos instrumentos derivativos foram apurados conforme segue: (i) Swaps: Seus fluxos de caixa são descontados a valor presente com base em curvas de rentabilidade que refletem os fatores apropriados de risco. Essas curvas de rentabilidade podem ser traçadas principalmente com base nos preços de troca de derivativos na BM&F, de títulos públicos brasileiros no mercado secundário ou de derivativos e títulos e valores mobiliários negociados no exterior. Essas curvas de rentabilidade podem ser utilizadas para obter o valor justo de swaps de moeda, swaps de taxa de juros e swaps com base em outros fatores de risco (commodities, índices de bolsas, etc.); (ii) Futuros, Termo e Non Deliverable Forward: cotações em bolsas ou utilizando-se critério idêntico ao utilizado nos swaps; (iii) Opções: Seus valores justos são apurados com base em modelos matemáticos que são alimentados com dados de volatilidade implícita, curva de rentabilidade da taxa de juros e o valor justo do ativo subjacente. Os preços de mercado corrente das opções são utilizados para calcular as volatilidades implícitas. Todos esses dados são obtidos de diferentes fontes externas. c. Empréstimos e Recebíveis - O valor justo é estimado por grupos de empréstimos com características financeiras e de risco similares utilizando modelos de valorização. O valor justo dos empréstimos de taxa fixa foi determinado pelo desconto dos fluxos de caixa estimados com a utilização de taxas de juros próximas as nossas taxas atuais para empréstimos similares. Para a maior parte dos empréstimos à taxa variável, o valor contábil foi considerado como próximo de seu valor justo. O valor justo das operações de crédito e arrendamento mercantil de curso anormal foi baseado no desconto dos fluxos de caixa previstos, com a utilização de uma taxa proporcional ao risco associado aos fluxos de caixa estimados, ou no valor da garantia subjacente. As premissas relacionadas aos fluxos de caixa e às taxas de desconto são determinadas com a utilização de informações disponíveis no mercado e de informações específicas do tomador. d. Passivos financeiros ao valor justo no resultado; Passivos financeiros ao custo amortizado; Passivos financeiros associados a ativos transferidos; Depósitos de instituições financeiras; Depósitos de clientes; Empréstimos e repasses; Títulos emitidos; Instrumentos financeiros derivativos e Passivos subordinados - O valor justo dos depósitos de clientes com taxa variável foi considerado próximo do seu valor contábil. Os passivos financeiros, com taxa variável e com variação cambial tem sua exposição ao risco mitigada por meio de instrumentos financeiros derivativos. Hierarquia de valor justo A tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo em 31 de dezembro de 2011, utilizando um método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como a seguir: • Nível 1: O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como títulos mantidos para negociação e disponíveis para venda) é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação, ou agência reguladora, e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais. O preço de mercado cotado utilizado para os ativos financeiros mantidos pela Companhia e suas controladas é o preço de concorrência atual. Esses instrumentos estão incluídos no Nível 1. • Nível 2: O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento foram adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 2. Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no nível 3. • Nível 3: Os ativos/passivos financeiros do nível 3 não têm informações de precificação em um mercado ativo, a Companhia e suas controladas usam critérios de precificação, a partir de modelos conhecidos no meio acadêmico e/ou através de governança específica com a participação de especialistas e com um processo interno estruturado. Em qualquer dos casos o objetivo é a obtenção do valor mais adequado para estas operações, e a Companhia e suas controladas acreditam que as metodologias adotadas são apropriadas e consistentes com os participantes do mercado. São classificados neste nível alguns títulos como debêntures, ações de companhias fechadas, ações preferenciais resgatáveis e first to default (derivativo de crédito). 31 de dezembro 2011 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Ativo Ativos financeiros ao valor justo resultado 3.603.806 1.175.009 277.427 Ativos financeiros disponíveis para venda 6.219.777 889.866 1.306.536 Instrumentos financeiros derivativos – (84.156) – Empréstimos e recebíveis 14.078 824.505 821 Total 9.837.661 2.805.224 1.584.784 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Passivo Passivos financeiros ao valor justo resultado 4.232 57.621 – Instrumentos financeiros derivativos 3.693 721.240 16.282 Passivos subordinados – 1.099.874 – Total 7.925 1.878.735 16.282 Movimentação Ativos financeiros valor justo resultado Saldo anterior 206.140 Venda de ações de Cias. Fechadas (165.198) Inclusão - Ações de Cias. Fechadas 233.546 Debêntures - aumento no ajuste ao valor justo 2.939 Saldo final 277.427 Ativos financeiros disponíveis para venda Saldo anterior 941.760 Resultado - Marcação a Mercado 76.671 Debêntures - aumento no ajuste ao valor justo 288.105 Saldo final 1.306.536 Instrumentos financeiros derivativos - Ativo Saldo anterior 179.079 Opções - Transferência para o nível 2 (5.635) Credit Linked Note - Transferência para o nível 2 (160.271) Derivativos de Crédito - diminuição no ajuste ao valor justo (2.892) Der Crédito- Transferência para o nível 2 (9.461) Saldo final 821 Instrumentos financeiros derivativos – Passivo Saldo anterior 152.041 Opções - Transferência para o nível 2 (56.837) Credit Linked Note - Transferência para o nível 2 (73.772) Equity Linked Note - Transferência para o nível 2 (4.658) Derivativos de Crédito - Transferência para o nível 2 (944) Derivativos de Crédito - Aumento no ajuste ao valor justo 452 Saldo final 16.282 31 de dezembro 2010 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Ativo Ativos financeiros ao valor justo resultado 4.942.210 1.401.128 206.140 Ativos financeiros disponíveis para venda 2.632.879 1.354.112 941.760 Instrumentos financeiros derivativos 738.358 – 179.079 Empréstimos e recebíveis – 36.271.283 – Total 8.313.447 39.026.523 1.326.979 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Passivo Passivos financeiros ao valor justo resultado – – – Instrumentos financeiros derivativos 796.592 – 152.040 Passivos subordinados – – – Total 796.592 – 152.040 Movimentação Ativos financeiros ao valor justo resultado Saldo anterior – Inclusão pela compra de Ações de Cias. Fechadas 165.198 Inclusão – Debêntures 40.942 Saldo final 206.140 Ativos financeiros disp. venda Saldo anterior 126.999 Inclusão pela compra de Ações de Cias. Fechadas 658.756 Inclusão - Debêntures 174.214 Aumento/(diminuição) no ajuste ao valor justo (18.209) Saldo final 941.760 Instrumentos financeiros derivativos - Ativo Saldo anterior 208.174 Derivativos de Crédito - aumento/(diminuição) no ajuste ao valor justo (29.095) Saldo final 179.079 Instrumentos financeiros derivativos - Passivo Saldo anterior 231.707 Derivativos de Crédito – aumento/(diminuição) no ajuste ao valor justo (79.667) Saldo final 152.040 Capital regulatório O Banco Central do Brasil é o órgão regulador que estabelece e monitora as normas de capital para o Banco Votorantim S.A.. As operações da Companhia e suas controladas não financeiras e as operações bancárias individuais são diretamente supervisionadas pelos seus órgãos reguladores. Com relação à implementação de normas atuais de capital, o Banco Central do Brasil exige que a controlada em conjunto com Banco Votorantim S.A. mantenha uma proporção estabelecida do capital total em relação ao total dos ativos de risco ponderado. O Grupo calcula as necessidades para o risco de mercado em suas carteiras negociáveis com base nos modelos de VaR adotados e utiliza suas classificações internas como base para ponderar o risco de crédito. O capital regulador do grupo é analisado em dois níveis: Capital de Nível 1, que inclui, basicamente, o capital de ações ordinárias e preferenciais, lucros acumulados e reservas de capital e de lucros. Capital de Nível 2, que inclui basicamente passivos subordinados. A política do Grupo procura manter uma base de capital sólida para manter a confiança do investidor, credor e do mercado, e para sustentar o desenvolvimento futuro do negócio. O impacto do nível de capital no retorno do acionista também é reconhecido e o Banco reconhece a necessidade de manter um equilíbrio entre retornos maiores que talvez sejam possíveis com maior alavancagem e os benefícios e segurança proporcionados por uma posição sólida de capital. O Banco e suas operações regulamentadas individualmente cumpriram com todas as exigências de capital impostas externamente durante o período. Não houve mudanças significativas no gerenciamento de capital do Banco durante o período. A posição de capital regulador do Grupo em 31 de dezembro de 2011 e 2010 é apresentada abaixo: Continua....


DIÁRIO DO COMÉRCIO

36 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 30 de março de 2012

VOTORANTIM FINANÇAS S.A. CNPJ nº 01.386.256/0001-41 Av. das Nações Unidas, 14.171 - 6º andar - Torre A - São Paulo - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de Reais) 2011 2010 Tabela 2: Síntese dos maiores ganhos do teste retrospectivo de estresse Patrimônio de Referência Total (PR) 12.054.180 11.844.719 2011 Patrimônio de referência Nível I 8.086.351 8.405.405 Fator de Risco Exposição Estresse Patrimônio de referência Nível II 3.967.829 3.439.314 Total Moedas Estrangeiras 173.602 – Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 9.385.719 9.945.507 Total Commodities 3.710 254 Ponderação de risco de crédito 8.923.692 8.759.342 Total Ações 19.030 – Ponderação de risco de mercado 193.114 769.232 Total Taxas de Juros 12.859.689 44.333 Ponderação de risco de operacional 268.913 416.933 Total Carteira 13.056.031 44.587 Excesso de Patrimônio de Referência 2.668.461 1.899.212 2010 Índice (mínimo exigido pelo BACEN é de 11%) 14,13% 13,10% Fator de Risco Exposição Estresse Alocação de capital Total Moedas Estrangeiras 87.232 21.808 A alocação de capital entre operações e atividades específicas é, na sua maioria, impulsionada pela otimização de retorno sobre o Total Commodities 3.647 365 capital alocado. O valor de capital alocado para cada operação ou atividade é baseado principalmente no capital regulador, mas em Total Ações 83.152 15.799 alguns casos as normas reguladoras não refletem completamente o grau de variação de risco associado com as diferentes atividaTotal Taxas de Juros 127.534.708 2.819.099 des. Em tais casos, as exigências de capital podem ser adaptadas para refletir os diferentes perfis de risco, sujeitos ao nível geral Total Carteira 127.708.739 2.857.071 de capital para sustentar uma operação específica ou atividade que não caia abaixo do mínimo exigido para os fins reguladores. O Tabela 3: Síntese das maiores perdas do teste prospectivo de estresse processo de alocação de capital para operações e atividades especificas é realizado de maneira independente daquelas pessoas 2011 responsáveis pela operação e está sujeita a análise pelo Comitê Operacional de Ativos e Passivos. Fator de Risco Exposição Estresse Embora a maximização do retorno sobre o capital ajustado para risco seja a base principal usada para determinar como o capital Taxas de Juros 12.859.689 (39.625) é alocado dentro do Banco para operações ou atividades especificas, não é a única base usada para a tomada de decisões. As Moedas Estrangeiras 173.602 (39.120) sinergias com outras operações e atividades, a disponibilidade da administração e outros recursos e a adequação da atividade com Commodities 3.710 (231) os objetivos estratégicos de longo prazo do Banco também são outros fatores levados em consideração. As políticas do Banco com Ações 19.030 (2.900) relação ao gerenciamento e alocação de capital são analisadas regularmente pela Diretoria. Total Carteira 13.056.031 (81.876) Valor em Risco (VaR – Value At Risk) 2010 Qualitativo Fator de Risco Exposição Estresse O VaR é uma métrica utilizada para estimar a perda máxima potencial, sob condições rotineiras de mercado, apresentada diariaTaxas de Juros 127.534.708 (2.212.045) mente em valores monetários, considerando determinado intervalo de confiança e horizonte temporal. Moedas Estrangeiras 87.232 (7.757) Para mensuração do VaR, a Companhia e suas controladas adotam a técnica de simulação histórica e os seguintes parâmetros: (i) Commodities 3.647 (365) 99% de intervalo de confiança unicaudal; (ii) 252 cenários retrospectivos de fatores de choques diários para a carteira de NegociaAções 83.152 (20.573) ção; (iii) 1260 cenários retrospectivos de fatores de choques diários para a carteira de não negociação; e (iv) horizonte temporal de Total Carteira 127.708.739 (2.240.740) 10 dias úteis. Tabela 4: Síntese dos maiores ganhos do teste prospectivo de estresse Os fatores de riscos utilizados para mensuração da métrica do VaR das exposições sujeitas a riscos de mercado são classificados 2011 nas seguintes categorias: (i) taxas de juros: risco da variação dos cupons de taxas de juros praticados no mercado. Exemplo: PrefiFator de Risco Exposição Estresse Taxas de Juros 12.859.689 33.468 xado, cupom de Dólar, cupom de IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), cupom de TR (Taxa Refencial), cupom de TJLP; (ii) Moedas Estrangeiras 173.602 – taxas de câmbio: risco da variação das taxas de câmbio praticadas no mercado. Exemplo: Real x Dólar, Dólar x Euro, Dólar x Iene; Commodities 3.710 254 (iii) preços de ações: risco da variação dos preços de ações e índices praticados no mercado. Exemplo: IBOV (Índice Ibovespa); Ações 19.030 – e (iv) preços de mercadorias (commodities): risco da variação dos preços de mercadorias no mercado. Exemplo: Boi Gordo, Soja, Total Carteira 13.056.031 33.722 Milho. 2011 Consumo de VaR mínimo, médio e máximo da carteira de Trading Fator de Risco Exposição Estresse % do Limite Taxas de Juros 127.534.708 1.883.892 Período Mínimo Média Máximo Moedas Estrangeiras 87.232 15.991 Janeiro a Dezembro / 2011 8,81% 35,58% 64,56% Commodities 3.647 365 Janeiro a Dezembro / 2010 18,28% 43,28% 83,36% Ações 83.152 12.086 Consumo de VaR mínimo, médio e máximo do Banco Votorantim (carteira de Trading e Banking). Total Carteira 127.708.739 1.912.334 % do Limite A partir de 31/Maio/2011 a companhia e suas controladas passaram a adotar a segregação entre carteiras de Negociação e Não Período Mínimo Média Máximo Negociação, o que explica a diferença elevada nas exposições e sensibilidades. Janeiro a Dezembro / 2011 25,49% 50,28% 90,89% 48 Outras informações Janeiro a Dezembro / 2010 17,52% 36,77% 72,71% a. Benefícios a empregados c) Estresse Não existe benefícios pós-emprego, tais como pensões, outros benefícios de aposentadoria, seguro de vida e assistência méQualitativo dica pós emprego, outros benefícios de longo prazo a empregados e administradores, incluindo licença por anos de serviço ou A Companhia e suas controladas utilizam métricas de estresse resultantes de simulações de suas exposições sujeitas a riscos outras licenças, jubileu ou outros benefícios por anos de serviço, remuneração baseada em ações e benefícios de rescisão de de mercado sob condições extremas, tais como crises financeiras e choques econômicos. Esses testes objetivam dimensionar os contrato de trabalho com exceção dos previstos em acordo coletivo da categoria. impactos de eventos plausíveis, mas com baixa probabilidade de ocorrência, nos requerimentos de capital regulatório e econômico. b. Cobertura de seguros O programa de testes de estresse da Companhia e suas controladas têm os seguintes objetivos: A Companhia e suas controladas adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montan• Estar integrados à estrutura de gerenciamento de riscos da instituição; tes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de risco • Controlar limites de exposições; adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria das demonstrações financeiras, conseqüentemen• Associar potenciais perdas a eventos plausíveis; te não foram analisadas pelos nossos auditores independentes. • Ser considerados no desenvolvimento das estratégias de mitigação de riscos e nos planos de contingência da instituição; c. Garantias concedidas em favor de controladas • Ser realizados individualmente por fator de risco e de forma conjunta; e Não existem garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos em favor de controladas referentes a obrigações venci• Considerar a concentração em determinados fatores de risco os instrumentos não lineares e a quebra das premissas do modelo das ou vincendas. de VaR. Diversas normas, emendas a normas e interpretações IFRS emitidas pelo IASB ainda não entraram em vigor para o exercício O Programa de Testes de Estresse de Risco de Mercado da Companhia e suas controladas fazem uso de métodos de avaliação encerrado em 31 de dezembro de 2011, sendo essas: baseados em: • Amendments to IAS 01 Presentation of financial statements • testes retrospectivos de estresse; • Amendments to IAS 19 Employee Benefits • testes prospectivos de estresse. • IFRS 10 Consolidated Financial Statements O método do teste retrospectivo de estresse estima a variação do valor de mercado das exposições da carteira de Negociação da • IFRS 11 Joint Arrangements Companhia e suas controladas, mediante a aplicação de choques nos fatores de mercado compatíveis com cenários específicos • IFRS 12 Disclosure of Interests in Other Entities capazes de reproduzir períodos históricos de estresse do mercado, considerando os seguintes parâmetros: • IFRS 13 Fair Value Measurement a. Métricas: resultado do cenário pessimista e resultado do cenário otimista; • IFRS 9 Financial Instruments (replacement of IAS 39) b. Extensão da série histórica para determinação dos cenários: de 01/2005 até a data–base; d retornos acumulados de 10 dias úteis; e • Amendments to IFRS 7 c. Período de manutenção (holding period): d. Periodicidade do teste: diária. • Amendments to IAS 12 Os resultados dos testes retrospectivos de estresse objetivam avaliar a capacidade de absorção de grandes perdas e identificar • Amendments to IAS 27 (2011) eventuais medidas para redução dos riscos da instituição. • Amendments to IAS 28 (2011) O método do teste prospectivo de estresse estima a variação do valor de mercado das exposições da carteira de Negociação do O CPC ainda não emitiu pronunciamentos equivalentes ao IFRS acima citados, mas existe expectativa de que o faça antes da data Banco, mediante a aplicação de choques nos fatores de riscos de mercado, estimados a partir de cenários de estresse gerados pela requerida de sua entrada em vigor. A adoção antecipada dos pronunciamentos do IFRS está condicionada à aprovação prévia em Subcomissão de Cenários, considerando os seguintes parâmetros: ato normativo da Comissão de Valores Mobiliários. a. Métricas: resultado do cenário pessimista e resultado do cenário otimista; A Companhia não estimou a extensão do impacto destas novas normas em suas demonstrações financeiras. b. Extensão da série: prospecção para retornos acumulados de 10 dias úteis; c. Periodicidade do teste: diária. Os testes prospectivos de estresse objetivam simular, de forma prospectiva, adversidades baseadas em características da carteira Lupercio de Souza Izabel - CRC 1SP194632/O-4 da instituição e do ambiente macroeconômico, sob condições severas e plausíveis. O controle, o monitoramento e o acompanhamento diário dos limites de estresse, para a carteira de negociação da Companhia e COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA suas controladas, são realizados com base nas métricas do teste prospectivo de estresse. DIRETORIA – Presidente Tabela 1: Síntese das piores perdas do teste retrospectivo de estresse Jos�� Ermírio de Moraes Neto 2011 Fator de Risco Exposição Estresse Vice-Presidente Total Moedas Estrangeiras 173.602 (85.621) Marcus Olyntho de Camargo Arruda Total Commodities 3.710 (231) Total Ações 19.030 (6.435) Presidente Total Taxas de Juros 12.859.689 (43.600) CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO – José Ermírio de Moraes Neto Total Carteira 13.056.031 (135.887) Vice-Presidente 2010 Cláudio Ermírio de Moraes Fator de Risco Exposição Estresse Total Moedas Estrangeiras 87.232 (13.085) Marcus Olyntho de Camargo Arruda Total Commodities 3.647 (365) Luís Ermírio de Moraes Total Ações 83.152 (24.946) Clóvis Ermírio de Moraes Scripilliti Total Taxas de Juros 127.534.708 (2.659.174) Wang Wei Chang Total Carteira 127.708.739 (2.697.570) RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Conselheiros, Acionistas e Diretores da Votorantim Finanças S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Votorantim Finanças S.A. (“Companhia”), identificadas como “Votorantim Finanças” e “Consolidado”, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e pela adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos rele-

vantes, a posição patrimonial e financeira da Votorantim Finanças S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Votorantim Finanças S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na nota explicativa nº 2, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Em sua aplicação na Companhia, essas práticas diferem do IFRS somente no que se refere à apresentação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto; cuja avaliação se dá pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria pelo custo ou valor justo; e pela opção, pela manutenção do saldo do ativo diferido, existente em 31 de dezembro de 2008, que vem sendo amortizado. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras em seu conjunto não está ressalvada em função desses assuntos. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação está sendo efetuada de forma espontânea pela Companhia, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 5 de março de 2012. Ricardo Anhesini Souza Contador - CRC 1SP152233/O-6 Luciana Liberal Sâmia Contadora - CRC 1SP198502/O-8

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

g

eral

Menina morta por jet ski: quatro indiciados. O garoto que pilotava a moto aquática que atropelou Grazielly, de 3 anos, em Bertioga, responderá por ato infracional.

Q

uatro pessoas foram indiciadas pela morte da menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos. Ela foi atropelada por um jet ski em Bertioga, no litoral de São Paulo, em 18 de fevereiro. A informação foi dada ontem pelo delegado seccional de Santos, Rony da Silva Oliveira. Ele acrescentou que as quatro pessoas foram indiciadas na Delegacia Seccional de Santos (litoral de São Paulo) sob suspeita de homicídio culposo – sem intenção de matar. O adolescente que dirigia o jet ski vai responder por ato infracional. O juiz da Infância e Juventude vai determinar se ele deve cumprir medida socio-educativa.

Rivaldo Gomes/Folhapress-20/03/2012

Simulação do acidente foi realizada em 20 de março, em Bertioga. Os indiciados são: José Augusto Cardoso (dono do jet ski), o caseiro Erivaldo Francisco (que levou o equipamento para o mar) e os mecânicos

Thiago Veloso Lins e Aílton Bispo de Oliveira (porque teriam sido imprudentes ao deixar peça do equipamento enferrujar). Dois dias antes do cri-

me, o jet ski passou por manutenção com os dois mecânicos. Segundo a investigação, eles não notaram que o eixo de borboleta estava oxidado. O acidente aconteceu no sábado de Carnaval. Uma testemunha-chave disse que o menino acelerou o jet ski de forma "repentina, violenta e total". O veículo teria empinado, quicado na água e seguido em alta velocidade até atingir a criança. A lei proíbe menores de 18 anos de dirigir jet ski. O caso foi transferido da Delegacia de Bertioga para a Seccional no início de março "devido à sua complexidade e repercussão", segundo a polícia. A reportagem não conseguiu contato com os indiciados pela polícia. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

e

37

conomia

BC projeta uma elevação de 4,4% neste ano, 0,1 ponto percentual menos que o centro da meta.

Inflação abaixo da meta, para o Banco Central. O

Banco Central (BC) prevê que a inflação deste ano ficará abaixo do centro da meta oficial – de 4,5% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – devido à desaceleração da atividade econômica interna e à maior deterioração do cenário global. Para 2013, no entanto, a autoridade monetária piorou suas estimativas. A divergência entre as duas projeções reforçou a visão de analistas do mercado financeiro de que a autoridade monetária será obrigada a aumentar a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 9,75% ao ano, em 2013 para conter pressões de preços. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem, a estimativa é de inflação de 4,4% neste ano pelo cenário de referência – com juros constantes em 9,75% e dólar a R$ 1,75. E, para o ano seguinte, o BC vê agora que o IPCA ficará em 5,2%. No relatório anterior, de dezembro passado, as estimativas tanto para este quanto o próximo ano estavam em 4,7%. Para o BC, o Brasil está crescendo abaixo do seu potencial e, em seu cenário central, "contempla ritmo moderado da atividade econômica doméstica no curto prazo, com tendência de aceleração ao longo deste ano", como um fator de menor pressão inflacionária no período. Além disso, o BC avalia que as importações estão contribuindo para a contenção dos preços no mercado interno. "As compras de produtos externos reduzem a demanda nos mercados de insumos domésticos e, dessa forma, contribuem para arrefecimento de pressões de custos e eventuais repasses para os preços ao consumidor", informou. Por outro lado, o BC também argumentou que as negociações salariais e a indexação da economia podem deteriorar as expectativas da inflação futura. "De modo geral, ao conter o processo de desinflação da economia, os mecanismos de indexação contribuem para elevar o ponto de partida da taxa de inflação em ciclos de moderação econômica", informou pelo documento. E citou riscos de as negociações salariais serem ancoradas nos preços passados mais altos, o que poderia levar a níveis "não compatíveis com o crescimento da produtividade". "A moderação sa-

larial constitui elemento chave para a obtenção de um ambiente macroeconômico com estabilidade de preços", emendou. Atividade – O Banco Central manteve em 3,5% a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, abaixo do previsto pelo governo, oficialmente em 4,5%, apesar de mirar, na realidade, em 4%. A autoridade monetária viu, de um lado, expansão da demanda doméstica em ritmo moderado, mas acredita que a elevação da oferta de crédito vai se manter para pessoas física e jurídica. O BC citou ainda contribuições positivas das transferências governamentais. "Também contribuirão para fortalecer a demanda doméstica – em especial o consumo das famílias e o investimento – ações de política monetária recentemente implementadas, cujos efeitos sobre a atividade (e inflação), operam com defasagem e são cumulativas", informou o Banco Central. Selic – Com a piora da expectativa inflacionária para 2013, analistas apostam em uma alta na taxa de juros. "O cenário é convergente para o centro da meta (de inflação) neste ano e divergente no ano que vem e o BC se sente confortável em continuar cortando o juros", afirmou o economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos. O Banco Central também informou que a chance de a inflação estourar o teto da meta é de 3% em 2012 e em torno de 22% no ano que vem pelo cenário de referência. No documento anterior, estava em 54% e "em torno" de 10%, respectivamente. No documento, a autoridade monetária voltou a frisar que a taxa Selic vai cair para patamares "ligeiramente acima" de 8,75% ao ano, mínimo histórico que vigorou entre julho de 2009 e abril de 2010, e se estabilizar, como trouxe a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em meados do mês de março. Para o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, o Banco Central reduzirá a Selic em abril novamente, mantendo a taxa estabilizada até dezembro em 9% ao ano. "Isso indica uma possível alta dos juros em 2013", afirmou Velho. (Reuters)

Quem lida com ela no dia a dia pensa diferente Estela Cangerana*

A

previsão do Banco Central (BC) para a alta dos preços neste ano, de 4,4% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada ontem no Relatório Trimestral de Inflação, é bem mais otimista que a de boa parte do mercado e a do Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os membros do Comitê – empresários, economistas e especialistas de diversos ramos de atividade –, que se reuniram ontem na sede da Associação, sentem no dia a dia uma elevação de preços muito maior que a divulgada. Para eles, alimentos e combustíveis podem levar a inflação a uma subida além da esperada pela autoridade monetária. "A inflação dos alimentos continua disfarçada, os preços sobem de forma contínua, isso fora da questão da sazonalidade", afirmou uma fonte do Comitê ligada ao setor atacadista. Os vilões, nesse caso, seriam os grãos. "Tivemos uma grande seca (no início do ano) na região Sul do País, que levou a uma quebra de safra. Toda a produção do Rio Grande do Sul foi prejudicada, além de partes do Paraná. Ainda houve problemas com a produção do Mato Grosso do Sul", disse um membro do grupo ligado ao agronegócio.

O resultado do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de março, de 0,43%, divulgado ontem, confirma os temores com relação às commodities. O Índice de Preços no Atacado (IPA), que tem peso de 60% no IGP-M, subiu 0,42% no mês, depois de uma queda de 0,26% em fevereiro. E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP, também teve alta (veja texto nesta página). De acordo com o Comitê de Conjuntura, uma outra grande pressão na inflação, também influenciada pelo clima, está ganhando força. A elevação no preço dos combustíveis parece ser indispensável. A cana de açúcar deve ter uma safra menor que a esperada anteriormente. "Antes prevíamos uma alta de 8% a 10%, porém agora a estimativa já está em menos da metade disso. Se crescer 3% sobre o ano passado será um bom número", explicou uma fonte do setor, que afirmou também no encontro que neste ano o período de entressafra deve ter um mês a mais. Isso porque a colheita da safra que deveria ser nos meses de março e abril será em abril e maio. O resultado será mais um impacto negativo na gasolina, cujo preço já vem sendo mantido graças a grande esforço. Independentemente dos problemas da cana e, consequentemente, do etanol, a defasagem nos preços do petróleo no Brasil estaria em

IGP-M sobe

O

Índice Geral de Preços – Mercado (IGPM) de março mostrou inflação de 0,43%, após ter registrado deflação de 0,06% em fevereiro. O resultado, anunciado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro. O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até março, o IGP-M acumula aumentos de 0,62% no ano e de 3,23% em 12 meses. A alta foi influenciada pela variação de 0,42% no Índice de Preços por Atacado (IPA),

que representa 60% do IGPM. Em fevereiro, a taxa foi negativa em 0,26%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, acelerou 0,48% no período, ante variação de 0,27%, no mês anterior. A contribuição de maior magnitude para o acréscimo da taxa do índice em março partiu do grupo Habitação, cuja taxa passou de 0,32% para 0,99%. Respondendo por 10% do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,37% neste mês, acelerando ante a variação positiva de 0,42% em fevereiro. Após uma sequência de 14

meses, a desaceleração que vinha sendo apresentada pelo IGP-M no acumulado de 12 meses tende a caminhar para o fim. A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. O economista destacou que a quantidade de sinais de uma estabilização na taxa está cada vez maior, apesar de não haver, em contrapartida, informações claras de que esse movimento possa ser definitivo e muito menos de que a inflação vai acelerar nesse tipo de comparação. De acordo com Quadros, como os preços das commo-

CNPJ. 97.837.181/0001-47

torno de 20% a 25% em relação aos valores no exterior. "A situação será insustentável para a Petrobras, caso não eleve o preço da gasolina", disse um membro do Comitê. A própria presidente da estatal, Graça Foster, indicou que isso ocorreria. No mercado financeiro, uma inflação acima da estimativa do Banco Central e do centro da meta também é dada como certa, embora isso não signifique que ela ultrapasse o teto da meta, nem que esteja descontrolada. "A inflação não vai desgarrar. Minha projeção para o IPCA para este ano é de 5,4%", afirma o diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros. Ele ressalta a pressão do setor de serviços, que acumulou uma expansão de 10,14% em 2011 e deve ter uma variação de 9% em 2012. "O governo vai ter uma pressão em serviços por um bom tempo. Não vamos ter inflação no centro da meta no curto prazo", diz Barros. PIB –Embora discordantes em relação à inflação, as expectativas do Banco Central, do mercado financeiro e do Comitê de Avaliação da Conjuntura da ACSP são parecidas em relação ao resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Todos estimam crescimento entre 3% e 3,5% no ano. Aí, diferente é apenas a previsão da equipe econômica do governo, de 4,5%. * Colaborou Rejane Tamoto

Companhia Aberta

NIRE 35300154410

Aviso aos Acionistas

dities não estão ajudando a diminuir a inflação no atacado como anteriormente e já existem sinais de recuperação de alguns preços de itens importantes no IGP-M, não haveria surpresa se a taxa de 12 meses ficasse estável já em abril. "A nossa impressão é de que, se as taxas mensais voltarem a ficar mais próximas das observadas no ano passado, é possível que o processo de desaceleração em 12 meses chegue ao fim", comentou. "Poderia ser o fim de um ciclo de desaceleração, mas uma retomada de um cenário de estabilidade", acrescentou. (Agências)

PRIMEIRA EMISSÃO PRIVADA DE DEBÊNTURES Encerramento do Prazo para Subscrição do Primeiro Rateio de Sobras e Início do Prazo para o Segundo Rateio de Sobras DURATEX S.A. (“Companhia”), em continuidade ao Aviso aos Acionistas divulgado em 08.02.2012, comunica que o prazo para subscrição do Primeiro Rateio de Sobras da Primeira Emissão Privada de Debêntures da Companhia encerrou-se em 28.03.2012, tendo sido subscritas no total, até a referida data, 776.447 debêntures, equivalentes a 99,93% do total das 777.000 debêntures emitidas. Segundo Rateio Os subscritores que manifestaram interesse em subscrever as sobras no Segundo Rateio deverão comparecer nos locais de atendimento indicados no Aviso aos Acionistas acima mencionado, no período de 30 de março a 5 de abril de 2012, para subscrevê-las na proporção de 0,0716% das debêntures por eles efetivamente subscritas, excluindo-se as frações, conforme tabela de preço abaixo: Data

Preço Unitário - R$

30.03.2012 02.04.2012 03.04.2012 04.04.2012 05.04.2012

131,885296 131,943997 132,002725 132,061478 132,120260

As subscrições das sobras do Segundo Rateio que forem realizadas através da BM&FBOVESPA serão liquidadas no dia 05.04.2012, ao preço de R$ 132,120260 por debênture. As debêntures que eventualmente não forem subscritas no Segundo Rateio serão canceladas ou vendidas pela Companhia em leilão especial de venda na BM&FBOVESPA. Informações adicionais poderão ser obtidas na Gerência Executiva de Relações com Investidores da Companhia, localizada na Avenida Paulista, 1938, 6º andar, São Paulo-SP, ou pelo telefone +55 (11) 3179-7421, fac-símile +55 (11) 3179-7355, email investidores@duratex.com.br. São Paulo (SP), 29 de março de 2012. Flavio Marassi Donatelli Diretor Executivo Financeiro e de Relações com Investidores


38 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

e Supermercados esperam faturar 4% mais conomia

39 Para os supermercados, dois dias a menos de venda podem gerar diferenças de faturamento de até sete pontos percentuais.

Abras divulga balanço de 2011, com alta de 11,3% sobre 2010, e acena com possibilidade de rever para cima projeção de crescimento no ganho real para 2012. Fátima Lourenço

A

Associação Brasileira de Supermercados (Abras) está feliz com os resultados do setor no ano passado e também com as perspectivas para 2012. A entidade mantem a expectativa de crescimento real de faturamento anual na casa de 4% e, segundo seu superintendente, Tiaraju Pires, acena com a possibilidade de rever a projeção para cima, ao final de abril, quando terá dimensão mais realista do primeiro trimestre, sem os efeitos das vendas sazonais do período de Páscoa. De acordo com o balanço divulgado ontem pela Abras, o faturamento bruto do autosserviço cresceu 11,3% de 2010 para 2011, saltando de um total de R$ 201,6 bilhões para R$ 224,3 bilhões em valores nominais. Na mesma base de comparação, o setor ganhou 882 novas lojas, contabilizando, ao final do ano passado, 82.010 unidades e 967.720 funcionários diretos. Ranking – O balanço de 2011 também dá forma ao 35º Ranking Abras, liderado pela Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar), com faturamento bruto

de R$ 52,6 bilhões, equivalentes à variação de 45,8% ante 2010. A classificação divulgada ontem, com as 20 maiores receitas do varejo brasileiro de autosserviço, mostra que não houve alteração na posição dos primeiros seis colocados (confira quadro abaixo). Aumentou, no entanto, a diferença de faturamento entre os dois primeiros. Pires explica que o Grupo Pão de Açúcar foi favorecido pela incorporação das receitas do Ponto Frio e Casas Ba-

hia. Já o Carrefour, o segundo do ranking, deixou de contabilizar as vendas da bandeira Dia Mais, separada, para efeito de gestão. A rede francesa faturou R$ 28,7 bilhões em 2011, com recuo de 0,8% ante 2010. O resultado se tornaria positivo (com 8,9% de crescimento), caso fosse retirada da base de comparação (2010) a receita da rede Dia Mais, que não forneceu dados para a 35ª versão do ranking. Cenários – O cenário de 2012 se mantém positivo, segundo análise do superintendente

da Abras. A variação negativa das vendas de fevereiro ante janeiro, com recuo de 0,18% em valores reais (deflacionado pelo IPCA, do IBGE), está dentro do comportamento esperado para essa época do ano. "Fevereiro, apesar do ano bissexto, tem dois dias a menos", justifica Pires. Para os supermercados, detalha, dois dias a menos de venda podem gerar diferenças de faturamento de até sete pontos percentuais, conforme o período da semana. Na comparação com igual

Abilio Diniz vai deixar Conselho do Casino Filipe Araújo/AE

Ceagesp reabre após protesto Cobrança de permanência de caminhões no local foi adiada e hoje recomeçam reuniões com diretoria

O

s portões da Companhia de Entrep o s t o s e A r m azéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina, zona oeste da Capital paulista, foram reabertos na tarde de ontem, após dois dias de protestos que impediram o funcionamento do local. A diretoria do entreposto e as quatro entidades de trabalhadores vão voltar a negociar sobre a ta-

Uma das saídas para Diniz seria cindir do grupo a varejista Globex

O

empresário Abilio Diniz não será mais conselheiro do grupo francês Casino, cargo que ocupava desde 1999. A decisão foi tomada na tarde de ontem, na sede do Casino, em Paris, durante reunião do Conselho de Administração do grupo. No dia 11 de maio, uma assembleia geral dos acionistas deverá referendar a decisão de afastá-lo, por questão de "conflito de interesses". O Casino é sócio do Grupo Pão de Açúcar e se opôs aos planos de Diniz de adquirir o Carrefour. Os dois grupos travam uma briga judicial em uma corte de arbitragem na França. Além de Diniz, o conselho de administração também recomendou veto ao nome de Philippe Houzé, presidente do grupo Galeria Lafayette, como conselheiro. Pão de Açúcar – O Casino iniciou na semana passada o processo formal para assumir o Pão de Açúcar. O grupo francês

mês do ano passado, no entanto, o Índice Nacional de Vendas da Abras registrou, em fevereiro, crescimento real de 11,58%. No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), o setor contabilizou variação positiva real de 7,57%, ante igual período de 2011 (e 14,07% na variação nominal). Pires atribui o bom desempenho ao crescimento da massa salarial e ao efeito do reajuste do salário mínimo de 14,12%. É comum, segundo Pires,

que imediatamente após esse tipo de reajuste, haja crescimento do consumo no autosserviço. Isoladamente, o fato não garante continuidade das vendas aquecidas. "As pessoas também têm que pagar dívidas e há o incentivo da isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industriali zado s), que estimula a venda de outros produtos", justifica o executivo da Abras. Ainda assim, a entidade analisa como positivos os cenários econômicos local e internacional, "sem indícios de mudanças".

notificou Diniz sobre a decisão de exercer o direito de nomear o chairman do Conselho de Administração da Wilkes, holding de controle do Grupo. Negociada em 2005, a "virada" no controle da varejista em junho deste ano deve encerrar as disputas societárias intensificadas em 2011, quando Diniz lançou proposta de fusão com a subsidiária brasileira do Carrefour. Desde então, a relação do brasileiro com o Casino azedou. O empresário tem direito vitalício de presidir o conselho do Pão de Açúcar e de apontar o presidente da companhia a partir de uma lista tríplice indicada pelo Casino. Uma das saídas para Diniz seria cindir do grupo a varejista Globex, que reúne as lojas do Ponto Frio e da Casas Bahia, que ficariam com ele. A proposta foi bombardeada pela família Klein, antiga dona da Casas Bahia, que procurou se aproximar do Casino por ter o empresário como "desafeto" comum.(Folhapress)

xa de estacionamento. De acordo com o presidente da Associação dos Permissionários do Entreposto de São Paulo (Apesp), Eduardo Haiek, ficou acertado com a direção da Ceagesp o adiamento da licitação que passaria a cobrar pela permanência de caminhões no posto de abastecimento da cidade. "A partir de amanhã (hoje) começam as reuniões. Assinamos o documento com a proposta e

eles aceitaram." Além da Apesp, vão participar das negociações o Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sincaesp), Associação dos Comerciantes de Pescado de São Paulo (Acapesp) e Sindicato dos Carregadores Autônomos (Sindicar). Os permissionários contestam os preços que serão co-

brados pela entrada dos caminhões e carros no entreposto, que chamam de "pedágio": R$ 10 por 10 horas de permanência, e R$ 60 pela diária. Carros pagariam R$ 6 por hora. O presidente da Ceagesp, Mauro Maurici, afirma que o objetivo da diária é desestimular os caminhoneiros que costumam dormir no entreposto e usam da infraestrutura do local (água, banheiro), sem pagar. (AE)

Luiz Prado/LUZ

Consumidores recorrem ao Mini Ceasa Mariana Missiaggia

A

paralisação de feirantes, carregadores e caminhoneiros da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que durou dois dias, comprometeu o fornecimento de alimentos em São Paulo. No Centro, consumidores migraram para o Complexo do Pari, conhecido como Mini Ceasa, na rua Santa Rosa, 330, onde gastaram até 30% a mais do que o normal. Para abastecer padarias, mercados e restaurantes, Milton Oliveira Gonçalves, 51 anos, gastou 20% a mais em relação às suas compras diárias na Ceagesp. Ainda assim, Gonçalves voltou para casa sem tomate caqui e

Paralisação na Ceagesp lota Mini Ceasa. Ferreira lucrou 30% mais. tomate cereja. "Todo mundo vem pra cá (no Complexo) e as mercadorias acabam. Na quarta-feira não encontrei as frutas que precisava", disse o abastecedor que comercializa 2 mil quilos de alimento por dia. Edmilson Rodrigues de Oliveira, 46, abastecedor de hortifruti, comprou R$ 1 mil em frutas e verduras, R$ 150 a mais do que costuma gastar na Ceagesp. Para Nazário Cordeiro Lemes, 60, a greve resultou em prejuízo. Com o caminhão

cheio de repolho, chuchu, tomate e caqui, Lemes não vendeu sequer um tomate nos dois dias de protestos. " S o u f o r n e c e d o r d a C e agesp. Aqui (Mini Ceasa), os comerciantes já têm fornecedores próprios", disse. Fátima Trindade Mendonça, 48, proprietária da Hortifruti Mendonça no Pari, já não aguentava mais atender o entra e sai em seu box. "Se aumentou? Só a especulação. Estou vendendo normalmente, e só para quem é

meu cliente. Prefiro assim porque não tenho mercadoria disponível para essa quantidade de pessoas que está circulando por aqui", afirmou a comerciante. Ao contrário de Fátima, o comerciante Fernando Ferreira, 45, da Jota Bom Alimentos comemora o bom momento. "Nossas vendas aumentaram entre 20% e 30%. Não temos mais berinjela, beterraba e pepino desde a tarde de quarta-feira", garantiu ontem Ferreira.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

40

e

sexta-feira, 30 de março de 2012

A ideia é aculturar no e-commerce os 3 milhões de sites novos que estão entrando no segmento. Regina Salles Tupinambá, da Certisign

conomia

Fotos: Divulgação

GUERRILHEIROS

I

magine estar na fila para ser atendido no supermercado ou na padaria e descobrir que a sua senha é a de número 27.951. Se a espera já soa inquietante para quem quer apenas comprar um pãozinho, como devem se sentir os que aguardam pela doação de um órgão? Foi exatamente esse questionamento que uma ação de guerrilha desenvolvida pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo levantou. Idealizada pela agência Y&R, a iniciativa que ocorre este mês em padarias e supermercados da Capital paulista tem por meta ampliar a doação de órgãos para salvar vidas. A agência comandada por Roberto Justus trocou, nesses estabelecimentos que integram a ação, as senhas que organizam as filas por estas, com números gigantescos onde está impresso o recado: "Esta seria sua posição se você estivesse na fila para receber um órgão. Seja um doador de órgãos. Comunique sua família." O número real para o atendimento na padaria ou no supermercado fica impresso no final do ticket. "Evite filas. Doe órgãos" é o slogan da campanha. Essas ações de marketing de

SALVAR VIDAS: meta da Santa Casa com campanha de doação de órgãos guerrilha, de baixo custo e alto impacto, estão entre as que mais crescem no mercado publicitário. O que começou como iniciativas do pequeno varejo e das pequenas indústrias para atrair público, como aquele boneco engraçado, o palhaço que chama o consumidor para a loja, a oferta de degustação no ponto de venda, as mobilizações que se descobre são promovidas por marcas, se profissionalizou. As agências grandes como a Y&R, a maior em compra de mídia do País, ingressaram forte nesse mercado, que depende e muito da chamada mídia gratuita para

ter o efeito desejado. Segue assim a trilha dos guerrilheiros, que deram tremenda dor de cabeça para os Estados Unidos (EUA) e os derrotaram no Vietnã, com pequenas ações que embaraçam os grandes e ganham terreno. Hoje, toda grande empresa busca usar a fórmula. Há inclusive agências do chamado marketing de guerrilha especializadas em diferentes públicos. Vivem do ti-ti-ti que criam. É o caso da ação da Y&R para a Santa Casa, que não envolve grandes verbas, até porque o atendimento da conta é gratuito desde 2004, e entra na cláusula de responsabilidade social da agência

de Justus. Faz o bem e mostra para outras empresas que este pode ser um bom caminho. Entre uma das ações globais de marketing de guerrilha das mais famosas está a viagem nos EUA de um homem vestido de franguinho, que batia as asas freneticamente por onde passava e dizia adorar a KFC. A rede com 15 mil lanchonetes pelo mundo, das quais 5,2 mil nos EUA, é referência nesse tipo de produto. E esse lado lúdico que o marketing de guerrilha vem adotando dá resultados. O recado nas filas para doação de órgãos, ou as aglomerações com alguns contratando, dançando em lugares públicos e os demais seguindo e se envolvendo são as armas dessa publicidade guerrilheira. Tudo para que as marcas possam vencer as grandes, como David a Golias. O boca a boca ainda rende frutos, cada vez mais em uma sociedade em que fazer parte, estar presente como nas festas promovidas ao redor do mundo por Smirnoff, a vodca do poderoso grupo inglês Diageo, mais que exceção, tornou-se regra. Tomara que a Santa Casa de Misericórdia, com a doação de órgãos, salve mais vidas.

LÚDICOS e sempre dispostos a ajudar

OS BUSCADORES

P

ersonagens produzidos em animação, batizados de "buscadores de soluções" são as estrelas da nova campanha da Lojas Colombo, que oferece roupa formal masculina a preços competitivos – ternos em torno de R$ 99,90. Os pequenos personagens, atenciosos e prestativos, são os ajudantes da equipe de vendas da Colombo, na tentativa de demonstrar que oferece mais do que roupas com preços baixos, oferece serviços. É que essa rede do varejo ainda realiza ajustes às suas roupas, mantendo nos quadros centenas de alfaiates e costureiras. Criados pela equipe do estúdio de animação Dr. Smith, os bonecos, misto dos lúdicos "bananas de pijama" e "playmobil", estão sempre dispostos a ajudar o consumidor nas suas escolhas.

LÁZARO Ramos vai convocar colaboradores

OI NA TV NO SOFÁ

RAPIDINHO

A

P

141SoHoSquare, da agência Grey141, assina ação da Etna que promete preços competitivos, até o dia 22 de abril, em sofás, sofáscamas e poltronas. ESTÍMULO da Etna ao objeto do desejo "Quinzena do Sofá Etna. Vários modelos e muito conforto, com descontos de até 50%" é o mote da campanha. O produto que Hebe Camargo popularizou na programação televisa é objeto do desejo sobretudo da emergente classe C. A Etna aproveita a política de estímulo do governo federal ao consumo, visando compensar a queda nas exportações por conta do real supervalorizado em relação ao dólar, para vender, vender mais. A empresa que oferta muitos importados, se valendo dessa mesma situação cambial, tem gordura para queimar.

ara celebrar os 30 anos do Sedex, os Correios levam ao ar uma campanha criada pela Artplan que apresenta o CORREIOS celebram 30 anos do Sedex conceito "Sedex 30 anos. É, passou rápido!". Embalada pela música "O Relógio", do poetinha Vinicius de Moraes, a canção ganhou ritmo acelerado para destacar os atributos da rapidez com que a estatal quer mostrar que entrega suas encomendas, claro se uma greve não interromper o fluxo. E, por sinal, o funcionalismo público já iniciou, esta semana, negociações com o governo reivindicando aumento linear de 22,08%, que resultaria em um acréscimo de R$ 25 bilhões anuais à folha. Haja impostos! Mas os Correios fazem seu papel na publicidade, ao destacar os serviços que oferecem.

A

operadora de telefonia Oi está treinando este mês, em campanha de endomarketing (por enquanto restrita ao ambiente da empresa), sua força de vendas para entrar com tudo na oferta de combos que envolvem televisão por assinatura, telefone e acesso à internet. Pretende desafiar em preços a Net e a Telefônica que, em São Paulo, lideram o mercado. Bom para o consumidor, pois o valor mensal de R$ 29,90 força ofertas no mercado. O ator global Lázaro Ramos foi o escalado para convocar os colaboradores da Oi a ganhar mercado.

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

E-commerce mais acessível Karina Lignelli

O

primeiro encontro de 2012 do Ciclo MPE.Net, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), realizado ontem em São Paulo, trouxe novidades para os micro e pequenos e-empreendedores que já têm ou planejam abrir negócios pela internet. Com abertura do diretor e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Yoshiaki Nakano, o evento teve anúncio de duas parcerias com a Câmara. Uma para a formação de um Centro de Estudos em Economia Digital, e outra com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para difundir o Cartão BNDES no setor, considerado "estratégico" para o banco. A linha de financiamento, que já tem R$ 25 bilhões em crédito pré-aprovado, segundo o gerente do Departamento de Operações de Internet do BNDES, Victor Hugo J.Ribeiro, será voltada para investimentos em softwares, certificação e licenças para os micro e pequenos empre-

endedores (MPEs) operarem trando no segmento", disse a no mundo virtual. diretora comercial Regina Em 2011, foram financia- Salles Tupinambá. das mais de 500 mil operaOutras empresas especiações pelo cartão BNDES, sen- lizadas orientaram os atuais do que parte significativa foi e futuros microempreendedestinada aos MPEs virtuais. dores virtuais que se reuni"O objetivo é (o banco de fo- ram no Ciclo MPE.Net. Entre mento) financiar o que for ne- elas, os Correios, exemplo de cessário para inovação e i n i c i a r o u m oadaptação ao d e r n i z a r o n eoferecer solugócio nesse ções logísticas segmento, que eficientes volO comércio é prioridade." tadas para o eeletrônico hoje Já a Certisign, commerce. "Só é o esteio para fornecedora de em 2011, foram construção da certificação di17 milhões de gital líder de competitividade, e n c o m e n d a s mercado, anunentregues (paprincipalmente ciou também, ra o comércio para os em primeira eletrônico)", empresários mão, no encondisse o respontro, o lançamensável pelo Denovos. to da campanha partamento LUDOVINO LOPES, "Mamadeira", Comercial de DA CAMARA-E.NET que oferece Encomenda 60% de descondos correios, to na primeira certificação pa- Ricardo Fogos. ra novos microempreendeJá o Sebrae, representado dores virtuais, a partir de 10 por Gerson Rolim, da camade abril. "A ideia é aculturar ra-e.net, orientou os particino e-commerce os 3 milhões pantes sobre o uso de sua ferde sites novos que estão en- ramenta "Click Marketing",

para elaborar planos de web marketing. Outros parceiros, como a Microsoft, UOL Host, Pag Seguro, OLX e MercadoLivre também deram dicas sobre inovação, meios de pagamento, redes sociais e marketing. De acordo com a camarae.net, desde 2004, mais de 25 mil microempreendedores passaram pelos Ciclos MPE.Net realizados em todo o Brasil. Em 2011, dos 230 entrevistados em pesquisa espontânea realizada pela Câmara, 25% dos participantes informaram interesse em abrir empreendimentos virtuais – o que representou 57 novos e-negócios. "Nossa perspectiva, com parcerias como a do BNDES, por exemplo, é fazer a ponte para incrementar novos negócios online. O comércio eletrônico hoje (que deve crescer 25% este ano ante 2011) – é o esteio para a construção da competitividade – principalmente para os empresários novos", destacou o presidente da Câmara, Ludovino Lopes.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

41

BRICKELL S.A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO CNPJ 12.865.507/0001-97

Relatório da Diretoria Submetemos a apreciação de V.Sas. em cumprimento às determinações legais e estatutárias, as demonstrações financeiras da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, referentes aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. A Brickell C.F.I., agradece aos acionistas, clientes e colaboradores pela confiança e apoio recebidos, que possibilitaram o desenvolvimento e fortalecimento dos nossos produtos e serviços. 20 de Março de 2012 A Diretoria BALANÇOS PATRIMONIAIS Levantados em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Em milhares de reais - R$) Ativo Circulante Disponibilidades Aplicações interfinanceiras de liquidez Aplicações no mercado aberto Relações interfinanceiras Créditos vinculados - Depósitos no Banco Central Operações de crédito Operações de crédito - setor privado (Provisão para créditos de liquidação duvidosa) Outros créditos Diversos Outros valores e bens Bens não de uso próprio Despesas antecipadas Não Circulante Realizável a Longo Prazo Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Carteira própria Operações de crédito Operações de crédito - setor privado Provisão para créditos de liquidação duvidosa Outros créditos Diversos Outros valores e bens Despesas antecipadas Permanente Investimentos No País Outros investimentos Imobilizado de uso Outras imobilizações de uso (–)Depreciação acumulada Intangível Ativos intangíveis (–) Amortização acumulada Total do Ativo

Nota explicativa

5

7 8 9 10

6. a) 7 8 9 10

2011 190.362 461 27.614 27.614 3.116 3.116 155.380 156.576 (1.196) 2.894 2.894 897 806 91 26.865 7.662 7.662 19.115 19.251 (136) – – 88 88 1.174 21 7 14 793 1.307 (514) 360 579 (219) 218.401

2010 115.056 495 11.703 11.703 2.037 2.037 100.195 101.217 (1.022) 625 625 1 – 1 9.381 445 445 8.195 8.254 (59) 741 741 – – 1.288 14 – 14 912 1.260 (348) 362 481 (119) 125.725

Nota explicativa

Passivo Circulante Depósitos Depositos a vista Depositos interfinanceiros Recursos de aceites e emissão de títulos Recursos de aceites cambiais Outras obrigações Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados Fiscais e previdenciárias Diversas Não Circulante Exigível a Longo Prazo Depósitos Depositos a prazo Recursos de aceites e emissão de títulos Recursos de aceites cambiais Outras obrigações Fiscais e previdenciárias Divida subordinada Diversas Resultado de Exercícios Futuros Resultado de exercícios futuros Patrimônio Líquido Capital social De domiciliados no País Reserva de lucros Prejuízos acumulados Total do Passivo

11. a) 11. b) 12

13. a) 13. c)

11. b) 12 13. a) 13. b) 13. c)

14

2011 81.028 13.229 10.704 2.525 34.305 34.305 33.494 226 1.799 31.469 116.930 44.216 44.216 70.444 70.444 2.270 – 2.143 127 – – 20.443

2010 35.132 9.073 9.073 – 23.251 23.251 2.808 99 1.508 1.201 70.046 – – 69.686 69.686 360 360 – – 107 107 20.440

20.295 20.295 148 701 – (556) 218.401 125.725

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 e Para o Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 (Em milhares de reais - R$) Reserva de Lucros Capital Aumento Reserva Legal Estatutária Outras Social de Capital de Capital Saldos em 31 de Dezembro de 2009 7.242 12.758 295 3.341 – 602 Aumento de capital confome AGE de 15/06/2009 - Homologada na Jucesp em 18/06/2010 12.758 (12.758) – – – – Aumento de capital confome AGE de 30/12/2010 conforme AGE de 30/12/2010 – 295 (295) – – – Absorção de prejuízo conforme AGE de 30/12/2010 – – – (2.647) – (602) Prejuízo do exercício – – – – – – Destinação: – – – 7 – – Reserva legal 20.000 295 – 701 – – Saldos em 31 de Dezembro de 2010 Saldos em 31 de Dezembro de 2010 20.000 295 – 701 – – Reversão de reserva legal – – – (7) – – Aumento de capital confome AGE de 08/04/2011 (veja nota explicativa nº 14) 295 (295) – – – – Absorção de prejuízo conforme AGE de 29/04/2011 (veja nota explicativa nº 14) – – – (549) – – Lucro líquido do exercício – – – – – – Destinação: Dividendos propostos - R$ 0,001 por ação em circulação – – – – – 1 Reserva estatutária – – – – 2 – 20.295 – – 145 2 1 Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Saldos em 30 de Junho de 2011 20.295 – – 173 402 134 Prejuízo do semestre – – – – – – Destinação: Reversão de constituição de reserva legal – – – (28) – – Reversão de dividendos propostos - R$ 0,0089 por ação em circulação – – – – – (133) Reversão de reserva estatutária – – – – (400) – 20.295 – – 145 2 1 Saldos em 31 de Dezembro de 2011

Lucros/Prejuízos Acumulados (3.249) – – 3.249 (549)

Total 20.989 – – – (549)

(7) (556) (556) 7 – 549 3

– 20.440 20.440 – – – 3

(1) (2) – – (561)

– – 20.443 21.004 (561)

28 133 400 –

– – – 20.443

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Referentes aos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 (Em milhares de reais-R$, exceto quando de outra forma indicada) 1. Contexto Operacional: A Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, o qual neste relatório quando necessário será denominado de (“Instituição”), iniciou as suas atividades operacionais a partir do dia 22/06/2010 (mudança do controle societário), por conseguinte o saldo referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010 correspondem basicamente as atividades do 2º semestre de 2010. O principal foco de negócios da “Instituição” é a concessão de crédito. Através do domínio de produtos e da expertise de seus profissionais, a empresa tem proporcionado aos clientes operações com estrutura adequada as necessidades de cada um. A “Instituição” fundamenta e ampara os seus negócios em análise de crédito conservadora, e minimiza os riscos através de diversas garantias. 2. Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a partir das diretrizes contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações - Lei nº 6.404/76 e as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, além das normas do Conselho Monetário Nacional - CMN, do Banco Central do Brasil - BACEN e do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF. 3. Descrição das Principais Práticas Contábeis: As principais práticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações financeiras são as seguintes: a) Apuração de Resultado: As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência, observando-se o critério “pro rata” dia para aquelas de natureza financeira. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até as datas dos balanços através dos índices pactuados. b) Caixa e Equivalentes de Caixa: Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. c) Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para desvalorização, quando aplicável. d) Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: Os títulos e valores mobiliários estão contabilizados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço e classificados de acordo com os critérios estabelecidos na Circular BACEN nº 3.068/01. Os títulos públicos federais estão custodiados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC). O valor de mercado dos títulos públicos representa o fluxo de caixa futuro descontado ao valor presente pelas taxas divulgadas pela Anbima. Os títulos e valores mobiliários são avaliados e classificados da seguinte forma: • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados, são ajustados ao valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadrem como negociação e nem como mantidos até o vencimento, são ajustados pelo valor de mercado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido deduzido dos efeitos tributários; • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento, são avaliados pelos custos de aquisição, acrescidos dos rendimentos em contrapartida ao resultado do período. e) Operações de Crédito: As operações de crédito, nas suas diversas modalidades, estão registradas a valor presente, incorporando os rendimentos auferidos até a data do balanço, quando pós-fixados, e líquido das rendas a apropriar, em razão da fluência dos prazos das operações pré-fixadas. As rendas das operações de crédito vencidas até o 60º dia é contabilizada em receita de operações de crédito, e a partir do 61º dia, em rendas a apropriar. As operações em atraso classificadas como nível H permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas por até cinco anos em contas de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações de operações de crédito, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação, são classificadas como nível H, e os eventuais ganhos provenientes de renegociação somente são reconhecidos quando efetivamente recebidos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é fundamentada na análise das operações efetuada pela administração, caso a caso, para concluir quanto ao valor necessário para créditos de liquidação duvidosa, e leva em conta a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais das carteiras, bem como as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN nº 2.682/99, de 21 de dezembro de 1999, e de acordo com determinação contida na Circular BACEN nº 2.974/00, de 24 de março de 2000, do Banco Central do Brasil. As classificações de risco de clientes (ratings) são atribuídas pela área de crédito com base em um modelo de (credit score). f) Despesas Antecipadas: Consideram as aplicações de recursos, cujos benefícios ocorrerão em períodos futuros. g) Investimentos: Os investimentos estão demonstrados ao custo. h) Imobilizado: O imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição líquido das correspondentes depreciações acumuladas, as quais são calculadas pelo método linear de acordo com as seguintes taxas anuais: Sistemas de processamento de dados – 20% a.a. e demais itens 10% a.a.. i) Intangível: É demonstrado pelo custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada, e está representado por aquisição de cessão de uso (Softwares) para os sistemas transacionais. A amortização é calculada pelo método linear, com base nos prazos estimados de sua utilização. j) Imposto de Renda e Contribuição Social: A provisão para imposto de renda foi constituída à alíquota de 15% sobre o lucro real, acrescida de adicional de 10% sobre o lucro tributável que exceder a R$ 240 (mil) no período ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação fiscal. A contribuição social sobre o Lucro Líquido é calculada à 15% sobre o lucro ajustado conforme legislação em vigor. k) Ativos e Passivos Contingentes: Referem-se a direitos e obrigações potenciais decorrentes de eventos passados e cuja ocorrência depende de eventos futuros. • Ativos contingentes - não são reconhecidos, exceto quando da existência de evidências que assegurem elevado grau de confiabilidade de realização, usualmente representado pelo trânsito em julgado da ação e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro exigível; • Passivos contingentes - decorrem basicamente de processos de natureza fiscal. Essas contingências, coerentes com práticas conservadoras adotadas, são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recursos financeiros sejam exigidos para liquidar as obrigações e que o montante das obrigações possa ser estimado com suficiente segurança. 4. Caixa e Equivalentes de Caixa: Os saldos de caixa e equivalentes de caixa utilizados na elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa são assim compostos: 2011 2010 Disponibilidades 461 495 Aplicações interfinanceiras de liquidez (*) 27.614 11.703 Total 28.075 12.198 (*) Inclui apenas as operações, cujos vencimentos na data da efetiva aplicação seja igual ou inferior a 90 dias. 5. Aplicações Interfinanceiras de Liquidez: a) Aplicações no Mercado Aberto: 2011 2010 Letras do Tesouro Nacional 27.614 5.002 Letras Financeiras do Tesouro – 6.701 Total 27.614 11.703 6. Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: a) A carteira de títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2011 e 2010, por tipo de papel, possui a seguinte composição: Carteira própria: 2011 2010 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 7.662 445 7.662 445 Total b) Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a composição por vencimentos e por classificação, está assim demonstrada: 2011 Títulos para Custo Sem Até 3 De 3 a 12 De 1 a 3 Acima de Valor de Negociação: atualizado vencimento meses meses anos 3 anos Total mercado Letras Financeiras do Tesouro - LFT 7.662 – – – – 7.662 7.662 7.662 Total 7.662 – – – – 7.662 7.662 7.662 2010 Títulos para Custo Sem Até 3 De 3 a 12 De 1 a 3 Acima de Valor de Negociação: atualizado vencimento meses meses anos 3 anos Total mercado Letras Financeiras do Tesouro - LFT 445 – – – – 445 – – Total 445 – – – – 445 – – 7. Operações de Crédito: As informações sobre a carteira de operações de crédito, em 31 de dezembro de 2011 e de 2010 estão assim apresentadas: a) Composição da Carteira de Crédito por Tipo de Operação: 2011 2010 Capital de Giro 147.893 89.999 Aquisição de Crédito 16.753 3.935 Cédula de Crédito de Exportação 8.528 – Conta Garantida 2.653 15.537 Total 175.827 109.471

b) Composição da Carteira por Prazo de Vencimento: Prazo A vencer até 90 dias De 91 a 180 dias De 181 a 360 dias Acima de 360 dias Total Circulante Longo prazo c) Composição da Carteira de Crédito por Nível de Risco:

2011 67.291 42.512 46.773 19.251 175.827 156.576 19.251

2011 Nível Provisão requerida % Total Provisão A 0,5 85.883 429 B 1,0 89.900 899 C 3,0 14 1 D 10,0 30 3 Total 175.827 1.332 d) Composição da Carteira de Crédito por Setor de Atividade:

2010 Provisão 127 784 170 – 1.081

2011 87.079 28.668 3.536 3.142 2.520 50.882 – 175.827

Indústria Comércio Rural Intermediação Financeira Habitação Outros Pessoas Físicas Total e) Concentração das Operações de Crédito: 2011 Maiores Devedores 10 maiores devedores 50 maiores devedores 100 maiores devedores Total f) Garantias das Operações de Crédito:

Total 25.346 78.466 5.659 – 109.471

2010 56.151 23.285 21.781 8.254 109.471 101.217 8.254

Valor 48.810 121.754 5.263 175.827

2010 50.687 16.932 – 3.912 – 37.867 73 109.471

2010

% sobre a carteira 27,76 69,25 2,99 100,00

Valor 38.961 70.349 161 109.471

% sobre a carteira 35,59 64,26 0,15 100,00

2011 Operações crédito Conta garantida Total Percentual

Total das operações 173.174 2.653 175.827

Aval 97.919 3.500 101.419 57,68

Bens Duplicatas 25.917 59.725 – 3.000 25.917 62.725 14,74 35,67 2010

Total das garantias 183.561 6.500 190.061 108,10

Total das Total das operações Aval Bens CDB Duplicatas garantias Operações crédito 93.934 111.174 17.277 1.093 82.559 212.103 Conta Garantida 15.537 17.800 4.000 – 14.000 35.800 109.471 128.974 21.277 1.093 96.559 247.903 Total Percentual 117,82 19,44 1,00 88,21 226,46 g) Cessões de Crédito: No período findo em 31 de dezembro de 2011, foram realizadas operações de cessões de crédito sem coobrigação de operações em curso normal no montante de R$259.648 (R$228.061 em 31/12/2010) e de créditos de curso anormal no montante de R$5.915 para empresas do grupo. 8. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: A provisão para operações de liquidação duvidosa, referente às operações de crédito registradas nas demonstrações financeiras, foi constituída conforme critérios descritos na Nota 3.e). Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, a provisão para operações de créditos apresentou as seguintes movimentações: 2011 2010 Saldo inicial 1.081 – Provisão constituída 251 1.081 1.332 1.081 Saldo no fim do exercício 9. Outros Créditos Diversos: 2011 2010 Impostos a compensar (1) 1.085 574 Devedores por depósitos em garantia (2) 796 741 Valores a receber (3) 901 – Adiantamento e antecipações salariais 50 42 Outros 62 9 Total 2.894 1.366 Circulante 2.894 625 Longo prazo – 741 (1) Em 31 de dezembro de 2011, a rubrica de “Impostos e contribuições a compensar” está composta, substancialmente, por antecipações de imposto de renda e de contribuição social no montante de R$1.079 (R$569 em 2010). (2) O saldo de devedores por depósitos em garantia refere-se a depósitos judiciais do imposto sobre serviços e receitas de corretagem de operações realizadas na BM&F no período em que a “Instituição” exercia a atividade de corretora de títulos e valores mobiliários, objeto de discussão judicial sobre a constitucionalidade. Foi constituída provisão para riscos fiscais na totalidade dos depósitos judiciais efetuados. No primeiro semestre de 1999 foi instituída a Cofins para as instituições financeiras. A “Instituição” obteve antecipação da tutela que a dispensou do depósito judicial, e constituiu provisão para risco fiscal referente às contribuições não recolhidas, atualizada monetariamente No exercício encerrado em 31/12/2007, a “Instituição” optou em aderir ao Programa de Parcelamento Incentivo da Prefeitura de São Paulo para encerrar uma discussão sobre a incidência do ISS sobre as receitas de corretagem auferidas em Bolsas, na época em que ainda era uma corretora de valores. A “Instituição” aguarda o levantamento do depósito judicial efetuado durante o processo judicial. (3) Valores a receber referente a cessão de crédito realizada em 30/12/2011. 10. Outros Valores e Bens: 2011 2010 Bens não de uso próprio (1) 806 – Despesas antecipadas (2) 179 1 Total 985 1 Circulante 897 1 Longo prazo 88 – (1) Refere-se aos bens recebidos em dação de pagamento para a liquidação de operações de crédito, observados os prazos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil - BACEN. (2) Refere-se, substancialmente, às despesas de comissões de intermediação financeira. 11. Depósitos: a) Depósitos à Vista - Vinculados: Refere-se a valores oriundos de títulos recebidos em garantia de operações. 2011 2010 Sem Vencimento Sem Vencimento Depósitos vinculados 10.704 9.073 b) Depósitos Interfinanceiros e a Prazo: As captações em depósitos, interfinanceiros e a prazo são negociadas a taxas usuais de mercado. Seus vencimentos estão assim distribuídos: 2011 Até 3 De 3 a De 1 a Total meses 12 meses 3 anos Depósito interfinanceiro 2.525 – – 2.525 Depósito a prazo - DPGE – – 44.216 44.216 Total de depósitos 2.525 – 44.216 57.445 12. Recursos de Aceites e Emissão de Títulos: Os recursos de aceites e emissão de títulos são negociados a juros de mercado e têm a seguinte distribuição por prazos de vencimento: 2011 Até 3 De 3 a De 1 a De 3 a meses 12 meses 3 anos 5 anos Total Títulos cambiais - LC 136 34.169 56.461 13.983 104.749 Total 136 34.169 56.461 13.983 104.749 2010 Até 3 De 3 a De 1 a De 3 a meses 12 meses 3 anos 5 anos Total Títulos cambiais - LC 9.050 14.201 69.686 – 92.937 Total 9.050 14.201 69.686 – 92.937

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO - Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 e Para o Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto lucro líquido por ação) Nota 2º semestre Exercícios explicativa de 2011 2011 2010 Receitas da Intermediação Financeira 17.833 32.509 9.099 Rendas de operações de crédito 16 16.391 29.850 7.858 Resultado de operações com títulos e valores mobiliários 1.002 1.939 1.076 Operação de venda ou transferência de ativos financeiros 440 720 165 (9.634) (16.707) (4.695) Despesas da Intermediação Financeira Operações de captação no mercado 17 (8.983) (15.715) (3.614) Resultado com instrumentos financeiros derivativos (240) (240) – Operações de venda ou transferência de ativos fincanceiros (501) (501) – Provisão para créditos de liquidação duvidosa 90 (251) (1.081) Resultado Bruto da Intermediação Financeira 8.199 15.802 4.404 (9.213) (15.631) (4.686) Outras Receitas (Despesas) Operacionais Receitas de prestação de serviços 2 4 2 Rendas de tarifas bancárias 1.036 2.390 1.285 Resultado de equivalência patrimonial – – 90 Despesas de pessoal (6.561) (11.275) (3.741) Outras despesas administrativas 18 (3.327) (5.966) (2.036) Despesas tributárias (507) (1.024) (393) Outras receitas operacionais 19. a) 147 259 205 Outras despesas operacionais 19. b) (3) (19) (98) (1.014) 171 (282) Resultado Operacional Resultado não Operacional – (20) – (1.014) 151 (282) Resultado antes da Tributação sobre o Lucro Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social 453 (148) (267) Provisão para imposto de renda 288 (83) (158) Provisão para contribuição social 165 (65) (109) Lucro Líquido/(Prejuízo) do Semestre/Exercício (561) 3 (549) Lucro Líquido (Prejuízo) por Ação em Circulação - Em R$ (Representado por 0,0373 0,0002 0,0365 15.026.148 ações em 2011 e em 2010) DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2011 e de 2010 e Para o Semestre Findo em 31 de Dezembro de 2011 (Em milhares de reais - R$) 2º semestre Exercicios de 2011 2011 2010 Fluxo de Caixa de Atividades Operacionais: (561) 3 (549) Lucro (Prejuízo) Líquido do Semestre/Exercicio Ajustes ao lucro (prejuízo) líquido antes dos impostos Depreciação e amortizações 144 282 73 Resultado da equivalência patrimonial – – (90) (90) 251 1.081 Provisão para créditos de liquidação duvidosa Lucro (prejuízo) líquido ajustado (507) 536 515 Variação de ativos e passivos: (Aumento) em títulos e valores mobiliários (3.912) (7.217) (445) (Aumento) em relações interfinanceiras (244) (1.079) (2.036) (Aumento) em operações de crédito (39.157) (66.356) (109.471) (Aumento) em outros créditos (1.868) (1.528) – (Aumento) em outros valores e bens (911) (984) (673) Aumento em outras obrigações 32.715 32.596 1.839 Variação de resultados de exercícios futuros (48) (107) 107 Caixa Líquido Proveniente (Utilizado) nas Atividades Operacionais (13.932) (44.139) (110.164) Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento: Alienação de imobilizado de uso – 78 21.473 Aquisição de investimentos (7) (7) (14) Aquisição de imobilizado de uso (106) (140) (958) Aplicações no intangível (10) (49) (389) Aplicação no diferido (49) (49) – Caixa Líquido Proveniente (Utilizado) (172) (167) 20.112 nas Atividades de Investimento Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento: Aumento em depósitos 41.066 48.372 9.072 Aumento (redução) em recursos de aceites e emissão de títulos (13.477) 11.812 92.937 Caixa Líquido Proveniente (Utilizado) nas Atividades de Financiamento 27.589 60.184 102.009 Aumento Líquido em Caixa e Equivalentes de Caixa 13.485 15.877 11.957 Aumento Líquido em Caixa e Equivalentes Caixa e equivalentes no início do semestre/exercício 14.590 12.198 241 Caixa e equivalentes no final do 28.075 28.075 12.198 semestre/exercício (vide nota explicativa nº 4) Aumento Líquido em Caixa e Equivalentes 13.485 15.877 11.957 13. Outras Obrigações: a) Fiscais e Previdenciárias: 2011 2010 Impostos e contribuições a recolher 1.434 1.241 Provisão para imposto de renda e contribuição social 250 267 Provisão para riscos fiscais - Cofins 115 360 Total 1.799 1.868 Circulante 1.799 1.508 Longo prazo – 360 b) Dívidas Subordinadas: Em 08 de novembro de 2011, foi captado recursos no País, mediante a emissão de Letras Financeiras Subordinadas - LFS, no montante de R$2.100, atualizados por 130% da variação do CDI, com vencimento em 2017. Tal captação foi aprovada pelo Banco Central do Brasil como elegível em Nível II do Patrimônio de Referência - PR, na categoria de Dívida Subordinada Elegível a Capital, na forma da Resolução nº 3.444/2007. O saldo desta rubrica em 31 de dezembro de 2011 é de R$2.143. c) Diversas: 2011 2010 Provisão para pagamentos a efetuar 1.503 1.085 30.093 116 Credores diversos (1) Total 31.596 1.201 Circulante 31.469 1.201 Longo prazo 127 – (1) A rubrica de “Credores diversos” está composta, substancialmente por operações de Letras de Crédito do Agronegócio - LCA, no montante de R$30.090. Conforme disposto no “Manual de Operações de Títulos do Agronegócio do CETIP” - Versão 20/06/2011, as Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento estão autorizadas a operar com LCA. A inclusão do atributo “F” no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro - COSIF, foi autorizado pelo Banco Central do Brasil a partir de janeiro de 2012. 14. Patrimônio Líquido: a) Capital Social: O capital social é de R$20.443, dividido em 15.026.148 ações ordinárias nominativa sem valor nominal. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 08/04/2011, foi aprovada a seguinte ação, homologado pelo Bacen em 12/05/2011. - Aumento do capital social no montante de R$295, com Reservas de Atualização de Títulos Patrimoniais. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 29/04/2011, foi aprovado a absorção do prejuízo apurado no exercício findo em 2010, no montante de R$ 549 por parte do saldo da conta de Reservas de Lucros - Reserva Legal. b) Reserva de Lucros: A conta reservas de lucros é composta por reserva legal, reserva estatutária e outras reservas de lucros. Reserva legal - nos termos do estatuto social, a “Instituição” deve destinar 5% do lucro líquido apurado em cada balanço para constituição do Fundo de Reserva Legal, até que este alcance 20% do capital social. Reserva estatutária - Nos termos do estatuto social o saldo remanescente de lucros acumulados deve ser destinado a esta Reserva Estatutária, com a finalidade de ser utilizado para: absorção do prejuízo, distribuição de dividendos e aumento do capital social. Outras reservas de lucros - Aos acionistas é assegurado um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido. 15. Partes Relacionadas: a) Partes Relacionadas: O quadro a seguir apresenta as transações da “Instituição” com suas respectivas partes relacionadas, em 31 de dezembro de 2011 e de 2010: Ativo (Passivo) Receita (Despesa) 2011 2010 2011 2010 Letra de câmbio (1) (1.011) (13.345) (1.234) (548) Cessão de crédito (2) 5.915 – (501) – (1) As captações de recursos referem-se às operações envolvendo a “Instituição” e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Refere-se a créditos cedidos sem coobrigação, junto à empresa ligada, registradas em contas de compensação. 16. Rendas de Operações de Crédito: 2º semestre Exercícios 2011 2011 2010 Capital de giro 14.520 26.107 6.222 Aquisição de crédito 1.167 1.748 1.104 Conta garantida 519 1.727 532 Cédula de crédito exportação 185 268 – Total 16.391 29.850 7.858 17. Despesas de Operações de Captação no Mercado: 2º semestre Exercícios 2011 2011 2010 Aceites cambiais 6.530 13.043 3.546 Depósitos a prazo - DPGE 1.607 1.727 18 Contribuições ao fundo garantidor de crédito - FGC 214 313 50 Depósitos interfinanceiros 77 77 – Letras financeiras 43 43 – Operações compromissadas 2 2 – Demais 510 510 – Total 8.983 15.715 3.614 18. Outras Despesas Administrativas: Técnicos especializados Aluguéis Sistema financeiro Processamentos de dados Manutenção e conservação de bens Comunicações Depreciação e amortização Viagens Serviços de terceiros Propaganda e publicidade Transporte Material Outras Total 19. Outras Receitas e Outras Despesas Operacionais: a) Outras Receitas Operacionais:

2º semestre 2011 658 463 573 497 201 187 144 208 88 75 54 15 164 3.327

Exercícios 2011 2010 1.100 297 911 407 910 139 879 383 402 110 383 90 282 73 243 30 171 82 125 95 89 18 28 14 443 298 5.966 2.036

2º semestre Exercícios 2011 2011 2010 37 120 137 82 82 – 28 55 47 – 2 21 147 259 205 2º semestre Exercícios 2011 2011 2010 Atualização monetária - Risco ISS – 7 15 Atualização monetária - Risco Cofins 1 10 – Despesas financeiras – – 80 Outras 2 2 3 Total 3 19 98 20. Risco Operacional: No contexto das disposições estabelecidas pela Resolução CMN nº 3.380 de junho de 2006, a “Instituição” definiu e implementou a estrutura organizacional, bem como a política institucional dos processos, dos procedimentos e dos mecanismos necessários à sua efetiva gestão. Estamos efetuando trabalho de revisão no mapeamento para maior abrangência e eficiência na identificação, avaliação, monitoramento, controle e mitigação dos riscos operacionais pertinentes nas diversas rotinas e processos de negócios. Deste modo, o gerenciamento do risco operacional é considerado pela “Instituição” um fator estratégico, de forma a evitar ou minimizar o impacto sobre o capital econômico de possíveis perdas. A “Instituição” adota a Abordagem do Indicador Básico, conforme disposto no inciso I do artigo 1º da Circular nº 3.383/08 do Banco Central do Brasil. 21. Risco de Tesouraria (Mercado e Liquidez): Com os adventos das Resoluções CMN nº 3.464 de 26/06/2007 que dispõe sobre o risco de mercado e 2.804 de 21/12/2000, que dispõe acerca do risco de liquidez, a Área de Gestão de Risco Corporativo, responde pela aplicabilidade da política de gerenciamento dos riscos de tesouraria. A Administração é responsável pela definição da política institucional, estabelecendo as estratégias e diretrizes a serem observadas pela área de Tesouraria, bem como os limites a serem praticados em consonância com os normativos do Banco Central do Brasil. 22. Risco de Crédito: Em atendimento a Resolução CMN nº 3.721, de 30 de abril de 2009, é importante destacarmos que o Diretor responsável e o conjunto de diretrizes que regem a gestão do risco de crédito da “Instituição” foram devidamente informados ao Banco Central do Brasil, de acordo com os prazos por ele estabelecidos. Ademais, as políticas, os processos, os sistemas e os procedimentos que envolvem toda a estrutura de gerenciamento de risco de crédito da “Instituição”, conforme as diretrizes adotadas e informadas ao regulador, foi cumprida conforme estabelece o normativo do Banco Central do Brasil. 23. Limites Operacionais: Em 31/12/2011, o índice de adequação de capital (Índice de Basileia) da “Instituição” foi de 11,8% (18,0% em 31/12/2010), enquanto o Patrimônio de Referência (PR) foi de R$22.585 (R$12.531 em 31/12/2010). O Patrimônio de Referência Exigido (PRE) que representa todas as exposições a risco, com índice de alocação de capital de 11%, foi de R$21.078 (R$12.531 em 31/12/2010). Recuperação encargos e despesas Rendas de atualização de garantias Atualização monetária depósito judicial - ISS Outras Total b) Outras Despesas Operacionais:

CONTADORA A DIRETORIA Ilmos. Senhores - Diretores e Acionistas da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento São Paulo - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento “(Instituição)”, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da “Instituição” é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações contábeis da “Instituição” para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da “Instituição”. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas

Joyce M. G. da Silva - CRC 1SP 213564/O-4 contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Brickell S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 20 de março de 2012 Veneziani Auditores Independentes CRC 2SP13744/O-1 Alcindo Takachi Itikawa Contador CRC 1SP088652/O-9


DIÁRIO DO COMÉRCIO

42

e

sexta-feira, 30 de março de 2012

A lei de reforma trabalhista, que é um dos pontos de conflito, tem como objetivo tornar mais fácil para as empresas demitir e contratar funcionários.

conomia

Na Espanha, greve contra o governo. Sindicatos de trabalhadores promoveram protesto em oposição às medidas de austeridade anunciadas pelo Executivo. Ato parou Madri.

A

Paul Hanna/Reuters

greve geral nacional que ocorreu ontem na Espanha começou pacífica, mas antes do meio dia manifestantes entraram em choque com a polícia nos centros de Madri e Barcelona. Pelo menos 58 pessoas foram detidas e nove ficaram feridas, informou uma funcionária do Ministério do Interior, Cristina Díaz. Em Madri, manifestantes invadiram e destruíram uma lanchonete do McDonald's. Em Barcelona, multidões jogaram vários objetos contra policiais e provocaram pequenos incêndios nas avenidas. Policiais civis à paisana espancaram manifestantes com

ro-ministro Mariano Rajoy (PP) não alterar vários pontos da reforma trabalhista. "A greve é uma oportunidade de negociação", disse Toxo. Café – Em Barcelona os confrontos de rua foram violentos. Uma multidão destruiu e incendiou uma loja de café da Starbucks. El Mundo falou em "outra batalha campal" no centro de Barcelona. A indúscassetetes em alguns pontos de Madri. Em outras ruas, policiais protegeram lojas ameaçadas de saques. Mas a principal manifestação em Madri, com centenas de milhares de pessoas convergindo para a Puerta del Sol (foto), foi pacífica. Centenas de milhares de

pessoas também protestaram em Valência e Sevilha. Em Vigo, El Ferrol e A Coruña, na Galícia, dezenas de milhares de pessoas protestaram em manifestações, que no geral foram pacíficas. A União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Confederação

Sindical de Comissões Operárias (CCOO), as duas maiores centrais sindicais da Espanha, que convocaram a greve, consideraram o movimento um êxito. Ignacio Fernández Toxo, presidente da CCOO, previu "um conflito social crescente" se o governo do primei-

Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil CNPJ/MF nº 05.539.471/0001-96

Relatório da Diretoria Senhores Acionistas: Em atendimento aos preceitos legais e estatutários, vimos submeter a aprovação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011 e 2010, ficando essa Diretoria ao vosso inteiro dispor para maiores esclarecimentos. São Paulo-SP, 30 de março de 2012. A Diretoria Balanços Patrimoniais levantados em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Valores expressos em milhares de reais – R$) Nota Nota explicativa 2011 explicativa 2011 2010 Passivo e passivo a descoberto Circulante 4 117 98 Contas a pagar com partes relacionadas 5 508 5 5 Obrigações fiscais 2 Outras contas a pagar 26 Total do ativo circulante 122 103 Total do passivo circulante 536 Passivo a descoberto Capital social 6 200 Prejuízos acumulados (614) Total do passivo a descoberto (414) 103 Total do passivo e Passivo a descoberto 122 Total do ativo 122

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Impostos a recuperar

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Demonstrações do Resultado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Valores expressos em milhares de reais – R$, exceto o prejuízo por ação, expresso em reais) Nota explicativa 2011 2010 411 – Despesas Operacionais 7 (108) (321) 1 Despesas administrativas 412 Prejuízo operacional antes do Resultado Financeiro (108) (321) 200 Resultado Financeiro 4 1 (509) Receitas financeiras (1) – (309) Despesas financeiras (105) (320) 103 Prejuízo do Exercício Prejuízo por ação Básico e Diluído – R$ (0,53) (1,60)

2010

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Valores expressos em milhares de reais – R$) 1. Contexto Operacional – A Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil (“Sociedade”) foi constituída em 5 de fevereiro de 2003, tendo como objetivo: a) O estudo, a concessão, a construção e a exploração de toda espécie de obras, públicas ou privadas, sem nenhum tipo de limitação, podendo concorrer para sua contratação por meio de concorrências, leilões e procedimentos legais que assim forem estabelecidos. b) A aquisição por compra, retomada ou concessão e a exploração e venda de terrenos, minas, pedreiras, aproveitamento de águas, oficinas, indústrias ou atividades de serviços de qualquer tipo ou classe correlatas ao ramo da construção. c) A construção, exploração, limpeza e higienização e venda de todo tipo de moradia, apartamentos, urbanizações, edifícios e escritórios, utilizando, para tal feito, toda a espécie de atividades principais, secundárias ou acessórias que tenham relação com o objeto de construção. Devido ao término de suas obras no exercício de 2004, os empregados da Sociedade foram transferidos para a Obrascon Huarte Lain Brasil S.A. e, em 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Sociedade não teve atividades operacionais. A Administração espera retomar suas atividades na participação de novas concorrências públicas no futuro. 2. Base de Preparação – 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações financeiras estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as orientações e as interpretações técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC. 2.2. Base de mensuração: As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico, exceto se indicado de outra forma. 2.3. Moeda funcional e moeda de apresentação: As demonstrações financeiras são apresentadas em real (R$), que é a moeda funcional da Sociedade. Todas as informações financeiras apresentadas em reais foram arredondadas para milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma. 2.4. Uso de estimativa e julgamento: A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. 3. Principais Práticas Contábeis – As práticas contábeis descritas em detalhes, a seguir, têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras e na prepara-

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido (passivo a descoberto) para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Valores expressos em milhares de reais – R$) Capital Total do social Reserva Resultado patrimônio subscrito de lucros do exercício líquido Saldos em 31/12/2009 200 – (189) 11 Prejuízo do exercício – – (320) (320) Saldos em 31/12/2010 200 – (509) (309) Prejuízo do exercício – – (105) (105) Saldos em 31/12/2011 200 – (614) (414)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Felipe Ezquerra Plasencia – Representante Legal

Antonio Isaac Issa – Representante Legal

Rodney Monteiro Meles – Contador – CRC 1SP132.178/O-5

Demonstrações dos Fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Valores expressos em milhares de reais – R$) 2011 2010 Fluxo de caixa das atividades operacionais Prejuízo do exercício (105) (320) Aumento dos passivos operacionais: Partes relacionadas 97 411 Impostos a recolher 2 – Outras contas a pagar 25 – Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 19 91 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Aumento de caixa e equivalentes de caixa 19 91 98 7 ção do balanço patrimonial. As principais práticas contábeis adotadas pela Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Sociedade na elaboração das demonstrações financeiras são: 3.1. Ins- Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 98 117 trumentos financeiros ativos: Caixa e equivalentes de caixa: Incluem As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras caixa, depósitos bancários, e outros investimentos de curto prazo, com liquidez imediata, em montante conhecido de caixa e sujeito a um insignifi- Obrascon Huarte Lain S.A. (sediada na Espanha) detém 100% das ações. cante risco de mudança de valor. 3.2. Apuração do resultado: Os resulta- Ao acionista é garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório dos das operações estão apurados em conformidade com o regime contábil de 25% do lucro líquido ajustado nos termos da legislação societária. 7. Despesas por Natureza – Representadas por: de competência de exercício. Despesas administrativas: 2011 2010 4. Caixa e Equivalentes de Caixa (100) (285) 2011 2010 Despesas com consultoria e serviços prestados (8) (36) Caixa e bancos 28 48 Outras despesas (108) (321) Aplicações financeiras 89 50 Total das despesas administrativas 98 8. Instrumentos Financeiros – a) Exposição a riscos cambiais: Em 31 Total 117 As aplicações financeiras são prontamente conversíveis em um montante de dezembro de 2011 e 2010, a Sociedade não apresentava saldo de ativo conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança ou passivo denominado em moeda estrangeira e não detinha instrumentos financeiros derivativos ou outros instrumentos de riscos semelhantes. b) de valor. Essas aplicações financeiras referem-se a operações compromisExposição a riscos de taxas de juros: A Sociedade está exposta a rissadas – lastro debêntures. As aplicações são remuneradas entre 99,5% e cos normais de mercado em decorrência de mudanças nas taxas de juros 100,2% da variação do Certificado de Depósito Interbancário – CDI. do CDI sobre seus saldos de aplicações financeiras em reais. c) Concen5. Partes relacionadas – Os saldos de contas a pagar de serviços com tração de risco de crédito: Instrumentos financeiros que potencialmente partes relacionadas, em 31 de dezembro de 2011, estão demonstrados a sujeitam a Sociedade a concentrações de risco de crédito e consistem, priseguir: mariamente, em caixa e bancos, aplicações financeiras e contas a receber. Passivo: 2011 2010 A Sociedade mantém contas-correntes bancárias e aplicações financeiras Obrascon Huarte Lain Brasil S.A. 2 2 com instituições de primeira linha aprovadas pela Administração, de acordo Obrascon Huarte Lain S.A. 506 409 com critérios objetivos para diversificação de riscos de crédito. Total 508 411 9. Aprovação das Demonstrações Financeiras – A emissão das demons6. Passivo a Descoberto – O capital social, em 31 de dezembro de 2011 trações financeiras da Sociedade foi autorizada pela Administração da e 2010, é representado por 200.000 ações no valor unitário de R$1,00. A Sociedade em 22 de março de 2012.

Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Aos Diretores e Acionistas da demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonsacordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas nor- trações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de Obrascon Huarte Lain S.A. do Brasil mas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. São Paulo-SP Introdução: Examinamos as demonstrações financeiras da Obrascon a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras anteriormente Huarte Lain S.A. do Brasil (“Sociedade”), que compreendem o balanço razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos seleciona- a posição patrimonial e financeira da Obrascon Huarte Lain S.A. do Brado resultado, das mutações do patrimônio líquido (passivo a descoberto) dos para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apre- sil em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o sentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase: Conforme mencionado Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações finan- distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se na nota explicativa nº 1, a Sociedade não possui atividades operacionais e ceiras: A Administração da Sociedade é responsável pela elaboração e causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor consi- depende de recursos financeiros de partes relacionadas para pagamento adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com dera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apre- de despesas administrativas necessárias para sua manutenção, bem como as práticas contábeis adotadas no Brasil, e pelos controles internos que sentação das demonstrações financeiras da Sociedade para planejar os passivos contratados. Campinas, 22 de março de 2012 ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demons- procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas trações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles Deloitte Touche Tohmatsu Edgar Jabbour Contador causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores indepen- internos. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das prá- Auditores Independentes CRC nº 1SP 156465/O-9 dentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas ticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas CRC nº 2SP 011609/O-8

tria automotiva da Espanha, concentrada na Catalunha, parou. Operários não foram trabalhar na Nissan. A lei de reforma trabalhista, que é um dos pontos de conflito, tem como objetivo tornar mais fácil para empresas demitir e contratar funcionários e é vista pelo governo como uma forma de reduzir a taxa de desemprego no país. (AE)

Cia. Lilla de Máquinas, Indústria e Comércio CGC/MF 61.139.622/0001-90 – NIRE 35.300.058.984 Ata da Assembléia Geral Extraordinária em 28/11/2011 Data, Hora, Local: 28/11/2011, 9hs, sede.Convocação: DOE. e D.Comércio 17,18,19/11/2011. Enviada notificação à acionista Christiane Lilla Alberto Cunha, atendendo solicitação da carta enviada à Cia. em 1/9/2010. Quorum: 100%. Mesa: Presidente, Cristiano Diogo de Faria procurador da acionista Maria da Glória de Campos Lilla, indicado pelo diretor presidente Ciro de Campos Lilla e Secretário, Dr. Sérgio Eduardo Marcon Filho. Sumário dos fatos e deliberações tomadas : Procurador da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha solicitou esclarecimentos: a) Qual tratamento aos juros, multa e correção monetária pactuados nos contratos de mútuos firmados entre Cia. e acionista controlador Ciro de Campos Lilla, caso converta seus créditos em capital da Cia. na forma proposta pela diretoria? b) Acionista Ciro de Campos Lilla dará quitação a juros, multa e correção monetária contratualmente pactuadas? c) Sem quitação, quais efeitos destas dívidas c/ índices econômicos financeiros da Cia, face medidas p/ reversão atual situação deficitária da Cia? d) Além proposta aumento capital, como reduzir custos e endividamento bancário c/ aumento vendas? e) Diretoria tem plano p/ captar recursos e negociar empréstimos a juros favoráveis c/ instituições financeiras? Há necessidade de renegociação? Acionista Ciro de Campos Lilla esclareceu: (a) (b) (c) valores dos empréstimos a serem capitalizados p/ aumento capital não agrega juros, correção monetária e multas eventualmente incidentes. Esclarece, ainda, que será dada quitação de todos valores a título de juros, multas e correção monetária dos empréstimos entre este acionista e Cia. Quitação citada acima torna questionamento (c) prejudicado. (d) (e) adequado quadro de funcionários, c/ mercado interno restrito e buscando o mercado externo, apesar do baixo câmbio do dólar, superar situação atual. Endividamento: 1) prevista venda imóvel rua piratininga, se aprovada pela assembléia, 2) redução endividamento face aumento de capital ora proposto, viabilizando financiamento mais favorável junto instituições, conforme proposta diretoria e conhecimento da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha. Contadora Cida Takahashi esclareceu: contratos de empréstimos citados, optou-se não incluir no balanço da Cia. juros, multas e correção monetária eventualmente incidentes. Entende-se que todos contratos de empréstimos permanecem em vigor até presente data, mesmo que não expressamente prorrogados, não acarretando mora da Cia, em nenhum momento. Item I) Aprovado pela maioria dos acionistas aumento do capital social, conforme proposta anteriormente elaborada pela diretoria, de R$2.000.000,00 p/ R$6.290.000,00. Elevação R$4.290.000,00 através emissão de 214.500 novas ações nominativas sem valor nominal, iguais às anteriores, pelo preço de emissão de R$20,00 por ação (art. 170, §1, inciso II, Lei 6404/76). Registrado voto contrário da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha no aumento e na participação do acionista Ciro de Campos Lilla, no entendimento dela, impedido de votar no item (i), face art.156, Lei 6404/76. Acionista Ciro de Campos Lilla ressaltou: 1) aumento de capital proposto, de nenhuma forma, é benefício próprio, não caracteriza nenhuma forma de impedimento. 2)mesmo se impedido fosse, a maioria dos acionistas poderia aprovar referido aumento. 3) fundamentos apresentados pela acionista Christiane Lilla Alberto Cunha demonstram desconhecimento à operação e natureza das atividades da Cia: fabricar e montar equipamentos e dar assistência técnica a eles, no Brasil e no exterior. 4) aumento de capital proposto não prejudica acionista Christiane Lilla Alberto Cunha, uma vez preservado direito de preferência de todos acionistas na subscrição do aumento de capital. 5) não haver outra alternativa face atual endividamento da Cia. que atingiu seus limites. 6) valores c/ viagens, é decorrente de técnicos e vendedores viajarem pelo Brasil e exterior. 7) empréstimos não foram capitalizados anteriormente face perspectiva de serem pagos pela Cia, fato este de conhecimento da acionista Christiane Lilla Alberto Cunha há mais de 1 ano, motivo pelo qual tais contratos vigoram até hoje. 8) Cia. é submetida a fiscalizações e tem ações trabalhistas, cíveis etc. propostas contra ela, que explica parte dos gastos. Acionista Maria Silvia de Campos Lilla registrou em ata seu repúdio c/ alegação do voto apresentado por Christiane Lilla Alberto Cunha de falsa minoria p/ nomeação dos membros do conselho fiscal, tendo em vista não haver qualquer ilegalidade e tratar-se de firma familiar. Registra-se ainda o argumento apresentado contrário ao aumento do capital, como diluição da participação acionária de Christiane Lilla Alberto Cunha. Não tem fundamento tendo em vista que direito de preferência aplica-se a todos acionistas inclusive Christiane Lilla Alberto Cunha através subscrição e integralização na proporção da participação no capital. Conselho fiscal da Cia. foi ouvido anteriormente e manifestou-se favoravelmente ao aumento de capital ora proposto,(art.166,§ 2,Lei 6404/76). Acionista Ciro de Campos Lilla subscreve e integraliza, neste ato, 134.065 ações, no valor de R$ 2.681.300,00 correspondente à proporção da sua participação no capital da Cia, através capitalização de parte dos empréstimos realizados por este acionista a Cia, devidamente instrumentalizados em contratos de empréstimos. Na forma do art. 171, § 2º e 171, §4º, Lei 6404/76, fica assegurado aos demais acionistas direito de preferência, pelo prazo de 30 dias, p/ subscrever demais ações, respeitadas proporções das participações no capital da Cia, sendo que as importâncias por eles pagas serão entregues ao acionista Ciro de Campos Lilla, titular da integralidade do crédito a ser capitalizado. Finalizado período de 30 dias contados da presente data, as ações eventualmente não subscritas poderão ser subscritas pelos acionistas que já houverem exercido seus direitos, nas proporções das participações no capital. Não haverá saldo de subscrição. Caso quaisquer dos acionistas que não subscreveram nesta data decidam exercer seu direito de preferência, deverá acionista interessado notificar a Cia. neste sentido, c/ cópia p/ secretário desta assembléia, Dr. Sérgio Eduardo Marcon Filho, no endereço de realização desta assembléia. Deverá acionista interessado fazer constar da referida notificação, conforme aprovação unânime dos acionistas neste sentido, a data na qual irá comparecer na sede da Cia. c/ prazo de antecedência mínimo de 24 horas, p/ pagamento da integralização e assinatura do boletim de subscrição. Integralização pelos acionistas que exercerem seus direitos deverá ser feita à vista e valores entregues ao acionista Ciro de Campos Lilla, conforme mencionado acima. Tendo em vista o prazo de 30 dias p/ direito de preferência, fica desde já marcada, por unanimidade, nova assembléia em 30/12/2011, 9 hs, p/ homologar aumento proposto.Todos acionistas ficam notificados p/ nova assembléia, dispensada publicação de edital. Item II) Aprovada reavaliação do imóvel da Cia: Rua Piratininga, 1033, 1037 e 1041, Capital/SP, entendendo-se por reavaliação a marcação de seu valor a mercado, conforme laudo reavaliação elaborado pela empresa Setape Engenharia de Avaliações e parecer legal elaborado pelo escritório Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich e Schoueri Advogados. Item III) Aprovada por maioria de votos, exceto voto de Christiane Lilla Alberto Cunha, na forma do art.7, §4, do estatuto social, autorização p/ venda do imóvel acima mencionado. Autorizados diretores Ciro de Campos Lilla e Maria da Glória Ferreira de Campos p/ representar Cia. em tal ato. Acionista Maria Silvia de Campos Lilla agradeceu dedicação do acionista Ciro de Campos Lilla na direção da Cia, nestes anos difíceis p/ mercado de exportação além da concentração do mercado interno de torrefação. Acionista Ciro de Campos Lilla nunca mediu esforços e sacrifícios financeiros p/ viabilizar o enfrentamento e superação das dificuldades apresentadas nestes últimos anos. Sua atuação honra memória dos antigos acionistas que fundaram a Cia.em1918, em especial Onofre Lilla Sobrinho que igualmente ao diretor Ciro de Campos Lilla, sempre colocou Cia. e acionistas à frente de seus interesses pessoais e financeiros. Por fim, declara acionista Christiane Lilla Alberto Cunha que todos livros foram colocados à sua disposição e foram por ela consultados. Encerramento: Lavrada, lida, aprovada e assinada no inteiro teor. (aa) Presidente: Dr. Cristiano Diogo de Faria. Secretário: Sérgio Eduardo Marcon Filho. Acionistas: Ciro de Campos Lilla. Christiane Lilla Alberto Cunha: pp. Dr. Luiz Eduardo Monteiro Lucas de Lima. Maria da Glória Ferreira de Campos Lilla: pp.Dr. Cristiano Diogo de Faria. Presidente do Conselho Fiscal: Carlos Giovani de Oliveira Silva Contadora: Cida Takahashi. Certidão da Jucesp: nº 71.109/12-2 em sessão de 10/02/2012.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

BRK INVESTIMENTOS PETROQUÍMICOS S.A. CNPJ n° 11.395.617/0001-70 NIRE n° 35.300.374.771 Ata da Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 27 de Janeiro de 2012 Data, Hora e Local: Aos 27 dias de janeiro de 2012, às 14:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Avenida Rebouças, nº 3.970, 32º andar-parte, Pinheiros, São Paulo/SP, CEP 05402-920. Convocação: Dispensada a convocação, nos termos do parágrafo §4º do Art. 124 da Lei nº 6.404/76 (“LSA”), em face da presença das Acionistas titulares de 100% do capital votante da Companhia. Mesa: Luciano Nitrini Guidolin - Presidente; Marcella Menezes Fagundes - Secretária. Presença: Acionistas representando a totalidade do capital social da Sociedade, conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. Presente, ainda, a Sra. Maria Alice Ferreira Deschamps Cavalcanti, Presidente do Conselho Fiscal da Companhia, em atendimento ao art. 164 da LSA. Ordem do Dia: Dispensada a leitura pela unanimidade dos presentes. Deliberacões: As Acionistas autorizaram a lavratura desta Ata em forma de sumário, conforme dispõe o Art.130 da LSA, e tomaram as seguintes decisões, por unanimidade, (i) ratificada e aprovada a nomeação e contratação da Apsis Consultoria e Avaliações Ltda., com sede na Rua da Assembleia, nº 35 - 12º andar, na Cidade e Estado do Rio de Janeiro, inscrita no CNPJ sob nº 08.681.365/0001-30, no CRC/RJ-005112/O-9 como responsável pela elaboração dos Laudos de Avaliação Contábil dos Acervos Líquidos da Companhia representados por ativos da Companhia equivalentes às participações de Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, sociedade por ações, com sede na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Av. República do Chile nº 65, Centro, inscrita no CNPJ/MF sob nº 33.000.167/0001-01 (“Laudo Petrobras”), Petrobras Química S.A. Petroquisa, sociedade por ações, com sede na Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Avenida República do Chile nº 65, Centro, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 33.795.055/0001-94 (“Laudo Petroquisa”) e Odebrecht Serviços e Participações S.A., sociedade por ações, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Av. Rebouças, nº 3.970, 32º andar-parte, inscrita no CNPJIMF sob nº 10.904.193/0001-69 (“Laudo OSP”) na Companhia na data-base de 30 de setembro de 2011 (“Data-Base”); (ii) aprovados, após examinados e discutidos, (a) o Laudo Petrobras, o Laudo Petroquisa e o Laudo OSP, elaborados com base no balanço patrimonial da Companhia levantado na Data-Base, que apresentaram o valor contábil das parcelas a serem cindidas nos montantes de R$ 1.271.428.480,78 (um bilhão, duzentos e setenta e um milhões, quatrocentos e vinte e oito mil, quatrocentos e oitenta reais e setenta e oito centavos), R$ 1.146.835.698,69 (um bilhão, cento e quarenta e seis milhões, oitocentos e trinta e cinco mil, seiscentos e noventa e oito reais e sessenta e nove centavos) e R$ 108.855,39 (cento e oito mil, oitocentos e cinquenta e cinco reais e trinta e nove centavos), respectivamente; (b) os termos e condições do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial da Companhia com versão de parcelas cindidas para a Petroquisa, Petrobras e OSP (“Protocolo”), bem como todos os seus anexos, contendo os motivos, finalidades, critérios e condições da operação, documentos estes que foram examinados pelos presentes, rubricados pela secretária e arquivados na sede da Companhia, e cujas cópias rubricadas pela secretária ficam fazendo parte integrante da presente ata como Anexo I (Laudo Petrobras, Laudo Petroquisa e Laudo OSP) e Anexo II (Protocolo); (iii) aprovada a cisão parcial e seletiva da Companhia, nos termos do Protocolo, com a consequente redução de seu patrimônio líquido em R$ 2.418.373.034,86 (dois bilhões, quatrocentos e dezoito milhões, trezentos e setenta e três mil, trinta e quatro reais e oitenta e seis centavos), sendo R$ 38.455.825,21 (trinta e oito milhões, quatrocentos e cinquenta e cinco mil, oitocentos e vinte e cinco reais e vinte e um centavos) na conta de ajuste de avaliação patrimonial e R$ 2.379.917.209,65 (dois bilhões, trezentos e setenta e nove milhões, novecentos e dezessete mil, duzentos e nove reais e sessenta e cinco centavos) no capital social, o qual passará dos atuais R$ 5.105.240.377,82 (cinco bilhões, cento e cinco milhões, duzentos e quarenta mil, trezentos e setenta e sete reais e oitenta e dois centavos) para R$ 2.725.323.168,17 (dois bilhões, setecentos e vinte e cinco milhões, trezentos e vinte e três mil, cento e sessenta e oito reais e dezessete centavos) e a posterior incorporação das parcelas cindidas pela Petrobras;Petroquisa e pela OSP, proporcionalmente às suas participações na Companhia, nos termos do Protocolo. Em razão da cisão parcial ora aprovada, foi aprovada a alteração do “caput” do Art. 5° do Estatuto Social da Companhia, que passa a ter a seguinte redação: “O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado é de R$ 2.725.323.168,17 (dois bilhões, setecentos e vinte e cinco milhões, trezentos e vinte e três mil, cento e sessenta e oito reais e dezessete centavos), dividido em 144.856.915 (cento e quarenta e quatro milhões, oitocentas e cinquenta e seis mil, novecentas e quinze) ações ordinárias nominativas, todas sem valor nominal”;(iv) consignado que após a efetivação da cisão parcial e versão das parcelas cindidas, a Companhia permanecerá existente, para todos os fins e efeitos legais, sendo certo que a OSP deterá 100% do capital social da Companhia; (v) foi dado conhecimento das renúncias apresentadas pelos Diretores Andrea Damiani Maia de Andrade e Antônio Aparecida de Oliveira, bem como por todos os membros dos conselhos de administração e fiscal da sociedade, a saber, Conselho de Administração: Marcelo Bahia Odebrecht; Paulo Roberto Costa; Alfredo Lisboa Ribeiro Tellechea; Almir Guilherme Barbassa; Alvaro Fernandes da Cunha Filho; Francisco Pais; José Carlos Grubisich Filho; Luciano Nitrini Guidolin; Maria das Graças Silva Foster; Newton Sergio de Souza; Andre Amaro da Silveira; Andrea Daminai Maia de Andrade; Antônio Aparecida de Oliveira;Arão DiasTisser;Carla Gouveia Barreto;Claudio Melo Filho;Felipe Montoro Jens;GustavoTardin Barbosa;José de Freitas Mascarenhas; e Mônica Bahia Odebrecht. Conselho Fiscal: Aluizio da Rocha Coelho Neto; Antonio Luiz Vianna de Souza; Ismael Campos de Abreu; Marcelino Bispo do Sacramento; Maria Alice Ferreira Deschamps Cavalcanti; Afonso Celso Florentino de Oliveira; Carlos Alberto Siqueira Gomes; Djamer Marlus Araujo de Santana; Marcilio Jose Ribeiro Junior; e Tatiana Macedo Costa Rego Tourinho; (vi) foi dada ampla, geral, incondicional e irrevogável quitação aos administradores que ora renunciam, exceto com relação a eventual direito de ação decorrente de fraude ou conduta culposa ou dolosa, (vii) considerando a conveniência de simplificar a estrutura administrativa da Companhia, com a consequente adaptação do Estatuto Social para refletir estas alterações, foi aprovada a extinção do Conselho de Administração da Companhia, a exclusão dos artigos 10 a 19 e a consequente alteração e renumeração dos demais artigos relacionados à administração da Companhia, bem como a consolidação do Estatuto Social da Companhia, documento este que, após examinado pelos presentes, rubricado pela secretária, permanecerá arquivado na sede da Companhia, e cujas cópias rubricadas pela secretária fica fazendo parte integrante da presente ata como Anexo III; e (viii) autorizados os diretores da Companhia a praticar todos os atos que se fizerem necessários à formalização da operação de cisão parcial e das alterações societárias ora aprovadas perante os órgãos públicos e terceiros. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia Geral Extraordinária, da qual se lavrou a presente Ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. São Paulo, 27 de janeiro de 2012. Mesa: Luciano Nitrini Guidolin, Presidente, Marcella Menezes Fagundes, Secretária. Acionistas: Odebrecht Serviços e Participações S.A. (p. Luciano Nitrini Guidolin e Andre Amaro da Silveira); Petrobras Química S.A. - Petroquisa (p.p Juliana de Hollanda Lima Quintela); e Petróleo Brasileiro S.A. Petrobras (p.p Eduardo Jorge Leal de Carvalho e Albuquerque). Certifico e dou fé que esta é cópia fiel da ata lavrada no Livro próprio. Marcella Menezes Fagundes - Secretária.JUCESP nº 131.003/12-4 em 23/03/2012.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

ECONOMIA/LEGAIS - 43 BROOKLYN EMPREENDIMENTOS S.A.

CNPJ/MF nº 61.364.022/0001-25 RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas - Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas aos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, apresentadas de forma comparativa, compreendendo o Balanço Patrimonial acompanhado das Notas Explicativas, da Demonstração do Resultado, da Demonstração dos Fluxos de Caixa e das Mutações do Patrimônio Líquido. Permanecemos à disposição dos senhores acionistas para quaisquer outros esclarecimentos adicionais. São Paulo, 15 de março de 2012. BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO 2011 2010 ATIVO 2011 2010 PASSIVO 2011 2010 R$ R$ Circulante R$ R$ Circulante R$ R$ Contas a pagar (Nota 6) .......................... 10.405.679 14.268.052 Receitas Operacionais Disponível .............................................. 77.840 832.867 Serviços prestados ....................................... 6.367.824 4.908.782 Obrigações sociais e tributárias .............. 573.545 498.980 Aplicações financeiras (Nota 3) ............. 17.713.544 43.855.078 Rendas financeiras ....................................... 12.274.267 21.912.006 Parcelamento de Tributos Contas a receber ................................... 49.304.674 48.078.926 Rendas imobiliárias ...................................... 14.871.852 12.883.482 (Lei 11.941/2009) (Nota 7) ................... 30.154.468 – Rendas a receber .................................. 3.746.655 3.145.395 Rendas patrimoniais..................................... 3.665.704 1.778.832 Provisão para pagtos.a efetuar................ 407.976.995 407.883.881 Títulos a receber ................................... 63.084.638 63.084.638 Receita bruta ............................................... 37.179.646 41.483.102 Demais valores a pagar........................... 181.288 818.252 Impostos a Recuperar ........................... 48.074.788 48.680.045 Despesas Operacionais Provisão para IRPJ (Nota 7).................... – 18.701.380 Demais valores a receber...................... 1.474.910 1.682.508 Administrativas ............................................. 11.578.897 12.754.263 Provisão para CSLL (Nota 7) .................. 9.660 8.291.171 Estoques ............................................... 2.036.005 2.305.166 Pessoal ......................................................... 2.668.062 2.683.085 Despesas pagas antecipadamente ....... 894 1.631 Total do circulante .................................... 449.301.635 450.461.716 Financeiras ................................................... 12.948.055 32.789.551 Total do circulante .................................. 185.513.949 211.666.253 Não Circulante Tributárias ..................................................... 2.725.367 2.104.589 Provisão para pagtos.a efetuar................ 89.578 674.425 Não Circulante Patrimoniais .................................................. 2.079.431 2.088.323 89.578 674.425 Depósitos judiciais ................................. 23.178.714 20.519.901 Total do não circulante............................. Lucro (Prejuízo) operacional ..................... 5.179.835 (10.936.709) Contas correntes com controlada ......... 10.166.504 41.056.846 Patrimônio Líquido Capital social (Nota 8) ............................. 24.515.353 24.515.471 Receitas e Despesas não Operacioniais Contribuições a recuperar ..................... 17.844 15.924 Ganhos (ou perdas) de capital ..................... 272.978 1.600 Reserva de reavaliação ........................... 17.958.165 22.030.042 Investimentos (Nota 4) .......................... 117.620.015 64.147.901 Resultado da avaliação de investimentos .... 4.469.614 1.763.539 Prejuízos acumulados ............................. (107.369.354) (119.727.116) Imobilizado (Nota 5) .............................. 47.998.351 40.453.792 Resultado não operacional ....................... 4.742.592 1.765.139 Outras Contas ....................................... – 93.920 Total do patrimônio líquido ..................... (64.895.835) (73.181.602) Lucro (prejuízo) Antes do IR e da CS .......... 9.922.427 (9.171.570) Total do não circulante........................... 198.981.429 166.288.285 Imposto de Renda e Contribuição Social ..... 1.535.532 – Total do Ativo .......................................... 384.495.378 377.954.538 Total do Passivo ....................................... 384.495.378 377.954.538 Lucro (prejuízo) Líquido do Exercício ......... 8.386.895 (9.171.570) DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Quantidade de Ações do Capital Social .......... 33.798 33.798 Capital social Reservas Reservas de Lucros ou prejuízos Patrimônio Lucro (prejuízo) por Ação ................................ 248,15 (271,36) realizado de lucros reavaliação acumulados líquido DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA DOS Saldos em 31/12/2009............................................ 24.515.471 – 22.270.025 (110.806.918) (64.021.422) BALANÇOS ENCERRADOS EM 31 DE DEZEMBRO (EM REAIS) Realização da reserva de reavaliação..................... – – (239.983) 239.983 – 2011 2010 Ajuste de exercícios anteriores................................ – – – 11.389 11.389 Prejuízo do exercício ............................................. – – – (9.171.570) (9.171.570) Atividades Operacionais Saldos em 31/12/2010............................................ 24.515.471 – 22.030.042 (119.727.116) (73.181.602) Recebimentos 18.009.825 Ações em tesouraria................................................ (118) – – – (118) - clientes ......................................................... 5.226.753 571.684 3.815.809 Realização da reserva de reavaliação..................... – – (4.071.877) 4.071.877 – - outras receitas operacionais ........................ Ajuste de exercícios anteriores................................ – – – (91.010) (91.010) Aplicações Financeiras ganho (perda) líq. com aplic. fi nanceiras ...... (3.193.718) (6.410.610) Lucro do exercício ................................................. – – – 8.376.895 8.376.895 Saldos em 31/12/2011............................................ 24.515.353 – 17.958.165 (107.369.354) (64.895.835) Pagamentos - salários e pro-labore..................................... (956.272) (1.044.296) - encargos e benefícios sociais ...................... (304.435) (1.486.479) NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 - impostos e contribuições .............................. (34.539) (251.929) 1) Contexto operacional: A empresa tem por objeto social a atividade SOLANIS Brasil, - serviços tomados ......................................... (683.930) (5.452.486) preponderante de participação no capital de outras sociedades. 2) PrinInvest e Servs - aluguel e condomínio ................................... (1.001.356) (4.040.827) cipais diretrizes contábeis: 2.a) Apuração do resultado - O resultado Controladas e coligadas Ltda – (161.273) é apurado pelo regime de competência. As demonstrações financeiras 2011 2010 - custas judiciais ............................................. (233.883) (2.911.496) em 31/12/2011 são apresentadas de acordo com os princípios contábeis Quantidade de ações ....................................... 61.150.000 61.150.000 - demais despesas operacionais .................... Cx. Líq. Gerado (Consumido) nas Ativ. Oper. . (322.267) 66.238 previstos na legislação societária. 2.b) Ativo Circulante e Não Circulan- Participação no capital social (%)..................... 99,99 99,99 te - Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, Capital realizado ............................................... 61.150.000 61.150.000 Atividades de Investimento Obras em andamento ..................................... – (1.118.064) quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias e cambiais Patrimônio líquido contábil ............................... 68.460.549 63.997.252 – (1.393.420) auferidas. 2.b.1) Permanente - Os valores dos bens estão demonstrados Lucro contábil ................................................... 4.463.297 1.761.836 Inv. em contrs. (Solanis Brasil Inv. e Serviços Ltda.) – 3.386.800 pelo custo de aquisição, combinados com os seguintes aspectos: 2.b.1.1) Res. da participação em coligada e controlada 4.462.851 1.761.660 Recebimento pela venda de investimentos .... (117) – Participações societárias em controladas e coligadas: avaliadas pelo 2011 2010 Compra ações em tesouraria ......................... 8.168 – método de Equivalência Patrimonial; 2.b.1.2) Depreciação do ativo imobi- Invest. em coligadas / controladas – no país .... 68.563.621 64.094.007 Recebimento pela venda de imobilizado ........ (186.978) (33.566) lizado : reconhecida pelo método linear, utilizando-se as taxas que levam Adian. p/ Futuro Aumento de Capital – no país 49.036.652 – Pagamento pela compra de imobilizado......... (178.927) 841.750 em consideração a vida útil econômica dos mesmos, conforme tabela da Outros investimentos ........................................ 19.742 53.894 Cx. Líq. Gerado (Cons.) nas Ativ. de Invest. ... nota 5. 2.c) Passivo Circulante e Não Circulante - São demonstrados 117.620.015 64.147.901 Atividades de Financiamento Dividendos recebidos ..................................... 634.258 382.940 por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos 5) Imobilizado 2010 correspondentes encargos e variações monetárias incorridos. Taxa Contas correntes com controladas ................. (20.897.792) (16.571.921) (20.263.534) (16.188.981) 3) Aplicações financeiras 2011 2010 Deprec. anual de Cx. Líq. Ger.(Cons.) nas Ativ. de Financ. (21.052.157) (15.280.993) Fundos de investimento em renda fixa .............. 952.185 16.987.442 Custo acumulada Líquido deprec. Aum. (Red.) Líq. no Cx. e Equiv.-Caixa 59.995.025 Fundos de investimento em renda variável ....... 15.697 642.262 Imóveis - terrenos ......... 15.855.312 – 15.855.312 0 Saldos Iniciais de Cx. + Equiv.-Caixa em Jan. 21.131.249 79.091 44.714.033 Títulos de renda fixa .......................................... – 7.570.998 Edificações ................... 70.413.035 38.654.959 31.758.076 4% Saldos Finais de Cx. + Equiv.-Caixa em Dez. Aum. (Red.) Líq. no Cx. e Equiv.-Caixa (21.052.157) (15.280.993) Investimentos em ações – CP ........................... 16.745.662 18.654.376 Instalações ................... 2.632.456 2.539.635 92.821 10% 17.713.544 43.855.078 Máqs. e equipamentos . 639.504 564.707 74.797 10% 4) Investimentos Móveis e utensílios ....... 993.224 968.376 24.848 10% consolidação dos débitos tributários federais incluídos no parcelamento SUPREV Serviços, Equip. proc. de dados ... 1.715.653 1.676.978 38.675 20% instituído pela Lei 11.941/2009. As principais obrigações são os valores Consultoria e Veículos ........................ 55.690 40.713 14.977 20% devidos a título de IR e CS nos anos de 1996 e 1998, cujas provisões foAssessoria em Equipamentos telefonia 616.481 614.322 2.159 10% ram baixadas neste exercício. Para fazer frente a essas obrigações, temos Previdência Equipamentos segurança 231.748 135.062 96.686 10% depósitos judiciais que as garantiam parcialmente. Referidos depósitos, Controladas e coligadas Privada S/S Ltda Imobilizações em curso 40.000 – 40.000 0 que representam R$ 13 mi, não foram consolidados pela Receita Federal. 2011 2010 6) Contas a pagar: O saldo da conta é representado pelos seguintes Quando consolidados, haverá redução substancial do valor da obrigação Quantidade de ações ............................................. 1.500 1.500 principais valores: 6.a) Valores a pagar aos acionistas minoritários pelo e das parcelas mensais devidas. 8) Capital social: O capital social está Participação no capital social (%)........................... 33,33 33,33 resgate de ações preferenciais R$ 5.147.991; 6.b) Valores a pagar aos representado por 33.798 ações ordinárias. Capital realizado atualizado ................................... 1.500 1.500 acionistas minoritários pela redução do Capital Social R$ 2.545.531; 6.c) DIRETORIA Patrimônio líquido contábil ..................................... 329.787 309.495 Saldo dos valores a pagar aos acionistas pela distribuição de dividendos Paulo Pompéia Gavião Gonzaga - Diretor-Presidente Lucro contábil ......................................................... 20.292 5.638 AGOE de 29/04/05 R$ 1.998.272,00; 7) Parcelamento de Tributos e José Roberto Martinez de Camargo - Diretor Res. da participação em coligada e controlada ...... 6.763 1.879 Provisões para IRPJ e CSLL: Em 2011 foi concluída, parcialmente, a Kleber Henke Souza - Contador CRC 1SP181166/O-8

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO REPUBLICADO COM DEVOLUÇÃO DE PRAZO PARA RETIFICAÇÃO DO ANEXO II FOLHETO DESCRITIVO EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO PARA REGISTRO DE PREÇOS OBJETIVANDO A COMPRA DE ATUM EM ÓLEO COMESTÍVEL EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO n° 015/2012 PROCESSO n° 9241/5900/2011 OFERTA DE COMPRA N° 080358000012012OC00010 ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INÍCIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRÔNICA: 30/03/2012 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSÃO PÚBLICA: 13/04/2012 – 10:00 horas INFORMAÇÕES: fones: (11) 3218-3485 (11) 3218-3493, de 2ª a 6ª feira, no horário das 8h às 17h. ENDEREÇO ELETRÔNICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE SUPRIMENTO ESCOLAR

Brazil Realty - Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários CNPJ/MF Nº 07.119.838/0001-48 - NIRE 35.300.318.323 Assembléia Geral Ordinária - Edital de Convocação São convidados os acionistas da Brazil Realty Companhia Securitizadora de Créditos Imobiliários (“Companhia”), a se reunir em Assembléia Geral Ordinária, que será realizada no dia 30 de abril de 2012, às 14:00 horas, na sede social da Companhia, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 1455, 4º andar, conjunto 42, para discutir e deliberar acerca da seguinte ordem do dia: (i) Aprovação do relatório da administração, as contas da diretoria, e as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011, aprovados pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 29 de março de 2012; e (ii) Aprovação da destinação do lucro líquido do exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2011 e a distribuição de dividendos, aprovadas pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 29 de março de 2012. Informações Gerais: (a) encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Companhia, e no site da CVM, os documentos relacionados às deliberações previstas neste edital; (b) o acionista deverá apresentar à Companhia, com no mínimo 48 horas de antecedência, documento de identidade e/ou atos societários que comprovem a representação legal; e (c) o acionista que desejar ser representado por procurador deverá depositar o respectivo instrumento de mandato, com poderes especiais e reconhecimento de firma, até 48 horas antes da realização da Assembleia. São Paulo, 30 de março de 2012. Elie Horn - Presidente do Conselho de Administração.

BERKAU S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES CNPJ 14.171.599/0001-30 - NIRE 35.300.175.883 Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária Convocamos os srs. acionistas da companhia para a AGO a realizar-se no dia 30/04/2012, às 9h, à Rua Conde Moreira Lima, 464, Jardim Jabaquara, São Paulo-SP, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) aprovação das demonstrações financeiras pertinentes ao exercício findo em 31/12/2011; b) o que ocorrer. Consoantes às normas da Lei 6.404/76, está à disposição dos acionistas os documentos a que se refere o art. 133, da referida Lei 6.404/76, para os fins legais. São Paulo, 28 de março de 2012. A Diretoria.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF

REDE D’OR SÃO LUIZ S.A.

CNPJ/MF N.º 06.047.087/0001-39 – NIRE Nº 35.300.318.000 AVISO AOS ACIONISTAS Comunicamos aos acionistas do Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao disposto no art. 133 da Lei n.º 6.404/76, que os seguintes documentos da administração se encontram à sua disposição na sede social da Companhia, na Rua Francisco Marengo, n.º 1312, na Cidade e Estado de São Paulo: (i) relatório da administração; (ii) a cópia das demonstrações financeiras, e (iii) parecer dos auditores independentes. São Paulo, 30 de março de 2012. Diretoria.

Liberdade Auto Posto de Serviços e Conveniencias Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Renovação Licença de Operação para comércio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Rua Tamandaré, 54 - Liberdade - São Paulo - SP. Posto de Serviços Xiririca Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação ,30007553 válida até 29/03/2017para comércio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Rua Taubaté, 686 - Vila Carrão - São Paulo - SP.

Quer falar com 26.000 empresários de uma só vez? O Jornal do Empreendedor

PUBLICIDADE Fone: 11 3244-3175 Fax: 11 3244-3123 www.dcomercio.com.br

CNPJ 44.389.690/0001-98 Contrato de Gestão nº 135/2008 Relatório das Atividades Realizadas no Hospital Municipal N. S. do Rosário 2011 2.1- Gestão de Recursos Humanos 2.1.1-Coordenação Técnica da Escala Médica, sendo providenciada cobertura dos plantões em aberto: 2.1.2- Avaliação e monitoramento do processo de trabalho; 2.1.3- Avaliação e Dimensionamento das escalas de trabalho; 2.1.4- Avaliação e Dimensionamento do absenteísmo; 2.1.5- Reunião com coordenadores de equipe para avaliação da resolutividade no desempenho do trabalho realizado; 2.1.6- Inter-relacionar os setores, através dos protocolos de Conduta técnico-Administrativa; 2.1.7- Humanização Clientes Internos: Objetivando enfatizar o processo de humanização, dentro do contexto Cuidando do Cuidador, estamos presenteando os colaboradores na data de seu aniversário; 2.1.8- Dinâmica de Grupo com equipe de Enfermagem, Recepção e Plantão Administrativo, focando a humanização do atendimento;2.2- Gestão Estratégica 2.2.1- Monitoramento e Implantação dos Protocolos Técnico-Administrativos; 2.2.2- Monitoramento da Padronização de Material e Medicamentos; 2.2.3- Supervisionar o cumprimento das normas para plantonistas; 2.2.4Monitoramento da Comissão de Ética Médica; 2.2.5- Supervisão a Comissão de Revisão de Prontuário e Óbito; 2.2.6- Supervisionar a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH:2.2.7- Revisão e monitoramento da padronização de material e medicamentos; 2.2.8- Implantação e Supervisão do Serviço de Secretaria Clínica; 2.2.9- Implantação e Monitoramento do Serviço de Assistência Social: 2.2.10- Implantação e Monitoramento da Dose Unitária 2.2.11- Preceptoria do Processo de Trabalho, através da Equipe Técnica e Administrativa; 2.3- Estruturação 2.3.1- Monitoramento do Serviço de Ouvidoria; 2.3.2- O monitoramento dos sistemas de informação enviado ao Ministério da Saúde gerou a redefinição do limite financeiro dos recursos para a execução dos Procedimentos Cirúrgicos Eletivos no valor de R$ 75.457,79 (Setenta e cinco mil, quatrocentos e cinquenta e sete reais e setenta e nove centavos) Portaria GM nº 783 - DOU nº 225 – 24/11/11; 2.3.3- Monitoramento da média mensal de Atendimento de Urgência e Ambulatorial; 2.3.4- Monitorizar o serviço de acolhimento com avaliação de risco 2.3.5- Levantamento e descrição dos Equipamentos de Apoio Médico Assistencial para o Novo Hospital; 2.3.6- Moção de aplauso da Câmara Municipal à gestão realizada pela ASH; 2.3.7- Entrevista realizada com os usuários da Unidade, baseada no PNASS – Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde. Juliana Joice Conrado Fortunato Santos Silva – Diretora Presidente 25ª Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital - SP 25º Ofício Cível Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2009.155656-8 (1269/2009). O Dr. Gilson Delgado Miranda, Juiz de Direito da 25ª Vara Cível da Capital - SP. Faz Saber a Ghassan Ali Nahle, RG. 38.810.838 e CPF. 008.298.229-50, que Banco Citibank S/A lhe ajuizou ação de Execução de Título Extrajudicial, para cobrança de R$ 35.574,38 (julho2011), referente ao Instrumento de Empréstimo Crédito Pessoal Cheque nº 210029797, do qual deixou o executado de honrar com as obrigações contratuais. E, estando o executado em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que no prazo de 03 dias, a fluir após o prazo de 20 dias supra, pague o quantum reclamado, acrescido das cominações legais, sob pena de penhora e avaliação de tantos bens quantos bastem para garantia da dívida, ou ainda, querendo, no prazo de 15 dias ofereça Embargos. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 09/02/2012. 41ª Vara Cível da Capital – SP Citação. Prazo 20 dias. Proc. 583.00.2009.213717-1 (2446/2009). A Dra. PATRICIA MAIELLO RIBEIRO PRADO, Juíza de Direito da 41ª Vara Cível da Capital. Faz Saber a Nantala Factoring Fomento Mercantil Ltda., CNPJ. 68.314.624/0001-17, na pessoa de seu representante legal, que MV Informática Nordeste Ltda. lhe ajuizou uma ação Declaratória, bem como em face de Banco Bradesco S/A, objetivando seja declarada a nulidade da duplicata mercantil nº 012043510804030, no valor de R$ 10.367,81, vencida em 25.04.2003, uma vez que não houve qualquer lastro comercial que a objetivasse, sendo indevida referida duplicata, condenando-se ainda, a requerida ao pagamento de indenização por danos morais no montante a ser arbitrado pelo MM. Juízo, bem como das custas processuais e demais cominações legais. Estando a ré em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 24 de fevereiro de 2012.

Seleção de Fornecedores - Modalidade Coleta de Preços nº 012/2012 p A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas q que se acha aberta a Seleção de Fornecedores OBJETIVANDO AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÉDICO DE BAIXA COMPLEXIDADE. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família - Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org. Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 09/04/ 2012, às 09h00. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 - Higienópolis - São Paulo/SP.

Indústria Química Una Ltda. torna público que requereu na CETESB a Renovação de Licença de Operação p/ fabricação de colas à base de resinas sintéticas/látex, à Estrada do Bonsucesso e Av. Industrial, 60 - Rio Abaixo, Itaquaquecetuba /SP.

ASSOCIAÇÃO SOCIAL HUMANITAS - ASH

EAA Administração S.A. CNPJ/MF 11.493.109/0001-24 - Edital de Convocação - Assembleia ç e Empreendimentos p p Geral Ordinária e Extraordinária - Ficam os acionistas da EAA Administração E Empreendimentos S.A. (“Companhia”) convocados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a ser realizada em 30 de abril de 2012, às 14:00 horas, na sede social da Companhia situada na Capital do Estado de São Paulo, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, nº 1.364, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: (i) análise, discussão e votação do Relatório da Administração e das Demonstrações Financeiras referentes ao exercício encerrado em 31.12.2011; (ii) destinação do resultado do exercício findo; e (iii) eleição dos membros da Diretoria. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) alterar o endereço da sede social. Encontram-se à disposição dos acionistas, na sede da Companhia e na Rua Surubim, 577, 22º andar, município de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil, os seguintes documentos: (i) o Relatório Anual da Administração; e (ii) as Demonstrações Financeiras. São Paulo, 30 de março de 2012. Luiz Fernando Grespan Renzo - Ernesto Assad Abdalla Filho - Diretoria

Indústria Química Una Ltda. torna público que requereu na CETESB de forma concomitante a Licença Prévia e a Licença de Instal./ampliação e novos equip. p/ fabr. de colas à base de resinas sintéticas/látex, à Estr. do Bonsucesso e Av. Industrial, 60 - Rio Abaixo, Itaquaquecetuba/SP.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 29 de março de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Corti Luz Novo Conceito em Decoração Ltda. Requerido: Vitor Antonio Tomazini ME. Avenida Roque Petrônio Junior, 141 - 2ª Vara de Falência. Requerente: Atimaky Esquadrias Metálicas Ltda. Requerido: Proeng Construtora e Comércio Ltda. Rue Miragaia, 100 – Butantã - 1ª Vara de Falências.

11ª Vara da Família e Sucessões da Capital Citação. Prazo 20 dias. Proc. nº 0018385-07.2011.8.26.0100. O Dr. José Isaac Birer, Juiz de Direito da 11ª Vara da Família e Sucessões da Capital, na forma da lei, etc. Faz Saber a José Benedito da Silva, nascido em 28/07/1954, em Maragogi – Alagoas, filho de José Francisco da Silva e Cícera Maria da Silva que, Amara Maria da Silva ajuizou uma ação de Divórcio, constando da inicial que o casal contraiu matrimônio em 27.09.1979, que permaneceram casados no período de um ano, quando se separaram de fato por motivos de desavenças. Cada cônjuge trilhou seu destino, não constituindo prole e nem patrimônio. No ano de 81 a requerente mudou-se para a Capital de São Paulo no intuito de trabalhar. Desde o ano de 1984 vive em união estável com outra pessoa, que juntos tiveram quatro filhos. Estando o réu em local ignorado, foi determinada sua citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 07 de março de 2012.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 040/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 461/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 040/ 2012, tendo como objeto o registro de preços de pneus de veículos para a manutenção da frota da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 13 de abril de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas do dia 13 de abril de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 29 de março de 2012. Chayana Antonio de Moura Pregoeira

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 041/2012 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 727/2012 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico FMS nº 041/ 2012, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos não padronizados, para atender processos autorizados, incluindo demandas administrativas para Defensoria Pública e processos judiciais, conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.licitacoes-e.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 13 de abril de 2012, e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 13 de abril de 2012. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 29 de março de 2012. Chayana Antonio de Moura Pregoeira

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO A Fundação Para o Desenvolvimento da Educação - FDE comunica a todos os interessados em licitar e contratar nas áreas de Obras, Serviços de Engenharia, Outros Serviços, Fornecimento de Material e/ou Equipamentos Diversos, Instituições de Ensino, que seu Departamento de Cadastro encontra-se permanentemente aberto para novas inscrições, bem como para atualização dos registros existentes. A retirada dos procedimentos cadastrais poderá ser feita na sede da FDE - Av. São Luís, 99 - República - Guichê da Licitação - térreo, das 8:30 às 17:00 horas, nos dias úteis, ou ainda via Internet: www.fde.sp.gov.br.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

44

sexta-feira, 30 de março de 2012

e Dilma fala em "reforma tributária global" As medidas têm por objetivo assegurar através de questões tributárias e financeiras maior capacidade de investimento para o setor privado. Dilma Rousseff, presidente do Brasil

conomia

Ao prometer novas medidas de estímulo à economia do País, presidente diz, na Índia, que existe a possibilidade de encaminhar uma reforma tributária ampla.

A

presidente Dilma Rousseff confirmou ontem, em Nova Délhi, onde participa da reunião de líderes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que pretende anunciar novas medidas de estímulo econômico logo após regressar ao País – o retorno está previsto para domingo. A presidente admitiu que, no futuro, será "possível encaminhar uma reforma tributária global". "Essas medidas têm por objetivo justamente assegurar através de questões tributárias e financeiras maior capacidade de investimento para o setor privado", afirmou a presidente na capital da Índia. Dilma disse que compreende as pressões pela redução da carga de impostos. "Dentro do meu período governamental, eu farei o possível para reduzi-la. Eu sei, perfeitamente, que devido ao fato de que há vários interesses envolvidos na questão de uma reforma tributária, eu até julgo que pode ter um momento no futuro que seja possível encaminhar uma reforma global", disse. "Agora, o que eu tenho feito é tomado medidas pontuais, que permitam que no conjunto se crie uma desoneração maior dos tributos no País", acrescentou. Nos últimos meses, o País tem adotado isenções fiscais e outras medidas para estimular sua economia, que cresceu apenas 2,7% em 2011. Para este ano, a meta da presidente é que o País atinja pelo menos 4% de crescimento. Casas – A presidente Dilma também reafirmou ontem que o Brasil planeja investir mais recursos no programa "Minha Casa, Minha Vida", em mais um esforço para impulsionar o investimento público e estimular a economia. O governo fixou uma meta de construir 2 milhões de casas até 2014, o que poderia ser elevado para 2,4 milhões depois de uma "ava-

B Mathur/Reuters

Os líderes do Brics: a partir da esquerda, presidente Dilma Rousseff, presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e os presidentes da China, Hu Jintao, e da África do Sul, Jacbob Zuma. liação" em junho, disse a presidente. "O que nós temos de fazer é aumentar o investimento tanto do governo como do setor privado", disse Dilma, acrescentando que o governo fará um esforço "excepcional" no programa. Injustiças – Na reunião do grupo de emergentes Brics, a presidente Dilma acusou os países desenvolvidos de prejudicarem outros com políticas monetárias injustas. A política monetária do mundo rico "traz vantagens comerciais enormes para os países desenvolvidos, e resulta em obstáculos injustos para os outros países", disse Dilma, que ontem reuniu-se com os presidentes da Rússia, Dmitry Medvedev, da China, Hu Jintao, e da África do Sul, Jacob Zuma, e com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. O Brasil acusa países ricos de provocarem um "tsunami monetário" ao adotar políticas expansionistas, como taxas de juros baixas e programas de compra de títulos. As políticas têm o objetivo de estimular as economias da Europa e dos Estados Unidos,

mas também provocaram uma onda de liquidez global que afetou mercados emergentes como o Brasil, fortalecendo suas moedas e tornando suas economias menos competitivas no exterior.

Em comunicado conjunto ontem, os países que formam o Brics também pressionaram por mais direitos de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI). "Esse processo dinâmico

de reforma é necessário para garantir a legitimidade e a efetividade do Fundo", afirmaram os países após o primeiro dia de reunião. "Realçamos que o esforço contínuo para elevar a capacidade de empréstimo do FMI só terá sucesso se houver confiança de que todos os membros da instituição estão verdadeiramente comprometidos em implementar fielmente a Reforma de 2010." As mudanças prometidas nos direitos de voto no FMI ainda não foram ratificadas pelos Estados Unidos, ampliando a frustração em relação às reformas do G7 e do Conselho de Segurança da ONU, onde Índia e Brasil pleiteiam há anos assentos permanentes. "É crítico que economias avançadas adotem políticas macroeconômicas e financeiras responsáveis, evitando a criação de uma liquidez excessiva global, e adotem reformas estruturais para impulsionar o crescimento que crie empregos", disseram eles no comunicado conjunto. (Reuters)

Previdência: cresce déficit.

A

Previdência Social apresentou um déficit de R$ 5,1 bilhões em fevereiro, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Previdência Social. O valor é 70,5% superior ao de janeiro e 47,1% maior do que o de fevereiro de 2011. De acordo com a pasta, no mês passado, houve uma queda na arrecadação por causa da prorrogação do prazo de pagamento do Simples Nacional e dos tributos do Empreendedor Individual. Com isso, a arrecadação em fevereiro ficou em R$ 18,8 bilhões, queda de 4,4% em relação a janeiro. As despesas somaram R$ 23,9 bilhões, um aumento de 5,5% em relação ao mês anterior. A elevação decorre do aumento de benefícios e do reajuste concedido aos segurados. No ano, o déficit da Previdência chegou a R$ 8,16 bilhões. (ABr)

Recorde no superávit primário

O

pagamento de dividendos no valor de R$ 4,96 bilhões pelas empresas estatais à União garantiu um superávit primário recorde em fevereiro nas contas do governo central. Com esse aporte, a economia feita por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC) para o pagamento de juros da dívida brasileira somou R$ 5,37 bilhões no mês passado. O valor surpreendeu analistas de mercado que projetavam, na média, um saldo de R$ 1,8 bilhão. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, admitiu que o repasse dos dividendos das estatais para a União é administrado de acordo com a necessidade de caixa.

Calendário – "É normal que se programe os dividendos para os meses em que as receitas são menores. Tem um calendário, não formal, sobre os momentos em que os dividendos são distribuídos", afirmou. O governo espera contar com R$ 19,6 bilhões em dividendos neste ano, igual patamar de 2011. O valor recebido apenas em fevereiro superou em 219,8% os dividendos pagos pelas empresas federais no primeiro bimestre de 2011. Os recursos foram suficientes para, praticamente, cobrir o déficit de R$ 5,14 bilhões da Previdência Social em fevereiro. Sem esta compensação, o superávit do governo seria baixíssimo, já que o Tesouro teve

resultado positivo de R$ 10,5 bilhões e o Banco Central, de R$ 30,3 milhões. O resultado primário acumulado no primeiro bimestre de 2012 também é o maior da história, de R$ 26,3 bilhões, equivalente a 3,98% do Produto Interno Bruto (PIB). Meta – Com isso, o governo já garante mais de 90% da meta para o primeiro quadrimestre, de R$ 27,6 bilhões. "Estamos bem, com folga em relação à meta. Isso nos dá tranquilidade e nos coloca também em uma posição favorável para o cumprimento da meta neste ano", afirmou. A meta para 2012 é de R$ 96,9 bilhões. Os dividendos e a arrecadação recorde de tributos levaram a uma expansão

das receitas do governo de 15,8% no bimestre. Investimentos– Os investimentos do governo federal no primeiro bimestre de 2012 cresceram 2,5% em relação a igual período de 2011, somando R$ 9,6 bilhões. Segundo os dados, os gastos com investimento incluem o programa "Minha Casa, Minha Vida". O resultado do bimestre inverte a curva dos investimentos que, no mês de janeiro, havia apresentado queda de 1,8% na comparação com janeiro de 2011. Os desembolsos do Tesouro para o pagamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) registram um desempenho superior à média dos investimentos. (AE)

2011

Votorantim Cimentos Américas S.A. CNPJ/MF nº 06.276.009/0001-06 Demonstrações Financeiras

Relatório da Administração Prezados(as) Acionistas: Abaixo, para sua informação, seguem as Demonstrações Financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011. São Paulo, 30 de março de 2012.

Demonstrações do resultado dos exercícios findos em 31 de dezembro - Em reais

Balanços Patrimoniais em 31 de dezembro - Em reais Ativo

2011

2010 Passivo e patrimônio líquido

Circulante

2011

2010

2011

2010

Patrimônio líquido

Caixa e equivalentes de caixa

100

100 Capital social

100

100 Reserva de capital

Não circulante

Prejuízos acumulados

Realizável a longo prazo Partes relacionadas

599.633.037

Total do ativo

220

220

709.695.880

709.695.880

(110.062.963)

(110.062.963)

599.633.137

599.633.137

Despesas operacionais Despesas gerais e administrativas

(20.031)

Resultado financeiro líquido

2.938

Prejuízo do exercício

599.633.037

599.633.037

599.633.037

599.633.137

599.633.137 Total do passivo e patrimônio líquido

599.633.137

599.633.137

(17.093)

Prejuízo por ações do capital social no fim do exercício

(77,70)

As demonstrações financeiras completas acompanhadas de relatório sem ressalvas, emitido pela Pricewaterhousecoopers Auditores Independentes, serão publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 30/03/2012. Moacir Felizari - CRC SC 019715/O-3 “S”.

2011

CRB - Operações Portuárias S.A. CNPJ/MF nº 05.481.823/0001-08 Demonstrações Financeiras

Relatório da Administração Prezados(as) Acionistas: Abaixo, para sua informação, seguem as Demonstrações Financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011. São Paulo, 30 de março de 2012.

Demonstrações do resultado dos exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro - Em milhares de reais Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Tributos a recuperar Adiantamentos a fornecedores

31/12/2011 3.478 2.407 5.885

Não circulante Realizável a longo prazo Partes relacionadas Depósitos judiciais Imobilizado Total do ativo

556 2.884 1.067 4.507 10.392

31/12/2010 Passivo e patrimônio líquido Circulante 2 Fornecedores 141 Tributos a recolher 1.979 Outros passivos 2.122 2.515 1.911 1.950 6.376 8.498

Não circulante Partes relacionadas PasNC Patrimônio líquido Capital social Prejuízos acumulados Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

31/12/2011

31/12/2010

253 300 238 791

189 47 236

1.045

76

8.980 (424) 8.556 10.392

Receita líquida Custo dos serviços prestados Lucro (prejuízo) bruto Resultado financeiro líquido Receitas financeiras Despesas financeiras Atualizações monetárias

8.980 (794) 8.186 Lucro (prejuízo) líquido do exercício Lucro (prejuízo) líquido por ações do capital social no fim do exercício - R$ 8.498

2011 8.458 (7.830) 628

2010 4.612 (3.789) 823

120 (89) 31 372

70 12 82 905

0,04

0,10

As demonstrações financeiras completas acompanhadas de relatório sem ressalvas, emitido pela Pricewaterhousecoopers Auditores Independentes, serão publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 30/03/2012. Moacir Felizari - Contador CRC - SC - 019715/O-3 “S” SP


sexta-feira, 30 de março de 2012

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 45


DIÁRIO DO COMÉRCIO

46 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sexta-feira, 30 de março de 2012

A portaria 1.510 já teve o prazo de vigor prorrogado por pelo menos três vezes.

conomia

Revogação do ponto eletrônico Paulo Pampolin/Hype

ACSP e FAcesp pedem ao governo federal fim da obrigatoriedade do sistema Renato Carbonari Ibelli

R

ogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), formalizou pedido de revogação da Portaria n° 1.510, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que obriga as empresas a adotarem o registro eletrônico de ponto para controle de funcionários. O pedido, feito em nome de ambas entidades, foi encaminhado ao Ministro do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto dos Santos. As entidades alegam que o

preço elevado dos equipamentos de ponto eletrônico e os custos com alimentação do sistema e manutenção, gerariam um ônus Epitácio Pessoa/AE descabido às empresas. Além disso, as entidades antevêem dificuldades internas para a s c o m p anhias, que teriam de lidar com filas geradas por funcionários que levariam mais tempo para marcação do ponto. O texto que pede a revogação da medida traz ainda a informação de que o ponto ele-

trônico não traria vantagens aos trabalhadores, pois esses terão de guardar os comprovantes por longos períodos e passarão a ser responsáveis pela demon stra ção das horas trabalhadas em caso de reclamação sobre horas extras. Também é lembrado pelas entidades que a criação de ônus e obrigações para empresas – como as que serão geradas pelo ponto eletrônico – só podem ser feitas por meio de lei, não por portaria, como foi o caso. Jus-

tamente por esse motivo as entidades não acreditam que uma prorrogação para entrada em vigor da medida será uma solução plausível. A medida é debatida desde 2009. Polêmica, a portaria já teve o prazo de vigor prorrogado por pelo menos três vezes. A última postergação ocorreu em fevereiro deste ano. O pedido de revogação abre espaço para que o consenso sobre a questão possa ser alcançado por meio de diálogos entre o Ministério, o setor produtivo e os trabalhadores. A portaria entra em vigor em 2 de abril. O Ministério alega que a regra precisa ser adotada para evitar fraudes na marcação das horas trabalhadas.

Amato: custos do sistema gerariam ônus descabido às empresas.

Dan Stulbach contra Guinness na Justiça Sílvia Pimentel

O