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Ano 86 - Nº 23.254

Conclusão: 23h35

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O valor do campo no Brasil

O ano em que a Terra ferveu

Página 18

Logo, pág.12

Paulo Pampolin/Hype

PEDIU, GANHOU Renda maior e mais crédito animam consumidores: varejo projeta o melhor Natal em três anos. Móveis e eletrodomésticos brilham na festa: setor deverá crescer 16,7% em dezembro. Pág. 13

Confiança máxima Índice de Confiança do Consumidor da FGV subiu 2,7% em novembro em relação a outubro. É o nível mais alto em mais de cinco anos. Página 13

16 mil cartinhas já chegaram aos Correios

E 3.700 delas já foram adotadas por leitores interessados em atender os pedidos das crianças. Projeto Papai Noel (foto), página 10

Vendas deste ano, em relação a 2009, devem aumentar 10%. Previsão da Apas, página 13.

Acerte as contas. E Feliz Natal!

Evento no Pateo do Collegio vai até 27/11. Participe e saia com o nome limpo. Dida Sampaio/AE

Sergio Moraes/Reuters

A polícia contra-ataca no Rio

Mantido na Fazenda, Mantega já fala em corte de gastos

De frente para o crime, polícia investe contra traficantes. Só ontem: 14 mortos, 25 presos, 22 veículos incendiados, 47 escolas fechadas. Pág. 9

HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 28º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 29º C. Mínima 17º C.

ISSN 1679-2688

23254

9 771679 268008

Mais panetone nas ceias

Ao lado de Tombini, indicado para o BC, ministro fala em riscos fiscais, diz ser contra a PEC 300 e que mínimo não pode ultrapassar os R$ 540. A equipe de Dilma nas págs. 5, 6, 7 e 8 Ed Ferreira/AE

Rombo do PanAmericano: missão para um "BC galático". Auditorias individuais são inviáveis, diz Meirelles. Pág. 15

"Lula deixa herança maldita" No Congresso, Serra reage às críticas do presidente e lista problemas que Dilma herdará. Pág. 8


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Outras reivindicações dos governadores, eleitos ou reeleitos, têm uma única direção: ampliar capacidade de gastos. José Márcio Mendonça

pinião

A CONTA DOS GOVERNADORES

VAZ DE LIMA

CPMF: VELHA IDEIA,

André Dusek/AE

U

ma foto diretamente de Brasília, publicada em alguns dos principais jornais brasileiros, revela um grupo de governadores –eleitos ou reeleitos em outubro –, em companhia dos ministros Paulo Bernardo e Alexandre Padilha, do vice-presidente da República prestes a assumir, e de alguns líderes partidários estampando amplos e generosos sorrisos. De que riam tanto esses senhores? Pela descrição das peripécias dos que estiveram na capital da República na terça-feira e de andanças de outros no Planalto Central e, ainda, dos recados que andam emitindo, boa coisa não é causa de tanto humor. Um humor suprapartidário, pois havia na tropa gente do PMDB, do PT, do PSB, do PSDB e outras agremiações. Não é bom sinal, pelo menos, para a sociedade. Anteontem, especificamente, os excursionistas foram tratar com o governo federal e com os líderes do Congresso de ações para impedir a conclusão da votação da Proposta de Emenda Constitucional 300. A PEC em questão prevê aumentos generosos para as polícias militares e civis e os corpos de bombeiros nos estados, com base no que Brasília paga a eles. Boa parte do aumento seria pago pelo governo federal, num saldo calculado pelo ministério do Planejamento em R$ 43 bilhões por ano. Há, no caso, a boa justificativa de que conta tão salgada não dá para os governos bancarem, com as carências que o Estado brasileiro apresenta em seus serviços públicos, sob o ângulo que se olhe. Porém, nesse lado eles encontraram resistências no Congresso, a começar pelo PMDB, que já disse por seu líder, Henrique Eduardo Alves, que seu partido não vai arcar com esse desgaste. Mesmo recado foi passado pelo deputado Paulinho da Força, este seguido por um aviso, dado dias atrás, de que se a PEC não for votada, Dilma pode começar sua gestão com uma delicada greve nesta área. Os militares interessados já mostraram sua disposição no meio do ano, quando praticamente ocuparam a Câmara, para constrangimento do seu presidente, Michel Temer. Temer,na ocasião, prometeu aos líderes do grupo levar o projeto ao plenário depois das eleições, ainda neste ano. Como não é clima para se brincar, qualquer solução vai bater no bolso dos de sempre. As outras reivindicações dos governadores, eleitos ou reeleitos, têm uma única direção: ampliar sua capacidade de gastos. Na lista, embora tenha refluído para os bastido-

VELHO PROBLEMA O governador eleito Geraldo Alckmin, ao centro, foi um dos presentes a encontros políticos em Brasília, na terça-feira. É dele a sugestão de que seja aliviado o custo das dívidas dos estados. Mas os pedidos são muitos e vêm das mais variadas partes do País.

res, está a busca de mais recursos para a saúde. Tradução real: criar clima que permita a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Como alternativa, surgiu a indecente sugestão do mesmo Paulinho da Força de legalizar os bingos e cobrar deles um imposto “social”. Tem simpatias, acredite-se. Não se deve esquecer que a primeira mensagem mandada por Lula ao Congresso, em 2003, falava em resolver esta pendência. Foi abatida pelas peripécias do assessor de José Dirceu, Waldomiro Diniz, com o b anqueiro do jogo do bicho Carlinhos Maracanã. No rol, constam ainda a sugestão do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, de aliviar um pouco o custo das dívidas estaduais; o pedido de R$ 3,8 bilhões de ressarcimento aos estados, pelo governo federal, das

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA isenções do ICMS determinadas pela Lei Kandir; e uma sugestão de adiar para 2015 a vigência, estabelecida para começar em janeiro de 2001, da lei que desonera do ICMS a compra de bens de consumo, energia elétrica e telefonia. Por enquanto, é só isso... A direção é uma só: fortalecer o caixa oficial. E como este caixa oficial é abastecido por uma única fonte, não é difícil descobrir de quem riam os políticos e governantes reunidos terça-feira em Brasília. Não era de alguma palhaçada, no bom sentido, do Tiririca. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

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CPMF caminha, a passos largos, na direção de reposicionar-se no sistema tributário brasileiro. Cabe à sociedade, nestes tempos difíceis, abandonar a apatia que a tem caracterizado nos últimos anos e avaliar as razões que levam o governo Lula a tentar desferir um novo golpe contra o contribuinte. Será que o governo vive uma crise em suas receitas? Não parece. A carga tributária bruta do Brasil aumentou em 4% do PIB desde que o real foi implantado, passando de menos que 30% do PIB para mais que 34% do PIB em um espaço de 15 anos. Apenas um ente federado foi responsável pela quase integralidade desse aumento de receitas. A União passou a arrecadar mais que 24% do PIB, frente aos 20% do PIB vigentes no início do real. Isso representa mais que 70% da arrecadação global. Poderia ser aventado o argumento de que o governo federal tem recursos gerais, mas não há fonte de financiamento especificamente para a saúde. Errado. Os meses que se seguiram ao fim da CPMF foram marcados pela elevação do IOF e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Ao mesmo tempo, a forte expansão da arrecadação de PIS/COFINS, baseada numa ampliação das alíquotas efetivas quando da transformação destes tributos da base faturamento para a base valor adicionado, garantiu o cumprimento da regra posta pela Emenda 29, qual seja, a alocação de recursos equivalentes ao empenhado no ano anterior, adicionada a variação nominal do PIB. A CPMF era um tributo cumulativo, ou seja, não se respeita o quanto se agregou de valor ao produto em sua cadeia de produção. Haverá tanto mais

MAIS RESPEITO PARA COM N

praticamente enquanto dormiam. Houve uma anistia na ocasião, de iniciativa do então presidente Marechal Hermes da Fonseca. Mesmo assim, estranhamente surgiu no Brasil um movimento de revisão histórica em que os amotinados são apresentados como heróis. O valor que a oficialidade dedicava aos marinheiros, inclusive negros, pode ser avaliado pelo testamento do Patrono da Marinha, Marquês de Tamandaré, que está na Internet. No dia 27, a Intentona Comunista fez 75 anos. Aconteceu em Recife, Natal e Rio de Janeiro e foi marcada também pela violência e pela covardia com que oficiais mataram companheiros, muitos dos quais dormiam. A coleção dos jornais está

aí com os fatos como ocorreram. Livros e arquivos da antiga União Soviética abertos, tudo mostrando que a ordem veio de Moscou, com o propósito de incorporar o Brasil ao sistema comunista internacional. o entanto, os livros escolares oficiais agora afirmam que a intentona era um movimento popular, "contra o capitalismo explorador". E as solenidades de homenagem aos mártires da Pátria foram suspensas ou limitadas a comandos militares que permanecem solidários com o que aconteceu . Mas a Ordem do Dia dos comandos das Forças ou do Ministério da Defesa já não existe. Temos tantos desafios pela frente,

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questão da nova CPMF não pode ser compreendida se confinada ao tributo para financiamento da saúde. Em verdade, o que a sociedade brasileira tem que colocar em pauta é a configuração de receitas e despesas do Estado brasileiro e sua eficiência do ponto de vista da arrecadação e da dinâmica da economia. Passamos 20 anos remendando um sistema e trazendo mais problemas que soluções. Fomos administrando um conflito federativo infindável, seja quanto ao poder de tributar, seja quanto às atribuições das diversas esferas de governo. Não é hora de seguirmos remendando o nosso sistema tributário. O País precisa, sim, construir as instituições que nortearão o seu desenvolvimento nas próximas décadas.

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VAZ DE LIMA, DO PSDB, É LÍDER DO GOVERNO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO, EX-PRESIDENTE DA ALESP, E DEPUTADO FEDERAL ELEITO

ARISTÓTELES DRUMMOND

NOSSOS HEROIS MILITARES este mês de novembro, termina a vergonhosa tentativa de se torcer a história do Brasil, esconder a verdade e inverter papéis em função de dois fatos que envergonham os que procuram cultuar os momentos nobres do país e seus grandes vultos. Dia 22 foi o centenário da chamada Revolta da Chibata, que nada mais foi do que uma ação criminosa, em que seis oficiais de nossa Marinha de Guerra tombaram vítimas da violência e da covardia. Por mais legítima a aspiração dos amotinados, nada justifica o ato de insubordinação, especialmente em carreira em que o respeito à disciplina e à hierarquia são fundamentais. Pela primeira vez, oficiais eram assassinados

tributo embarcado no bem de consumo final quanto maior for o número de vezes que a cadeia de produção faz com que ele circule. A CPMF é intrinsecamente contrária à organização da produção de forma mais eficiente. Que a saúde precise de recursos expressivos, é uma verdade irrefutável. Mas não podemos deixar de registrar a estranheza quanto ao forte crescimento do gasto municipal e estadual em saúde nos últimos anos, sem novos impostos, enquanto o governo federal vem realizando uma queda acentuada em sua participação, mesmo ampliando sua receita global. Além disso, nenhuma fala governamental lembrou-se de propor a reversão das majorações de tributos realizadas à época da extinção da CPMF.

como o combate à fome, à miséria e à doença, e há gente se ocupando em distorcer a história. Tocar projetos de portos, aeroportos e estradas merece muito mais a atenção da população do que esta tentativa de agredir oficiais mortos covardemente. Querem dividir os brasileiros e negar os valores da nacionalidade – o que, certamente, encontrará a reação da sociedade culta e independente. Mas não sem desviar a atenção deste esforço, acima de ideologias, de partidos políticos, de ressentimentos pessoais ou de grupos, por se tratar dos reais interesses nacionais. Inacreditável que estas coisas ocorram e sejam discretamente comentadas, em atitude que não nos engrandece como povo

independente e com força moral para enfrentar a indignidade. E partindo sempre de gente que só pensa em se beneficiar de benesses pagas pelo Erário. lhar o momento em que o mundo vive, de perplexidade e tensão, e dar prioridade ao trabalho e à verdade deve ser a palavra de ordem a todos os brasileiros. Não se constroi a prosperidade sem preservar a memória e a história. Nossos militares merecem respeito. E admiração.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Giseli Cabrini e Sérgio Siscaro Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Fernanda Pressinott, Geriane Oliveira, Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

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o Obama não entendeu pinião

A POLÍTICA DE OBAMA AFASTOU OS ELEITORES. MAS CONSERVADORES TAMBÉM TÊM DE MUDAR.

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presidente Obama chegou perto, mas ainda não foi capaz de admitir que suas políticas radicais e os efeitos destas sobre a economia foram a causa da devastadora repreensão política que recebeu nas eleições de 2 de novembro. Na coletiva que deu em seguida, um Obama deprimido, coisa rara, se absteve de assumir responsabilidades, chegando perto de dizer que os problemas são, na maior parte, nossos e não dele – ou, pelo menos, não de sua agenda política. Como alguém incapaz de largar um velho hábito, ele mais uma vez foi condescendente, explicando que confundimos suas soluções com um monstro imaginário do big government em expansão e, tal como é típico de nós, medrosos e ignorantes, demos uma surra em seu partido. Para Obama, o ultraje brotou do mesmo tipo de frustração que o elegeu, em vez de surgir precisamente em função dele e de sua agenda política. Em resumo, estamos furiosos porque a sua agenda socialista ao estilo União Européia está avançando de modo lento demais e ainda não entregou o prometido – mas com o tempo, entregará. Talvez então agradeçamos por sua solução de altos gastos e governo hipertrofiado. Segundo ele, o ultraje contra o seu endividamento maciço, contra o enorme governo perdulário e contra o elitismo, na verdade, era um descontentamento contra o estado da economia que ele herdou, descontentamento do qual compartilha. Não acho que o povo americano, que lhe infligiu a maior humilhação de meio de mandato em mais de meio século, subitamente irá dar ouvidos às suas conclamações por um fim à antiga tendência à discórdia. De qualquer forma, tenho duas reações a esta eleição – uma diante da cena nacional e a outra no meu estado, a Califórnia. Se alguns fanáticos não tivessem falado de um ganho de 90 a 100 cadeiras no Congresso, os Democratas estariam sofrendo de um choque ainda maior diante da quase histórica perda de mais de 60 cadeiras na Câmara, e também de um estonteante arrastão pró-Republicano em legislaturas e governos estaduais, sem esquecer os consideráveis ganhos dos Republicanos e independentes no Senado – e tudo isso depois de meros 21 meses desde o início das políticas de "esperança e mudança". A ideia de que copiaremos o socialismo da União Européia está morta,

EMBAIXADORES COMERCIAIS: A MISSÃO Temos de dar, urgentemente, uma destinação nova às nossas embaixadas e embaixadores. Devemos transformá-los em embaixadores comerciais.

C

VICTOR DAVIS HANSON bem como o maciço endividamento nos moldes keynesianos. Morreu também a prometida segunda onda do obamismo, tais como o cap&trade e a anistia geral aos imigrantes ilegais. No lado dos conservadores, algumas coisas também precisam mudar. O Congresso não pode permanecer refém de deputados e senadores de estados agrícolas, para quem os enormes subsídios para determinados produtos são sacrossantos. Há uma década, nós desistimos da "eliminação" de tais programas para logo chamar a criação de porcos uma questão de segurança nacional no pós-11 de setembro. No front orçamentário, duvido que ouçamos alguém falar, ao menos no curto prazo, de cortes maciços nos impostos, que resultariam num crescimento da economia de oferta e, consequentemente, num aumento da receita. Em vez disso, suponho que qualquer tentativa Republicana de cortar

impostos deverá ser acompanhada de um comensurável corte nos gastos, dólar por dólar.

T

ambém penso que ainda veremos deputados vangloriandose dos novos centros comunitários que levarão aos seus distritos eleitorais, no velho etilo clientelista, com direito a batizar com seus nomes essas "benesses" financiadas com o dinheiro dos contribuintes. Na Califórnia, há alguma ironia. A filosofia que levou o estado a ter as mais altas taxas de impostos nos EUA, bem como às quase piores escolas, aos maiores déficits e a uma infraestrutura em desmoronamento, foi reafirmada. Agora o governo da Califórnia terá de lidar com a realidade da escolha: se aumentar ainda mais os impostos mais altos do país perderá moradores de renda maior em ritmo mais acelerado do que os três mil contribuintes que

deixam o estado a cada semana. Um Congresso Republicano pouco provavelmente irá resgatar uma Califórnia insolvente. O estado da Califórnia continuará a decair numa sociedade piramidal. No topo está a elite esquerdista costeira, do Napa Valley até Hollywood, que parece imune aos efeitos dos altos imposto e regulamentações (e ainda quer mais leis ambientais, casamento gay, aborto e conversa mole terapêutica). Ironicamente, o topo da pirâmide está unido a uma crescente classe baixa em parte dependente de uma enorme indústria de direitos e benefícios governamentais; tal coalizão favorece mais impostos, direitos, sindicatos de funcionários públicos, fronteiras abertas, etc. Enquanto isso, um espremido setor privado de classe média está sendo lentamente sufocado, levado a fechar as portas e a deixar a Califórnia. O que nos resta? O fato de que o dinheiro público californiano está acabando é, de fato, uma solução de pouco valor. VICTOR DAVIS HANSON É HISTORIADOR, ESCRITOR E ARTICULISTA AMERICANO, AUTOR DE

“POR QUE O OCIDENTE VENCEU”. TRADUÇÃO: HENRIQUE DMYTERKO. VER ÍNTEGRA NO SITE WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR

UM POUCO DE ETIQUETA VIRTUAL E

ndereço virtual, ou "eletronic e-mail", é um local na WWW, digamos assim, que, à semelhança de um endereço geográfico, precisa também ser preservado. Não me refiro aqui aos "spams" (que vem de "Spiced ham", algo como "presunto super apimentado", metáfora para "coisas picantes", não desejáveis), por si só bicões desavergonhados, mas à enxurrada de "pps" (power point slideshow)que muitas pessoas nos enviam sem pedir autorização. Esses "pps"– alguns até bonitos e bem produzidos e outros de mensagens religiosas pífias, são importantes sob a ótica de quem as envia, o que não legitima seu envio a quem não as solicitou, e não raro contêm apelos para serem replicadas a mais pessoas. Assim como não podemos ficar enviando cartas pessoais ou mala direta de mensagens publicitárias a torto e a direito, não devemos invadir os e-mails de terceiros com mensagens doutrinárias sobre quaisquer assuntos sem pedir autorização Aliás, com as traquitanas eletrônicas dos nossos dias, parece que as normas mais comezinhas de educação foram mandadas para o inferno. Se as normas da etiqueta social, disciplinadoras do convívio entre as pessoas no dia a dia e nos eventos em geral são amiúde violadas, falar de "etiqueta virtual" parece piada.

SAMIR KEEDI

LUIZ OLIVEIRA RIOS Para mim, o campeão dos abusos na categoria do desrespeito aos outros e aos ambientes é o telefone celular. Considero abuso, por exemplo: 1) As musiquinhas infames que tocam nesses aparelhinhos a qualquer hora, em qualquer lugar e em qualquer ambiente, incluindo alguns sons extraídos da onomatopeia, como o zurro de jegues, ou o grito do Tarzã. Há infinitas opções para o mau gosto. 2) Deixar o celular ligado na sala de aula, nos teatros, nos cinemas, nas reuniões, na entrevista de emprego, no consultório médico, à mesa de restaurantes , ao volante de um automóvel nas vias urbanas ou nas auto estradas. 3) Atender ao celular em ambientes e horários inadequados e falar em voz alta, de modo que todos em redor escutem o teor da conversa. Quando for absolutamente necessário receber uma ligação, ou fazer uma chamada emergencial, em presença de terceiros, peça licença, afaste-se, fale baixo e depois desligue o bendito celular. E, ladies and

gentlemen, quando forem ao cinema ou ao teatro, convenhamos: ali não é hora nem lugar para receber ou dar telefonemas 4) Conversas fiadas via celular (só as operadoras agradecem, enviando ao usuário no fim do mês uma substanciosa fatura). O celular, a usar expressão do inesquecível Raul Seixas, é para ser utilizado estilo "plukt, plakt, zum", por alguns segundos. Em segundo lugar, na lista de desconsideração pelo semelhante, vem o notebook, aparelhinho moderno, que pode fazer quase tudo que os grandes "computers" fazem. Mas o que faz com maestria insuperável é mesmo matar o diálogo familiar. Como os valores familiares estão em frangalhos, é normal que cada membro da família, do menorzinho ao vovô, se isole num cômodo e dali acesse a web , quebrando os laços mais profundos dos afetos caseiros. Nas empresas, com raras exceções, moderno é quem "clica" no seu notebook e conversa ao mesmo tempo com o interlocutor, dividindo a

atenção entre a realidade virtual incessante e o simples mortal desinteressante sentado em frente – certamente um empregado chato com um problema a ser resolvido ou uma nova ideia– que "na nossa empresa não vai funcionar". Em vários consultórios médicos, os queixumes dos pacientes são minimizados pela deficiência do médico em focar a atenção na pessoa, sem desgrudar os olhos da telinha azulada do notebook , onde chegou uma informação sobre o próximo congresso de sua especialidade. Triste ironia: esse médico busca a reciclagem dos seus conhecimentos, mas negligencia a excelência no atendimento mais humanizado! Será que a moderna tecnologia está contribuindo para desenvolver nossa humanização ou servindo para estimular o embrutecimento dos afetos? Reproduzo as palavras superoportunas do poeta T.S Eliot: "Onde está a vida que perdemos ao vivê-la? Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento? E onde está o conhecimento que perdemos na informação"? Ah, sim: antes de enviar mensagens em pps, faça a pergunta mágica: " Posso?". LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MK E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. E-MAIL: OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM

omo todos sabemos, o Brasil não está em guerra há muito, muito tempo. Não temos problemas diplomáticos com quem quer que seja, nem temos no horizonte alguma nuvem que nos leve a pensar em algo assim. Somos um povo pacífico, ao menos por enquanto. E até demais, internamente, o que atrasa o País. Nas nossas redondezas, não temos quaisquer perspectivas de sermos incomodados pelos nossos vizinhos, todos bem menores, e que até mesmo dependem de nós. Assim, nos perguntamos qual é a função das nossas embaixadas nos exterior –e dos nossos embaixadores. Essas figuras ótimas, que podem ajudar o País de várias maneiras, mas que não tem sido a questão. Às vezes, até pela colocação de políticos nessas posições, o que é um contrassenso, com tantos diplomatas preparados, e que nos dá a impressão de que uma embaixada é somente um prêmio "por bons serviços prestados". O Brasil não tem dinheiro para gastos desnecessários, como pensam nossos políticos. Nem tem tempo para "perder tempo" (sic). Há muito a fazer para termos um país minimamente justo, desenvolvido e respeitado – embora muitos pensem que hoje ele é respeitado no exterior. Não sabem que há mais coisas entre o céu e a terra do que nuvens, chuvas e aviões. É necessário começarmos a trabalhar, e de forma consistente, de maneira que o Brasil comece a tomar alguma forma de país a caminho do desenvolvimento. É necessário que todos os esforços comecem a ser concentrados em direção a um futuro mais promissor.

ssim, entendemos que não se pode perder mais tempo, e que nossas embaixadas e embaixadores têm uma nobre missão a cumprir, o que já deveria ter começado. Mas sempre é tempo para isso, e agora é um bom momento. Governo novo, quem sabe ideias, pensamentos, desejos novos em direção a um futuro do qual possamos nos orgulhar. Todos têm consciência de que uma das melhores formas de desenvolvimento é o comércio exterior – que possibilita passarmos de um mercado consumidor de cerca de, em tese, 186 milhões de almas, para 6,8 bilhões, também em tese. E que proporciona uma economia de escala considerável. Que consegue criar empregos em quantidade, coisa que o mercado interno não consegue. Temos portanto, mais do que urgentemente, dar uma nova destinação às nossas embaixadas e embaixadores. Devemos transformá-los em embaixadores comerciais e, se for o caso termos, além do diplomata costumeiro, também a figura do comercial, utilizando para isso a estrutura da embaixada. Claro que alguns podem rebater a ideia dizendo que assim iremos aumentar empregos, férias e despesas. Pode até ser que isso ocorra, com o espírito que tem imperado no País. Mas estamos pensando em algo mais decente: um Brasil melhor, que nos dê perspectiva de futuro, o que não temos muito hoje.

A

sses embaixadores comerciais teriam a função de agir como traders, sempre pensando em comércio, dia e noite. Devem prospectar o mercado local sobre as possibilidades de colocação dos produtos brasileiros, bem como que tipos de produtos deveríamos vender a eles, que características eles deveriam ter e o que precisa ser adaptado para atrair o comprador e consumidor estrangeiros. Também caberia a eles verificar que quantidades são consumidas no país, qual a produção local de tal produto. De quem são importados, se for o caso, ou seja, quem são nossos concorrentes. Que política devemos adotar para conquistar aquele mercado, o que devemos implementar para ganhar, manter e aumentar nosso mercado. De que modo nosso país pode ajudar o país em questão, lembrando que a ideia de comércio exterior é a de parceria, de ajuda e transferência de benefí cios, e não apenas de ganância e desejo de venda.

E

sempre preciso ter em mente que o comércio exterior é uma via de duas mãos. Quem vende também tem que comprar. Esses embaixadores teriam também de averiguar que mercadorias o país tem, para poder vender ao nosso, para cumprirmos o papel que cabe a um comércio exterior responsável e útil, já que é sabido que importamos também. Aliás, é característica de todos os países. Ninguém, por mais poderoso que seja, é autossuficiente. Ninguém produz tudo o que necessita. Às vezes, nem é possível, em face de certas características locais. E, também, antes que nos passe despercebido, não devemos esquecer as lições de Adam Smith, considerado o pai da economia. Nem de David Ricardo, sobre as vantagens comparativas – que gerou a divisão do trabalho, em que propõe que cada país deve produzir o que faz de melhor, e comprar aquilo para o qual não é competitivo. Em que o comércio internacional deve ser feito através da venda de seus excedentes e da compra das suas necessidades. Assim, é hora de mudanças. Hora de abraçar as boas causas, antes tarde do que nunca. Dar ao nosso futuro um futuro de fato. Acreditar que possamos, algum dia, ser uma grande país, uma nação. Não apenas um país grande como é o caso hoje, e um grande acampamento.

É

SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, PROFESSOR E AUTOR DE VÁRIOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR, TRADUTOR DO “INCOTERMS 2000” PARA O BRASIL E MEMBRO DA CCI-PARIS NA REVISÃO DO INCOTERMS 2010. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

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333 Paixão mundial desde seu lançamento, entre os anos 60 e 70, o Camaro está de volta e as concessionárias da rede Chevrolet já tem 400 pedidos na espera. Os mais veteranos estão reencontrando um antigo sonho de consumo e os mais jovens vão ao delírio com a nova geração do carrão, uma releitura dos modelos lançados entre 1967 e 1969 (primeira geração), contando com desenho futurista e agressivo. Em comparação com seus concorrentes Ford Mustang e Dodge Challenger, o Camaro é o mais admirado. A Chevrolet até colocou uma campanha publicitária no ar. Preço: R$ 185 mil. De largada, ele alcança 100 quilômetros em 4,8 segundos.

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Camarode volta

333 DEPOIS da campanha (é a segunda) da cantora Beyoncé para a C&A, a brasileira Gisele Bündchen também estará de volta à publicidade da rede holandesa. Na época, lançará coleções assinadas pela estilista Stella McCartney, filha de Paul McCartney, respeitada no fashion world e, de quebra, uma coleção assinada pela própria Gisele, como Kate Moss fez, há algum tempo, com a Topshop de Londres.

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Botas de salto, cano alto, marrom.

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Botas de salto, cano alto, vermelhas.

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MESMO sabendo que Lula já teria se decidido pelo nome de Luis Inácio Adams, advogado-geral da União, para a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal, César Rocha Asfor que, na presidência do STJ e numa decisão inédita da Corte, suspendeu a Operação Castelo de Areia (Camargo Correa) teria ido pedir uma mãozinha a José Dirceu em sua campanha para a mesma cadeira. 333

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333 CONSIDERADO o maior artista plástico vivo do mundo, o colombiano Fernando Botero, virá a São Paulo, em fevereiro, para abrir uma mostra inédita de suas obras. Para quem não tem idéia: as telas de Botero vão de US$ 200 mil a US$ 800 mil.

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Solução

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O prefeito Gilberto Kassab irá mesmo para o PMDB e sob as benções do ex-governador Orestes Quércia, que quer avisar seus comandados de São Paulo que está passando seu legado para o democrata. Malgrado a rebelião de alguns veteranos quercistas, caberá mesmo o Kassab comandar o PMDB de São Paulo. Junto com ele, irão prefeitos de 70 municípios paulistas, mais 14 deputados estaduais e federais e até um tucano. Walter Feldman também está arrumando as malas para se bandear para o PMDB.

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Os novos planos de Lula, depois de uma viagem internacional com Marisa Letícia (ela continua insistindo com Veneza porque quer passear de gôndola), incluem uma maratona por diversos países para receber todos os títulos de Honoris Causa que lhe foram concedidos por universidades. E ele também pediu a Franklin Martins que selecionasse, entre nacionais e estrangeiros, quais jornais seriam ideais para que ele publicasse artigos periódicos. Demais integrantes de seus staff pessoal até se assustaram e Lula disse que poderia gravar antes ou, se Luiz Dulci estiver com ele no futuro instituto, seria seu ghost writer.

333 CONHECIDO como o maior evento beneficente de golfe do Brasil, em valores arrecadados, o Torneio Beneficente de Golfe Albert Einstein, em sua quarta edição, acontece amanhã na Fazenda da Grama, em Itupeva, interior de São Paulo. Empresários, executivos e famosos participam, todos empenhados na melhoria da qualidade de vida na favela de Paraisópolis.

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ATÉTUCANO

Futuro articulista

OS ESTILISTAS Alexandre Herchcovitch e Fause Haten tem algo em comum: os dois raspam totalmente os cabelos nas laterais e na parte posterior. O que dá trabalho: a máquina zero é acionada todas as semanas. Agora, igualmente, estão anunciando atividades paralelas: Fause quer virar cantor e Herchcovith está debutando na área de pâtisserie. Criou o french brigadeiro, uma receita que revisita o brigadeiro tracidional.

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Lula pediu (e quem pediu mais ainda foi Jaques Wagner, governador da Bahia) e José Sergio Gabrielli, que Dilma já insultou em reunião ministerial, fica mais um ano na presidência da Petrobras. E ele permanecendo, ficam também Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da estatal (a área é considerada um feudo do PP (quando vivo, José Janene empurrava a Interoil), mais um bloco do PMDB de Renan e Sarney) e Renato Sousa Duque, diretor de Serviços (feudo de José Dirceu e de empresas nacionais e multinacionais fabricantes de tubulações, sempre envolvidas em lobbies suspeitos).

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333 É a nova moda: as atrizes em boa forma posam de biquíni para revistas de saúde e ginástica. Agora, é a vez de Suzana Pires, 34 anos, a Janaína de Araguaia (ela está roubando a cena de Milena Toscano e Cleo Pires), que exibe corpão esculpido com corridas na areia na capa de Só Dietas. Por outro lado, tira a roupa (aí, é a febre de nudez) para lançar sua coleção de jóias, Divindades. Suzana se inspirou em cinco deusas: Tara, Cy, Deusa Kamã, Ishtar e Oxum.

Jóias de Janaína

MISTURA FINA

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Prorrogação

Até o último dia de dezembro, quando pretende inaugurar uma obra no período da manhã, o presidente Lula, levando-se em conta sua média diária dos primeiros sete anos do governo, mais 2010, quando aumentou suas falas de improviso por conta da campanha presidencial, deverá alcançar um total de cerca de 2.100 falações, o que lhe assegura um lugar especial no Guinness , o livro mundial de recordes. 333

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333 Ronaldo ex-Fenômeno deverá renovar seu contrato com a Ambev por mais dez anos e, mesmo pendurando suas chuteiras em 2011. Até 2020, receberá, por ano, R$ 2,5milhões (terá,naépoca,44anos deidade).Ronaldoécontratadoda Ambev há 18 anos, ou seja, desde os tempos do Cruzeiro, quando tinha 16 anos de idade. Só que, agora, o jogador quer que a Ambev passe para sua nova empresa 9NINE (o grupo de comunicação WPP é seu sócio) o gerenciamento de todas suas ações nos esportes. A cervejaria não decidiu e até pode aceitar, mas apenas por um tempo, á titulo de teste.

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NO GUINNESS

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MAIS 10 ANOS

Os três primeiros ministros confirmados do governo Dilma, Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central (Henrique Meirelles foi o primeiro a ser brindado com o status de ministro no segundo mandato de Lula para ganhar foro privilegiado e escapar de um processo), dividem opiniões: para uns, todos “têm a cara de Lula”, para outros, sinalizam que a presidente eleita não está disposta a nomear estrelas e, nessas áreas (provavelmente, em outras mais) quer manter seu controle pessoal. O italiano é obediente, mesmo escorregando, de vez em quando; Tombini tem um perfil técnico e não exige autonomia; e Miriam Belchior (ligada a José Dirceu) vinha coordenando as ações do PAC e era quem preparava os intermináveis powerpoints que Dilma sempre apresentava.

Nadade estrelas

Santa Catarina de Alexandria

S A C R I F I C A R E

O primeiro Natal de Dilma Rousseff, já diplomada como presidente do Brasil, acontecerá na Granja do Torto, onde ela está residindo. Sua mãe, Dilma Jane, está comandando uma adaptação de muitas coisas da filha lá e o cachorro Nego e a cadelinha Fafá já estão lá. Dilma quer passar o Natal com a família: virão as cinco tias, a filha Paula, o neto Gabriel e tutti quanti . Como é o primeiro Natal do neto, a presidente eleita está pensando até se convida o ex-marido e ex-guerrilheiro Carlos Araújo para a ceia da véspera. Prato principal: peru com frutas e farofa, como Dilma Jane mandava preparar nos velhos tempos. 333

333 O Natal do Bem, um dos maiores eventos beneficentes do país (a renda vai para oito entidades que atendem carentes), acontecerá, em sua nova edição, dia 15 de dezembro, nos salões do Grand Hyatt, com show de Victor e Leo. Esta semana, na casa de João Dória Jr., estiveram reunidos patrocinadores e famosos, acertando as atrações do leilão. Lá, entre tantos, da esquerda para direta, Luiza Brunet, Christiane Torloni, o prefeito Gilberto Kassab (Geraldo Alckmin também estava), Fafá de Belém e a filha, Mariana e Cristiana Arcangelli.

Festa de caridade

Os ataques dos bandidos dos morros do Rio de Janeiro, com direito a troca de tiros com a Polícia Militar e carros e ônibus incendiados, mais a participação da facção criminosa Comando Vermelho, vem ganhando na mídia mundial – e especialmente na CNN – lugar de destaque e espaço praticamente igual ao concedido à nova guerra entre as duas Coréias. As cenas de moradores das áreas atingidas pela troca de balas, correndo de um lado para outro, são exibidas e reexibidas à exaustão, enquanto o locutor garante que o Rio vive “em estado de guerra”. E sempre lembra que a cidade abrigará jogos da Copa 2014 e sediará a Olimpíada 2016.

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Natal em família

Estado de guerra

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Fotos: Divulgação

ilha do rei Costus de Alexandria (século IV), era cristã fervorosa. Muito bonita e sábia, Catarina despertou o interesse do imperador romano Maximino, perseguidor de cristãos, que chegou a se divorciar para casar-se com ela. catarina recusou e, por isso, foi decapitada.

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LULA // em melancólica fase de despedida, garantindo que quer desencarnar da Presidência.

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pensar que ainda é profissional.

25 de Novembro

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k Não tem nada pior que um jogador de bola parar de jogar e

MAIS: e não é para menos. Grato ao patrão, ele ganha R$ 160 mil por mês para apresentar A Praça é Nossa.

O U T R O S

gibaum@gibaum.com.br

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Alberto de Nóbrega ganhou uma dor nas costas emocional por causa do Panamericano, de Silvio Santos.

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Giba Um

3 Carlos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

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O EGOISTA

Deve-se ter consciência de que uma pessoa tem DIREITO de VIVER por AMOR a si próprio, sem se SACRIFICAR pelos OUTROS e sem esperar que os outros se sacrifiquem por ela. Porem não tem o direito de USAR força física para TOMAR algo VALIOSO ou impor suas idéias aos outros. Esta pessoa pode SUBIR na vida, mas não se concebe DERRUBAR a dos outros.

J W X G K H I O Q C B N T R M

H Y D V V A L I O S O I A N K

B M A U R M W E S A E B J D Q

L G S C W K X K Z C U X I O Y

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Por: José Nassif Neto

E T D I T L L C P V J F D J C


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

5 RETÓRICA Os três ministros indicados adotam discurso com tom fiscalista

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a primeira aparição pública, depois de confirmados oficialmente como integrantes da equipe econômica da presidente eleita, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (que assumirá Planejamento) fizeram questão de rejeitar as bombas fiscais em tramitação no Congresso e elegeram como alvos fiscais os aposentados, o salário mínimo, o Judiciário e os policiais. Adotando um discurso típico de tecnocratas, Miriam Belchior disse que a meta no governo Dilma é "fazer mais com menos dinheiro". Mantega disse que com o crescimento econômico acima de 5% não é possível criar novas despesas. Mantega listou o que ele considera riscos para a consolidação fiscal do País. Disse que o reajuste do mínimo só pode passar dos atuais R$ 510 para R$ 540, que o Congresso Nacional não deve aprovar o reajuste de 56% para o Judiciário, que os aposentados com ganhos acima do piso da Previdência não podem ter reajuste real e a Proposta de Emenda Constitucional número 300, criando um piso nacional para os policiais com gastos que podem chegar a R$ 43 bilhões, não pode ser aprovada. O receituário fiscal foi anunciado logo depois de o deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP) anunciar formalmente os nomes de Mantega, Miriam Belchior e Alexandre Tombini (na presidência do Banco Central) como os escolhidos para a equipe econômica de Dilma. Por uma regra acertada entre governo e centrais, ainda não convertida em lei, o mínimo é corrigido conforme a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Por esse mecanismo, o valor para 2011 seria R$ 538,15, que é o piso atual (R$ 510) corrigido pela inflação, mas sem o acréscimo do PIB porque em 2009 a economia encolheu 0,2%. As centrais reivindicam um mínimo em torno de R$ 580. "O ano de 2011 será de contenção fiscal

DISCURSO Apesar de Dilma negar a necessidade de promover um ajuste fiscal

Dida Sampaio/AE

Mantega fala dos riscos à política fiscal Guido Mantega, Miriam Belchior e Alexandre Tombini são anunciados para a equipe econômica

O ano de 2011 será de contenção fiscal com redução de despesas de custeio para aumentar a poupança pública e os investimentos. GUIDO MANTEGA com redução de despesas de custeio para aumentar a poupança pública e aumentar o investimento", resumiu Mantega. "É preciso um esforço comum de contenção de gastos

do Executivo, do Legislativo e do Judiciário para que a solidez fiscal continue viabilizando o crescimento sustentável do País", emendou. Além de pregar "forte redução de gastos de custeio", o ministro mandou um recado para o mercado: a autonomia do BC será mantida e as metas de inflação, cumpridas. Para 2011/2012, a inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional é de 4,5%. "Essa é a inflação que nós vamos perseguir nos próximos dois anos. O Banco Central tem a competência e a autonomia para cumprir essas metas de inflação", disse Mantega. Di-

dático, o ministro listou cinco projetos de lei que estão em tramitação no Congresso e põem em risco a consolidação fiscal. O futuro governo também vai diminuir o repasse de recursos do Tesouro para o Banco Nacional do BNDES. "Com isso, estamos abrindo espaço para que o setor privado possa fazer empréstimo de longo prazo. A redução do gasto público com a queda da demanda estatal contribuirá para ampliar as condições para a queda mais rápida da taxa básica de juros", afirmou Mantega. Ele garantiu ainda que o governo não vai permitir a "concorrência desleal nem a

O ministério do Planejamento vai ganhar musculatura agora com a administração do PAC pela pasta. MIRIAM BELCHIOR manipulação do câmbio". Dilma Rousseff não anunciou pessoalmente a sua equipe econômica. No início da tarde, a assessoria de imprensa da presidente eleita divulgou no-

ta confirmando os três nomes e ressaltando que "a presidente eleita "determinou que a nova equipe assegure a continuidade da bem sucedida política econômica do governo Lula baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal e promova os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida". Miriam Belchior confirmou que "o Planejamento ganhará musculatura com a administração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pela pasta". Ontem, Dilma almoçou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o deputado Antonio Palocci (PT-SP) no Palácio da Alvorada, em Brasília. Dilma montou uma equipe para ditar e ter mais influência sobre os rumos da economia do que Lula. E definiu seu time com nomes do próprio governo. A petista quer controlar de perto tanto a Fazenda como o Banco Central. Por isso, manterá o status de ministro do presidente do BC, para que a interlocução com o banco continue direta com o Planalto. Na lista de indicados como certos por assessores da presidente eleita estão o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e Antonio Palocci Filho, coordenador da transição. Eles podem ir ou para Casa Civil ou para a SecretariaGeral da Presidência. 'Convite genérico' – Ontem, Paulo Bernardo disse que recebeu um "convite genérico" da presidente eleita para participar do futuro governo. Ele afirmou que ficará no governo independentemente do cargo. "Eu conversei com a presidente e ela me informou das escolhas que está fazendo. A Miriam vai para o Planejamento. Ela me fez um convite para participar do governo, mas um convite genérico, porque ela me disse que ela tem mais de uma opção e não queria decidir isso agora", afirmou ele. Questionado sobre as opções para seu futuro, desconversou: "Ela [Dilma] me falou, mas não lembro". (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Minhas avaliações a respeito da política monetária não cabem agora. Alexandre Tombini , escolhido para ser o novo presidente do Banco Central

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Meirelles deixa o BC em dezembro Ed Ferreira/AE

Presidente do BC faz balanço de sua gestão, em entrevista sobre o caso Panamericano

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presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, confirmou ontem que vai deixar o comando da instituição no final do ano. "Minha intenção e objetivo eram e são concluir meu trabalho, minha missão, juntamente com o presidente Lula", afirmou. "É o momento adequado para encerrar minha missão. Estou feliz, gratificado", reiterou. Meirelles fez ontem um balanço positivo da instituição ao longo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista coletiva, reiterou que a sua intenção e objetivo eram concluir o trabalho junto com o presidente Lula. "Foi um governo de sucesso que mudou a face do País", afirmou. E destacou sobretudo que a inflação está na meta e que as taxas de juros caíram. O presidente do BC fez questão de destacar que no início do governo Lula, em 2003, a economia tinha um crescimento médio em torno de 2% e a inflaç��o acumulada registrava patamares muito elevados. Em maio de 2003 a inflação acumulada em 12 meses estava em 17%. "A inflação está na meta e

A boa prática de governança de bancos centrais aconselha que um presidente de BC não fique mais do que dois mandatos. HENRIQUE MEIRELLES

tem estado na meta", afirmou. Ele destacou também que o Brasil enfrentou com sucesso a crise de 2008. Pan amer icano – O presidente do BC abriu a entrevista falando sobre o caso Panamericano, que segundo ele, foi mais um momento de sucesso. E ressaltou que a solução para o Panamericano não trouxe prejuízos para os cofres públicos e nem para os depositantes e o sistema financeiro. Segundo Meirelles o custo foi totalmente assumido pelo controlador, com o apoio do Fundo Garantidor de Crédito. "É mais uma história de sucesso no Brasil de enfrentamento de problemas", disse. Em tom

de alerta, Meirelles destacou que não se deve ignorar que a economia e o sistema financeiro tem problemas e que a questão é como enfrentá-los. Sucessão – O presidente do BC afirmou que já conversou "longamente" com a presidente eleita, Dilma Rousseff, e que vai esperar o anúncio dos três nomes da equipe econômica antes de se manifestar sobre as escolhas dela. A reportagem apurou que Meirelles já afirmou a assessores que ficou satisfeito com a indicação do atual diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini, para a presidência da instituição. De acordo com ele, a "boa prática de governança de bancos centrais" aconselha que um presidente de BC não fique mais do que dois mandatos. "Acredito que um profissional deve iniciar e concluir sua missão na hora certa", disse. Ele afirmou ainda que irá analisar agora as possibilidades para sua carreira, pois não pretende se aposentar. "Meu pai aposentou-se aos 92 anos. Seis meses depois, confessou que tinha tomado uma decisão prematura. Eu tenho ainda muito tempo à frente".

Henrique Meirelles: "É o momento adequado para encerrar minha missão. Estou feliz, gratificado".

Meirelles concedeu entrevista pela manhã na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde participou de uma audiência pública conjunta com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para falar sobre a fraude no banco Panamericano. Elogio – O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) elogiou o trabalho do presidente do Ban-

co Central à frente da autoridade monetária. "Provavelmente será sua última audiência pública nesta casa", previu o senador petista. Para Mercadante, o Brasil reconhece esse trabalho de Meirelles. "Sabe-se o quanto foi importante, dedicado para a história econômica do Brasil. Espero que continue na equipe", disse. "Se não for essa a decisão

do governo, seguramente sua participação foi indispensável", continuou. 'Peça fundamental' – Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a saída de Meirelles do BC em nada diminui a participação que teve no governo Lula. "Ele foi peça fundamental na consolidação da política econômica do governo”, destacou. (Agências)

'Não tem meia autonomia, é total', diz Tombini Evaristo SA/AFP

Alexandre Tombini descarta possível interferência do Palácio do Planalto na política monetária

Futuro presidente do Banco Central diz que Dilma lhe deu autonomia total para agir

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m sua primeira exposição após convidado para assumir a presidência do Banco Central (BC), o atual diretor de Normas da instituição, Alexandre Tombini , afirmou nesta ontem que a presidente eleita, Dilma Rousseff, disse que não espera "nada menos" do que a total autonomia do BC na condução da política monetária. Já Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, falaram que é necessário cortar gastos. "Tive longas e muito boas conversas com a presidente eleita Dilma Rousseff neste processo de escolha do novo presidente do Banco Central. E ela me disse que neste regime (de metas de inflação) não tem meia autonomia, é autonomia total e ela não espera nada menos do que isso (da condução do BC em seu governo)", afirmou Tombini. Cauteloso, pontuando em sua fala a importância da coordenação de trabalho com o Ministério da Fazenda e fazendo questão de dizer que os objetivos são definidos pelo governo e implementados pelo BC, o futuro presidente do Banco Central defendeu o regime de a metas de inflação e salientou sua importância para o avanço institucional e a solidez macroeconômica brasileira nos últimos anos. "Para fechar, quero dizer que o meu compromisso com o Brasil e com a presidente eleita Dilma é cumprir a meta de inflação e que é isso que farei com autonomia operacional total", encerrou Tombini. O futuro presidente do BC não quis especular sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom), cuja última reunião do ano ocorre em dezembro. "Não cabe a mim especular neste momento sobre as minhas avalia-

Meu compromisso com o Brasil e com a presidente eleita é cumprir a meta de inflação, que farei com autonomia operacional total. ALEXANDRE TOMBINI

ções a respeito da política monetária", disse Tombini. FHC – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que Alexandre Tombini é um técnico 'discreto e muito competente' que vai resistir a pressões políticas sobre a política monetária. Os mercados financeiros têm se mostrado mais voláteis nos últimos dias em meio a preocupações de que o escolhido por Dilma poderia ser suscetível a pressões políticas para baixar o juro básico do país. Uma política monetária mais frouxa traria riscos, especialmente pelo histórico de inflação do país, e investidores estariam preocupados ainda que a saída de Meirelles poderia levar a menos autonomia para o banco. O voto de confiança de FHC (PSDB), que trabalhou com Tombini durante o período de seu governo (1995-2002), deve ajudar a diminuir as preocupa-

ções. Fernando Henrique lembrou que Tombini, de 46 anos, participou na elaboração do sistema de metas de inflação, criado em 1999, quando o país enfrentava dura crise econômica e se viu forçado a deixar que o câmbio flutuasse livremente. "Lembro que ele nos ajudou com vários problemas", disse. Perguntado se Tombini seria suscetível a pressões políticas como presidente do BC, afirmou: "Não, eu duvido. Ele tem uma longa história no Banco Central". Quem é – Nascido em 9 de dezembro de 1963, em Porto Alegre, Tombini é atualmente diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do BC. Ele assumiu o cargo em abril de 2006. Também foi diretor de Assuntos Internacionais do BC. E atuou como diretor de Estudos Especiais da instituição, entre 2005 e 2006. Ele foi ainda assessor sênior e membro da Diretoria Executiva do Escritório da Representação Brasileira no FMI, em Washington. Também trabalhou no Ministério da Fazenda como coordenador-geral da Área Externa da Secretaria de Política Econômica, de dezembro de 1992 a janeiro de 1995. Depois, Tombini passou pela Casa Civil, como assessor especial da Câmara de Comércio Exterior. Tombini ainda precisa passar por sabatina no Senado. (Agências)

Rodrigo Clemente/AE

Duvido que ele [Tombini] seja suscetível a pressões políticas. Ele tem uma longa história no Banco Central. FERNANDO HENRIQUE

Fernando Henrique Cardoso: voto de confiança a Alexandre Tombini


p Belchior: 'Ouvidorias serão valorizadas' DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

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O governo continuará com política de valorizar servidores federais, mas dentro dos limites. Miriam Belchior, indicada para ministra do Planejamento

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Nova ministra do Planejamento, Miriam Belchior diz que pautará sua gestão por "cartas de serviço" e Ouvidorias, para oferecer melhor atendimento ao cidadão Dida Sampaio/AE

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Miriam Belchior: maior desafio é racionalizar o uso dos recursos públicos para atender prioridades – fim da miséria, educação, saúde e investimentos em obras de infraestrutura

Do ABC paulista ao Planejamento federal Coordenadora do PAC, Miriam Belchior assume ministério fortalecida por Dilma, que a antecedera na função

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futura ministra do Planejamento, Mir i a m B e l c h i o r, 5 4 anos, está há oito anos no governo. Em 2002, ela participou da equipe de transição do governo de Fernando Henrique Cardoso para o de Luiz Inácio Lula da Silva. Miriam foi confirmada no cargo ontem, pelo atual titular do ministério, Paulo Bernardo, que afirmou ter sido convidado para continuar no governo, em cargo a ser definido. A próxima ministra do Planejamento é a atual coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cu-

ja gestão, a partir de 2011, passará para o âmbito de seu ministério. Miriam era secretária-executiva do PAC quando substituiu a função da presidente eleita, Dilma Rousseff, que coordenava o programa como ministra da Casa Civil. No primeiro governo Lula, foi assessora especial do presidente até junho de 2004 – quando foi chamada pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, para desempenhar a função de subchefe de Avaliação e Monitoramento da pasta. No primeiro mandato de Lula, ela auxiliou o governo na integração dos programas sociais.

Miriam começou a militar na esquerda na associação de moradores de Santo André e iniciou sua vida política no ABC paulista, participando do movimento sindical da região. Engenheira de alimentos formada pela Universidade de Campinas (Unicamp), tornouse mestre em Administração Pública e Governamental pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo. Entre 2001 e 2008, foi professora da Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento de Administração, Contabilidade e Economia, ligada à Faculdade de Economia e Administração

da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Miriam foi casada com Celso Daniel durante 10 anos e fez parte de seu governo, mas já estava separada dele quando o ex-prefeito de Santo André foi brutalmente assassinado. Miriam Belchior integra o seleto grupo de auxiliares diretos que têm a confiança máxima de Lula. A posição foi consolidada nesses sete anos de governo. Miriam é amiga do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho – ambos foram secretários em Santo André (SP), na gestão do ex-prefeito assassinado. (Agências)

iriam Belchior, a ministra do Planejamento no futuro governo de Dilma Rousseff, afirmou ontem que pautará sua gestão à frente da pasta pelo binômio cartas de serviço e Ouvidorias, a fim de garantir o melhor atendimento ao cidadão. As cartas de serviço, explicou ela, serão compromissos de padrão de qualidade no atendimento ao cidadão por parte de cada órgão federal. A futura ministra acrescentou ainda que também concederá maior autonomia e flexibilidade aos órgãos em troca de um melhor desempenho. Dessa forma, o governo continuará com a política de valorização dos servidores federais, complementou ela, "mas de forma responsável e dentro dos limites". A próxima titular do Planejamento citou como exemplos de avanço nesta área do governo federal destes últimos oito anos, entre outros, o fim das longas filas no INSS; a criação da Super Receita com a unificação das Receitas Federal e Previdenciária; e a ampliação das licitações eletrônicas, de 17% (no início do governo Lula) para 80% (já no final) – medida que, na avaliação dela, aumenta a transparência das compras de governo e reduz os gastos públicos. PAC2 migra – Miriam Belchior confirmou, no fim da tarde de ontem, que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será transferido da Casa Civil para a pasta do Planejamento, que ela assumirá em janeiro de 2011. Isso porque ela sucedeu a presidente eleita na coordenação do PAC, assim que Dilma deixou a função para disputar

a eleição presidencial de outubro deste ano. Assim, será à frente da pasta do Planejamento que Miriam vai comandar o PAC2. Ela acrescentou que vai apresentar, no início de dezembro, um balanço do PAC1. Belchior vai se reunir, na próxima semana, com o atual titular do Planejamento, o ministro Paulo Bernardo, a fim de traçarem juntos o cronograma de conclusão desse balanço. Contenção de gastos – Ao falar como ministra confirmada no ministério do Planejamento, Miriam Belchior seguiu o mesmo tom do futuro colega de ministério, Guido Mantega, da Fazenda. Ela afirmou que o maior desafio do próximo governo é racionalizar o uso dos recursos públicos para atender às prioridades já definidas pela futura presidente, Dilma Rousseff: a erradicação da miséria, a educação para todos, a saúde de qualidade e os investimentos em infraestrutura. "Seremos parceiros do ministro Guido Mantega na busca da contenção fiscal para garantir o desenvolvimento sustentável do País". Mantega disse que o projeto de contenção fiscal necessário para o desenvolvimento sustentável entraria em risco com a eventual aprovação da PEC300 (projeto que iguala o piso salarial de policiais e bombeiros em todo o País) com impacto de R$ 46 bilhões; com o salário mínimo acima de R$ 540; com a proposta de reajuste para servidores do judiciário e para o funcionalismo: "É preciso esforço conjunto do Executivo e demais poderes para a contenção dos gastos públicos, para termos desenvolvimento sustentável". (AE)

William Volcov/News Free

Banco Bradesco S.A. o

CNPJ N 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Companhia Aberta Assembleia Geral Extraordinária Edital de Convocação Convidamos os senhores acionistas desta Sociedade a se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no próximo dia 17 de dezembro de 2010, às 17h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, no Salão Nobre do 5o andar, Prédio Vermelho, a fim de examinar e deliberar sobre propostas do Conselho de Administração para: 1) aumentar o Capital Social no valor de R$1.500.000.000,00, elevando-o de R$28.500.000.000,00 para R$30.000.000.000,00, mediante a emissão de 62.344.140 novas ações, nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo 31.172.072 ordinárias e 31.172.068 preferenciais, ao preço de R$24,06 por ação, para subscrição particular pelos acionistas no período de 29.12.2010 a 31.1.2011, na proporção de 1,657008936% sobre a posição acionária que cada um possuir na data da Assembleia (17.12.2010), com integralização à vista em 18.2.2011, de 100% do valor das ações subscritas; 2) reformar o Estatuto Social, conforme segue: · no “caput” e Parágrafo Primeiro do Artigo 12, no Artigo 14 e no “caput” do Artigo 25, criando 7 cargos de Diretor Adjunto na Diretoria Executiva, elevando de 9 para 12 o número máximo de Diretores, e para até 19 o número de membros do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, em face da expansão que a Sociedade vem obtendo em todas as áreas em que atua e a necessidade de dar melhor suporte às tarefas administrativas diante da dimensão estrutural da Organização;

Em alta: Coutinho é o 4º nome do grupo mais importante do governo

Coutinho deve permanecer no BNDES

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egundo fonte com acesso direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "há indicações de que Luciano Coutinho permaneça na presidência do BNDES no governo Dilma". Coutinho deixou São Paulo ontem, em direção a Brasília, para se reunir com o presidente Lula e com a presidente eleita, Dilma Rousseff. Anteontem, ele foi comunicado que deveria estar na capital federal ontem – um dia antes da viagem de Lula e Dilma para o encontro de cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em Georgetown (Guiana). A provável confirmação de Coutinho no BNDES fecharia – com Guido Mantega no Ministério da Fazenda, Miriam Belchior, no Planejamento e Alexandre Tombini, na presidência do Banco Central – o grupo

mais importante do governo para a condução de políticas macroeconômicas para os próximos quatro anos. O BNDES é o principal agente do governo eleito para fazer frente aos investimentos de longo prazo para o País durante os próximos seis anos, com destaque para projetos do présal da Petrobras, e para obras de infraestrutura em geral, muitas delas relacionadas à agenda da Copa do Mundo de 2014, e à Olimpíada de 2016. O governo Dilma deve utilizar o BNDES como agente indutor para os investimentos de longo prazo, mas com gradual redução de sua participação relativa na formação bruta de capital fixo no País, já que há interesse em aumentar a atuação do setor privado em projetos de longa maturação em infraestrutura. (AE)

· na letra “d” do Parágrafo Primeiro do Artigo 26, estabelecendo o prazo máximo de 15 dias para que a Ouvidoria da Organização responda aos reclamantes, em atendimento ao disposto no Inciso III do Artigo 2o da Resolução no 3.849, de 25.3.2010, do Conselho Monetário Nacional. ______________________________________________________________________________________________________ Documentos à Disposição dos Acionistas: esse Edital de Convocação, as Propostas do Conselho de Administração e o Fato Relevante estão à disposição dos acionistas no Departamento de Ações e Custódia do Bradesco, Instituição Financeira Depositária das Ações da Sociedade, Cidade de Deus, Prédio Amarelo, Vila Yara, Osasco, SP, e estão sendo, inclusive, disponibilizados no Site www.bradesco.com.br - Governança Corporativa - Acionistas, e nos Sites da BM&FBOVESPA e CVM. Participação na Assembleia: nos termos do Artigo 126 da Lei n o 6.404, de 15.12.1976, e alterações posteriores, para participar e deliberar na Assembleia Geral o acionista deve observar que: além do documento de identidade, deve apresentar, também, comprovante de titularidade das ações de emissão da Sociedade expedido pelo custodiante; para o titular de ações escriturais custodiadas no Bradesco, é dispensada a apresentação do citado comprovante; caso não possa estar presente à Assembleia Geral, o acionista poderá ser representado por procurador constituído há menos de um ano, desde que este seja acionista, administrador da Sociedade, advogado ou instituição financeira, cabendo ao administrador de fundos de investimento representar seus condôminos; as procurações lavradas em língua estrangeira, antes de seu encaminhamento à Sociedade, devem ser vertidas para o Português e registradas as suas traduções no Registro de Títulos e Documentos; com o objetivo de dar celeridade ao processo e facilitar os trabalhos da Assembleia, o comprovante de titularidade das ações, o instrumento de mandato e eventual declaração de voto podem, a critério do acionista, ser depositados na sede da Sociedade, preferencialmente, com até 2 (dois) dias úteis antes da data prevista para a realização da Assembleia Geral, no Banco Bradesco S.A. - Secretaria Geral - Área Societária - Cidade de Deus - 4o andar do Prédio Vermelho - Vila Yara - Osasco, SP - CEP 06029-900. Cópia da documentação poderá ainda ser encaminhada por intermédio do e-mail governancacorp@bradesco.com.br e, alternativamente, pelo fax (11) 3684-4630 ou (11) 3683-2564. Eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários poderão ser obtidos por intermédio do e-mail investidores@bradesco.com.br, no Site de Relações com Investidores – www.bradesco.com.br/ri – Governança Corporativa ou na Rede de Agências Bradesco. Cidade de Deus, Osasco, SP, 22 de novembro de 2010. a) Lázaro de Mello Brandão - Presidente 24.25 e 26.11.2010 do Conselho de Administração.


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O presidente Lula continua fazendo campanha e dizendo mentiras pouco apropriadas para a figura de um presidente da República. José Serra

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Ed Ferreira/AE

No Senado, Serra lista 'herança maldita' de Lula Em visita ao Congresso, tucano critica baixa produção, déficit "crescente e maquiado", câmbio supervalorizado...

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Serra: "Não sabemos como vai ser o futuro, muito menos o remoto"

xatos 25 dias depois da derrota na eleição presidencial, o tucano José Serra fez ontem sua primeira visita ao Congresso, com um discurso de oposição e confronto direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de apontar a "herança problemática" do governo Lula à sucessora Dilma Rousseff, ele não poupou de críticas o presidente que, "em vez de governar e procurar soluções para o Brasil, faz campanha para 2014". Em reunião com políticos e líderes aliados na liderança do PSDB no Senado, Serra agradeceu a colaboração de todos e assumiu a responsabilidade

pela insucesso nas urnas. "A culpa da derrota é sempre do candidato", afirmou. Porém, queixou-se do cenário adverso da campanha, lembrando que teve de enfrentar a máquina do governo e o poder financeiro. Em seguida, voltou novamente a artilharia em direção a Lula, que a seu ver está deixando "um grande nó" de difícil solução e custo alto para o País. "O cenário é de produção desacelerando, déficit público crescente e maquiado, inflação ascendente, o maior déficit na balança de pagamentos da nossa história, câmbio supervalorizado com crescimento descontrolado das importações, carga tributária no pico, e ainda pro-

jetos megalomaníacos, como esse trem-bala, que é a obra mais cara desde Itaipu. Se não é uma herança maldita, é muito adversa", afirmou Serra. Indagado se também ele não estaria em campanha, Serra foi enfático: "Não estou em campanha, não. Estou me recuperando da campanha, procurando trabalho e decidindo o que vou fazer para ganhar dinheiro". E se recusou a falar de presidência do PSDB. Sobre uma candidatura sua no futuro, argumentou que "2014 está muito mais longe do que o próprio calendário mostra. Nós não sabemos como vai ser o futuro, muito menos o futuro remoto".

Ele entende que, do ponto de vista político, não faltam apenas quatro anos daqui a 2014. "São mais de oito anos, porque muita coisa vai acontecer". Em resposta a Lula, que lhe cobrara desculpas ao povo por ter simulado um ferimento na cabeça ao ser atingido por uma bolinha de papel, Serra disse que se alguém deve desculpas, é o presidente Lula. "Um outro objeto foi atirado em mim, inclusive está filmado, e o presidente Lula sabe disso. Acontece que Lula não perde o costume. Continua fazendo campanha e dizendo mentiras pouco apropriadas para a figura de um presidente da República". (AE)

Casa Civil? Palocci quer Secretaria Também convidado a integrar o governo Dilma, Palocci teria declinado da Casa Civil em troca da Secretaria-Geral da Presidência, onde seria melhor aproveitado

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presidente eleita, Dilma Rousseff, chamou Antonio Palocci Filho, um dos coordenadores da transição, para integrar seu governo. Segundo rumores em torno das nomeações, a petista convidou o ex-ministro da Fazenda para comandar a Casa Civil na semana passada, mas ele avalia a possibilidade de ir para a Secretaria-Geral da Presidência. Isso porque a pasta, comandada por Dilma durante quase cinco anos, se tornará um órgão de estrito assessoramento da Presidência da República, ao passo que a Secretaria assumirá funções mais políti-

José Cruz/ABr

cas. A avaliação entre membros da equipe de transição é de que Palocci, considerado um habilidoso negociador político, seria melhor aproveitado na Secretaria-Geral. A Casa Civil deve ser desidratada de algumas atribuições executivas, como a gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que agora passa ao guarda-chuva do Ministério do Planejamento. Tanto Palocci quanto Paulo Bernardo – que deixa o ministério do Planejamento para Miriam Belchior – integram a equipe de transição, juntamente com José Eduardo Martins Cardozo, que Dilma

apelidou, às lágrimas, de "os três porquinhos"– ou seja, os fiéis colaboradores que a ajudaram a vencer as eleições presidenciais. Nenhum deles, porém, foi anunciado, oficialmente, para pasta alguma. Especulações – Dois nomes ganharam força ontem na bancada do PMDB na Câmara dos Deputados como indicações para o governo de Dilma Rousseff. São eles: o deputado Marcelo Castro (PI) para a pasta da Integração Nacional e ministro Wagner Rossi para continuar na Agricultura. A informação veio de uma fonte ligada ao PMDB. (AE)

Antonio Palocci, um dos "três porquinhos" de Dilma: exministro avalia que teria melhor serventia na SecretariaGeral, como negociador do governo


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Antonio Scorza/AFP

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FERIMENTO Soldado ferido da Polícia Militar do Rio foi removido para hospital.

ALERTA GERAL Mais de 17 mil homens da PM carioca entraram em prontidão.

Rio: confronto com PM deixa 14 mortos Marco Antonio Teixeira/AOG

Fernando Quevedo/AOG

No Rio Comprido, na zona norte do Rio, bandidos atearam fogo em um veículo no Elevado Paulo de Frontin. Em Belford Roxo, na Baixada, criminosos obrigaram os passageiros de um ônibus a descer e queimaram o veículo. Fernando Quevedo/AOG

O Rio completou quatro dias de guerra urbana. Desde de domingo, 22 pessoas foram mortas. Só ontem, pelo menos 14 pessoas morreram em confrontos com a polícia, que partiu para o contraataque. Vinte e dois veículos foram queimados. Dois policiais ficaram feridos. Entre os mortos está Rosângela Barbosa Alves, 14, atingida em casa por um tiro nas costas durante ação do Bope na Vila Cruzeiro (zona norte), considerado o principal reduto de traficantes no Rio de Janeiro.

Jadson Marques/AOG

14 pessoas morreram apenas ontem durante os confrontos entre a polícia e os bandidos no Rio. 22 veículos foram incendiados. Mais veículos queimados: em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, onde outro ônibus foi destruído Sergio Moraes/Reuters

25 pessoas foram presas apenas ontem. Quarenta e sete escolas e dez creches, que atendem 17.772 alunos, não funcionaram. Em Vicente de Carvalho, moradores observam um ônibus queimado

Suspeitos de tráfico são presos em operação na Favela Jacarezinho

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oi o pior dia desde que a onda de violência atingiu o Rio desde o último domingo. Quinze pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, morreram ontem durante confrontos com a polícia. Um dos choques ocorreu na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, um dos redutos do Comando Vermelho (CV). Outras 11 pessoas, inclusive um PM, ficaram feridas. Um caveirão (veículo blindado da polícia) foi atingido e inutilizado por coquetéis molotov atirados por grupos a serviço de traficantes. Com 17,5 mil homens atuando na região metropolitana, a Polícia Militar entrou ontem de prontidão. Oito traficantes do CV, que estão presos no Rio, serão transferidos para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Segundo informações do setor de inteligência da Secretaria de Segurança, a ordem para espalhar o terror no Rio teria partido do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o "Marcinho VP", preso em Catanduvas. O responsável por colocar as ações em prática seria Fabiano Atanásio, o "FB", da Vila Cruzeiro. O governo do Rio acredita que os ataques são uma reação às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que retomaram áreas dominadas pelos traficantes. Das 12 áreas ocupadas permanentemente pela polícia, 11 são do CV. O saldo dos ataques de ontem contabilizava, até as 20h17, 22 veículos incendiados, 14 mortos e 25 presos, além de uma cabine da PM metralhada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A polícia fez operações em 27 favelas. Quarenta e sete escolas e dez creches, que atendem 17.772 alunos, não funcionaram. A Universidade Gama Filho, na Piedade, zona norte, encerrou as aulas

Policiais enfrentam traficantes durante operação na Favela Jacarezinho. Houve ações em 27 favelas.

mais cedo. Quatro pessoas ficaram feridas quando foram impedidas de descer de uma van, em Santa Cruz. Ela foi incendiada por bandidos. Durante o dia, boatos de arrastões e mais ataques tiraram a tranquilidade do carioca. Olimpíada – Em um ônibus incendiado em Vicente de Carvalho, na zona norte, a polícia encontrou um bilhete com o seguinte recado: "Com UPP não há olimpíadas", numa referência aos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na capital carioca. A polícia prendeu Magno Tavares dos Santos, de 24 anos, que confirmou ter recebido R$ 200 de traficantes da Vila Cruzeiro para ajudar a pôr fogo no ônibus. Ele foi apresentado na Delegacia de Homicídios e contou que sua tarefa era mandar motorista e passageiros descerem. Magno justificou que, por estar desempregado e com a mulher grávida,

aceitou participar da ação. Cabral – O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), cujo principal trunfo na reeleição foi o sucesso na política de segurança pública, disse que não vai recuar e pediu que o carioca mantenha a sua rotina. "Com inteligência, trabalho firme, com coragem, com serenidade, vamos superar este momento que o Rio de Janeiro enfrenta. São manifestações desesperadas de tentativa de enfraquecimento da nossa política de segurança." Mais tarde, no Jornal Nacional, da Globo, Cabral disse que pediu apoio à Marinha para conter a onda de violência. Ele afirmou que recebeu um fax do ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantindo suporte logístico. Cabral disse que a Marinha não vai atuar diretamente no combate às ações violentas. “Não é apoio de efetivo. A Marinha não irá se envolver. Irá ceder equipamentos para a

operação da Polícia Militar.” O secretário José Mariano Beltrame também foi enfático: não haverá qualquer mudança no plano estratégico da segurança. Para ele, o bilhete dos traficantes com referência às UPPs e aos Jogos Olímpicos mostra o desespero dos bandidos. "Estamos no caminho certo. Vamos continuar a reprimir, mas é importante pensarmos na frente. Se não fizermos isso, o Rio perde uma oportunidade de ter uma resposta concreta a médio e longo prazo para resolver o problema da segurança." Beltrame pediu ajuda da sociedade. "Eu sinto o apoio da cidade. As UPPs tiraram 200 mil pessoas da ameaça de um fuzil. Para alcançarmos o que pretendemos, fatalmente não teremos um caminho de rosas a trilhar. Sabemos onde queremos chegar. A sociedade que decida de que lado está."

Falsa bomba – O clima de insegurança é tão grande que em Ipanema, na zona sul, uma campanha publicitária virou caso de polícia. Uma suspeita de bomba em cinco caixas de madeira encontradas em bairros da zona sul alarmou moradores e mobilizou dezenas de policiais. Depois de explodir duas das caixas, o Esquadrão Antibombas constatou que elas estavam vazias e faziam parte de uma ação de marketing contratada pela empresa de produtos de higiene e alimentação Procter & Gamble. A publicidade integra uma campanha da promoção "Avião do Faustão", que tem como garotopropaganda o apresentador Fausto Silva, da T V Globo. A emissora, no entanto, esclareceu que não tem relação com a concepção da campanha. Cerca de 50 policiais civis e militares, guardas municipais, cães farejadores, carros, caminhonetes e um helicóptero cercaram uma das caixas na Praça General Osório, em Ipanema, onde fora encontrada ao lado de uma cabine da Polícia Militar, por volta de 7h. A outra sofreu cerco menor, na Praça Nossa Senhora da Paz, no mesmo bairro. Segundo o delegado Fernando Veloso, da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), o material pertencia à Moda Promoções e Eventos, que não tinha licença da prefeitura para colocar as caixas nos locais. A empresa fez um pedido autorização na terça, mas não obteve aprovação do requerimento a tempo. Em nota, a Procter & Gamble informa lamentar "profundamente pelo desconforto causado à população" e afirma que a campanha, prevista para outras cidades, foi suspensa. Civis – Na Vila Cruzeiro, na Penha, na zona norte do Rio, o

tiroteio resultou em mortes de civis sem nenhuma relação com o confronto, no qual quatro pessoas morreram e 11 ficaram feridas. Entre os mortos, estavam um idoso, uma adolescente e uma mulher. O comércio fechou nas avenidas Brás de Pina e Nossa Senhora da Penha. Do alto da Igreja de Nossa Senhora, homens com radiotransmissores em frequência aberta informavam a posição dos policiais para comparsas no interior da favela. Na troca de mensagens, os traficantes se despediam com a frase "UPP é o c.. ", em referência à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Durante a manhã, um carro blindado da PM ficou preso em um buraco, na rua de acesso ao Morro da Caixa D'Água. Na parte da tarde, o blindado do Bope teve o motor inutilizado após ser atingido por dois coquetéis Molotov dentro da Vila Cruzeiro. Ino cente – D e s e s p e r a d o após saber da morte da filha Rosângela Barbosa Alves, de 14 anos, baleada nas costas, quando voltava da escola uniformizada, o pai dela aplaudiu ironicamente os policiais que estavam no hospital. "Parabéns, a operação de vocês matou mais um inocente", disse ele. Policiais do Bope apreenderam uma tonelada de maconha na favela, mas não conseguiram retirar o entorpecente devido ao intenso tiroteio. Transferências – O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) autorizou ontem a transferência de oito presos do Rio para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, atendendo a pedido feito pelo secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Até o início da noite, os presos não haviam embarcado. (Agências)


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sonho é sonho. Eu faço parte de uma fantasia inexplicável. Papai Noel dos Correios

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Casal Noel vai aos Correios e transforma cartinhas em realidade Qualquer um pode adotar uma carta endereçada ao Papai Noel e realizar o sonho de uma criança carente Mariana Missiaggia

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ada mais natural do que crianças escreverem cartinhas para o Papai Noel. Mas como ele não tem um endereço exato, com nome da rua, número e CEP, centenas de cartas endereçadas ao bom velhinho são encaminhadas para os Correios, onde qualquer pessoa pode "adotar" uma delas e realizar o sonho de Natal de uma criança. Magia – Se o bom velhinho é capaz de movimentar a economia

e de inspirar a solidariedade nos adultos, foi capaz também de motivar a criação do projeto Papai Noel dos Correios, mantendo assim o encantamento da data, das cartinhas e da magia do Natal. Esse programa dos Correios começou de maneira indireta há 20 anos. Em 1997, ele passou a ser corporativo. Em São Paulo, 200 colaboradores voluntários dedicam seu tempo extra para ler e cadastrar as cartas enviadas pelas crianças, especialmente pelas carentes. Seis centrais de tratamento participam da fase de separação das cartas.

SECRETARIA DO GOVERNO CONVOCAÇÃO Convocamos a empresa DIPESE - DISTRIBUIDORA DE PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. - ME, CNPJ nº 02.836.253/0001-25, a comparecer na Secretaria do Governo Municipal - Rua Líbero Badaró, 119 - 8º and. - Centro - SP, a fim de retirar a Nota de Empenho nº 105914/2010, processada no PA nº 2006-0.304.578-9, emitida a seu favor, no valor de R$ 358,55 (trezentos e cinquenta e oito reais e cinquenta e cinco centavos) e apresentação dos dados bancários.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete: REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 262/2010-SMS.G, processo 2010-0.204.522-0, destinado ao registro de preço de MEIO DE CULTURA DE LOWENTEIN JENSEN PRONTO PARA USO, para ao Coordenação da Atenção Básica/Assistência Laboratorial, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 09 de dezembro de 2010, a cargo da 2ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 329/2010-SMS.G, processo 2010-0.242.207-4, destinado à aquisição de LICENÇAS MICROSOFT OFFICE STANDARD 2010 SNGL MVL, para ao Coordenação da Atenção Básica/Estratégia Saúde da Família, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá às 14 horas do dia 10 de dezembro de 2010, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.

"Adoção" – Nessa etapa, correspondências duplicadas e sem endereço do remetente são descartadas. O restante é encaminhado para as 113 agências dos Correios da Capital e para as que atendem a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista. Qualquer pessoa interessada poderá ler e adotar uma carta nas chamadas agências de apadrinhamento, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. De acordo com José Furian Filho, diretor regional dos Correios em São Paulo, além de espalhar e reforçar o espírito natalino de milhares de crianças em todo o País, o projeto também pretende incentivar a leitura e a escrita. "Durante todo o ano, nós desenvolvemos um trabalho nas escolas cujo objetivo é estimular as crianças a escrever e a conhecer o fluxo postal. E as cartinhas se prestam bem a esse exercício", disse Furian Filho. Cidadania – Pela primeira vez, Alessandra Paula Quilici Mello, de 38 anos, publicitária, estava em uma das mesas com as cartinhas enviadas para o Papai Noel. Ela leu atentamente cada uma delas, até definir qual delas iria adotar. "Tenho uma filha de 3 anos e, além de presentear mais uma criança, eu e meu marido queremos transmitir à nossa filha noções de cidadania e mostrar que nem todas as crianças têm as mesmas condições que ela tem", disse Alessandra. Resposta – São cadastradas apenas cartas manuscritas de crianças com até 12 anos, com condição socioeconômica vulnerável. Cartas xerocadas e digitadas serão rejeitadas. Entre os pedidos predominam bicicletas, roupas, cestas básicas e itens de alimentação que normalmente compõem a ceia de Natal, como um panetone, por exemplo. Outras crianças pedem apenas a presença do Papai Noel em sua casa. Sem saber se serão atendidas, todas as crianças que mandam car-

tas para o Papai Noel recebem uma resposta, com o intuito de cultivar o espírito natalino. Em 2009, Os Correios receberam, na Capital, 241.035 cartas para o Papai Noel. Desse total, 91.005 foram cadastradas para o programa e 40.160 foram foram adotadas. As cartas têm maior proveniência das zonas sul e oeste da cidade. Este ano, os pedidos começaram a chegar na primeira quinzena de novembro. As cartas que forem cadastradas até o dia 15 de dezembro poderão ser adotadas. Até ontem, 16 mil cartas haviam sido cadastradas e 3.700 adotadas. Pedidos – Com sua casa montada na sede dos Correios, na rua Mergenthaler, 592, na Vila Leopoldina, Papai Noel e Mamãe Noel recebem cartas e doações. Entre as histórias mais marcantes, o Papai Noel dos Correios recorda-se da entrega de uma tartaruga a um menino de 4 anos, que enviou a carta sem a ciência dos pais. Houve também a carta enviada por uma menina que só pedia a presença do Papai Noel em sua casa. "Sonho é sonho. Eu faço parte de uma fantasia inexplicável. Eles transferem sua fé para o Papai Noel. Vale a pena sonhar e acreditar em dias melhores", disse. Emocionada com as histórias, a Mamãe Noel compartilha da mesma opinião. "Nossa gratificação é recuperar os sonhos das crianças e realizá-los", disse. Com o mercado bem aquecido neste período, a demanda pelos Correios é grande. Por isso, as entregas começam já na próxima semana, para que os presentes cheguem até o Natal. "Queremos que as crianças tenham esperança. Os Correios são só o organizador desta ação. O apadrinhamento da sociedade é um adicional. O programa depende do compromisso de quem colabora. Toda criança tem um sonho e é importante participar disto", disse Furian.

Cartinhas passam por cadastramento e são postas para "adoção"

"Em casa não tem chaminé"

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lá, sou a Michelle e gostaria muito de ganhar de Natal o Jogo da Vida, porque ele é muito legal. Estou só escrevendo para avisar que me comportei muito bem este ano. Por isso, o senhor não precisa perguntar nada para minha mãe, nem para os vizinhos. Aparece no Natal! Aqui em casa não tem chaminé. É só tocar a campainha. Tem um pouco de sorvete na geladeira para os anões. O senhor pode deixar as renas no jardim. Nosso cachorro é mansinho. Ele só corre atrás do carteiro. Tchau. Ass. Michelle, obrigada".

São cadastradas apenas cartas manuscritas de crianças com até 12 anos, com condição socioeconômica vulnerável


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

11 CÓLERA ONU: Haiti precisa de médicos e enfermeiros do exterior.

nternacional

ARGENTINA Presidente Cristina Kirchner declara vinho como 'bebida nacional' do país

A ILHA DO MEDO

Após o bombardeio norte-coreano, membros da Guarda Costeira sul-coreana ajudaram a retirar mais de 300 moradores da ilha – a maioria mulheres, crianças e idosos. Divulgação/AFP

China - Mullen reiterou os pedidos do presidente dos EUA, Barack Obama, para que a China intervenha para controlar a Coreia do Norte. "O país que tem influência sobre Pyongyang é a China e, portanto, sua liderança é absolutamente crucial", destacou. A China mostrou preocupação com a repercussão do ataque, mas defendeu uma solução por meio do diálogo. "A China leva esse incidente muito a sério, expressa dor e lamenta a perda de vida", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei. "Nós sempre sustentamos que as partes relevantes devem, por meio do diálogo e das consultas, resolver as disputas por meios pacíficos", acrescentou. As autoridades chinesas, porém, demonstraram preocupação com as novas manobras militares que serão realizadas por Washington e Seul. Um portaaviões norte-americano já está a caminho do Mar Amarelo. "A China não vai receber bem o porta-aviões participando dos exercícios porque esse tipo de movimentação pode elevar as tensões, e não aliviálas", disse Xu Guangyu, majorgeneral da reserva chinês. Em resposta, os EUA garantiram que os exercícios são de "natureza defensiva". (Agências)

Dong-a Ilbo/AFP

Cerca de 20 casas de Yeonpyeong foram destruídas pelo ataque

Nova Zelândia em luto

REPRESSÃO Pequim fechou 2,5 mil sites considerados ilegais entre julho e outubro

Segunda explosão em mina enterra chances de encontrar sobreviventes

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Nova Zelândia vive um momento de comoção nacional após as autoridades terem confirmado a morte de 29 mineiros que estavam a seis dias presos na jazida de Pike River, no sul do país. Uma segunda explosão dentro da galeria ocorreu na tarde de ontem, acabando com a esperança de um resgate bem sucedido. O primeiro-ministro neozelandês, John Key, classificou o acidente de "tragédia nacional" e anunciou que uma comissão vai investigar as causas. "Somos uma nação em luto", declarou. Os mineiros, com idades entre 17 e 62 anos, ficaram presos no túnel da mina de carvão, na sexta-feira, quando gás metano causou uma explosão na montanha localizada na ilha Sul, na Nova Zelândia. Key compareceu na televisão pouco após confirmar que

Dois civis e dois soldados morreram; Seul aumenta presença militar.

Tim Wimborne/Reuters

ABUSO O ex-presidente da Câmara dos EUA Tom DeLay é declarado culpado de lavar dinheiro

Ó RBITA Larry Downing/Reuters

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entindo frio e medo, centenas de moradores da ilha sul-coreana de Yeonpyeong fugiram ontem para o continente, e muitos prometem não voltar mais às suas casas, depois do bombardeio norte-coreano da véspera. A tensão na Península Coreana pode aumentar depois que os Estados Unidos e a Coreia do Sul concordaram em realizar exercícios militares conjuntos a partir do próximo domingo, na região do mar Amarelo. Na frente diplomática, Washington pressiona a China para que contenha sua aliada Coreia do Norte. Pequim, porém, evitou condenar Pyongyang e instou ambas as partes a mostrarem "moderação". Na manhã de ontem, foram encontrados dois corpos de civis mortos na ilha sul-coreana. Com isso, subiu para quatro o número total de mortos no ataque. O confronto, que durou cerca de uma hora, deixou também dois fuzileiros navais mortos e 18 pessoas feridas – 15 militares e três civis. Foi o ataque mais violento desde o final da Guerra da Coreia, em 1953. Os moradores fugiram da ilha. "Não vou voltar", declarou o agricultor Kim Ji-kwon, de 53 anos. "Deixei para trás tudo o que eu tinha." A pequena ilha, apenas 120 quilômetros a oeste de Seul e perto da zona de fronteira marítima disputada, abriga cerca de 1.600 civis e 1.000 militares. Cerca de 340 residentes estavam sendo retirados da ilha ontem, após passarem a noite em um abrigo improvisado, com medo de que o bombardeio recomeçasse. Isso não aconteceu, mas a trégua não serviu de consolo para Cho Soon-ae, que desembarcou em lágrimas no porto de Incheon, levando sua filha pequena. "Minha casa foi toda queimada. Perdemos tudo", contou ela, que iria se instalar em um albergue público. Segundo a TV local, cerca de 20 de casas foram queimadas pelo ataque. Sucessão - Autoridades norte-americanas e sul-coreanas acreditam que a agressão está vinculada ao processo de sucessão do líder norte-coreano, Kim Jong-il. "Há uma liderança preocupante na Coreia do Norte. Ele (Kim Jong-il) é uma pessoa muito imprevisível, muito perigosa. Isso também está vinculado, pensamos nós, à sucessão deste jovem de 27 anos (Kim Jong-un) que assumirá o comando em algum momento", assinalou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, à rede ABC.

Divulgação/AFP

Moradores de Yeonpyeong fogem após ataque norte-coreano. Manobras militares dos EUA e Coreia do Sul elevam a tensão na região.

WIKILEAKS

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Familiares dos 29 mineiros culpam a polícia pelo fracasso no resgate

nenhum dos 29 mineradores conseguiu escapar da segunda explosão de gás metano. Os familiares dos mineiros culpam a polícia pelas mortes. Desde sexta-feira, as equipes de resgate não permitiam a descida na mina por causa dos altos índices de gás metano, e fracassou a tentativa de utilizar robôs

para detectar sobreviventes.. A esperança era grande por causa do resgate dos 33 mineiros chilenos. Mas a operação no Chile foi facilitada pela ausência de gases em minas de cobre e ouro. Outro fator positivo no caso chileno foi o clima seco da região, que impede o risco de inundações. (Agências)

governo de Obama disse ontem que começou a notificar governos estrangeiros que o website WikiLeaks está se preparando para publicar arquivos sensíveis da diplomacia dos EUA, os quais poderão prejudicar as relações entre Washington e seus aliados ao redor do mundo. As novas denúncias devem divulgar comunicações sigilosas dos EUA relatando a presença de corrupção em governos estrangeiros, disseram fontes da Reuters. Entre os países que aparecem no relatório estão Rússia, Afeganistão, além de países do Extremo Oriente e da Europa.

THANKSGIVING

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omo manda a tradição, o presidente dos EUA, Barack Obama, perdoou ontem dois perus, na véspera do Dia de Ação de Graças. Acompanhado das

filhas, Obama evitou que "Apple" e "Cider" tivessem o mesmo destino dos outros milhões de perus comidos no feriado mais importante do país. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

12 -.LOGO

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SKATES RECICLADOS Haroshi é um artista plástico que transforma em arte os velhos skates abandonados por seus donos. O cuidado com que junta as pranchas se vê no mosaico de madeira de diversas cores de suas esculturas. www.haroshi.com/ ar tworks/

NOVEMBRO

Logo Logo www.dcomercio.com.br

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Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

M EIO AMBIENTE A RTE

2010, o ano em que a terra ferveu

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ste ano já é o mais quente registrado numa série histórica iniciada em 1850, revelaram ontem três institutos que calculam as temperaturas médias globais. O resultado dá ainda mais urgência à conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) que acontece semana que vem em

Cancún. Lá, os países discutirão medidas para limitar o aquecimento global a 2 °C acima dos níveis pré-industriais. Faltando dois meses de dados para serem coletados, 2010 já está cerca de 0,8 °C acima da temperatura média pré-industrial e 0,5 °C acima da média registrada entre 1961 e 1990. Se novembro e dezembro forem mais

frios, 2010 ficará como o terceiro ano mais quente da história, atrás de 1998 e 2005. "Com base nestes números, [2010] ficará em segundo, mas depende do calor que fizer em novembro e dezembro", disse Phil Jones, diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha.

Segundo Jones, 1998 foi o ano mais quente. A Nasa considera que 2005 foi mais quente, e que as temperaturas na superfície terrestre até outubro estavam centésimos de graus Celsius acima da média daquele ano. O Centro Nacional de Dados Climáticos dos EUA diz que até agora 2010 se equipara a 1998, ano mais quente da história.

Boris Horvat/AFP

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Tela El pescador, Valencia, do artista espanhol Joaquin Sorolla (1863-1923) f, foi a inesperada estrela de um leilão realizado ontem pela Sotheby's de Londres. O quadro foi vendido por US$ 4,8 milhões a um colecionador cujo nome não foi revelado.

T ECNOLOGIA

Apple 1 vendido por R$ 363 mil Um dos 200 exemplares existentes do Apple-1 – o primeiro computador da Apple, montado na garagem dos pais de Steve Jobs – foi vendido ontem na casa de leilões Christie’s, em Londres, na Inglaterra, pelo equivalente em libras a R$ 363 mil. O computador

foi comprado pelo empresário e colecionador italiano Marco Boglione. Originalmente, o Apple-1 custava US$ 666,66. O preço do arremate equivale a cerca de 300 vezes o valor cobrado em 1976. A máquina deixou de ser produzida em 1977.

D ESIGN

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DE OLHOS BEM ABERTOS - Fotografias do artista francês JR expostas em uma estrada de Valenton, nas proximidades de Paris, mostram olhos em close. JR é famoso por pintar transformar estruturas urbanas em suportes para suas fotos e os olhos são temas constantes de suas fotos.

Ilya Naymushin/Reuters

B IODIVERSIDADE Laurence Madin/AFP

Nova espécie Cientistas do Instituto Oceanográfico Woods Hole, na Indonésia, revelaram ontem a imagem da lula da espécie Samae teuthidodrilus. O animal é um entre as 70 novas espécies descobertas no Oceano Índico.

Bijuterias tribais Inspiradas em símbolos das tribos nativas da América, essas bijuterias da Brevity são bonitas como acessórios e como decoração. www.brevitydesign.com

L OTERIAS E M

C A R T A Z Concurso 1091 da LOTOMANIA

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MOVIMENTO - Bailarinas se preparam para o concurso que escolherá as melhores profissionais da Rússia para integrar no fórum "Balé do Século XXI". O evento, que acontece na Sibéria, é uma homenagem ao centenário da bailarina Galina Ulanova.

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Concurso 1234 da MEGA SENA 03

Observação de galáxias distantes confirma ação de força oposta à gravidade

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Jovens fazem protesto contra homofobia em frente à sede do Mackenzie

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VISUAIS

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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'Rei' Pelé sai em defesa do São Paulo e diz que time não entregou jogo

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Concurso 2455 da QUINA 05

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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13 CHINA Banco central do país pediu aos bancos que refreiem o crédito

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APROVAÇÃO O Cade autorizou ontem a compra da Aracruz Celulose pela VCP

Vanessa Carvalho/AE

Elevação da renda, oferta de crédito e confiança nas perspectivas da economia deverão movimentar o comércio neste fim de ano. No entanto, o IDV alerta que essa tendência pode se desacelerar em janeiro de 2011.

Varejo projeta o melhor Natal em três anos Estimativas indicam que as vendas do comércio devem aumentar, com destaque para produtos duráveis como móveis e eletrodomésticos. Vanessa Rosal

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comércio varejista deverá ter o melhor Natal dos últimos três anos. De acordo com o Índice Antecedente de Vendas (IAV), do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), divulgado ontem, a expectativa é de que as vendas alcancem taxas elevadas, totalizando crescimento de 11,1% no último trimestre de 2010, em relação a igual período do ano anterior. Alguns dos destaques apontados na pesquisa são eletroeletrônicos, móveis, roupas, calçados e livros, além de alimentos típicos para a data comemorativa. O segmento ligado a bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e materiais de construção, é o que espera melhor desempenho para os próximos meses. Segundo a diretora do IDV, Fabíola Xavier, o crescimento de vendas do setor atingirá 16,5% em novembro e 16,7% em dezembro, na comparação com iguais perío-

dos de 2009. "Os consumidores estão confiantes nas suas condições econômicas e a oferta de crédito está bastante favorável, enquanto o volume de recursos e os prazos são os maiores da década", disse. Para o diretor de relações com o mercado das Lojas Cem, Valdemir Colleone, o crescimento será puxado pelas vendas de computadores e televi-

Confiança: maior nível em cinco anos.

A

confiança do consumidor em novembro mostrou o nível mais alto em cinco anos. É o que revelou ontem a Fu n d a ç ã o G e t ú l i o Va rg a s (FGV), ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que subiu 2,7% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. A fundação também revi-

sores com tela de LCD. "Temos estoque para atender a demanda de Natal e todo o mês de janeiro de 2011. O preço desses produtos vem caindo, o que contribui para o consumo." O varejo de móveis e utensílios para a casa também será beneficiado pelo 13º salário do consumidor brasileiro. O final do ano, segundo o diretor da Tok&Stok, Regis Dubrule, é o sou para cima a taxa apurada em outubro ante setembro, de 0,1% para 0,2%. Com isso, o indicador da FGV – que é calculado em uma escala que vai de zero a 200 pontos – passou de 121,8 para 125,4 pontos de outubro para novembro, e atingiu novo recorde. O ICC subiu 9,3% em novembro na comparação com igual mês em 2009. No mês passado, o indicador avançou de forma menos intensa, com alta de 7,5% ante outubro de 2009. O levantamento abrange mais de 2 mil domicílios em sete capitais. (AE)

período escolhido pelas famílias para arrumar e incrementar os ambientes do lar. "Os consumidores aproveitam o dinheiro extra para reformar e mobiliar a casa. Estamos muito otimistas neste ano", afirmou. Ainda segundo a pesquisa do IDV, os itens comercializados em supermercados, farmácias, perfumarias e alimentação fora do lar (não-duráveis), assim como o grupo formado por vestuário, livros, brinquedos (semi-duráveis), devem apresentar crescimento de vendas nos próximos meses (veja tabela acima). Desaceleração – A diretora do IDV, Fabíola Xavier, no entanto, ponderou que as vendas devem desacelerar em janeiro de 2011, apresentando um desempenho mais tímido. "Por causa da base forte de janeiro de 2009, que teve a ajuda da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em móveis e eletrodomésticos, o crescimento das vendas como um todo deve ser menor, atingindo cerca de 8,3%", explicou.

Mais panetone na ceia do brasileiro

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ímbolo das ceias de final de ano, o panetone será consumido por mais pessoas neste Natal. A previsão é da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que estima aumento de 10% nas vendas do produto neste ano, em comparação com 2009. O consumo do item deve ser impulsionado pela economia estável e pela alta na renda do público de baixa renda. O setor de supermercados comercializa, neste ano, 40 mil das 50 mil toneladas de panetones produzidas no mercado. Ofner – Na rede de confeitarias Ofner, a produção de panetones cresceu de 320 para 350 toneladas e a empresa espera aumentar a venda do produto em 9% neste ano. Embora o carro-chefe seja o panetone com frutas cristalizadas, a rede lan-

Divulgação

Para atender à demanda crescente, Ofner elevará produção.

çou uma versão com recheio de doce de leite, em embalagem de 1 kg. A novidade está sendo comercializada nas 17 lojas da Ofner pelo preço de R$ 45,50. O doce de leite usado no re-

cheio é importado da Argentina e tem melhor distribuição de densidade, coloração, doçura, fluidez e durabilidade, segundo o diretor-comercial da Ofner, Laury Roman. A decisão

de lançar o produto foi tomada um ano depois de testes. "Experimentamos diversas marcas de doce de leite até chegar ao produto argentino", disse Roman. Neste ano, a marca também aposta em embalagens refinadas, como as caixas decoradas e feitas em veludo. Para ele, a inovação nos recheios é o diferencial da marca, que já comercializa os sabores trufado, mousse, zabaione, gianduia e chocolate. A empresa também fabrica um panetone sem açúcar, da Linha Zero. Reforço – Para reforçar a capacidade de produção diária de seis toneladas, a rede contratou 60 funcionários temporários. "Cerca de 30% deles continuam na empresa a partir de janeiro, quando iniciamos a produção para a Páscoa", afirmou. Rejane Tamoto

Lei da Entrega traz desafios aos lojistas no fim de ano Ricardo Osman

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proximidade do Natal traz de volta as discussões sobre a lei estadual 13.747/2009, que regula a entrega de produtos e serviços com hora marcada no comércio. A previsão de aumento das compras, sobretudo por meio do comércio eletrônico, e o trânsito intenso na Capital evidenciam os desafios para os comerciantes em relação ao cumprimento dessa regra. "A lei é um absurdo e traz um risco grande para as empresas nesta época do ano, além de aumentar os custos dos produtos e serviços, que são repassados aos consumidores", disse o economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Para ele, a lei é desnecessária porque interfere na relação entre empresas e consumidores – que deve ser pautada pelo bom senso e não por obrigações legais. Fiscalização – O diretor de fiscalização da Fundação Procon de São Paulo, Paulo Arthur Goés, alertou que o órgão

ficará atento às queixas de consumidores em relação ao descumprimento da norma. "As empresas que não fizerem as entregas ou que não cumprirem o prazo combinado serão multadas, e poderão sofrer outras sanções." Ontem, o Procon-SP anunciou ter efetuado uma operação de fiscalização no comércio e autuado 77 estabelecimentos (dos quais 57 são lojas virtuais) por infringirem a lei da entrega. De acordo com Góes, mais de 90% das queixas dos consumidores nesta área dizem respeito à falta de entrega dos produtos por parte das empresas. E observou que a preocupação maior está com o comércio eletrônico. "O e-commerce deve ter um crescimento forte neste Natal. Estaremos atentos aos problemas de entrega." Pesquisa – O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) concluiu um levantamento sobre o assunto com 12 grandes empresas do varejo. Apenas o Carrefour informou oferecer no seu site o serviço de entrega agendada.


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COMÉRCIO

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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15 Não é usual que autoridades consigam detectar problemas internos em bancos. Henrique Meirelles, presidente do BC

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Rombo só seria visto por um BC "galático" Foi o que disse Meirelles, sobre o problema descoberto no PanAmericano.

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presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que o BC não poderia ter detectado antes o rombo de R$ 2,5 bilhões do banco PanAmericano, de Silvio Santos, porque seria preciso se transformar numa "supergalática empresa de fiscalização" e ter um "exército" de auditores, o que se tornaria caro e inviável. Ele rejeitou a proposta de o BC ampliar o controle das operações bancárias. "Não é a função do BC substituir o papel da auditoria interna e do controlador," afirmou. Meirelles e a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, participaram ontem de audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para falar sobre a situação do PanAmericano. (Leia mais sobre a audiência do PanAmericano ao lado) "Não é comum, usual que autoridades fiscalizadoras no mundo inteiro consigam detectar problemas internos em instituições", afirmou o presidente do BC, citando casos de bancos que quebraram em outras partes do mundo. Meirelles disse que, se o governo fizesse auditorias em cada banco isoladamente, isso significaria usar dinheiro pú-

blico para fazer trabalho de responsabilidade da iniciativa privada. "O governo deveria gastar mais para evitar prejuízo do controlador? Que montante de recursos seria mobilizado para montar um exército de auditores para o sistema financeiro inteiro?" Segundo ele, o BC faz um acompanhamento do sistema

financeiro como um todo, mas não de cada banco individualmente. Meirelles afirmou que, se o BC fizesse essa auditoria detalhada, os bancos deixariam de contratar empresas externas. "Por que eles pagariam, se o governo estaria já fazendo o serviço para eles?" indagou. (Folhapress) Ed Ferreira/ AE

CEF nega perdas com compra Presidente Maria Fernanda diz que banco de Silvio Santos traz sinergia à Caixa

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presidente da Caixa E c o n ô m i c a Fe d e r a l (CEF), Maria Fernanda Coelho, afirmou ontem que o banco estatal não teve perdas com a aquisição do PanAmericano. Disse também que a instituição não falhou ao adquirir um banco cujo balanço escondia um problema de contabilidade de R$ 2,5 bilhões. "A Caixa não considera que ela perdeu. Ela não comprou a instituição como um especulador, para vender na alta. Ela comprou como um planejamento estratégico e avalia que isso vai trazer o retorno esperado", declarou Maria Fernanda em audiência conjunta nas Comissões de Constituição e Justi-

ça (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Segundo a presidente da Caixa, estudos técnicos feitos no ano passado mostravam que o PanAmericano era a instituição "com melhores sinergias", pois também buscava o segmento de clientes de baixa renda e atuava em nichos em que o banco estatal não tinha a mesma experiência e participação, como financiamentos de veículos, bens e leasing. A presidente da instituição estatal negou também que tenha havido qualquer participação do ex-ministro Luiz Gushiken para intermediar o negócio com o PanAmericano. Maria Fernanda informou

que no próximo dia 26 dará início a um novo plano de negócios para o Banco PanAmericano. Nessa data, será realizada a assembleia de acionistas, quando ela assumirá a presidência do Conselho Administrativo da instituição. A executiva informou que o plano de negócios já foi preparado e será voltado para o crédito à pessoa física. Maria Fernanda fez um balanço das ações que a Caixa adotou desde que tomou conhecimento de que o PanAmericano, do qual o banco público é acionista, estava passando por um processo de fiscalização do Banco Central. Em outubro, relatou Maria Fernanda, a Caixa tomou co-

Maria Fernanda Coelho disse que negócio não foi de especulação

nhecimento da existência de inconsistências contábeis no PanAmericano. Entre as ações relatadas por ela, está a interpelação extrajudicial da CaixaPar ao Banco Fator. Ela destacou na audiência que, restabelecida as condições patrimoniais do PanAmericano, agora a institui-

ção que preside tem plenas condições de executar o plano de negócios do banco. Maria Fernanda Coelho ressaltou ainda que a condução do processo de regularização pelo BC e pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deu tranquilidade à direção da Caixa. (Agências)


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O setor de máquinas e equipamentos ainda não se recuperou da crise. Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq

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Passageiro Vip

O preço de ser sustentável Divulgação

Glauce Cavalcanti/AOG

Sérgio Junqueira

U indústria do turismo. Mesmo aqueles que não são aproveitados pela rede encontram emprego fácil em hotéis e pousadas da região. Com plano médico e odontológico, nunca se viu tanto aparelho instalado na boca de tanta gente sorridente. Ramón Girón, o jovem diretor geral do hotel, nascido na Galícia e com passagem de sete anos pelo México a serviço do Iberostar, revela que, diferentemente do padrão de hotelaria de outros países, a rede optou em manter os empregados em suas próprias casas, junto à família. "Os custos elevados em transporte se compensam pela satisfação pessoal dos colaboradores, que se reflete no atendi-

mento ao hóspede", avalia. Com apenas três meses no Brasil, Ramón se empolga ao falar com um ótimo português do projeto que lidera. "Há apenas cinco anos não havia nada aqui", diz. Quando a rede se instalou, imaginou que seus 1.168 apartamentos seriam ocupados por 70% de viajantes internacionais e 30% brasileiros. Aconteceu o contrário. Diante dos bons resultados, a Iberostar faz planos para um terceiro hotel, mais sofisticado, para 240 hóspedes adicionais. Mas a sustentabilidade tem preço. Não dá para fazer milagre com gente que há poucos anos não tinha experiência com clientes tão exigentes – 35% dos quais pro-

ma bagagem profissional muito diversificada – isso é o mínimo que se pode dizer deste paulista que já fez de tudo um pouco. Sem pestanejar, Sérgio abriu mão de uma fazenda familiar para se dedicar à área editorial, sua grande paixão. De 1968 a 1980, voltado à área artística, cria a primeira revista de teatro do Brasil, produz programas para eventos culturais e edita livros. Até que, num lance arrojado, funda a agência Expo, lançando, entre outros, os Dzi Croquetes, Café Teatro Odeon e Falso Br ilhante.

venientes do mundo corporativo – em uma atividade que requer competência a cada movimento e palavra pronunciada. Contando com a vontade de acertar, estes jovens bandeirantes do turismo litorâneo superam seus erros com simpatia, uma vantagem competitiva dos que nasceram na Bahia. Nesse contexto, o que se espera em contrapartida de cada hóspede? Ao se defrontar com um atendimento falho, fugir da crítica fácil. No lugar disso, envolver-se na correção do problema, dando o seu quinhão de contribuição ao funcionário equivocado. Assim, de forma personalizada, estará apostando no sucesso da sustentabilidade.

Em 1980, ele dá uma guinada e vai se dedicar ao setor imobiliário em Mato Grosso do Sul. Dezesseis anos depois, retorna a São Paulo para atuar em turismo e eventos. Torna-se responsável pelas revistas Eventos, Mix Hotel e Eventos Making Of, além do portal Eventos. Tornase conhecido pelo Prêmio Caio, instituído em 2000 para reconhecer os melhores no setor. Novos projetos? "Quero criar a Biblioteca Nacional dos Eventos e o Diagnóstico do Ensino de Turismo, Hotelaria e Eventos", responde esse empreendedor incansável.

Contatos com o autor pelo e-mail: fabio@steinberg.com.br

Abimaq quer suporte governamental Sílvia Pimentel

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s importações de máquinas e equipamentos alcançaram US$ 2,15 bilhões em outubro, um aumento de 29,6% com sobre igual período do ano passado. Em relação a setembro, a alta foi de 64,1% e, no acumulado do ano, de 31,8%. Nesse ritmo, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) projetou ontem um rombo de US$ 15,49 bilhões na balança comercial. "A curva das importações é exponencial e estamos vivendo um claro processo de desindustrialização", alertou o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto. Ele afirmou que o setor prepara um estudo a ser

apresentado ao governo federal, pedindo medidas de proteção à indústria nacional. Em outubro, o setor faturou R$ 5,85 bilhões, uma alta de 1,1% em relação ao igual mês de 2009. No acumulado, o faturamento alcançou R$ 59,32 bilhões, 10,8% mais que no ano passado. Na comparação com igual período de 2008, quando a crise financeira estava no início, a queda foi de 14,6%. Perdas – "Em termos de faturamento, o setor ainda não se recuperou da crise. Se o governo não desonerar os investimentos, não mexer na política cambial, não reduzir a taxa de juros e a carga tributária, dificilmente recuperaremos os mercados internacionais perdidos", disse. Entre janeiro e outubro, as

27,6 por cento foi a queda das exportações de janeiro a outubro de 2010, ante igual período de 2008. vendas externas do setor foram de US$ 7,45 bilhões – alta de 18,8% sobre as exportações de 2009, mas queda de 27,6% na comparação com igual período de 2008. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das vendas, seguido da Argentina e do México. Argentina e Peru vêm ganhan-

do presença no mercado. No caso das importações, a China ganha cada vez mais espaço, ficando em segundo lugar, atrás dos EUA. Há dez anos, ela ocupava o décimo lugar no ranking de fornecedores de máquinas e equipamentos ao Brasil. "Em menos de três anos, a China vai para o topo da lista, posição já ocupada em termos de quantidade." Ju ro s – A escolha de Alexandre Tombini para ocupar a presidência do Banco Central foi comemorada pelo presidente da Abimaq, pois pode sinalizar uma queda na taxa de juros (Selic), que hoje está em 10,75% ao ano. "Tiraram a raposa do galinheiro." Para ele, é um equívoco nomear pessoas ligadas ao setor financeiro para comandar o BC.

Fone: DC

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ouve uma época em que as empresas praticavam filantropia como demonstração de cidadania corporativa, algo que a postura paternalista tornou obsoleto. No lugar veio a responsabilidade social, que com o tempo também caiu em desuso. A bola da vez é sustentabilidade, que traz conceitos anteriores turbinados à preocupação com o verde. Para isso, todas as funções empresariais foram convocadas a se alistar no exército da sustentabilidade. Com o mundo das viagens de negócios não foi diferente – incluindo ações que vão desde a adoção de medidas que reduzam a emissão de carbono até a seleção de fornecedores alinhados à causa. Neste último quesito, sobrou para os resorts escolhidos para eventos. Eles nunca estiveram tão sob a mira dos clientes, que preferem quem contribui não só por meio de práticas de gestão saudáveis, mas também proporcionem qualidade de vida aos empregados, fornecedores e comunidade à sua volta. Nesse sentido, o Iberostar Praia do Forte, na Bahia, recentemente escolhido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) para sediar a sua 10ª convenção, dá um bom exemplo. Em lugar de trazer funcionários experientes de centros mais avançados, 70% dos seus 1,15 mil colaboradores, somados ao vizinho Iberostar Bahia, foram recrutados no próprio município carente onde está situado, Mata de São João. Se antes a maior parte dos selecionados se dedicava à agricultura, agora passam por um treinamento de dois meses e se capacitam em hotelaria. Com isso, abrem caminho para uma carreira na

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

e Irlanda anuncia pacote para reduzir déficit conomia

ECONOMIA/LEGAIS - 17 O governo socialista deve interpretar a greve como rejeição às suas políticas. Manuel Carvalho da Silva, da CGTP portuguesa Francisco Leong/ AFP Photo

Governo apresenta plano de recuperação com cortes de gastos e de empregos, e alta de impostos.

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governo irlandês apresentou ontem seu plano de ajuste para os próximos quatro anos, que prevê cortes de 3 bilhões de euros em benefícios sociais, economia de 1,2 bilhão com a eliminação de 24,75 mil postos de trabalho e alta de impostos. Com estas medidas e outras que ainda devem ser anunciadas, Dublin acredita que conseguirá reduzir seu déficit público para 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, após chegar neste ano a 32%, como consequência dos 35 bilhões de euros injetados no setor bancário. A projeção baseia-se em uma análise moderadamente otimista sobre as perspectivas da economia, já que o governo calcula que crescerá em média 2,75% até 2014, o que até agora contradiz a opinião dos mercados. A agência Standard & Poor's rebaixou a qualificação da dívida irlandesa a longo prazo da categoria "AA-" para "A" com perspectiva negativa, ao considerar que o país necessitará ter resgate financeiro para seus bancos maior do que o previsto. No entanto, o primeiro-ministro Brian Cowen ressaltou, ao apresentar o plano de recuperação nacional, que as medidas pretendem recuperar a "confiança da população" e demonstrar que o país tem "futuro". Segundo ele, "40% do conteúdo" do plano, que contempla cortes no valor de 15 bilhões de euros para conseguir reduzir o déficit público para 3% do PIB em 2014, devem ser alcançados em 2011. "O Estado precisa reduzir durante os próximos quatro anos 10 bilhões de euros nos gastos públicos e 5 bilhões com uma profunda reforma do regime fiscal", disse. A primeira fase do plano será apresentada em 7 de dezembro ao Parlamento, cuja aprovação é fundamental para que a Irlanda tenha acesso ao resgate financeiro da União Europeia (UE) e do Fundo

Peter Muhly/ AFP Photo

Jovem dança durante protesto em Lisboa contra medidas de ajuste

Maior greve geral em 22 anos paralisa Portugal

O Desenho feito em muro da cidade de em Dublin critica o primeiro-ministro Brian Cowen

Monetário Internacional (FMI). Cowen confirmou que negocia com estes dois organismos um pacote de ajuda de 85 bilhões de euros e, embora tenha ressaltado que esse número não é definitivo, calculase que cerca de 35 bilhões de euros serão destinados a sanear o sistema bancário. O plano de austeridade estabelece, além do corte de funcionários, que o saláriomínimo interprofissional será reduzido e que o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) subirá 22% em 2013 e 23% um ano depois, em 2014. O governo acredita que uma mão de obra mais barata pode abrir o mercado de trabalho para os mais jovens e contribuir para reduzir a atual taxa de desemprego de 13,5% para 10% em 2014. Também serão reajustadas as taxas na educação, com aumento de 500 euros das taxas universitárias – para 2 mil euros anuais –, além da instalação de contadores de água nos domicílios para impor novo imposto antes de 2014. O primeiro-ministro adver-

tiu que os impostos sobre a renda voltarão aos níveis de 2006, enquanto o Estado tratará de reverter seu gasto público aos registros de 2007. Embora o governo irlandês não tenha previsto modificar as atuais pensões, quando o valor delas não ultrapassar 12 mil euros anuais, o plano prevê elevar a idade de aposentadoria para os 66 anos em 2014, 67 anos em 2021 e 68 em 2028. Os sindicatos nacionais já marcaram protestos contra essas medidas. (EFE)

Petrobras abandona Equador

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Petrobras e outras três petroleiras abandonarão os negócios no Equador por não terem chegado a um acordo com o governo local sobre o contrato com as novas

O plano vai ganhar a confiança da população e mostrar que o país tem futuro. BRIAN COWEN, PRIMEIROMINISTRO DA IRLANDA

regras para o setor de petróleo. A estatal brasileira vai exigir indenização do governo equatoriano pela suspensão de suas atividades. O novo contrato previa que a companhia operasse como uma empresa de serviços, sendo remunerada com uma taxa referente à sua produção, sem direito às reservas locais. Segundo o o ministro de Setores Estratégicos do Equador, Jorge Glas, as

s sindicatos portugueses afirmaram que a paralisação realizada ontem é "a maior greve geral" da história de Portugal e representa uma clara rejeição dos trabalhadores às medidas de ajuste aprovadas pelo governo. Em declarações à imprensa, João Proença, secretáriogeral da União Geral de Trabalhadores (UGT, socialista), ressaltou a importância histórica da greve e mostrou-se satisfeito com a forte adesão obtida, especialmente significativa nos setores de transportes e serviços públicos. "É a maior greve da história, maior que a de 1988", ressaltou Proença, em comparação com o movimento feito há 22 anos, o último convocado de forma conjunta pelos dois sindicatos majoritários do país. Além disso, o líder da UGT destacou que a adesão é alta no setor de transportes, mas também nos de educação e saúde, assim como de outros serviços

operações das companhias que não fecharam acordo com o governo passaram ontem para o controle estatal. Desde 2008, estava valendo um contrato de transição entre as petroleiras e o governo local. À época, a Petrobras já havia advertido o governo equatoriano sobre o impasse de se manter no país, já que em nenhum lugar do mundo aceita ser apenas prestadora de serviços.

do Estado, entre os quais citou o Tribunal de Contas, com 80% de paralisação. Segundo ele, o apoio dos trabalhadores mostra a alta rejeição às medidas do Executivo para enfrentar a crise, entre elas cortes salariais e congelamento das pensões. O secretário-geral da Confederação Geral de Trabalhadores de Portugal (CGTP, comunista), Manuel Carvalho da Silva, também manifestou sua satisfação pela adesão popular. Ele ressaltou que o governo socialista de José Sócrates e os demais partidos políticos devem interpretar o sucesso da greve como "um sinal evidente" da rejeição a suas políticas. A adesão à greve também foi saudada pelo líder Francisco Louçã do Bloco de Esquerda, quarta força do Parlamento com um total de 16 deputados. Para ele, o apoio da população reflete que nem os partidos de oposição, nem os de situação "representam efetivamente o país". (EFE)

A empresa explicou que continuará no país por meio das ações que detém na Sociedad Oleoducto de Crudos Pesados S.A, companhia que atua apenas na área de distribuição. As demais petroleiras que anunciaram sua saída do Equador são a chinesa China National Petroleum Corp, a norte-americana Noble Energy e a sul-coreana Canada Grande. (AE)

Paul Hackett/Reuters

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE - PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 096/2010 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3002/2010 - Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 096/2010, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8:00 horas do dia 09 de dezembro de 2010 e o início da sessão de disputa de preços será às 10:00 horas do dia 09 de dezembro de 2010. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 24 de novembro de 2010. Jose Eduardo Simões Martinez - Pregoeiro.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE - FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE - PREGÃO ELETRÔNICO FMS Nº 095/2010 - PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 3001/2010 - Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 095/ 2010, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME), conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8:00 horas do dia 08 de dezembro de 2010 e o início da sessão de disputa de preços será às 10:00 horas do dia 08 de dezembro de 2010. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 24 de novembro de 2010. Jose Eduardo Simões Martinez - Pregoeiro.

Protestos foram causados por redução de subsídios a universidades

Estudantes britânicos rejeitam cortes

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ma nova onda de protestos contra a proposta de reforma na educação britânica levou milhares de estudantes às ruas de Londres e de outras cidades do país ontem. Centenas de policiais uniformizados estavam em guarda na capital e preparam uma barricada fora da sede do Partido LiberalDemocrata para evitar uma possível invasão. A coalizão de governo planeja cortar 2,9 bilhões de libras (US$ 4,64 bilhões) em subsídios federais por ano a universidades, como parte da redução de gastos para diminuir o déficit orçamentário, que alcançou 11% do Produto Interno Bruto (PIB) depois da crise financeira. As manifestações começaram no dia 10 deste mês, após

o primeiro-ministro David Cameron anunciar os planos de triplicar o preço das mensalidades das universidades. Na ocasião, a sede do Partido Conservador foi invadida e depredada. Como resultado, 14 pessoas ficaram feridas e 35 foram detidas. Em Londres, os estudantes universitários e os alunos mais jovens marcharam da Trafalgar Square em direção às casas do Parlamento, pedindo "no ifs, no buts, no education cuts" (algo como "sem senões, sem mas, sem cortes da educação", na tradução literal do inglês). Alguns subiram em cima de abrigos de ônibus, enquanto vários atacaram um carro da polícia estacionado, quebrando as janelas e pichando objetos e mobiliários públicos. (Folhapress)

Belcampo Gerência e Participações de Negócios Ltda. CNPJ/MF nº 51.563.336/0001-01 – NIRE 35-2.2416405.7 Extrato da Vigésima Segunda Alteração do Contrato Social realizada em 20 de novembro de 2010 Reuniram-se os sócios de Belcampo Gerência e Participações de Negócios Ltda. (a “Sociedade”), a saber: 1) Suzana Pasternak, brasileira, divorciada, arquiteta, portadora da cédula de identidade de Registro Geral (“RG”) nº 2.818.618, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (“SSP/SP”), inscrita no Cadastro de Pessoas Físicas, do Ministério da Fazenda (“CPF/MF”), sob nº 485.037.208-25, residente e domiciliada na Cidade e Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, à Rua dos Semaneiros nº 166, Alto de Pinheiros, CEP 04536-000; e 2) Jacyr Pasternak, brasileiro, casado, médico, portador da cédula de identidade de RG nº 2.340.133-SSP/SP, inscrito no CPF/MF sob nº 004.465.488-04, residente e domiciliado na Cidade e Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, à Rua Áustria nº 141, Jardim Europa, CEP 01447-010; na qualidade de sócios detentores da totalidade do capital social da Sociedade para deliberar: a) aprovar, em virtude do excessivo capital da Sociedade em relação ao seu objeto, a redução de R$ 16.787.597,00 para R$ 4.787.597,00, totalizando uma redução global de R$ 12.000.000,00, mediante a restituição desse valor aos sócios, na proporção em que participam do capital social da Sociedade, e, consequentemente, o cancelamento de 12.000.000 de quotas representativas do capital social da Sociedade; b) consolidar a redação do contrato social refletindo a alteração realizada. São Paulo, 22 de novembro de 2010. Suzana Pasternak e Jacyr Pasternak - Sócios.

Companhia Agrícola Usina Jacarezinho CNPJ/MF nº 61.231.478/0001-17 - NIRE 35.300.011.350 Assembleia Geral Extraordinária - Edital de Cancelamento e Convocação Ficam os senhores acionistas da Companhia Agrícola Usina Jacarezinho (“Companhia”) avisados sobre o cancelamento da Assembleia Geral Extraordinária originalmente convocada para o dia 29 de novembro de 2010, às 10:30 horas, no prédio da sede social da Companhia, e cujo respectivo edital de convocação foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio, nos dias 20, 23 e 24 de novembro de 2010. Ficam, contudo, os senhores acionistas da Companhia devidamente convocados a participarem, em primeira convocação, da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 03 de dezembro de 2010, às 11:00 horas, no prédio da sede da Companhia, localizada no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua São Bento, nº 329, no 12º andar, Centro, CEP 01011-902, a fim de deliberarem sobre (i) a 1ª emissão pública pela Companhia de até 112 (cento e doze) debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, da espécie subordinada aos demais credores da emissora, com garantia fidejussória, com condição suspensiva para posterior convolação à espécie com garantia real, todas com valor nominal unitário de R$1.000.000,00 (um milhão de reais), para distribuição pública com esforços restritos de colocação, perfazendo, assim, o valor total de até R$112.000.000,00 (cento e doze milhões de reais) (“Emissão”); e (ii) aprovação da prática pela Diretoria de todos os atos necessários à efetivação da Emissão. Informações Gerais: Em conformidade com o artigo 135, parágrafo 3º, da Lei nº 6.404/76, encontram-se à disposição dos acionistas, na sede social da Companhia, todos os documentos e informações necessários à deliberação das matérias previstas na ordem do dia. São Paulo, 24 de novembro de 2010. A Diretoria. (25, 26 e 27)

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 24 de novembro de 2010, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

RECUPERAÇÃO JUDICIAL Requerente: Cooper Diesel Auto Peças Ltda. - Requerida: Cooper Diesel Auto Peças Ltda. - Avenida Ragueb Chohfi nº 5.241 - 2ª Vara de Falências

Isoldi S.A. Corretora de Valores Mobiliários C.N.P.J./M.F. Nº 62.051.263/0001-87 – NIRE Nº 35.300.025.059 Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 23 de novembro de 2010 Data, hora e local: Aos 23 (vinte e três) dias do mês de novembro do ano de 2010, às 10:00 horas, na sede social da Companhia, na Rua São Bento, nº 365, 12º andar, CEP 01011-100, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. Presenças: Acionistas representando quorum legal, conforme folha nº 08 do Livro nº 02 “Registro de Presença dos Acionistas”. Convocação: Edital de Convocação publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo e Diário do Comércio dos dias 05, 06 e 09 de novembro de 2010. Mesa: Geraldo Isoldi de Mello Castanho – Presidente; Clóvis Joly de Lima Júnior – Secretário. Ordem do dia: a) Cancelamento de Ações em Tesouraria; b) Aumento de Capital com incorporação de Reservas; c) Redução de Capital mediante entrega de Ativos aos Acionistas; d) Remanejamento de Diretores e e) Outros assuntos de interesse social. Deliberações: Dando início aos trabalhos, os acionistas examinaram os itens constantes da “Ordem do Dia” e deliberaram, por unanimidade de votos: a) cancelar 409.000 (quatrocentos e nove mil) ações ordinárias de classe única, todas nominativas e sem valor nominal, da Companhia, que se encontravam em Tesouraria, pelo valor contábil de R$ 1.146.484,71 (hum milhão, cento e quarenta e seis mil, quatrocentos e oitenta e quatro reais e setenta e um centavos); b) incorporar ao Capital o valor de R$5.473.781,08 (cinco milhões, quatrocentos e setenta e três mil, setecentos e oitenta e um reais e oito centavos), referente reservas existentes em 31 de outubro de 2010, sendo R$4.433.460,90 da Conta de Reserva Legal, R$991.187,21 saldo da Conta Reserva de Atualização de Títulos Patrimoniais e R$49.132,97 saldo da Conta Incentivos Fiscais do Imposto de Renda; c) reduzir o capital social da Companhia, em R$7.399.313,68 (sete milhões, trezentos e noventa e nove mil, trezentos e treze reais e sessenta e oito centavos), que, em virtude da incorporação das Reservas para atender a Resolução CMN nº 3.605 de 29.08.2008, passou a ser considerado excessivo. A redução será efetivada mediante o cancelamento de 1.303.372 (hum milhão, trezentos e três mil, trezentos e setenta e duas) ações ordinárias de classe única da Companhia, todas nominativas e sem valor nominal. Referida redução será realizada com a restituição aos acionistas, proporcionalmente às respectivas participações no capital social da Companhia, mediante a transferência da titularidade de 6.000.000 (seis milhões) de ações de emissão da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor Contábil de R$7.399.313,68 (sete milhões, trezentos e noventa e nove mil, trezentos e treze reais e sessenta e oito centavos), de forma que: (i) Espólio de Carlos Alberto da Silveira Isoldi devolve 393.980 ações da Companhia e recebe 1.813.666 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$2.236.646,75; (ii) Edith Pinheiro Guimarães Isoldi devolve 214.503 ações da Companhia e recebe 987.453 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3) , pelo valor de R$1.217.745,15; (iii) Clóvis Joly de Lima Júnior devolve 140.606 ações da Companhia e recebe 647.274 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$798.230,72; (iv) Geraldo Isoldi de Mello Castanho devolve 84.364 ações da Companhia e recebe 388.364 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$478.938,43; (v) Maria Fernanda Guimarães Isoldi devolve 48.693 ações da Companhia e recebe 224.156 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$276.433,00; (vi) Maria Cristina Guimarães Isoldi devolve 48.693 ações da Companhia e recebe 224.156 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$276.433,00; (vii) Maria Cecília Guimarães Isoldi Quirino devolve 48.693 ações da Companhia e recebe 224.156 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$276.433,00; (viii) Geraldo José Guimarães Isoldi devolve 48.693 ações da Companhia e recebe 224.154 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$276.431,57; (ix) Luiz Eduardo Guimarães Isoldi devolve 48.693 ações da Companhia e recebe 224.154 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$276.431,57; (x) Ana Emília Isoldi de Morais devolve 65.206 ações da Companhia e recebe 300.172 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$370.178,07; (xi) Inês Eloísa da Silveira Isoldi devolve 65.206 ações da Companhia e recebe 300.172 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$370.178,07; (xii) Maria Clara Isoldi Whyte devolve 65.206 ações da Companhia e recebe 300.172 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$370.178,07, e (xiii) Regina Elisa da Silveira Isoldi Pohl devolve 30.836 ações da Companhia e recebe 141.951 ações da BM&FBOVESPA S.A. (BVMF3), pelo valor de R$175.056,28, conforme planilha de cálculo (Anexo I). Em decorrência do cancelamento de ações da tesouraria, incorporação de reservas e redução de capital ora deliberados, o artigo 4º do Estatuto Social da Companhia passará a vigorar com a seguinte nova redação: “Artigo 4º: O capital social é de R$ 22.070.291,48 (vinte e dois milhões, setenta mil, duzentos e noventa e um reais e quarenta e oito centavos), dividido em 3.887.628 (três milhões, oitocentos e oitenta e sete mil, seiscentos e vinte e oito) ações ordinárias de classe única, todas nominativas e sem valor nominal.”. d) que o Sr. Geraldo Isoldi de Mello Castanho, atual Diretor Gerente, ocupando interinamente o cargo de Diretor Presidente, passa a ocupar efetivamente o cargo de Diretor Presidente, e que o Sr. Clóvis Joly de Lima Júnior, atual Diretor, ocupando interinamente o cargo de Diretor Gerente, passa a ocupar efetivamente o cargo de Diretor Gerente, com mandatos até a Assembléia Geral de 2012, em decorrência do falecimento do Sr. Carlos Alberto da Silveira Isoldi ocorrido em 06 de outubro de 2010, e o cargo de Diretor ficará vago, tudo isto de conformidade com os Estatutos Sociais da Sociedade, e e) Os acionistas autorizam a Diretoria da Companhia a praticar todos e quaisquer atos e a firmar todos e quaisquer documentos necessários para a execução das deliberações ora aprovadas. Para os fins previstos no artigo 174 da Lei nº 6.404/76, a presente ata será publicada na forma da lei e, transcorrido o prazo de 60 (sessenta) dias da data da sua publicação, e homologada pelo Banco Central do Brasil, será levada a registro na Junta Comercial competente. Encerramento, lavratura, aprovação e assinatura: Nada mais havendo a ser tratado, foi a presente ata lavrada, lida, aprovada e assinada por todos os presentes. São Paulo, 23 de novembro de 2010. Presidente: a) Geraldo Isoldi de Mello Castanho; Secretário: a) Clóvis Joly de Lima Júnior. Acionistas: a) p/ Espólio de Carlos Alberto da Silveira Isoldi, Ana Luiza de Godoy Isoldi; a) Edith Pinheiro Guimarães Isoldi; a) Clóvis Joly de Lima Júnior; a) Geraldo Isoldi de Mello Castanho; a) Maria Fernanda Guimarães Isoldi; a) Maria Cristina Guimarães Isoldi, p.p/ Geraldo José Guimarães Isoldi; a) Maria Cecília Guimarães Isoldi Quirino, p.p/ Maria Fernanda Guimarães Isoldi; a) Geraldo José Guimarães Isoldi; a) Luis Eduardo Guimarães Isoldi, p.p/ Edith Pinheiro Guimarães Isoldi; a) Ana Emília Isoldi de Morais; a) Inês Eloísa da Silveira Isoldi, p.p/ Ana Luiza Godoy Isoldi; a) Maria Clara Isoldi White. A presente é cópia fiel do Original. São Paulo, 23 de novembro de 2010. Isoldi S.A. Corretora de Valores Mobiliários. Geraldo Isoldi de Mello Castanho – Diretor Presidente.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Brasil tem segundo maior rebanho bovino do mundo, a vice-liderança na produção de carne e o posto de número um nas exportações do produto.

conomia Dida Sampaio/AE

Exploração de florestas plantadas, a silvicultura, contribuiu com a maior parte do valor total da produção florestal entre 2008 e 2009, embora tenha perdido participação ante o extrativismo.

O Brasil do campo em números

C

rescimento na participação do extrativismo (exploração dos recursos vegetais nativos) ante retração da silvicultura (exploração de florestas plantadas) no valor da produção florestal entre 2008 e 2009. Foi o que revelou a Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, no ano passado, o valor da produção dessa cadeia foi de R$ 13,6 bilhões. Isoladamente, a silvicultura contribuiu com R$ 9 bilhões, sendo que a participação nesse total caiu de 69,3% para 66,4% entre os anos de 2008 e 2009. Em igual intervalo, a participação

do extrativismo vegetal subiu de 30,7% para 33,6% e somou R$ 4,6 bilhões. Desse montante, R$ 3,9 bilhões foram provenientes da produção madeireira. Os outros R$ 685,4 milhões tiveram como origem itens não-madeireiros, entre eles coquilhos de açaí (R$ 160,5 milhões), amêndoas de babaçu (R$ 121,3 milhões) e fibras de piaçava (R$ 110,3 milhões). Também ontem o Instituto apresentou a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) que mostrou altas significativas nos rebanhos de suínos e aves em relação à expansão verificada no contingente bovino entre 2008 e 2009. A produção de leite e mel também mostrou comportamento ascendente nesse intervalo.

Eduardo Knapp/ AE - 21/05/1997

SUÍNOS N

o ano passado, o rebanho nacional de suínos somou 38,045 milhões de cabeças, alta de 3,3%. Desde 2003, o contingente desses animais apresenta expansão constante. Juntos, os estados do Sul responderam por 48,5% do efetivo brasileiro. Em 2009, foram abatidas 30,933 milhões de cabeças e o consumo interno per capita foi de 15,3 quilos. O Brasil ocupa a quinta posição na produção mundial, atrás da China, Estados Unidos, Alemanha e Espanha.

BOVINOS E LEITE Paulo Liebert/AE - 06/01/2005

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rebanho nacional atingiu 205,292 milhões de cabeças, acréscimo de 1,5%. Em relação aos estados, Mato Grosso apresentou o maior número de animais (13,3% do total). Na esfera municipal, Corumbá (MS) ocupou a liderança representando 1% do rebanho nacional. No ano passado, foram abatidos 28,063 milhões de animais e produzidas 6,661 milhões de toneladas de carne. O consumo interno per capita ficou em 29,9 quilos. O Brasil possui o segundo maior efetivo do mundo, perdendo apenas para a Índia, segundo a Food and Agriculture Organization (FAO), ligada �� Organização das Nações Unidas (ONU). O País ocupa ainda a vice-liderança mundial na produção de carne bovina e o primeiro posto nas exportações. Em relação ao leite, a produção nacional chegou a 29,112 bilhões de litros no ano passado, alta de 5,6% em relação a 2008. Os principais estados produtores foram Minas Gerais (27,2% do total), Rio Grande do Sul (11,7%) e Paraná (11,5%). Entre os municípios, o líder foi Castro (PR). Em 2009, o preço médio do litro foi de R$ 0,64 e o consumo interno per capita de leite em torno de 152 litros.

Cléo Velleda/ Folhapress - 29/01/1997

AVES E OVOS O

MEL O

mel de abelha teve evolução positiva de 2,6% no ano passado, totalizando 36,765 mil toneladas. Vale mencionar Rio Grande do Sul, Paraná e Ceará como os maiores estados produtores, com participações de, respectivamente, 18,5%, 12,5% e 12,2%. O município de Limoeiro do Norte (CE) assumiu a primeira posição na produção nacional, seguido por Araripina (PE) e Apodi (RN).

efetivo de galináceos – que engloba galos, frangas, frangos, pintos e galinhas – atingiu 1,234 bilhão de unidades em 2009, elevação de 2,7%. O Paraná respondeu por 20,5% do total. O consumo interno per capita correspondeu a 51,9 kg. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frangos, atrás de Estados Unidos e China. A produção de ovos de galinha, por sua vez, avançou 4,2% com a quantidade de 3,203 bilhões de dúzias. O Estado de São Paulo foi o principal produtor brasileiro, com 26,9% de participação. Bastos, no interior do estado, garantiu a posição de maior produtor nacional (6,3% do total).


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