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Jornal do empreendedor

São Paulo, terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

R$ 1,40

REI LEÃO Rei Leão chegou aos R$ 300 bi antes de 8 de março, seu marco em 2013. Quanto mais cedo, mais recolhe. O presidente das associações comerciais de SP, Rogério Amato, critica essa folia: "É imposto sobre imposto sobre imposto".

Conclusão: 23h50

Ano 90 - Nº 24.070

www.dcomercio.com.br

O urro de carnaval do Leão será ouvido hoje, festejando R$ 300 bi coletados.

Ala das mordidas O Leão ataca foliões em fuga: os impostos das passagens aéreas chegam a 22,32%, enquanto os da hospedagem em hotéis somam 29,56%. O tributo sobre a gasolina é ainda mais pesado: 53,03%. Pág. 27 Daniel Marenco/Folhapress

Folia dos blocos, das escolas. E dos shows. Sampa, animada nas ruas e nas casas de espetáculos. Bons programas não faltam. Pág. 9

Rober to Jefferson foi para a cadeia. 'Caí de pé.' Delator e condenado no Mensalão, o ex-deputado (à dir.) cumpre pena em Niterói. Pág. 5 Efe

Yannis Behrakis/Reuters

Paulo Pampolin/Hype

'Exportador, batalhador.' Rogério Amato, presidente da ACSP, entrega o prêmio "Exporta, São Paulo". Pág. 11

BOA VIAGEM, MALA. Procurado por morticínio de civis Governo interio da Ucrânia declarou procurado o ex-presidente Yanukovich por "assassinato em massa de civis". Ele teria fugido para a Rússia. Pág. 7

Página 4

A caráter, Maduro denuncia 'onda de violência fascista'. Pág. 7

Maluf custa R$ 47 mi para o Deutsche Banco indenizará cofres públicos com 1/10 do que teria sido desviado por Maluf. Pág. 6

Sistemas integram aeroportos, empresas de manejo e cias. aéreas. Pág. 28

ISSN 1679-2688

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9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

É razoável supor que a arrecadação líquida de tributos seja, em 2014, menor que a projetada. Roberto Fendt

MAIS RESPEITO À MEMÓRIA POLÍTICA sociedade tem se manifestado de maneira inequívoca contra a troca de nomes de logradouros públicos que envolvem personalidades do chamado período militar. A polêmica mais emblemática foi a da Ponte Presidente Costa e Silva, que se deve não apenas a homenagear o presidente, mas, sim, a quem teve a iniciativa da grande obra. Realmente, a bandeira do revanchismo se limita a uma minoria, bem organizada e divulgada, que carrega ressentimentos dos anos de embate denominados de "luta armada" e não aceita a anistia proposta pelo presidente Figueiredo e alvo de um amplo acordo político no Congresso Nacional.

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ORÇAMENTÁRIAS mercado soltou fogos na semana passada com o anúncio de cortes no orçamento da União para 2014. Com maior tranquilidade com relação às contas públicas, o mercado operou a bolsa em alta e o dólar em baixa. Deveria surpreender, à primeira vista, essa reação. O corte anunciado é de R$ 44 bilhões. Desse total, R$ 30,5 bilhões correspondem às chamadas despesas discricionárias, aquelas que não são obrigatórias mas têm prioridade, como as referentes aos salários e encargos dos servidores públicos, os benefícios previdenciários e o pagamento dos juros sobre a dívida pública. A maior parte das despesas discricionárias corresponde aos investimentos na União. O corte de R$ 30,5 bilhões corresponde à metade dos gastos do governo central com investimentos: em 2013 o governo federal investiu R$ 63,2 bilhões. Se com o último valor a infraestrutura está em frangalhos, como estaria se em 2014 fosse investido somente a metade de 2013?

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mercado deveria ter caído em profundo desânimo, em lugar da euforia que demonstrou na semana passada. Porque sem investimentos não há crescimento e este a bolsa deveria ter mergulhado de cabeça. Por que ocorreu o oposto? É possível que o mercado não tenha se dado conta das consequências de um corte tão significativo nas despesas discricionárias. Talvez tenha apenas imaginado que o corte de despesas, seja onde for, contribui para evitar a maior emissão de dívida pública para custear os gastos. Mas existe uma outra expli-

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ROBERTO FENDT cação, para mim mais convincente. Há muito que as despesas de investimento do governo federal se dão por meio de restos a pagar – despesas que foram orçadas e empenhadas, mas cuja liquidação se dá no exercício fiscal subsequente. As despesas orçadas e empenhadas em um exercício e que são liquidadas no seguinte são inscritas em restos a pagar. Há hoje R$ 90 bilhões de restos a pagar, metade dos quais referentes a investimentos. Assim, mesmo que o corte nos investimentos orçados fosse integral, o governo continuaria a investir com base nos restos a pagar. Os investimentos seriam realizados e o PIB não seria sacrificado por sua ausência. primeira conclusão do que foi dito antes é simples: o orçamento público é uma peça de ficção e não espelha de forma adequada a real situação das contas públicas em dado ano. A segunda conclusão tam-

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bém é simples: não há como interpretar o significado dos cortes efetuados. Um simples exame do ocorrido nos últimos três anos mostra isso. No ano passado, o governo anunciou corte de despesas de R$ 28 bilhões no orçamento da União. O corte de 2013 correspondeu a quase a metade do divulgado em 2012, quando o contingenciamento foi de R$ 55 bilhões, sendo R$ 36 bilhões nas despesas discricionárias, a maior parte delas investimentos. Em 2011, o corte foi de R$ 50 bilhões. Há razões convincentes para imaginar que seja diferente no futuro? e o diabo está nos detalhes, é possível identificar nos detalhes do orçamento novos argumentos contra a euforia do mercado. Como observa Mansueto de Almeida em seu blog, não ocorreram cortes nas despesas obrigatórias, que constituem a parcela maior do orçamento , mas apenas uma reestimação das despesas. Essas despesas poderão ser reestimadas mais adiante, desta vez para cima, dependendo do comportamento da arrecadação. Portanto, por esse lado, sem qualquer criatividade contábil, é possível anunciar cortes que dificilmente se materializem depois. Além disso, há fortes razões para crer que a receita tributária pode estar superestimada.

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A primeira conclusão é simples: o orçamento público é uma peça de ficção e não espelha de forma adequada a real situação das contas públicas em determinado ano.

corre que 1964 não foi a primeira vez em que o Brasil teve governo autoritário, com restrições às liberdades políticas. A República já começou com desavenças entre o seu primeiro presidente, Marechal Deodoro, e seu vice, Marechal Floriano Peixoto. Acabou com a renúncia do primeiro e a posse do segundo – que, de tão duro que foi, ganhou o título de Marechal de Ferro. Mais adiante, o presidente Artur Bernardes veio a enfrentar tantos levantes militares que governou boa parte do tempo em "estado de sítio", ou seja, com a suspensão de garantias constitucionais.

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A primeira delas decorre da estimativa de crescimento do PIB utilizada para projetar o total da receita arrecadada. A versão original do orçamento tomava por base um crescimento do PIB de 4%. Posteriormente, em boa hora, o Legislativo reduziu essa projeção, mas ainda assim há consenso de que o PIB não c h e g a r á a c re s c e r 2 % e m 2014. Como a arrecadação depende do nível de atividade, uma projeção exagerada desse nível exagera também a projeção da receita tributária. m segundo lugar, tudo indica que a perda de receita decorrente da desoneração da folha de pagamento pode ser maior que a de 2013. Isso decorre da inclusão de diversos setores -- construção civil, transporte rodoviário e ferroviário de cargas, de manutenção e reparo de embarcações e de operações de carga e descarga em portos -- no programa de desoneração da folha. Em vista disso, é razoável supor que a arrecadação líquida de tributos seja, em 2014, menor que a projetada. O resumo da ópera é o seguinte: primeiro, a execução do orçamento poderá continuar a tendência observada nos anos anteriores, com a despesa primária do governo subindo acima do crescimento da receita. Com isso o saldo primário deverá ser menor em 2014 que em 2013. O consenso hoje é de que fique entre 1% e 1,5% do PIB. Se esse resultado materializar-se, o desafio de 2015 será ainda maior. Será necessária uma austeridade ainda maior do que se estimava no final do ano passado para por em ordem as contas públicas.

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m 1930, o movimento liderado pelo Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba promoveu a deposição do presidente Washington Luiz e colocou no poder Getúlio Vargas, que ali ficou 15 anos – mais de dez dos quais sem Congresso, com prisões e censura à imprensa. Esgotado o regime do Estado Novo, em 1945, ocorreu a redemocratização, que, dez anos depois, foi interrompida pelo afastamento dos presidentes Café Filho e Carlos Luz, que estariam comprometidos numa conspiração para evitar a posse do presidente eleito, JK. Depois dos cinco anos de paz e progresso com JK, o Brasil entrou em crise com a eleição e a renúncia de Jânio

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ROBERTO FENDT É ECONOMISTA

A bandeira do revanchismo se limita a uma minoria, bem organizada e divulgada.

Quadros, a tumultuada posse de Jango e, por fim, sua deposição em 1964, em movimento liderado pelos governadores de Minas, São Paulo e Guanabara, com total respaldo militar. primeira eleição direta surpreendeu com a vitória do então jovem Fernando Collor, que acabou sendo impedido, perdendo o mandato em manobra política no Congresso Nacional. Na verdade, olhando a história, cada momento teve um fundamento na defesa da ordem e da paz. Quase sempre mantendo o Congresso aberto e certa liberdade

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Reprodução

FANTASIAS

ARISTÓTELES DRUMMOND

de imprensa. Seria uma vergonha tirar os nomes dos responsáveis por esses movimentos extralegais. Eram todos homens de bem que agiram, certos ou errados, com boas intenções. ão vamos ficar nesta discussão quenada acrescenta ao Brasil. E o próprio governo federal tem ministros que foram da Arena e do PDS, partidos de sustentação daqueles governos.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL/RJ

CORREÇÃO Diferentemente do que foi publicado na 1ª página do DC de ontem (San-São, o clássico do empate), o resultado do jogo Santos-São Paulo terminou empatado em 0 a 0, e não 1 a 1.

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Marcus Lopes (mlopes@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli e Sílvia Pimentel. Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Arte e Diagramação: José dos Santos Coelho (Editor), André Max, Evana Clicia Lisbôa Sutilo, Gerônimo Luna Junior, Hedilberto Monserrat Junior, Lino Fernandes, Paulo Zilberman e Sidnei Dourado. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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BRASIL POSSUI UMA DAS ENERGIAS MAIS CARAS DO MUNDO, DEVIDO À TRIBUTAÇÃO.

O horror diante de nós ntão, tudo era mesmo mentira? Nascida bons anos depois do pós-guerra, cresci ouvindo uma promessa na qual até acreditava, mas está ficando cada dia mais difícil: nunca mais o mundo permitiria novamente o horror, os genocídios; sempre haveria prevenção mundial; nunca mais o horror do holocausto, nunca mais o horror das matanças por diferenças sejam de nacionalidade, costumes, religião ou etnias. Nunca mais, nunca mais, nunca mais. Onde é que ficaram essas promessas? Nos discursos dos líderes, que nos dias seguintes costumam fechar a cara, ameaçar, lançar notas de solidariedade, e – invariavelmente – marcar reuniões para discutir sanções? Pompas e cir-

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cunstâncias, com ar condicionado, limusines, segurança extraordinária. Pose para a foto. Clic. Do lado de fora, no entanto, bang, bang. e quando nasci até hoje – literalmente, até hoje – são milhões de mortos por violências e violações em todos os continentes. Em guerras de poder, de religião, territoriais. Aqui também matamos e morremos. N a A rg e n t i n a , m a t a m o s e morremos. Na Colômbia, no México. E ainda nos chamamos humanos? Todos os dias contamos baldes de mortos, na Síria, no Egito, lá para os lados do Afeganistão, e agora na Ucrânia. E chegando perto, pertinho, da incongruência ditatorial, corre sangue nas ruas da Vene-

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zuela. A Rússia segrega. Cuba cala e esconde. A China censura. As Coreias se encarniçam. A África deixa morrer.Lição? Aprendizado? Qualquer imbecil que fale qualquer abobrinha pró-violência, inclusive contra pés-rapados que são, sim, problemas, mas da polícia, agora ganha até abaixo assinado de orgulhoso apoio. Os casos se repetem, pipocam, com requintes de crueldade, que nessa semana chegaram até a alimentar um formigueiro. O nome disso é barbárie. Justiça é outra coisa. roblema é que não vivemos na mitologia, e esses relatos são reais. Prometeu roubou o fogo celeste para ofertá-lo aos homens. Foi condenado por Zeus a ficar acorrentado no alto de um ro-

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chedo, e aonde todos os dias um pássaro vinha comer-lhe um pedaço do fígado. Mas, vejam que até esta história teve um fim feliz: Prometeu foi salvo por Hércules, que tinha força e bom coração. Onde andará o nosso Hércules? Aquele que virá para inocular bom senso? Aquele que desamarrará as cordas das ditaduras, dos exércitos perfilados, das ordens aceitas sem questionamento? Esperam que venha de onde? Um papa é pouco, falando do púlpito, do balcão da Praça. Sua pomba branca da paz foi esmigalhada pelos gaviões, numa simbólica imagem que vimos ainda este mês. Prenúncio e afirmação desses tempos negros. Realmente perplexa com o que leio e ouço – praticamente

obrigada, mas ouço, porque os meus ouvidos e os olhos estarão atentos enquanto tiver vida –, me surpreendo com as reações insípidas ao noticiário do dia a dia. Amanhã tem mais, e mais depois de amanhã. Parece estar sempre piorando esse mundo, desgovernado ou distraído. Pior: sempre dividido. Nunca teremos consenso? usco na beleza dos esportes das Olimpíadas de Inverno a imagem mais simples disso que estamos fazendo: patinando. Patinamos na política internacional. Patinamos nas reais mudanças de comportamento. Escorregamos feio ao propor violência, medo e ameaças para acabar com a violência, o medo e as amea-

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A REALIDADE DO SETOR ANDRÉ C.CARVALHO E GUSTAVO A. FERNANDES

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nesse sentido. Enquanto em outros setores de infraestrutura o planejamento é casuístico e ao sabor da política dominante no momento, ao setor energético restou a segurança jurídica de que o planejamento deve existir dentro de uma racionalidade decenal. as toda atividade de planejar envolve expectativas e resultados, os quais podem se superar, atender ao esperado ou serem frustrantes. Um bom padrão para saber se a expectativa no setor de planejamento energético está em consonância com o esperado é analisar o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) de 2006-2015 com os olhares do presente, isto é, em 2014. Por esse tipo de análise, os resultados são frustrantes. Primeiro, após quase dez anos, as usinas hidrelétricas são ainda predominantes, respondendo por 70,39% do total dos 117.135 MW instalados. O fato, que poderia ser aceitável em face das características geográficas do País, torna-se

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altamente criticável ao verificar que a segunda maior fonte é a termelétrica, de elevado custo e baixo desenvolvimento tecnológico, com 26,67% do total. Fontes tecnologicamente superiores, como usinas eólicas, respondem a apenas 1,21%, perdendo inclusive para a energia nuclear, com 1,71%. om uma visão da matriz energética ultrapassada, o PDE limitouse a criar um plano de abastecimento da demanda futura projetada, por meio, sobretudo, da revitalização de grandes projetos hidrelétricos na Bacia Amazônica. Substituindo-se o conceito de enormes barragens pela tecnologia do fio d’água, deu-se um verniz de modernidade a vultosas obras, que já haviam sido desenhadas na década de 1970. O programa traçado nesse período buscou interligar os diversos subsistemas existentes no Brasil. Assim, o potencial hidrelétrico amazônico pode ser aproveitado no coração

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ças. Patinamos. Patinamos tanto que todos os dias ainda sabemos de mortes e surras em mulheres que, dentro de suas casas, são agredidas e obrigadas a calar, por exemplo, quando pensávamos que nunca mais. Patinamos. E escorregamos feio. MARLI GONÇALVES É JORNALISTA E TEM UM BLOG – HTTP://MARLIGO.WORDPRESS.COM/

Agliberto Lima/DC

ENERGÉTICO NACIONAL principal pergunta que se faz a um adolescente egresso do Ensino Médio é: "O que você quer ser no futuro?" Esse “futuro” é um horizonte de longo prazo, de pelo menos dez anos, tendo em vista que pelo menos cinco anos serão destinados à sua formação universitária ou para a consolidação de um negócio, caso venha a se tornar empresário. Ou seja, qualquer planejamento de longo prazo leva em conta um período longo, no qual se pressupõem profundas transformações e um processo de maturação para definir um rumo na vida adulta da pessoa.. Na infraestrutura é igual. Em que pese o fato de, constitucionalmente, haver pouca remissão ao planejamento de longo prazo – dado que a função de planejar ficou, no pós-Constituição de 1988, destinada ao Plano Plurianual, que é eminentemente de médio prazo (4 anos) – o setor de energia foi um dos poucos agraciados infraconstitucionalmente

MARLI GONÇALVES

econômico do País, a região centro sul, além de evitar que secas em regiões específicas acabem produzindo um "apagão" nacional. A miopia do planejamento brasileiro é evidente ao ignorar que Planos Decenais também representam uma clara sinalização governamental, aos produtores do setor, do que se busca em termos de desenvolvimento de novas tecnologias inovadoras e, em última análise, da própria cadeia produtiva. s estímulos desenhados no Plano 2006-2015, contudo, mostraram pouco incentivo à indústria brasileira para inovação nas áreas de energia solar e térmica. E os desestímulos ao empresariado – que não são culpa do planejamento, mas do federalismo fiscal brasileiro – são evidentes: o Brasil possui uma das energias mais caras

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do mundo, conforme estudo divulgado há pouco pela Firjan, sendo a tributação a grande culpada pelo alto valor desse serviço público no Brasil. Em contraste, na Alemanha, por exemplo, o total de energia eólica gerada já chega a 23.000 MW, ou seja, mais que dezesseis vezes o total brasileiro. E com um esquema de subsídios, busca-se explicitamente o aumento do investimento tecnológico das empresas alemãs, tornando-as, junto com a China, líderes no setor. aciocínio idêntico se aplica à energia solar, em que a posição brasileira no globo é também extremamente favorável. Enquanto a fonte alternativa é desprezada, inaugura-se a maior usina de energia solar do mundo, na Califórnia, com capacidade de geração de quase 400 mW.

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O PDE de 2006-2015 não sós manteve uma visão desenvolvimentista dos anos 70, adaptada às exigências ambientais atuais, como também perdeu uma oportunidade única de lançar o Brasil no futuro da produção de energia renovável. Essas fontes alternativas são mais custosas que as fontes tradicionais, mas um olhar com carinho para elas é algo que deve ser feito dentro do planejamento no setor energético – e que foi prejudicado com o advento da famigerada Medida Provisória nº 579/2012 (atual Lei nº 12.783/2013). incomum falta de chuvas nesse verão de 2013/2014 demonstra, ainda, a extrema dependência do setor na geração hidrelétrica e termelétrica – e, por consequência, o pouco desenvolvimento de uma matriz multifacetada que envolvesse também outros tipos de geração. O PDE de 2006-2015 e PDEs subsequentes têm mantido o Brasil fora do bonde da história – e estamos pagando caro por isso agora, em 2014.

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ANDRÉ CASTRO CARVALHO É MESTRE E DOUTOR EM DIREITO PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. GUSTAVO ANDREY FERNANDES É DOUTOR EM ECONOMIA PELA USP E PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE GESTÃO PÚBLICA DA FGV


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Anderson Dias, 22 anos, MAIS: ainda fica tímido negro, olhos azuis, exfaxineiro da igreja de São Conrado, no Rio, é o novo modelo da praça.

gibaum@gibaum.com.br

2 “Mas eu não tenho que torcer pelo Brasil, tenho?”

diante dos fotógrafos, tem jeito e é o filho do pedreiro Amarildo, cujo corpo até hoje não foi encontrado.

Lança-calcinha

PAPA FRANCISCO // a presidente Dilma Rousseff, depois de receber camisa da seleção assinada por Pelé e bola assinada por Ronaldo. Fotos: Paula Lima / Alessandra Gonçalves

O Rio de Janeiro continua lindo: entre tantos blocos que saíram às ruas nos últimos dias, o Fogo e Paixão, introduziu uma novidade que já havia feito sucesso nos ensaios na Lapa. É uma espécie de bazuca lançacalcinha. Com um dispositivo de ar comprimido, arremessa a calcinha colocada na ponta a alguma distancia. E nas calcinhas, frases de todos os tipos.

PELA PAZ

Petistas que acompanharam Lula em dois governos acham que outro pecado que Dilma comete em suas conversas com representantes da base aliada e quando não consegue repetir uma das grandes habilidades do ex-presidente. Já virou folclore o jeito de Lula dizer “sim” quando, na realidade, está dizendo “não” – e inclua-se nesse jogo de cintura o conhecido carisma do ex-chefe do Governo. Esses veteranos lembram da técnica, enquanto acompanham o surgimento de um “bloco antiDilma” de nove partidos governistas comandados pelo PMDB. Pode até não dar em nada, só que atrapalha muito.

RECORDE O Ministério da Saúde, agora comandado por Arthur Chioro, distribuirá, em todo o Brasil, no carnaval, nada menos do que 105 milhões de preservativos, com campanha de incentivo sob o mote “Se tem festa, festaço ou festinha, tem quer ter camisinha”. E não fica nisso: novas distribuições acontecerão no período das festas juninas e da Copa do Mundo. No total, o volume de camisinhas a ser distribuído deverá superar a cada de 220 milhões de unidades. Na Copa, se o Brasil não se classificar, Chioro acha que “os brasileiros compensarão sua decepção de outra maneira”.

Tirandocópias O advogado de defesa do exdeputado Eduardo Azeredo, no inquérito que tramita no Supremo, José Geraldo Grossi, abrirá seu escritório, provavelmente depois do carnaval, para que José Dirceu possa trabalhar lá, beneficiado pelo semiaberto. O processo contra Azeredo tem quase 100 volumes e aí perguntaram a Grossi se Dirceu, formado em direito e com carteira da OAB, poderia ajudá-lo na analise da papelada. E ele: “Ele poderá ajudar apenas tirando cópias”.

PLANO B Andrés Sanches está convencido de que não terá chance de suceder José Maria Marin na presidência da CBF, nem Lula ajudando. O futuro presidente da entidade deverá ser Marco Polo Del Nero. Agora, o PT acha que Andrés poderá ter grande votação para deputado federal. Do lado dos corintianos, há dúvidas: depois de sua posse (ele ficou na presidência do timão entre 2007 e 2011), o clube foi rebaixado para a Série B, em 2008 não foi campeão da Copa Brasil e não chegou à Libertadores, sua grande promessa. Mais: as contra-tações de Ronaldo e Roberto Carlos não deram em nada.

No último fim de semana, antes do carnaval, 90 blocos do Rio de Janeiro e outros 30 de São Paulo levaram milhares de foliões às ruas, com os mais divertidos nomes, temas, gozações, muita cerveja e muita animação. Horas depois, a mesma CNN que leva as manifestações de vândalos ao ar, mostrava a alegria do brasileiro. E entre tantas figuras famosas do showbiz, da esquerda para a direita, as animadas Adriane Galisteu (madrinha da Gueri-Gueri), Alessandra Negrini e Leandra Leal, em São Paulo, Ticiane Pinheiro e Carolina Dieckmann, de Mulher-Maravilha, no Bloco da Preta, no Rio.

Na farra dos blocos

Não é porque, nas novas pesquisas de intenção de votos para a Presidência, Dilma Rousseff mantenha a liderança com 47%, que o marqueteiro João Santana tenha desistido de voltar aos treinamentos que, durante muito tempo, submeteu a petista para que consiga, realmente, animar a militância. Quando ouvindo recomendações e pedindo que se esforce em ser menos longa e burocrática, a Chefe do Governo até adquire nova postura. Passado algum tempo, acaba retornando à sua maneira de ser – e de discursar. E isso inclui mesmo os pronunciamentos de televisão, quando lê tudo no teleprompter. O discurso de Dilma na recente festa de aniversário do PT foi considerado “de desanimar qualquer um”.

Ela não empolga

MISTURA FINA APESAR de todos os desmentidos, cresce no PT o que era apenas sonho de alguns: a candidatura de Lula à Presidência começa a ser encarada como possibilidade real. Dilma conversa com o ex-presidente esta semana, assustada com o crescimento da hipótese e quer colocar seu padrinho à vontade.

SUBIU no telhado a minissérie policial Dupla Identidade, de Glória Perez, que poderia ser protagonizada pela brasileira (vive há muitos anos nos Estados Unidos) Morena Baccarin, que ficou mais conhecida, por aqui, por conta da minissérie Homeland.

A POLÍCIA Federal está postando no Twitter e no Facebook fotos de foragidos com a mensagem: “Proteja sua família, seu país e sua comunidade ajudando a Polícia Federal e a Interpol Brasil a prender criminosos foragidos”.

O SENADOR Eunício Oliveira (PMDB-CE) recusou o Ministério da Integração Nacional: quer ser mesmo candidato a governador no Ceará e conta com a quase total solidariedade das lideranças peemedebistas de lá. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, comunicou ao vice-presidente Michel Temer que Dilma Rousseff dava por encerrada as negociações sobre a reforma ministerial.

A sul-africana e uma das angels da Victoria’s Secret, Candice Swanepoel, que namora o modelo brasileiro Herman Nicoli e que, vira e mexe, está em Vitória, no Espírito Santo, onde ele tem família, é a atração da nova campanha da Forum, fotografada por Zee Nunes. Ela esbanja sensualidade em casacos, shorts e jeans, com toques de nudez, como manda a nova mania do fashion world. Detalhe: hoje, Candice até fala (arranhado) português.

Até fala português

Os jornais argentinos La Nación e Clarín também dedicaram matérias sobre o casamento de Fernando Henrique Cardoso, 82 anos, com Patrícia Kundrát, 36 anos. E até repetem a frase de FHC, de que “resolveu ser feliz, independente de quantos anos durar”. E até as revistas voltadas para a televisão, resolveram abrir espaço para veteranos de novelas casados com mulheres mais jovens. A Semanário dá capa a José de Abreu, o Nilo da novela Avenida Brasil, que está sendo exibida lá, ao lado de Camila Paola Mosquella, de 34 anos, sua mulher na vida real.

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Bloco de rua.

UM DOS clássicos do cinema do século passado, Um Estranho no Ninho (1975), passado no interior de um hospital e protagonizado por Jack Nicholson (ganhou um Oscar), deverá ganhar uma montagem teatral no Brasil este ano, com produção de Gustavo Nunes, o mesmo do musical sobre Cássia Eller. É baseado no romance de Ken Kesey e teve produção de Michael Douglas.

Veteranos em alta

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Quando sim é não

Ex-mulher do mensaleiro Valdemar Costa Neto e uma das musas da CPI dos Correios, Maria Christina Mendes Caldeira organiza para o dia 11 de junho uma Ocupação Virtual pela Paz, que poderá receber mensagens de todo o mundo. E dia 21 de junho, propositalmente no meio dos Jogos da Copa, haverá uma Caminhada pela Paz, às 20 horas, na Avenida Paulista, em São Paulo. Todas as mulheres deverão estar vestidas de branco.

OUT

Trem elétrico.

Sem gabinete Ex-candidata à Presidência da República (2006) e vereadora mais votada de Maceió, a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) continua dando trabalho na Câmara Municipal por criticar abertamente seus colegas. Numa surpreendente operação, eles resolveram deixar Heloisa sem gabinete: agora, ela despacha no plenário, os assessores ficam espalhados pelos corredores (ou despachando na casa dela) e a vereadora resolveu até subir o tom de suas criticas. E recorre à justiça para reaver seu gabinete.

JUNNO Andrade, cantor, ator e namorado de Xuxa, que se defende fazendo shows pelo país, vai contracenar com Reynaldo Gianecchini no filme Diminuta, com direção de Bruno Saglia e cenas rodadas na Serra Gaucha e na Itália. Fez uma ponta em Salve Jorge e atuou na série O Negócio, da HBO. Agora, quer voltar ao teatro.

Colaboração:

Paula Rodrigues / Alexandre Favero

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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PLANO REAL De olho na herança do Plano Real para a campanha à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pretende lucrar com os 20 anos do plano em diversas comemorações.

Jefferson: Brasil após a denúncia melhorou.

Marcos de Paula/Estadão Conteúdo

PÉROLAS

Caí de pé. Minha música é "My way". Não me rendi, não me ajoelhei e fiz da minha maneira... Faço o bem. Não sou melhor do que ninguém. ROBERTO JEFFERSON

Delator do Mensalão não se arrepende e dá conselhos ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), delator do Mensalão e condenado a sete anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, começou a cumprir pena ontem no Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Após ser preso, Jefferson disse que não se arrepende da denúncia que fez sobre o esquema do Mensalão, em 2005, no 1º governo de Lula. Para ele, após o episódio, que resultou na cassação de seu mandato e posterior condenação à prisão, "o Brasil melhorou". "A imprensa fiscaliza mais e os políticos melhoraram seu comportamento. Não dá mais para brincar com a opinião pública". Indagado se seria conduzido ao Rio em carro da polícia, respondeu: "Não tenho o que esconder. Estou preso e condenado. Vou em uma viatura descaracterizada sem ne-

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nhum problema. Mas isso foi uma gentileza da Polícia Federal. Eu não me importaria de descer num camburão. Não sorrio da Justiça e não vou debochar do papel de vocês." "Caí de pé. Minha música é "My way" [música que virou um clássico na voz de Frank Sinatra]. Não me rendi, não me ajoelhei e fiz da minha maneira... Faço o bem. Não sou melhor do que ninguém. Mas não foi à toa que fui eleito por seis vezes deputado federal." O delator afirmou que encarava sua prisão "com serenidade, equilíbrio, paciência e humildade". "Tenho que passar por isso. Estou levando todos os meus laudos e a última tomografia. Assim que eu der entrada na PF, eles terão acesso ao meu histórico médico". "O homem tem que procurar acertar para não perder a liberdade. O valor supremo da vida é a liberdade. Lutem para manter a de vocês", aconselhou. E apesar de ter sido condenado no regime semiaberto, disse que ainda não tem nenhuma proposta de empreMarlene Bérgamo/Folhapress

Roberto Jefferson deixa sua casa rumo à prisão sem perder o bom humor habitual go para deixar a prisão durante o dia. "Não adianta eu dar uma de José Dirceu, que pediu para trabalhar em um hotel com salário de R$ 20 mil, não conseguiu nada", afirmou. Jefferson informou que as negociações para a venda de seu escritório no centro do Rio estão bem encaminhadas. O dinheiro será usado para pagar parte da multa de R$ 720 mil imposta pelo STF. Os primeiros companheiros de Jefferson na prisão são dois livros: A Bíblia e um que conta a história da humanidade no século XX. "Tenho defeitos, mas também virtudes. Eu trato bem as pessoas". Enquanto esperava a prisão, o ex-deputado ainda não sabia em qual presídio cumpriria pena e afirmou que ir para Brasília seria "um desastre", pois estaria longe de seus médicos que o atendem desde o tratamento contra câncer de pâncreas. (Agências)

Procuradoria pede extradição de Pizzolato procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem à Itália e ao Ministério da Justiça o pedido de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do Mensalão, Pizzolato foi preso no último dia 5, em Maranello, no norte da Itália, depois de ter fugido do Brasil em novembro. Além de pedir a extradição do ex-diretor do BB, Janot também quer que a Itália mantenha apreendidos três

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computadores, um tablet, 12,4 mil euros e US$ 2 mil que foram encontrados com o condenado para posterior envio ao Brasil. De acordo com Janot, os recursos podem ser usados para pagar a multa imposta a Pizzolato pelo Supremo Tribunal Federal ou para o ressarcimento do dinheiro desviado no esquema do Mensalão. O Ministério da Justiça, através de seu departamento de estrangeiros, deverá formatar o pedido feito por Janot e enviá-lo ao Itamaraty, que o remeterá oficialmente ao governo italiano. (Folhapress)

Eu não me importaria de descer num camburão. Não sorrio da Justiça e não vou debochar do papel de vocês [da imprensa]. ROBERTO JEFFERSON

O homem tem que procurar acertar para não perder a liberdade. O valor supremo da vida é a liberdade. Lutem para manter a de vocês. ROBERTO JEFFERSON

Dirceu quita multa com vaquinha Campanha na internet por ex-ministro de Lula reúne R$ 1.083.694,38. Multa era de R$ 971,1 mil. advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, informou ontem que o petista pagou a multa de R$ 971,1 mil imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do Mensalão. O comprovante ainda será enviado à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Apesar de o site criado para arrecadar doações para Dirceu ter informado no

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Dirceu arrecadou R$ 1.083.694,38. Contribuíram 3.972 pessoas.

sábado que o valor suficiente havia sido alcançado, o advogado informou que o pagamento foi feito na sexta. A campanha na internet arrecadou R$ 1.083.694,38. Oliveira Lima não disse o que será feito do excedente. O site "Apoio Zé Dirceu" informou que 3.972 pessoas doaram para a campanha. Em mensagem de agradecimento publicada no sábado, o grupo "amigos do Zé" postou mensagem

afirmando que o resultado é "uma clara demonstração do alcance nacional do apoio a José Dirceu". GENOINO Ontem o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, atendeu um pedido do procuradorgeral da República, Rodrigo Janot, e autorizou a realização de novos exames médicos para o ex-presidente do PT José Genoino.

Depois de receber um novo parecer da junta médica, Barbosa decidirá se Genoino vai seguir em prisão domiciliar ou terá de cumprir sua pena de 6 anos e 11 meses pelo crime de corrupção no presídio da Papuda, em Brasília. Com cardiopatia, Genoino cumpre prisão domiciliar desde novembro, quando passou mal no presídio e obteve autorização provisória. (Agências)

FINANCIAMENTO AO MST

DEM e PP pedem explicações sobre recursos O 6º Congresso Nacional do MST, em Brasília, recebeu recursos da Caixa e do BNDES. Deputados exigem detalhes sobre os contratos. Renato Costa/Frame

PP e o DEM se manifestaram ontem contra os contratos fechados pela Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o Movimento dos Sem-Terra (MST), revelados pelo jornal O Estado de S.Paulo. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), encaminhou um pedido de informações aos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior sobre os contratos sem licitação de R$ 200 mil e R$ 350 mil destinados ao 6º Congresso Nacional do MST. Outros partidos de oposição prometem protocolar juntos um pedido de apuração junto ao Ministério Público da União. O evento do MST, há duas semanas, terminou em conflito com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes que deixou 32 feridos, sendo 30 policiais. Houve, ainda, uma

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tentativa de invasão ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). "Julgamos fundamental esclarecer se houve participação, ainda que indireta, do BNDES em evento tão violento, que além de vidas, colocou em risco patrimônio do povo brasileiro, com a tentativa invasão do prédio do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto. Empresa pública como o BNDES, que tem como principal fonte recursos créditos subsidiados do Tesouro, jamais poderia apoiar eventos lamentáveis como esse. O mesmo digo da Caixa que tem 100% do capital detido pelo Tesouro", afirmou Mendonça Filho, em nota distribuída pela assessoria de imprensa da bancada. O DEM informou que o requerimento de informação protocolado nos ministérios é um instrumento de fiscalização do Congresso previsto na Constituição

Federal e que a autoridade tem até 30 dias para responder. Mais cedo, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) enviou ofício à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados pedindo que o colegiado convoque o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para que ele explique os repasses da Caixa Econômica Federal e do BNDES ao evento do MST. O ofício também pede que os membros da Comissão de Agricultura aprovem a convocação dos presidentes da Caixa, Jorge Hereda, e do BNDES, Luciano Coutinho. "Exigimos uma explicação. Dinheiro público sem licitação está irrigando o caixa de um movimento que atua à margem da lei, promove depredação e, com se não bastasse, recebe o afago da presidente", disse Goergen. (Estadão Conteúdo)

Baderna e quebra-quebra no 6º Congresso Nacional do MST. Financiado pela Caixa e pelo BNDES.


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Brasil vive, há 3 anos, com metade do que cresce a América Latina. Eduardo Campos, governador (PSB-PE)

Deutsche pagará US$ 20 mi para ter ação arquivada

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo - 05/11/2013

Banco alemão faz acordo em troca de arquivamento da ação envolvendo Maluf Deutsche Bank fechou acordo ontem com o Ministério Público e a Prefeitura de São Paulo para indenizar os cofres públicos em US$ 20 milhões (cerca de R$ 47 milhões) por ter sido usado para movimentar valores que, segundo a Promotoria, foram desviados pelo então prefeito Paulo Maluf (PP-SP). O banco alemão vai pagar a indenização em troca da garantia de que não será alvo de ação judicial. O Deutsche poderia ser acusado de negligência, pois a família Maluf circulou mais de US$ 200 milhões que tiveram origem em corrupção em obras da prefeitura em contas do banco.

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ROTA DO DINHEIRO O dinheiro, segundo o Ministério Público estadual, foi desviado durante a construção da

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milhões de dólares foram movimentados por Maluf em contas do Deutsche Bank oriundos de desvios, de acordo com o Ministério Público. avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul da capital, durante a gestão de Maluf na prefeitura (1993-1996). Os bancos Safra e Deutsche Bank foram utilizados na operação que levou o montante a Jersey. Do Brasil, o dinheiro foi remetido por doleiros, nos anos de

1997 e 1998, para uma conta no banco Safra de Nova York. Da cidade norte-americana, o dinheiro seguiu para contas das empresas Durant International e Kildare Finance que são controladas pela família Maluf no Deutsche Bank de Jersey. A Promotoria, a prefeitura e o banco tentaram um acerto semelhante em 2009, mas à época as autoridades municipais decidiram esperar o desfecho da ação judicial promovida pela Procuradoria do Município contra as empresas controladas pela família Maluf na Corte Real da Ilha de Jersey, paraíso fiscal situado no Canal da Mancha. Em novembro de 2012, saiu a decisão da corte: as empresas de Maluf e seus familiares foram condenadas a restituir US$ 22 milhões para os cofres municipais por terem recebiRopbson Fernandes/Estadão Conteúdo

Promotor Silvio Marques e a certeza de que Maluf movimentou esse total milionário no passado

DILMA Presidente diz que não há conflito com ex-presidente

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Epitácio Pessoa/ EC

LULA Ele teria criticado o estilo dela de governar

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senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) lançou ontem sua pré-candidatura à corrida presidencial deste ano pelo PSol. Como vice na chapa está a exdeputada federal gaúcha Luciana Genro. Em evento no centro de São Paulo, Randolfe disse que vai apoiar as manifestações e criticou os governos do PSDB e do PT e ainda afirmou que os outros três presidênciáveis - Eduardo Campos, Dilma Rousseff e Aécio Neves - "são tudo a mesma coisa". "Todos seguem o mesmo modelo de um Brasil dependente do capital estrangeiro", afirmou Randolfe, prometendo ser "o mensageiro da esperança". "Nós queremos organizar a indignação. Precisamos de muitos julhos". O pré-candidato

do PSol falou que o partido apoia "qualquer tipo de protesto", mas que repudia a violência. "A manifestação está na nossa gênese, mas repudiamos a violência". Sobre o protesto do último sábado, chamou a repressão policial de "facismo": Mais de 2.500 policiais para 1.500 manifestantes. Jovens e jornalistas foram vítimas. É o Estado reprimindo em nome da Copa do Mundo." Segundo o senador, sua chapa torcerá pelo Brasil na Copa e nas manifestações. Sobre a acusação ao deputado Marcelo Freixo de envolvimento com os black blocs, a vice falou em "distorção" da mídia e que o PSol saiu "mais unido e forte". Freixo, também presente, disse rapidamente: " imprensa desonesta".

do os valores desviados da Prefeitura de São Paulo. No processo na ilha, o Deutsche Bank não chegou a figurar como réu, porém foi chamado a atuar na causa como "parte citada", uma vez que os valores sob julgamento foram movimentados em contas de empresas atribuídas à família Maluf no banco na ilha de Jersey. Por meio de nota, o Deutsche Bank diz que "está satisfeito em resolver esta questão após ter cooperado totalmente com as autoridades ao longo da investigação". Segundo o promotor Silvio Marques, agora o Ministério Público vai buscar acordos com outros três bancos pelos quais circulou o dinheiro desviado da Prefeitura e espera conseguir até US$ 70 milhões em indenizações das instituições financeiras. Os bancos são: UBS e Citibank da Suíça e Safra dos Estados Unidos. MALUF NEGA A assessoria de Paulo Maluf nega que ele tenha movimentado recursos vindos de corrupção e continua afirmando que ele não tem e nunca teve contas bancárias no exterior. Ainda segundo a assessoria, Maluf não foi réu no processo que tramitou na ilha de Jersey. A expectativa da Promotoria é que o dinheiro do acordo seja pago em até 60 dias. (Agências)

Dinheiro de acordo sobre Maluf já tem destino certo Prefeitura terá que investir em parques ou creches promotor Silvio Marques explica que, do t o t a l d e U S $ 2 0 m ilhões do acordo, serão destinados à Prefeitura US$ 18 milhões. Além disso, US$ 1,5 milhão vai para o Estado de São Paulo, US$ 300 mil para o fundo estadual de interesses difusos e US$ 200 mil para o pagamento de perícia em duas ações propostas pelo Ministério Público contra o ex-prefeito Paulo Maluf e outras pessoas físicas e jurídicas. O acordo estipula que o dinheiro destinado à Prefeitura deve ser usado em parques, creches ou outros equipamentos públicos. O promotor sugere que os recursos sejam aplicados na criação do parque Augusta, na rua homônima, em São Paulo. A desapropriação da área pode custar até R$ 100 milhões. "É um grande marco para a história da cidade porque o dinheiro vai ser destinado a equipamentos sociais do município de São Paulo", disse. "Temos provas claras de que o ex-prefeito movimentou dinheiro de órgãos públicos municipais e o dinheiro foi movimentado em vários bancos de vários países dos Estados Unidos, da Suíça,

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França, Luxemburgo, Inglaterra e da Ilha de Jersey", disse. O valor da indenização corresponde a 10% do total que passou no banco. "Esse valor foi auferido em função da perspectiva que a Prefeitura tinha de obter alguma sentença favorável no exterior. Como os advogados da Prefeitura em Londres disseram que poderiam obter pelo menos US$ 15 milhões em uma eventual ação, obviamente US$ 20 milhões é um valor muito melhor e a Prefeitura não vai gastar dinheiro com advogado – cerca de US$ 5 milhões", explicou Marques. Para o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Luís Massonetto, o dinheiro pode ser usado na compra de terrenos para a construção de parque, equipamentos sociais, e especialmente para a construção de creches. "Esse acordo é extremamente positivo para a cidade, resultado de uma parceria da Secretaria de Negócios Jurídicos, da Procuradoria Geral com o Ministério Público que envolve o compartilhamento de toda uma estratégia para o município ser ressarcido do prejuízo de gestões anteriores". (Agências)

Campos diz que Brasil só cresceu até o governo Lula Ao governo de Pernambuco, Campos lança o nome de Paulo Câmara (PSB) Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press

LIVRE PARA VOAR

PSOL LANÇA RANDOLFE À PRESIDÊNCIA

Maluf teria usado o Deutsche para movimentar valores, mas ele insiste que nunca teve conta no exterior.

Comissão de Ética Pública da Presidência arquivou ontem o processo de investigação sobre uso de helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) pela ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Entre 2012 e 2013, ela usou a aeronave da PRF cinco vezes, para inauguração de obras rodoviárias e reunião com prefeitos de seu reduto eleitoral. No mês passado, o grupo começou a analisar o caso, mas um pedido de vista do conselheiro Mauro Menezes adiou a decisão. O relator do processo, Horácio Pires, sugeriu advertência à ministra, indicando que houve falta ética no episódio. Em novo relatório, Pires alterou seu voto e só defendeu a "recomendação de se vetar o uso múltiplo de veículos destinados ao atendimento de emergências médicas". O conselheiro reconhece que o uso da aeronave pela ministra não tem relação "em princípio, à destinação do órgão ministerial de que é titular". Entretanto, argumenta que segundo corregedoria da PRF, o helicóptero em questão estava em "segundo plano" no atendimento de urgências médicas. Não há mais indicação de punição à ministra.

cerimônia de lançamento da candidatura ao governo de Pernambuco do secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB), serviu também para uma série de críticas à gestão Dilma Rousseff, provável adversária do governador Eduardo Campos (PSB-PE) na eleição presidencial deste ano. Ontem, no Recife, num auditório lotado de prefeitos, vereadores, líderes partidários e pessoas passando mal de tanto calor, Campos fez uma série de críticas ao governo Dilma e afirmou que o Brasil só cresceu até 2010, último ano do governo de Lula. Logo no início de sua fala num hotel da cidade, o mesmo onde lançou sua candidatura ao governo, em 2006 e 2010, e a do hoje prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), em 2012, Campos fez uma retrospectiva histórica dos últimos 60 anos. Citou o suicídio de Getúlio Vargas (1954), o golpe militar (1964), as Diretas Já (1984) e o início do processo de estabilização econômica (1994): "Esse ciclo foi secundado por um importante ciclo construído com a chegada do presidente Lula ao governo em 2002. E hoje o Brasil vive, há 3 anos, com um baixo crescimento econômico, metade do que

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Campos: críticas (nem tão veladas) ao governo da presidente Dilma. cresce a América Latina e metade do que cresce o mundo, diferente do período anterior". Campos disse ser necessário "reconhecer o que foi feito de certo", mas só fez críticas ao governo Dilma, sem citar o nome dela: "Estamos, cada dia mais, vendo a vulnerabilidade dos fundamentos macroeconômicos que não vão segurar as conquistas que foram efetivamente colocadas na vida de milhões de brasileiros das periferias das grandes cidades e do interior". A cerimônia contou com representantes de 11 partidos aliados do governador que compõem a "Frente Popular": PSB, PMDB, PSDB, PV, PDT, PPS, PR, PTN, PSD, PPL e PTC.

Campos agradeceu ao "apoio generoso e decidido dos mais velhos" e citou o escritor paraibano Ariano Suassuna. "Eu tenho a honra de olhar nos seus olhos, como olharia para os olhos do meu pai e do meu avô, e dizer "eu não o decepcionei." Dos nomes cotados para disputar o governo, dois deles – Tadeu Alencar (Casa Civil) e Danilo Cabral (Cidades) – não foram chamados para compor a mesa de Campos . Lá estavam o ex-secretário de Governo Maurício Rands (PSB), o vice-governador, João Lyra Neto (PSB), e o exministro Fernando Bezerra (PSB) estavam lá. Assim como os preteridos Lyra Neto, vice-governador, e Fernando Bezerra ex-ministro da Integração Nacional. (Folhapress)


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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Procura-se Yanukovich. Por assassinato. O paradeiro do presidente deposto da Ucrânia é desconhecido. Acredita-se que ele estaria tentando fugir para a Rússia, sua última aliada. Divulgação/Reuters

ex-presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich, deposto no sábado, foi declarado ontem procurado por "assassinato em massa de civis", em razão das mortes de dezenas de manifestantes em confronto com a polícia e por disparos de franco-atiradores na semana passada. Especulava-se que ele estivesse tentando fugir para a Rússia pela Crimeia, no sul do país, onde há uma base naval russa. Dessa maneira, a Presidência interina de Oleksander Turchynov reforça a estratégia de se afastar da administração anterior, vista como muito próxima da Rússia, o que descontentava a parcela pró-Europa da população. Yanukovich, alvo da ira dos manifestantes da Praça da Independência ("Maidan") - onde ao menos 82 morreram na última semana, durante repressão - é agora piada em pôsteres espalhados por Kiev com os dizeres "procura-se". Mesmo com a saída do presidente, a Praça da Independência, no centro de Kiev, continua ocupada. Os manifestantes exigem a punição de Yanukovich e de outros responsáveis pela repressão. Fuga - O presidente deposto, que diz ser vítima de um golpe de Estado, fugiu na sexta-feira de helicóptero para Kharkiv, cidade no leste da Ucrânia. De lá, no sábado, ele tentou embarcar em um voo charter para a Rússia, mas foi impedido por

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Turchynov recebe promessas de ajuda da europeia Catherine Ashton (acima à esq.). As homenagens aos mortos continuam em Kiev (à esq.).

David Mdzinarishvili/Reuters

funcionários do aeroporto por "não portar documentos". Segundo o novo ministro do Interior, Arsen Avakov, Yanukovich saiu de carro de uma residência privada em Balaclava, na Crimeia, com um assessor e guarda-costas, para destino desconhecido. De acordo com fontes ouvidas pela BBC,

ele tentaria fugir pelo Mar Negro, com ajuda de navios de bandeira russa. 'Motim' - A formação de um novo governo mais orientado à Europa do que à Rússia gerou a primeira manifestação oficial de desagrado de Moscou. Com o presidente Vladimir Putin ainda comemorando o

sucesso russo na Olimpíada de Inverno de Sochi, sobrou para seus assessores lidar com a crise. O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, questionou a legitimidade da nova administração ucraniana. De acordo com o premiê, se for considerado governo "quem passeia por Kiev com máscaras pretas e fuzis automáticos, então com esse governo será muito difícil trabalhar". "Falando estritamente, não há ninguém com quem conversar lá", disse Medvedev a agências russas. "Alguns de nossos parceiros estrangeiros p e n s a m d i f e re n t e m e n t e , acreditam que eles são legítimos... Não sei qual Constituição eles leram... Mas parece

União Europeia, viajou ontem à Ucrânia para discutir medidas de apoio à economia. A UE contatou Estados Unidos, Japão, China, Canadá e Turquia para coordenar a ajuda, informou a Reuters. A pedid o d o g o v e rn o i n t e r i n o , o chanceler francês, Laurent Fabius, disse ontem, em Pequim, que poderá ser feita uma conferência de doadores. Por sua vez, os Estados Unidos afirmaram que o Fundo Monetário Internacional (FMI) já está estudando um pacote de ajuda à Ucrânia. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, os EUA complementariam o plano do FMI com apoio econômico principalmente nas áreas de educação e saúde. (Agências)

Mensagem de Putin à oposição: a Ucrânia não é aqui.

Fogo para acordar a Venezuela Presidente Dilma Rousseff descarta intervir na crise

Sergei Chirikov/EFE

Tomas Bravo/Reuters

anifestantes contrários ao governo da Venezuela montaram barricadas e iniciaram incêndios na capital e em outras cidades do país, ontem, apesar dos chamados da oposição para um maior controle dos atos que já provocaram a morte de pelo menos 13 pessoas no maior protesto popular do país em uma década. O tráfego ficou confuso em Caracas e muitas pessoas permaneceram em casa, uma vez que os manifestantes queimaram lixo e empilharam material nas avenidas, um dia depois de o líder da oposição Henrique Capriles pedir que os protestos fossem pacíficos. "Sabemos que estamos incomodando as pessoas, mas temos que acordar a Venezuela", disse à Reuters Pablo Herrera, um estudante de 23 anos, perto de uma barricada no distrito de Los Palos Grandes, em Caracas. Em mais uma jornada de protestos e violência, outras duas pessoas morreram ontem na Venezuela. As autoridades do Estado de Táchira (oeste do país) confirmaram uma morte: um homem que caiu de seu apartamento no segundo andar depois de ser atingido por disparos de borracha feitos pela Guarda Nacional Bolivariana. A outra morte ocorreu no Estado de Aragua (norte), quando um jovem de 24

para mim que é uma aberração chamar de legítimo algo que é essencialmente resultado de um motim armado." Ajuda - A força política agora no poder está ligada à ex-premiê Yulia Timoshenko, recémsaída da prisão e que agora deve se tratar de problemas nas costas na Alemanha. É um grupo de centro-direita voltado à integração com a Europa. Dentro do arco opositor, porém, há liberais, ultranacionalistas e até neonazistas. A estabilidade é essencial neste momento, já que a Ucrânia se aproxima do pagamento de diversas dívidas internacionais. O país diz precisar de ao menos US$ 35 bilhões para os próximos dois anos. Catherine Ashton, chefe da diplomacia da

Justiça russa condenou ontem um grupo de opositores do presidente Vladimir Putin a até quatro anos de prisão por um protesto que se tornou violento no dia 6 de maio de 2012, véspera da posse de Putin. Enquanto os opositores eram julgados, mais de 400 pessoas foram detidas por protestar contra a condenação dos colegas. Os manifestantes pediam pela libertação do réus e gritavam "vergonha" e "Maidan" -uma referência à praça de Kiev onde se concentraram os protestos que levaram à queda do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich. Entre os detidos figuram integrantes do grupo punk Pussy Riot e opositores liberais. Os parentes e advogados dos condenados temiam que a agitação na vizinha Ucrânia levaria a corte a decidir por penas mais severas para emitir uma mensagem de firmeza. Na sexta-feira, o juiz do caso considerou os réus culpados de provocar desordem e atacar a polícia na véspera da tomada de posse de Putin para o terceiro mandato presidencial. Os réus culparam a polícia pelo surgimento dos confrontos e alegaram inocência. Sete dos oito opositores terão de cumprir suas penas na prisão. Enquanto isso, a única mulher, Alexandra Dujanina, foi condenada a três anos e três meses de prisão, mas teve suspensão condicional da pena e poderá sair em liberdade condicional. (Agências)

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Barricadas complicaram o trânsito em Caracas anos que participava de um protesto morreu ao ser atingido por disparos feitos por homens motorizados. O total de mortos desde 12 de fevereiro já é de ao menos 13. Segundo dados oficiais, há 140 feridos e 45 detidos. O presidente Nicolás Maduro, disse que em Maracay, no Estado de Aragua, foi detida uma pessoa, vinda do Oriente Médio, que estaria preparando carros-bomba para realizar atentados no país. Diálogo- No Palácio de Miraflores, Maduro sugeriu a criação de uma "comissão da verdade" na Assembleia Nacional para investigar o que chamou de "onda de violência fascista". O mandatário também prometeu convocar diversos setores da sociedade para uma reunião de conciliação amanhã na sede do Executivo venezuelano. Capriles rejeitou um convite para se reunir com Maduro na tarde de ontem, como parte de um encontro de prefeitos e governadores que poderia abrir o diálogo

entre ambos os lados. "Não há condições para ir a uma reunião do Conselho Federal de governo. Como eu poderia ir com essa situação de repressão e violação de direitos humanos?", disse Capriles a jornalistas. "Este é um governo que está morrendo... eu não vou ser como a orquestra do Titanic." Brasil - A presidente Dilma Rousseff descartou ontem, em Bruxelas, na Bélgica, a hipótese de que o Brasil intervenha na crise venezuelana e afirmou que a situação da Venezuela não é a mesma que a da Ucrânia. "Não podemos comparar casos absolutamente díspares. No caso da Venezuela, vemos uma situação em que houve...", disse, interrompendo seu raciocínio. "Eles têm uma história. Não cabe ao Brasil discutir o que a Venezuela tem a fazer, até porque seria contra a nossa política externa. Não nos manifestamos sobre a situação interna de nenhum país. Não nos cabe isso." (Agências)

Policiais prendem ativista que foi protestar contra prisão de opositores em Moscou


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

"Tropa do Braço" pode ser expandida Ministro da Justiça diz que o uso de policiais sem armas em protestos será avaliado em outros estados. Em São Paulo, atuação no sábado está sendo questionada. Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

ministro da Justiça, pantes do protesto, mais de José Eduardo Car- 200 foram detidos e liberados dozo, afirmou on- entre o sábado e o domingo. tem que o uso da No total foram disponibiliza"Tropa do Braço" da Polícia Mi- dos pela PM 2.300 policiais palitar – grupo com conhecimen- ra atuar no protesto. Entre eles to de artes marciais que vai integrantes da chamada "Troaos protestos sem armas de pa do Braço", com habilidades fogo – vai ser avaliado para em artes marciais. uso em outros Estados. São O evento seguiu da Praça da Paulo usou a tática pela pri- República, na região central, meira vez no protesto do últi- em direção ao Teatro Municipal, mo sábado. pela Rua Coronel Xavier de Tole"Houve inovação em rela- do. Próximo à Ladeira da Memóção à tática e o comportamen- ria, estalidos de bombas foram to, e ela será por todos nós ouvidos. Parte das pessoas desavaliada. Há uma ação con- ceu as escadas da ladeira para junta de secretários de segu- se refugiar. rança para discutirmos perDe dentro do cerco, manimanentemente a tática ade- festantes escolhidos pelos poquada", afirmou o ministro. liciais militares eram levados, Ele disse que aquilo que for um a um, para averiguação. c o ns i d e ra d o Segundo um "boas prátidos PMs, focas" será disram achados cutido pelo um coquetel Há uma ação grupo de semolotov e boconjunta de cretários de las de gude Segurança, em uma das secretários de m a s n ã o mochilas. segurança para adiantou se Vandalismo discutirmos a tática considerou – Sobre o proadequada. bom o uso da jeto de lei so" Tr o p a d o bre vandalisJOSÉ EDUARDO CARDOZO Braço" na camo, o ministro pital paulista. da Justiça afirCardozo também não quis mou que a versão preliminar foi comentar se houve excessos finalizada na sexta-feira e enda Polícia Militar de São Paulo. caminhada à Casa Civil. Disse que isso está sendo apuEntre os pontos do projeto rado pela Secretaria da Segu- estão a vedação ao uso de rança Pública de São Paulo. A máscaras e a necessidade de Corregedoria da PM abriu in- aviso prévio para a realização quérito para investigar evan- de manifestações. "Estamos tuais excessos. trabalhando em conjunto Um vídeo divulgado na in- (com a Casa Civil) na formataternet mostra tropa da PM cer- ção, que será transmitida à cando pessoas que se mani- presidente da República asfestavam no sábado contra a sim que ela chegar de viaCopa e por melhorias na saú- gem", disse Cardozo. de, educação e transporte. O projeto precisa do aval da Manifestantes e membros presidente antes de ser enviados advogados ativistas (que do ao Congresso. "É um projedefendem as pessoas detidas to que, desde já, tem linhas pela polícia em protestos) muito claras de garantir a liacusam a PM de ter cercado e berdade de manifestação, dar detido pessoas indiscrimina- segurança ao manifestante e damente. coibir abusos", afirmou o miDos cerca de 1.500 partici- nistro. (Folhapress)

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Relator da ONU quer protestos livres na Copa. Sem violência. relator das Nações Unidas para a Liberdade de Expressão, Frank La Rue, afirmou ontem que o governo brasileiro tem de garantir que os manifestantes possam protestar na Copa do Mundo, em junho. Para ele, as organizações que planejam os atos, porém, precisam ter "responsabilidade". "O que me preocupa é a Copa do Mundo", disse La Rue. "Todos vão querer protestar nesse momento", afirmou. "O governo tem de garantir que as manifestações possam ocorrer, mesmo durante a Copa", disse La Rue. "Os manifestantes precisam entender que outros têm direitos que os protestos precisam acontecer em locais distantes das partidas, das regiões dos estádios." (Estadão Conteúdo)

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Ministro José Eduardo Cardozo: uso de máscaras em manifestações deve ser proibido em todo o País.

Homem que atropelou foliões é preso Mauricio Camargo/Estadão Conteúdo

comerciante Sulivan de Oliveira, 26, que atropelou sete pessoas no domingo à noite na esquina das ruas Fidalga e Aspicuelta, na Vila Madalena, foi preso e vai responder por lesão corporal e embriaguez ao volante. Como a pena dos crimes atribuídos a ele é superior a cinco anos de prisão, a delegada do caso não pode estipular uma fiança para que Oliveira responda em liberdade. O caso será encaminhado a um juiz que decidirá o valor da fiança. Em depoimento à polícia, ele disse que acelerou seu carro "para fugir da multidão"

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Interior do carro que atropelou que tentava linchá-lo. As vítimas comemoravam o Carnaval bebendo e dançando na rua, que estava lotada. Oliveira compareceu para depor ao 14º DP (Pinheiros)

com a cabeça enfaixada. Ele contou que levou pontos na cabeça e nas mãos devido às agressões e a uma garrafada. Após o acidente, o comerciante tentou se proteger

Feirinha do Brás vai ser terceirizada

Aumenta número de roubos em SP

TIROTEIO NA DUTRA

U .Ó..RBITA

número de roubos continua crescendo na cidade de São Paulo no começo deste ano, apontam dados divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Os roubos de veículos passaram de 3.776, em janeiro de 2013, para 4.635 no mesmo mês em 2014, uma alta de 22,7%. Os roubos em geral aumentaram ainda mais, saltando de 9.463, em 2013, para 13.416, em 2014 – elevação de 41,7%. Houve também um aumento expressivo no número de latrocínios (roubo seguido de morte) no Estado. Foram 34 casos neste ano contra 21 em janeiro de 2013 - uma alta de 61,9%. Já o número de homicídios dolosos ficou praticamente estável no Estado e na Capital em janeiro deste ano em comparação com o mesmo mês no ano passado. Foram 422 assassinatos no mês passado contra 417 em 2013, uma alta de 1,2%. Na Capital, foram 100 no primeiro mês deste ano ante 98 crimes em janeiro de 2013 – alta de 2%. Este avanço interrompe uma sequência de nove quedas consecutivas nos casos de homicídios, segundo apontam os levantamentos feitos com base nos boletins de ocorrência. (Agências)

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Prefeitura de São Paulo abriu licitação para conceder a gestão da Feira da Madrugada, no Brás, região central da cidade, à iniciativa privada. Edital publicado no sábado no Diário Oficial do Município estima em R$ 1,5 bilhão o valor do negócio ao longo de 35 anos, período proposto para a concessão. O vencedor assumirá a revitalização e organização do circuito de compras mais popular da Capital, envolvido em uma série de problemas, que vão desde a cobrança irregular de condomínio à venda ilegal de boxes. Como é exigido pela União, que é dona do terreno cedido à Prefeitura, o vencedor do processo licitatório terá de construir um shopping popular no lugar dos atuais boxes, além de um edifício comercial e hotel. O edital ainda prevê a construção de uma passarela, de um centro de apoio e de um estacionamento para carros e ônibus - com área de descanso para motoristas. Apenas empresas brasileiras podem participar da concorrência. O lance mínimo será de R$ 20 milhões. Segundo o secretário municipal do Trabalho, Eliseu Gabriel, o projeto vai colocar um "ponto final" nas diversas situações irregulares da feira. (Estadão Conteúdo)

dentro do carro, mas as pessoas o arrancaram do veículo pela porta do carona. Ele teve que se refugiar em uma loja, sob proteção de policiais. A mulher dele, que estava no banco do carona, também disse ter sido agredida. Segundo Luana Siqueira, 29, os dois estavam em um bloco de Carnaval quando, por motivos familiares, precisaram sair às pressas. Pessoas que estavam na rua teriam impedido a passagem do carro e batido na lataria do veículo. Por isso, Oliveira teria se assustado e acelerado, causando o acidente. (Folhapress)

MEGA-SENA

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dono do cartão vencedor da Mega-Sena de R$ 111 milhões retirou o prêmio ontem, cinco dias após o sorteio. O vencedor deixou de ganhar mais de R$ 80 mil por não ter retirado seu prêmio antes. Essa é a quantia que o dinheiro renderia de quinta a domingo, caso fosse aplicado na poupança (mais de R$ 643 mil por mês, o equivalente a R$ 21,4 mil por dia). O novo milionário fez três apostas mínimas, de R$ 2, em uma lotérica de Santa Bárbara d'Oeste (SP), ao lado do estádio do União Agrícola Barbarense, clube de futebol da cidade. (Folhapress)

m homem suspeito de sequestrar um taxista em Minas Gerais foi morto em troca de tiros com policiais na noite de domingo na Rodovia Presidente Dutra, na altura de São José dos Campos, no interior paulista. O sequestro teve início em Itamonte, onde dez suspeitos de integrarem uma quadrilha de roubo a bancos foram mortos pela polícia na madrugada de sábado. As polícias militar e rodoviária de Minas Gerais realizaram as buscas com auxílio das polícias civis de Minas, São Paulo e Rio. O taxista foi liberado sem ferimentos. Em Itamonte, uma das vítimas dos policiais, o professor Silmar Júnior Madeira, 31, teria morrido por engano. Segundo testemunhas, ele foi abordado por um bandido que pegou o seu carro e o levou junto como refém, mas policiais atiraram nos dois. (Estadão Conteúdo)

Edison Temoteo/Estadão Conteúdo

BOTO-FOGO – Um ônibus da Viação Santa Brígida foi

incendiado por vândalos na noite de domingo, na Avenida Alexios Jafet, Jardim Ipanema, na zona oeste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, ninguém se feriu e não há presos.


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House of Cards: disputas dentro e fora das telas A série mais vista do NetFlix, que estreou segunda temporada na semana retrasada, interrompeu gravações devido a uma disputa sobre impostos entre os produtores e o Estado de Maryland, nos EUA. De acordo com o Wall Street Jounal, o estado já gastou mais de US$ 40 milhões em isenção de impostos para filmes e produções televisivas, porém, governo parece estar ficando sem dinheiro.

MÚSICA

Esquentando os tamborins André Domingues u to adorando sair nos blocos! Você sai de bermuda e camiseta, sem frescura, e toca pra caramba!”. A frase não é de nenhum entusiasta de última hora do crescente carnaval de rua paulistano, mas do mestre Osvaldinho da Cuíca. Tanta empolgação tem a ver não só com seu passado de batuqueiro de cordão, mas principalmente com a vitalidade desse novo carnaval, ancorado numa espontaneidade que tem pouco espaço na folia espetaculosa do

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sambódromo. As opções de blocos são muitas e, em geral, ligadas a um carnaval mais antigo, como o dos quase esquecidos cordões paulistas levado pelo Kolombolo Diá Piratininga pela Vila Madalena na tarde de sábado ou o das marchinhas clássicas que o Orubó canta na Freguesia do Ó às 13h dos 4 dias da festa. Há lugar, também, para coisas bem mais heterodoxas, como o Bloco 77 – Originais do Punk, que toca clássicos do punk-rock em ritmo

nquanto o carnaval de rua paulistano cresce, o das escolas de samba dá sinais de estagnação. A estrutura é profissional, os desfiles são luxuosos, mas o fundamento da festa, o samba, não anda lá muito bem. Este ano, inclusive, não traz nenhuma grande composição, apenas uns bons lampejos em passagens dos sambas de Pérola Negra, Dragões da Real e, sobretudo, Acadêmicos do Tatuapé. Chamam a atenção, também, alguns elementos

de marcha nas noites de sexta e domingo, em Pinheiros. A vasta programação oficial – que não inclui desfiles menos organizados – pode ser conferida no site da Prefeitura (http://carnavalderua.prefeitura. sp.gov.br/guia-dos-blocos/). Aliás, vale notar que no site citado o carnaval de rua está com bastante mais destaque do que o do sambódromo. Isso, por si só, já é um indicativo de que uma mudança sensível está em curso.

Tasso Marcelo/Agencia Estado/AE

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Wilton Junior/Agência Estado/AE

João Donato...

Ao largo da folia oi-se o tempo em que a cidade ficava às moscas nos dias próximos ao carnaval. Afora a agitação das ruas, a programação de shows segue em alto nível, a começar pelos 3 interessantes tributos que oferece, dedicados a Lupicínio Rodrigues, Waly Salomon e Tim Maia. O pungente Lupicínio terá seu centenário (a ser completado em 16 de setembro deste ano) lembrado por Zé Renato, Célia e Verônica Ferriani. Já Waly, letrista criativo e desafiador, será homenageado pelo parceiro Jards Macalé, com apoio do jovem trio Metá Metá. O explosivo Tim Maia, por fim, será recordado pela Banda Black Rio e por seu sobrinho Ed Motta. Ainda nos campos da memória, outros destaques da programação são os shows dos veteranos Osvaldinho da Cuíca e João Donato. O primeiro aproveita a brisa carnavalesca para enaltecer o samba de São

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Paulo, tendo como convidados as velhas-guardas da Nenê de Vila Matilde e Camisa Verde e Branco e o compositor Magnu Souzá , egresso do Quinteto em Branco e Preto. O segundo, por sua vez, apresenta Quem É Quem, centrado no repertório do disco homônimo, que foi um marco da sua guinada da música instrumental para a canção em meados dos anos 70. Participam do show o compositor Marcos Valle, que produziu o disco original, e as cantoras Tulipa Ruiz e Mariana Aydar. A programação da semana traz, também, duas interessantes atrações internacionais. De um lado, tem a cantora nigeriana Wunmi, que apresenta um afro-pop com ênfase sensível nos tambores tribais. De outro, tem a violinista cubana Yilian Cañizares que vai bem além da classificação comum de “latin jazz”, reunindo elementos folclóricos e de música erudita.

...Arnaldo Antunes...

mais técnicos, como a qualidade da bateria da Mocidade Alegre, comandada pelo preciso e criativo mestre Sombra, e a voz quente de Renê Sobral, puxador da Tom Maior. No geral, porém, fica a já surrada impressão de que o samba continua não sendo uma prioridade nos desfiles. Os pragmáticos vão dizer que a primazia do luxo – e, logo, do dinheiro – nos desfiles se justifica pelos resultados das escolas, o que é muito plausível. Essa opinião, porém,

parece não estar sintonizada com os novos tempos, em que emerge um carnaval que é exatamente o oposto: sem luxo e com a música em destaque. Se este continuar sua vertiginosa ascensão e os desfiles não se reformularem, podemos ter em breve um cenário em que a verba de televisão, a venda de fantasias e até o apoio do poder público diminuam drasticamente. Se for esse o caso, que o último a desfilar apague o refletor.

Evelson de Freitas/Agencia Estado/AE

...Ed Motta...

Fotos: Divulgação

GARGAREJO Seleção dos espetáculos da semana

...Osvaldinho da Cuíca...

...Célia: o melhor da música em tempos de folia.

Arnaldo Antunes – Disco Gênero: pop cabeça Hsbc Brasil – Rua Bragança Paulista, 1281. Tel.: 4003.1212 Dia 25, às 21h30 R$ 50 – R$ 120 Banda Black Rio, part. Ed Motta – Tributo a Tim Maia Gênero: tributo black-brazuca Teatro Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579. Tel.: 2971,8700 Dias 3 e 4, às 18h R$ 40 Jards Macalé e Metá Metá Gênero: tributo desbundado a Waly Salomon Teatro Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579. Tel.: 2971,8700 Dias 1, às 21h, e 2, às 18 R$ 24 João Donato, part. Marcos Valle, Mariana Aydar e Tulipa Ruiz – Quem É Quem Gênero: bossa caliente Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195. Tel.: 3095.9400 Dias 27 e 28, às 21h. R$ 24

Osvaldinho da Cuíca – part. Velhas Guardas da Nenê de Vila Matilde e Camisa Verde e Branco e Magnu Sousá Gênero: samba paulista Choperia Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93. Tel.: 3871.7700 Dia 1, às 19h R$ 16 Wunmi Gênero: afro-pop Choperia Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93. Tel.: 3871.7700 Dias 27 e 28, às 21h30 R$ 25 Yilian Cañizares – Ochumare Gênero: jazz cubano Teatro Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141. Tel.: 5080.3000 Dia 28, às 21h R$ 24 Zé Renato, Célia e Verônica Ferriani – Lupicínio Rodrigues 100 Anos Gênero: tributo com nervos de aço Teatro Sesc Bom Retiro – Al. Nothmann,185. Tel.: 3332.3600 Dias 1, 2, 3 e 4, às 18h R$ 24 (Cotação AD)

CD

O fogo de Maria Alcina Aquiles Rique Reis pós completar 40 anos de carreira, Maria Alcina ganhou De Normal (Bastam os Outros) (Nova Estação), CD produzido por Thiago Marques Luiz. Antes de qualquer coisa, convém louvar Thiago. Graças a ele e a outros abnegados, artistas como Maria Alcina têm a chance de retornar ao lugar que lhes pertence na música popular. Recém-chegada ao Rio de Janeiro, vinda da sua Cataguases, Maria Alcina foi vista em 1972 por Solano Ribeiro, o diretor geral do VII Festival Internacional da Canção Popular. Entusiasmado com o jeitão delirante e a voz

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aloucada, gutural e grave daquela mineira, Solano, já antevendo o sucesso que ela faria, convidou-a para participar. O seu desempenho em Fio Maravilha foi arrasador, tornando a música de Jorge Ben vencedora da parte nacional do certame. Maria Alcina, a cada aparição, tornava-se mais popular. Mas, infelizmente, deu-se com ela o que já aconteceu (e continuará acontecendo) com inúmeros outros colegas de profissão: veio o ocaso, o quase esquecimento. Como se um silêncio pesado cercasse quem perde a popularidade e uma nuvem pesada teimas-

se em acompanhá-lo. Só que o esquecimento e o ocaso são enganosos – um artista popular e querido nunca se deixa apagar, ele vive na memória dos que um dia o acompanharam. Daí a importância histórica de De Normal (Bastam os Outros). Mostra que Maria Alcina continua uma intérprete igualzinha àquela que sempre foi. Além disso, dá a oportunidade aos que a conheceram de curti-la novamente, e aos que nunca a escutaram, mas dela ouviram falar, de

comprovar os elogios feitos a ela. Com direção musical de Rovilson Pascoal, um pequeno grupo de instrumentistas se encarregou do acompanhamento das doze faixas selecionadas para o álbum. Arranjos enxutos, criados na medida para deixar fluir a histrionice de Alcina. Como o disco é de festa, lá estão composições feitas especialmente para ela por convidados ilustres. Destes, Zeca Baleiro é o que se sai melhor na missão, com Eu Sou Alcina. Arnaldo Antu-

nes compôs De Normal, mas a canção não faz jus ao seu talento e pouco acrescenta ao CD além de emprestar-lhe o nome. Outra que pouco oferece ao álbum é Cocadinha de Sal, de Karina Buhr. Na verdade, Maria Alcina dá show quanto canta músicas que têm naturalmente a sua cara, e nem tanto quando canta as que imaginam que teria o seu jeitão. “B i g o rr i l h o” (Sebastião Gomes, Paquito e Romeu Gentil), com participação especial de Ney Matogrosso, é o melhor exemplo disso: juntos eles se divertem e arrasam. Maria é também mais Alcina ao cantar a letra com duplo sentido

de “Concurso de Bicho” (Anastácia e Liane), ou ainda “Segura Esse Samba” (Oswaldo Nunes) e “Fogo de Morena”, um carimbó de Felipe Cordeiro. Exibida que só ela, seu cantar tem o poder de uma sereia camaleônica, cuja voz tanto pode lembrar a de Clementina de Jesus quanto a de Ney Matogrosso. Com fogo na bacorinha, Maria Alcina é uma mulher dionisíaca. Cantora assim não se esquece, aplaude-se.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.

CLÁSSICOS DO SALÃO. NO SESC. CONSOLAÇÃO Na segunda (3) e terça (4) show da banda Pequeno Cidadão, de Edgard Scandurra, que tocará clássicos carnavalescos e músicas próprias.


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Lar, dulcíssimo lar.

.M..EMÓRIA

A morte de Ramis, o caça-fantasmas.

Esta colmeia foi desenhada para quem mora na metrópole e quer produzir puro mel em casa. O conceito prevê até o acompanhamento da produção. Sem picadas. www.blessthisstuff.com/search/philips/

.C..ASO NEYMAR

.C..OPA

Gol de Maradona. Para Chávez. O ex-jogador Diego Maradona comentará a Copa do Mundo de 2014 para a emissora venezuelana "Telesur". "Chegou o momento emocionante da minha vida de assinar este contrato que me liga à 'Telesur', aos meus amigos venezuelanos, ao presidente Maduro e, sobretudo, ao comandante Chávez", disse Maradona em vídeo no Youtube. O ex-treinador da seleção argentina explica que transmitirá o Mundial na companhia do jornalista e locutor argentino Víctor Hugo

Morales para a televisão venezuelana "porque assim iria querer o comandante (Chávez)". Ele aproveita o vídeo para lançar uma mensagem aos venezuelanos e ao presidente Nicolás Maduro, "por todas as mentiras que estão dizendo e sendo criadas pelos imperialistas". "Eu estou disposto a ser um soldado da Venezuela para o que precisarem (...) Viva Chávez, viva Maduro e aguentem, porque Chávez está acompanhando a todos do céu". (EFE)

Barcelona confirmou ontem que fez um novo pagamento de 13,5 milhões de euros (R$ 43,4 milhões) em impostos ao Fisco espanhol pela contratação do atacante brasileiro Neymar, mas negou que havia cometido fraude fiscal na transação. Segundo comunicado do clube espanhol, a retificação na declaração fiscal da transferência se deve à "existência de uma possível divergência de interpretação sobre o alcance das obrigações fiscais da contratação" e visa "defender o bom nome e a reputação" da agremiação. Na semana passada, o juiz da Audiência Nacional Pablo Ruz acusou o Barcelona, como pessoa jurídica, por fraude fiscal na contratação do ex-atacante do Santos.

A promotoria considera que o clube deixou de declarar € 38 milhões (R$ 122,8 milhões) que foram repassados a empresas

ligadas a Neymar. O valor é tratado pela Justiça como salário e, portanto, deveria ser tributado. O Barcelona alega que essa quantia está relacionada a comissões e acordos comerciais com o atleta. Ao contrário do clube, o jogador não foi indiciado, pois no momento da contratação tinha a condição de "não residente". Desta forma, a obrigação de pagar os impostos cabia exclusivamente ao pagador, o time catalão. A informação do pagamento foi antecipada no domingo pelo jornal La Vanguardia. Segundo a publicação, o Barcelona decidiu retificar os impostos para amortizar até 62% do valor da multa caso seja condenado pela Justiça. (Folhapress)

Francois Lenoir/Reuters

.N..O FRONT

Barça paga mais e nega fraude O

Referência das comédias americanas dos anos de 1980 e 1990, o ator, roteirista e diretor Harold Ramis morreu, ontem, em Chicago, aos 69 anos. Ele lutava contra uma vasculite autoimune - inflamação dos vasos sanguíneos. Ramis atuou em Os Caça-Fantasmas (1984) e Os CaçaFantasmas 2 (1989), filmes que também ajudou a escrever, e dirigiu o Feitiço do Tempo (1993). Trabalhou co mo professor e jornalista antes de se juntar aos comediantes B ill Murray e John Belushi em National Lampoon Radio Hour, programa cômico de rádio que foi ao ar nos EUA, entre 1973 e 1974. A atração deu origem ao longametragem O Clube dos Cafajestes (1978), com roteiro assinado por Ramis, Douglas Kenney e Chris Miller. Ramis estreou como diretor no filme Clube dos Pilantras, de 1980, com Chevy Chase e Rodney Dangerfield. Na produção mais famosa dirigida por Harold Ramis, Feitiço do Tempo, Bill Murray interpreta um meteorologista que revive o mesmo dia várias vezes.

Alemanha

Estados Unidos

s

ÁFRICA BELGA - O governo belga vai investir US$ 90 milhões para modernizar o Royal Museum for Central Africa, em Tervuren, perto de Bruxelas. Cede à pressão de visitantes que viam na exibição ranços do passado colonial, quando dominava o Congo.

.G..ADGET DU JOUR

França

À mesa, com os soldados. O que os soldados comem na guerra? Os alemães levam pó para um suco de grapefruti, mas também goulash e batatas. Na ração dos americanos, cranberries e pasta de amendoim. Os franceses? "Cassoulet au confit de canard". http://www.reddit.com/r/pics/comments/ 1yb8lz/howthe_worlds_armies_are_fed_in_the_field/

.L..OTERIAS Concurso 1023 da LOTOFÁCIL

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Concurso 3425 da NONONO

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Giro em duas rodas pela Itália Discos duplos, com corte afiado, compõem a bike colorida corta pizzas. doiydesign.com/en/products/ 58-fixie-pizza-cutter.html


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NOITE dos CAMPEÕES do COMÉRCIO EXTERIOR O prêmio "Exporta, São Paulo", um projeto da ACSP, foi entregue na noite de ontem a 26 empresas que se destacaram no setor de exportação Renato Carbonari Ibelli Fotos de Paulo Pampolin/Hype

Exporta, São Paulo, projeto da SP Chamber of Commerce, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), criado com o intuito de ampliar as exportações brasileiras aumentando a base de exportadores, realizou ontem a nona edição da sua premiação anual. Ao todo, 26 empresas paulistas de portes médio, pequeno e micro foram agraciadas por terem se destacado no comércio internacional ao longo de 2013. Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), lembrou durante o evento dos desafios enfrentados pelas empresas, em especial as de porte menor, que operam no Brasil. "Hoje, quem está à frente de uma empresa luta contra um ambiente hostil. Por isso, mais do que exportadores, vocês são batalhadores", disse Amato a uma plateia formada por empresários premiados pelo Exporta, São Paulo. "Diante das dificuldades, todos aqueles que se sobressaem nas suas especialidades merecem ser premiados", acrescentou o presidente. Rogério Amato criticou a burocracia que dificulta a vida dos empresários. Ele destacou os possíveis problemas oriundos da criação do Siscoserv (Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços), que entrou em operação recentemente. "Sempre tem um burocrata para dificultar a vida dos empresários. Eles querem mais informações dos

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Justa homenagem: os representantes das 26 empresas contempladas com o prêmio "Exporta, São Paulo" exibem os troféus recebidos em festa realizada ontem em hotel na Capital. O presidente da ACSP e da Facesp, Rogério Amato, discursou na cerimônia. Na foto ao lado (à esquerda), estão o coordenador do projeto "Exporta, São Paulo", José Cândido Senna, e o presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado.

e m p re s á r i o s , m a s n ã o a s usam para melhorar a vida de quem empreende", afirmou. Vale lembrar que um estudo r e a l i z a d o p e l a P r i c e Waterhouse, encomendado pela ACSP, mostrou que o número de obrigações acessórias representa um custo de 6% sobre as despesas média das empresas. Ainda assim, em meio a este ambiente considerado hostil para se empreender, algumas empresas se destacaram e conseguiram ampliar seus mercados e sua pauta de exportação. Algumas destas empresas foram agraciadas com o Prêmio Exporta, São Paulo. Critérios Para se chegar aos vencedores foram considerados quatro critérios: maior crescimento relativo das exportações; maior ampliação da pauta de exportação; maior ex-

pansão dos mercados compradores e desempenho dentro dos países da Aladi (Associação Latino Americana de Integração). Estes critérios foram analisados com base nos resultados obtidos entre julho de 2011 e julho de 2012 e também entre julho de 2012 e julho de 2013. Dentre as 26 vencedoras (tabela nesta página), duas foram premiadas pelas inovações incorporadas em seus produtos – estas foram indicadas pela Agência USP de Inovações –, uma pela adequação dos produtos ao mercado comprador – indicada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) – e ainda foram premiadas duas comerciais exportadoras, por terem se destacado como intermediárias entre as empresas exportadoras e os mercados. Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, admi-

nistradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) que também esteve presente à premiação, destacou os benefícios gerados pelo fato de as empresas brasileiras estarem ampliando seus mercados para fora do País. "Para competir lá fora é preciso ter qualidade no que se produz. As empresas premiadas pelo Exporta, São Paulo mostram justamente que temos essa qualidade", disse Dourado. "Além disso, o mercado externo é um caminho para as emp re s a s s e d e f e n d e re m d e eventuais problemas no mercado interno", lembrou ele. Banco de dados As empresas premiadas fazem parte da base de dados do projeto Exporta, São Paulo. Hoje, 3,5 mil empresas se relacionam com o Exporta, São Paulo, número que representa cerca de 45% de toda a base de ex-

Inovação, tecnologia e muito trabalho Foto Paulo Pampolin/Hype

Samtronic, empresa paulistana que produz equipamentos hospitalares, começou a se aventurar no mercado externo em 2001. Começar a exportar não foi simples. As características dos seus produtos, voltados à saúde humana, exigiram uma série de adequações às diferentes normas dos países compradores. Mas hoje a empresa exporta para 65 destinos, sendo que no ano passado suas vendas externas representaram 7% das vendas gerais da companhia. A Samtronic foi uma das empresas agraciadas com o Prêmio Exporta, São Paulo 2013, justamente na categoria "adequação" ao mercado consumidor. Outra empresa que pre-

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tende ampliar os mercados compradores é a Predilecta Alimentos, instalada no município de Matão. Ela exporta desde o ano 2000 e, hoje, suas polpas de doces e mo-

lhos de tomates, entre outros produtos, já chegam em cerca de 50 países. Já a Metso pode ser considerada uma iniciante nas exportações, pelo menos o es-

Vitoriosos: Bárbara Fernandes, Julio Costa e Caroline Ribeiro da Metso Automation do Brasil. critório da empresa instalado no Brasil, em Sorocaba, interior paulista. Trata-se de uma multinacional finlandesa que chegou ao País em 2003 com a missão de, a partir do Brasil, difundir seus produtos para a América do Sul. A Metso fabrica sistemas de automação industrial de válvulas usadas nas indústrias petroquímicas, de açúcar e álcool além das de papel e celulose. As exportações partindo do escritório da empresa no Brasil iniciaram em 2012. Já no ano passado cerca de mil itens foram vendidos para Venezuela, Chile e Argentina, entre outros. (RCI.)

portadores do estado, em torno de 7,6 mil empresas. O projeto nasceu em 2004. Desde então, a meta vem sendo buscar pequenos produtores da Capital e do interior paulista que pretendam iniciar suas exportações ou então ampliar suas vendas no comércio exterior. Ontem, os campeões neste disputado mercado foram homenageados em cerimônia realizada no Novo Hotel Jaraguá, no Centro.

Hoje, quem está à frente de uma empresa luta contra um ambiente hostil. Por isso, mais do que exportadores, vocês são batalhadores. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E DA FACESP, EM PRONUNCIAMENTO NA FESTA DE PREMIAÇÃO


12 -.ECONOMIA

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ECONOMIA - 13

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2013 A Itautec S.A., companhia brasileira de capital aberto atuante no setor de tecnologia em soluções de automação bancária, automação comercial, serviços tecnológicos e computação, apresenta seus resultados consolidados relativos ao quarto trimestre de 2013 (4T13) e ao exercício de 2013, preparados e apresentados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e conforme as normas internacionais de relatórios financeiros IFRS (International Financial Reporting Standards) emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board), e tendo sido auditados pela Baker Tilly Brasil Auditores Independentes S/S, contam com o parecer favorável dos auditores externos. GESTÃO ESTRATÉGICA Parceria estratégica com a Oki Electric Industry Co. Ltd. Conforme previsto na assinatura do acordo em 15.05.2013 e após o cumprimento de determinadas condições previstas em contrato, a Oki Electric Industry Co. Ltd. (“OKI”), sociedade constituída de acordo com as leis do Japão, adquiriu 70% das participações que a Itautec S.A. e a Itautec Participações e Comércio S.A. detinham na empresa nomeada “BR Indústria e Comércio de Produtos e Tecnologia em Automação S.A.” (“BR Automação”), que recebeu todo o suporte necessário à atuação no mercado, incluindo tecnologias, patentes, propriedade intelectual e demais ativos, inclusive contratos, e transferência de funcionários e especialistas dos segmentos de Automações e Serviços, passando, a partir de 01.09.2013, a ser responsável pelo fornecimento de equipamentos, software e serviços, além da demanda de garantia e manutenção relacionadas aos segmentos de Automações e Serviços. Em 10.01.2014 foi formalizada a parceria estratégica com a OKI envolvendo as atividades de automação bancária, automação comercial e de prestação de serviços. O imóvel localizado no Distrito Industrial de Jundiaí continuará de propriedade da Itautec e foi locado à BR Automação. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 14.01.2014 foi aprovada a alteração do objeto social da Itautec S.A., em razão da parceria estratégica com a OKI, uma vez que a Companhia passará a desempenhar as atividades nas áreas de automação bancária, automação comercial e de prestação de serviços indiretamente e em sociedade com a OKI. Desativação do Segmento de Computação Conforme informado ao mercado em 15.05.2013, a Administração da Itautec decidiu desativar paulatinamente as atividades da Unidade de Computação, não acarretando qualquer prejuízo ao cumprimento integral de todos os contratos e obrigações de fornecimento dos equipamentos da marca Itautec/InfoWay, bem como o atendimento ao consumidor e os serviços associados a essa manutenção. Neste processo, já foi finalizada a operação de vendas de produtos no segmento de computação pessoal no decorrer do terceiro trimestre. Principais Impactos Financeiros das Operações Em conformidade com as normas contábeis em vigor, foram contabilizados no segundo trimestre de 2013 os efeitos relacionados à decisão da Companhia de alienar parte das Unidades de Soluções de Automação e Serviços Tecnológicos e desativar paulatinamente a Unidade Soluções de Computação. A Companhia reconheceu os impactos relacionados ao reposicionamento estratégico, resultando em efeitos negativos no resultado e nos principais indicadores financeiros ao fim do exercício, conforme demonstrados abaixo: • Baixa do superávit financeiro das contribuições do Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”) Previdência Privada -, realizadas antecipadamente e reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levassem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros (R$ 70,5 milhões); • Constituição de provisão referente a não realização de créditos tributários (R$ 113,7 milhões); • Constituição de provisão para obsolescência de estoques do segmento de Computação (R$ 21,8 milhões); e,

• Constituição de provisão para reestruturação do segmento de Computação e outras provisões (R$ 26,8 milhões). Total: (R$ 232,8 milhões). DESEMPENHO CONSOLIDADO A análise do desempenho da Companhia nos exercícios de 2013 e 2012 leva em consideração as informações financeiras consolidadas antes da reclassificação dos resultados, ativos e passivos das operações de Soluções de Automação e Serviços Tecnológicos. Nas demonstrações contábeis, os resultados destas operações estão apresentados na rubrica “Resultado líquido de operações descontinuadas”. A receita líquida consolidada de vendas e serviços do exercício foi de R$ 1.050,8 milhões, com redução de 32,0% em relação ao mesmo período de 2012, em razão, principalmente, das reduções oriundas da desativação paulatina da Unidade de Computação, que resultou na redução no número de equipamentos expedidos no período, da diminuição de escopo e renegociações contratuais com clientes do setor bancário e perda de um grande contrato de serviços de logística a partir do segundo trimestre de 2012, que impactaram o desempenho da Unidade de Serviços Tecnológicos, além da menor expedição de ATMs em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro bruto acumulado do exercício foi de R$ 50,2 milhões, 73,9% inferior ao reportado no mesmo período de 2012, em razão das reduções nas margens da Unidade Soluções de Computação, consequência do início da desativação da operação, e devido às reduções na receita líquida nas unidades de Soluções de Automação e Serviços Tecnológicos. Em razão dos fatores descritos acima, incluindo os impactos financeiros relacionados à reestruturação da Companhia, o resultado líquido do 4T13 foi um prejuízo de R$ 63,9 milhões. O saldo de disponibilidades financeiras ao final de 2013 é de R$ 53,0 milhões e a dívida financeira bruta R$ 208,4 milhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 155,4 milhões.

Capacidade de Investimentos (R$ milhões)

Disponibilidades de R$ 53,0 MM em 31/12/2013 208,4

151,8

143,4

140,1

136,3 155,4 83,8

(32,1)

(14,4)

(44,6) Dez/12

Mar/13

Jun/13

Set/13

Dívida Bruta

Dez/13

Dívida Líquida

Informações Financeiras Consolidadas

(Em milhões de R$, exceto quando indicado)

4T13

Receita Líquida de Vendas e Serviços Soluções de Automação Soluções de Computação Serviços Tecnológicos Lucro Bruto Despesas Operacionais Outros Ganhos (Perdas ), Líquido - LAJIDA (EBITDA) ¹ - LAJIDA (EBITDA) Ajustado Lucro/(Prejuízo) Operacional antes do I. Renda e C. Social Lucro/(Prejuízo) Líquido Eventos de Natureza Extraordinária ² Lucro/(Prejuízo) Líquido Ajustado Margem Bruta Margem LAJIDA (EBITDA) Ajustada Margem LAJIDA (EBITDA) Margem Operacional Margem Líquida Ativo Total Caixa e Equivalentes de Caixa Dívida Bruta Dívida Líquida Patrimônio Líquido

3T13

245,1 93,9 75,2 75,9 6,3 (53,0) (25,5) (67,7) (67,7) (69,4) (63,9) (63,9) 2,6% (27,6%) (27,6%) (28,3%) (26,1%) 731,9 53,0 208,4 155,4 156,1

4T12

208,1 66,2 68,1 73,8 16,3 (58,6) (5,7) (43,3) (43,3) (49,2) (51,0) (51,0) 7,8% (20,8%) (20,8%) (23,6%) (24,5%) 701,8 52,5 136,3 83,8 218,6

378,6 125,4 174,1 79,1 18,8 (65,9) 62,7 19,6 (45,5) 15,5 20,0 (65,1) (45,1) 5,0% (12,0%) 5,2% 4,1% 5,3% 1.075,6 196,4 151,8 (44,6) 543,8

Variação 4T13 vs 4T12

Variação 4T13 vs 3T13

(35,3%) (25,1%) (56,8%) (4,0%) (66,7%) (19,6%) 48,8% 41,5% (2,4 pp) (15,6 pp) (32,8 pp) (32,4 pp) (31,3 pp) (32,0%) (73,0%) 37,2% (71,3%)

17,7% 41,7% 10,4% 3,0% (61,5%) (9,7%) 350,8% 56,4% 56,4% 40,9% 25,3% 25,3% (5,3 pp) (6,8 pp) (6,8 pp) (4,7 pp) (1,6 pp) 4,3% 1,0% 52,9% 85,3% (28,6%)

2013

2012

Variação 2013 vs 2012

1.050,8 315,0 439,3 296,5 50,2 (243,8) (135,4) (310,4) (179,0) (328,8) (388,7) 232,8 (155,9) 4,8% (17,0%) (29,5%) (31,3%) (37,0%) 731,9 53,0 208,4 155,4 156,1

1.545,3 404,0 700,4 440,9 192,2 (257,1) 58,4 11,7 (53,4) (2,7) 1,5 (65,1) (63,6) 12,4% (3,5%) 0,8% (0,2%) 0,1% 1.075,6 196,4 151,8 (44,6) 543,8

(32,0%) (22,0%) (37,3%) (32,8%) (73,9%) (5,1%) 235,0% 11911,6% 145,1% (7,7 pp) (13,6 pp) (30,3 pp) (31,1 pp) (37,1 pp) (32,0%) (73,0%) 37,2% (71,3%)

2012

Variação 2013 vs 2012

(1) LAJIDA (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amort ização) ou EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization) (2) Eventos de Natureza Extraordinária: - 2013: Impactos relacionados ao reposicionamento estratégico da Companhia. - 2012: Ativo decorrente de crédito com precatório.

Quantidades Expedidas (Mil unidades)

4T13

3T13

4T12

Variação 4T13 vs 4T12

Variação 4T13 vs 3T13

2013

Equipamentos de Automação Bancária ATMs Computadores Notebooks/Netbooks Desktops/All-in-Ones/Servidores

2,2

1,2

2,5

(13,7%)

74,6%

6,4

8,0

(20,7%)

3,6 38,2

16,7 27,1

103,6 58,9

(96,5%) (35,1%)

(78,5%) 40,6%

158,7 150,6

380,8 204,2

(58,3%) (26,2%)

Total

41,8

43,8

162,5

(74,3%)

(4,7%)

309,3

585,0

(47,1%)

No acumulado de 2013, o LAJIDA (EBITDA) foi negativo em R$ 310,4 milhões. O LAJIDA (EBITDA) Ajustado no ano, incluindo os impactos da reestruturação da Companhia, ocorridos no segundo trimestre de 2013, foi negativo em R$ 179,0 milhões. A tabela a seguir apresenta a reconciliação do LAJIDA (EBITDA) de acordo com a Instrução CVM Nº 527/12, excluindo do indicador, quando aplicável, os eventos de natureza extraordinária de forma a proporcionar melhores informações sobre a capacidade de geração operacional de caixa da Companhia. (Em milhões de R$, exceto quando indicado)

4T13

3T13

4T12

2013

2012

Lucro/(Prejuízo) Líquido Imposto de Renda e Contribuição Social Resultado Financeiro, Líquido

(63,9) (5,5) (2,9)

(51,0) 1,8 1,2

20,0 (4,5) 0,2

(388,7) 59,9 (0,3)

1,5 (4,2) (3,8)

LAJIR (EBIT) Depreciação e Amortização

(72,2) 4,5

(48,0) 4,7

15,6 4,0

(329,0) 18,7

(6,5) 18,2

LAJIDA (EBITDA) ¹ Eventos de Natureza Extraordinária

(67,7) -

(43,3) -

19,6 (65,1)

(310,4) 131,4

11,7 (65,1)

(67,7) (27,6%) (27,6%)

(43,3) (20,8%) (20,8%)

(45,5) (12,0%) 5,2%

(179,0) (17,0%) (29,5%)

(53,4) (3,5%) 0,8%

LAJIDA (EBITDA) Ajustado Margem LAJIDA (EBITDA) Ajustada Margem LAJIDA (EBITDA)

(1) LAJIDA (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ou EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization).

OPERAÇÕES BR AUTOMAÇÃO E ITAUTEC UNIDADE SOLUÇÕES DE AUTOMAÇÃO - BR AUTOMAÇÃO A Unidade Soluções de Automação atua na comercialização de produtos e soluções de automação bancária e automação comercial destinados aos mercados brasileiro e internacional. A receita líquida da Unidade em 2013 atingiu R$ 315,0 milhões, montante 22,0% inferior em relação ao reportado em 2012, em razão do menor número de ATMs expedidos no período (6,4 mil unidades em 2013 ante 8,0 mil unidades em 2012), sendo que, naquele período, foi reconhecida a parcela da receita líquida referente a projeto de biometria para um banco privado nacional. No 4T13 a receita líquida atingiu R$ 93,9 milhões, montante 25,1% inferior em relação ao mesmo período de 2012, em razão do menor volume de ATMs expedidos e ao menor volume de negócios ligados à biometria. UNIDADE SERVIÇOS TECNOLÓGICOS - BR AUTOMAÇÃO A Unidade Serviços Tecnológicos atua na prestação de serviços de manutenção em parques tecnológicos e em projetos de investimentos das empresas, incluindo a prestação de serviços de instalação, infraestrutura, cabeamento e rede, monitoração, manutenção e reparo de equipamentos próprios e de terceiros, nas áreas de automação bancária, automação comercial, computação e telecomunicações.

A receita líquida da Unidade em 2013 atingiu R$ 296,5 milhões, 32,8% inferior à registrada no mesmo período de 2012. Este resultado reflete as reduções oriundas de diminuição de escopo e renegociações contratuais impostas pelo setor bancário, além da perda de um grande contrato de serviços de logística a partir do segundo trimestre de 2012. No 4T13 a receita líquida de vendas atingiu R$ 75,9 milhões, montante 4,0% inferior em relação ao reportado no 4T12, em razão do menor volume de negócios nos segmentos bancário e de magazines. UNIDADE SOLUÇÕES DE COMPUTAÇÃO - ITAUTEC A Unidade Soluções de Computação atua na comercialização de microcomputadores (desktops, notebooks, netbooks e servidores) e de soluções integradas e revenda de softwares. A receita líquida da Unidade em 2013 foi de R$ 439,3 milhões, 37,3% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior, em razão do início da desativação paulatina da operação. No 4T13 a receita líquida de vendas atingiu R$ 75,2 milhões, montante 56,8% inferior em relação ao mesmo período do ano anterior. DIVIDENDOS Não foram propostos dividendos para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 em razão do prejuízo líquido apurado no exercício. INVESTIMENTOS - CONSOLIDADO Foram investidos no exercício R$ 85,1 milhões, dos quais R$ 64,3 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em sua maior parte direcionados ao desenvolvimento de produtos nos segmentos de automação bancária e automação comercial, incluindo hardware e software, e R$ 20,8 milhões em imobilizado operacional. LANÇAMENTOS - BR AUTOMAÇÃO No segmento de Automações, a Itautec lançou produtos de automação bancária durante a CIAB FEBRABAN 2013 - maior evento do setor financeiro e da área de Tecnologia da Informação da América Latina. Entre os produtos lançados estão: • ATM Adattis 2userS - Equipamento de última geração que combina um único cofre, uma CPU e um dispensador de notas viabilizando dois pontos de atendimento aos clientes a partir de um único equipamento. Com patente requerida no Brasil, o equipamento proporciona maior economia operacional e segurança para as instituições bancárias. • Terminal de Atendimento Móvel Itautec (TAMI) - Produto que reúne em um único equipamento móvel todos os periféricos para atendimento ao cliente, como dados biométricos, cartões, documentos, e digitalização de documentos pessoais, garantindo maior mobilidade dentro e fora da agência, mais agilidade na abertura de contas e comodidade para o cliente e produtividade para a instituição bancária. • Terminal Interface Cliente (TIC) - O TIC integra o pinpad, o leitor biométrico e tela interativa touchscreen, permitindo que vários processos ocorram simultaneamente. • Gestão de Identidade Multibiométrica - Solução que permite a identificação e autenticação através do uso da multibiometria (impressão digital, reconhecimento facial e assinatura digital), possibilitando a eliminação gradativa das senhas e suas confirmações. No terceiro trimestre, foi lançado o Security Pass (solução de segurança para controle de acesso a ambientes de tesouraria), uma evolução da solução Security Way, ampliando sua aplicação para a tesouraria das agências bancárias e agregando identificação biométrica e um inovador sistema de contagem automática de pessoas. Durante a participação da Itautec na Autocom 2013, 15ª Exposição e Congresso de Automação Comercial, Serviços e Soluções para o Comércio, foi apresentado o PDV Móvel, solução que permite levar o PDV (Ponto de Venda) até o cliente dentro do ambiente de loja, possibilitando maior comodidade para os clientes, e a Etiqueta Eletrônica, solução que permite a gestão dos preços de forma simples, eficaz e centralizada. RECONHECIMENTOS - CONSOLIDADO A Itautec foi premiada em três categorias do World Finance Technology Awards 2013, reconhecimento criado pela revista internacional World Finance para identificar as melhores práticas no ambiente financeiro e empresarial. • Melhor desenvolvedora de soluções de segurança da América Latina (Edições: 2011/2012/2013); • Melhor empresa de soluções tecnológicas de automação bancária da América Latina (Edições: 2011/2012/2013); • Melhor provedora de soluções de Middle & Back Office da América Latina (Edição: 2013). Pelo quinto ano consecutivo, a Itautec foi a empresa latino-americana com a melhor colocação no FinTech 100, ranking anual que reúne os cem maiores fornecedores globais de tecnologia para o setor financeiro. A Companhia ocupa a 39ª posição na lista, que é desenvolvida pela empresa de pesquisas IDC Financial Insights e pelas publicações internacionais American Banker e Bank Technology News. A Itautec foi indicada como finalista da categoria Comunicação e Transparência da edição 2013 do prêmio Ética nos Negócios. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios, atualmente em sua quarta edição, esta premiação reconhece as iniciativas das organizações no sentido de promover a ética no meio empresarial. A seleção da Companhia como finalista considerou a preocupação e cuidado em fornecer informações específicas aos públicos interno e externo, incluindo parceiros comerciais e demais partes interessadas, sobre o processo de reposicionamento estratégico da Itautec e anúncio da parceria com a OKI Electric. AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS - CONSOLIDADO A Itautec concluiu no primeiro trimestre de 2013 o desenvolvimento de seu inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), referente às operações de 2012 realizadas na unidade industrial, filiais de serviços e escritório administrativo, atingindo 41,6 mil toneladas de CO2 equivalente (tCO2e). Este trabalho está de acordo com as normas do GHG Protocol, do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). Pelo segundo ano consecutivo, a Itautec respondeu voluntariamente ao questionário do Carbon Disclosure Project - CDP, utilizando como base o inventário de emissões de gases de efeito estufa. O CDP é uma iniciativa europeia do setor financeiro que incentiva empresas a divulgar compromissos e políticas relacionados às mudanças climáticas. Em junho foi entregue pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) ao Ministério do Meio Ambiente a proposta de Logística Reversa de Equipamentos de Informática, desenvolvida pela Associação em conjunto com as indústrias do setor, incluindo a Itautec. Esta ação faz parte do processo de desenvolvimento do modelo de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos eletroeletrônicos, previsto pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e possibilitará o desenvolvimento do acordo setorial que será assinado entre governo e empresários para regulamentar a destinação adequada dos resíduos eletroeletrônicos. RECURSOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL Ao final de 2013, o quadro de colaboradores era composto por 4.171 funcionários diretos, sendo 3.964 alocados na BR Automação e 207 na Itautec. Foram direcionados no exercício R$ 306,8 milhões em remuneração direta e R$ 35,4 milhões em benefícios, incluindo assistência médica e odontológica, alimentação, transporte e treinamento para desenvolvimento técnico e capacitação profissional. REPOSICIONAMENTO ESTRATÉGICO Conforme pode ser verificado no extenso e detalhado relatório apresentado, apesar de todo o empenho, dedicação e evolução em produtos e gestão, a Companhia, em função da globalização e escala de seus concorrentes, concluiu que não conseguirá gerar valor futuro aos seus acionistas, razão pela qual foi implementado o seu reposicionamento estratégico, que incluiu a desativação do segmento de Computação e a parceria estratégica com player mundial nos segmentos de Automações e Serviços. AUDITORES INDEPENDENTES Nos termos da Instrução CVM 381/03, informamos que não foram contratados junto à Baker Tilly Brasil Auditores Independentes S/S quaisquer serviços além daqueles relativos aos de auditoria em 2013. A política de atuação da Itautec na contratação de serviços não relacionados à auditoria externa dos nossos auditores independentes se fundamenta na regulamentação aplicável e nos princípios internacionalmente aceitos que preservam a independência do auditor e consistem em: (a) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, (b) o auditor não deve exercer funções gerenciais no seu cliente e (c) o auditor não deve promover os interesses de seu cliente. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos nossos funcionários pela dedicação e comprometimento na implementação do reposicionamento estratégico da Companhia. São Paulo, 10 de fevereiro de 2014. A Administração.

BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 (Em milhares de reais - R$)

Nota Ativo Explicativa __________ Circulante Caixa e equivalentes de caixa 7 Instrumentos financeiros derivativos 4 Clientes 8 Valores a receber controladas 23 Estoques 9 Tributos a recuperar 10 Créditos com plano de previdência 30 Valores a receber e despesa antecipada Total do ativo circulante Ativos de operações descontinuadas

Não circulante Clientes Valores a receber controladas Valores a receber Tributos a recuperar Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais e outros créditos Créditos com precatórios Créditos com plano de previdência Investimentos em controladas Outros investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante

Total do ativo

Controladora 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2013 de 2012 ________ _________ 17.492 1.388 111.356 4.829 73.557 20.246 10.768 10.790 ________ 250.426 ________

158.306 204.536 19.354 244.918 23.974 8.906 _________ 659.994 _________

22.689 1.388 120.537 73.579 20.382 10.768 11.038 _________ 260.381 _________

196.420 223.646 266.195 36.099 8.850 _________ 731.210 _________

171.104 ________ 171.104 ________

__________________-

334.941 _________ 334.941 _________

__________________-

8 23

18.420 667 -

134 22.257 276

2.041 667 -

7.109 24.042

5.019 20.959 65.099 12.563 39.497 42.642 6.149 ________ 211.015 ________

65.029 19.388 65.099 71.692 70.589 61.516 22.889 _________ 398.869 _________

5.019 21.076 65.099 12.563 42.642 6.149 _________ 155.256 _________

67.539 19.564 65.099 71.692 1.955 63.576 23.863 _________ 344.439 _________

10 11 12 13 30 14 15 16

Consolidado 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2013 de 2012 _________ _________

________ 632.545 ________ ________

_________ 1.058.863 _________ _________

_________ 750.578 _________ _________

_________ 1.075.649 _________ _________

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais - R$, exceto o lucro líquido por ação)

Nota Passivo Explicativa _______ __________ Circulante Fornecedores Valores a pagar controladas 23 Empréstimos e financiamentos 17 Instrumentos financeiros derivativos 4 Obrigações com pessoal Impostos e contribuições a pagar Dívidas com pessoas ligadas Outras provisões e contas a pagar 18 Receitas diferidas 19 Dividendos/Juros sobre capital próprio Total do passivo circulante Passivos de operações descontinuadas Não circulante Valores a pagar controladas Empréstimos e financiamentos Dívidas com pessoas ligadas Provisões para contingências Outras provisões e contas a pagar Provisão para perdas com investimento Receitas diferidas Total do passivo não circulante Patrimônio Líquido Capital social Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reserva de lucros Prejuízos acumulados

23 17 20 14 19

21 21 21 21

Participação dos não controladores Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

Controladora 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2013 _________ de 2012 _________

Consolidado 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2013 _________ de 2012 _________

57.451 13.848 150.101 7.507 1.834 26.903 18.123 24 ________ 275.791 ________ ________________-

46.361 654 46.901 429 64.487 19.046 190 85.896 29.175 185 _________ 293.324 _________ __________________-

71.303 150.101 7.507 4.059 26.903 18.123 25 _________ 278.021 _________ 144.864 _________ 144.864 _________

48.714 49.546 429 66.415 23.653 190 89.970 29.175 185 _________ 308.277 _________ __________________-

8.746 55.862 72.961 19.441 22.766 21.029 ________ 200.805 ________

104 102.292 210 85.141 8.630 26.296 _________ 222.673 _________

55.862 74.482 20.361 21.029 _________ 171.734 _________

102.292 210 86.112 8.630 26.296 _________ 223.540 _________

280.000 11.451 (104) (135.398) ________ 155.949 ________155.949 ________ 632.545 ________ ________

280.000 22.067 (1.258) 242.057 _________542.866 _________542.866 _________ 1.058.863 _________ _________

280.000 11.451 (104) (135.398) _________ 155.949 10 _________ 155.959 _________ 750.578 _________ _________

280.000 22.067 (1.258) 242.057 _________542.866 966 _________ 543.832 _________ 1.075.649 _________ _________

Nota Explicativa __________ Operações continuadas Receita líquida de vendas e serviços Custo dos produtos vendidos e serviços prestados Lucro bruto Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Resultado da equivalência patrimonial Outros ganhos, líquidos (Prejuízo) Lucro operacional Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras (Prejuízo) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social (Prejuízo) Lucro do exercício das operações continuadas Operações descontinuadas (Prejuízo) do exercício das operações descontinuadas (Prejuízo) Lucro líquido do exercício Atribuível a: Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

Consolidado 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2013 _________ de 2012 _________

24

452.754

694.510

439.305

700.437

25

(433.294) _______ 19.460 (62.996) (32.247)

(639.339) _______ 55.171 (78.092) (23.381)

(434.544) _______ 4.761 (66.276) (34.046)

(642.617) _______ 57.820 (79.595) (26.473)

(6.132) (52.775) (84.204) _______ (218.894)

(7.910) 702 62.797 _______ 9.287

(6.842) (6) (119.129) _______ (221.538)

(7.910) 154 60.904 _______ 4.900

20.606 (23.909) _______ (3.303)

29.924 (26.860) _______ 3.064

27.406 (24.930) _______ 2.476

40.550 (30.803) _______ 9.747

(222.197) (55.416) _______

12.351 5.695 _______

(219.062) (59.156) _______

14.647 4.237 _______

(277.613)

18.046

(278.218)

18.884

(110.458) _______ (388.071)

(17.384) _______ 662

(110.458) _______ (388.676)

(17.384) _______ 1.500

(388.071) _______ _______-

662 _______ _______-

(388.071) (605) _______ _______

662 838 _______ _______

(33,31) _______ _______ (32,51) _______ _______

0,06 _______ _______ 0,05 _______ _______

(33,31) _______ _______ (32,51) _______ _______

0,06 _______ _______ 0,05 _______ _______

25 25 25 26

27 27

28

(Prejuízo ) Lucro por ação atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício (expresso em R$ por ação): (Prejuízo ) Lucro básico por ação 22 (Prejuízo) Lucro diluído por ação

Controladora 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2013 _________ de 2012 _________

22

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais - R$) Atribuível aos proprietários da controladora Nota Explicativa __________ Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Lucro líquido do exercício Investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Destinação do lucro líquido do exercício Aumento de capital Dividendo propostos Reserva Legal Reserva Estatutária Reversão de opções outorgadas Saldos em 31 de Dezembro de 2012

21 21 21

Prejuízo líquido do exercício Investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Destinação do resultado do exercício Aumento de capital Dividendo propostos Reversão de opções outorgadas Participação dos não controladores nas operações Descontinuadas Absorção de prejuízos do exercício Saldos em 31 de Dezembro de 2013

21

Capital Social _______

Reserva de capital _________

Ajustes de avaliação patrimonial ___________

Reserva de lucros _________

Lucros/ (Prejuízos) acumulados _______________

280.000 _______ _______ ______________-

37.471 _________ _________ __________________-

(5.921) ___________ ___________ 924 (855) 4.594 ___________ 4.663 ___________

226.148 _________ _________ __________________-

_______________ _______________ 662 _______________662 _______________

_______280.000 _______ _______ ______________-

(15.404) _________ 22.067 _________ _________ __________________-

___________(1.258) ___________ ___________ 2.438 (1.284) ___________ 1.154 ___________

33 472 15.404 _________ 242.057 _________ _________ __________________-

_______280.000 _______ _______

(10.616) _________11.451 _________ _________

___________(104) ___________ ___________

10.616 (252.673) _________ _________ _________

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Total _______ 537.698 _______ _______ 662 924 (855) 4.594 _______ 5.325 _______

Participação dos não controladores _____________

Total do patrimônio líquido __________

10 _____________ _____________ 838 _____________838 _____________

537.708 __________ __________ 1.500 924 (855) 4.594 __________ 6.163 __________

(157) (33) (472) _____________________________________________ (388.071) _______________(388.071) _______________

(157) _______542.866 _______ _______ (388.071) 2.438 (1.284) _______ (386.917) _______

118 _____________966 _____________ _____________ (605) _____________(605) _____________

118 (157) __________543.832 __________ __________ (388.676) 2.438 (1.284) __________ (387.522) __________

252.673 _______________ (135.398) _______________ _______________

_______155.949 _______ _______

265 (464) (152) _____________10 _____________ _____________

265 (464) (152) __________155.959 __________ __________


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO (Em milhares de reais - R$) Controladora 2013 _________ 2012 ________ Receitas Vendas de mercadorias, produtos e serviços Outras receitas Provisão para créditos de liquidação duvidosa

Consolidado 2013 _________ 2012 _________

946.069 39.667 177 _________ 985.913 _________

1.718.190 1.173.838 1.754.758 87.664 43.893 89.342 (545) _________ (937) _________ (3.976) _________ 1.805.309 _________ 1.216.794 _________ 1.840.124 _________

Valor adicionado bruto Depreciação e amortização Valor adicionado líquido produzido

(588.306) (325.346) _________ (913.652) _________ 72.261 (14.318) _________ 57.943 _________

(1.001.936) (298.915) _________ (1.300.851) _________ 504.458 (17.843) _________ 486.615 _________

(669.732) (425.283) _________ (1.095.015) _________ 121.779 (18.653) _________ 103.126 _________

(992.198) (330.028) _________ (1.322.226) _________ 517.898 (18.177) _________ 499.721 _________

Valor adicionado recebido em transferência Resultado da equivalência patrimonial Resultado financeiro Valor adicionado total a distribuir

(87.363) 3.709 20.606 _________ 29.924 _________ (8.814) _________ 520.248 _________ _________ _________

68 27.406 _________ 130.600 _________ _________

154 40.550 _________ 540.425 _________ _________

217.699 24.752 33.748 _________ 276.199 _________

284.900 35.155 20.228 _________ 340.283 _________

306.766 35.369 37.546 _________ 379.681 _________

295.884 35.778 20.227 _________ 351.889 _________

61.626 7.433 10.088 _________ 79.147 _________ 23.911

111.063 15.330 20.125 _________ 146.518 _________ 32.785

84.757 7.470 14.931 _________ 107.158 _________ 32.437

112.120 15.330 20.177 _________ 147.627 _________ 39.409

Insumos adquiridos de terceiros Custo dos produtos vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

Distribuição do valor adicionado Remuneração do trabalho Remuneração direta Benefícios FGTS Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais

Remuneração de capital de terceiros Remuneração dos acionistas Dividendos propostos/Juros sobre o capital próprio 157 Lucros/(Prejuízos) retidos do exercício (388.071) _________ 505 _________ (388.071) _________ 662 _________ Valor adicionado total distribuído (8.814) _________ 520.248 _________ _________ _________ Atribuível a: Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

157 (388.676) _________ 1.343 _________ (388.676) _________ 1.500 _________ 130.600 _________ 540.425 _________ _________ _________ (388.071) 505 (605) _________ 838 _________ (388.676) 1.343 _________ _________ _________ _________

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais - R$)

(Prejuízo) Lucro líquido do exercício Outros componentes do resultado abrangente Itens a serem posteriormente reclassificados para o resultado Ajuste de conversão de investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Reembolso de Plano de Pensão Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda

Controladora 2013 _________ 2012 _________ (388.071) 662 _______ ______

Consolidado 2013 _________ 2012 _________ (388.676) 1.500 _______ ______

Controladora 2013 _________ 2012 _________ Outros componentes do resultado abrangente do exercício Total do resultado abrangente do exercício

2.438 (1.284) -

924 (855) -

2.438 (1.284) -

924 (855) -

_______-

4.594 ______

_______-

4.594 ______

1.154 _______ _______ (386.917) _______ _______

4.663 ______ ______ 5.325 ______ ______

Atribuível Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

Consolidado 2013 _________ 2012 _________ 1.154 _______ _______ (387.522) _______ _______

4.663 ______ ______ 6.163 ______ ______

(386.917) (605) _______ (387.522) _______ _______

5.325 838 ______ 6.163 ______ ______

Os itens na demonstração de resultado abrangente são apresentados líquidos de impostos.

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais - R$) Controladora 2013 _________ 2012 ________ FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (Prejuízo) Lucro líquido do exercício das operações continuadas (277.613) Prejuízo líquido do exercício das operações descontinuadas (110.458) Ajustes para reconciliar o Resultado líquido do exercício c/o caixa gerado pelas atividades operacionais: Depreciações e amortizações 14.318 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (177) Provisão para riscos legais, líquidas (9.462) Provisão para estoques obsoletos 16.763 Provisão para perdas com impostos a recuperar (12.336) Resultado de equivalência patrimonial 86.047 Prejuízo (Lucro) da alienação de imobilizado e Investimentos (165) Baixa de ativos imobilizado e intangível 1.556 Apropriação de rendas (1.088) Ganho com Precatório Plano de Previdência Privada 48.361 Imposto de renda e contribuição social diferidos 60.010 Juros, variações cambiais e monetárias líquidas 15.912 Variações nos Ativos e Passivos: Clientes 37.756 Estoques 17.461 Tributos a recuperar 16.340 Valores a Receber e Despesas antecipadas (7.697) Créditos diversos 18.415 Depósitos judiciais (2.238) Fornecedores 31.897

Consolidado 2013 _________ 2012 _________

18.046

(278.218)

18.884

(17.384)

(110.458)

(17.384)

17.843 545 3.695 4.776 (3.709)

18.653 937 (8.707) 20.049 46.048 (67)

18.177 3.976 3.695 5.126 (154)

1.995 998 (342) (65.099)

185 2.398 535

1.710 1.084 (342) (65.099)

(6.300) 12.194

48.361 60.738 16.266

(7.241) 12.750

(12.091) (8.526) 8.788 6.569 (2.681) 829 (31.892)

19.527 12.609 (15.336) (5.230) 668 (2.241) 42.430

(8.015) (14.530) 4.607 6.220 (988) 1.340 (30.124)

Controladora Consolidado 2013 2012 _________ 2013 2012 ________ _______ _______ (8.237) (9.328) (5.837) (9.353) (17.210) 6.249 (12.335) 7.243 (42.507) (753) (21.920) (6.073) _______ ______ _______ ______ (124.352) (75.578) (170.945) (74.491) _______ ______ _______ ______ (6.353) (8.459) (6.353) (8.459) _______ ______ _______ ______ (130.705) (84.037) (177.298) (82.950) _______ ______ _______ ______

Salários, provisões e contribuições sociais Impostos a recolher Outras contas a pagar Caixa aplicado nas atividades operacionais Juros Pagos Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Alienação de bens do ativo imobilizado/Ativos Financeiros 5.366 Aumento de capital em controladas (47.382) Dividendos recebidos 1.771 Aquisição de ativo imobilizado e intangível (22.102) Outros ativos de operações descontinuadas _______Caixa aplicado nas atividades de investimento (62.347) _______ FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Pagamento de empréstimos de terceiros (100.616) Captação de empréstimos de terceiros 153.014 Pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (160) Participações de acionistas não controladores _______Caixa aplicado nas atividades de financiamento 52.238 _______ REDUÇÃO DO SALDO DE DISPONIBILIDADES DISPONIBILIDADES No início do exercício No fim do exercício REDUÇÃO DO SALDO DE DISPONIBILIDADES

18.195 (959) 761 (14.925) ______3.072 ______

7.755 167 (25.952) (30.305) _______ (48.335) _______

18.559 92 (16.370) ______2.281 ______

(132.219) 60.074 (12.175) ______(84.320) ______

(107.505) 159.497 (356) 266 _______ 51.902 _______

(133.303) 61.642 (12.175) 118 ______ (83.718) ______

(140.814) _______

(165.285) _______

(173.731) _______

(164.387) ______

158.306 17.492 _______ (140.814) _______ _______

323.591 158.306 _______ (165.285) _______ _______

196.420 22.689 _______ (173.731) _______ _______

360.807 196.420 ______ (164.387) _______ _______

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Itautec S.A. (“Companhia” ou “Itautec”), controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., e suas controladas (conjuntamente “o Grupo”), é uma empresa brasileira de tecnologia, sediada no Estado de São Paulo, com unidade fabril no município de Jundiaí/São Paulo e, especializada no desenvolvimento de produtos e soluções computação: desktops, notebooks, netbooks, e servidores. (a) Venda das atividades de automação bancária e comercial e prestação de serviços Em 15 de maio de 2013, a Companhia firmou contrato de Compra e Venda de ações com a Oki Electric Industry Co. Ltd. (“OKI”), objetivando a formação de parceria estratégica nas atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços. Em 1º de setembro de 2013 a Companhia conferiu bens, direitos e obrigações das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços para a sua controlada, BR Indústria e Comércio de Produtos e Tecnologia em Automação S.A. (“BR Automação”) para posterior venda de 70% do capital social desta última à OKI. Em 10 de janeiro de 2014 foi formalizada a parceria estratégica com a OKI envolvendo as atividades de automação bancária, automação comercial e de prestação de serviços. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 14 de janeiro de 2014 foi aprovada a alteração do objeto social da Itautec em razão da parceria estratégica com a OKI, uma vez que a Companhia passará a desempenhar as atividades nas áreas de automação bancária, automação comercial e de prestação de serviços indiretamente e em sociedade com a OKI. Os detalhes sobre os ativos, passivos e resultados desta operação e fluxos de caixa estão descritos na Nota 33. (b) Desativação paulatina das atividades de computação Dando continuidade à desativação paulatina das atividades de computação divulgadas pela Companhia em 15 de maio de 2013, no 3º trimestre de 2013, a Companhia finalizou as operações de vendas de produtos no segmento de computação pessoal. A desativação das atividades de computação não acarretará qualquer prejuízo ao cumprimento integral de todos os contratos e obrigações de fornecimento, manutenção e garantia dos equipamentos da marca Itautec/InfoWay, bem como o atendimento ao consumidor e os serviços associados a essa manutenção. Os ativos e passivos foram avaliados com relação à necessidade de impairment e ajustados quando necessário. Dentre os ajustes efetuados, destaca-se o complemento da provisão para obsolescência de estoques, provisão para reestruturação, baixa de créditos tributários e de créditos de planos de previdência. A Companhia tem suas ações negociadas na BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”). A emissão das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Grupo foi autorizada pelo Conselho de Administração em 10 de fevereiro de 2014. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados. 2.1 - Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor. Os instrumentos financeiros derivativos ativos e passivos são mensurados ao valor justo. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. (a) Demonstrações financeiras consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs), e conforme as normas internacionais de relatórios financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), aprovados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). (b) Demonstrações financeiras individuais As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e são divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas. No caso da Companhia, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas demonstrações financeiras individuais diferem do IFRS aplicável às demonstrações financeiras separadas, apenas pela avaliação dos investimentos em controladas, pelo método de equivalência patrimonial, enquanto conforme IFRS seriam avaliados pelo custo ou valor justo. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. 2.2 - Consolidação - Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, foram adotadas as políticas contábeis descritas a seguir. (a) Controladas Controladas são todas as entidades nas quais o Grupo detém o controle. O Grupo controla uma entidade quando está exposto a, ou tem direito sobre, retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a entidade e tem a capacidade de afetar esses retornos devido ao poder que exerce sobre a entidade. As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para o Grupo. A consolidação é interrompida a partir da data em que o Grupo deixa de ter o controle. O Grupo usa o método de aquisição para contabilizar as combinações de negócios. A contraprestação transferida para a aquisição de uma controlada é o valor justo dos ativos transferidos, passivos incorridos e instrumentos patrimoniais emitidos pelo Grupo. A contraprestação transferida inclui o valor justo de ativos e passivos resultantes de um contrato de contraprestação contingente, quando aplicável. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos. Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. O Grupo reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora é determinada em cada aquisição realizada. O excesso: (i) de contraprestação transferida; (ii) do valor da participação de não controladores na (a)adquirida; e (iii) do valor justo na data da aquisição de qualquer participação patrimonial anterior na adquirida, em relação ao valor justo da participação do Grupo nos ativos líquidos identificáveis adquiridos é registrada como ágio (goodwill). Quando o total da contraprestação transferida, a participação dos não-controladores reconhecida e a mensuração da participação mantida anteriormente for menor que o valor justo dos ativos líquidos da controlada adquirida, a diferença é reconhecida diretamente na demonstração do resultado do exercício. Transações, saldos e ganhos não realizados em transações entre empresas do Grupo são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consistência com as políticas adotadas pelo Grupo. (b) Transações e participações não controladoras O Grupo trata as transações com participações não controladoras como transações com proprietários de ativos do Grupo. Para as compras de participações de não controladores, a diferença entre qualquer contraprestação paga e a parcela adquirida do valor contábil dos ativos líquidos da controlada é registrada no patrimônio líquido. Os ganhos ou perdas sobre alienações para participações de não controladores também são registrados diretamente no patrimônio líquido, na conta “Ajustes de avaliação patrimonial” Quando o Grupo deixa de ter controle, qualquer participação retida na entidade é remensurada ao seu valor justo, sendo a mudança no valor contábil reconhecida no resultado. O valor justo é o valor contábil inicial para subsequente contabilização da participação retida em uma coligada ou ativo financeiro. 2.3 - Apresentação de informações por segmentos operacionais As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais é o Presidente da Companhia. 2.4 - Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das empresas do Grupo são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). Na determinação da moeda funcional foi considerada a moeda que mais influencia os preços de venda de bens e serviços e a moeda que mais influencia os custos para o fornecimento de bens e serviços. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em Reais (“R$ ”), que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação do Grupo. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação de ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando qualificadas como hedge accounting e, portanto, diferidos no patrimônio líquido como operações de hedge de fluxo de caixa e operações de hedge de investimento líquido. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos e financiamentos, caixa e equivalentes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como receitas ou despesas financeiras. (c) Empresas do Grupo com moeda funcional diferente Os resultados e a posição financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tem moeda de economia hiperinflacionária), cujas moedas funcionais são diferentes da moeda de apresentação (R$), são convertidos na moeda de apresentação, como segue: (i) Os ativos e passivos de cada balanço patrimonial apresentado são convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço; (ii) As receitas e despesas de cada demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de câmbio médias do mês de fechamento do balanço; (iii) Todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como um componente separado no patrimônio líquido, na conta “Ajustes de avaliação patrimonial”. Na consolidação, as diferenças de câmbio decorrentes da conversão do investimento líquido em operações no exterior, assim como os empréstimos e financiamentos outros instrumentos financeiros designados como hedge desses investimentos, são reconhecidas no patrimônio líquido. Quando uma operação no exterior é parcialmente alienada ou vendida, as diferenças de câmbio que foram registradas no patrimônio são reconhecidas na demonstração do resultado como parte do ganho ou perda da venda. 2.5 - Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com carência para resgate de até 90 dias ou com direito contratual outorgado pelo banco emissor de resgate imediato, e que estão sujeitos a mínimo risco de mudança de valor.

2.6 - Ativos financeiros 2.6.1 - Classificação O Grupo classifica seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob a seguinte categoria: (a) empréstimos e recebíveis. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. Em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, o Grupo possui ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os instrumentos derivativos contratados nessa data foram designados como instrumentos de hedge. Empréstimos e recebíveis São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os ativos financeiros reconhecidos pelo Grupo nessa categoria de instrumentos financeiros são principalmente: caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e créditos com precatórios (Nota 2.5, 2.8 e 13). 2.6.2 - Reconhecimento e mensuração As compras e as vendas de ativos financeiros são normalmente reconhecidas na data da negociação. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que o Grupo tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios de propriedade. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa efetiva de juros. 2.6.3 - Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial unicamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.6.4 - Impairment de ativos financeiros Ativos mensurados ao custo amortizado O Grupo avalia na data de cada balanço se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. Os critérios que o Grupo usa para determinar se há evidência objetiva de uma perda por impairment incluem: (i) dificuldade financeira relevante do emissor ou devedor; (ii) uma quebra de contrato, como inadimplência ou mora no pagamento dos juros ou principal; (iii) o Grupo, por razões econômicas ou jurídicas relativas à dificuldade financeira do devedor, estende ao tomador uma concessão que um credor normalmente não consideraria; (iv) torna-se provável que o devedor declare falência ou outra reorganização financeira; (v) o desaparecimento de um mercado ativo para aquele ativo financeiro devido às dificuldades financeiras; ou (vi) dados observáveis indicando que há uma redução mensurável nos futuros fluxos de caixa estimados a partir de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, embora a diminuição não possa ainda ser identificada com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo: - mudanças adversas na situação do pagamento dos devedores na carteira; - condições econômicas nacionais ou locais que se correlacionam com as inadimplências sobre os ativos na carteira. O montante da perda por impairment é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros em vigor original dos ativos financeiros. O valor contábil do ativo é reduzido e o valor do prejuízo é reconhecido na demonstração do resultado. Se uma conta a receber ou investimento mantido até o vencimento tiver uma taxa de juros variável, a taxa de desconto para medir uma perda por impairment é a atual taxa efetiva de juros determinada de acordo com o contrato. Como um expediente prático, o Grupo pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ser reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão dessa perda reconhecida anteriormente será reconhecida na demonstração do resultado. 2.7 - Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao valor justo. As variações de valor justo são lançadas contra o resultado. O Grupo utiliza derivativos como instrumentos de hedge de suas obrigações que possuem outras moedas ou índices de atualização de obrigações. O Grupo tem designado certos instrumentos financeiros não derivativos como instrumentos de hedge de um investimento líquido em uma operação no exterior (hedge de investimento líquido), como descrito a seguir. Contabilidade de hedge de investimento líquido O Grupo documenta, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A parcela efetiva das variações no valor justo de instrumentos financeiros designados e qualificados como hedge de investimento líquido é reconhecida no patrimônio líquido na conta de “Ajustes acumulados de conversão”, juntamente com as variações cambiais do item objeto de hedge. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido na demonstração do resultado como “Outros ganhos (perdas), líquidos”. Os ganhos e as perdas acumulados no patrimônio são incluídos na demonstração do resultado quando a operação no exterior for parcialmente ou integralmente alienada ou vendida. 2.8 - Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes são reconhecidas pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, o que não difere de forma relevante do valor justo dos títulos. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. Uma perda por redução do valor recuperável (impairment) é reconhecida quando existe uma evidência objetiva de que o Grupo não será capaz de cobrar todos os valores devidos. Esta perda é reconhecida em montante considerado suficiente para fazer face às eventuais perdas na realização da conta clientes, o que envolveu análises individuais de clientes, nas situações aplicáveis. Quando uma conta a receber de clientes é incobrável, esta é baixada contra a provisão e o valor da perda reconhecido na demonstração do resultado. 2.9 - Estoques Os estoques são mensurados pelo valor de custo incluindo os custos de aquisição e de transformação ou pelo valor líquido realizável, dos dois o menor. Adicionalmente, o Grupo adota a política de reconhecer perdas por redução ao valor recuperável (impairment) e baixas de estoques por questões de obsolescência, demanda ou outros fatores econômicos. O custo é determinado pelo método de custo médio de aquisição ou produção. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende os custos de matérias-primas, mão-de-obra direta e outros custos diretos, excluindo os custos de empréstimos e financiamentos. As importações em andamento são demonstradas ao custo de cada importação. 2.10 - Ativos intangíveis Ágio O ágio (“goodwill”) é representado pela diferença positiva entre o valor pago e/ou a pagar pela aquisição de um negócio e o montante líquido do valor justo da participação do Grupo nos ativos e passivos da controlada adquirida. O ágio de aquisições de controladas é registrado como ativo intangível nas demonstrações financeiras consolidadas. Ativos intangíveis gerados internamente - desenvolvimento de novos produtos Os gastos associados às atividades de pesquisa de novos projetos são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os gastos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis aos projetos são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes principais critérios são atendidos: - o projeto é considerado tecnicamente viável e é possível concluir o produto para que ele esteja disponível para uso ou venda; - o produto gerará benefícios econômicos futuros prováveis, que podem ser demonstrados; - o gasto atribuível ao produto durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança. O montante inicialmente reconhecido de ativos intangíveis desenvolvidos internamente corresponde à soma dos gastos incorridos, incluindo os gastos com empregados alocados ao projeto. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam aos critérios de reconhecimento descritos acima são reconhecidos como despesa conforme incorridos. Os gastos com desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os gastos com desenvolvimento de produtos reconhecidos como ativos são amortizados durante a sua vida útil estimada. Revisões periódicas são realizadas, quando são analisadas as condições atuais dos projetos e, caso não haja a evidência de benefícios econômicos futuros prováveis, são realizadas baixas contra o resultado do exercício. Ativos intangíveis identificados em uma combinação de negócios Os ativos intangíveis identificados em uma combinação de negócios e reconhecidos separadamente do ágio são registrados pelo valor justo na data da aquisição. Softwares Os valores classificados no intangível referem-se a licenças de softwares adquiridas e que são capitalizadas considerando também os custos incorridos para torná-los prontos e adaptados para serem utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável de 2 a 5 anos. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de softwares identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os custos diretamente atribuíveis que são capitalizados como parte do produto de softwares incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas diretas aplicáveis. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. 2.11 - Imobilizado Os itens do imobilizado estão demonstrados pelo seu custo de aquisição, formação ou construção, deduzidos da depreciação e eventuais perdas por impairment. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao

item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é contabilizado no resultado do exercício (custo ou despesa). Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método linear durante a vida útil estimada, como segue: Item Vida útil - Edifícios 25 anos - Máquinas, equipamentos e ferramentas 10 anos - Instalações 10 anos - Equipamento de processamento de dados 2 - 5 anos - Outros ativos 5 - 25 anos O valor residual e a vida útil econômica dos bens são revisados e ajustados, se necessário, ao final de cada exercício. A Companhia revisou a vida útil econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação do exercício e não foram constatadas variações significativas nas vidas úteis utilizadas. O valor residual dos itens do imobilizado é baixado imediatamente quando o saldo residual exceder o seu valor recuperável. A Companhia não registrou nenhuma perda decorrente da aplicação dessa prática no exercício apresentado. Um item do ativo imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso contínuo do ativo. Quaisquer ganhos ou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são determinados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil do ativo e são reconhecidos no resultado na rubrica “Outros ganhos (perdas), líquidos”. 2.12 - Impairment de ativos não financeiros Os ativos que têm uma vida útil indefinida, como o ágio, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para identificar eventual necessidade de redução ao valor recuperável (impairment). Os ativos que estão sujeitos à amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil possa não ser recuperável. A Companhia avalia a recuperação do valor contábil dos ativos não financeiros com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa futuro descontado. O processo de estimativa do valor em uso envolve a utilização de premissas, julgamentos e estimativas sobre os fluxos de caixa futuros, taxas de crescimento e de desconto. As premissas sobre os fluxos de caixa futuros e as projeções de crescimento são baseadas no orçamento anual e no plano de negócios de longo prazo da Companhia, aprovados pelo Conselho de Administração, e representam a melhor estimativa da Administração sobre as condições econômicas que existirão durante a vida útil econômica do conjunto de ativos que proporcionam a geração dos fluxos de caixa. Quando aplicável, se o valor recuperável do ativo for menor que o valor contábil, o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao valor recuperável e a redução reconhecida no resultado. 2.13 - Contas a pagar a fornecedores e provisões As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. As provisões, em geral, referem-se a obrigações cujo valor ou prazo é sujeito a certa indefinição, incluindo as discussões administrativas e judiciais e são reconhecidas quando o Grupo tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados, é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e o valor puder ser estimado com segurança. Quando houver uma série de obrigações similares, como é o caso de garantias, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a probabilidade de ocorrência e a classe de obrigações como um todo. 2.14 - Empréstimos e financiamentos Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquidos dos custos incorridos na transação e em seguida apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que o Grupo tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data das demonstrações financeiras. 2.15 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido As despesas de imposto de renda e contribuição social do exercício compreendem os impostos correntes e diferidos. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com itens reconhecidos em “Outros resultados abrangentes” ou diretamente no patrimônio líquido, caso em que os impostos correntes e diferidos também são reconhecidos em “Outros resultados abrangentes” ou diretamente no patrimônio líquido, respectivamente. O encargo de imposto de renda e a contribuição social corrente e diferido é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço dos países em que as entidades do Grupo atuam e geram lucro tributável. (a) Impostos correntes A provisão para imposto de renda e contribuição social está baseada no lucro tributável do exercício. O lucro tributável difere do lucro apresentado na demonstração do resultado porque exclui receitas ou despesas tributáveis ou dedutíveis em outros períodos, além de excluir itens não tributáveis ou não dedutíveis de forma permanente. (b) Impostos diferidos O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método das diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. Entretanto, o imposto de renda e a contribuição social diferidos não são contabilizados se resultar do reconhecimento inicial de um ativo ou passivo em uma operação que não seja uma combinação de negócios, a qual, na época da transação, não afeta o resultado contábil, nem o lucro tributável (prejuízo fiscal). O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativo são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas. Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. 2.16 - Benefícios aos empregados (a) Planos de previdência privada A Companhia e suas controladas no Brasil oferecem Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”) a todos os colaboradores, administrado pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento do plano prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos colaboradores. Neste plano, a Companhia e suas controladas no Brasil não têm nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. Os ganhos e perdas são reconhecidos no resultado do exercício. A Companhia já ofereceu Plano de Benefício Definido a seus colaboradores, mas esse plano está em extinção com acesso vedado a novos participantes. (b) Remuneração com base em ações A Companhia ofereceu aos executivos, até 2006, um plano de remuneração com base em ações (Stock Options), com o objetivo de reter os referidos executivos durante o período de carência e receber seus serviços como contraprestação das opções de compra de ações outorgadas. O valor justo dos serviços dos executivos recebidos em troca da outorga de opções, por não poder ser estimado com confiabilidade, é mensurado de forma indireta, tomando como base o valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados. O valor justo das opções de compra é reconhecido como despesa em contrapartida ao patrimônio líquido, durante o período no qual os serviços dos executivos são prestados e o direito é adquirido (período de carência). Após o reconhecimento do valor das opções outorgadas, a Companhia não deve fazer nenhum ajuste subsequente no patrimônio líquido, o que não elimina a necessidade do reconhecimento, pela Companhia, da transferência de um componente para outro dentro do patrimônio líquido, se as opções não forem exercidas (expirarem). (c) Participação nos lucros Os funcionários têm direito a participação nos lucros com base em determinadas metas acordadas anualmente, e os gestores com base em objetivos específicos e acordados entre as partes. O montante da participação é reconhecido no resultado do exercício. Os programas são aprovados pelo Conselho de Administração da Companhia e, quando aplicável constam dos acordos firmados com entidades sindicais competentes. 2.17 - Capital social O capital social da Companhia, classificado no patrimônio líquido, está representado integralmente por ações ordinárias. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquido de impostos. 2.18 - Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades do Grupo. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como após a eliminação das vendas entre empresas do Grupo. O Grupo reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança; (ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e (iii) quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades do Grupo, conforme descrição a seguir: (a) Vendas de produtos e serviços As vendas dos produtos são reconhecidas sempre que seja efetuada a entrega dos produtos para os clientes e existam evidências objetivas de que todos os critérios para aceitação foram atendidos. A Companhia oferece a seus clientes a possibilidade de obter serviços para os produtos vendidos por um período determinado de tempo, estando o preço desses serviços embutido no preço do produto, sendo reconhecido como receita diferida no balanço patrimonial e apropriado ao resultado ao longo dos prazos de vigência dos contratos. (b) Arrendamento O Grupo reconhece os ativos arrendados a terceiros mediante contratos de arrendamento mercantil financeiro como contas a receber por valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. Os valores a receber das parcelas futuras do arrendamento de bens, e que representam leasing financeiro, estão reconhecidos a valor presente, deduzidos das parcelas de serviços a serem prestados, com base nas taxas médias praticadas nesses negócios. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contrato. (c) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva. Quando uma perda é identificada em relação a uma conta a receber, o Grupo reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado. (Continua)


ECONOMIA - 15

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (Continuação) 2.19 - Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo quando aprovada pelo Conselho de Administração, com base no dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. Os juros sobre capital próprio aprovados (pagos ou a pagar) e que sejam definitivos, são também reconhecidos como passivo. 2.20 - Ativo não circulante mantido para a venda e resultado de operações descontinuadas Os grupos de ativo não circulante classificados como mantidos para venda são mensurados com base no menor valor entre o valor contábil e o valor justo, deduzido dos custos de venda. Os grupos de ativo não circulante são classificados como mantidos para venda se seus valores contábeis forem recuperados por meio de uma transação de venda. Essa condição é considerada cumprida apenas quando a venda for altamente provável e o grupo de ativo ou de alienação estiver disponível para venda imediata na sua condição atual. Para que a venda seja altamente provável, a Administração deve estar comprometida com o plano de venda do ativo, e deve ter sido iniciado um programa firme para localizar um comprador e concluir o plano e deve-se esperar que a venda seja concluída em até um ano a partir da data da classificação. Uma vez classificados como mantidos para venda, os ativos não são depreciados ou amortizados. Os ativos e passivos do grupo de ativos descontinuados são apresentados em linhas únicas de ativo e passivo. O resultado das operações descontinuadas é apresentado em montante único, separado das demais receitas e despesas, depois da rubrica de lucros ou prejuízos após impostos. Os fluxos de caixa líquidos atribuíveis às atividades operacionais, de investimento e de financiamento das operações descontinuadas são apresentados na Nota 33. 2.21 - Demonstração do valor adicionado Esta demonstração é apresentada conforme requerido pela legislação societária brasileira e dispositivos da CVM Comissão de Valores Mobiliários, como parte das demonstrações contábeis individuais e como informação suplementar às demonstrações financeiras consolidadas da Companhia, pois não é uma demonstração prevista nem obrigatória conforme as IFRSs. A demonstração do valor adicionado foi preparada com base em informações obtidas dos registros contábeis que servem de base de preparação das demonstrações financeiras e seguindo as disposições contidas na Norma Brasileira de Contabilidade NBC TG 09, emitida pelo CFC - Conselho Federal de Contabilidade. Em sua primeira parte apresenta a riqueza criada pela Companhia, representada pelas receitas (receita bruta das vendas, incluindo os tributos incidentes sobre ela, as outras receitas e os efeitos da provisão para créditos de liquidação duvidosa), pelos insumos adquiridos de terceiros (custo das vendas e aquisições de materiais, energia e serviços de terceiros, considerados os tributos incluídos no momento da aquisição e a depreciação e amortização) e pelo valor adicionado recebido de terceiros (resultado de equivalência patrimonial e receitas financeiras). A segunda parte da referida demonstração apresenta a distribuição da riqueza, durante determinado período, entre pessoal, impostos, taxas e contribuições, remuneração de capitais de terceiros e remuneração de capitais próprios. 2.22 - Normas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB mas não estão em vigor no primeiro trimestre de 2013. A adoção antecipada dessas normas, embora encorajada pelo IASB, não foi permitida, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC) e, consequentemente, não aprovada pela CVM. • IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, a mensuração e o reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outros resultados abrangentes e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. O Grupo está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2015. • IFRIC 21 - “Taxas”, a interpretação esclareceu quando uma entidade deve reconhecer uma obrigação de pagar taxas de acordo com a legislação. A obrigação somente deve ser reconhecida quando o evento que gera a obrigação ocorre. Essa interpretação é aplicável a partir de 1º de janeiro de 2014. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre o Grupo. NOTA 3 - ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS As estimativas e os julgamentos contábeis são constantemente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e outros fatores, entre os quais expectativas de acontecimentos futuros considerados razoáveis nas circunstâncias. 3.1 Estimativas e premissas contábeis críticas Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro - realização de ativos e liquidação de passivos. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício, estão contempladas abaixo: Provisões para contingências A Companhia discute questões tributárias, trabalhistas e cíveis nas esferas administrativas e judiciais, dentro do curso normal de seus negócios e uma provisão para desembolsos futuros é constituída a partir de análise da Administração, em conjunto com seus assessores jurídicos. Alterações em tendências de decisões ou jurisprudências em tribunais poderão alterar as estimativas ligadas a provisões para contingências. 3.2 Julgamentos críticos na aplicação de políticas contábeis da entidade Operações descontinuadas As atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços do Grupo foram classificadas como disponível para venda. O Conselho da Administração considerou que as atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços, satisfizeram os critérios para classificação como mantidas para venda na referida data pelos seguintes motivos: • As atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços estão disponíveis para venda imediata, podendo ser vendidas no seu estado atual. • O Conselho da Administração firmou contrato de Compra e Venda de ações das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços com a OKI. Para maiores detalhes sobre operações descontinuadas, vide Nota 33. NOTA 4 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1 Fatores de risco financeiro As atividades do Grupo o expõem a diversos riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de moeda, risco de taxa de juros de valor justo, risco de taxa de juros de fluxo de caixa e risco de preço), risco de crédito e risco de liquidez. O Grupo dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas pela Companhia têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que não realiza ou realizou nenhuma operação com derivativos financeiros alavancados. a) Riscos de Mercado (i) Risco cambial O Grupo atua internacionalmente e está exposto ao risco cambial decorrente de exposições de algumas moedas, principalmente com relação ao dólar dos Estados Unidos. O risco cambial decorre de operações comerciais futuras, ativos e passivos reconhecidos e investimentos líquidos em operações no exterior. Em função de seus procedimentos de gerenciamento de riscos, que objetivam minimizar a exposição cambial da Companhia e de suas controladas, são mantidos mecanismos de “hedge” que visam proteger a maior parte de sua exposição cambial. A exposição cambial é acompanhada diariamente, podendo ficar pontualmente under ou over-hedged, desde que a posição convirja em curto prazo para os limites de exposição estabelecidos pela Companhia, evitando dessa forma o custo de desmontar e remontar posições em derivativos. No exercício de 2012 a movimentação entre pagamentos e recebimentos de derivativos gerou um ganho no montante de R$ 5.818 e no exercício de 2013, ganho no montante de R$ 2.186. Valores em US$ Operações em moeda estrangeira Hedge Accounting 31/12/2013 31/12/2013 31/12/2012 Ativos 1.020 Investimentos 5.246 Passivos (43.635) Passivo (9.373) Swap´s/NDF´s 39.667 Exposição cambial (4.127) Exposição cambial (2.948) Cobertura (exposição cambial) (2.948) A Companhia realizou hedge accounting até 31 de agosto de 2013. Após essa data esse mecanismo foi descontinuado devido ao reposicionamento estratégico da empresa. As subsidiárias no exterior, objeto do hedge accounting, foram reclassificadas como ativos de operações descontinuadas. Os contratos em aberto em 31 de dezembro de 2013 que visam administrar o risco cambial são: - Contrato NDF (Non Deliverable Forward) US$ /R$ - EUR/R$ A Companhia possui, na posição comprada em dólares, contrato com valores de referência (“notional”) de US$ 19.823 com vencimentos até dezembro de 2014, que têm como objetivo transformar passivos denominados em dólares para reais. Os contratos são liquidados nos seus vencimentos, considerando-se a diferença entre a taxa de câmbio a termo (NDF) e a taxa de câmbio (PTAX0800) na mesma data. - Contratos de SWAP US$ x CDI A Companhia possui posição ativa (comprada) em dólares e posição passiva (vendida) em Certificado de Depósito Interbancário (“CDI”); catorze contratos com vencimento até dezembro de 2014, cujo valor de referência (“notional”) é de US$ 19.823 e que têm como objetivo transformar dívidas denominadas em dólares para dívidas indexadas ao CDI. Os contratos são liquidados nos seus respectivos vencimentos. Em 31 de dezembro de 2013, considerando apenas os saldos de fechamento, se o real tivesse variado em torno de 5% em relação ao dólar, sendo mantidas todas as outras variáveis constantes, o lucro do período após o cálculo do imposto de renda e contribuição social teria variação de R$ 228, principalmente em decorrência de ganhos/perdas cambiais sobre a conversão de contas a receber de clientes em dólares e ganhos/perdas cambiais sobre a conversão de passivos e empréstimos em dólares. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros O caixa aplicado do Grupo tem rendimento indexado a percentuais da variação do CDI, com resgate garantido pelos bancos emissores de acordo com as taxas contratadas. Não há outros ativos significativos cujo resultado seja afetado diretamente pelas mudanças de taxas de juros do mercado. Para o passivo, o risco de taxa de juros do Grupo decorre de empréstimos de longo prazo. Tais empréstimos e financiamentos são indexados à Taxa de Juros de Longo Prazo (“TJLP”), taxa que visa estimular os investimentos de longo prazo para o setor produtivo e que, historicamente, é inferior às taxas de financiamentos praticadas pelo mercado. O Grupo também possui dois casos de juros prefixados, com taxa média inferior a 5% ao ano, bem como um contrato emitido a taxa variável trimestralmente, que corresponde à parcela do BNDES indexada a cesta de moedas. Possui também passivos de curto prazo em CDI por conta dos empréstimos em moeda estrangeira que foram protegidos por mecanismos de hedge. O risco dessas taxas de juros contratadas é acompanhado desde o início do empréstimo e financiamento, sendo política do Grupo acompanhar as oscilações e projeções do mercado de juros, analisando eventual necessidade ou oportunidade de contratar-se hedge para essas operações. Em 31 de dezembro de 2013, considerando os saldos de fechamento, se as taxas de juros sobre os empréstimos e financiamentos e caixa e equivalentes de caixa variassem em torno de 0,5%, mantidas todas as demais variáveis constantes, o resultado financeiro adicional seria uma despesa de R$ 688 em relação ao resultado de juros apropriado no exercício. (b) Risco de crédito A política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização das Contas a Receber de Clientes. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo econômico. (c) Risco de liquidez É o risco da Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de Tesouraria. A tabela abaixo analisa os passivos financeiros (derivativos e não derivativos) do Grupo a serem liquidados nos próximos exercícios, por faixas de vencimento, correspondentes ao período entre a data do balanço patrimonial até a data do vencimento contratual. Os passivos financeiros derivativos estão incluídos na análise. Os valores divulgados na tabela representam o fluxo de caixa dos passivos contratados nos respectivos vencimentos (não descontados). Controladora Menos Entre 1 Entre 2 Acima Juros até Valor de 1 ano e 2 anos e 5 anos de 5 anos Vencimento contábil Em 31 de dezembro de 2013 Empréstimos e financiamentos 156.085 21.426 38.066 (9.614) 205.963 Instrumentos financeiros derivativos (1.425) 37 (1.388) Fornecedores e outras obrigações 125.689 144.944 270.633 Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos 52.559 33.903 73.658 3.728 (14.655) 149.193 Instrumentos financeiros derivativos 433 (4) 429 Fornecedores e outras obrigações 245.995 120.380 366.375 Consolidado Menos Entre 1 Entre 2 Acima Juros até Valor de 1 ano e 2 anos e 5 anos de 5 anos Vencimento contábil Em 31 de dezembro de 2013 Empréstimos e financiamentos 156.085 Instrumentos financeiros derivativos (1.425) Fornecedores e outras obrigações 127.920 Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos 55.204 Instrumentos financeiros derivativos 433 Fornecedores e outras obrigações 258.300

21.426 115.872

38.066 -

-

(9.614) 37 -

205.963 (1.388) 243.792

33.903 121.250

73.658 -

3.728 -

(14.655) (4) -

151.838 429 379.550

4.2 Gestão de capital Os objetivos do Grupo ao administrar seu capital são os de salvaguardar a sua capacidade de continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, o Grupo pode rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. O Grupo monitora o índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012 podem ser assim sumarizados (informação consolidada): 31/12/2013 31/12/2012 __________ __________ Total dos empréstimos e financiamentos 205.963 151.838 Menos: caixa e equivalentes de caixa (22.689) (196.420) __________ __________ Dívida líquida 183.274 (44.582) Total do patrimônio líquido 155.959 543.832 __________ __________ Total do capital 339.233 499.250 __________ __________ Índice de alavancagem financeira 54,03% -8,93% O novo reposicionamento estratégico, além dos prejuízos operacionais recorrentes exigiu um adicional do caixa, aumentando a alavancagem financeira considerada necessária para a empresa atingir seus objetivos. 4.3 Estimativa do valor justo Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil, menos perdas por redução ao valor recuperável (impairment), estejam próximos de seus valores justos. A tabela abaixo classifica os instrumentos financeiros contabilizado ao valor justo de acordo com o método de avaliação. Os diferentes níveis foram definidos como segue: - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível1). - Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1, que são observáveis pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). - Informações para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados observáveis pelo mercado (ou seja, premissas não-observáveis) (nível 3). A tabela abaixo apresenta os ativos e passivos do Grupo mensurados pelo valor justo: Em 31 de dezembro de 2013 Nível 2 Saldo Total ______________________________________________________ _______ __________ Derivativos usados para hedge 1.388 1.388 ______________________________________________________ _______ __________ Total do ativo 1.388 1.388 ______________________________________________________ _______ __________ Em 31 de dezembro de 2012 Nível 2 Saldo Total ______________________________________________________ _______ __________ Derivativos usados para hedge (429) (429) ______________________________________________________ _______ __________ Total do passivo (429) (429) ______________________________________________________ _______ __________ O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como títulos disponíveis para venda) é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação ou agência reguladora e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais. Esses instrumentos estarão incluídos no Nível 1. O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 2. Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no nível 3. Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem: - Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares. - O valor justo de swaps de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado. - O valor justo dos contratos de câmbio futuros é determinado com base nas taxas de câmbio futuras na data do balanço, com o valor resultante descontado ao valor presente. - Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes. Cálculo do valor justo das posições O valor justo dos instrumentos financeiros foi calculado utilizando-se a precificação feita através do valor presente estimado, de forma independente, tanto para a ponta passiva, quanto para a ponta ativa, onde a diferença entre as duas gera o valor de mercado. 4.4 Demonstrativo da posição consolidada dos Instrumentos Financeiros Derivativos Hedge Passivos Valor de referência Efeito acumulado Descrição “NOTIONAL” Valor justo mercado 31 de dezembro de 2013 Valor Valor Recebido Pago 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 a receber a pagar Contratos Futuros Compromisso de compra 45.533 20.652 883 (254) 2.618 (1.724) contratos - USD 45.533 2.076 883 (108) 2.437 (474) contratos - EUR 18.576 (146) 181 (1.250) Contratos de Swap contratos - USD 45.533 3.530 505 (175) 1.555 (690) TOTAL 91.066 24.182 1.388 (429) 4.173 (2.414) Contraparte “Notional” Registro Banco HSBC 39.121 Cetip Banco Itaú 23.444 Cetip Banco BNP 10.786 Cetip Banco BB 9.271 Cetip Banco Bradesco 7.795 Cetip Banco Santander 649 Cetip TOTAL 91.066 As perdas/ganhos nas operações listadas no quadros acima são compensadas por ganhos/perdas nas posições em juros e moeda estrangeira, ativas e passivas, cujos efeitos já estão expressos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os saldos dos derivativos encontram-se contabilizados no ativo e no passivo (contas a pagar e a receber de curto prazo) em contrapartida ao resultado financeiro. 4.5 Análise de Sensibilidade Apresentamos a seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia, com um Cenário Provável (Cenário Base) e mais dois cenários, nos termos determinados por meio da instrução CVM nº 475/08, representando 25% e 50% de deterioração da variável de risco considerada. O Cenário Provável foi estabelecido a partir das cotações de fechamento das taxas de juros e câmbio referenciais da BM&FBOVESPA para a data de cada operação. A análise de sensibilidade apresentada abaixo considera mudanças com relação a determinados riscos, mantendo constantes todas as demais variáveis, associadas a outros riscos. Hedge Passivos OPERAÇÃO NDF (USD) SWAP (USD) - Curva Ativa SWAP (USD) - Curva Passiva TOTAL Passivos Objeto de Hedge Efeito Líquido

RISCO Queda USD Queda USD Alta do juros CDI USD

Cenário Provável 883 46.403 (45.898) 1.388 (1.663) (275)

Cenário Possível -25% (10.555) -25% 36.738 25% (46.538) (20.355) 17.483 (2.872)

Cenário Remoto -50% (21.689) -50% 24.428 50% (47.176) (44.437) 42.058 (2.379)

NOTA 5 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA Ativos financeiros: Controladora

Consolidado

17.492 111.356 65.099 ___________ 193.947 ___________ ___________

22.689 122.578 65.099 ___________ 210.366 ___________ ___________

158.306 204.670 65.099 ___________ 428.075 ___________ ___________

196.420 230.755 65.099 ___________ 492.274 ___________ ___________

Em 31 de dezembro de 2013 Empréstimos e recebíveis Caixa e equivalentes de caixa Conta a receber de clientes Créditos com precatórios Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e recebíveis Caixa e equivalentes de caixa Conta a receber de clientes Créditos com precatórios

Controladora

Passivos financeiros Em 31 de dezembro de 2013 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*) Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*)

Passivos financeiros mensurados ao custo amortizado ____________

Derivativos usados para Hedge __________

Outros passivos financeiros __________

Total ________

205.963 ___________205.963 ___________ ___________

(1.388) __________ (1.388) __________ __________

57.451 __________57.451 __________ __________

205.963 57.451 (1.388) _______ 262.026 _______ _______

149.193 ___________149.193 ___________ ___________

429 __________ 429 __________ __________

46.361 __________46.361 __________ __________

149.193 46.361 429 _______ 195.983 _______ _______

Consolidado

Passivos financeiros Em 31 de dezembro de 2013 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*) Em 31 de dezembro de 2012 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos (*)

Passivos financeiros mensurados ao custo amortizado ____________

Derivativos usados para Hedge __________

Outros passivos financeiros __________

Total ________

205.963 ___________205.963 ___________ ___________

(1.388) __________ (1.388) __________ __________

71.303 __________71.303 __________ __________

205.963 71.303 (1.388) _______ 275.878 _______ _______

151.838 ___________151.838 ___________ ___________

429 __________ 429 __________ __________

48.714 __________48.714 __________ __________

151.838 48.714 429 _______ 200.981 _______ _______

(*) Os instrumentos financeiros derivativos estão apresentados no quadro acima pelo valor líquido, ativo ou passivo, e referem-se em sua totalidade a instrumentos financeiros nível 2.

NOTA 6 - QUALIDADE DO CRÉDITO DOS ATIVOS FINANCEIROS Os clientes são classificados como A, B, C e D em razão do seu segmento de mercado. A segmentação de mercado está associada à caracterização econômica do cliente. A Companhia efetua análise de risco de crédito para todas as suas operações, com a utilização de ferramentas e aplicações específicas para cada segmento. Dentro dos parâmetros básicos verificados na concessão de créditos para o segmento privado, é avaliado conjunto de índices utilizados para caracterizar a situação econômico-financeira das empresas, calculados a partir das suas informações financeiras, seu histórico de compras e pagamentos, provedores externos de informações de crédito e regularidade fiscal junto aos órgãos de governo. Para o segmento de governo, a concessão de crédito é realizada a cada operação. O critério de análise e concessão de crédito baseia-se em uma combinação de variáveis que incluem índices, calculados a partir do orçamento, da execução orçamentária e dos demonstrativos exigidos na lei de responsabilidade fiscal, de fontes externas de informações de crédito e, principalmente, do histórico de comportamento de pagamentos. No quadro a seguir, o percentual de participação de cada segmento em relação ao total da conta clientes nacionais não vencidos no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013: Conta de Clientes não Classificação Segmento vencido em 31/12/2013 ____________ ______________ _____________________ A Mercado Privado 18,82% B Governo 81,18% _____________________ 100,00% NOTA 7 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA As aplicações financeiras da Companhia e suas controladas nacionais estão representadas por fundos de investimentos não exclusivos e certificados de depósitos bancários no País, todos com remuneração atrelada à variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro e possibilidade de resgate imediato, a qualquer momento. Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Bancos - Conta Movimento 950 9.247 6.692 15.691 Fundos de Investimento 363 19.207 19.012 34.736 Certificados de depósito bancário (CDB)/ Operação compromissada 16.179 129.852 27.290 145.993 Reclassificação para ativos mantidos para a venda __________- __________(30.305) ___________________ 17.492 158.306 22.689 196.420 __________ __________ _________ __________ __________ __________ __________ _________ O caixa e equivalentes de caixa apresentados acima como “mantidos para a venda” fazem parte da parceria estratégica entre a Itautec e a OKI de acordo com cláusulas contratuais (Nota 33). NOTA 8 - CLIENTES Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Contas a receber da venda de produtos e serviços: • Clientes no Brasil 113.399 203.026 118.919 206.398 • Clientes no exterior 3.146 16.042 __________- __________ ___________________ Arrendamento mercantil: 113.399 206.172 118.919 222.440 • Outras contas a receber 134 __________ 852 6.099 14.517 __________ __________ _________ Total do clientes a receber 113.533 __________ 207.024 125.018 236.957 __________ __________ _________ __________ __________ __________ _________ Perda por redução ao valor recuperável (2.177) (2.354) (2.440) (6.202) 111.356 204.670 122.578 230.755 Menos: Parcela não circulante (134) (2.041) (7.109) __________ __________ __________ _________ Parcela circulante 111.356 __________ 204.536 120.537 223.646 __________ __________ _________ __________ __________ __________ _________ Em 31 de dezembro de 2013, a rubrica de Clientes é apresentada líquida dos ativos classificados como mantido para venda conforme apresentado na Nota 33. As contas a receber de arrendamento mercantil correspondem ao aluguel de bens baseados em contratos de locação. Estas estão apresentadas líquidas do ajuste a valor presente calculado com base em juros médios de 2% a.m, taxa praticada nos contratos de aluguéis vigentes. A composição das contas a receber por venda de produtos e serviços, por vencimento, é como segue: Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ A vencer até 30 dias 30.767 91.808 36.194 98.820 A vencer de 31 a 60 dias 20.962 95.609 21.313 97.171 A vencer acima de 60 dias 18.726 9.032 23.984 21.691 Vencidos até 30 dias 34.577 11.988 34.756 14.446 Vencidos de 31 a 60 dias 14.599 2.001 14.625 2.397 Vencidos de 61 a 90 dias 24.863 1.577 24.878 2.136 Vencidos acima de 90 dias 17.366 __________ 6.224 17.595 11.511 __________ __________ _________ 161.860 218.239 173.345 248.172 __________ __________ _________ __________ __________ __________ __________ _________ Venda de produtos não entregues (48.327) __________ (11.215) __________ (48.327) _________ (11.215) __________ 113.533 __________ 207.024 125.018 236.957 __________ __________ _________ __________ __________ __________ _________ As contas a receber de clientes do Grupo são mantidas nas seguintes moedas: Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Reais 113.533 203.878 125.018 220.916 Dólares Americanos 3.146 7.910 Euros 8.068 Outras moedas 63 __________- _____________________________ 113.533 __________ 207.024 125.018 236.957 __________ __________ _________ __________ __________ __________ _________ O Grupo avalia a necessidade de reconhecimento de perdas por redução ao valor recuperável (impairment) através de análise individual dos créditos em atraso superior a 90 dias, conjugado com o índice de perdas históricas destes créditos. As perdas por redução ao valor recuperável ou impairment tiveram a seguinte movimentação: Controladora Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2012 2.354 6.202 ____________ ___________ ____________ ___________ Adições 5.374 5.528 Reversões (valores recuperados) (4.015) (4.058) Baixas definitivas (529) (535) Reclassificação para ativos mantidos para a venda (4.697) Conferência de bens para subscrição ações (1.007) ____________ ___________Saldo em 31 de Dezembro de 2013 2.177 2.440 ____________ ___________ ____________ ___________ NOTA 9 - ESTOQUES

Matérias-primas Produtos acabados Importação em andamento Produtos em elaboração Perdas por obsolescência

Controladora 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 30.793 161.838 60.385 128.211 2.281 2.513 42 (19.902) __________ (47.686) __________ 73.557 __________ 244.918 __________

Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ 30.793 164.051 60.407 149.176 2.281 2.516 42 (19.902) _________ (49.590) __________ 73.579 266.195 __________ _________

O custo dos estoques reconhecidos no resultado e incluídos em “Custo dos Produtos Vendidos” totalizou em 31 de dezembro de 2013 R$ 387.797 (R$ 590.824 em 31 de dezembro 2012) na controladora e R$ 374.679 em 31 de dezembro de 2013 (R$ 587.401 em 30 de dezembro de 2012) no consolidado. A movimentação da provisão para perdas está demonstrada no quadro abaixo: Controladora Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2012 (47.686) (49.590) ____________ ___________ ____________ ___________ Adições/Reversões (23.248) (26.005) Baixas definitivas 7.939 7.939 Reclassificação para ativos mantidos para a venda 47.754 Conferência de bens para subscrição ações 43.093 ____________ ___________Saldo em 31 de dezembro de 2013 (19.902) (19.902) ____________ ___________ ____________ ___________ NOTA 10 - TRIBUTOS A RECUPERAR A Companhia possui créditos tributários conforme composição demonstrada no quadro abaixo: Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Impostos a ressarcir: Tributos federais retidos na fonte s/operações comerciais 16.391 17.455 35.407 33.078 PIS e COFINS a recuperar 3.861 2.623 5.685 5.079 COFINS a recuperar 5.945 6.085 Provisão para perdas com impostos a ressarcir (12.828) (39.618) __________ __________ __________ _________7.424 __________ 20.078 7.419 44.242 __________ __________ _________ __________ __________ __________ _________ Impostos a compensar: IPI a compensar 1.251 1.270 1.258 1.278 Antecipação de imposto de renda e contribuição social 210 1.144 7.132 7.481 Impostos sobre circulação de mercadorias e serviços 11.571 1.081 11.705 1.216 ICMS sobre aquisição de imobilizado 46 677 46 677 Impostos a recuperar das empresas no exterior 5.247 Provisão para perdas com impostos a compensar __________ (256) __________(7.178) __________ _________12.822 __________ 4.172 12.963 15.899 __________ __________ _________ __________ __________ __________ _________ Total 20.246 24.250 20.382 60.141 Menos: parcela não circulante (276) __________(24.042) __________- __________ _________ Parcela circulante 20.246 23.974 20.382 36.099 __________ __________ _________ __________ __________ __________ __________ _________ Provisão para perdas com impostos A Administração revisou a perspectiva de realização dos tributos federais devido ao cenário de venda das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços, e, a desativação paulatina das atividades de computação, e decidiu pela constituição de provisão para perdas destes tributos com base na probabilidade de não realização dos mesmos. NOTA 11 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS Em 31 de dezembro de 2013, a Companhia e suas controladas nacionais apresentam prejuízos fiscais e bases negativas registrados em suas apurações fiscais. O imposto de renda e a contribuição social diferida totalizam o montante de R$ 90.081 e R$ 34.004, respectivamente. A Administração avaliou a capacidade de recuperação desses créditos tributários mediante a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros e reconheceu no resultado do exercício o montante líquido de R$ 16.172 referente a provisão para perda com imposto de renda e contribuição social sobre prejuízo fiscal e base negativa e R$ 63.235 sobre diferenças temporárias. Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Ativo de imposto diferido a ser recuperado em até 12 meses 63.415 64.592 Ativo de imposto diferido a ser recuperado depois de mais de 12 meses 5.019 __________ 25.989 5.019 27.322 __________ __________ _________ 5.019 89.404 5.019 91.914 __________ __________ _________ __________ __________ __________ __________ _________ Passivo de imposto diferido: Passivo de imposto diferido a ser recuperado depois de mais de 12 meses (24.375) __________(24.375) __________- __________ _________ (24.375) __________(24.375) __________- __________ _________ Imposto diferido (líquido) 5.019 65.029 5.019 67.539 __________ __________ _________ __________ __________ __________ __________ _________

A movimentação dos ativos e passivos de impostos diferidos durante o exercício, de acordo com a sua origem/natureza, sem levar em consideração a compensação dos saldos é a seguinte:

Ativo de imposto diferido (líquido) Em 31 de dezembro de 2012 Debitado (Creditado) no resultado Compensação por adesão ao REFIS 2013 Em 31 de dezembo de 2013

Ativo de imposto diferido (líquido) Em 31 de dezembro de 2012 Debitado (Creditado) no resultado Compensação por adesão ao REFIS 2013 Em 31 de dezembro de 2013

Prejuízos Fiscais ______________ 20.971 ______________ (14.839) (6.132) ______________ ______________ ______________-

Prejuízos Fiscais ______________ 22.304 ______________ (16.172) (6.132) ______________ ______________ ______________-

Hedge Caixa ___________ 200 ___________ (200) ______________________ ___________-

Hedge Caixa ___________ 200 ___________ (200) ______________________ ___________-

Provisões _________ 63.214 _________ (63.214) __________________ _________-

Controladora Plano de Contribuição Definida - CD ____________ (24.375) ____________ 24.375 ________________________ ____________-

Precatórios __________ 5.019 __________ __________5.019 __________ __________

Outros _______ _____________________ _______-

Total _______ 65.029 _______ (53.878) (6.132) _______ 5.019 _______ _______

Provisões _________ 63.235 _________ (63.235) __________________ _________-

Consolidado Plano de Contribuição Definida - CD ____________ (24.375) ____________ 24.375 ________________________ ____________-

Precatórios __________ 5.019 __________ __________5.019 __________ __________

Outros _______ 1.156 _______ (1.156) ______________ _______-

Total _______ 67.539 _______ (56.388) (6.132) _______ 5.019 _______ _______

No exercício de 2013, a Companhia utilizou R$ 6.132 de créditos relativos ao imposto de renda e a contribuição social sobre prejuízo fiscal e base negativa, respectivamente, para pagamento dos débitos relativos à adesão ao REFIS. (Continua)


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (Continuação) NOTA 12 - DEPÓSITOS JUDICIAIS E OUTROS CRÉDITOS Controladora Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 31/12/2012 __________ __________ __________ __________ Depósitos judiciais fiscais 15.672 15.235 15.787 15.350 Depósitos judiciais trabalhistas 5.214 4.148 5.214 4.148 Outros valores a receber 73 5 75 66 __________ __________ __________ __________ 20.959 19.388 21.076 19.564 __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ __________ Os valores correspondentes a depósitos judiciais representam os valores depositados que não estão correspondidos por valores provisionados. NOTA 13 - CRÉDITOS COM PRECATÓRIOS Em novembro de 2012, foi certificado pelo Tribunal Regional Federal o trânsito em julgado de decisão favorável à Companhia relativa a ação de repetição de indébito correspondente à cobrança de Taxa de Serviço Administrativo - TSA, incidente sobre a internação e importação de mercadorias na Zona Franca de Manaus no período de março de 1992 a fevereiro de 1999. Essa decisão determinou a execução da sentença e o recebimento do crédito por precatório judicial. O crédito por precatório judicial, atualizado pela tabela da Justiça Federal aplicável às ações de repetição de indébito totalizou R$ 79.860, que trazidos a valor presente pelo método do fluxo de caixa descontado pelo período estimado para recebimento, com taxa de desconto média de 9,14%, acrescido de correção aplicável, totalizou o valor líquido de R$ 65.099, reconhecido no resultado na rubrica de “Outros ganhos (perdas), líquido”. A Administração da Companhia estima o recebimento da primeira parcela em 2015. NOTA 14 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS A seguir são apresentados os detalhes das controladas da Companhia: Investimentos Diretos Itautec.com Itautec Locação Itautec Participações BR Automação Itautec Espanha Biologica Total ___________ ______________ __________________ _____________ ______________ ________ _______ Em 31 de dezembro de 2012 Milhares de ações ordinárias 12.717 166.979 10.053 1.247 500 Patrimônio líquido 10.140 36.743 10.246 1 10.388 3.188 Capital social 8.000 28.726 10.053 1 8.063 500 Lucro (prejuízo) líquido do exercício (2.121) 5.494 154 (1.774) 2.794 Participação (%)

99,93%

99,99%

100,00%

90,00%

100,00%

70,00%

Em 31 de dezembro de 2013 Milhares de ações ordinárias Patrimônio líquido Capital social Prejuízo líquido do exercício

12.717 (22.757) 8.000 (33.146)

166.979 35.588 28.726 (1.155)

10.053 3.909 10.053 (6.324)

2.546 203.238 251.598 (48.256)

-

-

Participação (%)

99,93%

99,99%

100,00%

90,00%

0,00%

0,00%

Movimentação dos Investimentos Saldo em 31 de Dezembro de 2011

12.266

33.314

10.092

-

11.153

-

66.825

(2.121) (15)

5.494 (1.305) (760) -

154 -

-

70 (1.774) 939

275 1.956 -

345 3.709 (1.305) (760) 924

10.130

36.743

10.246

-

10.388

2.231

Subscrição de ações Equivalência patrimonial Dividendos propostos no exercício Dividendos recebidos Variação cambial sobre investimento no exterior Saldo em 31 de Dezembro de 2012 (i)

Subscrição de ações 226.437 282 Redução de capital (32.840) Equivalência patrimonial (33.145) (1.155) (6.324) (43.397) (2.120) (1.222) Outros resultados 249 (232) Variação cambial sobre investimento no exterior (13) (91) 1.321 Provisão para perda com investimentos 22.766 29 74 Integralização de créditos 49.122 Conferência de bens para subscrição de ações (25.950) Dividendos propostos no exercício de 2012 (1.083) Provisão para perdas sobre ativo mantido para vendas (11.845) Reclassificação para ativos mantidos para a venda (171.104) Saldo em 31 de Dezembro de 2013 35.588 3.909 (i) Os investimentos em controladas no exercício de 2012 é composto de R$ 851 correspondente ao Ágio e outros ativos intangíveis identificados em combinações de negócio e R$ 69.738 de investimentos em controladas. Denominações utilizadas: País Negócio ___________________________________________________________________________ _______ ______________________________________ i. Itautec.com Serviços S.A. (Itautec.com) Brasil Revenda de produtos e serviços tecnológicos ii. Itautec Locação e Comércio de Equipamentos S.A. (Itautec Locação) Brasil Arrendamento de equipamentos iii. Itautec Participações e Comércio S.A. (Itautec Participações) Brasil Revenda de produtos e serviços tecnológicos iv. BR Indústria e Comércio de Produtos e Tecnologia em Automação S.A. (BR Automação) Brasil Revenda de produtos e serviços tecnológicos v. Itautec España S.A. (Itautec Espanha) Espanha Revenda de produtos e serviços tecnológicos vi. Biologica Sistemas S.A. (“Biologica”) Brasil Desenvolvimento de software

Movimentação no exercício: Saldo inicial Adições Baixas e/ou alienações Depreciação no exercício Conferência de bens para subscrição de ações Saldo contábil, líquido Saldo em 31 de dezembro de 2013: Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

69.738 226.719 (32.840) (87.363) 17 1.217 22.869 49.122 (25.950) (1.083) (11.845) (171.104) 39.497

CONTROLADORA Equipamento de Instalações processamento de dados __________ _______________________

Outros ativos _______

Imobilizado em andamento _____________

Total ________

Terrenos ________

Edifícios ________

Máquinas, equipamentos e ferramentas ______________________

2.053 ________2.053 ________ ________

67.977 (42.221) ________ 25.756 ________ ________

55.881 (37.285) ______________________ 18.596 ______________________ ______________________

1.843 (1.082) __________ 761 __________ __________

27.827 (21.186) _______________________ 6.641 _______________________ _______________________

17.633 (10.200) _______ 7.433 _______ _______

276 _____________276 _____________ _____________

173.490 (111.974) ________ 61.516 ________ ________

2.053 ________2.053 ________ ________

25.756 6.848 (2.578) ________30.026 ________ ________

18.596 778 (1.092) (2.744) (9.913) ______________________ 5.625 ______________________ ______________________

761 (156) (181) __________ 424 __________ __________

6.641 2.754 (1.664) (2.548) (1.862) _______________________ 3.321 _______________________ _______________________

7.433 299 (2.233) (1.195) (3.251) _______ 1.053 _______ _______

276 140 (276) _____________140 _____________ _____________

61.516 10.819 (5.265) (9.221) (15.207) ________ 42.642 ________ ________

2.053 ________2.053 ________ ________

74.825 (44.799) ________ 30.026 ________ ________

14.170 (8.545) ______________________ 5.625 ______________________ ______________________

1.394 (970) __________ 424 __________ __________

14.023 (10.702) _______________________ 3.321 _______________________ _______________________

2.869 (1.816) _______ 1.053 _______ _______

140 _____________140 _____________ _____________

109.474 (66.832) ________ 42.642 ________ ________

Do total de despesa do exercício de depreciação das operações continuadas no montante de R$ 4.338, o montante de R$ 3.474 foi reconhecido no resultado em “Custo dos produtos vendidos e serviços prestados” e no estoque de produtos acabados, R$ 165 em “Despesas com vendas”, R$ 667 em “Despesas gerais e administrativas” e R$ 32 em “Pesquisa e Desenvolvimento”. CONSOLIDADO Máquinas, equipamentos Equipamento de Outros Imobilizado Terrenos Edifícios e ferramentas Instalações processamento de dados ativos em andamento Total ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ Saldo em 31 de dezembro de 2012: Custo 2.053 68.041 55.965 2.542 29.543 19.906 276 178.326 Depreciação acumulada (42.224) (37.327) (1.403) (22.179) (11.617) (114.750) ________________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________________ Saldo contábil, líquido 2.053 25.817 18.638 1.139 7.364 8.289 276 63.576 ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ Movimentação no exercício Saldo inicial 2.053 25.817 18.638 1.139 7.364 8.289 276 63.576 Adições 6.848 944 4.275 582 140 12.789 Baixas e/ou alienações (7) (1.110) (214) (2.260) (2.167) (5.757) Depreciação no exercício (2.578) (3.387) (171) (2.921) (2.025) (11.082) Reclassificação para ativos mantidos para venda (54) (9.460) (330) (3.137) (3.474) (246) (16.701) Transferência entre contas (30) (30) Variação cambial sobre bens no exterior (152) (152) ______________________________________________________________________________ _____________________ Saldo contábil, líquido 2.053 30.026 5.625 424 3.321 1.053 140 42.642 ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ Saldo em 31 de dezembro de 2013: Custo 2.053 74.825 14.170 1.394 14.023 2.869 140 109.474 Depreciação acumulada (44.799) (8.545) (970) (10.702) (1.816) (66.832) ________________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________________ Saldo contábil, líquido 2.053 30.026 5.625 424 3.321 1.053 140 42.642 ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ ________ ________ ______________________ __________ _______________________ _______ _____________ ________ Do total consolidado de despesa do exercício de depreciação das operações continuadas, no montante de R$ 4.351, o montante de R$ 3.473 foi reconhecido no resultado em “Custo dos produtos vendidos e serviços prestados” e no estoque de produtos acabados, R$ 164 em “Despesas com vendas”, R$ 680 em “Despesas gerais e administrativas” e R$ 32 em “Pesquisa e Desenvolvimento”. A Companhia revisa periodicamente a vida útil econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação e não apresenta ajustes ou mudanças a serem reconhecidas em 31 de dezembro de 2013. O imobilizado reclassificado para ativo mantido para venda refere-se aos ativos das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços, vide Nota 33. Os ativos imobilizados das atividades de computação foram avaliados e não foram identificadas perdas por redução ao valor recuperável. NOTA 16 - ATIVO INTANGÍVEL O ativo intangível apresenta a seguinte composição: Controladora Consolidado Desenvolvimento Desenvolvimento Outros Ativos de novos produtos Software Total de novos produtos Software Intangíveis Total _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ Saldo em 31 de dezembro de 2012: Custo 18.019 31.996 50.015 18.019 33.047 851 51.917 Amortização acumulada (7.095) (20.031) (27.126) (7.095) (20.959) (28.054) _________________ ________ _______ _________________ _________ ___________________ Saldo contábil, líquido 10.924 11.965 22.889 10.924 12.088 851 23.863 _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ Movimentação no exercício Saldo inicial 10.924 11.965 22.889 10.924 12.088 851 23.863 Adições 4.103 7.180 11.283 5.197 7.966 13.163 Baixas (907) (731) (1.638) (1.937) (759) (2.696) Reclassificação para ativos mantidos para venda (11.332) (8.732) (547) (20.611) Conferência de bens para subscrição de ações (12.297) (9.251) (21.548) Amortização no exercício (1.823) (3.014) (4.837) (2.852) (4.414) (304) (7.570) _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ Saldo contábil, líquido 6.149 6.149 6.149 6.149 _________________________ _______ __________________________ ___________________ _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ Saldo em 31 de dezembro de 2013: Custo 10.255 10.255 10.255 10.255 Amortização acumulada (4.106) (4.106) (4.106) (4.106) _________________________ _______ __________________________ ___________________ Saldo contábil, líquido 6.149 6.149 6.149 6.149 _________________________ _______ __________________________ ___________________ _________________ ________ _______ _________________ _________ ____________ _______ NOTA 17 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS 31/12/2013 31/12/2012 Modalidade Encargos Amortização Garantias Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante ___________ ______________________________ ____________ _________________________ _________ _____________ _________ _____________ FINEP 4.00%a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa 14.925 48.148 14.951 62.963 FINAME TJLP + 2,25 % a.a. Mensal Alienação Fiduciária 242 410 243 650 BNDES TJLP + 1,1% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa 15.377 3.538 7.140 18.868 BNDES TJLP + 2,6% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa 71 16 33 87 BNDES TJLP + 3,1% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa 10.286 2.364 4.784 12.609 BNDES 5,6% a.a. Mensal Aval da Controladora Itaúsa 4.560 1.050 2.115 5.597 BB Giro 108% CDI Final Nota Promissória 10.084 _________________________________________________________________________________________________________________ ________ _______________________________MOEDA NACIONAL 55.545 55.526 29.266 100.774 _________________________________________________________________________________________________________________ ________ ___________ ________ ____________ EXTERIOR BNDES LIBOR + 1,61% a.a. Trimestral Nota Promissória 93.155 17.094 Cesta de Moedas+Juros Variáveis Mensal Aval da Controladora Itaúsa 1.401 336 541 1.518 _________________________________________________________________________________________________________________ ________ ___________ ________ ____________ MOEDA ESTRANGEIRA 94.556 336 17.635 1.518 _________________________________________________________________________________________________________________ ________ ___________ ________ ____________ CONTROLADORA 150.101 55.862 46.901 102.292 _________________________________________________________________________________________________________________ ________ ___________ ________ ____________ PORTUGAL EURIBOR 2,75% a 3,5% a.a. Mensal Nota Promissória 2.645 _________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________ ____________DEMAIS EMPRESAS 2.645 _________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________ ____________CONSOLIDADO 150.101 55.862 49.546 102.292 Os empréstimos e financiamentos sujeitos à variação cambial estão atualizados pela respectiva taxa de câmbio de venda vigente no último dia útil do mês. Os demais estão atualizados monetariamente, considerando os correspondentes encargos contratuais/custo amortizado. Cláusulas restritivas Os financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - (“BNDES”) e Financiadora de Estudos e Projetos - (“FINEP”) exigem a manutenção do controle nacional do capital, notificação em caso de alteração do controle acionário, apresentação de licenças, medidas e ações destinadas a evitar ou corrigir danos ao meio ambiente, medidas quanto à segurança e medicina do trabalho e manutenção dos seguintes índices financeiros: liquidez corrente, nível de capitalização e EBITDA como percentual da receita líquida, com base em medições efetuadas no final do exercício. A Companhia em conjunto com o BNDES decidiu pela liquidação antecipada de 70% da dívida residual com previsão de pagamento em 10 de março de 2014. Apesar da liquidação antecipada, o BNDES solicita a manutenção dos índices contratados para o cumprimento dos covenants. Desta forma, a Companhia formalizou junto ao BNDES sua intenção de contratar garantia adicional bancária, referente ao saldo residual. O montante de empréstimos e financiamentos de longo prazo em 31 de dezembro de 2013 tem a seguinte composição por ano de vencimento: ANOS 2015 2016 2017 2018 Total Empréstimos e financiamentos 19.374 17.917 14.815 3.756 55.862 Os valores contábeis dos empréstimos e financiamentos do Grupo, reconhecidos nas demonstrações financeiras, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado. Os empréstimos e financiamentos são mantidos nas seguintes moedas: Real Dólares americanos Controladora Euros Demais empresas do Grupo Consolidado

31/12/2013 __________ 111.071 94.892 __________ 205.963 __________ __________

31/12/2012 __________ 130.040 19.153 __________ 149.193 __________ __________

____________________ __________ 205.963 __________ __________

2.645 __________ 2.645 __________ __________ 151.838 __________ __________

NOTA 18 - OUTRAS PROVISÕES E CONTAS A PAGAR

Licença de Uso Honorários Diretoria/Gratificações Especiais Royalties a Pagar Serviços Especializados e Consultoria Venda para Entrega Futura Recebimento Antecipado Propaganda Cooperada Fretes e Seguros Pesquisa e Desenvolvimento Comissões e Remuneração Variável Outras Contas a Pagar Outras Contas a Pagar - Exterior

Controladora 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 4.581 33.251 2.077 6.624 7.943 2.870 3.385 932 462 419 1.205 1.507 7.194 1.650 5.301 172 1.223 1.134 2.939 11.561 16.369 __________- __________26.903 85.896 __________ __________ __________ __________

Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ 4.581 33.251 2.077 6.624 7.943 2.870 3.385 932 500 419 1.205 1.507 7.194 1.650 5.302 172 1.223 1.134 2.939 11.561 16.093 4.311 ___________________ 26.903 89.970 __________ _________ __________ _________

NOTA 19 - RECEITAS DIFERIDAS A Companhia, quando da comercialização dos seus produtos, além da garantia padrão, pode oferecer aos seus clientes a possibilidade de obter serviços de manutenção para os produtos vendidos (garantia diferenciada), em prazos, normalmente, de 12, 24 ou 36 meses (vide Nota 2.18a), reconhecendo como receita diferida no balanço patrimonial o valor cobrado por esse serviço e embutido no preço do produto e apropriando-o ao resultado ao longo dos prazos de vigência dos contratos. Para a garantia padrão, a Companhia constitui uma provisão para os custos futuros, incluindo mão de obra, peças para reposição, deslocamento, logística e estrutura indireta necessária para a manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos comercializados. O montante de receitas diferidas de longo prazo em 31 de dezembro de 2013 tem a seguinte composição por ano de vencimento: ANOS Receita diferida

2015 12.793

CONTROLADORA/CONSOLIDADO 2016 2017 2018 6.842 1.257 137

Processos Cíveis

13.998 __________ 72.961 __________ __________

Total 21.029

14.119 __________ 85.141 __________ __________

15.519 __________ 74.482 __________ __________

15.090 _________ 86.112 _________ _________

(b) Movimentação Controladora Trabalhista Cível Total __________ _______ _______ Saldo em 31 de Dezembro de 2012 29.685 14.119 85.141 __________ _______ _______ Atualização monetária e juros 2.631 1.484 7.019 Constituição 8.699 3.966 24.572 Pagamentos (8.430) (59) (9.737) Baixas (7.859) (5.512) (24.497) Compensado pela adesão ao REFIS (9.537) ________________________ Saldo em 31 de Dezembro de 2013 24.726 13.998 72.961 __________ _______ _______ __________ _______ _______ Consolidado Tributário Trabalhista Cível Total _________ __________ _______ _______ Saldo em 31 de Dezembro de 2012 41.337 29.685 15.090 86.112 _________ __________ _______ _______ Atualização monetária e juros 2.904 2.631 1.491 7.026 Constituição 12.119 8.698 4.509 25.326 Pagamentos (1.248) (8.429) (59) (9.736) Baixas (11.126) (7.859) (5.512) (24.497) Compensado pela adesão ao REFIS (9.537) (9.537) Passivo de operações descontinuadas (212) (212) _________ ________________________ Saldo em 31 de Dezembro de 2013 34.237 24.726 15.519 74.482 _________ __________ _______ _______ _________ __________ _______ _______ (c) Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais - Lei 11.941/09 A Itautec e suas controladas nacionais aderiram ao Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais, instituído pela Lei 11.941/09. O programa incluiu débitos administrados pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, vencidos até 30 de novembro de 2008. A adesão ao programa possibilitou a utilização de prejuízos fiscais de imposto de renda e bases negativas de contribuição social no valor total de R$ 30.186. O efeito líquido no resultado do exercício de 2009 correspondeu a uma despesa de R$ 6.376, registrada em dezembro de 2009. Como consequência da adesão ao REFIS, a Companhia optou pelo parcelamento e pagamento a vista, bem como desistiu das ações judiciais e defesas administrativas em curso, conforme determina o programa, como também renunciou a qualquer alegação de direito sobre o qual se fundavam as referidas ações, sob pena de imediata exclusão do programa e, consequentemente, perda dos benefícios anteriormente mencionados. Em 3 de fevereiro de 2011 a Receita Federal do Brasil editou portaria conjunta PGFN/RFB Nº 2/2011, divulgando as regras para consolidação dos débitos. Em 30 de junho de 2011, a Companhia formalizou a consolidação no sistema da Receita Federal optando pelo pagamento dos débitos em 180 parcelas mensais. Em 9 de outubro de 2013, foi promulgada a Lei 12.865/2013, prorrogando o prazo para adesão ao REFIS. A Companhia, orientada por seus advogados, decidiu incluir novos processos (administrativos e judiciais) no programa de parcelamentos, nos mesmos moldes aderidos anteriormente. A adesão ao programa possibilitou a utilização de prejuízos fiscais de imposto de renda e bases negativas de contribuição social no valor total de R$ 6.132. O efeito líquido no resultado do exercício de 2013 correspondeu a uma despesa de R$ 1.090, registrada em dezembro de 2013. A Companhia vem honrando com o pagamento das parcelas mensais e atualmente, aguarda a convalidação de sua opção. (d) Processos Trabalhistas Os processos trabalhistas, judiciais e administrativos que impliquem em riscos para a Companhia são provisionados com base na pretensão formulada pelo reclamante e segundo a avaliação do Jurídico das provas, documentos e informações transmitidas pela área de recursos humanos e pela área na qual o reclamante estava lotado. A cada decisão proferida no processo (sentença ou acórdão) os valores contingenciados são revistos periodicamente com a finalidade de tornar a provisão o mais próximo possível do risco efetivo de desembolso por parte da Companhia. A provisão é atualizada mensalmente pela variação da Taxa Referencial de Juros (“TR”) cheia do mês, acrescida de 1% de juros. (e) Processos Tributários O principal valor contabilizado refere-se a autos de infração lavrados pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, relativos a créditos de ICMS (Portaria CAT 92) supostamente indevidos nas entradas de partes e peças defeituosas para conserto, proveniente de substituições efetuadas em equipamentos na atividade de assistência técnica. Em face da ausência de uniformidade de entendimento da fiscalização estadual nas autuações realizadas, bem como da ausência de precedente no julgamento da matéria, a Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, entende que é provável alguma perda em relação ao período autuado, bem como do período sujeito a lançamento, e assim efetuou provisão em montante considerado adequado. (f) Passivos Contingentes não provisionados A Companhia e suas controladas possuem processos de natureza cível e tributária, os quais foram classificados, pela Administração e seus assessores jurídicos externos, com risco de perda possível. Em 31 de dezembro de 2013, esses processos totalizavam R$ 1.456 para causas cíveis e R$ 163.311 para causas tributárias (R$ 111 e R$ 164.975 em 31 de dezembro de 2012, respectivamente). Os principais processos em discussão são: (i) CIDE Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE sobre remessas de valores ao exterior, realizadas em 2001 e 2002, a título de pagamento de licença para distribuição e comercialização de “software de prateleira” fabricados pela Microsoft. Atualmente, defendese a tese no Judiciário, por meio de Ação Anulatória de que os pagamentos realizados à Microsoft não se enquadram nas hipóteses de incidência da CIDE, já que não importam em transferência de tecnologia, motivo pelo qual a Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, entende que o risco da discussão é possível e não se sujeita a provisão contábil. (ii) Multa - PIS e COFINS Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança de multas regulamentares do período de 2007, em razão da fiscalização ter desconsiderado as informações relativas ao PIS e COFINS, apresentadas em arquivos magnéticos, que supostamente não cumpriram as especificações contidas na Instrução Normativa nº 86/2001. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos entende que o risco da discussão é possível e, portanto, não sujeita a provisão contábil. (iii) PIS e COFINS 2006 - Crédito de Períodos Anteriores Tratam-se de autos de infração lavrados para cobrança de PIS e COFINS, em razão da glosa de créditos apurados no 4º trimestre de 2006. Por se tratarem de créditos efetivos, gerados ao longo de todo o período de 2006, porém somente registrados no 4º trimestre de 2006. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos entende que se trata de mero erro formal, não sujeitos, portanto, a provisão contábil. (iv) PIS e COFINS 2007 e 2008 - Glosa de Créditos Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança de PIS e COFINS em razão da glosa de parte dos créditos da Companhia referentes ao ano de 2007 e ao primeiro trimestre de 2008. A lavratura do auto se deu porque a fiscalização restringiu o direito ao crédito de certos insumos relacionados a estas contribuições. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, apresentou defesa estimando como possível o risco de perda, não sujeitos, portanto, a provisão contábil. (v) IPI, Imposto de Importação, PIS e COFINS no regime de Drawback Tratam-se de quatro autos de infração lavrados para cobrança de IPI, Imposto de Importação, PIS e COFINS, em decorrência do descumprimento da vinculação dos atos concessórios de drawback e registros de exportação no Siscomex. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, defende que, apesar de não ter cumprido com as formalidades previstas para o regime de drawback, os bens que foram importados sob amparo do regime e que tiveram os tributos suspensos foram efetivamente aplicados na fabricação dos produtos exportados dentro do prazo de vigência dos atos concessórios. (vi) IRRF, CSLL, PIS e COFINS - Compensação Trata-se de pedido administrativo de compensação não homologado relativo aos períodos de 2002 a 2005, realizado com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ do ano de 2002. A origem do crédito é (i) imposto de renda retido nos Estados Unidos (prestação de serviço para a Microsoft) no qual a fiscalização alega que a receita de serviços não foi oferecida à tributação, bem como que o limite de utilização não foi observado pela Companhia. Defende-se que a receita foi oferecida à tributação, tendo sido apresentados os comprovantes de retenção; (ii) PIS e COFINS retidos por órgãos públicos, informados equivocadamente na DCOMP como IRPJ. A Companhia defende tratar-se de mero erro formal e que, portanto, deve prevalecer a verdade material. (vii) Compensações não homologadas em razão do vício formal Tratam-se de compensações de tributos federais não homologadas em razão de vícios formais no preenchimento das declarações entregues à Receita Federal e que não afetam a legitimidade dos créditos utilizados. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos entende que o risco da discussão é possível e, portanto, não sujeita a provisão contábil. (g) Ativos Contingentes Taxa Cacex - Trata-se de crédito pleiteado em ação declaratória cumulada com repetição de indébito, visando a declaração da inconstitucionalidade das Leis 2.145/52 e 7.690/88, que criaram a taxa de licenciamento de importação (Taxa Cacex) recolhida para emissão de guia de importação correspondente a 1,8% do documento de importação no período de janeiro de 1989 a dezembro de 1991. A decisão favorável transitou em julgado em 21 de novembro de 2007. Atualmente, na execução da decisão, aguarda-se sentença referente à liquidação dos valores para expedição de precatório ou pedido de desistência da execução judicial para instruir pedido de compensação administrativa com outros tributos federais. A Procuradoria manifestou expressamente concordância com o cálculo de R$ 21 milhões apresentados pela Contadoria Judicial. NOTA 21 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO (a) Capital social O capital social subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2013 é de R$ 280.000 representado por 11.651.126 ações ordinárias escriturais, sem valor nominal. De acordo com o Estatuto Social da Companhia, o capital social poderá ser aumentado até o limite do capital autorizado, independente de reforma estatutária, pela emissão de até 60.000.000 de ações, sendo 20.000.000 em ações ordinárias e 40.000.000 em ações preferenciais. (b) Reserva legal É constituída mediante a apropriação de 5% do lucro líquido apurado no fim de cada exercício, até atingir os limites fixados pela legislação societária. (c) Dividendos propostos e juros sobre capital próprio Aos acionistas é assegurado dividendo mínimo obrigatório, equivalente a 25% do lucro líquido do exercício, ajustado pela constituição da reserva legal, conforme preconizado pela legislação societária. Não foram propostos dividendos para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 em função do prejuízo no exercício. (d) Reserva Especial (Estatutária) O saldo remanescente do lucro líquido do exercício é destinado à reserva especial até o limite de 80% do capital social; a destinação da parcela que excede a este limite é deliberada em Assembleia dos Acionistas. As reservas especiais, dentro de reservas de lucros, segundo o Estatuto, têm por objetivo possibilitar a formação de recursos com as seguintes finalidades: i) Exercício do direito preferencial de subscrição em aumento de capital das empresas participadas; ii) Futuras incorporações desses recursos ao capital social; iii) Pagamento de dividendos intermediários. Controladora/Consolidado 31/12/2013 31/12/2012 ___________ ___________ Incentivos Fiscais 316 316 Opções Outorgadas Reconhecidas 11.135 21.751 ___________ ___________ Reservas de Capital 11.451 22.067 ___________ ___________ ___________ ___________ Reserva Legal 24.773 Reserva Especial 217.284 ______________________ Reservas de Lucros 242.057 ___________ ___________ ___________ ___________ (e) Prejuízos acumulados Em 31 de dezembro de 2013, a Companhia apurou um prejuízo de R$ 388.071. De acordo com a determinação do artigo 189 parágrafo único da Lei n° 6.404/76, foram utilizadas as reservas de lucros e reserva legal, nessa ordem, até o limite de seus saldos para absorver o prejuízo do exercício. (Continua) Tributário _________ 41.337 _________ 2.904 11.907 (1.248) (11.126) (9.537) _________ 34.237 _________ _________

NOTA 15 - IMOBILIZADO O imobilizado apresenta a seguinte movimentação:

Saldo em 31 de dezembro de 2012: Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

NOTA 20 - PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS O Grupo e suas controladas são parte em ações judiciais e processos administrativos decorrentes do curso normal de seus negócios, perante vários tribunais e órgãos governamentais de natureza trabalhista, cível e tributária. Os valores dos processos a seguir demonstrados foram contabilizados considerando a avaliação dos assessores jurídicos da Companhia quanto ao esperado desfecho das discussões, a natureza dos assuntos discutidos e o histórico em processos semelhantes. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus assessores jurídicos, e análise das demandas judiciais pendentes, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas prováveis esperadas no desfecho das ações em curso, conforme apresentado a seguir: (a) Composição Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Processos Tributários 34.237 41.486 34.237 41.486 Obrigações Legais 3.296 4.687 3.296 4.687 Depósito Judicial (3.296) __________ (4.836) __________ (3.296) _________ (4.836) __________ Processos Tributários líquidos de depósito 34.237 41.337 34.237 41.337 __________ __________ _________ __________ __________ __________ __________ _________ Processos Trabalhistas 26.477 31.712 26.477 31.712 Depósito Judicial (1.751) __________ (2.027) __________ (1.751) _________ (2.027) __________ Processos Trabalhistas líquidos de depósito 24.726 29.685 24.726 29.685 __________ __________ __________ __________ _________ __________ __________ _________


ECONOMIA - 17

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (Continuação) NOTA 22 - LUCRO POR AÇÃO (a) Básico O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício. 31/12/2013 31/12/2012 Operações Operações Operações Operações Descontinuadas Continuadas Descontinuadas Continuadas _______________ ____________ _______________ ____________ Lucro (prejuízo) atribuível aos acionistas da Companhia Quantidade média ponderada de ações ordinárias (milhares) Lucro (prejuízo) básico por ação

(110.458) 11.651 (9,48)

(277.613) 11.651 (23,83)

(17.384) 11.651 (1,49)

18.046 11.651 1,55

(b) Diluído O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação, para presumir a conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas. 31/12/2013 31/12/2012 Operações Operações Operações Operações Descontinuadas Continuadas Descontinuadas Continuadas _______________ ____________ _______________ ____________ Lucro (prejuízo) atribuível aos acionistas da Companhia (110.458) (277.613) (17.384) 18.046 Quantidade média ponderada de de ações ordinárias (milhares) 11.937 11.937 12.131 12.131 Lucro (prejuízo) básico por ação (9,25) (23,26) (1,44) 1,49 Na apuração da quantidade média ponderada de ações foram adicionadas 286 mil ações em 31 de dezembro de 2013 e 480 mil ações em 31 de dezembro de 2012 em decorrência das opções de ações em aberto em cada data-base (Nota 29).

NOTA 23 - PARTES RELACIONADAS (a) Operações com empresas controladas Ativo

Controladora Itautec S.A. ____________________________________________________ Transações com empresas controladas: Operação de compra e venda de produtos e serviços BR Automação Biologica Itautec.com Itautec América Itautec Argentina Itautec Espanha Itautec Locação Itautec México Itautec Paraguai Itautec Participações Itautec Portugal Operações de mútuo Biologica Itautec.com Itautec Espanha Itautec Participações Itautec Locação ____________________________________________________ Total Controladas ____________________________________________________ Total eliminado no Consolidado ____________________________________________________

Passivo

Resultado

31/12/2013 Circulante Não Circulante _________ _____________

31/12/2012 Circulante Não Circulante _________ _____________

31/12/2013 Circulante Não Circulante _________ _____________

31/12/2012 Circulante Não Circulante _________ ____________

31/12/2013 Vendas Compras ______ ________

Vendas ______

31/12/2012 Compras ________

4.829 _________

18.420 _____________

19.354 _________

22.257 _____________

13.848 _________

8.746 _____________

654 _________

104 ____________

2.976 ______

7 ________

30.910 ______

5.589 ________

13.848 -

-

1 1 652 -

-

4.829 -

-

2.339 21 54 472 2.028 10.710 1.623 8 2.099

-

7 -

19 2.957 -

5.284 305 -

5.676 31 104 735 5.072 17.877 542 873

696 13.419 14.170 7.386 5.001 5 8.746 104 ______________________ ______________________ _______________________________________________________________________13.848 8.746 654 104 4.829 18.420 19.354 22.257 7 2.976 5.589 30.910 _________ _____________ _________ _____________ _________ _____________ _________ ____________ ______ ________ ______ ________ 18.677 27.166 20.008 22.361 18.677 27.166 20.008 22.361 2.983 2.983 36.499 36.499 _________ _____________ _________ _____________ _________ _____________ _________ ____________ ______ ________ ______ ________ _________ _____________ _________ _____________ _________ _____________ _________ ____________ ______ ________ ______ ________ As transações entre partes relacionadas substancialmente representadas por compras e vendas de produtos, foram realizadas a preços e condições usuais de mercado. Não há perda por redução ao valor recuperável, bem como baixa de títulos incobráveis. A Companhia mantém operações de mútuo com as suas controladas com a finalidade de capital de giro sem prazo definido para encerramento. No exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013 e no exercício encerrado 31 de dezembro de 2012 não houve cobrança de encargos sobre os saldos, sendo os mesmos eliminados no processo de consolidação. (b) Outras partes relacionadas As principais operações com partes relacionadas, do Grupo Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., substancialmente de vendas de equipamentos e prestação de serviços, não eliminadas no processo de consolidação, estão assim representadas: Ativos Receitas Consolidado Consolidado Total Operações Total Operações Total Operações 31/12/2013 Descontinuadas 31/12/2013 31/12/2012 31/12/2013 Descontinuadas 31/12/2013 31/12/2012 Descontinuadas 31/12/2012 __________ _______________ __________ __________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ Aplicações Financeiras Itaú Unibanco S.A. 11.230 7.039 4.191 88.146 2.702 168 2.534 4.180 4.180 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _________________________ 11.230 7.039 4.191 88.146 2.702 168 2.534 4.180 4.180 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _________________________ __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ Vendas e Serviços Itaú Unibanco S.A. 10.401 9.838 563 17.091 371.720 320.962 50.758 487.146 437.315 49.831 Itaú Seguros 72 72 51 2.270 2.270 4.783 4.782 1 Banco Itauleasing S.A. 49 49 536 433 399 34 1.405 433 972 Banco Itaú - BBA 525 2.907 162 2.745 9.668 905 8.763 Duratex S.A. 150 56 94 103 1.869 399 1.470 2.271 658 1.613 Elekeiroz S.A. 82 73 1 72 312 56 256 Financeira Itaú CBD S.A. 33 33 290 1.226 1.226 5.013 5.013 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________10.705 9.999 706 18.678 380.498 325.419 55.079 510.598 449.162 61.436 __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ _________ __________ _______________ __________ __________ _______________ __________ As aplicações financeiras no Itaú Unibanco S.A. são efetuadas nas condições normais do mercado financeiro dentro dos limites estabelecidos pela Administração da Companhia. Os rendimentos das aplicações financeiras estão reconhecidos no resultado do exercício. Não há perda por redução ao valor recuperável, bem como baixa de títulos incobráveis. A Companhia possui garantias prestadas pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A. representadas por operações de aval garantidores dos empréstimos e financiamentos no montante de R$ 102.071 em 31 de dezembro de 2013 (R$ 131.205 em 31 de dezembro de 2012). (c) Remuneração da Administração A remuneração paga ou a pagar aos executivos da Administração da Companhia em 31 de dezembro de 2013 é de R$ 10.806 como honorários e de R$ 4.757 como participações (R$ 8.550 e R$ 6.234 em 31 de dezembro de 2012, respectivamente). O montante líquido contabilizado em 31 de dezembro de 2013 correspondente às participações da Administração é de R$ 1.058. Este valor inclui a reversão de parte da provisão constituída no exercício anterior, em função da apuração final das metas estabelecidas aos executivos. NOTA 24 - RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS (a) Reconciliação A reconciliação entre a Receita Líquida e a Receita Bruta de Vendas e Serviços, está apresentada como segue: Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ Receita Bruta de Vendas e Serviços 494.243 Impostos e Contribuições sobre Vendas e Serviços _________ (41.489) Receita Líquida de Vendas e Serviços 452.754 _________ _________

(b) Receita líquida por categoria Controladora 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 446.732 687.941 6.718 470 (696) 6.099 _________ _________ 452.754 694.510 _________ _________ _________ _________

765.236 (70.726) _________

476.261 (36.956) _________

771.748 (71.311) _________

Vendas e revendas de produtos Prestação de Serviços Receita de Garantia Receita líquida por categoria

694.510 _________ _________

439.305 _________ _________

700.437 _________ _________

Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas.

Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 _________ 429.893 684.693 10.108 9.645 (696) 6.099 _________ _________ 439.305 700.437 _________ _________ _________ _________

NOTA 25 - DESPESAS POR NATUREZA

Custos de produção Despesas com pessoal Encargos com INSS e FGTS Despesas de transporte Custos de publicidade Atividades terceirizadas Outras despesas

Custos de produção Despesas com pessoal Encargos com INSS e FGTS Despesas de transporte Custos de publicidade Atividades terceirizadas Outras despesas

Industrial 31/12/2013 31/12/2012 (387.797) (590.824) (27.261) (32.265) (4.924) (8.311) (1.269) (304) (1.687) (3.453) (10.356) (4.182) __________ __________ (433.294) (639.339) __________ __________ __________ __________

Vendas 31/12/2013 31/12/2012 (22.390) (25.303) (3.479) (6.854) (4.875) (8.641) (18.401) (23.123) (2.483) (2.954) (11.368) (11.217) __________ __________ (62.996) (78.092) __________ __________ __________ __________

Controladora Administrativas 31/12/2013 31/12/2012 (14.293) (8.558) (2.031) (3.059) (10) (37) (10.992) (5.709) (4.921) (6.018) __________ __________ (32.247) (23.381) __________ __________ __________ __________

Pesquisa e Desenvolvimento 31/12/2013 31/12/2012 (3.048) (4.297) (951) (1.249) (14) (41) (425) (490) (1.694) (1.833) __________ __________ (6.132) (7.910) __________ __________ __________ __________

Total 31/12/2013 31/12/2012 (387.797) (590.824) (66.992) (70.423) (11.385) (19.473) (6.168) (9.023) (18.401) (23.123) (15.587) (12.606) (28.339) (23.250) __________ _________ (534.669) (748.722) __________ _________ __________ _________

Industrial 31/12/2013 31/12/2012 (374.679) (587.401) (32.522) (32.265) (5.041) (8.311) (1.269) (304) (2.163) (3.453) (18.870) (10.883) __________ __________ (434.544) (642.617) __________ __________ __________ __________

Vendas 31/12/2013 31/12/2012 (23.746) (26.348) (3.413) (6.728) (4.982) (8.637) (18.401) (22.749) (2.484) (3.034) (13.250) (12.099) __________ __________ (66.276) (79.595) __________ __________ __________ __________

Consolidado Administrativas 31/12/2013 31/12/2012 (14.860) (9.144) (2.031) (3.141) (10) (47) (11.132) (6.314) (6.013) (7.827) __________ __________ (34.046) (26.473) __________ __________ __________ __________

Pesquisa e Desenvolvimento 31/12/2013 31/12/2012 (3.759) (4.276) (951) (1.234) (14) (41) (425) (553) (1.693) (1.806) __________ __________ (6.842) (7.910) __________ __________ __________ __________

Total 31/12/2013 31/12/2012 (374.679) (587.401) (74.887) (72.033) (11.436) (19.414) (6.275) (9.029) (18.401) (22.749) (16.204) (13.354) (39.826) (32.615) __________ _________ (541.708) (756.595) __________ _________ __________ _________

Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas. NOTA 26 - OUTROS GANHOS (PERDAS), LÍQUIDO

Plano de previdência BD Plano de previdência CD (i) Outras Perdas com impostos a ressarcir/compensar (ii) Resultado na alienação/baixa de imobilizado Resultado na venda de investimento Despesas com contingências Remuneração da Administração/encargos Ganho líquido com precatórios

Controladora 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 32.179 (71.692) 3.773 (313) 6.310 (13.084) 165 495 (2.490) (18.805) (198) (12.654) (10.192) 65.099 __________ __________ (84.204) __________ 62.797 __________ __________ __________

Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 32.179 (71.692) 3.773 2.135 6.043 (46.796) 82 780 (268) (2.490) (21.098) (1.673) (13.671) (10.628) 65.099 __________ _________ (119.129) _________ 60.904 __________ __________ _________

(i) Vide Nota 30 (b) (ii) Vide Nota 10 Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas. NOTA 27 - RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS As receitas e despesas financeiras incorridas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 foram como segue: Controladora 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ Receita financeira: Receita de aplicações financeiras 8.597 24.549 Variações monetárias ativas 3.405 2.605 Descontos obtidos 116 227 Juros provisionados e recebidos 360 763 Outras receitas financeiras 8.128 __________ 1.780 __________ 20.606 __________ 29.924 __________ __________ __________ Despesa financeira: Juros pagos ou incorridos (6.396) (8.537) Variação monetária passiva (16.682) (17.441) Comissões e despesas bancárias (74) (34) Descontos concedidos (21) (25) Outras despesas financeiras (736) __________ (823) __________ (23.909) __________ (26.860) __________ Receitas (despesas) financeiras, líquidas (3.303) __________ 3.064 __________ __________ __________ Os montantes acima são apresentados líquidos das operações descontinuadas.

dezembro de 2013 e 31 de Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 10.851 5.277 124 428 10.726 __________ 27.406 __________ __________

26.778 7.241 228 795 5.508 _________ 40.550 _________ _________

(6.404) (16.951) (290) (21) (1.264) __________ (24.930) __________ 2.476 __________ __________

(8.598) (20.736) (261) (25) (1.183) _________ (30.803) _________ 9.747 _________ _________

NOTA 28 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Reconciliação da Despesa do Imposto de Renda e da Contribuição Social Os valores de imposto de renda e contribuição social referentes aos exercícios de 31 de dezembro de 2013 e 31 de dezembro de 2012, demonstrados no resultado, apresentam a seguinte reconciliação em seus valores às alíquotas nominais: Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ Lucro (prejuízo) contábil antes do imposto de renda e da contribuição social de operações continuadas (222.197) 12.351 (219.062) 14.647 Lucro (prejuízo) contábil antes do imposto de renda e da contribuição social de operações descontinuadas (110.458) (18.964) (109.697) (17.384) Expectativa de despesa de imposto de renda e contribuição social a alíquotas nominais (34%) 113.103 2.248 111.778 931 Ajustes para obtenção da alíquota efetiva: Resultado de equivalência patrimonial (29.704) 1.261 23 52 Pesquisa & Desenvolvimento (7.597) (7.597) Regime Tributário de Transição - RTT - ajustes Lei nº 11.638/07 (23.311) (3.438) (23.936) (2.724) Participações estatutários (2.755) (662) (2.755) (662) Outros (6.854) 7.396 (14.805) 7.030 __________ __________ __________ __________ Benefício (despesa) com imposto de renda e contribuição social total (*) 50.479 __________ (792) __________ 70.305 __________ (2.971) __________ __________ __________ __________ __________ Alíquota efetiva: Imposto de renda e contribuição social - correntes Imposto de renda e contribuição social - diferidos

-15% __________ __________

12% __________ __________

-21% __________ __________

109% __________ __________

__________ __________

__________ __________

(2.493) (3.003) __________ __________ __________ __________

(55.416) __________ 5.695 __________ __________ __________

(56.663) __________ 7.240 __________ __________ __________

(*) Em 2013, os valores apresentados de R$ 50.479 na controladora e R$ (70.305) no consolidado, contemplam os valores de R$ (55.416) e R$ (59.156), respectivamente, relativos à despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos.

Em 2012, os valores apresentados de R$ (792) na controladora e R$ (2.971) no consolidado, contemplam os valores de R$ 5.695 e R$ 4.237, respectivamente, relativo a receita de Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos. Regime Tributário de Transição (RTT) Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido dos exercícios de 2013 e 2012, a Companhia e suas controladas optaram pelo RTT, que permite à pessoa jurídica eliminar os efeitos contábeis da Lei nº 11.638/07 e da MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09, por meio de registros no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil. No dia 11 de novembro de 2013 foi publicada a Medida Provisória (MP) nº 627 que revoga o Regime Tributário de Transição (RTT) a partir de 2015, com opção de adoção antecipada em 2014. Adicionalmente, a MP dispõe sobre a tributação das pessoas residentes no Brasil referente aos lucros auferidos no exterior. Um dos objetivos da norma é estabelecer os ajustes que devem ser efetuados em livro fiscal para a apuração da base de cálculo do imposto sobre a renda da pessoa jurídica (IRPJ) e da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), com o fim da neutralidade tributária aos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei 11.638/07 e Lei 11.941/09. Considerando que a referida MP 627/2013 possui um número relevante de emendas propostas e que a Receita Federal do Brasil deverá, de acordo com a mesma MP, disciplinar diversas matérias é possível que algumas das suas disposições sejam alteradas e/ou esclarecidas. Todavia, com base no texto vigente estimamos que a referida MP não acarrete efeitos contábeis relevantes nas demonstrações contábeis consolidadas da Companhia. Processo Produtivo Básico - PPB As empresas de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de informática e automação que investirem em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação, de acordo com Processo Produtivo Básico - PPB, definido em portaria interministerial, condicionados à apresentação de proposta de projeto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, fazem jus aos benefícios fiscais previstos na Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991 e alterações posteriores. As empresas deverão investir, anualmente, em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação a serem realizadas no País um percentual de seu faturamento bruto no mercado interno, decorrente da comercialização de bens e serviços de informática, deduzidos os tributos correspondentes a tais comercializações, bem como o valor das aquisições de produtos incentivados na forma da Lei, conforme projeto elaborado pelas próprias empresas. Atualmente o percentual a ser investido é de até 4%. NOTA 29 - PLANO DE OPÇÕES DE AÇÕES A Companhia, até o ano de 2006, possuía Plano para Outorga de Opções de Ações conforme previsto no Estatuto Social com objetivo de integrar seus executivos no processo de desenvolvimento da Companhia a médio e longo prazo, facultando participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trariam para as ações representativas do capital da Companhia. Esse plano era administrado pelo Comitê de Opções (“Comitê”) e as opções outorgadas eram aprovadas pelo Conselho de Administração. Os participantes do plano eram selecionados a exclusivo critério do Comitê dentre os executivos da Companhia. O preço de exercício fixado na outorga da opção tinha como base a cotação média dos preços das ações da Companhia nos pregões da BM&FBOVESPA, compreendendo o período de no mínimo 1 (um) e no máximo 12 (doze) meses anteriores à data de emissão das opções. A critério do Comitê, era facultado, ainda, um ajuste no preço médio de até 50% para mais ou para menos. As premissas utilizadas no valor justo das opções, com base no modelo “Binomial”, foram as seguintes: PREMISSAS Data da outorga Quantidade de ações outorgadas (i) (ii) Preço da ação na data da outorga (em reais - R$) (ii) Preço de exercício (em reais - R$) (ii) Valor justo da opção (em reais - R$) (ii) Prazo de carência Prazo limite para exercício Volatilidade Dividendos (dividend yield) Taxa de retorno livre de risco

Plano 2004

Plano 2006

112.655 44,70 23,55 38,52 30/06/05 31/12/14 64,0% 1,5% 24,9%

173.333 45,60 36,45 32,88 30/06/07 31/12/16 65,0% 2,7% 13,7%

(i) Descontados os cancelamentos. (ii) Considera grupamento, na proporção de 15 ações para cada um, realizado em Outubro de 2006. A volatilidade compreende o período dos últimos 3 anos até a data da outorga de cada plano. Nenhuma opção de compra de ações foi exercida até o momento e não houve movimentação na quantidade de ações dos planos descritos acima no período apresentado, sendo reclassificado o montante de R$ 10.616 da reserva de capital para reserva de lucros decorrente do prazo de exercício das opções terem expirado. O montante registrado como reserva de capital no patrimônio líquido é de R$ 11.135 (Nota 21). Em 31 de dezembro de 2013 o preço de mercado das ações era de R$ 26,89 (R$ 35,01 em 31 de dezembro de 2012) por ação. NOTA 30 - PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA A Companhia e suas controladas no Brasil fazem parte do grupo de patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial (Fundação), entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social. A Fundação administra um Plano de Benefício Definido (“Plano BD”) e um Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”).

(a) Plano de Benefício Definido - Plano BD É um Plano que tem como finalidade básica a concessão de benefícios que, sob a forma de renda mensal vitalícia, se destina a complementar, nos termos de seu regulamento, os proventos pagos pela Previdência Social. Este plano encontra-se em extinção, assim considerado por vedar o acesso de novos participantes. O plano abrange os seguintes benefícios: a complementação de aposentadoria, por tempo de contribuição, especial, por idade, invalidez, renda mensal vitalícia, prêmio por aposentadoria, pecúlio por morte. No 1º trimestre de 2013, a Companhia registrou ativo correspondente ao equacionamento do superávit e restabelecimento do equilíbrio técnico do Plano BD a ser realizado em 36 parcelas mensais, remuneradas pelo retorno dos investimentos do Plano de previdência BD. (b) Plano de contribuição definida - Plano CD Este plano é oferecido a todos os colaboradores da Companhia e suas controladas no Brasil, e contava em 31 de dezembro 2013 com 3.151 participantes (3.824 em 31 de dezembro de 2012). No Plano CD - PAI (Plano de Aposentadoria Individual) não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes (Nota 2.16a). Fundo programa previdencial As contribuições das patrocinadoras que permaneceram no plano em decorrência dos participantes terem optado pelo resgate ou pela aposentadoria antecipada, formaram o fundo programa previdencial, que de acordo com regulamento do plano, vem sendo utilizado para compensação das contribuições das patrocinadoras. Decorrente do momento atual da Companhia, a Administração avaliou as projeções de reduções de pagamentos das contribuições futuras em função das vendas das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços e da desativação paulatina das atividades de computação que beneficiarão a Companhia e registrou em 2013 a baixa do ativo não circulante no montante de R$ 71.692 (R$ 47.310 líquido de tributos). NOTA 31 - SEGUROS O Grupo com apoio de consultores de seguros, busca estabelecer coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. Em 31 de dezembro de 2013 a Companhia mantém os seguintes contratos para as coberturas de seguros: Modalidade Patrimonial Responsabilidade Civil de Administradores Veículos

Abrangência Importância segurada Quaisquer danos materias a: estoques, ativo imobilizado (exceto veículos). 509.696 Processos ou procedimentos administrativos, arbitrais e/ou judiciais decorrente de perdas e danos impostos ao administrador 117.800 Cobertura de incêndio, roubo e colisão para 35 veiculos. 100% Tabela Fipe

NOTA 32 - INFORMAÇÕES POR SEGMENTO DE NEGÓCIOS Como resultado da venda das atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços mencionado na Nota 1(a), o Grupo possui um único segmento operacional relativo às atividades de computação. Soluções de Computação Holding Consolidado ___________ _______ ___________ Clientes 121 121 Estoques 74 74 Outros ativos 13 158 171 Imobilizado e intangível 46 49 __________ _______3 _________ Total do ativo 254 161 415 __________ _______ _________ Fornecedores Outras provisões e contas a pagar Outros passivos Total do passivo

__________

_______

_________

67 18 17 __________ 102 __________

4 9 335 _______ 348 _______

_______

71 27 352 _________ 450 _________

Holding _______

Consolidado ___________

__________

Soluções de Computação ___________ Receita líquida de vendas e serviços 439.305 Custo dos produtos vendidos e serviços prestados (434.544) _________ Lucro bruto 4.761 Despesas com vendas (64.111) Despesas gerais e administrativas (12.608) Despesas com pesquisa e desenvolvimento (6.144) Resultado da equivalência patrimonial Outras perdas, líquidas (2.742) _________ Prejuízo operacional (80.844) Resultado financeiro Prejuízo antes do imposto de renda e da contribuição social (80.844) Imposto de renda e contribuição social _________Prejuízo do exercício das operações continuadas (80.844)

_______(2.165) (21.438) (698) (6) (116.387) _______ (140.694) 2.476 (138.218) (59.156) _______ (197.374)

_________

439.305 (434.544) __________ 4.761 (66.276) (34.046) (6.842) (6) (119.129) __________ (221.538) 2.476 (219.062) (59.156) __________ (278.218)

Os critérios de mensuração utilizados para a divulgação das informações por segmento estão alinhados com os utilizados na elaboração das demonstrações. NOTA 33 - ATIVO NÃO CIRCULANTE MANTIDO PARA A VENDA E RESULTADO DE OPERAÇÕES DESCONTINUADAS Conforme mencionado na Nota 1(a), as atividades de automação bancária e comercial e de prestação de serviços atenderam a definição de ativos mantidos para venda a partir do 2º trimestre de 2013 e os resultados das operações descontinuadas para os exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2013 e 2012, são demonstrados no quadro a seguir e foram apresentados em rubrica específica na demonstração de resultados. (i) Resultado das operações descontinuadas: Controladora Consolidado 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ 31/12/2013 __________ 31/12/2012 __________ Receita líquida de vendas e serviços 395.648 815.060 611.456 844.901 Custo dos produtos vendidos e serviços prestados (376.779) (701.696) (565.999) (710.560) Lucro bruto 18.869 113.364 45.457 134.341 Despesas com vendas (21.121) (35.991) (36.053) (44.794) Despesas gerais e administrativas (25.584) (36.953) (43.578) (42.634) Despesas com pesquisa e desenvolvimento (35.125) (53.442) (57.092) (55.803) Resultado da equivalência patrimonial (34.588) 3.007 74 Outros perdas, líquidas (12.909) (3.031) (16.288) (2.515) _________ _________ _________ _________ Lucro (prejuízo) operacional (110.458) (13.046) (107.480) (11.405) Resultado financeiro (5.925) (2.216) (5.979) Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social (110.458) (18.971) (109.696) (17.384) Imposto de renda e contribuição social 1.587 (762) __________________ _________ _________Lucro (prejuízo) do exercício das operações descontinuadas (110.458) (17.384) (110.458) (17.384) (ii) As principais classes de ativos e passivos mantidos para venda em 31 de dezembro de 2013: Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Clientes Estoques Tributos a recuperar Valores a receber e despesa antecipada Total do ativo circulante Não circulante Clientes Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais e outros créditos Investimentos em controladas Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Total do ativo Passivo Circulante Fornecedores Empréstimos e financiamentos Obrigações com pessoal Impostos e contribuições a pagar Outras provisões e contas a pagar Receitas diferidas Total do passivo circulante Não circulante Dívidas com pessoas ligadas Provisões para contingências Outras provisões e contas a pagar Receitas diferidas Total do passivo não circulante Participação dos não controladores Total do passivo

Controladora ____________

Consolidado ___________

____________________-

30.305 105.331 159.957 9.047 3.257 _________ 307.897 _________

182.949 __________182.949 __________ 182.949 __________

__________

1.049 1.783 61 16.701 20.611 _________ 40.205 _________ 348.102 _________

Controladora ___________

Consolidado __________

____________________-

38.508 2.420 53.071 7.258 25.951 9.819 _________ 137.027 _________

__________ ______________________________-

250 212 186 7.037 _________ 7.685 _________ 152 _________ 144.864 _________

Controladora ____________ 31/12/2013 ___________ (68.152) 65.531 3.759 ___________ 1.138 ___________ ___________

Consolidado ___________ 31/12/2012 ___________ (47.346) 61.639 (9.668) ___________ 4.625 ___________ ___________ (Continua)

__________

_________

_________

(iii) Fluxo de caixa das operações descontinuadas:

Fluxo de caixa das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de financiamento Fluxo de caixa das atividades de investimento Aumento de caixa e equivalentes de caixa, líquidos


18 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ITAUTEC S.A. - GRUPO ITAUTEC CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

PRESIDENTE Ricardo Egydio Setubal

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHEIROS VICE-PRESIDENTE Henri Penchas Alfredo Egydio Arruda Villela Filho Olavo Egydio Setubal Júnior

Reinaldo Rubbi Renato Roberto Cuoco Rodolfo Villela Marino

DIRETOR PRESIDENTE Henri Penchas

DIRETORIA DIRETORES VICE-PRESIDENTES João Jacó Hazarabedian José Roberto Ferraz de Campos

DIRETOR Guilherme Tadeu Pereira Júnior (*)

Contadora Sandra Oliveira Ramos Medeiros CRC 1SP 220957/O-9

(*) Diretor de Relações com Investidores RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA E DE GESTÃO DE RISCOS O Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos da Itautec S. A. (Comitê de Auditoria) foi criado em setembro de 2010 e, de acordo com o estabelecido em seu Regimento Interno, é responsável por supervisionar os processos de controles internos e de gerenciamento de riscos da Companhia e de suas controladas, supervisionar os trabalhos desenvolvidos pelas auditorias interna e externa e avaliar a qualidade e a integridade das demonstrações contábeis. RESPONSABILIDADES A Administração da Itautec S.A. é responsável pela elaboração, apresentação e integridade das demonstrações contábeis, assim como pela implementação e manutenção de sistema de controles internos e de gerenciamento de riscos adequados ao volume e complexidade das operações da Companhia, observando estritamente a legislação societária brasileira. A Auditoria Interna tem como atribuições aferir a qualidade dos sistemas de controles internos e de gerenciamento de riscos da Itautec S.A. e o cumprimento das políticas e dos procedimentos definidos pela Administração, inclusive aqueles adotados na elaboração dos relatórios financeiros. A Baker Tilly Brasil Auditores Independentes S/S é responsável por examinar as demonstrações contábeis com vistas a emitir opinião sobre a aderência das mesmas aos padrões e princípios contábeis previstos na

legislação societária brasileira. O Comitê de Auditoria baseia seu julgamento e forma suas opiniões considerando as informações recebidas da Administração, o resultado dos trabalhos realizados pela Auditoria Interna e as informações que lhe são trazidas pela Auditoria Externa. ATIVIDADES DO COMITÊ DE AUDITORIA Durante o ano de 2013 o Comitê de Auditoria reuniu-se em 9 ocasiões e dedicou-se a: • aprovar o programa de trabalho da auditoria interna, supervisionando sua atuação e os resultados dos trabalhos desenvolvidos; • discutir o programa de trabalho da auditoria externa para o ano de 2013; • tomar conhecimento e discutir o relatório de controles internos emitido pela empresa que audita as demonstrações contábeis da Companhia; • examinar as informações trimestrais já auditadas e as demonstrações contábeis de 30.9.2013 (intermediárias) e 31.12.2013; • reunir-se com diretores da Companhia para tomar conhecimento e discutir aspectos de controles internos e gerenciamento de riscos de cada uma das áreas;

• conhecer as principais contingências existentes na Companhia; • conhecer o processo que visa a parceria estratégica da Itautec com a OKI Eletric Industry Co. Ltd.; • prestar contas de sua atuação ao Conselho de Administração da Companhia. CONCLUSÃO O Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos, com base nas informações recebidas e nas atividades desenvolvidas no período, ponderadas devidamente suas responsabilidades e as limitações decorrentes do escopo de sua atuação, entende que as demonstrações contábeis individuais e consolidadas em 31.12.2013 foram elaboradas em conformidade, respectivamente, com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e recomenda sua aprovação pelo Conselho de Administração. São Paulo, 10 de fevereiro de 2014. Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos Tereza Cristina Grossi Togni Renato Roberto Cuoco Coordenadora Reinaldo Rubbi Ricardo Egydio Setubal

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Aos Administradores e Acionistas Itautec S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Itautec S.A. (a “Companhia” ou “Controladora”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Examinamos também as demonstrações financeiras consolidadas da Itautec S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e dessas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas

requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itautec S.A. em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itautec S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2013, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Ênfase Conforme descrito na Nota 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Itautec S.A., essas práticas diferem das IFRS, aplicável às demonstrações financeiras consolidadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, que, para fins de IFRS seriam mensurados ao custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações individuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 10 de fevereiro de 2014.

BAKER TILLY BRASIL AUDITORES INDEPENDENTES S/S CRC-2SP016754/O-1

Ricardo Julio Rodil Contador - CRC-1SP111.444/O-1

O ideal é melhorar os processos de controle das informações no eSocial Mauro Negruni, diretor da Decision IT

Uma proposta para simplificar o Sped Ofício com pedido foi enviado ao ministro Guilherme Afif Domingos pela FecomercioSP. O eSocial, sistema de envio de dados relacionados ao empregado, ainda não tem data para começar a funcionar. Sílvia Pimentel Fe d e r a ç ã o d o C omércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) solicitou ontem, por meio de ofício encaminhado ao ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, a criação de uma versão simplificada do eSocial – sistema que vai unificar o envio de informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias –, adequada à realidade das micro e pequenas empresas. Na avaliação da entidade, o segmento terá dificuldades para se adaptar à complexidade do sistema, sobretudo pela quantidade de dados exigidos e obrigatoriedade de imediato envio de informações trabalhistas. Ainda é incerto o início de operação do eSocial. A previsão da Receita Federal era abril. Mas pouco depois, a Caixa Econômica Federal fixou o mês de julho para as empresas tributadas pelo lucro real. Outra dúvida está relacionada ao mês de competência a partir do qual os dados exigidos devem estar em conformidade com as novas regras. Apesar das muitas incertezas que cercam o módulo mais ambicioso do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), recomenda-se que as empresas se preparem o quanto antes para evitar problemas, o que inclui autuação e pagamento de multas. De acordo com especialistas, uma das certezas a respeito do projeto é que a adaptação das empresas vai exigir investimentos em capacitação profissional e software. “Estamos vivendo um imbróglio jurídico. No momento, o ideal é melhorar os processos de controle das informações que vão estar no eSocial”, recomenda o diretor da Decision IT e membro do grupo de trabalho do Sped com empresas piloto, Mauro Negruni. Atualmente, 40 empresas de todo o Brasil usam o sistema de forma experimental. Sobre a confusão jurídica, Mauro Negruni se refere às normas editadas pela Receita Federal e Caixa Econômica Federal que trazem prazos dis-

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7,2

milhões de empregadores na condição de pessoa física e 6 milhões de empresas - o universo em jogo.

tintos sobre o início de operação do projeto. A primeira estabelecia que eventos como demissão e admissão de empregados ocorridos a partir de janeiro deste ano deverão entrar no sistema. No final do ano passado, entretanto, Caixa editou a Circular 642, marcando para o mês de julho as novas regras e ainda restringe a obrigação para as empresas do lucro real.

Diante das incongruências dos órgãos envolvidos no projeto, há quem diga que o mais prudente é promover uma revisão dos processos internos das empresas com checagem de dados gerados a partir de janeiro. Ou seja, fazer um diagnóstico voltado para o projeto para detectar onde estão as falhas, como fazer para solucioná-las e verificar onde será preciso investir. Como se vê, há muito trabalho pela frente. É gigantesca a quantidade de dados e detalhes exigidos sobre os trabalhadores, como atestados médicos, de saúde ocupacional e até controles sobre itens de proteção usados pelos colaboradores. A partir do eSocial, os prazos deverão ser seguidos a risca. É o caso do pagamento das férias, por exemplo. Legalmente, precisa ser feito com dois dias de antecedência da data de saída do funcionário. Mas é

comum as empresas ignorarem a regra, efetuando o depósito junto com o pagamento do salário. Com a necessidade de fazer o comunicado eletronicamente e a comunicação tem de estar conectada à operação de fato, quem não seguir a norma legal estará sujeito à multa. “A empresa pode ter o melhor software do mercado. Sem uma modificação da cultura permissiva em que prazos e datas não são respeitados nada adiantará”, alerta Negruni. Só para dar uma ideia, o layout provisório do eSocial possui mais de 40 tipos de arquivos XML e nada menos do que 2,5 mil linhas de registro. Tudo para acomodar informações detalhadas sobre os empregados que até então não eram solicitadas com tantos detalhes pelo poder público. Com o sistema, a expectativa é que sejam ex-

O eSocial tem um manual incompleto, é um sistema que ainda não foi testado. ROBERTO DIAS DUARTE, PROFESSOR E PALESTRANTE

tintas dez obrigações acessórias no futuro. Para o professor e palestrante Roberto Dias Duarte, há um limbo normativo com relação ao projeto. “Hoje, o eSocial tem um manual incompleto, é um sistema que ainda não foi testado, com um cronograma definido por meio de uma Circular da Caixa Econômica, cuja competência é restrita ao FGTS”, afirma. Na opinião do especialista, a implantação da

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que também faz parte do Sped, ao contrário, foi muito bem planejada e preparada. “Quando a NF-e se tornou obrigatória mesmo, o sistema já estava testado e documentado. O cronograma de "massificação" se estendeu até 2012. Somente sete anos após a instituição da NF-e no Brasil é que tivemos todo o setor industrial e atacadista, que inclui cerca de 1 milhão de empresas, emitindo esse documento eletrônico obrigatoriamente”, lembra. Quanto ao sistema que vai unificar as informações trabalhistas, haverá um ano de prazo para teste de um programa que será usado por 7,2 milhões de empregadores na condição de pessoa física e 6 milhões de empresas. A tributarista Cintia Ladoani Bertolo, do escritório Bergamini Collucci, chama a atenção para o uso de sistemas diferentes nos vários departamentos das empresas, o que é muito comum. Será preciso adequá-los para evitar problemas no cruzamento das informações que, com o eSocial, será aperfeiçoado pelo fisco. Ela explica, por exemplo, que muitas empresas usam um sistema híbrido para fazer o recolhimento da contribuição previdenciária baseado na folha de pagamento e na receita bruta. O problema é quando as áreas de recursos humanos e financeira utilizam sistemas que não conversam entre si, o que pode gerar informações divergentes. Com o eSocial, a informação será transmitida junto com a folha de pagamento. Em outras palavras, o envio de dados divergentes acenderá a luz amarela do fisco e a empresa corre o risco de ser autuada. Há duas semanas, o link disponível na página virtual de todos os órgãos envolvidos com o projeto – Receita Federal, Ministério da Previdência Social, Ministério do Trabalho e Caixa Econômica Federal – para que empregadores corrijam problemas cadastrais dos trabalhadores saiu do ar, sem previsão de volta. Esse é o primeiro passo para o funcionamento efetivo do sistema. Procurada pela reportagem para comentar a indisponibilidade do link, a Receita Federal não se pronunciou.


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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A União Europeia não tem nada contra a Zona Franca de Manaus; compreendemos muito bem aquela zona. José Manuel Durão Barroso

O acordo UE-Mercosul avança? Em Bruxelas, a presidente Dilma e autoridades europeias garantem que a chance de se obter sucesso nas negociações brevemente é "real e concreta". Roberto Stuckert Filho/PR

a 7ª Cúpula BrasilUnião Europeia, ontem, em Bruxelas, ambas as partes se declararam otimistas quanto à próxima assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e o bloco europeu. “Um horizonte bem mais concreto", como qualificou a presidente Dilma Rousseff, será definido após reunião técnica marcada para 21 de março entre os dois lados. Para ela, a chance de se obter sucesso é "real e concreta". "Em caso afirmativo, haverá oportunamente uma troca formal das ofertas e veremos o nível de ambição de ambas a partes", reforçou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. A troca de ofertas entre Mercosul e UE deveria ter ocorrido até o fim do ano passado, mas tem sido protelada. Um dos principais entraves é a Argentina, que, em meio à crise econômica, resiste em pontos da negociação. Os europeus, por sua vez, também já colocaram obstáculos a um acordo. Ao lado de Barroso e do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, Dilma aproveitou para voltar a defender os fundamentos econômicos do Brasil. Garantiu que o governo persegue a redução da desigualdade sem abandonar a responsabilidade fiscal, que a inflação está sob controle e que o sistema financeiro é sólido. Ressaltou que o País tem mais de US$ 370 bilhões em reservas – que permitem enfrentar as turbulências internacionais – e reduziu a dívida pública de 42% para 34% do Produto Interno Bruto (PIB) e a dívida bruta de 60,9% para 58,5% do PIB, além de se com-

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O encontro da presidente com Barroso (esq.) e Van Rompuy: otimismo pelo tratado com o Mercosul e críticas à queixa da UE contra a política de incentivos.

prometer com superávit fiscal de 1,9% do PIB em 2014. A presidente também salientou que o Brasil continua sendo alvo de investimentos produtivos – e isso é um dos fatores de resistência ao quadro de volatilidade internacional. "O amplo fluxo de investimento estrangeiro direto direcionado ao País, de US$ 64 bilhões em 2013, dos quais uma parte expressiva é europeia, reforça a resiliência ao quadro de transição financeira e monetária", disse. Dilma comentou ainda que a oscilação do dólar em relação ao real não deve ser interpretada como uma fragilidade

do país. "Do ponto de vista do Brasil, a flutuação do câmbio não deve ser confundia com vulnerabilidade. Consideramos que a flutuação do câmbio é uma mudança dos preços relativos." Incentivos – Num encontro privado com Barroso e Van Rompuy e depois em declaração conjunta à imprensa, a presidente disse ter ficado " s u r p re s a " c o m a a ç ã o d a União Europeia na Organizaç ã o M u n d i a l d o C o m é rc i o (OMC). O bloco questionou formalmente a política de incentivos do governo brasileiro à Zona Franca de Manaus e ao programa Inovar-Auto, ligado

ao setor automotivo. O episódio criou um mal-estar entre o governo brasileiro e UE. "Nós estranhamos a contestação, mesmo sabendo que é simplesmente consulta prévia, de programas que são essenciais para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira", afirmou Dilma. "No caso da Zona Franca, assinalei a minha surpresa de que a Europa, uma região tão comprometida com questões ambientais, conteste uma produção ambientalmente limpa na Amazônia, que gera emprego e renda e é instrumento fundamental para a gente conservar a floresta".

Previsão para o PIB baixa ainda mais

Cabo europeu anti-espiões presidente Dilma Rousseff aproveitou a reunião em Bruxelas para promover o projeto de construção de um cabo submarino de comunicações direta com a Europa, reduzindo assim a dependência brasileira em relação aos cabos norte-americanos, após relatos de que os EUA espionaram cidadãos e empresas do Brasil. Dilma quer definir o financiamento para o projeto de US$ 185 milhões, que pode ser implantado já no ano que vem, segundo autoridades do Brasil e da UE. Pelos atuais planos, uma "joint venture" entre a Telebras e a espanhola IslaLink instalará os cabos. A Telebras terá uma participação de 35% do

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negócio, a IslaLink com 45%, e fundos de pensão europeus e brasileiros assumiriam os 20% restantes. Fundos brasileiros investirão mais que de forma a que o controle geral do projeto fique com o Brasil, segundo uma fonte oficial. "A ligação por cabos de fibra ótica submarinos é uma questão importante para o Brasil. A ligação com a Europa significa uma diversificação das conexões que temos com o resto do mundo, para nós será importante construir esse caminho estratégico", disse Dilma. "O Brasil fará todos os esforços nesse sentido e também a União Europeia reiterou a mesma disposição", acrescentou. No ano passado, Dilma

A ligação com a Europa significa uma diversificação; será importante construir esse caminho. DILMA ROUSSEFF

adiou uma visita de Estado aos EUA, em protesto contra a vigilância que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA, na sigla em inglês) exercia sobre o celular e email dela. A questão da espionagem, revelada pelo ex-técnico de inteligência Edward Snowden, também

incomodou os europeus, pois foi revelado que os EUA espionavam a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e instituições da UE. O Brasil depende de cabos submarinos norteamericanos para a maior parte das suas comunicações com a Europa. O único cabo entre Europa e Brasil é antigo e usado apenas para comunicações de voz. "No que diz respeito à questão cibernética, partilhamos de um interesse comum em um equilíbrio correto entre privacidade e abertura na internet", disse o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, embora sem citar diretamente o projeto do cabo submarino. (Reuters)

Sobre o Inovar-Auto, Dilma disse que é um "importante programa de desenvolvimento tecnológico" do qual participam empresas "dominantemente europeias". Ao responder sobre o assunto, também ao lado de Dilma, Barroso minimizou o episódio. "Quero deixar claro que a União Europeia não tem nada contra a Zona Franca, não se opõe, compreendemos muito bem aquela zona", afirmou. "Agora, isso pode ser analisado construtivamente na OMC, com espírito de ambas as partes para que fique claro que a União Europeia não se opõe." (Agências)

iante dos dados negativos do final do ano passado e sem sinais de uma retomada mais firme, os economistas consultados para o Boletim Focus do Banco Central passaram a prever um cenário mais desafiador para 2014, com crescimento fraco e inflação elevada. A projeção para o PIB deste ano foi revisada pela terceira vez seguida e agora está mais distante dos 2% esperados em dezembro. A nova previsão é de um crescimento de 1,67%, ante 1,79% da semana anterior. Desvalorização cambial, inflação elevada, alta dos juros e mercado de trabalho mais fraco compõem o cenário de pressão deste ano. Além de atividade mais fraca, a inflação também incomodará mais do que no ano passado. Para os economistas, o IPCA – índice oficial de preços – chegará a 6% ao final

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do ano, aproximando-se do teto da meta (6,5%). Na última semana, a projeção estava em 5,93%, mais próxima do índice registrado em 2013 (5,91%). Tal cenário se dará apesar do aperto promovido pelo Banco Central, que deve elevar a taxa básica de juros até 11,25% ao final do ano, de acordo com as previsões. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para uma nova alteração e a expectativa é que haja uma elevação de 0,25%. O câmbio é um dos vilões dos preços, em meio ao rearranjo mundial iniciado com o fim dos estímulos nos EUA, em que investidores trocaram os países emergentes pelos desenvolvidos. Para os economistas ouvidos no Focus, a desvalorização da moeda continuará ao longo do ano e levará o dólar a R$ 2,50 em dezembro. (Folhapress)


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

OWENS-ILLINOIS DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A.

CNPJ/MF 08.910.541/0001-69 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Submetemos à apreciação dos senhores acionistas as Dem. Financeiras relativas aos exercícios sociais encerrados em 31/12/2013, 2012 e de 2011, acompanhadas das Notas Explicativas. Congratulamo-nos com os nossos colaboradores pelos resultados alcançados, agradecemos aos acionistas a confiança depositada na Administração. A ADMINISTRAÇÃO Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2013 e de 2012 - (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado Controladora Consolidado Notas 31/12/012 01/01/2012 2012 01/01/2012 Notas 31/12/012 01/01/2012 2012 01/01/2012 Explicativa 31/12/2013 Reapresentado Reapresentado 31/12/2013 Reapresentado Reapresentado Explicativa 31/12/2013 Reapresentado Reapresentado 31/12/2013 Reapresentado Reapresentado Passivo Ativo Circulante Circulante Fornecedores nacionais 109.368 99.049 71.563 162.933 148.773 108.824 Caixa e equivalentes de caixa 5 61.734 64.159 80.893 105.810 134.739 107.629 Fornecedores externos 28.151 12.789 13.503 45.522 26.066 22.226 Contas a receber de clientes 6 169.559 159.160 175.203 249.557 243.284 255.168 Fornecedores partes relacionadas 9 48.097 45.558 39.072 23.845 28.209 13.487 Estoques 7 142.758 110.293 94.149 238.591 186.245 155.960 Adiantamentos de clientes 9.007 5.194 2.201 9.012 5.235 2.201 Impostos e contribuições a recuperar e compensar 8 19.057 7.315 8.075 23.235 14.887 16.535 Dividendos a pagar 9 30.209 21.798 14.569 30.209 21.798 14.569 Dividendos e juros a receber 9 7.839 10.230 31.207 – 1.037 1.067 Outros créditos 14.461 8.521 9.161 19.440 13.512 13.733 Salários e encargos sociais 24.284 14.759 13.290 34.147 28.013 23.989 Impostos e contribuições a recolher 13 41.645 46.752 25.152 61.766 61.625 39.765 Total do ativo circulante 415.408 359.678 398.688 636.633 593.704 550.092 Contas a pagar para partes relacionadas 9 5.419 3.467 3.364 4.705 3.467 3.364 Mútuos a pagar para partes relacionadas 9 631.029 631.066 631.124 631.029 631.066 631.124 Não circulante Outros débitos 11.070 16.305 16.292 20.326 23.000 20.830 Contas a receber com partes relacionadas 9 1.424 – 390 – – – 938.279 896.737 830.130 1.023.494 977.252 880.379 Impostos e contribuições a recuperar e compensar 8 13.789 39.505 26.495 17.790 43.627 30.646 Total do passivo circulante Imposto de renda e contribuição social diferidos 14 142.712 116.874 81.370 80.605 58.949 17.420 Não circulante Mútuos a pagar para partes relacionadas 9 745.000 709.902 702.997 468.125 468.125 468.125 Empréstimos a receber 656 427 929 656 427 1.026 Impostos e contribuições a recolher 13 – – – 9.636 11.534 12.008 Depósitos judiciais 15 26.845 36.852 22.474 34.885 44.612 29.145 Imposto de renda e contribuição social diferidos 14 – – – – – – Incentivos fiscais 2.279 2.287 2.287 2.282 2.290 2.290 Provisão para demandas judiciais e administrativas 15 7.257 12.021 19.541 9.781 14.658 20.998 Créditos a receber de ex-controladores – – – 4.022 – – Outros débitos 17.912 14.802 13.603 18.007 22.147 19.368 Outros créditos 2.529 1.947 1.947 3.611 6.433 6.807 770.169 736.725 736.141 505.549 516.464 520.499 Investimentos 10 1.216.727 1.211.169 1.201.846 336 1.993 1.993 Total do passivo não circulante 16 Imobilizado 11 349.383 303.265 210.155 669.828 635.382 591.969 Patrimônio líquido Capital social 477.911 527.911 Intangível 12 31.191 20.709 15.256 572.890 565.550 565.056 527.911 477.911 527.911 527.911 Total do ativo não circulante 1.787.535 1.733.035 1.563.149 1.386.905 1.359.263 1.246.352 Ajuste de avaliação patrimonial (68) (5.209) – (68) (5.209) – Ágio em transação de capital (155.607) (155.607) (155.607) (155.607) (155.607) (155.607) Reservas de lucros 172.259 92.156 23.262 172.259 92.156 23.262 494.495 459.251 395.566 494.495 459.251 395.566 Total do ativo 2.202.943 2.092.713 1.961.837 2.023.538 2.202.943 2.092.713 1.961.837 2.023.538 1.952.967 1.796.444 1.952.967 1.796.444 Total do passivo e patrimônio líquido Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido - Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2013 e de 2012 - (Em milhares de reais) Ágio em Reservas de lucros Ajuste de Capital social transação de capital Legal Retenção de lucros avaliação patrimonial Lucros acumulados Total Saldos em 31 de dezembro de 2011(reapresentado) 527.911 (155.607) 18.768 4.494 – – 395.566 Ganho e perda atuarial – – – – (5.209) – (5.209) Lucro líquido do exercício – – – – – 76.125 76.125 Destinações do lucro (Nota 16): Reserva legal – – 3.806 – – (3.806) – Dividendos mínimos obrigatórios – – – – – (7.231) (7.231) Retenção de lucros – – – 65.087 – (65.087) – Saldos em 31 de dezembro de 2012 (reapresentado) 527.911 (155.607) 22.575 69.581 (5.209) – 459.251 Redução do capital social (Nota 16) (50.000) – – – – – (50.000) Ganho e perda atuarial (Nota 17) – – – – 5.141 – 5.141 Lucro líquido do exercício – – – – – 88.512 88.512 Destinações do lucro (Nota 16): – Reserva legal – – 4.426 – – (4.426) – Dividendos mínimos obrigatórios – – – – – (8.409) (8.409) Retenção de lucros – – – 75.677 – (75.677) – Saldos em 31 de dezembro de 2013 477.911 (155.607) 27.001 145.258 (68) – 494.495 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de dezembro de 2013 e de 2012 - (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) 1. Contexto operacional - 1.1. Objeto social: A Owens-Illinois do Brasil Indústria e Comércio S.A. (Companhia ou Controla- adquiridos separadamente são mensurados ao custo no momento do seu reconhecimento inicial. Após o reconhecimento dora) e suas controladas, Mineração Descalvado Ltda., Mineração Silmina Ltda., Cia. Industrial de Vidros-CIV, (doravante em inicial, os ativos intangíveis são apresentados ao custo, menos amortização acumulada e perdas acumuladas de valor recuconjunto “Grupo O-I”) têm como atividades preponderantes: • A fabricação, a comercialização, a importação e a exportação perável. Ativos intangíveis gerados internamente, excluindo custos de desenvolvimento capitalizados, não são capitalizados e de produtos de vidro para embalagem e uso doméstico; • A fabricação, a montagem, a instalação, o aluguel e a importação o gasto é refletido na demonstração do resultado no exercício em que for incorrido. A vida útil de ativo intangível é avaliada de máquinas, equipamentos, peças, acessórios e a extração de matérias-primas relacionadas aos produtos das companhias como definida ou indefinida. Ativos intangíveis com vida definida são amortizados ao longo da vida útil econômica e avaliados e para a indústria de vidro em geral; • A prestação de serviços, assistência técnica e desenvolvimento de produtos de vidro e em relação à perda por redução ao valor recuperável sempre que houver indicação de perda de valor econômico do ativo. O arrendamento de bens; A controlada Cia. Indl. de Vidros-CIV, sediada em Recife-PE, é beneficiada pelos seguintes benefícios período e o método de amortização para um ativo intangível com vida definida são revisados no mínimo ao final de cada fiscais, mantidos os requerimentos de operacionalizações conforme determinados em legislação específica: • Redução de exercício social. Mudanças na vida útil estimada ou no consumo esperado dos benefícios econômicos futuros desses ativos 75% do IR devido sobre o resultado da venda anual de artefatos de vidro (embalagens e utensílios), fabricados nas unidades são contabilizadas por meio de mudanças no período ou método de amortização, conforme o caso, sendo tratadas como de Recife-PE e Vitória de Santo Antão-PE até o ano de 2016; • Crédito presumido de 75% do ICMS apurado em cada período mudanças de estimativas contábeis. A amortização de ativos intangíveis com vida definida é reconhecida na demonstração do fiscal para as unidades de Recife-PE e Vitória de Santo Antão-PE, concedido pelo Programa de Desenvolvimento de Pernam- resultado na categoria de despesa consistente com a utilização do ativo intangível. Ganhos e perdas resultantes da baixa de buco-PRODEPE; • Diferimento de 50% e crédito de 12,5% do ICMS em cada período fiscal para a unidade de Fortaleza-CE, um ativo intangível são mensurados como a diferença entre o valor líquido obtido da venda e o valor contábil do ativo, sendo concedido pelo Fundo de Desenvolvimento do Ceará-FDI. 1.2. Incorporação da controlada Owens Illinois do Brasil S.A. reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa do ativo. 3.10. Ágio pago por expectativa de rentabilipela Owens Illinois Indústria e Comércio S.A.: Em 31/10/2012, a controlada Owens-Illinois do Brasil S.A. foi incorporada dade futura: Teste de perda por redução ao valor recuperável de ágio é feito anualmente (em 31 de dezembro) ou quando as pela sua controladora Owens Illinois do Brasil Ind. e Com. S.A. pelo acervo patrimonial líquido contábil de R$89.909, sendo circunstâncias indicarem perda por desvalorização do valor contábil. 3.11. Investimentos: Os investimentos em empresas controladas são avaliados pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras da Controladora. Outros então extinta. Segue abaixo resumo dos saldos incorporados: 31/10/2012 investimentos estão registrados pelo custo de aquisição, tendo sido constituída provisão para eventuais perdas na realização, Ativo circulante 432 quando aplicável. 3.12. Outros ativos e passivos: Um ativo é reconhecido no balanço quando for provável que seus benefíAtivo não circulante 93.374 cios econômicos futuros serão gerados em favor da Cia. e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um pasPassivo circulante (-) (3.897) sivo é reconhecido no balanço quando a Cia. possui uma obrigação legal. As provisões são constituídas quando há uma obriPassivo não circulante (-) – gação presente (legal ou não formalizada) em consequência de um evento passado, sendo provável que um recurso econôAcervo patrimonial incorporado 89.909 mico seja requerido para liquidá–lo e uma estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita. Os ativos e passivos são 1.3. Aquisição de ações da Mineração Descalvado Ltda., pela controlada Mineração Silmina Ltda.: Em 03/05/2012, classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável que ocorra nos próximos 12 meses. Caso a acionista Owens Illinois do Brasil Ind. e Comércio S.A., detentora de 100,00% das ações da Mineração Descalvado Ltda., contrário, são demonstrados como não circulantes. 3.13. Provisões para demandas judiciais e administrativas: A Cia. é cedeu a totalidade de ações na referida Empresa para a controlada Mineração Silmina Ltda. Após a aquisição, a Mineração parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a Silmina Ltda. passou a possuir 100,00% das ações da Mineração Descalvado Ltda., no montante de R$6.447 de capital social processos judiciais para os quais é provável que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência/obrigação e uma adquirido. A contabilização da operação foi realizada a valor de livros. 1.4. Encerramento e incorporação da controlada estimativa razoável possa ser feita. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a Cisper da Amazônia S.A. pela Owens Illinois do Brasil Indústria e Comércio S.A: As atividades fabris da controlada Cisper hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento da Amazônia S.A. foram encerradas em 11/01/2013 e, em 21/10/2013, a controlada foi incorporada pela Cia. pelo acervo jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterapatrimonial líquido contábil de R$52.827, sendo então extinta. A movimentação dos saldos de ativos e passivos da Cisper da ções nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. A Cia. aprimorou o método de mensuração da provisão Amazônia desde seu último exercício social até a data de incorporação foi como segue: para demandas trabalhistas no exercício de 2013 com o objetivo de apresentá-la de forma mais precisa em relação aos efeSaldos antes da Provisão para tivos desembolsos. Demandas com avaliação de perda provável e de valores superiores a R$1.000 são analisadas, mensuraprovisão para ajustar ajustar ativos ao das e registradas individualmente e sobre o valor da inicial das outras demandas em aberto é aplicado o percentual de perda ativos ao valor de valor de realização Valor livros realização e passivos e passivos ao valor Realizações e incorporados histórico experimentado pela Cia. nos últimos três anos com processos trabalhistas. A alteração foi tratada como mudança de estimativa contábil. 3.14. Ajuste a valor presente de ativos e passivos: Os ativos e passivos monetários de longo prazo ao valor de liquidação de liquidação liquidações em em devem ser ajustados pelo seu valor presente. O mesmo é aplicado aos itens de curto prazo quando o efeito é considerado 2012 2012 2013 21/10/2013 relevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto e quando a relação entre o custo e o benefício da Ativo circulante 16.050 (5.218) (7.497) 3.335 informação gerada for considerada adequada. O ajuste a valor presente é calculado levando em consideração os fluxos de Ativo não circulante 56.751 (7.142) 318 49.927 caixa contratuais e a taxa de juros explicita, e em certos casos implícita, dos respectivos ativos e passivos. Dessa forma, os Passivo circulante (-) 3.259 (2.801) (214) 244 juros embutidos nas receitas, despesas e custos associados a esses ativos e passivos são descontados com o intuito de Passivo não circulante (-) 165 – 26 191 reconhecê–los em conformidade com o regime de competência. Posteriormente, esses juros são realocados nas linhas de Patrimônio líquido (acervo despesas e receitas financeiras no resultado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros em relação aos fluxos patrimonial Incorporado) 69.377 (15.161) (1.389) 52.827 O encerramento das atividades fez parte do projeto de reestruturação societária do Grupo Owens-Illinois no Brasil com o de caixa contratuais. As taxas de juros implícitas aplicadas foram determinadas com base em premissas e são consideradas objetivo de aprimorar o gerenciamento dos custos, especificamente sobre as aquisições de equipamentos, partes e peças para estimativas contábeis. Na avaliação da Administração da Cia., não há ajustes relevantes em relação às demonstrações finanas indústrias de vidro do Grupo O-I, os quais, a partir do encerramento da controlada, passaram a ser importados de terceiros. ceiras tomadas em conjunto. 3.15. Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros: A Administração 1.5. Incorporação da controlada Cia. Indl. São Paulo e Rio-CISPER pela Owens Illinois do Brasil Ind. e Comércio S.A.: revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias ecoEm 21/10/2013, a controlada Cia. Indl. São Paulo e Rio-CISPER foi incorporada pela sua controladora Owens Illinois do Brasil nômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais eviInd. e Com. S.A. pelo acervo patrimonial líquido contábil de R$13.080, sendo então extinta. Segue abaixo resumo dos saldos dências são identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável é constituída provisão para deterioração, ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. Essas perdas, se e quando ocorrem, são classificadas como outras despeincorporados: 21/10/2013 sas operacionais. Em 31/12/2013, a Administração estima que os efeitos da perda pela descontinuidade das operações sobre Ativo circulante 110 os ativos não financeiros incorporados da antiga controlada Cisper da Amazônia S.A. (Nota 1.5) sejam como segue: (5.092) Ativo não circulante 16.484 Estoques (6.581) Passivo circulante (-) (3.514) Imobilizado (11.673) Passivo não circulante (-) – Total Acervo patrimonial incorporado 13.080 Não foram identificadas evidências que indicassem deterioração ou perda do valor recuperável dos ativos não financeiros 1.6. Incorporação da Controlada Cia. Indl. de Vidros-CIV: Em assembleia geral extraordinária ocorrida em 16/08/2013, os das empresas do Grupo O-I em 31/12/ 2013 e 2012. 3.16. Provisão para recuperação ambiental: A controlada Cia. Indl. de acionistas deliberaram, entre outros assuntos, sobre a criação de 6 (seis) novas filiais na região Nordeste a fim de assumir Vidros-CIV realiza atividades de extração de areia que é utilizada no processo produtivo das garrafas e embalagens de vidro. as atividades da controlada Cia. Indl. de Vidros-CIV. A Controladora prevê incorporar a totalidade das operações da Cia. Indl. A provisão para recuperação ambiental é reconhecida em função dos custos estimados a serem incorridos na restauração de Vidros-CIV em 27/03/2014. A incorporação do patrimônio líquido contábil ocorrerá com base em laudo contábil a ser das áreas exploradas. A provisão para recuperação ambiental é contabilizada em contrapartida ao custo de produção, exceto preparado por empresa especializada. A incorporação faz parte do projeto de reestruturação societária do Grupo O-I que a parcela correspondente ao período anterior a aquisição do controle pelo Grupo O–I que foi contabilizada em contrapartida visa a racionalização das atividades das companhias, a flexibilização e a eficiência na gestão de seu patrimônio no âmbito as contas a receber dos ex–controladores. No consolidado, a provisão para recuperação ambiental está apresentada na do processo organizacional. Adicionalmente, a simplificação da estrutura societária trará vantagens para os acionistas e rubrica de outros débitos no passivo não circulante. 3.17. Incentivos fiscais: A controlada Cia. Indl. de Vidros–CIV efetuam consideráveis benefícios às próprias empresas do Grupo O-I de ordem administrativa, financeira e econômica, com um melhor o cálculo dos incentivos fiscais com base nos percentuais mencionados na Nota 1 e os registram na mesma rubrica em que aproveitamento de recursos e perspectivas de expansão dos seus negócios. 2. Apresentação e elaboração das demons- são registradas as despesas dos impostos que são base de cálculo dos incentivos fiscais. No encerramento do exercício, os trações financeiras: A autorização para conclusão destas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ocorreu na montantes acumulados no exercício são destinados à reserva de capital-subvenção para investimentos. 3.18. Benefícios a reunião de diretoria realizada em 7/02/2014. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas com empregados: A Cia. e suas controladas concedem como benefício aos seus funcionários um plano de previdência privada base em diversas bases de avaliação utilizadas nas estimativas contábeis. As estimativas contábeis envolvidas na preparação na modalidade de contribuição definida, conforme divulgado na Nota 17. 3.19. Julgamento, estimativas e premissas condas demonstrações financeiras foram baseadas em fatores objetivos e subjetivos, com base no julgamento da Administração tábeis significativas: Julgamentos - A preparação das demonstrações financeiras requer que a Administração do Grupo O-I para determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações financeiras. Itens significativos sujeitos a essas adote julgamentos profissionais, estimativas e premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos estimativas e premissas incluem a seleção de vidas úteis do ativo imobilizado e de sua recuperabilidade nas operações, e passivos, bem como a divulgação de passivos contingentes. Contudo, a incerteza relativa a essas premissas e estimativas análise de risco para determinar a provisão para créditos de liquidação duvidosa, assim como a análise dos demais riscos pode levar a necessidade de ajuste significativo no valor contábil do ativo ou passivo afetado em períodos futuros. Estimativas para determinação de outras provisões, inclusive para demandas judiciais e administrativas. A liquidação das transações e premissas contábeis - Estimativas contábeis são utilizadas para a mensuração e reconhecimento de determinados ativos e envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações passivos nas demonstrações financeiras das empresas do Grupo O-I. Estas estimativas levam em consideração a experiência financeiras devido ao tratamento probabilístico inerente ao processo de estimativa. O Grupo O-I revisa suas estimativas e de eventos passados e presentes, premissas relativas a eventos futuros e outros fatores objetivos e subjetivos. As principais premissas pelo menos anualmente. As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas e estão sendo preparadas premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem os pronunciamentos contábeis do Comitê de data do balanço, envolvendo risco significativo de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no Pronunciamentos Contábeis (CPC). O Grupo O-I adotou todas as normas, revisões de normas e interpretações emitidas pelo próximo exercício financeiro, são discutidas a seguir: Perda por redução ao valor recuperável de ativos não financeiros - Uma Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que estavam em vigor em 31/12/2013. 2.1. Base da consolidação: Em 31 de perda por redução ao valor recuperável existe quando o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa excede o seu valor recuperável, o qual é o maior entre o valor justo menos custos de venda e o valor em uso. Quando se identificam evidêndezembro, a Controladora detinha as seguintes participações societárias: Participação no capital social total-% cias de deterioração ou perda do valor recuperável dos ativos não financeiros, o valor recuperável é calculado como segue. O valor justo menos custos de vendas é baseado em informações disponíveis de transações de venda de ativos similares ou 2013 2012 preços de mercado menos custos adicionais para descartar o ativo. O cálculo do valor em uso é baseado no modelo de fluxo Participação direta de caixa descontado. Os fluxos de caixa derivam do orçamento para os próximos cinco anos e não incluem atividades de reorMineração Silmina Ltda. 100,00% 100,00% ganização com as quais o Grupo O-I ainda não tenha se comprometido ou investimentos futuros significativos que melhorarão Cisper da Amazônia S.A. (i) – 100,00% a base de ativos da unidade geradora de caixa objeto de teste. O valor recuperável é sensível à taxa de desconto utilizada Cia. Industrial São Paulo e Rio (i) – 100,00% no método de fluxo de caixa descontado, bem como aos recebimentos de caixa futuros esperados e à taxa de crescimento Cia. Industrial de Vidros S.A. 100,00% 100,00% utilizada para fins de extrapolação. Impostos - Existem incertezas com relação à interpretação de regulamentos tributários Participação indireta complexos e ao valor e época de resultados tributáveis futuros. Dado o amplo aspecto de relacionamentos de negócios interMineração Descalvado Ltda. 100,00% 100,00% nacionais, bem como a natureza de longo prazo e a complexidade dos instrumentos contratuais existentes, diferenças entre os (i) Entidades incorporadas (Nota 1). As subsidiárias são consolidadas integralmente (participações diretas e indiretas) desde a data na qual a Cia. obteve o controle resultados reais e as premissas adotadas, ou futuras mudanças nessas premissas, poderiam exigir ajustes futuros na receita e e continuam sendo consolidadas até a data que cessa tal controle. O processo de consolidação das contas patrimoniais e do despesa de impostos já registrada. A Cia. constitui provisões, com base em estimativas cabíveis, para possíveis consequências resultado soma, horizontalmente, os saldos das contas e na consolidação são eliminadas as participações da controladora nos de auditorias por parte das autoridades fiscais das respectivas jurisdições em que opera. O valor dessas provisões baseia–se patrimônios líquidos das controladas, bem como os saldos ativos e passivos, os resultados não realizados e os efeitos, na em vários fatores, como experiência de auditorias fiscais anteriores e interpretações divergentes dos regulamentos tributários demonstração do resultado, de transações efetuadas entre essas empresas consolidadas. Os exercícios sociais das controla- pela entidade tributável e pela autoridade fiscal responsável. Essas diferenças de interpretação podem surgir numa ampla das incluídas na consolidação são coincidentes com os da controladora e as políticas contábeis foram aplicadas de forma variedade de assuntos, dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da Cia.. Imposto diferido ativo é recouniforme nas empresas consolidadas. 3. Principais práticas contábeis - 3.1. Apuração do resultado: O resultado das nhecido para todos os prejuízos fiscais não utilizados na extensão em que seja provável que haja lucro tributável disponível operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. As receitas de vendas são reconhecidas para permitir a utilização dos referidos prejuízos. Julgamento significativo da Administração é requerido para determinar o quando a entrega do produto e a transferência dos riscos e benefícios inerentes aos produtos para o comprador estão com- valor do imposto diferido ativo que pode ser reconhecido, com base no prazo provável e nível de lucros tributáveis futuros, pletas. Uma receita não é reconhecida se houver uma incerteza significativa da sua realização. As receitas e despesas de juros juntamente com estratégias de planejamento fiscal futuras. Valor justo de instrumentos financeiros - Quando o valor justo de são reconhecidas pelo método da taxa efetiva de juros na rubrica de receitas ou despesas financeiras. 3.2. Tributação: ativos e passivos financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido de mercados ativos, é determinado Impostos sobre vendas - Receitas, despesas e ativos são reconhecidos líquidos dos impostos sobre vendas exceto: • Quando utilizando técnicas de avaliação, incluindo o método de fluxo de caixa descontado. Os dados para esses métodos se baseiam os impostos sobre vendas incorridos na compra de bens ou serviços não for recuperável junto às autoridades fiscais, hipótese naqueles praticados no mercado, quando possível, contudo, quando isso não for viável, um determinado nível de julgamento em que o imposto sobre vendas é reconhecido como parte do custo de aquisição do ativo ou do item de despesa, conforme o é requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações sobre os dados utilizados como, por exemplo, caso; e • Quando os valores a receber e a pagar forem apresentados juntos com o valor dos impostos sobre vendas, o valor risco de liquidez, risco de crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores poderiam afetar o valor justo líquido dos impostos sobre vendas recuperável ou a pagar, é incluído como componente dos valores a receber ou a pagar no apresentado dos instrumentos financeiros. Em 2013 e 2012 não houve necessidade de utilização das técnicas de avaliação, balanço patrimonial. IR e contribuição social-correntes - Ativos e passivos tributários correntes do último exercício e de anos pois a Cia. obteve o valor justo dos ativos e passivos financeiros através dos mercados ativos. Provisões para riscos tributários, anteriores são mensurados ao valor recuperável esperado ou a pagar para as autoridades fiscais. As alíquotas de imposto e cíveis e trabalhistas - A Cia. reconhece provisão para causas tributárias, cíveis e trabalhistas. A avaliação da probabilidade as leis tributárias usadas para calcular o montante são aquelas que estão em vigor ou substancialmente em vigor na data do de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais balanço. Imposto de renda e contribuição social correntes relativos a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como a avaliação dos advogados externos. As provisões também são reconhecidos no patrimônio líquido. IR e contribuição social-diferidos - Imposto diferido é gerado por diferenças são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, temporárias na data do balanço entre as bases fiscais de ativos e passivos e seus valores contábeis. Impostos diferidos pas- conclusões de inspeções fiscais ou exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões de tribunais. sivos são reconhecidos para todas as diferenças tributárias temporárias. Impostos diferidos ativos são reconhecidos para No caso das demandas trabalhistas, a Cia. considera o histórico de condenações ocorridos dos últimos três anos. 3.20. Novos todas as diferenças temporárias dedutíveis e créditos e perdas tributárias não utilizados na extensão em que seja provável que pronunciamentos ou pronunciamentos revisados aplicados pela primeira vez em 2013: a) Novos pronunciamentos e lucro tributável esteja disponível para que as diferenças temporárias possam ser realizadas e créditos e perdas tributárias não pronunciamentos revisados em 2013 - A Cia. revisou a aplicação de determinadas normas e alterações, as quais estão listadas utilizadas possam ser utilizados. O valor contábil dos impostos diferidos ativos é revisado em cada data do balanço e baixado abaixo. Outras alterações que se aplicaram pela primeira vez em 2013 não apresentaram impacto significativo nas demonsna extensão em que não é mais provável que lucros tributáveis estarão disponíveis para permitir que todo ou parte do ativo trações financeiras da Cia.. • CPC 36 (R3) Demonstrações Consolidadas-O Grupo O-I adotou o CPC 36 (R3) no atual exercício. tributário diferido venha a ser utilizado. Impostos diferidos ativos baixados são revisados a cada data do balanço e são reco- A aplicação do CPC36 (R3) não trouxe impactos significativos nas demonstrações financeiras consolidadas do grupo, uma vez nhecidos na extensão em que se torna provável que lucros tributários futuros permitirão que os ativos tributários diferidos que a Controladora já consolidava integralmente todas as suas controladas por possuir participação societária de 100% do sejam recuperados. Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados à taxa de imposto que é esperada de ser aplicável capital social destas investidas e atender os requisitos de controle. As investidas caracterizam–se controladas, com base no no ano em que o ativo será realizado ou o passivo liquidado, com base nas taxas de imposto (e lei tributária) que foram pro- CPC 18 (R2) Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto previamente em mulgadas na data do balanço. Impostos diferidos ativos e passivos serão apresentados líquidos se existe um direito legal ou vigência, contabilizada na controladora com base no método da equivalência patrimonial. • CPC 19 (R1) Negócios em Concontratual para compensar o ativo fiscal contra o passivo fiscal e os impostos diferidos são relacionados à mesma entidade junto–A Cia. não possui joint venture ou outros negócios em conjunto que as alterações desta norma poderiam gerar impactos tributada e sujeitos à mesma autoridade tributária. 3.3. Transações denominadas em moeda estrangeira: Os ativos e nas demonstrações financeiras. • CPC 33 (R1) Benefícios a Empregado-A Cia. possui plano de benefícios definidos, no entanto passivos monetários denominados em moedas estrangeiras são convertidos para moeda funcional real usando–se a taxa de devido ao fato das demonstrações financeiras de 2012 terem sido finalizadas em outubro de 2013 e o CPC 33(R1) ter tido sua câmbio vigente na data do balanço. Os ganhos e perdas resultantes da atualização desses ativos e passivos são reconhecidos aprovação em 7/12/2012, os efeitos da nova norma já foram consideradas nas demonstrações financeiras findas em como receitas ou despesas financeiras no resultado. 3.4. Instrumentos financeiros–reconhecimento e mensuração: Os 31/12/2012 . • CPC 45 Divulgação de Participações em Outras Entidades-O CPC 45 apresenta as exigências de divulgação instrumentos financeiros somente são reconhecidos a partir da data em que uma empresa do Grupo se torna parte das dispo- relacionadas com as participações em controladas, acordos conjuntos, coligadas e entidades estruturadas. As exigências do sições contratuais desses instrumentos financeiros. Em seu reconhecimento inicial são registrados ao seu valor justo acres- CPC 45 são mais abrangentes do que as exigências de divulgação previamente existentes para controladas. As exigências de cido dos custos de transação diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos finan- divulgações do CPC 45 não são aplicáveis a Cia.. • CPC 46 Mensuração do Valor Justo e alterações ao CPC 26 (R1) Apresenceiros classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, onde tais custos são diretamente lançados no resultado tação de Demonstrações Contábeis. O CPC 46 estabelece uma única fonte de orientação nos CPCs para todas as mensurações do exercício. Sua mensuração subsequente ocorre a cada data de fechamento das demonstrações financeiras, de acordo com a valor justo. O CPC 46 não muda a determinação de quando uma entidade é obrigada a utilizar o valor justo, mas fornece as regras estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros. Ativos financeiros: os ativos financei- orientação sobre como mensurar o valor justo de acordo com os CPCs. O CPC 46 define valor justo como preço de saída. Como ros são classificados entre as categorias mencionadas a seguir, de acordo com o propósito para os quais foram adquiridos ou resultado da orientação fornecida no CPC 46, a Cia. reavaliou suas políticas para mensuração dos valores justos e concluiu emitidos: Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado: incluem ativos financeiros mantidos para nego- que a aplicação do CPC 46 não afetou significativamente as mensurações a valor justo anteriormente já utilizadas. Divulgaciação e ativos designados no reconhecimento inicial ao valor justo por meio do resultado. São classificados como mantidos ções adicionais, quando exigidas, serão fornecidas em notas explicativas individuais relacionadas com os ativos e passivos para negociação se originados com o propósito de venda ou recompra no curto prazo. Os juros, a correção monetária, a cujos valores justos foram apurados. b) Pronunciamentos emitidos, mas que não estão em vigor em 31/12/2013 - Os pronunvariação cambial e as variações decorrentes da avaliação ao valor justo são reconhecidos no resultado quando incorridos ciamentos e interpretações que foram emitidos pelo IASB, mas que não estavam em vigor até a data de emissão das demonscomo receitas e despesas financeiras. Foram classificados nesta categoria caixa e equivalentes de caixa. Empréstimos e trações financeiras da Cia., estão divulgados abaixo. A Cia. pretende adotar esses pronunciamentos quando se tornarem recebíveis: ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, porém não cotados em mercado ativo. aplicáveis. IFRS 9 Instrumentos Financeiros - A IFRS 9, como emitida, reflete a primeira fase do trabalho do IASB para substiApós reconhecimento inicial são mensurados pelo custo amortizado pelo método de taxa efetiva de juros, menos perda por tuição da IAS 39 e se aplica à classificação e avaliação de ativos e passivos financeiros conforme definição da IAS 39. O redução ao valor recuperável. Os juros, a atualização monetária, a variação cambial e as perdas no valor recuperável, quando pronunciamento seria inicialmente aplicado a partir dos exercícios iniciados em ou após 01/01/2013, mas o pronunciamento aplicável, são reconhecidos no resultado como receitas financeiras quando incorridos com base no método da taxa efetiva de Amendments to IFRS 9 Mandatory Effective Date of IFRS 9 and Transition Disclosures, emitido em dezembro de 2011, posterjuros. Foram classificados nesta categoria contas a receber, outros créditos e valores, créditos com partes relacionadas e gou a sua vigência para 01/01/2015. Nas fases subsequentes, o IASB abordará questões como contabilização de hedges e empréstimos a receber. Passivos financeiros: os passivos financeiros são classificados entre as categorias a seguir, de acordo provisão para perdas de ativos financeiros. A Cia. quantificará os efeitos conjuntamente com os efeitos das demais fases do com a natureza dos instrumentos financeiros contratados ou emitidos: Passivos financeiros mensurados ao valor justo por projeto do IASB, assim que a norma consolidada final for emitida. Entidades de Investimento (Revisões da IFRS 10, IFRS 12 e meio do resultado: incluem passivos financeiros usualmente negociados antes do vencimento e passivos designados no IAS 27) - As revisões serão efetivas para exercícios que se iniciam em ou após 01/01/2014 e fornecem uma exceção aos reconhecimento inicial ao valor justo por meio do resultado. Os juros, a atualização monetária, a variação cambial e as varia- requisitos de consolidação para as entidades que cumprem com a definição de entidade de investimento de acordo com a ções decorrentes da avaliação ao valor justo, quando aplicáveis, são reconhecidos no resultado como receitas ou despesas IFRS 10. Essa exceção requer que as entidades de investimento registrem os investimentos em controladas pelos seus valores financeiras quando incorridos. Não foram classificados passivos nesta categoria. Passivos financeiros não mensurados ao justos no resultado. O Grupo não espera que essas revisões sejam relevantes para suas demonstrações financeiras, uma vez valor justo: passivos financeiros não derivativos que não são usualmente negociados antes do vencimento que, após reconhe- que nenhuma de suas entidades se qualifica como entidade de investimento. IAS 32 Compensação de Ativos e Passivos cimento inicial, são mensurados pelo custo amortizado pelo método da taxa efetiva de juros. Os juros, atualização monetária Financeiros-Revisão da IAS 32 - Essas revisões clarificam o significado de “atualmente tiver um direito legalmente exequível e a variação cambial, quando aplicáveis, são reconhecidos no resultado como receitas ou despesas financeiras quando de compensar os valores reconhecidos” e o critério que fariam com que os mecanismos de liquidação não simultâneos das incorridos. Foram classificados nesta categoria as contas a pagar a fornecedores e débitos com partes relacionadas e outros câmaras de compensação se qualificassem para compensação. Essas revisões passarão a vigorar para exercícios iniciados débitos.Em 2013 e 2012 não foram realizadas operações com instrumentos financeiros derivativos, tais como: “forwards”, em ou após 01/01/2014. A Cia. não espera que essas revisões sejam relevantes em suas demonstrações financeiras. IFRIC 21 “opções” ou “swap”. 3.5. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de Tributos - O IFRIC 21 clarifica quando uma entidade deve reconhecer um passivo para um tributo quando o evento que gera o atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento ou outros fins. Incluem caixa e saldos positivos em pagamento ocorre. Para um tributo que requer que seu pagamento se origine em decorrência do atingimento de alguma conta movimento e aplicações financeiras resgatáveis a qualquer momento, sem risco significante de mudança de valor. 3.6. métrica, a interpretação indica que nenhum passivo deve ser reconhecido até que a métrica seja atingida. O IFRIC 21 passa a Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes estão registradas pelos seus valores prováveis de realização. vigorar para exercícios findos em ou após 01/01/2014. O Grupo não espera que o IFRIC 21 tenha impactos materiais em suas Foi constituída provisão em montante considerado suficiente pela Administração para os créditos cuja recuperação é conside- demonstrações financeiras. IAS 39 Renovação de Derivativos e Continuação de Contabilidade de Hedge-Revisão da IAS 39 rada duvidosa. 3.7. Estoques: Estão demonstrados ao custo médio de compra ou de fabricação, que não excede o valor de Essa revisão ameniza a descontinuação da contabilidade de hedge quando a renovação de um derivativo designado como mercado e/ou realização líquido e é deduzido de provisão para obsolescência, quando necessário. O valor realizável líquido hedge atinge certos critérios. Essas revisões passam a vigorar para exercícios iniciados em ou após 01/01/2014. O Grupo não corresponde ao preço de venda no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos estima- espera que estas alterações tenham impactos materiais em suas demonstrações financeiras. 3.21. Conversão em moeda dos necessários para a realização da venda. 3.8. Imobilizado: O imobilizado é demonstrado ao custo de aquisição ou cons- estrangeira a) Moeda funcional e moeda de apresentação - A moeda funcional da Cia. e de todas as suas controladas e trução, deduzido da respectiva depreciação acumulada, calculada com base na vida útil e no valor residual estimados dos coligadas é o real (R$), mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações financeiras da Cia., individuais e bens, utilizando as taxas divulgadas em nota explicativa. Quando uma inspeção relevante é feita, o seu custo é reconhecido consolidadas. b) Transações e saldos - As operações com moedas estrangeiras são convertidas em moeda funcional, utilino valor contábil do imobilizado, se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos. Os gastos com manutenção e reparos zando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação são lançados em despesas quando incorridos. O valor residual e vida útil dos ativos e os métodos de depreciação são revistos dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes aos ativos e passivos monetários no encerramento de cada exercício e ajustados de forma prospectiva, quando for o caso. 3.9. Intangível: Ativos intangíveis em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado e apresentados na rubrica “Variações monetárias

Demonstrações dos resultados - Exercícios findos em 31/12/2013 e de 2012 - (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado Notas 2012 2012 explicativa 2013 Reapresentado 2013 Reapresentado Receita de vendas no mercado interno 914.966 798.613 1.407.328 1.294.146 Receita de vendas no mercado externo 4.279 4.631 4.280 7.097 Receita líquida de venda de produtos 18 919.245 803.244 1.411.608 1.301.243 Custo dos produtos vendidos (772.656) (689.079) (1.042.978) (968.031) Lucro bruto 146.589 114.165 368.630 333.212 Despesas com vendas 19 (35.910) (28.507) (62.851) (57.327) Despesas gerais e administrativas 20 (50.835) (51.512) (76.135) (77.223) Equivalência patrimonial 10 139.620 143.386 – – Outras receitas (despesas) operacionais 21 7.829 1.203 (5.915) (18.655) Lucro antes do resultado financeiro 207.293 178.735 223.729 180.007 Despesas financeiras 22 (150.942) (137.933) (142.734) (126.017) Receitas financeiras 22 3.702 3.443 6.823 6.515 Resultado financeiro (147.240) (134.490) (135.911) (119.502) Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 60.053 44.245 87.818 60.505 Imposto de renda e contribuição social Corrente (29) (940) (23.609) (23.225) Diferido 28.488 32.820 24.303 38.845 14 28.459 31.880 694 15.620 Lucro líquido do exercício 88.512 76.125 88.512 76.125 Demonstrações dos resultados abrangentes - Exercícios findos em 31/12/2013 e de 2012 - (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado 2012 2012 2013 Reapresentado 2013 Reapresentado Lucro líquido do exercício 88.512 76.125 88.512 76.125 Ganho e perda atuarial 7.789 (7.893) 7.789 (7.893) Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre ganho e perda atuarial (2.648) 2.684 (2.648) 2.684 Total dos resultados abrangentes do exercício, líquido de impostos 93.653 70.916 93.653 70.916 Demonstrações dos fluxos de caixa - Exercícios findos em 31/12/2013 e de 2012 - (Em milhares de Reais) Controladora Consolidado 2012 2012 2013 Reapresentado 2013 Reapresentado Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício 88.512 76.125 88.512 76.125 Ajustes para conciliar o resultado com recursos gerados pelas atividades operacionais: Imposto de renda e contribuição social diferidos (28.488) (32.820) (24.303) (38.845) Baixa do ativo imobilizado e intangível 299 15.675 11.642 21.740 Depreciações e amortizações 32.782 27.797 69.661 76.468 Juros e variações cambiais/monetárias 120.443 119.720 102.846 103.128 Equivalência patrimonial/amortização mais valia (nota 10) (139.620) (143.386) – – Provisão para passivo ambiental – – (7.253) 1.581 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 885 1.370 299 (1.566) Provisão para obsolescência nos estoques 1.958 537 1.569 (2.207) Provisão para reestruturação societária – – (3.488) 15.161 Provisão para demandas judiciais e administrativas (5.215) (8.744) (5.383) (7.354) 71.556 56.275 234.101 244.231 Incorporação O-I do Brasil-caixa e equivalente de caixa – 403 – – Incorporação Cisper da Amazônia S.A–caixa e equivalente de caixa 44 – – – Incorporação Companhia Industrial São Paulo e Rio–CISPER–caixa e equivalente de caixa 86 – – – Imposto de renda e contribuição social diferidos sobre ganho e perda atuarial 2.648 (2.684) 2.648 (2.684) (Aumento) diminuição de ativos: Contas a receber (11.284) 14.673 (6.572) 13.450 Estoques (34.006) (16.681) (53.789) (33.296) Impostos a recuperar 13.974 (12.250) 17.489 (11.333) Contas a receber de partes relacionadas (1.424) 390 – – Depósitos judiciais 11.358 (12.277) 11.334 (13.363) Créditos a receber de ex–controladores – – (4.022) – Outros créditos e valores (6.742) 1.141 (3.327) 1.194 Aumento (diminuição) de passivos: Fornecedores 25.681 26.772 33.616 58.511 Adiantamentos de clientes 3.813 2.993 3.777 3.034 Salários e encargos sociais 9.525 1.469 8.935 1.223 Contas a pagar com partes relacionadas 95.033 103 (4.347) 103 Impostos e contribuições a recolher (5.107) 21.600 (1.756) 21.386 Outros débitos 3.420 2.490 5.581 (1.843) Provisão para demandas judiciais e administrativas (1.090) (615) (1.090) (896) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 177.485 83.802 242.578 279.717 Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aquisições de imobilizado e intangível (83.656) (137.687) (122.528) (144.909) Aquisições de investimentos – (390) – – Baixa de investimentos 1.363 85.158 1.657 – Dividendos e juros recebidos 69.184 65.521 1.037 30 Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades de investimentos (13.109) 12.602 (119.834) (144.879) Fluxo de caixa das atividades de financiamento Amortização de principal e juros de empréstimos (116.801) (113.138) (101.673) (107.728) Redução de capital social (50.000) – (50.000) – Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (166.801) (113.138) (151.673) (107.728) Saldos de caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 64.159 80.893 134.739 107.629 Saldos de caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 61.734 64.159 105.810 134.739 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa (2.425) (16.734) (28.929) 27.110 Divulgação suplementar de informação dos fluxos de caixa Imposto de renda e contribuição social pagos 432 – 18.266 19.519 e cambiais, líquidas”. 3.22. Subvenções governamentais: Subvenções governamentais são reconhecidas quando houver razoável certeza de que o benefício será recebido e que todas as correspondentes condições serão satisfeitas. Quando o benefício se refere a um item de despesa, é reconhecido como receita ao longo do período do benefício, de forma sistemática em relação aos custos cujo benefício objetiva compensar. Quando o benefício se referir a um ativo, é reconhecido como receita diferida e lançado no resultado em valores iguais ao longo da vida útil esperada do correspondente ativo. 4. Reapresentação dos saldos comparativos: Em 2013, foi identificado erro no cálculo do imposto de renda e contribuição social diferidos sobre a diferença temporária da amortização do ágio para fins fiscais e para fins societários, no montante de R$10.470 (R$5.512 em 2012 e R$4.958 em 2011). A Cia. procedeu à correção do referido erro e está reapresentando os saldos comparativos. A correção afetou o ativo não circulante, passivo circulante e não circulante, imposto de renda e contribuição social diferidos no resultado do exercício, patrimônio liquido de 31/12/2012 e 2011, conforme demonstrado a seguir. As demonstrações financeiras de 31/12/2012 e 2011, apresentadas para fins de comparação, foram ajustadas e estão sendo reapresentadas nas seguintes rubricas: Controladora Consolidado 31/12/2012 31/12/2012 31/12/2012 31/12/2012 Original Reapresentado Original Reapresentado Ativo IR e contribuição social diferidos 58.799 116.874 874 58.949 Total do ativo não circulante 1.743.505 1.733.035 1.369.733 1.359.263 Total do ativo 2.103.183 2.092.713 1.963.437 1.952.967 Passivo Dividendos a pagar 22.793 21.798 22.793 21.798 Total do passivo circulante 897.732 896.737 978.247 977.252 Patrimônio líquido 468.726 459.251 468.726 459.251 Total do passivo e patrimônio líquido 2.103.183 2.092.713 1.963.437 1.952.967 Demonstrações do Resultado IR e contribuição social diferidos 38.332 32.820 44.357 38.845 Lucro líquido do exercício 81.637 76.125 81.637 76.125 Demonstração dos fluxos de caixa Lucro líquido do exercício 81.637 76.125 81.637 76.125 IR e contribuição social diferidos (38.332) (32.820) (44.357) (38.845) Controladora Consolidado 01/01/2012 01/01/2012 01/01/2012 01/01/2012 Original Reapresentado Original Reapresentado Ativo IR e contribuição social diferidos 17.783 81.370 – 17.420 Total do ativo não circulante 1.568.107 1.563.149 1.129.477 1.246.352 Total do ativo 1.966.795 1.961.837 1.847.569 1.796.444 Passivo Dividendos a pagar 15.040 14.569 15.040 14.569 Total do passivo circulante 830.601 830.130 880.850 880.379 IR e contribuição social diferidos – – 46.167 – Total do Passivo não circulante 566.666 520.499 Patrimônio líquido 400.053 395.566 400.053 395.566 Total do passivo e patrimônio líquido 1.966.795 1.961.837 1.847.569 1.796.444 Demonstrações do Resultado IR e contribuição social diferidos 4.321 (637) 5.261 303 Lucro líquido do exercício 91.606 86.648 91.606 86.648 Demonstração dos fluxos de caixa Lucro líquido do exercício 91.606 86.648 91.606 86.648 IR e contribuição social diferidos (4.321) 637 (5.261) (303) 5. Caixa e equivalentes de caixa: Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 Caixa e bancos 16.582 15.302 25.047 29.158 Aplicações financeiras 45.152 48.857 80.763 105.581 61.734 64.159 105.810 134.739 As Aplicações financeiras eram compostas por Investimentos de curto prazo, com liquidez diária e recompra garantida, remunerados a taxa média de 98% do CDI (95% em 2012) - Certificado de Depósito Interbancário, junto aos Bancos Itaú/BBA, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. 6. Contas a receber de clientes: Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 Clientes nacionais 169.878 159.629 255.036 251.007 Clientes externos 3.598 1.585 4.902 2.910 Clientes partes relacionadas (Nota 9) 4.470 3.801 3.440 2.889 177.946 165.015 263.378 256.806 Provisão para créditos de liquidação duvidosa (8.387) (5.855) (13.821) (13.522) 169.559 159.160 249.557 243.284 O saldo das contas a receber em 31 de dezembro, por vencimento, era assim composto: Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 A vencer 123.331 142.131 183.307 225.208 Vencidos em até 30 dias 16.028 8.664 20.882 7.801 Vencidos entre 31-60 dias 4.357 3.773 6.394 2.990 Vencidos entre 61-90 dias 2.896 552 4.215 1.413 Vencidos acima de 90 dias 22.947 4.040 34.759 5.872 169.559 159.160 249.557 243.284 A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa foi como segue: Controladora Consolidado (5.855) (13.522) Saldo em 31/12/ 2012 Constituição de provisão (1.501) (2.590) Incorporação de controladoras (1.647) – Reversões/baixas 616 2.291 Saldo em 31/12/2013 (8.387) (13.821) 7. Estoques: Controladora Consolidado Am M m m

m m

– m

m N

– continua…


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA - 21

continuação Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de dezembro de 2013 e de 2012–(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Controladora Consolidado Controladora Consolidado As importações em andamento decorrem da necessidade da Controladora em adquirir garrafas no mercado externo junto às 2013 2012 2013 2012 31/12/2012 01/01/12 31/12/2012 01/01/12 partes relacionadas para atendimento do mercado brasileiro. A movimentação da provisão para obsolescência e provisão para Mútuos a pagar com partes relacionadasReapre- ReapreReapre- Reapredescontinuidade das operações nos estoques foi como segue: 31/12/2013 sentado sentado 31/12/2013 sentado sentado passivo circulante Controladora Consolidado O-I Manufacturing Netherlands BV (vii) 631.029 631.066 631.029 631.066 IR e contribuição social diferidos sobre: Saldo em 31/12/ 2012 (1.851) (10.695) 144.700 80.820 9.803 144.700 81.618 10.091 631.029 631.066 631.029 631.066 Prejuízo fiscal e base negativa Constituição de provisão (4.025) (5.154) Provisão para demandas judiciais e Dividendos a pagar–passivo circulante Incorporação de controlada (Nota 1.4) (5.092) – administrativas 2.467 4.087 6.644 3.242 4.728 7.140 OI European Group BV 30.052 21.684 30.052 21.684 Reversão Incorporação provisão descontinuidade (Nota 1.4) – 126 2.852 1.991 1.525 3.131 2.551 2.118 Owens-Brockway Glass Container Inc 157 114 157 114 Provisão para crédito de liquidação duvidosa Reversões/baixas 2.067 3.586 3.027 630 447 4.127 1.863 2.613 30.209 21.798 30.209 21.798 Provisão para obsolescência nos estoques Saldo em 31/12/ 2013 (8.901) (12.137) Provisão para perdas sobre outros ativos 2.238 1.529 2.089 2.238 1.529 2.089 Contas a pagar sobre royalties 8. Impostos e contribuições a recuperar e compensar RTT–Regime Tributário de Transição (9.349) (1.149) 2.657 (25.223) (10.293) (1.328) passivo circulante Controladora Consolidado (8.310) 21.441 50.646 (8.310) 21.441 50.646 Owens-Brockway Glass Container Inc 4.705 3.467 4.705 3.467 Diferença entre o saldo fiscal e contábil de ágio 2013 2012 2013 2012 Valor justo de intangíveis identificados em Mineração Descalvado Ltda 162 – – IR retido na fonte 162 373 534 638 combinação de negócios (CIV) – – – (50.142) (53.447) (64.802) Cia. Industrial de Vidros–CIV 552 – – IR e contribuição - social antecipados 285 1.286 285 1.881 36 2.684 – 35 2.684 5.419 3.467 4.705 3.467 Plano de pensão ICMS 22.244 21.802 25.125 23.963 Reserva para perda Eletrobrás – 1.320 – – 1.320 1.320 PIS e COFINS 11.082 25.293 15.155 30.163 Mútuos a pagar com partes relacionadasProvisão para fretes 912 1.001 – 913 1.001 1.039 passivo não circulante INSS 1.035 – 1.035 3.162 350 768 – 350 768 O-I Manufacturing Netherlands BV (vii) 468.125 468.125 468.125 468.125 Provisão para gratificações gerenciais Outros 93 95 946 736 1.752 7.559 5.544 3.186 6.494 Cisper da Amazônia S.A. (iii) – 47.582 – – Outras provisões temporariamente não dedutíveis 3.789 Ajuste a valor presente-ICMS (2.055) (2.029) (2.055) (2.029) 142.712 116.874 81.370 80.605 58.949 17.420 Cia. Industrial São Paulo e Rio (iii) – 5.386 – – 32.846 46.820 41.025 58.514 Cia. Industrial de Vidros–CIV (iii) 276.875 188.809 – – Em 31/12/2013, a Cia. reverteu R$2.648 de IR e contribuição social diferidos ativos sobre a provisão de benefícios pósParcela classificada no ativo não circulante 745.000 709.902 468.125 468.125 -emprego, permanecendo com um saldo final de R$36. A contrapartida esta registrada na rubrica de ajuste de avaliação (13.789) (39.505) (17.790) (43.627) patrimonial no patrimônio líquido. A reversão é decorrente do reconhecimento do resultado atuarial do ano de 2013, onde a Ativo circulante 19.057 7.315 23.235 14.887 Controladora Consolidado O saldo registrado no ativo não circulante refere-se a créditos de ICMS, PIS e COFINS gerados pela aquisição de ativos imobi2013 2012 2013 2012 performance do plano foi melhorada, principalmente pelo aumento da taxa básica de juros da economia brasileira, que por sua vez, aumentou o valor presente do ativo do plano já que parte relevante dos papéis são títulos do tesouro. As companhias lizados e cuja realização se dará num prazo não superior a 48 meses. 9. Transações com partes relacionadas: A Owens Illi- Resultado operacional optaram pelo Regime Tributário de Transição (RTT), instituído pela MP 449/08, por meio no qual as apurações do imposto sobre nois European Group BV, sediada em Schiedam-Holanda, detém o controle da Cia. com 99,47% do capital. A Owens-Brockway Vendas líquidas Glass Container INC, com sede Perrysburg nos Estados Unidos da América, possui participação societária de 0,529%. 0,001% Cisper da Amazônia S.A. – 331 – – a renda (IRPJ), da contribuição social sobre o lucro liquido (CSLL), da contribuição para o PIS e da contribuição para financiacorrespondem à participação de outros. As transações com partes relacionadas são efetuadas no âmbito normal de suas opeMineração Descalvado Ltda. 322 280 – – mento da seguridade social (COFINS), para o biênio 2008–2009, continuam a ser determinadas sobre os métodos e critérios rações de acordo com preços específicos pactuados entre as partes. Os principais saldos de ativos, passivos, receitas, custos Owens-Illinois Peru 46 – 46 179 contábeis definidos pela Lei 6.404, de 15/12/1976, vigentes em 31/12/2007. Por consequência, foram mensuradas as difee despesas em 31/12/2013 e 2012, decorrentes das transações entre partes relacionadas, estão demonstrados a seguir: Cia. Industrial de Vidros–CIV (vi) 177 1.484 – – renças temporárias entre base fiscal e base contábil derivadas da adoção, para fins contábeis, do CPC 04-Ativo Intangível, CPC Controladora Consolidado Cristaleria Peldar S.A. 5 – 5 308 12-Ajuste a valor presente e CPC 27-Imobilizado. A realização dos créditos diferidos computados sobre os prejuízos fiscais, 2013 2012 2013 2012 550 2.095 51 487 bases negativas da contribuição social e diferenças temporárias ocorrerá até o final de 2018. Com base nas projeções de resultados preparadas pela Administração, a estimativa de realização em percentual aproximado é de 20% ao ano até 2018. Contas a receber-ativo circulante (Nota 6) Compras Cisper da Amazônia S.A. – 25 – – Cisper da Amazônia S.A. (i) (271) (25.280) – – Segue a movimentação do imposto de renda e contribuição social diferidos: Controladora Consolidado Mineração Descalvado Ltda. 1.565 25 – – Mineração Descalvado Ltda. (ii) (9.015) (8.388) – – Contribuição Contribuição Owens-Brockway Glass Container Inc 457 45 457 224 Cristar S.A. (v) (9.746) (13.242) (9.746) (13.242) IR social Total IR social Total Owens Illinois Peru 23 – 23 – Cristaleria Peldar S.A. (v) (62.881) (57.936) (66.012) (57.936) Cia. Industrial de Vidros-CIV 43 2.719 – – Cristaleira de Chile S.A. – (311) – (311) Controladora 59.832 21.538 81.370 12.810 4.610 17.420 Cristaleira Rosário S.A. 2.270 987 2.270 2.176 Owens Illinois Peru (v) (6.895) (24.528) (6.895) (24.528) Saldos em 01/01/2012 Constituição 53.827 19.378 73.205 63.438 23.870 87.308 Owens-Illinois Perrysburg – – 223 – Cristaleria Del Equador (v) – (1.391) – (1.391) Realização (27.721) (9.980) (37.701) (33.661) (12.118) (45.779) Cristaleria Peldar S.A. 112 – 467 489 Owens Brockway Glass Container (16.045) – (16.045) – 85.938 30.936 116.874 42.587 16.362 58.949 4.470 3.801 3.440 2.889 Cia. Industrial de Vidros-CIV (vi) (5.376) (2.719) – – Saldos em 31/12/2012 Constituição 23.349 8.408 31.757 19.147 7.028 26.175 Dividendos e juros a receber–ativo circulante Cristaleira Rosário S/A (278) – (278) – Realização (4.352) (1.567) (5.919) (3.323) (1.196) (4.519) Cisper da Amazônia S.A. – 568 – – (110.507) (133.795) (98.976) (97.408) Saldo em 31/12/2013 104.935 37.777 142.712 58.411 22.194 80.605 Cia. Industrial de Vidros-CIV 7.839 8.020 – – Despesas com aluguéis A reconciliação dos impostos registrados no resultado do exercício é a seguinte: Cia. Industrial São Paulo e Rio – 605 – – Cia. Industrial São Paulo e Rio (iv) (6.904) (8.284) – (3.890) Controladora Consolidado Owens-lllinois do Brasil S.A. – – – – (6.904) (8.284) – (3.890) 2013 2012 2013 2012 Juros a receber-Ações Eletrobras – 1.037 – 1.037 Resultado financeiro Lucro antes dos impostos 60.053 44.245 87.818 60.505 7.839 10.230 – 1.037 Mineração Descalvado Ltda. (2) – – – (20.418) (15.043) (29.858) (20.572) Contas a receber-ativo não circulante Cia. Industrial São Paulo e Rio (485) (155) – – IR e contribuição social à alíquota nominal-34% Mineração Descalvado Ltda. 1.397 – – – Cia. Industrial de Vidros-CIV (16.902) (10.997) – – Ajustes para conciliar o imposto à taxa efetiva: 47.471 48.751 – – Cia. Industrial de Vidros-CIV 27 – – – Owens-Illinois do Brasil S.A. – (5.511) – – Equivalência patrimonial – – 31.481 34.193 1.424 – – – (17.389) (16.663) – – Incentivos fiscais Efeito de ajustes do exercício anterior de – (13.410) – (13.410) Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 (i) Compreende as operações de compra de moldes utilizados na produção de garrafas e outros produtos de vidro para IR e contribuição social diferidos sobre Ágio CIV embalagens e uso doméstico; Efeitos de ajustes do exercício anterior de Fornecedores partes relacionadas-passivo (ii) Compreende as operações de compra de areia e outros materiais de origem mineral utilizados na produção de vidro para IR e contribuição social circulante embalagens e uso doméstico; diferidos sobre o valor justo dos ativos Intangíveis – – – 7.770 Cisper da Amazônia S.A. (i) – 6.410 – – 1.406 11.582 (929) 7.639 Mineração Descalvado Ltda. (ii) 9.291 1.893 – – (iii) Saldos de mútuos com empresas ligadas e que são atualizados monetariamente com base na variação diária de 100% Outras adições (exclusões) permanentes do CDI e vencimentos superiores há um ano, com exceção do mútuo com a Cisper da Amazônia que não era atualizado Imposto de renda e contribuição social efetivos 28.459 31.880 694 15.620 Owens-Brockway Glass Container Inc (v) 14.915 14.886 14.915 14.886 e não possuia prazo de vencimento; Corrente (29) (940) (23.609) (23.225) Owens-Illinois Peru (v) 696 3.950 696 3.950 28.488 32.820 24.303 38.845 Cristaleria Del Equador 20 597 20 597 (iv) Refere-se basicamente a arrendamento do imóvel situado à Rua Olavo Egídio de Souza Aranha, 2270, São Paulo, SP, Diferido pertencente à Cia. Indústria São Paulo e Rio-Cisper referente ao período de Jan à Out/13, sendo esta incorporada após 28.459 31.880 694 15.620 Cristar S.A. (v) 2.807 1.167 2.807 1.167 esta data pela Cia.; 15. Provisão para demandas judiciais e administrativas: Baseada na opinião de seus advogados, a Administração da Cia. Cia. Industrial de Vidros CIV (vi) 16.162 9.046 – – e das suas controladas constituíram provisão para demandas judiciais e administrativas em montante considerado necessário Cristaleria Peldar S.A. (v) 3.803 7.609 5.004 7.609 (v) Operações de importação de produto acabado para revenda nacional e ativo imobilizado para reforma da planta; para cobrir eventuais perdas que possam advir do desfecho de processos fiscais, cíveis em andamento, cuja possibilidade de C. Mecanizado Del Cauca 3 – 3 – (vi) Referente compra e venda de produto acabado para revenda em mercado nacional; Cristaleria Rosário 204 – 204 – (vii) Os empréstimos recebidos da parte relacionada O-I Manufacturing Netherlands referem-se à “contratos de mútuo”, perda foi considerada provável. No caso das demandas trabalhistas, a provisão foi mensurada considerando a perda histórica denominados em Reais com encargos equivalentes à taxa média de 9% a.a. (pré-fixada) e prazo de vencimento em com condenações de natureza trabalhista dos últimos três anos, além da análise individual de demandas de valor superior a OI Italy 14 – 14 – agosto de 2015. A despesa com remuneração dos principais executivos e administradores foi de R$9.319 em 2013 R$1.000. Os saldos das provisões estão demonstrados a seguir: OI Asia 182 – 182 – (R$8.528 em 2012) na controladora e no consolidado. Controladora Consolidado 48.097 45.558 23.845 28.209 2013 2012 2013 2012 Tributárias 3.132 2.438 3.437 3.322 10. Investimentos Controladora 3.529 8.885 5.748 10.638 Informações financeiras resumidas das controladas Nossa participação Consolidado Trabalhistas 596 698 596 698 Ativo Passivo Patrimônio líquido Res. do exercício Participação Investimento Resultado de equiv. patrim. Investimento Cíveis e outros 7.257 12.021 9.781 14.658 Em 31/12/2013 Mineração Silmina Ltda. 19.280 5.321 13.959 4.259 100% 13.959 4.259 – Conforme descrito na Nota 3.12 a Cia. alterou o método de mensuração das demandas trabalhistas, as quais em 31/12/2013 totaliCisper da Amazônia S.A – – – (1.389) 100% – (1.389) – zam R$3.529 (R$3.870 em 2012-se calculadas com base no novo método) na controladora. Os depósitos judiciais vinculados e não Cia Indl São Paulo e Rio-Cisper – – – 3.733 100% – 3.733 – vinculados a processos provisionados, classificados no grupo de ativo não circulante, tinham a seguinte composição: Controladora Consolidado Cia Industrial de Vidros S.A-CIV 724.181 141.153 583.028 139.431 100% 583.028 139.431 – 2013 2012 2013 2012 Ações-Eletrobrás – – – – – 93 – 93 17.852 28.825 24.938 35.909 Outros – – – – – 243 – 243 Tributárias Trabalhistas 8.403 7.501 9.357 8.167 Investimentos em controladas 597.323 146.034 Cíveis e outros 590 526 590 536 Ágio - CIV 619.404 26.845 36.852 34.885 44.612 1.216.727 336 A diminuição dos depósitos judiciais de natureza tributária esta atrelado ao montante de aproximadamente R$12.304, depoEm 31/12/2012 Mineração Silmina Ltda. 12.627 2.927 9.700 2.195 100% 9.700 2.195 – sitado pela Cia. em junho de 2012 em uma conta garantia perante o Itaú a Associação dos Delegados de Polícia do Estado Mineração Descalvado Ltda. – – – 879 – – 879 – do Rio de Janeiro, em razão da adesão ao REFIS através da compra de precatório, que foi homologada no ano de 2013. As Cisper da Amazônia S.A 60.441 6.225 54.216 (14.776) 100% 54.216 (14.776) – movimentações e os saldos das provisões estão demonstrados a seguir: Owens-Illinois do Brasil S.A. – – – 3.366 – – 3.366 – Controladora Consolidado Cia Indl São Paulo e Rio-Cisper 13.412 3.745 9.667 6.360 100% 9.667 6.360 – Cíveis Cia Industrial de Vidros S.A-CIV 632.340 122.270 510.070 144.551 100% 510.070 145.362 – Tributárias Trabalhistas e outros Total Total Ações-Eletrobrás – – – – – 1.699 – 1.699 2.438 8.885 698 12.021 14.658 Outros – – – – – – – 294 Saldo em 31/12/2012 Adições 108 6.606 160 6.874 8.091 Investimentos em controladas 585.352 143.386 Reversões (21) (6.115) (314) (6.450) (7.835) Ágio - CIV 625.817 – (1.090) – (1.090) (1.090) 1.211.169 1.993 Pagamentos Parcelamento – (5.639) – (5.639) (5.639) Em 31/12/2012, a equivalência patrimonial sobre os resultados da controlada Mineração Descalvado Ltda. foi mensurada considerando o período de 4 meses (Nota 1)- 1º de janeiro a 30/04/2012, e na controlada Owens-Illinois do Brasil S/A, o período de Atualização monetária 607 882 52 1.541 1.596 10 meses - 1º de janeiro a 31/10/ 2012, devido a incorporação pela controladora Owens-Illinois do Brasil Ind. e Comércio S.A. (Nota 1). Em 31 de dezembro de 2013, a equivalência patrimonial sobre os resultados das controladas Cia Industrial São Paulo Saldo em 31/12/2013 3.132 3.529 596 7.257 9.781 e Rio-Cisper foi mensurada considerando o período de 10 meses (Nota 1)- 1º de janeiro a 21/10/2013, e na controlada Cisper da Amazônia S/A o período de 10 meses- 1º de janeiro a 21/10/ 2013, devido a incorporação pela controladora Owens-Illinois 15.1. Tributárias: Em 2013 foi lançada a provisão de perda do Programa de Parcelamento Incentivado PPI da Prefeitura de do Brasil Ind. e Comércio S.A. (Nota 1). São Paulo, no valor de R$5.639. A Cia. vinha discutindo este tema referente as alíquotas progressivas de IPTU dos anos de Movimentação dos investimentos 2001, 2003 e 2004. No entanto, devido a alteração do posicionamento dos Tribunais Superiores e a chance de perda provável Cia Indl. São das ações, de acordo com o escritório jurídico responsável, houve a desistência dos processos para que a Cia. pudesse auferir Mineração Cisper da Paulo e Rio Cia Industrial de Outros os descontos na inclusão do parcelamento dos débitos no montante de R$7.845, que aguarda o deferimento da Prefeitura. Silmina Ltda. Amazônia S.A. Cisper Vidro S.A. - CIV Investimentos Total 2012 Desta forma, o montante foi reclassificado da rubrica Contingências Tributárias para o grupo de outros débitos não circulante. Movimentação dos investimentos: (a) Em relação às demandas cuja possibilidade de perda seja classificada como possível, o valor é de R$140.856 (R$152.021 Saldo no início do exercício: 9.700 54.216 9.667 1.135.887 1.699 1.211.169 1.201.846 no consolidado em 2012) para as demandas tributárias, que não foram provisionadas pela Administração. 15.2. Cíveis e Adições – – – – – – 390 trabalhistas: A Cia. e suas controladas são parte em alguns processos trabalhistas e cíveis em razão de demissões motiBaixas – – – – (1.363) (1.363) (89.909) vadas/imotivadas, sendo que os reclamantes alegam na justiça do trabalho diferenças salariais, horas extras, insalubridade, Incorporação de controladas (Nota 1.4) – (52.827) (13.080) – – (65.907) equiparação salarial etc, apuradas segundo seus próprios cálculos, tendo sido contabilizada provisão de R$4.124 (R$9.583 Equivalência patrimonial 4.259 (1.389) 3.733 133.017 – 139.620 143.386 em 2012) na controladora e R$6.344 (R$11.801 em 2012) no consolidado, a qual é considerada suficiente para fazer face às Dividendos recebidos – – – (58.696) – (58.696) (35.103) prováveis perdas nesses processos. As demandas cíveis avaliadas como de perda possível totalizam R$681 (R$654 em 2012) Dividendos a receber – – (320) (7.776) – (8.096) (9.441) e R$25.698 (R$16.020 em 2012 - Reapresentação) no consolidado. 15.3. Compromissos: A Cia. mantém compromissos 13.959 – – 1.202.432 336 1.216.727 1.211.169 firmados de compra de gás natural e energia por meio de contratos de longo prazo com empresas especializadas. Esses (a) Parte do saldo do investimento na Cia. Industrial de Vidros S.A.–CIV, no montante de R$522.068, refere–se a ágio gerado através da aquisição das ações da ICAL, sociedade anônima de capital fechado com sede em Recife-PE, incorporada pela Owens contratos visam garantir abastecimentos de energéticos nas quantidades necessárias para a operação do negócio da Cia. a Illinois América Latina Administração Ltda. em abril de 2011. Anualmente, o respectivo ágio é testado para fins de recuperação e em 31 de dezembro de 2013 não existem impactos de impairment apurados pela administração. Com base em laudo de preços determinados em contrato conforme demonstrado em nota explicativa. 16. Patrimônio líquido - 16.1. Capital social: avaliação elaborado pela empresa especializada e independente, a alocação do ágio foi efetuada da seguinte forma: Em Assembleia Geral Extraordinária ocorrida em 13/05/2013, os acionistas deliberaram a redução do capital social no valor Valor justo na data de aquisição Prazo de vida útil estimada Valor atualizado em 31/12/2013 Valor atualizado em 31/12/2012 R$50.000, passando de R$527.911 para R$477.911. O capital integralizado em 31/12/2013 está representado por 47.791.077.166 Ativo imobilizado 156.178 10 anos 129.422 137.449 ações ordinárias, sendo o valor de cada ação R$0,01 ( Reais). 16.2. Apropriação do lucro: Reserva legal - constituída em montante Ativo intangível 23.700 10 anos 18.056 19.748 equivalente a 5% do lucro líquido do exercício, até o limite de 20% do capital social. Retenção de lucros–constituída em montante Estoques 19.467 3 meses – – equivalente ao lucro do exercício deduzido da reserva legal e dos dividendos. Os lucros retidos estão à disposição dos acionistas Empréstimos e financiamentos 2.258 (*) 5-6 anos – – que darão destino no momento oportuno. 16.3. Dividendos e juros sobre capital próprio: O estatuto social da Cia. dispõe sobre a Tributos (68.545) N/A (50.142) (53.447) distribuição de dividendos aos acionistas de, no mínimo, 10% do lucro líquido do exercício ajustado. Total dos ativos identificáveis líquidos 133.058 97.336 (***) 103.750 (***) As destinações do lucro para reservas e dividendos são conforme segue: Patrimônio líquido da ICAL na data de aquisição 278.482 2013 2012 Reapresentado Outros ajustes (**) 14.109 Lucro líquido do exercício 88.512 76.125 Ágio gerado 522.068 Constituição da reserva legal (5%) (4.426) (3.806) Tributos diferidos ativo 68.545 Lucro base para distribuição 84.086 72.319 Total pago na ICAL 1.016.262 Dividendo mínimo obrigatório (10%) 10% 10% (*) O valor patrimonial de empréstimos e financiamentos na data de aquisição era de R$38.720 e o valor justo apurado de R$36.462 e, portanto, o montante de ágio de R$2.258 é devedor na alocação líquida. (**) O valor é referente ao ajuste no preço de 8.409 7.231 compra da Cia. Industrial de Vidros–CIV no montante de R$10.366. Esse valor foi liquidado pelos antigos proprietários da CIV em 21 de fevereiro de 2011 e foi considerado para ajuste do ágio na O–I Latam antes da incorporação. O ajuste remanescente Adicionalmente, na rubrica de dividendos a pagar consta o valor de R$21.800, referente a dividendos constituídos em exercícios é referente ao imposto de renda e contribuição social diferidos no valor de R$3.743 realizado na O–I Latam. (***) O valor da amortização de 2013 sobre a mais valia atribuida ao ativo imobilizado, intangível e tributos foi de R$6.414 ( (R$811) para 2012). anteriores, estando à disposição dos acionistas que darão destino no momento oportuno. 16.4. Ágio em transação de capital: Em 11. Imobilizado 30/05/2011, a acionista Owens Illinois América Latina Administração Ltda. (“O–I Latam”), empresa detentora de 78,6% das ações da Controladora Owens Illinois Ind. e Com. S.A., firmou contrato de compra e venda de ações com o Fundo de Investimento em Participações Petra com o objetivo de adquirir a totalidade das ações em poder do Fundo, correspondente a 20,6% do capital social das empresas Owens Fornos, Total do Illinois do Brasil Ind. e Com. S.A., da Owens Illinois do Brasil S.A. e da Cia. Indl. São Paulo e Rio–Cisper, na data base de 30/04/2011. Construções feeders e Equipamentos Moldes para Móveis e ativo Custo ou Avaliação em andamento Edificações lehrs e outros vidro utensílios Veículos Imobilizado Após a aquisição, a O–I Latam passou a possuir 99,2% das ações de cada uma das respectivas companhias controladas. A transação foi realizada pelo montante total de R$224.476, correspondente a participação total de R$68.869, e gerou um ágio de R$155.607,o Saldos em 31/12/2012 15.043 6.166 281.709 465.300 34.453 14.774 2.549 819.994 qual foi contabilizado como ágio em transação de capital no patrimônio líquido conforme determinam as normas contábeis. A O-I Adições 70.353 – (2.469) 3.948 – – – 71.833 Latam foi incorporada pela Cia. em 01/06/2011. 17. Benefício pós-emprego: A Cia. oferece aos seus colaboradores um plano de Baixa – – – (1.417) (12.364) (95) (100) (13.976) previdência privada administrado pelo Itaú Fundo Multipatrocinado (o “Plano”). Os benefícios do Plano foram modelados segundo Transferência (41.663) – 26.141 11.711 3.812 – – – um plano de contribuição definida na fase de capitalização, mas com a possibilidade de ser convertido em plano de benefício Incorporação de controladas – 5.896 – 10.499 – 29 – 16.423 definido caso o participante, por ocasião da aposentadoria, faça a opção por receber uma renda vitalícia. O plano vigente se iniciou Saldos em 31/12/2013 43.733 12.062 305.381 490.041 25.901 14.708 2.449 894.274 em 25/06/2005 e em anos anteriores a estas demonstrações financeiras, o passivo calculado pelos atuários independentes, não Depreciação foi considerado relevante para fins de registro contábil. Entretanto, com a redução nas taxas de juros utilizadas nos cálculos e Taxa média anual de depreciação – 2% 15% 5% a 20% 33% 33% 10% demonstradas abaixo, o passivo atuarial foi apurado e registrado pela Cia. em 2012. Aos participantes vinculados ao plano anterior, Saldos em 31/12/2012 – (1.027) (179.083) (296.792) (24.716) (12.745) (2.366) (516.729) constituído na modalidade de benefício definido, que teve vigência entre 01/12/1993 e 28/02/2005, que estiverem aguardando Depreciação do exercício – (208) (7.609) (16.682) (6.733) (161) – (31.394) o início de recebimento de benefício proporcional diferido, que se dará quando atingida a idade de 60 anos, serão garantidas as Baixa – – – 1.192 12.291 95 99 13.677 condições de elegibilidade e recebimento de benefício de renda vitalícia, definidas no regulamento daquele plano, vigentes à época Incorporação de Controladoras – (823) – (3.026) – (16) – (3.865) do término do vínculo empregatício do participante. O Plano atual oferece ainda a cobertura dos benefícios de incapacidade e pensão Saldos em 31/12/2013 – (2.057) (186.692) (315.309) (19.158) (12.827) (2.267) (538.310) por morte, sendo considerados benefícios de risco que apresentam características de benefício definido. Para os participantes com Valor residual salário aplicável inferior a 10 unidades de referência (unidade definida em regulamento do plano), a Cia. efetua contribuição geral Saldos em 31/12/2013 para a Provisão para descontinuidade das operações (Nota 1.4) – – – (6.551) – (30) – (6.581) equivalente a 0,7% do salário aplicável. Para participantes com salário aplicável superior a 10 unidades de referências, a Cia. efetua Saldos em 31/12//2013 43.733 10.040 118.689 168.182 6.743 1.851 182 349.383 contribuição normal calculada com base em quadro definido em regulamento referente a parcelas do salário aplicável. Para os partiSaldos em 31/12/2012 15.043 5.139 102.626 168.508 9.737 2.029 183 303.265 cipantes com idade igual ou superior a 40 anos, a Cia. efetua contribuição normal em dobro. Além das contribuições geral e normal, a Consolidado Cia. efetua contribuições administrativa, coletiva e amortizante, sendo que poderá efetuar contribuição suplementar em percentagem Fornos Total do da contribuição geral e normal utilizando critérios uniformes e aplicáveis a todos os participantes ativos do plano. No estudo atuarial, Construções feeders e Equipamentos Moldes para Móveis e ativo Custo ou Avaliação em andamento Benfeitorias Edificações lehrs e outros vidro utensílios Veículos Imobilizado efetuado por atuário independente na data–base de 31/12/2013, foram adotadas as seguintes hipóteses econômicas e biométricas: Hipóteses econômicas: Saldos em 31/12/2012 35.783 11.631 88.593 433.255 788.247 63.939 21.986 3.205 1.446.639 Taxa nominal de desconto 11,94% a.a. Adições 105.114 1.723 – (2.431) 6.197 – – – 110.603 Taxa nominal de crescimento salarial futuro 9,72% a.a. Baixa (10.115) (59) (82) (2.741) (5.964) (15.065) (157) (197) (34.380) Crescimento nominal dos benefícios do plano 5,50% a.a. Transferência (52.351) – 2.746 26.141 17.995 5.469 – – – Inflação 5,50% a.a. Saldos em 31/12/2013 78.430 13.295 91.257 454.224 806.476 54.343 21.829 3.008 1.522.862 Fator de capacidade Depreciação - Salários 98% Taxa média anual de depreciação – 10% 2% 15% 5% a 20% 33% 10% 10% - Benefícios 98% Saldos em 31/12/2012 Hipóteses demográficas: – (5.277) (15.589) (259.468) (460.181) (43.294) (17.620) (2.686) (804.115) Tábua de mortalidade AT-2000 segregada por sexo Depreciação do exercício – (905) (1.141) (13.663) (34.239) (14.685) (529) (27) (65.189) Tábua de mortalidade dos inválidos IAPB–1957 Baixa – 59 82 2.698 4.697 14.991 154 169 22.850 Tábua de entrada em invalidez Mercer Disability Saldos em 31/12//2013 – (6.123) (16.648) (270.433) (489.723) (42.988) (17.995) (2.544) (846.453) Rotatividade Esperada (*) 0,30/(Tempo de Serviço + 1) Valor residual A conciliação dos ativos / (passivos) lançada no balanço na abertura e no fechamento do exercício, são como segue: Saldos em 31/12/2012 para a Provisão para descontinuidade das operações – (43) – – (7.069) – (30) – (7.142) a) Movimentação do valor presente das obrigações Baixas 561 561 Plano Owens Illinois Saldos em 31/12/2013 para a Provisão para descontinuidade Movimentação do valor presente das obrigações 31/12/2012 31/12/2013 das operações (Nota 1.4) – (43) – – (6.508) – (30) – (6.581) Valor das obrigações no início do ano – 58.814 Saldos em 31/12/2013 78.430 7.130 74.610 183.790 310.245 11.355 3.804 464 669.828 Custo de serviço corrente – 299 Saldos em 31/12/2012 35.783 6.311 73.004 173.787 320.997 20.645 4.336 519 635.382 Custo de serviço passado (88) Em 31/12/2013 e 2012 não existem ativos imobilizados oferecidos em garantia ou ônus sobre os respectivos ativos. Juros sobre a obrigação atuarial – 4.693 Benefícios pagos no ano – (4.752) 12. Intangível Controladora Consolidado Contribuições de participantes – 6 Controladora 2013 2012 2013 2012 Efeito de contabilização inicial 57.032 – Softwares Parcelamento Lei 6.136/11 - impostos (Ganho)/perda atuarial sobre o valor presente das obrigações – 217 Custo: o estaduais - estado do Rio de Janeiro – 13.373 – 13.373 Valor presente das obrigações no final do ano 57.032 59.189 Em 31/12/2012 24.045 PIS e COFINS 3.827 6.566 7.033 9.801 b) Movimentação do valor justo dos ativos Adições 11.823 Impostos Retidos de funcionários 2.746 – 2.746 – Plano Owens Illinois Baixas (3.111) Impostos Retidos na Fonte 129 – 129 – Movimentação do valor justo dos ativos 31/12/2012 31/12/2013 Incorporação de controladas 243 IRPJ e CSLL – – 4.129 – Valor justo dos ativos no início do ano – 51.611 Em 31/12/2013 33.000 Outros 4.058 2.261 5.648 2.789 Retorno esperado dos investimentos – 4.101 Amortização: 41.645 46.752 71.402 73.159 Contribuições de participantes – 6 Em 31/12/ 2012 (3.336) Parcela classificada no passivo não circulante – – (9.636) (11.534) Contribuições de patrocinadora – 305 Amortização do exercício (1.388) Passivo circulante 41.645 46.752 61.766 61.625 Benefícios pagos no ano – (4.752) Baixa 3.111 Parcelamento-Lei 6.136/2011 c.c. Decreto do Estado do Rio de Janeiro nº 43.443/2012–Controladora Owens-Illinois do Brasil Efeito de contabilização inicial 49.139 – Incorporação de controladas (196) Ind. e Comércio S.A. Em 01/02/2012 foi publicado no Diário Oficial o Decreto do Estado do Rio de Janeiro nº 43.443/2012, que Ganho/(perda) atuarial sobre o valor justo dos ativos – 8.825 Em 31/12/2013 (1.809) regulamentou a Lei 6.136/2011, que, por sua vez, instituiu programa para liquidação de débitos estaduais que tenham por Valor justo dos ativos no final do ano 49.139 60.096 Valor residual vencimento original data anterior a 30/11/2011, nas modalidades (i) pagamento à vista, (ii) parcelamento ou (iii) compensação c) Conciliação dos ativos e passivos–o passivo foi registrado na rubrica de outros débitos no passivo não circulante Em 31/12/2012 20.709 com precatórios judiciais, com remissão integral das multas e redução de 50% (cinquenta por cento) dos juros de mora inciPlano Owens Illinois Em 31/12/2013 31.191 dentes sobre o principal. O mencionado Decreto estabelece como um dos requisitos para a fruição dos benefícios previstos (Passivo) Ativo atuarial líquido 31/12/2012 31/12/2013 Consolidado na Lei 6.136/2011 que o débito a ser liquidado esteja inscrito em Dívida Ativa do Estado do Rio de Janeiro, sendo certo que, Valor presente das obrigações no final do ano (57.032) (59.189) Softwares Ágio Total consoante previsão de seu artigo 2º, sendo possível ao devedor que não tivesse esse status, que até o dia 30/04/2012 fizesse Custo: o requerimento da respectiva inscrição perante o órgão competente. Em 26/11/2012, a Controladora Owens Illinois do Brasil Valor justo dos ativos no final do ano 49.139 60.096 Em 31/12/2012 63.662 522.068 585.730 Ind. e Comércio S.A. formalizou sua opção pelo Programa de Liquidação Através de Compensação com Precatórios para a Valor do efeito do teto do ativo oneroso – 1.012 Adições 11.925 – 11.925 quitação de valores inscritos em dívida ativa, apontados como dívidas tributárias estaduais, atendendo todos os requisitos Valor presente das obrigações em excesso ao valor justo dos ativos (7.893) (105) Baixas (3.411) – (3.411) da referida Lei. De acordo com as normas legais acima referidas a dívida relativa a débitos estaduais poderiam ser pagas Montante não reconhecido como ativo, devido ao limite do IAS 19 – – Em 31/12/2013 72.176 522.068 594.244 através de precatórios, retornando o crédito ao Governo Estadual. A Cia. efetuou a compra dos precatórios da Associação (Passivo) ativo atuarial no final do ano (7.893) (105) Amortização: dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, estando o pagamento condicionado à aceitação dos precatórios pelo d) Total de despesa reconhecida na demonstração de resultado Em 31/12/2012 (20.180) – (20.180) Governo do Estado do Rio de Janeiro, com os valores tendo sido depositados em conta compromissada e distribuídos em abril Plano Owens Illinois Amortização do exercício (4.472) – (4.472) de 2013 aos referidos delegados, respeitadas a cota-parte de cada integrante da referida associação. O valor de R$13.373 Despesas (receitas) total 31/12/2012 31/12/2013 Baixas 3.298 3.298 foi quitado em abril de 2013, através dos referidos precatórios. Parcelamento–Lei 11.941/09–Controlada Cia. Industrial de Custo de serviço corrente – 299 Em 31/12/2013 (21.354) – (21.354) Vidros - Em 27/05/2009, através da Lei 11.941/09, o Governo Federal aprovou o Programa de Recuperação Fiscal–REFIS, que Custo de serviço passado – (89) Valor residual veio a permitir às empresas a oportunidade de regularizar seus débitos mediante um sistema especial de pagamentos e de Custo de juros sobre a obrigação – 4.693 Em 31/12/2012 43.482 522.068 565.550 parcelamentos, das suas obrigações fiscais e previdenciárias existentes até 30/11/2008. Em 30/11/2009, a Controlada Cia. Rendimento esperado sobre os ativos do plano – (4.101) Em 31/12/2013 50.822 522.068 572.890 Industrial de Vidros–CIV formalizou sua opção pelo Programa de Recuperação Fiscal instituído pelo Governo Federal para a Juros sobre montante do efeito do teto do ativo oneroso – 31 O ágio oriundo da incorporação da O–I Latam é decorrente da diferença entre o valor da aquisição e o valor justo dos ativos e passivos quitação de impostos e contribuições sociais, atendendo todos os requisitos da referida Lei. De acordo com as normas legais Juros sobre montante não reconhecido como ativo, devido ao limite do IAS 19 – – da Cia. Industrial de Vidros–CIV, apurado na sua aquisição que ocorreu em setembro de 2010. O ágio está fundamentado na expecta- acima referidas a dívida relativa a débitos de IPI e INSS tem previsão para pagamento parcelado em 180 meses. Nessa dívida Total de despesa/(receita) reconhecida no período – 833 tiva de rentabilidade futura. Tal ágio é testado para fins de recuperação do ativo no mínimo anualmente (Nota 26). foram considerados débitos que não haviam sido objeto de parcelamentos. Em 31/12/2013, o saldo do parcelamento de Observamos, no entanto, que a patrocinadora realizou contribuições para este Plano no montante de R$4.886 ao longo do 13. Impostos e contribuições a recolher: tributos, classificado no não circulante, era de R$7.567 (R$7.310 em 2012). Contribuição social-Lei 11.051/04-Controlada Cia. exercício de 2013 (R$4.225 em 2012), registrados na rubrica de despesas gerais e administrativas. Controladora Consolidado Industrial de Vidros - Parte do saldo registrado no passivo não circulante R$1.678 em 2013 e (R$2.239 em 2012) refere–se ao e) Valores reconhecidos no patrimônio líquido 2013 2012 2013 2012 diferimento da contribuição social referente a parcela de depreciação de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, Plano Owens Illinois ICMS 10.659 8.208 13.314 9.917 adquiridos entre 01/10/2004 e 31/12/2009, utilizada na apuração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido–CSLL no Outros resultados abrangentes 31/12/2012 31/12/2013 IPI 15.993 12.789 24.858 18.127 exercício de 2009, conforme Lei 11.051, de 29/12/2004. Esse montante esta sendo recolhido, sem incidência de encargos, a (Ganho)/perda atuarial que surgiram no período – (8.003) INSS 4.233 3.555 4.300 7.805 partir de 2011 ao término do 4º ano de gozo do benefício. 14. Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos: Mudança no efeito do limite do ativo – – Contribuição social - Lei 11.051/04 – – 1.678 3.199 As Companhias mantêm imposto de renda e contribuição social diferidos ativos calculados sobre diferenças temporárias entre Total de (ganho)/perda reconhecido em ORA no período – (8.003) Parcelamento Lei 11.941/09 - IPI e INSS – – 7.567 8.148 saldos contábeis de ativos e passivos e suas bases fiscais, conforme segue: continua…


22 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

continuação

Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras 31 de dezembro de 2013 e de 2012–(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) Plano Owens Illinois 22.Resultado financeiro: vencimentos dos contratos financeiros entre partes relacionadas, atendendo a disposição de recursos suficientes para Patrimônio líquido 31/12/2012 31/12/2013 Controladora Consolidado cumprir com esses compromissos. Risco de mercado: a possibilidade das empresas incorrerem em perdas de negócios Efeito de contabilização inicial 7.893 – 2013 2012 2013 2012 em função de risco de mercado é bastante baixa uma vez que o Grupo O-I atuam em diversos segmentos (bebidas: O plano de Benefícios da Cia. engloba os seguintes benefícios: Receitas financeiras alcoólicas, quentes, saudáveis; alimentos: infantil, conservas, molhos). Além disso, não há exagerada concentração de • Aposentadoria normal Juros ativos 626 250 1.266 721 vendas (maior cliente não representa 10% das vendas). 25.2. Instrumentos financeiros: Os principais instrumentos • Aposentadoria antecipada Juros sobre aplicações financeiras 755 799 2.040 2.130 financeiros das empresas são: caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, contas a pagar a fornecedo• Benefício de incapacidade Juros sobre operações mútuos 86 – – – res e créditos e débitos com partes relacionadas. O valor justo dos ativos e passivos financeiros é definido como sendo • Pensão por morte Variações monetárias ativas 1.724 1.927 1.980 3.224 o valor pelo qual o instrumento poderia ser trocado em uma transação corrente entre partes relacionadas a negociar, • Benefício proporcional diferido Juros outros 511 467 1.537 440 e não em uma venda ou liquidação forçada. Em 31/12/2013 e 2012, não havia diferenças entre os valores contábeis • Portabilidade 3.702 3.443 6.823 6.515 e os de mercado para os instrumentos financeiros das empresas. A Controladora mantém compromissos firmados de • Abono anual Despesas financeiras compra de gás natural e energia através de contratos de longo prazo com empresas especializadas. Esses contratos Para esse propósito a avaliação dos benefícios considera as definições constantes no regulamento do plano no que diz res- Juros sobre empréstimos (102.857) (103.322) (102.857) (103.322) visam garantir abastecimentos de energéticos nas quantidades necessárias única e exclusivamente para a operação do peito a elegibilidades, fórmulas de benefício e forma de reajuste. Juros de fornecedores (358) (429) (720) (429) negócio da Controladora. Por este motivo, esses contratos não foram avaliados com base nos pronunciamentos técnicos 18. Receita de venda de produtos: Juros sobre impostos e contribuições (774) (630) (774) (804) CPC 38-Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração e CPC 39-Instrumentos Financeiros: Apresentação. Controladora Consolidado Descontos concedidos (11.351) (5.143) (15.724) (7.241) Conforme avaliação da Administração, não há expectativa de perdas operacionais futuras que devem ser reconhecidas 2013 2012 2013 2012 Juros sobre operação de mútuos (17.397) (16.663) – – na forma de provisão em 31/12/2013 e 2012 decorrentes deste contrato. 26. Teste de perda por redução ao valor Receita operacional bruta Variações cambiais passivas (9.173) (4.208) (11.993) (5.354) recuperável do ágio pago por expectativa de rentabilidade futura: O teste de recuperação tem por objetivo apreReceita de vendas de produtos no mercado interno 1.342.163 1.174.876 1.930.931 1.770.723 Impostos sobre operações financeiras (6.426) (5.092) (6.426) (5.276) sentar o valor real líquido de realização de um ativo, esta realização pode ser de forma direta ou indireta, por meio de Receita de vendas de produtos no mercado externo 4.280 4.631 6.374 7.097 Outras despesas financeiras (1.265) (860) (2.899) (2.005) venda ou pela geração de caixa na utilização do ativo nas atividades da Cia.. Como o ágio é um ativo que tem uma vida útil 1.346.443 1.179.507 1.937.305 1.777.820 CIDE (1.341) (1.586) (1.341) (1.586) indefinida, não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente ou sempre que houver um indício de possível perda Impostos sobre vendas (406.652) (360.115) (534.759) (490.706) (150.942) (137.933) (142.734) (126.017) do valor recuperável. Para fins de teste de perda por redução ao valor recuperável, o ágio no valor de R$522.068 (Nota 10) Incentivos fiscais – – 36.317 35.880 (147.240) (134.490) (135.911) (119.502) adquirido por meio de combinações de negócios foi alocado na controlada CIV. A Cia. e suas controladas efetuam anualmente o Devoluções e abatimentos (20.546) (16.148) (27.255) (21.751) 23. Cobertura de seguros: A Cia. e suas controladas mantém cobertura de seguros para riscos operacionais e outros para teste de recuperação de seus ativos tangíveis e intangíveis ou sempre que houver qualquer evidência interna, externa, evento Receita operacional líquida 919.245 803.244 1.411.608 1.301.243 resguardar seus ativos imobilizados e seus estoques. O valor dos seguros contratados em 31/12/2013 é considerado sufi- ou alterações significativas nas circunstancias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável. Principalmente pela 19. Despesas com vendas: ciente, segundo a opinião de assessores especialistas em seguros, para cobrir eventuais perdas. O escopo de trabalho de manutenção do ambiente de crescimento sustentável do negócio, não fora identificado indicativo de potencial perda por Controladora Consolidado nossos auditores não contempla a avaliação da suficiência da cobertura de nossos seguros. 24. Compromissos: Os com- redução ao valor recuperável do ágio ou perda por redução ao valor recuperável dos ativos. 26.1. Principais premissas 2013 2012 2013 2012 promissos referem-se, basicamente, a contratos de locação de imóvel utilizado como sede da Cia., equipamentos e veículos, utilizadas em cálculos com base no valor em uso: O cálculo do valor em uso é mais sensível às seguintes premissas: Despesas com pessoal (12.677) (10.844) (31.720) (34.201) considerados arrendamentos mercantis operacionais. Os contratos de locação estabelecem uma despesa de aluguel mensal e Margens brutas - As margens brutas são baseadas nos valores médios obtidos no exercício anterior ao que antecede o início Despesas com combustível (682) (587) (807) (904) os valores dos contratos são reajustados anualmente com base no IGPM-Índice Geral de Preços do Mercado. Esses contratos do período orçamentário. Essas margens são aumentadas ao longo do período orçamentário para fins dos ganhos de eficiência Despesas com serviços de terceiros (18.415) (13.701) (19.761) (14.513) não são canceláveis e apresentam prazos com duração entre cinco e vinte anos. Todos os arrendamentos contemplam uma planejados e ainda pela projeção dos aumentos de preço e diminuída pela inflação interna projetada. Taxas de descontos - As Despesas com arrendamento e alugueis (605) (672) (6.237) (5.211) cláusula para possibilitar a revisão dos encargos de aluguel anualmente, de acordo com as condições de mercado existentes. taxas de descontos refletem a atual avaliação de mercado referente aos riscos específicos da Cia.. A taxa de desconto foi Provisão para créditos de liquidação duvidosa (885) (1.297) (1.570) (2.954) No exercício findo em 31/12/2013, as despesas de aluguel totalizam R$28.396 na controladora (R$19.128 em 2012) e estimada com base no custo médio ponderado de capital para o grupo. Inflação de preços de matérias-primas e outros cusOutros (2.646) (1.406) (2.756) 456 R$21.489 no consolidado (R$10.844 em 2012). Os compromissos futuros relacionados com os contratos de locação, com tos - As estimativas são obtidas a partir de índices publicados para os países que fornecem as matérias-primas, bem como (35.910) (28.507) (62.851) (57.327) base nos valores de 31/12/2013, totalizam valor mínimo de R$143.483 (R$91.837 no consolidado), assim distribuídos: dados relativos às commodities em específico. Os valores estimados são utilizados se os dados estiverem publicamente 20. Despesas gerais e administrativas: Controladora Consolidado disponíveis (principalmente para o Brasil e os Estados Unidos). Alternativamente, as variações de preços de matérias– Controladora Consolidado 2014 até 2017 81.800 52.840 primas vêm sendo utilizadas como indicador de futuras variações de preço. Sensibilidade a mudanças nas premissas 2013 2012 2013 2012 2018 em diante 61.683 38.997 - No que se refere à avaliação do valor em uso a Administração acredita que nenhuma mudança razoavelmente posDespesas com pessoal (28.800) (40.866) (52.068) (62.919) Total 143.483 91.837 sível em qualquer uma das principais premissas acima mencionada levaria o valor contábil da unidade a exceder seu Despesas com combustível (625) (255) (2.759) (2.192) 25. Instrumentos financeiros - 25.1. Gestão de riscos: Os principais riscos de mercado a que a Cia. e suas controla- montante recuperável. 27. Gestão de capital: Os objetivos da Cia. ao administrar seu capital são os de salvaguardar a Despesas com serviços de terceiros (8.529) (9.477) (8.529) (9.677) das estão expostas na condução das suas atividades são: Risco de taxas de câmbio: possibilidade das empresas incor- capacidade de continuidade de suas operações e para manter uma adequada estrutura de capital. A Administração pode Despesas com viagens (2.634) (3.625) (2.700) (4.808) rerem em perdas por conta de flutuações nas taxas de câmbio, que aumentem os saldos de passivo com fornecedores ajustar o capital da Cia. de acordo com sua estratégia, buscando a melhor estrutura de capital e adequando às condições Despesas com arrendamento e aluguéis (1.498) (2.115) (1.498) (2.445) externos. Este risco é coberto parcialmente pelas transações de vendas efetuadas em moeda estrangeira. Risco de econômicas atuais. Para o exercício findo em 31/12/2013, não existem riscos, pois a Cia. não possui empréstimos e financiaProvisão para demandas judiciais (6.523) 8.744 (6.194) 7.354 crédito: decorre de eventual dificuldade de liquidação das contas a receber por parte de clientes e aplicações financei- mentos dentro da estrutura de dívida líquida. 28. Medida Provisória Nº 627 de 11/11/2013: Em 17/09/2013, foi publicada Outros (2.226) (3.918) (2.387) (2.536) ras junto as instituições financeiras. O risco de liquidação das contas a receber é administrado por meio de política de a Instrução Normativa RFB 1.397 (IN 1.397) e em 12/11/2013 foi publicada a MP 627 que: (i) revoga o Regime Tributário de (50.835) (51.512) (76.135) (77.223) análise de crédito, com base em critérios internos de classificação. Com relação ao risco das aplicações financeiras, o Transição (RTT) a partir de 2015, com a introdução de novo regime tributário; (ii) altera o Decreto–Lei nº1.598/77 pertinente ao Grupo O-I adota política de aplicação em renda fixa e em bancos de primeira linha, para minimizar o risco de crédito cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica e a legislação sobre a contribuição social sobre o lucro líquido. O novo regime 21. Outras receitas (despesas) operacionais: dos seus investimentos. Este risco de crédito é gerenciado pelos administradores estando sujeito aos procedimentos, tributário previsto na MP 627 passa a vigorar a partir de 2014, caso a entidade exerça tal opção. Dentre os dispositivos da MP Controladora Consolidado 2013 2012 2013 2012 controles e política estabelecida pelo Grupo O-I, com as condições gerais das aplicações nos bancos, acompanhadas 627, destacam–se alguns que dão tratamento à distribuição de lucros e dividendos, base de cálculo dos juros sobre o capital Provisão para reestruturação societária – – – (15.210) com frequência. Risco de liquidez: O controle da liquidez e do fluxo de caixa das empresas é monitorado diariamente próprio e critério de cálculo da equivalência patrimonial durante a vigência do RTT. A Cia. preparou um estudo dos potenciais Perdas com sinistros 500 (73) 500 (73) pelas áreas de Gestão de modo a garantir que a geração operacional de caixa e a captação prévia de recursos, quando efeitos da aplicação da MP 627 e IN 1.397 e concluiu que não resultam em efeitos relevantes em suas operações e em suas Resultado líquido na venda de imobilizado 720 201 51 (2.520) necessária, sejam suficientes para a manutenção do seu cronograma de compromissos, não gerando riscos de liquidez demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/2013 baseada na nossa melhor interpretação do texto corrente da Outras receitas (despesas) operacionais 6.609 1.075 (6.466) (852) para as empresas. A política de gestão do endividamento do Grupo O–I prevê a utilização de linhas de créditos entre MP. A possível conversão da MP 627 em Lei pode resultar em alteração na nossa conclusão. A Cia. aguarda a definição das 7.829 1.203 (5.915) (18.655) partes relacionadas para gerenciar níveis adequados de liquidez de curto, médio e longo prazo. O Grupo O-I estrutura os emendas à MP 627 para que possa optar ou não pela adoção antecipada no exercício fiscal 2014. DIRETORIA MIGUEL IGNACIO ALVAREZ BOTERO - Diretor-Presidente CELSO BORDALLO DA COSTA - Diretor Operacional

LUIZ FERNANDO TEIXEIRA DE MAGALHÃES - Diretor Comercial de Embalagens RICARDO ZOLIN - Diretor de Recursos Humanos

Aos Administradores e Acionistas da Owens-Illinois do Brasil Indústria e Comércio S.A. - São Paulo, SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Owens-Illinois do Brasil Indústria e Comércio S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem os balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2013, e as respectivas demonstrações dos resultados, dos resultados abrangentes, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.

YAKARA NATAH DO VALLE BIANCALANA - Diretora Comercial de Utilidades ANDERSON DE MORAIS BARANOV - Diretor de Relações Governamentais

Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Base para opinião com ressalva Conforme detalhado na nota explicativa 1.5, a Companhia incorporou a Companhia Industrial São Paulo e Rio – CISPER pelo valor do acervo patrimonial líquido de R$13.080 mil, dos quais R$5.212 mil que se referem a ativos imóveis e R$2.482 mil que se referem a passivos tributários não foram auditados por auditores independentes e, consequentemente, não foi possível determinar sua existência e apropriada valoração. Opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras Em nossa opinião, exceto por eventuais ajustes que poderiam ter sido identificados caso tivessem sido auditados os saldos de

Contador: MARCOS BENITES DE CAMARGO - CRC: 1SP169098/O-5

imóveis e passivos tributários da controlada mencionados no parágrafo “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada da Owens-Illinois do Brasil Indústria e Comércio S.A. em 31 de dezembro de 2013, o desempenho individual e consolidado de suas operações e o seus fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase sobre a reapresentação dos valores correspondentes Conforme mencionado na nota explicativa 4, em decorrência de erro relacionado ao cálculo de imposto de renda e contribuição social diferidos sobre a diferença temporária da amortização de ágio e base fiscal e societária, os valores correspondentes referentes ao exercício anterior, apresentados para fins de comparação, foram ajustados e estão sendo reapresentados como previsto na NBC TG 23, ou CPC 23 (Práticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro). Nossa opinião não contém modificação relacionada a esse assunto. São Paulo, 20 de fevereiro de 2014. Auditores Independentes S.S. CRC-2SP015199/O-6

Waldyr Passetto Junior Contador CRC-1SP173518/O-8

Muito se fala de satélites, e eles de fato seriam necessários para uma parcela. Mas mais de 80% das pessoas já vivem onde há banda de conexão 2G ou 3G. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

Mais de 1 bilhão de novos usuários Depois de comprar o WhatsApp, o fundador do Facebook se apresenta em feira em Barcelona e mostra que aposta alto na conexão de todo o planeta. Reuters

fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, protagonizou ontem o principal evento do Mobile World Congress, feira anual de telecomunicações organizada em Barcelona, na Espanha. Aguardado por filas que duraram horas, ele subiu ao palco organizado pelas operadoras e classificou como pouco ambiciosa a meta traçada pelos anfitriões: até 2020, acrescentar 1 bilhão de usuários de internet aos atuais 3,4 bilhões que têm conexão à rede. " Po d e m o s f a z e r m u i t o mais", afirmou o fundador do Facebook. "A não ser que haja mudanças, não estamos no caminho para conectar todos (os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta)." Para o fundador do Facebook, não é tão difícil quanto aparece apresentar a rede a quem ainda não a conhece no planeta. "Muito se fala de satélites, e eles de fato seriam necessários para uma parcela. Mas mais de 80% das pessoas já vivem onde há banda de conexão 2G ou 3G. É preciso explicar para essas pessoas por que é bom para elas gastarem seu pouco dinheiro com a internet", afirmou Zuckerberg. Fi lipi nas – Foi aí que apresentou seu plano às operadoras de telefonia. Quer acelerar as parcerias com essas empresas para expandir a internet a partir de serviços bási-

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cos, replicando um modelo que diz estar começando a dar certo nas Filipinas e no Paraguai. Mark Zuckerberg declarouse aberto a fazer contratos com mais operadoras, de três a cinco pelo planeta. "Queremos criar uma espécie de tom de discagem na internet", afirmou. É nesse "tom de discagem" que entra sua empresa. Com um acesso de baixo custo, os usuários poderiam utilizar redes sociais e serviços de mensagem como o Facebook e o recém-adquirido WhatsApp, além de pesquisar na Wikipedia e obter informações sobre

alimentação. Seria essa a janela de oportunidade para as operadoras t a m b é m f a t u r a re m c o m a transmissão de dados, argumentou ele. Ao receber links no Facebook ou num serviço de mensagem, acabariam estimuladas a procurar mais conteúdo. "Precisamos de parcerias, nenhuma empresa pode mudar a internet sozinha", afirmou. "Vamos perder dinheiro nisso por algum tempo. Mas se f i z e rm o s a l g o b o m p a r a o mundo, vamos achar um jeito de tirar lucro disso depois". Privacidade – Mark Zuckerberg voltou a criticar a ação da

Apresentação aos fãs: Mark Zuckerberg (acima) foi recebido como um astro pop das redes sociais. Esteve também no palco o criador do WhatsApp, Jam Koum. NSA, agência de espionagem dos Estados Unidos. "O governo tem a obrigação de proteger seus cidadãos. Ele ultrapassou a linha e não foi transparente", afirmou o fundador do Facebook, que nasceu nos Estados Unidos e mora na Califórnia. "As revelações foram extremas, não foi nada divertido para nós. Agora estão começando a voltar ao ponto em que deveriam estar." (Folhapress)

Galaxy S5, o rival do iPhone5s. Albert Gea/Reuters

m um evento cheio de pompa, a Samsung apresentou o Galaxy S5, novo smartphone topo de linha da companhia. Uma das principais novidades é um leitor de digitais, semelhante ao que possui o iPhone 5s, da Apple. O anúncio foi feito ontem, para cerca de 5 mil pessoas em conferência da Mobile Wo r l d C o n g re s s , u m a d a s maiores feiras do setor móvel do mundo que acontece em Barcelona até a próxima quinta-feira. Jk Shin, presidente da divisão móvel da Samsung apresentou o novo visual do smartphone, que chamou de "mo-

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dern glam" – a traseira é toda perfurada para que seja "mais fácil de segurar". O telefone agora é resistente à água e poeira. O leitor de digitais, localizado na parte inferior da tela de 5,1 polegadas, pode servir para substituir senhas ou desbloquear documentos escondidos. O S5 tem o que a Samsung chamou de o "primeiro sensor de batimentos cardíacos em um celular". Fica ao lado do flash da câmera, na traseira do aparelho. Por dentro, o S5 tem um processador de núcleo quádruplo com 2,5 GHz, 2 Gbytes de RAM e uma bateria maior e um novo

Samsung lançou novo modelo do smartphone e dos relógios digitais modo de economia de energia – a Samsung promete que o S5 pode aguentar até 24 horas

em modo de espera e ficar ligado até 20% mais tempo do que o Galaxy S4. (Folhapress)

Bom humor, ao falar da compra do WhatsApp. cho que vale mais." Foi assim q u e M a r k Z uckerberg respondeu ao ser questionado ontem sobre o valor desembolsado na compra do WhatsApp – um negócio de US$ 16 bilhões para os acionistas, mais exatos US$ 3 bilhões em ações no futuro. O fundador do Facebook disse que parece mesmo difícil sustentar essa afirmação neste momento, porque o serviço de mensagens tem faturamento relativamente baixo. Cobra US$ 1 anual de seus usuários, uma base que agora chega a 465 milhões de pessoas. "Posso estar errado, mas espero que não esteja", brincou ele, que foi entrevistado pelo jornalista David Kirkpatrick no palco central do Mobile World Congress, principal feira de telecomunicações do mundo, realizada anualmente em Barcelo-

"A

na. Os US$ 16 bilhões são um valor alto até para os padrões do Facebook. No ano passado, a rede social lucrou US$ 1,5 bilhão. A principal aquisição que havia feito até então, do Instagram, foi fechada na casa de US$ 1 bilhão. Por causa disso, ele indicou que não deve sair de novo ao mercado tão cedo. "Quando você gasta US$ 16 bilhões, fica satisfeito por um bom tempo." Zuckerberg disse que a compra permitirá ao WhatsApp focar apenas em aumentar seu número de usuários. "Há poucos serviços no mundo que podem atingir um bilhão de pessoas." Afirmou ainda que o Facebook não fará uso dos dados dos usuários do Instagram, umas das grandes diferenças do modelo de negócio de uma empresa e outra. "Vai continuar autônomo. Seria estúpido mudar isso", afirmou. (Folhapress)


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Planos em A suspenso Caso da poupança não tem data para acabar

BANCO MERCANTIL DO BRASIL S.A. CNPJ Nº 17.184.037/0001-10 COMPANHIA ABERTA SEDE: BELO HORIZONTE - MG AVISO AOS ACIONISTAS - FATO RELEVANTE PAGAMENTO DE JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO A TÍTULO DE DIVIDENDOS Comunicamos aos Senhores Acionistas que o Conselho de Administração, em reunião realizada em 19 de fevereiro de 2014, homologou proposta da Diretoria para a disponibilização de Juros sobre Capital Próprio, relativos ao 2º semestre de 2013, conforme faculta o artigo 9º da Lei nº 9.249/95. Farão jus aos mesmos os acionistas detentores de ações preferenciais escriturais, com base na posição acionária, cadastrados em nossos registros em 25/02/2014. O valor dos Juros será o seguinte: - Ações Preferenciais: Valor bruto de R$0,331765 por ação, sobre o qual incidirá o Imposto de Renda na Fonte à alíquota de 15%, de acordo com o § 2º do mencionado artigo, perfazendo um valor líquido de R$0,282000 por ação. As pessoas jurídicas comprovadamente imunes deverão apresentar a documentação pertinente até 26 de fevereiro de 2014. Pagamento dos Juros: Para o acionista correntista do Banco, o crédito será efetuado em conta movimento em 25 de março de 2014. Os demais acionistas receberão correspondência explicativa em seu domicílio, devendo dirigir-se à agência indicada na mesma, munidos de identificação, para recebimento do benefício através de “Guia de Pagamento”. Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 2014. ROBERTO GODOY ASSUMPÇÃO - Diretor de Relações com Investidores.

CNPJ 34.169.557/0001-72 COMPANHIA ABERTA SEDE: BELO HORIZONTE - MG AVISO AOS ACIONISTAS FATO RELEVANTE PAGAMENTO DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO A TÍTULO DE DIVIDENDOS Comunicamos aos Senhores Acionistas que o Conselho de Administração, em reunião realizada em 19 de fevereiro de 2014, homologou proposta da Diretoria para a disponibilização de Juros sobre o Capital Próprio, a título de dividendos, relativos ao 2º semestre de 2013 conforme faculta o artigo 9º da Lei nº 9.249/95. Farão jus aos mesmos os acionistas com base na posição acionária, cadastrados em nossos registros em 25/02/2014. O valor dos Juros será o seguinte: -Ações Ordinárias: Valor bruto de R$0,001120 por ação, sobre o qual incidirá o Imposto de Renda na Fonte à alíquota de 15%, de acordo com o § 2º do mencionado artigo, perfazendo um valor líquido de R$0,000952 por ação.-Ações Preferenciais: Valor bruto de R$0,00660 por ação, com a mesma incidência do Imposto de Renda na Fonte, totalizando um valor líquido de R$0,005610 por ação. As pessoas jurídicas comprovadamente imunes deverão apresentar a documentação pertinente até 26/02/2014. Pagamento dos juros: Para o acionista correntista do Banco Mercantil do Brasil S. A., o crédito será efetuado em conta movimento em 25 de março de 2014. Os demais acionistas receberão correspondência explicativa em seu domicílio, devendo dirigir-se à agência do Banco Mercantil do Brasil S. A. indicada na mesma, munidos de identificação, para recebimento do benefício através de “Guia de Pagamento”. Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 2014. ATHAIDE VIEIRA DOS SANTOS - Diretor de Relações com Investidores.

CNPJ 33.040.601/0001-87 COMPANHIA ABERTA SEDE: BELO HORIZONTE - MG AVISO AOS ACIONISTAS - FATO RELEVANTE PAGAMENTO DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO A TÍTULO DE DIVIDENDOS Comunicamos aos Senhores Acionistas que o Conselho de Administração, em reunião realizada em 19 de fevereiro de 2014, homologou proposta da Diretoria para a disponibilização de Juros sobre Capital Próprio, a título de dividendos, relativos ao 2º semestre de 2013, conforme faculta o artigo 9º da Lei nº 9.249/95. Farão jus aos mesmos os acionistas com base na posição acionária, cadastrados em nossos registros em 25 de fevereiro de 2014. O valor dos Juros será o seguinte: - Ações Ordinárias: Valor bruto de R$0,15000 por ação, sobre o qual incidirá o Imposto de Renda na Fonte à alíquota de 15%, de acordo com o § 2º do mencionado artigo, perfazendo um valor líquido de R$0,12750 por ação. - Ações Preferenciais: Valor bruto de R$0,16500 por ação, com a mesma incidência do Imposto de Renda na Fonte, totalizando um valor líquido de R$0,14025 por ação. As pessoas jurídicas comprovadamente imunes deverão apresentar a documentação pertinente até 26 de fevereiro de 2014. Pagamento dos Juros: Para o acionista correntista do Banco Mercantil do Brasil S. A., o crédito será efetuado em conta movimento em 25 de março de 2014. Os demais acionistas receberã correspondência explicativa em seu domicílio, devendo dirigir-se à agência do Banco Mercantil do Brasil S. A., indicada na mesma, munidos de identificação, para recebimento do benefício através de “Guia de Pagamento”. Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 2014. ATHAÍDE VIEIRA DOS SANTOS - Diretor de Relações com Investidores.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 24 de fevereiro de 2014, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Rogerio Kiyoshi Kamia - Requerido: Tanvel Comercial de Veículos Ltda. - Avenida Nossa Senhora da Saúde, 853-857 - Saúde - 1ª Vara de Falências

AGU (AdvocaciaGeral da União) e o BC (Banco Central) enviaram uma petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última sexta-feira pedindo que o julgamento dos planos econômicos seja suspenso. A decisão do caso, que deveria ir ao plenário na quarta e quinta-feira desta semana, já havia sido adiado pelo presidente do STF,

Joaquim Barbosa. Como uma nova data para o julgamento ainda não foi marcada, a AGU e o BC pediram a suspensão pelo menos até a realização de uma audiência pública. Na petição enviada ao STF, também é solicitado que os autos sejam enviados ao Ministério Público para que analise novos documentos anexados pela CONSIF (Confederação Nacional do Sistema Financeiro) ao

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processo. Entre os documentos há um parecer que rebate dados do Ministério Público sobre os ganhos que os bancos tiveram com a aplicação de recursos da faixa livre de poupança entre os anos de 1986 e 1991. De acordo com o Ministério Público, o montante chega a R$ 441 bilhões, mas, segundo parecer da consultoria LCA enviado ao STF pela CONSIF,

a soma é de aproximadamente R$ 18 bilhões. Outros cálculos ficam no meio do caminho e, por isso, a divergência se acirra. O STF vai definir se investidores com recursos na caderneta de poupança na implantação dos planos econômicos dos anos 1980 e 1990 têm direito a ressarcimento dos bancos por eventuais perdas. (Folhapress)


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Nas ligações interurbanas com DDD iniciando pelo mesmo dígito, como São Paulo (11), o preço médio do minuto passará de R$ 0,93 para R$ 0,80.

Lições para empreender Evento do Sebrae-SP é uma oportunidade para pequeno empresário descobrir caminhos que o estimulem a abrir ou a melhorar o seu negócio Fotos: Newton Santos/Hype

Paula Cunha Estado de São Paulo tem atualmente 2,6 milhões de pequenos empreendimentos. Esse enorme contingente de empresários à frente dessas iniciativas busca ampliar seu campo de atuação e oportunidades de reciclagem em eventos voltados especialmente para eles. A Feira do Empreendedor, criada e organizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) que termina hoje no Expo Center Norte, deve receber 60 mil visitantes e tem como principal objetivo capacitar e auxiliar esse público a desenvolver seus projetos e colocá-los em prática. No local, há empresas com seus produtos e serviços para quem deseja se iniciar em uma atividade e consultores do Sebrae-SP que orientam q u e m b u s c a n o v o s c a m inhos. Há um espaço para auxiliar na formalização do Microempreendedor Individual (MEI) e outro para apresentar oportunidades que a Copa do Mundo poderá oferecer neste ano, além de palestras e espaços como o Salão de Beleza Itinerante. Um local de aprendizado é a Lavanderia Modelo. Marcio Bertolini, consultor e coordenador do setor de Lavanderias do Sebrae-SP, explicou que o perfil das pessoas que visitaram o estande é tanto o de empresários do setor que buscavam informações sobre inovação e aperfeiçoamento técnico quanto de iniciantes atrás de uma nova atividade. Ele ressaltou que entre estes candidatos destacavamse os que pertencem às c l a s s e s s ociais B e C que buscam recursos para obter os R$ 150 mil mínimos necessários para iniciar as atividades no ramo. Para quem não quer um emprego formal uma opção é a fabricação de brindes. Na feira, os interessados em um novo ramo de atuação podem adquirir equipamentos da Proto Transfer, especializada em equipamentos para esse fim. Para os futuros empresários que visam atuar no campo de serviços gráficos ou

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faturamento das micro e pequenas empresas paulistas foi de R$ 568 bilhões em 2013. Diante de cifra tão expressiva, Alencar Burti, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP enfatizou a importância da Feira do Empreendedor e das ações de estímulo a este segmento, já que ele responde por 52% do total de empregos formais do Estado de São Paulo. Por isso, sua expectativa é de que o evento contribua para estimular a criação de polos de desenvolvimento em diversos ramos de atividades. De acordo com o Sebrae, metade dos empresários brasileiros que criaram empreendimentos com idade máxima de três anos e meio tem entre 18 e 34 anos de idade. Estas informações mostram, na avaliação de Bruno Caetano, diretorsuperintendente do Sebrae-SP, que existe um grupo enorme de jovens que deixaram de encarar a perspectiva de ser funcionários de empresas e investir na ideia de ser empresários. Para ele, este grupo precisa de orientação para alcançar este objetivo. Se qualificar é essencial para conduzir um negócio com segurança. Hoje, as palestras na Sala de Capacitação serão ministradas por técnicos do Banco do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal. Na Sala do Conhecimento, haverá palestras com temas como "Redes Sociais para Negócios", "Empreendedor – A essência do negócio" e "O Líder Empreendedor".

O

Feira do Sebrae-SP tem consultores, produtos e serviços que ajudam quem pretende abrir ou melhorar o seu negócio. também as lojas dos ramos de fotografia e óticas que pretendem ampliar o leque de produtos e serviços para seus clientes, a Akad, especializada na montagem de bureaus, oferecem máquinas de plotter de impressão e de recorte bem como impressoras em cartão do tipo PVC. Estas últimas têm preço de R$ 3.980. Com os suprimentos, software e impressora, o valor passa para R $ 5 mil, segundo Maria Aparecida Bezerra, gerente de produtos da Akad. Para facilitar a vida dos empreendedores, a World Best vende kits completos de es-

Iniciamos nosso negócio com o Sebrae e queremos orientação para implantar a expansão por franquias

tande e de joias e peças de prata para lojistas, atacadistas e proprietários de salões de beleza que gostariam de elevar seu faturamento com a venda desses itens. "Um iniciante que tenha R$ 1 mil para investir pode iniciar a atividade de venda. Buscamos, também, empreendedores que desejam criar joias", acrescentou o diretor da empresa, Jefferson Tavares. A Portal dos Aromas, localizada no município de Monte Alto (SP) oferece essências de aromas e aparelhos para aromatizar empreendimentos de modo personalizado. O objeti-

Um iniciante que tenha R$ 1 mil para investir pode assumir a atividade de venda JEFFERSON TAVARES.

CLAUDIA SINIGALIA.

Ligações de telefones fixos para celulares terão redução de 13% no valor s ligações feitas de telefones fixos para celulares ficarão 13% mais baratas a partir de março. Na chamadas locais entre fixos e móveis, o preço médio do minuto cairá de R$ 0,45 para R$ 0,39, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nas ligações interurbanas com DDD iniciando pelo mesmo dígito – como São Paulo (11) e Ribeirão Preto (16), por exemplo – o preço médio do minuto passará de R$ 0,93 para R$ 0,80. Já para as demais chamadas interurbanas entre fixo e celular, o preço médio do minuto cairá de R$ 1,05 para R$ 0,92. A queda no valor das ligações é consequência de uma decisão da Anatel que reduziu a chamada tarifa de interconexão entre as redes. A taxa funciona como uma espécie de pedágio, paga pela operadora de telefonia fixa quando a ligação usa uma rede de celular. Essa é o terceiro ano consecutivo em que as tarifas de interconexão são reduzidas - elas também caíram em 2012 e 2013. Em 2015, haverá uma nova queda na taxa, também de cerca de 13%. A partir de 2016, o

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Pequenos de SP faturam R$ 568 bilhões em 2013

objetivo é que o sistema passe a operar com um modelo de custo. Economia – Com a decisão, um cliente que gaste em média R$ 55 em sua conta mensal de telefone fixo passará a pagar R$ 49. A redução vale para Oi, Telefônica, CTBC, Embratel e Sercomtel, concessionárias que atuam em todo o País. De acordo com a Anatel, a economia para o consumidor nas chamadas entre fixo e móvel deve alcançar o montante de R$ 2,1 bilhões. Como a telefonia fixa funciona sob regime de concessão, a economia das empresas é obrigatoriamente repassada ao consumidor. Já a tarifa de interconexão entre celulares de empresas diferentes não pode ser reduzida dessa forma, embora a Anatel espere que isso também ocorra, devido à competição no mercado. Essa é uma das principais razões que explica o chamado "efeito-clube" das operadoras de celular. Quando a ligação é feita entre celulares da mesma companhia, a tarifa não é cobrada. A redução não valerá para telefones fixos de operadoras de TV por assinatura. (AE)

vo no próximo ano é adotar o sistema de franquias. "Iniciamos nosso negócio com o Sebrae-SP e pretendemos ter a sua orientação para implantar a expansão por meio de franquias", diz a gerente Claudia Sinigalia. Tecnologia – Para quem pretende aperfeiçoar e atualizar seu micro ou pequeno negócio, a empresa Número Mágico apresenta na feira serviços de atendimento telefônico com um número exclusivo que tem o objetivo de receber ligações e atender clientes e forn e c e d o re s c o m r a p i d e z e transmitir suas mensagens através de um sistema d e i n t e g r ação com a linha direta do e m p re e n d imento. Seu representante, Alessandro Borin, explicou que ela se responsabiliza por todo o processo de pré-atendimento e do retorno de pós-venda. Seu custo é de R$ 350 mensais para os que adquirirem o serviço por 24 horas e de R$ 250 para quem preferir o período das 8 horas às 18 horas de segunda a sexta-feira. "Para um lojista, o sistema funciona como um call center de um e-commerce", acrescentou.

O portal UOL mostra o UOL Host, formatado para abrigar lojas virtuais. De acordo com Rodrigo Bonazzi, executivo de e-commerce da empresa, o público que visita o estande durante a feira é o empreendedor que está iniciando suas atividades, mas está consciente de que precisa de uma plataforma de comércio virtual. A empresa atende também aquele que iniciou este processo e deseja aperfeiçoá-lo. Público – Entre os visitantes da feira, o vendedor Sidnei Guarienti circulava pelos estandes à procura de ideias para realizar o sonho de montar um negócio próprio. Ele estava em busca de modelos de negócios mais tradicionais, mas se sentia desorientado. Ele quer mesmo empreender pois é a segunda vez que visita a feira. Já Eunice Mendes dos Santos, que possui um salão de beleza, visitou o evento com um objetivo bem específico, o de buscar qualificação e ideias para diferenciais que atraiam mais clientes. "Procuro orientação para gerir melhor o salão e novidades porque sei que preciso de reciclagem constante", conclui.

S ERVIÇO Feira do Empreendedor Expo Center Norte - Pavilhão Verde - São Paulo Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme Até hoje, das 13h às 21h - Entrada Franca

Melhorias e avanços tímidos Procon-SP analisa novas regras para consumidores e teles Fu n d a ç ã o Pro c o n - S P considera positiva a aprovação do "Regulamento Geral dos Direitos do Consumidor de Telecomunicações", pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas considera que os pontos divulgados até o momento "indicam melhorias e avanços que parecem tímidos". O órgão de defesa do consumidor informa que aguarda a publicação do regulamento para uma avaliação completa. Em comunicado, a Fundação Procon-SP informa que acompanhou e apresentou contribuições à Anatel no ano passado, "para que a regulação trouxesse efetivos avanços, extinguisse os conflitos das várias regras dos serviços de telecomunicações, além de unificar normas". O Conselho Diretor da Anatel aprovou na última quinta-feira, dia 20, o regulamento, em que uma das novidades é a possibilidade de realizar o cancelamento

A

dos contratos pela internet, sem a necessidade de falar com um atendente ou simplesmente digitando uma opção no menu na central de atendimento telefônico da prestadora. O cancelamento automático deverá ser processado pela operadora em, no máximo, dois dias úteis. O órgão considera importantes e positivas as previsões de cancelamento automático de serviços, a possibilidade do consumidor de acompanhar por meio eletrônico o uso dos serviços e reclamações e a obrigação da prestadora ressarcir valores se não houver resposta à contestação de cobrança. Porém, informa que causa preocupação a situação dos usuários de celular pré-pago, maioria da população. "Embora o Procon-SP discorde do prazo de validade, entendemos que a validade mínima de 30 dias precisa ser acompanhada de preços acessíveis e sem qualquer retrocesso, como a não revalidação de créditos vencidos

quando houver nova recarga." Conforme o novo regulamento, sempre que o consumidor questionar o valor ou o motivo de uma cobrança, a empresa terá 30 dias para responder. Se não cumprir tal prazo, a prestadora deve automaticamente corrigir a fatura (caso ela ainda não tenha sido paga) ou devolver em dobro o valor questionado (caso a fatura já tenha sido paga). Outro ponto do regulamento é que se a ligação cair no call center, a operadora deve retornar para o consumidor. O Procon-SP julga que a regra deverá ser atrelada a "autonomia de solução e agilidade." Na venda de pacotes a comparação entre as ofertas e a rescisão parcial de contratos conjuntos também a fundação espera que a norma reflita o "efetivo direito de escolha do consumidor". A Anatel vai determinar ainda que as promoções passem a valer para todos os assinantes. (AE)


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Uma redução de consumo voluntária não afetaria a vida das famílias Carlos Ribeiro, presidente da ABCE.

Cosan quer associação com a ALL Negócio seria feito pela subsidiária Rumo Logística e criaria uma gigante do setor de transportes, com valor aproximado de R$ 11 bilhões. Divulgação

Logística, subsidiária da Cosan, fez uma proposta para se unir à ALL, para criar uma gigante do setor de transportes no Brasil com valor de quase R$ 11 bilhões, unindo seus oito terminais de transbordo e um portuário em Santos (SP) aos 13 mil quilômetros de ferrovias da ALL. Pela proposta, a Rumo incorporaria a totalidade das ações de emissão da ALL, ficando com 36,5% da companhia resultante da união, enquanto os demais 63,5% do capital caberiam aos sócios da ALL, segundo fato relevante divulgado pela Cosan. O Conselho de Administração da ALL avaliará a oferta em até 40 dias. Se aprovada, a operação será levada para assembleia de acionistas. A operação, se confirmada, colocaria fim a uma disputa judicial entre as empresas. A Rumo acusa a ALL de não cumprir volumes de transporte contratados. Acordo firmado entre ambas em 2009 estabelecia que a ALL transportaria açúcar a granel e outros derivados para a Cosan e, em contrapartida, receberia investimentos em sua malha ferroviária. Já a ALL garantiria o transporte de um volume mínimo por mês a partir do quarto ano do contrato, além de oferecer tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário. Ainda que os atuais sócios da ALL devam ficar com mais de 60% do capital da nova empresa, será a Cosan quem indicará a maioria dos membros do Conselho de Administração e o prêmio de preço no negócio é atribuído à ALL, dois indicativos de que será a Cosan quem dará as cartas na companhia resultante da união. Investimentos – Questionado por analistas se a Cosan aportaria recursos na nova

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A ALL tem 13 mil quilômetros de ferrovias; desde 2009 tem contrato para transportar açúcar a granel e outros derivados para a Cosan e, em contrapartida, receber investimentos. empresa, o presidente da companhia, Marcos Lutz, nãorespondeu diretamente, afirmando que a nova empresa terá uma forte geração de caixa “e pode levantar recursos no mercado, se necessário". Já o diretor vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Marcelo Martins, disse que um aumento de capital por meio de

um aporte dos atuais acionistas da ALL e da Rumo é a primeira opção. "A ideia não é trazer um novo investidor, estaremos juntos dos acionistas atuais, que têm capacidade de aumentar o capital, se necessário, porque são acionistas fortes", afirmou. Não descartou, porém, a futura entrada de um investidor estratégico na nova companhia;

A capitalização através de financiamentos com bancos de fomento, como o próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), maior acionista da ALL, também é considerada por Martins, pois o banco tem apoiado fortemente os projetos de infraestrutura no País. O executivo reiterou que a companhia não tem intenção

de negociar a proposta feita ontem aos acionistas da ALL: "A proposta que temos é só essa e nenhuma outra". A Cosan também anunciou uma reorganização societária com a criação da Cosan Logística e da Cosan Energia, empresas que deverão abrir capital no Novo Mercado da Bovespa. Segundo fato relevante, a Cosan Logística será respon-

Safra de cana encolhe, segundo a Copersucar.

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quase 600 milhões de toneladas. O número indica também forte queda ante a previsão anterior de uma safra de 610 milhões de toneladas, para a temporada que começa a ser colhida oficialmente em abril. Os preços do açúcar bruto em Nova York subiam mais de 4% na tarde de ontem, por preocupações com a safra brasileira. A Unica, associação que reúne as principais empresas do setor sucroenergético,

avaliou na semana passada que a nova safra deve ficar estável ante a temporada 2013/14, quando foram processadas 596 milhões de toneladas, devido à seca que reduziu o potencial de crescimento de moagem. Em relação ao açúcar, a Copersucar reduziu sua previsão para a nova safra a 32 milhões de toneladas, ante 35 milhões da previsão anterior. A produção de etanol deve ficar em 25,4 bilhões de litros em 2014/15, ante estimativa de 26,4 bilhões de litros. (Reuters)

US$ 10 bilhões na "ecoimaginação"

Com seca e pelo calor intenso, caem as estimativas.

Antes de racionar energia, racionalizar. edidas para incentivar a redução "voluntária" do consumo de energia elétrica já deveriam ter sido adotadas como forma de diminuir os riscos de racionamento de energia, defendeu o presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Carlos Ribeiro, ex-diretor no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo ele, mesmo que as represas das hidrelétricas cheguem no final de abril aos níveis que o ONS diz serem seguros, tende a haver preocupação novamente sobre o próximo período de chuvas. "Não é hora de decretar racionamento de forma nenhuma, mas continua sendo importante que haja uma campanha de conscientização para que o uso da eletricidade seja mais racional... Uma redução de consumo que fosse voluntária não afetaria de maneira nenhuma a vida das famílias", disse. Os reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste/Centro Oeste – os principais para abaste-

Nathi Beserra/Estadão Conteúdo

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Reservatórios só estão se recuperando no Nordeste e no Norte, do fim de dezembro de 2013 para cá.

General Electric quer intensificar pesquisas em projetos energéticos complexos como extração de gás de xisto sem água e eficiência de turbinas a gás. O presidenteexecutivo da companhia, Jeff Immelt, deve anunciar brevemente que estarão reservados mais de US$ 10 bilhões até 2020 para essas pesquisas, no que chama orçamento de "ecoimaginação". O orçamento de pesquisa mostra quão dependente a GE se tornou da indústria de energia, sua área com crescimento mais rápido, ao passo que busca se tornar uma fornecedora dominante de equipamento e serviços para companhias de petróleo, gás natural e fontes alternativas, num momento que os Estados Unidos passam por um boom energético sem precedentes. Mesmo sem detalhar sobre quanto planeja gastar em seu orçamento principal de capital nos anos futuros, o novo compromisso da GE dá a investidores uma pista sobre quais serão as prioridades da companhia na próxima década. O projeto "ecoimaginação", formado em 2005 para focar de maneira ampla a sustentabilidade e outras questões ambientais e que já custou por volta de US$ 15 bilhões, deveria acabar no ano que vem. Os executivos estenderam o programa até 2020 com os US$ 10 bilhões adicionais. Embora os objetivos gerais do projeto permaneçam, uma porcentagem maior dos recursos será direcionada a projetos relacionados a energia, um reconhecimento de onde Immelt e outros executivos veem o futuro da companhia fundada por Thomas Edison em 1892. (Reuters)

A Edson Silva/Folhapress

safra de cana-deaçúcar do CentroSul do Brasil em 2014/15, afetada pela seca e pelo calor intenso em janeiro, foi estimada em 570 milhões de toneladas, anunciou ontem a Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do mundo. A estimativa indica uma queda na comparação com a moagem de cana registrada na temporada anterior (2013/14), quando usinas da principal região produtora do Brasil moeram

sável pelo investimento na Rumo. A Cosan Energia, por sua vez, será o guarda-chuva para abrigar os investimentos na Raízen, Comgás, Cosan Lubrificantes e Radar. Em açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, a Cosan atua na Raízen, uma joint venture com a Shell no setor de sucroenergético que é a maior do setor no Brasil. (Agências)

cimento do País – e os do Sul estão em níveis baixos, próximos dos registrados antes do racionamento de 2001 e continuam caindo. No Nordeste, houve recuperação desde o início do ano, passando de 33,81% no fim de dezembro para 42,39% hoje. Já no Norte, os reservatórios estão a 80,21% e subindo, ante 46,19% ao final do ano passado. O diretor geral do ONS, Hermes Chipp, disse na semana passada que os reservatórios das hidrelétricas no Sudeste/CentroOeste têm que chegar a 43% de armazenamento no fim de abril para garantir o fornecimento de energia adequado ao longo do período seco, que vai de maio a novembro. Esse nível poderá ser alcançado, segundo ele, caso chova em março e abril o equivalente a 76% da média histórica para estes meses. Ribeiro também avalia que atingindo essa meta, o atendimento ao mercado consumidor de eletricidade em 2014 fica garantido, considerando também forte a geração de energia vindo de usinas termelétricas. Mas no próximo pe-

ríodo chuvoso, as preocupações devem voltar a ocorrer. O presidente da ABCE, que também atua na área de Operação na Cteep, considera correto aguardar o fim da estação chuvosa, que pode se estender até abril, para que o governo federal decida sobre a necessidade de decretar formalmente um racionamento de energia. Mas sugere que devem ser tomadas medidas que incentivem o consumo de energia sem desperdícios. A aplicação das bandeiras tarifárias, por exemplo, que deveria começar a valer em janeiro deste ano, mas foi adiada para início de 2015, seria uma delas. De acordo com a medida, os consumidores teriam uma sinalização na fatura corrente de energia sobre o aumento ou queda no custo no mês seguinte, repassando mensalmente para a conta de luz os gastos com geração termelétrica. Em janeiro e início de fevereiro, o sistema elétrico como um todo e as diversas regiões do País separadamente bateram recordes consecutivos de demanda máxima de energia. (Reuters)


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A arrecadação no Brasil é como uma espiral: é imposto sobre imposto sobre imposto. Rogério Amato, da ACSP/Facesp.

Impostômetro chega aos R$ 300 bi Esse é o valor pago em impostos, taxas e contribuições por todos os brasileiros este ano. Em 2013, marca foi atingida somente em 8 de março. Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vai chegar à marca de R$ 300 bilhões às 14 horas de hoje. Esse é o valor pago em impostos, taxas e contribuições por todos os brasileiros neste ano. Em 2013, os R$ 300 bilhões foram atingidos somente dia 8 de março. Isto quer dizer que a carga tributária continua a aumentar. Diante disso, o presidente Rogério Amato, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), destaca a necessidade de redução da carga tributária e, também, de simplificação do sistema. “A arrecadação no Brasil é como uma espiral: é imposto sobre imposto sobre imposto. Precisamos, com urgência, de um processo de simplificação tributária, para que a cobrança fi-

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Precisamente às 20h30 de ontem, o placar ultrapassava o patamar dos R$ 297 bilhões. que clara. Isso precisa ser feito com racionalidade”, afirma Amato. Viagem de Carnaval - Nem na hora de embarcar para a folia o brasileiro vai escapar da alta carga tributária. Do preço da hospedagem em hotel, 29,56% são de impostos. Para trocar o pneu do carro e garantir uma viagem tranquila, são 35,72%. Já o folião que prefere os pacotes que, além do hotel, incluem o ingresso e o transporte para o desfile,

Atlantica Auto Posto e Conveniencia Ltda, torna público que requereu da Cetesb a Renovação Licença de Operação para Comércio Verejista de Combustiveis e Lubrificantes, sito à Av. General Olimpio da Silveira, 309 - Sta Cecília - São Paulo - SP.

SERCONMAQ – ASSISTÊNCIA TÉCNICA LTDA. – ME, CNPJ 12.394.333/0001-21, CCM nº 4.121.729-2, comunica o extravio do Livro Fiscal Mod. 57 e Notas Fiscais Serviço Série “A’’ nº 218, nº 220 ao 229, nº 231 ao 236.

vai pagar 36,28% de imposto. E para quem tem bichinho de estimação e não terá condição de levá-lo, hotéis para animais são a melhor opção. A hospedagem pet tem 26,86% de imposto. Os dados são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), que abastece o Impostômetro. Localizado na Rua Boa Vista, centro da capital paulista, o Impostômetro aponta o valor total de impostos destina-

dos à União, aos estados e aos municípios. Pelo portal www.impostometro.com.br, é possível descobrir o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado. Por exemplo, quantas cestas básicas é possível fornecer, quantos postos de saúde podem ser construídos. O portal também permite levantar os valores que as populações de cada estado e município brasileiro pagaram em tributos.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: ERRATA Ref.: Pregão Eletrônico nº 56/00002/14/05. Objeto: CONTRATAÇÃO DO DIREITO DE USO, NÃO EXCLUSIVO, DE LICENÇAS DE SOFTWARE E SERVIÇOS DE SUPORTE TÉCNICO E ADMINISTRAÇÃO DO AMBIENTE, DE TREINAMENTO PRESENCIAL E À DISTÂNCIA. Na Publicação do Diário do Comércio - Seção Economia/Legais, do dia 14/02/2014, página 21, onde se lê: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 56/00002/13/05; Leia-se: Pregão Eletrônico de Registro de Preços nº 56/00002/14/05.

Outback Steakhouse Restaurantes Brasil S.A.

Itautec S.A. - Grupo Itautec CNPJ 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta NIRE 35300109180 CERTIDÃO - JUNTA COMERCIAL - AGE de 14.01.2014 “JUCESP sob nº 75.764/14-3, em 18.02.2014. (a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.”

PREFEITURA MUNICIPAL DE ALUMÍNIO/SP PREGÃO PRESENCIAL N° 03/2014 - PROC. N° 04/2014 OBJETO: Serv. de retífica completa em motores dos veículos da frota municipal. Tipo: menor preço - Encerramento: 12/ 03/2013, às 9h30. O edital encontra-se disponível no site: www.aluminio.sp.gov.br ou no Paço Municipal, à Av. Antônio de Castro Figueirôa, 100, Alumínio/SP sob custas de R$ 14,40. Informações (11) 4715-5500- ramal 5314. Kátia Alves Leal - Pregoeira. PREGÃO PRESENCIAL N° 04/2014 - PROC. N° 05/2014 OBJETO: Aquisição de um caminhão basculante trucado com caçamba de 10 m3. Tipo: menor preço - Encerramento: 13/ 03/2013, às 9h30. O edital encontra-se disponível no site: www.aluminio.sp.gov.br ou no Paço Municipal, à Av. Antônio de Castro Figueirôa, 100, Alumínio/SP sob custas de R$ 15,20. Informações (11) 4715-5500- ramal 5314. Kátia Alves Leal - Pregoeira.

NEWDROP QUIMICA LTDA. CNPJ 10.287.484/0001-55 - NIRE 35.222.287.194 Extrato da Ata de Reunião de Sócios realizada em 23/12/2013 Aos 23/12/2013, 14hs, na sede da sociedade.Presença:Totalidade do capital social. Mesa: Presidente:Rogerio Camara.Secretário: Augusto Renato Aguiar Milani.Deliberações: Aprovada a redução de capital social em R$ 3.918.530,81 (três milhões, novecentos e dezoito mil, quinhentos e trinta reais e oitenta e um centavos), conforme artigo 1.082, II, do Código Civil.De acordo com o art.1.084, § 1º do Código Civil, referente absorção de prejuízos acumulados é de R$ 5.246.406,01 (cinco milhões, duzentos e quarenta e seis mil, quatrocentos e seis reais e um centavo) referente a capital considerado excessivo em relação ao seu objeto social, o arquivamento da Alteração Contratual se dará no prazo de 90 dias contados da publicação deste extrato. Encerramento: Nada mais, lavrou-se a ata.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO Nº 06/14 - PREGÃO Nº 03/14 Acha-se aberto, na Prefeitura do Município de Castilho, o Processo Licitatório 06/14, na modalidade de Pregão 03/14, na forma presencial, para a aquisição de 04 (quatro) colhedoras de forragens e 04 (quatro) carretas agrícolas. Data: 13 de março de 2014, às 09 horas. O edital, na íntegra, encontra-se à disposição dos interessados na Praça da Matriz, 247, Castilho. Informações complementares serão fornecidas pelo telefone (18) 3741-9000, ramal 9034 e pelo e-mail: licitacoescastilho@starsnet.com.br. A Debitar (25.02.14).

CNPJ/MF nº 17.261.661/0001-73 Assembleia Geral Extraordinária - Edital de Convocação A Outback S.A. (“Outback” ou “Companhia”), convoca os senhores Acionistas da Companhia, na forma prevista no Artigo 124 da lei nº 6.404/76, para se reunirem em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 06 de março de 2014, às 10:00 horas, na sede da Companhia, localizada na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Dr. Chucri Zaidan, 80, 8º andar, conj. 8, CEP 04583-110, Vila Cordeiro, para deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: (I) criação de novas classes de ações preferenciais, de acordo com o plano de expansão da Companhia; e (ii) aumento do capital social, mediante a emissão de novas ações preferenciais. Instruções Gerais: 1. Os documentos pertinentes às matérias a serem debatidas na Assembleia encontram-se à disposição dos acionistas, a partir desta data, na sede da Companhia. 2. O acionista que desejar ser representado por procurador, constituído na forma do Artigo 126, §1º, da Lei nº 6.404/76, deverá depositar o respectivo mandato na sede da Companhia, até 24 (vinte e quatro) horas antes da realização da Assembleia Geral. São Paulo, 24 de fevereiro de 2014. Silvio Jose Bandini - Conselheiro e Diretor. (25-26-27)

Alexandre Massola Tavares, torna público que recebeu da Cetesb a Licença Prévia n30002251 e requereu a licença de instalação, para Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes, sito à Rua Moacir Dantas Itapicuru, 53 B - São Miguel/SP

JULIÃO COMÉRCIO DE EMBALAGENS LTDA. ME torna público que requereu na CETESB a Licença Prévia para reciclagem e/ou recuperação de sucatas, não metálicos, sito à Rua Eugênia Sá Vitale, 800 - Vila Santa Luzia - CEP 09665-000 - São Bernardo do Campo/SP.

GRANCOOPER COOPERATIVA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS DE EVENTOS E SIMILARES DO ESTADO DE SÃO PAULO - CNPJ 08.322.636/0001-61 e NIRE 35400096365 - Edital de Convocação - Assembleia Geral Ordinária. - O Presidente do Conselho de Administração da – COOPERATIVA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS DE EVENTOS E SIMILARES DO ESTADO DE SÃO PAULO convoca os seus associados para participarem da Assembleia Geral Ordinária, que se realizará na Rua Caio Prado, 267, Consolação, de São Paulo, no dia 28 de março de 2014 obedecendo aos seguintes horários e quórum para sua instalação, cumprindo o que determina a Lei 12690/12 e o Estatuto Social: 1) em primeira convocação às 09h00, com a presença de 2/3 do número total dos associados; 2) em segunda convocação às 10h00, com a presença de metade mais um do número de associados; 3) em terceira e última convocação às 11h00, com a presença de 50 (cinquenta) sócios ou, no mínimo, 20% (vinte por cento) do total de sócios, prevalecendo o menor número: a) Eleição dos Membros do Conselho Fiscal e do Conselho de Administração, b) Deliberação sobre a Prestação de Contas do exercício anterior compreendendo: Balanço Geral, Demonstrativo da Conta de Sobra ou Perdas e Parecer do Conselho Fiscal, c) Destinação das sobras ou rateio das perdas do exercício, d) Outros assuntos de interesse geral. São Paulo, 26 de fevereiro de 2014. Clelder Prospero Ferrari Neto - Presidente do Conselho de Administração.

Rádio Panamericana S.A.

CNPJ 60.628.922/0001-70 - NIRE 35300029763 - Companhia Fechada Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária - Convocação São convocados os senhores acionistas da Rádio Panamericana S.A. para a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária a se realizar no dia 28 de fevereiro de 2014, às 11:00 horas, na sede social da Companhia, na Avenida Paulista, 807, 24º andar, São Paulo/SP, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: i) nomeação de novo Diretor-Presidente; ii) Alteração do estatuto social, com finalidade de refletir as deliberações acerca do cargo de Diretor-Presidente e de também refletir as alterações da Lei nº 12.872, de 24.10.2013, no Art. 38, alíneas “b” e c”, da Lei nº 4.117, de 27.8.1962, o qual trata dos requisitos a serem observados nas concessões, permissões ou autorizações para explorar serviços de radiodifusão. São Paulo, 20 de fevereiro de 2014. Antonio Augusto Amaral de Carvalho - Diretor-Presidente. (21, 24 e 25)

Prefeitura Municipal de São Sebastião da Grama TOMADA DE PREÇOS nº 02/14 José Francisco Martha, Prefeito Municipal de São Sebastião da Grama, torna público que se acha aberto procedimento licitatório, na modalidade de Tomada de Preços, com encerramento no dia 11/03/2014, às 15:00 horas, tendo como objetivo a contratação de empresa na área de engenharia incluindo mão de obra, materiais e disponibilização de equipamentos necessários para Reforma e Ampliação do Centro de Saúde Antônio Anadão. O edital está disponível no site www.ssgrama.sp.gov.br para download. Maiores informações poderão ser obtidas pelo Tel. (0XX19) 3646 9951, ou pelo e-mail: licitacao@ssgrama.sp.gov.br ou licitacao2@ssgrama.sp.gov.br. São Sebastião da Grama, 21 de fevereiro de 2014. José Francisco Martha - Prefeito Municipal.

SCF COMPANHIA SECURITIZADORA DE CRÉDITOS FINANCEIROS (atual denominação da Libro Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros) CNPJ Nº 08.351.432/0001-59 – NIRE Nº 35300335309 Assembleia Geral Extraordinária realizada em 27 de Janeiro de 2014 Data, Horário e Local: Dia 27 de Janeiro de 2014, às 11:00 horas, na sede da Companhia na Rua Luís Coelho, Nº 320 - 7º andar, sala 86 – Bairro Consolação – na cidade e Estado de São Paulo, CEP 01309-000. Quorum de Instalação: Acionistas representando a totalidade do capital social. Mesa: José Manuel Marques Cruz – Presidente Maria Inês Carrara Marques Cruz – Secretária Convocação: Dispensada, tendo em vista a presença de acionistas titulares da totalidade do capital social. Deliberações: (Tomadas por unanimidade) Matérias Ordinárias: 1. Considerar sanada a falta de convocação, nos termos autorizados pelo parágrafo 4º, do art. 124, da Lei nº 6.404, de dezembro de 1976. 2. Aprovar, sem ressalvas, a redução do capital social da SCF Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, no valor de R$ 77.263.477,00 (setenta e sete milhões, duzentos e sessenta e três mil quatrocentos e setenta e sete reais), tendo em vista o montante significativo de prejuízos contábeis registrados até 25/01/2014, conforme demonstram os documentos contábeis anexos, com o cancelamento de 77.263.477 (setenta e sete milhões, duzentas e sessenta e três mil quatrocentos e setenta e sete) ações ordinárias representativas do capital social, que passa de R$ 121.128.168,00 (cento e vinte e um milhões, cento e vinte e oito mil e cento e sessenta e oito reais) para R$ 43.864.691,00 (quarenta e três milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil seiscentos e noventa e um reais). 3. Aprovar, sem ressalvas, a redução do capital social da SCF Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros no valor de R$ 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de reais), tendo em vista que o capital social da Sociedade foi julgado excessivo, com o cancelamento de 24.000.000 (vinte e quatro milhões) ações ordinárias representativas do capital social, que passa de R$ 43.864.691,00 (quarenta e três milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil seiscentos e noventa e um reais) para R$ 19.864.691,00 (dezenove milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil seiscentos e noventa e um reais). Dessa maneira, o Artigo 5º do Estatuto Social da SCF Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 5° - O capital social é de 19.864.691,00 (dezenove milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil seiscentos e noventa e um reais), dividido em 19.864.691 (dezenove milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil e seiscentos e noventa e uma) ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal. Cada ação ordinária dá direito a um voto nas deliberações da Assembleia Geral.” Encerramento: Lida e aprovada, foi a ata assinada pelos integrantes da mesa e por todos os presentes em livro próprio. A presente versão sumária é cópia fiel da ata da assembleia geral extraordinária da SCF Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, realizada no dia 27 de Janeiro de 2014, lavrada no próprio livro. São Paulo, 27 de Janeiro de 2014. Maria Inês Carrara Marques Cruz - Secretária.

SINDICATO DOS CONCESSIONÁRIOS E DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS NO ESTADO DE SÃO PAULO – SINCODIV EDITAL DE CONVOCAÇÃO – ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA No cumprimento de disposições estatutárias, convocamos as empresas associadas, quites e em condições de votar, para participarem da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se na sede social, na Avenida Indianópolis, 1.967, Planalto Paulista, na Capital do Estado de São Paulo, no dia 14 de março de 2014, às 10h00, em primeira convocação, ou, na falta de quórum, às 11h00, em segunda convocação, a fim de deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: a) Aprovação do Balanço Patrimonial anual do exercício de 2013, devidamente auditado e com o parecer do Conselho Fiscal. b) Assuntos Gerais. São Paulo, 25 de fevereiro 2014. Octavio Leite Vallejo Sincodiv SP

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO COMUNICADO DE REABERTURA EDITAL PREGÃO ELETRÔNICO Nº. 001/2014 PROCESSO N°. 3003/2013 OBJETO: Aquisição de conjunto gerador e dosador de solução oxidante a base de hipoclorito de sódio e sistema de fluoretação através de saturação, conforme edital. Em face alterações introduzidas no edital acima assinalado, comunicamos a prorrogação de abertura das propostas para às 09h00min do dia 13/03/2014 e o início da sessão de disputa às 14h00min do mesmo dia. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saaesaocarlos.com.br - opção licitações. João Carlos Ferreira - Pregoeiro São Carlos, 24 de fevereiro de 2014 Gerência de Finanças e Suprimentos.

SAX S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento CNPJ/MF nº 07.747.410/0001-40 - NIRE 35.300.326.849 Ata da Assembléia Geral Extraordinária Realizada em 20.12.2013 Dia, hora e local: Realizada no dia 20.12.2013, às 10hs, na sede social da Sax S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento (“Cia.”), em Barueri/SP, na Al. Tocantins, 280, sl. 05, Alphaville. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, nos termos do Art. 124, § 4º da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), tendo em vista a presença de acionista representante da totalidade do capital social da Cia., conforme assinatura constante do Livro de Registro de Presença de Acionistas. Mesa: Marcio Luiz Goldfarb – Presidente; Paulo Sérgio Borsatto – Secretário. A acionista da Cia., representando a totalidade do capital social, aceita que a mesa seja presidida pelo Sr. Marcio Luiz Goldfarb e secretariada pelo Sr. Paulo Sérgio Borsatto, em desrespeito ao disposto no art. 18 do estatuto social da Cia. em vigor, tendo em vista a inexistência de acionistas pessoas físicas que pudessem exercer as funções de presidente e secretário. Ordem do dia: Deliberar sobre: (i) aumento do capital social da Cia. e consequente alteração do caput do Art. 5º do Estatuto Social da Cia.; (ii) aprovação de distribuição de dividendos; e (iii) consolidação do Estatuto Social da Cia.. Deliberações: A acionista deliberou e aprovou, sem ressalvas, tendo em vista que o saldo das reservas de lucros ultrapassou o valor do capital social da Cia., e para atendimento ao disposto no art. 199 da Lei das Sociedades por Ações: (i) aumento do capital social da Cia., no valor total de R$ 7.157.991,33, mediante a capitalização de parte da reserva de lucros da Cia., conforme existentes nas demonstrações financeiras da Cia. levantadas em 30.06.2013, sem a emissão de ações, passando o capital social, portanto, de R$ 22.842.008,67 para R$ 30.000.000,00. Em decorrência da deliberação tomada no item (i) acima, o caput do Art. 5º do Estatuto Social da Cia. será alterado e passará a vigorar com a seguinte nova redação: “ART. 5º - O capital social é de R$ 30.000.000,00, dividido em 9.945.518 ações nominativas, sendo 4.972.759 ações ordinárias e 4.972.759 ações preferenciais, sem valor nominal.”; e (ii) a distribuição de dividendos intermediários à acionista, no valor total de R$ 36.097.943,54, à conta de lucros existentes na reserva de lucros da Cia., conforme verificados no balanço da Cia., levantado em 30.06.2013, a serem pagos ao único acionista da Cia. até o término do presente exercício, ou seja, 31.12.2013; bem como, (iii) a consolidação do Estatuto Social da Cia., que passa a vigorar nos termos do Anexo I à presente ata. Encerramento e Lavratura: Nada mais havendo a tratar, e como nenhum dos presentes quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos e suspensa a Assembleia, lavrando-se a presente ata, a qual foi lida, achada conforme, aprovada e assinada. Foi autorizada a lavratura da presente ata na forma sumária, nos termos do art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76. Assinaturas: Mesa: Marcio Luiz Goldfarb – Presidente e Paulo Sérgio Borsatto – Secretário. Acionista: Max Participações Ltda. (por Marcio Luiz Goldfarb e Paulo Sergio Borsatto). Barueri, 20.12.2013. Mesa: Marcio Luiz Goldfarb - Presidente; Paulo Sérgio Borsatto - Secretário. Acionista: Max Participações Ltda. - Por: Marcio Luiz Goldfarb e Paulo Sérgio Borsatto. JUCESP 71.691/14-5 em 14.02.2014. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ/SP

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ/SP

PREGÃO nº 12/14 A Prefeitura Municipal de Taubaté informa que se acha aberto pregão presencial 12/14, Registro de Preços para eventual aquisição de insumos de diabetes, por um período de 12 (doze) meses, com encerramento dia 12.03.14, às 08h30, junto ao respectivo Departamento de Compras. Maiores informações pelo telefone (0xx12) 3621.6023, ou à Praça Felix Guisard, 11 - 1º andar - centro, mesma localidade, das 08h às 12h e das 14h às 17h, sendo R$ 26,50 (Vinte e Seis Reais e Cinquenta Centavos) o custo do edital, para retirada na Prefeitura. O edital também estará disponível pelo site www.taubate.sp.gov.br. Taubaté/SP, 24 de fevereiro de 2014. José Bernardo Ortiz Monteiro Júnior - Prefeito Municipal

PREGÃO nº 23/14 A Prefeitura Municipal de Taubaté informa que se acha aberto pregão presencial 23/14, Contratação de empresa especializada em informática para o fornecimento de licenças de uso de uma solução de informática, destinada a atender demandas da Secretária Municipal de Saúde, abrangendo os serviços de instalação, treinamento, migração e carga de dados, customização, suporte técnico, manutenção corretivas e/ou de ordem legal, por um período de 12 (doze) meses prorrogáveis até o limite da Lei, com encerramento dia 12.03.14, às 14h30, junto ao respectivo Departamento de Compras. Maiores informações pelo telefone (0xx12) 3621.6023, ou à Praça Felix Guisard, 11 - 1º andar - centro, mesma localidade, das 08h às 12h e das 14h às 17h, sendo R$ 26,50 (Vinte e Seis Reais e Cinquenta Centavos) o custo do edital, para retirada na Prefeitura. O edital também estará disponível pelo site www.taubate.sp.gov.br. Taubaté, 24 de fevereiro de 2014. José Bernardo Ortiz Monteiro Júnior - Prefeito Municipal


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Viaje tranquilo. A mala vai chegar junto. Sistemas integrados começam a ser adotados em aeroportos, empresas de manejo no solo e companhias aéreas internacionais para monitorar bagagens e avisar aos viajantes onde elas se encontram. Barbara Oliveira uantas vezes o viajante chega ao aeroporto de destino e tem a desagradável surpresa de saber que sua mala seguiu caminho diferente? E quando um turista, distraído e cansado de longa viagem, não se dá conta de que pegou a bagagem de outra pessoa e só percebe isso quando chega em casa? Casos como esses, frequentes em grandes aeroportos, dão prejuízos em torno de US$ 2,5 bilhões ao ano às companhias aéreas em todo o mundo. Nada mais natural que a tecnologia – que já ajuda viajantes na compra de bilhetes online, no check in adiantado, na reserva de hotéis e no aluguel de carros pela internet – procurasse soluções para minimizar o desgaste provocado pela perda ou troca de volumes em aeroportos. Uma dessas soluções está sendo anunciada pela Amadeus, fornecedora global de plataformas e tecnologia para turismo e viagens, com sede na Espanha. A empresa acaba de fechar parceria com a Iceland Air, da Islândia, que atua na Europa, Estados Unidos e Canadá, para rastreamento de bagagens. Com o Amadeus Airport BRS (de Sistema de Reconciliação de Bagagem, na sigla em inglês) as empresas e responsáveis pela segurança das malas conseguem fazer, em tempo real, o carregamento automatizado, rastreamento e gerenciamento dos volumes dentro do aeroporto, tudo de forma integrada e gerenciado por uma plataforma automatizada.

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Controle manual O diretor de Marketing e Produtos da Amadeus, André Shirai, explica que o sistema será adotado em todos os voos da Iceland Air pelo mundo e controlado a partir do aeroporto internacional de Keflavik, o maior da Islândia, a 48 km da capital Reykjavík. Assim, haverá uma integração entre aeroporto, companhias aéreas e empresas terceirizadas que movimentam as malas fora do avião e nas esteiras. “A tecnologia de rastreamento automatizada é muito nova. Tudo ainda é manual, com mensagens digitadas pelos operadores para

Se ocorre perda, troca ou extravio, o passageiro não quer saber quem éo responsável: ele quer resolver o seu problema. ANDRÉ SHIRAI

gerenciar os caminhos das bagagens; por isso ocorrem tantas perdas e extravios”, diz Shirai. Quando o volume é despachado pelo viajante, ele entra numa esteira atrás do balcão do check in e a responsabilidade desse controle passa a ser dos aeroportos que contratam as terceirizadas de ground handling, ou seja, as que fazem o serviço de solo, como carregamento, descarregamento, reboque e até a limpeza de aeronaves. “Se ocorre perda, troca ou extravio de um volume o passageiro não quer saber de quem é a responsabilidade, ele quer resolver o seu problema”, diz Shirai. Assim, com a integração de tecnologias, os aeroportos e empresas terão condições de visualizar e rastrear o manuseio dos volumes embarcados e desembarcados do avião por meio de uma etiqueta com código de barras. Todos os dados desse rastreamento ficarão disponíveis numa interface amigável do Centro de Dados da Amadeus e acessados pelos operadores e clientes dessa plataforma em tempo real. A Unisys também lançou, no ano passado, uma versão nova de seu sistema de reconciliação de bagagem que ajuda o passageiro a controlar onde está sua mala, via aplicativo móvel para Android e iOS.

Quando integrado à plataforma de exibição de informações de voos dos aeroportos, o aplicativo informa quando e em qual esteira o volume vai rodar e se já pode ser retirado. O usuário é alertado pelo celular quando a bagagem for carregada na esteira. Essa operação é possível porque no check in cada unidade recebe um código de barras que é associado aos bilhetes de embarque. Pacotes turísticos A versão de reconciliação de bagagens da Unisys já foi adotada em 95% dos voos internacionais na Austrália, em 17 aeroportos e por 38 companhias da região ÁsiaPacífico. A ferramenta integra vários serviços das companhias aéreas dentro do aeroporto, facilitando também o controle de voos que estão chegando, qual a empresa e o número de passageiros, o que ajuda a programar a quantidade de bagagens. Todas as informações são atualizadas em tempo real. O monitoramento é feito desde que a mala é retirada da aeronave e sobre as que devem permanecer a bordo. Quando a bagagem é perdida, pode ser rastreada rapidamente e devolvida. Infelizmente, esses sistemas sofisticados ainda não foram adotados nos aeroportos brasileiros.

n LENOVO

Outra solução que usa um sistema inteligente para ajudar os viajantes que estão ingressando no mercado de turismo, especialmente a nova classe média, é a Extreme Search, da Amadeus, ferramenta com a qual agências de turismo podem montar pacotes para turistas que não têm ideia para onde ir. Segundo Shirai, no Brasil – e mundialmente – 70% das pessoas que procuram uma viagem de lazer não têm destino certo, por não ter experiência ou por preferir entregar a tarefa a agentes especializados. “São pessoas que só sabem o quanto podem gastar e o tempo disponível”. Com a Extreme Search, as empresas fazem uma busca no banco de dados da Amadeus (baseado na Alemanha) tendo como ponto de partida as informações mínimas fornecidas pelo cliente – praia, cidade ou campo, datas e valor que ele está disposto a gastar. “Os algoritmos calculam tudo e montam os pacotes ideais em questão de segundos”, informa o executivo. A base de mapas para a busca é o Google Maps. A primeira agência brasileira a adotar a Extreme Search foi a Milevo, há pouco mais de um ano. A Milevo funciona como um guia de viagens e filtra os destinos possíveis a partir do orçamento do cliente, número de viajantes, datas desejadas e ainda busca as menores tarifas para os próximos 12 meses. Depois disso, direciona o usuário para um site parceiro de vendas de passagens para o pagamento e parcelamento. Escolha de hotel – Se alguns turistas não sabem para onde ir, outros estão do lado oposto – consomem tecnologia, sabem exatamente o que querem, se informam pela internet e definem a escolha da hospedagem a partir de exaustivas pesquisas em sites, e, principalmente, por avaliações feitas por outros usuários. Um estudo independente realizado com 12 mil entrevistados pela PhoCusWright, no final do ano passado, foi encomendado pelo maior site de viagens da Web, o TripAdvisor. A pesquisa concluiu que 80% dos viajantes do mundo leem entre seis a doze avaliações antes de tomar qualquer decisão sobre o hotel onde vão ficar. Entre os brasileiros, 43% pesquisam até doze avaliações de outros viajantes. Para a escolha de restaurantes e atrações locais, o comportamento é igual: um em cada cinco turistas lê pelo menos onze comentários para se decidir. O diretor Online e de TI, d a A m a d e u s , Lu d o Verheggen, observa que uma das tendências mais significativas no mercado de turismo da era digital é o crescimento do F-factor: F de friends (amigos), Fans ( f ã s ) e F o llowers (seguidores), ou seja, a comunidade online influencia muito as decisões de compra dos consumidores. Nos Estados Unidos, 70% dos compradores da Web olham a opinião dos outros antes de comprar.

S ERVIÇO www.amadeus.com www.tripadvisor.com

Ampliada a produção da fábrica brasileira

A

Lenovo, que no final do ano passado conquistou a liderança do mercado de PCs no Brasil e montou uma fábrica em Itu, interior de São Paulo, está ampliando sua linha voltada ao segmento corporativo e de pequenas e médias empresas com a produção dos primeiros servidores e estações de trabalho da linha Think. Com a nova linha, a fabricante chinesa passa a oferecer equipamentos e ser viços para todos os tipos de demandas: consumo – notebo oks, tablets e celulares (alguns modelos também passarão a ser produzidos e/ou montados aqui), empresarial (portáteis, workstations e servidores) e softwares –desenvolvidos no centro de pesquisas da Lenovo em parceria com a Unicamp, de Campinas. “Agora podemos produzir aqui qualquer produto feito no resto do mundo, contamos com estrutura e logística para isso”, observa Juarez Bertholdo, diretor-comercial da Lenovo no Brasil. Em Itu, por

enquanto, são produzidos desktops, notebooks (das famílias Ideae Think) e PCs All-In-One. Mas ainda neste ano a empresa pretende fabricar outros itens da linha consumer, como os ultrabooks Yoga (foto) e o Z400 Touch. Não foi tomada ainda a decisão sobre a fabricação local dos celulares Le n ovo K 9 0 0 e V i b e, l a n ç a d o s recentemente lá fora. Cerca de 90% das peças dos produtos locais são trazidas da China. Mas 10% delas – placas-mães, discos rígidos, memória e placas de comunicação wireless – são fabricadas na unidade de Manaus, onde está localizada a CCE, adquirida pela Lenovo há pouco mais de um ano. Tais componentes são trazidos para Itu para montagem dos computadores em cumprimento ao Processo Produtivo Básico (PPB) e para garantir incentivos de produção local. A fábrica de Itu, inaugurada em dezembro de 2012, tem capacidade para produzir até 200 mil unidades mensais, mas por enquanto opera metade desse volume. A fábrica emprega 750 pessoas e já produziu 800 mil máquinas até dezembro do ano passado. O parque industrial também dispõe de uma central de reparos para atender devoluções pelo varejo de aparelhos que apresentaram falhas e outros que estão em uso pelo consumidor e apresentam defeitos. Mais de 90% das peças que chegam à central de reparos são tablets, smartphones e TVs da marca CCE, e apenas 1% são produtos Lenovo. A gigante chinesa detém 18,6% do mercado de PCs no País e também é líder no mundo com outros 17,1% (acaba de ultrapassar a HP global). Depois da IBM (em nível mundial) e da CCE, no Brasil, a Lenovo anunciou, há poucas semanas, a compra da divisão de celulares da Motorola que pertencia ao Google. A empresa foi fundada em 1984 na China e hoje tem fábricas também nos Estados Unidos, México, Índia e Brasil e vale US$ 34 bilhões. (B.O.)

Diário do Comércio  

Ano 90 - Nº 24.070 - Terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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