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TRAGÉDIA: PRÉDIOS DESABAM NO RIO.

Dois prédios desabaram à noite no centro do Rio. Informações sobre vítimas eram desencontradas. Pelo menos 11 pessoas teriam sido atingidas, sendo que 5 foram resgatadas. Pág. 10

Conclusão: 23h58

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40 Juca Varella/Folhapress

Jornal do empreendedor

Ano 87 - Nº 23.549

São Paulo, quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

Cerca de 8 mil ciclistas na Ponte Estaiada, ponto de partida do tradicional World Bike Tour. Levi Bianco/News Free/Folhapress

Cidade em

FESTA

Pág. 11

PSD e PT: namoro em São Paulo.

Em meio a negociações entre os partidos para a eleição municipal, Dilma, agraciada com a Medalha 25 de Janeiro, e Kassab trocam elogios nos 458 anos da cidade. "Essa figura capaz de agregar e criar vínculos", diz ela. E ele: "A senhora sabe o quanto todos nós... trabalhamos e torcemos pelo seu sucesso". Pág. 5 Marcio Fernandes/AE

Cidade em

GUERRA Protesto vira ataque na Sé

Vanessa Carvalho/News Free/Folhapress

Manifestantes atiram ovos no carro de Kassab, enfrentam os seus seguranças e a PM. 10 pessoas ficaram feridas. Pág. 10

Euler Paixão/Hype

Piervi Fonseca/AGIF/EFE

Presidente do Bradesco já vê juro abaixo de 10% "As condições para a Selic de um dígito estão colocadas e são favoráveis", disse Luiz Carlos Trabuco Cappi em Davos, onde acompanha o Fórum Econômico Mundial. Pág. 17 HOJE

ISSN 1679-2688

23549

Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 27º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ 9 771679 268008

Chuvoso durante o dia e à noite. Máxima 23º C. Mínima 17º C.

Vai uma caixinha ?

Gigantes da Copinha

Com o fim das sacolinhas plásticas, vale tudo na hora de levar as compras, até a vedete ecobag. Pág. 18

Meninos do Corinthians venceram o Fluminense por 2 a 1 e garantiram a taça. Foi a oitava conquista do Timão. Pág. 12


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

O problema parece restrito à proverbial morosidade da Câmara e Senado em aprovar qualquer coisa. José Márcio Mendonça

pinião

JÁ PERDEMOS O TROFÉU DA COMPETÊNCIA

S

emana passada passeou pelo Brasil mais uma missão oficial da Fifa, ciceroneada pelos ex-craques Pelé e Ronaldo Fenômeno, além de autoridades federais, estaduais e municipais de esportes. A CBF de Ricardo Teixeira, por razões que não se precisa explicar, foi prudentemente deixada à distância. Os "fifenses", com o secretário-geral à frente, vieram conferir que se o País está fazendo direitinho o dever de casa dos compromissos assumidos em conjunto pelos homens do esporte brasileiro e o governo Lula para que a Copa do Mundo de 2014 desembarque em nossas terras. As preocupações dos homens comandados pelo polêmico Joseph Blatter, presidente da FIFA, incluem o atraso na chamada Lei da Copa, que garante o cumprimento das exigências feitas pela entidade – entre elas, que o Brasil aceite a venda de bebida alcoólica nos estádios, a não cobrança de meio ingresso e muitas concessões que Lula aceitou fazer para ter o evento aqui, uma das marcas de seu marketing. Há temores, porque Dilma

Esta delegação da Fifa da semana passada ameaçou até eliminar a cidade de Natal da competição. Porém, não é uma ameaça real. Há tempo e haverá dinheiro para botar as coisa no devido lugar até 2014. O preparo para a Copa das Confederações de 2013, uma espécie de aperitivo do Mundial, não ganhou muita importância. E os recursos públicos já estão rolando e vão rolar ainda mais, o que for necessário, abertamente, disfarçadamente, via empréstimos do BNDES, para esses projetos – embora as autoridades, de um modo geral, tenham jurado que não investiriam nesta parte da preparação para os jogos, obrigação que deveria caber exclusivamente aos esportistas e ao setor privado.

para suprir necessidades urgentes de cidades brasileiras, independentemente de qualquer grande evento que aqui se venha realizar, não vai rolar a contento. A questão dos aeroportos, cujas primeiras concessões privadas devem ocorrer dia 6 de fevereiro, será resolvida mais com remendos do que com soluções para longo prazo. É a política dos puxadinhos.

E

m matéria de mobilidade urbana, no melhoramento das condições do transporte público e da circulação nas cidades, um problema já crônico em qualquer metrópole brasileira com mais de 400 ou 500 mil habitantes, com exceções, é possível que nem puxadinhos fiquem prontos. Estamos quase no zero, e a não ser por iniciativas insatisfatórias de alguns governos estaduais e municipais, está tudo devagarzinho, quase parando. Segundo o site Contas Abertas, premiado analista dos orçamentos oficiais, "apesar da importância que deve ganhar nos próximos anos, diante dos megaeventos esportivos que o Brasil vai sediar, o programa Mobilidade Urbana, do governo federal, ficou praticamente parado ano

O não parece disposta a ceder tanto quanto cedeu seu mentor, mas a bola agora está com o Congresso e ela terá a desculpa que foi uma decisão "soberana" do Legislativo. O problema aqui parece restrito apenas à

proverbial morosidade da Câmara e do Senado em aprovar qualquer coisa com eficiência. Teme-se também pelos estádios, cujas obras, com pouquíssimas exceções, estão totalmente fora do esquadro.

que vai ser despejado de verba oficial nos estádios, contas de hoje – nunca se sabe o gasto de amanhã –, daria para construir pelos menos uns 20 hospitais de alto nível no País. Mas quem não tem problemas de saúde pública pode se dar a tais luxos... Mais grave, porém, é que o que se pensava que a realização da Copa em território nacional poderia alavancar,

LUA DE MEL ÀS AVESSAS É

ou dinamarqueses na Finlândia; ou ainda suíços na Inglaterra. Acontece que na Romênia, mesmo com os custos da viagem, o processo de divórcio é rápido e barato. Algo bastante conveniente em tempos de crise.

E

ssa facilidade é o que atrai, principalmente, os italianos. Por quê? De um lado há a crise financeira que acometeu a Europa e especialmente a Itália, desde 2008, aliada aos altos custos de um divórcio. De outro, há o fato de na Itália a tradição católica proteger o máximo possível a instituição do matrimônio. Por isso, lá, um processo de divórcio pode se estender por anos até ser finalmente ser concluído. E assim, juntando o útil ao agradável, surgiu um novo segmento no setor turístico: o turismo do divórcio. Agências europeias oferecem passagens, translado e hospedagens, até serviços de advocacia e demais formalidades. Claro que aproveitar turisticamente esse tipo de viagem é para quem tem cabeça muito boa ou para o casal que está com suas questões emocionais muito bem resolvidas. Mas e os brasileiros, podem se separar no exterior? Podem, ainda que sejam casados pelas leis brasileiras. Se por qualquer

motivo, ou por pura extravagância, um casal quiser se separar na Alemanha, por exemplo, poderá fazê-lo, e o primeiro passo é procurar um advogado lá. Mas se um ou os dois ex-cônjuges retornarem ao Brasil e seguirem vida normal, terão de validar o divórcio no nosso país para que a sentença alemã valha no Brasil. O pedido de homologação do divórcio é feito por meio de advogado e é feito junto ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. As dificuldades legais para os processos de divórcio italianos seguem na contramão da tendência mundial. No Brasil, por exemplo, se os processos jurídicos valessem para os países europeus, o turismo do divórcio estaria bombando, pois além de

barato se comparado ao euro, os processos de divórcio são relativamente rápidos. No ano passado, a EC ( Emenda Constitucional) 66 tornou o processo ainda mais ágil, pois desde então, quem deseja se divorciar pode fazê-lo sem necessidade de separação judicial prévia. Além disso, desde 2007, com a lei de nº 11.441, alguns divórcios podem se processar no âmbito administrativo, no cartório, sem passar pelo Judiciário. Aliás, desde essa data até mesmo inventários podem se processar no cartório. Para isso, porém, é preciso que todos os envolvidos estejam de acordo e sejam capazes civilmente. No caso do divórcio, os filhos do casal que está se divorciando, além de

Divulgação

Castelo de Drácula, na Romênia: turismo de 'descasamento'.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

passado. Dos R$ 650,1 milhões previstos para 2011, apenas 2% foram desembolsados. O resultado corresponde ao montante de R$ 12,9 milhões, dos quais 98% foram alocados em compromissos assumidos em gestões anteriores. Desconsiderando os dispêndios com os "restos a pagar", apenas 0,02% foram realmente executados ano passado." Vai ser uma oportunidade perdida. Por isso, muitas autoridades já admitem marcar feriados municipais nos dias de jogos, nas cidades onde estiverem se realizando, para evitar que o trabalho normal dos cidadãos prejudique quem vai aos estádios, principalmente os turistas. Era só que falava, se faltar. A Seleção poderá até ganhar a Copa. Mas o Brasil já começou a perder o torneio da organização e dos bons modelos de gestão pública, da competência. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ESCRITOR

IVONE ZEGER

OU A FESTA DO DIVÓRCIO fato que ninguém merece permanecer em um casamento que já não traz felicidade. Também é verdade que a liberdade para trilhar uma nova vida deva ser garantida. Por outro lado, a julgar pela facilidade com que as pessoas decidem divorciar-se, é de se perguntar: as pessoas se casam por obrigação? De um lado, razões diversas, inclusive financeiras, banalizam o casamento. Por outro, o divórcio está se transformando em um comércio que logo concorrerá com o lucrativo mercado em torno do casamento. Imagine uma viagem para Romênia, na Europa oriental, com montanhas cujas encostas se estendem até o mar Negro, propícias para a prática dos esportes de inverno. E praias para os dias de calor. São vários os castelos para visitar, como o de Bran, também conhecido como o Castelo do Drácula, marco histórico do País, que fica na fronteira com a Transilvânia. Pois na Europa, se o marido fizer essa proposta à esposa, ou vice-versa, pode significar o fim do casamento. Explico: de acordo com as leis europeias, um divórcio assinado em um país pertencente à União Europeia vale para todos os outros países do bloco. Assim, franceses podem se separar na Alemanha,

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

capazes, devem ser maiores de 18 anos. Importante frisar, então, que o tempo para um processo de divórcio findar depende de este ser consensual ou litigioso e, ainda, das muitas ou poucas cláusulas que contenha.

No Brasil, mercado começa a entrar nessa onda, com kits para a "festa do divórcio" que incluem itens como bolo e convites temáticos.

O

fato é que no ano de 2010 chegou-se ao recorde de divórcios no Brasil: 1,8 por mil habitantes. Seguindo a tendência, mexicanos também estão às voltas com a volatilidade dos relacionamentos. A Assembleia Legislativa da Cidade do México estuda mudança no seu Código Civil para que se institua na lei a possibilidade de contratos de casamento renováveis a cada dois anos, oferecendo assim uma oportunidade legal de reavaliação dos direitos e deveres dos cônjuges. Mas percebe-se que para além de oferecer "uma oportunidade legal", há por trás a necessidade de economizar custos no setor judiciário. Isso porque, na Cidade do México, cinco em cada dez casamentos terminam em divórcio. Não é o caso de se perguntar o que está ocorrendo? Ou de desenvolver políticas públicas de amparo às famílias, o que levaria à tal "economia do Judiciário"? No Brasil, o mercado começa a entrar nessa onda, com kits

para "festa do divórcio" que incluem itens como bolo e convites temáticos. Ou seja, parece que o divórcio – sempre preocupante – virou motivo para comemoração. Em alguns casos, a euforia até faz jus. Mas se casamento é assumir responsabilidades, o divórcio não as anula totalmente. Há responsabilidades mútuas entre os ex-cônjuges, a educação dos filhos, questões familiares e patrimoniais; enfim, são numerosos aspectos que se estendem para além do agora festejado fim do casamento. Ou seja, cabeça fria e bom senso ainda valem tanto para casar quanto para separar. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE

FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS “HERANÇA:

PERGUNTAS E RESPOSTAS” E “FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS” WWW.IVONEZEGGER.COM.BR

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

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o EUA: eleitores disponíveis pinião

ELEITORES AMERICANOS AINDA PROCURAM POR UM LÍDER COM MENSAGEM VENCEDORA.

U

ma pesquisa do Washington PostABC News divulgada sexta-feira última revelou que dois terços dos norteamericanos considerariam a ideia de votar em um candidato presidencial de um terceiro partido, enquanto 48% definitivamente querem um terceiro partido na disputa. Agora, o que isso diz? Diz que a campanha já começou realmente, com o presidente lendo o discurso do Estado da União na terça-feira, mas os eleitores ainda estão procurando um líder com uma mensagem vencedora. Posso economizar muito dinheiro para ambos os partidos. Sou um desses eleitores e posso lhes dizer exatamente em quem quero votar – e acredito que não estou sozinho. Eu quero votar em um candidato que defenda investimentos imediatos em infraestrutura, que vão criar empregos e impulsionar os Estados Unidos para o século 21 – banda larga ultra-rápida, rodovias, aeroportos, escolas públicas, transporte em massa – junto com um plano de longo prazo para consertar nossos desequilíbrios fiscais na escala real do problema, um plano que pudesse ser executado gradualmente, à medida que a economia se recupere. Em relação ao último ponto, estou falando sobre o BowlesSimpson, um plano bipartidário de redução de déficit – ou algo igualmente sério e com chances de apoio bipartidário. O presidente Barack Obama propôs investimentos inteligentes em infraestrutura, mas ele não os relacionou com um plano plausível de redução de déficit no longo prazo, e a única chance de aprovação no Congresso é apresentar os dois planos. Mitt Romney nem está perto disso. Christina Romer, a ex-chefe do Conselho de Assessores Econômicos de Obama, explicou da melhor forma, no The New York Times de 31 de dezembro, que os EUA enfrentam dois problemas econômicos assustadores: um déficit orçamentário insustentável em longo prazo e um persistente alto desemprego. "Nos próximos 20 ou 30 anos, prevê-se que o aumento dos gastos com saúde e a

THOMAS L. FRIEDMAN

aposentadoria dos baby boomers provoquem déficits que farão o atual parecer insignificante. Pelo ritmo em que vamos, os Estados Unidos quase certamente darão calote em sua dívida um dia".

R

omer continua: "Já temos um projeto para uma solução bipartidária. A Comissão Bowles-Simpson analisou um plano sensato de corte de gastos, reforma nos direitos adquiridos e aumento de receita que iriam cortar US$ 4 trilhões do déficit na próxima década. Ele reparte a dor da necessária redução do déficit ao mesmo tempo em que protege os mais vulneráveis e mantém investimentos na nossa produtividade no futuro". Mas, completou ela, "não podemos nos focar só no déficit: o desemprego persistente está destruindo vidas e desperdiçando o talento de mais de 13 milhões de

norte-americanos. Reunir um estímulo adicional forte a um plano para reduzir o déficit provavelmente daria uma mostra de confiança e corte de gastos particularmente poderosa". Em segundo lugar, eu quero votar em um candidato comprometido em reformar os impostos e cortar gastos de maneira justa. O rico deve pagar mais, sim, mas todo mundo tem de pagar algo. Estamos todos juntos nisso. Terceiro, quero votar em um

candidato que tenha uma visão inspiracional, não apenas um plano para equilibrar o orçamento. As pessoas farão sacrifícios para tornar este país novamente grande se de fato acharem que existe um plano real para o sucesso norte-americano no século 21. E esse plano é óbvio. Não vamos lançar um outro voo à Lua. Precisamos fazer um país ao qual todas as pessoas do mundo queiram vir para lançar seus próprios voos à Lua – suas

Não podemos tributar ou cortar nosso caminho para a prosperidade e os empregos. Temos de inventar nosso caminho para chegar lá. Precisamos mais de "Made in America" e também de "Imagined in America".

empresas, suas inovações – e isso porque temos as melhores políticas de imigração, regulamentações, escolas e incentivos. Não podemos tributar ou cortar nosso caminho para a prosperidade e os empregos. Temos de inventar nosso caminho para chegar lá. Ou seja, precisamos mais de "Made in America" e também de "Imagined in America".

F

inalmente, quero votar em um candidato que apoie um piso mínimo de financiamento público de campanhas para presidente, senadores e deputados. O dinheiro na política está fora de controle atualmente. Nosso Congresso se tornou um fórum para a corrupção legalizada. Os americanos estão perdendo a fé nos instrumentos do governo porque acham que o jogo é controlado pelo grande capital – e eles estão certos.

Qualquer candidato com essa agenda de quatro itens poderia vencer – e o país também – porque ele ganharia com um mandato para fazer o que precisa ser feito. "As pessoas estão bem à frente dos políticos", afirma o democrata especialista em pesquisas eleitorais Stan Greenberg. Suas sondagens, completa, "mostram que muitos norte-americanos acham hoje que China, Alemanha e Brasil têm estratégias para o sucesso, e que nós não temos. Mas eles estão procurando. Estão procurando um líder que realmente seja ousado". As pessoas têm sido enganadas por meses de debates malucos do Partido Republicano, que fazem o país parecer bem mais dividido, medíocre e relutante em fazer sacrifícios para consertar nossos problemas do que ele realmente é. Por isso é que aposto qualquer coisa que o primeiro candidato que sair da caricatural política de destruição – "Romney é um abutre capitalista, Obama é uma socialista queniano" – e surpreender o povo sendo radicalmente responsável, radicalmente honesto, radicalmente exigente e radicalmente inspiracional, e seguir as linhas acima, será o próximo presidente. Espero que ele seja Obama porque concordo com ele em diversas outras questões. Mas caso seja Romney, ele mereceu ganhar. E, se por algum milagre, ambos concorressem com a plataforma acima, e a eleição de 2012 fosse entre duas visões concorrentes, então ponham cada dólar que tiverem no mercado de ações dos EUA. Ele vai crescer um zilhão de pontos. THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA

QUEDA-DE-BRAÇO Win McNamee/Getty Images/AFP-24.01.2012

H

oje, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012, é a data marcada para Barack Hussein Obama comparecer ao Tribunal Administrativo da Geórgia e apresentar documentos que comprovem ser ele um cidadão nativo dos EUA, admissível portanto na lista de candidatos presidenciais naquele Estado. É a segunda vez na história americana que um presidente da República é intimado a comparecer em juízo. A primeira foi em 1974, quando Richard Nixon teve de depor como testemunha no processo contra seu assessor John Erlichman e acabou ele mesmo se dando muito mal. Os advogados de Obama tentaram livrá-lo do vexame alegando que os Estados não têm jurisdição sobre as eleições federais, o que é verdadeiro em tese, mas falso no caso concreto, porque admitir ou rejeitar candidatos nas listas eleitorais é de atribuição exclusivamente estadual. Argumentaram também que comparecer à audiência iria tomar o tempo precioso de um presidente ocupadíssimo, o que chega a ser cômico, pois, entre todos os presidentes americanos, Obama tem sido o recordista absoluto de férias, viagens de turismo pagas com dinheiro público, festas milionárias e longas temporadas de golfe, tendo merecido os apelidos de "Turista-em-chefe" e "Golfista-em-chefe". Qualquer que seja o caso, o

juiz Michael Malihi rejeitou o pedido de dispensa e intimou Obama a comparecer de qualquer modo. Muito provavelmente Obama não irá. Não irá, pelos seguintes motivos: 1) Ele não tem nenhuma prova de que é cidadão nativo, condição sine qua non para ser admitido como candidato presidencial segundo a Constituição Americana. Pelo menos desde uma sentença de 1875 a Suprema Corte define como "cidadão nativo" o indivíduo nascido de pais (no plural) americanos, em território americano. A definição foi confirmada por uma decisão unânime do Senado, subscrita pelo próprio Obama em 2008. Segundo a certidão de nascimento divulgada pela Casa Branca, o pai de Obama nasceu no Quênia, sendo portanto súdito britânico. A única prova que o presidente pode alegar, a famosa certidão de nascimento, mesmo se admitida como autêntica, demonstra exatamente que ele não é cidadão nativo de maneira alguma. Tanto é assim que ele só tem conseguido se livrar dos processos de inelegibilidade, desde antes das eleições de 2008, mediante o apelo a tecnicismos jurídicos que se esquivam de entrar no mérito da questão; 2) Se a certidão de nascimento prova exatamente o contrário do que Obama desejaria provar, ela também não pode ser alegada em juízo por uma segunda razão: praticamente todos os peritos que a examinaram asseguram que ela

maior escândalo político da história americana; 3) Não comparecendo, Obama pode ganhar tempo, esperando que o juiz Malihi repasse o processo a uma instância superior e esticando a embromação até as eleições de novembro. Mas há algum risco de que o próprio tribunal da Geórgia, tendo em vista a ausência de provas de elegibilidade, suprima o nome de Obama da lista de candidatos, tirando-lhe milhões de votos e dando um exemplo que poderá ser seguido em outros Estados. té agora, a disputa da elegibilidade tem sido uma queda-de-braço entre a letra da lei e a dificuldade política (alguns diriam: impossibilidade absoluta) de aplicá-la contra a força maciça de um presidente que tem a seu favor a totalidade da grande mídia, o aparato repressivo do Estado e uma vasta militância alimentada por financiamento bilionário, incomparavelmente superior ao de seus adversários. Nada me tira da cabeça que Obama foi posto na presidência por pessoas perfeitamente cientes da sua inelegibilidade, com o propósito específico de minar o sistema constitucional americano. Posso estar errado, mas a hipótese de que ninguém tenha reparado nas consequências legais da nacionalidade estrangeira de Obama pai é demasiado louca para ser verdade. Tanta inocência assim não existe no planeta Terra.

A

Obama fala em recuperação econômica no discurso do Estado da União

é falsa. Os indícios de forjicação são tantos e tão patentes que tudo o que os acusadores de Obama mais desejam no mundo é que ele apresente esse documento no

tribunal, transformando um processo administrativo de inelegibilidade num processocrime por fraude documental (forgery), que será certamente o

OLAVO DE CARVALHO Qualquer que seja o resultado de hoje, a dupla questão da elegibilidade e da falsidade documental continuará sendo investigada na comissão nomeada pelo xerife do condado de Maricopa (Arizona), Joe Arpaio, a pedido de eleitores da região. O próprio Arpaio foi intimado a depor no tribunal da Geórgia, mas já anunciou que não tem nada a dizer antes do término das investigações, marcado para fevereiro. Tão logo noticiado o início dos trabalhos da comissão, o governo federal reagiu ameaçando abrir um inquérito contra Arpaio por suposta "discriminação contra hispânicos", mas, solicitado a apresentar provas, recusou-se a fazê-lo e depois começou a amolecer, buscando "diálogo" com o xerife. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 Jennifer

Lopez não quer saber de entrevista coletiva, quer ir só um dia na Sapucaí e exige por lá um cercadinho .

gibaum@gibaum.com.br

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

3 MAIS: é um espaço só para ela e assessores que deve manter a distância, pelo menos três metros, quaisquer míseros mortais.

k Até agora, joguei sem bola. Vamos ver como funcionará com a bola Francesinha de volta FERNANDO HADDAD // preocupado com a campanha à prefeitura de São Paulo.

AMIGOS evangélicos desta coluna esclarecem que Salomão, que tinha 700 mulheres e 300 concubinas, não foi o primeiro filho do rei Davi com Betsabá (ela engravidou quando o marido Urias estava na guerra, de onde não voltou). O primeiro morreu: Salomão nasceu depois.

Mesmo com carga tributária de 35,13% em relação ao PIB e a arrecadação de impostos tenha ultrapassado a marca de R$ 1,5 trilhão no ano passado, o Brasil continua não aplicando a dinheirama arrecadada na melhoria da qualidade de vida da população. Novo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra o país como bicampeão. Pelo segundo ano consecutivo, está em último lugar entre os 30 países que registram maior carga tributária em todo o mundo, sem contrapartida. Austrália é a primeira colocada entre os que bem aplicam seus impostos e o Brasil aparece até depois de vizinhos como Uruguai e Argentina.

333

Pelerines revisitadas.

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h IN

OUT

Veludo estampado (!).

Na geladeira Na cerimônia de transmissão de cargo, no Ministério da Educação, de Fernando Haddad a Aloizio Mercadante, muita gente notou que tanto a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e a própria presidente Dilma Rousseff (Lula, então, nem se fala) optaram por não dar muita atenção ao vice-presidente Michel Temer. Nos últimos tempos, Temer estaria amargando um período de geladeira: quando foi operado (retirou a vesícula). Dilma esteve em São Paulo com Lula, não foi visitá-lo e nem telefonou. Motivo: Lula quer Gabriel Chalita, invenção de Temer, fora da campanha municipal. 333

DELEGADO aposentado da Polícia Federal, Luis Fernando Corrêa, deverá ser substituído como diretor de segurança do Comitê Rio 2016, por denúncias reveladas em ações no atletismo no passado. O próprio Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB – Comitê Olímpico Brasileiro, acha que a a posição de Corrêa pode prejudicar nas relações com governo e outros órgãos envolvidos na Olimpíada.

333

Brasil bicampeão

EM DESFILES da SP Fashion Week, nesse dias, o exjogador Raí sempre aparecia sentado ao lado de Teresa Fittipaldi, ex-mulher do antigo piloto – e em grande forma, por sinal. Conversavam muito e mesmo depois dos desfiles esticavam a conversa pelas marquises do prédio da Bienal. Deviam discutir as tendências da moda mundial para 2012.

A

333 Não é só no mundo da moda que as mulheres GG estão em alta: depois de ganhar o Emmy de melhor atriz em série de comédia por sua atuação em Mike & Molly, a quarentona Melissa McCarthy agora foi indicada para o Oscar, na categoria de melhor coadjuvante por seu trabalho em Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids), que estreou no Brasil no ano passado. Melissa começou em stand-up comedy, é roteirista e aparece na nova edição da W, bíblia de moda e celebridades de Nova York, entre outros astros e estrelas em alta, em foto mais que glamourosa.

G

O Conar está enviado às agências de publicidade do país uma circular onde recomenda que “apelos a sensualidade não constituam o principal conteúdo” nos comerciais de bebidas neste verão. Nas empresas de propaganda que possuem contas de cerveja, diretores de arte e criação deitam e rolam em anúncios internos, mostrando mulheres belíssimas de capa e guardachuva na praia tomando um gole com ares de santa. Jennifer Lopez vai aparecer no comercial da Brahma, até requebrando no samba, exibindo seus dotes calipigios. E o pessoal da agência garante que, se alguém reclamar, será justificado como “resultado de estudo folclórico sobre danças afro-brasileiras”.

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Roliça em alta

333 QUEM está chegando ao Brasil na época do carnaval é a atriz americana Amanda Seyfried, que fez Mamma Mia e está rodando um filme sobre Linda Lovelace, a estrelapornô de Deep Throat . Vem para a première de suspense Gone , que marca a estréia do brasileiro Heitor Dhalia em Hollywood. Dhalia, a propósito, é quem assina o comercial de cerveja que tem como estrela Jennifer Lopez.

D A A DE

CALIPÍGIA

Solução

D

Nova mania entre socialites e outras famosas que estão tentando largar o vício ou que não conseguem deixar de fumar em ambientes fechados é o cigarro eletrônico sem nicotina, que só emite vapor de água. O gadget é carregado no computador por uma chave USB e a primeira a usar na Fashion Rio foi a milionária Bethy Lagardère. Na época, foi fotografada com a engenhoca nas mãos e acusada de fumar em local proibido. Depois, ela chutou o pau da barraca. Em São Paulo, na balada Número, esta semana, foi a vez de Bia Anthony, mulher de Ronaldo Nazário.

FERNANDO Haddad já avisou que não vai procurar a senadora Marta Suplicy para se engajar em sua campanha. E também é contra que lhe seja dado um ministério (e não quer Alexandre Schneider, do PSD de São Paulo, na sua vice).

333

333

Nova mania 333

MISTURA FINA

G A

O ex-ministro Fernando Haddad deixa a Esplanada se vangloriando de nunca ter levado uma das clássicas broncas de Dilma Rousseff. Ele define essas broncas como “martelada”, garantindo que “dói na hora e fica doendo muito tempo depois”. E conta que uma das marteladas que assistiu durou 15 minutos e foi em cima de um assessor por causa dos erros de português na transcrição do programa Café com a Presidenta. Dilma andava com os papéis de um lado para outro, rabiscando, colocando vírgulas, acentos e reclamando: “Eu não virei presidenta para corrigir erros de português!”. 333

A revista Playboy ainda não desistiu, depois de descobrir que Luiza Rabello, que voltou do Canadá, festeja seus 18 anos no próximo dia 6 de fevereiro: quer a jovem paraíbana em suas páginas, mesmo que seja apenas na seção Happy Hour. E também está de olho em Jacqueline Rodrigues, filha de Débora Rodrigues, de Mulheres Ricas, ex-sem-terra e campeã feminina de Formula Truck (ela já passou pelas páginas da revista no passado). 333

V

MARTELADA

A presença de Lula na despedida de Fernando Haddad da Esplanada, ao lado de Dilma, foi o recado claro de que ele está mais do que disposto a pisar no barro para fazer a candidatura do ex-ministro decolar e que a convicção da oposição de que a doença o manteria longe da disputa eleitoral de rua é pura ilusão. Para Lula, conquistar São Paulo – cidade e Estado – é uma idéia fixa. “Vou espantar aquela tucanada de lá”. Nas poucas conversas que teve, antes e depois do ato de transmissão de cargo, mostrou uma voz quase normal, mas compassada, resultado das sessões (três vezes por semana) de fonoterapia que já vem fazendo. De radioterapia, ele tem mais quinze dias para nova avaliação. Só que não esconde que a fase é difícil. 333

Lula em campo

NOVOS ALVOS

A O R T I T E

333 A entrevista de Fernando Henrique Cardoso à edição eletrônica do The Economist, dizendo de sua preferência pela candidatura de Aécio Neves em 2014 à Presidência (intimamente, FHC acha que será muito complicado enfrentar Dilma em sua tentativa de reeleição e, claro, com Lula ao lado), deixou José Serra mais do que irritado, embora publicamente fizesse questão de nada demonstrar e até se referiu ao episódio como “opinião de um amigo”. Resumo da ópera: o ex-governador voltou a pensar numa mudança de partido – agora, para valer.

333 O último dia da SP Fashion Week empolgou pouco e até o número de famosos encolheu – se bem que nem os paparazzi de plantão agüentavam mais. Muitos, preferiram esticar no Summer Soul Festival, também em São Paulo, para ver Florence and the Machine, Bruno Mars e o brasileiro Seu Jorge. Da esquerda para a direta: Camila Pitanga, Daniele Souza, a Mulher-Samambaia, de férias no Brasil (casou com Dentinho, que joga na Rússia); a transexual Carol Marra; Jacqueline Rodrigues e a mãe, Débora Rodrigues, integrante do Mulheres Ricas ; e as modelos Ana Beatriz Barros e Alessandra Ambrósio, feliz com seu barrigão.

Adeus à festa

T A C

Outropartido

Depois de morar em Miami por quase duas décadas, quem está de volta ao Brasil (tem uma pousada na Barra, no Rio) é a ex-modelo, ex-vedete e ex-atriz das pornochanchadas brasileiras Annik Malvil, hoje 73 anos de idade. Ela nasceu na Bélgica, mas sempre foi tratada com francesa no Brasil, chegando a inspirar uma marchinha famosa de Mirabeau, há décadas, com o título Tem francesinha no salão. Também foi cantora e gravou Garota do Tubinho, por causa do modelo de vestido que lançava na época. E chegou a escrever matérias até para a revista Manchete . 333

L ME T V E N T A L A R N E R C C A N E L A T A P C A R L O D O I T A E H M S A U O B N U RS E R O I B A O A C U A L P R O A C O B C U R I A LDA O N

«

rolando.

Fotos: Paula Lima

Por: José Nassif Neto Curral de vacas.

Sim, em russo.

Lugar para guardar e conservar vinhos.

Presa;comprimida. Rio Grande do Norte. ...e sem... Haste de madeira ou de ferro.

Onde está?

Parte da perna entre o pé e o joelho.

Inflamação da artéria aorta. Aparência; aspecto.

Incomoda o ferimento.

'Batida', em inglês.

'Estrela', em inglês.

Lama. 'Ele', em inglês. 'Louco', em inglês. Bovino macho para abate.

(?) polar, grande mamífero branco.

Giovana Antonelli, atriz. Taddeo Gaddi, pintor italiano.

Aposento Expressa para as satisfação; crianças. surpresa.

Consoantes de sítio.

Duas vezes campeão.

Que tem 'Lombo', pouca resistência; em inglês. quebradiço.

Pêlos no rosto do homem.

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Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

Careco; tralha. 'Dez' em inglês.

Lenço grande e de má qualidade.

Sensação de calor; quentura.

Golpe de capoeira. 23ª letra 5, em do alfabeto algarismo romano. espanhol.

Liga de ferro com carbono. A favor; em defesa de... Medida que equivale a um metro. (antigo)

Ela movimenta barcos sem motores.

Hidratado de chumbo e urânio. 'Ligar', em inglês.

Carlos Alberto, jogador de futebol.

(1019) 2-he; on; da; aú; 3-mad; pró; aço; tap; ten; 4-star; cadê; loin; acro; 6-curita (altamente radiativo); 7-aortite; 8-nurseria (do inglês nursery - nas casas inglesas, aposento reservado às crianças).


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

5 SAIA JUSTA Serra em baixa. FHC disse que Aécio seria o candidato natural.

olítica

DEFINIÇÕES "PSD é de centro e tem convergência com o PT", explica o prefeito Kassab.

Dilma e Kassab, afagos no aniversário. Em clima de aproximação entre PT e PSD, a presidente da República e o prefeito de São Paulo trocam elogios entre si, na comemoração dos 458 anos da cidade

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m meio às negociações entre PSD e PT para a formação de aliança nas eleições municipais de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff e o prefeito Gilberto Kassab trocaram elogios na comemoração dos 458 anos da cidade. Dilma recebeu de Kassab a Medalha 25 de Janeiro e elogiou a capacidade do prefeito: "Queria dirigir um cumprimento especial e um agradecimento a essa figura capaz de agregar e criar vínculos fraternos e republicanos com pessoas das mais diferenciadas, que é o prefeito Gilberto Kassab, a quem sou muito grata por essa honraria." O prefeito, que mantém as portas abertas para um acordo com o PSDB na capital paulista, fez um aceno generoso à gestão federal do PT. Apesar de se declarar independente, seu partido, o PSD, se aproxima da base governista nas votações do Congresso. "A senhora sabe o quanto todos nós brasileiros que vivemos em São Paulo torcemos e trabalhamos pelo seu sucesso. O sucesso do nosso governo é o sucesso do Brasil. Eu expresso o sentimento desses 11 milhões de brasileiros que moram na cidade." Homenagens – Além de Dilma, receberam homenagem da prefeitura o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a quem coube fazer a única referência ao ex-governador José Serra, que também estava lá. "Serra sempre lembra que São Paulo é a terra onde japonês fala português com sotaque italiano." Esta semana, Serra sofreu um golpe político, depois da declaração nada diplomática de FHC de que Aécio Neves seria o "candidato óbvio" dos tucanos à Presidência em 2014. Nova prática – "Espero que esse reconhecimento, que eu acho importante que nós te-

Leo Barrilari/Folhapress

nhamos o hábito de fazer para os ex-presidentes da República, seja uma prática do Brasil democrático", disse FHC em seu discurso ontem. Dilma relembrou a cerimônia de 2011, quando o ex-vicepresidente José Alencar recebeu a homenagem da Prefeitura de São Paulo. "Tive a honra de participar há um ano de uma cerimônia como esta, que homenageou um grande brasileiro, uma pessoa que deu grandes serviços ao nosso País, o nosso querido e inesquecível José Alencar." A partir daí, a presidente foi só declarações de amor a São Paulo, com direito a citar o trecho mais famoso da música Sampa, de Caetano Veloso. "Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruza a

Presidente Dilma discursa na festa: "São Paulo representa um farol para o País por sua capacidade de gerar riqueza, conhecimento e cultura".

Juca Varella/Folhapress

Leo Barrilari/Folhapress

"Haddad é a 3ª opção de Kassab"

R Kassab a Dilma: "Sucesso do nosso governo é o sucesso do Brasil".

Ipiranga e a Avenida São João. Eu acho que tem outro sentimento, outra sensação, que passa no coração dos brasileiros quando cruzam a Ipiranga com a Avenida São João, e eu acho que sempre foi uma sensação de esperança", afirmou. "Esperança de todos aqueles que, muitas vezes, saíram do Norte e Nordeste em busca de ganhar a vida, mas também uma imensa esperança de que nosso País pode ser do tamanho de São Paulo. Eu acho que, sobretudo, essa esperança é que está sempre no coração e na cabeça da gente".

Para ela, São Paulo "representa um farol para o País por sua capacidade de gerar riqueza, conhecimento e cultura. E eu tenho certeza de que nós somos hoje um dos maiores e mais predestinados países do mundo. Temos já no presente muitas realizações. Sobretudo, estamos construindo, e tenho a certeza de que cada vez mais, com a contribuição de cada homem, mulher, prefeito e governador, um Brasil maior". Dilma ressaltou ainda a generosidade da cidade. "Eu já honrava a cidade de São Paulo

Ex diz à atual: "Que se crie o hábito de reconhecer os ex-presidentes".

com amor por suas ruas e sua gente, mas, sobretudo, com a certeza de que aqui nasceu a idade moderna. Aqui nasceu muito do que foram as grandes realizações do País. Aqui também nasceu a capacidade de nosso País ter uma relação generosa com outras regiões, de gerar também desenvolvimento para todas as regiões do País. Por isso SP tem essa característica de esperança." Centro, nem tanto – "O PSD é um partido de centro, e tem convergência em alguns aspectos com o PT, sim; tanto é

que temos diversas alianças em diversos municípios brasileiros", disse Kassab. Evasivo, afirmou que a prioridade do PSD é lançar candidatura própria, do vice-governador Guilherme Afif Domingos, para a prefeitura, mas que o partido não descarta a possibilidade de formar alianças, seja com o PT, que já definiu o nome do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, seja com o PSDB, com quatro nomes para pré-candidatura: Andrea Matarazzo, Ricardo Tripoli, Bruno Covas e José Aníbal. (Agências)

ui Falcão, presidente do PT, disse ontem que uma aliança com o petista Fernando Haddad é a "terceira opção" do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Segundo ele, Kassab prefere apoiar José Serra (PSDB) ou Guilherme Afif Domingos (PSD) e manifestou pouco entusiasmo com o acordo. "O própr io Kassab tem nos colocado como terceira opção. Primeiro Serra, segundo Afif, terceiro Haddad". Segundo Falcão, "nós não temos nada a explicar para o eleitor, a não ser o programa para a cidade. Nós temos feito oposição a Kassab e nossa bancada continua de oposição". (Folhapress)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

Por mais que a gente pactue, as negociações [do Código Florestal] são extremamente difíceis. Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente.

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Ativistas do Occupy querem espalhar ideias

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epois de ocupar espaços simbólicos do modelo capitalista, os ativistas do movimento global Occupy querem agora espalhar ideias e articular outras manifestações democráticas. Representante do Occupy Londres, o ativista Sam Halvorsen, que faz parte do grupo que ocupa uma área próxima à Catedral de St. Paul há mais de cem dias, disse ontem, durante o Fórum Social Temático (FST), que o grupo agora pretende se juntar a outros fóruns. "Temos que fortalecer vínculos, fortalecer esse processo democrático global. Se o sistema político em que vivemos não é capaz de reduzir as desigualdades, teremos que fazê-lo nós mesmos, o que é um desafio enorme", afirmou Halvorsen. O movimento Occupy ficou famoso depois da versão norte-americana, quando ativistas ocuparam uma praça na região de Wall Street, coração financeiro da cidade de Nova York. Mas é Londres que registra uma das ocupações mais longas ligadas ao movimento global do Occupy. Esse acampamento, que reúne cerca de 200 manifestantes, começou com uma convocação pela rede social Facebook. Um dos desafios, segundo

Christophe Simon /AFP Photo – 24/1/2011

Protesto musical: bumbo no FST.

Para muitos de nós, foi a primeira vez que fizemos algo político na vida. Ocupar é um jeito de fazer política. SAM HALVORSEN Halvorsen, é como integrar lutas distintas e muitas vezes distantes geograficamente para a globalização das propostas. "A internet, sem dúvida, tem sido um bom instrumento, com a força das redes sociais. Mas a internet também tem suas dificuldades de acesso, se

Christophe Simon /AFP Photo – 24/01/2011

pensarmos em nível global." Inovação – Aos 28 anos, Halvorsen é estudante da University College London e rejeita o posto de líder do Occupy, porque, segundo ele, o movimento propõe um jeito novo de fazer política, sem os postos tradicionais das hierarquias. "Para muitos de nós foi a primeira vez que fizemos algo político na vida. É um movimento mais baseado na prática que na retórica. Ocupar é um jeito de fazer política." Em um debate sobre sustentabilidade e a preparação de uma reunião de movimentos sociais paralela à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho no Brasil, Halverson explicou que as questões ambientais também fazem parte da agenda do Occupy. "Com a crise, os movimentos de justiça climática (que pedem ações para enfrentar o aquecimento global) perderam força. Mas temos, no Occupy, grupos que tratam da questão ambiental, até porque são crises do capitalismo, e a crise climática está vinculada a esse sistema econômico." Em Londres, as próximas atividades do Occupy serão o apoio a greves gerais programadas no continente europeu a partir de março e concentradas em maio. (ABr)

Expectativa pelo discurso de Dilma

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presidente Dilma Rousseff chegou ontem à tarde a Porto Alegre, onde participará hoje do Fórum Social Temático, que vai até domingo no Rio Grande do Sul. O discurso da presidente será no Ginásio Gigantinho, durante o encontro "Diálogos entre Sociedade Civil e Governos". Para participar desse diálogo é também esperada a presença do presidente do Uruguai, José Mujica. A expectativa é a de que Dilma trate de temas como a crise mundial e suas implicações na vida dos mais pobres, fale das políticas públicas de combate à pobreza e também sobre o que o Brasil vai defender na Conferência das Nações Unidas para

Thony Belizaire/AFP Photo – 5/4/2011

Martelly: encontro marcado.

o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para junho no Rio de Janeiro. Cuba e Haiti – Na próxima semana, Dilma visitará Cuba, em uma viagem cujo foco prinSECRETARIA DA SAÚDE

COMUNICADO RETIFICAÇÃO DE EDITAL A AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL comunica aos Srs. Fornecedores em relação ao PREGÃO 239/2011 - Proc. 2011-0.312.396-0 - AQUISIÇÃO DE MATERIAIS MÉDICOS DIVERSOS, PARA USO NAS UNIDADES DA AUTARQUIA HOSPITALAR MUNICIPAL; marcado para o dia 30/01/2012 às 10:00 horas, publicado no DOC dia 14/01/2012, pág. 70, o seguinte: Em virtude de alteração no ANEXO I - ITEM 13 do Edital, fica redesignada NOVA DATA PARA ABERTURA DO CERTAME que ocorrerá em 07/02/2012, às 10:00 horas, entrega de catálogos até dia 30/01/2012. Com retirada de novo Edital. O Edital poderá ser consultado e/ou obtido no site: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br ou no Núcleo de Licitações da Autarquia Hospitalar Municipal, situada na Rua Frei Caneca, nº 1.398/1.402 9º andar - Consolação - São Paulo - Capital, das 9:00 às 16:00 hs. As demais cláusulas e condições permanecem inalteradas.

Participantes do movimento Occupy querem articular novas manifestações e fortalecer o processo democrático global. Dizem que se o sistema político em que vivemos não é capaz de reduzir as desigualdades, terão que fazê-lo eles mesmos, "um desafio enorme", reconhecem.

cipal é a área comercial, segundo seus assessores. A visita a Havana ocorre antes da ida dela a Washington, uma decisão que causou suspeitas devido aos confrontos recentes do Brasil com os Estados Unidos por conta do comércio e outras questões. Mas Dilma também tem agenda marcada com o presidente dos EUA, Barack Obama, em Washington, ainda neste primeiro semestre. O Brasil está oferecendo a Cuba tecnologia de cana-deaçúcar e 200 milhões de dólares em crédito para que pequenos agricultores adquiram tratores e equipamentos de colheita e irrigação. Fontes brasileiras dizem que o governo gostaria de ver uma abertura democrática em Cuba e que está acompanhando de perto as reformas econômicas adotadas pelo presidente cubano, Raúl Castro, mas não fará pressões. Dissidentes pediram um encontro com a presidente, mas é improvável que ela se reúna com eles. Dilma também só discutiria a questão de direitos humanos em conversas privadas. No Haiti, aonde chegará em 1º de fevereiro, um dos temas do encontro com o novo presidente Michel Martelly será o número crescente de imigrantes haitianos no Brasil. (Agências)

Manifestantes na Abertura do Forum Social Temático em Porto Alegre: "Parem com o blá-blá-blá. Ação já".

Marina pede que presidente vete mudanças no Código Florestal

A

e x - p re s i d e n c i á v e l Marina Silva (sem partido) fez uma cobrança pública à presidente Dilma Rousseff para que ela vete as mudanças no Código Florestal aprovadas pelo Congresso no ano passado. Em discurso no Fórum Social Temático ontem, Marina lembrou que Dilma se comprometeu na campanha de 2010 a barrar projetos que aumentem o desmatamento. Ela pediu a representantes de movimentos sociais que pressionem a presidente a honrar sua promessa. "A presidente se comprometeu no segundo turno, assinando de próprio punho, que vetaria qualquer projeto que provoque aumento no desmatamento e anistia para os desmatadores." No segundo turno de 2010, Marina entregou a Dilma e ao então adversário José Serra (PSDB) um documento com itens de sua agenda ambiental. Os dois assinaram o documento, mas não receberam apoio da ex-senadora então verde, que se manteve neutra. "Tenho muita esperança de que a presidente Dilma vete este Código Florestal equivocado", disse Marina. "Pode ser ingênuo, e às vezes as pessoas dizem isso. Que é uma coisa meio quixotesca." Licença e fiscalização – A ministra do Meio Ambiente

Alessandra Valle/AE – 23/8/2011

Marina: esperança de veto. Beto Barata/AE – 18/5/2011

Izabella: Código não se encerrou.

Izabella Teixeira disse ontem que as relações entre órgãos ambientais no Brasil estão polarizadas entre o licenciamento e a fiscalização. "Meio ambiente é muito mais do que isso". Para ela, tais órgãos ainda aparecem como atores secun-

dários nos debates que resultam em políticas públicas. Ao participar da abertura do 2º Encontro Brasileiro de Secretários de Saúde, em Porto Alegre – paralelo ao Fórum Social Temático 2012 (FST) –, a ministra avaliou que há reconhecimento de uma crise global, não só econômica, mas de valores éticos, comportamento e insumos. "Aquele discurso que, há mais de 20 anos os ambientalistas vêm formulando, começa a ganhar entendimento e contorno. Não para revisão do paradigma, mas para avançar no paradigma do desenvolvimento sustentável". Sobre a polêmica aprovação do Novo Código Florestal pelo Senado, Izabella ressaltou que o ministério não pode ficar "a reboque de uma agenda que tem poder político imenso" e que é preciso procurar caminhos de convergência e de diálogo. "Tem sido muito difícil fazer esse exercício de negociação política. Por mais que a gente pactue, as negociações são extremamente complexas, são difíceis." "O debate do código não se encerrou. Estamos avaliando o cenário. Ainda tem pedreira pela frente, mas, se não tivermos o apoio para convergência e para o que foi construído, dificilmente poderemos superar algumas barreiras". (Agências)

Rio+20 é teatrinho, diz Stédile.

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coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse ontem que a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro,

poderá até ser representativa e nacionalizou, a força do capireunir chefes de Estado, mas tal tem se revelado maior que a será apenas um “teatrinho go- dos governos. A situação esvernamental”, sem efeitos so- drúxula é que os governos probre o atual modelo de desen- movem reuniões, seja o G20, sejam as conferências da ONU, volvimento capitalista. O problema, segundo o líder e depois os capitalistas não resdo MST, que José Cruz/ABr – 14/4/2010 peitam." Em contraparticipa das p o n t o à atividades do Fórum Social Rio+20, a sociedade civil Te m á t i c o e s t á o r g a n i(FST), é que os fóruns interz a n d o a C úpula dos Ponacionais, covos, para tenmo a Organização da Natar viabilizar propostas alções Unidas ternativas, (ONU), não conseguem se mas que não t e r ã o r e p e rimpor ao mocussão na reuvimento do c a p i t a l , c onião formal, segundo Stémandado pel a s g r a n d e s Stédile: propostas alternativas. d i l e . " N e s s a c or p o ra ç õe s cúpula, tentatransnacionais e pelo capital fi- remos construir pautas, agennanceiro. Nesse contexto, por das e ações de massa comuns mais que os governos nacio- para conseguirmos levantar nais se esforcem em propor no- uma barreira a essa sanha invos modelos, as mudanças sana dos grandes capitalistas mais significativas são barra- representados pelas empredas pelo capital. sas transnacionais que está "Desde a década de 1990, p r o v o c a n d o d e s a s t r e s " , quando o capitalismo se inter- adiantou. (Agências)


p Protesto contra a corrupção atrai público flutuante

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

7 É preciso nos preparar para viver em um mundo cada vez mais complexo, com grandes desafios. Hugo Chávez, presidente da Venezuela.

olítica

Paulo Pampolin/Hype

Nem tudo funcionou como os organizadores previram, mas quem compareceu não deixou de gritar palavras de ordem. Guilherme Calderazzo

A

manifestação contra a corrupção no Estado brasileiro, realizada ontem, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), no feriado de aniversário da capital paulista, teve vigília, cerimônia de entrega de troféus para os políticos vencedores do concurso Algemas de Ouro, desacordo entre os organizadores do encontro e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), passeata, dança de protesto indígena e a participação de mais ou menos 500 manifestantes. Organizada pelos grupos de internet de combate à corrupção Nas Ruas, Revoltados Online e Marcha pela Ética, a manifestação exigiu o voto aberto nas votações do Congresso, a manutenção dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e julgamento dos envolvidos no "mensalão" pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A partir das 22 horas de anteontem, uma vigília, no Masp, deu início ao encontro. Com público flutuante, de mais ou menos cem pessoas, essa vigília teve grupo musical e de dança amadores. Além disso, os organizadores escreveram na calçada em frente ao museu, com velas acesas, a frase "Voto aberto já", em referência ao fim do voto secreto entre os parlamentares. Com máscaras, bandeiras do Brasil, narizes de palhaço, rostos pintados e camisetas com frases anticorrupção, a partir das 13 horas de ontem, muitos manifestantes carregavam cartazes de protesto onde se lia "sem partido e sem bandeira, corruptos na cadeia" ou "lugar de político corrupto é na prisão", "Judiciário: faxina já", "não chame político corrupto", entre outras. Ainda no vão do

Cerca de 500 pessoas foram às ruas em defesa do voto aberto entre parlamentares e do CNJ

Paulo Pampolin/Hype

Paulo Pampolin/Hype

Paulo Pampolin/Hype

Na Avenida Paulista, a passeata contra a roubalheira no País.

A CET atrapalhou nosso encontro. Deu mais valor à indústria da multa do que ao combate à corrupção. MARCELLO REIS

Masp, os manifestantes se motivavam com várias palavras de ordem, entre elas: "Sarney Ladrão, devolva o Maranhão"; "O povo acordou, o povo decidiu: ou para a roubalheira ou paramos o Brasil"; "Não, não, não corrupção, queremos o dinheiro na saúde e educação". O caminhão com trio elétrico presente ao evento só pôde permanecer na avenida, em frente ao Masp, por 25 minutos. Por falta de autorização, a CET impediu a permanência do veículo no local. O trio teve de sair pela avenida, para não ser multado pela quarta vez. Saiu animado pelo som de um disk jockey e pela banda Pega Ladrão, mas sem acompanhamento do público.

Até o trio voltar ao Masp, houve desmobilização de manifestantes. Muitos deixaram o evento. "A CET atrapalhou nosso encontro. Deu mais valor à indústria da multa do que ao combate à corrupção", protestou Marcello Reis, um dos líderes do Revoltados Online. Na volta do trio, em frente ao Masp, os vencedores do Troféu Algemas – José Sarney, José Dirceu e Jaqueline Roriz –, representados por "atores" com suas máscaras, pela segunda vez receberam as algemas de ouro, prata e bronze, respectivamente. O concurso foi criado pelo Movimento 31 de Julho, do Rio, cidade onde os vencedores foram premiados pela primeira vez no dia 19. Em seguida à premiação, o trio voltou à avenida, puxando uma passeata na Paulista com mais ou menos 150 pessoas. "Não vamos parar de pressionar os poderes, para que combatam a corrupção", disse Carla Zambelli, uma das líderes do Nas Ruas. Belo Monte – Com dança de protesto, indígenas das etnias Guarani e Kalapalo participaram da manifestação, para protestar contra a criação da Usina Belo Monte, no Xingu.

Protesto contra a usina de Belo Monte no Xingu

Algema de Prata foi entregue pela segunda vez

Planalto demite chefe de gabinete de Negromonte

P

or determinação do Palácio do Planalto, o chefe de gabinete do ministério das Cidades, Cássio Peixoto, foi demitido. A exoneração do braço-direito do ministro Mário Negromonte foi assinada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que tem a prerrogativa de nomear ou exonerar quem ocupa este tipo de cargo. De acordo com a portaria, o ato não foi a pedido. A Casa Civil disse que cabe ao ministério das Cidades a explicação oficial da saída de Peixoto. A demis-

são ocorre dois dias depois de a mídia revelar sua participação em negociações com um empresário e um lobista interessados num projeto milionário da pasta. Além disso, em novembro do ano passado ele foi apontado como suspeito de envolvimento em suposta fraude em um parecer de obra para a Copa do Mundo de 2014. Com isso, foram "autorizadas" mudanças no projeto de mobilidade urbana em Cuiabá (MT), ampliando o custo para R$ 1,2 bilhão ou simplesmente R$ 700 milhões a

mais do que o previsto. Na época, a diretora de Mobilidade Urbana do ministério, Luiza Gomide Vianna, admitiu, em conversas gravadas, a existência de dois pareceres sobre o projeto de transporte público. O primeiro mostrava a inviabilidade de trocar o modal BRT (ônibus) pelo VLT (veículo leve sobre trilhos). Já o segundo autorizava a obra. Em um dos áudios, Luiza dizia que a mudança havia partido de Peixoto e Guilherme Ramalho, coordenador de Infraestrutura. (Agências)

Wilson Dias/ABr – 29/9/2011

Sarney: ainda não deu certo.

Aqui, um país perigoso para o trabalho de jornalistas.

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Brasil ocupa o 99º lugar no ranking sobre a liberdade de imprensa. O País, que em 2010, estava na 58ª colocação, caiu 41 posições em classificação de 179 países feita e divulgada ontem pela organização Repórteres Sem Fronteiras. A organização afirmou que a queda brasileira foi a mais acentuada da América Latina e justificou o resultado em função do aumento da violência e da morte de três jornalistas no ano passado. No relatório, além de destacar o "alto índice de violência", a organização mencionou a

presença do crime organizado e de atentados contra o ambiente como as principais ameaças à atividade dos profissionais da imprensa. A organização colocou o Norte e o Nordeste como as regiões mais perigosas para os jornalistas. O relatório não citou os três crimes mencionados no estudo. O ranking é elaborado há dez anos e avalia 179 países. Na versão 2011-2012, ficaram nos primeiros lugares Finlândia, Noruega e Estônia, países que apareceram entre os dez primeiros em 2010. Da América Latina, o Uruguai foi o melhor colocado (32º).

A Argentina ficou em 47º e o Chile e o Paraguai, em 80º. Depois do Brasil, aparecem Equador (104º) e Bolívia (108º). Nas últimas colocações ficaram Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia. Na semana passada, a International News Safety Institute (Insi) colocou o Brasil como o oitavo mais perigoso no mundo para o trabalho da imprensa. A classificação considera o número de mortes de profissionais. Em 2011, cinco pessoas morreram no exercício da profissão. Nas primeiras colocações ficaram o Paquistão, o México e o Iraque. (AE)

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ENCONTRO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ontem fez a 25ª sessão de radioterapia, se encontrou com o ator Reynaldo Gianecchini no hospital SirioLibanês, onde os dois fazem tratamento contra o câncer. Os dois conversaram por 30 minutos. (AE)

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Amorim é o porta-voz dos interesses do Brasil junto a Hugo Chávez

Brasil e Venezuela vão ampliar acordo de defesa

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s governos do Brasil e da Venezuela devem ampliar as parcerias referentes aos sistemas de defesa nacional dos dois países. Para tanto, o presidente Hugo Chávez reuniu-se, ontem à noite em Caracas, com o ministro da Defesa, Celso Amorim. A ideia é intensificar as parcerias já existentes e estabelecer novos acordos. De acordo com Chávez, "o mais importante é a consolidação do que já está definido, que é o Conselho de Defesa SulAmericano" (CDS), disse o presidente. "Esse é o tema central; depois a cooperação bilateral Brasil-Venezuela", acrescentando que os acordos observam as mudanças mun-

diais e as novas necessidades decorrentes dessas alterações. Segundo Chávez é preciso "tratar de temas olhando a paz e a consolidação de uma visão sul-americana da nossa defesa, sem rivalidade entre os países e nos preparando para viver em um mundo cada vez mais complexo, com grandes desafios, e que saberemos enfrentar juntos". Para consolidar as metas do CDS, os dois governos unirão forças para combater o crime organizado e o tráfico de drogas, de acordo com Amorim e Henry Rangel Silva, ministro da Defesa da Venezuela. As ações envolvem ainda intensificar a segurança nas fronteiras entre os dois países. (ABr)

or 12 votos a 5, o Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu ontem indeferir a medida cautelar pedida no processo em que autoriza a Fundação da Memória Republicana Brasileira a receber o acervo do senador José Sarney (PMDB-AP). Com isso, o TJ sinalizou que não há urgência para a análise do caso. A ação foi ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Maranhão, que pretende, com isso, impedir que o senador tenha poderes de gerir uma entidade pública de forma vitalícia. (DC)

Bombas contra o PSDB e o PT

A

Polícia Civil de Porto Alegre (RS) vai investigar um suposto ataque à sede do PSDB. Segundo o partido, uma bomba incendiária caseira foi jogada ontem na casa onde funciona a sede local da sigla. Houve um princípio de incêndio, uma porta foi danificada, mas ninguém saiu ferido. O PSDB gaúcho descartou motivação política. Em Belém (PA), um coquetel molotov foi lançado, ontem de madrugada, contra o comitê do deputado federal Cláudio Puty, précandidato do PT à prefeitura. Não houve feridos. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO A presidente argentina, Cristina Kirchner, reassumiu ontem suas funções de governante.

nternacional

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

Reuters

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IMPASSE Palestinos dizem que as negociações de paz com Israel chegaram ao fim

VIOLÊNCIA Pelo menos 26 pessoas morreram ontem em confrontos na Síria

Mohamed Abd El-Ghany/Reuters

Em clima de festa, os egípcios comemoram um ano de levante que derrubou o presidente Mubarak. Agora, eles pedem a saída

Mahmud Hams/AFP

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dos militares.

Na praça que foi palco dos protestos que derrubaram Mubarak, ativistas pedem mais mudanças...

... e crianças participam da festa.

Todas as ruas levam a Tahrir C

om vuvuzelas, máscaras e todo tipo de artigos de festa, os egípcios voltaram ontem à praça Tahrir, no Cairo, para lembrar um ano da revolta que tirou do poder o ex-presidente Hosni Mubarak. Ativistas reiteraram que a revolução ainda não terminou e que o país precisa de mais mudanças. Todos os caminhos levavam a Tahrir, epicentro da Revolução de 25 de Janeiro, onde sob um sol radiante confluíram várias passeatas de milhares de pessoas organizadas por diferentes grupos de jovens e revolucionários para pedir que a

Junta Militar, que governa o Egito atualmente, transfira o poder de forma imediata. Em comunicado, a cúpula militar confirmou que abandonará o poder em 30 de junho, após a realização de eleições presidenciais. A Junta ressaltou que os militares deixarão os quartéis para se dedicar somente a defender "a terra, o céu e o mar do Egito", como reivindicam ativistas e políticos críticos ao atual papel de governo. O Conselho Militar reiterou que "sempre" apoiou a revolução e que tinham previsto que ela iria explodir meses antes de seu início.

"Quando vimos com nossos próprios olhos os jovens da revolução sacrificando suas almas pelo Egito e enfrentando as ferramentas da repressão mais brutais, nos inclinamos pela revolução", afirmou. Como prova de seu comprometimento à democracia, os dirigentes militares divulgaram ainda os próximos passos do período de transição: a suspensão do estado de emergência – vigente desde 1981 –, a realização de eleições para a Câmara Alta do Parlamento, a redação de uma nova Constituição e a convocação de eleições presidenciais.

Não havia tropas militares ou policiais na praça Tahrir, onde em 25 de janeiro de 2011 teve início a revolta que 18 dias depois resultou no fim de três décadas da ditadura de Mubarak. Na praça, que foi tingida de vermelho, branco e negro – as cores da bandeira egípcia–, o ambiente era festivo: muitas famílias aproveitaram o dia livre, declarado um feriado nacional. Racha - Liberais e islamitas se concentraram em diferentes pontos da praça, o que reflete a profunda divisão política que se instalou no país. Voluntários da Irmandade Muçulmana, grupo funda-

mentalista que conquistou quase a metade dos assentos no Parlamento, verificavam documentos e faziam revistas nas milhares de pessoas que participaram dos protestos. Outros integrantes da Irmandade formaram um cordão humano ao redor do enorme palco montado durante a noite pelo grupo. Ele cantavam músicas religiosas e gritavam "Allahu Akbar!", que significa "Deus é maior!". Já os liberais, do outro lado da praça, cantavam "Abaixo o governo militar!" e exigiam que o marechal Hussein Tantawi, chefe da Junta Militar que co-

manda o país, seja executado. "Tantawi veio e matou mais revolucionários. Nós queremos sua execução", gritavam, em alusão aos mais de 80 manifestantes mortos por tropas do Exército desde outubro. Apesar de Mubarak estar sendo julgado por cumplicidade nas mortes de manifestantes durante o levante do ano passado, os grupos liberais e esquerdistas dizem que pouco mudou no país, já que os generais mantiveram a maior parte dos integrantes do governo deposto e a Irmandade Muçulmana tacitamente aceitou este fato. (Agências)

Websites israelenses sob ataque de hackers

H

ackers pró-palestinos invadiram ontem sites israelenses vinculados a transportes, medicina, lazer e jornalismo, em um novo episódio da guerra cibernética travada desde o início do ano com hackers defensores do Estado judaico. As principais vítimas foram os hospitais Tel Hashomer e Assuta, ambos na região de Tel Aviv; e a empresa Dan, encarregada pelo transporte local. Os dois hospitais indicaram que os ataques foram neutralizados e não causaram danos às suas páginas. Também foram invadidos os sites da filmoteca de Jerusalém, do Festival Israel de Artes Cênicas e das edições digitais em hebraico dos jornais Haaretz e The Marker. A página do Festival Israel, invadida pelo grupo Watchful Eye Hacker, continha dizeres em inglês, hebraico e árabe, como "Morte a Israel e EUA" e um texto no qual se convoca à luta contra os "sujos sionistas". O grupo IDF-Team (em referência ao acrônimo em inglês das Forças Armadas israelenses, liderado por hackers israelenses) indicou ao jornal The Jerusalem Post que haverá uma resposta "em breve" aos ataques própalestinos. (EFE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

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O que está em jogo não são valores republicanos nem democratas. São valores norte-americanos. O presidente dos EUA, Barack Obama. nternacional

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Steve Pope/AFP

Em clima eleitoral

RESGATE

LÍBIA SOB CONTROLE?

Mahmud Turkia/AFP

Divulgação/Reuters

m dia depois de usar seu discurso sobre o Estado da União como palanque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou ontem uma viagem por cinco Estados cruciais para as eleições de novembro, com o objetivo de promover seu programa econômico. Obama, que no discurso anual diante do Congresso insistiu na mensagem de justiça econômica, ressaltou ontem em um pronunciamento em uma fábrica na cidade de Cedar Rapids, em Iowa, que, se todos colaborarem e se mantiverem unidos, é possível criar "uma economia que dê a todo mundo uma oportunidade justa". "Não há nenhuma razão pela qual não possamos recuperar a promessa básica norte-americana de que o trabalho duro traz sucesso", declarou o líder, que buscará a reeleição no pleito de novembro. Os EUA, segundo ele, não se baseiam em doações, mas em trabalho duro. O mandatário, que na noite de terça-feira apresentou um plano para relançar a economia dos EUA com base na indústria, nas energias limpas e na educação, buscou centrar sua mensagem de ontem em propostas para tornar o setor manufatureiro mais competitivo internacionalmente e fomentar a criação de empregos no país. Entre as propostas, está a eliminação dos subsídios às empresas que transferirem as operações ao exterior e a criação de um incentivo fiscal para fomentar o retorno das companhias aos EUA. Também se buscará adotar um imposto mínimo às multinacionais para evitar a transferência de lucros ao exterior. Obama ainda anunciou que criará uma agência para investigar práticas comerciais desleais. E citou um alvo: a China. Reeleição - O presidente visitou Cedar Rapids como parte de uma viagem por cinco Estados cruciais no mapa eleitoral: Iowa, Arizona, Nevada, Colorado e Michigan. A escolha não foi aleatória. Os Estados são alguns dos previstos como palcos das batalhas mais disputadas para as eleições presidenciais. Além disso, os locais visitados devem realizar suas primárias republicanas nas próximas semanas. Os principais nomes da corrida republicana, Mitt Romney e Newt Gingrich, vêm aumentando os ataques a Obama em seus comícios. Para o presidente, esta viagem representa uma oportunidade de levar a disputa ao terreno de seus oponentes e de promover seu programa eleitoral. Ele optou por fazer da defesa da classe média sua bandeira para a reeleição, defendendo medidas como aumento de impostos para os que ganham mais de US$ 1 milhão por ano. "Não é possível um bilionário pagar menos que sua secretária", afirmou Obama no discurso de terça-feira, aludindo a Warren Buffet, que aderiu a campanha pró-impostos. "O que está em jogo aqui não são valores republicanos nem democratas. São valores norteamericanos", disse. (Agências)

Rebeldes líbios se organizam em posto de controle perto da cidade de Bani Walid, ex-bastião de Kadafi.

Primeiro, Bin Laden. Agora, piratas.

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uzileiros navais dos EUA, do mesmo grupo que matou Osama bin Laden, fizeram uma investida na Somália ontem e resgataram uma norte-americana e um dinamarquês após um tiroteio com piratas que os mantinham reféns. Durante a missão, todos os nove sequestradores foram mortos. A operação foi autorizada pelo presidente Barack Obama,

que minutos após o discurso sobre o Estado da União, na terçafeira, telefonou ao pai da norteamericana para dizer que sua filha estava em segurança. Jessica Buchanan (acima), de 32 anos, e Poul Hagen Thisted, de 60 anos, trabalhavam no grupo de retirada de minas do Conselho Dinamarquês de Refugiados, quando foram sequestrados em outubro. (Agências)

O

ministro da Defesa da Líbia, Osama Yoweili, afirmou ontem que o Conselho Nacional de Transição (CNT) retomou o controle da cidade de Bani Walid, um ex-reduto do regime de Muamar Kadafi. Segundo ele, os dois dias de confrontos provocaram a morte de oito pessoas. "O problema que mal começou foi resolvido", acrescentou Yoweili, em alusão aos episódios de violência, ao canal de notícias Al Jazeera, do Catar. Ele desmentiu as declarações

de insurgentes de que a cidade, a 140 quilômetros a sudeste da capital Trípoli, tenha sido tomada por rebeldes favoráveis ao antigo regime. Yoweili afirmou que a origem do conflito tinha sido "enfrentamentos entre jovens de distintas brigadas". Já o Al Jazeera apresenta uma terceira versão, que, de acordo com o canal, seria confirmada por moradores da região. O conflito começou com uma série de prisões feitas pelos "Mártires de 28 de Maio", ligados ao governo de transição. Com a ação policial, os mora-

dores se revoltaram e exigiram a liberação dos detidos, iniciando combates e culminando com a retirada da cidade. O confronto parecia refletir uma rejeição às novas autoridades da Líbia, apoiadas pelo Ocidente, por uma cidade que nunca aceitou bem as regras dos rebeldes. O episódio ainda destacou as tensões entre aqueles que se beneficiaram sob o regime de Kadafi e aqueles que agora estão no poder – tensões que estão aumentando com as rivalidades tribais e regionais da Líbia. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

CHUVA DE OVOS Grupos que protestaram ontem na Praça da Sé atiraram ovos em direção ao prefeito Gilberto Kassab. Os manifestantes reclamaram das ações da Prefeitura e do governo do Estado em locais como a Cracolândia e o Pinheirinho, em São José dos Campos.

idades

Marcio Fernandes/AE Marcos D´Paula/AE

Acidente ocorreu próximo ao Theatro Municipal, na região central

Dois prédios desabam no centro do Rio

D

Ao lado, policiais militares tentar conter os manifestantes que protestavam na Praça da Sé contra ações da Prefeitura na cidade.

Protesto e cerco ao prefeito na Praça da Sé Manifestantes entram em confronto com a Polícia Militar após a celebração da missa pelo aniversário da cidade. Gilberto Kassab tornou-se o principal alvo.

U

m protesto contra o prefeito Gilberto Kassab (PSD) terminou em confronto com a Polícia Militar, ontem, na Praça da Sé, no Centro da cidade. Pelo menos dez pessoas ficaram machucadas – cinco policiais e cinco manifestantes. Ninguém foi preso. Segundo a PM, com faixas escritas "Basta de dor e sofrimento na Luz", a manifestação era pacífica até por volta das 9h30. O tumulto começou por volta das 11h30, logo após o fim da missa de aniversário de 458 anos da cidade. Cerca de 600 pessoas aguardavam o prefeito, com bandeiras e faixas de protesto, na frente da escadaria da Sé. Entre eles estavam integrantes de movimentos sociais, de partidos como PSOL e PSTU e moradores de bairros afetados por grandes obras e ações da Prefeitura - como Jabaquara, Butantã e Santa Ifigênia. Ao perceberem que Kassab tentava deixar a missa pela saída dos fundos, muitos deles deram as mãos e cercaram a Catedral. Vários gritavam "assassino" e "fascista" para o prefeito. Ovos – Seguranças tiveram de cercar Kassab para que ele pudesse entrar no carro, logo atingido por uma chuva de ovos. O veículo também foi alvo de socos e pontapés. Um rapaz quebrou o cano de PVC usado como mastro de bandeira no capô do carro oficial. Um segurança de Kassab levou um chute e caiu.

Vanessa Carvalho/Folhapress

Kassab: prefeito teve de ser escoltado pelos seguranças para não ser atingido pela chuva de ovos atirada em sua direção

Nesse momento, a Polícia Militar, que com a confusão, aumentou seu efetivo de 50 para 70 homens no local, começou a usar bombas de efeito moral e gás de pimenta para dispersar o protesto. Os manifestantes reclamavam principalmente das ações policiais na Cracolândia, na Favela do Moinho e na violenta reintegração de posse do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) também era esperado na missa, mas não compareceu e foi representado pelo vice-governador, Guilherme Afif Domingos (PSD). Mas Alckmin não escapou de ser xingado pelos manifestantes, assim como a própria PM. O comandante de policiamento de Área Centro, coronel

da PM Pedro Borges de Oliveira, disse que nenhum ferido procurou a polícia para ser levado ao hospital. "Em razão da nossa presença, aconteceu um dano mínimo. A operação teve êxito para esse momento de crise que aconteceu lá", afirmou o coronel. Intimidação – Profissionais de imprensa que acompanhavam a manifestação na Praça da Sé também foram atacados e intimidados pelos grupos que organizaram o ato e iniciaram o confronto. H o u v e p e l o m e n o s t rê s agressões a jornalistas, de diferentes veículos de comunicação, durante a confusão. Uma equipe da TV Globo, com cinegrafista, auxiliar e uma repórter, também foi hostilizada e impedida de registrar a manifestação na Cate-

dral da Sé. O equipamento da equipe foi danificado, enquanto cerca de 30 manifestantes corriam atrás dos jornalistas, expulsando-os da Praça João Mendes, atrás da igreja. Democracia – À tarde, Kassab disse que compreende os protestos, mas condenou o uso de violência por parte dos manifestantes. "Estamos vivendo um período democrático e temos de ter compreensão com as manifestações, mas lamentamos o uso de violência, que não é o melhor caminho", disse Kassab. Para o prefeito, é normal que existam pessoas que não concordem com as ações do governo e da Prefeitura na região central da cidade, conhecida como Cracolândia, mas reiterou que o diálogo é a melhor alternativa para discutir ações públicas. (Agências)

ois prédios desabaram no início da noite de ontem no centro do Rio de Janeiro. Um terceiro está com a sua estrutura atingida. Pelo menos 11 pessoas foram atingidas pela tragédia. Britadeiras e cães farejadores estavam sendo usados na tentativa de socorrer eventuais vítimas soterradas. Até o início da madrugada, cinco feridos haviam sido retirados e encaminhados ao Hospital Souza Aguiar. O edifício Liberdade desabou por volta das 20h30. O prédio comercial de 18 andares fica na avenida Treze de Maio, próximo ao Theatro Municipal, na Cinelândia. "Eu estava na banca de jornal em frente ao prédio e, de repente, ele simplesmente caiu", disse o analista de sistemas Fernando Amaro, 29, que trabalhava no quarto andar e tinha acabado de sair do local. Pessoas que estavam na vizinhança contam que sentiram os imóveis balançarem, como se estivesse acontecendo um terremoto. Carros que estavam estacionados no entorno ficaram cobertos de poeira e entulho. A área foi isolada e provocou a interdição dos dois sentidos da avenida Almirante Barroso, entre a rua Senador Dantas e a avenida Rio Branco. A rua Evaristo da Veiga também foi interditada ao tráfego, com desvio sendo feito pela rua do Passeio. A Light desligou o fornecimento de energia nos

arredores para evitar incêndios. O Metrô Rio informou que as estações da Presidente Vargas, Uruguaiana, Carioca e Cinelândia foram fechadas. Um dos prédios passaria por uma vistoria da CEG (Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro), segundo pessoas que trabalhavam no local. "Os porteiros comentaram comigo que havia um forte de cheiro de gás e que, por isso, o prédio seria vistoriado", disse Everton Generoso Ferreira, que trabalhava em um escritório de contabilidade no Liberdade. "Aparentemente não foi uma explosão, o desabamento aconteceu por um dano estrutural no prédio. Acredito que não tenha sido vazamento de gás", disse o prefeito Eduardo Paes, que foi ao local. O contínuo Orlando Henrique Silveira por pouco não foi atingido. Ele estava conversando com o porteiro do prédio e alertou ao amigo sobre um "tremor diferente" no edifício. "Sempre passo para conversar com ele de noite. Dessa vez, fiquei na porta conversando com ele de longe. Minutos antes, escutei um barulho e disse que algo parecia que estava caindo. Ele disse que não teria que me preocupar. O Sérgio [o porteiro] falou que o prédio estava sempre estalando", contou Silveira, ainda sujo de terra. O contínuo disse que operários trabalhavam no prédio. (Agências)

Marcos D´Paula/AE

Pelo menos 11 vítimas teriam sido atingidas pelo desastre


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

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11 O paulistano está se abrasileirando. Theo de Barros

idades

L.C.Leite/Luz - 17/08/2011

Werther Santana/AE - 05/11/2009

Tuca Vieira/Folhapress - 22/10/2004

Marcos Mendes/Luz - 22/10/2010

Um gingado cada vez mais paulistano Theo de Barros *

São Paulo

Agliberto Lima/DC - 20/01/2011

458 anos Ayrton Vignola/AE

Thales Stadler/AE

CENAS DA FESTA

PEDALANDO – Cerca de oito mil ciclistas participaram do World Bike Tour, tradicional passeio que acontece em várias partes do mundo. A partida foi na Ponte Estaiada.

CÃOMINHADA – Os cães paulistanos e seus donos também prestaram sua

O BOLO – O tradicional bolo do Bixiga voltou em uma versão mais comportada. Ele foi distribuído em pedaços em uma grande festa, ontem de manhã, no bairro da Bela Vista

SHOW NO ANHANGABAÚ – No Centro Velho, o aniversário da capital paulista foi comemorado com shows musicais no palco montado no Vale do Anhangabaú.

homenagem à cidade durante um passeio realizado na Avenida Paulista Adriano Lima/Folhapress

André Lessa/AE

O

a r m a d o r g re g o Stavros Niarchos, irmão de Aristóteles Onassis, disse uma vez que o dinheiro tinha dois enigmas: saber ganhar e saber gastar. Assim como a moeda tem dois lados, é preciso conhecer a cara e a coroa. O dinheiro só tem utilidade para quem souber adquiri-lo e empregá-lo com sabedoria. São Paulo sempre foi o lugar de se ganhar dinheiro. As pessoas vinham, faziam o pé-demeia e depois não sabiam como nem onde aplicar as economias. Muita gente foi enterrada com suas joias e cédulas por ignorar a segunda etapa do processo. Saber ganhar, o paulistano sempre soube. Na hora de gastar, porém, ele preferia ir para Miami com as outras ovelhas do redil. Alguns continuam indo para a Flórida e estourando os cartões de crédito. Mas a grande maioria está ficando por aqui e se divertindo também. É esse fato que está chamando a atenção. De uns tempos para cá, o comportamento da população está diferente. Creio que essa transformação veio por influência do litoral e conquistou a cidade. As pessoas estão agindo como se ainda estivessem na praia. O paulistano está mais solto, mais aberto. Não é só por causa do verão ou das férias escolares. Isso acontece durante o ano inteiro. A garçonete está sorrindo por bom humor e não por obrigação. O jornaleiro nos deseja um ótimo dia e o executivo anda de cabeça erguida não por arrogância, e sim para apreciar a vida. Quando me mudei para São Paulo, em fins dos anos 60, reparava nas pessoas cabisbaixas. Parecia que todo mundo estava com grandes problemas. Era raro encontrar quem levantasse os olhos e sorrisse. Eu parecia estar diante de um povo frio e a garoa ainda esfriava mais essa impressão. Com as amizades, o ambiente foi degelando e foi nascendo a vontade de ficar. Durante muitos anos eu mantive a ideia de que o povo daqui era, no mínimo, ensimesmado. De repente, vejo as moças saindo de shorts; os rapazes de bermudas; os bares cheios e uma descontração que não combina com aquela atitude fechada. Será que o paulistano está aprendendo a viver? Será que ele está se acariocando ou se abaianando? Não creio. Acho que o paulistano está se abrasileirando. Ele está redescobrindo que o seu sangue também é verde e amarelo. A imigração misturou essas duas cores com as suas, gerando uma tonalidade indefinida. Com a consolidação desse processo, o verde e amarelo vem à tona renovado. Footing – O paulistano está saindo de casa para andar pelas ruas, coisa que o carioca deixou de fazer há muito tempo, por questões de segurança. A vida noturna está voltando; os cinemas e teatros estão mais concorridos e os shoppings lembram as praças da matriz das cidades do interior. O footing, a paquera, o sorvete estão virando um hábito da população. De que vale uma cidade deste tamanho sem gente para usufruí-la? Creio que os escavadores de ouro estão finalmente achando serventia para sua cornucó-

pia. Estão aprendendo a gastar. Estão concluindo que o salário ganho com suor deve ser usado em benefício próprio; em bem-estar. O americano leva muito a sério a palavra diversão. É inconcebível, para eles, viver sem rir, sem relaxar, sem um hobby ou outra alternativa que desligue a cabeça do trabalho. Essa filosofia está encontrando adeptos na Pauliceia. Em São Paulo existem escolas para tudo, até para ameni-

dades. Qualquer ocupação é tratada como ciência séria. As atrações e as tentações são muitas. Quem quiser desenvolver algum dom inexplorado, com certeza vai achar um curso pertinente. Investimento – Dinheiro também permite acesso à evolução. Também serve para comprar livros, para estudar, para reunir os amigos e trocar opiniões ou para comprar a solitude que precede a reflexão. Por que gastar uma fortuna com

uma roupa de grife se calçada não é passarela? Existem investimentos mais proveitosos. É essa mudança de hábito que está surpreendendo. Um despojamento tranquilo que bate de frente com o cotidiano estressante. O povo está descobrindo novos valores, novos antídotos. Com as viagens mais baratas, São Paulo, onde as pessoas mais viajam, está conhecendo a grandeza do Brasil e suas particularidades regionais. Os preconceitos são abomi-

nados pelos jovens e a intolerância está sendo vista como algo retrógrado e nocivo. Bairrismos irão sempre existir e é bom com isso ocorra, pois promove a autoestima. Porém, o bairrismo antecede a intolerância e deve ser usado em doses homeopáticas. A implicância com cariocas e nordestinos está perdendo a força. No Rio e no Nordeste os paulistas deixaram de ser tratados como invasores alienígenas. É interessante observar que

esse movimento acontece num momento em que o Brasil ganha a densidade de um país positivo, cujo caráter o mundo está identificando. Talvez isso tenha a ver com a brasilidade que agora sai às ruas e mostra a cara. É o resgate da alma brasileira que nos une como irmãos e como nação. Parabéns, São Paulo! * Carioca, músico-violonista, compositor, autor de clássicos da MPB como Disparada, Meninos das Laranjas e outros.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

Andrew Redington/AFP

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Bela tacada Jogador de golfe inglês Luke Donald durante lance no campeonato de Abu Dhabi, no deserto de Liwa. O deserto é considerado a maior faixa contínua de areia do mundo.

F UTEBOL I NTERNET

Oito vezes campeão

Megaupload ia concorrer com iTunes O Megaupload estaria preparando um serviço de venda de músicas online antes de ser tirado do ar pelas autoridades norte-americanas, revelou ontem o site espanhol 20 minutos. A loja virtual se chamaria Megabox e estava em fase de testes. Segundo Kim Schmitz (ou Kim Dotcom, como é conhecido), fundador do Megaupload, a intenção seria criar um competidor à altura da iTunes, a loja de canções da Apple. Só que o modelo de negócio de Dotcom

tirava as gravadoras do processo, e permitia que os artistas ficassem com até 90% do valor das comercializações. A divisão seria feita com um sistema de publicidade chamado Megakey. Além dessas cifras, os músicos também ganhariam um valor inicial por ceder o material para a loja. O serviço de música online ainda não foi oficialmente confirmado, mas uma prova de ele estaria realmente a caminho seria o vídeo lançado pelo Megaupload em dezembro.

G @DGET DU JOUR

Nilton Fukuda/AE

O

Corinthians venceu ontem o Fluminense por 2-1, no Pacaembu, conquistando pela oitava vez o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os dois times, aliás, são os que mais conquistaram títulos na história da competição – o Fluminense tem cinco troféus. Talvez por ser um duelo de times consagrados, o jogo começou com muita correria e nervosismo e a vitória corinthiana não foi fácil. No primeiro tempo o Fluminense dominou os contra-ataques, mas perdeu quatro chances de gol. O time paulista conseguiu impor um maior o equilíbrio na partida no segundo tempo e fez dois gols. O herói da conquista foi o zagueiro e capitão Antônio Carlos, que marcou dois gols de cabeça.

Jogadores do Corinthians comemoram o título da Copa São Paulo de Futebol Junior com o troféu da competição

Incidente – A vitória em campo se transformou em polêmica na hora da entrega das medalhas. Imagens de TV mostraram José Maria Marin, vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e também exvereador, deputado estadual

e governador de São Paulo, colocando uma das medalhas no bolso no momento em que o time sub18 do Corinthians recebia o prêmio. A imagem foi reproduzida em sites especializados em esportes e repercutiu nas redes sociais

durante toda a tarde de ontem. No início da noite, a Federação Paulista de Futebol (FPF) esclareceu que a medalha colocada no bolso por José Maria Marin foi um presente do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero.

Said Khatib/AFP

I NTERNACIONAL

Brasil concede visto a Yoani Sánchez

Angry Birds de bolso Fãs do jogo finlandês Angry Birds, que conquistou os internautas, podem levar seus personagens preferidos no bolso em formato de pendrive de 4GB. Por US$ 26 cada. http://bit.ly/zpt3Ni

C IÊNCIA

Estudo divulgado por pesquisadores das universidades de Columbia, Harvard e WisconsinMadison, nos EUA, mostrou que o Google e as outras ferramentas de busca da web estão afetando a forma como os humanos pensam e lembram-se das informações. Segundo o estudo, as pessoas hoje tendem a não registrar um dado em si, mas gravam onde podem encontrá-lo quando precisarem dele na próxima vez, segundo o jornal Daily Mail. Segundo o relatório publicado pela professora assistente da Columbia Betsy Sparrow, líder da pesquisa, a conclusão é de que, em várias

situações, as pessoas que fizeram parte do estudo "faziam questão de não se esforçar para lembrar (um dado) quando acreditavam que podiam buscar (a informação) mais tarde". A possibilidade de acesso quase 24 por horas dia à internet, de acordo com os pesquisadores, significa que "raramente se está offline, a não ser por escolha", o que torna "difícil lembrar como se encontrava informações antes da ubiquidade da internet". "A internet se tornou uma fonte externa e transitiva de memória, onde a informação é armazenada coletivamente fora de nós mesmos", resume o relatório.

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O Google alterou sua memória

CONTRABANDEADO - Gato persa levado do Egito para a Faixa de Gaza. O gato agora vive no zoológico Khan Yunis. Animais exóticos são frequentemente contrabandeados para o território palestino por túneis subterrâneos.

O governo brasileiro concedeu ontem um visto de turista à dissidente cubana Yoani Sánchez para que ela compareça à estreia documentário Conexão CubaHonduras, em Jequié (Bahia), prevista para o dia 10 de fevereiro. Yoani, que se tornou famosa pelo blog Generación Y, que critica o governo cubano, solicitou o visto e enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff pedindo a intervenção ante o governo de Havana para conseguir a permissão para sair de Cuba. Na mesma correspondência, a blogueira cubana pediu uma reunião exclusiva com Dilma, que visitará Cuba em 31 de janeiro. L OTERIAS Concurso 1213 da LOTOMANIA

E M Divulgação

C A R T A Z

VISUAIS Exposição 'Carros de Boi, Caminhos de Piratininga' exibe obras do artista plástico Nato Lombello. Tendal da Lapa. Rua Guaicurus, 1.100. Grátis.

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

13 ANATEL Tarifas de telefones fixos para celulares cairão 10,78% após o carnaval. Custo de ligação entre aparelhos móveis de diferentes empresas também deve cair.

conomia

Pode parecer absurdo, mas cada vez mais pessoas alcoolizadas acabam se conectando para comprar. E aí vale tudo: de capa de celular a viagem. De olho nesse novo filão, empresas virtuais de várias partes do mundo já preparam ofertas para o agitado período noturno na rede, horário ideal para as compras por impulso dos mais afoitos consumidores. Os especialistas em comportamento explicam: relaxada e de bom humor – efeitos que a bebida potencializa –, a pessoa fica mais propensa a gastar. E é justamente aí que está o grande perigo: perder o controle e acabar gastando demais. Stephanie Clifford*

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Comprar nas ondas dos drinques é moda na internet

epois de desfrutar de uns bons drinques, algumas pessoas saem para dançar. Outras pedem comida em casa. Mas, para uma parcela de pessoas, é hora de fazer compras online. "Minha conta está ligada ao meu celular, assim fica bem mais fácil", afirmou Tiffany Whitten, de Dayton, Ohio (EUA), cuja última aquisição feita pelo smartphone depois de uma visita ao bar – uma capa para seu celular – chegou da Amazon para sua surpresa. "Eu estava bêbada e comprei isso, depois me esqueci. A caixa chegou pelo correio e eu fiquei superfeliz", afirma. Consumidores que fazem compras sob o efeito do álcool têm ajudado lojas de artigos de luxo há muitos anos. Basta se lembrar das festas regadas a champanhe que sempre enchem as galerias e butiques. Com a popularização das vendas pela internet, comprar depois de beber não é mais exclusividade dos ricos. Pessoas como Whitten, que trabalha com expedição e gastou apenas US$ 5 na capa com formato de gato, se juntaram ao clube. Certa vez, Chris Tansey, um contador da Austrália, fez compras online depois de ficar bebendo até tarde (ou, para ser preciso, até bem cedo). Ao final, havia adquirido uma viagem de moto pela Nova Zelândia no valor de US$ 10 mil. "A hesitação em gastar o dinheiro que você batalhou para ganhar desaparece da sua vida depois de uma garrafa de vinho", explicou Tansey por email. A viagem pela Nova Zelândia foi espetacular, afirmou. Mas os US$ 3 que gastou em um par de óculos no eBay não valeram a pena. "Era uma falsificação péssima e eu ainda tive que pagar US$ 17 pelo frete, mas a cerveja não me deixou notar isso na hora." As lojas online, é claro, não

têm como saber se os clientes estão inebriados quando compram. Um site de comparação de preços, o Kelkoo, afirmou que metade das pessoas entrevistadas na Inglaterra, onde fica sua sede, já fez compras online depois de beber. Sem inibição – É difícil ter acesso a dados confiáveis, mas os vendedores têm algumas suspeitas baseadas nos curiosos padrões de tráfego de seus sites – e algumas dessas empresas já estão, inclusive, ajustando suas ofertas conforme esses padrões. "Depois de uma visita ao bar, as inibições podem sofrer um impacto que pode levar alguns clientes às lojas e, com sorte, a algumas saudáveis compras

A hesitação em gastar o dinheiro que você batalhou para ganhar desaparece da sua vida depois de uma garrafa de vinho. CHRIS TANSEY, CONTADOR por impulso", afirmou Andy Page, presidente do Gilt Groupe, uma loja online que tem a c re s c e n t a d o u m n ú m e ro maior de ofertas depois das 21 horas, em resposta ao aumento de visitas nesse horário – talvez algumas delas feitas por compradores embriagados. No eBay, o horário mais agitado do dia é das 18h30 às 22h30 em todos os fusos horários. Quando perguntei se a bebida poderia ser um fator, Steve Yankovich, vice-presidente do eBay para aparelhos móveis respondeu: "Com certeza". E acrescentou dizendo que "se você pensar que o que a maior parte das pessoas faz quando chega em casa depois do trabalho é relaxar. O consu-

midor provavelmente vai estar de bom humor". Pico – As compras noturnas estão crescendo em todos os lugares. A ChannelAdvisor, que controla as vendas online de centenas de sites, afirma que o volume de pedidos atinge seu pico às 20 horas, e que os clientes estão fazendo pedidos cada vez mais tarde. Em 2011, o número de pedidos realizados entre as 21 horas e a meia-noite aumentou em comparação com os anos anteriores. Entre os e-mails com ofertas que começaram a ser enviadas em novos horários para os clientes estão: das 18 horas às 21 horas, promoção limitada de artigos de moda na Neiman Marcus; às 19h38, uma oferta para três dias de estadia nos hotéis da rede Loews; às 20h44, uma oferta de docinhos e cobertores de pele falsa da Gilt; e às 2h23, uma promoção para concorrer a um cartão presente de US$ 2 mil na Sacks. No QVC, um canal de compras pela televisão, o número de telespectadores e de vendas aumenta no fim da tarde e, em seguida, diminui até as 19 horas. Então, itens como cosméticos e acessórios vendem animadamente. "São os agrados para as meninas. Eles parecem atrair um público fiel depois do horário do jantar", afirmou Doug Rose, vice-presidente de programação e marketing multicanal da empresa. "Não é muito difícil imaginar o que motiva isso." Cuidados – Ainda assim, o período noturno requer o cuidado de alguns sites. Por razões éticas, eles não querem encorajar pessoas embriagadas a fazer compras. Além disso, muitas pessoas que, inadvertidamente, fazem compras nesse estado, acabam devolvendo os produtos e causando grandes prejuízos. Por outro lado, um cliente feliz pode levar a mais vendas. "No contexto comercial, o álcool anima as pessoas e as dei-

xa mais relaxadas", afirmou Nancy Puccinelli, membro associado da Faculdade Said de Administração da Universidade de Oxford e especialista no comportamento dos consumidores. "Se vemos um produto e estamos nos sentindo bem, fa-

Se vemos um produto e estamos nos sentindo bem, faremos uma avaliação mais positiva dele. NANCY PUCCINELLI, ESPECIALISTA EM COMPORTAMENTO

remos uma avaliação mais positiva daquele produto." Problemas – Contudo, as compras abastecidas a álcool podem causar problemas. Mesmo que as lojas online armazenem os dados de cartão de crédito e possibilitem compras com um só clique, o álcool atrapalha a memória, o que significa que "no momento da compra, o cliente não tem a habilidade cognitiva necessária para refletir sobre o que está fazendo. Se estiver comprando um suéter, por exemplo. Será que ele é capaz de saber se o tamanho está certo? Se aquela é a cor correta?", comentou. Kristin A. Kassaw, professora de psiquiatria e ciência comportamental na Universidade de Baylor, afirmou que fazer compras online embriagado pode trazer graves consequências financeiras. "Quando você está carregando as coisas em um carrinho de compras virtual, você não pode tocar e sentir o que está comprando, e fica mais difícil concluir que está gastando demais. Isso o afasta da verdadeira experiência de gastar dinheiro", afirmou. Em lojas reais, apesar dos horários estendidos de final de

ano, é raro encontrar um cliente embriagado, mas quando eles aparecem, podem causar muitos problemas. Na noite de Ação de Graças, por volta das 23 horas, um cliente do WalMart em Florence, no Alabama (EUA), estava tropeçando nas prateleiras e se segurando nos produtos. Policiais o atingiram com uma arma de efeito paralisante e o ficharam por desordem pública. Em uma loja da Best Buy em Lufkin, no Texas, um homem bêbado desapareceu no banheiro às 4 horas da Black Friday e tentou dar descarga em um cabo, aparentemente para não ser pego roubando o produto. E em Scarborough, no Maine, na manhã de sexta, após o dia de Ação de Graças, um homem foi preso enquanto tentava sair com seu carro do estacionamento de uma loja da Ca-

bela, onde bebeu durante toda a noite, enquanto esperava pela abertura da loja. Amanda Schuster, autora da revista Wine&Spirits e consultora no Brooklyn, afirma que jamais fez compras em uma loja física após beber, mas acha difícil resistir à tentação na internet. "De certa forma, parece produtivo. É como se tivesse feito algo de útil, não simplesmente chegado bêbada em casa e depois dormido." Essa coisa produtiva costuma ser a compra de CDs usados na Amazon. "Quando um pacote inesperado vem pelo correio tento me lembrar, olho no meu histórico de compras e digo 'Ah, lembrei'", contou. Arrependimentos? Ela teve alguns. "Quando será que eu comprei aquela coletânea do Heart?", perguntou. *The New York Times

S.A. CNPJ 97.837.181/0001-47

Companhia Aberta NIRE 35300154410 Edital de Convocação ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Os Senhores Acionistas da DURATEX S.A. são convidados a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada em 08.02.2012, às 15:00 horas, no auditório da sede social, na Avenida Paulista, 1938 - 5º andar, em São Paulo (SP), a fim de examinar e deliberar sobre a seguinte proposta do Conselho de Administração: I - Emissão Privada de Debêntures Aprovação dos termos e condições da primeira emissão privada de 777.000 debêntures, conversíveis em ações ordinárias de emissão da Companhia, em série única, da espécie com garantia flutuante, no valor total de R$ 99.999.900,00 e com vencimento em 5 anos contados da data de emissão, bem como autorização para a administração da Companhia praticar os atos e firmar os documentos necessários à formalização da operação; II - Alterações Estatutárias Alteração e consolidação do Estatuto Social com o objetivo de adaptá-lo às novas regras do Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BM&FBOVESPA - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros. Informações Gerais: Os documentos a serem analisados na Assembleia encontram-se à disposição dos Acionistas no website de relações com investidores da Companhia (www.duratex.com.br/ri), bem como no website da CVM (www.cvm.gov.br) e da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br). Para exercer seus direitos, os Acionistas deverão comparecer à Assembleia portando documento de identidade e comprovante de depósito das ações emitido pela instituição depositária, contendo a respectiva participação acionária. Os Acionistas podem ser representados na Assembleia por procurador, nos termos do artigo 126 da Lei 6.404/76, desde que o procurador esteja com documento de identidade e os seguintes documentos comprovando a validade da procuração (para documentos produzidos no exterior, a respectiva tradução consularizada e juramentada): a) Pessoas Jurídicas: cópia autenticada do contrato/estatuto social da pessoa jurídica representada, comprovante de eleição dos administradores e a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório; b) Pessoas Físicas: a correspondente procuração, com firma reconhecida em cartório. De modo a facilitar os trabalhos na Assembleia, a Companhia sugere que os Acionistas representados por procuradores enviem, com antecedência mínima de 48 horas, cópia dos documentos acima elencados por correio ou portador para: Duratex S.A. - Assuntos Paralegais Av. Paulista nº 1938 - 19º andar - Bela Vista São Paulo-SP - CEP 01310-942 São Paulo (SP), 23 de janeiro de 2012. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Salo Davi Seibel Presidente (24/25/27)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

15 Hoje os navios carregam botes que atendem pelo menos 25% mais do que o total de passageiros e tripulantes.

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Passageiro Vip

Segurança, o melhor salva-vidas. V

A partir do desenho estrutural, navios de cruzeiro atendem rígidas regras internacionais de segurança e proteção ambiental. O funcionamento de sistemas e equipamentos contra incêndio e salvamento, inclusive barcos e coletes para todos, além de treinamento da tripulação para emergências estão sob exame minucioso de autoridades. Enquanto no Titanic, que se alardeava "à prova de pique", levava no deck metade dos barcos para atender 2,2 mil passageiros, Hoje os navios carregam botes que atendem pelo menos 25% mais do que o total de passageiros e tripulantes. "O Costa Concordia

tinha barcos suficientes", afirma Charles Weeks, professor emérito de transporte marítimo da "Maine Academy". Além de mantimentos e kits de sobrevivência, os barcos salva-vidas dos cruzeiros precisam ser embarcados e afastados do navio em até 30 minutos após o sinal de abandono. Segundo o Clia, em média um navio de cruzeiro tem cinco equipes treinadas em combate ao incêndio, 4 mil detectores de fumaça, 500 extintores, 32 km de cabos de sprinkler e 10 km de mangueiras. Um sofisticado equipamento mantém o curso e a estabilidade, afastando a nave de mau tempo. Especialistas, co-

mo Abremar e o Clia, afirmam que não há o que temer. Comparem-se navios a aviões, outra indústria que dá show em segurança. Só em 2009 foram 30 acidentes aéreos, com 757 fatalidades. Isoladamente, o triste destino do Airbus da Air France que caiu no Atlântico quando ia do Rio de Janeiro para Paris matou 228 pessoas. No ano passado, o pior acidente foi com um avião da Iran Air, com 77 mortes. Falando o óbvio, nem aviões foram construídos para cair nem navios para afundar. Mas, apesar dos recursos tecnológicos, procedimentos e treinamentos em segurança, acidentes acontecem. E quase sempre por erros humanos. Isto não faz pessoas deixarem de pegar avião ou embarcar em cruzeiro. É cedo para avaliar consequências do naufrágio do Concordia, mas os primeiros indicadores apontam que o movimento de cruzeiros não será afetado. Veja o que diz Seamus Conlu, que representa a maior agência online de cruzeiros da Inglaterra: "Ficamos muito tristes com o acidente do Concordia, mas ele teve pequeno, para não dizer nenhum, efeito sobre as reservas."

Divulgação

Tony Gentile/Reuters

irou moda comparar os naufrágios do Titanic, em 1912, com o do Costa Concordia, este ano. Nada mais injusto. Para começar, morreram 1.514 (68%) dos 2.201 passageiros do Titanic, contra um máximo estimado de até 30 fatalidades em relação às 4,2 mil pessoas do Concordia (0,5% do total). O que separa a fria estatística entre os dois acidentes são os avançados patamares tecnológicos conquistados em 100 anos por uma indústria que em 2010 faturou US$ 24 bilhões, e que não para de se aprimorar a partir dos erros, principalmente em segurança. O seu maior mérito foi democratizar um lazer sofisticado antes reservado a poucos, ao aumentar o tamanho e ocupação dos navios e com isto baratear as passagens. Segundo a Cruise Lines International Association (Clia), no ano passado 16 milhões de pessoas embarcaram em cruzeiros marítimos das 26 principais linhas do mundo. E fez isto sem sacrificar a segurança e quase sem incidentes graves, o mais recente em 2010 quando dois passageiros do grego Louis Majesty morreram atingidos por onda gigantesca.

Erilton Júnior

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gerente regional de vendas da Atlantica Hotels para o Centro-Oeste é mineiro de Mantena, cidade próxima ao Espírito Santo. Formado em Turismo com pósgraduação em Administração Hoteleira, ele começou a carreira como recepcionista no Hostess Hotel na Praia da Costa, em Vila Velha (ES), passando a seguir para área comercial. Foi quando em 2002 surgiu a oportunidade de trabalhar para a Atlantica Hotels, através do Comfort Vitória Praia. Sua meta na época era fixar a marca e alavancar a ocupação pelo mercado

corporativo e de eventos no Espírito Santo. "Tivemos a partir daí altos índices de ocupação e uma excelente diária média." Por conta da crescente exploração do petróleo na região, ele foi transferido para Macaé, no Rio de Janeiro, para participar da abertura da primeira unidade da rede na cidade. Outra vez bem sucedido, Erilton passou a ocupar o cargo atual, responsável por seis hotéis. Agora, com a missão de divulgar o destino Cerrado, ele quer conhecer melhor às necessidades dos hóspedes para inovar e fidelizar cada vez mais os clientes.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br


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e Da passarela da SPFW para as vitrines

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Alexandre Moreira/AE

Vanessa Carvalho/AE

Convergência entre o que se vê nos desfiles e o que se encontra nas lojas aumenta a cada ano Na cartela de cores, o tradicional preto continua forte, além do branco, gelo, cinza e marrom. Para os homens, o tom verde-militar vem com força na estação.

Rejane Tamoto

rom e xadrez, até os coloridos: vermelho, rosê, laranja, dourado, verde e azul. Outros itens que não devem brilhar só na SPFW, mas também no varejo, segundo o consultor, são os vestidos curtos, as saias longas e curtas, os casacos leves e pesados e as calças variadas: afuniladas, supersecas e soltas. "No Mega vamos apresentar shortinhos curtos para usar com meia-calça colorida", afirmou. Entre os tecidos, o couro foi um dos destaques na SPFW e deve ser uma tendência nas vitrines das atacadistas do Brás, assim como o camurça, o veludo, os tricôs, crochês e lãs. Nos detalhes das roupas devem surgir as transparências, rendas, franjas e bordados, que também foram apresentadas em algumas coleções de estilistas famosos. "As sobreposições também serão fortes no inverno", afirmou. O consultor disse que houve apenas uma divergência entre a coleção que prepara para a próxima temporada e as apresentadas nas passarelas. As marcas do Mega Polo devem apostar em estampas de bichos, em continuidade ao hit do ano passado. Pitadas – A gerente de moda da varejista feminina TVZ, Paulette Renault, afirmou que sua coleção para o inverno é dividida em quatro vertentes, nas quais há pitadas do que rolou na SPFW. A primeira, dis-

se, é a new pop, que traz roupas que brincam com o preto e branco, veludo e cores vivas como o azul e amarelo. Na lumière, os destaques são as rendas e transparências, aliadas a uma certa masculinidade na roupa feminina, com cores como o verde-floresta, preto e bordô. Na glam, vestidos longos, com brilhos acetinados e muito paetê. "Esse item continua uma tendência e inspiração. A vedete do inverno será o fio lurex", disse a gerente da TVZ. Na vertente mix and match, uma moda mais casual traz o tricô, tweets, estamparias, couro falso e xadrez.

O stylist e apresentador do programa de TV Tenha Estilo (SBT), Arlindo Grund, disse que outras tendências da SPFW que devem cair no gosto do consumidor são o couro metalizado, prata e dourado e os coloridos nos tons rosê e amarelado. As calças mais curtas, na altura da canela, ainda são outra aposta do apresentador. Ele destacou o uso do macacão no inverno, o qual a mulher brasileira já está acostumada, além de rendas e transparências em saias longas e blusas. O coordenador do curso de moda do Centro Universitário

Roupa mais justa vai bem até com casaco largo

Saias, transparências, xadrezes: algumas das tendências para o próximo inverno.

Osvaldo F./AE

Tricia Vieira/AE

O couro teve destaque na SPFW e estará à venda também no Brás

rejista de moda feminina. O consultor de moda do Mega Polo, Reginaldo Fonseca, disse que muitas das cores e tecidos exibidos na SPFW convergem com o que ele escolheu para os atacadistas. "Gostei do que vi na SPFW, está dentro da linguagem internacional e do que estamos preparando para o inverno", disse Fonseca. Paulo Borges, presidente do Instituto Nacional de Moda e Design (In-Mod) – que realiza a SPFW – disse que não acredita tanto em tendência. "A moda hoje é globalizada e os criadores procuram ter conexão imediata com o consumidor final", disse. É claro que cada marca segue seu próprio caminho. Diferentes estilos e propostas foram apresentados pelas grifes na passarela, alguns mais audaciosos, outros conceituais ou, ainda, mais comerciais. O mesmo acontece com os atacadistas e varejistas de roupas. Sem citar as grifes que desfilaram em São Paulo – assim como os demais entrevistados nesta reportagem, Fonseca disse que a coincidência entre sua coleção e a da passarela é a cartela de cores, que vai dos tradicionais preto, branco, gelo, cinza, mar-

Marcio Fernandes/AE

A

s tendências da moda para o inverno apresentadas durante a São Paulo Fashion Week (SPFW), que terminou na terça-feira, estavam mais conectadas com o que as cerca de 400 marcas do shopping atacadista Mega Polo Moda devem mostrar nos desfiles do próximo mês no Brás, em São Paulo. Pitadas do que foi exibido no grande evento de moda da Capital paulista também aparecem na coleção de inverno da TVZ, va-

Senac, Lázaro Eli, disse que o que chamou sua atenção nos desfiles foi o uso de materiais sintéticos e mais s u s te n t á v ei s , como o náilon e o tecido acetinado e brilhante, além do couro colorido. Os casacos, disse Eli, exibiram alfaiataria mais pesada, comprimento curto e minimalista. Para a moda masculina, a SPFW mostrou cores como o verde-militar, preto, branco e cinza. "Os amarronzados vêm de maneira forte para substituir o preto e o azul-marinho", afirmou o stylist Grund. Fonseca, do Mega Polo Moda, disse que viu em alguns desfiles a roupa masculina justa combinada a um casaco largo. "Isso ainda é muito moderno para o brasileiro, que é conservador. Nesse ponto, as apostas ainda são calças e camisas e uma alfaiataria bem trabalhada", decretou.

Roupa íntima segue tendência Pijamas e lingeries para outono/inverno acompanham a moda, como estampas em xadrez e bichos. Fátima Lourenço

A

s tendências da próxima temporada aparecem em pijamas, camisolas e outras peças das coleções underwear, apresentadas para lojistas de todo o Brasil nesta semana, em Gramado (RS), durante a 16ª Feira Nacional da Indústria da Moda – a Fenim Outono Inverno 2012. O evento reserva um espaço exclusivo para os cerca de 30 fabricantes do ramo ali presentes. Há marcas reconhecidas nacionalmente, como Scala, Trifil, Hope, Lupo e Puket; outras regionais, como Any Any, com forte presença em São Paulo; além de dezenas de fabricantes, que, em muitos casos, além de atuar no varejo, abastecem comerciantes de todo o País.

A catarinense Mensageiros dos Sonhos, de Rita Cassia Conti, é uma delas. Há 13 anos no mercado, a marca concebe coleções de moda íntima para a noite (masculino, feminino e infantil). Para o próximo outono/inverno, a Mensageiros chegará embalada pela campanha "Curtir, Sonhar e Amar", com peças que incorporam variados tons de rosa e a ni ma l print (estampa que imita a pele de animais), mais suavizado, para pijamas. "A gravataria (estampa geométrica) também é muito forte e tratada de forma mais suave", acrescenta Rita. Para se diferenciar (a fabricante também produz para grandes magazines), a marca investe em inovação e segundo sua fundadora, a meta é crescer entre 10% e 15% em 2012, em volume e em faturamento. Já a paranaense Recco Linge-

rie atua no varejo com 15 lojas próprias, além de vender para 2,5 mil clientes. Cerca de 30% deles são lojistas de São Paulo, conta o fundador da marca, Antonio Fernandes Recco. "Hoje, o underwear também segue as tendências de moda", comenta o empresário, apontando para detalhe da coleção outono/inverno em que o xadrez dos camisões também aparece no visual das calcinhas, sugerindo que a consumidora poderá explorar essa composição. Estampas de oncinha, vestidos longos e pijamas – feitos para se dormir, mas que podem ser usados para sair – também são tendências, comenta Recco. A coleção outono inverno da marca reúne cerca de 370 itens. No caso e Any Any, a coleção para os dias mais frios reúne três tendências básicas do universo da moda. Além do mini-

malismo (geometria), o fan (estampas divertidas) e as cores da estação, presentes em detalhes. As tendências de moda aparecem ainda nas meias-calças desfiladas na Fenim pelo Grupo Scalina (Scala e Trifil) e também na coleção da Lupo, em detalhes geométricos – como o xadrez – e nas tramas. A Lupo aproveitou o evento, em Gramado, para apresentar também a coleção de Cuecas 2012, em evento que teve a presença do garoto-propaganda da linha, o jogador Neymar. Em 2012, a marca investirá R$ 30 milhões em marketing, contou o diretor comercial Valquirio Ferreira Cabral Junior. Neste ano, a Lupo lançará lojas específicas para sua linha de produtos fitness. A repórter acompanha a Fenim a convite da Expovest, responsável pela sua organização.


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ECONOMIA/LEGAIS - 17

e Bradesco aposta em Selic abaixo de 10% O Brasil vai se aproveitar da liquidez internacional como poucos no mundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco

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Na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o presidente do Bradesco falou que o cenário econômico brasileiro possibilita a redução da taxa de juros.

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presidente do Bradesco, Luiz Carlos Tr a b u c o C a p p i , acredita que o cenário macroeconômico brasileiro possibilita a redução da taxa de juros para abaixo de 10%. "As condições para a Selic em um dígito estão colocadas e são favoráveis", afirmou ontem em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Ele acredita que a inflação deve convergir para a meta neste ano e que a demanda não está em um nível que desperte grande risco para os preços. Trabuco prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% em 2012. Desde agosto de 2011, o Banco Central (BC) cortou os juros em dois pontos percentuais, para 10,5%. Na avaliação dos economistas, a Selic cairá mais. O presidente do Bradesco acredita que, no médio prazo, a tendência de redução dos juros é irreversível para o Brasil. "O País irá buscar convergência com taxas de juros internacionais". Trabuco reiterou a projeção de crescimento de 20% do crédito neste ano, puxado principalmente pelas empresas. Segundo ele, a força do mercado de trabalho dá condições para que o sistema de crédito conviva com um nível considerado baixo de inadimplência. O executivo não vê problemas no atual cenário de endividamento das famílias, pois alega que os prazos dos financiamentos são curtos. Bônus – O Brasil possui três "bônus" que permitem proteção em relação a um eventual agravamento da crise na Europa, avalia o presidente do Bradesco. São eles: a taxa de juros, os depósitos compulsórios e as reservas internacionais. Ou se-

Fabrice Coffrini/Reuters

A crise no mundo contribui para diferenciar um país emergente que teve compromissos e coerência. LUIZ CARLOS TRABUCO CAPPI, BRADESCO

Christian Hartmann/Reuters

ja, em caso de necessidade, o BC tem espaço para relaxar mais a política monetária e tem recursos disponíveis para serem usados se o comércio externo precisar. No cenário externo, a renegociação da dívida da Grécia desponta como o principal risco no curto prazo. Na avaliação de Trabuco, "está na cabeça de todos" a responsabilidade nesse processo, pois uma solução negociada é melhor que um rompimento. Para ele, o mundo não possui problema de liquidez hoje, e sim de dívida soberana em países desenvolvidos. "A li-

quidez quer e vai trabalhar", afirmou. "O Brasil vai se aproveitar da liquidez internacional como poucos no mundo." Trabuco acredita que, em cinco a dez anos, o real será visto como uma das moedas de reserva. "A crise no mundo contribui para diferenciar um país emergente que teve compromissos e coerência." Merkel – Ao discursar na abertura do Fórum Econômico Mundial, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que os países desenvolvidos ainda não aprenderam "lições suficientes" da crise financeira de 2008, mas que a turbulência

na zona do euro não afetará as ambições do "projeto europeu" – descartando as ameaças de ruptura da moeda única e da própria União Europeia (UE). Quanto à pressão da comunidade internacional sobre o continente, a chanceler deixou claro que o mundo desenvolvido ainda precisa melhorar suas medidas anticrise. "Frequentemente nos perguntam que lições aprendemos a partir da crise de 2008 e se foram suficientes. Sendo realista, ou até pessimista, creio que a única re s p o s t a é q u e a i n d a n ã o aprendemos lições suficientes", disse. (Agências)

Sendo realista, ou até pessimista, ainda não aprendemos lições suficientes. ANGELA MERKEL, CHANCELER DA ALEMANHA

Bay Ismoyo/AFP Photo

FMI apela ao Banco Europeu

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Medida é histórica para os Estados Unidos. Objetivo é manter os juros entre zero e 0,25% até o fim de 2014.

Fed adota meta de inflação

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Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos (EUA), tomou uma decisão histórica ontem ao adotar uma meta de inflação de 2%. A ação é uma vitória do presidente da instituição, Ben Bernanke. Com isso, o Fed passa a ter uma política alinhada com a de outros importantes bancos centrais no mundo. Em seu primeiro comunicado "metas e estratégias de política de longo prazo", o Fed informou que não seria apropriado estabelecer uma meta fixa de geração de emprego porque o mercado de trabalho não é determinado por fatores monetários. De acordo com o banco central norte-americano, a meta de 2% é a mais consistente com o seu mandato. Além disso, informou que a meta ajudará a manter as expectativas de preço no longo prazo "firmemente ancoradas". O Fed decidiu manter a taxa de juros nos Estados Unidos entre zero e 0,25% até o final de 2014. Bernanke sugeriu que o banco central norte-americano considere uma maior flexibilização monetária.

Bernanke afirmou também que os preços do barril do petróleo se estabilizaram e que a inflação deve recuar neste ano. No entanto, os investidores continuam preocupados com as pressões inflacionárias que podem resultar da promessa do Fed. A medida visa manter o dólar mais fraco, o que poderá pressionar moedas de países onde os juros são mais elevados, como o real, dizem analistas internacionais. O anúncio do Fed ampliando a era de juros baixos nos Estados Unidos também deflagrará um maior apetite por ativos de risco, como ações, commodities e moedas de países emergentes. "Juros baixos são um dos fatores que poderão contribuir para manter o dólar mais desvalorizado", disse Eduardo Suarez, estrategista de câmbio para América Latina do Scotia Bank em Toronto, no Canadá. Na opinião dele, a tendência será de apreciação do real e de outras moedas emergentes frente ao dólar se não houver uma deterioração da crise da zona do euro, o que, neste caso, poderia deflagrar uma corrida para ativos considerados por-

t o s e g u ro , e s p e c i a l m e n t e aqueles denominados em dólar como os títulos do Tesouro norte-americano. Guerra cambial – Desde que o Fed iniciou sua política de juros próximos a zero, após a crise financeira de 2008, o dólar desvalorizou-se fortemente frente a várias moedas, em particular ao real, como parte de um esforço do governo norte-americano de estimular a frágil recuperação da maior economia do planeta, via reforço das exportações. "Esse tipo de medida (juros baixos do Fed) reforça o que disse o ministro Mantega", acrescentou Suarez. Segundo ele, se houver uma redução das incertezas e instabilidade nos mercados mundiais em relação a crise do euro, a manutenção de juros baixos pelos EUA poderá estimular o retorno de operações cambiais conhecidas como "carry-trade", quando os investidores tomam dinheiro emprestado na moeda de um país onde os juros estão baixos para aplicar em ativos denominados em moedas de países onde os juros estão bem mais elevados, como é o caso do Brasil. (Agências)

Fundo Monetário Internacional (FMI) está apelando ao Banco Central Europeu (BCE) para que a instituição amplie seu balanço patrimonial como parte de um esforço de vários trilhões de dólares para enfrentar a crise de dívida soberana na zona do euro. Os comentários do FMI, feitos ao G-20, é um pedido controverso de uma intervenção mais forte pelo BCE do que o Fundo havia informado publicamente até agora. Anteriormente, o FMI vinha afirmando que o papel do BCE era essencial para evitar defaults em série e falências de bancos, e que o banco central deveria continuar com seus esforços no combate à crise fornecendo liquidez de baixo custo ao sistema bancário e comprando bônus dos países da zona do euro para manter os custos de financiamento baixos até que as lideranças da região fossem capazes de aumentar o tamanho das linhas de resgate financeiro na região. (AE)

Yuan tem que valorizar mais

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Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou relatório ontem no qual afirma que a China permitiu, nos últimos três meses, que o yuan se valorizasse a uma taxa anualizada de 19%, levando em conta a inflação. Em 2011, a valorização ficou em 8%. "As autoridades chinesas precisam continuar a permitir que seu câmbio se valorize para chegar mais perto de um equilíbrio, além de avançar com a reforma do setor financeiro", diz o fundo no documento enviado ao G-20. "Esses dois elementos são ingredientes essenciais – quiçá prérequisitos – para a transformação do modelo de crescimento econômico da China." Na terça-feira, o FMI havia afirmado, no seu relatório Previsão Econômica Global, que os desequilíbrios comerciais da China permanecem "apreciáveis". (AE)

REDE D’OR SÃO LUIZ S.A.

CNPJ/MF nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas da Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 01 de fevereiro de 2012, às 11h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, na Avenida Santo Amaro, nº 722, 7º andar, CEP 04506-000, para, em conformidade com o artigo 132 da Lei nº 6.404/1976, deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1. Deliberar sobre alteração do endereço da sede da Companhia; e 2. Outros assuntos de interesse da Companhia. São Paulo, 23 de janeiro de 2012. Presidente do Conselho de Administração.

BNT S.A. CNPJ n° 60.780.038/0001-56 - NIRE 35.300.021.436 Aviso aos Acionistas e Edital de Convocação Assembléia Geral Ordinária Ficam os Srs. Acionistas da BNT S.A. convocados a se reunirem em Assembléia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 23 de fevereiro de 2012, às 10:00 horas, na sede social, situada na Capital do Estado de São Paulo, na Rua Gomes de Carvalho, 1.507, Edifício Tenerife, Bloco B, 4º andar, cjs. 41 e 42, sala 1, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: a) exame, discussão e votação do Relatório da Diretoria, das Demonstrações Financeiras e do Parecer do Conselho Fiscal, referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011; b) destinação do resultado do exercício; c) eleição de Diretores, em decorrência de vaga do Diretor Presidente; d) eleição do Conselho Fiscal para o exercício de 2012; e) fixação dos honorários da Diretoria e do Conselho Fiscal. Documentos à disposição: Acham-se à disposição dos Srs. Acionistas, na sede social da BNT S.A., os documentos a que se refere o art. 133, da Lei n.º 6.404/76, relativos ao exercício de 2011. São Paulo, 20 de janeiro de 2012. Flávio Elias Jabra - Diretor Superintendente 21,24,25/01/2012

MRS LOGíSTICA S/A Comunicado A MRS Logística S/A torna público que recebeu do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – a Licença de Instalação (LI nº 848/2012), relativa às obras de ampliação dos Pátios Curuputuba e São Bento, localizados, respectivamente, nos Municípios de Pindamonhangaba/SP e Mogi das Cruzes/SP, km 318+416 e km 441+364 da linha de São Paulo, com validade de 01 (um) ano. Fábio Morelli Vieira - Gerente de Meio Ambiente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: COMUNICADO Comunicamos o cancelamento da TP nº 46/00319/11/02, para nova revisão.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 24 de janeiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Editora Oficial de Listas Telefônicas do Estado de São Paulo Ltda. ME. Requerido: Delta Ponto Engenharia Ltda. Rua Brigadeiro Tobias, 118 – 27° Andar - Conjuntos 2.701/03/05 - Centro - 1ª Vara de Falências. Requerente: Intech Engenharia Ltda. Requerido: DM Construtora e Serviços Técnicos Ltda. Rua Saboo, 418 – Vila Santa Isabel - 2ª Vara de Falências. Requerente: Tecidos Tayo Ltda. Requerido: Confecções Dona Son Ltda. Rua Silva Teles, 591 - Pari - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: SKN Promoção Produção e Eventos Ltda. Rua Barão de Vallim, 345 - Conjunto 02 – Campo Belo - 2ª Vara de Falências. Recuperação Judicial Requerente: Distribuidora Mirante Comércio de Alimentos Ltda. Requerido: Distribuidora Mirante Comércio de Alimentos Ltda. Rua Parapua, 918 – Itaberaba - 2ª Vara de Falências.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro de 2012

Todo benefício feito para o supermercado é revertido para o cliente. Edson Bachmann, gerente comercial do Futurama

conomia Fotos: Euler Paixão/Hype

O preço (das sacolas plásticas biodegradáveis) é irrisório. Não vejo problema em comprá-las.

ANGELITA JOSÉ HENRIQUE,

Medida não agradou a todos – O médico André Cunha, acompanhado por sua secretária do lar Genilda Bezerra de Souza, considera a medida bastante pertinente. "São ações que fazem a diferença para impulsionar uma ação mais ampla pelo meio ambiente", acredita. Já Genilda, a verdadeira responsável pelas compras de André, preferia as antigas sacolinhas, "muito mais práticas", segundo ela. "Mas pelo menos há mercados que dão a opção de entregar em casa", disse.

PROFESSORA

Fim das sacolas plásticas gratuitas divide opiniões No primeiro dia da medida, o paulistano se arranjou como pode para levar as compras do supermercado. Karina Lignelli O problema é o abuso – Mesmo confessando esquecer a sacola reutilizável em casa algumas vezes, a enfermeira e professora universitária Priscila Sete, que levou a mochila para acondicionar as compras, afirmou estar totalmente adaptada ao fim das sacolinhas. "O problema é o abuso, as pessoas não sabem usar sem desperdiçar. Mas o comércio em geral precisa se adaptar, ou não vai adiantar nada", destacou, lembrando de lugares que ainda não oferecem opções.

Uma questão de adaptação – Para a assistente jurídica Neide Dutra, que é de Rondônia, tudo o que é feito em prol do meio ambiente é válido. "É só uma questão de se adaptar", disse ela, que não vê a hora de seu estado adotar a medida.

E

cobags, caixas de papelão, mochilas, carrinhos de feira... Em pleno feriado do aniversário de São Paulo, os paulistanos que fizeram compras no primeiro dia do acordo pelo fim da distribuição de sacolinhas plásticas, firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual, se viraram bem. Mesmo assim, apesar do impacto que deve causar nos hábitos dos clientes, supermercadistas estimam que a dificuldade de adaptação será só nos primeiros 15 dias. O Grupo Pão de Açúcar, que aderiu ao acordo Vamos tirar o planeta do sufoco da Apas, em dezembro, oferece, desde 2 de maio do ano passado, embalagens reutilizáveis junto com a eliminação da distribuição gratuita de sacolinhas plásticas nas lojas "verdes" Vila Clementino e Indaiatuba, da bandeira Pão de Açúcar, a pioneira do grupo em ações sustentáveis desde 2005. Só em 2010, foram comercializadas 2,2 milhões de unidades pela empresa. Hoje, todas as lojas do grupo oferecem as opções. A despeito do apelo am-

bientalista, a medida divide opiniões dos clientes. Se alguns batem na tecla do discurso sobre impactos ambientais, outros argumentam a favor da praticidade, ou sobre o fato de a questão ser ínfima diante do problema ambiental causado por falta de ações sustentáveis efetivas. A professora Angelita José Henrique, por exemplo, que fazia compras com a filha Anne no Pão de Açúcar da Vila Clementino, contou ser adepta da bolsa reutilizável há algum tempo. Ela, que ontem levou as compras em caixas cedidas pela loja, usava as velhas sacolinhas. "Mas vi que seria possível resolver de outro jeito, evitando a utilização do plástico para gerar menos lixo", disse ela que, ao contrário da maioria dos consumidores, se mostrou a favor da venda das sacolinhas biodegradáveis. "O preço é irrisório. Não vejo problema em comprar." O supermercado Futurama, na região de Santa Cecília/Higienópolis, vem alertando os clientes sobre a mudança há cerca de 15 dias, disse o gerente comercial Edson Bachmann. Mesmo assim, alguns foram pegos de surpresa, como a assistente jurídica Neide Dutra. E não foi por falta de informação: natural de

veis, usam outras alternativas e, com isso, deixam para trás mordomias, como usar uma sacola por produto. "Os supermercados não querem nada para eles (referindo-se à economia que deve ser gerada com o fim da distribuição gratuita das sacolas), apenas investir em preços atraentes e melhorias. Afinal, todo o benefício feito para o supermercado é revertido para o cliente", destaca.

Não há usinas preparadas para o descarte das sacolas biodegradáveis. Eu apostaria em outras opções.

LUCIANO FÁVERO, ANALISTA DE SISTEMAS

Lei antissacolas: um caso para o STF. Ivan Ventura

O

O meio ambiente agradece – O casal de designers Luiz Gustavo Ferreira Zanotello e Mariana Basso aprovou a medida. Luiz acredita que o único problema serão os estabelecimentos que não oferecem outros meios de carregar compras. Já Mariana disse usar a alternativa há muito tempo. "Passou da hora de se preocupar com o ambiente", afirmou Mariana.

Rondônia, Neide acaba de chegar à cidade para acompanhar os filhos, que vão estudar na Capital paulista. Mas isso não tirou seu bom humor: segundo ela, que mandou o filho Alexandre buscar o carrinho de feira em casa, tudo o que é feito em prol do meio ambiente é válido. "É só uma questão de se adaptar. Sorte que a nossa casa é perto!", brincou ela, que diz não ver a hora de seu estado adotar medida semelhante. Por outro lado, o analista de sistemas Luciano Fávero, é um entusiasta da praticidade das antigas sacolinhas. "Vi que não há locais preparados para o descarte das sacolas biodegradáveis", disse Fávero. Por isso, ele considera que o impacto da medida será mínimo e apostaria em outras opções, como os antigos sacos de papel. "Não é toda vez que vou ao mercado comprar, apenas pesquiso preços. Mas agora sempre que eu vir, terei que trazer sacola", se conformou. Na opinião de Bachmann, do Futurama, o primeiro impacto já era esperado pelos supermercadistas. Porém, segundo ele, dá para perceber que os clientes estão se tornando mais conscientes, vêm comprando sacolas reutilizá-

acordo firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado não será o último ato da polêmica sobre as sacolas plásticas – pelo menos na capital paulista. A partir de agora, os defensores e os contrários à distribuição das sacolinhas no comércio voltam as suas atenções para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que em breve devem analisar a validade da Lei Municipal 15.374/2011 – que trata justamente do fim da sacola plástica no comércio. A lei municipal foi aprovada em maio de 2011 e, em linhas gerais, proíbe a distribuição das sacolas plásticas em todo o comércio. Pelo cronograma da Prefeitura, a lei teria passado a valer em 1º de janeiro.

Mas, ação indireta de inconstitucionalidade movida pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) suspendeu os efeitos da lei até o julgamento em Brasília. Para a Justiça de São Paulo, tanto na primeira quanto na segunda instâncias, a lei é inconstitucional. Na decisão proferida em novembro do ano passado, o desembargador do TJ Luiz Pantaleão afirmou que a lei é ineficaz e contraria o direito do consumidor de levar os produtos comprados no comércio. A Prefeitura recorreu da decisão e levou o caso ao STF. Agora, aguarda uma posição dos ministros do Supremo. Acordo – Enquanto se aguarda o fim do imbróglio, o fato é que não há lei que impeça a distribuição da sacolinha em São Paulo. O que vale é um

acordo entre o governo do Estado, a Prefeitura e os supermercados ligados à Apas (caso do Pão de Açúcar, Walmart, Carrefou e outros) contra a sacolinha e o incentivo pelas sacolinhas de algodão (reutilizáveis) e as biodegradáveis vendidas por R$ 0,19. Já farmácias, feiras livres e outros negócios do varejo não ligados à Apas poderão distribuir as sacolas plásticas sem qualquer risco de multa ou punição. Defensores do meio ambiente comemoram o acordo, como é o caso do ex-vereador Fábio Feldmann, responsável pela implantação do Rodízio Municipal de Veículos. Segundo ele, o acordo deve levar a uma mudança na postura de estabelecimentos comerciais. "Eu acho que é um bom acordo e faz parte de uma tendência mundial. Alguns integrantes do setor

empresarial podem se sentir prejudicados, mas até na maneira deles (comerciantes e fabricantes das sacolas) argumentarem vejo equívocos. O consumidor, que é o grande interessado, não criticou a mudança", disse. Já para o diretor do Instituto Nacional do Plástico, Paulo Dacolina, o fim da sacola plástica não é sinônimo de melhora ambiental e implica em prejuízo para as indústrias que fabricam o produto. Ainda segundo ele, 32 cidades criaram leis proibindo as sacolinhas, mas só em 10 elas foram consideradas legais pela Justiça (como em, Jundiaí). Dacolina afirma que, enquanto a entidade aguarda a decisão do STF, ela dá continuidade às campanhas educativas em favor do uso consciente da sacola plástica. "Todos temos a mesma finalidade. Temos que reduzir o consumo, isso sim."

DC 26/01/2012  

Diário do Comércio

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