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São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

R$ 1,40

BCs do mundo ouviram de Lagarde, do FMI: "A frágil recuperação pode descarrilar". Foi "deprimente". Página 25 Emmanuel Dunnand/AFP

Conclusão: 23h45

Ano 87 - Nº 23.446

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

Depressão em alta na reunião de BCs

AVC em campo Estado de Ricardo Gomes, técnico do Vasco, era grave até o fechamento desta edição. Pág. 28 e www.dcomercio.com.br

Timão nas cabeças O Palmeiras de Chico virou sobre o Corinthians de Paulinho – graças ao gol do estreante Fernandão, que selou os 2 a 1–, mas o Timão foi o 'campeão' do 1º turno, 1 ponto à frente do Fla, que tem 1 ponto sobre o Tricolor. Esporte Pawel Kopczzynski/Reuters

Daniel Augusto Jr./Fotoarena/AE

Filippo Monteforte/AFP

Simon: fim do afago no corrupto faz a diferença. Waldemir Barreto/Agência Senado-12.07.2011

O senador Pedro Simon, em entrevista ao DC, destaca uma diferença no trato com os corruptos: "A presidente Dilma não é condescendente com ilegalidades". Pág. 6

Rota de Sirte, onde Kadafi nasceu. Os rebeldes estão perto de Sirte, guardada por forças leais a Kadafi. De seu cidadão mais famoso, aceitam apenas a rendição. Página 8 André Lessa/AE

HOJE Parcialmente nublado Máxima 31º C. Mínima 16º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 28º C. Mínima17º C. ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

Entre mais velozes, um sem pernas.

Morumbi pede socorro! Violência é vizinha do Palácio.

Pistorius corre hoje. E pode se tornar um dos 8 mais rápidos do mundo. Pág. 30

Com bandeira do Brasil e balões brancos, 2.500 pessoas pediram paz para o Morumbi. Pág. 16


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

As empresas não-financeiras têm entre 1,5 e 2 trilhões de dólares aplicados em papéis do próprio Tesouro americano. Delfim Netto

pinião

PAULO SAAB

PARA MELHORAR É PRECISO MOBILIZAR

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ESTÁ FALTANDO LIDERANÇA

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queda nos índices de confiança da sociedade americana sobre a capacidade do Executivo e do próprio Congresso dos Estados Unidos de encontrarem um entendimento mínimo sobre medidas que permitam reanimar a atividade econômica e recuperar os empregos perdidos na crise financeira, é um dos efeitos visíveis da disfuncionalidade que se apossou do sistema político. Não é só na Eurolândia que reinam a confusão e a incerteza entre as lideranças políticas, que não mais conseguem explicar, pelo menos, os motivos da falência de suas finanças aos irados cidadãos. Os americanos vivem em estado de angústia desde a crise anterior, sem perspectiva de recuperação de seus empregos ou (aqueles que estão empregados) com a expectativa de perdê-los diante da redução do ritmo dos investimentos industriais no país. Há quatro anos o PIB americano está estagnado. Como a população cresceu, isso significa que o PIB per capita diminuiu. Considerando que o PIB real dos EUA cresce à taxa de 2% ao ano, a flutuação dos últimos quatro anos representa qualquer coisa como 10% a 15% de um PIB anual (mais ou menos um PIB brasileiro) que potencialmente deixou de ser produzido pela disfuncionalidade do sistema financeiro.

As consequências sobre o endividamento interno foram importantes. De um lado, pela redução da receita e, de outro, pelo aumento das despesas com o desemprego. Paralelamente, aumentou a desigualdade na distribuição de renda, o que acentuou o mal estar da sociedade com relação ao presidente Barack Obama.

É

cada vez mais evidente que as políticas monetária e fiscal foram incapazes de cooptar a confiança do setor privado, de forma que os seus efeitos sobre a recuperação do consumo e

ampliação dos investimentos têm sido apenas pífios. Basta dizer que as empresas não-financeiras têm entre 1,5 e 2 trilhões de dólares aplicados em papéis do próprio Tesouro americano. Por que não investem? Porque desconfiam do governo de Washington e não têm certeza sobre que tipo de demanda encontrarão no futuro. Enquanto isso, o crescimento do consumo é inibido por um desemprego total ou parcial de mais de 25 milhões de pessoas, que continuam assustadas com o comportamento do mercado de trabalho, especialmente no

m nossa opinião, não funcionou pelas seguintes razões: 1º) o comportamento do presidente Obama foi hostil com o setor real da economia no início de sua administração; 2º) ele foi submisso e leniente em relação ao setor financeiro, que precisava mesmo ser preservado, mas não os seus agentes mais conspícuos e 3º) o presidente gastou o enorme patrimônio político do "we can" com programas necessários, mas discutíveis, em lugar de utilizá-lo cooptando e dando confiança ao setor privado para reduzir o desemprego. O problema dos Estados Unidos não é econômico: é de liderança, de falta de confiança da sociedade nas ações do governo e da quase paralisia do país com o processo de disfuncionalidade que, além dos mercados, está também dominando a política.

O problema dos EUA só pode ser resolvido com aumento da demanda privada, que não tem respondido aos estímulos monetários e fiscais. A questão é entender porque o modelo não funcionou.

E

ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO

O RASTRO DA IGNORÂNCIA Notícias nos dão conta que estamos importando mão-de-obra estrangeira, face à necessidade de pessoas mais bem preparadas para executar tarefas. Também temos conhecimento que as crianças em torno dos 8 anos de idade, não aprendem o mínimo. Também com cartilhas ensinando que

DELFIM NETTO

setor de construção civil. Deveria ser claro que o problema só poderá ser resolvido com um aumento da demanda privada, que até agora não tem respondido aos imensos estímulos monetários e fiscais. A resposta não é "mais do mesmo", mas entender porque não funcionou.

'nois pega o peixe' e 10-7=4, queremos o quê? Com essa obra o Ministério da Educação vai deixar um rastro de miséria, ignorância e desemprego, com pessoas preparadas apenas para seguir carreira política, em que não é necessário ter conhecimento, só esperteza. Aparecida Dileide Gaziolla São Bernardo do Campo

LIMPEZA OU TRUQUE? A tão decantada limpeza feita sobre os pequenos dentre os corruptos serve a calhar para esquecer-se o mensalão, aquele golpe que envolveu as cabeças grandes do governo petista . Vem aí o prazo fatal que libera os mandantes, que dirigiram e dirigem a maquina petista de assaque ao caixa do povo. E ainda tem unszinhos a

decantar a gerentona, a aplaudir o apoio de FHC e a sonhar com uma virada moral na diretiva imoral que prossegue a passos largos já há nove anos, a caminho da Copa, do Pan e da reeleição do grupelho do partido da corrupção, que alinhavou a impunidade na justiça brasileira . Ronaldo Parisi - S. Paulo

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

corrupção endêmica que assola o poder público no País só vai diminuir quando a sociedade se organizar e se mobilizar para provocar mudanças. Não se pode esperar que a corrupção vá deixar de existir. Ela é inerente ao ser humano. Infelizmente. Alcançou, no Brasil, todavia, nos últimos anos, um nível intolerável. Transformou-se num câncer que está corroendo as entranhas do Tesouro público, enriquecendo poucos e dilapidando o patrimônio do País de forma insuportável. A sociedade brasileira está ainda distante de ter consciência disso e, inocente, ignorante, ainda idolatra quem a assalta de forma desavergonhada. Embora tenha havido um forte incremento dentro da era Lula, a verdade é que a corrupção vem desde os tempos do surgimento do homem no planeta – e no nosso caso, desde o descobrimento.

E

spraiou-se a alcançou no Brasil de hoje todos os níveis do poder público e mesmo da chamada "banda podre " da iniciativa privada. Não há corruptos onde não há corruptor. Aqui a simbiose entre os dois é perfeita. É o que popularmente se diz: "juntar a fome com a vontade de comer". Todos se fartando em cima do dinheiro público. É um banquete de irregularidades, de ações criminosas, que o brasileiro comum não vê e nem imagina o quanto influi negativamente em sua vida , pela falta do investimento público não realizado. Tenho, neste espaço, conclamado o leitor a começar a participar da vida do País, cobrando os políticos e governantes e se organizando para mostrar que o nível de tolerância com o assalto ao dinheiro público praticado por quem deveria defendê-los está no limite. A verdade é que esse limite existe para a parcela da população que discerne, vê o que ocorre. É parte, então, da missão desse contingente, ajudar a esclarecer a massa sobre o que está errado, como e porquê.

O

s leitores começaram a se manifestar. São opiniões de cidadãos comuns que estão indignados. Vale citar alguns, como exemplo para os demais e como maneira de iniciar, ainda que de forma bem simples, um movimento de aglutinação dos insatisfeitos, para posterior organização e mobilização.

O leitor CC, comentando as colunas da semana passada, diz: "A meu ver, essa' faxina pode ser subdividida em um gesto para a torcida e outro pra turma de Dilma. Ora, a revelação de cada desvio nos lotes dos partidos 'aliados' enfraquece a base, mas reforça a possibilidade dela substituir por alguém da sua confiança. Lula começou o primeiro mandato sem lotear cargos para a base aliada. Depois loteou, mas foi ele quem mandou até o fim. (...) Acho o apelo para que todo mundo se engaje um tanto vago. Dizer que devem pressionar os políticos em quem votaram não é original nem eficaz. Minha visão é que todos devem se engajar em torno de uma medida prática, acima do bem e do mal: uma legislação anticorrupção modelar".

A sociedade brasileira ainda está longe de ter consciência dos males da corrupção e, inocente, ainda idolatra quem a assalta de forma desavergonhada.

J

á o leitor ANMJ comenta: "Leio seus artigos há vários anos, notando ser o senhor uma das poucas vozes lúcidas e sadias. Proponho, também, um movimento para que o numerário usurpado do povo brasileiro seja devolvido". E CX escreveu: "Boas colunas! Tem de bater em todo mundo mesmo, até porque os inimigos de ontem são os amigos de hoje e vice-versa. Estamos cansados dessa corrupção!" AB, de sua parte, colabora: "Creio que você tocou num ponto de máxima eficácia, a eliminação do foro privilegiado. Uma única ação, grandes transformações. (...) Penso que planejar o projeto seja o maior investimento e o maior desafio. Seria necessária uma equipe multidisciplinar que atacaria o objetivo principal, desmembrando-o em estratégias e ações de vários blocos. Tudo mantendo a ordem, sem paixão, mas com determinação ". Você, leitor, não vai se mexer e começar a sair do sofá contra os ataques que sofre em seu bolso pelos corruptos que tomaram conta do erário? PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR PSAAB@INSTITUTOCIDADANIA.ORG.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

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pinião

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OBAMA PRECISA FAZER POLÍTICA COMO QUEM JOGA UMA PARTIDA DE GOLFE DE VERDADE.

OBAMA, GOLFE E POLÍTICA

THOMAS L. FRIEDMAN

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pesar da reclamação dos críticos, estou contente que o presidente Obama tenha tirado férias, porque uma das coisas mais úteis que ele podia fazer agora é jogar golfe – muito golfe – mas não esses amistosos com quatro jogadores que ele e seus assessores geralmente jogam. Golfe de verdade: disputa séria, homem a homem, com dinheiro de verdade sendo apostado. Uma partida de golfe de verdade é uma grande professora. Como qualquer bom golfista vai dizer, a primeira regra é esta: nunca jogue para não perder. Não espere nem tenha a esperança que seu adversário cometa um erro. Sempre jogue a partida, sempre jogue para ganhar e sempre presuma que seu adversário vai jogar bem – com longas tacadas – então você tem de jogar melhor. Há meses, Obama está jogando para não perder, mantendo seus próprios planos para um "Grande Acordo" sobre a dívida, déficits, impostos, empregos e investimentos, enquanto espera pelos republicanos, que dizem besteiras cada vez mais absurdas – como prometer a volta do galão de gasolina por US$ 2 ou insistir que a mudança climática foi inventada por cientistas para obterem bolsas de pesquisa (mas políticos que recebem milhões das companhias de petróleo podem ser considerados confiáveis para nos dizer a verdade nessa questão) ou que o Texas tem o direito de se separar. Mas os candidatos do Partido Republicano pressionam o presidente com suas loucuras e isso não ajuda os índices de aprovação de Obama. Muitos norte-americanos conseguem ver que a maioria desses candidatos do Partido Republicano está mais perto de serem lutadores profissionais do que políticos – com seus golpes falsos e suas bravatas contra Obama. Todos eles estão se

ouvidos sobre o que as pesquisas dizem e sobre como ele precisa se posicionar para ser reeleito, que perdeu todos seus instintos naturais para o jogo. Ele precisa voltar para os fundamentos.

É

esquecendo da roupa de Tarzan. Esta é a temporada das bobagens. Mas eu não apostaria que os republicanos não vão aparecer com candidatos mais sérios quando for para valer mesmo, ou que esses nãocandidatos não vão se mover para o centro. Eu definitivamente acredito que eles vão fazer melhor.

E

ssa é a razão pela qual os últimos meses têm sido tão preocupantes para os seguidores de Obama. O presidente surpreendeu todo mundo ao abordar, durante as negociações da dívida, a ideia de um "Grande Acordo" – aproximadamente US$ 3 trilhões em cortes de gastos na próxima década e US$ 1 trilhão em aumento de impostos – como um sinal aos mercados que estamos pondo em ordem a casa fiscal. Seria realmente a melhor ideia – contanto que fosse acompanhada de investimentos em infraestrutura, educação e pesquisa – mas o presidente da

Câmara dos Deputados, John Boehner, não teria conseguido sua convenção do Partido Republicano liderada pelo Tea Party.

C

ontudo, antes de divulgar seu "Grande Acordo" em detalhes e pô-lo na estrada – e deixar que todos os norte-americanos em todos os lugares tomassem conhecimento e ouvissem todos os dias que ele tinha um plano, mas que os republicanos não iriam apoiá-lo – Obama desistiu do projeto. Ele chegou a tentar explicar os detalhes de seu "Grande Acordo" e por que esse era o único

caminho a seguir? Não. Isso deixou seus aliados se indagando se Obama estava comprometido com o plano – e se ele realmente podia contar com seu próprio partido. E deixou seus adversários entusiasmados – e eles mesmos passaram a ditar a agenda. Essa é a razão pela qual a recente viagem de ônibus de Obama fracassou. As pessoas não querem mais simplesmente aplaudir o homem. Elas querem aplaudir o homem e seu plano – um plano real, não só generalidades e táticas para reelegê-lo com 50,0001% e sem um mandato de verdade para

Obama está jogando há meses para não perder, mantendo seus planos para um "Grande Acordo" sobre a dívida, déficits, impostos, empregos e investimentos.

fazer o que é preciso para consertar o país agora.

S

em seu próprio "Grande Acordo" na mesa – impresso na mente de todos os norteamericanos – Obama está jogando na defensiva, jogando para conseguir o acordo menos ruim, ou jogando para não perder. Isso é o que está causando toda essa conversa de "O que houve com Obama?" e suas variações bobas (Ele é um perdedor; ele não é muito inteligente; ele é Jimmy Carter). Tudo isso é bobagem. Obama é esperto, decente e obstinado, que tem exatamente os instintos certos sobre para onde o país precisa ir. Ele tem realizado bem mais do que tem recebido crédito – com uma oposição dedicada a fazê-lo fracassar. Mas nos últimos meses ele está perigosamente fora de seu jogo. Ele não é Jimmy Carter. Ele é Tiger Woods – um atleta inato que perdeu seu ritmo. Ele tem tantos pensamentos diferentes em sua cabeça, tantas pessoas sussurrando em seus

ECONOMIA AMERICANA: PARALELOS AGOURENTOS

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s pessoas estão começando a comparar o governo de Barack Obama ao fracassado governo de Jimmy Carter, mas uma comparação mais adequada é com o governo de Roosevelt nas décadas de 1930 e 1940. Vamos examiná-lo com a ajuda de uma publicação do Mackinac Center for Public Policy (Centro Mackinac para Políticas Públicas) e da Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica), intitulada Great Myths of the Great De pres sion (Grandes Mitos da Grande Depressão), de autoria do Dr. Lawrence Reed. Durante o primeiro ano do New Deal do presidente Franklin Delano Roosevelt, ele requereu um progressivo aumento dos gastos federais para dez bilhões de dólares – enquanto as receitas eram de apenas três bilhões. Entre os anos de 1933 e 1936, os gastos governamentais subiram mais de 83% . A dívida federal, por seu lado, cresceu 73%. E Roosevelt sancionou ainda a legislação que elevou a alíquota máxima de imposto de renda para 79%. Burt Folsom, historiador de economia e professor do Hillsdale College, autor do livro New

Deal or Raw Deal? (Novo Acordo ou Mau Acordo?), ressalta que, em 1941, Roosevelt chegou a propor uma alíquota de 99,5% sobre as rendas superiores a US$ 100 mil dólares. Quando um de seus principais assessores questionou a ideia, Roosevelt replicou: "E por que não?".

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m 1933, Roosevelt teve outras ideias para a economia, incluindo a National Recovery Act (NRA) , a Lei da Recuperação Nacional. O Dr. Lawrence E Reed diz a respeito disso, em seu livro: "O impacto econômico da NRA foi imediato e poderoso. Nos cinco meses que se passaram até a aprovação da lei, eram evidentes os sinais de recuperação: o nível de emprego e a folha de pagamento das indústrias tinham crescido 23% e 35%, respectivamente. Então entrou em efeito a NRA, limitando a jornada de trabalho, aumentando os salários arbitrariamente e impondo novos custos sobre as empresas. Nos seis meses que se seguiram à efetivação dessa lei, a produção industrial caiu 25%". Os negros, em especial, foram duramente atingidos pela NRA. Lideranças das comunidades negras e a imprensa negra da época

frequentemente se referiam às iniciais NRA como "Negro Run Around", (Negro Trapaceado), "Negroes Rarely Allowed" (Negros Raramente Permitidos), "Negroes Ruined Again" (Negros Arruinados Novamente) "Negroes Robbed Again" (Negros Roubados Novamente), "No Roosevelt Again" (Nada de Roosevelt de Novo) e "Negro Removal Act" (Lei da Demissão de Negros). Felizmente, os tribunais consideraram a NRA inconstitucional. Como resultadodisso, o desemprego caiu para 14% em 1936 e para uma taxa ainda menor em 1937. Roosevelt tinha ainda mais planos para a economia, especialmente a National Labor Re-

lations Act (Lei Nacional de Relações Trabalhistas), de 1935, mais conhecida como"Wagner Act". Essa lei era uma compensação (ou suborno) aos sindicatos de trabalhadores. Com os novos poderes conferidos por essa lei, os sindicatos partiram para um frenesi de organização da militância, que incluía ameaças, boicotes, greves, tomada de fábricas, violência frequente e outros atos que empurraram a produtividade para baixo e o desemprego para cima de forma dramática. Diante disso, em 1938, o New Deal de Roosevelt logrou produzir a primeira depressão que a nação já vira ocorrer dentro de uma depressão já em curso.

THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

WALTER E. WILLIAMS

O mercado de ações caiu violentamente mais uma vez, quando as ações cotadas em bolsa perderam aproximadamente 50% de seu valor médio entre agosto de 1937 em março de 1938; o desemprego voltou a subir ao patamar de 20%. Em março de 1938, o colunista Walter Lippmann (expoente da esquerda "progressista" americana e favorável ao big government) escreveu: "Com quase nenhuma exceção importante, todas as medidas nas quais (Roosevelt) esteve interessado nos últimos cinco meses foram no sentido de reduzir ou desencorajar a produção de riqueza".

A

uma loucura o que está ocorrendo nos Estados Unidos hoje: Temos uma crise econômica e os políticos estão com uma eleição – e quase não há sobreposição entre os dois eventos. O presidente precisa reunir os dois. Mas isso só pode ocorrer se ele para de jogar para não perder e se arriscar muito. Nossos problemas não são insolúveis. Precisamos de um "Grande Acordo" – no qual cada lado ceda algo sobre gastos, impostos e investimentos – e estamos nos afastando disso. Insista, senhor presidente. Na melhor das hipóteses, você vai criar pressão popular suficiente (que não desapareceu completamente) para convencer pela vergonha os republicanos sãos a se aliar a você . Então teremos um acordo, e, no pior cenário, você poderá concorrer em 2012 com uma plataforma que, caso ganhe, lhe dará realmente um mandato para a transformação que o país precisa. Enquanto isso, senhor presidente, num dia de chuva, alugue o filme O Jogo da Paixão. Nele há uma grande cena na qual a doutora Molly Griswold está ajudando Roy "Tin Cup" (Taça de Estanho) McAvoy, o golfista profissional, a redescobrir seu swing – e a si mesmo. Ela termina lhe dizendo: "Roy, não tente ser cool, tranquilo ou qualquer coisa, apenas seja sincero e assuma o risco. E você sabe que, haja o que houver, se você agir com o coração, você não vai cometer um erro".

agenda de Roosevelt não deixava de ter seus admiradores internacionais. O principal jornal nazista, o Volkischer Beobachter, elogiou Roosevelt repetidamente por sua "adoção de traços do pensamento Nacional Socialista em suas políticas econômicas e sociais", baseado na "exigência de que o bem comum deve ser colocado à frente do interesse individual". O próprio Roosevelt chamava Benito Mussolini de "admirável" e se declarava "profundamente impressionado pelo que ele (Mussolini) tinha realizado".

A

té mesmo o Secretário d o Te s o u ro d e F D R , Henry Morgenthau, viu a estupidez e a insensatez do New Deal ao escrever: "Tentamos gastar dinheiro. Estamos gastando mais do que jamais gastamos e não funciona. (...) Nunca cumprimos nossas promessas.(...) Eu digo que depois de oito anos deste governo temos tanto desemprego quanto quando começamos... além de uma dívida enorme!". O ponto principal é que o New Deal de Franklin D. Roosevelt transformou aquilo que seria uma recessão aguda de três ou quatro anos num estado de coisas que durou dezesseis anos. A depressão dos anos 1930 foi causada e agravada por ações de governo, tanto quanto a atual desordem financeira em que estamos metidos. Queremos repetir a história, dando ouvidos àqueles que criaram a calamidade? Isso equivale a chamar um incendiário para ajudar a debelar um incêndio. WALTER E. WILLIAMS É PH. D. EM ECONOMIA PELA UCLA E PROFESSOR DA GEORGE MASON UNIVERSITY, FAIRFAX, VIRGÍNIA. SEUS ARTIGOS PODEM SER LIDOS EM WWW.MIDIAMAIS.COM.BR


DIà RIO DO COMÉRCIO

sĂĄbado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

Solução

                

    



      

            

    

       



     









    

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

5 NEGROMONTES Eles são assim. A mulher manda em Glória e ele manda verbas de Brasília.

olítica

VEJA, DIRCEU Revista acusa exministro de agir na clandestinidade. José Dirceu reage.

Dida Sampaio/AE

Glória dos Negromontes: R$ 3 milhões em 35 dias Eu estou como chefe do Poder Legislativo, tenho direito a transporte e segurança em todo o País. Aonde vai o presidente, ele não tem direito a transporte, segurança pública? Eu também sou chefe! José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado. O que se quer é que o público não seja confundido com o privado. Um helicóptero do estado do Maranhão não pode servir como um meio de transporte para o presidente do Senado. Alan marques/Folhapress Ophir Cavalcante, presidente da OAB, sobre uso de aeronave do estado por Sarney, defendendo reposição do dinheiro ao Erário. Queria que o presidente do Senado fosse andar em jumento? Queria o quê? Enfrentar um engarrafamento? Esse helicóptero tem que servir os doentes, mas tem que servir as autoridades. Magno Bacelar (PV-MA), deputado estadual, em discurso indignado, afirmando que Sarney "não é uma pessoa qualquer". Jonas Pereira/Agência Senado

O pacato município é administrado por Ena Wilma, mulher do ministro da Cidades.Isso explica quase tudo. Reprodução

G

lória é uma cidade pequena, de 15 mil habitantes, distante 446 quilômetros de Salvador (BA). O comércio é acanhado e são tão poucos os carros que circulam por suas ruas que não há semáforos. Mas o município, reduto eleitoral dos Negromontes, é administrado por Ena Wilma, mulher do Mário, o ministro das Cidades. Por isso, a pacata Glória já recebeu em recursos destinados para obras e equipamentos R$ 3,025 milhões pagos em 35 dias. E o total pode ultrapassar a R$ 4 milhões. O município, um imã de verbas federais, recebeu do Ministério das Cidades (Programa de Segurança e Educação no Trânsito), R$ 992.254,00 para a construção de uma ciclovia e uma pista de cooper de três quilômetros de extensão. Outro incentivo da pasta será a elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). O projeto é avaliado em R$ 205.965,00. A empresa Evereste Consultoria e Marketing Ltda, que venceu a licitação, pertence a dois aliados da família Negromonte. Um deles é Antonio Almeida Júnior, diretor da Empresa Baiana de Desenvolvimento

Mário, ministro das Cidades, e Ena Wilma, prefeita de Glória, formam um casal afinado, principalmente na política. Ela manda na cidade e ele no Ministério das Cidades.

Agrário (EBDA), cargo para o qual foi indicado por Mário e pelo filho Mário Negromonte Júnior, deputado estadual. O outro sócio é Cláudio Ademar da Silva, ex-diretor de Meio Ambiente de Glória até o ano passado. Para a oposição, a empresa "é de fachada", afirmou o deputado estadual Paulo Rangel (PT-BA). Do Ministério dos Esportes

foi destinado para a edificação da Praça da Juventude verba de R$ 1.529.574,36 e do Ministério do Turismo a quantia de R$ 989.637,14 para a revitalização do Balneário Canto das Águas. Do Ministério do Desenvolvimento Agrário vieram R$ 200 mil para a implantação de uma unidade de beneficiamento de frutas e R$ 150 mil para a aquisição de um ca-

minhão baú refrigerado para transporte de produtos da agricultura familiar.Do Ministério da Integração Nacional, o município recebeu R$ 225 mil para a compra de um caminhão pipa. Marido – Para Nivaldo Lopes, secretário de governo de Ena Wilma, "todas as prefeitas deste País gostariam de ter um marido ministro", afirmou. "Isso não quer dizer que todo recurso que chega seja suspeito". Lopes destacou ainda a eficiência da prefeitura, que apresentou projetos que "atendiam a todos os critérios estabelecidos por lei" e passaram por "análise rigorosa". Lopes lembra que os projetos vêm sendo trabalhados desde 2009 em vários ministérios e que a força de Negromonte, que é deputado federal pelo PP, é anterior ao seu cargo de ministro. "Aqui é a base eleitoral dele, é para cá que ele tem que trazer benefício, pois se não trouxesse, seria criticado". A prefeita Ena Wilma não estava na cidade. Para Paulo Rangel, alguns projetos, como a ciclovia, é desperdício de dinheiro público. "O número de carros é pequeno e nunca se ouvir falar em acidente de trânsito". (AE)

Epitácio Pessoa/AE - 26/3/2011

SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS

O Sarney é uma figura institucional, ele é que nem o Papa, se usou, usou bem. Não sei nem de quem foi, nem por que foi, usou e pronto. Não precisa explicar nada para ninguém. Senador Pedro Simon (PMDB-RS), afirmando em tom de ironia que "Sarney está acima do bem e do mal."

Elza Fiúza/ABr

Os insetos não me picam: eu sou um caiçara. Cesare Battisti, exterrorista, agora legalmente instalado no Brasil.

O ex-ministro José Dirceu é protagonista de mais um caso rumoroso

O Dirceu de 'Veja', só um José para o 'Brasil 247'

A

Battisti pode levar uma vida absolutamente normal, sem nenhum risco. Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do ex-terrorista. Se Dilma desejasse que eu não ficasse, diria. Quem conhece a personalidade dela, uma pessoa muito dura e muito justa, sabe que ela diria 'eu não quero você'. Ministro Mário Negromonte, sobre a briga interna no PP pelo controle do Ministério das Cidades.

Ueslei Marcelino/Reuters

A colheita de amanhã depende da capacidade de temperar a terra, semear o grão, regar, cuidar, observar. Jorge Mendes Ribeiro Filho, novo ministro da Agricultura. O Pedro Novais precisa sair. Ele tem uma história política e de vida e para reafirmá-la não pode ficar nessa de não sabia. Ele participa, ele tem responsabilidade no aconteceu no ministério do Turismo. Rose de Freitas (PMDB-ES), cobrando o afastamento do ministro.

edição deste fim de semana de Veja traz na capa a história que José Dirceu ainda manda em Brasília. Para tanto, o ex-ministro instalou o seu gabinete num hotel, onde recebe autoridades e, entre outras atividades, estaria conspirando contra o governo Dilma Rousseff. Para o site Brasil 247, tudo o que a revista fez foi crime, como a tentativa do repórter Gustavo Ribeiro de entrar no quarto de Dirceu no hotel Naoum Plaza, o que caracterizaria invasão de domícilio. Tanto que a direção do hotel registrou boletim de ocorrência. Além disso, as imagens usadas pela revista não foram retiradas do circuito interno do hotel. O site sugere que foram colocadas pelo repórter e, por isso, a Polícia Federal foi acionada para investigar o que aconteceu. O portal, por sua vez, não fica restrito às críticas. Pede sim-

plesmente para que Fábio Barbosa, que irá assumir o Grupo Abril, com poderes, inclusive, em Veja, faça uma faxina na revista. Na reportagem, o gabinete de Dirceu no hotel é classificado de clandestino, o exministro é chamado de chefão, numa referência mafiosa, e o seu currículo o enquadra como chefe de uma quadrilha. Essa expressão é usada por Reinaldo Azevedo em seu blog para responder as acusações feitas pelo Brasil 247, a quem chama de Al Qaeda eletrônica. Nega qualquer invasão no hotel e encerra a defesa da revista dizendo que o caso não é de política, mas de polícia. O episódio para o blog da Cidadania, assinado por Eduardo Guimarães, revela o silêncio dos indecentes, numa referência a grande mídia que em vez de repercutir "o viés criminoso" da revista e as "atividades ilegais" de José Dirceu, prefere se calar.

PGR denuncia Roriz

O

procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou denúncia contra a deputada Jaqueline Roriz (DEM-DF). Ela e o marido aparecem em vídeo, gravado em 2006, recebendo um maço de dinheiro de Durval Barbosa, delator do esquema de pagamento de propinas a políticos no Distrito Federal. Gurgel já havia solicitado, em março, abertura de inquérito para apurar as denúncias

contra a parlamentar. No pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gurgel baseou-se em depoimentos e vídeos de Durval Barbosa que, segundo ele, "comprovam que Jaqueline Roriz concorreu para a consumação do delito de peculato". A Procuradoria-Geral concluiu que Jaqueline recebeu em torno de R$ 100 mil de propina em troca de apoio político ao ex-governador José Roberto Arruda. (ABr)

ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontra-se aberta na Subprefeitura de Pinheiros, Licitação na Modalidade Tomada de Preços nº 07/SPPI/2011, destinada à contratação de empresa para execução de obras de recuperação de área degradada - Talude da Rua Prof. Basileu de Almeida Garcia - Jd. Paulista, conforme especificações descritas no edital de licitação. A realização da sessão será no dia 13/09/2011 às 10:00 horas, na Subprefeitura de Pinheiros, situada na Av. Nações Unidas, 7.123 - Pinheiros - São Paulo - SP. Vistoria Técnica - As empresas deverão apresentar-se à Subprefeitura de Pinheiros, nos dias 08/09/2011 ou 09/09/2011, às 09:00 horas, e procurar na Coordenadoria de Projetos e Obras, o Engº José Armando Mantuan para a realização da mesma, ocasião em que o Engenheiro Responsável Técnico da empresa deverá apresentar cópia autenticada da certidão de registro de pessoa jurídica expedida pelo CREA SP comprovando sua condição de responsável técnico. O caderno de licitação, composto de Edital e anexos, estará à disposição para consulta e poderá ser obtido gratuitamente mediante download na página http://www.e-negociocidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou mediante entrega de 01 (um) CD-ROM VIRGEM, no Setor de Licitações da Subprefeitura de Pinheiros, situada à Avenida das Nações Unidas, 7.123 - Térreo - Pinheiros, nesta Capital.

SECRETARIA DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE COMUNICADO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 062/SVMA/2011 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 2011-0.122.775-0 OBJETO: Contratação de empresa para a prestação de serviços de plantio e manutenção de mudas de árvores nas Divisões Técnicas dos Núcleos de Gestão Descentralizada (DGD) Norte 1; Norte 2; Sul 1; Sul 2; Sul 3; Leste 1; Leste 2; Leste 3; Centro-Oeste 1 e Centro-Oeste 2, de acordo com as especificações técnicas constantes do ANEXO I, parte integrante deste edital, a fim de atender à demanda de plantio e manutenção de mudas de árvores utilizadas nos programas da municipalidade, visando melhoria na qualidade ambiental do Município de São Paulo. A COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL.2 torna público que a sessão de Abertura do Pregão Presencial em epígrafe será realizada no dia 19 de SETEMBRO de 2011, às 09H30 horas, na Rua do Paraíso, 387/389, térreo, no prédio da SECRETARIA MUNICIPAL DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE. O caderno de licitação, composto de edital e dos anexos, poderá ser obtido sem custo, através da Internet pelo site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, onde os interessados deverão se cadastrar conforme orientações ou retirado, mediante a entrega de 1 (um) CD-R ou CD-RW sem uso, na Unidade de Licitação, situada na Rua do Paraíso, nº 387/389, 9º andar, Paraíso, nesta Capital, das 09h00 às 17h00, tel. 3396-3104/3396-3103 e fax 3396-3106.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 237/2011-SMS.G, processo 2011-0.046.547-9, destinado ao registro de preço para FORNECIMENTO de FRALDA LOONEY TUNES - TAM. P A SXG, NATURAL BABY - TAM. P A SXG, PAMPERS TAM. XG E XXG E TENA SLIP SUPER PARA ATENDIMENTO DE DETERMINAÇÕES DO PODER JUDICIÁRIO, MINISTÉRIO PÚBLICO E CONSELHOS TUTELARES - AÇÕES JUDICIAIS, para Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Ação Judicial, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 27 de setembro de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 233/2011-SMS.G, processo 2011-0.165.529-8, destinado ao registro de preços para BISTURI DESCARTÁVEL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 10 horas do dia 13 de outubro de 2011, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.


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No Brasil não há mais corrupção que em outros países. A diferença é que lá, criminoso vai para a cadeia. Senador Pedro Simon (PMDB-RS)

olítica

PEDRO SIMON

Corrupção: a novidade é a punição Senador gaúcho festeja firmeza da presidente Dilma em não transigir com denúncias sobre desvios – o que não ocorria nos governos FHC e Lula, diz. Geraldo Magela/Ag. Senado - 23.03.11

Guilherme Calderazzo

Limpa se destina ao interessado em se tornar político. A proposta do presidente do Supremo é mais ampla, pois atinge todo tipo de criminoso.

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om experiência acumulada por mais de meio século de atividade política, o combativo senador Pedro Simon (PMDB-RS) aponta uma mudança no atual cenário marcado por denúncias de corrupção no governo federal: não há, por meio da presidente Dilma, condescendência com suspeitas de ilegalidade. Em entrevista ao Diário do Comérc io, ele aponta medidas que podem pôr fim à certeza da impunidade pelo criminoso e conta por que considera a estrutura política do Estado vexatória. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Diário do Comércio – O País vem sendo abalado por denúncias de corrupção no governo federal. Há mais corrupção ou ela sempre existiu e só agora veio à tona? Pedro Simon – Sempre existiu corrupção na história do Brasil. Hoje, temos a impressão de que aumentou por causa da cobertura da imprensa, do jornalismo investigativo. Divulgam-se muito os atos ilegais por todos os meios de comunicação. Nas tevês do Senado e da Câmara, os cidadãos acompanham em detalhes essas denúncias e seus desdobramentos. Outra questão é a ação da presidente Dilma diante dessas denúncias. Antes, havia denúncias e não acontecia nada. Com Dilma, isso mudou. Ela não transige com as denúncias, não impede que sejam apuradas, o que favorece a vinda à tona das ilegalidades.

DC – Como o sr. avalia o comportamento da presidente Dilma diante dessas denúncias? Simon – A presidente Dilma enfrenta a situação. Ela pune, afasta os denunciados. Ela mudou a relação com os auxiliares e funcionários diante dessas denúncias. Isto não ocorria nos governos do Fernando Henrique e do Lula. A presidente trouxe essa boa novidade na Presidência da República. Ela não é condescendente com as possíveis ilegalidades. DC – O sr. tem dado apoio às decisões da presidente diante das denúncias de corrupção. Por

Quando Dilma mostrou que não transigia com a corrupção, setores do Congresso chegaram ameaçála de afastamento. PEDRO SIMON

DC – Numa estrutura que favorece corrupção, pode um presidente ter aliados no Congresso e no poder em torno de programa comum? Simon – O grande problema da história do Brasil é que nós nunca tivemos partidos políticos verdadeiros. Sempre tivemos partidos de mentirinha. Temos 27 partidos e vamos chegar a 30. Isto é um escânA pressão popular é dalo. Nos parfundamental para tidos, não há mudar esse sistema tradição, não há fidelidade político. O povo foi nem compropara a rua e missos em torderrubou a no de ideias. O ditadura e o Collor. que vemos é uma distorção IDEM do conceito de g o v e r na b i l idade – que significa o Executivo ter aliados no Congresso em torno de ideias e de programas comuns. Mas em nosso País não é isso que ocorre. A governabilidade tem outro significado. Hoje, significa que o aliado do governo no Congresso quer que sua emenda e suas verbas sejam aprovadas. Tudo funciona na base da troca de favores. Não se pensa em bem público, mas em benefício pessoal, do partido, para se manter no poder e dele se beneficiar. Aí há espaço para o ilegal. Esse sistema da classe política em si é vexatório.

Simon: avaliação positiva do enfrentamento da corrupção pelo governo. E convicção de que só a manifestação popular pode mudar cenário político.

que esse apoio é importante? Simon – Repito: no que diz respeito à corrupção, a presidenta inovou o comportamento em relação aos antecessores. Quando ela começou a demonstrar que não transigia com a corrupção, setores do Congresso chegaram a ameaçá-la com represálias. Avisavam que não votariam projetos no Congresso, iriam paralisar o governo, chegaram até a prometer que poderiam afastá-la da Presidência. Foi nesse momento que demos apoio a ela, às suas atitudes, dizendo que deveria resistir às ameaças e não retroceder. DC - A presidente conseguiu superar essas ameaças? Simon – Diante do comportamento da presidente, surgiu entre congressistas, inclusive entre petistas, um temor relacionado ao Lula. Diziam que o comportamento da presidente poderia levar à compreensão de que o governo do presidente Lula era corrupto. Não foi à

toa que ela declarou que o governo dela não fazia faxina contra a corrupção, mas faxina contra a miséria. A gente nota que ela não quer atingir o Lula. Com sinceridade, demonstra gratidão pelo presidente Lula, gosta dele, respeita-o. Mas neste momento, a questão da corrupção é muito importante para o País. Dilma sabe que tem de ser firme porque, se tolerá-la, chegará uma hora em que não poderá fazer mais nada para impedi-la. DC – Temos leis suficientes para inibir ações de corruptos? Simon – O Brasil tem lei para tudo. Agora, o fundamental é acabar com a impunidade. Esta é a questão de fundo. No Brasil não há mais corrupção do que na Itália, nos Estados Unidos, no Japão, na França e em vários outros países. Mas há uma diferença. Nesses países o criminoso é punido, vai para a cadeia. No Brasil, não é assim. Temos de terminar com a impunidade.

DC – Como? Simon – Podemos começar pela questão dos recursos judiciais. Hoje, o criminoso é condenado em primeira instância da Justiça. Em seguida, com bons advogados, pode entrar em outras instâncias com re-

Diziam que o comportamento da presidente poderia dar a entender que o governo do presidente Lula era corrupto. IDEM cursos judiciais contra a decisão inicial do juiz. Nessas fases, fica livre. Por fim, com a morosidade da Justiça, os recursos protelam a punição definitiva, o tempo passa, a pena prescreve e fica tudo por isso mesmo.

DC– Já temos normas que impedem a impunidade? Simon – Uma lei importante é a da Ficha Limpa. Por meio dela, se o sujeito foi condenado uma vez, não terá o direito de ser candidato a deputado. Poderá recorrer, discutir a condenação na Justiça, mas não poderá tentar ser eleito para o Parlamento. Isto muda tudo. É uma boa mudança. Temos dois fatos novos importantes. Um é a aprovação da lei da Ficha Limpa, que foi de iniciativa popular, aprovada aqui no Congresso e vai valer em breve. Outra questão é uma proposta de mudança na lei feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Cesar Peluso. Se aprovada no Congresso, essa proposta fará com que o condenado em primeira instância judicial comece a cumprir a pena de imediato. Depois, poderá recorrer para ser absolvido, mas se foi condenado a 10 anos de cadeia, irá para a cadeia e, preso ou punido, tentará se livrar da condenação. A Ficha José Patrício/

AE - 22.07.11

Um código para acelerar a Justiça A Assembleia Legislativa deve votar ainda neste semestre o Código de Procedimentos do Estado de SP Mário Tonocchi

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Código de Procedimentos do Estado de São Paulo – conjunto de regras e definições que pretende disciplinar e tornar mais ágeis as tramitações processuais na justiça paulista – deve ser votado ainda neste semestre pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Apresentado em 2009 pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), um anteprojeto com 63 artigos sofreu apenas mudanças pontuais nas comissões da Alesp e já está pronto para seguir para votação. "Só precisamos de um acordo político para

colocarmos o projeto em discussão no plenário", diz o deputado estadual Fernando Capez, da Frente Parlamentar em Defesa da Advocacia Pública e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Alesp, que já aprovou o projeto no final do primeiro semestre. Âmbito nacional – O Código de Procedimentos deve ser implantado em todos os estados brasileiros por determinação da Constituição Federal de 1988. Até agora, São Paulo é o único estado que já tem avançados os debates e a possibilidade de já colocar o projeto em votação. Para Capez, apesar de muito esperado e bem-vindo, o projeto, que fixa normas mais ágeis

para os procedimentos jurídicos, não vai resolver todos os problemas e reduzir os prazos dos processos. "O que estamos fazendo ajuda em parte a atacar os problemas enfrentados pelo judiciário. Mas precisamos mais do que isso para realmente começar a resolver esses problemas. Precisamos de investimentos na informatização do poder judiciário e investimentos pesados na infraestrutura", observa. Mudanças – O presidente da Comissão de Proposições e Acompanhamento Legislativo da OAB-SP, Gabriel Marciliano Júnior, diz que o projeto está pronto para ir ao plenário, mas ainda deve sofrer mudanças. "Há artigos no Código que

avançam sobre os procedimentos do processo judicial, e isso só leis federais podem alterar. Já temos um estudo pronto que vai entrar como emenda, no dia em que o Código entrar para votação no plenário", adianta. Para ele, a principal função do novo Código paulista será uniformizar os procedimentos dos cartórios e dos juízes nos trabalhos processuais. "Dependendo da Vara onde corre um processo, segundo as regras criadas pelo próprio juiz, uma solicitação pode demorar 15 dias para sair, ou até um ano. Com a uniformização dos procedimentos, certamente os tempos serão muito mais rápidos nos processo", afirma.

Capez: "Só precisamos de um acordo político para colocarmos o projeto em discussão no plenário".

DC – Isto pode mudar? Simon – A pressão popular é fundamental para mudar essa situação. Uma boa mobilização e a pressão dos cidadãos podem mudar esse sistema político. O povo foi para as ruas e derrubou a ditadura. Depois, provocou o afastamento de Collor da Presidência da República. Há pouco tempo, os cidadãos se mobilizaram e surgiu a lei da Ficha Limpa. A pressão popular é o primeiro e fundamental passo. Em seguida, se a presidente Dilma tiver apoio, for firme nas decisões contra as ilegalidades, quiser de fato mudar essa situação, como tem demonstrado, estaremos abrindo caminho para uma reforma política séria. Assim poderemos mudar a forma de financiar as campanhas políticas, impedindo que esse financiamento seja baseado na compra de votos. Poderemos pensar em ter partidos políticos de verdade. Mas essa reforma só será concretizada se houver mobilização e pressão popular. Se depender apenas da vontade e decisão da maioria dos congressistas, não ocorrerá nenhuma reforma.


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Fiquei decepcionada quando recebi ordem superior para diplomar um ficha-suja com mandado de prisão. Desembargadora Zelite Carneiro, presidente do TRE de Rondônia

olítica

Werther Santana/AE - 10.11.10

Mário Tonocchi

U

Walter Guilherme de Almeida, do TRE-SP, aguarda julgamento do STF como uma espada na cabeça.

Carta de Minas: abaixo fichas-sujas! Desembargadores alertam TREs contra inviabilização da Lei da Ficha Limpa mente a favor da Ficha Limpa. Defendi com todas as minhas forças e fiquei alquebrada e decepcionada quando recebi ordem superior para diplomar um ficha-suja, que tinha um mandado de prisão", conta. No documento (veja no quadro as demais reivindicações), assinado pelos representantes dos 24 TREs presentes, os desembargadores também expressam preocupação com a alteração estabelecida pela Lei 12.034/2009, que prevê a impressão do voto a partir das eleições de 2014. Para os presidentes de TREs, essa modificação pode possibilitar a quebra do sigilo do voto e fraudes na votação. Trami-

ta no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4543) que questiona o trecho da Lei 12.034 que trata do voto impresso. A ação foi proposta pela Procuradoria Geral da República em janeiro, a partir de deliberação do Colégio de Presidentes dos TREs ocorrida em novembro de 2010, na cidade de Campo Grande (MS). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, diz que espera uma definição rápida do Supremo sobre a aplicação da lei. Para o ministro, a Justiça Eleitoral entendeu que a lei deveria valer em 2010 e que mesmo que ela não valha para 2012, o eleitor terá

Nas redes sociais, mobilização contra as falcatruas Facebook, Twitter, Flicker... internautas usam de tudo para combater os corruptos Reprodução

no site do TSE e dos TREs todas as informações sobre a vida pregressa dos candidatos. Sobre o voto em cédula, Lewandowski observa que pretende implantar a biometria em todo País até 2018. Já em 2012 pelo menos 10 milhões de eleitores já devem utilizar o novo sistema que libera o voto pela impressão digital do eleitor, antecipa. Agilidade - O ministro Luiz Fux, do STF, quer agilizar as decisões sobre as duas ações referentes à Lei da Ficha Limpa que tramitam no tribunal. Há dois meses ele determinou que os dois casos sejam julgados juntos. Para acelerar o processo, o ministro eliminou uma

das etapas, observando em seu cadas a seus fiscalizados não despacho que "ostenta inegá- podem desbordar de seu univel relevância social, porquan- verso corporativo". ADC - Autor da ADC 29, o to em jogo a validade de lei complementar, fruto de mani- PPS pede que seja reconhecifestação direta do povo brasi- da, pela Corte, a validade da leiro com a finalidade de mora- Lei da Ficha Limpa e sua aplicação para fatos ocorridos anlizar o cenário político". Fux sustenta que o assunto tes da vigência da norma, nas deve ser julgado definitiva- eleições de 2012. O partido premente antes do processo elei- tende ver confirmado seu entoral do ano que vem para ofe- tendimento de que os disposirecer segurança jurídica ao tivos que tratam de inelegibiliprocesso. Apesar da agiliza- dades podem ser aplicados a fatos anteriores à ção, ainda não há vigência da nordatas para o julma, sem que isso gamento final das cause prejuízo ao apelações. Aguardamos o princípio da irreADI 4578 - Na STF com uma troatividade das ADI 4578, a Conespada sobre leis e da seguranfederação Nacionossas cabeças, ça jurídica, o que nal das Profissões que poderá também preocuLiberais (CNPL) pa os TREs. questiona dispobaixar sobre ADI 4543 - A sitivo da lei que nossos pescoços. ADI 4543 foi declara inelegível WALTER GUILHERME apresentada em quem for excluíjaneiro deste ano do do exercício da profissão por decisão de con- pela Procuradoria Geral da Reselho profissional. Para a enti- pública (PGR) que contesta a dade, a alínea "m" do inciso I adoção do voto impresso. Na do artigo 1º da Lei Comple- opinião do Ministério Público mentar (LC) 64/90, com a re- Eleitoral (MPE), as alterações dação dada pela LC 135/2010, promovidas violam o princísofreria de "chapada inconsti- pio do livre exercício do sufrátucionalidade". Para a entida- gio universal pelo voto direto e de, os conselhos profissionais secreto com igual valor para são órgãos de estrita fiscaliza- todos, previsto na Constituição da atividade profissional, ção Federal. A Justiça Eleitoral "motivo pelo qual as sanções considera o voto impresso um que, eventualmente, são apli- retrocesso eleitoral.

26ª TRADE EXPO INDONÉSIA Exibição - Fórum - Apresentação Comercial - Recepção Comercial DC

ma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 29 solicitada pelo Partido Popular Socialista (PPS) e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.578, proposta pela Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), colocam em alerta os presidentes de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) brasileiros. As propostas, ainda em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), podem inviabilizar a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas regras para as eleições municipais do ano que vem. Reunidos entre os dias 18 e 20 este mês, em Belo Horizonte (MG), no 54º Encontro do Colégio de Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais, os desembargadores lançaram a "Carta de Minas", um documento com nove reivindicações que protesta, entre outros itens, contra a possibilidade de a lei que barra os políticos fichas-sujas nas eleições não sair do papel já em 2012 com atrasos nos julgamentos do STF. "Entendemos que a lei não viola nenhum princípio constitucional. Mas aguardamos o julgamento do STF com uma espada sobre nossas cabeças, que poderá baixar sobre nossos pescoços para liquidar com a lei", diz o presidente do Colégio Eleitoral, Walter Guilherme de Almeida, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Já a vice-presidente do Colégio Eleitoral, desembargadora Zelite Carneiro, presidente do TRE de Rondônia, observa que a corrupção fere a dignidade do povo. "Está na hora de acabarmos com isso. Sou inteira-

19 a 23 de Outubro de 2011

Victória Brotto

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ovimentos, mapas e reclamações surgem na internet para alertar e mobilizar os brasileiros contra a corrupção no País. Mas, segundo especialistas, a rede não basta por si só para ser a presença física das grandes manifestações políticas. E alertam: os "protestosvirtuais" podem tanto expandir quanto esvaziar uma causa. "O que ocorre é uma sensação de participação. Ao curtir no Facebook, por exemplo, as pessoas pensam que já fizeram sua parte", explica Denise Cristine Paiero, professora doutora em Comunicação Social pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em movimentos sociais. "Se houvesse internet na época dos caras-pintadas, o movimento poderia ter sido muito maior, como também poderia ter fracassado". Para Paeiro, o efeito real da rede ainda é uma incógnita. "O que vai definir é a reação, somente o uso de uma ferramenta não nos diz nada". Por meio do Facebook, do Twitter, do Flicker e do Google, ditaduras perderam fôlego e organizações internacionais ampliaram suas possibilidades de ação, como no caso do regime egípcio de Hosni Mubarack que caiu no início deste ano após imagens, informações e mensagens de protestos divulgados por insurgentes. No Brasil, movimentos políticos também nascem na internet. E o alvo é um só: a corrupção política. MuCo- O Diário do Comércio conquistou o

LOCAL: Jakarta International Expo Kemayoran, Jakarta - Indonésia

ok, No Facebo o ca convo çã to a ra a p contra no p u corr ção 19h, dia 20, às dia, na Cinelân no Rio .

Prêmio Esso em 2009 na categoria de melhor contribuição da imprensa pela criação do site Museu da Corrupção (MuCo). Com seções como a pizzaria, livro negro, leis anticorrupção, operações da PF e a sala das CPIs, o site funciona como um grande raio-X dos porões da política brasileira. No Twitter, sob o tag "escândalo do dia", o jornalista Chico Santa Rita registra e comenta desvios de

Não basta mais sermos representados politicamente, queremos participar, interagir. CARLOS EDUARDO SANDANO dinheiro público e falcatruas de autoridades. Santa Rita esclarece que o Escândalo do Dia não traz nada em primeira mão, mas que só tem o caráter de registro daquilo que chama "casos assombrosos da política". A editora de arte do jornal O Globo, Raquel Diniz, criou, como mais uma ferramenta do Google Maps, o "Mapa da Corrupção". Em uma espécie de Wikipedia, o mapeamento funciona com a participação

do internauta ao poder indicar novos focos de corrupção no mapa do Brasil. Para Carlos Eduardo Sandano Santos, professor de mídias digitais da Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em marketing político pela Universidade de São Paulo, a sociedade hoje deseja um novo tipo de protesto, o protesto participativo. "Não basta mais sermos representados politicamente, queremos participar, interagir". Para divulgar o movimento "Todos juntos contra a corrupção", o Facebook é a principal ferramenta para chamar as pessoas para o ato contra a corrupção no 20 de setembro a partir das 19h em frente à Cinelândia, no Rio de Janeiro. Segundo uma das organizadoras, Cristiane Ribeiro, uma frase resume a iniciativa: "Estamos de saco cheio dessa história" (corrupção)". Com 12 mil presenças confirmadas, a manifestação ganhou atenção do jornal espanhol El País, que a intitulou de "o eco da cruzada de Dilma Rousseff contra a corrupção política". Mas ambos os especialistas alertam para a superficialidade da rede. "O que coloca um protesto na rua é a inquietação pessoal, não as redes sociais", alerta Sandano.

26 Serving Global Market

Ministério do Comércio da República da Indonésia

T R A D E X P O Indonesia

Será um grande privilégio contarmos com a participação dos senhores nessa missão comercial. Aproveitamos também esta oportunidade para convidá-los a conhecer um pouco mais das belezas e riquezas naturais da República da Indonésia. Indonesian Trade Promotion Centre (ITPC) - São Paulo Edifício Park Lane - Alameda Santos, 1.787 - Conj. 111 Cerqueira César - São Paulo - SP - CEP 01419-002 Tel.: 55 11 3263-0472 / Fax: 55 11 3253-8126 - www.itpc-sp.org itpc-sp@tpc-sp.org / itpcsp4yok@gmail.com / boris_situmorang@yahoo.com


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sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

CONFRONTO NO IÊMEN Quatro soldados iemenitas morreram e outros 12 ficaram feridos ontem em confrontos com supostos membros da Al Qaeda, perto de Zinjibar, no sul do Iêmen.

nternacional Eric Feferberg/AFP

Rebeldes mais perto de Sirte

Fronteira é reaberta; líbios voltam para casa

C

Insurgentes estão a 30 quilômetros a oeste da cidade-natal de Muamar Kadafi. Em Trípoli, algumas lojas abriram, mas falta de alimentos e produtos básicos provoca aumento de preços.

O

s rebeldes líbios se aproximavam ontem de Sirte e afirmaram estar a apenas 30 quilômetros a oeste e a 100 quilômetros a leste do reduto dos partidários de Muamar Kadafi. Eles prometem tomar a cidade à força caso as negociações não tenham sucesso. Os líderes descartaram qualquer possibilidade de diálogo com o líder deposto que não seja para negociar sua rendição. Um comandante afirmou, porém, que "libertar" a cidade pode demorar mais de dez dias. A Otan disse que suas aeronaves atacaram Sirte ontem. Liga Árabe – No Cairo, o presidente do conselho executivo do CNT (Conselho Nacional de Transição, órgão político da rebelião), Mahmud Jibril, liderou no sábado, pela primeira vez, a delegação líbia em uma reunião extraordinária da Liga Árabe para discutir a situação na Síria e na Líbia. Os ministros árabes pediram à comunidade internacional a revogação da decisão de blo-

quear fundos e bens do Estado líbio. Também pediram que o CNT tenha permissão para ocupar a vaga da Líbia na ONU e em suas diversas organizações. Trípoli – Em Trípoli, a vida volta aos poucos ao normal e algumas lojas abriram as portas, mas a falta de alimentos e produtos básicos provoca um aumento de preços. A gasolina, por exemplo, custa 20 vezes mais que antes da insurreição. Alguns moradores foram às ruas para buscar água, alimento e combustível, que são escassos. Na Praça dos Mártires, a polícia reapareceu em uniformes brancos, conduzindo carros em meio a um mar de cápsulas de balas. O porta-voz de Kadafi, Moussa Ibrahim, disse que o líder deposto ainda está na Líbia e quer discutir a formação de um governo de transição com o CNT. "Não está ocorrendo negociação alguma com Kadafi", afirmou Ali Tarhouni, autoridade do Conselho para o petróleo e as finanças. "Se ele quiser se entregar, então negociaremos e o capturaremos." (Agências) Na Praça da Libertação, em Benghazi, cartaz com foto do presidente Nicolas Sarkozy. "Obrigado, França."

aminhões lotados com alimentos e água e carros cheios de pessoas entraram na Líbia ontem por meio do principal posto fronteiriço com a Tunísia, Ras Jdir, aberto pela manhã. "Trípoli precisa de muita comida. Não há nada lá. Estamos levando isto a eles e depois faremos tantas viagens quanto forem necessárias", afirmou Lassad Trabelsi, um líbio que dirigia um caminhão carregado de tomates, água e frutas. Além da escassez de água e alimentos, grupos de ajuda humanitária disseram que não há suprimentos médicos suficientes para tratar os milhares de feridos. Marwen Thassi, uma autoridade da Organização das Nações Unidas na fronteira, disse que o órgão ainda não começou a levar ajuda para dentro da Líbia porque a situação "permanece instável em algumas cidades", afirmou. "Mas saudamos a reabertura da fronteira, que permitiu que comerciantes começassem a levar mantimentos." Entre os cerca de 100 veículos que faziam fila em Ras Jdir, estavam líbios que retornavam para suas casas depois de buscarem abrigo durante os confrontos. "É uma grande alegria poder retornar à Líbia após três meses em Túnis", afirmou Ala Abou Ajilla, um morador de Zuara que viajava com sua família. "Fomos recebidos na Tunísia como reis, mas estamos orgulhosos pelo nosso país. Finalmente podemos ver nossa terra sem Kadafi." (Reuters)

Patrick Baz/AFP

Zohra Bensemra/Reuters

Zohra Bensemra/Reuters

Casa de campo de Kadafi, em Trípoli, foi bombardeada pela Otan.

Rebelde mostra álbum com fotos do ditador ao lado da esposa Safiya

Insurgentes na sala de estar do avião particular do líder deposto

Bulent Kilic/AFP

Manifestantes contrários ao ditador sírio Assad se reuniram ontem em Istambul. Presidente da Turquia disse que perdeu a confiança na Síria.

Exército enfrenta desertores em subúrbio de Damasco

F

orças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, entraram em confronto armado com desertores do Exército durante a madrugada de ontem, próximo ao subúrbio nordeste de Damasco. Os soldados que eles combatiam se recusaram a atirar contra manifestantes em um protesto pró-democracia, disseram moradores neste domingo. Enfrentando cinco meses de revolta popular, Assad está sob pressão devido aos protestos de rua, estimulados pelo mês santo do Ramadã. Chanceleres de Estados árabes pediram à Síria ontem que encerre a violência "antes que seja tarde demais". A Liga Árabe decidiu enviar seu secretário-geral a Damasco para pressionar por reformas. O presidente da Turquia disse que perdeu a confiança na Síria. Dezenas de soldados desertaram e fugiram para AlGhouta, uma região de pomares e plantações, depois que as forças pró-Assad dispararam tiros contra uma multidão de manifestantes em Harasta, nos subúrbios de Damasco, para impedir que eles fizessem uma passeata até a capital, disseram moradores. "O Exército disparou metralhadoras de grosso calibre durante toda a noite e enfrentaram

como resposta rifles menores", afirmou à agência de not[icias Reuters, por telefone, um morador de Harasta. Essa foi a primeira vez que ocorreu uma deserção perto da capital, onde as forças de Assad estão concentradas. Imprensa – Autoridades sírias repetidamente negaram que estejam ocorrendo as deserções. Eles expulsaram a imprensa independente do país em março, quando ocorreu o início da revolta contra o presidente, liderada pela seita da minoria alauita. No Cairo, a Liga Árabe disse em comunicado, após um encontro extraordinário, "que está preocupada com os perigosos acontecimentos em solo Sírio" e "salienta a importância de se encerrar a violência e buscar a razão antes que seja tarde demais" A ONU afirma que 2.200 pessoas foram mortas desde que Assad enviou tanques e tropas para acabar com meses de manifestações de rua, cujo objetivo é acabar com o governo comandado por sua família, que já dura 41 anos. Autoridades sírias culparam "grupos terroristas" pela violência e disseram que 500 policiais ou soldados foram mortos. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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LEGAIS - 9

Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Integrante das empresas da Organização Bradesco, o Banco Ibi, no segmento de cartões, fortalece o financiamento do consumo por meio de Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do semestre findo em 30 de junho de 2011, do Banco Ibi S.A. – Banco Múltiplo diversas parcerias com redes de varejo. (Banco Ibi), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. No semestre, o Banco Ibi registrou Lucro Líquido de R$ 150,763 milhões, correspondente a R$ 40,30 por lote de mil ações, Patrimônio Líquido de O Banco Ibi atua no mercado de serviços financeiros, com destaque no crédito ao consumo por meio da emissão e gestão de cartões de crédito R$ 2,615 bilhões e Ativos Totais de R$ 5,520 bilhões. private label, cartões de crédito das bandeiras MasterCard e Visa, e produtos de crédito pessoal. Agradecemos o apoio e confiança dos nossos clientes e parceiros comerciais e o trabalho dedicado dos nossos funcionários e demais colaboradores. A segmentação de mercado reúne clientes de um mesmo perfil, com foco na qualidade do relacionamento, o que possibilita atendimento diferenciado Barueri, SP, 26 de julho de 2011. e ganhos crescentes de produtividade e rapidez, produzindo, ainda, maior flexibilidade e competitividade na execução da estratégia de negócios, dimensionando as operações, em termos de qualidade e especialização. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Pagamentos e Recebimentos a Liquidar....................................................................................................... Créditos Vinculados....................................................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber......................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 7)........................................................................................................... Operações de Crédito - Setor Privado .......................................................................................................... Provisão para Operações de Créditos de Liquidação Duvidosa ................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8)........................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS (Nota 9).......................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 10) ......................................................................................................................... Participações em Coligadas e Controladas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 11)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 12) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ............................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2011 4.669.879 809 1.123.851 78.428 1.045.423 29.064 151 9.011 19.902 1.890.209 2.580.217 (690.008) 1.620.028 11.290 1.687.422 (78.684) 5.918 4.530 1.388 664.808 161.506 172.711 (11.205) 487.194 487.219 (25) 16.108 16.108 185.493 17.968

2010 4.223.463 712 821.657 157.400 664.257 69.577 137 56.070 13.370 1.815.602 2.568.083 (752.481) 1.513.082 11.519 1.629.475 (127.912) 2.833 1.433 1.400 501.963 104.179 104.179 92.466 131.515 (39.049) 285.148 285.165 (17) 20.170 20.170 200.282 4.800

17.968 1.192 (1.192) 11.970 31.073 (19.103) 99.390 346.749 (247.359) 56.165 86.230 (30.065) 5.520.180

4.800 1.192 (1.192) 10.871 26.485 (15.614) 131.064 376.419 (245.355) 53.547 65.865 (12.318) 4.925.708

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos à Vista........................................................................................................................................... Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... Outros Depósitos........................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ............................................................................................................... Recebimentos e Pagamentos a Liquidar....................................................................................................... Correspondentes ........................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Recurso em Trânsito de Terceiros ................................................................................................................. OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados................................................................................. Sociais e Estatutárias (Nota 16d) .................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota 15b).......................................................................................................................................

2011 2.148.693 55.216 33.225 18.831 3.160 9.485 5 9.480 2.083.992 1.730 2.378 101.652 1.978.232

2010 2.075.538 170.727 27.040 3.074 140.610 3 15.092 12.328 2.764 263 263 1.889.456 894 48.597 1.839.965

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... DEPÓSITOS (Nota 13).................................................................................................................................. Depósitos Interfinanceiros ............................................................................................................................. Depósitos a Prazo ......................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 15a)............................................................................................................. Diversas (Nota15b)........................................................................................................................................

667.836 27.345 27.345 640.491 442.950 197.541

636.202 114.356 4.842 109.514 521.846 322.443 199.403

RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS ................................................................................................. Resultado de Exercícios Futuros...................................................................................................................

88.881 88.881

-

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 16)................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Lucros ou Prejuízos Acumulados ..................................................................................................................

2.614.770

2.213.968

2.366.832 247.938 -

2.366.832 (152.864)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

5.520.180

4.925.708

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil 2011 1.015.330 919.988 56.555 1.173 37.614 342.739 1.929 51 340.759 672.591 (410.901) 208.220 4.715 (25.192) (293.626) (60.854) 13.168 18.310 (275.642) 261.690 (2.267) 259.423 (108.660) 150.763 3.741.307.886 40,30

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................................................ Operações de Crédito ................................................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................................................... Resultado das Aplicações Compulsórias ...................................................................................................... Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros.................................................................. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................................................... Operações de Captações no Mercado (Nota 13b)........................................................................................ Resultado das Operações de Câmbio........................................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f)............................................................................ RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 17) .............................................................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 17)......................................................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 18) .................................................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 19).................................................................................................. Despesas Tributárias (Nota 20) ..................................................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 10a) .......................................................... Outras Receitas Operacionais (Nota 21)....................................................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 22)..................................................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 23) ............................................................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 25) ................................................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... Número de ações (Nota 16a) ........................................................................................................................ Lucro por lote de mil ações em R$ ...............................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil 2010 940.812 872.236 44.096 1.464 23.016 338.886 15.691 4 323.191 601.926 (382.068) 199.900 (38.870) (290.429) (56.509) 11.713 39.236 (247.109) 219.858 (16.756) 203.102 75.336 278.438 3.741.307.886 74,42

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2011

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

Eventos Saldos em 31.12.2009.....................

866.832

Homologação de Aumento de Capital

1.500.000

Ajustes Avaliação Patrimonial

Reservas de Lucros Legal

Estatutária

Lucros/ Prejuízos Acumulados

Próprias

1.500.000

-

-

(20)

(1.500.000)

-

-

-

(431.302)

Totais 1.935.510

-

-

Ajuste de Avaliação Patrimonial - Títulos Disponíveis para Venda ....

-

-

-

-

20

-

20

Lucro Líquido....................................

-

-

-

-

-

278.438

278.438

Saldos em 30.6.2010.......................

2.366.832

-

-

-

-

(152.864)

Saldos em 31.12.2010.....................

2.366.832

-

4.978

93.629

-

2.213.968

-

2.465.439 150.763

Lucro Líquido....................................

-

-

-

-

-

150.763

Destinações: - Reservas...................

-

-

7.538

141.793

-

(149.331)

- Dividendos Propostos

-

-

-

-

-

(1.432)

Saldos em 30.6.2011.......................

2.366.832

-

12.516

235.422

-

-

(1.432) 2.614.770

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO - Em Reais mil Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................................................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos....................................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ....................................................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................................................... Amortização de Ágio.................................................................................................................................. Outros ........................................................................................................................................................ Lucro Líquido Ajustado antes dos Impostos ........................................................................................... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ............................................................... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos........................ (Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................................................... (Aumento)/Redução em Operações de Crédito........................................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................................................. Aumento/(Redução) em Depósitos.............................................................................................................. Aumento/(Redução) em Captações no Mercado Aberto............................................................................. Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros ........................................................................ Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição em Investimentos ........................................................................................................................ Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................................................. Aplicações no Diferido/Intangível................................................................................................................. Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos .............................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................................................

Capital Social Capital Aumento Realizado de Capital

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil 2010

259.423 433.225 340.759 19.886 80.083 (13.168) 5.665 692.648 (181.936) (24.661) (419.483) 169.110 15.316 (182.432) 88.881 (147.107) 10.336

278.438 (1) 381.190 323.191 18.224 45.803 (11.713) 5.665 20 659.628 (761.415) 1.694.885 (47.305) (481.681) (24.937) (978.636) (12.502) (189.805) (141.768)

(4.336) (4.983) (9.319) 1.017

(607) 577 (3.129) (20.266) 11.519 (11.906) (153.674)

78.220 79.237 1.017

311.786 158.112 (153.674)

(1) Refere-se ao lucro do semestre após imposto de renda e contribuição social. As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Intermediação Financeira.................................................. 1.2) Prestação de Serviços....................................................... 1.3) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........... 1.4) Outras ................................................................................. 2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .................... 3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Materiais, energia e outros.......................................................... Serviços de terceiros .................................................................. Comunicações ............................................................................ Serviços do sistema financeiro ................................................... Propaganda, promoções e publicidade....................................... Transporte ................................................................................... Processamento de dados ........................................................... Manutenção e conservação de bens .......................................... Arrendamento de bens................................................................ Viagens ....................................................................................... Outras ......................................................................................... 4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3)....................................... 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO .......................................... 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE(4-5) .......................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas .......... 8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).............................. 9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO............................... 9.1) Pessoal ............................................................................... Proventos ............................................................................ Benefícios............................................................................ FGTS................................................................................... Outros Encargos ................................................................. 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais............................................................................... Municipais ........................................................................... 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros ........................... Aluguéis............................................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos........................................................................... Lucros Retidos no Período ..................................................

2011 633.572 1.015.330 212.935 (340.759) (253.934) (1.980) (272.198) (16.944) (89.004) (68.554) (49.491) (7.097) (11.108) (25.615) (308) (817) (331) (2.929) 359.394 (25.551) 333.843 13.168 13.168 347.011 347.011 21.061 16.736 1.869 1.415 1.041 173.645 169.775 3.870 1.542 1.542 150.763 1.432 149.331

% 182,6 292,6 61,4 (98,2) (73,2) (0,6) (78,4) (4,9) (25,6) (19,8) (14,3) (2,0) (3,2) (7,4) (0,1) (0,2) (0,1) (0,8) 103,6 (7,4) 96,2 3,8 3,8 100,0 100,0 6,2 5,0 0,5 0,4 0,3 50,0 48,9 1,1 0,4 0,4 43,4 0,4 43,0

2010 598.557 940.812 199.900 (323.191) (218.964) (15.695) (265.967) (34.193) (94.632) (64.814) (48.633) (6.994) (7.877) (2.980) (179) (5.665) 316.895 (23.889) 293.006 11.713 11.713 304.719 304.719 33.791 27.440 3.688 1.667 996 (13.748) (17.378) 3.630 6.238 6.238 278.438 278.438

% 196,4 308,7 65,6 (106,1) (71,8) (5,2) (87,2) (11,2) (31,0) (21,3) (16,0) (2,3) (2,6) (1,0) (1,8) 104,0 (7,8) 96,2 3,8 3,8 100,0 100,0 11,1 9,0 1,2 0,5 0,3 (4,5) (5,7) 1,2 2,0 2,0 91,4 91,4

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo (Banco Ibi) está autorizado a operar com a carteira comercial e de crédito, financiamento e investimento, de acordo com as disposições legais e regulamentares em vigor. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a co-participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. É parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável. Incluem, estimativas e premissas, tais como a mensuração de provisões para perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento, ativos não financeiros e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 26 de julho de 2011. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em consideração se sua finalidade é a proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvem instrumentos financeiros derivativos, destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros.

g) Operações de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente de 15 a 30 dias ................................................................................................................................................................................. B de 31 a 60 dias ................................................................................................................................................................................. C de 61 a 90 dias ................................................................................................................................................................................. D de 91 a 120 dias ............................................................................................................................................................................... E de 121 a 150 dias ............................................................................................................................................................................. F de 151 a 180 dias ............................................................................................................................................................................. G superior a 180 dias........................................................................................................................................................................... H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos de atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. A atualização (accrual) l destas operações de crédito vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e as eventuais receitas provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidas. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e levam em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações procedidas pela Administração, na determinação dos riscos de crédito. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre prejuízo fiscal e adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. O crédito tributário sobre prejuízo fiscal será realizado de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas Correspondem às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registradas no ativo de acordo com o princípio da competência. j) Investimentos Os investimentos em empresas coligadas e controladas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas e da redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a Instituição. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: sistema de comunicação, instalações e móveis e equipamentos de uso - 10% ao ano; sistemas de processamento de dados - de 20% ao ano e ajustado por redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.LEGAIS

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

...continuação

Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS l) Ativo diferido Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquida das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357 do Bacen. m) Ativo intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. É composto por: • Software São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. n) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável (apurado: (i) pelo seu potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) pelo valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. o) Depósitos São demonstrados pelos valores de exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia. p) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 14a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 14b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 14b). q) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias incorridas (em base “pro-rata” dia). r) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis.

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias Aplicações no mercado aberto: Posição bancada (1) .............................................. Letras financeiras do tesouro .................................. Aplicações em depósitos interfinanceiros: ........ Aplicações em depósitos interfinanceiros ............... Total em 2011 ......................................................... Total em 2010 ......................................................... (1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações.

31 a 180 dias

78.428 78.428 35.529 35.529 113.957 751.429

1.009.894 1.009.894 1.009.894 67.716

Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... Disponibilidades em moeda estrangeira ................................................................................................. Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data efetiva da aplicação foi igual ou inferior a 90 de valor justo.

Acima de 360 dias

2.512

2011

104.179

2010

78.428 78.428 1.045.423 1.045.423 1.123.851

157.400 157.400 768.436 768.436 925.836

b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 5.114 5.466 50.681 31.673 55.795 37.139

Posição bancada ..................................................................................................................................... Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Total (Nota 6b)........................................................................................................................................ 6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS

a) Em 30 de junho de 2011 e de 2010, o Banco não possuía operações de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Resultado de títulos e valores mobiliários Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 55.795 37.139 760 6.957 56.555 44.096

Aplicações interfinanceiras de liquidez.................................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

7) OPERAÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS CRÉDITOS COM CARACTERÍSTICA DE CONCESSÃO DE CRÉDITO E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Modalidades e prazos Em 30 de junho - R$ mil 1 a 30 dias

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados .................. Outros créditos (1)........... Total em 2011 ................. Total em 2010 .................

31 a 60 dias

370.212 347.487 717.699 715.880

61 a 90 dias

847.515 443.856 1.291.371 1.233.687

134.826 248.939 383.765 361.383

91 a 180 dias

Curso normal 181 a 360 Acima de dias 360 dias

228.009 291.721 519.730 500.408

172.562 97.257 269.819 269.343

169.575 188 169.763 130.117

2011

Total (A) 2010

%

1.922.699 1.429.448 3.352.147

57,4 42,6 100,0

%

1.921.949 1.288.869

59,9 40,1

3.210.818

100,0

Em 30 de junho - R$ mil Curso anormal Parcelas vencidas 91 a 180 181 a 540 dias dias 2011

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 313 148 496 564 809 712 78.428 157.400 79.237 158.112 dias e apresentem risco insignificante de mudança

181 a 360 dias

1 a 30 dias

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados ................................... Outros créditos (1)............................ Total em 2011 .................................. Total em 2010 ..................................

31 a 60 dias

98.662 98.662 86.173

84.299 84.299 75.032

61 a 90 dias 81.755 81.755 71.431

226.770 226.770 197.964

303.467 303.467 317.075

%

794.953 794.953

Total (B) 2010

100,0 100,0

%

747.675 -

100,0 -

747.675

100,0

Em 30 de junho - R$ mil Curso anormal Parcelas vincendas 1 a 30 31 a 60 61 a 90 Operações de crédito dias dias dias Empréstimos e títulos descontados............................ 7.780 5.716 4.580 Outros créditos (1)...................................................... Total em 2011 ............................................................ 7.780 5.716 4.580 Total em 2010 ............................................................ 7.268 5.324 4.224 (1) Outros créditos compreendem a devedores por compra de valores e bens e títulos e créditos a receber.

91 a 180 dias 8.318 8.318 7.417

181 a 360 dias 5.746 5.746 4.173

Acima de 360 dias 3.136 3.136 1.568

Total (C) 2011 35.276 35.276

%

2010 29.974 -

100,0 100,0

% 100,0 -

29.974

Total geral (A+B+C) % 2010 65,8 2.699.598 34,2 1.288.869 100,0 3.988.467

2011 2.752.928 1.429.448 4.182.376

100,0

% 67,7 32,3 100,0

b) Modalidades e níveis de risco

Operações de crédito Empréstimos e títulos descontados............................ Outros créditos ........................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

AA

A 1.650.557 1.297.437 2.947.994 70,5 2.643.394 66,3

1 1 3 -

B 143.185 27.573 170.758 4,1 186.310 4,7

C 148.125 25.645 173.770 4,2 283.738 7,1

Níveis de risco D 96.778 8.234 105.012 2,5 94.841 2,4

E

F 84.626 4.744 89.370 2,1 71.885 1,8

G 81.385 4.060 85.445 2,0 74.254 1,9

77.038 3.496 80.534 1,9 73.420 1,8

H 471.234 58.256 529.490 12,7 560.622 14,0

2011 Total 2.752.928 1.429.446 4.182.374

Em 30 de junho - R$ mil 2010 Total % 2.699.598 67,7 1.288.869 32,3

% 65,8 34,2 100,0 100,0

3.988.467 100,0

c) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco Em 30 de junho - R$ mil

Nível de risco AA............................................................................... A ................................................................................. B ................................................................................. C ................................................................................. Subtotal ..................................................................... D ................................................................................. E ................................................................................. F ................................................................................. G................................................................................. H ................................................................................. Subtotal ..................................................................... Total em 2011 ............................................................ % ................................................................................ Total em 2010 ............................................................ % ................................................................................

Curso normal 1 2.947.995 88.914 99.557 3.136.467 29.890 16.188 12.535 9.848 147.219 215.680 3.352.147 80,1 3.210.818 80,5

Saldo da Carteira Curso anormal Total 1 2.947.995 81.844 170.758 74.214 173.771 156.058 3.292.525 75.122 105.012 73.182 89.370 72.910 85.445 70.686 80.534 382.271 529.490 674.171 889.851 830.229 4.182.376 19,9 100,0 777.649 3.988.467 19,5 100,0

% Mínimo requerido

% 70,5 4,1 4,2 78,8 2,5 2,1 2,0 1,9 12,7 21,2 100,0

0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

d) Concentração de operações de crédito e outros créditos

Provisão Específica Vencidas Vincendas 750 68 2.014 212 2.764 280 6.859 653 20.780 1.174 34.959 1.496 48.093 1.387 376.332 5.939 487.023 10.649 489.787 10.929 62,8 1,4 488.875 10.432 53,2 1,1

2011 Genérica 14.740 889 2.987 18.616 2.989 4.856 6.267 6.894 147.219 168.225 186.841 24,0 204.478 22,2

Excedente

Total

134 217 12.074 12.425 20.948 17.828 17.045 24.119 79.940 92.365 11.8 215.674 23,5

2010 %

14.874 1.924 17.287 34.085 31.449 44.638 59.767 80.493 529.490 745.837 779.922 100,0

Total 1,9 0,3 2,2 4,4 4,0 5,7 7,7 10,3 67,9 95,6 100,0

%

129.501 12.147 27.440 169.088 28.438 35.933 51.968 73.410 560.622 750.371

14,1 1,3 3,0 18,4 3,1 3,9 5,6 8,0 61,0 81,6

919.459 100,0

f) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Em 30 de junho - R$ mil 2010 R$ % 14.927 0,4 100.139 2,5 131.842 3,3 175.966 4,4 197.426 4,9

2011 Maior devedor................................................................................... Dez maiores devedores.................................................................... Vinte maiores devedores .................................................................. Cinquenta maiores devedores.......................................................... Cem maiores devedores...................................................................

R$ 78.350 109.230 118.029 125.614 128.964

% 1,9 2,6 2,8 3,0 3,1

e) Setor de atividade econômica Em 30 de junho - R$ mil 2010 % 100,0 3,2 3,2 1,0 1,0 1,0 94,8 100,0

2011 Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Têxtil e confecções........................................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Móveis e produtos de madeira ......................................................... Demais indústrias ............................................................................. Comércio ......................................................................................... Varejista não especializado .............................................................. Vestuário e calçados ........................................................................ Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços ..................................... Atividades associativas, recreativas, culturais.................................. Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

R$ 4.182.376 28.848 24.711 4.005 4 128 84.267 3.932 78.593 1.437 118 141 46 9.721 1.678 932 498 21 112 115 4.057.862 4.182.376

%

R$ 3.988.467 126.590 126.590 38.314 38.314 38.669 2.890 2.890 3.782.004 3.988.467

100,0 0,7 0,6 0,1 2,0 0,1 1,9 0,2 97,1 100,0

2011 766.275 340.759 (327.112) 779.922 500.716 186.841 92.365 69.531 282.152

Em 30 de junho - R$ mil 2010 990.031 323.191 (393.763) 919.459 499.307 204.478 215.674 47.897 296.931

2011 1.429.447 433.683 170.178 117.757 17.814 5.762 2.174.641

Em 30 de junho - R$ mil 2010 1.288.869 389.520 136.669 76.156 14.815 8.611 1.914.640

2011 17.496 4.530 22.026

Em 30 de junho - R$ mil 2010 21.570 1.433 23.003

Saldo inicial do semestre ..................................................................................................................... Provisão.................................................................................................................................................. Baixas ..................................................................................................................................................... Saldo final do semestre ........................................................................................................................ - Provisão específica (1).......................................................................................................................... - Provisão genérica (2) ............................................................................................................................ - Excedente (3) ........................................................................................................................................ Recuperação de créditos baixados (4)................................................................................................ Renegociação de créditos no semestre.............................................................................................. (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; (3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos como mínimos na Resolução nº 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos níveis de riscos correspondentes (Nota 7c); e (4) Classificados em receitas de operações de crédito. 8) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS

Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Créditos tributários (Nota 25c)................................................................................................................. Devedores por depósitos em garantia..................................................................................................... Devedores diversos - país ....................................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 9) OUTROS VALORES E BENS

Despesas antecipadas - parcerias .......................................................................................................... Material em estoque ................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

10) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”: Em 30 de junho - R$ mil Quantidade Patrimônio de cotas Participação Capital líquido possuídas no capital Empresas Social ajustado (em milhares) social (%) Ibi Corretora......................................................................................... 4.000 17.968 3.999.999 99,99 (1) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado. b) Outros investimentos

Lucro/ (prejuízo) ajustado 13.168

Ajuste decorrente de avaliação (1)

Valor contábil 2011 17.968

2010 4.800

2011 13.168

2010 11.713

b) Despesas com operações de captação do mercado 2011

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

1.192 (1.192) -

Em 30 de junho - R$ mil 2010 1.192 (1.192) -

11) IMOBILIZADO DE USO

Instalações ....................................................................................... Móveis, máquinas e equipamentos .................................................. Sistema de processamento de dados .............................................. Sistema de comunicação ................................................................. Total em 30 de junho de 2011........................................................ Total em 30 de junho de 2010........................................................

Taxa anual 10% 10% 20% 10%

Custo 1.460 2.222 26.999 392 31.073 26.485

Depreciação (708) (1.219) (16.852) (324) (19.103) (15.614)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2011 2010 752 768 1.003 1.379 10.147 8.724 68 11.970 10.871

Amortização (30.065) (30.065) (12.318)

Em 30 de junho - R$ mil Valor residual 2011 2010 56.165 53.547 56.165 53.547

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 Depósitos interfinanceiros ....................................................................................................................... Depósitos a prazo.................................................................................................................................... Contribuição ao FGC............................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2010 506 1.365 58 1.929

1.395 14.061 230 5 15.691

14) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não foram reconhecidos contabilmente ativos contingentes.

b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias O Banco Ibi é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. As provisões foram constituídas, levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a 12) DIFERIDO E INTANGÍVEL complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. a) Diferido A Administração do Banco Ibi entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. Em 30 de junho - R$ mil O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre Valor residual Taxa Custo Amortização 2011 2010 as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. Software (1) ...................................................................................... 20% a 50% 132.808 (111.783) 21.025 40.756 I - Processos trabalhistas Ágio de Incorporação (1) (2)............................................................. 10 anos 213.941 (135.576) 78.365 89.693 São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido Outros (1) ......................................................................................... 20% 615 depósito judicial, o valor das contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais Total em 2011 .................................................................................. 346.749 (247.359) 99.390 processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos Total em 2010 .................................................................................. 376.419 (245.355) 131.064 (1) Os valores registrados até 8 de dezembro de 2008 foram mantidos neste grupo até sua amortização, de acordo com a Carta-Circular BACEN nº 3.357/08; e 12 meses, considerando o ano do ajuizamento. (2) Ágio na aquisição da Gopic Participações Ltda. II - Processos cíveis b) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por: Taxa (1) Software (1) ...................................................................................... 20% a 50% Total geral em 2011 ........................................................................ Total geral em 2010 ........................................................................ (1) Software adquiridos e/ou desenvolvidos por empresas especializadas.

Custo 86.230 86.230 65.865

13) DEPÓSITOS a) Composição 1 a 30 dias Depósitos: - À vista.................................................................... - A prazo .................................................................. - Interfinanceiro........................................................ - Outros.................................................................... Total em 2011 ......................................................... % ............................................................................. Total em 2010 ......................................................... % .............................................................................

33.225 301 1.052 34.578 41,9 56.946 20,0

31 a 180 dias 1.332 17.779 19.111 23,1 99.423 34,9

181 a 360 dias 1.527 1.527 1,9 14.358 5,0

Acima de 3 anos 27.345 27.345 33,1 114.356 40,1

Em 30 de junho - R$ mil Total 2010

2011

33.225 30.505 18.831 82.561 100,0

27.040 250.124 7.916 3 285.083 100,0

São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos, inserção de informações sobre devedores no cadastro de restrições ao crédito. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for analisada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impactos representativos no resultado financeiro. A maioria dessas ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados a 40 salários mínimos. Cerca de 50% de todas as causas do JEC são julgadas improcedentes e o valor da condenação imposta corresponde a uma média histórica de apenas 5% dos pleitos indenizatórios. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. O montante provisionado representa a avaliação da Administração dos prováveis insucessos em ações cíveis, com base nos valores atualizados dos processos judiciais já sentenciados e a média dos pagamentos efetuados nos últimos 12 meses, corrigidos monetariamente. III - Obrigações legais - provisão para riscos fiscais O Banco Ibi vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. A principal questão é: PIS e COFINS - R$ 401.242 mil (2010 - R$ 314.239 mil) - pleiteia calcular e recolher as referidas contribuições sobre as receitas de prestação de serviços (faturamento), afastando a aplicabilidade da Lei nº 9.718/98 que determina o cálculo dessas contribuições sobre a totalidade das receitas auferidas, inclusive as financeiras. No tocante à COFINS, pleiteia também, o direito de recolher tal contribuição utilizando a alíquota de 2% ao invés de 4% conforme previsto no artigo 18 da Lei nº 10.684/03. Auto de infração ISS - R$ 233 mil - pleito Judicial: Anulação do Débito Fiscal decorrente do Auto de Infração nº 454/02 e da Dívida Ativa nº TIAF nº 036/2002 no qual se exige ISS sobre Receitas obtidas com Tarifas de Abertura de Crédito, entre outras. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

LEGAIS - 11

...continuação

Banco Ibi S.A. - Banco Múltiplo Empresa da Organização Bradesco CNPJ 04.184.779/0001-01 Sede: Alameda Rio Negro, 585 - 4º Andar - Bloco B - Alphaville - Barueri - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS IV - Movimentação das provisões R$ mil Fiscais e Previdenciárias (1) 371.929 12.750 42.639 15.632 442.950 322.443

Trabalhistas Cíveis No início do 1º semestre de 2011........................................................... 4.600 170.970 Atualização monetária ............................................................................... Constituições líquidas de reversões .......................................................... 2.805 21.890 Pagamentos/transferências/baixas............................................................ (2.724) No final do 1º semestre de 2011 (Nota 15) ............................................ 7.405 190.136 No final do 1º semestre de 2010 (Nota 15) ............................................ 4.176 168.174 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, e se necessária, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes no montante total de R$ 89.146 mil (2010 - R$ 74.801 mil), avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação referem-se à dedução de despesas nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL e à compensação de saldos negativos apurados em anos anteriores, relativos aos tributos acima. 15) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos fiscais (Nota 14b) ................................................................................................... Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Provisão para Imposto de Renda diferido ............................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Operações com cartão de crédito ........................................................................................................... Provisão para passivos contingentes (Nota 14b) .................................................................................... Provisão para pagamentos a efetuar....................................................................................................... Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Valores a pagar - Sociedades Ligadas.................................................................................................... Anuidades a diferir................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2011 442.950 91.775 9.877 544.602

Em 30 de junho - R$ mil 2010 322.443 39.002 9.457 138 371.040

2011 1.760.900 197.541 91.413 104.047 21.872 2.175.773

Em 30 de junho - R$ mil 2010 1.580.533 172.350 83.285 102.052 21.041 80.107 2.039.368

16) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 2.366.832 mil, totalmente subscrito e integralizado, dividido em 3.741.307.886 ações nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Composição do capital social em ações Em 30 de junho 2011 2010 Ordinárias................................................................................................................................................ 1.870.653.943 1.870.653.943 Preferenciais............................................................................................................................................ 1.870.653.943 1.870.653.943 Total ........................................................................................................................................................ 3.741.307.886 3.741.307.886 c) Reservas de Lucros Em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 247.938 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 12.516 - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 235.422 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. d) Dividendos Conforme disposição estatutária, aos acionistas, está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido, ajustado nos termos da lei societária. No semestre, foram provisionados dividendos no montante de R$ 1.432 mil, correspondendo a 0,38 por lote de mil ações. Os dividendos de 2010 serão pagos até o final de 2011, conforme Ata da Diretoria. 17) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RECEITAS DE TARIFAS BANCÁRIAS Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 82.134 80.730 41.402 43.241 85.501 71.596 3.898 4.333 212.935 199.900

Anuidades................................................................................................................................................ Tarifas ...................................................................................................................................................... Comissão................................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 18) DESPESAS DE PESSOAL

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 16.736 27.471 6.506 7.742 1.950 3.657 25.192 38.870

Proventos................................................................................................................................................. Encargos sociais ..................................................................................................................................... Benefícios................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ 19) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Serviços de terceiros (1) ......................................................................................................................... Comunicação........................................................................................................................................... Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ Materiais e energia .................................................................................................................................. Depreciações e amortizações ................................................................................................................. Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... Transporte ............................................................................................................................................... Processamento de dados (1) .................................................................................................................. Aluguéis/Arrendamento de bens ............................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) Em 2010, inclui R$ 27.963 mil classificados em serviços de terceiros, referente a processamento de dados.

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 89.004 94.632 68.554 64.814 49.491 48.633 16.944 34.193 19.886 23.889 7.097 6.994 11.108 7.877 25.615 2.980 2.359 6.238 3.568 179 293.626 290.429

20) DESPESAS TRIBUTÁRIAS

COFINS ................................................................................................................................................... PIS........................................................................................................................................................... ISS........................................................................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 45.398 42.618 7.388 6.933 3.870 3.630 4.198 3.328 60.854 56.509

21) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Reversão de provisões a pagar............................................................................................................... Resultado com parceria........................................................................................................................... Reversão de passivos contingentes ........................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 7.502 5.832 29.721 10.808 3.683 18.310 39.236

22) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Parcerias ................................................................................................................................................. Passivos contingentes ............................................................................................................................. Descontos concedidos em renegociações .............................................................................................. Comissões............................................................................................................................................... Perdas operacionais ................................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 162.577 166.163 57.966 28.490 17.661 18.368 12.041 12.071 17.032 6.513 8.365 15.504 275.642 247.109

23) RESULTADO NÃO OPERACIONAL

Atualização monetária de garantia de contrato de venda ....................................................................... Resultado na alienação de valores, bens e investimentos...................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 (14.505) (1.706) (2.267) (545) (2.267) (16.756)

24) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com controladores, empresas coligadas e controladas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, e vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 30 de junho - R$ mil Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) 2011 2010 2011 2010 Depósitos à vista: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... (8) (57) Ibi Promotora .................................................................................... (1.865) (1.652) Depósitos a prazo: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... (4.827) (401) Ibi Promotora .................................................................................... (387) (352) Captação em Depósitos Interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (17.779) Aplicações Interfinanceiras de liquidez: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 1.045.423 765.923 50.681 20.478 Operações compromissadas: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 78.428 157.400 5.114 5.466 Valores a receber/(pagar): Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 317 Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... (481) 11.029 14 Ibi Promotora .................................................................................... (8.127) (8.053) (48.818) Outras............................................................................................... 778 3.999 3.999 Serviço do Sistema Financeiro: Ibi Promotora .................................................................................... (11.100) Dividendos a receber (pagar): Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... 11.290 Banco Bradesco Cartões S.A. ......................................................... (2.378) Outras: Ibi Corretora de Seguros Ltda. ......................................................... 4.285 Ibi Promotora .................................................................................... (47.691) Aluguéis: Ibi Promotora de Vendas .................................................................. (30) Ibi Corretora de Seguros .................................................................. (15) b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definida em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 25) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% ........................... Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas ................................................................................................................. Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social........................................................................... Ativação de créditos tributários de períodos anteriores .......................................................................... Outros valores ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 259.423 203.102 (103.769) (81.241) 5.267 (7.694) 13.150 (15.614) (108.660)

4.685 (665) 11.571 158.040 (17.054) 75.336

Semestres findos em 30 de junho - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Impostos diferidos: Constituição/(realização) no período, sobre adições temporárias .......................................................... Ativação de créditos tributários de exercícios anteriores s/ adições temporárias ................................... Total dos impostos Ativos diferidos.................................................................................................... Total dos impostos Passivos diferidos ............................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do semestre........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

(163.405)

(90.126)

54.745 54.745 (108.660)

7.398 158.040 165.438 24 75.336

R$ mil Saldo em (1) Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 30.6.2011 194.238 145.752 121.209 218.781 63.287 10.080 73.367 102.064 22.185 5.099 119.150 1.717 1.085 2.802 203 57 24 236 707 351 32 1.026 2.075 184 217 2.042 14.647 6.560 4.928 16.279 378.938 186.254 131.509 433.683 de contribuição social para as empresas do segmento financeiro, determinado pela

Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ Provisão para contingências cíveis .................................................. Provisão para contingências fiscais ................................................. Provisão trabalhista .......................................................................... Provisão para perdas com incentivos fiscais.................................... Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação................... Ágio amortizado ............................................................................... Outras provisões .............................................................................. Total dos créditos tributários (Nota 8).......................................... (1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota Lei nº 11.727/08. d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35.

2011............................................................................................................................... 2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... 2016 (1º sem) ................................................................................................................ Total ..............................................................................................................................

Em 30 de junho de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 47.112 20.575 67.687 84.353 38.741 123.094 139.932 65.006 204.938 19.028 14.009 33.037 2.295 1.976 4.271 410 246 656 293.130 140.553 433.683

A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 404.049 mil (2010 - R$ 311.991 mil) de diferenças temporárias. e) Créditos tributários não ativados Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela CONSIF contra a Lei nº 11.727/08, artigos nos 17 e 41, os créditos tributários de períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias consolidadas correspondentes. Neste semestre, o saldo remanescente em 31 de dezembro de 2010, no montante de R$ 13.150 mil, foi integralmente constituído. 26) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Sociedade de previdência privada O Banco Ibi e parte de seus funcionários contribuem para a Cyamprev - Sociedade de Previdência Privada, cujo objetivo principal é a suplementação da aposentadoria dos funcionários. O tipo de plano é o de contribuição definida. A contribuição do Banco Ibi é de 7,09% sobre a folha de salários dos participantes do plano e a dos participantes é de, no mínimo, 1,88%. No semestre, a despesa com patrocínio foi de R$ 960 mil (2010 - R$ 980 mil). b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns pronunciamentos contábeis e suas interpretações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); e • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva. Com isso ainda não é possível quantificar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações contábeis da Instituição.

A DIRETORIA Fabiana Pinto da Fonseca – Contadora – CRC 1SP200757/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores do Banco Ibi S.A. – Banco Múltiplo Barueri - SP Examinamos as demonstrações contábeis do Banco Ibi S.A. – Banco Múltiplo (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Ibi S.A. – Banco Múltiplo em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstração do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração para o semestre findo em 30 de como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. junho de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em Responsabilidade dos auditores independentes relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Auditoria dos valores correspondentes a 30 de junho de 2010 Os valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas auditores independentes que emitiram relatório datado de 27 de julho de 2010, que não continha qualquer modificação. demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante São Paulo, 26 de agosto de 2011 nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, Cláudio Rogélio Sertório André Dala Pola também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP212059/O-0 Contador CRC 1SP214007/O-2

A luta vai continuar até que o Parlamento aprove a lei (anticorrupção) Lokpal Anna Hazare, ativista indiano nternacional Adnan Abidi/Reuters

Ataque não detém ONU

Volta o terror a Tel Aviv

A

U

vice-secretária-geral da Organização das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro, prometeu que ataques não irão deter o trabalho da ONU após visitar ontem os sobreviventes do atentado a bomba contra a sede da entidade na Nigéria. Um atentado na sexta-feira provocou a morte de pelos menos 23 pessoas e feriu outras 73. O carro-bomba que visava à sede da ONU em Abuja foi um dos piores sofridos pela organização na sua história. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo atentado. (Reuters)

m palestino de Nablus atropelou dois israelenses com um táxi roubado, no sul de Tel Aviv, por volta de 1h30 de hoje. Depois, faca na mão, atacou outras cinco pessoas, diante do clube Haoman 17. O chefe da polícia de Tel Aviv, Aharon Eksol, não teve dúvidas em classificar o ataque como um "ato de terror". O terrorista foi preso. Uma de suas vítimas estava em estado crítico, esfaqueada na cabeça e no estômago. Um míssil de Gaza caiu no Neguev, sem acertar em nada ou fazer vítimas..

Acaba greve de fome

O

Após 12 dias de protesto, ativista indiano Anna Hazare aceita água de coco com mel.

ativista Anna Hazare rompeu ontem o jejum que mantinha há 12 dias no centro de Nova Délhi, depois que o Parlamento indiano adotou no sábado à noite suas exigências para reforçar a luta contra a corrupção. Hazare, de 74 anos e que deu por finalizada sua greve de fome bebendo água de coco misturada com mel que lhe ofereceram algumas meninas, foi hospitalizado para ser submetido a uma revisão médica devido a seu precário estado de saúde. Após agradecer seu apoio "aos compatriotas", ele disse que só suspendeu o jejum, não o deu por concluído. "A luta vai continuar até que o Parlamento aprove a lei (anticorrupção) Lokpal", cuja emenda exige o ativista.


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Devo imaginar que a estimativa dos danos ficará em bilhões de dólares Chris Christie, governador de Nova Jersey nternacional Stephen Chernin/AFP

NY depois do furacão Irene

euters

Jason Reed/R

Furacão matou ao menos 15 pessoas em sua trajetória pela costa leste dos EUA. Nova York foi atingida por tempestade tropical.

M

sidera acertada a decisão de retirar mais de 370 mil moradores de suas casas, e afirmou ter ido pessoalmente a abrigos congratular os nova-iorquinos que deixaram as áreas de risco. Aeroportos – Autoridades municipais disseram ainda que os aeroportos da cidade podem voltar a operar já hoje. Mais de 8.000 voos foram cancelados, em particular nos aeroportos de Nova York, JFK, LaGuardia e Newark. Vítimas – As vítimas faleceram em acidentes de trânsito, por ataque cardíaco ou em quedas de árvores, incluindo um menino de 11 anos atingido por uma árvore dentro de casa, na Carolina do Norte. Durante a manhã, o sul de Manhattan, sobretudo a região de Battery Park, foi afetado pelo transbordamento dos rios Hudson e East River, mas ho-

ras depois a água retrocedeu. A tempestade passou por Nova York com ventos de até 104 km/h, mas meteorologistas da CNN indicam que seu centro expandiu-se consideravelmente ao passar pela cidade. Como resultado, os ventos mais intensos ficaram nas bordas da formação da tempestade, e não no "olho", que passou sobre Manhattan. Os bairros de Coney Island, no Brooklyn, e a região de Long Island foram as zonas mais afetadas pelo fenômeno. Os danos provocados pela passagem do Irene podem alcançar bilhões de dólares, afirmou o governador do Estado de Nova Jersey, Chris Christie, em entrevista à emissora NBC. "Devo imaginar que a estimativa dos danos ficará em bilhões de dólares, ou em dezenas de bilhões", acrescentou. (Folhapress)

AFP

Cenas da passagem do Irene: Mar invade avenida em Montauk, no estado de NY (foto maior). Acima, clientes do bar Mad River (Rio Maluco) observam enchente em Manayunk (subúrbio de Filadélfia). Árvore caída no Central Park. Mulheres correm em praia de Coney Island.

AFP

esmo após perder força e ser rebaixado para tempestade tropical, o Irene deixou ao menos 15 mortos em sua trajetória pela costa leste dos EUA e causou enchentes e prejuízos em diversos Estados, entre eles a Carolina do Norte e Nova Jersey. Serviços de emergência americanos consideram que, mesmo enfrentando alagamentos, blecautes e quedas de árvores na manhã de ontem, a cidade de Nova York foi "poupada". A secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, disse que "o pior já passou para a maior parte da costa leste" e que a tempestade prossegue agora para a região da Nova Inglaterra e o leste do Canadá, já muito enfraquecida. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, falou que con-

AFP

8 MORTOS NAS FILIPINAS – O tufão Nanmadol matou pelo menos oito pessoas e danificou pontes e estradas nas Filipinas (foto) antes de atingir Taiwan ontem. O número de vítimas provavelmente aumentará, já que as autoridades ainda não têm a dimensão completa dos danos provocados pelo tufão, o mais violento a passar pela região neste ano. Segundo a Cruz Vermelha, o tufão atingiu as residências de 64.000 pessoas na região norte das Filipinas. (Agências)


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COMÉRCIO PAULISTANO Livros resgatam aspectos do cotidiano e do comércio paulistano no século 19. No caso, as primeiras casas fotográficas (ao lado, a "Photographia Allemã") e as livrarias pioneiras da cidade.

idades Fotos: Reprodução

São Paulo, no tempo em que fotografia ainda era photographia Marcus Lopes

E

m uma correspondência datada de maio de 1848, o poeta Álvares de Azevedo, meio sem querer, fez um grande registro histórico: os primórdios da fotografia paulistana: "Por aqui lavrou uma mania de daguerreotypar-se. Não há estudante que não se tenha retratado ou não pretenda retratar-se. Além disso é barato - por 5$ (algo como cinco tostões) tem-se um retrato colorido em um quadro singelo, sendo em chapa pequena". O autor referia-se à nova mania entre os seus colegas da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco: o daguerreótipo, um aparelho que é considerado o pai das máquinas fotográficas. A carta do autor de Noites na Taverna está em Noticiario Geral da Photographia Paulistana 1839-1900, que está sendo relançado pela Imprensa Oficial (335 páginas, R$ 75). Modorrenta – Trata-se de um daqueles livros que, ao tratar especificamente de um assunto, contribui de maneira significativa para entendermos a história de São Paulo em seus mais variados aspectos e detalhes do cotidiano. No caso, o nascimento e a evolução da fotografia paulistana no século 19, época em que surgiram os primeiros fotógrafos e imagens da então pacata e modorrenta cidade. Através de uma garimpagem na imprensa oitocentista e em instituições com o Museu Paulista, chega-se a nomes como Julio Dursky, Victor Telles e, é claro, Militão Augusto de Azevedo, considerado um dos maiores retratistas de imagens paulistanas do século 19. Se não fosse Militão, por sinal, jamais conheceríamos muitas das cenas e palcos da velha São Paulo. Imperador – De acordo com a pesquisa realizada pelos autores do livro, a chegada dos primeiros fotógrafos à cidade - na época chamados de daguerreotipistas - pode estar relacionada a fatos políticos da década de 1840. Um caso concreto seria a visita do imperador D. Pedro 2º à capital da província e cidades do interior paulista, entre 26 de fevereiro e 12 de abril de 1846. "O imperador, notável animador da fotografia no Brasil, em várias de suas viagens pelo Brasil fazia-se acompanhar por um daguerreotipista, documentando suas atividades. Não é improvável que a presença desse profissional tenha se constituído num elemento de difusão da nova técnica", registram Paulo Cezar Alves Goulart e Ricardo Mendes, autores da obra. Em um exercício de paciência, eles reuniram antigos anúncios de estúdios fotográficos em operação na

A historiografia paulistana ganhou dois livros que abordam aspectos pitorescos e pouco conhecidos da cidade. Um deles é o primórdio da fotografia, novidade que chegou no século 19 e logo conquistou os acadêmicos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Outro resgata o início do comércio de livros na São Paulo Antiga, conferindo à cidade sua emancipação intelectual.

Álbum de controle de serviços mantido pelo estúdio Carneiro & Smith, cobrindo o período entre 1865 e 1883 Reprodução

resgata o Trabalho de livros comércio

Ao lado, cartazes e selos da Casa Garraux, a Fnac ou Livraria Cultura dos paulistanos no século 19 e que ficava no Centro Velho

O Largo da Sé, na década de 1890. Antiga igreja foi demolida.

Primeira biblioteca pública foi inaugurada em 1825 Noticiario Ger al da Photographia Paulistana

Ao lado, família paulistana retratada pelo estúdio de Rodolfo Neuhaus, que ficava na rua Direita

cidade, publicados nos jornais da época. O resultado é uma fantástica viagem pelo tempo em que até os nomes das ruas do Centro Velho - que formavam basicamente o perímetro da cidade - eram diferentes. Muitas delas nem existem mais. Estúdios – Em 1852, o daguerreotipista Manoel José Bastos, por exemplo, tinha seu estúdio na rua Jogo da Bolla, 3 (atual Benjamin Constant). Já o colega Ignacio Mariano da Cunha Toledo se estabeleceu, em 1854, na rua da Freira - atual Senador Feijó. Alguns anos depois, Nuno Perestrello, o primeiro

que usou o termo "photographo" para suas atividades, estabeleceu-se no Largo da Cadeia, próximo à rua Tabatinguera. Na rua da Princeza (atual Benjamin Constant), ficava a Photographia Detienne. Com tanta riqueza de informações, mais do que um belo livro de imagens, que por si só justificaria o relançamento da obra, Noticiario Geral da Photographia Paulistana tem o mérito de resgatar um pedaço da evolução do comércio paulistano, que se escondia em pequenos anúncios de jornais.

E

Anúncio do estúdio de Marc Ferrez em jornal

duto

arraux, re Livraria G ctuais de intele

m 24 de abril de 1825, a cidade de São Paulo conquistava uma espécie de emancipação intelectual. Por ordem do então governador da província, Lucas Antônio Monteiro de Barros, era inaugurada a primeira Biblioteca Pública de São Paulo. Foi a terceira do País, atrás da biblioteca da Bahia (1811) e a do Rio de Janeiro (1814). Aliás, esse Monteiro de Barros era um administrador bem agitado. Durante seu governo (1824-1827), muitas coisas aconteceram por aqui. Entre elas, a instalação do Seminário da Glória – dedicado ao ensino das crianças órfãs – e a reforma do Jardim da Luz, o principal passeio público da época. Mas o grande salto foi na área cultural. Além da biblioteca, desde o começo ele lutou pela instalação de uma tipografia na cidade, o que só foi acontecer em 1827. Até havia uma ordem do imperador D. Pedro 1.° para o envio de um equipamento tipográfico da Côrte para os paulistas desde 1820, mas essa ordem nunca saiu do papel. A trajetória de Monteiro de Barros pode ser conferida em O Império dos Livros (Edusp, 448 páginas, R$ 90). A historiadora Marisa Midori Deaecto debruçou-se sobre um tema pouco explorado: a leitura e o

comércio de livros na São Paulo do século 19. Afinal, o que liam e consumiam os paulistanos oitocentistas? Através de uma minuciosa pesquisa, Marisa traça os caminhos da cultura paulistana da época. E mostra que o investimento no saber não era apenas uma questão intelectual, mas política. Como uma província poderia se sobressair no Império se não possui homens cultos e letrados? Isso ficou claro com a instalação da Faculdade de Direito, em 1827. A partir daí, São Paulo deixava a posição de província satélite e finalmente começava a ganhar musculatura junto ao Império. Garraux – Um dos capítulos mais interessantes é o que resgata a Livraria Garraux, uma espécie de Livraria Cultura ou Fnac do século 19. Instalada na Rua da Imperatriz (atual 15 de Novembro), a loja era um misto de livraria, papelaria e um sem número de artigos importados, incluindo papéis finos, vinhos e charutos cubanos. Ali também chegavam as últimas novidades literárias da França. Não é à toa que a Princesa Isabel, em uma visita à Capital, registrou em seu diário que a Casa Garraux, mais do que uma livraria, era uma casa "cheia de tentações para grandes e pequenos". (M.L.)


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acsp

MILHÕES A Prefeitura quer obter R$ 480 milhões com venda de áreas.

distritais

VERDE Na Mooca há somente 3,38 m² de área verde por habitante.

Luiz Guarnieri/AE/Arquivo/DC

Mooca briga por praça das Flores Prefeitura quer vender área em troca de creches. Moradores e comerciantes discordam.

Mooca está em 24º lugar no ranking de arborização. Acima, Olivieri e dona Zina: contrários ao projeto.

André Almeida

A

praça Alfredo Di Cunto, na Mooca, mais conhecida como praça das Flores, está com seus dias contados. O terreno de 6,6 mil metros quadrados, na avenida Alcântara Machado – a avenida Radial Leste –, é uma das 20 áreas municipais que a Prefeitura paulistana pretende vender para a iniciativa privada, em troca da construção de creches. A proposta, no entanto, está provocando protestos e resistência de moradores e comerciantes da região. O projeto da Prefeitura consiste em um processo de dação dessas áreas, ou seja, quando o credor aceita como pagamento, a obrigação de se fazer algo em substituição a uma dívida. Neste caso específico, a administração municipal pretende arrecadar aproximadamente R$ 480 milhões com os 20 imóveis e terrenos municipais. Em contrapartida, a iniciativa privada teria de construir creches em vários locais da cidade, a serem definidos posteriormente.

A Prefeitura deverá promover licitação pública, na qual os interessados pelos imóveis darão lances a partir dos valores venais de referência, que fazem parte de levantamento a cargo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet). Segundo projeções da Semdet, a iniciativa deve gerar 45 mil vagas em creches no município. Polêmica - A venda da praça das Flores e de outro terreno da Prefeitura, de 15,7 mil metros quadrados, localizado na esquina das ruas Bresser e Itajaí, também na Mooca, tem provocado polêmica no bairro. De acordo com a presidente da associação de moradores Amo a Mooca, Crescenza Giannocaro, a dona Zina, a entidade é contrária à venda da praça e defende que o local seja preservado como um dos poucos redutos de área verde que restou na região. "A Mooca é um dos bairros menos arborizados da cidade. Por isso os moradores pedem ao prefeito que não venda esse pequeno pulmão verde", afirma. Além do aspecto ambiental, a praça Alfredo Di Cunto tem importância para a região porque abrigava, desde o começo do ano, a Escola Estufa Lucy

Paulo Pampolin/Hype

Praça Alfredo Di Cunto, a praça da Flores: área da Radial Leste tem 6,6 mil metros quadrados

Montoro - unidade Mooca. Criada por uma parceria da Subprefeitura da Mooca e a Secretaria de Participação e Parceria, o espaço oferecia aulas práticas de agricultura, plantio e paisagismo para jovens carentes. "Desde que a Prefeitura anunciou o projeto, a escola estufa foi fechada, deixando de cumprir um importante papel social", diz Dona Zina. Quanto ao terreno na rua Bresser, onde funcionava o Depósito Cobes, a presidente da Amo a Mooca entende que o ideal seria a construção de espaço cultural ou de uma pequena área verde. O valor venal das duas áreas, segundo a Prefeitura, é de cerca de R$ 10 milhões. As empresas que arrematarem esses imóveis pagarão as aquisições construindo um determinado número de creches e, ao final, receberão as áreas obtidas pela licitação. Apoio - A reivindicação dos moradores tem o apoio do superintendente da Distrital Mooca da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Júlio César Olivieri. "Defendemos o interesse da comunidade, que quer a preservação da praça. O terreno deve continuar com essa finalidade de uso", diz. Para o dirigente, na zona leste da cidade existem outras áreas municipais com grande potencial imobiliário e que poderiam ser vendidas como parte do programa da Prefeitura. Alguns desses terrenos localizam-se na avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente. A previsão da Prefeitura é que a licitação seja aberta em aproximadamente 30 dias.

Mario Miranda/Luz/Arquivo/DC

Descontaminado, antigo terreno da Esso pode virar área verde

Pouco verde por metro quadrado

C

om 457 anos, completados dia 17, a Mooca, entre os 31 distritos da cidade, ocupa o 24º lugar no ranking de arborização, com apenas 3,38 metros quadrados de área verde por habitante. Essa problemática poderia ser amenizada com a implantação de um parque verde no antigo terreno da Esso, localizado na Rua Barão de Monte Santo e com 97 mil metros quadrados de área. Há dez anos os moradores locais esperam essa medida.

O trabalho de descontaminação do solo do terreno, pertencente à empresa Cosan, foi concluído no início deste ano. No entanto, como o subsolo estava contaminado com benzeno, um hidrocarboneto altamente tóxico, o terreno precisa passar por monitoramento pelos técnicos da Cetesb até o fim do ano. Atualmente, dois projetos estão tramitando no Legislativo para tentar transformar a local em uma grande área verde. (AA)

Paulo Pampolin/Hype

Terreno na rua Bresser, onde funcionava o Depósito Cobes, também deve ser vendido

G Ir Agendas da Associação e das distritais

Hoje I São Miguel – Às 9h30, 2ª

reunião do Núcleo da Beleza do Projeto Empreender, coordenada pela agente Vilma Lopes Fernandes. Avenida

Marechal Tito, 1042. I Jabaquara – Às 17h, reunião do Comitê Técnico de Política Urbana da distrital. Avenida Santa Catarina, 64. I Norte – Às 19h, capacitação, Como Evitar Reclamações Trabalhistas e Contrato de Trabalho. Apresentação: Sebrae-SP, capital Norte. Rua Jovita, 309. Confirmações: 2973-3708/2979-4504

Amanhã I Centro – Às 18h30, palestra

Interposição Fraudulenta, com Daniel Bettamio Tesser e Clayton Edson Soares. Confirmações: 3208-5753. Rua Galvão Bueno, 83. I Mooca – Às 20h, jantar italiano dançante em homenagem aos 455 anos do bairro. Parceria da distrital e da Associazione Femminile Della Campania in Brasile. Terraço Itália, adesão R$ 150.

Quarta I Mooca – Às 20h, Outorga

do título de Cidadão Mooquense. Parceria da distrital Mooca e da Sociedade Amigos da Mooca. Buffet Riviera

Quinta I Penha – Às 9h30, curso de

coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199. I Comus – O conselheiro da ACSP José Candido Senna coordena a reunião do Comitê

de Usuários de Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), com Ana Cristina Pasini da Costa, diretora de Avaliação de Impacto Ambiental da Cetesb, que abordará a questão das condições para licenciamento ambiental de projetos portuários em Santos. Às 17h, rua Boa Vista, 51/11º andar, auditório. I Penha – Às 19h30, 6ª reunião ordinária da Diretoria

Executiva, Conselho Diretor e Conselheiros Natos da distrital. Avenida Gabriela Mistral, 199.

Sexta I Norte – Às 10h, solenidade

comemorativa de 7 de Setembro. Rua Jovita, 309. Confirmações: 29733708/2979-4504. I Penha – Às 14h30, curso de coral infanto juvenil, realização Conselho da Mulher. Avenida Gabriela Mistral, 199.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

15 Chavez: obra de Hierrezuelo, vencedora na categoria caricatura

facesp regionais

É tempo de humor em PIRACICABA Fotos: Divulgação

A 38ª versão do Salão de Humor da cidade bateu recorde de inscritos: mais de quatro mil trabalhos inscritos, apresentados por 945 artistas de 65 países. André de Almeida

O

38º Salão Internacional do Humor de Piracicaba, um dos mais importantes do mundo no universo das artes gráficas, já abriu as portas. A mostra, que este ano bateu o recorde de trabalhos inscritos de todas as edições, mantém como principal objetivo incentivar a descoberta de novos talentos do humor gráfico e das histórias em quadrinhos. No total, foram mais de quatro mil trabalhos inscritos, apresentados por 945 artistas de 65 países. A título de comparação, em 2010 o Salão recebeu 1752 trabalhos, enviados por 613 artistas de 51 países. O Salão de Humor, que segue até 16 de outubro no Parque Engenho Central, tem expostos 396 trabalhos, em cinco categorias: cartum, charge, caricatura, tira e vanguarda. De acordo com o diretor do Centro Nacional do Humor Gráfico de Piracicaba (Cedhu), Eduardo Grosso, cada um dos artistas – profissional ou amador – tem uma motivação diferente para participar do Salão. "Para o amador, trata-se de uma ótima oportunidade para conseguir projeção nacional e divulgar seu currículo. Para os mais consagrados, a mostra permite uma reflexão maior, com o resgate dos grandes nomes do humor gráfico e renovação de seus trabalhos", afirma. Premiação - Os vencedores de cada categoria foram conhecidos no final de semana e seus trabalhos já estão expostos no Parque Engenho Central. Cada um deles recebeu R$ 5 mil em prêmios. Chama atenção a diversidade de países entre os artistas premiados: Dario Lázcares, do México, na categoria cartum; Carlos David Hierrezuelo, de Cuba, em caricatura; Mohammad Aghaei, do Irã, em charge; o brasileiro Tiago Hoisel, em vanguarda; e outro cubano, Alfredo Hernandez, em tira. O mexicano Dario Lázcares também levou o Grande Prêmio Salão de Humor de Piracicaba, de R$ 10 mil. Todos eles receberam troféus, feitos pelo cartunista Zélio Alves Pinto. Foi conferido ainda um prêmio de R$ 3,1 mil para a categoria caricatura, valor aquisitivo da Câmara de Vereadores de Piracicaba. O premiado foi o brasileiro José Válber Benevides. Outros cinco artistas foram contemplados com menções honrosas. "O Salão de Humor cresce ano a ano. Cada vez mais investimos na divulga-

Trabalho de Mohammad Aghaei, do Irã, na categoria charge

A tira de Alfredo Hernandez (à direita), outro cubano, também foi premiada

Dario Lázcares, do México, ganhou o prêmio na categoria cartum (esquerda)

ção, e não somente na cidade, mas em todo o País e também no exterior", diz Grosso. Escola - O baiano Tiago Hoisel, vencedor na categoria vanguarda, não cansa de elogiar a organização do Salão e sua importância na formação de dezenas de artistas, muitos deles já consagrados internacionalmente. "Foi a minha escola. Graças ao Salão de Humor de Piracicaba consegui me desenvolver profissionalmente. Estar entre os vencedores deste ano novamente é motivo de grande satisfação para mim", ressalta. O artista, hoje com 27 anos, foi o vencedor no ano passado do Grande Prêmio Salão de Humor de Piracicaba. Este ano, levou o prêmio na categoria vanguarda, cujo tema foi Alimentação. O trabalho digital premiado de Tiago Hoisel apresenta, de forma humorada, um sujeito gordinho correndo atrás de um vendedor de cachorro quente, enquanto os atletas, na pis-

ta, observam admirados a cena que se desenvolve. Mostras - Além do Salão propriamente dito, no Parque Engenho Central, o evento apresenta mostras paralelas. Uma delas é o 9º Salãozinho de Humor de Piracicaba. Voltado para crianças entre 7 e 14 anos, o salãozinho pretende estimular e incentivar o surgimento de novas gerações nas artes gráficas. Na opinião do diretor do Cedhu, há trabalhos que se destacam e já apontam para um amadurecimento artístico, o que demonstra que algumas crianças têm talento para as artes gráficas e poderão pleitear, no futuro, a participação em grandes salões. "O trabalho feito nas escolas foi um grande incentivo para que os jovens mandassem seus trabalhos ao salãozinho. Essa movimentação é muito importante", afirma. A Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi) é uma das entidades que apoia anualmente o Salão de Humor. Para o presidente da

Em busca do cachorro quente: o baiano Tiago Hoisel venceu na categoria vanguarda

Acipi, Jorge Aversa Júnior, a mostra é um dos principais eventos anuais do município e, ao lado do rio Piracicaba, é um grande orgulho para a cidade. "A mostra ajuda a divulgar Piracicaba no mundo todo. Apesar de não ser um evento de massa, atrai turistas de todo o País e do exterior. São pessoas que se hospedam em nossos hotéis e gastam no comércio local", diz. A entidade, em todas as edições, divulga o Salão entre os seus associados.

Caricatura feita por José Válber Benevides, levou o prêmio da Câmara dos Vereadores da cidade

Do Café do Bule para o mundo

O

Salão Internacional de Humor de Piracicaba surgiu em 1974, na época do regime militar, da vontade de se criar uma mostra de humor agregada ao Salão de Arte Contemporânea. A ideia teve como protagonistas um grupo de amigos piracicabanos – jornalistas, intelectuais, artistas, amantes das artes, do humor e da cidade que se reuniam no famoso Café do Bule para trocar ideias sobre a cidade, o Brasil e o mundo. Em 1973, Alceu Marozzi Righeto, Adolpho Queiroz e Carlos Colonnese, levaram a ideia para cartunista Jaguar, no jornal O Pasquim, no Rio de Janeiro. O artista autorizou por escrito que seus desenhos originais fossem entregues pela editora aos piracicabanos para a exposição, mas os mesmos não foram liberados e a mostra não aconteceu. Mesmo sem o sucesso esperado na primeira tentativa, o grupo não desanimou. Com apoio da prefeitura, que investiu CR$ 10 mil no Salão de Fotografia na cidade, o grupo voltou ao Rio e convenceu os editores do Pasquim para a realização de um Salão de Humor em Piracicaba. Em 1974 o primeiro Salão se tornou realidade, com a participação de Millôr, Ziraldo, Zélio, Jaguar, Fortuna e Ciça. O sucesso de público e a qualidade dos trabalhos da primeira edição fez do 2° Salão, em 1975, um grande acontecimento, que resultou na revelação de talentos como Chico Caruso, Alci, Laerte e Angeli. Outros tantos tiveram a sua arte reconhecida ao longo desses 38 anos. Hoje o acervo do Salão de Humor está no Centro Nacional de Pesquisa e Documentação do Humor de Piracicaba. (AA)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

16 -.LOGO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

COSMOGRAFIAS MODERNAS O coletivo artístico CargoCollective criou uma série de ilustrações que mostram Madri e o mundo. Cada desenho – um deles você vê ao lado, os outros, substituindo as duas letras "O" do logotipo da página – foram inspirados nas "Cosmografias", como eram chamados alguns mapas criados pelos monges na Idade Média. Os mapas eram caracterizados por elementos simbólicos ligados a fatos, acontecimentos históricos e dogmas religiosos. Além disso, havia um desinteresse completo em representar o mundo de acordo com proporções e medidas.

D ESIGN

http://cargocollective.com/ c31913#1684515/Cosmographies

T RAGÉDIA

Faltou freio no bonde, diz Crea Cavando luzes Cavar belas luminárias em cabaças é a especialidade da Calabarte. Motivos delicados e complexos criam efeitos luminosos especiais. http://calabar te.com/

G @DGET DU JOUR

U

ma falha no freio. Essa seria a causa do descarrilamento de anteontem do bondinho de Santa Tereza, no Rio. Cinco pessoas morreram – o condutor, uma menina de 13 anos, um casal de idosos e uma pessoa com cerca de 30 anos – e 57 ficaram feridas. A hipótese foi levantada pelo o coordenador da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do

Crea-RJ, Luiz Antonio Cosenza, na manhã de ontem, após uma vistoria. "Me pareceu que o freio foi acionado, mas quando isso acontece, o bonde fica travado. Teriam marcas de frenagem nos trilhos, no solo." A Polícia Civil já concluiu a perícia. O relatório final deve ficar pronto em até 30 dias. Ontem, um grupo de 100 pessoas protestou contra o governador Sérgio Cabral e o se-

cretário estadual dos Transportes, Júlio Lopes. Os manifestantes, que acompanhavam a remoção dos destroços dos veículos da rua, os culpam pelo acidente. O governo do Rio anunciou que o serviço de bondes em Santa Teresa está suspenso até que sejam conhecidas as causas do acidente. O secretário de Transportes admitiu que o bondinho não havia passado por reforma.

Em carta, a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa afirmou que o acidente "não é uma fatalidade, mas uma tragédia anunciada". O texto diz que o descarrilamento ocorreu devido a negligência na manutenção. A carta afirma ainda que acidente recentes, como as mortes da professora Andréa de Jesus e do turista Francês Charles Damien, eram prenúncios da tragédia. (Agências)

S OS MORUMBI A RTE

Nelson Antoine/AE

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Insetos gigantes S EGURANÇA

Nada de usar celular no banco O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (sem partido), sancionou anteontem a lei que proíbe o uso de celulares em bancos e caixas eletrônicos no município. Ela já está em vigor, mas ainda não tem caráter punitivo – as instituições terão um tempo a ser definido para se adaptar às novas regras. A lei, que proibe fazer e receber ligações bem como

mensagens de voz e de texto, prevê multa de R$ 2,5 mil. O valor dobra em caso de reincidência. O principal objetivo é diminuir assaltos a clientes na saída das agências bancárias. Essa proibição já é lei municipal em Franca e em Campinas. Entre as capitais, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador também têm legislação semelhante. (AE)

V INHOS

E M

'Chega de Violência' Moradores do bairro do Morumbi, na zona oeste de SP, fizeram, na manhã de ontem, um protesto contra os altos índices de violência registrados na região. Intitulada "SOS Morumbi – Chega de Violência", a manifestação reuniu cerca de 2.500 pessoas na praça Vinícius de Morais, nas

proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Com faixas e cartazes, os manifestantes deram um abraço simbólico na praça, onde ficaram por quase uma hora e meia. Os moradores reivindicam a presença de mais policiais no bairro, uma melhor administração

pública e a instalação de uma base policial. Um levantamento divulgado pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, revela que, só no primeiro semestre deste ano, foram registrados na região 171 casos de lesão dolosa, 1.131 roubos e 316 furtos de veículos. (Folhapress)

C A R T A Z

O fotógrafo científico Steve Gschmeissner é apaixonado pelo seu trabalho. Registra imagens de incontáveis espécies todos os dias. Aqueles que ele considera mais bonitos ou com detalhes mais interessantes, ele transforma em gigantes usando um sistema especial – o Scanning Electron Microscope (SEM) – para ampliar as imagens mais de um milhão de vezes. Revelando detalhes até assustadores, o resultado tem um efeito surpreendente. http://bit.ly/nw5qCk

D ESCOBERTA Zoo de Whasington/divulgação

Chet Baker rima com Chardonnay

Acontece hoje no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, e amanhã no MAM, no Rio, o evento Winelounge, organizado pela importadora Winebrands. A proposta é promover o encontro de 11 produtores das principais regiões vinícolas do mundo com sommeliers, chefs, executivos e imprensa em palestras sobre o mercado vinícola e as características de cada vinho, com momentos de degustação. Para acompanhar a experiência foi criada uma programação musical com o objetivo de estimular os sentidos dos convidados. A playlist foi personalizada para cada uma das uvas, de acordo com as principais características das cepas. Chet Baker e Stancey Kent, por exemplo, foram harmonizados à uva Chardonnay, cujo perfil leve e frutado combina com o jazz.

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Em nome da tradição (e para compensar o uso excessivo de computadores), China terá mais aulas de caligrafia.

L

Faria Lima, 2705, Jardim Europa.

FOTOGRAFIA

Mostra reúne fotografias clicadas por Pedro Martinelli. No estudiobola. Rua Presidente Antônio Candido, 228, Alto da Lapa.

L

Winelounge, hoje, das 15h às 21h. Museu da Casa Brasileira - Av. Brig.

Terremoto? No zoo um alerta precoce.

Brasil quer conquistar, no Mercosul, o direito de elevar tarifas de 100 produtos, mas rechaça o protecionismo.

O orangotango Kyle (foto) e o gorila Kojo, ambos do National Zoological Park de Washington, D.C., abandonaram o almoço e treparam até o topo de uma estrutura que imita uma árvore. A gorila Mandara os imitou, mas antes correu para pegar seu filhote, Kibbi. Em menos de dez segundos, a terra tremeu. As vibrações foram captadas antes pelos grandes macacos. Os humanos só perceberam o raro terremoto de 5.8 na costa leste dos EUA, com centro em Virginia, quando tudo em volta balançou. A orangotango Iris passou a vocalizar gases, ruído só ouvido em situações de extrema irritação. Nenhum animal ficou ferido no terremoto Ser viço:http://nationalzoo.si.edu/


e CAIXA 1

AGENDA

conomia

O seu consultor financeiro

30

31

1

Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o resultado do IGP-M do mês de agosto

Sai a Pesquisa Industrial nacional, do IBGE, referente a julho.

O MDIC anuncia os dados de comércio exterior de agosto

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Comprar, comprar, comprar: pode ser sinal de problemas.

Compulsão por compras tem semelhanças com a falta de controle com comida, álcool e drogas.

ADRIANA GAVAÇA

F

icar no vermelho no cartão, emitir cheques sem fundos ou estourar repetidas vezes a conta – podem ser sinais não só de um descontrole passageiro. Pessoas que volta e meia se veem diante desses problemas p o d e m s o f r e r, muitas vezes sem s a b e r, d e u m a doença tão perversa quanto o alcoo-

lismo ou o consumo de drogas: a compulsão por compras, conhecida no meio médico como oneomania. Quem é comprador compulsivo funciona como alguém que não consegue parar de comer, mesmo sabendo dos prejuízos que pode ter. "A pessoa passa a ter uma preocupação constante com o ato de comprar e o dinheiro passa a não ser um limitador. Ela começa a criar formas de crédito alternativas, como pegar empréstimos com familiares e amigos. Com o tempo, a pessoa vai se tornando evasiva; quando não está comprando fica irritada, o que tem impacto nas relações pessoais e profissionais", relata a psicóloga do Ambulatório dos Impulsos do Inst i t u t o d e P s iquiatria do Hospital das Clínicas e dire t o r a - e x ecutiva da

Arte: MAX

É engraçado só na ficção

(11)

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drogas. "Mas fui a primeira a utilizar esse tipo de serviço para tratar a compulsão por compras", relata. No meio do caminho, entre a dependência e o tratamento, Vitória afirma que cometeu vários deslizes. "Sabe uma pessoa que está de regime e no meio da noite acorda para comer brigadeiro? Fiz o mesmo, só que de forma diferente. Roubei dinheiro de dentro da carteira do meu marido diversas vezes para sustentar meu vício e cheguei a culpar funcionários que trabalhavam em casa. Até que ele se cansou desta situação e pediu a separação", relembra. O divórcio ocorreu há quatro anos. Nos dois primeiros, a guarda da filha, de três anos, ficou com o marido. Só há dois anos ela voltou a conseguir a guarda compartilhada. "Foi o amor pela minha filha que me fez levar adiante o tratamento. Sem ela e o apoio dos Devedores Anônimos não teria conseguido sair dessa situação. Hoje faz três anos que não compro nada por impulso", conta.

Ambulatório dos Impulsos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas Tratamento de pessoas com transtornos por impulso Tel.: 3069-8045 Associação Comercial de São Paulo Como limpar o seu nome www.acsp.com.br

A origem da doença quase sempre está associada a problemas mal resolvidos, traumas gerados na infância, decepções amorosas, quadros mais graves de depressão. Para descobrir se (e quando) a linha do consumo natural foi ultrapassada, não basta estar endividado. "Há pessoas que foram compulsivas por décadas sem ficar endividadas. O endividamento é só mais um dos sintomas que pode ou não ocorrer com a doença", explica Tatiana. Daí a dificuldade em convencer essa pessoa de que está doente. "É muito mais fácil ela perceber que necessita de ajuda quando a doença inclui dívidas. É o mesmo que a compulsão por comida, em que a pessoa só reconhece como um problema de saúde quando já está muito obesa", diz a psicóloga do Hospital das Clínicas. Denise, da PUC-SP, lista como sintoma a compra constante de produtos, quase diária, muitas vezes de artigos sem utilidade – como utensílios de cozinha para quem não faz as refeições em casa. Sensação de arrependimento ao fim da compra é outro sinal. "Há quem esconda o produto para tentar esquecer o que fez." A compulsão também envolve uso indiscriminado de ferramentas de crédito. O tratamento, no caso da oniomania, se dá por meio de medicação e terapia. Mas não é só isso que contribui para a melhora: sem a ajuda de um consultor financeiro dificilmente a pessoa conseguirá se reerguer. O consultor não precisa ser necessariamente um profissional qualificado. Um amigo ou familiar pode fazer esse papel, auxiliando o doente em sua "dieta financeira".

Associação Viver Bem Ajuda profissional a pessoas com transtornos por impulso e familiares www.associacao viverbem.org.br Devedores Anônimos Horários e locais das reuniões: www.devedor esanonimos-sp.com.br Dinheiro Inteligente Consultoria de finanças pessoais www.dinheiro inteligente.com.br

"Assim como em um regime alimentar, deve-se cortar primeiro as calorias – nesse caso são os meios de crédito – e tomar medicação para aliviar os sintomas de angústia. E devese participar de sessões com psicólogo ou psiquiatra, dependendo do estágio em que a doença está", diz Tatiana. "Reeducação financeira" Na avaliação da consultora de finanças e sócio-diretora do site Dinheiro Inteligente, Evanilda Rocha, o ideal seria que as pessoas buscassem ajuda antes de terem problemas mais sérios, como alto nível de endividamento, inadimplência, nome negativado. Para os que já enfrentam o problema, a especialista também defende uma espécie de reeducação financeira, semelhante a uma reeducação alimentar para quem sofre com obesidade. Nesse processo, a pessoa decide quais são as prioridades de pagamento e traça metas para o futuro. DC

do de reconhecer na personaAssim como no filme, Vitória gem algo que um dia já fez parte só passou a enfrentar o probleda minha vida." O relato é de Vi- ma quando todo o histórico da tória (nome fictício), de 42 anos. doença foi descoberto. "Fui conEla participa das reuniões dos vidada para um congresso inDevedores Anônimos em São ternacional pela empresa em Paulo na tentativa de controlar que trabalhava. Eles pagaram sua doença. toda viagem, fecharam com o Há cerca de seis hotel e me colocaanos Vitória receram como reprebeu o diagnóstico sentante da comde compulsão por panhia. Na última Minha compras. Foram hora tive que adcompulsão quase duas décamitir que não popor compras deria ir. A empresa das de sofrimento arruinou antes de descobrir exigia que os gase começar a tratar o tos fossem efetuaminha vida problema. "Não dos em meu carfamiliar. sem antes arruinar tão para que deCOMPULSIVA minha vida famipois fosse feito o EM TRATAMENTO liar", confessa. ressarcimento no Ela perdeu as Brasil. Confessei contas de quantas que não tinha vezes seu nome foi parar em ca- mais cartão em meu nome. Para dastros de negativação de cré- minha eterna vergonha, puxadito ou de quantas mentiras in- ram uma ficha cadastral minha e ventou para comprar. "Pedia di- descobriram toda verdade", nheiro para amigos, dizendo conta Vitória. que era para comprar remédios Emocionada, ela diz que essa para minha filha, quando na ver- empresa tinha programas de dade era para pagar uma bolsa ajuda profissional para vários tiou sapatos novos", admite. po de vícios, como em álcool e

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DC

E

mbora o filme "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom", de 2009, seja classificado como "comédia romântica", para quem padece do mal da compulsão por compras o que é relatado na ficção não tem nada de engraçado. No filme, a jovem Rebecca Bloomwood trabalha como colunista em uma revista de finanças – mesmo sem entender nada do assunto. O que ninguém sabe é que Becky, como é conhecida, sofre de compulsão por compras. Endividada por causa de seu vício, ela é perseguida por cobradores, que colocam em risco sua credibilidade de consultora financeira. No filme, a personagem procura ajuda em um grupo de devedores anônimos, mas quando já era tarde – Becky já havia magoado amigos e familiares. "Chorei muito ao assistir a esse o filme porque me identifiquei demais com a personagem. Uma amiga já havia me presenteado com os livros da série, mas não fui capaz de abrilos. Fiquei justamente com me-

Associação Viver Bem, Tatiana Filomensky. Não há estatísticas no País sobre o número de pessoas que receberam o diagnóstico, e já se sabe que o mal atinge homens e mulheres. A diferença está na maneira de gastar. "Enquanto a mulher compra roupas, sapatos, acessórios, coisas para os filhos e casa, o homem se concentra em itens de maior valor, como carros, eletroeletrônicos, ou desenvolve compulsão por alguma coleção", diz a professora do curso de pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP, Denise Guimenez Ramos.

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18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011


sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

DIÁRIO DO COMÉRCIO

e Arteplex: um caso de amor ao cinema.

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Eu pensei que me aposentaria na Paris Filmes. Eli Jorge Lins de Lima, presidente da rede Arteplex

conomia

Fundador e presidente começou como faxineiro no Cine Paris, em São Paulo. Com seu empreendedorismo, fundou cadeia de exibição. Neide Martingo

A

paixão do empresário Eli Jorge Lins de Lima, de 63 anos, pelo cinema parece uma história exibida na telona. Tudo começou quando ele era ainda menino, vivendo em Caruaru, no interior de Pernambuco. Com dez anos de idade, o garoto foi levado pela

vizinha, que não podia sair sozinha com o namorado, para assistir a um bangue-bangue estrelado pelo herói Roy Rogers. O filme o impressionou profundamente e, a partir daquele momento, o cinema ganharia cada vez mais espaço em sua vida. Décadas depois, já morando

Paulo Pampolin/Hype

Paixão à sétima arte norteou a carreira do empresário

em São Paulo, Lima deixou um Faxineiro – O primeiro ememprego para fundar a rede prego de Lima em um cinema Arteplex de cinemas – um ne- foi no Cine Cairo, no Centro, gócio que atualmente tem 44 onde trabalhou como faxineiunidades espalhadas em vá- ro, no período da madrugada. rias partes do País. Mas a ascensão foi rápida: o gaO empreendedor lembra roto passou a ser porteiro e decom alegria da infância, quan- pois, lanterninha. Já no Cine do remexia as latas de lixo dos Paris foi contratado como encinemas em Caruaru para re- carregado – porém, teve que colher partes estragadas dos "burlar" a legislação, pois era filmes. Naquele tempo, esses menor de idade e não poderia "quadrinhos" eram descarta- ser efetivado. dos, mas podiam ser emendaO cargo de gerente foi ocudos. E esse era exatamente o pado no Cine Arizona. Depois, objeito do garotornou-se geto, que já era rente de venum apaixonadas da Paris do pelos filmes Filmes. Foi produzidos na quando Lima época por Holcomeçou a ser lywood. empresário. cinemas " O q u a d r iEle soube de nho era colocauma boa oporintegram do no furo feito tunidade no atualmente a rede em uma caixa interior do Esda Arteplex, de sapato. Com tado de São uma lâmpada e Paulo. O Cine que abrange um espelho, São Luiz, em diversas partes conseguia faPoços de Caldo País zer com que a das, ia fechar e imagem fosse dar lugar a um p ro j e t a d a n a estacionamenparede. As moças adoravam e to. Lima alugou o imóvel e naspagavam uma quantia que ho- ceu no local a primeira unidaje deve ser de R$ 0,50 para ver de da rede Arteplex. atores como Rock Hudson", A experiência foi tão positidisse Lima. va que a segunda unidade da Em 1966, ele deixou Per- rede foi inaugurada em Espírinambuco e veio trabalhar em to Santo do Pinhal, no interior São Paulo como office-boy. Fi- paulista, e a terceira em Camcou dois anos na Capital pau- pestre, Minas Gerais. E Lima lista e acabou voltando para não parou mais. A ponto de ter Caruaru. Mas lá, na terra natal, que pedir demissão da Paris refez seus planos e voltou de Filmes – ele não tinha mais vez para São Paulo. tempo para se dedicar à em-

Meu sonho é ver os cinemas do Centro de São Paulo funcionando.

44

ELI JORGE LINS DE LIMA, PRESIDENTE DA ARTEPLEX

presa. "Eu pensei que me aposentaria na Paris Filmes", disse. Hoje, é o presidente de seu próprio negócio. "Quando olho para trás e me deparo com minha trajetória de vida fico emocionado. Os meus três filhos são também apaixonados por cinema. Um deles, o Márcio, é meu braço direito na empresa", contou. Hoje Lima preside o Sindicato dos Exibidores do Estado de São Paulo. Ele diz que o clima entre os associados é de grande cordialidade – e, quando há uma reunião, não existe a "concorrência" de mercado: os representantes do Cinemark e

do Cinépolis, por exemplo, convivem em harmonia. Interior – Mas, para enfrentar as grandes redes, a Arteplex decidiu apostar no interior de São Paulo, como Suzano, Mogi das Cruzes, Lavras; além de outras regiões do País, como Caruaru, onde nasceu o empreendedor. "Meu sonho é ver os cinemas do Centro de São Paulo funcionando. O Marrocos, o Cairo, Saci, Olido, Regina, estão parados. Quem sabe eu verei os filmes com os atores que gosto, como Mel Gibson e Catherine Zeta-Jones, atuando nas telas do Centro?"


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

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Os números mostram a magnitude do setor de serviços. Guilherme Telles, do IBGE

conomia

Vending machines se sofisticam A família das máquinas automáticas de café se diversifica com outros produtos, e a estimativa é de que o ramo deve ter expansão de pelo menos 10% neste ano. Fátima Lourenço Newton Santos/ Hype

Verônica Zago oferece soluções diversas para o tipo de café expresso que o comerciante de restaurante, bar ou loja quer ter em seu negócio.

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SEGUNDA-FEIRA, 29 DE AGOSTO DE 2011

EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL QUE REMETE MERCADORIAS ADQUIRIDAS DE TERCEIROS, PARA O CANTEIRO DE OBRAS, ESTA SUJEITA AO ICMS? Não. A aplicação de mercadorias em obras consideradas como “construção civil” por empresa devidamente habilitada para a prática dessa atividade,não é tributada pelo ICMS,devendo a nota fiscal ser emitida sem destaque desse imposto e com a expressão “Não incidência do ICMS conforme artigo 2º, inciso II do Anexo XI do RICMS/2000”. Fundamento legal: citado no texto. BASE DE CÁLCULO DO AVISO-PRÉVIO Em uma rescisão contratual na qual a empresa pagará o Aviso Prévio, a média dos salários dos últimos 12 meses entraram no pagamento do aviso? Caso isso ocorra, como é feito esse cálculo? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. ABANO DE FALTAS DEVIDO À CIRURGIA ESTÉTICA Funcionária vai realizar cirurgia para implante estético e o médico informa que não tem como dar atestado médico, em virtude de não existir C.I.D, para estética.Como abonar as faltas? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. TRABALHAR NO EXTERIOR Empresa precisa mandar um funcionário para trabalhar no exterior, quais os adicionais que esse funcionário tem direito? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao]. EMPRESA PODE CONCEDER LICENÇA REMUNERADA E NA OCASIÃO DAS FÉRIAS, FAZER A COMPENSAÇÃO? Esclarecemos que a licença remunerada será concedida por ato do empregador,nãopodendoserdescontadaoucompensadacomasférias do empregado,conforme inteligência do artigo 130,§ 1º da CLT. INCAPACIDADE PARA TRABALHAR Empregada entrou com pedido de auxilio doença na previdência social, a perícia médica constatou a incapacidade para trabalhar, mas o beneficio não poderá ser concedido, pelo motivo da falta de carência, (nº de recolhimentos para ter direito ao beneficio), nesta situação, a empresa poderá demiti-la? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao]. TEMPO DE SERVIÇO O aviso-prévio integra o tempo de serviço? Saiba mais acessando a íntegra no site: [www.empresario.com.br/legislacao].

Número de empresas do setor era de 918,2 mil em 2009

A

impor tância crescente do setor de serviços não foi afetada nem com a crise de 2009 e chegou, naquele ano, a 918,2 mil empresas no País, sem contar o segmento financeiro. Por sua dependência do mercado interno, o segmento sofreu menos durante a eclosão da crise econômica mundial do que o setor industrial, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços, referente a 2009, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita operacional líquida do setor de serviços cresceu 10,9% em 2009 ante 2008. O crescimento em 2008 ante 2007 foi maior, de 18%. "A variação na receita nominal não foi tão grande quanto a registrada em 2008, mas ainda assim é significativa frente aos

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outros setores da economia brasileira", disse o economista Guilherme Telles, analista do IBGE. A receita operacional líquida – diferença entre a receita bruta e o pagamento de impostos, abatimentos, descontos e vendas canceladas – alcançou R$ 745,4 bilhões, enquanto o valor adicionado – o valor bruto da produção menos o consumo intermediário – foi de R$ 418,1 bilhões. As empresas de serviços ocuparam 9,7 milhões de pessoas no ano e pagaram R$ 143,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. "Os números mostram a magnitude do segmento", ressaltou Telles. No entanto, uma pequena fatia delas, as empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, 5,5% do total, foi responsável pela maior DC

ANO XXV ANO XXV

Máquina de venda de saladas de atum foi incrementada com um aquário e é colocada em academias.

Crise não detém força do setor de serviços

2010

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Já há até, mencionou o empresário, equipamento utilizado para posicionar uma marca, como fez a Gomes da Costa. A empresa dotou uma máquina de aquário vivo e com ela percorre academias de ginástica, desde abril, para vender sua linha de saladas de atum. Agenda – Os interessados no segmento têm a oportunidade de se atualizar sobre o setor entre 24 e 25 de outubro, durante a nona versão da Expovending & Office Coffee Service, que acontecerá em São Paulo. A feira reúne fabricantes de máquinas e outros empresários do ramo.

com 9%); e outras operações – que incluem itens como livros, pizzas e gelo (3%). Dall'Olio estimou que atualmente os refrigerantes e snacks, juntos, já representam 30%, e as bebidas quentes, cerca de 65%. Tendências – A diversificação do mix de produtos oferecidos nessas máquinas (já há venda de livros e óculos, por exemplo) é uma das tendências para o mercado nacional, comentou o presidente da Event Planning Solutions (EPS), Carlos Agusto Militelli, responsável pela organização anual da feira Expovending & Office Coffee Service.

Divulgação

A

Associação BrasiCafé expresso – Verônica l e i r a d e Ve n d a s Koenigstein Zago, por exemAutomáticas (AB- plo, atua como pequena operaVA) estima que o dora de vending machine desfaturamento anual das opera- de 2006, "com a proposta de doras do chamado setor de oferecer uma solução em café vending machine cresça entre expresso para o cliente", con10% e 12% em 2011, patamar forme sua definição. Entre os semelhante ao do ano passado, cliente da sua OCS Solutions quando os empresários do ra- estão estabelecimentos como mo contabilizaram receita de restaurantes, bares, lojas em R$ 250 milhões. Há espaço pa- geral, clínicas e escritórios de ra crescer impulsionado pela advocacia. Para eles Verônica demanda, porque o brasileiro aluga (e também vende ou cejá está mais familiarizado com de em comodato) as máquinas, o autosserviço, e também com além de fornecer insumos e a abertura de novos negócios, prestar assistência técnica. De acordo com a empresáanalisou o presidente da entidade, Yves Dalton Dall´Olio, ria, o segredo para conquistar a também diretor da divisão de fidelidade da clientela, em um vending service da italian Cof- mercado tão pressionado pela fe, uma das grandes operado- concorrência dos grandes grupos, é manter o atendimento ras em atividade no País. Dall'Olio comentou que personalizado. O projeto de Verônica inclui apenas 15% do potencial do mercado brasileiro de vendas a ampliação de sua carteira de clientes ainda por meio de neste ano, mas máquinas audentro de um tomáticas é exlimite que perp l o r a d o c omercialmente. Nos Estados Unidos m i t a q u e e l a Para se ter uma havia 55 milhões de consiga se diferenciar pelo ideia, ele disse máquinas no ano atendimento. que nos Estapassado e no Brasil R e cé m - i ns t ados Unidos o número é de lada em nova h a v i a 5 5 m isede na zona lhões de máapenas 70 mil a 80 Oeste da Capiquinas no ano mil unidades. tal, ela conta passado, enYVES DALL'OLIO, DA ABVA que o dinheiro quanto no Brado vending sil esse númemachine lhe ro variou de 70 possibilitou a mudança e a mil a 80 mil unidades. Em linhas gerais, o empresá- abertura, junto com o novo rio operador desse tipo de ne- show room, de uma loja de café gócio aluga, cede em comoda- (com oferta de variações do to ou vende as máquinas, além produto e acessórios afins). O serviço de café ainda é prede oferecer manutenção do equipamento. Além disso, dominante nesse mercado. O muitas vezes abastece a opera- último censo realizado pela ção com insumos. No âmbito ABVA, de 2008, mostrou lidenacional, 12 grandes operado- rança das máquinas de bebires disputam o mercado, co- das quentes, com 62% das unimentou o presidente da AB- dades instaladas, seguidas peVA. "Mas também há empre- las de snacks (14%); refrigeransas de menor porte, algumas tes e bebidas geladas (12%); alimentos (refeições prontas, com atuação regional."

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9,7 milhões de pessoas foram empregadas pelo segmento de serviços brasileiro em 2009, sem contar o setor financeiro.

parte da receita, empregos e remunerações. Ao todo, essas empresas (50,6 mil) representaram 78,7% da receita operacional líquida (R$ 586,3 bilhões), 75,2% do valor adicionado, 65,8% do pessoal ocupado e 77,4% dos salários, retiradas e outras remunerações. As empresas do

segmento de "serviços prestados principalmente às famílias" foram mais numerosas, somando 288.286 unidades, ou 31,4% do total das companhias de serviços. Entretanto, as empresas de "serviços profissionais, administrativos e complementares" responderam por 3,89 milhões de pessoas ocupadas, 40,2% do total. Essas companhias também pagaram R$ 49,3 bilhões em remunerações, ou 34,3% da massa salarial, e R$ 133,5 bilhões de valor adicionado do setor – 31,9% do total. A receita operacional líquida das atividades imobiliárias teve a maior alta em 2009, de 23,8%, seguida pela dos serviços prestados às famílias, como alimentação, com 21,2%. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

RELAT DIRET RELA DA A DIRE TORIA TÓRIO D Senhores Acionistas: Apresentamos as Demonstrações Contábeis do Banco Itaú BBA S.A. (ITAÚ BBA) relativas aos períodos de 01/01 a 30/06 de 2011 e de 2010, os quais seguem os dispositivos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e do Conselho Monetário Nacional (CMN). RESULT ADO PA RESUL TAD OEP ATRIMÔNIO LÍQUID LÍQUIDO O O lucro líquido do ITAÚ BBA no período alcançou R$ 771 milhões e o patrimônio líquido R$ 5.882 milhões. O lucro líquido por ação foi de R$ 72,98, enquanto seu valor patrimonial por ação atingiu R$ 556,50. ATIVOS E RECURSOS C CAPT APTAD ADOS APT AD OS Os ativos totalizaram R$ 170.133 milhões e estavam substancialmente formados por R$ 90.109 milhões de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos e R$ 71.986 milhões de Operações de Crédito, Operações de Arrendamento Mercantil Financeiro e Carteira de Câmbio. Os Recursos Captados representaram R$ 153.574 milhões. BALANÇO PA OP BALANÇ ATRIMONIAL (Em Milhares de Reais) ATIVO CIRCULANTE ................................................................................................. DISPONIBILIDADES DISPONIBILID ADES ................................................................................ APLICA INTERFINANCEIRAS APLIC AÇÕES INTERFINANCEIR AS DE LIQUIDEZ ....................... Aplicações no Mercado Aberto ........................................................ Aplicações em Depósitos Interfinanceiros .................................. ALORES TÍTUL TÍTULOS OS E VAL ORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENT INSTRUMENTOS OS DERIVA FINANCEIROS DERIV ATIVOS ........................................................... Carteira Própria ...................................................................................... Vinculados a Compromissos de Recompra ................................. Vinculados a Prestação de Garantias ............................................. Vinculados ao Banco Central ............................................................ Títulos Objeto de Operações Compromissadas com Livre Movimentação .................................................................................... Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................... ÇÕES INTERFINANCEIR RELAÇ INTERFINANCEIRAS RELA AS ......................................................... Pagamentos e Recebimentos a Liquidar ...................................... Depósitos no Banco Central ............................................................. Correspondentes .................................................................................. RELAÇ ansfer erências RELA ÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS - Transf er ências I nter ernas Recursos nas de R ecursos ......................................................................... OPERA OPER AÇÕES DE CRÉDIT CRÉDITO O .................................................................... Operações de Crédito .......................................................................... (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) .............................................................................................. OPERA ARRENDA MENTO MERCANTIL OPER AÇÕES DE ARREND AMENT O MERC ANTIL ......................... Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido ............ (Rendas a Apropriar e Valor Residual a Balancear) .................... (Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa) ....................................................................... OUTROS CRÉDIT CRÉDITOS OS ................................................................................ Carteira de Câmbio .............................................................................. Rendas a Receber .................................................................................. Negociação e Intermediação de Valores ...................................... Diversos .................................................................................................... (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) ...... ALORES OUTROS VAL ORES E BENS ................................................................... Outros Valores e Bens .......................................................................... Despesas Antecipadas ........................................................................ O ............................................................ PRAZ AZO REALIZÁ REALIZÁVEL VEL A LLONGO ONGO PR AZ APLICA INTERFINANCEIRAS APLIC AÇÕES INTERFINANCEIR AS DE LIQUIDEZ ....................... Aplicações no Mercado Aberto ........................................................ Aplicações em Depósitos Interfinanceiros .................................. ALORES TÍTULOS OS E VAL ORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENT INSTRUMENTOS OS TÍTUL DERIVA ATIVOS ........................................................... FINANCEIROS DERIV Carteira Própria ...................................................................................... Vinculados a Compromissos de Recompra ................................. Vinculados a Prestação de Garantias ............................................. Instrumentos Financeiros Derivativos ........................................... OPERA OPER AÇÕES DE CRÉDIT CRÉDITO O .................................................................... Operações de Crédito .......................................................................... (Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa) .............................................................................................. OPERA ARRENDA MENTO MERCANTIL OPER AÇÕES DE ARREND AMENT O MERC ANTIL ......................... Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido ............ (Rendas a Apropriar e Valor Residual a Balancear) .................... (Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa) ....................................................................... OUTROS CRÉDIT CRÉDITOS OS ................................................................................ Carteira de Câmbio .............................................................................. Rendas a Receber .................................................................................. Diversos .................................................................................................... (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) ...... ALORES Despesas Anttecipadas ............... ORES E BENS - D OUTROS VAL espesas An PERMANENTE ANENTE ............................................................................................... PERM INVESTIMENTOS INVESTIMENT OS ...................................................................................... Participação em Coligada e Controlada ....................................... No País .................................................................................................... No Exterior ............................................................................................ Outros Investimentos .......................................................................... (Provisões para Perdas) ....................................................................... IMOBILIZADO DE USO .......................................................................... Imóveis de Uso ...................................................................................... Outras Imobilizações de Uso ............................................................ (Depreciações Acumuladas) ............................................................. IMOBILIZADO ARRENDA MENTO O DE ARREND AMENT O ............................................... IMOBILIZAD Bens Arrendados ................................................................................... (Depreciações Acumuladas) ............................................................. INTANGÍVEL ANGÍVEL ............................................................................................... INT Direitos por Aquisição de Folhas de Pagamento ....................... Outros Ativos Intangíveis ................................................................... (Amortização Acumulada) ................................................................. TOTAL D DO ATIVO OA TIVO .........................................................................................

ECONOMIA/LEGAIS - 21

CNPJ nº 17.298.092/0001-30 BACEN CIRCULAR 3.068/01 - BA CEN O ITAÚ BBA declara ter capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos assim classificados, no montante de R$ 52 milhões, representando apenas 0,1% do total de títulos e valores mobiliários. AGR GRADECIMENT ADECIMENTOS ADECIMENT OS Agradecemos aos senhores acionistas a confiança e apoio indispensáveis para o desenvolvimento contínuo alcançado pelo ITAÚ BBA. Aos funcionários e colaboradores expressamos reconhecimento por seu empenho e dedicação. Aos clientes, nossos agradecimentos pela confiança e fidelidade, que procuramos retribuir com produtos, serviços e atendimento diferenciados. São Paulo, 17 de agosto de 2011. A Administração O (Em Milhares de Reais) DEMONSTRA DO RESULT ADO DEMONSTR AÇ Ã O D O RESUL TAD

NOT NO TAS 3a 3a, 3b e 5

3c,, 3d e 6 3c

3e,, 3g e 7 3e

3f,, 3g e 7d 3f

8

11a 3g e 7e 3h

3b e 5

3c,, 3d e 6 3c

3e,, 3g e 7 3e

3f,, 3g e 7d 3f

8 11a 3g e 7e 3h 3i 13 I

3j

3k,, 3l e 7d 3k

3m e 13 II

30/06/2011 107.472.326 480.831 25.599.270 9.325.106 16.274.164

30/06/2010 96.464.669 259.692 34.586.178 11.287.469 23.298.709

35.638.996 9.884.431 18.848.034 2.594.859 –.–

28.516.706 8.872.159 13.220.089 2.988.311 1.104

3.935 4.307.737 3.585.500 97 3.415.439 169.964

–.– 3.435.043 1.109.670 42 965.405 144.223

1.165 25.639.672 25.930.370

3.628 20.252.970 20.800.239

(290.698) 3.103 1.358.892 (1.292.354)

(547.269) 8.029 1.280.986 (1.204.664)

(63.435) 16.490.136 13.529.328 66.773 1.251.825 1.811.747 (169.537) 33.653 4.189 29.464 57.064.409 5.562.520 5.012.678 549.842

(68.293) 11.674.564 9.753.214 19.891 387.365 1.551.308 (37.214) 53.232 17.460 35.772 54.560.529 16.521.376 11.677.252 4.844.124

23.308.359 6.717.156 13.646.437 331.273 2.613.493 26.551.985 26.945.312

17.565.375 2.630.853 13.489.719 27.738 1.417.065 19.840.240 21.204.864

(393.327) 47.180 3.555.344 (3.484.417)

(1.364.624) 95.119 4.633.532 (4.521.555)

(23.747) (16.858) 1.582.612 510.095 750.092 101.245 2.604 20.863 833.013 388.520 (3.097) (533) 11.753 28.324 5.596.586 6.275.942 206.921 232.456 71.923 132.209 69.945 130.634 1.978 1.575 149.805 103.401 (14.807) (3.154) 123.449 94.282 4.958 4.958 214.510 161.341 (96.019) (72.017) 4.111.095 4.662.741 3.903.088 4.460.193 208.007 202.548 1.155.121 1.286.463 270 270 2.479.213 2.179.213 (1.324.362) (893.020) 170.133.321 157.301.140

NOT PASSIVO NO TAS 30/06/2011 CIRCULANTE ................................................................................................. 121.034.628 DEPÓSIT DEPÓSITOS OS ................................................................................................ 3b e 9 51.500.749 Depósitos à Vista ................................................................................... 2.164.900 Depósitos Interfinanceiros ................................................................ 28.428.012 Depósitos a Prazo ................................................................................. 20.907.837 Outros Depósitos .................................................................................. –.– CAPT APTA MERCAD ADO ABERT AÇÕES NO MERC AD O ABER TO ............................................... 3b e 9 28.498.352 Carteira Própria ...................................................................................... 18.580.850 Carteira de Terceiros ............................................................................. 8.748.691 Carteira Livre Movimentação ........................................................... 1.168.811 ACEITES EMISSÃO RECURSOS DE A CEITES E EMISSÃ O DE TÍTUL TÍTULOS OS ....................... 3b e 9 5.750.631 Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares ............................................................................. 2.236.509 Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior ....... 3.514.122 RELAÇ INTERFINANCEIRAS RELA ÇÕES INTERFINANCEIR AS ......................................................... 8.718 Recebimentos e Pagamentos a Liquidar ...................................... 4 Repasses Interfinanceiros .................................................................. 8.714 RELAÇ Recursos RELA ÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS - R ecursos em Trânsit ânsito ercceir eiros os ......................................................................... 1.427.850 o de Ter OBRIGAÇ OBRIGA ÇÕES POR EMPRÉSTIMOS ................................................... 3b e 9 9.867.982 Empréstimos no País - Outras Instituições ................................... –.– Empréstimos no Exterior .................................................................... 9.867.982 OBRIGAÇ REPASSES DO PAÍS OBRIGA ÇÕES POR REP OP AÍS ........................................... 3b e 9 4.886.767 ASSES D Tesouro Nacional ................................................................................... 548 BNDES ....................................................................................................... 1.268.595 CEF ............................................................................................................. 15.026 FINAME ..................................................................................................... 3.527.150 Outras Instituições ................................................................................ 75.448 INSTRUMENTOS DERIVA INSTRUMENT OS FINANCEIROS DERIV ATIVOS ............................ 3d e 6b 3.824.825 OUTRAS OBRIGAÇ AS OBRIGA OUTR ÇÕES .......................................................................... 15.268.754 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados ............ 319.916 Carteira de Câmbio .............................................................................. 8 11.463.915 Sociais e Estatutárias ............................................................................ 683.935 Fiscais e Previdenciárias ..................................................................... 3o, 3p e 12c 1.035.120 Negociação e Intermediação de Valores ...................................... 1.062.239 Credores por Antecipação de Valor Residual .............................. 3f e 7d 552.996 Diversas .................................................................................................... 11b 150.633 O ................................................................... PRAZ AZO EXIGÍVEL A LLONGO ONGO PR AZ 43.103.226 DEPÓSIT DEPÓSITOS OS ................................................................................................ 3b e 9 8.029.614 Depósitos Interfinanceiros ................................................................ 1.534.555 Depósitos a Prazo ................................................................................. 6.495.059 CAPT APTA MERCAD ADO ABERT AÇÕES NO MERC AD O ABER TO ............................................... 3b e 9 17.348.833 Carteira Própria ...................................................................................... 15.856.213 Carteira de Terceiros ............................................................................. –.– Carteira Livre Movimentação ........................................................... 1.492.620 ACEITES EMISSÃO RECURSOS DE A CEITES E EMISSÃ O DE TÍTUL TÍTULOS OS ....................... 3b e 9 1.014.240 Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares ............................................................................. –.– Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior ....... 1.014.240 RELAÇ INTERFINANCEIRAS Repasses erfinanc financeir eiros RELA ÇÕES INTERFINANCEIR AS - R epasses IIn n ter os 12.938 financ eir OBRIGAÇ OBRIGA ÇÕES POR EMPRÉSTIMOS ................................................... 3b e 9 1.075.469 Empréstimos no País - Outras Instituições ................................... 1.564 Empréstimos no Exterior .................................................................... 1.073.905 OBRIGAÇ REPASSES DO PAÍS OBRIGA ÇÕES POR REP ASSES D OP AÍS ........................................... 3b e 9 11.044.402 Tesouro Nacional ................................................................................... 2.193 BNDES ....................................................................................................... 3.900.792 CEF ............................................................................................................. 55.937 FINAME ..................................................................................................... 7.085.480 INSTRUMENTOS DERIVA INSTRUMENT OS FINANCEIROS DERIV ATIVOS ............................ 3d e 6b 1.695.511 OUTRAS OBRIGAÇ OUTR AS OBRIGA ÇÕES .......................................................................... 2.882.219 Carteira de Câmbio .............................................................................. 8 749.824 Sociais e Estatutárias ............................................................................ 83.287 Fiscais e Previdenciárias ..................................................................... 3o, 3p e 12c 461.398 Negociação e Intermediação de Valores ...................................... –.– Credores por Antecipação de Valor Residual .............................. 3f e 7d 1.519.172 Diversas .................................................................................................... 11b 68.538 RESULT ADOS RESUL TAD OS DE EXERCÍCIOS FUTUROS ....................................... 3q 113.823 PATRIMÔNIO LÍQUID LÍQUIDO O .......................................................................... 14 5.881.644 Capital Social .......................................................................................... 4.224.086 Reservas de Capital .............................................................................. 15.372 Reservas de Lucros ............................................................................... 1.605.771 Ajustes de Avaliação Patrimonial .................................................... 3c e 6a 36.415

TOTAL D DO PASSIVO OP ASSIVO ...................................................................................

30/06/2010 93.991.803 43.535.669 1.358.152 30.285.445 11.849.739 42.333 25.261.096 16.408.968 8.852.128 –.– 2.736.383 2.274.647 461.736 13.879 1.805 12.074 690.395 6.017.440 1.548 6.015.892 1.560.253 854 987.044 13.342 535.297 23.716 3.614.044 10.562.644 8.827 7.729.030 722.448 916.515 633.579 414.738 137.507 56.566.998 23.592.214 21.067.254 2.524.960 19.434.536 10.991.822 3.877.580 4.565.134 811.507 18.980 792.527 21.563 2.186.889 –.– 2.186.889 7.774.756 4.271 3.583.404 69.611 4.117.470 939.141 1.806.392 2.137 –.– 174.154 605 1.572.088 57.408 53.537 6.688.802 4.224.086 16.417 2.408.595 39.704

170.133.321 157.301.140

ATRIMÔNIO LÍQUID DEMONSTRA DAS MUTA DO PA (Nota 14)) (Em Milhares de Reais) DEMONSTR AÇ ÃO D AS MUT AÇÕES D OP LÍQUIDO O (N ota 14

SALDOS EM 01/01/2010 .................................................................................................................................................. Variação do Ajuste ao Valor de Mercado ................................................................................................................... Outorga de Opções Reconhecidas de Controladas .............................................................................................. Dividendos - Exercício 2009 .......................................................................................................................................... Lucro Líquido ...................................................................................................................................................................... Destinação: Reserva Legal ................................................................................................................................................................... Reserva Estatutária ......................................................................................................................................................... Dividendos Provisionados ........................................................................................................................................... SALDOS EM 30/06/2010 .................................................................................................................................................. AÇÕES D MUTA DO MUT O PERÍOD PERÍODO O ................................................................................................................................................. SALDOS EM 01/01/2011 .................................................................................................................................................. Variação do Ajuste ao Valor de Mercado ...................................................................................................................... Outorga de Opções Reconhecidas de Controladas .................................................................................................. Dividendos Pagos ................................................................................................................................................................. Lucro Líquido ......................................................................................................................................................................... Destinação: Reserva Legal ...................................................................................................................................................................... Reserva Estatutária ............................................................................................................................................................ SALDOS EM 30/06/2011 .................................................................................................................................................. MUTA DO MUT AÇÕES D O PERÍOD PERÍODO O .................................................................................................................................................

C apital Social 4.224.086 –.– –.– –.– –.–

eserv R eser vas apital Capital de C 15.372 –.– 1.045 –.– –.–

eserv R eser vas os ucros de LLucr ucr 2.104.444 –.– –.– (4.829) –.–

–.– –.– –.– 4.224.086 –.– 4.224.086 –.– –.– –.– –.–

–.– –.– –.– 16.417 1.045 16.907 –.– (1.535) –.– –.–

20.261 288.719 –.– 2.408.595 304.151 3.734.468 –.– –.– (2.900.000) –.–

–.– –.– 4.224.086 –.–

–.– –.– 15.372 (1.535)

38.565 732.738 1.605.771 (2.128.697)

juste Av Ajust e de A valiação trimonial Pa tr imonial 42.762 (3.058) –.– –.– –.–

ucros Lucr os Acumulados –.– –.– –.– –.– 405.220

Total 6.386.664 (3.058) 1.045 (4.829) 405.220

–.– –.– –.– 39.704 (3.058) 76.999 (40.584) –.– –.– –.–

(20.261) (288.719) (96.240) –.– –.– –.– –.– –.– –.– 771.303

–.– –.– (96.240) 6.688.802 302.138 8.052.460 (40.584) (1.535) (2.900.000) 771.303

–.– –.– 36.415 (40.584)

(38.565) (732.738) –.– –.–

–.– –.– 5.881.644 (2.170.816)

NOT EXPLICA TIVAS CONT ONTÁBEIS NO TAS EXPLIC ATIV AS ÀS DEMONSTR DEMONSTRA AÇÕES C ONT ÁBEIS - PERÍOD PERÍODOS OS DE 01/01 A 30/06 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) NO A 1 CON X O OP R RA AC ONA Oper peraç ações Crédit édito Outros Crédit éditos peraç ações Car arac actter erísticas Conc oncessão Crédit édito) e) O édit o e Outr édit O per aç per aç ões de Cr os Cr os ((O ões ccom om C ar ac ísticas de C onc essão de Cr édit o) – O B n o ú BBA A AÚ BBA em po ob e o d de b n n u e de ope õe de mb o n Registradas a valor presente, calculadas “pro rata die” com base na variação do indexador e na taxa de juros mod d de u o d p b n o mú p o om e ome de n e men o de end men o pactuados, sendo atualizadas “accrual”até o 60º dia de atraso. Após o 60º dia, o reconhecimento no resultado me n de éd o mob o e de éd o n n men o e n e men o ocorre quando do efetivo recebimento das prestações. As receitas decorrentes da recuperação de operações A Demon õe Con be e bo d p o pe odo ndo em 30 de unho de 2011 e de 2010 o m levadas anteriormente a prejuízo (“write-offs”), estão classificadas na linha de Receitas de Operações de p o d pe D e o em 17 de go o de 2011 Crédito e as tarifas na contratação dessas operações são classificadas em Receitas de Prestação de Serviços. f ) Ar Arrrendamen endamenttos a R Rec eceber Residual Gar aran antido ec eber e Valor R esidual G ar an tido ((VRG) VRG) – Registrados pelo valor contratual, em NO A 2 APR AÇÕ C DA RA CON N AÇ ÃO D A D MON R ON ÁB contrapartida às contas retificadoras de rendas de arrendamento a apropriar e valor residual a balancear, A Demon õe Con be do AÚ BBA o m e bo d de o do om e d o ed de po A õe ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras em on on n qu ndo p e om o no m o do B n o Cen do B BAC N e do Con e ho Obrigações – Credores por Antecipação de Valores Residuais até a data do término contratual. O ajuste a valor Mone o N on CMN que n uem p ee m on be no que e e e e on u o de presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é p o õe reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil Con o me de e m n do no p g o 1 do go 2 d C u n 2 804 de 11 02 1998 do BAC N objetivando compatibilizar as práticas contábeis conforme Circular nº 1.429, de 20/01/1989, do BACEN. As Demon õe Con be ú BBA b ngem on o d o de u dependên no e e o No 16 operações de Arrendamento Mercantil Financeiro são atualizadas “accrual” até o 60º dia de atraso. Após o 60º Con o me de e m n o p g o ún o do go 7 d C u n 3 068 de 08 11 2001 do BAC N o u o e dia, o reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações e a receita o e mob o do omo u o p nego o No 6 o p e en do no B n o decorrente da recuperação de operações levadas anteriormente a prejuízo (“write-offs”) está classificada na P mon no A o C u n e ndependen e de u d de en men o NO A 3 R UMO D Á CA C DA PA PRÁ CON linha de Receitas de Operações de Arrendamento Mercantil. As tarifas na contratação dessas operações são A PR NC P A PR ON ÁB P n d demon o do u o de n uem e on classificadas em Rendas de Tarifas Bancárias e as apropriações em resultado das operações de arrendamento e qu C en e de C o en e em b n o on de do n ub D pon b d de Ap õe em Depó o n e n n e o e mercantil operacional ocorrem na data da exigibilidade da contraprestação. Ap õe em Ope õe Comp om d – Po o B n d om p o o g n gu ou n e o 90 d Prrovisão par para Crédit éditos g) P a Cr édit os de Liquidação Duvidosa – Constituída com base na análise dos riscos de b Ap õe n e n n e de qu de C éd o V n u do no BA C N D epó o R emune do BAC Depó Remune realização dos créditos, em montante considerado suficiente para cobertura de eventuais perdas, conforme C p õe no M Me e do Abe o Re u o de A e e e m o de u o Ob g õe po mp é mo as normas estabelecidas pela Resolução nº 2.682, de 21/12/1999, do CMN, alterada pelo artigo 2º da Rep Dem Ope A ope õe om u u de u o mone eR ep e e D em O pe õe A eP Resolução nº 2.697, de 24/02/2000 dentre as quais se destacam: mb e ope õe om en go p e do e o eg d o p e en e qu d do u o de • As provisões são constituídas a partir da concessão do crédito, baseadas nas classificações de risco do n o n o do u d po d e om b e n ee d ope õe de o do om cliente, em função da análise periódica da qualidade do cliente e dos setores de atividade e não apenas De be o n 556 de 12 de no emb o de 2008 d CVM quando da ocorrência de inadimplência; Mob do pe o u o de qu o u do pe o nde do e ou u o eV o e M ob o Reg • Considerando-se exclusivamente a inadimplência, os “write-offs” são efetuados após 360 dias do de u o e e e p e en do no B n o P mon on o me C u n 3 068 de 08 11 2001 do vencimento do crédito ou após 540 dias, para as operações com o prazo a decorrer superior a 36 meses. BAC N o do n egu n e ego Outros alores Bens h) Outr os Valor es e B ens – Compostos basicamente por Bens Não Destinados a Uso, correspondentes a uo e o e mob o dqu do om o p opó o de e em e uo p Nego o imóveis disponíveis para venda e recebidos em dação de pagamento, os quais são ajustados a valor de equen emen e nego do do pe o o de me do em on p d o e u do do pe odo mercado através da constituição de provisão, de acordo com as normas vigentes; e Despesas Antecipadas, u o e o e mob o que pode o e nego do po ém n o o u o D pon e p Vend correspondentes a aplicações de recursos cujos benefícios decorrentes ocorrerão em exercícios futuros e dqu do om o p opó o de e em e equen emen e nego do do pe o o de me do comissões pagas aos revendedores na concessão de financiamento ou leasing de veículos. em on p d on de d do p môn o qu do estimenttos - Em coligada e controlada estão avaliados pelo método de equivalência patrimonial, sendo i) IIn nvestimen u o e o e mob o e e o õe n o e g e p o u o M n do é o Ven men o as demonstrações contábeis das subsidiárias no exterior adaptadas aos critérios contábeis vigentes em nosso qu h n en o ou ob g o ed de e p d de n n e d n u o p u m nu en o em País e convertidas para reais. Os demais estão registrados pelo valor de custo e são ajustados a valor de e é o en men o eg do pe o u o de qu o ou pe o o de me do qu ndo d mercado através da constituição de provisão, de acordo com as normas vigentes. Os ágios originados nas n e ên de ou ego O uo o u do é d de en men o n o endo do aquisições de investimentos são amortizados com base na expectativa de rentabilidade futura (10 anos) ou pe o o de me do por sua realização. O g nho e pe d de u o d pon e p end qu ndo e do o e onhe do n d de Uso j) IImobilizado mobilizado de U so - Demonstrado ao custo de aquisição ou construção, menos depreciação acumulada. nego o n demon o do e u do em on p d de on e pe do p môn o qu do Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da O de n o no o de me do do u o e o e mob o d pon e p end e m n do é o companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive os bens decorrentes de operações que transfiram à en men o b o do eu e pe o u o u do e on do õe on de d n o companhia os benefícios, riscos e controles desses bens. Os bens adquiridos em contratos de Arrendamento empo e o e e do no e u do omo pe d e d Mercantil Financeiro são registrados de acordo com a Deliberação nº 554, de 12/11/2008, da CVM, em O ee o d p o do p o ed men o de o n e o men e n o g d e on o d do ú BBA contrapartida a Obrigações de Leasing Financeiro. As depreciações são calculadas pelo método linear, sobre o e e do po e em on de d do eu p môn o qu do ou em on de e u do o m custo corrigido e às seguintes taxas anuais: gu men e eg do d e men e no p môn o qu do ou no e u do de equ ên p mon d Imóveis de Uso ................................................................................................................................................. 4% a 8% on o do p opo on men e o pe en u de p p o Benfeitorias em Imóveis de Terceiros ....................................................................................................... A partir de 10% De o do n d de u qu o de o do om d n umen o n n e o D e o Instalações, Móveis e Equipamentos de Uso e Sistemas de Segurança e Transporte e n en o d dm n o em u o omo n umen o de p o e o hedge ou n o on o me C u Comunicações ............................................................................................................................................... 10% a 25% n 3 082 de 30 01 2002 do BAC N A ope õe que u m n umen o n n e o e e u d po Sistemas de Processamentos de Dados .................................................................................................. 20% a 50% o o de en e po on p óp ou que n o end m o é o de p o e o p n p men e de o u do p dm n e po o g ob de o o on b d pe o o de me do om o g nho e pe d e do e n o e do e onhe do d e men e n demon o do e u do O de o u do p p o ege e po õe o ou p mod e de o e p o n n e o que e m men e o e on do no que e e e e e õe no eu o de me do em e o o o de me do do em que e e endo p o eg do n o no n o qu n o o ongo d d do on o e on de do e e o n edu o do o o do e po o e p o eg d o do omo hedge de o do om u n u e Hedge de R o de Me do O o ep o n n e o bem omo o e pe o n umen o n n e o e on do o on b do pe o o de me do om o g nho e pe d e do e n o e do e onhe do d e men e n demon o do e u do Hedge de u o de C A p e ee de hedge do o ep o n n e o bem omo o e pe o n umen o n n e o e on do é on b d pe o o de me do om o g nho e pe d e do e n o e do dedu do qu ndo p e do e e o bu o e onhe do em Con e pe de e e no p môn o qu do A p e n o e e do hedge é e onhe d d e men e n demon o do e u do

Arrrendamen endamentto – Os bens arrendados são registrados no ativo imobilizado ao custo de k) IImobilizado mobilizado de Ar aquisição corrigido. A depreciação dos bens arrendados é reconhecida pelo método linear no prazo de vida útil usual, considerando uma redução de 30% na vida útil do bem, se enquadrada nas condições previstas na NO A 5

Ap Po Po Po Ap

CA AÇÕ AP C

N

RA R NANC R A D

NO TAS NOT RECEITAS DA INTERMEDIAÇ FINANCEIRA A INTERMEDIA RECEIT AS D ÇÃO FINANCEIR A ................................ Operações de Crédito ............................................................................. 3e Operações de Arrendamento Mercantil ........................................... 3f Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários ...... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos ............... Resultado de Operações de Câmbio ................................................. Resultado das Aplicações Compulsórias ......................................... DA INTERMEDIAÇ FINANCEIRA DESPESAS D A INTERMEDIA ÇÃO FINANCEIR A .............................. Operações de Captação no Mercado ................................................ Operações de Empréstimos e Repasses .......................................... Operações de Arrendamento Mercantil ........................................... 3f Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ........................... 3g e 7e RESULT ADO BRUTO DA INTERMEDIAÇ FINANCEIRA RESUL TAD O BRUT ÇÃO FINANCEIR A ........... OD A INTERMEDIA OUTRAS RECEITAS OPERA AS RECEIT AS (DESPESAS) OPER ACIONAIS ......................... OUTR Receitas de Prestação de Serviços ...................................................... 11c Despesas de Pessoal ............................................................................... Outras Despesas Administrativas ....................................................... 11d Despesas Tributárias ................................................................................ 3p e 12a II Resultado de Participação em Coligada e Controlada ................ 3i e 13 I Outras Receitas Operacionais .............................................................. Outras Despesas Operacionais ............................................................ 11e ACIONAL .................................................................. RESULT ADO OPERA RESUL TAD O OPER RESULT ADO NÃO OPERA RESUL TAD O NÃ ACIONAL ....................................................... 11f O OPER RESULT ADO DA TRIBUTA UCRO E RESUL TAD O ANTES D A TRIBUT AÇÃO SOBRE O LLUCRO PAR ARTICIP TICIPA TICIP AÇÕES ....................................................................................... IMPOSTO RENDA CONTRIBUIÇ ONTRIBUIÇÃ IMPOST O DE REND AEC ONTRIBUIÇ ÃO SOCIAL .......................... 3p e 12a I Devidos sobre Operações do Período .............................................. Referentes a Diferenças Temporárias ................................................ PAR ARTICIP TICIPA Administr dministrador adores ador es TICIP AÇÕES NO LLUCRO UCRO - A dministr Estatutár tutárias Esta tutár ias - LLei ei nº 6.404 de 15/12/1976 ................................... 15b LUCRO LÍQUID LÍQUIDO O ......................................................................................... ÇÕES ................................................................................................. AÇ Nº DE A AÇ LUCRO POR A ÇÃO - R$ ............................................................................ ATRIMONIAL POR A VAL ALOR PA AÇ OR P ÇÃO - R$ ..............................................

14a

01/01 a 30/06/2011 7.825.267 2.167.417 693.354 3.326.335 1.336.375 121.253 180.533 (6.041.717) (5.014.717) (427.525) (502.331) (97.144) 1.783.550 (513.678) 486.007 (365.877) (252.787) (134.497) (3.572) 57.443 (300.395) 1.269.872 33.886

01/01 a 30/06/2010 6.977.663 2.161.479 887.635 3.351.678 373.169 176.578 27.124 (5.764.671) (4.242.450) (564.511) (645.670) (312.040) 1.212.992 (685.311) 379.750 (515.778) (204.730) (119.082) (7.585) 39.677 (257.563) 527.681 (447)

1.303.758 (490.003) (520.193) 30.190

527.234 (84.568) (213.990) 129.422

(42.452) 771.303

(37.446) 405.220

10.569.053 72,98 556,50

10.569.053 38,34 632,87

DEMONSTRA DOS FLUX UXOS CAIXA OS FL DEMONSTR AÇ Ã O D UX OS DE CAIX A (Em Milhares de Reais) 01/01 a 30/06/2011 LUCRO LÍQUID AJUST JUSTAD ADO LÍQUIDO OA JUST AD O ............................................................................................... 279.918 Lucro Líquido ........................................................................................................................... 771.303 Ajustes ao Lucro Líquido: .................................................................................................... (491.385) Ajustes ao Valor de Mercado de T.V.M. e Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativos/Passivos) ........................................................................................ 14.702 Efeito das Mudanças das Taxas de Câmbio em Caixa e Equivalentes de Caixa ...................................................................................................................................... 460.453 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................................... 97.144 Depreciações e Amortizações ........................................................................................ 25.907 Amortização de Ágio ......................................................................................................... 209.394 Tributos Diferidos ................................................................................................................ (30.190) Resultado de Participação em Coligada e Controlada .......................................... 3.572 Rendas de Títulos e Valores Mobiliários Disponíveis para Venda ...................... (1.272.619) Rendas de Títulos e Valores Mobiliários Mantidos até o Vencimento .............. 62 Outros ..................................................................................................................................... 190 VARIA ARIAÇ ATIVOS OBRIGAÇ ÇÃO DE A TIVOS E OBRIGA ÇÕES ........................................................................... (7.640.478) (Aumento) Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez ..................... 12.937.975 (Aumento) Redução em Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativos/Passivos) ................................................................ 8.306.511 (Aumento) Redução em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil ................................................................................................... (1.003.204) (Aumento) Redução em Relações Interfinanceiras e Relações Interdependências (Ativos/Passivos) ........................................................................ 315.609 (Aumento) Redução em Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil .... (3.968.937) (Aumento) Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens .................... (684.575) (Aumento) Redução em Operações de Câmbio e Negociação e Intermediação de Vlrs (Ativos/Passivos) ................................................................... (256.140) (Redução) Aumento em Depósitos .............................................................................. (12.762.591) (Redução) Aumento em Captações no Mercado Aberto ...................................... (14.902.504) (Redução) Aumento em Recursos por Emissão de Títulos ................................... 1.095.974 (Redução) Aumento em Obrigações por Empréstimos e Repasses .................. 2.990.959 (Redução) Aumento em Outras Obrigações ............................................................. 672.257 Variação nos Resultados de Exercícios Futuros ........................................................ 15.857 Pagamento de Imposto de Renda e Contribuição Social ..................................... (397.669) C AIX AIXA PROVENIENTE/(APLIC APLICAD ADO ATIVID TIVIDADES LÍQUIDO O PROVENIENTE/( A LÍQUID APLIC AD O) NAS A TIVID ADES ACIONAIS ...................................................................................................................... (7.360.560) OPERA OPER Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos ......................................... 31 Recursos da Venda de Títulos e Valores Mobiliários Disponíveis para Venda ... 10.634.945 Recursos de Juros de Títulos e Valores Mobiliários Mantidos até o Vencimento ........................................................................................................................ 10.875 (Aquisição) Alienação de Investimentos .................................................................... 45.414 Aquisição de Títulos e Valores Mobiliários Disponíveis para Venda ................. (10.684.752) Aumento de Capital em Controladas .......................................................................... (826) Alienação de Bens Não de Uso Próprio ....................................................................... –.– (Aquisição) Alienação de Imobilizado de Uso .......................................................... (12.207) (Aquisição) Alienação de Intangível ............................................................................. (300.000) C AIX O) NAS A AIXA PROVENIENTE/(APLIC APLICAD ADO ATIVID TIVIDADES A LÍQUID LÍQUIDO O PROVENIENTE/( APLIC AD TIVID ADES DE INVESTIMENTO INVESTIMENT O ...................................................................................................................... (306.520) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos .................................................. (3.164.000) C AIX O) NAS A AIXA PROVENIENTE/(APLIC APLICAD ADO ATIVID TIVIDADES A LÍQUID LÍQUIDO O PROVENIENTE/( AD TIVID APLIC ADES DE FINANCIAMENT MENTO FINANCIA MENT O .................................................................................................................. (3.164.000) AUMENT UMENTO/(REDUÇ O/(REDUÇÃ CAIX AIXA O/(REDUÇ ÃO) LÍQUID LÍQUIDO O EM C AIX AE EQUIVALENTES CAIX AIXA ALENTES DE C AIX A (Notas 3a e 4) ................................................................... (10.831.080) EQUIV Início do Período ................................................................................................................. 19.834.017 Efeito das Mudanças das Taxas de Câmbio em Caixa e Equivalentes de Caixa ... (460.453) Final do Período ................................................................................................................... 8.542.484

01/01 a 30/06/2010 (358.795) 405.220 (764.015) 205.965 (93.685) 312.040 10.458 204.181 (129.422) 7.585 (1.286.180) 5.043 –.– – 10.948.102 (4.533.263) (8.924.673) (961.593) (246.118) (2.762.499) 139.513 359.735 10.257.208 15.603.534 836.920 1.681.038 (154.073) (3.749) (343.878) 10.589.307 59 2.996.150 –.– (11.294) (4.091.436) –.– 738 (14.293) –.– (1.120.076) (273.445) (273.445) 9.195.786 4.027.981 93.685 13.317.452

Portaria nº 113/1988, do Ministério da Fazenda. As taxas anuais de depreciação, sem consideração da referida redução, são: edificações 4%, móveis e utensílios e instalações 10%, máquinas e equipamentos de 10% a 50%, veículos e afins de 20% a 25% e outros bens de 10% a 20%. Per erdas Arrrendamen endamentto a Amor Amortizar er das em Ar tizar – A diferença apurada ao final do contrato, entre o valor residual l) P atribuído e o valor residual garantido, quando devedora, é debitada ao ativo diferido para amortização no prazo restante de vida útil do bem. Para fins de publicação o saldo do ativo diferido está sendo classificado em Imobilizado de Arrendamento. tangív ível m) IIn ntang ív el – Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade, de acordo com a Resolução nº 3.642, de 26/11/2008, do CMN. Está composto por ágios de incorporação correspondente ao valor pago na aquisição de sociedade, transferido para o ativo intangível em razão da incorporação do patrimônio da sociedade, conforme determina a Lei nº 9.532/97, amortizados conforme prazos estipulados em laudos de avaliação, e direitos na aquisição de folhas de pagamento, amortizados de acordo com os prazos dos contratos. Redução Recuper ecuperá Ativ tivos n) R edução ao Valor R ecuper ável de A tiv os – Uma perda é reconhecida caso existam evidências claras de que os ativos estão avaliados por valor não recuperável. Este procedimento é realizado anualmente, ao término de cada exercício. Passiv assivos Con ontingen tingenttes e Obr Obrigaç igações Prrevidenciár do e onhe do e o) P assiv ões LLegais iscais e P os C on tingen igaç egais - FFiscais eevidenc den – o d u g do de o do om de e m n õe e be e d n Re o u o n 3 283 de 16 12 2009 do CMN e C C u n 3 429 de 11 02 2010 do BAC N Con men e de p o e o ud e dm n o ne en e o P o C on ngen e De o em b u o no m do negó o mo do po e e o e un on o e ó g o púb o em õe e b h de n u e e p e den e ou o o on ngên oe en e om p on e do do d o d po e o e eg e e m em on de o p ob b d de que e u o n n e o e m e g do p qu d ob g õe e que o mon n e d ob g õe po e e m do om u en e egu n A on ngên o d omo p o e p qu o on u d p o õe po e que omen e o d u g d em que e m p o on d e emo que n o eque em p o oed ug o O oe d on ngên o qu n do u ndo e mode o e é o que pe m m u men u o de o m dequ d pe d n e e ne en e o p o e o O Depó o ud em G n o e ponden e o u do de o do om egu men o gen e o ob g õe Ob g õe eg e P e den – Rep e en d po e g e e bu u eg d de ou on u on d de é ob e o de on e o ud on u d pe o o n eg em d u o O g e e o Depó o ud o e ponden e o u do de o do om egu men o gen e quo b o demon d on de m p e e o d e pe b e de p bu o C u do u o eg o gen e pe nen e d en go mpo o de Rend Ad on de mpo o de Rend Con bu o o P CO N

15 00% 10 00% 15 00% 0 65% 4 00% é 5 00%

Re men e q R o u u o – Re e em e b e u do de e do p o d ob g o que he deu o gem ob e qu n o h e u p op o omo end e e depende pen d uên NO A 4

XA CA X A

VA QU V A

N

end e eb d n e do ump men o qu que pe pe de e g b d de do p o

CA XA D C AX A

D pon b d de Ap õe em Ope õe Comp om d Ap õe em Depó o n e n n e o

Po

oB n d

O A

30 06 2011 480 831 355 960 7 705 693

30 06 2010 259 692 10 911 962 2 145 798

8 542 484

13 317 452

QU D Z 0 30 2 480 099 413 141 2 066 958 –– 14 316 126

Me e do Abe o õe no M oB n d o n n d o Vend d Depó epó o n e n n e o õe em D

O A % po p o de en men o n u R$ 1 186 004 R$ 356 341 em 30 06 2010 e e en e Ap BM& Bo e p

o no Me

16 796 225 53 8 do Abe o om

31 180 6 845 007 1 891 050 2 308 094 2 645 863 851 008 7 696 015 24 7 e mo men o uo

30 06 2011 181 365 A m de 365 –– 5 012 678 –– 467 438 –– 4 545 240 –– –– 1 107 030 549 842 1 107 030 36 u o e o n u do

5 562 520 17 9 g n de ope

o 14 337 784 2 771 629 8 920 292 2 645 863 16 824 006

% 46 0 89 28 6 85 54 0

31 161 790

100 0

õe n BM& Bo e p

A Bo

30 06 2010 o % 22 964 721 45 0 5 401 682 10 6 13 628 626 26 7 3 934 413 77 28 142 833 55 0 51 107 554

de V o e Me

do

100 0

e uuo


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

NOT EXPLICA TIVAS CONT ONTÁBEIS NO TAS EXPLIC ATIV AS ÀS DEMONSTR DEMONSTRA AÇÕES C ONT ÁBEIS - PERÍOD PERÍODOS OS DE 01/01 A 30/06 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação)

NO TA 6 - TÍTUL NOT ALORES DERIVA PASSIVOS) TÍTULOS OS E VAL ORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENT INSTRUMENTOS OS FINANCEIROS DERIV ATIVOS ((A ATIVOS E P ASSIVOS) Apresentamos a seguir a composição por tipo de papel, prazo de vencimento e tipo de carteira dos Títulos e Valores Mobiliários e de Instrumentos Financeiros Derivativos, já ajustados aos respectivos valores de mercado. Resumo encimentto esumo por Vencimen a) R 30/06/2011

Cust usto o

BRASIL TÍTUL TÍTULOS OS PÚBLIC PÚBLICOS OS - BR ASIL .............................................................................................................................................................................. Letras Financeiras do Tesouro ............................................................................................................................................................................ Letras do Tesouro Nacional ................................................................................................................................................................................. Notas do Tesouro Nacional ................................................................................................................................................................................. Títulos da Dívida Externa Brasileira .................................................................................................................................................................. Outros ......................................................................................................................................................................................................................... PAÍSES TÍTUL TÍTULOS OS PÚBLIC PÚBLICOS OS - OUTROS P AÍSES ........................................................................................................................................................... Dinamarca ................................................................................................................................................................................................................. Espanha ..................................................................................................................................................................................................................... Coreia ......................................................................................................................................................................................................................... Uruguai ...................................................................................................................................................................................................................... Estados Unidos ........................................................................................................................................................................................................ TÍTUL TÍTULOS OS DE EMPRESAS ........................................................................................................................................................................................ Euro Bonds e Assemelhados .............................................................................................................................................................................. Ações .......................................................................................................................................................................................................................... Debêntures (1) ........................................................................................................................................................................................................ Notas Promissórias ................................................................................................................................................................................................. Cotas de Fundos ..................................................................................................................................................................................................... Renda Fixa ............................................................................................................................................................................................................. Direitos Creditórios ............................................................................................................................................................................................ Outros ..................................................................................................................................................................................................................... Certificados de Recebíveis Imobiliários ......................................................................................................................................................... Outros ......................................................................................................................................................................................................................... TOTAL - TÍTUL SUBT ALORES SUB TÍTULOS OS E VAL ORES MOBILIÁRIOS ........................................................................................................................................ Títulos para Negociação ....................................................................................................................................................................................... Títulos Disponíveis para Venda ......................................................................................................................................................................... Títulos Mantidos até o Vencimento (2) ........................................................................................................................................................... INSTRUMENTOS DERIVA OS FINANCEIROS DERIV ATIVOS ........................................................................................................................................... INSTRUMENT TOTAL DE TÍTUL ALORES DERIVA TIVO)) - 30/06/2011 ...... TÍTULOS OS E VAL ORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENT INSTRUMENTOS OS FINANCEIROS DERIV ATIVOS ((A ATIVO Impostos Diferidos ................................................................................................................................................................................................. Ajustes de Coligadas e Controladas ................................................................................................................................................................ AO ALOR MERCAD ADO A JUSTE A O VAL OR DE MERC AD O - T VM - PL ............................................................................................................................................... INSTRUMENTOS DERIVA (PASSIVO ASSIVO)) .................................................................................................................... INSTRUMENT OS FINANCEIROS DERIV ATIVOS (P ASSIVO

Provisão par para Ajust justes aA just es ao Valor Pa tr trimônio imônio Resultado Líquido

6.817.111 2.729 1.545.433 4.388.981 878.245 1.723 3.265.732 2.046.780 418.250 294.972 15.248 490.482 41.899.888 974.964 1.642.481 33.335.015 672.693 2.134.237 1.301.552 667.134 165.551 2.867.112 273.386 51.982.731 24.056.673 27.873.618 52.440 6.806.539 58.789.270

(24.555) –.– (305) (22.563) (1.687) –.– 2.407 –.– –.– –.– 32 2.375 451 1.687 (2.232) 572 –.– (1.241) –.– –.– (1.241) 1.665 –.– (21.697) (21.697) –.– –.– 114.691 92.994

(5.735.194)

214.858

(1.049) –.– (1.964) 789 –.– 126 –.– –.– –.– –.– –.– –.– 66.140 33.910 16.737 39.822 64 –.– –.– –.– –.– (24.339) (54) 65.091 –.– 65.091 –.– –.– 65.091 (24.831) (2.157) 36.415 –.–

Valor de ercado M er cado 6.791.507 2.729 1.543.164 4.367.207 876.558 1.849 3.268.139 2.046.780 418.250 294.972 15.280 492.857 41.966.479 1.010.561 1.656.986 33.375.409 672.757 2.132.996 1.301.552 667.134 164.310 2.844.438 273.332 52.026.125 24.034.976 27.938.709 52.440 6.921.230 58.947.355

(5.520.336)

%

0 - 30

11,5 –.– 2,6 7,4 1,5 –.– 5,6 3,5 0,7 0,5 0,1 0,8 71,2 1,8 2,8 56,6 1,1 3,6 2,2 1,1 0,3 4,8 0,5 88,3 40,8 47,4 0,1 11,7 100,0

31 - 90

403.614 –.– 392.959 –.– 10.655 –.– 226 –.– –.– –.– 226 –.– 4.025.273 96.274 1.656.986 1.361 137.656 2.132.996 1.301.552 667.134 164.310 –.– –.– 4.429.113 1.269.205 3.159.682 226 1.264.647 5.693.760

1.165 –.– –.– –.– –.– 1.165 166.545 166.346 –.– –.– 199 –.– 621.637 26.931 –.– 486.964 107.742 –.– –.– –.– –.– –.– –.– 789.347 23.294 765.856 197 1.339.303 2.129.146

(734.051)

(1.481.177)

30/06/2010

91 - 180 111.579 –.– 99.902 4.025 7.652 –.– 876.120 874.833 –.– –.– –.– 1.287 465.679 –.– –.– 38.320 427.359 –.– –.– –.– –.– –.– –.– 1.453.378 113.343 1.340.035 –.– 754.031 2.206.913

(797.195)

181 - 365

366 - 720

Acima de 720 dias

Valor de ercado M er cado

179.802 –.– 100.546 79.256 –.– –.– 1.718.823 1.005.601 418.250 294.972 –.– –.– 300.227 147.019 –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– 153.208 2.198.852 168.565 2.030.287 –.– 949.756 3.148.608

3.809.487 2.729 949.757 2.856.737 –.– 264 –.– –.– –.– –.– –.– –.– 681.424 484.240 –.– 197.184 –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– 4.490.911 3.853.091 635.589 2.231 754.254 5.245.165

2.285.860 –.– –.– 1.427.189 858.251 420 506.425 –.– –.– –.– 14.855 491.570 35.872.239 256.097 –.– 32.651.580 –.– –.– –.– –.– –.– 2.844.438 120.124 38.664.524 18.607.478 20.007.260 49.786 1.859.239 40.523.763

5.480.307 2.458 227.307 5.248.671 –.– 1.871 781.523 –.– –.– 763.877 17.646 –.– 34.968.142 1.606.351 1.814.907 26.017.625 3.111.936 1.618.962 735.989 714.867 168.106 798.362 –.– 41.229.973 14.243.983 26.909.840 76.150 4.852.108 46.082.081

(812.402)

(732.655)

(962.856)

(4.553.185)

(1) Inclui basicamente títulos emitidos pela Dibens Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil e pela BFB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil; (2) Os títulos classificados nesta categoria, se avaliados a valor de mercado, apresentariam um ajuste positivo no valor de R$ 5.164 (R$ 11.824 em 30/06/2010). ativ nstrumenttos FFinanc inanceir eiros Der eriv iva tivos b) IInstrumen nstrumen inanc eir os D er iv os A globalização dos mercados nos últimos anos proporcionou um crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados. Como consequência deste processo, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administrar riscos de mercado, resultantes basicamente de flutuações em taxas de juros, câmbio, commodities e demais preços de ativos. Desta forma o ITAÚ BBA opera nos mercados derivativos, tanto no atendimento às crescentes necessidades de seus clientes, como na execução de sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização dos instrumentos derivativos como forma de minimização dos riscos resultantes das operações comerciais e financeiras. A comercialização de instrumentos financeiros derivativos junto a clientes é precedida da aprovação de limites de crédito. O processo de aprovação dos limites também leva em consideração potenciais cenários de stress. O conhecimento do cliente, do setor em que atua e do seu perfil de apetite a riscos, assim como a prestação de informações sobre os riscos envolvidos na operação e sobre as condições negociadas, asseguram a transparência na relação entre as partes e permitem que se ofereça ao cliente o produto mais adequado às suas necessidades. As operações de derivativos efetuadas pelo ITAÚ BBA junto a clientes são neutralizadas de modo a eliminar os riscos de mercado. A maior parte dos contratos de derivativos negociados pela instituição com clientes no Brasil refere-se a operações de swap, termos, opções e futuros, registradas na BM&F Bovespa ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. No exterior, realizam-se operações com contratos derivativos de futuros, termos, opções, swaps com registro principalmente nas Bolsas de Chicago, Nova York e Londres. Importante destacar que no exterior existem operações de balcão, mas seus riscos são

baixos em relação ao total da instituição. Ressaltamos, também, que na carteira da instituição não existem operações estruturadas com base em ativos subprime e todas estas operações são baseadas em fatores de risco negociados em bolsa. Os principais fatores de risco dos derivativos assumidos em 30/06/2011 eram relacionados as taxas de câmbio, taxas de juros, commodities, cupons de dólar e de TR, Libor e renda variável. O gerenciamento destes e de outros fatores de risco de mercado está apoiado em arcabouço fazendo utilização de modelos determinísticos e estatísticos sofisticados. Com base neste modelo de gestão, a instituição tem conseguido, com a utilização de operações envolvendo derivativos, otimizar a relação risco-retorno mesmo em situações de grande volatilidade. A maioria dos derivativos da carteira da instituição é negociada em bolsa. Para estes derivativos são utilizados os preços divulgados pelas próprias bolsas, exceto em casos em que se identifique baixa representatividade do preço por iliquidez de seu contrato específico. Os derivativos tipicamente apreçados desta forma são os contratos futuros. Da mesma forma, existem outros instrumentos que possuem cotações (preços justos) diretamente divulgadas por instituições independentes e que são apreçados utilizando estas informações diretas. Caem nesta situação grande parte dos títulos públicos brasileiros, títulos (públicos e privados) internacionais de alta liquidez e ações. Para derivativos que não têm preços diretamente divulgados por bolsas, os preços justos são obtidos por meio de modelos de apreçamento que utilizam informações de mercado, inferidas a partir de preços divulgados de ativos de maior liquidez. Destes preços são extraídas as curvas de juros e as volatilidades de mercado que servem de dados de entrada para os modelos. Nesta situação, encontram-se os derivativos de balcão, contratos a termos e títulos pouco líquidos. O valor total das margens dadas em garantia está composto por R$ 2.166.442 (R$ 2.222.889 em 30/06/2010).

I - Abaixo, composição da carteira de Instrumentos Financeiros (Ativos e Passivos) por tipo de instrumento e indexador de referência, demonstrada pelo seu valor referencial, valor de custo e valor de mercado. Pa trimonial juste Valor P atr imonial a Ajust e a Valor Con onta Compensação eceber/(R eber/(Rec ecebido) Mer ercado ta de C eber/(R ebido) cado ompensação Rec ec de M er Con onta Compensação ompensação ta de C Valor R ef er encial ( A P agar)/P ago (no R esultado) Valor de M er cado Ref efer erencial Pagar)/P agar)/Pago Resultado) Mer ercado Valor R Ref efer erencial encial ef er 30/06/2011 30/06/2010 30/06/2011 30/06/2011 30/06/2011 30/06/2010 30/06/2010 30/06/2011 Con ontr tra futuros –.– tr atos de futur os ................................................ 164.463.503 194.448.864 (2.352) (2.352) 6.367 Vendas a R Rec eceber ec eber ................................................... 5.313.296 314.608 Compr ompromissos Compr ompra –.– omissos de C ompr a ................................ 94.803.073 97.439.832 6.364 6.364 53 Moeda Estrangeira ................................................ 5.240.303 –.– Moeda Estrangeira ................................................ 5.775.801 706.294 –.– (1.715) (1.715) (35) Prefixados ................................................................ 48.184 102.215 Mercado Interfinanceiro ..................................... 79.852.526 71.566.785 –.– 108 108 56 Pós-Fixados ............................................................. –.– 212.393 Prefixados ................................................................ 1.873.320 –.– –.– 8 8 –.– Commodities .......................................................... 24.809 –.– Índices ....................................................................... 6.373.362 24.900.580 –.– 1.683 1.683 (636) Obrigaç igações Entr tregar –.– igaç ões por Venda a En tr egar .................. Obr 110.859 Títulos ....................................................................... 377.006 –.– –.– (1.834) (1.834) –.– Moeda Estrangeira ................................................ 54.704 –.– Commodities .......................................................... 551.058 266.173 –.– 8.114 8.114 668 Prefixados ................................................................ –.– –.– ompromissos –.– Compr omissos de Venda .................................... 69.660.430 97.009.032 (8.716) (8.716) 6.314 Pós-Fixados ............................................................. –.– –.– Moeda Estrangeira ................................................ 5.408.916 8.888.338 –.– (1.335) (1.335) (1.688) Commodities .......................................................... 56.155 –.– Mercado Interfinanceiro ..................................... 49.875.756 78.843.621 –.– 33 33 48 Der eriv iva tivos Crédit édito iv ativ édit o ......................................... 3.028.989 1.264.051 os de Cr Índices ....................................................................... 13.548.862 9.243.098 –.– (3.587) (3.587) 5.437 Títulos ....................................................................... 88.765 –.– –.– 364 364 –.– Posição A a ............................................................ tiv 2.450.552 478.205 Ativ tiva Commodities .......................................................... 738.131 33.975 –.– (4.191) (4.191) 2.517 Prefixados ................................................................ 2.450.552 476.403 Con ontr tra –.– tr atos de SSw waps .................................................. 243.950.471 766.937 183.772 950.709 (353.234) Títulos ....................................................................... –.– 1.802 Posição A Ativ tiva tiv a ............................................................ 86.932.561 121.805.492 3.027.896 169.037 3.196.933 2.092.248 Posição P Passiv assiva assiv a ....................................................... 578.437 785.846 Moeda Estrangeira ................................................ 12.679.611 22.370.333 49.184 1.106 50.290 168.265 Mercado Interfinanceiro ..................................... –.– 50.000 Mercado Interfinanceiro ..................................... 47.223.304 38.506.568 1.605.170 188.375 1.793.545 925.301 Prefixados ................................................................ 570.895 733.932 Prefixados ................................................................ 17.711.668 53.336.811 1.008.800 (38.192) 970.608 697.146 Índices ....................................................................... –.– 1.914 Pós-Fixados ............................................................. 2.878.872 2.886.749 868 694 1.562 –.– Títulos ....................................................................... 7.542 –.– Índices ....................................................................... 6.308.448 4.604.954 363.037 16.967 380.004 301.207 O per peraç ações orw ards aç ões de FFor or w ar ds .......................................... 19.530.866 3.311.547 Títulos ....................................................................... 18 –.– –.– –.– –.– –.– Posição A Ativ tiva tiv a ............................................................ 8.950.113 1.257.694 Commodities .......................................................... 130.640 100.077 837 87 924 329 Moeda Estrangeira ................................................ 8.338.142 1.257.694 Posição P Passiv assiva assiv a ....................................................... 86.165.624 122.144.979 (2.260.959) 14.735 (2.246.224) (2.445.482) Prefixados ................................................................ 611.971 –.– Moeda Estrangeira ................................................ 20.946.750 27.384.571 (114.966) 64.866 (50.100) (358.956) Mercado Interfinanceiro ..................................... 32.881.146 59.176.131 (894.896) (50.260) (945.156) (853.362) Posição P Passiv assiva a ....................................................... 10.580.753 2.053.853 assiv Prefixados ................................................................ 16.321.352 23.239.837 (734.894) (66.538) (801.432) (846.848) Moeda Estrangeira ................................................ 10.580.753 2.053.853 Pós-Fixados ............................................................. 3.719.600 3.263.957 (222) (397) (619) (13.811) Prefixados ................................................................ –.– –.– Índices ....................................................................... 12.017.224 8.841.835 (502.447) 72.270 (430.177) (357.235) Sw aps ccom erificação –.– om Ver ificação ............................................ 70.891 Títulos ....................................................................... 57.360 –.– (3.439) (41) (3.480) –.– Posição A Ativ tiva –.– tiv a ............................................................ 48.373 Commodities .......................................................... 203.834 238.648 (10.095) (5.165) (15.260) (15.270) Moeda Estrangeira ................................................ –.– 32.797 Outros ....................................................................... 18.358 –.– –.– –.– –.– –.– Mercado Interfinanceiro ..................................... –.– 15.576 Con ontr tra Opç pções tr atos de O pç ões ................................................ 2.430.417.577 2.302.455.920 525.334 130.667 656.001 770.221 Prefixados ................................................................ –.– –.– De C Compr ompra Posição Compr omprada a-P ada ................... 582.979.728 748.269 (119.764) 628.505 662.692 ompr osição C ompr 955.532.197 assiv 22.518 Posição P a ....................................................... Passiv assiva –.– Moeda Estrangeira ................................................ 15.220.578 19.730.993 236.010 (12.103) 223.907 344.159 Moeda Estrangeira ................................................ –.– –.– Mercado Interfinanceiro ..................................... 907.198.273 554.564.108 430.841 (90.857) 339.984 255.361 Mercado Interfinanceiro ..................................... –.– 15.715 Pós-Fixados ............................................................. 262.022 193.084 1.630 (857) 773 850 Índices ....................................................................... 32.513.737 7.421.698 62.145 (20.005) 42.140 20.068 Prefixados ................................................................ –.– 6.803 Títulos ....................................................................... 28.264 583.832 4.058 (3.094) 964 25.936 erificação Moeda Estrangeir angeira –.– ificação de SSw Ver w ap - M angeir a ...... 2.731.227 oeda Estr Commodities .......................................................... 309.323 486.013 13.585 7.152 20.737 16.318 Posição A Ativ tiva –.– tiv a ............................................................ 2.082.687 Posição Compr omprada ompr De Venda - P osição C ada ......................... 499.398.963 799.779.427 1.278.895 65.939 1.344.834 769.667 Moeda Estrangeira ................................................ –.– 2.082.687 Moeda Estrangeira ................................................ 11.664.466 16.616.165 618.340 39.709 658.049 178.988 Posição P Passiv assiva –.– assiv a ....................................................... 648.540 Mercado Interfinanceiro ..................................... 463.441.230 754.186.722 61.124 (36.522) 24.602 41.862 Moeda Estrangeira ................................................ –.– 648.540 Pós-Fixados ............................................................. 239.052 108.396 505 (111) 394 653 Outros nstrumenttos FFinanc inanceir eiros Outr os IInstrumen nstrumen inanc eir os Índices ....................................................................... 22.237.749 25.425.243 23.456 (8.799) 14.657 18.362 D er iv a tiv os 9.647.382 eriv ivativos ................................................................ –.– Títulos ....................................................................... 1.095.176 1.285.037 567.660 67.992 635.652 512.705 Posição A Ativ tiva –.– tiv a ............................................................ 3.303.981 Commodities .......................................................... 721.290 2.157.864 7.810 3.670 11.480 17.097 Moeda Estrangeira ................................................ –.– 2.904.600 Compr ompra Posição De C 312.501.264 (722.736) 147.253 (575.483) (384.310) ompr a-P osição Vendida .......................... 600.041.613 Mercado Interfinanceiro ..................................... –.– 87.036 Moeda Estrangeira ................................................ 9.063.100 16.196.765 (201.936) (10.788) (212.724) (256.794) Commodities .......................................................... –.– 125.597 Mercado Interfinanceiro ..................................... 570.441.720 266.610.892 (455.171) 132.993 (322.178) (57.047) Índices ....................................................................... 20.341.343 28.971.278 (58.605) 24.528 (34.077) (21.661) Prefixados ................................................................ –.– 186.748 Títulos ....................................................................... 7.550 513.466 (523) 502 (21) (39.491) Posição P Passiv assiva –.– a ....................................................... 6.343.401 assiv Commodities .......................................................... 187.900 208.863 (6.501) 18 (6.483) (9.317) Moeda Estrangeira ................................................ –.– 5.575.833 De Venda - P Posição osição Vendida .............................. 375.444.804 607.195.501 (779.094) 37.239 (741.855) (277.828) Mercado Interfinanceiro ..................................... –.– 646.038 Moeda Estrangeira ................................................ 10.600.556 15.676.152 (490.347) (7.907) (498.254) (146.486) Prefixados ................................................................ –.– 5.512 Mercado Interfinanceiro ..................................... 344.198.049 579.221.932 (92.134) 35.908 (56.226) (81.934) Commodities .......................................................... –.– 116.018 Pós-Fixados ............................................................. 251.227 108.396 (579) 173 (406) (653) ATIVO Índices ....................................................................... 19.366.857 11.721.748 (18.433) 10.852 (7.581) (11.245) PASSIVO Títulos ....................................................................... 812.118 329.538 (167.442) (7.975) (175.417) (27.642) TO TAL Commodities .......................................................... 215.997 137.735 (10.159) 6.188 (3.971) (9.868) ontr tra ermo Con tr atos a Ter mo ..................................................... 12.713.838 969.275 (323.422) 15.639 (307.783) –.– Os contratos de derivativos possuem os seguintes vencimentos em dias: Compr ompras Rec eceber as a R ec eber ................................................ 164.428 654.667 50.772 635 51.407 654.667 Moeda Estrangeira ................................................ 48.948 –.– 733 191 924 –.– Compensação 0 - 30 31 - 180 Prefixados ................................................................ 48.184 56.354 48.096 88 48.184 56.354 Futur uturos 56.575.465 64.345.501 os ............................................................ Pós-Fixados ............................................................. –.– 598.313 –.– –.– –.– 598.313 10.526.094 19.706.655 Sw aps ............................................................... Commodities .......................................................... 67.296 –.– 1.943 356 2.299 –.– – pções 1.298.967.909 711.458.178 O pç ões ............................................................. Obrigaç igações Compr ompra Pagar –.– Obr ões por C ompr igaç aaP agar ..................... 7.125.255 (616.714) 20.461 (596.253) (654.668) ermo ............................................................... 1.826.775 5.325.406 T er mo Moeda Estrangeira ................................................ 6.933.793 –.– (553.156) 18.552 (534.604) –.– ativ eriv iva tivos Crédit édito –.– 2.107 Der iv os de Cr édit o ............................. Prefixados ................................................................ –.– –.– (48.096) (88) (48.184) (56.355) orw ards 6.674.543 6.737.046 For w ar ds ......................................................... Pós-Fixados ............................................................. –.– –.– –.– –.– –.– (598.313) erificação –.– –.– Sw aps ccom om Ver ificação ............................. Índices ....................................................................... 1.029 –.– (23) 4 (19) –.– erificação –.– –.– Ver ificação de SSw w ap .................................. Títulos ....................................................................... 21.013 –.– (2.601) (231) (2.832) –.– Outros –.– –.– Outr os .............................................................. Commodities .......................................................... 169.420 –.– (12.838) 2.224 (10.614) –.–

Pa trimonial Valor P atr imonial a eceber/(R eber/(Rec ecebido) R ec ec eber/(R ebido) Pagar)/P agar)/Pago (A P agar)/P ago 30/06/2011 314.786 265.496 48.097 –.– 1.193 (72.266) (6.696) (48.097) –.– (17.473) 229.780 248.440 248.440 –.– (18.660) –.– (18.660) –.– –.– (127.284) 1.137.481 561.746 575.735 (1.264.765) (688.708) (576.057) –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.–

juste A just e a Valor Mer ercado de M er cado Resultado) (no R esultado) 30/06/2011 (5.808) (5.378) 87 –.– (517) 351 435 (87) –.– 3 8.584 7.004 7.004 –.– 1.580 –.– 1.580 –.– –.– (6.761) –.– –.– –.– (6.761) –.– (6.761) –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.–

–.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– 6.806.539 (5.735.194) 1.071.345

181 - 365 24.709.379 12.009.947 407.898.600 4.365.805 495.898 2.150.161 –.– –.– –.–

–.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– 114.691 214.858 329.549 Acima de 365 18.833.158 41.661.969 12.092.890 1.195.852 2.530.984 3.969.116 –.– –.– –.–

Mer ercado Valor de M er cado 30/06/2011 30/06/2010 308.978 314.608 260.118 –.– 48.184 102.215 –.– 212.393 676 –.– (71.915) (314.608) (6.261) –.– (48.184) (102.215) –.– (212.393) (17.470) –.– 238.364 (15.544) 255.444 7.786 255.444 7.786 –.– –.– – (17.080) (23.330) –.– (2) (17.080) (23.328) –.– –.– –.– –.– (134.045) (28.819) 1.137.481 36.826 561.746 36.826 575.735 –.– – (1.271.526) (65.645) (688.708) (65.645) (582.818) –.– –.– (403) –.– 40 –.– 40 –.– –.– – –.– –.– (443) –.– –.– –.– –.– (443) –.– –.– –.– 59.736 –.– 175.098 –.– 175.098 –.– (115.362) –.– (115.362) –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– 6.921.230 (5.520.336) 1.400.894

30/06/2011 164.463.503 83.904.665 2.430.417.577 12.713.838 3.028.989 19.530.866 –.– –.– –.–

(139.399) 132.110 120.824 (1) 11.128 159 (271.509) (241.568) (13.706) (5) (16.230) 4.852.108 (4.553.185) 298.923

30/06/2010 194.448.864 119.799.116 2.302.455.920 969.275 1.264.051 3.311.547 21.881 2.731.227 9.647.382

II - Abaixo, composição da carteira de Instrumentos Financeiros Derivativos por tipo de instrumento, demonstrada pelo seu valor referencial, por local de negociação (mercado organizado ou balcão) e contrapartes: 30/06/2011 Futur os uturos 147.448.471 17.015.032 1.246.040 15.768.992 –.– 164.463.503 194.448.864

BM&F/Bo BM&F/B ovespa ................................................................................................................................................................... Balcão ..................................................................................................................................................................................... Instituições Financeiras ................................................................................................................................................ Empresas ........................................................................................................................................................................... Pessoas Físicas ................................................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................................................ Total em 30/06/2010 .......................................................................................................................................................

Sw aps 15.038.142 68.866.523 55.456.467 13.402.986 7.070 83.904.665 119.799.116

pções O pç ões 2.405.588.371 24.829.206 19.156.025 5.673.181 –.– 2.430.417.577 2.302.455.920

ativ eriv iva tivos Crédit édito III - Der iv os de Cr édit o Abaixo, composição da carteira de Derivativos de Crédito (Ativos e Passivos), demonstrada pelo seu valor referencial:

Transf er idos ansfer eridos Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são: ...................................................................................................................................................... Títulos e Valores Mobiliários ........................................................................................................................................................................................ ecebidos Rec ebidos Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são: ...................................................................................................................................................... Títulos e Valores Mobiliários ............................................................................................................................................................................................ Total .....................................................................................................................................................................................................................................

Swaps ccom om erificação Ver ificação –.– –.– –.– –.– –.– –.– 21.881

erificação Ver ificação Swap –.– –.– –.– –.– –.– –.– 2.731.227

Outros Outr os –.– –.– –.– –.– –.– –.– 9.647.382

(2.450.552) (2.450.552)

(478.205) (478.205)

578.436 578.436 (1.872.116)

785.846 785.846 307.641

Swaps ....................................................................................................................................................................................................................................... Termo ....................................................................................................................................................................................................................................... Futuro ...................................................................................................................................................................................................................................... Opções .................................................................................................................................................................................................................................... Derivativos de Crédito ....................................................................................................................................................................................................... Outros ......................................................................................................................................................................................................................................

30/06/2011 1.015.573 (35.906) 518.197 101.061 (1.981) (260.568)

30/06/2010 94.701 –.– 10.702 100.722 (4.375) 171.419

Total ............................................................................................................................................................................................................................................

1.336.376

01/01 a 30/06/2010 221.573

Saldo IInicial nicial ............................................................................................................................................................................................................................. Ajustes com efeitos no: Resultado .............................................................................................................................................................................................................................. (14.702) (205.965) Títulos para Negociação ................................................................................................................................................................................................ (72.498) (109.175) Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativos e Passivos) ................................................................................................................................. 57.796 (96.790) Patr trimônio imônio Líquido .......................................................................................................................................................................................................... (68.170) (8.997) Saldo FFinal inal ............................................................................................................................................................................................................................... 372.942 6.611 Ajust justes Mer ercado es a Valor de M cado .............................................................................................................................................................................................. er 372.942 6.611 Títulos para Negociação .................................................................................................................................................................................................... (21.697) (43.949) Títulos Disponíveis para Venda ...................................................................................................................................................................................... 65.091 71.396 Instrumentos Financeiros Derivativos (Ativos e Passivos) .................................................................................................................................... 329.548 (20.836) O quadro abaixo demonstra, para melhor entendimento, o resultado não realizado de títulos disponíveis para venda e dos mantidos até o vencimento: 30/06/2011 30/06/2010 Ajuste de Títulos Disponíveis para Venda - Patrimônio Líquido ............................................................................................................................ 65.091 71.396 Ajuste de Títulos Mantidos até o Vencimento .............................................................................................................................................................. 5.164 11.824 Total de R Resultado Realizado esultado não R ealizado ................................................................................................................................................................................. 70.255 83.220 Reclassificação alores Mobiliár obiliários (artigo Circular BACEN) d) R ios (ar tigo 5º da Cir cular nº 3.068, de 08/11/2001, do BA CEN) eclassificação de Títulos e Valor es M obiliár A Administração determina diretrizes para a classificação de Títulos e Valores Mobiliários. As classificações dos títulos existentes na carteira, assim como aqueles adquiridos no período, são periódica e sistematicamente avaliadas de acordo com tais diretrizes. Conforme estabelecido no artigo 5º da Circular nº 3.068, de 08/11/2008, do BACEN, a reavaliação quanto à classificação de títulos e valores mobiliários só pode ser efetuada por ocasião dos balancetes semestrais. Além disso, no caso da transferência da categoria “mantidos até o vencimento” para as demais, essa só poderá ocorrer por motivo isolado, não usual, não recorrente e não previsto, que tenha ocorrido após a data da classificação. No período, não foram realizadas reclassificações ou alterações nas diretrizes existentes.

Durante o período não houve ocorrência de evento de crédito relativo a fatos geradores previstos nos contratos.

373.169

OUTRO CR D TTO O

N e de R o O pe õe de C éd o mp é mo e T u o De on do n n men o n n men o Ru e Ag o ndu Me O pe õe de A end men o M n n e o No 7d e n Ad n men o ob e C Con on o de C mb o 1 Ou o C éd o D e o 2 To O Con Ope e de C on e o de C éd o pe õe om C

AA 42 541 715 16 271 782 23 007 790 3 262 143 26 814 1 798 346 –– 44 366 875

A 6 628 571 5 430 081 1 016 476 182 014 1 731 062 490 755 113 8 850 501

B 1 886 082 1 416 594 396 333 73 155 175 225 82 471 –– 2 143 778

C 697 932 649 297 38 175 10 460 99 175 2 073 –– 799 180

A To To

–– 44 366 875 19 989 709

–– 8 850 501 19 082 531

–– 2 143 778 5 037 562

–– 799 180 1 455 834

e n 3 e n om A Ge G e 30 06 2010

orw ards For w ar ds –.– 19.530.866 18.166.125 1.364.741 –.– 19.530.866 3.311.547

01/01 a 30/06/2011 455.814

Realizado Realizado Car artteir eira nstrumenttos FFinanc inanceir eiros VI - R esultado R ealizado e não R ealizado na C ar a de IInstrumen nstrumen inanc eir os

V o P e en e

ativ eriv iva tivos D er iv os o Crédit édito de Cr édit –.– 3.028.989 2.251.171 777.818 –.– 3.028.989 1.264.051

Ajust juste Mer ercado volução do A just e ao Valor de M er cado c) EEv Risc isco Crédit édito Valor do R isc o de Cr édit o 30/06/2011 30/06/2010

NO TA 7 - OPER NOT OPERA ARRENDA MENTO MERCANTIL (Demonstr AÇÕES DE CRÉDIT CRÉDITO O, ARREND A MENT O MERC ANTIL (D emonstr emon emonst d Ope Compo o d C e de C éd o po T po de O pe o e N e de R o

ermo Ter mo –.– 12.713.838 1.446.026 11.254.690 13.122 12.713.838 969.275

1 Compo o po Ad n men o ob e Con o de C mb o e Rend Re ebe de Ad n men o Con ed do on b 2 Compo o po T u o e C éd o Re ebe De edo e po Comp de V o e e Ben e A e n Hon do No 11 3 Con b do em Con de Compen o

do em Ou o C éd o Ob g õe

C

e

de C mb o No

8

30 06 2011 D 537 926 488 451 20 188 29 287 44 212 3 729 –– 585 867

188 892 188 887 –– 5 23 771 –– –– 212 663

–– 585 867 916 582

–– 212 663 63 723

90 585 90 362 223 –– 18 521 –– 303 309 412 415

G 72 017 71 623 394 –– 15 782 –– –– 87 799

H 231 962 215 548 16 242 172 41 939 9 663 7 602 291 166

To 52 875 682 24 822 625 24 495 821 3 557 236 2 176 501 2 387 037 311 024 57 750 244

–– 412 415 179 122

–– 87 799 138 079

–– 291 166 441 336

28 341 157 86 091 401 47 304 478

30 06 2010 To 42 005 103 22 318 488 16 485 517 3 201 098 2 864 481 2 410 372 24 522 47 304 478 17 088 638 64 393 116


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 23

NOT EXPLICA TIVAS CONT ONTÁBEIS NO TAS EXPLIC ATIV AS ÀS DEMONSTR DEMONSTRA AÇÕES C ONT ÁBEIS - PERÍOD PERÍODOS OS DE 01/01 A 30/06 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) Composição Car artteir eira encimentto e N Nív íveis Risc isco a por FFaixas ív eis de R b) C omposição da C ar aixas de Vencimen isc o

arccelas Vinc incendas Par endas ............................................................................................................................................................................ 01 a 60 .................................................................................................................................................................................................. 61 a 90 .................................................................................................................................................................................................. 91 a 180 ................................................................................................................................................................................................ 181 a 365 ............................................................................................................................................................................................. Acima de 365 ..................................................................................................................................................................................... Par arccelas Vencidas (em A Atr traso) tr aso) ..................................................................................................................................................... 01 a 60 .................................................................................................................................................................................................. 61 a 90 .................................................................................................................................................................................................. 91 a 180 ................................................................................................................................................................................................ 181 a 365 ............................................................................................................................................................................................. Acima de 365 ..................................................................................................................................................................................... Subtotal Subt otal ...................................................................................................................................................................................................

AA –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.–

A –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.– –.–

B 131.145 11.492 5.528 17.397 32.382 64.346 11.616 11.616 –.– –.– –.– –.– 142.761

C 113.709 8.133 19.039 11.238 25.559 49.740 14.911 13.952 708 251 –.– –.– 128.620

Par arccelas Vinc incendas endas ............................................................................................................................................................................ 01 a 60 .................................................................................................................................................................................................. 61 a 90 .................................................................................................................................................................................................. 91 a 180 ................................................................................................................................................................................................ 181 a 365 ............................................................................................................................................................................................. Acima de 365 ..................................................................................................................................................................................... Par arccelas Vencidas aatté 14 dias ....................................................................................................................................................... Subtotal Subt otal .................................................................................................................................................................................................. TOTAL GER GERAL AL EM 30/06/2011 ....................................................................................................................................................... PDD ........................................................................................................................................................................................................... TOTAL GER GERAL AL EM 30/06/2010 ....................................................................................................................................................... PDD ...........................................................................................................................................................................................................

44.323.271 6.818.273 2.907.693 7.033.977 5.832.743 21.730.585 43.604 44.366.875 44.366.875 –.– 19.989.709 –.–

8.840.589 1.158.582 1.342.071 935.553 1.210.462 4.193.921 9.912 8.850.501 8.850.501 (44.252) 19.082.531 (188.917)

1.998.560 443.448 105.816 226.795 320.367 902.134 2.457 2.001.017 2.143.778 (21.438) 5.037.561 (150.623)

668.709 64.107 83.373 32.584 50.690 437.955 1.851 670.560 799.180 (23.975) 1.455.833 (145.438)

Anormal Curso Anor mal (*) D 26.752 2.180 1.048 3.125 6.437 13.962 92.128 2.183 89.052 893 –.– –.– 118.880 Curso Nor Normal mal 466.834 73.306 2.084 61.607 31.152 298.685 153 466.987 585.867 (80.260) 916.583 (727.590)

E 150.556 1.742 770 7.843 16.255 123.946 8.752 2.511 588 4.473 1.180 –.– 159.308

F 11.880 1.074 517 1.532 3.312 5.445 5.624 1.108 519 2.026 1.971 –.– 17.504

53.262 2.053 228 14.839 1.383 34.759 93 53.355 212.663 (106.310) 63.723 (63.717)

394.884 166 85 247 303.984 90.402 27 394.911 412.415 (288.650) 179.123 (179.105)

G 17.180 10.473 350 1.038 2.093 3.226 65.716 20.070 5.339 38.672 1.635 –.– 82.896

H 48.974 6.047 2.281 23.226 11.004 6.416 171.531 7.837 10.257 126.069 22.992 4.376 220.505

4.865 265 139 403 849 3.209 38 4.903 87.799 (87.790) 138.079 (138.065)

70.540 1.829 259 2.893 1.331 64.228 121 70.661 291.166 (291.166) 441.336 (441.336)

Total 500.196 41.141 29.533 65.399 97.042 267.081 370.278 59.277 106.463 172.384 27.778 4.376 870.474 56.821.514 8.562.029 4.441.748 8.308.898 7.752.961 27.755.878 58.256 56.879.770 57.750.244 (943.841) 47.304.478 (2.034.791)

% 0,86% 0,07% 0,05% 0,11% 0,17% 0,46% 0,64% 0,10% 0,18% 0,30% 0,05% 0,01% 1,50% 98,40% 14,83% 7,69% 14,39% 13,42% 48,07% 0,10% 98,50% 100,00%

(*) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias ou com composições efetuadas ou de responsabilidade de empresas concordatárias ou em processo de falência. Composição etor ores Atividade omposição por SSet c) C et or es de A tividade or P Set etor Públic úblico úblic o ........................................................................................................................................................................................................................... Set etor Prriv ivado or P ado .......................................................................................................................................................................................................................... Pessoa Jur Jurídica ídica ................................................................................................................................................................................................................... Indústria e Comércio ....................................................................................................................................................................................................... Serviços ................................................................................................................................................................................................................................ Setor Primário .................................................................................................................................................................................................................... Outros ................................................................................................................................................................................................................................... Pessoa FFísica ísica ........................................................................................................................................................................................................................ Total ............................................................................................................................................................................................................................................ o Composição Prresen esentte das O Oper peraç ações Arrrendamen endamentto M Mer ercan cantil inanceir eiro per ões de Ar er can til FFinanc d) C omposição do Valor P aç inanc eir aç Oper peraç ações Arrrendamen endamentto FFinanc inanceir eiro inanc eir o .................................................................................................................................................................... ões de Ar Arrendamentos a Receber e Valor Residual Garantido ................................................................................................................................................ (Rendas a Apropriar e Valor Residual a Balancear) ........................................................................................................................................................ Outros Valores e Bens - Bens Reintegrados ..................................................................................................................................................................... Imobilizado de Ar Arrrendamen endamentto M Mer ercan cantil er til ................................................................................................................................................................... can Bens Arrendados - Veículos .............................................................................................................................................................................................. Veículos ............................................................................................................................................................................................................................... Perdas em Arrendamento a Amortizar (Nota 3k) .................................................................................................................................................... Depr epreciação Acumulada cumulada ................................................................................................................................................................................................. eciação A (Depreciação Acumulada) ............................................................................................................................................................................................. Superveniência de Depreciação .................................................................................................................................................................................. (Cr Credor edores Anttecipação do Valor R Residual) edor es por An esidual) ......................................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................................................................................................................ Prrovisão par para Crédit éditos e) P a Cr édit os de Liquidação Duvidosa

Saldo IInicial nicial ............................................................................................................................................................................................................................. Mínima Requerida pela Resolução nº 1.682/99 .......................................................................................................................................................... “Write-Offs” ............................................................................................................................................................................................................................ Saldo FFinal inal ................................................................................................................................................................................................................................ Provisão Requerida (Nota 3g) ........................................................................................................................................................................................... Provisão Complementar (*) ...............................................................................................................................................................................................

30/06/2011 350.991 57.399.253 55.157.403 32.030.325 19.406.988 3.557.236 162.854 2.241.850 57.750.244

30/0 30/ 06/2010 611.820 46.692.658 43.829.297 22.179.107 13.956.270 7.656.699 37.221 2.863.361 47.304.478

30/06/2011 137.574 4.914.236 (4.776.771) 109 4.111.095 3.903.088 3.903.069 19 208.007 (2.220.040) 2.428.047 (2.072.168) 2.176.501

30/0 06/2010 30/ 188.566 5.914.518 (5.726.219) 267 4.662.741 4.460.193 4.460.176 17 202.548 (1.679.138) 1.881.686 (1.986.826) 2.864.481

01/01 a 30/06/2011 (930.366) (97.144) 83.669 (943.841) (770.884) (172.957)

01/01 a 30/06/2010 (1.925.888) (312.040) 203.137 (2.034.791) (927.791) (1.107.000)

(*) Refere-se à provisão complementar aos percentuais mínimos requeridos pela Resolução nº 2.682, de 21/12/1999, do CMN, utilizando-se da metodologia de perda esperada, adotada na gestão de risco de crédito da instituição, que considera inclusive as perdas potenciais para créditos rotativos. Em 2010, reduziu-se a necessidade da PDD adicional, associada às novas orientações de Basileia III, onde os efeitos anticíclicos passam a ser tratados na base de capital. Em 30/06/2011, o saldo da provisão em relação à carteira de crédito equivale a 1,63% (4,30% em 30/06/2010). Recuper ecuperação Renegociação Crédit éditos ecuper ação e R enegociação de Cr édit os f) R I - No período foram recuperados créditos baixados (“write-off”) contra a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa no valor de R$ 96.079 (R$ 114.658 de 01/01 a 30/06/2010), que se encontram registrados em Receitas de Operações de Crédito e Arrendamento Mercantil. II - Em 30/06/2011 o saldo de créditos renegociados totalizava R$ 98.775 (R$ 54.542 em 30/06/2010), sendo a respectiva Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa de R$ 46.166 (R$ 21.639 em 30/06/2010). Cessão Crédit édito g) C essão de Cr édit o No primeiro semestre de 2011, foram realizadas cessões de crédito sem coobrigação, amparadas no disposto na Resolução nº 2.836, de 30 de maio de 2001 do CMN, sendo Carteira de Crédito com empresas Não Ligadas no valor de R$ 660.554, cedidas por R$ 660.718, com efeito de R$ 164 no resultado. Oper peraç ações Ativ tivas h) O per aç ões A tiv as Vinculadas Apresentamos abaixo informações relativas a operações ativas vinculadas, realizadas na forma prevista na Resolução nº 2.921, de 17/01/2002, do CMN. 01/01 a 01/01 a 06/2011 30/0 30/0 30/06/2011 30/ 30/ 06/2010 Acima eceitas eceitas Rec eitas Rec eitas 31 - 180 181 - 365 de 365 Total (Despesas) Total 0 - 30 (Despesas) Oper peraç ações Ativ tivas aç ões A tiv as Vinculadas Operações de Crédito ......................................................................... 394 13.689 103.813 21.856 139.752 (7.155) 167.996 8.875 Obrigaç igações Oper peraç ações Ativ tivas Obr igaç aç tiv ões por O per ões A as Vinculadas Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior ........ 394 13.689 103.813 21.856 139.752 7.168 167.996 (8.135) Resultado Líquido das O per peraç ações aç ões Vinculadas ......................... 13 740 NO TA 8 - C NOT CAR ARTEIR TEIRA CÂ AR ÂMBIO TEIR A DE C ATIVO - OUTROS CRÉDIT CRÉDITOS OS .............................................................................................................................................................................................. Câmbio Comprado a Liquidar - ME ................................................................................................................................................................................ Direitos sobre Vendas de Câmbio - MN ......................................................................................................................................................................... (-) Adiantamentos em Moeda Nacional Recebidos - MN ......................................................................................................................................... Rendas a Receber de Adiantamentos Concedidos .................................................................................................................................................... PASSIVO - OUTR OUTRAS OBRIGAÇ ÇÕES .................................................................................................................................................................................. AS OBRIGA Câmbio Vendido a Liquidar - ME ..................................................................................................................................................................................... Obrigações por Compras de Câmbio - MN .................................................................................................................................................................. (-) Adiant. sobre Contratos de Câmbio e Imp. Fin. - Câmbio Contratado ........................................................................................................... Outras ...................................................................................................................................................................................................................................... CONT ONTAS COMPENSA OMPENSAÇ AS DE C OMPENSA ÇÃO ............................................................................................................................................................................................. Créditos Abertos para Importação - ME ........................................................................................................................................................................ Créditos de Exportação Confirmados - ME ..................................................................................................................................................................

30/06/2011 14.279.420 10.083.213 4.306.119 (153.240) 43.328 12.213.739 4.316.380 10.240.214 (2.343.709) 854 248.645 242.904 5.741

30/06/2010 9.854.459 5.773.898 4.221.301 (212.203) 71.463 7.731.167 4.211.253 5.857.989 (2.338.909) 834 399.385 395.369 4.016

NO TA 9 - C NOT CAPT APTA OBRIGAÇ APT AÇÃO DE RECURSOS E OBRIGA ÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REP REPASSES ASSES

Depósit epósitos os .......................................................................................................................................... Captaç aptações Mer ercado Abertto ................................................................................................ ões no M er cado Aber Recursos de A Acceit eites es e Emissão de Títulos: .......................................................................... Recursos de Crédito Agronegócio .......................................................................................... Emitidos no Exterior .................................................................................................................... Brazil Risk Note Programme .................................................................................................. Euro Certificates of Deposits ................................................................................................. Medium Term Note .................................................................................................................. Euro Notes ................................................................................................................................... Euro Medium Term Note Programme ................................................................................ Structure Note Issued .............................................................................................................. Obrigaç igações Empréstimos Repasses Obr igaç ões por Empr éstimos e R epasses (*) ..................................................................... TOTAL .................................................................................................................................................

Até 365 51.500.749 28.498.352 5.750.631 2.236.509 3.514.122 10.258 3.021.631 72.304 13.628 390.133 6.168 14.754.749 100.504.481

30/06/2011 Acima de 365 8.029.614 17.348.833 1.014.240 –.– 1.014.240 67.350 24.686 15.412 –.– 7.194 899.598 12.119.871 38.512.558

Total 59.530.363 45.847.185 6.764.871 2.236.509 4.528.362 77.608 3.046.317 87.716 13.628 397.327 905.766 26.874.620 139.017.039

30/06/2010 Total 67.127.883 44.695.632 3.547.890 2.293.627 1.254.263 1.896 367.361 155.513 202.503 526.746 244 17.539.338 132.910.743

(*) Os Empréstimos no Exterior estão representados, basicamente, por aplicações em operações comerciais de câmbio, relativas a pré-financiamentos à Exportação e Financiamentos à Importação. NO TA 10 - P NOT PASSIVOS CONTINGENTES OBRIGAÇ FISCAIS PREVIDENCIÁRIAS ASSIVOS C ONTINGENTES E OBRIGA ÇÕES LEGAIS – FISC AIS E PRE VIDENCIÁRIAS O Itaú BBA, na execução de suas atividades normais, encontra-se envolvido em contingências como segue: Passiv assivos Con ontingen tingenttes: são quantificados e classificados conforme segue: a) P assiv os C on tingen Crit itér érios quantificação: - Cr it ér ios de quan tificação: Ações Cíveis: quantificadas quando da notificação judicial e revisadas mensalmente: - Individualizados (processos relativos a causas consideradas não usuais ou cujo valor seja considerado relevante): pelo valor indenizatório pretendido, nas provas apresentadas e na avaliação de assessores legais que considera jurisprudência, subsídios fáticos levantados, provas produzidas nos autos e as decisões judiciais que vierem a ser proferidas na ação – quanto ao grau de risco de perda da ação judicial. Ajustadas ao valor do depósito em garantia de execução quando este é exigido ou ao valor da execução definitiva (valor incontestável) quando em fase de trânsito em julgado. Ações Trabalhistas: quantificadas com base na análise individual do valor potencial de perda provável para ações com valor relevante. Ações Fiscais e Previdenciárias: quantificadas quando do recebimento da notificação dos processos administrativos, com base nos valores destes, atualizados mensalmente. Con ontingências pro - C on tingências classificadas ccomo omo pr ováveis: são reconhecidas contabilmente e estão representadas principalmente por Ações Cíveis, Trabalhistas, Fiscais e Previdenciárias. Abaixo demonstramos a movimentação das respectivas provisões para passivos contingentes e os saldos dos respectivos depósitos em garantia de recursos: 01/01 a 30/06/2010 01/01 a 30/06/2011 30/06/201 0 Fiscais e Provisões P Par ara Passiv assivos Con ontingen tingenttes Cíveis evidenciárias ar aP assiv os C on tingen Cív eis Trabalhistas Previdenciár ias Total Total nicial .................................................................................................... 68.256 14.746 5.378 88.380 74.146 Saldo IInicial Atualização/Encargos ................................................................................... 4.030 7.142 29 11.201 3.566 Movimentação do Período Refletida no Resultado ............................. 62 2.833 253 3.148 1.777 Constituição .................................................................................................. 201 2.833 253 3.287 1.883 Baixas por Reversão ................................................................................... (139) –.– –.– (139) (106) Baixas por Pagamento .................................................................................. –.– –.– –.– –.– (399) Saldo FFinal inal em 30/06/2011 ..................................................................... 72.348 24.721 5.660 102.729 79.090 Depósit epósitos Gar aran antia Recursos os em G ar an tia de R ecursos em 30/06/2011 ................... 4.773 7.849 3.071 15.693 Depósit epósitos Gar aran antia Recursos –.– os em G ar an tia de R ecursos em 30/06/2010 ................... 3.898 4.401 8.299 Con ontingências possíveis eis: não são reconhecidas contabilmente e estão representadas por Processos Fiscais e Previdenciários no valor de R$ 139.513, -C on tingências classificadas ccomo omo possív eis relativos basicamente a: • IRPJ e CSLL - Recomposição Patrimonial - R$ 48.329: auto de infração para exigir Imposto de Renda e Contribuição Social sobre valor recebido do Poder Público para recomposição patrimonial. Os valores recebidos decorrem do negócio de privatização do Banco Bemge S.A.. O Estado de Minas Gerais (controlador e vendedor) ressarciu o Banco Bemge S.A. (depois denominado Banco Itaú BBA S.A) de valores de condenações judiciais de natureza tributária contra este, relacionadas a fatos geradores anteriores à privatização. • IRPJ, CSLL, PIS e COFINS - Usufruto de cotas e Ações - R$ 25.145: discutimos o correto tratamento contábil e tributário do valor recebido pela constituição onerosa do usufruto. O respectivo depósito em garantia totaliza em R$ 77. NO TA 13 NV T M NT NOT NTO O Co Con P p o em C o g d eC on o d Re u

1 2 3 4

do em 31 12 2010 73 179 73 179 –– –– –– 1 490 74 669

mp e n o po d pe ú BBAT d ng A em 30 11 2010 mp e d o d em 10 12 2010 n u o mb no mon n e de R$ 228 Con emp o A u e de Re u do n o Re do no e u do de p

do de p o em Co g d e Con o d 3 3 234 3 234 –– –– –– 338 3 572

mp e

C p A

46 442 131 883

Aumen o de C p –– –– –– –– –– 826 826

p õe e no n e men o e pe

P No P ú BBA T d ng A No e o B n o ú A gen n

A principal natureza está descrita a seguir: • PIS – Anterioridade Nonagesimal e Irretroatividade - R$ 26.741 – Pleiteamos o afastamento das Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97, dado o princípio da anterioridade e irretroatividade, visando recolhimento pela Lei Complementar 07/70. O saldo do depósito em garantia correspondente totaliza R$ 27.006. O Itaú BBA, com base na opinião de assessores legais, não está envolvido em quaisquer outros processos administrativos ou judiciais que possam afetar significativamente os resultados de suas operações. NO TA 11 - DE NOT DET ALHAMENT MENTO CONT ONTAS O DE C TALHA MENT ONT AS Outros Crédit éditos Diversos os Cr a) Outr édit os - Div ersos Títulos a Receber sem Característica de Concessão de Crédito (Nota 15a) ........................................................................................................... Créditos Tributários (Nota 12b I) ......................................................................................................................................................................................... Depósitos em Garantia de Passivos Contingentes (Nota 10) ..................................................................................................................................... Títulos a Receber com Característica de Concessão de Crédito (Nota 7a) ............................................................................................................. Impostos e Contribuições a Compensar .......................................................................................................................................................................... Outros ......................................................................................................................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................................................................................................................ Outras Obrigaç igações Diversas b) Outr as Obr igaç ões - Div ersas Provisão para Passivos Contingentes (Nota 10a) ........................................................................................................................................................... Provisão para Pagamentos a Efetuar ................................................................................................................................................................................. Credores Diversos no País ..................................................................................................................................................................................................... Outras .......................................................................................................................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................................................................................................................ Rec eceitas Prrestação de SSer erviç viços c) R ec eitas de P er viç os Operações de Crédito e Garantias Prestadas .................................................................................................................................................................. Serviços de Assessoria Econômica e Financeira ............................................................................................................................................................ Serviços de Cobrança ............................................................................................................................................................................................................. Rendas de Corretagem/Colocação de Títulos ................................................................................................................................................................ Comissões ................................................................................................................................................................................................................................. Outros ......................................................................................................................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................................................................................................................ d) Outr as D espesas A dministr ativ as Outras Despesas Administr dministra tivas Processamento de Dados e Telecomunicações ............................................................................................................................................................. Instalações ................................................................................................................................................................................................................................. Serviços de Terceiros .............................................................................................................................................................................................................. Despesas do Sistema Financeiro Nacional ...................................................................................................................................................................... Convênio de Rateio de Custos Comuns (Nota 15a) ...................................................................................................................................................... Depreciação e Amortização ................................................................................................................................................................................................. Outras .......................................................................................................................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................................................................................................................ Outras Despesas Oper peracionais as D espesas O per e) Outr acionais Amortização de Ágios de Incorporação ........................................................................................................................................................................... Despesas com Câmbio .......................................................................................................................................................................................................... Provisão para Perdas em Títulos a Receber sem Característica de Concessão de Crédito ................................................................................ Outras .......................................................................................................................................................................................................................................... Total ............................................................................................................................................................................................................................................

30/06/2011 766.437 724.456 516.236 311.024 176.392 150.215 2.644.760 30/06/2011 102.729 70.657 39.555 6.230 219.171 01/01 a 30/06/2011 212.323 176.522 42.722 27.862 23.864 2.714 486.007 01/01 a 30/06/2011 (75.572) (42.945) (40.789) (26.024) (24.562) (13.380) (29.515) (252.787) 01/01 a 30/06/2011 (209.394) (42.395) (7.710) (40.896) (300.395)

30/06/2010 –.– 1.355.878 449.918 24.522 32.072 77.438 1.939.828 30/06/2010 79.090 57.177 46.150 12.498 194.915 01/01 a 30/06/2010 166.804 131.435 35.237 20.843 22.679 2.752 379.750 01/01 a 30/06/2010 (47.838) (35.506) (37.077) (24.677) (25.835) (10.457) (23.340) (204.730) 01/01 a 30/06/2010 (211.005) (8.622) (2.858) (35.078) (257.563)

f) R Resultado Oper peracional esultado não O acional - Totalizam R$ 33.886 e estão representadas pela alienação de investimentos em sociedades de propósitos específicos. per NO TA 12 - TRIBUT NOT TRIBUTOS OS Despesas mpostos Con ontr tribuiç ibuições a) Composição das D espesas ccom om IImpost mpost os e C on tr ibuiç ões I - Demonstramos a seguir o Imposto de Renda e Contribuição Social devidos sobre as Operações do Período e sobre as Diferenças Temporárias decorrentes de adições e exclusões: 01/01 a 01/01 a Devidos sobr sobre Oper peraç ações Per eríodo aç ões do P eO per er íodo 30/06/2011 30/06/2010 Resultado An Anttes do IImpost mposto Renda Con ontr tribuição mpost o de R ibuição SSocial enda e C on tr ocial ........................................................................................................................... 1.303.758 527.234 Encargos (Imposto de Renda e Contribuição Social) às alíquotas vigentes (Nota 3p) ....................................................................................... (521.503) (210.894) Acr créscimos/D éscimos/Decr ecréscimos encargos mposto Renda Con ontr tribuição decor orrren enttes de: éscimos/D ecr éscimos aos encar gos de IImpost mpost o de R enda e C on tr ibuição SSocial ocial dec or (Inclusões) Exclusões Per ermanen manentte (I nclusões) Ex clusões P er 31 499 98 213 manen es ..................................................................................................................................... P p o em Co g d e Con o d 1 429 3 034 V o C mb de n e men o no e o 108 075 53 823 u o ob e T u o d D d e n e D dendo 47 637 24 991 Ou 93 366 22 433 n u õe u õe Tempo 77 854 135 156 P o õe p C éd o de qu d o Du do 33 557 77 971 upe en ên de Dep e o de A end men o Me n n n e o 51 363 112 196 A u e o V o de Me do de T u o p Nego o e n umen o n n e o De o e A u e de Ope õe Re d em Me do de qu d o u u 26 006 169 151 Ob g õe eg e P e den P o Con ngen e e A u o de Depó o em G n 5 808 2 791 Po op P p o no u o 72 610 11 905 Ou P o õe ndedu e 43 248 14 926 Compen Con u o C ompen o ob e o P e u o 47 665 33 847 De pe Rend Con end e C 213 990 om mpo o de R on bu o o 520 193 Re e en e D e en Pe Tempo Do P e odo Con u o Re e o do Pe odo 30 190 100 905 Con u o Re e o de Pe odo An e o e –– 28 517 Re De pe R e e de T bu o D e do 30 190 129 422 To de mpo o de R Rend Con on bu o o 490 003 84 568 end e C A De pe T bu e o ep e en d b men e po P CO N e b C éd o T bu o O do de C éd o T bu o e u mo men o eg eg do em un o d o gen e de embo o e e u do e o ep e en do po 31 12 2010 Re o Con u o 30 06 2011 30 06 2010 P eu o e B e Neg 61 1 –– 60 833 Po o p C éd o de qu d o Du do 357 478 2 519 47 445 402 404 795 259 A u e V o de Me do de T u o p Nego o de n umen o n n e o De o 55 981 55 981 38 000 38 000 223 751 Ob g õe eg e P e den eP o Con ngen e 49 073 2 386 8 148 54 835 113 078 Ou P o õe ndedu e 268 245 203 830 164 742 229 157 222 957 P p õe no u o 154 406 154 406 161 854 161 854 96 720 Po o p Ou o C éd o 46 376 2 2 888 49 262 45 123 Ág o n Aqu o de n e men o 1 640 997 –– 643 2 636 Ou o 65 823 48 425 –– 17 398 78 478 To 730 838 264 717 258 335 724 456 1 355 878 Ae m de e o e o o p e en e do C éd o T bu o d Con bu o o Compen de o en e d Med d P o ó n 2 158 35 de 24 08 2001 e d P o op mpo o e Con bu õe D e do e en e em 30 06 2011 de o do om e pe de ge o de u o bu e u u o om b e no h ó o de en b d de e em e udo é n o de b d de o Re Ano de R e o 2011 2012 2013 2014 2015 m de 2015 To V o P e en e 1

1 P

o u e

o p e en e o u

D e en

d

méd de

p

Tempo 441 155 181 351 12 968 8 520 6 646 73 816 724 456 623 417

o

A p o e õe de u o bu e u u o n uem e m e e en e e m oe onôm de mb o de u o o ume de ope õe n n e e de e o en e ou o que podem p e en õe em e o o d do e o e e O u o qu do on b n o em e o d e om o u o bu e p o mpo o de end e on bu o o em un o d d e en e en e en e o é o on be e eg o pe nen e ém de pe o o e o Po n o e omend mo que e o u o d e o do éd o bu o de o en e d d e en empo ep eu o n o e om d omo nd o de u o qu do u u o N o e em C éd o T bu o n o on b do Ob g õe e P e den O do d Ob g õe e P e den e ep e en do po 30 06 2011 30 06 2010 Po op mpo o e Con bu õe D e do 1 860 550 582 773 mpo o e Con bu õe ob e u o P g 455 046 113 459 mpo o e Con bu õe P g Re o he 149 798 359 307 Ob g õe eg e P e den No 10b 31 124 35 130 To 1 496 518 1 090 669 1 Rep e en do p n p men e po upe en ên de A end men o Me n n n e o n ng e

P mp e No P ú BBA T d ng A 1 De e Ho d ng A 2 Pue o C e u do de C éd o n n e o 1 u u do B e de P o e o A No e o B n o ú A gen n A 4 TOTA G R RA A

nter Obrigaç igações Prrevidenciár evidenciárias Depósit epósitos Gar aran antia para erposição Recursos b) Obr igaç ões LLegais egais - FFiscais iscais e P ias e D epósit os em G ar an tia par a IIn posição de R ecursos - Passivos constituídos pelo valor integral em discussão e respectivos depósitos em garantia conforme abaixo: M ovimen vimentação Obrigaç igações ões LLegais tação das Obr igaç egais 30/06/2011 30/06/2010 Saldo IInicial nicial ............................................................................................................................................................................................................................. 30.584 17.646 Encargos sobre Tributos ........................................................................................................................................................................................................ 540 876 Movimentação refletida no Resultado - Constituição ................................................................................................................................................. –.– 16.608 Saldo FFinal inal (Nota 12c) .......................................................................................................................................................................................................... 31.124 35.130 M ovimen aran antia 30/0 30/0 vimentação Depósit epósitos Gar tia 30/ 30/ an 06/2011 0 6/2010 tação dos D epósit os em G ar Saldo IInicial nicial ............................................................................................................................................................................................................................. 453.678 428.428 Apropriação de Rendas ......................................................................................................................................................................................................... 20.155 13.191 – Depósitos Efetuados .............................................................................................................................................................................................................. 26.633 –.– Saldo FFinal inal ................................................................................................................................................................................................................................ 500.466 441.619

môn o qu do 69 945 225 405

P eu o Pe do P e odo 3 234 14 089

do em 30 06 2011 69 945 69 945 –– –– –– 1 978 71 923

do em 30 06 2010 130 634 47 845 64 828 16 111 1 850 1 575 132 209

Re u do de P p o em Con Co g d e C on o d 01 01 30 06 2010 7 495 6 605 456 253 687 90 7 585

men e no mon n e de R$ 32 e R$ 276 N de A õe Odn de P op ed de do TTA AÚ BBA 3 938 518 832 3 468 778

P p o no o C p % 100 00 1 00

P p o no C p Vo n e % 100 00 1 04

Ág o de n o po o 1 D e o po Aqu o de o h de P g men o Ou o A o n ng e TOTA G R RA A 1 Re e e e b men e g o n qu o de õe e

o

o

o

CU TTO O 2 179 213 270 300 000 2 479 483 ú Un b n o que o m n

30 06 2011 A MOR MORT ZAÇ T ZA Ç ÃO ADA ACUMU AD A 1 311 748 114 12 500 1 324 362 o po d em 2009

VA OR QU DO 867 465 156 287 500 1 155 121

30 06 2010 VA OR QU DO 1 286 253 210 –– 1 286 463

NO TA 14 PATR MÔN O QU D NOT DO O ep e en do po 10 569 053 õe nom n em o nom n endo 5 284 526 õe o d n d eA 1 oo d n d e B C p o e 5 284 526 õe p e e en on êm d e o e ebe omo d dendo m n mo ob g ó o em d e e o mpo n n o n e o b D dendo e u o ob e o C p P óp o O 25% n e e n o po en o do u o qu do u do on o me d po o n e d o ed de po A õe m Reun o d D e o de 09 05 2011 o de be d d bu o de d dendo e o d n o no mon n e de R$ 2 900 000 e p go n me m d o de R$ 274 39 po o Re e 30 06 2011 30 06 2010 Re e de C p Au o de T u o P mon 15 372 16 417 Re e de u o 1 605 771 2 408 595 eg 550 408 422 304 u 1 055 363 1 986 291

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o ed de dequ d m gem ope

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uo


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

TIVAS CONT ONTÁBEIS NOT EXPLICA AS ÀS DEMONSTR DEMONSTRA AÇÕES C ONT ÁBEIS - PERÍOD PERÍODOS OS DE 01/01 A 30/06 DE 2011 E DE 2010 (Em Milhares de Reais) (Continuação) NO TAS EXPLIC ATIV

NO TA 15 - P PAR ARTES RELACIONAD CIONADAS NOT AR TES RELA CIONAD AS a) As operações realizadas entre partes relacionadas, são divulgadas em atendimento à Resolução nº 3.750, de 30/06/2009, do CMN. Essas operações são efetuadas a valores, prazos e taxas médias usuais de mercado, vigentes nas respectivas datas e em condições de comutatividade. assivos) eceitas/(D eitas/(Despesas) tivos/(P os/(Passiv assiv os) R ec eitas/(D espesas) Ativ os/(P 01/01 a 01/01 a 30/06/2010 30/06/2011 30/06/2010 30/06/2011 13.294.135 21.168.077 1.074.399 748.209 Aplicaç ões no M er cado Aber Aplicações Mer ercado Abertto ......................................................................................................................... - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... 12.580.790 21.168.077 1.074.399 748.209 - Outras .......................................................................................................................................................................... 713.345 –.– –.– –.– nter erfinanc financeir eiros Moeda Estrangeir angeira Aplicações Depósit epósitos a .............................................. 8.920.930 27.594.600 274.311 895.114 eir oeda Estr angeir financ os e em M Aplicaç os IIn ões em D epósit - Itaú Grand Cayman - Agência ............................................................................................................................. 7.751.167 7.992.502 26.821 21.695 - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... 755.153 16.140.652 217.740 859.491 - Itau Bank Ltd ............................................................................................................................................................. 197.367 –.– 22.334 –.– - Itaú New York - Agência ........................................................................................................................................ –.– –.– 2.829 –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... 217.243 3.461.446 4.587 13.928 vel e C Títulos e Valor Compr ompromissadas Mobiliár obiliários Renda ariá iáv alores ompr omissadas ...................................... 26.424.642 21.304.993 1.496.206 769.958 obiliár ios - R enda FFixa, ixa, Var iá es M - Dibens Leasing S.A. Arrendamento Mercantil .............................................................................................. 23.538.347 12.904.750 1.291.781 407.272 - BFB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil ..................................................................................................... 2.886.295 8.400.243 204.425 362.686 os - P osição A tiv a .......................................................................... 1.929.051 3.620.965 ativ inanc eir os D er iv I nstrumen tivos Posição Ativ tiva –.– –.– nstrumenttos FFinanc inanceir eiros Der eriv iva - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... 1.357.319 –.– 1.404.513 –.– - Licania Fund Limited .............................................................................................................................................. 512.594 –.– 2.013.925 –.– - Itau Bank Ltd ............................................................................................................................................................. 46.290 –.– 153.352 –.– - Banco Itaú BBA International S.A. ...................................................................................................................... –.– –.– 42.678 –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... 12.848 –.– 6.497 –.– ermediação alores –.– –.– mediação de Valor es ....................................................................................................... 278.428 30.712 Negociação e IIn nter - Licania Fund Limited .............................................................................................................................................. 277.963 –.– 30.712 –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... 465 –.– –.– –.– Relaç Unibanco –.– –.– –.– elações erfinanc financeir eiras o S.A. ......................................................................................... 169.963 ões IIn financ n ter eir as - IItaú taú Unibanc Posição Ativ tiva artteir eira Câmbio osição A tiv a ................................................................................................................. 5.653.514 1.375.326 267.260 24.210 a de C Car âmbio - P - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... 2.881.685 1.300.944 32.652 24.100 - Itaú Grand Cayman - Agência ............................................................................................................................. 2.328.167 –.– 228.799 –.– - Banco Itaú BBA International S.A. ...................................................................................................................... 411.069 –.– 5.808 –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... 32.593 74.382 1 110 Valor alores Rec eceber –.– ec ociedades Ligadas ................................................................................................... 774.797 15.066 es a R eber de SSociedades –.– - Itaú New York - Agência (*) ................................................................................................................................... 766.437 –.– 15.029 –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... 8.360 –.– 37 –.– Depósit erfinanc financeir eiros epósitos (1.540.372) (2.127.398) nter eir os ................................................................................................................................. (28.617.968) (50.415.900) financ os IIn - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... (28.617.968) (50.415.900) (1.540.372) (2.127.398) (1.375.668) (22.730) os à P Depósit o .................................................................................................................................................... –.– –.– epósitos Prraz azo - Itaú Grand Cayman - Agência ............................................................................................................................. (677.529) –.– (6.488) –.– - Itaú New York - Agência ........................................................................................................................................ (560.353) –.– (7.324) –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... (137.786) –.– (8.918) –.– (31.361) Negociação e IIn nter mediação de B ens ............................................................................................................ –.– –.– –.– ermediação Bens - Licania Fund Limited .............................................................................................................................................. (30.712) –.– –.– –.– - Itau Bank Ltd ............................................................................................................................................................. (73) –.– –.– –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... (576) –.– –.– –.– (267.771) (2.569.759) (1.138.643) iv tiv os (P osição P assiv a) (1.831.347) a I nstrumen t os F inanc eir os D er ivativos (Posição Passiv assiva) ................................................................... nstrument Financ inanceir eiros Der eriv - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... (1.370.148) (202.346) (1.059.875) (1.057.237) - Licania Fund Limited .............................................................................................................................................. (219.650) –.– (1.297.670) –.– - Itau Bank Ltd ............................................................................................................................................................. (208.004) –.– (181.094) –.– - Banco Itaú BBA International S.A. ...................................................................................................................... –.– –.– (27.129) –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... (33.545) (65.425) (3.991) (81.406) Car (Posição Passiv assiva) artteir eira Câmbio osição P assiv a) ......................................................................................................... (5.626.111) (1.448.199) (227.412) (13.571) a de C âmbio - (P - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... (2.889.170) (1.372.455) (37.978) (11.775) - Itaú Grand Cayman - Agência ............................................................................................................................. (2.285.609) –.– (184.689) –.– - Banco Itaú BBA International S.A. ...................................................................................................................... (414.949) –.– (4.745) –.– - Outras .......................................................................................................................................................................... (36.383) (75.744) –.– (1.796) Obrigaç igações Oper peraç ações Compr ompromissadas Prrópr ópria ercceir eiros ões por O per ões C ompr ia e de Ter Obr igaç aç omissadas - P os .......................................... (13.550.224) (10.135.916) (901.722) (423.832) - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... (6.925.986) (4.072.999) (614.107) (134.197) - Dibens Leasing S.A. Arrendamento Mercantil .............................................................................................. (3.686.459) (1.965.574) (173.780) (113.388) - BFB Leasing S.A. Arrendamento Mercantil ..................................................................................................... (1.446.095) (2.933.570) (113.361) (160.342) - Outras .......................................................................................................................................................................... (1.491.684) (1.163.773) (474) (15.905) Valor es a P agar de SSociedades ociedades Ligadas ........................................................................................................ (409) (4.866) alores Pagar –.– –.– - Itaú Unibanco S.A. ................................................................................................................................................... (146) –.– –.– –.– - Itautec S.A. ................................................................................................................................................................. –.– –.– (4.201) –.– - Fináustria Ass., Adm., Serv. Crédito e Partic. S.A. ........................................................................................... (129) –.– –.– –.– - Fina Promoção e Serviços S.A. ............................................................................................................................ (134) –.– (665) –.–

(*) Decorrente de contrato de cessão de empréstimo no qual o ITAÚ BBA partilha os riscos e os resultados inerentes a operação. Além das operações acima discriminadas, o ITAÚ BBA, como parte integrante do Convênio de Rateio de Custos Comuns do Conglomerado Itaú, foi ressarcido pelas demais empresas do Conglomerado em R$ 41 e registrou em Outras Despesas Administrativas R$ 24.603 (R$ 25.835 de 01/01 a 30/06/2010) em função da utilização da estrutura comum. CONSELHO DE ADMINISTR ADMINISTRA AÇÃO

DIRET DIRE TORIA

Presiden esidentte ROBERTO EGYDIO SETUBAL

Diret etor Prresiden esidentte Dir et or P CANDIDO BOTELHO BRACHER

Vic e -P ice -Prr esiden esidentt es FERNÃO CARLOS BOTELHO BRACHER PEDRO MOREIRA SALLES

Diret etor ores ice -Prresiden esidenttes Dir et or es Vic e -P ALBERTO FERNANDES DANIEL LUIZ GLEIZER JEAN-MARC ROBERT NOGUEIRA BAPTISTA ETLIN RODOLFO HENRIQUE FISCHER

os C onselheir onselheiros ALFREDO EGYDIO SETUBAL ANTONIO CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA CANDIDO BOTELHO BRACHER EDUARDO MAZZILLI DE VASSIMON HENRI PENCHAS JOÃO DIONÍSIO FILGUEIRA BARRETO AMOÊDO SÉRGIO RIBEIRO DA COSTA WERLANG

Dir et or es Ex ecutiv os Diret etor ores Executiv ecutivos ALEXANDRE JADALLAH AOUDE ANDRÉ LUÍS TEIXEIRA RODRIGUES ELAINE CRISTINA ZANATTA RODRIGUES VASQUINHO FERNANDO FONTES IUNES MILTON MALUHY FILHO Diret etor ores or Dir et es ADRIANO LIMA BORGES ALBERTO ZOFFMANN DO ESPÍRITO SANTO ALEXANDRE ENRICO SILVA FIGLIOLINO ÁLVARO DE ALVARENGA FREIRE PIMENTEL ANDRÉ CARVALHO WHYTE GAILEY ANDRÉ FERRARI ANTONIO JOSÉ CALHEIROS RIBEIRO FERREIRA ANTONIO SANCHEZ JUNIOR EDUARDO CARDOSO ARMONIA EDUARDO CORSETTI

Administr dministração Remuner emuneração Pessoalessoal-Cha Chav ve da A dministr ação b) R emuner ação do P essoalCha Os honorários atribuídos no período aos Administradores do ITAÚ BBA são compostos conforme segue: 30/06/2011

30/06/2010

Remuneração Administradores .........................................................................................................................................................................................

62.136

80.200

Participações no Lucro ..........................................................................................................................................................................................................

46.650

45.061

Total ............................................................................................................................................................................................................................................

108.786

125.261

NO TA 16 – INFORM OMPLEMENTARES NOT INFORMA COMPLEMENT OMPLEMENT ARES AÇÕES C Ger erenciamen enciamentto de R Risc isco a) G er enciamen isc o – O Itaú BBA , por intermédio da instituição líder Itaú Unibanco Holding S.A., aderiu à estrutura de gerenciamento de risco operacional e de mercado em atendimento às Resoluções nº 3.380, de 29/06/2006, e nº 3.464, de 26/06/2007, respectivamente, ambas do CMN. As descrições dessas estruturas de gerenciamento de risco estão disponibilizadas no site de Relacionamento com Investidores da instituição líder (www.itau-unibanco.com.br/ri) na rota: Governança Corporativa/Gerenciamento de Riscos. Comit omitê Audit uditor oria b) C omit ê de A udit or Único o - Em atendimento à Resolução nº 3.198, de 27/05/2004, do CMN, o ITAÚ UNIBANCO aderiu ao Comitê de Auditoria Único instituído pelo ia Únic Conglomerado Financeiro Itaú Unibanco, por intermédio da instituição líder Itaú Unibanco Holding S.A.. O resumo do relatório do referido Comitê é divulgado em conjunto com as Demonstrações Contábeis da instituição líder Itaú Unibanco Holding S.A.. nfor ormaç mações Subsidiárias Extter erior maç nf or ões de Subsidiár ias no Ex ior - O Itaú BBA realiza operações por meio de suas agências em Nassau, Bahamas e Montevidéu, Uruguai. Os saldos c) IInf consolidados das contas patrimoniais, após eliminações das transações entre as agências, são os seguintes: o tivo Ativ 30/06/2011 30/06/2010 30.153.790

Realizá ealizáv Prraz azo Circulan culantte e R ealizá vel a LLongo ongo P o ........................................................................................................................................................................ culan Cir

49.661.145

Disponibilidades .................................................................................................................................................................................................................

25.611

197.061

Aplicações Interfinanceiras de Liquidez .....................................................................................................................................................................

18.743.787

11.902.902

Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos .............................................................................................................

8.678.688

4.034.453

Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil e Outros Créditos .................................................................................................................

13.233.271

9.040.969

Carteira de Câmbio .............................................................................................................................................................................................................

7.004.858

4.621.513 356.892

Outros Ativos ........................................................................................................................................................................................................................

1.974.930

Per manen ermanen manentte ............................................................................................................................................................................................................................

25.637

16

Outros Investimentos ........................................................................................................................................................................................................

25.614

–.–

Imobilizado ...........................................................................................................................................................................................................................

23

16

Total ............................................................................................................................................................................................................................................

49.686.782

30.153.806

culantte e Exig Exigív ível Prraz azo Circulan ív ongo P o ............................................................................................................................................................................ el a LLongo Cir culan

45.213.166

25.863.179

Depósitos ...............................................................................................................................................................................................................................

18.186.024

12.154.259

Depósitos à Vista ..............................................................................................................................................................................................................

2.121.803

1.207.646

Depósitos à Prazo ............................................................................................................................................................................................................

16.064.221

10.946.613

Captações no Mercado Aberto .......................................................................................................................................................................................

2.892.691

1.024.248

Recursos de Aceites e Emissão de Títulos ...................................................................................................................................................................

4.440.655

1.098.508

Obrigações por Empréstimos .........................................................................................................................................................................................

9.989.303

5.739.838

Passiv assivo o

Instrumentos Financeiros Derivativos .........................................................................................................................................................................

1.846.885

593.009

Carteira de Câmbio .............................................................................................................................................................................................................

6.960.813

4.624.396 628.921

Outras Obrigações ..............................................................................................................................................................................................................

896.795

R esultado de Ex Exer ercícios uturos cícios FFutur er utur os ...................................................................................................................................................................................

37.900

3.522

Patr trimônio imônio Líquido .............................................................................................................................................................................................................

4.435.716

4.287.105

Capital Social e Reservas ...................................................................................................................................................................................................

4.011.588

4.034.748

Resultado do Período .........................................................................................................................................................................................................

424.128

252.357

Total ............................................................................................................................................................................................................................................

49.686.782

30.153.806

267.772

Demonstr emonstração Resultado ação do R esultado Receitas da Intermediação Financeira .........................................................................................................................................................................

681.336

Despesas da Intermediação Financeira .......................................................................................................................................................................

(308.514)

(37.088)

a ....................................................................................................................................................... R esultado Brut Bruto ermediação inanceir eira o da IIn nter mediação FFinanc inanc eir

372.822

230.684

Outras Receitas/Despesas Operacionais .....................................................................................................................................................................

51.383

22.127

R esultado O Oper peracional per acional ......................................................................................................................................................................................................

424.205

252.811

R esultado não O Oper peracional per acional .............................................................................................................................................................................................

–.–

R esultado An Anttes da Tributação sobr sobre ucros Par articipaç ticipações e LLucr ucr os e P ar ticipaç ões .........................................................................................................................

424.205

I mpost mposto sobre Renda Con ontr tribuição o sobr eaR enda e C on tr ibuição SSocial ocial ........................................................................................................................................................ ucro Lucr o Líquido .........................................................................................................................................................................................................................

(454) 252.357

(77) 424.128

–.– 252.357

RELAT AUDIT UDITORES RELA TÓRIO D DOS OS A UDIT ORES INDEPENDENTES EMERSON SAVI JUNQUEIRA FABIO MASSASHI OKUMURA FERNANDO HENRIQUE MEIRA DE CASTRO FLAVIO DELFINO JUNIOR GILBERTO FRUSSA GUILHERME DE ALENCAR AMADO GUSTAVO HENRIQUE PENHA TAVARES HENRIQUE RUTHER ILAN GOLDFAJN JOÃO CARLOS DE GÊNOVA JOÃO MARCOS PEQUENO DE BIASE JORGE BEDRAN JETTAR JOSÉ AUGUSTO DURAND JOSÉ IRINEU NUNES BRAGA LILIAN SALA PULZATTO KIEFER MARCELLO PECCININI DE CHIARO MARCELO ARIEL ROSENHEK MARCELO DA COSTA LOURENÇO MARCO ANTONIO SUDANO MARCOS AUGUSTO CAETANO DA SILVA FILHO MARIO ANTONIO BERTONCINI MÁRIO LÚCIO GURGEL PIRES MÁRIO LUÍS BRUGNETTI PAULO DE PAULA ABREU PAULO ROBERTO SCHIAVON DE ANDRADE RODERICK SINCLAIR GREENLEES

C on ontador tador CARLOS ANDRÉ HERMESINDO DA SILVA CRC - 1SP - 281.528/O-1

Aos Administradores e Acionistas Banco Itaú BBA S.A. Examinamos as demonstrações contábeis individuais do Banco Itaú BBA S.A. (“Banco”) que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e as demais notas explicativas. administração sobre demonstraç ações ontábeis R esponsabilidade da administr ação sobr e as demonstr aç ões ccon on tábeis A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. R esponsabilidade dos audit or es independen auditor ores independenttes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. para essalva Base par a opinião ccom om rressalv essalv a O Banco registra as suas operações e elabora suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil BACEN, que requerem que o ajuste a valor presente da carteira de arrendamento mercantil seja classificado no ativo permanente como superveniência/insuficiência de depreciação. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas de ativos circulante e realizável a longo prazo e receitas/despesas de intermediação financeira - operações de arrendamento mercantil, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. O pinião ccom essalva om rressalv essalv a Em nossa opinião, exceto pela não reclassificação descrita no parágrafo acima, as demonstrações contábeis referidas anteriormente apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Itaú BBA S.A. em 30 de junho de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 17 de agosto de 2011 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

S ede: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.400 - 3º ao 8º, 11º e 12º andares - Itaim Bibi - São Paulo - SP

e País dá as cartas no café

Paulo Sergio Miron Contador CRC 1SP173647/O-5

52% da safra de cana-de-açúcar serão usados para a produção de etanol.

conomia

Paulo Pampolin/Hype

Estoques garantem aos produtores brasileiros de café posição privilegiada nas negociações do grão

P

rodutores de café do Brasil terão posição privilegiada na negociação de seus estoques no longo período entressafra (de outubro a maio), após a colheita da safra "de baixa produção" do ciclo bianual do arábica e diante do crescimento da demanda. A demanda global pelo produto continua crescendo apesar da turbulência econômica dos últimos anos, enquanto o crescimento da oferta continua em ritmo mais lento, com as árvores do Brasil levando tempo para responder à melhora do uso de insumos. Corretores locais dizem que a realização de acordos entre produtores e importadores de café está cada vez mais difícil, com a volatilidade dos preços futuros levando agricultores a resistirem, com esperanças de melhores negócios. "O café do Brasil vai continuar caro, pois os produtores estão no banco do motorista. Eles estão vendendo muito pouco e estão muito disciplinados, e a demanda está grande. É um mercado dos produtores", disse o trader John Wolthers, da Comexim. Apertando ainda mais a situação estão as previsões de aumento de 5% no consumo de

café no Brasil, um grande mercado que deve superar os Estados Unidos, tirando-os do primeiro lugar no início de 2012, caso o ritmo de crescimento continue alto. O Brasil tem demandado mais qualidade e quantidade, aumentando sua presença no mercado de bons cafés naturais e lavados. Estoques – A RC Consultores prevê que os estoques brasileiros acabem no final da temporada, que vai de julho de 2011 ao fim de junho de 2012, no mesmo nível que estavam quando a temporada começou – estoques pouco abaixo das 4 milhões de sacas. Trabalhando com as estimativas consideradas altas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês), de produção em 49,2 milhões de sacas, a RC Consultores prevê que a quantidade será inteiramente absorvida pelas 29 milhões de sacas para exportação e 20,1 milhões de sacas para o consumo local. Um cenário intermediário, baseado em estimativas de exportadores, que vai de 46 milhões a 48 milhões de sacas, pode levar o mercado à uma condição de aperto maior. Guilherme Braga, diretor do Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), disse

acreditar que a perspectiva de aperto da oferta, aliviada de certa forma pelo aumento dos estoques em centros importadores este ano, manteria o mercado sustentado durante a entressafra. "Isso não significa que os preços vão explodir ou cair. Essa situação deve manter os pre-

ços firmes", disse Braga. Os futuros do café subiram estavelmente nas duas últimas semanas, atingindo máxima de dois meses e meio na quinta-feira, a US$ 2,75 por librapeso, por compras técnicas, de especuladores e também por aquelas orientadas pelos fundamentos. (Reuters)

Aumento da demanda global favorece os produtores nacionais

Açúcar: menor produção.

A

produção 2011/2012 de açúcar na região Centro-Sul do Brasil foi estimada em 30,63 milhões de toneladas pela consultoria Kingsman, com sede na Suiça, que reduziu sua estimativa na sexta-feira. O volume ficou abaixo da previsão da Kingsman de julho, de 31,87 milhões de toneladas. A consultoria internacional avaliou que, por causa da baixa produtividade nos canaviais, seria difícil ver um esmagamento de cana-deaçúcar acima de 500 milhões de toneladas. Dessa forma, a Kingsman revisou para baixo sua própria previsão para 498 milhões de toneladas de cana, contra 525 milhões de

toneladas de cana em julho. A consultoria internacional estima que 48% da safra de cana do País seja usada para produção de açúcar, enquanto 52% irá para a produção de etanol. As previsões são inferiores às da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), entidade que reúne os principais produtores do País. A Unica estimou, em 11 de agosto, a produção de açúcar em 31,57 milhões de toneladas, e a moagem de cana em 510 milhões de toneladas. China – Afetada por uma seca, a China deve importar 2,45 milhões de toneladas de açúcar bruto em 2012,

após fazer acordos para a compra de 2,325 milhões de toneladas para este ano, afirmou o consultor Jonathan Kingsman, diretor da empresa. "É muito tarde para a China importar (mais) açúcar neste ano. Então, esperamos que eles comprem novamente em 2012", disse o diretor. Alguns traders avaliaram que a China poderá importar mais açúcar de países como o Brasil para abastecer suas reservas, após ter vendido todas as 200 mil toneladas das reservas estatais no segundo leilão deste mês, a fim de cobrir o déficit no mercado e aliviar os preços domésticos, em máximas

recordes, durante o pico da temporada de consumo. Embarques – "A China comprou 2,325 milhões de toneladas. Tudo isso foi embarcado ou nomeado para ser embarcado. A China comprou 400 mil toneladas de Cuba; 225 mil da Tailândia; 1,2 milhão de toneladas do Brasil, e o equilíbrio será atingido com mais embarques do Brasil, em andamento", disse Kingsman. A importante região produtora chinesa, em Guangxi, que responde por cerca de 60% da produção do país, vem sendo afetada pelo tempo seco desde maio, ajudando a elevar os preços globais. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

e 'A fase é perigosa', diz Lagarde.

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Corremos o risco de ver a frágil recuperação descarrilhar. Christine Lagarde, diretora-chefe do FMI

conomia

Christine Lagarde, chefe do FMI, afirma que há risco de nova recessão global e alerta sobre o descrédito de algumas políticas públicas. Price Chambers/Reuters

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e p o i s d e q u a t ro anos de lutas contra crises e após injetar dinheiro no sistema financeiro, os dirigentes dos bancos centrais de todo o mundo estão concluindo que a economia global ainda está em uma posição precária e que o aparato político para recuperá-la está deficiente. Há o risco de recessão global. O alerta foi dado pela nova chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, no fim de semana durante o encontro de dirigentes de banco centrais de todo o mundo, com a participação de Ben Bernanke, do Federal Reserve (o Fed), em Jackson Hole, nos Estados Unidos. "Corremos o risco de ver a frágil recuperação descarrilhar", disse Christine Lagarde, no sábado, em seu primeiro grande discurso sobre economia global desde que assumiu o cargo. Esses riscos têm sido agravado, segundo ela, e a opinião pública já avalia que os responsáveis pelas políticas econômicas estão fazendo coisas inadequadas. "Estamos em uma fase nova e perigosa", acrescentou ela. O que Lagarde disse publicamente é o que vários bancos centrais expressam em particular. Vários funcionários do Fed têm dúvidas sobre o quanto mais eles podem fazer para ajudar na recuperação dos

EUA. A maioria dos funcionários do Banco Central Europeu (BCE) acredita que a solução para a dívida soberana da Europa não está na instituição. Economistas do J.P. Morgan atribuem a liquidação de ações global recente ao "sentimento de paralisia política nos EUA e na Europa". Confiança – Dois anos depois do fim da pior crise financeira, o crescimento nos EUA e na Europa está enfraquecido e as crises de dívidas em ambos os lados do Atlântico abalaram a confiança pública na recuperação global. Economias avançadas precisam forjar planos de longo prazo para controlar suas dívidas, mas, ao mesmo tempo, não podem adotar políticas restritivas ao crescimento muito rapidamente para não prejudicar a recuperação econômica, disse Lagarde. "Colocando em termos simples, as políticas macroeconômicas precisam apoiar o crescimento", disse Lagarde. Funcionários que orquestram a resposta à crise financeira global insistem que a economia mundial estaria pior se não tivessem agido como agiram. Em Jackson Hole, Lagarde exortou os principais bancos centrais a manter políticas de juros estáveis, uma referência óbvia ao Banco Central Europeu (BCE), que foi um dos primeiros dos países desenvolvidos a elevar as taxas de juros,

O Christine Lagarde chega ao encontro de dirigentes de bancos centrais, em Jackson Hole, nos Estados Unidos.

recentemente, em julho. O Presidente do BCE, JeanClaude Trichet, estava presente ao encontro, mas não deu nenhuma indicação de que ele estaria pensando em inverter o curso das taxas de juros tão cedo. Mas Lagarde também dirigiu palavras duras a políticos. "Não há soluções fáceis, mas isso não significa que não há soluções", disse ela. Em meio a previsões de que os EUA e a Europa podem estar caindo em outra recessão antes de se recuperarem plenamente da última, as autorida-

des avaliaram que as próximas semanas serão cruciais para definir algumas políticas, bem antes se possível do encontro de líderes do Grupo dos 20 que vão se reunir em Cannes, França, em novembro. "Estou preocupado com o risco de eventos neste outono", disse o presidente do Banco Mundial Robert Zoellick. Contas em ordem – Entretanto, ontem, a imprensa alemã divulgou sinais de otimismo. A zona do euro pode dar conta de sua crise nos próximos dois ou três anos se os paí-

ses da região colocarem as contas em ordem, disse Klaus Regling, chefe do Fundo Europeu para a Estabilidade Financeira (EFSF, pela sigla em inglês) à revista Der Spiegel. "Há uma boa razão para esperar que a crise esteja terminada em dois ou três anos", disse. Para isso, os membros do bloco devem continuar a fazer as reformas com vistas a controlar os orçamentos. Regling rejeitou a ideia de que a zona do euro poderia ruir. "O risco de que o euro seja descartado, de qualquer ângulo, é zero". (Agências)

Bernanke adia decisão sobre pacote

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en Bernanke, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), reiterou na sexta-feira, durante encontro dos dirigentes dos banco centrais, que a instituição está pronta para agir – e talvez anunciar um terceiro pacote de estímulos à economia– e deu pistas de que isso poderá ocorrer em setembro, na próxima reunião de seu comitê de política monetária. O presidente do Fed decepcionou, porém, os investidores

de países emergentes que aguardavam anúncio de medidas concretas, no encontro em Jackson Hole. O tema do discurso foi o crescimento de longo prazo: "O Federal Reserve tem uma série de ferramentas que podem ser usadas para dar mais estímulos monetário", afirmou Bernanke. Segundo ele, o encontro em setembro terá dois dias (20 e 21) para analisar possíveis medidas. "A comissão vai continuar sua avaliação e está preparada para empregar todas as ferra-

Mantega fala hoje de aperto fiscal

mentas para promover uma recuperação forte." Recessão – Diante da crescente preocupação com uma recaída na recessão, Bernanke se disse otimista quanto ao futuro, apesar da persistência do desemprego e dos problemas no mercado imobiliário. Ele afirmou que "os fundamentos do crescimento nos EUA não parecem ter sido alterados de modo permanente pelos choques dos últimos quatro anos" e que, mesmo que leve tempo, os índices de emprego e cresci-

mento devem se recuperar. Desde que saíram da recessão de 2009, os EUA têm crescido de maneira mais lenta do que o esperado. Na sexta-feira, o governo revisou de 1,3% para 1% sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, em números anualizados, sobre o período anterior. O discurso de Bernanke assumiu tom de alerta quando ele enfatizou que nem todas as medidas de estímulo cabem ao Fed. (Folhapress)

O Federal Reserve tem uma série de ferramentas que podem ser usadas para dar mais estímulos monetário. BEN BERNANKE, DO FED

governo deve anunciar nesta segunda-feira medidas de aperto fiscal para permitir que o Banco Central (BC) inicie mais rapidamente o ciclo de redução da taxa básica de juros. As medidas deverão ser apresentadas hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos líderes governistas durante a reunião de Coordenação Política com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Nos últimos dias, Mantega tem defendido uma nova relação entre as políticas fiscal e monetária. Juros – O ministro acredita que neste momento de baixo crescimento econômico nos países avançados, os estímulos à economia brasileira devem ser dados via política monetária, com queda de juros e, se preciso, redução dos depósitos compulsórios feitos pelas instituições financeiras no BC. Ele prometeu resultados fiscais cada vez mais sólidos, contendo novos gastos de custeio. Garantiu que perseguirá o cumprimento das metas cheias de superávit primário não só este ano, mas durante todo o governo Dilma. Segundo o ministro, a consolidação fiscal que o governo busca não é para derrubar a economia, mas para fazer um crescimento de longo prazo que abra espaço para redução de juros. Ele tem defendido uma política fiscal mais defensiva para que a monetária seja mais ativa. Fontes do governo disseram que as medidas foram costuradas na semana passada e que o anúncio deve ocorrer depois que a presidente Dilma Rousseff aprová-las. As medidas estão sendo discutidas no momento em que o governo fecha a proposta orçamentária para 2012. (AE)

Luciano Vicioni/AE

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Os metalúrgicos do ABC paulista aprovaram ontem o acordo salarial

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADA DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Reforma de Prédio Escolar e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador: TOMADA DE PREÇOS Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 70/00417/11/02 - EE Oscar Thompson - Av. Lins de Vasconcelos, 600 - 01538-000 - Cambuci - São Paulo/SP - 210 - 34,07 - R$ 136.189,00 - R$ 13.618,00 - 11:30 - 14/09/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 29/08/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Metalúrgicos: aumento real.

s m e t a l ú rg i c o s d o ABC paulista aprovaram acordo salarial com as montadoras no qual ficou definido um aumento real para 2011 e 2012. O acerto negociado na madrugada de sábado para domingo e votado em assembleia na manhã de ontem prevê reajuste dos salários de 10% neste ano, a partir de 1º de setembro. O valor considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até a data-base da categoria, de 7,26%, e um aumento real de 2,55%. O novo piso salarial da categoria foi definido em R$ 1.500. Para quem ganha mais de R$ 8.400,00 por mês, o salário terá um reajuste fixo de R$ 840,00. Para 2012, ficou acertada a aplicação de um aumento real de 2,39% mais a variação da inflação no período.

Trabalhadores – O acordo beneficiará 36 mil trabalhadores das montadoras Volkswagen, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota. Essas condições também devem ser levadas às negociações por outras categorias, incluindo a de trabalhadores de empresas de autopeças e fundição da região composta pelos municípios de São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. São, ao todo, 108 mil metalúrgicos que trabalham na região. O acordo, além do aumento real de 5% dividido em dois anos, inclui um abono de R$ 2.500,00 em 2011 e em 2012 (este, corrigido pela inflação) e ampliação da licença-maternidade de 120 dias para 180 dias. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, elogiou, em nota, o avanço das negociações. (AE)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIAS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00306/11/01 - Reforma (Restauro) de Prédios Escolares - EE Profª Cinelzia Lorenci Maroni - Rua Miguel Murgo, 222 - 16230-000 - Jd. Brasília - Piacatu/SP - 120; EE Profª Maria Eunice Martins Ferreira - Rua Gutemberg Martins Ferreira, 43 - 16360-000 - Centro - Avanhandava/SP - 120; EE Luiz Chrisostomo de Oliveira - Praça Nove de Julho, 36 - 16300-000 - Centro - Penápolis/SP - 210 - R$ 160.305,00 - R$ 16.030,00 - 09:30 - 29/09/2011. 70/00418/11/01 - Reforma de Prédios Escolares e Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador - EE Tito Prates da Fonseca - Rua Mendonça Junior, 611 - 02610-010 - Vila dos Andradas - São Paulo/SP - 210 - 18,51; EE Profa Raquel Assis Barreiros – Av. Gal Penha Brasil, 1255 - 02673000 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo/SP - 180 - R$ 169.371,00 - R$ 16.937,00 - 10:00 - 29/09/2011. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 29/08/2011, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO A empresa CIELITO LINDO ATELIER ROUPAS E FANTASIAS LTDA.-ME, inscrita no CNPJ sob o nº 02.489.057/0001-21, comunica o extravio das notas fiscais de serviço, série A, de nº 151 a 200.

COMUNICADO - BANASIL COMÉRCIO DE EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS LTDA.-ME, inscrita sob o CNPJ nº 06.993.561/0001-15 e INSCR. EST. 116.959.260.110, comunica o roubo em 22/06/2011 da CPU e do pen-drive em que constavam as NFE 177 a 194.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de agosto de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: Dori Stok Arquitetura e Designer Ltda. Rua Doutor Clovis de Oliveira, 564 – Vila Progredior - 1ª Vara de Falências. Requerente: Orvalino José Fernandes. Requerido: Visuplac Publicidade e Marketing Ltda. Rua Bento Freitas, 178 Conj. 55 - 5° Andar – Centro. Requerido: Visuplac Publicidade e Marketing Ltda. Rua Maria Antônia, 215 - Apto. 52 5° Andar – Consolação. Requerido: JBM Participações e Empreendimentos Ltda. Rua Álvaro do Vale, 459 Sala 1 – V. Carioca - 2ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Requerente: Comercial e Distribuidora Camelo Pires Ltda ME. Requerido: Comercial e Distribuidora Camelo Pires Ltda ME. Rua Céu Tropical, 123 – Conjunto Residencial Jardim Canaã - 1ª Vara de Falências. Reqte: Peixoto Distribuidora de Bolsas e Malas Ltda. Reqdo: Peixoto Distribuidora de Bolsas e Malas Ltda. Rua Maria Marcolina, 958 Sobreloja – Brás - 2ª Vara de Falências.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

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FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00341/11/05 OBJETO: Aquisição de Luminárias A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Luminárias. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 29/08/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 09/09/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 29/08/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

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FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00544/11/05 OBJETO: Prestação de Serviços Gráficos - Folders - CTP - Impressão e Acabamento. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Prestação de Serviços Gráficos - Folders - CTP - Impressão e Acabamento. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 29/08/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 13/09/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 29/08/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente


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sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

Somos parceiros do cliente. E é assim que queremos ser reconhecidos. Fernando Chacon, diretor-executivo do Itaú Unibanco

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É dever da empresa orientar, informar, esclarecer e verificar se o consumidor ficou com alguma dúvida. Fotos: Divulgação

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Fornecedor deve dialogar mais com seu cliente

Banco atua com parceria Alguns fornecedores têm a iniciativa de informar bem. SELMA DO AMARAL, DO PROCON-SP

A melhora nas relações é estimulada pelo consumidor. VLADIMIR VALLADARES, DA V2 CONSULTING

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esde o surgimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o comportamento de consumidores e de empresas vem sendo alterado de forma expressiva. Mas, infelizmente, nem sempre de forma positiva. O diálogo transparente ainda não é unanimidade entre as empresas. A sonegação ou omissão de informações relevantes – que poderiam até levar o consumidor a desistir da compra ou da contratação do serviço – continua sendo comum. Essa conduta, algumas vezes, é estimulada pelo próprio consumidor, ao não dar a devida atenção a tudo o que está sendo apresentado, não ler o contrato ou não expor suas dúvidas. Mas se há consumidor displicente, a empresa tem sempre o dever de orientar, informar, esclarecer e verificar se ficou alguma dúvida, conforme estipula o item III do artigo 6 do CDC. Até porque se, mais tarde, quem está do lado de fora do balcão constatar que algo lhe foi omitido ou a verdade não prevaleceu quando da compra ou da contratação, provavelmente buscará alguma forma de "punir" seu fornecedor. Os caminhos para isso são numerosos, e vão desde o registro de reclamação nos órgãos oficiais de defesa do consumidor ou a postagem de comentário no crescente fluxo das redes sociais. Todos sabem que esses posts podem alcançar um sem-número de internautas mundo afora em questão de segundos. Transparência – A evolução da transparência nas relações de consumo é irreversível, afirmam especialistas em defesa do consumidor. Para Selma do Amaral, diretora de Atendi-

mento do Procon-SP, essa prática vai além do passar a informação. "É deixá-la ostensiva, procurar saber se foi entendida, se está clara." Para ela, quem está do lado de dentro do balcão sabe exatamente o que "pega" numa venda. "E sabe também que o dever da informação e da transparência cabe à empresa." Mas há aquelas companhias que preferem fornecer apenas as informações que lhe interessam, se resguardando sempre

com a frase "está no contrato". Segundo Selma, algumas empresas não são transparentes nem mesmo com quem está no contato direto com o seu consumidor e tem o papel de vender. Outras acreditam que, se evidenciarem um determinado dado, poderão perder mercado. "O positivo é que já encontramos fornecedores que estão puxando para si a iniciativa de informar bem, considerando que pode ser um diferencial no mercado."

Desconfiança – Para Vladimir Valladares, diretor da V2 Consulting, consultoria especializada em relações com clientes, a falta de transparência gera desconfiança por parte do consumidor de forma generalizada – e assim arranha a imagem da empresa. Segundo ele, as corporações deveriam se pautar em dois passos: ter a preocupação de apresentar com clareza o que está oferecendo a seu cliente e procurar sempre saber se ele realmente entendeu a mensagem. "Um terceiro passo poderia ser melhorar os serviços de atendimento. Mas percebemos que as empresas hoje estão mais preocupadas em privilegiar quem está causando

algum dano à sua imagem em vez de realmente repensar seus processos", avaliou. Valladares se refere à rapidez com que são atendidos os consumidores que buscam as redes sociais para dissipar sua insatisfação – fruto, possivelmente, da falta de transparência na venda. "Há uma melhora gradual nas relações de consumo, mas ela não é espontânea, e sim estimulada pelo consumidor – que vem se apoderando das redes sociais para registrar seu descontentamento com uma empresa. Esse fato está levando as empresas a repensarem os processos no pósvenda – o que deveria ocorrer conjuntamente com os da venda", concluiu.

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transparência, a clareza, a objetividade nas relações com os clientes ganharam um novo capítulo na cultura corporativa do Itaú Unibanco. O grupo foi um dos pioneiros na busca da clareza da informação e, para tanto, vem há quase uma década desenvolvendo projetos próprios. Na semana passada, a instituição lançou o programa "Todos pelo cliente", que busca realçar as ações de transparência não só por meio de boletins, cartilhas, mas também simplificando a linguagem de contratos e reduzindo seu tamanho – alertando o cliente de que ele está entrando no cheque especial, apresentando a fatura de cartão de crédito simplificada e com mais informações etc. "Nós somos parceiros do cliente. E é assim que queremos ser reconhecidos", enfatizou Fernando Chacon, diretor-executivo do banco. "Acreditamos que, se conseguirmos passar para nosso cliente a visão de um banco parceiro, isso fará diferença", acrescentou. O nome do projeto ilustra o objetivo do novo programa, que é o diálogo aberto com o cliente, e expõe a missão da empresa. "A fusão (entre Itaú e Unibanco, em 2008) mudou a forma como nos relacionamos com o consumidor. Nossa agenda é a da sustentabilidade nas relações", finalizou Marcos Lisboa, vice-presidente do banco.

O QUE DIZ O CDC Artigo 4 A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios (redação dada pela lei 9.008/1995): I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger

efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem

econômica (artigo 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos

praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo Artigo 6 São direitos básicos do consumidor: I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no

Fabricante responde por carro que não foi entregue A terceira turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o fabricante de veículo responde solidariamente em processos movidos por consumidores que, embora pagando, não receberam o bem negociado com a concessionária. O recurso julgado na terceira turma foi apresentado por consumidora de São Paulo, que fechou negócio para compra de um Fiat novo, dando seu veículo usado como parte do pagamento. No entanto, a concessionária encerrou as atividades e deixou de entregar vários carros, inclusive o dela. A consumidora ingressou na Justiça contra a revendedora e ganhou, mas, como não recebeu o res-

sarcimento, decidiu acionar também a fabricante. A juíza de primeira instância reconheceu a responsabilidade da Fiat Automóveis em sentença que, depois, veio a ser reformada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). No julgamento da apelação interposta pela empresa, o tribunal considerou que o fato de a concessionária ser vinculada à marca "não implica solidariedade ampla e total da fabricante". No recurso ao STJ, a consumi-

dora afirmou que, ainda que ela não tivesse chegado a adquirir um produto da Fiat, a empresa deveria ter sua responsabilidade solidária reconhecida, pois o negócio lesivo foi feito com uma de suas concessionár ias autorizadas – ou seja, com uma empresa escolhida pela fabricante para comercializar seus veículos. O ministro Sidnei Beneti, relator do recurso, afirmou que a jurisprudência do STJ "tem se posicionado no sentido de reconhecer a responsabilida-

de solidária entre o fabricante e o comerciante de veículos". Como precedente, citou decisão da quarta turma no recurso especial 402.356: "Considerando o sistema de comercialização de automóvel, por meio de concessionárias autorizadas, são solidariamente responsáveis o fabricante e o comerciante que aliena o veículo" – o que, inclusive, permite que a demanda seja direcionada contra qualquer um deles. Em decisão unânime, a terceira turma acompanhou o voto do ministro Beneti para dar provimento ao recurso da consumidora e restabelecer a sentença de primeira instância, que já havia julgado procedente a ação contra a Fiat.

fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; Artigo 46 Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a

oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. Artigo 47 As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. Artigo 48 As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e précontratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução específica, nos termos do artigo 84 e parágrafos.

Fique por dentro

Revista a clientes em pauta

O

s estabelecimentos comerciais poderão ser proibidos de revistar consumidores ou vistoriar suas mercadorias após o pagamento das compras e a entrega da nota fiscal. É isso que prevê o projeto de lei 779/2011, do deputado federal Carlos Bezerra. (PMDB-MT). A proposta foi acatada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados e seguiu para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Na avaliação do relator do projeto de lei, deputado Gean Lou-

reiro (PMDB-SC), as relações de consumo, conforme definido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), se baseiam no princípio da boa-fé e no equilíbrio entre consumidores e fornecedores. "Concordamos com o autor, quando considera injustificável a prática utilizada principalmente por supermercados atacadistas de revistar o consumidor ou vistoriar as mercadorias antes que ele saia do estabelecimento", disse. Essa proposta altera o CDC, incluindo um inciso entre as práticas consideradas abusivas.

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

e

27 ESPANHA Campeonato, enfim, começa após a greve. Pág. 28

sporte

VÔLEI, F-1 E ATLETISMO Sábado de alegrias e domingo de decepções. Pág. 29

CABEÇA A CABEÇA

U

m único ponto. Essa é a diferença que separa o primeiro do segundo, o segundo do terceiro e do quarto e o quarto do quinto colocado desse equilibrado Campeonato Brasileiro. Foi também por um único ponto que o Corinthians acabou o primeiro turno na frente, apesar da derrota por 2 a 1, de virada, no clássico com o Palmeiras, em Presidente Prudente, que manteve o Alviverde (agora sexto na classificação) com boas chances de brigar pelo título no returno. “Abaixo a cabeça e aceito a responsabilidade”, declarou Tite, o técnico corintiano, após a partida. Apesar da liderança, o rendimento de sua equipe está em queda, pois foram apenas nove pontos conquistados nas últimas nove partidas. Na de ontem, o Corinthians saiu na frente, com um gol de Émerson Sheik em que o jogador pareceu querer cruzar a bola, mas sofreu o empate ainda no primeiro tempo, gol de Luan. No início da segunda etapa veio o gol da vitória palmeirense, marcado por Fernandão. “O técnico tem que saber suportar, é a primeira vidraça. Mas a responsabilidade é de todos nós”, completou Tite. “Terminamos em primeiro no primeiro turno, mesmo com todos esses problemas. Mas sabemos que precisamos recuperar.” Do lado palmeirense, a surpresa foi a escalação do atacante Fernandão. Vindo do Guarani, ele sequer foi apresentado oficialmente pelo clube, mas entrou em campo e marcou o gol da vitória sobre o rival. Maikon Leite se machucou e Felipão resolveu chamá-lo às pressas. Depois, colocou-o em campo ainda no primeiro tempo, no lugar de Patrik. Deu certo. “Vamos ter tempo para nos acostumar com ele, mas é bom ter um goleador no time”, comemorou o treinador, que, suspenso, assistiu ao jogo de um dos camarotes do Estádio Prudentão (a equipe foi orientada no campo pelo auxiliar Murtosa). Kléber, um dos jogadores que mais têm sofrido com a ausência de um centroavante, saiu contente com o que viu. Se a primeira impressão é a que fica, eles devem fazer uma bela dupla. “Quando temos uma referência na área fica mais fácil de jogar. Ganhamos uma opção que é a bola pelo alto, algo que faltava para nosso ataque”, analisou.

Daniel Augusto Jr./Folhapress

Palmeiras de Chico ganha o clássico em Presidente Prudente por 2 a 1, de virada. Mas é o Corinthians de Paulinho que termina o primeiro turno na frente, com 37 pontos, apenas um a mais que o Flamengo. Na sequência, um verdadeiro Rio-São Paulo, com São Paulo e Vasco (35), Botafogo (34) e Palmeiras (32). O segundo turno começa já na quarta-feira e promete mais emoções.

No outro clássico, empate

L

ucas fez um golaço no primeiro tempo, depois de pegar a bola na intermediária, passar por Durval e dar uma meia-lua em Edu Dracena. Paulo Henrique Ganso respondeu na mesma moeda na segunda etapa, acertando um chute no ângulo de Rogério Ceni. Final: empate por 1 a 1 entre Santos e São Paulo, na Vila Belmiro. Resultado melhor para o Tricolor, que, além de ter atuado com um jogador a menos desde os 27 minutos do primeiro tempo (Carlinhos Paraíba foi expulso), termina o primeiro turno em terceiro lugar. O Santos é apenas o 14º, embora com um jogo a menos,

contra o Grêmio, que só será cumprido em outubro. “A equipe deles tem muita qualidade. Jogar aqui com um jogador a menos é muito complicado”, afirmou Lucas. “Neymar não fez gol, mas só pelas jogadas, pelos dribles, ele está de parabéns. O torcedor que pagou ingresso para ver o clássico com certeza saiu feliz pelo que viu em campo.” Neymar também elogiou o amigo e espera que a dupla ainda faça muito sucesso atuando pela Seleção Brasileira. O próximo encontro dos dois craques poderá ser no dia 5 de setembro, quando o Brasil enfrenta Gana em Londres, desde que Mano Menezes es-

cale os dois. “Espero que possamos carregar essa responsabilidade com a camisa da Seleção. Espero jogarmos juntos e darmos muita alegria para o Brasil. Nossa amizade é maravilhosa”, afirmou o santista. Em relação ao resultado, Neymar se mostrou bastante satisfeito: “O mais importante é que não perdemos”. Os técnicos Adilson Batista e Muricy Ramalho também se trataram como velhos amigos, antes e depois do clássico. E saíram satisfeitos com o empate por 1 a 1. Nem da expulsão de Carlinhos Paraíba Adilson reclamou: “Faz parte do jogo. Estamos há seis jogos sem perder e precisamos olhar o lado

positivo. Clássicos são jogos acirrados. Lamentamos os dois pontos perdidos, mas foi um jogo igual, mesmo com o São Paulo atuando boa parte dos 90 minutos com um jogador a menos”. Muricy preferiu destacar a qualidade do adversário. “O São Paulo só veio para jogar no erro do Santos. Quando ficaram com um homem a menos, usou Lucas, que é rápido, para contra-atacar. E foi numa jogada assim que fez o gol. Mas tinha um adversário do outro lado. Fizemos o que tinha que feito”, resignou-se o comandante santista, sem se alongar nas respostas na entrevista coletiva.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28

e

Não ganharemos nada se não estivermos unidos.” Cristiano Ronaldo, do Real Madrid

sporte

COMEÇO ARRASADOR

RICARDO GOMES

Técnico sofre AVC e sai do campo para cirurgia

E

ra grave, na noite de domingo, o estado de saúde de Ricardo Gomes, técnico do Vasco que sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico durante o 0 a 0 com o Flamengo, no Engenhão. Enquanto transcorria o segundo tempo da partida, foi atendido pelos médicos das duas equipes e levado de ambulância para o Hospital Pasteur, no bairro do Méier, na zona norte do Rio. O treinador chegou consciente ao hospital, mas posteriormente foi sedado e encaminhado diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva. Os médicos chegaram à conclusão de que a Ricardo Gomes deveria

passar por uma cirurgia para conter a hemorragia no cérebro. O comandante vascaíno respirava com a ajuda de aparelhos. A cirurgia, realizada pelo médico José Antônio Guasti, deveria durar pelo menos três horas. O objetivo era controlar a hipertensão craniana para não danificar o tecido cerebral, o que poderia causar sequelas motoras. "Creio que ele vai suportar bem. É uma pessoa forte. Só o fato de ter me reconhecido enquanto pôde e ter tido condições de falar sobre o que estava sentido é muito positivo", afirmou Clóvis Munhoz, médico do Vasco. Informações atualizadas em www.dcomercio.com.br

SÉRIE B Ale Vianna/AE

Lusa do meia Henrique empatou com o Icasa-CE (3 a 3), no Canindé, após estar perdendo por 3 a 1. O resultado foi suficiente para a equipe terminar o turno na frente

Portuguesa é o melhor time do primeiro turno

S

e na Série A o Corinthians conseguiu terminar o primeiro turno na frente, na Série B também deu um time paulista. Ninguém, até agora, foi melhor que a Portuguesa. Na história da competição, a campanha iguala a do Corinthians em 2008. Sábado, no Canindé, o empate por 3 a 3 diante do IcasaCE foi suficiente para garantir a vantagem na tabela de classificação. A Portuguesa saiu na frente com um gol de Henrique, chegou a estar perdendo por 3 a 1 mas empatou. Dona da segunda melhor campanha da Série B, a Ponte Preta empatou também por 3 a 3, em Campinas, com o Náutico, terceiro colocado. O novo membro do G-4 é o Americana, que na sexta fez 2 a 1 no ABC. Demais resultados: na terçafeira - Sport 2 x 0 Vila Nova e Goiás 3 x 0 Guarani. Na sexta Criciúma 1 x 1 São Caetano e Boa 2 x 0 Duque de Caxias. Sábado - Salgueiro 1 x 4 Grêmio Barueri, Bragantino 2 x 1 Paraná e Vitória 1 x 0 ASA. Amanhã tem rodada, com São Caetano x Salgueiro, Guarani x Criciúma, Duque de Caxias x Americana, Grêmio Barueri x Goiás, ASA x Ponte, Náutico x Portuguesa e ABC x Bragantino.

O

Campeonato Espanhol começou neste fim de semana, com atraso por causa da greve dos jogadores, e o Real Madrid mostrou que aproveitou bem os dias a mais para treinar: com grande atuação de Cristiano Ronaldo, autor de três gols, goleou o Zaragoza por 6 a 0 - Marcelo, Kaká e Xabi Alonso completaram. O artilheiro do último Espanhol, com 40 gols, mostrou que está disposto a repetir o feito neste ano, de preferência com o Real campeão. “Temos que elogiar a equipe pelo jogo. Se consegui fazer três gols foi por causa de meus companheiros, eu os ajudo e eles me ajudam. Não ganharemos nada se não estivermos unidos”, disse, esbanjando modéstia. “Queríamos começar o campeonato jogando bem e conseguimos.” O Barcelona estreia apenas hoje, diante do Villarreal, três dias depois de ganhar seu segundo título na temporada, a Supercopa da Uefa, com a vitória por 2 a 0 sobre o Porto. O técnico Pep Guardiola, porém, jura que a equipe mantém os pés no chão e evita o discurso de “já ganhou”. “Estes jogadores sabem que não é possível ganhar sem trabalhar. Não perdemos a noção da realidade. Se o adversário vencer, é porque jogou melhor”, promete. Na Inglaterra, após três rodadas, os rivais Manchester United e Manchester City são os únicos que se mantêm com 100% de aproveitamento. Ambos deram provas de força no fim de semana: o City goleou o Tottenham por 5 a 1, em Londres, com quatro gols do bósnio Dzeko, enquanto o United atropelou o Arsenal por 8 a 2, a maior goleada da história do

Cesar Manso/AFP

Marcelo deixou sua marca, Kaká também e Cristiano Ronaldo fez três nos 6 a 0 do Real sobre o Zaragoza Andrew Yates/AFP

clássico. Rooney foi o destaque, com três gols, e o técnico do Arsenal, Arsène Wenger, admitiu que seu time levou uma surra. “Nós sofremos fisicamente, eles jogaram com muita classe e nos puniram. Acabamos nos abrindo, e eles não perdoaram.” Wenger, que está há 15 anos no cargo (dez a menos que o rival, Alex Ferguson), admitiu que o time está desmontado, após as saídas de Fábregas, para o Barcelona, e Nasri, para o Manchester City. Com dois pontos, o Arsenal é o 17º colocado. “Estamos quase fechando com um atacante e ainda buscamos um meia ofensivo e um defensor”, disse.

Rooney fez três e liderou os 8 a 2 do Manchester United sobre o Arsenal

COPA SUL-AMERICANA

Os quatro sobreviventes

B

otafogo, Flamengo, São Paulo e Vasco são os times brasileiros que seguem na Copa Sul-Americana, cujo campeão terá vaga garantida na Libertadores de 2012. Os quatro se classificaram para as oitavas de final eliminando outras quatro equipes brasileiras na semana passada. Na terça-feira, o Botafogo, que já havia vencido a primeira por 2 a 1, em Sete Lagoas (MG), fez 1 a 0 no Atlético-MG, no Rio, gol de pênalti sofrido e

cobrado pelo argentino Herrera. Na quarta, o São Paulo, que havia perdido a primeira, fora, por 2 a 1, reverteu a vantagem do Ceará, ganhando por 3 a 0 no Morumbi, gols de Dagoberto, Lucas e Cícero. Também na quarta, a vitória do Flamengo sobre o AtléticoPR por 1 a 0, na Arena da Baixada, gol de Ronaldinho Gaúcho, foi suficiente para classificar o rubro-negro carioca, uma vez que no jogo de ida, no Engenhão, o Flamengo também

venceu por 1 a 0. Foi também a primeira vitória do Flamengo sobre o Atlético-PR na Arena da Baixada, em Curitiba, por qualquer competição, nacional ou internacional. Na quinta-feira, no Pacaembu, o Palmeiras ganhou do Vasco (3 a 1), gols de Luan, Kléber e Marcos Assunção, com o ex-palmeirense Jumar descontando para o Vasco. Esse gol, aliás, acabou eliminando o Palmeiras pelo critério dos gols marcados fora de casa,

pois o jogo de ida, em São Januário, foi 2 a 0 para o Vasco. Nos dias 28 de setembro e 19 de outubro, o Botafogo enfrentará Santa Fé ou Deportivo Cáli, da Colômbia. O São Paulo jogará com o vencedor de La Equidad, da Colômbia, versus Libertad, do Paraguai. O adversário do Flamengo sai do confronto entre Universidad de Chile e Nacional do Uruguai. O Vasco aguarda o classificado entre Nacional do Paraguai e Aurora da Bolívia.

UFC NO BRASIL

Uma festa para Anderson

O

PELO BRASIL

 O Santo André folgou na

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

 Na Série D, o Mirassol

rodada da Série C, e segue

assumiu a liderança do

em situação difícil, em

Grupo 7, após o 1 a 0 sobre

último lugar no Grupo D.

o Cerâmica, em Gravataí

O outro paulista que

(RS). O Oeste é terceiro,

disputa a competição,

após a derrota de sábado,

o Marília, perdeu para

em casa, para o Operário-

o Madureira por 1 a 0,

PR (1 a 0). O Santa Cruz-PE

sábado, no Rio de Janeiro,

ficou no 0 a 0 com o Santa

e caiu para o quarto lugar

Cruz-RN, fora de casa, e é

do Grupo C.

só o segundo no Grupo 3.

UFC Rio entrou para a história. Não somente por mostrar ao mundo o talento dos lutadores brasileiros, que brilharam com vitórias incontestáveis, entre elas a de Anderson Silva, que manteve o cinturão dos médios, mas também por apresentar a Dana White, o presidente do UFC, uma forma de torcer que ele nunca havia visto. “Fazemos 36 lutas por ano e estou nisso há dez anos. Fui para Austrália, Abu Dhabi, Alemanha. Nunca experimentei nada parecido, foi insano. O Brasil com certeza mostrou a torcida mais vibrante”, disse. Não faltou motivo. Diante de várias personalidades, como Ronaldo Fenômeno, o empresário Eike Batista e o senador Aécio Neves, Anderson Silva atropelou Yushin Okami no segundo round, com uma

Rafael Andrade/Folhapress

facilidade assombrosa. “Mostramos que o Brasil é uma grande potência do esporte. Agora gostaria de enfrentar meu clone”, brincou. Nos outros combates princi-

pais, Mauricio Shogun bateu Forrest Griffin e o lendário Rodrigo Minotauro mostrou força, depois de mais de um ano sem lutar, ao nocautear o americano Brendan Schaub.

Brasileiro venceu pela 14ª vez consecutiva; torcida também fez bonito durante o evento, no Rio


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

e

29 O prêmio é um reconhecimento, mas queria mesmo o título.” Fernanda Garay, da seleção de vôlei

sporte

SÁBADO

DOMINGO

NO TOPO

LÁGRIMAS Phil Noble/Reuters

Max Rossi/Reuters

Maurren Maggi chorou com a modesta 11ª posição na final do salto em distância. Ela queimou as duas primeiras chances e, no terceiro salto, marcou modestos 6,17 m. Se tivesse repetido o desempenho do sábado, teria sido campeã, já que a norteameriana Britney Reese venceu com a marca de 6,82 m. “Não é a primeira vez que acontece, nem será a última. Simplesmente os saltos não foram como eu queria, mas assim é a competição. Não se pode fazer nada.”

Maurren Maggi terminou as eliminatórias do salto em distância no Mundial de Atletismo de Daegu, na Coreia do Sul, com a melhor marca, de 6,86 m. O salto foi polêmico e demorou a ser aprovado pelos juízes, já que ela parecia ter queimado a tentativa. “Era só ter calma. Se eles tivessem perdido meu salto, poderia saltar de novo. Estava pronta para saltar, mas, com a demora, perdi o aquecimento. Tive de torcer para ter dado um saltão e não precisar voltar”, contou a campeã olímpica.

NA FINAL

VICE FIVB

FIVB

Único invicto até a final, o Brasil não resistiu à força tática dos Estados Unidos e acabou batido na decisão, em Macau, por 3 a 0, parciais de 26/24, 25/20 e 25/21. Foi o quarto vice do Brasil, que buscava seu nono título. “Hoje, os Estados Unidos são a melhor equipe do mundo. É um time que defende bem e erra muito pouco”, afirmou Zé Roberto. Sobraram ao Brasil os prêmios individuais: Dani Lins foi a melhor levantadora, Fernanda Garay, a melhor recepção, e Thaissa, o melhor saque.

O Brasil atropelou um de seus piores e mais traumáticos rivais para chegar à final do Grand Prix: venceu a Rússia por 3 a 0, parciais de 26/24, 25/17 e 25/23. No terceiro set, a equipe conseguiu uma virada épíca, saindo de uma derrota parcial por 22 a 17 para a vitória. “Fizemos um grande jogo, estou muito orgulhoso da equipe”, disse o técnico José Roberto Guimarães. “ O terceiro set mostrou o nosso poder de superação”, comemorou a capitã Fabiana.

BOA SURPRESA

LÁ ATRÁS Andrew Ferraro/LAT Photographic

Thierry Roge/Reuters

Um acidente logo na largada, com a Toro Rosso de Jaime Alguersuari, matou a corrida de Senna, que chegou apenas em 13º lugar, depois de ter de trocar o bico do carro e cumprir uma punição por causa da batida. “Calculei mal o nível de aderência e acabei acertando o carro do Jaime. Foi falta de experiência, mas, por sorte, minha corrida não acabou ali. Aproveitei para aprender mais sobre o carro e tenho uma ideia melhor do que fazer em Monza”, afirmou, sobre o GP da Itália, no dia 11.

Bruno Senna foi o destaque no treino de classificação para o GP da Bélgica. Apesar da falta de experiência, soube a hora certa de escolher os pneus e conseguiu a sétima posição no grid de largada, logo em sua primeira corrida como titular da Renault, no lugar do alemão Nick Heidfeld. A pole, como de costume, ficou com o alemão Sebastian Vettel, líder do Mundial, pela nona vez no ano. “Estava nervoso com as condições da pista, mas fiquei feliz com o que conseguimos.”

DIA PARA ESQUECER Peter Parks/AFP

G

Não há nada para falar agora, preciso de um tempo. Mas, se querem me ver chorar, não vai acontecer.” USAIN BOLT

randes estrelas do esporte mundial viveram um domingo “daqueles” ontem, em várias disputas diferentes. No Mundial de Atletismo, em Daegu, na Coreia do Sul, dois campeões olímpicos foram eliminados de forma vexatória, o jamaicano Usain Bolt, nos 100 m rasos, e a brasileira Maurren Maggi, no salto em distância. Em Macau, o sonho brasileiro de conquistar o nono título do Grand Prix parou na equipe dos Estados Unidos, que venceu a decisão por 3 a 0 e acabou com o único time ainda invicto no torneio. Na Bélgica, o GP de Fórmula 1 teve um desempenho brilhante de Sebastian Vettel, Jenson Button e Michael Schumacher, mas o principal candidato a estrela do fim de semana, Bruno Senna, teve um “choque de realidade”. Bruno surpreendeu no treino de classificação, guiando a Renault de forma segura debaixo de chuva, e marcou o sétimo tempo. Na corrida, porém, a alegria durou alguns metros: ele errou uma freada e acertou em cheio o carro de Jaime Alguersuari. Foi obrigado a trocar o bico do carro, cumpriu um drive through como punição por ter provocado o acidente e fez uma corrida discreta, terminando em 13º lugar. Seu companheiro Vitaly Petrov, que largou atrás, chegou em nono, ou seja, o sobrinho de Ayrton Senna poderia ter pontuado, em sua primeira corrida por uma equipe “de verdade”, depois de correr

em 2010 pela nanica Hispania. “É na sexta, certo? Então vamos ver na sexta.” “Não cometi erros durante a Mesmo sem Bolt, a Jamaica prova. Em termos de conquistou o ouro, com consistência, acho que fui Yohan Blake, espécie de bem”, disse. Ele terá mais “pupilo” de Bolt e seu uma chance no dia 11, no GP companheiro da Itália, e terá de treinos, de esperar a com a modesta Justiça definir marca de 9s92 se poderá ficar o recorde na equipe até o mundial, que fim do ano ou Bolt registrou se devolve o vitórias em 14 jogos em Berlim, é posto ao o Brasil conseguiu no de 9s58. O demitido Nick Grand Prix; a única americano Heidfeld. Walter Dix foi Líder da derrota foi na final prata, com temporada, 10s08, e Kim Sebastian Collins, de São Cristóvão e Vettel venceu a prova, Névis, foi bronze, com 10s09. acabando com um jejum de Também em Daegu, três provas sem ganhar, seguido por seu companheiro Maurren Maggi chorou após Mark Webber e pelo britânico o frustrante desempenho na Jenson Button, que largou em final - saltou 6,17 m, e se tivesse repetido os 6,86 m da 13º e fez uma brilhante prova de recuperação. Outro que foi eliminatória seria a primeira brasileira a ganhar um título muito bem foi Michael Schumacher, que saiu do último para o quinto lugar, na prova em que comemorou 20 anos na Fórmula 1. Felipe Massa foi o oitavo, e Rubens Barrichello, o 16º. Por falar em velocidade, em Daegu, na Coreia do Sul, Usain Bolt não teve nem sequer a chance de esmerilhar seus adversários, como fez nos Jogos de Pequim e no Mundial de 2009, em Berlim. Conhecido por largar mal e reagir durante a prova, desta vez ele queimou a partida e foi desclassificado. Tirou a camisa, reclamou um pouco e saiu da pista, resignado, recusando-se a dizer se volta à pista na sexta-feira para as eliminatórias dos 200 m rasos, outra prova na qual é campeão mundial e olímpico.

13

num Mundial em pista aberta - a esperança agora é Fabiana Murer, que amanhã disputa a final do salto com vara e tenta repetir o título que ganhou no ano passado, mas em competição indoor. “Não tem explicação. Não tem nem o que falar. Achei que fosse dar, porque estava saindo o salto, estava indo longe. Acontece, não tem explicação. Queria que tivesse, mas não tem”, disse Maurren, que agora promete buscar o tri no Pan de Guadalajara, em outubro. Em Macau, a derrota para os Estados Unidos por 3 a 0, dois dias após vencer por 3 a 1 as mesmas rivais, também ficou sem explicação. “O saque e a defesa não foram eficientes como no outro jogo”, lamentou Zé Roberto. O treinador vencedor, Hugh McCutcheon, foi direto. “O time deu o melhor quando o melhor foi necessário”.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30 -.ESPORTE

sábado, domingo e segunda-feira, 27, 28 e 29 de agosto de 2011

FIM DE JOGO

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Inter pode negociar Juan e Kleber para manter Oscar e Leandro Damião

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Blatter revela ao Estadão preferência pelo Rio para abrir a Copa de 2014

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Sócrates tem alta no Einstein e promete mudar: "Eu vou tirar o álcool"

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Vídeo em destaque - Drogba apaga após choque - www.dcomercio.com.br

www.dcomercio.com.br/esporte/

MUNDIAL DE ATLETISMO

De igual para igual

Oscar Pistorius, o atleta biamputado conhecido como Blade Runner, corre hoje em busca de uma façanha inédita nos 400m: ficar entre os oito mais rápidos do mundo

Antonin Thuillier/AFP

Guilherme Carvalho

A

Após se classificar em 15º lugar, Pistorius corre hoje para chegar à final

o pé da letra, a expressão Blade Runner, título do clássico filme dos anos 80 dirigido por Ridley Scott, significa em português "corredor lâmina" ou algo como "aquele que corre sobre a lâmina". Portanto, não foi à toa que o termo caiu tão bem ao sul-africano Oscar Pistorius, atleta biamputado que utiliza duas próteses compostas por lâminas de fibra de carbono para correr. Hoje, às 8h16 (horário de Brasília), Pistorius tenta uma façanha inédita, algo que há alguns anos seria considerado impossível: correrá em busca de uma vaga na final dos 400m no Mundial de Atletismo de Daegu, na Coreia do Sul. Ou seja, competindo contra atletas que não são portadores de deficiência física, o biamputado poderá se tornar um dos oito homens mais rápidos do mundo nos 400m. Não será nada fácil. Pistorius, que compete contra atletas convencionais desde 2007, tem atualmente o 15º melhor tempo do ano nessa distância (45s07). Sábado, na disputa das eliminatórias em Daegu conseguiu se classificar para as semifinais também com o 15º melhor tempo entre 40 competidores - 45s39 (o melhor

tempo, do americano LaShawn Merritt, foi de 44s35). Caso chegue à final, Pistorius correrá de novo amanhã às 9h45; se não se classificar, deve entrar na pista apenas na quinta-feira, quando disputará o revezamento 4x400m com a equipe sul-africana. Fora das pistas, a participação de Pistorius entre atletas não deficientes causa muita polêmica. Ele foi proibido de competir no final de 2007, pela IAAF (Federação Internacional de Atletismo), baseada em um estudo feito na Alemanha que chegou à conclusão de que as próteses chita (usadas pelo sul-africano) permitiriam uma economia de energia de até 30%. Após outro estudo, esse americano, a CAS (Corte Arbitral do Esporte) o liberou para competir. Pistorius, porém, não conseguiu o índice olímpico e ficou fora de Pequim 2008. "No fundo, é uma questão filosófica. Uma prótese pode ser considerada um doping tecnológico, pois elas vão evoluindo cada vez mais enquanto os atletas que não a utilizam ficariam 'parados' nesse aspecto", explica o ortopedista André Pedrinelli, do Instituo de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, de São Paulo. "É só ver que as próteses existentes hoje não existiam 20 anos atrás", com-

pleta. "Mas é uma questão complicada, a IAAF precisa fazer uma regulamentação do que é permitido e decidir se quer ou não que esse seja um esporte inclusivo." Segundo Pedrinelli, hoje em dia é difícil determinar se o atleta que utiliza próteses ganha em relação ao que não utiliza. "Por um lado, as próteses são mais leves, geram mais impulsão quando em movimento e podem fazer o atleta gastar menos energia. Mas, por outro lado, a dificuldade para entrar em movimento, ou seja, na largada é muito maior. Além disso, a prótese é um elemento passivo, sem movimentos, o que acaba exigindo esforço maior das outras partes do corpo", explica. Julio Cerca Serrão, chefe do laboratório de biomecânica da USP, lembra que o fato de Oscar Pistorius ter as pernas amputadas aos 11 meses de vida, pois nasceu com um problema nas duas fíbulas, também o "ajudou". "Aquele que sofre um acidente tem mais dificuldade de se acostumar à prótese. Além disso, por incrível que pareça, é melhor para o atleta ter as duas pernas amputadas, caso do Pistorius, do que uma só, pois não perde o equilíbrio", comenta Serrão. Para o professor, Pistorius também leva certa "vantagem" por correr possivelmente

na prova ideal. "O homem se desenvolveu priorizando a resistência. Já essas próteses são inspiradas nos membros de animais extremamente rápidos, que têm muita massa muscular na coxa e pouquíssima na 'batata' da perna", explica Serrão. "Em contrapartida, como a prótese não ajuda na largada, ele acaba tendo dificuldade nas provas de 100m e 200m (Pistorius é especialista em 100m, 200m e 400m, mas não consegue tempo para competir com atletas convencionais nos 100m e 200m). Já nas provas longas, ele poderia ter problemas em relação ao balizamento", completa Serrão, que diz não ter opinião formada quanto à permissão para atletas amputados competirem com não amputados. "Eu sou neutro. Estou só acompanhando. O importante é que haja uma regulamentação sobre essa questão", afirma. Próteses à parte, Serrão destaca que Pistorius tem técnica e capacidade para correr e Pedrinelli vai além. Acredita que mesmo se não fosse amputado e, portanto, não utilizasse próteses, Pistorius poderia correr na mesma velocidade: "É claro que é uma especulação apenas, mas acredito que conseguiria o mesmo com ou sem próteses. Para chegar aonde ele chegou, é preciso ser um baita atleta".

Divulgação

"Não somos limitados pelas deficiências"

M

Você alguma vez achou que não conseguiria estar em Daegu? Assim que perdi a chance de me classificar para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, pensei: "isso não pode se repetir". Depois, tive a sorte de viver dois anos seguidos sem contusões e assim pude treinar realmente forte. Consequentemente, meus tempos melhoraram bastante. Eu sempre soube que meus tempos iriam melho-

inspiram outras pessoas, então isso me deixará muito orgulhoso. Existem diferenças entre o seu treinamento e dos adversários não portadores de deficiência? Existem, obviamente, algumas diferenças, mas todos os atletas têm diferentes métodos de treinamento. Eu tenho melhorado muito com o meu técnico Ampie Louw. Minha potência tem melhorado e agora estou mais focado no meu trabalho do que jamais estive. Por ter treinado forte durante dois anos sem interrupção, meus tempos melhoraram e eu consegui atingir o nível em que estou agora.

Michael Dalder/Reuters

esmo tendo nascido com um problema congênito na fíbula e passado por amputação nas duas pernas aos onze meses de vida, Oscar Pistorius nunca se considerou um portador de deficiência. Sempre quis fazer as mesmas coisas que todos, ter os mesmos direitos e os mesmos deveres. E conseguiu. Como cidadão, faz questão de não parar em vagas para deficientes, pois acredita que não precisa. Como atleta, travou uma dura batalha nos tribunais esportivos para poder competir ao lado de atletas que não utilizam próteses. Após vencer na justiça desportiva, correu atrás de um tempo suficientemente bom e finalmente conseguiu, no último mês de julho, quando de uma só vez garantiu índice B para as Olimpíadas de Londres e classificou-se para o Mundial de Atletismo, que está sendo disputado em Daegu. Por e-mail, Pistorius revela ao Diário do Comércio que já alcançou sua principal meta no mundial (classificar-se às semifinais) e fala sobre o atual momento.

Pistorius: "Meus tempos melhoraram"

rar conforme eu fosse ganhando experiência como atleta e que a tendência seria eu ficar cada vez mais próximo dos tempos de classificação. Você é um exemplo de superação e carrega a torcida de milhares de portadores de deficiência em todo o mundo. É uma motivação a mais? E o quê você tem a dizer às pessoas que também passam por dificuldades físicas? Eu costumo sempre dizer: não somos limitados pelas deficiências que temos, mas somos capazes por nossas habilidades. E, se minhas conquistas

Algumas pessoas consideram que você leva uma vantagem mecânica por usar próteses. O que você tem a dizer sobre isso? Respondo de maneira muito simples: a Corte Arbitral do Esporte determinou, em maio de 2008, que eu não possuo nenhuma vantagem em relação a todos esses atletas e, portanto, estou liberado para competir contra todos eles. Você se sente inaugurando uma era, na qual portadores de deficiência e não portadores possam competir juntos? Eu não vejo isto como algo entre portadores de deficiência e atletas convencionais. Eu vejo isso como correr rápido o suficiente para merecer estar nas competições.

Alan Fonteles, brasileiro de 18 anos, é fã, amigo e adversário de Pistorius, com quem competiu no Mundial Paraolímpico da Nova Zelândia

Alan quer seguir seus passos

Q

uando Oscar Pistorius entrar na pista, às 8h16 desta segunda-feira, tentando uma vaga na final dos 400m do Mundial de Daegu, na Coréia do Sul, um jovem de 18 anos, do outro lado do mundo, em Belém, o estará acompanhando atentamente. Assim como Pistorius, Alan Fonteles também teve um problema congênito: suas pernas não se desenvolveram corretamente e ele sempre precisou usar próteses para se locomover. Alan também buscou no atletismo uma forma de superação. Mesmo correndo com próteses inadequadas, o paraense se destacou e, com a ajuda do também para-atleta Rivaldo Martins e de uma ONG internacional, acabou ganhando as mesmas próteses usadas por Oscar Pistorius, do tipo chita. "Logo na primeira vez que corri com elas, meu tempo já melhorou cinco segundos

nos 200m e três segundos nos 100m. Acredito que posso melhorar ainda mais", comenta Alan, que utiliza essas modernas próteses desde os 15 anos. "Mas não é só a prótese. É preciso ter a técnica, ter a velocidade", destaca o brasileiro, que, além de adversário, é fã e amigo de Pistorius. "Eu o acompanho desde 2008, quando vi a briga na justiça. Na primeira vez que corremos juntos, fiquei em sétimo e ele ganhou. Na última, em janeiro (no Mundial paraolímpico da Nova Zelândia), ele terminou em segundo e eu em terceiro, apenas dois milésimos atrás. Estou chegando!" E Alan pretende ir ainda mais longe. Assim como o sul-africano, o brasileiro quer um dia correr com atletas não portadores de deficiência física: "É minha meta. Não é para agora. Meu objetivo é para 2016 e, quem sabe, correr na Olimpíada do Rio".

Nelson Antoine/Futura Press

almanaque

O

Celso Unzelte

Aproveitamento dos campeões do 1º turno

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Brasileiro de 2011 chega à metade com o Corinthians na liderança: 65% dos pontos. Em 2005, o Alvinegro também virou o primeiro turno na frente e acabou ficando com o título no final da competição. Na foto ao lado, o volante Marcelo Mattos, hoje no Botafogo, comemora seu gol no empate por 1 a 1 diante do Goiás, no Pacaembu, que valeu o primeiro lugar na virada do turno, com aproveitamento de 62%.

Vamos fazer como o Santos e o Cruzeiro: ganhar o turno e o título.” Carlos Alberto, jogador do Corinthians em 2005

aproveitamento corintiano naquele primeiro turno de 2005 ainda subiria para 66,6%, pois a derrota para o Santos (4 a 2) foia uma das 11 partidas anuladas por conta do envolvimento do árbitro daquele jogo, Edílson Pereira de Carvalho, em um esquema de manipulação de resultados. Na partida refeita, o Corinthians derrotou o Santos por 3 a 2. O Cruzeiro inaugurou a era dos pontos corridos, em 2003, fazendo 68% dos pontos disputados no primeiro turno. No ano seguinte, 2004, o Santos fechou o turno com 59% dos pontos que disputou. O São Paulo chegou a 69% em 2006 e a 70% em 2007. O Grêmio campeão do primeiro turno em 2008 fez 72% dos pontos, o melhor aproveitamento na primeira parte da competição até hoje. Em 2009, o campeão do primeiro turno foi o Inter, com 57% dos pontos. Em 2010, o Fluminense, com 67%.

6

dos 8 vencedores do primeiro turno acabaram sde ficando com o título de a que o Brasileiro passou os ser disputado por pont corridos, em 2003. As exceções foram o Grêmio, em 2008, e o Inter, em 2009, vices, ulo superados por São Pa e Flamengo no final.

CURTAS

 Em 30 de agosto de 1962,

o Santos ganhava sua primeira Libertadores. Em 30 de agosto de 1995, o campeão era o Grêmio.  Morreu na quarta, 24 de

agosto, em São José dos Campos (SP), o zagueiro Marião, do São Paulo entre 1978 e 1980. Tinha 59 anos e foi vítima de complicações cardíacas.

Diário do Comércio  

29 ago 2011

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