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Retrato do tempo em que Congresso e STF se entendiam

Fellipe Sampaio/STF

Reynaldo Stavale/Ag. Câmara

Tão perto, e cada vez mais distantes: STF avista fragilidade da democracia; e o Congresso se diz invadido. Pág. 6

A Justiça ainda não está sozinha

Presidentes do Senado e da Câmara acusam o Judiciário de "intromissão" e vão entrar "com agravo".

O PSDB e o MD protocolam no STF mandados de segurança contra a PEC 33, que 'encolhe' a Justiça.

PEC 33? Agora o PT lava as mãos.

Golpe na democracia

Fellipe Sampaio/STF

Renan e Alves se julgam atropelados

"Essa medida (PEC 33), se aprovada, fragilizará a democracia", diz Barbosa.

O líder José Guimarães diz que partido sequer discutiu proposta feita por petista – que pode livrar mensaleiros.

Ano 87 - Nº 23.860

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

www.dcomercio.com.br

Conclusão: 23h55

São Paulo, sexta-feira, 26 de abril de 2013

Muy amigas, tirando as relações comerciais.

Página 4

Perigo: nas ruínas da Síria, um cheiro de gás.

Juani Roncoroni/Estadão Conteúdo

Hamid Khatib/Reuters

Israel, EUA e Inglaterra estão de acordo: tudo indica que a Síria atacou rebeldes com gás. Se verdade, o risco de uma legião estrangeira entrar na guerra contra Assad é enorme: ele cruzou a linha vermelha. Pág. 8

As presidentes Dilma e Cristina passaram a tarde destravando o comércio entre os dois países. Pág. 7

Ação e contemplação no fim de semana

O compacto Fiesta Hatch 2014 estará nas lojas em maio. Pág. 31

De volta à era do gelo, com nossa repórter. Apaixonada pelo calor, Adriana David foi ao glaciar Perito Moreno, na Argentina. E tanto gostou, que recomenda. Página 32

Wen-You Cai/Cortesia Cai Studio

Festa para o novo premium da Ford

Paramount Pictures/Divulgação

Divulgação

Peter Suzano

Das fantasias criadas pela Marvel chega às telas nova aventura do Homem de Ferro, com o ator Robert Downey Jr. Da imaginação do escultor de cenários Cai Guo-Qiang desembarca no CCBB uma exposição explosiva. Programe ainda música, dança, ópera... Págs. 10 e 11 ISSN 1679-2688

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O oásis do vinho Ventos, miragens e vinhos do Magreb. Pág. 10

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Não são poucas as pessoas que têm a convicção de que Serra ainda é o oposicionista mais forte para enfrentar Dilma. Eymar Mascaro

pinião

Ivan Alvarado/Reuters-11/04/13

Estátua da Justiça queimada em protesto de estudantes no Chile

EYMAR MASCARO

MAMANDO NAS TETAS DO REAL

O

Ambiente carregado

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ão parecem dirigidas a chegar a um bom termo as animosidades – mais que divergências, às vezes meras picuinhas – entre o Poder Legislativo e o Poder Judiciário no Brasil. Coisa mais ou menos antiga. Desde pelo menos quando se começou a falar em "aitivismo político" do Supremo ou de "judicialização" da política, tema até recentemente muito caro a uma pessoa que deveria agir como bombeiro, mas que às vez atiça o fogo – o senador e ex-presidente da República Fernado Collor, sorrateiro como poucos quando se trata da politica dos políticos. Os marcos das fraturas nessas relações podem ser estabelecidos em duas decisões da Justiça que contrariaram este mundo do poder: (1) o estabelecimento de princípios (não muito rígidos de fidelidade partidária, ao definir que o mandato eletivo pertence ao partido e não ao eleito); e (2) ao dar como totalmente válida a Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso a contragosto, por temor das pressões da opinião pública e que depois parlamentares e partidos tentaram tornar inválida no Supremo Tribunal Federal (STF).

N

os dois momentos houve esperneios, considerou-se que o Judiciário estava invadindo prerrogativas que são próprias e exclusivas do Legislativo. Porém, se há alguma invasão, ela se dá em boa medida por omissão do próprio Congresso, que deixa de legislar como é sua função ou não segue o que ele mesmo aprovou. No caso, por exemplo, da fidelidade partidária mitigada, apenas interpretou-se o que está escrito na Constituição. Aliás, omissão é um termo que cabe perfeitamente aos usos e costumes do Congresso de um modo geral.

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

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á pouco tempo, houve outro início de atrito entre os dois poderes quando Câmara e Senado não conseguiram aprovar novas regras para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Vencido o prazo para a revisão das normas consideradas ultrapassadas, em 31 de dezembro (a decisão do STF foi do início de 2010), para que os Estados não ficassem prejudicados com o descaso do Congresso, o Supremo deu mais quatro meses de prazo para deputados e senadores resolvessem a questão. Sem vontade de agir, eles simplesmente prorrogaram as normas ultrapassadas pela nova conformação demográfica do País por mais dois anos. O ambiente viciado entre Congresso e Supremo ficou ainda mais irrespirável depois do julgamento do Mensalão, também "apelidado" de Ação Penal 470. O PT, por razões óbvias, ficou muito agastado com o "ativismo político" do Judiciário, que, segundo o partido, ameaça levar algumas de suas estrelas – ou se-

riam ex-estrelas? – ao arrepio das normas legais. O desgosto do PT contaminou parte do parlamento que considera que o Supremo extrapola ao definir que os parlamentares condenados devem perder imediatamente o mandato, pois cassar ou não o mandato deles (são quatro – José Genoino, João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry) seria uma prerrogativa exclusiva da Câmara.

N

esse clima, o Congresso resolveu partir para o contra-ataque. E anteontem, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, curiosamente com o voto de João Paulo Cunha e José Genoino, uma Proposta de Emenda Constitucional, do deputado petista Nazareno Fonteles (PI), que passa a submeter decis õ e s d o S u p r e m o a o C o ngresso e impõe outras restrições a ações da Suprema Corte. O Congresso não se satisfaz apenas em fazer as leis, quer ter a palavra final sobre elas. Uma inovação na democracia brasileira de fa-

O Congresso não se satisfaz apenas em fazer as leis, quer ter a palavra final sobre elas. Uma inovação na democracia brasileira de fazer inveja até a governos pouco democráticos.

zer inveja até a governos pouco democráticos.

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mbora a proposta ainda deva percorrer um longo caminho até virar lei, está evidente que há uma tentativa de amordaçar (ou pelo menos assustar) o Supremo. Não será um embate sem vítimas. Ainda mais que segue célere no Congresso – com votação marcada pelo presidente da Câmara inicialmente para junho – outra "lei de mordaça": a que restringe o poder de investigação do Ministério Público, poder este que anda incomodando muito o Congresso e o governo. É o caso de perguntar, tanto na questão do Supremo quando na do MP: quem tem medo? Para aquecer ainda mais a fogueira, na noite de quartafeira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu liminar a uma representação do senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, e suspendeu a tramitação do projeto de lei, já aprovado pela Câmara, no qual o governo Dilma, o PT e o PMDB estão empenhados até a alma, limitando o acesso de novos partidos políticos a mais recursos do fundo partidário e a mais tempo no horário eleitoral obrigatório no rádio e na televisão. Uma espécie de "mordaça partidária" para segurar possíveis adversários da presidente Dilma na maratona eleitoral do ano que vem. Mais um motivo para o Congresso voltar-se contra o "ativismo politico" do STF. O ambiente está carregado, não adianta fingir que é diferente. E o grave é que não se vê no horizonte muitos pacificadores. Nem em instituições da sociedade civil, como a OAB. Parece que só há águias e falcões sobrevoando o campo de batalha. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

PSDB anda apregoando nos programas de televisão que é o pai do Plano Real, mas a verdade não é bem essa: quem criou o real foi o expresidente Itamar Franco, que era do PMDB e de quem Fernando Henrique Cardoso foi ministro da Fazenda. O plano foi o principal instrumento usado pelo governo para manter a inflação sob controle. Os governos de FHC e Lula também se serviram do real para não permitir que a taxa inflacionária voltasse a contaminar a economia do País e sugar o minguado salário do trabalhador, principalmente dos que recebem apenas o mínimo. Portanto, PT e PSDB deveriam homenagear Itamar todas as vezes que invocam o Plano Real, seja nas campanhas eleitorais ou nos programas de tevê.

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ltimamente, porém, a inflação passou a ameaçar o governo de Dilma Rousseff, embora a presidente garanta que não permitirá a volta do tenebroso fantasma. Dilma está ciente de que uma inflação alta pode comprometer sua reeleição, apesar do alto índice de aprovação de seu governo e do favoritismo alcançado nas pesquisas. Os virtuais adversários de Dilma vão insistir em pregar na campanha que, se o mandato do PT for renovado, o País continuará ameaçado pela volta ao tempo em que a inflação crescia diariamente. Os prováveis candidatos ao Planalto, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede Sustentabilidade, partido ainda em formação), precisam de um mote que assuste o eleitor para crescer nas pesquisas e levar a eleição para o segundo turno.

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s últimos números revelados pelo Ibope e Datafolha, por exemplo, indicam que, se a eleição fosse hoje, Dilma seria reeleita no primeiro turno. Os tucanos, no entanto, confiam na estrutura do partido para fazer de Aécio Neves o principal adversário da petista nas urnas. O PSDB continua acreditando que a tradição

PT e PSDB deveriam homenagear Itamar Franco todas as vezes que invocam o Plano Real

nas eleições presidenciais será mantida em 2014.

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écio, Campos e Marina, contudo, podem ser surpreendidos por um lance que mexeria com todos os partidos: a migração de José Serra para outro partido. A Mobilização Democrática, partido que se originou da fusão do PPS e PMN, luta para convencer Serra a ser candidato à Presidência pela terceira vez. Não são poucas as pessoas que têm a convicção de que Serra ainda é o oposicionista mais forte para enfrentar Dilma. Uma candidatura dele seria um desastre para Aécio Neves e comprometeria também as candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva.

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erra levaria a eleição para o segundo turno e dificilmente perderia no primeiro turno para qualquer dos outros três candidatos: Aécio, Campos ou Marina. Fernando Henrique começou a apelar para que ele não deixe o PSDB, invocando sempre que Serra foi um dos principais fundadores do partido. A ordem entre os tucanos é mexer com o emocional de Serra. Por enquanto, ele garante que não pensa em mudar de partido, mas o convite para que se candidate em 2014 é insistente, com o argumento de que a próxima eleição será sua derradeira oportunidade de tentar chegar à Presidência. EYMAR MASCARO É JORNALISTA E COMENTARISTA POLÍTICO MASC ARO@BIGHOST.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

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NO BRASIL , SÓ EXISTE O CONSENSO ESCOLAR

pinião

AUTORIDADES

ualquer professor universitário ou intelectual público que, desafiado, se feche em copas e fuja à discussão sob o pretexto de que suas crenças são lindas demais para rebaixar-se a um confronto com a ideia adversária, cai imediatamente para o segundo escalão, quando não se torna objeto de chacota. Os próprios correligionários do prof. Richard Dawkins arrancaram-lhe o couro quando ele, afetando inatingível superioridade olímpica, se esquivou a um debate com o filósofo William Lane Craig.

Nem mesmo a classe jornalística, tão burra e presunçosa em Nova York como em toda parte, confunde o consenso escolar – aquele corpo de teorias e crenças que o apoio majoritário consagrou como apto para ser transmitido às crianças – com a vida nas altas esferas intelectuais onde tudo, mesmo o aparentemente óbvio, pode e deve ser desafiado, contestado, forçado a buscar novos e cada vez mais sólidos fundamentos. No Brasil, só existe o consenso escolar. Ele impera sobre as cabeças dos intelectuais com a mesma autoridade indiscutível com que se impõe, nas salas de aula, aos trêmulos e indefesos corações infantis.

A vida dos brasileiros está indo numa direção francamente regressiva, incompatível com o estado da nossa economia.

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asta você questionar de leve algum item do Credo ginasiano, e as reações indignadas mostram o escândalo, o horror que você despertou nas almas virgens, jamais tocadas antes pelas dúvidas que, em outros países, pululam por toda parte e alimentam discussões sem fim. Especialmente os ídolos da ciência popular, Newton, Galileu, Darwin ou Einstein, adquiriram no Brasil o estatuto de divindades intocáveis, e não só entre meninos de ginásio, mas entre professores universitários, cientistas e formadores de opinião. Critique um desses habitantes do Olimpo e o tom das respostas lhe mostrará, por A + B, que neste país até mesmo banalidades arqui-sabidas dos historiadores por toda parte são novidades escandalosas e provas incontestáveis de que você é um louco. Quando mencionei, por exemplo, as consequências nefastas que o mecanicismo newtoniano espalhou na cultura europeia –

fato que já é de domínio público pelo menos desde o século 19 –, só não me xingaram a mãe porque não acreditavam que alguém capaz de atentar contra a memória do autor dos Princípios Matemáticos da Filosofia Natural p u d e sse jamais ter tido mãe. Quando escrevi que o próprio Charles Darwin fora o inventor do design inteligente, hoje tão abominado pelos evolucionistas – coisa que não pode ser ignorada por ninguém que tenha lido algo mais que as orelhas de A Origem das Espécies –, fui imediatamente rotulado como fanático religioso indigno de ocupar um espaço na mídia. Quando expliquei que sem o conhecimento do simbolismo astrológico é impossível compreender direito as concepções cosmológicas de Sto. Tomás de Aquino ou a estética das catedrais góticas – o que é a obviedade das obviedades para quem haja estudado o assunto –, passei a ser chamado pejorativamente de "astrólogo" pelos srs. Rodrigo Constantino e Janer Cristaldo, que, como ninguém ignora, são autoridades insignes em história medieval.

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d i s t â n c i a , e m s uma, entre o que se discute desses assuntos na Europa e nos EUA e o que se sabe a respeito no Brasil já se ampliou de tal modo, que ter algum conhecimento nessas áreas se tornou realmente perigoso: a ignorância completa e radical é hoje a única fonte de credibilidade, o único depósito de premissas onde o opinador pode buscar argumentos com a certeza de que soarão razoáveis ante uma plateia ainda mais ignorante que ele. Tendo violado essa regra, tornei-me o único comentarista brasileiro de

Reprodução

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uanto mais tempo fico nos Estados Unidos, mais nítida se torna, aos meus olhos, uma diferença crucial entre o Brasil de hoje e as nações civilizadas: é a completa ausência, no nosso país, de qualquer debate científico ou filosófico, pelo menos audível em público, ou mesmo de qualquer consciência, entre as classes alfabetizadas, de que esses debates existem em algum lugar do planeta. Só esse fenômeno, por si, já basta para mostrar que algo aí deu muito errado, que a vida dos brasileiros está indo numa direção francamente regressiva, incompatível com o estado da nossa economia e com a pretensão nacional de representar algum papel significativo no cenário do mundo. Nos EUA e na Europa não há ideia, não há doutrina, não há crença estabelecida, por mais oficial e majoritária que seja, que não sofra contestações e desafios o tempo todo, que não se veja obrigada a buscar argumentos cada vez mais elaborados para defender um prestígio que assim não arrisca jamais congelar-se em ídolo tribal, em tabu sacrossanto.

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OLAVO DE CARVALHO mídia ao qual incumbe, s e m p r e e s i s t e m a t i c amente, o ônus da prova – com o detalhe de que, quando termino de provar tudo direitinho, os fulanos mudam de assunto e encontram outro motivo qualquer para continuar achando ruim.

À

s vezes chegam, nisso, a requintes de imbecilidade jamais alcançados antes no universo. Indignados de que, num artigo aliás excelente sobre Otto Maria Carpeaux, o prof. Maurício Tuffani citasse de passagem o meu nome, alguns leitores ofereceram a singela sugestão de que eu fosse excluído para sempre de toda mídia. O autor do artigo, então, com a maior paciência, explicou que no caso isso não era possível, por ter sido eu mesmo o editor de um dos livros de Carpeaux ali mencionados. Com toda a evidência, os remetentes prescindiam de ter lido o livro para decidir quem podia ou não podia ser citado num comentário a respeito. Era o argumentum ad ignorantiam elevado às alturas de um mandamento divino: quanto menos você sabe, maior a sua autoridade na matéria. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

A RAPADURA ESTÁ CADA VEZ MAIS AMARGA Reprodução

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bcdeflmnopqrstuvxz: 23 letrinhas que choram num soluço de dor (ou numa declaração de amor). Arrumadas de forma conveniente produzem a Bíblia, o Torah e o Alcorão (em português falado no Brasil); a Enciclopédia Britânica, 1984, As portas da Percepção, Guerra e Paz, As profecias de Nostradamus, o Acórdão do STF e os nomes da Gangue dos Quatro, que votou em bloco pra livrar as caras dos mensaleiros: Melandowski, Dias Toffoli e as moçoilas Cármen Lúcia e Rosa Weber. Também produzem o Apocalipse Segundo João, As Portas da Percepção, as letras do Jim Morrison e Bob Dylan, She´s Like a Rainbow de Jagger e Keith Richard. E as Obras Completas de Shakspeare e dos Beatles, as poesias do Vinícius, o Pai Nosso Que Estais no Céu, a Ave Maria no Morro, Aquele Abraço do Gil, Fio Maravilha de Jorge Ben, Luís Respeita Januário Gonzaga, Eu quero é sossego, do Tim Maia, que sossegou. E mais toda a sabedoria, humor e tragédias da humanidade, aí incluídos o besteirol 50 Tons de Cinza e porno-assemelhados, como Fome Zero, PAC, Minha Casa Minha Vida, O Mensalão Não Existe ou Nunca antes na história deçepaíz. Há também os tarjaspretas impróprios para dimenores,"Relaxa e Goza" e "Lula é Deus", atribuídos a

NEIL quase desistindo

FERREIRA arrancam do couro em impostos escorchantes.

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Martaxa e "Quando Lula fala o país se ilumina", obscenidade de suposta autoria de Spinoza, pronunciada através da boca da Profª Drª Chauí. And last but not the least, o imortal enunciado do cientista Luís Inácio, verdadeiro autor da Teoria da Relatividade, dele surrupiada pelo Hospital Albert Einstein. Candidato com toda justiça ao Prêmio Nobel de Física Quântica por ter demonstrado que "se a Terra fosse quadrada ou retangular, noçopaíz não tinha polussão”.

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eus estudos são aplaudidos por Hawking e Sagan , a romancista de Bonjour Tristèsse, não o Carl, de A verdade está lá Fora.

A teoria do Big Bang, que só ocorreu por sua vontade, permissão e comando, está em vias de sofrer correções. Invente a bobagem que que quiser, como "Paz e Amor", "Eu te amo", "Você é bipolar", "A inflação é conquista nossa" (de indiscutida autoria da Tia), que aquelas 23 letrinhas produzem. Durante alguns anos usei-as neste espaço plural do DC para divulgar ideias paranóicas e teorias da conspiração que, espero, os leitores não tenham levado a sério; eu levei, para desabafar e me divertir. A cada desabafo, divirtome menos e sou remetido a uma magistral definição da Itália, feita pelo sisudo

The Times, de Londres: "Não é só impossível governar a Itália; é inútil".

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ão é só impossível entender a aceitação bovina do "país dos mais de 80%" a toda a corrupção praticada nas nossas fuças – é inútil. O que sobra em indignação em uma parcela da população, chamada com desprezo de "zelite", sobra em porres de alegria para quem privatiza nos seus bolsos o nosso PIB – Produto Interno dos Burros. Nós somos os burros de carga que produzimos, enquanto "eles", você sabe quem são eles, socializam (rachuncham entre os sócios) cada centavo que pinga na soma dos trilhões que nos

Leão é apenas um cobrador treinado para cobrar; o perigo reside no seu "domador", que o põe para cobrar. "Um dia é da caça, o outro é do caçador". É nada. Fiz 70 anos na semana passada e nunca vi um só dia da caça. Não acredite em "vox populi vox Dei". Vox populi é vox Deles, espalhada aos quatro mil ventos pela maior verba de propaganda oficial nunca antes vista "neçepaíz", para hipnotizar, capturar e aprisionar corações e mentes do povão do "país dos mais de 80%". Não o meu coração nem a minha mente; não sou povão, sou zelite assumido, estrangeiro sem visto de permanência nesse país dos infelizes felizes, que com 71 reais por mês foram alçados à Crasse Mérdia, por Decreto Imperial da Imperatriz. Contemplo três saídas que fantasio usar: Congonhas, Guarulhos e Viracopos, vira vira vira, virou. Se for pra virar, que seja um Black Label cowboy e não a preferência oficial nacional, a 51.

Tenho a sensação de que perdi o meu tempo e o tempo de quem me leu, se é que alguém leu, e desperdicei este precioso espaço. Aprendi que espaço livre na imprensa é mais uma espécie em risco de extinção, como a ararinha azul. Sei que a Democracia é a prevalência da vontade da maioria. Respeito-a, mas suspeito que essa Democracia que temos é "La Democrácia" dos irmãos Castro, Evo Morales, La Kirchner, do Fantasma de Chávez reencarnado no Passarinho Bolivariano, do Lula e da Madama, iluminada, "La Democrácia", pelos Faróis da Humanidade, o Cumpanhero Stálin e o gordinho da Coreia do Norte. Conte comigo fora dessa.

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rapadura está implorando para ser atirada ao lixo, por amarga que ficou; e estou a ponto de jogar a toalha. Os mensaleiros ameaçam melar o julgamento do STF, cana neles. NEIL FERREIRA É PUBLICITÁRIO


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Quem procura o nome

Lewandowski no Google vê 14 milhões de resultados: referem-se ao jogador do Borussia-Dortmund.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Um dos homens que viram a presidente nua conta que seu corpo é branco e está salpicado de pintinhas infinitas.”

FRANCO LINDNES // jornalista político de Buenos Aires, em seu livro Los Amores de Cristina.

Esta semana, Marina Silva conversava com o senador Roberto Requião (PMDB-PR), quando se aproximou Renan Calheiros (PMDB-AL). Ela foi logo pedindo a Renan que não aprovasse a urgência da proposta que deixa novos partidos sem tempo de TV e dinheiro do Fundo Partidário (antes de liminar no Supremo). Calheiros disse que dependia dos lideres e perguntou a Requião se apoiava a iniciativa. E ele: “Embora a Rede não tenha posição sobre nada, o PMDB não fechou nada ainda”. Marina não deixou por menos: “Nós estamos começando, não precisamos de posição. O seu partido, que tem 50 anos, é que deve ter posição”. Requião virou as costas e Renan para ela: “Você acaba de perder o voto dele”.

Foram lesões, problemas financeiros, desentendimentos com a Confederação Brasileira de Ginástica, corte às vésperas da Olimpíada de Londres, incêndio em ginásio e demissão do Flamengo: nos últimos tempos, a ginasta Jade Barbosa, 21 anos, segura as lágrimas (e ela ficou conhecida por chorar quase sempre), mantém o equilíbrio e se prepara para os Jogos Olímpicos de 2016, quando quer apresentar uma série de solo criada por Deborah Colker. Agora, estréia, com toque sensual, o bloco Ensaio, no Globoesporte.com – e num circo (é a nova sede de Escola Nacional, da Funarte).

Atleta de circo

A presidente Dilma Rousseff está preocupada com o risco de rebeldia entre servidores do alto escalão da Receita Federal que estariam investigando, à revelia do governo, a evolução patrimonial do empresário Fábio Luis da Silva, o Lulinha , filho do ex-presidente Lula. O próprio ex-chefe do Governo teria transmitido a Dilma seus supostos temores. Da Receita, a presidente teria recebido a mensagem de que o acompanhamento patrimonial dos contribuintes, dentro da lei e respeitando sigilos, é dever funcional dos servidores concursados da repartição.

Olho no filho

DE BOLSO O senador Aécio Neves (PSB-MG) anda com uma pesquisa no bolso, feita nacionalmente para consumo apenas de seu partido: hoje, Dilma teria 52% de preferência doeleitorado(menosdoqueo percentual de aprovação de seu governo), Marina Silva, 18%, Aécio 15% e Eduardo Campos, apenas3%.Somando,contudo, todos os percentuais dos adversários de Dilma, dá 48%, o que é muito próximo das intenções de voto da Chefe do Governo candidata à reeleição.

Os novos comerciais da Fiesp, onde o presidente da entidade, Paulo Skaf, quase assume a paternidade do sistema Sesi-Senai, trazem uma novidade: estão começando a crescer os cabelos que o dirigente implantou em todo o topo da cabeça. Como a área é grande, Skaf, que pretende concorrer ao governo de São Paulo no ano que vem pelo PMDB, fará dentro de algum tempo, mais uma sessão capilar. E já avisou aos amigos chegados que não pretende pintar o couro cabeludo, como fez o italiano Silvio Berlusconi.

ELISEU O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, brinda prefeitos do interior paulista com pacote de bondades, aceita convites para inaugurações e agora anda aparecendo em programas de televisão, tudo para alavancar sua imagem em São Paulo de olho nas eleições governamentais do ano que vem. Esta semana, foi dar o ar da graça no programa de Ratinho, o que já inspirou seus supostos futuros adversários a preparar acusação de ferir preceito da impessoalidade na propaganda. Contudo, há quem aposte que ele escapará devido a uma gafe do apresentador: Ratinho o chamou de Eliseu Padilha.

Cordiaisvisitas A ministra das Relações Institucionais (ou Articulação Política), Ideli Salvatti, tem se dedicado a um verdadeiro programa de cordiais visitas no Congresso, não apenas a líderes de partidos ou bancadas, mas igualmente a muitos parlamentares que nunca tiveram acesso direto a ela. A alguns, até pergunta “se está precisando de alguma coisa” (e a maioria apresenta um rosário de pedidos). Se Dilma se reelege, Ideli não sabe se fica e queria disputar o Senado. Só que o PT de Santa Catarina já tem o nome de seu candidato ao Senado definido: é o deputado Claudio Antonio Vignatti.

BELIGERÂNCIA A matéria de capa de Veja desta semana sobre as travessuras de Rosemary Nogueira, ex-responsável pelo gabinete da Presidência em São Paulo e citada na publicação como “de intimidade com Lula”, criou novos rounds de beligerância doméstica no apartamento do ex-presidente em São Bernardo, em São Paulo. Dona de cidadania (e passaporte) italiana, Marisa Letícia está pensando em passar uma temporada entre Milão e a Toscana.

MISTURA FINA O BRASILEIRO Francisco Costa, diretor criativo da Calvin Klein, acertou o lançamento de sua primeira coleção com a loja de departamento C&A. Ele terá total controle sobre os modelos que irão para as araras a preços democráticos.

AOS 85 anos, depois de um infarto e enfrentando um enfisema pulmonar, Miltinho, dono de uma bossa especial para cantar (sempre dividiu a melodia de maneira diferente), vê ser lançadas duas caixas de CDs com seus maiores sucessos na década de 60, entre eles, Menina Moça e o campeão Mulher de 30, de Luiz Antonio. Casado há 60 anos com Odilla, ele brinca: “A minha mulher de trinta hoje está com noventa”.

Com menos gente do que se esperava, o Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, hoje em guerra total com o Iguatemi e o JK Iguatemi na área do mercado de luxo, promoveu a 7ª edição do seu Fashion Day In, quando 70 marcas nacionais e internacionais exibem suas novas coleções para consumidoras diretas. Entre as que circularam por aí, estavam Sophia Alckmin, filha do governador Geraldo Alckmin que virou blogueira (esquerda) a socialite e herdeira de tecelagem Marina de Sabrit (centro) e Mariana Auriemo, primeira-dama do Cidade Jardim (direita).

Fashion Day

Até cachê Depois de se sair bem na novela Salve Jorge, na pele da policial Jô e também como bailarina encarando Conga la Conga na trama (a música foi um sucesso de sua mãe, Gretchen), agora é sua tia Sula Miranda, rainha dos caminhoneiros dos anos 80, ex-cantora gospel e que está de volta a seu gênero, que dedica elogios a Thammy Miranda. “Ela é uma guerreira e soube encontrar seu caminho”. Mais: convidada para eventos, Thammy já está cobrando um cachê de R$ 15 mil por duas horas. No canal Sexy Prive, suas travessuras com Julia Paes são reexibidas todos os dias.

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No couro, não

dowski ministro do Supremo, aparece 1,2 milhão de citações. Ou seja: o de toga daqui não faz feio, não.

Fotos: Ernani de Almeida

Causa e efeito

MAIS: se buscar Lewan-

/ IN

OUT

Estilo andrógino.

Estilo militar.

Rosemary em cena Cantora, atriz, colecionadora de prêmios e com mais de 40 títulos lançados, entre compactos simples, duplos, LPs e CDs, Rosemary, 65 anos, em grande forma (posou para Playboy em 1985) está lançando Eu Preciso de Você, de Roberto e Erasmo Carlos, que sempre criaram músicas especiais para ela. Rosemary foi a única brasileira a cantar na Casa Branca (governo Jimmy Carter) e a primeira estrela a desfilar como destaque no chão de escola de samba (Mangueira) no carnaval. Viajou o mundo inteiro (China também) com show de Abelardo Figueiredo e lidera movimentos sociais. Entre eles, tornar lei a filtragem sorológica (acabar com contaminação nas transfusões) e criação do Museu Carmen Miranda.

O ESCRITOR Rubem Fonseca, 87 anos, que raramente aparece em publico ou conversa com jornalistas (há quem garanta que ele circula pelas ruas do Rio disfarçado), acaba de entregar à Nova Fronteira os originais de seu novo livro. São contos (é a preferência de Fonseca), será lançado no segundo semestre e ainda não tem título.

A DEPUTADA distrital Liliane Roriz (PSD), filha de Joaquim Roriz, que planeja sua volta à política, foi ver de perto a UTI neonatal do Hospital Regional de Ceilândia, fechada devido a surto de infecção provocada pela bactéria Serratia, que matou oito bebês. E Liliane botou a boca no trombone contra o descaso com a saúde no Distrito Federal. Resposta do governador Agnelo Queiróz (PT), que não deverá se reeleger: “Uma deputada entende de bactéria tanto quanto um jegue entende de religião”.

RENAN Calheiros (PMDBAL), presidente do Senado, continua surpreendendo: agora, acaba de avisar o presidente do STJ, Felix Fischer que, a partir de maio, os ministros que ocupam apartamentos funcionais do Senado terão de pagar aluguel de R$ 8,8 mil mensais. Atualmente, não pagam nada e tem direito a internet, água, luz e segurança.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

sexta-feira, 26 de abril de 2013


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Arquivo/ABr - 01.10.1988

30 ANOS DAS DIRETAS JÁ Para alguns parlamentares, as conquistas democráticas daquela época estariam ameaçadas por projetos atualmente em tramitação no Congresso.

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eputados elogiaram ontem a Emenda Dante de Oliveira como marco da luta democrática nacional. A proposta, apresentada à Câmara dos Deputados em 1983, durante o regime militar, restabelecia as eleições diretas para presidente da República no Brasil. Para alguns parlamentares, as conquistas democráticas daquela época estariam ameaçadas por atuais projetos em tramitação no Congresso – como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/11, que atribui ao Congresso Nacional a prerrogativa de referendar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A emenda Dante de Oliveira mobilizou a cena política brasileira, afirmou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. "Infelizmente, a emenda não foi aprovada pelo Congresso, mas foi abraçada e acalentada pelo povo brasileiro. Abraço traduzido na eleição de Tancredo, na Assembleia Constituinte e na Constituição Cidadã", afirmou ele durante sessão solene em homenagem aos 30 anos de apresentação da proposta. Durante a votação, em 1984, Henrique Alves estava presente na Câmara e já fazia parte do PMDB – partido de oposição aos militares. Ele votou a favor das eleições diretas para presidente da República e lembra que a participação popular foi essencial para o retorno das eleições diretas. Junto à emenda, uma grande manifestação popular, a campanha pelas Diretas Já, contribuiu para enfraquecer o regime militar. Data histórica – O autor da homenagem, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT),

Infelizmente, a emenda não foi aprovada, mas foi abraçada e acalentada pelo povo brasileiro. HENRIQUE ALVES, PRESIDENTE DA CÂMARA disse que o 25 de abril, data da rejeição da emenda das Diretas Já pela Câmara, deveria ser lembrado com um ato de transformação do País. "Essa emenda, que não teve o sucesso da aprovação, extrapolou as paredes do Congresso e contagiou cada brasileiro."

A proposta – logo chamada de emenda Dante de Oliveira – logo tomou espaço na mídia e mobilizou os mais variados setores da população brasileira. Partidos políticos, lideranças sindicais, civis, artísticas, estudantis e jornalísticas engrossaram um dos maiores movimentos sociais da história do País – as Diretas Já. Assim, o movimento conseguiu – ainda que não de forma imediata – recuperar as eleições diretas para presidente da República no Brasil. Nova Constituição Federal foi aprovada em 1988, estabelecendo, finalmente, o voto direto para presidente em 1989, e depois consagrando Fernando Collor como primeiro presidente eleito desde 1960.

.1988

Efeitos da Arquivo/ABr - 01.10 Emenda Dante: Congresso comemora a Constituição de 1988. Ulysses Guimarães apresenta a Carta Magna.

Quem votou com Dante Oliveira

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ante Martins de Oliveira (1952-2006) tinha 31 anos e era um deputado do PMDB pouco conhecido na Câmara quando apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição que durante mais de um ano mobilizaria o País, propondo a volta das eleições diretas para a Presidência da República. Começou a carreira política no MR-8. Depois, no MDB, foi eleito deputado estadual em 1978. Em 1982, já pelo PMDB, tornou-se deputado federal. Também foi prefeito de Cuiabá e governador de Mato Grosso. Na ativa – Dos deputados que participaram da votação em 1984, e que ainda estão na Câmara, votaram a favor da Emenda Dante Oliveira: Henrique Alves (PMDB-RN), Inocêncio Oliveira (PR-PE), José Genoino (PT-SP), Roberto Freire (PPS-PE), Jutahy Júnior (PSDB-BA), Humberto Souto (PPS-MG), Sarney Filho (PV-SP) e Mário de Oliveira (PSC-MG), este último licenciado do cargo. Os deputados Simão Sessim (PP-RJ), Paulo Maluf (PPSP) e Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) se ausentaram. Reinhold Stephanes (PSCPR), também licenciado do cargo, se absteve da votação. (Agências)

Fernando Santos/

Em debate, a democracia.

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ara o autor da homenagem, deputado Nilson Leitão (PSDBMT), que é líder da Minoria, atualmente o Brasil está se distanciando a cada dia da democracia defendida por Dante de Oliveira. "É preciso que essa democracia alcance necessariamente cada rincão, assunto e tema que o Brasil não está querendo debater", afirmou. O deputado Roberto Freire

(PPS-SP) criticou a PEC 33/11, que teve a admissibilidade aprovada na última quartafeira na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. "Essa PEC pode ter tido qualquer intenção, mas a sua má redação ou alguns dos seus intuitos não ajudam a manter o que lá atrás conquistamos", disse o parlamentar, que votou em 1984 a favor da emenda e pela redemocratização.

Joel Rodrigues/Estadão Conteúdo

Carlos Sampaio: "A aprovação (da PL 4470/12) contraria os ideais da Emenda Dante".

Para o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), a liberdade e a democracia conquistadas a partir de ações como a Emenda Dante de Oliveira podem ser perdidas quando os cidadãos não estão vigilantes. Ele criticou a aprovação pela Câmara de proposta (PL 4470/12) que restringe o acesso de novos partidos ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda política. "Isso contraria os ideais expressos na Emenda Dante de Oliveira e cerceia a liberdade ao limitar o poder do cidadão de votar em candidatos que representem suas ideias." O texto estava em análise pelo Senado, mas teve a tramitação suspensa desde esta quarta-feira, por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A cantora Fafá de Belém, que participou das manifestações e apoiou as Diretas Já na época, lembra agora que as Diretas Já foram um "ponto chave" para a redemocratização do País, mas pondera que a construção de uma democracia leva tempo e exige envolvimento da população. "É preciso discutir em profundidade o que é democracia", afirmou.

Na Praça da Sé, partidos e entidades engrossavam o movimento das Diretas Já. Começava uma nova era.

Mídia sob censura, povo na rua. Diante do "Placar das Diretas", pequena multidão acompanhou a votação.

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s meios de comunicação foram proibidos de transmitir a sessão de 25 de abril de 1984 – o País ainda vivia sob o regime militar, com o último general-presidente, João Figueiredo. Com a censura, a saída foi recorrer aos telefones. Foi o que aconteceu na Praça da Sé, onde o "Placar das Diretas" reuniu pequena multidão que passou a noite acompanhando a votação.

Cada voto a favor da emenda era comemorado como gol. Já de madrugada, as pessoas saíam frustradas do local: 298 votaram a favor, 65 contra e três abstenções. Ausentaram-se 122 parlamentares, evitando que a proposta fosse aprovada. Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) o "sentimento da população é indestrutível", referindo-se às manifestações a favor da proposta. "Aquele cassetete

que batia nos capôs dos carros que buzinavam só fez com que as pessoas buzinassem ainda mais." A redemocratização e as eleições diretas eram discutidas no gabinete do então deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP). "O doutor Ulysses sugeriu que se verificasse se já não havia alguma proposta nesse sentido tramitando na Casa. Foi quando se encontrou a Emenda Dante de Oliveira."


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Quem está invadindo a independência do poder Legislativo é o Judiciário. Nazareno Fonteles , deputado (PT-PI), autor da PEC 33

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Pedro Ladeira/ Folhapress

Ação

Reação

E

m demonstração de apoio à decisão liminar (provisória) do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o projeto que inibe a criação de partidos, PSDB e MD protocolaram mandados de segurança no STF pedindo a suspensão da tramitação da PEC 33 que, na prática, submete as decisões do STF à apreciação do Congresso Nacional. O líder tucano, Carlos Sampaio (SP), chamou a proposta de "aberração", enquanto o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), acredita que não há chance de a proposta prosperar. Senadores contrários defenderam o ministro Gilmar Mendes por paralisar temporariamente a tramitação da proposta de limitar os novos partidos – que estava sendo aprovada às pressas no Senado. E com o aval do Planalto. Se fosse aprovado em caráter de urgência pelo Senado na última quartafeira à noite, o texto seria votado unicamente no plenário da Casa, sem passar pelas comissões. A manobra foi articulada 24 horas após a Câmara votar a proposta. O grupo avalia que o STF agiu corretamente ao considerar inconstitucional a "pressa" de votar a matéria. "O Senado acabou pagando um mico e recebeu uma reprimenda do Supremo. Espero que o pleno do STF mantenha a decisão do ministro. Ela confirma a visão de que era aberração levar o projeto direto ao plenário, sem que as comissões do Senado fossem ouvidas", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Ex-procurador da República, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que a decisão de Mendes comprova que a tramitação do projeto na Câmara e no Senado foi inconstitucional: "Você não pode decidir de afogadilho. Essa tema tem que ser melhor refletido. Não adianta dizer que a decisão foi uma intromissão no Legislativo." Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que o Congresso deve respeitar a decisão de Mendes, sem considerá-la "intromissão" – já que o ministro respondeu à ação movida por um senador, Rodrigo Rollemberg (PSBDF), para paralisar a tramitação do projeto. "Cabe ao Senado acatar e, se for o caso, recorrer tentando votar a matéria. O STF está no papel dele de avaliar questões que são demandadas. Não há nenhum tipo de interferência do STF nessa questão. A atribuição do STF é uma, e a do Congresso, outra", disse Jucá. "A tese do projeto é correta, mas a apresentação, indevida", sustentou o senador Álvaro Dias (PSDBPR). (Folhapress)

O

Gilmar evoca a Lei de Newton O ministro do STF, Gilmar Mendes, paralisou a tramitação da nova lei dos partidos, articulada às pressas pelo PT e PMDB. A ação foi considerada uma reação à aprovação da PEC 33 que submete as decisões do Supremo à apreciação do Congresso. A crise entre os Poderes está aberta.

Essa medida (PEC 33), se aprovada, fragilizará a democracia. JOAQUIM BARBOSA, PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)

O Supremo pode se manifestar sobre leis, mas interromper um processo de votação é algo absurdo.

Não há que se falar em crise, não há o que se falar em retaliação. O que temos é uma democracia muito ativa.

HUMBERTO COSTA, SENADOR (PT-PE)

JOSÉ ANTÔNIO TOFFOLI, MINISTRO DO STF

A decisão de Gilmar sobre a lei dos partidos não significa invasão sobre as atribuições do Poder Legislativo . ROBERTO GURGEL, PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

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epois de aprovar uma liminar suspendendo temporariamente o projeto de lei que tramitava às pressas no Senado e impedia a viabilização de novos partidos políticos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes subiu o tom ontem e criticou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 33 que submete decisões da Corte ao Congresso Nacional. "A proposta é inconstitucional do começo ao fim, de Deus ao último constituinte que assinou a Constituição. É evidente que é isso. Eles rasgaram a Constituição. Se um dia essa emenda vier a ser aprovada é melhor que se feche o Supremo Tribunal Federal", disse. A proposta foi aprovada na quarta-feira pelos

deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Governistas afirmam que a postura do Supremo "quebra a harmonia" entre os dois Poderes e consideram o despacho de Mendes sobre a nova lei dos partidos como retaliação à essa proposta que retira poderes do STF. "O que ficou entendido nesse episódio da PEC 33 é o fato de uma matéria dessa gravidade ter sido aprovada por aclamação, por votação simbólica, sem uma manifestação em sentido contrário. É constrangedor, eu acredito, por uma comissão que se chama de constituição e justiça. Onde está a constituição e a justiça nesta comissão?", indagou Mendes. A PEC 33 estabelece que o Congresso Nacional terá que aprovar as chamadas

Consideramos isso uma invasão.

Não acho que seja interferência.

RENAN CALHEIROS, PRESIDENTE DO CONGRESSO

JORGE VIANA, SENADOR (PT-AC)

súmulas vinculantes do STF e votar a inconstitucionalidade de emendas à Constituição. O ministro também comentou sobre sua decisão na qual suspendeu a tramitação de projeto que inibe a criação de novos partidos políticos. Questionado sobre o despacho da véspera, Gilmar Mendes perguntou: "Vocês leram o meu despacho. Vocês acham que foi uma tramitação tranquila e não casuística?" Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, a a PEC 33 "fragilizará a democracia". . Barbosa passou a semana nos Estados Unidos e deve voltar ao STF hoje. "Tem quase 80 anos a tradição já consolidada de se permitir que o Supremo Tribunal Federal declare a

inviabilidade jurídica de uma lei votada pelo Congresso por violação de uma cláusula constitucional. Por que alterar isso agora, em pleno século 21? Essa medida, se aprovada, fragilizará a democracia", afirmou Barbosa por meio de sua assessoria. O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, insiste na tese de que a PEC 33 é uma retaliação dos réus condenados pelo Mensalão. "É sintomático que na comissão tenhamos dois réus da ação penal 470", disse, referindo-se aos deputados José Genoino e João Paulo Cunha – que controlam a CCJ . Para o ministro do STF, José Antônio Dias Toffoli, não há "crise" nem "retaliação" na relação do Judiciário com o Legislativo, apenas "Poderes funcionando".

ficialmente, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), acusam o Judiciário de "intromissão" no Poder Legislativo. "Da mesma forma que nós nunca influenciamos decisões do Judiciário, nós não aceitamos que o Judiciário influa nas decisões do Legislativo. Consideramos isso uma invasão e vamos entrar com agravo regimental que é, sobretudo, para dar ao Supremo oportunidade para fazer uma revisão dos seus excessos", afirmou Renan. Retração – Por causa da forte reação no Judiciário, Henrique Alves anunciou ontem que não vai instalar de imediato a comissão especial prevista para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 33 que submete ao Congresso Nacional as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Henrique Alves definiu a aprovação da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) como "inusitada" e afirmou que só levará adiante a tramitação após uma análise jurídica: "Não vou instalar enquanto não tiver uma definição muito clara do respeito à harmonia entre os poderes." No PT – O líder do PT, José Guimarães (CE), tentou desvincular o partido da polêmica com a PEC 33. Apesar de a proposta ser de autoria de um petista, Nazareno Fonteles (PI) – de ter sido pautada por outro, o presidente da CCJ Décio Lima, e de ter contado com o apoio dos condenados no processo do Mensalão, José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP) – o líder disse que o tema nem sequer foi debatido na bancada. "Não é um assunto do PT, a matéria não foi discutida na bancada e eu nem sabia que seria votado ontem na CCJ." O autor da PEC negou que busque invadir uma competência do Supremo. Na visão dele, é o Judiciário quem tem interferido em demasia no Legislativo. Ele criticou a oposição por recorrer com frequência ao STF para tentar derrubar decisões do Congresso. "Estamos vendo o Judiciário sendo usado como um instrumento auxiliar da minoria de oposição que perdeu nas urnas e no voto aqui dentro", diz Fonteles. "Quem está invadindo a independência do poder Legislativo é o Judiciário. E eu estou querendo resgatá-la." A proposta prevê que as decisões do Supremo na edição de súmulas vinculantes ou na declaração de inconstitucionalidade de emendas à Constituição tenham de ser submetidas ao Congresso. (Agências)


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Pelo perfil se tem segurança de quais pessoas vão participar de maneira ordeira. Marco Feliciano, deputado (PSC-SP)

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Arte Max sobre Fotos de Ed Ferreira/ EC e Mastrangelo Reino/ Folhapress

Aécio, projeto que acaba com a reeleição.

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Entrar? Depende do perfil. A boa nova de Feliciano: ele pede para a polícia identificar o "perfil" das pessoas que querem entrar na sala...

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última reação contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) vem de deputados da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. Ontem, eles registram queixa contra a determinação de Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos, que pediu à Polícia Legislativa selecionar pelo "perfil" as pessoas que querem ter acesso às reuniões. Na sessão de quarta-feira, a Polícia Legislativa só liberou pessoas favoráveis

a Feliciano. E, de novo, os ativistas que o acusam de racismo e homofobia foram barrados. A reclamação foi apresentada ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), junto com um dossiê que relata agressões sofridas pelos manifestantes. Na última quarta-feira, o próprio Feliciano disse que recomendou aos seguranças que analisassem o perfil das pessoas que queriam assistir à sessão da comissão: "Não sei a religião dos que estão

aqui. Eu pedi que a polícia dessa Casa observasse o perfil das pessoas. Pelo perfil, se conhece, se tem segurança de que as pessoas que estarão na comissão vão participar de maneira ordeira." B ei jo s – O deputado Jean Wyllys (PSol-RJ) e o cartunista Laerte Coutinho (acima) participaram ontem, na Praça Roosevelt, de protesto contra Feliciano no cargo. E instituíram uma "comissão extraordinária". A sessão do colegiado alternativo, aberta ao público,

será conduzida de tempos em tempos por Laerte, Wyllys e militantes dos movimentos negro e LGBT. "Queremos discutir o que significa perder a comissão para um grupo de radicais fundamentalistas", diz Laerte, que convidou os cartunistas a fazer um "beijaço" na seção de quadrinhos dos jornais. Angeli, Caco Galhardo, Fernando Gonsales, Adão Iturrusgarai, Allan Sieber e André Dahmer já publicam tiras, algumas com beijos entre os cartunistas. (Agências)

Enrique Marcariam/ Reuters

Dilma e Cristina tentam destravar as relações

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s presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, passaram a tarde de ontem reunidas com os principais ministros, para discutir investimentos e tentar destravar as relações comerciais entre os dois países. Dilma desembarcou em Buenos Aires às 13h30, com quase duas horas de atraso em relação ao previsto. No encontro, as duas grandes chefes de Estado da América Latina coordenaram posições antes da cúpula do Mercosul marcada para junho, em Montevidéu. A Cúpula de Montevidéu será a primeira desde as eleições presidenciais de domingo, dia 21, no Paraguai. A reinserção do país no Mercosul foi um dos principais temas da pauta. O Paraguai foi suspenso do bloco em junho do ano passado, depois que o Congresso, de maioria oposicionista, destituiu o então presidente Fernando Lugo.

Apesar de o impeachment estar previsto na Constituição paraguaia, os governos sulamericanos questionaram a forma e a rapidez como foi realizado o processo: em 48 horas, Lugo foi julgado e substituído pelo vice-presidente, Federico Franco, do Partido Liberal. Por isso, Brasil, Argentina e Uruguai suspenderam o Paraguai do bloco até a realização das eleições e a posse do novo presidente, prevista para 15 de agosto. Durante a suspensão do Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai incorporaram a Venezuela ao Mercosul. A decisão foi tomada à revelia do Congresso paraguaio, que vetou a entrada da Venezuela no bloco e considerou Nicolás Maduro, na época chanceler venezuelano, persona non grata, por considerar que ele interferia na política interna do país. Maduro foi eleito presidente da Venezuela em 14 de abril e presidirá a cúpula do Mercosul no fim do ano, em Caracas.

Dilma e Cristina, empenhadas em melhorar comércio dos dois países. Além do chanceler Antonio Patriota, participaram da reunião com Dilma e Cristina, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel; o secretário-geral do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa; a secretária de Co-

mércio Exterior, Tatiana Prazeres; a secretária de Comunicação, Helena Chagas; a presidente da Petrobras, Graça Foster e o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. (ABr)

senador e préCongresso. Sabe o candidato à potencial de influência dos Presidência da governadores, por República Aécio Neves exemplo, que têm planos (PSDB-MG) está de se manter o maior elaborando um projeto tempo possível no poder e para propor no Senado que do próprio governo Dilma vai polemizar e alterar o Rousseff, que atual cenário político: ele provavelmente exigiria quer extinguir a postura contrária de sua possibilidade de reeleição bancada ao plano. Mas ele presidencial, de tem seus motivos para governadores e prefeitos e entrar nessa batalha e acha ampliar de 4 para 5 anos os que a proposta lhe dá cacife mandatos de todos os para a campanha de 2014. novos eleitos, aplicando, A seu favor, lembra que desde já, a regra que não é a primeira vez que poderia afetar a si defende o fim da reeleição mesmo caso eleito. e a mudança do tempo de Sua ideia é que, "uma vez mandato presidencial. Em aprovada, a regra passe a 2007, foi favor dessa valer já para os vencedores alteração, mas ainda não do pleito de 2014, impondo tinha força política para ajustes aos mandatos influenciar na condução atuais de senadores e desse processo. Na época, deputados, ampliando-os não tinha a clareza que tem para forçar a coincidência hoje sobre as chances de nas eleições seguintes e disputar a Presidência por fixando-os nos mesmos 5 seu partido. Seis anos anos depois, estabelecidos candidato do para PSDB à Aprovada, Presidente da sucessão República." a regra passaria presidencial e Aécio ainda virtual a valer já matura o comandante para 2014, projeto, mas do partido – impondo ajustes será eleito não esconde a aos mandatos convicção de presidente que os 4 anos nacional da atuais. previstos na legenda em 19 AÉCIO NEVES legislação de maio – e vigente são sente -se com insuficientes para uma o espaço necessário para gestão minimamente liderar o movimento no eficiente de um País ou PSDB e no Parlamento. Estado. A reeleição, por sua Desapego– Assim como a vez, condiciona a segunda ex-ministra Marina Silva metade do mandato à (sem partido), em 2º lugar campanha eleitoral, nas últimas pesquisas de submetendo o governo e, intenção de voto, o PSDB de por extensão, a população, Aécio e de Fernando a uma gestão distanciada Henrique Cardoso dos reais interesses do identificou insatisfação do País. Ele chama de soluções eleitorado com o perfil do bienais a falta de político disposto a se coincidência das eleições manter no cargo a qualquer que considera nefasta para custo. Defender essa ideia a administração pública. passa a ideia de desapego, Com frequência, classifica já que a regra se aplicaria a de "loucura" eleições de 2 ele próprio. Ironia é que em 2 anos. revoga o modelo do exAécio diz a seus pares presidente FHC que estar ciente da dificuldade aprovou emenda para que teria para emplacar um viabilizar sua reeleição em projeto desses no 1997.(Estadão Conteúdo)


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

BANGLADESH Equipes resgataram ontem 40 pessoas com vida dos escombros do prédio que desabou, na quarta-feira, perto da capital Daca; 258 mortos.

nternacional

GÁS SARIN, SIM.

Assad apela para armas químicas, enquanto rebeldes improvisam com foguetes caseiros.

EUA e Reino Unido confirmam: Assad ultrapassou a 'linha vermelha' estabelecida por Obama.

Mais uma vítima de Boston?

A

utoridades de Rhode Island encontraram ontem o corpo do estudante Sunil Tripathi, que estava desaparecido desde 16 de março, levando as redes sociais a discutirem se o caso tem alguma relação com o atentado na Maratona de Boston. O caso recebeu atenção depois de redes sociais lançarem um falso rumor na semana passada de que o aluno da Universidade Brown era um suspeito. Ele foi encontrado morto no rio Providence. As autoridades não sabem a causa da morte. Segundo a revista The New Yorker, Tripathi sofria de depressão. (Agências)

Divulgação/Reuters

Shaam News Network/Reuters

líderes do Congresso. O documento diz que agências de inteligência do país acreditam, com "graus variáveis de confiança" que o regime de Assad usou, em pequena escala, armas químicas, dentre elas gás sarin, durante os confrontos na Síria. A Casa Branca disse que a avaliação se baseia em parte em amostras fisiológicas, mas não quis revelar quais são os indícios – se amostras do solo, ou então sangue e/ou cabelos das vítimas. O governo britânico também c o n f i r m o u o ntem a suspeita norte- americana e ressaltou que "o uso de armas químicas é um crime de guerra", endossando a declaração feita no começo desta semana por um imp o r t a n t e membro da intel i g ê n c i a d e I srael. (Agências)

A

TIMES SQUARE: O DESAFIO DO TERROR. Por pouco, Nova York não se tornou alvo de atentado dos irmãos Tsarnaev.

O

s irmãos Tsarnaev, su sp eit os de terem realizado o atentado na Maratona de Boston no último dia 15, cogitaram atacar também Manhattan, com o restante dos explosivos que tinham estocado, disse ontem o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg. O alvo seria a movimentada Times Square, que recebe uma multi- A movimentada Times Square já foi alvo de um ataque malsucedido, em 2010. dão de turistas do mundo todo diariamente. A duAs autoridades disseram que usar em Nova York. pla não foi a primeira a visar a Dzhokhar Tsarnaev contou aos O plano falhou quando eles área. Em 2010, em outra ação investigadores em Boston de foram pegos pela policia na saímalsucedida, um veículo com sua cama no hospital que ele e da de Boston e Tamerlan morexplosivos foi deixado no local. seu irmão discutiram a ida a No- reu no confronto, disse Kelly. O comissário de polícia de va York para detonar os exploOntem, o pai de Dzhokhar e Nova York, Raymond Kelly, re- sivos restantes. Tamerlan afirmou que vai viajar velou que as autoridades têm Segundo Kelly, Dzhokhar e para os EUA em breve para desimagens de pelo menos um seu irmão mais velho, Tamer- cobrir o que aconteceu com dos irmãos Tsarnaev em Ti- lan, levavam uma bomba em seus filhos. Anzor Tsarnaev e a mes Square tiradas, primeiro uma panela de pressão seme- esposa moram em Daguestão, em novembro do ano passa- lhante àquela usada na mara- uma das províncias predomido, e em uma data que não pô- tona e mais cinco bombas ca- nantemente muçulmanas do de ser detalhada. seiras que eles pretendiam sul da Rússia. (Agências)

Peter Foley/EFE - 01/05/10

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epois de Israel, ontem foi a vez do Ocidente admitir que há indícios do uso de armas químicas pelo regime sírio contra os rebeldes. Agências de inteligência dos Estados Unidos acreditam que as tropas de Bashar al-Assad usaram gás sarin, uma suspeita que foi confirmada pelo Reino Unido, que disse ter informação "limitada, mas convincente" sobre o uso. A afirmação representa uma mudança na postura do governo de Barack Obama, que um dia antes havia dito que as provas sobre o uso de armas químicas não eram conclusivas. Em agosto passado, enquanto resistia a decretar uma intervenção norte-americana na Síria, Obama disse que o uso de armas químicas contra civis seria uma "linha vermelha" que ele não permitiria que o regime de Assad ultrapassasse. "Mudaria o jogo", ameaçou. O secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, insistiu que precisa "de todos os fatos" antes de tomar uma decisão, ciente dos erros de inteligência que levaram à Guerra do Iraque, há dez anos. Na época, Washington justificou a invasão ao alegar estar à procura de armas químicas, biológicas e nucleares que afinal não existiam. A avaliação da inteligência dos EUA foi anunciada em carta enviada pela Casa Branca a

Vitória de Cristina na Câmara. E no Judiciário. pós 21 horas de acalorados debates, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou ontem parte da reforma do Judiciário promovida pela presidente Cristina Kirchner. A votação levantou críticas da oposição e de grupos de direitos humanos, que acusam o governo de abuso de poder. O texto principal da reforma teve a aprovação de 130 deputados, um voto a mais que o necessário. Entre as medidas aprovadas está a mudança da composição do Conselho da Magistratura, que é responsável pela avaliação da conduta dos juízes. Além disso, foi aprovada a criação de novos tribunais especiais (Câmaras de Cassação) para tentar desafogar a Suprema Corte. Também foi limitada a quantidade e o tempo para as medidas cautelares, que só poderão valer por seis meses. Este ponto da reforma é visto pela oposição como uma forma de resolver em definitivo o conflito do governo com o opositor Grupo Clarín. A empresa usa liminares desde 2009 para impedir a entrega compulsória de licenças de rádio e televisão, conforme a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. (Agências)

Maduro tem a prova da 'ingerência dos EUA'

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Venezuela informou ontem que um norte-americano foi preso acusado de ligação com a violência póseleitoral que deixou ao menos nove mortos. A detenção foi anunciada pouco depois que o presidente Nicolás Maduro ordenou a prisão de pessoas ligadas a um suposto plano de desestabilização no país. O preso foi identificado como Timothy Hallett Tracy, de 35 anos, acusado de ser um agente de inteligência vinculado com o "adestramento" de estudantes venezuelanos para realizar ações de violência no país. Segundo familiares, ele é cineasta. Os EUA disseram que vão buscar informação sobre o caso. (Agências)


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

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idades

Latrocínios crescem 81% em São Paulo Apenas no primeiro trimestre deste ano foram registrados 40 casos na capital paulista. Dados foram divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública. Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo

Nivaldo Lima/Estadão Conteúdo

Ônibus incendiado durante a madrugada na Grande São Paulo: medo.

Ao lado, foto do suspeito de integrar grupo que participou de assalto e matou a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza (abaixo).

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Ladrões ateiam fogo e matam dentista no ABC

Estadão Conte

2013, crescendo 3,5% – de 11.309 casos para 11.711. Para o coronel José Vicente da Silva, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, o latrocínio é um tipo de crime que merece uma investigação mais aprofundada. Ocorre em quantidade relativamente pequena, se comparado aos roubos, por exemplo. Pode registrar altas e quedas abruptas, sem que haja muita lógica para explicar a tendência das mudanças. "É preciso, acima de tudo, fazer investigações profundas em cima das ocorrências passadas, para identificar atuação de quadrilha e perfil de criminosos, entre outros traços que permitam prender os autores do crime." O coronel relata que esteve em Londres em um momento em que a polícia se concentrava em quatro criminosos violentos, considerados os mais perigosos, que deveriam ser retirados prioritariamente de circulação. "Tirar o criminoso violento da rua, cujo perfil ameaça a vida da população, é algo que só pode ser feito depois de análise sobre o perfil do crime." Fran's – Pela segunda vez no ano, a cafeteria Fran’s Café na esquina da Rua Heitor Penteado com a Avenida Pompeia, na zona oeste, sofreu um arrastão, ontem à tarde. Desta vez, porém, os ladrões foram presos por seguranças da Estação Vila Madalena do metrô, em frente ao café. Eles portavam armas de brinquedo. (Agências)

Adriano Lima/

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violência está crescendo cada vez mais na capital paulista. Dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) divulgados ontem de manhã mostram que os latrocínios – roubos seguidos de assassinato – quase dobraram na cidade, subindo de 22 casos no primeiro trimestre do ano passado para 40 no mesmo período de 2013, um aumento de 81,8%. Os homicídios avançaram 18%, passando de 258 ocorrências nos três primeiros meses de 2012 para 305 no mesmo período deste ano. No Estado, o aumento de latrocínios foi de 18,8%, somando 101 casos nos primeiros três meses deste ano. Desses, três ocorreram em São Bernardo do Campo, local onde ontem ocorreu a morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza (leia ao lado). Outra má notícia para a cidade de São Paulo é que os estupros seguem igualmente em tendência de alta: nos três meses iniciais deste ano foram registrados 26% mais casos deste crime (867, no total) do que entre janeiro e março do ano passado, quando as notificações chegaram a 688. Roubos – As estatísticas trimestrais da SSP indicam que, no mesmo período, as ocorrências de roubos na cidade se elevaram de 27.570 para 28.123, uma variação positiva de 2%. Também aumentaram os roubos de veículos entre os três meses iniciais de 2012 e

Grupo invadiu consultório e ficou irritado porque só conseguiu R$ 30. Como vingança, vítima foi queimada.

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elo menos três bandidos atearam fogo e mataram a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, ontem, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O crime aconteceu por volta das 12h30, na Rua Copacabana, no Jardim Anchieta. Os criminosos invadiram o consultório da vítima e anunciaram o assalto. Quando descobriram que a dentista tinha apenas R$ 30 na conta corrente, atearam fogo nela ainda viva. Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, a dentista estava atendendo uma paciente quando os criminosos apertaram a

Rio: estupro na praia do Leblon.

campainha. Um dos bandidos se passou por um paciente, o que fez a vítima abrir o portão, e outros dois invadiram a casa. A paciente ficou vendada durante todo o crime e ouviu a dentista gritar pedindo para os bandidos não atearem fogo. "Atearam fogo por maldade", afirmou Bueno Filho. Ele desconfia que uma quadrilha especializada em assaltos a consultórios esteja agindo na região. Vizinhos ouviram os gritos da dentista e chamaram o Corpo de Bombeiros e a polícia. Eles identificaram um carro Audi preto estacionado em frente ao consultório. Segundo testemunhas, um quarto bandido ficou o tempo

Ela era uma pessoa boa, que não tinha inimigos. Espero que ninguém precise passar pela dor que eu estou passando. VIRIATO GOMES DE SOUZA, PAI todo dentro do carro. O consultório de Cinthya funcionava nos fundos de sua casa. Ela morava com os pais e uma irmã. O pai da vítima, Viriato Gomes de Souza, de 70 anos, afirmou que ela só estava sozinha porque precisava atender a paciente. Normalmente nesse horário ela buscaria a irmã, que tem deficiência mental, na escola. Como tinha paciente, ficou

em casa enquanto os pais foram buscar a irmã. Emocionado, Viriato diz que não sabe os motivos de tamanha brutalidade. "Ela era uma pessoa boa, que não tinha inimigos. Agora a gente não sabe o que vai fazer, se vai continuar morando lá", afirmou. "Espero que ninguém precise passar pela dor que eu estou passando", completou. O delegado que cuida do caso citou que, há cerca de dois anos, uma quadrilha roubava consultórios odontológicos na capital paulista e agia com a mesma crueldade. A polícia vai cruzar os dados com os desse caso para auxiliar nas investigações. (Agências)

PLANOS DE SAÚDE Marcelo Alves/Estadão Conteúdo

Menina de 14 anos teria sido violentada próximo à Avenida Niemeyer, na zona sul.

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Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o estupro de uma adolescente de 14 anos, moradora da favela do Vidigal, na zona sul da cidade. O caso aconteceu na quintafeira passada na praia do Leblon, uma das regiões mais sofisticadas do Rio. De acordo com a polícia, naquele dia, por volta das

18h, a jovem voltava da casa de um amigo caminhando com uma amiga, pela areia, no sentido da avenida Niemeyer, via que liga o Leblon a São Conrado e passa pelo Vidigal. Quando se preparava para deixar a areia e seguir pelo calçadão a garota foi abordada por um homem. Ele disse para as jovens que

estava armado. Ameaçou uma delas a não reagir antes de violentar a outra adolescente. A assessoria de imprensa da Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado pela 14ª DP (Leblon), mas que o delegado não irá se pronunciar neste momento, para não atrapalhar as investigações.

Nelson Antoine/Estadão Conteúdo

Médicos, dentistas e fisioterapeutas soltaram dez mil balões na manifestação contra os planos de saúde.

Médicos protestam na Paulista Profissionais da saúde reclamam dos valores pagos pelas operadoras de planos

P RESGATE NA REPRESA – Um guindaste teve de ser utilizado ontem na retirada de um caminhão que caiu na Represa Billings, às margens da Via Anchieta, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O motorista não conseguiu sair do veículo e morreu. O acidente acorreu na terça-feira.

rofissionais da saúde fizeram ontem de manhã um protesto na Avenida Paulista contra os valores pagos pelos planos de saúde, considerados baixos pela categoria. O ato fez parte das mobilizações do Dia Nacional de Alerta na Saúde Suplementar, que gerou manifestações em todo o País e, em alguns Estados, suspensão dos atendimentos. Em São Paulo, além dos médicos, participaram do protesto

profissionais de odontologia e fisioterapia. Os manifestantes exibiram faixas nos principais cruzamentos da Paulistas e fizeram panfletagem, sem atrapalhar o trânsito. Depois, eles soltaram 10 mil balões. Florisval Meinão, presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), explicou que a manifestação congregou também os fisioterapeutas e dentistas para ganhar força na mobilização contra as empre-

sas de saúde. "Esse é um movimento que tende a crescer nos próximos anos, porque todas as classes profissionais estão insatisfeitas." O maior problema, de acordo com Meinão, são os valores pagos pelo trabalho dos médicos. "Há uma grande defasagem dos valores que nós recebemos em relação à inflação no período ou em relação ao aumento nas mensalidades dos usuários", disse. (Folhapress)


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Obras de Oswaldo Goeldi. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2. Tel.: 3324-1000. Terça, quarta, sexta a domingo e feriados. 10h às 18h. Quinta, até 22h. R$ 6.

cultura

Sérgio Sister também expõe (telas, desenhos, relevos) na Pinacoteca do Estado.

Fotos: Wen-You Cai/Cortesia Cai Studio

Ventos, miragens e vinhos do Magreb. José Guilherme R. Ferreira

ESCULTOR DE CENÁRIOS

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Rita Alves

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corre-corre da Cidade não é empecilho para uma pequena pausa diante dos objetos voadores posicionados na Rua Álvares Penteado e na Rua da Quitanda, integrantes da exposição Da Vinci do Povo, dedicada ao trabalho do chinês Cai Guo-Qiang. E não será má ideia estender esse intervalo para apreciar de forma mais introspectiva a mostra do artista, abrigada dentro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com curadoria de Marcello Dantas. Depois de contemplar os aviões, helicópteros, submarinos e outros objetos surrealistas não identificados, todos pendurados por cabos de aço do lado de fora, o visitante é recepcionado de forma encantadora no CCBB. A tela Birds and Flowers of Brazil (à dir.) impera na rotunda do local. Criada especialmente para a mostra paulista, tem 18 metros de altura por 4 de largura. A tela, similar a um pergaminho clássico chinês, mostra desenhos de pássaros feitos com pólvora. O processo de produção da peça pode ser visto em um vídeo, exibido próximo à tela.

Além de ver seus célebres desenhos feitos com a mistura explosiva, há outras engenhocas, criadas por camponeses de diversas partes da China. “A mostra evoca o desejo inato das pessoas de buscarem o prazer a partir do ato humano da criação", afirma o artista. “Pode-se dizer que sou um contador de histórias, onde a arte contemporânea é a minha linguagem e os camponeses e suas criações são os protagonistas e tema principal desta narrativa.” Uma homenagem a esses inventores pode ser vista no último andar do CCBB. É lá que está uma instalação multimídia formada por 40 pipas de bambu e seda, sopradas por pequenos ventiladores (acima). Presas por hastes, as pipas servem de telas para projeções de cenas dos camponeses. Um desses homenageados é o chinês Wu Yulu, criador de diversos robôs feitos à mão, distribuídos por algumas salas do CCBB. Dentre esses autômatos, o destaque fica por conta da série que simula artistas contemporâneos, como Jackson

Pollock, Damien Hirst, Yves Klein e Bruce Nauman. O Prédio Histórico dos Correios também abriga uma extensão da mostra. Lá o público encontra a obra Carnival Rehearsal, outra ilustração feita com pó, inspirada nas escolas de samba do Rio de Janeiro, conhecidas por Cai GuoQiang durante uma visita ao Brasil em 2012. Marcello Dantas, curador da mostra, considera o artista um escultor de cenários. "Cai GuoQiang torna visível o inimaginável, evoca memórias do não vivido, traz os extraterrestres à Terra, mas não os ensina a pousar. Seu lugar no mundo da arte contemporânea ocupa hoje uma categoria que é só dele. Sua prática conseguiu fundir e confundir as fronteiras entre o espetáculo, a escultura e a instalação. A obra de Cai é a ponte entre mundos reais e imaginados. Estar nessa ponte é estar no equilíbrio entre esses mundos”.

Cai Guo-Qiang em dose dupla

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entro Cultural Banco do Brasil. rua Álvares Penteado, 112, Sé, tel.: 3113-3651. Programa educativo: agendamento prévio de segunda a sexta pelo telefone: 3113-3649. Terça a domingo, das 9h às 21h. Grátis. Até 23 de junho.

Prédio Histórico dos Correios. Avenida São João, s/n. Vale do Anhangabaú. Segunda a sexta, das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriados, das 9h às 17h. Grátis. Até 23 de junho.

HOMEM DE FERRO 3 Lúcia Helena de Camargo

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ilionário, bonitão e até o segundo filme da série 100% autoconfiante, Tony Spark, vivido por Robert Downey Jr., começa a dar sinais de fraqueza em Homem de Ferro 3, estreia desta sexta (26). Quando vê parte de seu mundo ruir após ataques do inimigo da vez, Mandarin (Ben Kingsley), precisa recuperar casa, namorada e equipamentos. No processo, sofrerá crises de ansiedade e contará apenas com as próprias habilidades - além de boa dose de sorte. Kinsley é daquelas figuras que fazem o filme ser diversão também para quem não é fã das histórias dos quadrinhos Marvel. Com interpretação sardônica, confere um tom hilário ao vilão patético. O coração do Homem de Ferro continua batendo por Pepper Potts, encarnada pela loira Gwyneth Paltrow - eleita esta semana a mulher mais bonita do mundo no ranking publicado pela revista americana People. O casal agora mora junto. Mas o triângulo

amoroso se anuncia quando aparece em cena o próspero industrial Aldrich Killian (Guy Pearce). Don Cheadle vive o coronel

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James Rhodes, conhecido como Rhodey. Veste uma armadura parecida com a do Homem de Ferro, que possui azul no lugar do

Porto de Oran tomado por barricas, nas primeiras décadas do século XX.

vermelho. Ele torna-se, assim, o Iron Patriot (Patriota de Ferro). Colega de Stark, em determinado momento ele se mostra enciumado. "Você não é mais o mesmo depois que começou a sair com seus super amigos", diz, em piada que faz referência ao filme Os Vingadores (2012). Dirigido por Shane Black, Homem de Ferro 3 teve orçamento de produção divulgado da ordem de US$ 200 milhões. Não há pista sobre se haverá ou não um quarto longa. Nas entrevistas de lançamento, Downey Jr. fez questão de deixar no ar a possibilidade, que depende, evidentemente, do sucesso ou fracasso nas bilheterias. Quem aprecia ação e muitas explosões, vai gostar.

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013, EUA, 130 minutos). Direção: Shane Black. Com Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Guy Pearce, Ben Kingsley.

como se uma tempestade de areia tivesse encoberto todo o Magreb e só aos poucos se dissipasse. Até hoje é nebulosa a razão pela qual o ator-vigneron Gérard Obelix Depardieu desistiu de sua vinícola na Argélia e perdeu quase todo o investimento feito em Tlemcen, a 500 quilômetros de Argel, região de históricos vinhedos e oliveiras. Depardieu e Bernard Magrez (empreendedor conhecido como "compositor de vinhos raros"), em parceria com a Union Central des Coopératives Viticoles (ONCV), estatal monopolista do vinho argelino, tinham conseguido produzir com uvas do Domaine Saint-Augustin, no Coteaux de Tlemcen, um elogiado vinho: o Cuvée Monica 2002. Com ele, ganharam sonhados 91-94 pontos do crítico americano Robert Parker. O sucesso da primeira safra não garantiu a continuidade do projeto. Para o escritor-sommelier Francis Gimblett, autor de In and Out of Africa ... in search of Gérard Depardieu (The Wine Adventurer Press/2009), o reconhecimento de Parker teria servido pelo menos para anunciar ao mundo que bons vinhos da Argélia, como nos velhos tempos, não são uma miragem, apesar da grande dificuldade em encontrá-los. Novos ventos de oeste: a estatal ONCV trabalha com um plano ousado de replantio em suas cinco principais regiões produtoras (Medea, Mascara, Zaccar, Tlemcen e Dahra) – 5.000 hectares com cepas "internacionais", como Cabernet Sauvignon, Syrah, Chardonnay, Sangiovese e Merlot, com vista à exportação. Plantadas nos contrafortes das montanhas Atlas, essas cepas agora dividem a cena com as variedades introduzidas pelos franceses: Carignan, Cinsault, Grenache, e Alicante Bouschet. A ONCV investe ainda na formação de 300 viticultores-fornecedores, moderniza suas 12 plantas de vinificação e parte

para campanhas internacionais para atrair novos consumidores, a começar pelos EUA. Algumas prateleiras já expõem vinhos como o Coteaux du Mascara (Domaine el Bordj), com seus rótulos emoldurados por arabescos, em típico blend do sul do Rhône: Grenache, Syrah e Mourvèdre. O objetivo é atingir, nos próximos anos, a marca de 1,5 milhão de hectolitros – hoje a produção está em 600 mil hl, de 70 mil hectares de vinhedos. Há uma notável nostalgia na Argélia dos tempos em que o porto de Oran (foto acima) era tomado por barricas de vinho a caminho da França. Colônia francesa entre 1830 e 1962, a Argélia participou ativamente durante a ocupação francesa do renascimento de uma cultura milenar, abandonada com a introdução do islamismo, no século VII. As ruínas romanas em Tipasa (a Tipasa de Camus), com a presença de artefatos vinícolas, estão ali para dar corpo à história do vinho local. Com a chegada dos franceses, o país viu sua produção explodir. Entre 1870 e 1900, a área dos vinhedos cresceram 1.000%, chegando a mais de 400 mil ha em 1962, ano da independência, e uma produção de 20 milhões de hectolitros !!! Com um consumo interno reduzido pelas regras do Islã, o aumento da produção era incentivada pelas exportações. A praga da P h y ll o x e r a no continente europeu fez com que milhares de viticultores franceses migrassem para a Argélia, levando na bagagem sua experiência. Foi assim que a Argélia chegou a ser, isso há pouco mais de 50 anos, o maior país exportador de vinhos do mundo e o quarto maior produtor. Entusiasmo que contagiou Marrocos e Tunísia, vizinhos do Magreb. Mais recentemente, durante os sangrentos anos da Guerra Civil (1994-2002), agricultores e suas famílias eram ameaçados de morte pelos militantes islâmicos se continuassem a manejar seus vinhedos. O resultado foi dramático, com o fechamento de 300 vinícolas e o abandono de inúmeras plantações, produção e exportação no zero. A tentativa de reversão desse quadro recente está nas mãos da ONCV. PS: A "ascensão e a queda" do maior país exportador de vinhos do mundo é tema de um detalhado estudo de Giulia Meloni e Johan Swinnen escrito para a American Association of Wine Economists (www.wineeconomics.org). Vale a pena.

José Guilherme R. Ferreira é membro da Academia Brasileira de Gastronomia (ABG) e autor do livro Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome)


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

LAZER - 11

Filarmônica Bachiana Sesi toca Mozart. Sala SP. Sábado (27), 21h. R$ 10 a R$ 20.

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cultura

Osesp toca Schumann. Sexta (26), 21h. Sábado (27), 16h30. Sala SP. R$ 28 a R$ 160.

Ópera no cinema O Metropolitan Opera House de Nova York transmite e a Rede UCI exibe ao vivo a ópera Giulio Cesare, de Händel. Com a formidável soprano francesa Natalie Dessay (foto); mais as mezzos Alice Coate e Patricia Bordon; os contratenores David Daniels e Christophe Dumoux e o barítono Guido Loconsolo. UCI Jardim Sul (Tel.: 2236-9762). UCI Santana Parque Shopping (2236-9726).UCI Anália Franco (Tel.: 21647777). Sábado (27). 15h. R$ 60. (MMJ)

Teroca, um bom sambista. Aquiles Rique Reis

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Movimentos silenciosos Espetáculo Gestos, da Cia. Mariana Muniz de Teatro e Dança, mescla dança contemporânea com Libras, a Língua Brasileira dos Sinais. Metrô Trianon-Masp. Avenida Paulista, 1374. Sábado (27), às 11h e às 15h. Grátis. Praça Oswaldo Cruz, Paraíso, domingo (18), às 16h. Grátis. Teatro Sérgio Cardoso. Plataforma Internacional Estado da Dança 2013. Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, tel.: 3288-0136, domingo (19), às 18h (compra de ingressos via Ingresso Rápido por dia da mostra).

Chapéus, gatos...

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Fotos: Divulgação

partir de domingo (28), o musical infantil O Chapeleiro Maluco volta ao cartaz no Teatro João Caetano em temporada popular. Com texto de Walter Jr. e canções assinadas por Charles Dalla, a peça mostra as aventuras dos personagens criados por Lewis Caroll em Alice no País das Maravilhas.

Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino . Sábado e domingo, às 16h. Censura livre. R$ 10. Até 02/06.

m CD gravado mas só lançado três anos depois comprova a dificuldade em fazer com que bons trabalhos cheguem ao público. Por vezes, o lançamento sozinho é de pouca valia para levar tais obras aos ouvidos dos amantes da boa música brasileira. Com o avanço tecnológico, a gravação de um CD tornou-se coisa não muito complicada. A coisa pega quando se parte para fazer com que o disco chegue à mídia... Imaginar que novos lançamentos, ainda que de altíssima qualidade, serão tocados nas rádios ou levados às TVs é evidência de ingenuidade. Toda esta introdução para dizer que Teroca é um grande sambista e compositor. Araraquarense cujo nome de batismo é Marcelo Longo Vidal, ele tem nas veias o micróbio do samba. Isso se constata logo nas primeiras audições do seu segundo disco, Elos do Samba (independente), gravado em 2010 e agora lançado. Sambista radicado desde sempre em Araraquara, interior de São Paulo, Teroca (www.teroca.com.br) é pouco conhecido para além da região onde nasceu. Ainda assim, tem o respeito e a admiração de bambas cariocas e paulistas. Bambas como Monarco, Wilson Moreira, Délcio Carvalho, Zé Luiz do Império Serrano, Fabiana Cozza, Maria Martha, Carmen Queiroz, Dona Ináh, Luiz Grande, Chapinha e Bob do Império, por conhecerem o dom de Teroca, se dispuseram a compartilhar com ele seus belos sambas. São quinze faixas, todas compostas por Teroca. Dessas, quatro são cantadas apenas por ele; cada uma das outras tem a participação especial de um dos nomes acima. São várias as formas de samba que Teroca compõe: sambas de roda, partido-alto, sambas de quadra e de terreiro, sambas-exaltação, samba-xote, sambas dolentes, samba-canção. Suas letras tanto são românticas

quanto brejeiras. Mas o que mais qualifica suas composições é quando ele se vale de tons menores para criá-las. É um craque nisso. Esse recurso, aliás, em suas sábias mãos equivale ao diamante na ourivesaria - requinte e fortuna. O CD começa com Fabiana Cozza cantando a capella Filho de Ogã. Logo o samba de roda vem puxado pelos tambores. O coro come. Nada mais brasileiro. Contagiante. Em Correnteza, os versos finais dizem: Se ficar pela margem/ Aguardando coragem/ Pode ser que a vida se decida não reservar/ As surpresas que trazem / O prazer da passagem/ O futuro é o presente que a gente quer alcançar. Zé Luiz do Império Serrano canta a melodia entristecida por um tom menor, mas de uma beleza ímpar. Maria Martha canta magnificamente N'Oitis, um samba lento em homenagem a Araraquara. Com a introdução tocada por clarinete e violão, na segunda vez o sete cordas puxa o ritmo com seus bordões. Serenidade parece um samba escrito especialmente para a voz suave de Délcio Carvalho. A flauta inicia. A delicadeza chega pela garganta desse grande compositor e intérprete que é Délcio Carvalho. O samba segue malemolente. Os belos sambas de Teroca representam o gênero que, para ser coisa nossa, independe do lugar onde é criado.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

Newton Santo

s/Hype

Tamerlão (1336-1405): imperador turco-mongol no século 14.

Reprodução

José Teixeira fez parte das principais comissões técnicas do País

NA TRILHA DA GUERRA...

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ode ser que, no futuro, as ciências criminológicas incluam o nome dos delinquentes nas investigações para identificar as motivações que os levaram aos delitos. O terrorista Tamerlan Tsarnaev, 26 anos, o mais velho dos dois irmãos homensbomba de Boston, iria figurar em todos os manuais do FBI e congêneres. Traduzido para o Português, seu nome – Tamerlão – traz à cena a figura do imperador turco-mongol que fez furor no século 14 naquela parte do mundo conhecida como Ásia Central e Oriente Médio. Tamerlão (1336- Fotos: Reuters 1405) nasceu entre pastores no Uzbequistão, no coração da Ásia, armou um exército poderoso que, para o Ocidente, chegou até Damasco e, no Oriente, embarafustou-se pelo sul da Rússia. À semelhança de Alexandre, foi um hábil conquistador que dominava perfeitamente a arte da guerra e a do espírito. Mas, diferentemente dele, que inspirou aos romanos os princípios da sua célebre Pax com a qual controlavam os povos submetidos através da liberalidade consentida, era cruel para com os vencidos.

...DO TAMERLÃO DE BOSTON

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amerlão se movia por uma espécie de sincretismo pessoal, que consistia em conciliar o islamismo com antigas tradições da cultura mongol. E expandi-lo. A propósito, ele se proclamava descendente do lendário Gengis Khan. É de supor que seu jovem xará islamita, quase 700 anos depois, pretendeu, em Boston, dar continuidade à sua luta. (Lembremo-nos de Agatha Christie: o passado tem sombras longas). A aquisição de um nome não seria suficiente para definir o destino de quem o carrega. Mas, nesses casos, a escolha dos pais pressupõe uma expectativa e um difuso comprometimento. Se alguém se chama Vladimir, é provável que tenha atrás de si um pai comunista desejoso de homenagear Vladimir Ulyanov, mais conhecido como Lenin, ao mesmo tempo em que entrega ao filho a responsabilidade de colocá-lo no próprio espelho. Não raramente o rapaz vai em frente. Não por acaso, na França existe um acordo tácito para ninguém batizar um filho como Napoleão. No mínimo, previne-se futuras chacotas.

UMA CAIXINHA SEM SURPRESAS

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professor José Teixeira, 77 anos, mostra como o FC Barcelona não foi inteligente. Metrópole - O senhor, que fez parte das comissões técnicas dos principais clubes do País e da Seleção, não caiu das nuvens com a dilatada derrota do Barcelona contra o Bayern? José Teixeira - Não. Desde o início ficou claro que o Bayern estava focado no jogo, determinado na busca do gol, enquanto o Barcelona não tinha concentração. Quem viu a partida com olhos profissionais notou que o Barça quis jogar como sempre joga, à base de toques rápidos e desconcertantes. Mas dispersava-se. E à medida que

a fórmula, até então fartamente bem sucedida, não dava certo, mais a equipe se perdia. É do ser humano não fazer direito se não estiver concentrado. No futebol, a concentração não pode ser perdida. O tempo é curto. Metrópole - A que o senhor atribui a desconcentração? Teixeira - Ao excesso de conquistas, que produz uma autoconfiança exagerada. Já vi muito disso no futebol. Metrópole - E o Messi? Não jogou nada. Teixeira - Além de estar no ritmo da equipe, vinha de contusão recente. Sabia que se voltasse a se machucar, o rebote ia ser prolongado. Suponho que a preocupação roubou a atenção dele.

E como o jogo do Barcelona se concentra nele... Metrópole - Então, porque jogou? Teixeira - As coisas não são exatas como gostaríamos. Na final Copa de 1954, na Suíça, a Hungria era franca favorita sobre a Alemanha. Tanto que seu capitão, o célebre Puskas, embora convalescendo de uma contusão, quis jogar para levantar a taça. A Hungria abriu 2 a 0 e perdeu por 3 a 2. Penso que após o segundo gol, os húngaros se desconcentraram. E a Copa de 50 no Maracanã? O Brasil comemorou a taça antes do jogo; precisava do empate e abriu 1 a 0. Parecia que estava no papo. Deu o Uruguai. As pessoas ficam surpresas. Mas não há mistério nenhum.


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ataque do tricô

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Obra de arte dos cidadãos de Dresden, Alemanha: tanque coberto de retalhos de tricô.

Em foco

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O estúdio espanhol Monoculo reproduziu em um banco a lente Canon 8-15 mm. Feito a mão, o banco mede 53 cm de altura e 40 cm de diâmetro e tem assento removível, o que o transforma também em um espaço para guardar objetos. À venda no Etsy por 580 euros.

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Redes em risco

lixo espacial, que inclui peças de lançadores de foguetes, satélites inativos e itens quebrados em colisões no espaço, deve ser retirado da órbita da Terra para evitar acidentes que podem custar milhões de euros a operadores de satélite e derrubar redes de GPS e telefonia móvel, advertiu ontem a Agência Espacial Europeia (AEE). Na densidade atual de detritos, haverá uma colisão a cada

Mais rápido que o som

cinco anos. Mas quanto mais o tempo passa, mais esse risco aumenta. Cinco a 10 objetos grandes precisariam ser coletados do espaço por ano para ajudar a reduzir colisões. Os cientistas estimam que há cerca de 29 mil objetos maiores do que 10 centímetros em órbita na Terra a uma velocidade média de 25 mil km/h, 40 vezes mais rápido do que os aviões viajam. A essa velocidade, mesmo pequenos

objetos podem danificar ou destruir naves espaciais e satélites. Além da interrupção da comunicação via celular ou da navegação por satélite, haveria o custo de substituir essas máquinas. Os pesquisadores estão avaliando vários métodos, incluindo laser e até arpões, para remover detritos espaciais em órbita, mas qualquer decisão terá de vir dos 20 paísesmembros da AEE.

Fotos: Charles Platiau/Reuters

Foto mostra modelo em escala reduzida do futuro avião supersônico da Boeing. A Nasa está estudando os desafios de um voo supersônico e as formas de reduzir ruídos e emissões de gases dessas aeronaves. A RQUITETURA

O acessório "tudo em um" LifeHub é um gadget que pretende substituir os principais gadgets do dia a dia. É relógio, smartphone, fone de ouvido, mp3 player, chave, carteira e projetor. E faz chamadas de vídeo. Funciona sem fio e é totalmente flexível, podendo ser colocado no pulso como um bracelete, graças a uma memória especial e à tela OLED. Criação da empresa indiana Lucid Design. www.lucid.co.in

A bola viajante Red Ball é um projeto artístico de Kurt Perschke: uma bola vermelha que viaja pelo mundo "aparecendo" nos lugares mais inusitados em cada cidade. http://redballproject.com/

I NTERNET

A RTE

Clinton estreia com sucesso no Twitter O ex-presidente dos EUA Bill Clinton superou a marca de 400 mil seguidores menos de 24 horas depois de sua estreia no Twitter. Clinton, de 66 anos, foi ajudado pelo comediante norte-americano Stephen Colbert a criar sua conta oficial (@billclinton) em 9 de abril durante uma entrevista em seu popular programa televisivo. Mas só tuitou ontem. "Estou entusiasmado ao me somar a @ChelseaClinton e a meu bom amigo @StephenAtHome no Twitter", diz seu primeiro tuíte. Clinton também tuitou para lembrar o Dia Mundial da Malária ontem e felicitou no microblog o ex-presidente George W. Bush pela abertura oficial de sua biblioteca presidencial em Dallas, no Texas.

O melhor pão de Paris

A cultura pop foi à feira E se Lady Gaga fosse alho e os Beatles, amendoins? A partir dos nomes de ícones pop e de vegetais em inglês, o argentino Lucas Savelli experimentou essas e outras hipóteses em ilustrações. http://comeverdura.com.ar/

Mais de 200 padeiros participaram ontem em Paris de um concurso para escolher a melhor baguete da capital francesa. No concurso, os pães são pesados – devem ter entre 250 e 300g – e medidos. O comprimento pode variar de 55 a 70 cm. Depois, são cheirados, apalpados e degustados por jurados, sem que os nomes dos respectivos padeiros sejam revelados. O vencedor deste ano foi Ridha Khadher, que a partir de agora, além de reforçar a publicidade de sua padaria, também poderá fazer pães para o presidente francês François Hollande.

Alta velocidade O site Smash Materials selecionou 25 imagens de objetos em alta velocidade. Veja mais no link abaixo. http://bit.ly/XeKHoW

F OTOGRAFIA

Festival de autorretratos Fazer fotos a dois, ou sozinho, sem deixar de registrar a paisagem ao redor, o monumento ao fundo, ou um ângulo mais inusitado é algo que as câmeras fotográficas comuns não deixam ao alcance das mãos. Esta extensão dobrável serve para esses momentos. Retrátil, ela cabe em qualquer bolso. Em uso, pode ser encaixada em qualquer tipo de câmera digital portátil. Estendida, ela leva a câmera a mais de um metro de distância do fotógrafo. Seus retratos de viagem certamente ficarão mais bonitos e interessantes. http://bit.ly/11ems8B

L OTERIAS Concurso 3178 da QUINA 01

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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13 VALE Mineradora reduz custos e despesas e colhe frutos em balanço

conomia

Preços sob vigilância

LOGÍSTICA Bunge enfrenta desafios no Brasil com recorde de produção de grãos

No Banco Central já se pensa em como segurar a inflação de 2014. É o que sugere a ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

O

Banco Central deixou claro ontem que a atual política monetária tem como alvo principal atacar a inflação em 2014, cuja projeção foi elevada, e que permanecerá "especialmente vigilante" para evitar que persista a pressão sobre os preços. O sinal foi dado na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC e, na avaliação de especialistas, também indica que a velocidade do ciclo de alta da taxa básica de juro deve ser comedida. "O julgamento de todos os membros do Copom é convergente no que se refere à necessidade de uma ação de política monetária destinada a neutralizar riscos que se apresentam no cenário prospectivo para a inflação, notadamente para o próximo ano", mostrou a ata. Na semana passada, o comitê deu início a mais um ciclo de aperto monetário, ao elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, a 7,5% ao ano, mas deixou claro que conduzirá o processo com "cautela", termo repetido na ata de ontem. A decisão de elevar o juro, no entanto, não foi unânime: dois dos oito membros – os diretores Aldo Mendes (Política Monetária) e Luiz Awazu (Assuntos Internacionais e Regulação do Sistema Financeiro) – optaram por manter a taxa básica na mínima histórica de 7,25%. Entendem ambos que está havendo uma reavaliação do crescimento global e que, dependendo da sua intensidade e duração, isso pode auxiliar nos preços domésticos. A posição geral do BC, segundo a ata do Copom, reforçou a percepção do mercado e de economistas de que as próximas altas da Selic virão de forma comedida. "A ata confirma que a referência (do BC) é a inflação de 2014. As expectativas para 2013 estão dadas, mas permanece uma situação incômoda para 2014", afirmou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves, que prevê mais duas altas da Selic de 0,25 ponto, a 8%.

No mercado futuro de juros, investidores corroboravam nesta manhã as apostas de mais três altas na taxa de 0,25 ponto percentual, com os contratos futuros de juros sendo negociados praticamente estáveis.

OLHO EM 2014 Pela ata, o BC piorou seu cenário de inflação para 2014, afirmando que ela se encontra acima do centro da meta oficial, de 4,5% pelo IP-

CA, levando em conta o cenário de referência. Já para 2013, a autoridade monetária manteve sua estimativa de inflação, também acima do centro da meta. O documento traz apenas projeções qualitativas sobre o tema. "O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos 12 meses persistam no

Diretor do BC admite uso da Selic Celso Junior/Estadão Conteúdo

O

diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo (foto), afirmou ontem que o Copom pode intensificar o uso da Selic para combater a inflação. "Cresce em mim a convicção de que o Copom poderá ser instado a refletir sobre a possibilidade de intensificar o uso do instrumento de política monetária, da taxa Selic", afirmou. Após suas afirmações, o mercado futuro de juros começou a mostrar leve alta nos contratos de DI, rever-

Ministro ouve empresários. E fala em recuperação.

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se ontem com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital

paulista. Ao final, disse que o objetivo do encontro foi discutir a situação econômica do País. "Na minha avaliação, continuamos recuperação

tendo o movimento visto nos papéis de curto prazo. Araújo argumentou que a inflação não está fora de controle. Mas ressaltou que ainda há riscos no cenário prospectivo, como o crescimento das expectativas de inflação no mercado e também, "numa dimensão mais abrangente", dos consumidores e investidores. O diretor apontou fontes de riscos favoráveis à inflação, como taxa de câmbio "com certa estabilidade" e indícios de safra recorde de grãos. (Reuters)

econômica iniciada no ano passado. Mas ainda temos problemas oriundos da crise internacional". De acordo com Mantega, os empresários relataram que algumas companhias têm dificuldade de exportar por conta da crise, outras sofrem com a importação, mas a principal queixa é a questão dos custos. "Nós reduzimos os custos financeiro e tributário, mas ainda temos problemas de infraestrutura", afirmou.

horizonte relevante para a política monetária". A inflação tem permanecido em patamares elevados e chegou a estourar o teto da meta

acumulando 6,51% em 12 meses. O preço dos alimentos têm sido um dos principais vilões da inflação, junto com serviços, levando o governo a adotar medidas fiscais para amenizar a pressão. A última delas envolveu o setor de etanol. A visão de inflação pressionada contempla ainda a expectativa de recuperação da atividade econômica, que já está em curso na avaliação do BC. Para o colegiado do banco, "o cenário central contempla ritmo de atividade doméstica mais intenso neste e no próximo ano", acrescentando que a pequena margem de ociosidade no mercado de trabalho pode ser um risco. Na ata anterior, de março, o Copom havia ponderado que o ritmo de atividade econômica doméstica estava "menos intensa do que se antecipava". Sobre política fiscal, o Copom ressaltou que seu cenário de inflação contempla a meta cheia de superávit primário para este ano, de R$ 155,9 bilhões "não obstante iniciativas recentes apontarem o balanço do setor público em posição expansionista". No início da semana passada, o governo flexibilizou a política fiscal, buscando ter mais possibilidade de abatimento das metas de superávit primário neste e no próximo ano. "A conclusão mais importante é que o ciclo vai ser dado pelo crescimento, e não pela inflação. O BC está confiante nessa retomada econômica no longo prazo", afirmou o economista-chefe da corretora Votorantim, Roberto Padovani, para quem a Selic será elevada em mais quatro vezes, chegando a 8,5% ao ano. (Reuters)

do governo, de 6,5% no ano. Em março, o IPCA registrou alta 6,59% em 12 meses e, em abril, o IPCA-15 – sua prévia – mostrou avanço de 0,51%,

O discurso do Copom Nas extensas atas das reuniões do Copom, sempre há trechos específicos em que os integrantes do comitê sinalizam os rumos da política monetária. Depois de alguns meses de certa tranquilidade, o documento do encontro da semana passada comprovou o aumento da preocupação do Copom com a inflação, na frase "a política monetária deve se manter especialmente vigilante". Veja alguns trechos das atas das últimas reuniões: G Outubro de 2012 (Selic caiu de 7,50% a.a. para 7,25% a.a., por cinco votos a três): "Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear." G Novembro de 2012 (Selic permaneceu em 7,25% a.a., por unanimidade): trecho idêntico ao da ata de outubro de 2012. G Janeiro de 2012 (Selic permaneceu em 7,25% a.a., por unanimidade): "O Copom entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta." G Março de 2013 (Selic permaneceu em 7,25% a.a., por unanimidade): "O Copom irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária." G Abril de 2013 (Selic subiu para 7,50% a.a., por seis votos a dois): O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos doze meses persistam no horizonte relevante para a política monetária.

Fonte: Banco Central

Segundo ele, a prioridade no País hoje é recuperar os investimentos, que foram fracos em 2012. Mantega relatou ainda que os empresários reclamaram do custo da mão-de-obra e que o governo adotou medidas como a desoneração da folha de pagamento. "Estamos com quase pleno emprego e isso eleva custos. Combinamos ainda de analisar vários problemas para dar as soluções", disse, sem dar detalhes.

O ministro evitou comentar o cenário de cautela com os juros, apontado na ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) da última reunião. "O juro real no Brasil é de 1,5%, um dos mais baixos dos últimos tempos. Portanto, não vamos falar das oscilações no curto prazo", disse. O juro de longo prazo, afirmou, é favorável ao investimento, que já retornou ao País desde o início deste ano.

"Vamos ter um PIB (Produto Interno Bruto) maior no primeiro trimestre do que no anterior", afirmou. Ao ser indagado sobre o relatório do Banco Central, que projeta um crescimento do PIB de 1% no primeiro trimestre, Mantega desconversou. "A Fazenda não tem dados concretos. Vamos aguardar, mas o que interessa é que está havendo aceleração no crescimento", garantiu. (Estadão Conteúdo)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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15 A economia não reage e não se aumenta a força de trabalho. Cimar Azeredo, pesquisador do IBGE

conomia

Desemprego maior em março Newton SantosHype

O número de pessoas desocupadas aumentou em relação a fevereiro, mas o índice de 5,7% é o menor para o mês de março na série histórica do IBGE.

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desemprego no Brasil subiu ligeiramente no mês passado, com o mercado de trabalho mostrando perda de dinamismo, ao mesmo tempo em que a inflação começou a corroer a renda do trabalhador brasileiro, mostraram dados divulgados ontem. A taxa de desemprego atingiu 5,7% em março, menor patamar histórico para o mês, ante 5,6% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ser o menor resultado para março, a taxa de desemprego foi a maior leitura registrada desde junho do ano passado (5,9%) e completou três meses seguidos de alta, algo que normalmente ocorre após as festas de final de ano, quando há dispensa de temporários. "A economia não reage e não se aumenta a força de trabalho", disse a jornalistas o pesquisador do IBGE, Cimar Azeredo. A taxa ficou abaixo do esperado em pesquisa da Reuters e igualou a menor projeção. A mediana das previsões de 25 analistas apontava para alta a 5,9%, com as estimativas variando de 5,7% a 6,1%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a ligeira alta no desemprego em março no País se deve tanto à redução nas contratações quanto ao aumento na deso-

cupação, que são as pessoas que estão procurando ou perderam emprego. A população ocupada recuou 0,2% em março na comparação com fevereiro, mas cresceu 1,2% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,922 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas. A população desocupada, por sua vez, chegou a 1,373 milhão de pessoas em março, alta de 1,2% ante fevereiro, mas queda de 8,5% sobre um ano antes. Outro fator que chamou a atenção dos pesquisadores do IBGE foi o índice de inatividade, quando as pessoas desistem de procurar trabalho, que cresceu 0,5% em março. Em fevereiro, a taxa já havia expandido 1%. São Paulo – Esse fenômeno ficou concentrado em São Paulo, segundo o estudo do IBGE, região mais importante da pesquisa e com participação de cerca de 40% no mercado de trabalho. Nela, embora a taxa de desemprego tenha caído para 6,3% em março ante 6,5% em fevereiro, houve forte dispensa e crescimento na inatividade. A população ocupada em São Paulo caiu 1,5% em março ante fevereiro e a desocupação avançou 4,4%. Parte desse contingente foi para a inatividade, que aumentou 2,1%. "São Paulo teve movimento

Construção civil prevê temporada de contratações Adriano Vizoni/Folhapress

Setor imobiliário: vagas na Grande São Paulo podem crescer até 10%.

A

s principais entidades ligadas à construção civil estão otimistas quanto ao nível de emprego do setor neste ano. Para Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), o crescimento pode ser de até 7%. Pesquisa realizada pelo Sinduscon-SP (sindicato da indústria da construção), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta crescimento de 3,02% no ano passado em relação a 2011. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística não faz levantamentos anuais. Um dos fatores que influenciarão o aumento de vagas neste ano será a contratação de obras públicas, afirma o presidente do Sintracon. O mesmo fator foi apontado pelas entidades no ano passado, mas acabou não se confirmando e frustrando os representantes do setor. A proximidade das eleições de 2014, no entanto, pesa a favor da previsão. "O governo federal despejará um caminhão de dinheiro em obras", diz Ramalho. "Esperamos, por exemplo, o lançamento de um edital para construção de 20 mil novas moradias na região central de São Paulo". Essas unidades farão parte do programa Minha Casa, Minha Vida. O

edital é aguardado para junho e será uma Parceria PúblicoPrivada entre os governos municipal, estadual e federal e empresas do setor. Ainda que de forma mais comedida, o presidente do Sinduscon, Sérgio Watanabe, também aposta em um crescimento neste ano. "A variação não será tão significativa, mas, com certeza, ficará acima dos 3%". Dados do sindicato apontam evolução de 2,2% no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012. "Ainda não fechamos o número de março, mas tudo indica que também haverá crescimento", diz Watanabe. Ele explica que o crescimento neste ano se dará como uma compensação de projetos adiados no ano passado. "Os governos estaduais investiram em infraestrutura volumes abaixo dos previstos em seus programas orçamentários. Já no setor imobiliário, houve dificuldade na aprovação de projetos na capital, por exemplo, que deverão ser concretizados neste ano". Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do SecoviSP, sindicato que representa as construtoras, o número de contratações na Grande São Paulo pode crescer até 10% no setor imobiliário em 2013. (Folhapress)

inesperado e a luz amarela foi acesa", destacou Azeredo. "Se houver uma queda na população ocupada e aumento da inatividade, especialmente em São Paulo, passa-se a ter um problema no mercado", acrescentou o pesquisador. Inflação – O rendimento médio da população ocupada caiu 0,2% no mês passado ante fevereiro, ao atingir R$ 1.855,40, já afetado pela inflação elevada no País. Em janeiro, o rendimento havia crescido 1,2%, após duas quedas em novembro e dezembro, acrescentou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. "Por trás disso, há aumento da inflação, que vem corroendo os ganhos. O que ocorre também é perda do poder de compra do trabalhador", completou Azeredo. A inflação tem permanecido em patamares elevados e chegou a estourar o teto da meta do governo, de 6,5% ao ano. Em março, o IPCA registrou alta de 6,59% em 12 meses e, em abril, o IPCA-15 – sua

prévia – mostrou avanço de 0,51%, acumulando 6,51% em 12 meses. Por outro lado, avaliam economistas, embora o baixo nível do desemprego no País evidencie que a recuperação frágil da economia tem pouco impacto sobre o mercado de trabalho, ele ajuda a manter a pressão sobre os preços. "O mercado de trabalho está aquecido, o que é bom para a retomada econômica. Mas, para efeitos inflacionários, mantém o risco elevado", avaliou o economista-chefe da Votorantim Corretora Roberto Padovani. O Banco Central (BC) destacou ontem, por meio da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, e ponderou que "um risco significativo reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade e suas repercussões negativas sobre a dinâmica da inflação." (Reuters)

Atendimento no Centro de Solidariedade ao Trabalhador: redução nas contratações em março.

COMPANHIA ULTRAGAZ S.A. C.N.P.J. nº 61.602.199/0001-12 RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas as demonstrações contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2012 e de 2011. Permanecemos a inteira disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 - (Em milhares de Reais) Ativo 2012 2011 Passivo Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa 611.756 42.935 Financiamentos Aplicações financeiras 24.644 34.513 Arrendamento mercantil financeiro Contas a receber de clientes 137.180 151.208 Fornecedores Estoques 44.415 54.720 Salários e encargos sociais Impostos a recuperar 41.207 21.630 Obrigações tributárias Demais contas a receber 12.382 7.417 Dividendos propostos a pagar 13.561 9.346 Imposto de renda e contribuição social a pagar Despesas antecipadas 885.145 321.769 Acionistas a pagar Total do ativo circulante Provisões para riscos tributários, cíveis e Não circulante trabalhistas Contas a receber de clientes 16.013 18.276 Demais contas a pagar Sociedades relacionadas 490 15.954 Total do passivo circulante Imposto de renda e contribuição social diferidos 44.438 37.859 Não circulante Depósitos judiciais 258.086 218.659 Financiamentos Demais contas a receber 75 53 Arrendamento mercantil financeiro 11.342 9.595 Sociedades relacionadas Despesas antecipadas 330.444 300.396 Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Investimentos Controlada 15.928 Benefícios pós-emprego Coligada 15.716 - Demais contas a pagar Outros 422 Total do passivo não circulante Imobilizado 520.424 490.492 Patrimônio líquido 64.561 74.790 Capital social Intangível 600.701 581.632 Reserva de reavaliação Reservas de lucros Total do ativo não circulante 931.145 882.028 Dividendos adicionais ao dividendo mínimo obrigatório Total do patrimônio líquido 1.816.290 1.203.797 Total do passivo e do patrimônio líquido Total do ativo

2012

2011

46.528 1.533 40.018 64.484 3.124 15.774 487.120

149.594 1.419 37.217 68.461 3.110 18.045 62 -

6.632 8.380 673.593

8.931 286.839

264.835 40.886 7.293 10.158

242.581 40.937 955 6.294

204.078 3.957 5.205 536.412

176.308 2.002 2.132 471.209

525.122 7.842 73.321

381.463 7.988 44.285

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação) 2012 2011 Receita líquida de vendas e serviços 2.932.420 2.876.649 Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados (2.540.092) (2.463.930) Lucro bruto 392.328 412.719 Receitas (despesas) operacionais Com vendas e comerciais (218.536) (201.675) Gerais e administrativas (110.862) (105.370) Resultado na venda de bens (1.014) 6.766 Outros resultados operacionais, líquidos (457) (472) Lucro operacional 61.459 111.968 Receitas financeiras 8.061 22.522 Despesas financeiras (38.052) (47.022) Equivalência patrimonial 26.021 (4.336) Lucro antes da contribuição social e do imposto de renda 57.489 83.132 Contribuição social e imposto de renda Corrente (17.506) (30.274) Diferido 2.715 1.822 (14.791) (28.452) Lucro líquido do exercício 42.698 54.680 Lucro líquido por lote de mil ações (ordinária e preferencial) do capital social (média ponderada anual) - R$ 27,16 67,37 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 12.013 (Em milhares de Reais) 445.749 2012 2011 1.203.797 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício 42.698 54.680 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 gerado pelas atividades operacionais (Em milhares de Reais, exceto o valor dos dividendos por ação) Equivalência patrimonial em sociedade controlada (26.021) 4.336 Reservas de lucros Depreciações e amortizações 107.338 97.103 Capital Reserva de Retenção Lucros Dividendos Patrimônio Juros, variações monetárias e cambiais 44.573 58.069 social reavaliação líquido Imposto de renda e contribuição social diferidos Legal de lucros acumulados adicionais (2.715) (1.822) Saldos em 31 de dezembro de 2010 381.463 8.183 12.836 1.640 53.507 457.629 Resultado da venda de bens 1.014 (6.766) Realização da reserva de reavaliação (195) 195 - Outros (27) (470) Imposto de renda e contribuição social sobre a realização da (Aumento) diminuição no ativo circulante reserva de reavaliação (66) (66) Contas a receber de clientes 13.233 (23.692) Transferência para retenção de resultados 129 (129) - Estoques 10.305 (13.583) Aprovação em Assembleia Geral Ordinária dos dividendos Impostos a recuperar (6.842) (9.918) (3.936) (1.561) adicionais (53.507) (53.507) Demais contas a receber (4.215) (1.754) Lucro líquido do exercício 54.680 54.680 Despesas antecipadas Aumento (diminuição) no passivo circulante Destinação do resultado líquido: 2.730 14.988 Reserva legal 2.734 (2.734) - Fornecedores Salários e encargos sociais (3.995) 3.394 Dividendos propostos a pagar (R$ 30,36227 por lote de mil ações (54) (2.534) ordinárias) (24.226) 12.013 (12.213) Obrigações tributárias Imposto de renda e contribuição social 17.898 24.589 Dividendos propostos a pagar (R$ 56,40000 por lote de mil ações (551) 5.829 preferenciais) (774) (774) Demais contas a pagar 6.632 26.946 (26.946) - Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Retenção de lucro (Aumento) diminuição no ativo não circulante Saldos em 31 de dezembro de 2011 381.463 7.988 15.570 28.715 12.013 445.749 2.263 171 Aumento de capital em dinheiro 630.003 630.003 Contas a receber de clientes (39.128) (50.648) Aumento de capital com reservas 3.639 (3.639) - Depósitos judiciais (1.747) 24 Diminuição de capital (489.983) - (489.983) Demais contas a receber Despesas antecipadas (22) (793) Realização da reserva de reavaliação (146) 146 Aumento (diminuição) no passivo não circulante Imposto de renda e contribuição social sobre a realização da 43.860 reserva de reavaliação (29) (29) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 27.127 3.073 1.476 Transferência para retenção de resultados 117 (117) - Demais contas a pagar Benefícios pós-emprego 1.955 Aprovação em Assembleia Geral Ordinária dos dividendos (17.960) (27.659) Imposto de renda e contribuição social pagos adicionais (12.013) (12.013) Lucro líquido do exercício 42.698 42.698 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 173.626 167.319 Destinação do resultado líquido: Reserva legal 2.135 (2.135) - Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aplicações financeiras, líquidas de resgates 9.869 1.351 Dividendos propostos a pagar (R$ 4,72894 por lote de mil ações (600.000) ordinárias) (9.075) (9.075) Aporte de capital em controlada Aquisição de empresa (49.822) Dividendos propostos a pagar (R$ 32,28000 por lote de mil ações 597.852 preferenciais) (1.065) (1.065) Caixa de empresa adquirida/incorporada (125.518) (153.096) Retenção de lucro 30.423 (30.423) - Aquisição de imobilizado (6.383) (12.358) Saldos em 31 de dezembro de 2012 525.122 7.842 17.705 55.616 606.285 Adição no intangível Receita com a venda de bens 15.177 18.035 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Caixa líquido utilizado pelas atividades de investimentos (109.003) (195.890) NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Em milhares de Reais, exceto quando de outra forma mencionado) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos 1. CONTEXTO OPERACIONAL - A Companhia Ultragaz S.A. (“Socie- investimentos ao custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas. Financiamentos dade”) está domiciliada no Brasil com sede na Avenida Brigadeiro Luis d) O imobilizado é registrado ao custo de aquisição ou construção, inclusiCaptação 59.070 75.192 Antônio, 1343 em São Paulo/SP e tem por atividade principal a distri- ve encargos financeiros incorridos sobre imobilizações em andamento. As Amortização (150.820) (141.062) buição de gás liquefeito de petróleo - GLP a consumidores residenciais, depreciações são calculadas pelo método linear, levando em consideração Juros pagos (29.955) (43.447) a vida útil-econômica dos bens, que é revisada anualmente. e) Os demais Contraprestação de arrendamento mercantil comerciais e industriais nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. (3.617) (2.360) 2. RESUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS - As demons- ativos e passivos são demonstrados pelos valores realizáveis e exigíveis, Dividendos pagos (24.425) (70.614) trações financeiras estão sendo apresentadas de acordo com as práti- acrescido, quando aplicável, dos rendimentos ou encargos e variações mo- Sociedades relacionadas 26.805 (3.416) cas contábeis adotadas no Brasil (“BR GAAP”), conforme emitidas pelo netárias incorridos. Aumento de capital 627.140 Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e aprovadas pelo Con- 3. PATRIMÔNIO LÍQUIDO - a. Capital social - O capital social, subscri- Caixa líquido gerado (utilizado) pelas atividades selho Federal de Contabilidade (“CFC”). A Sociedade não está apre- to e integralizado, em 31 de dezembro de 2012 está representado por de financiamentos 504.198 (185.707) sentando as demonstrações financeiras consolidadas pois não possui 1.952.125.271 ações (811.623.226 ações em 2011) com valor nominal de Aumento (diminuição) em caixa e equivalentes instrumentos de dívida ou patrimônio negociados em mercado aberto e R$ 0,269 cada uma (R$ 0,47 em 2011), sendo 1.919.122.166 ações ordi- de caixa 568.821 (214.278) não está em processo de registro de suas demonstrações financeiras nárias (797.901.726 ações ordinárias em 2011) e 33.003.105 ações prefe- Caixa e equivalentes de caixa no inicio do em um órgão regulador visando a emissão de algum tipo ou classe de renciais (13.721.500 ações preferenciais em 2011). Em 27 de abril de 2012, exercício 42.935 257.213 instrumento em mercado aberto. Adicionalmente, a Sociedade é contro- foi aprovado em Assembleia Geral Ordinária, um aumento de capital em Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 611.756 42.935 lada integral da Ultrapar Participações S.A. (“Ultrapar”), a qual divulgou dinheiro no montante de R$ 630.003, com emissão de 1.140.502.045 ações Transações no período sem efeito em caixa e suas demonstrações financeiras consolidadas ao público e junto à Co- ao preço unitário de R$ 0,552391 por ação e, um aumento de capital com equivalentes de caixa missão de Valores Mobiliários (“CVM”) em 20 de fevereiro de 2013. As reservas provenientes da Reserva para retenção de lucros no montante de Arrendamento mercantil financeiro: demonstrações financeiras são apresentadas em Reais, que é a moeda R$ 3.639. Em 28 de dezembro de 2012, foi aprovada em Assembleia Geral Imobilizado 16.614 funcional da Sociedade. As práticas contábeis descritas a seguir foram Extraordinária, uma redução de capital no montante de R$ 489.983, com a Intangível 26.395 aplicadas pela Sociedade de maneira consistente a todos os exercícios redução do valor nominal unitário do capital social. b. Reserva de reava- As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. apresentados nessas demonstrações financeiras. As principais práticas liação - A reserva de reavaliação é realizada com base nas depreciações, DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO contábeis adotadas na preparação das demonstrações financeiras es- baixas ou alienações dos respectivos bens reavaliados e é transferida para EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 tão detalhadas a seguir: a) O resultado é apurado pelo princípio da lucros acumulados com os encargos tributários correspondentes. O saldo (Em milhares de Reais, exceto as porcentagens) competência de exercícios. a.1) Reapresentação da demonstração de encargos tributários incidentes sobre a reserva de reavaliação totaliza do resultado do exercício - A Sociedade está reapresentando sua R$ 2.666 em 2012 (R$ 2.716 em 2011) c. Reserva de lucros - Reserva 2012 % 2011 % demonstração do resultado do exercício de 2011, com o objetivo de legal - Conforme a Lei das Sociedades por Ações, a Sociedade apropria Receitas alinhar os critérios de alocação da demonstração do resultado do exer- 5% do seu lucro líquido anual para reserva legal, até esta atingir 20% do Receita bruta de vendas e serviços, cício com aqueles utilizados na consolidação dos seus resultados pela valor do capital social. Essa reserva pode ser usada para aumento de ca- exceto aluguéis e royalties 2.961.953 2.902.536 Ultrapar.As alterações por conta desta reapresentação estão demons- pital ou absorção de perdas, porém não pode ser usada para distribuição Abatimentos, descontos e devoluções (15.053) (11.339) de dividendos. Reserva de retenção de lucros - É destinada à aplicação Provisão para créditos de liquidação tradas a seguir: 2011 2011 em investimentos previstos em orçamento de capital, principalmente em duvidosa - Reversão (constituição) (508) 3.318 anteriormente reclassireapre- expansão, produtividade e qualidade, aquisições e novos investimentos, em Resultado com a venda de bens (1.014) 6.766 apresentado ficação sentado conformidade com o artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações e inclui 2.945.378 2.901.281 tanto a parcela do lucro líquido do exercício como a realização da reserva Receita líquida de vendas e Insumos adquiridos de terceiros serviços 2.876.649 - 2.876.649 de reavaliação. d. Dividendos e destinação do lucro líquido do exercício - As ações preferenciais têm prioridade na distribuição de um dividendo fixo Custos das mercadorias, produtos e Custos dos produtos vendidos e serviços vendidos (2.054.448) (1.986.567) de 8% ao ano sobre o seu valor nominal, que poderá ser acrescido de até (2.079.028) (384.902) (2.463.930) dos serviços prestados Lucro bruto 797.621 (384.902) 412.719 4% nas mesmas bases, caso o resultado o comporte, bem como no reem- Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (318.904) (322.556) bolso do capital, em caso de liquidação da Sociedade. As ações ordinárias Receitas (despesas) operacionais Com vendas e comerciais (146.154) (55.521) (201.675) fazem jus a um dividendo de 12% sobre seu valor nominal ou, se os resulta- Recuperação (perda) de valores de ativos 3.599 11.121 Gerais e administrativas (544.761) 439.391 (105.370) dos forem insuficientes para tal pagamento, ao maior dividendo que o lucro (2.369.753) (2.298.002) Resultado na venda de bens 6.766 6.766 remanescente do exercício comportar. A proposta de dividendos reconhe575.625 603.279 Outros resultados operacionais, cida nas demonstrações financeiras da Sociedade, sujeita à aprovação dos Valor adicionado bruto líquidos (1.504) 1.032 (472) acionistas na Assembleia Geral, é assim demonstrada: Retenções Lucro operacional 111.968 111.968 (107.338) (97.103) 2012 Depreciações e amortizações Receitas financeiras 22.522 22.522 Lucro líquido do exercício 42.698 Valor adicionado líquido produzido Despesas financeiras (47.022) (47.022) Reserva legal (2.135) pela Sociedade 468.287 506.176 Equivalência patrimonial (4.336) (4.336) Lucro líquido do exercício após reserva legal 40.563 Valor adicionado recebido em Lucro antes da contribuição Total de dividendos propostos (R$ 4,72894 por lote de mil ações transferência 83.132 83.132 ordinárias e R$ 32,28000 por lote de mil ações preferenciais) social e do imposto de renda 10.140 Aluguéis e royalties 18 18 Contribuição social e imposto Retenção de lucro 30.423 Equivalência patrimonial 26.021 (4.336) de renda 4. LUCRO POR AÇÃO Receitas financeiras 8.061 22.522 Corrente (30.274) (30.274) 2012 2011 34.100 18.204 1.822 1.822 Lucro básico e diluído por ação Diferido 42.698 54.680 Valor adicionado total a distribuir 502.387 524.380 (28.452) (28.452) Lucro líquido da Sociedade Lucro líquido do exercício 54.680 54.680 Média ponderada das ações em circulação (em Distribuição do valor adicionado 1.571.958 811.623 Pessoal e encargos 316.006 63 292.129 56 b) Os estoques são demonstrados ao custo médio de aquisição que não milhares) superam o valor realizável líquido. c) Os investimentos em controladas es- Lucro básico e diluído por lote de mil ações - R$ Impostos, taxas e contribuições 76.740 15 105.282 19 27,16 67,37 (ações ordinárias e preferenciais) tão demonstrados pelo método de equivalência patrimonial e os demais Despesas financeiras e aluguéis 66.943 13 72.289 14 Dividendos 10.140 2 25.000 5 As demonstrações financeiras na íntegra, auditadas pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, devidamente acompanhadas de parecer, Lucros retidos 32.558 6 29.680 6 encontram-se à disposição na sede da sociedade. 502.387 100 524.380 100 Valor adicionado distribuído José Carlos Layber de Oliveira - Contador - CRC 1SP185528/O-7 A DIRETORIA As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 606.285 1.816.290


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

e Varejo deve recorrer às novas tecnologias

O melhor atendimento só pode ser alcançado se o varejo conseguir reduzir perdas e eliminar desperdícios. Orlando Cattini, professor da FGV-EAESP

conomia

Especialistas reunidos em seminário do Centro de Excelência em Varejo da FGV afirmam que se deve recorrer a um sistema integrado de lojas físicas e de recursos online para conquistar os consumidores Paula Cunha

rintendente da ECR Brasil, a eficiência na gestão do varejo passou por profunda transforpesar das crises dos mação depois que os consuúltimos anos, o cres- midores tiveram crescimento cimento do comércio de renda e mais acesso às inmundial continua ex- formações. Ele lembrou que, pressivo e a sobrevivência tan- há algumas décadas, era a into do grande quanto do peque- dústria que ditava o ritmo das no varejista depende mais do relações com os consumidoque nunca de estratégias que res ao criar os produtos espevisem não só aumentar a pro- rando que os compradores se dutividade e eficácia em sua adequassem a eles. Atualgestão como também utilizar mente, é o comércio quem traferramentas que antecipem as va um melhor relacionamento necessidades dos consumido- com os compradores em rares. Tudo isso deve ser integra- zão da maior proximidade endo por um sistema que inclui lo- tre os dois e consegue antecijas físicas e todos os recursos do par seus desejos. Em sua palestra "Viabilizanuniverson online. Por isso, o Centro de Exce- do a eficiência pela colaboralência em Varejo da Fundação ção", o executivo ressaltou a Getúlio Vargas (GVcev) reali- necessidade de troca de expezou ontem o seminário "Pro- riências e estratégias entre os dutividade e eficácia no vare- dois canais para que eles posjo", no qual especialistas abor- sam atender com mais rapidaram estratégias a serem dez um público cada vez mais adotadas para enfrentar a específico e exigente. "O procompetitividade cada vez cesso para se atingir a colabomaior no comércio brasileiro e ração entre todos os membros da cadeia, que vai da indústria em escala global. Roberto Matsubayashi, ge- até o comércio, é complexo e rente de Inovação e Alianças precisa ser atingido através Estratégicas da GS1 Brasil de ações conjuntas destes (antiga Associação Brasileira dois atores", disse Czapski. de Automação), ressaltou que Para atingir esta meta, ineste avanço dústria e cot ec no l óg ic o mércio precicada vez sam criar esmais rápido tratégias aliA colaboração em todo o nhadas e entre todos os mundo está compartilhar p r ov o c an d o membros da cadeia informações, mudanças o que ainda é (indústria e profundas no difícil atualcomércio) precisa v a r e j o . S emente entre ser atingida através as duas pargundo ele, a de ações conjuntas. t e s , d i s s e g r a n d e d i f iculdade que Czapski. CLAUDIO CZAPSKI, ECR BRASIL. os varejistas Além disso, é brasileiros necessário enfrentam atualmente é esco- superar as iniciativas de ação lher sua plataforma de nego- que compreendem apenas o ciações online porque muitos curto prazo e modificar panão conseguem definir seu drões de atuação de equipes e perfil de negócios nem conhe- de diferenças de ritmo que cer bem o seu consumidor. existem entre a atuação do vaEstes dois itens são funda- rejo, do setor produtivo e dos mentais para a escolha dos consumidores, que na sua opiinstrumentos adequados de nião passaram a exigir produatendimento e de fidelização tos com características espedos clientes. cíficas e serviços eficientes. Ao mesmo tempo, o gerente Per da s – O melhor atendida GS1 Brasil afirmou que é mento e a capacidade de antenecessário um sistema de cipar os desejos dos clientes gestão adequado ao perfil de só podem ser alcançados, secada empreendimento e que gundo o professor da FGVas ferramentas escolhidas de- EAESP, Orlando Cattini, se o vem auxiliar em todas as eta- varejo conseguir reduzir perpas de administração, como o das e eliminar desperdícios. relacionamento com os clien- Inicialmente, o empreendetes e com os fornecedores, dor tem que identificar a oribem como técnicas de logísti- gem de suas perdas, que vão ca e uso de ferramentas tec- além das mais conhecidas nológicas, como código de (furtos) e incluem fraudes e barras e de compartilhamento ineficiência. de informações. Cattini ressaltou que dentro Comunicação – Outra estra- das rotinas diárias de trabalho tégia essencial, segundo Mat- do comerciante de todos os subayashi, é utilizar ao mes- portes é preciso relacionar ermo tempo todos os meios de ros administrativos, falhas na comunicação com os consu- precificação dos produtos, midores. Assim, além das lo- quebras, sobras e obsolescênjas físicas, o varejista deve uti- cia de estoques. Segundo ele, lizar sites, redes sociais, mí- já existem tecnologias e prodias móveis para iPhones, to- cessos adequados para auxidos integrados com padrões liar tanto pequenos e grandes de ações compostos da identi- empreendedores. Outros reficação precisa das ofertas de cursos para elevar os ganhos produtos e promoções. A tra- em tempo de crescimento da jetória escolhida, que passa competitividade são o uso de do meio físico para o virtual e tecnologias de capturas de vice-versa, deve levar em con- dados que possam dar ao emta as características e as ne- presário visão mais profunda cessidades dos clientes. dos clientes e de seus produPara Claudio Czapski, supe- tos e serviços.

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ECONOMIA/LEGAIS - 17

C.N.P.J. nº 62.545.686/0001-53 RELATÓRIO DA DIRETORIA Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas as demonstrações contábeis dos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2012 e de 2011. Permanecemos a inteira disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 - (Em milhares de Reais) Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Dividendos a receber Demais contas a receber Despesas antecipadas Total do ativo circulante Não circulante Sociedades relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Impostos a recuperar Depósitos judiciais Despesas antecipadas Investimentos Controladas Coligadas Outros Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante

Total do ativo

2012

2011 Passivo Circulante 45.588 32.306 Financiamentos 26.852 33.440 Fornecedores 152.476 167.721 Salários e encargos sociais 93.208 110.048 Obrigações tributárias 53.643 39.945 Dividendos propostos a pagar 29 .202 1.640 Imposto de renda e contribuição social a pagar 332 647 Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 6.037 5.493 407.338 391.240 Demais contas a pagar Total do passivo circulante 346.448 349.410 Não circulante 41.975 50.876 Financiamentos 15.120 29.477 Sociedades relacionadas 3.033 2.822 Imposto de renda e contribuição social diferidos 4.963 7.307 Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 411.539 439.892 Benefícios pós-emprego Demais contas a pagar 1.908.129 1.714.033 Total do passivo não circulante 2.020 2.105 360 360 Patrimônio líquido 345.091 368.027 Capital social 68.133 13.539 Reserva de reavaliação 2.323.733 2.098.064 Reservas de lucros 2.735.272 2.537.956 Ajustes de avaliação patrimonial Ajustes acumulados de conversão Total do patrimônio líquido Total do passivo e do patrimônio líquido 3.142.610 2.929.196 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

2012

2011

152.294 326.355 37.872 3.250 40.251 -

252.640 102.597 40.825 2.797 26.037 4

521 5.492 566.035

2.019 426.919

192.644 5.858 1.343

261.909 7.867 1.464

16.323 6.602 891 223.661

19.635 3.958 647 295.480

1.393.570 572 946.136 15 12.621 2.352.914 3.142.610

1.393.570 653 816.883 117 (4.426) 2.206.797 2.929.196

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido por ação) 2012 2011 Receita líquida de vendas e serviços 926.254 807.976 Custos dos produtos vendidos e dos serviços (718.641) (666.722) prestados Lucro bruto 207.613 141.254 Receitas (despesas) operacionais Com vendas e comerciais (61.163) (54.842) Gerais e administrativas (124.316) (107.143) Resultado na venda de bens (762) 211 108 154 Outros resultados operacionais, líquidos Lucro (prejuízo) operacional 21.480 (20.366) Receitas financeiras 47.661 65.186 Despesas financeiras (38.416) (63.319) Equivalência patrimonial 146.600 116.789 Lucro antes da contribuição social e do imposto 177.325 98.290 de renda Contribuição social e imposto de renda Corrente 775 5.054 Diferido (8.779) 5.856 (8.004) 10.910 Lucro líquido do exercício 169.321 109.200 Lucro líquido por ação do capital social 4,82 3,11 (média ponderada do exercício) - R$ As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS ABRANGENTES EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de Reais) 2012 2011 Lucro líquido do exercício 169.321 109.200 Reservas Outros resultados Ajustes de avaliação patrimonial (102) 1.591 de lucros abrangentes Ajustes acumulados de conversão 17.047 14.171 Ajuste de Ajustes 186.266 124.962 Capital Reserva de Retenção avaliação acumulados Lucros Patrimônio Resultado abrangente do exercício social reavaliação Legal de lucros patrimonial de conversão acumulados líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Saldos em 31 de dezembro de 2010 1.073.570 740 5.627 727.903 (1.474) (18.597) - 1.787.769 DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO Aumento de capital em dinheiro 320.000 320.000 EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 Realização da reserva de reavaliação de ativo (Em milhares de Reais) próprio e de controlada, líquido dos efeitos tributários (87) 87 2012 2011 Retenção da realização de reserva de reavaliação, líquida dos efeitos tributários 87 (87) - Fluxo de caixa das atividades operacionais 169.321 109.200 Lucro líquido do exercício 109.200 109.200 Lucro líquido do exercício Ajustes para reconciliar o lucro líquido ao caixa Destinação do resultado líquido: gerado pelas atividades operacionais Reserva legal - 5.463 (5.463) Equivalência patrimonial (146.600) (116.789) Dividendos propostos (R$ 0,7388 por ação ordinária) (25.934) (25.934) Depreciações e amortizações 46.953 44.803 Retenção de resultados 77.803 (77.803) Créditos de PIS e COFINS sobre depreciação 2.121 2.210 Outros resultados abrangentes: Juros, variações monetárias e cambiais 43.356 25.524 Ajustes de avaliação de instrumentos financeiros 1.591 1.591 Imposto de renda e contribuição social diferidos 8.779 (5.856) Conversão de moeda estrangeira de controladas no Resultado na venda de bens 762 (211) 14.171 14.171 exterior Outros (2) 756 Saldos em 31 de dezembro de 2011 1.393.570 653 11.090 805.793 117 (4.426) - 2.206.797 Dividendos recebidos de controladas 16.438 83.801 Lucro líquido do exercício 169.321 169.321 (Aumento) diminuição no ativo circulante Outros resultados abrangentes: Contas a receber de clientes 15.245 (17.677) Ajustes de avaliação de instrumentos financeiros (102) (102) Estoques 3.297 (22.635) Conversão de moeda estrangeira de controladas no 17.047 17.047 exterior Impostos a recuperar (13.698) (4.740) Resultado abrangente do exercício (102) 17.047 169.321 186.266 Demais contas a receber 315 466 Realização da reserva de reavaliação de ativo próprio Despesas antecipadas (544) (1.618) e de controlada, líquido dos efeitos tributários (81) 81 - Aumento (diminuição) no passivo circulante Retenção da realização de reserva de reavaliação, Fornecedores 223.758 30.567 líquida dos efeitos tributários 81 (81) Salários e encargos sociais (2.953) 4.089 Destinação do resultado líquido: Obrigações tributárias 453 587 Reserva legal - 8.466 (8.466) Imposto de renda e contribuição social (4) (693) Dividendos propostos (R$ 1,1438 por ação ordinária) (40.149) (40.149) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 521 - 120.706 (120.706) Retenção de resultados Demais contas a pagar 3.473 877 1.393.570 572 19.556 926.580 15 12.621 - 2.352.914 (Aumento) diminuição no ativo não circulante Saldos em 31 de dezembro de 2012 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Impostos a recuperar 14.357 (4.258) Depósitos judiciais (211) (128) DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 Despesas antecipadas 2.344 (3.535) (Em milhares de Reais, exceto as porcentagens) Aumento (diminuição) no passivo não circulante 2012 % 2011 % 2012 % 2011 % Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas (3.312) (2.979) Valor adicionado líquido produzido Receitas Benefícios pós-emprego 2.644 pela Sociedade 227.387 148.015 Receita bruta de vendas e serviços, Demais contas a pagar 244 798 Valor adicionado recebido em exceto aluguéis e royalties 1.202.544 1.054.705 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 387.057 122.559 transferência Abatimentos, descontos e devoluções (12.456) (10.310) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Equivalência patrimonial 146.600 116.789 Provisão para créditos de liquidação Aplicações financeiras, líquidas de resgates 6.588 (33.440) Aluguéis e royalties 1.216 duvidosa - Reversão (constituição) (102) 137 Aquisição de investimentos, líquido (100.473) 47.661 65.186 Receitas financeiras (762) 211 Resultado na venda de bens Aporte de capital em controlada (21.909) (230.000) 195.477 181.975 1.189.224 1.044.743 Aquisição de imobilizado (16.318) (15.198) 422.864 329.990 Valor adicionado total a distribuir Insumos adquiridos de terceiros Aumento no intangível (4.505) (4.644) Distribuição do valor adicionado Matérias-primas consumidas (804.819) (749.246) Receita com a venda de bens 659 1.055 Pessoal e encargos 127.324 30 113.864 34 Caixa líquido utilizado pelas atividades de Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (104.422) (99.444) Impostos, taxas e contribuições 75.148 18 31.447 10 investimentos (135.958) (282.227) (3.522) (1.025) Recuperação (perda) de valores de ativos Despesas financeiras e aluguéis 51.071 12 75.479 23 Fluxo de caixa das atividades de financiamentos (912.763) (849.715) Dividendos e juros sobre capital próprio Financiamentos distribuídos 40.149 9 25.935 8 276.461 195.028 Valor adicionado bruto Captação 115.373 103.364 129.172 31 83.265 25 Lucros retidos Retenções Amortização (286.718) (260.345) 422.864 100 329.990 100 Valor adicionado distribuído (49.074) (47.013) Depreciações e amortizações Juros pagos (41.490) (67.863) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Dividendos pagos (25.935) (14.154) Aporte de capital - 320.000 NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Em milhares de Reais, exceto quando de outra forma mencionado) Sociedades relacionadas 953 48.767 1. CONTEXTO OPERACIONAL - A Oxiteno S.A. – Indústria e Comércio cido, quando aplicável, dos rendimentos ou encargos e variações mo- Caixa líquido gerado (utilizado) pelas atividades (“Sociedade”) tem por atividade a fabricação de óxido de eteno e seus netárias incorridos. 3. PATRIMÔNIO LÍQUIDO - a. Capital social - O ca- de financiamentos (237.817) 129.769 derivados, produtos químicos, sulfatados e sulfonados e especialida- pital social subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2012 e de Aumento (diminuição) em caixa e equivalentes des químicas, além da comercialização, exportação e distribuição de 2011, era representado por 35.102.127 ações ordinárias nominativas de caixa 13.282 (29.899) produtos petroquímicos e químicos em geral. A Sociedade, diretamente sem valor nominal. b. Reserva de reavaliação - A reserva de reavalia- Caixa e equivalentes de caixa no inicio do ou através de suas controladas, possui plantas nos Pólos Petroquími- ção reflete a reavaliação de ativos próprios e de controladas e é realiza- exercício 32.306 62.205 cos de Mauá - SP, Camaçari - BA e Triunfo - RS, planta localizada em da com base nas depreciações, baixas ou alienações dos respectivos Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 45.588 32.306 Tremembé - SP e Suzano - SP, em Guadalajara, Coatzacoalcos e San bens reavaliados, considerando-se, ainda, os seus efeitos tributários. c. Informações adicionais: Juan Del Rio no México, em Santa Rita na Venezuela, em Montevidéu Reserva de lucros - Reserva legal - Conforme a Lei das Sociedades Dívida de controlada adquirida 39.843 no Uruguai e em Pasadena nos Estados Unidos da América. 2. RE- por Ações, a Sociedade apropria 5% do seu lucro líquido anual para As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. SUMO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS - As demonstrações reserva legal, até esta atingir 20% do valor do capital social. Essa re- é reconhecida diretamente no patrimônio líquido. Esse efeito acumulado financeiras estão sendo apresentadas de acordo com as práticas con- serva pode ser usada para aumento de capital ou absorção de perdas, é revertido para o resultado do exercício como ganho ou perda somente tábeis adotadas no Brasil (“BR GAAP”), conforme emitidas pelo Comitê porém não pode ser usada para distribuição de dividendos. Reserva de em caso de alienação ou baixa do investimento. e. Dividendos e destide Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) e aprovadas pela Comissão de retenção de lucros - É destinada à aplicação em investimentos previstos nação do lucro líquido do exercício - O Estatuto prevê a distribuição Valores Mobiliários (“CVM”). As demonstrações financeiras são apre- em orçamento de capital, principalmente em expansão, produtividade e de dividendo mínimo anual obrigatório de 25% sobre o lucro líquido. A sentadas em Reais, que é a moeda funcional da Sociedade. As práticas qualidade, aquisições e novos investimentos, em conformidade com o proposta de dividendos reconhecida nas demonstrações financeiras da contábeis descritas a seguir foram aplicadas pela Sociedade e suas artigo 196 da Lei das Sociedades por Ações e inclui tanto a parcela do Sociedade é assim demonstrada: controladas de maneira consistente a todos os exercícios apresenta- lucro líquido do exercício como a realização da reserva de reavaliação. 2012 dos nessas demonstrações financeiras. As principais práticas contábeis d. Outros resultados abrangentes - Ajustes de avaliação patrimonial Lucro líquido do exercício 169.321 adotadas na preparação das demonstrações financeiras estão detalha- - São reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, na conta ajus- Reserva legal (8.466) das a seguir: a) O resultado é apurado pelo princípio da competência tes de avaliação patrimonial as diferenças entre o valor justo e o custo Lucro líquido do exercício após reserva legal 160.855 de exercícios. b) Os estoques são demonstrados pelo valor de custo amortizado das aplicações financeiras classificadas como disponíveis Dividendos propostos a pagar (R$ 1,1438 por ação ordinária) 40.149 ou valor realizável líquido, dos dois o menor. c) As participações em para venda. Os ganhos e perdas registrados no patrimônio líquido são Retenção de lucros 120.706 controladas são avaliadas pelo método da equivalência patrimonial nas reclassificados para o resultado, caso ocorra a liquidação antecipada 4. LUCRO POR AÇÃO demonstrações financeiras individuais e os demais investimentos estão dos instrumentos financeiros. Ajustes acumulados de conversão de mo- Lucro básico e diluído por ação 2012 2011 demonstrados ao custo de aquisição, deduzido de provisão para per- eda estrangeira - A variação de taxas de câmbio sobre os ativos, pas- Lucro líquido da Sociedade 169.321 109.200 das, caso estas não sejam consideradas temporárias. d) O imobilizado sivos e resultados de controladas no exterior com (i) moeda funcional Média ponderada das ações em circulação (em milhares) 35.102 35.102 é registrado ao custo de aquisição ou construção, incluindo encargos diferente da moeda funcional da Sociedade e (ii) administração própria, Lucro básico e diluído por ação - R$ (ações ordinárias) 4,82 3,11 financeiros incorridos sobre imobilizações em andamento. As depreciações são calculadas pelo método linear, levando em consideração a As demonstrações financeiras na íntegra, auditadas pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, devidamente acompanhadas de parecer, encontram-se à disposição na sede da sociedade. vida útil dos bens, que é revisada anualmente. e) Os demais ativos e DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E DE 2011 (Em milhares de Reais, exceto os dividendos por ação)

A DIRETORIA

passivos são demonstrados pelos valores realizáveis e exigíveis, acres-

José Carlos Layber de Oliveira - Contador - CRC 1SP185528/O-7

Pavia Pavimentos e Vias S.A. CNPJ nº 03.966.358/0001-61

Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012. A Companhia agradece aos seus clientes, fornecedores e colaboradores pelo apoio e confiança depositados e coloca-se à disposição dos senhores Acionistas para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que eventualmente considerem necessários. São Paulo 15 de abril de 2013. A Administração. ATIVO Circulante Tributos e Contribuições a Compensar Total do Ativo

2012 413.319,65 413.319,65 413.319,65

2011 413.319,65 413.319,65 413.319,65

PASSIVO Circulante Obrigações Perante Sociedade por Conta Participação Patrimônio Líquido Capital Social Reserva de Lucros Prejuizos Acumulados

2012

2011

248.809,25 248.809,25

207.802,99 207.802,99

200.000,00 200.000,00 5.516,66 (35.489,60) 164.510,40 205.516,66 1) Contexto Operacional: Trata-se de sucursal da Pavia - Pavimentos e Vias S.A., com Total do Passivo 413.319,65 413.319,65 As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações sede em Lisboa, Portugal, autorizada a funcionar no Brasil através da Portaria número 551 emitida pelo Ministério de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em 28 de junho de 2000, tendo como objeto social a construção, conservação e reparação de toda classe de vias de comunicação, incluindo aeroportos e portos marítimos, e bem assim, de 2012 e 2011 (Valores Expressos em Reais) de pavimentação de várias naturezas e das obras subsequentes ou daquelas derivadas, Reserva de Lucros (Prejuízos) Capital Social Lucros Acumulados Total dirigindo-se às atividades da empresa, quer ao setor público, quer ao setor privado. No Descrição 200.000,00 8.543,09 - 208.543,09 decorrer do exercício de 2007 a matriz sediada em Portugal foi declarada insolvente e Saldo em 31/12/10 Resultado do Exercício (3.026,43) (3.026,43) encontra-se em processo de liquidação judicial, implicando na incerteza da continuidade das operações da sucursal no Brasil. 2) Elaboração e Apresentação das Demonstrações Transferência para (3.026,43) 3.026,43 Contábeis: As demonstrações financeiras foram elaboradas em conformidade com as Reserva de Lucros 200.000,00 5.516,66 - 205.516,66 práticas contábeis adotadas no Brasil, contemplando as alterações promovidas pela Lei Saldo em 31/12/11 Resultado do Exercício (41.006,26) (41.006,26) 11.638/07 e Medida Provisória 449/08. 3) Principais Práticas Contábeis: A preparação Transferência para de demonstrações contábeis requer o uso, pela Administração da Sociedade, de estimativas Reserva de Lucros (41.006,26) 41.006,26 e premissas que afetam os saldos ativos e passivos, a divulgação de contingências ativas Saldo em 31/12/12 200.000,00 (35.489,60) - 164.510,40 e passivas na data-base e o registro das receitas e despesas dos exercícios. Como o As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações julgamento da Administração envolve a determinação de estimativas relacionadas à 2012 2011 probabilidade de eventos futuros, os resultados reais eventualmente podem divergir COFINS a Compensar 16.529,26 16.529,26 dessas estimativas. a) Sumário das principais práticas contábeis: a.1) Apuração do PIS a Compensar 3.581,34 3.581,34 resultado: O resultado é apurado em conformidade com o regime contábil da competência IRRF a Compensar 214.477,68 214.477,68 do exercício; a.2) Ativos e passivos circulantes e não circulantes: Os ativos são CSLL a Compensar 178.731,37 178.731,37 apresentados pelo valor de custo ou realização, incluindo quando aplicável, as variações Total 413.319,65 413.319,65 monetárias ou cambiais e os correspondentes rendimentos auferidos. Os passivos são 5) Capital Social: O capital social destacado pela Pavia Pavimentos e Vias S.A., com demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos sede em Lisboa, Portugal, é de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), totalmente subscrito e correspondentes encargos, variações monetárias ou cambiais incorridos. 4) Tributos e integralizado, em moeda corrente nacional. Contribuições a Compensar: Celso Jesus Sampaio de Moraes - Contador - CRC 122703/O-3 SP

Receita Bruta 2012 Deduções de Receitas Impostos Incidentes sobre a Receita Receita Líquida Custo dos Serviços Prestados Lucro Bruto Receitas (Despesas) Operacionais Outras Despesas Líquidas (41.006,26) Prejuízo Operacional (41.006,26) Prejuízo antes do Imposto de Renda e Contribuição Social (41.006,26) Imposto de Renda e Contribuição Social Prejuízo Líquido (41.006,26) As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações

2011 (3.026,43) (3.026,43) (3.026,43) (3.026,43)

Demonstração dos Fluxos de Caixa dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 (Valores Expressos em Reais) Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 2012 2011 Ajustes para Conciliar o Resultado Prejuízo Líquido do Exercício 41.006,26 3.026,43 Acréscimo (Decréscimo) de Passivos: Obrigações Perante SCP (41.006,26) (3.026,43) Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Financiamento Aumento (Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Exercício Caixa e Equivalentes de Caixa no Final do Exercício Aumento (Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes de Caixa As notas explicativas são parte integrante destas demonstrações

CIA TEXTIL NIAZI CHOHFI

CNPJ. 60.397.361/0001-45 Relatório da Diretoria Senhores Acionistas.: Em Cumprimento as Disposições Legais e Estatutarias, temos a satisfação de apresentar as Demonstrações Financeiras , referente ao Exercicio Encerrado em 31 de Dezembro de 2012. Permanecemos outrossim a inteira disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimento que porventura se façam necessarios. São Paulo, 28 de Março de 2013. Demonstração do Resultado em 31/12/2012 Balanço Patrimonial Encerrado em 31/12/2012 Ativo: Ativo Circulante 2012 2011 Passivo: Passivo Circulante 2012 2011 1 ( + ) Receita Operacional Bruta 2012 2011 Caixa e Bancos 248.821,46 171.104,90 Circulante Vendas de Mercadorias 35.695.893,19 100.940.371,04 Dupl. a Receber 1.354.408,65 6.164.022,67 Fornecedores 177.673.231,13 150.954.113,92 2 ( - ) Deduções de Renda Bruta 9.996.663,08 27.779.641,37 Estoques 209.987.634,81 182.550.530,69 Obrig. Sociais Fiscais 448.674,27 910.388,95 ICMS 6.260.607,51 17.704.643,09 Outros Creditos 10.830.763,01 6.484.999,16 178.121.905,40 151.864.502,87 PIS S/Faturamento 588.864,49 1.665.260,67 Despesas Exerc.Seguinte 104.040,70 92.707,10 Passivo Não Circulante COFINS 2.712.345,55 7.670.291,54 222.525.668,63 195.463.364,52 Financ.A Longo Prazo Vendas Canceladas 528.854,11 899.823,06 Ativo Não Circulante: Imobilizado Financiamentos 60.542.197,31 60.175.601,07 ( - ) Icms S/Vendas Canceladas (94.008,58) (160.376,99) Bens Moveis, Imoveis e Invest. 7.579.516,12 7.351.214,37 60.542.197,31 60.175.601,07 3 ( = ) Receita Operacional Liquida 25.699.230,11 73.160.729,67 ( - ) Deprec. Amort.Acumulado (2.516.681,56) (2.014.826,95) Patrimonio Liquido 4 ( - ) C. M. V 12.690.346,38 50.393.218,90 5.062.834,56 5.336.387,42 Capital Social Itangiveis 5 ( = ) Resultado Bruto 13.008.883,73 22.767.510,77 Capital Subscrito 2.100.000,00 2.100.000,00 Marcas Pat.,Diret.Uso Telef 255.507,53 255.507,53 6 ( - ) Despesas Operacionais 13.428.602,37 21.436.267,05 2.100.000,00 2.100.000,00 Diferido Despesas C/Vendas 23.500,76 51.865,35 Correc.Monet.Dif.Ipc/Btnf 540.578,57 540.578,57 Reservas Despesas C/ Pessoal 8.033.364,96 13.511.816,96 Lucros Exercicio 164.752,48 1.090.312,21 Depreciação Dif. Ipc/Btnf 1.357,35 1.357,35 Despesas Administrativas 3.839.513,60 5.565.923,82 Prejuizo Acumulado (12.542.908,55) (13.633.220,76) 541.935,92 541.935,92 Depreciação 501.854,61 452.669,64 -12.378.156,07 -12.542.908,55 Total do Ativo 228.385.946,64 201.597.195,39 Despesas Financeira 727.161,02 1.410.955,07 Total Do Passivo 228.385.946,64 201.597.195,39 Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulados em 31/12/2012 Despesas Tributaria 274.193,24 380.601,19 Notas Explicativas 2011 2012 Despesas Indedutiveis 29.014,18 62.435,02 1) Práticas Contabeis: As principais práticas contábeis adotadas 7 ( + ) Outras Rec. Operacionais Saldo Anterior de 650.649,54 87.616,84 Prejuízo Acumulados (13.349.530,75) (12.542.908,55) pela Cia para elaboração das demonstrações Financeiras são as Outras Receitas 650.649,54 87.616,84 seguintes: a) Estoques:- são avaliados ao custo médio da aquisição. b) 8 ( = ) Lucro Antes Das Prov.IRPJ/CSLL Ajustes de Exercícios Anteriores 230.930,90 1.418.860,56 As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com a lei n° 9 ( - ) Prov do IRPJ e CSLL 66.178,42 328.548,35 Processo de Impostos (283.690,01) 6404/76 e suas alterações e legislação em vigor. c) O ativo permanente 10 ( = ) Lucro / Prejuizo do Exercicio 164.752,48 1.090.312,21 Lucro Líquido do Exercício está registrado ao valor do custo e corrigido monetariamente até 1995. Lucro do Exercício 1.090.312,21 R$ 164.752,48 Reginaldo Chohfi - Dir.Presidente As depreciações e Amortizações são calculadas pelo método Linear com Prejuízo Acumulado (12.542.908,55) (12.378.156,07) base na vida útil dos bens. São Paulo, 28 de Março de 2013 Marcia Pereira dos Santos - TC. CRC 1SP187961/0-2

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18 -.ECONOMIA/LEGAIS

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sexta-feira, 26 de abril de 2013


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FDE AVISA TOMADAS DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Projetos: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - QUANTIDADE DE PRÉDIOS - ÁREA TOTAL MÉDIA (M²)/PRÉDIO - PRAZO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00641/12/02 - Elaboração dos Projetos Executivos de Hidráulica e Elétrica Referentes aos Sistemas de Segurança Contra Incêndio e Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas - SPDA - com Aprovação do Projeto Técnico no Corpo de Bombeiros - Região 5 - 9 - 2.175 - 720 - 14:00 - 27/05/2013. 46/00643/12/02 - Elaboração dos Projetos Executivos de Hidráulica e Elétrica Referentes aos Sistemas de Segurança Contra Incêndio e Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas - SPDA - com Aprovação do Projeto Técnico no Corpo de Bombeiros - Região 7 - 18 - 1.674 - 720 - 14:30 - 27/05/2013. 46/01448/12/02 - Elaboração de Projeto Executivo de Acessibilidade e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança - Região 9 - 13 -2.426 - 720 - 15:00 - 27/05/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 26/04/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

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FDE AVISA CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Construção de Prédio Escolar em Estrutura Pré-Moldada de Concreto: CONCORRÊNCIA Nº - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/01287/13/01 - Terreno Ch. Ana Jacinta - Rua Santina de Souza Oliveti, s/nº - Cep: 19064-290 - Ana Jacinta - Presidente Prudente/SP - 270 - 3.156,77 - R$ 525.190,00 - R$ 52.519,00 - 15:30 - 27/05/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 26/04/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

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FDE AVISA TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/ PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 72/00467/13/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE/CEL Dona Zalina Rolim - Rua Dr. Luiz Carlos, 740 - Cep: 03505-000 Vila Aricanduva - São Paulo/SP - 210 - R$ 101.830,00 - R$ 10.183,00 - 09:30 - 13/05/2013. 73/00646/13/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Prof. Luiz Simioni Sobrinho - Rua Francisco Lopes Pinto, 282 - Cep: 04649-110 - Jd. Prudência - São Paulo/SP - 210 - 62,21 - R$ 118.090,00 - R$ 11.809,00 - 10:00 - 13/05/2013. 69/01236/13/02 - Reforma de Prédio Escolar - EE Dr. Edgar Raimundo da Costa - Travessa Orlando Justino D'aquino, 1.372 - Cep: 16800-000 - Centro - Mirandópolis/SP - 180 - R$ 48.445,00 - R$ 4.844,00 - 10:30 - 13/05/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 26/04/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

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FDE AVISA Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00368/13/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE KIT DE FERRAMENTAS PARA LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS - CICLO II - ENSINO FUNDAMENTAL. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Kit de Ferramentas para Laboratório de Ciências - Ciclo II - Ensino Fundamental. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 26/04/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 10/05/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 26/04/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente

CNPJ Nº 04.732.840/0001-08 BALANÇO ANO 2012 ATIVO

31/12/2012

31/12/2011 ii. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos 1.014.190 financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da 2.296.592 1.359.420 data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de 1.534.845 0 alteração no valor, e são utilizadas na realização das obrigações de curto 115.893 504.362 prazo. 398.507 160.324 iii. Empréstimos e recebíveis 107.153 3.038.295 Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou 4.452.990 calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Quando existentes, tais 2.711.453 ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de 2.711.453 5.890 quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, 12.180 435.434 os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através 313.029 0 do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução 225.058 3.152.776 ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e 3.261.719 6.191.071 equivalentes de caixa e clientes e outros créditos. 7.714.709 iv. Passivos financeiros não derivativos PASSIVO 31/12/2012 31/12/2011 Quando existentes, a Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. A CIRCULANTE 1.033.164 Empréstimos e financiamentos 562.961 Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações 114.230 Fornecedores 126.582 contratuais retirada, cancelada ou vencida. 320.678 113.357 A Companhia classifica os passivos financeiros não derivativos na Obrigações fiscais 541.367 558.633 categoria de outros passivos financeiros. Tais passivos financeiros são Obrigações sociais 2.011.145 1.405.416 reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos Adiantamento de clientes 4.020.585 2.766.949 de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos Total do Circulante financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos NÃO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos 112.893 100.841 juros efetivos. Parcelamento de tributos 33.436 75.325 A Companhia tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: Outros de longo prazo 0 11.878 fornecedores e outras contas a pagar. Total do Não Circulante 146.328 188.044 v. Capital social Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Custos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social 1.100.000 1.100.000 adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações e opções de ações Reserva Legal 166.936 126.976 são reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquido de Reserva de Lucros 1.481.649 1.100.614 quaisquer efeitos tributários. Lucro do Exercício 799.211 908.490 Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são Total do Patrimônio líquido 3.547.796 3.236.079 reconhecidos como passivo quando aplicável. TOTAL PASSIVO 7.714.709 6.191.071 c. Imobilizado i. Reconhecimento e mensuração 31/12/2012 31/12/2011 Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao 31 DE DEZEMBRO valor recuperável (impairment) acumuladas. 10.223.032 6.670.131 O custo inclui gastos que são diretamente atribuível à aquisição de um RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (6.040.288) (3.048.328) ativo. CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS 4.182.744 3.621.803 Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas LUCRO BRUTO são registradas como itens individuais (componentes principais) de RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS (772.493) Vendas (353.402) imobilizado. (2.524.193) (2.235.620) ii. Depreciação Gerais e administrativas (69.590) (59.373) Itens do ativo imobilizado são depreciados pelo método linear no resultado Tributárias Outras receitas (despesas), líquidas 656.102 (125) do exercício baseado na vida útil econômica estimada de cada LUCRO ANTES DO RESULTADO 1.472.571 973.283 componente. Terrenos não são depreciados. Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são FINANCEIRO E DOS IMPOSTOS instalados e estão disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos RESULTADO FINANCEIRO Receitas financeiras 49.906 110.925 internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está Despesas financeiras (310.730) (175.718) disponível para utilização. (260.824) (64.793) As vidas úteis estimadas para o exercício corrente e comparativos são as LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA 1.211.747 908.490 seguintes: · Máquinas e equipamentos 3 - 12 anos E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 5 - 10 anos Imposto de renda e contribuição social (412.536) - · Móveis e utensílios Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão correntes LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 799.211 908.490 revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. d. Ativos intangíveis NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS i. Pesquisa e desenvolvimento 1 Contexto operacional A sociedade tem por objeto social a prestação de serviços de automação Gastos em atividades de pesquisa, realizados com a possibilidade de de sistemas, integração de sistemas, desenvolvimento de software, ganho de conhecimento e entendimento científico ou tecnológico, são industrialização e comercialização de produtos e equipamentos de reconhecidos no resultado conforme incorridos. informática e automação, bem como importação e exportação de produtos, Atividades de desenvolvimento envolvem um plano ou projeto visando a produção de produtos novos ou substancialmente aprimorados. Os gastos serviços e equipamentos de informática e automação em geral. de desenvolvimento são capitalizados somente se os custos de 2 Base de preparação desenvolvimento puderem ser mensurados de maneira confiável, se o a. Declaração de conformidade As demonstrações financeiras da Companhia compreendem as produto ou processo forem técnica e comercialmente viáveis, se os demonstrações financeiras individuais preparadas de acordo com as benefícios econômicos futuros forem prováveis, e se a Companhia tiver a práticas contábeis adotadas no Brasil, BRGAAP. As práticas contábeis intenção e os recursos suficientes para concluir o desenvolvimento e usar adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação ou vender o ativo. Os gastos capitalizados incluem o custo de materiais, societária brasileira e os Pronunciamentos, as Orientações e as mão de obra direta, custos de fabricação que são diretamente atribuíveis à Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC preparação do ativo para seu uso proposto, e custos de empréstimo. Outros gastos de desenvolvimento são reconhecidos no resultado e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. A emissão das demonstrações financeiras individuais foi autorizada pela conforme incorridos. Os gastos de desenvolvimento capitalizados são mensurados pelo custo, Diretoria em 19 de abril de 2013. deduzido da amortização acumulada e perdas por redução ao valor b. Base de mensuração As demonstrações financeiras da Companhia foram elaboradas com base recuperável. no custo histórico como base de valor. O custo histórico geralmente é ii. Gastos subseqüentes baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos na Os gastos subseqüentes são capitalizados somente quando eles aumentam os futuros benefícios econômicos incorporados no ativo data da transação. específico ao quais se relacionam. Todos os outros gastos, incluindo c. Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras individuais são apresentadas em Real, gastos com ágio gerado internamente e marcas, são reconhecidos no que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras resultado conforme incorridos. apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, e. Provisões Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a exceto quando indicado de outra forma. Companhia tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser 3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas seja exigido para liquidar a obrigação. As provisões são apuradas através do desconto dos fluxos de caixa futuros esperados a uma taxa antes de demonstrações financeiras individuais. impostos que reflete as avaliações atuais de mercado quanto ao valor do a. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras requer que a Administração dinheiro no tempo e riscos específicos para o passivo. Os custos efetue estimativas e adote premissas no seu melhor julgamento e financeiros incorridos são registrados no resultado. baseadas na experiência histórica e em outros fatores considerados f. Redução ao valor recuperável (impairment) relevantes, que afetam os montantes apresentados de ativos e passivos, i. Ativos financeiros (incluindo recebíveis) bem como os valores das receitas, custos e despesas. A liquidação das Um ativo financeiro é avaliado a cada data de apresentação para apurar se transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma divergentes dos registrados nas demonstrações financeiras. Estimativas e premissas significativas são utilizadas quando da evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o contabilização da vida útil e do valor residual dos bens do imobilizado e reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um intangível; de provisões para riscos cíveis, trabalhistas e tributários; do efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser valor justo de instrumentos financeiros e da receita que considera estimados de uma maneira confiável. ii. Ativos não financeiros estimativas de mensuração. A Companhia revisa suas estimativas e premissas, pelo menos, Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, são anualmente. Os efeitos decorrentes dessas revisões são reconhecidos no revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda período em que as estimativas são revisadas se a revisão afetar apenas no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável este período, ou também em períodos posteriores se a revisão afetar tanto do ativo é estimado. Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor o período presente como períodos futuros contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. b. Instrumentos financeiros O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior i. Ativos financeiros não derivativos Quando existentes, a Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o e depósitos inicialmente na data em que foram originados. A Companhia valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos desconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que seja criada ou retida pela Companhia nos ativos financeiros são gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a reconhecidos como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido “unidade geradora de caixa ou UGC”). apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, a a. Receitas financeiras e despesas financeiras Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o investidos. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. passivo simultaneamente. CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Impostos a recuperar Adiantamentos Total do Circulante NÃO CIRCULANTE Créditos com pessoas ligadas Depósito judicial Imobilizado Intangivel Total do Não Circulante TOTAL ATIVO

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

EXTRATO DA 2° PRORROGAÇÃO CONTRATUAL; PROCESSO Nº 09/11 – TOMADA DE PREÇOS Nº 01/11; CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina; CONTRATADO: DEMOP PARTICIPAÇÕES LTDA. Fica ajustado entre as partes que o prazo de vigência do contrato será prorrogado até do dia 05/03/2014, em face de necessidade de tramitação do referido processo junto ao agente técnico da Gerência de Filial – Desenvolvimento Urbano e Rural – GIDUR de Presidente Prudente/SP. As demais cláusulas e condições dos contratos supra permanecem inalteradas. DATA: 04 de março de 2013. JAMIL AKIO ONO – Prefeito. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO/SP AVISO DE LICITAÇÃO Comunicamos que está aberta a Licitação relacionada abaixo: Modalidade: Pregão Presencial 012/2013. Processo: 705/2013. Objeto: Contratação de empresa especializada em gerenciamento, fornecimento, implementação, reemissão e administração do cartão alimentação, por meio eletrônico (cartão magnético), protegido por senha, com recarga mensal e permitindo acúmulo de valores para aquisição de gêneros alimentícios de primeira necessidade em estabelecimentos comerciais, através da utilização de rede conveniada a sua prestação de serviço, cujos cartões serão destinados aos servidores municipais. Início da Sessão Pública: 09/05/2013, às 15:00 h, na sala de Licitações da Prefeitura do Município de São Pedro, sita à Rua Valentim Amaral, n° 748, Centro, São Pedro/SP. O edital completo encontra-se à disposição no Departamento de Compras e Licitações, sito a Rua Valentim Amaral 748, no horário das 08:00h às 17:00h. Fone: (19) 3481-9223 ou através do site: www.saopedro.sp.gov.br. São Pedro, 25 de abril de 2013. Beatriz Palma Crovino - Pregoeira.

Paulo Petribu Empreendimentos S/A

CNPJ n° 01.568.127/0001-74 - NIRE n° 35.300.153.561 Edital de Convocação de AGO/E Ficam convocados os Srs. Acionistas para se reunirem em AGO e AGE a serem realizadas às 9 hs do dia 24/05/2013, na sede social situada na Cidade de São Paulo/SP, na Rua Haddock Lobo, n° 1307 - 12° and. - cj. 121, Sala 2 - Cerqueira César - CEP 01414-003, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) tomar as contas dos administradores da Cia., examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis do exercício social encerrado em 31/12/2012; (ii) Deliberar acerca da destinação do lucro líquido, da eventual distribuição de dividendos; (iii) Eleger os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal, se for o caso, bem como fixar a remuneração anual global dos administradores; (iv) ratificação dos atos do Conselho de Administração e para a Diretoria da Sociedade; (v) mudança do exercício social (vi) outros assuntos de interesse da Cia.. Encontram-se à disposição dos Srs. Acionistas em sua sede social, na Rua Haddock Lobo, n° 1307 - 12° and. - cj. 121, Sala 2 - Cerqueira César - na Cidade de SP/SP, - CEP 01414-003, os documentos de que trata o Art. 133 da Lei n. 6.404/76, referentes ao exercício social encerrado em 31.12.2012, bem como cópias dos mesmos. SP/SP, 24/04/2013. Helena Cavalcanti de Petribú - Presidente do Conselho de Administração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 15/13 – TOMADA DE PREÇOS 03/13 Decisão do Prefeito no Processo Licitatório 15/13, Tomada de preços 03/13, objetivando a contratação de empresa especializada para construção de um campo de futebol society e vestiário, relativo ao Convênio 249/2012 – Processo SELJ 1.017, celebrado em 14 de dezembro de 2012, com o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude. Considerando a necessidade de adequação do edital, decido, por bem, adiar “sine die” o prazo estabelecido no preâmbulo do edital, relativo à apresentação das propostas. Joni Marcos Buzachero – Prefeito. A Debitar (26.04.13)

HOLCIM (BRASIL) S.A.

CNPJ/MF nº 60.869.336/0001-17 ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO Aos Acionistas de Holcim (Brasil) S/A, o Balanço Patrimonial do Exercício 2012 encontra-se disponível para consulta na sede social da Companhia situada na Rua Verbo Divino, 1.488 – 5º andar, Bloco D, Chácara Santo Antônio, São Paulo – SP. São Paulo, 25 de abril de 2013. Otmar Hübscher - Diretor Presidente.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 25 DE ABRIL DE 2013 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.

ECONOMIA/LEGAIS - 19

6 Créditos com pessoas ligadas A Sociedade mantém créditos com pessoas ligadas no qual não existem claúsulas de correção e nem data de vencimento. 7 Ativo imobilizado

Saldo em 31/12/2011

Benfeitorias Máquinas Móveis e Veículos em e Equipa- Utensílios Propriedade mentos Arrendada 260.490 195.325 43.904 51.035

Depreciação acumulada Saldo em 31/12/2011

Outros Bens

Total

42.417

593.171

(95.513)

(56.870)

164.977

138.454

32.132

20.430

24.943

380.937

260.490 (239.764) 20.726

195.325 135.657 330.981

43.904 15.430 59.334

51.035 42.417 5.014 (19.452) 56.049 22.965

593.171 103.116 490.056

(11.772) (30.605) (17.475) (212.235)

Em 31/12/2011 Custo Saldo em 01/01/12 Aquisições (baixas) Saldo em 31/12/2012 Depreciação acumulada Saldo em 01/01/2012 Depreciação no período Saldo em 31/12/12 Em 31/12/12

(95.513) (56.870) 89.776 (80.880) (5.737) (137.750) 14.980

193.231

(11.772) (30.605) (17.475) (212.235) (4.979) 3.916 9.473 17.306 (16.751) (26.689) (8.002) (194.929) 42.583

29.360

14.964

295.127

8 Ativos intangíveis Total

Saldo em 31 de dezembro de 2011

Custos de Desenvolvimento 88.808

88.808

Amortização Saldo em 31 de dezembro de 2011

(34.311)

(34.311)

Saldo em 31 de dezembro de 2011

54.497

54.497

162.057 250.865

162.057 250.865

26.406 (7.905)

26.406 (7.905)

Aquisições Em 31 de dezembro de 2012 Amortização Saldo em 31 de dezembro de 2012

Em 31 de dezembro de 2012 242.960 242.960 9 Empréstimos e financiamentos A Sociedade obteve empréstimo, contratado em moeda nacional, com o objetivo de financiar suas operações. As características desses empréstimos são como segue: Modalidade Instituição Data de Valor Juros e 31/12/2012 Financeira Aquisição Adquirido Encargos Capital Bradesco 24/02/2012 355.817 22,42%a.a. 225.016 de Giro Capital 21/05/2012 700.000 16,21%a.a. 487.091 Itaú de Giro Conta 31/12/2012 295.500 16,76%a.a. 295.500 Itaú Garantida Conta Bradesco 31/12/2012 138.450 26,52%a.a. 138.450 Garantida 1.489.767 1.146.057 Os empréstimos de capital de giro estão garantidos por aval dos acionistas. 10 Adiantamento de clientes Refere-se basicamente a recebimento de termo de outorga entre CEMIG e FAPEMIG com objetivo de efetuar um projeto de sistema inteligente de sensoriamento e controle avançado da infraestrutura e elétrica, com prazo de execução em 24 meses. 11 Capital social e reservas Ações Ordinárias Capital social 2012 2011 55.000.000 55.000.000 Emitidas 55.000.000 55.000.000 Autorizadas sem valor nominal Ações ordinárias Cada ação ordinária confere iguais direitos e deveres aos acionistas. Exercício Social e Distribuição de Resultados O exercício social coincidirá com o ano civil. Dos lucros apurados no balanço geral, no fim do exercício social, 5% (cinco por cento) serão destinados ao fundo de reserva legal até que atinja 20% do capital social. Feita a dedução mencionada, a juízo da Assembleia Geral Ordinária, a Administração fará jus a uma participação sobre o saldo do lucro líquido, atendido os preceitos legais que será rateada entre os membros da diretoria conforme decisão do Conselho de Administração. O saldo do lucro do exercício terá o destino que a Assembleia Geral determinar. 12 Contingências Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, a Companhia não figurava como autora ou ré em processos judiciais de natureza cíveis, fiscais e/ou trabalhistas, que deveriam ser provisionadas, bem como causas cujo prognóstico de perda fosse considerável possível e que deveriam ser divulgadas. Quando existentes, a companhia acompanha os processos administrativos e judiciais em que ela figura como “autora” ou “ré” e, amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente, são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. 13 Instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros correntemente utilizados pela Companhia restringem-se a aplicações financeiras, em condições normais de mercado, estando reconhecidos nas demonstrações contábeis pelos critérios descritos na nota explicativa n° 4. A Companhia não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer outros ativos de riscos. CONCERT TECHNOLOGIES S/A. Leonardo Fares Menhem CPF: 407.496.226‐87 Vice‐Presidente

INTEGRIS CONTABILIDADE LTDA. Gerson Moura Fonseca CRC MG‐ 38.759‐04

Jardim Indústria e Comércio S.A. Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas, as Demonstrações Financeiras encerradas em 31.12.2012 e 2011. Colocamo-nos à disposição dos acionistas, para informações que julgarem necessárias. SP, 25.04.2013. Demonstração do Resultado em 31 de Dezembro de 2012 e 2011 ç ATIVO 31.12.12 31.12.11 PASSIVO 31.12.12 31.12.11 31.12.12 31.12.11 Circulante 12.194.517,48 9.572.564,79 Circulante 7.429.067,52 10.054.160,14 1) Receita Operacional Bruta 24.424.832,72 22.522.437,10 Disponível 126.036,59 489.601,99 Fornecedores 3.229.964,19 3.523.215,94 1.1 Matriz 24.186.488,14 22.261.243,19 Caixa e Bancos 49.002,14 157.944,09 Financiamentos Bancários 3.394.542,28 5.157.133,30 1.2 Filial 238.344,58 261.193,91 Títulos e Valores Mobiliários 77.034,45 331.657,90 Obrigações Fiscais 411.599,96 547.360,04 2) Deduções da Receita Bruta (4.174.896,76) (4.359.427,30) Clientes: Duplicatas a Receber 4.491.183,66 3.389.645,39 Obrig. Soc. e Encargos 323.276,31 390.126,59 2.1 Impostos Incidentes sobre Vendas (3.905.752,53) (3.475.929,62) Outros Créditos 2.775.534,75 2.075.211,84 Outras Ctas. à Pagar 69.684,78 436.324,27 2.2 Devoluções de Vendas (269.144,23) (883.497,68) Impostos à Recuperar 2.441.335,78 1.759.361,66 Passivo Não Circulante 3) Receita Operacional Líquida 20.249.935,96 18.163.009,80 Incentivos Fiscais 3.433,82 3.433,82 Passivo Exigível a Longo Prazo 3.594.822,12 5.441.129,81 4) Custo dos Produtos Vendidos (15.336.094,60) (14.440.240,31) Adtos. p/ Fornec./Func. 151.923,83 312.416,36 Parcelamento Fiscal 1.020.982,87 1.070.493,27 5) Lucro Bruto 4.913.841,36 3.722.769,49 Outros Créditos 178.841,32 Parcelamento Finame 289.047,49 330.894,37 6) Despesas Operacionais (7.096.199,15) (4.847.282,96) Estoques: Estoque de Mercadorias 4.770.661,53 3.616.011,88 Valores em Letígio 54,04 54,04 6.1 Despesas com Vendas (3.608.643,82) (2.348.485,20) Despesas Exercício Seguinte 31.100,95 2.093,69 Capital de Giro 2.047.737,72 3.481.923,69 6.2 Desp. Gerais e Administrativas (2.051.079,16) (1.617.871,45) Ativo não Circulante Outras Contas à Pagar 237.000,00 557.764,44 6.3 Desp./Receitas Financeiras (1.436.476,17) (880.926,31) Ativo Realizável à Longo Prazo 2.272.113,38 1.134.011,18 Patrimônio Líquido 19.249.863,87 227.592,46 7) Resultado Operacional (2.182.357,79) (1.124.513,47) Créditos e Valores 1.442.039,69 1.033.675,18 Capital Social 3.821.862,29 3.821.862,29 8) Resultados não Operacionais 815.709,71 153.328,83 Empréstimo Compulsório 890.487,51 823.229,65 Reservas de Lucros: Reserva Legal 100.793,14 100.793,14 9) Res. do Exerc. antes dos Impostos (1.366.648,08) (971.184,64) Depósitos e Cauções 72.457,67 30.553,06 Lucros (Prejuízos) Acumulados 15.327.208,44 (3.695.062,97) 10) Prov. p/Imp. Renda e Contrib. Social Contas a Receber 479.094,51 179.892,47 Prejuízos Acumulados (3.695.062,97) (2.723.878,33) 11) Participação Est. Reserva Legal Resultado de Exercícios Futuros 830.073,69 100.336,00 Ajuste de Avaliação Patrimonial - Imóvel 9.735.588,49 12) Lucro Líquido /Prejuízo do Exercício(1.366.648,08) (971.184,64) Ágios s/Ações em Tesouraria 100.336,00 Adiantamento p/Futuro Aum. de Capital 10.653.331,00 Impostos a Compensar 830.073,69 Resultado do Exercício (1.366.648,08) (971.184,64) Capital Res. Lucros Lucros Permanente 15.807.122,65 5.016.306,44 Total do Passivo 30.273.753,51 15.722.882,41 Realizado Res. Legal (Prej.)/Acum. Total Investimentos: Partic. Outras Empresas 5.253,12 5.253,12 resultado: As receitas e despesas foram reconhecidas na demonstração Saldo 31.12.10 3.821.862,29 100.793,14 (2.723.878,33) 1.198.777,10 Imobilizado 15.801.869,53 5.011.053,32 de resultado observando o regime de competência dos exercícios. f) Im- a) Part. Est. Res. Legal Bens em Operação - Custo 19.748.711,12 8.129.839,17 posto de Renda e Contribuição Social: As provisões para imposto de b) Result. do Exercício 971.184,64 971.184,64 Depreciações Acumuladas (4.058.590,69) (3.716.337,20) renda e a contribuição social sobre o lucro líquido foram calculadas com Saldo 31.12.11 3.821.862,29 100.793,14 (3.695.062,97) 227.592,46 Imobilizado em Andamento - Custo 111.749,10 597.551,35 base no lucro real, de acordo com a legislação tributária em vigor. 4. Clien- a) Part. Est. Res. Legal Total do Ativo 30.273.753,51 15.722.882,41 tes: O montante consignado sob esta rubrica (R$ 4.491.183,66 em 2012 e b) Result. do Exercício - (1.366.648,08) (1.366.648,08) R$ 3.389.645,39 em 2011) refere-se a créditos a receber de clientes. Saldo 31.12.12 3.821.862,29 100.793,14 15.327.208,44 19.249.863,87 2012 2011 Marcas e Patentes 1. Contexto Operacional: A Sociedade tem por atividade principal, a torre- 5. Estoques 212.737,13 195.452,12 3.710.365,05 3.035.370,07 Veículos fação e moagem de café, comercializando-o no mercado interno e externo. Matérias Primas 673.096,34 372.143,35 289.826,42 259.748,89 Benf. Imóv. Propr. e de Terceiros 2. Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações Embalagens 83.448,06 83.448,06 761.344,31 292.094,10 (-) Deprec. Acumuladas financeiras da empresa foram elaboradas e estão apresentadas em confor- Produtos Acabados (4.058.590,69) (3.716.337,20) 9.125,75 5.513,28 Ajuste a Valor de Mercado-Imóvel midade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, condizente com a Materiais de Revenda 9.735.588,49 23.285,54 legislação societária. 3. Principais Práticas Contábeis: a) Disponível: Materiais Diversos 15.801.869,53 5.011.053,32 4.770.661,53 3.616.011,88 7. Empréstimos e Financiamentos: Os recursos provenientes dos emSão valores de liquidez imediata representado em espécie e depósitos 2012 2011 préstimos e financiamentos junto a instituições financeiras foram direbancários à vista. b) Investimentos: Os investimentos em Participações 6. Permanente: a) Investimentos 5.253,12 5.253,12 cionados para capital de giro da empresa e aquisição de bens do ativo Societárias estão registrados pelo custo de compra/aquisição, e atualiza- Incentivos Fiscais 5.253,12 5.253,12 imobilizado. dos monetariamente até 31/12/1995. Os demais Investimentos a valor de 2012 2011 2012 2011 Capital de Giro mercado, quando aplicável. c) Imobilizado: Está demonstrado ao custo de b) Imobilizado 5.442.280,00 8.639.056,99 111.749,10 597.551,35 Ativo Imobilizado aquisição ou construção, corrigidos monetariamente até 31/12/1995. A de- Imobilizações em Andamento 289.047,49 31.829,74 31.829,74 preciação é calculada pelo método linear, obedecendo às taxas anuais Terrenos 5.731.327,49 8.639.056,99 4.277.315,09 2.951.745,48 8. Exigível L. Prazo - Parcelamento de Tributos: A empresa possui junto conforme legislação vigente. d) Direitos e Obrigações: Os direitos e obri- Edificações 3.614.036,77 3.490.473,53 a Secretaria da Receita Federal parcelamento de tributos no montante de gações são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acres- Máquinas e Equipamentos 505.240,71 502.340,71 R$ 920.858,95. 9. Patrimônio Líquido: O Capital Social em 31/12/2012, é cidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações auferi- Instalações 182.336,50 177.974,50 de R$ 3.821.862,29 representado por 309.189.846 ações ordinárias nomidos/incorridos até as datas de encerramento dos exercícios. As contingên- Móveis e Utensílios 269.315,48 240.976,43 nativas, sem valor nominal. cias e questionamentos fiscais são registrados quando sua realização for Equipamentos de Process. Dados 146.578,87 66.267,31 provável e aceita pelos consultores jurídicos externos da empresa, median- Software 17.187,94 17.187,94 te cálculos e provisões de valores por eles determinados. e) Apuração do Equipamentos Telefônicos

Calhas Kennedy Indústria e Comércio Ltda., torna público que requereu junto à CETESB a Licença Prévia, processo 33/00304/13, localizada na R. Laguna, 1113-Santo Amaro/SP. PREFEITURA MUNICIPAL DE BROTAS - SP AVISO DE PREGÕES PRESENCIAIS Nº 044/2.013, Nº 045/2.013, Nº 046/2.013 E Nº047/2.013 Acham-se abertas, na Prefeitura Municipal de Brotas: - Pregão Presencial nº 044/2.013 – Objeto: Aquisição de materiais para pintura. Encerramento: 15/05/2.013, às 09:00 horas. - Pregão Presencial nº 045/2.013 – Objeto: Aquisição de gêneros alimentícios. Encerramento: 15/05/2.013 às 15:00 horas. - Pregão Presencial n 046/2.013 – Aquisição de pão francês de 50 gramas. Encerramento: 16/05/2.013 às 09:00 horas. - Pregão Presencial nº 047/2.013 - Aquisição de redes de proteção, incluindo materiais, mão de obra e equipamentos necessários para a instalação das mesmas. Encerramento: 16/05/2.013 às 15:00 horas. Os Editais, na íntegra, poderão ser retirados no Setor de Administração de Materiais, sito à Rua Benjamin Constant, nº 300, Centro, Brotas – SP, de segunda à sexta feira, das 13:00 horas às 16:30 horas ou através do site: www.brotas.sp.gov.br Brotas, 25/04/2.013 GUINTHER MULLER – Administrador de Materiais

Quer falar com milhares de empresários de uma só vez?

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(i) Estão representadas por aplicações em Certificados de Depósitos Bancários - CDB, em Reais, com remuneração fixada pela variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI. Os prazos para resgate são imediatos, sem ônus para a Companhia. 5 Clientes 2012 2011 1.041.027 1.041.027 Clientes 493.818 493.818 Serviços executados a faturar 1.534.845 1.534.845 Total

CNPJ nº 60.676.996/0001-81 - Rua Arary Leite, 826 - Vila Maria - São Paulo - SP - CEP: 02123-050 - Tel: (11) 6954-2277

Posto de Serviços Golan Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação n° 45005591, válida até 24/04/2018 para com. de comb. p/ veiculos automotores(postos de abastecimento) á Av. Sumaré, 1549, Perdizes - São Paulo - SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE ANDRADINA

A Comissão Permanente de Julgamento de Licitação torna público o resultado do julgamento da documentação referente ao Processo Licitatório nº 30/2013, Chamada Pública 03/2013, que tem como objeto o credenciamento de empresa jornalística qualificada para a prestação de serviços nas atividades de mídia impressa (jornal) e mídia digital, para divulgação de campanhas, programas, obras, serviços da Administração Municipal. Após análise da documentação a CPJL deliberaram na forma constante da tabela abaixo: Empresa Maria de Fátima Oyo Oliveira - ME Silva Leal Agência de Publicidade Ltda. Visão Assessoria de Com. Ltda. Flavia Regina de Avelar Gomes Dorivaldo de Oliveira Bernardo - ME

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As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos e contraprestação contingente. 4 Caixa e equivalente de caixa 2012 2011 500.681 4.928 Bancos - conta movimento 513.509 2.291.664 Aplicações financeiras de curto prazo (i) 1.014.190 2.296.592 Caixa e equivalentes de caixa

Marcia Sueli Barreto Canevari - ME Gráfica e Editora Expressão Ltda.

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Lissa Maria Nunes Rabelo - ME M. M. da Silva Agência de Notícias ME

Credenciada Não credenciada Motivação do para os itens para os itens não credenciamento 01 e 02 – – 02 Item 4.3.1 – certidão negativa da Faz. Municipal 01 e 02 – – 02 – – Item 4.3.1 – certidão negativa da Faz. Estadual – 01 e 02 Item 4.3.2 – prova de regularidade do INSS; Item 4.3.3 – prova de regularidade do FGTS (vencida). 01 e 02 – – – 01 e 02 tem 4.3.4 – Prova e inexistência de débitos perante a Justiça do Trabalho. 01 e 02 – Item 4.1 – Proposta não assinada pelo representante legal da empresa 01 e 02 – – – 02 4.3.4 – Prova de inexistência de débitos perante a Justiça do Trabalho.

As empresas enquadradas como Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte, poderão fazer uso do benefício previsto no art. 43 da Lei Complementar 123/06, devendo proceder à sua regularização fiscal, no prazo de 02 dias úteis contado da data da publicação desta decisão. Andradina/SP, 23 de abril de 2013. Paulo Henrique Bernardoni Caldas – Presidente da CPJL.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20

e

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O presidente do Publicis anunciou a investidores a intenção de destinar US$ 4 bilhões em aquisições de pequenas empresas de internet nos próximos cinco anos.

conomia

Fotos: Divulgação

LIQUIDIFICADORES

A

PUBLICIS FAMINTO

O

grupo Publicis comprou a Norton, dos herdeiros de Geraldo Alonso; depois a Salles, do lendário Mauro Salles. Os europeus incluíram na determinação de crescer em território brasileiro, a Talent, de Júlio Ribeiro; e ainda compraram também a nave-mãe da publicidade brasileira, responsável pela formação de gerações de publicitários que conquistariam os mais exigentes públicos e uma gigantesca quantidade de prêmios, a DPZ. Essa sopa mágica de letrinhas emprestadas do talento de Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza foi um passo decisivo para a consolidação do Publicis. Nessa rodada, firmou o grupo francês uma bandeira com a qual oferta qualidade a diferentes clientes, em diferentes ramos de atuação e tudo com muita criatividade, algo típico dos brasileiros. Não sem motivo, a McCannErickson, a gigante norte-americana que se valia dos acertos de suas campanhas para a Coca-Cola e a General Motors (GM), foi buscar um dos talentos nacionais que ganhou asas na DPZ, montou seu próprio negócio e se firmou como um criativo no cenário internacional, o W de Washington Olivetto, sinônimo também de simpatia e criatividade – nem precisaria ser corintiano para se tornar um dos mais populares publicitários. E, assim, o grupo passou a se chamar WMCann e dis-

pensou o Erickson para ganhar sotaque local, seguindo a receita francesa que manteve viva a Talent e a DPZ, ainda que possa, um dia (e numa decisão que seria um erro) abolir esses nomes abarcando-os no seu chapéu. Agora, o Grupo Publicis e sua imensa e solar juba – o logo é um leão estilizado em forma de sol – avança no novo território por onde a publicidade começa a nave-

gar literalmente, a internet. Impossível não perceber as radicais mudanças no universo da mídia e a migração dos públicos, a sua qualificação e a sua aglomeração – para sorte da publicidade – em grupos, nas redes sociais, o que facilita encontrar o público de um produto, de uma ideia, de um serviço. É com o intuito de navegar com vigor nos novos mares da comunicação social e comercial que o presidente mundial do Publicis, Maurice Levy, anunciou a investidores, reunidos na terça-feira em

Londres, a intenção de destinar US$ 4 bilhões em aquisições de pequenas empresas de internet nos próximos cinco anos. A cifra de US$ 800 milhões anuais pode parecer pequena, mas é gigantesca porque se trata de pequenas empresas que estão conseguindo relevância, sobretudo nas redes sociais e em aplicativos para iPhone. A pequena, mas criativa, uhuuu, de Guilherme Brotto, formado pela escola DPZ, é um bom exemplo. Vende um aplicativo de iPhone do mesmo nome e que permite ao usuário saber quais os serviços, desde bares a restaurantes e tudo mais no raio do qual está próximo naquele exato momento, com a vantagem de ser antenado com o usuário e oferecer um leque de possibilidades. São essas pequenas ideias e inovações o que leva o grupo francês a buscar no mundo virtual para o qual a migração é irreversível um território maior para se instalar. Se grandes jornais, no passado recente, viveram da receita de listas telefônicas, agora essas listas são mais dinâmicas. As páginas amarelas são coisa do passado em todo mundo, mas esse mesmo grupo, a duras penas, procura fazer a travessia em direção aos tempos modernos, as plataformas digitais, num claro sinal de que o conteúdo vem mudando de mãos. E, desafiador, em tempo real.

CRIAÇÃO da Philips Walita para as mamães

Philips Walita estreia esta semana sua nova campanha publicitária. A marca, que possui quatro linhas de eletroportáteis para atender todos os perfis de consumo, anuncia as novidades que facilitarão o dia a dia dos consumidores sob o mote A Vida que a Gente Cria. Criada pela agência Ogilvy, a campanha será veiculada na TV paga e online. A marca mostra a evolução dos liquidificadores de olho nas vendas do Dia das Mães, a segunda melhor data do varejo depois do Natal.

SANGUE BOM

S

eja sangue bom, doe sangue!. Esse é o mote de campanha que a Central de Outdoor, mídia que perdeu espaço em São Paulo, lança nas ruas de Salvador, na Bahia. O objetivo é incentivar as pessoas a doarem sangue diante da falta desse elemento vital para salvar vidas. Assinada pelo Instituto Sangue é Vida tem a participação de diversos talentos baianos. E aproveita a intensa propaganda da TV Globo em torno de sua mais nova novela, Sangue Bom. É o chamado marketing de oportunidade.

MARKETING de oportunidade em Salvador

DISPUTA LÍQUIDA

L

IRREVERÊNCIA e bom humor da cerveja Skol

MUNDO REDONDO

S

e a vida manda quadrado, você devolve redondo, este é a assinatura da nova campanha da cerveja Skol, criada pela agência F/Nazca de Fábio Fernandes e da S&S, que pretende dar o tom das ações da marca das AmBev neste ano. A ideia é enaltecer a atitude positiva do jovem, que consegue sair de qualquer situação com irreverência e bom humor. Ingrediente que tem posicionado com força a marca, líder de vendas no País, no mercado, variações do "desce redondo", que tem mantido a conta em poder de Fábio Fernandes há décadas.

Envie informações para esta coluna. E-mail: carlosfranco@revistapublicitta. com.br

íder de mercado e presente em 80% dos lares brasileiros, a marca Omo, da Unilever, viu a concorrente Ariel, da Procter & Gamble, que para facilitar o entendimento prefere ser tratada agora de P&G, avançar com o detergente líquido para roupas. O sabão em pó vem perdendo rapidamente espaço para os concentrados e usados sobretudo em máquinas de lavar, com a facilidade de não empedrar depois de aberto como o antecessor. CONCORRÊNCIA Então, decidiu dar o troco. para lavar Acaba de lançar o Omo roupa suja Líquido Super Concentrado Progress+ 1,75 L, com rendimento equivalente a 5 litros em comparação com detergente líquido comum; e Omo Diluído Multiação com Poder Acelerador 1 litro, que terá uma performance de destaque no desenvolvimento de Omo Líquido no canal de vizinhança, os pequenos mercadinhos de bairro. Uma disputa líquida de gigantes.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

e Oi começa pelo Rio oferta de telefonia 4G

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 21

conomia

Até o fim deste mês serão ativadas as redes nas demais cidades-sede da Copa das Confederações

A

operadora de telecomunicações Oi iniciou ontem a oferta comercial de telefonia móvel de quarta geração no Rio de Janeiro, e estimou economia de R$ 200 milhões até o fim de 2015 em investimentos no setor devido ao acordo de compartilhamento da rede com a rival TIM. Além do Rio, a Oi concluirá a ativação das redes 4G nas outras cidades-sede da Copa das Confederações – Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza – até o fim deste mês, com oferta comercial esperada para a primeira quinzena de maio. A oferta 4G da Oi começará em R$ 98 pelo plano de dados de 5 gigabytes; o plano de internet móvel para tablets e computadores começará em R$ 125 por uma franquia de 10 gigabytes, dependendo do modelo de descontos. Serão ofertados apenas três smartphones numa primeira etapa – um da Samsung, um da Motorola e um da Nokia – mas a empresa espera expandir esse portfólio. A falta de aparelhos tem sido apontada como um dos problemas do 4G nesse início de serviços. O investimento em 4G da Oi até o final de 2015 estava estimado em R$ 1 bilhão, mas a operadora conseguirá reduzir esse montante em 20% por conta do projeto com a TIM, afirmou o diretor operacional da companhia, James Meaney. "Em função desse com-

partilhamento de ran sharing (rádio), frequência e equipamentos, a gente consegue fazer o mesmo projeto com R$ 800 milhões", disse. As duas empresas anunciaram no começo do ano a intenção de compartilhar infraestutura para facilitar a expansão da rede 4G, e cumprir os prazos do governo de implementar essa rede até o fim de abril nas cidades-sede da Copa das Confederações. Nenhuma das duas divulgou quais regiões e cidades cada uma atenderá. O acordo, com duração de 15 anos e que inclui o compartilhamento de redes de acesso, foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na semana passada. A telefonia 4G permitirá acesso à banda larga a velocidades bastante superiores às do 3G e foi um dos compromissos assumidos pelo governo com a Fifa para a Copa do Mundo de 2014. As operadoras têm compromisso de atender às 12 cidades-sede da Copa até o fim deste ano. Além disso, o 4G será uma maneira das operadoras de desafogar as requisitadas redes 3G. A Claro já anunciou o lançamento de sua oferta comercial 4G na semana passada, ao passo que a Vivo, da Telefônica Brasil, agendou um evento na próxima terça-feira para anunciar os serviços – no mesmo dia que a TIM. (R euters)

Slim já cumpriu metade de seu plano para a AL

A

gigante de telefonia America Movil, do mexicano Carlos Slim (leia-se Claro, NET e Embratel), está aproximadamente na metade de seu plano de cinco anos para investir cerca de US$ 50 bilhões na América Latina, informou ontem uma porta-voz da companhia. Ela confirmava informação da agência de notícias mexicana Notimex de que o diretor financeiro da companhia, Car-

los Garcia Moreno, anunciara, no Peru a existência daquele plano. A única correção feita pela porta-voz foi de que o projeto já venceu metade do caminho. Slim anunciou, no final de 2011, que planejava investir mais de US$ 10 bilhões anualmente na América Latina nos anos seguintes para desenvolver a infraestrutura de telecomunicações de tecnologias móveis. (Reuters)

Procon de Campinas multa a Telefônica

A

Telefônica foi multada ontem pelo Procon de Campinas (SP) em R$ 11,2 milhões pela baixa qualidade do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e por descumprimento de ofertas de serviços de telefonia fixa. No primeiro trimestre deste ano, a empresa assumiu a liderança na lista de reclamações do órgão. Do total de autuações, R$ 7,4 milhões são referentes a infrações à legislação do SAC e R$ 3,7 milhões de dois autos de infração por descumprimento de oferta de produtos ao consumidor. A empresa ainda foi multada em mais R$ 153 mil com base em processos administrativos individuais. "É preciso que a Telefônica

assuma uma mudança de comportamento", afirmou a diretora do Procon de Campinas, Lúcia Helena Magalhães. Ela se reuniu com representantes da companhia na tarde de anteontem para anunciar que o órgão foi reestruturado e que os procedimentos agora serão efetivamente cobrados das reclamadas. A Telefônica divulgou nota informando que "está avaliando as medidas cabíveis". E acrescentou: "A grande maioria dos clientes de telefonia fixa da Telefônica Vivo mostrou-se satisfeita com os serviços, segundo pesquisa divulgada na semana passada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)." (Estadão Conteúdo)

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22 -.ECONOMIA/LEGAIS

Itaú e Citi O juntos? Se o Itaú Unibanco adquirir área de varejo do Citi no Uruguai, ele seria o segundo maior banco no país.

Citigroup Inc está conduzindo uma revisão estratégica de seu negócio de banco de varejo no Uruguai, enquanto reportagens da imprensa afirmam que o banco baseado em Nova York poderia estar próximo de vender sua unidade de banco de varejo no país. O Citigroup está revisando suas operações no país para

"maximizar eficiências", disse em comunicado ontem. A companhia, que está no Uruguai por mais de 97 anos, disse que o país continuava sendo "mercado com múltiplas oportunidades para o Citi e continuaria a ser". Sob os planos do presidente-executivo Michael Corbat de reposicionar o Citigroup, o banco está saindo de alguns mercados nos quais não pode

sexta-feira, 26 de abril de 2013

atingir a escala necessária para gerar retorno adequado do capital investido. Espera-se que esse plano ajude o Citigroup a economizar mais de US$ 1,1 bilhão anualmente a partir do próximo ano. Segundo o jornal uruguaio El Observador, o Itaú Unibanco, maior banco brasileiro em valor de mercado, está próximo de fazer uma oferta pela divisão de banco de varejo no Uru-

guai. Com a compra, o Itaú se tornaria o segundo maior banco no Uruguai depois do Banco Santander SA da Espanha, disse o jornal, citando fontes próximas da situação. Uma portavoz do Itaú em São Paulo se recusou a comentar sobre especulações de mercado. Ambos os bancos estão tentando fechar o negócio "assim que possível", informou o El Observador. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 23

ODBPAR 1 S.A. CNPJ Nº 13.067.476/0001-91

RELATÓRIO DOS ADMINISTRADORES – 2012 Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2012, acompanhadas das respectivas notas explicativas. São Paulo, 15 de março de 2013. A Administração.

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais) 2012

2011

8.952 8.952

8.642 8.642

629.604 629.604

621.339 621.339

638.556

629.981

Ativo Circulante Dividendos a receber (Nota 3 (b))...................... Não circulante Investimentos (Nota 3(b))...................................

Total do ativo .......................................................

Passivo e patrimônio líquido Circulante Dividendos a pagar ............................................ Patrimônio líquido (Nota 4) Capital social .................................................... Reservas de capital ........................................... Reservas de lucros............................................ Ajuste de avaliação patrimonial......................... Total do passivo e patrimônio líquido...............

2012

2011 8.642 8.642

84.429 409.825 61.951 83.251 638.556 638.556

83.749 396.765 95.207 45.618 621.339 629.981

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Reserva de capital

Reservas de lucros Reserva Dividende lucros dos adia realizar cionais

Ajuste de avaliação patrimonial

Capital social Legal Em 1º de dezembro de 2011 ................................................. Lucro líquido do exercício – R$ 2,359 por ação do capital social Ajustes de controladas (Nota 4 (c)) ....................................... 45.618 Transações de capital com os sócios: Aumento de capital (Nota 4 (a)) ........................................... 83.749 Variação no percentual de participação em controladas (Nota 4 (d))........................................................................... Destinação de aportes à formação de reservas de capital (Nota 4 (a))........................................................................... 396.765 Destinação do lucro líquido do exercício: Dividendos – R$ 0,8856 por lote de mil ações do capital social .................................................................................... 294 Constituição de reservas...................................................... 2.342 92.571 Em 31 de dezembro de 2011................................................. 83.749 396.765 2.342 92.571 294 45.618 Prejuízo do exercício – R$ (1,566) por ação do capital social Ajustes de controladas (Nota 4 (c)) ....................................... 37.633 Transações de capital com os sócios: Aumento de capital (Nota 4 (a)) ........................................... 680 Incorporação de acervo cindido (Nota 4 (a)) ...................... 13.060 Variação no percentual de participação em controladas (Nota 4 (d))........................................................................... Dividendos complementares................................................ Realização de dividendos adicionais ................................... (294) Dividendos – R$ 0,4472 por lote de mil ações do capital social (Nota 4 (e))................................................................. (8.952) 8.952 Absorção de prejuízo do exercício....................................... (33.862) Em 31 de dezembro de 2012................................................. 84.429 409.825 2.342 49.757 8.952 83.251 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Lucros (prejuízos) acumulados

Total 46.849 45.618

65.650

65.650

83.749

396.765

(31.250) (2.083)

(17.292) 621.339 (31.250) 35.550 680 13.060

(475) (54)

(475) (54) (294)

33.862 638.556

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1 Contexto operacional – A ODBPAR 1 S.A. (“Companhia”) foi constituída em 02 de dezembro de 2010, como uma sociedade por ações, denominada U.Q.F.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., com capital social subscrito de R$ 500,00 (quinhentos reais), representado por 500 ações sendo todas ordinárias nominativas e sem valor nominal, tendo como objeto social a participação em outras Sociedades, como sócia ou acionista, no país ou no exterior (“holding”). Em 07 de março de 2011, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária a alteração da denominação social da Companhia para ODBPAR 1 S.A. (“ODBPAR 1”), e seu objeto social passou a ser a participação como sócia, acionista ou quotista, no capital de sociedades que possuam objetos sociais iguais ou diferentes do da Companhia. 2 Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão descritas a seguir. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação. (a) Demonstrações financeiras – As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e determinados ativos e passivos financeiros, inclusive instrumentos derivativos, mensurados ao valor justo. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no pro-

ODBINV............................

Quantidade de quotas ou ações detidas 2011 19.857.099.180

2012 20.018.340.373

cesso de aplicação das políticas contábeis da Organização. As demonstrações financeiras foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC’s). (b) Mudança nas políticas contábeis e divulgação – Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPC’s vigendo a partir de 2013 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. 2.2 Conversão de moeda estrangeira. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação – Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais (R$), que também é a moeda funcional da Companhia. 2.3 Investimentos – Os investimentos em controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial. As variações no valor do investimento, decorrentes de variação cambial de investidas no exterior, são apresentadas na conta “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido da Companhia. 3 Investimentos. (a) Composição – O saldo da rubrica investimento está representado pelo investimento na ODBINV S.A. (“ODBINV”), avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Em 31 de dezembro, o investimento possui a seguinte composição:

Participação direta (%) 2011 8,84

2012 8,95

Patrimônio líquido ajustado 2012 2011 6.933.442 7.027.324

Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais)

(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 2012 Operações continuadas Resultado de participações societárias Equivalência patrimonial (Nota 3 (b)) ....................... (31.250) Lucro (prejuízo) do exercício .................................... (31.250) Lucro (prejuízo) básico e diluído, por lote de mil ações do capital social, das operações continuadas atribuível aos acionistas no final do exercício – R$ (Nota 4 (f)) (1,566) As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2011

46.849 46.849

2,359

Demonstrações dos resultados abrangentes Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais)

46.849

(17.586) (94.913)

Demonstrações dos resultados Exercícios findos em 31 de dezembro

Lucro líquido (prejuízo) ajustado do exercício findo em 31 de dezembro 2012 2011 (368.549) 422.208

2012 Lucro (prejuízo) do exercício .................................... (31.250) Ajuste de conversão de moeda estrangeira ................. 35.271 Outros resultados abrangentes .................................... 279 Total do resultado abrangente do exercício ............ 4.300 As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2011 46.849 40.597 5.021 92.467

(b) Movimentação do investimento 2012 2011 No início do exercício ............................................... 621.339 Adições..................................................................... 480.514 Incorporação de acervo cindido (Nota 4 (a)) ............ 13.740 Ajustes de avaliação patrimonial ............................. 37.633 45.618 Dividendos antecipados ........................................... (8.650) Dividendos a receber................................................ (8.952) (8.642) Equivalência patrimonial........................................... (31.250) 46.849 Ganho de variação no percentual de participação ... (475) 65.650 (2.431) Outros....................................................................... No final do exercício ................................................ 629.604 621.339 4 Patrimônio líquido. (a) Capital social – Em 31 de dezembro de 2012, o capital social da Companhia é de R$ 84.429 (2011 – R$ 83.749), totalmente subscrito e integralizado, representado por 20.018.340.373 (2011 – 19.857.099.180) ações, das quais 13.171.154.563 ações ordinárias e 6.847.185.810 ações preferenciais, todas nominativas e sem valor nominal. Em 7 de março de 2011, foi aprovada a integralização de ações ordinárias, já emitidas e subscritas, no valor de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais), mediante a conferência de 18.596 das ações da ODBINV. Neste mesmo ato foi aprovado o aumento do capital social da Companhia de R$ 1 para R$ 55.550, com emissão de novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalmente subscritas e integralizadas, mediante a conferência 2.295.590.203 ações da ODBINV. Em 31 de março de 2011, foi aprovado, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital social da Companhia no montante de R$ 28.199, passando de R$ 55.550 para R$ 83.749, com a emissão de novas ações preferenciais. As ações foram subscritas e integralizadas no valor de R$ 424.964, dos quais R$ 28.199 foram destinados ao aumento de capital social da Companhia e R$ 396.765 foram destinados à formação de reserva de capital. Em 31 de maio de 2012, foi aprovada a incorporação de parcela cindida da ODBPAR S.A. (“ODBPAR”), no montante de R$ 13.740, composta por 161.241.193 ações ordinárias da ODBINV. Em consequência, o capital social da Companhia foi aumentado em R$ 680, passando para R$ 84.429, com emissão de novas ações preferenciais, distribuídas entre os sócios da ODBPAR. Para fins de se determinar o aumento do patrimônio da Companhia, foi atribuído às novas ações o valor total de R$ 0,08522 por ação, sendo R$ 0,00422 destinado ao aumento de capital e R$ 0,081 destinado à formação da reserva de capital no montante de R$ 13.060. (b) Apropriações do lucro – De acordo com o estatuto social, as importâncias apropriadas às reservas de lucros são determinadas como descrito abaixo, sendo que o saldo remanescente após essas apropriações e a distribuição de dividendos, terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral dos Acionistas. (i) Reserva legal – É constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício e não excederá a 20% do capital social. (ii) Reserva de lucros a realizar – Essa reserva foi constituída com base em lucros não realizados de acordo com os incisos I e II do parágrafo 1º do artigo 197 da Lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07, cuja realização futura se dará nos termos da legislação pertinente. (c) Ajuste de avaliação patrimonial – O saldo dos ajustes de avaliação patrimonial podem ser apresentados conforme a seguir:

2012 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro (prejuízo) antes da contribuição social e do imposto de renda....................................................... (31.250) Ajustes: 31.250 Equivalência patrimonial .......................................... Caixa líquido das atividades operacionais ............. Fluxos de caixa das atividades de investimentos Adições ao investimento........................................... 8.989 Dividendos recebidos ............................................... Caixa líquido aplicado nas atividades de investi8.989 mentos........................................................................ Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Aporte de capital....................................................... Destinação de aportes à formação de reservas de capital ....................................................................... (8.989) Dividendos pagos .................................................... Caixa líquido proveniente das atividades de finan(8.989) ciamentos................................................................... Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa, líquidos................................................................. Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2011

46.849 (46.849)

(480.514) 8.650 (471.864) 83.750 396.764 (8.650) 471.864

2012 2011 Saldo no início do exercício........................................... 45.618 Ajuste de conversão de moeda estrangeira .................. 35.271 40.597 2.362 5.021 Outros ajustes de avaliação patrimonial........................ 83.251 45.618 Saldo no final do exercício ............................................ 2012 2011 (d) Lucros (prejuízos) acumulados Em 1º de janeiro ............................................................ Lucro líquido do exercício.............................................. (31.250) 46.849 Dividendos propostos .................................................... (17.586) Transferência para reserva de lucros a realizar ............ 33.862 (92.571) Transferência para reserva legal................................... (2.342) Variação no percentual de participação de controladas (i) (475) 65.650 Dividendos complementares ......................................... (54) (2.083) Outros............................................................................ Em 31 de dezembro ...................................................... (i) Ganhos apurados por equivalência patrimonial, decorrentes de lucros não realizados em transações de capital de algumas investidas indiretas da Companhia. (e) Dividendos propostos e destinação do resultado – Conforme disposto no parágrafo único do artigo 189 da Lei das S.A., o prejuízo do exercício da Companhia foi integralmente absorvido por parte do saldo da Reserva de lucros a realizar. A Administração da Companhia irá propor ao Conselho de Administração durante a Assembleia Geral Ordinária o pagamento de dividendos no valor de R$ 8.952, na proporção de R$ 0,4472 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais. (f) Lucro (prejuízo) por ação – A Companhia apresenta o cálculo do resultado por ação básico, calculado através da divisão do lucro (prejuízo) do exercício, atribuído aos detentores de ações ordinárias e preferenciais da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias e preferenciais disponíveis durante o exercício. 2012 2011 Lucro (prejuízo) do exercício das operações continuadas, atribuível aos acionistas da Companhia .................. (31.250) 46.849 Média ponderada da quantidade de ações, por classe Ações preferenciais .......................... 6.847.185.810 6.685.944.617 Ações ordinárias ............................... 13.105.762.301 13.171.154.563 19.952.948.111 19.857.099.180 Resultado por lote de mil ações – R$ (1,566) 2,359 Ações preferenciais e ordinárias........ DIRETORIA Felipe Montoro Jens – Diretor Carla Gouveia Barreto – Diretora Mônica Bahia Odebrecht – Diretora Newton Sergio de Souza – Diretor Paulo Oliveira Lacerda de Melo – Diretor Afonso Celso Florentino de Oliveira – Contador CRC 1MG071304/O-7 “T” SP

r

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011, compostas pelo Balanço patrimonial e Demonstração do resultado. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de serviços, pelo apoio e cooperação e a confiança em nós depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado. São Paulo, 26 de abril de 2013. A Diretoria. Demonstração do resultado - Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Balanço patrimonial em 31 de dezembro - Em milhares de reais 2012 Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Instrumentos financeiros derivativos Contas a receber de clientes Tributos a recuperar Dividendos a receber Contas a receber com venda de participações Outros ativos CP Não circulante Realizável a longo prazo Instrumentos financeiros derivativos Partes relacionadas Tributos diferidos Tributos a recuperar LP Opção de compra de ações Outros ativos LP Investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo

111 129.380 30.942 23.222 411.021 2.650 597.326

412.894 622.325 19.628 157.454 120.060 1.332.361 24.034.795 23.906 1.137 25.392.199 25.989.526

2011 3.873 39.894 9.828 17.668 41.238 190.418 2.362.003 76.808 2.741.728 75.000 889.469 659.588 250.164 103.619 102.468 2.080.308 23.303.825 25.697 1.878 25.411.708 28.153.436

2012 Passivo e patrimônio líquido Circulante Instrumentos financeiros derivativos PC Fornecedores Salários e encargos sociais Tributos a recolher Dividendos a pagar para os acionistas controladores Contas a pagar e outros passivos

2011

3.865 17.268 39.482 43.985

87.311 30.751 131.787

58.556 48.317 211.473

519.283 33.638 802.770

Total do passivo Patrimônio líquido Capital social Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Total do patrimônio líquido

1.056.591 59.199 121.916 801 14.927 1.253.434 1.464.907

1.799.600 88.510 145.608 161.000 173.482 2.368.200 3.170.970

19.906.427 6.054.358 (1.436.167) 24.524.619

19.925.320 6.687.741 (1.630.595) 24.982.466

Total do passivo e patrimônio líquido

25.989.526

28.153.436

Não circulante Partes relacionadas PLP Tributos diferidos PLP Provisões Instrumentos financeiros derivativos PLP Tributos a recolher LP

2012

2011

Receitas (despesas) operacionais Gerais e administrativas Outras receitas operacionais, líquidas

(188.376) 56.715

(210.425) 838.488

Lucro (prejuízo) operacional antes das participações societárias e do resultado financeiro

(131.661)

628.063

95.260

813.007

Resultado de participações societárias Equivalência patrimonial Realização dos resultados abrangentes na baixa de investimentos

85.074

Resultado financeiro líquido Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social

157.825

(77.428)

206.498

1.363.642

Imposto de renda e contribuição social Correntes Diferidos

(46.821) (8.697)

(205.777) 67.755

Lucro líquido do exercício Lucro básico e diluído por ação (em reais) Quantidade média ponderada de ações

150.979 0,01 17.509.603.386

1.225.620 0,07 17.211.360.685

As demonstrações financeiras completas foram publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 26/04/2013. Gerson Garcia dos Santos - Contador - CRC SC-025475/O-0 “S” SP

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RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011, compostas pelo Balanço patrimonial e Demonstração do resultado. Queremos agradecer aos nossos clientes, fornecedores e prestadores de serviços, pelo apoio e cooperação e a confiança em nós depositada, e em especial aos nossos colaboradores, pelo empenho apresentado. São Paulo, 26 de abril de 2013. A Diretoria.

Demonstração do resultado do exercício Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma

Balanço patrimonial em 31 de dezembro - Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma 2012 Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Tributos a recuperar Dividendos a receber Outros ativos Não circulante Realizável a longo prazo Partes relacionadas Tributos a recuperar Tributos diferidos Outros ativos Investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo

16.821 20.572 31.654 58.494 58.104 185.645

2011 15.213 250.536 37.110 535.368 26.233 864.460

1.022.261 276.768 116.928 270 1.416.227

552.250 264.062 131.391 245 947.948

32.529.412 5.784 3.170 33.954.593

32.233.609 10.676 3.170 33.195.403

34.140.238

34.059.863

2012 Passivo e patrimônio líquido Circulante Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores Salários e encargos sociais Tributos a recolher Dividendos a pagar Não circulante Partes relacionadas Tributos a recolher Tributos diferidos Provisões Outros passivos Total do passivo Patrimônio líquido Capital social Reserva de capital Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

2012

2011

Despesas operacionais Gerais e administrativas Outras despesas operacionais, líquidas

(40.470) 143.303

(70.489) (24.313)

Lucro (prejuízo) operacional antes das participações societárias e do resultado financeiro

102.833

(94.802)

(648.819)

881.888

5.146

69.051

(540.840)

856.137

(14.665) (1.624)

15.621 (19.935)

(557.129) (0,10) 5.380.879.058

851.824 0,16 5.380.879.058

2011

1.141 4.103 26.414 46.873 78.531

28 540 4.421 18.638 439.197 462.824

738.765 210.878 349.252 69.482 89.269 1.457.646 1.536.177

470.827 215.197 8.831 80.519 10.494 785.868 1.248.692

20.000.000 3.791 14.232.251 (1.631.981) 32.604.061 34.140.238

20.000.000 3.791 14.814.380 (2.007.000) 32.811.171 34.059.863

Resultado de participações societárias Equivalência patrimonial Resultado financeiro líquido Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Correntes Diferidos Lucro líquido (prejuízo) do exercício Lucro (prejuízo) básico e diluído por ação (em reais) Quantidade média ponderada de ações

As demonstrações financeiras completas foram publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 26/04/2013. Joarez Baida - Contador - CRC/PR - 048327/O-7 “S” SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A economia está se recuperando novamente e está deixando, de forma bem sucedida, uma fase de crescimento fraco para trás. Philipp Roesler, ministro da Economia da Alemanha.

conomia

EFE/Zipi

José Manuel Ribeiro/Reuters

NAS RUAS, POR EMPREGO E SALÁRIO – Ontem foi dia Balanço Patrimonial - Em reais Demonstração do Resultado do Período - Em reais 31/12/2012 31/12/2011 ATIVO Notas 31/12/2012 31/12/2011 PASSIVO Notas 31/12/2012 31/12/2011 RECEITAS TOTAL RECEITAS 11.800.170,03 10.281.490,28 Ativo Circulante 4.355.357,39 5.896.209,78 Passivo Circulante 1.788.728,73 3.451.586,79 11.466.116,42 9.903.634,98 Caixa e Equivalente de Caixa 4.079.060,41 5.675.194,65 Obrigações 559.130,62 848.927,65 RECEITAS OPERACIONAIS 396.664,11 194.451,83 Não Vinculados de Terceiros 2.852.177,67 3.072.535,51 Obrigações Tributárias 11.186,55 61.141,91 Doações Sociais 450.000,00 Caixa e Bancos 4.622,71 21.917,89 Obrigações Sociais 64.484,84 289.067,87 Doações HSL Cientifico Doações Hosp Sírio Libanês CS 1.200.000,00 Aplicações Financeiras 3 2.847.554,96 3.050.617,62 Contas a Pagar 55.133,20 139.564,91 670.787,28 Vinculados de Terceiros 1.226.882,74 2.602.659,14 Provisões Férias e Encargos 428.326,03 359.152,96 Doações INNF 1.913.000,00 1.660.959,62 Convênio Ministérios 4 1.226.882,74 2.602.659,14 Valores a Realizar 1.229.598,11 2.602.659,14 Doações E.J. Safra Foundation 3.865.101,03 2.686.682,04 Créditos e Valores 276.296,98 221.015,13 Convênio Ministérios 4 1.229.598,11 2.602.659,14 Ministério da Ciência e Tecn. II 1.530.846,60 528.957,93 Adiantamento Funcionários 132.190,93 139.908,43 Passivo Não Circulante 48.845.672,64 14.587.418,52 FINEP 422.740,35 Valores a Receber 132.669,61 64.012,22 Verbas a Aplicar 48.845.672,64 14.587.418,52 UFRN CNPq 523.220,02 476.097,12 Caução 9.525,00 9.525,00 Verbas / Doações a Apropriar 5 48.845.672,64 14.587.418,52 278.462,00 Despesas a Apropriar 1.911,44 7.569,48 Patrimônio Líquido 17.972.133,36 16.603.136,36 Doações EPFL Doações FAPERN 286.117,74 7.602,29 Ativo Não Circulante 64.251.177,34 28.745.931,89 Patrimônio Social 7 17.589.338,87 17.428.215,19 1.568.937,82 Realizável a Longo Prazo 48.845.672,64 14.587.418,52 Superávit (Déficit) do Exercício 382.794,49 (825.078,83) Doações Hospital Infantil Sabara Governo da Bahia Custeío 1.106.626,28 924.018,08 Verbas / Doações a Receber 5 48.845.672,64 14.587.418,52 Total do Passivo & Patrimonial 68.606.534,73 34.642.141,67 Governo da Bahia Infra 50.687,72 37.598,20 Imobilizado 6 15.398.596,70 14.151.605,37 Demonstração dos Fluxos de Caixa - Em reais Prefeitura Macaiba 224.915,10 277.300,28 Intangivel 6.908,00 6.908,00 31/12/2012 31/12/2011 Doações Imobilizados Total do Ativo 68.606.534,73 34.642.141,67 Fluxos de caixa das atividades operacionais OUTRAS RECEITAS 107.284,92 87.977,96 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - Em reais Superávit (Déficit) do exercício 382.794,49 (825.078,83) RECEITAS FINANCEIRAS 226.768,69 377.855,30 Patrimônio Líquido 31/12/2012 31/12/2011 Ajuste de itens sem desembolso de caixa TOTAL 11.800.170,03 10.281.490,28 No início do exercício 16.603.136,36 16.794.583,57 para conciliação do Superávit (Déficit) DESPESAS 31/12/2012 31/12/2011 Ajustes exercicio anterior 986.202,51 633.631,62 com o fluxo de caixa TOTAL DESPESAS 11.417.375,54 11.106.569,11 Superávit (Déficit) do exercício 382.794,49 (825.078,83) Depreciação do exercício 926.764,35 924.248,23 DESPESAS OPERACIONAIS 11.338.561,60 11.001.020,76 No final do exercício 17.972.133,36 16.603.136,36 Reversão de depreciação (704.274,65) Despesas Administrativas 1.949.029,50 1.831.445,71 Ajustes de exercícios anteriores 986.202,51 633.631,62 Despesas HSL Cientifico Demonstração do Valor Adicionado - Em reais 498.616,07 69.173,07 64.767,53 Despesas Hosp Sírio Libanês CS 31/12/2012 31/12/2011 Provisão de férias 1.038.201,81 1. Receitas Operacionais Brutas 11.573.401,34 9.903.634,98 Ajustes por: Despesas INNF 522.218,70 (60.939,89) (68.597,44) Despesas E.J. Safra Foundation Doações / Receitas 11.466.116,42 9.903.634,98 Aumento (Diminuição) de Outros créditos 1.824.774,26 2.188.771,36 5.658,04 (7.569,48) Despesas MCT II Outras Receitas 107.284,92 - Aumento (diminuição) de Despesas antecipadas 3.865.945,14 2.686.682,04 (224.583,03) 87.273,81 Despesas FINEP 2. Insumos Adquiridos de Terceiros 4.220.563,99 5.167.698,90 Aumento (Diminuição) de Obrigações Sociais 443.838,81 308.207,81 (49.955,36) 29.760,68 Despesas UFRN Serviço de terceiros, reembolsos, projetos e outros 4.220.563,99 5.167.698,90 Aumento (Diminuição) de Obrigações tributárias 422.720,35 (84.431,71) 67.223,97 Despesas CNPq 3. Valor Adicionado Bruto ( 1 - 2 ) 7.352.837,35 4.735.936,08 Aumento (Diminuição) de Contas a pagar 523.220,02 299.451,48 4. Retenções 926.764,35 924.248,23 Caixa líquido proveniente Despesas EPFL 264.901,83 das atividades operacionais 1.950.682,47 201.385,44 Despesas FAPERN Depreciação 926.764,35 924.248,23 75.384,64 7.580,29 Fluxos de caixa das 5. Valor Adicionado Líquido Despesas Hospital Infantil Sabara 1.541.915,11 atividades de investimento Produzido Pela Entidade ( 3 - 4 ) 6.426.073,00 3.811.687,85 Despesas Governo da Bahia Custeio 1.106.626,28 924.018,08 Aquisição de Imobilizado (2.402.239,51) (774.988,50) Despesas Governo da Bahia Infra 6. Valor Adicionado Recebido 113,23 93,49 (988,00) Despesas Prefeitura Macaiba em Transferência 226.768,69 377.855,30 Aquisição de Intangível 7.714,61 8.111,74 228.483,83 142.525,79 DESPESAS TRIBUTÁRIAS Receitas financeiras 226.768,69 377.855,30 Baixa de Imobilizado 75.573,93 102.713,32 7. Valor Adicionado Total a Distribuir 6.652.841,69 4.189.543,15 Caixa líquido usado nas DESPESAS FINANCEIRAS 3.240,01 2.835,03 atividades de investimento (2.173.755,68) (633.450,71) Superávit (Déficit) do Exercício 8. Distribuição do Valor Adicionado 6.652.841,69 4.189.543,15 382.794,49 (825.078,83) Despesas com Pessoal 5.295.820,61 4.634.044,39 Fluxos de caixa das TOTAL 11.800.170,03 10.281.490,28 atividades de financiamento Remuneração Direta 4.767.944,17 4.309.774,30 e Tecnologia, o montante de R$ 6.787.442,00, para “Dar continuidade ao trabalho (1.373.061,03) 1.295.817,91 Benefícios 236.539,54 159.998,90 Verbas a aplicar - desenvolvido nas unidades do Centro de Educação Científica em Natal e Macaíba/ FGTS 291.336,90 164.271,19 Doações recebidas RN e em Serrinha/BA”. • A Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, o montante de Impostos, taxas e contribuições 970.986,58 377.742,56 Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (1.373.061,03) 1.295.817,91 R$ 33.245.487,00, para execução do projeto intitulado “Projeto Andar de Novo”. • O Federal 953.137,01 359.871,25 Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, o montante Municipal 17.849,57 17.871,31 Variação de caixa e equivalente de caixa (1.596.134,24) 863.752,64 de R$ 1.843.478,00, como recursos para continuidade do projeto de desenvolvimento Despesas financeiras 3.240,01 2.835,03 Caixa e equivalentes de caixa no início do período 5.675.194,65 4.811.442,01 de novos dispositivos e técnicas para promover a interface cérebro-máquina. No exercíSuperávit (Déficit) do exercício 382.794,49 (825.078,83) cio de 2011, a entidade firmou convênio com: • A Fundação de Apoio à Pesquisa do EsCaixa e equivalentes de caixa Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis dos Exercícios no fim do período 4.079.060,41 5.675.194,65 tado do Rio Grande do Norte – Fapern, o montante de R$ 1.250.000,00 para a impledo “Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Interfaces Cérebro Máquina Findos em 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 - Em reais Variação de caixa e equivalente de caixa (1.596.134,24) 863.752,64 mentação (INCEMAQ). • O Ministério da Ciência e Tecnologia, o montante de R$ 4.245.560,20, 1. Contexto operacional: A AASDAP é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil Modalidade 2012 – R$ 2011 – R$ para “Dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas unidades do Centro de Educação de Interesse Público), entidade sem fins lucrativos, criada em 17 de abril de 2004, que Instituição Renda Fixa 2.404.688,44 1.805.364,25 Científica em Natal e Macaíba/RN e em Serrinha/BA”. 6. Ativo imobilizado: Demonstem como objetivo a gestão de recursos próprios e de terceiros para a implantação Banco do Brasil Renda Fixa 442.866,52 1.245.253,37 trado ao custo, combinado com o seguinte aspecto: - Depreciação do imobilizado, pelo de projetos sociais e de pesquisa científica. Fundamenta-se na concepção de que a Banco HSBC Total Curto Prazo 2.847.554,96 3.050.617,62 método linear que levam em consideração a vida útil dos bens; ciência de ponta pode, em países em desenvolvimento como o Brasil, servir como um Até o encerramento das demonstrações financeiras, a entidade não possuía ope- Descrição Taxas poderoso agente de transformação social e econômica de comunidades localizadas Anuais Depr. 2012 – R$ 2011 – R$ em regiões carentes do território nacional. 2. Apresentação das Demonstrações rações com derivativos. 4. Créditos Vinculados de Terceiros: Referem-se a recontábeis: As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas cursos recebidos para aplicação nos seguintes projetos: • Convênio celebrado com Bens em uso 58.800,00 58.800,00 em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem: a o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq para a Terrenos do projeto intitulado “INCT Interface Cérebro - Máquina”. • Convênios Imóveis 4% 747.024,02 747.024,02 Legislação Societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas execução com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Ba- Instalações, móveis e utensílios 10% 2.001.862,21 1.279.364,85 pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas emitidas pelo Conselho celebrados hia para implantação do Centro de Educação Científica em Serrinha. • Convênio 1.586.512,29 Federal de Contabilidade (CFC) em especial, as ITG 2002 (Entidade sem Finalidade de celebrado com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte Máquinas e equipamentos de laboratório 10% 1.483.274,80 20% 8.848.567,70 8.868.342,20 Lucros), NBC TG 07 (Subvenção e Assistência Governamentais) e NBC TG 1000 (Conta- – FAPERN para a implementação do “Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Informática Móveis, utensílios e equip. de 3° 5.818.341,95 4.541.705,58 bilidade para Pequenas e Médias Empresas). O resumo das principais práticas contábeis Interfaces Cérebro Máquina”, (INCEMAQ). • Termo de parceria celebrado com o Mi18.957.870,68 17.081.748,94 adotadas compreende: a. Moeda funcional: A moeda funcional e de apresentação nistério da Ciência e Tecnologia e Inovação – MCTI, para a manutenção dos Centros Total Depreciação acumulada (3.559.273,98) (2.930.143,57) das demonstrações contábeis estão sendo apresentadas em reais; b. Receitas e des- de Educação Cientifica em Natal e Macaíba, no Estado do Rio Grande do Norte, e 15.398.596,70 14.151.605,37 pesas: Estão apropriadas obedecendo ao regime de competência. As receitas e as em Serrinha, no Estado da Bahia, com capacidade total para 1.400 alunos do ensino Total do Imobilizado Líquido A movimentação do Ativo Imobilizado no exercício de 2012 segue: despesas foram aplicadas em suas finalidades institucionais em conformidade com seu fundamental da rede pública. Descrição 2011 Adições Baixas 2012 Estatuto Social e estão alocadas por projetos; c. Caixa e equivalente de caixa: São Instituição Órgão Público 2012 – R$ 2011 – R$ Terrenos 58.800,00 58.800,00 registradas ao custo, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço e B. do Brasil (Poupança) FINEP 693.154,74 Imóveis 747.024,02 747.024,02 não superam o valor de mercado; d. Aplicações financeiras: São classificadas no B. do Brasil (Renda Fixa) Bahia (Infra Estrutura) 143.818,94 184.756,11 Instal.,Móveis e Utensílios 1.279.364,85 972.747,12 250.249,76 2.001.862,21 circulante realizável, são representadas por aplicações em títulos de renda fixa com B. do Brasil (Renda Fixa) Bahia (Custeio) - 1.071.231,12 Máquinas e Equip. Laborat. 1.586.512,29 43.269,53 146.507,02 1.483.274,80 prazo inferior a 90 dias, sendo demonstrados ao custo acrescidos dos rendimentos B. do Brasil (Poupança) CNPq 400.226,94 225.854,74 Equip. Informática 8.868.342,20 26.097,96 45.872,46 8.848.567,70 auferidos até a data das demonstrações contábeis. e. Ativo imobilizado: Registrados B. do Brasil (Poupança) MCT IV 519.510,09 - Móveis, utens. ao custo de aquisição ou construção incluindo adições e baixas ocorridas até a data B. do Brasil (Renda Fixa) FAPERN 163.326,77 427.662,43 e equip. de 3° 4.541.705,58 1.360.124,90 83.488,53 5.818.341,95 do balanço, sendo depreciado pelo método linear a taxas que levam em consideração Total Longo Prazo 1.226.882,74 2.602.659,14 17.081.748,94 2.402.239,51 526.117,77 18.957.870,68 o período de vida útil; f.Contas de Compensação: Foram registrados os direitos 5. Doações a Receber no Longo Prazo: Referem-se a doações a serem aplicadas Total Em 2011, a Administração não identificou bens sujeitos a redução ao valor recupeque tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou para custeio ou investimentos. rável de seus imobilizados relevantes. De outro lado, foi feita uma revisão da taxa de exercidos com essa finalidade e amortizados linearmente de acordo com o prazo de Doadores 2012 – R$ 2011 – R$ vida útil apurando-se um excesso de depreciação a qual foi revertido um montante contratos, convênios e termos de parceria; g. Patrimônio Líquido: A partir de 2010, Pessoas Jurídicas (nota 5.1) 5.441.975,00 7.275.934,13 de R$ 704.274,65. 7. Patrimônio Social: O patrimônio social é apresentado com as doações de bens são apropriadas diretamente no resultado em conformidade com Verbas de Convênios e Parcerias Públicas (nota 5.2) 43.403.697,64 7.311.484,39 o patrimônio social em valores atualizados e compreende as doações patrimoniais, CFC 1159/09 de 13/02/2009. h. Uso de estimativas: A preparação das demonstra- Total 48.845.672,64 14.587.418,52 superávits/déficits acumulados e do exercício. 8. Seguros: A Sociedade mantém ções contábeis requer que a administração efetue estimativa e adote premissas, no seu 5.1. Doações ç a Receber: Buscando desenvolver os diversos projetos alinhados a sua melhor julgamento, que afetam os montantes apresentados de ativos e passivos, assim atividade fim, a entidade firmou contratos de doações que condicionam o seu recebi- apólices para cobertura de seguros em montantes julgados suficientes para cobrir como os valores de receitas, custos e despesas. A liquidação das transações envolvendo mento aos cumprimentos de etapas sem necessariamente exigir como contraprestação sinistros dos seus bens patrimoniais. 9. Ajustes Exercícios Anteriores: Os ajustes estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados em razão de impre- de serviços, vantagens ou devolução. A administração, observando o princípio contábil de exercícios anteriores decorrem de erros ou mudanças de práticas contábeis e focisões inerentes ao processo de sua determinação. A entidade revisa as estimativas e da prudência, registra todos os contratos celebrados em conta de Valor a Realizar no ram identificados de competências anteriores e regularizados das seguintes contas: 2012 - R$ 2011 - R$ premissas pelo menos anualmente. 3. Aplicações Financeiras: Estão demonstradas passivo não circulante, cujos créditos somente são reconhecidos para resultado no mo681.977,82 pelos valores aplicados ao final do exercício (pró-rata dia) e referem-se substancialmen- mento do recebimento dos recursos. 5.2. Verbas de Convênios e Parceria a Rece- Baixa parcial de depreciação 986.202,51 ber: No exercício de 2012, a entidade firmou convênio com: • O Ministério da Ciência Imobilizado acerto por inventário te a aplicações em títulos de renda fixa de curto prazo como segue: Despesas de importação (48.346,20) Miguel Angelo Laporta Nicolelis - Presidente do Conselho Diretor Eduardo Serbaro Tostes - Contador - CRC - 1SP187364-O-1 Total 986.202,51 633.631,62 CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS ÀS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS E ÀS DE TERCEIROS Nº 011882012-21200459 MINISTÉRIO DA FAZENDA - Secretaria da Receita Federal do Brasil tribuições previdenciárias e às contribuições devidas, por lei, a terceiros, inclusive ples; - baixa de firma individual ou de empresário, conforme definido pelo art.931 Nome: Associacao Alberto Santos Dumont para Apoio a Pesquisa. CNPJ: às inscritas em DAU, não abrangendo os demais tributos administrados pela RFB da Lei nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002 - Código Civil, extinção de entidade ou p p A aceitação ç desta certidão está condicionada à ou simples. 06.223.459/0001-30. Ressalvado o direito de a Fazenda Nacional cobrar e inscrever e as demais inscrições em DAU, administradas pela Procuradoria-Geral da Fazenda sociedade empresária finalidade para a qual foi emitida e à verificação de sua autenticidade na Internet, no quaisquer dívidas de responsabilidade do sujeito passivo acima identificado que Nacional (PGFN), objeto PGFN/RFB. Esta certidão é valida para j de Certidão Conjunta j p ç <http://www.receita.fazenda.gov.br>. p g Certidão emitida com base na Porvierem a ser apuradas, é certificado que não constam pendências em seu nome as finalidades previstas no art. 47 da Lei nº 8,212 de 24 de julho de 1991, exceto endereço ç relativas a contribuições administradas ppela Secretaria da Receita Federal do Brasil para: - averbação de obra de construção civil no Registro de Imóveis; - redução taria Conjunta PGFN/RFB nº 01, de 20 de janeiro de 2010. Emitida em 17/12/2012. (RFB) e a inscrições em Dívida Ativa da União (DAU). Esta certidão, emitida em de capital social, transferência de controle de cotas de sociedade limitada e cisão Válida até 15/06/2013. Certidão emitida gratuitamente. Atenção: qualquer rasura nome da matriz e válida para todas as suas filiais, refere-se exclusivamente às con- parcial ou transformação de entidade ou de sociedade sociedade empresária sim- ou emenda invalidará este documento. CERTIFICADO DE REGULARIDADE DO FGTS - CRF Inscrição: 06223459/0001-30, 06223459/0001-30. Razão Social: Associacao certifica que, nesta data, a empresa acima identificada encontra-se em situação 06/12/2012 a 04/01/2013. Certificação Número: 2012120609155733459826. Alberto Santos Dumont Para Apoio a Pesquisa. Nome Fantasia: AASDAP. Endere- regular perante o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS. O presente Certifi- Informação obtida em 06/12/2012, às 09:15:57. A utilização deste Certificado para

de protestos em Madri (acima, à esquerda) e Lisboa (à direita), motivados pelo agravamento da situação econômica. O governo espanhol anunciara que o desemprego ultrapassou a marca de 6 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano, o que equivale a 27,16% da população ativa – virtualmente empatando com a Grécia, onde a desocupação atingia os 27,2% em janeiro. Os portugueses, por sua vez, ao comemorarem o 39º aniversário da Revolução dos Cravos – que derrubou a ditadura salazarista – foram às ruas para pedir a saída do atual governo e protestar contra os cortes que têm atingido os salários.

Na Alemanha, só se fala em crescimento.

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Alemanha crescerá 0,5% este ano, afirmou ontem o governo do país, aumentando sua projeção em apenas 0,1 ponto porcentual, à medida que a falta de investimento e exportações fracas continuam sendo um peso sobre a maior economia da Europa. O Ministério da Economia da Alemanha mantém, para 2014, a projeção de um sólido crescimento de 1,6% em meio a declarações de otimismo, ao passo que a economia global começa a ganhar força e os Estados da zona do euro afetados pela crise fazem progresso com suas reformas. "Há todas as razões para olhar para o futuro com otimismo. A economia alemã está se recuperando novamente e está deixando, de forma bem sucedida, uma fase de crescimento fraco para trás", afirmou o ministro da Economia do país, Philipp Roesler, em comunicado. O motor econômico da Europa perdeu força no final de 2012 depois de registrar forte desempenho durante os dois primeiros anos da crise da zona do euro. O crescimento desacelerou para 0,7% no ano passado e a economia contraiu 0,6% no

quarto trimestre, à medida que as empresas adiaram investimentos e o comércio internacional enfraqueceu. Economistas consultados esperam que a economia alemã tenha evitado a recessão ao crescer cerca de 0,3% no primeiro trimestre, apesar de uma queda no sentimento empresarial e de um declínio na atividade do setor privado sugerirem que o país pode estar caminhando para uma contração no segundo trimestre. O Ministério informou que as empresas irão gastar 2,2% a menos em equipamento este ano do que em 2012, revisando para baixo a previsão de janeiro de 1,3% a menos de investimento devido a uma forte queda no ano passado. O Ministério afirmou ainda que a taxa de desemprego da Alemanha ficará estável neste ano, na marca mínima (de 20 anos) de 6,8% antes de cair para 6,6% em 2014. As exportações, que tradicionalmente têm sido o motor do crescimento econômico da Alemanha, devem crescer 1,6% neste 2013, antes do salto projetado para o ano que vem, de 5% em 2014, projetou o Ministério. (Reuters)

Britânicos também têm o que comemorar

A

Informatec Tecnologia S.A CNPJ 14.294.152/0001-59 Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial Ativo 2012 2011 Passivo 2012 2011 Circulante/Caixa e Equivalente de Caixa 86.837 - Circulante/Fornecedores 49.110 Contas a Receber Clientes 793.407 - Obrigações Sociais e Trabalhistas 182.649 Impostos a Recuperar 3.402 - Obrigações Tributárias 139.568 Adiant. a Fornecedores e Funcionários 29.620 - Provisões 1.429 Total do Ativo Circulante 913.267 - Outras Contas a Pagar 59.101 Não Circulante Total do Passivo Circulante 431.857 Imobilizado 75.522 - Patrimônio/Capital Social 624.000 Intangível 312.787 - Lucros Exercício 245.718 Total Ativo não Circulante 388.308,35 - Total do Patrimônio 869.718 Total do Ativo 1.301.575 - Total do Passivo 1.301.575 Obrigações Tributárias 139.568 Fluxos de Caixa para os Exercícios Findos em 31/12/2011 e 2012 Atividade Operacional 2012 2011 Outras Contas a Pagar 60.530 Lucro / Prejuízo do Exercício 245.718 - Fluxo de Caixa Gerado (Utilizado) na Ativ. Operac. (147.972) Ajustes/Depreciação e Amortização 883 - Atividade de Invest./Adições do Imob. e Intangível (389.192) Resultado Ajustado 246.602 Fluxo de Caixa Utilizado na Ativ. de Investimentos (389.192) (Aumento) Red. das Contas do Ativo/Contas a Receber (793.407) Atividade de Financiamentos/Aumento de Capital 624.000 Impostos a Recuperar (3.402) 624.000 Outras Contas a Receber (29.620) - Fluxo de Caixa Gerado na Ativ. de Financiamentos 86.837 Aum. (Redução) das Contas do Passivo/Fornecedores 49.110 - Aumento (Red.) de Caixa e Equivalentes de Caixa Obrigações Sociais e Trabalhistas 182.649 - Caixa e Equivalentes de Caixa no Fim do Período 86.837 Fabio Henrique Fossato Nunes Dias Maurício Yamamura Luciano Aleixo da Silva - CRC: 1SP172947/O -7 - CPF: 183.038.088-50 Chief Operations Officer Diretor Contador:

Demonstração de Resultado do Exercício Resultado 2012 2011 Receita Operacional 1.195.140 Custos dos Serviços Prestados (766.732) Lucro Bruto 428.408 Receitas (Desp.) Operacionais/Gerais e Adm. (63.796) Tributárias (170) (63.966) Resultado Antes das Receitas (Despesas) Financeiras Líquidas, Impostos e Equivalencias 364.443 Receitas Financeiras 766 Lucro Antes de IRPJ E CSLL 365.209 (119.490) Impostos de Renda e CSLL Correntes Lucro Líquido do Exercício 245.718 Quantidade de ações no final do exercício 1.000.000 Lucro por ação no final do exercício 0,2457 Demonstração de Mutação de Patrimônio Líquido Capital Lucros/Prej. Social Acumulados Total Total Saldos em 31/12/2011 Integralização de Capital 874.000 - 874.000 874.000 Capital a Integralizar (250.000) - (250.000) (250.000) Lucro do Exercício 245.718 245.718 245.718 Saldos em 31/12/2012 624.000 245.718 869.718 869.718

economia britânica evitou um retorno à recessão e cresceu mais do que o esperado nos três primeiros meses deste ano. A Agência de Estatísticas Nacional informou que o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,3% no primeiro trimestre – acima das estimativas de expansão de 0,1% –, depois de ter encolhido 0,3% na comparação trimestral no final de 2012. Frente ao mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 0,6%, aumento mais forte desde o final de 2011. Para o ministro das Finanças, George Osborne, os dados são encorajadores. Ele prometeu continuar tentando resolver os problemas orçamentários. "Não há respostas fáceis para os problemas construídos durante muitos anos, e não posso prometer que o caminho à frente será sempre tranquilo, mas ao continuar confrontando os pro-

blemas de frente, a Grã-Bretanha se recupera e nós estamos construindo uma economia pronta para o futuro", disse em comunicado. O aumento do PIB britânicofoi guiado por forte crescimento no setor de serviços e por uma recuperação da produção de petróleo e gás no Mar do Norte. Politicamente, se os dados indicassem uma volta à recessão teria sido difícil para o governo em geral e Osborne em particular, especialmente porque fazem poucos dias que a agência de classificação de risco Fitch cortou o rating de crédito da região. Osborne se prende ao compromisso de eliminar o déficit orçamentário da Grã-Bretanha em cinco anos, apostando que o crescimento irá se recuperar a tempo da eleição nacional em maio de 2015, apesar da previsão de crescimento de apenas 0,6% este ano.(Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 25

Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. CNPJ/MF nº 05.262.743/0001-53

Relatório da Administração Srs. Acionistas: Em cumprimento aos dispositivos legais e estatutários, apresentamos os Balanços Patrimoniais e demais contas referentes aos exerc. encerrados em 31/12/2012 e 2011.

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado (Nota 7) Contas a receber de clientes (Nota 8) Créditos a receber (Nota 9) Imóveis destinados à venda (Nota 10) Demais ativos Não circulante Realizável a longo prazo Contas a receber de clientes (Nota 8) Créditos a receber (Nota 9) Imóveis destinados à venda (Nota 10) Consórcios (Nota 11) Parceiros em empreendimentos (Nota 12) Sociedades controladas (Nota 13.4) Investimentos (Nota 13.1) Imobilizado (Nota 14) Intangível (Nota 14)

Total do ativo

Balanço Patrimonial em 31 de dezembro (Em milhares de reais) Controladora Consolidado 2012 2011 2012 2011 Passivo e patrimônio líquido 106.808 78.921 218.138 147.477 Circulante 4.128 2.641 10.093 3.570 Empréstimos e financiamentos (Nota 15) Fornecedores 38.795 36.427 50.032 52.540 Contas a pagar (Nota 13.2(c)) 29.176 16.824 68.674 59.342 Obrigações por aquisição de imóveis (Nota 16) 8.585 3.099 8.585 3.099 Obrigações trabalhistas e tributárias 19.137 15.539 67.859 24.010 Obrigações tributárias diferidas (Nota 17(a)) 6.987 4.391 12.895 4.916 Adiantamentos de clientes (Nota 18) Parceiros em empreendimentos (Nota 12) Provisões (Nota 19) 168.383 122.343 111.930 77.860 Dividendos a pagar 101.033 88.864 107.934 76.117 Sociedades controladas (Nota 13.4) 64.447 53.897 81.813 55.582 Outras contas a pagar 12.917 7.635 12.917 7.635 Não circulante 2.422 3.534 2.438 3.534 Empréstimos e financiamentos (Nota 15) 3.458 2.925 3.458 2.925 Obrigações por aquisição de imóveis (Nota 16) 7.364 5.509 7.308 6.441 Obrigações tributárias diferidas (Nota 17(a)) 10.425 15.364 – – Imposto de renda e 63.547 31.736 – – contribuição social diferidos (Nota 17(b)) 1.391 1.004 1.476 1.004 Provisões (Nota 19) 2.412 739 2.520 739 Patrimônio líquido Capital social (Nota 20.1) Reservas de capital (Nota 20.2) Reserva de lucros (Nota 20.3) 275.191 201.264 330.068 225.337 Total do passivo e patrimônio líquido

Controladora 2012 2011 58.804 35.362 29.060 17.448 5.699 2.331 3.301 – – – 2.374 2.406 1.588 557 5.704 3.860 – – 6.500 5.039 697 2.068 – 23 3.881 1.630 129.802 60.180 62.440 14.904 – – 2.242 1.960

Consolidado 2012 2011 109.594 56.614 39.033 26.772 9.475 4.081 3.301 – 3.169 3.485 4.563 3.447 1.476 1.410 18.724 4.208 18.075 4.035 6.868 5.229 697 2.068 – – 4.213 1.879 184.679 84.253 62.440 14.904 580 551 3.848 2.720

3.097 3.219 70.998 145.389 103.023 22.555 19.811 275.191

4.996 3.221 75.085 145.389 103.023 22.555 19.811 330.068

5.862 2.092 24.818 141.084 103.023 22.555 15.506 201.264

7.209 2.255 27.639 141.084 103.023 22.555 15.506 225.337

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (Em milhares de reais)

Em 31 de dezembro de 2010 Subscrição e integralização de capital (Nota 20.1) Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido Reserva legal (Nota 20.3) Dividendo mínimo obrigatório (Nota 20.3) Apropriação para reserva de lucros (Nota 20.3) Em 31 de dezembro de 2011 Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido Reserva legal (Nota 20.3) Dividendo mínimo obrigatório (Nota 20.3) Apropriação para reserva de lucros (Nota 20.3) Em 31 de dezembro de 2012

Controladora e Consolidado Reservas de lucros Retenção Lucros de Lucros Total acumulados Total 7.648 8.867 – 94.445 – – – 40.000 – – 8.707 8.707

Capital social 63.023 40.000 –

Reserva de lucros 22.555 – –

Legal 1.219 – –

– – – 103.023 –

– – – 22.555 –

435 – – 1.654 –

– – 6.204 13.852 –

435 – 6.204 15.506 –

(435) (2.068) (6.204) – 2.934

– (2.068) – 141.084 2.934

– – – 103.023

– – – 22.555

147 – – 1.801

– 2.068 2.090 18.010

147 2.068 2.090 19.811

(147) (697) (2.090) –

– 1.371 – 145.389

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2012 (Em milhares de reais, exceto quando mencionado de outra forma) 1. Informações gerais – A Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. (“Controladora” ou “Cia.”) ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. No caso especíé uma Cia. de capital fechado com sede na capital de São Paulo, Estado de São Paulo, e fico do contas a receber de clientes, a administração não considera como evidências objetiva controlada pela REC Cipasa S.A. (subsidiária do Prosperitas III Fundo de Investimentos em exclusivamente a existência de parcelas vencidas, uma vez que embora o cliente tenha a posse Participações – FIP III). O FIP III participa do processo decisório da Cia., conforme Instrução no do imóvel comercializado, as unidades estão alienadas fiduciariamente a favor da Cia., até 391 expedida pela Comissão de Valores Mobiliários em 16/07/2003, que assegura ao mesmo que o contrato seja totalmente pago. A mensuração é feita pela diferença entre o valor conefetiva influência na definição da política estratégica em sua gestão. A Cia. e suas sociedades tábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejucontroladas têm por atividade preponderante a prospecção e o desenvolvimento de empreen- ízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dimentos imobiliários, notadamente a urbanização de loteamentos em forma de condomínios dos ativos financeiros. Quando apurado prejuízo, o valor contábil do ativo é reduzido e o fechados e a participação em outras sociedades. O desenvolvimento dos empreendimentos prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se, num período subsequente, o valor imobiliários é efetuado pela Cia. e suas controladas, criadas com o propósito específico de da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com desenvolver o empreendimento, de forma isolada ou em conjunto com outros parceiros via um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classifiparticipação societária nas sociedades controladas ou por meio do sistema de consórcio, tendo, cação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente entre os consorciados os proprietários de terrenos para loteamentos e outros participantes será reconhecida na demonstração do resultado. 2.5. Contas a receber: A comercialização com expertise nas diversas áreas de atuação requeridas para a implantação e comercialização das unidades é efetuada, substancialmente, durante as fases de lançamento e construção dos dos loteamentos. A emissão dessas demonstrações financeiras foi aprovada pela Diretoria em empreendimentos. As contas a receber de clientes, nesses casos, são constituídas aplicando2/04/2013. 1.1. Aquisição da Nova Colorado S.A.: Em 3/01/2012, a Cia. adquiriu 60% do -se o percentual de evolução da obra (POC) sobre a receita das unidades vendidas, ajustada capital social da Nova Colorado S.A. por meio de compra de ações e integralização de capital segundo as condições dos contratos de venda, sendo assim determinado o montante das pelo valor de R$ 12.569. Conforme requerido pelo CPC 15 – “Combinação de Negócios”, a Cia. receitas acumuladas a ser reconhecido, sobre o qual deduz-se as parcelas recebidas, deterefetuou a avaliação do valor justo dos ativos e passivos da sociedade, tendo apurado “mais minando-se o valor das contas a receber. Caso o montante das parcelas recebidas é superior valia” comparado com o correspondente valor contábil para os empreendimentos urbanísticos já ao da receita acumulada reconhecida, o saldo é classificado como adiantamento de clientes, lançados e em fase de construção/comercialização, no montante de R$ 21.367, os quais foram no passivo. As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas pelo valor de venda alocados à rubrica de imóveis destinados à venda, como a seguir demonstrado: e sobre os quais, subsequentemente, incidem juros e variação monetária, que são apropriados 2011 quando auferidos, obedecendo ao regime de competência de exercícios, menos a Provisão t quando aplicável. Nas vendas a prazo de Ajuste a valor Balanço para Devedores Duvidosos (PDD) (impairment), Ativo Balanço inicial de mercado ajustado unidades concluídas, o resultado é apropriado no momento em que a venda é efetivada, Disponibilidades 73 – 73 independentemente do prazo de recebimento do valor contratual. Se o prazo de recebimento Contas a receber clientes loteamento 1.240 – 1.240 do equivalente ao saldo de contas a receber é de um ano ou menos, as contas a receber são Estoques de imóveis a comercializar – loteamento 13.704 21.367 35.071 classificadas no ativo circulante. Caso contrário, a parcela excedente é apresentada no ativo Adiantamentos a fornecedores 1 – 1 não circulante. 2.6. Imóveis destinados à venda: Os imóveis prontos a comercializar estão Outros créditos 1 – 1 demonstrados ao custo de construção, que não excede ao seu valor líquido realizável. No caso Ativo circulante 15.019 21.367 36.386 de imóveis em construção, a parcela em estoque corresponde aos custos de construção Contas a receber 5.717 – 5.717 incorridos das unidades ainda não comercializadas. O custo incorrido compreende gastos com Valores a receber de sociedades ligadas 2.648 – 2.648 o projeto, legalização do terreno e do empreendimento, materiais, mão de obra (própria ou Outros creditos 101 – 101 contratada de terceiros) e outros relacionados. Normalmente, são realizadas operações em Realizável a longo prazo 8.466 – 8.466 Consórcio, nos quais os demais consorciados, em contrapartida a sua participação nas vendas, Imobilizado 5 – 5 incorrem com os custos do terreno e de infraestrutura dos empreendimentos, não tendo a Cia. Ativo permanente 5 – 5 participação nos mesmos. O valor líquido realizável corresponde ao fluxo de caixa esperado Total do ativo 23.490 21.367 44.857 das suas vendas, deduzidos os custos estimados de conclusão e as despesas relacionadas Passivo com as vendas. Os terrenos adquiridos estão demonstrados ao custo de aquisição. Nos casos Fornecedores (10.549) – (10.549) em que a Cia. se consorcia com o proprietário do terreno e terceiros para a realização do Impostos a recolher (6) – (6) empreendimento, o valor do terreno não integra o custo do empreendimento nas demonstraObrigações com parceiros 1 – 1 ções financeiras. No caso de aquisição, o registro do terreno é efetuado apenas por ocasião Outras contas a pagar (445) – (445) da lavratura da escritura do imóvel, não sendo reconhecido nas demonstrações financeiras Passivo circulante (11.001) – (11.001) enquanto em fase de negociação, independentemente da probabilidade de sucesso ou estágio Valores a pagar sociedade ligada (4.440) – (4.440) de andamento da mesma. Também não são reconhecidos nas demonstrações financeiras os Obrigações com parceiros em empreendimentos (4.656) – (4.656) terrenos onde estão previstos serem realizados empreendimentos, onde seus proprietários Obrigações fiscais diferidas (463) – (463) serão consorciados com a Cia. para a realização do empreendimento. A classificação de terExigível a longo prazo (9.559) – (9.559) renos entre circulante e não circulante é realizada pela administração com base na expectaTotal do passivo (20.560) – (20.560) tiva do prazo de lançamento dos empreendimentos imobiliários. A administração revisa Acervo líquido 2.930 21.367 24.297 periodicamente as estimativas de lançamentos. 2.7. Ativos intangíveis: Softwares: As Participação adquirida (60%) 14.578 licenças de software adquiridas são capitalizadas com base nos custos incorridos para Valor da operação (12.569) adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para ser utilizados. Esses custos Deságio apurado (Nota 24) 2.009 são amortizados durante sua vida útil estimável de três a cinco anos. Os custos associados à A diferença entre o valor pago e o acervo patrimonial a valor justo indica a apuração de deságio manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. 2.8. Imobino montante de R$ 2.009, o qual foi registrado na rubrica “Outras receitas operacionais” (Nota lizado: A sede da Cia., suas filiais e controladas localizam-se em imóveis alugados de tercei24) na demonstração do resultado. A apuração de deságio na operação é atribuída à vantagem ros. O imobilizado é demonstrado ao custo histórico de aquisição, estando substancialmente competitiva e velocidade de comercialização e execução dos projetos, advindo do comparti- representado por equipamentos de informática, deduzido da depreciação calculada pelo método lhamento da gestão (compra vantajosa) pela Cia., afetando de forma positiva a lucratividade linear, às seguintes taxas anuais: desses empreendimentos. A participação da Cia. no valor correspondente ao “ajuste a valor de Anos mercado”, no montante de R$ 12.820, deduzida da amortização pela comercialização dos lotes Instalações em imóveis de terceiros 10 no ano de 2012, no montante de R$ 1.197, totaliza R$ 11.623, o qual se encontra apresentado Máquinas e equipamentos 5 na rubrica “Investimentos” na sociedade controladora (Nota 13.1(a)). Nas demonstrações Móveis e utensílios 10 financeiras consolidadas, está classificado na rubrica “Imóveis destinados a venda” – lotes a Equipamentos de informática 5 comercializar (empreendimentos em construção). Considerando que historicamente a Cia. e suas controladas não alienam seus itens de imobi2. Resumo das principais políticas contábeis – 2.1. Base de preparação das demons- lizado, o valor residual dos bens foi considerado como sendo zero. A vida útil dos ativos é trações financeiras: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram prepa- revisada e ajustada, se apropriado, ao final de cada exercício. 2.9. Impairment de ativos não radas considerando o custo histórico como base de valor e ativos financeiros mensurados ao financeiros: Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou amortização são revisados para a valor justo por meio do resultado do exercício, em consonância com as práticas contábeis verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem adotadas no Brasil que compreendem os pronunciamentos, orientações e interpretações do que o valor contábil pode não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu valor recuperável. Este último é o valor mais (CFC). A Cia. e suas controladas atuam em um mesmo ambiente econômico, usando o real alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de venda e o seu valor em uso. Para fins como “moeda funcional”, a qual é também a moeda de apresentação das demonstrações de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais financeiras individuais da controladora e consolidadas.Adicionalmente, não realizam operações existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa (UGC)). significativas em moeda estrangeira. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso Os ativos não financeiros que tenham sofrido impairment, são revisados subsequentemente de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da para a análise de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do relatório. administração da Cia. no processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo. Aquelas 2.10. Contas a pagar aos fornecedores e por aquisição de imóveis: As contas a pagar aos áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de forneceas áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações finan- dores no curso normal dos negócios. As contas a pagar por aquisição de imóveis são relacioceiras, estão divulgadas na Nota 3. 2.2. Consolidação: (a) Controladas: Controladas são nadas a aquisição de terrenos para o desenvolvimento de projetos de empreendimentos todas as entidades (incluindo as entidades de propósito específico) nas quais a Cia. tem o imobiliários. Contas a pagar aos fornecedores e por aquisição de imóveis são classificadas poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhada de uma como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano; caso conparticipação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). Nas sociedades em trário são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, inicialmente, reconhecidas que a Cia. detém menos de 50% do capital votante, acordos garantem à Cia. direito de veto pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método em decisões que afetam significativamente os negócios da sociedade, garantindo-lhe o de taxa efetiva de juros. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura/contrato controle compartilhado, as quais são consolidadas de forma proporcional. As controladas são correspondente. 2.11. Empréstimos e financiamentos: Os empréstimos são reconhecidos, consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para a Cia.. A consolidação é inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequenteinterrompida a partir da data em que o controle, total ou compartilhado, termina. A Cia. usa o mente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados método de contabilização da aquisição para contabilizar as combinações de negócios. A (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é reconhecido durante o período em contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros, na transferidos, passivos incorridos e eventuais instrumentos patrimoniais emitidos pela Cia.. A demonstração do resultado. Os empréstimos e financiamentos captados foram substancialcontraprestação transferida inclui o valor justo de algum ativo ou passivo resultante de um mente utilizados para cobertura de capital de giro, não tendo, desta forma, os encargos contrato de contraprestação contingente quando aplicável. Custos relacionados com aquisição financeiros correspondentes sido apropriados como parcela complementar do custo do são contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos. Os ativos identificáveis empreendimento (ativo qualificável em construção). Os empréstimos são classificados como adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios passivo circulante, a menos que a Cia. e suas controladas tenham um direito incondicional de são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. O excesso da contra- diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.12. prestação transferida e do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimo- Provisões: As provisões são reconhecidas quando a Cia. e suas controladas têm uma obriganial anterior na adquirida em relação ao valor justo da participação do grupo de ativos líquidos ção presente, legal ou não formalizada, como resultado de eventos passados e é provável que l Quando a contraprestação trans- uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e uma estimativa confiável identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). ferida for menor que o valor justo dos ativos líquidos da controlada adquirida, a diferença é do valor possa ser feita. Quando há uma série de obrigações similares, a probabilidade de reconhecida diretamente na demonstração do resultado do exercício. Transações entre a Cia. liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. e as controladas, saldos e ganhos não realizados em transações entre sociedades controladas Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As provisões forneça evidências de uma perda (impairment)t do ativo transferido. As políticas contábeis das são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a controladas são alteradas e as suas demonstrações financeiras individuais ajustadas, quando obrigação, usando uma taxa antes de impostos, a qual reflita as avaliações atuais de mercado necessário, para assegurar a consistência dos dados financeiros a serem consolidados com do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação as políticas adotadas pela Cia.. Nas demonstrações financeiras individuais as controladas são em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira. 2.13. Imposto contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial (Nota 13). Os mesmos ajustes são de renda e contribuição social sobre o lucro: As despesas de imposto de renda e contrifeitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras buição social do período compreendem os impostos corrente e diferido, ambos reconhecidos consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas na demonstração do resultado. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente da Cia.. Os exercícios sociais das controladas incluídas na consolidação são coincidentes com e diferido é calculado com base nas leis tributárias promulgadas na data do balanço. A os da Cia. e as práticas e políticas contábeis foram aplicadas de forma uniforme e são con- administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Cia. e suas controladas nas sistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior. (b) Tratamento nas demonstrações declarações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal financeiras individuais da controladora: Os investimentos em sociedades controladas e aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base controladas em conjunto são registrados pelo método de equivalência patrimonial. De acordo nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais. Conforme facultado pela legiscom este método, a participação da Cia. no aumento ou na diminuição do patrimônio líquido lação tributária, em virtude da receita anual do exercício anterior, apurada em regime de caixa, das controladas, após a aquisição, em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo ter sido inferior a R$ 48.000, a Cia. e suas controladas optaram pelo regime de lucro presumido. no período é reconhecida como receita (ou despesa) operacional. A demonstração do resultado Nesse caso, a base de cálculo do imposto de renda é calculada à razão de 8% e a da contrireflete a parcela dos resultados das operações das controladas. Quando uma mudança for buição social à razão de 12% sobre as receitas brutas (32% quando a receita for proveniente diretamente reconhecida no patrimônio das controladas, a Cia. reconhece sua parcela nas da prestação de serviços e 100% das receitas financeiras), sobre as quais aplicam-se as variações ocorridas e divulgará este fato, quando aplicável, na demonstração das mutações alíquotas regulares de 15% acrescida de adicional de 10% para o imposto de renda e de 9% do patrimônio líquido. Os ganhos e perdas não realizados, resultantes de transações entre a para a contribuição social sobre o lucro. O imposto de renda e contribuição social diferidos Cia. e as controladas, são eliminados de acordo com a participação mantida nas controladas. são reconhecidos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias entre as (c) Tratamento dos consórcios nas demonstrações financeiras individuais da controla- bases fiscais de reconhecimento da receita de venda de imóveis (regime de caixa) e seus dora e nas demonstrações financeiras consolidadas: Os principais grupos de contas dos valores contábeis nas demonstrações financeiras (POC – Nota 2.16(a)). Os impostos de renda balanços dos consórcios, representados por caixa e equivalentes de caixa, contas a receber diferidos ativos e passivos são compensados quando há um direito exequível legalmente de de clientes, imóveis destinados à venda e fornecedores são incluídos no respectivos grupos compensar os ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes e quando os de contas das demonstrações financeiras da controladora e consolidadas, levando em consi- impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda incideração a participação que possui nos direitos e obrigações em cada um dos consórcios. As dentes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária ou diferentes entidades demais contas dos balanços dos consórcios, são apresentadas de forma aglutinada em tributáveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. 2.14. Benefícios a contas a receber ou contas a pagar de consórcios no balanço da Cia. e suas controladas, empregados: A Cia. oferece plano de bônus a seus colaboradores e executivos, o qual é proporcionalmente à sua participação, juntamente com o saldo do fluxo financeiro mantido reconhecido no decorrer do exercício, quando possa ser mensurado de maneira confiável pela com o mesmo. 2.3. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem administração da Cia. (normalmente quando se aproxima o enceramento do exercício). 2.15. dinheiro em caixa e depósitos bancários que são prontamente conversíveis em um montante Capital social: Está representado exclusivamente por ações ordinárias, classificadas como conhecido de caixa e que estão sujeitos a um risco insignificante de valor. 2.4. Ativos finan- patrimônio líquido. 2.16. Reconhecimento da receita: (a) Receita de venda de imóveis: A ceiros: 2.4.1. Classificação: A Cia. classifica seus ativos financeiros sob as seguintes cate- receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização gorias: mensurados ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A clas- das unidades dos empreendimentos imobiliários no curso normal das atividades do Grupo. A sificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A admi- receita é apresentada líquida dos impostos, dos distratos, dos abatimentos e dos descontos. nistração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Nas vendas das unidades dos empreendimentos imobiliários em construção, foram observaAtivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financei- dos os procedimentos e normas estabelecidos pelo CPC 30 – “Receitas” para o reconhecimento ros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para da receita de venda de bens com a transferência continuada dos riscos e benefícios mais negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, significativos inerente à sua propriedade. O enquadramento dos contratos de venda dos para fins de venda no curto prazo (Nota 7). Os ativos dessa categoria são classificados como empreendimentos para fins de aplicação da referida norma foi efetuado com base na Interativo circulante. (b) Empréstimos e recebíveis: Os empréstimos e recebíveis são ativos pretação Técnica ICPC 02 – “Contratos de Construção do Setor Imobiliário”. A partir das financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em referidas normas e levando também em consideração os procedimentos contábeis aplicáveis um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento previstos pela Orientação OCPC 01 (R1) – “Entidades de Incorporação Imobiliária”, os seguinsuperior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos tes procedimentos sã0 adotados para o reconhecimento de receita de vendas de unidades em não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Cia. compreendem os saldos mantidos com construção: • O custo incorrido (incluindo o custo do terreno, quando aplicável) correspondente sociedades controladas, parceiros em empreendimentos, contas a receber de consórcios e de às unidades vendidas é apropriado integralmente ao resultado. • É apurado o percentual do clientes, créditos a receber e determinados equivalentes de caixa. 2.4.2. Reconhecimento e custo incorrido das unidades vendidas (incluindo o terreno, quando aplicável), em relação ao mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na seu custo total orçado (POC), sendo esse percentual aplicado sobre o valor justo da receita data de negociação – data na qual a Cia. e suas controladas se comprometem a comprar ou das unidades vendidas (incluindo o valor justo das permutas efetuadas por terrenos, quando vender o ativo. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, aplicável), ajustada segundo as condições dos contratos de venda, sendo assim determinado reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do o montante da receita de venda reconhecida. • Os montantes das receitas de vendas apuraresultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa das, incluindo a atualização monetária e juros incorridos do contas a receber até a data, líquido dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que das parcelas já recebidas (incluindo o valor justo das permutas efetuadas por terrenos, quando o Grupo tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. aplicável), são contabilizados como contas a receber, ou como adiantamentos de clientes, Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são, subsequentemente, quando aplicável. • A partir da assinatura do contrato, passa a incidir juros sobre as parcelas contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo não recebidas, bem como atualização monetária. Assim sendo, o valor justo da receita das amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes unidades vendidas corresponde, na data da determinação da receita a ser apropriada, ao valor de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resul- das parcelas recebidas acrescido do valor do contas a receber, considerando os juros aprotado são apresentados na demonstração do resultado em “Receitas financeiras” no período priados pro rata temporis, sobre o qual será aplicado o POC. O encargo relacionado com a em que ocorrem. 2.4.3. Compensação de instrumentos financeiros: Ativos e passivos comissão de venda é de responsabilidade do adquirente do imóvel, não incorporando o preço financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial quando há de venda. Se surgirem circunstâncias que possam alterar as estimativas originais de receitas, um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de custos ou extensão do prazo para conclusão, as estimativas iniciais serão revisadas. Essas liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.4.4. revisões podem resultar em aumentos ou reduções das receitas ou custos estimados e são Impairment de ativos financeiros: O Grupo avalia no final de cada exercício se há evidência refletidas no resultado no período em que a administração tomou conhecimento das circunsobjetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo tâncias que originaram a revisão. Os valores recebidos por vendas de unidades não concluídas ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e os prejuízos de impairment são incorridos dos empreendimentos lançados que ainda estejam sob os efeitos da correspondente cláusula somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos resolutiva, são classificados como adiantamento de clientes. Nas vendas de unidades concluocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento ídas, a receita de venda dos bens é reconhecida no momento da assinatura dos compromis(ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro sos de compra e venda, desde que os mesmos tenham cláusula de irrevogabilidade e irretra-

São Paulo, 02/04/2013.

A Administração

Demonstração do Resultado – Exercícios findos em 31/12 Demonstração dos Fluxos de Caixa (Em milhares de reais, exceto lucro por ação) Exercícios findos em 31 de dezembro (Em milhares de reais) Controladora Consolidado Controladora Consolidado 2012 2011 2012 2011 Das atividades operacionais 2012 2011 2012 2011 Receita (Nota 21) 72.661 45.147 104.588 95.608 Resultado antes da prov. p/ o imposto de renda Custo das vendas (Nota 22(a)) (31.176) (25.758) (45.974) (53.408) e contribuição social 4.485 11.935 6.185 13.606 Lucro bruto 41.485 19.389 58.614 42.200 Ajustes p/ conciliar o resultado às disponibilid. (Despesas) receitas – Comerciais (Nota 22(b)) (2.889) (1.791) (9.780) (2.283) geradas pelas atividades operacionais Gerais e administrativas (Nota 22(b)) (36.354) (26.244) (44.204) (26.551) Resultado de equivalência patrimonial (1.406) (20.580) – – Equivalência patrimonial (Nota 13.2) 1.406 20.580 – – Ganhos em investimentos, líquidos (378) (100) – – Outras receitas operacionais, líquidas (Nota 24) 4.201 2.425 4.378 2.426 Amortização da mais valia de ativos em controladas 1.197 – – – Lucro operacional antes do resultado financeiro 7.849 14.359 9.008 15.792 Depreciações e amortizações 343 285 371 285 Despesas financeiras (Nota 25(b)) (12.582) (5.149) (12.717) (5.254) Encargos financeiros sobre financiamentos 13.493 4.648 14.142 4.648 Receitas financeiras (Nota 25(a)) 9.218 2.725 9.894 3.068 Provisões 2.588 3.319 2.605 3.672 Despesas financeiras, líquidas (3.364) (2.424) (2.823) (2.186) Provisão para crédito liquidação duvidosa 165 – 165 – Lucro antes do imposto de renda Variações nos ativos e passivos e da contribuição social 4.485 11.935 6.185 13.606 Ativos financeiros ao valor justo Imposto de renda e contribuição social (Nota 26) (1.551) (3.228) (3.251) (4.899) por meio do resultado (2.368) (5.958) 2.508 (21.405) Lucro líquido do exercício 2.934 8.707 2.934 8.707 Contas a receber de clientes e créditos a receber (33.835) (16.163) (46.496) (52.451) Lucro básico e diluído por ação (Nota 20.4) – R$ 0,2140 0,7618 Imóveis destinados à venda (2.486) (2.589) (42.753) 3.126 Nos exercícios findos em 31/12/2012 e de 2011, a Cia. não apurou outros resultados abranConsórcios (533) (1.067) (533) (1.067) gentes, razão pela qual essa demonstração não está sendo apresentada. Parceiros em empreendimentos (1.855) (4.624) 13.173 697 Demais ativos (2.596) (3.102) (7.979) (3.388) tabilidade; caso contrário, apenas no momento em que cláusulas resolutivas sejam sanadas Fornecedores 3.368 1.025 5.394 2.408 ou a posse seja efetivamente transferida. Após a finalização do empreendimento, a atualização Contas a pagar – – 3.301 – monetária e os juros passam a ser registrados como receita financeira, usando o método da Obrigações trabalhistas e tributárias (32) 1.203 1.116 1.906 taxa efetiva de juros, e não mais integra a base para determinação da receita de vendas. (b) Obrigações tributárias diferidas 1.313 528 1.194 1.973 Receita de serviços: A receita de prestação de serviços é reconhecida no período em que os Contas a pagar por aquisição de imóveis – – (287) 1.106 serviços são prestados, usando o método linear de reconhecimento de receita na proporção Adiantamento de clientes 1.844 1.637 14.516 1.961 dos gastos incorridos. (c) Receita financeira: A receita financeira é reconhecida conforme o Demais passivos 2.251 1.457 2.334 164 prazo decorrido, usando o método da taxa efetiva de juros. A partir do momento em que o Caixa aplicado nas atividades operacionais (14.442) (28.146) (31.044) (42.759) empreendimento é concluído, a atualização monetária e juros do contas a receber, apropriados Imposto de renda e contribuição social pagos (4.316) (2.686) (5.464) (3.106) à medida que o tempo passa, é reconhecido em contrapartida de receita financeira. 2.17. Juros pagos (14.723) – (14.723) – Distribuição de dividendos: A distribuição de dividendos para os acionistas da Cia. é reco- Caixa líq. aplicado nas atividades operacionais (33.481) (30.832) (51.231) (45.865) nhecida como um passivo nas demonstrações financeiras da Cia. ao final do exercício, com Fluxo de caixa das atividades de investimento base em seu estatuto social. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisio- Investimentos (52.477) (265) – – nado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral. 2.18. Reservas Imobilizado e intangível (2.403) (1.657) (2.624) (1.657) de lucros: A reserva legal é calculada na base de 5% do lucro líquido do exercício, conforme Dividendos recebidos 24.554 810 – – determinação da Lei no 6.404/76. O saldo da reserva de lucros refere-se à retenção do saldo Caixa líquido aplicado nas atividades remanescente de lucros acumulados, a fim de atender aos compromissos assumidos para a de investimento (30.326) (1.112) (2.624) (1.657) conclusão dos empreendimentos lançados, conforme orçamento de capital proposto pelos Fluxo de caixa das atividades de financiamento administradores da Cia. (Nota 27(a)), o qual será submetido à aprovação pela Assembleia Geral Amortização de empréstimos (17.885) (11.887) (17.885) (11.887) Ordinária. 2.19. Arrendamentos: Nos arrendamentos contratados pela Cia. uma parcela Ingressos de empréstimos 78.263 10.000 78.263 19.324 significativa dos riscos e benefícios da propriedade é retida pelo arrendador, estando, dessa Aumento de capital – 40.000 – 40.000 forma, classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos efetuados para Partes relacionadas 4.916 (6.656) – – arrendamentos operacionais (líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) são Caixa líquido gerado pelas atividades reconhecidos na demonstração do resultado pelo método linear, durante o período do arren- de financiamento 65.294 31.457 60.378 47.437 damento. Não há contratos de arrendamento firmados classificados como arrendamentos Aumento (redução) de caixa e equival. de caixa 1.487 (487) 6.523 (85) financeiros. Caixa e equivalentes de caixa: 3. Estimativas e julgamentos contábeis críticos – As estimativas e os julgamentos contábeis No início do exercício 2.641 3.128 3.570 3.655 são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, No final do exercício 4.128 2.641 10.093 3.570 incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Aumento (redução) de caixa e equival. de caixa 1.487 (487) 6.523 (85) 3.1. Estimativas e premissas contábeis críticas – Com base em premissas, a Cia. e suas Controladora Consolidado controladas fazem estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis 2012 2011 2012 2011 resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais.As estimativas e premissas 93.623 70.721 150.487 114.924 que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos Contas a receber apropriado (64.447) (53.897) (81.813) (55.582) valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício social, estão relacionadas Ativo não circulante 29.176 16.824 68.674 59.342 com o reconhecimento de receita. O Grupo usa o método de Porcentagem de Conclusão (POC) Ativo circulante para contabilizar seus contratos de venda de unidades nos empreendimentos de incorporação Ossaldosareceberestãosujeitosàatualizaçãoconformecláusulascontratuais,asquaissubstancialimobiliária e na prestação de serviços. O uso do método POC requer que a Cia. estime os custos a mentepreveemavariaçãodoÍndiceGeraldePreços–Mercado(IGP-M/FGV),acrescidosdejurosde9%a serem incorridos até o término do empreendimento de incorporação imobiliária para estabelecer 12% ao ano, a partir da assinatura dos compromissos particulares de compra e venda. uma proporção em relação aos custos já incorridos. Mudanças nas referidas estimativas podem Dessa forma, estima-se que o contas a receber dos empreendimentos concluídos e o afetar significativamente o montante da receita reconhecida e, consequentemente, do lucro contas a receber apropriado dos empreendimentos em construção, estão próximos ao valor líquido do exercício. 3.2. Julgamentos críticos na aplicação das políticas contábeis da justo. O saldo de contas a receber das unidades vendidas e ainda não concluídas não está Cia.: (a) Transferência continuada de riscos e benefícios: O Grupo segue as orientações do totalmente refletido nas demonstrações financeiras, uma vez que o seu registro é limitado ICPC 02 para determinar o critério de reconhecimento de receitas. Essa determinação requer à parcela da receita reconhecida contabilmente (conforme critérios descritos na Nota 2.5), um julgamento significativo. Para esse julgamento, a Cia. e suas controladas avaliaram os líquida das parcelas já recebidas. A parcela apropriada que supera o total da carteira de contratos de venda firmados, tendo concluído que aplicam-se as regras estabelecidas no CPC recebíveis vencida e com vencimento em até um ano está apresentada no realizável a 30 – “Receitas” em que os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade das longo prazo. A análise de vencimentos do total das parcelas a receber dos contratos de unidades imobiliárias são transferidas continuamente aos compradores ao longo da construção venda das unidades concluídas e não concluídas pode ser assim demonstrado, por ano do empreendimento imobiliário. Caso o julgamento fosse de que a transferência ocorresse de vencimento: Controladora Consolidado apenas por ocasião da conclusão do empreendimento, os maiores impactos seriam a redução 2012 2011 2012 2011 do patrimônio líquido e do lucro líquido do exercício de forma transitória, uma vez que o 1.924 463 3.054 3.061 reconhecimento da receita e dos correspondentes custos e impostos se daria por ocasião Vencidos 27.250 22.701 65.620 75.979 da conclusão. (b) Reconhecimento de receita – responsabilidade pela contratação e A vencer: 2013 2014 15.103 12.461 32.624 13.308 pagamento da comissão de corretagem: Conforme mencionado na Nota 2.16(a), o encargo 2015 13.773 11.364 28.580 11.658 relacionado com a comissão de vendas é de responsabilidade do adquirente do imóvel, não 2016 12.695 10.474 25.403 10.363 incorporando o preço de venda fixado nos contratos firmados com os adquirentes do imóvel 2017 11.976 9.881 23.465 9.573 e a correspondente receita reconhecida pela Cia. e suas controladas. A administração da Cia. 2018 em diante 36.402 30.033 71.410 29.131 vem acompanhando, juntamente com seus assessores legais, posicionamento do Ministério 119.123 97.377 250.156 153.073 Público que vem requerendo junto às empresas de corretagem que conste informação clara e precisa nas propostas para aquisição de imóvel que a responsabilidade pelo pagamento Conforme mencionado na Nota 6, a administração considera praticamente nulo o risco de crédito da comissão de corretagem não é do adquirente do imóvel, tendo o Ministério Público já da carteira, face a mesma estar garantida por alienação fiduciária dos imóveis vendidos e, por firmado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com uma delas. A administração da Cia. e esse motivo, nenhuma provisão para perdas vem sendo constituída. suas controladas vêm acompanhando a evolução desse assunto, para determinar eventuais 9. Créditos a receber – Conforme contrato firmado entre a Cia. e a Lindercorp Desenvolvimento impactos que possam vir a ocorrer em suas operações futuras e consequentes reflexos nas Imobiliário S.A. (LDI) em 26/09/2007, a LDI cedeu sua participação direta em empreendimento e indireta através de consórcio sobre uma carteira de direitos creditórios, como forma de demonstrações financeiras. 4. Gestão de risco financeiro – 4.1. Fatores de risco financeiro: As atividades da Cia. e de liquidação de uma dívida com a Cia.. Em 8/11/2012, a Cia. efetuou a compra de recebíveis do suas controladas as expõem a diversos riscos financeiros: risco de mercado (incluindo taxa de empreendimento Consórcio de Urbanização Bonfim. As participações atualizadas sobre estas Controladora e Consolidado juros de fluxo de caixa), risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco se carteiras estão assim demonstrada: 2012 2011 concentra na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos 8.585 3.099 adversos no desempenho financeiro da Cia. e de suas controladas.A Cia. e suas controladas não Circulante 12.917 7.635 têm como prática fazer uso de instrumentos financeiros derivativos para proteger exposições a Não circulante 21.502 10.734 risco. A gestão de risco é realizada pela tesouraria central, a qual identifica, avalia e protege a Carteira de recebíveis Cia. e suas controladas contra eventuais riscos financeiros em cooperação com as sociedades A análise de vencimentos dessa carteira em 31 de dezembro pode ser assim demonstrada, 2012 2011 controladas. (a) Risco de mercado: (i) Risco cambial: Considerado praticamente nulo em por ano de vencimento: 628 714 virtude de a Cia. e suas controladas não possuirem ativos ou passivos denominados em moeda Vencida estrangeira, bem como não possuir em dependência significativa de materiais importados em A vencer 7.957 2.385 sua cadeia produtiva. Adicionalmente, a Cia. e suas controladas não efetuam vendas indexadas 2013 3.095 2.031 em moeda estrangeira. (ii) Risco do fluxo de caixa: Sobre o contas a receber, conforme men- 2014 9.284 1.732 cionado na Nota 8, incidem juros de 9% a 12% ao ano, acrescido de variação calculada com 2015 538 3.872 base no IGP-M. As taxas de juros contratadas sobre aplicações financeiras estão mencionadas 2016 em diante 21.502 10.734 na Nota 7.As taxas de juros sobre empréstimos e financiamentos e contas a pagar por aquisição de imóveis estão mencionadas nas Notas 15 e 16, respectivamente. Adicionalmente, como A administração considera praticamente nulo o risco de crédito da carteira, face a mesma mencionado na Nota 13.4, os saldos mantidos com sociedades controladas não estão sujeitos estar garantida por alienação fiduciária dos imóveis vendidos e, por esse motivo, nenhuma a encargos financeiros. A Cia. e suas controladas analisam sua exposição à taxa de juros de provisão para perdas vem sendo constituída. forma dinâmica. São simulados diversos cenários levando em consideração refinanciamento, 10. Imóveis destinados à venda – Representados por terrenos para futuros empreendimentos renovação de posições existentes, financiamento e hedge alternativos. Com base nesses e pelos custos incorridos das unidades imobiliárias a comercializar (empreendimentos prontos cenários, o Grupo define uma mudança razoável na taxa de juros e avalia o impacto sobre o e em construção), como demonstrado a seguir: Controladora Consolidado resultado. Nas demostrações financeiras consolidadas os passivos sujeitos a taxas variáveis 2012 2011 2012 2011 de juros são (i) financiamento para capital de giro, os quais estão parcialmente sujeitos à – – 16.755 4.276 variação das taxas para Certificados de Depósito Interbancário (CDI) e para as quais existe um Imóveis em construção (*) Lotes a comerc.(empreend. em constr.) 15.854 18.363 47.837 22.558 hedge natural nas aplicações financeiras, minimizando impactos relacionados com os riscos 5.705 710 5.705 710 de volatilidade; e (ii) descontos de recebíveis, para o qual existe um hedge natural do contas Lotes a comerc.(empreend. concluídos) 21.559 19.073 70.297 27.544 a receber de clientes, conforme detalhado na Nota 15. (b) Risco de crédito: O risco de crédito (2.422) (3.534) (2.438) (3.534) é administrado corporativamente. O risco de crédito decorre de contas a receber de clientes, Realizável a longo prazo 19.137 15.539 67.859 24.010 depósitos em bancos e ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado. A qualidade do Ativo circulante crédito dos ativos financeiros mais significativos encontra-se detalhado na Nota 6. (c) Risco (*) O consolidado inclui imóveis residenciais em construção por sociedade controlada. A de liquidez: A previsão de fluxo de caixa é realizada nas entidades operacionais e agregada parcela classificada no realizável a longo prazo refere-se a empreendimentos que serão pelo departamento de Finanças da Cia.. Este departamento monitora as previsões contínuas lançados à partir de 2014. das exigências de liquidez para assegurar que ela tenha caixa suficiente para atender às 11. Consórcios – A Cia. e suas controladas participam do desenvolvimento de empreendimentos necessidades operacionais da Cia. e de suas controladas.As necessidades de caixa do exercício imobiliários em conjunto com outros parceiros através da formação de consórcios, normalmente de 2012 foram substancialmente supridas pelo sócio controlador. O excesso de caixa mantido com a participação do proprietário do terreno e com outros parceiros responsáveis por obras pelas entidades operacionais, além do saldo exigido para administração do capital circulante, de infraestrutura. A estrutura de administração desses consórcios e a gerência de caixa são é investido em títulos e valores mobiliários, escolhendo instrumentos com vencimentos centralizadas na empresa líder de cada empreendimento, que monitora o desenvolvimento das apropriados ou liquidez suficiente para fornecer margem suficiente conforme determinado obras e os orçamentos. Assim, o líder do consórcio tem a responsabilidade de assegurar que pelas previsões acima mencionadas. O passivo financeiro da Cia. e de suas controladas, com as aplicações de recursos necessários sejam feitas e alocadas de acordo com o planejado. vencimento contratual superior a um ano, está substancialmente representado por empréstimos As origens e aplicações de recursos do empreendimento estão refletidas nos saldos de ativo e financiamentos, cuja tabela de análise por faixa de vencimento encontra-se na Nota 15. 4.2. e passivo, os quais não estão sujeitos à atualização ou encargos financeiros e não possuem Gestão de capital: Os objetivos da Cia. ao administrar seu capital são os de salvaguardar a vencimento predeterminado. A seguir estão demonstrados os saldos a receber junto aos capacidade de sua continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras parceiros de consórcios: Controladora partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. e Consolidado Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Cia. pode rever a política de pagamento de 2012 2011 dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para 162 181 reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. 4.3. Estimativa do valor justo: Estima-se que Consórcio de Urbanização Colinas do Aruã 327 268 os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores e por aquisição Consórcio de Urbanização Carmela t esteja próxima de seus valores Consórcio de Urbanização Jandira 97 60 de imóveis pelo valor contábil, menos a perda (impairment), justos. O mesmo pressuposto é válido para os passivos financeiros. Os ativos financeiros Consórcio de Desenvol. Urbano Paulínia II 56 93 avaliados a valor justo correspondem a Certificados de Depósitos Bancários e operações Consórcio de Urbanização Santa Helena 29 40 compromissadas, estando os mesmos enquadrados no Nível 2 de mensuração, através da Consórcio de Urbanização Rio Preto III 77 121 utilização de técnicas de avaliação que maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado Consórcio de Desenvol. Urbano Rodeio 136 170 onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Consórcio de Urbanização Agrigento 120 173 Assim sendo, todas as informações relevantes exigidas para a determinação do valor justo Consórcio Bonfim Paulista 314 640 foram as adotadas pelo mercado. Consórcio de Urbanização Sumaré 89 – 5. Instrumentos financeiros por categoria – Com exceção dos ativos financeiros ao valor Consórcio de Urbanização Salto 139 115 justo (Nota 7), os demais ativos financeiros são classificadas como “Empréstimos e recebíveis”; Consórcio de Urbanização Araraquara 138 27 os passivos financeiros são classificados como “Outros passivos financeiros”. Consórcio de Urbanização Piracicaba 649 – 6. Qualidade do crédito dos ativos financeiros – A qualidade do crédito dos ativos financeiros Consórcio de Urbanização Santa Cruz 37 22 que não estão vencidos ou impaired pode ser avaliada mediante as seguintes referências: Consórcio de Urbanização São Bento 136 66 (a) Instituições financeiras (ativos financeiros ao valor justo) – as instituições com as quais a Consórcio de Urbanização São Lucas 153 231 Entidade opera possuem a seguinte classificação de risco pela Standard&Poors. Consórcio de Urbanização Santa Petronila 35 67 Controladora Consolidado Consórcio de Urbanização São Bento II 17 17 Rating 2012 2011 2012 2011 Consórcio de Urbanização Alphaville São Camilo – 464 BBB/Stable/A-3 16.853 26.307 27.540 38.462 Consórcio de Urbanização Indaiatuba 538 – BB+/Stable/B 18.678 9.969 18.678 9.969 Consórcio de Urbanização Roseira 209 170 Demais 3.264 151 3.814 4.109 Realizável a longo prazo 3.458 2.925 38.795 36.427 50.032 52.540 12. Parceiros em empreendimentos Controladora Consolidado (b) Clientes – a totalidade do contas a receber possui alienação fiduciária dos imóveis vendi2012 2011 2012 2011 dos. A administração considera praticamente nulo o risco de crédito da carteira de clientes. Aldebaran Urbanismo Ltda. 1.016 845 1.016 845 7. Ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado Alfa Empreendimentos Imobiliários Ltda. 211 172 211 172 Controladora Consolidado Nova Vida II Empreend. Imobiliários Ltda. – – (156) – 2012 2011 2012 2011 Couto Rosa Empreend. Imobiliários Ltda. – – (1.099) – Certific. de Dep. Bancário (i) 35.531 34.671 46.218 48.467 Residencial Vitória da Conquista – – (152) – Operações comprom. (ii) 3.264 1.756 3.814 4.073 Cipasa Cajamar Empreendimentos 38.795 36.427 50.032 52.540 Imobiliários Ltda. – sócio de SCP – – – (4.035) (i) Remuneração calculada com base em 102,81% da variação dos Certificados de Depósito Nova Colorado – – (16.658) – Interbancário (CDI). (ii) Remuneração calculada com base na variação do CDI. Adiantamentos p/ proprietários de terrenos 6.137 4.492 6.081 5.424 8. Contas a rec. de clientes Controladora Consolidado Outros – – (10) – 2012 2011 2012 2011 7.364 5.509 (10.767) 2.406 Empreendimentos concluídos 54.387 24.375 76.968 24.375 Realizável a longo prazo 7.364 5.509 7.308 6.441 Empreendim. em construção Passivo circulante – – (18.075) (4.035) Receita apropriada 141.293 138.294 199.611 243.622 7.364 5.509 (10.767) 2.406 Parcelas recebidas (101.892) (91.948) (125.927) (153.073) Com exceção dos adiantamentos para proprietários de terrenos, os demais saldos estão Prov. p/ créd. liquid. duvidosa (165) – (165) – sujeitos a encargos financeiros estipulados com base na variação do CDI, acrescido de 3% ao 39.236 46.346 73.519 90.549 ano, sem vencimento predeterminado. 13. Investimentos – 13.1. Informa��ões sobre as controladas (a) Em 31/12/2012 Controlada Cipasa Cajamar Empreend. Imobiliários Ltda. Cipasa Santa Maria Empreend. Imobiliários S.A. Fazenda Roseira Alpha Empreend. Imobiliários Ltda. Fa zenda Roseira Beta Empreend. Imobiliários Ltda. Fazenda Roseira Delta Empreend. Imobiliários Ltda. Fazenda Roseira Epsilon Empreend. Imobil. Ltda. Fazenda Roseira Eta Empreend. Imobiliários Ltda. Roseira Gamma Empreendimentos Imobiliários Ltda. Fazenda Roseira Kappa Empreend. Imobiliários Ltda. Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobiliários Ltda. Marsala Incorporação SPE S.A. Marialice Empreendimentos Imobiliários S.A. Marilia Desenvolvimento Urbano Ltda. Pinda SPE Desenvolvimento Urbano Ltda. Cahoeiro Desenvolvimento Urbano Ltda. Aracruz Desenvolvimento Urbano Ltda. Vila Velha Desenvolvimento Urbano Ltda. Guarapari Desenvolvimento Urbano Ltda. Juiz de Fora Desenvolvimento Urbano Ltda. Guara Desenvolvimento Urbano Ltda. Pitangui Desenvolvimento Urbano Ltda. Nova Iguaçu Desenvolvimento Urbano Ltda. São Leopoldo Desenvolvimento Urbano Ltda. Vitoria Desenvolvimento Urbano Ltda. Aldeia Desenvolvimento Urbano Ltda. Cipasa Part Desenvolvimento Urbano Ltda. Cipasa Centro Norte Desenvolvimento Urbano S.A. Porto Velho Desenvolvimento Urbano Ltda. Dome Consultores Integrados Ltda. Varzea Grande Desenvolvimento Urbano Ltda. Cipasa Rio Das Ostras Desenv. Imobiliário Ltda. Cipasa Marica Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Cipasa Camaçari Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Cipasa Nova Lima Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Cipasa Petronila Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Cipasa Macapá Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Cipasa Teresina I Desenvolvimento Imobiliário Ltda. Nova Colorado Empreend. Imobil. S.A. (Nota 13.2(c)) Mais-valia de estoques na aquisição do investimento na sociedade controlada em conjunto Nova Colorado Empreendimento Imobiliário S.A. Nota 1.1

Quantidades de quotas 1.000 4.150.408 361.943 2.724.007 1.342.888 1.319.556 343.254 271.614 376.327 792.510 21.437.675 530.000 4.050.000 3.010.616 588.000 1.625.000 549.000 3.762.000 1.035.000 658.000 2.519.000 608.000 104.000 3.540.000 6.028.000 1.000 1.950.000 850.500 300.000 81.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 500.000 2.234.574

Participação% 100 50 38 38 38 38 38 38 38 38 21,2 50 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 91,5 100 90 100 100 100 100 100 100 100 100 60

Lucro (prejuízo) do exercício 1.324 1.558 (289) (510) (1.829) (1.167) (25) (23) (22) 909 (247) 2.588 (281) (443) (46) (23) (2) (1.289) (13) (13) (515) (135) (3) (1.961) (181) – (859) (26) 786 (4) (26) (17) (34) (9) (5) (5) – 7.159

Patrimônio líquido ajustado 205 7.316 397 1.079 4.187 1.479 161 129 379 1.055 16.967 3.114 4.821 2.567 518 1.538 541 2.469 422 331 1.550 473 72 1.528 3.163 1 936 320 917 71 315 115 466 23 11 301 42 26.997

Valor do investimento 205 3.658 151 410 1.591 562 61 49 144 401 3.597 1.557 4.821 2.567 518 1.538 541 2.469 422 331 1.550 473 72 1.528 3.163 1 856 320 825 71 315 115 466 23 11 301 42 16.198 51.924 11.623 63.547 continua …


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA/LEGAIS

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. Patrimônio Valor do Despesas Resultado Imposto de renda e Lucro líquido líquido ajustado investimento Em 31/12/2012 Receita líquida Custos operacionais financeiro contribuição ç social ((prejuízo)) do exercício Cipasa Cajamar Empreend. Imobiliários Ltda. 20.788 20.767 Dome Consultores Integrados Ltda. 2.098 (1.141) (16) 5 (239) 707 Cipasa Santa Maria Empreend. Imobiliários S.A. 7.334 3.667 Cipasa Cachoeiro Empreend. Imobil. Ltda. – – (46) – – (46) Fazenda Roseira Alpha Empreend. Imobiliários Ltda. 702 267 Cipasa Aldeia Empreend. Imobiliários Ltda. – – (214) 43 (10) (181) Fa zenda Roseira Beta Empreend. Imobiliários Ltda. 2.263 860 Cipasa Aracruz Empreend. Imobiliários Ltda. – – (23) – – (23) Fazenda Roseira Delta Empreend. Imobiliários Ltda. 5.278 2.006 Cipasa Guara Empreend. Imobiliários Ltda. – – (13) – – (13) Fazenda Roseira Epsilon Empreend. Imobil. Ltda. 2.064 784 Cipasa Guarapari Empreend. Imobil. Ltda. – – (1.285) (4) – (1.289) Fazenda Roseira Eta Empreend. Imobiliários Ltda. 198 75 Cipasa Juiz de Fora Empreend. Imobil. Ltda. – – (13) – – (13) Roseira Gamma Empreend. Imobiliários Ltda. 153 58 Cipasa Nova Iguaçu Empreend. Imobil. Ltda. – – (135) – – (135) Fazenda Roseira Kappa Empreend. Imobiliários Ltda. 431 164 Cipasa Pitangui Empreend. Imobiliários Ltda. – – (521) 8 (2) (515) Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobiliários Ltda. (231) (88) Cipasa São Leopoldo Empreend. Imobil. Ltda. – – (3) – – (3) Marsala Incorporação SPE S.A. 12.927 2.741 Cipasa Vila Velha Empreend. Imobiliários Ltda. – – (2) – – (2) Marialice Empreendimentos Imobiliários S.A. 870 435 Varzea Grande Desenvolvimento Urbano Ltda. – – (4) – – (4) 31.736 Porto Velho Desenvolvimento Urbano Ltda. – – (24) (2) – (26) 13.2. Movimentação – (a) Exercício findo em 31/12/2012 Cipasa Centro Norte Desenv. Urbano S.A. – – (786) (1) – (787) No início Ganhos/ (+) Lucros Equivalência – – (17) – – (17) Sociedade investida do exercício (perdas) ( ) Adição ç distribuídos patrimônial 2012 Cipasa Marica Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – (26) – – (26) Cipasa Cajamar Empreend. Imobiliários 20.767 23 – (21.908) 1.324 206 Cipasa Rio Das Ostras Desenv. Imobiliário Ltda. Cipasa Petronila Desenv. Imobiliário Ltda. – – (5) – – (5) Cipasa Santa Maria Empreend. Imobiliários S.A. 3.667 – 1.687 (2.475) 779 3.658 – – (5) – – (5) Fazenda Roseira Alpha Empreend. Imobiliários Ltda. 267 (6) – – (110) 151 Cipasa Macapá Desenv. Imobiliário Ltda. – – (9) – – (9) Fazenda Roseira Beta Empreend. Imobiliários Ltda. 860 (256) – – (194) 410 Cipasa Nova Lima Desenv. Imobiliário Ltda. – – (34) – – (34) Faz. Roseira Delta Fazenda Empreend. Imobil. Ltda. 2.006 280 – – (695) 1.591 Cipasa Camaçari Desenv. Imobiliário Ltda. Fazenda Roseira Epsilon Empreend. Imobiliários Ltda. 784 221 – – (443) 562 Em 31/12/2011 33.974 (12.363) (2) 38 (1.056) 20.591 Fazenda Roseira Eta Empreend. Imobiliários Ltda. 75 (4) – – (10) 61 Cipasa Cajamar Empreendimentos Ltda. 5.142 (6.514) (542) 74 (204) (2.044) Fazenda Roseira Gamma Empreend. Imobiliários Ltda. 58 1 – – (9) 50 Cipasa Santa Maria Empreend. Imobil. Ltda. Fazenda Roseira Kappa Empreend. Imobiliários Ltda. 164 (12) – – (8) 144 Faz. Roseira Alpha Empreend. Imobil. Ltda. 918 (792) (16) – (29) 81 Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobiliários Ltda. (88) 144 – – 345 401 Fazenda Roseira Beta Empreend. Imobil. Ltda. – – (5) – – (5) Marsala Incorporação SPE S.A. 2.741 (13) 921 – (52) 3.597 Faz. Roseira Delta Empreend. Imobil. Ltda. 13.534 (11.111) (56) 213 (484) 2.096 Marialice Empreendimentos Imobiliários S.A. 435 – – (171) 1.294 1.558 Faz. Roseira Epsilon Empreend. Imobil. Ltda. 12.611 (9.792) (178) 100 (416) 2.325 Marilia Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 5.104 – (281) 4.823 Fazenda Roseira Eta Empreend. Imobil. Ltda. – – (2) – – (2) Pinda SPE Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 3.011 – (443) 2.568 Faz. Roseira Gamma Empreend. Imobil. Ltda. – – (2) – – (2) Cahoeiro Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 564 – (46) 518 Faz. Roseira Kappa Empreend. Imobil. Ltda. 318 (424) (10) (3) (11) (130) Aracruz Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 1.560 – (23) 1.537 Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobil. Ltda. 7.329 (8.600) (39) 221 (292) (1.381) Vila Velha Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 543 – (2) 541 Marsala Incorporação SPE S.A. 2.245 (1.599) (1.976) (165) (179) (1.674) Guarapari Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 3.758 – (1.289) 2.469 Marialice Empreendimentos Imobiliários Ltda. 588 (60) – – (18) 510 Juiz de Fora Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 435 – (13) 422 Guara Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 344 – (13) 331 13.4. Saldos de operações – (a) Ativo realizável a longo prazo: Referem-se a adiantamento relacionados, principalmente, (i) com revisão de cláusula contratual de reajustamento e juros sobre parcelas em cobrança e (ii) entrega de unidades imobiliárias. Conforme informações dos Pitangui Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 2.065 – (515) 1.550 para futuro aumento de capital para as seguintes sociedades controladas: Controladora Nova Iguaçu Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 608 – (135) 473 consultores jurídicos responsáveis, não há expectativa da ocorrência de decisões desfavoráveis São Leopoldo Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 75 – (3) 72 2012 2011 nesses processos, motivo pelo qual nenhuma provisão foi constituída. Vitoria Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 3.489 – (1.961) 1.528 Cipasa Cajamar Empreendimentos Imobiliários Ltda. – 5.306 20. Patrimônio líquido – 20.1. Capital social: O capital social está representado por Aldeia Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 3.344 – (181) 3.163 Faz. Roseira Alpha Empreendimentos Imobiliários Ltda. 834 491 13.710.992 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, totalmente integralizadas, Cipasa Part Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 1 – – 1 Faz. Roseira Delta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 2.549 – totalizando R$ 103.023. Cipasa Centro Norte Desenvolvimento Urbano S.A. – – 1.642 – (786) 856 Faz. Roseira Epsilon Empreendimentos Imobiliários Ltda. 3.063 – Movimentação da quantidade de ações: 2012 2011 Porto Velho Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 346 – (26) 320 Faz. Roseira Gamma Empreendimentos Imobiliários Ltda. 34 – Em 1º de janeiro 13.710.992 10.971.290 Dome Consultores Integrados Ltda. – – 118 – 707 825 Faz. Roseira Kappa Empreendimentos Imobiliários Ltda. 869 – Aumento de capital (*) – 2.739.702 Varzea Grande Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 75 – (4) 71 Faz. Roseira Zeta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 2.138 – Em 31 de dezembro 13.710.992 13.710.992 Cipasa Rio Das Ostras Desenv. Imobiliário Ltda. – – 341 – (26) 315 Faz. Roseira Beta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 78 – (*) Em 1º/11/2011, foi aprovado o aumento de capital social de R$ 40.000, com a emissão Cipasa Marica Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – 131 – (17) 114 Fazenda Roseira Eta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 2 – de 2.739.702 ordinárias nominativas, sem valor nominal. 20.2. Reserva de capital: O saldo Cipasa Camaçari Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – 499 – (34) 465 Marsala Incorporação SPE S.A. – 2.549 de R$ 22.555 está representado substancialmente pelo valor de ágio na emissão de ações Cipasa Nova Lima Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – 32 – (9) 23 Pinda SPE Desenvolvimento Urbano Ltda. 71 3.062 da Cia. em 4/10/2006, quando a Lindencorp Desenvolvimento Imobiliário S.A. realizou a sua Cipasa Petronila Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – 16 – (5) 11 Guarapari Desenvolvimento Urbano Ltda. 54 34 integralização inicial. 20.3. Destinação dos lucros: Do lucro líquido do exercício, 5% são Cipasa Macapá Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – 306 – (5) 301 Nova Iguaçu Desenvolvimento Urbano Ltda. 156 539 destacados para fins de constituição da reserva legal, até que atinja o montante de 20% do Cipasa Teresina I Desenvolvimento Imobiliário Ltda. – – 42 – – 42 Cipasa Part. Desenvolvimento Urbano Ltda. 13 2.138 capital social da Cia..Após a constituição da reserva, 25% do lucro remanescente são destinados Nova Colorado Empreend. Imobil. S.A. (Nota 13.2(c)) – – 11.902 – 4.295 16.197 Cipasa Camaçari Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 564 148 ao dividendo mínimo obrigatório, cujo cálculo foi assim efetuado: 31.736 378 42.958 (24.554) 1.406 51.924 Cipasa Santa Maria Empreendimentos Imobiliários S.A. – 1.097 2012 2011 Mais-valia dos ativos de sociedade controlada (Nota 1.1) – (1.197) 12.820 – – 11.623 10.425 15.364 2.934 8.707 31.736 (819) 55.778 (24.554) 1.406 51.924 (b) Passivo circulante: Refere-se à parcela dos sócios nos adiantamentos para futuro Lucro líquido do exercício Constituição da reserva legal (147) (435) (b) Exercício findo em 31/12/2011 aumento de capital. Base de cálculo 2.787 8.272 No início Ganhos/ (+) Lucros Equivalência 14. Imobilizado e intangível Controladora Dividendo mínimo estatutário – % 25 25 ( ) ç Sociedade investida do exercício (perdas) Adição distribuídos patrimônial 2011 Controladora Consolidado e Consolidado Dividendo obrigatório calculado (697) (2.068) Cipasa Cajamar Empreendimentos Imobiliários 197 – – – 20.570 20.767 2012 2012 2011 A administração propôs a retenção da parcela remanescente do lucro do exercício em reserva de Cipasa Santa Maria Empreend. Imobiliários S.A. 5.414 – – (725) (1.022) 3.667 No início do exercício 1.743 1.743 371 lucros, a qual totaliza R$ 19.811, para fazer face aos compromissos assumidos para conclusão Fazenda Roseira Alpha Empreend. Imobiliários Ltda. 168 67 – – 31 267 2.403 2.624 1.657 dos empreendimentos lançados (Nota 27(a)), a qual será objeto de análise para aprovação Fazenda Roseira Beta Empreend. Imobiliários Ltda. 988 (125) – – (2) 860 Adições Depreciação (343) (371) (285) pela Assembleia de Acionistas que for deliberar sobre as demonstrações financeiras. Conforme Faz. Roseira Delta Fazenda Empreend. Imobil. Ltda. 758 451 – – 796 2.006 3.803 3.996 1.743 Assembleia de 25/05/2012, os sócios decidiram pela não distribuição do dividendo obrigatório Fazenda Roseira Epsilon Empreend. Imobiliários Ltda. 356 (455) – – 883 784 No final do exercício Custo 4.146 4.367 2.028 de 2011, no montante de R$ 2.068. 20.4. Lucro líquido por ação: Em atendimento ao CPC Fazenda Roseira Eta Empreend. Imobiliários Ltda. 104 (27) – – (1) 75 (343) (371) (285) 41, a Cia. apresenta a seguir as informações sobre o lucro líquido por ação para os exercícios Fazenda Roseira Gamma Empreend. Imobiliários Ltda. 77 (18) – – (1) 58 Depreciação/amortiz. acumulada 3.803 3.996 1.743 sociais findos em 31/12/2012 e de 2011. O lucro básico por ação é calculado mediante a Fazenda Roseira Kappa Empreend. Imobiliários Ltda. 150 63 – – (49) 164 No final do exercício 1.391 1.476 1.004 divisão do lucro líquido do exercício, atribuído aos detentores de ações pela quantidade média Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobiliários Ltda. 293 144 – – (525) (88) Imobilizado 2.412 2.520 739 ponderada de ações disponíveis durante o exercício. Os quadros abaixo apresentam os dados Marsala Incorporação SPE S.A. 3.096 – – – (355) 2.741 Intangível No final do exercício 3.803 3.996 1.743 de resultado e ações utilizados no cálculo do lucro líquido básico por ação: Marialice Empreendimentos Imobiliários S.A. – – 265 (85) 255 435 2012 2011 11.601 100 265 (810) 20.580 31.736 15. Empréstimos e financiamentos Controladora Consolidado Lucro líquido do exercício 2.934 8.707 (c) Aquisição de participação societária: Em 3/01/2012 foram adquiridas ações repreAtivo 2012 2011 2012 2011 Denominador – média ponderada sentativas de 60% de participação no capital social da sociedade controlada em conjunto Partici- Circu- Realizável a Capital de giro (i) 17.689 10.020 17.689 10.020 de ações disponíveis (em milhares de ações) 13.711 11.429 Nova Colorado Empreendimento Imobiliário S.A., pelo valor de R$ 12.569, assim composto: Em 31/12/2012 pação – % lante longo prazo Total Desconto de recebíveis (ii) 33.548 22.332 33.548 22.332 Lucro básico por ação – em R$ 0,2140 0,7618 99,9 3.788 480 4.268 Debêntures (iii) Valor pago ao acionista por 60% das ações detidas na sociedade 1.500 Pinda SPE Desenvolvimento Urbano Ltda. 40.263 – 40.263 – Para os exercícios findos em 31/12/2012 e de 2011, não há diferença entre o cálculo de lucro 99,9 519 – 519 Sistema Financeiro de Habitação Valor pago pelo acionista pela “Golden Share” 1.098 Cahoeiro Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 9.973 9.324 por ação básico e diluído em função da inexistência de ações ordinárias potenciais dilutivas. 99,9 1.561 – 1.561 Valor ser integraliz. na sociedade, em nome do acionista alienante 9.971 Aracruz Desenvolvimento Urbano Ltda. 91.500 32.352 101.473 41.676 21. Receita Controladora Consolidado 99,9 541 – 541 Circulante 12.569 Vila Velha Desenvolvimento Urbano Ltda. 29.060 17.448 39.033 26.772 2012 2011 2012 2011 Guarapari Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 2.783 – 2.783 Não circulante O compromisso firmado de integralização, pode ser assim apresentado: 62.440 14.904 62.440 14.904 Receita com venda de lotes 75.264 46.961 105.980 84.989 99,9 485 – 485 Valor a ser integralizado 26.000 Juiz de Fora Desenvolvimento Urbano Ltda. 91.500 32.352 101.473 41.676 Receita com vendas de unidades – – 551 14.307 99,9 331 – 331 (i) Capital de giro – empréstimos para capital de giro, sem garantia real, remunerados a juros Receita de serviços Ajuste a valor presente (1.074) Guara Desenvolvimento Urbano Ltda. – 2 2.297 145 99,9 1.619 – 1.619 de 6% a.a., acrescidos do CDI. (ii) Desconto de recebíveis com prazo de 60 meses e com 24.926 Pitangui Desenvolvimento Urbano Ltda. (-) Contribuições sobre as vendas 99,9 679 – 679 vencimento final para 20/12/2014, sendo a Cipasa responsável pelos pagamentos em caso Percentual de participação do acionista alienante 40 Nova Iguaçu Desenvolvimento Urbano Ltda. (PIS, COFINS e ISS) (2.603) (1.816) (4.240) (3.833) 99,9 72 – 72 de inadimplência por parte dos clientes. (iii) Em 5/04/2012, a Cia. emitiu 400 debêntures com Valor a ser integralizado em nome do acionista alienante 9.970 São Leopoldo Desenvolvimento Urbano Ltda. Receita líquida vendas 72.661 45.147 104.588 95.608 99,9 1.917 303 2.220 taxa de juros remuneratórios de 12% a.a. além da atualização monetária (IGP-M), sendo o Valor integralizado em 2012 (6.928) Vitoria Desenvolvimento Urbano Ltda. 22. Custos e despesas por natureza Controladora Consolidado 99,9 3.399 – 3.399 vencimento final para 1º/04/2015, com garantia de cessão financeira de direitos creditórios. Realização do ajuste a valor presente 259 Aldeia Desenvolvimento Urbano Ltda. (a) Custos das vendas 2012 2011 2012 2011 99,9 14 – 14 O saldo não circulante corresponde ao desconto de recebíveis e apresenta o seguinte croEm 31/12/2012 3.301 Cipasa Part Desenvolvimento Urbano Ltda. Terrenos – – – 12.634 91,5 996 42 1.038 nograma de vencimentos: Em 2012 foi integralizada na sociedade a importância de R$ 17.330, dos quais R$ 6.928 em Cipasa Centro Norte Desenvolv. Urbano S.A. Obras de infraestrutura 31.176 25.758 44.707 40.774 99,9 470 – 470 nome do acionista alienante e R$ 10.402 referente a participação da Cia., o qual, acrescido Porto Velho Desenvolvimento Urbano Ltda. Controladora e Consolidado Serviços – – 1.267 – 90 1.842 – 1.842 Vencimento do valor pago diretamente ao acionista, totaliza R$ 11.902 (Nota 13.2(a)). Do total de adições Dome Consultores Integrados Ltda. 2012 2011 31.176 25.758 45.974 53.408 99,9 72 – 72 2013 nos investimentos, no montante de R$ 55.778 (Nota 13.2(a)), R$ 3.301 não foram pagos até Varzea Grande Desenvolv. Urbano Ltda. – 5.313 (b) Despesas comerciais e Controladora Consolidado 99,9 359 – 359 2014 31/12/2012; dessa forma, na demonstração do fluxo de caixa as aplicações de recursos em2012 Cipasa Rio das Ostras Desenvolv. Imob. Ltda. 32.259 4.698 gerais e administrativas 2012 2011 2012 2011 99,9 116 – 116 2015 nos investimentos totaliza R$ 52.477. 13.3. Informações financeiras das investidas: Os Cipasa Marica Desenvolv. Imobiliário Ltda. 16.027 2.221 Benef. a administr. e empreg. (Nota 23) 24.268 17.048 28.343 17.059 99,9 1.057 – 1.057 2016 saldos totais das contas patrimoniais e de resultado das sociedades controladas sob controle Cipasa Camaçari Desenvolv. Imobiliário Ltda. 4.286 2.672 Viagens e deslocamentos 1.017 681 1.773 688 99,9 23 – 23 2017 comum considerados nas demonstrações financeiras consolidadas, proporcionalmente à Cipasa Nova Lima Desenvolv. Imobiliário Ltda. 9.868 – Consultoria 3.645 3.532 6.097 3.700 Cipasa Petronila Desenvolv. Imobiliário Ltda. 99,9 11 – 11 participação societária mantida, estão resumidos a seguir: 62.440 14.904 Despesas comerciais 2.889 1.791 9.780 2.283 99,9 301 – 301 16. Obrigações por aquisição de imóveis – São compromissos assumidos na aquisição de Ativo Cipasa Macapá Desenvolv. Imobiliário Ltda. Despesas de aluguel e condomínio 1.512 845 1.565 845 Cipasa Teresina I Desenvolv. Imobiliário Ltda. 99,9 11 – 11 terrenos para empreendimentos imobiliários: Partici- Circu- Realizável a Consumos diversos 5.912 4.138 6.426 4.259 99,9 23.386 12.526 35.912 Em 31/12/2012 pação – % lante longo prazo Total Nova Colorado Empreend. Imobiliário S.A. Consolidado 39.243 28.035 53.984 28.834 Cipasa Cajamar Empreendimentos Ltda. 99,9 456 – 456 Em 31/12/2011 Investidas 2012 2011 23. Despesa de benefícios a Controladora Consolidado Cipasa Santa Maria Empreend. Imob. S.A. 50 12.591 – 12.591 Cipasa Cajamar Empreendimentos Ltda. 99,9 33.706 – 33.706 Fazenda Roseira Agro Investimentos Ltda. (ii) 3.169 3.485 administradores e empregados 2012 2011 2012 2011 Faz. Roseira Alpha Empreend. Imob. Ltda. 38 1.063 – 1.063 Cipasa Santa Maria Empreend. Imob. S.A. 50 6.878 3.688 10.566 Marsala Incorporação SPE S.A. (i) 580 551 Salários 9.277 4.809 11.489 4.813 Faz. Roseira Beta Empreend. Imob. Ltda. 38 1.565 – 1.565 Faz. Roseira Alpha Empreend. Imob. Ltda. 38 2.605 – 2.605 3.749 4.036 Encargos 6.837 4.098 7.294 4.104 Faz. Roseira Delta Empreend. Imob. Ltda. 38 9.714 – 9.714 Faz. Roseira Beta Empreend. Imob. Ltda. 38 5.118 – 5.118 Circulante 3.169 3.485 Treinamentos 49 42 51 42 Faz. Roseira Epsilon Empreend. Imob. Ltda. 38 9.697 10 9.707 Faz. Roseira Delta Empreend. Imob. Ltda. 38 24.000 – 24.000 Não circulante 580 551 Bônus 6.509 5.044 7.466 5.044 Faz. Roseira Eta Empreend. Imob. Ltda. 38 198 – 198 Faz. Roseira Epsilon Empreend. Imob. Ltda. 38 22.295 – 22.295 3.749 4.036 1.026 1.722 1.443 1.722 Faz. Roseira Gamma Empreend. Imob. Ltda. 38 174 – 174 Faz. Roseira Eta Empreend. Imob. Ltda. 38 545 – 545 (i) Atualizado pelo variação do CUB – RS divulgado pelo Sinduscon – RS. (ii) Corresponde à Remuneração da administração 570 1.333 600 1.334 Faz. Roseira Kappa Empreend. Imob. Ltda. 38 1.064 – 1.064 Faz. Roseira Gamma Empreend. Imob. Ltda. 38 482 – 482 parcela de participação do ex-proprietário do terreno na receita apropriada do empreendimento Outros benefícios 24.268 17.048 28.343 17.059 Faz. Roseira Zeta Empreend. Imob. Ltda. 38 6.044 2 6.046 Faz. Roseira Kappa Empreend. Imob. Ltda. 38 2.379 – 2.379 lançado. O saldo não circulante apresenta o seguinte cronograma de vencimentos: Número de empregados 134 80 185 80 Marsala Incorporação SPE S.A. 21,2 4.537 44 4.581 Faz. Roseira Zeta Empreend. Imob. Ltda. 38 14.900 – 14.900 Controladora e Consolidado Em 2012, os administradores da Cia. receberam o montante global de R$ 1.026 a título de Marialice Empreend. Imobiliários Ltda. 50 431 1.228 1.659 Marsala Incorporação SPE S.A. 21,2 19.053 – 19.053 Vencimento 2012 2011 remuneração e benefícios em geral e os encargos incidentes somaram R$ 226. Marilia Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 5.780 2.910 8.690 Marialice Empreendimentos Imobiliários Ltda. 50 556 354 910 2014 – 551 24. Outras receitas Controladora Consolidado 2015 580 – (despesas) operacionais, líquidas 2012 2011 2012 2011 Passivo e patrimônio líquido 580 551 Ganhos da carteira de créd. a rec. (Nota 9) – 2.127 – 2.127 Passivo 17. Obrigações tributárias diferidas – O imposto de renda, a contribuição social, o PIS e a Receitas com distratos – 374 – 374 Em 31/12/2012 Participação – % Circulante Não circulante Patrimônio líquido Total COFINS diferidos são calculados sobre a diferença entre a receita de incorporação imobiliária 2.009 – 2.009 – Cipasa Cajamar Empreendimentos Ltda. 99,9 252 – 204 456 apropriada pelo regime de competência e aquela submetida à tributação, obedecendo ao Deságio apurado (Nota 1.1) Receita carteira Bonfim 1.053 – 1.053 – Cipasa Santa Maria Empreendimentos Imobiliários S.A. 50 8.933 – 3.658 12.591 regime de caixa, a qual se realiza em sintonia com a expectativa de realização do contas a Reversão provisão bônus 1.356 – 1.356 – Fazenda Roseira Alpha Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 885 28 151 1.064 receber, como a seguir apresentado: (217) (76) (40) (75) Fazenda Roseira Beta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 1.153 2 410 1.565 (a) Contribuições ao PIS e COFINS Controladora Consolidado Outras receitas (despesas), líquidas 4.201 2.425 4.378 2.426 Fazenda Roseira Delta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 7.599 523 1.591 9.713 2012 2011 2012 2011 Controladora Consolidado 682 448 818 732 25. Receitas e despesas financeiras Fazenda Roseira Epsilon Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 8.591 555 562 9.708 PIS 2012 2011 2012 2011 3.148 2.069 4.506 3.398 (a) Receitas financeiras Fazenda Roseira Eta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 137 – 61 198 COFINS Variação no valor justo de ativos 8.966 2.528 9.642 2.852 3.830 2.517 5.324 4.130 Fazenda Roseira Gamma Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 124 – 49 173 Outras receitas financeiras 252 197 252 216 Circulante 1.588 557 1.476 1.410 Fazenda Roseira Kappa Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 906 14 144 1.064 9.218 2.725 9.894 3.068 2.242 1.960 3.848 2.720 Fazenda Roseira Zeta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 5.334 311 401 6.046 Não circulante (b) Despesas financeiras Controladora Consolidado 3.830 2.517 5.324 4.130 Marsala Incorporação SPE S.A. 21,2 401 584 3.597 4.582 2012 2011 2012 2011 Controladora Consolidado Marialice Empreendimentos Imobiliários Ltda. 50 14 88 1.557 1.659 (b) Imposto de renda e (209) (469) (256) (497) contribuição social sobre o lucro 2012 2011 2012 2011 Juros, encargos e taxas bancárias Marilia Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 2.622 1.245 4.823 8.690 Juros e comissões sobre empréstimos (12.034) (4.648) (12.062) (4.648) IRPJ 2.005 4.127 3.144 5.058 Pinda SPE Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 1.559 141 2.567 4.267 Outras despesas financeiras (339) (32) (399) (33) 1.092 1.735 1.852 2.151 Cahoeiro Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 1 – 518 519 CSLL – – – (76) 3.097 5.862 4.996 7.209 Variações Aracruz Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 23 – 1.538 1.561 (12.582) (5.149) (12.717) (5.254) A ser liquidado em Vila Velha Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 – – 541 541 Um ano 26. Despesa de imposto de renda e contribuição social – (a) No resultado do exercício: 1.133 1.528 1.029 2.248 Guarapari Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 260 54 2.469 2.783 Mais de um ano 1.964 4.334 3.967 4.961 O encargo de imposto de renda e contribuição social no exercício pode ser assim resumido: Juiz de Fora Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 63 – 422 485 Não circulante Controladora Consolidado 3.097 5.862 4.996 7.209 2012 2011 2012 2011 Guara Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 – – 331 331 18. Adiantamentos de clientes – Referem-se a parcela recebida de clientes que excede a IRPJ 3.428 1.785 4.933 2.168 Pitangui Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 69 – 1.550 1.619 receita apropriada nos empreendimentos conforme abaixo: CSLL 1.436 901 2.250 938 Nova Iguaçu Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 50 156 473 679 Controladora Consolidado 4.864 2.686 7.183 3.106 São Leopoldo Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 – – 72 71 2012 2011 2012 2011 Corrente (2.530) 366 (2.352) 1.251 Vitoria Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 646 45 1.528 2.219 Consórcio de Urbanização Salto 1.152 3.022 1.152 3.022 IRPJ (783) 176 (1.580) 542 Aldeia Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 236 – 3.163 3.399 Consórcio de Urbanização Bonfim Paulista 1.406 457 1.406 457 CSLL (3.313) 542 (3.932) 1.793 Cipasa Part Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 13 – 1 14 Consórcio de Urbanização Santa Petronila 247 – 247 – Diferido 1.551 3.228 3.251 4.899 2.734 – 2.734 – Cipasa Centro Norte Desenvolvimento Urbano S.A. 91,5 182 – 856 1.038 Consórcio de Urbanização Piracicaba 150 – 150 – O imposto de renda e a contribuição social devidos sobre os lucros tributáveis da controladora Porto Velho Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 150 – 320 470 Consórcio de Urbanização Agrigento – – 8.168 – e suas controladas foram apurados conforme mencionado na Nota 2.13. (b) Reconciliação Dome Consultores Integrados Ltda. 90 1.017 – 825 1.842 Cipasa Santa Maria Empreend. Imobil. S.A. – – 1.977 – da despesa do imp. de renda e da contrib. social: A reconciliação entre a despesa de imp. Varzea Grande Desenvolvimento Urbano Ltda. 99,9 – – 71 72 Marilia Desenvolvimento Urbano Ltda. – – 1.079 – de renda e a contrib. social pela alíquota nominal e pela efetiva está demonstrada a seguir: Cipasa Rio Das Ostras Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 44 – 315 359 Pinda SPE Desenvolvimento Urbano Ltda. Controladora Consolidado – – 335 – Cipasa Marica Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 1 – 115 116 Vitoria Desenvolvimento Urbano Ltda. 2012 2011 2012 2011 – – 857 – Cipasa Camaçari Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 27 564 466 1.057 Dome Consultores Integrados Ltda. Resultado antes da tributação 7.816 11.935 9.516 13.606 Nova Colorado Empreend. Imobiliário S.A. – – 194 – Cipasa Nova Lima Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 – – 23 23 Alíquota vigente – % 34 34 34 34 – – 361 – Cipasa Petronila Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 – – 11 11 Marsala Incorporação SPE S.A. 2.657 4.058 3.235 4.626 – – 3 3 IRPJ e contribuição social nominal Cipasa Macapá Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 – – 301 301 Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobil. Ltda. (478) (6.997) – – Fazenda Roseira Alpha Empreend. Imobil. Ltda. – – 2 2 (-) Equivalência patrimonial Cipasa Teresina I Desenvolvimento Imobiliário Ltda. 99,9 – – 11 11 2.703 6.167 3.347 273 Fazenda Roseira Delta Empreend. Imobil. Ltda. – – 2 2 (+) Dif. na tribut. c/ base no lucro presum. Nova Colorado Empreendimento Imobiliários S.A. 99,9 1.497 18.217 16.198 35.912 4.882 3.228 6.582 4.899 Fazenda Roseira Beta Empreend. Imobil. Ltda. – – 40 40 Imposto de renda e contribuição social Em 31/12/2011 Outros 15 381 17 682 27. Compromissos – (a) Compromissos de incorporação imobiliária: De acordo com a lei Cipasa Cajamar Empreendimentos Ltda. 99,9 12.918 – 20.788 33.706 5.704 3.860 18.724 4.208 de loteamentos, a Cia. e suas controladas têm o compromisso legal de finalizar os projetos imoCipasa Santa Maria Empreendimentos Imobiliários S.A. 50 404 2.828 7.334 10.566 19. Provisões Controladora Consolidado biliários de loteamentos que foram aprovados e que não mais estejam sob cláusula resolutiva, Fazenda Roseira Alpha Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 1.782 121 702 2.605 (a) Composição dos saldos 2012 2011 2012 2011 segundo a qual a Cia. e suas controladas poderiam desistir e devolver os montantes recebidos Fazenda Roseira Beta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 2.850 5 2.263 5.118 Participação nos resultados 6.500 5.000 6.500 5.000 aos clientes. Todos os empreend. em construção não mais estão sob cláusula resolutiva. A Fazenda Roseira Delta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 17.261 1.461 5.278 24.000 Garantias – 39 368 229 parcela da Cia. e de suas controladas no custo orçado a incorrer para concluir esses empreend. Fazenda Roseira Epsilon Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 18.984 1.247 2.064 22.295 Obrigações contratuais 3.219 2.092 3.221 2.255 monta a R$ 97.711, o qual foi utilizado como base para determinação do POC para fins de Fazenda Roseira Eta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 347 – 198 545 9.719 7.131 10.089 7.484 reconhecimento da receita (Nota 2.16(a)). (b) Compromissos com arrendamento mercantil Fazenda Roseira Gamma Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 329 – 153 482 (b) Movimentação Consolidado operacional – Cia. e suas controladas como arrendatárias: O Grupo arrenda os escritórios Fazenda Roseira Kappa Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 1.874 74 431 2.379 no consolidado 2012 2011 onde estão localizados a matriz e filiais. Os termos do arrendamento são de 4 anos e a maioria dos contratos de arrendamento é renovável no término do período de arrendamento à taxa Participação Obrigações Fazenda Roseira Zeta Empreendimentos Imobiliários Ltda. 38 14.305 364 231 14.900 nos resultados Garantias contratuais Total Total de mercado. O Grupo tem que fornecer uma notificação com antecedência para rescindir Marsala Incorporação SPE S.A. 21,2 1.891 4.235 12.927 19.053 5.000 229 2.255 7.484 3.812 esses contratos; os pagtos. totais mínimos de arrendamento, segundo esses arrendamentos Marialice Empreendimentos Imobiliários Ltda. 50 16 24 870 910 No início do exercício Debit. à demonstr.do result. 6.500 139 966 7.605 6.179 operacionais canceláveis, montam o valor de 3 aluguéis vigentes (R$ 462 mil). 28. Seguros – (1.357) – – (1.357) – Para determinados empreendimentos, em virtude de requerimento específico, são contratados Despesas Resultado Imposto de renda e Lucro líquido Reversão de provisão (3.643) – – (3.643) (2.507) seguros garantia que cobre o fiel cumprimento das obrigações de infraestrutura assumidas Em 31/12/2012 Receita líquida Custos operacionais financeiro contribuição ç social (prejuízo) ( ) do exercício Pago no exercício 6.500 368 3.221 10.089 7.484 pela Cia. junto ao Poder Público Municipal, como a seguir indicado: Cipasa Cajamar Empreend. Ltda. 2.229 (591) (299) 75 (90) 1.324 No fim do exercício Reais Vigência g 6.500 368 – 6.868 5.229 Cipasa Santa Maria Empreend. Imobil. Ltda. 3.093 (1.719) (534) 57 (118) 779 Passivo circulante 10.048 31/07/2015 Passivo não circulante – – 3.221 3.221 2.255 Consórcio Urbanização Bonfim Paulista Faz. Roseira Alpha Empreend. Imobil. Ltda. (180) 81 (13) (2) 5 (109) 4.373 24/07/2016 (c) Participação nos resultados: O programa de participação de resultados foi aprovado em Cipasa Desenvolvimento Urbano Ltda. Fazenda Roseira Beta Empreend. Imobil. Ltda. – – (191) (3) – (194) 10.632 15/10/2014 16/06/2012 e está fundamentado em metas individuais e da Cia. e suas controladas como um Cipasa Desenvolvimento Urbano Ltda. Fazenda Roseira Delta Empreend. Imobil. Ltda. 1.375 (2.081) (46) 140 (83) (695) 7.417 30/09/2014 todo. O passivo corresponde a estimativa do valor a ser pago, com base nas metas a serem Cipasa Desenvolvimento Urbano Ltda. Faz. Roseira Epsilon Empreend. Imobil. Ltda. 2.621 (2.976) (72) 92 (108) (443) alcançadas. (d) Garantias: Ao término do empreendimento, a área urbanizada é entregue Consórcio de Urbanização Jundiaí 28.695 18/12/2014 Fazenda Roseira Eta Empreend. Imobil. Ltda. – – (10) – – (10) ao Poder Público Municipal correspondente. Para áreas comuns construídas e entregues ao Seguro patrimonial: Cipasa Desenv. Urbano Ltda. 5.531 28/03/2013 Faz. Roseira Gamma Empreend. Imobil. Ltda. – – (9) – – (9) Condomínio, a Cia. e suas controladas concedem período de garantia com base na legislação Dome Consultores Integrados Ltda. 225 2/05/2013 Faz. Roseira Kappa Empreend. Imobil. Ltda. (70) 71 (13) 2 2 (8) vigente, sendo reconhecida estimativa dos custos a serem incorridos, a valor presente, no Cipasa Centro Norte Desenvolvimento Urbano S.A. 180 1º/08/2013 Fazenda Roseira Zeta Empreend. Imobil. Ltda. 1.022 (706) (30) 126 (67) 345 atendimento de eventuais reivindicações. (e) Obrigações contratuais: A Cia. reconheceu As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo da Marsala Incorporação SPE S.A. (74) 55 1 (27) (7) (52) provisão para perdas, anteriormente não previstas, a serem incorridas em empreendimentos auditoria das demonstrações financeiras, consequentemente, não foram auditadas pelos Marialice Empreendimentos Imobil. Ltda. 1.465 (119) – (3) (49) 1.294 em fase final de conclusão. (f) Contingências: Certas sociedades controladas figuram como nossos auditores independentes. 29. Eventos subsequentes – Em 31/01/2013, a Cia. emitiu Cipasa Marilia Empreend. Imobil. Ltda. 4.164 (2.163) (2.156) 14 (140) (281) polo passivo, de forma indireta, em reclamações trabalhistas, no montante total de R$ 275, 342 Cédulas de Crédito Imobiliário no valor de R$ 12.327 com taxa de 9% ao ano acrescida Cipasa Pinda Empreend. Imobiliários Ltda. 1.615 (990) (1.018) 17 (67) (443) das quais a administração da Cia., como corroborado pelos consultores jurídicos, classifica a variação do IGP-M. A Cia. cedeu como garantia os créditos provenientes de carteira de Cipasa Vitoria Empreend. Imobiliários Ltda. 474 (261) (2.153) 11 (32) (1.961) como perda possível R$ 62 e perda remota – R$ 142, nas contestações apresentadas pela Cia.. recebíveis do empreendimento Consórcio de Urbanização Piracicaba, com vencimento da Nova Colorado Empreend. Imobiliários S.A. 12.014 (2.257) (4.769) 1 (694) 4.295 Processos cíveis nos quais sociedades controladas figuram como polo passivo totalizam R$ 14, última cédula em julho de 2021. … continuação

(b) Em 31/12/2011

Quantidades de quotas 9.901.000 1.300.000 361.443 2.724.007 1.342.388 1.319.056 342.754 271.114 375.827 792.010 17.093.163 530.000

Participação% 99,90 50,00 38,00 38,00 38,00 38,00 38,00 38,00 38,00 38,00 21,20 50,00

Diretoria Sérgio Villas Bôas Pereira

Pedro Lodovici

Aos Administradores e Acionistas Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. (“Cia.” ou “Controladora”) que compreendem o balanço patrimonial em 31/12/2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as demonstrações financeiras consolidadas da Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31/12/2012 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração da Cia. é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demons-

Lucro (prejuízo) do exercício 20.591 (2.044) 81 (5) 2.096 2.325 (2) (2) (130) (1.381) (1.674) 510

Ivo Szterling

Máximo Pinheiro Lima Netto Sérgio Villas Bôas Pereira

Conselho de Administração Pedro Lodovici Diogo Bustani

Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras trações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Cia. para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cia.. Uma auditoria inclui também a avaliação

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O Jornal do Empreendedor

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Jorge Carlos Nuñez Felipe Rodrigues Gaiad de Camargo

Contador Clay Regazzoni Monteiro CRC 1SP 216.321/O-1

da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cipasa Desenvolvimento Urbano S.A. e suas controladas em 31/12/2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, bem como o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 2 de abril de 2013 PricewaterhouseCoopers Celso Luiz Malimpensa Auditores Independentes Contador CRC 2SP 000.160/O-5 CRC 1SP 159.531/O-0


sexta-feira, 26 de abril de 2013

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 27


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

ODBPAR 2 S.A. CNPJ Nº 13.067.447/0001-20

RELATÓRIO DOS ADMINISTRADORES – 2012 Senhores Acionistas: Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2012, acompanhadas das respectivas notas explicativas. São Paulo, 15 de março de 2013. A Administração.

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro (em milhares de reais) Ativo Circulante Dividendos a receber (Nota 3 (b))...................... Não circulante Investimentos (Nota 3(b))...................................

Total do ativo .......................................................

2012

2011

2.807 2.807

2.781 2.781

405.367 405.367

410.512 410.512

408.174

413.293

Passivo e patrimônio líquido Circulante Dividendos a pagar (Nota 4 (e)).........................

2012

2011 2.781 2.781

Patrimônio líquido (Nota 4) Capital social ..................................................... Reservas de capital ........................................... Reservas de lucros............................................ Ajuste de avaliação patrimonial......................... Ações em tesouraria..........................................

359.701 20.607 18.212 28.739 (19.085) 408.174 408.174

Total do passivo e patrimônio líquido...............

349.644 15.000 28.993 16.875 410.512 413.293

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

Reserva de capital

Ajuste de avaliação patrimonial

Ações em tesouraria

Capital Legal social Em 1º de dezembro de 2011 ............................................. Lucro líquido do exercício – R$ 1,484 por ação do capital social ................................................................................... Ajustes de controladas (Nota 4 (c)) ...................................... Transações de capital com os sócios: Aumento de capital (Nota 4 (a)) ....................................... 349.644 Variação no percentual de participação em controladas (Nota 4 (d))....................................................................... Destinação de aportes à formação de reservas de capital (Nota 4 (a))....................................................................... 15.000 Destinação do lucro líquido do exercício: Dividendos – R$ 0,8856 por lote de mil ações do capital social ................................................................................ 95 474 28.424 Constituição de reservas .................................................. Em 31 de dezembro de 2011............................................. 349.644 15.000 474 28.424 95 Prejuízo do exercício – R$ (1,496) por ação do capital social Ajustes de controladas (Nota 4 (c)) ........................................ Transações de capital com os sócios: Aumento de capital (Nota 4 (a)) ....................................... 10.057 Variação no percentual de participação em controladas (Nota 4 (d))....................................................................... Recompra de ações (Nota 4 (f))....................................... (19.085) Incorporação de acervo cindido (Nota 4 (a)).................... 5.607 Estorno de dividendos propostos..................................... Realização de dividendos adicionais ............................... (95) Dividendos – R$ 0,4472 por lote de mil ações do capital social (Nota 4 (e))............................................................. (2.807) 2.807 (10.686) Absorção de prejuízo do exercício................................... Em 31 de dezembro de 2012............................................. 359.701 20.607 474 14.931 2.807 (19.085) As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

ODBINV............................

Quantidade de quotas ou ações detidas 2011 6.390.532.277

2012 6.574.339.943

Lucros acumulados

9.486 16.875

Total

9.486 16.875 349.644

25.072

25.072 15.000

(5.660) (28.898) 16.875 11.864

(9.724) 691

(5.565) 410.512 (9.724) 12.555 10.057

(1.771)

118

(1.771) (19.085) 5.607 118 (95)

10.686 28.739

408.174

das políticas contábeis da Organização. As demonstrações financeiras foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC’s). (b) Mudança nas políticas contábeis e divulgação – Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPC’s a partir de 2012 que poderiam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. 2.2 Conversão de moeda estrangeira. (a) Moeda funcional e moeda de apresentação – Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais (R$), que também é a moeda funcional da Companhia. 2.3 Investimentos – Os investimentos em controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial. As variações no valor do investimento, decorrentes de variação cambial de investidas no exterior, são apresentadas na conta “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido da Companhia. 3 Investimentos. (a) Composição – O saldo da rubrica investimento está representado pelo investimento na ODBINV S.A. (“ODBINV”), avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, o investimento possui a seguinte composição:

Participação direta (%) 2011 2,85

2012 2,81

Patrimônio líquido ajustado 2012 2011 6.933.442 7.027.324

(em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 2012 Operações continuadas Resultado de participações societárias (9.724) Equivalência patrimonial (Nota 3 (b)) ....................... (9.724) Lucro (prejuízo) do exercício ................................... Lucro (prejuízo) básico e diluído, por lote de mil ações do capital social, das operações continuadas atribuível (1,496) aos acionistas no final do exercício – R$ (Nota 4 (g)) ... As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2012

Notas explicativas da Administração às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2012 (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1 Contexto operacional – A ODBPAR 2 S.A. (“Companhia”) foi constituída em 2 de dezembro de 2010, como uma sociedade por ações, denominada J.K.Q.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., com capital social subscrito de R$ 500,00 (quinhentos reais), representado por 500 ações sendo todas ordinárias nominativas e sem valor nominal, tendo como objeto social a participação em outras Sociedades, como sócia ou acionista, no país ou no exterior (“holding”). Em 01 de abril de 2011, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária a alteração da denominação social da Companhia para ODBPAR 2 S.A. e seu objeto social passou a ser a participação como sócia, acionista ou quotista, no capital de sociedades que possuam objetos sociais iguais ou diferentes do da Companhia. 2 Resumo das principais políticas contábeis – As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão descritas a seguir. Essas políticas vêm sendo aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.1 Base de preparação. (a) Demonstrações financeiras – As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e determinados ativos e passivos financeiros, inclusive instrumentos derivativos, mensurados ao valor justo. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação

Lucro líquido (prejuízo) ajustado do exercício findo em 31 de dezembro 2012 2011 (368.549) 422.208

Lucro (prejuízo) do exercício ....................................... (9.724) Ajuste de conversão de moeda estrangeira (Nota 4 (c)) 11.159 1.396 Outros resultados abrangentes ...................................... 2.831 Total do resultado abrangente do exercício ............... As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

No início do exercício .............................................. Incorporação de acervo cindido (Nota 4 (a)) ........... Ajustes de avaliação patrimonial ............................ Dividendos propostos .............................................. Equivalência patrimonial.......................................... Ganho (perda) de variação no percentual de participação .................................................................... Recompra de ações ................................................ Outros...................................................................... No final do exercício ...............................................

(3.269)

(207)

(3.035)

1.797 246

1.805 1.797

1.797 333

9.486 9.486

1,484

1.805 1.797

2011 9.486 14.179 2.696 26.361

2012 410.512 15.664 11.864 (2.807) (9.724)

2011 364.644

(1.771) (19.085) 714 405.367

25.072

16.875 (5.565) 9.486

410.512

4 Patrimônio líquido. (a) Capital social – Em 31 de dezembro de 2012, o capital social da Companhia é de R$ 359.701 (2011 – R$ 349.644), subscrito e integralizado por pessoas físicas e jurídicas de capital nacional, sendo representado por 6.574.339.943 (2011 – 6.390.532.277) ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Em 1º de abril de 2011, foi aprovada a integralização de ações ordinárias, já emitidas e subscritas, no valor de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais), mediante o aporte de moeda corrente nacional. No mesmo ato, o capital social da Companhia foi aumentado em R$ 344.800, passando de R$ 1 para R$ 344.801, com emissão de novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, subscritas mediante conferência, a valor contábil, da participação societária detida na ODBINV. Em 24 de junho de 2011, foi aprovado, em Assembleia Geral Extraordinária, o aumento de capital social da Companhia no montante de R$ 4.843 passando de R$ 344.801 para R$ 349.644, com a emissão de novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. As ações foram subscritas e integralizadas, no valor de R$ 19.843, dos quais R$ 4.843 foram destinados ao aumento de capital social da Companhia e R$ 15.000 foram destinados à formação de reserva de capital. As ações foram integralizadas mediante a conferência, a valor contábil, da participação societária detida na ODBINV. Em 31 de maio de 2012, foi aprovada a incorporação de parcela cindida da ODBPAR S.A. (“ODBPAR”), no montante de R$ 15.664, composta por 183.807.666 ações ordinárias da ODBINV. Em consequência, o capital social da Companhia foi aumentado em R$ 10.057, passando para R$ 359.701, com emissão de novas ações preferenciais, distribuídas entre os sócios da ODBPAR. Para fins de se determinar o aumento do patrimônio da Companhia, foi atribuído às novas ações o valor total de R$ 0,08522 por ação, sendo R$ 0,05471 destinado ao aumento de capital e R$ 0,03051 destinado à formação da reserva de capital no montante de R$ 5.607. (b) Apropriações do lucro – De acordo com o estatuto social, as importâncias apropriadas às reservas de lucros são determinadas como descrito abaixo, sendo que o saldo remanescente após essas apropriações e a distribuição de dividendos, terá a aplicação que decidir a Assembleia Geral dos Acionistas. (i) Reserva legal – É constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício até alcançar 20% do capital social ou até que o saldo dessa reserva, acrescido do montante da reserva de capital, exceda a 30% do capital social. (ii) Reserva de lucros a realizar – Essa reserva foi constituída com base em lucros não realizados de acordo com os incisos I e II do parágrafo 1º do artigo 197 da Lei 6.404/76, alterada pela Lei 11.638/07, cuja realização futura se dará nos termos da legislação pertinente. (c) Ajuste de avaliação patrimonial – O saldo dos ajustes de avaliação patrimonial podem ser apresentados conforme a seguir:

Mobi All Tecnologia S.A.

Disponib. no início do exerc. (207) Disponibilidades no final do exerc.

2011

(b) Movimentação do investimento

CNPJ 11.272.329/0001-28 Demonstrações Financeiras - (Valores expressos em milhares de reais) Senhores acionistas: Atendendo determinações legais e estatutárias, vimos submeter à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial, e demais Demonstrações do Exercício encerrado em 2012. Permanecemos a inteiro dispor dos acionistas para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. Balanço Patrimonial em 31 de Dezembro de 2012 e 31 de Dezembro de 2011 Resultado para os Exercícios Findos em 31/12/2012 e 2011 Notas (Controladora) (Consolidado) ( ) ( ) ( ) ((Consolidado)) Notas ((Controladora)) (Consolidado) Notas ((Controladora)) Explic. 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 Explic. 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 Explic. 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 Passivo Ativo Receita Operacional Líq. 13 13.028 10.750 14.223 10.750 1.288 325 1.337 325 Circulante/Caixa e equiv. 3 246 1.797 333 1.797 Circulante/Fornecedores 280 280 - Custo dos Prod. Vendidos Contas a receber de clientes 4 3.066 2.535 3.859 2.535 Empréstimos e financiamentos 10 14 (8.399) (5.164) (9.166) (5.164) 11 445 400 628 400 e Serviços Prestados Impostos a recuperar 5 321 126 324 126 Obrig. trabalhistas e sociais Lucro Bruto 4.629 5.586 5.057 5.586 Obrigações tributárias 12 186 249 326 249 Despesas antecipadas 10 7 10 7 500 501 - Rec. (Despesas) Operac. Demais contas a receber 433 58 463 58 Provisões Despesas gerais e adm. (6.089) (3.847) (6.153) (3.847) Demais contas a pagar 304 243 363 243 Total do ativo circulante 4.076 4.523 4.989 4.523 (15) (32) (15) (32) Total do passivo circulante 3.003 1.217 3.435 1.217 Outras receitas (desp.) operac. Não Circulante/Partes relac. 6 399 536 399 536 Não Circulante/Partes relac. 6 1.592 58 1.592 58 Result. Antes das Receitas Investimentos 7 495 (1.475) 1.707 (1.111) 1.707 Outros Exigíveis 62 62 (Desp.) Financ. Líq. e Imp. Imobilizado 8 565 335 641 335 Impostos Diferidos 15 144 163 145 163 131 131 131 131 Resultado financeiro Intangível 9 2.631 81 2.944 81 Total do passivo não circulante 1.163 1.163 1.723 251 1.723 251 Receitas não operacionais Outros Creditos 228 149 228 149 Total do Passivo 14 4.726 1.468 5.158 1.468 Resultado de equivalência patr. Total do ativo não circulante 4.318 1.101 4.212 1.101 Patr. Líquido/Capital social 2.533 1.533 2.533 1.533 Lucro Antes do IR e Contr. Total do Ativo 8.394 5.624 9.201 5.624 AFAC (154) 1.870 197 1.870 1.000 1.000 Social Sobre o Lucro (334) (303) (453) (303) Reservas de capital 1.623 1.623 1.623 1.623 IR. e CS. sobre o lucro Fluxos de Caixa para os Exercícios Findos em 31/12/2012 e de 2011 (488) 1.567 (256) 1.567 Prejuízos/Lucros acumulados (488) (488) - Lucro Líquido do Exercício ((Controladora)) ((Consolidado)) Atrib. A:/Part. dos acion. control. (488) 1.567 (502) 1.567 3.668 4.156 3.668 4.156 Fluxo de Caixa das Ativ. Operac. 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 Patrimônio Líq. de controladores 246 375 - Part. dos acionistas não control. Lucro líquido do exercício (488) 1.567 (256) 1.567 Participação de não controladores (488) 1.567 (256) 1.567 Total Patrimônio Líquido 3.668 4.156 4.043 4.156 Ajustes para reconciliar o resultado (Prej.) Luc. básico por ação-ordin. (0,1216) 0,3914 (0,0639) 0,3914 Total do Passivo e Patr. Líquido 8.394 5.624 9.201 5.624 provenientes de ativ. operac: Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido . Depreciações e amortizações 8 78 9 78 Atribuído aos acionistas controladores . Resultado de equivalência patr. (14) Capital Reservas de Lucro/Prej. (Controladora) Participação de (Consolidado) (494) 1.645 (247) 1.645 p q q realizado AFAC capital acumulados Patr. Líquido Não Control. Patr. Líquido Redução (aumento) nos ativos: 1.533 1.000 116 2.649 2.649 Contas a receber de clientes (531) (1.654) (1.324) (1.654) Em 31 de Dezembro de 2010 1.566 1.566 1.566 Impostos a recuperar (195) (78) (198) (78) Resultado do exercício 78 (78) Despesas do exercício seguinte (3) (3) (3) (3) Constituição de reserva legal Constituição de fundo de reserva 313 (313) Demais contas a receber (454) (6) (484) (6) (59) (59) (59) (1.183) (1.741) (2.009) (1.741) Dividendos Obrigatórios Constituição de res. de retenção Aumento (redução) nos passivos: 1.116 (1.116) Fornecedores 962 111 1.011 111 de lucros-Ad referemdum da AGO 1.533 1.000 1.623 4.156 4.156 Obrigações trabalhistas e sociais 45 166 228 166 Em 31 de Dezembro de 2011 Integralização de Capital 1.000 (1.000) 379 379 Obrigações tributárias (63) 172 77 172 Capital a Integralizar (250) (250) Provisões 500 501 Resultado do exercício (488) (488) 246 (242) Demais contas a pagar 336 59 336 Em 31 de Dezembro de 2012 2.533 1.623 (488) 3.668 375 4.043 1.444 785 1.876 785 Diretoria Recursos Líq. Provinientes das Fluxo de Cxa. das Ativ. de Financ. Chief Operations Officer – Fabio Henrique Fossato Nunes Dias Atividades Operacionais (233) 689 (380) 689 Partes relacionadas 1.671 (490) 1.671 (490) Chief Executive Officer – Roberto Carlos Dariva Fluxo de Caixa das Ativ. de Invest. Empréstimos e financiamentos 280 280 Contador: Investimentos (481) - Recursos Líq. Absorv. Pelas Luciano Aleixo da Silva Integralização de capital social 143 - Atividades de Financiamento ( ) ( 1.951 (490) 1.951 (490) CRC: 1SP172947/O -7 - CPF: 183.038.088-50 Adições ao ativo intangível e imob. (2.788) (207) (3.178) (207) Aum. (red.) no saldo de cxa.e equiv. (1.551) (8) (1.464) (8) Recursos Líq. Aplic. (Absorv.) Nas Atividades de Invest.

Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais)

Demonstrações do resultado abrangente Exercícios findos em 31 de dezembro (em milhares de reais)

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido (em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Reservas de lucros Reserva de Dividendos adilucros a cionais realizar

Demonstrações dos resultados Exercícios findos em 31 de dezembro

Notas explicativas estão na sede da administração

2012 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro (prejuízo) antes da contribuição social e do imposto de renda....................................................... (9.724) Ajustes: Resultado de equivalência patrimonial .................... 9.724 Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Adições ao investimento........................................... Dividendos recebidos ............................................... 2.758 Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades de investimentos............................................ 2.758 Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Aumento de capital................................................... Dividendos pagos ..................................................... (2.758) Destinação de aportes à formação de reservas de capital ....................................................................... Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades de financiamentos.......................................... (2.758) Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa, líquidos................................................................. Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações financeiras.

2011 9.486 (9.486) (364.644) 2.784 (361.860) 349.644 (2.784) 15.000 361.860

2012 2011 Saldo no início do exercício...................................... 16.875 Ajuste de conversão de moeda estrangeira ............. 11.159 14.179 705 2.696 Outros ajustes de avaliação patrimonial................... Saldo no final do exercício ....................................... 28.739 16.875 (d) Lucros (prejuízos) acumulados 2012 2011 Em 1º de janeiro ......................................................... Lucro líquido (prejuízo) do exercício .......................... (9.724) 9.486 Dividendos propostos ................................................. (5.660) Estorno de dividendos ................................................ 118 Transferência para reserva de lucros a realizar ......... 10.686 (28.424) Transferência para reserva legal................................ (474) Variação no percentual de participação de controladas (i).......................................................................... (1.771) 25.072 Outros......................................................................... 691 Em 31 de dezembro ................................................... (i) Ganhos apurados por equivalência patrimonial, decorrentes de lucros não realizados em transações de capital de algumas investidas indiretas da Companhia. (e) Dividendos propostos e destinação do resultado – Em 14 de junho de 2011, a Administração da Companhia aprovou a distribuição antecipada de dividendos relativos ao exercício de 2011, no montante de R$ 2.784. A Administração da Companhia deliberou distribuição dos dividendos mínimos obrigatórios no montante de R$ 2.781. A Administração propôs a aprovação na Assembleia Geral Ordinária distribuição de dividendos adicionais no montante de R$ 95. Em 2012, conforme disposto no parágrafo único do artigo 189 da Lei das S.A., o prejuízo do exercício da Companhia foi integralmente absorvido por parte do saldo da Reserva de lucros a realizar. A Administração da Companhia irá propor ao Conselho de Administração durante a Assembleia Geral Ordinária o pagamento de dividendos no valor de R$ 2.807, na proporção de R$ 0,4472 por lote de mil ações ordinárias. (f) Permuta de ações – ações em tesouraria – Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia mantém em tesouraria 297.932.003 ações ordinárias, decorrentes das permutas realizadas em 2012 com a investida ODBINV. (g) Lucro (prejuízo) por ação – A Companhia apresenta o cálculo do resultado por ação básico, calculado através da divisão do lucro (prejuízo) do exercício, atribuído aos detentores de ações ordinárias da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias disponíveis durante o exercício. 2012 2011 Lucro (prejuízo) do exercício das operações continuadas atribuível ao acionista da Companhia ................................. (9.724) 9.486 Média ponderada da quantidade de ações Ações ordinárias .................................... 6.498.298.963 6.390.532.277 Resultado por lote de mil ações ............. (1,496) 1,484 DIRETORIA Felipe Montoro Jens – Diretor Carla Gouveia Barreto – Diretora Mônica Bahia Odebrecht – Diretora Newton Sergio de Souza – Diretor Paulo Oliveira Lacerda de Melo – Diretor Afonso Celso Florentino de Oliveira Contador CRC 1MG071304/O-7 “T” SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO 14/13 – PREGÃO 08/13 Objeto: Contratação de empresa seguradora ou empresa corretora de seguro coletivo de acidentes pessoais. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nº 029, de 03/01/2013; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nº 10.520, de 17 de julho de 2002, Homologar, o item do objeto licitado, à empresa abaixo delineada e determinar que sejam tomadas as providências ulteriores. Unimed Seguradora S. A. Alameda Ministro Rocha Azevedo, 366 – Cerqueira César. São Paulo – SP. CNPJ (MF): 92.836.505/0001-06. Valor: R$ 2,75 (dois reais e setenta e cinco centavos) individual/ mês. Castilho – SP, 25 de abril de 2013. Joni Marcos Buzachero. Prefeito. A Debitar (26.04.13)

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO André Marino Gregori, brasileiro, divorciado, advogado, RG nº 15.556.106-6 (SSP-SP) e CPF nº 105.510.388-02, com escritório comercial localizado em SP/SP, Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.477, 12º, Parte, Itaim Bibi, declara sua intenção de exercer cargo de Diretor de Supervisão na BTG Pactual Seguradora S.A. e que preenche as condições estabelecidas nos arts. 3° e 4º da Resolução CNSP n° 136, de 07/11/2005. Esclarece que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais impugnações à presente declaração deverão ser comunicadas diretamente a Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, no endereço abaixo, no prazo máximo de quinze dias, contados da data desta publicação, por meio de documento em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que o declarante poderá, na forma da legislação em vigor, ter direito a vista do respectivo processo. Endereço: Superintendência de Seguros Privados - SUSEP. DECON - Departamento de Controle Econômico, Av. Presidente Vargas, 730, CEP 20071-900, RJ/RJ. SP, 19/4/2013. André Marino Gregori. (24 e 26/04/2012)

Auto Posto Trezentão Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação n° 45005584, válida até 24/04/2018 para comercio varejista de combustíveis e lubrificantes, sito à R. João Clímaco, 300 São João Clímaco- São Paulo - SP

Auto Posto MC de Itaqua Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Operação n° 26003876, válida até 24/04/2018 para combustíevis p/ veiculos automotores (postos de abastecimento), sito à Est. São Paulo, 2432, Vila Virginia, Itaquaquecetuba-SP

Turbojet Combustiveis Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Instalação n° 30004379 e requereu a Licença de Operação para Com. Varejista de Comb. e Lubrificantes sito à Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, 680, Vila Prudente- São Paulo-SP

Fone: 11 3180 3175


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sexta-feira, 26 de abril de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 29

e Santander Brasil tem resultados fracos A qualidade dos resultados foi muito fraca e aumentam os riscos de lucros menores em 2013. Relatório dos analistas do Credit Suisse

conomia

Banco anunciou lucro líquido de R$ 609 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa queda de 29,6% ante igual etapa de 2012.

U

m dia após anunciar R es ul ta d os – "A qualidade a troca de comando, dos resultados foi muito fraca o Santander Brasil e aumentam os riscos de luentregou nova roda- cros menores em 2013", afirda de resultados trimestrais maram em relatório os analisfracos e sinalizou que a pro- tas do Credit Suisse liderados metida virada não deve acon- por Marcelo Telles. tecer tão cedo, embora siga A provisão para perdas com vendo o País como sua princi- calotes subiu 9,1% nas mespal aposta global. mas bases, para R$ 3,37 biO maior banco estrangeiro lhões. Ao mesmo tempo, a no País anunciou ontem que margem financeira do grupo teve lucro lícaiu 5,2%, a q u i d o d e R $ 7 , 6 6 b iR $ 6 0 9 m ilhões. lhões no pri"Isso reflete meiro trimesnossa estratétre, queda de gia de migrar 29,6% ante para linhas de por cento foi o mesma etapa crédito de meaumento do lucro de 2012, em lhor qualidade meio ao per(que oferecem líquido do Bradesco sistente cenám a r g e n s m eno primeiro trimestre rio de fraco nores)", disse c r e s c im e n t o a jornalistas o deste ano. Analistas do crédito e demissionário fazem comparação maiores propresidentecom o do Santander. visões para executivo do calotes. b a n c o , M a rEm termos cial Portela. recorrentes, o lucro do San- Ele deve ser substituído por Jet a n d e r c a i u 1 4 , 4 % p a r a sús Zabalza em julho, segunR$ 1,52 bilhão, acima da previ- do anunciado na véspera. são da média de analistas, que Estratégia – Por conta dessa foi de R$ 1,33 bilhão. estratégia, a rentabilidade soO que mais chamou a aten- bre o patrimônio, indicador ção foi o mix de pálido cresci- usado no setor para medir comento da carteira de crédito mo os bancos remuneram ampliada, de 8,3% em 12 me- seus acionistas, caiu 2,6 ponses, para R$ 256,15 bilhões no tos porcentuais na comparafim de março, e aumento de 1 ção anual, para 12% no triponto percentual na inadim- mestre. plência acima de 90 dias, Essa combinação foi apenas para 5,8%. parcialmente amortecida pe-

4,5

Dívida pública cai 0,57% e chega a R$ 1,94 trilhão

A

dívida pública federal caiu 0,57% em março, para R$ 1,94 trilhão, segundo informações da Secretaria do Tesouro Nacional divulgadas ontem. Os números incluem o endividamento do governo no mercado interno e externo. Em fevereiro, a dívida era de R$ 1,951 trilhão. Depois de subir em janeiro e em fevereiro, o custo médio da dívida pública acumulado em doze meses caiu, passando de 11,78% ao ano em fevereiro para 11,42% em março – uma queda de 0,36 ponto percentual. O prazo médio de vencimento dos títulos aumentou em fevereiro, passando de 4,13 anos em fevereiro para 4,18 anos. Uma das metas do Tesouro Nacional é conseguir, gradualmente, aumentar os prazos dos seus títulos, o que daria mais estabilidade ao gerenciamento da dívida. Meta do Tesouro – Outra meta do Tesouro é diminuir a participação dos títulos remunerados por taxa flutuante, como é o caso de títulos corrigidos pela Selic – a taxa básica de juros da economia – para aumentar a

previsibilidade dos juros a serem pagos. Em março, a porcentagem desses títulos caiu de 23% para 20,62% em março. A meta para 2013 é que esse tipo de título corresponda a algo entre 14% e 19% do total da dívida. Já os títulos com remuneração prefixada – que têm sua taxa definida no momento dos leilões – e os indexados a índices de preços, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de inflação, aumentaram sua participação. Títulos prefixados – Os títulos prefixados representaram 38,74% da carteira em março, queda de 1,6 ponto percentual em relação a fevereiro. Já os indexados a índices de preços passaram de 35,51% para 36,2% em março. Para 2013, o Tesouro estima que a dívida pública federal fique entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,24 trilhões, alta de até 11,55% em relação a dezembro de 2012. A projeção se refere à soma das dívidas interna (títulos negociados no mercado doméstico) e externa. (Folhapress)

lo crescimento de 9,1% nas receitas com tarifas, para R$ 2,7 bilhões, e por despesas administrativas 5,8% menores, de R$ 3,89 bilhões. Segundo Portela, no geral os números mostram as diferenças estruturais do banco, como o fato de ter um índice de Basileia bastante superior à média das instituições rivais. No fim de março, o índice do Santander era de 21,5%, tendo subido 0,7 ponto ante dezembro, contra uma média em torno de 15% a 16% dos outros bancos.

Juros menores – "E nós não vamos queimar capital para elevar nossa rentabilidade", disse Marcial Portela. Além disso, pontuou o executivo, os bancos de forma geral estão se adequando a um cenário de taxas de juros menores, transição que deve durar pelo menos até o fim de 2014. Portela negou que o banco tenha sido alvo de propostas de compra nos últimos três anos e afirmou que o Brasil segue sendo o mercado mais importante para o grupo espa-

nhol. Na entrevista com jornalistas, ele previu que o crédito do sistema bancário brasileiro crescerá ao redor de 15% neste ano, mas que a carteira de empréstimos do Santander evoluirá pouco acima de 10%. Embora o lucro recorrente tenha vindo pouco acima do esperado, de maneira geral os números não agradaram os analistas, que avaliam que o Santander segue fazendo menos que os rivais. Na última segunda-feira, o

Bradesco anunciou aumento de 4,5% no lucro líquido do trimestre, para R$ 2,92 bilhões, alta de 11,6% na carteira de crédito e inadimplência quase estável em 4%. Foi um ótimo resultado, segundo o mercado. "Achamos que a gestão deve repensar a estratégia para o futuro, uma vez que o Santander não tem sido capaz de entregar a antiga promessa de convergir sua rentabilidade para o mesmo nível dos competidores", completaram os analistas do Credit Suisse no relatório. (Reuters)

Mitsui & Co. (Brasil) S.A. CNPJ nº 61.139.697/0001-70 Relatório da Diretoria Prezados Senhores em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e as demais demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Colocamo-nos à inteira disposição dos Srs. Acionistas para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. São Paulo, 24 de abril de 2013. A Diretoria. Balanços Patrimoniais Levantados em 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$) ATIVO Controladora Consolidado Passivo e Patrimônio Líquido Controladora Consolidado Circulante 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 01/01/2011 Circulante 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 01/01/2011 Caixa e equivalentes de caixa 61.833 51.609 66.931 81.545 74.020 Fornecedores 28 209 982 Aplicações financeiras 33.040 Salários, provisões trabalhistas e contribuições Contas a receber - terceiros 178 458 1.345 6.567 4.835 sociais e previdenciárias 3.682 3.870 3.792 3.870 4.261 Estoques 4.836 Provisão para rescisões trabalhistas e comerciais 2.145 10.228 Impostos a recuperar 1.266 998 1.798 1.153 542 Obrigações tributárias, incluindo imposto de renda e Créditos com partes relacionadas 8.256 11.655 8.256 11.656 6.848 contribuição social a recolher 819 1.592 983 1.592 1.753 Outros créditos 1.118 1.186 1.541 1.317 12.944 Parcelamentos de tributos 491 Total do ativo circulante 72.651 65.906 112.911 102.238 104.025 Contas a pagar 999 1.195 1.005 1.886 4.568 Não Circulante Provisão para benefícios adicionais aos empregados Realizável a longo prazo: Obrigações com partes relacionadas 2.955 4.627 2.966 4.638 3.100 Contas a receber - terceiros 689 2.227 1.767 Outras obrigações 605 686 1.321 Imposto de renda e contribuição social diferidos 2.504 2.467 2.504 2.467 2.475 Total do passivo circulante 8.455 11.889 9.265 15.026 26.213 Bens destinados à venda 218 1.130 Não Circulante Depósitos judiciais 580 525 Exigível a longo prazo: Outros créditos 317 17 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 2.330 2.138 8.183 8.061 9.417 Investimentos: Provisão para benefícios adicionais aos empregados 2.861 2.751 2.861 2.751 3.502 Investimentos em controladas e coligadas 38.336 36.898 16.006 15.167 12.189 Provisão para passivo a descoberto 683 Outros créditos 258 396 258 396 250 Parcelamentos de tributos 2.828 Imobilizado 6.921 7.658 7.127 7.663 9.398 Total do passivo não circulante 5.874 4.889 13.872 10.812 12.919 Intangível 146 86 565 506 86 Patrimônio Líquido Total do ativo não circulante 48.165 47.505 27.466 29.223 27.837 Capital social 238.569 238.569 238.569 238.569 238.569 1.766 1.766 1.766 1.766 1.766 Total do Ativo 120.816 113.411 140.377 131.460 131.862 Reserva de capital Ajustes de avaliação patrimonial 2.383 2.117 2.383 2.117 2.178 Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido para os Exercícios findos em Prejuízos acumulados (136.231) (145.819) (136.231) (145.819) (153.845) 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$) Parcela atribuível aos controladores 106.487 96.633 106.487 96.633 88.668 Ajust. de Parc. Parc. Parcela atribuível aos não controladores 10.753 8.989 4.062 Capital Res. aval. Prej. atrib. atrib. 106.487 96.633 117.240 105.622 92.730 social de cap. patrim. acum. contr. ñ contr. Total Total do patrimônio líquido Total do Passivo e Patrimônio Líquido 120.816 113.411 140.377 131.460 131.862 Saldos em 31/12/2010 238.569 1.766 2.178 (153.845) 88.668 7.317 95.985 Lucro líquido do exercício Ajustes de avaliação patrimonial Saldos em 31/12/2011 Lucro líquido do exercício Ajustes de avaliação patrimonial Saldos em 31/12/2012

238.569 238.569

1.766 1.766

8.026 8.026 (61) (61) 2.117 (145.819) 96.633 9.588 9.588 266 266 2.383 (136.231) 106.487

1.672 9.698 (61) 8.989 105.622 1.764 11.352 266 10.753 117.240

Demonstrações do Resultado para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2012 e de 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto o lucro (prejuízo) líquido por ação) Controladora Consolidado Receita Bruta de Vendas e Serviços Prestados 31/12/12 31/12/11 31/12/12 31/12/11 Impostos incidentes sobre vendas e serviços prestados Operações Continuadas Receita Operacional Líquida 58.212 46.953 58.227 46.953 Custo dos Serviços Prestados e Produtos Vendidos (32.431) (28.110) (32.431) (28.110) Lucro Bruto 25.781 18.843 25.796 18.843 Receitas (Despesas) Operacionais Com pessoal (11.148) (9.486) (11.148) (9.486) Gerais e administrativas (4.408) (5.511) (4.777) (5.600) Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas (497) (507) (442) (441) Resultado de equivalência patrimonial 371 1.364 1.767 2.342 Resultado financeiro, líquido 4.273 6.100 4.607 6.141 Lucro Operacional antes do IR e da Contribuição Social 14.373 10.803 15.803 11.799 Imposto de Renda e Contribuição Social Correntes (4.822) (3.319) (4.822) (3.323) Diferidos 37 (8) 37 (8) Lucro Líquido do Exercício das Operações Continuadas 9.588 7.476 11.018 8.468 Parcelados não Controladores - (1.764) (992) Lucro Líquido do Exercício das Operações Continuadas após a Participação de não Controladores 9.588 7.476 9.254 7.476 Operações Descontinuadas Resultado de Operações Descontinuadas 339 550 339 550 Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício 9.927 8.026 9.593 8.026 Lucro (Prejuízo) Líquido por Ação do Capital Social - R$ Proveniente das operações continuadas e descontinuadas 0.001 0.001 0.001 0.001 “As demonstrações do resultado abrangente não foram apresentadas devido ao fato de a Companhia não apresentar itens que afetam os resultados. Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras para os Exercícios Findos em 31/12/2012 e de 2011 (Em MR$, exceto quando de outra forma indicado) 1. Contexto Operacional: A Mitsui & Co. (Brasil) S.A. (“Companhia”) é uma sociedade por ações de capital fechado, com sua sede localizada na cidade de São Paulo, na Avenida Paulista, 1.842 - 23º andar, e tem como objetivo comercializar, nos mercados interno e externo, produtos primários, manufaturados e semimanufaturados, mediante compra e venda, exportação, importação e intermediação de negócios. A estrutura societária da Companhia tem a Mitsui & Co. Ltd. (Japão) como controladora por meio da participação direta de 99,99% de suas ações ordinárias. A Companhia também tem como objetivo participar societariamente em controladas e coligadas, principalmente do Grupo Mitsui, do qual a Companhia faz parte. As controladas Fertilizantes Mitsui S.A. Indústria e Comércio (“FM”) e Yoorin Fertilizantes Indústria e Comércio Ltda. (“Yoorin”), que tinham como objetivo principal a produção e comercialização de fertilizantes e adubos, tiveram suas operações descontinuadas em 2010. A controlada Tri-Net Logística do Brasil Ltda. (“Tri-Net”) tem como objetivo principal a participação em outras sociedades, civis ou comerciais, como sócia, acionista ou cotista. Essa controlada possui participação societária indireta na Libraport Campinas S.A., cujas atividades estão concentradas em operação, movimentação e armazenagem de cargas e contêineres em estação aduaneira. 2. Apresentação das Demonstrações Financeiras: 2.1. Declaração de conformidade: As demonstrações financeiras, Controladora e Consolidado, são de responsabilidade da Administração da Companhia e compreendem as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as orientações e as interpretações técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC. As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, quando aplicável. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. 2.2. Base de consolidação: As demonstrações financeiras consolidadas incluem os saldos e as transações das controladas FM, Yoorin e Tri-Net. O controle é obtido quando a Companhia tem o poder de controlar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade para auferir benefícios de suas atividades. Nas demonstrações financeiras individuais da Companhia, as informações financeiras das controladas são reconhecidas pelo método de equivalência patrimonial. As demonstrações financeiras das controladas são ajustadas para adequar suas práticas contábeis àquelas estabelecidas pela Companhia. As demonstrações financeiras consolidadas compreendem os seguintes procedimentos: • Eliminação dos direitos e das obrigações, das receitas, dos custos e das despesas decorrentes de negócios realizados entre as sociedades incluídas na consolidação. • Eliminação do investimento na controladora contra o patrimônio líquido das controladas. Identificação da participação dos não controladores no resultado das controladas consolidadas e no balanço patrimonial consolidado dentro do patrimônio líquido, separadamente do patrimônio líquido dos proprietários da controladora. 2.3. Novas normas, alterações e interpretações de normas: Durante o exercício de 2012, o CPC, no compromisso de emitir os pronunciamentos, as orientações e as interpretações à medida que as novas normas internacionais são emitidas e revisadas, revisou as seguintes normas com vigência para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2012: CPC 00 (R1) - Estrutura Conceitual para a Divulgação da Informação Contábil; CPC 15 (R1) - Combinação de Negócios; CPC 18 (R2) - Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto; CPC 20 (R1) - Custos de Empréstimos; CPC 21 (R1) - Demonstração Intermediária; CPC 26 (R1) - Apresentação das Demonstrações Contábeis; CPC 35 (R1) - Demonstrações Separadas; CPC 36 (R2) - Demonstrações Consolidadas; ICPC 01 (R1) - Contratos de Concessão; Os pronunciamentos e a interpretação anteriormente mencionados contemplam tanto alterações feitas pelo “International Accounting Standards Board - IASB” após a aprovação do último documento, tomando-se por base o volume das normas internacionais de relatório financeiro (“International Financial Reporting Standards - IFRSs”) de 2012, quanto certas compatibilizações de texto, visando não deixar dúvidas de que os CPCs produzem os mesmos reflexos contábeis que a aplicação das IFRSs. As revisões não alteram a essência do pronunciamento original, não provocando valores contábeis diferentes dos anteriormente apurados, e, por consequência, não causaram efeitos relevantes nas demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas. As seguintes novas normas e alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB, mas não estão em vigor para o exercício de 2012. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi adotada no Brasil pelo CPC. a) Melhorias nas IFRSs - 2009-2011 - Alteração de diversos pronunciamentos contábeis. b) IAS 27 (Revisada 2011) - Demonstrações Financeiras Separadas. c) IAS 28 (Revisada 2011) - Investimentos em Coligadas e Entidades com Controle Compartilhado. d) IFRS 9 (conforme alteração em 2009). Revisão dos requisitos para classificação e mensuração dos ativos financeiros. e) IFRS 9 (conforme alteração em 2010); Revisão dos requisitos para classificação e mensuração da maioria dos passivos financeiros. f) IFRS 10 - Demonstrações Financeiras Consolidadas. g) IFRS 11 - Acordos de Participação. h) IFRS 12 - Divulgações de Participações em Outras Entidades. i) IFRS 13 - Mensurações ao Valor Justo. j) Alterações à IAS 19 - Benefícios aos Empregados. k) Alterações à IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras. l) Alterações à IFRS 7/ IAS 32 - Divulgações Requeridas. m) Alterações à IAS 32 - Instrumentos Financeiros. n) Alterações à IFRS 1 Alterações relacionadas a empréstimos obtidos do governo, com taxas abaixo do valor de mercado na transição para as IFRSs. o) Alterações à IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Financeiras. p) Alterações à IAS 16 – Imobilizado. q) Alterações à IAS 32 - Instrumentos Financeiros – Apresentação. r) Alterações à IAS 34 - Demonstrações Financeiras Intermediárias. s) IFRIC 20 - Dispõe sobre os custos de remoção na fase de produção de uma mina de superfície. Considerando as atuais operações da Companhia e de suas controladas, a Administração não espera que essas normas, interpretações e alterações tenham efeitos relevantes sobre suas demonstrações financeiras a partir de sua adoção. O CPC ainda não editou os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionados às IFRSs novas e revisadas apresentadas anteriormente. Em decorrência do compromisso do CPC e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM de manterem atualizado o conjunto de normas emitidas com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pela CVM até a data de sua aplicação obrigatória. 3. Principais Práticas Contábeis: As principais práticas contábeis, descritas a seguir, foram aplicadas de forma consistente para todos os exercícios apresentados nas demonstrações financeiras, Controladora e Consolidado. a) Apuração do resultado: O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. As receitas de vendas e de serviços e os respectivos custos são registrados quando da transferência dos riscos e benefícios associados às mercadorias e aos produtos vendidos e aos serviços prestados. A receita é mensurada pelo valor justo da contrapartida recebida ou a receber, deduzida de quaisquer estimativas de devoluções e descontos comerciais. b) Moeda funcional e de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia e de cada uma das controladas são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual as empresas atuam (“moeda funcional”), sendo, nesse caso, o real (R$). c) Transações e saldos em moeda estrangeira: As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional da Companhia utilizando-se das taxas de câmbio vigentes nas datas das transações. Os saldos das contas de balanço são convertidos pela taxa de câmbio vigente nas datas de encerramento dos exercícios. Os ganhos e as perdas de variação cambial resultantes da liquidação dessas transações e da conversão de ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconhecidos no resultado. d) Instrumentos financeiros: Os ativos financeiros são reconhecidos quando a Companhia e suas controladas forem parte das disposições contratuais do instrumento. Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo valor justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado, se houver) são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, quando aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado são reconhecidos imediatamente no resultado, quando houver. Ativos financeiros. Os ativos financeiros mantidos pela Companhia e por suas controladas são classificados de acordo com a finalidade para a qual foram adquiridos ou contratados, nas seguintes categorias, quando houver: (i) ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado - adquiridos com a finalidade de realização no curto prazo, mantidos para negociação; (ii) ativos financeiros mantidos até o vencimento - adquiridos com a finalidade de realização no vencimento, mensurados ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos de acordo com os prazos e as condições contratuais; (iii) ativos financeiros disponíveis para venda - ativos financeiros não derivativos, como títulos e/ou ações cotadas ou não em mercados ativos, que possam ter os seus valores justos razoavelmente estimados; e (iv) empréstimos e recebíveis - ativos financeiros não derivativos com recebimentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São considerados nessa categoria caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e outras contas a receber. As compras e vendas regulares dos ativos financeiros são reconhecidas na data da negociação. Os ativos financeiros são inicialmente reconhecidos e mensurados pelo valor justo por meio do resultado e os custos de transação, debitados na demonstração do resultado. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo, se houver, são registrados pelo regime de competência na demonstração do resultado, nas rubricas “Receitas financeiras” ou “Despesas financeiras”, respectivamente, quando realizados ou incorridos. Passivos financeiros: São classificados como: (i) valor justo por meio do resultado - passivos mantidos para negociação mensurados pelo Shinsuke Fujii - Diretor Presidente

Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercícios findos em 31/12/2012 e de 2011 (Em MR$) Controladora Operações Continuadas 31/12/12 31/12/11 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais Lucro líquido do exercício 9.588 7.476 Ajustes para reconciliar o lucro líquido do exercício com o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais: Depreciação 1.277 1.445 Equivalência patrimonial (105) (1.364) Valor residual do imobilizado baixado 182 Variação cambial sobre contas a receber e contas a pagar não realizadas 320 (900) Imposto de renda e contribuição social diferidos 8 Provisão para benefícios adicionais aos empregados 110 (294) Provisão para créditos de liquidação duvidosa 2 Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 192 98 Baixa de imobilizado 44 Redução (aumento) nos ativos operacionais: Contas a receber - terceiros (374) Impostos a recuperar (305) (508) Créditos com partes relacionadas 3.356 (3.320) Outros créditos 68 1.028 Fornecedores Salários, provisões trabalhistas e contribuições sociais e previdenciárias (188) 746 Obrigações tribut., incluindo IR e contribuição social a recolher (773) 495 Contas a pagar 268 Pagamento de benefícios adicionais aos empregados (457) Ajuste de Avaliação Patrimonial (266) Obrigações com partes relacionadas (1.672) 912 Outras obrigações (780) 185 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 10.866 5.626 Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Liquidação de empréstimo com terceiros Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Redução de capital de controlada 20.000 Aquisição de controladas Aquisição de imobilizado (555) (709) Adições ao intangível Recebimento pela venda de imobilizado [e intangível] (87) Dividendos e juros sobre o capital próprio recebidos Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de investimento (642) 19.291 Aumento (Redução) Líquido(a) do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa as Operações Continuadas 10.224 24.917 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício das ativ. continuadas 51.609 26.692 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício das ativ. continuadas 61.833 51.609 10.224 24.917 Operações Descontinuadas Caixa e Equiv. de Caixa Gerados pelas (Aplic. nas) Ativid. Operac. Caixa e Equiv. de Caixa Gerados pelas (aplic. nas) Ativ. de Financ. Caixa e Equiv. de Caixa Gerados Pelas (Aplic. nas) Ativ. de Invest. Aum. (Red.) Líq.(a) do Saldo de Cx e Equiv. de Cx das Oper. Descont. Caixa e equiv. de caixa no início do exerc. das atividades descontinuadas Caixa e equiv. de caixa no fim do exercício das atividades descontinuadas Aumento (Redução) Líquido(a) do Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa das Operações Continuadas e Descontinuadas 10.224 24.917 Cx e equiv. de cx no início do exerc. das ativ. contin. e descontinuadas 51.609 26.692 Cx e equiv. de cx no fim do exerc. das ativ. cont. e descontinuadas 61.833 51.609 10.224 24.917

Consolidado 31/12/12 31/12/11 11.018

8.468

1.277 (1.500) 320 110 2 192 44

1.445 (2.465) 182 (900) 8 (294)

3.292 (341) 69 (90) (188) (773) (800)

(354) (508) (3.320) 1.028 746 495 268 (457)

98

(266) (1.672) 13 10.707

912 213 5.565

-

-

(555) (87) 1.317 675

20.000 (729)

19.271

11.382 55.349 66.731 11.382

24.836 27.025 55.349 28.324

(22.299) (676) (3.697) (20.000) (25.996) (20.676) 26.196 46.995 200 26.319 (25.996) (20.676) (14.614) 81.545 66.931 (14.614)

7.648 74.020 81.545 7.525

valor justo e cujos ganhos ou perdas são reconhecidos diretamente no resultado; e (ii) outros passivos financeiros - passivos mensurados pelo método do custo amortizado com alocação dos juros efetivos incorridos pelo respectivo período do contrato. e) Caixa e equivalentes de caixa: Compreendem os saldos de caixa, depósitos bancários à vista e aplicações financeiras, com prazo de resgate de até 90 dias da data da aplicação ou considerados de liquidez imediata ou conversíveis em um montante conhecido de caixa. Essas aplicações financeiras estão demonstradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento dos exercícios, sem prazos fixados para resgate, com liquidez imediata, e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. f) Contas a receber e provisão para créditos de liquidação duvidosa: As contas a receber são registradas pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base em análise dos valores a receber em atraso e de recebíveis para os quais a Companhia e suas controladas não dispõem de garantias para fazer face às perdas prováveis na realização das contas a receber. g) Estoques: Apresentados pelo menor valor entre o valor de custo e o valor líquido realizável. Os custos dos estoques são determinados pelo custo médio. O valor líquido realizável corresponde ao preço de venda estimado dos estoques, deduzido de todos os custos estimados para conclusão e custos necessários para realizar a venda. h) Imobilizado: Demonstrado ao valor de custo, deduzido de depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas, quando aplicável. A depreciação é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo pelo método linear, de modo que o valor do custo menos o seu valor residual após sua vida útil seja integralmente baixado. A vida útil estimada, os valores residuais e os métodos de depreciação são revisados nas datas de encerramento dos exercícios, e o efeito de quaisquer mudanças nas estimativas é contabilizado prospectivamente. Um item do imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso contínuo do ativo. Quaisquer ganhos ou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são determinados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil do ativo e são reconhecidos no resultado. A Administração da Companhia, em seu melhor julgamento, entende que os principais ativos não sofreram significativas variações de preço desde a data de formação e/ou reforma e, ainda, que as taxas admitidas para a depreciação representam adequadamente o tempo de vida útil-econômica esperado para os bens do ativo. i) Avaliação do valor recuperável do ativo imobilizado: Os bens do imobilizado e, quando aplicável, de outros ativos não circulantes são avaliados anualmente para identificar evidências de perdas não recuperáveis, sempre que eventos ou alterações significativas nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. A perda, a ser registrada ao resultado, quando identificada, corresponde ao maior valor entre o valor em uso e o valor líquido de venda do ativo. Para fins de avaliação do valor recuperável, os ativos são agrupados em uma única Unidade Geradora de Caixa - UGC relativa ao negócio de “trading” definida pela Administração e utilizada para avaliar a capacidade de recuperação do valor contábil dos ativos associados, correspondentes à operação da Companhia. No processo de avaliação são utilizados indicadores de desempenho operacional e financeiro estabelecidos pela Administração e, diante da indicação de perda de valor recuperável, é realizada análise comparativa, para a UGC, entre o valor apurado pelo fluxo de caixa descontado a valor presente e o respectivo valor contábil. Se o montante recuperável da UGC calculado for menor que seu valor contábil, a perda, correspondente à redução do ativo ao seu valor de recuperação, é reconhecida de imediato ao resultado. j) Provisões: Reconhecidas para obrigações presentes (legal ou presumida) resultantes de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações requeridas para liquidar a obrigação nas datas de encerramento dos exercícios, considerando os riscos e as incertezas relativos à obrigação. A provisão para riscos está atualizada até as datas de encerramento dos exercícios pelo montante provável de perda, observada sua natureza, e apoiada na opinião dos assessores jurídicos da Companhia e de suas controladas. k) Outros ativos e passivos, circulantes e não circulantes: Registrados pelo seu valor realizável (ativos) e pelos seus valores conhecidos ou estimáveis (passivos), acrescidos de juros, variações monetárias e encargos, quando aplicável. l) Imposto de renda e contribuição social - correntes e diferidos: • Correntes: A provisão para imposto de renda e contribuição social está baseada no lucro tributável do exercício. O lucro tributável difere do lucro apresentado na demonstração do resultado, porque exclui receitas ou despesas tributáveis ou dedutíveis em outros exercícios, além de excluir itens não tributáveis ou não dedutíveis de forma permanente. • Diferidos: O imposto de renda e a contribuição social diferidos (“impostos diferidos”) são reconhecidos sobre as diferenças temporárias, nas datas de encerramento dos exercícios, entre os saldos de ativos e passivos reconhecidos nas demonstrações financeiras e as bases fiscais correspondentes usadas na apuração do lucro tributável, incluindo saldo de prejuízos fiscais, quando aplicável. Os impostos diferidos passivos são geralmente reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias dedutíveis, apenas quando for provável que a Companhia e suas controladas apresentarão lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada nas datas de encerramento dos exercícios e, quando não for mais provável que lucros tributáveis futuros es tarão disponíveis para permitir a recuperação de todo o ativo, ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante que se espera que seja recuperado. Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados pelas alíquotas aplicáveis no período no qual se espera que o passivo seja liquidado ou o ativo seja realizado, com base nas alíquotas previstas na legislação tributária vigente nas datas de encerramento dos exercícios, ou quando uma nova legislação tiver sido substancialmente aprovada. A mensuração dos impostos diferidos ativos e passivos reflete as consequências fiscais que resultariam da forma na qual a Companhia e suas controladas esperam, nas datas de encerramento dos exercícios, recuperar ou liquidar o valor contábil desses ativos e passivos. m) Investimentos: Os investimentos em empresas coligadas e controladas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras da controladora. Os demais investimentos são mantidos ao valor de custo ajustado ao valor de mercado, quando este for menor. As controladas descontinuadas em 2010 foram apresentadas como operações descontinuadas nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, conforme o pronunciamento técnico CPC 31 - Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada, que sumariamente requer que tais operações descontinuadas sejam segregadas e apresentadas em separado das operações continuadas nas demonstrações do resultado e dos fluxos de caixa. n) Ajuste a valor presente: As operações de venda prefixadas foram trazidas a seu valor presente na data das transações, em virtude de seus prazos, usando a taxa média de encargos financeiros em que a controlada incorre quando de suas captações. A Companhia adota a taxa média de encargos financeiros das captações de recursos. 4. Capital Social: a) Capital social: O capital social é representado por 9.152.375.895 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, no valor de R$238.569. 5. Operações Descontinuadas: Em 2010, os cotistas da Yoorin Fertilizantes Indústria e Comércio Ltda decidiram pela interrupção das atividades operacionais da Sociedade a partir de 31/03/2011, realizando a venda dos ativos da empresa em dezembro de 2010, Como consequência, diversas provisões para adequação dos ativos e passivos à base de liquidação foram registradas no resultado de nove meses findo em 31/12/2010. Em 2010, os acionistas da Fertilizantes Mitsui decidiram pela interrupção das atividades operacionais da Sociedade. Como consequência, diversas provisões para adequação dos ativos e passivos à base de liquidação foram registradas no resultado do exercício do período mencionado. 6. Reapresentação das Demonstrações: A administração da companhia está reapresentando os saldos das demonstrações financeiras consolidadas de 31/12/2010 em razão de incluir os valores das investidas indiretas.

Hiroshi Fujikawa - Diretor Vice-Presidente

Kenji Chikaraishi - Contador - CRC 1SP207408/O-1


DIÁRIO DO COMÉRCIO

30 -.ECONOMIA/LEGAIS

ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL BOA VONTADE CNPJ: 05.361.838/0001-24 Demonstrações Financeiras BALANÇO PATRIMONIAL DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2012 (EM REAIS R$) ATIVO CIRCULANTE Caixa e Equivalentes de Caixa nota 3 Caixa Bancos - Conta Movimento S/ Restrição Bancos - Conta Movimento C/ Restrição Bancos - Conta Poupança Aplicações Financeiras Clientes e Outros Recebíveis Anuidades a Receber Cheques e Outros Títulos a Receber Parceria LBV Estoque (-) Provisão de Crédito e Liquidação Duvidosa Outros Ativos Circulantes Imobiliários a Receber Adiantamentos NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo Imobiliários a Receber Imobilizado nota 9 Bens em Uso (-) Depreciação acumulada Intangíveis nota 9 Softwares (-) Amortização Acumulada TOTAL DO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE nota 3f Fornecedores Obrigações Trabalhistas Obrigações Fiscais e Sociais a Recolher Obrigações Tributárias a Recolher Provisões Sociais e Trabalhistas Financiamentos/ Empréstimos Bancários nota 11 Receitas Antecipadas - Escolas nota 10 Convênio-Lei Rouanet/Cacau Show NÃO CIRCULANTE nota 3f Financiamentos/ Empréstimos Bancários PATRIMÔNIO LÍQUIDO nota 12 Patrimônio Social Superávit/Déficit do Exercício TOTAL DO PASSIVO

2012 1.128.435,15 324.220,91 4.404,11 5.033,94 69,77 514,09 314.199,00 727.380,68 195.278,85 3.020,30 156.172,04 419.529,14

2011 688.190,22 245.936,69 5.069,12 9.524,66 164.598,06 66.744,85 345.944,29 378.616,37 7.297,77 -

(46.619,65) 76.833,56 76.833,56 1.723.790,46 480.944,47 480.944,47 1.242.845,99 1.596.364,70 (353.518,71) 32.128,24 (32.128,24) 2.852.225,61 2012 1.127.997,45 158.394,19 377.123,63

(39.969,85) 96.309,24 95.499,24 810,00 1.683.547,26 480.944,47 480.944,47 1.201.548,63 1.496.959,19 (295.410,56) 1.054,16 32.128,24 (31.074,08) 2.371.737,48 2011 466.215,22 26.156,71 24.949,73

173.947,31 35.945,53 256.838,15

9.930,65 1.754,65 18.991,83

90.008,50 35.226,05 514,09 -

185.274,20 34.559,39 164.598,06 90.008,50

90.008,50 1.724.228,16 1.815.513,76 1.815.513,76 1.670.231,62 (91.285,60) 145.282,14 2.852.225,61 2.371.737,48

DEMONSTRAÇÃO DO PERÍODO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2012 (EM REAIS R$)

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2012 (EM REAIS R$)

RECEITAS OPERACIONAIS 2012 2011 Receita Bruta de Prestação de Serviços Educacionais 5.793.064,83 3.782.689,11 Mensalidades Educacionais 1.609.661,21 1.477.013,79 Mensalidades Concedidas como Bolsa - Gratuidades 1.860.875,23 1.843.332,52 Outros Serviços Educacionais (Taxas e Outros) 199.576,82 179.938,49 Receita de Isenção Usufruída com Contribuições Sociais 1.392.508,72 Doações Pessoas Física e Jurídica para Custeio 314.977,08 226.898,35 Outras Receitas Operacionais 415.465,77 55.505,96 (-) Deduções da Receita (2.036.777,42) (2.003.182,71) Descontos Concedidos (175.902,19) (159.850,19) Bolsas de Estudos Integrais Lei nº 12.101/09 - Bolsas Próprias 4.903.856,75 (663.599,71) Bolsas de Estudos Parciais Lei nº 12.101/09 - Bolsas Próprias (886.182,24) (1.179.732,81) Bolsas de Estudos Integrais Lei nº 12.101/09 - Parceria Beit Yaacov (2.800.000,00) Bolsas de Estudos Integrais Lei nº 12.101/09 - Parceria LBV (3.078.549,74) Superávit Bruto Operacional 3.756.287,41 1.779.506,40 DESPESAS OPERACIONAIS (4.070.983,49) (1.790.558,16) Despesas Administrativas e Gerais (2.619.312,46) (1.647.941,59) Despesas - Isenção Usufruída com Contribuições Sociais (1.392.508,72) (76.624,67) Depreciações e Amortizações (59.162,31) (65.991,90) Parcerias e Convênio Lei Rouanet nota 5 Receita com Parceria Beit Yaacov (art. 3º § 3º decreto nº 7.237/10) 2.800.000,00 Receita Financeira-Parceria Beit Yaacov 987,78 Programa de Incentivo Fiscal-Lei Rouanet 168.832,20 Receita com Parceria Legião da Boa Vontade (art. 3º § 3º decreto nº 7.237/10) 3.078.549,74 (-) Despesas Parceria entre Entidades Filantrópicas - Beit Yaacov (2.800.987,78) (-) Despesas Parceria entre Entidades Filantrópicas - Legião da Boa Vontade (3.078.549,74) (-) Despesas Convênios Públicos (168.832,20) DÉFICIT ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO (314.696,08) (11.051,76) Receitas Financeiras 329.139,54 280.437,45 Despesas Financeiras (105.729,06) (124.103,55) SUPERÁVIT/DÉFICIT DO PERÍODO (91.285,60) 145.282,14

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais 2012 2011 Superávit do Exercício (91.285,60) 145.282,14 Ajustes Por: Depreciação (59.162,31) 65.991,90 (150.447,91) 211.274,04 Diminuição (Aumento) das Contas do Ativo Mensalidades a Receber 183.337,52 (117.421,57) Outros Créditos (551.948,03) 48.048,20 Realizável a Longo Prazo - 25.500,00 Aumento (Diminuição) das Contas do Passivo Fornecedores 132.237,48 (577,26) Obrigações Trabalhistas (590.020,22) (3.076,57) Obrigações Sociais (198.207,54) (1.944,36) Recebimentos Antecipados (666,66) 4.511,87 Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais (1.175.715,36) 166.314,35 Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento Aquisição de Bens do Imobilizado 99.405,51 (151.532,69) Caixa Usado nas Atividades de Investimento 99.405,51 (151.532,69) Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento Convênio Governamental a Aplicar 164.083,97 104.598,06 Diminuição de Financiamentos 185.274,20 12.022,86 Caixa Usado nas Atividades de Financiamento 349.358,17 116.620,92 Aumento/(Diminuição) Líquido de Caixa e Equivalentes (726.951,68) 131.401,58 Caixa e Equivalentes no Início do Exercício 245.936,69 114.535,11 Caixa e Equivalentes no Fim do Exercício 324.220,91 245.936,69 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO SOCIAL DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2012 (EM REAIS R$) Patrimônio Resultado Social do Exercício Total SALDO EM 31/12/2010 1.271.653,75 398.576,87 1.670.230,62 Transferência Patrimonial 398.576,87 (398.576,87) Superávit do Exercício de 2011 145.282,14 145.282,14 SALDO EM 31/12/2011 1.670.231,62 145.282,14 1.815.513,76 Transferência Patrimonial 398.576,87 (398.576,87) Déficit do Exercício de 2012 (91.285,60) (91.285,60) SALDO EM 31/12/2012 2.068.808,49 (344.580,33) 1.724.228,16 senvolverão em conjunto as ações que constituem o objeto da parceria, em especial a seleção dos alunos conforme os requisitos da Lei nº 12.101/09 e do decreto nº 7.237/10, além do controle e do monitoramento dos alunos beneficiados pela parceria. Os valores repassados nas respectivas datas foram estabelecidos no instrumento particular de parceria, bem como as regras para sua transferência. Dessa forma, a Associação Educacional Boa Vontade recebeu no exercício de 2012 da Escola Beit Yaacov o montante de R$ 2.800.000,00 (dois milhões e oitocentos mil reais) e da Legião da Boa Vontade o montante de R$ 3.078.549,74 (tres milhões, setenta e oito mil, quinhentos e quarenta e nove reais e setenta e quatro centavos) para concessão de bolsas de estudo integrais, ofertadas a alunos matriculados na educação básica (educação infantil, ensinos fundamental e médio) de sua unidade educacional em conformidade com os critérios descritos na Lei nº 12.101/09 e no decreto nº 7.237/10. As responsabilidades e obrigações das partes foram contempladas e preveem, substancialmente, a utilização dos recursos transferidos em razão da parceria, os critérios para a realização do processo seletivo, levando em consideração o perfil socioeconômico do aluno, a forma e a assiduidade da prestação de contas, além da elaboração e disponibilização da relação completa dos alunos bolsistas beneficiados, a forma de registro e a segregação dos recursos envolvidos nas demonstrações contábeis em conformidade com as normas emanadas pelo Consellho Federal de Contabilidade, bem como as datas para a transferência dos recursos da Escola Beit Yaacov e da Legião da Boa Vontade. Assim, ficou definida a prestação de contas semestral para a Escola Beit Yaacov e anual para a Legião da Boa Vontade mediante relatório que conste a utilização do recurso transferido. Os recursos foram individualizados e segregados nas demonstrações contábeis das entidades envolvidas, de acordo com as normas do Conselho Federal de Contabilidade para entidades sem fins lucrativos. A seguir os dados quantitativos relativos às parcerias:

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2012 (EM REAIS R$) 1 - CONTEXTO OPERACIONAL: A Associação Educacional Boa Vontade executadas por meio de parcerias entre entidades privadas, sem fins lucra(AEBV), fundada em 4 de outubro de 2002, é uma associação civil de di- tivos, que atuem nas áreas previstas no art. 1º, firmadas mediante ajustes reito privado, sem fins econômicos, de caráter beneficente de assistência ou instrumentos de colaboração, que prevejam a corresponsabilidade das social, educacional, cultural e filantrópico, com atividade preponderante na partes na prestação dos serviços em conformidade com a Lei nº 12.101, área da Educação, em conformidade com o seu Estatuto Social (artigos de 2009. A Escola Beit Yaacov é uma entidade de ensino na educação báde 1º a 4º), mantenedora do Instituto de Educação José de Paiva Netto sica, sem fins lucrativos e econ��micos, devidamente inscrita no CNPJ/MF (educação infantil e ensinos fundamental e médio). CERTIFICAÇÕES: Uti- 04.224.173/0001-44, com sede em São Paulo/SP. Entidade de caráter belidade Pública Federal - Portaria MJ nº 505 / DOU de 02/03/2007; Utilidade neficente de assistência social, cuja atividade preponderante é a educação, portadora do CEBAS - Certificação de Entidades Beneficentes de AssistênPública Municipal - Decreto nº 47.698 de 19/09/2006; CEBAS - Certificação cia Social com validade até 18/08/2013, portaria 252, publicada no DOU de de Entidades Beneficentes de Assistência Social - Portaria nº 441 / DOU 16/08/2010. A Legião da Boa Vontade, devidamente inscrita no CNPJ/MF de 25/07/2011. 2 - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁ- 33.915.604/0001-17 com sua sede em São Paulo/SP, é uma entidade de BEIS: As demonstrações contábeis foram elaboradas em consonância com caráter beneficente de Assistência Social e Educação (educação básica), as novas práticas contábeis adotadas no Brasil - introduzidas pelas Leis sem fins lucrativos e econômicos, com atividade preponderante na área de nº 11.638/07 e nº 11.941/09, as pequenas e médias empresas (NBC TG Assistência Social, portadora do CEBAS - Certificação das Entidades Bene1000), os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas ficentes de Assistência Social com validade até 31/12/2015 (em análise sob pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) além de outras Normas o protocolo nº 71000.068403/2012-46) de acordo com o art. 24, § 1º e 2º da emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), aplicáveis às En- Lei nº 12.101/2009. Os instrumentos de colaboração, denominados instrutidades sem Fins Lucrativos, especialmente a Resolução nº 1.409/12 que mento particular de parceria, foram firmados pelas entidades envolvidas e aprovou a ITG 2002, que estabelece critérios e procedimentos específicos contam, em resumo, com as seguintes informações: A corresponsabilidade de avaliação, de registros dos componentes e variações patrimoniais, de das partes na prestação dos serviços prevê que ambas as parceiras deestruturação das demonstrações contábeis, e das informações mínimas a Escola Beit Yaacov serem divulgadas em nota explicativa das entidades sem finalidade de luDados da Parceria Dados dos alunos beneficiados pela parceria cros. 3 - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: a) Caixa e Equivalentes Valores (R$) Descrição Etapa da educação Quantidade Valor (R$) de Caixa: Conforme determina a Resolução do CFC nº 1.296/10 (NBC TG Valor total da Parceria Realizado Repassado A receber Bolsista Integral Ensino fundamental 339 2.800.000,00 03) - Demonstração do Fluxo de Caixa e Resolução do CFC nº 1.376/11 2.800.000,00 2.800.000,00 2.800.000,00 (NBC TG 26) - A apresentação das Demonstrações Contábeis e os valores Total 339 2.800.000,00 contabilizados neste subgrupo representam moeda em caixa e depósitos à Legião da Boa Vontade vista em conta bancária, bem como os recursos que possuem as mesmas Dados da Parceria Dados alunos beneficiados pela parceria características de liquidez de caixa e de disponibilidade imediata ou até Valores Descrição Etapa da educação Quantidade Valor (R$) 90 (noventa) dias e que estão sujeitos a insignificante risco de mudança Valor total da Parceria Realizado Repassado A receber Infantil 143 1.331.903,02 de valor; b) Aplicações de Liquidez Imediata: As aplicações financeiras Bolsista Integral Fundamental 150 985.092,30 estão demonstradas pelos valores originais aplicados, acrescidos dos ren3.078.549,74 3.078.549,74 2.922.377,70 156.172,04 Médio 102 761.554,42 dimentos até a data do balanço; c) Ativos circulantes e não circulantes Total 395 3.078.549,74 - Clientes e outros recebíveis: As mensalidades a receber representam os direitos a receber de alunos, pela contraprestação de serviços educa- 6 - DEMONSTRATIVO DO CUMPRIMENTO DO MÍNIMO DE BOLSAS IN- 08 - ISENÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS: A Entidade obteve a aprocionais, líquidos de provisão para créditos de liquidação duvidosa, consti- TEGRAIS: A Associação Educacional Boa Vontade, em conformidade com vação de seu pedido da Certificação de Entidades Beneficentes de Assistuída em montante considerado suficiente para cobrir possíveis perdas; d) o artigo 15 da Lei nº 12.101/09 e do artigo 27 do Decreto nº 7.237/10 ofe- tência Social, protocolado no Conselho Nacional de Assistência Social e Imobilizado: Os Ativos Imobilizados e Intangíveis são contabilizados pelo receu bolsas educacionais integrais (100%) e parciais (50%) para alunos julgado pelo Ministério da Educação, nos termos da Portaria 441 e publicacusto de aquisição ou construção, deduzidos da depreciação do período, pré-selecionados pelo perfil socioeconômico, adotando o seguinte critério: do no Diário Oficial da União em 25/07/2011. Conforme o artigo 29 da Lei nº originando o valor líquido contábil. O valor de recuperação dos bens e di- a) A bolsa de estudo integral será concedida a aluno cuja renda familiar 12.101/09, entidade beneficente certificada fará jus à isenção do pagamenreitos do Imobilizado e Intangível são periodicamente avaliados para que mensal per capita não exceda o valor de 1 1/2 (um e meio) salário mínimo. to das contribuições de que tratam os artigos 22 e 23 da Lei nº 8.212/91. se possa efetuar o registro de perdas potenciais ou uma revisão dos crité- b) A bolsa de estudo parcial será concedida a aluno cuja renda familiar A seguir demonstraremos as contribuições sociais usufruídas. rios das taxas de depreciação na finalidade de atender a Lei nº 11.638/07, mensal per capita não exceda o valor de 3 (três) salários mínimos. A en- DEMONSTRATIVO DE BENEFÍCIOS FISCAIS - 2012 Resolução do CFC nº 1.177/2009 (NBC TG 27) e Resolução do CFC nº tidade mantém controle individual dos prontuários com documentação e DESCRIÇÃO R$ 1.330/10 (ITG 2000); e) Depreciação: A depreciação é calculada sobre o informações prestadas pelos pais ou responsáveis dos alunos, respaldando Contribuições Sociais valor depreciável, que é o custo de um ativo, outro valor substituto do cus- a análise socioeconômica e a concessão das bolsas educacionais integrais. 20% sobre a folha de salários e serviços de to, deduzido do valor residual. A depreciação é reconhecida no resultado, Em observação ao disposto no artigo 14 da Lei nº 12.101/09, a Entidade autônomos e individuais 1.054.125,16 baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de não procedeu a cobrança de taxa de matrícula ou custeio de material didá- RAT (1%) 52.706,26 cada parte de um item do imobilizado, já que esse método é o que mais tico dos alunos bolsistas. Em atendimento ao artigo 13 da Lei nº 12.101/09 Outras Entidades (4,5%) 237.178,16 perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incor- (educação básica), a Instituição concedeu 1 (uma) bolsa integral para cada Contribuição para o Financiamento da porados no ativo. Terrenos não são depreciados; As vidas úteis estimadas 9 estudantes pagantes no ano de 2012, conforme demonstração a seguir: Seguridade Social - COFINS 48.499,14 EDUCAÇÃO BÁSICA QUANTIDADE para os períodos correntes e comparativos estão demonstradas a seguir: Total dos benefícios fiscais 1.392.508,72 31/dez Edifícações 60 anos 1,67% 09 IMOBILIZADO Alunos matriculados 1181 Instalações 60 anos 1,67% Os ativos imobilizados e intangíveis são contabilizados pelo custo de aqui(-) alunos bolsistas integrais (próprios) 123 Móveis e Utensílios 20 anos 5,00% sição, deduzidos da depreciação do período, originando o valor líquido con(-) alunos bolsistas integrais - Parceria Beit Yaacov 339 Computadores e Periféricos 5 anos 20,00% tábil. O valor de recuperação dos bens e direitos do imobilizado e intangível (-) alunos bolsistas integrais Legião da Boa Vontade 395 Veículos 20 anos 5,00% são periodicamente avaliados para que se possa efetuar o registro de perdas 324 f) Passivo Circulante e Não Circulante: Os passivos circulantes e não Alunos pagantes potenciais ou uma revisão dos critérios das taxas de depreciação na finaliAlunos necessários (relação de 1 para 9) 36 circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis dade de atender à Lei nº 11.638/07. A seguir, a movimentação do ativo imoacrescidos, quando aplicáveis, dos correspondentes encargos incorridas Alunos considerados para cumprimento bilizado e intangível de 31 de dezembro de 2011 a 31 de dezembro de 2012. até a data do balanço patrimonial. Quando aplicáveis, os passivos circuda obrigação (relação de 1 para 9) da AEBV 123 31/12/2011 31/12/2012 lantes e não circulantes são registrados com base em taxas de juros que 7 - DEMONSTRATIVO DA COMPOSIÇÃO DOS 20% DE GRATUIDArefletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação. Provisões - Uma DE SOBRE RECEITA - EDUCAÇÃO BÁSICA E CONCESSÃO DAS Transfeprovisão é constituída quando um fato ocorrido tenha gerado uma obri- GRATUIDADES: Em atendimento ao artigo 13 da Lei nº 12.101/09 e Custo Custo Adições Baixas rências Custo gação e provável necessidade de um recurso econômico para saldá-la e do artigo 25 do Decreto nº 7.237/10, a Instituição demonstra a seguir a Terrenos 228.220,17 - 228.220,17 será registrada com base nas melhores estimativas do risco envolvido; g) base de cálculo da receita efetivamente recebida e a composição dos Edifícios 612.277,01 - 612.277,01 Prazos: Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis até o encerramento 20% de gratuidade educacional concedida. Móveis e do exercício seguinte são classificados como Circulantes; h) Provisão de DEMONSTRATIVO DA COMPOSIÇÃO DOS 20% DE GRATUIDADE Utensílios 297.853,14 89.768,66 - 366.977,80 Férias e Encargos: São provisionadas com base nos direitos adquiridos SOBRE A RECEITA EFETIVAMENTE RECEBIDA - EDUCAÇÃO BÁSICA Computadores pelos empregados até a data do balanço; i) Provisão de 13º Salário e Receita efetivamente recebida em 2012 (Base de Cálculo): e Periféricos 238.179,95 21.582,00 - 259.761,95 Encargos: São provisionadas com base nos direitos adquiridos pelos emValor Veículos 14.445,13 8.698,85 23.143,98 pregados e baixados conforme o pagamento até a data do balanço; j) As Descrição Benfeitorias em receitas auferidas e as despesas incorridas foram apropriadas pelo regime 1.1 Mensalidades/semestralidades/anuidades a receber no início do exercício 378.616,37 Imóveis de de competência dos exercícios; l) Patrimônio Líquido: Representa o patrimônio social da Associação, acrescido dos resultados apurados anualmen- 1.2 (+) Receita bruta de mensalidades/ Terceiros 105.983,79 - 105.983,79 3.470.536,44 te desde a data de sua constituição que são empregados integralmente semestralidades/anuidades do exercício Intangíveis 32.128,24 32.128,24 4.903.856,75 nos objetivos sociais da Associação, conforme divulgado na Nota Expli- 1.3 (-) Bolsas de estudo integrais - próprias Total 1.529.087,43 120.049,51 - 1.628.492,94 cativa nº 1; m) Imunidade Tributária: A Associação usufrui de imunidade 1.4 (-) Bolsas de estudo integrais - parceria Beit Yaacov (2.800.000,00) Depreciação Depreciação Adições Baixas Transf. Depreciação do imposto de renda e da contribuição social sobre resultados, em virtude 1.5 (-) Bolsas de estudo integrais - parceria Equipamentos do atendimento dos requisitos expressos na legislação vigente; n) Gratui- Legião da Boa Vontade (3.078.549,74) e Mobiliários 189.426,77 58.108,15 - 247.534,92 dades: O benefício concedido como gratuidade por meio da prestação de 1.6 (-) Bolsas de estudo parciais - próprias (886.640,76) Benfeitorias 105.983,79 - 105.983,79 serviços educacionais foi reconhecido pelo valor efetivamente praticado, 1.7 (-) Outras Bolsas de Estudo integrais/parciais Intangíveis 31.074,08 385,08 31.459,16 em conformidade com a ITG 2002, das entidades sem finalidade de lucros. 1.8 (-) Descontos concedidos sobre anuidades do exercício (175.902,19) Total 326.484,64 58.493,23 - 384.977,87 4 - CRITÉRIOS PARA APURAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA RECEI- 1.9 (-) Devoluções/cancelamentos de mensalidades/ Saldo residual TA EFETIVAMENTE RECEBIDA E CONCESSÃO DAS GRATUIDADES: semestralidades/anuidades do exercício líquido 1.202.602,79 61.556,28 - 1.243.515,07 A receita base da educação básica para apuração da obrigação mínima 1.10 (-) Mensalidades/ semestralidades/anuidades dos 20% em gratuidades foi elaborada conforme a interpretação literal do a receber no fim do exercício (195.278,85) 10 - RECEBIMENTOS ANTECIPADOS: Referem-se a adiantamentos de artigo 13 da Lei nº 12.101/09, descrito a seguir: “Para os fins da concessão (=) Total da receita efetivamente mensalidades do ano letivo de 2013, que serão apropriadas no período de da certificação de que trata esta Lei, a entidade de educação deverá aplicar sua competência. 11 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS: Em outubro recebida (Base de Cálculo): 1.616.638,02 anualmente em gratuidade, na forma do § 1º, pelo menos 20% (vinte por de 2010, a Instituição adquiriu empréstimo com o Banco Bradesco S.A., cento) da receita anual efetivamente recebida nos termos da Lei nº 9.870, OBRIGAÇÃO - 20% SOBRE A RECEITA por meio de uma Cédula de Crédito Bancário no valor de R$ 254.605,34 EFETIVAMENTE RECEBIDA 323.327,60 de 23 de novembro de 1999”. O benefício concedido como gratuidade por (duzentos e cinquenta e quatro mil, seiscentos e cinco reais e trinta e quatro meio da prestação de serviços educacionais foi reconhecido pelo valor pra- Percentuais Aplicados em Gratuidade centavos), a uma taxa de juros de 2,90% ao mês, a pagar em 36 parcelas, 974.692,99 ticado, em conformidade com a ITG 2002, das entidades sem finalidade de Educação Bolsas Integrais (100%) - Próprias com vencimentos mensais, sendo a primeira parcela em 06/11/2010 e a lucros. 5 - PARCERIAS ENTRE ENTIDADES FILANTRÓPICAS (§ 3º ART. Percentuais Aplicados em Gratuidade última em 06/10/2013. 12 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: O patrimônio líquido 886.640,76 3º do DECRETO 7.237/10): A Associação Educacional Boa Vontade firmou Educação Bolsas parciais (50%) - Próprias da Associação Educacional Boa Vontade compreende o Patrimônio Social 323.327,60 parceria com a Escola Beit Yaacov e a Legião da Boa Vontade, em con- Valor Mínimo da Gratuidade e está representado pelos valores dos resultados acumulados e acrescido 1.861.333,75 formidade com o disposto no art. 3º § 3º do decreto nº 7.237/10 descrita a Valor Total Aplicado em Gratuidade - Lei nº 12.101/09 seguir: As ações previstas nos Capítulos II, III e IV deste Título poderão ser Gratuidade Excedente 1.538.006,15 do superávit do exercício findo. José Simões de Paiva Netto - Presidente Alziro Eli de Figueiredo - Diretor Financeiro José Eugênio Natalino - Diretor Administrativo José Tokuda - Contador CRC 1SP072709/0-2 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Ilmo. Sr. José de Paiva Netto Presidente da ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL BOA VONTADE. Examinamos as relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de demonstrações contábeis da Associação Educacional Boa Vontade, que compreendem o balanço patrimonial em riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e apresentação das demonstrações 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e contábeis da Empresa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Empresa. Uma auditoria e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis: A ad- inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas conministração da Associação Educacional Boa Vontade é responsável pela elaboração e adequada apresentação tábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis aplicáveis às pequenas e médias empre- em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa sas (NBC TG 1000), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Associação Educacional Boa Vontade Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que (NBC TG 1000) e às entidades sem fins de lucro. a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações São Paulo, 19 de fevereiro de 2013. contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgação apresentados nas demonstrações contábeis. Os WALTER HEUER AUDITORES INDEPENDENTES - CRC-2SP000334/O-6 F SP procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção Gilson Miguel de Bessa Menezes - Contador CRC-1RJ017511/O-9 “T” SP

sexta-feira, 26 de abril de 2013

e Brasileiro ou mexicano será diretor da OMC conomia

Pela a primeira vez, a Organização terá um representante da América Latina.

O

próximo dirigente da Organização Mundial do Comércio (OMC) será o brasileiro Roberto Azevedo ou o mexicano Hermínio Blanco, garantindo para a América Latina pela primeira vez o posto mais alto no organismo de comércio mundial. Azevedo e Blanco emergiram como os únicos candidatos remanescentes após a segunda de três rodadas na competição para suceder Pascal Lamy no dia 1º de setembro, disse ontem uma fonte diplomática. Três outros candidatos – a indonésia Mari Pangetsu, o neozelandês Tim Groser e o sul-coreano Taeho Bark – foram descartados após não angariarem apoio suficiente dos 159 membros da OMC, informou a fonte. Os candidatos foram informados sobre o resultado numa reunião confidencial na sede da OMC, onde três embaixadores-sênior estão presidindo o processo de seis meses para escolher um novo diretor-geral da OMC. O vencedor, que será conhecido até o fim de maio, enfrenta o imenso desafio de restaurar a confiança na capacidade da organização mundial para negociar um acordo de comércio global. O posto carrega pouco poder executivo, forçando seu detentor a depender de diplomacia, perspicácia e persuasão. Azevedo é o embaixador

brasileiro na OMC e Blanco é um experiente negociador de comércio que liderou o México nas negociações de livre comércio que resultaram no bloco econômico Nafta. No caso de ambos, suas posições atuais eram consideradas obstáculos a serem superados. Alguns diplomatas viam Azevedo como muito júnior e sem status ministerial, enquanto outros reprovavam a proximidade de Blanco a acordos de livre comércio fora da OMC. Mas a disputa final vai satisfazer muitos membros da OMC que afirmavam que o próximo dirigente da organização deveria vir da América Latina ou da África. Algumas nações africanas podem concluir que o resultado fortalece sua própria campanha pelo cargo na próxima disputa. Dois candidatos africanos, do Quênia e de Gana, foram descartados após a primeira rodada neste mês, além de candidatos da Costa Rica e da Jordânia. A primeira rodada acabou em amargor, com o Quênia afirmando que o processo é "grosseiramente falho" porque um bloco – o que, segundo diplomatas, é uma referência à União Europeia – não respeitou as regras da competição. A competição teve início com nove candidatos, maior número de postulantes nos 18 anos da OMC, incluindo, pela primeira vez, três mulheres. (Reuters)

EFE

Azevedo (esq.): embaixador brasileiro na OMC e Blanco, negociador.

BB Seguridade e Smiles levantam R$ 12,6 bi juntas

A

PUBLICIDADE LEGAL

Fone: 11 3180 3175

BB Seguridade, área de seguros de Banco do Brasil, movimentou R$ 11,475 bilhões em seu lançamentos de ações na bolsa (chamado de oferta inicial de ações, IPO, na sigla em inglês). É a maior operação de IPO de uma empresa do País desde os cerca de R$ 14 bilhões do Santander Brasil, em outubro de 2009. A oferta do braço de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil saiu a R$ 17 cada ação, segundo informações do website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), próxima do teto da faixa indicativa dos coordenadores da oferta, de R$ 15 a R$ 18 por papel. Foram vendidos 675 milhões de ações, equivalentes à soma do lote inicial de 500 milhões de ações, montante que poderia

ser acrescido de 175 milhões de papéis, incluindo os lotes extras. Fidelidade – A Smiles, empresa de fidelização de clientes da companhia aérea Gol, levantou R$ 1,13 bilhão em seu lançamento de ações na bolsa, dentro da faixa prevista por analistas de mercado. O preço da ação ficou em R$ 21,70 – R$ 1 acima do mínimo projetado, de R$ 20,70. A cotação máxima era R$ 25,80. A companhia pode vender mais papéis de lotes suplementar e adicional. O lançamento das ações da Smiles ocorre em meio a dificuldades do setor aéreo brasileiro, com empresas enxugando oferta de voos para melhorar rentabilidade diante do alto preço do combustível de avião. No ano passado, a Gol encerrou registrou prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão. (Agências)


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sexta-feira, 26 de abril de 2013 Nº 461

DCARR

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Escort em Shangai – A Ford surpreendeu ao apresentar no Salão de Shangai um antigo sucesso de vendas – o Escort –, só que na versão Conceito. Aqui, ele foi vendido nos anos 80.

COMPACTO PREMIUM

Vai ser difícil para a concorrência enfrentar o novo compacto Ford, que chega, não apenas bonito, mas bem equipado, com motor 1.5 e o bom preço a partir de R$ 38.990.

Ford quer a liderança com novo Fiesta CHICOLELIS

A

Ford aposta que vai assumir a liderança no segmento de compactos Premium, com motores acima de 1.0l. E preparou-se para isso, lançando nesta semana o novo Fiesta Hatch 2014, que será colocado à venda em maio custando R$ 38.990, na versão de entrada. O que impressiona não é apenas o preço, competitivo, mas também seu o conteúdo de série: dois air bags, freios ABS com EDB, direção elética, ar-condicionado, travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos, som de terceira geração com USB e Bluetooth e alarme volumétrico, entre outros. A importância dada pela montadora ao segmento está relacionada ao seu crescimento. Em 2011 representou 36% das vendas dos compactos e 40% em 2012. Para isto a Ford investiu R$ 800 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), a oitava da marca em todo o mundo a produzir o seu global.

Fotos: Divulgação

As versões–São cinco as versões para o novo Fiesta, duas com motor Sigma 1.5 16V, de 111 cv: a de entrada S 1.5 (de entrada) e a SE 1.5, que custará R$ 42.490. A primeira com motor Sigma 1.6 16V TiVCT, de 130 cv, com transmissão manual de 5 velocidades, controle eletrônico de estabi-

lidade e tração (AdvanceTrac), entre outros equipamentos de série, que será vendida a R$ 45.490. O SE 1.6 PowerShift, com transmissão semiautomática (6 velocidades, dupla embreagem), com SYNC de comando de voz em português e controle de velocidade no volante, R$ 48.490. A versão Titanium 1.6 virá com 7 air bags e transmissão manual, por R$ 51.490. A top de linha, Titanium 1.6 PowerShift, também com a semiautomática, R$ 54.990. Todos os modelos têm motor flex e não carregam mais o “tanquinho” para a partida a frio. Design – Um dos pontos fortes do Fiesta Hatch 2014 é o seu design, que assumiu a grade característica que vem sendo usada em todos os modelos da marca. A grade dianteira se destaca, emoldurada por um para-choques envolvente. E, como é moda no design moderno, é "robusto", como quase todos os modelos de todas as marcas lançados mais recentemente. Na traseira, curta, leva um aerofólio acoplado à tampa do porta-malas. Por dentro, o conforto característico da marca, com bancos de boa ergonomia e controles do veículo de fácil acesso. Uma alavanca para ajustar o encosto é o ponto negativo. Mas isto está virando moda. Talvez pelo custo.

PALIO WEEKEND TREKKING

Levando a banda pra tocar Integrantes da Banda Sonata usaram o modelo no fim de semana. Adoraram.

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ais um final de semana de ensaios e apresentações, carro apertado com instrumentos, equipamentos, músicos... Não! Dessa vez seria diferente. Pelo menos no transporte. Com o Palio Weekend Trekking 2014 espaço não iria faltar. O modelo ressurge com design mais arrojado e rodas e calotas mais modernas. O interior ganhou novo visual e equipamentos que priorizam o bem-estar e, assim, tornam os trajetos mais agradáveis. O exterior fica encarregado de chamar a atenção e reafirmar a simpatia do consumidor pela montadora. Escolher a música, que iria embalar o nosso trajeto pelas ruas da capital paulista até o estúdio, foi bem mais prático e seguro no Palio Weekend. Não é preciso tirar as mãos do volante para trocar a música ou a estação do rádio e aumentar o volume. Os botões de comando do rádio estão logo ali, ao alcance dos seus dedos. Muita praticidade. A versão Attractive vem com o motor 1.4 8V Flex, já a versão Trekking (a testada) tem motor E.torQ 1.6 16V, ambos para garantir a você e sua família, ou sua banda (no nosso caso), conforto, desempenho, tranquilidade e, claro, espaço. O motor é flex, econômico, silencioso e, segundo a montadora, tem baixo índice de emissão de poluentes.

Espaço – Agora, o que realmente nos agradou foi o espaço que o carro oferece. Tanto que nos preocupamos em mostrar esse espaço com a ilustração feita pelo Paulo Zilberman. Tudo dentro – Coube teclado, baixo, guitarra e amplificador (e seus respectivos usuários). Um verdadeiro "coração de mãe". Ainda tem barras longitudinais no teto que permitem o acoplamento de mais bagagem, bicicletas e outros equipamentos de grande porte, para que toda a família possa levar o que quiser para a viagem ou passeio. Tecnologia no som – Com qualidade, o sistema de áudio, que não poderia faltar para a banda, embalada pelo soul da britânica Joss Stone, é composto por rádio, antena, dois alto-falantes frontais e dois alto-falantes traseiros. Na versão superior, além de possuir conexão Bluetooth para celular, o sistema tem uma porta USB que permite conexão para iPod e iPhone. O display branco proporciona melhor contraste e a iluminação dos botões é em âmbar. Preço – Bem, o cachê da nossa banda ainda não compra a Weekend, que custa a partir de R$ 44.450. Um dia a gente chega lá, mas foi um prazer tê-la como parceira por um show. Gerônimo Luna Jr.

Só na ilustração os instrumentos ficaram de fora. Na real, tudo ficou bem acomodado.

Beleza externa, novos motores, bom espaço no porta malas e interior confortável e elegante


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fotos: Adriana David

urismo

Adriana David

A CHARMOSA EL CALAFATE

A

paixonada pelo calor, tive de me render ao frio para realizar um dos meus sonhos de viajante: fazer um trekking no glaciar Perito Moreno, na Patagônia Argentina. A vontade de conhecer essa maravilha do mundo, que tem 60 metros de altura e quase cinco quilômetros de paredão, me perseguia há cerca de 15 anos, depois que voltei de uma temporada na Europa e comecei a comprar revistas de turismo para descobrir lugares interessantes. Sempre que me via caminhando naquele maciço de gelo, ignorava a temperatura baixa do local a ser enfrentada. Sabia que teria de ir perto do verão, quando a sensação de frio diminui. Recém-casada, rumei para a Argentina em novembro do ano passado. Além do Perito Moreno, no Parque Nacional dos Glaciares, programamos visitar o Parque Torres del Paine e a Ilha Magdalena, lar de 200 mil pinguins Magalhães entre os meses de outubro e fevereiro, ambos no Chile. A partir da cidade argentina de El Calafate, a mais próxima do Parque dos Glaciares, fiz dois passeios: a Navegação a Todos os Glaciares e o Mini Trekking no Perito Moreno. A reserva foi feita na própria pousada em que me hospedei, a Linda Vista. No primeiro dia na Argentina, para conhecer os famosos glaciares Spegazzini (segundo maior da região) e Upsala (maior geleira da região) e uma pequena parte do enorme Perito Moreno, tomamos um barco superbem equipado de três andares e me vislumbrei com a paisagem em meio a um vento frio cortante. A vontade era ficar protegida da temperatura baixa dentro da embarcação, mas não poderia ver todo aquele gelo com nuances de azuis por meio de uma janela, por mais panorâmica que fosse. No dia seguinte, fizemos o tão esperado trekking. Primeiramente, avistamos o Perito Moreno a partir das passarelas, de frente para o glaciar. Ouvi os estrondos dos gelos se desprendendo do maciço. Emoção pura! Depois do almoço – havia a possibilidade de levar do hotel ou comprar algo para comer ali na lanchonete –, de barco e a pé, o grupo de turistas foi até o local onde se preparou para iniciar a caminhada no gelo. Ao nos aproximarmos do Perito Moreno, os aventureiros que faziam o trekking à nossa frente pareciam formiguinhas. Coloquei os acessórios chamados "grampones" em baixo dos tênis para fincá-los melhor no gelo ao caminhar. Tive de aprender a andar com aquele novo equipamento. Alguns turistas caíram durante o percurso, mas, protegidos com

O

centro de El Calafate, na Argentina, é bem turístico. Tem uma avenida principal (a Libertador) que concentra tudo o que o visitante precisa. A cidade lembra um pouco Monte Verde ou Campos de Jordão, com casas construídas em madeira, lojas de chocolate, de aluguel de roupas e equipamentos para aventura, agências de passeios e restaurantes charmosos. É possível fazer tudo a pé se você ficar hospedado próximo da Libertador. Eu fiquei na Pousada Linda Vista, a dois quarteirões do centro. Dormi em um chalé com um quarto, banheiro, sala, cozinha equipada e um outro quarto no andar superior. Tudo com calefação e um bom café da manhã. Os donos são coreanos simpáticos que trabalham 24 horas por dia para não faltar nada aos hóspedes. Se solicitado, eles fazem reserva de passeios pelos mesmos valores e troca de moeda. Pedi indicação de qual seria o melhor restaurante da cidade para comer cordeiro patagônico e tive duas: os restaurantes Rick's e La Tablita. Fui nos dois. O primeiro, com preços mais em conta, possui serviço ágil mas as carnes são mais gordurosas. O La Tablita (para jantar, faça reserva) tem ambiente agradável, os garçons são gentis e a comida estava deliciosa – pedimos também língua de cordeiro – e a carta de vinhos, divina! (AD)

TREKKING NO GELO A caminhada no glaciar Perito Moreno é o ponto alto de uma visita à Patagônia Argentina

Lygia Rebello

Como formiguinhas diante da grandiosidade da geleira, os aventureiros caminham por cerca de duas horas e encontram fendas azuis e lagoas. Os mais corajosos podem enfrentar o Big Ice, trekking que dura quatro horas e tem um percurso mais difícil. No final do trajeto, nossa repórter brinda com uísque e gelo tirado do glaciar.

Peter Suzano

roupas impermeáveis, nada molharam. Apesar do extremo frio, não senti tanto. Estava vestida com uma camiseta

de manga longa térmica, um fleece (tipo moleton fininho e quente), uma outra blusa grossa e um casaco imper-

meável, além de gorro e luvas. Nas pernas, eu também estava bem agasalhada. Para fazer o passeio completo, leva-se o dia todo. Só a caminhada no gelo dura menos de duas horas. Os mais corajosos podem enfrentar o Big Ice, trekking no gelo que tem duração de quatro horas e percurso mais difícil. Ao longo do caminho, profundas fendas azuis, lagoas com água cristalina e vistas deslumbrantes. Em alguns

momentos, senti um friozinho, mas na barriga, de medo da grandiosidade de todo aquele gelo! Aos poucos fui me acostumando com ele e, ao final, eu o tratava como um velho conhecido. O barulho, ao pisar, tornou-se familiar. Lembrei das raspadinhas que tomava à beira da praia quando criança sob um sol escaldante. Mas, desta vez, o sol não esquentava tanto. Ao final do percurso, uísque com gelo tirado do próprio glaciar. Tin tin!

FAÇA AS MALAS De São Paulo a El Calafate, passagem aérea a partir de US$ 349, ida-e-volta, pela Aerolíneas Argentinas (www.aerolineas.com.ar), conexão em Buenos Aires. O Linda Vista Apart Hotel (Av. Padre Agostini 7, www.lindavistahotel.com.ar) tem diárias a partir de R$ 150 por casal. Para comer cordeiro patagônico, La Tablita (Rosales 28) e Rick's (Av. Libertador 1091). Mais informações, www.elcalafate. tur.ar. Melhor época? De novembro a março.

Chad Chase/The New York Times

NO MUNDO DAS CAMINHADAS

Cruzando fronteiras nos Bãlcãs O projeto "Trilha dos Picos dos Bálcãs", coordenado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional em parceria com outros grupos (incluindo associações femininas, escritórios de turismo e ONGs ambientais), estreou formalmente no ano passado e conta com uma trilha de 192 quilômetros, traçada para fomentar o turismo e o trabalho em equipe entre vizinhos historicamente problemáticos (Albânia, Montenegro e Kosovo). O caminho literalmente liga bolsões muçulmanos, católicos e ortodoxos, bem como eslavos e numerosas tribos albanesas em três parques nacionais interligados, cada um dos quais mostrando regiões fronteiriças de inestimável beleza. Toda a trilha pode ser feita em dez dias, mas em apenas cinco dias dá para fazer parte dela. Tim Neville/The New York Times News Service

Menu dos andarilhos A Trilha dos Picos dos Bálcãs é feita pela ROW Adventurers (www.rowadventures.com/), com sede em Idaho (EUA). G Para quem gosta de caminhadas, a Aurora Eco (www.auroraeco. com.br) tem um menu de viagens que inclui Chapada Diamantina, Estrada Real e Patagônia. G A Pisa Trekking (www.pisatur.com) propõe roteiros para diversos níveis de dificuldade, incluindo expedições. A Trilha Inca, no Peru, é uma das mais cobiçadas, em um roteiro a pé de quatro dias, e há as aventuras com conforto, como no Atacama (Chile). G Pensando em luxo, a empresa canadense Butterfield & Robinson (www.butterfield.com.br) monta grupos com caminhadas pelo mundo inteiro – do Vietnã à Costa Amalfitana, na Itália. Entre um trecho e outro a pé, há sempre surpresas como um piquenique no meio do nada. G


DC 26/04/2013