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'Eu quero tchu': Serra dá a largada.

'100% São Paulo', Chalita é homologado.

Candidato do PSDB fala em "experiência" (contra o "novo" Haddad). Pág. 5

Líderes do PMDB reunidos na Sé apostam no "candidato da fé". Pág. 5

Cris Fraga/AE

William Volco/AE

Ano 87 - Nº 23.652

Conclusão: 23h40

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

R$ 1,40

Este homem deu a primeira cara ao Mensalão Joel Santos Filho conta por que filmou pagamento de propina. Pág. 7

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

Com a decisão de suspender o Paraguai do Mercosul, após atacarem o impeachment do presidente Fernando Lugo e a ascensão de Federico Franco, Brasil e demais lideranças da América do Sul criaram a 'Ilha Paraguai'. Lá não há mais embaixadores brasileiro, chileno, peruano, boliviano, equatoriano e venezuelano. Aliás, a Venezuela foi a 1ª a impor sanções econômicas – Chávez barrou o embarque de petróleo. Enquanto Franco pedia que não se castigue "6,2 milhões de pessoas", os "brasiguaios" (há cerca de 400 mil brasileiros no país) pediam calma a Dilma. E Lugo, após aparecer na TV (à dir.), alertava para a volta da ditadura. O futuro imediato do Paraguai será debatido no próximo encontro do Mercosul, sexta-feira, na Argentina. Pág. 8

MERCOSUL CONGELA O PARAGUAI

Jorge Adorno/Reuters

Paulo Pampolin/Hype

Abdallah Dalsh/Reuters

J.C.Leite/LUZ

Pneu no trilho. Vem aí mais transporte para SP.

Retalhos juntinhos. É lucro na certa.

Obra do monotrilho (foto). Ganho para Linha Verde. Pág. 11

Patchwork (foto): arte e sinal de negócios. Pág. 18 Rodrigo Coca/FOTOARENA/AE

Um islamita na presidência do Egito Praça Tahrir em festa com a vitória de Mohammed Mursi, o primeiro eleito livremente na história do país. Pág. 9

Corinthians embalado. Até com reservas.

Brasileirão dos paulistas. No abismo.

Romarinho (foto) fez os dois gols da virada corintiana contra os titulares do Palmeiras (2 a 1).

Palmeiras, Santos, Corinthians no topo da tabela. Vista de cabeça para baixo... Esporte.

ISSN 1679-2688

23652

9 771679 268008

HOJE Parcialmente nublado Máxima 22º C. Mínima 13º C. AMANHÃ Parcialmente nublado Máxima 21º C. Mínima 14º C.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

É medida de bom alcance na direção da retomada dos investimentos, tanto públicos quanto privados.

pinião

Delfim Netto

DESTRAVAR OS INVESTIMENTOS

O

governo anunciou, após reunião dos governadores com a presidente Dilma Rousseff, dia 16 de maio, em Brasília, a criação de uma nova linha de financiamentos no BNDES no total de 20 bilhões de reais para investimentos em projetos de infraestrutura nos Estados. A decisão se insere no objetivo de permitir o início (ou o reinício) no curto prazo, de obras de responsabilidade das administrações estaduais, algumas com projetos aprovados, mas em compasso de espera devido à dificuldades em viabilizar os recursos. É medida de bom alcance na direção da retomada dos investimentos, tanto públicos quanto privados, que precisam ser destravados para a recuperar o ritmo de crescimento do PIB neste ano e nos próximos. Diante das dificuldades adicionais criadas pelos desdobramentos da crise financeira europeia, o governo tem tomado decisões no âmbito das políticas fiscal, monetária e cambial que colocam o País no caminho correto do desenvolvimento, aumentando a demanda interna no curto prazo pela redução da taxa de juros real, pela ampliação dos níveis de crédito e pela redução do déficit do balanço em conta corrente. O efeito adicional que se procura, com a expansão dos investimentos públicos e privados, é que além de ampliar a demanda de consumo no curto prazo, eles pavimentem o aumento da capacidade produtiva e acelerem o cresci-

DELFIM NETTO

PAULO SAAB

Claro que também é preciso cuidados para garantir que haverá de fato aumento dos investimentos –, ou seja, o Estado não deve substituir os que ele já faria naturalmente e gastar em custeio, o que seria um efeito zero. Há muita experiência entre nós e outros países de sistema federativo em que os recursos são usados com frequência para pagar dívidas e não só como investimento. Então, é preciso uma fiscalização muito rigorosa do BNDES, junto com as administrações estaduais, para acompanhar tudo com uma auditoria adequada e liberar o dinheiro sem muita demora, para o investimento não ficar esperando 2017 para se realizar.

O

programa tem tudo para ser muito interessante, desde que se consiga comprovar, por exemplo, que o Estado já tem o projeto de uma ponte que não estava no orçamento, mas pode ser aproveitado com os recursos do empréstimo federal. Assim, tem de ser uma coisa muito clara, que nem substitua o pagamento de dívidas, nem investimentos que já estavam programados e seriam financiados pelo orçamento dos Estados. Em resumo, o programa é excelente, mas exige acompanhamento cuidadoso e eficiência na sua aplicação.

mento. A linha do BNDES, em princípio, mobiliza as unidades da Federação, que seguramente têm alguns projetos de boa qualidade e vai facilitar a dis-

persão dos recursos, de forma a multiplicar investimentos em vários Estados – e atraindo inclusive parcerias com os setores privados.

ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO

contatodelfimnetto@terra.com.br

ESQUIZOFRENIA POLÍTICA É

simplesmente estarrecedor que pessoas que cometeram assassinatos, sequestros, roubos e atentados com a finalidade de instalar uma ditadura totalitária no Brasil se apresentem como defensoras da democracia. Mas é absolutamente escandaloso que elas se apresentem simultaneamente como vítimas e governantes do mesmo Estado que hoje viola e desrespeita os Direitos Humanos numa escala incomensuravelmente maior do que há quarenta anos. A vitimização midiática de pessoas que fizeram vítimas sem qualquer arrependimento é de um personalismo surrealista que aliena qualquer ética e essa efusão patética de narcisismo político vai assumindo os contornos de hecatombe social num país em que nada funciona direito, simplesmente por que aqueles que governam para si aliaram-se aos que

governam para a sua utopia, reduzindo a sociedade a um mero instrumento de seus desígnios.

N

SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA

ão há manipulação estatística, lobby ou propaganda que apague da realidade nacional a verdade da multiplicação nas últimas décadas das mortes de brasileiros nas cidades, nos campos e nos presídios, nem justificativa para a arrogância ideológica daqueles que pretendem dominar a História para expiarem a sua frustração em exercer o poder dentro da moldura socioeconômica que pretenderam destruir. A violência é um problema intrínseco à vida social, cabendo ao Estado enfrentá-la. Num momento em que os desafios à sociedade democrática se agravam em cidades cada vez maiores, através de

fronteiras permeáveis e nos crimes de tantos objetos, a questão central é como o Estado vai lidar com a violência que daí aflora, multiforme e inesperada; uma tarefa a ser cumprida na forma da Lei, o que exige renovadas competências.

C

omo numa democracia nada pode acontecer fora da política, o preparo de quem exerce o poder começa a se evidenciar no discurso que pratica. E como o estado é a suprema instância da resolução de conflitos, jamais da promoção do confronto, não é apenas uma presumida capacidade de gestão que caracteriza a competência para sua governança. Para isso,

faz-se não o que se quer, mas o que se deve, ou melhor, o que a sociedade espera – no caso, promover segurança onde se abrigam os direitos das pessoas.

P

resumir que, em qualquer tempo, seja lícito a algumas pessoas agredir deliberadamente outras por causa de suas convicções ideológicas é aceitar que, por qualquer outra razão, a violência se afirme como meio de resolução de conflitos, algo absolutamente contrário à promoção dos Direitos Humanos. Continua faltando alguma coisa no Plano Nacional de Direitos Humanos que o governo vem procurando impor a todo custo à sociedade. No mínimo, sintonia com a sociedade e contato com a realidade. SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA É HISTORIADOR, MEMBRO DO CENTRO DE PESQUISAS ESTRATÉGICAS (CPE) DA UFJF, E AUTOR DO LIVRO OS PILARES DA DISCÓRDIA.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

ANO 31, COLUNA 1: BATISMO DE FOGO

N

a primeira coluna após os trinta anos registrados na sexta-feira passada, dia 22, como havia prometido aos pacientes leitores de três décadas, na base do I Juca Pirama de Gonçalves Dias, ("Meninos, Eu Vi!") como uma espécie de ativo fixo da história recente da vida política do País, através de minha trajetória como jornalista – quarenta e um anos, neste momento – vou compartilhar episódios dos quais participei. Neles, relato a História aos amigos que aqui me acompanham. Eu estava lá. Eu vi. O ano era 1971. Dia 24 de abril. Manhã de sábado. Cedinho eu já estava na redação da Jovem Pan , para preparar os boletins informativos daquela manhã. Tinha ingressado na rádio um mês antes (vou contando aos poucos). Chovia que Deus mandava... Fernando Vieira de Melo, todo-poderoso diretor da rádio, ao lado do dono, Tuta, entrou na redação, olhou para mim e sentenciou: "Garoto, vá fazer um boletim ao vivo do enterro do Boilesen. O Marco Antonio está afônico, sem voz, não virá para o plantão". Marco Antônio Gomes era o repórter de plantão. Fico gelado até hoje ao lembrar a paralisia que me deu.

H

ening Albert Boilesen, presidente do Grupo Ultra, tinha sido assassinado por terroristas no dia anterior, acusado de financiar a Operação OBAN, que combatia os grupos armados que se opunham ao regime militar (Dona Dilma fazia parte de um deles). Numa folha (lauda) escrevi à mão mesmo um texto que imaginei poderia ler direto do cemitério, narrando o que estava acontecendo. "Está sendo sepultado neste momento, no cemitério Campo Grande em Santo Amaro, o corpo do empresário Hening"... e por aí afora. Nada mais do que um minuto de previsível descrição do que iria ao ar, ao vivo. Peguei a prancheta de liberação do veículo na técnica central da rádio e fui para o cemitério (o enterro era às dez da manhã) numa "viatura" Rural Willys dirigida por Paulo Vieira para transmissão via FM num gerador elétrico.

Recusei a capa amarela de coveiro oferecida pelo xará – vergonha pura de aparecer. Subi num túmulo a uma distância em que podia ver tudo sem chamar atenção na hora de falar ao vivo. Água de chuva na altura do tornozelo. Veio a vinheta...."Isto também é notícia"... Em seguida minha missão era abrir o microfone (estava com escuta de ouvido) e ler o que escrevera, descrevendo a cerimônia fúnebre. O gerador era elétrico. A chuva desmanchou o que eu havia escrito à mão e meus óculos de seis graus de miopia ficaram embaçados. Quando abri o microfone, ouvi o retorno de meu respiro no ouvido – e comecei a tomar choque. Quando desliguei o microfone, pensei : "Já vou ficar por aqui, enterrado. Estou acabado. Nunca mais volto para a rádio."

M

as voltei, molhado, nervoso, acuado. Ninguém, desde a garagem até a entrega da prancheta de devolução da viatura, disse nada. Só o Paulo Freire, que era o chefe da equipe técnica interna e coordenava as viaturas da rádio me perguntou: "Ei garoto, você foi transmitir enterro ou jogo de futebol?". Até hoje não sei o que falei no ar, e nem em que ritmo... Assim nasci, num batismo de água e choque, para a reportagem política, em pleno regime ditatorial vigente no País. BRASIL HOJE 1-Leitores me pediram – o que é raro – para elogiar Luiza Erundina, pelo seu comportamento no triste episódio Lula-Maluf. Em destaque, algo inexistente no Brasil de hoje: vergonha na cara. 2-Estou feliz com o Ministério Público, por dar fim a uma falácia dos supermercados, que, a pretexto de preservar o meio ambiente, passaram a vender sacolinhas ditas retornáveis, em desrespeito total à inteligência dos consumidores. 3 - Eu não avisei aos leitores, semana passada, que a campanha paulistana deste ano seria uma verdadeira salada? Está só começando... PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Edi tor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Eliana Haberli e Evelyn Schulke, Ricardo Osman, Tsuli Narimatsu Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, , Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

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O BRASIL ESTÁ EM PLENO IMPÉRIO DA MANIPULAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.

pinião

DEBATE E PRECONCEITO

É

ilusório esperar que a racionalidade científica prevaleça num confronto que envolve muitos interesses e paixões; mas não é demais desejar que algumas pessoas capacitadas acompanhem e julguem o debate desde um ponto de vista menos enviesado e mais compatível com o estado atual dos conhecimentos. O número dessas pessoas é, com certeza, mínimo. O que se observa nas disputas correntes é que cada facção, no empenho de conquistar a adesão do povo inculto e distraído, procure ideias e propostas, comprimindo-as nuns quantos slogans e chavões que possam ser repetidos até impregnar-se no subconsciente da multidão como imperativos categóricos, porém busca simplificar ainda mais as do partido contrário, reduzindoas a um esquema caricatural próprio a despertar incompreensão e repugnância. Para os fins práticos da disputa legislativa, é importante que tanto a adesão quanto a repulsa sejam alcançadas da maneira mais rápida possível, contornando discussões aprofundadas que poderiam amortecer as convicções da plateia ou adiar perigosamente a sua tomada de posição. Isso implica que as ideias do adversário não possam nunca ser examinadas objetivamente nos seus próprios termos e segundo suas próprias intenções, mas tenham de ser sempre deformadas para parecer tão repulsivas que a mera tentação de lhes conceder um exame benevolente soe ela pró-

pria como repulsiva, inaceitável, indecente. O debate assim conduzido é, portanto, sempre e necessariamente uma confrontação de preconceitos, no sentido mais literal e etimológico do termo. Esse sentido contrasta de maneira chocante com o uso polêmico que no curso do próprio debate se faça desse termo como rótulo infamante.

C

arimbar as ideias do adversário como “preconceitos”, dando a entender que não passam de tomadas de posição irracionais e sem fundamento é, na maior parte dos casos, nada mais que um pretexto para não ter de examinar as razões que as fundamentam, muito menos a possibilidade de haverem

nascido de boas intenções. Aquilo que aí se chama "debate" não é portanto nenhuma confrontação de ideias, mas uma mera disputa de impressões positivas e negativas, um jogo de cena. É também natural que, justamente por isso, os debatedores procurem abrigar-se sob a proteção da "ciência", mas nenhuma acumulação de dados estatísticos, nenhuma carga de citações acadêmicas ou mesmo de alegações cientificamente válidas em si mesmas dará qualquer legitimidade científica a um argumento, se este não inclui a reprodução fiel e a discussão científica dos argumentos antagônicos. Ciência é, por definição, a confrontação de hipóteses: se, em vez de examinadas ex-

tensivamente, as opiniões adversas são escamoteadas, caricaturadas, deformadas ou expulsas "in limine" da discussão, sob algum pretexto, de pouco vale você adornar a sua própria com as mais belas razões científicas. Não se faz ciência acumulando opiniões convergentes, mas buscando laboriosamente a verdade entre visões divergentes. O teste da dignidade científica de um argumento reside precisamente na objetividade paciente com que ele examina os argumentos adversos. Quem logo de cara os impugna como "preconceitos" nada mais faz do que tentar criar contra eles um preconceito, dissuadindo a plateia de examiná-los. Que as pessoas mais incli-

nadas a usar desse expediente sejam em geral justamente aquelas que mais apregoam a "diversidade", a "tolerância" e o "respeito às opiniões divergentes", não deve ser necessariamente interpretado como uma hipocrisia consciente, mas muitas vezes como sintoma de uma deformidade cognitiva bastante grave; deformidade que, por afetar pessoas influentes e formadores de opinião, arrisca trazer danos para toda a sociedade. Quando digo "deformidade cognitiva", isso não deve ser compreendido no sentido de mera deficiência intelectual moralmente inofensiva. A recusa de examinar as opiniões alheias nos seus próprios termos e segundo suas intenções originárias equivale à recusa de enxergar no adversário um rosto humano, à compulsão de reduzi-lo ao estado de coisa, de um obstáculo material a ser removido.

E

ssa compulsão é de índole propriamente psicopática (veja-se a ótima entrevista da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa da Silva em http://www.youtube.com/watch?v=m_wUDsshdvk). Quando legitimada em nome de belos pretextos humanitários, torna-se uma força ainda mais desumanizante, pois remove a conduta moral do campo da vida psíquica concreta para o da simples adesão a um grupo político ou programa ideológico. O ser humano, então , deixa de ser julgado bom ou mau por seus atos e sentimentos pessoais, mas por aderir à facção previamente autode-

OLAVO DE CARVALHO finida como detentora monopolística das boas intenções – facção dispensada, por isso mesmo, de conceder ao adversário a dignidade da atenção compreensiva. A percepção direta das motivações humanas é aí substituída por um sistema mecânico de reações estereotípicas, altamente previsíveis e controláveis. E quando o programa já se tornou tão disseminado na mídia, no sistema de ensino e no vocabulário corrente ao ponto de já não precisar apresentar-se explicitamente como tal, mas passa a soar como a voz impessoal e neutra do senso comum, então a desumanização preventiva do adversário torna-se o procedimento usual e dominante nos debates públicos. Não é preciso dizer que esse estado de coisas já vigora no Brasil desde há pelo menos uma década. Estamos em pleno império da manipulação psicopática da opinião pública. OLAVO DE CARVALHO É ENSAÍSTA, JORNALISTA E PROFESSOR DE FILOSOFIA

DOIS, TRÊS, MUITOS OBAMAS VICTOR DAVIS HANSON enquanto Obama número "dois" entende que ele é aliado essencial para ajudar os mais pobres ao comparecer a seus jantares de campanha no valor de 40 mil dólares a refeição. Barry Obama respeita aqueles que fazem bilhões na Berkshire Hathaway, Microsoft, Apple, Google e Facebook, mas Barack Obama não respeita aqueles que fazem bilhões com petróleo, agropecuária e construção. Será que Wall Street é a fonte dos problemas da nação ou é a fonte da salvação política do presidente? Há um Obama que vai contra membros de uma elite de escolas preparatórias e mansões; há outro Obama que foi membro dessa elite de escolas preparatórias e mansões.

E

ntendi que Obama jurou para a gente que tomar emprestado 5 trilhões de dólares era vital – a keynesiana injeção condicionada, os estímulos, evitar mais de 8% de desemprego e tudo aquilo lá. Mas agora outro Obama alega que os seus sequenciais déficits de um trilhão de dólares são provas, mas não do tipo de crescimento que melhorou o GDP e reduziu o desemprego, e sim de disciplina fiscal que freou gastos republicanos inconsequentes. Então Obama, ao longo dos últimos quatro anos, trouxe tanta austeridade que pôs em xeque os gastos de Bush,

quanto trouxe crescimento keynesiano que nos salvou da letargia do governo Bush? Gastar é poupar? Déficits recordes são recordes de comedimento fiscal? Diversos Obamas insistem em falar sobre civilidade e sobre união; mas diversos outros Obamas falam sobre punir nossos inimigos, enfatizam diferenças raciais e organizam formalmente seus defensores partidários por agrupamentos raciais.

Larry Downing/Reuters

C

om a campanha eleitoral em aquecimento, continuamos a conhecer vários Barack Obamas diferentes - a tal ponto que não sabemos qual é o presidente na verdade (se é que é algum). Acho que o presidente acredita que empresas de investimento de capital fechado prejudicam a economia e que seus CEOs, na melhor das hipóteses, são indiferentes e muitas vezes não são simpáticos à labuta do americano comum. Digo "eu acho" porque o próprio Obama coletou milhões de dólares de tais empresas direcionadas ao lucro e utiliza seus líderes para levantar fundos para sua reeleição. Cínico, hipócrita, ou ignorante? Você decide. Acho que ele é a favor do financiamento público de campanha, mas contra os chamados super PACs ; mas de novo eu digo "eu acho" porque Obama renunciou ao primeiro e abraçou o último. Guantánamo, rendições, tribunais e detenções preventivas são necessidades constitucionais ou ameaças a nossa segurança? Algumas das personalidades de Obama disseram que são ruins; outras parecem crer que sejam boas. Um Barack Obama cruza o país de um lado ao outro nos avisando que uma elite sinistra roubou do bem comum e deve ser responsabilizada por destruir a economia. Outro Barry Obama, aristocraticamente e de maneira desavergonhada, mergulha dentro dos campos de golfe e prefere Martha Vineyard para passar suas férias. Então, estou confuso quanto ao dito "um por cento" mau. Obama número "um" entende que ele prejudicou o país e deve pagar sua parcela justa,

E

u me lembro de que uma vez Obama ridicularizou combustíveis fósseis, gabou-se de que milhões de novos "empregos verdes" resultariam de subsidiar energia solar e eólica e iriam "falir" as empresas de carvão, uma vez que o preço da energia iria aumentar estratosfericamente. Mas, em outra ocasião, Obama vangloriou-se de que em seu tempo estamos extraindo mais petróleo do que nunca, aparentemente porque as empresas privadas ignoraram suas súplicas e perfuraram o solo, apesar de seus esforços em encerrar as permissões de extração em terras públicas. Então, devemos dar crédito a Obama por interromper as permissões de extração em terras públicas, o que forçou uma maior produção em propriedades privadas, ao mesmo tempo em que compreendemos que ele perdeu bilhões ao subsidiar empresas de energia solar e eólica fadadas ao insucesso? Infelizmente, os paradoxos envolvem mais do que as usuais reviravoltas de todos os políticos. Eles acertam bem no alvo a questão de quem é e quem não é Barack Hussein Obama. Ao longo dos anos os chamados Birthers fizeram diversas alegações pouco

comuns de que Obama não nasceu nos Estados Unidos e portanto não tem direito de ser presidente. Mas repentinamente, após quase quatro anos de sua presidência, nós descobrimos que por mais de uma década e meia a própria biografia publicitária de Obama o aponta como nascido no Quênia. Por que e como isso aconteceu – dado que os autores costumeiramente escrevem suas próprias autobiografias e têm oportunidades anuais de editá-las? Será que Obama pensou que alterar uma identidade poderia tornar seu livro, com uma herança mestiça, mais vendável em 1991 e ele mesmo mais exótico como um legislador estadual e senador nos 16 anos seguintes – mas por alguma razão não como candidato presidencial? O que é real e o que não é? Havia um Obama chamado Barry e outro que se tornou Barack, um com o nome do meio Hussein, tabu de ser pronunciado durante a campanha de 2008 e outro com o nome do meio Hussein, que após janeiro de 2009 era para ressoar no

mundo muçulmano? Um Obama foi professor de direito constitucional na prestigiada Universidade de Chicago; outro foi um palestrante de meio período que nunca publicava e raramente era visto ou ouvido na faculdade de direito. Um Obama era o brilhante editor da Harvard Law Review; outro nunca escreveu um artigo sequer. Um Obama tinha o Q.I. mais alto de qualquer presidente eleito e certamente era o homem mais esperto eleito como comandante-emchefe; outro Obama provou isto ao não publicar seu histórico escolar.

F

azendo justiça, Barack Obama escreveu suas memórias, explicando que ele não possuía nenhuma identidade, dadas a ausência de seu pai, as constantes viagens de sua mãe e sua necessidade de ser não birracial, mas sim de algumas vezes ser negro, algumas branco – e também precisava fazer parte e não fazer parte da comunidade de Chicago do Reverendo Jeremiah Wrigth e de votar "presente" na Câmara do estado de

Illinois, para poder ser a favor e contra naquilo que precisava ser a favor e contra. O Dr. Barack e o Sr. Obama podem, ao mesmo tempo, de maneira obediente, participar das missas "todos os domingos" na Trinity United Church of Christ e emular os escritos e leituras do pastor. E, ainda assim, apenas aparecer ocasionalmente, para se casar e ouvir platitudes sonoras sobre autoajuda e cura.

É

Obama apenas o usual camaleão político? Ou Obama não é uma metáfora que sirva muito para nada – além do fato de que é muito mais difícil ser presidente dos Estados Unidos do que estar na faculdade de Direito de Harvard ou Chicago, na Câmara de Illinois ou no Senado dos EUA, onde todos declaram que você fez tudo por simplesmente não fazer nada? VICTOR DAVIS HANSON É HISTORIADOR, ESCRITOR E ARTICULISTA AMERICANO. TRADUÇÃO: ROBERTO FERRARACIO PUBLICADO POR WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Marcelo ( Crô)

Serrado, agora Tonico Bastos em Gabriela , viverá João Carlos Martins num filme de Luis Carlos Barreto.

gibaum@gibaum.com.br

k Fraco, sem ossos e sem alma.

YOLANDA KAKABADESE // diretora

internacional da WWF sobre o doumento acordado na Rio+20

Foto: Business News

Encontro lá fora Há dias, na maior discrição, o presidente da CBF, José Maria Marin, que só faz o que Marco Polo del Nero, presidente da FPF e novo assessor especial da Confederação Brasileira de Futebol (ganhou um cargo com salário de R$ 120 mensais) manda, encontrou-se com o ex-presidente da entidade, Ricardo Teixeira, em Barcelona. Almoçaram juntos, trocaram idéias, Marin apresentou ao outro relato dos bastidores da CBF e até se queixou de quem vinha tentando derrubá-lo. E disse a Teixeira que ainda não se atreveu em pedir audiência para Dilma Rousseff: teme receber um não (o ex-presidente jamais conseguiu ser recebido por ela). 333

QUEMMANDA 333 O governadorEduardo Campos (PSB), de Pernambuco, faz composições em todo o país em relação às eleições municipais (mesmo sem Luiza Erundina,continuaapoiando FernandoHaddademSãoPaulo, embora tenha aliança com o PSD de Gilberto Kassab em outras cidades), só que faz questão de deixar claro que, lá em cima, quem manda é ele. Agora, lança o ex-secretário de PlanejamentoGeraldoJuliode MelloFilhocomoseucandidato à prefeitura de Recife. E se joga na campanha do alto dos seus 89% de popularidade (é recorde nacional). O senador Humberto Costa (PT) acabou ficando de escanteio.

Na defesa do Ártico

333 Antes de vir ao Brasil, ao lado do bilionário Richard Branson, aproveitando a Rio+20 para divulgar sua campanha

na defesa do Ártico, a atriz a cantora Lucy Lawless, a Xena, a Princesa Guerreira da famosa série de TV, posou, exibindo o busto para uma foto chamando a atenção para sua causa. Ativista da Greenpeace, ela batalha pelo fim da extração do petróleo e da pesca predatória no Ártico, que chama de santuário. Aos 44 anos, casada há 14 anos, Lucy foi Lucrecia na série Spartacus, onde tinha uma cena de beijo em outra mulher – e foi eleita pela LesbianNation uma das “10 Women We Love”. Já posou para a Maxim e a People considerou Lucy uma das “50 Mulheres Mais bonitas do Mundo”. 333 Nos tempos de FHC, o Palácio do Planalto tinha 1,1 mil funcionários. No último ano do governo Lula, eram 3,3 mil funcionários, sendo que a Presidência da República conta com 55 assessores especiais de confiança. Esse volume permanece no governo de Dilma Rousseff, com uma novidade: há um programa em andamento que quer melhorar a vida dos servidores de lá, que inclui aulas de forró (no primeiro trimestre) e outras danças até cineminha na hora do almoço. Nos próximos dias, o Planalto vive uma festa: quem cuida da qualidade de vida dos funcionários promove a 12ª Semana Pensa Vida, que terá palestras, atividades esportivas, exposição, oficinas voltadas para sustentabilidade e até caminhada. A maioria das atividades – esse é o problema – acontece em horário de expediente, de oficina de horta caseira a peças artesanais com garrafas pet e latinhas. Até final do ano, estará funcionando grande academia de fitness.

Vida mansa

Ferrari vermelha Há seis anos, Luis Estevão foi condenado a 36 anos de prisão pelo superfaturamento da obras do fórum trabalhista de São Paulo. Agora, o STJ analisou e recusou recurso. Só que seus advogados já preparam novo instrumento jurídico. Ou seja: ele continuará em liberdade e circulando em Brasília a bordo de sua Ferrari vermelha. Já o ex-juiz Nicolau dos Santos, o Lalau, com 84 anos, devido a redução da prescrição de sua pena, poderá até recuperar R$ 6 milhões bloqueados no Exterior. E Fábio Monteiro de Barros continua trabalhando em São Paulo e sempre é visto nas missas da igreja de São José, no Jardim Europa, também chamada de igreja dos bacanas. 333

JEJUM O novo pedido de habeas corpus para Carlinhos Cachoeira foi negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. No próximo dia 29, ele completa quatro meses de prisão, sem visita intima, o que para muitos que conhecem o bicheiro significa o pior castigo . Os mais irônicos,incluindoconhecidos políticos, que já viram de perto Andressa Mendonça, 30 anos, com quem Cachoeira tem um relacionamento de dez meses, acham que sua magreza vem do jejum sexual. Durante as visitas, os dois conversam separados por vidro de segurança.

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MISTURA FINA 333

QUEM CHEGA ao

Brasil no começo de julho é o especialista em riscos Scott Cleland: vem lançar

O SHOPPING Cidade Jardim, que faz grande campanha publicitária para enfrentar o novo JK Iguatemi, acaba de ganhar a primeira loja Pierre Balmain em São Paulo. Marina Mantega, filha do ministro Guido Mantega, da Fazenda, tem participação do desembarque da grife no Brasil.

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Depois de seis anos sem se apresentar em São Paulo, Marisa Monte (destaque) acaba de estrear para uma temporada de quatro semanas, no HSBC, com o show Verdade, uma Ilusão, onde canta 25 músicas, incluindo a famosa Beija Eu. Uma legião de conhecidas figuras do showbiz foi aplaudir Marisa, numa noite em que a cidade enfrentava frio, chuva e transito. Entre tantas, estavam lá a modelo Thalita Pugliesi, em alta depois de temporada em Paris (esquerda), Sarah Oliveira, apresentadora da GNT (centro) e a atriz Cíntia Falabella, exibindo sua comissão de frente turbinada.

Marisa de volta

333 NUMA ÚNICA semana, separaram-se os casais Daniel Oliveira e Vanessa Giácomo, Bruno Gagliasso e Giovanna Ebank e Lisandra Souto e Tande, jogador de vôlei.

O LÍDER do PR no Senado, Blairo Maggi (MT) acaba de se submeter a um check-up total no Sírio-Libanês, em São Paulo, depois de uma crise de diverticulite, quando 333

Batendo o tambor 333 Brígida de Sousa, estudante de 22 anos de História na Universidade Federal de Alagoas, ganhou projeção nos últimos dias porque participava dos protestos (com mulheres de busto nu) no Rio de Janeiro: é bonita e dona de poitrine que só ganhou elogios nas páginas dos jornais. O apelido dela é Riquezinha, integra o grupo Tambores de Safo e –nem poderia se esperar outra coisa – está negociando um ensaio na revista Playboy. Com um tambor do lado, claro.

h IN

Comida tailandesa.

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333 No show de abertura da Rio+20, na semana passada, a cantora Alcione estava à frente de grande grupo de ritmistas de escolas do Rio e, de repente, chamou a presidente Dilma Rousseff ao palco e – a Chefe do Governo até ensaiou uns passinhos. Na platéia, muitas autoridades nacionais e estrangeiras caíram no samba e o ministro Antonio Patriota até dançou com a ministra Eleonora Menicucci, de Políticas para Mulheres. Também as ministras Miriam Belchior eIdeliSalvattificaramgingando, enquantoGleisiHoffmannficou parada, impassível.

também o jurista Ives Gandra Martins será um dos personagens. Ele é irmão do maestro.

In, onde denuncia o lado obscuro da empresa, como falta de privacidade, concorrência predatória e propriedade intelectual. Para Cleland, o Google é a principal ameaça do mundo do século 21.

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ZIRIGUIDUM

3 Mais: o ator é pianista. E

seu livro Search and Destroy: Why you can’t trust in Google

Língua de Chayene Na novela Cheias de Charme , a personagem Chayene (Claudia Abreu) chama todo mundo com nomes de bichos, que fazem sucesso nas redes sociais. Os autores Isabela de Oliveira e Filipe Miguez foram se inspirar na Grande Enciclopédia Internacional Piauês, de Paulo José Cunha, repleta de nomes que a maioria dos brasileiros nunca ouviu falar. Um deles é curica , que Chayene usa muito: é uma ave pequena, do Nordeste. Só que lá no Piauí o termo é usado, em tom de deboche, para designar as empregadas domesticas que, claro, lá em cima, odeiam o apelido.

sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

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Comida coreana.

Olho em Patriota 333 Dilma Rousseff gostou da conversa do ministro Antonio Patriota com o secretário-geral

da ONU, Ban Ki-moon, que fez o coreano virar o disco em relação à postura do governo brasileiro no Rio+20. Na seqüência, a presidente mandou o titular de Relações Exteriores socorrer o paraguaio Fernando Lugo. O que não quer dizer que Patriota esteja totalmente à salvo: apenas ganhou mais tempo de sobrevivência. Dilma também está irritada com a falta de liderança do ministro na greve dos oficiais de chancelaria pelas embaixadas e consulados brasileiros pelo mundo afora.

se internou no Hospital Samaritano, no Rio. Quem cuida dele é o cardiologista Roberto Kalil, o favorito de Lula, Dilma Rousseff, José Serra, Paulo Maluf e muito mais. 333 IVETE SANGALO, agora na pele de Maria Machadão, dona do cabaré Bataclã da novela Gabriela, terá cenas quentes com Antonio Fagundes, o Coronel Ramiro Bastos, sem nenhuma concessão-extra à nudez ou semi-nudez. Contudo, a própria Ivete promete um verdadeiro festival de suas famosas e aplaudidas pernas, em plena forma no auge dos 40 anos da cantora – e agora, atriz.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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5 EU QUERO TCHÁ... O jingle de José Serra usa um hit para dizer: "Eu quero Serra já!"

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E TCHAN, TCHAN... Tchan... Hoje o Conselho de Ética do Senado pode cassar Demóstenes.

Nelson Antoine/AE

Frame/Folhapress

A presença do Paulo Maluf só atrapalha, desqualifica, afasta as pessoas, tira a credibilidade de quem está junto com ele. Luiza Erundina, sobre a aliança do PT com o PP. Não estamos cometendo nenhuma heresia do ponto de vista da política. Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, sobre a aliança do PT com o PP de Maluf.

Aos gritos de "volta", o candidato José Serra falou por 35 minutos na convenção do PSDB, se emocionou e quase chorou duas vezes.

Ayrton Vignola/AE

Não serei vice do Haddad. Pronto, falei. Netinho de Paula, mantendo a pré-candidatura do PCdoB à Prefeitura de São Paulo.

Serra: "Não passarão!" Ao som do jingle "Eu quero Serra já", candidato usa frase famosa para dizer que derrotará o candidato do PT.

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om o lema "Para São Paulo seguir avançand o" e um jingle que usa a melodia do hit "Eu quero tchu, eu quero tchá", transformado em "Eu quero Serra, eu quero é já!", o PSDB oficializou ontem a candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo. A convenção foi realizada no Ginásio do Ibirapuera, com participação das principais lideranças da sigla. Em fala emocionada de pouco mais de 35 minutos, Serra quase chorou duas vezes e voltou a dizer que hoje seu sonho é retornar à prefeitura. Sob aplausos e gritos de "volta", Serra recorreu à frase "Não passarão!", da líder esquerdista da guerra civil espanhola Dolores Ibárruri, La Pasionaria, para criticar o PT: "Gente que fez pouco ou praticamente nada por São Paulo vai falar mal da cidade. Mas eles não passarão." Experiência – Em resposta ao lema da pré-campanha do petista Fernando Haddad, que prega o "novo" para São Paulo, Serra ressaltou sua experiência política e lembrou as reali-

Marcos de Paula/AE

Esse mesmo Maluf apoia o governo Dilma, apoiou o governo Lula, apoiou Serra e apoia Alckmin. Esse é o nosso sistema político. Antonio Donato (PT), vereador e coordenador da campanha de Fernando Haddad.

Essa é uma foto ambientalmente correta. Luiz Inácio Lula da Silva, ao posar ao lado de Dilma Rousseff.

É uma foto simpática que nós estamos tirando para vocês. Comentário da presidente Dilma Rousseff, sobre o mesmo tema.

Ele não sai por medo, sai por cansaço. Eliana Calmon, corregedora do CNJ, sobre a saída do juiz Paulo Moreira Lima da Operação Monte Carlo, após receber "ameaças veladas".

Nelson Antoine/AE

Cris Faga/AE

O candidato recebeu o apoio e o abraço do prefeito Gilberto Kassab

O boneco da campanha

zações de suas gestões como prefeito e como governador. Numa crítica indireta a Haddad, que nunca concorreu a cargos eletivos, afirmou: "Não estou aqui para experimentar. Estou aqui para avançar São Paulo." E afirmou que, caso eleito, sua gestão usará recursos tecnológicos para oferecer serviços à população. "Será um governo parecido com o de Nova York e Chicago." Presente no evento, o governador Geraldo Alckmin disse que São Paulo não é terra de candidato do "bolso do cole-

porcional para a eleição de vereadores. Aníbal aproveitou ainda para criticar o PSD, que está na coligação. "Você (PSDB) está se coligando com uma força política que tem uma ação predatória contra o PSDB em São Paulo. É uma união absurda." O senador Álvaro Dias (PSDB), que se confundiu e disse que o PMDB (em vez de PSDB) atuaria para eleger o exgovernador, afirmou que o julgamento do Mensalão deve interferir no resultado das eleições municipais. (Agências)

Daniel Teixeira/AE

Demóstenes é julgado hoje

A independência da magistratura precisa ser preservada. Não pode haver Estado democrático de Direito em que o Judiciário esteja amedrontado por quem quer que seja. Ophir Cavalcanti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Chalita, ao lado de Temer, lança jingle com crítica implícita a Serra.

Chalita diz que seu aliado é o povo

Decisões como a de Tourinho Neto nos dão a impressão de que os agentes públicos assumem sua delinquência como algo normal. Modesto Carvalhosa, advogado e autor de O Livro Negro da Corrupção.

C Vanessa Carvalho/Agência O Globo

Monaliza Lins/e-Sim

Mesmo ilegais, os jogos de azar são largamente aceitos pela sociedade. Tourinho Neto, desembargador do Tribunal Regional Federal, ao mandar soltar Gleyb Ferreira da Cruz, braço-direito de Carlinhos Cachoeira.

Não devemos olhar pelo retrovisor. Temos de olhar pelo para-brisa. Paulo Maluf, sobre a aliança do PP com o PT.

te". "Serra é candidato do povo", emendou o governador. A campanha de Serra também vai usar bonecos com a cara do candidato. Problemas – Apesar do entusiasmo da claque tucana, a convenção foi marcada por alguma dose de insatisfação. O líder do PSDB na Câmara Municipal, vereador Floriano Pesaro, afirmou que seu partido "deseja" uma chapa pura, o que não é aceito por outros setores do partido. O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, criticou a formação de coligação pro-

om ataques a seus principais adversários, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), o candidato do PMDB Gabriel Chalita foi homologado ontem, em convenção realizada na Praça da Sé, após missa na Catedral, como o escolhido do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo. Sem citar nomes, o jingle apresentado na convenção traz crítica implícita a Serra por ele ter deixado a prefeitura em 2006, descumprindo promessa da campanha de 2004. "Ele tem palavra e cumpre com seu juramento, é São Paulo em primeiro lugar, é São Paulo 100%", diz a letra da música da campanha de Chalita.

Em entrevista, o peemedebista também fez críticas indiretas a Fernando Haddad, que na última semana assistiu a uma crise interna em sua campanha por causa da aliança com Paulo Maluf (PP). "Sou o candidato da fé [Chalita é católico praticante], do respeito, da aliança correta, é São Paulo em primeiro lugar, nossa aliança é com o povo", disse o candidato. O PMDB não atraiu até agora nenhum grande partido para sua aliança. O vice-presidente da República Michel Temer disse que o fato de o PMDB disputar com o PT em São Paulo não contaminará a coalizão do governo Dilma Rousseff. (Agências)

Conselho de Ética do Senado deve julgar hoje à noite o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), após adiamento na semana passada, determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, sob a alegação de que o julgamento só poderia ocorrer três dias após a apresentação do

relator. O relator Humberto Costa (PT-BA) deverá apresentar seu voto, e posteriormente os membros do Conselho também votarão. A defesa de Torres não descarta recorrer ao STF para tentar anular parte do processo. Na CPMI do Cachoeira, na terçafeira serão ouvidas testemunhas da venda da casa de Marconi Perillo. (Agências)

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO PRESENCIAL 210/2012-SMS.G, processo 2011-0.184.562-3, destinado à aquisição de EQUIPAMENTOS PARA REABILITAÇÃO - NIR 2, para a Coordenação da Atenção Básica/Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14:00 horas do dia 16 de julho de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO PRESENCIAL 211/2012-SMS.G, processo 2011-0.123.396-2, destinado à aquisição de CRIADO MUDO, MESA PARA REFEIÇÃO, BERÇO HOSPITALAR INFANTIL, CAMA HOSPITALAR E CARRO MACA, para a Comissão de Gestão Técnica de Aquisição de Tecnologias, Insumos Estratégicos e de Serviços de Apoio e Diagnósticos (SADT) - COGESTEC, de SMS.G, do tipo menor preço. A sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14:00 horas do dia 17 de julho de 2012, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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A qualidade da transparência no governo estadual é baixa. Há um longo caminho para que melhore. Cláudio Weber Abramo, diretor da Transparência Brasil.

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Ciete Silvério

Para quem quiser ver

Essas leis só terão eficácia se houver demanda, ou seja, pressão para que o máximo possível de informação seja divulgado. CLÁUDIO WEBER ABRAMO

Governo cria canal de transparência para a sociedade acompanhar a gestão pública Guilherme Calderazzo

A

tabela de remuneração dos servidores e a relação de todos os integrantes da administração estadual já se encontram disponíveis para consulta e avaliação dos interessados no Portal da Transparência, entidade na web posta no ar em janeiro e sob a responsabilidade da Corregedoria Geral da Administração do governo paulista. Em breve, os salários de cada um dos servidores estaduais também serão divulgados na internet. Todo esse desempenho tem o estímulo da Lei do Acesso à Informação, sancionada pela Presidência da República em novembro passado, cujo objetivo é garantir o direito à informação, dar transparência e proporcionar o controle social sobre a atuação de órgãos públicos, autarquias e estatais. "Todos os órgãos públicos foram impactados pela nova lei federal", diz Gustavo Ungaro, presidente da Corregedoria Geral da Administração. Segundo ele, no caso do Estado de São Paulo, o acesso à informação como direito do cidadão ocorre desde 1999, com a aprovação da Lei de De-

fesa do Usuário do Serviço Público. Em consequência, diz, houve a estruturação de centrais de atendimento, ouvidorias, comissões de arquivo em instituições estaduais e a criação de portais de internet em favor da transparência e da divulgação de dados da administração pública do estado. Simplificação – Em relação ao Portal da Transparência Estadual, o objetivo é tornar disponível na web dados e informações decorrentes do desempenho do governo estadual de forma clara, objetiva e simplificada. Assim, há a centralização de informações já disponíveis em outros portais e a atualização dos dados em favor da transparência dos gastos públicos. Diante disso, o interessado encontra no Portal da Transparência Estadual informações sobre investimentos, receitas e despesas, gastos com o pagamento de diárias, materiais e serviços, repasses de recursos estaduais, contratos de gestão e empresas sancionadas, e também a tabela de remuneração dos servidores e a relação dos integrantes da administração com nome, local e jornada de trabalho. Além do Portal da Transpar ê n c i a ( w w w . t r a n s p a r e n-

Gustavo Ungaro: informações sobre investimentos, despesas, recursos e até remuneração dos servidores. cia.sp.gov.br), qualquer cidadão ainda tem à disposição dados e informações em vários outros endereços na internet: w ww . ou v id o ri a. s p. g ov . br ; www.saopaulo.sp.gov.br (Portal do Governo de SP); www.bibliotecavirtual. sp.gov.br (Biblioteca Virtual); www.governoaberto. sp.gov.br (Portal do Governo Aberto); www.fazenda. sp.gov.br/contas1 (Prestando Contas, da Secretaria da Fa-

zenda do estado). No que diz respeito exclusivamente ao Portal da Transparência Estadual, o interessado ainda pode transmitir denúncias e sugestões por meio dos canais "Fale Conosco" e "Denúncia Eletrônica". Licitações – As informações detalhadas sobre processos licitatórios do governo estadual são encontradas no Prestando Contas, endereço também presente no Portal da

Transparência. "A publicidade dos processos públicos de contratação é essencial para a promoção da concorrência e obtenção dos melhores preços", afirma Ungaro. Ainda segundo ele, a Corregedoria Geral da Administração também fiscaliza o uso do Pregão Eletrônico, que foi utilizado em 99% das contratações de serviços e aquisições de produtos comuns, em maio. "Neste ano, houve uma

economia de R$ 130 milhões, calculada pela diferença entre o preço estimado e o valor de contratação depois das sessões públicas realizadas por meio do Pregão Eletrônico na internet", explica Ungaro. Crítica – A direção da Transparência Brasil, entidade sem fins lucrativos e de combate à corrupção por meio do monitoramento da atuação do Estado na relação com agentes públicos e privados, avalia que, pela importância e riqueza, o governo do Estado de São Paulo ainda tem um histórico ruim no que diz respeito à transparência. "A qualidade da transparência no governo estadual é baixa. Há um longo caminho para que melhore, e é o que esperamos que ocorra", afirma Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil. Segundo ele, há pouco eficácia na divulgação apenas de volume de cargos e relação dos salários pagos aos agentes do estado. "É preciso que se divulguem os nomes, funções e salários correspondentes de cada servidor", sugere. Ele acrescenta que tanto a Lei de Acesso à Informação quanto as instituições criadas pelo governo estadual em favor da transparência na administração só terão efeito pleno "se houver demanda, ou seja, pressão para que o máximo possível de informação seja divulgado".

PEN: menos política, mais ecologia. Em linhas gerais, essa é a proposta do mais novo partido político brasileiro, o 30º aprovado pela Justiça, que começa com um site e um telefone celular. Mário Tonocchi

País economizar pelo menos R$ 100 bilhões ao ano, segundo cálculos do PEN, já que hamplementar no Brasil a ta- veria redução do custo do paxa "Lei José do Egito" para gamento dos credores intercontrolar a inflação e redu- nos do Brasil. Para Barros, isso zir os juros da dívida inter- não é calote, mas simplesna ao máximo de 2% ao ano. mente o acompanhamento Aprovar leis que obriguem o das taxas de juros em vigor em governo federal a recuperar outros países. Energia solar – Entre as pronascentes, margens de córregos e rios de todo o País e im- postas do PEN também está a plantar rede de esgoto em to- criação de uma unidade ciendas as cidades. As prefeituras tífica para a pesquisa de protambém seriam obrigadas a postas sustentáveis para sereciclar todo o lixo produzido rem submetidas à Câmara dos Deputados. Prevê a obrigação por seus cidadãos. Essas são algumas teses de todas as casas com chuveiros elétricos e que o recémconsumo acima criado Partido de 100 kW por Ecológico Naciomês a terem nal (PEN) pretenHoje já temos energia solar fide colocar em condições de ter nanciada pelos prática no que pelo menos 20 governos estadenomina uma deputados que duais ou federal nova forma de apoiaram a e paga pelo doa t u a r s o c i a lno da residência mente, com meformação ou propriedade, nos política e do partido. com a economia mais ecologia. ADILSON BARROSO mensal de ener"Essas proposgia. Outra ideia tas são linhas gerais. Vamos convocar especia- é a construção de grandes lalistas para aprofundarmos os gos-tanque de criação de peiestudos e montarmos os pro- xes em rios recuperados nas jetos", disse o presidente do regiões populosas, para vennovo partido, o ex-deputado da direta à população. Adilson Barroso (SP). Fora das eleições – Ao receLei contra a inflação – A "Lei ber a autorização de funcionaJosé do Egito", explica Barro- mento do Tribunal Superior so, autoriza o governo a au- Eleitoral (TSE), o PEN tornoumentar a carga tributária na se o 30º partido brasileiro. A época das "Vacas Gordas". Is- agremiação, no entanto, não so, segundo o presidente, ini- poderá concorrer neste ano às birá a população a comprar eleições. A lei só autoriza o nodesenfreadamente, desace- vo partido a competir eleitolerando a inflação. O contrário ralmente um ano depois de ocorre na época das "Vacas implantado. Mas o PEN avisa Magras". Para incentivar a po- que vai recorrer. "Achamos inpulação a comprar mais, utili- justa a determinação." za-se a arrecadação para corPara conseguir o registro, o tar até 90% de taxas e impos- PEN reuniu cerca de 500 mil tos nos produtos, e reduzir em assinaturas de eleitores em até 20% os impostos nos com- nove estados brasileiros. A bustíveis e energia elétrica. ideia inicial do partido ecológiO plano de redução dos ju- co nasceu em Barrinha, cidaros da dívida interna faria o de natal de Barroso, com apro-

Reprodução

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Divulgação

ximadamente 30 mil habitantes, na região de Ribeirão Preto, no nordeste de São Paulo. Um site e um telefone – No momento, o partido resumese a um site e o telefone celular do presidente. Barroso espera, em breve, instalar seus comitês federal, estaduais e municipais. "Hoje já temos condições de ter pelo menos 20 deputados que apoiaram a formação do partido", disse. Barroso foi vereador em Barrinha (1988 e 1992), viceprefeito entre 1996 e 2000 e deputado estadual em 2002. Em 2010 concorreu pelo PSL, mas não se elegeu.

Adilson Barroso, presidente do PEN (ao lado) e o site do partido (acima). O portal e o telefone celular do dirigente são tudo o que a mais nova sigla política tem. A ideia do partido surgiu em Barrinha, no interior de São Paulo, cidade natal de Adilson.


p O homem que desmascarou o Mensalão DIÁRIO DO COMÉRCIO

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A impunidade precisa acabar no Brasil, e eu não hesitaria em fazer novamente o que fiz. Joel Santos Filho, advogado.

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O advogado Joel Santos Filho ouviu um amigo falar de achaques nos Correios e se propôs gravar um pagamento de propina. Daí surgiu a CPI dos Correios e logo depois o Mensalão veio à tona. Armando Serra Negra

Celso Júnior/AE – 5/7/2005

Jairo Martins: segundo Joel Santos Filho, ele foi o responsável pela entrega da fita ao jornalista Policarpo Júnior, da Veja.

Divulgação

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penas os frequenta- amigo 'aparece lá em casa', e dores da "Boca Mal- o cara aparece de verdade. dita", reduto de intelectuais e políticos DC – Ele insistiu? Joel – Se empolgou, falava no centro de Curitiba, identificam Joel Santos Filho à primei- muito no assunto; não pude ra vista. É lá que o advogado, me esquivar. Propus, então, cidadão comum, fala mansa e me avistar com o Marinho, anolhos amargurados, conversa tes de tomar uma decisão. com os amigos após o expediente. Ninguém mais imagi- DC – Então Marinho o recebeu... Joel – Me apresentei como naria que ele é o homem que filmou, com uma câmara ocul- empresário de uma nova multa, em 2005, o então funcioná- tinacional da área de informário dos Correios, Maurício Ma- tica, interessada numa parcerinho, recebendo a "falsa" pro- ria com os Correios. A conversa fluiu, e quando disse que a pina que ele oferecia. O objetivo era obter uma operação não visaria lucro, prova irrefutável de suborno, que seria descontado no valor para ajudar um amigo que vi- das licitações, pois o objetivo nha sendo prejudicado em lici- da empresa era apenas incretações. Sequer imaginava que mentar o portfólio, com um o delito gravado teria grande cliente de prestigio nacional, repercussão, a ponto de moti- os olhos dele brilharam. Sem var a CPMI dos Correios, e o nunca ter-me visto, ou saber consequente inquérito do es- quem eu era, ele desandou a cândalo do Mensalão. Às vés- falar. Disse que estava ali por peras do maior julgamento conta do Roberto Jefferson [ p re s i d en t e que o Supredo PTB], revemo Tribunal lou como burFederal (STF) lavam as licibrasileiro já Ele disse que estava tações, expôs presidiu, com ali por conta do todo o esqueinício marcama de corrupdo para o próRoberto Jefferson, ção e seu ximo dia 1º de revelou como "custo polítiagosto, Joel burlavam as co" – foi como foi entrevislicitações, expôs ele se referiu tado, com extodo o esquema. à propina. c lu s i vi d a de , Compo rtoupelo Diário do JOEL SANTOS FILHO se como se Comércio. aquilo fosse Diário do Comércio – Como era a uma praxe corriqueira. Me reponte aérea para Brasília? voltei. Aquilo me virou o estôJoel Santos Filho – Saí de Cu- mago e decidi desmascará-lo. ritiba em 1992, para assumir o Marcamos outro encontro paposto de diretor adjunto de ra acertar detalhes. operações na Secretaria de Projetos Especiais do Ministé- DC – Foi quando conheceu o Jairo rio da Educação. Em 1995 re- Martins? Joel – Sim, ele já havia prestornei a Curitiba, porque meu pai ficou doente, mas conti- tado serviço para o Arthur, de nuei frequentando Brasília pa- varredura eletrônica no escrira ver os amigos e prestar con- tório dele, e entendia de espiosultorias administrativas, em nagem. Alugou uma maleta companhia de professores da 007 com câmera oculta e me Faculdade de Economia e Ad- ensinou a operá-la. ministração da USP. DC – O senhor voltou aos Correios? DC – Porque o senhor se envolveu J o el – Quando cheguei lá, com a gravação? pela segunda vez, achei que a J o e l – Um amigo, Arthur filmadora não estava funcioWascheck, reclamava da difi- nando. Tinha uns fios soltos. culdade de participar de licita- Liguei para o Jairo. Ele monitoções na Empresa Brasileira de rou o conserto pelo celular e Correios e Telégrafos (ECT), deu certo. O Marinho repetiu pois o gestor de contratos, tudo o que já dissera. Devolvi a Maurício Marinho, punha pre- maleta de gravação ao Jairo, ço em tudo. A solução seria de- para converter a fita em CD, e nunciá-lo a um superior, que entregar ao Arthur, conforme certamente o afastaria do car- combinado. go. Sugeri que gravasse ou filmasse o "achaque". Ele disse DC - O que aconteceu, então? Joel – O Arthur ligou, dizenque não, pois o Marinho já o codo que, segundo o Jairo, a fita nhecia e não iria se expor. estava em branco. Mas a máDC – E o senhor aceitou? quina estava funcionado – eu Joel – Meio na brincadeira. tinha testado com o Jairo ao Estávamos batendo papo, tro- celular. Voltei a Brasília para cando ideias, o Arthur sempre marcar um terceiro encontro, foi uma pessoa legal. Me ofe- mas o Marinho, cauteloso, não reci de impulso, mais por ca- disse nada comprometedor. maradagem, como se diz a um

Joel Santos Filho: depois de gravar a entrega do dinheiro a Maurício Marinho, dos Correios (à direita), prisão, ameaças e dificuldade para arranjar emprego. Mas o pesadelo começa a acabar. DC – Como foi o flagrante, então? Joel – O Arthur quis acertar as contas comigo, do que havia gasto com passagens de avião, hotel e refeições. Ele me deu R$ 5 mil. Na ocasião, em companhia de outro amigo, João Carlos Villela, tive um insight e resolvi arriscar uma quarta – e última tentativa. Liguei para o Marinho, disse que iria acompanhado do diretor financeiro da empresa e, para assegurar a tratativa, adiantaríamos R$ 3 mil. Ele mordeu a isca, e quando lhe entreguei o maço de notas – muitas delas de baixo valor, para fazer volume – a câmera filmou.

Reprodução da

reios"; citou o nome do colégio em que meu filho estudava, e disse para eu "tomar cuidado com o que ia falar". Eu gelei, e só fui me tranquilizar quando me soltaram dias depois, e pude falar com meu filho.

DC – Como foi a repercussão? Joel – Voltei a Curitiba e, depois de duas ou três semanas, o Arthur me ligou, a respeito de uma reportagem bombás- DC – Quais as consequências do tica na revista Veja em 18 de episódio? Joel – Até hoje as coisas esmaio de 2005, denunciando, a partir da minha gravação, o tão mal explicadas: a imprenesquema de corrupção dos sa noticiou inverdades a meu Correios. O jornalista Policar- respeito. A revista Época me po Júnior havia escrito, logo na chamou de "motoqueiro erchamada, que "um pacote de rante", sem eu jamais ter andinheiro [havia sido] dado [a dado de moto, e fui chamado Marinho] por um corruptor". A de araponga. Mas nunca me liimagem mostra ele pegando o garam para saber minha versão dos fatos. dinheiro da Minha agenminha mão... da e compuCaluniado, tador, confisdias depois Adiantaríamos R$ 3 c a d o s , n ã o minha exmil. Ele mordeu a foram restimulher me lituídos até hogou, às 7h da isca, e quando lhe manhã, apaentreguei o maço de je. Fiquei sem contatos covorada com notas – todas de merciais e três delegabaixo valor, para não consegui dos da Polícia fazer volume – a m a i s a r r uFederal (PF), m a r e m p r eescoltados câmera filmou. g o , c o m p epor policiais, cha de desoà minha procura. Imaginando que viriam nesto. Cheguei a ter a luz cortomar meu depoimento, disse t a d a , t o m a r b a n h o f r i o , que viessem a minha casa. Me contrair dívidas; demorei paderam voz de prisão, apreen- ra limpar o nome, e continuo deram meu computador e mi- impedido de advogar, porque nha agenda e me levaram pre- ainda não quitei as mensaliso. Depois, me embarcaram dades da OAB. Na época, perpara Brasília; queriam saber di 9 quilos, voltei a fumar, tose a gravação era a mando de mar ansiolíticos e antidepressivos... Tinha pesadelos. Mialgum político. nha vida só entrou nos eixos de dois anos para cá. DC – Houve alguma ameaça? Joel – Sem uma muda de roupa, fiquei sete dias incomuni- DC – Como a gravação chegou à cável em uma cela, com outros Veja? Joel – Embora desconfiasse, seis presos. Um dia, no pátio, durante banho de sol, um cara nunca pude afirmar. Mas agosentou-se a meu lado, dizendo ra que o Jairo Martins foi chaque eu era o "bacana dos Cor- mado na CPI do Cachoeira, co-

mo suspeito de passar informações à imprensa, posso acusar: foi ele quem entregou a fita para o Policarpo Júnior escrever a matéria, sem minha ciência ou autorização. Jairo a pegou e repassou ao jornalista. O que mais revolta, porém, é que ao comparecer à CPI dos Correios, em 2005, tornou-se pública a informação de que fora eu que produzira a fita. Mesmo assim, há poucas semanas [16/5/2012], a Veja novamente se referiu à gravação, ocultando minha autoria, e sobretudo perdendo a oportunidade de reparar um dano cometido.

TV Globo

DC – Qual sua avaliação atual do caso? Joel – A proximidade do julgamento do Mensalão me deixa feliz, pois um pouco de mim contribuiu para isso. A impunidade precisa acabar no Brasil, e eu não hesitaria em fazer novamente o que fiz. DC – O senhor visitou o Museu da Corrupção (www.muco.com.br)? Joel – Gostei muito. É uma iniciativa fundamental para a preservação da história do Brasil. Principalmente nesse tema que, infelizmente, continua atual e recorrente.

Martins, sob acusações.

O

ra referido nos noticiários como jornalista, ora como policial, o ex-araponga da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Jairo Martins de Souza é acusado por Joel Santos Filho de se apropriar de sua fita para entregar ao jornalista Policarpo Jr. da revista Veja, em 2005. A suspeita de Joel de que a anterior não estaria em branco, é esclarecida no site Observatório de Imprensa, em que o então deputado federal, e hoje ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apontou divergências entre os depoimentos de Jairo e Policarpo à CPI dos Correios: "O jornalista [Policarpo] afirmou ainda que a primeira fita que viu [em branco] não foi divulgada, ao contrário do que afirmou

o ex-agente da Abin", disse Cardozo. Em 2002, o contraventor Carlinhos Cachoeira contratou Jairo para flagrar uma entrega de propina a Waldomiro Diniz, presidente da Loteria Estadual do Rio de Janeiro. A quantia iria para o caixa 2 do PT, para financiamento de campanhas. O próprio PT encomendou-lhe um serviço de varredura em sua sede nacional, segundo informa a Polícia Federal (PF) na Operação Monte Carlo, em maio deste ano. Martins também foi investigado pela PF em 2008, no caso do grampo das conversas entre o então presidente do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes, e o deputado Demóstenes Torres. (ASN)


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CONDENAÇÃO Itamaraty divulga nota condenando o "rito sumário" de Fernando Lugo

nternacional

VENEZUELA Chávez suspende embarques de petróleo ao Paraguai

Paraguai suspenso do Mercosul Em resposta ao impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo ocorrido na sextafeira, o Brasil e as demais nações da América do Sul suspenderam o Paraguai do Mercosul e da Unasul até as eleições presidenciais previstas para abril de 2013. O Itamaraty avalia que, ao suspender de forma inédita um país do Mercosul, o bloco aplicou uma punição política a Federico Franco, que assumiu a presidência do Paraguai. Lugo afirmou que foi vítima de um "golpe parlamentar com uma ferramenta jurídica". O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, determinou a retirada de seu embaixador no Paraguai e suspendeu os embarques de petróleo ao país. Equador e Brasil também chamaram seus diplomatas de volta.

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Brasil e as demais nações da América do Sul decidiram suspender o Paraguai do Mercosul (Mercado Comum do Sul) e da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) até as eleições presidenciais previstas para abril do ano que vem. A ideia, costurada durante o fim de semana, é uma resposta ao impeachment-relâmpago do presidente Fernando Lugo ocorrido na sexta-feira. Os vizinhos querem desencorajar processos semelhantes em outros parceiros da região. O encontro que decidirá o destino imediato do Paraguai está marcado para a próxima sexta, durante reunião do Mercosul, na Argentina. O Paraguai deve ficar de fora, embora seu novo chanceler já tenha dito que quer ir e explicar a crise em seu país. Não se sabe quais efeitos do isolamento paraguaio do Mercosul e da Unasul, mas esperase que a suspensão pressione o atual governo. "Castigo" – O novo chanceler do Paraguai, José Fernández, rejeitou ontem a ideia de que seu país possa sofrer sanções internacionais. Em paralelo, o novo presidente, Federico Franco, pediu que não se castigue "6,2 milhões de pessoas" (a população estimada de sua nação). Rito sumário – Após a reunião sábado à noite no Palácio da Alvorada, o Itamaraty divulgou uma nota condenando o "rito sumário" que culminou com o impeachment e convocou, para consultas, o embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos. Na diplomacia, quando isso ocorre, é sinal de reprovação. Não foi usada a palavra "golpe" no comunicado do Ministério de Relações Exteriores porque o processo ocorreu dentro da lei. Santos pode permanecer em Brasília até o fim da gestão Franco. O Palácio do Planalto determinou que o Brasil só adote

decisões coletivas e no âmbito de organismos multilaterais. Um dos articuladores da destituição de Lugo, o senador Alfredo Luis Jaegli pediu calma à presidente Dilma Rousseff e prometeu "ótimas relações" entre o novo governo paraguaio e o Brasil A primeira sanção econômica ao Paraguai sob Federico Franco veio da Venezuela. Ontem, o presidente Hugo Chávez suspendeu o envio de petróleo da estatal PDVSA e decidiu também retirar seu embaixador de Assunção. Embaixadores – O Equador também retirou seu embaixador no Paraguai. Chile e Peru convocaram seu embaixadores para consultas. O presidente da estatal Petropar, Sergio Escobar, garantiu, ao jornal ABC Color, que a decisão não afetará a população de imediato, já que o petróleo venezuelano representa 30% do mercado. Petrobras – O Paraguai compra óleo também da suíça Trafigura e da Petrobras. O Brasil, apesar de ter adotado uma atitude firme em relação ao novo governo, já disse que não tomará medidas que prejudiquem o povo paraguaio. O presidente deposto pediu ontem que a democracia retorne ao seu país e anunciou que irá apoiar todas as manifestações pacíficas para que ordem institucional seja restabelecida. Lugo confessou ainda que uma eventual retomada de seu cargo na presidência "será muito difícil, mas pediu para que a população siga se manifestando pacificamente", em uma alusão ao grupo de cerca de mil pessoas reunidas em frente ao edifício da TV estatal, localizado no centro de Assunção. Os manifestantes criticavam a decisão dos congressistas e pediam o retorno de Lugo à chefia do Poder Executivo. O ex-bispo afirmou ainda que não irá colaborar com o governo de Franco, de centrodireita. (Agências)

Marcos Brindicci/Reuters

Fernando Lugo conversa com jornalistas em frente à sua casa em Assunção. Ele anunciou que irá apoiar todas as "manifestações pacíficas".

'Brasiguaios' temem retaliação

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m mesa ocupada por imigrantes brasileiros numa churrascaria da capital paraguaia, Assunção, só um assunto gerava reações mais apaixonadas que o debate sobre quem venceria a final da Copa Libertadores: a perspectiva de que o Brasil adote sanções contra o Paraguai devido ao impeachment do presidente Fernando Lugo. Na tentativa de evitar a destituição de Lugo, a presidente Dilma Rousseff afirmara horas antes que havia "previsão de sanções" aos países que não cumprissem "os princípios que caracterizam uma democracia". Disse ainda que a transgressão das regras democráticas poderia resultar na "não participação nos órgãos multilaterais", ou seja, na expulsão do Paraguai do Mercosul e da Unasul. "Antes de falar bobagem, ela deveria pensar em quantos brasileiros moram

Marcello Casal Jr./ABr

Cristalda: 'brasiguaios' pedem que Brasil aceite novo governo. aqui", diz o pecuarista paranaense Rui Rosa, que vive no Paraguai desde 1982. Segundo ele, a fala da presidente reforçou entre os paraguaios a visão de que o Brasil age de forma imperialista com o vizinho, ditando-lhe o que é certo e o que é errado. "Cada comentário desses piora ainda mais nossa imagem." Para Rosa, porém, o impeachment de Lugo foi benéfico para o Paraguai e

para os "brasiguaios", como os imigrantes brasileiros são conhecidos por lá. Estima-se que no Paraguai haja 400 mil brasileiros (entre nascidos no Brasil, seus filhos e netos), que começaram a migrar para o país vizinho nos anos 1960 e 1970 para trabalhar como agricultores. Donos de grandes propriedades num país em que 2% da população controla 80% das áreas férteis, o grupo é contestado

Marcos Brindicci/Reuters

As cinco acusações contra Lugo

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Reuters

Manifestantes pró-Lugo se reuniram em frente ao prédio do congresso condenando o impeachment.

Chávez suspendeu embarque de petróleo venezuelano ao Paraguai

por trabalhadores sem-terra, que se dizem preteridos em seu próprio país. Segundo Rosa, Lugo aguçou a animosidade entre os grupos ao estimular invasões. Além disso, ele afirma que o ex-presidente "criou um sentimento de que os brasileiros são ladrões de energia", referindo-se à renegociação do acordo de Itaipu conduzida por ele. As tratativas resultaram na triplicação do montante pago anualmente pelo Brasil ao Paraguai pela energia gerada na usina binacional. Há 17 anos no Paraguai, o empresário paranaense Lindor Kubitz também condena possíveis sanções ao país. "Tirar o Paraguai do Mercosul é uma bobagem. A Dilma só ouviu o Lugo, agora tem que ouvir o outro lado". Segundo ele, o expresidente estava isolado e fazia uma péssima gestão. "O governo parou, o Congresso o boicotava e nem o Exército estava ao seu lado", diz. (Agências)

Jorge Adorno/Reuters

Jorge Adorno/Reuters

Grafite em Assunção acusa Franco de golpista

Protesto contra a atual situação no país

Senado paraguaio cassou na sexta-feira o poder do presidente Fernando Lugo, após negar um pedido do mandatário, que solicitou 18 dias para a preparação dos argumentos de defesa do julgamento político, por suposto mau desempenho de suas funções. O Senado aprovou a validade das cinco acusações contra Lugo, com 39 votos a favor e apenas quatro contra. A acusação apresentada contra Lugo tinha cinco pontos: a matança de 17 pessoas (11 camponeses sem-terra e seis policiais) num confronto na primeira metade de junho; a crise dos camponeses sem-terra do Paraguai no departamento (Estado) de Ñacunday; a insegurança no país; o uso dos quartéis das Forças Armadas para atividades políticas; e a assinatura do protocolo de Ushuaia II, que permite à Unasul intervir no Paraguai em caso de risco para a democracia. (Agências)


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

9 Manteremos os tratados internacionais e acordos entre o Egito e o mundo Mohammed Mursi

nternacional Ahmed Jadallah/Reuters

Praça Tahrir, palco das manifestações pró-democracia no centro do Cairo, explodiu em festa após anúncio da vitória de Mohammed Mursi, o primeiro presidente islâmico eleito do mundo árabe. Suhaib Salem/Reuters

Aumentam sanções contra regime de Assad

1º líder eleito do Egito é islamita Candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi, vence pleito e se torna primeiro presidente eleito livremente da história do Egito.

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ohammed Mursi tornou-se ontem o p r i m e i r o p r e s idente eleito livremente da história do Egito e o primeiro presidente islâmico eleito do mundo árabe. O resultado representa um momento emblemático da chamada Primavera Árabe, a onda de manifestações a favor de governos mais democráticos que se espalhou pelos países da região. Mursi derrotou Ahmed Shafiq, brigadeiro da reserva e último premiê do regime de Hosni Mubarak, deposto em 2011. Em seu primeiro pronunciamento transmitido pela televisão, Mursi disse que o país honrará seus tratados internacionais, num gesto claro para Israel, que se mostrava preocupado com o tratado de paz firmado há 33 anos com o Cairo. "Manteremos os tratados internacionais e acordos entre o Egito e o mundo", disse o presidente , acrescentando que o Egito quer estar em paz com o resto do mundo, mas tem capacidade de se defender de qualquer ataque. (Leia mais nesta página) Mursi, que foi candidato a presidente pelo grupo islâmico Irmandade Muçulmana, também prometeu ser o presidente de todos os egípcios. Ele classificou o episódio como "momento histórico". O resultado leva a Irmandade ao poder pela primeira vez nos 84 anos de sua história, a maioria

transcorrida na ilegalidade em razão do regime autocrático egípcio. Em meio à ansiedade gerada no país após a declaração do resultado por conta do histórico de confrontos entre a Irmandade Muçulmana e as Forças Armadas, que governaram o Egito por seis décadas, Mursi elogiou o Exército pelo papel que desempenhou em governar o Egito desde a destituição de Mubarak. O Egito tem cerca de 82 milhões de habitantes, dos quais 51 milhões estão habilitados a votar. A quase totalidade (90%) da população é muçulmana, com uma parcela de 10% cristãos. Desde a derrubada de Mubarak, o país vive um período de intensa perturbação política, agravada pelas condições pouco auspiciosas da economia. O PIB teve um magro crescimento de 1,8% no ano passado, a taxa de desemprego está em dois dígitos (10,4%) e a inflação bateu 8,2% neste ano. Na semana passada, a organização Human Rights Watch acusou a junta militar de manter um total de poderes maior do que no regime de Mubarak, abrindo espaço para repetidas violações dos direitos humanos. Revoltada com o quadro político, a população tem ocupado regularmente a praça Tahrir, que ontem explodiu em festa com o anúncio da vitória de Mursi. (Agências)

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Durante todo o dia, milhares de egípcios foram às ruas do Cairo para celebrar o resultado da eleição. Mohammed Salem/Reuters

Austrália anunciou ontem novas sanções contra a Síria, restringindo ou proibindo o comércio de petróleo e os serviços financeiros para aumentar a pressão sobre o regime do presidente Bashar alAssad. As novas medidas afetam o comércio entre os dois países nos segmentos de petróleo, telecomunicações e metais preciosos. A Austrália já participava de um embargo de armas e sanções contra pessoas envolvidas com o regime de Damasco. "O governo de Assad continua a mostrar má vontade para negociar o cessar-fogo e terminar o derramamento de sangue na Síria", disse o ministro do Exterior da Austrália, Bob Carr, em nota. Espera-se que a União Europeia também anuncie novas sanções à Síria no encontro de ministros do exterior hoje em Luxemburgo. Mais de 15 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início da revolta contra o regime de Assad em março de 2011, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. (AE)

Impasse na Bolívia: motim policial continua. Integrantes do Hamas rezam em Gaza durante comemoração por conta da vitória do islamista no Egito

Enquanto isso, em Israel... Governo de Netanyahu espera que acordo de paz com o Egito seja respeitado

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srael expressou respeito pela vitória de Mohammed Mursi e reiterou o pedido para que a nova administração do Cairo mantenha o acordo de paz entre os dois países. "Israel espera uma contínua cooperação com a administração egípcia tendo como base o acordo de paz entre os dois países, que é do interesse dos dois povos e contribui para a estabilidade regional", disse o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em comunicado.

O resultado das eleições presidenciais no Egito iniciará uma nova fase da diplomacia para os governos ocidentais que ao longo das últimas décadas endossavam o poder do então ditador Hosni Mubarak como um baluarte contra os poderosos governantes islâmicos e outros autocratas. A presidência nas mãos de Mursi pode causar desconforto no equilíbrio de forças diplomáticas apoiadas pelos EUA. O governo militar de Mubarak garantiu uma paz frágil entre os países do Gol-

fo, ricos na produção de petróleo, que dependiam do seu respaldo para assegurar o tratado de paz que garantia estabilidade na região e protegia as fronteiras ocidentais do Estado de Israel. E a imagem de Mursi assumindo o mais alto posto na nação mais populosa do Mundo Árabe deve, provavelmente, galvanizar os violentos levantes que estão ocorrendo na Síria e no Bahrain e a transição polític a e m a n d a m e n t o n o I êmen, Líbia e Tunísia.

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polícia da Bolívia rejeitou ontem um acordo salarial entre o governo e o sindicato e manteve seu comprometimento com o motim da categoria. O governo esquerdista de Evo Morales acusou os policiais de criarem um cenário para uma potencial tentativa de golpe ao estocarem munição e pressionarem outras unidades a preparem suas armas. Mais cedo, o ministro do Interior, Carlos Romero, anunciou que o governo havia assinado um acordo com o sindicato sobre os termos do reajuste e que os oficiais amotinados haviam concordado em encerrar as manifestações nas principais cidades. "O nosso diálogo com a polícia terminou e nós conseguimos fechar um acordo razoável com o objetivo de superar a crise dos últimos dias", disse Romero em uma entrevista coletiva. (AE)


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Lixo comum: obra do artista plástico Vik Muniz pedia que visitantes depositassem recicláveis.

Nacho Doce/Reuters

Conferência teve custo estimado de US$ 200 milhões. E deixou a sensação de não ter produzido resultados efetivos, além do conhecimento de que ainda há muito o que fazer.

Rio+Consciência, o grande legado.

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Conferência das Nações Unidas sobre D e se n v o lv i m en t o Sustentável, que terminou na sexta-feira, deixou como o maior legado do encontro a elevação do nível de consciência – dos brasileiros e do resto do mundo – quanto à necessidade de se rever conceitos. E construir novos paradigmas que conduzam a humanidade rumo a meios de produção que sejam inclusivos e não provoquem a exaustão dos recursos naturais. Decepcionados, ativistas e diplomatas que esperavam obter na Rio+20 acordos efetivos para a implementação da economia verde, foram embo-

ra conscientes de que precisam exercer maior pressão sobre líderes políticos e empresas. Os presidentes e primeiros-ministros deixaram a cidade cônscios de que a aldeia global, conectada como nunca, não deglute mais o vazio dos discursos, quer saborear a solidez das ações. Os líderes empresariais compreenderam que só o marketing verde não é mais suficiente para manter no azul seus gráficos contábeis, que precisam adicionar outras cores aos meios de produção. E a sociedade civil aprendeu que não basta o carnaval das manifestações de rua, coloridas e fotogênicas, para mudar os ru-

Prefeitura sustentada: cidade faturou R$ 274 mi.

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urante a conferência, o blicas e escolas. Outra ideia Rio recebeu cerca de a ser aproveitada em ou110 mil turistas, que deixa- tros eventos, diz, é a hosperam na cidade R$ 274 mi- dagem em casas particulalhões entre os dias 13 e 22, res. Essa alternativa acosegundo balanço da Prefei- lheu 0,8% dos turistas e, tura apresentado ontem. pela primeira vez, foi comPelos cálculos, 45 mil pes- putada nas estatísticas de soas estiveram no Riocen- grandes eventos. t r o . O s Guto Maia/AE eventos paralelos, porém, atraíram mais visitantes. Instalada em tendas no Aterro do F la me ng o, a Cúpula dos Povos recebeu 300 mil pessoas e o evento Humanidade 2012 teve público de 210 mil pessoas. S e g un d o o prefeito Eduardo P a e s (PM DB-R J), a R i o + 2 0 Eventos mobilizaram milhares de pessoas "foi usada como teste de ações que deA Comlurb, empresa muvemos tomar" para a orga- nicipal de limpeza, reconização da Copa-2014 e a lheu 144 toneladas de lixo, Olimpíada de 2016. Houve entre os dias 15 e 23. E 42 redução no número de car- delas foram de material reros em circulação de quarta ciclável, separado pela esa sexta-feira, quando já era tatal e por cooperativas de feriado em instituições pú- catadores. (Folhapress)

mos do mundo. Sem engajamento genuíno, restam apenas as belas imagens nos jornais do dia seguinte. Rio mais quando? – Em um mundo vitimado pela crise econômica, os 114 líderes reunidos no Riocentro contentaram-se em repetir as promessas feitas em 1992 e adiar de novo ações que a ciência aponta como urgentes. Aprovaram um documento de 53 páginas, "O Futuro que Queremos", que fixa o ano de 2015 como nova data mágica da sustentabilidade global. É quando deverão entrar em vigor os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ideia lançada no Rio e que deverá

ganhar definições de temas e metas a partir de 2013. Os objetivos são o principal processo internacional lançado pela Rio+20, que também prometeu adotar um programa de dez anos para rever os padrões de produção e consumo da humanidade. Outras decisões muito esperadas, como um mecanismo de financiamento ao desenvolvimento sustentável e um acordo sobre a proteção dos ambientes marinhos em todo o planeta, ficaram para depois. "Se você quer uma imagem, é como trocar as cadeiras de lugar no Titanic", criticou Kumi Naidoo, diretorexecutivo do Greenpeace.

Paulo Liebert/AE

Ban e Dilma: líderes do consenso martelam o 'futuro que queremos'. A presidente Dilma Rousseff, que encerrou a Rio+20, disse que foi "um ponto de partida e não de chegada". Para ela, o documento foi o possível, mas "é óbvio que não atende" à prática brasileira. "Não posso medir todos os países pelo Brasil. O multilateralismo se respeita. Pode querer diferente, mas se não deu, não pode criticar o consenso."

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ouviu críticas em relação à inação dos chefes de Estado, mas deixou o Brasil sem respondêlas. "É escandaloso que esses líderes cheguem aqui e, por três dias, apesar do texto sobre a mesa não ter nenhuma substância, eles não gastem sequer uma hora para negociá-lo", reclamou Naidoo.

R$ 1,6 tri em acordos voluntários Paulo Liebert/AE

O

secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, antes de deixar a ONU e o Brasil, disse que os compromissos voluntários firmados na Rio+20 para promover o desenvolvimento sustentável totalizam US$ 513 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão). Segundo a ONU, foram registrados 705 acordos entre setor privado, governos e sociedade civil. "Esses acordos são parte importante do legado da conferência. Eles complementam o resultado oficial da Rio+20", afirmou Sha. "As pessoas colocam grandes expectativas sobre os governos, mas eles não podem fazer o trabalho sozinhos. Precisamos do envolvimento ativo e do apoio da sociedade civil e do setor privado."

Zukang deixou a ONU e o Brasil no mesmo dia e cobrou apoio popular A maior parte dos recursos virá de oito bancos de fomento ao desenvolvimento, que se comprometeram a destinar US$ 175 bilhões em dez anos para financiar projetos sustentáveis de transporte

na Ásia, na América Latina e em países da África. Os recursos poderão ser investidos no desenvolvimento de tecnologias mais limpas, no transporte coletivo e em ciclovias, entre outros. Demais

acordos firmados preveem a inclusão do ensino sobre sustentabilidade no currículo de instituições de educação superior de mais de 50 países e a eliminação do uso de combustíveis fósseis em Aruba. A di os – Após declarar que estava de saída da ONU e que, portanto, podia falar o que queria, Sha disse que os países ainda não tiraram do papel as promessas feitas na conferência do clima de Copenhague (Dinamarca), em 2010. "O que foi feito dos compromissos de Copenhague? Cumpriram?", questionou. "Ninguém os forçou a assinálos. O que diferencia um compromisso de uma boa intenção é uma palavra: responsabilidade", afirmou Sha. A ONU não informou o motivo de sua saída. (Folhapress)

Bia Alves/AE

Rio+200

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mpresários, executivos e investidores firmaram cerca de 200 compromissos sobre temas como carbono neutro, biodiversidade, investimentos sociais, preservação do meio ambiente e uso racional da água e outros recursos naturais. Com 1,4 mil representantes do setor privado, o Fórum de Sustentabilidade Empresarial da Rio+20 reuniu o maior número de executivos numa conferência da ONU. O total de participantes chegou a 2,7 mil pessoas, com a ade-

são de representantes de governos e de universidades. Grandes empresas globais citaram suas propostas. A Coca-Cola prometeu devolver à natureza a mesma quantidade de água tratada que utiliza para a produção de seus itens. E a Microsoft lançou um ambicioso programa para compensar a emissão de carbono em suas ações, que inclui até a compensação pelos trechos aéreos realizados por todos os seus executivos ao redor do mundo.

Entre as propostas está um documento assinado por 45 líderes de grandes c o rp o r a ç õe s , dirigido aos governos, pedindo investimentos para garantir acesso a água e a saneamento básico às populações. Cinco bolsas de valores (BM&FBovespa, Nasdaq OMX e as bolsas de Johannesburgo, Istambul e Egito) firmaram um compromisso de

longo prazo para promover o investimento sustentável em seus mercados. Reunindo 4,6 mil companhias listadas, as bolsas prometem estimular práticas ambientais, sociais e de governança responsáveis. (Agências)


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012 Paraiso

c

Oratório

Rumo a Cidade Tiradentes Tamanduateí Chácara Klabin Santos-Imigrantes

Ana Rosa

idades

Vila Mariana Santa Cruz

Alto do Ipiranga

Reprodução

Sacomã

Vila Prudente

Camilo Haddad

São Lucas

O primeiro trecho (da Vila Prudente até São Lucas) está previsto para o início de 2013.

11

Vila União

Marcio Beck Jacú-Pêssego Jequiriça

O segundo (até São Mateus) em 2014. Jardim Planalto

Vila Tolstoi

Cidade Tiradentes

Iguatemi Fazenda da Juta

Sapopemba

Erico Semer São Mateus

Fotos de L.C.Leite/Luz

O terceiro e último trecho (Hospital Cidade Tiradentes) ficará pronto em 2016.

Hospital Cidade Tiradentes

Reprodução

Maquete da estação Vila Prudente

Maquete do Pátio Oratório

54

500

É o número de composições que vão fazer parte do sistema de monotrilho em construção rumo à zona leste.

mil passageiros/dia deverão ser transportados pelo monotrilho paulistano, quando a obra estiver concluída em 2016. Apesar dos vários atrasos, a construção do monotrilho paulistano avança rumo à zona leste da cidade

Vem aí o monotrilho de São Paulo Primeiro trecho da extensão da Linha Verde do metrô ligará as estações Vila Prudente e São Lucas até o fim de 2013. Até 2016 deverá chegar a Cidade Tiradentes. Ivan Ventura

D

esde que foi anunciado em 2009, o Monotrilho do Metrô até Cidade Tiradentes (prolongamento da linha 2, Verde, do Metrô) teve pelo menos três alterações no cronograma de obras, o que resultou em um atraso de pouco mais de dois anos. Agora, ao que tudo indica, o simpático veículo sobre pneus, mais comum em parques de diversões do que no transporte urbano de passageiros, deve começar a operar comercialmente até o fim de 2013. O atual cronograma da obra está dividido em três fases: o primeiro trecho (Vila PrudenteSão Lucas) ficará pronto em 2013. O segundo (até São Mateus) ficará pronto em 2014. Por fim, chegará a Cidade Tiradentes, em 2016. Com tantas mudanças no cronograma (as alterações seriam maiores caso o monotrilho incluísse o projeto Fura-Fila, do ex-prefeito Celso Pitta), o D C fugiu de datas e cronogramas. Em vez disso, perguntou à Companhia do Metrô: o que falta para concluir o primeiro trecho até a zona leste? No canteiro de obras do monotrilho, localizado na avenida Anhaia Melo, é possível notar um trecho sinuoso formado por colunas e algumas vigas – e que há muito a fazer até o fim de 2013. Segundo a assessoria do Metrô, no momento estão sendo executadas as obras civis das estações Vila Prudente e Oratório, no primeiro trecho, de 2,9 quilômetros, e a instalação das vigas-guia,

Obra atual: instalação das vigas-guia, por onde circularão os trens.

No momento estão sendo feitas as estações Vila Prudente e Oratório por onde circularão os trens. No pátio de estacionamento Oratório estão sendo executados os trabalhos de fundação das edificações e das vias de estacionamento de trens. Ao longo do trecho de quase três quilômetros do monotrilho, está prevista a construção de 75 pilares de concreto puro, com peso aproximado de 70 toneladas cada. Até a mais recente contagem, feita na quinta-feira da

semana passada, já foram instalados 65 pilares, restando 10 a serem colocadas até o fim do prazo previsto pelo cronograma do metrô. Outro detalhe que chama a atenção: as gigantescas vigas de metal por onde passarão o monotrilho. Já foram colocadas 116 das 185 previstas para o primeiro trecho. As estações serão duas no primeiro trecho: Vila Prudente e Oratório. As duas estão

No primeiro trecho da linha serão instalados 75 pilares de concreto em obras, mas a última está em estágio mais avançado e em fase de acabamento. No entanto, a estação Vila Prudente é um dos destaques do prolongamento da linha verde. O local abrigará um complexo multimodal em transporte público: lá já existe um terminal de ônibus, uma estação do metrô e, em breve, terá o monotrilho – além de pontos de táxis que deverão existir na região.

Polícia Militar sofre novos ataques

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Polícia Militar registrou novos ataques contra a corporação durante o fim de semana, na Grande São Paulo. Ontem de madrugada, houve três casos de bandidos atirando contra carros da PM em Taboão da Serra (SP). Os ataques aconteceram num período de 30 minutos. Ninguém ficou ferido. De acordo com a assessoria da PM, os três ataques foram praticados por dois homens em uma motocicleta. A corporação, porém, ainda apura se eles estão relacionados ou foram praticados pela mesma dupla. O primeiro caso aconteceu à 0h15, na rua Benedito Cesário de Oliveira. Em seguida, aconteceram outros casos na rua Laurita de Ortega e na rua Paschoal Antônio Politano, entre 0h30 e 0h40. Presos – Até ontem à noite, cinco suspeitos de envolvimento nos ataques e mortes de policiais militares, ocorri-

Alex Silva/AE

Trens - Enquanto as obras avançam no canteiro de obra da Anhaia Melo, no Canadá o primeiro monotrilho a rodar em São Paulo está em construção na sede da franco-canadense Bombardier. A unidade será a primeira de uma frota de 54 composições. Alguns dos veículos serão construídos na fábrica da Bombardier inaugurada em abril deste ano, em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Acusado de matar Mércia é preso em Alagoas

O Blitz da PM em praça na zona norte, no sábado à noite. Corporação registrou novos ataques durante o fim de semana.

das na semana passada, tinham sido presos, de acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública. Outros envolvidos já teriam sido identificados pela polícia, de acordo com o delegado Jorge Carlos Carrasco, diretor do

Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Carrasco afirmou que ainda não é possível ligar as ações contra os policiais a uma facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ainda ontem de madruga-

da, em Sapopemba, zona leste, um policial foi ferido e um bandido morreu durante um tiroteio. Uma denúncia anônima havia informado que um grupo de homens estaria planejando um ataque à PM naquela região.(Agências)

Dela partirão unidades de monotrilho até mesmo para o Iraque. Os 54 veículos para São Paulo deverão transportar 40 mil pessoas por hora/dia, o que perfaz um total d e m a i s d e 5 0 0 m i l u s u ários/dia. Para aqueles que moram na zona leste, região que concentra a maior parte dos mais de 11 milhões de paulistanos, a presença de um transporte como o monotrilho ainda não resolverá a superlotação no metrô (Linha 3-Vermelha) ou nas linhas de ônibus superlotadas (especialmente as de Cidade Tiradentes). Mas é inegável o reforço e um pequeno alívio nos dois modais de transporte em atividade. É o que pensa, por exemplo, Plínio Assmann, consultor em transporte e primeiro presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo. Segundo ele, o monotrilho é interessante, é bom, mas "cada modal (tipo de transporte) no seu lugar", resumiu. Amanhã, Assmann participa da reunião do Conselho de Política Urbana (CPU), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "O metrô pesado é para altas demandas. Eu gosto e acho viável para a região leste da Capital. No entanto, em relação ao monotrilho, eu particularmente acharia melhor um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) do que o VLP (Veículo Leve sobre Pneus), que foi a opção para o monotrilho paulistano. As experiências mundiais com o VLP foram feitas em parques de diversões e não no transporte de massa. A de São Paulo é a primeira experiência mundial", disse Assmann.

vigilante Evandro Bezerra da Silva, procurado por suposto envolvimento na morte da advogada Mércia Nakashima, já está em São Paulo. Ele foi preso na madrugada de sábado no povoado de Candu, zona rural de Carneiros, em Alagoas. O acusado chegou ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro (região central), por volta das 9h de ontem. Ele deve ficar preso no local até hoje, quando a Divisão de Captura da Polícia Civil deve decidir para qual presídio ele será transferido. Segundo o comandante do 7º Batalhão da PM de Alagoas, major Reginaldo Rolim, no momento da prisão, o vigilante estava em uma casa acompanhado de uma mulher e não resistiu à or-

dem de prisão. No local, afirmou o policial, foram encontrados um revólver calibre 32 com cinco munições intactas, dois capuzes e uma motocicleta roubada, com placas de outra moto também roubada. A Polícia Civil de São Paulo enviou uma equipe a Alagoas para fazer a transferência do acusado. Homens da Força Nacional de Segurança também acompanharam a operação. O vigilante é suspeito de ajudar o ex-policial militar e advogado Mizael Bispo dos Santos a matar Nakashima, em maio de 2010. A vítima era ex-namorada de Santos. O corpo dela foi encontrado em um carro, dentro de uma represa, 19 dias após seu desaparecimento. (Folhapress)


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acsp

DADOS Na hora da prevenção é importante que o comerciante obtenha os dados sobre segurança da sua região junto aos órgãos competentes.

distritais

Hoje I Jabaquara – A distrital

realiza três reuniões. Às 14h, 1ª reunião do CM referente à 8ª Feira da Saúde e Cidadania da Cidade Ademar. Às 17h, reunião do Comitê Técnico de Política Urbana. Às 20h, reunião do Conselho Cívico e Cultural. Avenida Santa Catarina, 641.

Amanhã I Jabaquara – Às 19h30,

20ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Avenida Santa Catarina, 641. I Pinheiros – Às 19h30, reunião do Conselho Comunitário de Segurança. Rua Simão Álvares, 517. I São Miguel – Às 19h30, palestra E agora, como conduzir meu Empreendimento?, no Fórum de Jovens Empreendedores. Av. Marechal Tito, 1042.

Quarta I São Miguel – Das 9h30

às 11h30, XII Café com Negócios. Av. Marechal Tito, 1042. I Norte – Às 10h, doação da Bandeira do Estado de São Paulo para a E.E.E. Major José Marcelino da Fonseca, na rua Soldado Bentinho, 87. Realização: Conselho Cívico e Cultural da distrital. I Butantã – Às 19h, palestra gratuita Planejamento Tributário e Análise de Risco com o Fisco. Rua Alvarenga, 591, no Butantã. I Santo Amaro – Das 18h às 22h, 16ª Reunião Ordinária da Diretoria Executiva e conselho Diretor com o seminário Inovação, Gestão e Competitividade, em parceria com o Sebrae. No Sesc Santo Amaro, rua Amador Bueno, 505. Inscrições: 32532121/0800-570 0800/5521-6700. I Sudeste – Às 19h, 25ª reunião ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Afonso Celso, 1659.

Quinta I Pinheiros – Às 11h30,

reunião Comitê Técnico de Política Urbana de Pinheiros. Rua Simão Álvares, 517. I Exportar – O conselheiro da ACSP José Cândido Senna coordena a 39ª edição do Seminário Exportar para Crescer, evento que integra o Projeto Exporta , São Paulo. Às 19h, auditório da Câmara Municipal de Cajamar. Av. Prof. Walter R. de Andrade, 555, Centro de Cajamar I Penha – Às 19h30, 20ª Reunião Ordinária com apresentação do Programa Rede de Resultado. Avenida Gabriela Mistral, 199. I Pinheiros – Das 19h às 22h, workshop de Gestão Inovadora e Sustentável para Pequenas Empresas, em parceria com o Sebrae. Rua Lisboa, 904.

Comerciantes participam de encontro e palestra na distrital e recebem orientação para evitar furtos e roubos. André de Almeida

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empresária Márcia Garcia, proprietária de uma loja de instrumentos musicais na Galeria Borba Gato, em Santo Amaro, na zona sul da capital, teve seu estabelecimento assaltado duas vezes em um período de um ano. Segundo ela, as obras de extensão da Linha 5-Lilás do Metrô modificaram o esquema de tráfego e de policiamento naquela área, tornando a região mais visada pelos criminosos, que também agem em bares, farmácias e lojas próximas à galeria. O prestador de serviços Raimundo Lima, que trabalha no mesmo bairro, cansou de ouvir histórias de pontos comerciais assaltados e de sequestros relâmpagos na saída de bancos e supermercados. "Santo Amaro, como acontece em boa parte da cidade, está vivendo um boom imobiliário. Com o aumento na circulação de pessoas e de dinheiro, cresceu também a presença de bandidos. A sensação de in se gur an ça é constante", afirmou. Ações – Ciente desses casos, e de muitos outros q u e s ã o c omunicados, e para debater a situação, a Distrital Santo Amaro da Associação Comercial de São Paulo ( A C S P ) p r om o v e u , s emana passada, palestra do capitão da Polícia Militar Sandro Andrey Alves, responsável pelo comando de policiamento da Área Metropolitana 10, que engloba a região de Campo Limpo. O policial falou principalmente sobre ações preventivas e providências que os comerciantes devem tomar no dia a dia para resguardar a segurança pessoal e patrimonial. De acordo com a conselheira e coordenadora do Comitê de Segurança Pública da Distrital Santo Amaro, Olívia Costa, a segurança é hoje uma das principais preocupações da população, incluindo comerciantes e empresários. "Por isso resolvemos pedir para o comando do policiamento da região orientação e dicas preventivas de segurança e procedimentos que devem ser adotados em situações de perigo. É importante que haja um vínculo estreito entre a sociedade civil e a PM".

Euler Paixão/Hype/Arquivo/DC

Agendas da Associação e das distritais

Santo Amaro: foco na segurança.

O investimento em tecnologia, com instalação de câmeras e alarmes, assim como o preparo de funcionários, diminui a incidência de furtos

É importante o comerciante saber quem é o policial do seu bairro. SANDRO ANDREY ALVES, CAPITÃO DA PM RESPONSÁVEL PELO COMANDO DE POLICIAMENTO DA ÁREA METROPOLITANA 10

Fotos: Chico Ferreira/Luz

G Ir

Palestra – O capitão da PM falou sobre o conceito de segurança, que pode ser individual ou coletiva, além de pública ou privada. Explicou também o funcionamento da Polícia Militar, suas ferramentas de trabalho, como é o patrulhamento e os métodos de execução de operações. Sandro Alves discorreu ainda sobre ações preventivas e providências que devem ser tomadas no dia a dia para que os comerciantes preservem a segurança pessoal e também dos seus estabelecimentos. Segundo o capitão, é importante enumerar os itens que o empreendedor valoriza a respeito de segurança e avaliar o grau de risco que cada um deles possui. O empresário pode, por exemplo, mensurar como médio o grau de segurança do seu estabelecimento, ou como alto o grau de sua segu-

rança pessoal, já que se, por ventura, residir perto do trabalho, não correndo grandes riscos de deslocamento.

As obras do Metrô modificaram o policiamento e deixaram a área mais visada pelos criminosos, MÁRCIA GARCIA, DONA DE LOJA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS

Sexta I Penha – Das 9h30 às

10h30 e das 14h30 às 15h30, curso do Coral Infanto Juvenil. Das 15h30 às 16h30, curso do Coral Adulto. Avenida Gabriela Mistral, 199.

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É importante o vínculo entre a sociedade civil e a PM. OLÍVIA COSTA, COORDENADORA DO COMITÊ DE SEGURANÇA PÚBLICA DA DISTRITAL

Após esta análise, o empresário deve planejar, separadamente, suas estratégias de segurança privada – ou do estabelecimento comercial – e pessoal – ou de sua casa. "A segurança que visa o bem estar é, antes de tudo, individual, já que está ligada à experiência de vida de cada um. Tem gente que se contenta com pouco. Outros são mais exigentes e conferem um valor maior a este tema", ressaltou o capitão. Dicas - O empreendedor que quiser investir em segurança privada, de acordo com o policial, deve, durante seu pla-

nejamento, colher dados sobre a segurança em sua localidade junto à Secretaria de Segurança Pública, polícias Civil e Militar e Guarda Civil Metropolitana. É importante também que conheça e identifique o perfil de seus clientes, fornecedores e funcionários, além das vias de acesso ou pontos de fuga dos trajetos do dinheiro e das entregas. "É importante o comerciante saber quem é o policial do seu bairro, participar das reuniões dos Consegs e, em caso de roubo ou assalto, fazer Boletim de Ocorrência, já que grande parte do nosso planejamento é feito em cima de estatísticas", explicou o capitão. Em caso de contratação de empresa de segurança privada, a mesma deve ter registro na Polícia Federal. É interessante também que o empresário monitore digitalmente o seu estabelecimento, com alarme e câmeras de segurança, instale barreiras físicas se necessário, como trincos e portas auxiliares, e invista em treinamento dos funcionários. "Dependendo da reação do funcionário, pode

Estas iniciativas aproximam a comunidade dos órgãos de segurança. RITA DE CÁSSIA CAMPAGNOLI, SUPERINTENDENTE DA

DISTRITAL SANTO AMARO

haver um tiroteio desnecessário que afetará a imagem do empreendimento. As soluções em segurança devem ser simples, objetivas planejadas de forma a não inviabilizar o negócio da empresa", explicou o capitão Na opinião da superintendente da Distrital Santo Amaro, Rita de Cássia Campagnoli, a palestra foi muito importante para os empreendedores. "Iniciativas como esta aproximam a comunidade dos órgãos de segurança, proporcionando uma importante troca de informações para o nosso dia a dia", concluiu.

Aumentou o número de pessoas, de dinheiro e de bandidos na região. A insegurança é constante. RAIMUNDO LIMA, PRESTADOR DE SERVIÇOS


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CINCO CENTROS Dados da prefeitura apontam que São Carlos possui cinco centros comerciais e mais de 3,7 mil estabelecimentos.

regionais

Fotos: Divulgação

Área comercial em São Carlos: curso pretende capacitar melhor os funcionários de lojas e do setor de serviços.

O comércio na sala de aula Em São Carlos, jovens fazem curso para aprender a trabalhar no comércio. Parceria com associação da cidade estimula a contratação. André de Almeida

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Á esquerda, assinatura da parceria na Acisc: Rosycler Simão, Natanael Pereira, Irineu Gualtieri e Alfredo Maffei Neto. Abaixo, turma de alunos do Curso Técnico de Comércio De graça – O curso, gratuito, é composto por três módulos, cada um deles com duração de um semestre. Ao completar o primeiro e segundo módulos, o aluno é certificado com a qualificação técnica de Assistente de Vendas. Com os três módulos finalizados, receberá o certificado de Técnico em Comércio, desde que também tenha concluído o ensino médio. "Cerca de 50% dos alunos já concluíram o ensino médio. Como o curso é noturno, os outros 50% cursa, simultaneamente, o técnico e o médio convencional", explicou. Segundo a coordenadora do cur-

so, Rosycler Cristina Simão, geralmente os alunos são de baixa renda e enxergam no

curso um caminho mais curto que a faculdade para ingressar no mercado de trabalho.

Um profissional com conhecimentos amplos contribuirá muito para o aperfeiçoamento das empresas. ALFREDO MAFFEI NETO, PRESIDENTE DA ACISC ta-se de um curso com conteúdo excelente e que certamente vai melhorar a qualidade do nosso comércio, principalmente nos pequenos e médios estabelecimentos", afirmou Maffei Neto. Para o diretor-geral do IFSP, a parceria com a Acisc é de extrema importância, já que ampliará a divulgação do curso por meio da capilaridade da entidade, ressaltando para os empresários locais o potencial dos alunos. "É essencial ressaltar que a contratação de estagiários traz inúmeras vantagens ao contratante, que agregará um colaborador atualizado e muito bem preparado para o mercado de trabalho. Nossas disciplinas dão ênfase a conhecimentos que serão realmente utilizados no dia a dia das empresas e que poderão contribuir para melhores resultados", finalizou Natanael.

Cidade foi reduto de italianos

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região central do Estado, onde está a cidade de São Carlos, começou a ser povoada no final do século 18, com a abertura de uma trilha que levava às minas de ouro de Cuiabá e Goiás. Saindo de Piracicaba, passando por Rio Claro e Araraquara, dezenas de povoadores se estabeleceram naquela área. A história de São Carlos começa em 1831, com a demarcação da Sesmaria do Pinhal. Na data de sua fundação, em 4 de novembro de 1857, haviam pequenas casas ao redor da capela e os moradores eram, na sua maioria, herdeiros da família Arruda Botelho, primeiros proprietários de terras. São Carlos se tornou vila em 1865. Em 1874 tinha 6.897 habitantes e crescia rápido. Em 1880, passa a cidade, já com mais de 16 mil habitantes e infraestrutura urbana. Entre 1831 e 1857 surgem as fazendas de café pioneiras. A chegada da ferrovia, em 1884, propiciou um sistema

AE/Reprodução

falta de capacitação é uma das principais queixas dos comerciantes na hora da contratação de funcionários. Em São Carlos, no interior paulista, uma parceria firmada entre a Associação Comercial e Industrial do município (Acisc) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), campus de São Carlos, pretende modificar, para melhor, parte deste cenário. Pelo convênio, a Acisc incentiva seus associados a contratarem estagiários que frequentam o Curso Técnico de Comércio, oferecido pelo IFSP. A expectativa é que o comércio local se beneficie com a contratação de colaboradores mais bem preparados para as funções específicas do setor e para o mercado de trabalho em geral. "Devido à concorrência, que é muito acirrada, as micro e pequenas empresas devem se aperfeiçoar constantemente. Um profissional com conhecimentos amplos sobre o setor contribuirá muito para este processo", diz o presidente da Acisc, Alfredo Maffei Neto. Curso – O Curso Técnico em Comércio, com duração de 18 meses, existe desde o início do ano passado. Até que a construção de seu prédio esteja finalizada, o IFSP funciona em salas e laboratórios da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Além do Técnico em Comércio, o instituto oferece também outros cursos de Técnico Integrado em Informática para Internet, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia em Manutenção de Aeronaves. De acordo com o diretorgeral do IFSP, Natanael de Carvalho Pereira, a concepção do Curso Técnico em Comércio levou em conta as características e demandas da região e dos arranjos produtivos locais. "O comércio é um dos principais vetores de desenvolvimento da cidade. Já temos o curso em Caraguatatuba e resolvemos implantálo em São Carlos", afirma Natanael. Dados da prefeitura de São Carlos apontam que o município possui cinco centros comerciais e mais de 3,7 mil estabelecimentos.

"O aluno que concluir o curso sairá pronto para aplicar métodos de comercialização de bens e serviços visando a competitividade no mercado", disse Rosycler. Da mesma forma, afirmou, será apto a realizar as seguintes tarefas: comunicar previsões e demandas aos fornecedores; efetuar controle quantitativo e qualitativo de produtos e proceder a sua armazenagem; e operacionalizar planos de marketing e comunicação logística, de recursos humanos e comercialização. Entre as disciplinas que fazem parte das aulas, destacam-se administração geral, contabilidade, comunicação empresarial, economia, matemática financeira, gestão de pessoas, técnicas de vendas e negociação, e gestão da qualidade. Parceria - A parceria institucional e de cooperação entre a Acisc e o IFSP foi firmada há menos de duas semanas, em São Carlos. Segundo o presidente da Acisc, a entidade já começou a divulgar entre os associados o potencial dos alunos e a existência do Curso Técnico em Comércio, que no mês que vem forma sua primeira turma, com 40 alunos. "A divulgação está sendo feita pelo nosso site, por e-mail e em nossa revista mensal. Tra-

São Carlos em 1928: crescimentos foi rápido graças às fazendas de café eficiente para escoar a produção para o porto de Santos e deu um grande impulso ao desenvolvimento da economia da região. A ferrovia também contribuiu para o desenvolvimento da área central da cidade. Nas últimas décadas do século 19, São Carlos recebeu muitos imigrantes, principalmente italianos, que vieram trabalhar com o café e tam-

bém na manufatura e no comércio. A presença de imigrantes italianos era tão grande que, durante as primeiras décadas do século 20, o governo italiano manteve um vice-consulado em São Carlos. A crise cafeeira de 1929 levou os imigrantes a deixarem a atividade rural, passando a trabalhar no centro urbano como operários em oficinas, co-

mércio, prestação de serviços, fábrica de artefatos de madeira e de cerâmica e construção civil. Os fazendeiros investiam em bancos, companhias de luz elétrica, de bondes, telefones, sistemas de água e esgoto, teatro, hospitais e escolas, fortalecendo a infraestrutura urbana e criando condições para a industrialização. Com os conhecimentos dos imigrantes e com a chegada de migrantes, nas décadas de 30 e 40, a indústria consolida-se como a principal atividade econômica de São Carlos, que chega à década de 50 como centro manufatureiro diferenciado. Nas décadas seguintes a indústria solidifica-se. Na segunda metade do século 20, um grande impulso para o desenvolvimento tecnológico e educacional: a implantação, em abril de 1953, da Escola de Engenharia de São Carlos, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), e a criação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).


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SELVAGERIA www.dcomercio.com.br

A fotógrafa Lennette Newell criou uma série de fotos em que os corpos de modelos, pintados como os dos animais (como na imagem), revelam o lado selvagem dos seres humanos. www.lennettenewell.com

7ª MOSTRA P UBLICIDADE

E M MINAS

Nas telas, o mundo árabe.

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m 2005, quando houve a primeira Mostra Mundo Árabe, o evento ainda era pequeno e apresentou cinco filmes. Na 7ª Mostra, a aprtir de amanhã, são 32 títulos e importantes convidados internacionais. A diretora cultural do evento, Soraya Smaili, vê no crescimento um reflexo do

interesse que o mundo árabe provoca, especialmente após o que ficou conhecido como Primavera Árabe. As primeiras mostras revelavam um mundo em que tradição e modernidade estavam em choque. No ano passado, um filme como Microfone, sobre artistas de rua, já retratava a contestação aberta a regi-

mes repressores. Paralelamente à Mostra, ocorre a retrospectiva Mapeando Subjetividades. Já realizada no MoMA, de Nova York, ela mapeia o cinema experimental árabe desde os anos 1960 (AE). 7ª Mostra Mundo Árabe de Cunema: Cinesesc, Cinemateca e Galeria Olido. De 26/06 a 05/07. Programação: www.mundoarabe2012.icarabe.org

Alessandro Bianchi/Reuters

Os Beatles estão de volta Para promover uma maratona de 24 horas com canções dos Beatles, a Ultramotora, do Equador, recriou a famosa capa do disco Abbey Road da banda. Mas com John, Paul, George e Ringo voltando. http://bit.ly/MaTT5p

C ONTO DE FADA

'Valente', uma ruivinha milionária. afora, somando US$ 80,2 milhões de 6ª-feira a ontem. Valente superou a também animação Madagascar 3: Os Procurados, que ocupou o topo da lista por duas semanas seguidas. No último fim de semana, o filme sobre um grupo de animais que escapou do zoológico faturou US$ 20 milhões nos EUA e Canadá.

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Valente, animação da Disney que conta a história de uma rebelde princesa ruiva, estreou em primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá no fim de semana, faturando US$ 66,7 milhões. De quebra, o conto de fadas do estúdio Pixar, da Disney, faturou mais US$ 13,5 milhões mundo

Ônibus de Mart'nália bate: um morto. Acidente envolvendo o ônibus da cantora Mart'nália e sua equipe deixou uma pessoa morta e 16 feridas na madrugada de ontem na BR-040, em Ressaquinha (MG). Segundo a Polícia Rodoviária, um carro que trafegava na direção contrária atingiu a lateral do ônibus. Ele saiu da pista e chocou-se contra a vegetação. O motorista do ônibus, que estaria sem o cinto de segurança, foi arremessado para fora e morreu na hora. Das 16 pessoas que foram levadas à Santa Casa de Misericórdia de Barbacena, só dois ocupantes do carro continuvam internados, em estado grave. Mart'nália teve uma fratura no pulso. Ela e sua banda voltavam de Belo Horizonte para o Rio. (Agências)

DESEJO DE PIZZA – Garoto com anúncio da Celentano Pizza na área central de Donetsk, capital da região da Ucrânia no país de mesmo nome, observa as promoções da Nike numa loja de esportes.

Cabeleira registrada

Marge Simpson

C A R T A Z

Mostra Arraiá no Shopping SP Market exibe histórias, costumes e curiosidades das festas juninas. Av. das Nações Unidas, 22.540. Grátis.

Princesa Leia

McGyver

Tipografia Amplificando a Tipografia é o título de um projeto do designer gráfico Junjie Lim. Ele transforma cada letra do alfabeto em uma ilustração.

http://bit.ly/L7wOwk

www.behance.net/junjie

E XPERIÊNCIA

ARRAIÁ

E M

SuperHomem

Amy Winehouse

Os penteados inconfundíveis de Marge Simpson e outros personagens viraram pôsteres da designer Patricia Povoa.

Água eletrizada O artista mark Mawson adora a aparência dos líquidos e dos gases. Ele explora ambos – em suas versões coloridas – em uma série de imagens denominada Aqueous. Para as fotos, ele submeteu líquidos coloridos a rajadas elétricas e... voilà! www.markmawson.com

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Terremoto na China mata uma pessoa e deixa 10 feridas.

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Em São Carlos, parceria entre a Acisc e o IFSP fomenta mão de obra para o comércio.

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Polícia prende suspeito de matar PM na zona sul de São Paulo.


e CAIXA 1 conomia

O seu consultor financeiro

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Iniciativas de educação financeira usam recursos reais e virtuais para chamar a atenção de crianças e pré-adolescentes

KARINA LIGNELLI

Vilões e heróis apresentam finanças aos pequenos

A perseverança no ensino de finanças pessoais é o que gera comportamento correto. REINALDO DOMINGOS, CONSULTOR DO DSOP Fotos: Reprodução da internet

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em gibi de super-herói, jogos online para ensinar a lidar com o dinheiro e até a investir na bolsa e, é claro, os indefectíveis livros com temática lúdica e acessível. Confirmando a máxima de que "quanto mais cedo, melhor", várias iniciativas voltadas ao ensino de finanças para crianças usam dos clássicos quadrinhos aos modernos jogos virtuais para prender a atenção dos pequenos – e auxiliá-los a pôr em prática bons hábitos de consumo que duram a vida toda. Um bom exemplo é a iniciativa da bandeira de cartões de crédito Visa. Na esteira do megassucesso de bilheteria, a empresa lançou em maio, em parceria com a Marvel Comics, o gibi "Os Vingadores – Salvando o Dia", dentro de seu programa Finanças Práticas, que existe desde 2005. Também faz parte da tendência o livro infantil "A Árvore dos Sonhos", de Fabiano Alves Onça, lançado no último sábado pelo Itaú, para ensinar finanças de forma lúdica para toda a família. Dá até para aprender a ser investidor desde cedo com outro jogo virtual para crianças e p r é - a d o l e scentes de 8 a 14 anos: o Goumi, da Cedro Finances, criadora do simulador de compra e venda de ações usado pela internet da BM&FBovespa. A empresa de operações de crédito já é "craque" no assunto: em seu game Bate-Bola Financeiro, criado em parceria com a Fifa em 2010 e premiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cerca de 18 mil crianças no Brasil aprenderam finanças pessoais em um jogo ao estilo Playstation. Há também o projeto Teatro Finanças Práticas, iniciado na África do Sul, que levou a crianças e pré-adolescentes do mundo todo histórias divertidas, baseadas nos fundamentos de finanças práticas, orçamento e poupança.

No alto, reprodução do Goumi, jogo virtual para crianças e pré-adolescentes, de 8 a 14 anos. Acima e ao lado, os super-heróis "professores" da Visa.

Com versão impressa e disponível nas páginas da Visa no Facebook e no Orkut, o gibi dos Vingadores faz parte de ação internacional da companhia para levar finanças pessoais a 20 milhões de crianças e adolescentes. Para isso, tem a ajuda de ícones como Homem de Ferro, Thor, Homem Aranha, Hulk e Viúva Negra, que lutam contra o vilão "Toupeira" em uma tentativa de assalto.

"Os Vingadores não são apenas os maiores heróis do mundo, mas também sabem coisas sobre saúde financeira. Afinal, o Homem de Ferro não conseguiu a vasta riqueza da Companhia Stark por acidente", brinca o editor da Marvel, Bill Roserman, usando seus heróis para exemplificar a importância dessa prática. No caso do Goumi, desenvolvido em 2009 e 2010 den-

tro do projeto Jovem Investidor, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o objetivo é educar quem um dia vai entrar no mercado financeiro, mas sem transformá-lo em um investidor precoce. As quatro máximas do jogo, onde se deve criar um avatar (à moda de jogos que viraram febre, como o The Sims ou o The Farm), são ensinar conceitos de poupar,

investir, gastar e até doar. Tudo aplicado em situações rotineiras em setores da economia, como agricultura, indústria, comércio e serviços. Perceber o quanto a "atividade" é rentável, baseado nos velhos conceitos de "oferta-e-demanda", depende das habilidades de cada jogador. É uma forma de a criança e o jovem se desenvolverem para o mercado real no futuro.

Na avaliação de especialistas, a necessidade de se possuir entendimento para economizar e fazer o orçamento doméstico render, uma das chaves do sucesso pessoal, é a justificativa para difundir as finanças desde cedo. "É preciso envolver a criança, não ter vergonha de falar sobre isso, ensiná-la a ganhar dinheiro com seu próprio esforço. Não adianta ter poupança se não há objetivo para organizar a vida", observa a gerente de relações corporativas da Visa do Brasil, Sabrina Sciama. Apesar de as iniciativas serem "bacanas" e positivas, usar jogos, quadrinhos e outras práticas talvez mais palatáveis para ensinar finanças pessoais para crianças é uma forma de "passar os ingredientes do bolo sem dar a receita", opina o educador financeiro Reinaldo Domingos. Autor de vários livros sobre o tema e presidente do Instituto DSOP (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar) – que, segundo ele, desde 2008 levou o programa de edução financeira para mais 300 mil crianças e adolescentes de escolas públicas e privadas de todo o Brasil –, Domingos acredita que só u m a v e r d ad e i r a m e t odologia de ensino, com começo, meio e fim, leva resultados mais efetivos para esse público. Segundo ele, é preciso um trabalho de conscientização, de mudança de hábitos e costumes, aliado a ferramentas como livros, caderno do professor, vídeos e atividades pela web que, amarrados no processo educacional, complementam situações vivenciadas pela criança no dia a dia. "Só assim para agregar educação financeira de verdade. A perseverança nessa prática é que gera comportamento correto, que muda a forma de pensar e faz a pessoa se adequar aos padrões reais pelo resto da vida", ensina.

O EMPENHO QUE DÁ RESULTADO Cada vez mais em alta, a educação financeira já provou que funciona – principalmente quando vira matéria de escola. É o que mostra pesquisa do Banco Mundial, que avaliou o programa-piloto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) do governo federal, lançado em 2009. O estudo concluiu

que 63% de 26 mil alunos do Ensino Médio em seis estados brasileiros tiveram melhora nos hábitos de poupança e comportamento de consumo ao participarem do projeto, aplicado entre agosto de 2010 e dezembro de 2011. Entre os participantes, a média de intenção de poupar aumentou de 48% para

53%, assim como a proficiência financeira dos alunos, que subiu em 7%. A conclusão é que houve aumento da autonomia desses jovens em relação às decisões de consumo: eles passaram a conversar sobre o assunto com os pais e demonstraram disposição para negociar o preço e o meio de pagamento ao

realizar compras. Projetos como esse têm relevância enorme, segundo Arianna Legovini, diretora do Programa de Avaliação de Impactos do Banco Mundial. E o trabalho não é fácil, lembrou Arianna: projeto semelhante aplicado na Colômbia elevou a proficiência dos alunos em apenas um ponto

percentual. "O número pode parecer pequeno, mas esse aumento na intenção de poupar, no Brasil, pode representar cerca de R$ 7,5 bilhões a mais no Produto Interno Bruto (PIB) do País." Com base na experiência, a ideia é levar o projeto – que de agora em diante será gerido pela Associação Brasileira de Educação

Financeira (Abef) –, não só aos 57 milhões de alunos da rede pública, mas a 100 milhões de crianças, adultos e idosos, segundo o diretor de educação financeira da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e conselheiro da Abef, Fábio Moraes. "A ideia é iniciar essa nova fase com as três frentes já em 2013", planeja.


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

conomia

CAIXA 1 O seu consultor financeiro

AGENDA 25

Segunda-feira

Sai pesquisa semanal Focus, do Banco Central, com projeções do mercado.

26

Terça-feira

Banco Central divulga pesquisa de juros e crédito relativa ao mês de maio

28

Quinta-feira

Divulgação do IGP-M de junho. A pesquisa é da Fundação Getúlio Vargas.

O

mercado brasileiro de ações passou a última semana tentando engatar uma tendência positiva – chegou a até a recuperar alta no acumulado no ano –, mas não resistiu à queda no final das contas. Fatores externos, como as dificuldades da economia da Espanha, o rebaixamento de ratings de bancos de todas as partes do mundo e números negativos da economia norte-americana prejudicaram os negócios. O cenário interno contribuiu para a alta, com a expectativa cada vez maior de reajuste de preços dos combustíveis no Brasil e a

Bovespa TEM PERDAS na semana consequente valorização das ações da Petrobras, mas não teve força para compensar o mau humor no exterior. Na sexta-feira, o Ibovespa, principal referência dos negócios com ações no País, fechou praticamente estável, em 55.438 pontos, com variação negativa de 0,12%. Após duas semanas seguidas de alta, a Bolsa caiu 1,19% nesses

cinco últimos pregões. No mês, ainda sustenta alta de 1,74%. Mas, no ano, voltou a registrar recuo de 2,32%. O giro financeiro somou R$ 7,574 bilhões. No pregão de sexta-feira, a ação ON da Petrobras fechou com ganho de 0,95% e a PN subiu 1,45%. Já as outras blue chips – Vale, metalúrgicas e bancos – não ajudaram e fe-

charam em queda. Vale reduziu as perdas no final e a ON caiu 0,23% e PNA, 0,1%. Gerdau PN perdeu 1,96%, Metalúrgica Gerdau recuou 1,86%, Usiminas registrou declínio de 2,70% e Companhia Siderúrgica Nacional, -2,43%. Entre as instituições financeiras, Itaú Unibanco amargou a maior queda, de 2,08%, seguido de Banco do Brasil

(-1,54%). Santander foi na contramão e as units do banco subiram 1,29%. Já o Bradesco fechou estável. Pão de Açúcar avançou 2,03% e foi outro destaque de alta. A ação reflete a troca de comando na empresa. Logo cedo, o francês Jean-Charles Naouri, presidente do grupo francês Casino, foi aprovado como novo presidente da Wilkes, controladora do Grupo Pão de Açúcar, em assembleia geral extraordinária. O dólar comercial terminou a semana em alta de 0,63%, cotado a R$ 2,064 para compra e a R$ 2,066 para venda. (Agências)


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17 Editar é a habilidade deste século: editar o espaço, o consumo midiático, os amigos. Graham Hill, empreendedor

conomia

Fotos de Trevor Tondro/NYT

Um apartamento apertado, claro e com paredes móveis (ao lado) é o imóvel de demonstração usado pelo empreendedor Graham Hill (foto acima). A residência está em uma das maiores cidades do mundo e é o primeiro produto da empresa LifeEdited.

Os minúsculos imóveis de Nova York Pequenos apartamentos, sustentáveis e luxuosos, podem ser a nova tendência das moradias em Manhattan. É isso que tenta provar um empresário do setor. Penelope Green*

A

casa do futuro talvez seja um apartamento bem pequeno, de 39 metros quadrados, em um prédio residencial centenário em Manhattan, em Nova York. Brilhante e branco, o apartamento conta com paredes móveis, que permitem que ele varie entre um e seis cômodos, além de móveis dobráveis e ar filtrado, ou "do campo", como o descreveu o proprietário do imóvel, Graham Hill, enquanto exibia os truques conversíveis do apartamento como um garoto-propaganda, bem vestido com uma camisa polo de lã de merino preta, calças pretas e tênis Van pretos. Esse laboratório, como Hill o descreve, para moradias pequenas, sustentáveis e – admitamos – luxuosas, é o primeiro produto tangível de sua nova empresa, a LifeEdited. Ele é acompanhado de um manifesto estranho, mas que consegue reunir um punhado de tendências e filosofias sociais e econômicas, entre elas a pesquisa sobre a felicidade, o campo crescente do consumo colaborativo (que utiliza tecnologias para compartilhar bens como carros e brinquedos) e dados sobre as eficiências das cidades. Essa mistura de sistemas novos e antigos pode parecer familiar para os frequentado-

res das conferências TED, onde Hill já foi palestrante, e para leitores de livros de autoajuda, além de urbanistas da velha guarda. "Projete a sua vida para que ela inclua mais dinheiro, saúde e felicidade, com menos coisas, espaço e energia", diz o manifesto. No entanto, Hill, fundador do TreeHugger, um website que tornou o ambientalismo atraente e aspirativo através da promoção de uma visão global e moderna do design sustentável (com coisas como galinheiros arquitetônicos e telhados verdes), tem provado que consegue lucrar com seu idealismo sincero e bom gosto. Afinal de contas, ele vendeu o website em 2007 para a Discovery Communications, proprietária do Discovery Channel, por US$ 10 milhões. Hill, um canadense de 41 anos de idade, é formado como arquiteto e designer de produtos. O Treehugger, lançado em 2004, foi seu segundo empreendimento para a internet. Seu primeiro projeto, uma empresa de web design, também foi vendido em 1998 por US$ 10 milhões, um número que parece lhe dar sorte. "Graham é um caso raro de idealista pragmático", disse seu amigo Nick Denton, fundador da Gawker Media. Foi Denton quem ofereceu a plataforma de blog da Gawker como molde para que o TreeHugger fosse inicialmente

organizado. Em contraparti- experiências, nas quais foi da, Hill cedeu-lhe uma parce- obrigado a reduzir seus bens la da empresa. para que eles coubessem em "Ele tem evitado os simbo- uma mala, que o fizeram conlismos e idealismos vazios", siderar o conceito do "pequedisse Denton. "Acho bacana no" como um plano de negóque Graham bole uma manei- cios. ra sustentável de se viver nas Sexy – "Pequeno é sexy", ele cidades, ao invés de propa- diz, em sua palestra TED de gandear painéis solares milio- seis minutos. Hit no YouTube, nários em casas no Condado com 1,3 milhões de visualizade Napa, que não representa a ções até meados de maio, a realidade de moradia da maio- palestra também inclui aforisria das pessoas." mos como: "Transforme a pos" O f o c o s e e m a c e ssempre esteso", "Seja dov e n o s b u rno do mínimo Seja dono do g u e s e s b o êpossível, para mínimo possível, mios, não é?", que você não ele concluiu, precise guarpara que você não r ef e r in d o -s e dar muito" e precise guardar ao público al"Editar é a hamuito. O pequeno é v o d o T r ebilidade deste sexy. eHugger, que século: editar agora deverá o espaço, o GRAHAM HILL, EMPREENDEDOR constituir a consumo miDOS ESTADOS UNIDOS clientela da Lidiático, os feEdited. amigos". De fato, Hill, Em 2009 e que adora andar de kitesurf e 2010, Hill comprou dois aparskate, passou boa parte da úl- tamentos em um prédio resitima década acampando, e dencial na rua Sullivan, em administra sua empresa de Manhattan: um cubo de 39 uma série de quartos de hotel m e t r o s q u a d r a d o s p o r e pequenos apartamentos em US$ 287 mil e um cubo de 32 cidades como Buenos Aires, m e t r o s q u a d r a d o s p o r Bangkok e Barcelona, além de US$ 280 mil. Ele acampou no um trailer em Baja, uma gara- apartamento menor e organigem em Maui e até de um be- zou uma competição de deliche no Plastiki, o barco cons- sign para o espaço maior, que truído com 12,5 mil garrafas deveria incluir a possibilidade PET e capitaneado pelo am- de uma mesa de jantar para 12 bientalista e filho de banquei- convidados e camas para hósro David de Rothschild. pedes, entre outras coisas. Hill afirma terem sido essas Mais de 300 projetos foram inscritos, e Catalin Sandu, um estudante de arquitetura húngaro que hoje trabalha para Hill, venceu com seu projeto de apartamento adaptável, através de um processo de seleção pública promovido pelo website TreeHugger. Hill passou a primeira noite em seu novo apartamento em 11 de maio, e dormiu bem, depois de chegar cansado de um fim de semana caçando porcos selvagens no Texas e de quatro dias em Las Vegas, onLocal de buscou investimentos pareservado no ra a LifeEdited em uma reuarmário nião com Tony Hsieh, o direpara a tor executivo bilionário da bicicleta, o empresa de venda de sapatos veículo online Zappos. ideal dos Armado com ideias e com ambientalistas. sua paixão por um bar de Las Vegas chamado Downtown Cocktail Club, Hsieh está investindo US$ 350 milhões nos arredores do bar, onde irá construir instalações corporativas para a Zappos, além de complexos de uso variado, que contarão com um prédio residencial da LifeEdited criado por Hill e sua equipe, que inclui Sandu e a Guerin Glass, um escritório de arquitetura de Manhattan. É aí que a LifeEdited começa

a ficar realmente interessante: a equipe de Hill propôs construir prédios residenciais projetados ao redor de enormes pátios abertos, com unidades entre 27 e 55 metros quadrados. Promover a moradia em estúdios em um estado que conta com tanto patrimônio habitacional e a um preço tão reduzido é uma estratégia bastante ousada – Nevada ainda é o estado americano com a maior taxa de execuções hipotecárias. Hsieh planeja experimentar o sistema no final de maio, hospedandose no apartamento da LifeEdited em Nova York. "É o tipo de coisa que soa muito bem em uma palestra TED", disse Hsieh, "mas que é preciso experimentar de verdade". Hill, cujos bens se limitam a materiais esportivos e vitaminas, preencheu o apartamento com objetos de sua namorada, Kumara Sawyers, que trabalha como massagista e professora de ioga. Ele escolheu um globo, uma câmera fotográfica antiga, uma galhada e uma planta em um vaso, além de alguns livros, como os do economista Edward Glaeser. Ele também comprou produtos que ilustram os princípios da LifeEdited, como um garfo pesado que deveria funcionar também como faca, mas que não funciona muito bem. No armário, há uma pequena coleção de roupas de lã de

merino, que Hill afirma precisar de menos lavagens que outros tecidos. Mas o que mais chama a atenção são a cama retrátil e a mesa de jantar dobrável, projetadas pela Resource Furniture, fabricante de móveis de Manhattan que atualmente patrocina a LifeEdited. A parede móvel também é bem bacana. Reforma – Ao todo, a reforma do apartamento custou cerca de US$ 365 mil, dos quais US$ 50 mil foram gastos apenas porque o prazo que Hill deu à construtora foi bastante curto. Como o objetivo é oferecer apartamentos da LifeEdited que poupem "uma quantia significativa de dinheiro" aos proprietários, Hill sugere esse cálculo como uma maneira de reduzir o impacto do valor imobiliário da rua Sullivan. Ele somou os metros quadrados dos "cômodos" criados pelo apartamento, como cozinha, banheiro, sala de estar, sala de jantar, escritório, quarto principal e quarto de hóspedes, e chegou a um total de 102 metros quadrados. "Considere o seguinte", ele escreveu, "você contará com a funcionalidade de um apartamento com quase o triplo do tamanho. É claro que você só poderá usar um cômodo por vez e que isso exige uma transformação..." *The New York Times


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e União de retalhos vira negócio lucrativo

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Não é só "fazer e vender", mas "criar e oferecer". Benigna Rodrigues da Silva, artesã e empresária

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Paulo Pampolim/ Hype

O patchwork já ganhou status de arte, com exposições em museus e galerias especializadas na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, a técnica exige profissionalização e a busca pela excelência. Karina Lignelli

E

squeça a colcha da vovó: em tempos de "faça você mesmo", trabalhar com patchwork – técnica artesanal de união de retalhos – tornou-se uma opção de negócios para quem tem espírito empreendedor. Difundido a ponto de ganhar status de arte, com exposições em museus e galerias especializadas na Europa e nos Estados Unidos, o patchwork foi a estrela de dois eventos realizados na cidade no mês de junho, a São Paulo Patchwork Design, e a 10ª Semana Senac de Patchwork. E, para comprovar que boa técnica aliada a criatividade e profissionalização rendem bons negócios, dois casos bem sucedidos. Profissionalização – Um deles é o dos amigos e ex-professores da rede pública Wagner Vivan e Benigna Rodrigues da Silva, que na segunda metade da década de 1990 decidiram abrir o ateliê que leva o nome dos dois, especializado em patchwork e quilting (técnica de acolchoamento). Outro é o da tradutora Eliana Dias que, junto às amigas Wandarcy e Selma, criou o ateliê Paninho Chic, em 2003.

Em comum, há o interesse em unir o útil (gerar renda) ao agradável (a paixão pela técnica). Tudo somado à disposição de se investir em um plano de negócios que vai além do dinheiro (só o tecido representa entre 30% e 40% do valor de cada peça, i n f o r m a V ivan), mas também tempo e dedicação para pesquisar, experimentar mat é r i a s p r i m a s , c onhecer novidades da indústria têxtil e até processos de lavagem e restauração, para produzir cada vez mais peças melhores. "É preciso ter qualidade e diferencial para criar peças que agradem aos olhos e ao bolso sem exageros, fazendo muitos ensaios de criação antes de comercializar os produtos. Quem quiser investir nisso deve fazer de forma ampla, por-

Wagner Vivan e Benigna Rodrigues da Silva (acima), se especializaram em patchwork e quilting. Eles explicam que, para abrir um ateliê e tornar o negócio lucrativo, é preciso ter um plano estruturado, capital e muita paixão pela técnica, para inovar e aprimorar sempre.

que não é só 'fazer e vender', mas 'criar e oferecer'", ensina Benigna Silva. Encomendas – A ex-professora de literatura, que já experimentava a técnica quando ainda lecionava, encontrou em seu colega de trabalho, o professor de artes Vivan, o parceiro ideal para encarar o patchwork como negócio. Hoje, os "faz tudo" do ateliê produzem peças sob encomenda com valor médio de R$ 1,2 mil. Dependendo da exclusividade, se é feito manualmente ou tem detalhes diferenciados, o preço aumenta, diz Vivan, sem revelar valores. A veia artística e as criações exclusivas levaram os amigos até a participar de exposições na Alemanha, na Itália e na França. "Conseguimos recuperar o investimento inicial nesses anos todos porque trabalhamos bem, mas com simplicidade. O que importa para nós não é ampliar o ateliê, mas fazer patchwork e quilting cada vez mais benfeitos", completa o empresário e artesão. No caso de Eliana Azevedo, da Paninho Chic, o patchwork era um hobby, a princípio compartilhado com amigas, que virou negócio. A tradutora literalmente mergulhou no assunto quando morou nos Esta-

Eliana Azevedo (acima) transformou o hobby em profissão. Criou um espaço para trabalhar com as amigas e ministrar cursos.

dos Unidos – onde a difusão da técnica é muito forte –, atraída pela mistura de arte e precisão geométrica dos trabalhos. Ao voltar, decidiu criar um espaço agradável para produzir peças com as amigas e atrair interessados em aprender a técnica, motivados tanto

por trabalho como diversão. Resultado: o negócio cresceu tanto que passou a abrigar outros cursos – como o de criação de bolsas e bonecas, ensino de tingimento, corte, costura e bordado. Foi preciso mudar para um espaço maior para receber seus 100 alunos. Entre

eles, alguns foram até convidados a expor em mostras pelo Brasil, e em eventos como a São Paulo Patchwork Design, ocorrida recentemente. Segundo Eliana Azevedo, o "tiro no escuro" que deu certo fez com que as amigas (hoje, com Belize no lugar de Wandarcy) recuperassem três vezes o investimento inicial. E para quem pretende fazer do patchwork sua fonte de renda aqui vão algumas dicas: é preciso saber que esse é um artesanato complexo, que depende de conhecimento de matemática e geometria para que se garanta um bom acabamento à peça. "E não basta saber a técnica: é preciso conhecer o negócio de ponta a ponta – principalmente a parte de administração financeira", completa Eliana.


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ECONOMIA/LEGAIS - 19

Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura C.N.P.J. 033.010.786/0001-87

Senhores Acionistas: Em cumprimento às determinações legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e do fluxo de caixa das atividades operacionais do exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas Notas Explicativas de forma resumida, ficando a disposição para os esclarecimentos necessários, inclusive para apresentação das Demonstrações Financeiras e notas explicativas na íntegra, bem como o parecer dos auditores independentes. A Diretoria Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e demais contas a receber Estoques Adiantamentos a fornecedores Tributos a recuperar Instrumentos financeiros derivativos Não circulante Realizável a longo prazo Tributos diferidos Tributos a recuperar Partes relacionadas Depósitos judiciais Instrumentos financeiros derivativos Outros ativos Investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo

2011 1.440.661 234.265

2010 990.778 105.369

240.870 179.347 868.408 600.870 52.432 59.038 25.090 8.273 19.596 37.881 1.497.620 1.749.885 684.430 649.030 160.669 133.707 309.430 284.624 199.130 187.959 10.542 13.112 1.280 24.544 3.379 5.084 97.868 391.890 657.315 655.912 58.007 53.053 2.938.281 2.740.663

Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores e outras contas a pagar Financiamentos Tributos a recolher Instrumentos financeiros derivativos Não circulante Financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Provisão para contingências Partes relacionadas Outros passivos Patrimônio líquido Capital social Reservas de capital Reservas de lucros Ajustes acumulados de conversão Ajustes de avaliação patrimonial Prejuízos acumulados Total do passivo e patrimônio líquido

2011 1.440.952 344.090 1.080.001 10.249 6.612 1.441.265 1.418.285 11.509 11.380 – 91 56.064 566.127 75 14.276 (390.614) 2.712 (136.512) 2.938.281

2010 828.185 125.185 695.227 4.940 2.833 1.077.695 1.033.463 – 17.307 26.834 91 834.783 1.531.416 75 14.276 (493.434) 40.780 (258.330) 2.740.663

Reservas de Reservas de Resultados abrangentes capital lucros Subvenção Ajustes acu- Ajustes de Total de Prejuízos Capital Lucros a mulados de avaliação resultados acumulapara Total social investimentos Legal realizar conversão patrimonial abrangentes dos 1.531.416 75 714 13.562 (423.088) 16.629 (406.459) (66.034)1.073.274 Em 1o de janeiro de 2010 Ajustes acumulados de conversão – – – – (70.346) – (70.346) – (70.346) Valor justo de oper. de hedge de fluxo de cx. – – – – – 24.151 24.151 – 24.151 – – – – – – – (192.296) (192.296) Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2010 1.531.416 75 714 13.562 (493.434) 40.780 (452.654) (258.330) 834.783 Redução de capital (706.959) – – – – – – – (706.959) Compensação de prejuízo (258.330) – – – – – – 258.330 – Ajustes acumulados de conversão – – – – 102.820 – 102.820 – 102.820 Valor justo de oper. de hedge de fluxo de cx. – – – – – (38.068) (38.068) – (38.068) – – – – – – – (136.512) (136.512) Prejuízo do exercício 566.127 75 714 13.562 (390.614) 2.712 (387.902) (136.512) 56.064 Em 31 de dezembro de 2011 1. Informações gerais: A Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura (“FCia” ou “Companhia”) é uma sociedade anônima de capital fechado, tem sua sede em Matão, SP e tem como atividade preponderante a formação e exploração de lavouras de laranja, produção de suco concentrado e não concentrado de laranja, bem como seus subprodutos e também a participação em outras sociedades. As operações da Companhia são realizadas no contexto do Grupo Fischer, na qual parte substancial de seus produtos acabados é armazenada nos “tank farms” da investida Citrosuco Serviços Portuários S.A., e as vendas são substancialmente destinadas ao mercado externo e realizadas por intermédio da empresa ligada Citrosuco Trading N.V. O Grupo Fischer assinou um contrato de associação com companhias do Grupo Votorantim (Votorantim Participações S.A., Votorantim Industrial S.A. e Votorantim GmbH), estabelecendo uma joint venture 50/50 que resultará na fusão de seus negócios de suco de laranja, no Brasil e no exterior. A nova companhia irá produzir, vender e exportar suco de laranja concentrado e não concentrado e os respectivos subprodutos nas seis plantas industriais brasileiras e uma nos Estados Unidos da América, utilizará o suporte logístico de cinco embarcações próprias e três alugadas e seis terminais portuários. Essa associação irá gerar grandes sinergias e eficiências de escala nos processos produtivo, de venda e cadeia de exportação, incrementando sua competitividade no mercado internacional. Um comitê independente foi nomeado para identificar e planejar a formação e implementação da nova companhia. A expectativa da administração é implementar essa nova companhia durante o ano de 2012. Em decorrência da referida associação, o Grupo Fischer efetuou uma reestruturação societária, com vistas a manter somente o negócio de suco de laranja na Companhia, transferindo determinados ativos e passivos de outros negócios ou que não farão parte do contrato de associação para outras empresas do Grupo ou acionistas. A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pelo Conselho de Administração em 26 de abril de 2012. 2. Resumo das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas abaixo. Essas práticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados. 2.1. Base de preparação: As demonstrações financeiras foram elaboradas considerando o custo como base de valor e ativos financeiros mantidos para negociação e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) mensurados ao valor justo. A preparação das demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das práticas contábeis. (a) Demonstrações financeiras consolidadas: A administração da Companhia optou pela não apresentação das demonstrações financeiras consolidadas da Fischer S.A. - Comércio, Indústria e Agricultura, em decorrência da exceção contida no parágrafo 10 do pronunciamento técnico CPC 36, uma vez que o Grupo Fischer elabora demonstrações financeiras combinadas. (b) Demonstrações financeiras individuais: As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs). (c) Mudanças nas políticas contábeis e divulgações: Não há novos pronunciamentos ou interpretações de CPC vigentes a partir de 2012 que poderiam ter impacto significativo nas demonstrações financeiras da Companhia. 2.2. Conversão em moeda estrangeira: (a) Moeda funcional e moeda de apresentação: Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da Companhia são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico, no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). A Companhia utiliza o dólar como moeda funcional, uma vez que é a moeda que melhor reflete o ambiente econômico que influencia suas operações e como é de fato administrada. Na determinação da moeda funcional da Companhia foram considerados os seguintes principais itens: A receita de vendas da Companhia é substancialmente denominada e liquidada em dólares, uma vez que referem-se a venda de suco de laranja. O preço da principal matéria-prima (laranja) foi historicamente definido e negociado em dólares. Atualmente, considerando a apreciação do real frente ao dólar, parcela dos contratos é determinado em reais. Nesse sentido, a administração, no momento da contratação das compras de fruta, negocia o valor da caixa de laranja em reais, tomando por base a expectativa de preço futuro em dólares do suco de laranja, os possíveis impactos decorrentes das projeções de variação da cotação do dólar norte-americano e os custos necessários para contratação de instrumentos financeiros derivativos para hedge do fluxo de caixa (R$ para US$) necessário para efetuar o pagamento das compras. Despesas com mão de obra e outros custos, exceto depreciação, que representam normalmente menos de 20% dos custos totais de fabricação, são denominados e negociados em reais, entretanto o grupo contrata instrumentos derivativos para hedge deste fluxo de caixa (R$ para US$). Os financiamentos obtidos pela Companhia são normalmente negociados em dólares. Moeda de apresentação das demonstrações financeiras: as demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em reais, com vistas ao atendimento da legislação vigente, cujos critérios de conversão adotados são os seguintes: • Os ativos e passivos apresentados no balanço patrimonial são convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço. • As receitas e despesas da demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de câmbio médias (a menos que essa média não seja uma aproximação razoável do efeito cumulativo das taxas vigentes nas datas das operações, e, nesse caso, as receitas e despesas são convertidas pela taxa das datas das operações). • As diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como um componente separado no patrimônio líquido. 2.3. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários e investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de até três meses, e com risco insignificante de mudança de valor. 2.4. Ativos financeiros: 2.4.1. Classificação e mensuração: A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as categorias de mensurados ao valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são ativos financeiros mantidos para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente, para fins de venda no curto prazo. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação e, dessa forma, são classificados nesta categoria, a menos que tenham sido designados como instrumentos de hedge (proteção). Os ativos dessa categoria são classificados como ativos circulantes. (b) Empréstimos e recebíveis: Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após

a data do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem empréstimos, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. 2.4.2. Reconhecimento e mensuração: As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que a Companhia tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são apresentados na demonstração do resultado em “Outros ganhos (perdas), líquidos” no período em que ocorrem. Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Companhia estabelece o valor justo por meio de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo possível com informações geradas pela administração da própria Companhia. 2.4.3. Impairment de ativos financeiros: (a) Ativos mensurados ao custo amortizado: A Companhia avalia no final de cada período do relatório se há evidência objetiva de que o ativo financeiro ou o grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. A Companhia avalia em primeiro lugar se existe evidência objetiva de impairment, tais como: dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; uma quebra de contrato, inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; torna-se provável que o tomador declare falência ou outra reorganização financeira; e outros. O montante da perda por impairment é mensurada como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se um empréstimo ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, a Companhia pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.5. Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge: Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo. O método para reconhecer o ganho ou a perda resultante depende do fato do derivativo ser designado ou não como um instrumento de hedge. Sendo este o caso, o método depende da natureza do item que está sendo protegido por hedge. A Companhia designa certos derivativos como hedge de um risco específico associado a um ativo ou passivo reconhecido ou uma operação prevista altamente provável (hedge de fluxo de caixa). A Companhia documenta, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A Companhia também documenta sua avaliação, tanto no início do hedge como de forma contínua, de que os derivativos usados nas operações de hedge são altamente eficazes na compensação de variações no valor justo ou nos fluxos de caixa dos itens protegidos por hedge. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for superior a 12 meses, e como ativo ou passivo circulante, quando o vencimento remanescente do item protegido por hedge for inferior a 12 meses. Hedge de fluxo de caixa: A parcela efetiva das variações no valor justo de derivativos designados e qualificados como “hedge” de fluxo de caixa é reconhecida no patrimônio. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido na demonstração do resultado como “Outros ganhos (perdas), líquidos” ou “Resultado de operações de hedge”, dependendo da origem do item protegido. Os valores acumulados no patrimônio são realizados na demonstração do resultado nos períodos em que o item protegido por “hedge” afetar o resultado (por exemplo, quando ocorrer o dispêndio de gastos fixos que é protegido por “hedge”). O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é reconhecido na demonstração do resultado em “Outros ganhos (perdas), líquidos” ou “Resultado de operações de hedge”, dependendo da origem do item protegido. Entretanto, quando a operação protegida por “hedge” prevista resultar no reconhecimento de um ativo não-financeiro (por exemplo, estoques ou ativos fixos), os ganhos e as perdas previamente diferidos no patrimônio líquido são transferidos do patrimônio e incluídos na mensuração inicial do custo do ativo. Quando um instrumento de “hedge” não atende mais aos critérios de contabilização de “hedge”, todo ganho ou toda perda cumulativa existente no patrimônio líquido naquele momento permanece no patrimônio e é reconhecido quando a operação prevista é finalmente reconhecida na demonstração do resultado. Quando não se espera mais que uma operação prevista ocorra, o ganho ou a perda cumulativa que havia sido apresentado no patrimônio é imediatamente transferido para a demonstração do resultado em “Outros ganhos (perdas), líquidos” ou “Resultado de operações de hedge”, dependendo da origem do item protegido. 2.6. Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes são, inicialmente, reconhecidas

OSUC – OBRAS SOCIAIS UNIVERSITÁRIAS E CULTURAIS CNPJ nº 60.428.406/0001-00 BALANÇO PATRIMONIAL - (Em reais) ATIVO 2011 2010 PASSIVO 2011 2010 CIRCULANTE 4.955.287,29 624.382,16 CIRCULANTE 512.849,30 287.257,30 CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 860.190,50 347.292,40 Obrigações Trabalhistas 3.909,46 (11.363,75) Caixa 3.868,11 2.523,11 Fornecedores 74.328,91 49.150,55 Bancos Conta Movimento 235.808,51 92.127,90 Outras Obrigações a Pagar 111.300,17 32.538,03 Bancos Conta Aplicações C/Prazo 620.513,88 252.641,39 Provisões Sociais e Trabalhistas 323.310,76 216.932,47 CLIENTES E OUTROS RECEBÍVEIS 4.095.096,79 277.089,76 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 20.795.041,81 21.483.420,85 Cheques e outros títulos a receber 4.095.096,79 277.089,76 Patrimônio Social 21.871.449,54 21.871.449,54 NÃO - CIRCULANTE 16.352.603,82 21.146.295,99 Ajuste de Avaliação Patrimonial 802.848,14 1.307.399,56 Superavit / Deficit Acumulado (1.684.082,04) (986.885,30) REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 32.364,09 2.329.804,52 Superavit / Deficit do Exercício (195.173,83) (708.542,95) Cotas Shopping Center Iguatemi 3.740,17 3.740,17 TOTAL DO PASSIVO 21.307.891,11 21.770.678,15 Cotas Shopping Center Lapa 906,71 906,71 Carteira Ações Credit Suisse 2.298.811,09 pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir Terreno Santa Madalena, 75 22.782,78 22.782,78 a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, Imóvel R Maria Do Carmo Sene, 82 3.563,77 3.563,77 independentemente se causada por fraude ou erro. 3) Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar Conjunto 601 Pça João Mendes, 62 1.370,66 uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa INVESTIMENTOS – 1.685.993,36 auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de Cshg All Cs Portf Plus Ficfim – 672.739,43 auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos Cshg Di Private Ficfi Ref – 709.254,20 auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de Renda Fixa – 117.962,83 obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de Cshg Short euro CP fim – 124.955,20 distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos Csh Capital Protegido III FIM – 61.081,70 selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos IMOBILIZADO 16.317.618,15 17.130.498,11 selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação Terrenos 1.648.794,24 1.648.794,24 dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, indepenEdifícios e Construções 18.289.745,49 18.284.510,74 dentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, Máq., Equipam., Ferram., Inst. Industr. 563.258,74 522.026,63 o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração Veículos 94.806,14 94.806,14 e adequada apresentação das demonstrações contábeis da companhia Móveis, Utens. e Instal. Comerciais 2.659.538,31 2.463.072,68 para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas (-) Depreciação Acumulada (6.938.524,77) (5.882.712,32) circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a INTANGÍVEL 2.621,58 – eficácia desses controles internos da companhia. Uma auditoria inclui, Sofware ou Programas de Computador 2.621,58 – também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas TOTAL DO ATIVO 21.307.891,11 21.770.678,15 e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é À Diretoria da suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. 4) OSUC - OBRAS SOCIAIS UNIVERSITÁRIAS E CULTURAIS Base para opinião com ressalva: (a) A Entidade não efetuou a verificação São Paulo - SP de possíveis desvalorizações significativas que possam existir nos bens 1) Examinamos as demonstrações contábeis da OSUC - OBRAS SOCIAIS imobilizados conforme determina a Resolução CFC nº 1.292/10 - Redução UNIVERSITÁRIAS E CULTURAIS, que compreende o balanço patrimonial, ao Valor Recuperável de Ativos e também não efetuou a revisão da vida útil em 31 de dezembro de 2011, e as respectivas Demonstrações do Deficit econômica desses bens em atendimento a resolução 1.177/09 – NBC TG do Exercício, das Mutações do Patrimônio Líquido e dos Fluxos de Caixa 27. 5) Opinião com ressalva: Em nossa opinião, exceto pelos efeitos para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais do assunto descrito no parágrafo Base para opinião com ressalva, as práticas contábeis e demais notas explicativas. 2) Responsabilidade da demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, administração sobre as demonstrações contábeis: A administração da em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas da OSUC - OBRAS SOCIAIS UNIVERSITÁRIAS E CULTURAIS, em demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus no Brasil aplicáveis às pequenas e médias empresas (NBC TG 1000), e fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as

2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais 2011 2010 1.143.281 1.161.376 Prejuízo antes do IR e da contribuição social (143.863) (175.173) 1.142.984 1.159.328 Ajustes 297 2.048 Depreciação e amortização 58.730 71.151 (1.075.974) (1.188.064) Result. na venda/baixa de bens do ativo perm. 4.124 49.016 (1.075.666) (1.185.961) Equivalência patrimonial (9.744) (41.898) (308) (2.103) Reversão de prov. p/créditos de liq. duvidosa (526) (38) 67.307 (26.688) Constituição (reversão) de prov. p/contingências (1.364) 9.378 (14.892) (25.202) Constituição de prov. p/perdas no ativo imob. 4.577 (77.178) (92.088) Juros e variações apropriados 95.772 58.323 5.802 (42.873) Variações nos ativos e passivos (18.961) (186.851) Ctas. a rec. de clientes e demais ctas. a receber 9.389 4.083 49.855 27.871 Tributos a recuperar (4.256) (62.124) (95.772) (78.526) Estoques (170.982) 14.011 (89.915) 22.517 Adiantamentos a fornecedores 12.500 (59.037) 1.186 (2.082) Partes relacionadas 4.971 66.319 (134.646) (30.220) Depósitos judiciais 3.758 (892) 9.744 41.898 Outros ativos 2.088 1.106 (143.863) (175.173) Fornecedores e outras contas a pagar 116.101 12.607 7.351 (17.123) 4.175 (773) Tributos a recolher (136.512) (192.296) Caixa aplicado nas operações (14.550) (53.941) (41.907) (108.767) Juros pagos (174,71) (246,07) Caixa líquido aplicado nas ativ. operacionais (56.457) (162.708) Fluxos de caixa das ativ. de investimentos pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado Recebimento por vendas de ativo imobilizado 7.083 39.633 menos provisão para créditos de liquidação duvidosa. A provisão para crédiAumento de capital social de coligada (17.271) tos de liquidação duvidosa é estabelecida quando existe uma evidência ob(75.533) (165.884) Compras de imobilizado e softwares jetiva de que a Companhia não será capaz de cobrar todos os valores devi- Caixa líquido aplicado nas ativ. de invest. (85.721) (126.251) dos de acordo com os prazos originais das contas a receber. O valor da Fluxos de caixa das ativ. de financiamentos provisão é a diferença entre o valor contábil e o valor recuperável. As contas Ingressos de financiamentos 1.476.840 1.433.508 a receber são classificadas no ativo circulante quando o prazo de vencimenPagamentos de financiamentos (1.021.186) (1.075.557) to for equivalente a um ano ou menos. Caso contrário, são apresentadas Liberação de recursos a partes relacionadas (483.428) (384.919) como ativo não circulante. 2.7. Estoques: Os estoques são demonstrados 469.774 386.901 Ingresso de recursos de partes relacionadas ao custo médio das compras ou de produção, inferior aos custos de reposi- Caixa líquido gerado pelas ativ. de financ. 442.000 359.933 ção ou aos valores de realização. O custo é determinado usando-se o méto- Aumento líquido de caixa e equiv. de caixa 299.822 70.974 do de custo médio. O custo dos produtos acabados e dos produtos em ela- Efeitos de conv. p/moeda de apresentação (170.926) (18.478) boração compreende matérias-primas, mão de obra direta, outros custos Caixa e equiv. de caixa no início do exercício 105.369 52.873 diretos e despesas gerais de produção relacionadas, que incluem os gastos Caixa e equiv. de caixa no final do exercício 234.265 105.369 com transporte dos produtos acabados até o local de armazenagem, bem como os gastos com a armazenagem desses produtos. Os custos incorridos revertidas. Programas de computador (softwares): Os gastos diretamente com a manutenção das lavouras de laranja (tratos culturais) e manutenção associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia das instalações industriais e agrícolas são lançados aos estoques e apro- e que, provavelmente, gerarão benefícios econômicos maiores que os cuspriados ao custo da produção do suco de laranja por ocasião da colheita e tos por mais de um ano, são reconhecidos como ativos intangíveis e são da produção de suco de laranja. Os custos dos estoques incluem a transfe- amortizados usando-se o método linear ao longo de suas vidas úteis, estirência do patrimônio de quaisquer ganhos/perdas de hedge de fluxo de cai- madas em cinco anos. Os gastos associados a manutenção de softwares xa qualificados das compras de matérias-primas. Os adiantamentos a forne- são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Outros cedores de matéria-prima são demonstrados ao custo. 2.8. Imposto de ativos intangíveis: Os custos com a aquisição de patentes, marcas comerrenda e contribuição social diferido: As despesas de imposto de renda e ciais e licenças são capitalizados pelos valores originais e não possuem vida contribuição social do período compreendem os impostos corrente e diferi- útil definida, portanto, não são amortizadas. 2.14. Arrendamento mercando. Os tributos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resul- til: Os arrendamentos nos quais uma parcela significativa dos riscos e benetado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reco- fícios da propriedade é retida pelo arrendador são classificados como arrennhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também damentos operacionais. Os pagamentos efetuados para arrendamentos é reconhecido no patrimônio líquido. O encargo de imposto de renda e con- operacionais (líquidos de quaisquer incentivos recebidos do arrendador) são tribuição social corrente é calculado com base nas leis tributárias promulga- reconhecidos na demonstração do resultado pelo método linear, durante o das, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço da Companhia período do arrendamento. A Companhia arrenda determinados bens do imoe geram lucro tributável. O imposto de renda e contribuição social diferidos bilizado. Os arrendamentos do imobilizado, nos quais a Companhia detém, são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base nega- substancialmente, todos os riscos e benefícios da propriedade, são classifitiva de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias en- cados como arrendamentos financeiros. Estes são capitalizados no início do tre as bases de cálculo desses tributos sobre ativos e passivos e os valores arrendamento pelo menor valor entre o valor justo do bem arrendado e o contábeis das demonstrações financeiras da Companhia. Tributos diferidos valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento. Cada parcela ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futu- paga do arrendamento é alocada, parte ao passivo e parte aos encargos ro tributável esteja disponível para ser usado na compensação dos prejuízos financeiros, para que, dessa forma, seja obtida uma taxa constante sobre o fiscais e bases negativas da contribuição social, bem como, das diferenças saldo da dívida em aberto. As obrigações correspondentes são incluídas em temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e financiamentos. Os juros das despesas financeiras são reconhecidos na defundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros monstração do resultado durante o período do arrendamento, para produzir que podem, portanto, sofrer alterações. Portanto, quando requerido, a Com- uma taxa periódica constante de juros sobre o saldo remanescente do paspanhia efetua a provisão para impairment da parcela estimada não realizá- sivo para cada período. O imobilizado adquirido por meio de arrendamentos vel dos créditos diferidos, com base nas referidas projeções. Os impostos de financeiros é depreciado durante a vida útil do ativo. 2.15. Redução ao valor renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço recuperável de ativos (impairment): Os ativos que têm vida útil indefinida, quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável mesma autoridade fiscal. 2.9. Depósitos judiciais: Existem situações em (impairment). Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou amortização que a Companhia questiona a legitimidade de determinados passivos ou são revisados anualmente para se identificar evidências de perdas não reações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem ju- cuperáveis, ou ainda, sempre que eventos ou alterações nas circunstâncias dicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando houver podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquida- perda, ela é reconhecida pelo montante em que o valor contábil do ativo ulção do passivo. 2.10. Investimentos em controladas e coligada: Os inves- trapassa seu valor recuperável, que é o maior entre o preço líquido de venda timentos em sociedades controladas e coligada são registrados e avaliados e o valor em uso de um ativo. Para fins de avaliação, os ativos são agrupapelo método de equivalência patrimonial, reconhecido no resultado do exer- dos no menor grupo de ativos para o qual existem fluxos de caixa identificácício como despesa (ou receita) operacional. No caso de variação cambial veis separadamente. Os ativos financeiros, exceto ágio, que tenham sido de investimentos em controladas e coligada que utilizam moeda funcional ajustados por impairment são revisados, subsequentemente, para análise diferente da moeda funcional da Companhia, as variações no valor do inves- de uma possível reversão do impairment na data de apresentação do relatótimento decorrentes exclusivamente de variação cambial são registradas na rio. 2.16. Contas a pagar aos fornecedores: As contas a pagar aos forneconta “Ajuste de avaliação patrimonial”, no patrimônio líquido da Compa- cedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos nhia, e somente são registradas ao resultado do exercício quando o investi- no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulanmento for vendido ou baixado para perda. Quando necessário, as práticas tes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contábeis das controladas são alteradas para garantir consistência com as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. Elas são, práticas adotadas pela Companhia. 2.11. Imobilizado: Os bens do ativo inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuraimobilizado são avaliados ao valor histórico de aquisição, formação ou cons- das pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros. trução. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição 2.17. Provisões: As provisões são reconhecidas quando: (i) a Companhia dos itens e também pode incluir transferências do patrimônio de quaisquer tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) ganhos/perdas de hedge de fluxo de caixa qualificados como referentes à como resultado de eventos já ocorridos; (ii) é provável que uma saída de compra de imobilizado em moeda estrangeira. O custo histórico também recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e (iii) o valor puder ser inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos estimado com segurança. Quando houver uma série de obrigações similaqualificados. A depreciação é calculada pelo método linear durante a vida res, a probabilidade de liquidá-las é determinada levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida útil estimada, como segue: Anos mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item Edificações 25 individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena. As proviEquipamentos e instalações 10 sões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necesPomares de laranja 16 - 20 sários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes dos efeitos tributáHardware 5 rios, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no Veículos 5 tempo e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em As referidas vidas úteis são revisadas anualmente ou sempre que forem decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeiidentificadas circunstâncias que possam alterá-las. Ganhos e perdas em ra. 2.18. Financiamentos: Os financiamentos são reconhecidos, inicialmenalienações são determinados pela comparação dos valores de alienação te, pelo valor justo, líquidos dos custos de transação e são, subsequentecom o valor contábil e são incluídos no resultado na rubrica Outros ganhos mente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os (perdas), líquidas. Reparos e manutenção são apropriados ao resultado du- valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação rante o período em que são incorridos. O custo das principais renovações é é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os incluído no valor contábil do ativo no momento em que for provável que os empréstimos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de jubenefícios econômicos futuros que ultrapassarem o padrão de desempenho ros. Os financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos inicialmente avaliado para o ativo existente fluirão para a Companhia, sendo que a Companhia tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do que as renovações são depreciadas ao longo da vida útil restante do ativo passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço. 2.19. Capital relacionado. O valor contábil é imediatamente baixado ao seu valor recupe- social e reserva de capital: As ações ordinárias são classificadas como rável quando o valor contábil do ativo é maior do que seu valor recuperável patrimônio líquido. A reserva legal é calculada na base de 5% do lucro líquiestimado. 2.12. Ativos biológicos: O pronunciamento contábil CPC 29, em do do exercício da Companhia, conforme determinação da Lei nº 6.404/76. consonância com a norma internacional de contabilidade em seu pronuncia- 2.20. Dividendos: A distribuição de dividendos para os acionistas da mento técnico IAS 41, prescreve o tratamento contábil para o registro e a Companhia são reconhecidos como um passivo nas demonstrações finanapresentação nas demonstrações financeiras dos Ativos biológicos e produ- ceiras da Companhia ao final do exercício. De acordo com o estatuto social tos agrícolas. Seguindo as definições de ativos qualificáveis contidos nos os acionistas têm direito a receber dividendo mínimo obrigatório de 25% do referidos pronunciamentos, a Companhia qualificou como tais ativos detidos lucro líquido do exercício. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório essencialmente, pomares de laranja (em 2010, pomares de laranja e maçã), somente é provisionado na data em que são formalmente aprovados pelos os quais devem ser mensurados pelo valor justo menos custos estimados no acionistas. 2.21. Reconhecimento de receita: A receita compreende ponto-de-venda. A administração acredita que as estimativas para determi- o valor faturado pela venda de mercadorias e serviços. A receita pela nação do valor justo com base na documentação preparada ao longo dos venda de mercadorias é reconhecida quando os riscos significativos e os anos demonstrou não ser confiável, principalmente devido à alta volatilidade benefícios de propriedade das mercadorias são transferidos para o comprados preços das frutas, ao mercado cujo produto agrícola se destina, dor. A Companhia adota como política de reconhecimento de receita, porque é determinante para a identificação de preços, e combinado com a tanto, a data em que o produto é entregue ao comprador. A receita pela subjetividade na determinação da vida econômica real dos pés de laranja prestação de serviços é reconhecida quando são efetivamente prestados. (2010 - pés de laranja e maçã). Além disso, a administração acredita que A receita de juros é reconhecida em base proporcional ao tempo, levando um mercado ativo, conforme definido pelo pronunciamento, não existe em consideração o principal em aberto e a taxa efetiva ao longo do período atualmente para os ativos biológicos nas condições e localizações atuais. até o vencimento, quando se determina que essa receita será apropriada Considerando esse contexto, a administração entende não ser possível es- na Companhia.

Receita líquida de vendas e serv. prestados Venda de produtos Serviços prestados Custos das vendas e dos serviços prestados Custos dos produtos vendidos Custos dos serviços prestados Lucro (prejuízo) bruto Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Outros ganhos (perdas), líquidas Prejuízo operacional Receitas financeiras Despesas financeiras Variação cambial, líquida Resultado de operações de hedge Resultado financeiro Participação no lucro de controladas e coligada Prejuízo antes do IR e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Prejuízo do exercício Prejuízo por lote de mil ações do capital social no fim do exercício - R$

timar o valor justo dos ativos biológicos de forma razoável e, por esse motivo, a Companhia decidiu por mensurar esses ativos pelo custo de formação, menos depreciação acumulada e provisões para perdas na realização. Os ativos biológicos são classificados no grupo de ativo imobilizado. A Companhia continuará a buscar futuras indicações de que existem condições para estimar o valor justo dos ativos biológicos e alterará a sua atual prática contábil se concluir que os referidos valores podem ser estimados de forma confiável. 2.13. Ativos intangíveis: Ágio: Os saldos de ágio foram apurados em períodos anteriores à vigência dos novos pronunciamentos contábeis (CPCs) e a administração adotou a isenção opcional de não reprocessar as combinações de negócios anteriores à vigência dos CPCs, mantendo os valores apurados de acordo com as práticas contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2007. O ágio é testado anualmente para verificar perdas (impairment). Eventuais perdas por impairment contabilizadas não são

DEMONSTRAÇÃO DO DEFICIT DO EXERCÍCIO Atividades Educacionais 2011 2010 Doações Recebidas 4.199.238,18 4.272.742,00 (-) Custos Diretos aplicados nas atividades (3.288.454,44) (2.859.525,60) (-) Custos Indiretos Despesas Administrativas (104.938,00) (81.895,00) Despesas de Ordenados (347.819,00) (271.441,00) Despesas com Encargos Sociais (81.978,00) (63.976,00) Despesas Gerais (escritório) (65.247,00) (50.919,00) Despesas c/ Deprec. e Amortiz. (1.037.461,00) (804.307,00) Resultado das ativ. Educacionais (726.659,26) 140.678,40 Atividades Socioassistenciais Doações Recebidas 0,00 0,00 Subvenções Sociais 0,00 0,00 (-) Custos Diretos aplic. nas atividades (58.168,15) (869.418,40) (-) Custos Indiretos Despesas Administrativas (1.856,00) (24.899,00) Despesas de Ordenados (6.152,00) (82.530,00) Despesas com Encargos Sociais (1.450,00) (19.452,00) Despesas Gerais (escritório) (1.154,00) (15.482,00) Despesas c/ Deprec. e Amortização (18.351,00) (244.544,00) Resultado das ativ. Socioassistenciais (87.131,15) (1.256.325,40) Outras receitas e desp. não vinculadas Receitas Patrimoniais Liquidas 704.131,37 509.356,00 Resultado na venda de ações 0,00 Receitas das Heranças 0,00 (-) Despesas Financeiras (49.036,68) (43.553,00) (-) Despesas Tributárias (36.478,11) (58.699,00) (-) Despesas com Heranças Resultado Não Vinculado 618.616,58 407.104,00 Déficit do Exercício (195.173,83) (708.543,00) Lisandro Carmona de Souza - Presidente CPF: 755.276.699-91 - RG:4.319.381-3 SSP-PR Ricardo de Brito Damm - Tesoureiro CPF: 214.685.428-69 - RG:19.640.232-3 SSP-SP Reinaldo da Silva Santos - Contador CRC: 1SP252242 - CPF: 279.350.558-74 práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis para pequenas e médias empresas. 6) Outros assuntos: Auditoria dos valores correspondentes ao exercício anterior: Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós auditados de acordo com as normas de auditoria vigentes por ocasião da emissão do relatório datado em 15 de abril de 2011 que conteve modificação. São Paulo - SP, 17 de abril de 2012. Carmo Antônio Marino CPF 001.124.618-91 CT-CRC 1SP 053.925/O- 4 Alexandre Chiaratti do Nascimento Audisa Auditores Associados CPF 147.823.488-19 CRC/SP 2SP 024298 CRC/SP 187.003/O-0 - CNAI-SP-1620

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 22 de junho de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Banco Fibra S/A. Requerido: Sanbin Indústria de Auto Peças Ltda. Rua Fernando Falcão, 1.011 – Alto da Mooca - 2ª Vara de Falência. Recuperação Judicial Requerente: Engepassos Construtora Ltda. Requerido: Engepassos Construtora Ltda. Rua Doutor Franco da Rocha, 137 – Sala 71 – Perdizes - 2ª Vara de Falência.

Maria do Rosário Fischer - Presidenta Bianca Helena Fischer de Moraes - Conselheira Ana Luisa Fischer Macondes Ferraz - Conselheira Alessandra Fischer de Souza Santos - Conselheira Renata Fischer Fernandes - Conselheira Tales Lemos Cubero - Diretor-Presidente Guilherme de Souza Santos - Diretor José Lopes Celidônio - Diretor Ronaldo Marfori Sampaio - Diretor João Aparecido de Lucca - CRC nº 1SP191043/O-1

REDE D’OR SÃO LUIZ S.A. CNPJ nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA Ficam os senhores acionistas da Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”) convocados para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária, a realizar-se no dia 03 de julho de 2012, às 17h, na sede social da Companhia, localizada na Cidade e Estado de São Paulo, Rua Francisco Marengo, nº 1.312, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) Deliberar sobre o Protocolo e Justificação de Incorporação, pela Companhia, de ações da MedGrupo Participações S.A., e incorporação das seguintes sociedades: (a) Santa Luzia Participações S.A.; (b) Hospital Santa Luzia S.A.; (c) Hospital do Coração do Brasil S.A.; (d) MedGrupo Participações S.A.; (e) Hospital Santa Lúcia S.A.; (f) Hospital Santa Helena S.A.; (g) Hospital Prontonorte S.A.; (h) Hospital Maria Auxiliadora S.A.; e (i) Hospital Renascer S.A. (“Sociedades”); (ii) Ratificar a indicação das empresas especializadas contratadas para proceder à avaliação das ações da MedGrupo Participações S.A., dos patrimônios líquidos contábeis das Sociedades, bem como dos patrimônios líquidos da Companhia e do Hospital Santa Luzia S.A., Hospital do Coração do Brasil S.A., Hospital Santa Lúcia S.A., Hospital Santa Helena S.A. e Hospital Prontonorte S.A., a preços de mercado, na forma do art. 264 da Lei 6.404/76; (iii) Deliberar sobre o laudo de avaliação das ações da MedGrupo Participações S.A., os laudos de avaliação dos patrimônios líquidos contábeis das Sociedades e os laudos dos patrimônios líquidos da Companhia e do Hospital Santa Luzia S.A., Hospital do Coração do Brasil S.A., Hospital Santa Lúcia S.A., Hospital Santa Helena S.A. e Hospital Prontonorte S.A., a preços de mercado, na forma da Lei nº 6.404/76; (iv) Deliberar sobre a incorporação de ações da MedGrupo Participações S.A. pela Companhia e as incorporações das Sociedades pela Companhia, autorizando os administradores da Companhia a praticarem todos os atos necessários a sua implementação e formalização, com a consequente extinção das Sociedades e a sucessão, pela Companhia, a título universal, em todos os seus direitos e obrigações; (v) Deliberar sobre o aumento de capital social da Companhia, com a emissão de ações ordinárias e criação de ações preferenciais, a ser implementado em razão da incorporação de ações da MedGrupo Participações S.A. e das incorporações das Sociedades; e (vi) Deliberar sobre a ampla reforma e nova redação do Estatuto Social da Companhia. Informações Gerais: Encontram-se à disposição dos senhores acionistas, na sede social da Companhia, cópias dos documentos referentes à ordem do dia. O acionista poderá ser representado na Assembléia Geral por procurador constituído há menos de 1 (um) ano, que seja acionista, administrador da Companhia ou advogado. São Paulo, 22 de junho de 2012. PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE BRAGANÇA PAULISTA AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Bragança Paulista, o seguinte certame licitório: TOMADA DE PREÇOS 011/2012 OBJETO: REFORMA DE COBERTURA E CONSTRUÇÃO DE ÁREA DE RECREAÇÃO DATA DE ABERTURA: 10.07.2012 ÀS 10h30 HORAS VALOR ESTIMADO: R$ 405.844,48 GARANTIA PARA LICITAR (CAUÇÃO) ATÉ: 09.07.2012 VISITA TÉCNICA DE: 09.07.2012 O presente edital é publicado em resumo no Diário Oficial da União (DOU) e do Estado (DOE), no Diário do Comércio, Jornal Local e afixado no quadro de avisos da Prefeitura Municipal. As informações poderão ser obtidas na Divisão de Licitação, Compras e Almoxarifado da Prefeitura Municipal, sito à Avenida Antonio Pires Pimentel, nº 2015, Centro, ou pelo telefone (11) 40347056 / 59, em dias úteis, das 09:00 às 16:00 horas. Bragança Paulista, 22 de Junho de 2012. ROSEMARY APARECIDA DA SILVA RESP. P/ DIVISÃO DE LICITAÇÃO, COMPRAS E ALMOXARIFADO

CÂMARA MUNICIPAL DE ARUJÁ Classificação Processo n.º 13.278/12 – Modalidade Tomada de Preços n.º 02/2012 Objeto: Contratação de Empresa para Prestar Serviços de Vigilância nas Deç pendências da Câmara Municipal de Arujá. A Comissão Permanente de Licitações Classifica em 1.º lugar a empresa Infratec Segurança e Vigilância Ltda e em 2.º lugar a empresa CR5 Brasil Segurança Ltda. Fica aberto o prazo para recurso (art. 109 da Lei n.º 8666/93). Wagner José da Silva - Presidente da COPEL


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

e Reajustes não devem chegar aos postos É a primeira vez que o governo reduz a Cide. Em princípio, não deve ter aumento para os consumidores. Alísio Vaz, presidente do Sindicom

conomia

Petrobras anuncia aumento da gasolina e do diesel que valem a partir de hoje, mas governo reduz alíquotas de contribuição para neutralizar o impacto nas bombas.

A

Petrobras anunciou na noite de sextafeira um reajuste de 7,83% nos preços da gasolina e de 3,94% no do diesel que passam a valer a partir de hoje nas refinarias. Para neutralizar os impactos dos reajustes na inflação, o governo federal decidiu reduzir a zero as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente nesses combustíveis. "Dessa forma, os preços, com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores não terão aumento", afirmou o Ministério da Fazenda em nota divulgada durante o anúncio do reajuste pela Petrobras. Segundo a nota da estatal, "esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo". O presidente do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom),

Wilton Junior/AE

CVM julga hoje caso contra Cavendish Plataforma da Petrobras: estatal disse que precisou ajustar preços dos produtos nas refinarias com os do mercado internacional.

Alísio Vaz, não espera que haja aumento para as distribuidoras, já que o governo zerou a Cide para compensar a alta. "É a primeira vez que o governo reduz a Cide. Em princípio, não deve ter aumento, mas vamos aguardar as novas tabelas", disse ele. Vaz explica que precisa aguardar a tabela de preços da Petrobras, que é diferente para cada refinaria. Segundo o presidente do

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sindicato, não há reajuste nos preços da gasolina e diesel vendidos pela Petrobras para as distribuidoras desde setembro de 2006, ou seja, há quase seis anos. Impacto – Em 2011 a Petrobras também aumentou os preços mexendo na Cide, medida também sem impacto para os consumidores. Na ocasião, houve aumento de 10% no preço da gasolina e de 15%

no diesel (sem impostos), e o governo reduziu a Cide incidente nos dois combustíveis. O aumento do preço dos combustíveis é uma medida necessária para aliviar o caixa da Petrobras e permitir que ela cumpra seus investimentos. A estatal divulgou na semana passada um novo plano de negócios com recursos de US$ 236,5 milhões para o período de 2012/2016. (Reuters)

2ª VARA CÍVEL DO FORO REGIONAL X – IPIRANGA COMARCA DE SÃO PAULO EDITAL DE CITAÇÃO, COM PRAZO DE 20 DIAS. Processo nº. 0000575-32.2010.8.26.0010 – c/ 86/10. A DOUTORA Caren Cristina Fernandes de Oliveira, MM. JUÍZA DE DIREITO DA 2ª Vara Cível, DO ESTADO DE SÃO PAULO, NA FORMA DA LEI, FAZ SABER a Nada Igual Industria e Comercio de Produtos Metalurgicos Ltda., CNPJ 04.130.731/0001-02, e José Roberto Bragarabello, CPF nº 174.175.158-60 o Banco Bradesco S/A, CNPJ 60.746.948/0001-12, lhes ajuizou uma ação MONITÓRIA, objetivando a cobrança da quantia de R$ 29.346,41,referente ao não pagamento das duplicatas nºs 1056B, 1046B, 1055B, 1058B, 1056C, 1058C, 1055C, 1056D, 1046C, 1058D, 1055 D, com vencimentos de 30/10/2008 à 03/12/2008. Encontrando-se o mesmo em lugar ignorado, foi deferida a intimação por edital, para que em quinze dias, a fluir após o prazo de vinte dias contados a partir da publicação deste edital, ofereça embargos monitórios ou pague a importância supra e de que na hipótese de não oferecimento de embargos, será iniciada a execução, conforme previsto no Livro II, Título II, capítulos II e IV. O prazo do edital começará a correr a partir de sua primeira publicação e, findo tal prazo, começará a fluir automaticamente o prazo de quinze dias. O presente será afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 06 de junho de 2012. EDITAL DE CITAÇÃO. Prazo 20 dias. Proc. 161.01.2009.018515-4 nº ordem 1635/2009. O Dr. Antonio Luiz Tavares de Almeida, Juiz de Direito Titular da 2ª Vara Cível da Comarca de Diadema-SP, na forma da lei. FAZ SABER a TRATOR COMÉRCIO DE PNEUS RECAUCHUTADOS LTDA, CNPJ 05.570.282/0001-86, VALDEMIR ALBERTO NETO, brasileiro, solteiro, empresário, RG 17.177.158-8 SSP/SP e JANDIRA APARECIDA DE ALMEIDA, brasileira, solteira, empresária, RG 25.051.871-5 SSP/SP, CPF 166.186.368-09, que BANCO DO BRASIL S/A, lhes ajuizou ação de Execução, para cobrança de R$ 50.462,33 (julho de 2009), referente ao Contrato de Abertura de Crédito Fixo nº 40/00060-5 de 20.12.2005. Estando os executados em local ignorado, foi deferida a citação por edital, para pague o “quantum” reclamado em três dias, a fluir após os 20 dias supra, nos termos do artigo 652 do CPC, acrescido das cominações, sob pena de serem penhorados tantos de seus bens quantos bastem para garantia da dívida. Caso haja satisfação da execução no prazo acima, reduz-se para 5% a verba honorária, arbitrada em 10% do valor da dívida, podendo oferecer embargos, caso queira, no prazo de quinze dias, contados da citação. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. NADA MAIS.

6ª Vara Cível do Foro Regional I – Santana Intimação. Prazo 20 dias. Proc. 0046276-24.2002.8.26.0001. A Dra. Ana Carolina Della Latta Camargo Belmudes, Juíza de Direito da 6ª Vara Cível do Foro Regional I - Santana. Faz Saber a Distribuidora de Produtos Alimentícios Bertaglia Ltda., CNPJ. 96.296.801/0001-15, na pessoa de seu representante legal e a Getúlio Bartaglia Filho, RG. 0011913850 e CPF. 65.764.998-84 que, Banco Santander Brasil S/A lhes ajuizou ação Monitória, em fase de Cumprimento de Sentença, para cobrança de R$ 149.205,10 (outubro/2011). Estando os réus em local ignorado, foi deferida a intimação por edital, para que em 15 dias, a fluir após os 20 dias supra, paguem o débito reclamado, corrigido até a data do pagamento, ou ofereçam impugnação, nos termos da Lei nº 11.232/2005, sob pena de multa no percentual de 10% sobre o montante da condenação (art. 475-J caput do CPC) e expedição de mandado de penhora e avaliação. Será o edital, afixado e publicado na forma da lei. São Paulo, 22 de junho de 2012. "        5; <   56=   %V ",   , (     5) * "+,  " ! %0     (  <"! ;5;5= 9  !CK#C CEG#CC!!3% !--#-C K-3C- & 7      @ 07, 7    7 .       9   ?    >R  ,    - 55 -,  4

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nvolvidos em denúncias de corrupção e fraude em suas empresas, a Delta Construções e o Banco Cruzeiro do Sul, os empresários Fernando Cavendish e Luis Felippe Índio da Costa estão entre as 77 pessoas físicas e jurídicas que serão julgadas hoje pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Rio de Janeiro, em processo que investiga negócios supostamente irregulares entre corretoras e o fundo de pensão Prece, dos funcionários da Companhia Estadual de Água e Esgotos (Cedae), a estatal de distribuição de água do governo. Os contratos futuros eram negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). As operações, que podem ter gerado perdas de R$ 17,3 milhões ao Prece, foram realizadas entre

outubro de 2002 e outubro de 2003. Nos últimos três meses de 2002 a governadora era a atual deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ). De janeiro a outubro de 2003 o Estado do Rio era governado por Rosinha Matheus. De acordo com o inquérito da CVM, que regula o mercado nacional de capitais, a operação envolvia sete corretoras e distribuidoras: Cruzeiro do Sul CM, SLW CVC, Laeta DTVM, São Paulo CV, Novação, BônusBanval Commodities e Liquidez DTVM. Fernando Cavendish teria participado como investidor e obtido "ganho contumaz" de R$ 529 mil em 2003. Nos negócios da corretora Novinvest ficou "configurada a ocorrência de operações fraudulentas". (AE)

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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

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e Brasil e México em parceria promissora Existem muitas fortalezas competitivas no México e a ProMex está aí. José Gerardo Traslosheros Hernández, cônsul-geral do México no Brasil

conomia

Associação Empresarial Brasil-México realiza, no dia 28 de agosto, um Fórum Econômico para divulgar negócios que podem ser lucrativos para os dois países. Alex Almeida/Folhapress

Karina Lignelli

O

s empresários brasileiros começam a despertar para as a l i a n ç a s c o m e rciais com o México. As duas maiores economias da América Latina, que hoje concentram a maior parte dos US$ 8,59 bilhões de suas trocas comerciais na pauta automotiva, teriam juntas um amplo espaço para crescer no mercado internacional em setores diversificados. O Brasil, por ser o maior e mais significativo integrante do Mercosul, e o México, pela grande quantidade de acordos bilaterais que possui com 44 países e por integrar o bloco Nafta, de livre comércio com Estados Unidos e Canadá. E, com o objetivo de intensificar ainda mais essas relações, a Associação Empresarial Brasil-México (AseMexBra) realizará, no próximo 28 de agosto, o Fórum Econômico entre os dois países, em São Paulo. Se hoje esse relacionamento passa por um momento importante, com mais investimentos de ambos os lados, segundo o cônsul-geral do México no Brasil, José Gerardo Traslosheros Hernández, en-

tusiastas dessa relação, como o diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Farid Murad – que também é um dos diretores da AseMexBra –, afirmam que é preciso equilibrar essas trocas. Isso porque boa parte dos empresários brasileiros ainda não têm percepção de que a ampliação desses acordos resultaria, nas palavras do cônsul, em um "ganha ganha" para os dois lados. "Há muito interesse em abrir oportunidades, assim como empresários ativos nesse sentido. Mas falta conhecimento, falta melhorar essa promoção." E os números confirmam: de acordo com Hernández, enquanto de um lado os mexicanos têm US$ 25 bilhões investidos no Brasil, por empresas como Claro/Embratel, Nielsen, Net, Femsa, Bimbo (dos produtos Pullman), Mabe, Electra e Amanco, de outro, empresas brasileiras como Gerdau, Braskem, Marcopolo, Unigel, WEG e Samot, por exemplo, direcionaram US$ 6 bilhões ao país. "Queremos aumentar a gama de relações entre ambos, e o México tem dado um bom exemplo. Mas o Brasil precisa dar o seu outro lado, fazer com que esse acordo de livre co-

Divulgação

José Gerardo Hernández, cônsul-geral do México no Brasil alerta: "Precisamos fazer melhores arranjos agora para maximizar os ganhos".

Aprimorar a relação comercial com o México abre uma boa oportunidade para exportadores brasileiros realizarem trocas comerciais no Nafta mércio funcione", completou Murad, ao citar, sem revelar detalhes, que mais uma empresa mexicana será instalada por aqui em breve, com investimentos elevados, em torno de US$ 15 bilhões. Até o recente acordo automotivo fechado em março entre os dois países, que estabelece cotas de exportação de veículos mexicanos por três anos, não foi considerado negativo, mas uma boa perspectiva para facilitar essa relação. "O Brasil se sentiu prejudicado em mais de US$ 1,5 milhão, por isso os governos fizeram um acordo mais brando para equilibrar importações e exportações", disse Murad. Já Hernández ressaltou que o dólar e o custo Brasil fizeram o País passar por um momento difícil para as importações. "Se hoje o México tem um superávit aqui, é preciso lembrar que já foi déficit. O importante é que esse saldo é aceitável e pode ser financiado".

Companhia Vigor estreia na bolsa e anuncia plano de expansão Empresa brasileira do setor de lácteos abre capital na BM&FBovespa

A

companhia Vigor fará investimento de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões por ano, durante cinco anos, para a expansão do parque fabril próximo a São Paulo e de centros de distribuição, anunciou o presidente da empresa, Gilberto Xandó, em evento realizado na última sextafeira que marcou a estreia das negociações das ações da Vigor na BM&FBovespa. "O mercado cresce e a Vigor cresce. Nós temos um plano de continuar crescendo acima do ritmo do mercado, entre 20% e 25% ao ano, acreditando que este setor continuará se expandindo", afirmou Xandó, reforçando que esta é uma meta para os próximos dez anos. Apesar do otimismo do executivo sobre o futuro, as ações operavam em queda de mais de 14% na sextafeira, quando do lançamento das ações da companhia Vigor na bolsa. Xandó ressaltou que o mercado de lácteos no Brasil vem crescendo a uma taxa anual de 9% a 11%, enquanto a Vigor nos últimos cinco anos cresceu quase o dobro do mercado brasileiro. Para isso, ele aposta no mercado de consumo com as marcas que a companhia já trabalha, como a Leco, Vigor, Serrabella, Faixa Azul, e

também no segmento de food service, no qual a companhia já tem uma participação de 20% no Brasil. "O plano é reforçar este crescimento de marcas, o crescimento de uma empresa que hoje tem uma característica mais regional e fazer uma expansão gradual para o mercado brasileiro", acrescentou Xandó. A Vigor, divisão de lácteos, foi separada de sua

500 milhões de reais devem ser investidos por ano pela empresa, durante os próximos cinco anos, segundo comunicado da diretoria. controladora por meio de leilão de permuta de ações ordinárias (OPA) da JBS realizado na quinta-feira, dia 21 de junho. Do total de 148 milhões de ações ofertadas pela JBS, foram negociadas cerca de 80% delas na operação de permuta. A companhia começou a ser listada com

um valor que representa entre 5% a 7% do valor de mercado da JBS, a maior produtora de carne bovina do mundo, que atualmente é de aproximadamente R$ 18 bilhões. Oferta – O presidente da JBS, Wesley Batista, disse em entrevista aos jornalistas, após evento realizado na BM&FBovespa, que vai avaliar as condições do mercado antes de decidir sobre eventual venda do saldo remanescente de ações que não entraram na Oferta Pública da Vigor. "Nós não temos nenhum mandato específico de tem que vender. Não é uma coisa marcada. Pode vender daqui seis meses, um ano ou cinco anos", disse Batista. "Nós vamos continuar avaliando, analisar as condições de mercado para ver se faz sentido vender ou não (as ações remanescentes ofertadas na OPA)", acrescentou o executivo. Batista informou ainda que o BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também participou da operação de permuta da Vigor e entra com uma fatia de cerca de 30%, semelhante ao nível que já detém na própria JBS, que é de 31,4%. (Reuters)

Perspectivas – A luta pela ampliação do acordo comercial entre Brasil e México está na pauta dos empresários brasileiros há algum tempo, segundo Farid Murad. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), por exemplo, é uma entidade que vem trabalhando ativamente para ampliar as exportações para o México. "Poderíamos exportar muito mais produtos para lá se conseguirmos fechar acordo de redução de alíquotas", disse Murad. O fato é confirmado pelo cônsul Gerar-

do Hernández. Ele lembrou das oportunidades no país, não só na indústria, como também na agropecuária. "Há muitos produtos a explorar, e se formos melhores sócios, o Brasil poderia exportar soja e trigo para os EUA", explicou. Além de cooperação científica e tecnológica, em áreas como aerospacial e de equipamentos médicos. O cônsul citou até missões científicas promovidas para ampliar essa relação, como as realizadas recentemente pelo Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (Conacyt), que vi-

sitaram a Unicamp e a USP São Carlos recentemente. A realização das eleições para presidente no México, em 1º de julho, seria outra oportunidade para aprofundar essas relações econômicas, segundo o cônsul. "Existem muitas fortalezas competitivas no México, e a ProMex (a 'Apex' mexicana) está aí para auxiliar os planos de negócios. Precisamos fazer melhores arranjos do que temos agora para maximizar ganhos. Mas se os empresários não construírem pontes, todos ficam isolados", finalizou.


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

A reunião de cúpula da União Europeia está marcada para os dias 28 e 29 de junho.

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Heino Kalis/Reuters

Manifestantes em Valencia: contra a realização das corridas de Fórmula 1. Eles alegam que o momento é de corte nas despesas.

Alemanha diz que gregos devem parar de reclamar

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novo governo grego, em vez de pedir por mais ajuda, deveria agir logo para garantir as reformas acordadas para o recebimento do socorro financeiro europeu, disse ontem o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble. O ministro afirmou a um jornal alemão que a Grécia perdeu muito da confiança europeia durante a crise da dívida. A tarefa mais importante do novo primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, é garantir o programa acordado, em vez de perguntar o "quanto mais os outros podem fazer pela Grécia", disse o ministro da Alemanha. O novo governo grego disse que quer renegociar os termos da ajuda de 130 bilhões de euros, que tem evitado a quebra do país. A Alemanha aceita ajustes no acordo, mas não uma revisão radical. A Grécia quer prorrogar os prazos para a redução do seu déficit, o que exigiria mais finan-

ciamento externo. "A bola agora está com os gregos", afirmou Schaeuble. "Está nas mãos deles ganhar de volta a confiança dos europeus. Eles só vão conseguir isso com ações concretas." Encontro – A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, vai se reunir com o presidente da França, François Hollande, na próxima quarta-feira, informou ontem o governo alemão. "O objetivo do encontro é uma preparação para o Conselho Europeu que acontece na quinta e na sexta-feira", afirmou o porta-voz alemão. O presidente francês busca um amplo acordo da União Europeia sobre integração do setor bancário e outras medidas de estabilidade financeira. Ontem, em Valencia, na Espanha, manifestantes foram às ruas contra a realização do campeonato de Fórmula 1. Eles alegam que, diante das medidas de austeridade e dos cortes nos serviços, não deve haver corrida. (Reuters)

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Processo nº 2777/2012 - Tomada de Preço nº 007/2012 Objeto: Constitui objeto da presente licitação a seleção de proposta mais vantajosa, para o Município de Pereira Barreto, para contratação de empresa de engenharia, objetivando a execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e sinalização viária, em diversas ruas da cidade, nos termos do convênio 372219-85/2011, firmado entre o município e o Ministério das cidades.Arnaldo Shigueyuki Enomoto, Prefeito Municipal da Estância Turística de Pereira Barreto, Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e de conformidade com o entendimento da Comissão de Licitação, constituída pelo Decreto nº 3.403/ 2012, RESOLVE: Após vistoriar e analisar o presente processo de Licitação, verifica-se que a Lei Federal nº 8666/93 foi aplicada, ficando o procedimento de acordo com os requisitos legais. Por esta razão, HOMOLOGA e ADJUDICA a favor da empresa vencedora: CBR – CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA.Pelo resultado da Licitação e para que surta os efeitos normais, determino que seja expedido o Contrato Administrativo. Pereira Barreto, 22 de junho de 2012. Arnaldo Shigueyuli Enomoto - Prefeito Municipal SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 36/00179/12/05 OBJETO: AQUISIÇÃO DE ARMÁRIO DE AÇO BAIXO - AR 09, ESTANTE BAIXA - ES 06, ARMÁRIO DE AÇO 06 PORTAS - AR 05, ESTANTE SIMPLES - ES 01, ESTANTE DUPLA PARA BIBLIOTECA - ES 03 E ESTANTE PARA EXPOSIÇÃO - ES 05 A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para : AQUISIÇÃO DE ARMÁRIO DE AÇO BAIXO - AR 09, ESTANTE BAIXA - ES 06, ARMÁRIO DE AÇO 06 PORTAS - AR 05, ESTANTE SIMPLES - ES 01, ESTANTE DUPLA PARA BIBLIOTECA - ES 03 E ESTANTE PARA EXPOSIÇÃO - ES 05. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 25/06/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 06/07/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 25/06/2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

PREFEITURA MUNICIPAL DE PEREIRA BARRETO/SP Extrato Contrato nº 4953/2012 - Processo nº 2777/2012 Tomada de Preço nº 007/2012 Contratante: Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto. Contratada: CBR – CONSTRUTORA BRASILEIRA LTDA. Objeto: A contratada obriga-se à execução de obras de recapeamento asfáltico, com utilização de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e sinalização viária, em diversas ruas da cidade deste município, conforme projeto básico, memorial descritivo, planilhas de orçamento e cronograma físico financeiro que compõem os anexos do edital, e nos termos do Convênio de nº 372219-85/2011 firmado entre o município de Pereira Barreto e o Ministério das Cidades, representado pela Caixa Econômica Federal. Valor: R$ 264.826,06. Vigência: 02 meses. Pereira Barreto, 22 de junho de 2012. Arnaldo Shigueyuli Enomoto - Prefeito Municipal

AVISO DE REABERTURA DE LICITAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Nº 053/2012. A Prefeitura do Município de Jaguariúna, através de sua Pregoeira, torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra reaberto nesta Prefeitura, PREGÃO Nº 053/2012, cujo objeto é a aquisição de equipamentos médicos (cadeira de rodas, mesa ginecológica, criocautério, colposcópio, detector fetal, eletrocardiógrafo, cardioversor/desfibrilador e autoclave de mesa), conforme quantitativos e especificações descritas no Edital. A nova data para o credenciamento e o recebimento dos envelopes se dará no dia 11 de Julho de 2012 às 09:00 horas. O Edital completo e retificado poderá ser consultado e adquirido no Departamento de Gestão de Suprimentos e Qualidade – Divisão de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas, pelo valor de R$ 13,00 (Treze Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link Serviços a Empresas. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (19) 3867-9780, com a Senhora Antônia Brasilino, (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 3867-9825, com Aline; (19) 3867-9707, com Fernanda; (19) 3867-9786, com Elvis ou fone/fax (19) 3867-9779. Jaguariúna, 22 de Junho de 2012. Antonia M. S. X. Brasilino - Pregoeira

BIS aponta descompasso entre crédito e PIB no País Banco de Compensações Internacionais alerta ainda para o perigo do endividamento das famílias brasileiras

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Pascal Rossignol/Reuters

s condições monetárias globais mais flexíveis, com crescimento do crédito e do preço de ativos em algumas economias emergentes, podem levar a uma nova crise financeira mundial, alertou ontem o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). A instituição sustentou que o Brasil está na zona de perigo por considerar haver um descompasso entre o crescimento do crédito e da expansão da economia. Citou também preocupação com o nível de endividamento das famílias e das empresas brasileiras e com o forte crescimento dos preços do mercado imobiliário. O BIS fez um apelo para que os bancos centrais prestem atenção às repercussões no mundo das suas políticas internas, em sintonia com as reclamações do Brasil de que um cenário monetário frouxo pode desestabilizar os fluxos de capitais para os mercados emergentes. "Isso cria riscos de desequilíbrios financeiros similares aos vistos nas economias avançadas nos anos que precederam a crise", afirmou. O aumento do crédito muito acima do crescimento econômico é normalmente presságio de turbulência econômica. Esse é o caso quando tal descompasso supera os 6%, segundo o BIS. Brasil e Indonésia estão na zona de perigo, com mais de 6%. Outra preocupação é que o montante que lares e empresas no Brasil, China, Índia e Turquia destinam a dívidas está no seu nível mais alto desde o fim dos anos 1990. (Reuters)

Pessoa revira o lixo em rua de Atenas: saúde do primeiro-ministro, Antonis Samaras, parou negociações.

Samaras não irá à cúpula da UE

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novo primeiro-ministro da Grécia e o futuro ministro das Finanças, que estão doentes, vão perder a reunião de cúpula da União Europeia (UE) nesta semana, na qual o governo grego irá pedir a suavização dos termos de seu pacote de resgate. Por isso, os credores internacionais tiveram de adiar a primeira reunião que teriam com eles. O primeiro-ministro Antonis Samaras se submeteu a uma cirurgia oftalmológica no sábado e o seu ministro das Finanças, Vassilis Rapanos, teve de ser hospitalizado, após sentir enjoo, fortes dores abdominais e tontura na sextafeira, antes de ser empossado

BOA VISTA SERVIÇOS S.A. CNPJ/MF 11.725.176/0001-27 - NIRE 35.300.377.605 Convocação - Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Ficam os senhores acionistas da BOA VISTA SERVIÇOS S.A., convocados para se reunir em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a qual será realizada na sede social da Companhia, na Rua Boa Vista, n° 51, 5° andar, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, com início às 10:00 horas do dia 29 de junho de 2012, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: Em Assembleia Geral Ordinária: (i) análise e aprovação do Relatório da Administração da Companhia referente ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; (ii) análise e aprovação das contas da Diretoria, Demonstrações Financeiras e Parecer dos Auditores Independentes da Companhia relativos ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; (iii) análise e aprovação do orçamento de capital da Companhia para o exercício fiscal de 2012 (“Orçamento de Capital”) e da destinação do resultado do exercício social findo em 31 de dezembro de 2011; (iv) análise e aprovação da proposta de remuneração global anual dos administradores para o ano de 2012; (v) eleição dos membros do Conselho de Administração, para um mandato de 3 (três) anos; e (vi) eleição dos membros do Conselho Fiscal, para um mandato de 1 (um) ano. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) eleição dos membros do Comitê Executivo, para um mandato de 3 (três) anos; e (ii) análise e aprovação da alteração de determinadas disposições do Estatuto Social da Companhia, a saber (a) § Único do Artigo 2°, para alteração do órgão competente para a abertura, transferência e encerramento de filiais da Companhia (do Conselho de Administração para o Comitê Executivo), (b) Artigo 3°, para inclusão de novas atividades de “cessão, desenvolvimento, licença, sublicença e distribuição de direito de uso de software, elaboração de programas de computador, suporte técnico em informática, incluindo a instalação, configuração e manutenção de programas de computação e banco de dados, processamento de dados, assessoria e consultoria em informática” no objeto social da Companhia; (c) § 1º do Artigo 10º, para adequação quanto às deliberações da Assembleia Geral nos termos do Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionista da Companhia, (d) Artigo 12, para adequação de sua redação à Cláusula 2.3 do Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da Companhia, (e) Artigo 23, para adequação de sua redação à Cláusula 3.8 do Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da Companhia, e (f) § 1º do Artigo 33, para alteração da forma de representação da Companhia na outorga de procurações. Os acionistas deverão apresentar seus respectivos documentos de identidade ou representação antes do início da assembleia, sendo certo que todas as deliberações constantes da Ordem do Dia serão tomadas pelo menos por maioria de votos dos acionistas presentes, respeitado o disposto no Estatuto Social da Companhia e no Primeiro Aditamento ao Acordo de Acionistas da Companhia. São Paulo, 21 de junho de 2012. BOA VISTA SERVIÇOS S.A. Rogério Pinto Coelho Amato - Presidente do Conselho de Administração. BV Leasing - Arrendamento Mercantil S.A. CNPJ/MF nº 01.858.774/0001-10 - NIRE 35.300.150.082 Aviso aos Debenturistas da Segunda Série da Quarta Emissão de Debêntures Os membros do Conselho de Administração da Emissora, em reunião realizada em 22 de junho de 2012, aprovaram, na forma prevista na Cláusula 6.14 da “Escritura Particular de Emissão Pública de Debêntures Não Conversíveis em Ações e Subordinadas da Quarta Emissão de BV Leasing – Arrendamento Mercantil S.A.”, conforme aditada, propor novas condições de remuneração para o Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série, nos seguintes termos: I) o Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série terá início em 1º de julho de 2012 e término em 1º de julho de 2022, Data de Vencimento da Segunda Série; II) a Remuneração da Segunda Série durante o Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série será de 100% (cem por cento) da variação das taxas médias diárias dos DI – Depósitos Interfinanceiros de um dia, Extra-Grupo (“Taxas DI”), calculadas e divulgadas pela CETIP S.A. – Mercados Organizados, pagos juntamente com o Valor Nominal das Debêntures na data de Vencimento; III) não haverá amortização das Debêntures durante a vigência do Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série, sendo certo que, na Data de Vencimento da Segunda Série, será pago aos debenturistas o Valor Nominal das Debêntures, acrescido da Remuneração acima descrita; IV) Os debenturistas que não aceitarem as novas condições deverão manifestar-se perante a Cetip e/ou BM&FBovespa até o dia 28 de junho de 2012, inclusive. A Emissora obriga-se a adquirir as Debêntures de titularidade dos debenturistas que não aceitarem as novas condições fixadas pelo Conselho, pelo saldo do Valor Nominal, acrescido da Remuneração da Segunda Série devida até a data da efetiva aquisição, qual seja, 01 julho de 2012 ou no primeiro dia útil subsequente à data de encerramento do Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série caso esta data não seja um dia útil. A não manifestação dos debenturistas no prazo fixado será considerada como aceitação das novas condições de remuneração das Debêntures, ficando a Emissora liberada da obrigação de adquirir Debêntures de que referidos debenturistas forem titulares. São Paulo, 25 de junho de 2012. BV Leasing – Arrendamento Mercantil S.A. BV Leasing - Arrendamento Mercantil S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF nº 01.858.774/0001-10 - NIRE 35.300.150.082 Ata de Reunião do Conselho de Administração, Realizada em 22 de Junho de 2012 1. Data, Horário e Local - Dia 22 de junho de 2012, às 12:00 horas, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, n° 161, 12° andar, Sala A, Condomínio West Point, Alphaville Industrial, CEP 06454000. 2. Convocação e Presença – Dispensada a convocação, tendo em vista a presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração. 3. Mesa – João Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária. 4. Ordem do Dia – Fixação de critérios para o Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série. 5. Deliberações - Tendo em vista as condições estabelecidas na Cláusula 6.14 da “Escritura Particular de Emissão Pública de Debêntures Não Conversíveis em Ações e Subordinadas da Quarta Emissão de BV Leasing – Arrendamento Mercantil S.A.”, por unanimidade de votos, o Conselho fixou os seguintes critérios para o Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série: (i) a Remuneração da Segunda Série durante o Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série será de 100% (cem por cento) da variação das taxas médias diárias dos DI – Depósitos Interfinanceiros de um dia, Extra-Grupo (“Taxas DI”), calculadas e divulgadas pela CETIP S.A. – Mercados Organizados; e (ii) não haverá amortização das Debêntures durante a vigência do Segundo Período de Vigência das Debêntures da Segunda Série, sendo certo que, na Data de Vencimento da Segunda Série, será pago aos debenturistas o Valor Nominal das Debêntures, acrescido da Remuneração acima descrita. 5. Observações Finais - O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação. Os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelos presentes. (aa) João Roberto Gonçalves Teixeira, Presidente; Marta Cibella Knecht, Secretária; João Roberto Gonçalves Teixeira, Elcio Jorge dos Santos e Walter Guilherme Piacsek Junior.A presente transcrição é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 22 de junho de 2012. Marta Cibella Knecht - Secretária.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA SELEÇÃO DE FORNECEDORES - COLETA DE PREÇO 028/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores modalidade Coleta de Preço nº 028/2012 para CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMÁTICA, NO QUE TANGE À ADMINISTRAÇÃO DE REDES E SUPORTE AO USUÁRIO. Informações e Edital: Associação Saúde da Família, Praça Mal. Cordeiro de Farias, 65 (11) 3154-7050 site: www.saudedafamilia.org, endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org. Sessão Pública (Entrega de documentos e abertura de envelopes): 02/07/2012, às 13h30. Local da sessão: Associação Saúde da Família, Praça Marechal Cordeiro de Faria, 65 - Higienópolis - São Paulo.

REDE D’OR SÃO LUIZ S.A. CNPJ nº 06.047.087/0001-39 - NIRE 35.300.318.099 CANCELAMENTO DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA. Ficam os senhores acionistas da Rede D’Or São Luiz S.A. (“Companhia”) avisados de que fica cancelada a convocação para a Assembleia Geral Extraordinária que deveria realizar-se na sede da Companhia, no dia 02 de julho, às 17h, ficando, pois, sem efeitos os editais de convocação publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio, nas edições de 22 de junho de 2012. São Paulo, 22 de junho de 2012. PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO.

no cargo. O país será representado na cúpula de 28 e 29 de junho pelo ministro de Relações Exteriores, Dimitris Avramopoulos, e o ministro das Finanças que está deixando o cargo, George Zanias. Eles pedirão o relaxamento dos termos do pacote de resgate de 130 bilhões de euros. A inesperada reviravolta forçou o adiamento da visita a Atenas, hoje, de autoridades da "troica" e de credores da Grécia: a União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Eles iriam se reunir com Samaras e Rapanos e fixar uma data para a avalia-

ção da implementação das reformas exigidas da Grécia para obter os empréstimos. Adiamento – Um porta-voz do FMI confirmou que o representante do departamento europeu do Fundo, Poul Thomsen, não iria à Grécia. "A visita de Poul Thomsen foi adiada e as novas datas ainda não foram marcadas", disse ele. Um porta-voz da UE também confirmou o adiamento da visita da troica. O governo de coalizão de Samaras, empossado na semana passada, pediu a renegociação dos termos dolorosos das linhas de créditos que estão evitando a falência da Grécia. (Reuters)

Toby Melville/Reuters

Casal deixa agência do NatWest: portas abertas no domingo.

Pane afeta contas bancárias na Inglaterra

O

grupo Royal Bank of Scotland (RBS) abriu, ontem, as suas 1,2 mil agências com as bandeiras RBS e NatWest por causa de um problema técnico que afetou milhões de contas dos clientes. Foi a primeira vez em um domingo e a empresa dobrou o número de funcionários em seus call centers. "Nós sabemos qual foi o problema, que foi identificado e consertado", disse um porta-voz da instituição. "Nós estamos lidando com o volume de transações feitas pelos clientes no momento atual."

Segundo informações, uma pane no sistema de computadores do banco gerou falhas em cerca de 12 milhões de contas pessoais e empresariais tanto do RBS como do NatWest, subsidiária da instituição. De acordo com o jornal Sunday Telegraph, os clientes tiveram dificuldades para sacar seus recursos e realizar depósitos no final de semana. O porta-voz dos bancos afirmou que todas as unidades vão funcionar hoje entre 8 horas e 19 horas, uma ampliação do horário habitual que é das 9 horas até as 17 horas. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

ECONOMIA/LEGAIS - 23

Fischer Participações S/A (Em Constituição) Data, Local e Hora: 25/04/2012, às 10:00 hs,. na R: João Pessoa n° 305, Edifício Administrativo II, 1º and., Sala A, bairro Centro, Matão-SP, CEP.: 15990-902. Presença: A totalidade dos subscritores do Capital Social, devidamente qualificados na Lista de Presença de Subscritores. Mesa Dirigente: Maria do Rosário Fischer, Presidenta;Sérgio Adriano Gomes Machado, Secretário.Convocação:Dispensada a convocação prévia de acordo com o parágrafo 4º do art.124 da Lei nº 6.404/76.Ordem do Dia:Constituição de uma sociedade anônima denominada Fischer Participações S/A, com sede e foro na Cidade de Matão (SP);aprovação do projeto do Estatuto Social da referida sociedade; eleição do Conselho de Administração; e fixação da remuneração dos administradores. DeliberaçõesTomadas, por Unanimidade dos Votos dos Subscritores e sem Reservas: (1) Aprovar a constituição de uma sociedade anônima denominada Fischer Participações S/A, com sede e foro na Cidade de Matão (SP), na R: João Pessoa n° 305, Edifício Administrativo II, 1º and., Sala A, bairro Centro, CEP.: 15990-902; (2) Aprovar o Capital Social subscrito de R$ 10.000,00 (dez mil reais), dividido em 10.000 (dez mil) ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal, ao preço de emissão de R$ 1,00 (um real) cada uma, sendo totalmente integralizadas neste ato, em moeda corrente do País, depositado integralmente em conta vinculada no Banco do Brasil S/A, nos termos dos artigos 80 item III e 81 ambos da Lei nº 6.404/76; (3) Aprovar o projeto do Estatuto Social da empresa, cuja redação consolidada é parte integrante desta Assembléia de Constituição na forma do Anexo I; e (4) Em conformidade com o Estatuto Social desta Sociedade aprovado por esta Assembléia, decidem os Acionistas eleger os membros para compor o Conselho de Administração, com mandato de 2 (dois) anos, a partir desta data as Sras.: Maria do Rosário Fischer, brasileira, viúva, empresária, portadora da Carteira de Identidade do IFP/RJ nº 2.493.154 e do CPF nº 023.417.617-20, domiciliada na Av. Circular Dr. Gastão Vidigal, nº 452, Araraquara-SP, CEP.: 14802-408 - Presidenta do Conselho de Administração; Bianca Helena Fischer de Moraes, brasileira, casada, empresária, portadora da Carteira de Identidade do IFP/RJ nº 07.470.471-9 e do CPF nº 928.171.817-00, domiciliada na Rod. Brigadeiro Faria Lima, Km 297, s/nº, Matão-SP, CEP.: 15992-100 - Conselheira; Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz, brasileira, casada, empresária, portadora da Carteira de Identidade IFP/RJ nº 08.179.683-1 e do CPF nº 011.060.107-60, domiciliada na Rod. Deputado Victor Maida, s/nº, SP-331, Km 5, Gavião Peixoto-SP, CEP.: 14813-000 Conselheira; Alessandra Fischer de Souza Santos, brasileira, casada, empresária, portadora da Carteira de Identidade do IFP/RJ nº 09.112.764-7 e do CPF nº 014.145.057-60, domiciliada na Rod. Deputado Victor Maida, s/nº, SP-331, Km 5, Gavião Peixoto-SP, CEP.: 14813-000 - Conselheira; e Renata Fischer Fernandes, brasileira, casada, empresária, portadora da Carteira de Identidade do SSP/RJ (Detran) nº 11.131.165-0 e do CPF nº 085.760.577-19, domiciliada na Av.Circular Dr.Gastão Vidigal, nº 452, Araraquara-SP, CEP.: 14802-408 - Conselheira; (4.a) - As Conselheiras ora eleitas tomarão posse de seus cargos nesta data. Firmarão o termo de posse no “Livro de Atas de Reunião do Conselho de Administração”; e (4.b) - Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria não serão remunerados, uma vez que o exercício dessas funções se compreende nas atribuições dos cargos que exercem nas empresas do mesmo grupo econômico desta Sociedade. Declarações: Os membros do Conselho de Administração eleitos nesta Assembléia declaram, sob as penas da Lei, que não estão sendo processados e nem foram condenados por crimes que impeçam o exercício de atividades mercantis. Encerramento: E, nada mais havendo a tratar, foram encerrados os trabalhos, lavrou-se a presente ata, que lida e achada conforme, foi assinada por todos os presentes: (aa) Maria do Rosário Fischer, Presidenta; Sérgio Adriano Gomes Machado, Secretário; Subscritores presentes: Citrosuco International N.V., por seus representantes legais, diretores José Lopes Celidônio e Tales Lemos Cubero, e Aliança S/A - Indústria Naval e Empresa de Navegação, por seus representantes legais, diretores José Lopes Celidônio e Tales Lemos Cubero. Membros do Conselho de Administração eleitos presentes: (aa) Maria do Rosário Fischer, Bianca Helena Fischer de Moraes, Ana Luisa Fischer Marcondes Ferraz, Alessandra Fischer de Souza Santos e Renata Fischer Fernandes. Matão-SP, 25/04/2012. Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. Subscritores: Citrosuco International N.V. (José Lopes Celidônio - Diretor;Tales Lemos Cubero - Diretor); Aliança S/A - Indústria Naval e Empresa de Navegação (José Lopes Celidônio - Diretor;Tales Lemos Cubero - Diretor). Visto do Advogado: Sérgio Adriano Gomes Machado - OAB/SP 192.657.JUCESP/NIRE nº 35.300.43865-5 em 04/06/2012.Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. Anexo I Estatuto Social - Capítulo I - Da Denominação, Sede, Objeto e Duração: Art. 1º - A Fischer Participações S/A é uma sociedade por ações, com prazo de duração indeterminado, que se regerá pelas normas da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e suas posteriores modificações) e pelo presente Estatuto, onde será doravante designada como (“Cia.”).Art. 2º - A Cia.tem sede e foro na cidade de Matão, Estado de São Paulo, na R: João Pessoa n° 305, Edifício Administrativo II, 1º and., Sala A, bairro Centro, CEP.: 15990-902, podendo estabelecer, manter, transferir ou extinguir filiais, agências, sucursais, escritórios, depósitos e estabelecimentos de qualquer natureza, em qualquer localidade do país ou do exterior, mediante Reunião da Diretoria, conforme Art. 19 deste Estatuto. Art. 3º - A Cia. tem por objeto: (i) a gestão e/ou administração de negócios, empresas e sociedades; (ii) a compra e venda de mercadorias; (iii) a importação e a exportação, por conta própria ou de terceiros;e (iv) a participação no capital de quaisquer sociedades ou empreendimentos.Capítulo II - Do Capital Social, das Ações e dos Acionistas: Seção I - Do Capital Social: Art. 4º - O capital social, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional, é de R$ 10.000,00 (dez mil reais), dividido em 10.000 (dez mil) ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal. § 1º - A Cia., por solicitação de qualquer acionista, poderá emitir cautelas e títulos múltiplos representativos das ações, que deverão ser firmados por dois Diretores em conjunto. § 2º - A Cia., por deliberação do Conselho de Administração, poderá adquirir as próprias ações para permanência em tesouraria ou cancelamento, até o montante do saldo de lucros e de reservas disponíveis, exceto a legal, observada a legislação em vigor, conforme previsto no Art. 14 deste Estatuto Social. Seção II - Das Ações e dos Acionistas: Art. 5º - As ações da Cia. serão ordinárias. § Único - As ações ordinárias conferem ao seu titular o direito de voto nas deliberações das Assembléias Gerais, na proporção de 1 (uma) ação para cada 1 (um) voto. Art. 6º - Os acionist as terão preferência para subscrição de ações nos aumentos do capital social, conforme definido em lei, pelo prazo mínimo de 30 (trinta) dias, contados da publicação da ata de Assembléia Geral que tiver aprovado o aumento, ou do edital que consubstancie as deliberações da Assembléia Geral, na proporção das ações que possuírem.Art.7º - Em conformidade com as disposições legais, haverá limites à circulação das ações de emissão da Cia., na forma da Lei 6.404/76, observando-se, se existente na Cia., as disposições previstas em eventual Acordo de Acionistas. Desta forma, a alienação da participação societária de qualquer acionista, seja para outro acionista, seja para terceiros, deverá ocorrer com a estrita observância ao disposto neste Estatuto e em eventual Acordo de Acionistas, devidamente arquivado na sede de Cia. § 1º - Para fins deste Estatuto Social, o termo alienar ou alienação significa vender, trocar, substituir, ceder, transferir, conferir ao capital, instituir usufruto ou fideicomisso, ou de outra forma dispor, direta ou indiretamente, a título gratuito ou oneroso, ainda que em decorrência de operações de cisão, incorporação, fusão, dissolução ou liquidação, ou qualquer outro negócio jurídico que resulte na transferência direta ou indireta da titularidade das ações da Cia.§ 2º - O acionista que desejar alienar as suas ações, estará obrigado a notificar, por escrito e com comprovante de recebimento, sua intenção ao Conselho de Administração da Cia., a fim de permitir que a própria Cia. e/ou os demais acionistas possam exercer o direito de preferência para adquirir as ações do acionista ofertante. § 3º - O disposto no caput deste Art. 7°, ou em seus parágrafos, deverá ser respeitado no caso de alienação de qualquer direito inerente às ações, especialmente o direito de preferência de subscrever novas ações, nos termos do q ç de ações ç q viole o disposto p p art. 171 da Lei 6.404/76. § 4º - Qualquer alienação e ou direitos a elas inerentes que neste Estatuto Social será nula e ineficaz perante os acionistas, a Cia. e terceiros. § 5º - É vedado aos acionistas, sem consentimento expresso dos demais, caucionar ou dar ações em garantia, seja a que título for. Capítulo III - Da Administração da Companhia: Art. 8º - A Cia. será dirigida por um Conselho de Administração, com funções deliberativas, e uma Diretoria. § 1º Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria estarão dispensados de prestar caução para exercer as funções dos respectivos cargos. § 2º - A remuneração dos administradores (Conselho de Administração e Diretoria) será fixada pelos acionistas em Assembléia Geral, que poderão estipular um montante global anual, cuja distribuição individual será definida pelo Conselho de Administração. Seção I - Do Conselho de Administração: Art. 9º - O Conselho de Administração será composto de, no mínimo, 5 (cinco) e, no máximo, 8 (oito) Conselheiros eleitos pela Assembléia Geral, com prazo de gestão de até 2 (dois) anos, podendo ser reeleitos.Art. 10 - Os Conselheiros eleitos serão investidos em seus cargos mediante assinatura de termos de posse no livro de “Atas das Reuniões do Conselho de Administração”, devendo permanecer em exercício até a investidura de seus sucessores.§ Único - Dentre os Conselheiros eleitos, um será designado para o cargo de Presidente do Conselho de Administração pelos acionistas da Cia., em Assembléia Geral, por quorum equivalente à maioria absoluta das ações com direito de voto. Art. 11 - Em caso de ausência ou impedimento temporário de um dos Conselheiros, os remanescentes escolherão, entre seus pares, um substituto para assumir as funções do ausente ou impedido, ainda que seja ele o Presidente do Conselho de Administração. Na hipótese de vacância de um dos Conselheiros, e desde que o número de membros seja inferior a 5 (cinco), será convocada uma Assembléia Geral, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, para eleição de um novo Conselheiro, que exercerá as suas funções até o término do mandato dos demais Conselheiros. Art. 12 - Compete ao Presidente do Conselho de Administração, dentre outras funções de ordem interna do órgão: a) designar data, hora, local e agenda das reuniões do Conselho de Administração e convocar os seus membros para as reuniões agendadas; b) presidir as reuniões; c) submeter à votação dos Conselheiros as matérias constantes da ordem do dia das reuniões; d) expressar em resoluções as deliberações do Conselho, para conhecimento ou cumprimento dos Diretores, do próprio Conselho de Administração e das Diretorias das sociedades controladas; e e) exercer o voto de qualidade, em caso de empates. Art. 13 - O Conselho de Administração reunir-se-á sempre que necessário, com a presença mínima da maioria absoluta de seus membros, mediante solicitação encaminhada ao Presidente por qualquer Conselheiro. § 1º - As reuniões serão convocadas por escrito, por meio de correspondência entregue a cada um dos Conselheiros com aviso de recebimento, com antecedência mínima de 14 (quatorze) dias, indicando-se, na convocação, a ordem do dia, data, hora e local da reunião. A convocação será dispensada sempre que estiver presente à reunião a totalidade dos membros em exercício do Conselho de Administração. § 2º - Das reuniões serão lavradas atas, que serão assinadas por todos os Conselheiros presentes. § 3º - As reuniões do Conselho de Administração da Cia. somente serão instaladas quando, no mínimo, a maioria absoluta de seus membros integrantes estiver presente. § 4º - As deliberações do Conselho de Administração serão tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros integrantes, e serão registradas no livro próprio de atas.Em caso de empate, o Presidente do Conselho poderá exercer o voto de qualidade. § 5º - Fica facultado aos Conselheiros, se necessário, expressar o seu voto por escrito, por meio de carta, telegrama, fax ou comunicação eletrônica (e-mail) confirmado, endereçado ao Presidente do Conselho de Administração antes ou durante a realização da respectiva reunião. O Conselheiro que votou por escrito será considerado presente à reunião, e seu voto será considerado válido para todos os efeitos legais, e incorporado à ata da referida reunião. § 6º - Cada Conselheiro poderá representar, nas reuniões, um de seus pares, podendo o credenciamento de representação se dar por meio de simples carta, desde que a carta contenha instruções sobre o voto a ser proferido.A representação do Conselheiro confere ao Conselheiro representante o direito de voto nas reuniões, que deverá obedecer às instruções recebidas.§ 7º - As matérias submetidas à apreciação do Conselho de Administração poderão ser instruídas com as decisões e/ou recomendações da Diretoria. O Presidente do Conselho, por iniciativa própria, ou por solicitação de qualquer Conselheiro, poderá convocar Diretores da Cia. ou das sociedades controladas para assistir às reuniões e prestar esclarecimentos ou informações sobre as matérias em apreciação, sem que os Diretores tenham, contudo, o direito de voto sobre as matérias discutidas. Art. 14 - O Conselho de Administração é o órgão de orientação e direção superior da Cia.. Sua função é estabelecer as estratégias e a orientação geral dos negócios da Cia.e de suas sociedades controladas e afiliadas, competindo-lhe fixar e realizar as atribuições estabelecidas em Lei e neste Estatuto Social.§ 1º Compete ao Conselho de Administração analisar e aprovar as matérias abaixo elencadas, as quais estão relacionadas à própria Cia. e/ou às sociedades controladas e afiliadas: a) Relacionadas à Companhia: (i) Fixar a orientação geral dos negócios; (ii) Aprovar o plano estratégico e monitorar o processo de gestão estratégica dos negócios do grupo, formado pela Cia. e as sociedades controladas e afiliadas; (iii) Recomendar aos acionistas a política de dividendos; (iv) Eleger e destituir os Diretores da Cia., bem como fixar as atribuições destes Diretores; (v) Fiscalizar, inclusive individualmente, a gestão dos Diretores, examinando, a qualquer tempo, os livros, documentos e papéis da Cia., podendo solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos, obtendo cópia destes sempre que assim achar necessário; (vi) Recomendar, aos acionistas, a remuneração (montante global) dos Administradores da Cia., e definir a forma de distribuição do montante global entre os Administradores; (vii) Eleger e destituir os auditores independentes; (viii) Prestar contas aos acionistas dos resultados da Cia. e de assuntos relevantes; (ix) Convocar as Assembléias Gerais; (x) Manifestar-se sobre os relatórios da administração e sobre as contas da Diretoria (demonstrações financeiras), bem como sobre propostas sobre a destinação dos resultados do exercício; (xi) Aprovar o orçamento anual da Cia., bem como eventuais alterações que este mesmo orçamento possa sofrer no decorrer do ano; (xii) Aprovar a criação de comitês especializados, tais como de finanças e de auditoria; (xiii) Elaborar o regimento interno do Conselho de Administração; (xiv) Autorizar a alienação ou operações envolvendo bens móveis do ativo permanente; cujos valores sejam superiores a US$ 1,000,000.00 (um milhão de dólares dos Estados Unidos da América); (xv) Autorizar os Diretores a contratar empréstimos, cujos valores sejam superiores a US$ 1,000,000.00 (um milhão de dólares dos Estados Unidos da América); (xvi) Manifestar-se sobre operações de fusão, incorporação ou cisão da Cia. com sociedades que façam parte deste mesmo grupo empresarial; (xvii) Aprovar a política de investimentos da Cia. e os investimentos que ultrapassarem os montantes delimitados por esta política; (xviii) Aprovar a política financeira da Cia.; (xix) Aprovar a política de gestão de riscos; (xx) Aprovar contratos de longo prazo, assim considerados os acima de 1 (um) ano, e/ou cujo valor seja superior a US$ 3.000.000,00 (três milhões de dólares dos Estados Unidos da América) por ano, e contratos não aprovados em políticas anteriores e/ou previstos no orçamento anual; (xxi) Aprovar políticas gerais de recursos humanos; (xxii) Aprovar o código de conduta; (xxiii) Avaliar o desempenho dos Diretores; (xxiv) Apreciar a contratação de especialistas, sempre que necessário para instruir as matérias sujeitas a sua deliberação; (xxv) Aprovar a aquisição das próprias ações para permanência em tesouraria ou cancelamento,

até o montante do saldo de lucros e de reservas disponíveis, exceto a legal, observada a legislação em vigor; (xxvi) Autorizar a Diretoria a prestar fianças, avais e outras garantias em favor de sociedades controladas e afiliadas, cujos valores sejam superiores a US$ 1,000,000.00 (um milhão de dólares dos Estados Unidos da América); e (xxvii) Aprovar previamente a contratação de Diretores Adjuntos, fixando-lhes a respectiva remuneração.b) Relacionadas às sociedades controladas e afiliadas: (i) Instruir como fixar a orientação geral dos negócios das sociedades; o plano estratégico delas; e a política de dividendos; (ii) Indicar os Diretores das sociedades e as atribuições que lhes deverão ser conferidas; (iii) Requisitar a fiscalização dos Diretores das sociedades; (iv) Recomendar a remuneração (montante global) dos Diretores das sociedades; (v) Analisar os resultados das sociedades e os assuntos relevantes; (vi) Manifestar-se sobre os relatórios da administração e sobre as contas da Diretoria das sociedades (demonstrações financeiras), bem como sobre propostas sobre a destinação dos resultados de exercício; (vii) Aprovar o orçamento anual das sociedades, bem como eventuais alterações que o orçamento possa sofrer no decorrer do ano; (viii) Autorizar previamente a alienação ou operações envolvendo bens móveis do ativo permanente das sociedades, cujos valores sejam superiores a US$ 1,000,000.00 (um milhão de dólares dos Estados Unidos da América); (ix) Manifestar-se sobre contratos de empréstimo a ser firmados pelas sociedades, cujos valores sejam superiores a US$ 1,000,000.00 (um milhão de dólares dos Estados Unidos da América); (x) Manifestar-se sobre operações de fusão, incorporação ou cisão das sociedades com outras sociedades que façam parte deste mesmo grupo empresarial; (xi) Aprovar a política financeira das sociedades; (xii) Aprovar contratos de longo prazo a ser firmados pelas sociedades, assim considerados os acima de 1 (um) ano, e/ou cujo valor seja superior a US$ 3.000.000,00 (três milhões de dólares dos Estados Unidos da América) por ano, e contratos não aprovados em políticas anteriores e/ou previstos em orçamento anual; e (xiii) Avaliar o desempenho dos Diretores das sociedades.§ 2º - Para as matérias arroladas no § 1º, letra b, deste Artigo, os Conselheiros da Cia., após votarem sobre elas, orientarão os respectivos Diretores, que farão cumprir tais decisões quando atuarem perante as sociedades controladas e afiliadas, sejam em Assembléias Gerais e/ou Reuniões de Sócios. § 3º - Para fins deste Estatuto Social, “controladas” significam as sociedades que estão sob o controle direto desta Cia., nos termos do art. 243 da Lei 6.404/76, ao passo que “afiliadas” significam toda e qualquer pessoa jurídica que esteja, direta ou indiretamente, sob o controle das sociedades controladas, localizadas no Brasil ou no exterior. Seção II - Da Diretoria: Art. 15 - A Diretoria será composta de, no mínimo, 2 (dois) e, no máximo, 6 (seis) Diretores, eleitos pelo Conselho de Administração, os quais deverão ser residentes e domiciliados no país, com prazo de gestão de até 2 (dois) anos, permitida a reeleição.Art. 16 - Os Diretores eleitos serão investidos em seus cargos mediante assinatura de termos de posse no livro de “Atas das Reuniões da Diretoria”, devendo permanecer em exercício até a investidura de seus sucessores. § Único - Os Diretores poderão ser destituídos a qualquer tempo, mediante deliberação do Conselho de Administração. Art. 17 - Compete à Diretoria a administração dos negócios sociais em geral e a prática de todos os atos necessários ou convenientes, ressalvados aqueles para os quais seja, por lei ou pelo presente Estatuto, atribuída competência à Assembléia Geral ou ao Conselho de Administração. Seus poderes incluem, entre outros, os suficientes para: (a) zelar pela observância da lei, deste Estatuto, e observar os princípios e critérios fixados em eventual Acordo de Acionistas, comprometendo-se a buscar sempre níveis elevados de ética, segurança, eficiência, produtividade e competitividade; (b) zelar pelo cumprimento das deliberações tomadas nas Assembléias Gerais, nas reuniões do Conselho de Administração e nas suas próprias reuniões; (c) administrar, gerir e superintender os negócios sociais; (d) emitir e aprovar instruções e regulamentos internos que julgar úteis ou necessários;(e) elaborar em cada exercício social o relatório das atividades, o Balanço Patrimonial e as demais Demonstrações Financeiras para apresentação ao Conselho de Administração e à Assembléia Geral; (f) nomear procuradores da Cia., observado o disposto nos Artigos 18, § 1º, e 21 deste Estatuto; e (g) estabelecer, manter, transferir ou extinguir filiais, agências, sucursais, escritórios, depósitos e estabelecimentos de qualquer natureza, em qualquer localidade do país ou do exterior, mediante Reunião da Diretoria.Art. 18 - A representação da Cia., em Juízo e fora dele, ativa ou passivamente, perante terceiros, compete: (i) a 2 (dois) Diretores em conjunto; (ii) a qualquer Diretor, em conjunto com um procurador; (iii) a 2 (dois) procuradores em conjunto, desde que investidos de específicos e expressos poderes. § 1º - Para os atos que representem os interesses da Cia. perante suas controladas e afiliadas, no Brasil ou no exterior, incluindo-se, mas não se limitando à assinatura de atas de Assembléias Gerais e/ou Reuniões de Sócios, a Cia. poderá ser representada, excepcionalmente, por 1 (um) único Diretor ou 1 (um) único procurador, observando-se os requisitos da legislação vigente aplicável. O procurador, para todos os fins, deverá ser investido em poderes mediante instrumento de mandato (procuração), observando-se o disposto no Art.21.§ 2º - Perante outras sociedades em que a Cia.detenha participação societária, mas que não configurem controladas ou afiliadas, nem pertençam ao grupo Fischer, a Cia.poderá ser representada por 1 (um) único procurador. § 3º - Os documentos de simples rotina de expediente, correspondências, despachos, requerimentos, petições a quaisquer repartições públicas ou autoridades federais, estaduais ou municipais, bem como autarquias, sociedades públicas e/ou privadas, poderão conter uma só assinatura de qualquer Diretor ou, de um Procurador com poderes específicos. Art. 19 - A Diretoria reunir-se-á sempre que necessário. As reuniões serão presididas por qualquer Diretor desta Sociedade, escolhido entre seus membros. § 1º - As reuniões serão convocadas por qualquer diretor desta Sociedade. As convocações para as reuniões serão realizadas por escrito e com comprovante de recebimento. § 2º - Para que possam se instalar e validamente deliberar, é necessária a presença da maioria dos Diretores que na ocasião estiverem no exercício de seus cargos, ou de 2 (dois), se só houver 2 (dois) Diretores em exercício.A convocação será dispensada sempre que estiver presente à reunião a totalidade dos membros da Diretoria. § 3º - As deliberações da Diretoria constarão de atas lavradas no livro próprio e serão tomadas por maioria de votos dos presentes. Art. 20 - Ocorrendo vaga, por qualquer motivo, do cargo de Diretor, o Conselho de Administração, a seu critério, poderá decidir pelo preenchimento da vaga ou pela distribuição das funções a um ou mais Diretores remanescentes. § 1º - Se ocorrer vacância de Diretores que resulte em número inferior a 02 (dois) membros, o Conselho de Administração deverá ser convocado para proceder à eleição de novos Diretores para a Cia., dentro de 30 (trinta) dias contados da data em que foi verificada a vacância. § 2º - O Diretor que for designado nos termos deste artigo, exercerá as suas funções pelo prazo restante do mandato do Diretor que for substituído, e terá os poderes, direitos e deveres do diretor substituído. Art. 21 - As procurações serão sempre outorgadas em nome da Cia. por 2 (dois) Diretores em conjunto, especificando-se, de forma clara e precisa, os poderes conferidos e os prazos de duração dos mandatos, que não poderão ultrapassar 1 (um) ano, salvo as procurações outorgadas a advogados para representar a Cia. em processos administrativos ou judiciais, que terão prazo indeterminado. Art. 22 - A Diretoria encaminhará ao Conselho de Administração cópias das atas de suas reuniões e prestará as informações que permitam avaliar o desempenho das atividades da Cia. Capítulo IV - Das Assembléias Gerais: Art. 23 - A Assembléia Geral, convocada e instalada de acordo com a Lei e o Estatuto Social, tem poderes para decidir sobre todos os negócios relativos ao objeto social da Cia. e tomar as resoluções que julgar convenientes a sua defesa e desenvolvimento. § 1º - As Assembléias Gerais serão ordinárias e extraordinárias. As Assembléias Gerais Ordinárias realizar-se-ão nos quatro meses seguintes ao término do ano social e, as Extraordinárias, sempre que houver necessidade. § 2º - As Assembléias Gerais serão convocadas pelo Conselho de Administração, mediante anúncio publicado por 3 (três) vezes, no mínimo, no Diário Oficial e em outro jornal de grande circulação, contendo, além do local, data e hora da Assembléia Geral, a ordem do dia, e, no caso de reforma do Estatuto Social, a indicação da matéria. § 3º Independentemente das formalidades previstas no § 2º deste Art., será considerada regular a Assembléia Geral a que comparecerem todos os acionistas. Art. 24 - As Assembléias Gerais serão presididas pelo Presidente do Conselho de Administração ou pelo seu substituto, ou na ausência de ambos, por um acionista escolhido por maioria de votos dos presentes. Ao Presidente da Assembléia cabe a escolha do Secretário. Art. 25 - O acionista poderá ser representado nas Assembléias Gerais na forma prevista no art. 126 da Lei nº 6.404/76, exibindo-se, no ato, procuração com poderes especiais, acompanhado de documento de identidade. § Único - Os acionistas presentes ou representados na Assembléia Geral, antes de sua instalação, deverão assinar o livro de presença. Art. 26 - As matérias abaixo listadas, relacionadas à Cia. e/ou às sociedades controladas e afiliadas, dependem de aprovação dos acionistas, em Assembléia Geral, por quorum equivalente a unanimidade do capital social votante, observadas as disposições constantes em eventual Acordo de Acionistas arquivado na sede social da Cia.: (i) Investimentos e/ou participação em novos negócios pela Cia. e/ou pelas sociedades controladas e afiliadas, sendo considerados como novos negócios toda e qualquer atividade industrial, rural e/ou comercial que não seja ainda explorada pelo grupo empresarial formado pela Cia. e suas sociedades controladas e afiliadas; (ii) Aumento do capital social da Cia.; (iii) Participação em Joint Ventures (Empreendimentos Conjuntos) com terceiros e/ou com sociedades que não façam parte do grupo referido no item (i), e nos quais os acionistas, a Cia. e/ou suas sociedades figurem como sócios ou acionistas minoritários, e desde que tais Joint Ventures não configurem novo negócio; (iv) Participação em Joint Ventures (Empreendimentos Conjuntos) com terceiros e/ou com sociedades que não façam parte do grupo referido no item (i), e nos quais os acionistas, a Cia. e/ou suas sociedades figurem como sócios ou acionistas majoritários e/ou que detenham participação equivalente ao do sócio parceiro, desde que tais Joint Ventures não configurem novo negócio; (v) Aquisição, cessão, alienação ou oneração de qualquer participação societária detida pela Cia. e/ou por suas sociedades em outras sociedades, e desde que não represente um novo negócio; (vi) Aprovação de operações de fusão, incorporação ou cisão da Cia. e/ou das sociedades com outras sociedades que não façam parte do grupo referido no item (i); (vii) Abertura e fechamento de capital da Cia. e/ou de suas sociedades; (viii) Dissolução, liquidação e/ou extinção da Cia. e/ou de suas sociedades; (ix) Aprovação dos limites de alçada da Diretoria da Cia. e de suas sociedades; (x) Aprovação do montante global de remuneração dos Administradores da Cia. e de suas sociedades; (xi) Autorização para alienação ou operações envolvendo bens imóveis da Cia. e/ou das suas sociedades; (xii) Admissão de terceiros e/ou de sociedades que não façam parte do grupo referido no item (i) nas sociedades da Cia., seja em razão de aumento de capital por subscrição de novas ações/quotas, cessão de ações/ quotas e/ou direitos a elas inerentes, ou por qualquer outro meio; e (xiii) Eleição dos membros do Conselho de Administração e do Conselheiro que exercerá a função de Presidente do Conselho de Administração. Art. 27 - Para as matérias deliberadas em Assembléia Geral que tiverem pertinência às sociedades controladas da Cia., caberá a 1 (um) Diretor ou 1 (um) procurador comparecer e votar na assembléia geral e/ou na reunião de sócios, nos termos do Art. 18, § 1º. CapítuloV - Do Conselho Fiscal: Art. 28 - O Conselho Fiscal da Cia., que será integrado por 3 (três) membros efetivos e igual número de suplentes, funcionará em caráter não permanente e será composto, instalado e remunerado em conformidade com a legislação em vigor. Capítulo VI - Do Exercício Social, das Demonstrações Financeiras e dos Lucros: Art. 29 - O exercício social inicia-se em 01 de janeiro e encerra-se em 31 de dezembro de cada ano, quando deverão ser levantadas as Demonstrações Financeiras do exercício, com observância das obrigações previstas em Lei. § 1º - O lucro líquido, após a dedução dos prejuízos acumulados, de eventual participação dos empregados no lucro (em bases aprovadas pela Assembleia Geral) e a provisão para o Imposto sobre a Renda, conf. o art.189, da Lei nº 6.404, de 1976, terá a seguinte destinação: (i) 5% (cinco por cento) para constituição da Reserva Legal, até que esta atinja a 20% (vinte por cento) do Capital Social; (ii) ao menos 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido do exercício será distribuído como dividendo aos acionistas; e (iii) o saldo remanescente terá a destinação que a Assembléia Geral assim o determinar.§ 2º - A Assembleia Geral poderá, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório ou, a retenção de todo o lucro líquido, conf. disposto no § 3º do art. 202 da Lei nº 6.404/76. § 3º O Conselho de Administração poderá levantar balanços semestrais e declarar dividendos à conta de lucro apurado nesses balanços.O Conselho de Administração poderá declarar dividendos intermediários, à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. § 4º - Os dividendos, salvo deliberação em contrário da Assembleia Geral, serão pagos no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da data da deliberação de sua distribuição e, em qualquer caso, dentro do exercício social.§ 5º - A Cia.poderá pagar ou creditar juros a título de remuneração de capital próprio calculados sobre as contas do patrimônio líquido, observados a taxa e os limites estabelecidos na legislação fiscal. O valor pago aos acionistas a título de juros sobre o capital próprio será deduzido do valor do dividendo mínimo obrigatório. § 6º - A critério da Assembleia Geral, o valor dos juros poderá ser creditado e pago aos acionistas ou, alternativamente, creditado aos acionistas e, com a concordância destes, posteriormente incorporado ao capital social. § 7º - Os dividendos declarados não renderão juros nem serão corrigidos monetariamente e, se não forem reclamados no prazo de 3 (três) anos, contado do início do seu pagamento, prescreverão em favor da Cia. Capítulo VII - Das Disposições Gerais: Art. 30 - São expressamente vedados, sendo nulos e inoperantes com relação à Cia., os atos de qualquer Diretor, procurador, ou funcionário, que a envolverem em obrigações relativas a negócios ou operações estranhos ao objeto social, tais como fianças, avais, endossos ou quaisquer garantias em favor de terceiros, salvo quando expressamente autorizados pelos acionistas e/ou pelo Conselho de Administração. Art. 31 - Eventuais omissões deste Estatuto serão resolvidas pelas disposições da Lei n° 6.404/76.Art.32 - Eventuais divergências e/ou conflitos decorrentes deste Estatuto Social serão submetidas exclusivamente à solução por arbitragem do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (“CCB-C”), de acordo com o Regulamento da CCB-C (“Regulamento”) em vigor na data do pedido de instauração do procedimento arbitral.§ 1º - Na impossibilidade de atuação da CCB-C para a solução de qualquer divergência ou conflito, deverá ser escolhido pelo Conselho de Administração um dos seguintes centros de arbitragem em funcionamento regular no Brasil:Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Arbitragem da AMCHAM - Câmara de Comércio Norte-Americana e Câmara de Arbitragem do Mercado - BOVESPA. § 2º - O tribunal arbitral será sediado na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo. A arbitragem será conduzida em língua portuguesa, segundo a legislação brasileira. Art. 33 - Para as controvérsias que forem incompatíveis de ser solucionadas pelo procedimento arbitral, por não versarem sobre direitos patrimoniais disponíveis, fica eleito como competente o foro da cidade de Matão, Estado de São Paulo, com renúncia a qualquer outro, por mais especial que seja. Matão-SP, 25/04/2012. Maria do Rosário Fischer - Presidenta; Sérgio Adriano Gomes Machado - Secretário. Subscritores: Citrosuco International N.V. (José Lopes Celidônio - Diretor;Tales Lemos Cubero - Diretor); Aliança S/A - Indústria Naval e Empresa de Navegação (José Lopes Celidônio - Diretor;Tales Lemos Cubero - Diretor).Visto do Advogado:Sérgio Adriano Gomes Machado - OAB/SP 192.657.

Fischer S.A. - Agroindústria C.N.P.J. nº 052.311.529/0001-20 Senhores Acionistas: Em cumprimento às determinações legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas., o Balanço Patrimonial e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos das atividades operacionais do exercício findo em 31 de dezembro de 2004 e as respectivas Notas Explicativas de forma resumida, ficando à disposição para os esclarecimentos necessários, inclusive para apresentação das Demonstrações Financeiras e notas explicativas na íntegra, bem como o parecer dos auditores independentes. Ativo Circulante Caixa e bancos Títulos e valores mobiliários Contas a receber Estoques Partes relacionadas Tributos a recuperar Despesas pagas antecipadamente Demais contas a receber Realizável a longo prazo Tributos a recuperar Partes relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais Demais contas a receber Permanente Investimentos Imobilizado Total do ativo

2004 876.708 928 50.238 6.294 686.679 36.345 81.883 3.626 10.715 259.199 174.702 – 73.282 8.166 3.049 880.613 336.599 544.014 2.016.520

Em 01 de janeiro de 2003 Aumento de capital cfe. AGE de 02 de junho de 2003 Realização da reserva de reavaliação: Depreciação Alienação de ativo imobilizado Lucro líquido do exercício Em 31 de dezembro de 2003 Integralização de capital com acervo líquido incorporado Prej. do período compreendido entre a data-base e data efetiva da incorporação de sociedade controlada Lucro líquido do exercício Em 31 de dezembro de 2004

2003 931.120 18.217 26.022 14.765 665.765 157.261 22.013 3.505 23.572 357.855 170.481 105.124 69.209 6.059 6.982 308.051 94.913 213.138 1.597.026

Passivo e patrimônio líquido Circulante Fornecedores Financiamentos Salários e encargos sociais Impostos e contribuições a recolher Adiantamentos de clientes Partes relacionadas Provisão para contingências Demais contas a pagar Exigível a longo prazo Financiamentos Imposto de renda e contribuição social diferidos Demais contas a pagar Patrimônio líquido Capital social Prejuízos acumulados Total do passivo e do patrimônio líquido

2004 720.056 111.324 404.590 13.238 3.487 61.722 12.250 18.157 95.288 673.926 582.063 61.294 30.569 622.538 749.506 (126.968) 2.016.520

2003 488.745 104.138 247.604 6.818 8.094 – 110.746 9.300 2.045 638.847 601.425 37.422 – 469.434 621.396 (151.962) 1.597.026

Capital social 526.899 94.497

Adiantamento para futuro aumento de capital 94.497 (94.497)

Reserva de reavaliação 3.555 –

Prejuízos acumulados (323.713) –

Total 301.238 –

– – – 621.396 128.110

– – – – –

(238) (3.317) – – –

238 3.317 168.196 (151.962) –

– – 168.196 469.434 128.110

– – 749.506

– – –

– – –

(2.461) 27.455 (126.968)

(2.461) 27.455 622.538

1. Contexto operacional: A empresa tem como atividade preponderante a formação e exploração de lavouras de laranja, produção de suco concentrado e não concentrado de laranja, bem como seus subprodutos. As operações da empresa são realizadas no contexto do Grupo Fischer, na qual parte substancial de seus produtos acabados é armazenada nos “tank farms” da investida Citrosuco Serviços Portuários S.A., e as vendas são substancialmente destinadas ao mercado externo e realizadas por meio da empresa ligada Citrosuco Trading N.V., cujo transporte marítimo é efetuado por navios de propriedade de outras empresas ligadas. Em 1º de maio de 2004, a empresa teve sua denominação social alterada de Citrosuco Paulista S.A. para Fischer S.A. Agroindústria, bem como incorporou a sociedade ligada Fischer S.A. Agropecuária. O objetivo dessa incorporação foi a racionalização e obtenção de economia de escala administrativa e operacional, principalmente em função da concentração das atividades de produção de laranja com as atividades de industrialização de suco de laranja. Adicionalmente, como parte da referida incorporação, a empresa passou a ser controladora da Fischer Sucos Indústria e Comércio Ltda., a qual dedica-se a produção de suco de maçã. Consubstanciada em laudo de avaliação contábil, os bens, direitos e obrigações que compõem o acervo líquido contábil incorporado da sociedade ligada, podem ser assim demonstrados: Ativo circulante 54.176 Realizável a longo prazo 5.418 Investimentos 18.794 Imobilizado 288.742 Passivo circulante (136.357) Exigível a longo prazo (105.124) Acervo líquido contábil incorporado 125.649 Em função dessa incorporação, a comparabilidade das demonstrações financeiras da Companhia está prejudicada. 2. Principais práticas contábeis: As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações. Na elaboração das demonstrações

financeiras é necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras da empresa incluem, portanto, estimativas referentes a determinações das vidas úteis do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, provisões para imposto de renda e outras similares. Os resultados reais podem apresentar variações em relação às estimativas. (a) Apuração do resultado: O resultado é apurado pelo regime de competência. Os tributos diferidos foram reconhecidos considerando as alíquotas vigentes para o imposto de renda e contribuição social sobre os prejuízos fiscais, bases negativas da contribuição social e as diferenças temporárias, na extensão em que sua realização seja provável. (b) Ativos circulante e realizável a longo prazo: A provisão para créditos de realização duvidosa é constituída tendo por base a análise dos créditos vencidos, para os quais existam dúvidas com relação a sua efetiva realização, cujo montante é considerado suficiente para cobrir perdas na realização das contas a receber. Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou de produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização e incluem os gastos com transporte dos produtos acabados até o local de armazenagem, bem como os gastos com a armazenagem desses produtos. Os adiantamentos a fornecedores de matéria-prima são demonstrados ao custo atualizados de acordo com os índices contratuais. Os estoques de bovinos para corte são valorizados ao custo de formação. Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos, as variações cambiais, e monetárias auferidas e provisões para perdas na realização desses ativos que são constituídas com base na análise das expectativas de sua efetiva realização. (c) Ativo permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 1995, combinado com os seguintes aspectos: • Participações em sociedades controladas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial, mais ágio a amortizar pelo prazo de seis anos, a partir da data em que os benefícios começam a ser produzidos. • Investimentos permanentes avaliados pelo método de custo de aquisição, menos provisão para perdas permanentes, quando aplicável. • Depreciação dos

Maria do Rosário Fischer - Presidenta

Alessandra Fischer de Souza Santos - Conselheira

Bianca Helena Fischer de Moraes - Conselheira

Renata Fischer Fernandes - Conselheira

Ana Luisa Fischer Macondes Ferraz - Conselheira

Harry Eugen Schleifer - Conselheiro

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 55/12 - PREGÃO Nº 25/12 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 55/12, na modalidade de Pregão 25/12, na forma presencial, para contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de implantação, gerenciamento, administração, fiscalização, emissão, fornecimento e manutenção de vale-alimentação, através de cartões magnéticos, destinados aos servidores da Prefeitura do Município de Castilho, que se enquadrem na previsão contida na Lei Municipal 1.831, de 21 de fevereiro de 2008. Data: 05 de julho de 2012, às 14 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacaocastilho@gmail.com. A Debitar dia (23.06.12)

2004 Receita operacional bruta Mercado externo 929.545 Mercado interno 82.372 Serviços prestados 7.457 (14.167) Deduções da receita bruta Receita operacional líquida 1.005.207 Custos dos prod. vendidos e dos serv. prestados (954.024) Lucro bruto 51.183 Receitas (despesas) operacionais Despesas com vendas (16.616) Despesas gerais e administrativas (52.309) 1.534 Outras receitas operacionais, líquidas Lucro (prej.) operac. antes das participações (16.208) societárias e do resultado financeiro Resultado de participações societárias Participação em sociedades controladas (5.486) (5.699) Amortização de ágio Resultado financeiro Variação cambial, líquida 119.003 Despesas financeiras (61.475) 16.626 Receitas financeiras 46.761 Lucro operacional Receitas não operacionais, líquidas 1.250 48.011 Lucro antes do IR e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social Do exercício – Diferidos (20.556) Lucro líquido (Prejuízo) do exercício 27.455 Lucro líq. p/lote de mil ações do cap. soc. final-R$ 0,05

2003 1.058.243 44.896 6.853 (6.099) 1.103.893 (940.675) 163.218

Composição dos recursos originados das oper. 2004 Lucro líquido do exercício 27.455 Despesas (receitas) que não afetam o capital circulante Depreciação 40.471 Valor residual de ativo permanente baixado Imobilizado 1.366 Investimentos – Provisão para perda de investimento 632 Imposto de renda e contribuição social diferidos 20.556 Resultado de participações societárias 11.185 Juros do realizável a longo prazo (15.586) Perdas (ganhos) financeiros do exigível a longo prazo 22.635 Recursos originados das operações 108.714 Origens dos recursos Das operações sociais 108.714 De terceiros Ingresso de recursos no exigível a longo prazo 352.082 Transf. de rec. do realizável a longo prazo p/o circ. 21.004 Total de recursos obtidos 481.800 Aplicações de recursos Incorporação de capital circulante de sociedade ligada 82.181 No realizável a longo prazo 3.152 No ativo permamente Investimentos 234.709 Imobilizado 83.971 Transf. de financ. do exigível a l. prazo p/o passivo circ. 363.510 Total dos recursos aplicados 767.523 Aumento (redução) do capital circulante (285.723) Variações no capital circulante Ativo circulante (54.412) Passivo circulante 231.311 Aumento (redução) do capital circulante líquido (285.723)

(9.813) (44.560) 97.663 206.508 (4.921) – 102.727 (63.261) 14.867 255.920 3.637 259.557 (10.913) (80.448) 168.196 0,39 2003 168.196 27.480 8.351 7.899 – 80.448 4.921 (230) (77.039) 220.026 220.026 86.712 – 306.738 – 262.587 2.962 40.696 – 306.245 493 (71.466) (71.959) 493

bens do imobilizado, calculada pelo método linear, às taxas anuais permitidas pela legislação. (d) Passivos circulante e exigível a longo prazo: São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações cambiais e monetárias incorridos.

Antonio Francisco Armelin Gomes - Diretor Executivo Norberto Farina - Diretor-Presidente Guilherme de Souza Santos - Diretor Executivo Tales Lemos Cubero - Diretor Executivo Márcio José Camargo Ziglio - Diretor Executivo Benedito Francisco Jorge - Diretor Executivo João Aparecido de Lucca - CRC nº 1SP191043/O-1

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP

PROCESSO LICITATÓRIO Nº 11/12 - PREGÃO Nº 06/12 Objeto: Aquisição de 01 (um) caminhão basculante. Comunicado do Pregoeiro. Comunica que irá retomar o julgamento do item 3, do certame supra em sessão pública a ser realizada na data de 27 de junho de 2012, às 14 horas, na Sala de Licitações da Prefeitura do Município de Castilho, Praça da Matriz, 247, Castilho. A Debitar dia (23.06.12).

PROCESSO LICITATÓRIO Nº 37/12 - CONCORRÊNCIA Nº 18/12 Objeto: Aquisição de 02 (dois) veículos automotores, tipo miniônibus (van). Comunicado do Pregoeiro. Comunica que irá retomar o julgamento dos itens 1 e 2, do certame supra em sessão pública a ser realizada na data de 28 de junho de 2012, às 14 horas, na Sala de Licitações da Prefeitura do Município de Castilho, Praça da Matriz, 247, Castilho. A Debitar (23.06.12)

Auto Posto Maria Carlota Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Instalação,30004329 e requereu a Licença de Operação , para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Rua Maria Carlota, 302- Penha - São Paulo-SP

Nova Laredo Auto Posto Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação, para comercio varejista de combustiveis e lubrificantes, sito à Avenida Marechal Tito, 1688- São Miguel - São Paulo-SP


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

Prática de venda casada resulta em condenação de uma empresa de telefonia celular em Minas Gerais.

conomia

Procon-SP vem visitando estabelecimentos para informar sobre as melhores práticas

Procon também educa os empresários Zé Carlos Barretta/Hype

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rientar os empresários sobre como informar aos consumidores o preço dos produtos e dos serviços é um dos propósitos da Fundação Procon-SP. Para tanto, o organismo paulista de defesa do consumidor está realizando uma série de visitas a estabelecimentos comerciais em São Paulo para informar como funciona a fiscalização do órgão, explicar as determinações do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e distribuir a cartilha educativa elaborada em parceria

A cartilha é um guia com informações que orientam o lojista sobre fixação de preços, cuidados durante a montagem, rearranjo ou limpeza da vitrine e da loja e condutas proibidas pela legislação.

Leis que devem ser conhecidas

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obre a legislação, a cartilha apresenta a Lei Federal 10.962/2004, regulamentada pelo Decreto Federal 5.903/2006, que trata da oferta e das formas de afixação de preços de produtos e serviços. O decreto libera, por exemplo, a colocação de etiquetas de preços na vitrine, mas obriga o comerciante a informar o preço à vista e o financiado – com valores das parcelas, juros, va-

lor total e o preço à vista. Tudo isso com um mesmo tamanho de letra. Por essa lei, o comerciante pode optar em colocar etiquetas de preços na vitrine ou na embalagem, usar código referencial ou de barras. Mas caso decida pelo código de barras, é sua obrigação disponibilizar por meio de etiquetas próximas ao produto, com caracteres ostensivos, informações

com o preço, características do produto e seu código ou, então, leitores. Mas há outras normas sobre fixação de preço que devem ser observadas pelos empresários. Uma delas é a Lei Estadual nº 12.733/2007, que diz, em seu artigo 1º, que "lojas, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos comerciais são obrigados a identificar, na mesma dimensão, os preços à vista, a

quantidade e os valores das parcelas, e os juros dos produtos comercializados", ou seja, todas essas informações devem estar com o mesmo tamanho de letra. A prática comum de colocar o valor da parcela em letras grandes e os juros e o preço total em caracteres bem pequenos induz o consumidor a erro e é passível de autuação e multa por parte do Procon caso a loja passe por fiscalização.

com a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Promover a educação e informar sobre os direitos e deveres de quem está do lado de dentro do balcão também são atribuições do Procon, de acordo com o artigo 4º, inciso IV, do CDC, para melhorar o mercado de consumo. Portanto, abrir as portas do estabelecimento para receber a orientação do Procon é positivo para as empresas. Aliás, a cartilha Afixação de Preços e Fiscalização foi construída a partir de dúvidas dos próprios comerciantes. "Ela explica a forma pela qual a informação do preço deve estar exposta no estabelecimento, como afixar os preços por código de barras, os cuidados durante a montagem, rearranjo ou limpeza da vitrine e da loja, condutas proibidas", diz Paulo Arthur Góes, diretor executivo do Procon-SP. Além disso, menciona a legislação que trata do assunto. "É um guia prático com o objetivo de garantir que os consumidores sejam respeitados com informações corretas, claras e precisas, de acordo com as legislações vigentes, tanto no âmbito fe-

deral quanto no que se referem ao próprio CDC", publica a FecomercioSP em seu site. "Este trabalho conjunto tem como norte implementar uma melhora no mercado de consumo por meio de um dos principais instrumentos da Política Nacional das Relações de Consumo, a educação e a informação de fornecedores e consumidores quanto a seus direitos e deveres", escreveram Paulo Arthur Góes e Abram Szajman, p r e s i d e n t e d a F e c o m e rcioSP, nas primeiras páginas do documento. Obr igação – Todos os empresários que mantêm relação direta com seus clientes têm a obrigação de baixar a cartilha (ela está disponível para download no endereço h t t p : / / w w w . f e c o m e rc io .c om .b r /? op ti o n= co m_ in st it uc io na l& vi ew =i nt er na &I temid=20&id=5105). Assim, além de saberem que tipo de informações devem repassar aos seus consumidores, evitarão prováveis autos de infração se a fiscalização da Fundação Procon-SP verificar que algo não está correto. Esses autos são, depois, transformados em multas.

O QUE DIZ O CDC Artigo 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995) I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvi-

mento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo.

Prática de venda casada resulta em condenação

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m Minas Gerais, a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça condenou uma empresa de telefonia móvel pela prática de venda casada. Conforme a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP), a prática estava configurada na imposição da venda de aparelho telefônico aos consumidores que desejavam o serviço de telefonia fixa. A empresa já havia sido chamada pelo MP para elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas se recusou a assiná-lo. Agora, terá de reparar os danos morais difusos que causou à coletividade por praticar venda casada, arcando com a

indenização de R$ 400 mil, dinheiro que será revertido ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC). Em primeira instância, o juiz da 14ª Vara Cível de Belo Horizonte havia considerado procedente o pedido do MP para declarar abusiva a conduta da empresa. Determinou ainda que reparasse os danos morais difusos, estabelecendo o valor de R$ 400 mil em favor do FEPDC. Ao analisar o recurso da empresa, o relator, desembargador Evandro Lopes da Costa Teixeira, confirmou a sentença.

Para ele, "o dano moral coletivo existe quando qualquer ato ou comportamento afete valores e interesses coletivos fundamentais, independentemente destes atos causarem efetiva perturbação física ou mental em membros da coletividade". Ele explicou que, como o dano moral difuso é transindividual, "manifesta-se no prejuízo à imagem e moral coletivas e sua averiguação deve pautar-se nas características próprias aos interesses difusos e coletivos". Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo. E-mail: doislados@dcomercio.com.br


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25 LIBERTADORES Corinthians e Boca começam decisão na Argentina. Pág. 26

sporte

VÔLEI Seleção feminina vai à fase final do Grand Prix. Pág. 27

Danilo Verpa/Folhapress

Palmeiras (finalista da Copa do Brasil), Santos (semifinalista da Libertadores) e Corinthians (na decisão da própria Libertadores) brigam ponto a ponto no Campeonato Brasileiro. Pena que seja na zona de rebaixamento...

Com dois gols de Romarinho, o Corinthians, mesmo jogando com os reservas, virou para 2 a 1 o clássico diante dos titulares do Palmeiras

DE CABEÇA PARA BAIXO P

almeiras, Santos e Corinthians são equipes de respeito — o primeiro é um dos finalistas da Copa do Brasil; o segundo, um dos semifinalistas da Libertadores; e o terceiro, um dos finalistas da própria Libertadores. No entanto, no Campeonato Brasileiro, para vêlos por cima, só mesmo virando a classificação de cabeça para baixo, como fizemos no quadro ao lado. Mesmo continuando a jogar com seu time de reservas (os titulares preparam-se para o primeiro jogo da decisão da Libertadores, quarta, contra o Boca Juniors, na Argentina), o Corinthians, dessa vez, se deu bem. Não só virou o clássico contra os titulares do Palmeiras para 2 a 1 como pela primeira vez marcou gols e pontuou neste campeonato. De quebra, deixou a última colocação, agora ocupada pelo Atlético-GO. E ganhou uma

opção ofensiva, inclusive para as finais da Libertadores: Romarinho, o autor dos dois gols. O primeiro deles foi de letra, empatando um jogo em que o Palmeiras abriu o placar com Mazinho, logo aos 3 minutos. No segundo gol, depois de enganar Cicinho com um drible de corpo, Romarinho soltou um petardo que bateu na trave antes de entrar. “É muita felicidade”, disse o herói da partida. “Ainda falta muito, foi só um jogo. Uma vitória diante do Palmeiras é mais gostosa, mas ainda temos muitos jogos pela frente.” O técnico Tite fez elogios ao desempenho do jovem atacante de 21 anos, mas preferiu destacar o rendimento de todo o grupo. Para o treinador, Romarinho contou com a ajuda dos companheiros para se destacar e ajudar o Corinthians a vencer pela primeira vez na competição nacional: “A equipe foi muito bem e, por

isso, o Romarinho apareceu. Nós o acionávamos no um contra um pelo lado esquerdo porque ele tem uma jogada individual de muita qualidade. Ele quebra a marcação, tem o balanço da finta. Mas, para a bola chegar nele, passava por todo um processo. Mérito do clube, que tem observado jogadores pelo interior.” Apesar da vitória, o Corinthians — que só voltará a jogar pelo Brasileiro depois que decidir a Libertadores — ainda está na zona de rebaixamento. Quanto ao Palmeiras, só não caiu para a última posição porque o Atlético-GO acabou goleado pelo Fluminense, em Goiânia, por 4 a 1. Agora, antes de começar a decidir a Copa do Brasil com o Coritiba, na quinta-feira da semana que vem, ainda terá pela frente o Figueirense, em Barueri, domingo, pelo Brasileiro. O técnico Luiz Felipe já começa a mostrar uma certa preocupa-

ção com a má colocação na competição: “Precisamos pensar nos pontos do Brasileiro para respirarmos mais aliviados. Hoje (domingo), infelizmente, nada deu certo para nós.” Dessa vez, nem o São Paulo, que vinha sendo a peça de força entre os clubes paulistas na competição, conseguiu se salvar. Jogando no sábado, no Canindé, diante da Portuguesa (que estreava o veterano goleiro Dida), acabou derrotado por 1 a 0, gol do meia Ivan. O resultado agravou ainda mais a situação do técnico Emerson Leão, já ameaçado após a derrota para o Coritiba por 2 a 0, no meio da semana, que eliminou o time da final da Copa do Brasil. “ O time passa por um momento desagradável”, reconheceu o treinador. “São pequenas, poucas, mas grandiosas as derrotas. Temos que saber sua profundidade e repercussão.”

Santos: um mês sem vencer S

Levi Bianco/Folhapress

No empate por 2 a 2 com o Coritiba, Neymar outra vez marcou, mas não brilhou

ão seis jogos, com quatro empates e duas derrotas, que deixam a equipe no antepenúltimo lugar no Campeonato Brasileiro. Aliás, desde a conquista do tricampeonato estadual, o Santos só conquistou uma vitória: sobre o Vélez Sarsfield, da Argentina, pelas quartas de final da Libertadores, exatamente um mês atrás. Ontem, a série negativa continuou com um empate por 2 a 2 na Vila Belmiro, diante do Corirtiba. Em clima de ressaca devido à desclassificação diante do Corinthians, na Libertadores, no meio da semana, o Santos só tinha o desfalque de Paulo Henrique Ganso. Saiu na frente com um gol de cabeça do zagueiro Edu Dracena, sofreu o empate (gol marcado por Rafinha, para o Coritiba), fez 2 a 1 com Neymar mas, três minutos depois, voltou a sofrer o empate, dessa vez com um gol de pênalti, cobrado por Lincoln. O Santos faz a sua pior campanha no Brasileiro nos últimos nove anos e saiu de campo sob vaias da torcida. Neymar, surpreso com o comportamento do torcedor, olhou para as arquibancadas e não quis dar entrevista: “Não tenho o que falar.” Léo se dirigiu a uma das organizadas e argumentou: “É num momento como este que mais precisamos do torcedor.”

Paulistas por baixo também na Série B

V

irando a classificação da Série B de cabeça para baixo, também aparecem três times paulistas: Grêmio Barueri (em último), Guaratinguetá (em penúltimo) e Guarani, o atual vice-campeão do Estado (em 17º lugar). Na rodada da semana passada, uma vez mais, nenhum clube de São Paulo conseguiu vencer. Na terça, o Bragantino perdeu para o América-MG, em Belo Horizonte, por 3 a 2, e o São Caetano só empatou (2 a 2) com o CRB, em Maceió. Na sexta, o Guaratinguetá, jogando em casa, ficou no 1 a 1 com o Avaí. No sábado, Guarani 1 x 1 ABC e Boa 4 x 1 Barueri. Demais resultados: na terça, América-RN 2 x 0 ASA. Na sexta, Paraná 2 x 0 Joinville. No sábado, Goiás 4 x 3 Vitória, Criciúma 2 x 1 Ipatinga e Ceará 1 x 0 Atlético-PR. Amanhã, abrindo a 8ª rodada, jogam Barueri x América-MG, Goiás x Guaratinguetá e Ipatinga x Ceará.


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

A preparação para o jogo com o Boca já começou.” Tite

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COPA LIBERTADORES Rudy Trindade/AE

Ernesto Rodrigues/AE

 Na quarta-feira, no estádio de La Bombonera, em Buenos Aires, o Boca Juniors (do craque Riquelme) e o Corinthians (do meia Danilo) começam a decidir o principal título sul-americano de clubes

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CARA A CARA

ara o Boca Juniors, trata-se de mais uma final de Libertadores — a décima, igualando o recorde do Peñarol, do Uruguai, das quais os argentinos ganharam seis, quatro delas contra equipes brasileiras (Cruzeiro, em 1977; Palmeiras, em 2000; Santos, em 2003; e Grêmio, em 2007). Já o Corinthians chega pela primeira vez em sua história à decisão do título mais cobiçado, atualmente, por sua torcida. Dois dos times mais populares da América do Sul, eles começam a decidir quem será o campeão sul-americano de clubes em 2012 na próxima quarta-feira, às 21h50, no estádio de La Bombonera, em Buenos Aires. A partida de volta está marcada para a quarta-feira seguinte, 4 de julho, no Pacaembu. Nessa decisão, ao contrá-

rio do que vinha acontecendo nas fases anteriores, o número de gols marcados fora de casa não contará como critério de desempate: dois empates ou vitória de cada um dos times pela mesma diferença de gols levará a segunda partida para a prorrogação — e, em caso de necessidade, para os pênaltis. Na vitória de ontem sobre o Palmeiras por 2 a 1, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians escalou um time formado por reservas. Os titulares realizaram um trabalho técnico na manhã do domingo, treinam hoje às 10 horas no CT do clube e em seguida embarcam para Buenos Aires. O reconhecimento do gramado do estádio do Boca será amanhã à noite. Tite decidiu levar o elenco ainda nesta segunda-feira para a Argentina com o objetivo

de focar ainda mais no duelo em La Bombonera. Como o clube conseguiu adiar o jogo do Cam peon ato Brasileiro do p r ó x i m o d omingo (contra o Botafogo), só voltará a disputar a competição n a c i o n a l d epois da Libertadores, no dia 8 de julho, contra o Sport, na Ilha do Retiro. “Ainda hoje (domingo) vou assistir a todo o material do Boca, pegar as informações e fazer uma reunião amanhã (segunda) pela manhã”, prometeu o técnico corintiano ainda no Pacaembu, logo após

a vitória de ontem sobre o Palmeiras. Ele também disse que levará mais jogadores que de costume para Buenos Aires. “Ser justo (para escalar o time) é difícil pra cacete”, desabafou Tite. “Vamos levar o máximo de jogadores p o s s í v e l (mais de 18) porque o jogo de hoje (domingo) foi tão intenso que eu não sei como vai ser a recuperação deles.” Tite garantiu, ainda, que seu time está preparado para a costumeira pressão da torcida adversária: “Uma equipe precisa ter maturidade para

jogar na Bombonera, no Pacaembu, no Morumbi. Essa capacidade é a força mental, é concentração.” O técnico não terá problemas para escalar a equipe nesse primeiro jogo da decisão, na Argentina. Todos os titulares que foram poupados do clássico contra o Palmeiras estarão à disposição do treinador. A única novidade em relação à equipe que se classificou para a decisão ao empatar com o Santos, no Pacaembu, na quarta-feira passada, deverá ser a volta de Emerson ao ataque. Ele não enfrentou o Santos, no segundo jogo da semifinal, porque estava suspenso, por ter sido expulso de campo no primeiro jogo, disputado na Vila Belmiro. A diretoria corintiana informou ontem que o Boca Juniors liberou apenas 2.450 ingressos para os torcedores do Co-

rinthians que vão a Buenos Aires. “Queríamos mais”, disse o vice-presidente do clube, Luis Paulo Rosenberg, à Agência Estado. “Mas no jogo da volta também vamos liberar esse número de ingressos para a torcida do Boca.” Desses ingressos a que o Corinthians terá direito em La Bombonera, uma pequena parte será comercializada pela agência de viagens oficial do clube. A maior parte ficará com as organizadas. O Corinthians não vai colocar à venda ingressos nas bilheterias. Por causa da g r a n d e p r o c u r a , o C o r i nthians, em comunicado oficial, pede que os torcedores não viagem à Argentina sem bilhetes para evitar tumultos. Durante a semana, o site oficial do clube chegou a sair do ar por causa do grande número de acessos de alvinegros em busca de informações.

Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

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almanaque Celso Unzelte

Corinthians, Boca e a final que não houve

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inalistas da Libertadores, Corinthians e Boca Juniors enfrentam-se há 77 anos. Desde 10 de fevereiro de 1935, quando, em amistoso no Parque São Jorge, o Corinthians venceu por 2 a 0. Aos 20 do segundo tempo, o Boca abandonou o campo por não concordar com a marcação de um pênalti. Na foto, aparecem Brito (Corinthians) e Cusatti (Boca).

Quanto aos jogos dos corintianos em Buenos Aires, estes somente viriam a ser efetuados em setembro [...], época em que o Corinthians receberá o Boca para a decisão do título da Copa do Atlântico." O Esporte, 10/7/1956, sobre a final que caiu no esquecimento.

quela que deveria ter sido a primeira final entre eles acabou não acontecendo. Em 1956, as confederações de futebol da Argentina, do Brasil e do Uruguai organizaram em conjunto a Copa do Atlântico. Classificaram-se para a decisão o Corinthians e o Boca. Alguns sites (como a wikipedia) registram uma vitória do Corinthians por 3 a 2 em Buenos Aires, no dia 19 de julho daquele ano, mas essa decisão, prevista para ser em até três jogos, jamais aconteceu.

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vezes enfrentaram-se m Corinthians e Boca, co 5 vitórias argentinas, 3 brasileiras e 3 empates, 17 gols corintianos e 27 gols boquenses. O Boca passou pelo confronto mais importante, pelas s oitavas da Liber tadore os de 1991: 3 a 1 em Buen bi. Aires e 1 a 1 no Morum

 Morreu na quarta, 20/6,

aos 55 anos, o georgiano Shengelia, meia que disputou a Copa de 1982 pela União Soviética.  Há 34 anos, em 25 de

junho de 1978, a Argentina era campeã mundial pela primeira vez, derrotando, em casa, a Holanda por 3 a 1 (2 a 0 na prorrogação).

COPA DO BRASIL

PELO BRASIL

Dez dias para melhorar O

CURTAS

Palmeiras só começa a decidir a Copa do Brasil, contra o Coritiba, na quinta-feira da próxima semana, dia 5 de julho. Mas após a derrota de ontem para os reservas do Corinthians por 2 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, os próprios jogadores admitiram que a equipe precisa reagir rapidamente. “Entramos confiantes demais. Não jogamos como na quinta (contra o Grêmio, pela Copa do Brasil) e acabamos perdendo para uma equipe de reservas”, lamentou o meia Valdivia. Ele ganhou autorização para viajar ao Chile para encontrar sua mulher, que deixou o Brasil após ser vítima de sequestro-relâmpago, e voltar aos treinos apenas na quarta-feira. Felipão também não ficou nada satisfeito com o desempenho e afirmou que, às vezes, a equipe precisa suar mais. “Não me senti surpreendido em nada. Se quisermos ganhar do Corinthians, precisamos ter outra disposi-

Cesar Greco/Folhapress

Série D, enfim, começa. Série C ainda não

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Mazinho, mais uma vez, marcou no clássico com o Corinthians, mas o Palmeiras acabou derrotado por 2 a 1 ção. Muitas vezes não fazemos isso e perdemos.” Classificados para a final da Copa do Brasil, os atletas descartam a hipótese de falta de foco no Brasileiro por causa da outra competição e preferi-

ram exaltar o bom desempenho dos alvinegros. "Hoje (domingo) foi um jogo mais atípico, conseguimos fazer um bom jogo contra o Vasco e os dois contra o Grêmio na Copa do Brasil. Não conseguimos

marcar direito, segurar a bola na frente”, analisou o goleiro Bruno. Felipão não acredita que o grupo vá sentir reflexos na decisão contra o Coritiba: “Estamos falando de uma partida que só vai ser jogada da-

qui a dez dias.” A Arena Barueri deverá ser mesmo o palco da primeira partida da decisão. O presidente Arnaldo Tirone confirmou que o acerto está bem encaminhado e deve ser confirmado em breve. Felipão nunca escondeu seu desejo de jogar no Morumbi, onde ergueu o mesmo troféu em 1998. Outros dirigentes cogitavam mandar o confronto no Pacaembu.

m reunião realizada na segunda-feira passada, na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, Araguaína-TO e Rio Branco-AC retiraram suas ações na Justiça Comum, que adiavam o início do Campeonato Brasileiro das Séries C e D. Com isso, a bola finalmente começou a rolar pela Série D, embora o início da C aguarde decisão da CBF. No sábado: Mixto-MT 1 x 3 Sampaio Corrêa-MA. No domingo: Guarani-MG 0 x 1 Friburguense-RJ, Cianorte-PR 6 x 0 Marília-SP, Ypiranga-PE 1 x 3 Horizonte-CE, CampinensePB 2 x 1 Petrolina-PE, CSA-AL 3 x 1 Vitória da Conquista-BA, Feirense-BA 1 x 1 Sousa-PB, Aparecidense-GO 0 x 1 Ceilândia-DF, Brasil-RS 0 x 0 Arapongas-PR, Metropolitano-SC 2 x 1 Juventude-RS, Penarol-AM 1 x 3 Atlético-AC, Comercial-PI 1 x 1 Araguaína-TO, Mogi MirimSP 2 x 1 Cerâmica-RS e Vilhena-RO 4 x 2 Remo-PA.


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sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

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27 Temos conjunto. Se alguém não está bem, a outra entra e dá conta do recado.” Jaqueline, da seleção de vôlei

sporte

EUROCOPA Bartosz Jankowski/Reuters

VÔLEI Michael Buholzer/Reuters

FORTES NA HORA CERTA M

 Kai Pfaffenbach/Reuters

FIVB

arcada durante o Grand Prix por ser um time com dificuldade para definir os jogos, a seleção brasileira feminina de vôlei mostrou neste domingo autoridade para vencer a China por 3 sets a 0 (25/20, 25/22 e 25/19) e confirmar, apenas na última rodada, a classificação para a fase final do torneio, que começa já na madrugada desta quartafeira, a partir das 2h (de Brasília), contra os Estados Unidos. O Brasil fechou em quinto lugar a primeira fase, com 19 pontos, numa campanha de oito vitórias e uma derrota. O problema é que, dessas oito vitórias, cinco foram por 3 a 2, que vale menos pontos. Uma derrota para as chinesas, mesmo em cinco sets, derrubaria a equipe para o sétimo lugar, fora da zona de classificação para as finais. “Foi a melhor partida que fizemos no Grand Prix. O saque fez um bom trabalho, o bloqueio também foi bem e tocamos muito (na bola) no bloqueio e na defesa. Ainda podemos melhorar nos contra-ataques”, receitou o técnico. Depois dos EUA, que terminaram invictos a etapa classificatória, o calendário prevê o Brasil em ação, pela ordem, contra China, Cuba, Tailândia e Turquia. E, como a fase final é jogada em pontos corridos,

Tony Gentile/Reuters

 Portugal, de Cristiano Ronaldo, vai disputar uma vaga na decisão contra a Espanha, de Xabi Alonso, revivendo duelo das oitavas de final da última Copa do Mundo; a Alemanha de Lahm e Klose encara a Itália de Buffon, que a despachou em casa no Mundial de 2006

Sheilla e Thaissa fecham a porta em vitória fundamental contra a China conseguir matar os jogos o mais rápido possível é fundamental. Zé Roberto espera um time focado como no jogo de ontem. “Tínhamos que ganhar esse jogo, contra uma China que jogava em casa, com o ginásio lotado. Precisávamos passar para a fase final para o time continuar jogando, vencer era fundamental e conseguimos.”

Um dos destaques da partida, Fernanda Garay começou no banco e terminou a partida com 12 pontos. “Estou feliz porque consegui ajudar o grupo. Estava com muita vontade de ter uma atuação boa depois da minha contusão. Ainda preciso de ritmo, mas nesse jogo o mais importante era conseguir a nossa classificação”, disse a atacante.

FÓRMULA 1 Heino Kalis/Reuters

COM CARA DE REVANCHE O 69 s duelos semifinais da Eurocopa, que ocorrem no meio desta semana, têm um ar de “eu já vi isso antes”. Viu, sim, e nem faz tanto tempo. Portugal e Espanha, que decidem na quarta-feira o primeiro finalista, em Donetsk, na Ucrânia, duelaram há dois anos, na África do Sul, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, jogo que terminou com vitória espanhola por 1 a 0. Alemanha e Itália, que entram em campo na quinta-feira, em Varsóvia, na Polônia, duelaram em 2006 por uma vaga na final do Mundial anterior - e em Dortmund, num estádio lotado, os italianos levaram a melhor por 2 a 0, na prorrogação. A Espanha, aliás, impediu que a outra semifinal da Eurocopa repetisse a Copa de 2006, ao bater a França por 2 a 0 no sábado, com dois gols de Xabi Alonso, um de cabeça e outro de pênalti, em mais uma atuação marcada por amplo domínio da Fúria, que, mesmo em vantagem no placar desde os 19 minutos do primeiro tempo, terminou o jogo com mais posse de bola que os decepcionantes franceses. “Foi uma grande atuação, e agora vamos ter de descansar o máximo possível”, afirmou o técnico Vicente del Bosque, que escalou sua equipe sem um atacante de referência, com Fábregas, Iniesta e David Silva se alternando no papel. “Queríamos ficar o máximo possível com a bola, e conseguimos isso, dominando o jogo na maior parte do tempo. Do lado português, a aposta está, claro, em Cristiano Ro-

gols saíram na Eurocopa, média de 2,46 por partida. Itália e Inglaterra fizeram, ontem, o primeiro 0 x 0 da competição naldo, que nas quartas de final decidiu um complicado jogo contra a República Checa com uma cabeçada certeira. Para o outro confronto, um dos mais tradicionais clássicos do futebol mundial, a Alemanha se classificou com autoridade, ao vencer a Grêcia por 4 a 2, mantendo-se como a única seleção com 100% de aproveitamento. A Itália avançou do seu jeito “de sempre”, sofrido, batendo a Inglaterra

por 4 a 2 nos pênaltis, após empate sem gols nos 120 minutos de bola rolando. Em quatro partidas, a Azzurra tem uma vitória e três empates. Nas penalidades, a equipe começou perdendo, viu Pirlo marcar com cavadinha, Buffon agarrar a cobrança de Cole e Ashley Young carimbar o travessão. “Acho que 80% de uma disputa de pênaltis é sorte, e felizmente temos grandes jogadores acostumados a isso”, disse o técnico Cesare Prandelli. “É duro ser eliminado desse jeito mais uma vez“, lamentou o atacante Rooney. Vale lembrar que, das possíveis decisões, a única sem sabor de revanche é entre Itália e Portugal. A Espanha venceu a Alemanha na final da última Euro e na semifinal da Copa de 2010, e bateu a Itália nas quartas de final da Euro de 2008. Portugal tentará se vingar dos alemães pela derrota na fase de grupos e também por outra, em 2006, na decisão do terceiro lugar da Copa.

Primeiro do ano a ganhar duas corridas, espanhol vence em Valência e dispara na liderança do Mundial

O fenomenal Alonso

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ernando Alonso deu razão neste domingo aos que o apontam como o melhor piloto de Fórmula 1 em atividade nos tempos atuais. Correndo em casa, nas ruas de Valência, o espanhol venceu o GP da Europa, tornou-se o primeiro piloto a ganhar duas corridas na temporada e aproveitou os abandonos de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton para abrir boa vantagem na liderança do Mundial (veja o quadro ao lado). “É difícil expressar em palavras o meu sentimento agora. Vencer uma corrida em casa é algo único, é muito especial. E agora tive a oportunidade de fazê-lo com a Ferrari, com as arquibancadas cheias da cor vermelha. Me sinto orgulhoso. Esta vitória na Espanha é a melhor de minha carreira em termos de emoções. Nada se compara a ela”, disse o espanhol, que foi às lágrimas no pódio, enquanto ouvia o hino de seu país. Alonso fez uma corrida espetacular, digna de um bicampeão mundial: largou em 11º, aproveitou-se das situações que o beneficiaram, como o abandono do então líder Vet-

tel por problemas elétricos no carro, e guiou sem sobressaltos até a vitória. No pódio, partilhou a alegria com dois pilotos que conseguiram o que ele espera alcançar no fim do ano: os campeões mundiais com a Ferrari Kimi Raikkonen, segundo colocado, e Michael Schuma-

cher, terceiro. “É maravilhoso voltar ao pódio, um momento para se curtir por muito tempo”, disse o alemão, que não conseguia tal feito desde o GP da China de 2006. Ele vinha em quinto, e herdou a posição na penúltima volta, graças a um choque entre Lewis Hamilton e Pastor Maldonado.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28 -.ESPORTE

sábado, domingo e segunda-feira, 23, 24 e 25 de junho de 2012

FIM DE JOGO

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Arábia Saudita libera a participação das mulheres na Olimpíada

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Arsenal é campeão do Torneio Clausura, primeiro título argentino do clube

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Nelsinho Piquet vence prova da Nationwide, a “2ª divisão” da Nascar

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Vídeo em destaque - Verdadeira Laranja Mecânica - www.dcomercio.com.br

www.dcomercio.com.br/esporte/

VIDA DE CRAQUE ANTES DO SONHO OLÍMPICO

Gary Rothstein/Efe

Leonhard Foeger/Reuters

Thiago Bernardes/AE



Vestido com a camisa do Corinthians, carregando na mão uma bandeira com o símbolo olímpico, o nadador Thiago Pereira, que tem contrato com o clube, dá uma volta no campo do Pacaembu, antes da vitória por 2 a 1 no clássico com o Palmeiras, para saudar a torcida, que o recebe com muitos aplausos. Maior ganhador de medalhas de ouro do Brasil na história dos Jogos Pan-Americanos, Thiago Pereira fez sua despedida da torcida antes de tentar sua primeira medalha olímpica em Londres. Segundo os dirigentes do Corinthians, embora tenha conseguido o índice para participar de cinco provas, o nadador vai se concentrar nos 200m e 400m medley, sua especialidade, e talvez participe do revezamento 4x100m medley. Domingo, 24

Os melhores dos últimos anos Messi e Cristiano Ronaldo estão na briga pelo prêmio desta temporada, Kaká procura um novo emprego

LEI SECA

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Blitz surpreende Richarlyson

em dar a menor pelota para as frequentes provocações do rival, o argentino Lionel Messi festejou, neste domingo, seu aniversário de 25 anos, bem longe da Eurocopa que, segundo alguns analistas, pode acabar rendendo ao português Cristiano Ronaldo o prêmio de melhor jogador do ano, desde, é claro, que ele consiga pelo menos levar Portugal a uma vitória sobre a Espanha na quarta-feira e, consequentemente, à final da mais importante competição continental de seleções. De passagem pelos Estados Unidos, para protagonizar em Miami, no sábado, mais um amistoso beneficente entre equipes de grandes astros da bola, Messi continua curtindo suas férias, aparentemente alheio aos palpites de que pode não emplacar o quarto prêmio consecutivo de melhor jogador do mundo. Curiosamente, antes do seu reinado, o prêmio da Fifa foi dado a Cristiano Ronaldo, em 2008, e ao brasileiro Kaká, em 2007. Do trio, Kaká é o único que nem sequer sonha com a repetição do prêmio ao final deste

Alex de Jesus/AE

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oucas horas depois de ajudar o Atlético Mineiro a golear o Náutico por 5 a 1, o jogador Richarlyson teve a Carteira Nacional de Habilitação apreendida, quando dirigia o seu Porsche Cayenne na Avenida Olegário Maciel, em Belo Horizonte, em alta velocidade. Abordado numa blitz da Lei Seca, Richarlyson se recusou a fazer o teste do bafômetro. Domingo, 24

SEM “AMARELAR” Ronald Martinez/Reuters

Reprodução

ano. Também de férias, foi curtir a Disney com a a mulher, Caroline Celico, e os dois filhos, embora ainda esteja preocupado com a definição do seu futuro profissional a partir da próxima temporada europeia. Embora pretendesse continuar no Real Madrid, incomoda-se com a reserva e parece cada vez mais interessado em

voltar ao Milan. Segundo jornais espanhóis e italianos, o pai do jogador, Bosco Leite, chegou no fim de semana a Milão para tratar da volta do filho, aparentemente com a aprovação do Real. Messi e Cristiano Ronaldo vivem situação bem diferente. Paparicados pelos torcedores, recebem da mídia esporti-

va o justo tratamento de protagonistas do futebol mundial, às vezes em tom levemente exagerado, como o do lusitano Correio da Manhã na edição do sábado: "Não é apenas um combate de galos por um único poleiro. É tudo o que está por detrás de ambos, como se de dois polos opostos se tratasse. Messi é sul-americano, Ronaldo é europeu; Messi é Barcelona e Catalunha, Ronaldo é Madrid e o que isso simboliza, na Espanha, de poder central; Messi é Adidas, Ronaldo é Nike, na luta planetária dos dois gigantes das marcas desportivas; Messi é Dolce & Gabbana, Ronaldo é Armani, no mundo da moda." Faltou dizer que Messi é simples, modesto, adora jogar bola mais do que tudo, garante que abandonará o futebol quando deixar de sentir prazer em entrar no campo; Cristiano Ronaldo é exibido e vaidoso, a ponto de inspirar apostas do tipo: será que vai mudar de penteado no intervalo do jogo com a Espanha? Os sites de apostas pagam 1,60 por 1 se ele mudar e 2 por 1 se ele voltar do vestiário com o mesmo penteado.

A consagração de LeBron James om direito a um triploduplo no jogo decisivo, 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes, LeBron James enterra de vez a fama de “amarelão” e conquista seu primeiro título da NBA, liderando o Miami Heat na vitória por 121 a 106 sobre o Oklahoma City Thunder, que fechou a final em 4 a 1. Considerado o grande talento do basquete americano desde Michael Jordan, LeBron já havia chegado a duas finais da liga, com derrotas pelo Cleveland Cavaliers, para o San Antonio

Spurs, em 2007, e já pelo Heat, no ano passado. “Meu sonho se tornou realidade, essa é a maior emoção que eu já tive. Tudo que aconteceu comigo, desde de ser um prodígio adolescente, me fez aprender. Ninguém passou por esta jornada, então tive que aprender com as próprias pernas. Precisei ir até o topo e então ao fundo do poço para perceber o que precisava como atleta profissional e como pessoa”, disse o craque. Quinta, 21

WIMBLEDON

Antes de enfrentar Nadal, a queda

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brasileiro Thomaz Bellucci não deu muita sorte no sorteio das chaves do torneio de Wimbledon, o terceiro Grand Slam do ano, e vai enfrentar de cara o segundo melhor tenista da atualidade, Rafael Nadal. E o pior é que, antes de desembarcar em Londres, para o jogo de amanhã, recebeu outra má notícia: no novo ranking divulgado pela Associação de Tenistas Profissionais, ele caiu duas posições e agora ocupa o 80º lugar. Thomaz Bellucci continua, porém, como o tenista brasileiro mais bem colocado no ranking. Domingo, 24, e terça, 26

O NOVO PAPAI

Maria Victória faz a alegria de Ganso

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aulo Henrique Ganso nem teve tempo de lamentar a atuação apagada no 1 a 1 com o Corinthians que tirou do o Santos sonho de conquistar, nesta temporada, o quarto título da Libertadores. Dois dias depois da frustração da noite de quarta-feira, o meia anunciava, orgulhoso, no Twiter: "Muito Feliz pelo nascimento da minha filha .. Maria Victória ... Dia 22 de junho sempre vai ser uma data especial em minha vida!!" No sábado, foi a vez do compadre Neymar festejar o nascimento da afilhada com a publicação da foto dos três no Instagram: "Eu com Maria Victória no colo e o mais novo papai. Parabéns, Show Man. Bemvindo ao clube". O nascimento da primeira filha rendeu ao camisa 10, em meio às negociações para renovar o contrato com o Santos em condições semelhantes às conseguidas pelo amigo, uma folga que o técnico

Reprodução

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Muricy Ramalho ainda relutava em lhe dar. Ganso não enfrentou o Coritiba nos 2 a 2 de ontem pelo Campeonato Brasileiro. Ainda bem, deve ter pensado o médico Rodrigo Zogaib, que pretende manter o jogador afastado dos campos para garantir a completa recuperação após a artroscopia no joelho direito. Diz o chefe do departamento médico santista: “O Ganso precisa muito de um trabalho de reequilíbrio muscular. Ele

tem de ganhar massa muscular e fazer mais alongamento. Aliás, terá de realizar esse trabalho sempre. Por conta da cirurgia, precisa mais ainda agora." O médico lembra que a volta do meia aos jogos foi antecipada por causa da Libertadores. Ganso atuou de forma muito discreta nas duas partidas das semifinais e, enquanto negocia o novo contrato, pensa em continuar jogando, como deseja Muricy, para não

perder a chance de vestir a camisa de titular do Brasil na Olimpíada de Londres. Muricy quer que ele volte para ajudar Neymar a tirar o Santos das últimas colocações no Campeonato Brasileiro. Em meio à alegria pelo nascimento da filha e ao trabalho fisioterápico para recuperar as boas condições físicas, o craque se preocupa também que o novo contrato que o clube está lhe propondo. Ao cair nas semifinais da Libertadores, o Santos perdeu o fôlego financeiro que o título continental e a participação no Mundial de Clubes, em dezembro, lhe dariam e deu um passo atrás nas negociações. A proposta salarial, em torno de R$ 500 mil mensais, foi reduzida para R$ 350 mil. Apesar do impasse, Ganso ainda tem um vínculo longo com o Santos e vem dizendo que não pensa em deixar o clube tão cedo. Maria Victória talvez ajude a manter na Vila o mais novo pai solteiro da praça.


DC 25/06/12