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Ano 87 - Nº 23.466

Conclusão: 23h40

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

Bancários anunciam greve para hoje

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 27 de setembro de 2011

Página 15

CORRIDA PARA O LESTE

Almeida Rocha/Folhapress

Prêmios para quem chegar a 14 áreas da ZL

Incentivos fiscais e isenção de impostos são prêmios que a Prefeitura anuncia hoje às empresas que se instalarem na Zona Leste, onde a Copa de 2014 deverá estrear. Detalhes serão revelados pela Prefeitura hoje, em seminário promovido pela ACSP, "Zona Leste, o futuro da cidade passa por aqui", no hotel Renaissance. Página 9 Milton Fukuda//AE

Eduardo Knapp/Folhapress

Covas no páreo à Prefeitura

Russomanno também quer a vaga de Kassab Sem apoio no PP, ele foi ser pré-candidato no PRB. Pág. 7

Bruno Covas, secretário de Meio Ambiente do Estado, oficializa pré-candidatura no PSDB. Os tucanos José Aníbal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli também estão no páreo. Pág. 7

Luludi/LUZ

Rio e São Paulo, uma poluição só.

Na avaliação da Organização Mundial da Saúde, o ar da cidade maravilhosa é ainda pior do que o de São Paulo (foto) – ambas estão entre as 250 metrópoles mais poluídas do mundo. Página 10 HOJE

ISSN 1679-2688

23466

Parcialmente nublado Máxima 28 C. Mínima 11º C.

AMANHÃ 9 771679 268008

Parcialmente nublado Máxima 25º C. Mínima 13º C.

O mundo corporativo cabe na telinha Marketing, compra, venda, gerenciamento.... Dá para fazer de tudo com os aplicativos para celulares e tablets. Informática. Pág. 17

A Grécia, por um fio. União Européia ainda tenta impedir qualquer tipo de moratória do país. Medo é que o default provoque um efeito dominó. Não há consenso sobre utilização do fundo de estabilidade financeira do bloco (EFSF) para salvar a Grécia do colapso. Página 11


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

O que a política econômica não conseguiu fazer para proteger a indústria, o mercado encarregou-se de corrigir. Roberto Fendt

pinião

PAULO SAAB

CONTINUA A LUTA CONTRA CORRUPÇÃO

N

a carta que escreveu ao rei de Portugal, em abril de 1500, anunciando a descoberta do Brasil, Pero Vaz de Caminha, segundo algumas interpretações, pediu emprego ao seu genro em Portugal. Surgiu daí, inclusive, a famosa designação "pistolão", originada da palavra "epístola", ou carta. Seria isso já uma espécie de corrupção? Em dezembro de 1627, Frei Vicente de Salvador, conforme registro no livro 1500, A Grande Viagem, escreveu sobre o Brasil: "Donde nasce também que nesta terra nenhum homem é republico, nem zela ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular...". No Museu da Corrupção (MuCo), criado pelo Diário do Comércio está registrado que no início do contato entre índios e portugueses até os cá nascidos pintavam as penas dos pássaros, para ficar com cores mais atrativas.

O câmbio salvará a indústria?

E

m entrevista nesta última sexta-feira, em Washington, o senhor presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou ser ainda cedo para antever o impacto da desvalorização do real frente ao dólar sobre a inflação. À primeira vista, a afirmação parece contrariar o bom senso. Uma desvalorização do real aumenta o preço, em moeda nacional, de todos os produtos importados. O mesmo ocorre com os produtos consumidos no mercado interno e exportados. Com a desvalorização do câmbio, aumenta a exportação desses produtos e fica menos no país, aumentando os seus preços. Como poderia estar certo o senhor presidente do BC? Há duas linhas de raciocínio na afirmação dele. A primeira referese ao fato de não se saber, hoje, se mudou o patamar do câmbio, como defendem alguns, ou a desvalorização é meramente transitória. O efeito sobre os preços internos será maior se a mudança do patamar da taxa de câmbio for permanente, em oposição a uma elevação passageira. Para o presidente do BC, é importante dar tempo ao tempo e verificar-se o quanto de permanente tem a mudança. Esse dar tempo ao tempo decorre de diversos fatores. O primeiro, porque a desvalorização do real é consequência, em parte, do conjunto de medidas postas em práticas pelo BC e pelo Ministério da Fazenda, desde o último trimestre do ano passado. Segundo, porque aumentou a incerteza a respeito do futuro do euro e dos bancos europeus. Uma eventual moratória da dívida grega afetaria os balanços de praticamente todos os bancos europeus, com reflexos sobre as linhas de crédito do Brasil e de todos os demais países.

ROBERTO FENDT Terceiro, porque pela primeira vez começa-se a suspeitar que a efervescência nos mercados financeiros do mundo desenvolvido poderão também afetar o crescimento dos principais países emergentes, com destaque para China e Índia. Uma desaceleração do crescimento desses países comprometeria o crescimento de toda a economia mundial e de nossas exportações de commodities.

M

as o argumento não se esgota aí. O presidente do BC também afirmou que o repasse da variação do dólar aos preços internos no Brasil tem se reduzido muito ao longo dos últimos anos. Trata-se aqui da mensuração do que os economistas apelidaram de passthrough (repasse) das mudanças da taxa de câmbio para os preços internos. Justamente por ser variável ao longo do tempo, o repasse de variações da taxa de câmbio para os preços internos

não é de fácil estimação.

H

á razoável convergência entre os economistas a respeito da magnitude desse repasse no Brasil e de sua tendência nos anos recentes. As estimativas variam de um aumento de 0,3% a 0,5% nos preços (medidos pelo IPCA) para uma variação de 10% no câmbio no curto prazo e situam-se em torno de 0,8% no longo prazo (quando há uma mudança permanente no patamar do câmbio). Em 29 de julho a taxa de câmbio estava em R$ 1,56, a menor observada antes da atual convulsão no mercado cambial. Se a taxa de câmbio estabilizar-se em torno de R$ 1,70 (com uma desvalorização de 10%) e se estiverem certas as estimativas do repasse da alta do câmbio para a inflação, o efeito imediato será um aumento de 0,3% no IPCA e o efeito de longo prazo será de 0,8%. Convenhamos que não é pro-

Não há motivo para medidas precipitadas na área cambial porque o BC tem reservas suficientes para fazer face a turbulências maiores que as das duas últimas semanas.

priamente uma tragédia do ponto de vista inflacionário. Mesmo se a mudança de patamar do câmbio for da ordem de 20%, isto é, se a taxa passar de R$ 1,56 para R$ 1,87, o aumento no IPCA ficaria entre 0,6% e 1,8% – se as estimativas do pass-through estiverem corretas. Esses cálculos permitem tanto responder a questão do início da coluna quanto fazer uma recomendação. A resposta à pergunta é afirmativa: o senhor presidente do BC está correto. Está correto porque é necessário esperar para ver se ocorreu uma mudança de patamar na taxa de câmbio e, caso afirmativo, se o patamar é permanente. Não há qualquer motivo para medidas precipitadas na área cambial porque o BC tem reservas suficientes para fazer face a turbulências maiores que as observadas nas últimas duas semanas. E também porque o BC tem instrumentos suficientes para uma pronta ação, caso essa turbulência venha a ocorrer no futuro.

A

recomendação é também decorrência do cálculo efetuado. A desvalorização do real, se permanente, dispensa outras intervenções no mercado, como a recente ressurreição do protecionismo comercial, que se julgava em boa hora enterrado. Se a indústria estava desprotegida, assim estava porque o real estava excessivamente valorizado por conta do diferencial de juros provocado pelo déficit fiscal. Agora está menos. O que a política econômica não conseguiu fazer para proteger a indústria, o próprio mercado encarregou-se de corrigir, fazendo agora o que o governo não conseguiu fazer nesses últimos anos. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

corrupção é inerente ao ser humano e existe desde o surgimento do homem sobre a face do planeta. A única forma de impedir que alcance Divulgação níveis intoleráveis, como acontece no Brasil atual, é combatendoa com rigor, através de leis, atitudes e punições que possam inibir sua presença em tons anormais. É difundindo a sua existência e mostrando aos cidadãos o mal que ela causa em todas as suas ramificações, como o desvio de dinheiro público, o favorecimento político, fraudes, o nepotismo, o uso ilegal, enfim, todas as suas formas. Mencionei acima o Museu da Corrupção e quero convidar o leitor não só a visitá-lo, mas pedir-lhe que difunda sua existência aos amigos e familiares. Trata-se de um serviço de utilidade pública, que contribui de forma inestimável para o combate à corrupção em todas as suas formas e em todo o mundo, além, claro de nosso País. Tenho, por esta coluna, nas últimas semanas – junto com leitores interessados em combater o grau de semvergonhice na vida pública do País e suas ramificações podres na iniciativa privada – buscado uma forma de minimizar essa situação. Estamos discutindo, por meio deste espaço, a

A

Leitor, ajude a difundir o Museu da Corrupção e integre-se nessa luta, que é de todos, para coibir a ação daqueles que se utilizam de seus cargos para lesar o País e os contribuintes.

possibilidade – e o texto – de uma proposta de emenda constitucional que elimine, ao menos, o foro privilegiado de parlamentares e governantes. A sugestão inicial é alcançar os deputados e senadores e os ministros de Estado. O assunto está em discussão e aguardamos a sua manifestação, caro leitor. Para contribuir com o debate, fornecer mais informações e prestar um serviço público, minha sugestão é que o amigo leitor visite, via internet, o Museu da Corrupção (ww.museudacorrupcao. com.br, ou simplesmente www.muco.com.br). Visitar as dependências virtuais do MuCo é dar uma nova dimensão ao que se imagina que sejam as entranhas da corrupção. E uma chance de aprender e de participar do combate a esse mal. Ajude a difundir o MuCo, contribua com informações de que disponha e siga participando conosco desta jornada em busca de medidas efetivas para coibir a corrupção desenfreada que assola o País e punir os responsáveis. o mesmo tempo, esse espaço continua aberto a todos que já se manifestaram em favor de acabar com o foro privilegiado e pelo rito sumário no julgamento de políticos e governantes corruptos. Sua contribuição – opinando no texto da emenda, na busca de apoio via assinaturas nas ruas e nas redes sociais – mostrará com mais clareza o caminho a seguir, com um único objetivo: frear a ação criminosa de quem se abriga no Estado para lesar os brasileiros.

A

PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR. PSAAB@INSTITUTO CIDADANIA.ORG.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor - Ch e fe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli, Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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pinião

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CRISE ECONÔMICA NÃO TEM, EM SI MESMA, NADA DE ANORMAL NEM DE EXCEPCIONAL.

Mike Segar/Reuters

GODOFREDO F. MACHADO, ANTONIO SODRÉ E ROBERTO TOFETI

PRODUZIR ALIMENTOS E PROTEGER A NATUREZA

É

As economias só crescem devido à inovação, e elas têm de ser postas em prática, como no caso da Apple, com Steve Jobs à frente.

UMA CRISE DENTRO DA DEMOCRACIA

N

ão existe economia que não tenha crise, mas a atual crise das economias ocidentais, que entra em seu quarto ano, é sem precedente. Ela deixa os comentaristas sem fala, os economistas perplexos e os governos à beira da histeria. Em situações complexas, defendia o lógico Occam, as hipóteses mais simples são as mais prováveis. Aplicaremos a "navalha de Occam" na crise e veremos que ela funciona. Antes de tudo, vamos nos lembrar que uma crise econômica não tem, em si mesma, nada de anormal nem de excepcional. Desde que o Ocidente inventou o crescimento, a riqueza per capita, em média, não para de crescer, mas de modo intermitente. Esses acidentes de percurso têm causas que são claramente localizadas e explicadas: seja a economia sofrer um choque externo – como o brutal aumento do preço da energia em 1973 ou o fechamento das fronteiras em 1930 – ou ser vítima de um traumatismo interno – como o excesso de emissão de moedas ou hiperinflação ou ainda uma inovação que dá errado. Assim, a crise financeira de 2008 foi claramente causada por uma inovação útil no início, os derivativos financeiros, que aumentaram os investimentos produtivos e que se transformaram em catástrofe simplesmente pelo excesso de uso. Geralmente, o crescimento retorna a partir do momento em que as condições normais são restabelecidas: Reabrem-se as fronteiras depois que, infelizmente, estiveram fechadas; purga-se o circuito financeiro de seus produtos tóxicos, substitui-se a moeda desvalorizada por uma moeda confiável. Essa limpeza da economia frequentemente é dolorosa: as empresas que só viviam de monopólios desaparecem, os poupadores ficam arruinados, os desempregados devem se adaptar. Em épocas de sair da crise, o papel essencial dos Estados é acompanhar a faxina para reduzir o sofrimento humano. Essa é a função do seguro social. Uma vez realizado o expurgo, a economia

GUY SORMAN dispara de uma forma espontânea. Vamos, pois, nos deter um pouco nessa espontaneidade. As economias só crescem por um motivo: a inovação. Sem inovação, sem crescimento. Mas apenas a inovação não é o suficiente. É preciso também que uma descoberta técnica seja posta em prática por um empresário. A dupla inventor/empresário (que pode estar na mesma pessoa, como Steve Jobs, ou, no passado, Thomas Edison ou Louis Renault) é a base de toda riqueza moderna.

C

laramente, no Ocidente, essa dupla está falhando, o que não deixa de ser assombroso. Porque os laboratórios ocidentais nunca estiveram tão repletos de inovações: o número de patentes triádicas (Estados Unidos, Europa, Japão) nunca esteve tão alto na história da humanidade, porque a inovação científica é um fenômeno cumulativo. Fora desses três polos citados, a inovação continua completamente marginal. A Coreia do Sul emerge sozinha, mas a China, a Índia e o Brasil ainda não. Assim, tudo ocorre como se o Ocidente estivesse sentado em cima de um tesouro, mas nenhum empresário decide abrir o cofre. Os governos multiplicarem os estímulos – em particular com crédito a taxas de juros quase nulas – virou norma no Japão, o que foi acompanhado pelos Estados Unidos e pela Europa, mas sem suscitar a menor reação. Vamos continuar então a dissecar a crise com a navalha de Occam. Uma evidência deveria nos saltar aos olhos: os governos ocidentais se recusam, desde 2008, a aplicar em si mesmos as receitas de boa governança que são distri-

buídas para os países pobres. Após ter passado muito tempo tergiversando sobre os fundamentos da pobreza e a origem da riqueza, os economistas chegaram a quase um consenso: o desenvolvimento depende da qualidade e da estabilidade das instituições públicas. Essa abordagem simples, à Occam, revolucionou o destino dos países pobres. Desde o instante em que eles conseguiram criar instituições confiáveis como uma moeda estável, impostos modestos, fronteiras abertas, direito de propriedade legítimo, vê-se de um dia para o outro os países emergentes decolarem.

A

teoria institucional do desenvolvimento foi, nos últimos 30 anos, corroborada pela experiência. Exceto no Ocidente, onde se recusa a aplicar essa mesma teoria. Desde 2008, todos os governos competem em intervenções monetárias, fiscais e sociais. Como o crescimento não está voltando, os governos acrescentam mais uma colher da poção ou inventam uma nova receita. Assim, entramos em uma era de instabilidade institucional permanente, uma terapia intensiva que impede que o paciente recupere a saúde. Diante de tanta agitação, o empreendedor, perplexo, espera. Como um investimento não consegue dar lucro em um ano, toda política econômica de curto prazo só provoca uma passividade racional. A recessão sem fim, pela nossa hipótese de que o mais simples é o mais provável, vem dessa contradição entre o longo prazo necessário à economia e curto prazo que é o horizonte da política. A atual recessão obriga, pois, a uma reflexão essencial sobre a saída

de crises em regime democrático: Como restaurar o longo prazo necessário aos empresários quando os prazos eleitorais são breves? Barack Obama, por exemplo, aposta sua reeleição em uma criação maciça de empregos públicos. Se seu projeto for aplicado, um ou dois milhões de empregos podem ser criados em um ano ou dois, dando a ilusão de uma vitória contra o desemprego. Passada a euforia, porém, a dívida pública obrigará a demitir todo mundo e, além disso, vai sufocar, com imposto ou inflação, inúmeros empregos privados. Não vamos concluir, portanto, que há um dilema entre a democracia e a economia, porque a solução existe: convém tirar dos campos eleitorais as instituições necessárias ao crescimento. No passado, os governos manipulavam a moeda e atualmente, eles não podem mais; eles abriam e fechavam as fronteiras como queriam e atualmente elas são regidas por tratados. O que, claramente, de hoje em diante deveria ser retirado da disputa eleitoral são os gastos públicos.

E

m todas as democracias ocidentais, a Constituição não poderia proibir o déficit orçamentário, mas criaria um teto para as despesas públicas em função da riqueza nacional. A segurança do euro ficaria automaticamente garantida porque só a dívida pública mina o euro. Assim, a recessão sem fim parece ter um único motivo: não a dívida pública, mas a recusa dos governos em combater essa dívida a longo prazo. Pode-se refutar que os eleitos pelo povo jamais aceitarão perder o direito aos gastos; mas ouvimos os mesmos argumentos contra a independência dos bancos centrais ou do mercado livre. Se o teto constitucional dos gastos públicos ainda não é aceitável é porque a crise ainda não foi compreendida. As pessoas, escreveu Hayek, só aprendem com seus erros. Mas aprendem. GUY SORMAN É ECONOMISTA E ESCRITOR FRANCÊS, AUTOR DE O ESTADO MÍNIMO TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

consenso que o Código Florestal em vigor precisa ser atualizado para melhor compatibilizar produção de alimentos com proteção ambiental. O texto aprovado pela comissão de Constituição e Justiça do Senado ainda precisa ser melhorado, em especial por conter inconstitucionalidades. No momento se apresenta uma oportunidade ímpar para encerrar a insegurança jurídica existente no País, regularizar as situações conflitantes e trazer o equilíbrio entre a produção de alimentos e a proteção da natureza. O próximo código deve ser um novo marco, atendendo aos anseios da sociedade, tanto de preservação como de produção, e evitando normas inconstitucionais que tragam questionamentos futuros – pois antes mesmo da tentativa de mudar o passado, entendemos que o melhor e mais racional seria preocuparmo-nos em cuidar do futuro, preservando o presente. A dicotomia entre ruralistas e ambientalistas não interessa ao Brasil, pois a condução do processo de mudança do novo Código Florestal deve ser feita longe dos exageros e com o conhecimento da realidade em nosso País. A proteção às florestas nativas, que se constituem em um bem jurídico ambiental é um ativo, a maioria das vezes de particulares, mas que interessa a todos que seja preservado.

e outro lado, há algumas ONGs, especialmente estrangeiras, acompanhadas de campanhas publicitárias milionárias. Este "lobby" levou a exageros, por terem sido baixadas diversas normas sem o conhecimento da realidade brasileira, tanto rural como urbana. Um grande número de estudiosos, inclusive o relator do texto do novo Código Florestal na Câmara, deputado Aldo Rebelo, entende que estas ONGs estariam defendendo os interesses dos agricultores estrangeiros muito mais do que o nosso meio ambiente. Não são poucos também os que acreditam que o radicalismo em defesa do ambiente pode trazer efeitos contrários aos desejados. Um exemplo é o professor emérito da Unicamp, o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite. Em recente entrevista, ao defender as mudanças no Código Florestal e o relatório de Aldo Rebelo, ele disse que o "ambientalismo fanático vai acabar desmoralizando a justa luta ambiental". Neste ponto, Cerqueira Leite é taxativo: "Este ambientalismo mais fanatizado, mais radicalizado, está prestando um desserviço para a justa luta pela preservação do meio ambiente. Eu já disse isso muitas vezes e repito: na realidade esses militantes de grandes ONGs – nem todo mundo, tem muita gente séria neste meio também –, mas existem muitos, os mais bravios, estão prejudicando, definitivamente, a causa ecológica, e acabam se transformando em

O próximo Código Florestal do País deve ser um novo marco, atendendo aos anseios da sociedade, tanto da produção como da preservação.

verdadeiros inimigos da conservação." Não é difícil se aperceber o quanto tais normas, defendida pelo radicalismo ambiental, se afastaram da realidade, ao se observar que colocaram na ilegalidade entre 90 e 92% dos produtores rurais brasileiros. Também na área urbana as normas baixadas trouxeram inúmeras situações de implantação inviável. ara atendê-las, como já apontaram diversos comentaristas, seria necessário demolir, por exemplo, as torres de transmissão de celulares, rádios e TVs, construídas naturalmente em topos de morros, bem como no Rio, o Cristo Redentor e o bondinho do Pão de Açúcar, ambos também erguidos em topos de morro e áreas de risco, e, ainda, o estádio Beira Rio, em Porto Alegre e o Hotel das Cataratas em Foz do Iguaçu. Esses são apenas alguns exemplos de milhares de situações de supostas irregularidades.

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D

errubar florestas não é algo que se deva incentivar atualmente, mas foi uma realidade essencial para termos o Brasil como ele é hoje. Tratar como bandidos aqueles que as derrubaram com espírito desenvolvimentista e de ocupação territorial, muitas vezes com o apoio de políticas oficiais do governo, não é uma forma correta de agir. Foi graças a eles que nós nos desenvolvemos. Eles nos legaram as áreas sobre as quais produzimos os alimentos essenciais à manutenção da vida humana na Terra.

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GODOFREDO FERNANDES MACHADO É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS DO VALE DO RIO PARDO (ASSOVALE); ANTONIO SODRÉ É ADVOGADO E PRESIDENTE DA

ASSOCIAÇÃODOS PRODUTORES DO VALE DO MOGI (ASSOMOGI); ROBERTO TOFETI É DIRETOR DO SINDICATO RURAL DE BATATAIS.


DIรRIO DO COMร‰RCIO

terรงa-feira, 27 de setembro de 2011

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 27 de setembro de 2011

5 EM SÃO PAULO As vendas envolveriam entre 25% e 30% dos deputados.

olítica

EM BRASÍLIA O ex-governador, o ex-vice e o exsecretário podem ser denunciados.

Mensalão do DEM entra em fase final Ministério Público Federal vai apresentar denúncia até o fim do ano. Procuradora muda rotina para poder concluir seu trabalho. Ação principal tem 40 mil páginas.

O

inquérito que investiga o esquema de pagamento de propina no governo do Distrito Federal chega à fase final, após dois anos de tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação ilegal, descoberta durante a Operação Caixa de Pandora, é conhecida como mensalão do DEM e resultou na prisão do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. As investigações, porém, ainda não indicaram a responsabilidade dos envolvidos. De acordo com a subprocuradora-geral responsável pelo caso, Raquel Dodge, o Ministério Público Federal (MPF) estava preocupado em completar as provas com perícias para evitar surpresas no futuro. A chegada de dados importantes deu início à fase final do processo, que é a análise das provas para a atribuição de culpa. Riscos – Para ela, provas do mensalão do DEM não correm risco de serem anuladas. "É bom quando você chega ao final da investigação e vê que não foi em vão", afirmou Raquel. "As perícias feitas e todos os documentos colhidos mostram um sistema de corrupção que estava em pleno funcionamento e envolvia pessoas importantes no governo", disse a subprocuradora. "Agora, temos que definir a participação

Sérgio Lima/Folha Imagem - 10.12.09

É bom quando você chega ao final da investigação e vê que não foi em vão. Agora é definir a participação de cada um. RAQUEL DODGE

de cada um nesse processo". Provas – Embora não tenha determinado um prazo para concluir o texto, Raquel pretende entregá-lo até o fim do ano. Para isso, vai mudar a sua rotina e se dedicar integralmente ao caso a partir de agora. Ela lembrou que o processo principal já tem cerca de 40 mil páginas, fora os apensos e os avulsos. Segundo Dodge, na semana passada, a Polícia Federal encaminhou ao MPF o resultado de duas diligências que eram fundamentais para a conclusão da investigação. Um dos documentos é uma perícia em uma gravação para garantir a sua veracidade. Essa análise já havia sido requisitada no início do ano e só chegou agora ao MPF. "É uma das provas mais relevantes". A promotoria também recebeu vários cheques que ha-

Ed Ferreira/AE

O ex-vice-governador Paulo Octávio: acusado de receber propinas.

viam sido apreendidos pela PF durante a Operação Caixa de Pandora na residência e em empresas de investigados. Para a subprocuradora, a burocracia de alguns órgãos para fornecer documentos importantes e a própria cautela do MPF, para que as provas não fossem refutadas posteriormente, colaboraram para a demora no andamento do caso. Defesa – Na versão dos advogados dos envolvidos, a demora teria relação com a falta de provas. Por isso, temem que o MPF assuma uma postura de denúncia apenas para respaldar as acusações que surgiram no início do inquérito. Para Nélio Machado, advogado do ex-governador José Roberto Arruda, o caso é inconsistente e não há provas contra o seu cliente. "Quem sabe não foi por isso que até hoje não teve denúncia", afirmou. Para Machado, "houve uma prisão abusiva e ilegal e tinha que ter provas. Se vier agora, está atrasada um ano e oito meses". Arruda foi preso em 2010 sob acusação de tentativa de suborno de testemunhas. O trabalho do MPF também é visto com desconfiança pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, também conhecido como Kakay. Ele defende o ex-vice-governador Paulo Octávio e garante que a PF não encontrou qualquer indício contra o seu cliente e que não há por que o MP acusá-lo na denúncia ao STJ. "O MP agiu de forma leviana e irresponsável durante dois anos, em que não concluiu nada, e não terá dignidade de pedir a absolvição", disse Kakay. Para ele, uma investigação longa já é uma forma de condenação. Margareth Almeida, advogada do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, disse que seu cliente, delator do esquema, não está frustrado e espera o perdão judicial. (ABr)

O ex-governador José Roberto Arruda: preso em 2010 sob acusação de subornar testemunhas.

Para os envolvidos, a vida continua Arruda tem vida discreta, o ex-vice tem empresas e o delator tem proteção

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epois de dois anos, o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o seu vice Paulo Octávio e o delator do esquema, Durval Barbosa, seguem em frente, apesar das consequências do episódio conhecido como mensalão do DEM, que derrubou o governo do Distrito Federal, em 2009. O ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, que revelou o sistema de pagamento de propina, quase não sai às ruas e vive cercado por seguranças durante 24 horas, por estar incluído no programa de proteção a testemunhas. "Esse é um preço que ele paga por ter ajudado no desmantelamento da quadrilha que atuava no governo", afirmou a advogada de Barbosa, Margareth Almeida. Residência – Sobre se o seu cliente já sofreu ameaças nesses dois anos, ela disse que

Esse é um preço que ele paga por ter ajudado no desmantelamento da quadrilha que atuava no governo. MARGARETH ALMEIDA

"possivelmente sim". A advogada também não confirmou se Durval continua morando em Brasília, mas lembrou que ele tem vínculos com a cidade. "Aqui ele colabora sempre que chamado pela Justiça e sua família está aqui", completou. Arruda foi eleito governador em 2007. No meio do mandato, ocorreu a divulgação de um vídeo em que recebe dinheiro de Barbosa. Arruda dei-

xou o DEM no fim de 2009, quando era cogitada a sua expulsão. Ele continuou no governo até fevereiro de 2010, quando foi preso. Segundo Nélio Machado, seu advogado, Arruda tem hoje uma vida discreta. "Ele está afastado e aguardando para refazer a vida", afirmou. Quem também teve a carreira pública interrompida foi o ex-vice-governador Paulo Octávio. Assim como Arruda, o empresário é acusado de receber propina de empresas que tinham contrato com o governo. Ele assumiu o cargo com a saída de Arruda, mas saiu dias depois, pressionado pelo DEM e pela ameaça de intervenção federal. Agora se dedica às suas empresas. O mensalão do DEM atingiu ainda Leonardo Bandarra, ex-chefe do Ministério Público do DF, e a promotora Deborah Guerner, acusados de cobrar propinas. (ABr)

PSDB deve pedir apuração de denúncias no Trabalho

Ministério Público vai convocar Barbiere para depor

Tucanos querem investigação, PPS pede auditoria e CGU aponta irregularidades

A audiência deverá ser agendada hoje e a promotoria espera que ele colabore

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PSDB deve entregar hoje representação à Pro cura dori a-Ge ral da República e um pedido de auditoria especial ao TCU (Tribunal de Contas da União) para investigar denúncias de supostas irregularidades no ministério do Trabalho. Segundo reportagem de O Estado de S. Paulo de domingo, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, além de empregar parte da cúpula do PDT no ministério, também teria encontrado brechas para repassar recursos a centrais sindicais impedidas pelo TCU de receber dinheiro público por conta de irregularidades detectadas em 2010. Só neste ano, essas entidades vinculadas a centrais teriam recebido R$ 11 milhões. O líder tucano na Câmara,

Duarte Nogueira (SP), afirmou que vai solicitar cópias das prestações de contas e relatórios de execução dos convênios ao ministério. "O FAT é dinheiro do trabalhador. É inadmissível que esses recursos sejam desviados para engordar caixa de partidos. Não se pode deixar que o FAT seja mais um ralo por onde escoa dinheiro público", reclama. O PPS também informou ontem que vai pedir ao TCU uma auditoria completa nos convênios do ministério do Trabalho destinados a cursos de qualificação profissional. Levantamento preliminar da CGU (Controladoria-Geral da União) aponta para possíveis irregularidades em contratos da pasta com entidades ligadas ao PDT que não teriam

condições de executar o trabalho por terem se envolvido em irregularidades no passado. Segundo a CGU, as centrais teriam deixado de prestar contas, atrasado serviços e oferecido cursos de má qualidade. Presidente licenciado do PDT, o ministro do Trabalho teria loteado a cúpula da pasta com pessoas ligadas ao seu partido, conforme O Estado de S. Paulo, ao afirmar que entidades citadas não teriam estrutura própria e estariam terceirizando a capacitação. O tesoureiro do partido, Marcelo Panella, foi chefe de gabinete do ministro, mas foi exonerado em agosto. Ainda restariam dez dirigentes entre os principais assessores de Lupi, além do presidente da Fundacentro. (Folhapress)

Gonzalo Fuentes/Reuters

Em Paris, Lupi – com o ministro do Trabalho e Saúde da França, Xavier Bertrand – rebate: seu ministério tem, sim, militantes do PDT nomeados em cargos de confiança

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Ministério Público Estadual (MPE) decidiu a n t e c i p a r o d e p o imento do deputado estadual Roque Barbiere (PTB) no inquérito civil aberto para investigar denúncia sobre suposto mercado de emendas na Assembleia Legislativa de São Paulo, envolvendo parlamentares, empreiteiros e prefeitos. A decisão foi anunciada ontem pelo promotor de Justiça Carlos Cardoso, da Promotoria do Patrimônio Público, que investiga improbidade e corrupção. Hoje, a assessoria de Cardoso vai tentar agendar com Barbiere dia e hora para a audiência. "Se ele colaborar, as coisas vão andar bem", afirmou Cardoso. A partir do relato formal, observou o promotor, será possível "ir atrás das provas". Segundo ele, Barbiere tem dado sinais claros de que está disposto a apontar nomes e contar como funciona o "modus operandi" do grupo. Alertas – Em sua primeira entrevista, no dia 10 de agosto, Barbiere revelou que, entre 25% a 30% dos 94 deputados estaduais negociam emendas. "Tem um belo de um grupo que enriquece", disse. Na segunda entrevista, dia 23 de setembro, ampliou o seu relato ao afirmar que estava pronto para apontar "dois ou três nomes" e garantiu que havia alertado "o governo, a Secretaria de Planejamento, a Casa Civil, aos deputados e a imprensa".

Alexandre Severo/JC Imagem/AE - 23.02.09

O petebista disse que, se questionado em juízo, "citarei um, dois ou três nomes para terem um exemplo do modus operandi", adiantou. Barbiere contou que o deputado envolvido no esquema "arruma uma empreiteira, diz que tem R$ 2 milhões e pergunta quanto a empreiteira paga para ele". Fechado o acordo, o empreiteiro, segundo Barbiere, sai procurando os prefeitos para alocar os recursos "mediante alguma coisa que eles combinam". Ainda de acordo com seu relato, "os prefeitos, desesperados para fazer as obras, acabam se sujeitando a comprar as emendas". Leci Brandão e Covas – Para os líderes partidários, esse assunto será investigado pela Comissão de Ética. A decisão foi tomada ontem, após reunião que durou menos de 20 minutos. Já a deputada Leci Brandão (PC do B) postou ex-

Quero dizer que em nenhum momento vendi emendas ou fiz lobby com quem quer que seja. LECI BRANDÃO (PC DO B) SE DEFENDENDO DAS ACUSAÇÕES EM SEU MICROBLOG NO T WIT TER

plicação no Twitter para se defender. "Quero dizer que em nenhum momento vendi emendas ou fiz lobby com quem quer que seja", escreveu dizendo que devia essa explicação para os seus 80 mil eleitores. Bruno Covas (PSDB), secretário do Meio Ambiente de São Paulo, também negou ter recebido oferta de propina por emenda. Ele é deputado estadual licenciado. (AE)


p Dilma defende saída conjunta da crise

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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olítica

terça-feira, 27 de setembro de 2011

É necessário quebrar a exclusividade dos laboratórios com remédios que asseguram a vida de milhões de pessoas. Dilma Rousseff

Presidente também fala em quebra de patentes para baratear remédios vitais

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presidente Dilma Rousseff voltou a defender ontem maior participação dos países emergentes na busca de soluções para a crise econômica internacional, além de reiterar a necessidade da quebra de patentes de alguns remédios que "asseguram" a vida de pessoas. De volta ao Brasil, após participar na última semana da Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente classificou a conjuntura atual da economia mundial como um "momento muito delicado" e afirmou que o País está se preparando para impedir grandes consequências da crise, como o

fez em 2008, aliando crescimento da economia com melhoria de vida da população. Ao comentar sua participação na abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Dilma disse ontem, no programa semanal Café com a Presidenta, que a força do Brasil é cada vez mais respeitada no exterior. "O Brasil está mostrando ao mundo que é possível fazer a economia crescer e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas melhorem de vida. Foi assim que conseguimos driblar a crise econômica mundial em 2008 e é assim que estamos nos preparando para evitar impactos maiores da crise atual sobre

o Brasil e sua economia". "A posição defendida pelo Brasil na ONU é de que a saída para a crise econômica mundial deve ser discutida por todos os países juntos (...) Os países desenvolvidos têm responsabilidade muito maior, porque lá que a crise começou. Mas todos os outros países sofrem as consequências, ainda que indireta. Então, todos devem ter o direito de participar das soluções". Ela voltou a dizer que o Brasil está preparado por conta das reservas internacionais e do fortalecimento do mercado interno. Segundo Dilma, seu governo pretende "assegurar" o cres-

cimento da economia e continuar com os programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, por exemplo. Patentes – A presidente falou ainda da necessidade de quebra de patentes de alguns

remédios – assunto que tratou na ONU, na Reunião de Alto Nível sobre doenças crônicas não transmissíveis. "É necessário que se abra a exclusividade dos laboratórios sobre remédios que asse-

guram a vida de milhões e milhões de pessoas no mundo inteiro. A partir do momento em que outras indústrias são autorizadas a produzirem determinado remédio, o preço cai e ele fica mais acessível". (Agências)

Lionel Bonaventure/AFP

Em Paris, Lula receberá novo título de doutor honoris causa

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Recepção: Lula se reaproxima de Sarkozy e é convidado a abrir reunião sobre desenvolvimento.

elo menos três ex-ministros de Estado e vários assessores estarão presentes hoje, em Paris, na cerimônia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o título de doutor honoris causa do Instituto de Estudos Políticos (Sciences-Po). Lá estão José Dirceu, ex-titular da Casa Civil, Luiz Dulci, ex-secretário-geral da presidência, e Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça. Dulci teria ido à Paris com despesas pagas pelo Instituto Lula, Dirceu teria compromissos profissionais como advogado

em Paris e Bastos passa férias na capital francesa. A delegação de Lula se hospedou no hotel Lutetia – um dos mais chiques – no domingo. O primeiro compromisso foi ontem, às 11h, quando o expresidente foi recebido no Palácio do Eliseu pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Quebrando o protocolo, o francês recebeu Lula na porta do palácio, cercado de membros da Guarda Republicana – honras a chefe de Estado. No encontro, Sarkozy convidou Lula a abrir uma reunião sobre desenvolvimento, a ser

realizada com a participação de organizações não-governamentais e instituições educativas em 21 de outubro, em Paris. Ele aceitou. Entre outros compromissos, um dos eventos marcantes é o que ocorrerá hoje. Em sua sede, a Sciences-Po homenageará o avanço do Brasil como potência internacional na gestão Lula após a outorga do título honoris causa. "Lula encarna o fato de podermos chegar ao mais alto nível político mesmo sendo filho de trabalhadores", exalta Richard Descoings, diretor do instituto. (AE)


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

7 Jamais sairia de um partido se não fosse por querer crescer politicamente. Celso Russomano, ao se filiar ao PRB, depois de deixar o PP.

olítica

Eduardo Knapp/Folhapress

Candidatura tucana só sai com prévias Com tantos pré-candidatos, não há outra solução, conclui dirigente do partido

O Bruno Covas: transferência do domicílio eleitoral de Santos para São Paulo e anúncio da candidatura.

Bruno Covas anuncia: vai entrar na briga pela Prefeitura Secretário estadual do Meio Ambiente se apresenta para disputar preferência do PSDB

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m meio a uma grande festa, o secretário de Meio Ambiente do Estado e deputado estadual mais votado em São Paulo, Bruno Covas, oficializou ontem a sua pré-candidatura à Prefeitura da capital paulista pelo PSDB. Em evento lotado de militantes no diretório estadual do partido, o secretário anunciou que transferiu o seu domicílio eleitoral de Santos para a capital paulista na última sexta-feira e que vai disputar indicação da sigla em prévias com os précandidatos Ricardo Trípoli (deputado federal), o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, e o secretário de Energia, José Aníbal. "Paulista nascido em Santos e paulistano por adoção, aqui cheguei aos 14 anos de idade.

Vivo em São Paulo há mais tempo do que vivi em minha terra natal. Só não tinha aqui, devidamente formalizado, o meu domicílio eleitoral. Agora tenho. Agora sou paulistano por inteiro", disse, ovacionado pelos militantes. Bruno Covas chegou na sede do diretório estadual do PSDB aos gritos de "prefeito". Estava acompanhado de sua mãe, Renata Covas, e do tio Mário Covas Neto, o Zuzinha. Em aproximadamente dez minutos de discurso, ele ressaltou a sua ligação com o ex-governador e avô Mário Covas, a quem classificou de "grande mestre". "Carrego a responsabilidade, que me empenho em cumprir, de honrar o seu legado", declarou. O tucano também defendeu a bandeira da reno-

vação na política e disse estar motivado para disputar o pleito com outros novatos. "Isso marca o grande diferencial da eleição do ano que vem: pessoas novas, novas ideias e propostas". Cercado de alckmistas, ele afirmou que começa agora uma campanha para conquistar a maioria no partido e ser indicado o candidato tucano para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab. Ele negou que seja o preferido do governador tucano Geraldo Alckmin. "Isso você pergunte para ele". O pré-candidato disse que o partido deve passar por prévias caso o ex-governador José Serra decida não disputar a eleição. "Se o Serra quiser ser candidato, ele está num patamar acima de todos nós". (AE)

presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, Júlio Semeghini, disse ontem que o partido deve definir seu candidato à Prefeitura de São Paulo até março de 2012. Semeghini, que também é secretário estadual de Gestão Pública, afirmou que atualmente não vê chances de um acordo entre os quatro postulantes (Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo). "Acho que dificilmente não teremos prévias. Um acordo é muito difícil, é praticamente impossível neste momento". Após evento em que o secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, anunciou formalmente sua pré-candidatura, o presidente do diretório municipal defendeu as prévias como única forma de construção da unidade do partido. "As prévias podem dividir em outros partidos, mas no caso do PSDB, não. Até já dividiu tempos atrás, hoje não mais. Não há outro caminho, o PSDB amadureceu. Se a gente tirar esse direito (dos pré-candidatos disputarem as prévias), nós vamos desestimular e desmontar o partido na Capital e isto vai se refletir no Brasil como um todo". De acordo com Semeghini, a escolha do candidato por meio de votação interna é um consenso entre os caciques tucanos: "O governador (Geraldo Alckmin) tem defendido que o melhor processo para a esco-

lha são as prévias do partido. Desta visão, compartilham o (José) Serra, o Fernando Henriq u e ( C a rd o s o ) , o s e n a d o r Aloysio Nunes Ferreira e o Sérgio Guerra (presidente nacional da legenda). Existe uma grande unidade que há muito tempo não se construía". O processo de escolha do candidato deve começar ainda esta semana, com a definição dos militantes que terão direito à voto e dos critérios para as

Não estamos preocupados se o PT vai lançar candidato antes ou não. A gente quer estar muito unido nessa eleição. JÚLIO SEMEGHINI prévias. Os quatro pré-candidatos já foram referendados pela executiva estadual do partido e devem passar agora pela executiva municipal. As prévias devem acontecer entre dezembro e março. "Não estamos preocupados se o PT vai lançar candidato antes ou não", argumenta Semeghini. "A gente quer estar muito unido". Meta – O dirigente municipal, que enfrentou a saída de seis vereadores do partido neste ano, acredita que as prévias podem fortalecer o PSDB.

"Nosso partido na capital era muito dividido, apanhei muito por causa disso com a saída de alguns vereadores. A minha meta é unir o partido em torno das prévias". Para Semeghini, os vereadores dissidentes eram mais ligados ao prefeito Gilberto Kassab e, com a saída deles, o choque entre os grupos deixou de existir. Serra, apontado por ele como um dos patrocinadores da união entre os tucanos, ainda precisa anunciar formalmente que não pretende disputar a eleição municipal para que o partido comece a debater as prévias. "Deixando claro que não é candidato, o partido se preparará para os novos desafios", afirmou Semeghini. Serra poderá se manifestar até um mês antes da realização das prévias. Renovação – Na avaliação do dirigente, os pré-candidatos tucanos atendem ao critério da renovação partidária, substantivo em alta entre os partidos que lançarão candidatos em 2012. "Felizmente o PSDB não tem esse nome forte (apontado nas pesquisas). Precisamos de renovação, todo mundo clama por ela neste momento. O PSDB precisa de novos candidatos". O tucano acredita que os próximos meses serão decisivos para os pré-candidatos, que nunca disputaram uma eleição majoritária, se viabilizarem dentro do partido. "Será um teste para todos". (AE)

Helvio Romero/AE

Novo imposto? Sem chance, diz Maia. Presidente da Câmara diz que não há como essa proposta de financiar a Saúde ser aprovada no Congresso

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O que eu enxergo é, dentro do arcabouço de impostos cobrados, você readequar, rediscutir, redestinar recursos. MARCO MAIA

Rodolfo Stuckert/Agência Câmara

presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou ontem não ver possibilidade na criação de um imposto para aumentar os recursos para a área da saúde. A proposta foi defendida pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. "Não vejo possibilidade nenhuma de criação de um novo imposto, nem neste ano nem no próximo ano que seja aprovado pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado", afirmou Maia. Ele disse concordar com Ideli sobre a necessidade de se buscar mais recursos para a saúde. Maia afirmou, porém, que isso não significa buscar novas receitas para a União. "O que eu enxergo, é dentro do arcabouço de impostos que já são cobrados no Brasil, você readequar, rediscutir, redestinar recursos para a área da saúde". Deputado apoia – O secretário nacional de Comunicação do PT e deputado federal pelo Paraná, André Vargas, referendou ontem, em Curitiba, a posição da ministra Ideli Salvatti. "Não tive a oportunidade de ler (a entrevista), mas pessoalmente sou favorável a um novo imposto", acentuou Vargas. "Sou favorável, mas não sei se o ambiente no Congresso nacional é para essa discussão", ressalvou. Segundo Vargas, toda a discussão da regulamentação da Emenda 29 e do aumento de recursos para a saúde foi feita "em um ambiente de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)". "Mas acabamos votando em um ambiente sem CPMF", ponderou. "Discutimos a regulamentação com R$ 38 bilhões em caixa e agora regulamentamos sem os R$ 38 bilhões em caixa".

Maia: opinião diferente da exposta pela ministra Ideli Salvatti.

Em razão de ainda não ver ambiente para a discussão, o deputado disse que é preciso observar o melhor caminho para garantir os recursos. "Um novo imposto seria a garantia de que pelo menos aqueles recursos iriam para a saúde e não cairia na máquina geral". O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), discordou

do posicionamento de Vargas. "Constatou-se que a maioria dos recursos da CPMF foi destinada para outras áreas que não a saúde", disse ontem, após participar de uma reunião com 23 deputados fede-

rais do Estado para discutir emendas ao orçamento da União. Ele admitiu que tem posição diferente da maioria dos governadores em relação a um novo imposto para o setor. 'Incompetência '– Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), as declarações da ministra Ideli Salvatti são uma confissão de "incompetência administrativa". "A ministra é a principal porta-voz do governo Dilma. Este anúncio, além de uma afronta ao contribuinte brasileiro que já paga imposto, é uma confissão de incompetência administrativa. Está provado que o governo arrecada demais, os recursos existem, o que falta é competência de gerenciamento, honestidade e organização". (Agências)

Waldemir Barreto/Agência Senado

Queixa: "Partidos foram criados para disputar eleições, não o contrário."

Russomanno entra na corrida pelo PRB

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ex-deputado Celso Russomanno lançou ontem sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo, durante evento em que se filiou ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Ele deixou o Partido Progressista (PP) após a sigla no Estado negar apoio ao seu projeto de concorrer à Prefeitura. "Jamais sairia de um partido se não fosse por querer crescer politicamente", disse Russomanno. "A gente não pode ficar esperando a vida toda para crescer". A sua saída do PP teria sido motivada por um acordo firmado entre o deputado federal Paulo Maluf, presidente da sigla no Estado, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) há pouco mais de três meses. Segundo uma revista, o pepista

teria fechado um pacto pelo qual o partido desistiria de um nome próprio para concorrer à Prefeitura – e a essa altura Russomanno já havia mostrado sua intenção de sair pré-candidato – em troca da indicação para a presidência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O contrário – Russomanno afirma que soube desse acordo pela imprensa. "No PP tinha o apoio da Executiva Nacional, mas em São Paulo não contava com toda essa simpatia. Me entristeceu ver o governador sentando com um ex-governador para dividir cargos com o objetivo de que eu não saísse candidato. Os partidos foram criados para disputar eleições, e não o contrário". (AE)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO

Está provado que o governo arrecada demais, os recursos existem, o que falta é competência de gerenciamento, honestidade... ÁLVARO DIAS

Dias: "Este anúncio é uma afronta ao contribuinte brasileiro".

Encontram-se abertos no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 323/2011-SMS.G, processo 2011-0.219.658-0, destinado ao registro de preço para AQUISIÇÃO de CLORIDRATO DE AMITRIPTILINA, EM COMPRIMIDOS DE 25MG, para Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3 / Grupo Técnico de Compras / Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 7 de outubro de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

CUBA 1 Havana diz que país está pronto para um diálogo com os Estados Unidos

nternacional

CUBA 2 Fidel, porém, não deixou de criticar o discurso 'confuso' de Obama na ONU.

O CAMINHO DA DISCÓRDIA O presidente Evo Morales suspende construção de estrada financiada pelo Brasil após protestos em toda a Bolívia. A sonhada rota para o Pacífico provocou duas mortes – entre elas a de um bebê – e a renúncia da ministra da Defesa. Gaston Brito/Reuters

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presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem a suspensão da construção de uma estrada com financiamento brasileiro e qualificou de "imperdoável" a repressão policial de domingo contra a passeata indígena que se opunha ao projeto que dividiria um parque natural na Amazônia boliviana. A violência provocou uma nova onda de protestos por todo o país e o pedido de renúncia da ministra da Defesa, Cecilia Chacón. Indígenas marcham há mais de um mês em protesto contra a construção de uma estrada de 400 quilômetros que está sendo construída pela construtora brasileira OAS – 80% do financiamento é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O foco do conflito é o trecho que cortará o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis). Nos bastidores, a atitude do governo brasileiro foi de crítica à repressão da marcha, ocorrida na tarde de domingo. A avaliação é a de que, com repressão e "sangue indígena", a obra estratégica para exportações brasileiras via Pacífico pode ter um custo político final alto demais. As autoridades bolivianas negam que a ação policial para dissolver a mobilização, acampada a pouco mais de 300 quilômetros de La Paz, tenha deixado mortos. No entanto, ONGs e a Igreja Católica dizem que ao menos duas pessoas, entre elas um bebê, morreram. Centenas de manifestantes foram presos e trasladados em ônibus. Mas o ministro do Interior Sacha Llorenti, disse que a polícia decidiu libertá-los ontem depois de moradores terem bloqueado a pista do aeroporto. Segundo Llorenti, a decisão foi tomada para "evitar confrontos". A violência policial levou à demissão da ministra da Defesa, Cecilia Chacón. "Assumo esta decisão porque não concordo com a medida de intervenção tomada pelo governo", disse ela em carta de renúncia. Na capital La Paz e em Cochabamba, a terceira maior cidade do país, estudantes e ambientalistas promoveram grandes passeatas em protesto contra as ações do governo. Morales, primeiro presidente indígena da história boliviana, defendia a construção da rodovia, considerada essencial para a economia boliviana. Ela ligaria o Brasil com o oceano Pacífico no Chile e no Peru. (Agências)

Pauta do dia: um Estado palestino.

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David Mercado/Reuters

David Mercado/Reuters - 25/09/11

David Mercado/Reuters - 25/09/11

Manifestantes protestam em todo o país contra a violência policial. Entre os detidos, líderes indígenas, mulheres e crianças (à esq.). Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Oposição une forças contra Chávez

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oposição venezuelana resolveu deixar as diferenças de lado para se unir contra um inimigo comum: o presidente Hugo Chávez. Ontem, os políticos da oposição (foto) se comprometeram a apoiar um candidato único, escolhido por meio de eleições primárias, que desafiará o atual líder na corrida presidencial do ano que vem.

Todos os pré-candidatos da oposição, reunidos na Mesa da Unidade Democrática, assinaram um acordo, chamado de Compromisso pela União Nacional, no qual concordam em apoiar o vencedor das primárias que serão realizadas em fevereiro de 2012. "Nós, signatários deste acordo, apoiaremos de forma unitária o candidato que, nas primárias de 12 de

fevereiro, for escolhido como representante da Unidade Democrática nas próximas eleições presidenciais", diz o compromisso. Dez candidatos já demonstraram interesse em participar das primárias da oposição. Entre os favoritos estão os governadores de Zulia, Pablo Pérez, e o de Miranda, Henrique Capriles. (Agências)

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combustível, água e remédios. Eman Mohammed, médica do Hospital Ibn Sina, disse que o local está sem medicamentos e falta oxigênio nas salas de operação. Ela disse não esperar que os combatentes se rendam facilmente. "É apenas resistência. São pessoas que perderam parentes ou que estão defendendo suas casas", afirmou ela. Outros dizem que se sentem ameaçados pelos confrontos. "Tememos por nossas crianças", disse Amir Ali, de 40 anos, que tem uma metalúrgica na cidade. Ele fugiu com seus cinco filhos quando o barulho das explosões se aproximou demais da sua casa. "Vinha dos dois lados", afirmou ele. (AE)

Ataque virtual contra o regime de Assad

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Líbios fogem da fome e da violência entenas de civis fugiram ontem de Sirta, a cidade natal de Muamar Kadafi, por causa da falta de comida e de remédios e dos temores de que suas casas serão atingidas durante confrontos entre forças do novo governo líbio e homens ligados a Kadafi. Opositores do coronel líbio lançaram uma ofensiva contra Sirta quase duas semanas atrás, mas enfrentam resistência no interior da cidade. Após sangrentos confrontos no final de semana, as forças do novo governo disseram que se retiraram para planejar um ataque e dar mais tempo para que os civis fujam. Os moradores que deixavam Sirta disseram que há falta de comida,

Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) tomou o seu primeiro passo ontem para considerar o pedido de adesão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) ao organismo. A solicitação deve começar a tramitar no órgão a partir desta quarta-feira, quando a solicitação será encaminhada ao Comitê de Adesão. Mas, na prática, o processo deve levar semanas. O recebimento do pedido pelo comitê tem efeito mais simbólico que prático, uma vez que os Estados Unidos, que têm poder de veto, já declararam que não devem aprovar a adesão plena da Palestina. Porém, a tática atual da Casa Branca é tentar convencer o conselho a não apressar sua decisão. A ideia é ganhar tempo para que o Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) consiga retomar negociações diretas de paz entre palestinos e israelenses. Em tese, se essa estratégia der certo, os EUA não terão que usar seu poder de veto e se desgastar politicamente. No domingo, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, afirmou que o Brasil deve trabalhar para que o Quarteto execute prazos já tornados públicos. Conversas - Ontem foi a vez do primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, pedir à ANP o estabelecimento de um diálogo inter-palestino para uma estratégia comum de montagem de um Estado da Palestina. "Estamos ao lado do diálogo que leva a uma estratégia conjunta na hora de tratar a causa palestina e os princípios nacionais", disse o chefe do governo do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh. (Agências)

Espanha: um novo começo.

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primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, dissolveu o Parlamento, ontem, e anunciou que as eleições gerais no país serão realizadas no dia 20 de novembro. Segundo ele, a antecipação pretende dar tempo ao Executivo de assumir o comando econômico no contexto da crise atual. O premiê foi criticado por reagir tarde demais à crise econômica depois que uma bolha imobiliária estourou, e as pesquisas mostram que o conservador Partido Popular (PP), liderado por Mariano Rajoy, provavelmente vai derrotar os socialistas, atualmente no governo, nas eleições de novembro.

A campanha eleitoral deve ter como foco a questão da economia, que enfrenta uma taxa de desemprego de 21%, baixo crescimento e perspectivas futuras nada animadoras. Zapatero não precisaria convocar novas eleições até março, mas tomou a decisão para tentar conter as perdas sofridas por seu partido, embora a razão declarada seja que ele quer que o novo governo tenha uma nova proposta orçamentária e possa tomar decisões econômicas quando o próximo ano começar. Mesmo que o Parlamento esteja oficialmente dissolvido, um comitê legislativo pode aprovar medidas de emergência no caso de a crise da zona do euro se agravar. (Agências)

tivistas on-line atacaram ontem páginas oficiais na internet de sete das maiores cidades da Síria e diversos sites de departamentos do governo em protesto contra a repressão do regime de Bashar al-Assad. Os grupos de hackers Anonymous e RevoluSec afirmaram ser os responsáveis pelos ataques, deixando suas marcas nas páginas afetadas, como as do Ministério de Transportes e do Ministério da Cultura. Os ativistas trocaram imagens dos sites por caricaturas do ditador Assad e divulgaram uma mensagem dizendo "Não deixem Bashar monitorar você on-line", junto com dicas de como evitar o serviço de inteligência sírio na internet, conhecido como exército eletrônico sírio, de acordo com a rede Al-Jazeera. "Antes de tudo, esta operação é pelo povo da Síria e nosso apoio total a ele, que luta por sua liberdade da opressão", afirmou um membro do RevoluSec. "Temos o objetivo comum de criar um diálogo saudável e educar o público sobre a situação e expor a censura e os abusos de direitos humanos", acrescentou. Desde o início do levante popular contra Assad, em março, as ações repressivas do regime teriam matado ao menos 2,7 mil pessoas, segundo estimativas da ONU. (Agências)


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

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9 Mônica Alves/AE - 16/09/2011

RUMO AO LESTE A partir de hoje a zona leste de São Paulo terá os instrumentos para dar uma guinada em sua história. A meta é o desenvolvimento.

idades Tiago A. Santana/AE - 02/09/2011

Vista geral do canteiro de obras do futuro estádio do Corinthians, em Itaquera: polo de atração de novos investimentos e desenvolvimento

Nasce hoje a zona leste do futuro Prefeitura anuncia hoje detalhes de edital que autoriza benefícios fiscais a atividades que gerem emprego e renda na zona leste da Capital. A ACSP promove o evento. Ivan Ventura

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Mônica Alves/AE - 16/09/2011

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secretário municipal de Desenvolv i m e n t o E c o n ômico e do Trabalho, Marcos Cintra, anuncia hoje os detalhes do edital que autoriza incentivos fiscais e até isenções de impostos para quem investir ou montar empresas em áreas pré-definidas na zona leste. Ao todo, serão oferecidos incentivos em 14 áreas da região, sendo que duas delas estão próximas ao futuro estádio do Corinthians e provável sede da abertura da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. A novidade será lançada hoje, durante o seminário "Zona Leste: o futuro da cidade passa por aqui", promovido pelo Conselho de Política Urbana (CPU), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com diversas entidades, além da Prefeitura e do governo do Estado de São Paulo. O evento de hoje vai discutir os principais problemas de uma região conhecida por sua concentração habitacional, mas com baixa oferta de emprego (especialmente no extremo leste da cidade, onde há bairros dormitórios). Segundo recentes dados da Prefeitura, nessa área da cidade moram 10% dos paulistanos contra meros 3% da oferta de emprego da cidade. Os palestrantes e debatedores também vão propor soluções e ressaltar o potencial de negócios e serviços da zona leste, entre eles a proximidade com o Aeroporto de Cumbica ou o trecho leste do Rodoanel e a facilidade de acesso ao Porto de Santos. Um dos painéis exibe a recuperação da região leste de Londres e onde será sediada a p ró x i m a O l i m p í a d a , n o ano que vem. No rol de propostas que serão exibidas no evento, a novidade é o edital para o chamamento das empresas interessadas nos incentivos fiscais. Segundo o secretário Cintra, o edital de convocação das empresas tem como base uma lei de 2004 da ex-prefeita Marta Suplicy. Na gestão do prefeito Gilberto Kassab, a lei passou por duas mudanças ocorridas em 2007 e 2009. Os incentivos fiscais previstos no edital a ser detalhado hoje serão oferecidos por meio da emissão de Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID) após o término do investimento feito na região. Por exemplo: para ter acesso aos descontos ou

As fundações do futuro estádio do Corinthians (foto à esq.) estão em ritmo acelerado. A avenida Jacu-Pêssego é outro polo de atração de novos investimentos na região.

O exemplo vem de Londres

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recuperação de bairros da zona leste terá como paradigma o caso de sucesso de Londres. A região em questão está localizada no Vale do Baixo Lea, afluente do Rio Tâmisa e que enfrentou problema relativamente parecido com a zona leste paulistana. Agora, a região londrina se prepara para os Jogos Olímpicos do ano que vem. O sucesso londrino da recuperação de uma área inteira será um dos painéis do seminário promovido pela Associação Comercial de São Paulo: "Zona Leste: o futuro da cidade passa por aqui". Um dos convidados é Dennis Mills, CEO da Major Events International, empresa responsável pelo gerenciamento de negócios e oportunidades para em-

presas e até governos durante a realização de grandes eventos. Atualmente, a empresa atua em parceria com o governo britânico nos Jogos Olímpicos. Na semana passada, Mills conversou por e-mail com o DC e afirmou que há semelhanças entre as duas regiões, em SP e Londres. Mills lembra que a região que receberá os Jogos Olímpicos foi uma das mais pobres do Reino Unido. "A região que hospeda os Jogos Olímpicos em Londres, foi uma das mais pobres do Reino Unido. No Brasil, é preciso um plano mestre integrado para lidar com todos os problemas e que deve envolver o setor privado. Por parte do poder público, é importante a concessão de incentivos fiscais", disse Mills. (IV )

Anthony Charlton/AFP - 26/07/2011

isenções, o investidor deve p r i m e i ro t e r m i n a r t o d a a construção da empresa. A aprovação ou não de cada CID será submetido ao Conselho do Programa de Incentivos Seletivos da zona leste (COPIS-Leste). A proposta deve apontar reduções de até 50% do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) pelos próximos dez anos, após a conclusão do investimento. Haverá também descontos no Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imóveis de sobre Transmissão “Inter Vivos” de Bens Imóveis (ITBI). Segundo Cintra, o edital também deverá definir os critérios a serem utilizados pelo Copis-Leste na escolha das empresas beneficiadas com os incentivos fiscais seletivos. A proposta deverá privilegiar empresas de grande porte e que gerem um maior número de postos de trabalho. "Haverá um grande aflu-

xo de empresas de call center. Afinal, elas absorvem e empregam muitos jovens. Mas há outras empresas", disse. O secretário ainda citou outros dois critérios para a concessão dos descontos. Ele quer a instalação de empresas de tecnologia e que transfiram esse conhecimento para futuras escolas na região. "Haverá também uma melhoria no transporte público, pois muitos desses moradores não precisarão realizar grandes deslocamentos na cidade para ter acesso ao emprego. É um subproduto dessa política de incentivos, pois a região tem uma grande concentração populacional, porém, uma baixíssimo quantidade de emprego", disse. O seminário também contará com a participação de outros representantes da Prefeitura e do governo do Estado e que devem exibir outros projetos de investimentos para a zona

leste. Um deles é a operação urbana Rio Verde Jacu, no extremo leste da cidade e que prevê o investimento na recuperação das áreas ao longo da avenida Jacu-Pêssego. O dinheiro virá por meio da venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPAC) que permite a construção acima do permitido dentro de uma área da cidade definida pela Prefeitura. A explicação sobre mais essa operação caberá ao secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalen. Segundo a assessoria do secretário, ele explicará o projeto passo a passo e o atual estágio da proposta na Prefeitura. Por enquanto, a operação urbana passa por uma reavaliação na área técnica e ainda será submetido a diversos estudos, entre eles o ambiental. Só depois a proposta deverá ser enviada sob a forma de projeto para a Câmara Muni-

Londres: área da Olimpíada tinha problemas como os da zona leste

cipal de São Paulo. Para o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Antônio Carl o s P e l a , c o o rd e n a d o r d o Conselho de Política Urbana (CPU), a zona leste da cidade é uma das poucas regiões remanescentes para novos investimentos. "São Paulo só pode crescer para a zona leste", afirmou Pela.

S ERVIÇO "Zona Leste: o futuro da cidade passa por aqui" Hoje, das 8h30 às 17h30 Hotel Renaissance - Sala das Américas Alameda Jaú, 1.620 Evento com tradução simultânea


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Pilha de sal e pimenta Parecem pilhas, mas são simpáticos recipientes para levar à mesa o sal e a pimenta do almoço e do jantar de cada dia. O conjunto custa US$ 12. Bela pegadinha para os mais distraídos. http://bit.ly/nwlpC5

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L EILÃO

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Estante de borracha Criada pelo designer Luke Hart, esta estante se molda a sua biblioteca. Literalmente. http://bit.ly/nLCbiU

S AÚDE

Os sapatos de Dorothy Os sapatos "de rubi" de Dorothy (Judy Garland) nas cenas finais do filme O Mágico de Oz serão leiloados em 16 de dezembro nos EUA pela casa Profiles in History. O par, um dos quatro produzidos para o figurino do filme, é avaliado entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões. A RTE

Dois Sarkozys em Moscou Yui Kadobnov/AFP

O artista Pal Sarkozy, pai do presidente da França, Nicolas Sarkozy, exibe uma seleção de suas telas em uma galeria de Moscou, Rússia. Entre as telas da mostra, um retrato do filho poderoso que deve se tornar pai mais uma vez em breve. O filho de Nicolas Sarkozy com Carla Bruni deve nascer na primeira semana de outubro.

Respirando sujeira

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elatório divulgado ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que São Paulo e Rio de Janeiro estão entre as 250 cidades com ar mais poluído do mundo. Quem vive na região metropolitana do Rio respira mais material particulado do que quem está em São Paulo, Nova York, Londres ou Paris. Na capital paulista, a poluição do ar é duas vezes superior às recomendações da OMS. No Brasil, a média de poluição do ar é duas vezes superior à

recomendação de 20 microgramas por metro cúbico. Dos 91 países avaliados, o Brasil é o 44° mais poluído. O estudo é baseado em dados atmosféricos de 2003 a 2010. O Rio concentra 64 microgramas de material particulado por metro cúbico de ar. São Paulo, cerca de 40 microgramas. De acordo com a OMS, a causa dessa poluição é a grande quantidade de carros nas zonas urbanas e a concentração industrial. A cidade mais poluída do mundo é Ahwaz, no Irã, com 372 micrograma de poluição por metro cúbico. (Agências)

Nilton Fukuda/AE

Gali Tibbon/AFP

E UA Robyn Beck/AFP

D ESIGN

Logo

MANIA

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Logotipo criado para a África pelo designer Glenn Sorrentino. http://bit.ly/mVNpZ

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AGORA NA WEB - O Google e o Museu Nacional de Israel investiram US$ 3,5 milhões para digitalizar os Manuscritos do Mar Morto. Cinco manuscritos já estão disponíveis na internet. Até 2016, todo o conjunto estará na rede para pesquisa. http://dss.collections.imj.org.il/

Morre ambientalista Wangari Maathai

O primeiro romance do criador de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, chegou ontem às livrarias do Reino Unido, 137 anos depois de ter sido escrito. Intitulada The Narrative of John Smith, a obra, que foi perdida no correio e mais tarde reescrita, narra as reflexões de um homem de 50 anos que está recluso em seu quarto por causa de uma doença. Agora, com o consentimento dos proprietários dos direitos autorais do escritor inglês, a Biblioteca Britânica decidiu publicar o romance, escrito quando Conan Doyle tinha 23 anos. Esta primeira obra, que Conan Doyle nunca tentou publicar após reescrevê-la, é considerada mais do que um romance, uma série de reflexões sobre literatura, ciência, religião, educação e guerra. Segundo seus editores, o livro é considerado mais valioso por seu interesse documental e biográfico do que por seu nível literário.

A ambientalista queniana Wangari Maathai, de 71 anos, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2004, faleceu ontem em um hospital de Nairóbi onde se submetia a um tratamento contra o câncer. Maathai fundou o Movimento Cinturão Verde, no Quênia, foi ativista dos direitos das mulheres e também atuou como parlamentar em seu país. Ela era bióloga e veterinária e foi a primeira mulher africana agraciada com o Prêmio Nobel da Paz. Maathai combinou em seu trabalho o ambientalismo e o ativismo social. Com o Movimento Cinturão Verde, mobilizou durante mais de 30 anos mulheres pobres para que estas plantassem 30 milhões de árvores. O comitê do Nobel destacou, ao agraciá-la em 2004, a resistência dela ao regime repressivo do presidente queniano Daniel arap Moi, que ficou no cargo entre 1978 e 2002.

A TÉ LOGO

G AMES

Vem aí o Xbox feito no Brasil A Microsoft deve anunciar na próxima terça-feira, dia 4 de outubro, a produção do videogame Xbox no Brasil. A informação foi revelada ontem em um comunicado da própria gigante dos softwares. Segundo o comunicado, Michel Levy, presidente da companhia no Brasil, fará o anúncio oficial da produção brasileira e falará sobre outras novidades no mercado nacional de games. O comunicado será feito na sede do Ministério de Ciência e Tecnologia, em Brasília.

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STEINBERG

Inédito do 'pai' de Sherlock Holmes

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L ITERATURA

Três cães de raças diferentes dividem a mesma prancha em uma competição de surf para cachorros em Huntington Beach, na Califórnia, EUA.

L OTERIAS Concurso 673 da LOTOFÁCIL

Exposição 'Saul Steinberg – As Aventuras da Linha' exibe desenhos e murais do artista. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, tel.: 3324-1000.

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Em dois dias, incêndio destrói 80% da Serra do Curral, em Minas Gerais Clubes paulistas e pernambucanos enfrentam disputa pelo G4 na Série B

Concurso 2706 da QUINA 28

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11 TÊXTEIS Brasil subiu em ranking mundial de produção de roupas

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ENERGIA Setor comercial elevou o consumo total de agosto em 4,1%

Benoit Tessier/AFP

Encontro dos ministros do Trabalho do G20 iniciou reunião, de dois dias, discutindo os preocupantes dados sobre o aumento do desemprego nos 20 países mais desenvolvidos e em desenvolvimento do mundo.

G20: 20 milhões de desempregados. Estudo da OIT e da OCDE mostra que, se crise continuar, outros 20 milhões de postos de trabalho poderão desaparecer até o final de 2012.

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s riscos de um desemprego prolongado estão crescendo nos países do G20 – grupo dos 20 países mais desenvolvidos e em desenvolvimento –, ao mesmo tempo em que a atividade econômica desacelera. A conclusão foi mostrada ontem em um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), apresentado em Paris. O estudo indica que os países do G20 perderam 20 milhões de empregos com a crise financeira de 2008 e se arriscam a perder mais 20 milhões até o fim de 2012. "Estamos muito preocupados com o que estamos vendo nos números", disse Stefano Scarpetta, chefe de análise de empregos na OCDE, antes da reunião de dois dias que ocorrerá na capital francesa com os ministros do Trabalho dos 20 países. "O emprego e as políticas sociais deveriam estar no centro de uma política de combate à situação atual." A recente expansão do emprego no G20 é insuficiente para compensar os 20 milhões de empregos perdidos na crise econômica de 2008, disse Scarpetta. O emprego cresceu 1%, mas é necessária uma expansão anual de pelo menos 1,3% para suprir a falta de 20 milhões de postos nos países do G20 até 2015. Scarpetta disse que a situação tende a piorar com a atual desaceleração da economia. "Se a taxa de emprego crescer 0,8% até o final de 2012, agora uma possibilidade bem presente, então a falta de empregos crescerá em mais 20 milhões de postos de trabalho para um total de 40 milhões nos países do G20", disse o relatório. "Temos uma situação pela frente onde as tensões sociais vão aumentar. Isso é uma questão para o G20 porque quando as tensões sociais crescem em um país elas têm implicações em outro", disse.

Gonzalo Fuentes/Reuters

Disparidade – O estudo indica que 200 milhões de pessoas estão desempregadas atualmente, a pior marca desde a Grande Depressão que começou a partir de 1929. Na página da OIT, o relatório indica que a situação melhorou um pouco em países como o Brasil e a Alemanha, mas o desemprego permanece muito alto em outros, como a Espanha, onde supera 20% da força de trabalho. "A performance dos mercados de trabalho foi muito diferente de país a país. Enquanto alguns países, como Brasil, Alemanha e Indonésia, tiveram um forte crescimento no emprego e significativas quedas na taxa de desemprego, outros como Argentina, Austrália e a Federação Russa mostraram pouco ou nenhum crescimento no emprego, enquanto em outros países e regiões ainda há uma persistente taxa alta de desemprego, como a Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, África do Sul e União Europeia." Sarkozy – Durante o encontro, o presidente francês Nicolas Sarkozy exortou os países do G20 a implementarem uma "regulação social" que possibilite um mínimo de proteção aos trabalhadores. "A crise gerou um efeito devastador no mercado de trabalho em menos de dois anos." Para Sarkozy, cabe ao G20 responder a isso. "O grupo irá reter sua legitimidade se puder demonstrar que é eficaz em promover o crescimento e o emprego", afirmou. EUA – O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o plano de empregos de seu governo poderia iniciar a recuperação econômica. Citando dados de economistas independentes, Obama afirmou que o Ato de Empregos Americanos (American Jobs Act) pode criar 1,9 milhão de empregos e acrescentar cerca de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) norteamericano. (Agências)

Spencer Platz/AFP

PROTESTOS CONTINUAM – O movimento Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street) entrou ontem em seu nono dia de mobilizações em frente à Bolsa de Valores de Nova York. (Agências)

O G20 irá reter sua legitimidade se puder demonstrar que é eficaz em promover o crescimento e o emprego. NICOLAS SARKOZY

EUA de olho em papel da S&P na crise de 2008

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Semana crucial na Europa

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om a situação da Grécia por um fio, a União Europeia (UE) enfrenta uma semana-chave, com votações sobre o European Financial Stability Facility (EFSF, o fundo de estabilidade financeira do bloco). O porta-voz para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Amadeu Altajaf, resumiu a situação. "A Grécia realmente está diante do momento da verdade, e temos a última oportunidade para evitar o colapso de sua economia." A UE busca impedir uma moratória da Grécia, o que causaria um efeito dominó em todo o continente. Apesar disso, a semana começou mal, pois inspetores do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Central Europeu (BCE) e da Comissão Europeia (CE), que pretendiam ir ontem a Atenas para retomar a quinta revisão do programa de ajuda à Grécia, atrasaram a visita. Apesar de os governos da UE terem concordado em utilizar o EFSF para o desembolso

A Grécia realmente está diante do momento da verdade, e temos a última oportunidade para evitar o colapso de sua economia. AMADEU ALTAJAF, DA UE

da ajuda, a reforma do mecanismo não foi ratificada por todos os Parlamentos. Nesta semana, o Bundestag (câmara baixa alemã) votará sobre a questão, assim como os parlamentos da Eslovênia, hoje, e da Finlândia, amanhã. O governo da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, quer aprovar na quinta-feira a expansão do EFSF, apesar de divergências internas. O ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, declarou que seu país rejeitará qualquer aumento do pacote de ajuda aos países europeus.

Para David Beers, diretor da agência classificadora Standard & Poor's (S&P), é cedo para saber como o EFSF será ampliado, o quão eficaz ele será e quais serão suas implicações de crédito. Ele disse que várias alternativas podem ter "potenciais implicações de crédito de formas diferentes" – inclusive para França e Alemanha. Opções – O Financial Times publicou ontem uma análise na qual avalia que, dada a gravidade da crise, os responsáveis pelas políticas econômicas europeias já contemplam a adoção de medidas tidas como impensáveis. Essas ideias incluiriam uma união fiscal na zona do euro e a responsabilidade compartilhada dos países pela dívida soberana. O jornal salientou que o grande desafio é dotar o EFSF de mais poder de ação. Sua transformação em um banco com reservas praticamente ilimitadas também estaria em pauta, apesar de sofrer a oposição do Bundesbank da Alemanha. (Agências)

grupo McGraw-Hill, do qual a Standard & Poor's (S&P) faz parte, anunciou ontem que a agência de classificação de risco, que em agosto rebaixou as notas de crédito dos Estados Unidos, está sendo investigada pela Comissão de Valores do país. O órgão notificou a McGraw-Hill, que iniciou uma revisão das classificações que a Standard & Poor's realizou em 2007 sobre certificados de dívida garantidos com hipotecas múltiplas. Esses certificados, conhecidos como CDOs, se valorizam se o mutuário efetuar o pagamento, e se desvalorizam em caso contrário. E o elemento catalisador da crise financeira internacional de 2008 foi justamente o colapso do mercado de títulos respaldados por hipotecas múltiplas. A investigação da Comissão de Valores, no entanto, não significa que necessariamente tenha ocorrido irregularidades na Standard & Poor's. As práticas da agência classificadora são muito questionadas nos mercados financeiros e no Congresso dos EUA, uma vez que elas recebem pagamentos das mesmas entidades que avaliam. Na primeira semana de agosto passado, a S&P anunciou o rebaixamento da classificação das notas dos EUA de AAA para AA+. Este foi o primeiro rebaixamento do crédito norte-americano desde 1917. (EFE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 27 de setembro de 2011

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e Mercadante defende conteúdo nacional Temos 26 empresas pedindo licença para produzir tablets no Brasil. Aloizio Mercadante, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ele também vê como um erro a distribuição de royalties do Pré-sal a estados e municípios não produtores de petróleo, semelhante ao cometido pela Venezuela. Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Renato Carbonari Ibelli

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Ministro adiantou que o governo ampliará a política de incentivos fiscais para empresas que usem conteúdo local

vos fiscais para empresas que aumentarem o conteúdo nacional em seus produtos. Segundo ele, essa política deve ser levada para as empresas produtoras de celular, computadores e televisores, entre outros, como forma de estimular a indústria de componentes local. Dentro dessa política, ele considerou acertada a medida recentemente adotada para o setor automotivo. Uma das ações da iniciativa foi elevar o Imposto sobre

Produtos Industrializado (IPI) para veículos importad o s – p ro d u z i d o s f o r a d o Mercosul e México – que não possuem 65% de conteúdo local e não invistam em pesquisa em território nacional. "Quando estipulamos 20% de conteúdo nacional, como contrapartida aos incentivos dados aos tablets vendidos no País, poucos acreditavam que a medida seria boa. Hoje, temos 26 empresas pedindo licença para produzir tablets

aqui, sendo que cinco já fizeram seus lançamentos", disse. Segundo Mercadante, "a exigência de conteúdo nacional não é problema para as empresas porque o mercado consumidor brasileiro é atrativo". A meta do MCTI para os próximos anos será a de buscar empresas que invistam em P&D. O destaque atual é a Foxconn. Ela tem um projeto de longo prazo de R$ 12 bilhões para o País. Segundo o titular da pasta de ciência e tecnologia

Cenário compromete previsões Rejane Tamoto

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crise fiscal que atinge os países desenvolvidos fez o banco francês PNB Paribas revisar para baixo o crescimento da economia brasileira. A projeção da instituição para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 3,5% para 2011 e de 2,5% para 2012. "É um cenário em que a taxa de câmbio continua pressionada e isso se adiciona a outros fatores que puxam a inflação para cima. Ela continuará acima da meta por algum tempo, o que não impedirá novas quedas de juros para minimizar o choque global na economia", afirmou o economista-chefe para a América Latina do BNP Paribas, Marcelo Carvalho. A estimativa é de mais cortes na taxa básica de juros (Selic), que deve encerrar o ano em 11% e chegar a 9,5% no final de 2012 (leia mais na página 15). A projeção da instituição para a taxa de câmbio deste ano é de R$ 1,85 e de R$ 1,67 para 2012. Inflação – Carvalho disse que um dos impactos da desvalorização da taxa de câmbio

será sobre a inflação. Segundo se mantenha no mercado coo economista, o banco traba- mercial." lha com uma taxa de repasse Para Carvalho, a atual crise de 2% a 3% em curto prazo, ou da dívida é uma continuação até três meses. O impacto da da crise financeira global de taxa de câmbio sobre a infla- 2008, mas o Brasil está mais ção em longo prazo – um ano – preparado agora para enfrendeve ser de 8% a 9%, segundo tá-la. Sobre um eventual calote da dívida grega, Carvalho disse cálculos da instituição. que o país é pe"Isso é algo que deve ser obqueno em terservado nos O Brasil está com mos macroeconômicos e que o próximos meses condições mais porque a inflaobjetivo é evitar sólidas. Isso não mesmo o contáção já vinha senquer dizer que do pressionada gio no continente europeu. antes da desvanão sofra "O Brasil está lorização do impacto da crise. câmbio por fatocom condições MARCELO CARVALHO, macroeconômires como os serDO BNP PARIBAS cas mais sólidas. viços e a demanda gerada pelo Isso não quer diemprego e renda", avaliou zer que não sofra nenhum imCarvalho. A estimativa do PNB pacto da crise. O País deve Paribas para o Índice de Pre- continuar for talecendo as ços ao Consumidor Amplo (IP- contas públicas para cumprir CA) é de 6,7% para este ano e o superávit primário e reduzir de 6,3% para 2012. os gastos com custeio. Deve Outro fator ruim para a infla- investir em infraestrutura e ção mas bom para a balança educação para ficar mais recomercial brasileira, segundo o sistente ao cenário mundial", economista, é que a China de- afirmou. ve continuar crescendo em ritGlobal – A economia global mo razoável, 9,4% neste ano e deve continuar desaquecida 8,5% em 2012. "A tendência é nos próximos dois anos. As que o preço das commodities projeções do PNB Paribas é de

crescimento de 3,9% neste ano, contra previsão de 4,3% do trimestre anterior. Para o próximo ano, o incremento esperado é de 3,4%. "O começo do ano que vem ainda será frágil, mas será seguido de recuperação. A economia global deve voltar a crescer acima de 4% a partir de 2013." Na avaliação da instituição, os bancos centrais do mundo todo ficarão atentos ao cenário de desaquecimento da economia e continuarão respondendo com corte de juros em escala global. Carvalho afirmou que espera que o processo de a f ro u x a m e n to m o n e t á r i o avance no Estados Unidos com o terceiro Quantitative Easing (QE3) em novembro, que é a injeção de moeda na economia norte-americana. Segundo o banco, o crescimento dos EUA deverá ser de 1,2% neste ano e de 0,8% em 2012. A projeção da instituição é que o Banco Central Europeu (BCE) promova um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, que deve encerrar 2011 em 1%. A estimativa para o crescimento da zona do euro é de 1,5% para este ano e de 0,7% em 2012.

Balança tem saldo negativo de US$ 584 milhões

Giuseppe Bizzarri/Folhapress

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queda na média diária exportada e, por outro lado, o aumento na média importada na quarta semana de setembro (entre os dias 19 e 25) fizeram com que a balança comercial registrasse um déficit de US$ 584 milhões no período. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações na quarta semana de setembro somaram US$ 5,121 bilhões, com média diária de US$ 1,024 bilhão – o que representou uma queda de 11,9% em relação à média verificada até a terceira semana do mês (que totalizou US$ 1,162 bilhão). Nessa base de comparação, foi registrada queda de 18,1%

Caíram as vendas externas de açúcar, celulose e soja, entre outros.

nas vendas de manufaturados, principalmente açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço e óleo de soja em bruto. As vendas de básicos caíram 15,1%, ao passo

que as de manufaturados tiveram declínio de 5,4%. Enquanto isso, as importações somaram US$ 5,705 bilhões no período, com média diária de US$ 1,141 bilhão, o

que representou um incremento de 22,5% sobre a média registrada até a terceira semana do mês (US$ 931,3 milhões). Houve aumento com as compras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes, farmacêuticos e plásticos e obras. No acumulado do mês, até dia 25, as exportações somam US$ 17,897 bilhões, com média diária de US$ 1,118 bilhão, o que representa um aumento de 24,7% sobre setembro do ano passado (US$ 896,8 milhões). As importações somam US$ 15,949 bilhões, com média diária de US$ 996,8 milhões, ou alta de 17,9%. (AE)

Nicolelis: País precisa de mão de obra qualificada.

as negociações com a empresa estariam avançadas. O problema é que faltariam parceiros brasileiros com musculatura financeira compatível com o tamanho do projeto. Embora o MCTI venha ganhando destaque no governo Dilma Rousseff, o orçamento da pasta foi reduzido na comparação com 2010, passando de R$ 6,18 bilhões para R$ 5,69 bilhões. Mercadante disse que, para 2012, essa queda será recuperada, sendo que o orça-

mento previsto para o ano seria de R$ 6,98 bilhões. Para o professor Miguel Nicolelis, titular da Duke University, a meta do setor de ciência e tecnologia do País tem de ser o investimento em material humano. "Hoje, o que falta no Brasil para essas áreas é o investimento em gente. Precisamos de qualificação de profissionais. Essas foram áreas elitizadas no passado, por isso hoje temos um déficit de pessoal qualificado", ponderou.

Inflação em São Paulo desacelera

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Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e que mede a inflação da cidade de São Paulo, apresentou variação de 0,22% na terceira quadrissemana de setembro, ante 0,25% na segunda quadrissemana. Houve ainda desaceleração em relação à terceira prévia de agosto, que foi de 0,44%. Os preços do grupo Habitação tiveram ligeira alta: de 0,15% na segunda prévia para 0,17% no terceiro levantamento de setembro. Já no grupo Alimentação, os preços registraram recuo para 0,44%, de 0,59% na pesquisa anterior. Mesmo assim, na variação ponderada, foi novamente o por cento é a item que mais contribuiu para projeção feita por a inflação nesta quadrissemana. analistas do A Fipe revisou de 0,3% para mercado para a 0,27%, a projeção para a inflação de setembro. O inflação do País em coordenador-adjunto do IPC, 2011, segundo o Rafael Costa Lima, atribuiu a Boletim Focus. revisão ao resultado da terceira quadrissemana do mês. A Fundação também informou que a relação entre o preço médio do etanol e o valor médio da gasolina desacelerou para 70,82% na terceira semana de setembro, ante 71,36% na semana anterior. Projeções – O mercado financeiro elevou pela sexta vez a projeção para a inflação em 2011 e 2012, segundo o Boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC). A expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,46% para 6,52%, distante do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,5%. Para o ano que vem, ela passou de 5,5% para 5,52%. (AE)

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ministro Aloizio M e rc a d a n t e , d a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), disse ontem que estados e municípios estão se articulando para convencer o Congresso Nacional a derrubar o veto da União à emenda que torna equânime a distribuição dos royalties do petróleo da camada Pré-sal entre as unidades da federação. De acordo com o ministro, se o veto for derrubado o MCTI perderá R$ 12 bilhões nos próximos dez anos, recurso que, nas palavras de Mercadante, seriam voltados à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A emenda foi vetada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela divide de maneira igual os royalties entre todos os estados e municípios, independentemente de eles serem ou não produtores de petróleo. A previsão do Congresso é colocar a questão em votação no início de outubro. "Se a emenda for aprovada, 78% dos royalties vão para abastecer a máquina pública de estados e municípios. Seria o mesmo erro cometido pela Venezuela", disse o ministro durante congresso sobre inovação promovido pela Revista Brasileiros. Conteúdo nacional – Durante o evento, Mercadante disse também que o País vai ampliar a política de incenti-

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O varejo de bens duráveis projeta alta entre 7% e 10% para os meses de setembro, outubro e novembro em comparação com igual período de 2010.

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Grandes lojas podem vender menos A desaceleração deve ocorrer pela instabilidade na economia internacional. No mercado interno, a inflação está em patamares acima do desejado. Marcelo Soares/LUZ

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faturamento das principais redes varejistas para os meses de setembro, outubro e novembro foi revisado para baixo em relação às estimativas programadas há um mês. Os dados fazem parte do Índice Antecedente de Vendas (IAV), divulgado ontem pelo Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), com base em informações coletadas com 35 das principais companhias instaladas no País. Entre elas, Pão de Açúcar, Walmart, Magazine Luiza, Lojas Renner, Riachuelo, C&A, Pernambucanas, Livraria Cultura, Drogasil, Droga Raia e Leroy Merlin. Para o mês de setembro, a estimativa das vendas divulgada ontem aponta alta de 4,8% no faturamento das redes, ante a 6,5% estimada há um mês. Em relação às projeções para outubro, os associados do IDV Epitácio Pessoa/AE preveem agora vendas 4,7% superiores, enquanto há um mês estimavam aumento de 6,8%. Para novembro, o instituto informou que a previsão é de vendas 5,6% maiores. Todas as comparações são em relação aos respectivos desempenhos em iguais meses de 2010. Em nota, o IDV afirmou que a revisão confirmou a expectativa de arrefecimento da atividade econômica. "Esse é o quadro projetado pelos associados do IDV, após uma desaceleração da atividade varejista, em virtude de sinais de instabilidade na economia internacional." Em relação ao mercado interno, o instituto acrescentou que a inflação ainda se encontra "em patamares acima do desejado", completou o comunicado. Segmentos – As projeções para o crescimento das vendas do segmento de bens não duráveis puxaram a redução das estimativas das principais redes para os próximos meses. De acordo com o IDV, o faturamento das vendas de bens não duráveis deve crescer entre 1% e 2% nos meses de setembro, outubro e novembro em comparação com igual período do ano passado. Há um mês, as projeções apontavam aumento entre 4% e 5%. Para o segmento de bens semiduráveis, as projeções das varejistas apontam alta entre 4% e 11% em setembro, outubro e novembro. Há um mês, as estimativas eram de vendas entre por cento e 2% deve 7% e 11% maiores em relação a ser o crescimento das iguais períodos de 2010. O varejo de bens duráveis vendas de bens não projeta alta entre 7% e 10% para duráveis até os meses de setembro, outubro novembro em relação e novembro em comparação a igual período do ano com igual período de 2010. Na divulgação do mês passado, o passado. IDV estimava alta das vendas na faixa de 10%. (AE)

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Marcelo Soares/LUZ

Grandes redes como Drogasil, Livraria Cultura, Lojas Renner e Leroy Merlin, integrantes do Instituto de Desenvolvimento para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) projetam faturamento menor entre os meses de setembro e novembro tanto em bens duráveis, como não duráveis e semiduráveis.

Paulo Pampolin/Hype

Otimismo em relação à renda em alta

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otimismo em relação às perspectivas profissionais e ao nível de renda ajudou a manter em alta a disposição do paulistano para as compras, conforme aponta uma sondagem divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Os pesquisadores da Federação ouviram 2,2 mil consumidores no município de São Paulo em questões sobre emprego, renda, crédito e consumo, entre outras, para consolidar as respostas em um indicador: o Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculado desde agosto de 2009. O ICF oscila em uma escala de zero a 200 pontos, sendo que um resultado acima de 100 pontos já indica satisfação do consumidor com as condições atuais. Neste mês, este indicador atingiu um patamar de 140,1 pontos, ante 139 em agosto deste ano e 136 pontos em setembro de 2010. Ao longo de

Newton Santos/Hype

Paulistano tem melhores perspectivas profissionais e de renda. As projeções de consumo em setembro estão piores que as de agosto, segundo a Fecomercio.

2011, o resultado mais alto foi alcançado em janeiro, quando o ICF totalizou 141,6 pontos. Entre agosto e setembro, os consumidores forneceram avaliações melhores nos quesitos "Perspectiva Profissional" e "Renda Atual". As avaliações sobre "Emprego Atual" e

"Acesso ao Crédito" pioraram moderadamente enquanto houve pouca modificação nos questionamentos a respeito de "Momento para compra de bens duráveis". Já as respostas para os questionamentos sobre "Perspectiva de Consumo" foram mais

Consulta de créditos da NFP liberada

A

Secretaria de Fazenda de São Paulo (SefazSP) abriu a consulta para os créditos do programa Nota Fiscal Paulista (NFP), que devolve parte do Imposto sobre a Circulação das Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pago nas compras feitas no Estado de São Paulo, mas ontem, o site saiu do ar para manutenção. Os mais de 11,9 milhões de usuários cadastrados podem conferir os créditos calculados para os gastos relativos ao primeiro semestre deste ano na internet pelo site www.nfp.fazenda.sp.gov.br. O dinheiro, no entanto, somente será liberado (para contacorrente ou poupança) no dia 1º de outubro. O cidadão cadastrado no programa pode optar também em usar os recursos para abater no valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) deste ano. Para que a opção seja válida, o veículo precisa estar registrado no nome do usuário. A Secretaria não informou imediatamente o valor total

dos créditos que devem ser liberados neste semestre. Em abril, quando foram pagos créditos relativos ao segundo semestre do ano passado, foi devolvida a quantia recorde de R$ 760,88 milhões aos contribuintes. Desde a criação desse programa, foram devolvidos à população R$ 4,606 bilhões (entre créditos e prêmios), calculados sobre 14,139 bilhões de notas fiscais e cupons registrados. Para conferir os valores, basta acessar o site da Fazenda paulista. Segundo o diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, no programa o sistema distribui até 30% do ICMS efetivamente recolhido pelo estabelecimento comercial aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota. Contudo, não é possível afirmar em que tipo de empresa se deve comprar para ter maior crédito, mas alguns pontos são relevantes como o de que os

estabelecimentos que geram mais créditos são grandes empresas, que vendem mais. Porém, isso não é regra. "Há empresas que antecipam compras e não têm impostos para pagar no mês, o que acaba não gerando crédito para quem compra naquele período. É preciso também considerar que há produtos isentos de ICMS que podem não gerar créditos e outros que geram em uma mesma compra". Mota explica que o cálculo de créditos é efetuado sobre o valor recolhido pelos estabelecimentos comerciais, o que é feito por mês e não no momento de cada operação. Dessa forma, levará algumas semanas para o valor do crédito ser calculado e liberado para consulta na internet. As optantes do Simples Nacional não emitem esse crédito. O mesmo ocorre nas compras de produtos como os que integram a cesta básica, livros e alguns materiais de construção e produtos sob regime de Substituição Tributária. (Agências)

negativas em relação aos resultados da pesquisa anterior. A Federação explica esse comportamento como um "ajuste natural das famílias paulistanas", já que foi registrado um alto nível de satisfação visto entre os meses de maio e agosto. (Folhapress)

Receita alerta contribuintes

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Receita Federal do Brasil (RFB) divulgou, ontem, um novo alerta advertindo que não envia cartas solicitando aos contribuintes a regularização de dados cadastrais. O Fisco identificou desta vez que contribuintes estão recebendo correspondências falsas, via e-mail, com o nome "Intimação Eletrônica de Débitos". No alerta, a Receita reitera que não envia e-mail para os contribuintes. De acordo com comunicado da Receita, todos os anos surgem vários tipos de denúncias onde falsários fazem se passar por servidores do órgão para tentar extrair dados fiscais, bancários ou de outra natureza que venham expor a vida privada dos cidadãos. Muitos contribuintes têm denunciado o recebimento, por meio de correio ou email. A Receita Federal divulgou modelos falsos de correspondências recebidas pelos contribuintes. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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ECONOMIA/LEGAIS - 15 Bancários pedem reajuste de 12,8% e maior participação nos lucros (PLs) das empresas. Isso significa aumento real de 5%, se descontada a inflação.

conomia

Dólar cai pelo segundo dia seguido A moeda fechou a R$ 1,822, uma queda de 0,9%. Para economistas, governo deve "reequilibrar" o câmbio mais favorável às contas externas do País.

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dólar fechou em queda ante o real ontem, reagindo à melhora nos mercados internacionais pelo otimismo com uma resolução para a crise de dívida na zona do euro. A taxa de câmbio caiu 0,9%, para R$ 1,822 na venda, ampliando a 4,11% a desvalorização desde sextafeira. Ainda assim, o dólar acumula forte apreciação de 14,41% no mês de setembro. Investidores repercutiram declarações de autoridades do bloco de que estariam estu-

dando planos para reduzir a dívida da Grécia e recapitalizar bancos. Além disso, há expectativas de que o Banco Central Europeu possa promover um corte de juros maior que o esperado na reunião de política monetária de outubro. Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o dólar deve continuar oscilando ao sabor dos desdobramentos da crise na zona do euro. O profissional, contudo, ponderou que o Banco Central (BC) seguirá combatendo movimentos brus-

cos, como o que fez o dólar disparar nas últimas semanas. "A impressão que deu é que o BC não vai permitir um dólar acima de R$ 1,90, mas também não quer uma cotação menor que R$ 1,70, justamente o patamar em que ele parou de comprar no mercado à vista", afirmou Galhardo. Acadêmicos econômicos desenvolvimentistas, linha teórica à qual se alinham autoridades do governo, como a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defenderam ontem

Efeito crise pode ditar baixa dos juros

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esmo com a piora das expectativas de inflação neste e no próximo ano, os juros futuros caíram ontem, pressionados por declarações de autoridades brasileiras. Na última sexta-feira, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, alertou que o risco de recessão global está mais alto. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a insistir que o governo quer um crescimento de 4% para a economia. "Se o governo quer crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4%, o corte de juros vai prosseguir, a despeito da piora das expectativas", analisou um operador, dizendo que a insistência da equipe econômica na piora externa prepara o terreno para uma nova redução da taxa básica de juros (Selic). "Já há até mesmo quem fale em um corte de 1

Mais uma greve. Agora, dos bancários.

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ancários de todo o País decidiram ontem à noite cruzar os braços a partir de hoje, em paralisação por tempo indeterminado, diante do impasse nas negociações de correção salarial da categoria. Assim, se unem a trabalhadores dos Correios e metalúrgicos do ABC paulista, que também pararam nas últimas semanas. A categoria pede reajuste de 12,8% e maior participação nos lucros (PLs) das empresas. Isso significa aumento real de 5%, se descontada a inflação. Os bancos ofereceram 8% de aumento sobre salários e PLs, incremento real de 0,56%. No ano passado, os trabalhadores obtiveram aumento real de 3,08%, após 15 dias de greve. "Foram cinco rodadas de negociações frustradas. A greve é o nosso último instrumento, ela é de responsabilidade dos bancos", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, que coordena o Comando Nacional dos Bancários. "A negociação estava em andamento, fizemos duas propostas, e eles disseram que vão para a greve. É um espanto", afirmou Magnus Apostólico, diretor de relações trabalhistas da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Ele acrescentou acreditar que a maior parte das agências vai funcionar, a exemplo da greve do ano passado. Nos Correios, a empresa afirmou que, apesar da greve, cerca de 9,4 milhões de correspondências foram entregues no último final de semana, por meio de mutirão. A paralisação dos funcionários completa 15 dias hoje. Segundo a empresa, 18% de funcionários aderiram à greve e 35% das entregas estão atrasadas. O comando nacional da greve emitiu ontem nota recomendando a manutenção da paralisação. (Folhapress)

ponto percentual no próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), em outubro", completou o operador, resumindo pensamento já difundido. Assim, a taxa do contrato para janeiro de 2012 regrediu para 11,12%, abaixo da marca anterior de 11,2% ao ano, na sexta-feira. O DI para janeiro de 2013 cedeu para 10,27%, ante 10,46%. O contrato para janeiro de 2014 marcou 10,69%, depois de ter registrado 10,95% ao ano. Ainda que não aposte em um corte de maior intensidade na próxima reunião do BC, o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, enxerga a possibilidade de um afrouxamento monetário para além de 2011. "Em nossos cenários, esperamos um recuo total de ao menos 1,5 ponto percentual nas próximas três reuniões de política monetária, para 10,5%

(uma queda de 0,5 ponto em cada reunião)", afirmou. Preoc upação – Mas Velho ponderou que "esse movimento de queda da Selic pode ser ampliado ao longo do próximo ano". Nesse caso, o determinante seria a crise internacional, e não a preocupação com o risco de a inflação superar a meta estabelecida. "Os investidores e analistas discordam da estratégia do BC e acreditam que a inflação pode ultrapassar o teto da meta. No entanto, as incertezas externas não abrem espaço para uma aposta mais contundente na reversão da política monetária mais adiante", disse um profissional que trabalha na área de renda fixa. Por isso, observou, os contratos de juros futuros mais longos (além de 2017), "ficam nesse sobe e desce, com os investidores sem estratégia e operando no dia a dia". (AE)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO Nº 36/00414/11/05 OBJETO: FORNECIMENTO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE PLATAFORMA PARA CADEIRA DE RODAS NO DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS DA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - DRHU. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: fornecimento, instalação e manutenção de plataforma para cadeira de rodas no Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação - DRHU. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 27/09/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 10/10/2011, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 27/09/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

ASSOCIAÇÃO DOS ESCREVENTES TÉCNICOS JUDICIÁRIOS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EDITAL DE CONVOCAÇÃO Ivo Ribeiro de Oliveira, presidente da Associação dos Escreventes Técnicos Judiciários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições, que lhe conferem o Estatuto Social da Entidade, convoca os associados para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, marcada para o dia 11/10/2011, na Sede da Entidade, na Praça da Sé, nº 96, 2º andar, conjunto 201 – São Paulo – Capital, às 10h30min em 1ª chamada e 30 minutos após em 2ª chamada, para o fim de: 1 - discussão e deliberação para alteração estatutária para a inclusão de uma nova categoria profissional na Entidade e correção do § único do artigo 37; 02 - outros assuntos de interesse. São Paulo, 23 de setembro de 2011. (a) Ivo Ribeiro de Oliveira - Presidente

Transporte Rodoviário Michigan Ltda. CNPJ 73.107.070/0001-17 Declaração de Propósito Transporte Rodoviário Michigan Ltda., CNPJ nº 73.107.070/0001-17, declara que está comprando o Sítio Rancho Lago Azul, registrado no Incra sob o nº 638.188.434.787, localizado no município de Itaquaquecetuba, com área registrada de 2,9 hectares na sua totalidade. Consta como proprietário do Sítio acima o Sr. Renato Carosi , RG 2106044-SSP/SP - CPF/MF 067.724.048-15, que constituiu a Sra. Rosana da Silva, RG 22.387.370-6 e CPF 107.254.708-28, sua bastante procuradora, conforme livro 3323, página 202, em 24/08/2011, no 23º Tabelião de Notas da Capital. Existe um contrato de cessão de direitos lavrado em 26/05/2011 entre a Sra. Rosana da Silva e a Transporte Rodoviário Michigan Ltda., comprometendo as partes. Solicitamos que eventuais objeções, existência de herdeiros, ônus, ou qualquer outro impedimento, seja comunicado diretamente por escrito no endereço abaixo, por meio formal, e os autores estejam devidamente identificados, bem como com a documentação necessária. Transporte Rodovário Michigan Ltda. Att. Sra. Flávia Picollo, na Rua João Roberto Thut, 425 - 02751-010. SP/SP.

TRANSPORTE RODOVIÁRIO MICHIGAN LTDA., estabelecido desde outubro de 1993, à Rua João Roberto Thut nº 425 - CEP 02751-010 - Vl. Carbone - São Paulo/SP, vem a público declarar, para os devidos fins de direitos, que desconhece a existência da ou o estabelecimento e muito menos tem qualquer envolvimento com a Transmar Transportes Carga Ltda, que, segundo alegação, encontra-se estabelecida no mesmo local, sendo que o Transporte Rodoviário Michigan Ltda., através de seus direitos, nunca alugou, cedeu ou transferiu ou mesmo permitiu o uso dos Armazéns de sua sede à empresa de Transporte concorrente.

SINDURB – SINDICATO DOS PROFISSIONAIS DO DESENVOLVIMENTO URBANO DA ÁREA PÚBLICA EDITAL DE CONVOCAÇÃO A COMISSÃO Organizadora pró fundação do SINDURB – Sindicato dos Profissionais do Desenvolvimento Urbano da Área Pública, CONVOCA todos os profissionais da categoria acima enunciada, para a reunião de fundação desse sindicato, a se realizar no dia 07 do mês de Outubro corrente, na Rua Cel. Xavier de Toledo nº 266 – 12º andar – Conj. 122/124, nesta Capital - SP, com início às 12:00 horas, para discutir a seguinte ordem do dia: 1) Fundação do SINDURB – Sindicato dos Profissionais do Desenvolvimento Urbano da Área Pública; 2) Se aprovada a fundação da entidade, discussão e aprovação do estatuto social e sede da Entidade; 3) Eleição e posse da Diretoria, do Conselho Fiscal e Suplentes; 4) Discussão e aprovação do valor da mensalidade associativa. São Paulo, 26 de Outubro de 2011. Décio Maluf – Comissão Organizadora.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de setembro de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Daniele Fernandes da Silva. Requerido: Rickdan Participação Ltda. Rua Helena, 260 - 4° Andar, Conjuntos 41 e 43 – Vila Olimpia - 1ª Vara de Falências. Requerente: Maria Goreti dos Santos Fonseca. Requerido: Grupo Casa Nova Empreendimentos Ltda. Rua Traipu, 221 – Perdizes. Requerido: Lopes e Pacheco Empreendimentos Ltda. Rua Traipu, 221 – Perdizes 2ª Vara de Falências.

no 8º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, que o governo aproveite o recente movimento de alta do dólar ante o real para "reequilibrar" o câmbio em um patamar mais favorável às contas externas e à expansão da indústria. Na avaliação dos especialistas, há expectativa de que os investidores voltem a aproveitar as taxas de juros reais elevadas no Brasil para buscarem alta rentabilidade com operações de arbitragem. "O câmbio está pouco acima de R$ 1,80, e

daí?", comentou o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, no evento. "O BC tem que prover liquidez para que o mercado de câmbio funcione bem, sem forte volatilidade", disse. Para o professor Yoshiaki Nakano, da FGV, o dólar ao redor de R$ 1,85 é um patamar "mais interessante para o País" do que uma marca ao redor de R$ 1,60. Na sua avaliação, a recente alteração da cotação do real ante o dólar é positiva para a indústria brasileira, que tem dificuldades para enfrentar a concorrência de produtos ATENTO BRASIL S.A.

fabricados no exterior. Segundo o ex-ministro Luiz Bresser Pereira, quando a situação internacional estiver menos volátil, com os desdobramentos mais amadurecidos da crise soberana de alguns países europeus, seria oportuno que o governo buscasse uma cotação média de R$ 2,30. "Esse patamar de câmbio seria essencial para que o País pudesse ter superávit de transações correntes de 1% ou 2% do PIB, em vez de registrar déficit deste indicador como ocorre hoje", disse. (AE)

CNPJ 02.879.250/0001-79 - NIRE 35.300.172.884 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 1 DE AGOSTO DE 2011 1. DATA, HORA E LOCAL: Realizada em 1 de agosto de 2011, às 11h00, na sede social da empresa. 2. CONVOCAÇÃO: Dispensada a publicação de Editais de Convocação, conforme o disposto no artigo 124, § 4º, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, em decorrência de estarem presentes os acionistas representando a totalidade do capital social. 3. PRESENÇA: Abertos os trabalhos pela Sra. Presidente do Conselho de Administração Maria Reyes Cerezo Rodríguez-Sedano, neste ato também representando o acionista ATENTO N.V., via áudio-conferência, juntamente com o Sr. Francisco Borja García-Alarcón Altamirano e pessoalmente o Sr. José Roberto Beraldo. A Sra. Presidente convidou, também, a Sra. Marcia Maria Cubas de Almeida para compor a mesa na qualidade de secretária dos trabalhos. 4. ORDEM DO DIA: Consolidação dos Estatutos Sociais da Sociedade. 5. DELIBERAÇÃO: Os Acionistas presentes deliberaram aprovar a consolidação do Estatuto Social da Sociedade e seus devidos efeitos, o qual será submetido a registro em conjunto com a presente ata, a saber: 6. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, os Acionistas encerraram a assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos aprovada e assinada. São Paulo, 1 de agosto de 2011. (aa) Atento NV; Maria Reyes Cerezo Rodríguez-Sedano; Francisco Borja García-Alarcón Altamirano; José Roberto Beraldo. Confere com o original, lavrada em livro próprio. Marcia Maria Cubas de Almeida - OAB/SP 122.422 - Secretária. JUCESP nº 351.835/11-8 em 31/08/11 - Kátia Regina Bueno de Godoy Secretária-Geral. Estatuto Social: Capítulo 1 - Denominação, Sede, Objeto Social e Duração da Sociedade - Artigo 1º. A Atento Brasil S.A. é uma sociedade anônima que se regerá pelo presente Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo 2º. A Sociedade tem sua sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, 14.171, Torre Ebony, 4º andar, podendo abrir, manter, alterar e extinguir filiais, escritórios e representações em qualquer localidade do país ou do exterior, por deliberação do Conselho de Administração, que deverá ser lavrada em ata e devidamente registrada perante os órgãos de registro de comércio competentes. Artigo 3º. A Sociedade tem por objeto social as seguintes atividades: (a) prestação de serviços de telemarketing, telesserviços e atendimento em geral, utilizando plataforma tecnológica Multicanal (rede de telecomunicações, telefone, fax, web, carta, celular, entre outros), bem como atendimentos personalizados em lojas, vendas presenciais, representação, distribuição de produtos e atividades correlatas para sua consecução, pela Sociedade ou por qualquer empresa do Grupo Atento; (b) prestação de serviços de tecnologia da informação, tais como armazenagem de dados (back-up) e sistemas, gestão de dados, administração, gerenciamento (service desk) e desenvolvimento de sistemas, gerenciamento de redes de sistema e atividades de segurança de dados; serviços de áudio conferência, de monitoramento de qualidade, hospedagem de infra-estrutura (data center), suporte técnico e atividades correlatas para sua consecução; (c) prestação de serviços de atendimento pessoal virtual (APV) por meio da integração de elementos tecnológicos e operacionais de Contact Center, cujo conteúdo e disposição permitem o atendimento personalizado, visual e a distância ou a obtenção de um bem ou serviço, permitindo uma interação em tempo real, com documentos públicos ou privados e/ou transações com moeda e meios de pagamento de curso legal; (d) prestação de serviços de consultoria e assessoria técnica especializada em telemarketing e teleserviços, compreendendo treinamento e desenvolvimento de pessoal técnico, gestão e fornecimento de profissionais técnicos especializados, elaboração de projetos de atendimento, gestão de serviços de fullfilment e suas atividades correlatas; (e) locação e projetos de arquitetura de infra-estrutura para serviços de telemarketing e telesserviços e administração de infra-estruturas; (f) prestação de serviços de de valor adicionado relativos aos serviços de telecomunicações, especificamente quanto a serviço limitado especializado; (g) consultoria, assessoria técnica e gestão financeira em geral, bem como prestação de serviços de análises de crédito, gestão de recebíveis, pagamentos e cobrança; (h) prestação de serviços de correspondente bancário e atividades correlatas; (i) prestação de serviços de consultoria, assessoria técnica e gestão em recursos humanos, bem como a realização de treinamentos específicos; ( j) consultoria empresarial para gestão de negócios e empresas; (k) prestação de serviços assemelhados de suporte para regulação e liquidação de sinistros, gestão e cadastro de sistemas de controles internos das sociedades seguradoras, capitalização, entidade de previdência complementar, no atendimento ao público e venda direta de seguro, capitalização e previdência complementar. (l) participação em sociedades civis ou comerciais, nacionais ou estrangeiras, na qualidade de sócia, acionista ou quotista, bem como a formação de joint venture e associações destinadas à implementação de serviços e projetos; Artigo 4º. A Sociedade tem prazo de duração indeterminado. Capítulo 2 - Do Capital Social - Artigo 5º. O capital social da Sociedade é R$ 152.170.498,59 (cento e cinquenta e dois milhões, cento e setenta mil, quatrocentos e noventa e oito reais e cinquenta e nove centavos), dividido em 152.170.498 (cento e cinquenta e dois milhões, cento e setenta mil, quatrocentos e noventa e oito) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Parágrafo primeiro - A cada ação ordinária corresponderá um voto nas deliberações da assembleia geral. Parágrafo segundo - A responsabilidade dos acionistas é, na forma da legislação em vigor, limitada ao preço de emissão das ações subscritas. Parágrafo terceiro - Nos aumentos de capital da companhia efetuados com a emissão de novas ações, poderão ser emitidas ações preferenciais sem guardar proporção com as espécies de ações existentes, mas respeitado o limite de 50% (cinquenta por cento) do total das ações emitidas estabelecido no parágrafo 2º do artigo 15 da Lei 6.404/76, devendo ser estabelecidos os direitos dessa espécie de ações quando da deliberação de sua emissão. Capítulo 3 - Da Administração e Representação da Sociedade - Artigo 6º. A Administração da Sociedade competirá ao Conselho de Administração e à Diretoria, de acordo com as disposições deste Estatuto e da legislação vigente. Artigo 7º. O Conselho de Administração, eleito pela Assembleia Geral, será composto de no mínimo 03 (três) e no máximo 7 (sete) Conselheiros, com mandato de 3 (três) anos, facultada a reeleição, sendo um Conselheiro designado Presidente, outro Vice-presidente, e os demais sem designação específica. Parágrafo primeiro - O Presidente e o Vice-presidente do Conselho serão indicados pela própria Assembleia Geral, dentre os Conselheiros eleitos, ato contínuo da sua eleição. Parágrafo segundo - O Presidente do Conselho será substituído, em suas ausências ou impedimentos temporários, pelo Vice-presidente do Conselho, e na falta ou impedimento deste, por outro Conselheiro escolhido pelos demais membros. Em caso de vacância, a substituição será feita, em caráter provisório, da mesma forma, até a primeira Assembleia Geral subsequente, a qual elegerá novo Presidente, ou Vice-presidente do Conselho, para o período remanescente do mandato. Parágrafo terceiro - Na ausência ou impedimento temporário de qualquer outro Conselheiro, ou no caso de vacância no cargo, o substituto será nomeado pelo Presidente do Conselho e servirá até a primeira Assembleia Geral. Se eleito, o Conselheiro substituto exercerá tal cargo pelo período remanescente do mandato. Parágrafo quarto - A investidura no cargo de membro do Conselho de Administração dar-se-á pela assinatura de termo lavrado no livro de Atas respectivo. Artigo 8º. O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente 1 (uma) vez a cada três meses, no local e hora que previamente estabelecer e, extraordinariamente, sempre que convocado por seu Presidente, ou por dois de seus membros, ou eventualmente pelo Diretor Regional Brasil. Parágrafo primeiro - As convocações serão feitas sempre por escrito, com antecedência mínima de 5 dias, indicando-se a agenda das reuniões, sendo que, das reuniões, lavrar-se-ão Atas em livro próprio. Parágrafo segundo - As reuniões de Conselho de Administração somente serão realizadas com a presença da maioria dos seus membros em exercício, ou procuradores legalmente habilitados. Parágrafo terceiro - As deliberações do Conselho de Administração, dentro dos limites de sua competência, serão tomadas mediante o voto da maioria dos membros do Conselho presentes à respectiva reunião, da qual serão lavradas atas no livro próprio. Parágrafo quarto - O voto do Presidente do Conselho, ou de quem às vezes estiver substituindo-o, terá voto de qualidade, no caso de empate em qualquer votação. Artigo 9º. Compete ao Conselho de Administração decidir sobre: (i) a orientação geral de diretrizes para os negócios sociais, bem como aprovar abertura, alteração ou extinção de filiais, sucursais, agências ou escritórios de representação; (ii) a eleição, destituição, bem como a supervisão dos Diretores Executivos; (iii) a prestação de qualquer garantia pela sociedade a obrigações de terceiros, qualquer que seja o valor; (iv) a venda, hipoteca, disposição ou criação de qualquer gravame relacionado aos bens móveis ou imóveis da Sociedade e a autorização da alienação de bens do ativo permanente da Sociedade; (v) definir a política de dividendos ou qualquer outra forma de distribuição de recursos aos acionistas, bem como deliberar sobre a distribuição de dividendos intercalares e intermediários, e sobre a aplicação de resultados propostos pela Diretoria; (vi) a apreciação e a emissão de parecer sobre o relatório da Diretoria Executiva e as demonstrações financeiras, podendo, para tal finalidade, solicitar dos Diretores Executivos quaisquer informações relativas a tais documentos; (vii) a convocação de Assembleia Geral quando julgar conveniente ou quando solicitado por qualquer acionista, na forma prevista neste Estatuto Social e na legislação aplicável; e (viii) a escolha e a destituição de auditores independentes. Parágrafo único - Não terão eficácia e não obrigarão a Sociedade, pelo que dela não poderão ser exigidas, quaisquer obrigações assumidas com infração ou não atendimento das normas contidas neste artigo. Artigo 10. São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes com relação à Sociedade, os atos de qualquer dos Conselheiros, Diretores, procuradores ou funcionários que a envolverem em obrigações relativas a negócios ou operações estranhos aos objetivos sociais, tais como fianças, avais, endossos ou quaisquer outras garantias em favor de terceiros, exceto se aprovadas prévia e expressamente de conformidade com o disposto no presente estatuto. Artigo 11. Compete ao Presidente do Conselho de Administração, ou ao procurador regularmente constituído: a) convocar e presidir reuniões do Conselho de Administração; e b) assinar o edital de convocação da Assembleia Geral e presidí-la. Artigo 12. A Diretoria Executiva será constituída de no mínimo 2 (dois) e no máximo 9 (nove) diretores executivos, com mandato de 3 (três) anos, facultada a reeleição, sendo um designado Diretor Regional Brasil; um Diretor Executivo de Pessoas; um Diretor Executivo de Finanças; quatro Diretores Executivos de Clientes, sendo: Negócios Multissetor e Novos Clientes; Setor Financeiro SP; Telecom; Telefônica; um Diretor Executivo de Tecnologia da Informação, Administração e Eficiência e um Diretor Executivo de Estratégia e Soluções, todos pessoas físicas residentes e domiciliadas no Brasil, conforme previsão legal. Parágrafo primeiro - Os membros da Diretoria Executiva serão eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo Conselho de Administração. Parágrafo segundo - O Diretor Regional Brasil será substituído em suas funções, em ausências ou impedimentos temporários, pelo Diretor Executivo de Finanças, ou na ausência deste, por um Diretor Executivo indicado pelo Diretor Regional Brasil ou, na sua impossibilidade, pelo Presidente do Conselho de Administração. Em caso de vacância, a substituição será feita em caráter provisório, da mesma forma, até a primeira Reunião do Conselho de Administração subsequente, a qual elegerá novo Diretor Regional Brasil para o período remanescente do mandato. Parágrafo terceiro - No caso de vacância no cargo de Diretor Executivo, o Diretor Regional Brasil indicará substituto que o Conselho de Administração poderá eleger ou não. O novo Diretor Executivo assim escolhido exercerá tal cargo pelo período remanescente do mandato. Parágrafo quarto - A investidura no cargo de membro da Diretoria Executiva dar-se-á pela assinatura do termo lavrado no livro de Atas respectivo. Parágrafo quinto - Expirado o prazo original do mandato para o qual foram eleitos os membros da Diretoria Executiva, o prazo de gestão se extenderá até a investidura dos novos administradores eleitos pelo Conselho de Administração. Artigo 13. São atribuições da Diretoria Executiva administrar e gerir os negócios sociais, dando fiel cumprimento ao presente Estatuto e às deliberações da Assembleias Gerais e do Conselho de Administração, podendo executar todas as medidas necessárias à eficiente condução dos negócios da Sociedade, de modo a assegurar seu regular funcionamento. Artigo 14. A Diretoria Executiva é o órgão de representação ativa e passiva da Sociedade, cabendo aos seus membros a prática de todos os atos necessários ou convenientes à gestão dos negócios sociais. Parágrafo primeiro - Observadas as disposições contidas neste Estatuto Social, serão necessárias, para vincular a sociedade, respeitando-se os itens de aprovação específicos por parte do Conselho de Administração: (i) assinatura conjunta do Diretor Regional Brasil e um Diretor Executivo ou dois Diretores Executivos; (ii) assinatura do Diretor Reginal Brasil ou de um Diretor Executivo em conjunto com um Procurador, desde que investido de poderes. (iii) a assinatura de dois procuradores em conjunto, desde que investidos de poderes. Parágrafo segundo - As procurações outorgadas em nome da sociedade o serão sempre mediante assinatura em conjunto do Diretor Regional Brasil e um Diretor Executivo ou por dois Diretores Executivos, devendo especificar os poderes conferidos, as quais deverão ter um período máximo de validade não superior a um ano. Parágrafo terceiro - As procurações outorgadas para fins judiciais não terão prazo máximo de validade sendo que os profissionais assim nomeados poderão representar a sociedade individualmente, independentemente da ordem de nomeação, podendo inclusive substabelecer, sendo ratificados todos os atos praticados e mandatos anteriormente outorgados pela Sociedade. Artigo 15. São competências de cada um dos membros da diretoria executiva: Diretor Regional Brasil: I) Representar a sociedade, em juízo ou fora dele, bem como delegar competência aos demais diretores para a prática de atos específicos; II) Supervisionar todas as atividades da sociedade e aprovar as propostas relativas as diretrizes sociais para o desenvolvimento estratégico da mesma; III) Acompanhar e fiscalizar a implementação das determinações do Conselho de Administração; IV) Supervisionar e direcionar as atividades relacionadas à orientação ou assessoria e representação jurídica da sociedade; V) Supervisionar e orientar as atividades de política institucional e comunicação interna e externa, de comunicação com a imprensa de forma geral, de marketing inclusive publicidade, patrocínios e desenvolvimento da imagem relativas a sociedade; VI) Supervisionar e orientar as atividades da sociedade na área econômico-financeira, demonstrações contábeis e financeiras da companhia, na gestão financeira dos recursos e as atividades de auditoria interna; VII) Convocar as reuniões de diretoria; VIII) Decidir sobre matéria específica de sua área de competência. Diretor Executivo de Pessoas: I) Desenvolver políticas, planos e diretrizes visando assegurar a implementação das atividades de gestão, administração, comunicação interna, endomarketing, bem como a comunicação institucional, marca, marketing e relações com a imprensa, ouvidoria e desenvolvimento de Recursos Humanos, supervisionando a execução dessas atividades; II) Consolidar os planos, quadro de pessoal e orçamento de recursos humanos em consonância com os objetos e metas empresariais; III) Exercer outras atribuições que lhe sejam determinadas pelo Conselho de Administração ou pelo Diretor Regional Brasil. Diretor Executivo de Finanças: I) Desenvolver políticas, diretrizes, supervisionar e gerir diretamente as atividades relativas às áreas de controle e gestão, contabilidade e finanças, a responsabilidade operacional e funcional de intervenção, bem como atividades outras que se façam necessárias no que se refere ao apoio em geral à atuação das demais áreas da empresa; II) Acompanhar junto às áreas competentes a execução das atividades da sociedade na área econômico-financeira, no que se refere à contabilidade, à elaboração das demonstrações financeiras da Sociedade, balanços, balancetes e análises de resultados; bem como a gestão e administração dos compromissos financeiros, a captação e aplicação de recursos e o controle de gestão dos recursos da sociedade; III) Implementar as políticas, diretrizes e estratégias relativas à gestão e administração de compras no território brasileiro; IV) Exercer outras atribuições que lhe sejam determinadas pelo Conselho de Administração ou pelo Diretor Regional Brasil. Diretores Executivos de Clientes: Negócios Multissetor e Novos Clientes - Setor Financeiro SP - Telecom; Telefônica - I) Desenvolver políticas, planos e diretrizes visando assegurar a implementação das estratégias de negócios da empresa, especificamente no sentido de implementar as vendas de seus serviços e estratégia operacional da empresa, de forma a tornar disponível a capacidade de desenvolvimento das operações de sua competência, supervisionando a execução das atividades definidas nesse sentido; II) Definir diretrizes com a finalidade de promover o incremento das vendas da empresa e o desenvolvimento e implantação de projetos de expansão das operações de sua competência; III) Estabelecer propostas de estratégia operacional de longo prazo para o desenvolvimento das operações de sua competência; IV) Definir políticas e diretrizes visando assegurar a implementação da estratégia operacional, tecnológica e de mercado de forma a atender as necessidades dos clientes e maximizar o valor do negócio; V) Exercer outras atribuições que lhe sejam determinadas pelo Conselho de Administração ou pelo Diretor Regional Brasil; Diretor Executivo de Tecnologia da Informação, Administração e Eficiência: I) Desenvolver políticas, planos, diretrizes e assegurar a implementação da estratégia tecnológica da empresa, de segurança da informação, operações de tecnologia da informação, implantação, sistemas e soluções tecnológicas e arquitetura de tecnologia da informação de forma a tornar disponível a capacidade de desenvolvimento e produtividade das operações da empresa, bem como desenvolver políticas, planos, diretrizes e assegurar a implementação da estratégia de administração e serviços da empresa, infra-estrutra, eficiência e qualidade e planejamento da capacidade produtiva, de forma a tornar disponível a capacidade de desenvolvimento das operações da empresa e viabilizar a oferta de serviços, de acordo com as necessidades tecnológicas deste mercado e das operações de sua competência e das áreas de negócio da Sociedade, supervisionando a execução dessas atividades; II) Estabelecer propostas de estratégia tecnológica, de administração, serviços e infra-estrutura de longo prazo para o desenvolvimento das operações da sociedade; III) Definir diretrizes para o desenvolvimento e a implantação de projetos de expansão tecnológicos, de infra-estrutura das operações, manutenção destas e assistência aos clientes, bem como planejamento e implantação de projetos de expansão, de acordo com as necessidades deste mercado ou de definições de política interna da sociedade, supervisionando a execução dessas atividades; IV) Exercer outras atribuições que lhe sejam determinadas pelo Conselho de Administração ou pelo Diretor Regional Brasil. Diretor Executivo de Estratégia e Soluções: I) Desenvolver políticas, planos, diretrizes e assegurar a implementação das estratégias e soluções da empresa, de forma a tornar disponível a capacidade de desenvolvimento de produtos e soluções da empresa e viabilizar a oferta de serviços, gestão do conhecimento, planejamento estratégico, de acordo com as necessidades deste mercado e das áreas de negócio da Sociedade, supervisionando a execução dessas atividades; II) Estabelecer propostas de planejamento estratégico de longo prazo para o desenvolvimento e inovação das operações da sociedade; III) Definir diretrizes para o desenvolvimento, venda e a implantação de produtos e soluções, de acordo com as necessidades deste mercado, supervisionando a execução dessas atividades; IV) Exercer outras atribuições que lhe sejam determinadas pelo Conselho de Administração ou pelo Diretor Regional Brasil. Artigo 16. As reuniões de Diretoria Executiva serão realizadas na sede social, com a presença da maioria dos Diretores em exercício, sendo as deliberações tomadas pela maioria dos presentes. Parágrafo único - No caso de empate nas deliberações de Diretoria Executiva, em relação a qualquer assunto, caberá ao Diretor Regional Brasil o voto decisório, podendo este, a seu critério, apresentar tais matérias para deliberação do Conselho de Administração. Capítulo 4 - Das Assembleias Gerais - Artigo 17. A Assembleia Geral, convocada na forma da lei, reunir-se-á na sede social, ordinariamente, dentro dos quatro meses seguintes ao encerramento de cada exercício social e, extraordinariamente, sempre que os interesses sociais assim o exigirem. Artigo 18. As Assembleias Gerais serão instaladas na forma da Lei e presididas pelo Presidente do Conselho de Administração ou seu substituto, o qual escolherá o Secretário da Mesa. Artigo 19. As deliberações da Assembleia Geral, ressalvadas as exceções previstas em lei, serão tomadas por maioria de votos dos acionistas presentes. Capítulo 5 - Do Conselho Fiscal - Artigo 20. A Sociedade terá um Conselho Fiscal de funcionamento não permanente, o qual será instalado, pela Assembleia Geral, a pedido dos acionistas, na forma da legislação vigente. Parágrafo primeiro - No caso de instalação, a Assembleia Geral elegerá no mínimo 3 (três) membros e no máximo 5 (cinco) membros efetivos e igual número de suplentes, acionistas ou não, para comporem o Conselho Fiscal, o qual terá as atribuições definidas em lei. Parágrafo segundo - A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada pela Assembleia Geral que os eleger, respeitado o disposto no artigo 162, §3º da Lei nº 6.404/76. Capítulo 6 - Do Exercício Social, Demonstrações Financeiras, Lucros, Reservas e Dividendos - Artigo 21. O exercício social terá início em 01 de janeiro e término em 31 de dezembro. Ao fim de cada exercício e correspondente ao mesmo, será levantado um balanço e preparada a conta de lucros e perdas. Artigo 22. Ao final de cada exercício social, serão elaboradas as demonstrações financeiras previstas em lei. Poderão ser levantados balanços periódicos e distribuídos dividendos intermediários, a critério do Conselho de Administração. Artigo 23. Do lucro assim apurado, deduzir-se-ão: a) 5% (cinco por cento) para a constituição da reserva legal, a qual não excederá a 20% do Capital Social; e b) a percentagem que a Assembleia Geral aprovar para ser distribuída como dividendos aos acionistas, observando o mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) de dividendos obrigatórios. Artigo 24. O saldo de lucros terá a aplicação que for determinada pela Assembleia Geral, com base na proposta do Conselho de Administração contida nas demonstrações financeiras. Parágrafo Único - Por deliberação do Conselho de Administração e, observadas as disposições legais, a Sociedade poderá pagar, aos seus acionistas, juros sobre o capital próprio, os quais poderão ser imputados ao dividendo mínimo obrigatório, ad referendum da Assembleia Geral. Capítulo 7 - Da Liquidação da Companhia - Artigo 25. A Sociedade entrará em liquidação nos casos previstos em lei competindo à Assembleia Geral de Acionistas determinar o modo da liquidação e indicar o liquidante e o Conselho Fiscal que funcionará no período de liquidação.


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não posso esperar para ver os céus do mundo tomados por 787s. Shinichiro Ito, presidente da ANA

conomia Edson Silva/ Folhapress

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Carrefour confirmou ontem o fechamento de oito lojas da bandeira Carrefour Bairro em quatro cidades da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), uma das mais ricas do Estado. Foram desativadas quatro unidades de Ribeirão, duas em Jaboticabal, uma em Monte Alto e outra em Matão. Na região, apenas lojas Bairro de São Carlos foram poupadas do processo que a empresa chama de "reestruturação de operações". A assessoria do grupo francês informou em nota que as mudanças na rede dão continuidade a medidas "alinhadas com o redesenho do modelo de negócio iniciado em 2010". Em Ribeirão, o único Carrefour Bairro restante é o da rua Rui Barbosa, no centro da cidade. Foram fechadas as lojas Campos Elíseos, Ipiranga, Santa Cruz e Caramuru. A empresa mantém ainda na cidade duas unidades Carrefour Hipermercado (RibeirãoShopping e Via Norte) e um Atacadão. O Carrefour abriu sua primeira loja no Brasil em 1975, e foi pioneiro no País na modalidade hipermercado. Cencosud – O presidente e fundador da rede varejista chilena Cencosud, controladora

Funcionário retira banner de loja que está cerrando as portas em Ribeirão Preto. Empresa fala em redesenho do modelo de operação.

Carrefour fecha oito lojas paulistas Reestruturação do grupo no Brasil leva à eliminação de unidades na região de Ribeirão Preto

das bandeiras GBarbosa, Bretas e Perini no Brasil, Horst Paulmann, negou ontem em Salvador a possibilidade de comprar a operação do Carrefour no Brasil, como foi especulado. Ele disse que a expansão da rede no País dependerá mais de inaugurações de lojas do que de compras de outras redes. Segundo Paulmann, a ideia é se expandir principalmente nos sete estados nos quais já atua no País – Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. "O crescimento orgânico é importante, porque é muito mais econômico e nos permite avançar para onde queremos – e vamos avançar para o interior do Nordeste", afirmou, acrescentando que a rede vai abrir 100 novas lojas neste ano nos cinco países sul-americanos onde atua (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru). Expansão – Enquanto o Carrefour Brasil se defronta com a necessidade de reestruturar o negócio, na Europa o grupo desenvolve ações de expansão. Foi noticiado ontem que o Carrefour internacional, unido ao grupo polonês de varejo Tesco, um dos maiores do mundo, está na corrida pelo braço polonês de varejo da Emperia, avaliado em US$ 276 milhões. (Agências)

Stephen Brashear/ AFP

TV por assinatura cresce 19%

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Funcionários rebocam o Dreamliner em Seattle para entregá-lo em mãos à All Nippon Airways, o primeiro cliente. A entrega teve diversos adiamentos e atrasou três anos.

Boeing entrega, enfim, o primeiro 787. que estavam em um pódio no lado de fora da fábrica em Everett (Washington). S ím bo lo – A entrega em mãos é uma prova da estrutura leve do avião, que promete economia de 20% de combustível, custos operacionais baixos, capacidade inédita para aviões médios de percorrer longas rotas sem escalas e avanços como janelas mais largas, limpeza e umidade do ar ambiente. A aeronave custa US$ 200 milhões, levará até

250 passageiros e tem design elegante. A Boeing vendeu mais de 800 Dreamliners, que competirão com o futuro Airbus A350, provavelmente em meados desta década. A produção teve uma série de atrasos e demorou mais de três anos além do previsto. A ANA foi a primeira aérea a encomendar o modelo 787 em abril de 2004, e deveria ter recebido o aparelho em 2008, a tempo de transportar os espectadores japoneses aos Jo-

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gos Olímpicos de Pequim. "O 787 representa uma revolução fundamental no projeto, produção e performance de aviões", disse o presidente-executivo da Boeing, Jim McNerney, a uma multidão de cerca de 5 mil pessoas. "Não posso esperar para ver os céus do mundo tomados por 787s", disse o presidente da ANA, Shinichiro Ito. A fabricante espera elevar a produção do 787 para dez unidades por mês até o final

de 2013, enquanto acelera a produção do 737, que passou por uma atualização e se prepara para montagem do cargueiro 767 para a força aérea dos Estados Unidos. Bolsa – Investidores agora querem saber se a Boeing tem condições de garantir a produção prometida, depois dos atrasos e adiamentos. Por enquanto, as coisas vão bem. Na Bolsa de Nova York, a Boeing teve ontem ganho de 4,2% nas ações. (Reuters)

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uncionários da Boeing reunidos em Seattle, Estados Unidos, entregaram ontem em mãos o primeiro avião 787 Dreamliner para a All Nippon Airways (ANA), encerrando quase uma década de desenvolvimento do jato comercial mais avançado do mundo. Quinhentos trabalhadores, com a ajuda de um rebocador, puxaram o avião por quase 100 metros em direção aos compradores japoneses,

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número de assinantes de TV por assinatura cresceu 19% nos primeiros oito meses do ano, com 1,9 milhão de novos domicílios atendidos. No total, o Brasil chegou a agosto com 11,6 milhões de assinantes. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), foram 334,6 mil novos assinantes no mês passado, o que representa alta de 2,96% em relação à base de assinantes em julho. Considerando o número médio de pessoas por domicílio divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é de 3,3 pessoas, os serviços de TV por assinatura alcançaram mais de 38,3 milhões de brasileiros. Em agosto, os serviços via satélite cresceram 5% e já representavam 52% do total, acima dos 45,7% do serviço a cabo. No final de 2010, os serviços por satélite representavam 45,8% do mercado e os prestados via cabo, 51%. A TV por assinatura já está presente em 19,4% dos domicílios no País e em 28,5% dos da Região Sudeste. (ABr)

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Agora está tudo num único software dentro do aparelho móvel Daniel Magalhães, responsável pela criação do Alatur Mobile

nformática Arte Max sobre foto de Luludi/LUZ

Soluções para cada telinha Multiplicam-se os aplicativos móveis para promover marcas, acelerar processos e acessar sistemas de gestão das empresas BARBARA OLIVEIRA

ções de marketing para divulgação de marcas e interação com clientes, aprovações de pedidos, compra e venda, gerenciamento de viagens, conteúdos com cotações de bolsas e índices econômicos. Essas são algumas das aplicações que estão tomando forma em tablets e smartphones das empresas. Pesquisa do IDC, divulgada na semana passada, informa a venda de 13,6 milhões desses aparelhos no mundo no segundo trimestre, com aumento de 89% em relação ao primeiro período do ano. No Brasil, a estimativa do mesmo instituto é de 450 mil unidades até dezembro. "Os aparelhos móveis serão obrigatórios para as marcas, é um caminho sem volta", diz Jessica Bornstein, gerente de Marketing da Kipling, fabricante de malas e bolsas para o público jovem. "Veremos o uso intenso de aplicativos em tablets e celulares para estimular as marcas e cada vez mais usuários fazendo compras, obtendo informações e interagindo com lojas e bancos", diz a executiva. A Kipling é uma das empresas que aposta no equipamento desde o ano passado para divulgar seus produtos. No final de 2010, com parceria da High Design e da Samsung, foi criada uma suíte de aplicativos para o smartphone Galaxy 5. O produto foi customizado e nele foram embarcados um game com o macaquinho símbolo da Kipling, um scrapbook de customização de fotos tiradas pelo celular, um catálogo da coleção de bolsas e o botão de acesso à fan page da empresa na internet.

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"Os aplicativos são divertidos e oferecem uma interação direta com os consumidores. Com a utilização de elementos que remetem à marca ganhamos visibilidade", observa Jéssica. Foram vendidas 50 mil unidades do celular com essa customização. Agora a High Design está desenvolvendo programinhas similares para plataformas iPad e iPhone. Além disso, a Kipling está colocando iPads em sete lojas até o fim do ano. "Vamos mostrar nossa coleção pelo tablet e não mais em telas de LCD ou plasma". A High Design tem 30 apps disponíveis, inclusive revistas digitais. Alguns fabricantes pedem esses aplicativos para presentearem seus clientes. "Tenho um grande cliente de produtos de limpeza e cosméticos que ofereceu iPads aos executivos de redes varejistas. Os iPads vêm com essas revistas digitais, contendo notícias, cotações de bolsas de valores, viagens e entretenimento," informa Augusto Bernardo, diretor de Tecnologia da High Design. "É um mercado que está apenas na sua infância, em um ou dois anos não haverá nenhuma ação que não seja feita no segmento móvel", acrescenta o diretor da empresa. Viagens – A Alatur, agência de viagens corporativas, lançou na semana passada o Alatur Mobile para facilitar o gerenciamento das viagens dos executivos e funcionários de empresas. Segundo Jean Lopes, diretor de novos produtos da Alatur, com ele é possível, na mesma plataforma, monitorar os voos, buscar hotéis, fazer o cadastro automático da viagem após a emissão da reserva e centralizar

Luludi / LUZ

Com a utilização de elementos que remetem à marca ganhamos visibilidade JESSICA BORNSTEIN, GERENTE DE MARKETING DA KIPLING, FABRICANTE DE MALAS E BOLSAS PARA O PÚBLICO JOVEM

todas as informações, inclusive sobre atrasos e cancelamentos. O aplicativo, gratuito por 90 dias na Android Market e iTunes, roda em iPhone, iPad e Android. Todas as funções estarão prontas para funcionar em três meses, informa Daniel Magalhães, diretorexecutivo da Sys2B, responsável pela criação do Alatur Mobile. "As aprovações das viagens já eram feitas dentro do smartphone do cliente, mas quisemos unir essa aplicação às demais funções de reservas de hotéis, voos, atrasos, cancelamentos. Agora está tudo num único software dentro do aparelho móvel", explica. Além disso, todos os produtos são feitos para se integrarem aos sistemas de gestão das empresas. Investidores de bolsas são usuários frequentes da mobilidade. A CMA, empresa de tecnologias aplicada ao mercado financeiro e de commodities, está portando sua aplicação de negociação via internet também para os tablets a partir deste mês. O CMA Tablet é destinado aos mesmos usuários já acostumados a visualizarem o aplicativo pelos smartphones e desktops, e acompanha mercados, cotações, indicadores econômicos, análises, notícias, com atualizações em tempo real. Paulo Camolesi, diretor de Marketing da empresa, explica que todas as informações são geradas por um sistema "contribuidor" de notícias numa plataforma Web. Elas são enviadas para o servidor da CMA (via internet) e de lá seguem para os tablets. "Construímos um canal de geração de conteúdo". Para BlackBerry, o aplica-

tivo da CMA já existe há dois anos. Agora estará disponível para iPads, e serão homologadas versões para Android em breve. Os preços ainda não foram definidos Nas empresas, os tablets se concentrarão nas mãos de gerentes de áreas estratégicas que precisam de gráficos para análises e apresentações de serviços e produtos, acredita o diretor executivo da Blink Systems, Marcos Paulo Amorim. Há nove anos fazendo aplicativos para celulares, a Blink ampliou seu foco para a nova plataforma. Um de seus produtos é o Sales Intelligence, para gerentes da área comercial. O SI permite ao usuário verificar os produtos comercializados em determinada região, quantidades, rentabilidade e peso, além do desempenho das vendas individuais ou por equipes. Os programas mais clássicos da Navita, antes dedicada só a BlackBerry e agora também fornecendo aplicativos para Android e iOs, são os que fazem aprovações (de despesas de viagens, de compra e venda, de pedidos). Para essa aplicação ela tem cerca de 300 clientes. Outra empresa que está chegando a esse mercado móvel é a Entire TP. Em agosto, a Entire lançou o etrade para Android, e, em outubro, terá uma versão para iPad. Trata-se de um portal de relacionamento comercial adaptado para a mobilidade e que interage com os ERPs internos. Nele, podem ser feitas compras e vendas via web, pesquisas, automação e roteiros de visitas dos vendedores. Os clientes da empresa são da área farmacêutica, construção civil e automobilística.

VÍDEOS ACESSÓRIOS

CÂMERAS

Compacta poderosa uas câmeras Nikon foram lançadas na semana passada. A Nikon J1 é ultracompacta, com lentes intercambiáveis, monitor de 3 polegadas, autofoco contínuo e processador dual core que garante mais autonomia de bateria. Com design clean e resolução de 10 Mpixel, ela captura vídeos em Full HD. Fotografa em escala de 10 quadros por segundo. O modelo V1 também permite trocar de lentes e tem capacidade para 60 qps quando é focada manualmente. O corpo é de liga de magnésio. Ambas são acompanhadas da lente Nikkor 1 VR 1030mm. Os modelos chegam em outubro e os preços ainda não foram definidos

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D Scanner de livros fabricante de scanners, Plustek, está lançando o OpticBook 4800, especial para livros. É possível digitalizar as imagens sem distorções porque ele traz uma borda de 2 mm para livros com fonte de luz LED e elimina a sombra da lombada. O equipamento digitaliza páginas A4 em 3,6 segundos com resolução de 300 dpi. Pesa 3,4 kg e seus botões (deletar, B/P, escala de cinza e cores) executam funções pré-configuradas com um toque. Para universidades, escolas, bibliotecas e usuários domésticos. R$ 1.999.

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DESKTOPS

All in One para caber em qualquer canto Evo LED, da AOC, é um tudo em um com monitor, CPU e acessórios integrados. A tela é LED de 20 polegadas wide e o processador Vision da AMD de dois núcleos, além de placa gráfica Radeon 6310, 2 GB de memória RAM e 500 GB de disco. O design é ultra slim para ocupar pouco espaço no ambiente, e o acabamento em preto brilhante. O equipamento consome 50 watts de energia e vem com diversos programas (Acrobar Reader, Adobe Flash, MS Office, MS Live Messenger e antivírus). Por R$ 1.399

Western Digital faz parceria com Netflix

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Western Digital, empresa de armazenamento digital, anunciou que o serviço de assinatura Netflix também está disponível em seus media players WDTV Plus, já vendido no Brasil. Os usuários do equipamento e assinantes do Netflix (serviço de filmes por streaming) podem assistir aos episódios de TV e filmes de casa com a ajuda do player. O equipamento também permite fazer streaming de fotos, músicas e vídeos a partir de computadores pela saída USB e a compartilhar conteúdos pelas redes sociais. No varejo ele é vendido por R$ 499.

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Depois de baixado o conteúdo, ele terá 30 dias para assistir o filme Fernando Soares, gerente de produtos e novos negócios da HP nformática

HP lança portal de entretenimento O serviço terá locação e venda de filmes, músicas, jogos, e uma plataforma de comunicação online BARBARA OLIVEIRA

HP lançou, na semana passada, uma plataforma completa de serviços online englobando venda e aluguel de filmes, downloads de músicas, jogos, pacotes de segurança, interface multimídia para crianças e conteúdos de produtividade (programa Office 2010), educativo (dicionários), informativo (revistas digitais) e de comunicação por voz e vídeo. O portal denominado HP+ (www.hp.com.br/hpmais) é aberto a todos os usuários, mas quem comprar máquinas HP ou já tiver alguma adquirida recentemente terá direito a promoções e degustação gratuita de produtos por dois meses, além de conteúdos exclusivos. A partir de outubro as novas máquinas da marca já virão com um ícone do portal na área de trabalho. O vice-presidente de computação pessoal da HP, Cláudio Raupp, diz que o novo serviço agrega valor à experiência do usuário em busca de vários conteúdos para sua vida pessoal num só lugar. O portal será constantemente atualizado com novidades. Na aba HP Movie Store, o internauta poderá alugar um dos 40 mil filmes disponíveis (foram feitas parcerias com produtoras internacionais e uma distribuidora nacional não revelada). O preço médio da locação é de R$ 4,90. "Depois de baixado o conteúdo, ele

Divulgação

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My Room: aplicativo gratuito de comunicação instantânea para que o usuário possa conversar por voz e vídeo

terá 30 dias para assistir o filme dentro do período de 24 ou 48 horas (depende do título) e sem precisar estar conectado, porque não é streaming", explica Fernando Soares, gerente de produtos e novos negócios. Em caso de compra, cada título custará R$ 12,90, e poderá ser visto em até três máquinas diferentes. O serviço de download de músicas será lançado até o fim do ano em parceria com várias gravadoras, além da Universal Music com quem a HP já mantém acordo desde 2010. Segundo Soares, serão

"milhões de músicas disponíveis" para download. Pela plataforma também será possível adquirir games, ter acesso gratuito ao pacote de segurança Norton Internet Security por 60 dias (depois, só por assinatura paga), ao Office 2010 e ao Magic Desktop. Esta é uma interface lúdica rodando em cima do Windows e totalmente intuitiva para as crianças. Uma ferramenta que permite aos pais controlarem os conteúdos visualizados por seus filhos na hora de mandar e-mails, editar textos, jo-

gar e navegar na internet. O M y R o o m ( w w w. rooms.hp.com/myroom) é um aplicativo gratuito de comunicação instantânea para que o usuário possa conversar por voz e vídeo e compartilhar imagens na área de trabalho com outras pessoas. Uma enciclopédia digital com mais de 70 mil páginas, um dicionário Michaellis, e a assinatura de 20 revistas digitais da editora Abril, com três meses grátis para baixar, ler e arquivar esse material, são outros conteúdos disponíveis no portal HP+.

Sergio Kulpas sergiokulpas@gmail.com

Setor desgastado

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tendência dos sites de ofertas diárias, que cresceu vertiginosamente nos últimos dois anos, mostra agora sérios sinais de fadiga nos Estados Unidos. Os líderes Groupon e LivingSocial enfrentam problemas graves, e centenas de "clones" desse tipo de operação correm o risco de desaparecer. Segundo o portal agregador de sites de ofertas Yipit.com, 170 dos 530 dos sites de ofertas nos Estados Unidos foram fechados ou vendidos este ano. Mesmo sites de peso como Facebook e Yelp (que em teoria poderiam lucrar com suas imensas bases de usuários) desistiram recentemente desse tipo de negócio. O fundador do site Salesscoop, David Ambrose, classifica o atual momento do setor de compras coletivas como uma "corrida armamentista", com os sites investindo desesperadamente para contratar funcionários e atrair assinantes, e assim bloquear o crescimento dos concorrentes. O Salesscoop, que tinha 5.000 assinantes, foi comprado no mês passado pelo rival BuyWithMe, por um valor não divulgado. A maior ameaça para esse setor nos EUA é a mudança do cenário econômico. No começo, bastava criar um site, estabelecer relações com alguns comerciantes e distribuir alguns emails para criar uma rede de descontos. Mas a indústria amadureceu rapidamente, e os custos para criar uma operação de descontos online dispararam. Acima de tudo, foi justamente o custo para conquistar usuários que mais cresceu nos últimos dois anos, segundo vários executivos dos sites. Quando os sites de ofertas eram novidade, o investimento

de marketing era mínimo – hoje custa cada vez mais atrair interessados, dentro de um mercado com centenas de concorrentes. A título de comparação, o Groupon (líder do mercado), gastava cerca de US$ 7,99 para conquistar cada novo usuário no primeiro trimestre de 2009, segundos dados oficiais da empresa. No segundo trimestre de 2011, esse valor tinha saltado para US$ 23,46 – quase três vezes mais. O Groupon investiu US$ 387,7 milhões em campanhas de marketing no primeiro semestre de 2011, em comparação com US$ 35,5 milhões no mesmo período do ano passado. A grande maioria dos sites menores não têm a menor chance de concorrer em um ambiente tão hostil. Ao mesmo tempo, os sites de ofertas são obrigados a contratar um número cada vez maior de vendedores para gerenciar as ofertas dos comerciantes locais. O Groupon paga salários anuais médios de US$ 35 mil aos funcionários nos EUA, valor que pode saltar para US$ 100 mil com as comissões, segundo fontes do setor. A atual situação do Groupon é um indicador preocupante do setor. A empresa se preparou para lançar uma oferta pública de ações na bolsa de valores em junho, mas vários problemas adiaram esse passo. O Groupon foi forçada a revisar seus resultados financeiros. As vendas de 2010 foram corrigidas de US$ 713 milhões para US$ 313 milhões, com a subtração da parcela paga aos varejistas. Também corrigiu as vendas de 2011, de US$ 1,52 bilhão para US$ 688 milhões. O Groupon disse em comunicado que os dados haviam sido "erroneamente informados".


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