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Síndrome Palocci

A tosse acossou Dilma em sua 1ª defesa de Palocci. Vírus político ou aquela "leve pneumonia"? Pág. 5 Fotos: Lula Marques/Folhapress Marcelo Camargo/Folhapress Lula Marques/Folhapress Dorivan Marinho/AE

Ano 86 - Nº 23.381

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

'Raposas' aliviadas na Câmara

R$ 1,40

Pena leve a deputado que cometer irregularidade. Pág. 7

São Paulo, sexta-feira, 27 de maio de 2011

A revolução do dinheiro Zilberman

Moeda, papel, cartão – agora, celular. O Google Wallet (Carteira) foi lançado ontem como a 4ª revolução do dinheiro. E dará US$ 10 de bônus para incentivar seu uso e cupons de desconto para mantê-lo. Para pagar basta aproximar o celular de um novo "caixa". Pág. 13

Preso o genocida sérvio O general servo-bósnio Ratko Mladic foi detido na Sérvia, mas o interrogatório teve de ser suspenso por motivo de saúde. Ele é acusado pelo massacre de 8 mil muçulmanos. Pág. 9

Picasso assina o novo C3

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 20º C. Mínima 13º C.

ISSN 1679-2688

23381

9 771679 268008

Lenise Pinheiro/Divulgação

HOJE Nublado Máxima 20º C. Mínima 15º C.

TEMPESTADE NO FIM DE SEMANA

Paulo Pampolim/Hype

Reuters

Chega ao mercado o Citroën inspirado no cubo. Pág. 19

Última peça de Shakespeare, A Tempestade (à dir.) estreia na Cidade com ares de superprodução: 18 atores, três músicos, projeções em vídeos. Já o Sesc abre espaço para a nova fotografia e rappers prometem domingão animado. Mais: um bar bom de saraus; viva o azeite! E Roda do Vinho.

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cultura

No sossego da Mantiqueira A paisagem no cardápio de São Francisco Xavier. Boa Viagem, pág. 20


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Será difícil fugir à tese de que o FMI promove mais instabilidade que estabilidade à economia internacional. Roberto Fendt

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AFP Photo

EYMAR MASCARO

NINGUÉM DÁ JEITO NA DIVISÃO TUCANA

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Christine Lagarde: garantia de continuidade dos interesses europeus na direção do FMI. Emergentes reclamam, com fortes razões.

FMI: mais do mesmo

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om o lançamento da candidatura de Christine Lagarde, a senhora ministra da Fazenda da França, vai se completando o ciclo de substituição de Dominique Strauss-Kahn na chefia do Fundo Monetário Internacional (FMI). Eleita, como tudo leva a crer, já que os países membros votam com as cotas que têm na instituição, e os europeus, juntos, detêm o maior volume delas, continuará a dinastia de diretores-gerentes europeus desde a criação do FMI, em 1946: com a honrosa exceção da norte-americana Anne Krueger, dos 11 diretores gerentes, dez foram europeus. Desses, quatro foram franceses – e a senhora Lagarde deverá ser, salvo melhor juízo, a quinta. Essa situação vem sendo progressivamente questionada, à medida que a economia mundial vai se tornando policêntrica: hoje, o peso dos emergentes já se faz sentir e, dependendo de quantos emergentes sejam colocados juntos, temos aí mais de 50% do Produto Interno Bruto mundial. Exemplo desse questionamento, os diretores executivos do FMI – representando o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (os BRICS) – emitiram na última terça-feira comunicado conjunto em que questionam o processo de seleção da mais alta autoridade executiva da instituição. O processo atual, na visão dos representantes dos BRICS, baseado na nacionalidade (europeia), enfraquece a legitimidade do Fundo. Questionam especificamente a falta de um critério transparente e competitivo de seleção de candidatos para ocupar a posição de principal executivo do FMI. De passagem, questionam também a presidência dos EUA na ins-

ROBERTO FENDT tituição co-irmã do FMI, o Banco Mundial. Propõem o abandono da convenção não-escrita e, no entender deles, obsoleta, de que o chefe do Fundo deva ser necessariamente europeu. E lembram a declaração do então presidente do grupo do Euro, Jean-Claude Junker, em 2007, quando da escolha de Dominique Strauss-Kahn, de que o sucessor "certamente" não seria um europeu.

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sugestão de escolha por mérito do diretor-gerente do FMI merece atenção. Se esse critério fosse levado a sério, deveríamos olhar, não para a Europa, mas para um país que não poderia estar distante dos europeus: a Nova Zelândia. Lá, em consequência das extraordinárias reformas introduzidas a partir de 1994, toda a política econômica foi mudada. Essas reformas, entre outras coisas, criaram um banco central indepen-

dente. Para assegurar essa independência, o presidente do Banco da Reserva da Nova Zelândia (banco central) foi selecionado por processo aberto e competitivo no mercado internacional de executivos. Na contratação, o executivo escolhido firmou contrato de gestão com o ministro da Fazenda, no qual constava o recebimento de um bônus se a inflação ficasse contida no estreito intervalo em torno da meta – e que seria demitido se não o fizesse.

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claro que estou a divagar em torno da sugestão dos diretores executivos representantes do BRICS no FMI. Seria mais difícil determinar um critério transparente e longe da política para escolher o diretorgerente. Seria difícil definir o critério de premiação ou de demissão em caso de bom ou mau desempenho no cargo. Tudo isso é fato, mas enquanto

Eleita, Legarde continuará a dinastia de diretores-gerentes europeus desde a criação do FMI, em 1946. Com exceção da americana Anne Krueger, 10 dos 11 diretores-gerentes eram da Europa.

os europeus comandarem o FMI, a instituição não será independente dos interesses dos países que compõe a Comunidade Europeia e de seus parceiros norte-americanos, que elegerão, juntos, e com mais meia dúzia de países menores, a senhora Lagarde. Não que lhe faltem méritos, ao contrário. Mas o pecado de origem de suas escolha para dirigir o Fundo não assegurará qualquer independência à instituição, qualquer que seja a interpretação do termo "independência".

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erá difícil fugir à tese de que o FMI promove mais instabilidade que estabilidade à economia internacional. Pois sua existência é a garantia de que um grande país jamais irá quebrar, independentemente dos desmandos que seus governantes possam ter cometido. A velha máxima que vale para alguns bancos – "é grande demais para quebrar" – vale também para os paises membros da Europa a partir de certo tamanho. Esses países serão sempre socorridos se os desmandos prévios requererem a ajuda da instituição. O medo do contágio será tanto maior quanto o risco de desestabilização da economia mundial crescer, conforme o tamanho do país relapso. A senhora Lagarde terá de ocupar-se preferencialmente com os países periféricos da Europa, agora em crise. Não são países "grandes demais para quebrar" no sentido convencional, mas cuja quebra pode afetar gravemente o sistema do euro. Em razão disso, tornaram-se "grandes demais". Se assim vier a acontecer, levará ainda algum tempo até que mudanças substantivas ocorram no FMI. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

eja qual for o resultado da convenção de amanhã do PSDB, o partido vai continuar assistindo à luta interna entre aecistas e serristas. Os dois grupos brigam para conquistar no momento oportuno a legenda presidencial em 2014. Como o grupo de Aécio Neves deve ser responsável pela recondução ao cargo de presidente do partido o deputado Sérgio Guerra,os tucanos paulistas lutaram para transformar José Serra no novo presidente do Instituto Teotônio Vilela, entidade ligada ao PSDB. Mas Aécio Neves passou as últimas semanas trabalhando o nome do ex-senador Tasso Jereissati para presidir o órgão. Antes de tentar o ITV, Serra pensou em se candidatar à presidência do PSDB, embora os mineiros jamais admitiram que um paulista fosse indicado para comandar o partido nos próximos dois anos. Detalhe: o eleito terá peso na hora em que o partido escolher o candidato à sucessão de Dilma Rousseff. Apesar de ter perdido duas eleições para o Palácio do Planalto, Serra ainda ambiciona tentar uma nova candidatura em 2014. O ex-governador paulista, todavia, esbarra no mesmo desejo de Aécio Neves. s mineiros entendem ter chegado a hora de Minas indicar o próximo candidato à presidência da República pelo PSDB. Serra entende que por ter alcançado 44 milhões de votos nas eleições de 2010, dispõe de cacife eleitoral suficiente para se candidatar mais uma vez. Um dos principais argumentos dos mineiros para reivindicar a vaga de candidato é garantir ao partido que Aécio Neves tem melhores condições de "amarrar" o apoio de partidos que Serra não conseguiu nas eleições contra Dilma Rousseff. Aécio Neves está convicto de que disputará a eleição presidencial em 2014 despreocupado: mesmo que venha a ser derrotado nas urnas, nada teria a perder, porque continuará no exercício do mandato de senador até 2018. Ao ser derrotado por Dilma, José Serra ficou numa situação política complicada: além de ter ficado sem mandato, ele se viu também sem uma trincheira apropriada para fazer oposição ao governo do PT. No momento, ele faz críticas ao governo de Dilma por meio de um site na Internet. Diante desse quadro, o PSDB paulista, que hoje é

A manutenção de Sérgio Guerra na direção do partido foi patrocinada principalmente por Aécio Neves, que contou para isso com o endosso de Geraldo Alckmin.

controlado pelo governador Geraldo Alckmin, sugeriu a Serra que se candidatasse à Prefeitura de São Paulo no ano que vem. O partido tem interesse em reconquistar a Prefeitura da Capital e Serra é o melhor candidato de que o PSDB dispõe. Por enquanto, Serra continua recusando a oferta de Alckmin. Serra avalia que na hipótese de se eleger, não teria condições de renunciar mais uma vez ao mandato para se candidatar em 2014. Mas, apesar da recusa em ser candidato, os alckmistas ainda esperam que Serra venha a ceder à pressão do partido e acabe se candidatando à sucessão de Gilberto Kassab, para não ficar mais tempo sem mandato.

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ma das promessas de Sérgio Guerra, caso seja reeleito amanhã presidente do partido, é a de preparar o PSDB com antecedência para a disputa das próximas eleições. Guerra sabe que enfrentará uma eleição presidencial problemática, porque o PT dispõe de duas opções com forte apelo popular, Dilma Rousseff e Lula. A manutenção de Sérgio Guerra na direção do partido foi patrocinada principalmente por Aécio Neves, que contou com o endosso de Geraldo Alckmin. Guerra está compromissado com a candidatura presidencial do ex-governador mineiro. Por isso, evita que Serra conquiste mais espaço no PSDB.

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EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASCARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Anna Lucia França, Eliana Haberli ,Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repór teres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

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OPOSIÇÃO INTERNA É A QUE CONTA; AS EXTERNAS APARECEM COMO MERAS COADJUVANTES.

pinião

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caso Palocci é particularmente emblemático para se compreender o funcionamento das oposições hoje no Brasil. As denúncias relativas ao seu rápido enriquecimento, sobretudo às vésperas de assumir o seu novo cargo enquanto ministro chefe da Casa Civil, para além dos problemas éticos envolvidos, suscita uma questão propriamente política. E ele passa pela averiguação da fonte dessas informações e ao modo de como as oposições operam a partir dela. Em um primeiro momento, tudo indica para a hipótese do "fogo amigo" que, segundo distintas fontes e notícias, estaria no estado de São Paulo. Seria esse "fogo amigo" que teria municiado a Folha de São Paulo. Considerando que os sindicalistas e grupos petistas têm uma longa trajetória em dar vazão a esse tipo de informação, fruto de quebra de sigilo, a hipótese é mais do que plausível. Haveria dois grupos de descontentes: a) os mais à esquerda, que não se conformam em ter um "neoliberal" como Palocci na condução da Casa Civil e que discordam, em geral, da linha que vem sendo seguida pela presidente Dilma, inclusive estimulando uma gestão pública segundo moldes das empresas privadas; b) os descontentes por não terem suas demandas de cargos satisfeitas. É grande o descontentamento do PT, em particular o paulista, com o preenchimento de cargos no novo governo. E, segundo esse grupo, Palocci não apenas não os tem ajudado como nem os recebe. Logo, Palocci e o governo Dilma estariam sendo vítimas de uma oposição interna, e não externa, proveniente dos partidos de oposição. Observe-se que José Serra imediatamente solidarizou-se com Palocci, colocando como preliminar uma averiguação sobre a procedência ou não das questões levantadas. É bem verdade que o exercício de consultorias privadas por deputados não é considerado ilegal, sempre e quanto não envolva tráfico de influência. A questão está, portanto, em aberto, não se podendo, por enquanto, prejulgar o seu desfecho. O PSDB, como convém a um partido de oposição, passou a exigir esclarecimentos, alguns dos seus membros, postulando, mesmo, a necessidade de uma CPI. Po-

DENIS LERRER ROSENFIELD posições, cargos, privilégios ou implementação de certas políticas. O fundamental para o governo não consiste em lidar com as oposições, que nem sabem lidar com elas mesmas, mas com o seu próprio partido, que dá mostras de crescente insatisfação. O jogo de cena se dirige às oposições externas, mas isto é mera encenação. O mais importante consiste em como o governo negocia com o PT e com os seus partidos aliados, que, por sua vez, se aproveitam da situação, apresentando as suas próprias demandas.

Oposições: guerra interna e externa de-se até dizer que os tucanos seguiram um script básico, não acreditando muito nele.

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partido está imerso numa grave crise interna entre os seus distintos grupos, liderados por José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin. A disputa que a eles lhes interessa é quem irá comandar a máquina partidária, numa espécie de decisão preliminar de quem representará o partido nas eleições de 2014. O conflito é tão grave que há, inclusive, ameaças de recursos judiciais ou de abandono do partido pelos descontentes. Em suma, os tucanos não estão preocupados com Palocci, além de compartilharem suas

sensatas posições sobre a política econômica e a sua moderação no trato das coisas políticas. Na verdade, eles não querem Palocci fora da Casa Civil. Os empresários, por sua vez, têm em Palocci um interlocutor privilegiado, a quem não cessam de tecer elogios. O ministro chefe da Casa Civil é uma espécie de fiador dos "mercados". Sem ele, a situação de insegurança pode surgir, com consequências negativas para o desempenho do governo. Ou seja, os empresários são os menos interessados em um afastamento de Palocci do governo. A retórica lulista dos "ricos contra os pobres" é particularmente inaplicável a esse caso. Os "ricos"

estariam contra Palocci? O DEM está tentando surfar em ondas que lhe foram inesperadamente oferecidas. O partido vive uma profunda crise de identidade, tendo um rebento seu, o PSD, nascido adulto, maior do que o seu progenitor. Isso dá uma boa medida da crise que esse partido está vivendo, não tendo, tampouco, condições de exercer, em sua condição atual, uma verdadeira oposição. Ou seja, as oposições externas ao governo estão se mostrando ineficazes, exercendo um papel secundário. Isto coloca um problema de monta, pois o PT tende a estabelecer uma hegemonia partidária que se estende ao governo, fazendo com que as opo-

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sições se tornem coadjuvantes.

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PT está reproduzindo o modelo mexicano do PRI (Partido Revolucionário Institucional) que, por 70 anos, governou aquele país. No PRI, as oposições eram internas ao partido, onde tudo se decidia. Isto não significa que os conflitos internos não sejam importantes, mas tão somente que o lugar de explicitação desses conflitos é o próprio partido, nada sendo aceito que não ocorra dentro dele. Nessa perspectiva, o caso Palocci poderia ser considerado como o surgimento de uma nova configuração política, na medida em que setores do PT se voltam contra o seu próprio governo, exigindo novas

s grandes discussões relevantes para o País estão sendo trazidas para dentro do Palácio do Planalto e para o seu partido. O próprio Legislativo perde relevância. Na medida em que a oposição parlamentar se enfraquece, os interlocutores passam a ser preferencialmente, senão exclusivamente, as distintas alas do PT e do governo. É no governo e no PT onde são discutidas as grandes questões e as decisões são tomadas. A interlocução passa a ser interna ao partido e ao governo e não externa a partir, por exemplo, de críticas e debates com a oposição. Torna-se, portanto, necessário distinguir, para melhor compreendermos o que está acontecendo, entre a oposição interna, que é a que conta, e as oposições externas, que estão aparecendo como meras coadjuvantes. O imprevisível fica por conta de uma imprensa livre, que não segue esse jogo partidário-político. DENIS LERRER ROSENFIELD É PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRS

O DIA EM QUE A MAJESTADE CHOROU Cedi a Juliana meu espaço neste DC, único jornal de São Paulo que noticiou na capa os assassinatos de Zé e Maria. Ju é minha filha, mestra em Biologia e doutoranda em Genética, e conheceu Zé Cláudio.

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ajestade é a maior castanheira do lote de José Cláudio Ribeiro da Silva e de sua esposa, Maria do Espírito Santo, em Nova Ipixuna, Pará. Zé Cláudio, castanheiro desde os sete anos, possuia a sabedoria do povo da floresta, algo que só acreditei que existia quando o conheci. Até então achava que era mais um clichê. Em 6 de novembro de 2010, Zé Cláudio deu uma palestra emocionante no TEDxAmazonia, que desde fevereiro de 2011 está online, de graça, para quem quiser assistir (www.tedxamazonia.com.br). Eu não conhecia Zé até então. Seu nome foi sugerido pelo jornalista Felipe Milanez. A palestra de Zé foi emocionante em todos os sentidos. Em sua sabedoria simples, em sua luta heroica e na previsão de que pagaria com a vida a sua luta pela floresta. Na noite após a palestra tive a oportunidade de conversar com Zé por 3 horas. Fiquei emocionada com a mansidão de sua fala e com a força de suas palavras. Fiquei encantada com sua clareza em relação à conservação ambiental, e com sua sabedoria inata de que a floresta derrubada e queimada provê recursos apenas uma vez, mas que a floresta em pé provê hoje, amanhã, daqui a anos e anos. Fiquei surpresa com a facilidade com a qual ele expôs a relação direta entre ecossistemas saudáveis e disponibilidade de recursos naturais, de água, a qualidade de vida não apenas do povo da floresta, mas de todos os habitantes, inclusive dos centros urbanos. Zé Majestade também explicou de forma direta que atividades como a exploração ilegal de madeira apenas são lucrativas devido à boa e velha lei do mercado: se tem alguém querendo comprar, vai ter alguém vendendo. Consumidores nos centros urbanos em geral não se interessam em saber a origem daquela

Pedi que contasse com suas palavras o que estava sentindo, e ela me mandou um texto emocionado e indignado. Tenho um enorme orgulho dos sentimentos que ela nos ensina. (NF)

Tasso Sarraf/AE

NEIL FERREIRA

polícia, aos promotores. Semeava verdade dói por dentro e por fora, dói de revolta e de dor. e colhia ameaças. Dói de indignação, doi de todo o jeito e não cura. Cada vez mais inimigos brotavam ao seu redor As pessoas continuam comprando e, naquela noite, Zé disse que apesar das produtos sem saber sua procedência e o ameaças constantes por parte dos madeireiros, governo continua ausente, servindo aos não se calaria. Eu, na minha ingenuidade, disse a interesses do poder e do dinheiro. Todos nós ele com um sorriso no rosto que faríamos sua temos o sangue de Zé e Maria em nossas mãos. luta voar pelos quatro cantos do mundo através de sua palestra, que seria postada na internet. JULIANA MACHADO FERREIRA É MESTRA EM BIOLOGIA E DOUTORANDA EM GENÉTICA PELA USP Disse a ele que seu destino seria diferente do de Chico Mendes, pois atrairíamos atenção à região, que o governo não poderia ignorar a situação, que a comunidade internacional faria pressão para algo ser feito a respeito. E sua palestra foi ao ar. E foi legendada. E enviamos pelo céu da internet. E escrevemos sobre ele em sites internacionais. recho de um depoimento Sete meses depois, na manhã de 24 de de Zé no blo www.vicelan g d.virgula.uo l.com.br, fala Maio de 2011, Zé Majestade e Maria do sobre a "mo ndo rte" de uma árvore na flo Espírito Santo foram assassinados em uma resta. emboscada covarde. Mais um gigante "Meu amigo, ela exala um cheiro quando da floresta tombou, e naquela manhã, sei sendo cortad a, que você se está nte. Quando que a a castanheira majestade chorou. ai você escuta vai cair, o gemido de la: ela range Conheci pouco o Zé, mas não consigo Aí você vê as , no tronco. folhas mexen do -se como qu parar de pensar em tudo. Meu coração está dando adeu em vai s. Tshhhhh… Aí você escuta estrondo: treu aos pulos, revejo a palestra e não acredito um mmm. E mai s um gigante tombou. Out que perdemos essa criatura incrível. E da selva ro dia estáva mos aqui e es a moto-serra que "eles" estão ganhando – a corrupção, cutamos zunindo. E ve io o estrondo a dona Maria a ignorância, o tráfico de fauna, armas, . Falei para : 'vamos lá?' 'Vamos'. Caiu perto do nos drogas, os madeireiros, eles estão bem so lote, mas não chegou nossa terra. ganhando. E Zé e Maria se foram. Tiros de a cair na Eles iam derr ub ando tudo (.. como se um escopeta, orelhas cortadas... os dois ao .) Eu sinto cara matou alguém. Porq vivo. Tem um lado de uma grande árvore. E as ue é um ser a música qu e diz que se a tivesse pé pa castanheiras continuam a ser derrubadas floresta ra andar, ela não ficaria aq Se sentisse o e a soja continua a ser plantada, o gado ui. perigo, saía. Mas daí o ca limpa ao redo criado, as matas ciliares sumindo e o ra chega, r, acelera a m oto-serra. Ro rom, rom… carvão queimando. Doi pelo homem e m, E ela ta lá qu ietinha. No lu Só sentindo pela mulher que se foram, doi pelos gar dela. a dor. O que a natureza le anos para fa ativistas, pelos educadores, pelas va anos e zer, o cara ac aba dentro de pessoas de bem que eram, doi pelo uma hora". medo e dor que devem ter sentido,

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Casal de ambientalistas; ontem, o enterro. madeira da qual foi feito o produto que estão comprando. Normalmente nós olhamos apenas uma informação, o preço. E o preço é mais alto do que imaginamos. Zé considerava as árvores suas irmãs. Dizia que ver uma delas sobre o caminhão, indo para uma serraria, era como ver o cortejo fúnebre de seu ente mais querido. Além da sabedoria inata e do coração de ouro, Zé veio ainda com algo mais. Veio ao mundo com uma coragem indestrutível e uma força de vontade inquebrantável. Essa mistura forjou aquele que para mim e para muitos outros pode ser considerado como o Chico Mendes moderno. Zé tornou-se um defensor ativo da floresta. Fazia questão de denunciar carvoeiros e madeireiros ilegais, principalmente os que insistiam em entrar na reserva extrativista Praia Alta Piranheira e fazer tombar os gigantes da floresta. Levava os fatos à

"E mais um gigante tom bou

"


DIà RIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

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gibaum@gibaum.com.br

NĂŁo ĂŠ todo ex-integrante que consegue ganhar dinheiro como palestrante. Marina Silva cobra R$ 10 mil (se insistir, menos).

k Como cristĂŁos, vocĂŞs precisam perdoar o ministro.

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Fotos: Paula Lima

GILBERTO CARVALHO // católico fervoroso, a deputados evangÊlicos que pediam a cabeça de Fernando Haddad por conta dos excessos de kit Escola sem homofobia.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

MAIS: jĂĄ o ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, que saiu em 2004, sĂł conseguiu fazer uma no perĂ­odo. E a R$ 4 mil.

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m 597, este monge Beneditino de Roma foi enviado pelo Papa Gregório Magno como missionårio à Inglaterra onde evangelizou o rei, a população e fundou a Diocese de Cantuåria. Com o bom êxito da missão, o então Arcebispo fundou tambÊm as Dioceses de Londres e de Rochester. Santo Agostinho

Ela e ele 333 Nos corredores do Poder, em BrasĂ­lia, as conversas giram em torno do antigo apelido de Dilma Rousseff, Dama de Ferro, inspirado em Margaret Thatcher. Muitos acham que, depois da derrota no capitulo do CĂłdigo Florestal e da saĂ­da de cena no imbrĂłglio de Antonio palocci, era poderia ostentar, hoje, outros rĂłtulos. Por exemplo: Dama de LatĂŁo ou, no mĂĄximo, Dama de AlumĂ­nio. JĂĄ com a blindagem que o ministro-chefe da Casa Civil vem conseguindo manter, ele poderia se candidatar ao apelido de Homem de Ferro.

da CantuĂĄria

BAĂš A VENDA

Se não der certo a jogada que estå sendo preparada por Abílio Diniz e o grupo francês Casino, seu sócio, de compra dos ativos da rede Carrefour, Jorge Paulo Lehman e seus parceiros, atravÊs da 3G Capital, estão mais do que interessados. A Goldman Sachs jå estaria de posse de mandato para estudar a operação de compra do Carrefour no Brasil. O grupo, que adquiriu a rede Burger King, tem outros negócios (Lojas Americanas, Submarino, Americanas.com e Shoptime) que possuiriam sinergia com a rede de varejo. Se der certo, as Lojas Americanas seriam totalmente reformadas para ganhar novo perfil. Mais: Lehman que o Cade jamais aprovaria a compra do Carrefour pelo Pão de Açúcar-Casino. 333

Disputa de gente grande

ALENCAR 2

ComissĂĄria de bordo da Varig por 30 anos, ClĂĄudia Vasconcelos estĂĄ lançando o livro Estrela Brasileira , onde conta a visĂŁo dos tripulantes sobre a empresa que, um dia, foi a mais glamurosa do paĂ­s – e quase um sĂ­mbolo do Brasil. E entrevistou tambĂŠm uma sĂŠrie de figuras nacionais que eram admiradores da Varig, de Ivo Pitanguy a Chico Buarque. No meio, histĂłrias divertidas como a de um comandante apelidado de Flecha Ligeira , que era o terror dos comissĂĄrios por fazer BH-Rio em tempo recorde e de passageiros “que mordiam toalhinhas quentes pensando que era tapiocaâ€? e de “sorvetes que eram tĂŁo duros que eram quebrados com machados de emergĂŞnciaâ€?. 333

NOVO ROUND 333 AlÊm de denúncias de que, supostamente, a construtora WTorre, cliente confessada da consultoriadeAntonioPalocci, teria se beneficiado na årea do Imposto de Renda, agora investiga-se se o ministrochefe da Casa Civil seria ainda funcionåriopúblicodogoverno deSãoPaulo,lotadoemRibeirão Preto, como mÊdico sanitarista. O acúmulo de cargos caracterizaria situação ilegal e indevida de emprego público, sujeito a ação por improbidade administrativa.

DE UM LADO, o Congresso Nacional vem postergando a aprovação da indicação de Henrique Meirelles para a presidência da Autoridade Pública Olímpica; de outro, o ex-presidente do Banco Central cobra da presidente Dilma Rousseff o status de ministro para ele no cargo. Jå o Santander, caso Fåbio Barbosa realmente se afaste da presidência do Conselho de Administração do banco, sondou Meirelles para ocupar o mesmo cargo. A MULHER Samambaia, Daniela Sousa, estå avisando que a titular do jogador Dentinho Ê ela – e não Andressa Soares, a Mulher Melancia. Malgrado seja dotada de åreas tão opulentas como a Mulher Melancia, Daniela aproveita para garantir que não tem nenhuma queixa do fôlego de seu amado.

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A segunda edição de Status, que renasceu depois de longo período, chega com um ensaio caliente, assinado por Bob Wolfenson, revelando as intimidades da atriz Christine Fernandes, 43 anos, casado com o ator Floriano Peixoto. As fotos pudicas da modelo Fernanda Tavares foram mais comportadas. Americana de nascimento (ela nasceu em Chicago), Christine posou em São Francisco, num quarto de hotel e em becos que lembram filmes de gangsters dos anos 40 e 50. Sua última novela foi Viver a Vida e Christine ainda passou pelo Saia Justa. 333

Força total

Super-caloteiro A estatal do petróleo da Venezuela, a PDVSA, não pagou, atÊ agora, um centavo dos US$ 4 bilhþes que serå o custo final da Refinaria Abreu Lima, que estå sendo construída em Pernambuco em sociedade com a Petrobras que, agora, quer colocå-la para fora do projeto. Hugo Chåvez quer a intervenção da presidente Dilma Rousseff na história e ela não quer entrar no meio. Só que o calote de Hugo Chåvez não fica só nisso: ele encomendou nada menos de dez navios petroleiros e depois, roeu a corda. Apenas um navio, que ainda não estå concluído, poderå ser entregue a PDVSA caso as prestaçþes sejam quitadas (pagou três e parou).

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Dia dos Namorados: flores.

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Lembrando a Varig

MISTURA FINA 333

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Dia dos Namorados: e-mails.

O Astro, outra versĂŁo No começo do governo de Dilma Rousseff, quando se questionavam as relaçþes de Lula com sua pupila, o ex-presidente brincou: “Eu estarei entrando pela porta da frente do Planalto em cinco mesesâ€?. EstĂĄ quase: agora, transformou-se em novo articulador do governo, sai na foto entre o vice-presidente Michel Temer e o presidente do Senado, JosĂŠ Sarney, defende Antonio Palocci, ouve queixas contra Dilma, repreende ministros e atĂŠ ressuscita antigos cacoetes (culpar a mĂ­dia de tudo ĂŠ uma delas). Os admiradores resolveram chamĂĄ-lo de mago e o senador Humberto Costa (PT-PE) vai mais longe: “Ele ĂŠ que deveria estrelar a volta da novela O Astro â€? (no traço de KĂĄcio).

A PREFEITURA do Rio prepara-se para reformar o sambódromo, as obras custarão R$ 5 milhþes e a passarela do samba ganharå pintura antiderrapante. É para evitar que passistas e destaques como Ana Hickmann caiam no meio do desfile. Se bem que, no caso dela, as pernas de 1,23m e os 14 cm dos saltos de seus sapatos, colaboraram com a queda. 333

A MONTADORA chinesa Chery, que deverå investir US$ 400 milhþes na instalação de uma fåbrica de automóveis em São Paulo (com seus preços, levarå à loucura as japoneses Honda, Toyota e Nissan), quer tambÊm abrir, no curso prazo, um banco próprio no país. Nesse caso, para financiar a venda de seus próprios produtos e com juros baixos para sacudir o mercado.

333

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OS TUCANOS que querem diversas comissþes da Câmara Federal convoquem representantes de muitas empresas para averiguar se foram clientes da consultoria de Antonio Palocci, acabam de acrescentar um novo nome na sonhada convocação: Ê Daniel Dantas, do Opportunity.

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Solução

    

    

 



    

    

    

Quem diria: o banqueiro Fåbio Barbosa, presidente do Conselho de Administração do Santander, que poderå sair da instituição financeira no final do ano e que acaba de receber o prêmio Homem do Ano, em Nova York, da Câmara do Comercio Brasil-Estados Unidos, estaria sendo cotado para formar na chapa do PT (com Marta Suplicy, Aloizio Mercadante ou Fernando Haddad), para concorrer à vice-prefeitura de São Paulo, no ano que vem. Seria uma nova versão do que significou JosÊ Alencar para a candidatura de Lula em 2002. 333

333 A venda da rede Lojas do Baú, de Silvio Santos, jå despertou o interesse de, pelo menos, cinco outras redes de varejo: Måquina de Vendas, Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Mercado Imóveis e Elektra, do mexicano Ricardo Salinas, que ainda não deu certo no Nordeste. Dentro do plano de reestruturação do grupo, abalado com a venda do Panamericano,SilvioSantos deu ordens para que a rede Lojas do Baú seja vendida em atÊ 90 dias, no måximo (Ê deficitåria e ficou fora da fusão entre as grandes).











   

  

333 NĂŁo foi apenas para satisfazer a bancada evangĂŠlica (e garantir apoio para que Antonio Palocci nĂŁo fosse convocado) que a presidente Dilma Rousseff resolveu vetar o kit Escola sem homofobia e mandar retirar de circulação em escolas outros livros que tratam de homossexualismo. Ela prĂłpria examinou peças do kit e achou a dose excessiva, mais para propaganda do que para educação, chegando a considerar desenhos de cena de sexo entre gays “grosseirasâ€?. Outra peça que provocou repulsa da Chefe do Governo foi a que ensina como se pega e como nĂŁo se contamina com HIV (especialmente o capĂ­tulo “assim pegaâ€?). No “Caderno das coisas importantesâ€?, outra virada de cara. O texto diz “NĂŁo dĂłi, nem ĂŠ frescuraâ€?.

Fashion business

   

 

  

 

Dose excessiva

E recomeça a temporada de lançamento de novas coleçþes de moda: agora, o Rio abriga a 18ª edição da Fashion Business , com mais de 300 expositores e 250 grifes, no MAM, Jockey Club, Marina da Glória e salþes do Copacabana Palace, onde socialites, fashion people e famosos do showbiz aplaudiram desfiles de Vitor Dzenk e Carlos Miele. Entre tantas, da esquerda para a direita, a atriz Christiane Torloni; AndrÊa Delal, mãe da modelo Alice Delal e futura sogra de Charlotte, filha de Caroline de Mônaco; Daniela Sarahyba; Bianca Brandolini, filha de Georgina Brandolini; e Lise Grendene, atriz, modelo e herdeira do impÊrio Grendene (jå mostrou muito mais na revista Trip). 333

     

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

5 A SENHA Lula deu o alerta para Palocci. É melhor explicar do que ficar calado.

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O ALERTA Paulinho da Força Sindical avisa que a explicação tem que ter consistência.

Uéslei Marcelino/Reuters

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presidente Dilma Rousseff, ao fazer ontem uma defesa veemente do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, pediu que "toda essa questão não seja politizada", sob a justificativa de que o ministro "está dando todas as explicações". A manifestação ocorreu durante solenidade pública de assinatura de convênios, em Brasília, na qual Palocci estava presente. Dilma se referia à questão colocada pelo PSDB em torno da restituição do imposto de renda da empresa WTorre para a qual o ministro prestou consultoria. O episódio foi classificado pela presidente de "lastimável" e explicou que a Receita Federal demorou dois anos para fazer a restituição, o que acabou acontecendo por uma decisão judicial. "Não se trata de nenhuma manipulação", afirmou. "Lamento essa questão estar sendo politizada. O Palocci está dando todas as explicações", repetiu a presidente, acrescentando que o ministro vai continuar prestando todos os esclarecimentos para os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público. Outra versão – A liderança do PSDB na Câmara levantou ontem suspeitas de que os pagamentos feitos pela Receita Federal à incorporadora WTorre, no valor total de R$ 9,2 milhões, durante a eleição do ano passado, estejam relacionados ao trabalho de Palocci e a doações para a campanha presidencial de Dilma. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentou registros do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e da Receita Federal que indicariam uma relação entre os pagamentos feitos pela Receita à WTorre Properties, um braço do grupo WTorre, e o trabalho do ministro na incorporadora. As parcelas – De acordo com o tucano, no dia 24 de agosto, a WTorre protocolou na Receita pedido de restituição de imposto de renda pessoa jurídica relativo ao ano de 2008. Na mesma data, a incorporadora fez uma doação de R$ 1 milhão

Sob pressão, Palocci volta a atender às demandas políticas. Agora sob a escolta e a proteção da presidente.

Dilma, enfim, defende Palocci Ela ouviu os conselhos de Lula, depois de o antecessor desembarcar em Brasília e perceber que o que era ruim poderia piorar para a campanha presidencial de Dilma. Outra parcela de R$ 1 milhão seria depositada em setembro. Já a restituição ocorreu apenas 44 dias depois do protocolo, no valor de R$ 6,25 milhões. De acordo com Francischini, o prazo de devolução é recorde. A WTorre foi uma das clientes da Projeto, empresa de consultoria de Palocci que teve faturamento de R$ 20 milhões somente no ano passado. Alerta de Lula – Preocupado com as insatisfações e as ameaças da base governista, o

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu ontem a senha da operação destinada a abafar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que a oposição anuncia já ter recolhido 100 assinaturas de um total de 171 necessárias na Câmara e 20 de 27 senadores. Em conversa reservada com Palocci, na terça-feira, o expresidente teria sido taxativo. Avisou que o ministro deveria atender os parlamentares ou até os aliados poderiam endossar uma CPI, encurralando o Planalto. Lula relatou o diálo-

go, ontem pela manhã, em reunião com dez líderes de partidos aliados na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Você tome cuidado porque sua situação no Congresso não é boa. Todo mundo está insatisfeito com a sua conduta", teria dito Lula para Palocci, de acordo com relatos de senadores. A vítima – Na tentativa de evitar a CPI, Palocci passou a telefonar para os senadores pedindo apoio. Disse que estava sendo vítima de uma "campanha de difamação" e se pronti-

ficou a marcar conversas privadas com os parlamentares para prestar todos os esclarecimentos necessários. Lula também jantou com a presidente em companhia de outros ministros, entre eles Palocci. Direto, o ex-presidente cobrou de Dilma e do ministro mudanças urgentes na articulação política do governo. Depois de mostrar um cenário nada animador, disse que era preciso atender os aliados na montagem do segundo escalão. Apesar das queixas, Lula pediu aos aliados da base "um vo-

to de confiança" no ministro da Casa Civil, numa tentativa de contornar a crise política. "Palocci é o homem que prestou muitos serviços ao nosso governo e não podemos desampará-lo", disse Lula. A movimentação do ex-presidente, de acordo com alguns interlocutores do Palácio do Planalto, teria constrangido a presidente, mas reconheceram que a interferência do antecessor na articulação política do governo foi "necessária". Tanto que Dilma seguiu os conselhos. (Agências)

JB/AE

Ministro explica e senadores parecem convencidos. Mas eram todos do PT. Seguindo orientação do ex-presidente, ele decidiu antecipar esclarecimentos

N Lula fez um tour por Brasília, ouviu reclamações dos aliados e alertou o governo dos riscos que corre.

O duelo do PSDB contra a Receita O partido acusa, o órgão do governo defende e a pressão sobre Palocci continua

O

PSDB e a Receita Federal travaram ontem uma batalha de informações e contrainformações, tudo em nome dos seus interesses no caso envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci e a "ajuda" que teria dado à WTorre. Os tucanos, com dados obtidos no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), sistema que registra os pagamentos feitos pelo governo federal, tentaram injetar combustível na crise que envolve o ministro. De acordo com os documentos obtidos pelo PSDB, Palocci seria o vértice de uma triangulação envolvendo pagamentos

da Receita Federal à empresa WTorre, para a qual o ministro prestou consultoria e recebeu doações eleitorais. Na versão dos parlamentares tucanos, a WTorre teria conseguido em 44 dias, tempo recorde, a restituição de cerca de R$ 9 milhões, referentes a dois processos de cobrança. Em compensação, a empresa teria feito duas doações, uma em agosto e outra em setembro, num total de R$ 2 milhões para a campanha de Dilma. A denúncia, porém, foi rebatida. De acordo com a Receita Federal, o pagamento foi feito em cumprimento a uma ordem judicial e, além disso, não teriam vinculação eleitoral

nem se destacariam pela velocidade, pois já tramitavam na instituição há mais de um ano e teriam sido pleiteados na mesma data, ainda em 2009. Ou seja, a tese da celeridade dos pagamentos e a conexão eleitoral não se justificaria. A Projeto e o banco – A revelação de que o Banco Santander contratou os serviços da Projeto, empresa do ministro, aumentou a pressão de parlamentares da oposição sobre Palocci. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou que as resistências do ministro para se explicar no Congresso "só aumentam as dúvidas quanto ao seu enriquecimento". (AE)

a tentativa de evitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o ministrochefe da Casa Civil, Antonio Palocci, seguindo os conselhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou à bancada do PT no Senado explicações sobre a evolução de seu patrimônio nos últimos quatro anos. A conversa aconteceu quase no final do almoço que os parlamentares tiveram com a presidente Dilma Rousseff e o próprio ministro no Palácio da Alvorada. Ele resolveu antecipar aos petistas as respostas que apresentará à Procuradoria

Geral da República. "As informações nos pareceram bastante consistentes", disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), sem adiantar o teor da defesa. A senadora Gleisi Hoffmann (PTPR) disse ao site G1 que o ministro afirmou que "era bem pago, sim, pelos serviços". Em queda – O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, garantiu ontem que o ministro não se sustentará no cargo se não oferecer explicações convincentes sobre a sua atuação como consultor. Ele antecipou que o ministro deve ser alvo de novas denúncias

nos próximos dias e, com isso, poderá enfraquecer o governo. "O Palocci não se sustenta no cargo. Se ele insistir em permanecer no governo, outras denúncias devem aparecer. Palocci tem de sair", pediu Paulinho, em São Paulo. aparecer. Palocci tem de sair". Para tanto, a oposição já conseguiu, até agora, as assinaturas de 100 deputados federais do total de 171 necessárias para investigar a evolução patrimonial de Palocci. No Senado, houve a adesão de 20 parlamentares. São necessárias 27 para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). (Agências)

Em público, presidente volta a tossir Presidente se disse curada de pneumonia, mas ainda tossia muito, ontem

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esmo após se declarar curada de uma pneumonia, a presidente Dilma Rousseff voltou a tossir seguidamente ontem, trazendo preocupação aos seus assessores e desconforto a quem a acompanhava no evento em que defendia o seu ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. A pneumonia, considerada leve, foi diagnosticada pelo

cardiologista Roberto Kalil Filho, seu médico particular. Dilma deixou Brasília rumo a São Paulo e passou por exames no hospital SírioLibanês durante o primeiro fim de semana de maio. No domingo, submeteu-se a nova avaliação e, segundo Kalil, foi medicada com antibióticos e liberada. "A presidente está bem. Ela já tinha uma avaliação

agendada para a próxima semana, mas como começou a se sentir febril, decidiu adiantar os exames", explicou o cardiologista, na época. Segundo ele, Dilma poderia trabalhar normalmente a partir de então. "Ela fez todos os exames e está tomando antibióticos. Estará bem para trabalhar". Mas a tosse contina a acompanhá-la. (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Se eu julgar que qualquer coisa prejudique o País (na área ambiental), vetarei. Presidente Dilma Rousseff

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CÓDIGO FLORESTAL

Rebelo: governo chegou tarde ao debate Esse foi o erro, segundo relator: na primeira etapa das discussões, o Planalto e a base aliada estiveram ausentes, e quando entraram estavam desinformados

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No front: relator do novo código, Aldo Rebelo não economizou ataques às ONGs internacionais.

Presidente da Câmara admite abalo

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presidente da Câmara, Marco Maia (PTRS), admitiu ontem que a relação entre o Executivo e a base aliada sofreu um abalo após a aprovação, no novo Código Florestal, da emenda 164,

que dá aos estados o poder de estabelecer outras atividades que possam justificar a regularização de áreas desmatadas – o governo defendia que isso fosse definido por meio de decretos presidenciais.

SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E DO TRABALHO EXTRATO DE EDITAL DE LICITAÇÃO Tornamos público a quem possa interessar que por determinação do Excelentíssimo Senhor Secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho - SEMDET, da Prefeitura de São Paulo e de conformidade com o Processo Administrativo nº 2011-0.128.561-0, encontra-se aberta nesta SEMDET, a licitação na modalidade CONCORRÊNCIA PÚBLICA nº 001/2011/SEMDET/PMSP, do tipo TÉCNICA E PREÇO. (Lei Federal 8666/93). OBJETO: O presente edital de Concorrência Pública tem por objeto a seleção de empresas, organizações, entidades ou associações, públicas ou privadas, visando firmar CONTRATO para a execução e implantação do PROJETO PLANO TERRITORIAL DE QUALIFICAÇÃO - PLANTEQ, de acordo com suas diretrizes, objetivos e metodologia todos discriminados nos ANEXO I - MEMORIAL DESCRITIVO DO PROGRAMA-PROJETO BÁSICO e ANEXO II - PLANO DE TRABALHO. Recebimento de envelopes: 14 de julho de 2011 - 13H30 Sessão Pública: 14 DE JULHO DE 2011 - 14H00 Endereço: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Avenida São João, 473 - 4º andar - auditório - CENTRO - CEP 01035-000 São Paulo SP. O edital completo e seus anexos encontram-se afixados na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, na Av. São João, 473 4º andar - Centro, São Paulo - SP. O Edital e seus anexos poderão ser obtidos gratuitamente, através do endereço eletrônico da Prefeitura do Município de São Paulo - PMSP: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br (Modalidade Concorrência Pública), ou adquiridos na Supervisão Geral de Administração e Finanças - SGAF, também no mesmo endereço, mediante o recolhimento do preço público, junto à rede bancária credenciada, da importância descrita no Decreto Municipal nº 52.040/2010, aos cofres públicos, por meio de Documento de Arrecadação Municipal - DAMSP, até o último dia que anteceder a data designada para a abertura do certame.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÃO Encontram-se abertos no Gabinete: REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 113/2011-SMS.G, processo 2011-0.090.143-0, destinado ao registro de preços para ANESTÉSICO LOCAL A BASE DE PRILOCAÍNA,para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico-Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 10 horas do dia 16 de junho de 2011, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. REABERTURA - PREGÃO PRESENCIAL 121/2011-SMS.G, processo 2011-0.090.209-7, destinado ao registro de preços para SONDA URETRAL, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico-Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 14 horas do dia 22 de junho de 2011, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 143/2011-SMS.G, processo 2009-0.069.643-1, destinado a aquisição de EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, para a Coordenadoria de Apoio e Desenvolvimento à Gerência Hospitalar - COGERH, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 14 horas do dia 21 de junho de 2011, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 146/2011-SMS.G, processo 2011-0.101.197-8, destinado ao registro de preços para FÓRMULA REVELADORA PARA RAIO X E FÓRMULA FIXADORA PARA RAIO X, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico-Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 09 horas do dia 17 de junho de 2011, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 149/2011-SMS.G, processo 2011-0.109.067-3, destinado ao registro de preços para PRESERVATIVO FEMININO COM LUBRIFICANTE, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Material Médico-Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 09 horas do dia 20 de junho de 2011, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 168/2011-SMS.G, processo 2011-0.083.308-7, destinado ao registro de preços para EQUIPO PARA DIETA ENTERAL E DIETAS PARA ATENDIMENTO DE DETERMINAÇÕES DO PODER JUDICIÁRIO, MINISTÉRIO PÚBLICO E CONSELHOS TUTELARES - AÇÕES JUDICIAIS, para o Grupo Técnico de Compras - Ação Judicial, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 11 horas do dia 26 de julho de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 173/2011-SMS.G, processo 2011-0.121.739-8, destinado ao registro de preços para FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS EMERGENCIAIS I, para a Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos - CDMEC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura da sessão pública de pregão ocorrerá às 11 horas do dia 13 de junho de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão. RETIRADA DE EDITAL Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo.

Marco Maia, no entanto, afirmou que a tendência é essa relação melhorar. "Estamos apenas no início do governo Dilma e da legislatura". O petista afirmou ainda que a polêmica envolvendo governo e oposição sobre uma possível convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para dar explicações sobre seu aumento patrimonial não interferiu no trabalho legislativo e nas votações. Maia lembrou que, nesta semana, foram aprovadas quatro MPs (medidas provisórias) e a reestruturação do Conselho de Ética da Câmara, além do novo Código Florestal. Ele ressaltou ainda que é legítimo os oposicionistas tentarem obter informações sobre o caso Palocci, assim como a base governista tentar evitar isso. "Faz parte do processo democrático da Casa". Na última semana, a Folha de S. Paulo revelou que Palocci multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Na quarta-feira, o PSDB levantou suspeitas de que pagamentos feitos pela Receita Federal à incorporadora WTorre, no valor de R$ 9,2 milhões, nas eleições do ano passado, estejam ligados ao trabalho de Palocci, e a doações para a campanha de Dilma Rousseff. (Folhapress)

deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) afirmou ontem que o erro do governo na questão da votação do Código Florestal foi ter chegado tarde ao debate na Câmara dos Deputados. "O governo, na primeira fase, que foi de discussão e votação na comissão especial, ficou praticamente ausente", afirmou o relator do projeto, em evento sobre ambiente em São Paulo. Para Aldo, faltou informação ao governo. Na quartafeira, ele chegou a dizer que a presidente Dilma Rousseff estava desinformada sobre o assunto. "Quando acompanhou de forma mais atenta a fase final da votação, o governo chegou tarde com soluções que não poderiam ser acolhidas na Câmara", disse o deputado, lembrando que o debate durou cerca de dois anos. Ele afirmou também que pediu ao ministro da Casa-Civil, Antonio Palocci, e ao líder do governo na Câmara, depu-

O lobby ambientalista, principalmente o internacional, não queria que os representantes do povo legislassem. ALDO REBELO

tado Candido Vacarezza (PTSP), que levem as mudanças desejadas para o Senado. Para Aldo, não houve derrota do governo. Na base aliada, 112 deputados votaram contra a proposta do governo. "O projeto foi aprovado por 410 votos favoráveis, inclusive com um encaminhamento favorável do líder do governo. O que houve foi uma polêmica em torno de uma emenda, de um artigo". O deputado disse que o caso Palocci não interferiu na vota-

ção da Câmara. "O ministro foi um interlocutor permanente nessa matéria. No dia da votação eu almocei com ele, conversamos longamente em busca de uma solução adequada". O relator do texto original da lei florestal rebateu ainda as críticas fora do País. "A imprensa estrangeira não está desinformada, ela está é mal informada". 'Lobby de gabinete' – Rebelo também fez duras críticas às ONGs internacionais, acusando-as de fazerem lobby em favor de um projeto "fabricado em gabinete". "O lobby ambientalista, principalmente o internacional, não queria que os representantes do povo voltassem a legislar sobre o tema", disse, referindo-se diretamente ao Greenpeace e a WWF. O deputado acusou, por fim, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de também se omitir do debate sobre o código. "Alguns desses pesquisadores são pagos por essas entidades (ONGs), eu sei que são". (Agências)

Inconformada, Dilma reitera: 'Tenho a prerrogativa do veto' Presidente adverte: se não houver mudanças no Senado, lança mão do poder

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presidente Dilma Rousseff criticou ontem a aprovação, pela Câmara, de emendas ao projeto que trata do novo Código Florestal. "Não concordo que o Brasil seja um país que não tenha condição de combinar ser uma grande potência agrícola com uma grande potência ambiental", reclamou, em cerimônia de assinatura de termo de compromisso para a construção de quadras esportivas em escolas. "Não sou a favor da consolidação do desmatamento ou da anistia ao desmatamento", destacou. E explicou: "O Brasil teve uma prática que não pode se deixar repetir. Muitas vezes se anistiava dívidas e se anistiava novamente e se anistiava novamente. O desmatamento não pode ser anistiado não por vingança, mas porque as pessoas precisam perceber que o

meio ambiente é algo muito valioso e que é possível preservá-lo e produzir alimentos". A presidente reafirmou ser contra as emendas ao Código. "Não sou a favor das emendas. Fui contra a aprovação da emenda. Mas, obviamente, respeitando a posição de todos que divergem de mim, continuarei firme defendendo a mudança dessa emenda". Dilma avisou que tem o poder do veto, mesmo sabendo que o mesmo pode ser derrubado. "Primeiro, tentarei construir (no Senado) uma solução que não leve à situação de impasse que ocorreu na Câmara. Agora, quero dizer que eu tenho compromisso com o Brasil. Não abrirei m ã o d e c o mpromisso com o Brasil. Nós temos

obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos poderes e temos de nos respeitar, Judiciário, Legislativo e Executivo. Eu tenho a prerrogativa do veto". "Se eu julgar que qualquer coisa prejudique o País, vetarei. A Câmara pode derrubar o veto, mas temos ainda as instâncias judiciais". (Agências)

Uéslei Marcelio/Reuters

Beto Barata/AE - 24/06/2011

Protestos no enterro de extrativistas

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ma manifestação de movimentos sociais, familiares e amigos do casal morto em Nova Ipixuna (PA) paralisou trecho da BR-155, em Marabá, e impediu a passagem de um trem da Vale. A ponte do rio Tocantins, bloqueada desde as 5h de ontem, foi liberada somente às 10h.

A ferrovia, que passa no meio da ponte, foi interditada por um pneu queimado. Segundo a Polícia Militar, o trem da Vale que seguia no sentido Carajás-São Félix do Xingu teve de retornar. Cerca de 2.000 pessoas atravessaram os mais de dois quilômetros da ponte, gritando "vivas" aos líderes extrativistas José Claudio

Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva. Acompanhavam o corpo do casal, em direção a um cemitério de Marabá, e carregavam bandeiras do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da FETRAG (Federação dos Trabalhadores da

Agricultura). O casal foi assassinado na estrada entre o assentamento Agroextrativista Praialta Piranheira e o centro de Nova Ipixuna, por volta das 7h30 de terça. Foram baleados por dois homens, em uma emboscada, segundo a perícia. A Polícia Civil e a Polícia Federal investigam o caso. (Folhapress)

Tarso Sarraf/AE

Revolta: amigos, parentes e representantes de movimentos sociais interromperam a BR-155 em Marabá em repúdio à morte de José Claudio e sua mulher, Maria.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

7 Ricardo Teixeira tem bala na agulha. Vamos investigar que bala é essa e como atua. Deputado Anthony Garotinho (PR-RJ)

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Câmara legisla em causa própria Andre Dusek/AE

Conselho de Ética estipula penas mais brandas para os deputados que cometerem irregularidades

José Carlos Araújo, autor da emenda aprovada pelo Conselho de Ética: "As novas penas podem ser aplicadas a Jaqueline, mesmo com o processo já em andamento".

Decisão do STF adia caso do mensalão Votação no Supremo pode atrasar julgamento de um dos processos mais complicados em tramitação no STF

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ma decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá atrasar o julgamento dos acusados de envolvimento no esquema do mensalão. Por 6 votos a 5, os ministros do STF aceitaram um pedido do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza para que o Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Polícia Federal, preste informações sobre a carreira e a formação de três peritos do processo. Ministros que votaram contra o pedido do publicitário temem que, após receber os da-

dos, advogados de réus passem a questionar a validade de laudos alegando que os peritos não têm formação para atuar naquelas áreas específicas. Uma lei de 2008 estabeleceu que a partir daquele ano os peritos só poderiam atuar em suas áreas de especialização. A partir da lei, um perito formado em engenharia não pode, em tese, emitir um laudo sobre assuntos contábeis. "Quer dizer que nós vamos, por meio de uma lei casuística provavelmente votada no Congresso com um destino certo, aprovar este recurso?",

questionou o relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, contra o pedido. Para ele e mais quatro ministros, o réu deveria ter questionado a formação dos peritos quando eles foram indicados, e não quando o processo está perto do julgamento. Se a indicação dos peritos for questionada e a contestação for aceita, é possível que perícias tenham de ser refeitas. Apesar dos argumentos de Barbosa, a maioria dos ministros seguiu o entendimento do decano do tribunal, Celso de Mello. Para ele, os réus têm o

Vice-prefeito de Campinas é preso Acusado de integrar um esquema de corrupção, Demétrio Vilagra não reagiu

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vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), foi preso nontem à noite ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Vilagra, suposto beneficiário de um esquema de corrupção na prefeitura da cidade, estava na Espanha emm viagem de férias. "Estou à

disposição da Justiça", declarou, ao chegar. O vice-prefeito foi levado ao 2º Distrito Policial de Campinas, onde outros envolvidos de participação no esquema estão presos. De acordo com policiais que aguardavam Vilagra no aeroporto, não foi necessário algemar o vice-prefeito, já

que não havia risco de fuga. À tarde, o juiz da 3a. Vara Criminal, Nelson Bernardes, garantiu que não fez acordo algum com advogados para que Vilagra não fosse algemado. "A Justiça não faz acordos", reagiu. Ele será algemado se oferecer resistência ou tentar fugir", acrescentou. (AE)

Deputados investigarão a CBF Contratos da entidade com emissoras de TV e suposta lavagem de dinheiro serão analisadas

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Câmara dos Deputados abrirá investigação para apurar denúncias contra a CBF. O deputado Anthony Garotinho (PRRJ) desistiu de instaurar uma CPI e conseguiu emplacar uma PFC (Proposta de Fiscalização e Controle), que não precisa do apoio de 171 deputados para ser instalada. Garotinho conseguiu que o aliado Dr. Paulo Cesar (PRRio) fosse indicado relator da proposta. Na prática, uma PFC tem poderes semelhantes ao de uma CPI, desde que haja dinheiro público envolvido. A proposta funciona dentro da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Para viabilizar a PFC, Garotinho valeuse da isenção fiscal que será dada à Fifa e seus parceiros. Na investigação, ele pedirá ajuda do Ministério Público e dos órgãos de controle: Controladoria-Geral da União, do TCU (Tribunal de Contas da União) e Coaf (Conselho de Atividades Financeiras). Garotinho investigará os lucros do Comitê Organizador Local da Copa-2014, os contratos da CBF com as emissoras de TV e suposta lavagem de dinheiro. "Quando começamos a colher assinaturas para a CPI, muitos deputados desistiram. Isso mostra que Ricardo Teixeira (presidente da CBF) tem bala

na agulha. Vamos investigar que bala é essa e como ele atua". Um dos alvos será Teixeira. Garotinho quer que ele explique denúncias da imprensa inglesa sobre suposta propina paga a

ele e a outros integrantes da Fifa para a escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022. Procurada, a assessoria da CBF disse que a entidade não se pronunciará. (Folhapress)

Beto Barata/AE - 24/04/2011

Ricardo Teixeira: agora, também na mira dos parlamentares.

direito de conhecer a formação dos peritos. Se ficar provado que os peritos não tinham a formação necessária para emitir laudos em determinadas áreas, os documentos poderão ter de ser refeitos – o que poderá atrasar o julgamento. O processo do mensalão é um dos mais complicados em tramitação no STF. Com 38 réus, a ação foi aberta em 2007, e, de lá para cá, réus protocolaram diversos recursos no tribunal, indicando testemunhas no exterior. Ministros reclamam que a prática visa protelar o julgamento do processo. (AE)

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Segundo Araújo, as novas plenário da Câmara aprovou ontem penas podem ser aplicadas a um projeto de reso- Jaqueline, mesmo com o prolução que institui cesso já em andamento. "Este projeto deve ser usado penas alternativas que poderão ser aplicadas pelo Conse- já no caso Jaqueline, mas acho lho de Ética da Casa, com op- que quanto às penas não deve ções mais brandas para punir ter impact,o pois o relator está parlamentares que cometerem com seu trabalho pronto. Então teria que derrubar o relatóirregularidades. Com isso, o colegiado pode, rio e aí propor a pena alternapor exemplo, optar por aplicar tiva. Acho improvável, mas a suspensão em vez da cassa- realmente pode acontecer". Outro benefício aos parlação de parlamentares investigados. A mudança pode bene- mentares investigados é a posficiar a deputada Jaqueline Ro- sibilidade de um simples reriz (PMN-DF), sob investiga- curso à Comissão de Constição no Conselho por aparecer tuição e Justiça suspender a deem vídeo recebendo pacote de cisão do Conselho. Hoje, o dinheiro do delator do mensa- deputado pode até recorrer à CCJ, mas a ação lão do DEM, Durnão suspende a val Barbosa. posição do ConseO texto – que telho. Para a cassave votação simbóEsse projeto ção ou aplicação lica, fruto de acordeve ser usado de qualquer pena do entre os líderes já no caso ao deputado, a – aprovado em manifestação final plenário foi uma Jaqueline. continua sendo do emenda de autoria Quanto às do presidente do penas, não deve plenário da Casa. U m a d a s m uConselho, José ter impacto. danças mais coCarlos Araújo memoradas pelo (PDT-BA), acataJOSÉ CARLOS ARAÚJO Conselho é a alteda pelo corregedor da Casa, Eduardo da Fonte ração do prazo no colegiado. A (PP-PE). Como o projeto já foi partir de agora, o critério passa promulgado, passa a valer a a ser dias úteis, não mais sespartir de sua publicação no sões ordinárias. Jaqueline, por exemplo, ganhou mais uma seDiário Oficial, hoje. Desta forma, o Conselho po- mana para apresentar a defesa de optar pela suspensão de porque a Câmara realizou apeprerrogativas parlamentares, nas sessões extraordinárias essuspensão do mandato e cas- ta semana. O projeto altera normas do sação. Em casos considerados mais leves, a Mesa da Câmara funcionamento interno do pode optar pela censura, escri- Conselho. A escolha do relator ta ou verbal, aos deputados de- será precedida por sorteio – o nunciados, sem encaminhar o presidente poder indicar um dos três sorteados. (AE) caso ao Conselho.


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nternacional

Kadafi quer cessar-fogo. Será? Governante líbio sugere à comunidade internacional acabar com o confronto armado. E bombardeia Misrata.

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orças leais ao líder líbio, Muamar Kadafi, bombardearam ontem a cidade de Misrata, controlada pelos rebeldes, matando três pessoas. A localidade foi cenário de alguns dos mais violentos combates nos últimos três meses. O bombardeio da cidade portuária líbia aconteceu no momento em que os líderes ocidentais do G-8 reiteravam sua determinação em forçar a saída de Kadafi, numa reunião de cúpula na estância francesa de Deauville. O porta-voz rebelde confirmou que o ataque de morteiro matou três militantes. Antes, o barulho dos morteiros explodindo podia ser ouvido nos arredores, a Oeste de Misrata, e havia um fluxo constante de ambulâncias, disseram fontes. Suleim Al-Faqih, um dos rebeldes, relatou que os confrontos começaram quando eles atacaram as forças pró-Kadafi, que estavam usando uma escavadeira para construir uma trincheira e bloquear uma estrada. "Nós atiramos e avançamos. Eles recuaram e começaram a disparar os morteiros", disse Al-Faqih.

Mohammed Salem/Reuters

Mahmud Turkia/AFP

Premiê líbio: sorriso irônico e pouca convicção

Cessar-fogo – Enquanto o conflito armado ganha força na Líbia, o governo de Muamar Kadafi entrava em contato com líderes de alguns países, ontem, para oferecer um cessar-fogo imediato. A proposta do líder líbio foi, todavia, vista com ceticismo durante a reunião do G-8 no balneário de Deauville e deixou dúvidas quanto à possibilidade de estancar o conflito que já se arrasta há três meses. Além disso, as lideranças do G-8 acreditam estar muito perto de tirar Kadafi do poder à força.

Enquanto os rebeldes tomavam parte em treinamentos, o governo Kadafi propunha à comunidade internacional um cessar-fogo imediato

A Espanha anunciou estar entre os vários governos europeus que receberam uma proposta do premiê líbio, AlBaghdadi Ali Al-Mahmoudi, para um cessar-fogo imediato.

"Nós recebemos a mensagem e nossa posição é igual ao resto da Europa", disse um portavoz do primeiro-ministro espanhol. "Todos estão muito ansiosos para que haja um acor-

G-8 avalia situação no mundo árabe

do. Mas certas medidas devem ser tomadas primeiro, e por ora, elas não foram tomadas." Ainda ontem o porta-voz do p re s i d e n t e ru s s o , D m i t r y Medvedev, informava que o

G8 pediu à Rússia para mediar a crise na Líbia. Falando com repórteres durante a cúpula do G8, ela não disse, todavia, se a Rússia havia respondido ao pedido. (Agências)

AFP

Otan sofre baixas

Ocidente discute meios de consolidar democracia e economia de mercado.

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Pierre Verdy/AFP

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Bonecos de papier maché: alegoria bem-humorada em Paris

governos frágeis e suas economias, debilitadas. Por outro lado, os movimentos também alimentaram a expectativa de consolidar a democracia e uma integração econômica nos mercados mundiais, o que gerou comparações com o Leste Europeu dos anos 1990. Os líderes do G-8 deverão revelar um pacote de assistência política e econômica para Egito e Tunísia, que derrubaram

longos regimes despóticos. A África será representada na cúpula pelos líderes recémeleitos da Costa do Marfim, Nigéria e Guiné, que participarão de sessões dedicadas a encorajar a democracia. No encontro em Deauville também deve ser discutida a questão da sucessão de Dominique Strauss-Kahn à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI). (AE)

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24 morrem no Paquistão

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m atentado suicida matou 24 pessoas no Paquistão, no mais recente ataque militante desde a morte de Bin Laden. O homem-bomba detonou explosivos diante de uma delegacia de polícia em Hangu, no Noroeste do país, um dia depois de um ataque semelhante ter destruído uma delegacia na cidade de Peshawar. "Estamos tentando remover os escombros e tememos que haja pessoas presas debaixo deles", informaram autoridades do governo. A polícia disse que os mortos podem passar de 24, já que muitos dos 45 feridos se encontram em estado grave. O Talibã paquistanês, aliado da Al Qaeda, reivindicou a autoria do ataque. Ele jurou vingança pela morte de Bin Laden. (Reuters)

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ete membros da Força Internacional de Assistência para Segurança (Fias), da Otan, foram mortos por uma bomba que explodiu no Sul do Afeganistão, ontem, no pior incidente envolvendo soldados estrangeiros no mês, informou a coalizão. A Otan não informou a nacionalidade dos mortos, mas soldados norte-americanos, britânicos e canadenses constituem a maior parte da Fias no Sul. Quase 200 soldados estrangeiros morreram no país este ano. Outro soldado da Fias também foi morto ontem, quando um helicóptero caiu no Leste do país, informou a mesma fonte. O acidente está sob investigação. O número de mortos no ataque de ontem foi a pior baixa entre as tropas estrangeiras em um único incidente desde que oito homens e um empreiteiro dos EUA foram mortos a tiros por um piloto da Força Aérea do Afeganistão, em um aeroporto militar em Cabul, em 27 de abril. Bombas caseiras – ou "dispositivos explosivos improvisados" – são armas usadas com frequência pelos insurgentes no Afeganistão e representam mais de metade das baixas sofridas pelas tropas estrangeiras. A Otan está se preparando para iniciar uma redução gradual da sua presença no Afeganistão a partir de julho> As últimas tropas devem se retirar até o final de 2014. (Reuters)

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íderes do G-8 estão reunidos desde ontem na cidade de Deauville, litoral da França, para discutir medidas para ajudar os países árabes a reconstruir suas democracias e economias de mercado, em seguida às revoltas populares registradas na região, este ano. No início do encontro, que se encerra hoje, estava prevista uma expressão de solidariedade para com o Japão em razão do terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em 11 de março e provocou várias mortes, além de acidentes na usina nuclear de Fukushima. A França, que possui 58 reatores, é altamente dependente da energia nuclear. Mas é a chamada "Primavera Árabe" que mais deve dominar a reunião entre os líderes dos EUA, Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Rússia. As revoltas populares na região abriram caminho para reformas políticas, mas deixaram os novos


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

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"Ali Abdullah Saleh é mentiroso, mentiroso, mentiroso. Estamos firmes. Ele vai deixar este país descalço." Sadiq al-Ahmar nternacional

Maior criminoso de guerra é preso Perseguido há anos, general Ratko Mladic é acusado de matar 8 mil muçulmanos. Captura abre caminho para integração da Sérvia à União Europeia.

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oi preso ontem na Sérvia o general servo-bósnio Ratko Mladic, acusado de genocídio. A captura do militar, procurado há muitos anos e em constante fuga, abre caminho para que a Sérvia, outrora mantida à margem da União Europeia, agora viabilize sua inclusão na comunidade. Ex-comandante das forças servo-bósnias na Guerra da Bósnia de 1992-1995, Mladic foi indiciado em 1995 por um tribunal internacional de crimes de guerra, por conta do massacre de 8 mil homens e meninos muçulmanos na cidade de Srebrenica, além do cerco brutal a Sarajevo durante 43 meses. "Em nome da República da Sérvia, posso anunciar a prisão de Ratko Mladic. O processo de extradição está em andamento", declarou o presidente sérvio Boris Tadic. Inter rogado pelo tribunal de guerra em Belgrado, porém, o general Mladic foi dispensado e seu interrogatório adiado para hoje, por conta de sua saúde debilitada. O presidente sérvio afirmou que Mladic foi detido na Sérvia, país que durante muito tempo disse que não poderia achar um homem considerado herói por muitos sérvios: "Isto retira um fardo pesado da Sérvia e vira uma página da nossa desafortunada história", disse. Mladic foi preso no vilarejo de Lazarevo, Nordeste do país, a cerca de 100 quilômetros da capital Belgrado, informou um oficial de polícia. Sobreviventes muçulmanos bósnios relataram que a notícia causou um sentimento dúbio: "Estou feliz por estar vivo para testemunhar sua prisão e ao mesmo tempo lamento que outras vítimas de Srebrenica não tenham vivido para vivenciar este momento", declarou Munira Subasic, que perdeu o filho e o marido quando soldados servo-bósnios sob o comando de Mladic entraram em Srebrenica. (Reuters)

Dado Ruvic/Reuters

Mulher coloca flores no Memorial Center Potocari em homenagem aos 9 membros de sua família mortos pelo general Mladic Khaled Abdullah/Reuters

O Iêmen, à beira da guerra civil

M Líder do clã Hashed, na oposição: não há mediação com Saleh

ais de 40 iemenitas morreram durante violentos confrontos nas ruas apinhadas de Sanaa, ontem, enquanto os protestos que visam derrubar o presidente Ali Abdullah Saleh ameaçam desencadear uma guerra civil. Os conflitos de ontem, que colocaram as forças de Saleh contra membros do clã Hashed, liderado por Sadiq al-Ahmar e o mais importante do

país, foram os mais violentos desde o início da revolta, em janeiro. Al-Ahmar afirmou que não há chances de mediação com Saleh e conclamou os poderes regionais e globais a forçarem sua saída antes que os países da Península Arábica mergulhem numa guerra civil. "Ali Abdullah Saleh é mentiroso, mentiroso, mentiroso", disse Ahmar. "Estamos firmes. Ele vai deixar este país descalço." (Reuters)


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

DOCUMENTO 1 O Pátio do Colégio em foto de Militão Augusto Azevedo, feita em 1860.

idades

Paulo Pampolin/Hype

DOCUMENTO 2 A Casa Nº 1 abrigará parte do acervo iconográfico da Prefeitura.

Reprodução

DE VOLTA A 1891 – Os prédios que hoje abrigam a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania (acima) foram projetados pelo arquiteto Ramos de Azevedo, em 1891. As obras de recuperação dos dois edifícios vão torná-los mais próximos às linhas neoclássicas vistas na foto à direita, de 1900.

No Pátio, uma lenta volta ao passado A restauração do conjunto de prédios que formam o Pátio do Colégio caminha devagar, fruto de um minucioso trabalho de reconstituição da arquitetura de várias épocas Paulo Pampolin/Hype

Mariana Missiaggia

Reprodução

Entre as obras na Secretaria da Justiça está a recuperação da cobertura. À esquerda, o Pátio do Colégio em1890, ainda com o antigo Palácio do Governo. Nas fotos menores abaixo, a Casa Nº 1 (futura Casa da Imagem) e o portal do Beco do Pinto (esq.) e o Solar da Marquesa de Santos, já recuperado.

O

Paulo Pampolin/Hype - 19/08/2010

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ligava a antiga rua do Carmo (atual Roberto Simonsen) à várzea do rio Tamanduateí. Ao longo de sua história, o beco teve seu acesso fechado, reaberto e até mesmo reduzido a um depósito de lixo. Em 1992, teve suas calçadas de paralelepípedos do século 18, suas escadas em dolomita, grades e portões restaurados. Em razão dos trabalhos na Casa Nº 1, o beco está fechado. Completando o conjunto arquitetônico do Pátio do Colégio, o Solar da Marquesa é considerado o último exemplar de residência urbana típica do século 18, em São Paulo. Seu

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iniciou-se, em 1991, uma recuperação do solar. Em abril de 2008, teve início a atual restauração, ao custo de R$ 2,4 milhões. Concluída em abril, foram conservadas as paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século 18, pisos assoalhados e forros apainelados, bem como as pinturas murais e artísticas, sua fachada salmão, com portas em tom bege e contornos em branco.

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como a inclusão de características neoclássicas em sua fachada principal. Acredita-se que o imóvel tenha sido levantado entre 1739 e 1754. Por conta de sucessivas adaptações, sua estrutura original sofreu alterações que levaram à descaracterização do imóvel. Em 1967, passou a ser propriedade da Prefeitura. A fim de recuperar seus contornos primitivos,

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primeiro registro é de 1802, quando foi entregue ao brigadeiro José Joaquim Pinto de Morais Leme como pagamento de dívidas. Em 1834, o palacete foi adquirido por Maria Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos, que seguiu como proprietária até 1867. Com sua morte, o solar foi arrematado em 1880, sofrendo modificações,

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transformar na Casa da Imagem, com parte do acervo iconográfico da Prefeitura. Datado de 1689, o clássico sobrado de três andares em estilo bandeirista foi utilizado como moradia até 1855, quando se tornou o colégio Ateneu Paulistano. Sua última reforma foi realizada em 1988 para a substituição de todo o madeiramento, já então comprometido, bem como a recuperação das ferragens das esquadrias externas e a substituição do piso de cerâmica tipo lajotão, por outro de alta resistência. Entre o Solar da Marquesa e a Casa Nº 1 está o Beco do Pinto, passagem colonial que

Agliberto Lima/DC - 08/12/2010

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conjunto arquitetônico que compõe o Pátio do Colégio, onde nasceu a cidade de São Paulo, está em reforma e a intenção é levá-lo de volta ao passado, mesmo que bem lentamente. Nesse espaço estão os dois prédios da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, cuja reforma começou há um mês. Ao lado, está a Casa Nº 1, de 1689, e o Beco do Pinto, ambos em fase de restauração, mas sem data de entrega. Mais adiante, o Solar da Marquesa de Santos (a antiga Casa Nº), cujo primeiro registro é de 1802, já restaurado. Os dois majestosos prédios de três andares da Secretaria da Justiça, nos números 148 e 184 do Pátio do Colégio, foram projetados por Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928), entre 1881 e 1891, em estilo neoclássico. Afetadas pelas chuvas, ambos os edifícios terão suas coberturas restauradas, a um custo de R$ 444 mil. Inaugurado em 9 de março de 1891, o prédio de número 184 do Pátio do Colégio prima pela sobriedade e discrição. O de número 148 exibe ornamentação mais acentuada. De acordo com Roberto Fleury, chefe de gabinete da Secretaria da Justiça, nas últimas décadas não foram feitas reformas amplas nos prédios, apenas correções pontuais na parte hidráulica e elétrica. Escondidos por andaimes e telas desde junho de 2009, a Casa Nº 1 o Beco do Pinto passam por um restauro no valor de R$ 2,7 milhões. Até o fim do ano, a Casa Nº 1 deverá abrir suas portas e se

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

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O BEA publicará uma nota sobre as primeiras constatações que resultaram da exploração dos gravadores de voo Comunicado do órgão francês

idades

Mehdi Fedouach/AFP - 12/05/2011

Voo AF-447: França revela hoje análise de caixa-preta Divulgação/Aeronáutica

Informação será austera e preliminar. Intenção é responder a especulações sobre a responsabilidade do comandante.

A

França dará hoje um passo decisivo para esclarecer à opinião pública mundial as causas do acidente do voo AF-447, ocorrido entre o Rio de Janeiro e Paris, no dia 31 de maio de 2009. Pressionado por especulações crescentes sobre a suposta responsabilidade dos pilotos no desastre, o Escritório de Investigação e Análise para a Aviação Civil da França (BEA) vai divulgar a análise preliminar das caixas-pretas, recuperadas no Atlântico no início do mês. O informe será austero e seco. Ele será feito por meio de um comunicado a ser distribuído à imprensa internacional por volta das 8h de Brasília. O objetivo da direção do BEA é dirimir os rumores que foram alimentados por reportagens dos periódicos Le Figaro, da França; Der Spiegel, da

Técnicos do BEA (à direita) observam uma das caixas-pretas do Airbus acidentado. Há dois anos, avião caiu no Oceano Atlântico durante voo do Rio de Janeiro a Paris.

Alemanha e Wall Street Journ al , dos Estados Unidos. Todos apontaram nos últimos dias que o comandante do Airbus A330-200, Marc Dubois, não estaria em seu assento no momento em que a aeronave apresentou as primeiras panes. A seguir, teriam se produzido erros de conduta. Essa versão, que coloca grande parte da responsabilidade sobre os pilotos, entretanto, é contestada por sindicatos da categoria na França e

por experts independentes, que realizam uma investigação paralela há mais de um ano e meio. Segundo os especialistas, o Airbus enfrentou uma falha de aferição da velocidade do aparelho, provocada por uma pane dos chamados tubos de Pitot. A seguir, teria se produzido uma cadeia de falhas eletrônicas de navegação que teria, segundo especialistas como o piloto francês Gérard Arnoux, consultor de segurança aeronáutica, gerado a sobre-

carga de tarefas à tripulação e o consequente acidente. Até aqui, o BEA prometia manter o silêncio a respeito das investigações. Mas, diante das especulações e da ansiedade das famílias às vésperas do aniversário de dois anos do desastre, os técnicos do birô decidiram se manifestar. "O BEA publicará uma nota de informação sobre as primeiras constatações que resultaram da exploração dos gravadores de voo", disse o órgão, em comunicado na última quarta-feira. (AE)

Brasília: barco começa a ser içado

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ergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha começaram ontem o içamento do barco Imagination, que naufragou no domingo no Lago Paranoá, em Brasília, matando nove pessoas. Com capacidade para 92 pessoas, o barco tinha 102 a bordo e apresentava defeitos mecânicos, além de rachadura

no tubo de flutuação. O corpo da última vítima foi identificado ontem. É o garçom Hadnilton José de Oliveira, 31, que ajudou vários passageiros a se salvar, mas não conseguiu sair a tempo, após descer ao andar inferior para jogar objetos fora, na tentativa de aliviar o peso da embarcação. (AE)

Agliberto Lima/DC

AMOR MOQUENSE

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julgar pelas circunstâncias, o curso de italiano organizado pela associação Amo a Mooca confirma a tradição de que os moquenses são os moradores mais apaixonados pelo seu bairro na cidade. A mensalidade, restrita aos alunos que podem pagar, é de R$ 10. O curso é ministrado em espaço cedido pelo Supermercado Pão de Açúcar, na Rua Javari. Dura três anos e reúne três turmas, com a media de 80 alunos. Dona Crescenza Giannocaro, 68 anos, responsável pelo currículo e ela própria professora de línguas em um externato, explica que a finalidade da escola é a de preservar e propagar o idioma dos imigrantes que criaram o bairro. "Garanto que o aluno sai falando", diz Crescenza, que é mais conhecida com Dona

OLHA O MUNICIPAL AÍ, GENTE!

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epois de passar mais de dois anos camuflado por tapumes, o Teatro Municipal voltou a mostrar seu belo rosto – eis uma palavra mais apropriada do que fachada – para a cidade no início da semana. O edifício estava sendo restaurado para se apresentar impecável no seu centenário, a ser festejado em setembro. Naturalmente, em virtude da data, ele será bastante falado até lá. Esta exposição é propícia para se fazer um pequeno reparo na sua

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lguma mão misteriosa e solitária deve ter colocado a corbelha de flores no Monumento ao MMDC na segunda-feira passada, 23 de maio, pois o Clube Piratininga, que assina a placa do marco, portanto o principal interessado, nega que o tenha feito. A homenagem registra o local exato da Praça da República, esquina com a Barão de Itapetininga, em que morreram quatro estudantes em confronto com a polícia de Getúlio Vargas na noite da data acima referida em 1932 – tragédia que desencadeou a

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Luiz Prado/LUZ

A

Revolução Constitucionalista. Os sobrenomes do quarteto – Mario Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade – formam a sigla que ficou lendária. Mas é justo ressaltar que nela falta uma letra, que seria A, de Orlando de Oliveira Alvarenga. Ele é a quinta vítima. Ocorre que, ferido no enfrentamento, veio a falecer cerca de cinco meses depois, quando o tributo aos companheiros já estava oficializado. Deu nome a uma rua no Butantã. DC

PS: há uma versão de Ave Maria no Morro, de Herivelto Martins, que fica para outra ocasião. DC

Nielson Brites D'Amaral: professor de ilaliano.

LEMBRANÇA ANÔNIMA

Reprodução

Zina. Na esteira do aprendizado, foi montado um coral cujo repertório, em italiano, é claro, inclui criativas versões de sucessos brasileiros que certamente Enrico Caruso cantaria com prazer. Uma das mais pedidas é Figlio Único, título dado ao Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. Non posso restare ancora um minuto accanto a te anche se il mio amor sai è solo per te muoio se non ci sei ma devo prendere il treno que porterà lontano tanto lontano da te O famoso último verso ficou assim: Son figlio único. La mia casa é vuota senza me! (Sou filho único. Tenho minha casa prá olhar)

Z

DC

Fotos: Patrícia Cruz/LUZ

Luiz Prado/LU

história. Ao contrário do que ficou popularizado, o autor de seu projeto renascentista que imita o Opera de Paris, não é Ramos de Azevedo, mas sim os italianos Claudio Rossi (1850-1935) e Domiziano Rossi (1865-1920), que, apesar do sobrenome, não eram parentes. Na verdade, Ramos, na qualidade de responsável pelo escritório que construiu o prédio, supervisionou o trabalho. Os Rossi formavam uma respeitável dupla de arquitetos.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A LEMANHA

Instalação do artista norte-americano John Baldessari intitulada "O trompete de Beetoven", em exposição na Saatchi Gallery, em Londres.

Bactéria provoca duas mortes Uma versão hemorrágica da Escherichia coli, causou a morte de duas pessoas e contaminou mais de 600 na região de Hamburgo, Alemanha. Todas as pessoas infectadas comeram tomates, pepinos e alface. O Instituto Federal Robert Koch, em Berlim, recomendou que a população que evite comer verduras no norte do país. A senadora da Saúde do Estado de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storcks, afirmou que a origem da infecção está em pepinos espanhóis comercializados em Hamburgo. Reuters

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Carl Court/AFP

L ITERATURA 1

Livros esgotados em versão digital

C IÊNCIA H OMENAGEM

C

ientistas da Case We s t e r n R e s e r v e University, do Carnegie Institution for Science, e a Brown University divulgaram ontem que acreditam que o interior da Lua pode ter 100 vezes mais água do que o que se pensava inicialmente. A hipótese foi levantada depois de terem utilizado um microanalisador de íons de alta precisão – equipamento chamado NanoSIMS 50L – para examinar o magma lunar ou pequenas quantidades de rocha derretida, coletada pela Apolo 17, a última missão norte-americana à Lua, em 1972. Segundo James Van Orman, co-autor do estudo e professor de ciências geológicas do Case Western Reserve, o interior do

Nasa/Reuters

Lua, satélite de água

PARA LIU XIAOBO

A editora britânica Bloomsbury se uniu à agência literária Rights House para publicar conjuntamente versões digitais de títulos esgotados e autores falecidos. A partir de setembro, cerca de 500 títulos estarão acessíveis globalmente em um serviço batizado como Bloomsbury Reader. Os interessados poderão descarregar esses títulos em forma de livros eletrônicos no Kindle, da Amazon, ou também encomendar um exemplar impresso da obra, que será enviada por correio. L ITERATURA 2

James Bond mais bonzinho satélite parece muito similar ao interior da Terra e é por isso que os cientistas acreditam na abundância de água. As descobertas foram publicadas ontem na revista Science Express. Em 2009, a Nasa enviou duas

naves enviadas à Lua para colidirem com a superfície do satélite. Da colisão resultou a descoberta de que a Lua contém água congelada, revelação considerada um enorme passo adiante na exploração espacial.

T.H. Jarrett/IPAC/SSC

No novo romance do norteamericano Jeffery Deaver, Carte Blanche, o célebre agente secreto James Bond reaparece em uma versão mais humana. Deaver assumiu a missão de continuar a saga literária iniciada por Ian Fleming nos anos 1950. O novo James Bond pensa duas vezes antes de usar sua licença para matar, mas continua mulherengo. G @DGET DU JOUR

A cadeira vazia é um monumento criado pelo designer holandês Maarten Baas em homenagem ao dissidente chinês Liu Xiaobo, Prêmio Nobel da Paz. http://j.mp/kN1EBr

L

C ELEBRIDADES

Sem dúvida A primeira-dama da França, Carla Bruni, exibiu ontem sua barriga de grávida na cidade francesa de Deauville, nos bastidores do encontro da cúpula do G8. A gravidez ainda não foi confirmada oficialmente por ela ou pelo presidente Nicholas Sarkozy. Na quarta-feira, membros de uma organização britânica entregaram uma cesta de maternidade a Carla Bruni para divulgar o problema da mortalidade infantil no mundo. T ECNOLOGIA

Toughbook, o notebook robusto

http://j.mp/kgUyqw

E CONOMIA

Moët Chandon e o espumante chinês

James Joyce no Twitter O romance Ulisses, obra-prima do escritor irlandês James Joyce com mais de mil páginas, ganhará uma versão em mensagens de 140 caracteres. A obra será adaptada para o Twitter a partir da proposta de um internauta que mantém o perfil @11ysses na rede de microblog. Para realizar essa verdadeira saga, o administrador do perfil, que se A TÉ LOGO

identifica apenas como Stephen, procura voluntários que desejem ajudá-lo na adaptação do conteúdo até o dia 16 de junho. É nessa data – a mesma em que se passa a história do livro – que os tuítes serão todos enviados, um a cada 15 minutos, por 24 horas. "Essa não é uma tentativa de tuitar o conteúdo de Ulisses sem pensar,

palavra por palavra, 140 caracteres por vez. Isso seria impossível. Nossa proposta é reimaginar a experiência de leitura e dividi-la em tuítes", explicou Stephen. Quem quiser participar do projeto pode entrar em contato com Stephen pelo próprio Twitter e receberá as instruções. http://twitter.com/11ysses

A empresa francesa MoëtChandon produzirá espumante na China, mais precisamente região de Ningxia, vizinha ao Deserto de Gobi, informou a agência estatal Xinhua. O grupo de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH) plantará 67 hectares de vinhedos ao pé da montanha Helan. A data prevista para o início da produção ainda não foi anunciada. L OTERIAS Concurso 638 da LOTOFÁCIL 01

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Anvisa aprova uso de vacina quadrivalente contra HPV em homens

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Ibama barra a duplicação de trecho de serra da rodovia Régis Bittencourt

L

http://j.mp/BfHo

O Gro-Bot é apenas um porta vaso criado pelo escultor Fred Conlon. Mas quanto charme!

I NTERNET

L

Apesar de o equipamento parecer o exato oposto dos computadores mais leves e menores, o Toughbook, da Panasonic, tem seu público e agora sairá com processadores Core i5 e i3. Uma vantagem da máquina robusta: bateria que dura 20 horas.

CÉU 3D - Um novo mapa do céu em 3D, feito com informações colhidas por astrônomos nos últimos dez anos, e cobrindo 95% do universo mostra que a nossa Via Láctea tem cerca de 43 mil galáxias em seus arredores.

L

Jean-Paul Pelissier/Reuters

Corinthians reafirma que não bancará diferença de preço em estádio

Concurso 2606 da QUINA 20

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

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Shannon Stapleton/Reuters

conomia

Google lança sua carteira digital

O vicepresidente de pagamentos do Google, Osama Bedier, explica que o Google Wallet funcionará por aproximação, como no sistema do metrô de São Paulo.

Google Wallet permitirá aos consumidores fazerem pagamentos com seus celulares

Desenhado como um aplicativo para celulares que utilizam o sistema Android, o serviço pega carona na tecnologia "PayPass" da Mastercard. Diferentemente das ferramentas que utilizam mensagens de texto para liberar os pagamentos, o "Wallet" funcionará integrado ao chip de "comunicação de campo próximo", ou NFC na sigla em inglês, que está integrado à maioria dos aparelhos top de linha com a plataforma operacional Android lançados nos últimos meses, como o Nexus S e o Samsung Galaxy S II, como explicou o vice-presidente de pagamentos do Google, Osama Bedier. Especula-se que a próxima versão do iPhone também será compatível com NFC. A tecnologia permite que o usuário simplesmente aproxime seu aparelho celular da máquina responsável pela cobrança, em operação semelhante à de um bilhete

Android: cada vez mais utilizado.

Shannon Stapleton/Reuters

eletrônico utilizado pelas empresas de transporte público em metrópoles como São Paulo. O Google afirma que já conseguiu atrair interesse de grandes redes de varejo norte-americanas como Macy's, American Eagle

Outfitters e Subway para unir o serviço com programas de fidelidade e ofertas de desconto. Consumidores fora dos Estados Unidos, especialmente na Ásia, já utilizam sistemas de pagamento passando seus celulares por um

Dinheiro não vai desaparecer RICARDO OSMAN

Plataforma do Google para dispositivos móveis já detém uma participação de 58,3% no mercado japonês e 54,7% nos EUA

O

Android, plataforma do Google para dispositivos móveis, continua a sua escalada para tornar-se o mais popular do mundo. Segundo dados da Kantar Worldpanel ComTech, no Japão e nos Estados Unidos, mercados de maior sucesso, o sistema detém uma participação de 58,3% e 54,7% respectivamente. No mercado britânico, chega a 38% e na França e na Alemanha atinge 35%. Enquanto a participação do Android no mercado britânico cresceu 30% em comparação ao último ano, o iPhone viu sua presença cair 16% em igual período. A multinacional finlandesa Nokia, que reinou por muitos anos no segmento de celulares, está encolhendo, conforme levantamento, apesar de ainda ser a maior fabricante de telefones celulares do mundo. Resultados – No anúncio dos resultados financeiros do primeiro trimestre, a Google informou que 350 mil smartphones Android

são ativados todos os dias. A média é superior àquela revelada em dezembro pelo principal executivo da plataforma, Andy Rubin: na época, ele falou em 300 mil. A gigante também comemorou mais uma marca atingida pela Android Market: mais de 3 bilhões de aplicativos já foram baixados. A questão é que, enquanto em número de celulares ativados, a Google superou a Apple com seu iPhone, em downloads de programas, sua loja virtual está bem atrás. Neste ano, a Apple Store chegou a 10 bilhões de downloads, ou seja, mais que o triplo da rival. A loja do iPhone também domina em variedade: possui 230 mil aplicativos, o dobro do que a Android Market tem. Pelo índice anunciado, calcula-se que 10,5 milhões de dispositivos com o sistema Android são ativados por mês. A última vez que a Apple divulgou tal informação, falou em 270 mil aparelhos com iOS por dia, ou 8,1 milhões por mês. (Agências)

O

lançamento do Goo g l e Wa l l e t n ã o inaugura nova era no mundo dos negócios, mas traz valiosa opção de pagamento de compras aos consumidores. "Apesar da chancela da empresa e de sua tecnologia, o papel-moeda, o cheque e o cartão de plástico vão seguir juntos com a nova modalidade, o pagamento por meio do celular", disse Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ao comentar ontem o anúncio sobre o produto do Google. Segundo Solimeo, a novidade virá "complementar" as opções de pagamento disponíveis no comércio brasileiro. Ele avaliou que a tecno-

logia do Google Wallet tem a vantagem de oferecer operação de menor custo, o que beneficia comércio e consumidores. Entretanto, nem todos os consumidores vão migrar para o novo produto. "Quando os cartões de plásticos foram lançados, falou-se no fim do papel-moeda e do cheque. Mas nem o papel-moeda nem os cheques acabaram", observou ele. Marcel Solimeo ressaltou que pesquisas indicam que, no Brasil, 75% dos pagamentos feitos ao comércio são realizados por meio de papel-moeda. "Portanto, no País o processo de mudança será gradual. Talvez, essa modalidade cresça a taxas superiores das demais, mas não vai acabar com a moeda na carteira."

leitor diretamente no caixa. Estima-se que um quinto das pessoas no Japão utilizem serviços de pagamento móvel. Nos EUA, carteiras eletrônicas ainda enfrentam obstáculos, mas, desde o ano passado, algumas grandes companhias têm acelerado o passo para tornar a tecnologia uma realidade no dia a dia das pessoas. Detentores de cartões Citigroup Mastercard com tecnologia PayPass vão poder aproveitar o serviço primeiro. E para quem se entusiasmar em testar a nova tecnologia de pagamentos, o Google vai oferecer um crédito de US$ 10 grátis para começar. A Visa tem testado um sistema de pagamento com celular junto a grandes bancos, incluindo Bank of America (BofA) e Wells Fargo. A empresa tem planos de tornar seu sistema de pagamentos móveis comercialmente viável ainda este ano. (Agências)

Pagamento com celular é raro no País

O

Brasil tem uma das transações de pagamentos maiores taxas de te- móveis no Brasil atingiu um lefones celulares na total de 3,9 milhões em 2010. Número insignificante em América Latina, com mais de 212 milhões aparelhos, o que comparação ao total de transupera o número habitantes sações efetuadas com cartão do País. Apesar disso, o mer- de crédito e débito, de 5,8 bilhões no mescado de pagamo ano. No m e n t o s m óentanto, com veis no País taxas de crescia i n d a é i n c imento acima piente, com de 30% no curum número to prazo, esse extremamente milhões de valor deve aupequeno de mentar até o fitransações efetransações de nal de 2011, altuadas por pagamentos por cançando 5,1 meio do equimeio móvel foram milhões. pamento. De olho nesConforme a feitas ao longo de pesquisa, há se enorme po2010 no Brasil, fatores com tencial, vários segundo pesquisa. serviços já esgrande impacto no curto e tão sendo demédio prazos s e n v o lv i d o s . Por isso, a partir de 2012 é pro- que podem alavancar o uso vável que o mercado brasilei- deste modelo de pagamento ro de pagamento móvel se no País, como o número signitorne mais dinâmico, segun- ficante de pessoas sem acesso do pesquisa realizada pela a bancos. Isso sem falar no consultoria Frost & Sullivan. avanço das soluções de pagaDe acordo com o levanta- mento móvel e as vantagens mento, o número final de desses serviços. (Agências)

3,9

Um campo de testes virtual

O

lançamento do Google Wallet é o mais recente de uma longa lista de experiências feitas para viabilizar os pagamentos móveis. A Visa, por exemplo, desenvolveu uma série de produtos-piloto nos últimos anos, sondando as possibilidades oferecidas por esse mercado. O último deles foi uma "carteira digital" capaz de armazenar cartões (incluindo os de outras bandeiras) para efetuar pagamentos de várias modalidades. Em 2008, a operadora lançou com o Bradesco o Visa payWave, que permite pagamentos

nas lojas da Starbucks no Brasil pela tecnologia contactless – ou seja, sem necessidade de inserção de cartões em equipamentos do estabelecimento. Já o Visa Mobile Pay, desenvolvido com o Banco do Brasil, abriu o pagamento de cartões de crédito e débito por celular. Pensando nas oportunidades geradas pelo iPhone, a Visa lançou com a DeviceFidelity, em 2010, uma solução para pagamentos contactless pa ra aparelhos 3G e 3GS da Apple. Alguns meses depois, foi a vez de um aplicativo com promoções e ofertas exclusivas.

Divulgação

O

Google lançou ontem nos EUA, em parceria com Mastercard, Citigroup, First Data e Sprint, um novo sistema de pagamentos móveis. O serviço, batizado de Google Wallet, levará consumidores norte-americanos a um passo além na hora de pagar as compras utilizando o celular em vez de cartões de crédito, segundo a empresa. Com o sistema – que estará disponível a partir do segundo semestre para usuários em Nova York e San Francisco, nos Estados Unidos – o Google espera levar vantagem sobre grandes rivais que incluem Visa, importantes bancos norte-americanos e outras operadoras de telefonia. Além disso, a companhia espera encabeçar uma nova revolução nas formas de pagamento, que começou com o escambo, migrou para moeda, papéis, cheques, plásticos e agora com a tecnologia dos sistemas digitais móveis.

Pagamentos sem a inserção de cartões em equipamentos


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

e Mantega afasta risco de bolhas e defende medidas

15 Estou defendendo a substituição do fator pela fixação da idade mínima. Garibaldi Alves, ministro da Previdência

conomia

Fábio Motta/AE

Ao defender a política econômica do governo, o ministro lembrou que devem entrar no País neste ano US$ 65 bilhões em investimentos.

Ministro disse que atuação do governo não afastou investidores estrangeiros, e projetou um crescimento de 4,5% no PIB em 2011.

A

ntes mesmo da divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) relativo ao primeiro trimestre deste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que o crescimento da economia brasileira já está em torno de 4,5% – percentual que considerou ideal para a situação atual do País. A afirmação foi feita ontem, durante a conferência do Ministério da Fazenda e do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizada no Rio de Janeiro e que teve como assunto principal o impacto dos fluxos de capitais nas economias emergentes. Desde o fim da crise, os países em desenvolvimento, como o Brasil, vêm atraindo grande quantidade de capital, que pode ter como consequência benigna mais recursos para financiar projetos no setor produtivo e desenvolver os mercados financeiros. Mas Mante-

Estamos tomando medidas para impedir que esse excesso de capitais cause bolhas na economia brasileira. GUIDO MANTEGA, MINISTRO ga lembrou que o fluxo de capitais, escasso ou abundante, é sempre uma preocupação para ministros da Fazenda. "Já vivemos a falta de capitais no passado. Certamente, é muito melhor perder o sono pelo excesso de capitais do que pela falta, como no passado. Mas tanto o excesso quanto a falta são problemas que têm que ser administrados. A nossa perspectiva é que continuemos tendo um grande fluxo de capitais nos países emergen-

Cenário positivo, mas em desaceleração. Sergio Leopoldo Rodrigues

O

quadro geral da nossa economia vai bem, com ligeiros sinais de desaceleração, inclusive da massa salarial, apesar do emprego formal crescendo e sinais de que a queda no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano deverá ser menor do que a esperada pelo mercado – ficando ainda próximo da casa dos 4%. Outra perspectiva é que os juros continuem subindo e o crédito se tornando mais enxuto, até o final do ano. Também não cabe nessa avaliação uma preocupação de descontrole da inflação ou da inadimplência, segundo relatos feitos ontem durante a reunião de conjuntura da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), composta por economistas e líderes empresariais de todos os setores, do comercial, serviços, industrial até o agronegócio. Há, segundo um economista com trânsito em Wall Street, o medo de que o Brasil receba uma "enxurrada de dólares" causando uma valorização ainda maior do real, em prejuízo de nossas exportações. Ele relatou que tem ouvido de investidores internacionais que o Brasil é a "bola da vez", pois tem muitas carências de infraestrutura "que podem ser financiadas com recursos externos". E que esse dinheiro virá em condições favoráveis, com juros menores e prazos maiores. Para os empresários, sobretudo os industriais, isso reforça o medo de uma desindustrialização do País movida pela concorrência desleal das importações, agravada pela falta de medidas de "defesa comercial" e da implementação de uma política industrial pelo governo, cuja indefinição se arrasta há décadas. As mais fortes ameaças vêm de países asiáticos, com destaque para China e Índia, que já começam a afetar, por exemplo, a produção de máquinas, equipamentos e até mesmo embalagens, conforme alertaram os líderes desses setores. A indústria têxtil reafirmou que produtos acabados têxteis chineses entram no Brasil

"com preço final abaixo do nosso custo de produção". Para se ter uma ideia do "efeito dólar barato", um industrial do setor mostrou que enquanto as exportações brasileiras de têxteis cresceram 5,6% no primeiro trimestre deste ano, as importações saltaram 33,14%, na comparação com igual período em 2010. Outro disse que até a venda de panelas de alumínio e aço inox, fabricadas no Brasil, v e m p e rd e n d o e s p a ç o n o mercado – nacional e internacional – para itens produzidos na Argentina e China. Setores – Na economia real as coisas também vão bem: os indicadores do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC ) e SCPC Cheque mostram que as vendas a prazo e à vista vão bem em maio, com crescimento médio de 5,3% e 7,5%, respectivamente. Uma grande rede nacional de roupas masculinas informou que neste primeiro trimestre (ante igual período em 2010) as vendas cresceram cerca de 8%, batendo até 10% em abril, puxadas pela onda de frio. Outra rede, esta de roupas populares, comemora: salto de 33% nas vendas em maio (ante maio de 2010) e projeções de mais 30% para junho e julho; e fechamento do ano com 24%. Uma rede de lojas de varejo de variedades também aponta bons resultados: crescimento nas vendas de 17% em abril e 20% em maio, comparado com igual período em 2010. O setor de alimentos acompanha: 10% a mais nas vendas, no primeiro trimestre deste ano, contra o mesmo período no ano passado. Material esportivo, embalagens têxteis, produtos farmacêuticos (com destaque para os genéricos, com 35% a mais nas vendas), móveis e estofados também apontaram vendas positivas no acumulado deste ano. E, para concluir, os cartões de crédito vão de vento em popa neste primeiro trim e s t re , e m c o m p a r a ç ã o a igual trimestre em 2010: avanço de 17% nas transações, 19% no faturamento e 10% no número de cartões emitidos. "E não existe bolha de inadimplência na nossa área", resumiu um líder do setor.

tes", afirmou Mantega. Para o ministro, neste momento, os países em desenvolvimento precisam "se defender" e adotar políticas macroeconômicas mais prudentes. Mantega lembrou que, desde o ano passado, o Brasil vem adotando medidas para restringir o crédito, frear o crescimento e contornar o cenário inflacionário, inclusive com restrição de fluxo de capitais. "Não há outra saída senão limitar os fluxos de capitais, principalmente com medidas de tributação que diminuem as possibilidades de arbitragem", disse o ministro. Ele aproveitou para salientar que o governo brasileiro vem se movimentando para evitar problemas futuros. "Estamos

tomando medidas para impedir que esse excesso de capitais cause bolhas na economia brasileira, que cause inflação, porque parte do recurso vem, por exemplo, para o crédito, e outra parte vai para os mercados. Não estamos permitindo a formação de bolhas nem no mercado de renda variável, nem de renda fixa e, tampouco, no setor imobiliário." Alta do real – Na avaliação de Mantega, as medidas têm se mostrado eficazes tanto para conter a sobrevalorização cambial quanto a entrada de capitais de curto prazo. No entanto, o ministro afirmou que elas não têm desestimulado o ingresso de investimentos di-

retos no país. "Os investimentos continuam se expandindo. Em 2010 foram US$ 48,5 bilhões e a previsão é que, neste ano, cheguem a US$ 65 bilhões. Ou seja, as medidas não estão segurando os investimentos, que continuam se elevando no Brasil", garantiu Mantega. Com relação à cotação do dólar diante do real, Mantega salientou que a política econômica conseguiu deter uma disparada mais expressiva da divisa brasileira. "Se não tivéssemos tomado as medidas, o dólar poderia estar a R$ 1,40, R$ 1,30", disse o ministro, ressaltando que isso teria prejudicado bastante a indústria local e os exportadores.

Reforma – Mantega defendeu ainda "uma reforma global do sistema monetário internacional" cujo o principal objetivo deve ser a unificação de um regime cambial para todos os países. O ministro disse que "os desequilíbrios" atuais são decorrentes de disparidade entre os regimes e, muitos dos quais preveem o controle e a administração do câmbio de fluxos de capitais. Ele defendeu ainda a criação de um sistema financeiro global com regras mais rígidas especialmente no que tange às regras de alavancagem (endividamento) das instituições financeiras. (Agências)

Déficit poderá subir com desoneração

rombo na Previdência, o governo pretende criar um imposto sobre o faturamento das empresas. As centrais sindicais se reuniram ontem com o ministro Alves para reivindicar mudanças nas aposentadorias. Entre as solicitações, está o fim do fator previdenciário. O ministro disse que tem duas propostas para substituição do fator. "Estou defendendo a substituição do fator pela fixação da idade mínima ou a fórmula 85/95. A proposta

mais transparente é a da idade mínima", afirmou. De acordo com o ministro, a questão do fator previdenciário será discutida no próximo dia 2 de junho no Palácio do Planalto. Participarão as centrais sindicais, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o ministro Garibaldi Alves. Uma reunião final para a apresentação do conteúdo total das propostas foi marcada para o dia 21 de junho. (Folhapress)

O

ministro Garibaldi Alves (Previdência) disse ontem que os cofres da Previdência Social perderão R$ 4,9 bilhões para cada ponto percentual desonerado da folha de pagamentos. Na quarta-feira, as centrais sindicais se reuniram com o

ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir a reforma da folha de pagamento. Uma das propostas é a desoneração completa da folha de pagamentos, zerando a alíquota da contribuição previdenciária patronal, hoje de 20%. Para compensar o

AGRISA COMERCIAL E PARTICIPAÇÕES LTDA. CNPJ/MF nº 52.044.344/0001-04 - NIRE nº 35.207.478.405 INSTRUMENTO PARTICULAR DE ALTERAÇÃO DO CONTRATO SOCIAL Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, as partes abaixo qualificadas: (a) MARA de considerar-se-á obrigada ou representada, pelo Administrador, isoladamente. § 4º. A outorga de procuração, ILARIA SILVIA CABIB, italiana, divorciada, empresária, portadora da Cédula de Identidade para Estrangeiros em nome da sociedade, somente poderá ser feita desde que: (a) contenha prazo determinado de vigência, RNE n.º V 000.447-6, inscrita no CPF/MF sob nº 105.814.638-62, residente e domiciliada na cidade de São Pau- exceto para fins judiciais e (b) especifique os atos a serem praticados. § 5º. É defeso aos Diretores obrigarem a lo, Estado de São Paulo, na Rua Vicente Leporace nº 1.220, apto. 12, Campo Belo, CEP 04619-033; (b) sociedade em operações estranhas ao objeto social, quais sejam, entre outras, exemplificativamente, fiança, ANTONELLA NILI CABIB, italiana, separada judicialmente, empresária, portadora da Cédula de Identidade para aval, endosso, aceite de todo e qualquer título de favor, alheio aos negócios sociais. CLÁUSULA SÉTIMA - A Estrangeiros RNE nº V 001.145-H, inscrita no CPF/MF sob nº 105.814.608-47, residente e domiciliada na cidade reunião de sócios, que tem poderes para decidir todos os negócios da sociedade, será convocada pela Diretoria, de São Paulo, Estado de São Paulo, na Alameda Barão de Limeira nº 912, apto. 24, Campos Elíseos, CEP com 10 (dez) dias de antecedência, mediante a expedição de cartas-convocatórias, com o local, a data, a hora e 01202-000; (c) MIRTA ANGELINI CABIB, italiana, viúva, do lar, portadora da Cédula de Identidade para Estran- a ordem do dia da reunião, para os endereços dos sócios, constantes deste contrato social. Os sócios também geiros RNE n.º W 212.132-U, inscrita no CPF/MF sob nº 103.422.778-55, residente e domiciliada na cidade de poderão requerer à Diretoria a convocação da reunião, indicando, desde logo, a matéria a ser deliberada, proviSão Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Vicente Leporace nº 1.220, apto. 12, Campo Belo, CEP 04619-033; e dência que para ela se torna então obrigatória. § 1º. Dispensam-se todas as formalidades de convocação, caso (d) EZIO CABIB, italiano, casado sob regime de comunhão parcial de bens, industrial, portador da Cédula de todos os sócios compareçam à reunião. § 2º. Haverá pelo menos uma reunião de sócios por ano, nos quatro Identidade para Estrangeiro RNE nº W 179.973-V, inscrito no CPF/MF sob nº 920.727.808-10, residente e domi- primeiros meses do ano, para tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o ciliado na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Moraes de Barros n.º 624, apto. 21, Campo Belo, de resultado econômico, assim como deliberar sobre os outros assuntos de interesse da sociedade. § 3º. As deCEP 04614-001; Na qualidade de únicos sócios de AGRISA COMERCIAL E PARTICIPAÇÕES LTDA., socieda- liberações sociais, nas quais cada quota do capital social corresponderá a um voto, serão tomadas em reunião de limitada, com sede na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Ricardo Medina Filho nº 148, de quotistas cujo quorum de instalação, em primeira convocação, é de três quartos do capital social e em segunsala 1, CEP 05057-100, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 52.044.344/0001-04, registrada perante a Junta Comercial da convocação, instala-se com qualquer número. O quorum de deliberação é de maioria absoluta do capital do Estado de São Paulo – JUCESP sob o NIRE nº 35.207.478.405, em sessão de 02 de junho de 1987 (a “soci- social. Exige-se, contudo, o quorum de três quartos do capital social para os atos de: (a) aquisição, alienação e edade”), e última Alteração do Contrato Social registrada na JUCESP sob nº 287.825/06-1, em sessão de 29 de oneração de bens do ativo permanente da sociedade; (b) modificação dos elementos estruturais do contrato de novembro de 2006. Têm, entre si, justo e contratado, alterar o Contrato Social da empresa AGRISA COMERCI- constituição da sociedade; (c) incorporação, fusão, cisão, dissolução e cessação do estado de liquidação da soAL E PARTICIPAÇÕES LTDA., como de fato alterado têm, mediante resolução dos sócios quotistas ciedade. § 4º. Os demais atos gestórios serão deliberados por maioria de votos dos presentes à reunião (voto por representando a totalidade do capital social, através das seguintes cláusulas e condições que mutuamente ou- cabeça). § 5º. Se houver empate na votação, prevalecerá a deliberação que contar com os votos dos Diretores e torgam e aceitam, a saber: 1. Resolvem os sócios quotistas alterar o objeto social da sociedade, passando a se estes divergirem, a que contar com o voto do Diretor que for o maior quotista de capital. Se ainda assim persisCláusula Terceira do Contrato Social a vigorar com a seguinte redação: “CLÁUSULA TERCEIRA - A sociedade tir o empate, prevalecerá a deliberação que contar com o maior número de votos por cabeça. § 6º. Em livro tem por objeto: (a) a administração de bens, móveis ou imóveis, próprios ou de terceiros. (b) a participação, como próprio, será lavrada a ata dos trabalhos, ocorrências e deliberações da reunião, assinada pelos membros da sócia ou acionista, em outras sociedades.” 2. O sócio EZIO CABIB, retirando-se da sociedade, neste ato recebe mesa e pelos sócios presentes. A ata poderá ser lavrada em forma sumária. § 7º. Serão válidos, para registros e o valor correspondente de suas quotas sociais, que totalizam 401.798 (quatrocentas e uma mil, setecentas e demais efeitos legais, os instrumentos de alteração contratual subscritos por sócios que representem a maioria noventa e oito) quotas, no valor nominal de R$1,00 (Hum real) cada uma, totalizando R$401.798,00 (quatrocen- do capital social exigida para a votação da matéria. § 8º. O sócio dissidente de deliberação que importar alteração tos e um mil, setecentos e noventa e oito reais) através da cessão e transferência da titularidade dos seguintes do Contrato Social, incorporação, fusão ou cisão da sociedade, poderá exercer o direito de recesso, desde que, bens: (a) Apto Flat 409, Rua Iguatemi nº 150, a ser formalizada mediante a competente escritura de cessão e nos 30 (trinta) dias seguintes a reunião, notifique a sociedade dessa intenção, sendo os seus haveres apurados e transferência de direitos, no valor de R$105.000,00 (cento e cinco mil reais); e (b) R$296.798,00 (duzentos e pagos na forma do estipulado na Cláusula Décima. CLÁUSULA OITAVA - A sociedade não se dissolverá por noventa e seis mil, setecentos e noventa e oito reais), em espécie, em moeda corrente do país. 3. Manifestam-se morte de qualquer dos sócios, continuando com os sócios remanescentes, sendo os haveres sociais do sócio os demais Sócios estarem de pleno acordo com a cessão e transferência da titularidade do bem descrito no item pré-morto apurados e pagos a seus herdeiros ou sucessores segundo o procedimento estabelecido na Cláusula 2 acima, expressamente consentindo com a realização de tal providência e, em razão da presença dos sócios Décima, adiante. § 1º. Se, em partilha decorrente de separação judicial, divórcio ou dissolução de união estável representando a totalidade do capital social, fica igualmente dispensada a realização de Reunião dos Sócios do sócio, forem atribuídas quotas sociais a cônjuge ou convivente não sócio, a este serão pagos os respectivos Quotistas, servindo a presente como expressa deliberação. 4. Dão-se o sócio retirante e as sócias remanescen- haveres sociais, segundo o procedimento estabelecido na Cláusula Décima, adiante. § 2º. O ingresso na societes, mutuamente, plena geral e irrevogável quitação, não tendo nada mais a receber ou reclamar em qualquer dade dos herdeiros do sócio, ou do cônjuge separado ou divorciado, ou do ex-convivente de sócio, por eles época estas daquele ou vice-versa. 5. Após a cessão, processada na forma acima disciplinada, o capital social da requeridos por escrito, no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data do óbito ou do trânsito em julgado da separasociedade, que era de R$427.442,00 (quatrocentos e vinte e sete mil, quatrocentos e quarenta e dois reais) total- ção, divórcio ou dissolução de união estável, em substituição ao recebimento dos respectivos haveres sociais, mente subscrito e integralizado em moeda corrente do país, representado por 427.442 (quatrocentas e vinte e depende da aprovação dos demais sócios, que deliberarão por maioria absoluta do capital, sem inclusão, na sete mil, quatrocentas e quarenta e duas) quotas, no valor nominal de R$1,00 (hum real) cada uma, neste ato, formação do quorum deliberativo, das quotas do sócio pré-morto ou separado, divorciado, ou ex-convivente. em razão da redução do capital social ocorrida nos termos do item 1 acima, no valor de R$401.798,00 (quatro- CLÁUSULA NONA - Qualquer sócio poderá, a qualquer tempo e sem declinação de motivos, retirar-se da socicentos e um mil, setecentos e noventa e oito reais), fica reduzido para R$25.644,00 (vinte e cinco mil, seiscentos edade, desde que a notifique, assim como aos demais sócios, com antecedência de 60 (sessenta) dias, e quarenta e quatro reais), representado por 25.644 (vinte e cinco mil, seiscentas e quarenta e quatro) quotas no apurando-se e pagando-se os seus haveres na forma da Cláusula Décima, a seguir: § 1º. Nos 30 (trinta) dias valor nominal de R$1,00 (hum real) cada uma. 6. As sócias quotistas, em razão da retirada do sócio EZIO CABIB, seguintes ao recebimento da notificação referida no item anterior, os demais sócios poderão optar pela dissoludecidem entre si redistribuir o capital social e, desta forma, a sócia MARA ILARIA SILVIA CABIB cede e transfe- ção da sociedade, sendo o sócio retirante obrigado a submeter-se a essa decisão dissolutória. § 2º. A sociedade, re para a sócia MIRTA ANGELINI CABIB, 5.343 (cinco mil, trezentas e quarenta e três) quotas, no valor nominal mediante deliberação tomada por maioria absoluta do capital social, poderá excluir do quadro social, o sócio em de R$1,00 (hum real) cada uma e valor total de R$5.343,00 (cinco mil, trezentos e quarenta e três reais) e a sócia relação ao qual ocorra justa causa, considerando-se também como tal as vicissitudes pessoais ocorrentes sem ANTONELLA NILI CABIB cede e transfere para a sócia MIRTA ANGELINI CABIB, 5.343 (cinco mil, trezentas e culpa do sócio, como, exemplificativamente, interdição, incapacitação física, inabilitação. § 3º. Ao sócio quarenta e três) quotas, no valor nominal de R$1,00 (hum real) cada uma e valor total de R$5.343,00 (cinco mil, excluendo, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias, será dada ciência da justa causa que se lhe imputa e trezentos e quarenta e três reais). 7. Em virtude da cessão das quotas, o capital da sociedade, integralmente será especialmente convocado à reunião de quotistas, destinada a deliberar sobre a exclusão, na qual, por si ou subscrito e integralizado passa a ter a seguinte composição, razão pela qual a Cláusula 4ª do Contrato Social por procurador, poderá o excluendo usar a palavra e inclusive oferecer defesa escrita, mas não terá direito a voto. passa a ser a seguinte: “CLÁUSULA QUARTA - O capital social da sociedade é de R$ 25.644,00 (vinte e cinco § 4º. Os haveres do sócio excluído serão apurados e pagos na forma prevista na Cláusula Décima, a seguir. § mil, seiscentos e quarenta e quatro reais), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 25.644 (vinte e cinco 5º. O arquivamento na Junta Comercial dos atos referentes à retirada espontânea e à exclusão de sócios, inmil, seiscentas e quarenta e quatro) quotas, cada uma no valor nominal de R$1,00 (hum real), divididas pelos clusive à subsequente alteração contratual, independem da assinatura do retirante ou do excluído. sócios na seguinte proporção: SÓCIOS: QUOTAS: R$: MARA ILARIA SILVIA CABIB - 3.205 - 3.205,00. MIRTA CLÁUSULA DÉCIMA - A sociedade não se dissolverá em virtude de causas que impeçam sua continuação, ANGELINI CABIB - 19.234 - 19.234,00. ANTONELLA NILI CABIB - 3.205 - 3.205,00. TOTAL: 25.644 - 25.644,00. desde que os demais sócios queiram dar-lhe continuidade e uma vez pagos os haveres devidos a quem de § 1º. A responsabilidade dos sócios é limitada à importância total do capital social. § 2º. As quotas sociais são direito. Se somente um sócio quiser dar continuidade à sociedade, terá ele o prazo de 06 (seis) meses para indivisíveis em relação à sociedade. Quanto pertencerem a mais de uma pessoa (condomínio de quota), os direi- recompor pluralidade social. § 1º. No prazo de 30 (trinta) dias, a contar do evento que lhe tenha causa, será tos sociais serão exercidos por quem os cotitulares indicarem junto à sociedade (condômino representante), ou levantado o balanço da sociedade, cuja data-base é a da ocorrência do referido evento e destinado à apuração pelo inventariante, em caso de morte do sócio. § 3º. As quotas não poderão ser caucionadas, empenhadas, one- dos haveres devidos a quem deles for credor, como, exemplificativamente, o sócio em recesso; os herdeiros de radas ou agravadas, total ou parcialmente, a qualquer título, salvo se com autorização de sócios que sócio pré-morto; o cônjuge separado, divorciado ou ex-convivente do sócio; o sócio retirante voluntário; o sócio representem a maioria absoluta do capital social. A cessão das quotas obedecerá ao procedimento estabelecido excluído. § 2º. Considera-se como data do evento, para os fins do item anterior, a data da notificação feita pelo na Cláusula Quinta, a seguir.” 8. Diante dessas alterações ora levadas a efeito, e uma vez que a sociedade está sócio dissidente em recesso; a data da morte do sócio; a data de requerimento do sócio retirante voluntário; a obrigada, pelo artigo 2.031, do Código Civil (Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002) a adaptar suas disposições data da reunião de sócios que excluiu sócio; a data de qualquer outro evento que dê causa à apuração dos contratuais às novas disposições legais, resolvem os sócios alterar e consolidar o contrato social, com o texto haveres. § 3º. Na elaboração do balanço, não serão considerados os lucros ou perdas ulteriores à ocorrência que segue, dispensando menção a cada uma das alterações. Contrato Social da Sociedade Empresária Limi- do evento que deu causa à apuração dos haveres, exceto se forem consequência direta de atos que a antecetada Denominada: AGRISA COMERCIAL E PARTICIPAÇÕES LTDA. CLÁUSULA PRIMEIRA - A sociedade deram. § 4º. Os haveres serão pagos em 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e consecutivas, acrescidas constituída sob a forma de sociedade empresária limitada, e com a denominação AGRISA COMERCIAL E PAR- de juros de 12% (doze por cento) ao ano e de correção monetária pela variação do INPC/IBGE (ou outro índice TICIPAÇÕES LTDA., será regida por este Contrato Social e pelos artigos 1.052 e seguintes do Código Civil e oficial que vier a substituí-lo),incidindo ambos a partir da data do evento e até o efetivo pagamento de cada subsidiariamente, em ocorrendo omissões, pela Lei das Sociedades por Ações, no que for aplicável. CLÁUSULA parcela. § 5º. As quotas correspondentes aos haveres pagos poderão ser adquiridas pela sociedade, uma vez SEGUNDA - A sociedade tem sua sede nesta Capital à Avenida Ricardo Medina Filho nº 148 - CEP 05057-100, obedecidas as prescrições legais, e/ou pelos sócios remanescentes, na proporção das quotas que possuírem, Lapa - São Paulo - SP, podendo abrir e encerrar filiais, agências ou escritórios, em qualquer parte do território consoante deliberação em reunião de sócios. CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - O exercício social, em coincinacional, por deliberação da diretoria. Parágrafo único. A sociedade, cujas operações iniciaram-se em 19 de feve- dência com o ano civil, terá início em 1º de janeiro e se encerrará em 31 de dezembro, quando serão reiro de 1986, tem prazo de duração indeterminado. CLÁUSULA TERCEIRA - A sociedade tem por objeto: (a) a levantados o balanço e as respectivas demonstrações financeiras, em conformidade com as prescrições administração de bens, móveis ou imóveis, próprios ou de terceiros; e (b) a participação, como sócia ou acionis- contratuais, legais e contábeis. § 1º. Em reunião de sócios, o balanço será aprovado e será decidido o destino ta, em outras sociedades. CLÁUSULA QUARTA - O capital social da sociedade é de R$25.644,00 (vinte e cinco dos lucros apurados, se ocorrentes. Se deliberada a distribuição, os lucros líquidos serão partilhados entre os mil, seiscentos e quarenta e quatro reais), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 25.644 (vinte e cinco sócios na proporção de sua participação no capital social. § 2º. A Diretoria, por sua iniciativa ou a requerimento mil, seiscentas e quarenta e quatro) quotas, cada uma no valor nominal de R$1,00 (hum real), divididas pelos de qualquer sócio, poderá, no curso do exercício social, levantar balanços intermediários, competindo à reusócios na seguinte proporção: SÓCIOS: QUOTAS: R$: MARA ILARIA SILVIA CABIB - 3.205 - 3.205,00; MIRTA nião de sócios, para tanto convocada, deliberar sobre a destinação dos eventuais lucros líquidos apurados. ANGELINI CABIB - 19.234 - 19.234,00; ANTONELLA NILI CABIB - 3.205 - 3.205,00; TOTAL: 25.644 - 25.644,00. CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - A sociedade poderá: (a) transformar-se em outro tipo social; (b) incorporar § 1º. A responsabilidade dos sócios é limitada à importância total do capital social. § 2º. As quotas sociais são outra sociedade ou ser incorporada; (c) fundir-se com outra sociedade; (d) cindir-se total ou parcialmente, indivisíveis em relação à sociedade. Quanto pertencerem a mais de uma pessoa (condomínio de quota), os direi- vertendo seu patrimônio em outra ou outras sociedades, extinguindo-se se a versão for total; absorver patrimôtos sociais serão exercidos por quem os co-titulares indicarem junto à sociedade (condômino representante), ou nio da sociedade cindida. Parágrafo único. Os sócios renunciam expressamente ao exercício do direito de pelo inventariante, em caso de morte do sócio. § 3º. As quotas não poderão ser caucionadas, empenhadas, one- recesso da sociedade, em virtude desta se transformar em outro tipo social, desde que mantidas as principais radas ou agravadas, total ou parcialmente, a qualquer título, salvo se com autorização de sócios que características da empresa. CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - A sociedade entrará em dissolução, liquidação representem a maioria absoluta do capital social. A cessão das quotas obedecerá ao procedimento estabelecido e partilha, nos casos legais, ou quando assim deliberarem sócios representando, no mínimo, três quartos do na Cláusula Quinta, a seguir. CLÁUSULA QUINTA - As quotas sociais e os direitos de subscrição somente pode- capital social. Em ambas as hipóteses, essa maioria societária deverá eleger o liquidante, arbitrar seus honorão ser cedidos a terceiros se os sócios, consórcios e a sociedade, notificados por escrito e com prazo de 15 rários e fixar a data de encerramento do processo liquidatário. Caso não aceita a nomeação, poderá fixar a (quinze) dias, para exercerem, em igualdade de condições, seu direito de preferência na aquisição, anuírem ex- data de encerramento do processo liquidatário. Caso não aceita a nomeação, poderá ser indicado como pressamente ou não se manifestarem a respeito. A notificação conterá o nome do terceiro interessado na liquidante sócio não-administrador ou terceiro estranho à sociedade. Parágrafo único. Se um ou mais sócios aquisição das quotas e o preço por ele proposto. § 1º. Se todos os sócios e/ou consórcios manifestarem seu quiserem dar continuidade à sociedade, vontade que externarão na mesma reunião de sócios, e se não houver direito de preferência, a cessão de quotas ou direitos de subscrição se fará na proporção das quotas que então óbice legal, a dissolução total será transformada em dissolução parcial, apurando-se e pagando-se os haveres possuírem. Se nem todos exercerem o direito de preferência, os demais sócios poderão, no prazo adicional de 10 dos demais sócios, segundo o procedimento disciplinado na Cláusula Oitava. CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA (dez) dias, adquirir, pro rata, as quotas e/ou direitos que sobejarem. § 2º. A sociedade somente poderá exercer o - Os endereços dos sócios, constantes do Contrato Social ou de sua última alteração, serão válidos para o direito de preferência à aquisição total ou parcial das quotas, se os sócios não o exercerem. § 3º. Não exercido o encaminhamento de convocações, cartas, avisos, etc., relativos a atos societários de seu interesse. Parágrafo direito de preferência pelos sócios ou pela sociedade, o cedente está automaticamente autorizado a efetivar a único. Para esse fim, sob a pena de nada poderem reclamar, devem os sócios comunicar à sociedade as altecessão ao terceiro indicado, tendo para tanto o prazo de 30 (trinta) dias, a contar do vencimento dos prazos indi- rações posteriores ocorridas em seus endereços. CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - As partes elegem o foro da cados nesta cláusula e após o qual a notificação perderá a eficácia. § 4º. Se não efetivada a cessão nesse prazo Comarca de São Paulo, Capital, para dirimir qualquer conflito oriundo deste contrato. Os sócios quotistas, o e persistir o sócio na intenção de alienar suas quotas sociais, todo o procedimento, referente ao exercício do administrador e os subscritores das quotas do capital social, signatários deste instrumento, declaram, para direito de preferência, terá que ser renovado, mesmo que o pretendente a adquiri-las seja o mesmo, antes indica- todos os fins e sob as penas da lei, que não estão impedidos de exercer cargos administrativos societários ou do. CLÁUSULA SEXTA - A sociedade será administrada, em conjunto ou separadamente, pelo Sr. EZIO CABIB, atividades mercantis, por lei especial, ou em virtude de condenação criminal, ou por se encontrarem sob os italiano, casado sob regime de comunhão parcial de bens, industrial, portador da Cédula de Identidade para Es- efeitos dela, a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime trangeiro RNE nº W 179.973-V, inscrito no CPF/MF sob nº 920.727.808-10, residente e domiciliado na cidade de falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Moraes de Barros nº 624, apto. 21, Campo Belo, CEP 04614-001. O sistema financeiro nacional, contra normas de defesa da ocorrência, contra as relações de consumo, fé pública administrador considera-se investido em suas funções na data da assinatura deste Contrato Social. § 1º. O admi- ou a propriedade. E, por estarem em tudo justos e contratados, firmam o presente instrumento em 5 (cinco) nistrador, que será nominado automaticamente de diretor e em conjunto com os demais, como Diretoria, é vias de igual teor e para um só fim de direito, na presença de duas testemunhas infra-assinadas e qualificadas. dispensado de caução ou poderá ser destituído ad nutum de suas funções, sem direito a qualquer indenização, São Paulo, 31 de julho de 2010. Sócias: MARA ILARIA SILVIA CABIB; MIRTA ANGELINI CABIB; no mesmo ato procedendo-se a sua substituição. O quorum deliberativo, tanto para destituição, como para nome- ANTONELLA NILI CABIB; Sócio Retirante: EZIO CABIB - Administrador: EZIO CABIB - Visto da Advogada: ação do substituto, é o de dois terços do capital social. § 2º. Os Diretores receberão um Pró-Labore mensal, Romilda Dondoni - OAB/SP nº 256.671. Testemunhas: NIVALDO BERTONCINI - RG nº 5.528.051 – 1 – SSP/ fixado em reunião de sócios, a qual será, para esse fim, convocada por qualquer um dos sócios. § 3º. A socieda- SP; ARNALDO YAMUTO - RG nº 3.705.531 – SSP/SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Desemprego tem a menor taxa mensal desde abril de 2002

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A inflação tem sido influenciada principalmente pelo rendimento, porque os preços de itens ligados a crédito nem estão tão pressionados. Flávio Serrano, economista-sênior do Besi Brasil

conomia

Evandro Monteiro/Hype

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação negativa de 1,8% em abril ante março, mas a taxa foi positiva em 1,8% na comparação com abril de 2010, segundo IBGE.

A

taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,4% em abril, ante 6,5% em março, informou ontem o instituto. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que previam uma taxa de 6,1% a 6,7%. Foi a menor para meses de abril desde 2002, quando a instituição realizou a reformulação da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O rendimento médio real (descontada a inflação) dos trabalhadores registrou variação negativa de 1,8% em abril ante março, mas um crescimento de 1,8% na comparação com abril do ano passado. O IBGE informou que considera a taxa de abril estável em relação a de março, quando o

6,4 por cento é a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País em abril, ante 6,5% no mês de março.

desemprego foi de 6,5%. O IBGE informou ainda que a massa de renda média real (descontada a inflação) habitual dos ocupados no Brasil somou R$ 34,7 bilhões em abril, o que indica queda de 1,7% ante março e aumento de 4,3% em relação a abril de 2010.

A principal surpresa nos dados do IBGE sobre o mercado de trabalho em abril foi a queda do rendimento médio real habitual na comparação com março, apontou o economistasênior do Besi Brasil, Flávio Serrano. Ele afirmou que a inflação pode ter pesado sobre o rendimento real que, para crescer, exigiria um aumento relevante dos salários nominais. "Mas mesmo com inflação alta estava ocorrendo aumento real do rendimento." Para Serrano, trata-se de um dado mensal, volátil, e que esse recuo registrado em abril pode ter sido pontual. "Pode haver acomodação, mas dado que a gente espera que as condições do mercado de trabalho sigam apertadas no curto prazo, é possível esperar uma reversão do rendimento real depois dessa queda em abril. Ainda mais que sabemos que

Expectativa de especialista é de que a taxa continue baixa e não ultrapasse a casa dos 7% neste ano.

a inflação vai desacelerar", afirmou o economista. Inflação – Essa dinâmica ainda forte das condições de emprego e renda no curto prazo, destacou Serrano, tem importantes implicações inflacionárias. "O mercado de trabalho apertado e o rendimento ainda forte no curto prazo impulsionam o consumo, que tende a pressionar serviços." Para ele, "mesmo com uma forte desaceleração da inflação no curto prazo, e a inflação vai ficar bem baixa mesmo, dificilmente haverá alteração significativa na taxa de inflação de serviços, por causa desse mercado de trabalho

INCC acelera 2,03% em maio

O

Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) registrou variação de 2,03% em maio, com forte aceleração em relação ao resultado do mês anterior (0,75%). No ano, o indicador acumula aumento de 4,04% e, nos últimos 12 meses, de 8,18%, de acordo com informações divulgadas ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. O item relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou

como está", disse Serrano. A inflação de serviços em 12 meses estava em 8,6% no Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) fechado de abril e em 8,5% no IPCA-15 de maio. O Besi calcula também a taxa de inflação para bens e serviços dentro do IPCA que depende bastante de renda e crédito, e essa taxa ficou em 6,5% em abril, bem acima dos 5,4% de igual mês do ano passado e o maior nível desde outubro de 2005. "Isso é um indício de que a inflação tem sido influenciada principalmente pelo rendimento, porque os preços de itens ligados a crédito nem estão tão pressiona-

dos", disse ele. Um arrefecimento mais significativo do mercado de trabalho, apontou Serrano, deve ocorrer mais para o final deste ano, sentindo o efeito defasado da política monetária e da consequente acomodação da economia. "É possível que a taxa de desemprego dessazonalizada chegue ao final deste ano perto de 6,5% ou até um pouco abaixo disso", disse Serrano, que calcula que em abril a taxa dessazonalizada ficou de 5,9%. Ainda assim, não deve ocorrer um ajuste muito forte. "É pouco provável que esse percentual chegue perto dos 7% neste ano. (AE)

CNI: nível da atividade recua.

variação positiva de 0,45%, ante 0,36% no mês anterior. A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 0,21%, em abril para 0,53%, em maio, com destaque para a aceleração do subgrupo serviços técnicos, que foi de uma variação de 0,12% para 1,01%. O grupo Mão de Obra apresentou alta de 3,7% em maio, ante 1,16% anteriormente. Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo registraram variações de 3,52%, 6,02%, 4,23% e 5,34%, respectivamente, devido aos reajustes salariais ocorridos em função da data-base. (Folhapress)

A

indústria brasileira da construção civil está desaquecida, segundo a sondagem divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento mostra que o nível de atividade efetivo do setor no mês de abril – a avaliação das empresas sobre o ritmo habitual nesse mês – registrou 48,3 pontos, ante 49,5 pontos no mês anterior. O indicador varia de 0 a 100 e valores superiores a 50 in-

dicam crescimento da atividade e expectativa positiva. As pequenas empresas (48,4 pontos) foram as que mais desaceleraram em abril, seguidas pelas médias (49,7 pontos). As de grande porte elevaram o ritmo de atividade, com 52,4 pontos, um ponto a mais ante março. O gerente da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, atribui boa parte da queda no ritmo do setor à contenção dos gastos públicos federais e, no ca-

so dos governos estaduais, à redução da execução ou paralisação de vários empreendimentos, para reavaliação, onde houve sucessão de governadores. "O aumento da inflação e dos juros e as dificuldades de crédito também têm contribuído para algum arrefecimento da demanda. Em uma conjuntura como essa, as pessoas pensam duas vezes diante de um comprometimento grande e de longo prazo da renda", acrescenta. (Folhapress)

Divulgação

PRODUÇÃO DA TOYOTA É SUSPENSA POR UM DIA – A montadora Toyota anunciou ontem que irá ajustar temporariamente sua produção em Indaiatuba (SP) e Zárate (Argentina) por falta de peças fornecidas pelo Japão após os desastres naturais ocorridos no país, em março. A produção na planta de Indaiatuba será interrompida por um dia, em 27 de junho. A fábrica produz o sedã médio Corolla. Já na Argentina, onde são feitos a picape Hilux e o utilitário esportivo SW4, o segundo turno será suspenso por dois dias, em 17 e 24 de junho. Segundo a empresa, o ajuste não afetará o nível de emprego nas fábricas da Toyota Mercosul. Atualmente, a montadora tem mais de 7,1 mil funcionários nos dois países. "Ao mesmo tempo, a construção da nova fábrica da Toyota do Brasil, em Sorocaba (SP), bem como a ampliação da capacidade produtiva da planta de Zárate da Toyota Argentina não sofrerão alterações em seus cronogramas", diz em comunicado. Nenhuma decisão ainda foi tomada a respeito do cronograma de produção para após 30 de junho de 2011. (Folhapress)

2010

ANO XXV ANO XXV

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SEXTA-FEIRA, 27 DE MAIO DE 2011

TÉRMINO DO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA GERA DIREITO AO ENCAMINHAMENTO DO SEGURO DESEMPREGO? Esclarecemosquearescisãoportérminodecontratodeexperiêncianãogera direito ao seguro-desemprego,conforme o artigo 3º da Lei nº 7.998-1990. CONVOCAÇÃO PARA O SERVIÇO MILITAR Menor aprendiz foi convocado para o serviço militar e o término do seu contrato de experiência irá ocorrer durante este período, como proceder,pois a empresa não tem a intenção de contratá-lo como CLT? Saiba mais acessando: [www.empresario.com.br/legislacao].

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DIĂ RIO DO COMĂ&#x2030;RCIO

sexta-feira, 27 de maio de 2011 A Empresa JOSĂ&#x2030; ANTĂ&#x201D;NIO PEREIRA DE ARAUJO-ME, situada Ă Rua Expedito de Oliveira Santos, n°1.101 - Parque Santo AntĂ´nio, SĂŁo Paulo (SP), CEP: 05821-050, CNPJ: 10.295.332/0001-02, CCM: 3.804.404-8 e I.E. 148.267.258.115, comunica o extravio do talĂŁo n°01 Mod: 2, SĂŠrie: D-1, NF 01 ao 50, de AIDF: 273.279.954.408 e livro mod. 06.

4-8 $033&503" %& 7"-03&4 & $Â?.#*0 -5%" $/1+  $PNVOJDBEP $PNVOJDBNPT RVF PT SFMBUĂ?SJPT "OVBJT EP BHFOUF 'JEVDJÂľSJP QSFWJTUP OP UFSNP EP BSUJHP  g C EB -FJ O  FODPOUSBOTF EJTQPTOJWFJT OB TFEF EP "HFOUF 'JEVDJÂľSJP EB &NJTTPSB #PWFTQB F $7. /0.& &.*44Â&#x2019;0 5*10 #3"%&4$0 -&"4*/( 4"  %&#Â&#x153;/563&4 4šP 1BVMP  EF "CSJM EF 

ECONOMIA/LEGAIS - 17

PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE ANDRADINA EXTRATO DE PRORROGAĂ&#x2021;Ă&#x192;O CONTRATUAL PROCESSO NÂş 125/10 â&#x20AC;&#x201C; TOMADA DE PREĂ&#x2021;OS NÂş 25/10 CONTRATANTE: Prefeitura do MunicĂ­pio de Andradina CONTRATADO: DEMOP PARTICIPAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES LTDA. Fica ajustado entre as partes que o prazo de execução serĂĄ prorrogado por mais 60 (sessenta) dias e, em consequĂŞncia, o prazo de vigĂŞncia do contrato serĂĄ prorrogado por mais 60 (sessenta) dias. As demais clĂĄusulas e condiçþes dos contratos supra permanecem inalterados. Andradina, 26 de maio de 2011. JAMIL AKIO ONO â&#x20AC;&#x201C; Prefeito.

A empresa ROBERTA QUEIROZ ROTESSARIE-ME, CNPJ 10.585.847/0001-39, I.E. 148.458.443.119, comunica que se encontra extraviado 10 blocos de NF Venda a Consumidor SĂŠrie D-1 de nÂş 001 a 500, utilizados e em branco.

AUTO POSTO NOVO PERUS LTDA, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação, 29005121, valida atÊ 25/05/2016, para comercio varejista de Combustíveis e Lubrificantes , Av.Fiorelli Peccicacco, 1243, 1251 - Vila Fanton- Perus-São Paulo.

DEL REY COMBUST�VEIS LTDA, torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação, 32005698, valida atÊ 25/05/2016, para comercio varejista de Combustíveis e Lubrificantes , Av.Integração, 270-Cohab- Carapicuiba-SP

PREFEITURA DO MUNICĂ?PIO DE ANDRADINA AVISO DE ABERTURA DE LICITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O Processo nÂş 51/2011 - PregĂŁo nÂş 26/2011 OBJETO: Aquisição de materiais de escritĂłrio, escolar e informĂĄtica. TIPO: MENOR PREĂ&#x2021;O, POR ITEM. VENCIMENTO: 09(nove) horas, do dia 13 de junho de 2011. Edital por meio eletrĂ´nico e sem custo - (licita.andradina@hotmail.com) e na forma impressa - taxa no valor de R$ 18,04. Informaçþes: Prefeitura - Rua Dr. Orensy Rodrigues da Silva n°341, fone/fax (18) 3702-1029, de 2ÂŞ a 6ÂŞ feira, das 08h30 Ă s 16h00. Andradina, 26 de maio de 2011. JAMIL AKIO ONO â&#x20AC;&#x201C; PREFEITO

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO REPUBLICADO PARA CORREĂ&#x2021;Ă&#x192;O DA CHAMADA DE PREGĂ&#x192;O ELETRĂ&#x201D;NICO ONDE SE LIA: Edital de PregĂŁo EletrĂ´nico para Registro de Preços, objetivando a Compra de Carne Bovina MoĂ­da ao Molho de Tomate cozida e congelada. LEIA-SE: Edital de PregĂŁo EletrĂ´nico para Registro de Preços objetivando a Compra de PĂŁo Tipo FrancĂŞs semiassado congelado EDITAL DE PREGĂ&#x192;O ELETRĂ&#x201D;NICO n° 057/2011 PROCESSO n° 2541/5900/2011 OFERTA DE COMPRA N° 080105000012011OC00063 ENDEREĂ&#x2021;O ELETRĂ&#x201D;NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br DATA DO INĂ?CIO DO PRAZO PARA ENVIO DA PROPOSTA ELETRĂ&#x201D;NICA: 27/05/2011 DATA E HORA DA ABERTURA DA SESSĂ&#x192;O PĂ&#x161;BLICA: 09/06/2011 â&#x20AC;&#x201C; 10:00 horas INFORMAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES: fones: (11) 3866-1615/1616, de 2ÂŞ a 6ÂŞ feira, no horĂĄrio das 8h Ă s 17h. ENDEREĂ&#x2021;O ELETRĂ&#x201D;NICO: www.bec.sp.gov.br ou www.bec.fazenda.sp.gov.br SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DEPARTAMENTO DE SUPRIMENTO ESCOLAR

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: PREGĂ&#x192;O (ELETRĂ&#x201D;NICO) DE REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS NÂş 36/00111/11/05 OBJETO: AQUISIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE UNIFORME COMPLETO PARA FANFARRAS A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para aquisição de Uniforme Completo para Fanfarras. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital a partir de 27/05/2011, no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes, na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, ou verificar o edital na Ă­ntegra, atravĂŠs da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessĂŁo pĂşblica de processamento do PregĂŁo EletrĂ´nico serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br, no dia 14/06/2011, Ă s 09:30 horas e serĂĄ conduzida pelo pregoeiro com o auxĂ­lio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epĂ­grafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serĂŁo encaminhadas, por meio eletrĂ´nico, apĂłs o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do inĂ­cio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 27/05/2011, atĂŠ o momento anterior ao inĂ­cio da sessĂŁo pĂşblica. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

GOVERNO DO ESTADO DE SĂ&#x192;O PAULO

FDE AVISA: PREGĂ&#x192;O (ELETRĂ&#x201D;NICO) DE REGISTRO DE PREĂ&#x2021;OS NÂş 36/00341/11/05 OBJETO: AQUISIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DE LUMINĂ RIAS A FUNDAĂ&#x2021;Ă&#x192;O PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - FDE comunica Ă s empresas interessadas que se acha aberta licitação para aquisição de LuminĂĄrias. As empresas interessadas poderĂŁo obter informaçþes e verificar o Edital a partir de 27/05/2011, no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na SupervisĂŁo de Licitaçþes na Av. SĂŁo LuĂ­s, 99 - RepĂşblica - CEP: 01046-001 - SĂŁo Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horĂĄrio das 08:30 Ă s 17:00 horas, ou verificar o edital na Ă­ntegra, atravĂŠs da Internet, no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessĂŁo pĂşblica de processamento do PregĂŁo EletrĂ´nico serĂĄ realizada no endereço eletrĂ´nico www.bec.sp.gov.br, no dia 15/06/2011, Ă s 09:30 horas e serĂĄ conduzida pelo pregoeiro com o auxĂ­lio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epĂ­grafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverĂŁo obedecer, rigorosamente, o estabelecido no edital e seus anexos e serĂŁo encaminhadas, por meio eletrĂ´nico, apĂłs o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do inĂ­cio do prazo para envio da proposta eletrĂ´nica serĂĄ de 27/05/2011, atĂŠ o momento anterior ao inĂ­cio da sessĂŁo pĂşblica. JOSĂ&#x2030; BERNARDO ORTIZ Presidente

YOKI ALIMENTOS S.A. CNPJ/MF nÂş 61.586.558/0013-29 - NIRE nÂş 35300100743 Ata da AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria Realizada em 25 de Março de 2011 Data, Hora e Local: 25 de março de 2011, Ă s 10 horas, na sede social da Yoki Alimentos S.A. (â&#x20AC;&#x153;Companhiaâ&#x20AC;?), na Avenida Miro Vetorazzo, nÂş 1661/1681 - Bairro Demarchi - SĂŁo Bernardo do Campo, SĂŁo Paulo. Quorum: conforme assinaturas na lista de presença. Mesa: Presidente: Mitsuo Matsunaga, SecretĂĄrio: Zilo Matsunaga. Convocação: realizada nos dias 17, 18 e 19 de março de 2011, Ă s fls 17, 23, 19, respectivamente, no DiĂĄrio do ComĂŠrcio e, nos dias 17, 18 e 19, Ă s fls 31, 87, 38 respectivamente, no DiĂĄrio Oficial do Estado de SĂŁo Paulo. Ordem do Dia: (i) deliberar sobre a re-ratificação das deliberaçþes da Ata de AssemblĂŠia Geral ExtraordinĂĄria da Companhia realizada em 17 de janeiro de 2011 (â&#x20AC;&#x153;AGEâ&#x20AC;?), que aprovou a 1ÂŞ (primeira) emissĂŁo pĂşblica, pela Companhia, de debĂŞntures simples, nĂŁo conversĂ­veis em açþes, da espĂŠcie quirografĂĄria, com garantia real e fidejussĂłria adicional, em sĂŠrie Ăşnica (â&#x20AC;&#x153;DebĂŞnturesâ&#x20AC;?), em especial para retificação (a) do item â&#x20AC;&#x153;(xiii)â&#x20AC;? da AGE, referente ao resgate antecipado das debĂŞntures, e (b) do item â&#x20AC;&#x153;(xiv) (u)â&#x20AC;? da AGE, referente a evento de vencimento antecipado das DebĂŞntures; (ii) deliberar sobre a ratificação de todos os demais itens da AGE, permanecendo as demais caracterĂ­sticas das debĂŞntures definidas na AGE inalteradas; e (iii) deliberar sobre a delegação de poderes Ă  Diretoria da Companhia para celebrar aditamento Ă  escritura de emissĂŁo das DebĂŞntures. Deliberaçþes: os Acionistas, por unanimidade, deliberaram: (i) retificar (a) o item â&#x20AC;&#x153;(xiii)â&#x20AC;? da AGE, que passarĂĄ a vigorar com a seguinte redação: (xiii) Resgate Antecipado: apĂłs o tĂŠrmino do 24Âş (vigĂŠsimo quarto) mĂŞs contado da Data de EmissĂŁo, ficarĂĄ admitido o resgate antecipado total das DebĂŞntures pela Emissora, mediante o pagamento do seu Valor Nominal UnitĂĄrio nĂŁo amortizado, acrescido de: (a) Remuneração, calculada pro rata temporis desde a data do Ăşltimo pagamento das obrigaçþes previstas na Escritura atĂŠ a data do efetivo resgate, bem como multa e juros moratĂłrios, se houver; e (b) um prĂŞmio equivalente a (1) 0,50% (cinquenta centĂŠsimos por cento) sobre o Valor Nominal UnitĂĄrio, acrescido da Remuneração correspondente, se o resgate ocorrer entre o 25Âş (vigĂŠsimo quinto) e o 36Âş (trigĂŠsimo sexto) mĂŞs contado da Data de EmissĂŁo, inclusive; (2) 0,40% (quarenta centĂŠsimos por cento) sobre o Valor Nominal UnitĂĄrio, acrescido da Remuneração correspondente, se o resgate ocorrer entre o 37Âş (trigĂŠsimo sĂŠtimo) e o 48Âş (quadragĂŠsimo oitavo) mĂŞs contado da Data de EmissĂŁo, inclusive; e (3) 0,30% (trinta centĂŠsimos por cento) sobre o Valor Nominal UnitĂĄrio, acrescido da Remuneração correspondente, se o resgate ocorrer a partir do 49Âş (quadragĂŠsimo nono) mĂŞs contado da Data de EmissĂŁo, atĂŠ a Data de Vencimento; (b) o item â&#x20AC;&#x153;(xiv) (u)â&#x20AC;? da AGE, que passarĂĄ a vigorar com a seguinte redação: (u) nĂŁo obtenção de classificação de rating para a EmissĂŁo em atĂŠ 100 (cem) dias apĂłs a Data da Liquidação Financeira; (ii) ratificar todos os demais itens da AGE, permanecendo as demais caracterĂ­sticas das debĂŞntures definidas na AGE inalteradas; e (iii) delegar poderes Ă  Diretoria da Companhia para celebrar aditamento Ă  escritura de emissĂŁo das DebĂŞntures. Encerramento: foi oferecida a palavra a quem dela quisesse fazer uso. Como ninguĂŠm se manifestou, foram encerrados os trabalhos e lavrada a presente ata no livro prĂłprio, a qual, reaberta a sessĂŁo, foi lida, aprovada e por todos os presentes assinada. (a) Mitsuo Matsunaga - Presidente da Mesa; Zilo Matsunaga - SecretĂĄrio da mesa; Yeda Kitano Cherubini e Misako Matsunaga pela Aldeinha Participaçþes e Empreendimentos Ltda., Mitsuo Matsunaga; Gabriel JoĂŁo Cherubini; Zilo Matsunaga; Misako Matsunaga e Yeda Kitano Cherubini. Declaro que a presente ĂŠ cĂłpia fiel da ata lavrada em livro prĂłprio. Zilo Matsunaga - SecretĂĄrio da mesa. Jucesp - Certifico o Registro sob o nÂş 125.664/11-4 em 06/04/11. KĂĄtia Regina Bueno de Godoy - SecretĂĄria Geral.

FALĂ&#x160;NCIA, RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O EXTRAJUDICIAL E RECUPERAĂ&#x2021;Ă&#x192;O JUDICIAL

Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 26 de maio de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Reqte: Leandra Martins Tassi. Reqdo: HB Corretora de Seguros Ltda. Av. AngĂŠlica, 672 - 12° Andar â&#x20AC;&#x201C; Santa CecĂ­lia - 2ÂŞ V. de FalĂŞncias. Reqte: Aços 2000 Ltda. Reqdo: Walmak IndĂşstria de MĂĄquinas Ltda. R. Sanches de Aguiar, 206 â&#x20AC;&#x201C; Vila OratĂłrio â&#x20AC;&#x201C; Vila Prudente - 2ÂŞ V. de FalĂŞncias.

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Boa Vista Serviços S.A. CNPJ nÂş 11.725.176/0001-27 DEMONSTRAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES FINANCEIRAS A Administração da Boa Vista Serviços S.A. (â&#x20AC;&#x153;Sociedadeâ&#x20AC;?), em cumprimento Ă s disposiçþes legais e estatutĂĄrias, submete Ă  apreciação dos senhores acionistas as Demonstraçþes Financeiras da Sociedade, acompanhadas do parecer dos Auditores Independentes, relativas ao perĂ­odo findo em 31 de dezembro de 2010. BALANĂ&#x2021;O PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 (Em milhares de reais -R$) Nota Nota explicativa explicativa 31/12/2010 PASSIVO E PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO ATIVO CIRCULANTE CIRCULANTE 7 Caixa e equivalentes de caixa 3 7.834 Fornecedores 8 Contas a receber 4 35.339 Repasses a pagar Partes relacionadas 11 1.658 Obrigaçþes trabalhistas, fĂŠrias e encargos sociais 9 10 Impostos a recuperar 919 Impostos a recolher 11 Outros ativos 457 Partes relacionadas Total do ativo circulante 46.207 Dividendos a pagar Outras contas a pagar Total do passivo circulante NĂ&#x192;O CIRCULANTE Imposto de renda e contribuição social diferidos 12 962 NĂ&#x192;O CIRCULANTE 11 Imobilizado 5 3.473 Partes relacionadas IntangĂ­vel 6 109.519 PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO 12.a) Total do ativo nĂŁo circulante 113.954 Capital social Reserva de lucros Total do patrimĂ´nio lĂ­quido TOTAL DO PASSIVO TOTAL DO ATIVO 160.161 E PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO As notas explicativas sĂŁo parte integrante das demonstraçþes financeiras.

Demonstração do Resultado para o período de dois meses findo em 31 de dezembro de 2010 - (Em milhares de reais - R$) 31/12/2010

12.435 RECEITA LĂ?QUIDA DE SERVIĂ&#x2021;OS 2.284 DESPESAS OPERACIONAIS 5.901 ImpressĂŁo e postagem de avisos 6.573 Despesas com pessoal e encargos 4.048 Depreciação e amortizaçþes 494 Serviços de terceiros 439 HonorĂĄrios advocatĂ­cios 32.174 Base de dados Despesas de marketing 5.592 ProvisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa Viagens e congressos 120.808 Despesas prediais 1.587 Despesas comerciais 122.395 Outros LUCRO OPERACIONAL 160.161 RESULTADO FINANCEIRO Despesas financeiras Receitas financeiras Demonstração das Mutaçþes do PatrimĂ´nio LĂ­quido p/ o perĂ­odo de dois meses findo em 31 de dezembro de 2010 (Em milhares de reais - R$) Nota explicativa

Capital social 1

Reserva de lucros Reserva Lucros legal retidos â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C;

Integralização de capital em 23/06/2010 Integralização de capital com conferĂŞncia de bens em 1Âş de outubro de 2010 105.807 â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Integralização de capital em moeda corrente em 12 a) 15.000 â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; 1Âş de outubro de 2010 Lucro lĂ­quido do perĂ­odo â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Reserva legal 12 b) â&#x20AC;&#x201C; 104 â&#x20AC;&#x201C; Dividendo mĂ­nimo obrigatĂłrio 12 c) â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Retenção de lucros â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; 1.483 SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 120.808 104 1.483 As notas explicativas sĂŁo parte integrante das demonstraçþes financeiras.

Lucros acumulados â&#x20AC;&#x201C;

Total 1

â&#x20AC;&#x201C;

105.807

â&#x20AC;&#x201C; 2.081 (104) (494) (1.483) â&#x20AC;&#x201C;

15.000 2.081 â&#x20AC;&#x201C; (494) â&#x20AC;&#x201C; 122.395

Nota explicativa 13

2010 43.424 (11.223) (11.436) (5.499) (4.486) (1.983) (957) (865) (580) (448) (412) (351) (1.352) 3.832 (52) 1 (51)

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIĂ&#x2021;Ă&#x192;O SOCIAL IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIĂ&#x2021;Ă&#x192;O SOCIAL Correntes 14 Diferidos 14

3.781 (2.662) 962 (1.700) 2.081

LUCRO L�QUIDO DO PER�ODO Não hå resultados abrangentes no período. As notas explicativas são parte integrante das demonstraçþes financeiras. Demonstração dos fluxos de caixa para o período de dois meses findo em 31 de dezembro de 2010 - (Em milhares de reais - R$)

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS 2010 Lucro lĂ­quido do perĂ­odo 2.081 Ajustes para reconciliar o lucro lĂ­quido ao caixa lĂ­quido gerado pelas atividades operacionais: Notas Explicativas Ă s Demonstraçþes Financeiras para o perĂ­odo de dois meses findo em 31 de dezembro de 2010 Depreciação e amortização 5.499 (Em milhares de reais - R$, exceto quando de outra forma indicado) ProvisĂŁo para devedores duvidosos 580 Imposto de renda diferido (962) 1. CONTEXTO OPERACIONAL - A Boa Vista Serviços S.A. ĂŠ uma so- 5. IMOBILIZADO (Aumento) redução nos ativos operacionais: ciedade de capital fechado com sede na cidade de SĂŁo Paulo, fundada em Taxa mĂŠdia Contas a receber (35.919) 04 de março de 2010 e que iniciou suas operaçþes em 01 de novembro de anual de 2010 Partes relacionadas (1.658) 2010, com o propĂłsito de negĂłcio e atividades de: (a) prestação de servidepreDepre Impostos (919) ços em geral para suporte Ă  atividade creditĂ­cia e de proteção ao crĂŠdito, ciação - % Custo ciação LĂ­quido (457) incluindo consultoria, desenvolvimento de sistemas e elaboração e venda MĂĄquinas e equipamentos 10 350 (6) 344 Outras de pesquisas; (b) desenvolvimento e exploração comercial de soluçþes de Instalaçþes 10 67 (1) 66 Aumento (redução) nos passivos operacionais: 12.435 meios de pagamento em geral de concessĂŁo de crĂŠdito; e (c) participação MĂłveis e utensĂ­lios 10 571 (10) 561 Fornecedores 2.284 em outras sociedades, como acionista ou quotista, no Brasil ou no exterior. VeĂ­culos 20 285 (3) 282 Repasses a pagar SalĂĄrios e encargos 5.901 A Boa Vista Serviços foi constituĂ­da pela Associação Comercial de SĂŁo Equipamento de informĂĄtica 20 2.091 (92) 1.999 6.573 Paulo mediante a contribuição de capital dos ativos lĂ­quidos das atividades Imobilizado em andamento 221 221 Impostos a recolher Partes relacionadas 2.650 do SCPC - Serviço Central de Proteção ao CrĂŠdito, como segue: 3.585 (112) 3.473 Outras 439 01.10.2010 Em 31 de dezembro de 2010 a movimentação do imobilizado ĂŠ como seCaixa lĂ­quido utilizado nas atividades operacionais (1.473) Caixa e Equivalentes de Caixa 18.238 gue: FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Ativo Imobilizado 2.992 2010 (593) IntangĂ­vel 102.815 ConferĂŞncia de bens em 1Âş de outubro de 2010 2.992 Aquisiçþes de imobilizado (5.101) Total 124.045 Adiçþes do ativo imobilizado 593 Aquisiçþes de intangĂ­veis Caixa lĂ­quido utilizado nas atividades de investimento (5.694) Partes Relacionadas (Folhas de pagamento) (3.237) Depreciaçþes (112) Total Contribuição de capital em ativos lĂ­quidos 120.808 Saldos em 31 de dezembro de 2010 3.473 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Integralização de capital 15.001 Em 8 de outubro de 2010, a Associação Comercial de SĂŁo Paulo alienou 6. INTANGĂ?VEL Caixa lĂ­quido gerado pelas atividades de financiamento 15.001 parte de sua participação acionĂĄria na Boa Vista S.A. para o Clube dos Taxa mĂŠdia AUMENTO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 7.834 Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (2,9%), a Associação Comercial anual de 2010 CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA do ParanĂĄ (2,5%), a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre amortiAmortiâ&#x20AC;&#x201C; (1,5%). Em 29 de outubro de 2010, todos os acima alienaram para Buzação - % Custo zação LĂ­quido No inĂ­cio do exercĂ­cio 7.834 reau de CrĂŠdito do Brasil Participaçþes SA, 25% de suas participaçþes, Base de dados (*) 20 80.659 (3.874) 76.785 No fim do exercĂ­cio 7.834 passando a partir de 1Âş de novembro de 2010 esta sociedade a atuar CartĂłrios (*) 20 16.421 (670) 15.751 AUMENTO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA no mercado creditĂ­cio com os serviços do SCPC - Serviços Central de Juntas comerciais e açþes cĂ­veis (*) 20 1.215 (51) 1.164 TRANSAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES SEM EFEITO DE CAIXA Proteção ao CrĂŠdito, atĂŠ entĂŁo operados pela Associação Comercial de Outras informaçþes adquiridas (*) 20 15.462 (748) 14.714 Contribuição de capital em bens do 105.807 SĂŁo Paulo. Marcas, direitos e patentes â&#x20AC;&#x201C; 7 â&#x20AC;&#x201C; 7 ativo imobilizado e intangĂ­veis 6.990 2. PRINCIPAIS PRĂ TICAS CONTĂ BEIS - 2.1 Declaração de conformida- Software 20 1.140 (44) 1.096 Aquisição de intangĂ­veis a pagar de: As demonstraçþes financeiras foram elaboradas e estĂŁo apresentadas Outros 2 â&#x20AC;&#x201C; 2 As notas explicativas sĂŁo parte integrante das demonstraçþes financeiras. em conformidade com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil, e com Total 114.906 (5.387) 109.519 Açþes % de observância Ă s disposiçþes contidas na Lei das Sociedades por Açþes (*) Os gastos com aquisição de informaçþes para incremento e desenvolviordinĂĄrias participação contemplando todas as modificaçþes nas prĂĄticas contĂĄbeis introduzidas mento de banco de dados utilizados nas consultas dos serviços prestados Associação Comercial de SĂŁo Paulo - ACSP 69.810 69,81 pelas Leis nÂş 11.638/07 e nÂş 11.941/09, e regulamentadas pelo Comi- pela Boa Vista, sĂŁo capitalizados e amortizados dentro do perĂ­odo cor- Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro 2.180 2,18 tĂŞ de Pronunciamentos ContĂĄbeis - CPCs, que jĂĄ foram aprovados pelo respondente Ă  utilização dessas informaçþes. A base de mensuração da Associação Comercial do ParanĂĄ 1.880 1,88 Conselho Federal de Contabilidade - CFC. 2.2 Base de elaboração: As amortização foi fundamentada no prazo legal de exibição das informaçþes, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre 1.130 1,13 demonstraçþes financeiras foram preparadas com base no custo histĂłrico, cinco anos, conforme parĂĄgrafo primeiro do artigo 43 da Lei nÂş 8.078 - CĂł- Bureau de CrĂŠdito do Brasil Participaçþes S.A. 25.000 25,00 exceto se indicado de outra forma. O custo histĂłrico geralmente ĂŠ baseado digo de Defesa do Consumidor, de 11 de setembro de 1990. Em 31 de Total 100.000 100,00 no valor justo das contraprestaçþes pagas em troca de ativos. 2.3 Estima- dezembro de 2010 a movimentação do intangĂ­vel ĂŠ como segue: b) Reserva Legal: ConstituĂ­da em 5% do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio. c) tivas contĂĄbeis: A preparação das demonstraçþes financeiras de acordo 2010 Dividendos mĂ­nimos obrigatĂłrios: Aos acionistas ĂŠ garantido estatutacom as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil requer que a Administração ConferĂŞncia de bens em 1Âş de outubro de 2010 102.815 riamente um dividendo mĂ­nimo obrigatĂłrio correspondente a 25% do lucro se baseie em estimativas para o registro de certas transaçþes que afe- Aquisiçþes de intangĂ­veis 12.091 lĂ­quido do exercĂ­cio nos termos da Lei das Sociedades por Açþes, apurado tam os ativos, os passivos, as receitas e as despesas da Sociedade, bem Amortizaçþes (5.387) de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil. A destinação do como a divulgação de informaçþes sobre dados das suas demonstraçþes Saldos em 31 de dezembro de 2010 109.519 resultado para o exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2010 ĂŠ a seguinte: financeiras. Os resultados finais dessas transaçþes e informaçþes, quando 7. FORNECEDORES - O saldo de fornecedores, em 31 de dezembro de 2010 de sua efetiva realização em perĂ­odos subsequentes, podem diferir des- 2010, no montante de R$12.435, refere-se Ă  aquisição de serviços relacio- Lucro lĂ­quido do perĂ­odo de acordo com as prĂĄticas sas estimativas. As principais estimativas relacionadas Ă s demonstraçþes nados Ă s atividades normais da Boa Vista, tais como aquisição de bens, contĂĄbeis adotadas no Brasil 2.081 financeiras referem-se Ă  provisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa, Ă  serviços de postagem de correspondĂŞncias, manutenção de software e Reserva legal - 5% (104) determinação da provisĂŁo para riscos fiscais, cĂ­veis e trabalhistas e Ă  deter- hardware, consultorias diversas, entre outros. 1.977 minação da vida Ăştil do intangĂ­vel e dos bens do imobilizado. O resumo das 8. REPASSES A PAGAR - O saldo de repasses a pagar, em 31 de dezem- Dividendos mĂ­nimos obrigatĂłrios 25% (494) principais prĂĄticas contĂĄbeis adotadas pela Sociedade estĂĄ apresentado a bro de 2010, no montante de R$ 2.284, refere-se a valores que deverĂŁo Retenção de lucros 1.483 seguir. 2.4 Reconhecimento de receitas: A receita de serviços prestados ser repassados a associaçþes comerciais de outros municĂ­pios, pela pres- Total â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ reconhecida no resultado Ă  medida que os serviços sĂŁo efetivamente tação de serviços de consulta de crĂŠditos de clientes localizados fora do 13. RECEITA LĂ?QUIDA DE SERVIĂ&#x2021;OS prestados. Quando aplicĂĄvel, serviços contratados e ainda pendentes de municĂ­pio de SĂŁo Paulo. A Sociedade repassa uma parcela da receita dos 2010 realização sĂŁo reconhecidos no passivo circulante como receitas ante- serviços prestados nestas regiĂľes conforme contrato entre as partes. RECEITA BRUTA DE SERVIĂ&#x2021;OS 54.228 cipadas de acordo com a previsĂŁo dos serviços a serem prestados. 2.5 9. OBRIGAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES TRABALHISTAS, FĂ&#x2030;RIAS E ENCARGOS SOCIAIS (-) Descontos e cancelamentos (17) Caixa e equivalentes de caixa: Inclui caixa e saldos em contas bancĂĄrias. 2010 (-) Repasses (5.299) 2.6 Contas a receber: Representado pelos valores nominais dos tĂ­tulos a ProvisĂŁo de fĂŠrias e encargos sobre fĂŠrias 2.652 (-) Impostos sobre serviços (5.488) receber de clientes por serviços prestados nas ĂĄreas de informaçþes de Encargos sociais a recolher 1.972 43.424 pessoas fĂ­sicas e jurĂ­dicas. A provisĂŁo para crĂŠdito de liquidação duvido- ProvisĂŁo para Gratificaçþes de Diretores 568 14. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIĂ&#x2021;Ă&#x192;O SOCIAL - a) Imposto de sa ĂŠ constituĂ­da em montante considerado suficiente pela Administração Programa de Participação nos Resultados - PPR 706 renda e contribuição social diferidos para fazer face Ă s eventuais perdas na realização das contas a receber. 2.7 Outros 3 2010 Imobilizado e intangĂ­vel: Demonstrados ao custo de aquisição, deduzido Total 5.901 ProvisĂŁo de Comunicação, AluguĂŠis e Despesas Prediais 823 das depreciaçþes e amortizaçþes calculadas pelo mĂŠtodo linear Ă s taxas 10. IMPOSTOS A RECOLHER ProvisĂŁo para Gratificaçþes e PLR 780 mencionadas nas notas explicativas nÂş 5 e nÂş 6. O intangĂ­vel refere-se a 2010 ProvisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa 580 gastos com aquisiçþes de informaçþes para formação de base de dados IRRF - Imposto de Renda Retido na Fonte de terceiros e ProvisĂŁo de serviços prestados 430 e sistemas de computação, amortizĂĄveis pelo mĂŠtodo linear Ă  taxa anual funcionĂĄrios 898 ProvisĂŁo de repasses 216 mencionada na nota explicativa nÂş 6, que levam em consideração a vida Ăştil PIS- Programa de Integração Social 286 Total 2.829 desses ativos. Registrado quando hĂĄ comprovadamente um aumento dos COFINS - Contribuição para o Financ. da Seguridade Social 1.318 AlĂ­quota vigente 34% benefĂ­cios econĂ´micos relacionados a esse ativo. A depreciação ĂŠ reco- Contribuição social retida de terceiros 43 Imposto de renda e contribuição social diferidos 962 nhecida com base na vida Ăştil estimada de cada ativo pelo mĂŠtodo linear, ISSQN - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza 1.366 b) Reconciliação entre a despesa de IRPJ e CSLL pela alĂ­quota nomide modo que o valor do custo menos o seu valor residual apĂłs sua vida IRPJ - Imposto de Renda Pessoa JurĂ­dica 1.956 nal e pela efetiva. A conciliação da despesa calculada pela aplicação das Ăştil seja integralmente baixado. A vida Ăştil estimada, os valores residuais CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro LĂ­quido 705 alĂ­quotas fiscais do imposto de renda e contribuição social ĂŠ demonstrada e os mĂŠtodos de depreciação sĂŁo revisados no fim do exercĂ­cio e o efeito Total 6.573 como segue: de quaisquer mudanças nas estimativas ĂŠ contabilizado prospectivamente. 11. PARTES RELACIONADAS 2010 2.8 Redução ao valor recuperĂĄvel de ativos tangĂ­veis e intangĂ­veis: No 2010 Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 3.781 fim de cada exercĂ­cio, a Sociedade revisa o valor contĂĄbil de seus ativos Ativo Passivo Despesas AlĂ­quota vigente 34% tangĂ­veis e intangĂ­veis para determinar se hĂĄ alguma indicação de que tais Associação Comercial de SĂŁo Paulo: Expectativa de despesa de IRPJ e CSLL de ativos sofreram alguma perda por redução ao valor recuperĂĄvel. Se houver Reembolsos de despesas (a)acordo com a alĂ­q. vigente (1.285) tal indicação, o montante recuperĂĄvel do ativo ĂŠ estimado com a finalidade PLR proporcional 495 â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Gratificaçþes da diretoria (377) de mensurar o montante dessa perda, se houver. A Administração ava- ContingĂŞncias pagas de gestĂŁo anterior 249 â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Brindes (38) liou o risco de redução no valor recuperĂĄvel dos seus ativos tangĂ­veis e Serviços de informĂĄtica compartilhados 768 â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Imposto de renda e contribuição social no resultado do exercĂ­cio (1.700) intangĂ­veis e concluiu que nĂŁo hĂĄ evidĂŞncias de redução dos valores dos Outros (f) 146 â&#x20AC;&#x201C; â&#x20AC;&#x201C; Corrente (2.662) ativos em 31 de dezembro de 2010. 2.9 Repasses a pagar: Reconhecidos 2010 Diferido 962 quando serviços sĂŁo prestados em regiĂľes onde associaçþes comerciais Ativo Passivo Despesas Total Despesa de imposto de renda e contribuição social (1.700) prestam serviços de consultas de crĂŠditos mediante acordo entre as partes Repasses (d): 15. PROVISĂ&#x192;O PARA RISCOS PREVIDENCIĂ RIOS, TRABALHISTAS E de repasse de parcela da receita de serviços prestados. Os repasses sĂŁo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro â&#x20AC;&#x201C; (347) (347) FISCAIS - A Sociedade estĂĄ envolvida em processos judiciais de natureregistrados em contrapartida a conta de deduçþes de receitas brutas. 2.10 Associação Comercial do ParanĂĄ â&#x20AC;&#x201C; (224) (224) za cĂ­vel no montante aproximado de R$ 593, cuja estimativa de perda foi Ativos e passivos financeiros: Os valores recebĂ­veis sĂŁo ativos financei- Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre â&#x20AC;&#x201C; (54) (54) considerada como possĂ­vel na opiniĂŁo de seus consultores jurĂ­dicos, nĂŁo ros nĂŁo derivativos com pagamentos fixos ou determinĂĄveis e que nĂŁo sĂŁo â&#x20AC;&#x201C; (625) (625) sendo constituĂ­da provisĂŁo para tais processos. Conforme acordo de aciocotados em um mercado ativo. Os recebĂ­veis, incluindo contas a receber e Associação Comercial de SĂŁo Paulo: nistas, todos os processos judiciais de natureza fiscal, trabalhista e cĂ­veis outros, sĂŁo mensurados pelo valor de custo amortizado, utilizando o mĂŠ- Compromissos a pagar que tenha desfechos desfavorĂĄveis, e que sejam referentes ao negĂłcio do todo de juros efetivos, deduzidos de qualquer perda por redução do valor AluguĂŠis e Despesas Prediais a pagar (c) â&#x20AC;&#x201C; (491) (491) SCPC anteriores a 01 de novembro de 2010, sĂŁo de responsabilidade da recuperĂĄvel. Os passivos financeiros sĂŁo mensurados pelo valor de custo Comunicação (c) â&#x20AC;&#x201C; (580) (580) Associação Comercial de SĂŁo Paulo e serĂŁo reembolsĂĄveis. As custas de amortizado, utilizando o mĂŠtodo de juros efetivos. As receitas e despesas Banco de Dados adquirido (b) â&#x20AC;&#x201C; (6.990) â&#x20AC;&#x201C; processos, honorĂĄrios advocatĂ­cios e outros gastos para a defesa dos prode juros sĂŁo reconhecidas por meio da aplicação da taxa de juros efetiva. Serviços prestados, viagens e integração (e) â&#x20AC;&#x201C; (236) (236) cessos nĂŁo sĂŁo passĂ­veis de reembolso. Em 31 de dezembro de 2010 os 2.11 Imposto de renda e contribuição social: A despesa com imposto BenefĂ­cios a empregados â&#x20AC;&#x201C; (115) (115) valores a serem reembolsados decorrentes de processos pagos e encerrade renda e contribuição social representa a soma dos impostos corren- Outros (f) â&#x20AC;&#x201C; (603) (603) dos de responsabilidade da gestĂŁo anterior montam R$ 249. tes e diferidos. A provisĂŁo para imposto de renda foi constituĂ­da com base 1.658 (9.015) (2.025) 16. COBERTURA DE SEGUROS - Em 31 de dezembro de 2010, existe cona legislação fiscal vigente Ă  alĂ­quota de 15%, acrescida do adicional de Total 1.658 (9.640) (2.650) bertura de seguros roubo ou furtos qualificados de bens, contra incĂŞndio, 10% sobre o lucro tributĂĄvel anual excedente a R$240 (R$20 por mĂŞs). A Parcela circulante 1.658 (4.048) â&#x20AC;&#x201C; queda de raio e explosĂŁo sobre os bens da Sociedade, a apĂłlice tem vigĂŞncia contribuição social foi calculada Ă  alĂ­quota de 9% sobre o lucro contĂĄbil NĂŁo circulante â&#x20AC;&#x201C; (5.592) â&#x20AC;&#x201C; de 26 de Julho de 2010 Ă  26 de Julho de 2011 (endossada pela Associação ajustado. O imposto de renda e contribuição social diferidos sĂŁo reconhe- (a) Refere-se a reembolso de despesas com serviços de informĂĄtica continuaâ&#x20AC;Ś Comercial de SĂŁo Paulo) onde os limites mĂĄximos de indenização - LMI sĂŁo: cidos sobre as diferenças temporĂĄrias entre os saldos de ativos e passivos pagas pela Sociedade que pertencem Ă s operaçþes da Associação R$ reconhecidos nas demonstraçþes financeiras e as bases fiscais correspon- Comercial de SĂŁo Paulo. (b) Refere-se ao compromisso assumido na IncĂŞndio, queda de raio e explosĂŁo 45.000 dentes usadas na apuração do lucro tributĂĄvel, incluindo saldo de prejuĂ­zos compra de banco de dados dos meses de outubro e novembro da As- AnĂşncios luminosos e vidros 24 fiscais, quando aplicĂĄvel. Os impostos diferidos ativos sĂŁo reconhecidos sociação Comercial que integram o intangĂ­vel da Sociedade. O contrato Danos elĂŠtricos 600 sobre todas as diferenças temporĂĄrias, apenas quando for provĂĄvel que a prevĂŞ pagamento do montante em 5 parcelas iguais e anuais de R$ Tumultos, greves, lock-outs 200 Sociedade apresentarĂĄ lucro tributĂĄvel futuro em montante suficiente para 1.397 iniciando o primeiro vencimento em 1 de novembro de 2011. (c) Responsabilidade civil operaçþes 500 que tais diferenças temporĂĄrias dedutĂ­veis possam ser utilizadas. Refere-se ao rateio de despesas gerais de ocupação e aluguel dos Roubo ou furo qualificado de bens 200 3. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA andares em que a Sociedade encontra-se instalada cujas instalaçþes Vendaval, granizo, impacto de veĂ­culos 60 2010 pertencem a Associação Comercial de SĂŁo Paulo. (d) Refere-se ao re- 17. INSTRUMENTOS FINANCEIROS - A Sociedade possui instrumentos Caixa 9 passe de serviços prestados para as associaçþes comerciais que sĂŁo financeiros cujos valores de mercado dessas operaçþes ativas e passivas Banco Bradesco S.A 7.825 partes relacionadas, conforme mencionado na nota explicativa n° 8. (e) nĂŁo diferem substancialmente daqueles reconhecidos nas demonstraçþes Total 7.834 Refere-se a reembolso de prestação de serviços que foram pagos pela financeiras, tendo em vista sua natureza de curto prazo, sendo eles contas 4. CONTAS A RECEBER Associação Comercial de SĂŁo Paulo, referentes ao inĂ­cio das operaçþes a receber, saldos com partes relacionadas e fornecedores. A Sociedade nĂŁo 2010 da Boa Vista S.A. (f) Outros reembolsos e valores a pagar referem-se a possui instrumentos financeiros derivativos nĂŁo registrados em 31 de dezemDevedores por serviços de informaçþes prestados (*) 35.919 outros serviços e gastos compartilhados entre Associação Comercial de bro de 2010. a) Risco de crĂŠdito: decorre de eventual dificuldade de cobrança ProvisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa (580) SĂŁo Paulo e Boa Vista S.A. sujeitos a rateio proporcional Ă s operaçþes dos valores dos serviços prestados aos clientes. O saldo a receber de clientes ĂŠ 35.339 e apresentação de documentos comprobatĂłrios para os efetivos recebi- denominado em reais e estĂĄ distribuĂ­do em diversos clientes. A Administração (*) Devedores por serviços de informaçþes prestados: referem-se, entre mentos e pagamentos. Em 31 de dezembro de 2010 estes valores foram da Sociedade monitora o risco do saldo a receber de clientes mediante registro outros, aos serviços jĂĄ prestados, porĂŠm nĂŁo recebidos, de consultas de aprovados pelas respectivas Administraçþes. de provisĂŁo de crĂŠditos de liquidação duvidosa. b) Risco de liquidez: o risco crĂŠditos de pessoas fĂ­sicas e jurĂ­dicas. Em 31 de dezembro, os saldos de 12. PATRIMĂ&#x201D;NIO LĂ?QUIDO - a) Capital Social: Em 31 de dezembro de de liquidez consiste na eventualidade da Sociedade nĂŁo dispor de recursos contas a receber por data de vencimento sĂŁo assim apresentados: 2010, o capital social, no montante de R$120.808, ĂŠ representado por suficientes para cumprir com seus compromissos em função dos diferentes 2010 100.000 açþes. Em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, realizada em 01 de prazos de liquidação de seus direitos e obrigaçþes. O controle da liquidez e do A vencer 31.609 Outubro de 2010, os acionistas aprovaram aumento do capital social da So- fluxo de caixa da Sociedade ĂŠ monitorado diariamente de modo a garantir que Vencidos: ciedade em R$120.807, fixado de acordo com o Art. 170 da Lei nÂş 6.404/76, a geração operacional de caixa e a captação de prĂŠvia de recursos, quando AtĂŠ 30 dias 4.310 totalmente subscrito pela acionista Associação Comercial de SĂŁo Paulo e necessĂĄria, sejam suficientes para manutenção do seu cronograma de comTotal 35.919 integralmente destinado Ă  conta de capital social e integralizado em 01 de promissos, nĂŁo gerando riscos de liquidez para a Sociedade. A Administração determinou a provisĂŁo para devedores duvidosos com novembro de 2010, mediante a conferĂŞncia ativos e bens da propriedade 18. APROVAĂ&#x2021;Ă&#x192;O DAS DEMONSTRAĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES FINANCEIRAS - As debase na estimativa de riscos de realização histĂłrica do tipo de negĂłcio da Associação Comercial de SĂŁo Paulo, avaliados de acordo e nos termos monstraçþes financeiras foram aprovadas e autorizadas pela Diretoria para do SCPC. do Laudo de Avaliação preparado pela empresa avaliadora, no valor de publicação em 20 de abril de 2011. R$ 105.807 e aporte de R$ 15.000 em moeda corrente nacional. A atual JoĂŁo Pedro Martins - Contador - CRC - 1SP147088/O-2 composição do capital social ĂŠ como segue: A Diretoria. RelatĂłrio dos Auditores Independentes sobre as Demonstraçþes Financeiras

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O Jornal do Empreendedor

Aos Administradores e Acionistas da Boa Vista Serviços S.A. SĂŁo Paulo -SP Examinamos as demonstraçþes financeiras da Boa Vista Serviços S.A. (â&#x20AC;&#x153;Sociedadeâ&#x20AC;?), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstraçþes do resultado, das mutaçþes do patrimĂ´nio lĂ­quido e dos fluxos de caixa para o perĂ­odo de 01 de novembro a 31 de dezembro de 2010, assim como o resumo das principais prĂĄticas contĂĄbeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstraçþes financeiras - A Administração da Sociedade ĂŠ responsĂĄvel pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstraçþes financeiras de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessĂĄrios para permitir a elaboração de demonstraçþes financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes - Nossa responsabilidade ĂŠ a de expressar uma opiniĂŁo sobre essas demonstraçþes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as

normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências Êticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoåvel de que as demonstraçþes financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgaçþes apresentados nas demonstraçþes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstraçþes financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstraçþes financeiras da Sociedade, para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficåcia desses controles internos da Sociedade. Uma auditoria inclui, tambÊm, a avaliação da adequação das pråticas contåbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contåbeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstraçþes

financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida Ê suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sem ressalvas - Em nossa opinião, as demonstraçþes financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Boa Vista Serviços S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operaçþes e os seus fluxos de caixa para o período de 1º de novembro a 31 de dezembro de 2010, de acordo com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil.

SĂŁo Paulo, 26 de abril de 2011.

DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes CRC NÂş 2 SP 011609/O-8

Suely Morales Zinezi Contadora CRC nÂş 1 SP 257563/O-7


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Santander lança campanha em que elimina definitivamente presença do Banco Real

conomia

MERCADINHOS S/A

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esquisa do Ibope Inteligência aponta que os brasileiros devem deixar neste ano R$ 205,27 bilhões nos caixas dos supermercados com alimentos e produtos de limpeza. A região Sudeste é a campeã em consumo de alimentos, com gasto per capita anual de R$ 1,313 mil enquanto na região Sul estão os campeões em consumo per capita de material de limpeza, da ordem de R$ 92,72 por ano. Antonio Carlos Ruótolo, diretor de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência, ressalta que carnes, aves e derivados são os que apresentam maior consumo per capita: R$ 384,75 por ano. "Esses itens representam 1/3 dos gastos com alimentação no domicílio." Ele diz ainda que a emergente classe C, responsável por 50,04% dos domicílios urbanos, é a que apresenta maior potencial de consumo de alimentos: 45,64% do total ou R$ 87,63 bilhões. A classe B, com 23,5% dos domicílios em áreas urbanas, responde por 35,05% (R$ 67,28 bilhões) dos alimentos consumidos. Os restantes 9% são o que consomem o topo e o nível mais baixo da pirâmide. Tanto gasto assim tem estimulado, depois do ciclo de grandes compras de redes de supermercado e hipermercados, o surgimento de mercadinhos de bairro. O próprio gigante americano Walmart tem apostado no modelo dos pequenos mercados de vizinhança com a bandeira Todo Dia e o Carrefour com o Dia %, enquanto a Companhia Brasileira de Alimentação (CBA) corre com a bandeira Econ no segmento. O Walmart inicialmente havia apostado nos famosos clubes de compra, que fazem tremendo sucesso nos Estados Unidos ao vender grandes quantidades de produtos a preços menores para compras coletivas e de pequenos varejos – o Sams Club, uma alusão ao seu criador, o empresário Sam Walton. Mas é nesse mercado de vizinhança que o varejo de supermercados, depois da temporada de grandes aquisições, vai encontrando sua vocação. As agências de publi-

cidade estão atentas ao movimento, mas ainda não conseguiram conquistar espaço nas gôndolas onde todos os dias desembarcam produtos de marcas próprias e outras absolutamente desconhecidas, muitas regionais, de empresas que vão pegando carona no alentado varejo das classes C e D. Tanto na área de alimentos como de material de limpeza por força dos dados que o Ibope Inteligência tem apresentado, surgem produtos novos em grande velocidade, alguns criados por empresas tradicionais para evitar reduzir o preço das chamadas marcas líderes e de referência. Nem a lã de aço Bombril, sinônimo de categoria (como Gillette) resiste. Ela enfrenta rivais muito além de Assolan, de marcas próprias mesmo, inclusive da rede Todo Dia, do Walmart, com sua marca +ekonomico, enquanto no Compre Bem, do Grupo Pão de Açúcar, a marca Menor Preço rivaliza com outras tantas. Como as classes C e D também querem um pouco de luxo, estão presentes nessa legião de mercadinhos S/A, ainda que em menor quantidade, marcas líderes e até algumas do segmento premium. Mas é o fator preço, para preocupação de muitas agências, que se transformou na melhor propaganda das marcas próprias e outras tantas desconhecidas, que não desejam repassar a esses brasileiros que vão deixar bilhões nos caixas o investimento em publicidade. Esse fica com as marcas líderes e premium, o próximo passo dessas classes rumo ao paraíso sem perder o hábito do velho e bom mercadinho perto de casa.

ELVIS VIVO rede varejista C&A buscou inspiração na energia, sensualidade e romantismo de Elvis Presley para a sua campanha de Dia dos Namorados. O rei do rock, ícone do entusiasmo e juventude da década dos anos 1960, aparece fascinante contracenando com modelos brasileiras, que vestem roupas exclusivas da marca. No filme criado pela agência DM9DDB, as mulheres abusam do seu poder e acabam conquistando o maior astro romântico de todos

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os tempos, que se rende a um clássico beijo de cinema, precisamente do filme "Spinout", de 1966, estrelado pelo astro. As modelos contracenaram sem o Elvis, que foi incluído no filme por uma montagem tecnológica. A partir do clássico do rock "Fever" – do álbum "Elvis is Back" (1960), foi feita uma versão exclusiva com um cover do Elvis cantando com uma bigband sampleada. Elvis, é claro, não morreu.

CARLA Prata em cenas picantes na criação da Agnelo Pacheco

SENSUALIDADE PARA 12 DE JUNHO marca de lingerie Duloren vai apimentar o Dia dos Namorados com sua nova campanha publicitária. As peças, que começam a ser veiculadas no final deste mês, terão como mote a

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frase "Renda-se" e são criações da Agnelo Pacheco. As imagens trazem a modelo Carla Prata – assistente de palco do Faustão – em poses prá lá de sensuais com o namorado. É pura sedução. ÍDOLO inspirador do rock contracena com modelos brasileiras

PRATICIDADE Ajinomoto aposta na praticidade da sopa Vono em campanha assinada pela Fischer+Fala!. "Que tal uma Vono agora?" é o mote também para a apresentação das novas embalagens do produto. Uma mulher, depois do trabalho, assiste a um programa de TV no qual um chef de cozinha prepara uma sopa de abóbora com carne. Ela decide então pegar a sua sopa de envelope para preparar a receita ensinada pelo chef, ela brinca com seu cachorrinho: "Descascar abóbora? Vai lá...", ironiza a personagem, aliviada, enquanto relaxa no sofá.

JUNTOS, SEM O REAL.

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SOPA pronta na frente da TV, sem trabalho.

CHEIRINHO BOM NA CASA COR Boticário aposta no público de 200 mil pessoas que deve passar pelo Jockey Club de São Paulo até o dia 12 de julho na Casa Cor, para divulgar a linha Nativa SPA. Produtos para cuidados pessoais e especialmente perfumes de ambiente vão ensinar ao público

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Santander lança plataforma de comunicação, que marca a evolução do posicionamento "Juntos", usado pelo banco desde 2010, após a junção com o Real. A nova plataforma define a organização como "O banco do Juntos". A Talent assina a campanha e começa a deixar de lado a marca Real ao ressaltar produtos como o Santander Master – cheque especial que oferece dez dias sem juros e a possibilidade de parcelar o saldo devedor pela metade dos juros.

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como deixar aquele cheirinho bom em casa. Ao todo, na Casa Cor, são mais de 110 ambientes distribuídos em 56 mil m². Tudo com muito perfume, especialmente nos espaços íntimos, como os banheiros de sonhos projetados por arquitetos e decoradores.

Envie informações para essa coluna para o e-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

Fotos: Divulgação

LOJAS LYDIA

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EVOLUÇÃO do posicionamento do Santander

"Prazer servir você"

Empresa está proibida de vender no Estado do Rio de Janeiro até a entrega de pedidos feitos

• Móveis • Colchões • Utilidades

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site de comércio elet r ô n i c o A m e r i c anas.com ficará impedido de realizar vendas no Estado do Rio de Janeiro até a regularização das entregas dos pedidos já realizados pelos clientes. Segundo nota à imprensa do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, o Tri-

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Americanas.com sem vendas bunal de Justiça (TJ) aceitou pedido do MP, que passará a valer a partir do dia em que a empresa de comércio eletrônico for intimada da decisão. A multa fixada pelo TJ, caso essa decisão seja descumprida, é de R$ 20 mil. A assessoria de imprensa da Americanas.com informou que não comenta pro-

cessos em andamento. "O Ministério Público obteve decisão no juízo de primeiro grau que acata parcialmente o requerimento, exigindo da Americanas fixação de prazo preciso para efetuar entrega de mercadorias, respeitando-o e disponibilizando tal prazo em sua página virtual", afirmou o

comunicado. Segundo a nota, a decisão também prevê multa de R$ 500 por violação. "Com a decisão da Justiça, além do cumprimento dessa exigência, a empresa deve abster-se de realizar vendas pelo site até que todas as entregas prometidas sejam de fato realizadas", informa a nota. (AE)

TV: satélite na frente de cabo.

CSA quer faturar até Honda na Argentina US$ 3,5 bi em 2012 vai produzir o City

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número de usuários do serviço de TV por assinatura via satélite ultrapassou o contingente de assinantes de TV a cabo no mês de abril. Com crescimento de 4,4% em relação ao mês anterior, a participação do serviço via satélite atingiu 49,2% da base de assinantes, enquanto os serviços a cabo ficaram com 48,1% do mercado. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em dezembro de 2010, os serviços via satélite representavam 45,8% do mercado nacional e os serviços prestados via cabo, 51%. Além dessas duas tecnologias, existe ainda o serviço de TV por assinatura por meio de micro-ondas, que atualmente concentra 2,7% do mercado. No total, o Brasil fechou o mês de abril com 10,7 milhões de domicílios atendidos com TV por assinatura. Foram 238,3 mil novos assinantes em abril e 888,2 mil novos assinantes nos primeiros quatro meses do ano. O crescimento observado em abril representa uma evolução de 2,3% em relação à base de assinantes do mês de março. (ABr)

Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), resultado de parceria entre a Vale e a ThyssenKrupp, prevê um faturamento de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões em 2012, pouco mais de dois anos depois de iniciar suas operações. Com isso, espera colaborar com R$ 2 bilhões para o saldo da balança comercial, já descontados os valores das matérias-primas importadas para a produção de aço, o que a colocaria entre as maiores exportadoras do País. "Isso representa ser o quarto ou o quinto maior exportador do Brasil", declarou o vice-presidente financeiro da companhia, Rodrigo Tostes. Ele ponderou que pode haver alguma variação nas estimativas conforme as oscilações dos preços do aço. A companhia produzirá 3 milhões de toneladas de placas anuais até o fim de 2011, e atingir a capacidade máxima de 5 milhões no ano que vem. Embora tenha espaço no complexo siderúrgico para a instalação de uma unidade de laminação, a CSA diz que por enquanto não pretende implementar tal projeto. (AE)

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Honda inaugurou ontem uma fábrica na Argentina para começar a produzir a linha completa do Honda City, que até então era importada do Brasil. A inauguração da unidade, que demandou investimentos de US$ 250 milhões, foi prestigiada pela presidente Cristina Kirchner e sua ministra de Indústria, Débora Giorgi. Em pleno conflito com o Brasil por causa de barreiras comerciais mútuas e que afeta gravemente a indústria automobilística argentina, a presidente afirmou que vai "continuar apostando nos investimentos no setor, que é um dos grandes protagonistas do crescimento industrial do país, com participação de 23% ao ano". Cristina anunciou que o Estado vai investir 9 milhões de pesos (R$ 3,6 milhões) para melhorar os acessos à nova fábrica da montadora japonesa, localizada no município de Campana, província de Buenos Aires. A presidente também ressaltou que essa é a primeira instalação de montadora no país desde a Toyota Argentina, em 1997. (AE)


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Nº 369

DCARR CITROËN C3

Agora na versão O novo modelo chega para ajudar a Citroën a aumentar sua participação no mercado. Agrada e custa a partir de R$ 47.990.

Fabricado no Brasil, o novo C3 Picasso deve se impor pela beleza de suas linhas, espaço e conforto internos. O motor, 1.6 16V, flex, ajuda, com 113 cv.

CHICOLELIS

Na traseira uma curiosidade: a placa de identificação foi deslocada para o meio da tampa, ao lado direito do veículo saindo da altura do para choques. Na frente o para-brisa panorâmico, dividido em três partes, repete a solução encontrada para o AirCross, campeão de vendas da marca. O perfil do carro é verticalizado (lembra do cubo?), mostrando seu espaço interno. No porta-malas, 403 litros em posição normal e 1.500 litros com os bancos traseiros rebatidos. Motor e câmbio - Com quatro cilindros, o motor 1.6 16V Flex oferece 113 cv de potência a 5.800 rpm com álcool e 110 cv a 5.800 rpm com gasolina, com torque, 155 Nm a 4.500 rpm com álcool e 142 Nm a 4.000 rpm com gasolina. São duas as opções de câmbio: manual, de cinco marchas e o automático (caixa AT8) sequencial, que com mudança manual. Ambas privilegiam as acelerações e retomadas de velocidade. Três versões - O GL 1.6 16V FLEX, versão de entrada, tem direção assistida e ar condicionado, entre os principais itens. GLX 1.6 16V Flex é a seguinte, (R$ 50.400 (mecânico) e R$ 53.900 (automático), com rodas de liga leve, rádio/CD Player com comando no volante, MP3 e entrada para iPod entre outros. O automático recebe ABS e EDB Exclusive 1.6 16V Flex Manual (R$ 57.400) e Exclusive 1.6 16V Flex BVA, Automático (R$ 60.400), com acabamento e completo. Como opcional, air-bags de tórax laterais dianteiros e sistema de navegação MyWay com tela colorida de 7”. Todas as versões têm três anos de garantia.

Divulgação

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cubo inspirou os designers brasileiros da Citroën na criação do C3 Picasso. E a figura geométrica virou um carrinho simpático, com muito espaço interno, boa dirigibilidade, esperto, com seu motor 1.6 16V e preço, R$ 47.990, que vai causar dores de cabeça aos concorrentes mais recentes, Kia Soul, R$ 52.900 e Nissan Livina, R$ 48.690. Os demais custam nenos: VW SpaceFox (R$ 44.290), Chevrolet Meriva (R$ 46.532 ), Fiat Idea (R$ 46.610). O novo carro já está nas concessionárias da marca, 126 hoje, que serão 165 até o fim deste ano, dentro da projeção da montadora de crescer no mercado, vendendo 84 mil veículos, com um crescimento previsto de 21,4%, contra 3,4% do setor. Com bom entre eixos, 2.540 mm, e 1.723 mm de largura, o C3 Picasso oferece bom espaço interno. O painel foi desenvolvido com formas arredondadas e o quadro de instrumentos analógico está voltado para o motorista. Ainda dentro do carro encontramos itens como retrovisores especiais para os pais tomarem conta dos pequenos no banco traseiro; diversos porta trecos, tomadas (12V e USB), airbags e mesinhas do tipo avião que as crianças adoram. Por fora, as linhas agradam muito aos que optam por veículos mais "corpulentos", embora não se possa classificá-lo de grande. Ele difere do modelo C3 Picasso à venda na Europa, ganhando para choques mais envolventes, com lanternas e farois deslocados, ao gosto do consumidor brasileiro.


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A CAMINHO DA SERRA O DC Boa Viagem antecipa alguns dos destinos mais gostosos do inverno. Esta é a última reportagem da série. Veja mais no www.dcomercio.com.br

urismo

A 140 quilômetros de São Paulo, a vila propõe paz e boa hospitalidade na Mantiqueira

São Francisco Xavier, um convite ao sossego Fotos: Paulo Pampolin

Paulo Pampolin

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onge das badalações do inverno de Campos do Jordão, São Francisco Xavier é um convite ao sossego e à contemplação na Mantiqueira. Criada oficialmente em 1892, a 720 metros de altitude, a vila era ponto de passagem e pouso de tropeiros que vinham de Minas Gerais para comercializar em São José dos Campos, município do qual faz parte, distante 54 quilômetros. Hoje, com cerca de 2.800 habitantes, é uma Área de Proteção Ambiental Federal e é privilegiada pela natureza montanhosa. Silenciosa, São Francisco Xavier tem, proporcionalmente a seu tamanho, poucas e boas opções de bares e restaurantes. Entre as sugestões estão o Alegro, bem decorado, com cozinha moderna baseada em receitas tradicionais da serra, e o Pangea Bar e Restaurante, que oferece um menu de pizzas e pratos que valorizam ingredientes da região, carta de vinhos a preços justos e um atendimento que surpreende. Mas a localidade é justamente na medida para quem busca ou-

tros prazeres que não bares e restaurantes. Sentir o ar puro e, principalmente, contemplar a bela paisagem que se abre para todos os lados que se olha. No centro, como todo o interior, há uma igrejinha, uma praça com direito a coreto e prédios históricos como a colorida agência dos Correios. Para as compras, o minúsculo Shopping da Roça, a céu aberto com lojinhas, oferece artesanato local e diversos produtos estampados com um macaquinho, o muriqui – símbolo da cidade. Tr i l h a s – P a r a quem gosta de caminhar, há trilhas de todos os níveis de dificuldade. Aos mais experientes, agendando com guia no Centro de Apoio ao Turista (CAT), é possível percorrer 12 km rumo à vizinha Monte Verde, já em Minas Gerais. O percurso idae-volta leva um dia inteiro. A Pousada Kolibri, empreendimento montado em uma antiga fazenda de cavalos numa área de 20 alqueires, reúne diversas trilhas mais curtas que passam por lindas cachoeiras e não há necessidade de guia. O local oferece acomodação em quartos que foram

Restaurante da Pousada Portal do Equilíbrio (à esq.) serve pratos elaborados com produtos orgânicos cultivados lá.

Ar puro e clima de interior na pequena cidade: pelas ruas, é comum ver peões conduzindo tropas de cavalos (acima, à esq.). No centro, prédios históricos como a colorida agência de Correios (acima, no meio). Compras? No minúsculo Shopping da Roça (acima).

adaptados nas antigas cocheiras e mantém as portas originais e porteiras que lembram o passado. Há também a possibilidade de se hospedar em chalés que ficam espalhados e isolados em meio à vegetação. No cenário bucólico, a sensação é de que o tempo parou. Nas estradas de terra entre uma pousada e outra, ainda se vêem peões conduzindo tropas de cavalos, ajudados por cães pastores. Em um dos pontos mais bonitos da região está a Portal do Equilíbrio, uma pousada encravada na montanha com proposta sofisticada. Há até um heliponto a 1.050 metros de altitude para clientes que preferirem chegar em alto estilo. O restaurante, aberto também para não-hóspedes, exibe decoração de bom gosto. Produtos orgânicos cultivados na horta local são a base dos pratos oferecidos no bufê. E o melhor: janelões de vidro permitem almoçar contemplando a paisagem alpina. Viagem a convite do Grupo de Empreendedores de Turismo de São Francisco Xavier

RAIO X

COMO CHEGAR A partir de São Paulo, são 140 km. Pegue a Dutra até São José dos Campos, na saída do km 149. Então, siga as placas para Monteiro Lobato – a estrada à esquerda levará a São Francisco Xavier. Dica: faça a viagem durante o dia. Além de permitir ver a bela paisagem, estará em maior segurança, já que a estrada de São José até lá é repleta de curvas.

Pousada Kolibri reúne trilhas que passam por belas cachoeiras (acima). Numa antiga fazenda, acomoda em chalés em meio ao verde (abaixo).

ONDE DORMIR Pousada Kolibri: tels (12) 3926-1403 e 9704-3323, www.pousadakolibri.com.br. Fim de semana para casal custa entre R$ 300 e R$ 600, com café da manhã. Não aceita cartões de crédito e débito. Pousada Portal do Equilíbrio: tel. (12) 3797-6800, www.portaldoequilibrium.com.br. Diárias nas suítes sai entre R$ 430 e R$ 750 por casal. ONDE COMER Pangea Bar e Restaurante: Rua 15 de Novembro, 97, tel. (12) 3926-1502, www.pangeabar.com.br. Restaurante Alegro: Rua 15 de Novembro, 427, tel. (12) 3926-1188, www.alegrorestaurante.com.br.


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Fotos: Arquivo DC

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Tchaikovsky (1840-1893) compôs a fantasia sinfônica A Tempestade, inspirado em Shakespeare. Ouça-a com os maestros Claudio Abbado (CD e DVD), Gustavo Dudamel e Marek Janowski. (DCultura)

DA TEMPESTADE, NASCEM O PERDÃO E A HARMONIA.

Lenise Pinheiro/Divulgação

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cultura

Última peça de William Shakespeare, A Tempestade, chega à Cidade exibindo gigantesca estrutura e cena de ação cinematográfica. Montagem prima pela leveza da linguagem, apesar de todo o aparato. Sérgio Roveri A Tempestade: dirigida por Marcelo Lazzarotto, peça mescla amor, vingança, redenção. E projeções em vídeo.

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scrita, provavelmente, entre os anos de 1610 e 1611, A Tempestade não deve ser conhecida apenas como a última peça de William Shakespeare, mas, também, como aquela que melhor sintetiza as paixões e as mazelas humanas que o dramaturgo inglês genialmente esmiuçou em obras anteriores. A tese é defendida por Marcelo Lazzaratto, que dirige uma nova montagem de A Tempestade em cartaz a partir desta sexta (26), no Teatro Raul Cortez. Com ares de superprodução (18 atores em cena, três músicos, projeções em vídeos e bonecos confeccionados pelo renomado grupo Giramundo), o espetáculo, de 140 minutos, apresenta o texto na íntegra, em tradução feita por uma das maiores especialistas em Shakespeare no Brasil, a crítica teatral Barbara Heliodora. "Em A Tempestade, podemos encontrar ecos do amor de Romeu e Julieta, sem ser Romeu e Julieta. Da mesma maneira que está presente a cobiça de Lady Macbeth, sem ser Lady Macbeth", diz o diretor. "Como resultado, temos uma peça leve porque Shakespeare empregou ali todas as potências de suas peças anteriores, mas em uma linguagem suavizada

que é quase uma fábula". Lazzaratto optou por apresentar o texto na íntegra para preservar a força de um clássico. "Meu desejo foi o de dizer o texto shakespeariano da maneira que ele foi escrito. Acredito mais neste clássico do que nas versões geradas a partir dele, porque as versões costumam privilegiar determinados aspectos de uma obra e eliminar outros." Embora acredite que seja arriscado fazer qualquer tipo de assertiva a respeito de Shakespeare, o diretor intui que, em A Tempestade, o dramaturgo tenha se rendido à humanidade. "Shakespeare foi um homem que viveu no período de passagem da Idade Média para a Idade Moderna", explica. "Nesta peça, é como se ele antevisse as características que iriam marcar este novo homem e as tivesse usado para revestir seus personagens." Se esta zona de transição se encontra implícita no texto, no palco ela se revela ao primeiro olhar. O cenário é composto de uma gigantesca estrutura no formato de passarela, que permite a movimentação dos atores através de grandes painéis como os utilizados na captação de energia solar. Contrastando com esta

Mazursky, drama e humor. O diretor americano Paul Mazursky (1930) fez uma adaptação livre da obra de Shakespeare (Tempest, com John Cassavetes e Gena Rowlands). Combinando bem drama e humor, produziu um roteiro em que os elementos psicológicos da obra original se mantêm vivos e exemplares em nossos dias. Não é, portanto, um filme datado. (DCultura)

arquitetura contemporânea, o figurino remete ao passado ao empregar uma série de sobreposição de tecidos de tonalidade escura. "É como se as roupas revelassem a passagem do tempo na vida daqueles personagens", diz o diretor. "A cenografia, em linha reta, representa o homem da ciência e do renascimento, enquanto as roupas fazem menção ao homem medieval." História de amor, vingança e redenção, A Tempestade começa com uma cena de ação cinematográfica. Exilado há doze anos em uma ilha em companhia da filha adolescente Miranda (a atriz Thaila Ayala), o mágico Próspero (Carlos Palma), duque deposto de Milão, usa de magia para produzir uma violenta tormenta que arrastará para a praia um navio saído da Itália. A bordo do navio, viajavam, justamente, aqueles que arquitetaram a derrocada de Próspero, entre eles seu mesquinho e usurpador irmão Antonio, e Alonso, o rei de Nápoles. A tempestade espalhou os sobreviventes do naufrágio em diversos pontos da ilha. Submetidos a uma sucessão de magias e tentações, era esperado que eles enlouquecessem. Além de

Luz, câmara, ação. E muito palco. A diretora americana Julie Taymor (1952) não resistiu à universidade da obra de Shakespeare, e dirigiu The Tempest em 1986. A cenografia, impressionista, sustenta um espetáculo fiel ao teatro filmado. No elenco, Helen Mirren (foto).

controlar a ilha, Próspero é o senhor dos seus dois principais habitantes, o terrível Caliban, um espírito do mal, e Ariel, um gênio dedicado às boas ações. "Próspero planeja um terrível cenário de vingança, mas os rumos da peça conduzem para o perdão e a harmonia", diz o diretor. "Ele abre mão da magia em nome da felicidade da filha e também para se igualar ao restante da humanidade. Eu não diria que este personagem seja o alter-ego de Shakespeare, mas gosto de acreditar que, perto do final da vida, ele tenha resolvido dar uma chance ao ser humano." A Tempestade. Sexta (2). Teatro Raul Cortez. Rua Doutor Plínio Barreto, 285. Tel.: 3254-1700. Quinta e sext. 21h30. Sábado. 21h. Domingo. 20h. R$ 40.

Ser ou não ser. Durante mais de quatro séculos.

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illiam Shakespeare (1564-1616) foi poeta e dramaturgo inglês. Considerado um dos maiores escritores de toda a história da humanidade, deixou 38 peças (entre elas, A Tempestade), 154 sonetos, dois longos poemas narrativos e diversos outros poemas curtos, citados constantemente em referências didáticas, ensaios e estudos acadêmicos. Numerosos de seus trabalhos continuam revisitados pelo teatro, pela televisão, cinema e literatura. Entre as suas obras mais populares está Romeu e Julieta, que encantou o compositor russo Tchaikovsky. Shakespeare produziu a maior parte de suas obras entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram, principalmente, comédias, nas quais, no entanto, já se identificava o espírito do autor, voltado à psicologia, ao comportamento humano. Mas foi com as tragédias que se tornou célebre. Hamlet ("Ser ou Não Ser"), Rei Lear, Macbeth, Henrique IV e Otelo (que tem merecido grandes versões operísticas, do Scala de Milão ao Metropolitan de Nova York). No seu último período de vida, Shakespeare centrou-se na tragicomédia e no romance. São dessa fase Cimbelino, Conto de Inverno, A Tempestade e Péricles, Príncipe de Tiro. (DCultura)


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Fotos: Arquivo DC

A Maldição do Pérola Negra

O Baú da Morte

No Fim do Mundo

Navegando em Águas Misteriosas

Piratas!

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cultura

Johnny Depp: Capitão Jack Sparrow em Piratas do Caribe Navegando em Águas Misteriosas, o quarto e megamilionário episódio da série.

A multiplicação milionária dos pernas-de-pau O cinema aposta na pirataria. Com lucro fantástico. Erika Corrêa

Verdades e lendas Há diversos adereços que se tornaram ícones dos piratas, muitos baseados na história alguns apenas em fábulas. Bandeira de Caveira (Verdade) As primeiras bandeiras negras colocadas no mastro dos navios significavam que a tripulação estava doente. Já as Jolly Roger, típicas dos piratas, com fundo preto e caveira branca e dois ossos cruzados, serviam para afastar navios curiosos e amedrontá-los. Mapa do tesouro (Lenda) Nunca foi encontrado um legítimo mapa do tesouro. Os piratas costumavam gastar todo

o seu dinheiro logo que voltavam da pirataria, a fim de levantar mais dinheiro. Papagaio (Verdade) Animais de estimação exóticos trazidos das Américas eram populares entre os marinheiros, principalmente pelo preço que poderiam chegar aos mercados europeus. No filme o pirata Barbossa tem um macaquinho. Perna de Pau, Gancho e Tapa-Olho (Verdade) nas lesões sofridas em combates, como perda de uma perna, braço ou olho, eram usadas próteses primitivas.

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m agosto de 2003 chegava aos cinemas uma inesperada produção, conduzida por um diretor pouco conhecido, que iria se tornar o primeiro filme da franquia mais rentável da história dos estúdios Disney. Gore Verbinski havia filmado, no ano anterior, um remake do terror japonês, O Chamado, que só não fracassou nas bilheterias norte-americanas por despertar curiosidade, já que era adaptação de um dos maiores sucessos oriental. Ainda não consagrado, Verbinski foi convidado para dirigir uma história de aventura de piratas, inspirada em um dos brinquedos do p a rq u e t e m á t i c o Wa l t D i s n e y World. No elenco atores de peso como Johnny Depp, Geoffrey Rush e Orlando Bloom. Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra teve orçamento de US$ 140, arrecadou US$ 654 milhões e lançou um dos personagens mais

adorados do cinema: Jack Sparrow. Inspirado no guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, e no Pepe Le Gambá, do desenho animado da Warner Bros., Johnny Depp criou o pirata fanfarrão e cheio de trejeitos – sua primeira indicação ao Oscar como melhor ator. Todavia, a singularidade do pirata provocou especulação sobre a sexualidade do personagem. A princípio, os executivos da Disney detestaram a afetação de Depp, mas negaram que o capitão Jack fosse gay. Mesmo rodeado por polêmicas, Jack foi aclamado pelo público, e tornou as sequências O Baú da Mor te e No Fim do Mundo, sucesso e lucro estrondoso para todos os envolvidos. Encerrar na trilogia pareceu então pouco estratégico e inteligente aos produtores. Após Verbinski se recusar a continuar a saga, Rob Marshall assumiu a direção de Piratas do Caribe: Navegando em

Águas Misteriosas. Filmado pela primeira vez em terceira dimensão, o quarto episódio levou mais de um milhão de espectadores às salas de cinema em sua primeira semana em cartaz e se tornou a melhor estreia do ano. A atriz Penélope Cruz ganhou papel ao lado do protagonista. O par romântico deu fim aos boatos a respeito da orientação sexual do pirata. Jack confessa ao seu fiel escudeiro Gibbs (Kevin McNally) no filme: "Estou com sentimentos", em relação à mocinha, nem tão confiável assim na trama. O malvado pirata Barbossa (Geoffrey Rush), nesta nova aventura, abandona sua tripulação de esqueletos e retorna como membro da guarda britânica. Dentre os seres fantásticos surgem o temível Barba Negra (Ian McShane) e perigosas e sedutoras sereias. Agora é só esperar por mais duas sequências já garantidas pela Disney.

Keith Richards Davy Jones

No terceiro filme da franquia, o guitarrista da banda Rolling Stones aparece como Capitão Teague, pai de Jack Sparrow e faz novamente uma aparição rápida no quarto filme.

Os clássicos

O ator Bill Nighy faz o lendário Senhor das Profundezas, que aparece no Pirata 2 e 3. Após sofrer uma desilusão amorosa, acaba tirando seu coração e o guardando em uma arca.

Bilheteria no mundo

Capitão Barbossa O pirata cruel interpretado por Geoffrey Rush em todos os episódios aparece nesse último como membro da guarda britânica.

Piratas do Caribe A Maldição do Pérola Negra US$653,200,000 Piratas do Caribe O Baú da Morte: US$1,065,896,541 Piratas do Caribe No Fim do Mundo US $958,404,152 Piratas do Caribe Navegando em Águas Misteriosas: US$ 346,4 milhões (apenas na primeira semana de estreia)

A

s histórias sobre piratas já apareceram nas telas desde a época do cinema mudo. A obra mais adaptada foi A Ilha do Tesouro, escrito em 1883, pelo escocês Rober t Louis Stevenson, também autor do clássico O Médico e o Monstro. As aventuras de um garoto que descobre um mapa do tesouro e se une a uma tripulação de piratas em busca da recompensa, ganhou sua primeira versão hollywoodiana em 1934, com direção de Victor Fleming. Em 1950, foi produzido pelos estúdios Disney, que usou pela primeira vez em sua história atores. Sucesso de público, a trama ga-

nhou mais cerca de dez adaptações e no ano que vem deve voltar às telas nas mãos do diretor Paul Greengrass, da trilogia Bourne. Outro clássico da pirataria é Capitão Blood, de 1935, com o famoso protagonista Errol Flynn e Michael Curtiz na direção. Na história, um médico (Flynn) condenado na Inglaterra é enviado para trabalhar numa plantação na Jamaica. Quando a cidade é bombardeada por piratas, ele e seus homens roubam um navio e tornam-se também piratas. E se aventura com piratas parece não combinar com musical, os memoráveis atores Gene Kelly e Judy Garland apa-

recem, em 1948, em O Pirata, de Vincente Minnelli e provam que a união pode dar dança, no caso ao som de Cole Porter. No início dos anos de 1950, surge um dos melhores filmes do gênero: O Pirata Sangrento (1952), uma aventura bem humorada, cheia de ação, com Burt Lancaster mostrando seus dotes de acrobata. Na safra mais nova, o cineasta Steven Spielberg fez Hook, a Volta do Capitão Gancho (1991). No papel do cruel Capitão Gancho está Dustin Hoffman; no de um Peter Pan já maduro, Robin Williams; para interpretar a fada Sininho, ninguém menos do que Julia Roberts. (EC)


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Lucas Simões/Divulgação

Obra Rewind, da série Quase-Cinema, criada por Lucas Simões: fotografia costurada em diferentes pontos formam bela escultura. Rodrigo Braga/Divulgação

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cultura

Mostra Geração 00 - A Nova Fotografia exibe imagens clicadas entre 2001 e 2010 por grupo de artistas brasileiros

Mapa da fotografia contemporânea ligada às artes visuais e ao documentarismo ocupa dois espaços expositivos do Sesc Belenzinho

Rita Alves

A

s imagens em grande escala, criadas pela fotógrafa Raquel Brust, surpreendem o visitante do Sesc Belenzinho, logo na entrada do local. O rosto gigantesco de um homem no muro da rua parece observar os que entram na unidade. Já a grande mão na escada do Sesc, vista do portão principal, dá as boas vindas ao público. O impacto dos trabalhos não deixa de ser um belo estímulo para quem chega ao lugar em busca de fotografias de artistas contemporâneos. Raquel Brust faz parte desse grupo e integra também a exposição Geração 00 - A Nova Fotografia, com curadoria de Eder Chiodetto. Além de Raquel, outros 54 artistas participam da mostra, que apresenta cerca de 180 obras inéditas, feitas entre 2001 e 2010. Esse período foi escolhido em função das transformações ocorridas no pensar e no fazer fotográfico dessa época. Na opinião de Chiodetto, a fotografia brasileira da primeira década do século 21 alcançou grande destaque dentro do panorama de arte mundial. "Nossa cultura antropofágica, hábil e ágil em perceber novas tendências e em saber observar e 'deglutir' referências estrangeiras para filtrá-las e devolvê-las transformadas pelo nosso saber errático e multicultural, mostrou-se um processo potente para gerar uma fotografia vibrante que passou a ser pesquisada e divulgada por curadores e instituições do mundo inteiro", diz o curador. Até o próximo dia 12, o público da cidade tem a chance de conhe-

cer uma parcela importante desses talentosos artistas do País. João Castilho é um deles. Ele é um dos principais e mais premiados fotógrafos contemporâneos e participa com o ensaio intitulado Re demunho. A inspiração de suas fotos veio do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Munido de sua câmera, o artista viajou para o interior de Minas Gerais e da Bahia para tentar encontrar a manifestação do demônio, definição dada pelo clássico escritor. Já Pernambuco foi o lugar escolhido pelo fotógrafo Rodrigo Braga. Sua vivência no sertão pernambucano, tão oposta ao cotidiano das grandes metrópoles, resultou nas imagens de Desejo Eremita, série poética que reflete sobre os ciclos da vida. Se o passeio for feito com a criançada, certamente a obra de Feco Hamburger chamará a atenção dos p e q u e n o s a d m i r a d o r e s . A v ideoinstalação Neutrino mescla vídeo e uma bolha de sabão, que se forma em uma moldura, ao ser acionado um dispositivo pelo próprio visitante. Não conseguiu entender o mecanismo? Um dos educadores do local pode desvendar o mistério da máquina de ilusões, criada por Hamburger. Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000, Belenzinho, tel.: 2076-9700. Terça a sexta, das 9h às 22h. Sábado, das 9h às 21h. Domingo, das 9h às 20h. Galpão Multiuso e Área de Exposições. Grátis.

Desejo Eremita, de Rodrigo Braga: rituais da natureza e da cultura local do sertão pernambucano. João Castilho/Divulgação

Cris Bierrenbach/Divulgação

Fotografia Redemunho, de João Castilho: à procura do demônio.

Obra Vácuo, da fotógrafa Cris Bierrenbach.

Comemoração em ritmo brasileiro Divulgação

As tradições folclóricas brasileiras inspiraram a criação de Calunga, espetáculo da Cia. Cisne Negro, apresentado neste fim de semana no Sesc Pinheiros. A apresentação comemora os 34 anos do grupo e inclui as coreografias Elgar (2007), de Victor Navarro e Além da Pele (1999), do coreógrafo francês Patrick Delcroix. Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, tel.: 3095-9400. Sexta (27) e sábado (28), às 21h. Domingo (29), às 18h. Teatro Paulo Autran. R$ 15.

Divulgação

Calunga: espetáculo da Cia. Cisne Negro comemora 34 anos do grupo.


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Fotos: Divulgação

Vinhos de Sonoma, com aura do Pacífico José Guilherme R. Ferreira

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Saiba como comprar e conservar os olivas: lançamentos e dicas de especialistas traçam um variado e atraente mapa do bom consumo.

Celebração dos azeites

s já reconhecidos vinhos das uvas Pinot Noir e Chardonnay produzidos na área costeira de Sonoma – uma das mais belas regiões vinícolas dos Estados Unidos – passam a ser mais divulgados com a recente criação da West Sonoma Coast Vintners. Essa associação de agricultores e vinicultores promete se dedicar a preservar e proteger a história, a paisagem e a cultura dessa faixa litorânea da Califórnia, incluindo os vinhedos de Annapolis, Fort Ross/Seaview, Occidental, Freestone, Green Valley e Sebastopol Hills. "Somos uma comunidade de agricultores, esta é nossa casa, não apenas nosso meio de vida, e somos orgulhosos disso", afirmam os líderes do movimento em seu site, que traz belíssimas fotografias das áreas associadas ao projeto (veja acima). Um dos primeiros esforços na divulgação dos vinhos da região – e um prato cheio para quem planeja viajar pela Califórnia enogastronômica – é o West of West Wine Festival. O novo festival está programado para 5 a 7 de agosto num centro de artes em Occidental, a cerca de uma hora de São Francisco. Integram a nova associação as seguintes vinícolas: Benovia, Benzinger, Boheme Wines, Chassseur, Cobb, Failla Wines, Flowers

Vineyard & Winery, Fort Ross, Freeman, Freestone Vineyards, Hawk Hill Vineyard, Hirsch Vineyard & Winery, Lioco, Littorai Wines, Marimar Estate Vinyards & Winery, Martinelli Winery, Patz & Hall Wine Company, Peay Vineyards, Ramey Wine Cellars, Red Car Wine Co., Small Vines, Whetstone Wine Cellars e Wind Gap. Os vinhedos da família Benzinger, por exemplo, que podem ser visitados num trenzinho puxado por um trator, estão plantados em solo vulcânico, resultado de explosões na Montanha de Sonoma há dois milhões de anos, o que faz hoje a diferença de seus vinhos.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)

Lúcia Helena de Camargo O interesse por azeicultura tes cresce no País. Seja entre a festejada classe C, que com mel h o ra n a e co n o m i a passou a consumi-los, seja entre aqueles que já tinham o hábito de comprar azeites e agora descobrem variações g our met , participam de degustações e têm em casa óleos de oliva de diferentes países. Entre os novos produtos no mercado está o sofisticado Azal, trazido pela importadora All Food, e a linha extra-virgem de marca própria do Pão de Açúcar. A linha de azeites Virgens Extra da Azal lançada pela Allfood também vem em cinco diferentes variedades. A Origem, composta de azeitonas galegas, cobrançosa e arbequina, é indicada para uso geral, de saladas a sobremesas. O preço varia entre R$ 12,90 e 14,90. O Azal Memória, que ganhou medalha de ouro no Concurso Nacional 2006 e no Concurso Packaging 2008, tem sabores amargo, picante e doce. O Azal Temperamento Flor de Sal & Louro recebeu medalhas em competições nos Estados Unidos. O orgânico Azal Terra, também premia-

de Origem Protegida), Cordovil, Verdeal, Arbequina e Reserva, trazidos da região de Trás-os-Montes. Em comum, os produtos têm baixa acidez (0,3%) e são extraídos a frio. O DOP é indicado para o preparo de peixes e carnes assadas. O Reserva, para temperar saladas e pratos de carnes vermelhas cozidas; O Cordovil, principalmente para caldeiradas e moquecas; o Arbequina para vegetais e peixes. E o Verdeal é indicado para finalização de saladas, pratos cozidos, sopas e guizados. Todos vêm em embalagens de 250 ml e custam R$ 11,90, com exceção do Reserva, com 500 ml, vendido a R$ 19,90. A celebração aos azeites começa também a tomar conta das feiras. Este ano, a 15ª Expovinis Brasil, maior salão de vinhos da América Latina sediada na Cidadeno em abril, trouxe pela primeira vez a Olive Experience, que mostrou produtos de Portugal, promoveu wo r k sh o p s e harmonizações. "Constatamos que o apreciador de vinho também é apreciador de azeites e resolvemos criar uma feira com ambos no mesmo espaço", diz Domingos Meireles, diretor da Exponor Brasil, organizadora do evento. Em setembro acontece na Cidade a 5ª Expoazeite, a maior feira do gênero, que em 25 estandes terá 200 variedades do óleo de oliva. Destinada a consumidores, varejistas e produtores, vai apresentar ao público o primeiro azeite certificado produzido em terras nacionais, o Oliva do Sul. "Agora é oficial: já temos o azeite brasileiro!", comemora Patrícia Atrapido pelo pão: tradições. Galasini, coordenadora da Expoazeite e degustadora de do em concursos, vai melhor como azeites. Reconhecido pelo guia itatempero em pratos crus. O DOP, fei- liano Flos, o óleo de oliva é produto predominantemente de azeito- zido no Rio Grande do Sul, ainda em nas da variedade galega, é conside- p e q u e n a e s c a l a . rado elegante para molhar o pão. "Mas já com qualiMemória, Terra, Temperamento e dade internacioDOP custam entre R$ 35 e 45. São to- nal", atesta. dos vendidos na Casa Santa Luzia, Patrícia confirma Empório Santa Maria, Carrefour, entre outros supermercados e empórios. Às gôndolas da rede de supermercados chegam portugueses em cinco versões: DOP (Denominação

d

http://www.westsonomacoast.com/

Somando música à palavra Aquiles Rique Reis Tradição, saúd

e, sabor.

que o mercado brasileiro para azeites está excelente. "Antigamente você entrava no supermercado e via apenas uma gôndola. Hoje em dia há corredores inteiros, com muita variedade", observa. "As pessoas estão consumindo mais azeites por diversos motivos. Entre eles, os benefícios para a saúde." A especialista dá algumas dicas para a compra do melhor azeite. "Primeiro, verifique se a garrafa está absolutamente lacrada, pois se o ar entrou de alguma forma, o azeite pode ter perdido suas qualidades; veja se não há pedacinhos suspensos dentro do óleo (é raro, mas pode acontecer) e prefira comprar azeites produzidos dentro do mesmo ano". Ela ensina ainda que é preferível comprar a garrafa de 250 ml em vez da de 500 ml e consumi-la no máximo em 40 dias, para que o azeite conserve suas propriedades até o final. E, por fim, instrui a guardar o azeite na geladeira. "Nada de deixar embaixo da pia ou ao lado do fogão, porque as variações de calor e umidade nesses lugares podem estragar o óleo de oliva". Allfood Importadora. www.allfood.com.br Pão de Açúcar. www.paodeacucar.com.br Expoazeite. www.expoazeite.com.br

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ara a compositora Alzira E (Espíndola) e para o poeta ArrudA, arte é concisão. Assim, tudo é rico quando um mais um é igual a menos de muito mais. Tudo para o menos ser demais de bom da conta. Ademais, tudo é um pouco que torna a canção mais intensa. Impossível haver jeito melhor; improvável mais musicalidade que diga tanto com o menos escolhido por eles para tudo o mais retratar. Canto que se mistura à palavra. Voz que declama o verso. Poesia que encanta e clama. Dois seres dispostos a ser um só. Cantoria num límpido alvor de manhã espreguiçadeira; olhar de secapimenteira, que reduz a sombra da ingazeira à de mera touceira. Por atuais, adaptei os parágrafos acima, escritos quando tratei do sétimo álbum de Alzira E, gravado em parceria com poeta ArrudA - com o qual criou um belíssimo trabalho -, para iniciar meu comentário de Pedindo a Palavra (independente), seu novo CD. Nele a parceria está de volta. Com apenas uma das dez faixas feita com a participação de Jerry Espíndola, todas as outras têm a assinatura dos dois. E juntos criaram um repertório no qual dizem, desdizem e redizem novos conceitos. E seduzem. Tudo o que deles vem vale pelo breve instante em que se revela o tanto da profundidade das sílabas e o tantão do resplendor dos acordes. Montões de música vinda da capacidade de surpreender que sempre teve Alzira, e também ArrudA. Música posta de presente à mesa do ouvinte. Bom proveito. Com produção de Du Moreira, a formação instrumental do novo disco é minimalista: além do baixo, dos teclados, das programações e da gui-

tarra de Du (guitarra que em duas faixas esteve a cargo de Luiz Waack), apenas uma bateria, na qual se revezam Curumim, Kuki Stolarski e Marcelo Effori, e os vocais de Iara Rennó e Luz Marina. Tudo para que restasse intato o sumo da música de Alzira e ArrudA. E bota sumo nisso. As melodias de Alzira são criadas de modo já adaptado à sua extensão vocal. Assim, cada nota parece ter nascido pronta para a garganta da intérprete, que sabe da importância da palavra somada à nota musical. Feito grande atriz que canta, o texto brota em Alzira já adquirindo contornos de pura mágica. E é aí, então, mais uma vez, que surgem os versos de intensa contemporaneidade escritos por Arruda. Isso tudo que você me diz/ Sem dizer nada/ É o ponto cego dessa cicatriz/ Costura frágil/ Caminhada/ Isso tudo que você me diz/ Sem dizer nada/ É o silêncio que dói na raiz/ É o silêncio pedindo a palavra. Estes versos, da música que dá título ao CD, nasceram como se fossem gêmeos univitelinos da melodia. Eles são a palavra do poeta traduzindo a expectativa de que a densidade pode ser também lírica, moderna. Pedindo a Palavra é tudo música, é tudo poesia feita de luz e de sombra; tudo nascido em dias de sol e noites de lua, de verão ou de inverno; vidas carregadas de infinitas sutilezas; tudo aceso; tudo nu, sem vestes nem panos quentes nem leves que interfiram e acobertem o essencial. Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

JAZZ SINFÔNICA A Orquestra Jazz Sinfônica acompanha a cantora americana Carla Cook, sob a regência de Fábio Prado. No programa, o tempero típico da Jazz: metais, percussão, linhas eruditas e pop. Cook interpreta canções de Errol Garner e Michel Legrand. Parque do Auditório. Parque do Ibirapuera. Tel.: 3629-1075. Domingo (29). 17h. Grátis.


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cultura

SONHO DO DOURO (2): REVOLUÇÃO Carlos Celso Orcesi

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e tudo que reluz é d'ouro, lá no norte de Portugal há séculos o ouro é tinto, desde quando o Marques de Pombal delimitou a mais antiga região vinícola do mundo (1756). Quando o Tratado Methuen (1703) negociou alíquotas favorecidas aos vinhos do Porto em troca da importação de produtos industriais ingleses - fato aliás que transformou Portugal em dependência agrícola e política da Inglaterra por quase 300 anos - em função da isenção tributária todos quiseram produzir "vinhos do porto". Embora tenha ficado o pioneirismo, a demarcação e o monopólio foram medidas defensivas. Nova revolução aconteceu há 20 anos, quando jovem geração de enólogos com mestrado em Bordeaux, Bragança ou Logroño resolveu produzir vinhos de mesa (ou tranquilos como lá qualificam) no "ambiente tradicional dos portos". O imenso colunista Rui Falcão resumiu cinco fatores para a explosão

duriense, o principal deles - a mais importante e simples das decisões o fato de que "pela primeira vez um grupo de enólogos optou por viver no Douro com a família, junto das vinhas... deixando de trabalhar em Gaia e viver no Porto, longe das vinhas, deslocando-se ao Douro apenas durante as vindimas". Três outros fatores são românticos, ou pelo menos derivados do primeiro: (2) dedicação "sem limites aos projetos que abraçaram"; (3) intercâmbio com outras regiões para "descobrir novas realidades"; (4) forte "espírito de amizade e entreajuda". O quinto fator a meu ver é novamente fundamental, (5) a "obrigação de serem diferentes", de ter que "inovar por culpa do Vinho do Porto". Eis aí o impulso da dialética, semelhante ao determinismo que impeliu os navegantes da esquina européia aos "mares nunca dantes navegados" de Camões. Os jovens revolucionaram a "marca" Douro, produzindo vinhos de grande cará-

ter e vivacidade, distintos de Bordeaux e Barolos e de Dãos e Malbec, talvez se situando no entremeio entre Borgonhas e Rhones se fosse possível tão imperfeita generalização. Essa geração do novo Portugal recém tornado europeu e global foi se "agigantar num novo mundo em nascença, paradoxalmente a partir do imobilismo de algumas casas do Vinho do Porto e potenciaram o desabrochar do vinho de mesa no Douro" (Os Sete do Douro, revista Wine nº 44 fevereiro 2010). O que Rui Falcão poderia acrescentar é que

o Porto tradicional tem experimentado queda (felizmente suave) de produção e vendas, talvez porque n o m u n d o c ibernético os workaholics devam acordar cedo e lhe falte tempo para apreciar calmamente o leque aromático dos vintage ou dos tawnys 30 anos que podem durar dois séculos. Niepoort dos Redoma (R$-90 e tinto R$-142 Mistral), Charme (R$-315) e B a t u t a ; Graham's do Altano (R$-40 Mistral), Prazo de Roriz até o afamado Chryseia (R$-300 World Wine); Quinta do Vallado (R$-198 Expand)

cujo 2005 abri em 14 de abril; Pó de Poeira (R$-110) e o topo Poeira (R$-177 Mistral) de Jorge Moreira que espero abrir em junho no aniversário de meu filho Guilherme; Pintas (R$-350 Vinci) cuja caixa dorme na adega há um ano esperando que Jorge Serôdio me permita atrasar; Quinta Vale D. Maria da bela Sandra Tavares da Silva e... Serôdio, pronta para beber tanto quanto as vinhas velhas de Susana Esteban da Quinta do Crasto (R$-147), Crasto (R$-47) e Flor do Crasto (R$-29 no Rei do Whisky); e por fim Olazábal do prêmio Quinta do Vale Meão (R$-292) e seu segundo Meandro do Vale Meão (R$-87 Mistral) com boa relação custo-benefício. A revolução de 10 ou 20 pioneiros se espalhou. Não passa mês sem que marcas tradicionais de Porto lancem novos vinhos tranquilos, às vezes recorrendo à lembrança de seus nomes mágicos, ou criando novas marcas. Quinta do

Noval: Cedro do Noval e Quinta do Noval; Poças: Poças Reserva e Coroa d'Ouro; Kopke: Kopke Douro; Quinta do Vale da Perdiz: Cistus; Quinta das Bágeiras: igual; Quinta do Portal: Auru, sem contar as grandes vinícolas como Sogrape, José Maria da Fonseca, Borges e outras. Passar da tradição do Porto de sobremesa aos DOC Douro de mesa produzidos no mesmo espaço foi um grande passo. Revolução silenciosa que somou o ouro do nome àquele amarelo que move o mundo capitalista, todos a navegar entre a tradição dos barcos rabelos e a revolução tecnológica explodindo no campo e no turismo, tão grande é o número de hotéis de charme nas próprias quintas. Agora passemos nós do sonho à realidade. Tomarei posse da terra através dos sentidos, verei do alto os meandros do rio, provarei o vinho na garrafeira (adega) sem atrapalhar o serviço, enfim, nem que seja por alguns dias farei parte do mundo.

Fotos: Zé Carlos Barretta/Hype

O romance do romance Renato Pompeu

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o livro E Se a Literatura Se Calasse? - Os Impasses do Romance da Antiguidade ao Século XX, publicado pela Editora Terceiro Nome, a autora, Thais Rodegheri Manzano, professora da Faap de São Paulo, proporciona uma história do romance, ou, mais exatamente, uma história do romance ocidental que é um verdadeiro e empolgante romance, que tem, como personagem central, o próprio romance. Ela narra, com a linguagem atraente de uma obra de ficção de alta qualidade, uma história crítica do romance, empreitada que normalmente resulta numa obra sisuda e solene, de linguagem empolada e de difícil compreensão para o público não-acadêmico. Mas que, no seu caso, encanta e enleva. Thais Rodegheri Manzano se embebeu tanto no estudo crítico desse gênero no Ocidente que acabou assumindo em cada trecho o estilo e a estrutura formal de cada fase a que se refere. Assim, o começo do livro, sobre os romances gregos e romanos da Antiguidade, tem uma linguagem simples e clara, bastante envolvente, com conotações de carinho e aconchego no caso dos romances gregos, que tratavam

de casos emocionantes de amor, como Dafne e Cloé, de Longo de Lesbos, e com conotações de sarcasmo e deboche no caso dos romances romanos, verdadeiras sátiras de costumes, como O Asno de Ouro, de Apuleio. A parte referente aos romances medievais tem uma linguagem um tanto menos clássica, mas envolve do mesmo modo o leitor ou leitora, pois entoa o ritmo bem marcado das discussões à beira de uma távola redonda comandada pelo rei Artur. A linguagem aqui, a par de ser ágil como as façanhas dos cavaleiros andantes, também é lânguida como as declarações de amor dos cavaleiros a suas damas, em honra das quais cumprem as suas façanhas. Particularmente empolgantes são os trechos referentes ao célebre romance Amadis de Gaula. Nobre e terra-a-terra, alternadamente, com as mesmas alternâncias de Dom Quixote de La Mancha, é a linguagem das partes que tratam desse romance imortal de Cervantes. Assim segue Thais Rodegheri Manzano, mergulhada tão profundamente no estudo crítico do romance

que assimila a linguagem clássica dos romances do século XVII, passando em seguida a um tom mais romântico e, em seguida, mais realista, até finalmente encerrar o livro com uma preocupação maior com a forma, a sonoridade e a densidade que o romance foi sucessivamente atingindo desde Goethe até Samuel Beckett, passando por Gustave Flaubert. Os trechos sobre Beckett, que, como as obras desse autor, são mais difíceis de ler, cheios de circunvoluções, reiterações e iterações, encerram o livro com alguma inquietação: o romance já disse tudo que tinha a dizer? É possível ir além de Beckett? E se a literatura se calasse, como diz o título? Passando a outras vertentes do trabalho da autora, chega a ser impressionante a tranqüilidade com que ela atinge um nível de qualidade internacional raro em trabalhos de brasileiros. Com uma ousadia que poucos autores fora dos centros mais avançados da Europa e dos Estados Unidos têm a coragem de demonstrar, Thais Rodegheri Manzano encara seus temas, nada menos do que

os principais romances de todo o Ocidente, com olhares literalmente olímpicos. Consciente da profundidade de seus conhecimentos, tanto literários como sociais e políticos, e da sua desenvoltura com a prosa, ela enfrenta seus temas com sapiência e humildade, mas sem timidez. Aqui se deve esclarecer que a autora consegue, em poucas linhas, situar cada obra não só no curso milenar da história propriamente literária do romance, mas também no curso do ambiente social e político de cada tempo e de cada lugar. Mostra como, muitas vezes, o romance é uma resposta humanizadora diante de situações desumanizadoras. Por força da visão muito mais internacional do que etnocêntrica de seu trabalho é que ocorrem o que alguns considerarão as duas peninhas dessa grande obra de Thais Rodegheri Manzano: a de não incluir Machado de Assis entre os grandes autores ocidentais, e a de usar a expressão "clarão da lua", como o francês "clair de lune" ou o italiano "chiaro di luna", ao em vez do nosso "luar". Acima de tudo, o que ela resgata é o prazer de ler. Seu livro é puro deleite.

Séries em séries Regina Ricca

Arquivo DC

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Globo pegou gosto ($$$) em transformar em séries de TV alguns filmes bons de bilheteria, que ela mesma produziu para o cinema. Depois de Carandiru, Ó Paí Ó, Antonia, Chico Xavier e Divã, chegou a vez de A Mulher Invisível, que ganhou as telas em 2009, virar série de TV. Prevista para ter cinco episódios, a produção, feita em parceria com a Conspiração Filmes, traz no elenco os mesmos protagonistas da trama no cinema - Luana Piovani (Amanda) e Selton Mello (Pedro). A novidade no elenco é a entrada de Débora Falabella, que viverá a mulher de Pedro. Luana vive Amanda, a tal mulher invisível que aparece para Pedro (Selton Mello). Como Marina (Débora Falabella), a mulher de Pedro, não consegue vê-la, isso acaba tumultuando o relacionamento do casal. Escrita por Guel Arraes, Mauro Wilson e Leadro Assis e Claudio Torres, que dirigiu a história no cinema e assina agora, também, a direção da série na TV. A estreia de A Mulher Invisível será na terça, dia 31, logo após Tapas & Beijos. Na TV por assinatura, novidades também no front das séries. O canal Liv estreia também na terça, 31, às 21h30, a série cômica Mad Love, protagonizada pelo ator Jason

Biggs, conhecido no cinema por American Pie. Aqui, Biggs vive o advogado Ben Parr, um rapaz romântico que acredita ter encontrado, durante uma visita ao Empire State Building, em Nova York, a sua cara-metade, a analista financeira Kate Swanson (Sarah Chalke, de Scrubs). Como Ben, Kate também está decepcionada com seus últimos relacionamentos. Para atrapalhar o relacionamento do novo casal, estão os respectivos melhores amigos: Larry (Tyler Labine) e Connie (Judy Greer). O Liv também estreia nesta terça, às 22h, a segunda temporada da série Parenthood (foto), trama que discute um ponto central na vida de muitas famílias: a de que os filhos nunca são do jeito

que os pais imaginam. A ação gira em torno dos quatro irmãos Braverman: Sarah (Lauren Graham, de Gilmore Girls), Adam (Peter Krause) Crosby (Dax Sheppard) e Julia (Erika Christensen). Cada um, de um jeito ou outro, experimenta as agruras de serem filhos e pais ao mesmo tempo, o que cativa a audiência pelas doses de realismo, drama e humor. A série ostenta bom pedigree: tem como produtores executivos os diretores Ron Howard e Brian Grazer, ambos ganhadores do Oscar (por Uma Mente Brilhante e Frost/Nixon, respectivamente). Billy, O Exterminador Na tela do canal A&E, uma série com ingredientes mais pesados - ou indigestos,

dependendo do freguês. Drama, humor e ação fazem parte da nova série Billy: O Exterminador que entra em cartaz desta sexta (28), a partir das 14h. A produção acompanha a corajosa e nada comum rotina de Billy Bretherton, que ganha a vida e o sustento da família fazendo um trabalho que é motivo de terror e repulsa para muita gente. Gerente de uma bem-sucedida empresa de controles de pragas da Louisiana, eliminar animais indesejados é bem mais fácil para Billy do que controlar as confusões domésticas. Em 13 episódios, Billy vai enfrentar desde colônias gigantes de formigas a perigosos jacarés. Ex-sargento da Força Aérea Americana e veterano há 15 anos no negócio de eliminação de pragas, Billy adota uma estratégia militar em sua luta contra a propagação destes seres indesejáveis. Por sentir compaixão por eles, em muitas ocasiões ele os captura para soltá-los em lugares onde não podem causar problemas para os humanos. No primeiro episódio que vai ao ar amanhã, Billy precisa se livrar dos ratos que dominam uma casa pronta para receber novos moradores, e limpar um estádio de beisebol inteiro de uma crescente invasão de morcegos.

À moda antiga Armando Serra Negra

A

colhedor e hospitaleiro como a casa da vovó (detalhe). Bem ao seu gosto, uma miríade de coisas e coisinhas amealhadas ao longo dos anos distraem o olhar. No velho sobrado, colagens em paredes aqui e acolá, patchwork de fotos e reportagens teatrais cuidadosamente recortadas, imagens dos bons e velhos tempos. Grandes, mas suaves desenhos em pastel, uma face de sonho lembra a irmã de Daro Bernardes - um artista plástico que a tinha por musa, e anda sumido do mercado -, observa os músicos no palco. De quinta a sábado (acima), MPB, bossa-nova, jazz, blues (couvert R$ 7). "Sou uma apaixonada das artes, sempre achei que podia reuni-las em um bar; que artista não é boêmio?", lembra a psicóloga e proprietária Márcia Santiago, que demorou 15 anos para abrir o seu. Daí o nome do lugar, realçando no indicativo da rua as letras de sua proposta: D'ARTur. Sob o toldo, uma tiara de ladrilho hidráulico emoldura a porta de entrada. As pessoas petiscam e papeiam em torno das prendadas flores coloridas de papel crepom, feitas à mão, que enfeitam as mesinhas: oito unidades de bolinhos de abóbora com carne seca (R$ 19), mix de pasteizinhos (R$ 19), tábua de queijos variados (com pãezinhos, tomate seco e azeitonas, para quatro pessoas - R$ 33), quatro tipos diferentes de sopa todas as noites (R$ 18), são algumas receitas do antigo grimório. Mesmo próximas, as mesinhas internas permitem gostosas confidências, à

luz de velas, como as do netinho que conta um novo segredo: "estou apaixonado por você!". Tudo é aconchegante no pequeno bar. Márcia fica atrás do balcãozinho charmoso, as garrafas compondo a decoração. Vitral coberto com gelatina colorida de antigos refletores teatrais, imãs na geladeira, formas de bolo. Uma alegoria sobre a nobre artista Frida Kahlo (1907-1954), entre flores, acompanha ao andar superior. No lounge, o garçom se esgueira entre sofás e poltronas de brechó amontoados, servindo as bebidinhas: cerveja Original (R$ 7,80 / 600 ml), mojito (rum, água c/ gás, hortelão e limão R$ 15,50), cosmopolitan (vodca, licor Cointreau, suco de cranberry - R$ 14,50). Ao fundo, uma cortina de veludo vermelho aponta o micro tablado, onde se realizam as mais diversas apresentações. "Às terças e quartas-feiras reunimos de saraus de poesia e literatura, a monólogos e sketchs de todos os tipos", convida Márcia. Quem aproveitou a deixa, por exemplo, foi a escola de cantores Idéias Vocais, em uma confraternização de exalunos, professores e novatos, promovendo uma audição familiar. Cantoria da boa. "Eles oferecem aulas experimentais de canto popular grátis!", cochicha a anfitriã. Mimos da casa da vovó! D'Artur Bar. Rua Artur de Azevedo, 526. Tel.: (11) 2597-7132. Ideias Vocais - Centro de Formação Integral para Cantores. Rua Cristiano Viana, 613 Tel.: (11) 3060-8725.

Promove saraus. E convida para o bate-papo discreto.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

ENSAIO

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cultura

Muito além do realismo em preto em branco

Urban Music Festival, no Anhembi: soltando a imaginação. André Domingues

John Legend: entre os destaques.

trazer na bagagem um grande hit da dance music mundial, Pump Up The Jam, que estourou nas pistas entre o final dos anos de 1980 e o início dos 90. Afora essa notoriedade, a escolha é incoerente, já que a falta de saudosismo é uma das características marcantes do Urban Music Festival, concentrado em nomes revelados da virada do ano 2000 para cá. Do contrário, deveriam ser convidados, também, o Public Enemy, os Racionais MCs e outros da safra antiga. Violenta, irreverente, apaixonada, tecnológica, atual, a aquarela do Urban Music Festival reflete um imaginário instigante sobre a música da cidade. Só não é pioneiro nem único, ao contrário do que sugere pomposo slogan do evento. Que São Paulo seria essa sem as rodas de samba dos bares, sem os sertanejos nos postos de gasolina, sem a eletrônica das baladas, sem o funk carioca que vaza dos carros na periferia? Em outras palavras: que São Paulo seria essa sem diversidade e de poucos traços locais? Ainda que pretensiosa, porém, a ideia do Urban Music Festival é um achado. Bem menos do que

Fotos: Arquivo DC

Q

uando o rap chegou ao Brasil para valer, na segunda metade dos anos de 1980, parecia o prenúncio de uma nova era. Caetano Veloso experimentou. Chico Buarque achou que era o fim da canção. Dezenas de jovens, como Thaíde, Mano Brown e Gabriel O Pensador, abraçaram-no entusiasticamente. Hoje, o gênero goza do prestígio de um clássico moderno, como se pode notar pela programação do interessante Urban Music Festival, que acontece neste domingo (29), na Arena Anhembi. As principais atrações, quando não são rappers de ofício, como Ja Rule (detalhe) e Emicida, têm afinidades claras, caso de Cee Lo Green (que cancelou de última hora a sua participação) e John Legend. O destaque do rap se justifica pela própria natureza do festival, autointitulado "o primeiro evento de cultura urbana da Cidade". O rap, afinal, tem sido fortemente associado à ideia de música urbana em si: feito na cidade, pela cidade, sobre a cidade e para a cidade. Há nessa imagem um ar ianque, é claro. Algo que o cenário escolhido enfatiza, aliás, com demonstrações de acrobacias de skate, grafite e street basketball. O rap, contudo, está longe de ser uma cultura estrangeira, postiça, no Brasil, contando mais de duas décadas de aclimatação. Os dois bons rappers do Urban Music Festival são, inclusive, representantes dos polos que o rap assumiu por aqui. O novaiorquino Tule faz o papel do gangsta, com todas as gírias, bijuterias, bombetas, tatuagens e polêmicas que o script exige. Já o paulistano Emicida encarna o marginalizado esclarecido, esperto nas rimas de conscientização social. A diferença pode ser notada em versos como "Eu sou o vilão que está rastejando pelos cantos", que o primeiro manda em It's a Murda, e "Uns rimam por ter talento, eu rimo porque eu tenho uma missão", que o segundo canta em Triunfo. A diferença é evidente, mas está apenas no lado escolhido diante de uma mesma questão: a violência (em sentido geral) das grandes cidades. A proximidade entre o rap e o trabalho de John Legend - maior destaque do festival - não se dá apenas pela matriz comum, a cultura negra americana. Mesmo identificado com o soul tradicional, Legend tem performances representativas que dialogam com o universo do rap, como Wake Up Everybody. A paisagem urbana que pinta, porém, costuma ter cores bem mais chamativas do que o realismo em preto e branco do rap. É o outro lado da moeda. No soul, ganha voz a agitada passionalidade das metrópoles, rica em temas irreverentes, sensuais e românticos. Sua voz melodiosa e rouca dá conta de todo esse universo, mas tende mais para as histórias de amor, com Ordinary People, Used To Love U e outras ótimas canções. Destoa dessa urbanidade black do Urban Music Festival uma outra atração muito comentada, o grupo belga Technotronic, com sua dance music eletrônica. A inclusão no programa, conceitualmente, se deve ao fato de o grupo representar a tecnologia marcante no cotidiano urbano. Na prática, porém, o motivo de estar lá é

decifrar o som da urbanidade, solta a imaginação. Se a cidade tivesse uma voz, qual seria? Talvez nem fosse musical. Talvez fosse a das buzinas de moto cortando o trânsito. Ou os motores ligados. Ou os bate-estacas da construção civil. Ou pregadores na praça. Cachorros no portão. Cee Lo Green Na noite da última quarta (25), a organização do Urban Music Festival soltou um comunicado informando o cancelamento da participação de Cee Lo Green no evento. Segundo as informações prestadas, trata-se de cano mesmo, à moda do nosso saudoso soulman Tim Maia, sem nenhum tipo de pronunciamento oficial por parte do artista. Essa quebra de contrato pode terminar nos tribunais, pois, sem dúvida, tira parte do brilho do festival. Até porque ninguém vai assumir seu lugar. Aqueles que quiserem desistir de ir e que já têm ingressos comprados poderão encontrar no site www.urbanmusicfestival.com.br as datas e locais para a restituição dos valores pagos.

Urban Music Festival. Arena Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1209. Tel.: 4003-1212. Domingo (29), a partir das 11h. 12h: Anjo dos Becos 13h: Kaká Mendess 14h: Live Delu 15h: Roots Rock Revolution 16h: Copacabana Club 17h: Technotronic 18: DJ King 19h: Ja Rule 21h: Emicida 22h30: John Legend and The Roots R$ 240 a R$ 650.

Um safári pop-rock

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igorosamente ao mesmo tempo em que acontece o Urban Music Festival, com todas as suas estrelas, será realizado um evento de promessas do pop-rock,oSampa Music Festival. Ambos tem a mesma duração, o dia de domingo (29) quase inteiro, mas compará-los seria uma injustiça. Ficaria como um contraste de luz e sombra, seja pela diferença de renome e maturidade musical entre os participantes de um e de outro, seja pelo desnível de suntuosidade da Arena Anhembi para o Espaço Victory (casa na Penha onde vai se realizar o Sampa Music Festival). O valor dos ingressos também é desproporcional, com preços quase dez vezes menores no segundo caso. A impossibilidade de comparação entre os dois festivais começa pela própria diferença de propósitos de

cada um, já que o Urban se concentra em nomes consagrados e o Sampase apoia na função de revelar artistas novos, trazendo como único nome conhecido a banda Fresno (foto). Dada essa abertura para nomes obscuros o Sampa Music Festival assume um ocasional tom u nd e rground, sem negar a meta de que os meninos participantes (quase todas as bandas são de meninos) cheguem ao sucesso de um Restart, um NX Zero ou um Fresno. Em seu palco passarão grupos e mais grupos de roqueiros voltados ao p op, em geral com cabelos espalhafatosos e rostos inocentes, muitos até difíceis de se distinguir - se o es-

pectador demorar um pouco mais ao sair da pista para pegar uma bebida, corre o risco de não perceber que mudou a banda no palco. Alguns, entretanto, têm bons atributos e podem construir a carreira vitoriosa sonhada, como as bandas Rancore e Ohana. Descobrir os mais talentosos do Sampa Music Festival, entretanto, é uma experiência semelhante à de um safári. É se embrenhar na savana com muita disposição e sem saber o que vem pela frente. Os organizadores preferem não adiantar a ordem e os horários de cada atração, deixando até o eventual fã de uma das bandas no escuro.

SHOW O

sambista Zeca Pagodinho (foto) está de volta à Cidade, para apresentar o mais recente disco, Vida da Minha Vida. No espetáculo, dirigido por Sérgio Cabral, desfilam as divertidas Poxa, O Garanhão, Samba pras Moças, Deixa a Vida me Levar, Verdade, Orgulho do Vovô. Direção musical a cargo do experiente Paulão 7 Cordas. Credicard Hall. Avenida das Nações, 17955. Tel,: 4003-6464. Sexta (27), sábado (28), 22h. R$ 70 a R$ a 200. Bourbon - Cumprindo agenda competente, traz Victor Brooks (sexta, 27); Junkie Box (sábado, 28) e Havana Brasil (domingo, 29). Bourbon Street.

Rua dos Chanés, 127. Tel.: 5095-6100. 22h. R$ 120. Calcanhoto - A vocalista gaúcha Adriana Calcanhoto programou três espetáculos neste fim de semana em São Paulo. Participa no Projeto Solos & Acústicos do Sesc Belenzinho. A base do show é a combinação voz e violão, com releituras de canções de Arnaut Daniel, Arnaldo Antunes, Vinícius de Moraes e Bob Dylan. Teatro Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Sexta (27), sábado (28), 21h. Domingo (29), 18h. R$ 32. (DCultura)

Orquestra de Câmara da USP em concerto neste fim de semana. Obras de Ravel e Stravinsky. Auditório do Masp. Av. Paulista, 1578. Tel.: 3251-5644. Domingo (29). 11h. R$ 8.

A assessoria do evento explica que tal opção se deve ao objetivo de "fazer com que as pessoas participem do começo ao fim, de forma que possam conhecer as bandas que estão surgindo". O motivo é nobre, mas haja fôlego. Mal comparando, é como aquela drágea de remédio que o dono piedoso mistura à ração do seu cachorro para que ele só perceba o que pôs na boca na hora em que morder. Sampa Music Festival. Atrações: Fresno, Glória, Mash, Rancore, Ohana, Eletroface, Quarter, Granada e outras. Domingo (29) a partir das 10h. Espaço Victory. Rua Major Ângelo Zanchi, 825. Tel.: 8216-5461. R$ 30 a R$ 75.

27 mai 2011  

Diário do Comércio