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A nova era de excelência

Presidente reeleito para mais 2 anos à frente da Associação Comercial de São Paulo e Facesp, o empresário Rogério Amato quer em seu novo mandato atrair a geração Y dando-lhe um espaço em que seja ouvida e ajuda para que possa empreender. Veja o que falaram o vice-governador Afif Domingos, o expresidente Burti e o presidente da BVS, Dorival Dourado, na pág. 6.

Pequeno empresário também na nuvem Conheça as novas soluções para empreendedores iniciantes, startups e pequenos negócios. Informática, pág. 28.

Paulo Pampolin/Hype

Ano 87 - Nº 23.838

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira, 26 de março de 2013

Recomendada aos turistas pelo NYTimes, São Paulo é a maior vítima do tiroteio que elevou o número de assassinados pelo 7º mês consecutivo. No mês passado, o aumento foi de 14,1%. A imagem furada de balas afasta as visitas. Fevereiro deste ano bateu o de 2012 por 89 a 78 homicídios. Estupros também aumentaram. Pág. 11 DEU NO NYTIMES

Visite a nova nova São Paulo Boa reportagem, um só erro: os números do crime. Pág. 11 Clemilson Campos/Estadão Conteúdo

Fábio Braga/Folhapress

Candidata Dilma cobra parceria do candidato Campos Presidente entrega obras no sertão de Pernambuco e cobra "compromisso político" do governador Eduardo Campos, virtual candidato do PSB à Presidência. Pág. 5

Aos leitores judeus, um feliz Pessach.

Tucanos (quase) unidos por Aécio, com a bênção de FHC. Pré-candidato do PSDB só não recebeu apoio de Serra, que "viajou". Pág. 5 ISSN 1679-2688

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 26 de março de 2013

Mais de 80% dos municípios não têm dívidas com precatórios. Mas os restantes 20% devem muito. Roberto Fendt

pinião

PRECATÓRIOS: FIM DO CALOTE ?

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recatório é uma ordem para pagamento, pelos órgãos públicos federais, estaduais, municipais ou distritais, de débitos de valor superior a a 60 salários mínimos por beneficiário, em decorrência de condenação judicial da qual não cabe mais recurso. Em decisão recente, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o regime de pagamento parcelado dos precatórios, que autorizava os órgãos públicos a efetuar o pagamento em até 15 anos. Se o leitor se surpreende ao tomar conhecimento de que os órgãos do Estado podem efetuar os pagamentos de forma parcelada ou sob critérios da natureza do credor, ficará ainda mais surpreso ao saber que esse passivo, considerando os valores nominais de julho do ano passado, é superior a R$ 94 bilhões. Estudos mostram que mais de 80% dos municípios brasileiros não têm dívidas com precatórios. O problema reside no fato de que os restantes 20% devem muito. Exemplo é o município de São Paulo, cuja prefeitura deve quase R$ 17 bilhões. Caso tenha de pagar à vista o que deve, o município comprometerá quase 60% da arrecadação anual.

O

s 40% restantes da arrecadação não serão suficientes para arcar com a vinculação das receitas orçamentárias a despesas mandatórias estipuladas na Constituição, como as referentes ao pagamento de salários e encargos dos servidores públicos, dos encargos da dívida pública e da previdência social. Nessa categoria estão

O valor dos precatórios foi crescendo sem que ninguém parecesse notar que algum dia a fatura chegaria.

beneficiários das decisões judiciais por uma dívida com a União, a ser amortizada em um período longo – similar, aliás, ao do regime do pagamento fatiado dos precatórios ao longo de 15 a 20 anos.

N também as despesas com saúde e educação a cargo dos estados e municípios. O conflito entre responsabilidades de pagamentos mutuamente excludentes é o aspecto mais importante dessa discussão. Mas não deve ser também ignorado que os precatórios representam valor expressivo da dívida dos estados e municípios e que essa forma de passivo não está contabilizada nas estatísticas da dívida pública dessas unidades da Federação. Não é pouca coisa: em julho do ano passado, a dívida líquida dos estados e municípios era da ordem de R$ 459

bilhões. O total de precatórios soma R$ 94 bilhões, um acréscimo de 20% à dívida. É claro que esse passivo, ao menos para os grandes devedores, não cabe em seus orçamentos. Os riscos residem precisamente nisso, caso o valor total dos precatórios tenha de ser imediatamente liquidado. Dizem os americanos que só não há como evitar dois problemas: a morte e os impostos. Aumentar impostos tem sido o caminho de menor resistência para sanar os imbroglios financeiras dos governos, aqui e na quase totalidade dos países.

A dificuldade da aplicação dessa alternativa está nos valores devidos por alguns estados e municípios. Agora mesmo, em Chipre, aventou-se a possibilidade de confiscar parte dos depósitos bancários para coletar os seis bilhões de euros necessários para fechar o pacote de socorro ao sistema financeiro do país.

A

Constituição, em seu artigo 150, inciso IV, não admite impostos que resultem em confisco – nem haveria justificativa para pensar-se em tal sandice por aqui. Que alternativas restariam? Será impossível pagar de

uma só vez todas dívidas decorrentes de condenação judicial sem a suspensão do pagamento das despesas obrigatórios de caráter continuado, definidas na Constituição e na Lei de Responsabilidade fiscal. Ainda que parte do valor do passivo com os precatórios da União, dos estados e dos municípios tenha previsão orçamentária, o saldo líquido a pagar continua muito grande. Ou muito me engano ou a solução poderá exigir que a União empreste às unidades subnacionais os recursos necessários para o pagamento dos precatórios. Essas unidades trocariam a dívida com os

DA ECONOMIA

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alternativas' sobre o Brasil", mas, sim, passar a mensagem de que "as bizarrices do Brasil são todas elas explicadas através do bom-senso e da boa teoria econômica", sendo necessário apenas compreender o contexto e os incentivos de cada situação. Ao longo do livro, explora, com inegável erudição e senso de humor, a verdadeira racionalidade de comportamentos aparentemente paradoxais.

N

o primeiro capítulo, intitulado "O Mercado - Racionalidade coletiva e indeterminação", analisa os efeitos da existência de informação incompleta no mercado financeiro – uma das falhas de mercado mais importantes na gênese da "bolha" financeira internacional. O livro segue com "Autoridades e Política Econômica", onde, fazendo

uso de sua experiência no governo FHC, ressalta a importância da comunicação entre as autoridades econômicas e a sociedade. Essa experiência também é utilizada no capítulo "Reguladores e Bancos - Lógica Pessoal, Limites, Regularidades e Irregularidades", onde Divulgação

ecoam as lições aprendidas no âmbito do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER), crucial na consolidação do sistema bancário.

P

osteriormente, em "Decisões – Paixões, interesses e burocracias", em que o autor tenta desvendar a racionalidade presente nas decisões tomadas no âmbito da burocracia brasileira, vemos uma aplicação da chamada teoria das escolhas públicas, onde a economia é aplicada ao estudo da política e da tomada de decisões coletivas. Uma das "leis" de maior destaque é o "Teorema de HemingwayGorbachov" (Lei nº 49), que enuncia que o governante estará condenado ao desprezo das minorias

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ão é preciso muita imaginação para perceber que a transferência do passivo dos estados e municípios para a União exigiria um salto de quase 7% da dívida pública federal, se tomarmos por base os números apresentados anteriormente. Esse aumento da dívida redundaria em aumento na carga tributária futura, caso não seja possível reduzir gastos correntes para acomodar as novas despesas com juros decorrentes do aumento da dívida. De tudo o que foi dito, contudo, o mais surpreendente é o fato de que, anos a fio, o valor dos precatórios foi crescendo sem que ocorresse a alguém que algum dia a conta chegaria. Ou, pior ainda, a sensação amarga de que se imaginava que ninguém pagaria a conta, simplesmente empurrando-a para o sucessor. ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

ULISSES RUIZ DE GAMBOA

AS LEIS SECRETAS m seu mais recente livro, As Leis Secretas da Economia- Revisitando Roberto Campos e as Leis do Kafka (Ed. Zahar, 2012), o expresidente do Banco Central, Gustavo Franco, enuncia 74 leis "secretas" sobre o funcionamento, na prática, da teoria econômica no nosso país. A inspiração para esse "código" sui generis provém de um famoso artigo escrito originalmente por Roberto Campos em 1961, e intitulado "As Leis do Kafka". O Kakfa do título era relativo ao economista Alexandre Kafka, amigo e colaborador de Campos, que foi durante muitos anos diretorexecutivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional, e era, curiosamente, primo do grande escritor tcheco. Como reconhece Franco, não se trata de "colher jabuticabas na frondosa árvore donde brotam as 'teorias (econômicas)

ROBERTO FENDT

afetadas negativamente por suas reformas, mas sem ter o reconhecimento da grande maioria beneficiada – experiência que o próprio autor, um dos criadores do Plano Real, compartilhou com o líder russo. O capítulo seguinte, "Finanças Públicas - Sonhos e ilusões, o público e o privado", é um dos mais interessantes, ao mesclar princípios da moderna teoria das finanças públicas à execução da política fiscal brasileira. Chama a atenção a "Lei nº 56", cujo título é "Comportamento discrepante", ao afirmar que "sempre que o Ministério da Fazenda se entrega à austeridade financeira, o Banco do Brasil (ou o Ministério do Planejamento ou o BNDES) escancara os cofres, e vice-versa". O livro termina com o tema "Câmbio, preços públicos e globalização - As

novas regras de um mundo plano", que discorre sobre as constantes intervenções do governo sobre o câmbio, no contexto de políticas protecionistas.

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livro As Leis Secretas da Economia pode servir para analisar a política econômica atual, da perspectiva de quem já foi um de seus principais condutores. Nesse sentido, parece sugerir que, apesar dos avanços desde o longínquo ano de 1961, o governo insiste em repetir os mesmos erros do passado, numa falta de aprendizado histórico, perenizando "leis" que exprimem, no fundo, políticas econômicas que terminaram por produzir as chagas da hiperinflação e do baixo crescimento. ULISSES RUIZ DE GAMBOA É ECONOMISTA DO INSTITUTO DE

ECONOMIA GASTÃO VIDIGAL DA ACSP.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Alex Ribeiro. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke e Tsuli Narimatsu. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de março de 2013

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pinião

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m dos vícios mentais mais deploráveis, e mais comuns entre conservadores e liberais, é o de reduzir os debates públicos a discussões puramente acadêmicas, em que as "ideias" são enfocadas pelo seu conteúdo teórico tãosomente, fora dos esquemas políticos que as geraram. Homens fiéis a valores e princípios tradicionais – filosóficos ou religiosos – já produziram milhares de refutações cabais do "relativismo", mas nem por isso puderam deter o avanço das propostas político-sociais que vêm protegidas sob salvaguardas relativistas. Quanto mais vitoriosos no campo acadêmico, mais perdedores se tornam na luta política. É que acadêmicos e ativistas não falam a mesma linguagem. Os primeiros não compreendem a linguagem dos segundos, mas estes compreendem a daqueles perfeitamente bem e a usam como uma camisa de força para aprisioná-los no campo das ideias puras, para que não percebam que, no quadro de uma estratégia política, uma ideia qualquer pode ter um significado prático inverso ao do seu conteúdo teórico. Este serve apenas como o pano vermelho com que o toureiro desvia a investida do touro.

A

s ideias dos ativistas quase nunca significam o que dizem. Por baixo do seu conteúdo ostensivo escondem um objetivo estratégico que, no plano histórico, virá a constituir seu único conteúdo efetivo quando o jogo dialético das ideias e das ações tiver atingido seu resultado. Assim, por exemplo, durante anos o relativismo serviu de navio quebra-gelo para demolir resistências a propostas que, por sua vez, nada tinham de relativistas – eram, ao contrário, as mais absolutistas e intransigentes que se pode imaginar. Note-se que é impossível

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É PRECISO EXIGIR DO RELATIVISTA PROVAS DE QUE ELE ADERE A ESSA DOUTRINA COM SINCERIDADE. SXC

FALSOS OLAVO DE CARVALHO

RELATIVISTAS

discutir o relativismo em teoria sem subscrevê-lo ao menos em parte e implicitamente: toda ideia que é aceita como objeto de refutação lógica adquire, ipso facto, o estatuto de doutrina intelectualmente respeitável, digna de atenção acadêmica. Bombardear o mundo acadêmico com um constante assalto relativista aos princípios e valores pode não persuadir ninguém a endossar o relativismo doutrinal, mas habitua todos a praticar, com relação a ele, a quota de relativismo imprescindível a qualquer discussão. Com alguns anos desse tratamento, o mais dogmático dos tradicionalistas está amestrado para entrar no debate com menos disposição de vencê-lo que de provar que é "tolerante" e "aberto" – compromisso do qual o oponente está automaticamente dispensado. Em vez de discutir o

relativismo, é preciso exigir do relativista as provas de que adere a essa doutrina com sinceridade, de que concede aos dois lados o atenuante relativista em vez de usá-lo apenas como uma arma provisória para diluir as resistências do adversário e em seguida imporlhe alguma exigência absolutista a intolerante, imunizada a priori contra qualquer cobrança relativista. Qualquer um pode perceber que gayzistas, feministas,

abortistas e tutti quanti nunca teriam espaço na sociedade se este não tivesse sido aberto antecipadamente pela invasão relativista, mas que, na mesma medida, entram em campo livres de qualquer obrigação relativista e armados do mais rígido absolutismo. Você conhece algum gayzista, feminista ou abortista disposto a concordar que as exigências do seu grupo têm valor relativo, que as crenças de seus adversários têm uma

Raramente se vê um relativista sincero, que continue relativista quando isso já não convém à sua política, ou que conceda ao adversário salvaguardas iguais àquelas sob as quais se abriga.

vaguardas relativistas sob as quais ele se abriga. Praticamente todo relativismo em circulação hoje em dia é falso, é pura armadilha. É estúpido perder tempo discutindo o conteúdo abstrato de uma teoria na qual seu porta-voz mesmo não acredita, de uma teoria que ele simplesmente emprega como ferramenta provisória para abrir caminho para um projeto político inteiramente diverso e até oposto. Se uma teoria é somente camuflagem, é óbvio que ela não tem nenhum conteúdo em si mesma, que seu único sentido real é a proposta na qual pretende desembocar tão logo o adversário abra a guarda. Nesses casos, a coisa inteligente a fazer é recusar peremptoriamente o debate nos termos em que o espertalhão o coloca e, em vez disso, desmascarar logo a proposta política subjacente, junto com o ardil que a prepara e camufla. É claro que a passagem do rodeio relativista à exigência totalitária não é repentina, mas sempre gradual e, idealmente, insensível. Mas, quando o processo se completa, é tarde para denunciar retroativamente a desconversa relativista que o preparou.

parcela de razão e devem ser tão respeitadas quanto as dele? Já viu algum reconhecer ao menos em tese o direito de combater suas propostas sem medo de represálias?

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o entanto, nenhum deles teria tido sequer a chance de ser ouvido com atenção e respeito se a vanguarda relativista não tivesse antes minado a intransigência dos seus adversários. Servem-se do relativismo como de uma gazua: quando a porta está arrombada, mudam instantaneamente de conversa e tratam de condenar como crime qualquer tentativa de relativizar a autoridade das suas exigências. Para dizer a verdade, raramente ou nunca se vê um relativista genuíno, sincero, que continue relativista quando isto já não convém à sua política, ou que conceda ao adversário as mesmas sal-

OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

O ESPÍRITO SOPRA ONDE QUER Corrado Giaquinto; "The Holy Spirit"- Reprodução

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epois da palestra para o pequeno grupo de especialistas da "Princeton Gnose", Abigail Griffin demorou-se no Westin Hotel por cerca de duas horas e reapareceu para jantar conosco como havia prometido. Éramos quatro e só eu morava na cidade, mas quando ela perguntou se havia um restaurante vegetariano em Princeton, confessei que não sabia, uma vez que comia quase sempre em casa e costumava dormir muito antes da hora em que a maioria gosta de jantar à noite. Acabamos no Small World Café e acho que ninguém se arrependeu. Pedi a Griffin que nos explicasse o que entendia como "o Espírito", palavra que dominou a palestra que fizera na "Princeton Gnose", e que aparecia com tanta frequência também no seu livro God´s Lovers (Os adoradores de Deus).

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a Nova Inglaterra, onde moro, disse ela sem sorrir e me fitando diretamente nos olhos, "é costume, antes de responder a uma pergunta difícil, dar um sorriso para ganhar algum tempo", . "O palavra Espírito tem muitos sentidos e depende de quem a pronuncia, mas para nós, esta noite, ela soou como a ouvida pelo juiz do Sinédrio Nicodemos, naquela noite provável de Jerusalém". Ouvíamos todos em silêncio, os pratos esfriando à nossa frente. E ela seguia falando, econômica: "A frase

quero mudar para algo que apenas idealizo". Hernandez, um dos jornalistas sentados em torno de Abigail no café, diz que não entende a relação daquilo com o tal Espírito. Ela sorri, prometendo ser mais clara: "Mas como num pequeno milagre, alguma coisa assoma em nosso coração, e ela traz consigo um caminho, algo inteiramente novo mas que não nos surpreende, tal como a chegada de um 'velho amigo', familiar mas novo, e espantosamente simples. Chega e não fica, passa por nós e deixa sua marca, algo que a memória não segura porque lhe falta o fixador emocional que marca na alma o prazer e a dor. É a visita da Graça ou lá o nome que possamos dar". Em seguida, a senhora Griffin toma sua sopa como se jamais tivesse dito uma palavra.

latina é quase musical, traduzida do grego em que foi escrita pelo evangelista João: Spiritus spira quod volet. Esta é, na verdade, uma comunhão no mais real significado das palavras. A maior força do universo comparada a um simples sopro, e ao mesmo temor das trevas da descrença. Não seria preciso nem traduzir: 'o Espírito sopra onde quer'. Que belo, tão frágil e tão forte, nada que possa ser alterado pela vontade humana". Abigail lembra que os votos religiosos das mil

crenças existentes mundo afora são feitos dessa entrega, dessa renúncia ao impulso humano de mudar, em si e no mundo, alguma coisa ou situação sem conhecer o que está sendo mudado. "A insatisfação do homem consigo mesmo é patética", diz ela, "na medida em que sem conhecer sua essência ele quer modificá-la, mudando para o que supõe, na sua ignorância, ser o melhor, embora seja também desconhecido. Sou alguma coisa que mal conheço, mas estou descontente e

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té a hora da sobremesa fizemos a ela perguntas sobre sua vida e seus trabalhos. Estudou e ensinou na Sorbonne, em Harvard e na brasileira USP, tendo publicado dois livros, um sobre Heinrich Seuse, místico dominicano autor do Pequeno Livro da Sabedoria Eterna, e uma biografia comentada de Johannes Tauler, também dominicano mas dissidente, que viveu e morreu em Estrasburgo no Século 14, notável sermonista que fez a defesa póstuma de Mestre Eckhart. Tauler ficou famoso em

LUIZ CARLOS LISBOA sua cidade quando, em meio à peste de 1348, não se afastou do foco da enfermidade e consolou pessoalmente os enfermos. Segundo a autora do estudo, a aceitação de uma realidade, seja penosa ou não, é fator de alívio e este se dá pela visita do Espírito. "Nada é mais refratário a esta presença do que as interpretações e a inconformidade que ocorrem no desalento e na acumulação do medo", diz Abigail na segunda biografia. "O que alguns chamam de fé pode ser chamado de cura espiritual, quando se aceita que as coisas inevitáveis e irremovíveis são parte de um plano maior, e quando se evita pela compreensão o argumento mais teimoso segundo o qual ninguém sabe o que pode ser evitado ou não".

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bigail Griffin disse alguma coisa mais sobre a beleza da aridez e do silêncio no abandono da alma, quando está próxima a redenção. Para ela, o sofrimento é um esperneio ante o destino e isso rouba um resto de resignação do sofredor, só lhe restando no

fundo o desejo de inspirar pena e cobrar a compaixão de um poder mais alto que só imagina que exista. Se há alguém penando no purgatório é alguém que não aceita seu destino, que se rebela contra as fatos, que recusa o próprio mundo que Spinoza identificava com Deus. A chama da vaidade é a última que se extingue antes que o Espírito se mostre. Para ser salvo é preciso nascer de novo, ela recorda essa afirmação evangélica de humildade. Em outras palavras, precisa conhecer os truques piedosos que usou com Aquele que está acima de qualquer sedução porque é o próprio avesso da ilusão.

J

á se levantando para partir, Abigail evocou o espanhol São João da Cruz, humilde observador do drama humano mas poeta imenso entre os grandes de seu país, quando ele afirmou que "a alma conhece um tempo também em que ela sofre em meio à escuridão e ao esquecimento do mundo, aterrada ante o desmoronamento da própria vontade, e é aí, no abando no absoluto, que o Espírito desce e varre as misérias e dores da memória e da vaidade - que o sofrimento afinal é somente isso, meu filho. É no vazio e na não resistência, quando não há mais ninguém para se lamentar, que ele sopra em nosso coração". LUIZ CARLOS LISBOA É JORNALISTA, ESCRITOR E RESIDE EM PRINCETON (EUA). ALGUTE22@GMAIL.COM


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Facebook hoje: um bilhão 3 MAIS: é que os mais jovens de usuários, 57% de aumento de quem acessa por aparelhos móveis e uma preocupação.

gibaum@gibaum.com.br

k “Eu não quero morrer para ir para o céu. Quero viver no céu aqui.” LULA // exercitando suas preferências de imortalidade. Fotos: Zee Nunes

estão passando menos tempo na rede social e optando por outros canais. Foi assim com o Orkut.

Caminhão baú Muita gente não entendeu o que fazia um caminhão baú no meio da frota de veiculos alugados pela Presidência da República durante a estada de Dilma Rousseff em Roma, que custou aos cofres públicos R$ 324 mil só de hospedagem: como eram 59 os integrantes da superentourage, o caminhão baú servia para carregar o excesso de bagagens do pessoal.

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ENERGIASEXUAL

Se depender de Marisa Letícia, o maridão Lula sempre deve ajudar Eike Batista que, em 2010, num leilão organizado pelo cabeleireiro da então primeira-dama, despejou R$ 500 mil para arrebatar diversos objetos, entre eles, um terno do ex-presidente. E foi mesmo Lula quem deu a ordem ao ministro Fernando Pimentel que ajudasse Eike no episódio do estaleiro Porto do Açu contra o estaleiro Jurong. Também atuou na escandalosa novela Amaury Pires, diretor da EBX e ex-presidente do Fundo da Marinha Mercante, do qual saiu debaixo de um festival de denúncias. 333

OLHO NO FARDÃO Com o morte do acadêmico João de Scantimburgo, o primeiro nome que surge bem cotado na lista dos candidatos à sua vaga na Academia Brasileira de Letras é o do expresidente Fernando Henrique Cardoso. O acadêmico e ex-presidente da Casa de Machado de Assis, Marcos Villaça, está encabeçando um movimento nesse sentindo. Detalhe: no passado, FHC já pensou na Academia. Desistiu, certa vez, porque achava que o também acadêmico José Sarney estaria se movimentando contra ele. Agora – surpresa – Sarney já avisou Villaça que seu voto é de Fernando Henrique.

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Muitos mimos 333 Na semana passada, a America TV, de Buenos Aires, exibiu uma espécie de documentário sobre a vida de Graciela Alfano, atriz e modelo, hoje com 60 anos, famosa nos anos 70 e 80 e que falou abertamente sobre os romances que teve com o ex-presidente Carlos Menem e com o ex-jogador Maradona. Também na entrevista, Graciela falou com muito carinho e saudades da brasileira Sonia Braga. E lembrou que “teve com ela muitos mimos ”, seja lá o que signifique a expressão.

CICERONE O petista Eduardo André Gaievski, ex-prefeito de Realeza, no Paraná, onde respondeu representação criminal por utilização de equipamentos da prefeitura em beneficio particular, foi levado para Brasília por Gleisi Hoffmann e nomeado assessor especial da Casa Civil. Suas funções nada têm a ver com a Casa Civil: ele articula a candidatura de Gleisi ao governo paranaense e ciceroneia comitivas de prefeitos do Paraná em Brasília, além de coordenar ações do governo no Estado para que possam ser faturadas politicamente por Gleisi. 333

A curitibana Isabeli Fontana, 30 anos em julho próximo, dois casamentos (e muitos romances), dois filhos, angel da Victoria’s Secret, aparece na próxima Vogue Brasil, num ensaio de inspiração militar, com muitas jóias e pouca roupa. Ela está malhando para definir melhor os músculos. Ao mesmo tempo, será capa e recheio de Vogue Paris, participando de uma edição voltada para o Peru, terra de Mário Testino que assinou todos os cliques, das praias de Lima às montanhas de Cuzco. De quebra, bares, café e artistas queridos de Testino, entre eles, Mário Vargas Llosa. 333

Inspiração militar

Jarbas Vasconcelos (PMDBPE) sempre foi um dos grandes aliados de José Serra e teve inúmeras chances de provar isso. Agora, pazes feitas com o governador Eduardo Campos (PSB-PE), acha que a união dos dois, no ano que vem, poderia ser uma alternativa de surpreendentes resultados. A idéia é que, com Campos saindo para o Planalto, Serra saia para o governo de São Paulo, desde que já tenha mudado de partido. Nessa composição, Gilberto Kassab sairia para o Senado e essa aliança reuniria PSB, PSD, PPR, PDT e dependendo, PTB. Na conversa que teve com Eduardo Campos, há dias, Serra gostou muito do mote que vem sendo usado, ainda em rodas mais fechadas, pelo governador de Pernambuco, mas que pode ser o slogan de sua campanha: Dá para fazer mais (e Serra usaria também contra Alckmin). 333

Dá para fazer mais

MISTURA FINA 333 NA INTERNET – e já com direito a reações dos vizinhos – a piada que faz mais sucesso envolvendo o Papa Francisco e a tradicional rivalidade entre brasileiros e argentinos, diz que o Pontífice deu a primeira grande mostra de sua infalibilidade quando reconheceu que a Argentina fica mesmo “no fim do mundo”.

PELA TERCEIRA vez, Tom Cruise desembarca no Rio para lançar seu novo filme Oblizion. Com participação na produção, ele tem apostado no fôlego da bilheteria do mercado brasileiro e em seu prestigio por aqui. E não tem se arrependido. 333

333 A REDE sueca H&M, segunda maior varejista de vestuário do planeta, enviou missão ao Brasil para estudar seu desembarque por aqui no ano que vem: começa por São Paulo e dependendo, abre também no Rio de Janeiro.

POR CONTA de uma futura iniciativa do governo para tentar desburocratizar diversos segmentos do país, a Casa Civil mandou fazer uma levantamento incluindo leis, decretos-lei, portarias, resoluções e instruções normativas e chegou à conclusão de que os diplomas legais vigentes no país somam nada menos do que 180 mil. 333

Depois de Geraldo Alckmin e Marina Silva, também o exprefeito Gilberto Kassab (esquerda) foi dar uma espiada na nova edição da SP Fashion Week que, desta vez, na platéia dos desfiles e nas áreas de circulação, abrigavam celebridades e aspirantes das mais diversas tribos. Ao centro, fazendo sua reentrée, agora com cabelos vermelhos, a cantora Wanessa, que teve seu primeiro filho e à direita, o travesti Salete Campari, já considerada mobília do evento. 333

De todas as tribos

Nova tentativa O advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca, que defende José Dirceu, está debruçado no recurso que apresentará ao Supremo tão logo seja publicado o acórdão do julgamento do mensalão. Não é nada de novo e o argumento já consta do processo: ele vai tentar provar que a Visanet é um fundo privado, alimentado por bancos públicos e comerciais, ou seja, seus recursos não são públicos. E que os R$ 72 milhões transferidos pelo fundo – e não pelo BB – à agência DNA de Marcos Valério foram efetivamente aplicados em campanhas. O entendimento dos ministros do STF não é esse.

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Ordem superior

333 Ainda este mês chega às livrarias Descobrindo sua força espiritual, de James Van Praagh, um dos médiuns mais conhecidos do planeta. Seus livros – entre eles, Conversando com os espíritos e Espíritos entre nós – já venderam mais de um milhão de exemplares no Brasil. O novo livro fala de muitas coisas, reunindo 42 meditações para ajudar em questões do cotidiano, como se livrar das culpas, tirar as energias negativas e – quem diria – até reequilibrar a energia sexual.

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Linhaça.

Quinua.

Ideli no Conselhão Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, deverá acumular a presidência do Conselhão – Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social que, desde sua formação, no governo Lula, literalmente nunca serviu para nada. Seus integrantes variam em torno de 100, que representam entidades empresariais, de trabalhadores e outros tantos convocados para dar um certo brilho. Jorge Gerdau, da Câmara de Gestão da Presidência da República, que já comandou o Conselhão, não vê a menor utilidade nele. Na média, se cada integrante falar por cinco minutos, uma reunião do Conselho demoraria, por baixo, em mais de nove horas. E sem ninguém levantar da cadeira. 333

333 NO FINAL da semana passada, o ator Antonio Fagundes, 63 anos, foi assistir a peça Divorcio, no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, acompanhado de sua nova namorada, Arieta Correa, 36 anos, ex-mulher do ator Rodrigo Veronese, com quem tem um filho de quatro anos. Estavam mais do que sorridentes e ele não assumia, publicamente, um novo relacionamento, desde o final de 2011, quando terminou seu affair com a atriz Alexandra Martins, em 2011.

EDUARDO Campos não fez as pazes apenas com Jarbas Vasconcelos, no Recife, com quem esteve brigado alguns anos: há duas semanas, com seu sigilo habitual, teve um encontro com Roberto Freire, pernambucano que é deputado por São Paulo pelo PPR, partido do qual é o grande comandante. Já tiveram problemas e as antigas arestas já estão aparadas.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

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Quem dá dinheiro para banqueiros sem parar são eles (PT). Dão ao BNDES, que dá aos bancos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

Tucanos unidos. Cadê o Serra?

Dilma diz que precisa de 'parceiros comprometidos'

A

Ex-governador está no exterior. Enquanto isso, tucanos se reúnem em Congresso em SP e fecham com Aécio.

I

nterlocutores do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmam que o mineiro, pré-candidato ao Planalto em 2014, pretende manter uma convivência apenas partidária com o ex-governador José Serra (PSDB-SP). Isso significa dizer que Aécio Neves não espera engajamento de José Serra em eventual campanha presidencial, mas quer que ele ao menos não o atrapalhe. Segundo aliados, Aécio até gostaria de ter Serra integrado à campanha, por reconhecer nele um político de boas ideias, conhecedor de temas de várias áreas. Mas o que leva Aécio a não alimentar esse sentimento é o tipo de relação que ele e Serra mantêm nos últimos anos: pouca identidade, formal e de estilos diferentes. Mesmo assim, o mineiro tratou de afagar Serra, principal ausência tucana no encontro. "Sempre haverá um espaço de destaque para o governador Serra." Aécio afirmou ainda que as candidaturas de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (sem partido) trazem conteúdo e são bem-vindas. "Mas nosso campo é mais confortável, porque sabemos o que queremos: somos oposição à ineficiência, que é a principal marca desse governo. Se Aécio não queria tratar de candidatura presidencial agora, ele acabou sendo obrigado a entrar no tema porque corria o risco de ser atropelado pelos fatos. E agora, ele começa a se movimentar como candidato. Ontem, teve seu primeiro encontro com a militância paulista do PSDB como de pré-candidato ao Planalto. Segundo aecistas, ele foi obrigado a agir assim principalmente por causa do jogo do governador pernambucano Eduardo Campos e da presidente Dilma Rousseff. Congresso tucano – "Que você, Aécio, assuma a presidência do PSDB, percorra o Brasil, ouça o povo brasileiro, fale ao povo brasileiro e una o partido", disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em pronunciamento antes do começo do Congresso do PSDB, na capital paulista. No congresso tucano, Aécio evitou falar em sucessão – tanto de seu partido quanto da presidente Dilma Rousseff.

Mas cobrou uma ação imediata. "O PSDB não tem sequer o direito de se negar a apresentar uma alternativa a esse modelo que está aí, pois temos um quadro extraordinário. Mas não é hora de anteciparmos o processo eleitoral, pois quem fez isso foi o governo." Nas críticas que fez à administração petista, Aécio Neves argumentou que o atual aparelhamento da máquina pública será substituído pela meritocracia e pela eficiência. Segundo ele, o PSDB já está aquecendo os motores e se preparando para mostrar que o Brasil "pode ter um governo com melhores resultados". Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez um apelo a seu partido que marche junto e se apresente ao País com "força e vigor". Fernando Henrique participou do Congresso do PSDB, em São Paulo. Indagado se a candidatura Aécio estava consolidada, respondeu "sim". E sobre a eventual pretensão eleitoral do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, saiu-se diplomaticamente: "É sempre bom ter um nome novo que tenha o que falar para o País." FHC ainda fez duras críticas ao governo, ao PT e à base aliada. "Essa gente não sabe governar o País. Olha o que fizeram com o petróleo. É um crime", exemplificou, em referência à crise da Petrobras. "Juntaram o governo, com o partido, com o Estado, com o mesmo marqueteiro", completou, referindo-se aos anúncios em cadeia nacional feitos por Dilma sobre redução do preço da energia e desoneração da cesta básica. Fernando Henrique alertou para a alta da inflação e rebateu as afirmações de que o PSDB é partido de ricos e de banqueiros. "Quem dá dinheiro para banqueiros sem parar são eles. Dão ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que dá aos bancos", ironizou. O ex-presidente classificou a alta de 0,9% no Produto Interno Bruto (PIB) como um "pibinho que chega numa época em que outros países crescem". Ele deixou o evento antes do pronunciamento do governador Geraldo Alckmin e do senador Aécio Neves.

Pastor da r e u q a i d r ó c s di r a v l a s a r o ag corintianos ... a o cargo morto

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Aécio e Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, em São Paulo. Fabio Braga/Folhapress

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso: encontro tucano na sede do partido. Clemilson Campos/Estadão Conteúdo

Dilma na cerimônia de entrega do trecho Floresta/Serra Talhado do Sistema Adutor Pajeú, no sertão de PE.

P

ressionado a renunciar ao cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou, ontem, que só deixaria a Comissão se morresse. Em entrevista ao "Pânico", da Band, domingo, Feliciano disse que sua escolha no colegiado foi feita por acordo partidário. "Acordo não se quebra. Só se eu morrer." O pastor é acusado de homofobia e racismo. Mas nega tudo e avisa que só defende posições comuns aos evangé-

licos, como ser contra a união civil homossexual. No domingo, Feliciano divulgou em seu site que "já prepara viagem oficial" à Bolívia "nos próximos dias" para tratar do caso dos 12 corintianos presos naquele país após a morte do garoto Kevin Espada, em partida de futebol. Com isso, o deputado desafia o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que deu prazo – hoje – para a solução do caso. Feliciano diz ter sido informado pelo embaixador da Bolívia, Jerjes Justiniano Talavera,

que há caminhos para a Comissão encontrar uma saída para o caso dos corintianos e que Tavalera o convidara. A Folha apurou que Feliciano já contatou o Ministério das Relações Exteriores. À Comissão, apresentou requerimento pedindo que o ministério mande solicitação à Embaixada do Brasil na Bolívia. Ontem, o auditório da Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, foi palco de outra manifestação de repúdio ao pastor. Organizado pelo deputado federal Jean Wyllys e pelo deputado estadual Marcelo Freixo,

presidente Dilma Rousseff usou seu discurso em em Serra Talhada, no sertão de Pernambuco, para enviar recados a seu provável adversário nas próximas eleições presidenciais, o governador Eduardo Campos (PSB-PE). "Nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir esse País com essa complexidade. Precisamos de parceiros. Precisamos que esses parceiros sejam comprometidos com esse caminho", disse ela. E referiu-se a Campos como "grande parceiro, extremamente respeitado pelo meu governo". Mas não o poupou de indiretas. Sem citar nomes, cobrou compromissos. "Não podemos esquecer dos compromissos políticos que, ao longo da nossa vida, nós lutamos por eles." A presidente e seus ministros procuraram destacar investimentos federais em Pernambuco, como as obras da refinaria Abreu e Lima e a petroquímica Suape, ambas em construção. Dilma também anunciou, R$ 2,5 bilhões em investimentos no Estado. "Todos esses investimentos que nós fizemos aqui em Pernambuco, se você juntar os investimentos federais e aqueles feitos pelas nossas estatais, chegamos num volume extraordinário de R$ 60 bilhões". A presidente anunciou mais R$ 2,341 bilhões para obras hídricas, rodoviárias e no porto de Suape. O governo federal distribuiu relatório sobre investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado – ao todo, R$ 3,1 bilhões. Desse total, R$ 2,8 bilhões são federais, frente a R$ 330 milhões do Estado. Governador – Campos, por sua vez, amenizou o tom das críticas que vem fazendo ao governo federal. Disse que, no Estado, ela tem um "governador, mas também um companheiro, um amigo". E afirmou que estava recebendo a presidente "com a mesma atenção de sempre", mas salientou que o Estado "ajudou Dilma a ser presidente da República". Ele citou seu avô, o ex-governador Miguel Arraes (1916-2005), como uma espécie de conselheiro do ex-presidente Lula. Sem especificar nomes, Campos destacou a importância de diálogo quando o tema é a seca. "A luta do povo exige a capacidade de dialogar, de respeitar as diferenças, de muitas vezes somar os contrários quando está em jogo a vida de pessoas." O governador, que tem se aproximado de lideranças do PSDB, citou indiretamente o governo de Fernando Henrique Cardoso. "Construímos fundamentos macroeconômicos importantes e depois, com Lula, vimos essas condições fazer o governo chegar aonde não chegava antes."

ambos do PSol, o evento reuniu personalidades e representantes de movimentos sociais e religiosos n Por sua vez, a Anistia Internacional afirmou, em nota, que a escolha de Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias é "inaceitável", por suas "posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres". A Anistia Internacional diz esperar que os parlamentares "reconheçam o grave equívoco cometido" e tomem medidas para substituí-lo.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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A ACSP está nas mãos de um gestor sério e competente. Guilherme Afif Domingos, vice-governador de SP.

olítica

Fotos: Paulo Pampolin/Hype

Mário Tonocchi

A

Associação Comercial de São Paulo (ACSP) chega a uma nova era de prestação de serviços e alinhamento com o novo mercado baseada em três vertentes fundamentais: atuar como uma holding incubadora de novos negócios e serviços; traçar constantemente a gestão de excelência interna com planejamentos completos pelo menos doze vezes à frente; e apresentarse para o mercado como uma marca aspiracional reconhecida por todas as gerações. Este é o foco alinhado para os próximos dois anos pelo presidente da ACSP Rogério Amato que tomou posse ontem de seu segundo mandato – 2013/2015. Cerca de 200 empresários acompanharam a cerimônia, na ACSP. Ele também assumiu o segundo mandato da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Sem deixar de lado todas as gerações de empreendedores a atenção, hoje, de acordo com Amato, é a geração Y, aproximadamente um terço da população brasileira atual e que se aprofunda no empreendedorismo "de corpo e alma." Amato lembrou do Campus Party que reuniu no Anhembi Parque, em São Paulo, cerca de 30 mil jovens trocando informações sobre a criação de novos negócios. "Se nós ignorarmos essa faixa de empreendedores, nosso futuro ficará comprometido. E essa geração, não é que não gostem de entidade ou associações. Eles simplesmente ignoram as associações. Isso não faz sentido na vida deles. Isso não é bom nem ruim, é um fato. Temos que trazê-los para um lugar onde eles possam ser ouvidos e onde haja alguém que possa ajudá-los no empreender." Realizações – Amato fez ainda um balanço dos dois últimos anos de sua gestão. Lembrou que um dos maiores ícones da ACSP, o Impostômetro, somente quando alcançou a marca de R$ 1 trilhão de arrecadação, no final de agosto do ano passado, gerou R$ 40 milhões em mídia espontânea – quando um fato é divulgado pela mídia sem pagamento. "Isso só pode acontecer numa instituição de respeito como a Associação Comercial". Entre os projetos em andamento, segundo o presidente, está marcado para o dia 25 de abril deste ano o lançamento do Gastômetro. O projeto, uma espécie de Google dos gastos públicos, tem em sua base de dados 40 milhões de informações que podem gerar

Temos que trazer a geração Y para um lugar onde possa ser ouvida e ser ajudada.

O sucesso do Impostômetro só pode acontecer em uma instituição de respeito como a ACSP.

Amato tomou posse ontem em solenidade na Associação Comercial de São Paulo em cerimônia que contou com participação de 200 empresários

Renovada, a ACSP entra na era da gestão de excelência. Rogério Amato tomou posse, ontem, de seu segundo mandato na presidência da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo. Entre outros projetos em andamento, destacou o Gastômetro, espécie de Google dos gastos públicos, que tem em sua base de dados 40 milhões de informações que podem dar origem a planilhas com gastos do governo. planilhas que informem o dinheiro gasto pelo governo nos investimentos públicos. Os dois primeiros anos da gestão de Rogério Amato foram marcados pela transição do Serviço Central de Proteção do Crédito (SCPC) da ACSP para a Boa Vista Serviços. Amato destacou a aquisição da Equifax e a parceria da Boa Vista com a empresa Valid Certificadora para a distribuição de certificados digitais ICP-Brasil e produtos para autenticação eletrônica de transações e documentos. "A parceria com a Valid é um pulo estratégico importante para a Boa Vista Serviços. Isso significa uma base para o lançamento de novos produtos baseados em aplicações de nova geração." Festa – O vice-governador de São Paulo, ex-presidente e atual diretor da ACSP, Guilherme Afif Domingos, disse que espera uma grande festa na

Robert Schoueri, Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, Rogério Amato, Lincoln Pereira, Gilberto Kassab e Dorival Dourado (da esq. para a dir.) posse solene de Amato, ainda sem data definida, para marcar "a grande força da representação do empreendedorismo paulistano, paulista e nacional". Afif lembrou que as grandes conquistas da ACSP – como a lei do Microempreendedor Individual (MEI) – devem-se ao trabalho de todos os presidentes da entidade ao longo do tempo e que agora a ACSP está nas mãos de um "gestor sério e competente". Alencar Burti, também expresidente da ACSP, disse que um dos trabalhos da Associação deve ser a integração do pequeno e médio empresário às necessidades das grandes empresas e que "para isso é preciso prepará-los." O presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado, observou que a empresa trabalha para desenvolver soluções que atendem às necessidades da pequena e média empresa. Além de gerar novos negócios, segundo o presidente da Boa Vista, a ação "contribui para o ciclo de desenvolvimento sustentável do Brasil". Já o membro do Conselho Superior da ACSP, Roberto Schoueri, parabenizou Amato e disse que a manutenção do presidente por mais 2 anos mostra seu valor e capacidade de gestão. Lincoln da Cunha Pereira, também membro do Conselho Superior, parabenizou Amato e disse ter certeza que os próximos dois anos serão produtivos para a ACSP.

Newton Santos/Hype

Newton Santos/Hype

Newton Santos/Hype

Dorival Dourado

Gilberto Kassab

Alencar Burti

Guilherme Afif Domingos, vice-governador de SP, e Rogério Amato.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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STVD Holdings S.A. CNPJ 60.688.256/0001-65 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários.

Senhores Cotistas,

Osasco, 25 de janeiro de 2013.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis da STVD Holdings S.A.,

Diretoria

relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, acompanhadas das Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Milhares de Reais ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Ativos Financeiros Disponíveis para Venda (Nota 7)..................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12e) ....................................................................................... Créditos Tributários (Notas 12c) .................................................................................................................... Despesas Antecipadas.................................................................................................................................. NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Ativos Financeiros Registrados pelo Valor Justo por Meio do Resultado (Nota 6)........................................ Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 12c) ...................................................................................................................... Depósitos Judiciais........................................................................................................................................ TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 1.403.442 583.004 811.409 8.803 226 70.096 70.096 68.959 488 468 181 1.473.538

2011 1.283.296 528.159 741.525 12.824 566 222 106.266 106.266 105.132 488 465 181 1.389.562

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Impostos e Contribuições a Recolher (Nota 12f)........................................................................................... Dividendos a Pagar (Nota 8c)........................................................................................................................ Provisões Fiscais........................................................................................................................................... Outras Obrigações ........................................................................................................................................ NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... Obrigações Fiscais Diferidas......................................................................................................................... PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 8a) ............................................................................................................. Reservas de Lucros (Nota 8b) ...................................................................................................................... Ajuste de Avaliação Patrimonial .................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012 30.021 29.131 731 159 5.629 5.629 1.437.888

2011 27.595 26.563 928 25 79 3.809 3.809 1.358.158

912.000 514.960 10.928 1.473.538

912.000 438.760 7.398 1.389.562

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Milhares de Reais

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras (Nota 9) ....................................................................................................................... Dividendos de Investimentos......................................................................................................................... Outras Receitas Operacionais....................................................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias ..................................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 10)............................................................................................... Despesas Financeiras ................................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO...................................................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 12a) ................................................................. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO...............................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Milhares de Reais Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 120.234 149.967 118.976 149.283 542 616 716 68 3.038 2.737 572 11 467 601 1.999 2.125 117.196 147.230 (40.265) (49.583) 76.931 97.647

Número de Ações.......................................................................................................................................... Lucro Líquido Básico e Diluído por Lote de mil ações em R$.......................................................................

9.452.677.718 8,14

9.452.677.718 10,33

Outros Resultados Abrangentes 10.197

Eventos Saldos em 31.12.2010.................................................

Capital Social 912.000

Reservas de Lucros Legal Estatutária 19.449 322.592

Lucro Líquido do Exercício ........................................... Ativos Financeiros Disponíveis para Venda.................. Lucro Abrangente....................................................... Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos...........................

-

4.882 -

91.837 -

(2.799) -

Saldos em 31.12.2011.................................................

912.000

24.331

414.429

7.398

Lucro Líquido do Exercício ........................................... Ativos Financeiros Disponíveis para Venda.................. Lucro Abrangente....................................................... Destinações: - Reservas............................................... - Dividendos Propostos...........................

-

3.847 -

72.353 -

3.530 -

Saldos em 31.12.2012.................................................

912.000

28.178

486.782

10.928

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Em Milhares de Reais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Milhares de Reais

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................................................

117.196

147.230

Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos:........................................................................................

1.652

(396)

Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos de Investimento Avaliado ao Custo ...........................................

-

(118)

Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas .....................................................................................

1.652

Lucro Líquido Ajustado ..............................................................................................................................

118.848

146.834

(278)

Ativos Financeiros Disponíveis para Venda.................................................................................................

(64.535)

(729.045)

Aumento em Operações de Swap ...............................................................................................................

-

Empréstimos e Adiantamento a Instituições de Crédito ..............................................................................

36.173

7.845

Redução em Outros Ativos..........................................................................................................................

(2.894)

Redução em Outras Obrigações .................................................................................................................

(8.001)

(172)

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos .........................................................................................

(534)

(7.563)

Imposto de Renda e Contribuição Social Compensados ............................................................................

(23.284)

Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais .......................................................................

55.773

(327) (11.531)

(4.442) (598.401)

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Aquisição de Bens não de Uso Próprio .......................................................................................................

(158)

Dividendos/JCP Recebidos, Líquido dos Impostos .....................................................................................

158

100

-

Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Investimentos.................................................................

-

100

Descrição 1 - RECEITAS .................................................................................. 1.1) Outras Receitas.................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ Editais e Publicações .................................................................. Serviços de Terceiros.................................................................. Patrocínios .................................................................................. Contribuição Sindical Patronal .................................................... Despesas Financeiras................................................................. Despesas de Multas Indedutíveis ............................................... Outros ......................................................................................... 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES ...................................... 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)........................................................................ 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... Receitas Financeiras................................................................... 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6).................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... Estaduais ............................................................................. 8.2) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

2012 1.258 1.258 (2.466) (104) (15) (42) (1.999) (269) (37) (1.208) (1.208) 118.976 118.976 117.768 117.768 40.837 40.567 270 76.931 731 76.200

Lucros Acumulados 97.647 (96.719) (928) 76.931 (76.200) (731) -

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2011 1,1 684 1,1 684 (2,1) (2.726) (0,1) (133) (12) (340) (39) (1,7) (2.125) (0,3) (9) (69) (1,0) (2.042) (1,0) 101,0 101,0 100,0 100,0 34,7 34,4 0,3 65,3 0,6 64,7

(2.042) 149.284 149.284 147.242 147.241 49.594 49.594 97.647 928 96.719

Totais 1.264.238 97.647 (2.799) 94.848 (928) 1.358.158 76.931 3.530 80.461 (731) 1.437.888

% 0,5 0,5 (1,9) (0,1) (0,2) (1,4) (1,4) (1,4) 101,4 101,4 100,0 100,0 33,7 33,7 66,3 0,6 65,7

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................

(928)

(732)

Caixa Líquido Proveniente das Atividades de Financiamentos..............................................................

(928)

(732)

Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................

54.845

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Exercício .....................................................................................

528.159

Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Exercício........................................................................................

583.004

528.159

Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa .............................................................................................

54.845

(599.033)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE - Em Milhares de Reais

(599.033) 1.127.192

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Lucro Líquido do Exercício ........................................................................................................................ Outros Resultados Abrangentes Ganhos/(Perdas) não Realizados de Ativos Financeiros Disponíveis para Vendas...................................... Total dos Outros Resultados Abrangentes............................................................................................... Total do Resultado Abrangente do Exercício ...........................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 76.931 97.647 3.530 3.530 80.461

(2.799) (2.799) 94.848

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Milhares de Reais 1) CONTEXTO OPERACIONAL A STVD Holdings S.A. é uma Companhia que tem por objetivo a administração de bens, direitos e rendas próprios, não prestando serviços dessa espécie a terceiros; a compra, venda e locação de bens móveis, imóveis e semoventes; a mediação de negócios; a participação em outras Sociedades, como cotista ou acionista; e a promoção e realização de projetos e empreendimentos, inclusive mediante aplicação de capital, por conta própria, no interesse da Sociedade. A STVD Holdings S.A é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser analisadas neste contexto. A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 25 de janeiro de 2013. 2) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma.

previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos de investidas são registrados por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento.

2.11) Imposto de Renda e Contribuição Social A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. A despesa com imposto de renda é constituída do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício e do imposto diferido proveniente de ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração do resultado. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis e as análises realizadas pela Administração. (CPC). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da quando aplicável. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis e também o exercício de julgamento por parte da administração da pessoa jurídica pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 e dos CPCs estão registrados nos ativos e passivos Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme Nota 4. diferidos correspondentes. 2.2) Moeda funcional e de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua que é 3) GERENCIAMENTO DE RISCOS real (R$). As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas em milhares de reais. A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico 2.3) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Assim seno, incluem disponibilidades em moeda através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando nacional e fundos de investimento, cujos vencimentos na data da efetiva aplicação são iguais ou inferiores a 90 dias e apresentam risco insignificante de a integridade e a independência dos processos. mudança de valor justo, uma vez que são prontamente conversíveis em dinheiro.

3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de 2.5) Passivos financeiros A Companhia classifica os seus passivos financeiros pelo custo amortizado.Tais passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa mensurados pelo custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos significativos da administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. de dívidas subordinadas. 2.4) Ativos Financeiros A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria: registrados pelo valor justo por meio do resultado e disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial Mensurados ao valor justo por meio do resultado Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Companhia. Os custos da transação, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos, os quais levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no resultado do exercício. Ativos financeiros designados como pelo valor justo através do resultado compreendem instrumentos patrimoniais que de outra forma seriam classificados como disponíveis para venda.

4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda ao valor recuperável (impairment). As despesas com perda ao valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda de valor recuperável, ou de nãorecuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda ao valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. 2.7) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor contábil. Caso financeiro, está incluída na seguinte Nota 12d - Previsão de realização dos créditos tributários. ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado todo ano. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. Em 31 de dezembro O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor 2012 2011 em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as 7 9 Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor 582.997 528.150 Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que 583.004 528.159 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do (1) Refere-se a depósito bancário à vista; e valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco. sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o IFRS 8 e o CPC 22. 6) ATIVOS FINANCEIROS REGISTRADOS PELO VALOR JUSTO POR MEIO DO RESULTADO Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas relativas às UGCs são inicialmente alocadas na No montante de R$ 68.959 (2011 - R$ 105.132) referem-se a debêntures emitida pela Companhia de Gás de São Paulo - Comgás em 05 de agosto de 2008, redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) com vencimento em 05 de agosto de 2014, sendo remunerada por 100% CDI. de maneira pro rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas por impairment são revertidas somente 7) ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de O montante de R$ 811.409, está representado por Letras Financeiras, com vencimento em 03/01/2013, à taxa de 105% do CDI, no valor de R$ 793.579 (2011 - R$ 729.045), e ações ordinárias de emissão da BM&FBovespa S.A., no montante de R$ 17.830 (2011 - R$ 12.480), com o custo de R$ 1.274, valor não tivesse sido reconhecida anteriormente. ajustado ao valor de mercado e a marcação das ações é efetuada com base na cotação do pregão do último dia útil do mês. 2.8) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de 8) PATRIMÔNIO LÍQUIDO acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: a) Composição do capital social em ações • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal. ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da Em 31 de dezembro capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, 2012 2011 são divulgados nas notas explicativas; Ordinárias................................................................................................................................................ 9.452.677.718 9.452.677.718 • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a Total ........................................................................................................................................................ 9.452.677.718 9.452.677.718 complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para b) Reservas de Lucros a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; Em 31 de dezembro • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência 2012 2011 somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. 514.960 438.760 Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados Reservas de Lucros .............................................................................................................................. - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 28.178 24.331 em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 486.782 414.429 • Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital 2.9) Patrimônio Líquido ou para compensar prejuízos; e a) Lucro por ação (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias adquiridas pela Companhia e Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. c) Dividendos mínimos obrigatórios b) Dividendos a pagar Pagamento de dividendos, propostos pela Diretoria que, o mínimo obrigatório do exercício, de 1% (um por cento) do respectivo lucro líquido, ajustado nos A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a termos da Lei societária. distribuição é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. A assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2012 e 2011 estão demonstrados a seguir: 2.10) Reconhecimento da Receita Em 31 de dezembro A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a 2012 % (1) 2011 % (1) Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 76.931 97.647 Reserva Legal .................................................................................. (3.847) (4.882) Receitas Financeiras 73.084 92.765 As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos Base de Cálculo.............................................................................. (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros Dividendos complementares/provisionados ............................... 731 928 disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor Total dos Dividendos ..................................................................... 731 1,0 928 1,0 justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo. 2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimento, são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investido, que reflete o valor de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo.

continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

8 -.INTERNACIONAL

terça-feira, 26 de março de 2013

...continuação

STVD Holdings S.A. CNPJ 60.688.256/0001-65 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Milhares de Reais 9) RECEITAS FINANCEIRAS

b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 512 8.997 13.237 45.157 55.872 64.535 79.044 287 618 118.976 149.283

Rendimento de Aplicações em Caderneta de Poupança........................................................................ Rendimento de Ativos Financeiros Registrados pelo Valor Justo por Meio do Resultado ...................... Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Rendimentos de Letra Financeiras (L.F.)................................................................................................. Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 10) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 104 132 15 12 340 42 39 269 37 78 467 601

Editais e Publicações .............................................................................................................................. Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Patrocínios............................................................................................................................................... Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Despesas de Multas Indedutíveis/Dedutíveis.......................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 11) PARTES RELACIONADAS a) As transações com partes relacionadas estão assim representadas:

Em 31 de dezembro 2011 Receitas (despesas)

2012 Ativo (passivo)

Receitas (despesas)

Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 7 Aplicações Financeiras Letras Financeiras (Nota 7): Banco Bradesco S.A. (1) .................................................................. 793.579 Dividendos/Juros sobre Capital Próprio a Pagar: Japira Holdings S.A. ........................................................................ (717) Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (2) Banco Alvorada S.A. ........................................................................ (4) Bradesco S.A. CTVM S.A. ............................................................... (6) Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (2) (1) Letras Financeiras, com vencimento em 03/01/2013, à taxa de 105% do CDI.

Ativo (passivo) -

9

-

64.534

729.045

79.045

-

(910) (2) (5) (8) (3)

-

12) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Despesas e provisões Líquidas de receitas não tributáveis.................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 117.196 147.230 (39.846) (50.059) 336 754 (40.265)

117 359 (49.583)

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 Impostos diferidos: Constituição/realização, no exercício, sobre adições temporárias .......................................................... Utilização de saldos iniciais de: Base Negativa de Contribuição Social .................................................................................................... Prejuízo Fiscal ......................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Impostos Corrente: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos 2011

Constituição

Provisão para perda de títulos e Investimentos................................ 664 Outras provisões .............................................................................. 27 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias ................................................................................... 691 Prejuízo fiscal e base negativa de Contribuição Social .................... 340 Total dos Créditos Tributários ....................................................... 1.031 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... 2016............................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................

3

30

13

(340) (340)

(3.964) (6.118) (10.069)

(39.928) (40.265)

(39.514) (49.583)

Exercícios findos em 31 de dezembro Realização 2012 664 27 30

30 30

27 340 367

694 694

Exercícios findos em 31 de dezembro Diferenças Temporárias Imposto Contribuição de Renda Social Total 166 60 226 170 61 231 170 61 231 4 2 6 510 184 694

A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, praticada pela Organização Bradesco, líquida dos efeitos tributários, monta a R$ 664 (2011 - R$ 987). e) Tributos a compensar ou recuperar Referem-se a impostos de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e imposto de renda de exercícios anteriores, no montante de R$ 9.291 (2011 - R$ 13.312). f) Impostos e Contribuições a recolher Os impostos e contribuições a recolher, no montante de R$ 29.131 (2011 - R$ 26.563), referem-se à Contribuição Social de R$ 147, Imposto de Renda de R$ 28.978 (2011 - R$ 26.563), PIS de R$ 5 e Cofins de R$ 1. g) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis A Companhia mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Companhia figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Neste contexto os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente, possuindo atualmente processos fiscais de compensação de prejuízos. 13) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A Companhia, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos.

A DIRETORIA Cid de Oliveira Guimarães – Contador – CRC 1SP218369/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da STVD Holdings S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da STVD Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da STVD Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as Demonstrações do valor adicionado práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. o exercício findo em 31 de dezembro de 2012, que estão sendo apresentadas como informações suplementares. Essas demonstrações foram Responsabilidade dos auditores independentes submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja Osasco, 21 de março de 2013 planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, Zenko Nakassato também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP 160769/O-0

DEGELO Israel vai retomar o repasse mensal de impostos aos palestinos

nternacional

R

ebeldes sírios dispararam dezenas de morteiros, ontem, contra o centro de Damasco, atingindo uma área de alta segurança a menos de um quilômetro da residência do presidente Bashar al-Assad. A crescente violência na capital síria levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a reduzir seu efetivo de estrangeiros no país. Segundo a agência de notícias estatal S an a, morteiros disparados por "terroristas" – termo usado pelo regime para se referir aos rebeldes – mataram duas pessoas e feriram outras perto da Casa da Ópera, na Praça Ummayad, onde também estão localizados o quartel-general do Partido Baath, a Inteligência da Força Aérea e a televisão estatal. O Exército sírio retaliou com fogo de artilharia do Monte Qasioun sobre Damasco. "Escutei dezenas de bombas do regime esmagando os rebeldes", disse um morador à Reuters. Fotografias postadas por ativistas da oposição mostraram fumaça negra subindo da praça durante o que os moradores disseram ser um dos bombardeios mais pesados no centro da capital desde que surgiu uma revolta contra Assad, há dois anos. "A cidade está sob ataque", disse um morador desnorteado, acrescentando que as explosões tinham começado às 6h30 (horário local). Não havia relatos imediatos de que os rebeldes, que entraram no distrito de Kfar Souseh, algumas centenas de metros da Praça Ummayad, estivessem tentando avançar. As forças de Assad conservam o controle do centro de Damasco e da maior parte das cidades sírias, enquanto largas faixas do território estão com os insurgentes, principalmente no norte e leste. Ontem, o Exército Livre Sírio fechou os únicos dois postos de fronteira com a Jordânia, disse um oficial militar jordaniano, em condição de anonimato. O fechamento ocorreu depois que os rebeldes tomaram

ITÁLIA Justiça condena aliado de Berlusconi por ligação com a máfia

ASSALTO FINAL A DAMASCO?

uma faixa de 25 quilômetros que vai da fronteira com a Jordânia e as Colinas do Golã, ocupadas por Israel, segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos. ONU - No domingo, um ataque com morteiros atingiu um hotel e um veículo da ONU em Damasco. Após os ataques, a entidade anunciou ontem uma redução temporária de seu quadro de funcionários estrangeiros no país. O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, disse ontem que parte dos funcionários estrangeiros será realocada para Beirute e para o Cairo, inclusive os que trabalham junto com o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi. Os funcionários sírios, por sua vez, trabalharão de casa até segunda ordem. "Estas medidas estão sendo tomadas exclusivamente por razões de segurança", disse. Segundo ele, a ajuda humanitária continuará sendo enviada para o país. Em dois anos, a ONU estima que 70 mil pessoas tenham sido mortas no conflito, e mais de um milhão esteja refugiada Sana/EFE no país. Atentado Enquanto os rebeldes aumentam a ofensiva em Damasco, um de seus líderes militares foi alvo de atentado no leste do país. O ex-coronel da Força Aérea síria R i a d a l Asaad, que esteve entre os primeiros a c o n v o c a r Bombeiro apaga carro em chamas após explosão em uma área residencial de Damasco abertamente uma insurreição armada contra Sírio, foi enviado a um hospital sidente da Coalizão Nacional o presidente sírio, ficou ferido turco e seu estado de saúde é Síria, Ahmed Moaz al-Khatib, por uma bomba que havia sido estável. Os rebeldes atribuíram que foi rejeitada pela aliança. colocada em seu carro, na re- a ação ao regime, mas o goverEsta decisão chega antes do gião de Deir al Zur, no domingo no não comentou o ocorrido. início da cúpula de Doha, na à noite. Segundo o ObservatóRacha - A violência prosse- qual a oposição síria espera que rio Sírio de Direitos Humanos, gue na Síria enquanto a incer- a Liga Árabe outorgue ao grupo ele perdeu uma perna. teza se instala no seio da opo- a representação da Síria peranAsaad, líder do Exército Livre sição, após a renúncia do pre- te o organismo. (Agências)

NYT: rebeldes recebem consultoria da CIA.

A

agência de inteligência norte-americana, a CIA, ajuda a Arábia Saudita e o Catar a enviar armas para os rebeldes sírios, afirmou o jornal The New York Times ontem. A agência não comentou sobre a contribuição e disse que os Estados Unidos apenas repassam ajuda não letal aos insurgentes que combatem há dois anos o regime de Bashar al-Assad. Os EUA também reconhecem a oposição como a representante real da Síria. No entanto, a vinculação da CIA no envio de armamento, mesmo que em "papel de consultor, demonstrou que os EUA estão mais que dispostos a ajudar seus aliados árabes no apoio ao aspecto letal da guerra civil" da Síria, explicou o diário. Funcionários norte-ameri-

canos disseram ao jornal que a CIA colaborou de forma consultiva com os carregamentos, dizendo aos países do Golfo Pérsico que armamentos adquirir e onde poderiam ser comprados. A maioria das armas veio da Croácia, que possui grandes depósitos da época da Guerra da Iugoslávia, na década de 1990. O principal país fornecedor é o Catar, seguido pela Arábia Saudita e a Jordânia. Segundo a publicação, os suprimentos militares chegaram à Síria em cerca de 160 voos de aviões militares feitos entre janeiro de 2012 e o início de março. O armamento entra através das fronteiras com a Jordânia e em especial com a Turquia, que tem abrigado a maioria dos voos. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de março de 2013

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Japira Holdings S.A. CNPJ 08.503.701/0001-55 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas,

Colocamo-nos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Cidade de Deus, 25 de janeiro de 2013.

Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, temos a satisfação de submeter à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis, relativas

Diretoria

ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, acompanhadas das Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes.

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Milhares de Reais ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa (Nota 5)........................................................................................................ Dividendos a Receber (Nota 11) ................................................................................................................... Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 12c) ...................................................................................................................... NÃO CIRCULANTE ...................................................................................................................................... REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. Tributos a Compensar ou a Recuperar (Nota 12e)........................................................................................ Créditos Tributários (Nota 12c) ...................................................................................................................... INVESTIMENTOS (Nota 6b)......................................................................................................................... TOTAL ...........................................................................................................................................................

2012

2011

2.178 1.250 717 38 173 1.407.435 7.728 61 7.667 1.399.707 1.409.613

4.632 2.926 910 35 761 1.331.698 6.736 28 6.708 1.324.962 1.336.330

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... Dividendos a Pagar (Notas 8c e 11).............................................................................................................. Obrigações a Pagar (Nota 7).........................................................................................................................

2012 24.346 1.610 22.736

2011 25.094 3.534 21.560

PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................ Capital Social: - De Domiciliados no País (Nota 8b) ............................................................................................................. Reservas de Lucros.......................................................................................................................................

1.385.267

1.311.236

768.506 616.761

768.506 542.730

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.409.613

1.336.330

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Milhares de Reais

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Milhares de Reais Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011

RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................................................................ Receitas Financeiras (Nota 9) ....................................................................................................................... Resultado de Equivalência Patrimonial (Nota 6a) ......................................................................................... DESPESAS OPERACIONAIS ...................................................................................................................... Despesas Tributárias ..................................................................................................................................... Despesas Gerais e Administrativas (Nota 10)............................................................................................... Despesas Financeiras ................................................................................................................................... RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDO (Nota 12a) ............................................... LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO............................................................................................................... Número de ações (Nota 8a) .......................................................................................................................... Lucro Líquido Básico por lote de mil ações em R$ .......................................................................................

75.705 244 75.461 1.335 1 159 1.175 74.370 371 74.741 1.051.160.213 71,10

96.024 242 95.782 1.783 1 173 1.609 94.241 524 94.765 1.051.160.213 90,15

Eventos Saldos em 31.12.2010...........................................................................

Capital Social 768.506

Reservas de Lucros Legal Estatutária 22.659 426.206

Lucro Líquido do Exercício ..................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos (R$ 0,86 por lote de mil ações)...

-

4.738 -

89.127 -

Saldos em 31.12.2011...........................................................................

768.506

27.397

515.333

Lucro Líquido do Exercício ..................................................................... Destinações: - Reservas......................................................................... - Dividendos Propostos (R$ 0,68 por lote de mil ações)...

-

3.737 -

70.294 -

Saldos em 31.12.2012...........................................................................

768.506

31.134

585.627

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Milhares de Reais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Milhares de Reais

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social .........................................................

74.370

94.241

Ajustes ao lucro líquido antes dos impostos:..........................................................................................

(74.290)

(94.170)

Resultado de Participações em Controladas............................................................................................... Juros, Variações Monetárias e Cambiais, Líquidas ..................................................................................... Outros .......................................................................................................................................................... Lucro Líquido Ajustado ..............................................................................................................................

(75.461) 1.171 80

(95.782) 1.606 6 71

(Aumento)/Redução em Outros Ativos ........................................................................................................ Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades Operacionais .....................................................

(32) 48

(21) (5) 45

Descrições 1 - RECEITAS .................................................................................. 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ................................ 2.1) Serviços de Terceiros ........................................................ 3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) .......................................... 4 - RETENÇÕES .............................................................................. 5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO (3-4)........................................ 6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA ...... 6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial ........................... 6.2) Receitas Financeiras ......................................................... 7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6).................. 8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO TOTAL................... 8.1) Impostos, Taxas e Contribuições ..................................... Federais ............................................................................... 8.2) Remuneração de Capitais de Terceiros e Outros............ 8.3) Remuneração de Capitais Próprios ................................. Dividendos ........................................................................... Lucros Retidos .....................................................................

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: Dividendos Recebidos de Coligadas e Controladas....................................................................................

910

718

Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos............................................... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ........................................... Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

910

718

(2.634) (2.634) (1.676)

763

Início do Período............................................................................................................................................ Fim do Período .............................................................................................................................................. Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................................................

2.926 1.250 (1.676)

2.163 2.926 763

2012 (117) (117) (117) (117) 75.705 75.461 244 75.588 75.588 (328) (328) 1.175 74.741 710 74.031

Lucros Acumulados 94.765 (93.865) (900) 74.741 (74.031) (710) -

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2011 (0,2) (135) (0,2) (135) (0,2) (135) (0,2) (135) 100,2 96.024 99,9 95.782 0,3 242 100,0 95.889 100,0 95.889 (0,4) (485) (0,4) (485) 1,6 1.609 98,8 94.765 0,9 900 97,9 93.865

Totais 1.217.371 94.765 (900) 1.311.236 74.741 (710) 1.385.267

% (0,1) (0,1) (0,1) (0,1) 100,1 99,8 0,3 100,0 100,0 (0,5) (0,5) 1,7 98,8 0,9 97,9

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE - Em Milhares de Reais

Lucro Líquido do Exercício ........................................................................................................................ Total do Resultado Abrangente do Exercício ...........................................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 74.741 94.765 74.741 94.765

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Milhares de Reais 1) CONTEXTO OPERACIONAL • Passivos Contingentes: é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um A Japira Holdings S.A. é uma Companhia que tem por objetivo a administração, locação, compra, venda de bens próprios e participação em outras ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de sociedades como cotista ou acionista. A Japira Holdings S.A. é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de seus recursos administrativos e reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo ser apenas divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser analisadas neste contexto. classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas; e A autorização para a emissão destas demonstrações contábeis foi concedida pela Diretoria em 25 de janeiro de 2013. • Obrigações Legais: Provisão para Riscos Fiscais decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis. 2) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis estão definidas a seguir. Essas práticas foram aplicadas de modo 2.10) Patrimônio Líquido consistente nos exercícios apresentados, salvo quando indicado de outra forma. a) Lucro por ação A Companhia apresenta dados de lucro por ação básico e diluído. O lucro por ação básico é calculado dividindo-se lucro líquido atribuível aos acionistas da 2.1) Base de preparação e apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis Companhia pela média ponderada das ações ordinárias durante o ano, excluindo a quantidade média das ações ordinárias adquiridas pela Companhia e (CPCs). Elas foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir a mensuração dos ativos ao seu valor justo, mantidas em tesouraria. Não há diferenças entre o lucro básico e diluído, pois não há instrumentos potenciais diluíveis. quando aplicável. b) Dividendos a pagar A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como passivo nas demonstrações contábeis, no período em que a distribuição Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis, conforme Nota 4. é aprovada por eles, ou quando da proposição do dividendo mínimo obrigatório previsto no Estatuto da Companhia. A Companhia adotou a opção prevista no CPC 36 que dispensa a apresentação de demonstrações contábeis quando uma entidade é controlada de outra entidade que divulga demonstrações contábeis consolidadas e quando acionistas deliberam pela adoção dessa opção. Assim sendo, não estão sendo 2.11) Reconhecimento da Receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber no curso normal das atividades da Companhia. apresentadas demonstrações contábeis consolidadas. A Companhia reconhece a receita quando o seu valor puder ser mensurado com segurança, for provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a 2.2) Moeda funcional e de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações contábeis são mensurados utilizando-se a moeda do principal ambiente econômico no qual a Companhia atua, que é Companhia e quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades da Companhia. Receitas Financeiras o Real (R$). As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas em milhares de reais. As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos (incluindo ativos financeiros disponíveis para venda), receita de dividendos 2.3) Caixa e equivalentes de caixa (exceto para os dividendos recebidos de investidas avaliadas por equivalência patrimonial na controladora), ganhos na alienação de ativos financeiros Caixa e equivalentes de caixa são utilizados para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. Assim sendo, incluem disponibilidades em moeda nacional e fundos de investimento, cujos vencimentos na data da efetiva aplicação são iguais ou inferiores a 90 dias e apresentem risco insignificante de disponíveis para venda, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado, ganhos na reavaliação a valor justo de participação preexistente em controlada, ganhos nos instrumentos de hedge que são reconhecidos no resultado e reclassificações de ganhos mudança de valor justo, uma vez que são prontamente conversíveis em dinheiro. previamente reconhecidos em outros resultados abrangentes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. A receita 2.4) Ativos Financeiros de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo em receber o pagamento é estabelecido. Os dividendos recebidos de investidas A Companhia classifica seus ativos financeiros sob a categoria: registrados pelo valor justo por meio do resultado e disponíveis para venda. A classificação são registrados por equivalência patrimonial e reduzem o valor do investimento. depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus ativos financeiros no 2.12) Imposto de Renda e Contribuição Social reconhecimento inicial. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%, quando aplicável. A provisão Mensurados a valor justo por meio do resultado para contribuição social é calculada sobre o lucro antes do imposto de renda, considerando a alíquota de 9%. Foram constituídas provisões para os demais Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais A despesa com imposto de renda é constituída do imposto corrente resultante da aplicação da alíquota adequada ao lucro real do exercício e do imposto investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de diferido proveniente de ativos e passivos fiscais diferidos reconhecidos na demonstração do resultado. investimentos da Companhia. Os custos da transação, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos, os quais levam em consideração qualquer ganho com constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente com base nas expectativas atuais de sua realização, considerando os estudos técnicos e as análises realizadas pela Administração. dividendos, são reconhecidas no resultado do exercício. Ativos financeiros designados como pelo valor justo através do resultado compreendem instrumentos patrimoniais que de outra forma seriam classificados De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não têm efeitos para fins de apuração do lucro real da como disponíveis para venda. pessoa jurídica pelo Regime Tributário de Transição - RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 2.5) Passivos Financeiros 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção da Lei nº 11.638/07 e dos CPCs estão registrados nos ativos e passivos A Companhia classifica os seus passivos financeiros pelo custo amortizado. Tais Passivos são inicialmente registrados pelo seu valor justo e subsequentemente mensurados pelo custo amortizado. Incluem, dentre outros, recursos de diferidos correspondentes. instituições de crédito e de clientes, recursos de emissão de títulos de dívida e títulos de dívidas subordinadas.

3) GERENCIAMENTO DE RISCOS A Companhia é parte integrante da Organização Bradesco, sendo que seu gerenciamento de risco é realizado por área técnica especializada da Organização, de maneira corporativa e centralizada, sendo um processo contínuo e evolutivo de mapeamento, desenvolvimento, aferição e diagnóstico através de modelos, instrumentos e procedimentos vigentes, exigindo alto grau de disciplina e controle nas análises das operações efetuadas, preservando a integridade e a independência dos processos.

2.6) Determinação do valor justo O valor justo dos ativos financeiros é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. As aplicações em fundos de investimento são avaliadas com base no valor da cota divulgada pelo Administrador do fundo investidor, que reflete o valor de mercado dos investimentos que compõem a carteira do respectivo fundo. 2.7) Investimento em Controladas São classificados como controladas as entidades pelas quais a Companhia exerce controle, ou seja, quando detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controle quando a Companhia possuir, direta ou indiretamente, preponderâncias de gerir as políticas financeiras e operacionais de determinadas entidades para obter benefícios em suas atividades, mesmo que a percentagem que detém sobre o seu capital próprio for inferior a 50%. A existência e o efeito de potenciais direitos de voto, que são atualmente exercíveis ou conversíveis, são levados em consideração ao avaliar se a Companhia controla outra entidade. Os investimentos em sociedades controladas são registrados e avaliados pelo método de equivalência patrimonial, sendo que o resultado é classificado como despesa (ou receita) operacional. O resultado das controladas adquiridas ou vendidas durante os exercícios são incluídos nas demonstrações contábeis a partir da data efetiva de aquisição ou até a data em que o controle deixar de existir. 2.8) Redução ao valor recuperável de ativos não financeiros (impairment) Os valores contábeis dos ativos não financeiros, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor contábil. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. No caso de ágio e ativos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é estimado todo ano. Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo ou UGC. Para a finalidade de testar o valor recuperável, os ativos que não podem ser testados individualmente são agrupados ao menor grupo de ativos que gera entrada de caixa de uso contínuo que são em grande parte independentes dos fluxos de caixa de outros ativos ou grupos de ativos (a “unidade geradora de caixa ou UGC”). Para fins do teste do valor recuperável do ágio, o montante do ágio apurado em uma combinação de negócios é alocado à UGC ou ao grupo de UGCs para o qual o benefício das sinergias da combinação é esperado. Essa alocação reflete o menor nível no qual o ágio é monitorado para fins internos e não é maior que um segmento operacional determinado de acordo com o CPC 22. Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas relativas às UGCs são inicialmente alocadas na redução de qualquer ágio alocado a esta UGC (ou grupo de UGC), e subsequentemente na redução dos outros ativos desta UGC (ou grupo de UGC) de maneira pro rata. Uma perda por redução ao valor recuperável relacionada a ágio não é revertida. Quanto a outros ativos, as perdas por impairment são revertidas somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida anteriormente. 2.9) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo, e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas; • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações, e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança;

3.1) Valor justo de ativos e passivos financeiros A Companhia aplica o CPC 40 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo: Nível 1 Preços cotados em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Ativos e passivos de Nível 1 incluem títulos de dívida e patrimoniais e contratos de derivativos que são negociados em um mercado ativo, assim como títulos públicos brasileiros que são altamente líquidos e ativamente negociados em mercados de balcão. Nível 2 Dados observáveis que não os preços de Nível 1, tais como preços cotados para ativos ou passivos similares; preços cotados em mercados não ativos; ou outros dados que são observáveis no mercado ou que possam ser confirmados por dados observáveis de mercado para substancialmente todo o prazo dos ativos ou passivos. Os ativos e passivos de Nível 2 incluem contratos de derivativos cujo valor é determinado usando um modelo de precificação com dados que são observáveis no mercado ou que possam ser deduzidos principalmente de ou ser confirmados por dados observáveis de mercado, incluindo mas não limitados a curvas de rendimento, taxas de juros, volatilidades, preços de títulos de dívida e patrimoniais e taxas de câmbio. Nível 3 Dados não observáveis que são suportados por pouca ou nenhuma atividade de mercado e que sejam significativos ao valor justo dos ativos e passivos. Os ativos e passivos de Nível 3 geralmente incluem instrumentos financeiros cujo valor é determinado usando modelos de precificação, metodologias de fluxo de caixa descontado, ou técnicas similares, assim como instrumentos para os quais a determinação do valor justo requer julgamento ou estimativa significativos da Administração. Esta categoria geralmente inclui certos títulos emitidos por instituições financeiras e empresas não financeiras e certos contratos de derivativos. 4) USO DE ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS Nas Demonstrações Contábeis foram utilizadas algumas estimativas e julgamentos elaborados a fim de quantificar determinados ativos e passivos. Tais estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e diversos outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, considerados razoáveis nas circunstâncias atuais. Determinados ativos, como outros intangíveis e investimentos pelo método da equivalência patrimonial, estão sujeitos à revisão de perda ao valor recuperável (impairment). As despesas com perda ao valor recuperável são registradas quando existem evidências claras de perda ao valor recuperável, ou de nãorecuperabilidade do custo dos ativos. A avaliação do que constitui perda ao valor recuperável é uma matéria que requer um nível significativo de julgamento. As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro, estão incluídas na Nota 12d. 5) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 2012

Em 31 de dezembro 2011 10 2.916 2.926

8 Disponibilidades em moeda nacional (1)................................................................................................. Fundos de Investimentos Financeiros (2)................................................................................................ 1.242 1.250 Total de Caixa e Equivalentes de Caixa............................................................................................... (1) Refere-se a depósito bancário à vista. (2) Referem-se a aplicações de renda fixa em Fundos de Investimentos Financeiros, exclusivos a integrantes da Organização Bradesco ou empresas a ele ligadas, que sejam considerados investidores qualificados, administrados pelo Banco Bradesco S.A.

6) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados na conta de Resultado de Equivalência Patrimonial e corresponderam, no exercício, a um resultado positivo de R$ 75.461 (2011 - R$ 95.782). b) A composição dos Investimentos está demonstrada a seguir: Patrimônio Líquido Ajustado 1.426.960

Quantidade de ações possuídas (em milhares) ON PN 9.452.678

Participação no Capital Social - % 98,0901 98,0901

Capital Resultado Investimentos Empresa Social Ajustado 2012 2011 STVD Holdings S.A. (1) (2)......................................................................... 912.000 76.930 1.399.707 1.324.962 Total ........................................................................................................... 1.399.707 1.324.962 (1) Dados relativos a 31.12.2012; (2) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pela Companhia, a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como os ajustes por avaliação de praticas contábeis, quando aplicáveis. 7) OUTRAS OBRIGAÇÕES 2012 Contraprestação a Pagar (1) (2).............................................................................................................. 22.646 Serviços Prestados por Terceiros............................................................................................................ 90 Total ........................................................................................................................................................ 22.736 (1) As despesas financeiras no montante de R$ 1.175 (2011 - R$ 1.609) referem-se à atualização da contraprestação a pagar; e (2) Refere-se a valores a pagar provenientes de aquisição de investimentos, no montante de R$ 21.471 (2011 - RS 19.862).

Em 31 de dezembro 2011 21.471 89 21.560

8) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Composição do capital social em ações O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais, sem valor nominal.

Ordinárias................................................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Reservas de lucros

2012 1.051.160.213 1.051.160.213

Em 31 de dezembro 2011 1.051.160.213 1.051.160.213

Em 31 de dezembro 2012 2011 Reservas de lucros................................................................................................................................ 616.761 542.730 - Reserva legal (1) ................................................................................................................................... 31.134 27.397 - Reserva estatutária (2).......................................................................................................................... 585.627 515.333 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Companhia, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, mediante proposta da Diretoria, aprovada pelo Conselho e deliberada pela Assembleia Geral, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado.

Em 31 de dezembro Ajuste Decorrente de Avaliação (2) 2012 2011 75.461 95.782 75.461 95.782

c) Dividendos Conforme disposições estatutárias aos acionistas estão assegurados dividendos que correspondam no mínimo a 1% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos da Lei societária. A Assembleia deliberará sobre a destinação do resultado do exercício. Os cálculos dos dividendos relativos aos exercícios de 2012 e 2011 estão demonstrados a seguir: Em 31 de dezembro 2012 % (1) 2011 % (1) Lucro Líquido do Exercício ........................................................... 74.741 94.765 Reserva Legal .................................................................................. (3.737) (4.738) Base de Cálculo.............................................................................. 71.004 90.027 Dividendos mínimos obrigatórios ..................................................... 710 900 Total dos Dividendos ..................................................................... 710 1,0 900 1,0 (1) Percentual dos dividendos sobre a base de cálculo. Durante o exercício de 2012 ocorreram pagamentos de dividendos apurados com base em lucros de exercícios anteriores, no montante de R$ 2.634 9) RECEITAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS

Rendimento de Aplicações em Fundos de Investimentos Financeiros ................................................... Juros Ativos ............................................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 240 239 4 3 244 242

10) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Editais e Publicações .............................................................................................................................. Serviços de Terceiros .............................................................................................................................. Contribuição Sindical Patronal................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 100 100 17 35 42 38 159 173 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10 -.INTERNACIONAL

terça-feira, 26 de março de 2013

...continuação

Japira Holdings S.A. CNPJ 08.503.701/0001-55 Sede: Cidade de Deus - Osasco - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS - Em Milhares de Reais 11) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS As transações com partes relacionadas estão assim representadas:

c) Movimentação/evolução dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

2012 Ativo (passivo) Caixa e Equivalentes de Caixa: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Dividendos a Receber: STVD Holdings S.A. ........................................................................ Dividendos a Pagar: Bradesplan Participações Ltda. ....................................................... Tibre Holdings Ltda. .........................................................................

Receitas (despesas)

Ativo (passivo)

Em 31 de dezembro 2011 Receitas (despesas)

8

-

10

-

717

-

910

-

(995) (615)

-

(2.183) (1.351)

-

12) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 74.370 94.241 (25.286) (32.042)

Resultado antes dos tributos (Imposto de Renda e Contribuição Social)....................................... Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em controladas, tributadas nas empresas correspondentes ............................................ Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ b) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos

25.657 371

32.566 524

Exercícios findos em 31 de dezembro 2012 2011 Impostos diferidos: Constituição/realização no exercício, sobre adições temporárias........................................................... Constituição/realização no exercício sobre: Base Negativa da Contribuição Social .................................................................................................... Prejuízo Fiscal ......................................................................................................................................... Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro Realização 2012 Amortização de Ágio .............................................................................. 674 674 Outros..................................................................................................... 61 976 1.037 Subtotal ................................................................................................. 735 976 674 1.037 Prejuízo Fiscal/Base Negativa Contribuição Social................................ 6.734 620 551 6.803 Total dos créditos tributários .............................................................. 7.469 1.596 1.225 7.840 d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social 2011

302

(980)

19 50 371

2013........................................................................................................ 2014........................................................................................................ 2015........................................................................................................ 2016........................................................................................................ 2017........................................................................................................ Total .......................................................................................................

Constituição

Exercícios findos em 31 de dezembro Prejuízo Fiscal e Base Negativa Imposto Contribuição de Renda Social Total 173 1.266 456 2.068 1.250 450 2.046 1.271 458 1.901 1.215 437 1.652 5.002 1.801 7.840

Diferenças Temporárias Imposto Contribuição de Renda Social 127 46 254 92 254 92 126 46 761 276

A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. O valor presente dos créditos tributários calculados, considerando a taxa média de captação líquida dos efeitos tributários monta a R$ 7.226 sendo, R$ 979 (2011 - R$ 687) de diferenças temporárias e de R$ 6.247 (2011 - R$ 6.059) de prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social. e) Tributos a Compensar ou a Recuperar Os tributos a compensar ou a recuperar, no montante de R$ 99 (2011 - R$ 63), referem-se, substancialmente, a imposto de renda de exercícios anteriores e imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras. 13) OUTRAS INFORMAÇÕES a) A Companhia, em 31 de dezembro de 2012 e 2011, não possuía operações com Instrumentos Financeiros Derivativos. b) Em 31 de dezembro de 2012 e 2011 não há processos com riscos fiscais, cíveis e trabalhistas avaliados como perda possíveis ou prováveis de natureza relevantes.

398 1.106 524

A DIRETORIA Josimar Rodrigues de Siqueira – Contador – CRC 1SP222731/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores e Acionistas da Japira Hondings S.A. Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Japira Holdings S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Japira Holdings S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Outros assuntos Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas Demonstrações do valor adicionado contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Companhia, para o exercício contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. findo em 31 de dezembro de 2012, que estão sendo apresentadas como informações suplementares. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos Responsabilidade dos auditores independentes procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. São Paulo, 26 de março de 2013 Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, Zenko Nakassato também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a KPMG Auditores Independentes avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. CRC 2SP014428/O-6 Contador CRC 1SP 160769/O-0

Temos um serviço de saúde nacional gratuito, e não um serviço internacional gratuito. David Cameron, premiê britânico. nternacional Mohammad Ismail/Reuters

Taleban à solta no Afeganistão Jason Reed/Reuters

Sob críticas de abusos e tortura, Estados Unidos transferem última penitenciária em seu controle ao governo afegão. No mesmo dia, mais de 26 detentos foram libertados. Entre os prisioneiros estão muitos líderes da insurgência.

O

Exército dos Estados Unidos devolveu ontem ao Afeganistão a responsabilidade sobre a última penitenciária que ainda controlava no país centro-asiático. Apelidada de "Guantánamo afegão", a polêmica prisão de Bagram foi alvo de organizações dos direitos humanos, que denunciaram detenções abusivas e tortura no local. A devolução do controle da penitenciária ocorre após um ano de tensas negociações e coincidiu com a chegada do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, para uma visitasurpresa ao Afeganistão. Situada a cerca de 60 quilômetros ao norte de Cabul, a prisão abriga 3 mil detentos, incluindo muitos líderes do Taleban e foi utilizada como a maior e mais importante prisão norteamericana no Afeganistão. A demora na entrega da prisão ocorreu principalmente por causa do temor dos EUA de que insurgentes fossem liberados quando o local estivesse sob controle afegão. De fato, cerca de 26 prisioneiros foram liberados ontem, segundo o general afegão

John Kerry e Hamid Karzai demonstram unidade após período de tensão nas relações bilaterais. Horas depois, prisioneiros são libertados de Bagram, agora sob controle afegão. Ghulam Farouq Barakzai, encarregado de Bagram. As autoridades afegãs, por sua vez, nunca deixaram de reivindicar o controle da instituição, alegando uma violação de sua soberania nacional. A formalização ocorreu horas depois do desembarque de Kerry ao Afeganistão. A visita ocorre em um momento delicado nas relações bilaterais. Washington tem manifestado preocupação com um suposto antiamericanismo na retórica do presidente Hamid Karzai, que além de ter exigido a devolução de Bagram, tem se queixado das mortes de civis em bombardeios norteamericanos. (Agências)

Chris Radburn/Reuters

Reino Unido fecha o cerco a imigrantes

O

primeiro-ministro britânico, David Cameron, revelou ontem novos planos para controlar a imigração, que preveem dificultar o acesso à rede de proteção social do Reino Unido. O pacote restringe o direito ao seguro-desemprego, ao sistema público de saúde e à moradia popular, mesmo tendo permissão legal para viver e trabalhar no país. Em discurso, Cameron acu-

sou a oposição trabalhista de ter deixado a imigração "fora de controle". Ele anunciou um limite de seis meses à concessão de seguro-desemprego, acrescentando que o prazo será prorrogado a pessoas que provarem ter "chances reais" de conseguir trabalho. Na saúde, Cameron disse que vai aumentar a cobrança aos países de origem dos estrangeiros por gastos no NHS, o SUS britânico. Ele disse que o

O premiê britânico corta benefícios sociais para controlar imigração

"N" da sigla significa "nacional", e não "internacional". O premiê anunciou que perseguirá a imigração ilegal e que multará as empresas que oferecerem emprego, assim como punirá pessoas que alugarem propriedades

para imigrantes ilegais. Ele quer adotar o plano antes de levantar as restrições aos cidadãos da Romênia e da Bulgária em 2014, quando estima-se que 13 mil moradores destes países entrem no Reino Unido. (Agências)

Fotos: Ange Aboa/Reuters

Só sobraram armas e carros de luxo

O Palácio presidencial em Bangui é ocupado por rebeldes, entre os quais figuram crianças-soldado (à esq.). Na pressa, Bozizé deixou os carros presidenciais de luxo na garagem (à dir.). O líder deposto fugiu para Camarões.

líder dos rebeldes e autoproclamado presidente da República Centro-Africana, Michel Djotodia, prometeu ontem nomear um governo de partilha de poder e convocar eleições gerais em três anos, em meio a críticas internacionais. O novo dirigente do país justificou a via militar para derrubar o governo do presidente François Bozizé, ao acusá-lo de não cumprir com seus compromissos no acordo de paz

de Libreville, firmados pelo governo com a coalizão rebelde Seleka em janeiro. Djotodia assegurou que vai convocar eleições em três anos e anunciou a dissolução da Assembleia Nacional, do governo e a suspensão da Constituição do país. Entretanto, ele confirmou o premiê Nicolas Changai no cargo para formar um novo Executivo de transição. A derrubada de Bozizé foi condenada pela Organização

das Nações Unidas e pela União Africana. Mas, em sinal de pragmatismo, os Estados Unidos, a França e o mediador regional Chade pediram que os insurgentes respeitassem o acordo de paz e criassem um governo de unidade. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de março de 2013

c

11

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Para o New York Times, tudo vai bem por aqui.

idades

E

nquanto a cidade de São Paulo se preocupa com a violência crescente, reportagem do The New York Times prefere classificar a capital paulista como um lugar efervescente, em pleno desenvolvimento e com a criminalidade em queda. De acordo com a reportagem "The New New São Paulo" (A Nova Nova São Paulo), publicada na sextafeira passada, São Paulo hoje é uma cidade mais segura do que era há dez anos, com redução de sequestros e uma queda vertiginosa

Homicídios disparam em São Paulo Dados da Secretaria de Segurança Pública apontam aumento de 14,1% nas mortes com intenção de matar.

A

cidade de São Paulo registrou um aumento de 14,1% no número de homicídios dolosos – com intenção de matar – em fevereiro deste ano. Foram 89 crimes desse tipo contra 78 ocorrências no mesmo período do ano passado. Este é o sétimo mês seguido em que é registrado aumento no número de homicídios dolosos. Após uma queda de 13,2% em julho do ano passado, os paulistanos enfrentaram aumentos nos números, nos meses seguintes. Os casos de latrocínio também aumentaram, segundo balanço divulgado ontem pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em fevereiro deste ano foram registrados 15 roubos seguidos de morte, contra 7 do mesmo período de 2012 – elevação de 114,2%. Os registros de estupros também aumentaram. No segundo mês de 2013, houve 287 casos de violência sexual, contra 213 no mesmo período do ano passado (corresponde ao acréscimo de 34,7%). Os roubos em geral, como assaltos e invasões de residências, também aumentaram no período, passando de 8.836 casos, em 2012, para 8.928 em fevereiro deste ano. Carros – Por outro lado, hou-

ve uma diminuição, ainda que pequena, nos casos de roubos de veículos e de cargas. Nos casos de roubos de veículos, o índice caiu 1,3%, passando de 3.604 ocorrências em fevereiro de 2012 para 3.557, no mesmo período deste ano. Já os casos de roubo de carga diminuíram 4,6%, com 348 casos no mês passado, 17 a menos se comparado ao mesmo mês de 2012. Lei Seca – Outra boa notícia refere-se à Lei Seca, segundo o balanço da Secretaria de Segurança. O número de casos de acidentes de trânsito com vítimas (fatais e feridos) diminuiu 6,9% no Estado de São Paulo desde as mudanças na lei que endureceu a fiscalização da embriaguez ao volante no País. Nos dois primeiros meses deste ano foram registrados 20.487 casos em todo o Estado, contra 21.999 no mesmo período de 2012. Se considerados apenas os acidentes que resultaram em mortes, a queda é ainda maior: 18,9%. Nos dois primeiros meses de 2012, São Paulo registrou 675 casos, contra 547 no mesmo período deste ano. No caso de acidentes com feridos, a diminuição foi de 6,5%, com 21.324 casos no primeiro bimestre do ano passado, contra 19.940 deste ano.

BBD Participações S.A.

CNPJ no 07.838.611/0001-52 - NIRE 35.300.335.295 AVISO - Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social, na Cidade de Deus, Prédio Prata, 4 o andar, Vila Yara, Osasco, SP, Departamento de Contadoria Geral, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15.12.1976, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012. Osasco, SP, 25 de março de 2013. Diretoria. 26, 27 e 28.3.2013

Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações CNPJ no 61.529.343/0001-32 - NIRE 35.300.053.800

Prédio assaltado na Avenida Luís Antônio: duas ocorrências em 24 horas. Arrastão– Pelo menos oito homens armados fizeram um arrastão em um prédio no Jardim Paulista, por volta das 18h30 de domingo. Foi o segundo arrastão em menos de 24 horas na região. Segundo a Polícia Militar, a quadrilha usou um carro com a placa clonada para invadir o prédio na avenida Brigadeiro Luís Antônio. Os ladrões fugiram levando relógios, celulares, dinheiro e eletrodomésticos de moradores de ao menos quatro apartamentos. A PM fez buscas na região, mas nenhum suspeito foi preso. Na noite de sábado, outro condomínio foi alvo de um arrastão na Alameda Jaú. Ainda no domingo, um restaurante japonês foi vítima de arrastão em Moema, na zona sul. Três homens armados invadiram o local, na Alameda dos Aicás, por volta das 20h. Um quarto bandido, também

Neta de Portinari morre após vazamento de gás A

armado, ficou do lado de fora do estabelecimento. Segundo a Polícia Militar, 25 clientes foram vítimas da ação dos bandidos. Ao menos 16 compareceram à delegacia para informar os pertences roubados. Foram levados bolsas, joias, celulares e carteiras. Alckmin – Apesar dos dados, o governador Geraldo Alckmin disse ontem que os índices de violência em São Paulo estão em "queda forte". "Tivemos um pico no final do ano passado e agora há uma queda forte. Em janeiro, os indicadores foram menores do que dezembro e em fevereiro, menores do que janeiro. Isso indica claramente que temos que perseverar nesse trabalho." Alckmin afirmou ainda que o Estado de São Paulo é aquele, em todo o País, com menor índice de homicídios por 100 mil habitantes. (Folhapress) Zanone

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A

26, 27 e 28.3.2013

Bradespar S.A.

CNPJ n o 03.847.461/0001-92- NIRE 35.300.178.360 Companhia Aberta Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária, a serem realizadas cumulativamente no próximo dia 29 de abril de 2013, às 16h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 9 o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP, a fim de: Assembleia Geral Extraordinária -

examinar propostas do Conselho de Administração para: I. aumentar o Capital Social no valor de R$200.000.000,00, elevando-o de R$3.900.000.000,00 para R$4.100.000.000,00, mediante a capitalização de parte do saldo da conta “Reservas de Lucros – Reserva Legal”, sem emissão de ações, de acordo com o Parágrafo Primeiro do Artigo 169 da Lei no 6.404/ 76; e II. alterar parcialmente o estatuto social, conforme segue: a) no “caput” do Artigo 6o, em decorrência do item anterior; e b) no “caput” dos Artigos 9o e 13, aprimorando suas redações, relativamente à extensão do prazo de mandato dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria, até a posse dos novos Administradores eleitos no ano subsequente.

I. tomar conhecimento do Relatório da Administração, do Parecer do Conselho Fiscal e do Relatório dos Auditores Independentes e examinar, discutir e votar as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social findo em 31.12.2012; II. deliberar sobre proposta do Conselho de Administração para destinação do lucro líquido do exercício de 2012 e ratificação da distribuição de juros sobre o capital próprio pagos; III. eleger os membros do Conselho de Administração, sendo necessário, nos termos das Instruções CVM nos 165, de 11.12.91, e 282, de 26.6.98, no mínimo, 5% (cinco por cento) do capital votante, para que os acionistas possam requerer a adoção do processo de voto múltiplo; IV. eleger os membros do Conselho Fiscal, nos termos do Artigo 161 da Lei n o 6.404/76 e fixar a respectiva remuneração; e V. deliberar sobre proposta do Conselho de Administração para remuneração dos Administradores e verba para custear Plano de Previdência dos Administradores. _________________________________________________________________________________

Ao lado, João Portinari no velório da filha, Maria (acima).

trabalha no Projeto Portinari, João Candido sentiu forte cheiro de gás enquanto a filha tomava banho. Ao entrar no banheiro, ele

encontrou a menina submersa na banheira. O caso será investigado pela 15.ª Delegacia de Polícia (Gávea). O delegado Orlando

Zaccone disse que a perícia foi feita no local no domingo. Esta semana serão ouvidos os pais e o namorado da vítima. (Agências)

Magnata russo pode ter sido enforcado polícia do Reino Unido informou ontem que a autópsia sobre a morte do magnata russo Boris Berezovsky revelou que é "consistente (a suspeita) de enforcamento". A polícia não especificou se Berezovsky se enforcou, mas informou que o patologista concluiu que nada indica que houve violência no caso. O empresário de 67 anos foi encontrado morto no sábado no banheiro de sua casa, em Surrey, nos arredores de Londres, onde vivia exilado desde 2000. A polícia disse que novos testes, incluindo exames

AVISO - Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social, na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, Departamento de Contadoria Geral, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15.12.1976, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012. Osasco, SP, 25 de março de 2013. Diretoria.

Assembleia Geral Ordinária Fraissa

Alexandre Vieira/Estadão Conteúdo

estudante Maria Candida Portinari, de 16 anos, neta do pintor Candido Portinari, morreu na noite de domingo após ser encontrada desacordada no banheiro de sua casa, em um condomínio de luxo na Estrada das Canoas, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Parentes suspeitam que tenha ocorrido vazamento de gás no aquecedor do banheiro. O corpo de Maria Candida foi cremado ontem à tarde, no Rio. Maria Candida morava com os pais, João Candido e Maria Edina Portinari. A menina foi encontrada pelo pai. A jovem foi socorrida por bombeiros, mas sofreu uma parada cardíaca. Segundo Suely Avelar, amiga da família que

nos homicídios. De fato, os índices são melhores, mas a violência voltou a crescer na capital paulista, conforme os números divulgados ontem pela própria Secretaria de Segurança Pública. No texto, o repórter ressalta o outro lado da cidade: a pujança econômica e as inúmeras opções culturais e gastronômicas, além da intensa vida noturna. Um dos locais citados é a Rua Augusta que, após anos de decadência, passa por um intenso processo de requalificação urbana.

Kieran Doherty/Reuters - 03/04/2007

Boris Berezovsky: russo é conhecido no Brasil por parceria com o Corinthians.

toxicológicos, serão feitos e os resultados podem demorar para serem conhecidos. Berezovsky era um dos "oligarcas russos" que enrique-

ceram rapidamente na onda de privatizações que se seguiu ao colapso da União Soviética, em 1991. Com a eleição de Vladimir Putin para a

presidência da Rússia, em 2000, Berezovsky buscou asilo no Reino Unido. O magnata é conhecido no Brasil por seu envolvimento na parceria entre MSI e o Corinthians. Ele chegou a ser convocado pela Justiça brasileira para prestar esclarecimentos sobre sua participação no futebol nacional. A associação, iniciada em 2004, rendeu ao Corinthians o título brasileiro do ano seguinte. Encerrada em 2007, a parceria entre o time e a MSI provocou uma série de investigações no Brasil sobre lavagem de dinheiro. (Agências)

Participação nas Assembleias: nos termos do Artigo 126 da Lei n o 6.404, de 15.12.1976, e alterações posteriores, para participar e deliberar nas Assembleias Gerais o acionista deve observar que: ·

além do documento de identidade, deve apresentar, também, comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante;

·

para o titular de ações escriturais custodiadas no Bradesco, é dispensada a apresentação do citado comprovante;

·

caso não possa estar presente às Assembleias Gerais, o acionista poderá ser representado por procurador constituído há menos de um ano, desde que este seja acionista, administrador da Sociedade, advogado ou instituição financeira, cabendo ao administrador de fundos de investimento representar seus condôminos;

·

as procurações lavradas em língua estrangeira, antes de seu encaminhamento à Sociedade, devem ser vertidas para o Português e registradas as suas traduções no Registro de Títulos e Documentos;

·

com o objetivo de dar celeridade ao processo e facilitar os trabalhos das Assembleias, o comprovante de titularidade das ações, o instrumento de mandato e eventual declaração de voto podem, a critério do acionista, ser depositados na sede da Sociedade, preferencialmente, com até 2 (dois) dias úteis antes da data prevista para a realização das Assembleias Gerais, ou no Banco Bradesco S.A. - Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade - Secretaria Geral - Área Societária - Cidade de Deus - 4o andar do Prédio Vermelho - Vila Yara - Osasco, SP - CEP 06029-900. Cópia da documentação poderá ainda ser encaminhada por intermédio do e-mail bradespar@bradespar.com e, alternativamente, pelo fax (11) 3684-4630 ou (11) 3683-2564.

Para informações mais detalhadas para o exercício de seu direito de voto, os acionistas poderão consultar o Manual para Participação nas Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária de 29 de abril de 2013 disponível no site www.bradespar.com – Comunicação – Fatos Relevantes, e nos sites da BM&FBOVESPA e CVM. _____________________________________________________________________________ Documentos à Disposição dos Acionistas: este Edital de Convocação e as Propostas do Conselho de Administração e das Acionistas Controladoras, bem como as demais informações exigidas pela regulamentação vigente, estão à disposição dos acionistas na Sede da Sociedade, Avenida Paulista, 1.450, 9 o andar, Cerqueira César, São Paulo, SP - CEP 01310-917; no Departamento de Ações e Custódia do Banco Bradesco S.A., Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, Cidade de Deus, Prédio Amarelo, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, e estão sendo, inclusive, disponibilizados no site www.bradespar.com Comunicação - Fatos Relevantes, e nos sites da BM&FBOVESPA e CVM. Eventuais esclarecimentos poderão ser obtidos por intermédio do e-mail bradespar@bradespar.com, no site www.bradespar.com - Investidores - Fale Conosco. São Paulo, SP, 25 de março de 2013 Lázaro de Mello Brandão Presidente do Conselho de Administração 26, 27 e 28.03.2013


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Essas concentrações estão infiltradas e patrocinadas por traficantes. Álvaro Camilo, vereador

idades

Tolerância zero para os 'pancadões' São Paulo possui pelo menos 400 pontos de "pancadões", com música alta e consumo de drogas. Ex-comandante da PM, vereador defende ações para coibir a prática. José Maria dos Santos

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a sua sala, no quinto andar do Palácio Anchieta, o vereador Álvaro Camilo (PSD), 51 anos, prepara-se para iniciar a guerra contra a cultura da desordem na cidade. Essa expressão ganhou notoriedade nos anos 1990 com o programa “tolerância zero”, estabelecido pelo prefeito Rudolph Giuliani, em Nova York. O projeto consistiu em combater a alta marginalidade a partir da repressão às transgressões paternalmente toleradas: pichações, desrespeito ao espaço público, atos de vandalismo e vistas grossas para o consumo de drogas, procedimentos que propagavam a licenciosidade e tornavam-se portas de entrada para crimes bem mais graves, conforme foi comprovado. O intenso tráfico que deu origem à Cracolândia teve início com o fumacê de maconha feito por pequenos grupos nos hotelecos da região. O Brasil acrescentou seu toque exclusivo a esse elenco de malfeitos, até porque jamais seria tolerado em qualquer País: os pancadões, reuniões de rua em que os trovejantes decibéis do som fazem tremer as paredes e tornou-se a principal transgressão dentro da nossa desordem. O sucesso de Giuliani – a criminalidade caiu 58% em Nova York – criou modelos que se expandiram pelo planeta. O vereador Camilo é um dos seus arautos. Ele fala com conhecimento de causa. Chefiou o policiamento do Centro e foi comandante da Polícia Militar entre 2009 e 2012. Entre outros títulos, tem o curso em Gestão de Segurança Pública, mestrado em Ciências Políticas e doutorado em ciências policiais. “Esse vai ser um dos principais focos do meu mandato”, diz ele. “A cidade de São Paulo precisa erguer a voz contra a bagunça

Eduardo Anizelli/Folhapress - 24/03/2012

generalizada que está nos assaltando. Sempre dentro da lei”. A seguir, trechos da entrevista ao Diário do Comércio. Diário do Comércio – Qual é o maior símbolo da cultura da desordem em nossa cidade? Álvaro Camilo – Omaisrepresentativo é o pancadão, esses bailes de rua infestando a cidade e favorecendo a criminalidade. O fenômeno não é restrito à periferia. Mansões são alugadas em bairros nobres, estendendo-se (o barulho) para a rua. Essas concentrações estão infiltradas e patrocinadas por traficantes. Disponibilizam o carro com o som e, se necessário, as bebidas. Diário - O tráfico teria responsabilidade nessa expansão? Camilo – É um círculo vicioso. Os pancadões começaram nas praias de Santos por volta de 2005. Vieram para a Capital por falta de opções de lazer para os jovens nas periferias. Um evento reúne de 800 a mil pessoas. Nos primeiros tempos era só o álcool. Agora predominam o ecstasy e o crack. A concentração dificulta a ação da polícia e estimula resistências. Aquela rapaziada já está animada pelo álcool e, portanto, com as emoções alteradas. Diário – Existem estimativas sobre os pancadões na Capital? Camilo – Estão cadastrados 400 pontos. Porém, a quantidade deve ser maior, pois o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) recebe até 10 mil queixas semanais. Diário – Como esses pancadões são organizados? Camilo – Sua logística é pela internet, através das redes sociais. Basta colocar a convocação ali, com local, dia e hora. Diário – Neste caso, não fica fácil coibir? Camilo – É uma situação complexa. Como disse, os frequentadores já estão alterados pelo álcool e/ou outras

Jovens correm após policiais chegarem para acabar com um "pancadão" na zona norte da Capital: locais são utilizados para consumo de drogas. Chico Ferreira/Luz

drogas. Portanto, com predisposição para confrontar a polícia, a qual cabe fazer respeitar as leis. Diário – Como o senhor vai incorporar o combate à cultura da desordem na sua atividade como vereador? Camilo – Já estou estudando a legislação, para estabelecer altas multas. Também estou pensando em projetos de lei que ofereçam opções de lazer para a juventude se divertir, funcionando 24 horas por dia. Pretendo estimular e encontrar instrumentos para coibir, por antecipação, a instalação de pancadões. Acredito que essa mobilização levará a uma tomada de consciência das comunidades. Assim farei com os outros problemas.

Álvaro Camilo, vereador e ex-comandante da PM: cidade deve adotar "tolerância zero" para coibir os crimes.

Parabéns Rua 25 de Março Mariana Missiaggia

Tércio Teixeira/Estadão Conteúdo

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ntem foi dia de festa em uma das ruas comerciais mais famosas de São Paulo e de todo o País. A agitada Rua 25 de Março, no Centro, completou 148 anos. É neste endereço que consumidores de todo o Brasil circulam em busca de eletrônicos, bijuterias, utensílios domésticos e outras mercadorias. A via foi criada em 1859 e inicialmente era chamada de Rua de Baixo. Seis anos depois,

Rua 25 de Março: via comercial atrai mais de um milhão de pessoas por dia, no Natal.

foi batizada como 25 de Março, em homenagem à primeira Constituição do Brasil, ainda no período imperial, em 1865. Por isso, há também quem prefira comemorar o aniversário de 154 anos da região comercial, tomando como base sua primeira denominação. Assim como a idade, cresce também o número de clientes e visitantes do tradicional endereço de compras paulistano. A via costuma receber 400 mil pessoas por dia e até 1,5 milhão de pessoas em datas festivas, como o Natal e o Dia das Mães.

Reprodução

Ciclista atropelado na Paulista deixa o hospital

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ciclista David Santos Sousa, que teve o braço arrancado após ser atropelado na avenida Paulista, na região central de São Paulo, deixou o Hospital das Clínicas, onde estava internado desde o dia do acidente. A assessoria de imprensa do hospital informou que ele teve alta no sábado. O advogado do ciclista, Ademar Gomes, disse que Sousa está em um apartamento e não há previsão para que ele volte para casa devido ao assédio da imprensa. Hoje, o ciclista deve participar de uma entrevista coletiva junto com a mãe.

Sousa seguia para o trabalho no domingo, 10 de março, quando foi atropelado por um carro na Avenida Paulista e teve o braço direito decepado. O motorista Alex Kozloff Siwek foi preso em flagrante após ter se entregado à polícia. Ele fugiu sem prestar socorro e disse ter atirado o braço do ciclista em um rio, na zona sul. Sousa admitiu à polícia que trafegava na contramão da ciclofaixa quando foi atingido pelo carro. Uma testemunha afirma que Siwek invadiu a ciclofaixa em alta velocidade. No dia do acidente, ciclistas fizeram manifestações na

David Santos Sousa, que teve o braço arrancado após ser atropelado. avenida Paulista. No dia 17 de março, dois outros protestos foram realizados na avenida. S kat e – O adolescente Gabriel Luiz da Silva Pinto, de 15

anos, morreu na madrugada de domingo em Guarulhos, na Grande São Paulo, após ser atropelado por um motorista bêbado. (Agências)


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Trompetista de James Bond

cultura

Derek Watkins, trompetista responsável pela trilha sonora da franquia 007, morreu na sexta-feira, na Inglaterra, aos 68 anos, segundo informações do site oficial do músico. Um dos trabalhos mais recentes do artista foi a trilha de 007 - Operação Skyfall, filme de James Bond lançado no ano passado. No cinema, Watkins também esteve envolvido nas trilhas de Missão Impossível e Diário de Bridget Jones. O trompetista tocou com Beatles, Elton John, Oasis, Eric Clapton, Frank Sinatra, Elton John, Barbra Streisand e Plácido Domingo. entre

ENCOMENDE A SUA SERESTA

Lollapalooza, Bethânia, Plínio.

Rita Alves com a serenata etc. Cada caso é um caso." Entre os diversos tipos de serestas, a artista destaca uma das mais recentes, intitulada Emoção Dupla. "É uma serenata que dura o dobro do tempo e é totalmente personalizada. Ela conta e canta a história do homenageado", explica. A lista inclui ainda outros tipos como Dueto e Violino, O Romântico, Florista, Coração Apaixonado e Anjo Ionese. O perfil dos que encomendam serenatas para os Trovadores Urbanos é bem variado, mas as mulheres estão no topo. "Em algum momento, eram mais mulheres. Em outro, homens e mulheres. Mas hoje são mais mulheres e de todas as idades", afirma Maída . "Pode ser uma menina de 18 anos que vai homenagear o pai e a mãe. Já aconteceu de um garoto contratar a gente porque levou um fora da namorada. Tem a mulher de 30 anos que oferece para o marido ou para o namorado ou para o amante. Essa mesma mulher pode oferecer para a mãe que vai fazer 80 anos. É muito variado." E ainda dá para ouvir as serenatas dos Trovadores Urbanos (Rua Aimberê, 651, Perdizes, São Paulo, tel.: 3871-2666) no bairro de Perdizes, todas as sextas, das 20h às 21h30, durante a Seresta de Sexta. O evento gratuito, criado em 2010, ano em que o grupo comemorou 20 anos de carreira, é exibido semanalmente na Casa dos Trovadores e costuma atrair pessoas de várias cidades. "A casa fica sempre enfeitada com luzes coloridas e tem até pipoqueiro na porta." Mas se o plano é fazer uma encomenda especial vá até o site dos Trovadores Urbanos (www.trovado res. uol .co m.br ) ou ligue (11) 2595-0100.

E COMEÇA O AGITO DO A Academia de Hollywood revelou ontem que a próxima cerimônia dos prêmios Oscar será em 2 de março de 2014 e seguinte em 22 de fevereiro de 2015. Ambas serão transmitidas ao vivo pela emissora ABC direto do teatro Dolby, no Hollywood Boulevard, em Los Angeles.

Brit Awards na TV

That´s All Right Mama!

O canal TNT apresenta hoje, às 20h10, a cerimônia da 33ª edição do Brit Awards, prêmio da indústria fonográfica britânica. Estão previstos para o evento shows de Justin Timberlake, One Direction, Mumford & Sons e Robbie Williams. O Brit Awards tem categorias exclusivas para britânicos e prêmios para o mundo todo. Entre os candidatos a melhor artista britânico por performance ao vivo estão Rolling Stones, Coldplay, Muse e The Vaccines.

Uma gravação original do primeiro sucesso de Elvis Presley, That's All Right Mama, foi vendida por US$ 85 mil (cerca de R$ 170 mil) em um leilão realizado em Dublin, na Irlanda. Trata-se da única cópia que sobreviveu de sua primeira gravação. Elvis gravou a música em 1954 e a enviou a uma rádio local do Tenessee, EUA. A canção virou sucesso imediato. (Agências)

Sesc erudito

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pianista e professor Nahim Marun, considerado ótimo camerista, participa de série dedicada à música erudita do Sesc Pinheiros. No recital, interpretará obras dos russos Prokofiev (foto), Rachmaninov e Stravinsky. Marun gravou peças de compositores brasileiros para o selo Dynamic, em Gênova, Itália, que fazem parte do álbum

Violin Music em Brazil (repertório para piano e violino). Foram registrados, trabalhos de Edino Krieger, Villa-Lobos, Henrique Oswald e Ronald Miranda. Sesc Pinheiros - Auditório 3º Andar. Rua Paes Leme, 195. Pinheiros. Tel.: 3095-9400. Quarta (27). 20h. R$ 4 a R$ 16.

André Domingues

Fotos: Arquivo DC

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e a ideia é fazer uma declaração de amor a alguém, mas à moda antiga e, portanto, inesquecível, os Trovadores Urbanos podem ajudá-lo nessa tarefa. Além das apresentações em cima do palco, o grupo também aceita encomendas e pode cantar, por exemplo, debaixo de janelas, dentro de apartamentos ou em festas de família. Maída Novaes, coordenadora e cantora dos Trovadores Urbanos, conta que em companhia dos outros músicos já fez serestas em cima de um telhado, no meio da rua e até dentro de um táxi. "Numa cidade como São Paulo tem de tudo". E em clima de cidade grande uma declaração de amor em pleno trânsito não poderia ficar de fora. Já que a família da garota não sabia do namoro e o local de trabalho dela não permitia tal feito, a apresentação foi feita no caminho da empresa para casa, dentro do ônibus. No fim, o motorista nem cobrou a viagem. Mas nem tudo é cor de rosa na trajetória dos Trovadores Urbanos. Certa vez, eles entraram cantando no quintal de uma casa enorme, conforme o pedido. A recepção? Foi feita por três dobermanns. Depois da correria, uma das trovadoras acabou ficando sem uma parte do vestido. O pedaço de pano destruído pelo cachorro era parte do figurino anos 20 usado sempre pelo grupo. Segundo Maída, cada serenata dura cerca de 15 a 20 minutos. "Depende do repertório", esclarece. "As apresentações são personalizadas. Se alguém pede, por exemplo, uma serenata para a mãe, a gente conversa sobre o repertório e escolhe o mais adequado. Combinamos também sobre o que dizer, se será preciso levar flores, se alguns acessórios vão junto

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uma semana em que olhos e ouvidos se voltam para o Lollapalooza e para a estreia do show Carta de Amor, de Maria Bethânia (com ingressos já esgotados), na foto, merece atenção especial um projeto discreto, mas muito significativo para o samba paulista: Plínio Marcos em Prosa e Samba, protagonizado pelos talentosos Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Juçara Marçal, com participação especial do veterano Sílvio Modesto. O show é baseado na

peça Humor Grosso e Maldito das Quebradas do Mundaréu, de 1973, que virou disco no ano seguinte com o título agora reaproveitado. Não foi um dos principais textos de Plínio (abaixo), mas teve enorme importância por trazer à luz o marginalizado samba de rua da cidade, com Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro, num momento em que o carnaval paulistano guinava definitivamente dos tradicionais cordões para o formato carioca das escolas de samba.

GARGAREJO Seleção dos shows da semana Destaque para Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Juçara Marçal e outros - Plínio Marcos em Prosa e Samba Gênero: samba paulista Teatro Sesc Pompeia (Rua Clelia, 93, Barra Funda Tel.: 3871-7700) Dias 27 e 28 às 21h Ingressos: R$ 20 Alabama Shakes - Lolla Side Shows Gênero: rock visceral Cine Joia (Pça. Carlos Gomes, 82, Liberdade Tel.: 3231-3705) Dia 31, às 23h59 Ingressos: R$ 150 Arrigo Barnabé e Luiz Tatit De Nada Mais a Algo Além Gênero: vanguardismo na maturidade Teatro Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141, Ana Rosa Tel.: 5080-3000) Dias 30, às 21h, e 31, às 19h Ingressos: R$ 24 Lollapalooza Gênero: salada rock com catchup Jockey Club (Avenida Lineu de Paula Machado, 1263, Butantã) Dias 29, 30 e 31, a partir das 12h (sexta) - Of Monsters and

Men, Agridoce, Cake e The Killers, entre outros a partir das 12h (sábado) - Franz Ferdinand, Alabama Shakes, Criolo e The Black Keys, entre outros (domingo) - Foals, Vanguart, Planet Hemp, Pearl Jam, entre outros Ingressos: R$ 350 Maria Bethânia - Carta de amor Gênero: canção à flor da pele HSBC Brasil (Rua Bragança Paulista, 1281 tel.: 4003-1212) Dias 30, às 22h; 31, às 20h, e 2, às 21h30 Ingressos: R$ 100 (esgotados) Paulo Padilha (part. Maria Alcina e Juçara Marçal) - Na Lojinha de Um Real Eu me Sinto Milionário Gênero: crônicas sambadas Teatro Sesc Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1000, Belém Tel.: 2076-9700) Dia: 30, às 21h Ingressos: R$ 24 Observação - Os gêneros aqui indicados são criados pelo crítico na certeza paradoxal da impossibilidade e da inevitabilidade de se definir gêneros na música popular atual.


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www.dcomercio.com.br

Inspirada na Idade da Pedra Esta faca, criada pelo italiano Michele Daneluzzo, tem design arrojado, mas é inspirada nas ferramentas utilizadas durante a Idade da Pedra. Feita em aço inoxidável, a faca não possui cabo, mas pode ser usada para o corte de carnes e vegetais, basta ter um jeitinho especial.

Longe do fogo O designer Joseph Escobar criou este colar divertido e muito perigoso. Feito com 100 palitos de fósforo, o Matchstick Necklace pode ser usado antes e depois de queimado. A única recomendação: não chegar perto dele enquanto estiver queimando.

Mike Stilkey cria instalações que combinam técnicas de pintura e escultura utilizando livros como suporte. Conheça outras de suas obras no site.

http://bit.ly/YJBbaw

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www.mikestilkey.com

F UTEBOL A NIMAIS

Outro empate. Sofrido.

Fotos: Fred Thornhill/Reuters

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om um gol de Fred aos 44 minutos do segundo tempo, o Brasil arrancou um empate por 1 a 1 no amistoso contra a Rússia, ontem, no estádio Stamford Bridge, em Londres, na Inglaterra. O gol veio depois de um primeiro tempo sofrido, com a Rússia dominando o jogo, e depois do gol de Fayzulin aos 27 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o técnico Felipão iguala a série ruim de Parreira, hoje coordenador técnico, em 2003: dois empates e uma derrota nos três primeiros amistosos no comando da seleção. Felipão perdeu para a Inglaterra e empatou com a Itália. O Brasil volta a campo em 6 de abril contra a Bolívia em Santa Cruz de La Sierra.

Operação Panda Os pandas Er Shun, fêmea de 5 anos, e Da Mao, macho de 4, chegaram ontem a Toronto, Canadá. Eles foram emprestados pela China por 10 anos e foram recebidos pelo primeiro-ministro Stephen Harper. Os animais causaram alvoroço no aeroporto da cidade.

Wander Roberto/Estadão Conteúdo

Hernanes, cercado pela seleção russa, que dominou o jogo no primeiro tempo.

Imagem do papa nos bilhetes de metrô A prefeitura de Roma imprimirá um milhão de bilhetes de ônibus e metrô com a imagem do papa Francisco para prestar uma homenagem ao novo pontífice, que também é Bispo da cidade de Roma. A imagem escolhida pela Agência de Transporte Público de Roma (ATAC) é a

Raúl Caro/EFE

I TÁLIA

do papa cumprimentando os fiéis, da sacada da basílica de São Pedro do Vaticano, no dia de sua eleição, 13 de março, informou a prefeitura em comunicado. Os novos bilhetes com a imagem do papa Francisco estarão disponíveis para os usuários, em uma edição limitada, a partir de amanhã.

A RTE

EFE

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FÉ - Membros da Irmandade das Águas saem de uma capela nas Reales Atarazanas de Sevilla, antes do início do período de penitências. A confraria, fundada no século XV e dedicada à caridade e formação religiosa, realiza durante a Semana Santa uma série de procissões e missas.

F AUNA I NTERNET

Armin Weigel/EFE

Um mico encara uma iguana verde no zoológico de Straubing, na Alemanha. O encontro é inusitado porque, embora as duas espécies sejam nativas das florestas tropicais das Américas Central e do Sul, não compartilham as mesmas áreas.

Frágil Murano Peça que integra uma exposição de 200 obras em cristal de Murano feitas para grandes famílias, como os Médici. A exposição acontece no Museu Maillol, em Paris até julho. www.museemaillol.com

M ÚSICA

Spice Girls planejam retorno

A TÉ LOGO

O Facebook habilitou ontem uma funcionalidade que permite que usuários respondam um comentário diretamente abaixo dele, facilitando as conversas na rede social. Até 10 de julho, todas as páginas terão o recurso. L OTERIAS Concurso 884 da LOTOFÁCIL 01

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Site Cupid nega acusação de falsos flertes para atrair clientes

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Fifa analisa protesto da Costa Rica por jogo sob nevasca nos EUA

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para Victoria e devem sair em turnê em 2014. Victoria Beckham se prepara para lançar um site de moda. As Spice Girls se reuniram na cerimônia de encerramento da Olimpíada de Londres, em 2012, e declararam à imprensa britânica que pretendem continuar com a banda.

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Mesmo sem Victoria Beckham, as Spice Girls querem colocar a banda novamente na estrada. Segundo o jornal britânico The Sunday Mirror, Geri Halliwell, Melanie Brown, Emma Bunton e Melanie Chrisholm planejam um programa de TV para encontrar uma substituta

Facebook habilita novo recurso

Estilista nova-iorquina acusa Yoko Ono de plagiar sua coleção

Concurso 3152 da QUINA 10

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15 PESQUISA FOCUS Mercado prevê maior taxa básica de juros no fim de 2013: 8,5% ao ano.

conomia

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e 2012 foi um ano de mudanças para os grandes bancos de varejo do País, para os pequenos e médios a situação não foi diferente. Em comum ambos passaram por uma mudança de patamar da taxa básica de juros (Selic) e pressões por spreads menores. No caso das instituições financeiras de pequeno e médio porte, a esse ambiente somou-se a dificuldade para captar recursos da forma tradicional: vendendo carteiras de crédito para os grandes bancos. A prática, até então comum, acabou sendo contaminada pelos escândalos que levaram algumas instituições a sofrerem intervenção do Banco Central (BC), como foi o caso do banco PanAmericano, envolvido em fraude contábil com carteiras de crédito em 2010. Virada esta página, os pequenos e médios passam agora por mudança de paradigmas, na opinião do presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Martins Oliva. Também diretor do Banco Cacique, ele afirma que o horizonte agora é de transformações guiadas por investimentos em tecnologia. O presidente da entidade que congrega mais de 80 bancos pequenos e médios aproveitou a celebração de 30 anos da ABBC, na semana passada, para analisar o cenário para este ano. Segundo ele, a principal transformação será a diversificação da c a p t a ç ã o d e s t a s i n s t i t u ições. Na entrevista a seguir, ele também destaca outra mudança que dará fôlego às pequenas e médias instituições financeiras, que será o início da operação do Cadastro Positivo, previsto para este ano.

Diário do Comércio – Qual é o ambiente econômico atual para os bancos pequenos e médios? Renato Martins Oliva – Os bancos pequenos e médios vão passar por um período de t r a n s f o r m a ç ã o , q u e é c omum quando existem movimentos importantes e mudanças de paradigmas. Em 2012 entramos em um patamar de menor taxa de juros (Selic), o que gerou uma discussão sobre a redução de spreads bancários. Diário do Comércio – Como será o processo de transformação? Renato Oliva – A transformação dos bancos pequenos e médios passará por investimentos em gestão, simplificação de processos e revisão de negócios. Eles devem melhorar não só a eficiência operacional, mas também a reorganização das estruturas. A percepção é de que a estrutura mais do que nunca é determinante na forma como a empresa vai obter performance e fazer a diferença. A v a n t a g e m d o s b a n c o s p equenos e médios é que eles são mais flexíveis, com uma

EMBRAER Empresa conclui, com a FAB, revisão de projeto do jato militar KC-390.

Foto divulgação

A transformação dos bancos pequenos e médios passará por investimentos em gestão, simplificação de processos e revisão de negócios. Eles devem melhorar não só a eficiência operacional, mas também a reorganização das estruturas.

Pequenos bancos, grandes desafios. O presidente da Associação Brasileira de Bancos, Renato Martins Oliva, fala das mudanças profundas vividas pelo setor e das novas tecnologias. Rejane Tamoto

Reprodução DC

linha de comunicação mais curta entre áreas operacionais e centro de decisões, o que vai permitir rápida implementação de estratégias. DC – Como os bancos pequenos e médios vão conseguir aumentar a captação de recursos neste novo cenário? Renato Oliva – O projeto mais importante para a captação de bancos médios passará pela democratização do acesso do pequeno investidor ao mercado financeiro. Hoje, uma pessoa com R$ 700 não encontra uma taxa atrativa para investir em um grande banco. Agora, imagine se ela tiver a possibilidade de pesquisar taxas de CDB (Certificado de Depósito Bancário) em uma plataforma eletrônica que funcionará como um shopping de taxas, produtos e prazos. Nesta plataforma, o pequeno investidor poderá escolher, entre produtos de diversos bancos, a alternativa mais rentável a ele. Isso está bem próximo de acontecer. Estamos desenvolvendo esta plataforma eletrônica de captação para

ABBC comemora 30 anos de existência neste mês os bancos junto com a Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento). Para nós é importante porque somos pequenos e médios na capacidade de distribuição e na rede de agências, mas investimos mais em tecnologia. E o consumidor está seguindo a tendência da mobilidade, o que é favorável ao nosso setor. DC – Será a única plataforma eletrônica? Quando deve entrar em operação?

Renato Oliva – Não. Outras instituições também desenvolvem plataformas, como a Cetip e o banco BM&F. As corretoras também estão desenvolvendo e a XP tem uma em operação. O banco Sofisa também investe nisso. Nós apoiamos todos os esforços neste sentido, para que existam várias plataformas, com o máximo possível de fornecedores para que haja maior eficiência de preços. A nossa plataforma está em desenvolvimento, ainda vai demorar um pouco.

DC – Então o caminho para a captação dos bancos será o da diversificação? Renato Oliva – Sim. Todas as iniciativas estão voltadas à diversificação, no sentido de modificar o portfólio dos bancos. Os bancos pequenos e médios não devem ficar mais concentrados em um único canal de captação. Vai ser saudável para as instituições. Outro ponto importante, neste sentido, será desenvolver no País um mercado secundário, que possa dar liquidez a títulos de longo prazo. DC – Mas este não é um problema só dos bancos pequenos e médios. Explique por que é importante. Renato Oliva – Este não é um problema dos bancos, e sim do Sistema Financeiro Nacional. Queremos emitir títulos de 30 anos, já que a sociedade brasileira tem demanda por crédito de longo prazo, como para a compra de imóveis. E para emprestar por este prazo não podemos captar CDBs de seis meses. O mercado secundário é vital para o portfólio das instituições financeiras e para a

solidez do sistema financeiro do País. A plataforma pela internet vai colocar o pequeno investidor na carteira dos bancos, que hoje já têm investidores de grande porte, que aplicam R$ 20 milhões. Este investidor tem necessidade de títulos de longo prazo, só que o problema é que se quiser sair da posição, não consegue. Ainda há muito a evoluir nas questões normativas relativas a cessão de crédito. DC – Por falar em crédito, como a lei do Cadastro Positivo vai colaborar com os bancos pequenos e médios. Renato Oliva – A ideia do Cadastro Positivo é fantástica e será tão útil quanto mais tempo tenhamos de exercício da base de dados. Quero dizer que uma coisa é analisar com determinada quantidade de dados e outra é ter uma percepção histórica dela. Para a gestão do crédito é fundamental saber quem é o bom e o mau pagador, com modelos estatísticos e matemáticos sofisticados. Conhecer o endividamento do cliente ajuda o banco a definir o que é melhor para ele. O Cadastro Positivo deve refletir na redução da inadimplência nos bancos. Hoje, o peso da inadimplência da pessoa física no spread bruto (receita que o banco tem de juros menos a taxa que paga ao investidor) é de 20%. Então é fundamental saber conceder crédito a pessoa física. DC – E o que falta para entrar em operação? Renato Oliva – Aguardamos alguns prazos normativos para os bancos utilizarem. Ao mesmo tempo ainda temos de colocar as bases de dados, que serão alimentadas pelos bancos e, depois, compartilhadas. Isso deve ficar pronto nos próximos meses.

Caixa planeja maior concessão para infraestrutura

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Caixa Econômica Federal acelerou ainda mais o crescimento de sua carteira de crédito no começo de 2013 e a expansão deve ser liderada por maiores concessões para infraestrutura, disse ontem o vice-presidente de Finanças do banco, Márcio Percival. No final de fevereiro, o estoque de financiamentos do banco estatal havia crescido 43% em 12 meses, nível superior

aos 41,8% de crescimento registrado em 2012. "Vamos fechar o primeiro trimestre com números muito positivos, especialmente em crédito", disse Percival. Segundo o executivo, diferente do que tem acontecido nos últimos anos, quando o carro-chefe das concessões foram empréstimos habitacionais – a principal linha do banco – e para financiamento ao consumo, desta vez o plano

é que a infraestrutura lidere. No ano passado, Caixa e Banco do Brasil foram os líderes na concessão de empréstimos, especialmente para financiamento ao consumo, atendendo orientação do controlador, o governo federal, de ampliar os empréstimos para tentar acelerar a economia, enquanto os rivais privados desaceleraram de olho na inadimplência. De acordo com Percival, o

crédito da Caixa para infraestrutura representa 10% de sua carteira comercial e a intenção é de que esse porcentual cresça, embora ele não tenha mencionado quanto. Dos R$ 70 bilhões que a Caixa pretende emprestar para este segmento em 2013, cerca de R$ 45 bilhões já estão em fase avançada de negociação, disse Percival. Em 2012, a Caixa emprestou R$ 36 bilhões neste segmento.

Base – Na última sextafeira, o executivo reuniu-se com empresários da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e disse que a demanda do setor por financiamentos tem aumentado, refletindo a expectativa de maior crescimento econômico do País. Para Percival, a liberação de recursos da Caixa para o setor deve ganhar fôlego na segunda metade do ano. (Reuters)

70 bilhões de reais é o montante que a Caixa Econômica Federal pretende emprestar para o segmento de infraestrutura ao longo deste ano


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e Começa produção do New Fiesta no ABC

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A produção de automóveis da Volkswagen deve crescer de 2% a 3% ante as 850 mil unidades fabricadas em 2012.

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A Ford deixa de importar o modelo do México e pretende triplicar suas vendas no segmento até o fim de 2014.

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montadora Ford anunciou ontem o início da produção no Brasil do compacto premium New Fiesta, projeto em que a empresa investiu R$ 800 milhões para ajudar a triplicar suas vendas no segmento até o fim de 2014. Com o início da produção na fábrica de São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, a Ford deixa de importar para o País o hatch fabricado no México e pretende usar o Brasil para abastecer de maneira mais próxima a região da América do Sul. O carro, lançado no mundo no ano passado e que terá seu preço divulgado oficialmente no Brasil no fim do mês de abril, começa a ser produzido em um momento de maior competição pelo segmento de compactos com mais equipamentos de série, como sistemas de entretenimento, e também diante do crescimento da renda e das vendas de veículos no País. "Temos ambição de crescer significativamente o volume de vendas no segmento de compacto premium. Queremos crescer duas a três vezes em relação às vendas que tínhamos com os importados do México", disse o vice-presidente da Ford para a América

Thales Stadler/Estadão Conteúdo

Projeto teve investimento de R$ 800 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) e deve contribuir para abastecer países América do Sul. do Sul, Rogélio Golfarb. Ele citou entre os rivais do New Fiesta os compactos HB20, da Hyundai, e Onix, da General Motors, ambos lançados em 2012 no País e que têm

registrado fortes vendas. A Ford vendeu aproximadamente 31,6 mil unidades do New Fiesta no Brasil no ano passado, dos quais 21,27 mil do modelo hatch que come-

Empresas alemãs poderão cooperar na inovação industrial

Sebastien Pirlet/Reuters

O Thomas Schmall, Volks: companhias da Alemanha têm um estoque de investimentos de US$ 30 bilhões no País.

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brasileiro em 2012, ficando com uma participação de mercado de 8,9%. Golfarb não informou se a Ford pretende começar a produzir o New Fiesta sedã no Bra-

Brasileiro está entre os 30 melhores CEOs do mundo

Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo

s empresas da Alemanha devem contribuir de forma expressiva para a inovação e competitividade industrial no Brasil, afirmou ontem o novo presidente da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, Thomas Schmall, também presidente da Volkswagen no Brasil. "As companhias alemãs são conhecidas por avançada tecnologia e (com) isso, certamente, podemos contribuir com nossos parceiros aqui no País", afirmou, na Capital paulista. Schmall terá também dois outros focos importantes na gestão à frente da Câmara Brasil-Alemanha. "A maior participação de empresas pequenas e médias, que são fontes permanentes de

çou agora a ser fabricado em São Bernardo do Campo e o restante da versão sedã do carro. No total, a Ford vendeu 323,6 mil automóveis e comerciais leves em território

inovação técnica", disse. Desde 2010, cerca de 300 companhias alemãs se estabeleceram no País. Uma outra diretriz importante será a formação dupla da mão de obra, com embasamento de cursos técnicos e acadêmicos. As empresas alemãs tem um estoque de investimentos de US$ 30 bilhões no País. O executivo afirmou que a produção de automóveis da empresa deve crescer de 2% a 3% ante as 850 mil unidades fabricadas em 2012. "A marca segue a previsão da Anfavea, que estima uma alta da produção de todo o setor de 2% a 3% para 2013", declarou, em referência à projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. (Estadão Conteúdo)

presidente da AB Inbev, o brasileiro Carlos Brito, foi escolhido como um dos 30 melhores CEOs (Chief Executive Officer) do mundo pelo jornal financeiro Barron's, que pertence ao grupo que edita o The Wall Street Journal. Brito está na companhia de nomes como Warren Buff e t t , d a B e r k s h i r e H athaway, e de Larry Page, do Google, e é o único brasileiro do levantamento. O Barron's não fez um ranking entre os 30 melhores. Segundo o jornal, os executivos presentes na lista são "inovadores e habilidosos", capazes de motivar os funcionários e pensarem em produtos que farão alguma diferença para o consumidor. Mas o mais importante, conforme o jornal, é que esses executivos conseguem traduzir tudo isso em crescimento de lucro e desempenho das ações na bolsa acima da média do mercado. No geral, um executivo precisa ter mais de três anos como CEO para fazer parte do levantamento. Brito é citado como o executivo que conseguiu transformar uma pequena cervejaria brasileira na maior empresa do setor no mundo, a Anheuser-Busch InBev, com sede na Bélgica e valor de mercado de US$ 155 bilhões. No comando da empresa desde 2005, o Barron's cita que Brito tem "sede insaciável"

Agliberto Lima/DC

Se você não pode agradar todo mundo, agrade os mais talentosos. CARLOS BRITO, AB INBEV

e, após comprar a Anheuser-Busch em 2008 por US$ 55 bilhões, o executivo busca agora o controle completo da maior cervejaria mexicana, o Grupo Modelo. Barron's cita que Brito tem estilo informal e não tem uma sala própria, trabalhando em um ambiente cercado pelos altos executivos da cervejaria. Também gosta da meritocracia. "Se você não pode agradar todo mundo, agrade os mais talentosos", é a frase de Brito citada na publicação. Sua cerveja predileta é a Budweiser, marca que Brito conseguiu fazer

J.Duran Machfee/Estadão Conteúdo

Palha de aço, segue a polêmica.

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São Paulo Fashion Week (SPFW) do verão 2014 terminou na última sexta-feira, mas a polêmica em torno do desfile do estilista Ronaldo Fraga continuou. Ontem, modelos negras desfilaram na Avenida Paulista "vestidas" de rolos de palha de aço (dir.), em referência ao uso do material nos cabelos das modelos da apresentação de Fraga. O protesto foi organizado por uma agência de modelos negras. Ainda na terçafeira da semana passada, quando o estilista mineiro mostrou sua coleção de verão inspirada no futebol antigo (esq.), muitas

sil. Ele afirmou que a montadora não fará uma versão com motor 1.0 do carro, porque já produz o Ka, e manterá a produção da versão antiga do Fiesta em sua fábrica em Camaçari, na Bahia. De acordo com o executivo, o New Fiesta tem 75% de conteúdo local no somatório do valor das peças, nível próximo do novo utilitário EcoSport lançado no ano passado, outro modelo fruto da estratégia da montadora de ter plataformas globais de veículos para otimizar os custos. Golfarb afirmou que a opção por produção no Brasil não decorreu da renegociação do acordo automotivo do País com o México no ano passado, que estabeleceu cotas de importação sem incidência de imposto de importação. "Decorreu da importância do segmento e da necessidade de levar o carro a volumes mais altos de vendas. Nós estávamos trazendo do México para antecipar o modelo aqui no Brasil", disse vice-presidente da Ford para a América do Sul. Golfarb acrescentou que a Ford continua importando do México o sedã de luxo Fusion, cujos volumes de vendas ainda não justificam produção local. (Reuters)

pessoas o acusaram, nas redes sociais, de racismo – a palha de aço seria uma referência negativa aos cabelos dos negros. Logo no dia seguinte o estilista se disse espantado com a repercussão, equivocada, segundo ele. Fraga afirmou que a ideia do desfile era mostrar o momento de transição entre um futebol de elite, praticado apenas por brancos, e o futebol mais popular, cujos protagonistas no Brasil quase sempre foram negros. O mineiro Fraga é, curiosamente, conhecido por sempre exaltar temas brasileiros em suas coleções.

deslanchar na China e em outros mercados emergentes, cita o Barron's. A lista do jornal é anual, e este ano, 13 novos executivos entraram no seleto grupo. Entre eles, Larry Page, do Google, e José Antonio Fernández Carbajal, da Femsa. Já Brito estava fora da lista e voltou neste ano, junto com nomes como Jeffrey Bezos, da Amazon, e Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, maior banco em ativos dos Estados Unidos. Neste levantamento 13 executivos deixaram a lista, entre eles, o presidente da Fiat, Sergio Marchionne, e o do McDonald's, Jim Skinner. Os executivos americanos são a maioria, com 16 pessoas na lista, mas há ainda oito europeus e quatro asiáticos. Na semana passada, Brito apareceu em outra lista de melhores CEOs, desta vez no levantamento da publicação Institucional Investor, que fez uma lista com os 34 melhores da Europa.


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A linha para troca de moeda com a China era negociada desde o ano passado.

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Fechado acordo financeiro com a China Caso seja necessário, Brasil e o país asiático poderão usar uma linha de crédito de US$ 30 bilhões.

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Brasil e a China assinam hoje um acordo que dará aos dois países uma linha de crédito equivalente a US$ 30 bilhões na moeda do parceiro comercial. O acordo de troca (swap, em inglês) de moeda é uma espécie de "cheque especial". O Banco Central (BC) brasileiro, por exemplo, deixa disponível esse valor na moeda nacional para o país asiático, que pode

ou não usar o recurso. O Brasil, por sua vez, pode sacar o mesmo valor em yuan, em caso de necessidade. Em outubro de 2008, o Brasil fechou acordo semelhante com os Estados Unidos, como parte da estratégia para combater os efeitos da turbulência financeira internacional daquele período, mas a linha nunca foi usada. Nem pelos brasileiros nem pelos americanos. O objetivo da medida é criar

uma reserva adicional para ser utilizada em caso de falta de financiamento internacional, que reforça a situação financeira dos dois países. A linha para troca de moeda com a China era negociada desde o ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o então primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Cnuds),

também conhecida como Rio+20, no Rio de Janeiro. O acordo será assinado na África do Sul, onde o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, participam da reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics), grupo de países emergentes. (Estadão Conteúdo)

www.dcomercio.com.br

Cúpula do Brics começa hoje na África do Sul

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epresentantes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) aprovaram ontem, em Durban (na África do Sul), a criação de uma instituição bancária destinada à região. A instituição se destina à mobilização de recursos para o desenvolvimento de infraestrutura e projetos sustentáveis na área dos países do Brics e de mais regiões de economias emergentes. O assunto é tema da cúpula que reúne presidentes e o primeiro-ministro indiano a partir de hoje. Para os representantes do

Brics, a instituição a ser criada deve se diferenciar do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O secretário-geral da União Sul-Africana de Comércio, Zwelinzima Vavi, espera que o banco tome decisões por consenso, adote moeda própria e desenvolva o comércio dos membros do Brics. A presidente Dilma e os presidentes Jacob Zuma (África do Sul), Vladimir Putin (Rússia) e Xi Jinping (China), além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, participarão da cúpula. (ABr)


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EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S/A. - EMTU/SP

CNPJ nº58.518.069/0001-91 RELATÓRIO DA DIRETORIA 2012

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S. A. - EMTU/SP, vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM), é uma sociedade anônima de economia mista e capital fechado, controlada pelo Governo do Estado de São Paulo. Em 2012 a EMTU/SP completou 35 anos de existência com a principal atribuição de gerenciar o transporte de baixa e média capacidades, planejando e fiscalizando o sistema intermunicipal nas Regiões Metropolitanas do Estado de São Paulo (Decreto nº 24.675/86) Nas regiões de São Paulo (RMSP), Baixada Santista (RMBS) e Campinas (RMC), são 67 municípios, com população de 24 milhões. A empresa gerencia em torno de 800 linhas metropolitanas e em 2012 transportou 694 milhões de passageiros: 575 milhões na RMSP, 67 milhões na RMBS e 52 milhões na RMC. Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte Em dezembro de 2012 a nova RMVP/LN foi instituída pela Lei Complementar Estadual nº 1.166 de 09/01/2012 e pelo Decreto nº 58.353 de 29/08/2012. O gerenciamento das linhas intermunicipais que interligam os 39 municípios da região foi transferido para a EMTU/SP. Diversos encontros com representantes das áreas de transporte, trânsito, saúde e educação ocorreram ao longo do ano para divulgar os serviços, programas e projetos da empresa. Foram feitas vistorias técnicas nas garagens das 11 empresas operadoras, e os levantamentos preliminares indicam que a nova RMVP/LN com 104 linhas operadas por 430 ônibus que transportam por mês 3 milhões de passageiros. Também foi publicado o edital de concurso público para a admissão de 26 profissionais que trabalharão na futura Gerência Regional instalada em São José dos Campos. Serviços gerenciados Além das linhas do Serviço Regular Comum e Especial, a EMTU/SP é responsável pelo gerenciamento de outros sistemas: Corredores Metropolitanos ABD (São Mateus – Jabaquara) e sua extensão Diadema - São Paulo (Morumbi), na RMSP, e Noroeste, na RMC. Também é responsável pelos seguintes serviços: * ORCA/RTO (Operador Regional Coletivo Autônomo/Reserva Técnica Operacional): serviço especial de característica complementar, que opera na RMSP e RMC com veículos de baixa capacidade (até vinte passageiros). * Ponte ORCA Zoo - transporte especial operado por micro-ônibus, que parte do Terminal Jabaquara, para facilitar o acesso da população à Fundação Parque Zoológico de São Paulo. * SEC – Serviço Especial Conveniado – LIGADO - operado pelos ORCA/RTO da RMSP e da RMC, visa promover a inclusão social das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida severa, por meio de convênios ou contratos firmados entre a EMTU/SP e entidades assistenciais ou órgãos Federais, Estaduais e Municipais. * Fretamento – ônibus rodoviários e micro-ônibus cadastrados para o transporte de pessoas em viagens eventuais ou contínuas para grupos fechados de passageiros nas três Regiões Metropolitanas. * Transporte Escolar – ônibus e micro-ônibus cadastrados para o transporte de estudantes em ligações intermunicipais nas três Regiões Metropolitanas. * Airport Bus Service – ônibus rodoviários de alto padrão de conforto para atender aos usuários que embarcam e desembarcam nos Aeroportos de Congonhas e Internacional de Guarulhos. Renovação e acessibilidade da Frota Em 2012 as concessionárias e permissionárias adquiriram veículos novos, o que reflete diretamente na idade média da frota em operação e também na acessibilidade às pessoas com deficiência, conforme determina o Decreto Federal nº 5.296/2004. REGIÃO INCLUSÃO DE VEÍCULOS COM TOTAL DA NOVOS ÔNIBUS ACESSIBILIDADE FROTA 2012 RMSP 637 2.682 4.865 RMBS 69 420 512 RMC 150 296 594 TOTAL 856 3.398 5.971 Fiscalização e Inspeção Operacional A EMTU/SP é responsável pelo cadastramento e inspeção de 5.971 ônibus do Sistema Regular (Comum e Seletivo) e de 16.000 veículos, aproximadamente, dos Sistemas de Fretamento e Transporte Escolar. Em 2012, nas Regiões Metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas foram feitas cerca de 24,5 mil fiscalizações para controle da operação dos serviços Regular e Comum, 25 mil fiscalizações do serviço de Fretamento e Transporte Escolar e em torno de 30 mil inspeções veiculares, nas quais são verificados mais de 400 itens ligados à segurança e manutenção dos veículos. Centro de Gestão e Supervisão Em agosto começou a implantação do Centro de Gestão e Supervisão – CGS na unidade de São Bernardo do Campo onde a frota de veículos das três Regiões Metropolitanas, e futuramente a da nova da RMVP/LN, será monitorada em tempo real, por meio de software e equipamentos instalados nos ônibus, o que permitirá ações imediatas para a normalização da operação do sistema, além fornecer dados precisos para o planejamento do transporte metropolitano. PLANEJAMENTO DO SISTEMA METROPOLITANO Mudanças operacionais No planejamento do sistema, importantes ações foram adotadas para facilitar a mobilidade da população como as integrações físicas e tarifárias, por meio do cartão BOM, em diversas regiões como Taboão da Serra e São Paulo (Grajaú); Santa Isabel e Arujá; Jandira e Santana do Parnaíba na RMSP, entre outras. Mudanças operacionais também ampliaram as opções de transporte aos usuários como a integração das linhas municipais no Terminal Metropolitano de Hortolândia na RMC, mudanças de trajetos das linhas entre Cubatão e Praia Grande na RMBS, além de criação de linhas, principalmente na região Oeste da RMSP. Transferência operação na RMC Em virtude da paralisação das atividades da permissionária AVA - Auto Viação Americana, responsável pela operação de 27 linhas metropolitanas na RMC, a EMTU/SP providenciou em março substituição da empresa, conforme determina o Decreto nº 24.675/82. A operação passou a ser feita pela Auto Viação Ouro Verde a título precário, por até 180 dias, prorrogáveis por igual período. Nova Ponte ORCA na RMSP Em setembro foi criada a linha Ponte ORCA que liga, por meio de micro-ônibus, a Estação Itaquera da Linha 3 Vermelha do Metrô ao campus da Unifesp para atender aos alunos, professores e funcionários da Universidade. Outras ações nas três Regiões Metropolitanas - Criadas 29 linhas e serviços complementares. - 1.468 intervenções para ajustes de tabelas horárias, itinerários, frotas, etc. - Elaboração de 340 Estudos Técnicos e 165 Informações Técnicas enviados à Secretaria de Transportes Metropolitanos. GESTÃO DO TRANSPORTE METROPOLITANO A EMTU/SP tem como diretriz realizar a concessão do Sistema de Transporte Metropolitano por Ônibus nas Regiões Metropolitanas, o que possibilita a definição mais clara dos direitos e obrigações dos operadores. Na RMSP quatro áreas já operam em regime de concessão desde 2006. São elas: CONCESSIONÁRIA PRINCIPAIS MUNICÍPIOS Cotia, Embu das Artes, Taboão da Serra, INTERVIAS – ÁREA1 Itapecerica da Serra ANHANGUERA – ÁREA 2 Osasco, Barueri, Santana do Parnaíba INTERNORTE – ÁREA 3 Guarulhos, Mairiporã, Arujá UNILESTE – ÁREA 4

Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos

Área 5 – municípios do ABC Para a Área 5 foram elaborados os estudos para a licitação de nova permissão nos termos da legislação vigente. Em novembro foi realizada a Audiência Pública para esclarecimentos e sugestões sobre o novo modelo de contratação serviço. A licitação será lançada no início de 2013 e o contrato terá vigência até 2016, quando vencem também os contratos das outras quatro áreas de operação. Nos contratos a serem firmados após 2016, em toda a RMSP, será considerado o novo cenário do transporte metropolitano em função dos projetos de mobilidade urbana em andamento, como o Expresso ABC da CPTM e Linha 18 Bronze do Metrô. RMBS Na RMBS, o Governo do Estado está implantando o SIM/VLT - Sistema Integrado Metropolitano/ Veículo Leve sobre Trilhos para reestruturar o transporte público na região. Os estudos do novo modelo de operação incluem a instituição de uma Parceria Público-Privada (PPP) precedida de obra pública. O governo do Estado investirá em obras civis, desapropriações e material rodante (VLT) e arrendará a operação do SIM/VLT para a iniciativa privada, incluindo as linhas metropolitanas do Sistema Regular. A empresa ou o consórcio vencedor da licitação deverá expandir o sistema mediante a uma contraprestação paga pelo Estado. Em maio de 2012 foi finalizada a modelagem preliminar da PPP. Aguarda-se a aprovação da modelagem final pelo Conselho Gestor de PPP, o que deve ocorrer no primeiro semestre de 2013, ano em que será realizada a audiência e consulta pública da minuta do edital e início do processo de licitação para a concessão do serviço. RMC A licitação para a concessão do sistema de transporte metropolitano por ônibus na RMC foi lançada em maio de 2012, mas foi suspensa em agosto pelo TCE que, em dezembro, concluiu pela regularidade das regras do processo. O edital foi reapresentado ao Conselho do Programa Estadual e Desestatização (PED) com informações adicionais, incluindo a conveniência de que o vencedor assine o contrato como figura jurídica de consórcio. A EMTU/SP aguarda a publicação do decreto que antecede a republicação do edital prevista para o primeiro trimestre de 2013. O novo modelo de operação na RMC deve iniciar no primeiro semestre deste mesmo ano e promoverá mudanças importantes no transporte da região com a renovação da frota, implantação de sistema único de bilhetagem eletrônica, central de controle operacional e monitoramento da frota via GPS. Outras ferramentas de Gestão do Sistema - Bilhetagem Eletrônica A Bilhetagem Eletrônica favorece o planejamento com a disponibilização de dados para o dimensionamento preciso da rede de transporte, a adoção de políticas tarifárias e propicia mais mobilidade com a integração entre os modos de transporte. Em dezembro na RMSP o cartão eletrônico BOM (Bilhete do Ônibus Metropolitano), que armazena os créditos de viagem e já é utilizado em todos os ônibus intermunicipais para o pagamento passagem, passou a ser aceito em janeiro nas linhas do Corredor Metropolitano ABD. BOM nos Trilhos - Em dezembro, 22 estações da CPTM e do Metrô começaram a aceitar cartão para o pagamento da tarifa, agilizando os deslocamentos dos usuários no transporte metropolitano. Até o final de 2013 o BOM será aceito nas 153 estações, beneficiando por dia 500 mil passageiros. Na RMBS e na RMC os trabalhos para a interoperabilidade dos sistemas existentes estão em andamento com os estudos da concessão. - Índice de Qualidade do Transporte O IQT é uma ferramenta de avaliação da qualidade dos serviços de transporte, baseada em indicadores de desempenho, permitindo o controle do padrão dos serviços prestados pelas permissionárias e consórcios. O índice geral é composto por índices parciais: frota, operação, desempenho econômico-financeiro e satisfação do cliente. Em 2012 foram feitas cerca de 18,5 mil entrevistas com os usuários das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas. - Sistema Viário de Interesse Metropolitano - SIVIM O Programa SIVIM têm o objetivo de estabelecer, em conjunto com as prefeituras, padrões, procedimentos e parâmetros para os projetos, operação e manutenção das vias que integram o sistema. Em 2012 foi concluída nova etapa do programa com diagnóstico e prognóstico sobre a mobilidade urbana das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista, com ações propositivas e aspectos conceituais para subsidiar projetos e ações de infraestrutura viária. O estudo contempla os anos de 2011 e 2012 e mostra detalhes sobre cada município, com projeções de investimentos de curto (até 2015), médio (até 2020) e longo prazo (2025). Modernização do Planejamento Estratégico Em julho foram iniciados os trabalhos, com o apoio de consultoria especializada, de aprimoramento do modelo estratégico da EMTU/SP, por meio da atualização da gestão e controle dos processos da empresa. Será estabelecido um Escritório de Gerenciamento de Processos (operacionais, administrativos e obras), cujo controle será feito por meio da utilização de ferramentas corporativas de tecnologia de informação. APRIMORAMENTO DOS CORREDORES METROPOLITANOS Corredor Metropolitano ABD (São Mateus – Jabaquara) e Extensão Diadema - São Paulo (Morumbi) Liga São Mateus, no extremo Leste da capital paulista, ao Jabaquara, na zona Sul atravessando quatro municípios do ABCD: Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema. Nos 33 km de vias totalmente exclusivas para ônibus estão instalados nove terminais de integração. Conta, ainda, com a extensão de 12 km que liga Diadema a São Paulo (Morumbi) Acessibilidade - em abril foram concluídas as obras para facilitar os deslocamentos das pessoas com deficiência nos Terminais Metropolitanos São Bernardo do Campo, Sonia Maria e no Terminal Jabaquara, onde foi instalado elevador para facilitar a mobilidade da população. As áreas receberam pisos táteis, rampas nas plataformas, corrimãos, sinalização nos degraus, portões automáticos nas travessias entre as plataformas, que podem ser acionados à distância pelos operadores da Sala de Controle Operacional, circuito interno de TV e interfones. Os sanitários e vestiários passaram por reforma e também receberam dispositivos de acessibilidade. O investi-

mento nestes três terminais foi de R$ 1,9 milhão. Em março começaram as obras nos Terminais Ferrazópolis e Santo André, que devem ser concluídas no início de 2013, além dos Terminais Diadema e Piraporinha que serão finalizadas no mesmo ano. Trata-se de um investimento de R$ 7,9 milhões. Eletrificação – A instalação de rede aérea, entre Diadema (PIraporinha) e São Paulo (Jabaquara), foi concluída em junho. A eletrificação deste trecho promove significativo ganho ambiental para o entorno do corredor em função da substituição gradual da frota de ônibus a diesel por ônibus elétricos. Na eletrificação foram investidos R$ 22 milhões. As obras de repotencialização da rede existente entre Diadema e São Paulo (Terminal São Mateus) estão em andamento e incluem a instalação de 15 estações retificadoras. A previsão de entrega é no primeiro semestre de 2013. Trata-se de investimento de R$ 29 milhões. Para Extensão Diadema – São Paulo, a EMTU/SP está avaliando novas tecnologias existentes no mercado para a operação de ônibus elétricos sem a necessidade de instalação da rede aérea. Eventos técnicos - Em outubro a EMTU/SP foi a única empresa das Américas que participou da ExpoCityTrans 2012, na Rússia, em Moscou, para apresentar o projeto e a gestão do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus – Jabaquara). Em outubro, a empresa também foi representada na 3ª Conferência Internacional de Trólebus na Alemanha. Corredor Metropolitano Noroeste Com 32,7 Km de extensão e 3 Km de faixas exclusivas para ônibus, o corredor liga Campinas aos municípios de Hortolândia, Sumaré, Monte Mor e Americana e conta ainda com dois terminais de integração, estações de embarque e desembarque, duas estações de transferência e duas paradas equipadas com itens de acessibilidade, inclusive elevador. A continuidade das obras para a reorganização do transporte na RMC inclui a implantação de dois novos trechos que serão entregues em 2014: - Extensão Nova Odessa – Americana - Santa Bárbara D´Oeste (19,7 km) - inclui a construção de dois terminais de integração (Americana e Santa Bárbara D´Oeste), reforma do Terminal Nova Odessa, quatro estações de transferência, viaduto para a transposição da Av. Astrônomo Jean Nicolini, em Nova Odessa, além da Transposição do Ribeirão dos Toledos e do Córrego Mollon, em Santa Bárbara D´Oeste. Em 2012 foi concluído o projeto funcional do trecho Sumaré – Santa Bárbara D’Oeste e iniciados os projetos básico e executivo do trecho Novo Odessa – Santa Bárbara D’Oeste. Para a obtenção das licenças ambientais, em maio foi protocolada a consulta prévia junto aos órgãos competentes e em agosto foi publicado o edital de pré-qualificação das empresas interessadas em participar da licitação de execução de obras. O investimento previsto para este trecho é de R$ 110 milhões. - Trecho Campinas - Sumaré (3,7 km) - envolve obras complementares a serem executadas na extensão da Av. Olívio Franceschini, construção do Viaduto Santana e Terminal Metropolitano Rosolém, em Hortolândia, construção do Terminal Metropolitano em Sumaré e mais duas estações de transferência em Sumaré e outra em Hortolândia, além da construção da Parada III na Av. Lix da Cunha, em Campinas. Em dezembro de 2012 foi publicado o edital para contratação de empresa para a elaboração dos projetos funcional, básico e executivo. Em agosto foi publicado o edital de pré-qualificação das empresas interessadas em participar da licitação de execução de obras. O investimento previsto para este trecho é de R$ 70 milhões. Obras nas Estações de Embarque em Sumaré Em julho terminaram as obras de melhorias em 76 abrigos metálicos e de concreto instalados pela EMTU/SP no município de Sumaré e que estavam danificados por conta de vandalismos, depredações e abalroamentos. Os trabalhos incluíram limpeza com remoção de adesivos e propagandas, lavagem por hidrojetamento das estruturas e dos pisos e pintura especial antipichação. PLANO DE ESTRUTURAÇÃO DO TRANSPORTE METROPOLITANO POR ÔNIBUS Sistema Integrado Metropolitano/Veículo Leve sobre Trilhos O SIM da Baixada Santista é uma rede de transporte metropolitano estruturada, por meio de uma linha principal (troncal), de média capacidade de transporte, que será operada com a tecnologia VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Será integrado às linhas de ônibus metropolitanos e municipais. Em sua primeira etapa, o trecho prioritário do projeto envolve a ligação por VLT entre Barreiros, em São Vicente, e o Porto de Santos (Estuário), com uma extensão de 11 km, mais uma extensão de cerca de 4 km até o Valongo (Santos), totalizando 15 km. O investimento total previsto é de R$ 855 milhões. Em fevereiro começaram os estudos do projeto executivo do trecho Barreiros – Porto que já estão em fase final de elaboração. Em março teve inicio a elaboração do projeto básico do trecho Conselheiro Nébias – Valongo, concluído em outubro, e projeto executivo está em desenvolvimento. Os estudos para os demais trechos estão em elaboração. São eles: projeto básico dos trechos Barreiros/Samaritá - 7,4km e Cons. Nébias/Ponta da Praia - 4,4km e projeto funcional do trecho Samaritá/Terminal Tatico - 7km. Também foi concluída em 2012 a atualização da Pesquisa Origem e Destino na RMBS para a implantação do SIM da RMBS. Em outubro foi publicado o edital de contratação de empresa para fornecimento de sistemas de alimentação elétrica, de sinalização, controle de arrecadação e de passageiros, de telecomunicações, e controle semafórico para o trecho prioritário e em dezembro o edital para a contratação de obra do lote 1 Barreiros – Conselheiro Nébias. Ainda em dezembro foi assinado o contrato com o consórcio vencedor da concorrência para o fornecimento de 22 VLT´s e também a audiência pública para a implantação do trecho Conselheiro Nébias – Valongo. Os dois trechos serão entregues em 2014. Eventos técnicos – em setembro o SIM/VLT foi apresentado aos participantes da 18ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, juntamente com os projetos de construção dos corredores metropolitanos, na 53ª reunião do Fórum Paulista de Secretários e Dirigentes Público do Transporte e Trânsito, em novembro, e da 15 ª Feira de Negócios nos Trilhos, também realizada em novembro. Corredor Guarulhos - São Paulo (Tucuruvi) O Corredor Guarulhos – São Paulo (Tucuruvi) foi concebido para reestruturar o transporte metropolitano na região com faixas exclusivas para ônibus, redistribuição das paradas e readequação dos semáforos ao longo do traçado. O projeto foi dividido em três trechos: Taboão/CECAP (3,7 km) - em maio foi inaugurado o Terminal Taboão e em setembro o Terminal Cecap de onde partem linhas municipais e metropolitanas, permitindo assim a integração entre os dois sistemas de transporte. O viário de 3,7 km está em construção e está previsto para ser entregue no início de 2013. O investimento previsto neste trecho é de R$ 38,6 milhões. Trecho CECAP/Vila Galvão (12,4 km) – em 2012 a EMTU/SP deu continuidade à licitação para a contratação de execução das obras do trecho que envolve a construção de um terminal de integração, duas estações de transferência e 20 estações de embarque e desembarque. Os trabalhos começarão no início de 2013 e a previsão de conclusão no segundo semestre de 2014. O investimento previsto neste trecho é de R$ 78 milhões. Trecho Vila Endres/Ticoatira/Penha (4 km) – a revisão do projeto funcional, elaboração dos projetos básico e executivo e licenciamento ambiental deste trecho estão em desenvolvimento e devem ser concluídos no início de 2013. A consulta prévia para as licenças ambientais foi protocolada em julho de 2012. Em agosto foi publicado o edital de pré-qualificação das empresas interessadas em participar da licitação de execução de obras que envolvem a construção de um terminal de integração, uma estação de transferência e mais oito estações de embarque e desembarque. O investimento previsto neste trecho, que propiciará a integração com a Estação Penha do Metrô, é de R$ 133 milhões e também será entregue em 2014. Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo (Butantã) O traçado do Corredor Metropolitano Itapevi - São Paulo (Butantã), de 30km de extensão, começa junto à Estação Itapevi, da CPTM, passando por Jandira, Barueri, Carapicuíba, Osasco e São Paulo, onde será integrado com a futura Estação Butantã, da Linha 4-Amarela do Metrô. O projeto foi dividido em três trechos: Itapevi – Jandira (5 km) - estão em construção o Terminal Itapevi, a Estação de Transferência de Jandira, e o sistema viário de 5 km entre os municípios. O trecho inclui mais duas estações e será entregue em 2013. Jandira – Osasco km 21 (11 km) – em 2012 foi concluído o projeto básico e iniciada elaboração do projeto executivo. Em maio foi realizada a audiência pública para esclarecimentos e sugestões ao projeto. Em agosto foi publicado o edital de pré-qualificação das empresas interessadas em participar da licitação de execução de obras. O edital de contratação de obras será publicado no primeiro semestre de 2013 e o trecho será entregue em 2014. Osasco km 21 – São Paulo (Linha 4 – Butantã – os estudos serão iniciados. O investimento previsto no empreendimento é de R$ 219 milhões. BRT Perimetral- Leste – Jacu Pêssego O primeiro corredor da RMSP que será operado no moderno sistema de BRT (Bus Rapid Transit) terá 26, 7 km. Interligará a região do ABC paulista ao município de Guarulhos, o segundo município mais populoso do Estado, por meio da operação de ônibus articulados e biarticulados que circulam em vias totalmente exclusivas para o transporte coletivo. Para o Trecho 2 de 14, 4 km, entre o limite dos municípios de São Paulo e Guarulhos, o corredor contará com os terminais de integração já existentes São Mateus, em São Paulo, e Cecap em Guarulhos, mais uma estação de transferência e 25 estações de embarque e desembarque com faixas de ultrapassagem. Também serão construídas 10 passarelas. Será integrado com os trens metropolitanos na Estação Dom Bosco da CPTM. Em janeiro foi protocolada a consulta prévia para a obtenção das licenças ambientais. O projeto funcional foi concluído em maio e em junho foi realizada audiência pública para esclarecimentos e sugestões ao projeto. Em agosto foi publicado o edital de pré-qualificação das empresas interessadas em participar da licitação de execução de obras que ocorrerá no segundo semestre de 2013. A contratação dos demais projetos será no primeiro semestre de 2013. O investimento previsto neste trecho é de R$137,5 milhões. Corredor Metropolitano Alphaville - Cajamar O Corredor Metropolitano Alphaville – Cajamar ligará os municípios de Carapicuíba, Barueri e Santana de Parnaíba e Cajamar. Atenderá áreas de perfil industrial (Alphaville, em Barueri) e residencial (Santana do Parnaíba e Cajamar). Terá 28,9 km de extensão e será integrado com o Terminal Carapicuíba da Linha 8 Esmeralda da CPTM. O projeto funcional do projeto foi concluído em 2012 e no primeiro semestre de 2013 serão contratados os demais projetos. O investimento previsto é de R$ 433 milhões e contará com três terminais de integração, 55 estações de embarque e desembarque e 11,3 km de ciclovia. Em novembro foi entregue ao Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas do Estado de São Paulo uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) pelas empresas Promon Engenharia Ltda., Ballard Power Systems, Linde Gases Ltda. e CAIO Induscar Indústria e Comércio para estudos para Implantação de Corredor de Ônibus a Hidrogênio no Trecho Antônio João – Alphaville – Santana do Parnaíba. A proposta está em avaliação. Corredor Metropolitano Arujá - Itaquaquecetuba O Corredor Metropolitano Arujá – Itaquaquecetuba atenderá o eixo Nordeste/Leste da RMSP, facilitando a transposição das Rodovias Dutra e Ayrton Senna, além de propiciar integração com a Linha 12 Safira da CPTM. Terá 13,5 km de faixa exclusiva para ônibus e um terminal de integração, duas estações de transferência e 18 estações de embarque e desembarque, além de ciclovia e duas passarelas. O projeto funcional foi concluído em 2012. A contratação dos demais projetos será no primeiro semestre de 2013. O investimento previsto é de R$ 330 milhões. Corredor Metropolitano Itapevi – Cotia O Corredor Metropolitano Itapevi – Cotia, com 9,4 km de extensão, propiciará uma ligação perimetral entre os dois municípios que, por meio do Terminal Metropolitano de Cotia, já existente, será conectado com o futuro Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo. Estão previstas a construção de um terminal de integração e modernização do Terminal Cotia, além da construção de 17 estações de transferência e mais 7,7 km de ciclovia. Haverá integração com o sistema ferroviário na Estação Itapevi da CPTM. O projeto funcional foi concluído e no primeiro semestre de 2013 serão contratados os demais projetos. O investimento previsto é de R$ 127, 4 milhões. OUTROS PROJETOS Programa de Revitalização dos Pólos de Articulação Metropolitana – Pró-Polos O programa Pró-Polos foi criado com base nas premissas do SIVIM – Sistema Viário de Interesse Metropolitano e tem o objetivo de revitalizar os principais núcleos urbanos dos municípios para garantir as condições adequadas de circulação e segurança aos cidadãos, por meio da implantação de estações de embarque e desembarque e mini-terminais, com plataformas elevadas, coberturas padronizadas, bilheterias, sanitários, áreas operacionais e espaços comerciais, tratamento paisagístico e adequação de passeios públicos, garantindo acessibilidade universal. Também estão previstas melhorias no sistema viário, com tratamento da pavimentação, drenagem e sinalização, para organização do fluxo de veículos. Ao longo de 2012 foram elaborados os projetos executivos de sete Pro-Pólos: Lapa (São Paulo), Centro (Embu-Guaçu), Cipó (Embu-Guaçu), Caucaia do Alto (Cotia), Monte Belo (Itaquaquecetuba), Itapecerica da Serra e Franco da Rocha para futura contratação das obras. Também foram concluídos os projetos funcionais de três Pro-Pólos – Humaitá (São Vicente), Pirapora do Bom Jesus e Carapicuíba. O investimento é da ordem de R$ 1,1milhão. Terminal Munhoz Junior Em maio de 2012 começaram as obras de construção do Terminal Metropolitano Munhoz Junior, no limite entre os municípios de Osasco e Barueri, na RMSP. O projeto tem o objetivo de reorganizar o fluxo das linhas de ônibus na Av. Diretriz, área situada próxima ao Rodoanel Mario Covas e da Rodovia Presidente Castelo Branco. O terminal que será entregue em 2013 terá extensão de aproximadamente 130 metros no canteiro central da referida via, com pista em pavimento rígido, plataforma elevada, itens de acessibilidade para pessoas com deficiência (rampas com corrimãos, piso tátil e banheiros adaptados), cobertura metálica e sala de acompanhamento operacional. A região será reurbanizada com tratamento paisagístico. O investimento total previsto é de R$ 1,3 milhão. RESPONSABILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL Projeto “Ônibus a Célula a Combustível Hidrogênio para Transporte Urbano no Brasil” A EMTU/SP, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com apoio do Global EnvironmentFacility - GEF e da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, desenvolve o projeto. Um ônibus protótipo está em operação no Corredor Metropolitano ABD. O veículo é totalmente limpo e libera vapor de água na atmosfera. A Estação de Produção e Abastecimento de Hidrogênio está em fase final de instalação, com previsão de início da operação em março de 2013.

Mais três ônibus serão construídos, conforme contrato firmado em dezembro entre o PNUD e o Consórcio de empresas que desenvolvem o projeto com previsão de entrega no final de 2013. Em dezembro de 2012 o canal fechado de televisão Discovery Channel veiculou reportagem sobre o projeto. Melhoria ambiental da frota A EMTU/SP firmou convênio com a Pirelli Pneus Ltda. para testar a tecnologia PIRELLI FBC SYSTEM (Fuel Borne Catalyst) - “FEELPURE”, fabricado pela Pirelli Eco Technology, da Itália. O equipamento, que atua no sistema de escapamento dos ônibus a diesel convencional, foi testado em ônibus da Auto Viação Urubupungá (RMSP), da Viação Piracicabana (RMBS) e da Rápido Luxo Campinas (RMC). O “FEELPURE” pode reduzir, por meio de filtros, o material particulado presente nas emissões da combustão do diesel, o que melhora significativamente a qualidade ambiental. Os testes foram concluídos com sucesso em 2012. Após essa fase experimental, a intenção é instalar o “FEELPURE” em uma frota de ônibus que opera em eixo viário a ser escolhido pela EMTU/SP. Gerenciamento Ambiental A EMTU/SP iniciou em 2011 sua participação no Projeto Internacional STAQ – Transporte Sustentável e Qualidade do Ar, por intermédio de cooperação técnica com a ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos - e de doação de US$ 1,3 milhão pelo Banco Mundial. O projeto prevê o desenvolvimento de estudos, metodologias e sistemas informatizados para implantação do gerenciamento ambiental e a inserção de tecnologias ambientais no sistema de transporte sob sua responsabilidade. A ANTP já contratou dois estudos: I - Inventário de emissões de poluentes no sistema metropolitano e II - Comparação de tecnologias veiculares de tração. Cabe à EMTU/SP a supervisão técnica dos projetos que serão recebidos sob a forma de doação. A previsão de conclusão de todos os trabalhos é para o final de 2013. Programa Conscientizar O Programa ConscientizAR, criado pela EMTU/SP, visa diminuir a emissão de poluentes dos ônibus metropolitanos. O programa tem caráter educativo e busca informar as empresas operadoras sobre a necessidade de manter os motores regulados. A emissão da fumaça preta é medida pelo opacímetro. Em caso de reprovação do veículo, a operadora é notificada e na reincidência multada. Em 2012, na RMSP foram inspecionados 3.694 veículos, dos quais 83% foram aprovados; na RMBS passaram pela inspeção 1.482 ônibus e 89% foram aprovados; e na RMC a aprovação foi de 85% de um total de 1.202 veículos. Passageiro Especial - Serviço Especial Conveniado - Ligado Em 2012, o número de usuários deste serviço criado para transportar pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida severa, saltou de 900 para 1.404 usuários, entre estudantes e acompanhantes. A frota em operação também cresceu de 65 para 160 veículos adaptados, todos monitorados via satélite, sendo oito na RMC que começaram a operar em novembro de 2012. Os demais circulam na RMSP. Com base no convênio firmado com a Secretaria Estadual de Educação, os alunos transportados fazem parte da Rede Regular de Ensino, da Associação de Amigos do Autista - AMA e da Associação de Assistência a Criança Deficiente – AACD. Eventos para a acessibilidade - O Ligado foi divulgado em vários eventos técnicos durante o ano como a 11ª Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, em São Paulo, no 56º Congresso Estadual dos Municípios, em São Vicente, no Encontro da Região Metropolitana de Campinas sobre Mobilidade da Pessoa com Deficiência no Transporte Público sobre Pneus e Trilhos e da 3ª edição da Virada Inclusiva – Participação Plena em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, por meio da operação de 93 veículos para o transporte dos usuários a oito locais onde acorreram as atividades. Centro de Atendimento ao Passageiro Especial – Leste Em agosto a unidade CAPEs Leste mudou para novo prédio que propicia mais conforto aos usuários especiais. A nova área está a 800 metros do metrô Tatuapé e as instalações contam com sistema eletrônico de atendimento com painel para chamadas de senhas, TV com programação educativa, além de banheiros adaptados para pessoas com deficiência. Também foi firmada nova parceria com a AME - Amigos Metroviários dos Excepcionais para apoio na administração do atendimento de cerca de 200 pessoas por dia na unidade. Campanhas Diversas campanhas sociais passaram pelos terminais metropolitanos, com destaque para as nove edições da Campanha de DST/AIDS ocorrida no Terminal São Mateus com ajuda da prefeitura de São Paulo, com teste rápido de HIV, além de distribuir milhares de preservativos masculinos e femininos. Outra ação de enorme sucesso foi a Campanha contra a Hepatite C, uma parceria com a Roche, realizada 15 vezes em todos os terminais do Corredor Metropolitano ABD, onde o teste era feito gratuitamente em usuários entre 49 e 60 anos. Ainda em relação à saúde da população a EMTU/SP mantém parceria com a Fundação para o Remédio Popular, por meio de uma unidade da Farmácia Dose Certa no Terminal São Mateus que distribui gratuitamente remédios mediante a apresentação de receita. Cultura - Arte nos Terminais Em 2012 o programa Arte Nos Terminais completou 15 anos e manteve uma programação especial que contou com mais de 20 atrações musicais, com destaque para as apresentações dos rapper Emicida e MC Rashid e do conjunto Samba de Rainha, seis apresentações teatrais, entre peças músicais e teatro infantil, e quatro exposições abordando temas como a religiosidade brasileira e a crueldade humana. Além disso, o programa foi ampliado para os Terminais Metropolitanos Taboão e Cecap, em Guarulhos, e ainda contou com a inauguração de um novo espaço cultural no Terminal Santo André. Inclusão Digital - Acessa São Paulo Um novo posto do programa Acessa São Paulo foi inaugurado em julho no Terminal Metropolitano Magalhães Teixeira, em Campinas. Nos terminais metropolitanos já existem postos em São Mateus, Santo André, Diadema e Cotia. Trata-se de uma parceria com a Secretaria de Gestão Pública do Estado que tem o objetivo de promover a inclusão digital da população com a ajuda de monitores para consultas na Internet. Jovem Cidadão A EMTU/SP é parceira a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, no programa Jovem Cidadão – Meu Primeiro Trabalho que tem por objetivo oferecer ao estudante de ensino médio a vivência das relações de mercado. Em dezembro de 2012, a empresa registrou em seu quadro 60 estagiários. RELACIONAMENTO COM USUÁRIOS E COMUNIDADES ATENDIMENTO AOS USUÁRIOS Em 2012, a Ouvidoria e a Central de Atendimento ao Cliente, entre ligações telefônicas e outras formas de comunicação (cartas, internet, fax, etc), realizaram 249.219 atendimentos, número 16% menor que o ano de 2011. Desse total, 91,19% atendimentos estavam relacionados à informação sobre o transporte metropolitano. Item Descrição Quantidade Participação em % no total de atendimento Itinerário das linhas intermunicipais 79.966 32,09 Informações Valores de tarifas 27.659 11,10 Telefones úteis 18.129 7,27 Serviços disponibilizados 23.738 9,52 Outras* 77.779 31,21 Subtotal 91,19 Demandas Sugestões e Elogios 1.790 0,72 Reclamações e/ou Denúncias 20.158 8,09 Subtotal 8,81 TOTAL 249.219 100 *(Cart.Pass.Especial, endereço, greve, horário, integração, isenção tarifária, passe escolar, passe desempregado, passe idoso e vale-transporte). EMTU/SP na Comunidade A política de relacionamento da empresa com as comunidades em que está inserida – seja por meio de obras, reformas, projetos e serviços – foi desenvolvida em diversos municípios das Regiões Metropolitanas. Levantamentos sócio-econômicos, entrevistas, atendimento 0800, materiais informativos e orientação geral sobre desapropriações e desocupações foram algumas das atividades que visaram minimizar os impactos sociais ao longo do ano – uma preocupação do Governo do Estado de São Paulo. Além disso, foram realizadas diversas audiências públicas em todas as regiões metropolitanas, visando informar e esclarecer à sociedade sobre os principais projetos da empresa. Redes Sociais, Internet e Imprensa As redes sociais como Facebook, Twitter e Flicker têm sido ferramentas importantes utilizadas para estreitar o relacionamento com os clientes. Pelas redes a empresa responde a sugestões e reclamações, esclarece dúvidas e divulga os programas e ações da EMTU/SP. Internet - o site www.emtu.sp.gov.br é outro canal que está em constante aprimoramento para disponibilizar aos clientes uma fonte completa de informações, principalmente para facilitar os deslocamentos na rede de transporte metropolitano, por meio da consulta de itinerários e suas integrações com o sistema metroferroviário. Imprensa - A política de transparência adotada pela empresa no relacionamento com a imprensa das quatro Regiões Metropolitanas também facilita a relação com os usuários, por meio da utilização da mídia na ampla divulgação de ações de melhoria dos serviços e esclarecimentos pertinentes à sua área de atuação. Comunicação com Usuários Para garantir junto aos seus usuários a compreensão de mudanças operacionais, criação de novas linhas, mudanças de percurso, horários e lançamento de novos serviços, a EMTU/SP disponibilizou folhetos, banners, totens, livretos, equipes de monitoramento nos terminais, além da publicação de anúncios informativos em jornais e rádios nas regiões metropolitanas do Estado. Os novos terminais metropolitanos Taboão e Cecap foram inaugurados em 2012 com uma moderna comunicação visual. Eventos técnicos A EMTU/SP participou de diversos eventos de discussão sobre o transporte coletivo com a presença da direção da empresa: em janeiro, InfraBrasil Expo&Summit – 2012 no painel “Análise do Sistema de Transporte Coletivo via ônibus nos Grandes Centros Urbanos: Investimentos, Perspectivas e Novidades”; em maio, no 2º Seminário Nacional de Mobilidade Urbana promovido pela ANTP e em abril, no “Fórum Estadual de Mobilidade da Pessoa com Deficiência no Transporte Público sobre Pneus e Trilhos”. Visitas Técnicas Em maio uma delegação canadense, formada por integrantes de diversas instituições de planejamento do transporte público da província de Quebec estiveram na EMTU/SP para conhecer o gerenciamento do transporte metropolitano. Em abril uma comissão econômica da Holanda, liderada pela ministra da pasta, visitou a empresa para tratar de assuntos ligados à gestão de informações de tráfego multimodal e possíveis parcerias em projetos de transporte. RECURSOS HUMANOS Educação no Trabalho Em 2012, a EMTU/SP registrou 137 estagiários de nível superior, contratados por meio de processo seletivo público organizado pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo – FUNDAP e pelo Centro de Desenvolvimento Profissional – CEDEP. Contratações Em 2012, foram efetuadas 29 contratações de empregados classificados nos Concursos Públicos realizados em 2008 e 2010. Treinamento Em 2012, a EMTU/SP propiciou aos colaboradores o total de 4.513 horas de treinamento, apresentando a média de 9,73 homens/hora. O investimento no aprimoramento dos profissionais foi de R$ 180.584,39, representando uma média per capita de R$ 389,19. Os treinamentos tiveram enfoque administrativo, operacional e capacitação na área de informática, destacando-se o significativo número de colaboradores treinados em software de gerenciamento de projetos. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO No encerramento do exercício de 2012, ficou evidenciada a realização de uma gestão financeira equilibrada no uso dos recursos de forma a manter a EMTU/SP como empresa não dependente, sem a necessidade de subvenção do Governo do Estado. Porém a gestão econômica registrou prejuízo contábil no montante de R$ 4,636 milhões. Este fato não refletiu nos Índices de Liquidez, Grau de Endividamento e Margem Bruta. A apuração de resultado do exercício de 2012 e os lançamentos de ajustes das contas patrimoniais estão devidamente detalhados como notas explicativas dos diversos relatórios que compõem o encerramento do Balanço de 2012 da EMTU/SP. REALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA 2012 O orçamento empresarial de 2012 foi realizado de maneira satisfatória e equilibrado, dentro dos parâmetros estabelecidos, para Receitas Próprias e Despesas de Custeio, alcançando um nível de realização de receitas de 105,30% em relação ao projetado, e de 94,11% em relação ao total previsto para despesas de custeio. Para o programa de investimento com recursos GESP e Próprios (R$ 10,6 milhões transferidos da STM), em infraestrutura de transporte nas RMs. de São Paulo, Baixada Santista e Campinas, a disponibilização orçamentária foi de R$ 185,7 milhões durante o exercício de 2012. Desse montante foram repassados à EMTU R$ 53,4 milhões, oriundos de saldo remanescente de Restos a Pagar do período de 2010/2011 e realizado o montante de R$ 10,6 milhões de próprios acima referidos. A Lei Orçamentária Anual de nº 14.925, de 28/12/2012, destinou recursos orçamentários para a EMTU/SP em 2013, no valor de R$ 350,2 milhões para dar continuidade à execução de obras dos Projetos da Empresa que compõem o Plano de Expansão da STM e que, somados ao valor inscrito em Restos a Pagar em 2012 (R$ 124,3 milhões), totalizará recursos orçamentários da ordem de R$ 474,5 milhões que serão investidos durante o exercício de 2013. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 26 de março de 2013

...continuação

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S/A. - EMTU/SP

CNPJ nº58.518.069/0001-91

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Expressa em R$ mil)

BALANÇO PATRIMONIAL (Expresso em R$ mil) AT IV O

31.12.2012

P A S S IV O 31.12.2012

31.12.2012

31.12.2011

CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa e Bancos Aplicações Financeiras Contas a Receber Créditos Fiscais a Recuperar Estoques Créditos Diversos Despesas Pagas Antecipadamente Total

1.436 54.158 12.296 3.195 833 303 325 72.546

1.926 71.793 14.552 3.200 845 396 1.131 93.843

Fornecedores Obrigações Fiscais e Trabalhistas Provisão para Férias e Encargos Contas a Pagar Passivo Contingente (Cível e Trabalhista) Provisão Processo Idort Recebimentos Antecipados (VTs/Bilhetes) Total

6.259 3.149 4.924 2.894 16.511 180 21.766 55.684

7.478 2.787 4.557 1.886 16.302 180 31.424 64.614

5.701 1.277 239 7.217

6.203 1.105 429 7.737

NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

Fornecedores Depósitos Judiciais Retenções Contratuais Total

2.017 3.100 5.117 -

3.013 3.013 -

RECEITA OPERACIONAL BRUTA Venda de Serviços Impostos Incidentes s/ Vendas

102.489 (9.478)

91.564 (8.470)

Receita Operacional Líquida Custo dos Serviços Prestados

93.011 (56.297)

83.094 (52.811)

36.714

30.283

(51.008) 5.435 (602) (955) 3.100 2.974 (283) (41.338) (4.624)

(42.434) 6.561 (626) (1.434) 4.086 (3.645) (37.492) (7.209)

Resultado Bruto Receitas (Despesas) Operacionais Gerais e Administrativas Receitas Financeiras Despesas Financeiras Variação Tarifária - Bilhetes/VT Ônibus Célula à Hidrogênio Outras Receitas (Despesas) Operacionais Variações Monetárias Passivas Resultado Operacional Resultado Não Operacional

PATRIMÔNIO LÍQUIDO Depósitos Judiciais Ônibus Célula a Hidrogênio Total

31.12.2011

31.12.2011

(12)

Lucro (Prejuízo) Antes da Contribuição Social e do Imposto de Renda

Capital Autorizado Capital a Subscrever

579.323 (85.274)

579.323 (150.458)

Capital Integralizado Reserva de Incentivos Fiscais

494.049 64

428.865 64

Contribuição Social sobre o Lucro

Capital Atualizado Prejuízos Acumulados

494.113 (83.374)

428.929 (78.738)

Lucro (Prejuízo) Líquido do Exercício

19.506

31.300

430.245

381.491

493.146

453.842

-

(4.636)

(7.209)

(4.636)

(7.209)

Imposto de Renda

Imobilizado Intangível Total

325.596 89.887 420.600

297.087 59.899 359.999

Adiantamento para Aumento de Capital Total

T OT A L D O AT IV O

493.146

453.842

T OT A L D O P A S S IV O

Lucro (Prejuízo) por Lote de Mil Ações As notas explicativas são parte integrante desta demonstração.

DEMONSTRATIVO DO VALOR ADICIONADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Expresso em R$ mil) 31.12.2012

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Expressa em R$ mil) Capital

Ajuste de Exercícios Anteriores Integralização de Capital Capital Integralizado Adiantamento para Aumento de Capital Lucro Líquido do Exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011

%

31.12.2011

Atualizado Correção Capital Monetária Autorizado A Integralizar do Capital

Total

Reserva de Incentivos Fiscais

Adiantamentos para Aumento de Capital

Lucros/ (Prejuízos) Acumulados

Total

429.323

(72.660)

0,00

356.663

64

53.202

(73.194)

336.735

150.000 -

(150.000) 72.202

-

72.202

-

(72.202) -

1.665 -

1.665 (72.202) 72.202

-

-

-

-

-

50.300

-

-

-

-

-

-

-

(7.209)

RECEITAS 102.418 Vendas de Serviços 102.489 Provisão para Créditos Duvidosos (59) Receitas/Despesas não Operacionais (12) INSUMOS CONSUMIDOS DE TERCEIROS (34.847) Custo dos Serviços Prestados (26.641) Materiais,energia, serviços de Terceiros e outros (8.206) RETENÇÕES (7.634) Depreciação, Amortização e exaustão (7.634)

91.506 91.564 (58) 0 (29.178) (18.099) (11.079) (7.869) (7.869)

VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE

59.937

54.459

50.300

VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Receitas Financeiras

11.881 11.881

11.128 11.128

(7.209)

VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR

71.818

65.587

71.818

65.587

579.323

(150.458)

-

428.865

64

31.300

(78.738)

381.491

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Ajuste de Exercícios Anteriores Integralização de Capital Capital Integralizado

-

65.184

-

65.184

-

(65.184) -

-

(65.184) 65.184

Adiantamento para Aumento de Capital

Pessoal e Encargos 49.158 68,45 44.577 Impostos, Taxas e Contribuições 19.149 26,66 17.672 Juros e Aluguéis 8.147 11,34 10.547 Lucros retidos/Prejuízo do Exercício (4.636) (6,45) (7.209) As notas explicativas são parte integrante desta demonstração.

-

-

-

-

-

53.390

-

53.390

-

-

-

-

-

-

(4.636)

(4.636)

579.323

(85.274)

-

494.049

64

19.506

(83.374)

430.245

Prejuízo Líquido do Exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012

f) Passivos Contingentes A constituição da provisão para contingências está amparada na opinião dos assessores jurídicos da empresa para as causas cíveis, trabalhistas e tributárias, conforme expectativa de perda, no total de R$ 16,511 mil. g) Aplicações Financeiras São registradas a valores de custo acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do Balanço. Em 19 de setembro de 2006, por meio do Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, firmado com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a EMTU/SP constituiu 02 (duas) contas poupança, no valor de R$ 375.000,00 cada, vinculadas e com disponibilidade comprometida para os órgãos: Parque Estadual de Assessoria da Reforma Agrária – ARA e Estação Ecológica de Valinhos, para garantir a compensação ambiental nas obras do Corredor Metropolitano Noroeste da Região Metropolitana de Campinas. O valor atualizado até 31/12/2012 monta a R$ 525 mil cada.

2011 Circulante Não Circulante 6.802

1.443

(187)

(1.443)

2.069 208

5.660

280

14.552

(280) -

O contrato de concessão nº 20/97, firmado em maio/97 com a METRA - Sistema Me-

31.12.2012

31.12.2011

73.719

57.091

(4.636)

(7.209)

7.634 59 3.057

7.869 58 718

2.197 6 12 93 805 3.113

(2.208) (1.467) 148 50 (23) (3.500)

(1.218) 362 367 1.008 209 (9.658) (8.930)

2.184 (2.428) 401 (138) (4.526) 7.259 2.752

(2.760)

(30)

FLUXO DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Valores expressos em R$ mil) 1) CONTEXTO OPERACIONAL tropolitano de Transportes Ltda., deu inicio a operação do Corredor Metropolitano de Trolebus São Mateus/Jabaquara; a partir de maio/98, assumiu por força do contrato, a a) A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. - EMTU/SP, socieresponsabilidade da manutenção e conservação da infra-estrutura do sistema viário e a dade anônima de economia mista e capital fechado, constituída pela Lei nº 1.492, de 13 de comercialização dos bilhetes magnéticos; em setembro/01 por meio do T.A. 004/01 de dezembro de 1977, foi incorporada à Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande 15/08/01, a execução de serviços correspondentes as funções de administração, operaSão Paulo - EMPLASA em 1980, através do Decreto nº 15.319, de 07 de julho de 1980 e ção, conservação, manutenção e vigilância patrimonial para preservação das instalações reconstituída mediante cisão parcial dessa Empresa, conforme Decreto nº 27.411, de 24 dos terminais, incluindo a responsabilidade por investimentos na recuperação do pavimende setembro de 1987, tendo seus atos de reconstituição arquivados na Junta Comercial to rígido do viário. do Estado de São Paulo em 04 de janeiro de 1988. A EMTU/SP em conjunto com o Ministério de Minas e Energia (MME), do Programa das b) A EMTU/SP tem por objeto promover a operação e a expansão dos serviços metropoliNações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e parceiros, desenvolve o projeto “Ônibus tanos de transportes de passageiros sobre pneus, bem como de conexões intermodais de a Célula a Combustível Hidrogênio para Transporte Urbano no Brasil”. transportes de passageiros, competindo-lhe ainda outras atividades que lhe forem delegaEm 2012 foi transferida a titularidade de um ônibus protótipo para a EMTU/SP por meio das pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos. do documento “Termo de Transferência de Titularidade de Bens” emitido pelo PNUD em conjunto com o MME, estando tal transferência de acordo com as disposições do respectivo Documento de Projeto firmado entre o Governo da República Federativa do Brasil c) A Empresa tem como acionista majoritário a Fazenda do Estado de São Paulo, atuando, em conseqüência, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Governo do Estado, e o PNUD. desenvolvendo atividades de interesse social. Sua gestão e posição econômico-financeira 5) DEPÓSITOS JUDICIAIS devem ser entendidas, também, dentro desse contexto. 2012 2011 Não Circulante Não Circulante 2 ) BASE DE PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁ.Depósitos Judiciais – Justiça do Trabalho 1.194 1.215 BEIS .Depósitos Judiciais – Cíveis e Fiscais 823 1.798 As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas em milhares TOTAIS 2.017 3.013 de reais de forma comparativa de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, pronunciamentos 6) IMOBILIZADO técnicos emitidos pelo IBRACON – Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes e re2012 2011 soluções do Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Taxa de Custo Depreciação Com a promulgação das Leis no. 11.638/2007 foram alterados, revogados e introduzidos Depreciação Corrigido Acumulada Líquido Líquido dispositivos na Lei das Sociedades por Ações, notadamente em relação ao capítulo XV da Lei no. 6.404/76 sobre matéria contábil, com vigência a partir das Demonstrações con.Móveis e Utensílios 10% 1.097 774 323 286 tábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008 e aplicáveis a todas as .Construção Terminais empresas constituídas na forma de sociedades anônimas, incluindo empresas de capital Metropolitanos 4% 52.493 8.068 44.425 35.548 aberto e sociedades de grande porte. .Edificações 4% 329 111 218 231 . Benfeitoria em 3) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS Imóveis de Terceiros 20% 4.157 3.009 1.148 1.707 .Sistema Eqto. Auxiliar e a) Resultado De Manutenção 6,67% 4.503 4.503 1 . Equipamentos de O resultado é apurado pelo regime de competência das receitas e despesas. Processamento de Dados 20% 3.129 2.007 1.122 852 .Máquinas, Aparelhos e b) Estoques Equipamentos 10% 2.636 2.172 464 478 Os estoques estão demonstrados ao custo médio de aquisição, que não excedem o valor .Sistemas de Controle, de mercado. Telecomunicações e Alimentação Elétrica 4% 39.057 25.080 13977 15.539 c) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa .Imobilizações em A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída em montante considerado Andamento 0% 263.482 263.482 242.901 suficiente para cobrir as possíveis perdas na realização das contas a receber. .Instalações 10% 1.434 997 437 544 .Veículos Auxiliares 20% 23 23 d) Imobilizado TOTAIS 372.340 46.744 325.596 297.087 Demonstrado pelo custo de aquisição, custos com implantação do Corredor ABD e do Obs. As taxas de depreciação apresentadas no quadro acima estão em conformidade Corredor Metropolitano Noroeste – RMC. As depreciações e amortizações são calculacom a legislação tributária. das pelo método linear, às taxas descritas na nota 6. e) Intangível Demonstrado pelo custo de aquisição, custos de projetos de terminais e corredores pré-estruturais. As depreciações são calculadas pelo método linear, às taxas descritas na nota 7.

67,97 26,94 16,08 (10,99)

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011 (Expressa em R$ mil)

SALDO INICIAL DO DISPONÍVEL As notas explicativas são parte integrante desta demonstração.

4) CONTAS A RECEBER E OUTROS CRÉDITOS 2012 Circulante Não Circulante .Remuneração por Serviços De Gerenciamento 4.247 1.443 .(-) Créditos Vencidos e não Recebidos - Remuneração por Serviços de Gerenciamento (165) (1.443) .Fretamento das Regiões Metropolitanas 2.364 .Metra – Sistema Metropolitano De Transporte Ltda 409 .Ônibus a Célula a Combustível Hidrogênio para Transporte Urbano no Brasil 3.100 .Outras 5.441 280 .(-) Créditos Vencidos e não Recebidos – Outras (280) TOTAIS 12.296 3.100

%

As notas explicativas são parte integrante deste balanço.

As notas explicativas são parte integrante deste balanço.

Descrição SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010

-

7) INTANGÍVEL Taxa de Depreciação

2012 Custo Depreciação Corrigido Acumulada

2011

Líquido Líquido .Sistemas de Processamento De Dados 20% 3.707 2.536 1.171 907 .Marcas e Patentes 8 8 8 .Projetos e Desenvolvimento Sist.Trólebus 5% 17.067 13.703 3.364 4.217 .Projeto de sistema de Processamento 20% 464 464 464 .Custo de Projetos Subregião de São Paulo 4% 2.050 435 1.615 1.615 .Corredores Metropolitanos 5% 93450 10.185 83.265 52.688 TOTAIS 116.746 26.859 89.887 59.899 Obs. As taxas de depreciação apresentadas no quadro acima estão em conformidade com a legislação tributária. Teste de redução ao valor recuperável de ativos – Impairment De acordo com as Normas de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC em vigor, a “Redução ao Valor Recuperável de Ativos”, dos itens do ativo imobilizado que apresentem sinais de seus custos registrados são superiores aos seus valores de recuperação devem ser revisados detalhadamente para determinar a necessidade de provisão para redução do saldo contábil a seu valor de realização. A Empresa não identificou mudanças de circunstâncias ou sinais de obsolescência tecnológica, bem como evidências de que seus ativos corpóreos utilizados em suas operações não são recuperáveis perante seu desempenho operacional e financeiro, e concluiu que, em 31 de dezembro de 2012 e de 2011, não existia necessidade de registrar qualquer provisão para perda em seus ativos imobilizados. Vida útil econômica dos bens e Valor Residual A Empresa no curso do exercício de 2012, através de Comissão Interna, avaliou os impactos da revisão do prazo de vida útil econômica dos bens corpóreos e incorpóreos. A referida revisão encontra-se em fase conclusiva, no que se refere à emissão do “Laudo de Vida Útil e Valor Residual”. A Comissão Interna, em relação às estimativas de Vida Útil e Valor Residual, identificou que em 31.12.2012 do total do Imobilizado e Intangível 91,39% ou R$ 446 milhões são constituídos de investimentos para uso da população, como sistemas viários, terminais e corredores metropolitanos, entre outros utilizados no sistema de transporte das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista, concluindo que tratam-se de bens com vida útil indefinida, não restando portanto, valor residual de rea-

Resultado do Exercício Ajuste por Itens que não afetam o Caixa Depreciação e Amortização Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa Total VARIAÇÕES DO ATIVO Contas a Receber Créditos Fiscais a Recuperar Estoque Créditos Diversos Despesas Pagas Antecipadamente Total VARIAÇÕES DO PASSIVO Fornecedores Obrigações Fiscais e Trabalhistas Provisão de Férias Contas a Pagar Passivo Contingênte (Cível e Trabalhista) Recebimento Antecipado (VTs/Bilhetes) Total Total das Atividades Operacionais FLUXO DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Contas a Receber Ônibus Célula a Hidrogênio Depósitos Judiciais Imobilizado Intangível

-

16.676

995 (32.502) (33.628)

(34) (51.930) (67)

(68.235)

(35.355)

Fornecedores Depósitos Judiciais Retenção Contratual Capital Autorizado Capital a Subscrever Ajuste de Exercícios Anteriores Adiantamento para Aumento de Capital

(502) 172 (190) 65.184 (11.794)

(63) 111 150.000 (77.798) 1.665 (21.902)

Total das Atividades de Financiamento

52.870

52.013

Total das Atividades de Investimento FLUXO DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

SALDO FINAL DO DISPONÍVEL 55.594 As notas explicativas são parte integrante desta demonstração.

73.719

lização e conseqüentemente sem valor a depreciar nos moldes societários. 8) FORNECEDORES 2012 2011 Circulante Não Circulante Circulante NãoCirculante Secretaria da Receita Federal - Refis 502 5.400 502 5.902 .METRA – Sistema Metropolitano de Transportes Ltda. 59 1.304 Benner 43 43 .Contexto 92 Porto Seguro 1.028 985 .Prodesp 19 33 .Prodata 45 38 .Ina Representação 499 Casa da Moeda 94 .Sodexho 30 242 .Fundap 380 .Works 507 451 .Ticket 5 82 .BBL 94 .Noxxon 198 Protege 56 105 .Avape 124 .Ouro Verde 113 .VB Transportes 47 .RR Donnelley Moore 180 .Boa Vista 246 Prosegur 93 .Pullin 87 .Ral-Max 87 .Logit 91 .Alpha 64 .Outros 2.272 301 2.891 301 TOTAIS 6.259 5.701 7.478 6.203 9) RECEBIMENTOS ANTECIPADOS 2012 2011 Recebimentos Antecipados (VTs/Bilhetes) 21.766 31.424 O valor de R$ 21.766 refere-se a recebimentos relativos à comercialização pela EMTU/SP de VT’s magnéticos e faciais ao preço da tarifa vigente, conforme Lei Federal nº 7.418/85 que criou o Vale-Transporte e mediante a Resolução STM nº 083/07, da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que incumbiu por delegação a EMTU/SP de administrar, operacionalizar e emitir os VT’s., e do contrato de concessão nº 020/97 firmado com a METRA Sistema Metropolitano de Transportes Ltda. Esta importância será repassada as operadoras do sistema durante o exercício de 2013. 10) CAPITAL SOCIAL O capital subscrito e integralizado é representado por 49.404.858.095 ações ordinárias de classe única, nominativas. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de março de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 21

...continuação

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S/A. - EMTU/SP

CNPJ nº58.518.069/0001-91

BALANÇO SOCIAL 31 de Dezembro de 2012 e 2011

COMPROMISSO COM O MEIO AMBIENTE A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP publica seu balanço anual, reunindo as principais informações sobre os projetos, ações sociais e benefícios aos seus funcionários e à comunidade. As atividades A EMTU/SP procura dar a sua contribuição para uma sociedade ambientalmente desenvolvidas buscam, ainda, demonstrar a preocupação da empresa com o seu equilibrada, adotando práticas relativas à preservação do meio ambiente e coorplanejamento estratégico e sua responsabilidade social corporativa. denando e/ou gerenciando projetos que levem a redução da emissão dos gases Os investimentos sociais da EMTU/SP em projetos sociais, ambientais e culturais nocivos à atmosfera. visam à melhoria da qualidade de vida e reforçam os vínculos entre a empresa, a sociedade e o meio ambiente, agregando valores à imagem da EMTU/SP. 4. INDICADORES AMBIENTAIS Valor % sobre % sobre Valor %sobre %sobre O Balanço Social demonstra o desempenho da política social da EMTU/SP, onde (R$ mil) RO RL (R$ mil) RO RL tem destaque a Demonstração do Valor Adicionado, conjunto de informações de natureza econômica, compondo um relatório contábil que demonstra o valor Investimentos em programas 864 (18,64) 0,93 642 (8,91) 0,77 da riqueza gerada pela EMTU/SP e a distribuição dos elementos que contribuíram e/ou projetos externos para sua geração. 5. INDICADORES DO CORPO FUNCIONAL A Demonstração do Valor Adicionado espelha qual a parcela da EMTU/SP na criação da riqueza global da nação, definindo qual a sua contribuição na formação do 31.12.2012 31.12.2011 Produto Interno Bruto – PIB do país. Nº de empregados ao final do período 503 500 36 50 Estreitamente relacionada com o conceito de responsabilidade social, a Demons- Nº de admissões durante o período tração do Valor Adicionado atende às necessidades de informações sobre o valor Nº de demissões durante o período 33 53 da riqueza criada pela EMTU/SP e a sua utilização, demonstrativo este publicado Nº de diretores (1) 3 3 juntamente com o Balanço Patrimonial. Nº de empregados terceirizados requisitados (2) 16 14 Nº de empregados terceirizados contratados (empresa) (3) 350 308 COMPROMISSO COM A GESTÃO DE PESSOAS Nº de estagiários 137 93 61 28 Demonstra os investimentos da EMTU/SP nas políticas de Gestão de Pessoal e a Nº de jovem cidadão repercussão no processo produtivo da empresa. Nº de empregados acima de 45 anos 281 266 Nº de diretores e requisitados acima de 45 anos 16 15 Efetivos por sexo: Homens (4) 422 399 INDIC. DETREINAMENTO 31.12.2012 31.12.2011 Mulheres 262 237 PROG./EVENTOS/CURSOS PARTICIP. HOMEM/HR PARTIC. HOMEM/HR 7 anos 7 anos Desenvolvimento Gerencial - Efetivos por tempo de serviço – média/ano (4) Integração 242 1,52 253 1,12 Efetivos por faixa etária – média/ano (4) 40 40 Aperfeiçoamento Profissional 9 16,03 24 17,04 % de cargos de chefias ocupados por mulheres (5) 10,87% 12,50% Especialização e Atualização 119 12,71 86 11,56 Nº de negros/pardos que trabalham na empresa (4) 156 148 Capacitação e Reciclagem 119 23,83 105 18,77 % de cargos de chefia ocupados por negros/pardos (5) 8,70% 7,50% Eventos 217 4,42 199 3,91 Número de Ações Trabalhistas movidas pelos empregados 3 5 TOTAL – INDICADORES DE 4 5 TREINAMENTO 706 58,51 667 52,40 Número de portadores de deficiência / necessidades especiais Relação entre a maior e menor remuneração na empresa 12,0 12,7 INDIC. DETREINAMENTO 31.12.2012 31.12.2011 Observações: Número de Cursos 62 61 (1) Número de diretores nomeados, um deles é colaborador requisitado, conforme Empregados Treinados 706 667 Homens / Horas 58,51 52,40 observações (2) INVESTIMENTOSTOTAIS (R$ mil) 181 119 (2) Inclui um requisitado nomeado como diretor. (3) Empregados de empresas terceirizadas contratadas pela EMTU/SP: Observações: INDICADORES SOCIAIS

31.12.2012

NATUREZA DE ATEND. EMPREG. SAÚDE E MEDICINA DOTRABALHO 987 Exame Admissional 36 Exame Demissional 33 Exame Periódico 462 Atendimento Ambulatorial 456 SERVIÇO SOCIAL 115 Licença Maternidade 3 Licença Paternidade 4 Visita Social / Assistencial 27 Auxílio Doença 19 Retorno ao Trabalho 8 Nascimentos 7 Falecimentos 3 Apoio – atend. interno e ext. 43 Dependência Química/outros 1 QUALIDADE DEVIDA 270 Vacinação anti-gripal 270 Palestra/Saúde/Qvt SEGURANÇA DOTRABALHO 576 Número de Acid.de Trabalho 7 Treinam.deErgonomiasessões(1) Participantes Treinam. de Primeiros Socorros 41 Treinam. de Combate a Incêndio 41 SIPAT 468 CIPA 19 TOTAL–INDICADORESSOCIAIS 1.948

31.12.2011 NÃO EMPREG.

EMPREG.

363 206 157 15 7 5 3 131 22 22 80 7 509

1.096 50 53 486 507 158 5 2 37 18 9 7 7 72 1 180 180 797 4 47 47 677 22 2.231

NÃO EMPREG. 404 191 213 9 5 1 2 1 352 34 34 281 3 765

COMPROMISSO COM A SOCIEDADE A EMTU/SP busca de forma ética desenvolver ações socialmente responsáveis que levem ao bem comum e à inclusão social. MODELO IBASE DE BALANÇO SOCIAL A EMTU/SP adota, para a apresentação das informações de seu Balanço Social, a formatação sugerida pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE. De forma simples e eficiente, a empresa procura demonstrar à sociedade como suas atividades produtivas estão voltadas à oferta de um serviço de transporte público intermunicipal ágil, acessível e seguro. Mais do que apenas buscar a eficiência empresarial, a EMTU/SP engaja-se e estimulam iniciativas que visam à promoção humana, a responsabilidade social e o respeito ao meio ambiente. 1. BASE DE CÁLCULO 31.12.2012 (R$ mil) mil) Receita Líquida (RL) Resultado Operacional (RO) Folha de Pagamento Bruta (FPB)

93.011 (4.636) 49.158

31.12.2011 (R$ 83.094 (7.209) 45.847

Áreas 2012 Locação de veículos auxiliares: 78 Reprografia: Manutenção Predial: 17 Jardinagem: 5 Portaria: 43 Limpeza: 40 Copeiragem: 4 Vigilância / Segurança: 90 Centros de Atendimento ao Passageiro Especial - CAPEs 43 Carteira de Passe Escolar Metropolitano (AVAPE): 8 Gerenciamento de Obras 18 Malote e Mov. Correspondências: 4 Total 350

2011 71 17 5 35 37 3 83 43 4 6 4 308

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Ilmos. Srs. Diretores e Acionistas da EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. EMTU/ SP São Bernardo do Campo – SP Examinamos as demonstrações contábeis da EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. - EMTU/SP, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado do exercício, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorções relevantes, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorções relevantes. A auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstancias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da companhia. A auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as Demonstrações Contábeis acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. - EMTU/SP, em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Informação suplementar - Demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31de dezembro de 2012, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011 apresentados para fins de comparação foram anteriormente por nos auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes, por ocasião da emissão do relatório em 30 de janeiro de 2012, o qual não conteve nenhuma modificação. Curitiba, 01 de fevereiro de 2013.

AUDIPLAN AUDITORES INDEPENDENTES CRC-PR Nº 4.400/O-3 Sócio Contador, PAULO ROBERTO DÓRO. CRC-PR Nº 12.673/O-8

AUDIPLAN AUDITORES INDEPENDENTES CRC-PR Nº 4.400/O-3 Sócio Contador, JOÃO ANDRÉ DE AVILA. CRC-PR Nº 50.061/O-0

RELATÓRIO SOBRE O BALANÇO 2012

Ao Conselho de Administração e Acionistas da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP. São Bernardo do Campo – SP 1 - Auditamos, com base nas normas de auditoria aplicáveis no Brasil, as demonstrações contábeis da EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. - EMTU, relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012, não incluídas no presente relatório. Nossa auditoria foi efetuada com o objetivo de emitirmos uma opinião sobre as demonstrações contábeis tomadas em conjunto e, como resultado emitimos parecer de auditoria sem modificação em 01 de fevereiro de 2013. As informações constantes do Balanço Social estão sendo apresentadas para propiciar informações adicionais sobre a Companhia, apesar de não serem requeridas como parte das demonstrações contábeis. Essas informações, conforme detalhado no parágrafo 2º a seguir, foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria aplicados em nossa auditoria das demonstrações contábeis e, em nossa opinião, (4) Efetivo: incluem empregados, requisitados, estagiários e jovens cidadãos. estão adequadamente apresentadas em todos os aspectos relevantes em relação às demons(5) Cargos de Chefia: incluem diretores, gerentes, chefes de departamento e afins. trações contábeis tomadas em conjunto. 2 - As informações constantes no Balanço Social foram submetidas aos procedimentos de revisão, detalhados a seguir, conforme requerido pela Resolução do Conselho Federal de Con6. INFORMAÇÕES RELEVANTES tabilidade nº. 1003 de 19 de agosto de 2004 que aprovou a Norma Brasileira de Contabilidade 31.12.2012 31.12.2011 - NBC T 15 - Informações de Natureza Social e Ambiental. Esta revisão consistiu em um escopo Osprojetossociaiseambientaisdesenv. substancialmente menor do que uma auditoria efetuada de acordo com as normas de auditoria pela empresaforam definidos por: (x) diretores e gerentes (x) diretores e gerentes aplicáveis no Brasil. O objetivo é emitir uma opinião sobre o Balanço Social. Os procedimentos de revisão consistiram basicamente de: Os padrões de Segurança e salubridade no (a) leitura completa do texto do Balanço Social para verificar a coerência com as informações ambiente de trabalho foram definidos por: (x) diretores e gerentes (x) diretores e gerentes financeiras e não-financeiras divulgadas; (b) entrevistas junto a profissionais da Companhia para entendimento dos principais critérios e Quanto a liberdade sindical, ao direito de premissas utilizados na preparação do Balanço Social; negoc.coletiva e à representação interna (c) análises de informações em arquivos eletrônicos extraídos dos sistemas de dados da Comdos trabalhadores a empresa: (x) não se envolve (x) não se envolve panhia e confronto, em base de amostragem, dessas informações com as informações contidas no Balanço Social; A participação dos lucros ou resultados (d) confirmação com fontes de informações externas, em base de amostragem, sobre dados contempla:(1) (x) todos os empreg. (x) todos os empreg. contidos no Balanço Social; Na seleção dos fornec., os mesmos (e) revisão, em base de amostragem, de contratos, acordos e outros documentos comprobatórios e confronto com as informações contidas no Balanço Social; e padrões éticos e de responsabilidade social e (f) análise dos principais processos e fluxos de informações que geraram as informações incluambiental adotados pela empresa: (x) são exigidos (x) são exigidos ídas no Balanço Social. Quanto à particip. de empregados em 3 - Baseados na revisão acima mencionada, não temos conhecimento de qualquer modificação relevante que deva ser feita no Balanço Social da EMPRESA METROPOLITANA DE prog.de trabalho voluntário a empresa: (x) organiza e incentiva (x) organiza e incentiva TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. - EMTU, relativo ao exercício findo em 31 Número total de reclamações e críticas de de dezembro de 2012, para que o mesmo esteja de acordo com os registros e arquivos que consumidores: Na empresa: 20.158 Na empresa: 19.342 serviram de base para a sua preparação. 4 - Determinadas informações contidas no Balanço Social não foram submetidas a procediNo Procon: 04 No Procon: 06 mentos de auditoria ou revisão em razão de não se correlacionarem com as Demonstrações Na justiça: 28 Na justiça: 17 Contábeis. % de reclamações e críticas atendidas: Na empresa: 100% Na empresa: 100% 5 - O Balanço Social encerrado em 31/12/2011, apresentado para efeitos comparativos foram anteriormente por nos auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes, por ocasião No Procon: 100% No Procon: 100% da emissão do relatório em 30 de janeiro de 2012, que não conteve nenhuma modificação. Najustiça:emanda/to. Najustiça:emanda/to. Curitiba, 01 de fevereiro de 2013. AUDIPLAN AUDITORES INDEPENDENTES AUDIPLAN AUDITORES INDEPENDENTES ATENDIMENTO DA OUVIDORIA 31.12.2012 31.12.2011 CRC-PR Nº 4.400/O-3 CRC-PR Nº 4.400/O-3 Sócio Sócio Região Metropol.de São Paulo Nº % Nº % Contador, PAULO ROBERTO DÓRO. Contador, JOÃO ANDRÉ DE AVILA. Total de Ligação Recebida 227.917 100 273.061 100 CRC-PR Nº 12.673/O-8 CRC-PR Nº 50.061/O-0

Informação 210.475 92.35 255.836 93,69 Reclamação 15.976 7,01 15.638 5,73 Sugestão 1.169 0,51 1.306 0,48 Valor% sobre% sobre Valor% sobre% sobre Elogios 297 0,13 281 0,10 (R$ mil) FPB RL (R$ mil) FPB RL RegiãoMetrop.daBaixadaSantista Nº % Nº % Alimentação 3.880 7,89 4,17 3.473 7,57 4,18 Total de Ligação Recebida 8.336 100 9.248 100 Encargos Sociais Compuls. 11.134 22,65 11,97 11.124 24.26 13,39 Informação 6.559 78,68 7.463 80,70 Saúde 5.058 10,29 5,44 4.488 9,79 5,40 Reclamação 1.585 19,01 1.573 17,01 Capacitação e Desenvolv. Sugestão 148 1,78 152 1,64 Profissional 335 0,68 0,36 308 0,67 0,37 44 0,53 60 0,65 Auxílio Creche 121 0,25 0,13 87 0,19 0,10 Elogios Nº % Nº % Progr.empresa Cidadã-Maternidade 36 0,07 0,04 - Região Metropol.de Campinas 12.966 100 12.529 100 Outros 345 0,70 0,37 327 0,71 0,39 Total de Ligação Recebida Informação 10.237 78,95 10.239 81,72 TOTAL – INDIC. SOCIAIS Reclamação 2.597 20,03 2.131 17,01 INTERNOS 20.909 19.807 3. INDICADORES SOCIAIS EXT. Sugestão 121 0,93 147 1,17 Valor % sobre % sobre Valor % sobre % sobre Elogios 11 0,08 12 0,10 (R$mil) RO RL (R$mil) RO RL Cultura 31.12.2012 31.12.2011 Invest. em Pesq. de Imagem 29 (0,63) 0,03 27 (0,38) 0,03 VALOR ADIC.TOTAL A DISTRIBUIR Invest.emPesq.deOrigemeDestino - Distribuição do Valor Adicionado (DVA) 26,66% governo 26,94% governo Serv. Especial Ligado – SEE 187 (4,03) 0,20 271 (3,75) 0,33 (6,45)% acionistas (10,99) % acionistas Outros 2.012 (43,40) 2,16 1.983 (27,51) 2,38 68,45% colabor. 67,97% colabor. Total das contrib. para a socied. 2.228 2.281 11,34 % terceiros 16.08% terceiros Tributos (excl. encargos sociais) 10.459 (225,60) 11,24 9.442 (130,98 11,36 Observação: TOTAL – INDIC. SOCIAIS (1) PLR prevê a participação de todos os empregados nos resultados da empresa. EXTERNOS 12.687 11.723

2. INDICADORES SOCIAIS INTERNOS

e

PARECER DO CONSELHO FISCAL Os Membros do Conselho Fiscal da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. - EMTU/SP, infra-assinados, no cumprimento de suas atribuições estabelecidas em lei, procederam ao exame do Balanço Patrimonial da Empresa, levantado em 31 de dezembro de 2012, e das respectivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido, do Fluxo de Caixa e do Valor Adicionado, correspondentes ao exercício findo naquela data, das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis que acompanham esses documentos e do Balanço Social. Baseados nesse exame, nas informações obtidas junto à Administração da Empresa e em análises procedidas periodicamente nos balancetes e, ainda, no pronunciamento favorável dos Auditores Independentes, os Conselheiros Fiscais são de opinião que as contas e demonstrações contábeis estão em condições de serem submetidas à final apreciação e aprovação da Assembléia Geral dos Senhores Acionista, convocado para tal fim. São Paulo, 19 de fevereiro de 2013.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Membros:

JURANDIR FERNANDO RIBEIRO FERNANDES JOAQUIM LOPES DA SILVA JÚNIOR PETER BERKELY BARDRAM WALKER RUBENS EMIL CURY CLÁUDIA POLTO DA CUNHA MÁRIO MANUEL S. RODRIGUES BANDEIRA

CONSELHO FISCAL Membros:

FERNANDO JANOTTI MOREIRA SIMIÃO GONÇALVES ELIANA GUARNIERI

Diretor Presidente: Diretor de Gestão Operacional: Diretor Adm. e Financeiro:

JOAQUIM LOPES DA SILVA JÚNIOR EVANDRO LUIZ LOSACCO TERUO MIYAMURA

Contadora

VERA APARECIDA PIFFER CT - CRC-SP 1SP145.904/0-2 CPF 952.677.438-87

DIRETORIA

O consumidor está em um ponto considerado insatisfeito em relação à situação atual, enquanto as expectativas estão no limite. Viviane Seda, economista do Ibre/FGV

conomia

Confiança do E consumidor piora neste mês

m março, o consumidor revelou que a avaliação das finanças piorou, segundo o Índice de Confiança do Consumidor (ICI), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse cenário é verdadeiro para as famílias de diferentes faixas de renda men-

sal. A confiança do consumidor piorou neste mês, com exceção daquelas com renda de R$ 4,8 mil a R$ 9,6 mil. Nesse grupo, o ICI continuou positivo (3%), principalmente, por causa das expectativas para os próximos seis meses. O quadro geral caminha para uma "insatisfação" generalizada, disse a economista do

Ibre/FGV, Viviane Seda. "O consumidor está em um ponto considerado insatisfeito em relação à situação atual, enquanto as expectativas estão no limite. Mas o consumidor oscila muito em questões subjetivas. No mês que vem, pode ser que ele esteja mais otimista. Por isso, evitamos classificar o cenário atual como de in-

satisfação", ressaltou. Para a maior parcela dos consumidores entrevistados (20,6%), a avaliação da situação econômica do País é abalada pelo noticiário. O segundo principal motivo para uma piora da confiança é a inflação, como responderam 19,6% dos entrevistados. (Estadão Conteúdo)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

terça-feira, 26 de março de 2013

Estou muito satisfeita que uma solução tenha sido encontrada e que tenhamos conseguido evitar uma insolvência. Angela Merkel, chanceler da Alemanha

conomia

Chipre terá controles de capital Acordo com os credores prevê fim do segundo maior banco do país e perdas a depositantes não assegurados, em troca de resgate de 10 bilhões de euros.

O

Chipre está introduzindo controles de capital "bastante temporários" para quando os bancos reabrirem nesta semana, afirmou ontem o presidente do país, Nicos Anastasiades, na tentativa de tranquilizar os cipriotas de que um acordo de resgate atendia a seus melhores interesses.

O Chipre chegou a um acordo de última hora com seus credores internacionais para fechar o segundo maior banco do país e causar grandes perdas a depositantes não assegurados, incluindo russos ricos, em troca de um resgate de 10 bilhões de euros. O acordo aconteceu horas antes do prazo final para evitar um colapso do sistema

Elekeiroz S.A. CNPJ 13.788.120/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300323971 Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da ELEKEIROZ S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 23.04.2013, às 09:00 horas, na sede social, na Rua Dr. Edgardo de Azevedo Soares, 392, Várzea Paulista (SP), a fim de: EM PAUTA ORDINÁRIA: 1. tomar conhecimento dos Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar sobre as Demonstrações Contábeis relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2012; 2. deliberar sobre proposta para destinação do lucro líquido do exercício de 2012 e ratificação da distribuição do dividendo prioritário mínimo anual às ações preferenciais; 3. fixar o número de membros e eleger os membros efetivos e suplentes do Conselho de Administração para o próximo mandato anual; nos termos das Instruções CVM 165/91 e 282/98, os interessados em requerer a adoção do voto múltiplo nessa eleição deverão representar, no mínimo, 5% do capital votante; 4. deliberar sobre a verba destinada à remuneração dos integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria. EM PAUTA EXTRAORDINÁRIA: 5. deliberar sobre proposta de elevação do capital social subscrito, de R$ 320.000.000,00 para R$ 321.000.000,00, mediante capitalização de reservas de lucros, sem emissão de novas ações, e consequente alteração do subitem 3.1 do Artigo 3º do Estatuto Social. Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.elekeiroz.com.br), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e respectivo instrumento de mandato. Várzea Paulista (SP), 22 de março de 2013. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Rodolfo Villela Marino - Presidente (26/27/28)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 11/13 - PREGÃO 06/13 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 11/13, na modalidade de Pregão 06/13, na forma presencial, para aquisição de gêneros alimentícios, destinados a atender a Merenda Escolar e Creches, pelo período de 12 (doze) meses, a contar da assinatura do contrato. Data: 10 de abril de 2013, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br. A Debitar (26.03.13)

bancário em negociações difíceis entre o presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, e chefes da União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma fonte do banco central do Chipre afirmou que a maioria dos bancos do país vai reabrir hoje, mas o Banco do Chipre e o Banco Popular farão is-

so apenas na quinta-feira. Sem um acordo, o sistema bancário do Chipre teria entrado em colapso e o país poderia ter se tornado o primeiro deixar a zona do euro. "O banco central vai implementar controles de capital sobre operações", disse Anastasiades em pronunciamento à nação transmitido pela TV. "Quero assegurar a vocês que

PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP COMUNICADO A Comissão de Licitações comunica que se encontra SUSPENSA A ABERTURA MARCADA PARA O DIA 26/03/2013, às 14h30min, do Pregão Presencial nº 006/2013 – Processo nº 035/2013 - Objeto: Registro de para Aquisição de 10.200 Toneladas de Bica corrida com diâmetro entre 12,5 e 19,0mm para aplicação em vias públicas, conforme descrição e quantidades constantes do Anexo I - Termo de Referência do edital, para retificar as especificações no edital. Nova data para a retirada do edital retificado, será divulgada no D.O.E. e em Jornal de Grande Circulação.

PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE MONGAGUÁ/SP COMUNICADO A Comissão de Licitações comunica que se encontra SUSPENSA A ABERTURA MARCADA PARA O DIA 26/03/2013, às 09h30min, do Pregão Presencial nº 005/2013 – Processo nº 027/2013 - Objeto: Registro de para Aquisição de 10.000 Toneladas de Escoria Siderúrgica, conforme descrição e quantidades constantes do Anexo I - Termo de Referência do edital, para retificar as especificações no edital. Nova data para a retirada do edital retificado, será divulgada no D.O.E. e em Jornal de Grande Circulação.

Yorgos Karahalis/Reuters

essa será uma medida bastante temporária que será gradualmente relaxada". O presidente cipriota afirmou que o acordo de r e s g a t e f echado com os Presidente Nicos Anastasiades precisou ir à TV parceiros da ilha é "doloroso", mas o melhor sob as cirUma primeira tentativa de cunstâncias. acordo na semana passada Endossado pelos ministros fracassou quando o Parlamendas Finanças da zona do euro, to cipriota rejeitou a proposta o plano irá poupar a ilha medi- de um imposto sobre todas as terrânea de um colapso finan- contas bancárias. ceiro ao fechar o estatal Banco Alemanha – A chanceler alePopular do Chipre, também mã, Angela Merkel, disse que o conhecido como Laiki, e pas- acordo é o correto para o Chisar depósitos abaixo de 100 pre porque garante que aquemil euros para o Banco do Chi- les que contribuíram para a p r e p a r a c r i a r u m " b a n c o crise tenham de pagar por sua bom". resolução. "Estou muito satisDepósitos acima de 100 mil feita que uma solução tenha euros em ambos os bancos, sido encontrada e que tenhaque não são garantidos pela mos conseguido evitar uma lei da UE, serão congelados e insolvência", disse Merkel. A usados para solucionar as dí- diretora-gerente do Fundo vidas do Laiki e recapitalizar o M o n e t á r i o I n t e r n a c i o n a l banco do Chipre por meio de (FMI), Christine Lagarde, disse uma conversão de depósi- q u e o a c o r d o é " u m p l a n o tos/ações. A incursão nos de- abrangente e confiável", que positantes não garantidos do lida com o problema central do Laiki deve levantar 4,2 bilhões sistema bancário. "Esse acorde euros, afirmou o presidente do oferece a base para restaudo Eurogroup, Jeroen Dijsse- rar a confiança no sistema bloem. O Laiki será efetiva- bancário, que é a chave para mente fechado, com milhares amparar o crescimento", disde empregos perdidos. se ela em nota. (Reuters)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 26 de março de 2013

ECONOMIA/LEGAIS - 23

Duraflora S.A. CNPJ nº 43.059.559/0001-08

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO CENÁRIO E MERCADO O ano de 2012 foi marcado pela expansão do PIB, segundo as estimativas do mercado, em aproximadamente 1%. O governo adotou as medidas como a diminuição da taxa básica de juros (Selic), para 7,25% a.a., a redução à zero da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores da economia, dentre os quais o moveleiro. Para o ano de 2013, a Companhia acredita no crescimento do Brasil e em especial no mercado em que atua.

GESTÃO ESTRATÉGICA E DESEMPENHO De forma a garantir a sustentabilidade das operações de sua controladora Duratex S.A., em 2013 a Duraflora continuará seus investimentos no plantio de árvores e manutenção da base florestal existente. A receita líquida de vendas apresentou um crescimento de 23,3% em relação ao igual período do ano anterior atingindo R$ 354,9 milhões ante R$ 287,8 milhões em 2011. O resultado do exercício totalizou

R$127,4 milhões em 2012 representando uma redução de 2,7% em comparação ao lucro líquido de R$ 131,0 milhões em 2011. No ano, a Companhia foi eleita a melhor empresa do setor de madeira e celulose no ranking Melhores e Maiores 2012 elaborado pela revista Exame. A Administração

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - (Valores em Milhares de Reais) BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO

NOTA

CIRCULANTE

31/12/2012

31/12/2011

458.727

363.899

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

NOTA

CIRCULANTE

Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Estoques Valores a receber Impostos e contribuições a recuperar Demais créditos NÃO CIRCULANTE

5 6 7 8 9

369.755 58.754 10.122 7.065 11.899 1.132 1.701.542

304.171 33.728 10.375 4.793 9.306 1.526 1.698.149

Empréstimos e financiamentos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Dividendos NÃO CIRCULANTE

16

Partes relacionadas Depósitos vinculados Valores a receber Créditos com plano de previdência Impostos e contribuições a recuperar I. renda e contribuição social diferidos Investimento em controlada Outros investimentos Imobilizado Ativos biológicos Intangível TOTAL DO ATIVO

11

5 762 24.806 7.365 1.408 3.504 474 560.585 1.102.337 296 2.160.269

95 1.982 23.470 5.706 2.190 4.171 94.828 474 471.685 1.093.471 77 2.062.048

Empréstimos e financiamentos Provisão para contingências I. renda e contribuição social diferidos Outras contas a pagar PATRIMÔNIO LÍQUIDO

16 18 10 17 20

8 27 9 10 12 13 14 15

17

Capital social Reservas de capital Reservas de reavaliação Reservas de lucros TOTAL DO PASSIVO E PATRIMONIO LÍQUIDO

31/12/2012

31/12/2011

225.045

239.310

114.182 11.222 7.843 37.540 23.457 30.801 600.922

159.652 10.013 6.607 17.106 14.018 31.914 492.483

236.281 7.301 233.077 124.263 1.334.302

131.532 10.580 239.399 110.972 1.330.255

700.006 3.202 52.262 578.832

700.000 3.202 54.450 572.603

2.160.269

2.062.048

Reservas de capital

Reservas de reavaliação

Saldo em 31 de dezembro de 2010 318.218 3.202 57.649 Resultado abrangente do exercício: Lucro líquido do exercício Total do resultado abrangente do exercício (*) 318.218 3.202 57.649 Aumento de capital com AFAC 158.500 Aumento de capital com reservas 223.282 Realização da reserva de reavaliação (3.199) Destinação do lucro líquido do exercício: Reserva Legal Dividendos Reservas estatutárias Saldo em 31 de Dezembro de 2011 700.000 3.202 54.450 Resultado abrangente do exercício: Lucro líquido do exercício Total do resultado abrangente do exercício (*) 700.000 3.202 54.450 Aumento de capital por incorporação de controlada 6 Realização da reserva de reavaliação (2.188) Dividendos complementares de 2011 Destinação do lucro líquido do exercício: Reserva Legal Dividendos Reservas estatutárias Saldo em 31 de Dezembro de 2012 700.006 3.202 52.262 (*) A Companhia não está apresentando demonstração separada do resultado abrangente pois este é igual ao lucro líquido do exercício.

Reservas de lucros

Lucros acumulados

Adto. aumento capital

693.592

-

158.500

1.231.161

693.592 (223.282) -

131.008 131.008 3.199

158.500 (158.500) -

131.008 1.362.169 -

6.550 95.743 572.603

(6.550) (31.914) (95.743) -

-

(31.914) 1.330.255

572.603 (92.543)

127.385 127.385 2.188 -

-

127.385 1.457.640 6 (92.543)

6.369 92.403 578.832

(6.369) (30.801) (92.403) -

-

(30.801) 1.334.302

Total

NOTAS EXPLICATIVAS (Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL a) Informações Gerais Com sede social em São Paulo - SP, a Duraflora S.A. é uma Companhia de capital fechado, controlada pela Duratex S.A., que tem como atividade principal a silvicultura, a agropecuária e a comercialização de produtos relacionados a essas atividades. A Companhia opera também com Sociedades em Conta de Participação (SCPs), com o propósito específico de captar recursos financeiros de terceiros para projetos de reflorestamento. A Companhia, na qualidade de sócia ostensiva, tem contribuído com ativos florestais, basicamente florestas, e os demais sócios investidores contribuído em espécie para as referidas SCPs. b) Aprovação das Demonstrações Financeiras A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela Administração da Companhia, em 21 de março de 2013. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLITÍCAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente nos exercícios apresentados. A Companhia não está apresentando demonstrações financeiras consolidadas pois não possui instrumentos de capital ou de dívidas negociadas em mercado aberto, nem está em processo de registro, e sua controladora disponibiliza ao público demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as normas emanadas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 2.1 - Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando os ativos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) e os ativos biológicos mensurados ao valor justo e os demais ativos ao custo histórico, como base de valor. A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo da aplicação das políticas contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e tem maior complexidade, bem como as áreas nas quais as premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na nota 3. Não há novos pronunciamentos ou interpretações CPCs/ IFRS vigentes a partir de 2012 que poderiam ter impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. Os itens incluídos nas demonstrações financeiras são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). As demonstrações financeiras da Companhia estão apresentadas em R$, que é a moeda funcional da Companhia e, também, a sua moeda de apresentação. Normas novas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor. As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB, mas não estão em vigor para o exercício de 2012. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi permitida, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). IAS 1 - “Apresentação das Demonstrações Financeiras”. A principal alteração é a separação dos outros componentes do resultado abrangente em dois grupos: os que serão realizados contra o resultado e os que permanecerão no patrimônio líquido. A alteração da norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. O impacto previsto na sua adoção é somente de divulgação. IAS 19 - “Benefícios a Empregados”, alterada em junho de 2011. Essa alteração foi incluída no texto do CPC 33 (R1) - “Benefícios a Empregados”. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. Os principais impactos previstos para a sua adoção nas demonstrações financeiras da Companhia são os seguintes: (i) reconhecimento imediato dos custos dos serviços passados. (ii) a reposição dos juros do passivo e do retorno esperado dos ativos por uma única taxa de juros líquida deverá gerar um pequeno aumento do custo do plano. IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, a mensuração e o conhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outros resultados abrangentes e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. A Companhia está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2015. IFRS 13 - “Mensuração de Valor Justo”, emitida em maio de 2011, e divulgada em um novo pronunciamento CPC 46 -“Mensuração do Valor Justo”. O objetivo da norma IFRS 13 é aprimorar a consistência e reduzir a complexidade da mensuração ao valor justo, fornecendo uma definição mais precisa e uma única fonte de mensuração do valor justo e suas exigências de divulgação para uso em IFRS. As exigências, que estão bastante alinhadas entre IFRS e US GAAP, não ampliam o uso da contabilização ao valor justo, mas fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é requerido ou permitido por outras normas IFRS ou US GAAP. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2013. O impacto dessa norma será basicamente um incremento na divulgação. A Companhia encontra-se ainda no processo de avaliação dos impactos que as normas acima poderão provocar nas suas demonstrações financeiras. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre o Grupo. 2.2 - Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de três meses, ou menos, e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. 2.3 - Ativos financeiros 2.3.1 - Classificação Sua classificação é determinada pela administração no seu reconhecimento inicial e depende da finalidade para o qual foram adquiridos. São duas categorias nas quais os ativos financeiros são classificados: (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo e é contabilizado no ativo circulante. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge. (b) Empréstimos e recebíveis São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis e não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não-circulantes). Compreendem as contas a receber de clientes, demais contas a receber e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. 2.3.2 - Reconhecimento e Mensuração As compras e as vendas de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação, data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo de amortização, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos de transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham sido realizados ou tenham sido transferidos, neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios de propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os ganhos ou perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado no período em que ocorrem. 2.3.3 - Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros podem ser reportados pelo líquido no balanço patrimonial unicamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los numa base líquida, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.3.4 - Impairment de ativos financeiros A Companhia avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. O montante de perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será contabilizada na demonstração do resultado. 2.4 - Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge Os derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são subsequentemente, remensurados ao seu valor justo por meio de resultado. Os derivativos são contratados como uma forma de administração de riscos financeiros, sendo que a política da Companhia é a de não contratar operações com derivativos alavancados. Embora não tenha como política a contabilidade de hedge (hedge accounting), a Companhia designou determinadas dívidas ao valor justo por meio do resultado, dada a existência de ativos financeiros derivativos diretamente relacionados a empréstimos, como forma de eliminar o reconhecimento de ganhos e perdas em diferentes períodos. 2.5 - Contas a receber de clientes São registradas e mantidas pelo valor nominal dos títulos decorrentes das vendas de produtos. As contas a receber de clientes referem-se na sua totalidade a operações de curto prazo e assim não são trazidas a valor presente por não representar ajustes relevantes nas demonstrações financeiras. As perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa (PDD ou impairment ) são constituídas com base na análise dos riscos de realização dos créditos em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização desses ativos. As recuperações subsequentes de valores previamente baixados são creditadas contra “outros resultados operacionais, líquidos”, na demonstração do resultado. 2.6 - Estoques Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realizações. 2.7 - Ativos intangíveis Ativos intangíveis compreendem marcas, patentes e direitos de uso de software. São demonstrados ao custo de aquisição deduzido da amortização no período, apurado de forma linear com base na vida útil definida. As marcas registradas e licenças adquiridas separadamente são demonstradas, inicialmente, pelo custo histórico. As licenças de software adquiridas são capitalizadas com bases nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para serem utilizados. São amortizados durante sua vida útil estimável.

25 12

31/12/2012 354.910 144.574 (321.886) 177.598 (11.041) (104) 5.082 5

31/12/2011 287.808 154.009 (265.799) 176.018 (7.126) (317) 14.903 99

24 24

171.540 31.161 (47.465)

183.577 32.739 (48.004)

155.236 (35.120) 7.269 127.385 544,74

168.312 (31.147) (6.157) 131.008 594,02

26 26 28

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO 31/12/2012 RECEITAS 541.039 Receita bruta de vendas 391.503 Outras receitas 5.176 Provisão p/créditos de liquidação duvidosa (214) Valor justo dos ativos biológicos 144.574 Insumos adquiridos de terceiros (21.331) Custos dos produtos vendidos (19.312) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (2.019) Valor adicionado bruto 519.708 Depreciação/Amortização/Exaustão (263.467) Valor adicionado líquido 256.241 Valor adicionado recebido por transferência 31.166 Receitas Financeiras 31.161 Resultado de equivalência patrimonial 5 Valor adicionado a distribuir 287.407 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Remuneração do trabalho 55.839 Remuneração direta 39.449 Benefícios 12.011 FGTS 4.322 Outros 57 Remuneração do governo 57.096 Federais 52.099 Estaduais 3.521 Municipal 1.476 Remuneração de financiamentos 47.087 Remuneração dos acionistas 127.385 Dividendos 30.801 Lucros retidos 96.584 Total do valor adicionado distribuído 287.407

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social

NOTA 22

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS Variação do valor justo dos ativos biológicos Custo dos produtos vendidos LUCRO BRUTO Despesas gerais e administrativas Honorários da administração Outros resultados operacionais, líquidos Resultado de equivalência patrimonial LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO E DOS TRIBUTOS Receitas financeiras Despesas financeiras LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Imp.de renda e Contribuição social - correntes Imp.de renda e contribuição social - diferidos LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro líquido por ação básico e diluído em Reais

31/12/2011 502.072 333.076 15.129 (142) 154.009 (24.920) (18.202) (6.718) 477.152 (207.629) 269.523 32.838 32.739 99 302.361 45.160 31.351 11.647 2.138 24 78.412 63.813 12.380 2.219 47.781 131.008 31.914 99.094 302.361

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA

2.8 - Imobilizado Os itens do imobilizado estão demonstrados pelo seu custo de aquisição, formação ou construção, inclusive os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos que demandam certo período para ficar pronto menos depreciação acumulada apurada pelo método linear, considerando-se a estimativa de vida útil econômica dos respectivos itens e que são revisadas ao final de cada exercício. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado e somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídas é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, no período de ocorrência. O valor do ativo imobilizado é reduzido para seu valor recuperável, se o valor contábil do ativo for maior do que seu valor recuperável estimado. Os ganhos e perdas de alienações são determinados pela comparação dos resultados com o seu valor contábil e são reconhecidos em “Outros resultados operacionais, líquidos”. 2.9 - Impairment de ativos não-financeiros Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou amortização são testados apenas se existirem evidências objetivas (eventos ou mudanças de circunstâncias) de que o valor contábil pode não ser recuperável. Nesse sentido são considerados os efeitos de obsolescência, demanda, concorrência e outros fatores econômicos. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos menores níveis para os quais existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). 2.10 - Ativos biológicos As reservas florestais são reconhecidas ao seu valor justo, deduzidos dos custos estimados de venda no momento de corte conforme nota14. Para plantações imaturas (até um ano de vida), considera-se que o seu custo se aproxima ao seu valor justo. Os ganhos ou perdas surgidos do reconhecimento de um ativo biológico ao valor justo, menos os custos de venda, são reconhecidos na demonstração de resultado. A exaustão apropriada no resultado é formada pela parcela do custo de formação e da parcela referente ao diferencial do valor justo. Os custos de formação desses ativos são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Os efeitos da variação do valor justo do ativo biológico são apresentados em conta própria na demonstração de resultado. 2.11 - Empréstimos Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva, exceto aqueles que tem instrumentos derivativos de proteção, os quais serão avaliados ao seu valor justo. 2.12 - Contas a pagar a fornecedores e provisões Fornecedores As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. São, inicialmente, reconhecidas pelo valor nominal e que equivale ao valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. Provisões As provisões são reconhecidas quando há uma obrigação presente legal ou não formalizada como resultado de eventos passados e que seja provável a necessidade de uma saída de recursos para liquidar a obrigação e o valor possa ser estimado com segurança. As provisões não são reconhecidas com relação às perdas operacionais futuras. São mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, a qual reflita os riscos específicos da obrigação. 2.13 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido São calculados com base no resultado do exercício, antes da constituição do imposto de renda e contribuição social, ajustados pelas inclusões e exclusões previstas na legislação fiscal. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Na prática as inclusões ao lucro contábil de despesas, ou as exclusões das receitas, ambas temporariamente não tributáveis, geram o registro de créditos ou débitos tributários diferidos. Esses tributos são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. O imposto de renda e a contribuição social corrente são apresentados líquidos, no passivo quando houver montante a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipadamente pagos exceder o total devido na data do relatório. Os impostos e contribuições diferidos são reconhecidos somente se for provável a sua compensação com lucros tributários futuros. 2.14 - Benefícios aos empregados a) Planos de previdência privada A Companhia oferece plano de contribuição definida a todos os colaboradores, administrado pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos funcionários. A Companhia já ofereceu Plano de Benefício Definido a seus colaboradores, mas esse plano está em extinção com acesso vedado ao ingresso de novos participantes. Em relação ao Plano de Contribuição Definida, a Companhia não tem nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. (b) Participação nos lucros A Companhia remunera seus colaboradores mediante participação no lucro líquido, de acordo com o desempenho verificado no período. Esta remuneração é reconhecida como passivo e uma despesa operacional no resultado quando o colaborador atinge as condições de desempenho estabelecidas. 2.15 - Capital social As ações ordinárias e preferenciais são classificadas no patrimônio líquido. 2.16 - Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades da Companhia. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, descontos e abatimentos concedidos, sendo reconhecida quando o valor desta pode ser mensurado com segurança, que seja provável que os benefícios econômicos futuros fruirão para a entidade. (a) Venda de produtos São reconhecidas no resultado quando da entrega dos produtos, bem como pela transferência dos riscos e benefícios ao comprador. (b) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva. Quando uma perda (impairment) é identificada em relação a um instrumento financeiro a Companhia reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa de juros efetiva original do instrumento. 2.17 - Arrendamentos A Companhia possui contratos de arrendamento de terras, que são utilizadas para reflorestamento. Nesses contratos de arrendamentos, os riscos e direitos de propriedade são mantidos pelo arrendador e assim são classificados como arrendamentos operacionais. Os custos incorridos nos contratos de arrendamento operacional são incorporados ao custo de formação de ativos biológicos de forma linear durante o período de vigência desses contratos. A Companhia não possui contratos de arrendamento financeiro. 2.18 - Distribuição de dividendos A distribuição de dividendos é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras, ao final de cada exercício ou em períodos intermediários, e seu saldo é apurado considerando como base o dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia, portanto líquido de valores aprovados e pagos durante o exercício. NOTA 3 - ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS Na elaboração das Demonstrações financeiras foram utilizados julgamentos, estimativas e premissas contábeis para contabilização de certos ativos e passivos e outras transações. A definição das estimativas e julgamentos contábeis adotados pela Administração foi elaborada com a utilização das informações disponíveis na data, envolvendo, experiência de eventos passados e previsão de eventos futuros. As demonstrações financeiras incluem várias estimativas tais como: vida útil dos bens do ativo imobilizado, realização dos créditos tributários diferidos, perdas nos estoques, avaliação do valor justo dos ativos biológicos, provisão para contingências e perdas por impairment. As principais estimativas e premissas que podem apresentar risco, com probabilidade de causar ajustes nos valores contábeis de ativos e passivos, estão contempladas abaixo: a) Risco de variação do valor justo dos ativos biológicos A Companhia adotou várias estimativas para avaliar suas reservas florestais de acordo com a metodologia estabelecida pelo CPC 29/IAS 41 - “Ativo biológico e produto agrícola”. Essas estimativas foram baseadas em referências de mercado, as quais estão sujeitas a mudanças de cenário que poderão impactar as demonstrações financeiras da Companhia. Nesse sentido uma queda de 5% nos preços de mercado da madeira em pé provocaria uma redução do valor justo dos ativos biológicos da ordem de R$ 35.831, líquido dos efeitos tributários. Caso a taxa de desconto apresentasse uma elevação de 0,5%, provocaria uma redução no valor justo dos ativos biológicos da ordem de R$ 8.758, líquido dos efeitos tributários. b) Benefícios de planos de Previdência O valor atual dos ativos relacionados a planos de previdência depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre essas premissas usadas na determinação dos valores está a taxa de desconto e condições atuais de mercado. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão os correspondentes valores contábeis. NOTA 4 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1 Fatores de risco financeiro A Companhia está exposta a riscos de mercado relacionados à flutuação das taxas de juros e de crédito. Assim, a Companhia dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis

ATIVIDADES OPERACIONAIS: LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ITENS QUE NÃO AFETAM O CAIXA: Depreciação,amortização e exaustão Variação do valor justo dos ativos biológicos Juros, variações cambiais e monetárias líquidas Equivalência patrimonial Provisões, baixa de ativos INVESTIMENTOS EM CAPITAL DE GIRO: (Aumento) Redução em ativos Clientes Estoques Demais ativos Aumento (Redução) em passivos Fornecedores Obrigações com pessoal Contas a pagar Impostos e contribuições Demais passivos CAIXA PROVENIENTE DAS OPERAÇÕES Imposto de renda e contribuição social pagos Juros pagos CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS: Investimentos em ativo imobilizado e intangível Investimento em controlada Caixa líquido recebido em Incorporação de controlada Caixa Utilizado nas Atividades de Investimentos ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS: Ingressos de financiamentos Amortizações de financiamentos Mútuo com a controladora Dividendos CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS AUMENTO DO CAIXA NO EXERCÍCIO Saldo Inicial Saldo Final

31/12/2012

31/12/2011

127.385

131.008

263.467 (144.574) 27.588 (5) (6.541)

207.629 (154.009) 30.842 (99) 24.798

(25.240) 253 (3.544)

(2.417) 2.304 (18.008)

1.209 1.236 20.003 28.312 13.291 302.840 (20.488) (25.917) 256.435

934 2.606 (15.174) 23.860 (1.112) 233.162 (27.151) (21.498) 184.513

(124.699) 601 (124.098)

(121.280) (4.500) (125.780)

144.414 (86.800) 90 (124.457) (66.753) 65.584 304.171 369.755

130.384 (111.807) (359) (30.122) (11.904) 46.829 257.342 304.171

de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas pela Companhia têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que não realiza nenhuma operação com derivativos financeiros alavancados. (a) Risco de Mercado (I) Operações com Derivativos Nas operações com derivativos não existem verificações, liquidações mensais ou chamadas de margem, sendo o contrato liquidado em seu vencimento, estando contabilizado a valor justo, considerando as condições de mercado, quanto a prazo e taxas de juros. Os contratos em aberto em 31 de dezembro de 2012 são os seguintes: a - Contratos de SWAP Pré x CDI A Companhia possui dois contratos com valor de referência (nocional) agregado de R$ 163.545, sendo o último vencimento em 11/12/2014, com posição ativa em taxa prefixada e posição passiva em um percentual do CDI. A Companhia contratou essas operações com o objetivo de transformar o total de suas dívidas com taxa prefixada de juros para dívidas indexadas ao CDI. b - Cálculo do valor justo das posições O valor justo dos instrumentos financeiros foi calculado utilizando-se a precificação feita por meio do valor presente estimado, tanto para a ponta passiva quanto para a ponta ativa, onde a diferença entre as duas gera o valor de mercado do Swap. QUADRO DEMONSTRATIVO DA POSIÇÃO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Valor de Efeito Referência (nocional) Valor Justo Acumulado Valor a receber/ 31/12/2012 31/12/2011 31/12/2012 31/12/2011 recebido Contratos de Swaps Posição Ativa Taxa Prefixada 163.545 190.000 179.709 206.324 4.774 Posição Passiva CDI (163.545) (190.000) (174.935) (203.485) As perdas ou ganhos nas operações listadas no quadro foram compensadas nas posições em juros, ativas e passivas, cujos efeitos já estão expressos nas demonstrações financeiras. c - Análise de sensibilidade Abaixo segue demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, incluindo derivativos que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia, com um Cenário Provável (Cenário Base) e mais dois cenários, nos termos determinados pela CVM nº 475/08 representando 25% e 50% de deterioração da variável de risco considerada. Para as taxas das variáveis de risco utilizadas no Cenário Provável, foram utilizadas as cotações da BM&FBOVESPA/ Bloomberg para as respectivas datas de vencimento. QUADRO DEMONSTRATIVO DE ANÁLISE DE SENSIBILIDADE Cenário Cenário Cenário Risco Instrumento/Operação Descrição Provável Possível Remoto De taxa de Juros SWAP - PRÉ/CDI Aumento CDI 7.617 3.499 (656) Objeto de “hedge”: empréstimo em taxas prefixadas (7.617) (3.499) 656 Efeito Líquido (ii) Risco de fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros O risco de taxas de juros é o risco de a Companhia sofrer perdas econômicas devido a alterações adversas nessas taxas. Esse risco é monitorado continuamente com o objetivo de se avaliar eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para se proteger contra a volatilidade das mesmas. a - Risco de Crédito A política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de risco de crédito que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo econômico. b - Risco de liquidez A Companhia possui política de endividamento que tem por objetivo definir o limite e parâmetros de endividamento e disponível mínimo que a mesma deve manter. O quadro abaixo demonstra o vencimento dos passivos financeiros e as obrigações com fornecedores contratados pela Companhia nas demonstrações financeiras: Menos 2014 e 2016 a 2021 em 31/12/2012 de 1 ano 2015 2020 diante Empréstimos 114.182 182.778 53.051 452 Fornecedores 11.222 TOTAL 125.404 182.778 53.051 452 A projeção orçamentária para o próximo exercício, aprovada pela Administração, demonstra capacidade e geração de caixa para cumprimento das obrigações. 4.2 - Gestão de capital A Companhia faz a gestão de capital de forma a garantir a continuidade de suas operações, bem como oferecer retorno aos seus acionistas, inclusive pela otimização do custo de capital e controle do nível de endividamento pelo monitoramento do índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde ao valor da dívida líquida dividida pelo capital total. 31/12/2012 31/12/2011 A - Empréstimos e financiamentos 350.463 291.184 de curto prazo 114.182 159.652 de longo prazo 236.281 131.532 B - (-) Caixa e equivalentes de caixa 369.755 304.171 C = (A-B) Dívida líquida (19.292) (12.987) D - Patrimônio líquido 1.334.302 1.330.255 C/D = Índice de alavancagem financeira -1,45% -0,98% 4.3 - Estimativa do valor justo Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil menos a perda (impairment) estejam próximos de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros para fins de divulgação é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para a Companhia para instrumentos financeiros similares. A Companhia aplica o CPC 40/IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação de seu critério de mensuração. Como a Companhia só possui instrumentos derivativos de nível 2, calcula o valor justo de “swap” de taxa de juros pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado.

A seguir demonstramos os instrumentos financeiros por categoria: Empréstimos e recebíveis 31/12/2012 31/12/2011 ATIVOS Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes Depósitos vinculados SOMA PASSIVOS Empréstimos Fornecedores Dividendos SOMA

Outros ativos e passivos financeiros 31/12/2012 31/12/2011

Passivos financeiros designados a valor justo 31/12/2012 31/12/2011

TOTAL 31/12/2012

31/12/2011

369.755 58.754 762 429.271

304.171 33.728 1.982 339.881

-

-

-

-

369.755 58.754 762 429.271

304.171 33.728 1.982 339.881

-

-

175.831 11.222 30.801 217.854

88.188 10.013 31.914 130.115

174.632 174.632

202.996 202.996

350.463 11.222 30.801 392.486

291.184 10.013 31.914 333.111


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

terça-feira, 26 de março de 2013

Duraflora S.A. CNPJ nº 43.059.559/0001-08

NOTAS EXPLICATIVAS (Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado) (Continuação) NOTA 5 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 31/12/2012 31/12/2011 Bancos conta movimento 527 770 Certificado de depósito bancário 369.228 303.401 TOTAL 369.755 304.171 O saldo de aplicações financeiras está representado por certificados de depósitos bancários, remunerados com base na variação do CDI Os certificados de depósitos bancários, embora tenham vencimentos de longo prazo, podem ser resgatados a qualquer tempo sem prejuízo da remuneração. NOTA 6 - CONTAS A RECEBER DE CLIENTES 31/12/2012 31/12/2011 Duratex S.A. (1) 21.620 16.457 Outros clientes (2) 37.513 17.502 Impairment no contas a receber de clientes (379) (231) TOTAL 58.754 33.728 (1) Valores a receber com vencimentos até 30 dias. (2) Valores a receber com vencimentos até 1 ano com baixo risco de inadimplência, representando 0,64% ao final de 2012. A Companhia possui política de crédito que tem o objetivo de estabelecer os procedimentos a serem seguidos na concessão de crédito em operações de venda de produtos. A determinação do limite ocorre por meio da análise de crédito, considerando o histórico de uma empresa, sua capacidade como tomadora de crédito e informações do mercado. NOTA 7 - ESTOQUES 31/12/2012 31/12/2011 Produtos acabados 7.231 7.957 Matérias-primas 1.715 1.098 Almoxarifado geral 1.176 1.258 Adiantamento a fornecedores de estoques 62 TOTAL 10.122 10.375 NOTA 8 - VALORES A RECEBER 31/12/2012 31/12/2011 Venda de imobilizado (1) 6.284 4.363 Outros valores a receber 781 430 Total circulante 7.065 4.793 Venda de imobilizado (1) 11.163 10.543 Fomento (2) 13.601 12.887 Outros valores a receber 42 40 Total não circulante 24.806 23.470 (1) refere-se principalmente, aos valores a receber pela venda da Fazenda Boa Esperança no montante de R$ 11.438 em 2012 e R$ 13.442 em 2011. (2) refere-se a adiantamento a produtor rural tendo preferência no fornecimento de madeira. NOTA 9 - IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A RECUPERAR A Companhia possui créditos tributários federais e estaduais a recuperar, conforme composição demonstrada no quadro a seguir: 31/12/2012 31/12/2011 Circulante Imposto de renda e contribuição social a recuperar 5.590 5.190 ICMS/PIS/COFINS s/aquisição de Imobilizado (*) 1.815 2.556 ICMS e IPI a recuperar 4.494 1.560 Total circulante 11.899 9.306 Não circulante ICMS/PIS/COFINS s/aquisição de Imobilizado (*) 1.408 2.190 Total não circulante 1.408 2.190 (*) O ICMS / PIS / COFINS a compensar foram gerados substancialmente na aquisição de ativos destinados ao ativo imobilizado. Conforme legislações vigentes, as compensações se darão nos prazos de 12, 24, 48 meses para o PIS/COFINS e 48 meses para o ICMS. NOTA 10 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda e base negativa de contribuição social, diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e sobre a aplicação dos novos CPC’s/ IFRS. As atuais alíquotas desses impostos, utilizadas para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. 31/12/2012 31/12/2011 Provisões temporariamente indedutíveis Ativo de imposto diferido a ser recuperado em até 12 meses 1.777 1.568 Provisões de encargos trabalhistas diversos 1.227 1.117 Provisões fiscais 550 451 Ativo de imposto diferido a ser recuperado depois de mais de 12 meses 1.727 2.603 Provisões de encargos trabalhistas diversos 957 853 Provisões fiscais 770 1.701 Provisões diversas 49 TOTAL DE ATIVOS DE IMPOSTOS DIFERIDOS 3.504 4.171

31/12/2012 Passivo não circulante I.renda e C.social s/ Reserva de reavaliação I.renda e C.social s/ depreciação I.renda e C.social s/ativo biológico (CPC 29 IAS 41) I.renda e C.social s/ benefícios a empregados I.renda e C.social s/ resultado de SWAP (caixa x competência) I.Renda e C. social s/ ajuste a valor presente de financiamento I.renda e C.social s/ outras obrigações tributárias TOTAL DE PASSIVOS DE IMPOSTOS DIFERIDOS

31/12/2011

(28.825) (8.613) (189.410) (2.504) (941) (2.784) (233.077)

(28.305) (9.641) (195.600) (1.940) (157) (3.756) (239.399)

NOTA 11 - PARTES RELACIONADAS a) Operações com partes relacionadas Controladora Duratex S.A. 31/12/2012 31/12/2011

Descrição Ativo Clientes Empresas controladas Passivo Fornecedores Contas a pagar Dividendos a pagar

Outras partes relacionadas Ligna Florestal Ltda. 31/12/2012 31/12/2011

21.620 5

16.457 95

-

-

55 11 30.801 31/12/2012

48 65 31.914 31/12/2011

31/12/2012

31/12/2011

Resultado Vendas 265.299 236.680 Compras 20 12 Financeiro (2) 80 Outros (35) (43) Custos com arrendamento (*) (13.446) (13.308) (*) Os custos com arrendamento referem-se aos custos com o contrato de arrendamento rural firmado com a Ligna Florestal Ltda. (controlada pela Companhia Ligna de Investimentos), relativo a terrenos que são utilizados para reflorestamento. Os encargos mensais relativos a esse arrendamento são de R$ 1.161 e são reconhecidos de forma linear ao longo do contrato. Tal contrato possui vencimento para julho de 2036, podendo ser renovado automaticamente por mais 15 anos, e será reajustado anualmente pela variação do preço médio praticado pela controladora Duratex S.A. na venda de painéis de MDP (ver nota 19). As demais transações com partes relacionadas são operações comerciais de compras e vendas normais no curso dos negócios da Companhia, realizadas em condições de mercado. b) Remuneração do pessoal-chave da administração A remuneração paga ou a pagar aos executivos da administração da Companhia a título de honorários relativa ao exercício de 2012 foi de R$ 104 (R$ 317 em 31 de dezembro de 2011). NOTA 12 - INVESTIMENTO EM CONTROLADA a) Movimentação do investimento Jacarandá Mimoso Participações Ltda. Em 31 de dezembro de 2010 90.229 Resultado da equivalência patrimonial 99 Adiantamento p/futuro aumento de capital 4.500 Em 31 de dezembro de 2011 94.828 Resultado da equivalência patrimonial 5 Incorporação em 30/04/2012 (94.833) Em 31 de dezembro de 2012 b) Incorporação de controlada Em 30 de abril de 2012, foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária a incorporação da controlada Jacarandá Mimoso Participações Ltda., visando a otimização de seus processos de produção. Os principais ativos e passivos da empresa incorporados estão assim representados: Balanço Patrimonial de Incorporação de 30 de abril de 2012 Jacarandá Mimoso Participações Ltda. Ativo Ativo circulante 862 Caixa e equivalentes de caixa 601 Valores a receber 227 Impostos e contribuições a recuperar 34 Não circulante 96.018 Imobilizado 95.269 Ativos biológicos - Reservas florestais 749 Total do ativo 96.880 Passivo e patrimônio líquido Circulante 432 Contas a pagar 432 Não circulante 1.615 I. renda e contribuição social diferidos 1.615 Patrimônio líquido 94.833 Total do passivo e patrimônio líquido 96.880

NOTA 13 - IMOBILIZADO Saldo inicial em 01/01/2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2011 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Saldo contábil, líquido Saldo inicial em 31/12/2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Em 31/12/2012 Saldo inicial Aquisições Baixas Depreciações Transferências Incorporação Saldo contábil líquido Saldo inicial em 31/12/2012 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil líquido

Terras e terrenos

Construções e benfeitorias

Máquinas equipamentos e instalações

423.316 423.316

11.872 (3.544) 8.328

60.923 (38.553) 22.370

423.316 1.574 (3.058) 421.832

8.328 485 (55) (476) 2.077 10.359

421.832 421.832

Móveis utensílios

Veículos

3.210 3.210

1.669 (810) 859

25.531 (13.143) 12.388

1.675 (1.210) 465

528.196 (57.260) 470.936

22.370 10.283 (122) (7.936) 2.770 27.365

3.210 2.578 (5.492) 296

859 13 (4) (130) 6 744

12.388 2.584 (883) (4.386) 667 10.370

465 481 (11) (188) (28) 719

470.936 17.998 (4.133) (13.116) 471.685

14.379 (4.020) 10.359

73.854 (46.489) 27.365

296 296

1.684 (940) 744

27.899 (17.529) 10.370

2.117 (1.398) 719

421.832 1.650 (2.408) 95.269 516.343

10.359 92 (93) (524) 291 10.125

27.365 4.933 (366) (8.002) 89 24.019

296 1.565 (3) (800) 1.058

744 82 (13) (125) 688

10.370 490 (847) (3.254) (207) 6.552

516.343 516.343

14.669 (4.544) 10.125

78.510 (54.491) 24.019

1.058 1.058

1.753 (1.065) 688

27.335 (20.783) 6.552

Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC10 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovada pela Resolução CFC 1.263/09, a Companhia revisou a vida útil-econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação, não tendo sido necessária a modificação nas vidas úteis econômicas utilizadas para depreciação desses ativos. Taxas anuais de depreciação Construções e benfeitorias ..................................................................................................................................... 4,00% Máquinas, equipamentos e instalações............................................................................................................. 6,47% Móveis e utensílios..................................................................................................................................................... 10% Veículos.......................................................................................................................................................................... 10% a 20% Outros ativos................................................................................................................................................................ 10% a 20% NOTA 14 - ATIVOS BIOLÓGICOS (RESERVAS FLORESTAIS) A Companhia detém reservas florestais de eucalipto e de pinus que são utilizadas preponderantemente como matéria prima na produção de painéis de madeira, pisos e componentes de sua controladora Duratex S.A. e, complementarmente, para venda a terceiros. Em 31 de dezembro de 2012 a Companhia possuía aproximadamente 140 mil hectares em áreas de efetivo plantio (138 mil hectares em 31 de dezembro de 2011) que são cultivadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.a) Estimativa do valor justo O valor justo é determinado em função da estimativa de volume de madeira em ponto de colheita, aos preços atuais da madeira em pé, exceto para (i) florestas com até um ano de vida, que são mantidas a custo, em decorrência do julgamento que esses valores se aproximam de seu valor justo; e (ii) florestas em formação onde utiliza-se o método de fluxo de caixa descontado. Os ativos biológicos estão mensurados ao seu valor justo, deduzidos os custos de venda no momento da colheita. O valor justo foi determinado pela valoração dos volumes previstos em ponto de colheita pelos preços atuais de mercado em função das estimativas de volumes. As premissas utilizadas foram: i. Fluxo de caixa descontado - volume de madeira previsto em ponto de colheita, considerando os preços de mercado atuais, líquidos dos custos de plantio a realizar e dos custos de capital das terras utilizadas no plantio (trazidos a valor presente). ii. Preços - são obtidos preços em R$/metro cúbico através de pesquisas de preço de mercado, divulgados por empresas especializadas em regiões e produtos similares aos da Companhia, além dos preços praticados em operações com terceiros, também em mercados ativos. iii. Diferenciação - os volumes de colheita foram segregados e valorizados conforme espécie (a) pinus e eucalipto, (b) região, (c) destinação: serraria e processo. iv. Volumes - estimativa dos volumes a serem colhidos (6º ano para o eucalipto e 12º ano para o pinus), baseado na produtividade média projetada para cada região e espécie. A produtividade média poderá variar em função de idade, rotação, condições climáticas, qualidade das mudas, incêndios e outros riscos naturais. Para as florestas formadas utilizam-se os volumes atuais de madeira. São realizados inventários rotativos a partir do segundo ano de vida das florestas e seus efeitos incorporados nas demonstrações financeiras. v. Periodicidade - as expectativas em relação ao preço e volumes futuros da madeira são revistos no mínimo trimestralmente ou na medida em que são concluídos os inventários rotativos. b) Composição dos Saldos O saldo dos ativos biológicos é composto pelo custo de formação das florestas e do diferencial do valor justo sobre o custo de formação, conforme demonstrado abaixo: 31/12/2012 31/12/2011 Custo de formação dos ativos biológicos 545.248 518.178 Diferencial entre custo e valor justo 557.089 575.293 Valor justo dos ativos biológicos 1.102.337 1.093.471

Imobilização em andamento

Encargos Pré 7,4 % a.a 9,6 % a.a. 105,3% CDI TJLP + 3 % a.a

Garantias Alien.Fiduc.e NP Aval - Duratex S.A. Aval - Duratex S.A. Aval - 70% Itaúsa - 30% Pessoa Física

Circulante 263 111.158 2.761 114.182

Não Circulante 1.129 63.473 114.978 56.701 236.281

Diretores - Executivos Alexandre Coelho Neto do Nascimento Antonio Joaquim de Oliveira Antonio Massinelli

Flavio Marassi Donatelli João Jacó Hazarabedian Mônica Ramos Pinto

Reservas de lucros Legal Especial estatutária

2.446 756 52.262

2.446 756 54.450

578.832

572.603

33.581 545.251

27.212 545.391

O saldo da reserva especial estatutária será utilizado para expansão dos negócios da Companhia, via aumento de capital, ou para pagamento de dividendos aos acionistas. c) Dividendos Aos acionistas é garantido estatutariamente um dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido ajustado. Por proposta da Administração, foi destinado à distribuição de dividendos o valor de R$ 30.801, referente ao exercício de 2012. NOTA 21 - COBERTURA DE SEGUROS Em 31 de dezembro de 2012, a Companhia possuía cobertura de seguros para equipamentos agrícolas, tratores e máquinas de colheita. Nos termos das apólices de seguros, o valor da cobertura monta R$ 35.240. A Companhia não possui seguro para suas florestas. Para minimizar o risco sobre estes ativos são mantidos, brigadas interna e pessoal treinado no combate a incêndios, sistema de torres de observação, caminhões bombeiros e vigias motorizados. A Companhia não apresenta histórico de perdas relevantes com incêndio de florestas. NOTA 22 - RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS A reconciliação da receita bruta de vendas para a receita líquida de vendas esta assim representada: 31/12/2012 31/12/2011 Receita bruta de venda 391.503 333.076 Mercado Interno 391.503 333.076 Impostos e contribuições sobre vendas (36.593) (45.268) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS 354.910 287.808 NOTA 23 - DESPESAS POR NATUREZA 31/12/2012

31/12/2011 (154.009) (7.983) 42.985 207.629 30.294

542.061 (70.376) 471.685

TOTAL

188.353

118.916

31/12/2012

31/12/2011

719 707 (2) (251) 627 1.800

471.685 9.519 (3.732) (12.156) 95.269 560.585

Receitas financeiras Rendimento sobre aplicações financeiras Variação cambial ativa Juros e descontos obtidos Operações com controladora TOTAL

28.168 2.729 261 3 31.161

30.422 832 532 953 32.739

3.449 (1.649) 1.800

643.117 (82.532) 560.585

Despesas financeiras Encargos sobre financiamentos - Moeda nacional Operações com SCP’S Operações com controladora Operações com derivativos Taxas bancárias Imposto de operações financeiras Outras TOTAL

(27.215) (17.945) (5) (49) (379) (1.872) (47.465)

(29.707) (14.600) (873) (917) (88) (222) (1.597) (48.004)

TOTAL DO RESULTADO FINANCEIRO

(16.304)

(15.265)

31/12/2011 Circulante 264 100.484 57.912 992 159.652

Raul Penteado de Oliveira Neto Renato Aguiar Coelho Roberto Szachnowicz

Correção monetária do capital Incentivos fiscais Reservas de reavaliação

(144.574) 72.706 55.014 263.448 (58.241)

Não Circulante 1.388 102.512 27.632 131.532

Do total de empréstimos e financiamentos obtidos pela Companhia, R$ 289.609 (R$ 260.908 em 2011) receberam aval da controladora Duratex S.A. e R$ 41.623 (R$ 20.036 em 2011) recebeu aval da Itaúsa - Investimentos Itaú S.A. Empréstimos e financiamentos designados ao valor justo NOTA 17 - CONTAS A PAGAR Determinados empréstimos e financiamentos (que podem ser identificados na tabela acima como swap) 31/12/2012 31/12/2011 foram designados ao valor justo por meio do resultado, conforme descrito na nota 2.4. Aquisição de fazendas 2.063 1.881 Empréstimos e financiamentos - prazo de vencimento do longo prazo Sociedade em conta de participação 9.614 8.491 Ano 31/12/2012 31/12/2011 Adiantamentos de clientes 23.429 2013 104.191 Compra de madeira em pé 2.106 5.015 2014 128.644 1.678 Demais contas a pagar 328 1.719 2015 54.134 1.679 Total circulante 37.540 17.106 2016 2.164 1.678 Arrendamentos de terras 12.345 13.033 2017 1.370 1.087 Adiantamentos de clientes 13.979 2018 14.911 7.136 Sociedade em conta de participação 97.939 97.939 2019 24.485 10.562 Total não circulante 124.263 110.972 2020 10.121 3.521 NOTA 18 - PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS Demais 452 A Companhia é parte em processos judiciais e administrativos de natureza trabalhista e tributária, Total 236.281 131.532 decorrentes do curso normal de seus negócios. Não existem cláusulas restritivas para os empréstimos e financiamentos. DIRETORIA Presidente Henri Penchas

As contingências tributárias envolvem, principalmente, discussões judiciais sobre o crédito de PIS Semestralidade. a) Plano Verão Refere-se à medida judicial com vistas a obter o reconhecimento do direito de corrigir monetariamente o balanço patrimonial relativo ao exercício de 1989 por meio de aplicação integral do IPC (índice bruto) de 70,28%, evitando assim as distorções que o não reconhecimento da inflação efetiva causa no balanço patrimonial da Companhia e, desta forma, na tributação do resultado. Foi obtida sentença reconhecendo o direito de corrigir o balanço patrimonial de acordo com o índice de 42,72%, o que foi efetuado nos anos de 1994 a 1996. Embora a decisão do Tribunal Regional Federal - TRF tenha sido contrária à sentença, a Companhia obteve, através de Ação Cautelar, efeitos suspensivos dos seus recursos no Supremo Tribunal Federal - STF e Superior Tribunal de Justiça - STJ, mantendo-se, pois, os efeitos da sentença. Em 31 de dezembro de 2012, mantém uma provisão de R$ 2.708 (R$ 2.643 em 2011) decorrente de compensações efetuadas com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido. b) Contingências não provisionadas A Companhia está envolvida em outros processos de natureza tributária cujo valor totaliza R$ 2.048 (R$ 1.932 em 2011) que, por apresentarem probabilidade apenas possível, na opinião de seus assessores jurídicos, não tem provisão constituída. c) Ativos Contingentes A Companhia está discutindo judicialmente o ressarcimento de tributos e contribuições, cujas possibilidades de êxito são consideradas prováveis de acordo com a avaliação dos assessores jurídicos, no montante de R$ 4.331. Deste valor, R$ 4.181 (R$ 3.866 em 2011) refere-se à restituição do ILL-imposto de renda sobre o lucro líquido pago na distribuição do dividendo de 1989 a 1992. Como se tratam de ativos contingentes, esses valores não foram contabilizados nas demonstrações financeiras. NOTA 19 - ARRENDAMENTO RURAL Refere-se a contrato de arrendamento rural firmado pela Duraflora S.A. com a Ligna Florestal Ltda. (Controlada pela Companhia Ligna de Investimentos), relativos aos terrenos em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul em que estão localizadas as florestas. Os encargos mensais relativos a esse arrendamento são de R$ 1.161. Tal contrato possui vencimento em julho de 2036, podendo ser renovado automaticamente por mais 15 anos, e será reajustado anualmente pela variação do preço médio praticado pela Companhia na venda de painéis de MDP. Os pagamentos nominais mínimos futuros são: R$ 13.932 para 2013, R$ 69.660 de 2014 a 2018 e R$ 244.971 de 2019 em diante, totalizando R$ 328.563. Adicionalmente, em atendimento aos requerimentos do CPC 06 - “Operações de arrendamento mercantil”, a Companhia registra os efeitos decorrentes da linearização dos custos de seus contratos de arrendamento rural. NOTA 20 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social Em Assembleia Geral Extraordinária de 30/04/2012 foi aprovado o aumento de capital social em razão da incorporação em virtude da versão do patrimônio líquido da Jacarandá Mimoso para a Companhia, que passa de R$ 700.000 para R$ 700.006, mediante a emissão de 1 nova ação ordinária, sem valor nominal, a ser atribuída à Duratex Empreendimentos Ltda., na qualidade de sócia da Jacarandá Mimoso. Portanto, em 31 de dezembro de 2012, o capital social é de R$ 700.006, representado por 233.847 ações, sem valor nominal, sendo 181.492 ordinárias e 52.355 preferenciais. b) Reservas do Patrimônio Líquido 31/12/2012 31/12/2011 Reservas de capital 3.202 3.202

Despesas por natureza Variação do valor justo dos ativos biológicos Variação nos estoques Remunerações, encargos e Benefícios a empregados Encargos de depreciação, exaustão e amortização Outras despesas

31/12/2012 Amortização mensal Dezembro 2014 Junho 2015 Mensal e Trimestral

TOTAL

As florestas estão desoneradas de quaisquer ônus ou garantias a terceiros, inclusive instituições financeiras. Além disso, não existem florestas cuja titularidade legal seja restrita. c) Movimentação A movimentação dos saldos contábeis no início e no final do exercício é a seguinte: 31/12/2012 31/12/2011 Saldo inicial 1.093.471 1.030.717 Variação do valor justo Preço volume 144.574 154.009 Exaustão (162.778) (137.898) Variação do valor histórico Formação 114.811 97.455 Exaustão (88.490) (57.197) Aquisições 6.385 Incorporação de controlada 749 Saldo final 1.102.337 1.093.471 A elevação do saldo é decorrente do aumento das áreas plantadas para suportar a expansão das operações da Companhia. O ajuste na variação do valor justo é decorrente dos preços de mercado, produtividade e volume colhido. NOTA 15 - INTANGÍVEL Marcas e Software Patentes TOTAL Saldo final em 01/01/2011 Custo 190 4 194 Amortização (124) (124) Saldo contábil, líquido 66 4 70 Em 31/12/2011 Saldo inicial 66 4 70 Adições 26 5 31 Amortização (21) (21) Baixas (3) (3) Saldo contábil, líquido 68 9 77 Saldo final em 31/12/2011 Custo 213 9 222 Amortização (145) (145) Saldo contábil, líquido 68 9 77 Em 31/12/2011 Saldo inicial 68 9 77 Adições 368 1 369 Amortização (42) (42) Baixas (108) (108) Saldo contábil, líquido 286 10 296 Saldo final em 31/12/2011 Custo 473 10 483 Amortização (187) (187) Saldo contábil, líquido 286 10 296

NOTA 16 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Modalidade FINAME Nota de Crédito Rural c/SWAP Nota Crédito Exportação BNDES TOTAL

Outros ativos

A Administração da Companhia, com base na opinião de seus consultores jurídicos, acredita que as provisões para contingências constituídas são suficientes para cobrir as eventuais perdas com processos judiciais e administrativos, conforme apresentado a seguir: 31/12/2012 31/12/2011 Tributários 4.429 8.044 Trabalhistas 2.872 2.536 TOTAL 7.301 10.580

NOTA 24 - RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS

NOTA 25 - OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS, LÍQUIDOS Crédito com previdência complementar (CPC 33) Venda da Fazenda Boa Esperança Resultado na baixa de ativos, e outros operacionais TOTAL

31/12/2012 1.659 3.423 5.082

31/12/2011 1.481 13.442 (20) 14.903

NOTA 26 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Reconciliação da Despesa do Imposto de Renda e da Contribuição Social Demonstração da reconciliação entre a despesa de imposto de renda e contribuição social pela alíquota nominal e efetiva: 31/12/2012 31/12/2011 Resultado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social 155.236 168.312 Base imposto de renda e contribuição social - lucro presumido (93.919) (94.103) I.Renda e C.Social sobre o Resultado às alíquotas de 25% e 9%, respectivamente (20.848) (25.231) I.Renda e C.Social sobre Adições e Exclusões ao Resultado (7.003) (12.073) Imposto de renda e contribuição social - lucro presumido Provisões/realizações indedutíveis Resultado de Equivalência Patrimonial Outras Adições e Exclusões I.Renda e C.Social sobre o Lucro do Exercício No Resultado: Imposto de renda e contribuição social correntes Imposto de renda e contribuição social diferidos

(7.861) 2 856 (27.851) (27.851) (35.120) 7.269

(8.323) (20) 34 (3.764) (37.304) (37.304) (31.147) (6.157)

NOTA 27 - PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA A Companhia faz parte do grupo de patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial, entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social. A Fundação administra um Plano de Contribuição Definida (Plano CD) e um Plano de Benefício Definido (Plano BD). Plano de contribuição definida - Plano CD Este plano é oferecido a todos os funcionários elegíveis ao plano e contava em 31 de dezembro 2012 com 679 participantes (606 em 31 de dezembro de 2011). No Plano CD - PAI (Plano de Aposentadoria Individual) não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes. O regulamento vigente prevê a contribuição das patrocinadoras com percentual entre 50% e 100% do montante aportado pelos funcionários. Fundo programa previdencial As contribuições das patrocinadoras que permaneceram no plano em decorrência dos participantes terem optado pelo resgate ou pela aposentadoria antecipada, formaram o Fundo Programa Previdencial, que de acordo com regulamento do plano, vem sendo utilizado para compensação das contribuições das patrocinadoras. O valor presente das contribuições normais futuras, calculado pela Towers Watson, utilizando-se o percentual médio de contribuição normal dos patrocinadores, totalizou, em 31 de dezembro de 2012, R$ 7.365 (R$ 5.706 em 31 de dezembro de 2011). O acréscimo de R$ 1.659 foi reconhecido no resultado na rubrica “Outros resultados operacionais, líquidos”. Plano de Benefício Definido - Plano BD É um Plano que tem como finalidade básica à concessão de benefícios que, sob a forma de renda mensal vitalícia, se destina a complementar, nos termos de seu regulamento os proventos pagos pela Previdência Social. Este plano encontra-se em extinção, assim considerado como aquele ao qual está vedado o acesso de novos participantes. O plano abrange os seguintes benefícios: a complementação de aposentadoria, por tempo de contribuição, especial, por idade, invalidez, renda mensal vitalícia, prêmio por aposentadoria, pecúlio por morte. Conforme requerido pela Deliberação CVM nº 600 de 7 de outubro de 2009, a Towers Watson, atuário independente, calculou para a Fundação Itaúsa Industrial, os valores a serem reconhecidos nas demonstrações financeiras. Em função do reconhecimento desse superávit depender da aprovação pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc e do pedido de destinação das reservas especiais e manutenção dos níveis da reserva de contingência do plano. A Companhia optou por não reconhecer o ativo em 31 de dezembro de 2012. NOTA 28 - LUCRO POR AÇÃO Básico e diluído O cálculo do lucro por ação básico e diluído são iguais, pelo fato de não ter qualquer redutor na quantidade de ações da Companhia. 31/12/2012 31/12/2011 Lucro atribuível aos acionistas da Companhia 127.385 131.008 Média ponderada da quantidade de ações emitidas (em milhares) 233,8470 220,5435 Lucro básico e lucro diluído por ação 544,74 594,02

Diretores Gerentes Flávio Dias Soares Francisco de Assis Guimarães

Marco Antonio Milleo Roney Rotenberg

Roberto Frederico Battaglioli Contador CRC 1SP109479/O-0

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Administradores e Acionistas Duraflora S.A. Examinamos as demonstrações financeiras da Duraflora S.A. (“Companhia”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o

objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Duraflora S.A. em 31 de dezembro de 2012, o

desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos - demonstração do valor adicionado Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012, cuja apresentação não é obrigatória pela legislação societária brasileira para companhias fechadas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 21 de março de 2013 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Carlos Alberto de Sousa Contador CRC 1RJ056561/O-0 “S” SP


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Tem gente que fica falando que não vai sair a Refinaria Abreu e Lima. Aves de mau agouro! Presidente Dilma Rousseff

conomia

Dilma garante refinaria que Hugo Chávez deixou

Delamonica/ Estadão Conteúdo

A construção da Refinaria Abreu e Lima seria da Petrobras e da PDVSA. Mas Chávez nunca honrou o acordo.

A

presidente Dilma Rousseff garantiu ontem a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, pela Petrobras. Originalmente a refinaria foi concebida para ser uma parceria com a estatal venezuelana PDVSA, que teria 40% do projeto, mas essa sociedade não chegou a se concretizar nem quando Hugo Chávez estava saudável e no poder. Dilma chamou de "aves de mau agouro" os que dizem que a refinaria não será feita, durante a inauguração de obras de combate à seca na cidade de Serra Talhada (PE). "Tem gente que fica falando que não vai sair a Refinaria Abreu e Lima. São aves de mau agouro, aves de mau agouro que estão erradas. Porque nós vamos fazer a Refinaria Abreu e Lima e logo, logo, ela vai estar processando seus 230 mil barris por dia, e isto vai significar não só um ganho aqui para Pernambuco, mas para o Brasil, porque esta será a primeira refinaria em 33 anos no nosso País", disse . A presidente também lembrou em seu discurso outros grandes projetos em construção no Nordeste. "Nós conseguimos fazer um conjunto de obras que mostram uma nova face para esse novo Nordeste. Eu me refiro ao Porto de Suape, à Refinaria Abreu e Lima, duplicação de estradas federais... a integração do São Francisco", disse ela. A parceria entre as petrolíferas começou com um acordo selado em 2005 pelos então presidentes do Brasil e da Venezuela, Lula e Hugo Chá-

Daniel Marenco/ Folhapress

Autoridades estudam como diminuir trânsito no Porto de Santos

Agendamento pode diminuir filas no porto

O Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco está sendo construída sozinha pela Petrobras. vez, respectivamente. O custo da obra é estimado pela Petrobras em US$ 17,1 bilhões, mas o valor pode aumentar em US$ 3 bilhões por pleitos de aditivos nos contratos. A PDVSA e a Petrobras seguem negociando a sociedade, mas a estatal brasileira vem assumindo os custos sozinha. As operações devem começar em maio de 2015. PAC em Pernambuco – Ao lado de Dilma, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou investimentos de R$ 3,1 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Pernambuco. Serão R$ 2,8 bilhões do governo federal e R$ 330 milhões provenientes

do governo estadual. "Todo esse dinheiro será usado em obras fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população", disse a ministra. Ela anunciou também o investimento de R$ 290 milhões para ampliação do Porto de Suape, com a construção de dois novos terminais. "Esses investimentos, que serão executados pelo governo estadual, fazem parte de um montante mais geral de recursos que serão realizados nos portos brasileiros pelo setor público e pelo setor privado", disse. Cerca de R$ 700 milhões serão usados para a construção de adutoras e barragens. As obras de natureza hídrica serão realizadas pelo governo

federal. Além disso, foi anunciada a instalação de uma fábrica da Fiat em Pernambuco, com incentivo tributário de R$ 4,5 bilhões e incentivo financeiro a juro negativo de R$ 2,5 bilhões. "A instalação da Fiat em Pernambuco faz parte de um conjunto grande de investimentos para tornar nosso País mais equilibrado regionalmente", justificou. Serão feitas ainda duas obras rodoviárias ao custo de R$ 1,65 bilhão. A primeira será a duplicação da BR 423, que liga São Caetano a Garanhuns. A segunda será o "arco metropolitano do Recife", executada pelo governo federal, para liberar a BR 101 do tráfego intenso. (Agências)

governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sugeriu que, para desafogar a fila de caminhões em direção ao Porto de Santos (SP), haja uma central de agendamento. "Não é possível a estrada servir de armazenagem de grãos. O caminhão só deve descer quando estiver agendada a descarga e os terminais portuários precisam ter pátios de estacionamento", afirmou. "É falta de planejamento. Não podem descer todos os caminhões ao mesmo tempo", completou. Segundo ele, haverá uma reunião importante com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O governador citou o fato de ter havido supersafra este ano e uma greve no porto há cerca de 30 dias. "Mas o problema se resolverá rapidamente com a central de agendamento por parte da Codesp." Alckmin afirmou

ainda que as obras para a ampliação da Rodovia Cônego Domênico Rangoni já começaram e que haverá mudanças no trevão da Anchieta com essa rodovia, o que também deve ajudar a melhorar o fluxo de veículos no local. No próximo dia 29 será inaugurado o alcoolduto ligando Paulínia a Ribeirão Preto. "Todo o álcool que vai de caminhão irá por polidutos. Ficou pronto o alcoolduto Paulínia a Ribeirão Preto e será utilizado de Paulínia até os portos, os chamados polidutos. Isso vai tirar muitos caminhões das estradas." Alckmin também disse que é preciso aumentar o transporte de cargas por ferrovias. "Para isso, precisamos acelerar o ferroanel. Estamos trabalhando com o governo federal para ver de quem é a responsabilidade. É muito mais eficiente e barato." (Estadão Conteúdo)

Ação para acabar com trânsito em via de acesso Moacyr Lopes Junior/ Folhapress

Acostamento salva Rod. Cônego Domênico Rangoni em Cubatão (SP)

P

elo segundo dia consecutivo, não houve filas de caminhões na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, depois que a Prefeitura do Guarujá (SP), em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Estadual e a Ecovias, desencadeou uma operação para separar o tráfego de carretas, com o objetivo de evitar os congestionamentos observados nos últimos dias. A operação, que começou domingo (24), consistiu em permitir que os caminhões graneleiros trafegassem pelo acostamento, enquanto as carretas carregadas com contêineres rumo ao Porto de Santos deveriam seguir pela faixa da direita, liberando as demais pistas para o tráfego de veículos leves. De acordo com o gerente de Operações da Ecovias, Eduardo di Gregório, a expectativa agora é observar a movimentação a partir de hoje, quando o volume de caminhões aumenta, tendo ainda um fator complicador – que é a proximidade com os feriados da Semana Santa, por sempre atraírem turistas para o Guarujá e Bertioga.

Na ação iniciada domingo, houve sincronia entre os Poderes públicos e os terminais marítimos e retroportuários instalados no Guarujá. Segundo a diretora de Trânsito da Prefeitura, Quetlin Scalioni, a separação foi implementada para identificar melhor o tipo de veículo em excesso nos pátios. "Está sendo feito o agendamento dos descarregamentos", disse, lembrando que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) tem colaborado com uma fiscalização maior. Expectativa – O juiz Ricardo Fernandes Pimenta Justo, da 1.ª Vara Cível do Guarujá, acatou proposta do Ministério Público Estadual (MPE) de responsabilizar a Santos Brasil, empresa arrendatária do Terminal de Contêineres (Tecon), pelos congestionamentos na Domênico Rangoni. A empresa foi acusada de usar a rodovia como área de estacionamento, prejudicando os demais usuários. A companhia pode ser punida com multa de R$ 50 mil por caminhão parado. A Santos Brasil prometeu entrar com recurso contra a liminar. (EC)


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Duratex S.A. CNPJ. 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300154410 Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da DURATEX S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 22.04.2013, às 8:30 horas, no auditório da sede social, na Avenida Paulista, 1938 - 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de: EM PAUTA ORDINÁRIA: 1. tomar conhecimento dos Relatórios da Administração, do Comitê de Auditoria e de Gerenciamento de Riscos e dos Auditores Independentes e examinar, discutir e deliberar sobre as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31.12.2012; 2. deliberar sobre proposta para destinação do lucro líquido do exercício de 2012 e ratificação da distribuição antecipada de juros sobre o capital próprio; 3. fixar o número de membros titulares e suplentes e eleger os membros do Conselho de Administração para o próximo mandato anual; nos termos das Instruções CVM 165/91 e 282/98, os interessados em requerer a adoção do voto múltiplo nessa eleição deverão representar, no mínimo, 5% do capital social; e 4. deliberar sobre a verba destinada à remuneração dos integrantes do Conselho de Administração e da Diretoria. EM PAUTA EXTRAORDINÁRIA: Examinar proposta do Conselho de Administração para: 5. elevar o atual capital social, de R$ 1.550.246.461,69 para R$ 1.705.271.709,44, mediante capitalização de reservas de lucros e simultânea bonificação de 10% em ações, que serão atribuídas aos acionistas na proporção de 1 (uma) ação nova para cada lote de 10 (dez) ações de que forem titulares na posição final do dia 22.04.2013; 6. alterar e consolidar o Estatuto Social para: (i) no“caput” do Artigo 5º registrar a nova composição do capital social decorrente do item precedente e das conversões de debêntures em ações deliberadas pelo Conselho de Administração dentro do limite do capital autorizado; e (ii) excluir o Capítulo XI - Disposições Transitórias face o Diretor Presidente já ter atingido o limite etário de 67 anos. Informações Gerais: Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.duratex.com.br/ri), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e os seguintes documentos comprovando a validade da procuração (para documentos produzidos no exterior, a respectiva tradução consularizada e juramentada): (a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; (b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. De modo a facilitar os trabalhos na Assembleia, a Companhia sugere que os Acionistas representados por procuradores enviem, com antecedência mínima de 48 horas, cópia dos documentos acima elencados por correio ou portador para: Duratex S.A. - Assuntos Paralegais: Av. Paulista nº 1938 - 19º andar - Bela Vista, São Paulo-SP - CEP 01310-942 São Paulo (SP), 21 de março de 2013. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (26/27/28) Salo Davi Seibel - Presidente

EMPRESA METROPOLITANA DE TRANSPORTES URBANOS DE SÃO PAULO S.A. CNPJ: 58.518.069/0001-91 AVISO A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP – torna público que requereu à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB – a Licença Prévia para a implantação do SIM – VLT da Região Metropolitana da Baixada Santista – Trecho Conselheiro Nébias/ Valongo, mediante a apresentação do Relatório Ambiental Preliminar – RAP. Declara aberto o prazo de 30 dias a partir da publicação desta nota, para manifestação, por escrito, de qualquer interessado. A solicitação deverá ser protocolada ou enviada por carta registrada, postada no prazo acima definido, ao Departamento de Avaliação Ambiental de Empreendimentos – IE1, Av. Professor Frederico Hermann Junior, 345 – Alto de Pinheiros, CEP 05459-900, São Paulo – SP.

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA AVISO DE RETIFICAÇÃO DE EDITAL A Prefeitura Municipal de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital Pregão Presencial n.º 13/PP/2013, do tipo menor preço por item, que trata do registro de preços para futuras e eventuais aquisições de materiais de construção para manutenção em próprios, vias, passeios e áreas públicas, sofreu alterações nos itens 03, 07 e 08 do anexo I do edital. A abertura das propostas fica prorrogada para o dia 11 de Abril de 2013, às 9h15min.O Edital em inteiro teor, com as alterações introduzidas, estará à disposição dos interessados, de 2ª a 6ª feira, das 09h00min às 16h00min horas, junto ao Setor de Compras, localizado no Paço Municipal, à Avenida João Pessoa, nº. 777, Centro, ou através do telefone (0xx19) 3476.8602, ou pelo endereço eletrônico: www.novaodessa.sp.gov.br – Link - licitações. Nova Odessa, 25 de Março de 2013. Setor de Compras e Licitações. Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.167.412/0001-13 e NIRE 35 3 0004818 1 Edital de Convocação A. Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 25 de abril de 2013, às 10:15 hs. (dez horas e quinze minutos), na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Assembleia Geral Ordinária:1. examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras (BRGAAP e IFRS), o Relatório dos Auditores Independentes, o Parecer do Conselho Fiscal e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, todos relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio relativas ao 1º e 2º semestres de 2012; 3. examinar, discutir e votar a verba máxima destinada à remuneração dos Administradores para o exercício de 2013, conforme proposta do Comitê de Remuneração; e 4. se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 34.000.000,00 (trinta e quatro milhões de reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta “Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 9º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data de sua realização, isto é até 17.04.2013, inclusive. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento, ou seja, até 19.04.2013, inclusive.O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, conforme atualmente vigente, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante.Os documentos pertinentes às Assembleias encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade.São Paulo, 25 de março de 2013. Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA EDITAL DE SUSPENSÃO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL 22/2013 Declaramos para todos os efeitos que está SUSPENSO a licitação Pregão Presencial nº. 22/PP/2013, que tem por objeto o registro de preços para futuras e eventuais contratações de prestação de serviço de controle, operação e fiscalização de portarias e edifícios e prestação de serviços de vigilância/segurança patrimonial para a Prefeitura, tendo em vista solicitação de esclarecimentos. Nesse sentido há necessidade de estudo para melhor adequação técnica do objeto. A nova data da sessão será oportunamente publicada. Nova Odessa, 25 de Março de 2013. Setor de Compras e Licitações

OTIMA – CONCESSIONÁRIA DE EXPLORAÇÃO DE MOBILIÁRIO URBANO S.A. Atual razão social da PRA SP – CONCESSIONÁRIA DE EXPLORAÇÃO DE MOBILIÁRIO URBANO S.A. CNPJ 17.104.815/0001-13

Aviso aos Acionistas Documentos: Comunicamos que se encontram à disposição dos Senhores Acionistas, na sede da Companhia, localizada na Av. Pedroso de Moraes, nº 1.553, conjuntos 71, 72, 73 e 74, Pinheiros, São Paulo/SP, os documentos a que se refere o art. 133 da Lei nº 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012. São Paulo, 22 de março de 2013. Violeta Kertész Noya, Diretora Presidente.

Bicicletas Monark S.A. - CNPJ/MF 56.992.423/0001-90 - NIRE 35.300.021.93-2 Edital de Convocação - Ficam convidados os Srs. Acionistas de Bicicletas Monark S.A. a se reunirem no dia 26 de abril de 2013, às 14 horas, na sede social, situada na Rua Francisco Lanzi Tancler nº 130 - Distrito Industrial Domingos Giomi, Indaiatuba/SP, em Assembleia Geral Ordinária, para deliberarem a respeito da seguinte Ordem do Dia: 1 - Leitura, discussão e votação do Relatório da Administração, das Demonstrações Contábeis e do Parecer dos Auditores Independentes referentes ao exercício social findo em 31 de Dezembro de 2012; 2 - Destinação do lucro líquido; e 3 - Eleição dos membros do Conselho de Administração e fixação da verba para remuneração e honorários dos Administradores. Atendendo à instrução C.V.M. nº 282 de 26/06/98, informamos que é de 6% o percentual mínimo de participação no capital votante necessário à requisição da adoção do voto múltiplo para eleição dos membros do Conselho de Administração. Poderão participar da Assembleia os acionistas, por si, por seus representantes legais ou procuradores, portando documento de identificação oficialmente reconhecido e comprovante da titularidade das ações, expedido pela instituição financeira escrituradora e/ou agente de custódia nos últimos 5 dias. Além dos documentos acima mencionados, a acionista pessoa jurídica deverá apresentar cópia autenticada do último estatuto ou contrato social consolidado e da documentação societária outorgando poderes de representação (ata de eleição dos diretores e/ou procuração). Comunicamos aos Srs. Acionistas que os documentos de que trata o artigo nº 133 da Lei nº 6404/76, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2012, encontram-se a sua disposição na sede social da Companhia. São Paulo, 26 de Março de 2013. O Conselho de Administração.

BV PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF Nº 10.890.415/0001-31 - NIRE 35.300.369.076 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 06 DE FEVEREIRO DE 2013 1. Data, Horário e Local: Dia 06 de fevereiro de 2013, às 09:00 horas, na Capital do Estado de São Paulo, na Avenida das Nações Unidas, nº 14.171, Torre A, 18º andar. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, em virtude da presença de acionistas representando a totalidade do capital social. 3. Mesa Dirigente: Presidente: Sr. José Ermírio de Moraes Neto; e Secretária: Sra. Marta Cibella Knecht. 4. Ordem do Dia: Aprovação da alteração do objeto social da sociedade controlada BV Sistemas de Tecnologia da Informação S.A.. 5. Deliberações – Por unanimidade de votos, foi aprovada a alteração do objeto social da sociedade controlada BV Sistemas de Tecnologia da Informação S.A. para que passe a constar a prestação de serviços de exibição, divulgação, veiculação e locação de espaço em páginas eletrônicas. 6. Encerramento: O Sr. Presidente concedeu o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretária e demais acionistas presentes. (aa) José Ermírio de Moraes Neto, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; p. Votorantim Finanças S.A., José Ermírio de Moraes Neto e Wang Wei Chang; p. Banco do Brasil S.A., Paulo Rogério Caffarelli.A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio.São Paulo, 06 de fevereiro de 2013. MARTA CIBELLA KNECHT - Secretária. Arquivado na JUCESP em 11.03.13, sob nº 110.535/13-3. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

INTESA SANPAOLO SERVIÇOS E EMPREENDIMENTOS LTDA. NIRE: 35223683506 - CNPJ/MF: 01.941.819/000116 - Edital de Convocação ç - Ficam convocados os demais sócios quotistas da sociedade Intesa Sanpaolo p Serviços ç e Empreendimentos Ltda. para a Reunião Ordinária que se realizará no dia 29 de abril de 2013, às 11:00 horas, na sede da sociedade em São Paulo, na Avenida Paulista, nº 1.842 - Torre Norte, 2º andar - conjunto 26, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: a) tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o Balanço Patrimonial e o de resultado econômico;; b)) Fixação ç da remuneração ç dos Diretores; c) Outros assuntos de interesse da sociedade. Aviso aos Quotistas: Os documentos referidos no item “a” supra encontram-se à disposição dos sócios quotistas, na sede da empresa. São Paulo, 25 de março de 2013. Intesa SanPaop lo S.p.A. - Sócia - p.p. Osvaldo Coltri - Procurador

Companhia Copale de Administração, Comércio e Indústria CNPJ/MF nº 61.146.502/0001-10 – AVISO AOS ACIONISTAS À disposição, na sede social documentos do Artigo 133, Lei 6404/76, referente exercício findo social encerrado 31/12/12. São Paulo, 22 de março de 2013. A Diretoria. (23, 26, 27/3/2013)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 25 de março de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Maria de Jesus Neves. Requerido: Lua Nova Doces e Salgados Ltda. Avenida Nova Independência, 145 – Brooklin Paulista - 1ª Vara de Falências. Requerente: Quanta Tecnologia Eletrônica Indústria & Comércio Ltda. Requerido: Jide Car Rastreamento e Monitoramento Ltda. (Sat Company). Avenida Nazareth, 1.272 – Ipiranga - 2ª Vara de Falências. Requerente: Ipanema Comercial Exportadora e Importadora Ltda. Requerido: Montreal Atacadista Gêneros Alimentícios Ltda. Avenida Luis Pires de Minas, 723 – Jardim Imperador - 1ª Vara de Falências. Requerente: Gerdau Aços Longos S/A. Requerido: SCAC Fundações e Estruturas Ltda. Avenida Engenheiro Billings, 2.403 – Jaguaré - 1ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Requerente: RBR Comércio de Calçados e Acessórios Ltda. Requerido: RBR Comércio de Calçados e Acessórios Ltda. Avenida Higienópolis, 618 - Lojas 222 e 223 – Higienópolis - 2ª Vara de Falências.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS - TIPO TÉCNICA E PREÇO A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Projetos: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 46/00100/13/02 - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança - EE Profª Mercedes Paz Bueno - Rua Xingu, 07-46 - Cep: 17013-510 - Vila Sta Lucia – Bauru/SP; EE Prof Silvério São João - Rua Prof. Antonio Xavier de Mendonça, 5-35 - Cep: 17043-090 - Vila Universitária – Bauru/SP; EE/ETEC Ernesto Monte/Rodrigues de Abreu (Cl Descentr) - Praça das Cerejeiras, 04-44 - Cep: 17040-500 - Altos Cidade – Bauru/SP - 90/180 - 09:30 - 26/04/2013. 46/00109/13/02 - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança - Terreno Jd. do Engenho II - Rua Hum, s/nº - Jardim do Engenho - Monte Mor/ SP - 120/180 - 10:00 - 26/04/2013. 46/00112/13/02 - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança - EE Prof Álvaro Cotomacci - Rua Moacir Brilhante, s/nº - Cep: 13058-432 - Jd. Novo Maracanã – Campinas/SP; EE Prof Élcio Antonio Selmi - Rua Elenira R. de Souza Nazareth, 175 - Cep: 13058-113 Res Cosmos – Campinas/SP - 90/180 - 10:30 - 26/04/2013. 46/00116/13/02 - Projeto de Ampliação - Elaboração de Projeto Executivo e Apresentação de Pasta Técnica Contemplando a Documentação Relativa ao Projeto Técnico de Segurança - EE Profª Maria Frizzarin - Rua Udini, 120 - Cep: 13478-866 - Jd. Mirandola – Americana/SP; EE Profª Leny Barros da Silva - Rua Olimpio de Mello, 900 - Cep: 19813-105 - Prq. das Acácias – Assis/SP - 90/180 - 11:00 - 26/04/2013. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 26/03/2013, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Os invólucros contendo a Proposta Técnica, a Proposta Comercial e os documentos de Habilitação, deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. BARJAS NEGRI Presidente

Consórcio Alfa de Administração S.A. Sociedade Anônima de Capital Aberto CNPJ/MF nº 17.193.806/0001-46 e NIRE 35 3 0002366 8 Edital de Convocação A.Convidamos os senhores acionistas a se reunirem no dia 25 de abril de 2013,às 11:45hs.(onze horas e quarenta e cinco minutos),na sede social, na Alameda Santos, 466, 1º andar, Cerqueira César, nesta Capital, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:Em Assembleia Geral Ordinária: 1. Examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras, o Relatório dos Auditores Independentes e o Parecer do Conselho Fiscal, todos relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2012; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar as distribuições de juros sobre o capital próprio e dividendos relativas ao 1º e 2º semestres de 2012; 3. fixar a verba máxima destinada à remuneração dos membros da Diretoria e do Conselho de Administração para o exercício de 2013; e 4. se assim deliberado, instalar o Conselho Fiscal, eleger seus membros efetivos e suplentes e fixar suas remunerações. Em Assembleia Geral Extraordinária: Tomar conhecimento e deliberar sobre a Proposta da Diretoria, com pareceres favoráveis do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, para aumentar o capital social em R$ 23.850.520,00 (vinte e três milhões, oitocentos e cinquenta mil e quinhentos e vinte reais), sem emissão de ações, mediante a capitalização de igual valor a ser retirado da conta“Reserva para Aumento de Capital”, para eliminar seu excesso, e aprovar a correspondente reforma estatutária. B. Nos termos do Parágrafo Único do Artigo 11º do Estatuto Social, para participar da Assembleia Geral é necessário ser acionista no mínimo 08 (oito) dias antes da data de sua realização, isto é até 17.04.2013, inclusive. Quando o acionista se fizer representar por mandatário, é indispensável o depósito do respectivo instrumento de procuração na sede social, mediante protocolo, até 05 (cinco) dias também antes do mesmo evento, ou seja, até 19.04.2013, inclusive. O instrumento de procuração deve ter firma reconhecida e ser acompanhado de comprovação de poderes do respectivo outorgante. Além disso, lembramos que o Artigo 126 da Lei nº 6.404/76, conforme atualmente vigente, prevê que, para ser admitido, participar e deliberar nas Assembleias Gerais, pode ser solicitado ao acionista (ou seu procurador) que apresente documento de identidade e comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante.Os documentos pertinentes às Assembleias encontram-se à disposição dos acionistas na sede da Sociedade.São Paulo, 25 de março de 2013.Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente do Conselho de Administração.

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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: PREGÃO ELETRÔNICO DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00166/12/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DE IMPRESSÕES DO CAPE - WIRE-O E CAPAS PVC. A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para: Aquisição de Materiais para Produção de Impressões do Cape - Wire-O e Capas Pvc. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 26/03/2013, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 09/04/2013, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 26/03/2013, até o momento anterior ao início da sessão pública. BARJAS NEGRI Presidente

EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA – O presidente da Cooperativa de Crédito dos Bancários de São Paulo e Municípios Limítrofes – BANCREDI convoca seus associados para se reunirem em AGO, a realizar-se à Rua São Bento, 413, térreo, Auditório Amarelo, nesta cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, no dia 18 de abril de 2013, obedecendo aos seguintes horários e “quorum” para sua instalação, sempre no mesmo local, em cumprimento ao que determina seu Estatuto Social: 1) em primeira convocação às 16h com a presença de 2/3 do número de Associados; 2) em segunda convocação às 17h com a presença de metade mais um do número total de Associados; 3) em terceira convocação às 18h com a presença mínima de 10 (dez) Associados, para que deliberem sobre a seguinte ordem do dia – AGO: a) leitura para discussão e julgamento do relatório da diretoria; apreciação da prestação de contas da Administração, incluindo: balanço, demonstração de sobras e perdas, parecer do Conselho Fiscal e Auditoria; b) destinação de sobras líquidas ou rateio das perdas apuradas. São Paulo, 26 de março de 2013. Flávio Monteiro Moraes – Presidente; Washington Batista Farias – Tesoureiro; Clarice Torquato Gomes da Silva – Secretária

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

Brasmotor S.A. CNPJ/MF nº 61.084.984/0001-20 – Companhia Aberta Aviso aos Acionistas Comunicamos que se encontram à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede social da Companhia, na Cidade de São Paulo, Av. das Nações Unidas, 12.995, 32º andar, bem como no site da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, os documentos de que trata o Artigo 133 da Lei no 6.404, de 15/12/1976, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2012. São Paulo, 25 de março de 2013. Carlos Henrique Pinto Haddad - Diretor de Relações com Investidores. (26, 27 e 28/03/2013)

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO. PROCESSO Nº 20/13 – TOMADA DE PREÇOS Nº 03/13. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de obras de adaptação e ampliação do local destinado ao Comércio Popular (Camelódromo). Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inc. VI, do art. 43, da Lei Federal nº 8.666/93, HOMOLOGAR e ADJUDICAR o item do objeto licitado à empresa: AAZ Comércio-representação e serviços LTDA. Andradina, 25 de março de 2013. JAMIL AKIO ONO – Prefeito. Richard Saigh Indústria e Comércio S.A.

EXTRATO DE ADITAMENTO CONTRATUAL. PROCESSO Nº 76/12 – CONVITE Nº 21/12. Objeto: contratação de empresa especializada para pavimentação asfáltica, guias e sarjetas referente ao convênio 522/05/2007 da Secretaria da Habitação do Estado de São Paulo. CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina; CONTRATADO: SKALLA COMÉRCIO E URBANIZAÇÃO LTDA. Fica ajustado entre as partes que o prazo de vigência do contrato será prorrogado até 18/12/2012. As demais cláusulas e condições do contrato permanecem inalteradas. DATA: 20 de novembro de 2012. JAMIL AKIO ONO – Prefeito.

Organização Médica Cruzeiro do Sul S/A C.N.P.J. nº. 61.613.287/0001-10 Assembléia Geral Ordinária - Convocação Ficam convocados os Senhores Acionistas da sociedade para se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 24 de abril de 2013 às 15:00 (quinze horas), em sua sede social, na Av. dos Autonomistas, 2502, na cidade de Osasco, Estado de São Paulo, a fim de tomarem conhecimento e deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: AGO a) Exame, discussão e votação das contas da diretoria, do balanço geral e das demais demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2012; b) Fixação da Remuneração dos Administradores; c) Destinação do Resultado Liquido do Exercício; e d) Outros assuntos de interesse social. Aviso: Acham-se à disposição dos Senhores Acionistas na sede da sociedade os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2012. Osasco, 15 de março de 2013. Dr. Ronaldo Jorge Azze - Presidente do Conselho de Administração. (22-23-26)

Companhia Fechada CNPJ/MF nº 61.206.397/0001-67 - NIRE 35.300.042.174 Em cumprimento ao disposto nos artigos 133 e 135, §3º da Lei nº 6.404/76 e alterações posteriores (“LSA”), a Administração da Richard Saigh Indústria e Comércio S.A. (“Companhia”) comunica que (i) os documentos a que se referem os incisos I a V do aludido artigo 133, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012 e (ii) os documentos a que se referem o aludido artigo 135, §3º da LSA, sendo estes a Proposta de Aumento de Capital mediante capitalização de parte da reserva de investimentos, a Proposta de Consolidação do Estatuto Social e a Ata da Reunião Ordinária do Conselho Fiscal realizada em 21 de março de 2013, se encontram à disposição dos Senhores Acionistas na sede da Companhia, na cidade de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, na Rua Heloísa Pamplona, nº 842. São Caetano do Sul, 23 de março de 2013. Edgard Nassif Saigh - Diretor Presidente.

Construtora Engemaia S/A CNPJ n° 49.725.773/0001-24 – NIRE 35.300.093.968 Convocamos os Srs. Acionistas à AGO/E a serem realizadas às 10hs, do dia 30/04/13 na sede social, p/ a seguinte Ordem do Dia: Ordinária - a) aprovação do relatório da diretoria, balanço patrimonial e demonstrações do resultado exercício 2012; b) aprovação das demonstrações contábeis. Extraordinária a) eleição de membros do Conselho de Administração e Diretoria, fixação das remunerações; b) assuntos de interesse social. Acham-se à disposição dos acionistas na sede social os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76. Sergio Cescon-Dir. Administrativo Financeiro. (26, 27 e 28/03/2013)

Canamor Agro-Industrial e Mercantil S.A. CNPJ nº 57.017.436/0001-00 Edital de Convocação Ficam convocados os Srs. acionistas para uma AGO, às 10:00 hs do dia 29.04.2013, à Rua XV de Novembro, 184, 8º andar, conj. 803. Acham-se à disposição dos acionistas os documentos a que se refere o art. 133 da Lei 6.404/76. São Paulo, 25/03/2013. A Diretoria. (26, 27 e 28/03/2013)

Nicsa S.A. Ind. e Comércio de Válvulas – CNPJ/MF nº 01.081.567/0001-00 – NIRE 35.300.144.902 Edital de Convocação – Assembleia Geral Ordinária Ficam convidados os Srs. Acionistas desta sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 26 de abril de 2013 às 9:00 hs., na sede social a Rua das Baiadeiras nº 406, São Paulo-SP, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Exame discussão e votação das contas da Diretoria, do Balanço Geral e das Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2012; b) Outros assuntos de interesse social. Aviso – Acham-se à disposição dos Senhores Acionistas na sede social da sociedade, os documentos a que se refere o art.133 da Lei 6.404/76, relativos ao exercício social encerrado em 31/12/2012. São Paulo, 25/03/2013. Heinz Bauer – Diretor Presidente.

MRS LOGÍSTICA S/A COMUNICADO A MRS Logística S/A torna público que recebeu do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – a prorrogação/retificação da Licença de Operação nº 988/2010, até a data de 12/03/2017, referente à operação da malha ferroviária concedida à MRS Logística S.A., localizada nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, contemplando a via férrea principal, os pátios de cruzamento, os pátios de formação de composições, os pontos de carregamento, os ramais ferroviários e o transporte de cargas associadas.

Brassinter S.A. Indústria e Comercio. CNPJ N ° 55.472.146/0001-21 Edital de Convocação - Assembléia Geral Ordinária Ficam convidados os Srs Acionistas desta sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no dia 29 de abril de 2013, às 10 horas, na sede social à. Avenida das Nações Unidas, 21.344 São Paulo-SP para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia. a) Aprovação do Relatório da Diretoria, balanços e demais demonstrações financeiras, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2012; b) Outros assuntos de interesse social. Acham se a disposição do Srs Acionistas na sede social os documentos a que se refere o artigo 133 da Lei 6.404/76 referente ao exercício encerrado em 31/12/2012. São Paulo, 19 de Março de 2013. A Diretoria. (23,26 e 27/03/2013)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 26 de março de 2013

UNIVERSITÁRIOS A USP anunciou a construção da maior Cloud Universitária da América Latina, conduzida pela Solve System e Citrix. É a primeira do Brasil no segmento acadêmico.

nformática

Soluções na

n

nuvem

E-READER

ao alcance dos pequenos

Kindle: nova versão no País. nova versão do Kindle começou a ser vendida semana passada no Brasil. O e-reader Kindle Paperwhite, da Amazon, é considerado um dos melhores leitores eletrônicos do mercado mundial, segundo revistas especializadas. Com tela touch de 6 polegadas e iluminação própria, possui 62% mais pixels. É possível ler em várias condições de luz (sol ou escuro). A Amazon oferece 2.500 títulos de e-books gratuitos. Os preços vão de R$ 479 a R$ 699 com suporte ao 3G.

A

A

cloud comput i n g ( c o mputação na nuvem) não deve ser considerada mais um conceito difuso e estranho para empresas grandes, médias e pequenas. Os serviços de software, armazenamento, banco de d a d o s , i nfr aes tru tur a, comun icação e plataformas (ambientes para o desenvolvimento de aplicações) estão disponíveis na nuvem p a r a e m p r e e n d edores iniciantes, startups e pequenos negócios. O IDC, empresa que analisa o mercado de TI, estima que, em 2013, as empresas brasileiras vão investir maciçamente em soluções na nuvem, destinando US$ 257 milhões para esse tipo de computação remota, com crescimento de 74% até 2015. Neste ano, 45% das empresas consultadas pelo IDC afirmaram que terão software e infraestrutura armazenados em algum datacenter remoto. Esse modelo de computação é vantajoso porque oferece redução de custos em servidores e computadores, além de garantir a atualização de softwares automaticamente. "Uma empresa de pequeno porte pode abrir um escritório e levantar um projeto de TI de um dia para o outro, com servidores, desktops, programas de gestão, comunicação, tudo de forma virtual", observa Paulo Pichini, especialista no assunto e presidente da Go2neXt. Como muitos planos são feitos para suprir as reais necessidades (paga-se pelo uso) dos clientes, além da economia proporcionada com infraestrutura, esse tipo de serviço em cloud permite às empresas mais agilidade nos negócios e elas podem se dedicar mais à inovação e ao "core" do seu negócio, destaca Pichini. Amazon – A gigante Amazon Web Services (AWS) decidiu desembarcar aqui há pouco mais de um ano, instalando dois datacenters em São Paulo. Isso dá mais confiabilidade no resultado dessas requisições. O analista sênior da AWS, José Papo, lembra que o mundo é digital e graças aos smartphones e tablets, todos, hoje, têm acesso a fotos, textos, vídeos, softwares que estão armazenados em algum lugar. "Neste ano, prevemos uma explosão no uso da computação na nuvem da Amazon pelas startups". A infraestrutura costuma ser cara e complexa, diz Papo, o cliente precisava adquirir o hardware, o software, dispor de um datacenter,

SMARTPHONE

Optimus G para games aparelho da LG é voltado para rodar jogos, vídeos e aplicativos devido ao alto poder de processamento do chip quad-core 1.5 GHz. Está equipado com o Android 4.1. A tela é gigante, de 4.7 polegadas, com resolução de 1280 x 768 pixels. A bateria é de longa duração e o aparelho está preparado para a rede 4G. A tecnologia QSlide permite a visualização simultânea de vídeos enquanto navega-se na internet, envia-se mensagens e e-mails. A câmera é de 13 MPixel. Preço sugerido: R$ 1.999.

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IDC prevê que investimentos em cloud computing vão crescer 74% nos próximos dois anos no Brasil: pequenos negócios podem vir a ser os mais beneficiados com as soluções oferecidas. Barbara Oliveira

redes, comunicação, energia e acabava destinando boa parte de seu orçamento para comprar e gerenciar tudo isso, sobrando pouco para a inovação dentro de casa. No passado, pouco tempo atrás, aliás, era necessário um investimento de R$ 1 milhão para fazer um negócio decolar na internet, hoje R$ 20 mil podem ser suficientes para começar uma startup, e nem é preciso mais comprar equipamentos ou softwares para isso. A Amazon cobra apenas pelo uso dos recursos computacionais na nuvem. À medida que o cliente cresce, amplia esses recursos. A

257 milhões de dólares devem ser investidos nesse tipo de computação remota no Brasil até 2015

empresa tem um plano gratuito de um ano para os novos clientes utilizarem algumas soluções. "Já fizemos 27 reduções de preços ao longo da história da Amazon Web Services", informa. Os serviços mais utilizados na América Latina são recursos de memória e CPU, armazenamento, bancos de dados e acelerador de sites. B ra s il e i ra s – A ContaAzul foi criada há um ano e tem um desses programas de gestão online especialmente para médias, pequenas e microempresas. O CEO Vinicius Roveda afirma que seu produto de gestão é bem amigável para não frustrar os iniciantes no sistema de nuvem. O cliente experimenta o programa por 15 dias de forma gratuita, e, depois de contratar, passa a pagar o mínimo de R$ 24,90 por mês. Com o software, o profissional controla o fluxo de caixa, emite notas fiscais eletrônicas, faz controle de vendas e de estoques, de impostos a pagar, gerencia as contas bancárias e gera gráficos. "Nosso foco são empreendedores com um sócio ou empresas com até 20 funcionários. De

qualquer lugar o cliente acessa o produto, com garantia de certificados digitais de segurança", informa Roveda. Se houver dúvidas quanto ao uso, a ContaAzul põe o cliente em linha com o suporte por chat, e-mail, ou pelo telefone. Cerca de 5 mil empresas se cadastram mensalmente para testar o software gratuitamente. A meta é ter 10 mil usuários até o fim do ano. A Central Server, que começou em 2000 como hospedagem de sites e de emails, ampliou a oferta de infraestrutura remota com computação sob demanda. O diretor de tecnologia da Central Server, Juliano Simões, informa que o usuário tem opções de vários planos de uso de CPU a partir de R$ 69. Um de seus clientes é a Matheus Soluções. Ela hospeda seus softwares de gestão acadêmica nos servidores da Central Server e vende esses programas para escolas que, por sua vez, também não precisam de uma estrutura de TI para gerir relatórios, grades de notas e boletins de alunos. Na semana passada, a operadora Oi, com oito datacenters no País, lançou um plano de infraestrutura na nuvem para salões de beleza, postos de gasolina, redes de drogarias, etc. O SmartCloud da Oi dispõe de disco, internet dedicada, processamento, memória, sistema operacional Windows ou Linux. "Nosso produto se enquadra onde há necessidade de um servidor físico e existirem quatro ou cinco caixas. Os serviços são cobrados de acordo com o consumo como uma conta mensal de telefone", explica Maik Lordelo, gerente de ofertas do setor empresarial da operadora.

SMARTPHONE

RAZR D1 vem primeiro aqui Brasil é o primeiro país do mundo a receber o novo aparelho da Motorola Mobility, o RAZR D1, um smartphone a preço acessível com recursos avançados, como a recente versão do Android 4.1 que dá suporte para novas atualizações do sistema. Tem tela touch de 3,5 polegadas, com a opção de TV digital e analógica, além de permitir um ou dois chips. A câmera é de 5 MPixel autofoco e possui Back Side Ilumination para permitir fotos em diversos tipos de exposição. Ele é 3G, Wi-Fi e HSPA. Custa R$ 549 (desbloqueado).

O Nosso foco: empreendedores com um sócio ou empresas com até 20 funcionários. VINICIUS ROVEDA, DA CONTA AZUL

SOFTWARE

Nero amplia recursos pacote multimídia dedicado à edição de vídeos ganhou a versão 12.5, cujo download é gratuito para quem já tem o Nero 12 e o Platinum. Há vários recursos para cópia, edição, conversão de vídeos, efeitos especiais (como o ajuste de duração da música ao tamanho do vídeo) e a possibilidade de serem assistidos em todos os dispositivos portáteis. O recurso Job2Device agrupa tarefas de conversão de filmes de acordo com o aparelho em que será visualizado. Disponível em www.nero.com.

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DC 26/03/2013