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Empresas que mais se destacaram

DIGESTO ECONÔMICO - BALANÇO ANUAL - MELHORES DOS MAIORES 2012


Melhores dos maiores CARTA AO LEITOR

O

número especial da revista DIGESTO ECONÔMICO, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), sobre os Melhores dos Maiores mostra que as empresas brasileiras enfrentaram um difícil 2011, uma vez que a economia, que teve um desempenho bastante expressivo em 2010, sofreu forte desaceleração no segundo semestre do ano. Felizmente, a agropecuária continuou não apenas a atender ao mercado interno, como a gerar volume substancial de divisas através das exportações, e o consumo doméstico se manteve graças ao aumento do emprego, da renda e da oferta de crédito. O setor privado demonstrou mais uma vez sua capacidade de atuação em ambiente adverso, seja pelas incertezas da crise internacional ou pela desaceleração interna, mas a indústria vem sendo duramente afetada pelo “custo Brasil”, que reduz as condições das empresas brasileiras de competir, tanto interna como externamente, com concorrentes de países que oferecem condições muito mais favoráveis para a produção. Embora não se possa esperar um desempenho melhor da economia em termos de crescimento em 2012, seria pelo menos necessário que se aproveitasse o resto do ano para avançar em medidas que contribuam para a redução do “custo Brasil”, criando um ambiente mais favorável para a atividade empresarial. Com isso, as empresas, tanto as maiores, como as menores, promoverão uma taxa de crescimento compatível com as potencialidades do País.

Rogério Amato Presidente da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

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SUMÁRIO ECONOMIA 8 AEsgotada a fórmula que garantiu o crescimento por um decênio, o

País não consegue estabelecer uma política econômica consistente

Presidente Rogério Amato Superintendente Institucional Marcel Domingos Solimeo Superintendente de Comunicação Moisés Rabinovici Projeto Especial Balanço Anual Melhores dos Maiores 2012 que Empresas mais se m destacara

Edição Jaime Matos

Textos Amarilis Bertachini, Amundsen Limeira, Anderson Gurgel, Carlos Vieira, Denise Bueno, Gleise de Castro, Iolanda Nascimento, José Roberto Nassar (edição de textos), Klaus Kleber, Kleber de Almeida, Lívia Andrade, Lucia Rebouças, Luciano Feltrin, Luiz Sergio Guimarães, Luis Reina, Nelson Rocco, Ocimara Balmant, Paulo Bischof, Sérgio Jardim, Silvio Muto, Wagner Oliveira, Wellington Miyazaki

EMPRESAS 20 ASO excelente 2010 deixou marcas; agora, as empresas se

preparam para a retomada em 2013

30 AS 100 MAIORES POR REGIÃO 46 AS 100 MAIORES POR ORIGEM DO CAPITAL 54 PRÊMIO “BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012”

Preparação de textos e Revisão Mauro de Barros Diagramação e Arte Sandro Mantovani Infografia Denise Ayres de Souza Capa Ilustração/Corbis

Diretor Responsável João de Scantimburgo Editor Chefe José Guilherme Rodrigues Ferreira Editores Carlos Ossamu e Domingos Zamagna Chefia de Reportagem José Maria dos Santos Editor de Fotografia Alex Ribeiro Pesquisa de Imagem Mirian Pimentel Editor de Arte José Coelho Gerente Executiva e Comercial Sonia Oliveira (Tel. 11-3180-3029) soliveira@acsp.com.br Gerente de Operações Valter Pereira de Souza valter.pereira@dcomercio.com.br Impressão Log & Print Gráfica e Logística S.A. APOIO:

REDAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Boa Vista, 51, 6º andar CEP 01014-911 PABX (11) 3180-3197 REDAÇÃO (11) 3180-3070 FAX (11) 3180-3046 www.dcomercio.com.br

OS SETORES

AGRONEGÓCIO Agricultura .......................................... 72 Alimentos ............................................ 78 Bebidas e Fumo .................................. 86 Cana, Açúcar e Álcool ........................ 90 Cooperativas ...................................... 98 Pecuária ............................................ 100

COMÉRCIO Atacado ............................................ 112 Comércio Exterior .............................. 123 Distribuidores de Carros, Motos e Utilitários .............................. 129 Distribuidores de Veículos e Autopeças 136 Farmácias e Perfumarias .................... 140 Franquias .......................................... 146 Lojas de Departamentos e Eletrodomésticos, Roupas e Calçados 150 Supermercados ................................. 156 Varejo – Geral .................................. 173

INDÚSTRIA Autopeças ......................................... 184 Borracha ........................................... 187 Couro e Calçados ............................. 190 Eletrodomésticos ............................... 194 Equipamentos Elétricos ...................... 197 Farmacêutica .................................... 200 Higiene e Limpeza ............................. 204

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Madeira e Móveis ............................. 206 Material Eletrônico ............................ 210 Mecânica .......................................... 214 Metalurgia ........................................ 222 Mineração ........................................ 227 Minerais Não Metálicos ..................... 237 Papel e Celulose ............................... 242 Petróleo e Gás .................................. 249 Plásticos ............................................ 258 Química e Petroquímica .................... 262 Têxtil ................................................. 267 Veículos e Material de Transporte ....... 270

SERVIÇOS Comunicação ................................... 283 Construção ....................................... 300 Educação e Cultura .......................... 307 Energia Elétrica ................................. 314 Esportes e Entretenimento .................. 319 Informática e Tecnologia da Informação .................................. 346 Logística ............................................ 358 Saneamento ...................................... 363 Saúde e Assistência ........................... 373 Telecomunicações ............................. 379 Turismo e Alimentação ...................... 382

FINANÇAS Bancos .............................................. 398 Seguros ............................................. 407 Holdings ........................................... 412


As premiadas Companhias que recebem o troféu “Balanço Anual – Melhores dos Maiores 2012”

DIVULGAÇÃO/EMS

Líder do segmento dos genéricos, com capacidade de produzir anualmente quase meio bilhão de unidades de medicamentos de todas as modalidades, a EMS é homenageada com dois prêmios. É “A melhor do ano” e também o destaque na indústria em geral.

A Melhor do Ano Agronegócios e Alimentos Atacado Comércio Exterior Distribuidores de Carros, Motos e Utilitários Energia Elétrica Farmácias e Perfumarias Finanças Franquias Indústria em Geral

EMS 58 Cargill 68 BCR 120 Cotia Vitória 127 Servopa 133 Eletropaulo 297 Pague Menos 142 BTG Pactual 394 Arezzo 148 EMS 58

Lojas de Departamentos e Eletrodomésticos, Roupas e Calçados Metalurgia Mineração Outros Serviços Petróleo e Gás Química e Petroquímica Supermercados Telefonia Varejo – Geral Veículos e Autopeças

Renner 153 CSN 234 Vale 219 NET 280 Petrobras 246 Basf 254 Carrefour 170 Vivo 304 Fujioka 177 Iveco 274

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Rodrigo Leal/APPA

a economia

Nas vendas externas, o estímulo virá principalmente da alta, já em curso, das cotações dos produtos agrícolas

À procura de novo modelo Esgotada a fórmula que garantiu o crescimento por um decênio, o País não consegue estabelecer uma política econômica consistente Klaus Kleber Apesar da queda da taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano e da estabilização do câmbio em torno de R$ 2,00 depois de um

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longo período de acentuada sobrevalorização do real – duas das principais reivindicações dos empresários –, a economia brasileira parece estagnada, sendo a expectativa do mercado de que o Produto Interno Bruto (PIB) não cresça


mais de 1,73% neste ano. Assim, no entender do economista José Roberto Mendonça de Barros, 2012 seria um ano perdido. As projeções oficiais, em meados de agosto, também deram marcha a ré. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, insiste em que a economia brasileira está no caminho da retomada, mas a possibilidade de que o PIB cresça 3,5% ou 4% ficou para 2013. Pode ser que o PIB possa avançar mais rapidamente no segundo semestre, fechando o ano em torno de 2%, uma taxa bem inferior à de 2011 (2,79%), mas, apesar de tudo, um resultado razoável em face de uma conjuntura internacional extremamente desfavorável. Há um fato novo, porém, que pode impulsionar a economia brasileira mais do que preveem os mais pessimistas. Se isso ocorrer, não será por causa das exportações de produtos manufaturados, apesar de a indústria ter recentemente apresentado leves sinais de ativação. O estímulo às

vendas externas, com repercussões amplas sobre a economia, virá, principalmente, da alta, já em curso, das cotações dos produtos agrícolas, notadamente a soja, o milho, o algodão em pluma e o caroço, com reflexos sobre os preços das carnes de frango, bovina e suína. Isso poderá dar força ao produto agrícola, que teve uma expansão de 3,9% em 2011, bem abaixo da taxa relativa ao ano anterior (6,3%), mas que, no primeiro semestre deste ano, já avançou 4,9%. Os últimos dados permitem projetar um saldo comercial bem maior do que se estima atualmente, contribuindo para a melhoria das contas externas. É verdade que os resultados da balança comercial, de janeiro a julho, não parecem animadores, não passando o saldo no período de US$ 9,94 bilhões, 38,2% inferior ao obtido no mesmo período de 2011 (US$ 16,09 bilhões). As exportações caíram 1,7%, ficando em US$ 138,21 bilhões e as importações avançaram 3,1%, somando US$ 128,27 bilhões. Com base nestes números, o mercado projeta um saldo de US$ 18,50 bilhões ao fim de dezembro deste ano, 37,91% abaixo do resultado do ano passado (US$ 29,80 bilhões).

“MILAGRE” DO MILHO É inviável que o Brasil consiga um superávit igual ao de 2011, de US$ 29,8 bilhões, mas não chega a ser arriscado prever que, ao fim do

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A ECONOMIa

ano, o saldo possa bater em US$ 24 bilhões ou US$ 25 bilhões. Apesar da seca no Nordeste e regiões do Sul do País, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a safra de grãos em 2011/2012 será a maior da história, alcançando 163,3 milhões de toneladas, 2,1% superior à do ano passado. Enquanto isso ocorre aqui, o clima tem sido particularmente desastroso neste ano sobre a produção agrícola dos Estados Unidos e de vários outros países do Hemisfério Norte, que vêm sendo severamente atingidos pela estiagem e por uma forte onda de calor. A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO, na sigla em inglês) estima que a exportação brasileira de soja vai, pelo menos, igualar-se às vendas americanas do produto e, a partir de 2013/2014, o País deve superar os Estados Unidos como maior fornecedor de soja no mercado mundial. É medalha de ouro. Houve quebra na soja, mas as vendas exterFabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Expansão acelerada do crédito valeu um alerta por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI)

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a economia

nas do produto vão indo muito bem, tendo as exportações do complexo soja (grão, farelo, resíduos e óleo em bruto) rendido ao País US$ 18,968 bilhões no período janeiro-julho, ultrapassando a receita do minério de ferro (US$ 17,708 bilhões), que, isoladamente, lidera a pauta brasileira de exportações. Contudo, será o milho que vai chamar mais atenção, representando uma nova virada brasileira na área de grãos. Os produtores dos EUA do Corn Belt norte-americano, que esperavam uma safra recorde, vêm amargando grandes perdas, prevendo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos uma redução de 46 milhões de toneladas na colheita do cereal. Já o Brasil neste ano tem milho para dar às nossas galinhas e porcos e vender muito mais para o exterior. De acordo com estudo há pouco divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de milho da segunda safra, a chamada safrinha, indica um crescimento da produção de 60,9%, o equivalente a l3,08 milhões de toneladas a mais sobre a última safra, alcançando no total 34,57 milhões de toneladas. Estima-se a soma da produção anual (primeira e segunda safras) em 69,48 milhões de toneladas, um crescimento de 21% com relação à colheita anterior. Somente em julho, as vendas externas de milho cresceram 528% (1,7 milhão de toneladas), e a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) estima que o País poderá exportar 15 milhões de toneladas neste ano. Com os bons preços e os ganhos de produtividade obtidos na área do milho, o produto pode repetir o “milagre” da soja e se tornar um dos principais itens da pauta de exportação brasileira. Uma coisa é certa: o Brasil pode tomar o lugar dos Estados Unidos em muitos mercados e pode até mesmo exportar o cereal para o mercado americano. Acontece que 40% da produção de milho americana deve ser destinada à produção de etanol, o que abre ainda mais espaço para o Brasil no mercado internacional.

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Contudo, não serão a soja e o milho, junto com outros produtos agrícolas tradicionalmente exportados, que poderão, por si só, proporcionar um superávit mais robusto na balança comercial. A soja e o milho são os principais ingredientes das rações para frangos e a suinocultura vem demandando mais caroço de algodão, cuja produção cresceu 5,1% em 2011/2012 em relação à safra anterior. As exportações de carne de frango do Brasil, que caíram em relação ao ano anterior, podem vir a ter um novo impulso. Logicamente, os preços em alta da ração animal no mercado externo já estão afetando os custos internos para a produção de frango e da carne suína. Se isso é mau para o consumidor brasileiro, a receita em divisas pode crescer, em face da demanda internacional resultante do decréscimo da exportação americana, com reflexos sobre as cotações. Já com relação à carne bovina, que é menos dependente de rações, uma vez que a criação é extensiva em grande parte do Brasil, as vendas externas já chegaram perto de US$ 2,4 bilhões de janeiro a julho, um pequeno avanço (1,5%), mas significativo, com relação ao mesmo período de 2011 (US$ 2,3 bilhões). De outra parte, com a demanda interna fraca e com o dólar a R$ 2,00, os importadores já começam a se ressentir. Alguns deles estão até superestocados, principalmente de bens duráveis de consumo, inclusive automóveis. No entanto, as importações de gasolina vêm subindo astronomicamente (315% até maio), mas se pode esperar que as importações totais não apresentem uma taxa de crescimento superior a 3%. Se, ao fim do ano, elas ficarem em US$ 231 bilhões, como ocorreu nos últimos 12 meses terminados em junho, este pode ser considerado um bom resultado. Se as exportações chegarem a US$ 256 bilhões em 2012, o que não é nada absurdo, o saldo comercial poderá ser de US$ 25 bilhões.


CRÉDITO E CONSUMO É interessante notar que alguns analistas parecem ignorar até agora esta situação pelo ângulo das contas externas, preferindo focalizar o efeito da alta dos produtos agrícolas sobre a inflação. Na visão desses economistas, haveria um “choque agrícola” sobre os preços internos e, na realidade, o mercado, segundo o relatório Focus (de 24/8)) do Banco Central (BC), a inflação fecharia 2012 em 5,27%, não se esperando no mercado que recue para o centro da meta (4,5%) ao fim de dezembro deste ano. Isso, porém, não teve influência na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que trouxe a taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano, depois de nove cortes seguidos de 0,5%. Para

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Marcello Casal Jr./ABr

A ECONOMIa

A massa salarial cresceu 26,7% de junho de 2008 ao fim do primeiro semestre deste ano, de R$ 30,99 bilhões para R$ 39,27 bilhões

os monetaristas mais ferrenhos, a Selic já deveria ter estacionado em 8%, sendo que alguns recomendem uma elevação em 0,5% ou 1,0% até o fim de 2012. Esta reversão de curso é improvável, dado o empenho do governo em baixar o custo dos empréstimos, de modo a estimular o consumo, que tem como pilar central um aumento contínuo da massa salarial. Esta, que era de R$ 30,99 bilhões em junho de 2008, saltou para R$ 39,27 bilhões ao fim do primeiro semestre deste ano, com um crescimento de 26,7% em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em consequência, as vendas do comércio varejista têm tido um crescimento constante, não registrando nenhuma variação mensal


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a economia

negativa desde 2008. Há altos e baixos, tendo o pico ocorrido em 2008, com certo declínio em 2009, seguido de recuperação a partir de 2010. A variação acumulada das vendas do comércio varejista, em volume, em junho deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2011, foi de 9,5% e a receita nominal cresceu 12,8% no mesmo período, de acordo com os últimos números do IBGE. E, segundo alguns, a queda dos juros ainda não teve todo o impacto esperado. O avanço do consumo teve contrapartida na expansão do crédito como proporção do PIB. Em junho de 2008, as operações de crédito no País eram equivalentes a 40,84% do produto real, nível tido como elevado pelos padrões anteriores, embora ficasse muito abaixo do patamar dos países desenvolvidos. Em marcha batida, o total dos empréstimos bancários chegou a 45,37% em setembro de 2010 e atingiu 50,64% do PIB em julho de 2012, um ritmo tão rápido que levou a um alerta por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acabou por reconhecer, no entanto, a solidez do sistema bancário brasileiro. Merece destaque o crescimento do crédito habitacional, favorecido pela ênfase que o governo da presidente Dilma Rousseff vem dando ao programa Minha Casa, Minha Vida. O crédito à habitação, que não passava de um valor correspondente a 7,5% do PIB em dezembro de 2008, alcançou 14,35% do produto real ao fim de junho deste ano, ou seja, praticamente dobrou em quatro anos. Tal modelo, no entender de muitos, já estaria em via de esgotar-se. O sistema financeiro apertou a concessão do crédito ao consumidor, preocupado com as altas taxas de inadimplência, que baixaram em relação a boa parte de 2009, quando estiveram acima de 8% para a pessoa física (PF) e na faixa de 4% para a pessoa jurídica (PJ), em decorrência do endividamento excessivo das famílias. A taxa de inadimplência permanecia elevada em junho deste ano (7,6% para PF e 4% para PJ), de acordo com os dados do BC. A construção civil está também começando a desaquecer, configurando um cenário de estabilidade, mas continua absorvendo mão de obra. Em maio e junho deste ano foram criadas 23,7 mil novas vagas no setor (admissões menos demissões), de acordo com levantamento do

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Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP).

ÊNFASE NOS INVESTIMENTOS Seria necessário agora, na opinião de muitos analistas, que o governo passasse a dar muito mais ênfase à elevação dos investimentos e que reforçasse os estímulos à indústria, tão afetada pela competição externa. Os responsáveis pela política econômica têm-se mostrado sensíveis a esses reclamos e o País voltou à era dos pacotes, direcionados para a desoneração fiscal de alguns setores industriais e para a ativação dos investimentos em infraestrutura. No mais recente desses pacotes, baixado no dia 15 de agosto, o governo anunciou a transferência para a iniciativa privada de 7,5 mil quilômetros de rodovias, com novas regras para pedágio, e a construção ou modernização de dez mil quilômetros de linhas ferroviárias. Para tocar tais concessões estimam-se investimentos privados de R$ 133 bilhões nos próximos 25 anos, sendo que R$ 80 bilhões devem ser aplicados nos primeiros cinco anos. A constatação é de que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), herdado do governo Lula, além de não cumprir as metas previstas, é insuficiente para vencer os sérios desafios com que o País se defronta na área de infraestrutu-


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A ECONOMIa

ra e que é urgente uma participação mais efetiva do setor privado. Mas há quem considere que o governo parte de pressupostos equivocados. Em recente entrevista, o economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, disse considerar um retrocesso a política adotada pelo governo de concessão de incentivos fiscais, como redução do Imposto sobre Produtos Indus-trializados (IPI), a alguns setores industriais. “As pessoas acham que o investimento está fraco porque a indústria está fraca”, disse ele. “Mas foi justamente quando a indústria enfraqueceu que o investimento aumentou, entre 2005 e 2011, quando passou de 19% para 20% do PIB.” Nota-se que, pelas estatísticas do IBGE, a taxa de investimento nunca chegou realmente a 20%, atingindo o pico em 2010, quando foi de 19,48% do PIB. Esta taxa é estimada em 19,08% para este ano. Excessivamente tributada e com pouca flexibilidade para comprar insumos no exterior por causa da política de conteúdo nacional de equipamentos para a área de petróleo e outras em que o governo e as estatais estão investindo mais pesadamente, a indústria brasileira, na visão de Bacha, peca por falta de competitividade e por ser muito focada “nesse mercadinho interno que a gente tem, que é só 3% do PIB mundial”. Isso leva diretamente à discussão das medidas que o governo vem tomando com o objetivo de conter a desindustrialização. O raciocínio das autoridades, como tem deixado claro o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, é que cabe ao governo proteger o parque industrial do País,

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construído com sacrifícios nas décadas anteriores. Os mecanismos de defesa não se limitam a impor taxas mais elevadas para importação de veículos, partes, peças e componentes, mas inclui também a exigência de conteúdo nacional de 65% de equipamentos para as áreas mais dinâmicas da economia, como a de exploração de óleo e gás da camada do pré-sal. O Brasil é hoje exportador líquido de petróleo em bruto, exportando mais do que importa, e pode tornar-se um dos grandes players internacionais nesta área, e deveria proteger a sua indústria, sobretudo a de bens de capital. Com a base industrial que possui, o Brasil não poderia permitir que ela fosse minada por uma concorrência externa, muitas vezes predatória. É notório, no entanto, que os investimentos da Petrobras estão atrasados justamente por apego à política de conteúdo nacional. Há atraso flagrante na construção de petroleiros e de refinarias que deviam já estar prontas ou bem próximas disso, como a Abreu e Lima, em Pernambuco, e a do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). As refinarias “Premium”, que seriam construídas no Ceará e no Maranhão, foram para o limbo.

FASE DE TRANSIÇÃO Alguns afirmam que chegou a hora da verdade para a Petrobras, que apresentou um prejuízo recorde de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre deste ano, o primeiro resultado negativo da empresa em 13 anos. Em parte, o prejuízo pode ser atribuído à elevação da taxa de câmbio, sendo a estatal endividada em moeda estrangeira, mas a empresa tem outros problemas, como defasagem de


DIVULGAÇÃO/BM&FBOVESPA

preços internos dos combustíveis e atraso nos seus empreendimentos. A presidente da Petrobras, Maria da Graça Foster, não considera equivocada a exigência de que 65% dos equipamentos para sua área sejam produzidos no País. Ela raciocina que, com a maior proximidade com os fornecedores, que estão sendo capacitados para atender às encomendas da empresa, serão mais fáceis os entendimentos com eles, que poderão adaptar-se mais rapidamente às especificações técnicas requeridas pela companhia. Graça Foster, porém, defende claramente o reajuste dos preços dos combustíveis, e esta no Brasil hoje é uma questão político-econômica decisiva. Segundo o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, o reajuste deve ocorrer ainda em algum dos meses deste segundo semestre. Até agora, por temor de repercussões inflacionárias, o governo tem evitado repassar para o consumidor qualquer aumento dos preços da gasolina, reduzindo ou anulando a cobrança da Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto cobrado sobre a comercialização e importação de combustíveis, evitando repassar o aumento de custos para o consumidor. Ocorre que, com a redução da produção de etanol, como resultado da não renovação da lavoura canavieira, o consumo de gasolina só tende a subir com o acréscimo contínuo de veículos à frota nacional. Em síntese, o Brasil pode crescer mais que o esperado hoje pelo

Setores da indústria, afetada pela competição externa , têm sido o endereço de “pacotes”, direcionados para a desoneração fiscal

mercado, embora a taxa seja ainda baixa. Não por problemas externos, podendo o déficit em transações correntes ser inferior ao que o balanço de pagamentos apresentou nos últimos 12 meses findos em julho (US$ 51,8 bilhões), graças à esperada elevação do saldo comercial no segundo semestre e aos investimentos estrangeiros diretos (IED) continuarem em bom nível. Estes, com uma entrada de recursos de US$ 8,5 bilhões em julho, já somam US$ 38,1 bilhões nesta altura do ano. O País, contudo, atravessa uma difícil fase de transição, com baixo nível de investimentos, graves deficiências de infraestrutura, ameaça de alta da inflação, embora não desenfreada, e uma política econômica que procura ser mais pragmática, mas ainda não se livrou inteiramente de distorções do passado.

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Agilidade cai, n a O excelente 2010 deixou marcas; agora, as empresas se preparam para a retomada em 2013 JAIME MATOS

AS EMPRESAS

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rabalhar mais para ganhar menos é a equação que sintetiza como foi a vida para as companhias brasileiras no ano passado. Os resultados das 7.932 empresas não financeiras analisadas na presente edição refletem bem tal situação. A receita líquida do conjunto delas subiu de forma bem razoável – 12,16% na comparação à listagem do ano anterior. O comércio foi mais diligente em vender mais (20,9% sobre o ano interior), seguido pela indústria (15,3%), serviços (5,8%) e agronegócio (7,2%). Ou seja, todos os setores ficaram bem acima da taxa de expansão da economia como um todo, de 2,7%. Mas é a coluna do lucro líquido que reflete como o cotidiano corporativo ficou mais apertado. O total da coluna continua impressionante – R$ 197,6 bilhões – mas significa pouco progresso, em relação ao ano anterior – a variação foi de magros 2%. Quando são olhadas

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por ramo de atividade, nota-se que apenas as empresas do setor de serviços se saíram bem. O lucro delas, que se aproxima dos R$ 74 bilhões, superou o de 2010 em gordos 20,7%. O comércio, com R$ 5,7 bilhões, praticamente empatou o jogo, crescendo 0,87%. A indústria, responsável por mais da metade do lucro de todo o universo da amostragem, ou R$ 104,6 bilhões, viu cair o lucro em 7,3% na comparação com o exercício anterior. Mas o pior ficou com o agronegócio, que tem sido o pilar de sustentação dos superávits brasileiros no comércio exterior: uma perda de 27,8%, tendo caído o lucro de R$ 13,6 bilhões para R$ 9,8 bilhões. Ao final, dos 45 subsetores analisados, cinco tiveram prejuízos, três deles na indústria (Farmacêutica, Higiene e Limpeza e Papel e Celulose), um no agronegócio (Agricultura) e um em serviços (Esporte e Entretenimento). Neste ano de 2012 não se percebe, contudo, desânimo em qualquer um deles; ao contrário, as perspectivas mostradas


n a defesa do lucro sobre o desenrolar dos negócios são francamente otimistas.

poSIÇÕeS InVertIdAS O desenho geral é o que se sabe: as coisas foram, e continuam sendo, mais difíceis para quem exporta – exceção de commodities –, enquanto quem se volta ao mercado interno se sai melhor, embora não tão bem quanto no formidável 2010. A reiterada afirmação de que a crise internacional está afastada do País é uma verdade apenas em parte. Que o digam os exportadores que negociam com países da Europa – o continente onde está o olho do furacão. Visto regionalmente, o embarque de mercadorias brasileiras para compradores estrangeiros tem na Europa (incluindo a Oriental), a segunda maior freguesia (22,6%), superada pela Ásia (30%) – onde impera a China, que comprou daqui R$ 44 bilhões em 2011 – e quase colada à América Latina/Caribe (22,3%), Argentina à frente, com quase 10%. É natural, portanto, que enquanto dure a crise da Europa, irradiada para o resto do mundo, os exportadores permaneçam com o pé atrás. A entidade que os representa, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), está assim. Sabe-se com certeza que não será repetido neste ano o generoso saldo

comercial conseguido em 2011, de US$ 29,8 bilhões. As projeções giram de US$ 17 bilhões a US$ 20 bilhões, enquanto a entidade prevê um superávit bem mais baixo, de U$ 8 bilhões, devido à queda das exportações e ao aumento nas importações ainda positivo. Na outra ponta, as empresas voltadas a atender à demanda doméstica não tiveram más surpresas em 2011, simplesmente porque entraram no ano sabendo que não repetiriam o exercício anterior, quando as vendas do comércio aumentaram 10,9% e a produção industrial 10,5%. Naquele 2010 excepcional, o empreendedorismo nacional Empresas que esteve à altura: foi mais se destacaram registrado um saldo positivo de 262,7 mil no quesito “novas empresas”, isto é, foram abertas 999,1 mil firmas, enquanto 736,4 mil encerraram atividades, segundo divulgou em agosto deste ano o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A atividade intensa se refletiu na oferta de empregos: mais de 2,54 milhões de carteiras de trabalho foram assinadas em 2010, um recorde na série levantada desde 1992 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Dessa forma, foram invertidas algumas posições que outrora incomodavam o País. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa de desemprego brasileira, 5,7%, ficou

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 21


abaixo da mundial (6,2%) e da dos países ricos (8,8%); em 2007, as marcas eram, respectivamente, de 8,2%, 5,6% e 5,8%.

AS EMPRESAS

Suporte do consumo No ano passado, deu o esperado: o crescimento das vendas do comércio recuou, mas para ainda confortáveis 6,7%, em oposição à produção industrial, que desabou para débil 0,3% de expansão, registrando em dois trimestres (o segundo e o terceiro) resultados negativos. Naturalmente, a oferta de empregos recuou (23%), para um total de 1,94 milhão pelos números do Caged e a taxa de desemprego fechou nos 6%, segundo o IBGE, empatando com a taxa levantada pela OIT para o desemprego mundial. Neste cenário, as empresas viraram mais cautelosas a folhinha para 2012, comportandose de maneira inversa à do ano passado, iniciado com certo ímpeto – por inércia, ainda sob os efeitos da agitação de 2010 –, para esfriar na sequência. Agora, o que se nota são sinais de alguma retomada após um primeiro semestre de calmaria, retratada nas Contas Nacionais trimestrais divulgadas no último dia de agosto passado: crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no acumulado janeiro/junho, em relação a igual de 2011 e 0,4%, se comparados apenas os segundos trimestres. O agronegócio tem pela frente ótima perspectiva. A próxima safra quebrará o recorde do ano passado, de 163,3 milhões de toneladas de grãos, e os preços estão melhorando, especialmente o da soja e o do milho, pois a produção das lavouras dos Estados Unidos foi inferior ao esperado devido à seca nas regiões produtoras. Apesar de acumular uma perda de 3% no primeiro semestre nas contas do PIB, já mostrava certa reação, variando 4,9% positivos no segundo trimestre em comparação com o primeiro. Na indústria, onde também se via

resultado frustrante (-1,2% acumulado até junho), havia mostras de reação já em junho. Mas apenas em segmentos localizados, nota o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi): farmacêutico, aviões, automóveis e de produtos da linha branca. “Primeiros efeitos das várias medidas que o governo vem tomando para estimular a economia e, em particular, o setor industrial”, analisa a entidade. Retomada para valer, conformam-se os industriais, fica para 2013. O comércio, ao contrário, anda mais folgadamente. De janeiro a junho, o volume de vendas aumentava à taxa de 9,1%, mostrando que o consumidor brasileiro mantém a disposição de ir às compras. Esse apetite pode até aumentar com os juros mais camaradas e, nas vendas a prazo, desde que a oferta de crédito não sofra freada brusca, além da desaceleração que prevê o Banco Central: aumento de 15% do estoque total, ante 19% no ano passado. É bom que não baixe a inapetência nas famílias, pois foi o consumo delas que permitiu ao Brasil passar praticamente ileso da crise de 2008/2009 e tem garantido boa parte da expansão da economia. Em crescimento contínuo desde janeiro de 2004, a demanda doméstica acumula avanço no primeiro semestre de 2,5% ante a janeiro-junho de 2011. Não por acaso, é nela que o governo continua botando as fichas maiores. Ao analisar os resultados do PIB do segundo trimestre, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, baixou nota, destacando-a como “principal suporte da economia”. Disse Tombini: “Os sólidos fundamentos e um mercado interno robusto constituem um diferencial da economia. Mesmo diante do complexo ambiente internacional, as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo deste segundo semestre e do próximo ano”.

O segundo semestre deste ano abriu com boas perspectivas para o agronegócio, reação na indústria e alguma folga nas vendas do comércio

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Restauração de marca prestigiada

CRITÉRIOS

Entenda como se estrutura a presente edição, a abrangência da amostragem e a organização das listagens publicadas A presente edição incorporou a marca Balanço Anual ao nome com o qual fora apresentada ao mercado, no ano passado, Melhores dos Maiores. Esta adição não é mais que uma restauração: se explica pelo fato de o banco de dados utilizado na elaboração dos rankings apresentados na revista ser o mesmo criado pelo Centro de Informações da Empresa Jornalística Gazeta Mercantil exclusivamente para preparar o anuário. Publicado de 1977 a 2007, Balanço Anual foi descontinuado com o fechamento da editora. Em 2004, o banco de dados fora adquirido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que o colocou sob a guarda de sua Unidade de Negócios de Pessoa Jurídica (UNPJ). Nos anos seguintes, até 2007, a divisão foi contratada pela Gazeta Mercantil para fazer o levantamento e a análise das demonstrações de resultados das empresas para a revista. Em 2010, foi criada a Boa Vista Serviços – controlada pela ACSP e administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito, criado em 1955 pela entidade –, que absorveu a UNPJ e, em decorrência, ficou responsável pelo banco de dados. A publicação, agora Balanço Anual – Melhores dos Maiores, mantém o desenho que fez dela um sucesso editorial e comercial desde a origem. A fórmula é oferecer um conteúdo mais abrangente quando comparado a publicações similares. Sem se limitar ao modelo que consagrou a norte-americana Fortune 500, de mostrar os resultados das maiores empresas instaladas no País, mas analisando companhias de qualquer porte, desde as gigantes de cada ramo às médias e mesmo pequenas.

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Para a presente edição, por exemplo, foram levantados os balanços de exatas 10.608 companhias, das quais 7.932 de áreas não financeiras e 2.676 de áreas financeiras. Estas últimas, ausentes do número editado em 2011, foram incorporadas agora. Para os rankings publicados foram aproveitadas as demonstrações de 8.664 delas. A discrepância de números entre apurado e publicado se deve ao fato de que em um caso – a listagem das holdings, ao final do capítulo Finanças – a revista decidiu publicar, de um universo de 2.242 empresas, os resultados apenas das 300 maiores, dada sua representatividade: 92,85% da massa de investimentos, o quesito usado para a classificação. Para ordenar amostragem tão ampla, as grandes áreas de negócios estão divididas em 50 subsetores: 6 no Agronegócio, 9 no Comércio, 19 na Indústria,12 nos Serviços e 4 em Finanças. Cada um desses subsetores se ramifica, de forma que temos, ao final, os detalhes de nada menos que 250 segmentos de atividades, permitindo a consulta detalhada, a cada setor, de toda a cadeia de produção. Nas análises de cada subsetor aparecem tabelas que mostram as empresas que se destacam na atividade. Para elaborá-las foi mantido o critério utilizado na seleção das finalistas ao prêmio instituído pela revista, de forma a garantir homogeneidade: foram consideradas apenas as empresas cujos resultados foram extraídos de balanços referentes ao exercício de 2011.


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Como ler as tabelas O que significa cada coluna dos rankings de desempenho das empresas EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS NECESSIDADE DE CAPITAL

CRITÉRIOS

RECEITA LÍQUIDA Receita bruta deduzida dos impostos incidentes sobre vendas e de devoluções. EVOLUÇÃO REAL DAS RECEITAS (EV. REAL %) Considera a variação do IGP-M. No caso de demonstrações contábeis elaboradas pela legislação societária, as receitas são ajustadas pela inflação média do período a que se referem. LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL Valor declarado na demonstração do resultado, excluído o resultado de equivalência patrimonial. LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO Valor declarado na demonstração do resultado a reversão dos juros sobre o capital próprio. ATIVO TOTAL Valor declarado no balanço patrimonial, reclassificando as duplicatas descontadas para o passivo. PATRIMÔNIO LÍQUIDO Valor declarado no balanço patrimonial. EBITDA Resultado operacional, excluídos os valores das depreciações e amortizações, do resultado financeiro e do resultado da equivalência patrimonial.

DE GIRO (NCG) Ativos operacionais de curto prazo menos passivos operacionais de curto prazo. INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA Lucro/prejuízo líquido dividido pelo lucro/prejuízo operacional, em porcentagem. No cálculo do quociente são consideradas apenas as empresas que apresentaram lucro, tanto operacional quanto líquido, durante o exercício de 2010. MARGEM DE LUCRO Lucro/prejuízo operacional dividido pela receita líquida, em porcentagem. GIRO DOS ATIVOS Receita líquida dividida pelo ativo total, em porcentagem. ENDIVIDAMENTO Ativo total dividido pelo patrimônio líquido, em porcentagem. Foram consideradas as empresas cujo patrimônio líquido apresentado no balanço patrimonial de 2010 teve valor positivo. RETORNO SOBRE CAPITAL Lucro/prejuízo dividido pelo patrimônio, em porcentagem. Foram excluídas as empresas que apresentaram patrimônio líquido negativo no final do exercício de 2010.

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INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS VARIAÇÃO DO ATIVO TOTAL % – Variação nominal em relação ao exercício anterior. DEPÓSITOS TOTAIS – Valor declarado no balanço patrimonial. OPERAÇÕES DE CRÉDITO – Valor declarado no Ativo Circulante mais Ativo Realizável a Longo Prazo no Balanço Patrimonial. RECEITA DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA – Valor declarado na Demonstração de Resultado do Exercício. RECEITAS DE SERVIÇOS – Valor declarado na Demonstração de Resultado do Exercício. ALAVANCAGEM – Ativo total dividido pelo Patrimônio Liquido, em %.

SEGURADORAS PRÊMIOS GANHOS – Valor declarado na Demonstração de Resultado do Exercício (Prêmios Ganhos). RECEITAS – Valor declarado na Demonstração de Resultado do Exercício (Prêmios Retidos). SINISTROS RETIDOS – Valor declarado na Demonstração de Resultado do Exercício (Sinistros Retidos). APLICAÇÕES FINANCEIRAS – Valor declarado das Aplicações Financeiras no Ativo Circulante mais Ativo Realizável a Longo Prazo no Balanço Patrimonial. PROVISÕES TÉCNICAS – Valor declarado das Provisões Técnicas no Balanço Patrimonial. ALAVANCAGEM – Ativo total dividido pelo Patrimônio Líquido, em %.


CRITÉRIOS 28 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


AS 100 maiores POR REGIÃO

Petrobras faz a diferença Receitas da petroleira e de sua distribuidora suplanta a soma dos resultados de três áreas do País Tomadas as 500 maiores empresas brasileiras por receita líquida, na divisão por regiões onde operam, a hierarquia não muda, com pequenos avanços e recuos de cada participante. Pelos resultados de 2011, o Sudeste se mantém na frente, com uma participação de 73,0% no total das receitas, ligeiramente abaixo dos 72,65% que teve no ano anterior. Na sequência, o Sul, com 12,5%, perde mais acentuadamente em relação ao registro de 2010, que foi de 13,5%. O Nordeste avança a 7,6%, ante 6,7% em 2010, o Centro-Oeste cai para 4,3%, vindo de 4,3%, e o Norte sai de 2,3% para 2,4%. Na ordem de crescimento, no entanto, a ordem de entrada é inteiramente modificada. Foi mais intenso nas 100 maiores empresas do Nordeste, cuja receita líquida aumentou 29,7%. Na sequência vêm as do Norte, 22,2%; Sudeste, 14,7%; Sul, 5,7%; e Centro-Oeste, 3,5%. O gigantismo da estatal Petrobras garante a hegemonia do Sudeste. Considerado isoladamente, seu faturamento em 2011, de R$ 183,8 bilhões, somado ao da subsidiária BR Distribuidora, de R$ 265 bilhões, só é inferior ao das demais 99 maiores do Sudeste (R$ 799,8 bilhões). Supera o total das 100 maiores do Sul (R$ 169 bilhões), do Nordeste (R$ 103 bilhões), do Centro-Oeste (R$ 58,7 bilhões) e do Norte (32,6 bilhões), e é superior em 36,4% ao resultado das três últimas juntas. O conjunto das cinco regiões, de

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cerca de R$ 1,35 trilhão, representa 68,7% da soma da receita líquida de todas as companhias alisados nesta edição. A hierarquia deve continuar como está ainda por bom tempo, mas pode se esperar o crescimento gradativo da importância relativa de duas áreas, o Nordeste e o Centro-Oeste. A primeira impulsionada pela mesma mola que mantém aquecida a economia brasileira como um todo – o consumo. De acordo com os dados da empresa de pesquisa IPC Maps, o potencial de consumo dos nove estados da região, embora ainda ligeiramente, já bate o dos três estados do Sul, R$ 483,4 bilhões ante R$ 477,9 bilhões. Isso porque nos dez anos compreendidos de 2000 a 2010, a renda real dos trabalhadores cresceu ali 15,9%, em relação à média brasileira de 8,8%. No Sul, o avanço foi menor, de 10,7%. No Centro-Oeste, a força vem do agronegócio, hoje o mais vigoroso do País. Tanto que o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária estima crescimento da economia local em 10,9% para este ano, animado pela expansão de 19,5% no valor das colheitas e da pecuária. Goiás, que cresceu 4,1% em 2011 ante os 2,7% de todo o Brasil, também espera um ano bom. No primeiro trimestre deste ano, período enquanto a economia brasileira cresceu mirrado 0,5%, o estado cravou 6,6%.


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AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do SUDESTE cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 PetrobrAs - RJ 2 BR - RJ 3 Vale - RJ 4 Ipiranga - RJ 5 Carrefour - SP 6 WalMart - SP 7 FIAT S.A. - MG 8 Cargill - SP 9 Supermercados Pão de Açúcar - SP 10 TIM Celular - SP 11 Telefônica Brasil - SP 12 Nova Casas Bahia - SP 13 Ambev - SP 14 TMAR - RJ ( * ) 15 Arcelormittal - MG 16 JBS - SP 17 Marcon - RJ 18 BRF Brasil Foods - SP 19 Cosan CL - RJ ( ** ) 20 CSN - RJ 21 Claro - SP 22 Usiminas - MG 23 Embratel - RJ 24 Sabesp - SP 25 Eletropaulo - SP 26 Oi - RJ 27 Cemig Distrib. - MG 28 Embraer - SP 29 Norberto Odebrecht - RJ 30 Gerdau Aços Longos - RJ 31 VRG - RJ 32 Amil - RJ 33 Samarco Mineração - MG 34 Furnas - RJ 35 Light Eletricidade - RJ 36 Lojas Americanas - RJ 37 Natura - SP 38 Whirlpool - SP 39 Basf - SP 40 CPFL - SP 41 Souza Cruz - RJ 42 Makro Atacadista - SP 43 Louis Dreyfus - SP ( * ) 44 Magazine Luiza - SP 45 Gerdau Açominas - MG 46 Transpetro - RJ 47 Heringer - ES 48 Iveco - MG 49 Ponto Frio - RJ 50 Camargo Corrêa Constrs. - SP 51 Bunge Fertilizantes - SP 52 Const. Andrade Gutierrez - MG

183.821.000 71.243.000 66.082.000 42.114.723 28.766.458 23.468.413 21.495.963 18.581.625 17.744.191 16.282.388 14.869.327 14.372.010 13.824.100 13.370.434 13.320.836 13.060.853 12.908.679 12.487.184 11.707.073 10.754.587 10.727.641 10.517.522 10.423.795 9.927.445 9.835.578 9.179.622 8.510.128 8.466.553 8.392.682 7.960.731 7.258.585 7.165.644 7.059.432 7.049.311 6.507.086 6.047.579 5.848.777 5.817.938 5.600.919 5.594.932 5.523.000 5.499.814 5.391.376 5.135.586 5.044.610 4.924.650 4.704.010 4.547.946 4.532.848 4.427.868 4.353.731 4.337.532

cLASS. EMPRESA/SEDE 53 Bayer - SP 54 Copersucar - SP ( ** ) 55 Coca-Cola Spal - SP 56 Comgás - SP 57 Marfrig - SP ( * ) 58 Klabin - SP 59 B2W - SP 60 Fibria - SP 61 Elektro - SP 62 Net Serviços - SP 63 Minerva - SP 64 Cemig GT - MG ( * ) 65 Du Pont - SP 66 CBMM - MG 67 Metron - ES ( * ) 68 Copasa MG - MG ( * ) 69 Siemens - SP ( ** ) 70 MMC - SP ( * ) 71 Cedae - RJ ( * ) 72 Casas Pernambucanas SP - SP 73 Const. Queiroz Galvão - RJ 74 Hypermarcas - SP 75 Cotia Vitória - ES 76 Cesp - SP 77 Martins Distribuição - MG 78 Ambev Brasil - SP 79 Fosfértil - MG 80 Ultragaz - SP 81 MRS Logística 82 Duratex - SP 83 Delta Construções - RJ ( * ) 84 Liquigás Distd. - SP 85 Profarma - RJ 86 CBA Alumínio - SP 87 Ecobusiness - SP 88 Prezunic - RJ ( * ) 89 Aperam Inox - MG 90 Construtora OAS - SP 91 CPFL Piratininga - SP 92 Drogaria SP - SP 93 Contax - RJ 94 Namisa - MG 95 Alcoa - MG 96 Lojas Riachuelo - SP 97 Unimed Rio - RJ ( * ) 98 Bandeirante Energia - SP 99 V&M - MG 100 Primo Schincariol - SP TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DA REGIÃO PART. DAS 100 MAIORES (%)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

32 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 4.292.533 4.239.732 4.168.014 4.102.660 3.900.258 3.894.173 3.848.396 3.653.339 3.564.093 3.479.598 3.469.509 3.433.470 3.344.032 3.309.518 3.253.547 3.226.745 3.128.396 3.105.977 3.091.980 3.089.832 3.082.439 3.055.341 2.994.110 2.957.525 2.957.152 2.940.357 2.905.102 2.876.649 2.862.372 2.829.388 2.827.995 2.775.670 2.735.048 2.666.808 2.658.085 2.653.525 2.587.791 2.569.397 2.524.131 2.507.352 2.500.867 2.487.125 2.457.686 2.447.365 2.434.971 2.410.625 2.390.931 2.340.581 983.621.905 1.491.827.261 65,93


AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do SUL cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Vivo - PR 2 Bunge Alimentos - SC 3 Sadia - SC 4 Renault do Brasil - PR 5 Refap - RS 6 Copel Distribuição - PR 7 Celesc - SC 8 WEG - SC 9 Tractebel Energia - SC 10 Electrolux Brasil - PR 11 Gerdau Aços - RS ( * ) 12 Lojas Renner - RS 13 Zaffari/Porto Alegre - RS 14 Yara Brasil - RS 15 Positivo Informática - PR ( * ) 16 Super Muffato - PR 17 Supermercados Angeloni - SC 18 Condor Super Center - PR 19 RGE - RS ( * ) 20 AES Sul - RS ( * ) 21 Randon Parts - RS 22 Copel Geração Transmissão - PR ( * ) 23 Coca-Cola Spaipa - PR ( * ) 24 Corsan - RS 25 Tigre - SC 26 Sanepar - PR ( * ) 27 Doux Frangosul - RS ( * ) 28 Bianchini - RS ( * ) 29 Hering - SC 30 Dimed - RS 31 Coca-Cola Vonpar - RS 32 Lojas Colombo - RS 33 Cálamo - PR ( * ) 34 Gerdau Aços - RS ( * ) 35 Yoki - PR 36 ALL América Latina - PR ( * ) 37 Petróleo Ipiranga/Ref - RS ( * ) 38 Giassi & Cia - SC 39 Innova - RS ( * ) 40 Cia. Sulamericana - PR 41 Eletrosul - SC ( * ) 42 Beira Rio - RS ( * ) 43 Paraná Equipamentos - PR 44 Arauco do Brasil - PR ( * ) 45 Vipal - RS ( * ) 46 CEEE - RS ( * ) 47 Servopa - PR 48 Schulz - SC 49 Oleoplan - RS ( * ) 50 CTA Continental - RS 51 Arcelormittal Gonvarri - PR 52 Josapar - RS ( * ) (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010.

34 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

19.364.614 18.802.178 12.515.200 7.849.252 6.720.392 5.490.064 4.031.621 3.913.665 3.540.143 3.365.180 3.265.640 3.105.831 2.910.000 2.755.752 2.328.135 2.308.726 2.165.248 2.136.500 2.125.171 1.866.037 1.850.902 1.721.556 1.615.474 1.558.910 1.539.963 1.480.274 1.455.061 1.356.469 1.351.304 1.342.275 1.261.745 1.235.902 1.103.961 1.088.337 1.080.825 1.030.830 961.948 888.630 887.908 858.866 794.523 775.887 774.076 765.865 748.122 738.519 703.174 699.653 695.385 681.822 679.383 670.746

cLASS. EMPRESA/SEDE 53 Milenia - PR ( * ) 54 Agrale - RS 55 Unidasul - RS 56 Terra Networks - RS ( * ) 57 TNT Mercúrio - RS 58 Moinhos Cruzeiro do Sul - RS ( * ) 59 Tuper - SC 60 Pamplona - SC 61 Sinoscar - RS ( * ) 62 Zero Hora - RS ( * ) 63 Stemac - RS ( * ) 64 SLC Agrícola - RS ( * ) 65 WHB Fundição - PR ( * ) 66 Portobello - SC 67 Latino Americana - SC 68 Casan - SC 69 Hospital N. S. Conceição - RS ( * ) 70 Berneck - PR ( * ) 71 Tramontina Cutelaria - RS 72 Nórdica - PR ( * ) 73 Cecrisa - SC ( * ) 74 Intelbrás - SC ( * ) 75 PUC RS - RS ( * ) 76 Florença - PR 77 Sulgás - RS 78 Toniolo Busnello - RS 79 Lojas Salfer - SC ( * ) 80 BSBios - RS ( * ) 81 AA Frigelar S.A. - RS ( * ) 82 Fras-Le - RS ( * ) 83 Guerra - RS ( * ) 84 Ferramentas Gerais - RS 85 Foz do Chapecó - SC 86 SC Gás - SC ( * ) 87 PUC PR - PR 88 Mili - PR ( * ) 89 Celulose Irani - RS ( * ) 90 Rodonorte Conces Rodovs - PR 91 Cacique Café Solúvel - PR ( * ) 92 Cimento Itambé - PR ( * ) 93 Kepler Weber Industrial - RS 94 Unifértil - RS 95 Providência - PR 96 Eliane - SC ( * ) 97 Medabil - RS ( * ) 98 Gomes da Costa - SC ( * ) 99 Fibraplac - RS ( * ) 100 CR Almeida Obras - PR

TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DA REGIÃO PART. DAS 100 MAIORES (%)

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 667.139 652.308 651.007 619.341 613.024 606.630 587.191 577.937 572.451 570.584 570.138 567.791 555.647 547.960 542.078 539.155 531.515 525.677 524.701 511.960 498.680 497.160 496.190 494.683 492.120 491.831 490.180 474.174 470.237 469.417 467.704 463.482 453.825 453.307 450.172 442.706 439.294 436.290 432.614 423.123 422.126 413.307 408.708 408.174 406.437 402.865 401.866 397.157 169.089.707 241.865.793 69,91


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AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do NORDESTE cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Braskem - BA 2 ALE - RN 3 Cencosud Brasil - SE 4 Chesf - PE 5 Coelba - BA 6 Suzano Papel e Celulose - BA 7 Celpe - PE 8 Farmácia Pague Menos - CE 9 Usina Caeté - AL ( * ) 10 Grendene - CE ( * ) 11 Votorantim Cimentos - PE ( * ) 12 Fábrica Fortaleza - CE ( * ) 13 Oxiteno NE - BA 14 M&G - PE ( * ) 15 Embasa - BA ( * ) 16 J Macêdo - CE 17 Cosern - RN 18 Coruripe - AL ( ** ) 19 Carvalho Mercadao - PI 20 Bahiagás - BA 21 Guararapes - RN 22 Vicunha - CE ( * ) 23 Cepisa - PI ( * ) 24 Vale Manganês - BA ( * ) 25 Wind Power - PE ( * ) 26 Veracel - BA ( * ) 27 GDK - BA ( * ) 28 Santa Clara Alimentos - CE ( * ) 29 Compesa - PE ( * ) 30 EIT - CE ( * ) 31 Belgo Bekaert - BA ( * ) 32 Ello Puma - PE ( * ) 33 Ferbasa - BA 34 Deten - BA 35 Energisa - SE 36 Copertrading - AL ( * ) 37 Bahia Specialty - BA ( * ) 38 Ebal Baiana Alimentos - BA 39 Nordestão - RN 40 Via Sul/Fiat - PE 41 Marcosa - CE ( * ) 42 Esmaltec - CE ( * ) 43 Moura - PE 44 Petrobahia - BA 45 Termopernambuco - PE 46 CGTF - CE ( * ) 47 Atakarejo - BA 48 Copergás - PE 49 Setta - PE ( * ) 50 NC Energia - PE 51 Nufarm - CE ( ** ) 52 Caraíba - BA ( * )

18.205.335 7.836.905 6.236.894 5.118.487 4.967.359 4.751.788 2.914.133 2.783.129 1.615.152 1.604.507 1.577.774 1.487.407 1.331.649 1.322.966 1.300.993 1.226.026 1.149.671 1.136.139 1.130.133 1.078.317 903.536 901.995 870.855 848.634 795.084 778.204 753.616 749.206 703.817 702.197 699.665 687.397 656.094 652.669 651.984 636.955 614.212 603.033 600.467 588.164 564.184 561.806 551.626 544.696 535.747 487.793 478.919 477.756 475.203 458.218 404.094 401.014

cLASS. EMPRESA/SEDE

53 Vipal Nordeste - BA ( * ) 54 Hospital São Rafael - BA 55 Manati - BA ( * ) 56 Proquigel - BA ( * ) 57 Acrinor - BA ( * ) 58 Bonanza Supermercados - PE 59 Itapebi - BA 60 Supermercados Maciel - MA 61 Supermercado da Família - PE 62 Ale Combustíveis - RN 63 Cagepa - PB ( * ) 64 CIV - PE ( * ) 65 Eurovia - PE ( * ) 66 Mercado Belém - CE 67 Alimentos Fartura - CE 68 Const. Marquise - CE ( * ) 69 Sococo - AL 70 M&G - PE ( * ) 71 Caern - RN ( * ) 72 Millennium Inorganic - BA 73 Petrovia - PE ( * ) 74 Atacadão Centro Sul - BA 75 Raymundo da Fonte - PE ( * ) 76 Sucesso - PI ( * ) 77 Ilpisa - AL ( * ) 78 Viabahia - BA 79 Moinho Cearense - CE ( * ) 80 Navegação Norsul - MA ( * ) 81 Tequimar - BA 82 Ceará/MB - CE ( * ) 83 Dafruta - PE ( * ) 84 Norcon - SE ( * ) 85 Deso - SE ( * ) 86 Trifil Scala - BA ( * ) 87 Super Âncora - CE 88 Estaleiro Atlântico Sul - PE 89 Supermercado Extrabom - PE 90 Concessionária Bahia - BA 91 Cegás - CE ( * ) 92 Edson Queiroz - CE ( * ) 93 Viena - MA ( * ) 94 Agespisa - PI ( * ) 95 MWN - CE 96 Cresauto - BA ( * ) 97 Frigotil - MA ( * ) 98 Sansuy - BA 99 Pinheiro Supermercado O Bom Vizinho - CE 100 Leite Betãnia - CE ( * )

TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DA REGIÃO PART. DAS 100 MAIORES (%)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

36 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 397.414 396.240 387.497 378.925 376.243 372.787 353.158 350.579 350.444 349.008 338.513 336.963 334.129 324.961 318.323 317.502 310.664 305.466 301.726 301.616 290.155 290.000 287.032 279.024 266.847 264.793 264.703 262.090 259.864 254.778 254.373 254.331 253.638 248.760 248.649 248.545 246.800 246.711 235.416 234.817 232.653 230.738 228.520 223.640 222.625 219.742 217.780 216.283 102.999.069 127.335.984 80,89


AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do CENTRO-OESTE cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Brasil Telecom - DF ( * ) 2 Eletronorte - DF ( * ) 3 Amaggi - MT ( * ) 4 Infraero - DF ( * ) 5 Celg D - GO ( * ) 6 BSB - DF 7 Cemat - MT 8 Caramuru Alimentos - GO 9 Brasil Telecom - DF ( * ) 10 Claro Centro-Oeste - DF 11 Serpro - DF ( * ) 12 CEB - DF ( * ) 13 Ferronorte Ferrovias - MT ( * ) 14 Saneago - GO ( * ) 15 Caesb - DF ( * ) 16 Saga GO - GO ( * ) 17 Fujioka - GO 18 Enersul - MS 19 LBR Lácteos - GO ( * ) 20 Ctis - DF ( * ) 21 Dataprev - DF ( * ) 22 Via - DF ( * ) 23 Estação Transmissora - DF ( * ) 24 CDA - GO ( * ) 25 Vanguarda - MT ( * ) 26 Supermercado Modelo - MT 27 Tonon Bioenergia - MS ( ** ) 28 Supermaia - DF 29 Disbrave/Brasília - DF ( * ) 30 Jorlan Veícs. - DF ( * ) 31 Brasal Refrigerantes - DF ( * ) 32 Conab - DF ( * ) 33 CDSA - GO ( * ) 34 Drogaria do Rosário - DF 35 Politec Informática - DF ( * ) 36 EMSA - GO ( * ) 37 Suécia - GO ( * ) 38 Centro Oeste Rações - GO 39 Brasil Telecom Call - DF ( * ) 40 Sama Mineração - GO ( * ) 41 Nutriza - GO ( * ) 42 Vale do Verdão - GO ( * ) 43 Big Trans Comercial - DF 44 Mineração Serra Grande - GO ( * ) 45 CPRM - DF ( * ) 46 Jalles Machado - GO ( ** ) Alfa Empreendimentos - DF ( * ) 47 48 Teuto - GO ( * ) 49 Govesa - GO ( * ) 50 Autotrac - DF 51 Barralcool - MT ( * ) 52 Águas Guariroba - MS

8.373.022 3.430.390 3.262.194 2.908.309 2.163.746 2.097.939 2.009.768 1.984.448 1.937.383 1.664.094 1.367.886 1.199.677 1.092.708 876.531 865.439 842.733 836.876 757.001 693.132 650.962 618.723 581.100 571.856 487.445 468.728 449.991 425.044 417.905 410.966 409.134 403.355 373.992 373.198 358.266 349.638 346.778 345.074 328.444 324.073 310.039 305.960 302.417 299.405 298.574 289.453 286.097 276.699 274.402 271.067 269.330 267.987 255.516

cLASS. EMPRESA/SEDE 53 Maeda - GO ( * ) 54 UCB - GO ( * ) 55 HC Pneus - DF ( * ) 56 MB Engenharia - GO ( * ) 57 Proforte - GO ( * ) 58 Brasfrigo - GO ( * ) 59 Sanesul - MS ( * ) 60 Hiper Moreira - GO 61 Tropical Bioegergia - GO ( ** ) 62 Santa Luzia - MS ( ** ) 63 Santana Têxtil - MT ( * ) 64 Urucum - MS ( * ) 65 Agra - MT ( * ) 66 Comurg - GO ( * ) 67 Jardim Mangueral - DF ( * ) 68 ABV - MS 69 TME - MT 70 Cassems - MS ( * ) 71 Slaviero/Brasília - DF 72 Hospital Santa Lúcia - DF ( * ) 73 Correio Braziliense - DF 74 Rodobens Caminhões - MT ( * ) 75 Eldorado - MS ( ** ) 76 Energética Águas da Pedra - MT 77 Via Empreendimentos - DF ( * ) 78 Del Moro Aurora Supermerc - MT 79 Usina Panorama - GO ( * ) 80 Nova América - MS ( ** ) 81 Anadiesel - GO ( * ) 82 Usinavi - MS ( * ) 83 ATP Tecnologia - DF ( * ) 84 Supervi - GO 85 Hospital Santa Luzia - DF 86 Supermercado Veneza - DF 87 Lince - GO ( * ) 88 Cast Informática - DF ( * ) 89 Rio Claro - GO ( ** ) 90 Corumbá - DF 91 Hospital Santa Helena - DF ( * ) 92 Rio Branco Energia - BA 93 Alcoolvale - MS ( ** ) 94 Itiquira - MT ( * ) 95 Iaco - MS ( * ) 96 Usina Goianésia - GO ( * ) 97 TV Anhanguera - GO ( * ) 98 Pró Brazilian - GO 99 Dan Hebert - DF ( * ) 100 Moinho Régio - MT ( * ) TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DA REGIÃO PART. DAS 100 MAIORES (%)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

38 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 254.014 243.819 226.254 223.550 223.458 212.873 212.335 210.905 200.884 198.410 195.319 190.361 190.109 189.701 183.132 182.297 181.824 181.282 179.845 176.902 176.890 172.964 171.325 171.012 164.794 160.955 159.567 156.493 154.741 153.439 146.152 145.259 139.534 138.403 133.763 132.295 125.916 122.966 121.573 119.959 116.857 116.244 115.159 108.710 108.250 107.829 104.241 102.838 58.670.296 64.263.802 91,29


AS 100 maiores POR REGIÃO

As 100 maiores empresas do NORTE cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Alunorte - PA 2 Sabbá - AM ( * ) 3 Procter & Gamble - AM ( * ) 4 Celpa - PA ( * ) 5 Albrás - PA ( * ) 6 líder supermercados e magazine - PA 7 Y Yamada - PA ( * ) 8 Semp Toshiba AM - AM ( * ) 9 Jari Celulose - PA ( * ) 10 Arosuco - AM ( * ) 11 Videolar - AM ( * ) 12 Digibras - AM ( * ) 13 Rio do Norte - PA 14 Ceron - RO ( * ) 15 Whirlpool AM - AM 16 Celtins - TO ( * ) 17 Vivara - AM ( * ) 18 Formosa Supermercados - PA 19 Crown Embalagens - AM ( * ) 20 CRA - PA ( * ) 21 Bic Amazônia - AM ( * ) 22 Coca-Cola Compar - PA ( * ) 23 City Lar - AM ( * ) 24 Imerys Rio Capim - PA ( * ) 25 Supermercado Araújo Bosque - AC 26 Itautinga - AM ( * ) 27 Águas do Amazonas - AM ( * ) 28 Technos AM - AM ( ** ) 29 Itaituba - PA ( * ) 30 Cemaz - AM ( * ) 31 Investco - TO 32 Elcoteq AM - AM ( * ) 33 Cibrasa - PA ( * ) 34 Facepa - PA ( * ) 35 Caloi Norte - AM ( * ) 36 Cosanpa - PA ( * ) 37 Saneatins - TO ( * ) 38 Sat-Bras - AM ( * ) 39 Hermasa - AM ( * ) 40 Supermercado Fortaleza - AP 41 Agropalma - PA ( * ) 42 Sodecam - AM ( * ) 43 Estacon - PA ( * ) 44 Pemaza Norte - AM ( * ) 45 BVEnergia - RR ( * ) 46 Hileia - PA ( * ) 47 Pará Pigmentos - PA ( * ) 48 Gera Geradora - AM ( * ) 49 Taboca - AM 50 Importadora Ferragens - PA ( * ) 51 Cadam - PA ( * ) 52 Supermercado Pato Branco - RO

2.828.472 2.465.734 2.354.606 2.110.961 1.652.854 1.401.409 1.229.939 1.225.535 1.125.639 1.065.783 794.963 767.647 732.065 638.677 618.058 580.569 578.112 551.956 525.199 385.236 370.806 316.783 310.059 286.641 273.238 271.808 236.421 234.294 229.965 227.752 200.353 200.154 187.041 178.511 174.432 170.082 164.765 148.805 147.438 145.127 137.828 137.671 135.570 135.222 127.256 126.512 120.770 112.277 110.315 107.267 103.819 103.470

cLASS. EMPRESA/SEDE 53 Estaleiro Rio Maguari - PA ( * ) 54 Tec Toy - AM 55 Inst. Norte Brasileira - PA ( * ) 56 Adventista Norte Bras - PA ( * ) 57 Amazonas Energia - AM ( * ) 58 Quartetto Supermercado - TO 59 Cerpa - PA ( * ) 60 Dumont Saab - AM ( * ) 61 Caerd - RO ( * ) 62 Nacional Asfalto - TO ( * ) 63 Emater PA - PA ( * ) 64 Pastore AM - AM ( * ) 65 Sococo S.A. Agroindústria - PA 66 Prodam AM - AM 67 Docas Pará - PA ( * ) 68 Casa dos Cereais - AC 69 Placibrás - DF ( * ) 70 Weg AM - AM 71 Frizam - AM ( * ) 72 A Luzitana - RO 73 Capital - AM ( * ) 74 Tramontina Norte - PA 75 Pagrisa - PA ( * ) 76 Castanhal - PA ( * ) 77 Jari AM - AM ( * ) 78 Orbisat da Amazônia - AM ( * ) 79 CER - RR ( * ) 80 Superatacado Centronorte - RO 81 Copag - AM ( * ) 82 Rede Supermercados Valor - PA 83 Unimed Palmas - TO ( * ) 84 A W Faber Castell AM - AM ( ** ) 85 WHB do Brasil - AM ( * ) 86 Orsa da Amazônia - AM ( * ) 87 Supermercado Amazônia - PA 88 Melt Metais e Ligas - RO ( * ) 89 Pará Raymundo Fonte - PA ( * ) 90 Portugal Auto Serviços - PA 91 Tramontina Belém - PA 92 Orsa Florestal - PA ( * ) 93 Manauaura - AM 94 Armazém Brasil - AP 95 Hospital Metropolitano - PA ( * ) 96 Minerva - RO ( * ) 97 Bairro Novo Porto Velho - RO ( * ) 98 ATA - PA ( * ) 99 Caer - RR ( * ) 100 AmericaTampas AM - AM ( * ) TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DA REGIÃO PART. DAS 100 MAIORES (%)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

40 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 103.125 101.092 100.211 100.113 99.431 97.277 94.365 93.902 88.684 86.631 84.982 84.767 81.915 77.815 71.947 71.809 69.204 66.934 66.640 65.735 62.570 62.542 61.747 58.879 58.027 57.494 57.193 56.653 56.499 53.321 52.594 52.574 50.509 49.550 49.332 47.112 45.867 44.233 41.645 41.069 40.633 40.546 39.908 38.269 37.515 37.448 37.422 35.727 32.639.323 33.826.383 96,49


CAMPEÃS ESTADUAIS 42 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 43


CAMPEÃS ESTADUAIS 44 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


EM03212-ANR 202x266mm SANEAMENTO.ai

1

9/13/12

8:10 PM


AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

Nacionais avançam na composição Receita líquida das brasileiras aumentou em 2011, enquanto a das estrangeiras e das estatais recuou Assim como ocorre na classificação das 100 maiores empresas de cada região brasileira, o quadro das 100 maiores por origem de capital permanece inalterado na ordem de entrada de seus componentes. Mas mostra sensível mudança no comportamento de cada um deles, na comparação com a edição passada. O montante de receita líquida das privadas nacionais avançou de 37,6% para 44,1%; o das estrangeiras e estatais recuou de 32,6% para 28,9% e de 29,7% para 27,0% respectivamente. A variação é explicada pelo grau de expansão em 2011 sobre 2010: 51,7% para as privadas nacionais, 14,6% para as estrangeiras e 17,6% para as estatais. Pela amplitude do universo de companhias nacionais analisado, 6.135, esse grupo é naturalmente o de menor concentração: a soma das receitas das 100 maiores companhias não chega à metade (49,3%) do universo pesquisado. As 100 maiores estatais, ao contrário, representam quase a totalidade das receitas de todas as 250 companhias da categoria encontradas nas listagens: 98,7%. A presença da Petrobras, mais uma vez, provoca a concentração: a receita líquida da petroleira e da subsidiária BR Distribuidora representa nada menos que 71,5% do total das 100 maiores ou 70,6% de todas as 250. No caso das estrangeiras, a lista das 100 maiores é igualmente representativa, por registrar 91,8% do resultado de todas as 325 encontradas nos rankings da presente edição, R$ 416,2 bilhões. Identificada

46 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

a origem por países, se vê a liderança das empresas norte-americanas (49), responsáveis por 23,7% da receita total, mais de sete pontos percentuais acima das 34 francesas da segunda colocação, que têm 16,1%. A relação dos 31 países também indica certa concentração: as companhias oriundas de quatro deles (EUA, França, Itália e Espanha) formam mais da metade (51,8%) de todas as receitas: as dez primeiras (daqueles quatro, mais Holanda, Portugal, Alemanha, México, Grã-Bretanha e Suíça) somam 90,6%. Pelos bons resultados conseguidos, certeza de retorno rápido e seguro e, em boa parte, devido à instabilidade em seus paísessede, os estrangeiros não perderam o apetite de investir no Brasil. O Banco Central estima para 2012 a entrada de US$ 50 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED), aquelas aplicações destinadas a atividades produtivas. Mas tende a subir tal estimativa ante os resultados dos sete primeiros meses deste ano, quando desembarcaram US$ 38,1 bilhões, virtualmente empatando com os US$ 38,5 bilhões do mesmo período do ano passado. O setor de serviços ficou com a maior parte, 44%, seguido de perto pela indústria, com 43,5%, e de longe por agricultura, pecuária e extrativa mineral, com 11,9%. Em 2012, ano recordista, ingressaram no País US$ 66,7 bilhões, repartidos em 38,6% para a indústria, 36% para os serviços e 14,8% para o setor primário.


AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

As 100 maiores empresas privadas NACIONAIS cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Vale - RJ 2 Ipiranga - RJ 3 Braskem - BA 4 Supermercados Pão de Açúcar - SP 5 Nova Casas Bahia - SP 6 Ambev - SP 7 TMAR - RJ ( * ) 8 JBS - SP 9 Marcon - RJ 10 Sadia - SC 11 BRF Brasil Foods - SP 12 Cosan CL - RJ ( ** ) 13 CSN - RJ 14 Usiminas - MG 15 Oi - RJ 16 Cemig Distrib. - MG 17 Embraer - SP 18 Norberto Odebrecht - RJ 19 Brasil Telecom - DF ( * ) 20 Gerdau Aços Longos - RJ 21 ALE - RN 22 VRG - RJ 23 Amil - RJ 24 Samarco Mineração - MG 25 Lojas Americanas - RJ 26 Natura - SP 27 CPFL - SP 28 Magazine Luiza - SP 29 Gerdau Açominas - MG 30 Coelba - BA 31 Suzano Papel e Celulose - BA 32 Heringer - ES 33 Ponto Frio - RJ 34 Camargo Corrêa Constrs. - SP 35 Const. Andrade Gutierrez - MG 36 Copersucar - SP ( ** ) 37 Celesc - SC 38 WEG - SC 39 Marfrig - SP ( * ) 40 Klabin - SP 41 B2W - SP Fibria - SP 42 43 Net Serviços - SP 44 Minerva - SP 45 Cemig GT - MG ( * ) 46 CBMM - MG 47 Gerdau Aços - RS ( * ) 48 Amaggi - MT ( * ) 49 Metron - ES ( * ) 50 MMC - SP ( * ) 51 Casas Pernambucanas SP - SP 52 Const. Queiroz Galvão - RJ

66.082.000 42.114.723 18.205.335 17.744.191 14.372.010 13.824.100 13.370.434 13.060.853 12.908.679 12.515.200 12.487.184 11.707.073 10.754.587 10.517.522 9.179.622 8.510.128 8.466.553 8.392.682 8.373.022 7.960.731 7.836.905 7.258.585 7.165.644 7.059.432 6.047.579 5.848.777 5.594.932 5.135.586 5.044.610 4.967.359 4.751.788 4.704.010 4.532.848 4.427.868 4.337.532 4.239.732 4.031.621 3.913.665 3.900.258 3.894.173 3.848.396 3.653.339 3.479.598 3.469.509 3.433.470 3.309.518 3.265.640 3.262.194 3.253.547 3.105.977 3.089.832 3.082.439

cLASS. EMPRESA/SEDE

53 Hypermarcas - SP 54 Cotia Vitória - ES 55 Martins Distribuição - MG 56 Ambev Brasil - SP 57 Celpe - PE 58 Zaffari/Porto Alegre - RS 59 Fosfértil - MG 60 Ultragaz - SP 61 MRS Logística - RJ 62 Duratex - SP 63 Alunorte - PA 64 Delta Construções - RJ ( * ) 65 Farmácia Pague Menos - CE 66 Profarma - RJ 67 CBA Alumínio - SP 68 Amata - SP 69 Prezunic - RJ ( * ) 70 Aperam Inox - MG 71 Construtora OAS - SP 72 CPFL Piratininga - SP 73 Drogaria SP - SP 74 Contax - RJ 75 Namisa - MG 76 Lojas Riachuelo - SP 77 Unimed Rio - RJ ( * ) 78 Primo Schincariol - SP 79 Positivo Informática - PR ( * ) 80 Cosan S.A. Açúcar Álcool - SP ( * ) 81 Magnesita - MG 82 Drogasil - SP 83 Super Muffato - PR 84 Droga Raia - SP 85 Editora Abril - SP 86 Localiza - MG 87 Supermercados Angeloni - SC 88 Condor Super Center - PR 89 Cisa Trading - ES 90 CDPC - RJ 91 RGE - RS ( * ) 92 Celpa - PA ( * ) 93 Galvão Engenharia - SP 94 Cosan - SP ( ** ) 95 BSB - DF 96 Cemat - MT 97 Epa - mg Iochpe-Maxion - SP 98 99 Lojas Marisa - SP 100 Caramuru Alimentos - GO TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DE 6.135 EMPRESAS NACIONAIS LISTADAS PARTICIPAÇÃO DAS 100 MAIORES (%)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

48 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 3.055.341 2.994.110 2.957.152 2.940.357 2.914.133 2.910.000 2.905.102 2.876.649 2.862.372 2.829.388 2.828.472 2.827.995 2.783.129 2.735.048 2.666.808 2.658.085 2.653.525 2.587.791 2.569.397 2.524.131 2.507.352 2.500.867 2.487.125 2.447.365 2.434.971 2.340.581 2.328.135 2.322.073 2.318.903 2.318.773 2.308.726 2.228.037 2.217.357 2.193.341 2.165.248 2.136.500 2.129.548 2.126.211 2.125.171 2.110.961 2.106.141 2.104.078 2.097.939 2.009.768 2.009.326 1.999.119 1.991.284 1.984.448 583.621.325 1.182.790.227 49,34


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AS 100 maiores POR ORIGEM DE CAPITAL

As 100 maiores empresas ESTRANGEIRAS cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

1 Carrefour - SP 2 WalMart - SP 3 FIAT S.A. - MG 4 Vivo - PR 5 Bunge Alimentos - SC 6 Cargill - SP 7 TIM Celular - SP 8 Telefônica Brasil - SP 9 Arcelormittal - MG 10 Claro - SP 11 Embratel - RJ 12 Eletropaulo - SP 13 Renault do Brasil - PR 14 Light Eletricidade - RJ 15 Cencosud Brasil - SE 16 Whirlpool - SP Basf - SP 17 18 Souza Cruz - RJ 19 Makro Atacadista - SP 20 Louis Dreyfus - SP ( * ) 21 Iveco - MG 22 Bunge Fertilizantes - SP 23 Bayer - SP 24 Coca-Cola Spal - SP 25 Comgás - SP 26 Elektro - SP Tractebel Energia - SC 27 28 Electrolux Brasil - PR 29 Du Pont - SP 30 Siemens - SP ( ** ) 31 Lojas Renner - RS 32 Yara Brasil - RS 33 Sabbá - AM ( * ) 34 Alcoa - MG 35 Bandeirante Energia - SP 36 V&M - MG 37 Procter & Gamble - AM ( * ) 38 CEG - RJ 39 Goiasfertil - SP 40 Atento - SP 41 Dow - SP ( * ) 42 Ericsson - SP 43 Roche - SP 44 Noble - SP ( * ) 45 Novartis - SP ( * ) 46 AES Tietê - SP AES Sul - RS ( * ) 47 48 Claro Centro-Oeste - DF 49 GR - SP ( * ) 50 Cenibra - MG ( * ) 51 Magnetti Marelli Sistemas - MG 52 Escelsa - ES (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010.

50 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

28.766.458 23.468.413 21.495.963 19.364.614 18.802.178 18.581.625 16.282.388 14.869.327 13.320.836 10.727.641 10.423.795 9.835.578 7.849.252 6.507.086 6.236.894 5.817.938 5.600.919 5.523.000 5.499.814 5.391.376 4.547.946 4.353.731 4.292.533 4.168.014 4.102.660 3.564.093 3.540.143 3.365.180 3.344.032 3.128.396 3.105.831 2.755.752 2.465.734 2.457.686 2.410.625 2.390.931 2.354.606 2.304.053 2.266.154 2.245.258 2.204.868 2.032.651 1.986.641 1.901.087 1.887.071 1.878.997 1.866.037 1.664.094 1.598.899 1.536.575 1.529.442 1.518.084

cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

53 Belgo Bekaert - MG ( * ) 1.490.178 54 Confab - SP 1.481.003 55 Doux Frangosul - RS ( * ) 1.455.061 56 Prosegur Brasil - MG 1.413.796 57 Atlas Schindler - SP 1.380.335 1.375.378 58 Chocolates Garoto - ES 59 Ciminas - SP 1.354.911 60 Kinross Brasil - MG 1.197.457 61 Tivit Terceirização - SP 1.182.922 62 Clariant - SP 1.075.910 63 BHP Billiton - RJ 1.074.463 64 CEG Rio - RJ 1.055.126 65 Usina Guarani - SP ( ** ) 989.663 66 Norte Fluminense - RJ 970.052 67 Anglogold Ashanti - MG 963.828 68 Teksid - MG 941.238 922.384 69 Merck - RJ 70 Magneti Marelli Cofap - SP 915.182 71 Prysmian Energia Cabos - SP 888.303 72 Innova - RS ( * ) 887.908 73 Duke Energy - SP ( * ) 862.303 74 CPM Braxis - SP 857.414 75 Solvay Indupa - SP 852.435 76 Bombril - SP 840.957 77 Nexans - SP 833.225 78 Manaus Trans Energia - RJ 816.324 Tangará - ES ( * ) 815.885 79 80 Arauco do Brasil - PR ( * ) 765.865 81 ThyssenKrupp - SP ( ** ) 761.752 82 Enersul - MS 757.001 83 Enertrade - SP ( * ) 741.414 84 Alcatel Lucent - SP ( * ) 716.896 85 Owens lllinois - SP ( * ) 704.470 86 Belgo Bekaert - BA ( * ) 699.665 87 Comau - MG 688.536 88 Brookfield - RJ ( * ) 686.544 89 Schneider Electric Brasil - SP ( * ) 680.299 90 Arcelormittal Gonvarri - PR 679.383 91 Techint - SP 677.477 92 Milenia - PR ( * ) 667.139 93 Deten - BA 652.669 94 A Telecom - SP 647.348 95 Toshiba Infraestrutura - MG 632.358 96 Terra Networks - RS ( * ) 619.341 97 Louis Dreyfus Commodities - SP ( * ) 619.021 98 Whirlpool AM - AM 618.058 614.563 99 CTRENS - SP 100 Bahia Specialty - BA ( * ) 614.212 TOTAL DAS 100 MAIORES 382.270.551 TOTAL DE 325 EMPRESAS ESTRANGEIRAS LISTADAS 416.177.566 PARTICIPAÇÃO DAS 100 MAIORES (%) 91,85


As 100 maiores empresas ESTATAIS cLASS. EMPRESA/SEDE 1 Petrobras - RJ 2 BR - RJ 3 Sabesp - SP 4 Furnas - RJ 5 Refap - RS 6 Copel Distribuição - PR 7 Chesf - PE 8 Transpetro - RJ 9 Eletronorte - DF ( * ) 10 Copasa MG - MG ( * ) 11 Cedae - RJ ( * ) 12 Cesp - SP 13 Infraero - DF ( * ) 14 Liquigás Distribuidora - SP 15 CELG - GO ( * ) 16 CMB - RJ ( * ) 17 CTEEP - SP 18 Eletronuclear - RJ 19 Copel Geração Trasmissão - PR ( * ) 20 Corsan - RS 21 Metrô SP - SP 22 Sanepar - PR ( * ) 23 CPTM - SP 24 Serpro - DF ( * ) 25 Embasa - BA ( * ) 26 Bahiagás - BA 27 Saneago - GO ( * ) 28 Cepisa - PI ( * ) 29 Caesb - DF ( * ) 30 Comlurb - RJ ( * ) 31 Eletrosul - SC ( * ) 32 CEEE - RS ( * ) 33 TBG - RJ 34 Compesa - PE ( * ) 35 Ceron - RO ( * ) 36 Codesp - SP 37 Dataprev - DF ( * ) 38 Termorio - RJ ( * ) 39 Gasmig - MG ( * ) 40 Brasil Biodiesel - SP 41 Casan - SC 42 Petrobras Biocombustível - RJ 43 Hospital N. S. Conceição - RS ( * ) 44 Sulgás - RS 45 Copergás - PE 46 Prodesp - SP 47 Sanasa - SP ( * ) 48 INB - RJ 49 Telefônica Data - SP 50 Cesan - ES ( * ) 51 Conab - DF ( * ) 52 MGS Minas Gerais - MG ( * )

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL 183.821.000 71.243.000 9.927.445 7.049.311 6.720.392 5.490.064 5.118.487 4.924.650 3.430.390 3.226.745 3.091.980 2.957.525 2.908.309 2.775.670 2.163.746 2.095.919 2.025.847 1.814.736 1.721.556 1.558.910 1.498.731 1.480.274 1.424.605 1.367.886 1.300.993 1.078.317 876.531 870.855 865.439 795.508 794.523 738.519 728.335 703.817 638.677 626.199 618.723 597.729 571.507 567.649 539.155 535.450 531.515 492.120 477.756 466.261 461.596 448.043 441.264 408.096 373.992 366.184

cLASS. EMPRESA/SEDE

RECEITA LÍQUIDA - R$ MIL

53 Cobra Tecnologia - RJ ( * ) 54 Cagepa - PB ( * ) 55 Imesp - SP 56 Cetesb - SP ( * ) 57 Caern - RN ( * ) 58 CPRM - DF ( * ) 59 Docas RJ - RJ 60 Compagás - PR ( * ) 61 Deso - SE ( * ) 62 Nuclep - RJ ( * ) 63 SPTrans - SP 64 Cegás - CE ( * ) 65 Agespisa - PI ( * ) 66 Epagri - SC ( * ) 67 Codemig - MG ( * ) 68 Sanesul - MS ( * ) 69 Prodam São Paulo - SP 70 Parque Anhembi - SP 71 CGTEE - RS ( * ) 72 Comurg - GO ( * ) 73 Proguaru - SP 74 Cosanpa - PA ( * ) 75 Saneatins - TO ( * ) 76 EMAE - SP 77 Prodemge - MG ( * ) 78 Procergs - RS ( * ) 79 Sercomtel - PR ( * ) 80 CRM - RS 81 Riotrilhos - RJ ( * ) 82 Valec - MA ( * ) 83 CBTU - RJ 84 Copel Telecom - PR ( * ) 85 Algás - AL ( * ) 86 Urbam - SP 87 IPT - SP 88 Cristo Redentor - RS ( * ) 89 BVEnergia - RR ( * ) 90 Dersa - SP ( * ) 91 Corumbá - DF 92 Procempa - RS 93 Potigás - RN ( * ) 94 Cetrel - BA 95 EBDA - BA ( * ) 96 CDHU - SP 97 Cesama - MG ( * ) 98 Codeba - BA Amazonas Energia - AM ( * ) 99 100 Sanecap - MT ( * ) TOTAL DAS 100 MAIORES TOTAL DE 250 EMPRESAS ESTATAIS LISTADAS PARTICIPAÇÃO DAS 100 MAIORES (%)

344.688 338.513 322.912 317.928 301.726 289.453 275.945 266.723 253.638 240.874 237.365 235.416 230.738 226.240 220.216 212.335 211.443 207.571 199.301 189.701 183.342 170.082 164.765 164.093 162.333 158.880 144.320 142.682 140.859 140.839 139.986 139.153 134.878 134.702 134.539 127.549 127.256 123.448 122.966 119.404 118.481 109.047 101.616 100.280 100.153 99.687 99.431 94.064 356.573.492 361.240.899 98,70

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 51


AS 100 mAioreS Por oriGem De CAPiTAL

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro.

52 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


Desempenho superior destaca 19 companhias PREMIADAS DO ANO

Conheça as empresas homenageadas por sua capacidade de crescimento e de geração de lucro Para expressar seu reconhecimento pelo desempenho do empresariado brasileiro, esta revista, como fez no ano passado, está outorgando o troféu “Balanço Anual – Melhores dos Maiores 2012” a companhias escolhidas, de 18 dos 50 subsetores não financeiros e a uma da área financeira cujos balanços foram analisados pela Boa Vista Serviços para a composição dos rankings. Nesta edição, três subsetores foram incorporados à galeria de premiados: Comércio Exterior e Franquias (ambos do Comércio) e Finanças, categoria que ainda não entrara, em 2011, na lista de atividades analisadas para a composição dos rankings. Outra novidade introduzida é o prêmio “A melhor do ano”, destinado à companhia que mais se destacou entre todas as 7.932 não financeiras que figuram na edição, independentemente de setores. A ganhadora, o laboratório farmacêutico EMS, aparece também como vencedora em “Indústria em geral”. A maioria das integrantes da galeria de premiadas de 2012 – 13 delas – é composta por estreantes. Outras seis – Basf, Carrefour, Eletropaulo, Petrobras, Vale e Vivo – já haviam sido homenageadas no ano passado, quando o critério de escolha era o volume da receita líquida conseguido no exercício. Para a presente edição este critério foi abandonado – para estabelecer novos parâmetros foram convidados dois professores da prestigiosa Fundação Getulio Vargas, Luiz Brito e Richard Saito. O primeiro é professor adjunto do Departamento de Operações da Escola de Administração de Empresas de São Paulo e o segundo, professor titular, é especializado na área de finanças. A eles coube coordenar a montagem dos rankings que resultam na escolha da melhor empresa em sua área de atuação.

54 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


CRITÉRIOS DE ESCOLHA Para realizar a tarefa, os professores receberam da revista rankings pré-selecionados de todos os subsetores a serem premiados, com até 15 empresas cada um, os quais filtrariam para reduzir o número de companhias a dez. O critério da pré-seleção foi ordenar as companhias por receita líquida; para garantir homogeneidade, foram considerados exclusivamente aquelas cujos resultados foram extraídos de balanços referentes ao exercício de 2011. Como ferramenta para fazer a filtragem que resultaria na classificação definitiva (o resultado está nas tabelas “As finalistas”), Brito e Saito criaram quatro indicadores que, aplicados às empresas, representassem tanto sua capacidade de geração de lucro quanto sua capacidade de crescimento e seu porte: • Lucro operacional dividido pelos ativos totais. • Lucro líquido dividido pela receita líquida. • Crescimento percentual da receita líquida sobre o ano anterior. • Receita líquida. Os três primeiros indicadores são uma razão entre duas variáveis e foram expressos como um percentual; não foram consideradas para eles as empresas com faturamento no quartil inferior (25%) da distribuição de receita líquida. O quarto indicador é um valor absoluto do porte da empresa. Para cada indicador se fez um ranking para os dez primeiros colocados, recebendo a empresa dez pontos pelo primeiro lugar, nove pelo segundo, e assim por diante até o décimo colocado, que recebeu um ponto. Os demais receberam zero ponto. Os indicadores dos três primeiros critérios receberam um tratamento estatístico chamado padronização, que torna os valores comparáveis entre si, indicando o quanto cada empresa é melhor que a média de seu setor correspondente. O ranking “A melhor do ano” foi formado considerando-se as vencedoras de cada setor, excluídos aqueles com menos de dez organizações e empresas com receita líquida anual inferior a R$ 500 milhões. A pontuação para cada ranking foi feita da mesma forma que para cada setor, mas agora com os indicadores padronizados para os três primeiros critérios.

Na sequência, as tabelas “As finalistas” mostram todas as empresas que concorreram à premiação

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 55


PREMIADAS DO ANO 56 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


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PREMIADA | a melhor do ano e indústria em geral | ems

Caminhada pela liderança Empresa razoavelmente jovem se reinventou com os genéricos e agora dobra a cada três anos, via inovação 58 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


LUIS REINA Depois de ter mudado o perfil do mercado farmacêutico nacional nos últimos anos, a produção e o consumo de genéricos – cópias de medicamentos cujas patentes já expiraram – continuam crescendo num ritmo constante. A lei dos genéricos entrou em vigor no País em 1999. De lá para cá, o número de medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em atuais 3.330, nas mãos de 101 laboratórios, responsáveis pela distribuição, neste ano, de estimadas 739 milhões de unidades. No decorrer do período, o novo segmento marcou pelo menos mais dois gols de placa: promoveu a maior concorrência de preços dos fármacos em geral e ajudou a elevar a qualidade dos processos de fabricação. Neste cenário de reinvenção, a EMS vem nadando de braçada: pioneira do segmento, ela se mantém como líder na fabricação e venda de genéricos há vários anos. Companhia de capital 100% nacional, a EMS foi fundada em 1964 e conta hoje com dois complexos industriais estrategicamente localizados em São Bernardo do Campo e em Hortolândia, no Estado de São Paulo, os quais têm condições de produzir mais de 480 milhões de unidades/ano. Esta capacidade produtiva irá aumentar em 60% com a construção de três novas fábricas em Manaus (AM), Brasília (DF) e Jaguariúna (SP) e com a expansão da sede de Hortolândia, onde a empresa está prestes a inaugurar uma nova unidade de embalagem de medicamentos sólidos. Para visualizar o mercado nacional de genéricos basta dizer que os resultados, em valor, das vendas deste segmento foram multiplicados por dez entre 2005 e 2011 (veja o gráfico “Jogo de gente grande”). Enquanto há sete anos eram vendidas 151,9 milhões de unidades

de 1.566 medicamentos diferentes, no ano passado as vendas totalizaram 590,9 milhões de unidades de 3.236 fármacos registrados. O bom desempenho é resultado, em parte, do fim das patentes de alguns “blockbusters”, caso dos medicamentos Lipitor e Viagra (Pfizer), Diovan (Novartis) e Levitra (Bayer). E muito embora, num primeiro relance, a EMS possa ser identificada – pelo pioneirismo – como uma empresa voltada para os genéricos, hoje o grupo EMS ultrapassa largamente

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PREMIADA | a melhor do ano e indústria em geral | ems

FOTOS: DIVULGAÇÃO/EMS

macêutica brasileira eram estimadas em R$ 38 bilhões, sendo que os genéricos participavam com 22,4% deste bolo, ou R$ 8,5 bilhões. Por sua vez, a receita líquida do grupo EMS no ano passado foi de R$ 1,636 bilhão, o que lhe dá, portanto, 4,2% do movimento de todo o mercado do País. Há ainda muito espaço para crescer, já que o Brasil ostenta um potencial invejável – as vendas somadas de todos os laboratórios crescem 13% ao ano, de acordo com a Federação Internacional da Indústria Farmacêutica, enquanto nos Estados Unidos e na Europa a expansão, estabilizada, fica abaixo de 2% (leia também, na presente edição, “Sempre se encontra um remédio”). No ano passado, o grupo EMS como um todo assinalou um faturamento 38,6% maior que o de 2010 – mais que o dobro cravado pelo mercado farmacêutico em geral, que cresceu 19%. No caso específico dos genéricos, em 2011 o grupo registrou Inovações criadas pelo uma expansão de 45% no faturacentro de pesquisas geraram mento em relação a 2010, produto mais de 80 patentes da venda de 196,5 milhões de unidades, crescimento de 27% de um ano para o outro. Com tal desempenho, a companhia as fronteiras deste segmento. É formado, na tem dobrado de tamanho a cada três anos. área farmacêutica, pelas empresas Germed, Vários fatores têm contribuído para manter a Legrand e Nova Química. Estas, além dos expansão constante. Entre eles, destaca-se a genéricos, produzem e comercializam tampreocupação do conglomerado em desenvolbém medicamentos de prescrição médica, ver medicamentos inovadores, o que faz com entre outros tipos de fármaco. que 6% do faturamento anual seja reservado Já o laboratório EMS possui as unidades de à pesquisa e desenvolvimento. O Centro de negócios EMS Genéricos, EMS Sigma Pharma P&D da EMS, onde trabalham mais de 240 (que produz medicamentos de prescrição), pesquisadores mestres e doutores, é um dos EMS Hospitalar (que comercializa medicamaiores e mais modernos da América Latina mentos para hospitais privados e órgãos públie um grande diferencial do laboratório. cos), EMS Marcas (que fabrica os similares de As inovações criadas pelo centro de pesmarcas), uma divisão internacional e outra de quisas já geraram mais de 80 patentes em OTC (produtos sem prescrição médica). Nesta todo o mundo, incluindo Estados Unidos última categoria, um dos medicamentos mais e países europeus. Além disso, a EMS é a conhecidos da empresa é o polivitamínico empresa com o maior portfólio do setor Gerovital, campeão de vendas. farmacêutico, com mais de duas mil apresentações de produtos. No Brasil, existem O dobro em três anos nove pedidos de patente da EMS depositados, Segundo dados do IMS Health Institute, em aguardando análise. 2011 as vendas de toda a indústria far-

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A EMS é também o laboratório que mais lançou moléculas nos últimos anos e tem como meta continuar sendo a primeira farmacêutica a colocar no mercado os principais produtos que terão a patente expirada em 2012 e nos próximos anos. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pro-Genéricos), 17 moléculas deverão ter a patente expirada até 2015, com potencial de receita de R$ 370 milhões.

pronta também em 2013, com o objetivo de produzir suplementos alimentares. Ao lado disso, a EMS anunciou recentemente a criação da joint venture Bionovis, em parceria com os laboratórios Aché, Hypermarcas e União Química, que tem como objetivo pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e comercialização de medicamentos biotecnológicos. A expectativa é que a Bionovis se torne futuramente uma referência global nesse mercado.

Investimento constante Em mais uma prova de que o pioneirismo faz parte do DNA da empresa, a EMS foi a primeira a lançar a Sildenafila, a Atorvastatina e a Olanzapina (respectivamente, genéricos dos campeões de venda Viagra, Lipitor e Zyprexa), um dia após a expiração de suas patentes. E também a primeira a lançar no mercado a Valsartana (Diovan) e a Rosuvastatina (Crestor) após terem também as patentes expiradas. A divisão EMS Genéricos é responsável por aproximadamente 60% da produção e do faturamento do laboratório EMS. Atualmente o principal produto em vendas da divisão é a Losartana (anti-histamínico), com 5,1 milhões de unidades, seguido da Sildenafila, com 4,5 milhões de unidades comercializadas, e Rosuvastatina, com 1,2 milhão. Em 2011 foi anunciado o maior plano de expansão do grupo, um investimento de R$ 600 milhões para a construção das três novas fábricas, das quais a unidade de Manaus (AM), na região da Zona Franca, já está em obras, para a produção de sólidos (1,5 bilhão de comprimidos e cápsulas por mês). O investimento nesta planta é de R$ 360 milhões e o seu objetivo é atender à expansão da produção da empresa. Em Brasília (DF), por sua vez, serão investidos R$ 150 milhões para a instalação de uma fábrica de medicamentos oncológicos. As obras serão iniciadas ainda em 2012 – com previsão de início das atividades em 2013. Já em Jaguariúna (SP), uma nova unidade, de menor porte, deverá ficar

Capacidade de produção supera 480 milhões de unidades/ano

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AGRONEGÓCIO Perspectiva de safra histórica renova o ânimo

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Na safra, uma injeção de ânimo

AGRONEGÓCIO

A previsão de uma colheita novamente recorde, na esteira da quebra da produção nos Estados Unidos, traz boas perspectivas

O

s prognósticos de uma safra histórica no ciclo 2012/2013 demonstram que há fôlego suficiente para injetar ânimo à economia como um todo. Esta próxima colheita promete quebrar o recorde do ano passado, de 163,3 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Além disso, com preços e margens de lucratividade impulsionadas pela escalada das cotações internacionais dos principais grãos produzidos pelo País, deve reverter a queda de 3% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no primeiro semestre de 2012, ante o mesmo período de 2011. As apostas mais recentes sugerem efeitos positivos igualmente ao longo de 2013, diante da perspectiva de aumento da renda no campo, proporcionado pela contratação, pelos produtores, de preços de venda mais remuneradores para as safras que deverão ser colhidas no próximo ano. A quebra na safra dos Estados Unidos, maiores produtores mundiais de soja e milho, veio no momento em que os agricultores brasileiros finalizavam sua decisão de plantio. A alta de preços decorrente da redução na produção agrícola norte-americana, com destaque para a milho e soja, levou a uma verdadeira corrida para a negociação de contratos de venda antecipada da produção que somente desembarcará no mercado depois de fevereiro do ano que vem, com o travamento de preços superiores aos

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registrados no ciclo agrícola anterior e rentabilidade proporcional, a despeito da elevação dos custos de produção observada neste ano. O impacto desta valorização vem sendo percebido na balança comercial do agronegócio ainda de forma discreta, mas tende a se acentuar. Nos primeiros sete meses deste ano, o agronegócio nacional exportou mercadorias no valor de US$ 53,7 bilhões – quase 39% de todas as vendas externas registradas pelo País. Com importações limitadas a US$ 9,2 bilhões, o setor não só reafirmou sua baixa dependência em relação aos produtos importados, como assegurou saldo positivo para o País. Enquanto o déficit comercial geral foi de US$ 34,6 bilhões no período, o agronegócio cravou superávit de US$ 44,5 bilhões. Ou seja, bancou a diferença para que o saldo se mantivesse positivo em quase US$ 10 bilhões. Tem sido assim desde 2007, quando os setores não ligados a atividades agropecuárias e florestais passaram a acumular rombos crescentes em sua balança comercial. Naquele ano, o País como um todo fechou o exercício com saldo positivo de US$ 40 bilhões, mas o agronegócio, isoladamente, registrou US$ 49,7 bilhões. O saldo não parou de crescer desde então, até atingir o recorde de US$ 77,5 bilhões no ano passado, período em que a agricultura brasileira surfou


a onda da valorização dos grãos no mercado externo. Na contramão, os demais segmentos da economia brasileira saíram de um superávit já modesto de US$ 3,7 bilhões em 2007 para um rombo de US$ 47,7 bilhões no ano passado. A tendência, pelos dados apresentados até o momento, é de que este recorde negativo seja batido em 2012 em grandes números, projetando-se déficit próximo a US$ 60 bilhões. Para compensar, o resultado final da balança do agronegócio poderá suplantar o dado histórico de 2011, ficando ligeiramente acima de US$ 80 bilhões, o que deixaria o superávit geral brasileiro na casa dos US$ 20 bilhões, quase um terço mais baixo do que no ano passado. Se as projeções para o agronegócio neste segundo semestre, e igualmente em 2013, são mais promissoras, os setores industriais diretamente relacionados ao processamento de produtos agropecuários e à produção de alimentos e de bebidas demonstram disposição para seguir uma trajetória de crescimento superior à estimada para a economia brasileira de forma mais geral. A indústria alimentícia mantém o ritmo, puxada pelo crescimento do emprego e da renda, que continuam avançando ainda vigorosamente. Segundo o diretor do Departamento de Economia da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Denis Ribeiro, o setor historicamente demonstra estabilidade mesmo diante de crises na economia. “Ninguém deixa de comer. A pessoa pode comprar menos chocolate, mas precisa se alimentar”, sustenta. Os números com os quais a Abia trabalha para 2012 pressupõem crescimento de 5% para a produção física, avanço de 4,5% no total de empregos gerados pelo setor, para 1,621 milhão de trabalhadores, e elevação de 6% nas vendas em termos reais, depois de marcar um incremento na faixa de 5% em 2011, quando a indústria de bens alimentícios e de bebidas faturou R$ 383,4 bilhões, com participação crescente do segmento de food service. O setor de bebidas, por sinal, também tem

passado praticamente ileso dos impactos trazidos pelo desaquecimento geral da atividade econômica. Mesmo quando não há eventos do porte de uma Copa do Mundo, quando tipicamente o consumo dispara, a indústria de bebidas consegue manter suas vendas em alta, como ocorreu em 2011. No ano passado, enquanto a indústria como um todo praticamente parou de crescer, o segmento conseguiu ostentar uma taxa de crescimento de 9% na comparação com 2010. Na primeira metade de 2012, segundo pesquisa da consultoria Nielsen, as vendas de bebidas alcoólicas e não alcoólicas tiveram avanços, pela ordem, de 1,6% e de 1,8% em relação aos primeiros seis meses do ano passado, com perspectivas de crescimento para o restante do ano.

Alguns segmentos da pecuária são os únicos que têm queixas, devido ao descompassso entre os custos e os preços conseguidos pelos produtos

Problemas na pecuária

Mas nem tudo corre bem para o agronegócio. A disparada do milho e da soja, que respondem por quase 80% dos custos das rações consumidas por aves e suínos, afetou as margens operacionais destes dois setores e vem produzindo prejuízos, especialmente para criadores independentes. Na pecuária de corte, o cenário favorece mais os grandes grupos frigoríficos que passaram a dominar o setor do que os produtores, às voltas, neste momento, com uma inversão do chamado ciclo pecuário, caracterizado pela tendência baixista nos preços recebidos pela arroba de boi gordo. No setor de cana, as usinas também enfrentam dificuldades, geradas pela baixa competitividade do etanol em relação à gasolina, que tem seu preços virtualmente congelados desde 2007, escassez de matéria-prima, ociosidade, a retomada do endividamento e margens apertadas, quando não francamente negativas. O quadro tem travado os investimentos de que o País precisa para suprir a demanda doméstica e ainda aproveitar oportunidades que se abrem no mercado internacional, especialmente pelo encarecimento do milho, utilizado para produzir álcool nos EUA. A falta de investimentos em nova usina pode fazer com que o País enfrente um déficit estimado em 34 bilhões de litros nos próximos anos.

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PREMIADA | alimentos e agronegócios | cargill

Cá como lá, há o que ganhar

Unidade de Goiânia: aquisição para levar novos itens ao portfólio de produtos

A posição conquistada como grande exportadora não tira o apetite pelo crescimento no mercado doméstico Lívia Andrade Maior empresa do agronegócio do mundo, a Cargill não deixa por menos no Brasil, onde atua desde 1965 – em receita líquida é a décima em importância entre todas as companhias que operam aqui, de acordo com os dados da presente edição. Criou alicerces firmes o suficiente para se manter no pelotão de frente dos maiores exportadores brasileiros – neste ano, até julho, é a quinta no ranking, com US$ 2,2 bilhões embarcados. No ano passado, as vendas externas, lideradas pela soja, foram de R$ 14 bilhões, 32% superiores às de 2010. Ao final do exercício, a companhia apresentou um surpreendente salto na coluna do lucro, de 142%, saindo de R$ 92,2 milhões para R$ 223 milhões. Mesmo exportando 75% do volume das mercadorias que processa e vende (22 milhões de toneladas em 2011), a Cargill não deixa em plano inferior o mercado interno. Para cres-

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cer nele, utiliza a diversificação como palavra de ordem na série de investimentos que tem anunciado. No ano passado, por exemplo, ampliou significativamente seu portfólio no segmento alimentício, comprando por R$ 600 milhões a divisão de atomatados de outra gigante, a Unilever, ficando dona das marcas líderes Pomarola, Elefante e Tarantela, e a unidade de processamento de tomate de Goiânia. “A operação é parte da estratégia da Cargill em continuar a expandir sua atuação no varejo brasileiro”, diz Luiz Pretti, presidente da Cargill Foods Brasil. Desde o início de agosto no cargo – no qual substituiu Marcelo Martins, agora responsável pela Cargill Foods México –, ele é também tesoureiro da Cargill para a América Latina, presidente do Banco Cargill e membro dos conselhos da Fundação Cargill, CargillPrev e SJC Bioenergia. A entrada no mercado de atomatados potencializa as forças de vendas e distribuição da empresa.


“Analisamos uma série de categorias e foi na de atomatados que percebemos uma boa sinergia. Decidimos entrar em um segmento que entendemos ser harmônico com o nosso negócio”, detalha Rubens Pereira, diretor da unidade de negócio Cargill Foods Brasil. Os números explicam o interesse da empresa: os derivados de tomates ocupam a sétima colocação nos produtos alimentícios não perecíveis, com penetração de mais de 70%. Segundo pesquisa da Nielsen, a Cargill já é a líder no mercado de produtos de tomate com uma fatia de 29%, com participação de 24% em molhos e 38% em extrato.

Busca da inovação As ações da empresa demonstram que isso ainda não a satisfaz. Pouco mais de um ano depois da compra da divisão de atomatados da Unilever, aumentou seu portfólio de itens do gênero, lançando o Pomarola Mais, um produto que combina tomates selecionados com o azeite Gallo extravirgem, marca de propriedade da Gallo Worlwide, mas distribuída e comercializada com exclusividade no Brasil pela própria Cargill. Outra novidade foi o lançamento do Pomarola Tomate Pelado, que traz o fruto inteiro e é preferido por muitos cozinheiros, porque permite a preparação de molhos mais densos. Um segmento que a multinacional olha com particular atenção é o promissor food service, alimentação fora do lar, que cresce à média de 14% ao ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). Tanto que investiu R$ 20 milhões na montagem de um centro de inovação, destinado a estreitar o relacionamento com a clientela dedicada às áreas de bebidas, panifica-

ção, derivados de leite, confeitos e comida de conveniência. Ou seja, outros fabricantes de alimentos, como Unilever, Nestlé, Bauducco e Kraft. O centro foi estrategicamente instalado na cidade de Campinas (SP), onde ficam a pioneira Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o respeitado Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ligado à Agência Paulista dos Agronegócios (Apta) e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em médio prazo, a Cargill espera que novos produtos ali desenvolvidos representem 5% do faturamento total da companhia. Também para atender aos clientes industriais, a Cargill decidiu investir R$ 350 milhões de reais numa nova fábrica de processamento de milho para produção de ingredientes utilizados em alimentos lácteos, balas, confeitos, bebidas, pães e insumos fornecidos para a indústria de papel e nutrição animal. Castro, no Paraná, foi a cidade escolhida para abrigar a nova unidade, que aumentará em 30% a capacidade de moagem de milho na América do Sul. O anúncio atraiu a Evonik Insdustries AG, empresa FOTOS: DIVULGAÇÃO/CARGILL com a qual a Cargill tem parceria na unidade da empresa em Blair, Nebraska, nos EUA. Assim como na cidade americana, a Evonik irá construir uma fábrica no complexo industrial da Cargill em Castro e utilizará matéria-prima fornecida pela empresa para a fabricação de Biolys, produto biotecnológico utilizado para nutrição animal.

Aposta no biodiesel

Pretti: estreia no cargo com o lançamento do biodiesel à base de soja

No setor sucroalcooleiro, a Cargill e o grupo paulista USJ – usinas São João, em Araras (SP), São Francisco, em Quirinópolis (GO), e Cachoeira Dourada (GO) – celebraram

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PREMIADA | alimentos e agronegócios | cargill

uma joint venture , a SJC Bioenergia, unidade ainda em construção. Juntas, as empresas processam cinco milhões de toneladas de cana e produzem 170 milhões de litros de etanol, 420 mil toneladas de açúcar e 350 mil megawatts de energia/ano. Mas o objetivo é já na safra 2013/2014 moer 7,5 milhões de toneladas, o que acrescentaria mais 200 milhões de litros de etanol e outros 200 mil megawatts de energia/ano. Na associação, o grupo paulista entrou com as usinas goianas e aportou R$ 350 milhões. Além disso, foram transferidas para a nova empresa dívidas de R$ 1 bilhão da USJ. Já sob o comando de Luiz Pretti, a Cargill iniciou a produção de biodiesel, utilizando soja fornecida por agricultores familiares. As instalações, que têm capa-

cidade produtiva de 200 mil toneladas por ano, ficam em Três Lagoas (MS) e custaram R$ 130 milhões. O lançamento nessa nova atividade foi precedido de estudos de mercado, que apontam um futuro promissor. Há seis anos, praticamente não se processava o biocombustível no País. No ano passado, o Brasil produziu mais de 2,5 milhões de metros cúbicos e a previsão é de expansão, porque todo óleo diesel distribuído no País tem que ter 5% de biodiesel, o chamado B5. E há movimentos reivindicando o aumento do percentual da mistura para 10% (B10) e 20% (B20) nos grandes centros urbanos. “A atividade trará para a unidade uma importante opção para o escoamento do óleo ali produzido”, afirma Paulo Sousa, diretor da Unidade de Negócio Grãos e Processamento de Soja.

A mais nova área de atuação do grupo é o biodiesel, produzido em Três Lagoas (MG) com soja fornecida por agricultores familiares

Desde 1965 no Brasil, a companhia diversifica para novas áreas

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No campo, o vento sopra a favor Perspectiva de menor oferta mundial e estoques apertados dispara o gatilho dos preços e sugere produção mais elevada

AGRICULTURA

Sérgio Jardim A safra de grãos plantada neste segundo semestre nas maiores regiões produtoras do País privilegia a soja e o milho – neste caso, com apostas concentradas na segunda safra –, graças à tendência de os preços das duas culturas continuarem aquecidos, cujos estoques mundiais estão mais magros. Dados trabalhados pela MBAgro sugerem uma colheita de soja entre 78 milhões e 80 milhões de toneladas na próxima safra – novo recorde nacional, bem acima das 66,4 milhões de toneladas colhidas no primeiro semestre deste ano, quando as lavouras do Sul e do Nordeste do País foram castigadas pela estiagem. No relatório de agosto sobre oferta e demanda mundial de grãos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês), estima crescimento de 22% para a safra brasileira: 81 milhões de toneladas, ante as 73,3 milhões de toneladas que os Estados Unidos esperam colher neste segundo semestre. Na safra passada, o mau tempo derrubou a produção de soja no Hemisfério Sul, causando perdas de 18 milhões de toneladas apenas no Brasil e na Argentina e de 8 milhões de toneladas nos Estados Unidos. No mundo todo, a safra colhida foi reduzida de 265 milhões para 236 milhões de toneladas. No caso do milho, a produção mundial foi quase 45

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milhões de toneladas maior, subindo para 874 milhões de toneladas, superando o consumo global pela primeira vez desde 2007/2008. No Brasil, o bom regime de chuvas no CentroOeste favoreceu a colheita de uma safrinha recorde de 38,56 milhões de toneladas, que, somada à de verão – 34,22 milhões de toneladas –, resultou numa oferta histórica de 72,80 milhões de toneladas. O desembarque no mercado da chamada safrinha de milho coincidiu com uma das mais severas estiagens no meio-oeste dos Estados Unidos, que deverão produzir em torno de 252,11 milhões de toneladas, perto de 55,66 milhões de toneladas abaixo da previsão anterior. As reservas mundiais do grão deverão encolher para 12% do consumo global. No caso da soja, os estoques deverão vir abaixo dos 20%, ante a 27% no ciclo 2010/2011, resultado também da frustração da safra americana, estimada pelo Usda em pouco menos de 73,30 milhões de toneladas – 17,34 milhões menos do que em 2010/2011. Os preços internacionais do milho e da soja, em escalada desde a segunda metade de junho, devem se manter em alta, descontadas as flutuações sazonais. E a próxima safra brasileira poderá ser favorecida, ainda, pela ocorrência do fenômeno climático El Niño, destaca o consultor José Carlos O’Farrill Vannini Hausknecht,. “Em anos de El Niño, a região Sul do País tende a ter safras muito boas”, reforça. As condições ficam mais favoráveis, gra-


ças a “um câmbio mais acertado e a preços médios mais elevados”. O avanço vigoroso dos preços da soja entre junho e julho fez disparar o interesse dos produtores de Mato Grosso em antecipar a venda do que colherão no início de 2013 para 57,5% do total no início de julho, diante de 28% no mesmo período de 2011, segundo Daniel Latorraca, gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O estado responde por 32,3% da produção brasileira, consolidando sua liderança nesta área com 21,8 milhões de toneladas produzidas em 2011/2012, Nas transações com revendas e tradings, os sojicultores já haviam assegurado 90% de suas necessidades de insumos para o próximo plantio, fixando preços, em média, ao redor de R$ 50 para a saca a ser entregue em maio de 2013, conforme Latorraca. No País todo, as vendas de fertilizantes cresciam 5,6% no fechamento do primeiro semestre, atingindo 11,7 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) – o melhor resultado para o período em toda a série de dados da entidade. A corrida para antecipar o fechamento de contratos de venda elevou o percentual já negociado da safrinha de milho, ainda em fase de colheita no final de julho, de 56% em junho para 69,5% no mês seguinte. A previsão para a safrinha de milho mato-grossense, que predomina no estado, indicava a colheita de 15,58 milhões de toneladas, num salto de 122,8% em relação ao ano passado, de acordo com levantamento do Imea. Com base em dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco projeta margem operacional líquida ao redor de 49% para os produtores de soja do Mato Grosso na safra 2011/2012, com ganho líquido de 22,8% para os produtores

de milho de Goiás. O Imea trabalha com uma previsão de R$ 42 para o preço médio ponderado para a saca de soja vendida neste ano em Mato Grosso, numa variação de praticamente 14% em relação à média de R$ 37 registrada em 2011. Um dado mais concreto parece confirmar esta hipótese. O total de recursos utilizados no estado para financiar o custeio das safras de grãos, afirma Latorraca, chegou a R$ 7,2 bilhões, 35% financiados pelos próprios produtores, percentual que vem se mantendo há duas safras. Na mesma comparação, a participação das tradings multinacionais no financiamento da safra foi reduzida de 50% para 18%, enquanto a fatia das revendas de insumos subiu de 11% para 25%. O oeste baiano, segundo maior produtor de algodão no País e polo de produção de soja e milho, sofreu nesta safra a pior estiagem desde que a exploração agrícola, sob moldes empresariais, iniciou sua expansão ali. Conforme Walter Horita, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), houve redução entre 12% e 15% na produtividade da soja e quebra de 20% a 25% na produção de algodão. As surpresas não foram apenas negativas. Na média, os produtores da região venderam a soja colhida neste ano entre US$ 23 e US$ 24 a saca, abaixo dos níveis que seriam registrados nas semanas seguintes, refletindo a quebra na safra dos Estados Unidos. Nas contas de Horita, os preços do milho e da soja tendem a se manter favoráveis provavelmente até 2014. Com base nos valores alcançados no final de julho, próximos a US$ 25 a saca de soja, a rentabilidade do grão aproxima-se dos 100%, avalia. O algodão enfrenta situação inversa, com os preços pagos aos produtores praticamente encostando nos custos, descreve Horita, e previsão de menor plantio na safra 2012/2013. Pelos mesmos motivos, Hausknecht, da MBAgro, espera “redução significativa” na área destinada ao plantio na próxima safra.

Segundo previsão da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), os preços do milho e da soja tendem a se manter favoráveis provavelmente até 2014

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 73


AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CAFÉ 1 Ipanema Agrícola - MG ( * ) 25.337 -27 -2.222 -3.020 149.170 96.579 -2.861 19.308 ND -8,8 17 154,5 -3,1 2 Agronol - BA ( * ) 12.620 41,3 1.511 1.969 141.873 87.227 1.461 4.032 130,3 12 8,9 162,7 2,3 3 Unicafé - ES 7.962 42,3 1.716 1.824 22.132 18.629 1.827 4.577 106,3 21,6 36 118,8 9,8 4 Transagro - MG ( * ) 6.722 2,7 1.166 1.411 12.111 5.820 2.105 -384 121 17,4 55,5 208,1 24,2 5 Queiroz de Moraes - SP 2.675 46 -272 -349 30.343 19.881 -485 253 ND -10,2 8,8 152,6 -1,8 6 Bom Jardim Parts - SP 156 228,1 -235 -235 2.254 2.206 -304 -49 ND -150,3 6,9 102,2 -10,7 7 Agropecuária Carrilho - SP ( * ) 124 -14,9 119 113 5.373 5.257 110 3 95,5 95,4 2,3 102,2 2,2 8 Faz Guariroba - SP ( * ) 51 -1,6 -3.331 -3.588 27.390 19.143 -2.653 87 ND -6.561,90 0,2 143,1 -18,7 9 Marsel - ES ( * ) — -100 -1.941 -1.941 1.463.304 1.210.902 -1.400 -13.912 ND ND ND 120,8 -0,2 10 Bahia Café - BA ( * ) — — -4 -4 82 -17 -4 2 ND ND ND ND ND 2,7 -3.493 -3.819 1.854.031 1.465.627 -2.204 13.918 113,6 1,6 8,9 143,1 -0,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 55.648 CEREAIS E GRÃOS 1 SLC Agrícola - RS ( * ) 567.791 90,5 38.874 62.368 2.430.073 1.874.993 111.576 269.824 160,4 6,9 23,4 129,6 3,3 2 Agruinvest Brasil Ltda - SP 127.710 71,4 -7.604 -7.604 187.059 48.498 -15.664 41.512 ND -6 68,3 385,7 -15,7 3 Moinho Regio - MT ( * ) 102.838 23,8 2.623 1.919 62.069 6.939 5.939 24.768 73,2 2,6 165,7 894,5 27,7 4 Rio Corrente - SP ( * ) 96.325 12,3 10.597 10.597 317.295 258.415 31.918 5.579 100 11 30,4 122,8 4,1 5 Itamarati Norte - MT 86.984 13,1 42.928 27.316 161.524 46.367 57.676 -6.759 63,6 49,4 53,9 348,4 58,9 6 Cotricampo - RS 43.387 — — — — — — — ND ND ND ND ND 7 4 Irmãos - RS ( * ) 42.043 -0,4 4.792 3.563 238.104 143.540 7.337 9.615 74,4 11,4 17,7 165,9 2,5 37.728 -4,1 5.477 3.789 226.083 150.049 6.383 3.129 69,2 14,5 16,7 150,7 2,5 8 ABC A&P - MG 32.406 3,6 5.926 6.721 161.108 89.416 10.933 15.910 113,4 18,3 20,1 180,2 7,5 9 Granja Bretanhas - RS ( * ) 10 Agro Eldorado - SP 27.907 0,4 2.876 2.170 244.348 199.858 5.170 27.247 75,5 10,3 11,4 122,3 1,1 11 Fazenda Camargo - MT ( * ) 26.015 12,8 -3.908 -4.717 41.036 17.279 -307 7.168 ND -15 63,4 237,5 -27,3 12 Vale do Javaés - TO ( * ) 16.999 11,4 970 997 37.451 37.374 782 6.150 102,7 5,7 45,4 100,2 2,7 15.946 3,9 1.090 1.142 67.226 49.531 1.870 -369 104,8 6,8 23,7 135,7 2,3 13 Salles - MT ( * ) 14 Agropec Rossato - PR ( * ) 14.039 -10,5 2.664 2.249 25.356 13.319 2.851 11.657 84,4 19 55,4 190,4 16,9 10.544 -38 401 515 26.290 11.603 1.449 9.305 128,3 3,8 40,1 226,6 4,4 15 Strobel Agricultura - RS ( * ) 16 Agropec Cobrape - TO ( * ) 10.065 54,4 -104 -104 48.423 34.685 870 5.158 ND -1 20,8 139,6 -0,3 17 J Mendonça - GO ( * ) 9.603 2.027,80 8.478 8.553 35.771 19.914 9.198 9.922 100,9 88,3 26,8 179,6 43 6.340 17,3 879 1.034 20.600 12.600 1.504 3.381 117,6 13,9 30,8 163,5 8,2 18 Irmãos Strobel - RS ( * ) 19 Nova Holanda - MA ( * ) 5.615 -56,7 623 467 36.923 -11.984 4.218 3.394 74,9 11,1 15,2 ND ND 5.362 966 -643 -441 27.147 7.385 -551 9.369 ND -12 19,8 367,6 -6 20 Agropar - BA ( * ) 21 Mafra/SC - SC 5.086 -18,8 48 66 10.566 8.055 1.018 331 139 0,9 48,1 131,2 0,8 22 Imperador - TO ( * ) 3.995 — -5.906 -5.906 70.077 10.030 -558 5.802 ND -147,9 5,7 698,7 -58,9 23 Guarita Agrosul - RS ( * ) 3.229 2,7 430 430 7.894 4.543 638 1.057 100 13,3 40,9 173,8 9,5 24 Isa Irrigação - BA ( * ) 2.245 108,1 -773 -773 39.435 14.440 -41 3.177 ND -34,4 5,7 273,1 -5,4 25 Schadeck Agropec - SC 2.212 — -20 -20 4.410 1.685 219 1.066 ND -0,9 50,2 261,7 -1,2 26 Madeireira Rio Paraná - PR ( * ) 2.077 -38,1 407 401 22.040 19.240 483 3.516 98,5 19,6 9,4 114,6 2,1 27 Guerra - MS 1.700 -31,8 -134 -173 3.822 3.314 -130 1.512 ND -7,9 44,5 115,3 -5,2 1.431 -64,4 -1.120 -1.120 22.910 17.795 265 -581 ND -78,2 6,3 128,7 -6,3 28 Agrobasa - CE ( * ) 29 Guarita - MT ( * ) 1.258 -35,3 -536 -522 4.150 -707 -379 350 ND -42,6 30,3 ND ND 401 50,2 -73 -73 14.040 4.323 -72 650 ND -18,1 2,9 324,8 -1,7 30 Água Branca Agropec - TO ( * ) 31 Monday - PR ( * ) 340 37 295 287 3.293 2.986 295 -5 97,3 86,8 10,3 110,3 9,6 32 Rocha Santos - MA ( * ) 59 -28,2 -1.277 -1.277 17.827 6.666 -106 315 ND -2.164,00 0,3 267,4 -19,2 33 Propala - MG ( * ) 52 0,8 -149 -1.119 7.454 1.430 -149 283 ND -286,2 0,7 521,4 -78,3 34 Céu Azul - MT ( * ) — — 97 97 18.830 3.952 97 -10.743 100 ND ND 476,5 2,5 35 Agrop São Francisco - GO ( * ) — -100 -67 608 4.823 2.122 -67 4 ND ND ND 227,3 28,6 — — -351 -351 4.770 -2.828 -253 2.536 ND ND ND ND ND 36 Santa Rosa - SP ( * ) — — -71 -71 4.478 4.478 — — ND ND ND 100 -1,6 37 EBCW - PR ( * ) 38 Valivai - PR ( * ) — — — — 4.035 4.035 — — ND ND ND 100 ND — -100 -35 -38 2.543 2.501 -6 -33 ND ND ND 101,7 -1,5 39 Terrales - RS ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (39) 1.309.732 3,2 107.704 110.980 4.661.279 3.117.839 244.407 465.200 100 4,8 23,5 173,8 2,2 CULTURAS DIVERSAS 1 Maeda - GO ( * ) 254.014 -8,1 -120.343 -94.184 483.561 41.009 -49.763 -27.333 ND -47,4 52,5 1.179,20 -229,7 2 Jereissati - CE ( * ) 29.134 28.668,70 27.671 27.478 53.228 32.815 24.751 15.357 99,3 95 54,7 162,2 83,7 3 Bagisa - BA 24.180 41,7 4.296 3.205 40.886 13.892 8.500 8.761 74,6 17,8 59,1 294,3 23,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CULTURAS DIVERSAS (continuação) 4 Vale do Juliana - BA ( * ) 2.720 -48,9 -7.865 -7.831 52.481 8.789 -6.757 565 ND -289,1 5,2 597,1 -89,1 5 M Libanio - BA ( * ) 1.872 22,5 -607 -605 15.101 -729 53 3.200 ND -32,5 12,4 ND ND 6 Calheira Agrícola - BA ( * ) 261 — -27 -27 715 -1.320 56 -382 ND -10,4 36,5 ND ND 105 — 17 87 3.152 3.002 17 1.324 521,9 15,8 3,3 105 2,9 7 Tucano - ES ( * ) 8 Cotoníficio Moreno - PE ( * ) — — -455 -263 7.823 3.221 -219 -672 ND ND ND 242,9 -8,2 9 Salmepa - PE ( * ) — — — — 6.176 6.176 — — ND ND ND 100 ND 10 Canaan Cacau - PA ( * ) — — -739 -739 4.697 797 -414 — ND ND ND 589,4 -92,8 11 Fazenda Serra Verde - CE ( * ) — — -20 -20 518 507 -20 — ND ND ND 102,2 -3,9 12 Universal Agro - PA ( * ) — — -106 -106 471 -429 -27 — ND ND ND ND ND 22,5 -98.179 -73.005 668.809 107.731 -23.822 820 99,3 -10,4 36,5 242,9 -6,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 312.285 DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA 1 EBDA - BA ( * ) 101.616 20 -20.581 -20.581 36.256 -219.340 178 -1.574 ND -20,3 280,3 ND ND 84.982 17,8 -2.368 4.967 33.665 23.406 -533 -6.922 ND -2,8 252,4 143,8 21,2 2 Emater PA - PA ( * ) 3 Emdagro - SE ( * ) 57.805 — -4.848 -5.752 23.190 7.817 -2.547 2.374 ND -8,4 249,3 296,7 -73,6 4 Codasp - SP 51.152 -52,1 -8.442 -8.442 55.069 43.934 -7.171 15.752 ND -16,5 92,9 125,4 -19,2 5 Monte Alegre/Agropec - MG 35.146 72,7 2.715 2.695 38.385 6.155 12.710 3.693 99,3 7,7 91,6 623,6 43,8 6 Empaer MT - MT ( * ) 30.949 4,9 -3.053 -2.582 35.913 -69.815 -1.548 -1.285 ND -9,9 86,2 ND ND 26.770 41,2 1.951 1.936 127.665 71.518 4.505 -4.175 99,2 7,3 21 178,5 2,7 7 Codapar - PR ( * ) 8 Emepa - PB ( * ) 18.678 35,3 -344 -6 9.172 3 433 -1.049 ND -1,8 203,6 326.404,60 -206,8 13.259 -22,2 86 65 1.961 1.653 127 1.296 76 0,7 676,2 118,6 4 9 Cepasa - RS ( * ) 8.341 45,5 -1.062 -371 41.050 20.598 -333 2.663 ND -12,7 20,3 199,3 -1,8 10 CPA Agrícola - DF ( * ) 11 Cereais Verdes Campos - TO ( * ) 5.043 -17,7 -2.527 -2.527 67.317 32.838 -190 -3.044 ND -50,1 7,5 205 -7,7 12 Itaúba - MT ( * ) 1.546 28,2 -136 -10.182 9.881 7.574 399 3.160 ND -8,8 15,6 130,5 -134,4 13 Emater Rio - RJ ( * ) 295 -13,2 -234 -234 13.001 3.672 -265 243 ND -79,2 2,3 354,1 -6,4 172 30,3 414 243 47.535 46.938 414 409 58,7 240,2 0,4 101,3 0,5 14 Codeverde - BA 15 Ciama AM - AM 153 -70,1 -6.338 -6.230 180.189 177.686 -6.930 -202 ND -4.142,60 0,1 101,4 -3,5 21 -80,6 -57 656 43.693 19.443 -3 563 ND -271,9 0,1 224,7 3,4 16 Agrometa - BA ( * ) 17 Agro Pecuaria - MT ( * ) -3 41,3 -3 -3 1.368 1.250 -3 — ND 100 -0,2 109,5 -0,2 18 Cagb - MT ( * ) — — 1.291 1.291 10.972 8.992 2.541 -120 100 ND ND 122 14,4 18,9 -43.536 -45.057 776.281 184.320 1.783 11.782 99,2 -8,8 21 161,2 -1 ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 435.925 FRUTAS 1 Ducôco Alimentos - ES 169.488 14,7 1.175 822 103.718 23.759 12.450 29.949 70 0,7 163,4 436,5 3,5 2 Sol Coqueira - ES 115.271 20,9 44.720 -38.615 1.537.079 1.468.462 119.978 21.492 ND 38,8 7,5 104,7 -2,6 3 Socôco SA Agroindustria - PA 81.915 21,8 24.823 33.653 174.842 149.437 29.397 14.478 135,6 30,3 46,9 117 22,5 4 Rasip - RS ( * ) 72.909 34,9 -4.618 -3.295 143.217 59.498 1.044 24.982 ND -6,3 50,9 240,7 -5,5 5 Agroterenas Citrus - SP ( ** ) 44.437 61,1 -28.358 -27.104 209.117 97.542 -25.214 685 ND -63,8 21,3 214,4 -27,8 6 Peterfrut - ES ( * ) 37.669 21,1 -5.149 -4.146 22.722 3.556 -3.510 — ND -13,7 165,8 639 -116,6 7 Lazzeri - RS 34.645 16,7 -1.049 -1.049 90.887 51.725 6.309 11.396 ND -3 38,1 175,7 -2 33.510 -15,1 -15.494 -18.317 145.479 74.554 -9.287 6.849 ND -46,2 23 195,1 -24,6 8 Adeco Agropecuária - BA ( * ) 9 Renar Maçãs - SC 27.520 -17,2 -13.341 -21.599 135.224 46.812 171 12.596 ND -48,5 20,4 288,9 -46,1 10 Matriz - SC ( * ) 27.461 23,7 627 575 103.443 53.575 972 18.503 91,7 2,3 26,6 193,1 1,1 11 Caliman - ES ( * ) 16.277 -15,1 756 864 61.868 39.754 5.339 9.621 114,3 4,6 26,3 155,6 2,2 12 Agrobrás Tropical - PE ( * ) 15.909 -32,3 -4.334 -4.264 15.514 12.849 -4.358 5.437 ND -27,2 102,5 120,8 -33,2 13 Sete Lagoas - SP 8.106 -9,7 5.757 4.800 40.417 30.148 5.777 6.560 83,4 71 20,1 134,1 15,9 14 Caliman Agrícola - RN ( * ) 6.178 -29,8 212 176 26.754 16.472 1.594 5.955 83 3,4 23,1 162,4 1,1 15 Cajupí - PE ( * ) 5.275 — 2 -2.237 7.974 4.900 1.065 3.321 ND 0 66,2 162,7 -45,7 1.783 25,5 -991 -991 19.850 1.070 -858 -8.467 ND -55,6 9 1.855,00 -92,6 16 Boreasa - CE ( * ) 17 Franor Agrícola - SP 1.731 72,9 1.428 1.371 127.133 84.161 1.624 0 96 82,5 1,4 151,1 1,6 18 Romana Participações - ES ( * ) 1.024 -11 32 27 7.846 4.480 161 -1.622 84,4 3,1 13,1 175,1 0,6 19 Botucatu Citrus - SP ( * ) 752 -86 -2.941 -2.966 79.010 51.366 -2.898 1.866 ND -390,9 1 153,8 -5,8 20 Nova Olinda - AC ( * ) 393 657,9 6 6 15.497 8.204 8 -64 100 1,6 2,5 188,9 0,1 21 Citropar - PA ( * ) 377 -88,5 -5.672 -5.672 43.410 36.044 -2.173 3.917 ND -1.505,60 0,9 120,4 -15,7 22 Caema Alvorada - CE ( * ) 310 71,9 -67 -67 8.042 3.989 -61 1.041 ND -21,7 3,9 201,6 -1,7 23 Crasto Caisa - SE ( * ) 104 -1,6 -490 -490 206 16 -483 -24 ND -471 50,5 1.306,50 -3.109,80 24 Frutan - PI ( * ) 64 65,2 -81 -81 10.132 1.692 -81 533 ND -126,8 0,6 598,9 -4,8 25 Mearim/MA - MA ( * ) — — -2.737.096 -2.737.096 12.578.060 4.054.873 -5.474.192 387.031 ND ND ND 310,2 -67,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 75


AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % frutas (continuação) 26 José Salomão Gibran - SP ( * ) — — 4.845 4.224 109.079 98.236 6.268 — 87,2 ND ND 111 4,3 27 Terranova Agrícola - RN ( * ) — — -181 -181 11.873 1.366 -159 105 ND ND ND 869 -13,3 28 Codenorte - PA ( * ) — — -781 -781 5.861 3.230 -609 -50 ND ND ND 181,4 -24,2 29 Furquim - SP — — -23 -23 5.436 5.323 -23 0 ND ND ND 102,1 -0,4 30 Iapisa - BA ( * ) — — -8 -8 6 -10.468 -8 — ND ND ND ND ND 16,7 -2.736.290 -2.822.464 15.839.696 6.476.625 -5.331.757 556.091 89,4 -4,7 22,1 181,4 -4,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (30) 703.108 REFLORESTAMENTO 1 Amata - SP 2.658.085 153,5 -8.382.273 -8.525.278 35.935.077 12.799.115 -8.944.025 1.734.391 ND -315,4 7,4 280,8 -66,6 2 Duraflora - SP 441.817 8,9 168.213 131.008 2.062.048 1.330.255 391.107 -10.957 77,9 38,1 21,4 155 9,9 3 Plantar Est Unif - MG ( * ) 259.637 56,1 13.502 12.420 151.133 47.886 28.618 9.532 92 5,2 171,8 315,6 25,9 4 Foresa - MG ( * ) 224.441 49,7 82.479 51.922 913.696 693.808 123.784 57.060 63 36,8 24,6 131,7 7,5 5 Arauco - PR ( * ) 57.954 42,8 19.671 22.521 555.520 408.820 66.936 18.104 114,5 33,9 10,4 135,9 5,5 47.372 -17,2 -3.636 -2.437 228.794 186.758 -3.856 — ND -7,7 20,7 122,5 -1,3 6 Marquesa - SP ( * ) 7 Melhoramentos Florestal - SP ( * ) 45.009 23,6 -140 -315 171.279 143.659 3.821 3.297 ND -0,3 26,3 119,2 -0,2 8 Mobasa - SC 42.301 73 1.311 -32 101.316 88.703 13.051 1.026 ND 3,1 41,8 114,2 0 9 Reflorestadores Unidos - RS ( * ) 39.573 6 5.245 3.696 55.970 38.991 9.047 8.183 70,5 13,3 70,7 143,6 9,5 10 Timbó - SC ( * ) 34.953 258,9 9.642 12.433 154.417 153.064 26.908 2.189 129 27,6 22,6 100,9 8,1 11 Brascan Empreendimentos - MG 31.655 830,7 13.330 9.116 92.822 72.766 28.050 4.997 68,4 42,1 34,1 127,6 12,5 12 Habitasul Florestal - RS 30.880 -34,8 11.622 10.590 133.178 115.034 18.864 126 91,1 37,6 23,2 115,8 9,2 25.147 — 23.469 23.440 160.990 159.212 23.469 — 99,9 93,3 15,6 101,1 14,7 13 Baronesa - SP 20.975 22,5 -1.298 -889 144.825 131.411 5.011 12.047 ND -6,2 14,5 110,2 -0,7 14 Tanagro - RS ( * ) 15 Comfloresta - SC ( * ) 15.669 -57,1 10.242 5.271 202.255 151.381 913 1.238 51,5 65,4 7,8 133,6 3,5 16 Sguário Florestal - SP 15.216 — 8.323 8.273 61.188 55.432 7.048 22.306 99,4 54,7 24,9 110,4 14,9 17 Corus - SP 13.784 10 14.367 9.070 129.992 58.436 14.367 — 63,1 104,2 10,6 222,5 15,5 10.709 -4,3 -2.118 -717 102.359 87.731 1.521 -406 ND -19,8 10,5 116,7 -0,8 18 Florestal - SC ( * ) 19 Barra do Cravari - SC ( * ) 7.037 17,3 9.793 8.155 32.991 29.721 9.879 4.216 83,3 139,2 21,3 111 27,4 6.602 183,6 8.636 7.335 266.172 251.770 -2.307 -1.024 84,9 130,8 2,5 105,7 2,9 20 Eco Brasil - SP 21 Cáceres Florestal - MT 6.494 18,6 126 113 40.082 33.508 848 3.819 89,6 1,9 16,2 119,6 0,3 22 Palmeiras do Ricardo - SP 5.813 79,3 882 519 13.770 11.116 363 804 58,9 15,2 42,2 123,9 4,7 5.601 -11 -2.524 -2.719 13.559 204 -2.114 -578 ND -45,1 41,3 6.655,20 -1.334,40 23 Nova Esperança - MG 24 Chopim - PR ( * ) 4.914 18,7 2.129 4.733 92.869 92.699 8.505 173 222,3 43,3 5,3 100,2 5,1 25 Frigg - MS ( * ) 4.428 — 2.514 1.642 154.649 125.875 5.706 -76 65,3 56,8 2,9 122,9 1,3 26 Pinvest - RS ( * ) 3.989 105,1 622 202 33.583 20.033 549 2.282 32,4 15,6 11,9 167,6 1 27 Ambiental Paraná - PR ( * ) 3.298 92,6 -1.138 72 66.829 46.619 -1.554 -8.055 ND -34,5 4,9 143,4 0,2 28 Dallegrave Florestal - PR ( * ) 2.699 1.057,50 2.246 1.898 5.450 4.531 2.259 1 84,5 83,2 49,5 120,3 41,9 29 Minas Refloresta - MG ( * ) 2.550 43,4 1.952 1.872 11.215 10.270 1.984 -4 95,9 76,5 22,7 109,2 18,2 30 Línea Florestal - PR ( * ) 1.697 380,1 194 194 21.956 12.433 1.304 -484 100 11,4 7,7 176,6 1,6 31 Duquesa - SP 1.290 -41,8 1.287 1.253 38.359 38.347 1.287 — 97,4 99,8 3,4 100 3,3 32 Mistral - SP 1.079 — 819 452 16.388 14.740 819 — 55,2 75,9 6,6 111,2 3,1 761 285 12.698 11.818 63.491 25.991 14.300 -909 93,1 1.668,60 1,2 244,3 45,5 33 Brasilwood - SP ( * ) 34 Florespar - PR ( * ) 579 -50,9 -897 -897 40.117 33.154 141 -17 ND -154,9 1,4 121 -2,7 35 Metisa Florestal - SC 404 -50,3 -56 -83 10.214 10.190 -78 -21 ND -13,9 4 100,2 -0,8 36 Florestal São Caetano - PR ( * ) 386 61,5 238 234 22.995 22.627 246 -19 98,7 61,6 1,7 101,6 1 37 Pothencia - MS ( * ) 335 2,7 122 95 2.936 2.700 164 660 78,1 36,4 11,4 108,8 3,5 38 Passaúra - PR ( * ) 267 — -554 -554 30.016 21.295 -521 466 ND -207,2 0,9 141 -2,6 39 Novo Horizonte - PR ( * ) 178 1.133,90 -280 -4.375 141.450 137.200 -5.348 6.887 ND -157,8 0,1 103,1 -3,2 40 Ingá Florestal - TO ( * ) 113 345,2 -116 -116 13.596 785 -114 383 ND -103 0,8 1.732,10 -14,8 86 — 4 2 891 78 4 -41 42,7 4,2 9,7 1.146,60 2 41 Eco Geração - MG ( * ) 42 Reflora Agrícola - BA 54 2,7 153 127 3.081 3.079 8 64 83 283,3 1,8 100,1 4,1 43 Agropecuária São Paulo - SP ( * ) 17 113,8 -129 -129 2.442 1.370 -129 — ND -783,3 0,7 178,2 -9,4 44 Aplub Florestal - AM 11 9,5 -1.099 -1.099 210.586 210.276 -1.069 -75 ND -9.868,70 0 100,2 -0,5 45 Energia Viva - MA ( * ) 3 — -1.761 -1.790 85.374 44.785 -1.348 -4.188 ND -58.700,00 — 190,6 -4 46 Seiva Florestas - RS ( * ) — -100 -2.639 44.400 356.825 343.885 -2.497 62 ND ND ND 103,8 12,9 47 Biopalma S/A - PA ( * ) — — -2.736 -2.736 330.380 170.289 -1.364 -5.122 ND ND ND 194 -1,6 48 Mahal - MS ( * ) — — 2.004 1.337 199.517 198.988 -136 4.805 66,7 ND ND 100,3 0,7 49 Niobe - MS ( * ) — — -80 -63 104.578 66.195 905 2.126 ND ND ND 158 -0,1 50 Mucuri - ES ( * ) — — — — 76.191 76.175 — — ND ND ND 100 ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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AGRICULTURA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % REFLORESTAMENTO (continuação) 51 Florestas Rio Doce - MG ( * ) — — 3.421 3.163 46.599 30.035 1.190 1.727 92,5 ND ND 155,2 10,5 52 GMR Florestal - SP ( * ) — — -3.422 -3.045 18.631 10.846 -2.098 -1.068 ND ND ND 171,8 -28,1 53 Reflortec S.A - MS ( * ) — — — — 13.000 3.871 — — ND ND ND 335,9 ND — — -42 -42 9.506 6.366 -42 4 ND ND ND 149,3 -0,7 54 Carvalho Projetos - MG ( * ) 55 Florestal Iguaçu - SP — — -12 12 5.205 5.160 -181 1.204 ND ND ND 100,9 0,2 56 Sopareli - PR ( * ) — — 187 156 3.854 3.786 -160 -22 83,2 ND ND 101,8 4,1 57 Eberle Agropast - RS ( * ) — — -9 -9 3.439 3.432 -7 37 ND ND ND 100,2 -0,3 58 J Sete Participações - CE ( * ) — — — 46 2.613 2.048 — — ND ND ND 127,6 2,3 — — -3 -3 783 601 — — ND ND ND 130,3 -0,5 59 Fazenda do Poço - AM ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (59) 4.075.860 23,6 -7.975.520 -8.157.740 43.963.042 18.849.535 -8.155.975 1.871.151 83,9 15,6 10,5 122,5 1,6 SEMENTES E MUDAS 1 Wolf Seeds - SP ( * ) 30.317 7,9 1.920 1.367 30.547 6.043 2.755 12.525 71,2 6,3 99,3 505,5 22,6 2 Fazenda Três Rios - RS 16.340 -14 2.304 878 136.995 97.048 3.903 2.661 38,1 14,1 11,9 141,2 0,9 3 IBF Agro - MT ( * ) 14.954 -14 208 137 21.660 3.737 2.114 7.752 66 1,4 69 579,7 3,7 4 São Bento - MT ( * ) 13.009 -15,1 -1.282 -573 22.932 10.470 -1.142 1.910 ND -9,9 56,7 219 -5,5 5 Sementes Nova Fronteira - MT ( * ) 1.021 -42,8 86 -207 44.807 8.115 86 411 ND 8,4 2,3 552,1 -2,6 6 FTS Sementes - PR ( * ) 594 6,5 -62 -62 105 -59 -52 -8 ND -10,5 567,8 ND ND 175 14,7 192 151 1.776 1.434 58 71 78,7 109,9 9,8 123,8 10,5 7 Ind João Nascimento - PR 8 Nogueirapis - SP ( * ) 41 22,3 -79 -1.405 60.145 60.122 -79 — ND -192,6 0,1 100 -2,3 76.451 -3,8 3.286 285 318.967 186.909 7.641 25.323 68,6 3,9 34,3 219 0,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (8) DIVERSOS 1 Agrointer - MG ( * ) 1.388.058 — 1.356.867 1.356.867 1.686.262 1.601.023 1.339.991 -4.289 100 97,8 82,3 105,3 84,8 2 Della Coletta - SP ( ** ) 190.864 — 11.792 5.410 287.276 89.794 44.856 -1.430 45,9 6,2 66,4 319,9 6 33,3 30.241 25.879 218.456 84.023 33.628 61.873 85,6 25 55,3 260 30,8 3 Ribeirão Adubos Sementes - PI ( * ) 120.760 4 Agrichem - SE 79.497 34,6 9.476 5.595 177.155 101.892 15.984 52.414 59 11,9 44,9 173,9 5,5 5 Fazendas Ecológicas - ES ( * ) 30.720 229,2 112 80 16.823 5.361 595 6.318 71,5 0,4 182,6 313,8 1,5 6 Novaagri - SP 24.950 271,7 -5.259 -291 147.415 135.315 -5.090 223 ND -21,1 16,9 108,9 -0,2 7 Asa Santo Antonio - BA ( * ) 20.077 57,6 1.049 1.229 100.911 46.945 2.800 11.795 117,2 5,2 19,9 215 2,6 13.015 237,6 -1.515 -1.000 2.795 -1.495 -1.402 -773 ND -11,6 465,7 ND ND 8 R.O Serviços Agrícolas - SP ( * ) 9 Ribeiro do Ceu - MT ( * ) 12.221 0,9 10.434 9.906 261.930 174.226 12.146 -2.984 94,9 85,4 4,7 150,3 5,7 9.025 4,5 -986 -952 32.030 19.095 -631 3.990 ND -10,9 28,2 167,7 -5 10 Icil - MG ( * ) 11 Terra Santa - MT ( * ) 7.279 — 7.139 6.623 135.793 103.503 8.045 -2.302 92,8 98,1 5,4 131,2 6,4 12 Rio Tiraximin - PA ( * ) 5.421 132,2 1.126 1.126 18.001 10.228 2.473 1.366 100 20,8 30,1 176 11 4.847 — 4.223 3.948 168.591 114.313 4.865 -1.204 93,5 87,1 2,9 147,5 3,5 13 Mãe Margarida - MT ( * ) 14 Belap - BA ( * ) 3.663 199,8 -347 -347 34.705 17.536 944 4.072 ND -9,5 10,6 197,9 -2 15 Nova Agro - SP ( * ) 3.448 12,6 3.424 3.334 8.518 8.468 3.425 2.180 97,4 99,3 40,5 100,6 39,4 16 Sopave Norte - MT ( * ) 2.150 129,1 -11.763 -11.763 10.234 1.483 -11.114 5.146 ND -547,2 21 689,9 -793 17 Agroaguia - RS ( * ) 1.206 -59,4 -112 -113 20.538 18.028 -17 1.637 ND -9,3 5,9 113,9 -0,6 1.168 52,4 232 227 10.133 7.493 465 863 97,9 19,9 11,5 135,2 3 18 Paludo Agropec - RS ( * ) 19 Diamento Serrano - PR ( * ) 817 1.903,90 6 -17 7.829 7.774 98 2.691 ND 0,7 10,4 100,7 -0,2 20 Agropecuária Seger - RS ( * ) 813 50,6 169 147 2.678 2.308 262 1.067 86,6 20,8 30,4 116,1 6,4 21 Agro-Pecuária Vier - RS ( * ) 736 -14,5 -55 -55 2.001 1.569 -38 94 ND -7,4 36,8 127,5 -3,5 22 Propec - SP 380 — -1.144 -1.177 49.148 37.025 98 110 ND -301,1 0,8 132,7 -3,2 316 -50,4 -9.037 -9.023 9.437 -1.485 -6.538 980 ND -2.858,30 3,4 ND ND 23 Nativa - MT ( * ) 305 -17,3 -261 -269 13.594 6.363 -18 53 ND -85,5 2,2 213,6 -4,2 24 CW Ritzmann - SC 243 — 106 100 1.347 1.259 106 -15 94,6 43,5 18,1 107 7,9 25 Agro Pecuaria - MT ( * ) 26 Citag - PA ( * ) 51 — -295 -295 4.313 2.310 -294 -109 ND -579 1,2 186,8 -12,8 27 Heginio Andreazza - SC 34 156 -14 8 1.650 1.643 -4 312 ND -39,9 2,1 100,4 0,5 28 Multi Agroflorestal - MT ( * ) — — -5 -5 95.156 94.587 -5 — ND ND ND 100,6 0 29 Lagoa do Meio - PE ( * ) — — -8 -7.089 27.343 23.196 1 0 ND ND ND 117,9 -30,6 30 SHA - SP ( * ) — — -58 -58 14.186 14.141 -59 — ND ND ND 100,3 -0,4 31 Cacique Agrícola - PR ( * ) — -100 99 71 5.619 2.673 -124 408 70,9 ND ND 210,2 2,6 32 Agropecuaria B&Q S.A - MT ( * ) — — -540 -484 5.579 1.675 -540 -81 ND ND ND 333,1 -28,9 33 Agropecuaria Três Flechas - GO ( * ) — — -1.095 -1.095 4.517 1.943 -1.094 -35 ND ND ND 232,4 -56,4 34 Piraguassú - MT — — 90 90 3.724 744 -13 — 100 ND ND 500,8 12,1 35 Ponta do Curral - BA ( * ) — — -556 -556 3.204 3.149 -552 1.823 ND ND ND 101,8 -17,7 36 Maria Teresa - PR ( * ) — — -13 -13 2.371 2.362 -14 — ND ND ND 100,4 -0,6 37 MS Biosolutions - PR ( * ) — — -2.312 -2.312 2.320 1.145 -2.628 -34 ND ND ND 202,6 -201,9 38 Parnaíba - BA ( * ) — — -22 -22 718 718 -28 141 ND ND ND 100 -3,1 39 Nova Califórnia - MG — — 2 2 116 -340 — 32 100 ND ND ND ND 40 Fresh To Go - MG — — — — 19 -4.180 — — ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (40) 1.922.064 50,6 1.401.190 1.383.705 3.594.433 2.737.809 1.440.578 146.331 94,6 0,7 18,1 141,4 -0,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Compromisso com a estabilidade Mesmo com os prognósticos de desaceleração da economia global (e local), a indústria espera fechar o ano com um crescimento de vendas de 6%

ALIMENTOS

Lívia Andrade Líder do agronegócio, a área de alimentos tem números fortes a mostrar. No ano passado, o faturamento conjunto dos produtores do ramo bateu nos R$ 383,4 bilhões, a produção física aumentou 4,86% e as vendas reais cresceram 5,90%. O segmento contribuiu também para o fortalecimento da balança comercial brasileira: as exportações, de US$ 44,8 bilhões, foram consideravelmente superiores às importações – de US$ 5,9 bilhões –, de forma a deixar um consistente saldo comercial de US$ 38,9 bilhões. Mesmo quando há certa paradeira nos negócios em geral, como se nota atualmente, a indústria alimentícia se sai melhor. Neste ano, por exemplo, no primeiro semestre patinou um pouco, acumulando uma queda de 2,5% na produção, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, é uma frustração inferior ao apresentado pela indústria, que registrou -3,8%. Por tudo isso, os empresários do ramo acreditam que sofrerão menos com a desaceleração do consumo. “Nosso setor é estável, porque ninguém deixa de comer. A pessoa pode comprar menos chocolate, mas precisa se alimentar”, diz Denis Ribeiro, diretor do Departamento de Economia da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia). A confiança se traduz nas previsões que a Abia

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faz para este ano: aumento de 5% na produção física e 6% nas vendas reais, aquelas em que se desconta a inflação do período. Com isso, a entidade acredita na expansão de 4,5% no número de empregos. Em números redondos, isso significa a oferta de 73 mil novos postos de trabalho – um pouco abaixo do registrado do ano passado, que foi de 94 mil. Com os números de 2011, o setor de alimentos fez o equivalente a 9% do PIB. Dos avanços registrados, Ribeiro destaca o desempenho do comércio exterior. “O saldo comercial da balança de alimentos, de US$ 38,9 bilhões de dólares, foi bem superior ao saldo geral da balança comercial brasileira, de US$ 29,8 bilhões”, diz. “Isso significa que o setor de alimentos está financiando setores deficitários.” Contribuiu para aquele bom desempenho em 2011 a alta dos preços das commodities. Só para se ter uma ideia, o preço médio da soja subiu 20%. “Os bons preços foram em função da maior demanda, sobretudo da China e dos países dos Brics”, diz José Vicente Ferraz, diretor-técnico da Informa Economics FNP. Apenas a China importou US$ 10,9 bilhões em soja em grão. A propósito, a oleaginosa foi a líder no ranking das exportações, com um total de US$ 16,3 bilhões, o que representa um salto de 47,7% em relação ao ano anterior. Para comparar: em 2011, o PIB do agronegócio teve alta de 5,73%, segundo a Confederação da


Agricul-tura e Pecuária do Brasil (CNA). O resultado é fruto da safra recorde de grãos, de 162,8 milhões de toneladas, aliada aos dos bons preços médios das principais commodities agrícolas, o que ampliou em 23,7% o valor das exportações e garantiu um superávit comercial de US$ 77,5 bilhões. Além da safra de soja, merecem destaque o milho e o café, que tiveram um crescimento de 34%. Só para se ter uma ideia, no ano passado, o preço da saca de 60 quilos de café atingiu R$ 550, um recorde histórico. O bom desempenho do setor agropecuário compensou o déficit de R$ 47,7 bilhões dos demais setores. Observação: o custo Brasil (conjunto de entraves que dificultam a expansão das exportações brasileiras, que vai do excesso de tributação à falta de oferta de mecanismos de logística) e a valorização do real em relação ao dólar – que até poucos meses atrás vinha crescendo a taxas excessivas – causam a desindustrialização de vários setores da economia. Segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE divulgada recentemente, o setor de alimentos tomou da petroquímica a liderança entre as atividades industriais. Em 2010, os produtos alimentícios ficaram com uma fatia de 12,1% do valor adicionado da indústria geral, enquanto o segmento petroquímico – que ocupava a dianteira desde 2007, ano em que o IBGE começou a elaborar a pesquisa – respondeu por 11,3%. No entanto, muitos economistas salientam que a mudança de posição se deve à política de contenção de inflação do governo, que impede a Petrobras de repassar o preço dos combustíveis importados ao consumidor. Independentemente disso, a indústria de alimentos está sempre na dianteira. Quando não está no primeiro lugar, vem logo em seguida na segunda posição do pódio.

tas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o número é de 45 mil empresas. A diferença se explica pelo fato de o último incluir as padarias no segmento. Segundo dados da Abia, no ano passado, com aqueles 94 mil novos postos de emprego criados, o setor fechou o ano com 1,621 milhão de empregados. O mercado interno movimentou US$ 293,3 bilhões de dólares, sendo que US$ 88 bilhões foram trazidos pelo food service – alimentação fora do lar. Com a urbanização e o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho, o número de pessoas que se alimentam fora de casa tem crescido, em média, 15% ao ano. Conclusão: pode-se dizer que o food service tem sido o catalisador da indústria de alimentos. Mesmo com o desaquecimento da economia global no ano passado, o Brasil manteve uma boa taxa de crescimento, embora menor do que em ciclos anteriores. De acordo com informações do Programa de Administração e Varejo (Provar) da Fundação Instituto Pesquisa (FIA), o consumo global registrou uma alta de 15% entre dezembro de 2009 e o mesmo mês de 2010. Mas de 2010 para 2011 o incremento foi de 4,3%, e quem sustentou a alta foi a classe média, ou classe C, aquela formada por pessoas com renda mensal entre R$ 1.750 e R$ 7.500. O estudo mostra que 65,9 milhões de pessoas pertenciam a este estrato social em 2003. Oito anos depois, o número de pessoas da classe C saltou para 105,4 milhões, um crescimento de praticamente 60%. E esta parcela da população deve chegar à casa de 118 milhões de pessoas já em 2014. Nos cinco primeiros meses do ano, a indústria de alimentos cresceu 5,3% na produção física. O mês de maio foi o destaque com vendas reais de 6,5%. Enfim, por mais um ano, o consumo da classe média tem sido o sustentáculo da economia. Segundo Claudio Felisoni de Angelo, presidente do conselho do Provar, a classe C tem segurado o PIB e neste ano deve impedir uma queda ainda mais acentuada.

De 2010 para 2011 a expansão do consumo de alimentos, de 4,3%, foi sustentada pela classe média, ou classe C

Peso da classe C De acordo com o IBGE, o setor de alimentos no Brasil congrega 32 mil empresas. Já pelas con-

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 79


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ALIMENTOS À BASE DE FRUTAS 1 Sococo - AL 310.664 16,6 49.092 73.029 334.432 250.960 49.975 69.540 148,8 15,8 92,9 133,3 2 Vonpar - RS ( * ) 74.133 154,9 -13.009 -11.367 159.577 50.033 -5.394 17.086 ND -17,6 46,5 318,9 68.415 — -1.987 -2.322 46.983 5.729 2.029 4.541 ND -2,9 145,6 820,1 3 Ducôco - CE ( * ) 4 Ritter Alimentos - RS ( * ) 54.610 24,1 3.223 2.807 40.292 15.125 5.825 15.606 87,1 5,9 135,5 266,4 5 Trop Futas - ES 26.640 38,5 0 11 49.372 14.864 3.302 11.483 2.720,50 — 54,0 332,2 6 Cicaju - CE ( * ) 5.340 13,0 -2.037 -2.037 7.088 5.877 -1.895 4.489 ND -38,1 75,3 120,6 7 Infrutas - AM ( * ) 3.196 244,1 -389 -389 20.429 5.090 1.148 481 ND -12,2 15,6 401,3 8 Cascaju - CE ( * ) 74 — -14 -14 96 84 -12 16 ND -19,3 76,4 114,8 31,3 34.880 59.718 658.269 347.762 54.978 123.242 148,8 -12,2 75,9 292,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (8) 543.071

29,1 -22,7 -40,5 18,6 0,1 -34,7 -7,6 -16,9 -12,3

ARROZ, AVEIA, MILHO E FÉCULAS 1 Camil - SP ( ** ) 1.044.653 21,8 42.044 73.832 1.706.843 643.388 119.095 337.506 175,6 4,0 61,2 265,3 11,5 670.746 2,1 20.327 12.155 781.336 344.934 41.656 254.007 59,8 3,0 85,9 226,5 3,5 2 Josapar - RS ( * ) 3 SLC Alimentos - RS ( * ) 240.701 -17,0 -10.246 -11.509 176.951 6.732 -1.362 52.032 ND -4,3 136,0 2.628,5 -171,0 146.850 -8,5 -5.088 -2.886 364.609 196.299 13.017 44.215 ND -3,5 40,3 185,7 -1,5 4 Santalucia - SP ( * ) 5 Adram - SP ( * ) 134.859 -1,7 2.487 1.254 165.300 106.593 10.734 38.004 50,4 1,8 81,6 155,1 1,2 6 Combrasil - GO ( * ) 60.696 — -3.490 -2.261 51.155 4.926 1.459 6.795 ND -5,8 118,7 1.038,4 -45,9 7 Cassava - SC 53.206 6,9 -1.363 2.721 81.500 61.505 -7 15.382 ND -2,6 65,3 132,5 4,4 8 Cotrisel - RS 39.679 — — — — — — — ND ND ND ND ND 27.469 -2,4 539 340 17.713 9.670 1.260 7.601 63,2 2,0 155,1 183,2 3,5 9 Irmãos Trevisan - RS ( * ) 10 Sepeense - RS ( * ) 26.359 -7,8 653 777 18.693 8.988 747 4.515 119,0 2,5 141,0 208,0 8,7 11 Canoa Mirim - RS ( * ) 19.846 26,6 2.355 3.946 83.344 60.509 4.934 6.704 167,6 11,9 23,8 137,7 6,5 12 Terra Bravia Cereais - TO ( * ) — — -1.582 -1.582 8.643 6.337 -1.582 11 ND ND ND 136,4 -25 13 Terra Futuro - TO ( * ) — — -447 -447 3.495 -1.308 -447 23 ND ND ND ND ND — — -5 -5 2.734 2.729 -5 — ND ND ND 100,2 -0,2 14 Malimas - RS ( * ) 15 São Paulo - MT ( * ) — — -227 -227 1.147 689 -10 -50 ND ND ND 166,4 -33,0 16 Amido Glucose - SE — — -59 -153 1.002 264 -141 731 ND ND ND 378,9 -57,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 2.465.063 -1,7 45.898 75.956 3.464.465 1.452.256 189.349 767.476 91,1 1,9 83,7 184,5 0,5 CAFÉ - TORREFAÇÕES E SOLÚVEL 1 Santa Clara Alimentos - CE ( * ) 749.206 8,5 51.653 46.174 500.478 294.986 60.052 134.980 89,4 6,9 149,7 169,7 15,7 2 Cacique Café Solúvel - PR ( * ) 432.614 3,9 13.279 9.148 521.590 227.155 6.562 127.784 68,9 3,1 82,9 229,6 4,0 3 Iguaçu Café - PR 299.399 25,0 -5.178 -45.208 346.081 74.074 16.758 34.837 ND -1,7 86,5 467,2 -61,0 4 Café São Braz - PB ( * ) 193.847 15,5 7.528 7.504 111.970 51.810 14.467 31.051 99,7 3,9 173,1 216,1 14,5 5 Cocam - SP 144.758 40,0 12.058 8.752 245.248 99.234 16.805 45.762 72,6 8,3 59,0 247,1 8,8 6 Itamaraty - PR ( * ) 105.895 9,3 2.732 2.847 49.729 12.870 6.796 17.313 104,2 2,6 212,9 386,4 22,1 7 Ipanema - MG ( * ) 37.503 56,2 -861 -7.954 32.562 5.510 1.123 14.253 ND -2,3 115,2 591,0 -144,4 8 Café Utam - SP 35.944 23,7 255 244 15.861 13.788 -34 5.556 96,1 0,7 226,6 115,0 1,8 9 Cotam Cic - PR ( * ) 17.833 28,4 120 142 22.319 7.691 869 2.313 118,4 0,7 79,9 290,2 1,8 13.649 -6,7 -172 -166 12.297 1.199 -18 4.303 ND -1,3 111,0 1.025,80 -13,9 10 Café Jardim - SP ( * ) 11 Soluvel - RJ ( * ) 11.038 -21,8 -271.852 -275.770 30.441 -1.613.220 -16.219 -62.181 ND -2.462,9 36,3 ND ND 85 -19,7 -2 -3 140 55 -2 0 ND -2,1 60,5 253,3 -5,7 12 Realcafé - ES ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 2.041.771 12,4 -190.440 -254.289 1.888.716 -824.848 107.160 355.971 96,1 0,7 98,8 253,3 1,8 CHOCOLATES, DOCES, BALAS E BISCOITOS 1 Fábrica Fortaleza - CE ( * ) 1.487.407 8,0 280.327 346.776 2.065.111 1.766.801 278.282 280.228 123,7 2 Chocolates Garoto - ES 1.375.378 20,4 157.188 107.781 1.032.068 239.100 213.658 292.897 68,6 3 Piraquê - RJ ( * ) 382.124 11,2 24.536 15.209 497.061 380.725 25.228 64.639 62 4 Marilan - SP ( * ) 380.877 2,4 -19.102 -12.787 233.729 91.599 2.872 42.676 ND 5 Parati - SC ( * ) 331.278 11,3 17.630 13.805 315.340 181.339 26.282 51.248 78,3 6 Bel Produtos Alimenticíos - SP 229.764 19,2 6.399 5.130 122.536 22.306 15.598 9.626 80,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

80 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

18,9 11,4 6,4 -5,0 5,3 2,8

72,0 133,3 76,9 163,0 105,1 187,5

116,9 431,7 130,6 255,2 173,9 549,3

19,6 45,1 4,0 -14,0 7,6 23,0


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CHOCOLATES, DOCES, BALAS E BISCOITOS (CONTINUAÇÃO) 7 Santa Helena - SP 213.362 29,5 24.739 18.461 253.951 115.745 32.786 31.581 74,6 11,6 84,0 219,4 16,0 8 Riclan - SP 184.848 9,8 4.301 3.881 183.056 93.767 16.181 36.328 90,2 2,3 101,0 195,2 4,1 142.763 18,8 1.912 1.352 74.595 10.088 6.158 26.899 70,7 1,3 191,4 739,4 13,4 9 Prodasa - SP 10 Fábrica Balas Pirulitos - RS 131.998 12,2 -3.235 -3.094 98.557 25.089 6.937 21.540 ND -2,5 133,9 392,8 -12,3 11 Hiléia - PA ( * ) 126.512 19,7 6.301 4.890 55.525 34.539 8.423 17.796 77,6 5,0 227,9 160,8 14,2 12 Peccin - RS ( * ) 85.721 -1,3 -2.464 -2.304 66.961 40.719 3.043 11.351 ND -2,9 128,0 164,5 -5,7 13 Biscoitos Mabel/NE - SE ( * ) 58.470 13,6 3.071 3.208 45.189 31.552 7.754 8.407 104,5 5,3 129,4 143,2 10,2 14 J Marino - SP 48.914 44,7 6.679 4.011 47.721 31.716 9.180 4.688 60,1 13,7 102,5 150,5 12,7 16.669 17,8 325 263 5.997 3.729 505 4.608 80,9 2,0 278,0 160,8 7,0 15 Indl Alimentação - SP 16 InvestAlimentos - PR ( * ) 6.504 -12,4 -8 -5 5.283 4.082 349 810 ND -0,1 123,1 129,4 -0,1 3.212 339,4 -172 -267 7.759 2.830 51 83 ND -5,4 41,4 274,2 -9,4 17 Floresta do Rio Doce - ES ( * ) 18 Fábrica de Chocolates - RJ ( * ) 388 20,2 -19 -19 95 -807 24 -623 ND -5,0 406,9 ND ND -2 — -19 -19 596 596 -19 0 ND 929,9 -0,3 100,0 -3,2 19 Fábrica Leal - PA ( * ) 20 Hiléia - PA ( * ) — — — — 1 1 — — ND ND ND 101,0 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 5.206.187 15,7 508.387 506.272 5.111.131 3.075.517 653.292 904.781 78 2,8 128 164,5 7,3 CONGLOMERADOS ALIMENTÍCIOS 1 Bunge Alimentos - SC 18.802.178 32,9 -712.284 58.048 11.776.949 4.017.852 20.327 2.620.706 ND -3,8 159,7 293,1 1,4 2 Sadia - SC 12.515.200 17 827.044 727.290 10.941.018 4.880.556 1.213.617 1.925.438 87,9 6,6 114,4 224,2 14,9 25 114.760 785.338 22.717.967 8.898.408 1.233.944 4.546.144 87,9 1,4 137 258,7 8,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 31.317.378 CONSERVAS DE PESCADO 1 Gomes da Costa - SC ( * ) 402.865 21,3 41.475 32.236 286.050 150.949 64.305 85.987 77,7 10,3 140,8 189,5 21,4 2 Netuno - PE ( * ) 123.734 23,5 -36.679 -29.888 148.433 -45.512 -13.615 17.913 ND -29,6 83,4 ND ND 3 Netuno Internacional S.A - PE ( * ) 74.129 — -1.601 -603 107.713 35.832 179 48.112 ND -2,2 68,8 300,6 -1,7 4 Amasa - PA ( * ) 18.179 25,5 440 337 12.013 9.626 -166 2.940 76,5 2,4 151,3 124,8 3,5 5 Conservas Ribeiro - RJ ( * ) 77 10,3 19 19 559 559 19 8 100,0 24,2 13,7 100,0 3,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 618.984 22,4 3.654 2.100 554.768 151.454 50.721 154.960 77,7 2,4 83,4 157,2 3,4 CONSERVAS EM GERAL 1 Coniexpress - SP 614.313 — 42.936 37.608 435.303 331.328 63.122 160.497 87,6 7,0 141,1 131,4 2 Oderich - RS ( * ) 238.167 -9,7 -4.093 -4.395 289.714 111.681 11.903 121.006 ND -1,7 82,2 259,4 212.873 3,0 -79.277 -79.277 283.910 56.248 -57.423 62.461 ND -37,2 75,0 504,8 3 Brasfrigo - GO ( * ) 4 Hemmer - SC 65.729 31,0 1.859 2.484 39.805 13.213 5.573 13.385 133,6 2,8 165,1 301,3 5 Grano - RS ( * ) 29.714 33,0 430 173 18.972 3.268 2.746 3.926 40,2 1,5 156,6 580,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 1.160.796 17 -38.145 -43.407 1.067.704 515.738 25.921 361.275 87,6 1,5 141,1 301,3

11,4 -3,9 -140,9 18,8 5,3 5,3

FRIGORÍFICOS 1 JBS - SP 13.060.853 14,0 -273.671 -75.705 34.286.604 20.663.822 1.631.068 3.751.873 ND -2,1 38,1 165,9 -0,4 2 BRF Brasil Foods - SP 12.487.184 17,3 -180.568 1.367.409 22.055.908 14.070.340 599.134 2.081.410 ND -1,5 56,6 156,8 9,7 3 Minerva - SP 3.469.509 11,1 -54.987 45.364 3.103.419 719.758 344.145 389.181 ND -1,6 111,8 431,2 6,3 4 Doux Frangosul - RS ( * ) 1.455.061 -10,0 43.869 27.081 1.416.945 411.031 229.102 175.502 61,7 3,0 102,7 344,7 6,6 577.937 27,2 21.274 15.407 470.667 181.263 50.419 127.215 72,4 3,7 122,8 259,7 8,5 5 Pamplona - SC 6 Frigol - SP ( * ) 525.926 36,8 -97.238 -102.469 166.876 -48.553 -74.860 -23.515 ND -18,5 315,2 ND ND 7 Nutriza - GO ( * ) 305.960 30,1 32.268 21.647 176.751 129.088 49.489 64.932 67,1 10,6 173,1 136,9 16,8 8 Agroavícola Vêneto - SC ( * ) 227.287 19,8 2.907 3.773 212.182 64.232 11.374 45.278 129,8 1,3 107,1 330,3 5,9 9 Frigotil - MA ( * ) 222.625 68,6 46.340 41.049 143.236 125.884 46.304 16.971 88,6 20,8 155,4 113,8 32,6 190.109 22,9 -11.224 -11.293 170.791 7.572 1.351 66.922 ND -5,9 111,3 2.255,6 -149,1 10 Agra - MT ( * ) 11 Pampeano - RS ( * ) 156.252 15,1 -34.721 -22.918 304.618 31.969 -21.978 109.880 ND -22,2 51,3 952,9 -71,7 12 Saudali - MG ( * ) 130.369 20,3 3.570 2.377 57.492 22.566 7.079 -7.554 66,6 2,7 226,8 254,8 10,5 13 Cia Minuano - SC ( * ) 119.347 -0,1 -18.737 -27.800 204.547 -13.182 2.461 -32.708 ND -15,7 58,4 ND ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 81


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FRIGORÍFICOS (CONTINUAÇÃO) 117.669 14 Tramonto - SC ( * ) 15 Kifrango - ES ( * ) 65.879 63.221 16 Frig Redentor - MT ( * ) 17 Cossisa Agroindl - MG ( * ) 57.708 53.608 18 Fricasa - SC 19 Excelsior Alimentos - RS ( * ) 51.576 20 Uniaves - ES ( * ) 44.560 21 Frig - AM ( * ) 2.391 708 22 Frigol Frig - MA ( * ) 23 Frigoara - MT ( * ) 696 156 24 Guapeva - SP ( * ) 25 Estela Serrana Carnes - ES ( * ) — — 26 Frigorifico Ceratti - SP ( * ) 27 4 Rios - SP ( * ) — ACUMULADO DO SUBSETOR (27) 33.386.590

84,3 9.749 42,7 -12.832 6.726,0 233 -6,1 -11.267 26,6 652 -7,8 -7.033 705,5 -18.909 122,7 53 106,6 -417 6,9 -46 — -211 — — -100 1.891 — 1.356 21,6 -557.701

8.781 94.749 34.500 13.001 -12.832 73.787 6.677 -1.307 -1.499 53.769 16.508 2.526 -2.008 37.050 -4.294 -18.935 550 35.765 8.709 2.668 -4.642 30.461 1.971 -4.619 -12.995 83.249 13.006 -9.466 81 2.126 -668 273 -417 8.780 -749 -16 -7.646 99.665 41.622 8.744 -211 11.847 9.018 -210 — 59.927 6.202 — -2.817 18.148 12.209 -3.475 1.215 4.877 1.600 1.394 1.249.481 63.384.235 36.512.100 2.865.665

27.778 90,1 8,3 124,2 274,6 25,5 -4.438 ND -19,5 89,3 1.105,1 -192,2 2.199 ND 0,4 117,6 325,7 -9,1 24.939 ND -19,5 155,8 ND ND 6.512 84,4 1,2 149,9 410,7 6,3 5.237 ND -13,6 169,3 1.545,5 -235,5 4.164 ND -42,4 53,5 640,1 -99,9 106 153,7 2,2 112,5 ND ND 1.327 ND -59,0 8,1 ND ND 2.306 ND -6,6 0,7 239,5 -18,4 524 ND -135,3 1,3 131,4 -2,3 -389 ND ND ND 966,3 ND -262 ND ND ND 148,7 -23,1 -496 89,6 ND ND 304,9 75,9 6.834.895 86,5 -1,8 111,6 315,3 5,9

LATICÍNIOS 1 Vigor - SP 1.236.676 22,3 -33.264 -7.579 1.186.194 330.427 38.089 214.035 ND -2,7 104,3 359,0 -2,3 2 LBR Lácteos - GO ( * ) 693.132 60,9 -135.078 -96.724 869.674 274.229 -108.743 60.808 ND -19,5 79,7 317,1 -35,3 540.784 23,5 2.431 1.085 320.887 58.814 35.522 96.615 44,6 0,5 168,5 545,6 1,9 3 Embaré - MG ( * ) 4 Laticínios Jussara - SP ( * ) 340.863 18,2 17.082 15.563 211.544 87.004 18.708 50.180 91,1 5,0 161,1 243,1 17,9 5 Yakult - SP 339.594 15,2 80.737 53.542 377.547 311.666 72.525 13.971 66,3 23,8 90,0 121,1 17,2 6 ILPISA - AL ( * ) 266.847 23,0 -25.293 -25.293 401.533 17.221 18.544 58.564 ND -9,5 66,5 2.331,6 -146,9 7 Leite Betãnia - CE ( * ) 216.283 21,8 12.355 10.214 120.484 74.032 18.861 27.076 82,7 5,7 179,5 162,8 13,8 173.352 22,5 23.618 23.309 61.363 37.556 24.570 36.940 98,7 13,6 282,5 163,4 62,1 8 Leitesol - SP ( * ) 9 Gonçalves Salles - MG ( * ) 86.834 12,7 10.047 7.249 46.663 28.628 14.777 8.934 72,2 11,6 186,1 163,0 25,3 10 Queijos Marília - MG 42.387 28,5 888 524 34.935 9.319 3.037 9.146 59 2,1 121,3 374,9 5,6 11 Cia Brasileira de Lacteos - SP ( * ) 7.601 -10,8 501 -318 176.402 104.181 7.762 13.192 ND 6,6 4,3 169,3 -0,3 12 Cia Paulistana - SP ( * ) 6.159 — 2 1 13.910 7.933 22 -195 50,0 0,0 44,3 175,3 0,0 3.659 16,3 8.577 10.213 45.708 40.814 8.323 1.412 119,1 234,4 8,0 112,0 25,0 13 Leite Verde - BA ( * ) 14 Asa Alimentos - TO ( * ) 3.157 — -39 -2.452 25.575 243 1.992 9.207 ND -1,2 12,3 10.506,9 -1.007,5 15 Lacbom - MT ( * ) 2.475 0,9 -386 -386 9.429 697 585 2.261 ND -15,6 26,3 1.352,8 -55,4 16 Comasa Alimentos - MA ( * ) 1.299 -25,6 -83 -83 6.694 3.221 -52 126 ND -6,4 19,4 207,9 -2,6 17 Relat - RS ( * ) 159 — -3.832 -3.832 31.941 2.446 -2.165 -1.252 ND -2.407,1 0,5 1.306,0 -156,7 18 Cilca - CE ( * ) 44 4,6 0 0 1.250 1.247 40 310 ND -0,9 3,6 100,2 0 19 Nilton Pessoa de Paula - RN ( * ) — -100 -53 -53 741 -2.226 -53 — ND ND ND ND ND — — -15 -15 86 -28 -18 5 ND ND ND ND ND 20 Itambé - MG 17,3 -41.805 -15.037 3.942.558 1.387.424 152.326 601.337 72,2 0,2 73,1 225,5 0 ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 3.961.304 MOINHOS, MASSAS E PÃES 1 J Macêdo - CE 1.226.026 6,7 31.058 30.507 650.665 325.876 72.162 132.089 98,2 2,5 188,4 199,7 669.084 29,4 28.141 18.958 361.842 129.398 54.228 73.115 67,4 4,2 184,9 279,6 2 Selmi - SP 3 Moinhos Cruzeiro do Sul - RS ( * ) 606.630 0,9 20.763 -15.996 500.062 166.657 45.205 34.070 ND 3,4 121,3 300,1 4 Santa Amália - MG ( * ) 577.375 17,5 7.107 7.793 323.549 108.875 29.649 61.457 109,7 1,2 178,5 297,2 5 Anaconda - SP 382.570 3,3 70.909 57.788 240.169 212.528 86.290 81.846 81,5 18,5 159,3 113,0 6 Vilma Alimentos - MG ( * ) 356.905 7,1 29.754 15.077 499.517 222.368 46.343 78.156 50,7 8,3 71,5 224,6 326.422 12,5 523 338 198.122 45.586 23.792 20.217 64,6 0,2 164,8 434,6 7 Moinho Paulista - SP 8 Ocrim - SP 293.520 11,2 9.840 8.102 169.668 119.090 16.664 37.899 82,3 3,4 173,0 142,5 9 Moinho Cearense - CE ( * ) 264.703 33,6 65.759 54.881 221.284 158.200 67.583 48.857 83,5 24,8 119,6 139,9 10 Motrisa Indígena - RS 242.668 3.910,5 5.813 2.602 177.601 85.454 15.527 23.818 44,8 2,4 136,6 207,8 11 Tondo - RS 218.054 13,2 12.332 8.308 145.172 53.220 23.551 38.550 67,4 5,7 150,2 272,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

82 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

9,4 14,7 -9,6 7,2 27,2 6,8 0,7 6,8 34,7 3,0 15,6


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MOINHOS, MASSAS E PÃES (CONTINUAÇÃO) 12 Moinho Nordeste - RS ( * ) 182.984 0,9 3.685 4.800 138.038 41.420 11.839 37.539 130,3 2,0 132,6 333,3 11,6 13 Mogasa - RS 162.370 26,5 13.262 8.765 81.524 54.208 19.028 25.612 66,1 8,2 199,2 150,4 16,2 107.765 -3,2 1.290 646 130.680 -2.548 10.172 7.900 50,1 1,2 82,5 ND ND 14 Buaiz - ES ( * ) 15 Moinho Santa Clara - SP ( * ) 106.175 18,1 14.937 9.699 47.623 34.593 16.944 14.359 64,9 14,1 223,0 137,7 28,0 96.963 4,9 9.253 6.121 54.740 37.102 11.565 15.561 66,2 9,5 177,1 147,5 16,5 16 Moinho Globo Alimentos - PR ( * ) 17 Moinho Arapongas - PR ( * ) 80.564 10,3 2.115 1.449 86.898 37.525 5.732 22.192 68,5 2,6 92,7 231,6 3,9 18 Moinho Sul Mineiro - MG 72.033 18,9 2.638 1.721 40.264 32.726 3.764 11.825 65,2 3,7 178,9 123,0 5,3 19 CPQ Brasil - SP 57.857 10,1 7.268 4.226 63.183 9.061 13.967 2.504 58,2 12,6 91,6 697,3 46,6 55.611 — 317 255 47.766 9.884 4.134 8.814 80,5 0,6 116,4 483,3 2,6 20 Nutrisul Alims - SC ( * ) 21 Moinhos Vera Cruz - MG ( * ) 54.805 -14,9 -97 -213 84.543 76.615 -289 21.554 ND -0,2 64,8 110,4 -0,3 46.972 2,0 4.606 3.809 47.623 16.224 6.115 20.098 82,7 9,8 98,6 293,5 23,5 22 Moageira Agrícola - PR ( * ) 23 Moinho Itaipu - PR ( * ) 43.602 -11,6 2.731 2.036 30.199 17.704 4.670 12.623 74,6 6,3 144,4 170,6 11,5 24 Los Grobo - PR ( * ) 42.413 35 -289 -289 10.664 1.319 130 2.095 ND -0,7 397,7 808,3 -21,9 25 Moinho São Judas Tadeu - SC 30.236 — — — — — — — ND ND ND ND ND 25.499 8,2 1.936 1.227 32.453 22.418 3.147 7.115 63,4 7,6 78,6 144,8 5,5 26 Moinho Catarinense - SC ( * ) 21.045 -3,3 1.529 988 17.425 7.874 2.550 2.465 64,6 7,3 120,8 221,3 12,6 27 Infasa - PR ( * ) 28 Ireks - PR ( * ) 13.734 35,6 1.716 1.309 16.545 14.638 2.162 3.078 76,3 12,5 83,0 113 8,9 29 Moinho Água Branca - SP 8.575 336,4 5.912 4.787 9.579 -586 6.417 -793 81 68,9 89,5 ND ND 7.636 — — — — — — — ND ND ND ND ND 30 Panificadora Bruno - SC 31 Serra do Lopo - SC ( * ) 2.287 2,7 1.073 732 64.742 64.598 2.275 113 68,2 46,9 3,5 100,2 1,1 1.314 — 213 147 19.600 18.575 -879 -62 69 16,2 6,7 105,5 0,8 32 Moinho Progresso - SP 33 J Macêdo Alimentos - SP ( * ) 1.274 — -23.523 24.615 295.693 238.879 472 -2.269 ND -1.846,4 0,4 123,8 10,3 34 Pico da Caledônia - CE ( * ) 330 1,8 1.822 1.461 27.070 24.589 319 -40 80,2 552,1 1,2 110,1 5,9 35 Interpastil - MG ( * ) 54 -99,7 -564 -564 2.842 -1.316 -266 255 ND -1.044,40 1,9 ND ND 36 Moinho Bahia - BA ( * ) — -100,0 -3.474 -990 29.937 -13.389 -911 7.966 ND ND ND ND ND 8,2 330.354 265.096 4.867.282 2.369.363 604.051 850.576 68,4 5,7 120,8 185,1 8,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (36) 6.386.055 ÓLEOS VEGETAIS E ANIMAIS 1 Cargill - SP 18.581.625 33,8 965.402 223.342 7.676.394 1.366.991 1.079.077 1.916.934 23,1 5,2 242,1 561,6 16,3 2 Granol - SP 1.838.463 11,5 68.047 54.967 1.317.255 596.725 168.948 344.677 80,8 3,7 139,6 220,8 9,2 1.356.469 4,9 30.359 20.164 643.829 242.691 21.518 173.988 66,4 2,2 210,7 265,3 8,3 3 Bianchini - RS ( * ) 4 ABC Inco - MG 1.112.452 28,8 26.044 25.591 1.308.776 350.371 68.641 464.090 98,3 2,3 85,0 373,5 7,3 5 Oleoplan - RS ( * ) 695.385 12,0 91.158 71.183 357.702 167.471 117.543 77.720 78,1 13,1 194,4 213,6 42,5 6 Clarion - SP ( * ) 517.133 -6,8 5.134 -1.200 1.207.891 1.018.504 83.800 201.733 ND 1,0 42,8 118,6 -0,1 7 Arroz Brejeiro - SP 510.305 8,7 699 208 283.728 164.297 17.293 74.913 29,8 0,1 179,9 172,7 0,1 8 CRA - PA ( * ) 385.236 -0,8 14.872 11.021 316.768 286.230 29.927 99.716 74,1 3,9 121,6 110,7 3,9 9 Agropalma - PA ( * ) 137.828 14,0 18.318 13.422 267.454 222.671 32.244 -11.151 73,3 13,3 51,5 120,1 6,0 10 Granfino - RJ 120.946 16,4 733 681 44.283 20.525 3.117 6.877 92,9 0,6 273,1 215,8 3,3 11 Cione - CE ( * ) 72.678 21,7 666 26 111.730 68.727 4.252 48.841 3,9 0,9 65,1 162,6 0,0 12 Bioóleo - BA ( * ) 41.777 -6,1 -2.371 -2.436 24.364 11.825 313 -907 ND -5,7 171,5 206,0 -20,6 13 Sperafico AM - MT ( * ) 34.917 37,8 -4.277 -4.415 102.042 16.780 -3.611 15.554 ND -12,3 34,2 608,1 -26,3 14 Sipal - PR ( * ) 28.802 -18,7 74 62 27.973 -1.754 507 23.724 83,3 0,3 103,0 ND ND 24.831 -1,7 1.621 1.101 46.818 37.829 3.892 6.445 67,9 6,5 53,0 123,8 2,9 15 Marborges - PA ( * ) 16 Assunção - MA ( * ) 10.746 3,6 146 146 11.592 5.080 341 6.964 100 1,4 92,7 228,2 2,9 17 Denpasa - PA ( * ) 6.541 — -433 -841 27.381 17.205 -9 -1.202 ND -6,6 23,9 159,2 -4,9 18 Bertol - RS 5.288 -66,3 -18.667 -18.840 116.363 4.408 -10.306 3.992 ND -353,0 4,5 2.640,10 -427,4 4.018 26,0 78 78 8.989 -88 647 125 100,0 1,9 44,7 ND ND 19 Opalma - BA ( * ) 59 -99,9 4 4 25 6 4 11 100 7 233 394,5 64,4 20 Dureino - PI ( * ) 21 J B Duarte - SP — — -6.559 -7.106 103.988 25.571 -15.117 -4.561 ND ND ND 406,7 -27,8 22 Olvepar Alimentos - MT ( * ) — — — — 39.369 35.798 726 14.927 ND ND ND 110,0 ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 83


ALIMENTOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ÓLEOS VEGETAIS E ANIMAIS (CONITNUAÇÃO) 23 Brasóleo - MA ( * ) — — -266 -268 4.201 4.199 -274 -2 ND ND ND 100,1 -6,4 24 Irpasa - PR ( * ) — — -80 -104 2.729 2.081 -48 61 ND ND ND 131,1 -5 — — — — 273 258 — -15 ND ND ND 105,8 ND 25 Ivesa - MA ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (25) 25.485.501 8,7 1.190.702 386.787 14.051.918 4.664.401 1.603.424 3.463.454 78,1 1,7 97,8 206 2,9 RAÇÕES 1 Centro Oeste Rações - GO 328.444 21,0 6.720 5.041 107.595 33.039 13.549 29.953 75,0 2,1 305,3 325,7 15,3 2 Total Alimentos - MG 237.880 29,4 3.545 4.561 139.326 78.889 11.603 27.009 128,7 1,5 170,7 176,6 5,8 223.373 12,5 9.072 7.309 117.828 52.190 16.929 20.510 80,6 4,1 189,6 225,8 14,0 3 Supra - RS ( * ) 4 Mogiana Alimentos - SP 174.897 530,5 -674 -205 130.485 34.659 7.186 16.452 ND -0,4 134,0 376,5 -0,6 79.191 22,0 -74 -74 31.331 1.046 2.925 4.890 ND -0,1 252,8 2.995,3 -7,1 5 Agrosul - RS ( * ) 6 Nutrifarma - SC ( * ) 78.642 -2,4 3.148 2.217 52.285 28.754 4.776 5.330 70,4 4,0 150,4 181,8 7,7 7 Basa Brasília - DF ( * ) 53.653 41,1 1.417 1.103 43.447 10.868 3.627 2.538 77,9 2,6 123,5 399,8 10,2 8 Nuvital - PR ( * ) 37.564 24,0 -1.327 -1.168 13.132 1.700 664 2.858 ND -3,5 286,1 772,6 -68,7 9 Connan - SP 33.558 33,6 -651 -680 18.465 9.803 -341 9.865 ND -1,9 181,7 188,4 -6,9 27.886 31 -223 -103 10.956 3.135 828 694 ND -0,8 254,5 349,5 -3,3 10 Irca - PE ( * ) 11 Dumilho - ES ( * ) — — — — 4.972 -43.652 — -40.750 ND ND ND ND ND 26,7 20.952 18.001 669.821 210.431 61.746 79.349 77,9 0,7 185,7 337,6 2,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.275.089 TEMPEROS E CONDIMENTOS 1 Castelo Alimentos - SP 54.292 13,4 1.764 1.822 29.794 14.145 4.730 9.597 103,3 3,3 182,2 210,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 54.292 13,4 1.764 1.822 29.794 14.145 4.730 9.597 103,3 3,3 182,2 210,6

12,9 12,9

DIVERSOS 1 Louis Dreyfus - SP ( * ) 5.391.376 17,3 87.655 -34.633 4.119.641 684.032 152.246 649.427 ND 1,6 130,9 602,3 -5,1 1.984.448 13,9 -4.556 16.290 2.196.601 470.359 94.583 462.626 ND -0,2 90,3 467,0 3,5 2 Caramuru Alimentos - GO 3 Yoki - PR 1.080.825 20,5 84.370 76.813 741.433 287.106 114.461 220.873 91,0 7,8 145,8 258,2 26,8 4 Nutrimental - PR ( * ) 210.729 14,2 6.939 4.682 292.986 107.798 20.286 16.436 67,5 3,3 71,9 271,8 4,3 5 Camaquã - RS ( * ) 157.298 -10,5 -10.240 -10.240 132.945 24.590 5.205 10.507 ND -6,5 118,3 540,7 -41,6 6 Roussetot - SP ( * ) 113.533 -18,0 6.713 10.047 144.844 123.832 14.907 37.964 149,7 5,9 78,4 117 8,1 73.042 -3,5 -42.162 -13.516 169.782 -26.826 -11.028 14.305 ND -57,7 43,0 ND ND 7 Minerva Dawn - SP 66.288 21,5 3.640 3.001 40.230 22.396 8.049 10.362 82,4 5,5 164,8 179,6 13,4 8 Stival - PR ( * ) 9 Norflap S.A. - PE ( * ) 39.950 87,5 1.667 1.124 28.111 3.731 650 14.375 67,4 4,2 142,1 753,4 30,1 10 Nutra Nutrição - PE 34.528 — -179 -55 24.713 3.405 1.247 3.152 ND -0,5 139,7 725,8 -1,6 11 Hortus - BA ( * ) 27.496 — -6.373 -6.373 18.258 -10.732 -1.422 -9.582 ND -23,2 150,6 ND ND 12 Vapza - PR ( * ) 24.513 29,6 973 761 28.375 8.910 3.507 5.704 78,2 4,0 86,4 318,5 8,5 13 Bio Springer - SP 24.415 -11,9 1.855 1.855 53.874 46.900 3.834 8.383 100 7,6 45,3 114,9 4,0 14 Granolab - PR ( * ) 19.307 22,0 -381 -381 8.876 4.452 -130 6.368 ND -2,0 217,5 199,4 -8,6 15 Granotec - PR ( * ) 19.092 12,5 5.680 4.742 14.820 11.795 5.337 5.044 83,5 29,8 128,8 125,7 40,2 16 Giglio - SP 18.246 18,9 2.615 1.091 10.320 6.898 3.077 2.097 41,7 14,3 176,8 149,6 15,8 17 Goiás Alimentos - GO ( * ) 16.492 -19,2 -12.091 -12.091 60.770 1.403 -3.326 -8.731 ND -73,3 27,1 4.330,2 -861,5 18 Palmasa - PA ( * ) 13.246 7,8 -938 -765 17.148 480 864 2.347 ND -7,1 77,3 3.569,5 -159,3 19 kemin Nord - SC 9.799 -20,6 1.411 1.033 7.627 5.131 1.545 1.155 73,2 14,4 128,5 148,7 20,1 20 Violeta Comércio - MG ( * ) 6.024 34,1 -5.937 -6.711 32.885 7.965 -4.959 543 ND -98,6 18,3 412,9 -84,3 21 Novali - PE ( * ) 2.360 17.800,0 768 1.049 18.260 11.261 434 12.012 136,5 32,6 12,9 162,2 9,3 22 Tenusa - MT 1.156 30,5 -112 -114 11.113 7.193 -66 405 ND -9,7 10,4 154,5 -1,6 — — -700 -729 57.934 22.966 -751 -4.106 ND ND ND 252,3 -3,2 23 Goemil - GO ( * ) 24 Silocaf - ES ( * ) — — -631 -631 7.827 -91.039 -222 -13.068 ND ND ND ND ND — -100,0 0 0 4.704 4.686 — 251 ND ND ND 100,4 0,0 25 Proteina - RN ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (25) 9.334.163 14,2 119.987 36.249 8.244.076 1.738.694 408.327 1.448.850 82,4 2,5 104,3 255,3 3,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

84 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


Muda a garrafa. Fica a expansão BEBIDAS E FUMO

O brasileiro tem bebido mais cerveja e menos refrigerante. Mas, no geral, o segmento não sente o desaquecimento da economia O segmento de bebidas vive em ambiente parecido ao da indústria de alimentos: passa quase intocado pelos efeitos da desaceleração da economia. Em anos de vacas gordas, aqueles marcados por eventos como a Copa do Mundo de futebol, decola acima da média. Mas em anos de vacas magras não perde vendas. O ano passado foi assim. Enquanto diversos segmentos da economia fecharam no vermelho, a indústria de bebidas continuou exibindo a forte taxa de crescimento de 9%. No primeiro semestre de 2012, a história se repetiu. Segundo pesquisa da consultoria Nielsen, na relação do primeiro semestre de 2011 com o de 2012, bebidas alcoólicas registraram uma alta de 1,6% e não alcoólicas, 1,8%. A cerveja é a campeã de consumo no segmento de bebidas alcoólicas. Segundo o Sistema de Controle de Produção e Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, o Brasil produziu mais de 13,3 bilhões de litros em 2011, ou 433 milhões de litros a mais que no ano anterior. Mesmo ficando pouco acima dos 3%, o crescimento não foi nada mau, pois no início do ano passado os fabricantes previam que, no máximo, conseguiriam igualar a produção à do ano anterior. Devido ao reajuste de impostos para bebidas e por não ter havido aumento real do salário mínimo, acreditavam que a procura cairia. A boa notícia é que há muito espaço para crescer. O consumo per capita do brasileiro – 64,4 litros/ano – ainda é muito baixo, se comparado a países como a

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Alemanha – 108,2 litros/ano – e Estados Unidos – 77,3 litros/ano. Mas já se nota que o aumento do poder aquisitivo nacional tem contribuído para o aumento de vendas da bebida. Estudo encomendado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) para a Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro apura a relevância da indústria cervejeira para o País. Segundo dados preliminares, as cervejarias representam 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. E, como já se sabia, a indústria é grande recolhedora de impostos. Embora reclame da alta carga tributária que incide sobre o setor, enfrenta, a partir de outubro, novo aumento de imposto para as chamadas bebidas frias. Cervejas, refrigerantes, isotônicos, energéticos e águas devem recolher, em média, 2,85% adicionais. Este aumento de impostos é uma forma de a Receita Federal compensar a renúncia fiscal que desonerou outros setores da economia. Segundo a Associação Brasileira de Bebidas, as recentes medidas anunciadas pelo governo alterando o método de cálculo do IPI e do PIS/ Cofins incidentes sobre a categoria de cervejas significam um rompimento do ciclo virtuoso de crescimento que a bebida vinha registrando. “O aumento de 27% para cerveja é o maior da história do País, com impacto previsto no preço ao consumidor de 5,24%”, diz Alexsandra Machado, vice-presidente da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).


No quesito novidades, 2011 ficou marcado pela chegada da Budweiser ao mercado nacional, que veio incrementar o rol de produtos premium da Ambev, que já tem no seu portfólio Bohemia, Original e Stella Artois. Outro destaque ficou por conta da compra da Schincariol pela japonesa Kirin. Em seu primeiro ano de gestão, os japoneses anunciaram um aumento de 20% na verba de marketing da companhia, que se tornou patrocinadora do futebol da Rede Bandeirantes e do reality show “Big Brother”. Outra tacada foi o lançamento da cerveja No Grau para o Norte e Nordeste, regiões em que a empresa tem maior participação de mercado, com cerca de 30% das vendas. O movimento em direção àquelas duas regiões não passou despercebido da concorrência. O grupo Petrópolis, por exemplo, anunciou que investirá R$ 1,1 bilhão na construção de uma nova fábrica em Alagoinhas, Bahia, com capacidade de produzir 6 milhões de litros de cerveja por ano. O interesse pelas regiões Norte e Nordeste é justificado. De acordo com dados do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), nestas regiões, cada ponto percentual de aumento de consumo equivale a cerca de R$ 200 milhões. A melhoria de renda da população brasileira, segundo a Abrabe, também contribuiu para o lançamento de produtos premium no mercado de destilados, que corresponde a 10% do mercado nacional de bebidas. No segmento de refrigerantes, carro-chefe das bebidas não alcoólicas, segundo o Sicob, foram produzidos 16,2 bilhões de litros de refrigerantes em 2011 e 15 bilhões de litros no ano anterior. Mas uma pesquisa da Nielsen revela que o consumo da bebida caiu cerca de 1% em praticamente todo o Brasil, com exceção dos Estados do Rio de Janeiro, que apresentou alta de 0,3%, e do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que tiveram um aumento de 0,8%. O consumo per capita de refrigerantes, de acordo com a consultoria, era

de 75 litros/ano em 2010 e passou para 74 litros/ano no ano passado. Segundo o Relatório do Consumo de Todas as Bebidas Comerciais no período de 2005 a 2010, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes (Abir) no ano passado, a região Nordeste foi a que apresentou o maior crescimento no consumo de bebidas não alcoólicas. Sozinha, a região responde por 20,3% do consumo nacional. Outra curiosidade apresentada pela pesquisa foi o crescimento dos refrigerantes regionais – as famosas tubaínas, muito populares no interior do estado de São Paulo. Em termos de vendas em supermercados, 2011 não foi um ano expressivo. Um levantamento da Nielsen – feito a pedido da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) – apontou que no ano passado o volume de cervejas cresceu apenas 2,3%, ante a 17,8% de 2010. Mas cabe lembrar que 2010 foi ano de Copa do Mundo, o que alavanca a venda de bebidas como um todo. O grande catalisador das vendas em supermercados em 2011 foi o vinho, que cresceu em volume 34,9%.

No segmento dos refrigerantes, carro-chefe das bebidas não alcoólicas, o consumo caiu cerca de 1% em praticamente todo o Brasil em 2011

Fumo, na mão de pequenos A produção de tabaco no Brasil continua sendo uma das principais fontes de renda para os pequenos agricultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A cultura está presente em 704 municípios destes três estados e gera 30 mil empregos diretos. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), aproximadamente 742 mil pessoas participam do ciclo produtivo no meio rural e o fumo garante uma receita anual bruta de R$ 4,1 bilhões. Além disso, o complexo agroindustrial do tabaco na região Sul do País movimenta cerca de R$ 10 bilhões, considerando-se todo o processo, desde o financiamento dos insumos aos produtores até a industrialização do produto, pagamento de tributos e comercialização nos mercados doméstico e externo. (LA)

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BEBIDAS E FUMO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CERVEJAS 1 Ambev - SP 13.824.100 11,4 3.829.400 8.641.000 42.427.900 25.611.300 5.413.400 3.611.400 225,7 27,7 32,6 165,7 33,7 2 Primo Schincariol - SP 2.340.581 49,6 -146.427 -157.286 3.767.088 1.262.271 -18.811 316.071 ND -6,3 62,1 298,4 -12,5 764.256 — -53.630 -18.598 1.587.065 783.306 58.172 167.429 ND -7 48,2 202,6 -2,4 3 Schincariol - RJ 4 CRBS - SP ( * ) 120.943 — 27.772 12.216 304.728 207.034 30.793 28.763 44 23 39,7 147,2 5,9 5 Cerpa - PA ( * ) 94.365 30 1.023 -50 147.687 42.231 22.290 42.664 ND 1,1 63,9 349,7 -0,1 6 Belágua - PA ( * ) 14.202 22,4 2.001 1.766 12.542 7.165 3.086 1.544 88,3 14,1 113,2 175,1 24,7 7 Coroa - ES ( * ) — — -208 -208 36.798 21.135 -208 1.253 ND ND ND 174,1 -1 26,2 3.659.931 8.478.840 48.283.808 27.934.442 5.508.721 4.169.125 88,3 7,6 55,1 175,1 -0,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 17.158.447 CIGARROS E FUMO 1 Souza Cruz - RJ 5.523.000 5,7 2.087.100 1.601.600 5.401.600 2.080.000 2.350.900 330.800 76,7 37,8 102,3 259,7 2 CTA Continental - RS 681.822 2,5 6.394 11.029 911.144 300.296 132.199 266.712 172,5 0,9 74,8 303,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 6.204.822 4,1 2.093.494 1.612.629 6.312.744 2.380.296 2.483.099 597.512 124,6 19,4 88,5 281,6

77 3,7 40,3

DESTILADOS 1 Müller NE - PE ( * ) 74.167 -2,5 12.741 10.450 141.486 121.897 9.358 11.081 82 17,2 52,4 116,1 8,6 2 Thoquino - RJ 63.700 25,1 3.077 2.145 53.761 17.752 2.306 9.416 69,7 4,8 118,5 302,9 12,1 3 Caribé - MG ( * ) 14.991 20,3 1.374 931 7.248 5.672 1.438 3.390 67,8 9,2 206,8 127,8 16,4 4 Sagatiba - SP ( ** ) 4.088 — -5.485 15.062 36.496 34.022 -5.664 6.164 ND -134,2 11,2 107,3 44,3 20,3 11.707 28.588 238.991 179.342 7.438 30.050 69,7 7 85,5 121,9 14,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 156.946 OUTRAS BEBIDAS 1 Baldo - RS ( * ) 108.023 -6,3 24.684 21.429 216.537 172.839 27.117 54.605 86,8 22,9 49,9 125,3 12,4 2 Casadoce - SP ( * ) 69.698 — 4.956 5.601 29.949 10.914 6.948 10.156 113 7,1 232,7 274,4 51,3 17.732 13,6 1.103 720 7.338 3.819 2.057 2.431 65,3 6,2 241,7 192,1 18,9 3 Mate Real - PR ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 195.453 3,6 30.743 27.750 253.824 187.572 36.123 67.192 86,8 7,1 232,7 192,1 18,9 REFRIGERANTES E ÁGUAS 1 Coca-Cola Spal - SP 4.168.014 15,6 586.154 400.609 2.668.740 1.913.882 596.538 376.475 68,4 14,1 156,2 139,4 20,9 2.940.357 -26,3 1.207.961 909.164 2.274.474 1.038.676 1.168.355 — 75,3 41,1 129,3 219 87,5 2 Ambev Brasil - SP 3 Coca-Cola Spaipa - PR ( * ) 1.615.474 18,5 240.966 190.917 918.612 541.922 269.749 97.785 79,2 14,9 175,9 169,5 35,2 4 Coca-Cola Vonpar - RS 1.261.745 1 82.469 69.610 1.097.935 519.498 133.122 113.616 84,4 6,5 114,9 211,4 13,4 5 Coca-Cola Ipiranga - SP ( * ) 579.015 24,4 38.441 24.893 497.932 135.870 75.493 43.126 64,8 6,6 116,3 366,5 18,3 6 Brasal Refrigerantes - DF ( * ) 403.355 23,6 72.192 54.598 277.743 133.058 62.876 24.259 75,6 17,9 145,2 208,7 41 316.783 16,4 54.592 52.726 238.528 155.474 71.505 19.767 96,6 17,2 132,8 153,4 33,9 7 Coca-Cola Compar - PA ( * ) 8 Coca-Cola Sorocaba - SP ( * ) 211.265 31,3 19.638 13.391 154.373 69.950 9.718 20.760 68,2 9,3 136,9 220,7 19,1 9 Fruki - RS ( * ) 94.326 27,2 8.191 5.760 62.474 39.592 11.706 10.240 70,3 8,7 151 157,8 14,6 10 Refrigerante Marajá - MT ( * ) 37.841 11,3 -1.983 794 40.565 21.436 6.357 1.512 ND -5,2 93,3 189,2 3,7 11 Coca-Cola Sucovalle - PE ( * ) 29.871 79,7 10.419 11.372 27.411 18.383 10.645 7.795 109,2 34,9 109 149,1 61,9 26.004 10,8 -1.579 931 19.059 2.826 -1.389 6.098 ND -6,1 136,4 674,4 33 12 Mate Couro - MG 13 Ferráspari - SP ( * ) 19.344 15,3 1.287 880 6.813 4.513 1.711 3.001 68,4 6,7 283,9 151 19,5 14 Aguas Minerais Sta Clara - PE ( * ) 4.405 8,7 375 375 2.229 1.610 375 -157 100 8,5 197,6 138,5 23,3 15 Coca-Cola Alagoana - AL ( * ) 752 — -24 -458 24.274 17.973 -18 -31 ND -3,2 3,1 135,1 -2,6 — — -4.984 63.608 213.516 194.039 566 2 ND ND ND 110 32,8 16 Coca-Cola Noroeste - MT ( * ) 17 Thermas castello - SC ( * ) — — -14 -14 880 880 -14 — ND ND ND 100 -1,6 18 Superágua - MG — — — — 185 178 — -7 ND ND ND 104 ND 16 2.314.100 1.799.156 8.525.744 4.809.759 2.417.295 724.242 75,4 8,7 136,4 155,6 20,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 11.708.551 SUCOS 1 Arosuco - AM ( * ) 1.065.783 17,6 811.051 934.239 1.804.746 1.609.072 793.358 318.381 115,2 76,1 59,1 112,2 58,1 2 Louis Dreyfus Commodities - SP ( * ) 619.021 -8,7 -78.645 -39.137 1.919.499 585.778 -5.873 578.056 ND -12,7 32,3 327,7 -6,7 3 Tropfruit - SE ( * ) 100.052 52,2 8.427 6.862 84.065 41.186 13.993 39.945 81,4 8,4 119 204,1 16,7 4 Citri - PR ( * ) 18.787 -44,9 -1.668 -1.676 12.048 -1.853 -1.814 -239 ND -8,9 155,9 ND ND 5 Nova América S/A Indl - SP ( ** ) 17.307 2,5 -6.322 -3.195 55.693 23.152 -4.995 30.996 ND -36,5 31,1 240,6 -13,8 6 Tropical - MG ( * ) 15.303 3 -4.186 -4.186 23.034 -4.993 -1.105 5.006 ND -27,4 66,4 ND ND 11.933 — -21.199 -21.199 18.201 -32.367 -14.362 -1.901 ND -177,6 65,6 ND ND 7 Sucos Goody - MG ( * ) 8 Bascitrus - SP ( * ) 10.592 -50,8 -15.341 -13.406 41.288 -18.635 -1.327 549 ND -144,8 25,7 ND ND 9 Cajuba - BA ( * ) 5.698 18,2 -216 -216 13.543 1.185 621 8.201 ND -3,8 42,1 1.142,90 -18,2 10 Pinhal Sucos - SC ( * ) 1.190 32,4 -140 -176 812 451 -140 180 ND -11,8 146,6 180 -38,9 11 Comcitrus - SP 28 -86,1 943 743 13.008 5.150 -238 2.248 78,7 3.396,20 0,2 252,6 14,4 12 Suconor - PB ( * ) — — -147 -147 31.010 24.074 -145 -175 ND ND ND 128,8 -0,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 1.865.694 2,7 692.557 858.506 4.016.946 2.232.200 777.972 981.246 81,4 -11,8 59,1 222,3 -3,6 VINHOS 1 Salton - RS 157.805 10,3 12.497 7.522 339.705 167.486 24.848 97.065 60,2 7,9 46,5 202,8 4,5 2 Vinhos Campo Largo - PR ( * ) 44.488 19,8 3.708 2.468 39.715 26.154 6.477 16.453 66,6 8,3 112 151,9 9,4 3 Serra Gaúcha - RS 19.670 30,5 4.210 2.846 35.173 19.207 5.054 14.020 67,6 21,4 55,9 183,1 14,8 4 Antonio Borin - SP ( * ) 5.304 -11,5 -23 -390 10.679 2.895 -332 -3.235 ND -0,4 49,7 368,9 -13,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 227.267 15,1 20.392 12.446 425.272 215.741 36.047 124.302 66,6 8,1 52,8 193 7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Em busca do equilíbrio perdido CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL

Usinas estão fechando e para retomar os investimentos na atividade é preciso encontrar uma solução para o descompasso entre custo e receita As contas não fecham e, sem políticas de fôlego, o setor de cana, açúcar e etanol não consegue retomar o ciclo vigoroso de investimentos observado de 2005 a 2008, que movimentou US$ 12,9 bilhões. As aplicações se concentram no estritamente necessário – recomposição dos canaviais, deixada de lado nas safras anteriores, manutenção do maquinário e aquisições de colheitadeiras e equipamentos de transbordo, diante da necessidade de mecanização da colheita. O endividamento voltou a crescer na safra concluída em abril passado, as margens tornaramse ainda mais apertadas, quando não trafegam pelo vermelho, e as usinas ainda operam com índices elevados de capacidade ociosa. Por falta de matéria-prima, parte delas sequer iniciou a moagem na safra atual e algumas simplesmente deixaram a atividade. O setor vem de quatro anos de dificuldades causadas inicialmente pela estiagem e, mais recentemente, no Centro-Sul do País, pelo excesso de chuvas, que até o final de julho passado ainda retardava a colheita. Depois de desabar de 620,13 milhões de toneladas na safra 2010/2011 para 558,78 milhões de toneladas no ano agrícola seguinte, de acordo com dados da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), a produção de cana ensaia alguma recuperação e poderá crescer para 570,8 milhões de toneladas no ciclo 2012/2013, segundo projeta a consultoria Datagro. Volume ainda abaixo da capacidade instalada,

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calculada entre 630 milhões e 650 milhões de toneladas. A produção de açúcar deverá girar ao redor de 37 milhões a 38 milhões de toneladas em 2012, retomando os níveis de 2010. Espera-se, ainda, uma produção de etanol pouco abaixo de 24 bilhões de litros, acima dos 22,6 bilhões de litros da safra passada, mas longe dos 27,4 bilhões de litros produzidos em 2010/2011. Segundo estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o setor tem capacidade para produzir 36 bilhões de litros por safra, o que permite estimar uma ociosidade na faixa dos 30%. O desequilíbrio financeiro centraliza as preocupações da indústria, cujo fluxo de caixa foi comprometido pela elevação mais recente dos custos de produção e pela limitação imposta pelo congelamento virtual dos preços da gasolina nas bombas. As usinas sofrem uma “hemorragia”, já que desembolsam 18 centavos de dólar por libra peso de etanol processado, pelo qual recebem 15 centavos, resume o presidente da Bunge Brasil e do conselho deliberativo da Unica, Pedro Parente. Como resultado, 41 usinas fecharam entre 2008 e os primeiros meses deste ano, extinguindo 13 mil empregos e reduzindo em 32 milhões de toneladas na moagem de cana na região Centro-Sul. Plínio Nastari, da consultoria Datagro, afirma que 20 usinas não haviam iniciado a moagem neste ano, tanto por deficiências no fluxo de caixa quanto


porque falta matéria-prima, o que tem provocado uma disputa crescente entre as usinas, com impactos sobre os custos de arrendamento de terras. Em algumas regiões de São Paulo, estima Alexandre Figliolino, diretor comercial para a área de agronegócio do Itaú BBA, o preço pago pelo arrendamento de um alqueire subiu de 30 para 60 toneladas de cana entre 2008 e 2012, enquanto a produtividade encolheu de 85 para 68 toneladas em média. Dado o quatro de dificuldades, não surpreende que o setor tenha ficado mais endividado. Na estimativa de Figliolino, a dívida total das usinas aumentou de R$ 40,5 bilhões na safra 2010/2011 para R$ 42 bilhões no ciclo seguinte. Medida em relação ao volume de cana processada, o endividamento avançou 12%, de R$ 72,70 para R$ 81,50 por tonelada. O número final, da mesma forma, ficou cerca de 9% mais alto do que o projetado no final do ano passado por Figliolino, que então estimava uma dívida de R$ 75,00 por tonelada de cana moída. A ETH Biocombustíveis, relembra o presidente da empresa, Luiz de Mendonça, investiu um total de R$ 8 bilhões desde 2007 para colocar de pé nove usinas e pretende investir perto de R$ 1 bilhão por ano, até 2015/2016, 60% disso para renovação e expansão do plantio. Nos planos da empresa, a moagem deverá dobrar de 20 milhões para 40 milhões de toneladas até lá, com salto para 560 mil hectares cultivados, saindo de 330 mil em 2011/2012. O retorno limitado nos investimentos em unidades greenfield (novas plantas) neste momento, argumenta Mizutani, vice-presidente para etanol, açúcar e bioenergia da Raízen, resultado da aquisição da Shell pela Cosan, não permite voos mais ambiciosos. Os investimentos do grupo têm ficado entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por ano agrícola, concentrados na reforma dos canaviais. As 24 usinas do grupo,

prontas para moer 65 milhões de toneladas de cana por safra, processaram 52,9 milhões de toneladas no ano fiscal encerrado em março deste ano. A previsão de Mizutani para a safra 2012/2013 é de uma produção entre 52 milhões e 55 milhões de toneladas. Na safra atual, a Raízen espera produzir 4,2 milhões de toneladas de açúcar, ante 4 milhões no ano agrícola passado, e 2 bilhões de litros de etanol, pouco acima da produção anterior, de 1,92 bilhão de litros.

Do exterior, sinais positivos Num momento de baixa oferta aqui dentro e de quebra da safra de milho dos Estados Unidos, grão que abastece o programa de produção de biocombustíveis daquele país, o mercado internacional parece sinalizar com números mais positivos neste ano, pelo menos no caso do etanol. No ano passado, o setor já havia ampliado em 3,3% os embarques de etanol, para 1,967 bilhão de litros, nas estatísticas da Unica, com receitas de US$ 1,492 bilhão – 47% mais altas, graças à elevação de 42,4% nos preços médios de exportação. Nos primeiros seis meses deste ano, as vendas externas cresceram 9,5% em volume, para 598,5 milhões de litros, e 24,4% em valor, atingindo US$ 468,3 milhões, refletindo aumento de mais 12% nos preços médios. O açúcar, que sustentou o caixa das usinas nos últimos anos, diante da escalada dos preços internacionais, registrou baixa de 20,7% no valor exportado no primeiro semestre deste ano, para US$ 4,299 bilhões, diante de US$ 5,420 bilhões no mesmo período de 2011. Os volumes despachados para fora do País também sofreram baixa de quase 20%, recuando até 7,503 milhões de toneladas, enquanto os preços médios de exportação mantiveram-se praticamente estabilizados em US$ 570 por tonelada.

No primeiro semestre deste ano, as vendas externas de etanol cresceram 9,5% em volume e 24,4% em valor, atingindo US$ 468,3 milhões, refletindo aumento de mais 12% nos preços médios

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CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AÇÚCAR E ÁLCOOL INTEGRADAS 1 Cosan S/A Açúcar Álcool - SP ( * ) 2.322.073 — 431.903 307.252 4.857.035 2.855.099 650.435 302.848 71,1 18,6 47,8 170,1 10,8 2 Cosan - SP ( ** ) 2.104.078 -16,4 413.936 771.565 11.650.699 6.458.861 213.299 98.344 186,4 19,7 18,1 180,4 12 1.720.285 — 419.971 267.680 5.871.620 3.012.054 682.683 211.576 63,7 24,4 29,3 194,9 8,9 3 LDC Bioenergia - SP ( ** ) 4 Usina Caeté - AL ( * ) 1.615.152 40,6 122.720 76.600 2.247.270 585.122 417.145 87.493 62,4 7,6 71,9 384,1 13,1 5 Cosan Alimentos - SP ( ** ) 1.493.603 39,7 164.031 105.466 1.200.568 434.037 262.813 136.731 64,3 11 124,4 276,6 24,3 6 Coruripe - AL ( ** ) 1.136.139 35,3 163.699 120.381 2.547.537 757.521 295.555 20.090 73,5 14,4 44,6 336,3 15,9 7 Usina Alto Alegre - SP ( ** ) 1.094.140 43,8 336.688 222.596 2.037.413 740.478 399.791 111.018 66,1 30,8 53,7 275,2 30,1 8 Usina Guarani - SP ( ** ) 989.663 21,7 -30.759 12.341 3.877.893 2.301.607 161.669 178.163 ND -3,1 25,5 168,5 0,5 765.573 23,7 67.898 -18.369 2.105.876 514.574 223.403 -93.020 ND 8,9 36,4 409,3 -3,6 9 Usina São João - SP ( ** ) 10 Usina Alta Mogiana - SP ( ** ) 702.180 29,7 362.746 240.198 1.426.887 490.583 296.533 91.517 66,2 51,7 49,2 290,9 49 673.785 15,9 40.790 60.289 1.305.223 347.931 113.846 79.637 147,8 6,1 51,6 375,1 17,3 11 Clealco - SP ( ** ) 12 Usina Cerradinho - SP ( * ) 635.162 27,3 81.365 23.743 1.293.933 56.184 101.200 179.394 29,2 12,8 49,1 2.303,00 42,3 562.576 22,1 56.902 42.780 998.662 323.576 133.252 74.245 75,2 10,1 56,3 308,6 13,2 13 Usina Batatais - SP ( ** ) 14 Vale Mogi - SP ( ** ) 553.878 -22,7 130.014 88.433 1.114.897 762.438 257.442 — 68 23,5 49,7 146,2 11,6 15 Usina Santa Isabel - SP ( ** ) 517.329 32,5 20.911 21.163 623.104 98.514 103.395 91.057 101,2 4 83 632,5 21,5 450.711 41,9 37.884 20.061 991.862 244.030 124.384 -9.143 53 8,4 45,4 406,5 8,2 16 Santa Cruz - SP ( ** ) 17 São José da Estiva - SP ( ** ) 334.431 9,2 66.018 41.621 399.975 143.349 97.153 124.053 63 19,7 83,6 279 29 18 Usina São Manoel - SP ( ** ) 324.504 30,9 76.236 59.535 1.193.754 500.588 142.805 88.490 78,1 23,5 27,2 238,5 11,9 19 Usina Ipiranga - SP ( ** ) 316.115 22 45.477 48.514 707.198 311.200 72.783 19.239 106,7 14,4 44,7 227,3 15,6 20 Itaiquara - SP ( * ) 307.596 3,5 -33.356 -69.960 1.060.453 293.976 83.204 -118.356 ND -10,8 29 360,7 -23,8 302.417 46,8 15.671 14.458 734.965 538.039 -78.492 109.973 92,3 5,2 41,2 136,6 2,7 21 Vale do Verdão - GO ( * ) 22 Jalles Machado - GO ( ** ) 286.097 30,8 60.597 44.985 966.463 278.467 102.282 22.699 74,2 21,2 29,6 347,1 16,2 23 Usina Santa Fé - SP ( ** ) 275.930 16 31.092 20.943 500.250 110.664 118.424 -2.852 67,4 11,3 55,2 452 18,9 24 Barralcool - MT ( * ) 267.987 22,4 34.054 26.610 433.220 277.833 46.240 64.845 78,1 12,7 61,9 155,9 9,6 25 Usina São Domingos - SP ( ** ) 251.457 65,6 91.329 70.095 438.453 205.286 122.063 1.766 76,8 36,3 57,4 213,6 34,2 245.333 23,1 12.773 17.685 265.044 54.747 48.340 22.888 138,5 5,2 92,6 484,1 32,3 26 Usina Santo Antonio - SP ( * ) 27 Unialco - SP ( ** ) 243.878 28,5 -16.709 -28.521 510.326 -90.453 23.103 -50.397 ND -6,9 47,8 ND ND 231.878 15,2 39.834 28.394 193.088 118.379 36.097 18.791 71,3 17,2 120,1 163,1 24 28 Usina São Luiz - SP ( * ) 29 Ester - SP 228.223 19,8 -19.345 -17.675 521.028 97.294 43.123 9.022 ND -8,5 43,8 535,5 -18,2 30 Usina Furlan - SP ( ** ) 223.704 19,3 7.301 9.384 448.639 233.787 15.248 4.405 128,5 3,3 49,9 191,9 4 210.834 6,4 -32.743 -70.601 929.278 305.883 72.141 42.714 ND -15,5 22,7 303,8 -23,1 31 Aralco - SP ( * ) 32 Paraíso Bioenergia - SP ( ** ) 191.316 13,6 -5.938 -4.638 348.173 96.491 20.919 -10.507 ND -3,1 55 360,8 -4,8 33 Bioenergia - SP ( * ) 182.236 49,7 4.433 4.154 183.427 61.486 30.575 3.114 93,7 2,4 99,4 298,3 6,8 34 Usina São Francisco - SP ( ** ) 179.929 — 3.155 2.727 327.660 75.671 34.567 25.207 86,4 1,8 54,9 433 3,6 35 Trapiche - PE 179.238 20,8 20.445 19.390 288.253 171.943 40.821 89.153 94,8 11,4 62,2 167,6 11,3 36 Usina Santa Tereza - PE ( * ) 153.788 50,8 2.685 636 410.119 163.053 25.209 49.655 23,7 1,8 37,5 251,5 0,4 37 Usinavi - MS ( * ) 153.439 8 13.759 13.759 474.237 81.573 -15.050 938 100 9 32,4 581,4 16,9 38 Pioneiros - SP ( ** ) 152.069 22,9 -82.613 -56.909 265.810 -15.806 -38.928 -32.090 ND -54,3 57,2 ND ND 146.550 — -327 -2.201 296.699 44.644 39.593 5.260 ND -0,2 49,4 664,6 -4,9 39 Usina Uberaba - MG ( ** ) 40 Agrovale/São Francisco - BA ( * ) 144.460 22,4 16.948 22.773 495.974 231.915 39.750 53.486 134,4 11,7 29,1 213,9 9,8 41 Carneirirnho - MG ( ** ) 142.409 11,3 21.484 16.889 222.460 191.365 46.401 17.423 78,6 15,1 64 116,3 8,8 42 Usina Jacarezinho - SP ( * ) 140.600 2,3 -19.723 -13.961 201.416 -54.676 12.724 13.668 ND -14 69,8 ND ND 138.948 — -12.091 -9.464 340.535 48.840 25.943 11.732 ND -8,7 40,8 697,3 -19,4 43 Usina Rio Pardo - SP 44 Alcoazul - SP ( * ) 138.678 34 -2.377 -13.718 349.268 58.185 11.267 -6.606 ND -1,7 39,7 600,3 -23,6 45 Rio Claro - GO ( ** ) 125.916 -476,7 -67.897 -74.381 960.482 29.251 7.801 63.776 ND -53,9 13,1 3.283,60 -254,3 46 Usina Santa Lúcia - SP ( ** ) 124.768 29,9 25.502 18.519 495.825 327.112 40.203 -2.599 72,6 20,4 25,2 151,6 5,7 47 Usina União - PE ( * ) 121.537 48,5 -577 -422 182.680 2.809 30.686 -48.093 ND -0,5 66,5 6.503,50 -15 48 Usina Bandeirantes - PR ( * ) 118.742 22,4 -9.168 -7.949 330.663 38.416 24.430 -95.179 ND -7,7 35,9 860,7 -20,7 49 Destilaria Bazan - SP ( * ) 111.006 -62,3 70.700 43.194 377.433 182.821 87.726 61.924 61,1 63,7 29,4 206,5 23,6 50 Usina Santa Maria - SP ( * ) 101.028 -14 11.850 8.013 98.179 38.851 14.469 51.727 67,6 11,7 102,9 252,7 20,6 51 Cosan - SP ( * ) 76.662 9,4 -7.856 -5.457 241.621 92.169 12.396 641 ND -10,3 31,7 262,2 -5,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

92 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AÇÚCAR E ÁLCOOL INTEGRADAS (CONTINUAÇÃO) 52 Usina Paineiras - ES ( * ) 71.141 -2,1 -11.818 -8.272 350.773 100.903 9.602 19.542 ND -16,6 20,3 347,6 -8,2 53 Pagrisa - PA ( * ) 61.747 44,5 -61 652 236.820 139.320 7.685 21.932 ND -0,1 26,1 170 0,5 55.996 — -22.094 -22.190 318.542 82.606 -11.433 9.739 ND -39,5 17,6 385,6 -26,9 54 Vale do São Simão - MG ( * ) 55 Monteverde - MS ( * ) 51.250 329,8 -70.833 -46.958 336.739 -45.526 -17.551 24.582 ND -138,2 15,2 ND ND 51.006 614,4 -17.587 -11.632 340.615 177.020 2.459 54.639 ND -34,5 15 192,4 -6,6 56 Total Canavieira - MG ( * ) 57 Agricola Tatez - SP ( ** ) 50.547 — -31.498 -18.304 220.778 33.442 -16.119 -7.489 ND -62,3 22,9 660,2 -54,7 58 Usina Bom Jesus - PE ( * ) 48.487 -10,7 -15.046 -15.046 300.581 4.015 -2.507 18.315 ND -31 16,1 7.486,60 -374,8 59 Central Energetica - MG ( * ) 32.349 33,7 3.565 3.565 63.717 -93.083 -15.785 4.875 100 11 50,8 ND ND 29.666 25,6 -4.632 -4.632 258.468 162.256 -4.401 11.610 ND -15,6 11,5 159,3 -2,9 60 Itajubara - MA ( * ) 61 Usina São Carlos - SP 6.417 15,3 -4.247 -5.018 61.038 24.498 -6.671 2.953 ND -66,2 10,5 249,2 -20,5 6.067 905 1.559 1.053 25.997 25.653 1.624 5.685 67,5 25,7 23,3 101,3 4,1 62 Usina Vale Vacaria - MS ( * ) 63 Brazcana - PR ( * ) 1.169 — -659 -657 6.216 6.075 -686 379 ND -56,4 18,8 102,3 -10,8 461 — -106.414 -86.626 560.049 52.116 -59.051 18.069 ND -23.083,30 0,1 1.074,60 -166,2 64 Pedro Afonso - TO ( * ) 65 Paredão - SP 237 7,9 352 331 14.875 13.193 398 -157 94,1 148,6 1,6 112,8 2,5 66 Usina São Francisco - SP — -100 -24.302 381.131 2.485.663 1.556.043 25.191 -23.722 ND ND ND 159,7 24,5 — — — — 1.128.708 535.382 32.927 22.038 ND ND ND 210,8 ND 67 Usina Boa Vista - SP ( ** ) — — 1.040 816 14.892 11.999 -451 1.515 78,5 ND ND 124,1 6,8 68 Açucareira Santa Cruz - SP 69 Usina Bela Vista - SP — — 188 115 6.596 1.687 -171 -959 61,2 ND ND 391 6,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (69) 24.676.571 22,4 2.878.834 2.686.930 67.074.593 28.015.360 5.817.920 2.353.407 74,7 5,2 43,8 277,8 6,8 AÇÚCAR 1 Usina da Pedra - SP ( ** ) 892.593 23,2 28.004 46.320 1.466.392 528.508 215.787 214.281 165,4 3,1 60,9 277,5 8,8 2 Açucareira V Oliveira - SP ( ** ) 516.982 8,5 28.153 44.083 1.187.240 564.713 115.317 97.999 156,6 5,5 43,5 210,2 7,8 3 Usina N S Aparecida - SP ( ** ) 502.865 -2 -47.054 30.119 1.597.096 511.542 75.226 111.570 ND -9,4 31,5 312,2 5,9 425.044 219,9 -27.092 -5.892 1.011.201 255.407 75.928 9.565 ND -6,4 42 395,9 -2,3 4 Tonon Bioenergia - MS ( ** ) 5 Usina Bela Vista - SP ( * ) 314.030 34,9 58.749 38.727 278.920 158.426 90.190 53.599 65,9 18,7 112,6 176,1 24,4 6 São José - SP ( ** ) 304.728 12,1 7.702 6.005 655.175 195.155 39.293 84.426 78 2,5 46,5 335,7 3,1 7 Usina Ferrari - SP ( ** ) 231.496 53,5 -3.903 33.316 518.224 109.959 32.203 -20.746 ND -1,7 44,7 471,3 30,3 8 Usina Olho D’Água - PE ( * ) 211.878 37,4 44.419 38.063 243.483 81.652 76.032 82.030 85,7 21 87 298,2 46,6 201.550 — 27.033 17.003 307.453 56.246 59.514 51.570 62,9 13,4 65,6 546,6 30,2 9 Usina Frutal - MG ( * ) 10 Refinadora Catarinense - SC 194.812 — 186.333 189.476 431.339 245.604 190.600 7.254 101,7 95,7 45,2 175,6 77,2 11 Dulcini - SP 188.810 13 -18.377 -10.207 250.268 21.516 6.411 496 ND -9,7 75,4 1.163,20 -47,4 12 Usina São José/PE - PE ( * ) 174.830 38,4 17.598 13.061 180.337 71.195 57.111 62.370 74,2 10,1 97 253,3 18,4 13 Petribu - PE ( * ) 165.701 16,5 24.595 18.605 480.156 215.526 44.138 50.606 75,7 14,8 34,5 222,8 8,6 14 Sabaralcool - PR ( * ) 162.221 12,5 -9.151 -9.151 487.016 136.134 33.066 88.739 ND -5,6 33,3 357,8 -6,7 15 Nova América - MS ( ** ) 156.493 5.819,50 -27.053 -18.277 571.542 322.793 -15.989 7.536 ND -17,3 27,4 177,1 -5,7 16 Usina Roçadinho - AL ( * ) 138.146 19,1 23.890 7.290 600.110 310.205 40.596 32.854 30,5 17,3 23 193,5 2,4 17 Penápolis - SP ( * ) 123.605 — -860.899 -860.899 181.764 -1.081.535 -516.143 10.299 ND -696,5 68 ND ND 113.491 -26,6 -21.038 -70.599 391.667 -44.692 -25.023 -13.865 ND -18,5 29 ND ND 18 Usaciga - PR ( * ) 108.710 22,7 5.246 3.759 219.755 90.039 27.423 -4.081 71,7 4,8 49,5 244,1 4,2 19 Usina Goianésia - GO ( * ) 20 Usina Ipojuca - PE ( * ) 89.508 9,5 4.607 12.196 148.242 81.881 6.773 13.826 264,7 5,2 60,4 181,1 14,9 21 Energética São Simão - GO ( * ) 28.266 19,2 -5.617 -5.322 160.584 12.770 2.521 -888 ND -19,9 17,6 1.257,50 -41,7 22 Usina Rio Parana - MS 10.569 -13,6 -157 -2.845 179.265 159.701 11.473 -3.429 ND -1,5 5,9 112,3 -1,8 23 União São Paulo - SP ( * ) 3.517 -54,1 28.930 17.484 207.998 45.188 21.441 -70.653 60,4 822,6 1,7 460,3 38,7 24 Açucareira Rio Grande - MG ( * ) 1.911 -8,9 -1.323 -1.323 79.199 44.596 852 -1.860 ND -69,2 2,4 177,6 -3 25 Usina Passos - MG ( * ) 1.321 1,1 -14.261 -14.261 109.513 36.708 -7.987 -4.521 ND -1.079,50 1,2 298,3 -38,9 26 Usina Colombo - SP ( * ) 846 -99,9 224 155 1.467 726 270 254 69,2 26,5 57,6 202,2 21,4 27 Nova Aliança - BA ( * ) 499 -60,7 -160 -2.878 52.685 18.510 -166 3.139 ND -32,1 1 284,6 -15,6 28 Palermo Agricola - SP ( * ) 428 230,5 392 356 33.550 22.509 392 -1.604 90,8 91,6 1,3 149,1 1,6 29 Ponte Alta - SP ( * ) — — -1.648 -26.473 882.510 75.785 -923 54 ND ND ND 1.164,50 -34,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (29) 5.264.850 13 -551.858 -512.109 12.914.151 3.246.766 656.326 860.819 75,7 2,8 42,8 277,5 4,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 93


CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ÁLCOOL 1 Usina Iracema - SP ( ** ) 569.836 118,5 94.972 142.288 3.344.319 1.953.486 204.470 62.919 149,8 16,7 17 171,2 7,3 2 Agroindl Santa Juliana - MG 372.676 109,4 -123.414 -81.994 1.192.115 393.332 68.706 72.269 ND -33,1 31,3 303,1 -20,9 250.241 31,3 -27.818 -15.267 435.891 50.462 4.519 25.725 ND -11,1 57,4 863,8 -30,3 3 Mandu - SP ( * ) 4 Destilaria - SP 202.832 130,4 -24.958 -25.649 635.066 338.556 39.003 42.881 ND -12,3 31,9 187,6 -7,6 5 Tropical Bioegergia - GO ( ** ) 200.884 62,6 12.176 20.062 415.968 116.242 38.253 30.081 164,8 6,1 48,3 357,9 17,3 6 Destilarias Melhoramentos - SP 169.642 36,2 37.810 26.387 175.351 53.333 54.384 34.793 69,8 22,3 96,7 328,8 49,5 7 Da Mata - SP ( * ) 164.511 39,8 -16.297 -11.614 386.102 90.016 36.624 21.393 ND -9,9 42,6 428,9 -12,9 8 Usina Panorama - GO ( * ) 159.567 47,8 10.548 7.142 210.852 113.753 -13.199 28.406 67,7 6,6 75,7 185,4 6,3 155.546 50,9 -32.606 -33.490 593.752 -5.150 -7.550 42.800 ND -21 26,2 ND ND 9 Alcidia - SP ( ** ) 10 Adalcool - SP 154.170 28,4 13.989 9.273 118.820 24.645 20.875 -5.728 66,3 9,1 129,8 482,1 37,6 153.307 33,9 11.371 9.634 331.012 149.628 31.235 6.746 84,7 7,4 46,3 221,2 6,4 11 Usina Iacanga - SP ( ** ) 12 Usina Conquista do Pontal - SP ( ** ) 138.347 823,1 -69.655 -67.770 764.058 26.907 -6.301 30.453 ND -50,4 18,1 2.839,60 -251,9 132.742 -1 -1.561 7.987 371.092 286.128 15.134 23.171 ND -1,2 35,8 129,7 2,8 13 Usina Sonora - SP ( * ) 14 Generalco - SP ( * ) 119.335 29,8 -16.106 -20.043 331.698 101.549 7.422 -5.253 ND -13,5 36 326,6 -19,7 15 Alcoolvale - MS ( ** ) 116.857 5,4 -8.498 -4.588 216.971 58.418 12.406 -5.379 ND -7,3 53,9 371,4 -7,9 96.939 — 35.915 25.498 174.898 113.538 54.873 30.302 71 37,1 55,4 154 22,5 16 Agropéu - MG 17 Dasa Serra Aimorés - MG 90.857 11 -11.273 -11.547 137.997 58.631 11.430 -4.502 ND -12,4 65,8 235,4 -19,7 18 Usina Alcana - MG ( * ) 80.962 53,7 -21.601 -20.091 191.867 -87.874 -34.581 -7.877 ND -26,7 42,2 ND ND 19 Sopesa - SP ( ** ) 78.340 -15,9 -18.402 -24.538 272.222 13.043 2.404 -9.173 ND -23,5 28,8 2.087,10 -188,1 20 Alcoeste - SP ( * ) 74.651 -1,2 -4.978 -1.770 95.045 17.589 3.056 31.238 ND -6,7 78,5 540,4 -10,1 74.416 -2,6 -14.037 -14.037 353.684 157.935 -382 18.846 ND -18,9 21 223,9 -8,9 21 Miriri Alimentos - PB ( * ) 22 Disa - ES ( * ) 67.204 3,6 -3.886 -3.886 150.408 -113.180 -16.119 -6.733 ND -5,8 44,7 ND ND 60.946 -6,8 14.283 11.392 96.131 69.042 14.040 31.007 79,8 23,4 63,4 139,2 16,5 23 Alcon - ES ( * ) 24 Álcool Ferreira - SP 60.284 1,5 146 106 16.088 306 583 -2.445 72,6 0,2 374,7 5.257,50 34,6 25 Centroalcool - GO ( * ) 60.166 3 -53.103 -53.103 117.405 -151.464 -27.566 -67.493 ND -88,3 51,3 ND ND 56.528 18,1 -12.281 -12.281 184.918 17.442 -23.220 -20.298 ND -21,7 30,6 1.060,20 -70,4 26 Floresta - GO ( * ) 27 Lasa Linhares - ES ( * ) 30.469 44,9 -1.083 -2.521 148.510 75.885 698 -6.633 ND -3,6 20,5 195,7 -3,3 28 Serra do Caiapó - GO ( * ) 28.102 5,9 -7.272 -7.272 83.798 55.618 541 7.440 ND -25,9 33,5 150,7 -13,1 29 Rezende - RJ ( * ) 27.143 1,3 -1.218 -1.218 16.034 1.584 1.084 5.177 ND -4,5 169,3 1.012,10 -76,9 30 Dourados - MS ( ** ) 24.972 10,3 -2.991 -3.471 117.103 39.812 2.708 6.675 ND -12 21,3 294,1 -8,7 18.787 1.486,70 4.837 1.048 189.631 103.039 9.990 97.697 21,7 25,8 9,9 184 1 31 Fatima S AgroEnergetica - MS ( * ) 32 Destilaria Veredes - MG ( * ) 18.494 48 -2.174 -1.240 70.011 47.463 2.449 -511 ND -11,8 26,4 147,5 -2,6 33 Ivinhema - MS ( * ) 2.664 -87,7 -1.454 103 58.131 52.935 -1.440 2.443 ND -54,6 4,6 109,8 0,2 34 Usina Santa Luzia - GO ( * ) — — — — 32.978 29.149 — 2.335 ND ND ND 113,1 ND 35 Pecana - ES ( * ) — — -2.751 -2.751 9.784 5.846 -2.750 -55 ND ND ND 167,4 -47,1 36 SMBJ - SP ( ** ) — — 41 27 8.200 8.199 33 159 65,9 ND ND 100 0,3 37 Vale do São Patrício - GO ( * ) — -100 -369 -369 6.533 740 -369 — ND ND ND 882,8 -49,9 38 CEVN - MT ( * ) — — — — 847 847 — 1 ND ND ND 100 ND — — — — 97 78 — — ND ND ND 124,4 ND 39 Usina Catanduva - SP ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (39) 4.012.417 28,4 -243.697 -159.563 12.055.387 4.267.511 503.443 512.876 71 -9,9 42,2 223,9 -7,7 CANA 1 ABAG - SP ( * ) 493.098 — -125.760 -49.495 2.083.133 773.902 -59.748 -287.822 ND -25,5 23,7 269,2 -6,4 2 Agrícola Colombo - SP ( * ) 353.672 34,6 -17.476 19.499 1.310.403 446.262 82.327 29.501 ND -4,9 27 293,6 4,4 3 Agroterenas - SP ( ** ) 183.979 596,5 85.498 61.392 330.698 188.069 86.427 15.496 71,8 46,5 55,6 175,8 32,6 4 Campo Alto - SP ( * ) 172.619 26,1 -88.085 -86.229 499.648 -118.600 -18.844 29.702 ND -51 34,6 ND ND 163.491 54,8 16.183 10.412 1.715.953 654.911 -5.778 45.308 64,3 9,9 9,5 262 1,6 5 Agrícola Quatá - SP ( * ) 6 Boa Vista SP - SP ( ** ) 155.524 9,8 -23.158 -16.199 337.049 224.804 5.309 -6.722 ND -14,9 46,1 149,9 -7,2 7 N S do Carmo - SP ( ** ) 123.469 -16,5 34.315 55.029 716.368 323.667 53.025 -15.512 160,4 27,8 17,2 221,3 17 8 Nova América - SP ( ** ) 119.768 -39,4 40.027 37.266 330.908 170.565 57.101 45.244 93,1 33,4 36,2 194 21,9 9 Iaco - MS ( * ) 115.159 82,6 36.729 36.514 804.074 257.228 137.282 56.549 99,4 31,9 14,3 312,6 14,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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CANA, AÇÚCAR E ÁLCOOL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CANA (CONTINUAÇÃO) 10 Norte Paraná - SP 109.543 27,7 34.800 60.579 254.236 187.677 56.430 20.231 174,1 31,8 43,1 135,5 32,3 11 Foz do Mogi - SP ( * ) 109.245 63,1 8.638 6.710 78.028 -15.332 10.477 -9.985 77,7 7,9 140 ND ND 12 Agral - SP ( * ) 82.798 12,6 1.488 1.005 283.818 187.732 12.526 22.461 67,5 1,8 29,2 151,2 0,5 13 Agro Pastoril Paschol - SP 77.093 4,6 6.269 3.451 144.716 112.230 7.334 31.195 55,1 8,1 53,3 129 3,1 14 Agrop Terras Novas - SP ( ** ) 68.458 -20,6 -11.109 -2.828 353.086 90.352 8.972 -13.790 ND -16,2 19,4 390,8 -3,1 15 Furlan - SP ( ** ) 66.036 75,1 23.642 7.550 394.204 249.128 28.626 -1.056 31,9 35,8 16,8 158,2 3 16 Fazendas Reunidas Pilon - SP 43.661 49,5 -393 -393 66.480 28.365 5.312 -575 ND -0,9 65,7 234,4 -1,4 17 Ferrari - SP ( ** ) 28.728 58,2 -315 505 34.136 19.453 1.424 -3.555 ND -1,1 84,2 175,5 2,6 24.507 136,6 -4.410 -5.177 77.313 40.326 3.866 16.636 ND -18 31,7 191,7 -12,8 18 Agro Nova - SP ( * ) 19 Bazan - SP ( * ) 12.905 9 11.903 11.507 193.245 189.881 12.148 6.091 96,7 92,2 6,7 101,8 6,1 12.118 5,1 8.297 11.956 69.995 52.458 8.463 10.394 144,1 68,5 17,3 133,4 22,8 20 Maubisa - SP 21 Java - SP ( * ) 12.116 141,7 3.135 2.713 40.226 31.125 3.073 3.744 86,5 25,9 30,1 129,2 8,7 11.541 — 11.386 10.614 371.735 370.203 11.079 -627 93,2 98,7 3,1 100,4 2,9 22 Carpa - SP 23 Canavieira Jacarezinho - SP ( * ) 10.104 -57,3 -6.573 -9.237 170.859 34.419 13.880 2.397 ND -65,1 5,9 496,4 -26,8 24 Santa Amélia - SP 9.284 89,9 4.099 4.018 21.188 14.884 5.929 1.941 98 44,2 43,8 142,4 27 9.222 111,4 758 18.502 16.024 11.487 889 -156 2.440,60 8,2 57,6 139,5 161,1 25 Agronil Agropecuária - SP ( * ) 26 Agrop Carvalho Britto - ES ( * ) 8.496 16,1 70.763 71.858 232.644 167.615 71.494 4.895 101,6 832,9 3,7 138,8 42,9 27 Jupira - SP 6.363 33,9 5.632 4.745 20.706 19.236 4.730 346 84,3 88,5 30,7 107,6 24,7 28 Nova America - SP ( ** ) 6.132 -39,1 6.179 5.900 25.295 24.414 5.806 876 95,5 100,8 24,2 103,6 24,2 29 Nova Europa - SP ( ** ) 5.468 2,7 4.883 4.632 138.370 92.731 5.201 -86 94,9 89,3 4 149,2 5 4.795 — -5.419 -3.576 101.690 -3.586 -1.876 5.477 ND -113 4,7 ND ND 30 Nova América - MS ( * ) 4.682 59,9 3.346 36.957 520.362 486.062 4.185 2.173 1.104,50 71,5 0,9 107,1 7,6 31 Planagri - GO ( * ) 32 Vale do Corumbataí - SP ( ** ) 4.196 89,7 5.420 5.032 61.959 46.685 3.948 2.015 92,9 129,2 6,8 132,7 10,8 33 Agrop Virgolino Oliveira - SP ( ** ) 4.132 -18,4 3.691 3.563 221.462 167.121 3.726 -11 96,5 89,3 1,9 132,5 2,1 34 Agrícola Forti - SP ( * ) 4.107 27,8 4.389 3.422 42.227 35.532 3.347 -445 78 106,9 9,7 118,8 9,6 3.685 — -2.382 -2.442 35.498 9.602 -1.951 -5.037 ND -64,6 10,4 369,7 -25,4 35 Agropecuária Uberaba - MG ( ** ) 36 Central Campo Alegre - PE ( * ) 3.463 13,7 62 126 13.513 88 2.240 240 204,2 1,8 25,6 15.343,80 143,1 37 Agro Pec Barra Bonita - SP 2.186 98,1 2.150 1.960 9.770 7.620 1.600 -2.114 91,2 98,4 22,4 128,2 25,7 38 Fazenda Palmeiras - SP 2.075 14,7 492 410 1.480 1.279 553 -4 83,4 23,7 140,2 115,7 32,1 39 Canamor - SP 1.577 15,1 -5.668 -5.174 29.534 -3.347 -2.701 -283 ND -359,4 5,3 ND ND 1.530 — 447 411 12.582 2.832 482 4.280 92 29,2 12,2 444,4 14,5 40 St Maria Guataporanga - SP 41 Vale do Rio Grande - MG ( * ) 918 172,8 -765 -765 79.349 43.974 336 -229 ND -83,4 1,2 180,5 -1,7 666 26,6 1.094 813 6.344 6.073 603 65 74,3 164,3 10,5 104,5 13,4 42 Debelma - SP ( ** ) 43 Ralston - SP ( * ) 409 821,5 335 320 1.996 1.948 303 70 95,7 81,9 20,5 102,5 16,4 44 Estteio Agropecuária - PR ( * ) 284 27 131 117 2.595 2.328 192 2.291 89,8 46 11 111,5 5 221 -70,6 -2 -6 36.445 36.256 53 40 ND -0,9 0,6 100,5 0 45 São Jerônimo - SP ( * ) 46 Agro Pastoril Rio Grande - MG ( * ) 165 -33,1 -341 -341 79.719 44.220 -214 -73 ND -206,1 0,2 180,3 -0,8 124 6.267,30 -157 304 16.105 15.407 -492 -28 ND -126,6 0,8 104,5 2 47 Nova Louzã - SP ( * ) 48 Fazenda Pilon - SP 37 280 20 20 2.223 2.223 20 36 100 54,1 1,7 100 0,9 49 DDW - PR ( * ) 23 -9,8 19 19 674 497 19 229 97,1 83,8 3,4 135,7 3,8 50 Mogi Agrícola - SP ( * ) — — -170 -170 57.677 57.674 -156 — ND ND ND 100 -0,3 51 Pontal Agropecuária - SP ( ** ) — — -4.202 -4.202 43.969 25.024 -3.547 39 ND ND ND 175,7 -16,8 52 Baessa - GO ( * ) — — -418 -439 23.463 21.798 -414 560 ND ND ND 107,6 -2 53 Planalto Agrícola - AL ( * ) — — — — 2.900 571 — -827 ND ND ND 508,1 ND — — 13 -872 804 99 -23 0 ND ND ND 815,5 -883,8 54 Canasul - RS ( * ) 27,3 139.431 312.288 12.518.881 5.837.172 624.993 11.585 93,2 27,8 17,2 140,9 4,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (54) 2.633.870 DIVERSOS 1 Copersucar - SP ( ** ) 4.239.732 18,4 -150.411 102.552 2.244.323 205.639 -17.658 696.297 ND -3,6 188,9 1.091,40 49,9 2 Companhia Continental - SP ( * ) 3.242 — 3.242 3.145 5.557 4.618 3.242 -192 97 100 58,3 120,3 68,1 3 Petribú - PE ( * ) — — -70 18.013 211.162 205.504 -21 — ND ND ND 102,8 8,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 4.242.974 18,4 -147.239 123.710 2.461.042 415.761 -14.437 696.105 97 48,2 123,6 120,3 49,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Menos atores, para manter a força COOPERATIVAS

Processo de fusão de corporações, em curso, faz crescer o número de produtores associados e a oferta de empregos As cooperativas de produção agropecuária acompanharam, em 2011, o ritmo das safras e dos mercados agrícolas, ampliando o faturamento e gerando resultados mais generosos. Foi um ano de recordes para as exportações de grãos e de carnes pelo setor: subiram quase 40%, a US$ 6,20 bilhões, lideradas pelo açúcar, soja e seus derivados, milho, café, suco de laranja e algodão, diante de US$ 4,42 bilhões no ano anterior. Tal crescimento, destaca Gregory Honczar, gerente de mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), refletiu-se num aumento de 6,8% no número de pessoas empregadas – de 146 mil para 156 mil. Numa tendência recorrente nos últimos anos, Honczar observa um “movimento constante de consolidação”, envolvendo operações de fusão e de associação entre cooperativas, como parte de uma estratégia para ganhar escala e “melhorar as condições comerciais para os cooperados”. Como resultado, o total de cooperativas ativas em 2011 recuou de 1.545 para 1.523 no ramo agropecuário. “Ainda assim, o número de associados aumentou quase 3% no mesmo período, com a inclusão de mais 27 mil produtores no sistema, elevando o total de cooperados de 943 mil para 970 mil”, acrescenta Honckar. Maior cooperativa da América Latina, com foco no agronegócio, a Coamo anunciou, em maio deste ano, a incorporação definitiva da Coagel, de Goierê (PR), em troca do sanea-

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mento da nova controlada. Com 1,7 mil associados, a Coagel fatura em torno de R$ 600 milhões anuais, perto de 11% das receitas líquidas realizadas pela Coamo em 2011. Na comparação com o ano anterior, houve um avanço de 25,3%. Com sobras líquidas de R$ 369,5 milhões no ano passado, mais de 28% superior ao resultado do ano anterior, a Coamo deverá pôr em prática, entre 2012 e 2014, um plano de investimento, referendado pelos associados em assembleia, ao redor de R$ 275 milhões na ampliação de sua estrutura. A Cocamar, por seu turno, arrendou a Corol, com atuação no norte do Paraná, em 2010, mas ainda não acertou a compra definitiva de sua estrutura. A parceria contribuiu para elevar as receitas líquidas da Cocamar em 29% no ano passado, para R$ 1,91 bilhão, alavancando os lucros para R$ 44,40 milhões, num salto de 119% em relação a 2010. Há três anos, lembra Flávio Turra, gerente-técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), foi registrada ainda a associação, no estado, entre a Cevar, de Palotino, e a Coperlibra, de Campo Mourão. “Há certa estabilidade no número de cooperativas agropecuárias em operação no estado. Há a criação de novas organizações, enquanto outras passam por processos de integração. Mas a estrutura e os produtores continuam dentro do sistema”, afirma. No ano passado, segundo Turra, o faturamento do


setor no Paraná, que reúne cerca de 80 cooperativas agropecuárias e 131 mil cooperados, correspondendo a 35% dos produtores do estado, experimentou incremento de 21%, avançando de R$ 22,0 bilhões para R$ 26,6 bilhões. Concentradas na produção de milho, soja, trigo e na integração de frangos, as cooperativas paranaenses tiveram um ano de safra cheia, bons preços e lucros em elevação, diz Turra, intensificando o processo de agregação de valor à produção pelo caminho da industrialização, o que incluiu a entrada em operação de uma nova planta para a produção de carne de frango, a abertura de mais uma unidade de esmagamento de soja e “a expansão de várias unidades produtoras de frango”. Para dimensionar o tamanho da operação industrial das cooperativas, Turra lembra que 41% da capacidade estadual de abate de frangos, assim como 40% do esmagamento de soja, estão sob controle de cooperativas, que ainda respondem por 28% do processamento do trigo e detém a única maltaria de cevada do estado. “Na recepção das safras, as cooperativas movimentam 70% da soja, 56% do milho e 60% do trigo”, acrescenta.

No País como um todo, retoma Honckar, da OCB, passam pelas mãos de produtores cooperados 74% da produção brasileira de trigo, 57% da de soja, 48% da de café, 44% da de algodão, 43% da de milho, 35% da de arroz e 40% da de leite. Para este ano e o próximo, analisa Honckar, a expectativa é de manutenção do crescimento. Há alguns meses, aponta Turra, as projeções para 2012 no setor cooperativo eram bem mais acanhadas, levando em conta a quebra de 3,5 milhões de toneladas na safra paranaense de soja, principalmente no oeste do Paraná, e perdas de 500 mil toneladas para o milho, causadas pela seca. A tendência era de redução no faturamento até então. Na prática, a redução das colheitas na Argentina, no Paraguai e, de forma ainda mais severa, nos Estados Unidos mudou o cenário. “Os preços dos grãos subiram de forma significativa, compensando, de certa forma, a quebra na safra”, aponta o gerente da Ocepar, que agora espera um crescimento entre 5% e 10% nas receitas do setor em 2012. (SJ)

COOPERATIVAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % cooperativas 1 Cotripal - RS 122.237 2 Coop Petrópolis - RS 109.341 3 Lar - PR 106.491 4 Coop Santa Clara - RS 86.010 5 C Vale - PR 79.994 6 Copacol - PR 70.187 7 Cotrirosa - RS 64.494 8 Cotrisal/Sarandi - RS 59.345 9 Coopermil - RS 51.653 10 Cairu - RS 50.989 11 Coagrisol - RS 45.765 12 Cotrijal - RS 42.718 13 Copagril - PR 36.212 34.170 14 Cotrimaio - RS 15 Cotriel - RS 27.408 16 Cosuel - RS 20.104 17 Capul - MG 19.977 18 Cooprata - MG 19.135 9.388 19 Cotrisana - RS 20 Camisc - PR 4.320 ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 1.059.938

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Alta de custos mantém o aperto

PECUÁRIA

Criadores de bovinos enfrentam ciclo de baixa e os segmentos de suínos e aves se complicam com os preços de commodities O cenário de crise continua a tirar a tranquilidade de pecuaristas e da indústria de carnes no País, num quadro complicado pela elevação dos custos das rações e estreitamento de margens em quase toda a cadeia, com possível exceção para os grandes grupos. A escalada dos preços da soja e do milho no começo do segundo semestre tornou ainda mais complicada a situação enfrentada por criadores de aves e suínos, especialmente para aqueles que não operam de forma integrada, atingindo também a produção de leite, que passou a conviver com preços em queda logo no início da entressafra, quando teoricamente a oferta tende a minguar, com elevação para as cotações pagas ao produtor. No segmento de carne bovina, as evidências apontam, na visão de Alex Lopes da Silva, zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria, para uma virada no ciclo pecuário, marcado por uma fase de alta até o ano passado. “Com oscilações naturais entre os períodos de safra e entressafra, deveremos ter um movimento de baixa nos próximos dois a três anos, com preços médios da arroba do boi gordo inferiores aos dos anos imediatamente anteriores”, antecipa. Os sinais de início do ciclo baixista começaram a ser percebidos no ano passado, quando a participação de matrizes no total de abate avançou para 38,8% na média do ano, comparável aos 34,9% de

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um ano antes. O prolongamento das chuvas, especialmente no interior de São Paulo e no Centro-Oeste, atrasou o início da entressafra e ainda havia boi de pasto disponível para abate no final de julho. Isso permitiu o aumento das escalas de abate, com maior folga para os frigoríficos ocuparem a capacidade ociosa e recompor margens. Segundo o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, a média das escalas de abate, até junho, havia atingido 7,3 dias, quase 33% acima da média histórica para o período, na faixa de 5,5 dias. Numa complicação a mais, especialmente para os produtores que trabalham com fertilização de pastagens e com terminação de animais em confinamento, os custos de produção subiram acentuadamente, com a recuperação recente para os preços do milho e a disparada da soja. O milho ainda mantinha, por volta de julho, preços médios abaixo dos de 2011, mas o farelo de soja alcançou níveis recordes em termos históricos, observa Silva. “Em julho do ano passado, a tonelada custava R$ 642 a tonelada e custa quase R$ 1,3 mil neste ano, o que dá um aumento de 102%”, calcula. As perspectivas para o mercado internacional, a despeito de embargos e barreiras, podem experimentar alguma melhora até o fim do ano, ainda que as exportações tenham caminhado lentamente na primeira metade de 2012,


contribuindo para o clima geral de baixa no mercado doméstico. Entre janeiro e junho deste ano, o País embarcou 557,4 mil toneladas de carne bovina, 2,5% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, em valores, as exportações ganharam apenas 1,8%, para US$ 2,640 bilhões, devido a um ligeiro recuo nos preços médios de venda. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) declara-se otimista ao prever vendas externas de carne bovina ao redor de US$ 6 bilhões neste ano, o que representaria um crescimento de quase 12% em relação aos US$ 5,376 bilhões exportados em 2011. O resultado seria estimulado pela retomada das compras pelo Irã e Egito e muito provavelmente pela Rússia, com habilitação de novas plantas para exportação àquele mercado. A recente desvalorização do real em relação ao dólar poderá igualmente contribuir para tornar 2012 um ano mais positivo para os exportadores, acrescenta Silva, da Scot Consultoria.

Às voltas com os custos

julho, pelo presidente da Abipecs, Pedro Camargo Neto, mostra que os preços recebidos pelo suíno vivo baixaram 24,5% desde novembro, para R$ 2,00 o quilo, enquanto os custos subiram praticamente 5% no período, alcançando R$ 2,53 (ou seja, 26,5% a mais do que o valor recebido pelos criadores). A indústria, complementa Camargo Neto, já enfrentava “uma conjuntura difícil, como resultado do descompasso entre oferta e demanda, e a situação agravou-se com o encarecimento dos insumos, o que tornou o momento mais complicado”. A defasagem entre preços e custos, observa ainda o presidente da Abipecs, pode gerar reflexos sobre a atividade também em 2013, já que os investimentos foram virtualmente paralisados. Ainda é cedo para previsões e, de qualquer forma, Camargo Neto espera números melhores para o segundo semestre. Entre janeiro e julho, o valor exportado pela indústria encolheu 4,4%, para US$ 792 milhões, resultado do tombo de 6,8% nos preços médios de venda ao exterior. Salvo pela reação nos preços e nos volumes destinados ao mercado internacional no final de 2011, o que permitiu ao setor de aves encerrar o período com saldo positivo, na avaliação de Ricardo Santin, diretor de mercados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), a história não parece se repetir em 2012. “Tem sido um ano complicado, com o agravante da disparada recente dos custos dos insumos. O farelo de soja e o milho representam dois terços dos custos de produção”, aponta Santin. O ganho representado pela desvalorização do real, que havia trazido maior competitividade ao produto brasileiro, continua ele, foi praticamente anulado “pelo aumento astronômico dos custos da ração”. Mesmo assim, a entidade mantém sua previsão de crescimento entre 2% e 3% tanto para a produção de carnes quanto para as exportações em 2012.

Criadores de suínos e aves têm reclamação comum: com a disparada no custo dos insumos, é impossível manter a competitividade

Os criadores de suínos, muito especialmente os produtores independentes, que não estão amarrados a contratos de integração com abatedouros e indústrias, parecem enfrentar a situação mais dramática. A oferta doméstica de carne suína, segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), aumentou quase 7% no primeiro semestre, atingindo 1,134 milhão de toneladas, enquanto as exportações, em volume, anotaram variação de 0,7%, para 268,8 mil toneladas. O aumento da oferta contribuiu para pressionar o mercado e os preços do quilo do animal vivo estiveram sistematicamente abaixo dos custos de produção durante todo o primeiro semestre, ocasionando perdas de R$ 4 bilhões ao segmento, calcula a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). Trabalho apresentado em Brasília, no fim de

(SJ)

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PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AVES E OVOS 1 Agrícola JAndelle - SP ( * ) 835.462 35,5 7.270 6.289 495.213 51.652 40.276 152.292 86,5 0,9 168,7 958,8 12,2 2 PIF PAF - MG ( * ) 685.802 10,9 1.967 20.108 684.675 120.244 51.461 61.079 1.022,30 0,3 100,2 569,4 16,7 364.141 21 7.712 12.589 293.466 104.723 21.885 48.508 163,2 2,1 124,1 280,2 12 3 Gonçalves - PR ( * ) 4 Granjas Cialne - CE ( * ) 213.286 15,7 26.743 18.413 174.555 98.835 47.021 32.027 68,9 12,5 122,2 176,6 18,6 5 Agrogen - RS ( * ) 187.412 147.091,60 29.918 21.698 239.409 166.191 61.730 43.614 72,5 16 78,3 144,1 13,1 6 Frinal - RS ( * ) 122.429 4 1.498 1.130 69.931 31.392 4.494 22.867 75,4 1,2 175,1 222,8 3,6 121.020 6,3 -6.418 -6.418 61.435 16.360 -4.421 17.341 ND -5,3 197 375,5 -39,2 7 Francap - MG ( * ) 8 BFC - PR ( * ) 59.044 92,3 86 63 24.220 14.487 581 -1.791 72,9 0,2 243,8 167,2 0,4 9 Regina Alimentos - CE ( * ) 38.340 3,1 -13 -13 27.779 3.474 813 3.240 ND 0 138 799,6 -0,4 10 Granjas São José - CE ( * ) 19.840 11,5 554 491 9.670 2.835 1.146 2.190 88,5 2,8 205,2 341,1 17,3 19.701 465,2 -4.326 -4.326 16.534 9.802 -3.517 -604 ND -22 119,2 168,7 -44,1 11 Cialne - PI ( * ) 12 Pacatuba - CE ( * ) 17.694 — -162 -162 8.374 3.815 3.817 2.134 ND -0,9 211,3 219,5 -4,3 13 Vila Germania - SC ( * ) 9.068 5.345,80 -2.163 -2.163 31.505 14.986 -865 3.526 ND -23,9 28,8 210,2 -14,4 14 Granja Santa Lúcia - CE ( * ) 7.252 27,6 1.167 842 5.735 4.263 1.141 1.433 72,2 16,1 126,5 134,5 19,8 15 Unifrango - PR ( * ) 4.749 2,7 2.985 2.461 8.887 8.503 2.777 238 82,5 62,9 53,4 104,5 29 3.439 -70 16 16 6.207 3.141 351 3.061 100 0,5 55,4 197,6 0,5 16 Capebi - BA ( * ) 17 Haisa - CE ( * ) 1.073 -12,8 717 569 15.197 11.056 -116 52 79,4 66,8 7,1 137,5 5,2 18 Granja Avenorte - ES ( * ) 1.066 -25 -968 -968 7.891 5.479 -159 1.041 ND -90,8 13,5 144 -17,7 1.044 — 856 800 2.290 2.285 856 -5 93,5 82 45,6 100,2 35 19 Granja - MG 20 Produtora Avícola - ES ( * ) 733 — 231 231 3.785 3.765 231 — 100 31,5 19,4 100,5 6,1 — — — — 64.637 26.502 4.495 -277 ND ND ND 243,9 ND 21 Frango Norte - PA ( * ) — -100 — — 57.342 39.841 — 12.578 ND ND ND 143,9 ND 22 Somai NE - MG — — -239 -239 21.364 20.592 231 984 ND ND ND 103,8 -1,2 23 Tocantins Avícola - TO ( * ) 24 Gemasa - MA ( * ) — — -32 -32 14.757 4.875 -32 9 ND ND ND 302,7 -0,7 25 Agromá - MA ( * ) — — — — 5.255 -693 — 1.958 ND ND ND ND ND — — -1 -1 1.535 989 -1 — ND ND ND 155,3 -0,2 26 BF Prima - MT ( * ) 27 Avinel - PA ( * ) — — — — 432 423 — — ND ND ND 102,1 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (27) 2.712.597 11,2 67.398 71.376 2.352.080 769.817 234.195 407.494 84,5 1 120,7 172,6 3,6 GADO BOVINO 1 Marfrig - SP ( * ) 3.900.258 52,6 -447.947 146.094 13.412.240 6.353.288 482.523 1.120.383 ND -11,5 29,1 211,1 2,3 2 Comapi - SP ( * ) 115.134 -50,9 -4.972 1.295 1.947.308 1.580.121 13.700 -8.440 ND -4,3 5,9 123,2 0,1 3 FRIZAM - AM ( * ) 66.640 28,3 -409 -565 34.090 27.506 -1.210 8.849 ND -0,6 195,5 123,9 -2,1 58.558 96,1 11.025 11.708 367.750 260.868 14.503 34.607 106,2 18,8 15,9 141 4,5 4 Agropec. Roncador - MT ( * ) 5 Brascan Agri. - GO ( * ) 44.335 66,5 27.323 19.179 356.532 325.085 29.876 22.171 70,2 61,6 12,4 109,7 5,9 6 Jubran - SP 25.236 8,3 17.725 16.111 109.254 103.432 19.056 26.829 90,9 70,2 23,1 105,6 15,6 7 Jatobá Agric - PR ( * ) 24.156 36,6 12.255 5.694 288.013 243.167 12.412 42.038 46,5 50,7 8,4 118,4 2,3 8 Mutum - MT ( * ) 23.785 -13,4 5.297 5.772 82.362 18.970 7.360 12.716 109 22,3 28,9 434,2 30,4 9 WSC Agropecuária - SP ( ** ) 22.805 136 -1.652 -2.032 23.911 -2.490 413 5.642 ND -7,2 95,4 ND ND 10 EOA - BA ( * ) 15.259 — -46.752 -60.595 303.541 277.995 -13.227 14.140 ND -306,4 5 109,2 -21,8 11 Periquitos - SP ( * ) 14.507 122 2.982 2.982 33.948 32.935 3.162 5.161 100 20,6 42,7 103,1 9,1 12 Mamoneira - MG ( * ) 12.266 540,1 2.511 2.067 17.441 14.621 2.382 14.627 82,3 20,5 70,3 119,3 14,1 13 Larangeira Mendes - MS 10.677 21 7.599 5.946 37.886 31.700 8.179 3.807 78,3 71,2 28,2 119,5 18,8 14 Agropeva - MG ( * ) 9.853 57,3 -2.725 -2.799 21.079 3.674 246 7.700 ND -27,7 46,7 573,7 -76,2 9.494 13,9 112 87 260.321 224.302 1.059 32.808 77,8 1,2 3,7 116,1 0 15 Arame - PE ( * ) 16 Jatobá - PR ( * ) 9.148 61,8 38 435 170.617 118.558 120 5.983 1.140,70 0,4 5,4 143,9 0,4 17 Coml. Mineira - MG ( * ) 9.022 13,4 -20.446 -201.749 407.177 72.058 -18.819 4.877 ND -226,6 2,2 565,1 -280 18 Sbaraini Agropec. - PR ( * ) 8.898 62,2 8.407 7.483 46.139 44.346 6.381 3.961 89 94,5 19,3 104 16,9 19 Guapé - MT ( * ) 8.878 — 2.958 2.474 86.909 55.865 5.203 10.951 83,6 33,3 10,2 155,6 4,4 20 Rio Arataú - PA ( * ) 8.430 360,2 613 613 11.178 2.915 649 2.940 100 7,3 75,4 383,4 21 21 São Bento Esmeralda - SP 7.904 -52,3 3.484 3.484 83.050 21.868 3.484 -42 100 44,1 9,5 379,8 15,9 22 Fazenda Santa Tereza - PA ( * ) 6.845 63,2 -467 -468 16.541 13.138 -133 7.468 ND -6,8 41,4 125,9 -3,6 23 Couto Magalhães - MT ( * ) 6.430 -0,8 3.593 3.125 20.456 19.461 4.161 2.291 87 55,9 31,4 105,1 16,1 24 Vicar - SP 6.206 11,8 4.139 4.975 27.509 24.127 2.587 5.373 120,2 66,7 22,6 114 20,6 25 Pavesa - PE ( * ) 6.204 332,2 3.848 3.784 20.809 16.681 4.090 1.534 98,3 62 29,8 124,8 22,7 26 São Mateus Agropec. - GO ( * ) 6.198 — 2.182 1.808 51.722 3.305 1.073 123 82,9 35,2 12 1.564,90 54,7 27 Jarinã - SP 6.065 31,8 -5.241 -5.241 59.199 29.406 -4.555 10.124 ND -86,4 10,3 201,3 -17,8 28 Franciscon - PR ( * ) 5.879 31,2 3.272 3.274 35.170 30.045 4.048 5.455 100,1 55,7 16,7 117,1 10,9 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

102 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (CONTINUAÇÃO) 29 Querenca Emp Rural - MG ( * ) 5.742 34,2 101 -99 22.463 20.236 101 3.378 ND 1,8 25,6 111 -0,5 30 Santa Sílvia - SP 5.741 32 1.260 1.096 11.479 8.398 1.260 7.031 87 22 50 136,7 13,1 5.607 1.493,40 -615 584 26.352 17.684 2.311 7.784 ND -11 21,3 149 3,3 31 Bacurí - PA ( * ) 32 Mate Laranjeira - MS 4.645 25,8 5.341 4.408 29.057 25.030 3.737 -21 82,5 115 16 116,1 17,6 33 Fazenda Rio Pardo - SP 4.602 66,2 -2.801 -3.384 254.963 222.013 -2.158 -2.007 ND -60,9 1,8 114,8 -1,5 34 Sentinela das Coxilhas - RS ( * ) 4.552 71,9 423 423 45.814 40.052 604 7.304 100 9,3 9,9 114,4 1,1 4.255 28,4 918 612 10.994 3.598 1.514 4.579 66,7 21,6 38,7 305,6 17 35 Rio das Antas - SP ( ** ) 36 Agrop Rio Uruará - PA ( * ) 4.092 279,3 -2.644 -2.644 27.444 -2.153 -151 977 ND -64,6 14,9 ND ND 37 Jataí - MA ( * ) 4.059 24,5 -2.012 -2.012 7.249 -11.043 -196 2.993 ND -49,6 56 ND ND 38 Ventura - SP ( * ) 4.050 — 339 248 7.462 5.550 177 1.374 73,1 8,4 54,3 134,5 4,5 3.808 55,9 -765 -767 23.504 4.549 1.061 3.285 ND -20,1 16,2 516,7 -16,9 39 Agropexim. - MT ( * ) 40 Vale dos Sinos - RS ( * ) 3.795 19,9 2.233 2.013 19.043 9.341 2.421 4.032 90,1 58,8 19,9 203,9 21,6 41 Agro Pecuária Pilon - SP 3.617 12,6 910 799 5.809 5.177 1.442 449 87,8 25,2 62,3 112,2 15,4 42 Bom Jardim - SP ( * ) 3.578 — 168 168 21.061 18.531 168 800 100 4,7 17 113,7 0,9 43 Morumbi Agropec. - MT ( * ) 3.516 137,4 1.138 1.185 19.913 10.798 1.138 2.354 104,1 32,4 17,7 184,4 11 3.431 158,7 561 404 10.329 9.963 679 842 72 16,4 33,2 103,7 4,1 44 Potrillo - MT 45 Ribemar - PR ( * ) 3.352 -4,9 1.105 1.558 17.670 16.564 2.285 998 141 33 19 106,7 9,4 46 Fartura - RJ ( * ) 2.929 -5,8 1.867 1.867 85.617 70.029 2.276 642 100 63,7 3,4 122,3 2,7 2.879 73,6 193 141 5.249 3.696 328 503 73,1 6,7 54,9 142 3,8 47 Júlio Avelino - RJ 48 Serra do Feital - SP ( * ) 2.803 21,4 968 625 5.176 3.468 1.076 78 64,6 34,5 54,2 149,2 18 2.769 47,8 -427 -50 5.263 2.369 -68 -644 ND -15,4 52,6 222,1 -2,1 49 Luana - MT ( * ) 50 Mambu - SP ( * ) 2.706 -11,3 1.896 1.650 1.561 1.012 1.958 -6 87 70,1 173,4 154,2 163 51 Autometal Agropec. - MT ( * ) 2.627 44,8 113 -909 18.386 14.031 1.653 5.065 ND 4,3 14,3 131 -6,5 52 Ciagra - MT ( * ) 2.608 117,3 101 96 7.596 3.623 317 2.791 94,2 3,9 34,3 209,7 2,6 53 Rio Cortado - TO ( * ) 2.577 33,3 -1.162 -1.162 43.007 40.733 1.504 7.163 ND -45,1 6 105,6 -2,9 54 Pessina - SP ( * ) 2.553 252,3 -1.751 -1.751 9.833 6.583 -547 543 ND -68,6 26 149,4 -26,6 55 Javaés - TO 2.541 40,7 1.040 988 8.414 8.123 1.040 5.903 95 40,9 30,2 103,6 12,2 56 PSLM Agropecuária - MT ( * ) 2.451 -55,6 409 -1.045 13.887 13.680 698 9.053 ND 16,7 17,7 101,5 -7,6 57 Mafra/PA - MT ( * ) 2.442 159,1 333 358 49.016 40.764 -165 8.419 107,5 13,6 5 120,2 0,9 58 Rica - MT ( * ) 2.369 9,1 -579 246 6.727 1.768 -196 1.426 ND -24,4 35,2 380,5 13,9 59 Vale Bonito - TO ( * ) 2.329 36,3 -757 -2.905 63.768 39.545 2.039 7.370 ND -32,5 3,7 161,3 -7,4 2.183 -3 151 141 4.939 -328 651 1.698 93,7 6,9 44,2 ND ND 60 Vale do Caripé - PA ( * ) 61 Corumbiara - RO ( * ) 2.149 -10,5 -661 -661 3.032 1.901 -490 -978 ND -30,8 70,9 159,6 -34,8 2.060 12,9 -4.264 -4.264 13.944 2.232 -4.264 1.585 ND -207 14,8 624,9 -191,1 62 Vila Bela - TO ( * ) 63 Santa Adriana - MT ( * ) 2.056 25,5 169 112 18.680 10.090 349 5.963 66 8,2 11 185,1 1,1 64 Farest - SP 2.013 -17,8 565 480 3.222 1.830 779 1.976 85 28,1 62,5 176,1 26,2 65 Fazenda Maringá - PR ( * ) 1.927 -21,2 8 -10 3.943 2.154 103 2.377 ND 0,4 48,9 183,1 -0,5 66 Cerro Azul - MT ( * ) 1.868 -13,3 -59 -59 3.982 3.747 -33 3.022 ND -3,2 46,9 106,3 -1,6 67 Colpar - SP 1.839 -90,8 737 554 129.167 80.274 1.119 10.526 75,2 40,1 1,4 160,9 0,7 68 São Leandro - RS 1.736 91,7 557 401 5.729 5.586 529 1.804 72,1 32,1 30,3 102,6 7,2 1.688 — 160 160 14.739 5.344 645 598 100 9,5 11,5 275,8 3 69 Avasa - CE ( * ) 70 Agropast Vila Real - BA ( * ) 1.594 325,7 -4.272 -3.897 45.965 44.839 -2.623 1.670 ND -267,9 3,5 102,5 -8,7 71 Fogliatelli - MT 1.516 34,4 7 7 17.225 8.053 6 3.659 100 0,5 8,8 213,9 0,1 72 Barra do Prata - SP 1.479 -24,5 -108 -50 3.923 3.019 48 -64 ND -7,3 37,7 129,9 -1,7 73 Terra Bravia - TO ( * ) 1.332 53,3 -3.200 -3.200 15.078 5.933 -3.200 911 ND -240,2 8,8 254,1 -53,9 74 Agrop. Palmital - MT 1.330 64,5 215 215 4.467 2.311 260 -864 100 16,1 29,8 193,3 9,3 75 Fazenda Santa Helena - SP ( * ) 1.220 13,6 109 91 20.242 16.518 1.206 -29 83,5 8,9 6 122,6 0,6 1.188 29,6 1.094 985 2.750 2.569 1.098 -31 90,1 92,1 43,2 107,1 38,4 76 Santalúcia Agropecuária - GO ( * ) 77 Taguá Agropec. - MT ( * ) 1.184 3 -61 -61 4.559 4.032 -56 1.015 ND -5,1 26 113,1 -1,5 78 João Martins - BA ( * ) 1.017 16,4 103 79 2.749 2.222 100 225 76,5 10,1 37 123,7 3,6 79 Ricardo Franco - MT ( * ) 992 114,2 -2.456 -1.901 12.950 -4.630 -196 5.724 ND -247,7 7,7 ND ND 80 Propecus - MT ( * ) 985 25,5 -126 -126 26.104 20.331 558 4.390 ND -12,8 3,8 128,4 -0,6 81 Boi Branco - PA ( * ) 877 944,9 -229 -229 3.381 1.828 -181 2.399 ND -26,1 25,9 184,9 -12,5 82 Agrícola Itambi - RJ ( * ) 856 — 726 746 3.613 1.726 730 706 102,8 84,8 23,7 209,4 43,2 83 Pontal do Paranaita - MT ( * ) 750 15,9 -2.159 -2.159 8.282 -6.459 401 2.512 ND -287,9 9,1 ND ND 742 834 -10 -54 3.155 858 149 334 ND -1,4 23,5 367,6 -6,3 84 Fazenda Santiago - PA ( * ) 85 Terra Grande - TO ( * ) 717 449,1 -1.587 -1.587 10.497 -8.441 -1.587 979 ND -221,4 6,8 ND ND 708 -24,4 -5.461 -5.461 36.391 -8.187 -1.270 -74 ND -771,5 2 ND ND 86 Superfrigo - MT ( * ) (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 103


PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (CONTINUAÇÃO) 87 Nova Esperança - RO ( * ) 678 -26,1 80 63 543 519 125 172 79,2 11,7 125 104,6 12,2 88 Platina - MS ( * ) 662 -18.882,00 -238 -7.348 23.827 11.462 -16 -4.124 ND -35,9 2,8 207,9 -64,1 644 — -611 -611 4.976 -2.070 -549 2.300 ND -94,9 13 ND ND 89 Mamoaba - PE ( * ) 90 Rosa Agropecuária - PR ( * ) 640 9,7 313 294 1.872 1.347 322 504 93,8 48,9 34,2 139 21,8 91 Anfari - GO ( * ) 602 125,5 36 27 7.134 6.837 266 227 76 6 8,4 104,3 0,4 92 Sertaneja - BA 559 -99,9 -2.676 -3.766 60.293 18.195 -1.804 4.492 ND -478,9 0,9 331,4 -20,7 554 — 7 -7 100 18 9 -77 ND 1,3 552,7 556,1 -39,1 93 CAM - GO 94 Rancho do Campo - MG ( * ) 518 17,4 245 245 2.717 2.359 -228 2.015 100 47,3 19,1 115,2 10,4 95 Fazenda Frade - RJ ( * ) 488 -5,5 145 -1.870 13.569 13.543 147 1.318 ND 29,6 3,6 100,2 -13,8 96 Santa Cruz - PA ( * ) 440 6,4 10 10 3.538 1.853 18 316 100 2,3 12,4 191 0,5 429 1,2 -566 -587 8.635 5.646 -566 836 ND -131,9 5 153 -10,4 97 Nippak - SP 98 Agropec. Pinguim - PA 402 -43,3 3 3 26.483 7.486 -797 10.428 76,1 0,8 1,5 353,8 0 99 Brasnor - PA ( * ) 397 -32,8 -597 -597 1.480 163 -596 159 ND -150,5 26,8 907,5 -366,2 100 Martins Agropec. - PA 372 -18,4 -3.482 -3.482 9.877 2.558 -3.196 302 ND -936 3,8 386,1 -136,1 101 Agropesp - PR ( * ) 366 -39,6 300 291 3.734 1.007 243 -107 97,1 82 9,8 370,8 28,9 356 -11,9 -600 -600 12.467 577 -537 1.181 ND -168,3 2,9 2.159,40 -103,9 102 Unidos - MT ( * ) 103 H.J. - RS ( * ) 343 5,8 21 24 37.027 36.718 100 691 114 6,2 0,9 100,8 0,1 104 ABC Agropec. Brasil - PA 343 118,8 370 370 7.803 6.481 431 4.669 100 107,9 4,4 120,4 5,7 317 124,3 208 161 3.012 2.797 288 — 77,6 65,5 10,5 107,7 5,8 105 Tirreno - PR ( * ) 106 Banbrisa - MT ( * ) 316 97,9 107 166 1.920 1.837 161 629 155,3 33,8 16,5 104,5 9 316 80,5 -66 154 560 531 -99 191 ND -20,9 56,4 105,4 29,1 107 Agropec. Santa Adélia - AC 108 Cachimbo - MT ( * ) 315 -35 62 61 1.643 1.477 -64 62 98,3 19,6 19,2 111,2 4,1 109 Rio Tartaruga - PA ( * ) 283 0,1 23 23 728 721 24 133 100 8 38,8 101,1 3,1 110 Rio Brilhante - AC 277 — 33 33 411 379 -21 269 100 11,8 67,5 108,5 8,7 111 Cachucha - MA ( * ) 272 -62,1 -109 -109 14.529 13.146 -91 199 ND -40 1,9 110,5 -0,8 112 Sul AM - TO ( * ) 269 81,2 -276 -309 9.680 9.215 -52 208 ND -102,6 2,8 105,1 -3,4 113 Colina Agropec. - PA ( * ) 251 — 215 163 2.870 1.645 216 253 76 85,7 8,7 174,4 9,9 114 AgropecuÁria Vpg - MG ( * ) 248 — -83 -91 9.630 7.881 -41 -75 ND -33,5 2,6 122,2 -1,2 115 Bevisa - PE ( * ) 233 -74,7 -591 -584 4.508 3.226 -510 -216 ND -253,1 5,2 139,8 -18,1 116 Santa Elina - MT ( * ) 230 -51,6 -2.021 -1.222 6.122 1.635 -1.967 1.028 ND -877,6 3,8 374,5 -74,7 117 Vale Médio São Francisco - MG ( * ) 197 — -217 -217 3.596 2.945 -90 533 ND -110,2 5,5 122,1 -7,4 194 — -1.446 -3.885 7.520 -12.060 -1.446 418 ND -746 2,6 ND ND 118 Terra Fértil - TO ( * ) 119 FazendaTamakavy - MT ( * ) 193 58 18 2 38.223 38.217 18 -6 13,6 9,2 0,5 100 0 184 -40,4 -91 -91 1.971 1.537 -91 374 ND -49,4 9,4 128,3 -5,9 120 Faz. S. AntÔnio Rio Peixe - MG ( * ) 121 Agropec. N. S. Carmo - MT ( * ) 172 -62,7 -116 -116 13.079 10.808 33 898 ND -67,4 1,3 121 -1,1 122 E. V. V. Agropecuária - SP 161 26,3 45 11 3.429 1.795 58 -10 23,4 28 4,7 191 0,6 123 MCM - TO ( * ) 160 — -2 -2 705 37 -1 260 ND -1,2 22,7 1.930,60 -5,1 124 Aldisa Dois Irmãos - TO ( * ) 151 23,2 -48 -46 6.217 7 -16 64 ND -31,6 2,4 84.701,10 -630,7 125 Chebabe Agropec. - RJ ( * ) 145 -42,1 43 23 1.842 676 43 — 53,1 29,6 7,9 272,4 3,4 126 Agropec. Fio de Ouro - MT 131 — -427 -427 5.023 4.531 -55 2.468 ND -325,1 2,6 110,9 -9,4 16,3 8 8 4.633 846 25 734 100 6,6 2,7 547,6 1 127 Agropecuária IndependênciA - SP ( * ) 126 128 Acauê - MT ( * ) 125 -72,8 -1.029 -1.029 7.366 -294 -1.029 887 ND -826,6 1,7 ND ND 129 Jahú - PA 117 -79,5 -3.899 -3.818 23.370 14.253 -3.053 4.760 ND -3.344,70 0,5 164 -26,8 130 Rava - PR ( * ) 99 -70,2 50 37 5.426 3.950 16 1.322 73,5 50,1 1,8 137,4 0,9 131 Ciapam - RJ ( * ) 96 146,5 62.420 41.235 83.097 57.995 62.420 4.453 66,1 65.020,80 0,1 143,3 71,1 132 SL - RS ( * ) 75 20,9 1 -3 1.306 1.239 1 -17 ND 1,3 5,8 105,4 -0,2 133 Líder Agropec. - PR ( * ) 70 -7,7 22 22 361 360 32 -1 100 31,3 19,4 100,3 6,1 59 -75,9 -1.079 -1.079 10.246 5.948 -70 -59 ND -1.829,00 0,6 172,3 -18,1 134 Estrela do Oriente - MT ( * ) 135 Itaguatins - MA ( * ) 50 -73,8 -191 -191 3.496 313 -174 1.610 ND -380,3 1,4 1.116,80 -60,9 136 Jatiuca Agropecuária - PA 46 -40,5 -50 -50 720 20 -50 -37 ND -107,9 6,4 3.540,30 -245,1 137 Fazenda Maranhão - SP 40 -21 -201 -201 858 843 -209 108 ND -503,3 4,7 101,8 -23,9 138 Baixo Amazonas - TO ( * ) 38 -76,1 -98 -98 12.213 966 -97 207 ND -257,7 0,3 1.264,80 -10,1 139 Oriente - SP 30 -98,9 202 124 33.187 7.682 -61 6.451 61,6 673,2 0,1 432 1,6 140 Uirapuru - TO ( * ) 30 -89 -132 -132 13.213 1.776 -125 287 ND -442,1 0,2 743,9 -7,5 141 Ibirapuita - RS ( * ) 24 550,4 24 23 4.159 4.157 24 -1 97,6 100 0,6 100 0,6 142 Umbu - RS ( * ) 24 550,4 24 23 3.949 3.947 24 -1 97,6 100 0,6 100 0,6 143 Espinilho - RS ( * ) 24 550,4 24 23 3.920 3.919 24 -1 97,6 100 0,6 100 0,6 144 Ibicui - RS ( * ) 24 550,4 24 23 3.752 3.468 24 -1 97,6 100 0,6 108,2 0,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

104 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % GADO BOVINO (CONTINUAÇÃO) 145 Fazenda Primavera - PB ( * ) 21 — -17 -17 1.587 1.546 -17 32 ND -81,2 1,3 102,7 -1,1 146 Agropec. São Pedro - TO ( * ) 18 -72,3 -84 -84 19.193 1.359 -82 440 ND -463,9 0,1 1.412,40 -6,2 147 Ultrapar Agropecuária - ES ( * ) 13 29,2 -204 4.150 26.157 25.776 -260 240 ND -1.576,60 0,1 101,5 16,1 148 Agropec Savana - MT ( * ) 6 20.918,80 -654 -654 2.372 -640 -362 -447 ND -10.651,10 0,3 ND ND 6 -1 0 0 22 20 0 1 100 5,1 26 110 1,5 149 Caarapó - MT ( * ) 150 Agropastoril Livramento - PI ( * ) — — — 1.054.170 2.421.840 2.416.440 — 5.050 ND ND ND 100,2 43,6 151 Fisa - MA ( * ) — — -7.192 -7.192 378.305 -21.296 -7.192 — ND ND ND ND ND — — -6 -6 94.351 94.119 -6 4 ND ND ND 100,3 0 152 Continental/Agropec. - RS ( * ) 153 Simpex - MT ( * ) — — -27 -823 49.454 43.509 47 36.589 ND ND ND 113,7 -1,9 154 Vale do Rio Una - PE ( * ) — — 684 454 29.436 5.332 82 224 66,4 ND ND 552,1 8,5 155 Amparo - MT ( * ) — — -130 -130 20.449 20.449 -130 — ND ND ND 100 -0,6 156 Fazenda Guará - PE ( * ) — — — — 18.253 12.954 — 95 ND ND ND 140,9 ND 157 AgropecuÁria - SP ( * ) — -100 495 323 18.201 18.103 -31 -38 65,2 ND ND 100,5 1,8 158 Belgravia - SP ( * ) — — -1.851 -2.069 18.034 15.890 -1.846 113 ND ND ND 113,5 -13 159 Kuluene - MT ( * ) — — -86 1.094 12.647 11.913 -86 4 ND ND ND 106,2 9,2 — — -2.010 -2.014 12.004 8.727 -1.729 1.751 ND ND ND 137,6 -23,1 160 Encomind Agropec. - MT ( * ) 161 Carneiro - PA ( * ) — — -1.444 -1.444 11.494 3.191 -313 1.034 ND ND ND 360,2 -45,2 162 Agropecuária e Com. Ouro - PA ( * ) — — -17 -17 10.595 3.140 -17 — ND ND ND 337,4 -0,5 — -100 -820 -820 10.177 10.140 -820 -2 ND ND ND 100,4 -8,1 163 Cinco Estrelas Agropec. - RJ ( * ) 164 Mandala - SP ( * ) — — -93 -93 10.087 9.378 -93 0 ND ND ND 107,6 -1 — — -216 -216 9.991 7.863 -229 -66 ND ND ND 127,1 -2,7 165 Mirandópolis - PA ( * ) 166 Paribó - MT ( * ) — — -141 4 9.707 6.606 -122 — ND ND ND 147 0,1 167 Hidroservice AM - SP ( * ) — — 10 8 9.567 9.136 -41 2 76,1 ND ND 104,7 0,1 168 Tapirapé - SP ( * ) — — 477 376 7.244 7.173 -117 -18 78,8 ND ND 101 5,2 169 Prainha - RJ — — 4.047 3.882 7.010 581 3.204 -27 95,9 ND ND 1.205,90 667,8 170 Dorada - MT ( * ) — — -2.511 -2.511 6.451 -12.598 -1.465 398 ND ND ND ND ND — — 619 496 5.568 5.537 -32 -31 80,1 ND ND 100,6 9 171 Senor Sendas - RJ 172 Inajá Pecuária - PA — — -273 -273 5.338 5.321 -458 10 ND ND ND 100,3 -5,1 — -100 — — 4.817 3.691 71 1.244 ND ND ND 130,5 ND 173 Agropecuária Buriti - AC ( * ) — — -863 -863 4.450 600 -59 -69 ND ND ND 741,7 -143,8 174 Fazenda São Pedro - PA ( * ) — — -26 -26 4.033 4.030 -26 — ND ND ND 100,1 -0,7 175 Pedra da Lorena - ES ( * ) 176 Ferreira Zanette - MT ( * ) — — -93 -95 3.622 2.134 -93 -5 ND ND ND 169,7 -4,4 177 Agr Igurê - SP ( * ) — — -123 -123 3.550 2.237 -123 30 ND ND ND 158,7 -5,5 178 Caropa - PA — — -832 -832 3.280 1.022 -832 690 ND ND ND 320,8 -81,4 179 Farga - MG ( * ) — — -27 -27 2.653 2.073 -27 68 ND ND ND 128 -1,3 180 Itakaiú - MT ( * ) — — -114 -114 2.091 929 -76 160 ND ND ND 225 -12,3 — — -22 -22 2.062 875 -22 — ND ND ND 235,7 -2,5 181 Agropec. Belo Horizonte - AM 182 Colmeia - SP — — — — 2.039 1.169 — — ND ND ND 174,5 ND 183 Rio Fontoura - MT ( * ) — — -6 -6 1.924 1.736 -6 19 ND ND ND 110,9 -0,4 184 Mearim - MA ( * ) — — 70 58 1.909 1.902 -15 91 83,2 ND ND 100,4 3,1 185 Nova Aliança Agropec - MT — — -425 -425 1.874 1.874 -236 0 ND ND ND 100 -22,7 186 Primorosa - MT — — — — 1.682 28 — — ND ND ND 6.042,90 ND — — -471 -471 1.387 -1.246 -471 -192 ND ND ND ND ND 187 Ilha - MA ( * ) 188 Agropecuária Olhos D’ Água - MS ( * ) — — -1 -1 1.181 1.180 -1 — ND ND ND 100,1 -0,1 189 Rio Negro - AM — — -35 -35 1.130 -1.902 -35 — ND ND ND ND ND 190 Agronesa - MT ( * ) — — -44 -44 1.047 1.047 -44 193 ND ND ND 100 -4,2 191 Mironga - PA ( * ) — — -2.108 -2.108 936 -3.104 — -156 ND ND ND ND ND 192 Tocantins - RJ ( * ) — — -11 -273 871 868 -36 298 ND ND ND 100,3 -31,4 193 Melhoramentos Sul PA - SP — — -206 -206 597 -2.894 -68 — ND ND ND ND ND 194 Nazaré Agroindl. - MA ( * ) — — -50 -50 582 576 — 83 ND ND ND 101 -8,7 195 Fazenda Santo AntÔnio - SP ( * ) — — -28 -28 360 329 -28 -1 ND ND ND 109,5 -8,7 196 Agropisa - MA ( * ) — — -13.307 -13.307 347 -14.851 -13.307 -15.198 ND ND ND ND ND — — -425 -425 95 -1.626 -424 -1 ND ND ND ND ND 197 Caumé - RR ( * ) — — — — 43 43 — — ND ND ND 100 ND 198 Pracuuba - PA ( * ) 199 Agromalta - MA ( * ) — — 0 0 0 -99 0 — ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (199) 4.611.071 20,9 -409.849 996.183 23.491.625 13.831.367 631.279 1.636.859 90,1 3,9 11,5 127,5 0,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 105


PECUÁRIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PESCA 1 Ecomar - PA ( * ) 24.246 22,5 1.584 818 26.105 18.120 4.555 -527 51,6 6,5 92,9 144,1 4,5 2 Bramex - PE ( * ) 14.665 72,5 2.439 1.949 26.485 18.810 5.072 1.871 79,9 16,6 55,4 140,8 10,4 14.456 — -20.828 -20.828 69.934 -5.895 -11.167 1.681 ND -144,1 20,7 ND ND 3 Pescados Amazônicos - MT ( * ) 4 Aquafort - CE ( * ) 5.527 -6,8 772 533 13.357 6.179 1.372 1.069 69,1 14 41,4 216,2 8,6 5 Princomar - PA ( * ) 5.499 12,7 -1.666 -1.666 15.240 8.419 -199 1.277 ND -30,3 36,1 181 -19,8 6 Netuno - PE ( * ) 5.437 -24,1 -2.184 -682 79.387 42.500 -1.925 -894 ND -40,2 6,9 186,8 -1,6 3.520 79,5 1.658 1.370 13.316 7.052 1.862 -2.809 82,6 47,1 26,4 188,8 19,4 7 Foco - PE ( * ) 8 Bahia Pesca - BA ( * ) 277 -99,9 158 158 25.506 -1.407 509 8.107 100 57 1,1 ND ND 9 Torquato Pontes Pescados - RS ( * ) 16 -99,9 0 0 8 4 1 1 82,5 2,6 186,2 224,5 8,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 73.642 3 -18.068 -18.349 269.340 93.781 80 9.777 81,2 6,5 36,1 186,8 8,6 SUÍNOS 1 Globosuinos - PR ( * ) 127.208 36,4 14.419 9.325 72.407 35.212 14.179 24.941 64,7 11,3 175,7 205,6 26,5 2 Grinpisa - MG ( * ) 3.250 38,9 36 36 4.498 2.011 305 491 100 1,1 72,3 223,7 1,8 3 Sendas Agropec. - RJ — — 1.228 1.102 22.682 16.934 -340 438 89,7 ND ND 133,9 6,5 4 Suiane - CE ( * ) — — -57 -57 8.961 8.571 5 — ND ND ND 104,6 -0,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 130.458 37,6 15.626 10.406 108.548 62.727 14.148 25.870 89,7 6,2 124 169,8 4,2 DIVERSOS 1 União das Fazendas - MG ( * ) 26.237 27,5 7.057 6.334 43.449 41.401 8.215 80 89,8 26,9 60,4 105 15,3 13.304 93,9 5.607 5.787 35.174 17.064 5.083 16.432 103,2 42,2 37,8 206,1 33,9 2 Cimapra - AL ( * ) 3 Morro Verde - BA ( * ) 10.752 56,4 -130 442 75.034 57.681 195 12.258 ND -1,2 14,3 130,1 0,8 8.210 — 2.316 1.809 5.646 3.605 2.317 876 78,1 28,2 145,4 156,6 50,2 4 In Vitro Brasil SA - SP 5 Tosana - RJ ( * ) 4.624 94,7 3.486 1.979 10.482 10.067 3.380 3.406 56,8 75,4 44,1 104,1 19,7 2.169 100,7 301 250 12.646 9.708 532 1.545 83 13,9 17,2 130,3 2,6 6 Atapuz - PE ( * ) 7 Brotas Genéticas - ES ( * ) 1.925 32,4 499 499 8.714 2.296 923 1.901 100 25,9 22,1 379,5 21,7 8 Kummel - PR ( * ) 1.320 16,1 703 515 2.963 1.872 49 122 73,2 53,3 44,6 158,3 27,5 9 Fazenda Mata da Chuva - MT ( * ) 1.199 -25,4 -1.503 -1.480 6.128 2.662 -1.410 1.200 ND -125,3 19,6 230,2 -55,6 10 Vergilio Castagnoli Agrop. - PR ( * ) 1.088 13,9 397 537 6.737 6.429 384 889 135,3 36,5 16,2 104,8 8,4 11 Rodrigues da Cunha - SP ( * ) 897 — -917 -917 8.680 6.147 -917 -693 ND -102,3 10,3 141,2 -14,9 12 Matra - SP 596 -22,7 381 368 3.057 2.890 383 1.296 96,4 64 19,5 105,8 12,7 13 Araçatuba - PA ( * ) 576 453 -1.228 -97 26.877 22.189 1.482 4.273 ND -213,3 2,1 121,1 -0,4 14 Pantanal - SP ( * ) 496 2,7 6 12 3.161 2.829 -30 736 200 1,2 15,7 111,7 0,4 15 Urupianga - MT ( * ) 312 -29,2 -501 -405 3.691 2.615 -506 921 ND -160,7 8,5 141,2 -15,5 16 Sazão - RS ( * ) 296 -32,4 131 131 6.417 4.437 245 -1.137 100 44,1 4,6 144,6 2,9 292 — 253 230 538 524 253 18 91 86,6 54,2 102,7 43,9 17 VMJS - MG 18 Caraíbas - TO ( * ) 273 241,9 -18 -18 6.493 5.563 -18 -35 ND -6,6 4,2 116,7 -0,3 19 Panorama - MS ( * ) 242 -57,7 79 58 4.323 4.188 137 -134 73 32,8 5,6 103,2 1,4 20 Agropecuária 5C - MS ( * ) 191 -51,5 57 157 3.927 3.000 64 -46 273,6 30 4,9 130,9 5,2 21 Sagrillo - RS ( * ) 73 2,7 24 18 5.507 5.504 24 4 75,8 33 1,3 100,1 0,3 22 Serra - SP ( * ) 64 -20,3 73 372 20.592 9.064 -36 58 509,8 114,8 0,3 227,2 4,1 23 GGBA Agropec. - SP 55 4 -194 -135 5.941 3.919 -192 -1.959 ND -351,3 0,9 151,6 -3,4 24 Nova Fronteira - TO ( * ) 49 -80,3 -171 -171 1.167 604 -171 534 ND -345,9 4,2 193,2 -28,3 25 JR Salomão - MA ( * ) 30 63,2 50 23 3.133 2.962 -25 21 46,3 167,3 1 105,8 0,8 26 Carvalho Tavares - MG ( * ) 5 -89,7 -325 -612 4.056 3.575 -230 3 ND -7.155,10 0,1 113,5 -17,1 27 Salamanca - SP ( * ) — — -329 -329 64.625 64.508 -297 206 ND ND ND 100,2 -0,5 — — -4 3.856 21.992 20.661 0 — ND ND ND 106,4 18,7 28 IbiaçU - RS ( * ) 29 Agrop. São Sebastião - SP ( * ) — — -15.333 -18.268 15.333 14.959 -738 -109 ND ND ND 102,5 -122,1 30 Acorb - RJ — -100 -1.829 -1.708 10.169 7.921 -1.788 309 ND ND ND 128,4 -21,6 31 Pau D’Alho - SP ( * ) — — -23 -32 9.837 9.024 -23 — ND ND ND 109 -0,4 — -100 -175 -175 6.851 4.149 -208 133 ND ND ND 165,1 -4,2 32 MTE - MG ( * ) — — -4 -4 4.511 4.510 -33 133 ND ND ND 100 -0,1 33 Serra Azul - MT ( * ) — — -418 -418 4.236 2.834 -409 -237 ND ND ND 149,5 -14,7 34 Conpar - CE ( * ) 35 CTR - MG ( * ) — — -19 -19 1.644 1.582 -18 2 ND ND ND 103,9 -1,2 36 Venesa - MA ( * ) — — -26 -26 1.380 1.279 -26 -48 ND ND ND 107,9 -2 37 Agrovera - SP — — -69 -69 512 -76 -64 — ND ND ND ND ND — — -124 -124 321 308 -136 -12 ND ND ND 103,9 -40,2 38 Barro Vermelho - BA ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (38) 75.274 2,7 -1.918 -1.631 455.944 364.453 16.391 42.948 91 27,6 12,3 116,7 0,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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COMÉRCIO

Crescimento mantido, com maior concorrência LC LEITE/LUZ

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Confiança permanece acesa Indicadores permitem prever para 2012 nível de atividade muito parecido ao do ano passado

COMÉRCIO

P

elo que mostraram nos primeiros sete meses deste ano, os empresários do comércio chegarão bem a dezembro. Talvez não suplantem o desempenho do ano passado, quando as vendas cresceram 6,7% – taxa mais que razoável para um ano que se esperava moderado, depois da euforia de 2010 – mas chegam perto. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) prevê expansão naqueles exatos 6,7%. O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) chega perto, nos 6,5%. Baseada nos 9,1% de crescimento acumulados até julho, a confiança se estende com a ajuda da boa situação dos indicadores que norteiam o varejo: inflação razoavelmente sob controle, taxa de juros em queda e níveis de desemprego estabilizados. As poucas dúvidas ficam nos quesitos criação de empregos e oferta de crédito. Diante da desaceleração de atividades na primeira metade do ano, a oferta de emprego naturalmente se reduziu. Até julho haviam ingressado no mercado 1,23 milhão de trabalhadores com carteira assinada, quase 30% a menos que nos sete primeiros meses do ano passado. Uma retomada neste restante de ano pode trazer algum alento, de forma a que o número final ao menos se aproxime do de 2011, quando foram criadas 1,94 milhão de vagas. A boa notícia é que a taxa de desemprego permanece estável. Segundo a Pesquisa

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Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oscilou de 5,5% a 6,2% de janeiro a maio nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Pesquisa semelhante do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) aponta que julho foi o quarto mês consecutivo de estabilidade da taxa de desemprego, em 10,7%. Os números são díspares porque o Dieese/Seade utiliza parâmetros diferentes e não inclui a região metropolitana do Rio de Janeiro no cálculo, mas as pesquisas de Fortaleza e do Distrito Federal, ausentes da PME.

Ganhos reais Quanto aos salários, não há do que reclamar. Levantamento do Dieese mostra que em 96,5% de 370 negociações salariais realizadas no primeiro semestre deste ano, os reajustes ficaram acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC); em 3% só empataram com o índice e em apenas 0,5% – dois casos – ficaram abaixo dele. A média de ganho real dos trabalhadores nessas negociações, de 2,23%, é a melhor conseguida desde 1996. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) confirma a melhora salarial. Seu Boletim de Mercado de Trabalho: Conjuntura


e Análise informa que o rendimento médio dos trabalhadores crescera 5,3% de janeiro a maio, quando comparado ao período igual de 2011, chegando a R$ 1.725,60. No capítulo do crédito, as atenções concentram-se na disposição dos bancos em ampliar a oferta. Até o início de setembro, tudo fazia crer que a expansão para todo o ano ficaria ao redor de 15%, como prevê o Banco Central (BC) (leia também na presente edição “Juros baixos modificam cenário”). No começo de agosto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou os principais banqueiros do País para uma conversa em Brasília, durante a qual os exortou a emprestar mais, de forma a estimular o consumo das famílias. Dias depois, em São Paulo, praticamente os desafiou a fazer a “ação ousada” de dar mais crédito e a juros camaradas; do contrário “vão comer poeira dos bancos públicos”. Nas questões relacionadas ao crédito – o endividamento das famílias e a inadimplência –, o BC tem tranquilizado o mercado. Em meados de agosto, falando a revendedores de veículos, em São Paulo, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, disse que o primeiro “não é elevado quando comparado com o de outras economias, e as dívidas são de mais curto prazo, o que facilita uma rápida recomposição dos balanços”. Quanto à inadimplência, garantiu que “as últimas informações disponíveis já apontam retração”.

mento de suas associadas – nove grandes redes, donas de 4,5 mil lojas e de 38% do mercado – saltou 20,4%, para bater em R$ 20,5 bilhões O setor de franquias não fica atrás e projeta para este ano expansão de 15%, o que fará o faturamento romper a linha dos R$ 100 bilhões. No ano passado, o número de redes que atuam no Brasil cresceu 9,5% e o total de unidades, entre franqueadas e próprias, 7,8%. Boa parte da boa disposição vem do fato de que ao longo de 2012 estão sendo inaugurados nada menos que 43 novos shoppings centers pelo País, destino preferencial das marcas do ramo. Em alguns segmentos há discordância nas previsões de crescimento – as que correm no mercado são maiores que as apresentadas pelos representantes de categoria. O atacado é um deles. A Associação Brasileira de Atacadistas Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) prevê crescimento de 3%, ante as estimativas externas que ficam na faixa de 7% a 8%. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), por sua vez, aposta em alta real de 5% no faturamento, que especialistas garantem que será ultrapassada, dada a expansão de 5,8% registrada nos primeiros sete meses do ano. Os distribuidores de veículos – carros de passeio, comerciais leves, motos, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros meios de transportes –, que vêm de um 2011 moderado, quando venderam 4,91% mais que no ano anterior, depois de sucessivos anos notáveis, acreditam em “desempenho positivo, porém suave”, na qualificação de Flávio Meneghetti, presidente da Associação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Isso significa que imaginam crescer a uma taxa igual ou pouco superior à da expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Já o setor de reposição – fabricantes e distribuidores de autopeças e reparação de veículos – é mais confiante e crava uma alta de até 5%. No ano passado, a reposição movimentou R$ 73,8 bilhões, 7% a mais, na comparação com 2010.

Há certeza geral quanto ao crescimento dos negócios neste ano, no mínimo, à taxa de expansão do PIB. Alguns segmentos vão muito além dessa previsão

Hipóteses otimistas Como não pressentem nenhuma catástrofe pela frente capaz de derrubar os fundamentos que sustentam seu crescimento, os diversos segmentos vão trabalhando com hipóteses otimistas. Alguns deles falam em crescimento de dois dígitos neste ano, uma proeza, no momento em que as expectativas sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) giram ao redor de 2%. A Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), por exemplo, acredita numa reedição do ano passado, quando o fatura-

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Curto e médio prazos garantidos Sem esperar contratempos, os atacadistas mantêm o bom desempenho, enquanto definem as formas de atuação dos diversos segmentos

ATACADO

Lucia Rebouças O crescimento do setor de atacado está garantido no curto prazo e, mantidas as atuais condições de emprego e renda, o segmento permanece com boas perspectivas de desempenho também no médio prazo. Para este ano, especialistas no setor estimam taxas de crescimento na faixa de 7% a 8%. Mais modesta, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) prevê que o desempenho bata na casa dos 3%. Por trás das projeções otimistas está um cenário desenhado pelo aumento do poder aquisitivo ocorrido nos últimos anos, pela entrada mais forte no mercado de consumo das classes C, D e E, além de investimentos feitos por empresários do segmento para melhorar seus negócios. Segundo Carlos Eduardo Severini, presidente da Abad, os empresários atacadistas investiram em várias frentes: tecnologia e automação, capacitação de pessoas, ampliação e modernização de lojas e centros de distribuição, equipamentos e frota de caminhões. Para 2013, pelos menos um dos principais fatores que impactam o desempenho do atacado já se apresenta favorável ao setor: o salário. No Congresso a Comissão Mista de Orçamento aprovou por unanimidade o texto base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, que prevê um salário mínimo no valor de R$

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667,75 mensais, aumento de 7,36% em relação ao valor atual, a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Nelson Barrizzelli, professor e diretor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, estima para o setor crescimento de até 8% neste ano. Na avaliação dele, os principais fatores que produzirão tal resultado são o crescimento de vendas dos supermercados no primeiro semestre, a elevação do nível de renda acima da inflação e a confiança do consumidor na manutenção do emprego. Para Olegário Araújo, diretor nacional de atendimento ao varejo da Nielsen, empresa global de informações e pesquisa, mesmo se a economia ficar estagnada neste ano não haverá queda no desempenho do atacado. De acordo com a pesquisa Abad/Nielsen, o segmento atacadista distribuidor cresceu 2,2% (8,8% nominais) em 2011 em relação a 2010 e atingiu faturamento total de R$ 164,5 bilhões. Em um mercado de consumo que representou uma receita de R$ 317,6 bilhões no ano passado, os agentes de distribuição responderam por mais de 50% da movimentação, pelo sétimo ano consecutivo. Com número recorde de 428 participantes, uma amostragem que representa quase 40% do segmento, a pesquisa Abad/Nielsen de 2012 aponta que o crescimento do setor está sendo puxado pelas empresas que atuam nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Graças aos programas sociais do governo, aumen-


tou o consumo das populações, sobretudo do Norte e Nordeste, criando maiores chances para a penetração de atacadistas para abastecer os varejistas locais, diz Araújo. A pesquisa também mostrou que a preferência do consumidor está se deslocando para os supermercados de médio porte. Neste ano, pela primeira vez, o estudo mediu o engajamento das empresas atacadistas em ações de responsabilidade social. Conforme a pesquisa, 44,1% das empresas ouvidas realizam algum tipo de trabalho social e pretendem continuar a investir nessas ações. Ao contrário do que está ocorrendo em outros segmentos, a crise internacional não ameaça o setor, na avaliação do professor Barrizzelli. Para ele, o desempenho do atacado só seria afetado se o sistema bancário brasileiro perdesse sua capacidade de financiamento, se houvesse um desabastecimento por parte da indústria ou se houvesse um arrocho no crédito – cenário que não está no horizonte. Os bancos estão saudáveis e o governo vem reduzindo as taxas de juros para ampliar o acesso ao crédito e assim manter o consumo aquecido, ressalta. O presidente da Abad também não acredita que a crise bata à porta do atacado. “Os produtos comercializados pelo atacado normalmente sentem muito pouco os efeitos da crise. O atacado trabalha com bens de consumo não duráveis, que são bens de valor reduzido, que dependem antes de tudo da massa salarial, diz. “Grande parte do nosso portfólio é composto por itens de consumo básico como alimentação, higiene e limpeza. “O consumidor não abre mão desses itens, a não ser em caso de extrema necessidade.”

especializado em franquias (que coloca sua marca no varejista e presta assistência) e do fidelizado (que atende a um único grupo de varejistas e oferece serviços de forma mais ampla), afirma. “O atacarejo precisa definir se vai atuar no atendimento de pequenos varejistas ou se vai passar a atender o consumidor como hipermercado. O especializado em franquias e o fidelizado ainda não se definiram em relação ao futuro.” Existe ainda o atacado de balcão, que sobrevive principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que em outras regiões foi substituído pelo atacarejo. Conforme o professor, o atacado de balcão sobrevive em regiões menores porque nessas regiões atuam varejistas menos preparados, com menor infraestrutura do pessoal envolvido no negócio. “Isso é que faz com que o atacado de balcão, que também opera de forma rudimentar, sobreviva”, conta. Os outros subsetores de atuação do atacado são: o atacado generalista, que tira nota e envia a mercadoria ao comprador; e o especialista, que trabalha para três ou quatro empresas. Para o diretor da Nielsen, o grande desafio que se apresenta no momento para o setor é conhecer o cliente do cliente. “Essa atitude tornou-se fundamental para o atacadista de atuação mais regional. Ele precisa entender a dinâmica da região, pois isso lhe permitirá obter indicadores graças aos quais ele poderá desenvolver o seu portfólio”, diz. Outros desafios para o segmento, na avaliação do presidente da Abad, são a questão tributária, que afeta todo o setor produtivo, as normas legais (como as referentes ao transporte de produtos perigosos e a nova legislação que regulamenta o trabalho dos motoristas profissionais) e as deficiências de infraestrutura, principalmente a rede rodoviária, que depende de ações do governo para ser ampliada e modernizada, por meio de investimento direto ou das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O desconhecimento do cliente, a questão tributária, as normas legais e as deficiências de infraestrutura são os desafios a serem enfrentados pelo setor

Definição de formas Atualmente, o grande desafio do atacado é definir com clareza as formas de distribuição que prevalecerão, segundo Barrizzelli. A principal questão é a atuação do atacarejo, do atacado

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 113


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ALIMENTOS, BEBIDAS E CEREAIS 1 Makro Atacadista - SP 5.499.814 7,5 -77.430 -4.455 1.872.660 500.217 21.835 -58.944 ND -1,4 293,7 374,4 -0,9 2 Amaggi - MT ( * ) 3.262.194 -15,5 131.150 101.547 2.614.073 688.996 102.439 669.812 77,4 4,0 124,8 379,4 14,7 3 Martins Distribuição - MG 2.957.152 3,9 -990 27.233 1.081.224 188.475 44.685 77.534 ND 0,0 273,5 573,7 14,5 4 Super Muffato - PR 2.308.726 — — — — — — — ND ND ND ND ND 5 Arcom - MG 1.167.243 1,7 110.356 75.195 614.523 253.126 114.788 246.601 68,1 9,5 189,9 242,8 29,7 6 Tambasa - MG ( * ) 1.037.546 17,6 99.651 64.098 421.587 269.212 105.182 220.987 64,3 9,6 246,1 156,6 23,8 7 Giassi & Cia - SC 888.630 — — — — — — — ND ND ND ND ND 815.885 22,1 65.783 143.012 543.637 268.549 92.723 435.966 217,4 8,1 150,1 202,4 53,3 8 Tangará - ES ( * ) 9 Unidasul - RS 651.007 -14,3 — — — — — — ND ND ND ND ND 10 Zamboni - RJ ( * ) 574.693 10,7 4.384 3.451 135.401 38.028 -33.069 48.931 78,7 0,8 424,4 356,1 9,1 11 Esteve - ES ( * ) 556.467 14,2 80.276 57.631 556.407 122.943 69.595 438.946 71,8 14,4 100,0 452,6 46,9 12 Adição - MG 549.830 — — — — — — — ND ND ND ND ND 353.188 23,1 38.084 31.177 190.504 137.714 39.154 107.968 81,9 10,8 185,4 138,3 22,6 13 BCR - MG 14 Alimentos Fartura - CE 318.323 27,3 6.000 6.000 — — 6.000 — 100,0 1,9 ND ND ND 270.772 — — — — — — — ND ND ND ND ND 15 Luiz Tonin - MG 16 Dafruta - PE ( * ) 254.373 27,5 -39.732 -38.679 182.426 27.644 -19.143 72.560 ND -15,6 139,4 659,9 -139,9 17 Cofesa - SP 215.810 — — — — — — — ND ND ND ND ND 18 Nicchio Sobrinho - ES ( * ) 206.799 -3,1 8.383 6.043 89.403 41.829 8.552 51.024 72,1 4,1 231,3 213,7 14,5 206.000 — — — — — — — ND ND ND ND ND 19 Rmix - BA 203.817 200,8 512 217 123.576 12.172 2.523 62.400 42,4 0,3 164,9 1.015,3 1,8 20 SMC - MG 21 ABV - MS 182.297 — — — — — — — ND ND ND ND ND 172.226 15,5 3.577 3.236 24.034 17.449 5.261 9.130 90,5 2,1 716,6 137,7 18,6 22 COBEB - MG ( * ) 23 Frohlich - RS 157.940 14,5 7.691 5.836 40.806 16.428 7.350 5.809 75,9 4,9 387,1 248,4 35,5 24 J Martins Supermercados - PR 140.144 — — — — — — — ND ND ND ND ND 121.361 -71,0 — — — — — — ND ND ND ND ND 25 Cerealista Maranhão - SP 116.604 49,5 3.472 2.416 75.462 24.560 11.749 45.416 69,6 3,0 154,5 307,3 9,8 26 Globalbev - MG ( * ) 27 Base Culinária - DF 100.616 32,8 3.073 2.353 17.414 5.031 4.444 1.148 76,6 3,1 577,8 346,2 46,8 28 Cerealista Oliveira - RS 86.056 — — — — — — — ND ND ND ND ND 84.843 -5,0 -16.870 -22.147 84.123 47.440 -17.630 17.619 ND -19,9 100,9 177,3 -46,7 29 Glencore - RJ ( * ) 30 Itaueira - CE ( * ) 76.383 13,9 6.509 6.025 37.550 3.052 9.791 12.084 92,6 8,5 203,4 1.230,3 197,4 31 Sementes - PR ( * ) 65.769 -6,6 327 665 57.695 24.051 2.271 20.400 203,2 0,5 114,0 239,9 2,8 63.762 5,2 6.742 4.559 132.607 78.402 11.026 -2.429 67,6 10,6 48,1 169,1 5,8 32 Cia Auxiliar - SP ( ** ) 33 Centermastersul - RS 62.599 — — — — — — — ND ND ND ND ND 34 Uggeri - RS 62.245 52,1 1.189 1.523 56.347 21.027 6.702 28.026 128,1 1,9 110,5 268,0 7,2 61.225 -4,2 508 -77 34.280 12.336 -653 27.513 ND 0,8 178,6 277,9 -0,6 35 Da Barra - SP ( * ) 36 Portugual Auto Serviços - PA 44.233 — — — — — — — ND ND ND ND ND 37 Bourbon - MG ( * ) 40.238 8,6 2.482 1.770 40.696 8.780 3.421 32.711 71,3 6,2 98,9 463,5 20,2 38 Mc Kinlay - ES ( * ) 38.288 20,7 422 34 27.851 15.033 1.067 17.209 8,1 1,1 137,5 185,3 0,2 39 Minerva - RO ( * ) 38.269 280,2 -12.318 -12.318 122.990 21.313 -8.149 597 ND -32,2 31,1 577,1 -57,8 40 P Severini Netto - MG 37.763 — — — — — — — ND ND ND ND ND 33.842 — — — — — — — ND ND ND ND ND 41 Crestani - MT 22.503 — -108 -108 9.773 1.201 -717 324 ND -0,5 230,3 813,7 -9,0 42 Gigafort - SP ( * ) 43 Supermercado Pag Poko - SP 10.500 — — — — — — — ND ND ND ND ND 8.356 23,0 -2.220 -2.999 12.331 1.685 -806 -300 ND -26,6 67,8 731,6 -178,0 44 Unisoja - MT ( * ) 45 KWK S/A - SP ( * ) 4.534 218,1 -210 -210 3.099 2.028 -275 — ND -4,6 146,3 152,8 -10,4 46 Grupo Vix - ES ( * ) 1.068 -58,8 240 137 2.011 1.047 24 -125 56,9 22,5 53,1 192,0 13,1 47 MoreND Distribuidora - SP ( * ) 948 — 132 105 1.976 -3.558 132 1.602 79,6 13,9 48,0 ND ND 48 Nunes Empreendimentos - PE ( * ) 76 -10,2 -9 2.659 9.404 9.399 -8 -5 ND -11,2 0,8 100,1 28,3 49 Escol Agrícola - SP ( * ) — — -112 -112 10.645 6.867 -100 833 ND ND ND 155,0 -1,6 50 Coml NDzaré - ES ( * ) — — -787 -787 2.570 -5.357 -247 2.503 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (50) 24.132.956 14,1 430.159 465.030 9.229.085 2.857.120 589.918 2.593.853 76,2 2,0 150,1 268,0 9,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

114 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CENTRAIS DE ABASTECIMENTO 1 Ceagesp - SP 78.925 6,5 15.315 12.418 276.820 171.517 8.723 -12.377 81,1 19,4 28,5 161,4 2 Ceasa PE - PE 52.817 63,0 5.172 5.172 40.486 22.233 4.164 152 100,0 9,8 130,5 182,1 46.584 12,6 -3.340 -1.759 165.909 105.934 1.813 827 ND -7,2 28,1 156,6 3 Ceasa CampiNDs - SP 4 CeasamiNDs - MG ( * ) 28.172 26,1 6.615 4.636 35.564 26.418 6.372 708 70,1 23,5 79,2 134,6 10.164 101,9 106 106 6.602 300 -10 -944 99,8 1,1 154,0 2.203,3 5 Ceasa ES - ES ( * ) 6 Ceasa PR - PR 8.682 -17,9 -3.054 -3.054 180.776 115.079 -1.316 656 ND -35,2 4,8 157,1 7 Ceasa RS - RS ( * ) 7.349 14,8 314 217 9.010 4.191 776 344 69,1 4,3 81,6 215,0 8 Ceasa GO - GO 4.151 12,6 477 432 15.714 14.050 477 178 90,4 11,5 26,4 111,9 2.263 18,1 -13.809 -657 6.763 5.096 -13.389 22 ND -610,3 33,5 132,7 9 Empasa - PB ( * ) 10 Ceasa RN - RN ( * ) 2.235 -19,5 -1.048 -1.048 8.277 807 -441 -980 ND -46,9 27,0 1.025,6 1.853 — -533 -523 6.912 6.363 -300 427 ND -28,8 26,8 108,6 11 Ceasa SC - SC ( * ) 12 Ceasa PA - PA ( * ) 632 -1,8 -3.975 17 890 317 -3.971 719 ND -628,5 71,1 280,3 586 12,2 246 183 2.276 2.155 195 — 74,1 42,1 25,7 105,6 13 Adcointer - RS ACUMULADO DO SUBSETOR (13) 244.413 12,6 2.487 16.138 755.999 474.459 3.094 -10.268 81,1 1,1 28,5 157,1

7,2 23,3 -1,7 17,6 35,5 -2,7 5,2 3,1 -12,9 -129,9 -8,2 5,3 8,5 5,2

DISTRIBUIDORES DE AÇO 1 BeNDfer - RJ 333.801 4,1 -3.758 -3.752 390.298 59.722 40.782 328.099 ND -1,1 85,5 653,5 2 Fercoi - SP ( * ) 124.734 11,0 6.108 3.776 65.366 29.776 6.445 41.889 61,8 4,9 190,8 219,5 3 Sampaio Ferro e Aço - RS ( * ) 120.136 54,0 5.162 5.230 85.164 24.948 7.271 35.327 101,3 4,3 141,1 341,4 4 Dova - RJ 16.399 -11,3 34 5.887 36.742 31.620 -270 2.496 17.314,7 0,2 44,6 116,2 7,6 7.546 11.141 577.570 146.066 54.228 407.811 101,3 2,3 113,3 280,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 595.071

-6,3 12,7 21,0 18,6 15,7

DISTRIBUIDORES DE JORNDIS E REVISTAS 1 Treelog - SP ( * ) 1.125.979 16,1 -9.391 15.374 283.264 11.873 1.448 176.992 ND -0,8 2 DiNDp - SP ( * ) 503.309 1,7 394 176 97.162 3.447 1.222 91.037 44,7 0,1 448.649 26,5 4.211 3.249 77.325 5.861 4.070 70.120 77,1 0,9 3 FC Comercial - SP ( * ) 4 Curitiba Papéis - PR ( * ) 185.376 21,5 4.886 4.550 132.947 72.186 8.355 23.891 93,1 2,6 5 Editora - MG 133.204 — -35.507 41.352 2.300.035 1.152.801 -16.546 49.303 ND -26,7 6 Disal Livros - SP 68.426 -1,7 -672 -21 30.672 15.597 1.497 12.530 ND -1,0 7 Catavento - SP 42.058 2,7 1.601 1.010 14.586 2.860 1.541 4.265 63,1 3,8 9,4 -34.478 65.690 2.935.990 1.264.624 1.588 428.137 70,1 0,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 2.507.000

129,5 5,1 55,4 6,3 3,6 -0,1 35,3 6,3

397,5 518,0 580,2 139,4 5,8 223,1 288,4 288,4

2.385,8 2.818,7 1.319,3 184,2 199,5 196,7 510,0 510,0

ELETRODOMÉSTICOS 1 Allied Advanced - SP ( * ) 692.771 63,9 39.647 26.206 335.019 22.953 56.041 150.756 66,1 5,7 206,8 1.459,6 114,2 2 Pro Shows - RS 61.544 — 18.544 16.278 54.745 31.266 18.850 44.451 87,8 30,1 112,4 175,1 52,1 3 Colmagi - RS 3.197 27,3 2.922 2.246 23.400 22.324 3.422 -191 76,9 91,4 13,7 104,8 10,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 757.512 45,6 61.113 44.730 413.164 76.543 78.313 195.016 76,9 30,1 112,4 175,1 52,1 INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES 1 Officer - SP 1.169.581 40,8 22.241 15.013 507.101 70.686 47.792 75.233 67,5 1,9 230,6 717,4 2 Pauta Distribuição - SC ( * ) 279.778 5,5 373 179 75.851 9.965 5.767 31.979 48,0 0,1 368,9 761,2 3 Ricoh Brasil - RJ 75.564 30,2 -4.735 -5.177 63.840 558 -4.078 2.283 ND -6,3 118,4 11.433,5 4 Cas - SP ( * ) 20.841 32,1 6.721 5.099 16.682 7.633 6.634 6.599 75,9 32,3 124,9 218,6 5 Frota - ES ( * ) 19.076 16,6 2.598 1.822 11.779 1.328 2.632 7.330 70,1 13,6 162,0 886,8 6 Itautec.com - SP 8.492 -11,5 -782 -399 32.671 12.274 -1.824 8.595 ND -9,2 26,0 266,2 7 Itautec Tecnologia - SP 7.387 -17,9 5.091 3.203 40.400 32.553 -1.134 7.962 62,9 68,9 18,3 124,1 8 Intersmart - GO ( * ) 421 58,0 23 16 203 33 16 65 66,8 5,6 207,5 619,6 9 Itautec Parts e Comércio - SP — — 325 207 10.176 10.091 -73 -1 63,7 ND ND 100,8 10 Unotel - MG ( * ) — — -1.924 364 5.993 1.794 -1.754 1 ND ND ND 334,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.581.139 23,4 29.931 20.327 764.696 146.915 53.978 140.046 66,8 3,7 143,4 476,9 MADEIRA E MATERIAL ELÉTRICO E DE CONSTRUÇÃO 1 Brasilmad Exportadora - PR ( * ) 41.930 27,0 1.223 909 14.494 9.013 1.924 7.875 74,3 2,9 289,3 2 RBI Enterprises - PR ( * ) 35.198 -35,3 722 451 9.002 4.051 116 3.718 62,5 2,1 391,0 3 Prime Timber - RS ( * ) 33.198 -13,6 896 673 25.771 13.384 1.993 9.462 75,1 2,7 128,8

160,8 222,2 192,5

21,2 1,8 -927,2 66,8 137,1 -3,3 9,8 47,8 2,1 20,3 15,1

10,1 11,1 5,0

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 115


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MADEIRA E MATERIAL ELÉTRICO E DE CONSTRUÇÃO (continuação) 4 Agrimex - PE ( * ) 24.781 59,8 -5.256 -5.256 682.072 264.830 -4.149 60.989 ND -21,2 3,6 5 Alper - ES 21.629 63,5 4.945 3.143 14.054 4.028 5.571 4.725 63,6 22,9 153,9 17.345 -16,3 162 134 4.535 1.173 66 3.037 82,9 0,9 382,4 6 Interbrasil Comercial - SC 7 Royal do Brasil - RS 4.442 -60,0 -313 169 6.505 4.019 602 1.065 ND -7,1 68,3 2.271 7,3 189 110 2.749 2.635 392 109 58,3 8,3 82,6 8 Varaschin - PR ( * ) 9 T Loureiro - AM ( * ) 584 59,9 -211 -208 7.464 7.274 -130 679 ND -36,1 7,8 10 Seacrown do Brasil - SP — — 1.146 1.146 18.001 11.611 1.133 5 100,0 ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 181.378 7,3 3.503 1.272 784.648 322.018 7.517 91.664 74,3 2,1 128,8

257,6 348,9 386,6 161,9 104,3 102,6 155,0 177,2

-2,0 78,0 11,5 4,2 4,2 -2,9 9,9 7,5

MÁQUINDS E FERRAMENTAS 1 Marcosa - CE ( * ) 564.184 23,5 19.199 13.033 225.916 42.636 42.350 5.848 67,9 3,4 249,7 529,9 30,6 2 AA Frigelar SA - RS ( * ) 470.237 60,3 36.461 29.013 261.844 70.554 44.873 91.840 79,6 7,8 179,6 371,1 41,1 319.579 19,9 29.086 22.766 382.012 190.498 80.174 2.111 78,3 9,1 83,7 200,5 12,0 3 Simpress - SP 4 Nortel - SP ( * ) 242.628 50,7 10.533 7.318 99.061 31.425 15.141 43.818 69,5 4,3 244,9 315,2 23,3 5 RDG Aços - ES ( * ) 235.419 17,6 8.622 98.109 238.612 229.878 8.632 49.931 1.137,8 3,7 98,7 103,8 42,7 209.414 12,0 -4.912 -4.912 139.529 15.527 7.808 51.974 ND -2,4 150,1 898,6 -31,6 6 Day Brasil - SP 7 Midea do Brasil - SC ( * ) 206.913 143,5 33.738 21.680 185.783 36.148 15.944 32.735 64,3 16,3 111,4 514,0 60,0 8 Cofermeta - MG 127.341 20,1 16.778 11.100 72.401 56.585 19.152 30.942 66,2 13,2 175,9 128,0 19,6 9 Hexis - SP 103.294 — 8.193 5.427 123.242 97.100 10.345 26.826 66,2 7,9 83,8 126,9 5,6 10 Anfreixo - SP ( * ) 71.292 40,2 2.129 1.580 24.127 14.868 2.372 13.861 74,2 3,0 295,5 162,3 10,6 55.206 — 2.984 2.014 24.224 9.053 4.137 9.166 67,5 5,4 227,9 267,6 22,3 11 MiNDs Ferramentas - MG 12 Pensalab - SP 54.390 70,5 12.678 9.764 29.651 21.903 11.638 13.486 77,0 23,3 183,4 135,4 44,6 13 Cimma - RS ( * ) 50.997 16,2 4.882 3.215 27.635 15.804 4.961 9.455 65,8 9,6 184,5 174,9 20,3 14 Bauko Equipamentos - SP 48.503 — 5.147 2.665 72.969 19.730 8.442 6.619 51,8 10,6 66,5 369,8 13,5 15 Schadeck - SC 46.773 -5,7 404 616 29.748 17.018 1.864 14.279 152,5 0,9 157,2 174,8 3,6 38.159 26,7 4.846 3.780 11.274 3.420 5.829 6.716 78,0 12,7 338,5 329,7 110,5 16 Arrow Brasil - SP ( * ) 17 Digigraf - SP ( * ) 38.028 — 946 663 18.251 1.241 946 1.198 70,0 2,5 208,4 1.470,9 53,4 18 Novafrota - PR ( * ) 29.834 70,0 11.463 9.660 24.533 22.547 11.566 15.958 84,3 38,4 121,6 108,8 42,9 19 Eletroforja - SP 22.437 -7,2 -2.338 -2.330 19.487 -4.337 -316 1.358 ND -10,4 115,1 ND ND 20 Colorado Mercl - SP ( * ) 15.305 45,9 1.795 1.203 10.173 6.800 2.211 6.972 67,0 11,7 150,4 149,6 17,7 13.611 2,7 -431 -431 8.590 2.460 229 3.973 ND -3,2 158,5 349,2 -17,5 21 Arotec - SP 22 High End - SC ( * ) 11.564 8,6 5.769 5.243 20.953 13.653 5.797 — 90,9 49,9 55,2 153,5 38,4 23 Rominor - SP 10.693 -9,3 13.048 10.951 31.622 28.412 10.522 -276 83,9 122,0 33,8 111,3 38,5 24 Equimaf - DF ( * ) 10.118 52,5 120 90 8.132 4.006 513 4.171 75,3 1,2 124,4 203,0 2,3 25 Locofer - PR ( * ) 4.154 37,8 459 314 9.707 9.566 3.107 525 68,6 11,0 42,8 101,5 3,3 26 S4 Participações - PR ( * ) 1.279 — 802 697 3.984 3.940 729 259 86,9 62,7 32,1 101,1 17,7 27 Yanmar Diesel - SP 50 -42,2 -943 -877 12.107 9.639 -965 5.022 ND -1.900,2 0,4 125,6 -9,1 28 Armazens Estavares - PA ( * ) — — 0 0 300 59 0 — ND ND ND 506,1 -0,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (28) 3.001.401 21,8 221.458 252.351 2.115.865 970.135 318.002 448.767 74,2 7,9 150,1 174,9 19,6 MÓVEIS 1 City Lar - AM ( * ) 310.059 21,2 2.306 1.419 153.200 19.105 10.455 25.113 61,5 0,7 202,4 801,9 7,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 310.059 21,2 2.306 1.419 153.200 19.105 10.455 25.113 61,5 0,7 202,4 801,9 7,4 PRODUTOS DE PAPEL 1 Samab - SP 113.154 -7,6 -2.012 -1.226 85.907 43.018 -4.043 -6.764 ND -1,8 131,7 199,7 2 Papelaria Estrela - CE ( * ) 39.108 25,8 5.909 4.193 19.802 3.600 6.137 13.215 71,0 15,1 197,5 550,0 3 Matrix - DF ( * ) 17.083 8,3 197 333 6.621 2.982 492 788 169,3 1,2 258,0 222,0 4 Artur Eberhardt - SP ( * ) 11.537 2,5 -960 -1.996 115.033 39.526 518 1.378 ND -8,3 10,0 291,0 5 Bandeirantes Com - SP 5.171 11,2 4.002 1.808 17.376 17.152 4.065 -33 45,2 77,4 29,8 101,3 6 Mercosul Aliança - PE ( * ) 570 — 435 435 2.411 2.401 437 3 100,0 76,3 23,7 100,5 7 Arouca - PE ( * ) 323 3,9 239 239 1.999 1.988 220 -9 100,0 73,9 16,1 100,6 8 Guassahy - SP — — 6.274 6.230 19.013 17.283 5.706 2.938 99,3 ND ND 110,0 9 Grupo Orsa - SP ( * ) — -100,0 -5 -5 1.995 1.995 -5 — ND ND ND 100,0 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 186.946 3,9 14.078 10.011 270.157 129.945 13.527 11.516 99,7 15,1 29,8 110,0 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

116 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

-2,9 116,5 11,2 -5,1 10,5 18,1 12,0 36,1 -0,3 11,2


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS FARMACÊUTICOS, DE HIGIENE E LIMPEZA 1 Profarma - RJ 2.735.048 7,0 31.330 28.885 1.149.988 545.035 67.978 552.257 92,2 1,2 237,8 211,0 5,3 2 Cálamo - PR ( * ) 1.103.961 29,7 320.377 277.136 303.814 227.481 319.368 55.319 86,5 29,0 363,4 133,6 121,8 108.879 -59,5 738 738 34.092 28.987 15.666 6.344 100,0 0,7 319,4 117,6 2,6 3 Sudestefarma - ES ( * ) 4 NDcioNDl Álcool - SP ( * ) 106.595 26,4 7.334 4.654 129.412 61.552 18.011 12.847 63,5 6,9 82,4 210,3 7,6 52.626 59,4 10.919 9.427 37.447 19.102 11.446 17.853 86,3 20,8 140,5 196,0 49,4 5 Vistatek - SP ( * ) 6 Recol - AC 35.549 — — — — — — — ND ND ND ND ND 7 Poupafarma - PE ( * ) 22.528 — -12.746 -12.746 40.952 1.848 -8.350 -375 ND -56,6 55,0 2.216,0 -689,7 8 Justesa Imagem - RJ ( * ) 14.684 -3,9 3.058 2.042 7.464 3.386 3.336 1.547 66,8 20,8 196,7 220,5 60,3 3.392 -24,7 -140 -140 10.863 1.183 -496 -4.586 ND -4,1 31,2 918,0 -11,8 9 Lab Libra do Brasil - RS ( * ) 10 Luiz Deliberato - AC 390 — — — — — — — ND ND ND ND ND 7,0 360.871 309.996 1.714.032 888.574 426.959 641.205 86,4 4,0 168,6 210,6 6,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 4.183.652 PRODUTOS METALÚRGICOS 1 Gerdau Aços - RS ( * ) 3.265.640 25,5 5.453 871 1.152.756 1.020.355 1.886 867.487 16,0 0,2 283,3 113,0 0,1 2 Prefer Metal Plus - SP 236.152 -25,5 -29.694 -28.464 278.215 195.999 -22.837 107.712 ND -12,6 84,9 142,0 -14,5 223.251 40,5 1.882 1.499 118.521 59.798 4.540 37.731 79,7 0,8 188,4 198,2 2,5 3 TramontiND Sudeste - SP ( * ) 4 Columbia metais - ES ( * ) 160.984 313,7 1.885 2.654 27.281 2.959 2.414 19.336 140,8 1,2 590,1 922,0 89,7 5 Cedisa - ES ( * ) 120.628 41,0 14.834 9.618 76.246 57.664 13.446 46.152 64,8 12,3 158,2 132,2 16,7 6 Intermesa - RJ ( * ) 103.033 362,0 3.601 2.819 40.414 10.537 -7.265 -4.742 78,3 3,5 254,9 383,5 26,8 7 TramontiND Sul - RS 81.685 — 3.427 2.186 40.411 25.492 3.409 18.543 63,8 4,2 202,1 158,5 8,6 76.918 7,4 2.319 1.561 42.017 19.670 3.014 13.824 67,3 3,0 183,1 213,6 7,9 8 TramontiND BA - BA 9 SoNDex - PR ( * ) 65.268 8,1 -2.260 -2.246 33.632 2.116 2.054 17.815 ND -3,5 194,1 1.589,1 -106,1 10 TramontiND Norte - PA 62.542 19,8 2.932 1.930 40.245 16.440 2.961 9.499 65,8 4,7 155,4 244,8 11,7 11 Niagara Coml - SP 40.651 24,8 1.002 634 14.650 9.475 2.201 9.125 63,3 2,5 277,5 154,6 6,7 12 TramontiND PlaNDlto - GO ( * ) 36.118 26,0 1.393 957 18.505 12.462 -1.225 8.305 68,7 3,9 195,2 148,5 7,7 35.368 19,0 2.196 1.480 17.455 13.296 2.395 7.355 67,4 6,2 202,6 131,3 11,1 13 Tubomac - RS ( * ) 14 Dismafe - MT ( * ) 26.019 17,9 219 174 40.743 27.663 1.822 13.903 79,5 0,8 63,9 147,3 0,6 15 TramontiND Recife - PE ( * ) 7.619 -80,3 -3.593 -3.523 10.281 9.639 -4.306 7.652 ND -47,2 74,1 106,7 -36,5 16 Cief - RJ ( * ) 459 61,5 343 295 4.177 4.161 344 — 86,0 74,8 11,0 100,4 7,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 4.542.335 24,8 5.940 -7.554 1.955.550 1.487.727 4.853 1.179.698 67,4 2,7 191,2 151,6 7,4 PRODUTOS QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS 1 Quantiq - SP ( * ) 528.291 8,6 17.074 13.885 215.521 102.748 22.033 2 Buschle & Lepper - SC 142.817 8,0 9.109 8.646 146.038 108.567 9.452 3 SCS Químicos - RJ ( * ) 141.100 50,8 -2.165 3.702 69.365 49.057 -358 4 Maringá/Química - SP 90.421 15,4 11.533 11.176 109.582 102.019 10.246 5 DiNDco Importação - RJ ( * ) 27.871 2,3 1.139 858 21.829 15.987 1.240 6 Plaxbond - PR ( * ) 17.981 33,5 -1.433 -1.433 6.901 -653 -1.220 5.600 -11,3 -201 -425 4.062 3.279 -234 7 Eskisa - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 954.081 8,6 35.057 36.409 573.298 381.004 41.158

96.227 81,3 26.055 94,9 13.453 ND 13.979 96,9 8.237 75,3 -57 ND 2.212 ND 160.105 88,1

3,2 6,4 -1,5 12,8 4,1 -8,0 -3,6 3,2

245,1 209,8 13,5 97,8 134,5 8,0 203,4 141,4 7,6 82,5 107,4 11,0 127,7 136,5 5,4 260,6 ND ND 137,8 123,9 -13,0 137,8 135,5 7,8

PRODUTOS TÊXTEIS E DE COURO 1 Eurotextil - ES 152.300 37,0 19.599 12.954 88.103 26.716 22.361 75.969 66,1 12,9 172,9 329,8 48,5 2 Niazi Chohfi - SP ( * ) 69.271 13,9 524 368 167.954 -11.250 3.357 41.919 70,2 0,8 41,2 ND ND 3 Coml Lupo - SP 56.773 2,3 5.974 59.579 306.472 284.135 6.278 13.624 997,3 10,5 18,5 107,9 21,0 4 ARMAZÉNS NORDESTE - PE ( * ) 31.371 -6,1 -4.758 -2.934 30.367 2.146 -840 -2.280 ND -15,2 103,3 1.415,1 -136,7 5 GZT - RS 29.437 27,3 6.507 5.562 46.067 40.060 8.449 28.944 85,5 22,1 63,9 115,0 13,9 6 Racco Equip e Servs - MG ( * ) 6.485 — 1.383 1.171 3.166 2.139 1.552 1.539 84,7 21,3 204,8 148,0 54,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 345.637 13,9 29.228 76.699 642.129 343.947 41.157 159.715 84,7 11,7 83,6 148,0 21,0 DIVERSOS 1 Noble - SP ( * ) 1.901.087 58,0 107.866 56.346 3.237.189 479.154 170.160 556.128 52,2 5,7 58,7 675,6 11,8 2 Extrabom Supermercado - ES 552.955 — — — — — — — ND ND ND ND ND 468.728 — -39.804 -23.375 1.110.093 159.661 28.430 369.509 ND -8,5 42,2 695,3 -14,6 3 Vanguarda - MT ( * ) 4 Unilider - ES 430.884 — 8.244 5.434 146.291 28.245 15.883 66.995 65,9 1,9 294,5 517,9 19,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 117


atacado Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (continuação) 5 Excim - ES ( * ) 424.359 7,3 14.287 13.973 331.020 62.587 4.685 127.582 97,8 3,4 128,2 528,9 22,3 6 Siemens Healthcare - SP ( * ) 281.677 — 7.796 5.891 401.451 278.824 62.513 92.887 75,6 2,8 70,2 144,0 2,1 198.320 188,8 5.279 4.789 111.699 10.989 22.515 29.307 90,7 2,7 177,6 1.016,4 43,6 7 Plasinco - ES ( * ) 8 Codime - SC ( * ) 191.005 134,6 1.865 1.258 52.360 2.818 -12.484 20.640 67,5 1,0 364,8 1.858,1 44,7 9 Salinor - RJ ( * ) 185.581 17,2 38.172 25.309 91.539 67.563 36.531 8.096 66,3 20,6 202,7 135,5 37,5 10 Peixoto-Atacado Dist. - MG 170.385 40,1 -3.353 -3.353 174.657 94.395 -14.677 38.280 ND -2,0 97,6 185,0 -3,6 11 Inspection - ES ( * ) 165.156 16,1 2.205 2.055 76.024 17.643 2.590 64.020 93,2 1,3 217,2 430,9 11,7 12 Optotal - RJ 114.855 — 27.614 17.951 75.346 39.697 30.530 17.456 65,0 24,0 152,4 189,8 45,2 13 Vila Porto - ES ( * ) 77.152 28,5 4.573 5.291 151.374 8.029 -8.568 -88.392 115,7 5,9 51,0 1.885,3 65,9 14 Eurostar do Brasil - PR 69.516 28,8 11.759 7.775 86.710 30.914 14.671 44.227 66,1 16,9 80,2 280,5 25,2 45.620 5,2 975 871 18.656 8.753 1.307 12.236 89,4 2,1 244,5 213,1 10,0 15 Cya Rubber - RS 16 CDGN - RJ 43.324 38,4 6.880 5.067 72.682 10.840 12.819 -5.250 73,7 15,9 59,6 670,5 46,7 42.266 0,0 4.340 4.143 71.472 30.669 9.886 — 95,5 10,3 59,1 233,0 13,5 17 F Souto - RN ( * ) 18 Armazem Brasil - AP 40.546 — — — — — — — ND ND ND ND ND 38.413 — — — — — — — ND ND ND ND ND 19 Supermercado ideal - RS 36.008 126,1 -6.592 -6.592 25.409 7.491 -5.941 8.840 ND -18,3 141,7 339,2 -88,0 20 BR Supply - RS ( * ) 21 Wilvale - SP 32.860 16,0 2.771 1.369 26.499 16.184 3.127 13.283 49,4 8,4 124,0 163,7 8,5 22 GS - ES ( * ) 23.005 15,3 289 100 28.167 11.203 2.380 13.267 34,6 1,3 81,7 251,4 0,9 23 Sertrading - RJ ( * ) 22.600 30,2 -3.453 12.849 103.613 16.351 1.573 26.043 ND -15,3 21,8 633,7 78,6 24 Bextro - RJ ( * ) 22.311 -1,6 2.764 1.824 6.467 3.142 2.973 5.776 66,0 12,4 345,0 205,8 58,0 22.264 20,6 -4.581 -4.581 54.450 36.649 -3.040 21.948 ND -20,6 40,9 148,6 -12,5 25 Geneze Sementes - MG 26 Enivix - ES ( * ) 20.572 -26,5 537 377 7.348 482 1.423 -1.435 70,2 2,6 280,0 1.524,5 78,2 27 Veranense - RS 19.975 — — — — — — — ND ND ND ND ND 18.846 16,0 422 3.095 51.124 38.245 3 10.811 733,8 2,2 36,9 133,7 8,1 28 Sulpar - PR ( * ) 29 Neoortho - PR ( * ) 17.622 260,2 8.617 7.942 30.833 22.074 9.332 13.448 92,2 48,9 57,2 139,7 36,0 30 Rede Ancora - SP 17.440 -3,6 -233 -533 4.459 176 40 1.568 ND -1,3 391,2 2.534,3 -302,8 31 Finobrasa Agroindustrial - CE ( * ) 15.320 4,5 -4.806 -4.806 44.968 15.598 -185 16.652 ND -31,4 34,1 288,3 -30,8 32 Fassim - ES ( * ) 15.052 — -712 503 19.889 2.916 -300 3.431 ND -4,7 75,7 682,0 17,3 33 Madison Garden - PR 12.423 — -1.929 -1.929 11.345 -257 -1.953 373 ND -15,5 109,5 ND ND 34 Biomin - MG 6.888 -2,8 373 82 4.580 1.432 373 3.125 22,0 5,4 150,4 319,8 5,7 4.192 -39,5 -968 -715 1.653 1.045 -1.062 116 ND -23,1 253,6 158,2 -68,4 35 Haegler - RJ ( * ) 36 Amaggi & LD Commodities - BA ( * ) 4.074 — 998 475 96.245 25.570 -1.405 14.628 47,6 24,5 4,2 376,4 1,9 37 Nebrax Trade Company - ES ( * ) 4.017 — 1.508 1.020 6.828 5.287 1.146 209 67,6 37,5 58,8 129,2 19,3 38 Guepard - SC ( * ) 3.992 61,8 509 407 3.259 1.799 657 2.622 80,0 12,8 122,5 181,2 22,6 39 Santos Trading - SP 3.493 25,5 267 201 1.778 1.506 267 119 75,4 7,7 196,4 118,1 13,4 1.906 — 287 191 13.697 1.652 862 237 66,7 15,0 13,9 829,2 11,6 40 Limpebras - MG ( * ) 41 Bonded - ES ( * ) 1.725 41,6 496 -624 3.205 1.581 496 — ND 28,8 53,8 202,7 -39,5 42 Cobracel - SP ( * ) 1.704 304,6 1.817 3.470 10.680 9.363 1.750 2.642 191,0 106,7 16,0 114,1 37,1 1.700 — 1.925 1.625 626 133 1.232 49 84,4 113,2 271,6 470,7 1.221,8 43 RB Capital - SP ( * ) 44 Multigrain - SP ( * ) 1.676 -99,9 15 -53 793 69 36 418 ND 0,9 211,2 1.156,1 -77,7 45 Criaço - CE ( * ) 968 -54,6 537 2.169 8.556 8.505 416 1.236 403,8 55,5 11,3 100,6 25,5 46 H Carlos Schneider - SC ( * ) 550 151,5 7.292 33.554 784.128 733.160 6.928 1.217 460,1 1.326,0 0,1 107,0 4,6 47 ADS - AM 332 -66,9 -1.363 -1.363 3.942 876 -30.643 47 ND -409,9 8,4 450,2 -155,6 48 Savixx - ES 294 -99,9 5 3 83 8 2 -49 71,8 1,6 354,3 1.054,7 42,1 49 Ramata - TO ( * ) 31 -99,7 -15.624 -17.423 113.973 45.664 -6.013 1.054 ND -50.400,0 0,0 249,6 -38,2 — — -23.865 -23.865 18.188.560 16.028.281 -23.865 8.014 ND ND ND 113,5 -0,2 50 Cesamar - ES 51 Cotia - ES ( * ) — — -4.022 37.913 166.113 135.579 -1.636 1.264 ND ND ND 122,5 28,0 52 Sogo Southocean - SC ( * ) — — 546 774 69.688 21.586 -568 2.143 141,8 ND ND 322,8 3,6 53 CBE - SP ( * ) — — -1.620 -1.619 3.717 3.338 -1.678 546 ND ND ND 111,4 -48,5 54 Colo - SP ( * ) — -100,0 -38 -38 2.132 2.067 -9 -65 ND ND ND 103,2 -1,9 55 Ezfood - SP ( * ) — — -124 -127 1.931 1.838 -268 — ND ND ND 105,1 -6,9 — — -187 -187 1.647 -1.823 -179 -36 ND ND ND ND ND 56 Crateus Algodoeira - CE ( * ) 57 Tambrands - SP ( * ) — — -164 1.308 338 -4.563 -20 -78 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (57) 5.775.669 16,0 160.395 176.224 26.111.287 18.524.990 333.043 1.527.183 74,5 2,8 81,7 250,5 11,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | ATACADO | BCR

Distribuição se irradia, desde 2004, de um centro de 15 mil metros quadrados

Vocação cultivada em décadas Desde que encontrou o ramo certo e onde operar, a família Cordeiro tem feito o negócio crescer a altas taxas Hábil com as mãos, o mineiro Francisco Bartolomeu Cordeiro ganhava a vida primeiro como sapateiro, depois como agricultor, em propriedade própria em Amparo da Serra, então distrito de Ponte Nova (MG). Prudente, aplicava ali todas as suas economias, mas via o futuro em outro lugar e queria explorar opções para garantir o bem-estar da numerosa família que chefiava. Escolheu o comércio e, para se preparar, estimulou os filhos mais velhos, Antônio e Darcy, a irem para a cidade aprender o ofício. Os dois foram, aprenderam e em 1951 abriram em Ponte Nova, com o pai, a Bartolomeu Cordeiro e Filhos Ltda., uma loja que se multiplicaria, sete anos depois, em rede de oito unidades.

120 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

O rápido processo de expansão mostrou aos Cordeiro que o caminho escolhido era o certo, mas havia bifurcações à frente, isto é, o aprendizado não terminara. Ao fazerem compras para abastecer toda a rede, formavam excedentes no estoque; para não deixar dinheiro empatado, começaram a vender tais excedentes para terceiros. À medida que essas transações aumentavam, foram percebendo a real vocação da família. Em 1966, convencidos de que o atacado era mais interessante que o varejo, se desfizeram das lojas para migrar ao segmento vizinho. Começava ali o crescimento do grupo que chegaria aos dias de hoje, quando a média está em confortáveis 18% ao ano.


No início, o desenvolvimento no atacado levou a empresa a criar uma equipe de vendas e organizar transportadores para dar conta das entregas. No dia a dia do negócio, a ordem era não perder qualquer nova oportunidade que surgisse. Por exemplo, quando os Cordeiro se certificaram que a demanda por ferraduras era firme e crescente – fato natural em áreas de intensa atividade rural –, decidiram comprar uma metalúrgica para fabricá-las, entre outras utilidades. Mesmo que, para vendê-las, tivessem que ampliar sua área de atuação. “A região cacaueira do sul da Bahia foi um grande mercado até o final da década de 80. E a empresa chegou a processar 120 toneladas de aço por mês na produção de dobradiças e trancas para porteiras, grampos de cerca e ferraduras”, conta Márcio Bartholomeu, gerente de marketing e importações do BCR e representante da terceira geração da família. Com a queda da demanda, decorrente da decadência da lavoura cacaueira, a empresa se desfez do negócio. Ou seja, aplicaram o princípio aprendido Sete mil itens com a migração do varejo ao atacompõem o cado: manter flexibilidade para portfólio, que se adaptar a novas realidades.

Modernizar sem formalizar

negócios do BCR, incluindo fazendas e outros imóveis. Outra modificação ocorrida na época foi a fundação de uma segunda empresa atacadista, a Cotril – resultado da participação da família em outras sociedades. Até então, o BCR atuava com o nome Bartofil. A partir de 1996, com a estabilização econômica, todos os setores da economia brasileira passaram por profundas transformações e a empresa também se modernizou. Modernizar não significou mudar o jeito objetivo de tocar os negócios. Até hoje a empresa não tem um presidente. As decisões cotidianas FOTOS: DIVULGAÇÃO/BCR

passa por revisão contínua

Uma grande guinada no rumo da empresa ocorreu no fim da década de 1970, quando Carlos, filho caçula de Antônio, entrou para administração do grupo. Economista com passagem por grandes multinacionais, ele deu nova cara para a gestão dos negócios da família. Foram definidos salários para os sócios-diretores, cujas relações com a empresa passaram a ser as mesmas de funcionários comuns e firmado um acordo de que nenhum dos sócios forçaria a entrada de um filho no grupo, a menos que tivesse competência comprovada e se fosse de interesse da empresa. Atualmente já há membros da quarta geração na empresa. Na década de 80, com o falecimento do patriarca, a fórmula encontrada para evitar eventuais desavenças dentro da família foi a criação de uma holding para abrigar todos os

são tomadas pelos diretores das áreas comercial, administrativo-financeira e de operações. Quando há assunto mais relevante a discutir, reúne o conselho administrativo formado por diretores e filhos dos sócios. “Normalmente, leva menos de dez minutos entre convocar os participantes e começar a reunião”, diz Bartholomeu. “Tudo muito rápido, sem qualquer formalidade.” Hoje, o grupo é formado por três distribuidoras atacadistas – Bartofil, Cotril e Ormel –, pelo autosserviço Atac, pela loja de varejo Ormel e pela gráfica Bartofil. As distribuidoras compartilham o mesmo CNPJ, mas cada uma tem sua própria equipe de vendas. “A estratégia é termos mais de um representante comercial em uma localidade visitando um mesmo cliente em dias alternados”, diz Bartholomeu. “E algumas vezes o cliente compra dos três representantes.”

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 121


PREMIADA | ATACADO | BCR

O Atac, inaugurado em 1996, foi pioneiro em sua região

O Atac – Atacado Central é um atacado de autosserviço voltado aos clientes varejistas, produtores rurais e profissionais liberais, inaugurado em 1996 e pioneiro em seu ramo na região de Ponte Nova. A unidade funciona também como centro de treinamento de novos representantes, onde eles têm a oportunidade de conhecer melhor os produtos que estarão vendendo. O Ormel é uma loja de varejo onde são vendidos os produtos que sofreram pequenas avarias durante a entrega das distribuidoras. Já a gráfica Bartofil, indústria com capacidade de processar 2.400 toneladas/ano, serve preferencialmente todo o grupo. É responsável pela produção de prospectos de produtos, adesivos, banners e rótulos de embalagem. Essa gráfica evoluiu de uma pequena fábrica de cadernos, comprada em 1983, que tinha originalmente capacidade de produção de 50 toneladas/ano.

Portfólio dinâmico No atacado, o BCR comercializa cerca de sete mil itens das linhas agrícola e veterinária, ferragens, ferramentas, iluminação e material elétrico, material hidráulico, farmácia e supermercado, papelaria, armarinhos, camping, pesca e material esportivo, duas rodas,

122 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

utilidades de cozinha, artigos plásticos, garrafas, louças e vidros. “O destaque fica para a linha de material de construção, seguida dos agroveterinários”, segundo Bartholomeu. Para manter o portfólio sob controle, a linha passa por revisão contínua: o que rende pouco é eliminado; itens que prometem – geralmente por sugestão dos representantes comerciais – são acrescentados, explica o diretor. O grupo que nasceu em Ponte Nova (MG) hoje está presente em todo o Brasil, com exceção da região Sul. O Nordeste representa 38% do faturamento, graças ao fato de o BCR ter fincado o pé firmemente por lá nos idos dos anos de 1970 – quando abastecia os barões do cacau com ferraduras e ferragens. Até 2004, o grupo tinha oito depósitos espalhados por Ponte Nova, mas em outubro daquele ano a empresa mudou para um novo centro de distribuição (CD) de 15 mil metros quadrados. “Adquirimos esta grande área já pensando nas futuras ampliações do CD e em um projeto de criarmos uma área de apoio margeando a rodovia para transportadores que nos prestam serviços e para aqueles que trazem mercadoria de nossos fornecedores e não têm onde ficar e deixar seus caminhões enquanto esperam a hora de descarregar”, diz Bartholomeu. (LA)


Saldo ainda positivo, mas modesto Feita “na ponta do lápis” pelo presidente em exercício da Associação Comercial do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a previsão para o comércio exterior brasileiro é de desaceleração no curto e médio prazos. As exportações cairão 7,4% em valor, somando US$ 237 bilhões e as importações aumentarão 1,2%, atingindo US$ 229 bilhões. Nas commodities, a redução esperada é de 5% no valor e de 2% no volume. Queda de preços e de volumes embarcados dos principais itens da pauta de exportação do País é o fator responsável pela redução do saldo da balança comercial a US$ 8 bilhões – resultado pálido ante os US$ 29,8 bilhões do ano passado. Estas estimativas da AEB são as mais pessimistas do mercado. Em geral, as projeções para este ano concordam na redução do superávit, mas falam em saldo de US$ 17 bilhões a US$ 20 bilhões – o que também já implica uma sensível redução em relação a 2011 – e estimam de US$ 15 bilhões a US$ 12 bilhões para 2013. A queda expressiva dos números é resultado da crise da Europa, que já foi um dos maiores importadores do Brasil, e da redução do ritmo de crescimento da China, atualmente o maior parceiro comercial do País. Para o professor Evaldo Alves, coordenador de comércio exterior do programa de educação continuada da Fundação Getulio Vargas (PEC- FGV), os principais gargalos para ampliar a pauta de exportações brasileiras estão na ineficiência da produtivi-

dade das empresas locais para competir com os demais emergentes, na falta de infraestrutura de transportes e na elevada carga tributária. O governo vem tomando medidas para ampliar o mercado interno, admite Alves, como a desoneração da folha de pagamentos de setores como o têxtil e de microeletrônicos. Mas, para que haja um crescimento robusto do Produto Interno Bruto (PIB), é preciso medidas para ampliar também as exportações, ressalta o professor. Na avaliação de Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, que projeta superávit de US$ 17 bilhões neste ano, a recessão europeia, o fraco crescimento da economia americana e a desaceleração chinesa provocaram um “esfriamento” da economia global que derruba a demanda e, por consequência, os preços das commodities, que são o carro-chefe das exportações brasileiras, principalmente para a China, que consome 70% do total. Conforme estudo realizado pela consultoria, em 2012 as exportações devem cair 1,6%, para US$ 252 bilhões, e as importações tendem a crescer 3,7%, para US$ 235 bilhões. Silveira observa que, com a crise internacional, a tendência de queda de preços de produtos básicos e intermediários é maior que a de bens de maior valor agregado, como os industrializados que o País importa da China. “A tendência é de queda também das importações daquele país, mas não na mesma

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COMÉRCIO EXTERIOR

As complicações europeias e o pé no freio na China fazem prever um ano mais magro para o País


COMÉRCIO EXTERIOR

intensidade da perda de receitas com as exportações de commodities”, diz. O professor Alves acrescenta que, de modo geral, as importações brasileiras crescerão sobretudo porque as empresas, para se tornarem mais competitivas, terão que comprar máquinas para recompor o sistema produtivo. Também as importações de componentes e de peças eletrônicas vão se ampliar, acredita. A possibilidade de déficit da balança comercial neste ano não faz parte do horizonte de curto prazo do professor, nem de analistas e nem de órgãos públicos ligados ao setor. Para o presidente da AEB, no entanto, o déficit poderá bater à porta se a China crescer menos que 7%. Castro também alega que o patamar do câmbio não favorece a receita de exportação. Segundo Silveira, da RC Consultores o Banco Central tem demonstrado que pretende manter o dólar entre R$ 1,95 e R$ 2,10 pelos menos até 2013 e tem reservas suficientes para ter controle sobre o câmbio. No comércio bilateral Brasil-China, porém, a balança já virou a favor dos chineses, dos quais o Brasil comprou o dobro do que vendeu. No primeiro semestre deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras para a China aumentaram 4,7%, em relação ao mesmo período do ano passado, por conta de soja em grão, óleo de soja em bruto, carnes, couros, algodão, açúcar, plásticos, entre outros. Já as importações no mesmo período cresceram 8,1%, por compra de aparelhos eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, químicos, confecções e outros. No acumulado do ano (até o dia 8 de julho), o superávit da balança comercial somou US$ 7,69 bilhões, 42,4% menos que no mesmo período do ano passado (US$ 13,35 bilhões). A queda só não foi maior devido à seca nos Estados Unidos, que sustentou os preços da soja, e à liquidez injetada na economia pelos

Estados Unidos e pelos próprios europeus, diz Silveira. Parte desse dinheiro acaba indo para os mercados futuros de commodities, acirrando a especulação de forma exponencial, com fortes oscilações nos preços, acrescenta. De acordo com o estudo da RC, as projeções para a receita de exportação de soja (grão) são de US$ 18,5 bilhões neste ano e de US$ 17,4 bilhões em 2013, ante os US$ 17, bilhões de 2011. Uma vez mais, o agronegócio será o macrossetor com melhor desempenho. A consultoria estima que seu superávit comercial, neste ano, alcance US$ 69,5 bilhões, graças à elevação das exportações de soja e derivados, açúcar, complexo carnes e café.

No primeiro semestre deste ano, no comércio BrasilChina, a balança já virou a favor dos chineses, dos quais o Brasil comprou o dobro do que vendeu

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Ganhos e perdas

Para o petróleo, a projeção da consultoria é de aumento da receita de exportação brasileira: US$ 34,3 bilhões neste ano, US$ 32,5 bilhões em 2013, ante US$ 31 bilhões no ano passado. No primeiro semestre, o volume de exportação de petróleo caiu 5%, mas o impacto disso sobre a receita foi minimizado pela alta de 10% nos preços. Segundo as previsões de analistas internacionais, os preços continuarão subindo neste ano, em razão do acirramento das especulações, provocadas pelas incertezas globais e pela instabilidade política em vários países produtores. Já para o minério de ferro, principal item na pauta de exportação para a China, o estudo da consultoria projeta uma receita de US$ 33,5 bilhões neste ano e de US$ 33,7 bilhões em 2013, o que representará uma queda de cerca de US$ 8 bilhões em comparação aos US$ 41,8 bilhões de 2011. Além disso, segundo Silveira, com a crise os chineses podem preferir o fornecimento australiano de minério de ferro, que paga frete menor para chegar à China e ganha mais competitividade num momento de queda de preços, o que poderá reduzir ainda mais as receitas. (LR)


COMÉRCIO EXTERIOR Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS AGRÍCOLAS E ALIMENTOS 1 Unicafé Com Exterior - ES

817.541

55,3

50.554

34.431

405.110

231.743

73.936

2 Copertrading - AL ( * )

636.955

-5,4

-2.152

-2.922

1.284.559

152.001

-718

202.565

68,1

6,2

201,8

174,8

14,9

102.250 ND

-0,3

49,6

845,1

-1,9

3 E D & F Man - RJ ( * )

501.492

35

18.884

12.477

169.216

11.328

14.950

89.471

66,1

3,8

296,4

1.493,80

110,1

4 Montecitrus Trading - SP

247.559

14,6

2.185

37.530

381.041

99.964

665

-44.388

1.717,30

0,9

65

381,2

37,5

5 Supermercado Viscardi - PR

167.329

6 Lavoura - PR ( * )

133.895

-0,4

407

620

46.991

9.733

1.817

10.715

— ND ND ND ND ND 152,4

0,3

284,9

482,8

6,4

7 Calheira, Almeida - BA ( * )

107.355

26,9

404

111

21.284

2.267

3.581

1.090

27,5

0,4

504,4

938,9

4,9

8 Unidade Figueira - SP ( * )

69.456

17,1

-3.002

-4.337

160.761

21.636

5.026

4.623 ND

9 Mitsui & CO. - SP ( * )

49.922

14,3

13.470

9.391

100.818

86.490

12.308

3.179

10 Pompéia - SP ( * )

47.081

4.065

3.320

24.546

13.292

4.737

11 MCC - ES ( * )

46.235

4,9

2.400

1.985

38.792

17.495

2.898

12 Estabelecimento Unificado - RJ

35.389

24,1

743

518

13.177

6.386

743

13 Brandão Filhos - BA ( * )

32.243

21,5

51

67

12.054

3.036

14 Valorização Café - RJ

22.888

2.013

1.465

15.199

4.905

15 Simex - ES ( * )

15.394

124

-121

-89

12.163

5.244

16 Sab Trading - RJ

8.709

-95,1

-574

-732

49.706

-47.065

17 Quintella - SP ( * )

8.167

10

-100.332

-100.332

21.040

-785.422

-51.312

-4,3

43,2

743

-20,1

69,7

27

49,5

116,6

10,9

10.094

81,7

8,6

191,8

184,7

25

26.976

82,7

5,2

119,2

221,7

11,4

4.592

69,8

2,1

268,6

206,3

8,1

724

5.381

132,7

0,2

267,5

397

2,2

2.894

6.719

72,7

8,8

150,6

309,9

29,9

-545

5.594 ND

-0,8

126,6

232

-1,7

-6.592

346 ND

-6,6

17,5 ND ND

-4.914 ND -1.228,50

38,8 ND ND

18 Sacipan - RJ ( * )

5.241

-39,1

-2.095

-2.095

18.511

13.846

-2.632

-141 ND

-40

28,3

133,7

-15,1

19 Lastro - ES ( * )

4.288

-53,3

131

45

8.318

1.027

90

-632

34,4

3,1

51,6

809,9

4,4

20 Bertol Trading - RS

897

3.123,60

-77

-77

22.768

19.134

-23

-268 ND

-8,6

3,9

119

-0,4

21 Brascafé - ES ( * )

84

2.270

1.599

1.338

1.327

-384

70,4 2.704,00

6,3

100,8

120,5

22 Inter Continental Café - RJ ( * )

74

5.266

4.319

98.250

97.686

647

0,1

100,6

4,4

23 Simab - RJ

-947

-938

40.532

28.117

-979

14.940 ND ND ND

144,2

-3,3

24 Merlin Com Exterior - RS ( * )

-100

-56

1.590

13.451

13.403

-671

62 ND ND ND

100,4

11,9

25 Braswey Trading - SP ( * )

-22

-22

3.737

2.748

-21

136

-0,8

ACUMULADO DO SUBSETOR (25) 2.958.195

14,4

-6.535

-2.077

2.963.360

10.323

61.139

214

5,6

256 324

82

7.116,80

-17 ND ND ND 438.816

71,6

0,9

65

PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS 1 Sinasa Trading - SP

115.900

2,1

4.308

3.421

130.397

80.999

7.057

23.178

79,4

75.467

2 Diana Paolucci - SP

79.490

9

8.083

6.199

93.613

47.988

15.882

3 Starexport - SP ( * )

66.043

-2,4

-32.449

56.549

1.066.554

1.000.196

7.561

4 Rede Âncora MG - MG

38.894

22,8

31

25

7.421

2.327

612

5 MG Madeira - PA ( * )

17.376

-18,3

-1.239

-1.267

44.071

11.319

1.403

6 Brasilata Trading - SP

13.944

-56,6

53

40

16.701

2.338

7 Ambriex - SP ( * )

10.181

-2,8

-249

-44

14.387

8 SG Com Exterior - MG ( * )

9.386

-74,4

-60

-35

7.768

3,7

88,9

76,7

10,2

-168 ND

-49,1

4.940

161

4,2

84,9

195,1

12,9

6,2

106,6

5,7

78,4

0,1

524,1

319

1,1

7.628 ND

-7,1

39,4

389,4

-11,2

135

2.813

0,4

83,5

714,3

1,7

1.955

227

2.516 ND

-2,4

70,8

735,9

-2,2

4.452

-491

511 ND

-0,6

120,8

174,5

-0,8

75,5

9 Thork Trading - ES

8.910

-50,2

-967

-967

7.514

3.217

-1.885

2.032 ND

-10,9

118,6

233,6

-30,1

10 Triumph - SP ( * )

7.382

293,3

-414

-414

6.236

2.985

189

4.872 ND

-5,6

118,4

208,9

-13,9

11 Farm Tech - RS ( * )

6.378

17,9

890

684

4.677

3.417

950

76,9

14

136,4

136,9

20

12 Welser Itage - RJ ( * )

2.457

-85,7

-4.556

-4.622

7.551

5.464

-3.882

5.452 ND

-185,5

32,5

138,2

-84,6

13 Minas Metais - MG

1.437

26,4

604

484

3.467

3.290

292

42,1

41,4

105,4

14,7

3.829 220

80,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 125


COMÉRCIO EXTERIOR Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (continuação) 14 Artefama Cial - SC

1.073

-73,2

-51

-4

2.125

1.748

-54

-4,8

50,5

121,6

-0,2

15 Exicon - RS ( * )

770

-31,2

335

3.104

26.524

24.790

-1.573

2.682

376 ND 927,1

43,5

2,9

107

12,5

16 CST - ES ( * )

697

7,3

4.156

2.414

12.510

6.627

-2.872

-3.257

58,1

596,3

5,6

188,8

36,4

17 AMC Trading - SC ( * )

96.449

96.449

142.713

116.977

96.449

100 ND ND

122

82,5

18 Duratex Comercial - SP

-100

-3.953

-3.408

79.942

37.642

-3.728

10.184 ND ND ND

212,4

-9,1

19 Battistella Trading - SC

-154

-19.131

24.654

17.319

-100

-123 ND ND ND

142,4

-110,5

20 Shalom - MA ( * )

-4

-4

16.696

-27

-4

21 Belgo Mineira Coml - MG

-365

-952

14.346

12.421

-365

115,5

-7,7

22 Marcopolo Trading - RS

-100

779

545

5.257

4.795

-111

3.917

70 ND ND

109,6

11,4

3.151 ND ND ND

109,9

-2,9

118,6

3,2

142,4

1,1

-63 ND ND ND ND ND -42 ND ND ND

23 Econtrading - BA ( * )

-53

-53

2.044

1.860

-208

24 Thyssen Trading - SP

1

1

26

22

0

1

380.318

-10,5

71.175

139.013

1.737.194

1.394.120

115.485

150.116

ACUMULADO DO SUBSETOR (24)

68 ND ND 76,9

-0,3

77,1

DIVERSOS 1 Cotia Vitória - ES

2.994.110

74,2

137.236

83.510

959.022

123.478

138.205

178.717

60,9

4,6

312,2

776,7

67,6

2 Cisa Trading - ES

2.129.548

57,5

82.330

63.211

840.439

160.323

83.331

62.668

76,8

3,9

253,4

524,2

39,4

3 Columbia Trading - ES

1.397.686

67,5

57.356

15.821

396.690

25.982

57.908

193.909

27,6

4,1

352,3

1.526,80

60,9

4 Trop - ES

1.184.641

6,7

82.558

41.205

403.999

96.798

82.849

152.408

49,9

7

293,2

417,4

42,6

5 Clarex - SP

479.343

18,6

26.340

18.968

131.182

91.800

26.497

3.193

72

5,5

365,4

142,9

20,7

6 South Service - RS ( * )

138.771

-26

4.614

3.920

66.039

15.485

8.097

46.445

85

3,3

210,1

426,5

25,3

7 Dievo - ES ( * )

122.394

151,1

6.122

4.355

41.386

6.034

8.424

34.026

71,1

5

295,7

685,9

72,2 -34,1

8 First - SC ( * )

99.368

-18,1

-6.121

-3.812

92.620

11.181

-25.896

7.598 ND

-6,2

107,3

828,4

9 TCI Trading - ES

94.413

43,3

5.396

3.603

32.455

20.009

-1.694

17.161

66,8

5,7

290,9

162,2

18

10 Mitsubishi - SP

86.468

88,1

8.963

7.970

241.621

206.713

3.473

10.435

88,9

10,4

35,8

116,9

3,9

11 Quimetal - ES

78.264

36,7

1.748

5.957

62.192

19.766

-1.662

12.848

340,7

2,2

125,8

314,6

30,1

12 Servcom - SP ( * )

62.907

16,4

315

224

55.009

1.991

1.001

32.863

71

0,5

114,4

2.763,50

11,2

13 Maxivendas - RJ ( * )

36.210

125,8

2.641

1.275

23.006

4.110

2.641

20.513

48,3

7,3

157,4

559,8

31

14 Sendas Com Exterior - RJ ( * )

30.815

21,2

2.923

2.134

48.963

30.186

1.035

12.070

73

9,5

62,9

162,2

7,1

15 Marubeni - SP

25.948

-21,8

10.841

7.339

96.893

75.574

2.032

-1.847

67,7

41,8

26,8

128,2

9,7

16 Sumitomo - SP

22.846

1

637

8.512

133.302

130.117

-4.105

5.218

1.336,30

2,8

17,1

102,5

6,5

17 Multitrade - RJ ( * )

20.925

-10

19.613

17.268

61.670

41.535

20.011

2.211

88

93,7

33,9

148,5

41,6

18 Barter - ES ( * )

20.047

173,5

-956

-956

63.914

1.149

-6.465

-4,8

31,4

5.564,80

-83,3

19 Sojitz - SP ( * )

19.645

28,7

11.114

10.721

96.705

79.025

7.358

-974

96,5

56,6

20,3

122,4

13,6

20 Irani Trading - RS

16.469

3,8

15.453

11.923

137.348

90.536

17.378

747

77,2

93,8

12

151,7

13,2

21 Comexport - SP ( * )

7.364

-36,7

-1.540

-5.677

39.472

16.216

-4.749

22 Souza Cruz Trading - RJ ( * )

3.999

32,1

30.587

20.294

62.532

44.949

23.942

11.049 ND

529 ND -1.118

-20,9

18,7

243,4

-35

66,4

764,9

6,4

139,1

45,2

83,9

8,4

57,7

100,2

4,1

66,6 ND ND

102,4

3,2

23 Cedral - SP

735

729,5

62

52

1.275

1.273

41

-2

24 BV Trading - SP ( * )

3.372

2.244

71.304

69.651

1.210

36.570

25 GC Trading - SP ( * )

-100

5.375

4.120

15.137

-4.468

2.601

111

76,7 ND ND ND ND

26 Rabobank Trading - SP

528

426

6.148

6.135

-41

-10

80,6 ND ND

25 507.506

324.606

4.180.322

1.365.547

443.422

837.339

ACUMULADO DO SUBSETOR (26) 9.072.916

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

126 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

73

5,5

107,3

100,2

6,9

162,2

13,6


Revendedores acreditam que fecham o ano no positivo, mas com taxa modesta de crescimento Mercado interno abastecido e disputado, crédito mais apertado e algum temor pelas incertezas do cenário econômico internacional conspiram para que em 2012 o canal da distribuição de veículos consiga resultados iguais ou inferiores aos do ano passado – quando a moderação quebrou a série de sucessivos exercícios com alto crescimento nas vendas. “Projetamos um desempenho positivo, porém suave, acompanhando a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), que ficará ao redor de 2%”, diz Flávio Meneghetti, presidente da Associação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De tudo o que chegará às lojas dos revendedores – além de carros, comerciais leves e motos, os caminhões, ônibus, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros meios de transportes –, serão vendidas estimadas 6 milhões de unidades neste ano. A marca poderia até ser superada, se o primeiro semestre não tivesse sido tão ruim: as vendas de carros, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários caíram 15% no comércio. Em 2011, as vendas atingiram 5,77 milhões de unidades – sendo 3,4 milhões autoveículos (carros, comerciais leves, caminhões e ônibus). Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a retomada do crédito, a Fenabrave acredita que o mercado, mesmo que se torne mais vistoso e lucrati-

vo, crescerá, na melhor das perspectivas, 4%. Esta é a mesma projeção que faz a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “O mercado brasileiro tem uma dinâmica muitas vezes surpreendente”, afirma o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, apostando numa reação forte até o fim de 2012. Assim, a indústria colocaria cerca de 3,6 milhões de unidades de autoveículos; no primeiro semestre, as vendas gerais da categoria recuaram 1,2%. O presidente da Anfavea acredita que, por conta do mercado mais abastecido e da crise internacional, o Brasil ainda levará tempo para conquistar o sonhado mercado anual de 6 milhões de unidades de autoveículos. “Só será possível em 2020; antes, esperávamos que chegasse por volta de 2016”, reconhece. A indústria automobilística está preparada para isso. Em 2011 o faturamento das 18 montadoras afiliadas à Anfavea foi de US$ 105,3 bilhões, 18,2% do PIB industrial e equivalente a 5% do PIB do País. Na ponta final desse colosso, distribuição automotiva gera mais de 300 mil empregos em todo o País e conta com mais de sete mil pontos de venda. A margem de lucro dos distribuidores varia conforme o segmento, normalmente de 1% a 8% sobre o valor final do produto. Apesar de a taxa de rentabilidade ser considerada melhor que a obtida em outros países, a distribuição, segundo a Fenabrave,

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 129

DISTRIB. DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS

Sem a velocidade de outrora


DISTRIB. DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS

também está sobrecarregada pelo custo do capital, excesso de impostos e diminuição dos ganhos em razão da política de promoção das montadoras. Para superar os entraves e criar músculos em um mercado cada dia mais concorrido, os associados da Fenabrave têm investido na profissionalização. “É óbvio que, com a chegada de novas marcas, o mercado nacional está mais disputado”, diz Francisco Satkunas, consultor automotivo e integrante do conselho da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE). “Agora, com crise no mundo desenvolvido, o Brasil passa a ter mais importância ainda para as marcas que atuam aqui.” Na área dos importados – carros e caminhões –, o aumento de impostos foi um duro golpe. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) contabilizou redução de 21,6% nas unidades emplacadas no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. “A única maneira de tirar os importados desse quadro insustentável é estabelecer um sistema de cotas, com isenção dos 30 pontos percentuais imputados ao nosso setor”, afirma Flávio Padovan, presidente da Abeiva. A introdução do Euro 5, tecnologia que deixa os caminhões menos poluentes, aumentou em 10% o preço dos pesados. Somado a este fator, a menor atividade econômica também reduziu o emplacamento de caminhões na primeira metade do ano. Até junho, as vendas caíram 15%. É provável que feche 2012 com queda de 20%. Ainda assim, com cerca de 150 mil caminhões emplacados até o fim de 2012, o Brasil terá um dos cinco maiores mercados mundiais. “Grandes obras de infraestrutura garantem o potencial de crescimento nos próximos anos”, afirma o presidente da MercedesBenz do Brasil, Jürgen Ziegler. Os ônibus também seguem a mesma queda de vendas, mas o ano de eleições deverá gerar menos impactos, com queda em torno de 10% na produção de chassis. Já para os encarroça-

dores, as estimativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) indicam queda de 8%, com produção de 33 mil ônibus.

Impacto nas motos O mercado de motocicletas sofre mais diretamente o impacto do crédito parcimonioso. O segmento, que levou três anos para se recuperar da crise econômica mundial de 2008, voltou a apresentar duras quedas em vendas e produção. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 2012 deverá fechar com 1,8 milhão de unidades emplacadas, ante 2 milhões em 2011. “O alto índice de exigências e maior rigor imposto no fim do ano passado pelas financiadoras na aprovação do crédito fazem com que apenas 20% dos consumidores aptos a arcar com o financiamento consigam a liberação”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. No total, o setor de duas rodas gera em suas indústrias mais de 20 mil empregos diretos. Com faturamento de R$ 13,4 bilhões em 2011, a distribuição de motocicletas já supera os 1,3 mil pontos de venda no País.

Os revendedores de motos têm recebido maior impacto com o rigor imposto pelas financiadoras no momento de aprovar o crédito

130 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

Implementos Já em implementos rodoviários, a queda de 9,35% nas vendas no primeiro semestre, ante o mesmo período do ano passado, e a falta de uma reação imediata da economia nacional à paradeira levaram a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) a projetar uma queda de 11,4% nos emplacamentos do setor ao fim deste ano, na comparação com 2011. Animam o setor a perspectiva de melhora econômica, principalmente no último trimestre de 2012, e o anúncio de medida provisória sobre o programa de compras do governo federal no montante de R$ 8,4 bilhões para incentivar a atividade econômica. (WO)


DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILIÁRIOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS 1 Saga GO - GO ( * )

842.733

21,3

-4.548

45.819

266.645

146.481

-19.614

57.167 ND

-0,5

316,1

182

31,3

2 Servopa - PR

703.174

8,1

29.357

11.944

149.360

71.297

31.149

50.989

40,7

4,2

470,8

209,5

16,8

3 Via Sul/Fiat - PE

588.164

8,2

15.839

6.744

136.678

43.814

18.226

68.544

42,6

2,7

430,3

312

15,4 15,8

4 Sinoscar - RS ( * )

572.451

13,1

13.767

8.966

107.002

56.764

16.194

50.064

65,1

2,4

535

188,5

5 Carbel/VW - MG

517.779

5,7

5.633

8.739

100.954

50.992

7.954

36.002

155,1

1,1

512,9

198

17,1

6 Florença - PR

494.683

-10,6

-5.488

-5.488

111.278

6.373

-10.778

6.902 ND

-1,1

444,6

1.746,10

-86,1

7 Brasilwagen - SP ( * )

433.746

-4,3

2.907

1.574

89.059

28.717

6.853

52.417

54,2

0,7

487

310,1

5,5

8 Jorlan BH - MG

426.662

-2,6

6.913

5.537

123.558

39.138

12.713

13.841

80,1

1,6

345,3

315,7

14,2

9 Disbrave/Brasília - DF ( * )

410.966

9,8

649

16.999

348.609

122.946

5.605

23.730

2.621,20

0,2

117,9

283,6

13,8

10 Jorlan Veícs - DF ( * )

409.134

11,1

2.103

1.240

151.185

53.833

6.495

10.667

59

0,5

270,6

280,8

2,3

11 Eurovia - PE ( * )

334.129

45,4

11.239

7.387

66.488

24.658

16.044

24.882

65,7

3,4

502,5

269,7

30

12 CCV Veículos - PR ( * )

312.132

15,9

7.863

6.273

138.162

107.286

6.059

26.239

79,8

2,5

225,9

128,8

5,9 12,1

13 Govesa - GO ( * )

271.067

18,2

8.208

5.079

67.461

42.135

-2.886

20.088

61,9

3

401,8

160,1

14 Le Lac - PR ( * )

234.321

1.478

926

43.227

10.759

4.937

6.455

62,7

0,6

542,1

401,8

8,6

15 Cresauto - BA ( * )

223.640

11,3

6.897

4.663

46.389

9.880

9.896

3.453

67,6

3,1

482,1

469,5

47,2

56.030

16 Miriam Minas Rio - RJ

218.041

15,7

15.144

10.160

141.804

69.386

19.127

67,1

7

153,8

204,4

14,6

17 Irmãos Luchini - SP

195.986

21,6

-1.631

-564

46.275

15.675

-987

22.025 ND

-0,8

423,5

295,2

-3,6

18 Slaviero/Curitiba - PR ( * )

179.876

22,9

-205

195

51.617

25.587

4.638

13.599 ND

-0,1

348,5

201,7

0,8

19 Slaviero/Brasília - DF

179.845

3,7

5.649

4.284

46.459

27.187

9.026

13.131

75,8

3,1

387,1

170,9

15,8

20 Betim Veículos - MG ( * )

148.040

4,6

925

608

31.781

7.959

2.706

-37

65,8

0,6

465,8

399,3

7,6

21 Eurovia Automóveis - PE ( * )

122.283

28,2

4.945

3.241

32.282

12.734

7.327

13.520

65,6

4

378,8

253,5

25,5

22 Ribeiro Jung - RS

118.365

5,6

1.118

883

25.049

9.521

498

6.802

79

0,9

472,5

263,1

9,3

23 Disnave - RJ

117.995

12,3

584

677

24.197

6.112

1.829

4.711

115,9

0,5

487,7

395,9

11,1

24 Lemar - SP ( * )

113.551

-21,6

-9.545

-9.514

21.028

-10.780

-2.488

4.558 ND

-8,4

25 Importadora Ferragens - PA ( * )

107.267

21,2

3.548

3.775

30.321

17.373

5.395

2.448

106,4

3,3

353,8

174,5

26 Champagnat/GM - PR ( * )

105.482

25,2

-57

-69

27.577

3.139

699

6.783 ND

-0,1

382,5

878,5

-2,2

27 Jugasa - SC ( * )

103.553

96,2

2.386

1.599

27.505

5.819

8.986

1.877

2,3

376,5

472,7

27,5

28 Ditrasa - MG

13,2

67

540 ND ND 21,7

103.529

37,4

3.855

2.601

34.912

19.780

7.742

3.089

67,5

3,7

296,6

176,5

29 Morumbi Motor - SP ( * )

98.217

-5,4

147

122

20.106

7.620

1.928

2.154

82,9

0,2

488,5

263,9

1,6

30 Rio Bahia Veiculos - BA ( * )

95.372

23,1

3.525

2.497

52.785

7.358

6.896

16.020

70,8

3,7

180,7

717,4

33,9

31 Paraguassú - BA ( * )

87.506

10,6

173

616

25.968

16.966

1.252

1.357

356,1

0,2

337

153,1

3,6

32 Irmãos de Marco - SC

87.083

828

541

27.351

11.540

3.396

17.105

65,3

1

318,4

237

4,7

33 Vessa - ES ( * )

86.838

19

894

545

26.858

9.893

2.283

7.029

61

1

323,3

271,5

5,5

34 Norpave - PR ( * )

84.199

4,6

2.722

2.337

18.107

10.883

3.996

7.720

85,9

3,2

465

166,4

21,5

35 Civesa - SP

79.633

15,2

1.958

1.229

27.682

17.939

2.405

9.239

62,8

2,5

287,7

154,3

6,9

36 Rodac - RJ

74.208

12,1

1.637

1.517

28.046

18.240

2.254

7.492

92,7

2,2

264,6

153,8

8,3

37 De Marco S.A Comércio - SC ( * )

73.832

5,8

1.001

734

43.736

25.435

2.373

3.314

73,4

1,4

168,8

172

2,9

38 Pagan - SP

70.857

35,1

-1.432

74

49.575

14.408

2.582

9.833 ND

-2

142,9

344,1

0,5 7,3

39 J A Spohr - RS ( * )

56.299

26

524

362

11.226

4.992

1.378

2.701

69

0,9

501,5

224,9

40 APEC Veículos - MG ( * )

54.410

20,3

1.382

859

17.404

11.795

2.217

3.044

62,2

2,5

312,6

147,6

7,3

41 Graciano R Affonso - SP ( * )

54.261

30,8

842

1.390

19.765

9.870

230

2.363

165,1

1,6

274,5

200,3

14,1

42 Ubervel - MG

50.107

2,9

2.431

1.702

16.159

10.636

2.810

6.363

70

4,9

310,1

151,9

16

43 Nova Ivesa - SP ( * )

49.655

33,8

1.694

1.138

7.444

2.996

2.189

67,2

3,4

667,1

248,4

38

44 Spengler - RS

44.893

12,6

1.183

841

13.924

7.857

1.860

5.531

71,2

2,6

322,4

177,2

10,7

45 Pampeiro Automóveis - RS

44.705

-4,6

2.656

1.733

21.310

17.185

2.580

7.114

65,3

5,9

209,8

124

10,1

46 SAJAC - SP ( * )

44.665

-2,6

-59

-59

16.721

4.311

-3.402

6.264 ND

-0,1

267,1

387,8

-1,4

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 131


DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILIÁRIOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS (CONTINUAÇÃO) 47 Sudeste Auitomóveis - MG ( * )

43.555

-11,4

349

48 Coeste - PR 49 Motomecânica - RS ( * )

38.934

9,6

6.143

33.821

-7,8

1.185

50 Somaco - PR ( * )

33.551

15,4

1.136

51 Delore - SP

32.332

1

39

299

8.680

3.164

318

811

7.662

5.030

6.271

820

12.960

7.729

1.497

466

12.887

4.705

1.700

25

10.075

4.274

573

-327

85,7

0,8

501,8

274,3

9,5

4.918

13,2

15,8

508,1

152,3

16,1

4.557

69,3

3,5

261

167,7

10,6

3.902

41

3,4

260,4

273,9

9,9

6.014

65,3

0,1

320,9

235,7

0,6 17,1

52 Guará Motor - SP ( * )

32.266

14,4

797

549

6.890

3.218

1.383

3.648

68,9

2,5

468,3

214,1

53 Amisa - RS ( * )

31.301

860

563

8.694

5.963

1.378

4.264

65,4

2,8

360

145,8

9,4

54 Agência Chevrolet - PR ( * )

30.700

-8,2

220

181

9.832

4.116

439

2.328

82,1

0,7

312,3

238,9

4,4

55 Lince Veículos - GO ( * )

30.499

-79,4

-947

477

15.413

2.446

-464

-451 ND

-3,1

197,9

630

19,5

56 Rio do Sul - SC ( * )

25.774

27,3

1.499

1.155

7.236

2.092

1.548

3.276

77,1

5,8

356,2

345,9

55,2

57 Agencia Volkswagem - RJ ( * )

23.202

3,8

1.825

1.291

7.624

3.452

1.512

375

58 Motocity - MG ( * )

22.677

-12,4

-186

-514

10.266

1.191

1.630

70,7

7,9

304,3

220,8

37,4

5.153 ND

-0,8

220,9

862,3

-43,2

59 Aluisio Silva/GM - PB ( * )

19.639

16,4

-531

-104

7.162

3.086

-107

537 ND

-2,7

274,2

232,1

-3,4

60 Eurokraft - RJ ( * )

18.769

-16,5

0

26

6.773

2.397

567

3.524 ND

277,1

282,6

1,1

61 Odomo - RS ( * )

16.916

0,8

93

48

4.274

1.639

455

1.747

51,9

0,6

395,8

260,8

3

62 Bousquet - RJ ( * )

15.918

5,5

157

157

4.016

2.264

157

2.221

100

1

396,4

177,4

6,9 -49

63 Oeste Peças - SC ( * )

12.369

-1.048

-907

7.102

1.851

-251

2.836 ND

-8,5

174,2

383,7

64 Motovesa - GO

10.149

3

37

34

3.183

1.459

755

1.162

90,6

0,4

318,8

218,2

2,3

65 Corema - SC ( * )

5.697

320

235

10.790

2.427

-30

628

73,5

5,6

52,8

444,6

9,7

66 Marpas - RN

5.657

-19,9

-423

-158

7.463

6.539

-421

1.951 ND

-7,5

75,8

114,1

-2,4

67 Formasa Aldeota - CE ( * )

2.720

-60,3

-1.012

710

2.547

1.943

-939

-74 ND

-37,2

106,8

131,1

36,5

68 Automóveis Tapajós - SP

1.674

1.497

1.289

10.206

8.868

1.384

42

86,1

89,4

16,4

115,1

14,5

69 Steyer - RS ( * )

1.144

-10,1

587

418

8.017

7.860

319

1.210

71,3

51,3

14,3

102

5,3

70 Auto Modelo - RJ ( * )

819

-4.877

-4.877

53.729

-25.388

-4.928

12.064 ND

-595,5

71 SFB - RS ( * )

188

-3,2

250

206

1.504

1.437

132

23

-63,9

-172

-114

3.934

3.910

-167

5

-80,6

-643

-418

16.312

-40.421

-429

72 Translages - SC 73 Pompéia Veículos - SP

1

1,5 ND ND

82,2

133,2

12,5

104,6

14,3

319 ND

-756,2

0,6

100,6

-2,9

-7.037 ND -13.051,70

0 ND ND

74 Sopave - SP ( * )

-304

-304

95.694

2.893

-55

6.334 ND ND ND

3.308,10

-10,5

75 Viwa - ES ( * )

-204

603

22.174

21.353

-202

11 ND ND ND

103,8

2,8

76 Yamada Veículos - PA ( * )

-100

-966

-1.303

14.079

-11.379

-564

396 ND ND ND ND ND

77 Casa Dico - RS ( * )

-667

-374

11.583

4.358

-266

1.233 ND ND ND

265,8

78 Ótima Veículos - RJ ( * )

-1

-1

11.315

5.595

-18

-5.578 ND ND ND

202,2

-8,6 0

79 Ótima Veículos - RJ ( * )

-69

-69

8.094

3.163

-75

286 ND ND ND

255,9

-2,2

80 Ótima Veículos - RJ ( * )

-100

-43

-43

4.024

3.325

-43

— ND ND ND

121

-1,3

81 Cimaipinto - CE ( * )

-17

-17

3.057

1.077

1

-160 ND ND ND

283,8

-1,6

82 Saveda - RS ( * )

-100

-206

78

2.963

1.527

-247

209 ND ND ND

83 Formighieri - PR ( * )

119

90

1.996

1.995

-3

74

76 ND ND

194

5,1

100,1

4,5

84 Vepira - SP

-130

-130

1.133

-384

-134

213 ND ND ND ND ND

85 Tapajós - SP ( * )

-76

— ND ND ND ND ND

ACUMULADO DO SUBSETOR (85) 10.250.641

9,6

152.251

179.012

3.311.779

1.277.543

225.765

734.719

70,4

1,2

320,9

224,9

8,3

DIVERSOS 1 CN Auto - SP ( * )

106.987

178,1

-1.069

-2.517

53.229

6.545

7.148

33.290 ND

-1

201

813,3

2 Weg Linhares - ES

48.209

-2.808

-2.808

160.320

49.952

-1.285

-26.144 ND

-5,8

30,1

321

-5,6

340

132

132

460

451

132

198

100

38,8

74

101,9

29,3

155.536

178,1

-3.745

-5.193

214.009

56.948

5.995

7.344

100

-1

74

321

-5,6

3 Speed Lifan - SC ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (3)

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

132 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

-38,5


Qualidade que se irradia do Sul O grupo não quer parar de crescer e para isso olha com atenção o agronegócio e a infraestrutura O brilho da produção automobilística brasileira nos últimos anos – de 1,4 milhão em 2000 para 3,8 milhões de veículos em 2012 – não ficou apenas sobre as montadoras, mas se irradiou pela cadeia, alcançando a distribuição de veículos, segmento no qual se destacaram organizações que se mostraram capazes de atender a um mercado não só ascendente como em mutação, formado agora por consumidores mais exigentes. O grupo Servopa é uma empresa desse tipo. Há 56 anos no ramo, originado no Parana se destaca no Sul do País como um grupo multimarcas, com atuação nos segmentos de automóveis, caminhões ônibus e motocicletas.

Das 54 unidades de negócios que controla, 36 são revendas automotivas distribuídas pelo Paraná e Rio Grande do Sul, representando as marcas Volkswagen (automóveis), Hyundai, Audi, Honda, Honda Motos, Harley-Davidson, Peugeot e Volkswagen MAN (caminhões), além dos pontos de atendimento da locadora de automóveis Movida. De suas lojas saem aproximadamente 30 mil veículos/ano. Para a companhia, ainda é pouco. Quer continuar crescendo, e para isso faz planos que miram, geograficamente, os três estados do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “A expectativa é criar novas unidades que este-

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 133

PREMIADA | DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS | SERVOPA

DIVULGAÇÃO

A Volkswagen alemã e a filial brasileira premiaram o desempenho


PREMIADA | DISTRIBUIDORES DE CARROS, MOTOS E UTILITÁRIOS | SERVOPA

jam cada vez mais próximas dos nossos consumidores”, diz Antonio Borin, diretor-superintendente do grupo. “Dentro dessa expectativa, estamos abertos a avaliar a inclusão de novas marcas ao grupo Servopa. Nosso core business é o sistema de distribuição de veículos e segmentos que tenham sinergia com ele, como o setor de consórcios, por exemplo, onde possuímos a Administradora de Consórcios Servopa, hoje entre as dez maiores do Brasil.” Ao fazer seus projetos de expansão, a Servopa define não só a área geográfica de atuação, mas também os segmentos que percebe mais promissores para trabalhar. Neste momento, por exemplo, seus executivos estão atentos para o desenvolvimento do agronegócio e para as projeções de investimentos na infraestrutura brasileira, já que a companhia tem forte demanda de caminhões destinados à construção e ao transporte de granéis. “Inclusive, neste ano, abrimos três novas unidades da Servopa Caminhões e Ônibus, em Cambé, Apucarana e Ibaiti, no interior do Paraná”, conta Borin. De acordo com ele, o norte do Paraná recebeu investimento em uma área de suporte muito importante, que é a dos veículos pesados e extrapesados, utilizados para o transporte de grãos e implementos agrícolas.

serviços da estrutura produtiva e consolidação da integração nacional”, frisa Borin. O desempenho do grupo Servopa ao longo do tempo lhe rendeu importantes prêmios do setor automobilístico, com destaque para o recebimento, já por quatro vezes, do “Diamond Pin” – o maior prêmio concedido pela Volkswagen da Alemanha aos concessionários da marca. Em 2009 – pela quarta vez – ganhou o prêmio na categoria “Gold Pin”, por estar entre as quinze melhores concessionárias do Brasil em volume de vendas, estrutura física e, principalmente, pela qualidade no atendimento dos serviços de vendas e pós-vendas. Também a Volkswagen brasileira reconhece o empenho da empresa em oferecer qualidade no atendimento, partindo da venda até o pós-venda, de forma a garantir a fidelização do cliente. “Neste ano recebemos a principal premiação da Volkswagen, ‘Craque em Serviços’, destacando que a assistência técnica da concessionária Servopa Automóveis foi a única paranaense premiada”, diz Borin. Segundo ele, o programa avalia as concessionárias da marca, para reconhecer quais são as melhores da rede, a partir da opinião de um cliente real. Na avaliação, foram premiados os quesitos transparência, qualidade dos serviços prestados e agilidade no atendimento. Para manter a engrenagem em funcionamento, o grupo conta atualmente com 1.800 colaboradores, supervisionados por uma área de recursos humanos voltada para o recrutamento, seleção e capacitação. A empresa mantém também programas específicos, como o treinamento e capacitação de Menores Aprendizes, programa de estágio e trainees, e lançou, neste ano, um programa chamado Maior Aprendiz, voltado para o treinamento de futuros colaboradores para o trabalho nos setores de manutenção e oficinas. Neste ano, dos 18 participantes da primeira fase do programa, 17 foram contratados ao final.

Entre os prêmios recebidos, o destaque para a escolha, pela Volkswagen alemã, como uma das quinze melhores concessionárias do Brasil

“Craque em Serviços” A empresa acredita também que os negócios podem ser aquecidos com o deslanche do transporte rodoviário no País, não só pela criação, em agosto passado, da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal que cuidará dessa área, como também pela escolha de um experiente executivo para presidi-la: Bernardo Figueiredo, ex-presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) . “O sucesso dos projetos nesta área com certeza incrementarão os negócios no setor, pois a ampliação da infraestrutura promove a redução de custos, aumento da produtividade, aprimoramento da qualidade dos bens e

134 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

(WO)


Garanta maior retorno e visibilidade ao seu anúncio A internet é o meio que mais cresce em difusão no Brasil. Já atinge aproximadamente 40% da população. Alcança 85% do público masculino de 10 a 24 anos das classes A e B. O tempo de uso do computador com internet também continua crescendo e já chegou a 69 horas por pessoa, em agosto/2011, representando um aumento de 6,4% em relação ao mês anterior. Também no mesmo período o total de pessoas com acesso à internet atingiu 77,8 milhões.

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DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS

Reparação assegura bons negócios Atendimento à frota, que ultrapassará 40 milhões de veículos em 2012, fez faturamento do setor crescer 55% em sete anos Com uma frota em torno de 40,5 milhões de veículos, incluindo 5,9 milhões novos que as fábricas despejarão no mercado neste ano, trabalho não falta na área da reposição automotiva – fabricantes de autopeças, distribuidores, varejo e reparação de veículos. O resultado desse trabalho aparece nas projeções do segmento: crescimento de até 5% no faturamento em 2012 – acima da alta projetada para o Produto Interno Bruto (PIB). Vista em conjunto, a distribuição de veículos – automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros meios de transporte – vendeu no ano passado perto de 5,8 milhões de unidades, 4,91% a mais que em 2010. Isoladamente, a reposição automotiva movimentou, em 2011, R$ 73,8 bilhões, crescimento de 7% na comparação com 2010. Nos últimos sete anos, o faturamento total do setor cresceu 55%. Com aumento da frota circulante, aumenta o movimento nas lojas de varejo e nas 93 mil oficinas em todo o País. Levantamento do Gipa, instituto internacional de pesquisa de pós-venda, realizada com 4 mil motoristas, revela que o dono do veículo começa a fazer manutenção em oficina de confiança ainda dentro do período de garantia da montadora. No ano passado, só o segmento da reparação de veículos em oficinas conseguiu um bom resultado, com crescimento de 6,3% sobre o faturamento de 2010. Segundo Antonio Fiola, pre-

136 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

sidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP), representante de mais de 15 mil oficinas, muitos motoristas que levaram seus carros para manutenção em 2010 – ano de movimento acima da média graças à inspeção veicular – não retornaram às oficinas no ano passado; mesmo assim, 2011 foi um ano bom. A indústria de autopeças também registrou aumento do número de fabricantes que atendem o mercado de reposição, de 286 empresas em 2006 para 366 em 2011, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). “Produtores de componentes obtiveram crescimento da ordem de 4,7% no mercado de reposição, principalmente pela entrada de marcas que até então atuavam apenas no intrassetorial, além da ampliação na linha de produtos importados”, afirma Antônio Carlos Bento, coordenador do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) e vice-presidente do Sindipeças. Francisco de La Tôrre, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos do Estado de São Paulo (Sincopeças-SP), explica que o varejo ganhou rentabilidade. “A competição se intensificou, mas, com a profissionalização do setor, não houve perda de receita. Pelo contrário”, afirma. Segundo Luiz Sérgio Alvarenga, diretor-executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de


Autopeças (Andap), o canal da distribuição responsável por toda a operação logística de abastecimento de autopeças para o mercado de reposição, mesmo com a forte concorrência de importadores independentes, cresceu, em 2011, 4,3% em relação a 2010. Para ele, o desafio é manter o setor aquecido nos próximos anos. Uma das recomendações é investir na especialização e capacitação profissional. O coordenador do GMA acrescenta que o setor de reposição vem evoluindo com crescimento contínuo nos últimos anos e deve se manter assim, simplesmente porque o carro novo de hoje será o usado de amanhã. A prática da manutenção preventiva preconizada pelo Programa Carro 100%, Caminhão 100%, Moto 100%, iniciativa do GMA que visa conscientizar o motorista sobre a importância de cuidar do veículo, garantindo mais segurança e economia, começa a ser difundida. Para melhorar as condições de uso dos veículos que trafegam pelo Brasil, os vários sindicatos representantes da reparação automotiva defendem que o ideal seria que a inspeção técnica veicular fosse implantada em todo o território nacional, como já ocorre em mais de 50 países. “Milhares de vidas seriam salvas, pois a falta de manutenção do veículo é uma das principais causas de acidentes de trânsito”, alerta Bento. Por enquanto, só a cidade de São Paulo tem a inspeção veicular anual obrigatória para a renovação da licença. De acordo com Bento, as medidas adotadas pelo governo federal para incentivar a indústria de autopeças também trarão resultados melhores para o crescimento do consumo de autopeças no mercado doméstico. “As medidas para desoneração da folha de pagamento e os incentivos para aumentar o conteúdo de peças produzidas localmente nos veículos brasileiros foram muito bem recebidos”, diz. Ele também destaca a certificação de componentes e autopeças como outra medida muito

relevante que irá moralizar e padronizar a produção e venda para o mercado de reposição. “Temos boas perspectivas à vista, pois a frota circulante continua crescendo e deve impulsionar o setor de reposição”, afirma. Bento ainda destaca o amplo conhecimento do mercado nacional acumulado durante décadas pelas empresas do setor para manter a competitividade e o crescente ganho de receita pelas empresas do varejo e reparação. Esse know-how tem sido importante no aproveitamento das oportunidades surgidas com o crescimento e a mudança de hábitos dos consumidores, engrossados pela emergente classe C. “O crescimento da frota nos últimos anos, associado à conscientização sobre a importância da manutenção preventiva do veículo e à implantação da inspeção ambiental veicular na cidade de São Paulo, é o fator que vem contribuindo para o aumento do desempenho das empresas que atuam no segmento de reparação”, enfatiza. Atualmente, o setor de distribuição de autopeças é formado por 272 empresas. Considerando as filiais, existem mais de mil centrais de distribuição em todo o País para atender as 38,2 mil lojas de autopeças que, por sua vez, abastecem 93 mil oficinas. O setor de reposição automotiva é responsável pela manutenção de 80% da frota de veículos brasileira, estimada em 34,6 milhões. Somando o resultado de todos os elos da cadeia, que representam 131.200 empresas em todo o País, entre fabricantes de autopeças, distribuidores, varejo e oficinas mecânicas, o Brasil gera mais de um milhão de postos de trabalho neste segmento. O maior volume de veículos se concentra na região Sudeste do País, com 55% do total da frota, ficando o Estado de São Paulo com 35%, Minas Gerais com 11% e Rio de Janeiro com 8%. Os estados do Sul também têm grande volume de veículos: o Paraná acumula 8,4% e o Rio Grande do Sul, 7,9%.

A rede de distribuição de autopeças é formada por mais de mil centrais que abastecem 38.200 lojas, que, por sua vez, fornecem a 93 mil oficinas

(WO)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 137


DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AUTOPEÇAS 1 Distribuidora Automotiva - SP

1.105.013

-4,4

36.462

34.472

748.149

468.057

52.526

396.406

94,5

3,3

147,7

159,8

7,4

2 Panambra Sul - RS ( * )

338.180

7,6

-1.812

-1.109

61.950

18.664

1.553

19.925 ND

-0,5

545,9

331,9

-5,9

3 Cummins Minas - MG ( * )

330.755

46,8

40.932

30.064

223.113

133.959

45.658

102.944

73,5

12,4

148,3

166,6

22,4

4 Motociclo - ES ( * )

141.636

28,8

14.594

9.628

95.004

40.765

14.594

73.520

66

10,3

149,1

233,1

23,6

5 Pemaza Norte - AM ( * )

135.222

15,2

3.666

2.444

71.890

29.653

5.635

33.217

66,7

2,7

188,1

242,4

8,2

6 Orbid - RS ( * )

67.198

8,9

2.981

1.934

27.788

13.311

2.899

17.115

64,9

4,4

241,8

208,8

14,5

7 Meridional Cummins - RS ( * )

62.362

29,5

7.000

4.686

32.430

22.157

10.561

1.250

66,9

11,2

192,3

146,4

21,2

8 Motores Cummins - SP ( * )

55.431

------

1.591

1.293

19.038

5.417

3.254

5.881

81,3

2,9

291,2

351,5

23,9

9 Rochester - SP ( * )

49.391

19,3

1.111

657

21.582

3.639

3.852

7.335

59,1

2,3

228,9

593

18

10 Auto Americano - SP ( * )

44.256

18,3

3.216

2.514

21.380

10.334

3.216

13.532

78,2

7,3

207

206,9

24,3

11 Scherer - SC ( * )

33.757

------

13.114

8.678

73.307

45.519

14.315

-13.541

66,2

38,9

46,1

161,1

19,1

12 Pemaza Centro Oeste - MT

31.939

46,9

-1.793

-1.793

32.906

25.879

345

24.503 ND

-5,6

97,1

127,2

-6,9

13 DistribTitanium I - RS ( * )

15.273

5

140

87

7.584

2.012

230

62,2

0,9

201,4

376,9

4,3

14 Rodobens Trading - ES ( * )

9.530

-17,9

-5.450

-5.177

5.196

1.811

-4.748

675 ND

-57,2

183,4

286,9

-285,9

15 Luce - RS ( * )

2.940

6,2

-119

-119

2.389

-387

197

1.036 ND

-4

16 Sabó - SP ( * )

2.417

------

1.917

1.708

46.988

46.226

2.411

2.236

17 Somel - RS

1.456

20,8

107

99

1.944

1.538

124

665

4,4

49

34

957

887

37

ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 2.427.421

15,2

117.707

90.099

1.493.595

869.443

156.656

18 Carazinho - RS

3.556

89,1

79,3

559

91,8

274

70,4

690.423

68,7

123,1 ND ND 5,1

101,7

3,7

7,4

74,9

126,4

6,4

7,3

69,4

107,9

3,9

3,9

166,2

206,9

8,2

CAMINHÕES E ÔNIBUS 1 Nórdica - PR ( * )

511.960

61,6

44.640

34.829

213.278

125.392

48.580

21.347

78

8,7

240

170,1

27,8

2 Rodobens Caminhões - SP

349.840

------

10.012

8.177

257.172

115.280

10.931

69.452

81,7

2,9

136

223,1

7,1

3 Tietê - SP

346.663

-12

16.943

11.639

198.589

63.359

-17.636

68.799

68,7

4,9

174,6

313,4

18,4

4 Suécia - GO ( * )

345.074

60,2

26.685

18.984

112.787

56.389

28.759

30.724

71,1

7,7

306

200

33,7

5 Brasdiesel - RS ( * )

333.178

45

25.227

17.726

107.057

51.998

27.716

40.248

70,3

7,6

311,2

205,9

34,1

6 Minasmáquinas - MG

314.605

49,6

17.408

12.250

167.093

65.466

17.504

77.785

70,4

5,5

188,3

255,2

18,7

7 Guanabara Diesel - RJ

268.470

8,2

25.210

15.893

175.471

128.531

24.483

22.481

63

9,4

153

136,5

12,4

8 Rivesa - PR

262.191

8,5

19.549

12.603

90.047

55.589

22.417

17.105

64,5

7,5

291,2

162

22,7

9 Ceará/MB - CE ( * )

254.778

15,2

11.767

6.775

75.078

39.729

14.690

29.535

57,6

4,6

339,4

189

17,1

10 Anadiesel - GO ( * )

154.741

57,4

6.622

4.651

73.450

15.397

-1.955

8.573

70,2

4,3

210,7

477

30,2

11 Mecasul - RS ( * )

140.182

46,2

10.348

6.847

57.693

24.346

12.391

15.021

66,2

7,4

243

237

28,1

12 Stéfani Comercial - SP

97.349

4,2

-205

1.905

51.932

25.131

2.083

5.800 ND

-0,2

187,5

206,7

7,6

13 Rio Diesel - RJ ( * )

96.704

26,5

5.880

4.019

35.202

18.854

6.005

1.693

68,4

6,1

274,7

186,7

21,3

14 Ribeirão Diesel - SP

94.432

-3,5

3.293

8.006

83.651

50.600

2.912

3.531

243,1

3,5

112,9

165,3

15,8

15 Peres Diesel - SP ( * )

90.529

43,9

4.856

3.202

22.027

11.229

173

10.699

65,9

5,4

411

196,2

28,5

16 Unetral - RS ( * )

84.398

27,2

-1.418

4.058

150.984

122.239

434

18.408 ND

-1,7

55,9

123,5

3,3

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

138 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


DISTRIBUIDORES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CAMINHÕES E ÔNIBUS (CONTINUAÇÃO) 17 Savepe - SC ( * )

71.590

18 Cosmar Veículos - SP ( * )

64.396

31,1

2.916

1.987

35.581

19 Sperandio Veículos - SC ( * )

43.053

86,7

11.351

8.279

80.408

20 Curt Schroeder - SC

29.891

25,1

603

407

21.582

21 Consoline Veículos - SP ( ** )

27.096

------

197

307

22 Santorres - RN ( * )

24.998

22,1

921

633

23 Sadive/MB - SP

8.924

-93,5

-3.820

24 Veminas - MG

1.971

33,5

ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 4.017.013

60,4

2.157

1.403

24.448

6.074

3.555

7.668

65

16.100

3.183

2.836

68,2

4,5

181

221

12,3

47.620

12.680

7.157

72,9

26,4

53,5

168,9

17,4

7.513

1.046

8.837

67,5

2

138,5

287,3

5,4

28.451

6.197

1.305

7.069

156,2

0,7

95,2

459,2

5

8.596

5.006

1.139

2.922

68,7

3,7

290,8

171,7

12,7

-3.944

95.423

11.082

167

42.971 ND

-42,8

9,4

861,1

-35,6

919

-120

11.720

5.322

839

169 ND

46,6

16,8

220,2

-2,3

29,1 242.062

180.515

2.177.720 1.074.444

223.403

4,8

187,9

206,3

17,2

520.830

68,7

3

292,8

402,5

23,1

PNEUS 1.705.132

4,8

25.173

16.087

633.127

311.614

30.787

352.296

63,9

1,5

269,3

203,2

5,2

2 Pneumar - PR ( * )

1 DPaschoal - SP

235.111

------

10.226

7.334

115.743

30.926

17.886

50.096

71,7

4,4

203,1

374,3

23,7

3 Excelsior Pneus - RS ( * )

35.429

3,6

3.104

3.130

26.800

23.424

2.973

10.166

100,8

8,8

132,2

114,4

13,4

1.831 ND

-1,8

154,6

134,6

-1,3

452 ND -5.052,00

1

111,2

-58

4 Colatinense - ES ( * ) 5 Tyresoles F Santana - BA ACUMULADO DO SUBSETOR (5)

8.536

17

-154

-54

5.523

4.102

-164

23

-99,4

-1.179

-1.179

2.261

2.033

-1.364

1.984.231

4,2

37.171

25.319

783.454

372.099

50.118

414.841

71,7

1,5

154,6

134,6

5,2

4,8

186,6

415,2

20,6

TRATORES, IMPLEMENTOS E MÁQUINAS RODOVIÁRIAS 1 Paraná Equipamentos - PR

774.076

12

37.450

20.591

414.866

99.921

85.957

138.798

55

102.464

2 Tracbel - MG

689.393

7,6

47.448

28.363

316.079

189.893

59.296

3 Brasif - MG

620.903

21,3

-7.761

-21.946

287.159

65.111

-457

4 Bauko - SP

280.002

-19,7

6.159

2.646

160.984

116.557

10.701

59,8

6,9

218,1

166,5

14,9

-1.443 ND

-1,3

216,2

441

-33,7

10.981

43

2,2

173,9

138,1

2,3

5 Linck - RS ( * )

273.562

50,7

7.865

7.342

125.036

32.707

15.440

24.461

93,4

2,9

218,8

382,3

22,5

6 Bamaq - MG

234.300

11

22.773

19.036

140.904

95.481

19.738

27.356

83,6

9,7

166,3

147,6

19,9

7 Pedertractor -

161.437

------

5.549

2.088

155.333

68.553

20.060

31.288

37,6

3,4

103,9

226,6

3,1

8 Tratornew - PR ( * )

82.983

8,1

2.955

3.796

61.245

32.687

4.167

18.519

128,5

3,6

135,5

187,4

11,6

9 Rodobens Máqs. Agricol - MT ( * )

63.254

29,7

1.222

667

33.050

19.404

1.219

8.525

54,6

1,9

191,4

170,3

3,4

10 Technico - BA

54.761

1,3

5.202

3.926

25.478

15.793

5.339

8.921

75,5

9,5

214,9

161,3

24,9

11 Magparaná - PR ( * )

49.900

1,3

1.873

1.346

24.462

14.835

3.605

13.807

71,9

3,8

204

164,9

9,1

12 Dimasa - PR ( * )

40.099

19,7

-599

-680

66.473

37.525

1.232

20.478 ND

-1,5

60,3

177,1

-1,8

13 Oimasa - SP ( * )

39.721

50,1

579

376

23.895

6.292

1.238

7.313

64,9

1,5

166,2

379,8

6

14 Taisa - PR ( * )

38.606

-9,2

2.442

1.633

27.041

12.399

4.235

19.903

66,9

6,3

142,8

218,1

13,2

15 Motormac - RS ( * )

32.958

3,6

1.242

819

15.217

9.297

1.869

-1.648

65,9

3,8

216,6

163,7

8,8

16 Rodomaq - SC

22.812

41,7

1.387

965

11.449

5.234

1.853

4.457

69,6

6,1

199,3

218,8

18,4

17 Lark - SP

18.078

-26,6

-8.026

-12.294

23.620

-11.726

-2.754

-6.602 ND

-44,4

18 Covediesel - RS ( * )

6.593

116,3

183

138

4.890

3.700

153

2.483

75,3

2,8

134,8

132,2

3,7

ACUMULADO DO SUBSETOR (18) 3.483.437

11

127.944

58.813

1.917.179

813.663

232.890

430.062

66,9

3,5

180,3

177,1

9,1

76,5 ND ND

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 139


FARMÁCIAS E PERFUMARIAS

Permanência como a bola da vez Grandes redes garantem crescimento de dois dígitos neste ano, em um mercado que dobrará de tamanho nos próximos cinco anos Silvio Muto No que depender das grandes redes, o crescimento das vendas de farmácias e perfumarias permanece acelerado: neste ano o setor não se contentará em crescer acima do PIB, mas apresentará resultados na casa dos dois dígitos. Para Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), a expansão seguirá a receita de 2011, quando o faturamento das nove grandes redes associadas à entidade atingiu R$ 20,5 bilhões, 20,4% maior que no ano anterior. “O Brasil continua sendo a bola da vez, já que a Europa vem em queda e os Estados Unidos têm crescido por volta de 3% ao ano. O mercado nacional dobrou de tamanho de 2008 para cá e deve repetir o feito de agora a 2017”, prevê. O presidente da Abrafarma ressalta que o crescimento expressivo se refere apenas às grandes redes. “As pequenas, independentes, também aumentam as vendas, mas não crescem no mesmo passo que as grandes, para as quais estão perdendo mercado, movimento que vem se acelerando desde 2008”, analisa. Das cerca de 65 mil farmácias existentes no Brasil, a Abrafarma representa 4,5 mil lojas, que correspondem a 38% do mercado em faturamento. Na opinião de Barreto, as pequenas farmácias regionais vêm sendo absorvidas pelo acelerado processo de consolidação que toma conta do setor nos últimos anos.

140 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

Barreto acredita, contudo, que, apesar de estarem perdendo mercado, as pequenas farmácias não serão engolidas pelas grandes redes. “Se for bem administrada, apresentando boas margens, a farmácia independente tem toda a condição de sobreviver”, opina. Para isso, ele cita o exemplo do mercado norte-americano: “É o maior do mundo, cerca de dez vezes maior que o brasileiro, e, mesmo assim, possui lojas independentes fortíssimas”. Para que ocorra coisa semelhante no Brasil, observa o presidente da Abrafarma, é preciso que as pequenas lojas invistam para melhorar suas margens. “A venda média de uma loja independente é de aproximadamente R$ 30 mil por mês, muito menor do que uma independente norte-americana”, diz. “O negócio já é de pequeno volume e, para piorar, sofre uma pressão política para que venda menos produtos. Isso diminui ainda mais suas margens”, critica. Barreto se refere ao movimento iniciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2009, que, por meio da Resolução 44/09, buscou proibir a venda de produtos de conveniência e prestação de serviços nas farmácias, além de retirar os medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs) das gôndolas das lojas. Na opinião dele, a iniciativa do regulador trouxe desdobramentos perniciosos na esfera legislativa, já que há no Congresso Nacional 344 propostas de lei para regulamentar os medicamentos ou o varejo farma-


cêutico. O mais conhecido deles, PL 4.385-94, do deputado Ivan Valente (PSOL), propõe, entre outras coisas, impor critérios demográficos para uma rede poder abrir novas lojas. “Os estrangeiros estão incrédulos com essa situação, me perguntam o que está acontecendo no Brasil. Enquanto na Europa a discussão acontece no sentido de ampliar o mercado (a França, por exemplo, vem debatendo a aprovação da venda de medicamentos em supermercados), o Brasil trafega no caminho inverso”, compara. Na opinião de um analista do setor, que prefere ficar anônimo, a discussão do papel da farmácia encerra uma conotação ideológica muito forte. “Para muitas pessoas, farmácia é um estabelecimento de saúde, por isso não deve vender outro tipo de produto que não seja remédio”, diz. Para ele, um dos principais focos de resistência aos modelos modernos de gestão está no âmbito acadêmico. “Quem se forma no curso de farmácia é levado a todo momento a discordar do modelo atual dos estabelecimentos”, avalia. Barreto vê esse modelo como ultrapassado. “Essas pessoas querem a volta da farmácia de antigamente, que tinha somente um balcão e um velhinho vestido de branco vendendo os remédios. Mas, hoje, todas as pesquisas de opinião mostram que o consumidor quer ter à disposição produtos e serviços de conveniência nas farmácias”, defende.

Aquisições em baixa Se, por um lado, o crescimento do setor andará a todo vapor, por outro, o mesmo não se pode

dizer do movimento de fusões e aquisições. Depois de observar grandes operações de M&A nos últimos anos – Raia/Drogasil, Pacheco/ Drogaria SP, Brazil Pharma/Big Ben, Brazil Pharma/Santana –, a tendência é que a consolidação esgotou um ciclo. “A fusão de duas redes grandes vai ser difícil, pois isso já aconteceu. Vão ocorrer operações mais pontuais, como a compra de redes médias por outras médias ou pelas grandes”, avalia Barreto. Uma ressalva a ser feita nessa projeção, afirma Barreto, diz respeito a uma possível entrada de players estrangeiros no mercado brasileiro. A rede britânica Alliance Boots, de quem a norte-americana Walgreens comprou recentemente uma participação de 45%, vem a alguns anos sondando o mercado em busca de oportunidades e, de acordo com especialistas, seu desembarque no País será uma questão de tempo. “Se realmente os estrangeiros se decidirem pelo Brasil, o mercado será bastante impactado, pois eles estão com bastante dinheiro em caixa para comprar”, prevê Barreto. Sozinha, a Walgreens fatura mais de três vezes que o mercado brasileiro inteiro – US$ 65 bilhões, ante US$ 20 bilhões. O presidente da Interfarma acredita que a Walgreens preferirá entrar no Brasil por meio de sua recém-adquirida subsidiária. “A Boots opera em 25 países, tem toda uma expertise em expansão internacional, portanto acredito que a Walgreens deve querer aproveitar esse conhecimento da rede britânica.”

FARMÁCIAS E PERFUMARIAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FARMÁCIAS E PERFUMARIAS 1 Farmácia Pague Menos - CE 2.783.129 31,9 210.753 109.091 1.006.120 247.262 232.152 2 Drogaria SP - SP 2.507.352 30,3 70.864 36.473 790.759 224.750 107.222 3 Drogasil - SP 2.318.773 18,8 105.853 68.696 2.596.652 2.201.174 141.000 4 Droga Raia - SP 2.228.037 27,6 48.167 33.569 1.134.556 610.131 79.711 5 Drogarias Pacheco - RJ 1.944.949 14,1 62.462 45.779 653.733 324.444 84.531 6 Dimed - RS 1.342.275 16,1 53.511 37.422 440.561 199.243 66.358 7 Latino Americana - SC 542.078 30,2 15.598 9.450 173.956 43.657 15.166 8 Drogaria do Rosário - DF 358.266 120,8 -7.035 -2.869 189.248 95.962 2.278 9 Drogaria Guararapes - PE 72.482 2.547,10 -7.720 -7.725 82.975 51.073 -5.808 10 Drogaria Dona Terezinha - SP ( * ) — — -173 -2.840 86.334 41.542 -41 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 14.097.341 30,2 552.280 327.046 7.154.894 4.039.238 722.569

219.155 51,8 7,6 276,6 88.008 51,5 2,8 317,1 337.758 64,9 4,6 89,3 208.223 69,7 2,2 196,4 198.060 73,3 3,2 297,5 137.071 69,9 4 304,7 — 60,6 2,9 311,6 45.537 ND -2 189,3 19.560 ND -10,7 87,4 — ND ND ND 1.253.372 64,9 2,9 276,6

406,9 351,8 118 186 201,5 221,1 398,5 197,2 162,5 207,8 204,7

44,1 16,2 3,1 5,5 14,1 18,8 21,7 -3 -15,1 -6,8 9,8

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | FARMÁCIAS E PERFUMARIAS | PAGUE MENOS

Neste ano, até junho, a rede foi reforçada com 43 novas lojas

A receita é solução interna Depois do adiamento da abertura de capital, a rede aposta no crescimento orgânico para manter seus planos Mesmo tendo baixado para a vice-liderança em 2011 e para o terceiro lugar neste ano no ranking das maiores redes do ramo da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e ter postergado mais uma vez a abertura de capital, a cearense Pague Menos não para de fazer planos e expandir a rede. Para seu fundador e CEO, Deusmar de Queirós, a receita para ter lugar num mercado tão concorrido está na disposição de sempre fazer o melhor e nunca se acomodar. “A Pague Menos é feita de ousadia, simplicidade, ética, grandes conquistas e, sobretudo, valores sólidos que fazem da empresa um ícone do seu setor”, diz. Flanqueado por dois concorrentes gigantes originados de fusões – Raia/Drogasil e Drogaria São Paulo/Pacheco –, Queirós teria, ele mesmo, tentado uma associação e conversado com Sidney Oliveira, dono de outro fenômeno do ramo, a Ultrafarma, para unir forças. Dessa forma ganharia uma formidável base no Sudeste, onde se concentram 70% das vendas da Ultrafarma. Enquanto durou o rumor, de meados de dezembro do ano passado a janei-

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ro deste ano, ambas as partes negaram que a fusão estivesse em curso. No final de maio passado, a rede comunicou que pretendia se capitalizar via mercado de capitais. Protocolou pedido na Comissão de Valores Mobiliários e chegou a publicar prospecto preliminar para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A intenção era fazer ofertas primária e secundária, apenas de ações ordinárias – aquelas que dão direito a voto nas assembleias da companhia. A empresa mirava o Novo Mercado da BM&FBovespa, o que faz as maiores exigências em governança corporativa. No entanto, em julho, a companhia anunciou desistência da operação, pouco depois de quatro outras companhias – Brasil Travel, Seabras, Isolux e CVC – terem posteergado também suas IPOs. Todas esperando um momento em que o mercado esteja novamente firme. A desistência foi recebida como um fechamento temporário da janela de oportunidades. Queirós prefere não comentar sobre o processo de IPO. Esta é a segunda vez que ele suspende a operação (a outra foi em 2009, quando a crise


primeira, que compreendeu o período 1981internacional a desaconselhava), mas, ao que 2001, consistiu em abrir lojas em todos os tudo indica, o velho namoro da Pague Menos estados da região Nordeste e no Pará. Nesse com o mercado de ações finalmente deve renperíodo, a rede chegou a 30 cidades, com 200 der casamento ainda neste ano. lojas e 4,5 mil funcionários. O segundo estágio No mercado, a Pague Menos pretende capdurou de 2002 a 2007 e teve como meta estar tar algo entre R$ 580 milhões e R$ 610 milhões. presente em todos os estados do Nordeste, Além da expansão da rede, parte dos recursos Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de Pará deve ser aplicada no novo centro de distrie Amazonas. Ao fim desse ciclo, a empresa buição que está sendo erguido na cidade de estava em 65 cidades, com 290 lojas e 7 mil Hidrolândia (GO) – às margens da rodovia BR funcionários. A terceira, iniciada em 2008 vai 153, com 20 mil metros quadrados construídos em área total de 40 mil metros quadrados, com estacionamento e docas. Somando o novo CD ao já existente em Fortaleza (CE), a empresa espera ganhar em eficiência na distribuição de produtos. “A unidade, que abastecerá principalmente as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, deverá ser inaugurada no segundo trimestre de 2013 e será a maior do varejo farmacêutico na América Latina”, conta Queirós. A natural frustração com o adiamento da IPO não tira o ânimo de Queirós, que continua a batalhar com o que tem à mão. “A grande aposta da rede é no crescimento orgânico”, afirma. Esta é a palavra de ordem que deve se manter daqui para frente, mesmo sob a artilharia pesada dos principais concorrentes, Queirós: “A grande aposta da rede é no crescimento orgânico” que vêm “abrindo a caraté o fim deste ano, com o objetivo de estar teira” com aquisições. E ele tem números para presente em 200 cidades de todo o País, com provar que a Pague Menos – 530 lojas até julho 600 lojas, servidas por 14 mil colaboradores. – continua em expansão. “Nos últimos dois E, naturalmente, estar com ações listadas no anos abrimos mais de 150 novas filiais; apenas Novo Mercado da Bolsa. no primeiro semestre de 2012, inauguramos 43 lojas, com investimentos em torno de R$ 30 milhões. Para acompanhar a expansão, foram Inovar é preciso contratados mais de 2 mil funcionários”, conta. O ingrediente que nunca deve faltar na receita de O projeto de crescimento da Pague Menos, expansão da Pague Menos é a inovação, garante observa o fundador, obedeceu a três etapas. A Queirós. “O varejo precisa sempre criar coisas

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PREMIADA | FARMÁCIAS E PERFUMARIAS | PAGUE MENOS

FOTOS: DIVULGAÇÃO/PAGUE MENOS

No primeiro semestre deste ano, foram contratados mais de 2 mil funcionários

novas, para manter o consumidor”, diz. De olho no promissor segmento de vendas via internet, a companhia reformulou recentemente seu sistema de e-commerce, modernizando processos e agilizando o atendimento. “Além da venda de medicamentos e produtos de higiene e beleza, lançamos o Pague Menos Home, plataforma de venda de itens como livros, eletrodomésticos e artigos para casa”, conta. Outra inovação introduzida recentemente foi a assinatura da parceria com norte-americana Western Union Company, maior empresa do mundo em serviços de pagamentos e transferências de valores. O acordo, assinado no fim de 2011, permite a realização de transferência doméstica e internacional de dinheiro pela Western Union em toda a rede Pague Menos espalhada pelo Brasil. Para Queiroz, a parceria representa mais um ato de pioneirismo da rede, que foi a precursora do serviço de correspondente bancário no Brasil. “Esse serviço tem valor inestimável, pois permite à pessoa que estiver em outro continente receber ou enviar dinheiro”, opina. “Nosso propósito é cuidar da saúde, inclusive financeira, de nossos clientes.” Um dos pontos fortes da rede cearense,

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nas contas do fundador, é sua linha de produtos de marca própria. Criada em 2007, inicialmente era composta por 40 itens, nas áreas de higiene pessoal, cosméticos e produtos de primeiros socorros. Desde então, não parou de crescer, e atualmente reúne cerca de 500 itens em quatro marcas distintas – Amorável, Dauf, Pague Menos e Power Vita. Além disso, a companhia segue firme seu lema de ser muito mais que uma farmácia e investe pesado para manter o relacionamento com seus clientes. O “point da saúde” disponibiliza um profissional em algumas lojas para orientar clientes sobre os cuidados com algumas doenças, como diabetes e hipertensão. O “circuito de corridas” promove diversas atividades voltadas à qualidade de vida, e tem como destaque a corrida de um quilômetro voltada a quem não tem o hábito de praticar atividades físicas. Diante de tanta coisa feita pela Pague Menos, que neste ano completou 31 anos de existência, Queirós é enfático quando perguntado sobre até aonde pode levar seus planos. “Quero perpetuar esta empresa, para ela ultrapassar os 100 anos.” Melhor não duvidar. (SM)


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Porto seguro com qualquer tempo Agravamento das turbulências internacionais e menor crescimento do PIB não impedem que setor avance 15% em 2012

FRANQUIAS

Luciano Feltrin O setor de franquias tem se revelado um autêntico porto seguro em tempos de crise. Mesmo com as turbulências externas, cujos efeitos obrigam o Brasil a ir se contentando com um crescimento dos negócios de moderado para baixo, o segmento, que movimenta o equivalente a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, projeta para este ano expansão de 15%. O faturamento deve ficar acima dos R$ 100 bilhões e serão oferecidos 913 mil empregos. Para Ricardo Camargo, diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), além da combinação do aumento de renda com o bom momento dos níveis de emprego no País, sustenta a expectativa o fato de que neste ano estão sendo inaugurados nada menos que 43 novos shoppings centers – habitação preferencial das marcas do ramo. Em 2011, o número de redes que atuam no Brasil cresceu 9,5% e o de unidades – entre franqueadas e próprias – superou 93 mil, 7,8% a mais, em relação ao ano anterior. Em termos de faturamento, as categorias que mais cresceram foram: hotelaria e turismo (85,9%); móveis, decoração e presentes (35%); esportes, saúde, beleza e lazer (24%); negócios, serviços e outros varejos (14,9%); alimentação (14,5%); e assessórios e calçados, com expansão de 13%. No setor de serviços, um dos mais beneficiados pelos

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ganhos de renda conseguidos pela classe C, o destaque ficou por conta da Doutor Resolve. Especializada em oferecer serviços de pintura, elétrica, hidráulica e até mesmo de jardinagem para residências, empresas e lojistas, a rede conseguiu 352 novos franqueados no ano passado. Foi a franquia que mais cresceu no período, segundo a ABF. Neste ano, a expectativa é praticamente dobrar o faturamento, que fechou 2011 em R$ 200 milhões, e ficar entre as dez marcas que mais venderam franquias. Segundo David Pinto, presidente e fundador da companhia, o principal foco da Doutor Resolve para cumprir a meta de expansão territorial é buscar oportunidades em praças cuja população varie entre 70 mil e 100 mil de pessoas. Ele não descarta crescer também por meio de fusões, caso surjam boas oportunidades de comprar empresas concorrentes. “É possível que isso aconteça, assim como também é possível receber o aporte de algum fundo de investimento no futuro, se isso estiver alinhado à estratégia da empresa.” Outra boa área que ganha espaço é a de educação, que tem atraído investidores nacionais e estrangeiros e vem protagonizando a consolidação de grandes grupos. O segmento cresceu 8% no ano passado, alcançando faturamento de R$ 5,9 bilhões. Um exemplo desse movimento foi dado pelo grupo Prepara, dono das escolas profissionalizantes Prepara Cursos, Aprenda Idiomas e Ensina


Mais, que abriu 112 lojas no ano passado. A meta para 2012 é fazer com que o faturamento da rede, criada em 2004, em São José do Rio Preto – atualmente de R$ 179 milhões – suba 40%. “Ainda há muito espaço para crescer. O negócio educação tem passado por uma revolução no Brasil”, observa Rogério Gabriel, presidente da Prepara. “A procura por cursos profissionalizantes e de idiomas continuará em alta, puxada por uma classe C cada vez mais exigente com estudo e a necessidade de se preparar para os grandes eventos esportivos que o país irá sediar.”

Além das fronteiras Mesmo crescendo percentualmente menos por já contar com uma base ampla de franqueados, o tradicional segmento de alimentação continua em destaque. Com expansão de 14,5% em 2011, foi responsável por trazer 54 novas marcas ao mercado de franquias. No embalo de um número cada vez maior de pessoas que fazem refeições fora de casa, redes de comida pronta estão entre as que mais crescem. É o caso da Empada Brasil, que com 65 lojas em dez estados, registrou 22% de crescimento no total de franqueados no ano passado. E espera repetir a dose em 2012. “Continuamos firmes com nosso plano de ter expansão de outros 20% no ano. O segundo semestre certamente será mais aquecido do que o primeiro, que serviu mais para que os

empresários avaliassem o cenário econômico do que fechassem negócios”, diz Márcio Rangel da Silva, um dos sócios da Empada Brasil. As marcas de alimentação já conhecidas dos consumidores brasileiros também vêm se movimentando com intensidade. Redes como Subway, Bob’s, Spoleto e Giraffas abriram, juntas, 301 lojas no ano passado. Ainda que o mercado brasileiro represente uma série de oportunidades a serem exploradas, as perspectivas de crescimento econômico abaixo do anteriormente projetado alertaram empresários de franquias para a necessidade de pensar o negócio para além do território nacional. A expectativa da ABF é que as franquias nacionais com operações fora do País – hoje são 90 – cheguem a 110 ao longo dos próximos dois anos. “O caminho mais simples para buscar a internacionalização é a América Latina, onde todos os países estão crescendo mais do que o Brasil”, constata Ricardo Camargo, da ABF. Outro movimento interessante em curso no segmento é o desenvolvimento das microfranquias, lojas cujo investimento inicial é de apenas R$ 50 mil. Já há 336 delas no mercado brasileiro, 17% do total de marcas de franquias com atuação no país. “A expansão das microfranquias, que foi da ordem de 16% no ano passado, deve ser ainda maior em 2012. É uma realidade que veio para ficar”, afirma Camargo.

FRANQUIAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % franquias 1 AM/PM Mini Market - RJ 867.460 2 Arezzo - MG 622.634 3 Unidas Rent A Car - SP 593.321 4 Boticário Franchising - PR 348.878 5 Poltex - ES ( * ) 88.215 6 Rentauto - PR 22.076 7 Farmais - SP 11.859 8 Nobel - SP 8.192 9 Arquipélago/Hertz - SC ( * ) 4.820 10 Farma & Farma - SC 1.963 11 Sifra - RS ( * ) — ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 2.569.417

— 21,1 -13,3 41,6 -9,5 -3,4 14,7 -22,8 — 25,3 — 5,7

— 118.509 -52.040 134.028 -36.647 1.421 429 3.765 -1.805 111 371 168.142

— 91.613 -64.633 140.025 -21.279 4.415 -45 3.537 -871 79 -436 152.405

— 485.642 1.245.412 234.767 267.115 32.637 6.719 14.179 14.621 788 7.083 2.308.963

— 384.047 534.067 103.054 96.295 28.136 1.798 12.264 4.846 433 7.075 1.172.015

— 105.493 55.899 135.994 -17.276 1.421 504 3.839 1.221 173 -39 287.230

— ND ND ND ND ND -9.981 77,3 19 128,2 126,5 23,9 -22.615 ND -8,8 47,6 233,2 -12,1 34.559 104,5 38,4 148,6 227,8 135,9 3.023 ND -41,5 33 277,4 -22,1 7.535 310,7 6,4 67,6 116 15,7 509 ND 3,6 176,5 373,7 -2,5 6.531 93,9 46 57,8 115,6 28,8 2 ND -37,5 33 301,7 -18 253 70,5 5,7 249 182,2 18,2 -8 ND ND ND 100,1 -6,2 19.807 93,9 5,7 67,6 205 6,6

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Flexível, para dar passos firmes A marca chega aos 39 anos de vida, depois de contínuas reinvenções que a destacam entre as companhias abertas Embora não divulgue projeções a respeito, está bastante claro para o mercado que a Arezzo&Co pretende continuar sua expansão por meio de franquias. Principal canal de vendas da marca, os licenciados são responsáveis por metade do movimento no primeiro semestre deste ano e por 44,9% do total de vendas domésticas da empresa, à frente das lojas multimarcas e das lojas próprias, que geraram, respectivamente, 27,7% e 22,3%. Das 58 novas lojas programadas para começar a funcionar em 2012, 47 são franquias e 11 próprias. Com a Arezzo, no entanto, qualquer guinada para uma direção não pressentida é possível. Nascida em Belo Horizonte, em 1972, a empresa tem mostrado que coloca a flexibi-

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lidade como virtude principal. Originalmente, era uma fábrica de sapatos masculinos, que nos anos 1980 chegou a empregar dois mil funcionários para produzir 1,5 milhão de pares de calçados por ano. O trato com o mercado foi mostrando ao fundador e atual CEO, Anderson Birman, o potencial do mercado feminino, que também passou a atender. Boa escolha, pois as mulheres compram 29% de todos os sapatos vendidos no País. Como segmento, só perde para o de calçados esportivos (37%), mas fica à frente do mercado masculino (17%). Na década seguinte, a empresa viveu sua primeira virada. Em 1990, o empresário decidiu mudar de rumo, mas não de ramo. Fechou a fábrica de Belo Horizonte e abriu uma loja

DIVULGAÇÃO/AREZZO

PREMIADA | FRANQUIAS | AREZZO

De todas as lojas, as franqueadas respondem por quase metade das vendas


DIVULGAÇÃO/AREZZO

dedicada ao público feminino em São Paulo, na rua Oscar Freire – hoje um dos pontos quentes da região dos Jardins da capital paulista, mas ainda não tão badalado na época. “Ele percebeu que o futuro de seus negócios estava no varejo. O início da busca por franquias como forma de expansão vem daí”, conta Thiago Borges, diretor financeiro e de relações com investidores da empresa. A partir de 2004, diz o executivo, a empresa passou a tomar outra face, centrando esforços em seguir as boas práticas de governança corporativa e em profissionalizar a operação – pilares que mais à frente seriam fundamentais para que a companhia pudesse abrir o capital. “Naquela ocasião, Anderson Birman preparou um evento para dizer aos funcionários que a empresa estava buscando ser sustentável. A intenção era perenizar os negócios e ter metas de longo prazo”, diz o diretor. Para o executivo, além de ser positivo para futuros investidores, o discurso também foi bem recebido por franqueados e candidatos a firmar parcerias com a Arezzo. “Ao falar em profissionalizar e consolidar o negócio, ele transmitiu segurança aos franqueados, que, em média, estão há nove anos com a empresa.”

IPO EM LUA DE MEL No ano de 2007 a empresa entrou em nova fase, quando Birman deu duas tacadas certeiras. A primeira delas foi a incorporação ao portfólio da Arezzo da marca Schutz, criada por seu filho Alexandre em 1995. Atualmente, a Schutz, linha mais sofisticada da marca Arezzo, é um sucesso, responsável por um terço das vendas do grupo e começa a fazer carreira internacional – ganhando uma loja e showroom exclusivos na Madison Avenue, em Nova York A outra tacada envolveu a capitalização do grupo. Para buscar dinheiro que financiasse seus planos, as empresas haviam reaprendido o cami-

nho da Bolsa em 2004 e desde então causavam uma verdadeira febre as IPOs (ofertas iniciais de ações), isto é, abertura de capital. Em 2007, essa febre chegou ao ponto mais agudo: naquele ano, de 76 lançamentos de ações, 64 foram IPOs, que arrecadaram um total de R$ 55,6 bilhões, recorde não batido até hoje. Birman, no entanto, foi contra a corrente e, no final daquele ano, vendeu uma fatia de 25% de seu negócio ao fundo de private equity Tarpon, por R$ 76,3 milhões. (O fundo retirou-se da empresa em março deste ano com R$ 435 milhões, isto é, multiplicou por cinco seu investimento.) Capitalizada, a empresa ganhou fôlego para iniciar uma firme trajetória de crescimento. Assim em 2008, lançou outra marca, a Anacapri, com produtos a preços mais camaradas, e no ano seguinte, a Alexandre Birman – também criação de Alexandre – como grife de luxo do grupo. Só quatro anos depois de ter feito negócio com a Tarpon é que a Arezzo voltou a se capitalizar, desta vez via abertura de capital. Sua IPO, realizada em 2011, foi um sucesso, muito bem recebida pelos investidores, que compraram R$ 565,8 milhões de seus papéis. O momento escolhido para a operação foi perfeito, o início de fevereiro, pois em 2011 se saiu bem quem lançou ações na primeira metade do ano – na segunda, os negócios desaceleraram e o ano terminou com uma desvalorização de 18,1% do Ibovespa, o principal indicador da BM&FBovespa. Na época da IPO, Birman afirmou que a empresa que comanda estava em plena lua de mel com o mercado acionário. Aparentemente, essa lua de mel resultou em casamento feliz. Neste ano, em meio aos solavancos sofridos pela bolsa, as ações da Arezzo resistem firme. Enquanto o Ibovespa fechou em alta de 3,21% de janeiro a julho, os papéis da empresa subiram 37,6% no período. (LF)

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LOJAS DE DEPARTAMENTOS E DE ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS

É o momento de afiar o machado Passada a onda de consolidações, empresas aproveitam o clima de incerteza da economia para preparar para os próximos anos Carlos Vieira Depois de alguns anos marcados por grandes consolidações, as lojas de departamentos e de eletrodomésticos e o comércio de roupas e calçados experimentam um 2012 mais introspectivo. A ordem foi olhar mais para dentro, sobretudo para cumprir as promessas feitas com as fusões – Casas Bahia com Pontofrio, que resultou na Viavarejo, Ricardo Eletro com Insinuante, que fez nascer a Máquina de Vendas, Magazine Luíza com Baú da Felicidade e Renner com Camicado. Com o mundo apreensivo diante dos sobressaltos da economia global, que já respingam por aqui, e o Brasil às voltas com o aparecimento de indícios de que o consumidor brasileiro já percebe que pode ser atingido por tais respingos – por isso fica mais parcimonioso ao gastar dinheiro –, resta aos principais players a tarefa de fazer o dever de casa e se preparar para um eventual despertar do setor nos próximos anos, até porque 2014 é ano de Copa do Mundo – e a data é carregada de promessas, especialmente para o segmento de venda de eletrodomésticos. “O bom lenhador, quando não está cortando árvore, afia o machado”, compara Jorge Inafuco, senior manager expert em varejo da PwC. “Este ano não é de todo mau, mas não é excepcional. Portanto, vai aproveitar bem os próximos anos quem tiver afiado bem o seu machado em 2012, deixando seu negó-

150 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

cio o mais enxuto e rentável possível e olhando a linha de despesas, sobretudo os custos logísticos”. Depois de tantas megafusões no mercado de lojas de departamentos e de eletrodomésticos, 2012 é o ano da jiboia digerir o boi, continua, em outra comparação. “A jiboia que engole um boi precisa de algum tempo para digeri-lo.” Para Inafuco, o varejo começará agora a jogar o jogo do mercado de capitais, com olho em governança corporativa, em guidance, nos controles internos e olhar não apenas para a expansão de vendas, mas para a lucratividade e a manutenção de um Ebitda razoável. No passado, era o segmento alimentar que servia de modelo para o setor de varejo, tanto em termos de supply chain, como precificação e modelo de gestão. Mas, de três anos para cá, o varejo de confecções passou a ser o benchmark, com a redução dos ciclos de produtos, menos sobras de produção e maiores margens. “É um jogo muito novo, mas que o varejo da moda parece ter entendido mais rapidamente”, diz. Outro motivo para afiar o machado em 2012 seria uma segunda onda de consolidações que deve chegar em breve, conforme acreditam alguns analistas do segmento de varejo, para os quais a primeira onda, das grandes consolidações, se esgotou. Esta nova fase, a partir de 2013, será marcada pela chegada ao Brasil de alguns players internacionais e a aquisição pelas grandes redes recém-formadas de redes regionais com faturamento acima de R$ 1


bilhão. (Veja também, na presente edição, “A caminho de uma reconfiguração”.) Nesta nova onda, o Carrefour, que passa por dificuldades internacionais e possui excelente ativo no Brasil, desempenharia papel crucial, podendo, inclusive, interessar a algum gigante de segmento que não o alimentar. Cadeias como Yamada, do Pará, e as gaúchas Grazziotin e Colombo estariam na mira das redes nacionais. Empresas familiares e de capital fechado, produzem um grande faturamento, mas ficariam em situação delicada se o ritmo de crescimento do varejo não se mantiver. O coordenador de varejo da Fundação Getulio Vargas, Claudio Goldberg, aposta nesta segunda onda puxada pelos grandes grupos regionais, primeiro porque, no jogo da consolidação entre os grandes, já não haveria espaço para ninguém comprar ninguém e, principalmente, por conta da busca pelos ganhos de escala, pois, na opinião dele, o mercado deixou de ser tão atraente como no passado recente, fortemente marcado pela ascensão da classe C. “Os próximos meses serão decisivos para a definição deste cenário, pois o clima no setor é de apreensão, sujeito a chuvas e trovoadas, já que o modelo de crescimento econômico baseado no consumo da classe C se esgotou”, afirma Godberg, acrescentando que é quase impossível repetir o boom verificado no início da década passada, marcado pela entrada no mercado de uma enorme gama de consumidores carentes de bens e serviços. Hoje, no entender de Goldberg, o consumidor está muito comprometido com as dívidas de curto e, agora, com as de médio e longo prazos contraídas a partir de 2008 como reflexo das medidas de afrouxamento do crédito. A questão, no momento, é saber se a redução dos juros promovida recentemente pelo governo chegará ao consumidor final, mantendo em movimento a roda do consumo de bens duráveis, ou se os bancos, temerosos pelo aumento da inadimplência,

vão embutir um coeficiente de risco maior, anulando os efeitos da queda da taxa Selic.

Fim de festa Goldberg acredita que a situação ainda é administrável e que a inadimplência pode ficar mais controlada graças a uma efetiva redução dos juros na ponta do consumidor, mas não tem dúvida de que a “festa do varejo” baseada no consumo da classe C está na saideira. “A dúvida é se essa cachaça vai terminar em ressaca ou num sono reparador que nos vai levar a um novo despertar”, avalia. O economista Bruno Fernandes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), é mais otimista. Ele acredita que as medidas do governo, como a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a queda na taxa de juros, surtirão efeito e que o cenário melhorará nos próximos meses. Ele admite que o mercado não está tão bom como no passado recente, mas salienta que a projeção da CNC de 8% de crescimento para o comércio em 2012 ainda é um percentual muito bom diante dos 2% previstos para a economia como um todo. “O cenário ainda é favorável, sobretudo se pensarmos num horizonte de redução de juros e queda da inadimplência”, diz o economista, ressaltando que a inadimplência de 15 a 90 dias já vem mostrando queda, “o que pode sinalizar uma redução para a inadimplência superior a 90 dias”. Embora reconheça que as medidas de redução do IPI tomadas neste ano já não tenham o mesmo efeito que no passado recente – pois não existe mais o cenário de demanda reprimida de 2008 e a renda do consumidor está bastante comprometida –, Fernandes não acredita que o modelo baseado no crescimento da classe C vá deixar de funcionar. “Não está esgotado, pois o mercado de trabalho continua forte e as medidas do governo vão surtir efeito no segundo semestre de 2012”, aposta.

Haveria no horizonte uma segunda onda de aquisições, comandada por marcas internacionais e pelas grandes redes brasileiras recém-formadas

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 151


LOJAS DE DEPARTAMENTOs E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % LOJAS DE DEPARTAMENTOs E ELETRODOMÉSTICOS 1 Nova Casa Bahia - SP

14.372.010

128,1

261.294

179.432

6.850.531

1.338.048

846.244

1.725.668

68,7

1,8

209,8

512

13,4

2 Lojas Americanas - RJ

6.047.579

16,2

495.809

319.445

5.735.476

718.413

764.882

-103.491

64,4

8,2

105,4

798,4

44,5

3 Magazine Luiza - SP

5.135.586

25,8

1.547

11.666

2.916.829

620.945

247.430

313.128

754,1

0

176,1

469,7

1,9

4 Ponto Frio - RJ

4.532.848

2,1

-181.226

90.465

4.548.718

2.636.622

-48.024

226.601 ND

-4

99,7

172,5

3,4

5 Lojas Renner - RS

3.105.831

17

467.937

336.907

2.470.337

1.154.998

556.157

263.287

72

15,1

125,7

213,9

29,2

6 Casas Pernambucanas SP - SP

3.089.832

8,8

13.679

154.018

2.627.783

627.722

41.002

-367.378

1.125,90

0,4

117,6

418,6

24,5

7 Lojas Cem - SP

1.964.001

23,5

282.441

191.401

1.378.778

993.726

290.147

875.533

67,8

14,4

142,5

138,8

19,3

8 Compra Fácil - RJ

1.652.822

16,4

-33.943

-69.133

959.928

7.335

-27.558

393.580 ND

-2,1

172,2 13.087,00

-942,5

9 Lojas Colombo - RS

1.235.902

10,8

-22.429

-54.311

623.171

217.422

6.582

189.280 ND

-1,8

198,3

286,6

-25

10 Y Yamada - PA ( * )

1.229.939

22,4

-236

8.337

665.355

69.467

20.580

113.250 ND

0

184,9

957,8

12

11 Casa & Vídeo - RJ ( * )

1.062.116

467,2

-41.363

-28.177

537.483

189.082

-7.704

23.275 ND

-3,9

197,6

284,3

-14,9

12 Lojas Leader - RJ ( * )

771.027

22,9

31.220

18.480

535.324

67.911

44.113

21.226

59,2

4,1

144

788,3

27,2

13 Eletrosom - MG ( * )

503.688

31,3

6.940

25.848

439.025

89.601

31.398

116.267

372,5

1,4

114,7

490

28,9

14 Eugênio R Koerich - SC

350.040

17,3

15.925

11.980

172.312

97.300

14.597

83.833

75,2

4,6

203,1

177,1

12,3

15 Grazziotin - RS ( * )

245.139

20,5

44.810

33.273

375.131

276.939

37.575

57.116

74,3

18,3

65,4

135,5

12

16 Manzoli - RS ( * )

200.974

41,7

2.458

1.591

172.412

15.587

7.508

6.408

64,7

1,2

116,6

1.106,10

10,2

17 Socic - SP ( * )

175.397

19,7

-30.320

31.748

570.759

401.499

-28.236

184.565 ND

-17,3

30,7

142,2

7,9

18 Lojas Edmil - MG ( * )

123.116

5.508

4.187

47.244

14.791

8.406

26.917

76

4,5

260,6

319,4

28,3

9.581

11,6

1.182

805

7.006

5.242

1.409

4.268

68,2

12,3

136,8

133,7

15,4

20 Arno Decker - RS

946

23,9

866

702

3.989

3.502

596

-94

81,1

91,5

23,7

113,9

20,1

21 Casa Sloper - RJ ( * )

-1.499

2.639

9.205

-18.000

-1.387

19 Casa Magnabosco - RS ( * )

ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 45.808.374

20,5 1.320.598

1.271.303 31.646.796

9.528.153 2.805.716

-863 ND ND ND ND ND 4.152.376

73,1

1,6

139,6

303

12,9

ROUPAS E CALÇADOS 1 Lojas Riachuelo - SP

2.447.365

14,8

38.909

135.906

2.453.838

1.122.933

48.201

429.893

349,3

1,6

99,7

218,5

12,1

2 Lojas Marisa - SP

1.991.284

20,2

-12.099

177.493

2.268.149

857.765

173.273

380.296 ND

-0,6

87,8

264,4

20,7

3 NS2 - SP

480.010

92,1

-50.853

-39.808

423.231

1.460

-23.451

241.247 ND

-10,6

113,4 28.988,40 -2.726,60

4 Restoque - SP

471.100

37,8

54.747

37.656

542.893

197.020

100.455

125.683

5 Supermercado Veneza - DF

138.403

6 Lojas Citycol - RJ ( * )

116.951

29,2

5.029

3.234

47.107

17.897

8.455

7 Garbo - SP

56.652

13,1

5

-1

38.919

6.619

8 Elle et Lui - RJ

29.472

8,2

-1.219

-1.191

24.238

9 H Brasil - SP ( * )

18.169

204,4

904

702

10 Casas Lealtex - RJ ( * )

9.364

19,1

33

11 Lojas Hering - SC

2.284

14,9

788

ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 5.761.054

19,7

36.244

318.807

68,8

11,6

86,8

275,6

19,1

— ND ND ND ND ND 64,3

4,3

248,3

263,2

18,1

2.745

19.974 ND

0

145,6

588

0

10.575

-1.107

8.287 ND

-4,1

121,6

229,2

-11,3

10.373

7.615

1.152

6.643

5

175,2

136,2

9,2

28

6.435

3.068

308

1.264

83,2

0,4

145,5

209,7

0,9

4.788

28.347

2.267

788

208

607,6

34,5

8,1

1.250,40

211,2

5.843.529

2.227.219

310.819

1.218.895

80,4

1

117,5

263,8

10,7

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

152 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

5.401

77,7


Segunda maior rede de vestuário do País, a empresa conta com 207 pontos de venda

Patinho feio que virou cisne Em sete anos a companhia saiu da condição de rejeitada e inovou para evoluir à vice-liderança de seu segmento Há exatos 100 anos, o neto de imigrantes alemães Antônio Jacob Renner, com apenas 27 anos, fundou a tecelagem A. J. Renner, na pequena São Sebastião do Caí, a 60 quilômetros de Porto Alegre. Dez anos depois, para ajudar a escoar a produção da fábrica, criou o primeiro ponto de venda da Lojas Renner. O negócio cres-

ceu, multiplicou-se, espalhou-se e, hoje, já é a segunda maior rede de lojas de departamentos de vestuário de todo o Brasil, com 207 pontos de venda, incluindo aí 33 lojas da recém-adquirida rede de produtos para casa e decoração Camicado e três da Blue Steel – uma aposta de segmentação jovem, ainda em fase de testes.

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 153

PREMIADA | LOJAS DE DEPARTAMENTOS E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS | RENNER

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PREMIADA | LOJAS DE DEPARTAMENTOS E ELETRODOMÉSTICOS, ROUPAS E CALÇADOS | RENNER

Meta para 2012 é fechar o ano com 25 a 30 novas lojas

O processo de expansão, iniciado em 1994 – quando deixou os limites do Rio Grande do Sul –, é contínuo. Mas, particularmente agora, a Renner mostra que cresceu o apetite com que encara o competitivo mercado do varejo. Só em 2011, abriu 30 novas lojas com sua marca Renner e as três da Blue Steel, além de ter adquirido a rede Camicado, por R$ 165 milhões. “Também nos dedicamos a melhorar nossa operação de internet e iniciamos a construção do centro de distribuição, no Rio de Janeiro”, conta Adalberto Pereira dos Santos, diretor de relações com investidores. Os investimentos previstos para 2012 chegam a R$ 420 milhões, para cumprir a meta de fechar o ano com 25 a 30 novas lojas Renner (dependendo do cronograma de obras de alguns shopping centers) e mais seis da Camicado. Com essas novas unidades, estima-se a criação de 2.500 empregos diretos e indiretos. A quarta loja Blue Steel também sai neste ano, mas o grupo avalia três opções de nomes para o negócio e ainda não sabe se vai expandi-lo por meio de franquias ou usando um modelo de lojas multimarcas. Para 2013, o presidente do grupo, José Galló, já anunciou que pretende abrir pelo menos mais dez lojas da Camicado.

Logística redesenhada Esta forte estratégia de expansão tem se revelado um êxito em todas as frentes. A Lojas Renner é um case de sucesso de gestão, de marca e, claro, de negócios. Mesmo num ano não tão bom como os do passado recente, o primeiro semestre de 2012 registra um crescimento da receita líquida de 16,3% em relação à primeira metade do ano passado, chegando perto

154 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

de R$ 1,5 bilhão (em todo o ano de 2011, essa rubrica foi de quase R$ 2,9 bilhões). Apesar de uma queda de 13,6% em relação ao primeiro semestre de 2011, o lucro líquido no período foi de praticamente R$ 140 milhões – uma margem líquida de 9,4%. Em 2011, o lucro líquido da Lojas Renner beirou os R$ 340 milhões, ante R$ 308 milhões em 2010. Para suportar toda a agressividade expansionista, a companhia aposta agora no aprimoramento da logística. O desafio é atender o previsível aumento da demanda com as novas frentes e as inaugurações de lojas. Ao longo dos próximos três a cinco anos, o grupo executará um projeto estratégico de logística para aumentar a sua área de armazenagem de atuais 28 mil metros quadrados para 150 mil metros quadrados. Para tanto, ampliará os centros de distribuição existentes e conta com uma nova dessas unidades, localizada no Rio de Janeiro, que tem 50 mil metros quadrados e é totalmente automatizada. Considerado o mais sofisticado da América Latina, este novo espaço vai abandonar o conceito de estoque em grades e adotar o sistema SKU (Stock Keeping Unit) – uma tecnologia de logística de armazenagem em que cada produto é identificado por um código. O objetivo é gerenciar o inventário de forma melhor e mais rápida. Uma vez concluído, o projeto permitirá uma alocação mais destacada dos produtos e um número menor de remarcações e transferências de mercadoria entre lojas, possibilitando um giro de estoque mais eficaz, com melhores margens e menos episódios de falta de produtos em algumas unidades. O novo centro de distribuição também permitirá alavancar um outro lado do negócio da Lojas Renner que tem aumentado consideravelmente: as vendas pela internet – frente relativamente recente, com apenas dois anos de funcionamento. Apesar de a companhia não falar em números absolutos, o crescimento do canal web é animador, com as vendas do segundo trimestre de 2012 superando as do primeiro em 62,8%.


Menina dos olhos O sucesso atual da Renner contrasta com momentos dramáticos em que se chegou a pensar que a marca não conseguiria sobreviver. A compra da Renner pelo grupo americano J. C. Penney, em 1998, por US$ 139 milhões, foi de grande ajuda para o processo de expansão, não só em termos financeiros, mas também por ter permitido acesso a novos processos operacionais e à assessoria de especialistas internacionais que ajudaram a profissionalizar ainda mais a gestão da empresa. Foi também graças à influência americana que a Renner modernizou a sua visão de varejo. Em 2002, por exemplo, tornou-se a primeira empresa no País a adotar o conceito Lifestyle, dividindo suas lojas não mais por categoria de produtos, mas por áreas identificadas com submarcas representativas de estilos de vida, como casual (Marfinno), jovem (aquela Blue Steel, que saiu da loja e ganhou vida própria), neotradicional (Cortelle) e sensual (Just Be). Mas, em 2005, os americanos, que já haviam vendido suas operações no Chile e no México por questões ligadas ao mercado dos EUA, resolveram sair também do Brasil. A sorte da Renner, então, ficou ao sabor dos ventos do mercado. Na época, nenhum grande grupo de varejo, nem mesmo os principais concorrentes à época – C&A e Riachuelo –, se dispôs a pagar R$ 1 bilhão por 98% das ações, já que a J. C. Penney limitou a compra a um lote máximo de 20%

da participação acionária. Mais do que isso, só levando tudo. Os americanos, então, resolveram fazer uma oferta pulverizada na Bolsa – algo totalmente novo no mercado de capitais brasileiro. Como resultado, a Lojas Renner tornou-se a primeira empresa do País com quase 100% de suas ações no mercado de capitais. Melhor que isso, a marca foi preservada e a direção da empresa foi mantida, com o então responsável pela operação Brasil, o gaúcho José Galló, assumindo a presidência da companhia – cargo que ocupa até hoje. Desde então, a Renner tem seguido sua estratégia de expansão sem sobressaltos. Com a segurança reconquistada e a certeza de que poderia executar seus planos de adaptação do negócio às novas tendências do varejo internacional. Foi assim que, a exemplo de outras redes mundiais, adotou, de uns anos para cá, a nova filosofia das lojas de vestuário, com uma coleção nova a cada 15 dias, e não mais apenas duas coleções por ano – primavera-verão e outono-inverno –, estratégia que reduziu as sobras de produção e aumentou as margens. Com uma história recente tão bem-sucedida e um cenário tão promissor, tudo indica que a Lojas Renner deve continuar a exercer o seu grande apetite no mercado de varejo ainda por muito tempo. Dúvidas e incertezas mesmo, só quanto ao nome e ao modelo de expansão das lojas Blue Steel. (CV) JEFERSON BERNARDES

Santos: “Além de melhorar a operação de internet, iniciamos o centro de distribuição”

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 155


Investir é a palavra de ordem O movimento é geral: redes de todos os portes colocam na prática firmes planos de ampliação de seus negócios

SUPERMERCADOS

Iolanda Nascimento Apesar de terem vivido alguns meses considerados ruins em vendas no primeiro semestre deste ano, os supermercados têm contribuído significativamente para o bom desempenho de todo o varejo no País e causam admiração a outras áreas da economia. Esta fotografia do setor, mantida nos últimos anos, está bem melhorada em 2012, ao revelar firmes planos de investimento. “A expansão do consumo no Brasil atrai muitos investimentos, particularmente externos, porque as multinacionais não estão em situação confortável em seus países de origem”, observa Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), acrescentando que as quatro maiores redes do País são controladas por empresas estrangeiras. O Grupo Pão de Açúcar (GPA), comandado pela francesa Casino, informou em julho que está de pé sua intenção de aplicar aproximadamente R$ 1,8 bilhão para o ano – R$ 1,4 bilhão para o GPA Alimentar, a divisão de supermercados –, ou seja, acima do R$ 1,6 bilhão de 2011. No primeiro semestre de 2012, o GPA alimentar já realizou 28% daquela intenção, R$ 508 milhões, 72% disso destinado à compra de terrenos e à abertura, reformas e conversões de lojas. Outras 14 lojas já estão em construção. A meta do grupo é aumentar a área total de vendas da divisão – que

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estava em 1,887 milhão de metros quadrados ao final de julho – entre 6% e 6,7% neste ano. A chilena Cencosud também anunciou, em fevereiro, aportes de US$ 198 milhões em 26 novas lojas no Brasil, ou cerca de 15% do montante de US$ 1,3 bilhão que investirá neste ano em operações na América Latina e Europa. “A companhia vem crescendo no País já há alguns anos e de maneira bastante agressiva, indo às compras, porque sabe que o Brasil é um mercado de grande oportunidade. Ela começou forte no Nordeste e avançou para Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Em breve, acredito, estará em São Paulo”, estima Honda. Segundo o executivo, o porte já alcançado pela Cencosud no País não a permite mais ficar “no meio do caminho”. “Vai crescer mais.” Outro gigante, o Carrefour, de origem francesa, ao que tudo indica, está poupando a subsidiária brasileira de seu plano de corte total de custos de € 400 milhões em 2012, pois as vendas locais continuam em curva ascendente, melhorando os resultados do grupo. A companhia mantém seus projetos em sigilo, mas o mercado cogita que uma parte de seus investimentos mundiais, de € 1,6 bilhão, previstos para este ano, ficará no Brasil, aplicada, especialmente, na expansão da rede nas regiões Norte e Nordeste e na bandeira Atacadão, que tem dado as melhores margens para o Carrefour no Brasil. Os supermercados de porte médio ou pequeno,


que são muito importantes e fortes principalmente nas economias locais, também estão se expandindo, diz Sussumu. “Fazem, inclusive, movimentos em direção a outros estados.” Os grupos catarinenses Angeloni e Comper são exemplos. O primeiro já está no Rio Grande do Sul e no Paraná e o segundo expandiu os negócios para a região Centro-Oeste. Pesquisa da Abras – realizada com um grupo que responde por 67% do setor, mas que não inclui os líderes de mercado – mostra essa decisão de investimento. “A maior parte das aplicações se destina ao crescimento orgânico, porque as empresas médias são geralmente familiares e têm uma dinâmica de negociação muito diferente (em comparação às empresas de capital aberto)”, afirma Sussumu. Segundo o estudo, dos investimentos previstos por essas companhias neste ano, 53,4% serão destinados para projetos e construção de pontos de venda, 6,1% para aquisição de lojas e 5,5% para a compra de terrenos. Outros 11,2% serão aplicados em reformas. No ano passado, essas empresas informaram ter investido R$ 2,4 bilhões no total, 29,5% destinados à construção e 16,6% à compra de lojas. Herida Cristina Tava- res, analista setorial da Lafis – Informação de Valor, diz que a tendência nos últimos anos tem sido de as empresas menores avançarem nas cidades do entorno de suas sedes, de mesmo perfil de consumo, com a finalidade de ganhar escala e, em consequência, melhorar as condições de negociações com os fornecedores. As redes, segundo o presidente da Abras, têm investido forte no formato “atacarejo”, modelo que tem apresentado crescimento acima da média. “São lojas de baixo custo, sem muito serviço, e agressivas em preços mais baixos”, diz, observando que as três principais redes brasileiras querem crescer no Nordeste por meio desse modelo. Outro formato que tem recebido maior investimento, na opinião de Herida e de Sussumu, são as lojas menores, conhecidas como de vizinhan-

ça – que atendem a demandas específicas de acordo com os consumidores de bairros muito adensados nas grandes cidades – , negócio interessante para as redes diante da valorização dos preços dos imóveis e terrenos.

Expectativas em alta O presidente da Abras acredita que os supermercados fecharão 2012 com alta real de 4% no faturamento, uma estimativa ainda não revista, mesmo após a expansão de 6,8% nos primeiros cinco meses do ano. O faturamento nominal dos supermercados atingiu R$ 224,3 bilhões em 2011, conforme a Abras, 11,3% a mais que no ano anterior. Para 2013, Sussumu não arrisca uma previsão. “O salário mínimo, que impulsionou muito o resultado neste início do ano, não deverá ter o mesmo reajuste em 2013.” Herida diz que está mesmo “todo mundo rindo à toa” no setor com o avanço neste ano do salário mínimo (mais de 14% nominal), pois 47 milhões de brasileiros dependem dessa variação. “A base de renda se movimenta bastante e isso impacta positivamente o consumo, principalmente, nas periferias e nas regiões Norte e Nordeste.” A Lafis não projeta dados para o setor de supermercados especificamente, mas acredita que eles devem ficar próximos aos números dos estimados para o comércio varejista geral neste ano: alta de 6,5% nas vendas e de 11,1% nas receitas nominais. No biênio 2013/2014, a expansão girará em torno de 7,3% e 8,7%, respectivamente, no volume de vendas e de 12% e 14,1% na receita nominal, calcula Herida. “Nos resultados anuais, o segmento de hipermercados e supermercados, de maior representatividade no varejo (cerca de 40%), apresentou, até maio de 2012, crescimento de 9,4% no volume de vendas, ante mesmo período de 2011, na série ajustada”, afirma a executiva, observando que, na mesma base comparativa, a receita nominal subiu 14,8%, refletindo também alta dos preços.

O aumento do salário mínimo neste ano, mais de 14% em termos nominais, deu grande impulso às vendas, ao beneficiar 47 milhões de brasileiros

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SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS 1 Carrefour - SP 28.766.458 — — — — — — — ND ND ND ND ND 2 Wal Mart - SP 23.468.413 — — — — — — — ND ND ND ND ND 3 Superm Pão de Açúcar - SP 17.744.191 17,5 428.614 718.219 17.755.524 7.625.273 1.211.947 267.014 167,6 2,4 99,9 232,9 9,4 4 Cencosud Brasil - SE 6.236.894 — — — — — — — ND ND ND ND ND 5 Zaffari/Porto Alegre - RS 2.910.000 26,7 — — — — — — ND ND ND ND ND 6 Prezunic - RJ ( * ) 2.653.525 29,7 — — — — — — ND ND ND ND ND 7 Supermercados Angeloni - SC 2.165.248 — — — — — — — ND ND ND ND ND 8 Condor Super Center - PR 2.136.500 — — — — — — — ND ND ND ND ND 2.009.326 — — — — — — — ND ND ND ND ND 9 Epa - SP 10 Supermercados BH - MG 1.904.909 — — — — — — — ND ND ND ND ND 1.736.193 — — — — — — — ND ND ND ND ND 11 Sdb Comercio de Alimentos - SP 12 Sonda - SP 1.663.833 19,6 4.943 1.772 710.009 28.238 9.051 37.936 35,9 0,3 234,3 2.514,40 6,3 1.661.639 — — — — — — — ND ND ND ND ND 13 Coop - SP 14 Escritório Central - PA 1.401.409 — — — — — — — ND ND ND ND ND 15 Supermercado Savegnago - SP 1.140.583 — — — — — — — ND ND ND ND ND 1.130.133 — — — — — — — ND ND ND ND ND 16 Carvalho Mercadao - PI 17 Supermercado Zona Sul - RJ 1.033.854 10 — — — — — — ND ND ND ND ND 18 Multi Formato Distribuido - MG 1.027.396 — — — — — — — ND ND ND ND ND 19 Coml Zaragoza - SP 861.618 — — — — — — — ND ND ND ND ND 20 Cia Sulamericana - PR 858.866 — — — — — — — ND ND ND ND ND 850.832 — — — — — — — ND ND ND ND ND 21 Bahamas - MG 22 D’Avó - SP 626.208 — -1 -1 — — -1 — ND — ND ND ND 23 Irmãos Lopes - SP 618.032 36,1 — — — — — — ND ND ND ND ND 24 Ebal Baiana Alimentos - BA 603.033 30,2 — — — — — — ND ND ND ND ND 25 Nordestão - RN 600.467 — — — — — — — ND ND ND ND ND 551.956 — — — — — — — ND ND ND ND ND 26 Formosa Supermercados - PA 27 Invercontinental - RJ 502.016 — — — — — — — ND ND ND ND ND 28 Jad Zogheib - SP 496.817 — — — — — — — ND ND ND ND ND 29 Atakarejo - BA 478.919 — — — — — — — ND ND ND ND ND 30 Covabra - SP 476.206 — — — — — — — ND ND ND ND ND 449.991 — — — — — — — ND ND ND ND ND 31 Supermercado Modelo - MT 32 Supermaia - DF 417.905 — — — — — — — ND ND ND ND ND 400.900 — — — — — — — ND ND ND ND ND 33 Vianense - RJ 34 Supermercado Veran - SP 382.384 — — — — — — — ND ND ND ND ND 35 Bonanza Supermercados - PE 372.787 — — — — — — — ND ND ND ND ND 356.785 — — — — — — — ND ND ND ND ND 36 Supermercados Avenida - SP 37 Supermercados Maciel - MA 350.579 — — — — — — — ND ND ND ND ND 350.444 — — — — — — — ND ND ND ND ND 38 Supermercado da Família - PE 39 Beal - PR 341.190 32,3 — — — — — — ND ND ND ND ND 40 Enxuto - SP 340.986 — — — — — — — ND ND ND ND ND 41 Supermarket - RJ 338.103 — — — — — — — ND ND ND ND ND 42 Supermercado Verdemar - MG 332.811 — — — — — — — ND ND ND ND ND 43 Pgl Distribuição - RS 329.929 — — — — — — — ND ND ND ND ND 44 Mercado Belem - CE 324.961 — — — — — — — ND ND ND ND ND 45 Supermercados Joanin - SP 320.636 — — — — — — — ND ND ND ND ND 320.000 — — — — — — — ND ND ND ND ND 46 Amigão Supermercado - SP 47 Floresta - RJ 317.647 25,2 — — — — — — ND ND ND ND ND 314.148 — — — — — — — ND ND ND ND ND 48 Libraga, Brandão - RS 49 Super Bom - RJ 306.397 — — — — — — — ND ND ND ND ND 50 SempreVale Supermercados - SP 300.170 — — — — — — — ND ND ND ND ND 51 Andorinha Supermercado - SP 299.507 — — — — — — — ND ND ND ND ND 52 Big Trans Comercial - DF 299.405 — — — — — — — ND ND ND ND ND (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 53 Catricala - SP 295.878 54 Atacadão Centro Sul - BA 290.000 55 Imec - RS 287.490 56 Sup Araujo Bosque - AC 273.238 57 Sales - MG 258.134 58 Super Âncora - CE 248.649 59 Supermercado Guanabara - RS 248.634 60 Supermercado Extrabom - PE 246.800 246.423 61 Patrezão - SP 62 Supermercado Proença - SP 245.729 244.593 63 Asun - RS 64 Koch Hipermercado - SC 237.751 228.520 65 MWN - CE 66 Breithaupt - SC ( * ) 223.813 67 Dias Pastorinho - SP 222.417 221.450 68 Bergamais Supermercados - SP 69 Comercial Zaffari - RS 220.413 70 Casa Alvorada - MG 219.575 71 Pinheiro Sup O Bom Vizinh - CE 217.780 72 Irmãos Boas - SP 215.545 211.139 73 Master Sonda Hipermercado - RS

— — 29,6 — — — 25,8 — — — — — — 17,8 14,7 — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — -1.869 9.341 — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — 1.106 6.559 — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — 305.859 72.784 — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — 194.872 43.483 — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — -979 8.464 — — — — — —

— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 22.254 ND -0,8 73,2 157 0,6 8.062 70,2 4,2 305,6 167,4 15,1 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 159


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 74 Hiper Moreira - GO 210.905 75 Unicompra - CE 202.407 76 Supermercado Queiroz - RN 196.826 77 Supermercados Archer - SC ( * ) 187.969 78 Lavapés - SP 178.533 79 Emporio Iquegami - SP 177.451 80 Bigbom - SP 161.877 81 Del Moro Aurora Supermerc - MT 160.955 160.108 82 Supermercado Baklizi - RS 83 Supermercados Manenti - SC 159.724 150.000 84 Supermercado Comprebem - PB 85 Supervi - GO 145.259 145.127 86 Supermercado Fortaleza - AP 87 Supermercados Irani - PR 142.816 88 Coop Empregs Usiminas - MG 141.804 136.767 89 Supermercado to me Leve - SP 90 Righi - RS 136.547 91 Delta Max - SP 136.502 92 Rede Compras Supermercado - PB 136.454 93 Macro Atacado Treichel - RS 130.179 129.756 94 Supermercado Porecatu - SP 95 Mialich - SP 123.854 96 Supermercado Germania - SC 120.165 97 Real de Itaipu - RJ 118.881 98 Cordeiro Supermercados - MG 118.204 114.410 99 Supermercados Zoni - SC 1009 Xande - SC 112.632 101 Coop Cons Pop Cerquilho - SP 111.715 102 Hipermercado Sta Helena - MG 111.663 103 Althoff Supermercados - SC 110.078 107.829 104 Pró Brazilian - GO 105 Parana Supermercado - PR 105.430 103.868 106 Supermercado Santa Cruz - SP 107 Supermercado Pato Branco - RO 103.470 108 Casa Arnoldo Tischler - RS 102.776 102.435 109 L S Guarato - MG 110 Supermercado Nori - SP 102.312 100.985 111 Supermercados Sto Antonio - ES 112 Supermercado Brasão - SC 100.246 113 Bernardão - MG 100.134 114 Center Shop - RS 99.968 115 Almeida Mercados - PR 98.797 116 Superbom Supermercado - DF 98.292 117 Quartetto Supermercado - TO 97.277 118 Inubia Paulista - SP 96.897 96.338 119 Supermercado Guarani - SP 120 Kusma - PR 94.974 92.886 121 Abi Belem - SC 122 Myatã - SC 89.269 123 S J Supermercados - MG 89.182 124 Supermercado Troyano - SP 87.734 125 Osmar Nicolini - RS 87.138

— — — 19,5 — — — — — — — — — — — — — 48 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — 7.382 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — 10.690 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — 82.098 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — 55.347 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — 8.177 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 4.429 144,8 3,9 229 148,3 19,3 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 126 Santo supermercado - SP 127 Mig - SC 128 Itão - BA ( * ) 129 Seiji - SP 130 Super Apolo - RS 131 Super Dal Pozzo - PR 132 Super Boa Esperança - RN 133 Big Mais - MG 134 Barbosão - MG 135 Supermercado Rio Branco - BA 136 Supermercado Rosa - SC 137 Sao Joao Supermercados - MG 138 Miller Supermercado - RS 139 Supermercado São José - PR 140 Supermercado Fonseca - SP 141 Sup Sto Atonio Norte Sul - MG 142 Estrela de Regente Feijo - SP 143 Casa dos Cereais - AC 144 Jardim Zaira - SP 145 Muino @ Cia - SP 146 Supermercado Antunes - SP 147 Luzitana de Lins - SP 148 Beltrame - RS 149 Rede Menor Preço - PB 150 Lunitti - PR 151 A Luzitana - RO 152 Rispoli - RS 153 Atlas de Iguacu - RJ 154 Supermercado Brasil - GO 155 Supermercado JB - MG 156 Queluz Supermercados - SC 157 Supermercado Paraiso - RS 158 Center Norte - PR 159 Vilela Supermercados - SP 160 Zebu Carnes Supermercado - MG 161 Juba Supermercados - MT 162 L C Bonato - RS 163 Superatacado Centronorte - RO 164 W M Tannus - SP 165 Coml São Torquato - ES ( * ) 166 Supermercados Economia - RS 167 Barracão Supermercado - SP 168 D VIlle - MG 169 Supermercado Ruscito - SP 170 Super Box Brasil - PB 171 Rede Supermercados Valor - PA 172 Obara Miyamoto - PR 173 Martendal - SC 174 Forte Itapema Superme - SP 175 Lehma Cerealista - RS 176 Supermecados Gloria - PR 177 Moniari Supermercados - SC

86.456 86.166 85.381 85.070 84.616 84.093 81.758 81.204 80.739 80.400 80.340 80.062 75.832 75.774 73.669 73.477 73.410 71.809 70.000 69.497 69.298 69.087 67.484 67.442 67.322 65.735 62.938 62.574 62.549 61.908 61.788 61.429 61.394 58.864 57.422 56.900 56.802 56.653 55.223 54.372 54.137 54.000 53.927 53.753 53.675 53.321 53.000 52.995 52.327 51.778 51.258 50.845

— — 17,4 — 28,9 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 32,2 — — — — — — — — — — — —

— — 4.259 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -4.359 — — — — — — — — — — — —

— — 49 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -4.359 — — — — — — — — — — — —

— — 26.513 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 12.095 — — — — — — — — — — — —

— — 3.431 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 2.511 — — — — — — — — — — — —

— — 5.841 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -3.122 — — — — — — — — — — — —

— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 4.880 1,1 5 322 772,8 1,4 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 868 ND -8 449,5 481,7 -173,6 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 161


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 78 Mix Boa Vista Atac e Atac - RS 179 Supermercado Viezzer - RS 180 Coopbanc - SP 181 Supermercado Amazônia - PA 182 Supermercado Aquineuz - SP 183 Supermercado São Jerônimo - MG 184 Supermercado Elw Jangada - SC 185 Lavradores Supermercados - SP 186 Supermercaos Quadri - PR 187 Cooperbarra - SP 188 Atle Supermercados - MG 189 Cabral & Maia - GO 190 Manoel Francisco - SC 191 Supermercado Lisboa - RS 192 Dalpiaz - RS 193 Pereira da Silva - SP 194 Supermercado Nova Era - PR 195 Supermercado Irmão - MG 196 Mercado Goes - 197 Hipercenter Universidade - SC 198 Supermercado do Frade - SP 199 Supermercado Taquaral - SP 200 Rancho Bom Supermercados - SC 201 Indonfidentes - MG 202 Supermercado Saito - MT 203 Dotto - SP 204 Supermercado Central - SC 205 Supermarcon - SP 206 Supermercado Lider - PI 207 Kastelão Comercio - RS 208 Supermercado Cidade - MG 209 Mercado Denise - SP 210 Missias Peixoto - SE 211 Supermercado Alvorada - SC 212 SM Supermercados - SP 213 Nilton Supermercados - SP 214 Supermercados Elias - SP 215 Supermercado Deperon - SP 216 Superm Ilha da Princesa - SP 217 Saladão - SP 218 Hercules Supermercados - SP 219 Supermercado Defavari - SP 220 Supermercado Bonetto - SP 221 Super Mercados Lusitana - MA 222 Sup Val Querendo - AC 223 Supermercado Bombom - SE 224 Mercado Benvenutti - SC 225 Supermercado Colorado - SP 226 Supermercado Roxo - RS 227 Supermercado Gomes - SP 228 Supermercado Gonçalves - GO 229 Supermercado S Sebastião - SP

49.942 49.575 49.346 49.332 49.229 48.977 48.731 48.000 47.249 46.437 44.000 43.759 43.255 43.200 42.771 42.444 42.424 42.024 41.824 41.537 41.419 41.263 39.815 39.727 39.036 37.717 37.591 37.000 35.841 35.203 35.196 34.800 34.000 33.976 33.537 33.284 32.950 32.606 32.066 32.000 31.899 31.235 31.049 30.286 30.139 29.985 29.579 29.566 29.528 29.280 28.465 28.000

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

162 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 13.588 125,6 2 99,3 120 3 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 230 Divaldo A Antonelli - SP 231 Nova Europa - MG 232 Supermercado Chama - MS 233 Atende Mais Supermercados - GO 234 Super Nidobox - CE 235 Coml Fátima - TO 236 Supermercados Macliv - PR 237 Supermercados G - SP 238 N Tonial e Cia - PR 239 Supermercado Ki-Carne - MS 240 Supermercado Linke - RS 241 Balan Supermercados - SP 242 Hiper São Paulo - BA 243 Abranches e Morais - MG 244 Nicolau Max Supermercados - SP 245 Pca Comercio de Produtos - MG 246 Sup Atac e Imp Magia - SC 247 Vasconcellos - PR 248 Armazem Arcozelo - RJ 249 Daniday Supermercados - CE 250 Furlan & Piola - SP 251 Favorito - MT 252 Sorisso - MT 253 Comercial Sabor de Pão - MG 254 Milu Enxovais - SC 255 Supermercado Tulon - SP 256 Paizão Supermercado - MG 257 Casa Hirata - SP 258 Portuga - SP 259 Superbom - RS 260 Ideal - MG 261 Peruzi Guasso e Cia - RS 262 Bommix Supermercado - SP 263 Coopideal Supermercados - SP 264 Supermercado Paxá - MG 265 Supermercado Valente - MG 266 Supermercado Pedralli - RS 267 Supermercado Neves - MG 268 Supermercado Lima - RS 269 Supermercado Bandeira - SP 270 Ramos Supermercado - PR 271 Figueroa - SP 272 Sup Mob Nova Era - MG 273 Supermercado Blentan - SP 274 Sup Colina Ilhabela - SP 275 Supermercado Guanabara - MS 276 Supermercado Ideal - MT 277 Supermercado Iapó - PR 278 Supermercados Maccari - RS 279 Supermercado Comil - MG 280 Mercadinho Fernandes - PB 281 Supermercado Nelsino - SP

27.966 27.638 27.600 27.600 27.401 26.820 26.621 26.586 26.162 26.059 25.865 25.654 25.577 25.301 25.070 25.000 24.803 24.600 24.397 24.000 23.178 22.600 22.309 22.000 21.896 21.832 21.820 21.720 21.579 20.945 20.569 20.470 20.043 19.700 19.604 19.388 19.095 18.600 18.392 18.349 18.211 18.123 17.879 17.747 17.718 17.671 17.266 17.000 17.000 16.836 16.800 16.586

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 23,4 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 163


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 282 Brait e Pellisson - SP 283 Supermercado Schwalm - RS 284 Supermercado Tuiuti - MG 285 Supermercado Auricchio - MG 286 Minibox Palmeiras - MG 287 Supermercado Itaipú - PR 288 Comercial Bom de Alimento - RS 289 Suoer Mercado Cristal - MG 290 Speciale Supermercado - SC 291 Popular de Tambaú - SP 292 Supermercado Preco Bom - PE 293 Supermercado Danieli - RS ( * ) 294 Mercado Porta - RS 295 Ras - SC 296 Supermercado Pavan - SE 297 Economia do Povo - RS 298 Supermercado 88 - PR 299 Sup Guerra e Bretas - MG 300 Supermercado Irmãos Vaz - BA 301 Supermercado Jardim - RO 302 Lemos Supermercado - PE 303 Supermerc Extraeconomia - SC 304 Cto Coml Mesa Farta - SP 305 Supermercado Canesin - SP 306 Aurinete Alves Garcia - PB 307 Supermercado Jordão - SP 308 Mercadinho Pinheirense - MA 309 Supermercados Gazolla - PR 310 Supermercado Elzio - SP 311 Guaraupetro Guarautos - CE 312 Elton Cris Torina - SP 313 Supermercado Ouro Branco - AL 314 Supermercado Schiavini - MS 315 Paeze Supermercado - GO 316 Prado Vasconcelos - SE 317 Sup Nova Republica - RN 318 Supermercado Vista Mar - ES 319 Atacadinho - MG 320 Merc Lj Pequeno Mundo - MS 321 Frutal Corumbaense - MS 322 Correia Andrade Sup - BA 323 Karpinski - RS 324 Nhandeara - SP 325 Supermercado Querência - RS 326 Supermercado Itaipu - PR 327 Mercado Santa Marta - RS 328 Carolina - SP 329 Supermecado Cameli - AC 330 Supermercado Juvenil - MG 331 Precisão Com Gen Alim - PR 332 Raphael Vanhove e Filhos - RS 333 L C Balan - SP

16.500 16.218 16.203 16.071 15.934 15.846 15.819 15.600 15.524 15.451 15.352 15.113 15.000 15.000 14.678 14.675 14.581 14.575 14.571 14.562 14.484 14.439 14.400 14.326 13.950 13.896 13.800 13.770 13.630 13.538 13.407 13.310 13.200 13.181 12.984 12.706 12.686 12.630 12.600 12.575 12.460 12.294 12.216 12.210 12.200 12.063 12.006 12.000 12.000 12.000 11.980 11.804

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

164 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 334 Supermercado Linharense - ES 335 Supermercado Nacagami - MS 336 Freitas Supermercado - SP 337 Mercado Barcarolo - SC 338 Superemercado Alpheu - SP 339 Varejão Siqueira - PE 340 A D Supermercados - SC 341 Mercearia Kato - SP 342 Supermercado Ferreira - PR 343 Nandas - MS 344 Supermercado Zabot - SC 345 Supermercado Shiki - PR 346 Supermercado Preçotimo - RJ 347 Flv Comercio Hortifruto - SP 348 Supermercado Big Bom - MS 349 Surp e Panf Estrela Dalva - PA 350 Supermercado Pagão - BA 351 Sup Avenida Bandeirantes - PR 352 Super Mercado Souza - SC 353 RAS - SC 354 Super Moresco - RS

11.798 11.685 11.550 11.528 11.501 11.425 11.407 11.358 11.300 11.298 11.031 11.000 10.780 10.722 10.627 10.601 10.579 10.490 10.488 10.400 10.106

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 165


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 355 Supermercado Opção - RN 356 Supermercado Ponto Certo - PE 357 Badotti E Cia - SC 358 Supermercado Bertuol - RS 359 Emporio Garota Chavantes - SP 360 A P da Rocha Filho e Cia - PR 361 Supermercado Favin - PR 362 Mercado Pag Poko - MS 363 Mercado Passarini - PR 364 J S Magalhães - MA 365 Santa Catarina - SP 366 Supermercado Hinghaus - SC 367 Supermercado Merces - MG 368 Paulinho Supermercado - SP 369 Frassul - RS 370 Super Esperança - PB 371 Mercadinho Menino Deus - CE 372 Supermercado Vertentes - PE 373 Caron - ES 374 Rede Bairro - PB 375 F e W Nova Comercial - BA 376 Supermercado Golfeto - PR 377 Mercadinho União - PB 378 Varejão Capitão - MG 379 Dalpar Supermercado - PR 380 Verdurão Supermercado - PR 381 Supermercado Caracol - MG 382 Supermercado LSB - SP 383 Atacadão Dayane - AC 384 Duplo Bom Supermercado - SP 385 Supermercado Porto - SC 386 Adelmo - SC 387 Lojas Solar - RS 388 Supermercados Vitória - SC 389 Supermercado Yamato - SP 390 Supermercado Sta Helena - PR 391 Supermercado União - TO 392 Ferrari - SP 393 Cisne Gêneros - PR 394 Supermercado Campos - GO 395 Busatto - RS 396 Supermercado Campestre - SP 397 Supermercado Viçosense - MG 398 Pregardier Klann - RS 399 Filler - RS 400 Mercado Samara - PR 401 Supermercado Triangulo - TO 402 Supermercado Cerqueira - BA 403 Organizações Super Compra - MG 404 Mercado Bonimix - SC 405 Mercado Joinvillense - SC 406 SUPERMERCADO MAXI - PR

10.044 10.000 10.000 10.000 10.000 9.970 9.900 9.894 9.863 9.724 9.654 9.482 9.364 9.275 9.204 9.155 9.000 8.969 8.902 8.900 8.835 8.798 8.701 8.633 8.547 8.292 8.243 8.200 8.018 7.989 7.924 7.801 7.613 7.595 7.500 7.127 7.105 7.000 6.978 6.851 6.840 6.786 6.712 6.648 6.560 6.500 6.468 6.425 6.367 6.245 6.227 6.160

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

166 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 407 Mercado Reinert - SC 408 Brizolari e Formenton - SP 409 Supermercado Magnabosco - PR 410 Laura dos Santos Oliveira - PB 411 KEK Comercial de Cereais - ES 412 Big Pão - RS 413 DM Supermercado - MG 414 Supermercado Barra do Una - SP 415 Supermercado Pag Poko - MS 416 Clever e Deni Super - PR 417 Colonial Supermercado - SC 418 Superm Show de Compras - ES 419 Mercado Bastos - SP 420 Supermercado Bepler - SC 421 Supermercado Central - SP 422 Supermercado Economico - MS 423 Centro de Compras Zaleski - RS 424 Yassuda Supermercado - SP 425 Bortolotto - RS 426 Marina Braga G Torres - MG 427 Guaduense - MG 428 Bom Dia Carabelli - PR 429 Nova Esperança Com Alim - RJ 430 Mercado Tomazzini - SP 431 Supermercado Zilio - PR 432 Supermercado O Fernando - PI 433 Mercado Begnini - SC 434 Supermercados Golfinho - SP 435 Mercearia Bom Jardim - MS 436 Ype Mercearia - SP 437 Panificadora Primavera - MT 438 Supermercado Pereira - BA 439 Dorini Supermercado - SC 440 Comercial Samy - RS 441 Supermercado Sao Jose - SP 442 Comercial Maryse - MG 443 Sw Supermercado - MG 444 Supermercado Pirajuba - MG 445 Mercado Bom Preço - MS 446 Fortal - PA 447 Mini Mercado Folha Verde - PR 448 Merc Nova Geração Vl Diva - SP 449 Mercado Lider - MS 450 Ponto Certo Supermercado - MG 451 Supermercado Superlar - SC 452 Frutaria Nikkey - RJ 453 H Cantalice - RN 454 Hammer e Moura Comercio - RS 455 Supermercado Cripy - RS 456 Lalo - SP 457 Silvano Lino Espindula - SC 458 Supermercado Rosa Castro - RS

6.100 6.060 6.000 6.000 6.000 6.000 6.000 5.850 5.736 5.662 5.500 5.424 5.400 5.400 5.330 5.298 5.200 5.177 5.040 4.957 4.900 4.800 4.800 4.766 4.672 4.580 4.543 4.542 4.413 4.385 4.365 4.336 4.241 4.237 4.211 4.200 4.192 4.143 4.047 3.950 3.946 3.939 3.878 3.695 3.651 3.624 3.618 3.600 3.569 3.414 3.400 3.400

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(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 167


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 459 Comercial Pavone - MG 460 Compre Bom Center - BA 461 Esteves Coml de Alim - DF 462 Comercial Xepa - TO 463 Superm Ns Sra Aparecida - SP 464 Arlindo Lorenço de Souza - RN 465 supermercado Avenida - MS 466 BeladOro - SP 467 Supermercado Isa - SP 468 Supermercado Dois Irmãos - SC 469 Mercadinho O Caipira - PB 470 Supermercado Dante - PR 471 Supermercado Jardim Belem - SP 472 Mercantil Alimentos - PA 473 Minimercado Primavera - SP 474 Supermercado Extra - RN 475 Supermercado Volmar - SC 476 Supermercado Moro - SP 477 Perenne Supermercado - SP 478 Supermercados Febernati - RS ( * ) 479 Supermercado Bem Brasil - SC 480 Super Vip - RS 481 Laranjeiras Supermercado - MG 482 Mercearia Santa Laura - SP 483 Godo Supermercados - BA 484 Eloi Carlos Weber - RS 485 Supermercado Progresso - GO 486 Supermercado do Vale - MG 487 Magazine Boa Sorte Ltda - PB 488 Alcides Corsino - SP 489 Jeson Breda e Cia - RS 490 Ponto Certo Supermercado - MG 491 Irmãs Viel Ltda - SP 492 Supermercado Veneza Ltda - SC 493 Militão - BA 494 Supermercado Lane - SP 495 Menor Preço Real - PE 496 Supermercado Talini Ltda - RS 497 Super Cesa - RS 498 Bonus Supermercado - PE 499 Açougue e Merc Esquina - SC 500 Fragata Com de Alimentos - RS 501 Supermercado Marcon - RS 502 Supermercado Moreira - PB 503 Panificado Peg Pão - SP 504 Padaria Golobo - RS 505 Unibox - ES 506 Comercial Correia - BA 507 Mauro Antonio de Morais - MG 508 Admilson S de Avila - SC 509 Apav Supermercado - SC 510 Edgar Luiz Valentini - RS 511 Supermercado Correa - RS 512 Ervin Brongiel e Cia - PR 513 Carlos Magno S de Souza - CE 514 Mercearia e Sup Pierrotti - MG 515 Supermercado Real - SC

3.400 3.360 3.313 3.300 3.288 3.250 3.249 3.248 3.188 3.183 3.125 3.117 3.000 3.000 2.974 2.949 2.900 2.866 2.857 2.851 2.831 2.829 2.786 2.760 2.760 2.760 2.749 2.712 2.640 2.580 2.556 2.520 2.500 2.497 2.400 2.400 2.382 2.284 2.264 2.139 2.100 2.041 1.832 1.767 1.668 1.650 1.650 1.590 1.560 1.560 1.509 1.500 1.500 1.500 1.500 1.500 1.500

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — 5,2 — — — — — — — — — — — — — — — — — — -37,5 — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — 3.597 — — — — — — — — — — — — — — — — — — 2.203 — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — 3.493 — — — — — — — — — — — — — — — — — — 2.410 — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — 31.811 — — — — — — — — — — — — — — — — — — 84.863 — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — 11.108 — — — — — — — — — — — — — — — — — — 76.488 — — — — — — — — — — — — — — — — — —

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — 3.528 — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1.679 — — — — — — — — — — — — — — — — — —

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND -2.486 97,1 126,2 9 286,4 31,5 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND -857 109,4 97,3 2,7 111 3,2 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND


SUPERMERCADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % SUPERMERCADOS (CONTINUAÇÃO) 1.486 516 Canel Supermercados - RS 517 Edelzuita Gomes - AL 1.450 1.440 518 Mini Mercado Dammann - RS 519 Supercompras do Eldorado - SP 1.440 520 Mercado Niteroi - MG 1.395 521 Fernando Toshio Tamaru - SP 1.390 522 Supermercado Shangri-la - PR 1.357 523 Merc Lancheria Tres Coque - RS 1.340 1.300 524 Emporio Village - SP 525 Aurileda Moreira Albuquer - CE 1.300 1.256 526 Supermercado Souza - RS 527 Supermercado Tropical - SP 1.252 1.200 528 Mercearia do Ribeiro - GO 529 Oar comercio de Alimentos - ES 1.200 530 Mercado Ferracine - MS 1.200 1.200 531 Supermercado Primavera - BA 532 Sup Mundo da Economia - AL 1.200 533 Sup Silva Cardoso - MG 1.186 534 Casas Sendas - RJ ( * ) 1.175 535 Mercearia Sabel Ltda - RJ 1.124 1.007 536 Mercado Mesa Casa - RS 537 supermercado Ronney - SP 960 538 F Monteiro S Mercearia - MA 900 539 Super Butekão N Sra Penha - MG 897 540 Ideal Supermercado - MG 840 840 541 Heloisa Ines Hertal - PR 542 Venancio Com de Alimentos - SC 780 543 Abreu Supermercado - MG 774 544 Deusderito Jose de Avila - RS 750 545 Supremais - BA 625 616 546 Jose F Pereira e Cia Ltda - MG 547 Casa Imogrante - RS 481 439 548 Mercantil Portuguesa - PR 549 Mercado Arend - RS 433 550 Supermercado Arco Iris - SC 410 551 Mercadinho Ideal - PB 400 552 Mercearia Raphadias Ltda - RJ 400 553 Alpha Trading - SP 400 554 Merc e Lanch Nova Esperan - SP 391 555 Supermercado Bom Jesus - RN 380 556 Mercado Casagrande - SC 375 557 Africana - PA ( * ) 362 558 Genial Emporio - GO 300 559 Casa dos Irmãos - MG 300 560 Univale - GO ( * ) 281 561 Antonio Silveira Albano - RN 270 562 Mercado Tradicional - SC 258 563 Bar e Mercearia Claudeli - MG 250 564 Minimercado Walter - SC 240 565 Supermercado Ouro Verde - BA 228 566 Ishida e Kurata - RO 213 567 Pouso Alto Comercial Ltda - SP 150 568 Arno Scheid e Cia - RS 144 569 Minimercado e Bar Burock - RJ 100 570 Lima Figueiredo - SP ( * ) — ACUMULADO DO SUBSETOR (570) 135.911.250

— — — — — — — — — — — — — — — — — — -54,7 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -56,5 — — 23,7 — — — — — — — — — — 23,4

— — — — — — — — — — — — — — — — — — -215.735 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -355 — — 155 — — — — — — — — — -456 238.321

— — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 184.606 694.429 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -371 585 — — — — 118 2.092 — — — — — — — — — — — — — — — — — — -456 — 924.590 19.809.158

— — — — — — — — — — — — — — — — — — -185.957 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 533 — — 2.048 — — — — — — — — — -1.362 7.881.428

— — — — — — — — — — — — — — — — — — -233.745 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -379 — — 155 — — — — — — — — — -430 1.011.825

— ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND -18.583 ND -18.360,40 0,2 ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 26 ND -98,2 61,8 109,9 -69,7 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND 7 76 55,3 13,4 102,2 5,8 — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND — ND ND ND ND ND -129 ND ND ND ND ND 337.009 97,1 2,4 99,3 162,2 4,5

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | SUPERMERCADOS | CARREFOUR

Disposição para arrumar a casa Bem-sucedido no País, em escala global o grupo é pressionado a acelerar a reestruturação do modelo de negócio Depois de atuar como protagonista em momentos marcantes do setor supermercadista brasileiro no ano passado, o grupo francês Carrefour tenta ficar longe dos holofotes. Tarefa difícil para uma empresa que acumula problemas tão grandiosos como o seu porte de segunda maior rede varejista de alimentos do mundo, atrás apenas do Walmart, e primeira colocada no ranking nacional, uma posição sempre ameaçada pela rival rede Pão de Açúcar, controlada pela também francesa Casino. O Carrefour atravessa um longo período de reestruturação mundial do seu modelo de negócio, focado em hipermercados e considerado ultrapassado por muitos especialistas, e de perda de resultados no exterior, intensificada com a

crise econômica na Europa. Por isso, a companhia obteve pouco sucesso ao tentar ficar fora do foco no Brasil, mesmo tendo, até agosto, emitido apenas comunicados discretos sobre o desempenho das vendas e a importância de manter a operação brasileira, a segunda maior do grupo desde 2011, quando superou a espanhola. A tentativa frustrada de fusão com o seu principal concorrente, o Grupo Pão de Açúcar, no ano passado, engordaram ainda mais os boatos de que a companhia francesa poderia se desfazer dos cada vez mais valiosos ativos no País para fazer frente às dificuldades de caixa no exterior e acalmar os ânimos dos acionistas. “É difícil dizer se está ou não à venda, mas o episódio revelou FOTOS: DIVULGAÇÃO/carrefour

Na América Latina, o mercado brasileiro é o que mais contribui para expansão das vendas

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a fragilidade do grupo nos últimos anos, que chegou a tal ponto de o empresário Abílio Diniz (que à época comandava o Pão de Açúcar) fazer a oferta, que só não foi levada adiante porque o Casino impediu”, relembra Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Conselho do Programa de Administração de Varejo Barrizelli: “Resultados (Provar), da Fundação daqui continuarão Instituto de Administração. estrategicamente Felisoni acrescenta que importantes para o grupo” acionistas importantes que compõem o conselho do Carrefour pressionam a direção do grupo por estarem bastante insatisfeitos com as margens que vem apresentando. Entre os quais estariam o Groupe Arnault, o braço de investimentos do magnata francês Bernard Arnault, e o Colony Capital, dos Estados Unidos. Juntos, eles são os maiores acionistas do Carrefour, detendo cerca de 16% do grupo. Em 2011, o lucro da companhia caiu e o faturamento praticamente ficou estagnado, repetido também na primeira metade deste ano. A alta no semestre foi de apenas 0,5% nas vendas, em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, para um total € 43,68 bilhões, impulsionada principalmente pelos países emergentes, como o Brasil, onde, segundo os especialistas, o grupo poderia estar ainda muito melhor. Mesmo assim, os ativos no País valem ouro neste momento de crise. Mas Georges Plassat, que substituiu Lars Olofsson na presidência executiva do Carrefour e assumiu antecipadamente a função em meados do primeiro semestre para comandar cortes mais severos de custos, já afirmou que considera o Brasil a base de crescimento para os negócios do grupo em toda a América Latina, onde vem apresentando sólida expansão e fez aquisição neste ano, na Argentina. No primeiro semestre de 2012, as vendas na região latino-americana cresceram 9,4%, comparativamente a igual período de 2011, atingindo € 8,7 bilhões.

“Consolidar a reviravolta” O mercado brasileiro respondeu pela maior parte – a expansão das vendas aqui foi de 7,7%, para € 6,15 bilhões, excluídos os efeitos cam-

biais e receita com combustíveis. “O Brasil sempre foi um mercado importante para o Carrefour e é mais ainda agora, com a crise europeia desafiando os varejistas dos países membros da comunidade do euro. Os resultados daqui continuarão estrategicamente importantes para o grupo, que terá que ajustar muito rapidamente sua operação local para que sejam ainda mais relevantes”, diz Nelson Barrizzelli, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo. Em seu relatório sobre os resultados financeiros de 2011, o Carrefour informou que manteria neste ano investimentos em expansão nos mesmos patamares de 2011, ou em cerca de € 700 milhões. No foco dos investimentos estariam China, Brasil e Indonésia, onde afirmou que incentivaria formatos de negócios como as lojas de conveniência, e-commerce e cash & carry. O Brasil, estimou o relatório, continuaria a apresentar neste ano forte crescimento e operação rentável, o que é mais importante para o grupo. Por isso e para manter a liderança no varejo de alimentos brasileiro, a empresa continuaria com a estratégia de “consolidar a reviravolta” no modelo hipermercado, desenvolver o segmento de e-commerce e expandir a bandeira Atacadão, comprada em 2007 e já responsável por mais da metade das vendas e do lucro obtidos aqui. No ano passado, abriu 13 lojas com a marca Atacadão, de um total de 17 planejadas, sendo que seis foram conversões, principalmente de hipermercados. Conhecido como eficiente reestruturador, Plassat também anunciou que o Carrefour está em mais mercados do que pode suportar e realmente deixará alguns países, além da Grécia, da qual saiu recentemente. Ele disse também que precisará de ao menos três anos para colocar a empresa nos trilhos. Os desinvestimentos devem ocorrer em países como Turquia, Polônia, Romênia, Malásia e Taiwan, segundo as expectativas de alguns analistas. Fundada há mais de 50 anos, a companhia está presente em 33

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PREMIADA | SUPERMERCADOS | CARREFOUR

países da Europa, Ásia e América Latina, tem mais de 400 mil funcionários e serve milhões de pessoas. Consumidores que pelo mundo todo, incluindo o Brasil, estão cada vez mais optando por comprar mais perto de casa, em lojas de vizinhança, fugindo dos grandes e cansativos hipermercados.

Espaço para avançar “No Brasil, este formato funcionava muito bem em época de inflação e o Carrefour operou com maestria este modelo. Mas com a estabilidade econômica as lojas menores encontraram um ambiente de sucesso e começaram os problemas para o grupo aqui também, que demorou a operar outros conceitos”, explica Felisoni, que inclusive faz parte do conselho do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar). Para Barrizzelli, o Carrefour também tenta ajustar sua operação no Brasil desde o fim da década de 1990, com várias aquisições. “A mudança estratégica é tentar depender menos dos hipermercados, que são um formado decadente no mundo inteiro Mas o sucesso que ele teve como operador de hipermercados não se repetiu nas redes adquiridas, uma vez que elas possuíam basicamente lojas de vizinhança. A única aquisição de sucesso foi o Atacadão, cujo modelo se aproximava muito da operação de um hipermercado”, diz o professor da FEA, observando que a companhia ainda não se mostrou preparada para administrar lojas

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que requerem uma tecnologia de operação diferente da utilizada em hipermercados. Um desafio para Plassat, que já afirmou não ver motivos para uma administração centralizada globalmente, pois o executivo não consegue entender quais as sinergias que o grupo pode obter, com fornecedores e estoques, operando em países tão distintos como a China e a Colômbia. No Brasil, o grupo iniciou operações há 37 anos e finalizou o ano passado com 235 lojas – 186 hipermercados, 41 supermercados e oito no formato conveniência. Todo esse gigantismo, diz Felisoni, fez do Carrefour uma marca forte no mercado brasileiro, muito conhecida e associada a preços baixos. “E, graças à gestão firme atual, ele está se recuperando. Isso é bom para o Brasil em termos de competitividade. É positivo ter mais players fortes”, diz o presidente do conselho do Provar, para quem há muito espaço no País para o grupo avançar e crescer ainda mais. Barrizelli acredita que durante um tempo razoável o Carrefour vai continuar atrás de resultados mais robustos no Brasil, mas buscando crescimento orgânico. “Eles estão transformando lojas Carrefour em Atacadão e buscando novos mercados com esse formato. Não creio que façam novas aquisições, mesmo porque não existem mais redes de grande porte que possam adicionar muito faturamento ao Carrefour. Atualmente as aquisições, se existirem, serão pontuais, como tem acontecido.” (IN)


A caminho de uma reconfiguração Mesmo com os indícios de retomada no primeiro semestre, quando o volume de vendas avançava 9,1% no acumulado do ano, o varejo certamente não repetirá o excelente ano de 2010 – quando cresceu 10,9% – e vive um ano de atividade mais moderada. Mesmo assim, cravará marca positiva, talvez próxima aos 6,7% do ano passado. O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), por exemplo, reduziu de 7,5% para 6,5% sua previsão de crescimento. Graças às medidas tomadas pelo governo para manter a economia aquecida, a estimativa foi reduzida em apenas um ponto, conta Fernando de Castro, presidente do IDV. “A desoneração da folha de pagamento para alguns setores e a redução de taxas de juros e cortes nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns segmentos do varejo são elementos motivadores de consumo.” Para especialistas no setor, a crise internacional pode afetar o desempenho do comércio varejista, mas não na mesma intensidade que é observada em outros países. Reynaldo Saad, sócio-líder no atendimento às empresas do setor varejista da empresa de consultoria Deloitte, afirma que a estabilidade econômica do Brasil deve ser levada em consideração: os níveis de desemprego estão cada vez mais baixos, a inflação se mantém relativamente estável, o volume de crédito disponível no mercado é abundante e a taxa de juros cai. De acordo com o Índice

Antecedente de Vendas (IAV), estudo realizado com os associados do IDV – grandes varejistas, responsáveis por aproximadamente 25% do faturamento do setor –, o ramo de bens não duráveis continua a se destacar, com forte retomada a partir de agosto, com alta de 14,9%, após desacelerar em julho. Já o setor de bens semiduráveis (como vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos), de desempenho mais comedido, tende a uma ligeira melhora a partir do segundo semestre. Em particular, as tradicionais liquidações das coleções de outono/inverno devem dar a tônica do período, com expansão entre 7,1% e 8,6% de julho a setembro. No segmento de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos, material de construção, automóvel), fortemente influenciado pela expansão do crédito, a perspectiva para o segundo semestre é de crescimento na casa dos 9,8%. Estes setores têm alavancado a atividade econômica e o varejo. Para o presidente do IDV, esse perfil deve manter-se no curto e médio prazos, uma vez que as necessidades brasileiras nestas áreas são enormes. “Há um déficit habitacional grande e qualitativo, pois muitas pessoas não estão morando com o conforto que elas gostariam. Elas desejam trocar seus móveis, fazer reformas. Isto eu chamo de déficit qualitativo”, diz Castro. Em termos de crescimento regional, na avaliação do IDV, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste prometem expansão relati-

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VAREJO GERAL

Expansão mais moderada e chegada de novos concorrentes fortes podem dar nova cara à atividade


VAREJO GERAL

va mais forte, mas o Sul e o Sudeste continuarão a crescer muito quantitativamente, na avaliação do IDV. Saad, da Deloitte aponta expansão continuada nos subsetores de alimentos, vestuário, cosméticos e produtos de higiene e limpeza. “No caso de alimentos, as pessoas passaram a ter uma cesta de compras mais diversificada, com novos produtos, novos hábitos alimentares, o que contribuiu para o crescimento do setor.” O mesmo, afirmam, aconteceu para o setor de vestuário. Quanto ao segmento de higiene e limpeza, o grande incremento veio pela entrada de novos consumidores, com a ascensão social das classes C e D. Além disso, ele destaca, o ramo de higiene e limpeza recebeu forte investimento em inovações e em novos produtos e, por consequência, em marketing, para despertar novos hábitos dos consumidores. O ramo de cosméticos, por sua vez, foi bastante beneficiado, nos últimos anos, devido à maior presença feminina no mercado de trabalho. “Além de demandarem mais esses produtos, as mulheres tendem a comprar mais cosméticos quando sua renda aumenta, observa.” Para Gustavo Carrer, consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de São Paulo, não há dúvidas de que as medidas do governo para aquecer o consumo ajudam a driblar os impactos da crise internacional sobre a economia. Mas ele alerta para certos limites do consumo no desempenho do varejo no curto e médio prazos. Um deles é o “efeito primeira vez”. “Em 2011, mais de seis milhões de pessoas viajaram de avião pela primeira vez, compraram eletrodomésticos e produtos de alta tecnologia pela primeira vez. Ou seja, este ciclo de compras está se esgotando.” O consultor também alerta para a luz amarela que acendeu em relação à inadimplência. No primeiro semestre, o volume de dívidas em atraso aumentou 7,9%, ante igual período

do ano passado. Foi de inadimplência acumulada no semestre, de acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A entidade concorda que o nível é alto, mas não foge do controle. Nos últimos três anos, a taxa líquida de inadimplência para os primeiros semestres ficou em 7,5%, 6,6% e 8,7% para 2011, 1010 e 2009, respectivamente.

Opção de aplicação Num mercado mais apertado, o que se nota é um acirramento da concorrência, provocado pela entrada de novas redes globais no mercado brasileiro. A francesa Sephora inaugurou recentemente sua primeira loja no País; outras grandes marcas européias têm planos de vir. Um movimento natural, comenta Gustavo Carrer, consultor do Sebrae de São Paulo – a crise na Europa força muitos competidores internacionais a procurar mercados mais aquecidos como o Brasil. Outro fator, este interno, estimula o aumento da concorrência: diante da queda da rentabilidade de aplicações financeiras, causada pela redução da taxa de juros, muitos aplicadores optam por colocar seu dinheiro em um negócio comercial. Segundo o consultor Carrer, nunca houve tanto interesse, como nos últimos dois anos, na abertura de negócios. Em tal cenário, segundo o consultor, não é exagero pensar em uma reconfiguração do varejo nacional a médio prazo. “A competição muito mais intensa na quantidade e na qualidade, levará ao aperfeiçoamento de modelos de negócios, do design de lojas”, acredita. Por isso, o varejista estabelecido precisa estar atento, porque o novo ambiente será muito mais desafiador. Castro, do IDV, concorda em que o setor varejista como um todo passa por um grande processo de modernização e de expansão de fronteiras regionais. “Cada vez mais o comércio moderno avança aos lugares mais distantes do Brasil, redesenhando toda uma estrutura logística.”

Com a queda dos juros, as aplicações financeiras deixaram de ser atraentes para muitos investidores, que optam por um negócio comercial para colocar seu dinheiro

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(LR)


VAREJO – GERAL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % INFORMÁTICA, PAPELARIAS E LIVRARIAS 1 Livraria Saraiva - SP 1.441.821 23,7 12.388 7.734 941.993 284.461 79.298 352.438 62,4 0,9 153,1 331,2 2,7 2 Livraria Cultura - SP ( * ) 278.319 16,8 3.331 2.181 120.392 9.387 10.236 18.642 65,5 1,2 231,2 1.282,50 23,2 54.655 1.417,30 6.939 6.350 14.085 7.562 7.067 1.275 91,5 12,7 388 186,3 84 3 Multidisplay - RJ ( * ) 4 Multirede - SP 41.113 43,5 -2.337 2.887 26.560 5.462 -359 -439 ND -5,7 154,8 486,3 52,9 5 Cinearte - SP 18.320 -8,1 3.063 1.135 18.093 9.095 4.252 3.811 37,1 16,7 101,3 198,9 12,5 6 Padrão IX - DF ( * ) 8.480 44,7 4.136 3.136 23.070 4.367 4.216 13.017 75,8 48,8 36,8 528,2 71,8 7 CTD - RS ( * ) 7.451 16,7 1.022 652 3.770 2.862 1.237 942 63,8 13,7 197,6 131,8 22,8 8 MV Sistemas - PE ( * ) 1.680 -15,1 -34 -34 1.152 311 -101 -184 ND -2 145,9 370,7 -10,9 248 -60 -290 -290 7.741 -1.030 13 5.616 ND -117 3,2 ND ND 9 Contaregis - RS 10 R.H.F - SC — — -74 2.677 15.203 9.091 0 — ND ND ND 167,2 29,4 — — 998 998 11.209 11.192 964 174 100 ND ND 100,2 8,9 11 Investors - SP ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.852.086 16,8 29.142 27.426 1.183.268 342.760 106.823 395.291 65,5 1,2 153,1 265 23 MÁQUINAS, FERRAMENTAS E FERRAGENS 1 Ferramentas Gerais - RS 463.482 10,8 -19.709 -24.211 403.462 155.421 -15.365 221.040 ND 2 Silmaq - SC 130.645 -16,1 20.768 22.570 142.804 111.508 29.757 129.176 108,7 3 Selbetti - SC 29.755 15,9 4.173 2.653 25.438 10.605 5.156 -469 63,6 4 Pesa - PR ( * ) 20.870 -23,4 9.429 8.751 4.932 4.060 9.436 1.421 92,8 5 Allcomp - RS ( * ) 10.266 6,2 4.481 4.490 9.809 9.552 4.578 4.031 100,2 9.856 15,1 285 185 5.007 3.026 579 3.656 65 6 Maquimotor - RS ( * ) 7 Portuense Ferragens - PA 1.467 12.454,80 79 65 2.157 426 108 -933 82,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 666.341 11 19.506 14.503 593.609 294.598 34.250 357.921 87,5

-4,3 15,9 14 45,2 43,7 2,9 5,4 14

114,9 91,5 117 423,2 104,7 196,8 68 114,9

259,6 128,1 239,9 121,5 102,7 165,5 506,3 165,5

-15,6 20,2 25 215,5 47 6,1 15,3 20,2

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, ELÉTRICO E DE ILUMINAÇÃO 1 Di Cicco - SP ( * ) 628.550 19,1 5.023 6.241 314.011 31.701 25.332 84.560 124,3 2 Balaroti - PR 326.391 25,6 20.290 4.664 121.026 3.821 22.354 6.028 23 3 Tumelero - RS ( * ) 193.280 38,4 1.669 1.119 102.606 6.775 7.892 24.979 67,1 4 Elétrica DW - PR ( * ) 87.241 30,7 5.616 5.579 42.410 28.990 5.228 16.128 99,3 33.622 16,1 398 -295 14.187 4.472 289 8.094 ND 5 Emel - RS ( * ) 6 Costaneira - RS 31.341 35,2 509 366 15.199 4.341 872 2.903 71,9 7 Construquimica - SP ( * ) 10.917 123,3 2.535 2.535 6.051 3.528 2.643 1.273 100 8 Casa Ferreira - SP 8.300 9,6 309 304 3.167 2.147 422 1.911 98,4 9 Aliança de Ouro - CE ( * ) 5.390 12,7 102 75 3.270 2.175 174 1.855 73,5 10 Seixas - SP 4.049 170 3.367 3.158 52.483 14.097 2.012 227 93,8 11 Nortintas - RJ ( * ) 3.616 98,6 1.654 1.787 2.494 2.158 1.964 6 108,1 12 Nicsa - RJ ( * ) 2.693 — 591 414 2.224 1.005 629 -1.145 70,1 13 Casa Lourenço - SP ( * ) 2.629 23,4 -6 -6 2.720 1.426 -6 1.274 ND 14 Sanitária Fluminense - RJ 969 — -48 -48 3.268 2.247 39 -222 ND 28,1 42.008 25.893 685.116 108.882 69.843 147.871 93,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 1.338.988

0,8 6,2 0,9 6,4 1,2 1,6 23,2 3,7 1,9 83,2 45,7 21,9 -0,2 -5 2,8

200,2 269,7 188,4 205,7 237 206,2 180,4 262 164,8 7,7 145 121,1 96,7 29,7 184,4

990,5 3.167,40 1.514,50 146,3 317,2 350,1 171,5 147,5 150,3 372,3 115,6 221,3 190,7 145,4 206

19,7 122,1 16,5 19,2 -6,6 8,4 71,8 14,2 3,5 22,4 82,8 41,2 -0,5 -2,1 17,9

MÓVEIS 1 Lojas Salfer - SC ( * ) 490.180 — 6.134 5.136 316.704 42.990 -37.592 -142.717 83,7 1,3 154,8 736,7 12 2 Liliani - MA ( * ) 187.069 37,2 4.876 3.682 133.282 22.880 -20.896 1.522 75,5 2,6 140,4 582,5 16,1 3 Líder Agrícola - SP ( * ) — -100 -155 829 5.858 5.551 -151 342 ND ND ND 105,5 14,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 677.249 -31,4 10.855 9.647 455.844 71.421 -58.639 -140.853 79,6 1,9 147,6 582,5 14,9 RELOJOARIAS, JOALHERIAS E ÓTICAS 1 H Stern Est Unif - RJ ( * ) 222.175 -10,1 5.743 18.659 436.138 298.116 9.529 159.888 324,9 2,6 50,9 146,3 2 HSJ - RJ ( * ) 136.186 -10,1 22.362 15.024 133.909 115.220 24.684 57.829 67,2 16,4 101,7 116,2 180 — -155 -171 152 124 -154 -25 ND -86,1 118,7 122,4 3 GDO Ópticas - SP ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 358.542 -10,1 27.949 33.512 570.199 413.460 34.059 217.691 196 2,6 101,7 122,4

6,3 13 -137,7 6,3

DIVERSOS 1 B2W - SP 3.848.396 3,9 -179.598 -99.996 3.506.743 1.157.377 145.276 482.731 ND -4,7 109,7 303 -8,6 2 Pontofrio.Com - RJ ( * ) 1.700.768 224,9 4.223 -1.110 593.744 48.641 112.975 -40.510 ND 0,3 286,5 1.220,70 -2,3 3 Fujioka - GO 836.876 16,2 44.076 16.468 384.076 169.842 44.541 149.828 37,4 5,3 217,9 226,1 9,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 175


VAREJO – GERAL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 4 Mills Estrutura - RJ 677.592 26,6 130.127 92.177 1.288.603 736.140 238.156 112.143 70,8 19,2 52,6 175,1 12,5 5 Hortigil - ES 541.997 36,9 — — — — — — ND ND ND ND ND 6 CDA - GO ( * ) 487.445 16,5 22.260 14.979 171.996 63.418 32.327 134.081 67,3 4,6 283,4 271,2 23,6 193.374 — — — — — — — ND ND ND ND ND 7 Econ - SP 8 Cerbel Barretos - SP 181.792 12,1 200 -3 72.965 2.115 1.655 41.711 ND 0,1 249,2 3.449,70 -0,1 120.000 — — — — — — — ND ND ND ND ND 9 Higa - SP 10 Dabo Matl Handling - SP 96.049 12,2 3.156 1.689 57.092 3.914 6.781 15.752 53,5 3,3 168,2 1.458,70 43,2 94.573 — — — — — — — ND ND ND ND ND 11 Superdip - PR 90.149 — -16.448 -11.962 105.729 24.213 -12.608 4.800 ND -18,2 85,3 436,7 -49,4 12 Brasvending - SP ( * ) 65.118 32,1 16.246 11.833 33.241 20.873 17.277 -20 72,8 25 195,9 159,3 56,7 13 ELASA - MG 14 Tratorcase - PR ( * ) 58.919 -22,2 2.365 1.656 26.522 11.555 4.591 14.983 70 4 222,2 229,5 14,3 15 Telex - RJ ( * ) 43.674 12,3 -730 260 52.526 12.277 1.194 3.200 ND -1,7 83,2 427,9 2,1 16 Pantoja - SP 42.188 — — — — — — — ND ND ND ND ND 35.009 3,2 1.108 1.398 36.772 30.542 1.847 30.290 126,1 3,2 95,2 120,4 4,6 17 Krahenbuhl - SP 18 Unimix Comércio - RS 33.670 — — — — — — — ND ND ND ND ND 31.503 — — — — — — — ND ND ND ND ND 19 Mercado Veratti - MS 23.755 25,4 -6.533 -6.533 16.655 -3.985 -3.483 2.919 ND -27,5 142,6 ND ND 20 Basemetal - SP ( * ) 21.190 -7,9 1.082 816 13.988 1.723 2.256 2.127 75,4 5,1 151,5 811,8 47,4 21 Santerra - SC ( * ) 22 CNA - RS ( * ) 20.531 48,6 5.167 3.413 13.752 5.810 4.849 7.298 66 25,2 149,3 236,7 58,7 23 Tecnomotor Distribuidora - SP 16.506 55 937 550 8.165 1.936 1.340 1.818 58,7 5,7 202,2 421,8 28,4 15.725 — -11.683 -7.735 71.481 26.544 -11.241 17.554 ND -74,3 22 269,3 -29,1 24 Loungerie - SP 25 Thermus - CE ( * ) 11.609 123,4 717 559 9.661 4.378 237 2.139 78 6,2 120,2 220,7 12,8 26 Dorini & Cia - SC 11.084 — — — — — — — ND ND ND ND ND 8.640 — — — — — — — ND ND ND ND ND 27 Supermercado Nogueira - SP 28 Merc Irmãos Cantalice - PB 7.753 — — — — — — — ND ND ND ND ND 7.465 — — — — — — — ND ND ND ND ND 29 Armazem Bom Preço - RS 6.679 — — — — — — — ND ND ND ND ND 30 Mercado Japonês - CE 6.600 — — — — — — — ND ND ND ND ND 31 Supermercado Sorriso - RS 6.143 45,1 5.240 4.639 16.312 14.988 5.536 2.032 88,5 85,3 37,7 108,8 31 32 F M G - SC 33 Nutriep - ES ( * ) 4.446 — 743 629 1.844 1.086 873 576 84,7 16,7 241,2 169,8 58 34 J S Ramos - MG 4.226 — — — — — — — ND ND ND ND ND 4.200 — — — — — — — ND ND ND ND ND 35 Supermercado Manicobal - PE 3.672 — — — — — — — ND ND ND ND ND 36 Adilson Vieira - ES 37 Rede Multi Market - ES 2.800 — — — — — — — ND ND ND ND ND 38 Mini Mercado Tolentino - RJ 2.370 — — — — — — — ND ND ND ND ND 39 Nacional Print - PE ( * ) 2.311 0,3 1.042 822 3.541 2.466 1.059 470 78,9 45,1 65,3 143,6 33,3 40 Comércio de Frutas - SC 1.256 — — — — — — — ND ND ND ND ND 41 Casa Rosa - BA 835 — — — — — — — ND ND ND ND ND 720 — — — — — — — ND ND ND ND ND 42 Mini Mercado Toriama - SP 43 Mercado Fuzetti - PR 500 — — — — — — — ND ND ND ND ND 44 Pad e Conf Bon Giorno - RS 462 — — — — — — — ND ND ND ND ND 390 -5,2 -49 -49 428 242 -2 -105 ND -12,5 90,9 177,1 -20,1 45 Bemoreira - RJ ( * ) 46 Sudeletro - RJ 324 37,3 286 486 4.527 4.327 -274 14 169,9 88,4 7,2 104,6 11,2 47 FG Araçatuba - SP ( * ) 37 -21,7 -4 -5 2.907 2.883 -3 -1 ND -11,9 1,3 100,8 -0,2 48 Pereira Carvalho - RJ ( * ) 11 6,4 -122 135 3.309 3.261 -230 13 ND -1.093,20 0,3 101,5 4,1 49 BGA - SP — — -66 -66 12.644 12.434 -171 9.613 ND ND ND 101,7 -0,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (49) 9.371.331 16 23.744 25.052 6.509.224 2.358.999 594.757 995.457 72,8 4 120,2 226,1 11,2 SHOPPING CENTER 1 Shopping Cidade Jardim - SP 41.654 22,9 -897 -842 313.123 188.584 22.583 -10.801 ND -2,2 13,3 166 -0,5 2 Shopping Center - SP 194 — -464 -479 5.989 5.584 -422 -231 ND -238,4 3,3 107,2 -8,6 3 Combrascan - RJ ( * ) — — -3.791 162.901 1.298.360 1.235.597 -3.909 -783 ND ND ND 105,1 13,2 4 Riomar - PE — — -8.761 -8.761 134.564 18.738 -100 -3 ND ND ND 718,1 -46,8 5 Shopping Sul - RS ( * ) — — -10 -10 2.541 1.778 -10 0 ND ND ND 142,9 -0,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 41.848 22,9 -13.922 152.809 1.754.577 1.450.281 18.142 -11.818 ND -120,3 8,3 142,9 -0,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

176 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


Empresas como a goiana Fujioka se aproveitam do novo mapa do consumo brasileiro para buscar consolidação no mercado local O varejo brasileiro sofreu profunda transformação na última década. Ancorado pelo crescimento econômico – que possibilitou melhoras significativas nos níveis de distribuição de renda e maior acesso de crédito à população mais pobre –, registrou avanços notáveis. Esse amadurecimento, somado à expectativa de retomada do crescimento da economia, reflete-se diretamente na forma de maior profissionalização e acesso a capital para investir. E proporciona cenário propício para fomentar um fenômeno recente – o surgimento de importantes varejistas regionais. Um exemplo de como a conjuntura econômica pode estimular empreendedores locais a construir histórias de sucesso é a Fujioka. A trajetória da empresa começa a ser escrita no início dos anos 1960, quando Tetsuo Shiraishi chega ao interior de São Paulo para aprender os segredos da arte da fotografia. Shiraishi passou quatro anos aprendendo o ofício. Após esse período, foi para Goiânia e ensinou as técnicas aos sobrinhos, Teruo e Sussumi. Em maio de 1964, eles abriram a primeira loja da Fujioka. Na fundação, a empresa, batizada de Foto Sakura, era apenas um estabelecimento que tirava e revelava fotografias para documentos pessoais. Cresceu, abriu novas lojas em Goiânia e no Distrito Federal e passou a oferecer aos clientes serviços e produtos Felisoni: dos mercados de ótica e “perspectivas relógios. No fim dos anos pelo Brasil” 1970, começou a atuar

também no atacado. Nessa mesma época e já com planos ambiciosos para ganhar terreno na capital federal – atualmente são 27 lojas por ali –, a empresa recebeu um novo sócio, Katsume Fujioka, e adotou o nome atual. Quase 50 anos depois, os números evidenciam uma organização consolidada regionalmente e pronta para novos desafios. A Fujioka tem 2,5 mil funcionários, 54 lojas de varejo e uma rede com dez pontos de distribuição ao atacado que alcança boa parte do território nacional. Um time de 70 consultores dá apoio aos clientes das diversas regiões atendidas. A cesta de produtos e serviços da empresa também está bem mais diversificada. As lojas cobrem as áreas de áudio, vídeo, informática, telefonia, ótica, beleza e, naturalmente, serviço fotográfico. Embora esteja no DNA da Fujioka, o serviço DIVULGAÇÃO fotográfico sofreu alterações importantes no novo desenho dos negócios. Os avanços tecnológicos, que trouxeram à tona processos de revelação de foto cada vez mais rápidos, levaram a empresa a descentralizar esse serviço. Hoje, a Fujioka dispõe de 40 minilabs, como são conhecidas as máquinas de revelação imediata, instaladas em seus estabelecimentos. Até 2014, pretende ser a maior varejista do segmento de tecnologia do CentroOeste. Quer, ainda, estar entre as cinco principais distribuidoras do País.

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 177

PREMIADA | VAREJO GERAL | FUKIOKA

Além das fronteiras regionais


PREMIADA | VAREJO GERAL | FUKIOKA

Alertas de longo prazo Na análise de especialistas, a trajetória da Fujioka dá pistas de como há espaço para desenvolver redes regionais de porte pelo interior do país. Claudio Felisoli, presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo (Provar), observa que o crédito e a emergência dos 40 milhões de novos consumidores que se incorporaram à classe média (para não falar nos programas de transferência de renda que deram fôlego ao Nordeste) tiveram como consequência natural um movimento de pulverização do varejo. “A expansão do consumo ajudou a mitigar os efeitos da crise de 2008 e estimulou um espalhamento do varejo. Isso desenhou um novo mercado consumidor, que abre perspectivas auspiciosas de crescimento por todo o Brasil.” No caso do CentroOeste, foco territorial de atuação da Fujioka, esse cenário parece ainda mais promissor. O bom desempenho do agronegócio, motor da economia da região, vem ampliando a renda média e estimulando o aumento populacional de vários municípios, o que aumenta a expectativa de bom desempenho para o varejo local. Exemplo disso é Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiás, cuja população cresceu 35% nos últimos dez anos. A Fujioka tem duas lojas no município. As perspectivas animadoras para o desenvolvimento do varejo trazem uma certeza – a de que o setor continuará se expandindo por todos os cantos do País – e diversas possibilidades, que dizem respeito aos meios que darão suporte ao crescimento. Nos principais centros de consumo do eixo Sul-Sudeste, varejistas dos mais diversos segmentos de atuação estão se consolidando por meio de fusões e aquisições de concorrentes. Assim, o próximo passo será acelerar a entrada em outras regiões. “No varejo farmacêutico, a expansão geográfica das grandes redes já começou de forma bastante consistente e organizada”, lembra Ricardo Pastor, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios de varejo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“É natural que o movimento chegue a toda a cadeia ao longo dos próximos anos, com varejistas locais se tornando alvo de grandes empresas nacionais.” Neste caso, diz, as redes regionais que tiverem escala e gestão profissionalizada e não quiserem ser incorporadas por gigantes do varejo terão dois caminhos possíveis a seguir. “Como a capacidade de investir com geração de caixa e capital próprio é limitada, as empresas bem preparadas poderão optar por receber o aporte de fundos interessados em ser sócios ou precisam estar prontas para dar um passo adiante, que seria a abertura de capital”, afirma Pastor. A expansão do consumo a que assistimos nos últimos anos tem tudo para continuar. Mas, passada a fase inicial de satisfação da demanda reprimida, o ritmo tende a diminuir gradativamente ao longo dos próximos anos, fixando-se em taxas mais moderadas de crescimento. Isso vale não só para as expectativas das famílias, como também para as da macroeconomia. Até aqui, o consumo foi estimulado por aumento do crédito, reduções de impostos, corte nos juros básicos (atualmente em 7,5% ao ano), avanços no emprego e nos salários, programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. De agora em diante, porém, quem vai sustentar a economia terão de ser os investimentos, públicos e privados. “O governo precisa investir mais ou, em breve, a capacidade de crescer de forma robusta estará comprometida, principalmente por falta de uma logística adequada, que pode significar produtos mais caros e prejudicar o varejo”, prevê Felisoli, do Provar, ao lembrar que as taxas atuais de investimento em relação ao PIB são de 18%. Economistas defendem que um crescimento de 5% exige taxas de investimento entre 22% e 25% do PIB. Já Ricardo Pastor, da ESPM, acredita que um dos obstáculos diz respeito à indústria. “O setor industrial deve se dedicar mais ao mercado interno ou não acompanhará o crescimento de demanda do varejo e continuará perdendo espaço para os produtos importados.”

No Centro-Oeste, território principal de atuação, o desempenho do agronegócio alimenta a expectativa

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(LF)


Com potencial acima da média Tanto o consumidor brasileiro quanto o comércio e a indústria ainda estão se ajustado às compras e vendas via internet. Mas os especialistas garantem: os incentivos governamentais de acesso à internet por banda larga – como o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet em alta velocidade a preços baixos para 4,3 mil municípios até 2014 –, aliados às perspectivas favoráveis de crescimento econômico do País, alavancam o potencial de migração (ou conversão, no jargão do setor) do consumidor do varejo físico para o e-commerce. Este prognóstico é referendado pelo recente estudo “Índice de e-Commerce de Varejo 2012” da empresa de consultoria de gestão global A. T. Kearney, no qual o Brasil aparece como o segundo colocado entre os países emergentes com maior potencial de crescimento no varejo eletrônico, atrás da China e à frente de Rússia Chile e México, nesta ordem. A estimativa é de que o comércio on-line brasileiro, que movimenta atualmente o montante de US$ 10,6 bilhões, cresça 12% anualmente pelos próximos cinco anos. Segundo previsões de Cristina Rother, diretora de negócios da e-bit, empresa que pesquisa comportamento de compras, em 2012 o e-commerce crescerá no mesmo ritmo de 2011. “O esperado é que até o fim do ano o varejo on-line atin-

ja um faturamento de R$ 23,4 bilhões, valor nominal 25% maior que o de 2011”, diz, acrescentando que só no primeiro semestre, período em que historicamente acontecem 45% das vendas do ano, a receita foi de R$ 10,2 bilhões. O comércio eletrônico teve início no Brasil por volta de 1997, quando grandes empresas como Pão de Açúcar, Livraria Cultura, Magazine Luiza e Ponto Frio apostaram que este seria um importante canal de vendas. Segundo Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), nos Estados Unidos o e-commerce representa 7% do total das vendas no varejo, enquanto no Brasil este percentual ainda não passa de 3%. “Mas categorias como eletrônicos, informática e eletrodomésticos têm enorme futuro no comércio on-line, pois a percepção do consumidor é de que os preços na internet são mais baixos”, diz. A ABComm tem sede em São Paulo e conta com mais de 50 empresas relacionadas ao comércio eletrônico, entre lojas virtuais e fornecedores de serviços. Na visão de Salvador, de 1997 para cá houve três pontos de virada importantes no e-commerce brasileiro. O primeiro em 2004, quando os sites de busca e comparação de preços, como Google e Buscapé, se tornaram grandes fontes de tráfego para as lojas virtuais, permitindo a micro e pequenos empresários virtuais que

E-COMMERCE

O comércio eletrônico representa apenas 3% do total das vendas no varejo brasileiro. Mas o potencial de crescimento é enorme

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E-COMMERCE

pudessem anunciar a custos baixos e obter ótimas taxas de conversão. Até então as ações de mídia on-line estavam restritas aos grandes portais, o que tornava muito caro anunciar na internet. O segundo ponto de virada foi o aumento da penetração da web nas famílias com renda mensal abaixo de R$ 3 mil, que puderam comprar seu primeiro computador. O terceiro foi o surgimento das mídias sociais. “Sites como Google, Twitter e blogs ganharam rapidamente o gosto do brasileiro, que pode compartilhar com suas listas de amigos e familiares suas boas – ou más – experiências de compras on-line.” O presidente da ABComm informa ainda que atualmente as empresas do setor está investindo em logística, transportes, tecnologia e em meios de pagamento. “Na questão logística, automatizam os processos, para que o crescimento dependa cada vez menos de pessoas e que os processamentos dos pedidos sejam mais ágeis, fazendo o produto chegar às mãos dos compradores em prazos cada vez menores”, diz Salvador, acrescentando que pequenas transportadoras, com eficiência local, estão sendo incorporadas por grandes empresas, visando ganho de capilaridade e redução de custos de entrega.

Na percepção dos dirigentes da B2W – Companhia Global do Varejo, empresa líder em comércio eletrônico no Brasil, a alta penetração de serviços como internet banking, a expansão dos sites de compras coletivas e as redes sociais são indicadores da disposição da população brasileira em adotar novas tecnologias e costumes. Razão de sobra para que a B2W anuncie que continuará investindo no aperfeiçoamento da experiência de compra do consumidor por meio de novas funcionalidades nos sites, novos serviços e adequação da sua plataforma logística. A B2W foi constituída em dezembro de 2006 como resultado da fusão entre os sites de compra Americanas.com e Submarino. As marcas geridas pela companhia são Americanas.com, Submarino, Shoptime, Blockbuster Online, Mesaexpress.com.br e SouBarato. com.br, além das empresas controladas pela B2W: Ingresso.com, B2W Viagens e Submarino Finance, esta última uma joint venture com a Cetelem, financeira do grupo BNP Paribas. As empresas controladas pela B2W oferecem mais de 700 mil itens distribuídos em 37 categorias, como informática, eletrodomésticos, eletrônicos, celulares, móveis, utilidades domésticas, brinquedos, livros, entre outros. A base de clientes da B2W vem crescendo fortemente. O que anima a empresa a planejar uma expansão ainda maior para atender a todas as regiões do País. Para tanto, em novembro de 2011 a companhia começou a operar um novo centro de distribuição localizado em Recife (PE) e até o fim deste ano vai começar a funcionar outro centro semelhante em Uberlândia (MG). Isso vai garantir maior agilidade na entrega de produtos adquiridos nos sites da companhia e melhoria no atendimento aos clientes de Minas Gerais e das regiões Centro-Oeste e Norte. Além disso, a B2W tem projeto para mais um centro de distribuição no Rio de Janeiro, em 2013.

A crescente oferta de novos serviços eletrônicos indica a disposição dos brasileiros em aceitar (e adotar) novas tecnologias e costumes

Adoção de costumes Indagado sobre se o sortimento limitado das lojas tradicionais favorece os varejistas on-line, Salvador responde que a provisão de mercadorias de várias espécies é um diferencial competitivo do e-commerce que nenhuma loja física consegue bater. “Alguma livraria de shopping conseguiria ter três milhões de títulos em suas prateleiras? Uma loja de rua, que vende roupas, poderia ter 220 mil peças guardadas em estoque? O e-commerce pode. Se perguntarmos para os consumidores o que eles querem, as principais respostas serão as mesmas hoje e daqui a dez anos: mais sortimento e menores preços”, argumenta.

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(LReina)


INDÚSTRIA

Retomada ainda tímida mira um 2013 melhor DIVULGAÇÃO

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Competitividade, degrau a subir Depois de medidas conjunturais tomadas no ano passado, o governo agora dá passos em direção a medidas estruturais

INDÚSTRIA

A

indústria brasileira entrou no segundo semestre exibindo registros de retomada – recuperação tímida, é certo, mas que pode ganhar fôlego em 2013. A produção fechou o primeiro semestre em queda de 3,8%. A partir de junho mostrou sinais de reação e talvez complete o ano com números positivos, ainda que à beira de um ataque de nervos. Nas previsões severas do mercado financeiro (relatório Focus), com dados de agosto, a produção cairá 1%. O Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi) alimenta expectativas um pouco melhores e pergunta, em análise também feita em agosto: conseguiremos repetir 2011, quando a produção cresceu 0,4%? Para o ano que vem, porém, o céu parece abrir-se: espera-se uma expansão de pelo menos 4% (semelhante ao que poderá vir a ser o próprio PIB, que neste ano ainda deve patinar nos 2%). Situação complicada, embora não uniforme. Como se vê nas análises desta edição, setores de ponta, que ainda contam com mercados externos e sólido consumo interno, não têm do que reclamar – eletrodomésticos, equipamentos elétricos, material eletrônico – e estão em polo oposto ao da indústria têxtil, submetida à feroz concorrência chinesa. Sinal dos tempos, a indústria vem perdendo, ano a ano, participação no PIB; sua presen-

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ça, que passava dos 35% há pouco tempo, não chega atualmente a 20%, sendo substituída pela participação do setor de serviços, tal como nos países ricos, onde esta supera os 70%. Isso leva observadores (apressados, muitos deles) a bradar contra a desindustrialização de uma economia que se transformou em “agromineral”. E há economistas que imaginam, certamente numa abstração, que o Brasil poderia viver sem indústria, já que comércio, serviços e importações fornecem os empregos e a renda de que as pessoas precisam para consumir. Miram-se eles no exemplo da Austrália, país avançado e de população pequena. Não é este, no entanto, o pensamento dominante. Os problemas da indústria ganharam relevância nos últimos meses, para além de reclamações corporativistas. Anos de juros altíssimos, real valorizado, custos elevados (o “custo Brasil) dos insumos (como energia) e uma infraestrutura deficiente fragilizaram o setor. [Muitos colocam nessa conta o avanço dos salários, mas este tem insuspeitadas virtudes, que podem compensar a coluna dos custos.] Para complicar, a imprevisível crise global reduziu a demanda pelos manufaturados brasileiros, reforçando ao mesmo tempo a disposição de exportar para cá, a preços mais baixos, o que sobra por lá. Resultado: a


indústria brasileira perdeu a competitividade, e este é o nome do jogo. As montadoras são bom exemplo. Estimuladas, vão bem no mercado interno, mas naufragam no externo: no primeiro semestre, suas exportações caíram 9%. Quando se considera o destino Europa, o número desce a patamares ínfimos, pois foram vendidos no primeiro semestre apenas 1.186 veículos, uma queda de 85%. Para recuperar a competitividade – palavra esquisita que já entrou no vocabulário cotidiano –, os industriais reclamam iniciativas governamentais. Seus críticos dizem que eles querem meramente proteção e intervencionismo, nos moldes do que ocorreu nos anos 1970, sobretudo no período Geisel. Mas o governo concorda com eles e já optou claramente por uma política industrial que vá além das forças de mercado. Menos por uma afeição particular e mais para estimular o consumo – que ajudaria a recuperar uma economia preguiçosa –, os governantes vêm distribuindo pílulas de incentivo. Evitou-se o pior, até agora.

Adequar-se à configuração

no câmbio, cravando a marca de R$ 2 para o dólar (há exportadores sonhando com R$ 2,20, mas afinal já houve um avanço). Passos à frente foram dados neste ano, já no rumo de medidas estruturais, de mais largo fôlego. O novo pacote de abril renovou incentivos fiscais, estabeleceu mais desonerações, definindo compromissos com a inovação tecnológica e a ampliação do conteúdo brasileiro nos produtos industrializados. Nesse campo quase estratégico, a joia da coroa, até agora, emergiu em agosto. Ela tem duas faces: numa, dirige-se à infraestrutura (ponto central da competitividade), mudando o modelo e assumindo concessões e PPPs para atrair o investidor privado (e estrangeiro) a investir em ferrovias e rodovias; noutra, define o novo regime automotivo, casando incentivos fiscais a conteúdo nacional e investimentos em pesquisa (regime extensivo a setores de ponta como telecomunicações e informática), a partir de 2013. Começam a ser lançadas, pois, as cartas de uma política industrial explícita (diferente daquela dos anos 1990 que, via abertura comercial, também ajudou a modernizar o parque industrial). É natural que provoque divergências. “Essa política protecionista, de escolha dos vencedores, constrange a capacidade produtiva a ficar aqui nesse rame-rame. É preciso olhar além da avenida Paulista [sede da Federação das Indústrias o Estado de São Paulo – Fiesp]”, diz o economista Edmar Bacha, segundo a Folha de S.Paulo. A discussão sobre desindustrialização está “cheia de equívocos”, afirma, de seu lado, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo; em vez de desindustrialização, “temos de falar em reindustrialização”. Há um evidente processo de encolhimento industrial no Brasil – acrescenta – e não conseguimos, ao contrário da China, articular as cadeias produtivas. Uma política industrial encaixa-se aí: “Significa escolher setores que desejamos priorizar e que sejam adequados à nova configuração global”.

A política industrial que se vislumbra é diferente daquela adotada nos anos 1990, quando a abertura comercial ajudou a modernizar o parque industrial

Os gestos iniciais do ano passado foram marcadamente conjunturais. Primeiro, vieram as isenções de IPI para automóveis e eletrodomésticos, principalmente os da linha branca. Depois, a desoneração de encargos trabalhistas para setores altamente intensivos de mão de obra, como os de calçados, têxteis e móveis; renovados a cada trimestre, todos permanecem, ampliados. Além disso, liberou novos recursos para o BNDES, permitiu redução ou isenção de impostos na importação de bens necessários à modernização das fábricas e nos que incidiam sobre empréstimos tomados no exterior (para atrair investimentos). Mais que isso, decidiu dar preferência a produtos nacionais nas compras da União. Paralelamente, já em 2012, tomavam-se decisões de maior monta, como a redução nos juros básicos (para já quase palatáveis 3% anuais em termos reais) e intervenção decisiva

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Mais seringueiras brasileiras A produção cresce e se desloca, em parte, para o Centro-Sul; apesar disso, ainda representa apenas um terço da demanda

BORRACHA

Jaqueline Mendes Manaus já foi quase o centro do mundo, entre o fim do século XXIX e os anos 1930. Mas, desde que um aventureiro inglês roubou 70 mil mudas de seringueira e as levou para a Ásia, o feérico ciclo da borracha se extinguiu. A produção de lá para cá nunca mais foi a mesma e enfrenta uma demanda que a supera largamente. “O Brasil consome, aproximadamente, 400 mil toneladas de borracha seca por ano enquanto produz 135,5 mil. O déficit, portanto, é grande”, afirma Gustavo Henrique Firmo de Araújo, da Divisão de Culturas Permanentes e Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desequilíbrio semelhante deveria abrir um horizonte de oportunidades para a produção nacional. No entanto, o movimento ocorre a duas velocidades, e os esforços de produção local ainda não dão conta. “As perspectivas são de um distanciamento ainda maior da almejada autossuficiência. As projeções indicam a necessidade de um milhão de toneladas de borracha natural em 2030”, alerta Firmo de Araújo. Para satisfazer essa demanda, entram em cena três países asiáticos: Indonésia, Tailândia e Malásia, os maiores produtores mundiais (e os mesmos que receberam as nossas mudas). Deles vieram quase 220 mil toneladas em 2011, mais de 90% de todo o material importado pelo Brasil, ao

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custo de US$ 1,03 bilhão. “As importações foram 10% menores em volume, comparadas às de 2010”, diz Firmo de Araújo. Mas, em termos de valor, a alta chegou a 39%. “Os preços da borracha em 2011 ficaram em patamares elevados, acelerando os investimentos no setor.” O aumento da produção, porém, ainda está distante da demanda interna, apesar da liberação de recursos governamentais. “Em 2010 foram aplicados R$ 27,119 milhões em créditos de custeio e investimento, distribuídos em 789 contratos; em 2011, foram R$ 49,451 milhões e 1.064 contratos”, ressalta Araújo. Para 2012 e 2013, o Plano Agrícola e Pecuário oferece linhas de crédito para investimento a juros controlados de 5,5% ao ano. No entanto, o heveicultor pode acessar recursos de outras formas, como por meio do Programa de Redução da Emissão dos Gases do Efeito Estufa (Programa ABC), que tem juros mais favorecidos de 5% ao ano, limite de crédito de R$ 1 milhão por beneficiário e prazo de até 15 anos para amortização. O resultado esperado dessas linhas de crédito é que o ritmo dos investimentos seja acelerado. Outra medida adotada pelo Mapa é a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que garante o mínimo de R$ 1,73 por quilo de borracha natural para a safra 2012/2013. Nos últimos dez anos, a produção de borracha natural, em látex coagulado, cresceu 64% no Brasil, de 135,5 mil para 221,8 mil


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toneladas. E as árvores que se concentravam na Amazônia mudaram para o Centro-Sul do País. A produção brasileira do insumo está concentrada nos Estados de São Paulo (54,5%), Mato Grosso (13,5%) e Bahia (12,8%), seguidos por Espírito Santo (4,3%) e Goiás (3,8%). O plantio de seringueiras em São Paulo foi crescente entre 1983 e 1992. Depois disso, passou por um processo de queda por causa de uma onda de preços baixos. O mais rico estado do País só retomou o plantio de mudas novas a partir de 2003, e no ano de 2009 atingiu 20,34 milhões de árvores em produção.

BORRACHA

IMPORTADOS ASIÁTICOS A partir da borracha são fabricados mais de 40 mil produtos. “No Brasil, a indústria pneumática é a principal consumidora doméstica de borracha natural, com uma participação de, aproximadamente, 65% no mercado interno”, diz Firmo de Araújo, acrescentando que esta fatia deverá aumentar para 70% em 2020. Mas, na atividade desse grande consumidor, os sinais também são complicados. “Apesar da alta produtividade e do valor adicionado que gera ao País, o setor de pneumáticos, em apenas três anos, migrou de um cenário otimista, de US$ 377 milhões de superávit em 2009, para um cenário desabonador de déficit recorde de US$ 107 milhões em 2011”, afirma Eugênio Deliberato, presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). Para ele, uma das causas é a contração do mercado internacional. “A crise de endividamento dos países desenvolvidos provocou o decrésci-

mo das exportações dos pneus nacionais – uma redução de 12% no total das categorias, de 2007 a 2011”, acrescenta. Além disso, a concorrência não dá sossego. “Os importados asiáticos representam hoje mais de 40% do mercado de reposição de pneus; em 2005, esta fatia era de apenas 13%”, diz Deliberato. Ele ressalta que, “se o Brasil não reduzir o seu custo para a indústria e não impor medidas que impeçam as práticas desleais de comércio, a tendência de queda, para 2013, deverá ser mantida”. Se o quadro apresentado por Deliberato se concretizar, haverá redução na fabricação de pneus. Mesmo assim, a produção da matéria-prima ainda continuará aquém da demanda de pneumáticos ou de outros artefatos. “As perspectivas para o Brasil mostram um setor com o desafio de suprir um déficit anunciado que, em 2020, deve ser da ordem de 400 mil toneladas”, diz Heiko Rossmann, diretor-executivo da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor). Ele avalia que, considerando o preço médio de importação em janeiro de 2011, o País poderá gastar cerca de US$ 2,17 bilhões com as importações de borracha daqui a oito anos. “Curiosamente, este é o montante necessário para expandir a área plantada com seringueiras a fim de atender à demanda projetada”, afirma. Tal investimento possibilitaria “criar pelo menos 38 mil postos de trabalho no campo e remover 57,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, gerando benefícios não só econômicos, mas sociais e ambientais para os brasileiros”.

BORRACHA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS E UTILIDADES DE BORRACHA 1 Vipal - RS ( * ) 748.122 2 Vipal Nordeste - BA ( * ) 397.414 3 Zanotti - SC ( * ) 227.861 4 Paranoá Borracha - SP ( * ) 184.335 5 Correias Mercúrio - SP ( * ) 170.064 6 Mercur - RS ( * ) 100.448 7 Mucambo - BA ( * ) 86.413 8 Techseal - SP 31.630 9 Bitar Irmãos - PA ( * ) 1.889 10 Bonesa - PE ( * ) — ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.948.176

6,7 104,7 24,6 22,5 30 8,5 23,4 11,6 9,6 — 22,5

-21.235 101.206 40.882 4.343 9.010 12.437 -325 3.603 -1.275 -886 147.759

87.175 89.724 26.773 1.160 8.253 10.965 -11.943 2.318 -964 -886 212.575

1.459.173 479.616 410.206 103.926 131.994 74.022 92.743 23.943 18.548 7.874 2.802.046

485.538 242.823 381.300 32.367 77.594 44.187 22.852 15.030 10.700 1.057 1.313.448

-1.211 123.991 40.882 17.660 13.961 13.836 1.665 4.923 -1.275 -64 214.368

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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94.683 173.655 — 27.700 30.362 47.949 34.852 5.865 — 3 415.069

ND 88,7 65,5 26,7 91,6 88,2 ND 64,4 ND ND 76,8

-2,8 25,5 17,9 2,4 5,3 12,4 -0,4 11,4 -67,5 ND 5,3

51,3 82,9 55,6 177,4 128,8 135,7 93,2 132,1 10,2 ND 93,2

300,5 197,5 107,6 321,1 170,1 167,5 405,8 159,3 173,4 744,6 185,4

18 37 7 3,6 10,6 24,8 -52,3 15,4 -9 -83,8 8,8


Recuperação fica para depois A crise internacional e a competição global parecem afetar linearmente a indústria de transformação. Alguns setores sofrem perdas sérias; outros permanecem onde estão, sem avanços nem recuos; outros, ainda, não enfrentam perdas, mas deixam de ganhar, vendo reduzirem-se as expectativas que nutriram – menos mal, pois ainda assim há expansão. Este último é o caso do setor de couro e calçados. Sob forte pressão da concorrência asiática, tanto dentro como fora do País, e na dependência de medidas governamentais para aliviar impostos e aumentar barreiras – proteção é um reclamo generalizado –, a indústria do couro esperava aproveitar o crescimento projetado para 2012 para se recuperar da crise de 2009. Os números, até agora, ficaram no meio do caminho. “A crise internacional provocou um impacto no setor, que cresceu menos que o esperado. Por isso, há uma certa decepção”, afirma Diogo Serafim, diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) – entidade representativa de 2.500 empresas brasileiras que produzem peças para calçados, como palmilhas, saltos, solas, tiras e cabedais. Segundo Serafim, as projeções eram de um crescimento de 8% a 10% . Mas, em função da crise internacional, o ano deve fechar com algo entre 5% e 8%. Já a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados

(Abicalçados), que representa os fabricantes do produto acabado, ainda mantém o otimismo, apesar da frustração que o setor viveu no ano passado, quando esperava chegar perto de 1 bilhão de pares produzidos e acabou vendo uma redução de 8,9% (de 894 milhões para 814 milhões de pares). Seu presidente, Milton Cardoso, confia em crescimento neste ano, embora ainda sem cravar números. A confiança tem como base a lenta retomada que se verifica no segundo semestre, tanto para a indústria em geral como para o segmento de calçados – economistas vaticinam que este movimento reforçará a musculatura para levar a 2013 um crescimento que pode chegar a 4% no PIB. Os avanços, porém, na opinião dos industriais, dependem da manutenção do equilíbrio cambial, que poderá recuperar as exportações a partir do dólar a R$ 2 e da adoção de novas ações por parte do governo, no campo da desoneração fiscal e de encargos sociais, tal como propuseram, ao longo do ano, as entidades que formam o Conselho de Desenvolvimento do Plano Brasil Maior. A expectativa da Abicalçados também decorre das boas vendas do varejo registradas em maio e junho e que vêm estimulando os lojistas a realizar novos pedidos e em mais quantidades, preparando-se para o fim do ano. Além dos reflexos do cenário externo e do câmbio, o setor vive assombrado pela perda de competitividade em relação a con-

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COURO E CALÇADOS

Esperam-se avanços, mas incertezas no cenário internacional contribuíram para atrapalhar um ano que prometia mais


COURO E CALÇADOS

correntes asiáticos cada vez mais agressivos. E a Assintecal tem sentido na pele essa concorrência dos chineses. Em 2009, descobriu-se que fabricantes chineses estavam driblando a tarifa antidumping de US$ 13,85 sobre o calçado pronto que vem da China, trazendo as peças para cá e montando o produto como se fosse nacional. Por isso, no final do ano passado, a entidade entrou com um pedido no governo para elevar de 18% para 35% as tarifas de dois componentes do produto acabado: solados e cabedais. “Basta atuar sobre esses dois componentes, pois com isso praticamente já se monta um calçado inteiro”, explica Serafim. Se a produção sofre, também são prejudicados os trabalhadores de um setor caracterizado pela intensiva utilização de mão de obra. De acordo com dados da Abicalçados, de janeiro a maio deste ano, a indústria calçadista empregou 351,6 mil trabalhadores – uma queda de 3,7% sobre o mesmo período do ano passado. “A perda de mais de 13 mil postos de trabalho em maio deste ano, resultado ainda do desempenho negativo do ano passado, precisa ser recuperada”, aponta Cardoso, da Abicalçados. Para Vidal Veicer, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Acessórios de Viagem (Abiacav), o que atrapalha não é a importação de grife europeia, mas a dos produtos mais baratos da China, que tomou conta de segmentos como material escolar e moda. Mas, segundo Veicer, o problema é anterior ao fenômeno da invasão chinesa. Há 20 anos, quando sequer havia a pressão da importação, a entidade já pedia a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de acessórios de couro: “O custo Brasil continua alto, as pequenas indústrias fechando e a importação crescendo. O peso do IPI é de 10%, mas, com o efeito cascata, esta isenção baratearia o produto final em 20% a 25%, além de desonerar a exportação brasileira”, diz Veicer, acrescentando que uma redução

dessas deixaria o artigo nacional bastante competitivo em relação aos chineses. O pedido da Abiacav depende exclusivamente da boa vontade do Ministério da Fazenda, mas a entidade não está muito otimista: “Nosso impacto fiscal é baixo e, com muitas empresas pequenas, não há escala para elevar a arrecadação com o aumento das vendas”, diz Veicer, explicando que, das empresas representadas pela Abiacav, apenas 5% são médias e grandes – o restante, mais de duas mil empresas, são pequenas. “Os principais efeitos seriam sobre o emprego e a exportação.”

“RUIM PARA TODOS” Neste aspecto, a Abicalçados registra quedas consecutivas no faturamento com as exportações. Embora o setor não tenha deixado de apostar no mercado internacional e esteja pronto para retomar o volume de negócios, só no acumulado de janeiro a maio de 2012 o declínio nas vendas externas foi de 20%. A Assintecal também não tem o que comemorar com o cenário externo. A expectativa era de faturar US$ 1,13 bilhão em exportações neste ano, mas o acumulado do primeiro semestre já ficou 4% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Para 2013, tal como ocorre em 2012, o cenário não permite divisar alvos com clareza. A Assintecal está mais otimista com o mercado interno do que com o externo, em função da crise internacional que, a cada mês, traz notícias alarmantes em relação a algum país da Europa. “Já foram a Grécia e Portugal, e agora Espanha e Itália. O mercado externo deve demorar mais um pouco (a se recuperar). O problema é a desconfiança que faz a indústria lá de fora vender menos e importar menos”, diz Diego Serafim. Já a Abiacav mantém-se em território neutro – não há outro jeito. “Não estamos pessimistas, mas não estamos sorrindo. Está ruim para todos, no mundo, e nosso segmento também será atingido.”

Desdobramento negativo da paradeira do ano passado: redução no nível de emprego da indústria calçadista no primeiro semestre deste ano

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(CV)


COURO E CALÇADOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CALÇADOS 1 São Paulo Alpargatas - SP 1.891.127 17,7 317.680 307.420 2.040.628 1.477.688 306.026 -101.356 96,8 16,8 92,7 138,1 20,8 2 Grendene - CE ( * ) 1.604.507 9,2 330.882 312.399 1.999.297 1.675.666 236.586 647.195 94,4 20,6 80,3 119,3 18,6 3 Beira Rio - RS ( * ) 775.887 51,7 126.711 83.212 366.046 221.010 134.859 230.881 65,7 16,3 212 165,6 37,7 4 Dakota - RS ( * ) 329.268 21,8 52.008 45.776 429.431 278.069 41.080 148.454 88 15,8 76,7 154,4 16,5 5 Penalty - SP 240.307 9,2 12.184 6.723 220.357 40.314 26.358 96.714 55,2 5,1 109,1 546,6 16,7 218.716 20,6 31.394 23.202 140.434 91.274 35.903 77.000 73,9 14,4 155,7 153,9 25,4 6 Piccadilly - RS ( * ) 7 Via Uno - RS ( * ) 206.266 20,2 -6.356 3.662 312.386 78.151 5.621 230.224 ND -3,1 66 399,7 4,7 8 Usaflex Calçados - RS ( * ) 189.526 39,2 10.105 7.354 128.124 25.218 22.221 59.818 72,8 5,3 147,9 508,1 29,2 112.193 119,4 32.599 39.966 56.600 28.353 35.740 10.500 122,6 29,1 198,2 199,6 141 9 CBC - PE ( * ) 10 Dakota - RS ( * ) 101.921 62 18.328 14.443 110.932 99.778 19.170 41.563 78,8 18 91,9 111,2 14,5 11 Azaléia - RS 94.704 -27,9 -225.974 -225.873 555.053 275.295 -880 — ND -238,6 17,1 201,6 -82,1 82.854 91,2 25.950 23.376 68.265 58.870 25.765 39.478 90,1 31,3 121,4 116 39,7 12 Dakota Calçados - SE 13 Daiby - RS ( * ) 62.678 3,5 -5.995 -5.256 48.471 36.112 -4.707 21.653 ND -9,6 129,3 134,2 -14,6 14 Jacob - RS 52.763 23,4 3.748 2.851 54.067 47.304 4.429 26.211 76,1 7,1 97,6 114,3 6 15 Castro Alves - BA ( * ) 36.084 14,9 2.631 7.445 19.419 15.946 2.964 8.121 283 7,3 185,8 121,8 46,7 35.175 -22,7 -2.812 5.762 35.307 20.863 -2.630 12.781 ND -8 99,6 169,2 27,6 16 Andreza - RS ( * ) 18.841 23,6 1.703 1.145 8.022 5.838 2.063 5.946 67,2 9 234,9 137,4 19,6 17 Luiza Barcelos Calçados - MG ( * ) 18 Touroflex - SP ( * ) 3.622 31,6 -553 -61 9.215 3.892 -40 -3.059 ND -15,3 39,3 236,8 -1,6 — — — — 1.300.638 587.133 — — ND ND ND 221,5 ND 19 Vulcabrás Azaléia CE - CE ( * ) 20 Vulcabras/Azaléia - BA ( * ) — — — — 661.328 484.067 — — ND ND ND 136,6 ND — -100 1.949 1.509 24.385 23.869 -85 171 77,4 ND ND 102,2 6,3 21 Baldo Calçados - RS ( * ) 20,6 726.182 655.057 8.588.404 5.574.712 890.443 1.552.295 78,1 8,2 104,3 153,9 18,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 6.056.439 CURTUMES 1 Viposa - SC 263.509 70,8 10.062 7.804 224.830 91.215 10.062 98.721 77,6 3,8 117,2 246,5 8,6 2 Fuga Couros - RS ( * ) 141.839 29,9 -7.171 9.156 237.341 178.270 -2.523 71.822 ND -5,1 59,8 133,1 5,1 141.700 9,5 10.841 8.445 162.767 117.255 11.767 73.771 77,9 7,7 87,1 138,8 7,2 3 Mastrotto Brasil - BA ( * ) 4 Brespel - BA ( * ) 132.702 5,8 -3.046 -3.046 119.511 12.892 4.134 47.220 ND -2,3 111 927 -23,6 5 Curtume Jangadas - MT ( * ) 70.192 98 5.884 4.154 61.628 26.636 8.796 5.051 70,6 8,4 113,9 231,4 15,6 55.342 58,1 201 142 32.780 7.688 343 14.992 70,9 0,4 168,8 426,4 1,9 6 Apucarana - PR ( * ) 7 Moderno - PE ( * ) 41.963 24,4 8.605 7.985 49.982 22.443 8.119 23.613 92,8 20,5 84 222,7 35,6 8 Krumenauer - RS ( * ) 26.489 42,4 57 100 32.593 15.347 898 22.708 174,8 0,2 81,3 212,4 0,7 24.341 2,4 -648 -4.032 38.402 15.519 1.395 21.128 ND -2,7 63,4 247,5 -26 9 Aimoré - RS ( * ) 10 Tannery - MT 22.432 -9,7 -539 -539 37.281 27.495 -227 4.547 ND -2,4 60,2 135,6 -2 16.945 17,9 -2.484 -3.367 38.480 7.543 -1.455 -6.466 ND -14,7 44 510,1 -44,6 11 Curtuara Curtume - MS ( * ) 12 AP Muller - RS ( * ) 8.304 84,4 162 74 5.846 1.723 377 2.968 45,6 2 142,1 339,3 4,3 13 Inpele - RN ( * ) 1.550 9,9 -23 -1.452 4.672 2.966 -21 -187 ND -1,5 33,2 157,5 -49 14 Curtume Lemense - SP — — -127 -127 10.454 10.052 -127 2.338 ND ND ND 104 -1,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 947.307 24,4 21.775 25.298 1.056.566 537.043 41.538 382.227 77,6 0,2 84 227 1,3 DIVERSOS 1 Brisa - BA 64.458 4,8 11.287 10.438 75.285 69.558 11.592 28.908 92,5 17,5 85,6 108,2 15 2 Primicia - SP ( * ) 32.901 15,2 243 1.262 35.356 15.274 -82 20.171 519,9 0,7 93,1 231,5 8,3 3 Sanej Saneamento de Jaú - SP ( * ) 13.355 26,8 7.492 5.888 32.340 20.000 7.748 6.703 78,6 56,1 41,3 161,7 29,4 4 Casa dos Artefatos Couro - RS ( * ) 6.907 10,9 219 165 3.993 2.476 383 1.518 75,4 3,2 173 161,3 6,7 5 Topshões - RS 5.621 35,6 1.146 949 3.698 2.079 1.169 2.448 82,8 20,4 152 177,9 45,7 6 Curtume Fasolo - RS ( * ) 187 2,6 -786 -786 8.035 -46.495 -272 -6.664 ND -421,5 2,3 ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 123.429 13 19.601 17.917 158.707 62.892 20.539 53.083 82,8 10,3 89,3 161,7 15 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 189


Desfile em alta definição ELETRODOMÉSTICOS

Com IPI ou sem IPI, o brilho das linhas branca e marrom se espalha e a tendência é de expansão generalizada Paulo Bischof Com boa parte de seus produtos beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o setor de eletrodomésticos teve um bom desempenho no primeiro semestre de 2012, mesmo tendo sofrido com a queda das exportações para a Argentina, seu maior comprador. “A indústria tem conseguido bons resultados em 2012, com uma expansão de todos os segmentos de eletroeletrônicos. Comparando o primeiro semestre de 2012 com o mesmo período de 2011, os percentuais de crescimento variam entre 6% e 13%. Certamente, a redução do IPI ajudou em muito nestes resultados”, diz Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Segundo ele, a redução do IPI para produtos do setor de linha branca fez com que a venda de lavadoras automáticas crescesse 10% no primeiro semestre do ano. Isso significou a venda de 1,6 milhão de unidades, ante pouco menos de 1,5 milhão no mesmo período do ano passado. Na primeira metade do ano foram vendidos ainda 3,4 milhões de refrigeradores, o que representou uma alta de 12% sobre os 3 milhões do ano passado. Os fogões, por sua vez, passaram de 1,8 milhão para 2,1 milhões de unidades vendidas, crescimento de 16% no mesmo período de comparação. Mesmo a linha marrom (televisores e equipamentos

190 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

de áudio e vídeo), que não foi beneficiada pela desoneração tributária, teve um bom desempenho. “Na linha de áudio e vídeo, a busca pela inovação tecnológica – Blue-Ray, câmeras digitais – vem mantendo o mercado com vendas entre 10% e 15% acima das do mesmo período de 2011”, diz Kiçula. Ele lembra que a Olimpíada também ajudou a elevar as vendas de televisores. “Sempre um grande evento incentiva a compra e, no caso das Olímpiadas de Londres, a possibilidade de ver as imagens em alta definição incrementou as vendas”, afirma. A próxima Copa do Mundo deve produzir impacto maior. No caso dos produtos de informática, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) espera que os fabricantes faturem R$ 45,7 bilhões, um desempenho que representa uma alta de 5% neste ano em relação ao ano passado. “O crescimento estimado é muito próximo da estabilidade neste ano, mesmo com a entrada de novos produtos como tablets e outros equipamentos”, diz Luiz Cezar Rochel, gerente de economia da entidade. Na opinião de Kiçula, a reversão da cotação do dólar também foi uma boa notícia para o setor. A moeda americana começou o ano bastante valorizada, chegando a ser cotada a R$ 1,70 em fevereiro, quando começou a subir, ultrapassando os R$ 2 em maio. “O dólar cotado a este valor beneficia a situação econômica do país, pois favorece a competitividade industrial.


ELETRODOMÉSTICOS

Com a cotação mais baixa, ocorria importação de componentes, em vez da compra de produtos nacionais, o que desvalorizava o mercado interno”, diz Kiçula. Mas, segundo Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), os reflexos benéficos ainda demandam tempo para amadurecer. “Tanto os insumos para as empresas da Zona Franca como os produtos acabados levam em média 60 dias para sair da Ásia e chegar ao Brasil. Ou seja, as mudanças com relação à compra de insumos nacionais ou importados por conta da questão cambial deverão acontecer a partir do segundo semestre”, diz. Somente a partir de então é que o produto fabricado no Brasil deve ficar mais competitivo em relação ao importado. Périco cobra do governo federal uma taxação mais enérgica sobre os importados. “Somado à redução da carga tributária, isso daria maior fôlego à industria e tempo para o governo realizar todos os investimentos em infraestrutura e educação que nos tornariam mais competitivos no cenário mundial. Hoje temos que reconquistar o mercado interno”, afirma. Já a Eletros defende a prorrogação por tempo indeterminado do IPI reduzido para a linha branca. Instituído em 1º de dezembro de 2011, com validade inicialmente para até 31 de março, o benefício fiscal foi prorrogado por duas vezes, no fim de março e, mais recentemente, no fim de junho, o que estendeu a desoneração até o fim de agosto. De qualquer forma, contando com os incentivos, o setor trabalha com uma expectativa positiva até o fim do ano. A Eletros prevê uma demanda ainda alta por parte dos produtos da linha marrom e o aumento tradicional da demanda no Natal. Para os trabalhadores, nos primeiros cinco meses do ano, o incentivo fiscal se traduziu em empregos. De janeiro a junho, os fabricantes de linha branca abriram 1.224 vagas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do

Trabalho e Emprego (MTE), revertendo o fechamento de 609 postos no mesmo período do ano passado. Para as empresas, o efeito dos incentivos já se mostra no faturamento.

Força latino-americana No balanço do primeiro semestre da fabricante sueca de eletrodomésticos Electrolux, a América Latina vendeu 17,8 bilhões de coroas suecas e respondeu por 17,5% do faturamento global de 101,6 bilhões de coroas (expressivo avanço em relação à participação de 15,2% na primeira metade do ano passado). A região também respondeu por 26% do lucro operacional no período. “O volume de vendas das nossas operações na América Latina cresceu bastante, em parte impulsionado pelos incentivos fiscais do governo brasileiro e pelas nossas operações no Chile e na Argentina. Os bons resultados obtidos nestes dois países têm origem na aquisição da CTI, que continua a superar o desempenho médio do mercado”, diz Adriano Moura, CFO América Latina -Relações com Investidores da Electrolux. Na Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp e maior fabricante do setor, a América Latina foi a única região que apresentou crescimento no balanço do primeiro trimestre. As vendas na região cresceram 3% e atingiram US$ 1,3 bilhão. No segundo, no entanto, a região sentiu a desaceleração econômica e fechou o primeiro semestre com uma queda de 4,8% no faturamento, que encerrou o período em US$ 2,4 bilhões. “Nossos negócios na América do Norte e na América Latina continuaram extremamente bem e nós estamos satisfeitos com o nosso desempenho financeiro na primeira metade do ano”, diz Jeff Fettig, diretor-presidente da Whirlpool. Em fevereiro, a companhia ampliou a presença no Brasil, com a inauguração de um laboratório para lava-louças em Rio Claro, no interior de São Paulo. Este foi o 23º laboratório da multinacional no país.

Empresas multinacionais comemoram os bons resultados na América Latina e a elevação da participação da região no seu faturamento global

192 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


ELETRODOMÉSTICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ELETROPORTÁTEIS 1 Semp Toshiba AM - AM ( * )

1.225.535

31,1

154.429

74.660

2.094.644

1.384.960

106.465

701.774

48,4

12,6

58,5

151,2

5,4

2 Elgin - SP

333.263

-16,3

-3.692

12.343

300.019

194.871

-10.076

57.485 ND

-1,1

111,1

154

6,3

3 Cemaz - AM ( * )

227.752

-892

-892

544.881

191.731

3.065

-25.148 ND

-0,4

41,8

284,2

-0,5

4 Daruma - SP

185.562

-27

4.921

6.760

199.847

44.813

38.560

86.851

137,4

2,7

92,9

446

15,1

5 Hitachi Kokusai - MG

40.653

-1,7

-11.159

-14.166

43.557

3.388

-8.274

17.025 ND

-27,5

93,3

1.285,80

-418,2

6 Pancostura - SP ( * )

26.756

19,8

-6.762

-5.423

41.379

8.096

-1.286

14.071 ND

-25,3

64,7

511,1

-67

7 Bernauer - SP ( * )

24.929

-16,5

15.145

15.122

66.785

11.327

10.877

7.885

99,9

60,8

37,3

589,6

133,5

8 Sanyo AM - AM ( * )

8.727

-71

18.297

13.088

127.451

103.631

6.458

1.631

71,5

209,7

6,9

123

12,6

9 IEC - RS ( * )

8.066

21,4

-1.062

-1.062

16.588

2.854

-440

-1.286 ND

-13,2

48,6

581,2

-37,2

10 Houston NE - PI ( * )

1.351

-85,1

9.708

39.189

229.008

219.674

9.371

-6.640

718,6

0,6

104,3

17,8

268

-93,1

-29.782

-13.398

368.239

-451.696

-3.306

ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 2.082.862

-16,4

149.151

126.221

4.032.398

1.713.649

151.415

11 IGB Eletrônica S.A - AM ( * )

403,7

-30.840 ND -11.112,70 822.808

99,9

-0,4

0,1 ND ND 48,6

365,1

5,9

GRANDES FABRICANTES 1 Whirlpool - SP

5.817.938

5,5

202.163

368.678

4.762.904

1.715.964

343.978

-527.862

182,4

3,5

122,2

277,6

21,5

2 Electrolux Brasil - PR

3.365.180

11,7

37.758

140.545

2.158.111

781.746

106.938

280.609

372,2

1,1

155,9

276,1

18

3 Whirlpool AM - AM

618.058

-14,4

40.107

48.228

781.244

467.928

55.039

124.023

120,3

6,5

79,1

167

10,3

4 Metalfrio - SP

413.351

-6,8

32.445

7.248

579.356

248.473

39.065

42.611

22,3

7,9

71,4

233,2

2,9

5 Faet - RJ ( * )

129.582

37,9

19.808

18.185

234.469

33.975

21.094

85.091

91,8

15,3

55,3

690,1

53,5

6 Fae Ferragens - CE ( * )

73.576

4,5

-4.473

-4.410

52.598

25.573

-902

22.473 ND

-6,1

139,9

205,7

-17,2

7 Wanke - SC

52.435

24,7

1.474

830

81.595

34.924

5.878

98

56,3

2,8

64,3

233,6

2,4

8 Eletro NE - PI ( * )

41.722

50,3

21.922

16.630

73.546

71.169

19.993

41.948

75,9

52,5

56,7

103,3

23,4

115

-99,9

11

4

81

11

17

29

33,6

9,4

141,2

734,6

32,7

ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 10.511.957

5,5

351.215

595.938

8.723.904

3.379.763

591.100

69.021

83,8

6,5

79,1

233,6

18

9 Latina - SP ( * )

LINHA BRANCA 1 Esmaltec - CE ( * )

561.806

4,8

48.478

38.774

450.801

384.082

56.121

188.435

80

8,6

124,6

117,4

10,1

2 Mueller - SC ( * )

130.595

11,7

17.655

25.422

86.122

52.875

25.146

27.689

144

13,5

151,6

162,9

48,1

692.401

8,2

66.133

64.196

536.923

436.957

81.267

216.124

112

11,1

138,1

140,1

29,1

ACUMULADO DO SUBSETOR (2)

DIVERSOS 1 Irmãos Fischer - SC ACUMULADO DO SUBSETOR (1)

249.795

17,3

13.189

10.005

332.311

117.501

30.419

95.708

75,9

5,3

75,2

282,8

8,5

249.795

17,3

13.189

10.005

332.311

117.501

30.419

95.708

75,9

5,3

75,2

282,8

8,5

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 193


EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

Tranquilidade, ante a paradeira O segredo está nos inevitáveis investimentos em infraestrutura de transportes, energia, petróleo, não só em Copa e Olimpíada O setor de equipamentos elétricos também sentiu a desaceleração da economia – e da indústria de transformação – percebida ao longo do primeiro semestre do ano. Mas, comparado a outros, parece uma ilha de tranquilidade. Basta ver os números setoriais e os projetos de empresas individuais. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) espera que os fabricantes de equipamentos industriais cresçam 12%, fechando 2012 com um faturamento de R$ 24,9 bilhões. “No início do ano prevíamos um crescimento de 14% em 2012, mas revisamos para baixo depois do segundo trimestre”, diz o gerente de economia da entidade, Luiz Cezar Rochel. Ainda assim, trata-se de uma sólida expansão, que cruza fronteiras (as exportações também crescem, ao contrário da corrente majoritária) e tende a ser potencializada pelos investimentos que inevitavelmente vêm e virão nas áreas de infraestrutura, transportes, petróleo e energia. A alta do dólar favoreceu as exportações, principalmente dos fabricantes ligados a bens de capital. A venda externa de equipamentos industriais cresceu 26% de janeiro a maio de 2012, comparada a igual período do ano passado, somando US$ 629 milhões; os produtos de automação industrial, por sua vez, registraram avanço de 13,7% no período, totalizando US$ 236 milhões. Não é sem razão que Humberto Barbato, presidente da Abinee, realça a manutenção do dólar no

194 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

patamar atual, por volta dos R$ 2, como fator gerador de oportunidades para que as empresas do setor recuperem suas exportações. É o que já vem acontecendo. O faturamento da fabricante de motores elétricos WEG cresceu 20,6% na primeira metade do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 2,9 bilhões. A maior parte desse crescimento se deveu ao desempenho da empresa no mercado externo, que aumentou 22% na mesma comparação, alcançando o equivalente a R$ 1 bilhão no período. No mercado interno, as vendas avançaram 4,3% no semestre, praticamente estáveis na visão da empresa. Para o ano inteiro, a expectativa é crescer 18%, segundo Laurence Beltrão Gomes, diretor de relações com investidores da WEG, que desenha metas ambiciosas para os próximos anos: faturar R$ 20 bilhões em 2020. “Esperamos em 2012 continuar crescendo de forma robusta, com o desenvolvimento de soluções com maior conteúdo tecnológico, incorporando nossos produtos em soluções completas como salas elétricas para mineração, produtos mais compactos e eficientes para plataformas de petróleo e sistemas de tração elétrica para supply boats e para o transporte urbano”, diz ele. A WEG calcula investir R$ 622 milhões em 2012 no País e vê oportunidades na área de infraestrutura, tanto no âmbito do Programa de Aceleração


do Crescimento (PAC) quanto nos investimentos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016. Os fabricantes das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia seguem prognósticos semelhantes. A Siemens, por exemplo, anunciou neste ano a abertura de uma nova fábrica no país para a produção de motores e geradores de alta e baixa tensão para o mercado interno e para exportação. A nova unidade tem custo estimado de US$ 60 milhões e deve entrar em operação em 2014, gerando cerca de 300 empregos diretos. A iniciativa está alinhada ao objetivo de atender à demanda de produtos com eficiência energética e faz parte de um conjunto de investimentos de US$ 1 bilhão que serão destinados ao Brasil até 2017, nas várias áreas de atuação da Siemens. A empresa também expandiu suas capacidades no mercado de redes elétricas inteligentes (smart grids). Em abril deste ano, instalou em Curitiba seu primeiro centro de P&D focado no desenvolvimento de soluções de redes inteligentes. Além disso, a Siemens negocia a aquisição de uma empresa brasileira de redes elétricas inteligentes, que lidera a prestação de serviços de medição inteligente e correlatos, e oferece softwares e serviços cujo alvo é evitar perdas não técnicas de energia durante a distribuição. As soluções envolvendo energias renováveis também são promissoras. No ano passado, a geração de energia eólica, por exemplo, ganhou um acréscimo de 24,2% no Brasil, em relação ao ano anterior. A expectativa do setor elétrico brasileiro é de contratar pelo menos 2,5 GW por ano até 2020, acrescentando, a partir de 2012, mais 20 GW de energia eólica ao sistema e movimentando cerca de US$ 50 bilhões.

e Vestas, por exemplo, produziu 230 torres no ano passado e espera entregar 450 unidades em 2012. Já a argentina Impsa Wind, que produz geradores de energia eólica em Suape (PE), estuda abrir nova fábrica perto de Porto Alegre, para começar a produzir já em 2013. Para a primeira fase do projeto os investimentos estão estimados em R$ 100 milhões, devendo produzir, quando tudo estiver completado, 140 turbinas por ano. A cadeia energética está, como se vê, vendendo dinamismo – não importa se os elos sejam grandes, médios ou pequenos. A paranaense Romagnole, por exemplo, que produz ferragens e transformadores e é também uma das maiores fabricantes de postes de concreto para iluminação do país, está investindo R$ 20 milhões para modernização da fábrica de eletroferragens e transformadores em Mandaguari, localizada no norte do Paraná; além disso, pretende continuar a produzir postes, abrindo duas novas fábricas. A empresa, que faturou cerca de R$ 400 milhões no ano passado, espera crescer 10% neste ano e chegar a 2017 com um faturamento de R$ 1 bilhão. Outro exemplo é o da Elo Sistemas Eletrônicos, que anunciou uma parceria com a Cooper Power Systems, uma divisão da fabricante americana de produtos elétricos Cooper Industries, para trazer soluções em smart grid para a América Latina. Com isso, acrescentou à sua vitrine de medidores eletrônicos a plataforma de serviços de software avançado de energia Yukon, que tem sido usada na indústria elétrica por mais de 20 anos. A integração do software com os produtos da empresa será testada em 2012 e implementada a partir de 2013. “As distribuidoras da América Latina estão prestes a empregar a tecnologia de smart grid na instalação de 67 milhões de medidores inteligentes no Brasil”, diz Marcos Rizzo, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Elo.

Do interior do Paraná a Pernambuco, a cadeia energética exibe otimismo; as vendas crescem tanto no mercado externo como no interno e a tecnologia avança

Alternativa eólica A espanhola Gestamp Wind Steel, que produz torres eólicas para fabricantes de turbinas eólicas como General Electric (GE), Alstom

(PB)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 195


EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CONDUTORES ELÉTRICOS 1 Prysmian Energia Cabos - SP 888.303 10,1 76.093 88.390 511.196 220.828 100.359 62.394 116,2 8,6 173,8 231,5 40 2 Nexans - SP 833.225 — 8.765 9.165 883.700 588.061 44.001 112.516 104,6 1,1 94,3 150,3 1,6 596.652 20,3 27.979 19.017 306.021 75.172 50.287 -16.172 68 4,7 195 407,1 25,3 3 PPE - SP 320.362 29,2 69.503 62.310 240.411 170.731 71.727 58.871 89,7 21,7 133,3 140,8 36,5 4 Furukawa - PR ( * ) 5 Wirex Cable - SP ( * ) 189.638 24,2 -15.578 -1.419 256.747 69.663 2.152 51.817 ND -8,2 73,9 368,6 -2 107.841 20,4 4.233 3.072 90.810 10.916 -2.478 -1.920 72,6 3,9 118,8 831,9 28,1 6 LCA - ES ( * ) 7 Wirex - RJ ( * ) 105.710 78,6 14.457 14.159 108.193 31.328 14.724 23.767 97,9 13,7 97,7 345,4 45,2 14.808 -10,1 -596 -582 4.986 1.924 -465 495 ND -4 297 259,2 -30,3 8 Fibras Ópticos - SP 1.108 — -207 -207 241.585 89.668 -207 47.507 ND -18,7 0,5 269,4 -0,2 9 Alubar Metais e Cabos - PA ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 3.057.647 20,4 184.649 193.905 2.643.649 1.258.292 280.100 339.276 93,8 3,9 118,8 269,4 25,3 GERAÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA 1 Siemens - SP ( ** ) 3.128.396 10,5 168.627 185.346 2.762.690 710.665 206.068 128.326 109,9 795.084 151,7 188.090 259.338 1.012.180 382.717 205.348 113.972 137,9 2 Wind Power - PE ( * ) 3 Toshiba Infraestrutura - MG 632.358 115,6 32.093 20.367 694.763 351.629 51.628 266.826 63,5 4 Stemac - RS ( * ) 570.138 20,9 44.480 33.650 542.971 150.166 78.418 189.473 75,7 254.014 13,1 9.880 6.886 192.408 92.117 20.404 66.380 69,7 5 Romagnole - PR ( * ) 6 Orteng - MG ( * ) 251.149 — 27.337 19.741 731.198 371.813 44.026 95.925 72,2 7 Elo Sistemas - RS ( * ) 87.263 -5,6 6.595 3.525 81.294 23.427 10.284 29.692 53,5 72.733 24 5.527 2.447 69.282 9.302 8.491 5.746 44,3 8 Beghim - SP 9 Forjasul Eletrik - RS ( * ) 71.848 44 9.221 7.204 75.479 33.244 10.436 34.140 78,1 10 Ritz - MG ( * ) 65.642 20,2 1.783 1.619 63.027 10.898 6.469 17.273 90,8 11 Comtrafo - PR ( * ) 64.476 20,7 -15 -364 69.465 38.982 2.362 31.580 ND 12 Delta Energy Systems - PR ( * ) 51.395 9,8 1.191 795 35.804 10.397 1.969 15.412 66,7 13 Leon Heimer - PE ( * ) 39.457 -10,2 -6.324 -6.324 66.424 1.852 -2.292 26.035 ND 14 Inducon NE - PE ( * ) 334 — -123 -123 4.862 -10.768 -133 727 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (14) 6.084.288 20,5 488.361 534.107 6.401.846 2.176.441 643.477 1.021.508 72,2

5,4 23,7 5,1 7,8 3,9 10,9 7,6 7,6 12,8 2,7 0 2,3 -16 -36,9 5,2

113,2 388,8 26,1 78,6 264,5 67,8 91 197,6 5,8 105 361,6 22,4 132 208,9 7,5 34,4 196,7 5,3 107,3 347 15,1 105 744,8 26,3 95,2 227,1 21,7 104,2 578,3 14,9 92,8 178,2 -0,9 143,6 344,4 7,6 59,4 3.586,40 -341,5 6,9 ND ND 99,7 344,4 14,9

ILUMINAÇÃO 1 Philinorte - PE ( * ) 96.390 8,4 27.376 26.745 197.587 117.114 27.565 25.248 97,7 28,4 48,8 168,7 22,8 2 Telem - SP 54.417 45 -4.148 9.422 54.072 18.594 -1.044 18.413 ND -7,6 100,6 290,8 50,7 3 Ilumatic - SP 18.101 2,9 -872 -968 19.989 11.585 877 6.746 ND -4,8 90,6 172,5 -8,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 168.908 8,4 22.356 35.198 271.648 147.293 27.398 50.407 97,7 -4,8 90,6 172,5 22,8 MOTORES E COMPONENTES ELÉTRICOS 1 WEG - SC 3.913.665 16,1 550.141 467.046 6.766.041 2.694.855 660.095 1.072.858 84,9 14,1 57,8 251,1 2 Arteche EDC - PR ( * ) 169.266 35,6 543 -53 115.378 12.782 7.480 32.683 ND 0,3 146,7 902,7 3 Intral - RS 124.643 6,7 11.607 7.054 124.556 76.788 13.136 26.735 60,8 9,3 100,1 162,2 4 Telvent - RJ ( * ) 108.896 51,6 16.078 10.745 113.081 51.138 16.597 -12.122 66,8 14,8 96,3 221,1 5 Weg AM - AM 66.934 -6 3.876 2.962 52.945 40.667 4.240 17.023 76,4 5,8 126,4 130,2 6 Veltec - PR 11.361 — 600 411 9.893 840 2.396 1.715 68,5 5,3 114,9 1.177,90 16,1 582.845 488.165 7.181.893 2.877.070 703.944 1.138.892 68,5 7,6 107,5 236,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 4.394.765

17,3 -0,4 9,2 21 7,3 48,9 13,3

PILHAS 1 Newpower - SP ( * ) 170.186 18,3 31.418 23.878 127.647 68.159 38.284 62.559 76 18,5 133,3 187,3 35 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 170.186 18,3 31.418 23.878 127.647 68.159 38.284 62.559 76 18,5 133,3 187,3 35 DIVERSOS 1 Schneider Electric Brasil - SP ( * ) 680.299 19,4 22.469 12.321 684.068 144.040 37.321 67.512 54,8 3,3 99,5 474,9 8,6 2 Lorenzetti - SP 507.882 17,6 92.868 80.553 525.141 384.590 119.748 247.244 86,7 18,3 96,7 136,6 21 3 Nansen - MG 93.490 2,9 -4.875 -2.379 66.518 38.351 -777 29.576 ND -5,2 140,6 173,5 -6,2 4 Fresnomaq - PR ( * ) 69.672 44 7.453 7.187 55.763 36.090 15.746 25.379 96,4 10,7 124,9 154,5 19,9 5 Ael Sistemas - RS ( * ) 54.719 97,1 265 4.641 69.808 25.010 2.263 28.468 1.751,30 0,5 78,4 279,1 18,6 6 Reivax - SC ( * ) 36.106 32,9 4.159 2.984 37.024 13.579 5.743 12.868 71,7 11,5 97,5 272,7 22 7 Clamper - MG ( * ) 19.906 41,9 2.191 1.535 18.614 8.404 2.628 7.398 70,1 11 106,9 221,5 18,3 8 Stieletrônica - RJ ( * ) 9.287 4,5 509 339 9.375 6.596 529 1.446 66,5 5,5 99,1 142,1 5,1 9 Everel - SP 5.976 -48,2 -2.692 -2.807 6.489 -1.387 -2.236 -2.345 ND -45 92,1 ND ND 10 Efe Semitrans - RJ ( * ) 5.274 30,7 -1.354 -878 5.530 2.702 -1.148 2.159 ND -25,7 95,4 204,7 -32,5 11 AMT - MS ( * ) 3.766 — -366 -367 4.481 3.873 -235 1.053 ND -9,7 84 115,7 -9,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.486.376 25,1 120.627 103.128 1.482.812 661.847 179.583 420.758 71,7 3,3 97,5 189,1 13,4 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

196 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


Multiplicação via tecnologia Apesar da desaceleração da economia brasileira no primeiro semestre, a indústria de material eletrônico espera crescer em 2012 graças à continuidade dos investimentos em telecomunicações. Entre os principais impulsionadores do setor estão o investimento na telefonia móvel de quarta geração (4G), as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo e a Olimpíada e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O ritmo de crescimento, porém, está bem descolado, para cima, do restante da indústria de transformação. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) calcula que os fabricantes do setor de telecomunicações faturem R$ 23,4 bilhões em 2012, valor que representa um crescimento de 18% em relação ao ano passado. Isso coloca o segmento de telecomunicações entre os mais aquecidos da indústria eletroeletrônica, que deve crescer 11% como um todo neste ano, segundo projeção da Abinee. Na opinião de Luiz Cezar Elias Rochel, gerente de economia da Abinee, a continuidade da demanda por telecomunicações se deve à entrada, em 2012, dos primeiros pedidos relacionados ao PNBL. “No ano passado, os investimentos nesta área foram muito fracos”, afirma. A demanda também foi ajudada pela pressão do governo para que os investimentos ocorram. É o que se pode notar no caso da suspensão das vendas das operadoras de telefonia celular que tinham mais reclamações

em todos os estados do país. A suspensão, aplicada em julho pela Agência Nacional de Telefonia (Anatel), foi justificada precisamente pela falta de investimento em infraestrutura. Todas as operadoras de telefonia móvel do país, mesmo aquelas não atingidas pela suspensão, foram convocadas pela agência reguladora para reapresentar seus planos. A entrada em operação da telefonia móvel 4G também deve movimentar o setor. O leilão para as frequências destinadas a este segmento foi concluído em junho passado pela Anatel. As operadoras que conquistaram os lotes nacionais – Claro, Oi, TIM e Vivo – devem iniciar a oferta da banda larga 4G no país a partir de abril de 2013 e ainda terão de investir para garantir a oferta de internet e telefonia em áreas rurais, na frequência de 450 megahertz (MHz), de acordo com a agência. Por este motivo, os fabricantes de equipamentos de telecomunicações calculam que as operadoras terão de investir o montante de R$ 2,8 bilhões no país entre 2013 e 2016 para implantar as novas redes. Nas estimativas da Associação Brasileira de Telecomunicações, o mercado potencial para esta nova tecnologia pode ser inferido a partir do número atual de terminais com acesso à internet banda larga, que hoje chega a 40,9 milhões de pessoas no país. Não surpreende, portanto, que a demanda do setor privado esteja em alta, de acordo com a fabricante catarinense de equi-

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 197

MATERIAL ELETRÔNICO

Impulsionadas pelos celulares 4G e pelo Plano Nacional de Banda larga, as telecomunicações puxam progresso do setor


MATERIAL ELETRÔNICO

pamentos de telecomunicações Intelbras. A companhia inaugurou neste ano uma nova área, a Intelbras Soluções, destinada a atender às necessidades de comunicação de pequenos e médios empresários. Este novo departamento vai vender também a nova linha de produtos que a companhia começou a produzir neste ano em parceria com a fabricante americana Cisco. “Mesmo com as mudanças no cenário econômico, estamos caminhando de acordo com o nosso planejamento de vendas”, diz Fabio Lopes, gerente comercial do novo braço da empresa. Já os fabricantes de fios e cabos – que fornecem para uma ampla gama de segmentos, não só telecomunicações – reduziram as expectativas para 2012. O Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel), que previa no início do ano um crescimento de 5% no faturamento em 2012, mudou suas projeções e agora enxerga uma expansão de 3,2% – ainda assim importante na atual conjuntura. Com o ajuste, as vendas da indústria do cobre no Brasil devem atingir R$ 14,8 bilhões, cerca de meio bilhão de reais acima do exercício de 2011. O exemplo de algumas empresas é ilustrativo: a fabricante de cabos Prysmian, que cresceu 20% em 2011, faturando R$ 1,3 bilhão, espera avançar 15% no país em 2012, mas pretende investir R$ 14 milhões na ampliação de duas unidades que fabricam cabos de energia e telefonia em Sorocaba (atualmente, possui sete fábricas no país – em São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo).

cada pelo custo Brasil, que envolve impostos, deficiência de infraestrutura e burocracia”, afirma Valdemir Romero, diretor-executivo do Sindicel. O segundo semestre, na expectativa da Abinee, deve dar outro impulso aos fabricantes de material eletrônico, não apenas por causa dos investimentos previstos em telecomunicações, mas também pelo início da aplicação da desoneração em folha de pagamento. A medida, que passa a valer a partir de agosto, foi decretada em abril e implica substituição da contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamento por uma contribuição equivalente a 1% da receita bruta das empresas. Só para os fabricantes de material elétrico, a renúncia fiscal prevista pelo governo é de R$ 372 milhões por ano. “Esta importante ajuda vai melhorar a competitividade da indústria no mercado interno e melhorar o fluxo de caixa das indústrias”, afirma Rochel, da Abinee. As vendas externas não apresentam, no entanto, o mesmo desempenho, sobretudo nas telecomunicações, de acordo com a Abinee: queda de 36% no acumulado de janeiro a maio de 2012 (com um faturamento de US$ 217,3 milhões). A explicação está na redução da exportação de telefones celulares, que caiu pela metade na comparação com o mesmo período do ano passado, registrando vendas externas de US$ 121 milhões entre janeiro e maio de 2012. Em compensação, os fabricantes de componentes registraram melhora nas exportações, que aumentaram de US$ 1,34 bilhão nos cinco primeiros meses de 2011 para US$ 1,45 bilhão no mesmo período deste ano – uma alta de 8,4%. Destacaram-se os componentes para equipamentos industriais (com vendas externas de US$ 351 milhões) e eletrônica embarcada (US$ 336 milhões). Mesmo com o bom desempenho externo do setor, a Abinee projeta uma expansão de apenas 3% no faturamento do segmento de componentes, que deve chegar a R$ 10,1 bilhões em 2012.

As exportações não reproduzem o cenário interno; mesmo assim, destacam-se os componentes para equipamentos industriais e a eletrônica embarcada

Renúncia fiscal O recrudescimento da crise financeira na Europa, a lenta retomada dos Estados Unidos e uma demanda mais fraca de setores como telecomunicações, indústria automobilística e eletroeletrônica (no começo do ano) explicam a revisão para baixo da expectativa de crescimento do setor de fios e cabos. “Outra parte é expli-

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(PB)


MATERIAL ELETRÔNICO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % COMPONENTES ELETRÔNICOS 1 Placibrás - DF ( * ) 69.204 -33,8 11.577 9.082 191.218 84.717 17.173 111.562 78,5 16,7 36,2 225,7 10,7 2 Orbisat da Amazônia - AM ( * ) 57.494 — -14.724 -14.825 55.163 4.478 -5.618 10.523 ND -25,6 104,2 1.231,90 -331,1 41.151 316,2 884 541 18.449 4.847 1.673 8.918 61,3 2,2 223,1 380,6 11,2 3 High Bridge - SP ( * ) 4 Parks - RS 34.813 34,5 1.202 1.202 23.956 13.557 1.692 10.984 100 3,5 145,3 176,7 8,9 5 Ceitec - RS ( * ) 34.313 — -5.718 -5.718 82.309 37.530 -440 -1.854 ND -16,7 41,7 219,3 -15,2 6 Seva - MG ( * ) 20.334 70,4 8.713 6.545 16.512 10.946 9.046 7.048 75,1 42,9 123,2 150,9 59,8 7 Devetex Tec e Sistemas - MG ( * ) 18.613 102,8 6.189 2.298 23.716 10.298 5.935 5.351 37,1 33,3 78,5 230,3 22,3 8 Imply Tecnologia - RS ( * ) 8.759 22,8 271 -119 12.941 4.441 824 -529 ND 3,1 67,7 291,4 -2,7 9 Micropress - SP ( * ) 8.708 31 762 274 8.257 4.018 762 — 36 8,8 105,5 205,5 6,8 10 Combrás - SP ( * ) 178 -71,1 -3.440 -3.440 123.963 -9.575 -2.226 19.915 ND -1.932,60 0,1 ND ND — — 266 199 3.309 3.202 -33 -43 74,8 ND ND 103,3 6,2 11 Itaucam - AM ( * ) 12 Powertronics - SP ( * ) — — -80 -80 28 -3.358 -80 -32 ND ND ND ND ND 32,7 5.902 -4.041 559.821 165.102 28.709 171.843 74,8 3,3 91,4 222,5 7,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 293.568 EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES 1 Alcatel Lucent - SP ( * ) 716.896 -17,7 -64.591 -44.788 2 Intelbrás - SC ( * ) 497.160 -13,7 18.529 25.205 3 NEC - SP 314.676 20 11.786 11.786 4 Sat-Bras - AM ( * ) 148.805 — 74.310 50.918 5 Brasilsat Harald - PR ( * ) 138.718 31,7 2.704 -1.137 129.917 111,1 -15.032 -10.500 6 Teikon - RS ( * ) 7 Asga - SP 61.651 17,9 -2.986 3.339 8 Monytel - SP ( * ) 9.501 -25,7 -289 -289 9 Trópico - SP — — 1.553 -8.582 ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 2.017.325 17,9 25.984 25.953

991.385 421.415 371.096 193.439 147.418 94.854 48.616 33.613 44.605 2.346.441

274.293 138.576 137.135 159.879 128.268 11.776 11.204 7.603 44.245 912.980

-41.952 42.859 12.364 69.048 6.289 -3.340 4.413 1.579 -39 91.221

406.641 ND -9 72,3 130.335 136 3,7 118 91.773 100 3,8 84,8 107.592 68,5 49,9 76,9 82.868 ND 2 94,1 15.734 ND -11,6 137 10.065 ND -4,8 126,8 -947 ND -3 28,3 519 ND ND ND 844.580 100 -0,5 89,5

361,4 304,1 270,6 121 114,9 805,5 433,9 442,1 100,8 304,1

-16,3 18,2 8,6 31,9 -0,9 -89,2 29,8 -3,8 -19,4 -0,9

122.043 122.043

215,7 215,7

31,8 31,8

TRANSMISSÃO DE DADOS 1 Digitel - RS ( * ) 32.705 -32,1 2.307 2.012 54.361 40.486 2.826 20.073 87,2 7,1 60,2 134,3 2 Alta América - RJ ( * ) 3.846 56,9 70 -11 12.765 5.694 40 511 ND 1,8 30,1 224,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 36.551 12,4 2.377 2.001 67.126 46.180 2.866 20.584 87,2 4,4 45,1 179,2

5 -0,2 2,4

EQUIPAMENTOS PARA RÁDIO E TELEVISÃO 1 Padtec - SP 229.531 37,4 35.560 28.735 194.946 90.372 45.686 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 229.531 37,4 35.560 28.735 194.946 90.372 45.686

80,8 80,8

15,5 15,5

117,7 117,7

DIVERSOS 1 Sonopress Rimo - SP ( * ) 403.356 3,4 15.284 12.155 293.545 92.567 22.048 225.830 79,5 3,8 137,4 317,1 13,1 2 Telcon Fios Cabos - SP 279.878 25,6 31.646 21.954 168.952 89.645 31.707 -10.403 69,4 11,3 165,7 188,5 24,5 262.758 31,1 35.123 24.020 158.244 81.947 33.177 43.147 68,4 13,4 166,1 193,1 29,3 3 Prysmian - SP 4 Elcoteq AM - AM ( * ) 200.154 63,2 -9.709 -9.709 64.860 -61.667 -9.261 2.528 ND -4,9 308,6 ND ND 5 Eltek Valere - SP ( * ) 71.711 -5,6 -3.012 -3.012 66.887 2.068 -2.129 20.610 ND -4,2 107,2 3.234,40 -145,7 6 Draktel - SP 50.554 48,1 8.436 6.665 50.921 21.929 12.548 3.051 79 16,7 99,3 232,2 30,4 7 Urbeluz - SP ( * ) 27.098 344,5 1.589 1.589 28.759 7.101 2.777 8.050 100 5,9 94,2 405 22,4 8 Draka - SP 25.046 34,1 880 716 19.145 6.678 2.441 5.695 81,4 3,5 130,8 286,7 10,7 9 Alfatest - SP 19.286 0,5 1.043 904 15.527 2.477 3.869 6.996 86,7 5,4 124,2 626,9 36,5 17.929 — -4.878 -2.612 53.453 22.418 -4.551 22.970 ND -27,2 33,5 238,4 -11,7 10 Ritz - MG 11 Reason - SC ( * ) 13.008 65,2 3.904 2.953 13.058 7.065 4.877 6.607 75,6 30 99,6 184,8 41,8 12 Digistar - RS ( * ) 9.855 -18,4 -98 1 12.997 10.759 1.710 6.442 ND -1 75,8 120,8 0 13 Helix - PR ( * ) 7.006 -51 4.308 3.002 53.191 48.369 4.382 15.916 69,7 61,5 13,2 110 6,2 14 Enalta Inovações - SP ( * ) 3.194 — -973 -973 4.530 3.758 -990 2.787 ND -30,5 70,5 120,5 -25,9 15 Visum Sisitemas - PR ( * ) — — — — 307.559 59.748 — — ND ND ND 514,8 ND — -100 — — 22.461 19.309 23 5.191 ND ND ND 116,3 ND 16 CP Eletrônica - RS 17 Vertex - SP ( * ) — — — — 12.859 3.119 — 8.050 ND ND ND 412,2 ND ACUMULADO DO SUBSETOR (17) 1.390.833 25,6 83.543 57.652 1.346.949 417.290 102.627 373.466 79 4,6 103,4 235,3 13,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Sempre se encontra um remédio FARMACÊUTICA

Turbulência terá pouco impacto nos números; a previsão é de um salto de dois dígitos sob a liderança dos genéricos A maior parte da indústria de transformação brasileira passou 2011 e o primeiro semestre de 2012 navegando num mar de cálculos, pessimista com o impacto da crise europeia em seu desempenho. Alguns setores, porém, não se abalaram, nem se mostram preocupados com a turbulência financeira que pode ser responsável pela estagnação setorial e, em consequência, por um “pibinho” inferior a 2%. A começar pela indústria farmacêutica, que vem nadando de braçadas há alguns anos, tal como ocorre com os segmentos de eletrodomésticos, equipamentos elétricos ou material eletrônico. Este ano não deve ser diferente. “O crescimento continuará a todo vapor, ainda que em ritmo ligeiramente inferior a 2011”, comemora Antonio Britto, presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) e ex-governador do Rio Grande do Sul. Por suas estimativas, a indústria de medicamentos deve contabilizar uma expansão de 18% ao fim de dezembro. No ano passado, o setor cresceu 19%, somando cerca de R$ 38 bilhões em vendas, segundo dados da IMS Health, consultoria especializada no mercado farmacêutico. A razão para tanto otimismo reside na ascensão social vivida pela sociedade brasileira nos últimos anos. O ganho em poder aquisitivo das classes C e D eleva sua participação nas estatísticas de compras de remédios – não sendo a maioria hipocondríaca, é

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quase como se estivessem desreprimindo a demanda. A classe C, representando cerca de 53% da população do País, já responde por 42% do consumo de medicamentos, bem próxima das classes A e B, que ainda domina o mercado. Este cenário significa que o ritmo de aumento das vendas no Brasil é seis vezes maior que o verificado em países ricos. Segundo dados da Federação Internacional da Indústria Farmacêutica, o crescimento das vendas no País chega a uma média de 13% ao ano, ao passo que nos Estados Unidos e na Europa – de certa forma já mais “educados” e experientes nesse campo – o número é inferior a 2%. Outro componente importante desse espetacular desempenho é o segmento de medicamentos genéricos, responsável por 26,6% do setor farmacêutico (dados de junho). No ano passado, o mercado de genéricos cresceu 33% e, na opinião da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), a expansão em 2012 deverá ser muito próxima disso. “Ao fim deste ano, esperamos um aumento de 25% a 30% nas vendas, o que deve elevar a fatia dos genéricos a 30% do total do setor da indústria farmacêutica”, prevê Luciano Lobo, diretor-técnico da Pró-Genéricos. A boa surpresa do ano passado explica o grande intervalo entre as previsões. A associação previa fechar 2011 com crescimento 25%, mas os números finais apontaram um incremento muito maior (33%) em volume. E o


faturamento (certamente, em geral, por força de reajustes ou correções nos preços) avançou mais – 40% –, cravando a marca dos R$ 8,5 bilhões. Na opinião de Lobo, parte destes resultados se deve ao fim das patentes de medicamentos importantes, caso do Lipitor e do Viagra, da Pfizer, do Diovan, da Novartis, e do Levitra, da Bayer. “O fim das patentes de medicamentos de grande consumo faz suas vendas dispararem, dada a sensível diminuição de preço verificada ao consumidor.” A tendência é de novo salto nas receitas com a chegada de versões genéricas de remédios “arrasa-quarteirões”. “O mercado de remédios patenteados no País gira em torno de R$ 3 bilhões. Até 2015, remédios que movimentam um terço deste valor devem ter suas patentes expiradas”, conta Lobo. Já para este ano, segundo o diretor da PróGenéricos, devem ter fim as patentes de cerca de 30 medicamentos importantes, como o Lexapro, da Lundbeck, e Nexium e Crestor, da AstraZeneca. O genérico do Crestor (rosuvastatina) foi aprovado pela Anvisa no ano passado, mas a AstraZeneca tenta revogar na Justiça o registro sanitário concedido pela agência reguladora. As decisões do Judiciário, contudo, não têm sido muito positivas para os laboratórios – eles reclamam que o vencimento de uma patente significa (para os laboratórios de pesquisa) perdas aproximadas de US$ 500 milhões em receita. A Pró-Genéricos imagina que o Brasil possa tornar-se o terceiro maior mercado de medicamentos genéricos do mundo em 2015. Segundo Lobo, o aumento da confiança do consumidor em relação ao medicamento genérico pode ajudar a concretizar esta projeção. “Hoje, o usuário já está bem ciente da opção que ele tem nos genéricos para obter remédios mais em conta para seu bolso”, diz. Faltaria, apenas, conquistar uma maior confiança por parte da classe médica. “Muitos médicos ainda se prendem ao medicamento de marca na hora de receitar um tratamento.”

Política de acesso Mesmo com tanta expansão, o quadro poderia ser ainda melhor, na visão da indústria, se o governo alocasse mais recursos – ou se os tivesse – a políticas público-compensatórias na área da saúde. Isso ampliaria o acesso, sobretudo, dos cidadãos de renda mais baixa. “Cerca de 74% dos medicamentos são comprados pelas próprias pessoas. À medida que o perfil de doenças no País vai se tornando mais complexo, com o aumento de males como câncer, diabetes e hipertensão, o medicamento também fica mais complexo e acaba pesando mais no bolso”, diz Antonio Britto. “E como no Brasil o bolso é privado, se o consumidor não tiver o dinheiro, não consegue comprar o remédio.” Na análise do presidente da Interfarma, instaurou-se, por conta disso, uma “judicialização” dos medicamentos. “Quando os cidadãos não conseguem comprar remédios por falta de dinheiro, eles começam a processar o Estado. Há mais de 200 mil processos dessa natureza atualmente”, afirma, para acrescentar que o problema surge do descompasso existente entre a Constituição federal – a saúde é direito de todos e dever do Estado – e a realidade do dia a dia. Esta é, se e quando possível, uma tarefa que vai muito além do alcance atual do programa Farmácia Popular. Segundo Britto, várias práticas poderiam servir de inspiração para o caso brasileiro. Há modelos em que o Estado assume o fornecimento direto de medicamentos, outros em que o governo reembolsa o cidadão pela aquisição do medicamento. O governo pode também trabalhar com subsídios, coparticipando da aquisição, ou então o seguro privado pode pagar parte do valor de alguns medicamentos. “Cabe notar que esses modelos não excluem uns aos outros, podendo existir várias práticas numa mesma política”, ressalta Britto.

Cidadãos começam a processar o Estado quando não conseguem comprar; é a “judicialização” dos medicamentos, diz Antonio Britto, da Interfarma

(SM)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 201


FARMACÊUTICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS FARMACÊUTICOS E VETERINÁRIOS 1 Roche - SP 1.986.641 0,9 151.887 113.470 1.119.964 697.570 159.219 474.406 74,7 7,7 177,4 160,6 16,3 2 Novartis - SP ( * ) 1.887.071 10,5 239.114 171.897 1.036.362 381.797 279.352 321.246 71,9 12,7 182,1 271,4 45 1.636.924 38,6 551.029 388.910 1.174.600 496.293 592.289 330.158 70,6 33,7 139,4 236,7 78,4 3 EMS - SP 4 Aché Laboratórios - SP 989.365 12,9 341.540 380.673 1.761.890 1.154.947 329.122 56.718 111,5 34,5 56,2 152,6 33 5 Tortuga Zootécnica - SP 938.221 27,5 126.443 82.321 665.904 348.610 155.975 167.217 65,1 13,5 140,9 191 23,6 6 Merck - RJ 922.384 — 126.624 82.049 513.529 295.624 134.649 101.030 64,8 13,7 179,6 173,7 27,8 7 B Braun - RJ 409.051 8,6 31.293 19.198 387.769 271.538 56.375 24.028 61,4 7,7 105,5 142,8 7,1 8 União Química - SP 394.288 10,8 37.911 28.320 510.309 249.970 71.273 179.957 74,7 9,6 77,3 204,2 11,3 9 Cremer - SC ( * ) 367.126 3,6 40.583 32.201 462.581 285.781 54.441 74.186 79,4 11,1 79,4 161,9 11,3 10 Bristol Myers Squibb - SP 300.179 -13 -8.239 -11.901 192.362 54.982 -501 10.747 ND -2,7 156,1 349,9 -21,7 291.789 15,3 111.943 75.088 278.107 196.409 111.008 32.576 67,1 38,4 104,9 141,6 38,2 11 Apsen - SP 12 Teuto - GO ( * ) 274.402 11,5 11.582 15.637 395.038 186.423 43.034 133.556 135 4,2 69,5 211,9 8,4 235.947 20,5 43.341 30.557 144.074 99.263 43.682 36.522 70,5 18,4 163,8 145,1 30,8 13 Farmoquímica - RJ ( * ) 14 Vallée - MG ( * ) 214.079 14,4 24.895 19.686 284.316 111.941 42.679 85.001 79,1 11,6 75,3 254 17,6 15 Zodiac - SP 152.520 27 4.412 1.856 83.294 23.316 12.097 19.206 42,1 2,9 183,1 357,2 8 16 Fatec - SP ( * ) 102.797 10,2 11.574 7.434 73.608 56.763 12.648 7.070 64,2 11,3 139,7 129,7 13,1 17 Geolab - GO ( * ) 100.203 40,6 17.321 17.564 76.157 38.519 18.156 26.003 101,4 17,3 131,6 197,7 45,6 18 Lafepe - PE ( * ) 72.568 — 8.661 4.006 150.146 77.776 11.245 37.747 46,3 11,9 48,3 193,1 5,2 19 Baldacci - SP 70.224 11,3 -9.810 -9.810 47.462 22.464 -2.073 21.449 ND -14 148 211,3 -43,7 20 Bio Vet - SP ( * ) 69.405 27,9 4.319 3.193 102.840 36.124 15.898 36.766 73,9 6,2 67,5 284,7 8,8 68.368 27,2 4.505 10.743 56.128 44.067 7.093 20.036 238,5 6,6 121,8 127,4 24,4 21 Kley Hertz - RS ( * ) 22 Laboratórios Bagó - RJ 62.069 -13 20.813 13.478 81.274 35.569 19.312 12.876 64,8 33,5 76,4 228,5 37,9 23 Lifemed - RS ( * ) 60.923 -0,1 1.946 2.232 105.991 63.574 10.169 25.384 114,7 3,2 57,5 166,7 3,5 24 Laboratório Catarinense - SC ( * ) 42.295 11,9 2.062 321 73.733 42.339 1.698 11.601 15,6 4,9 57,4 174,2 0,8 25 Ibasa - RS 40.635 26,2 2.079 2.369 15.703 6.945 2.799 7.229 114 5,1 258,8 226,1 34,1 26 Pharlab - MG 38.353 68,4 5.464 5.440 49.796 7.308 9.420 21.704 99,6 14,3 77 681,4 74,4 27 Casa da Vaca - MG ( * ) 36.258 — 105 448 22.218 2.790 1.367 5.644 426 0,3 163,2 796,5 16,1 28 JP Farmacêutica - SP 28.808 -32,9 -1.474 -1.115 52.073 38.477 -362 10.480 ND -5,1 55,3 135,3 -2,9 29 Lm Farma - SP 20.965 — 7.544 6.969 12.653 9.853 7.742 6.399 92,4 36 165,7 128,4 70,7 30 Fagra - SP ( * ) 17.702 14 1.593 1.145 14.805 7.698 2.622 4.069 71,9 9 119,6 192,3 14,9 17.580 27,2 -1.793 5.136 20.645 8.395 -862 4.158 ND -10,2 85,2 245,9 61,2 31 Uzinas Chimicas - SP 32 Prado - PR ( * ) 16.335 37,1 1.078 843 6.048 2.802 1.191 1.455 78,2 6,6 270,1 215,8 30,1 33 Flexicotton - PR 15.090 41,4 458 399 8.221 1.577 1.609 1.488 87,2 3 183,6 521,2 25,3 34 Ophthalmos - SP ( * ) 14.595 13,1 4.478 3.886 21.548 18.972 4.960 2.039 86,8 30,7 67,7 113,6 20,5 35 Química Santa Marina - RJ 13.608 14 -122 -614 16.717 934 7.762 1.436 ND -0,9 81,4 1.788,90 -65,7 10.209 -28,2 -1.184 -1.192 18.887 15.295 -431 -202 ND -11,6 54,1 123,5 -7,8 36 Athaia - SP ( * ) 37 Nano Endoluminal - SC ( * ) 6.016 1,2 591 -29 4.999 1.133 775 2.493 ND 9,8 120,4 441 -2,5 38 Inst Vital Brazil - RJ 2.686 -68,8 4.884 4.348 151.268 44.027 4.696 9.849 89 181,8 1,8 343,6 9,9 1.292 — -781 -781 5.495 1.024 -1.060 -231 ND -60,5 23,5 536,9 -76,3 39 Lifesa - PB ( * ) 40 Biomm - MG 173 -79,7 -4.703 -4.675 13.233 -8.758 -3.622 -1.176 ND -2.718,50 1,3 ND ND 41 DTS - BA ( * ) — -100 -2.868 -2.868 10.212 9.246 -761 58 ND ND ND 110,5 -31 42 Química Bahia - BA — — -58 -58 9.610 7.384 -97 — ND ND ND 130,2 -0,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (42) 11.929.147 12,4 1.911.041 1.498.776 10.231.571 5.446.761 2.216.588 2.322.380 74,7 8,3 105,2 197,7 14,9 PERFUMARIAS 1 Natura - SP 5.848.777 8,9 1.110.767 830.901 3.176.868 1.250.244 1.215.077 27.713 74,8 19 184,1 254,1 66,5 2 Leite de Rosas - RJ 594.745 — -4.135.238 -3.541.005 92.071.220 -7.750.625 -3.138.598 2.329.606 ND -695,3 0,7 ND ND 3 Provider - SP ( * ) 205.037 42,1 3.845 3.679 145.422 35.041 12.612 15.024 95,7 1,9 141 415 10,5 4 Dotcom - RJ ( * ) 92.538 25,2 9.158 5.727 54.339 4.818 17.019 26.909 62,5 9,9 170,3 1.127,80 118,9 5 Total - SP ( * ) 73.749 — 774 1.282 33.253 17.976 4.275 3.691 165,5 1,1 221,8 185 7,1 6 L.R. Nordeste - SE ( * ) 29.413 7,6 -383 -403 52.369 17.982 4.434 14.073 ND -1,3 56,2 291,2 -2,2 1.655 593,3 13 11 17.266 9.369 833 1.098 83,2 0,8 9,6 184,3 0,1 7 Raros - RN ( * ) 8 SS Industrial - SP ( * ) 225 -99,2 -1.727 -16.760 66.282 -7.081 -525 5.885 ND -767,6 0,3 ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (8) 6.846.139 17,1 -3.012.791 -2.716.567 95.617.019 -6.422.276 -1.884.872 2.423.999 83,2 0,9 98,6 272,7 8,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Na visão da Syngenta,

o futuro será um lugar fértil. Em 2050, a população global deverá chegar perto de 9 bilhões de pessoas. Se hoje, a cada dia, quase 1 bilhão vai para a cama com fome, como será daqui a 38 anos? Mais do que compreender esses desafios, a Syngenta tem a ambição de contribuir para a sua superação. Por isso, promove o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, a partir da união entre tecnologia, terra e pessoas. Esse tripé viabiliza melhores soluções para que os agricultores consigam ampliar sua produtividade, aumentando a eficiência no uso dos recursos naturais e construindo uma sólida economia rural, fundamental para alcançarmos a segurança alimentar de toda a população. É a Syngenta trazendo todo o potencial das plantas para a vida.

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Emprego combina com autoestima Carteira assinada e avanços na renda abrem as portas para os retoques na beleza e nos cuidados caseiros

HIGIENE E LIMPEZA

Luiz Sérgio Guimarães As indústrias de higiene pessoal e limpeza passam incólumes pela desaceleração da economia: o faturamento cresceu e os investimentos não foram interrompidos. Como são setores dependentes do nível de renda da população e como o desaquecimento ainda não chegou ao mercado de trabalho, as indústrias não tiraram o pé do acelerador. O faturamento das empresas de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos aumentou cerca de 13% no primeiro semestre ou pouco acima de 8% reais, se for utilizado como deflator o IPCA de higiene e beleza, aponta sondagem preliminar da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). No caso das fabricantes de produtos de limpeza, a entidade que as representa, a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), sustenta a expectativa de um crescimento neste ano 2% acima da evolução do PIB. Na higiene pessoal, os números prometem, portanto, superar 2011. No ano passado, para uma evolução do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7% e uma estagnação da indústria como um todo (0,1%), o avanço foi de 4,6% reais. “Só não crescemos mais porque algumas grandes empresas sofreram problemas de logística no ano passado, já resolvidos”, diz João Carlos Basilio, presidente da Abihpec. No acu-

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mulado dos últimos 16 anos, o setor cresceu 360% reais, ante 63,3% nominais do PIB e 49% da indústria em geral. O vistoso desempenho se deve a diversos fatores: ganhos de produtividade e escala num ambiente de forte concorrência, permitindo a prática de preços mais atraentes; maior presença das mulheres no mercado de trabalho; necessidade de valorizar a aparência; melhor distribuição de renda e ascensão das classes C e D; e redução da carga tributária. “As autoridades estão se convencendo de que os produtos de higiene pessoal são essenciais à manutenção da saúde e à prevenção de doenças”, diz Basilio. As empresas de grande porte são responsáveis por cerca de 73% do faturamento global do setor de higiene pessoal. Existem hoje no País perto de 1.660 companhias, das quais 20 com vendas líquidas acima de R$ 100 milhões. Vem delas a maior parte dos US$ 300 milhões investidos anualmente pelo setor em máquinas, equipamentos e ampliações de fábricas. O setor emprega hoje diretamente cerca de 70 mil pessoas e gera oportunidade de negócios para outras 4,3 milhões de pessoas. A balança comercial do setor registrou déficit nos dois últimos anos por causa da importação de produtos mais sofisticados. Em 2010, o saldo foi negativo em apenas US$ 3 milhões, avançando para US$ 126 milhões no ano passado. “Mesmo assim, trata-se de valor irrisório, já que o tamanho do nosso


mercado, na ponta final, ronda os R$ 43 bilhões”, diz o presidente da Abihpec.

Consumidor fiel A área de limpeza mostra desempenho semelhante, um degrau abaixo. Maria Eugenia Proença Saldanha, presidente-executiva da Abipla, prevê que o segmento, formado por um universo entre 2,6 mil e 2,9 mil empresas, deverá crescer neste ano perto de 4%, para uma evolução do PIB ao redor de 2%. Também aí tem peso relevante a manutenção dos níveis de desemprego e renda – a desaceleração geral ainda não chegou à massa salarial. “O consumo não depende de variáveis macroeconômicas importantes como o crédito. Os consumidores podem até pensar duas vezes antes de trocar de carro, mas não vão deixar de comprar os produtos de limpeza, importantes do ponto de vista do bem-estar e da saúde”, diz ela. Nem mesmo a troca de produtos mais caros por outros mais baratos – costumeira nas crises – está acontecendo, segundo a presidente da Abipla. “Acredito que o setor permanecerá imune a esse processo

de desaquecimento, já que o segundo semestre mostra melhora geral da economia.” Responsável por cerca de 25 mil empregos diretos, o setor de limpeza faturou no ano passado R$ 14,4 bilhões, com avanço de 6,7% sobre 2010. A concorrência da importação não constitui um problema, em face dos volumes não expressivos da balança comercial setorial. Embora as importações tenham crescido no ano passado 19,82% (de US$ 569 milhões para US$ 681 milhões) e as exportações tenham caído 4,02% (de US$ 356 milhões para US$ 342 milhões), o saldo negativo de US$ 340 milhões não é relevante, segundo Maria Eugenia. “O nosso comércio exterior se dá no âmbito do Mercosul. E os números refletem muito movimentos empresariais isolados, como quando uma companhia fecha uma fábrica no Brasil para abrir outra na Argentina”, diz. O que mais a preocupa são os impostos, “excessivos” em muitos casos. A presidente da Abipla dá alguns exemplos: 28% sobre um produto popular como uma água sanitária; 42% sobre detergentes; e 78% sobre o preço dos desodorizadores de ambiente.

HIGIENE E LIMPEZA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS DE HIGIENE E LIMPEZA 1 Hypermarcas - SP 3.055.341 8,7 -108.895 -172.822 12.582.427 6.645.934 509.388 65.200 ND -3,6 24,3 189,3 2 Procter & Gamble - AM ( * ) 2.354.606 35,2 -316.839 -273.817 5.517.061 2.591.631 -49.228 284.759 ND -13,5 42,7 212,9 3 Bombril - SP 840.957 9,3 -1.397 -18.670 923.386 -40.546 71.848 45.269 ND -0,2 91,1 ND 4 Raymundo da Fonte - PE ( * ) 287.032 10,1 15.481 24.810 274.461 204.837 30.267 61.578 160,3 5,4 104,6 134 5 Indústrias Anhembi - SP 218.641 11,5 1.555 1.340 192.129 63.598 22.317 22.297 86,2 0,7 113,8 302,1 6 Condor - SC 165.299 -1,9 7.484 14.556 135.868 82.199 9.347 39.573 194,5 4,5 121,7 165,3 7 Quimisa - SC 133.275 5,7 3.452 8.470 114.325 73.740 8.718 36.048 245,3 2,6 116,6 155 8 Memphis - RS 60.659 4 8.197 16.159 132.435 120.434 705 10.364 197,1 13,5 45,8 110 9 Fontana Ind. de Perfumarias - RS ( * ) 58.572 -7,7 -611 -310 63.926 38.383 3.668 11.218 ND -1 91,6 166,6 10 Higi Serv - PR ( * ) 48.543 4,1 5.027 4.454 30.224 21.891 4.494 -1.084 88,6 10,4 160,6 138,1 11 Pará Raymundo da Fonte - PA ( * ) 45.867 6,4 4.807 3.612 47.898 38.781 5.371 9.465 75,1 10,5 95,8 123,5 12 Clin Off - MG 16.282 -10,4 -583 -583 7.858 1.945 -208 2.229 ND -3,6 207,2 403,9 13 Siqueira Gurgel - CE ( * ) 9.468 -30,3 -2.617 -2.617 12.665 -8.895 -2.348 -1.385 ND -27,6 74,8 ND 14 Bombril Mercosul - SP ( * ) 2.946 15,8 -13.602 -12.965 250.461 184.609 2.232 -250 ND -461,7 1,2 135,7 15 Vipasa - ES ( * ) — — -910 -944 17.277 2.185 -182 840 ND ND ND 790,7 — — -2 0 4.461 -60 -2 -2.589 ND ND ND ND 16 Rachid Abdalla - MA ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 7.297.488 6,1 -399.452 -409.328 20.306.863 10.020.667 616.388 583.531 160,3 0,3 93,7 165,3

-2,6 -10,6 ND 12,1 2,1 17,7 11,5 13,4 -0,8 20,4 9,3 -29,9 ND -7 -43,2 ND 2,1

DIVERSOS 1 Flora Produtos de Higiene - SP 300.411 — -34.441 -80.067 891.481 301.797 6.921 11.764 ND -11,5 33,7 295,4 -26,5 2 LSI - SP ( * ) 68.441 61,7 6.051 4.256 20.468 5.225 6.048 4.200 70,3 8,8 334,4 391,7 81,5 3 Suerpro Bettanin - RS ( * ) 25.453 — 4.239 2.517 13.478 8.047 4.405 7.751 59,4 16,7 188,9 167,5 31,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 394.305 61,7 -24.151 -73.294 925.427 315.069 17.374 23.715 64,9 8,8 188,9 295,4 31,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 205


Avanços (agora) sustentados MADEIRA E MÓVEIS

Imóvel novo significa móvel novo. O setor desloca-se para o mercado interno e o programa Minha Casa, Minha Vida apoia O estímulo governamental tem sido decisivo para as atividades associadas a madeira e mobiliário. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que perpassou 2012, combinada a fatores sazonais (as encomendas se avolumam naturalmente a partir de agosto), não só ajudou a minimizar os efeitos da crise internacional. Deve também propiciar um crescimento expressivo. Assim é que o otimismo continua predominando num setor cuja composição é muito heterogênea quanto ao porte de suas empresas e à diversidade de segmentos. Segundo José Luiz Diaz Fernandez, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimovel), a meta de expansão é de 6% para este ano, um grande salto em relação a 2011 (avanço de 1,5%). Fernandez destaca particularmente duas iniciativas. A primeira é a inclusão do segmento de painéis de madeira na desoneração – com queda da alíquota de 5% para zero –, porque essas placas representam a principal matéria-prima do setor moveleiro. “O custo dos móveis populares cairá 50% por conta disso”, calcula, ressaltando que o governo incluiu móveis escolares na lista das compras a serem antecipadas para este ano. “Além do que desonerou da folha de pagamentos, o que alivia ainda mais a coluna de custos da indústria.” A segunda é a figura do Movelcard. Trata-se de um convênio assinado entre a Caixa Econômica Federal e a

206 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

Abimovel para a abertura de uma linha de crédito pela qual os beneficiários do programa federal Minha Casa, Minha Vida vão poder financiar móveis com prazo maior e juros menores. “A Caixa está destinando R$ 2 bilhões para esse financiamento e isso poderá dar um empurrão extra na desova dos estoques da indústria de 2012 em diante.” No horizonte de mais longo prazo, a confiança também está em alta com base justamente no crescente número de lançamentos imobiliários. “Assim que recebem as chaves, os compradores colocam automaticamente nossos produtos na sua lista de prioridades; quem compra casa quer também mobiliá-la”, afirma Michel Otte, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (Abimad). Pelos seus cálculos, somando-se a tendência de aumento geral da renda dos brasileiros à enorme demanda reprimida por moradia, o mercado imobiliário tem tudo para continuar aquecido “pelo menos até 2020”. O presidente da Abimad afirma que as empresas mais dinâmicas vêm investindo especialmente na automação de processos. “Um grande exemplo são os fabricantes de móveis modulares com linhas de corte, pintura e acabamento totalmente automatizados.” Otte lembra também que recentemente o setor deu uma guinada importante. “Até 2008 a maioria das grandes indústrias brasileiras de móveis foca-


va o mercado externo”, diz, acrescentando que, com a queda do dólar e consequente perda de competitividade global, as fábricas voltaram seus olhos para o mercado local. “A adaptação do produto, desde design até a mudança de matéria-prima, foi o caminho trilhado por essas indústrias para ganhar mercado.” Estratégia desse tipo foi adotada pela Eucatex, uma das principais fornecedoras de painéis de madeira para a indústria moveleira, que optou por oferecer produtos diferenciados e, na maioria das vezes, únicos. “Dessa forma, desenvolvemos uma verdadeira parceria com nossos clientes, participando até mesmo da própria concepção do móvel”, conta José Antonio Goulart de Carvalho, vice-presidenteexecutivo da empresa. Entre 2010 e 2011, a Eucatex construiu uma nova fábrica de painéis especializada em chapas finas. E investiu em novas linhas de acabamento de painéis “visando manter-se na liderança tecnológica do segmento”. Além do desvio em direção ao mercado doméstico, houve uma grande alteração nos destinos das exportações. Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção às Exportações (Apex-Brasil), até 2005 o mercado estava concentrado nos Estados Unidos, que detinham 40% do total dos embarques brasileiros. Agora o cenário é outro: no ano passado, 19% das vendas foram para a Argentina, 11% para os Estados Unidos, 9% para o Reino Unido, 7% para Angola, 6% para a França e 48% para outros mercados. E há uma tendência de realocação das exportações para América do Sul e África. As principais oportunidades estão na África do Sul e em Angola (produtos semelhantes ao padrão da nova classe média brasileira), além de Catar e Rússia, para móveis de alto padrão. De acordo com a Abimovel, no primeiro quadrimestre de 2012, as exportações de móveis somaram US$ 153,4 milhões – queda de 7% em comparação ao quadrimestre anterior. Os dados são prévios à alta do dólar. Segundo técnicos da entidade, existe

um ciclo de até 120 dias entre o pedido e a entrega do produto no exterior. O reflexo mais favorável das novas cotações do câmbio deve ser sentido com maior ênfase a partir do final do terceiro trimestre.

PRESSÃO AMBIENTAL Pelo lado da cadeia produtiva, a capacidade instalada da indústria brasileira de painéis deverá ultrapassar 10,9 milhões de metros cúbicos até 2014, o dobro do que o país era capaz de produzir em 2004. Na visão de Rosane Dill Donati, superintendente-executiva da Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira (Abipa), esse é um ritmo sustentado principalmente pelo consumo de móveis pelas classes C e D e pelo acesso mais facilitado ao crédito. Segundo Rosane Donati, a indústria de painéis está projetando investimentos de US$ 1,2 bilhão para os próximos três anos. Eles dão sequência à modernização tecnológica das plantas existentes, mas também preveem a instalação de novas unidades industriais e a expansão das áreas de reflorestamento. A executiva da Abipa garante que há um total compromisso com a sustentabilidade econômica, social e ambiental. “O segmento fabricante de painéis valoriza a terra e o aumento da qualidade do manejo e das florestas, com melhoramento genético e expansão da produtividade.” Esse comprometimento é ratificado por Fernandez, da Abimovel, segundo o qual 100% das placas e chapas utilizadas na indústria moveleira são oriundas de madeira reflorestada e têm selo de certificação. “Aliás, já não existe praticamente oferta de madeira nativa no mercado”, observa. De seu lado, Otte, da Abimad, afirma que, apesar de o consumidor brasileiro ainda não fazer suas compras pensando em barrar produtos sem certificação ambiental – como ocorre em boa parte dos países ricos –, percebe-se um crescente interesse pelo tema.

Selo de certificação e novas florestas ganham fôlego. “Praticamente, já não existe oferta de madeira nativa no mercado”, dizem empresários

(LReina)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 207


MADEIRA E MÓVEIS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS DE MADEIRA 1 Duratex - SP

2.829.388

10,4

278.896

374.212

6.072.831

3.689.209

611.099

842.667

2 Arauco do Brasil - PR ( * )

765.865

118,5

72.700

68.989

1.264.433

3 Eucatex - SP

666.392

20,1

14.072

88.176

1.720.576

4 Berneck - PR ( * )

525.677 147.684,80

78.468

126.290

134,2

9,9

46,6

648.569

128.251

997.219

119.626

1.544.606

980.867

164,6

10,1

162.801

94,9

9,5

112.696

626,6

2,1

60,6

195

10,6

38,7

172,5

148.135

109.071

160,9

8,8

14,9

34

157,5

12,9

5 Fibraplac - RS ( * )

401.866

53,8

35.920

21.847

874.718

268.685

67.442

78.772

60,8

8,9

45,9

325,6

8,1

6 Bettanin - RS ( * )

205.239

7,6

7.067

45.533

516.696

256.496

36.827

67.312

644,3

3,4

39,7

201,4

17,8

7 Pincéis Atlas - RS ( * )

147.803

16,1

20.983

20.826

207.810

162.799

32.360

85.194

99,3

14,2

71,1

127,7

12,8

8 Pincéis Tigre - PR

115.434

14,7

15.927

10.209

118.578

68.911

15.927

64,1

13,8

97,4

172,1

14,8

9 L.P Brasil OSB - PR ( * )

84.362

34,2

4.158

2.734

139.194

130.384

10.003

18.468

65,8

4,9

60,6

106,8

2,1

10 Syncreon - SP ( * )

76.459

41,6

-2.316

-1.468

28.913

1.351

-1.027

3.928 ND

-3

264,5

2.140,10

-108,7

11 Lavrasul - PR ( * )

73.822

51,5

6.979

5.504

44.714

7.261

16.734

18.967

78,9

9,5

165,1

615,8

75,8

12 Theoto - SP ( * )

32.439

5

989

726

13.692

7.121

1.937

6.176

73,4

3,1

236,9

192,3

10,2

13 Brascomp - PA ( * )

31.127

-20,7

-5.537

-5.294

28.856

20.451

-3.714

9.426 ND

-17,8

107,9

141,1

-25,9 -2,5

14 Lavrama - PR ( * )

28.173

61,3

-197

-558

31.650

22.726

2.365

7.772 ND

-0,7

89

139,3

15 LAMAPA - PA ( * )

21.789

33,1

130

107

30.969

2.086

1.282

16.441

82,5

0,6

70,4

1.484,70

5,1

16 Selectas - PR ( * )

21.367

-31,4

-3.919

-2.197

76.150

60.721

-4.574

31.677 ND

-18,3

28,1

125,4

-3,6

17 Laminort - PR ( * )

19.412

30,7

738

691

31.860

17.137

3.131

93,6

3,8

60,9

185,9

4

18 Vimasa - SC

19.088

0,9

-1.195

-1.171

22.756

12.784

324

3.083 ND

-6,3

83,9

178

-9,2

23.590

19 Procopiak - SC ( * )

17.979

20

-812

-812

58.206

14.103

2.383

— ND

-4,5

30,9

412,7

-5,8

20 EAC Florestal - PR ( * )

12.062

12,1

-1.367

-1.497

23.289

6.288

585

2.954 ND

-11,3

51,8

370,4

-23,8 -38,7

21 Forjasul Madeiras - RS ( * )

12.043

20

-2.971

-2.971

18.367

7.670

-2.162

2.562 ND

-24,7

65,6

239,5

22 Escovas Suissa - RJ ( * )

4.939

0,4

6

-182

5.193

1.342

6

— ND

0,1

95,1

387,1

-13,6

23 CIM/Madeiras - AM ( * )

3.407 1.496,40

-1.253

-204

8.027

150

-1.062

3.434 ND

-36,8

42,5

5.364,70

-136,3

24 Agostinho Zarpellon - PR ( * )

3.036

-14,2

-741

-311

9.578

6.588

-603

2.553 ND

-24,4

31,7

145,4

-4,7

25 Centenor - PA ( * )

2.045

53

-723

-723

25.776

238

-668

-2.412 ND

-35,4

7,9 10.821,20

-303,6

26 Dallegrave Madeira - PR ( * )

1.335 ND

1.510

-3,5

-179

-175

3.302

1.235

-14

27 Germer - SC

251

-0,3

522

592

1.107

-3.318

703

28 Cigla Galletti - MA ( * )

13.486

-16

-93 ND ND ND ND ND

29 Gramacosa - MA ( * )

10.541

-16

-1.356 ND ND ND ND ND

44

113,5

-11,9

45,7

207,6

22,7 ND ND

267,4

-14,2

30 Alamo Prensados - SC ( * )

-93

-93

1.980

622

-93

— ND ND ND

318,3

31 Brasil Holanda - RJ

1.208

1.175

245 ND ND ND

102,7 ND

ACUMULADO DO SUBSETOR (31) 6.122.975

20

516.252

748.780 12.949.062 7.390.840

1.185.202

1.607.307

94,3

0,6

60,6

193,6

-14,9 -2,5

MADEIRA PARA CONSTRUÇÃO 1 Fuck - SC ( * )

82.457

9,9

-1.872

3.327

291.169

231.088

1.304

15.581 ND

-2,3

28,3

126

1,4

2 Sincol - SC

80.844

2,5

-119

3.442

94.809

45.962

4.734

14.623 ND

-0,2

85,3

206,3

7,5

163.300

6,2

-1.991

6.769

385.977

277.050

6.039

-1,2

56,8

166,1

4,5

ACUMULADO DO SUBSETOR (2)

30.203

ND

MÓVEIS 1 Itatiaia Móveis - MG ( * )

412.282

30,9

32.757

53.264

378.151

242.345

31.287

138.467

162,6

8

109

156

22

2 Unicasa - RS ( * )

288.345

31,6

75.585

53.086

209.824

159.602

72.919

77.616

70,2

26,2

137,4

131,5

33,3

3 Todeschini - RS ( * )

266.052

12,8

68.770

116.497

582.263

492.928

62.105

17.225

169,4

25,9

45,7

118,1

23,6

4 Bertolini - RS ( * )

221.240

19

16.618

14.746

206.662

102.345

29.993

100.598

88,7

7,5

107,1

201,9

14,4

5 Móveis Rudnick - SC

88.128

4,2

-1.529

-1.526

152.017

90.158

3.791

16.622 ND

-1,7

58

168,6

-1,7

6 Telasul - RS

87.102

-18,1

58

-330

58.916

34.027

-964

33.537 ND

0,1

147,8

173,1

-1

7 Cavaletti - RS

72.028

10,5

12.624

9.375

62.561

52.254

13.424

17,5

115,1

119,7

17,9

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

208 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

-229

74,3


MADEIRA E MÓVEIS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MÓVEIS (CONTINUAÇÃO) 8 Marel - PR 69.544 5 9 Artefama Inds - SC ( * ) 52.441 -13,5 10 Cia Dorel - RJ ( * ) 51.573 7.573,70 11 Tramontina Belém - PA 41.645 7,5 12 3 Irmãos - SC 27.758 17,1 13 Cicopal - SP 20.956 35,8 14 Weihermann - SC 12.915 -25,4 15 Global Mobilinea - SP ( * ) 11.561 -12,5 16 Açoforte - CE ( * ) 8.929 — 17 Wil Fama - SC ( * ) 4.611 36,6 4.556 75,5 18 Móveis Três S - RS ( * ) 19 Zeus - SP ( * ) 2.706 14,2 20 Esplendor - PE ( * ) 421 6,1 — — 21 Zipperer - SC ( * ) 12,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 1.744.794

10.878 -8.963 -1.838 -2.329 -169 34 -533 130 195 -583 -51 -186 301 — 201.770

7.170 -6.271 -1.574 4.762 -169 69 -334 122 146 -583 -71 -265 268 — 248.380

47.849 91.139 30.267 61.424 20.213 40.883 50.156 8.501 21.317 1.340 3.918 14.380 3.376 16.074 2.061.234

16.743 35.783 9.637 24.328 6.422 2.571 35.775 1.198 5.964 -726 1.904 9.371 3.363 11.390 1.337.381

14.844 -6.743 1.497 1.960 448 34 -527 314 706 -583 243 236 301 — 225.286

6.733 65,9 15,6 145,3 285,8 42,8 12.449 ND -17,1 57,5 254,7 -17,5 12.177 ND -3,6 170,4 314,1 -16,3 29.529 ND -5,6 67,8 252,5 19,6 4.584 ND -0,6 137,3 314,8 -2,6 6.985 200,2 0,2 51,3 1.590,50 2,7 4.797 ND -4,1 25,8 140,2 -0,9 5.271 93,9 1,1 136 709,6 10,2 2.315 75 2,2 41,9 357,4 2,5 -254 ND -12,7 344 ND ND 1.030 ND -1,1 116,3 205,8 -3,7 498 ND -6,9 18,8 153,5 -2,8 — 88,9 71,5 12,5 100,4 8 — ND ND ND 141,1 ND 469.952 88,8 0,1 108 187,5 2,7

SERRARIAS 1 Miguel Forte - PR ( * ) 119.933 — -9.783 -6.392 326.949 182.561 3.614 -2.131 ND -8,2 36,7 179,1 -3,5 96.141 59,7 24.809 17.694 528.057 358.901 46.907 10.047 71,3 25,8 18,2 147,1 4,9 2 Araupel - RS ( * ) 3 Ipiranga - MG ( * ) 44.588 139,7 25.933 25.067 78.881 73.885 28.173 28.065 96,7 58,2 56,5 106,8 33,9 4 Caxuana - MG ( * ) 44.473 51,8 12.926 8.949 71.862 63.286 16.822 5.727 69,2 29,1 61,9 113,6 14,1 5 Orsa Florestal - PA ( * ) 41.069 35,8 -14.189 -14.422 48.838 24.278 -13.174 — ND -34,6 84,1 201,2 -59,4 37.982 26,4 -2.200 -2.200 34.007 5.056 429 9.206 ND -5,8 111,7 672,6 -43,5 6 Palmasola - SC ( * ) 29.423 18,9 -22.187 -22.187 33.092 23.560 -21.481 5.632 ND -75,4 88,9 140,5 -94,2 7 Aracruz Madeira - BA ( * ) 8 F Slaviero - PR 16.400 9,8 16.363 15.096 27.769 22.112 16.675 645 92,3 99,8 59,1 125,6 68,3 9 F V Araújo - PR ( * ) 15.207 57,9 -7.492 571 41.802 22.364 -3.165 8.581 ND -49,3 36,4 186,9 2,6 10 J Bettega - PR ( * ) 7.947 9,7 -1.649 -1.649 21.808 14.048 -892 -40 ND -20,8 36,4 155,2 -11,7 11 Giacomet - RS ( * ) 3.079 85,5 -102 11.809 321.459 307.317 1.711 690 ND -3,3 1 104,6 3,8 12 Wilfrid - RS 2.267 -18,3 -1.533 -3.468 6.010 3.639 -1.249 993 ND -67,6 37,7 165,1 -95,3 13 Emilio B Gomes - PR ( * ) 835 -3,7 -1.333 -646 10.162 9.783 -1.245 1.331 ND -159,8 8,2 103,9 -6,6 14 Vale Verde Emprs - RS ( * ) 749 24,4 76 87 2.873 2.760 -80 365 114,5 10,2 26,1 104,1 3,2 15 Knorr - RS 431 -19,2 81 67 920 845 62 133 82,6 18,9 46,8 108,9 8 16 Augusto Thomaz - PR ( * ) 223 -9,9 -305 -254 800 402 -256 -53 ND -137,1 27,8 199,1 -63,1 17 Tumenorte - RO ( * ) 221 -20,6 -203 -203 1.384 463 -178 814 ND -91,7 16 298,7 -43,8 18 Faviaraujo - PR ( * ) 116 81,7 38 31 2.277 1.651 44 71 83,1 32,6 5,1 137,9 1,9 19 Gaisa - MA ( * ) — — — — 1.206 -14 — — ND ND ND ND ND — — 0 0 162 -61 — -213 ND ND ND ND ND 20 Elias J Curi - PR ( * ) 24,4 19.249 27.951 1.560.318 1.116.838 72.717 69.861 83,1 -7 36,6 143,8 -0,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 461.083 DIVERSOS 1 Vale do Araguaia - RJ ( * ) 30.237 5.597,70 26.103 16.410 275.127 210.230 26.461 1.625 62,9 86,3 11 130,9 7,8 2 Dissenha - PR ( * ) 16.567 35,1 1.293 564 148.859 95.082 4.549 8.967 43,6 7,8 11,1 156,6 0,6 3 Santa Maria - SP ( * ) 5.873 84,8 -78 -428 10.774 -371 705 -153 ND -1,3 54,5 ND ND 4 Taquara Florestal - PR ( * ) 1.341 -20,4 100 65 38.674 38.552 513 -122 64,8 7,4 3,5 100,3 0,2 5 Oscar Kunz - RS ( * ) — — -72 4.195 31.177 31.177 -13 — ND ND ND 100 13,5 6 Itereré Parts - SC — — — — 1.145 912 — -4 ND ND ND 125,6 ND 54.018 — 27.346 20.806 505.756 375.582 32.215 10.313 — — — — — ACUMULADO DO SUBSETOR (7) (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 209


De bem com a economia verde PAPEL E CELULOSE

A ampliação da base florestal é uma decisão natural para quem é, no seu campo, líder mundial em biotecnologia Um dos maiores produtores do planeta, a indústria de papel e celulose instalada no Brasil reforça agora seus planos para o médio e o longo prazos: expandir seus alicerces. “O objetivo é ampliar a base florestal em 45%, que passará dos atuais 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para 3,2 milhões de hectares”, informa Elizabeth de Carvalhaes, presidente-executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). E acrescenta: “As empresas estão se preparando para investir em tecnologias de plantio florestal ainda mais avançadas, baseadas em estudos genéticos.” As associadas da Bracelpa respondem pelo total da produção de celulose do Brasil e por 80% da produção nacional de papel. Juntas, elas geram cerca de 690 mil empregos diretos e indiretos, em 18 estados do país. Elizabeth reconhece que a instabilidade gerada pela crise econômica internacional, especialmente a situação na Europa, está compelindo as empresas a promover ajustes no cronograma dos investimentos, “mas nenhum projeto foi cancelado”. Segundo ela, o setor deve manter o programa de investimentos anunciado em 2010, que prevê recursos da ordem de US$ 20 bilhões até 2020. Com isso, além de ampliar a base florestal em 45%, a previsão é que a produção de celulose tenha um aumento correspondente a 57% e a de papel, de 30%, chegando, respectivamente, a 22

210 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

milhões de toneladas e a 12,7 milhões de toneladas, ao fim desse ciclo. Entre os fatores que levam o setor a investir na sua base florestal, explica Elizabeth, destacam-se os dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), que em outubro de 2011 anunciou que a população mundial ultrapassou a marca de sete bilhões de habitantes. A FAO prevê que em 2025 o planeta terá oito bilhões de pessoas. Ela argumenta que esse crescimento populacional demandará um esforço global para alimentar, vestir e dar conforto aos habitantes do planeta, sem exaurir os recursos naturais. Além de preservar as matas nativas, as florestas plantadas para fins industriais poderão suprir a necessidade de matéria-prima para a produção de madeira, lenha, carvão para uso energético, diferentes tipos de papel (de embalagens, papel cartão, para fins sanitários e papel de impressão e de escrever) e outros produtos de amplo consumo. Por entender que isso representa uma grande oportunidade para o Brasil nos próximos anos, a entidade está pleiteando que as florestas plantadas passem a integrar os principais fóruns mundiais sobre economia verde. Um dos principais focos desse debate é a biotecnologia, pois a aplicação de novas técnicas de cultivo florestal será essencial para suprir a demanda crescente de alimentos, biocombustíveis,


fibras e florestas – os chamados 4 Fs – Food, Fuel, Fiber, Forests. “Isso permitirá aprimorar o uso da terra, da água, de energia e dos demais recursos naturais, em busca de uma produção cada vez mais sustentável. Por isso, a comunidade internacional precisa avaliar os riscos e oportunidades da utilização da biotecnologia, pondera a presidente da Bracelpa. Carlos Farinha e Silva, vice-presidente do grupo Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e serviços de engenharia florestal, concorda que investir em inovação será fundamental para competir no atual cenário de mercado. Na opinião do consultor, o Brasil é líder mundial em biotecnologia florestal, o que permitiu ao País alcançar também o primeiro lugar em produção de celulose de fibra curta. “Para fazer frente à concorrência da China no segmento de papel, precisamos implementar novas tecnologias de produção e incrementar a estrutura de distribuição em outros países buscando exportar produtos com maior valor agregado”, acrescenta. Silva entende que, apesar do consumo moderado de papel no mercado internacional, o crescimento econômico do País, em boa parte impulsionado pela melhoria de renda das classes emergentes, tem assegurado um bom desempenho nos segmentos de papel tissue (utilizado para fins sanitários) e de papel para embalagens. O grande termômetro, neste caso, é o mercado interno, e a tendência é que esses segmentos acompanhem o desempenho da economia e a mudança no hábito de consumo da população de menor renda. De acordo com o consultor, no longo prazo, o setor de papel deverá passar por uma consolidação e renovação de máquinas e equipamentos, inovar no modelo de negócios e buscar soluções próprias para os produtos. “Investir mais fortemente na renovação de equipamentos e no desenvolvimento de novos produtos, além de inovar seu modelo de negócios, é o desafio da indústria brasileira de papel para

manter o ritmo de crescimento”, alerta o vice-presidente do grupo Pöyry. A ênfase na inovação ganha o reforço de Lairton Leonardi, presidente da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP). Mas ele defende que o setor tangencie as questões momentâneas de mercado para pensar e discutir novas visões e formas de fazer celulose e papel, no horizonte dos próximos 20 anos, o correspondente a três ciclos florestais de celulose. “Já são realidade os estudos para a busca de melhoria dos processos, de performance e de melhor utilização dos recursos florestais, da água e da energia, primordiais ao setor, com menor agressão possível ao meio ambiente”, diz Leonardi.

O setor é dono de 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para fins industriais e de 2,9 milhões de hectares de florestas preservadas

Player global

O Brasil é o quarto produtor mundial de celulose, com 14,16 milhões de toneladas por ano, e o décimo produtor mundial de papel, com 9,8 milhões de toneladas/ano. Abriga, atualmente, um total de 222 empresas distribuídas por 539 municípios localizados em 18 estados. O setor é dono de 2,2 milhões de hectares de florestas plantadas para fins industriais, 2,9 milhões de hectares de florestas preservadas e mais 2,7 milhões de hectares de área florestal total certificada. No ano passado exportou US$ 7,2 bilhões entre celulose e papel, registrando um saldo comercial de US$ 5,1 bilhões. A indústria encerrou o primeiro semestre de 2012 com poucas variações em produção e consumo. De acordo com a Bracelpa, no acumulado, a produção de celulose foi de 6,95 milhões de toneladas, quase o mesmo volume de 2011 no período, que foi de 6,98 milhões de toneladas. A produção de papel somou 1,15 milhão de toneladas, 1,6% a mais do que no mês anterior. E o volume das exportações cresceu 6,5% no mês; em termos de receita (US$ 3,32 bilhões), porém, houve queda de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado. (AL)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 211


PAPEL E CELULOSE Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS DE PAPEL 1 Mili - PR ( * )

442.706

12,1

27.100

27.020

357.385

120.074

84.444

2 T.I.S.A - SP ( * )

303.653

-24

1.162

-8.451

335.907

181.687

5.161

3 Inpa - MG

289.467

19,8

2.981

5.024

354.429

100.673

35.068

102.209

99,7

6,1

123,9

297,6

22,5

-42.437 ND

0,4

90,4

184,9

-4,7

1

81,7

352,1

5

-9.256

168,5

4 Adami - SC ( * )

279.264

26,1

23.062

18.549

706.538

358.877

65.591

82.728

80,4

8,3

39,5

196,9

5,2

5 Brasilgráfica - SP ( * )

245.142

23,1

1.488

786

134.477

56.704

12.927

36.966

52,8

0,6

182,3

237,2

1,4

6 Papelão São Roberto - SP ( * )

155.345

29,1

139

20

256.773

32.256

13.976

27.850

14,4

0,1

60,5

796,1

0,1

7 Diadema - SP

144.166

-6,2

-7.363

-4.432

107.483

59.061

3.714

21.480 ND

-5,1

134,1

182

-7,5

31.335

73,7

19,4

87,4

142,2

17,8

-24.225 ND

-7,1

109,6

910,4

-70,8

8 Gráfica Gonçalves - SP

128.735

29,5

24.996

18.419

147.294

103.614

26.639

9 Fuser - SP

120.565

48,8

-8.547

-8.547

109.980

12.080

-2.490

10 Gráfica 43 - SC

80.142

-0,7

16.644

16.468

119.233

105.129

17.515

33.271

98,9

20,8

67,2

113,4

15,7

11 Guaçú - SP

69.808

8,8

-359

-359

74.752

10.573

5.152

16.325 ND

-0,5

93,4

707

-3,4

12 Jari AM - AM ( * )

58.027

20,9

-8.517

-6.043

60.245

44.112

-6.454

8.047 ND

-14,7

96,3

136,6

-13,7

13 Orsa da Amazonia - AM ( * )

49.550

1,5

3.886

4.470

42.825

33.909

5.420

5.307

115

7,8

115,7

126,3

13,2

14 Itaoca - SP ( * )

42.511

964

758

45.231

21.113

3.167

4.118

78,7

2,3

94

214,2

3,6

15 Embrasa - PE ( * )

42.373

27,1

2.630

2.620

30.173

6.676

4.043

11.180

99,6

6,2

140,4

452

39,2

16 Moschetti - RS ( * )

28.996

10,4

414

269

14.081

8.995

918

1.392

65,1

1,4

205,9

156,6

3

178,4

7,1

17 Ranco - CE ( * )

27.528

11,9

741

765

19.166

10.744

1.030

3.132

103,2

2,7

143,6

18 Ingra - PR ( * )

10.833

5,5

-1.521

-1.235

6.692

-116

-143

-1.019 ND

-14

161,9 ND ND

19 AARON - CE ( * )

5.758

30

179

289

6.913

4.361

730

2.389

161,1

3,1

83,3

158,5

6,6

331

-99,9

-12

14

325

104

1

52 ND

-3,7

101,8

312,8

13,7

0

-65,8

-74

-74

15.740

15.740

-74

71 ND -17.125,60

100

-0,5

ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 2.524.900

12

79.992

66.331

2.945.642

1.286.365

276.334

99,1

190,9

4,3

20 Papel N S Penha - SP 21 Isapel - PE ( * )

310.916

98,9

1

CELULOSE E PAPEL 1 Suzano Papel e Celulose - BA

4.751.788

15

-66.593

29.891

21.389.338

9.673.549

1.295.259

2 Klabin - SP

3.894.173

5,6

97.226

182.721

12.003.002

4.958.302

580.089

3 Fibria - SP

3.653.339

-0,3 -1.811.920

-872.622

27.553.937

14.510.853

1.107.557

4 Cenibra - MG ( * )

1.536.575

69,4

453.404

335.204

2.755.938

1.248.543

534.711

5 Jari Celulose - PA ( * )

1.125.639

115,9

-69.785

41.215

4.390.513

1.634.906

6 Santher - SP

1.000.528

19,4

-69.252

-44.302

819.726

1.709.358 ND

-1,4

22,2

221,1

0,3

187,9

2,5

32,4

242,1

3,7

1.029.476 ND

89.127

-49,6

13,3

189,9

-6

73,9

29,5

55,8

220,7

26,9

382

— ND

-6,2

25,6

268,6

2,5

101.333

84.254

52.990 ND

-6,9

122,1

808,9

-43,7

385.620

7 Veracel - BA ( * )

778.204

-1

69.981

45.994

3.677.227

2.842.281

287.073

143.091

65,7

9

21,2

129,4

1,6

8 Bahia Specialty - BA ( * )

614.212

18

873

-21.075

2.384.450

428.767

99.888

138.691 ND

0,1

25,8

556,1

-4,9

9 Celulose Irani - RS ( * )

439.294

23,8

3.778

34.360

1.138.699

467.116

85.187

71.059

909,5

0,9

38,6

243,8

7,4

10 Stora Enso Arapoti - PR ( * )

318.106

1,2

4.677

-2.656

304.600

253.710

18.153

69.915 ND

1,5

104,4

120,1

-1,1

11 Iguaçú Celulose - PR ( * )

249.660

30

23.299

14.168

1.033.867

372.933

41.614

-2.613

60,8

9,3

24,2

277,2

3,8

12 Santa Maria Papel - PR ( * )

218.065

10,8

6.082

2.633

374.622

86.472

29.443

3.084

43,3

2,8

58,2

433,2

3

13 Ibema Papel - PR ( * )

184.020

18,1

-2.406

-7.832

295.609

158.336

15.546

25.228 ND

-1,3

62,3

186,7

-5

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

212 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


PAPEL E CELULOSE Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CELULOSE E PAPEL (CONTINUAÇÃO) 14 Canoinhas Papel - SC

182.937

20,2

5.436

4.558

119.271

29.445

11.854

83,9

3

153,4

405,1

15,5

15 Facepa - PA ( * )

178.511

17,9

5.837

4.832

121.488

66.923

21.556

24.666

82,8

3,3

146,9

181,5

7,2

16 Papirus Papel - SP

155.283

-5,2

-9.077

-9.186

171.568

-31.271

18.473

16.570 ND

-5,9

90,5 ND ND

17 Fernandez - SP

148.547

-18

12.055

9.502

85.754

59.682

17.416

20.313

78,8

8,1

173,2

143,7

15,9

18 Tedesco - SC ( * )

146.091

23,4

316

283

181.405

76.751

9.826

28.075

89,6

0,2

80,5

236,4

0,4

19 Abrasa - SC ( * )

139.748

30,8

7.915

6.073

70.042

22.164

13.160

19.778

76,7

5,7

199,5

316

27,4

20 Schweitzer Mauduit - RJ ( * )

138.854

-2,4

1.531

1.214

137.587

95.580

-732

22.392

79,3

1,1

100,9

144

1,3

21 Cepasa - PE ( * )

138.347

29,1

541

436

574.940

300.941

-9.536

-31.240

80,6

0,4

24,1

191,1

0,1

22 Novacki - SP

125.585

27,1

3.389

3.300

173.673

8.691

15.645

41.823

97,4

2,7

72,3

1.998,30

38

23 Regispel - SP ( * )

119.570

68,3

16.882

11.054

37.688

14.893

19.435

4.056

65,5

14,1

317,3

253,1

74,2

24 São Carlos Papel - SP

106.052

3,9

4.022

2.882

46.721

16.257

9.860

9.436

71,7

3,8

227

287,4

17,7

25 Copapa - RJ ( * )

92.443

-3,9

5.809

3.968

43.819

18.135

10.174

6.050

68,3

6,3

211

241,6

21,9

26 Cyklop - SP

86.180

4,9

65

135

40.825

14.685

2.569

12.409

207,7

0,1

211,1

278

0,9

27 Valinhos - SP

51.272

12,9

370

268

29.963

8.548

3.004

6.473

72,5

0,7

171,1

350,5

3,1

28 Cambará - RS ( * )

49.656

4,4

-16.232

-12.739

161.058

16.466

-5.899

-32.768 ND

-32,7

30,8

978,2

-77,4

29 Flexcoat Produtos - SP

31.880

-9,7

-125

-406

87.015

74.555

5.379

25.508 ND

-0,4

36,6

116,7

-0,5

30 Celulose e Papel - PE ( * )

31.839

14,1

-2.466

-2.466

43.205

25.258

891

4.538 ND

-7,8

73,7

171,1

-9,8

31 HCR - SC ( * )

30.450

29

2.113

948

22.736

11.887

4.841

3.586

44,9

6,9

133,9

191,3

8

32 Sapelba - BA ( * )

28.880

27,4

-584

-938

41.972

33.634

2.051

3.849 ND

-2

68,8

124,8

-2,8

33 PSA - RS ( * )

26.378

41

241

167

31.709

8.904

1.076

-2.972

69,3

0,9

83,2

356,1

1,9

34 CVG - SC

24.324

-3

-257

-257

115.373

42.048

5.051

-2.322 ND

-1,1

21,1

274,4

-0,6

35 Águas Negras - SC ( * )

19.790

71

3.082

2.361

13.160

9.857

3.376

3.068

76,6

15,6

150,4

133,5

24

36 Grafica Caeté - RS ( * )

16.633

19,3

67

67

27.073

24.667

518

11.939

100

0,4

61,4

109,8

0,3

37 Brasilcote - SP ( * )

10.995

-7,4

-595

-595

7.935

4.038

-471

962 ND

-5,4

138,6

196,5

-14,7

38 Benaion - AM ( * )

9.718

-5,1

-286

-286

147.829

18.570

25

4.855 ND

-2,9

6,6

796

-1,5

39 Himasa - SC

9.222

6,4

-4

-4

12.338

8.525

892

1.746 ND

-0,1

74,8

144,7

-0,1

-450 ND

-13,6

40 Papelão Timbó - SC

7.282

1,2

-993

-993

8.270

-3.360

-1.172

41 Safelca - SP

4.296

-64,7

328

267

83.526

52.710

2.031

-4.717

81,4

7,6

5,1

158,5

0,5

42 Adpapéis - SP

4.105

13,8

220

171

3.164

2.340

-130

720

77,8

5,4

129,7

135,2

7,3

43 Trombini Papel - SP ( * )

2.374

23,5

-13.285

-21.735

315.761

59.242

-1.551

1.636 ND

-559,6

0,8

533

-36,7

3,8 19.343,20

171,7

0

— ND ND ND

100,7

-28,5

221,1

0,9

44 Eldorado Brasil - MS

44

8.511

320

2.967.017

1.727.900

11.767

45 Norcell - BA ( * )

-5

-30.278

107.031

106.295

-5

-289.375 84.152.444 39.662.062

4.350.531

ACUMULADO DO SUBSETOR (45) 20.880.890

14,1 -1.325.814

-182.913

3.732.093

77,3

0,8

88,1 ND ND

73,7

DIVERSOS 1 Arpeco - PR ( * )

21.755

18,1

-1.241

-1.243

39.361

7.861

589

2.610 ND

-5,7

55,3

500,7

-15,8

ACUMULADO DO SUBSETOR (1)

21.755

18,1

-1.241

-1.243

39.361

7.861

589

2.610

-5,7

55,3

500,7

-15,8

ND

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 213


O mundo é seu território A demanda (interna e externa) permanece firme e a produção brasileira, ferro à frente, deve crescer 10% neste ano

MINERAÇÃO

Amundsen Limeira O Brasil virou, há pelo menos uma década, referência internacional em commodities – para regozijo da maioria dos protagonistas da vida econômica e, ao mesmo tempo, para desconfiança de outros, que temem o que chamam de desindustrialização. Este trunfo assenta-se em dois pilares: um é o agronegócio; o outro, a mineração. Daí por que os críticos tenham cunhado a expressão “economia agromineral exportadora”. Por isso mesmo, ou apesar disso, a indústria mineradora brasileira se mantém otimista e não acredita em sobressaltos, ao menos no médio prazo. O mercado não tem apresentado surpresas e todas as projeções apontam para um cenário de céu de brigadeiro, como diriam os mais velhos. Sem falar que a procura por minérios é crescente, com a demanda aumentando numa velocidade acima da entrada em operação dos novos projetos. Nem mesmo a controlada desaceleração da China – cujo PIB desce do patamar dos 11% ao ano para o dos 8% (nada mau!) – inibe este movimento. Não é de surpreender, portanto, que o setor continue batendo recordes em projetos de novos investimentos, como mostra o mais recente levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram): US$ 75 bilhões, no período de 2012 a 2016 – na pesquisa anterior, a estimativa era de US$ 68,5 bilhões

214 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

entre 2011 e 2015. O principal foco desses recursos é o minério de ferro. Daquele total, mais de US$ 40 bilhões irão para a exploração dessa matéria-prima, seguida do potássio, com cerca de US$ 8 bilhões. “O ano de 2012 tem se mostrado muito promissor. A expectativa é crescer uns 10% em relação a 2011”, aposta José Fernando Coura, presidente do Ibram. De acordo com ele, a Produção Mineral Brasileira (PMB), que no ano passado correspondeu a US$ 50 bilhões, deverá fechar 2012 na casa de US$ 55 bilhões. O responsável por este desempenho é o minério de ferro, cuja produção saltou de 372 milhões de toneladas, em 2010, para 466 milhões de toneladas, em 2011. A PMB mais que dobrou entre 2009 e 2011 e atualmente já representa cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Já o saldo comercial do setor, de US$ 38,4 bilhões, superou em 30% o saldo da balança comercial brasileira, no período. A participação do minério de ferro nas exportações de minérios foi de 85%, em 2011. Coura justifica este seu otimismo lembrando que o Brasil é um país carente de infraestrutura e, por isso mesmo, demandante de bens minerais não só para atender a grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016, mas também para reduzir o déficit habitacional que está calculado atualmente em 6 milhões de moradias.


Sem falar das outras obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a construção de redes de saneamento básico, por exemplo. “A indústria está pronta para atender a toda essa demanda”, garante José Coura. Enquanto isso, o presidente do Ibram lembra que lá fora a demanda também se encontra em alta, especialmente em países como Índia, Rússia e China. Isso já seria um claro indício de que, no mercado internacional, o pior já passou, depois de um segundo semestre de 2011 em que o comportamento do Índice da Produção Mineral (IPM) do País refletiu os solavancos da economia mundial. De acordo com o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), com o agravamento da crise na Europa e seu impacto em grandes consumidores dos minérios brasileiros, como China e Japão, o período ficou marcado por um desempenho “nitidamente decrescente”. Apesar de confiantes, as empresas de mineração ainda consideram a burocracia o fantasma que ronda o setor. “Estamos confiantes, sim, mas quem investe no Brasil tem que enfrentar um aparato burocrático muito grande”, diz Coura, citando a superposição de legislações como um dos entraves ao desenvolvimento da atividade no País. “Não se consegue licença ambiental para operar uma mina em menos de seis anos”, acrescenta. O presidente do Ibram, contudo, faz questão de diferenciar entrave ambiental de entrave burocrático. “O ambiental é legítimo. É preciso estudar medidas compensatórias e mitigadoras e até alguns projetos devem ser proibidos. O que temos visto, porém, não são entraves ambientais, e sim burocráticos”, afirma. Para ele, a burocracia conduz à perda de recursos e de tempo, o que pode levar as empresas a perder o timing do fornecimento de matéria-prima ao mercado internacional. A burocracia prejudica principalmente os investimentos das médias e pequenas mineradoras. “O Brasil tem regras relacionadas à mineração e outras para as questões ambientais,

mas que não se integram”, disse o advogado Márcio Silva Pereira, consultor do Ibram, durante o 2º Congresso Internacional de Direito Minerário realizado neste ano em Salvador (BA). Isso leva a uma outra discussão, que é o projeto do Marco Regulatório da Mineração e os temores que ele provoca entre empresários. Mas a resposta veio pela voz de Fernando Luiz Albuquerque Faria, advogado geral da União substituto, que tranquilizou a plateia desse mesmo congresso: “É evidente que o governo federal não quer desrespeitar direitos adquiridos. O Brasil não quer afugentar investidores”. O marco regulatório vai estabelecer novos critérios para a cobrança da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que é o imposto incidente sobre o minério extraído, e a realização de licitações para a exploração das jazidas que, hoje, detêm apenas autorizações. A intenção é que apenas pessoas jurídicas possam explorar recursos minerais e determinar prazos para validade das licenças de exploração. Nos últimos dois anos, 25 países anunciaram medidas restritivas à mineração sob a alegação de nacionalizar os recursos minerais, segundo levantamento da consultoria Ernst & Young.

O Ibram reconhece as exigências ambientais, mas reclama da burocracia: licença para operar uma mina demora no mínimo seis anos para sair

Bom desempenho Segundo o DNPM, o Índice de Produção Mineral (IPM) mostrou, para o ano de 2011, um crescimento de 4,5% quando comparado a 2010. Este comportamento deveu-se ao minério de ferro, principal componente do índice, que teve um crescimento de 5,09% em relação ao ano anterior. Outros minerais também tiveram um desempenho positivo em 2011, como o manganês, que cresceu 23%, carvão mineral (16,3%), bauxita (7,7%), fosfato (6,1%), grafita (5,1%), cobre (2,4%), cromo (1,6%) e amianto (1,3%). Entre as que ficaram no vermelho estão caulim (-22,2%), estanho (-8,21%), potássio (-5,5%), ouro (-,9%) e zinco (-2,4%).

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 215


MINERAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FERRO 1 CBMM - MG 3.309.518 17,1 2.110.826 1.232.833 4.193.675 1.302.002 2.132.125 710.192 58,4 63,8 78,9 322,1 94,7 2 Teksid - MG 941.238 16,7 -4.400 -15.563 785.148 139.921 59.090 -29.699 ND -0,5 119,9 561,1 -11,1 3 Vale Manganês - BA ( * ) 848.634 68 272.357 150.360 1.556.135 830.082 320.541 538.519 55,2 32,1 54,5 187,5 18,1 4 Schulz - SC 699.653 21,2 67.121 49.059 825.765 282.131 110.840 281.876 73,1 9,6 84,7 292,7 17,4 5 Ferbasa - BA 656.094 -2,6 112.114 90.619 1.261.874 1.093.247 111.644 247.142 80,8 17,1 52 115,4 8,3 6 Rima - MG ( * ) 417.081 13,3 9.325 9.059 903.106 651.190 50.508 140.821 97,2 2,2 46,2 138,7 1,4 7 Minasligas - MG 316.373 35 59.726 47.102 409.125 265.834 80.849 109.246 78,9 18,9 77,3 153,9 17,7 8 CBCC - MG ( * ) 238.076 8,8 48.967 32.800 284.294 124.667 55.721 17.497 67 20,6 83,7 228 26,3 9 Plantar Siderúrgica - MG 236.242 46,1 32.427 23.833 322.554 170.835 39.715 23.436 73,5 13,7 73,2 188,8 14 10 Viena - MA ( * ) 232.653 6,8 25.960 18.286 307.758 204.987 36.840 77.344 70,4 11,2 75,6 150,1 8,9 11 Nova Era Silicon - MG 183.889 4,6 47.767 32.120 186.845 119.778 54.656 19.002 67,2 26 98,4 156 26,8 12 Maringá Cimento - SP ( * ) 183.800 56 43.149 39.022 363.076 266.272 39.339 26.065 90,4 23,5 50,6 136,4 14,7 13 Gusa NE - MA ( * ) 143.925 30,5 88 2.011 448.586 259.294 12.640 111.352 2.285,20 0,1 32,1 173 0,8 103.938 36,2 6.078 4.536 117.749 71.688 9.004 8.574 74,6 5,9 88,3 164,3 6,3 14 Alterosa - MG ( * ) 15 Siderurgica União - MG ( * ) 98.680 -7,9 -5.741 -5.720 97.718 -68.425 4.142 45.150 ND -5,8 101 ND ND 74.021 102 511 -1.130 187.581 130.654 7.221 38.959 ND 0,7 39,5 143,6 -0,9 16 CBF - ES ( * ) 65.459 67 -4.059 -4.059 119.995 78.600 3.305 23.985 ND -6,2 54,6 152,7 -5,2 17 Margusa - MA ( * ) 18 Siderúrgica Ibiraçu - ES ( * ) 48.315 27,5 -763 -1.129 43.458 10.253 -2.976 4.423 ND -1,6 111,2 423,8 -11 48.033 12,2 -5.701 -6.093 60.091 31.322 -792 8.360 ND -11,9 79,9 191,9 -19,5 19 Valinho - MG 20 Santa Bárbara - ES ( * ) 41.200 511,9 -1.327 -1.327 11.844 9.224 -839 2.314 ND -3,2 347,8 128,4 -14,4 37.569 13 -8.432 -8.561 64.433 7.667 -1.614 16.088 ND -22,4 58,3 840,4 -111,7 21 Inonibras - MG 30.239 71,7 4.309 3.287 34.098 21.429 6.417 4.795 76,3 14,3 88,7 159,1 15,3 22 Cercena - RS ( * ) 23 Libra Ligas - CE ( * ) 25.644 -9,8 -5.564 -5.564 175.200 25.655 -298 -16.434 ND -21,7 14,6 682,9 -21,7 21.728 16,4 -21 -52 18.462 11.167 1.399 3.448 ND -0,1 117,7 165,3 -0,5 24 Rei Auto Parts - MG 25 Cossisa - MG ( * ) 21.013 -41,8 -5.680 -5.647 45.215 -2.414 -5.011 8.484 ND -27 46,5 ND ND 11.305 -15 36.743 39.260 535.075 505.705 42.693 29.873 106,9 325 2,1 105,8 7,8 26 Ferroeste Indl - MG ( * ) 7.415 -28,2 -1.144 -1.996 10.768 1.849 -1.192 1.867 ND -15,4 68,9 582,5 -108 27 Best Metais - SP 28 Yadoya - SP ( * ) 2.360 76,5 -6.298 -6.298 6.575 -46.460 -689 -2.552 ND -266,9 35,9 ND ND 1.954 — -7.245 -6.697 235.547 58.167 -1.043 26.089 ND -370,8 0,8 405 -11,5 29 Ibérica - PA ( * ) 30 Paulista Ferro Ligas - BA ( * ) 1.089 2,7 -7.044 -7.044 295.974 18.563 -2.296 -38.042 ND -646,8 0,4 1.594,40 -38 31 Silbasa - BA 762 2,7 898 708 8.110 7.909 484 186 78,8 117,9 9,4 102,5 9 80 — 4 -4.904 2.710 -4.910 8 -2.520 ND 5,3 2,9 ND ND 32 Femasa - MA ( * ) 33 Tecpar - SP — — -32.969 -32.969 140.694 74.860 -26.977 811 ND ND ND 187,9 -44 34 Aeromóvel - RS ( * ) — — -87 -87 6.223 1.622 -106 -1.642 ND ND ND 383,5 -5,4 35 Andrade V Gontijo - MG ( * ) — — -1 -69 4.896 1.860 — -1 ND ND ND 263,2 -3,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (35) 9.047.978 16,5 2.781.895 1.659.985 14.070.358 6.656.227 3.135.349 2.435.008 75,5 1,5 63,6 187,5 0,8 OUTROS NÃO-FERROSOS 1 Votorantim Metais Zinco - MG ( * ) 1.203.279 38,1 28.228 706.610 5.727.236 1.760.706 141.387 178.877 2.503,20 2,4 21 325,3 40,1 2 WHB Fundição - PR ( * ) 555.647 58,9 57.641 45.723 492.028 85.752 87.125 56.334 79,3 10,4 112,9 573,8 53,3 3 Liasa - MG 321.504 20,8 21.093 13.762 347.185 55.410 53.998 105.376 65,2 6,6 92,6 626,6 24,8 4 Wetzel - SC 233.750 6,4 -522 -927 191.097 535 16.465 10.375 ND -0,2 122,3 35.719,10 -173,3 5 Brastak - SP 69.806 37,2 12.870 4.988 57.228 52.564 11.546 26.037 38,8 18,4 122 108,9 9,5 6 Sumesa - RS 51.187 24,3 2.480 1.936 68.540 32.321 3.683 7.332 78,1 4,8 74,7 212,1 6 7 Sacor - RJ 23.063 22,7 5.587 3.679 37.230 29.501 4.953 955 65,9 24,2 62 126,2 12,5 8 Industrial Amazonense - AM — — -313 -250 4.559 3.790 -273 655 ND ND ND 120,3 -6,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (8) 2.458.237 24,3 127.064 775.521 6.925.103 2.020.579 318.885 385.941 72 6,6 92,6 268,7 11 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

216 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


MINERAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CARVÃO 1 CRM - RS 142.682 46,9 -13.909 -16.929 353.897 113.516 33.578 27.527 ND -9,8 40,3 311,8 -14,9 2 Carbonífera Metropolitana - SC 113.399 — 9.692 5.917 145.897 102.551 14.104 30.639 61,1 8,6 77,7 142,3 5,8 3 Carbonífera Criciúma - SC 102.957 -13,6 -812 -1.056 79.335 14.432 3.261 7.717 ND -0,8 129,8 549,7 -7,3 4 Candiota - RJ ( * ) — — 364 301 2.381 2.368 291 27 82,8 ND ND 100,6 12,7 5 Ingusa - SC — — -156 -156 5 -306 -155 0 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 359.038 16,7 -4.822 -11.923 581.516 232.562 51.078 65.910 71,9 -0,8 77,7 227 -0,8 FERROSOS 1 Vale - RJ 66.082.000 32,1 44.237.000 37.814.000 214.130.000 143.476.000 51.795.000 3.949.000 85,5 66,9 30,9 149,2 26,4 2 Samarco Mineração - MG 7.059.432 16,3 3.714.884 2.914.332 7.207.465 1.807.091 4.110.834 864.446 78,5 52,6 98 398,8 161,3 3 Namisa - MG 2.487.125 42,9 283.616 2.073.345 13.799.487 12.114.925 293.772 678.257 731 11,4 18 113,9 17,1 4 Hispanobrás - ES 1.304.315 14,8 104.092 96.038 783.492 428.205 144.684 145.837 92,3 8 166,5 183 22,4 5 MBR - MG ( * ) 303.816 5,8 -209.005 35.495 5.893.561 4.260.628 324.363 -4.167 ND -68,8 5,2 138,3 0,8 6 Nibrasco - ES ( * ) 263.774 213,6 221.248 150.373 753.711 607.020 268.392 -22.669 68 83,9 35 124,2 24,8 7 Itabrasco - ES 225.435 161,8 224.832 153.193 403.583 271.347 262.812 -46.712 68,1 99,7 55,9 148,7 56,5 8 Kobrasco - ES ( * ) 200.443 158 199.266 133.472 512.667 381.718 206.759 -32.414 67 99,4 39,1 134,3 35 9 Arcelormittal Serra Azul - MG 190.906 43,8 84.689 58.455 375.292 177.972 112.504 -18.613 69 44,4 50,9 210,9 32,9 10 Urucum - MS ( * ) 190.361 35,6 105.026 67.749 270.128 123.267 121.347 131.585 64,5 55,2 70,5 219,1 55 11 Ferro Mineração - MG ( * ) 89.730 259,7 71.080 66.350 115.836 109.813 71.500 8.981 93,4 79,2 77,5 105,5 60,4 12 Mineração Esperança - MG ( * ) 36.591 781,1 7.487 2.010 304.281 157.864 5.655 20.022 26,9 20,5 12 192,8 1,3 13 Minas Serra Geral - MG 19.523 -6,6 20.003 13.296 117.609 109.917 22.958 -3.383 66,5 102,5 16,6 107 12,1 14 Mhac Servs - RN 371 3,8 -8.831 -8.831 96.588 68.570 -3.652 4.013 ND -2.380,30 0,4 140,9 -12,9 15 Vale do Jacurici - BA 327 2,7 3.949 2.630 41.045 38.919 226 230 66,6 1.207,70 0,8 105,5 6,8 16 JMN Mineração - MG ( * ) 84 -86 15 -1.304 180.286 161.654 -6.194 8.179 ND 18 0,1 111,5 -0,8 17 Mineração Geral - SP 46 -99,3 157 121 6.405 1.825 -490 -17 76,7 340 0,7 351 6,6 18 Bahia Mineração - BA ( * ) — — -23.176 -23.176 263.356 -42.015 -30.565 — ND ND ND ND ND 19 CPM Ferro - MG — -100 -649 -657 149.019 132.575 -320 34 ND ND ND 112,4 -0,5 20 Ana da Cruz - MG ( * ) — — -1.378 -1.378 125.486 82.226 -1.076 -40 ND ND ND 152,6 -1,7 21 São Joaquim Empreendiment - PE ( * ) — — -140 -3.548 11.083 -3.628 -140 -576 ND ND ND ND ND — — -19.085 -19.085 7.611 -18.832 -19.078 — ND ND ND ND ND 22 Mineração - MG — — -163 -24 2.612 1.367 -170 257 ND ND ND 191,1 -1,7 23 Extramil - MG ( * ) 24 Vicenza - MG — — -19.955 -19.955 1.642 555 -19.870 52 ND ND ND 295,9 -3.595,50 25 Mineração - MG ( * ) — — -354 -354 1.232 1.159 -321 — ND ND ND 106,2 -30,6 26 Mineração Nacional - MG ( * ) — — 63 48 1.048 1.034 -13 8 76,2 ND ND 101,4 4,6 27 Eire Mineração - BA ( * ) — — -292 -292 1 -131 -292 — ND ND ND ND ND 24,2 48.994.379 43.502.302 245.554.526 164.451.045 57.658.624 5.682.310 69 55,2 30,9 140,9 6,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (27) 78.454.279 METAIS PRECIOSOS 1 Kinross Brasil - MG 1.197.457 17,1 517.998 378.617 2.979.566 2.251.706 603.273 47.551 73,1 43,3 40,2 132,3 16,8 2 Anglogold Ashanti - MG 963.828 110,3 318.447 235.611 1.224.336 841.557 389.646 -55.252 74 33 78,7 145,5 28 3 Mineração Serra Grande - GO ( * ) 298.574 2,7 99.520 65.354 257.250 114.774 106.918 -38.851 65,7 33,3 116,1 224,1 56,9 4 Marsam Metais - SP 207.208 488,5 2.567 1.942 24.643 10.648 4.630 3.388 75,7 1,2 840,8 231,4 18,2 5 Mineração Faz Brasileiro - BA ( * ) 154.150 6,5 21.891 18.540 233.998 174.529 47.174 6.098 84,7 14,2 65,9 134,1 10,6 6 MMX - RJ ( * ) 130.500 182,8 31.899 -23.115 335.203 184.832 54.866 45.551 ND 24,4 38,9 181,4 -12,5 7 Caiçara Minérios Part Ltd - MG ( * ) — — -4.005 -4.005 68.317 53.780 -4.005 5 ND ND ND 127 -7,5 8 CMP Ouro - MG — — -14 -22 25.029 24.837 -14 0 ND ND ND 100,8 -0,1 9 Prdea Branca - RJ — — -2.041 -2.041 7.356 6.676 -2.076 -14 ND ND ND 110,2 -30,6 10 Mineração Tarauaca - MT ( * ) — — -222 -222 5.150 4.771 -221 -1 ND ND ND 107,9 -4,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 2.951.717 63,7 986.040 670.659 5.160.848 3.668.110 1.200.191 8.474 74 28,7 72,3 133,2 5,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 217


MINERAÇÃO Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % NÃO-FERROSOS 1 CDPC - RJ

2.126.211

68

-4.921

-3.248

192.017

1.624

-691

109.972 ND

-0,2

2 Votorantim Metais Níquel - MG

1.256.001

12,2

-30.604

-124.347

3.954.476

1.575.789

37.506

551.287 ND

-2,4

31,8

251

3 Rio do Norte - PA

732.065

15

57.039

36.853

1.509.771

590.080

217.635

38.212

64,6

7,8

48,5

255,9

6,3

4 Sama Mineração - GO ( * )

310.039

13,9

82.621

54.213

185.905

85.279

91.609

47.581

65,6

26,7

166,8

218

63,6

5 Taboca - AM

110.315

45,4

-162.841

-175.603

830.631

633.952

-129.155

-2.954 ND

-147,6

13,3

131

-27,7

6 Gipsita - PE ( * )

95.715

25,5

9.622

7.398

47.233

33.416

11.694

12.924

10,1

202,6

141,4

22,1

7 Xilolite - BA ( * )

33.370

11,8

2.403

2.226

30.900

24.805

4.077

16.316

92,6

7,2

108

124,6

9

8 CGM - MG

16.085

-4

6.148

5.793

60.324

31.395

8.826

-4.313

94,2

38,2

26,7

192,2

18,5

9 Songeo Mineração - MG ( * )

1.242

85,1

41

31

3.444

3.206

-153

-63

76,5

3,3

36,1

107,4

1

10 Mineração Naque - RJ ( * )

-92.075

-125.419

14.414.575

14.408.194

-2.438

314 ND ND ND

100

-0,9

11 Salobo - RJ ( * )

-102.168

-50.689

4.003.370

2.812.167

-98.013

-128.191 ND ND ND

142,4

-1,8

12 Vanádio - BA ( * )

-19

-19

11.558

10.952

-19

105,5

-0,2

-372.811 25.244.203 20.210.859

140.878

141,9

0,4

ACUMULADO DO SUBSETOR (12) 4.681.043

15 -234.754

76,9

1.107,30 11.823,70

— ND ND ND 641.084

76,7

7,2

48,5

-200 -7,9

PESQUISA E PROSPECÇÃO 1 Vale Rio Doce Energia - RJ

545.137

3,6

14.882

9.446

15.664

8.284

14.882

2 CPRM - DF ( * )

289.453

7,4

-31.318

-31.318

240.904

38.131

-25.228

3 Geosol - MG ( * )

63,5

2,7

3.480,20

189,1

114

-86.948 ND

5.334

-10,8

120,2

631,8

-82,1 19,8

188.624

34,9

18.373

31.536

211.827

159.222

15.511

24.705

171,6

9,7

89,1

133

4 CBPM - BA ( * )

33.165

17,7

12.026

10.712

133.478

124.793

12.250

1.909

89,1

36,3

24,9

107

8,6

5 Codise - SE ( * )

22.925

13,6

-400

-453

247.645

231.714

1.047

661 ND

-1,7

9,3

106,9

-0,2

6 Metamat - MT ( * )

17.120

4

-336

-108

16.709

4.256

-142

-521 ND

-2

102,5

392,6

-2,5

7 Prospectors - RJ ( * )

14.726

9,4

2.839

1.573

7.324

3.506

2.951

4.732

55,4

19,3

201,1

208,9

44,9

8 Mineropar - PR ( * )

8.227

13,8

520

434

3.676

2.545

474

-690

83,5

6,3

223,8

144,4

17,1

9 CMR - RO ( * )

315

-652

-643

1.840.805

1.840.364

-649

-30 ND

-206,8

0

100

0

10 PI4 - SP

-115

-174

32.610

32.450

-109

-117 ND ND ND

100,5

-0,5

1.119.691

11,5

15.820

21.006

2.750.642 2.445.265

20.987

138,7

4,3

ACUMULADO DO SUBSETOR (10)

-50.965

83,5

2,7

102,5

DIVERSOS 1 INB - RJ

448.043

43,1

-25.974

-27.137

861.853

312.221

11.198

101.559 ND

-5,8

52

276

2 U&M - RJ ( * )

257.282

-12

11.052

16.094

288.175

140.238

65.090

12.005

145,6

4,3

89,3

205,5

-8,7 11,5

3 Usina Preta - MG ( * )

227.750

23

50.994

53.486

424.826

338.059

54.990

43.226

104,9

22,4

53,6

125,7

15,8 408,9

4 Pará Pigmentos - PA ( * )

120.770

-5,5

-40.744

70.389

258.489

17.216

-4.314

28.617 ND

-33,7

46,7

1.501,50

5 Bozel - RJ

107.462

34,4

11.711

6.688

62.269

44.627

13.082

25.939

57,1

10,9

172,6

139,5

15

6 Cefar - SP

67.061

57,7

69.298

61.643

80.488

57.659

62.913

-2.008

89

103,3

83,3

139,6

106,9

7 Baovale - RJ ( * )

35.464

3,4

16.977

12.958

100.393

80.069

21.384

-2.664

76,3

47,9

35,3

125,4

16,2

8 Pirocloro de Araxá - MG ( * )

28.099

40,7

1.694

1.048

3.672

709

1.732

381

61,8

6

765,2

517,6

147,7

9 Reunidas Mineração - PE ( * )

17.575

18,1

285

160

28.098

16.764

1.013

56

1,6

62,6

167,6

1

10 JLX - MG ( * )

14.355

17,2

1.681

732

18.258

12.793

2.368

644

43,5

11,7

78,6

142,7

5,7

57,2

141,9

1,3

7.198

-1.084

117

12.585

8.872

-853

2.148 ND

-15,1

12 Cominge - SP ( * )

11 Granibras Granitos - SP ( * )

142

-96

-1.017

-642

9.945

-3.835

-704

-324 ND

-714

13 Calbran - MT ( * )

302.096

301.005

— ND ND ND

14 Pamin - MG

-298

-298

20.852

20.848

-298

2 ND ND ND

100

-1,4

15 MV Logística - SP ( * )

-42

-42

4.798

4.481

-42

— ND ND ND

107,1

-0,9

ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 1.331.202

18,1

94.535

195.196

2.476.798

1.351.727

227.559

140,7

11,5

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

218 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

209.525

69,1

5,2

1,4 ND ND

59,9

100,4 ND


FOTOS: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA VALE

PREMIADA | MINERAÇÃO | VALE

Outro estilo, outra prioridade

Potássio em Sergipe: um negócio na rota do crescimento

A megaempresa brasileira intensifica os investimentos em seu negócio principal, a exploração de minérios

Uma das maiores empresas de mineração do planeta, a Vale mudou radicalmente a forma de atuar no último ano e meio. A agressividade imprimida pelo estilo impetuoso que marcou a era Roger Agnelli – presidente da empresa por um decênio, até o ano passado – foi substituída pela mineirice de Murilo Ferreira, um executivo afável, torcedor do Fluminense, que nunca perde a oportunidade de ouvir o que seus funcionários têm a dizer. Com Ferreira no comando desde maio do ano passado, a companhia não atira mais para todos os lados, entrando em um novo ciclo de planejamento para mudar a estratégia de implantação dos seus empreendimentos, que neste ano receberão investimentos estimados em US$ 21,4 bilhões, sendo que 64% serão aplicados no Brasil.

Apesar do cenário econômico global hostil, formado pela recessão na zona do euro e pela desaceleração do crescimento do PIB chinês, a Vale continua apresentando resultados muito promissores. No segundo trimestre deste ano, a receita operacional ficou 7,2% acima do trimestre anterior e o lucro líquido foi 5,7% maior, no mesmo período. Os embarques de minério de ferro, 63 milhões de toneladas, foram 15% maiores, comparados aos embarques do primeiro trimestre do ano. Depois de absorver o impacto negativo na demanda provocado pela restrição de crédito no mercado chinês e de concluir exaustivas negociações de preços com seus principais clientes de minério de ferro, Ferreira determinou que a prioridade é trabalhar em projetos

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 219


PREMIADA | MINERAÇÃO | VALE

que fazem parte do core business da empresa, isto é, os esforços devem concentrar-se particularmente na produção de minério de ferro, níquel, carvão metalúrgico, cobre e de fertilizantes. É parte desse esforço se desfazer de ativos relacionados a gás e óleo; na área de energia – assim como na de logística –, todas as iniciativas serão voltadas ao atendimento das necessidades da própria empresa.

Melhoria da qualidade Não se pretende, contudo, abandonar a outra ponta do processo de extração de minério de

Na África, produção de carvão no projeto Moatize, em Moçambique

ferro – a siderurgia. A estratégia de longo prazo é promover o setor no país, criando demanda adicional ao minério de ferro, agregando valor. Um dos projetos siderúrgicos da empresa é a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), uma associação entre a Vale, Posco Engineering & Construction e Dongkuk Steel – planta de placas de aço com capacidade nominal de 3 milhões de toneladas anuais. A instalação do projeto, localizado em Pecém, Ceará, começou em dezembro de 2011 e a produção de aço está previsto para o primeiro semestre de 2015. Definida a área mineral como prioridade,

220 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

muda também a estratégia de desenvolver dos empreendimentos. Por entender que o licenciamento ambiental se tornou o principal risco ao desenvolvimento dos seus negócios, a Vale agora só investirá naqueles que tenham licenças asseguradas. É o caso do S11D, na serra Sul, e o N5Sul, na serra Norte, em Carajás, no Pará, ambos já licenciados. A exploração de ambos mais do que dobrará a produção do minério de ferro de Carajás, das atuais 109 milhões de toneladas para 230 milhões em 2016. Além disso, trará melhoria geral de qualidade na produção de Carajás ao longo dos próximos anos, pois a mina de N5 possui reservas de mais alto teor de minério de ferro. Mas a menina dos olhos da empresa é mesmo a Ferro Carajás S11D, encravada na serra sul de Carajás, no Estado do Pará, considerado “o maior investimento da história da Vale” e o maior projeto de uma empresa privada no País nesta década. Para extrair dali 90 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente a companhia deverá investir o montante de R$ 40 bilhões, sendo R$ 16,5 bilhões na instalação da nova mina e usina de beneficiamento e o restante na infraestrutura logística – no porto que embarcará o minério para o exterior, localizado no Maranhão, e ao longo do trecho da Estrada de Ferro Carajás, que atravessa esse estado e o Pará. O desembolso previsto para 2012 é de US$ 794 milhões e o start-up está programado para o segundo semestre de 2016. A Vale pretende com a Ferro Carajás S11D ser a primeira mineradora no Brasil a utilizar o sistema truckless, que consiste na instalação de correias transportadoras para substituir os caminhões e assim reduzir o impacto ambiental.


Beira, na província Além do de Sofala. minério de ferro de Carajás, o compromisso Área da Vale é com a estratégica produção de carOutro investimenvão no projeto to estratégico da Moatize, mina companhia é no localizada na potássio, matériaprovíncia de Tete, -prima para produem Moçambique, ção de fertilizantes, um dos três paíum dos negócios ses do continente que o presidente da africano em que Vale espera fazer a Vale está precrescer a partir dos sente atualmenprojetos Carnalita, te (os outros são em Sergipe, e Guiné e Zâmbia). Rio Colorado, em Moatize recebe Mendoza, na Argeninvestimentos de tina, com capacidaUS$ 1,65 bilhão e Ferreira: prioridade agora são as atividades voltadas à mineração de nominal estimaestá dimensionada de 4,3 milhões de do para produzir 11 milhões de toneladas/ toneladas anuais. O empreendimento sergiano de carvão metalúrgico e térmico. Todo pano, localizado no município de Rosário do esse material será transportado pela ferrovia Catete, a 37 quilômetros de Aracaju, no valor Linha do Sena, com cerca de 600 quilômetros de US$ 4 bilhões, é para transformar carnalita de extensão, e escoado por um terminal de em potássio. Já o argentino, de US$ 5,9 bilhões, carvão que está sendo construído no porto da prevê um sistema de extração por solução, na renovação de 440 quilômetros da ferrovia existente, na construção de um ramal ferroviário de 350 quilômetros de extensão, mais um terminal marítimo em Bahia Blanca. De volta ao Pará, a Vale tem, além de Sossego, a maior operação de cobre no Brasil, os projetos Salobo, com capacidade nominal estimada de 100 mil toneladas de concentrado de cobre por ano, e Salobo II, que é a expansão da mina de Salobo para 100 mil toneladas/ano adicionais de concentrado. Na área do níquel, a empresa tem Onça Puma, no município de Ourilândia do Norte, um investimento de US$ 2,6 bilhões para a produção de 52 mil toneladas/ano de níquel, e o projeto na Nova Caledônia, no sul do Pacífico, joint venture formada com a Sumitomo e a Mitsui que vem sendo alvo das preocupações dos investidores. Recentemente, o jornal japonês Nihon Keizai Shinbun noticiou que a mineradora japonesa Sumitomo poderia ter um prejuízo acima do esperado devido a problemas técnicos. (AL)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 221


MINERAIS NÃO METÁLICOS

Os alicerces estão sólidos A produção de cimento, areia e pedra britada pode repetir nos próximos dez anos a expansão dos últimos dez A indústria de minerais não metálicos começa a se recompor depois do susto verificado no meio do ano. A expectativa é que o mercado mantenha o mesmo ritmo de crescimento dos últimos dez anos, período em que o setor assistiu a um sólido aumento no consumo de materiais como cimento, por exemplo, e de produtos como areia e pedra britada, respectivamente, primeiro e segundo lugar colocados no ranking da Produção Mineral Brasileira, excetuando os minerais energéticos. Na opinião de Fernando Valverde, presidente-executivo da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção Civil (Anepac), “o Brasil está no auge do período produtivo. Somente em 2011 foram produzidos 656 milhões de toneladas de areia e pedra britada, com valor bruto de R$ 17 bilhões. Para 2022, a previsão é que este volume alcance a marca de um bilhão de toneladas”. Em períodos comparativos mais amplos, de 1997 a 2011, ou seja, 14 anos, prossegue Valverde, o crescimento do consumo, ponta a ponta, foi de 46,2%, tendo partido de 460 milhões de toneladas. “Já considerando o período de 2001 a 2011, a demanda cresceu 92,3%, um aumento verdadeiramente notável”, destaca. No entanto, para o presidente da Anepac, apesar dos “fortes” recursos aplicados em obras de infraestrutura, “lamentavelmente” o cronograma de investimentos ainda está defasado em relação às

222 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

necessidades do País. “A mesma coisa acontece no mercado imobiliário: o crédito, que representava apenas 0,5% do PIB, no início do Plano Real, encontra-se ainda em torno de 4,5%. No Chile, por exemplo, o crédito imobiliário chega a 20% do PIB”. Isso demonstra, porém, o amplo espaço que existe para crescer. Sensível às variações conjunturais, a indústria de não metálicos não escapou das retrações pontuais de segmentos ligados à construção civil. Neste ano, o alerta amarelo até piscou em junho, mas logo apagou no mês seguinte, com a retomada da curva de crescimento. Dados levantados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) mostram que as vendas em julho atingiram 5,8 milhões de toneladas, 6% a mais em relação a igual mês do ano passado. Já as vendas acumuladas nos últimos doze meses somaram 67 milhões de toneladas, um crescimento de 8,4% sobre o período de agosto de 2010 a julho de 2011. Na comparação por dia útil, melhor indicador da indústria por considerar os números de dias trabalhados e efeitos sazonais, que têm forte influência no consumo de cimento, as vendas de julho expandiram 2,9% sobre junho de 2012. Embora não acreditem que possam repetir resultados tão exuberantes dos últimos anos, as cimenteiras esperam encerrar 2012 com uma taxa de crescimento não superior a 6%. No caso dos agregados (areia e brita), o consumo


somou 673 milhões de toneladas no ano passado. Para 2012, a Anepac prevê que esse volume chegará a 696 milhões de toneladas, sendo 411 milhões de areia e 285 milhões de toneladas de pedra britada. De acordo com os dados consolidados do ano passado, as obras de infraestrutura e edificações asseguraram o crescimento de 6,8% na demanda por agregados, quase três vezes o ritmo do PIB, que cresceu 2,7% no período. Em 2011, o consumo ficou em 673,7 milhões de toneladas de areia e brita ante as 631 milhões de toneladas de 2010. Com base na correlação da evolução da demanda por cimento e do PIB nacional, foi projetado o crescimento no período 2012 a 2022. Segundo Valverde, partiu-se de uma estimativa de demanda de 696 milhões de toneladas. Nos próximos dez anos, esse volume poderá chegar a 1,12 bilhão de toneladas. Entre os maiores produtores, em 2011 o Estado de São Paulo manteve a liderança, com 177,2 milhões de toneladas de agregados e participação de 26% do total; seguem Minas Gerais, com 71,1 milhões de toneladas e participação de 11%, e Rio de Janeiro, com 61,9 milhões de toneladas e participação de 9,2%. “Cabe ressaltar que os valores se referem ao agregado total, ou seja, areia e brita que foram produzidas e comercializadas, além daqueles que foram transferidos e utilizados diretamente nas obras, especialmente as de infraestrutura”, destaca o presidente da Anepac. Obras de infraestrutura, principalmente de grandes hidrelétricas nos Estados de Rondônia e Pará, e de pequenas hidrelétricas nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, promoveram maior crescimento destes estados no consumo de agregados em anos recentes.

um patamar de consumo de 40 milhões de toneladas/ano para as atuais 65 milhões de toneladas anuais de cimento”, diz José Octávio Carneiro de Carvalho, presidente do SNIC. Com os projetos em andamento, Carvalho afirma que, até 2016, a capacidade instalada de cimento no País irá a 110 milhões de toneladas/ano. “Pelo menos cinco novos grupos entraram no mercado em função da perspectiva de crescimento do setor”, comenta. O Brasil é líder no ranking dos maiores produtores de cimento na América Latina, seguido pelo México, Colômbia e Argentina. São, atualmente, 14 grupos nacionais e estrangeiros que operam no mercado brasileiro por meio de 79 fábricas espalhadas no país, que empregam cerca de 25 mil funcionários. Em 2000, o setor encerrou o exercício com uma produção de 39,9 milhões de toneladas, mas a crise da construção civil derrubou esse volume para 35,1 milhões de toneladas, em 2003. A recuperação começa a partir de 2004, com 36 milhões de toneladas, para chegar a 52 milhões de toneladas quatro anos depois. Em 2011, a produção atingiu 63 milhões de toneladas, para alcançar as 65 milhões de toneladas em 2012. Esta produção revela também o início de transformações estruturais no mapa das regiões brasileiras, por força da expansão recente (e até do impacto dos programas de transferência de renda). O presidente do SNIC confirma que o perfil do mercado nacional de cimento está mudando. Até recentemente estava concentrado nas regiões Sul e Sudeste, mas hoje em dia, “realmente, o Norte, Nordeste e CentroOeste estão tendo uma atividade mais forte que as outras regiões brasileiras”. Daqui para frente, a indústria terá que se ajustar a essa nova realidade. “Falta ao Brasil infraestrutura para continuar crescendo no ritmo dos últimos anos. O País precisa se preparar para um crescimento sustentável.”

Consequência (saudável) das características do crescimento recente, Nordeste, Norte e CentroOeste ganham mais participação no perfil do consumo

Atração estrangeira A outra vertente do segmento, a indústria do cimento, passou por um longo período de estagnação, até 2006. A partir daí, “saímos de

(AL)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 223


minerais não metálicos Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MINERAIS NÃO METÁLICOS 1 Imerys Rio Capim - PA ( * ) 286.641 3,6 27.914 24.527 859.330 781.733 114.119 98.364 87,9 9,7 33,4 109,9 3,1 2 Dagoberto Barcellos - RS ( * ) 40.410 14,3 3.380 2.239 45.085 12.375 8.015 11.745 66,3 8,4 89,6 364,3 18,1 40.283 -8,8 -5.508 -5.508 146.572 15.782 4.251 -6.589 ND -13,7 27,5 928,7 -34,9 3 Carbomil Química - CE ( * ) 4 Pedreira Itereré - RJ ( * ) 14.077 2,7 5.192 4.831 17.920 14.137 5.091 1.190 93 36,9 78,6 126,8 34,2 7.689 14,2 113 108 28.855 20.289 1.516 446 95,6 1,5 26,7 142,2 0,5 5 Cavasa - MT ( * ) 6 Chaves Mineração - CE ( * ) 5.480 8,4 125 125 15.567 7.445 303 580 100 2,3 35,2 209,1 1,7 7 Delta de Minas - PE ( * ) 5.018 46,8 -1.054 -1.434 33.283 19.110 470 1.112 ND -21 15,1 174,2 -7,5 8 Calbras - CE ( * ) 4.845 39 -5.189 -5.189 55.010 3.361 -365 6.485 ND -107,1 8,8 1.636,70 -154,4 341 10,5 -5.280 -6.370 92.188 3.267 -2.424 -5.416 ND -1.548,40 0,4 2.821,80 -195 9 Hidroquim - CE ( * ) 10 Damacal - BA 33 2,7 81 67 1.895 1.635 -6 67 82,7 245,5 1,7 115,9 4,1 — -100 -187 -1.012 23.103 14.112 -94 276 ND ND ND 163,7 -7,2 11 Agrima - MA ( * ) 12 Cpx - SP — — -120 -120 8.055 8.042 -178 -6 ND ND ND 100,2 -1,5 — — -77 -916 6.282 4.601 -61 -473 ND ND ND 136,6 -19,9 13 Calpesa - PE ( * ) 14 Mineração Nacional - PE ( * ) — — -44 -44 6.022 5.998 -43 -25 ND ND ND 100,4 -0,7 15 Goiás Vermiculita - GO — — — — 348 329 — -4 ND ND ND 105,7 ND 8,4 19.346 11.305 1.339.515 912.216 130.595 107.751 90,5 1,9 27,1 142,2 -1,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 404.817 SAL 1 Sal Cisne - SP ( * ) 130.093 16,2 14.841 14.583 292.663 64.541 33.472 15.004 98,3 11,4 44,5 453,5 2 Sal Diana - PR ( * ) 85.542 28,3 8.826 5.595 73.407 54.675 17.367 16.742 63,4 10,3 116,5 134,3 45.248 35,6 5.851 4.139 27.566 19.966 6.705 7.325 70,7 12,9 164,2 138,1 3 Azevedo Bento - RS ( * ) 4 Norsal - RN 106 -99,9 21 15 65 39 23 24 72,5 19,5 164,3 164,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 260.988 22,2 29.539 24.331 393.700 139.222 57.567 39.095 71,6 12,2 140,3 151,4

22,6 10,2 20,7 38,4 21,7

CAL, GESSO, CIMENTO E ARTEFATOS 1 Camargo Corrêa Cimentos - SP 1.652.092 17,9 228.191 302.580 3.990.407 2.265.767 413.855 196.391 132,6 13,8 41,4 176,1 2 Votorantim Cimentos - PE ( * ) 1.577.774 30,6 640.225 479.733 3.995.005 2.933.914 702.882 208.682 74,9 40,6 39,5 136,2 3 Ciminas - SP 1.354.911 5,4 56.357 37.056 1.406.759 633.668 207.025 132.232 65,8 4,2 96,3 222 4 Eternit - SP 465.084 12,6 40.804 97.193 589.929 438.093 37.033 104.871 238,2 8,8 78,8 134,7 5 Cimento Itambé - PR ( * ) 423.123 20 187.704 169.786 497.567 412.304 196.471 42.469 90,5 44,4 85 120,7 379.644 7,4 -48.741 -32.161 1.294.037 634.395 -16.607 124.753 ND -12,8 29,3 204 6 Cimentos Liz - MG 7 Itabira Agro - ES ( * ) 367.468 14,9 -39.417 1.487 1.342.736 524.551 -19.543 18.967 ND -10,7 27,4 256 8 Cimento Tupi - RJ 347.016 -4,9 19.071 68.505 635.512 311.597 66.942 50.368 359,2 5,5 54,6 204 9 Itautinga - AM ( * ) 271.808 15 3.920 2.611 485.524 298.299 36.392 23.900 66,6 1,4 56 162,8 10 Itaituba - PA ( * ) 229.965 28,8 4.470 3.234 532.478 378.612 49.637 -17.318 72,3 1,9 43,2 140,6 11 Ribeirão Grande - SP ( * ) 220.754 23,3 64.259 44.179 479.448 213.283 97.421 -15.656 68,8 29,1 46 224,8 12 EST Unificado - RJ ( * ) 198.197 243,1 -29.238 -15.227 1.219.421 362.721 12.980 47.566 ND -14,8 16,3 336,2 13 Itapissuma - PI ( * ) 188.686 27,7 1.492 647 258.058 131.805 52.231 22.904 43,4 0,8 73,1 195,8 14 Cibrasa - PA ( * ) 187.041 18,8 22.934 15.163 616.567 499.088 43.168 21.376 66,1 12,3 30,3 123,5 15 Mizu - ES ( * ) 163.555 42,6 12.183 10.998 130.317 40.840 13.085 12.274 90,3 7,5 125,5 319,1 16 Itapessoca - PE ( * ) 142.350 11,5 1.594 670 603.259 410.528 4.056 -7.774 42 1,1 23,6 147 17 Itapetinga - RN ( * ) 116.943 23,8 2.406 1.482 447.666 314.421 17.872 -1.936 61,6 2,1 26,1 142,4 18 Itapicuru Agro - MA ( * ) 107.064 27,3 8.838 5.857 570.067 449.012 14.915 16.956 66,3 8,3 18,8 127 19 Supremo Cimentos - SC ( * ) 65.544 — -650 8.201 130.396 26.391 8.551 4.643 ND -1 50,3 494,1 20 Ibacip - CE ( * ) 64.556 18,1 -3.064 884 238.568 176.007 5.044 1.384 ND -4,8 27,1 135,5 21 Ibar NE - BA ( * ) 45.679 — 5.460 2.897 50.860 23.824 8.531 9.613 53,1 12 89,8 213,5 22 Incopre - MG 43.002 -11,6 -310 -310 27.451 13.953 -532 4.190 ND -0,7 156,7 196,7 23 Postes NE - BA ( * ) 24.109 22,6 1.344 981 15.024 4.929 2.145 3.567 73 5,6 160,5 304,8 24 SPCIM - SP 13.595 46,2 1.696 1.237 15.166 11.656 2.801 760 72,9 12,5 89,6 130,1 25 Preconcretos - RS ( * ) 12.582 16 -77 -77 8.805 1.116 394 2.494 ND -0,6 142,9 789,1 26 Estabelecimento Unificado - SP ( * ) 6.105 -40,2 -3.362 -4.804 89.963 22.803 -3.368 22.991 ND -55,1 6,8 394,5 27 Artecon - PA ( * ) 4.586 0 -2.695 -2.695 14.982 4.877 -1.421 -376 ND -58,8 30,6 307,2 28 Cimento Apodi - CE ( * ) 859 — -9.527 -9.527 118.492 18.843 -7.220 26.131 ND -1.108,60 0,7 628,9 29 CNC - PE ( * ) — — -5.381 -5.381 486.202 124.548 -5.528 -6.962 ND ND ND 390,4 30 Itamaracá Transportes - PE ( * ) — — -171 -171 285.381 284.483 -171 37 ND ND ND 100,3

13,4 16,4 5,9 22,2 41,2 -5,1 0,3 22 0,9 0,9 20,7 -4,2 0,5 3 26,9 0,2 0,5 1,3 31,1 0,5 12,2 -2,2 19,9 10,6 -6,9 -21,1 -55,3 -50,6 -4,3 -0,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

224 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


minerais não metálicos Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CAL, GESSO, CIMENTO E ARTEFATOS (CONTINUAÇÃO) 31 Itaguarana - BA ( * ) — — — — 168.630 29.646 — -1.769 ND ND ND 568,8 ND 32 Itapitanga - PA ( * ) — — — — 14.677 1.848 — -396 ND ND ND 794,3 ND — — 435 352 6.224 5.636 141 95 80,9 ND ND 110,4 6,3 33 Ebac - SP 34 Lafarge - RJ ( * ) — -100 441 386 3.249 704 492 91 87,5 ND ND 461,5 54,8 35 Empresa Maranhense - MA ( * ) — — -399 -399 2.473 1.584 -543 -41 ND ND ND 156,1 -25,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (35) 8.674.092 18 1.160.793 1.185.366 20.771.298 12.005.744 1.939.130 1.047.476 72,6 2 44,6 204 0,9 CERÂMICAS, PORCELANAS E LOUÇAS 1 Portobello - SC 547.960 16,9 20.766 24.343 611.465 81.790 50.058 26.524 117,2 3,8 89,6 747,6 29,8 2 Cecrisa - SC ( * ) 498.680 12,6 16.355 -8.822 865.593 136.336 105.566 -60.492 ND 3,3 57,6 634,9 -6,5 3 Eliane - SC ( * ) 408.174 12,6 5.244 -9.679 630.160 86.427 56.686 63.790 ND 1,3 64,8 729,1 -11,2 4 Delta Cerâmica - SP ( * ) 158.424 28,6 11.345 8.948 150.630 28.648 7.269 39.663 78,9 7,2 105,2 525,8 31,2 124.156 23,1 19.856 16.815 123.685 70.301 30.134 57.215 84,7 16 100,4 175,9 23,9 5 Biancogrês - ES ( * ) 6 Pamesa - PE ( * ) 119.593 40 3.217 4.739 280.056 109.570 2.870 33.225 147,3 2,7 42,7 255,6 4,3 7 Itagres - SC ( * ) 106.274 9,5 -1.793 -1.737 112.317 8.909 12.333 -19.591 ND -1,7 94,6 1.260,80 -19,5 8 Porto Ferreira - SP 105.506 8,2 198 190 118.634 9.938 14.237 30.553 96 0,2 88,9 1.193,70 1,9 9 Icasa - MG ( * ) 104.856 17,6 24.934 14.074 127.497 93.025 28.487 20.901 56,5 23,8 82,2 137,1 15,1 10 Loucas Oxford - SC 95.401 3,3 -57 9.537 159.175 84.746 3.023 23.274 ND -0,1 59,9 187,8 11,3 11 Ceramus - BA ( * ) 92.078 29,8 -7.960 -5.444 174.904 49.826 2.921 28.109 ND -8,6 52,6 351 -10,9 64.877 45,2 11.456 11.367 131.282 72.759 12.378 20.128 99,2 17,7 49,4 180,4 15,6 12 Togni - MG ( * ) 13 Cersesa - SE ( * ) 46.206 33,3 6.741 5.727 54.824 36.274 10.006 18.718 85 14,6 84,3 151,1 15,8 14 Ceusa - SC ( * ) 43.752 37,8 -4.728 -1.805 158.020 46.017 2.743 -2.482 ND -10,8 27,7 343,4 -3,9 15 Jatobá - SP 41.950 -3,2 14 435 66.550 33.216 3.761 14.237 3.112,60 0 63 200,4 1,3 16 Santa Terezinha - SP ( * ) 41.794 6,8 -4.233 -4.328 67.806 30.984 1.188 14.077 ND -10,1 61,6 218,8 -14 27.627 26,6 1.211 905 34.419 -13.402 4.041 7.796 74,7 4,4 80,3 ND ND 17 Germer Porcelanas - PR ( * ) 23.058 11.881,80 -16.528 -16.528 156.597 46.731 -4.070 5.069 ND -71,7 14,7 335,1 -35,4 18 Porcellanati - RN ( * ) 19 Porcelanas Germer - SC 22.742 -2,4 -66 -73 19.249 2.770 1.099 5.330 ND -0,3 118,2 695 -2,6 20 Setelagoana - MG 17.987 27,8 978 1.083 18.079 10.247 1.628 2.287 110,7 5,4 99,5 176,4 10,6 21 Stéfani - SP 15.221 17,7 -85 -148 23.181 16.427 1.430 -554 ND -0,6 65,7 141,1 -0,9 9.478 39,1 14 11 4.351 1.328 345 1.314 78,9 0,2 217,8 327,6 0,8 22 Stieletrônica Isoladores - SP 23 Cincera - PB ( * ) 7.150 23,5 1.119 1.119 9.362 5.179 1.634 -672 100 15,7 76,4 180,8 21,6 24 Celene - CE ( * ) 6.333 69 830 582 8.841 7.751 855 1.787 70,2 13,1 71,6 114,1 7,5 25 Isocel Isolantes - SC ( * ) 5.844 93,6 763 592 6.719 2.151 1.076 793 77,6 13,1 87 312,4 27,5 26 Rosalino - RO ( * ) 3.840 — 130 89 6.780 5.350 546 66 68,7 3,4 56,6 126,7 1,7 27 Francisco Brennand - PE ( * ) 3.732 -20,5 -390 -390 6.392 218 -377 4.209 ND -10,5 58,4 2.936,20 -179,1 28 Suape Porcelanato - PE ( * ) 2.535 -56 1.707 1.707 58.819 12.689 87 -1.710 100 67,3 4,3 463,5 13,5 29 Porcelana Schmidt - PR ( * ) 817 2,7 -12.922 -12.530 53.551 -161.280 -613 -44.081 ND -1.582,10 1,5 ND ND — -100 -1.751 11.919 92.896 54.823 -1.125 2.152 ND ND ND 169,5 21,7 30 Klace - SC ( * ) 31 Transmix - SP — — -3.320 1.522 67.791 14.058 8.877 -104 ND ND ND 482,2 10,8 — — -39 -42 18.195 16.301 -37 -17 ND ND ND 111,6 -0,3 32 Cecrisa S.A - SC ( * ) 33 Ceno - RO ( * ) — — -6 -6 14.460 2.921 20 -21 ND ND ND 495,1 -0,2 34 Indústria de Azulejos da - BA ( * ) — — -1 -1 9.180 8.966 -3 -78 ND ND ND 102,4 0 35 Ornato - ES ( * ) — — -6.184 -6.184 5.538 -11.100 -3.380 550 ND ND ND ND ND — — -115 -115 3.588 3.586 -197 -3 ND ND ND 100,1 -3,2 36 Cerâmica Brasileira - RJ ( * ) 37 Sa Ceramica - BA ( * ) — — -1 -1 314 312 -1 — ND ND ND 100,6 -0,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (37) 2.746.045 17,7 66.699 47.870 4.450.903 1.004.792 355.497 291.960 85 2,7 65,7 237,2 1,5 CONCRETAGEM 1 Supermix - MG ( * ) 1.174.785 23,1 74.226 57.142 379.618 132.045 122.723 18.097 77 6,3 309,5 287,5 43,3 2 Topmix - MG ( * ) 205.268 29,1 1.838 2.205 102.758 26.488 17.907 9.493 120 0,9 199,8 388 8,3 3 Precon - MG ( * ) 194.005 36 11.279 8.012 148.265 45.372 19.119 4.892 71 5,8 130,9 326,8 17,7 4 Redimix - RJ ( * ) 187.440 21,7 4.810 3.537 79.184 7.866 6.213 -33.647 73,5 2,6 236,7 1.006,70 45 5 Spitaletti - SP ( * ) 17.816 — 10.694 10.637 19.718 9.434 9.880 -5.783 99,5 60 90,4 209 112,8 6 Construsan da Amazônia - TO ( * ) 9.322 63,4 506 404 7.690 -5.369 2.180 2.187 79,9 5,4 121,2 ND ND 7 Incospal - ES ( * ) 1.580 -5,7 -1.169 -1.226 7.374 3.775 -329 1.001 ND -74 21,4 195,4 -32,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 1.790.216 26,1 102.184 80.710 744.607 219.610 177.693 -3.760 78,5 5,4 130,9 307,1 30,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 225


minerais não metálicos Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % LENTES E ÓTICA 1 Opto - SP ( * ) 45.240 -24,2 -14.620 -6.676 89.232 691 -7.044 23.105 ND -32,3 50,7 12.918,00 2 Igal - RJ ( * ) 26.764 62,5 12.643 11.283 22.915 18.566 12.183 -445 89,3 47,2 116,8 123,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 72.004 19,1 -1.977 4.607 112.147 19.257 5.138 22.660 89,3 7,5 83,8 6.520,70

-966,5 60,8 -452,9

PEDRAS, MÁRMORES E GRANITOS 1 Embu - SP 148.644 -13,5 34.941 15.853 775.370 544.098 50.901 -5.126 45,4 23,5 19,2 142,5 2,9 2 Concretran - RJ ( * ) 52.063 6,9 21.091 13.935 86.588 40.189 22.446 41.703 66,1 40,5 60,1 215,5 34,7 3 Vitória Stone - ES ( * ) 33.543 29,3 1.578 1.066 57.264 23.791 4.489 27.366 67,5 4,7 58,6 240,7 4,5 27.971 16 -912 632 41.546 4.488 2.507 -4.779 ND -3,3 67,3 925,7 14,1 4 Massaguaçu - SP ( * ) 5 Brilasa - PA 13.610 11,6 -3.605 -3.738 30.447 19.755 -2.783 8.653 ND -26,5 44,7 154,1 -18,9 12.697 35,7 2.401 2.030 19.656 3.350 3.089 8.585 84,6 18,9 64,6 586,8 60,6 6 Marmoraria Milanezi - ES ( * ) 7 Granistone - CE ( * ) 10.656 4,2 -21 20 15.675 5.043 1.023 6.047 ND -0,2 68 310,8 0,4 10.625 -21,2 -3.404 -3.404 22.356 -9.605 -50 8.632 ND -32 47,5 ND ND 8 Gramazon - RO ( * ) 980 11,6 -236 -54 9.243 7.330 -42 -31 ND -24,1 10,6 126,1 -0,7 9 Pedreira Cachoeira - SP 10 Granordeste - AL ( * ) 314 15,9 -314 -314 13.271 7.889 -294 448 ND -100,1 2,4 168,2 -4 311.105 11,6 51.519 26.025 1.071.416 646.328 81.285 91.498 66,8 -1,7 53,1 215,5 2,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (10) VIDROS E CRISTAIS 1 Owens lllinois - SP ( * ) 704.470 23 123.860 89.391 643.041 299.762 142.718 129.696 72,2 17,6 109,6 214,5 29,8 2 Saint-Gobain Vidros BRA - SP 563.045 17,8 42.511 29.594 525.897 374.192 82.691 81.994 69,6 7,6 107,1 140,5 7,9 336.963 20,7 64.921 61.070 431.549 323.081 93.387 115.892 94,1 19,3 78,1 133,6 18,9 3 CIV - PE ( * ) 4 Nadir Figueiredo - SP 324.659 5,5 -243 23.445 667.259 297.695 5.238 149.179 ND -0,1 48,7 224,1 7,9 5 Electro Vidro - RJ ( * ) 258.713 113,8 -30 -2.678 291.656 -67.639 9.409 46.333 ND 0 88,7 ND ND 92.587 9,3 26.602 17.457 154.013 93.282 28.958 4.674 65,6 28,7 60,1 165,1 18,7 6 UBV - SP 7 Vidroforte - RS ( * ) 64.356 41,6 5.472 4.450 53.361 29.713 8.365 11.024 81,3 8,5 120,6 179,6 15 63.755 10,8 16.503 12.211 68.862 50.579 19.075 33.361 74 25,9 92,6 136,2 24,1 8 Vidroporto - SP 9 Cristal Blumenau - SC 6.676 6 -2.721 -2.721 9.079 -67.636 -2.258 -71.991 ND -40,8 73,5 ND ND — — 6.999 4.707 86.345 85.734 -68 2.928 67,3 ND ND 100,7 5,5 10 Owens Illinois - SP ( * ) 11 Vidros São Domingos - RJ — — -64 -64 879 879 -87 146 ND ND ND 100 -7,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 2.415.224 17,8 283.810 236.862 2.931.942 1.419.643 387.428 503.236 72,2 8,5 88,7 140,5 15 DIVERSOS 1 Magnesita - MG 2.318.903 89,3 170.013 98.550 5.334.169 2.653.161 297.477 736.295 58 7,3 43,5 201,1 3,7 2 Caraíba - BA ( * ) 401.014 48,1 112.870 104.446 683.685 233.691 188.975 55.172 92,5 28,2 58,7 292,6 44,7 3 Buritirama - SP ( * ) 234.914 45,9 130.438 109.241 202.890 105.295 132.007 24.595 83,8 55,5 115,8 192,7 103,8 220.216 840,7 27.376 26.794 1.973.991 1.756.723 320.902 72.175 97,9 12,4 11,2 112,4 1,5 4 Codemig - MG ( * ) 5 Cadam - PA ( * ) 103.819 -24,7 -98.283 -97.783 235.969 124.917 -78.955 64.395 ND -94,7 44 188,9 -78,3 97.383 51 25.959 16.973 70.335 49.897 23.548 4.177 65,4 26,7 138,5 141 34 6 Tecnosulfur S.A - MG ( * ) 7 CBE Equipamentos - PE ( * ) 86.919 28,8 9.568 7.267 532.668 105.186 8.671 41.403 76 11 16,3 506,4 6,9 8 Pedreira Anhanguera - SP ( * ) 52.608 31,9 1.602 250 71.616 21.204 12.034 -15.585 15,6 3,1 73,5 337,8 1,2 9 Vamtec Vitória - ES ( * ) 40.773 28,8 2.828 1.570 26.250 8.288 4.565 -776 55,5 6,9 155,3 316,7 18,9 10 Tracomal Mineração - ES ( * ) 24.912 38,2 -2.485 -2.145 55.772 15.157 2.091 27.650 ND -10 44,7 368 -14,2 11 Fiabesa - PE ( * ) 19.985 5,1 -4.881 -4.881 50.397 14.351 -1.374 4.889 ND -24,4 39,7 351,2 -34 12 Santa Elina - MT ( * ) 18.109 11,1 -7.588 -8.436 145.687 36.405 1.312 9.916 ND -41,9 12,4 400,2 -23,2 13 Fabrica Olga - SP 11.718 15,3 550 398 5.252 3.159 540 1.668 72,4 4,7 223,1 166,3 12,6 9.196 — 285 15 10.403 7.076 299 — 5,1 3,1 88,4 147 0,2 14 Mineração Barreto - AL ( * ) 15 Fuji Mármores - PB ( * ) 6.707 15,7 -42 50 18.710 16.329 707 6.505 ND -0,6 35,9 114,6 0,3 4.813 — 13 -3 4.904 2.047 19 773 ND 0,3 98,1 239,6 -0,2 16 Margem - PR ( * ) 17 Refranor - CE 1.805 38,3 568 513 4.078 3.221 606 632 90,3 31,5 44,3 126,6 15,9 18 Calfibra - PR ( * ) 857 -17,9 35 19 953 568 39 161 53,5 4 89,9 167,8 3,3 19 Sinval Duarte Pereira SA - RN ( * ) — — -18 -18 3.036 2.939 -18 -5 ND ND ND 103,3 -0,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (19) 3.654.653 30,4 368.808 252.818 9.430.765 5.159.613 913.445 1.034.041 68,9 4,4 51,7 192,7 1,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Os fornos perdem calor Um dos mais importantes da economia e um dos principais termômetros de desenvolvimento de qualquer país, o setor siderúrgico é reflexo fiel do incerto cenário mundial e brasileiro que não tem prazo para desanuviar-se. “Neste momento de crise, os programas de investimentos estão sendo revistos”, afirma Marco Polo Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil. A entidade reúne as principais siderúrgicas instaladas no País e o executivo se refere especificamente à crise econômica europeia e à desaceleração da expansão da economia brasileira, que têm feito o setor reavaliar o projeto traçado em 2011 de investir US$ 30,7 bilhões para elevar a capacidade de produção de aço bruto das atuais 47,8 milhões para 56,7 milhões de toneladas ao fim de 2016. Grande parte dos planos de investimentos está na gaveta porque o mercado mundial está quase parado e, apesar de a Europa não ser o maior destino do aço brasileiro, a crise europeia causa instabilidade global e inibe as iniciativas, explica diz Cristiane Mancini, analista setorial da consultoria Lafis – Informação de Valor. Até o início do ano passado, eram muitos os anúncios de projetos de ampliação e instalação de novas usinas, baseados em expectativa de reaquecimento, global e nacional, que não se confirmou. Alta de custos, principalmente dos preços das matérias-primas, e estabilização nos preços dos produtos

siderúrgicos por causa dos elevados níveis de estoques, oriundos da superoferta de aço, particularmente a chinesa, também influenciaram este cenário até metade de 2012. “É natural a revisão, porque os consumidores de aço também refrearam a demanda”, afirma Ricardo Corrêa, analista-chefe da Ativa Corretora, acrescentando que a mudança no padrão de crescimento chinês, hoje em ritmo menor, tem afetado o mercado tanto pela maior oferta no mundo de produtos da China quanto pela baixa importação desse país asiático. Pior que manter projetos no papel é ter de amargar prejuízos, como é o caso das multinacionais ArcelorMittal e ThyssenKrupp, que têm braços produtivos importantes no Brasil. A alemã ThyssenKrupp colocou à venda, no fim do primeiro semestre de 2012, o controle da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). A usina é destinada à produção de placas de aço para exportação e foi erguida em meados de 2010, no Rio de Janeiro, em parceria com a gigante do minério Vale. A siderúrgica teve prejuízo de quase R$ 8 bilhões em seu primeiro ano e nos primeiros seis meses do ano fiscal, encerrado em março de 2012, colaborou decisivamente para as perdas totais em torno de 1 bilhão de euros da empresa alemã, que também está vendendo uma subsidiária no Alabama nos Estados Unidos. Já a ArcelorMittal, afundada em dívidas tão grandiosas, em torno de

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 227

METALURGIA

Superoferta de aço não combina com recessão global; a siderurgia é obrigada a revisar planos de expansão


METALURGIA

US$ 22 bilhões, quanto a sua posição de maior siderúrgica mundial, também está se desfazendo de ativos mundo afora. No Brasil, suspendeu o plano de investir na duplicação da ArcelorMittal Monlevade, usina localizada em João Monlevade (MG). No geral, porém, a indústria brasileira do aço continua investindo. “Os indicadores de produtividade da indústria do aço se mantiveram ou melhoraram”, afirma Lopes, do Instituto Aço Brasil. Cristiane, da Lafis, acrescenta que os recursos estão sendo direcionados para o desenvolvimento de produtos que agregam maior valor e inovação tecnológica. “As usinas brasileiras também se diferenciam pelo atendimento muito próximo ao cliente. E estão investindo nessa área também”, diz ela. As siderúrgicas instaladas no Brasil estão reavaliando, em especial, os investimentos em operações destinadas às exportações, o que tem significado substancial, pois parte da capacidade brasileira e dos projetos desenhados nasceu com essa finalidade. Para completar a turbulência no mercado doméstico, onde o consumo per capita ainda está longe dos países desenvolvidos, elas têm enfrentado mais intensamente desde o ano passado a concorrência dos produtos importados, sejam siderúrgicos ou acabados que consomem aço, como máquinas e equipamentos. “O excedente de oferta de aço no mercado internacional, em patamar de 500 milhões de toneladas, aliado à queda de consumo desse material nos países desenvolvidos e ao fato de a China ter se transformado em exportadora líquida, vem tornando o Brasil um dos mercados-alvo para diversos produtores de aço de outros países”, ressalta Lopes.

assimetrias. Entre elas, estão o incentivo para a compra de máquinas e equipamentos com componentes nacionais, desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis e produtos da linha branca (como fogão e geladeira) e a aprovação, pelo Senado, da resolução que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações interestaduais com produtos importados. “São ações como essas que podem evitar problemas mais graves para a indústria”, acredita Lopes. Essas medidas não trazem resultado imediato, diz Cristine, da Lafis. É o que mostra o desempenho deste ano. Nono maior produtor de aço do mundo, o setor siderúrgico brasileiro registrou declínio no primeiro semestre, com produção de 17,4 milhões de toneladas de aço bruto, queda de 2,5% comparativamente ao mesmo período de 2011. E já revisou para baixo as expectativas para o ano: 36 milhões de toneladas, ou apenas 2,2% a mais do que em 2011. O consumo aparente, prevê o Instituto Aço Brasil, deverá aumentar 5,4% para 26,4 milhões de toneladas. As exportações alcançarão 10,9 milhões de toneladas, alta de 0,7%, e as importações, 3,6 milhões de toneladas, com redução de 3,8%. Para 2013, ainda não há estimativa, mas Lopes se mostra otimista. O momento, ele assegura, é de preocupação, mas o setor mantém ainda a expectativa de que o consumo interno de aço seja impactado positivamente por projetos especiais, como Copa do Mundo e Olimpíada. Nas projeções da Lafis, a produção de aço bruto poderá crescer 11,7% neste ano, para 39,35 milhões de toneladas, e mais 5,6% em 2013, quando atingirá 41,53 milhões de toneladas. Já o faturamento do setor crescerá 8%, para R$ 70,8 bilhões, e 10,4%, para R$ 78,2 bilhões, respectivamente. “Acredito que a Europa comece a se recuperar no próximo ano”, diz Cristiane, prevendo para só daqui a três anos uma recuperação mais consistente do Velho Continente.

As usinas brasileiras continuam a investir. A inovação tecnológica não tem volta, assim como o desenvolvimento de produtos que agregam mais valor

Brasília age O executivo do Instituto Aço Brasil observa que o governo está sensível e tem tomado medidas efetivas para assegurar o crescimento sustentável do mercado interno, eliminar o artificialismo existente no processo de importação e corrigir

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(IN)


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AÇO 1 Arcelormittal - MG 13.320.836 1,3 -109.930 -180.528 30.566.728 13.729.317 -109.930 -201.310 ND -0,8 43,6 222,6 -1,3 2 CSN - RJ 10.754.587 5,7 2.601.953 3.706.033 45.582.817 7.985.821 3.363.013 3.685.576 142,4 24,2 23,6 570,8 46,4 3 Usiminas - MG 10.517.522 -5,5 -779.466 233.077 30.238.550 17.283.793 572.190 4.145.523 ND -7,4 34,8 175 1,4 7.960.731 3,9 278.551 356.986 12.346.757 7.882.268 998.589 1.275.326 128,2 3,5 64,5 156,6 4,5 4 Gerdau Aços Longos - RJ 5 Gerdau Açominas - MG 5.044.610 19,1 105.510 -81.291 8.028.860 4.328.969 785.762 241.650 ND 2,1 62,8 185,5 -1,9 6 Aperam Inox - MG 2.587.791 -2,9 -219.111 -163.947 4.771.975 1.988.518 84.997 501.349 ND -8,5 54,2 240 -8,2 7 Votorantim Sidergia - SP 1.902.702 4,8 -154.649 -43.996 3.931.566 2.045.749 83.633 190.078 ND -8,1 48,4 192,2 -2,2 8 Arcelormittal Tubarão - SP ( * ) 1.218.750 16,8 20.614 21.740 372.176 256.666 15.603 157.125 105,5 1,7 327,5 145 8,5 9 Arcelormittal Gonvarri - PR 679.383 -2 62.320 47.587 413.423 335.469 56.621 127.554 76,4 9,2 164,3 123,2 14,2 10 Armco do Brasil - SP 391.570 -11,7 -47.191 20.457 530.564 195.175 -14.437 94.742 ND -12,1 73,8 271,8 10,5 287.287 29,6 20.368 19.967 251.814 142.082 15.770 84.371 98 7,1 114,1 177,2 14,1 11 Panatlântica - RS ( * ) 12 Villares Metals - SP ( ** ) 143.108 -69,2 22.872 24.585 1.076.553 498.033 81.696 124.790 107,5 16 13,3 216,2 4,9 13 Panatlântica Catarinense - SC ( * ) 83.478 24 4.806 6.314 65.745 39.231 4.188 21.113 131,4 5,8 127 167,6 16,1 79.810 -4,2 7.530 4.963 83.518 46.962 12.014 18.757 65,9 9,4 95,6 177,8 10,6 14 Sid São Joaquim - SP 15 Açofergos Turbos e Perfil - GO ( * ) 73.504 51,9 2.020 2.007 79.671 35.521 6.250 40.916 99,4 2,8 92,3 224,3 5,7 39.297 -10,9 1.240 717 22.335 16.335 3.427 4.612 57,8 3,2 176 136,7 4,4 16 Perfinaço - MG 17 Itaúna Siderúrgica - MG ( * ) 35.995 24,8 14.091 9.769 20.998 16.409 14.180 -67 69,3 39,2 171,4 128 59,5 18 J L Aliperti - SP 27.998 10,4 10.056 8.511 381.490 322.638 9.444 3.286 84,6 35,9 7,3 118,2 2,6 19.730 -95,3 -45 -63 39.320 629 2.506 2.070 ND -0,2 50,2 6.247,40 -10,1 19 Sinobras - PA ( * ) 20 Tuper comercial Esteio - RS ( * ) 16.950 95,7 2.353 1.567 9.472 1.738 2.264 1.893 66,6 13,9 179 544,9 90,2 21 Noraco - PE ( * ) 4.323 — -770 -770 11.943 -73.208 567 -9.389 ND -17,8 36,2 ND ND — — -1.934 -1.934 1.007.522 1.004.842 -8.941 -932 ND ND ND 100,3 -0,2 22 CSP - RJ 23 Companhia - ES ( * ) — — -10.901 -10.901 60.162 59.397 -12.655 -133 ND ND ND 101,3 -18,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (23) 55.189.961 4,4 1.830.288 3.980.850 139.893.958 58.142.355 5.966.751 10.508.901 98 3,2 64,5 177,5 4,7 ALUMÍNIO E ARTEFATOS 1 CBA Alumínio - SP 2.666.808 6,3 -506.724 -241.046 12.070.305 5.878.393 136.402 626.354 ND -19 22,1 205,3 -4,1 2.457.686 32,7 -259.690 -124.039 8.864.180 4.581.725 228.308 189.748 ND -10,6 27,7 193,5 -2,7 2 Alcoa - MG 3 Albrás - PA ( * ) 1.652.854 20,2 -20.327 -37.889 3.148.767 2.114.602 151.716 149.467 ND -1,2 52,5 148,9 -1,8 4 BHP Billiton - RJ 1.074.463 — -120.642 -165.312 2.715.135 2.282.149 -10.961 132.454 ND -11,2 39,6 119 -7,2 276.512 10,6 26.369 17.623 190.680 99.378 39.013 44.758 66,8 9,5 145 191,9 17,7 5 Acro - SP 6 Alumínio NE - PE ( * ) 77.546 4,7 21.455 21.961 133.756 53.913 24.264 29.521 102,4 27,7 58 248,1 40,7 7 Exall - SP 39.806 -11,9 -6.415 -6.251 44.549 5.941 -3.748 3.203 ND -16,1 89,4 749,8 -105,2 8 Vamtec - MG ( * ) 36.127 47,4 8.595 4.417 22.539 18.321 8.265 1.841 51,4 23,8 160,3 123 24,1 9 Ferkoda - SP 34.015 16,8 3.406 2.248 20.146 12.549 4.520 4.857 66 10 168,8 160,5 17,9 10 Alubillets - SP 31.836 25,6 -5.368 -5.368 23.316 -742 -4.060 4.552 ND -16,9 136,5 ND ND 11 Starminas - MG ( * ) 17.614 46,4 1.974 1.414 22.765 12.704 5.305 2.051 71,6 11,2 77,4 179,2 11,1 15.705 15,4 -272 -272 20.310 16.165 -641 1.692 ND -1,7 77,3 125,6 -1,7 12 Jan Lips - SP ( * ) 13 Incometal - SP ( * ) 10.507 17,8 -472 -472 10.252 4.871 540 3.634 ND -4,5 102,5 210,5 -9,7 1.372 21 372 340 1.667 1.638 374 1.363 91,3 27,1 82,3 101,8 20,7 14 Metal Norte - PA ( * ) 15 JLJ Indústria e Comércio - SP ( * ) 771 -94,7 -1.644 -1.644 8.214 4.956 -1.453 1.563 ND -213,2 9,4 165,7 -33,2 — — -111 -111 6.057 5.035 -59 -108 ND ND ND 120,3 -2,2 16 Ecoalumi Aluminios - PR ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (16) 8.393.622 17,3 -859.493 -534.401 27.302.638 15.091.598 577.786 1.196.949 69,2 -1,7 77,4 165,7 -1,8 ARTEFATOS DE AÇO 1 V&M - MG 2.390.931 7,5 535.601 596.504 4.710.056 3.659.659 621.860 605.137 111,4 22,4 50,8 128,7 16,3 2 Confab - SP 1.481.003 72,3 305.436 252.773 1.984.738 1.506.975 256.285 223.871 82,8 20,6 74,6 131,7 16,8 3 Tuper - SC 587.191 13 13.506 57.480 881.909 377.053 37.184 84.892 425,6 2,3 66,6 233,9 15,2 4 Lupatech - RS 253.385 45,8 -194.154 -236.009 1.248.913 -46.428 -1.318 114.558 ND -76,6 20,3 ND ND 5 Meincol - RS ( ** ) 201.269 -7,1 -8.757 -7.689 218.974 67.350 14.626 38.058 ND -4,4 91,9 325,1 -11,4 6 Perfipar - SC ( * ) 175.023 22,2 -1.744 -873 144.178 62.207 4.611 51.855 ND -1 121,4 231,8 -1,4 7 Apolo Tubos - RJ ( * ) 156.221 4,9 8.436 12.381 214.730 62.265 28.863 36.068 146,8 5,4 72,8 344,9 19,9 8 Apolo - SP 144.270 -17,7 7.196 4.520 226.049 145.284 13.843 56.366 62,8 5 63,8 155,6 3,1 9 Açotécnica - SP ( * ) 96.869 116,6 -6.448 -4.970 85.147 11.969 3.588 17.511 ND -6,7 113,8 711,4 -41,5 10 Açoforja - MG 85.585 28,1 3.867 2.343 57.270 45.705 5.979 11.394 60,6 4,5 149,4 125,3 5,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 229


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS DE AÇO (continuação) 11 Golin - SP 79.438 -1,2 3.163 2.831 61.450 29.501 5.199 17.080 89,5 4 129,3 208,3 9,6 12 Forjasul Canoas - RS 25.241 7,7 14.821 10.756 99.505 97.391 5.635 10.329 72,6 58,7 25,4 102,2 11 13 Altivo - MG ( * ) 22.954 94,9 -3.663 -3.660 19.731 4.291 -26 4.376 ND -16 116,3 459,9 -85,3 19.649 33,2 988 533 29.193 14.342 2.442 1.607 54 5 67,3 203,6 3,7 14 Frederico Missner - SC 15 Fornasa - SP — — -66.919 -66.919 290.162 -554.289 -66 -143.428 ND ND ND ND ND 17,6 611.328 620.001 10.272.005 5.483.275 998.705 1.129.674 82,8 4,3 73,7 208,3 5,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 5.719.029 CALDEIRARIA 1 Dedini - SP ( * ) 763.440 -33,6 -70.176 -12.855 1.563.136 223.551 9.344 -241.560 ND -9,2 48,8 699,2 -5,8 2 CBC Inds Pesadas - SP 260.987 -30,2 43.287 29.080 577.501 297.222 27.932 148.763 67,2 16,6 45,2 194,3 9,8 240.874 37,1 -3.924 -3.925 245.745 -57.347 24.616 -19.373 ND -1,6 98 ND ND 3 Nuclep - RJ ( * ) 4 EBSE - RJ 153.596 47,7 7.376 5.547 145.512 38.281 12.053 13.078 75,2 4,8 105,6 380,1 14,5 5 Aalborg - RJ ( * ) 57.459 16,8 10.100 6.780 42.396 17.406 10.604 6.218 67,1 17,6 135,5 243,6 39 24.184 30,7 5.908 3.926 34.765 18.681 5.347 -5.829 66,5 24,4 69,6 186,1 21 6 Conger - SP ( * ) 7 Konus Icesa - RJ ( * ) 12.617 -13,4 203 155 12.133 7.614 163 849 76,4 1,6 104 159,4 2 12.084 -5,5 -1.021 -1.021 11.591 2.283 305 1.498 ND -8,5 104,3 507,7 -44,7 8 Tenge - SP 9 Weco - RS 9.413 19,1 2.170 1.440 24.900 16.262 1.721 409 66,4 23,1 37,8 153,1 8,9 10 Nordon - SP — — -19.843 -19.843 25.125 -59.759 -13.295 -447 ND ND ND ND ND — -100 -629 -629 649 -232 -627 -68 ND ND ND ND ND 11 Gans Oxicorte - SC ( * ) 5,7 -26.549 8.656 2.683.453 503.962 78.163 -96.461 67,2 4,8 98 218,9 9,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.534.653 COBRE E ARTEFATOS 1 Termomecânica - SP 855.634 -1,2 164.492 108.087 1.275.501 1.088.282 129.834 369.355 65,7 19,2 67,1 117,2 2 Melt Metais e Ligas - RO ( * ) 47.112 8,4 -2.206 2.217 49.636 9.156 4.247 -3.902 ND -4,7 94,9 542,1 3,6 162.286 110.304 1.325.137 1.097.438 134.081 365.453 65,7 7,3 81 329,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 902.746

9,9 24,2 17,1

EMBALAGENS 1 Metalúrgica Prada - SP ( * ) 886.446 3,3 -18.379 -24.022 609.132 438.709 -9.138 172.731 ND -2,1 145,5 138,9 -5,5 525.199 24,9 120.155 148.885 558.975 243.502 115.457 17.684 123,9 22,9 94 229,6 61,1 2 Crown Embalagens - AM ( * ) 3 Brasilata Embalagens - SP 304.402 -3,4 874 1.032 200.850 78.251 8.848 70.054 118,1 0,3 151,6 256,7 1,3 167.785 19,2 14.667 14.667 153.706 105.235 28.514 71.567 100 8,7 109,2 146,1 13,9 4 Metalic NE - CE ( * ) 5 Impacta - SP 157.257 4,6 15.921 11.872 152.614 84.681 30.293 20.407 74,6 10,1 103 180,2 14 6 Rimet - SP 155.368 -1,6 -56.996 -56.996 210.529 -337.026 -19.445 -304.556 ND -36,7 73,8 ND ND 112.790 30,2 11.429 11.695 120.446 39.527 17.566 31.662 102,3 10,1 93,6 304,7 29,6 7 Mecesa - CE ( * ) 92.443 30,2 422 277 73.213 48.319 1.482 31.858 65,6 0,5 126,3 151,5 0,6 8 Metalgráfica Iguaçú - PR ( * ) 9 Metalúrgica Mocóca - SP 89.977 9,3 20.497 13.880 181.319 171.872 9.528 43.059 67,7 22,8 49,6 105,5 8,1 10 Renda - PE ( * ) 85.342 28,2 3.221 3.221 86.003 30.785 10.670 22.213 100 3,8 99,2 279,4 10,5 11 GMM Embalagens - RJ ( * ) 48.501 32,8 113 5 19.700 1.333 2.212 5.303 4,4 0,2 246,2 1.477,90 0,4 12 Trivisan - PR ( * ) 19.482 7,7 -2.456 -2.683 18.009 1.758 291 6.922 ND -12,6 108,2 1.024,30 -152,6 13 Barra do Piraí - RJ ( * ) 14.955 -61,3 -27.003 -26.049 179.755 43.008 -17.168 5.100 ND -180,6 8,3 418 -60,6 14 Metalbasa - BA ( * ) 14.328 -3 -387 -139 17.445 1.088 636 3.187 ND -2,7 82,1 1.603,40 -12,8 15 Prorack - SP 6.840 -0,5 163 125 4.637 3.484 -68 44 76,5 2,4 147,5 133,1 3,6 16 Febernati - RS ( * ) 552 — 1.151 2.347 17.643 11.335 521 2.973 204 208,4 3,1 155,7 20,7 17 Giorgi - SP ( * ) 239 50,4 -690 -710 10.976 -3.384 -585 35 ND -288,9 2,2 ND ND 8,5 82.701 97.407 2.614.952 962.478 179.614 200.242 100 0,5 99,2 229,6 3,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (17) 2.681.905 ESTANHO E ARTEFATOS 1 Estanho de Rondônia - RO ( * ) 24.723 37,4 5.359 3.417 27.366 18.137 7.674 8.473 63,8 21,7 90,3 150,9 18,8 ACUMULADO DO SUBSETOR (1) 24.723 37,4 5.359 3.417 27.366 18.137 7.674 8.473 63,8 21,7 90,3 150,9 18,8 ESTRUTURAS METÁLICAS PAR CONSTRUÇÃO CIVIL 1 Tomé Engenharia - SP 498.653 41,9 62.785 41.313 215.184 73.877 68.800 2 Medabil - RS ( * ) 406.437 -3 -30.687 -20.807 517.041 117.592 -13.383 3 Irmãos Passaura - PR 237.653 63 37.496 32.992 134.562 27.121 37.867 4 Brafer - PR 177.568 43,7 -2.977 12.550 262.310 182.141 -3.904 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

230 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

54.251 65,8 52.687 ND -24.177 88 37.624 ND

12,6 -7,6 15,8 -1,7

231,7 78,6 176,6 67,7

291,3 439,7 496,2 144

55,9 -17,7 121,7 6,9


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ESTRUTURAS METÁLICAS PAR CONSTRUÇÃO CIVIL (continuação) 5 Armco Staco - RJ ( * ) 168.671 41,9 30.338 22.227 90.099 47.102 35.443 6 Metasa - RS ( * ) 141.786 -16,3 -1.023 7.288 194.434 80.369 5.563 98.451 67,5 2.112 1.354 76.936 22.430 1.240 7 Solesa - ES ( * ) 8 Açotec - SC ( * ) 74.159 2,4 -15.192 -14.333 95.841 14.628 -7.545 9 Rhodes - MG 60.097 13,6 7.027 4.221 42.578 24.371 8.679 10 Alufer Estruturas - SP 36.097 16,9 12.234 12.441 92.765 79.342 8.075 11 Seccional - PR ( * ) 27.652 -12 13.003 11.602 47.939 38.881 12.904 12 Danielli - SP ( * ) 10.754 18,5 1.317 1.250 10.870 1.845 854 13 Brafer Investimentos - MG ( * ) 495 2,5 983 1.541 25.649 24.862 999 ACUMULADO DO SUBSETOR (13) 1.938.473 16,9 117.416 113.640 1.806.207 734.561 155.591

47.500 73,3 12.518 ND 3.161 64,1 2.036 ND 11.819 60,1 35.674 101,7 8.868 89,2 -1.055 94,9 772 156,8 241.678 88

18 -0,7 2,2 -20,5 11,7 33,9 47 12,3 198,5 12,3

187,2 72,9 128 77,4 141,1 38,9 57,7 98,9 1,9 78,6

191,3 241,9 343 655,2 174,7 116,9 123,3 589,2 103,2 241,9

47,2 9,1 6 -98 17,3 15,7 29,8 67,8 6,2 15,7

FERRAGENS E FERRAMENTAS 1 Gedore - RS 207.855 12,2 34.078 21.528 166.222 130.198 35.023 115.541 63,2 16,4 125,1 127,7 2 Tramontina Multi - RS 165.100 12,6 6.920 4.435 179.859 55.582 11.662 105.001 64,1 4,2 91,8 323,6 3 Brametal - ES ( * ) 143.633 25,3 19.499 17.372 149.499 82.789 24.096 38.223 89,1 13,6 96,1 180,6 4 Dormer - SP 138.964 16,6 782 -299 144.225 46.331 9.816 44.506 ND 0,6 96,4 311,3 5 Tramontina Garibaldi - RS 134.603 24,8 27.821 17.726 144.150 104.354 28.226 105.987 63,7 20,7 93,4 138,1 6 Famastil - RS 92.138 13,4 7.886 5.446 80.652 37.037 8.909 46.834 69,1 8,6 114,2 217,8 7 GT Mericol - SP ( * ) 65.691 5,9 -1.734 -1.734 33.519 4.238 799 6.613 ND -2,6 196 790,9 8 Jackwal - RS ( * ) 41.713 11,5 7.957 5.738 35.135 27.436 9.514 14.544 72,1 19,1 118,7 128,1 38.585 -4,3 389 194 11.798 5.370 1.349 4.148 49,9 1 327 219,7 9 Takono - MG ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 1.028.281 12,6 103.597 70.406 945.059 493.335 129.394 481.396 64,1 8,6 114,2 217,8

16,5 8 21 -0,7 17 14,7 -40,9 20,9 3,6 14,7

METAIS PRECIOSOS 1 Vivara - AM ( * ) 578.112 22,9 71.264 48.549 614.921 204.676 129.464 390.410 68,1 12,3 94 300,4 23,7 2 Manoel Bernardes - MG ( * ) 19.043 — 1.446 1.121 22.752 8.640 2.624 10.842 77,6 7,6 83,7 263,4 13 ACUMULADO DO SUBSETOR (2) 597.155 22,9 72.710 49.670 637.673 213.316 132.088 401.252 72,8 10 88,9 281,9 18,4 PORCAS E PARAFUSOS 1 Ciser - SC ( * ) 266.654 17 11.442 44.604 1.245.092 961.722 12.350 102.415 389,8 4,3 21,4 129,5 229.198 11,8 -2.255 -1.176 186.237 73.285 -2.085 23.891 ND -1 123,1 254,1 2 Acument - SP ( * ) 3 Fibam - SP 122.798 0,5 54 54 79.280 29.531 6.092 23.121 100 0 154,9 268,5 4 Fey - SC ( * ) 114.055 39,9 28.379 19.061 180.276 155.587 25.540 55.094 67,2 24,9 63,3 115,9 5 Hassmann - RS ( * ) 80.304 — 24.160 12.200 109.245 87.712 28.382 48.725 50,5 30,1 73,5 124,6 6 Irmãos Parasmo - SP 38.418 0,7 883 669 19.984 11.934 1.972 6.389 75,7 2,3 192,2 167,5 11,8 62.664 75.412 1.820.114 1.319.770 72.252 259.635 75,7 3,3 98,3 148,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (6) 851.427

4,6 -1,6 0,2 12,3 13,9 5,6 5,1

VÁLVULAS E CONEXÕES 1 Fabrimar - RJ 131.340 12,2 533 686 101.752 45.471 8.112 20.991 128,7 0,4 129,1 223,8 2 Francisco Lindner - SC ( * ) 7.426 1,4 433 316 20.216 19.369 814 7.602 73,1 5,8 36,7 104,4 3 Valapi - SP ( * ) 1.231 24,7 -1.775 1.442 11.826 7.997 -1.129 592 ND -144,1 10,4 147,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 139.997 12,2 -809 2.444 133.794 72.837 7.797 29.184 100,9 0,4 36,7 147,9

1,5 1,6 18 1,6

DIVERSOS 1 Belgo Bekaert - MG ( * ) 1.490.178 30,2 -30.886 134.321 1.271.681 689.335 27.802 185.858 ND -2,1 117,2 184,5 19,5 1.088.337 44,4 267.078 170.652 2.413.416 1.607.176 291.244 186.048 63,9 24,5 45,1 150,2 10,6 2 Gerdau Aços - RS ( * ) 3 Belgo Bekaert - BA ( * ) 699.665 15,9 184.274 168.890 537.845 454.867 175.700 39.556 91,7 26,3 130,1 118,2 37,1 4 Tramontina Cutelaria - RS 524.701 17,2 87.239 54.433 561.688 308.453 94.637 377.274 62,4 16,6 93,4 182,1 17,7 5 Painco - SP 341.678 29,2 32.535 23.709 176.945 86.131 40.142 -6.187 72,9 9,5 193,1 205,4 27,5 6 Morlan - SP ( * ) 329.267 5,5 49.811 34.052 213.319 179.633 51.379 71.601 68,4 15,1 154,4 118,8 19 7 Metalúrgica Valença - RJ ( * ) 308.626 277,1 59.492 59.492 204.215 102.973 48.026 70.767 100 19,3 151,1 198,3 57,8 285.998 43,9 26.461 43.226 222.790 197.055 29.047 94.530 163,4 9,3 128,4 113,1 21,9 8 Perfilados Rio Doce - ES ( * ) 9 Unigal - MG 279.736 -1 212.208 140.719 1.388.119 1.078.183 269.827 94.063 66,3 75,9 20,2 128,8 13,1 10 Mundial - SP ( * ) 278.556 13,6 38.716 16.687 832.994 136.349 21.392 21.553 43,1 13,9 33,4 610,9 12,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 231


METALURGIA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (continuação) 272.846 11 Ferrolene - SP 12 BMB Belgo Mineira - MG 257.835 248.494 13 Sandvik Mining - SP ( * ) 14 Manchester - MG 246.405 15 Mor - RS ( * ) 235.647 16 Stam - RJ 215.277 17 Sandvik - SP ( * ) 205.127 18 Tramontina Farroupilha - RS ( * ) 200.387 19 Pado SA - SP 169.753 20 Axis - RJ 167.856 156.673 21 Thyssenkrupp CSA - RJ ( * ) 22 Águia Sistemas - PR ( * ) 139.052 128.829 23 Aliança Metalúrgica - SP 123.873 24 Tramontina TEEC - RS 25 Tekno - SP 120.003 26 Socotherm - SP 103.668 27 Mat - SP 97.693 28 Jardim Sistemas - SP 96.076 29 Metalúrgica Duque - SC ( * ) 95.255 30 Sandvik Materials - SP ( * ) 71.423 68.923 31 Metform - MG ( * ) 32 Diaco - ES 66.636 33 Brasilamarras - RJ ( * ) 66.262 34 Metalosa - ES 57.449 35 Rudolph - SC 57.263 36 Permetal - SP 57.145 37 Brasimet - SP ( * ) 55.783 38 Perfilor - SP 51.154 50.534 39 Brassinter - SP 40 Inal - BA ( * ) 47.537 44.220 41 Bleistahl - RS ( * ) 42 Estemetal - SP ( * ) 40.307 43 União Metais - SP 36.942 44 Denver - MG 28.542 45 Cascadura - BA ( * ) 24.787 17.105 46 Grauna Aerospace - SP ( * ) 47 Protubo - RJ 13.445 48 Metalgrade - SP 13.432 11.455 49 Lufer - PR ( * ) 50 Telos Equipamentos - PR ( * ) 8.235 51 Rical Usinagem - SP ( * ) 6.982 52 Maroni - PA ( * ) 6.210 53 Xilotécnica - SP ( * ) 4.447 54 Magnum - RS ( * ) 4.227 55 Metalúrgicos Nordeste - PB ( * ) 4.117 2.808 56 Pisa Pará - PA ( * ) 57 Giometti - SP 2.305 58 Organizações S R - MG ( * ) 390 59 Ipam - PE ( * ) 19 60 Haga - RJ — 61 Eberle Bellini - RS ( * ) — — 62 Aricanduva/Met - SP 63 IMRC - MT ( * ) — ACUMULADO DO SUBSETOR (63) 9.827.576

— 5 34,7 -6 42,9 21 1,4 26,5 28,8 11,2 — 15,2 13,5 31,7 4,5 237,3 42,4 -19,3 6 — 57,2 22,6 -3,3 11,2 — -14,9 7,5 18,8 3,9 -0,7 24 24,8 -30,5 35,2 34,3 -4,5 -9,6 -13,4 -22,2 15,9 63,3 9,4 19,9 27,5 9,3 24,1 8 -16 — -100 — — — 15,2

14.074 7.022 -20.033 -10.128 33.423 52.758 -8.221 36.435 -10.025 4.597 -367.522 3.685 3.115 23.571 31.406 11.472 7.908 4.766 2.222 -1.763 12.810 7.887 3.803 1.450 2.580 9.673 -11.839 17 1.548 -6.556 11.576 -2.471 -900 1.723 775 -12.023 -7.175 -3.668 682 -273 1.628 -24 549 1.958 -850 31 -526 -288 -1.282 — -38 -37 6 756.435

11.151 2.779 -16.846 -17.618 26.559 34.452 -56.510 24.266 -10.076 5.654 -67.539 10.505 2.182 15.661 25.882 7.522 1.980 3.321 1.598 -2.799 8.573 4.717 3.217 864 1.196 7.169 -7.980 17 688 -6.556 7.473 -2.436 -1.045 1.330 658 -12.023 -7.637 -3.924 468 -242 1.324 -3 441 1.835 -850 23 -440 -288 -1.282 — -38 -37 5 843.525

262.546 169.401 213.209 86.082 274.498 48.759 154.450 43.562 230.788 82.429 206.725 157.116 170.861 -7.206 242.670 194.084 269.950 18.733 64.276 20.542 14.339.758 11.778.487 181.543 111.460 153.475 -28.402 136.925 84.489 256.324 229.235 63.358 29.080 87.726 54.786 69.680 9.211 159.479 91.224 31.949 8.078 80.602 50.171 54.774 48.323 84.534 33.963 30.539 17.196 54.338 23.110 70.475 36.654 99.081 25.948 32.072 -4.002 43.215 37.884 41.926 30.402 29.326 23.240 31.826 1.428 34.279 26.020 17.283 4.139 18.127 5.021 25.968 -8.429 18.223 -2.466 14.313 -8.172 8.329 3.757 8.501 969 6.884 6.415 2.360 1.368 4.823 1.593 5.967 3.684 10.496 -3.722 2.415 1.068 5.580 3.772 12.006 10.169 25.478 2.113 35.512 -101.568 9.379 9.066 1.748 1.729 1.492 1.389 26.315.071 18.303.538

22.281 34.205 9.337 4.163 39.686 67.329 24.876 37.164 12.710 7.658 -879.340 23.423 13.364 25.637 20.716 12.317 6.539 5.908 12.722 -727 14.541 8.331 5.252 2.786 2.580 9.673 -7.760 2.476 5.418 -6.638 12.685 -1.059 -786 2.101 3.866 -5.189 -5.322 -3.668 1.185 674 1.475 -13 617 1.977 -425 38 -857 -261 — 1.116 -11 -36 -6 593.922

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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16.559 79,2 5,2 103,9 155 6,6 -5.598 39,6 2,7 120,9 247,7 3,2 119.705 ND -8,1 90,5 563 -34,6 -24.627 ND -4,1 159,5 354,6 -40,4 136.908 79,5 14,2 102,1 280 32,2 54.053 65,3 24,5 104,1 131,6 21,9 37.283 ND -4 120,1 ND ND 151.455 66,6 18,2 82,6 125 12,5 53.145 ND -5,9 62,9 1.441,00 -53,8 1.026 123 2,7 261,2 312,9 27,5 516.787 ND -234,6 1,1 121,8 -0,6 30.700 285,1 2,7 76,6 162,9 9,4 18.842 70,1 2,4 83,9 ND ND 64.957 66,4 19 90,5 162,1 18,5 32.590 82,4 26,2 46,8 111,8 11,3 9.606 65,6 11,1 163,6 217,9 25,9 64.697 25 8,1 111,4 160,1 3,6 18.747 69,7 5 137,9 756,5 36,1 15 71,9 2,3 59,7 174,8 1,8 8.172 ND -2,5 223,6 395,5 -34,7 24.722 66,9 18,6 85,5 160,7 17,1 15.634 59,8 11,8 121,7 113,4 9,8 48.430 84,6 5,7 78,4 248,9 9,5 18.488 59,6 2,5 188,1 177,6 5 1.930 46,4 4,5 105,4 235,1 5,2 — 74,1 16,9 81,1 192,3 19,6 2.434 ND -21,2 56,3 381,8 -30,8 -3.187 100 0 159,5 ND ND 9.547 44,5 3,1 116,9 114,1 1,8 10.774 ND -13,8 113,4 137,9 -21,6 9.725 64,6 26,2 150,8 126,2 32,2 18.585 ND -6,1 126,7 2.229,30 -170,7 12.629 ND -2,4 107,8 131,7 -4 5.002 77,2 6 165,2 417,5 32,1 3.008 84,9 3,1 136,7 361 13,1 -4.991 ND -70,3 65,9 ND ND 1.423 ND -53,4 73,8 ND ND — ND -27,3 93,8 ND ND 2.145 68,6 6 137,5 221,7 12,5 1.928 ND -3,3 96,9 876,8 -25 540 81,3 23,3 101,4 107,3 20,7 337 ND -0,4 263,2 172,5 -0,3 3.192 80,4 12,3 92,2 302,8 27,7 873 93,7 46,3 70,8 162 49,8 -11.349 ND -20,6 39,2 ND ND -241 76 1,1 116,3 226,1 2,2 1.384 ND -22,8 41,3 147,9 -11,7 2.502 ND -73,9 3,3 118,1 -2,8 20 ND -6.690,10 0,1 1.205,60 -60,7 8.484 ND ND ND ND ND -76 ND ND ND 103,5 -0,4 109 ND ND ND 101,1 -2,2 4 83,3 ND ND 107,4 0,4 2.624.090 71 3,1 103,9 174,8 9,8


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PREMIADA | METALURGIA | CSN

Operações siderúrgicas receberão investimentos de cerca de R$ 800 milhões

Mão de ferro, contra a turbulência A empresa aposta em mineração, energia, cimento, mas promete continuar investindo na produção siderúrgica A gigante Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que completou 70 anos no ano passado, renova seus esforços para enfrentar a crise global, que afetou particularmente o setor siderúrgico: excesso de oferta e séria desaceleração na demanda do mundo inteiro. Recursos próprios e disposição para buscar financiamento, já anunciou que tem. Durante a divulgação de seus resultados financeiros do ano passado, informou que planeja investir R$ 20,9 bilhões. Desse total, R$ 12 bilhões serão aplicados em mineração, incluindo a expansão de sua mina Casa de

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Pedra e a Namisa (da qual detém 60%), além da ampliação da capacidade de transporte do Tecar, terminal de granéis sólidos por onde é embarcado o minério de ferro para o mercado transoceânico, localizado no porto de Itaguaí (RJ). Cerca de R$ 800 milhões serão destinados para as operações siderúrgicas, como a conclusão da implantação da usina de aços longos, que está sendo erguida em Volta Redonda (RJ), e a realização de outros projetos no segmento de aços planos, como o de um centro de serviços para a indústria automobilística. Outros R$ 3,1 bilhões serão


aplicados em logística, principalmente na Transnordestina Logística, na qual a CSN tem uma participação um pouco superior a 70%. Para a área de cimento, mercado que começou a disputar somente em 2009, o investimento será de R$ 1 bilhão, especificamente para expandir a capacidade de moagem de 2,4 milhões de toneladas para 5,4 milhões. Outros R$ 4 bilhões serão endereçados para projetos de melhoria do desempenho dos atuais ativos produtivos. Nesse documento, a CSN mostra disposição para investir em mineração, o que deverá fazer, com certeza, já que busca a diversificação de produção e de mercados até “com parcerias estratégicas”. Mas as contas dos investimentos realizados não estão fechando na mesma proporção do planejado. No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a CSN investiu R$ 1,65 bilhão, mas apenas R$ 210 milhões, ou pouco mais de 10%, foram destinados para Casa de Pedra, Namisa e ampliação do porto de Itaguaí, segundo seus demonstrativos financeiros. Em 2011, esses ativos também receberam menos recursos: dos R$ 4,4 bilhões investidos em 2011, R$ 251 milhões foram aplicados na expansão da mina Casa de Pedra, apenas R$ 100 milhões na Namisa e R$ 238 milhões no porto de Itaguaí. A Transnordestina, contudo, recebeu R$ 692 milhões no primeiro semestre de 2012 e quase R$ 1,7 bilhão no ano passado.

Longe do vermelho Segundo analistas do mercado financeiro, os investidores mostram-se preocupados com o direcionamento que a companhia vem dando aos seus investimentos, apesar desses projetos. Eles listam três motivos. Primeiro: a CSN registrou, no segundo trimestre, mais de R$ 1 bilhão

em prejuízo, em razão da “reclassificação das perdas acumuladas em seus investimentos em ações ordinárias e preferenciais que detém da Usiminas”, sua concorrente; a CSN tem cerca de 20%, mas foi impedida neste ano, por meio de medida cautelar, de exercer qualquer direito na Usiminas, exceto o recebimento de dividendos, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em segundo lugar, estão os rumores de que se candidataria a comprar o controle da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), usina que teve prejuízo de quase R$ 8 bilhões em seu primeiro ano de funcionamento e tem colaborado expressivamente para deixar no vermelho a sua controladora, a alemã ThyssenKrupp, que colocou sua participação à venda. Por fim, segundo analistas, os investimentos em minério de ferro deveriam ser maiores. “Ela deixou de investir mais na ampliação de sua produção de minério de ferro em um momento de alta de preço e agora o valor está caindo. Ou seja, ela perdeu esse bonde da história”, observa Pedro Galdi, analista da SLW Corretora. “Algumas das estratégias da CSN têm causado certo desconforto no mercado”, dizem Marco Aurélio Barbosa, analista-chefe, e Bruno Piagentini, analista de siderurgia, da Coinvalores Corretora. No entanto, a companhia comandaFOTOS: DIVULGAÇÃO da pelo empresário Benjamin Steinbruch, seu principal acionispedro Galdi, ta, está longe da luz da SLW vermelha. Os investidores podem até reclamar, mas a diversificação tem sido positiva. “Esse é um grande diferencial da companhia e a atividade de mineração a diferencia bastante também quando é comparada às suas concorrentes”, admite Piagentini. Altamente integrada em suas áreas de atuação, a CSN tem ativos em siderurgia, mineração, cimento, logística

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 235


AGÊNCIA VALE

PREMIADA | METALURGIA | CSN

e energia. Autossuficiente em minério de ferro e exportadora dessa matéria-prima cotada a preço de ouro – chegou a atingir pico em torno de US$ 190 a tonelada no ano passado e agora oscila em torno de US$ 100 –, também é autossuficiente em energia, o que a faz passar com menos dificuldade por momentos de turbulências como os que têm atingido o setor de siderurgia, seu principal negócio, desde o ano passado: de demanda por Rumores de interesse na compra da CSA preocupam os investidores aço baixa, preços estacionados e elevação nas cotações do todo o potencial de crescimento dos dos insumos. “Por um lado, ela está menos mercados emergentes e no Brasil, com sua exposta a esse cenário e, por outro, se beneeterna necessidade em infraestrutura”, diz ficia do preço do minério”, observa o analista Piagentini. “O setor, incluindo mineração, da Coinvalores. deverá retomar gradativamente níveis de produção e vendas de dois anos atrás, se o cenário externo não se deteriorar.” Mercados emergentes A CSN deve encerrar 2012 com resultados Segundo os especialistas, a CSN tem acertaum pouco afetados pelo preço em queda do do muito também quando busca a diversiminério de ferro e por uma variação positificação em produtos siderúrgicos. Nos últiva, mas pequena, na siderurgia, acreditam mos anos, tem investido em aços longos os especialistas – porém eles não arriscam (incluindo a aquisição de ativos no exterior), previsões fechadas. Segunda maior produprodutos cuja demanda tem sido substantora de aços planos do Brasil e sexta maior cial no mercado brasileiro em decorrência produtora de minério de ferro do mundo, a do aquecimento do setor de construção. “A companhia registrou no primeiro semestre empresa está investindo em longos visanMINISTÉRIO DOS TRANSPORTES deste ano receita líquida de R$ 8 bilhões, Ebitda de R$ 2,2 bilhões e margem Ebitda de 28%. Do total da receita Transnordestina leva líquida, R$ 5,05 bilhões foram maior parte dos R$ 3,1 provenientes da área de sidebilhões que serão rurgia, R$ 2,33 bilhões dos aplicados em logística ativos de minério e o restante, de logística, energia e cimento. Sem a reclassificação dos ativos financeiros, teria obtido um lucro líquido de R$ 644 milhões no primeiro semestre. Em 2011, registrara lucro líquido de R$ 3,7 bilhões, apontando crescimento de 46% sobre o ano anterior, e receita líquida recorde R$ 16,5 bilhões, alta de 14%. (IN)

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Sob o efeito da desaceleração Tornou-se lugar comum no dicionário dos negócios, por conta dos tempos de maior incerteza, uma expressão que diz: nos momentos de dificuldade é que surgem as maiores oportunidades. A indústria mecânica é um elo essencial na cadeia produtiva: seus consumidores são as outras indústrias e os bens que fabricam (“de capital”) se reproduzem ao longo dos processos até que o último elo entregue a mercadoria aos mercados onde trafegam os consumidores finais. Depois de passar por um período de bonança com o crescimento da produção interna, o setor enfrenta agora o acirramento da concorrência com os estrangeiros; um dólar barato que afeta a rentabilidade das exportações e só há poucos meses subiu a R$ 2 (os mais ávidos gostariam que chegasse a pelo menos R$ 2,20); e a desaceleração da economia brasileira. “O setor de máquinas é, geralmente, o primeiro a entrar em crise e o último a sair”, afirma o economista Sérgio Rosa, da Fundação Getulio Vargas (FGV). “De tempos em tempos, essa atividade precisa se reinventar para se ajustar à conjuntura econômica do momento.” Como muitos outros segmentos, a indústria de máquinas vive, portanto, uma realidade de sinais mistos, dificuldades e esperanças em cada lado da moeda – os empresários têm de saber conviver com esse truísmo e aprender a navegar neste mar razoa-

velmente agitado. E não deixarão a indústria parar. Há um amplo leque de investimentos que já estão em execução ou que serão atraídos, e eles deverão expandir o parque industrial e abrir novos horizontes para o segmento mecânico. Prova disso, só para falar do cliente automobilístico, é a estreia de várias montadoras de fora que querem aproveitar a expansão do consumo doméstico – entre elas, as chinesas Chery e JAC, a coreana Hyundai, as japonesas Honda e Toyota, além de todas as marcas que já estão no País há décadas. Outra prova é o Programa de Investimentos em Logística, recentemente lançado, por meio do qual o governo pretende aplicar maciçamente recursos em infraestrutura de transportes, recorrendo a concessões e parcerias público-privadas – o programa criará, no médio prazo, um campo fértil para os fornecedores de máquinas, tal como as safras agrícolas vêm fazendo ano após ano, com seus sucessivos recordes no plantio e na produção. Para completar o cenário, atente-se para o fenômeno da ascensão da classe média (ou classe C), que incorporou aos mercados de consumo, nos últimos dez anos, 40 milhões de pessoas. Esta multidão de novos compradores, que cruzou a linha da pobreza, equivale à população da Argentina ou da Espanha. E a equação de gente querendo comprar e uma indústria querendo produzir cria um ambiente favo-

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 237

mecânica

Setores pressionados pelas importações lutam para se readequar e aproveitar, assim, as chances que aparecerão


MECÂNICA

rável à modernização do parque industrial do Brasil. É na combinação de todos esses fatores que o setor de mecânica pode pegar carona para voltar a crescer. O passado recente, é claro, deixa marcas visíveis. De outubro de 2011 a junho de 2012, foram fechadas sete mil vagas nas linhas de produção de maquinários. Por essa razão, Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), aguarda medidas de estímulo do governo nos mesmos moldes – desoneração fiscal – das que beneficiaram os fabricantes de automóveis e os de produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e microondas). Outras iniciativas oficiais, como a redução dos juros e os programas de apoio do Banco Nacional de Desenvolv imento Econômico e Social (BNDES) podem ajudar, na opinião da equipe da Abimaq. Mas terão ref lexos mais significativos a partir de 2013 – o mesmo acontecendo, certamente, com o novo programa de logística. O desemprego é consequência do aumento das importações – US$ 15,2 bilhões no primeiro semestre, com uma alta de 7,6%, em comparação ao mesmo período de 2011 do ano passado. “Se os postos vazios de emprego estivessem no setor automotivo, o governo já teria feito um pacote de medidas. Enquanto isso, nós vamos ficando à margem”, diz Aubert Neto, que recorre a palavras candentes para descrever “danos irreparáveis”: “Nós nunca estivemos numa situação tão crítica como agora, nem o mais pessimista de todos os pessimistas poderia imaginar que nos encontraríamos dessa maneira”. Aubert Neto se refere à balança comercial de máquinas e equipamentos do primeiro semestre de 2012, que fechou com um déficit de US$ 9,2 bilhões, 5,2% superior ao observado no mesmo período do ano anterior (sem embargo de as exportações terem crescido um pouco mais que as importações).

Sempre a China O faturamento do setor de R$ 39,932 milhões de janeiro a junho de 2012 mostra um resultado 2,1% superior ao dos mesmos meses do ano anterior. No entanto, deve ser observado que, no total, está incluída não só a receita líquida de produção nacional, mas também os produtos importados revendidos no mercado interno. No mês de junho, em relação a maio, o consumo aparente apresentou queda de 8,3%; no entanto, houve alta de 9,2% no acumulado do ano. Como o consumo interno supera a produção, a demanda vai sendo suprida pelos importados. Isso parece valer não apenas para o setor de máquinas, mas para o conjunto da indústria. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a participação dos produtos importados consumidos no país chegou a 24% no segundo trimestre deste ano, um aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre – vale ressaltar que há poucos anos estava no patamar dos 17%/18%. Ao avaliar o espaço ocupado pelos importados no País, Aubert Neto também se manifesta preocupado com a maciça entrada dos estrangeiros na indústria brasileira. “A importação é boa quando traz novas tecnologias, maior produtividade e qualidade. Mas não é o que vemos. Hoje importamos muito da China, e o que se busca lá é menor preço, o que não inclui qualidade”, afirma. Ele ainda se diz preocupado com as fusões e aquisições entre companhias brasileiras e multinacionais, que estão promovendo uma certa forma de “emigração” de empresas – semelhante ao processo vivido pelos cidadãos (mineiros e sanseis, entre outros) nos anos 1980/90 e agora revertido. “O Brasil vive um forte processo de desnacionalização. Posso citar exemplos como Yoki, Ambev, TAM, Pão de Açúcar e Ypióca. Estas empresas, antes brasileiras, foram entregues para estrangeiros. O País está se tornando uma grande colônia, pois os lucros não ficam aqui, ao contrário, partem rumo às matrizes”, alerta.

Os fabricantes de máquinas gostariam de obter do governo estímulos semelhantes aos que foram concedidos aos automóveis e à linha branca

238 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

(JMendes)


MECÂNICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % BOMBAS E COMPRESSORES 11 Sulzer Brasil - SP ( * ) 409.936 1,8 93.717 64.411 474.715 181.468 81.812 59.245 68,7 22,9 86,4 261,6 2 KSB - SP 335.439 4,8 32.134 24.044 303.635 154.925 31.509 105.906 74,8 9,6 110,5 196 3 Franklin Electric - SC 100.033 2,7 17.814 12.969 114.510 78.352 15.651 18.345 72,8 17,8 87,4 146,2 4 Bombas Dancor - RJ ( * ) 61.267 26,3 5.909 5.874 39.022 25.154 6.822 7.137 99,4 9,7 157 155,1 5 Bombas Leão - SP 30.787 -2,3 -701 596 35.117 13.060 -38 9.569 ND -2,3 87,7 268,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 937.462 2,7 148.873 107.894 966.999 452.959 135.756 200.202 73,8 9,7 87,7 196

35,5 15,5 16,6 23,4 4,6 16,6

EQUIPAMENTOS MÉDICO-DENTÁRIO 1 JJGC - PR ( * ) 136.634 19,7 54.819 46.410 173.352 99.366 62.127 54.986 84,7 40,1 78,8 174,5 46,7 2 Baumer - SP ( * ) 84.150 14,3 5.910 4.241 79.601 41.737 7.786 44.664 71,8 7 105,7 190,7 10,2 66.266 11,2 -5.223 -3.313 182.970 56.751 7.811 19.918 ND -7,9 36,2 322,4 -5,8 3 Dabi Atlante - SP ( * ) 4 Olsen S.A - SC 22.920 39,9 -2.085 -2.087 12.059 900 -1.892 2.031 ND -9,1 190,1 1.339,40 -231,9 22.321 11,6 4.374 3.658 10.493 7.433 4.576 5.905 83,6 19,6 212,7 141,2 49,2 5 P Simon - SP ( * ) 6 Prodimol Biotecnologia Sa - MG ( * ) 22.051 20 3.402 3.227 49.839 42.070 3.922 6.226 94,9 15,4 44,3 118,5 7,7 7 Vigodent - RJ ( * ) 19.485 -2,9 -10.034 -6.884 21.394 6.220 -7.340 1.807 ND -51,5 91,1 344 -110,7 14,3 51.162 45.252 529.708 254.478 76.989 135.537 84,1 7 91,1 190,7 7,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 373.827 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E PRECISÃO 1 Filizola - SP ( * ) 76.123 43,5 -6.656 -7.030 72.662 1.538 1.392 14.965 ND 2 Elster - MG 42.111 -5,8 -5.218 -3.844 37.327 6.984 -1.735 5.950 ND 12.754 114,7 1.164 2.309 22.663 1.153 1.471 7.443 198,4 3 Alpina Ambiental - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 130.988 43,5 -10.710 -8.565 132.652 9.675 1.128 28.358 198,4

-8,7 -12,4 9,1 -8,7

104,8 4.724,50 112,8 534,5 56,3 1.965,60 104,8 1.965,60

-457,1 -55 200,3 -55

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PESADOS 1 UMSA - MG 1.418.709 0,7 108.347 70.918 1.227.169 706.146 111.487 446.039 65,5 7,6 115,6 173,8 10 445.615 80,5 12.129 10.086 343.736 75.952 20.168 90.870 83,2 2,7 129,6 452,6 13,3 2 Sandvik MGS - SP 3 Bardella - SP 418.596 -26,2 11.114 34.652 708.187 438.057 41.488 161.921 311,8 2,7 59,1 161,7 7,9 4 Enfil - SP ( * ) 285.932 23,1 29.015 17.742 342.758 49.656 25.716 18.165 61,2 10,2 83,4 690,3 35,7 5 Madal Palfinger - RS 116.243 2,6 2.029 1.167 85.963 44.870 5.358 45.936 57,5 1,8 135,2 191,6 2,6 6 Tenaris Confab - SP 82.968 39,3 29.491 17.799 72.365 43.806 30.695 21.470 60,4 35,6 114,7 165,2 40,6 75.756 67,4 10.569 6.923 115.354 55.415 10.909 197 65,5 14 65,7 208,2 12,5 7 Metalúrgica Atlas - SP 8 Isomonte - MG ( * ) 73.468 66,4 8.121 5.482 94.584 69.438 8.723 12.044 67,5 11,1 77,7 136,2 7,9 64.125 20,2 6.202 4.062 108.382 57.668 11.817 19.378 65,5 9,7 59,2 187,9 7 9 Renk Zanini - SP ( * ) 10 Mausa - SP 49.009 7,6 -12.222 -12.427 199.132 106.092 -3.812 25.782 ND -24,9 24,6 187,7 -11,7 11 Máqs Condor - RS ( * ) 34.657 11,5 3.913 5.610 60.332 36.813 4.192 23.052 143,4 11,3 57,4 163,9 15,2 21.840 2,7 246 246 22.429 9.439 3.062 3.424 100 1,1 97,4 237,6 2,6 12 Cibi - SP ( * ) 13 Imap - RS ( * ) 19.602 -3,6 254 193 85.137 40.487 1.543 6.002 75,8 1,3 23 210,3 0,5 14.642 100,1 -288 -288 29.083 11.748 949 5.151 ND -2 50,4 247,6 -2,5 14 Irmãos Ayres - MG 15 Petrol - BA 7.019 26,2 1.069 729 9.163 6.658 1.232 4.120 68,2 15,2 76,6 137,6 11 16 Gans Usinagem - SC ( * ) 6.003 425,6 1.376 1.073 8.419 2.567 1.453 2.569 78 22,9 71,3 327,9 41,8 17 Mecânica Continental - AL ( * ) 4 12,7 -174 -174 16.040 -6 107 -7.134 ND -4.795,90 0 ND ND — -100 75.273 72.063 677.320 349.941 -9.777 -1.785 95,7 ND ND 193,6 20,6 18 Inepar Equips - SP 19 Marlloy - MA ( * ) — — — — 32.488 6.820 — -5.114 ND ND ND 476,4 ND 16,4 286.465 235.858 4.238.040 2.111.568 265.310 872.088 68,2 7,6 71,3 192,6 10 ACUMULADO DO SUBSETOR (19) 3.134.189 MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS 1 Jacto - SP 980.212 27,1 160.066 113.472 1.312.286 725.955 158.518 227.482 70,9 16,3 74,7 180,8 15,6 422.126 18,4 35.657 33.904 572.664 344.194 42.715 61.926 95,1 8,5 73,7 166,4 9,9 2 Kepler Weber Industrial - RS 3 Stara - RS ( * ) 315.635 44,3 39.475 26.135 206.819 118.112 48.131 94.195 66,2 12,5 152,6 175,1 22,1 4 BIA - SP 267.685 — 1.459 42.076 278.422 -38.373 46.089 64.576 2.883,90 0,6 96,1 ND ND 230.363 11,3 10.662 7.171 202.908 137.622 17.219 67.701 67,3 4,6 113,5 147,4 5,2 5 Agritech Lavrale - RS ( * ) 6 Metisa - SC 209.889 8,5 20.555 17.754 286.544 166.063 29.901 81.456 86,4 9,8 73,3 172,6 10,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 239


MECÂNICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % MÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS (CONTINUAÇÃO) 7 Casp - SP 158.504 17,5 -2.143 -986 100.143 19.582 7.373 30.843 ND 8 Jumil - SP ( * ) 123.934 20,7 1.521 1.361 113.860 33.634 11.365 64.710 89,5 103.806 58,9 11.419 10.831 107.092 46.539 11.419 46.989 94,9 9 Pinhalense - SP 10 Cia Branco - PR ( * ) 102.296 32,9 22.859 15.200 66.805 42.489 23.383 — 66,5 89.499 -10,3 -23.660 -16.084 84.544 29.130 -16.857 28.868 ND 11 Santal - SP 12 Nogueira - SP 75.282 6,6 -2.615 -2.850 52.346 8.010 12.646 30.276 ND 13 Kuhn do Brasil - RS ( * ) 62.997 -0,3 2.154 2.540 83.013 39.967 3.542 28.768 117,9 14 Meta Agrícola - RS ( * ) 47.672 27,7 1.033 706 22.554 12.923 1.593 7.345 68,3 41.233 -8,9 2.239 1.915 45.764 18.012 3.815 11.565 85,5 15 Machina Zaccaria - SP 16 Olsen - SC 20.854 5,4 391 273 27.884 5.197 2.277 5.869 69,8 19.049 33,4 -807 -807 14.675 -47.649 1.267 -5.974 ND 17 Imasa IJUI - RS ( * ) 18.355 30,2 2.291 1.383 15.818 7.867 3.069 2.715 60,4 18 Rugeri Mec Rul - RS ( * ) 17.944 31,6 -3.677 -2.688 8.958 -14.797 1.181 3.125 ND 19 Cemag - CE ( * ) 20 Marcher Brasil - RS ( * ) 7.465 34,3 1.547 1.217 5.477 5.203 1.505 1.666 78,7 21 Jacui - RS ( * ) 1.903 12 80 63 2.268 -3.637 71 1.543 78,8 131 -93,3 -207 -575 8.848 1.065 -8 1.364 ND 22 Nogueira Máquinas - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (22) 3.316.836 18,4 280.299 252.012 3.619.692 1.657.106 410.214 857.008 78,7

-1,4 1,2 11 22,4 -26,4 -3,5 3,4 2,2 5,4 1,9 -4,2 12,5 -20,5 20,7 4,2 -158,4 3,8

158,3 511,4 -5 108,9 338,5 4,1 96,9 230,1 23,3 153,1 157,2 35,8 105,9 290,2 -55,2 143,8 653,5 -35,6 75,9 207,7 6,4 211,4 174,5 5,5 90,1 254,1 10,6 74,8 536,6 5,3 129,8 ND ND 116 201,1 17,6 200,3 ND ND 136,3 105,3 23,4 83,9 ND ND 1,5 830,9 -54 107,4 204,4 8,1

MÁQUINAS INDUSTRIAIS 1 Bühler - SP 108.216 97,1 13.230 7.726 104.608 21.072 6.193 7.038 58,4 12,2 103,5 496,4 36,7 57.247 57,9 1.185 725 50.487 16.160 -206 417 61,2 2,1 113,4 312,4 4,5 2 Texima - SP ( * ) 3 Avanço - SP ( * ) 49.396 86,4 10.915 7.926 40.925 32.171 11.328 22.592 72,6 22,1 120,7 127,2 24,6 4 Maclínea - PR ( * ) 44.728 39,6 2.087 2.054 29.167 18.163 4.151 14.015 98,4 4,7 153,4 160,6 11,3 5 CBTI - SP 39.322 49,2 4.708 3.138 26.450 19.965 4.348 5.313 66,7 12 148,7 132,5 15,7 6 Hergen - SC ( * ) 25.722 71,4 2.271 1.652 47.892 14.386 2.271 — 72,7 8,8 53,7 332,9 11,5 17.946 34,4 2.537 1.942 27.504 7.541 2.420 -5.422 76,6 14,1 65,3 364,7 25,8 7 Masiero - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 342.578 57,9 36.933 25.163 327.033 129.459 30.504 43.954 72,6 12 113,4 312,4 15,7 MÁQUINAS-FERRAMENTA 1 Romi - SP 591.197 -2,6 2.582 3.568 1.796.542 677.776 -5.902 279.123 138,2 0,4 32,9 265,1 0,5 158.128 34,2 2.193 1.038 237.541 125.334 9.875 58.749 47,3 1,4 66,6 189,5 0,8 2 B Grob - SP 3 Prensa Jundiaí - SP 40.646 24,5 6.159 4.255 92.511 75.003 6.521 30.226 69,1 15,2 43,9 123,3 5,7 4 Sanches Blanes - SP 10.757 5,6 -1.017 -1.017 25.431 9.387 984 3.603 ND -9,5 42,3 270,9 -10,8 5 Automática Tecnolog - ES ( * ) 3.745 78,4 1.243 844 2.497 2.249 1.243 340 67,9 33,2 150 111 37,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 804.473 24,5 11.160 8.688 2.154.522 889.749 12.721 372.041 68,5 1,4 43,9 189,5 0,8 MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAS E CARGAS 1 Thyssenkrupp - SP ( ** ) 761.752 22,9 182.347 123.453 1.195.661 409.473 121.044 -268.520 67,7 23,9 63,7 292 2 Koch - RS 47.999 10,3 4.014 2.529 41.716 18.043 7.155 10.225 63 8,4 115,1 231,2 3 Berg Steel - SP ( * ) 31.028 39,6 9.765 8.235 35.017 30.482 8.789 11.852 84,3 31,5 88,6 114,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 840.779 22,9 196.126 134.217 1.272.394 457.998 136.988 -246.443 67,7 23,9 88,6 231,2

30,2 14 27 27

REFRIGERAÇÃO 1 Fricon - PE ( * ) 120.501 82,6 3.747 2.182 79.565 4.797 22.602 45.636 58,2 3,1 151,5 1.658,60 45,5 2 Spheros - RS ( * ) 94.536 86,9 17.138 10.924 46.148 28.666 16.440 14.266 63,7 18,1 204,9 161 38,1 3 MBP Isoblock - RJ ( * ) 56.926 11,7 4.010 4.010 65.949 4.479 7.914 30.087 100 7 86,3 1.472,40 89,5 4 Termisa - CE ( * ) 20.898 37 1.800 1.377 18.448 7.502 2.612 9.383 76,5 8,6 113,3 245,9 18,4 5 Klimaquip - MG ( * ) 13.777 52,6 -1.397 -1.020 20.909 12.205 -204 5.055 ND -10,1 65,9 171,3 -8,4 ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 306.638 52,6 25.298 17.473 231.019 57.649 49.364 104.427 70,1 7 113,3 245,9 38,1 RELÓGIOS E CRONÔMETROS 1 Technos AM - AM ( ** ) 234.294 35,4 66.568 50.531 242.714 178.776 61.164 168.028 75,9 28,4 96,5 135,8 2 Dumont Saab - AM ( * ) 93.902 21,3 14.380 11.587 88.088 76.722 14.095 66.538 80,6 15,3 106,6 114,8 3 Rodana - AM ( * ) 121 — -1.192 -1.192 7.818 2.942 -517 194 ND -981,6 1,6 265,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 328.317 28,4 79.756 60.926 338.620 258.440 74.742 234.760 78,2 15,3 96,5 135,8 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

240 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

28,3 15,1 -40,5 15,1


MECÂNICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS 1 Atlas Schindler - SP 1.380.335 15,6 353.923 239.692 1.114.891 243.767 326.919 -407.461 67,7 25,6 123,8 457,4 98,3 2 Comau - MG 688.536 23,5 -72.069 -65.560 366.207 73.423 -52.214 93.984 ND -10,5 188 498,8 -89,3 3 BCM - ES ( * ) 486.600 384,3 36.156 23.043 111.531 28.058 50.153 62.183 63,7 7,4 436,3 397,5 82,1 4 CBC Cartuchos - SP 421.085 -2,9 -19.925 7.555 536.571 115.779 23.029 100.259 ND -4,7 78,5 463,4 6,5 5 Forjas Taurus - RS 390.960 -7,7 -11.548 37.315 873.523 325.335 50.494 184.947 ND -3 44,8 268,5 11,5 6 Intecnial - RS ( * ) 299.625 -1,6 11.076 7.739 220.968 69.680 15.447 92.554 69,9 3,7 135,6 317,1 11,1 7 Centroprojekt - SP 202.308 15 12.625 11.556 122.323 14.153 18.394 17.176 91,5 6,2 165,4 864,3 81,7 8 WHB Usinagem - PR ( * ) 109.635 -41,2 2.585 4.635 233.183 95.445 5.345 -4.359 179,3 2,4 47 244,3 4,9 9 Cestari - SP ( * ) 96.109 13,8 2.519 2.218 80.126 60.075 7.199 24.304 88,1 2,6 120 133,4 3,7 10 Máquinas Piratininga - SP ( * ) 92.476 54,1 12.162 7.786 39.820 15.331 13.596 5.450 64 13,2 232,2 259,7 50,8 11 Siti - SP 77.655 18,4 4.905 3.236 63.328 32.781 10.762 40.480 66 6,3 122,6 193,2 9,9 12 Hidráulica - SC 77.399 3,5 7.748 6.232 130.688 52.537 12.580 43.148 80,4 10 59,2 248,8 11,9 13 Polimold - SP ( * ) 73.264 21,7 2.638 3.868 52.124 7.580 8.159 23.567 146,6 3,6 140,6 687,7 51 14 Cemec - CE ( * ) 70.333 -1,5 -10.026 -10.026 73.916 11.410 -3.122 25.467 ND -14,3 95,2 647,8 -87,9 15 Bonfanti - SP 62.645 57,9 7.340 5.111 61.356 33.183 7.087 15.899 69,6 11,7 102,1 184,9 15,4 16 Falk do Brasil - SP ( * ) 61.890 20,1 -1.906 -1.189 139.690 36.343 1.609 -2.559 ND -3,1 44,3 384,4 -3,3 17 Masal - RS 49.265 10,3 9.307 6.174 49.731 26.787 10.717 18.867 66,3 18,9 99,1 185,7 23,1 18 Schiffer - PR ( * ) 48.548 92,2 969 664 34.527 10.347 4.092 13.753 68,5 2 140,6 333,7 6,4 44.083 -14,5 57 102 28.534 7.795 2.228 10.114 179 0,1 154,5 366,1 1,3 19 Usimeca - RJ ( * ) 20 Sangati Berga - CE ( * ) 38.670 23,9 4.777 3.541 56.123 15.425 4.267 246 74,1 12,4 68,9 363,9 23 21 Bauko Rental - SP 32.416 -12,9 -1.397 -1.397 28.292 14.585 -723 2.335 ND -4,3 114,6 194 -9,6 22 Verdes - SP 29.870 -14,5 3.410 1.796 43.387 26.469 2.961 11.699 52,7 11,4 68,9 163,9 6,8 23 Buhler Sanmak - SC 28.704 30,2 7.228 5.734 28.431 23.832 7.188 7.606 79,3 25,2 101 119,3 24,1 26.266 — 2.665 1.777 24.200 8.528 2.821 11.070 66,7 10,2 108,5 283,8 20,8 24 Schnell - SC ( * ) 25 Cisper AM - AM ( * ) 25.684 10,5 1.556 458 69.585 65.971 2.524 7.808 29,4 6,1 36,9 105,5 0,7 26 Balanças - RS ( * ) 22.477 11,7 1.071 675 23.915 6.368 1.786 2.958 63 4,8 94 375,6 10,6 27 Stolle Machinery - SP ( * ) 21.665 15 2.292 1.755 15.337 10.584 2.249 8.203 76,6 10,6 141,3 144,9 16,6 28 Soilmec - SP 20.106 2.546,50 1.101 718 13.984 4.917 1.001 7.757 65,2 5,5 143,8 284,4 14,6 29 Aeroglass - SP 18.902 19,9 1.755 1.755 11.177 5.664 1.896 2.612 100 9,3 169,1 197,3 31 30 Fezer - SC 18.297 7,1 -994 -702 58.961 35.917 -487 10.700 ND -5,4 31 164,2 -2 31 ICON - SC ( * ) 17.792 93,8 1.414 1.073 22.111 5.771 2.607 4.004 75,9 7,9 80,5 383,2 18,6 32 Falmec do Brasil - RJ ( * ) 15.905 18,9 566 223 21.782 3.905 1.543 10.550 39,4 3,6 73 557,8 5,7 33 PWR - RJ ( * ) 13.985 -26,5 -2.205 413 21.882 8.085 -1.942 12.582 ND -15,8 63,9 270,7 5,1 34 Fast Transportes - SP ( * ) 12.184 -99,7 3.498 2.606 8.691 3.898 4.216 3.284 74,5 28,7 140,2 223 66,9 35 Ebesa - CE ( * ) 10.545 61,3 156 99 20.085 9.178 1.559 4.897 63,4 1,5 52,5 218,8 1,1 36 Motormac Rental - RS ( * ) 9.995 80,7 6.176 4.951 16.981 9.271 6.618 -886 80,2 61,8 58,9 183,2 53,4 37 RR Indústria - AM ( * ) 9.014 19,7 3.021 2.022 3.017 -836 3.376 2.217 66,9 33,5 298,8 ND ND 38 Ycatu Engenharia - SC 4.590 -99,9 499 242 5.796 3.926 555 974 48,6 10,9 79,2 147,6 6,2 39 CNH Latin America - SP ( * ) 4.559 39,7 462 364 3.547 1.203 642 757 78,8 10,1 128,5 295 30,3 4.470 36,4 1.961 1.838 674 277 1.953 18 93,7 43,9 663,2 243,3 663,5 40 Pesa Industrial - PR ( * ) 41 Rextel - PR ( * ) 4.154 309,2 355 232 4.194 2.046 465 1.810 65,4 8,5 99,1 205 11,3 42 Lemor - SP ( * ) 3.738 81,8 -489 -480 2.336 -534 -295 1.350 ND -13,1 160 ND ND 3.156 -3 -251 -251 3.910 2.025 265 1.543 ND -8 80,7 193,1 -12,4 43 Faulhaber - RS ( * ) 44 RBF S/A - PR ( * ) 2.834 72,5 -1.759 -1.756 4.032 -613 -1.291 1.166 ND -62,1 70,3 ND ND 45 Imaco - PR ( * ) 1.137 32,2 -354 -122 1.118 164 -183 387 ND -31,1 101,7 679,7 -74,1 46 Biolatina Energias - SP 920 54,1 -947 -760 5.901 5.750 -1.078 410 ND -102,9 15,6 102,6 -13,2 47 SMP - MG 584 368,6 719 24.392 130.215 130.046 675 2.531 3.392,50 123,1 0,5 100,1 18,8 48 Usimeca - RJ ( * ) — — -153 33 4.555 3.628 -150 364 ND ND ND 125,5 0,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (48) 5.135.371 19,3 384.667 341.381 4.987.256 1.665.260 557.494 478.724 69,8 6,1 101 248,8 11,1 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 241


Esforço gigante, como o pré-sal A Petrobras corre contra o tempo, para readequar metas de produção e recuperar investimentos e preços (se possível)

PETRÓLEO E GAS

Wellington Miyazaki Desde que foi anunciado, em 2007, o pré-sal se tornou um divisor de águas na exploração, produção e refino de petróleo e gás natural, elevando o Brasil ao topo das nações com maior potencial de exportação não só de óleo bruto, mas também de seus derivados, que possuem maior valor agregado, como gasolina e diesel. Contudo, questões recentes – do atraso na entrega de equipamentos de perfuração até os efeitos da crise global nos preços do barril – complicaram o campo da Petrobras. Petróleo há. De acordo com estimativas da Petrobras, as reservas brasileiras devem chegar a 30 bilhões de barris nos próximos três ou quatro anos, ou seja, atingirão o dobro do volume de reservas registrado em 2011. Estes números são condizentes com o tamanho do pré-sal, mas como convertê-los na sonhada autossuficiência ou na ascensão do País ao patamar de grande exportador? Segundo Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, a resposta passa pela retomada da produção – há muitos anos estacionada em pouco mais de 2 milhões de barris/dia –, a partir de uma readequação realista das metas (não cumpridas) desenhadas nos últimos anos. Admitindo ineficiências aqui e ali (nem sempre de responsabilidade da empresa), o mais recente Plano de Negócios (2012-2016) projeta a produção de um

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milhão de barris diários (mbd) de petróleo a menos que o previsto pelo plano anterior. De acordo com o plano, agora a empresa espera produzir 2,5 mbd em 2016; para 2020 projeta 4,2 mbd, cerca de 700 mil barris diários a menos que a previsão anterior (4,9 mbd). No plano de 2011, a companhia esperava produzir mais de 3 milhões de barris já em 2015. “A nova curva representa um atraso de dois a três anos na produção”, reconhece Almir Barbassa, diretor financeiro da companhia. Para reverter este quadro, a empresa anunciou um aporte de US$ 141,8 bilhões (60% do total) para o segmento de exploração e produção. O valor é US$ 14,3 bilhões maior que o previsto no plano 2011-2015. “A empresa terá ainda 19 novos projetos de produção de petróleo até 2016 e 38 projetos previstos até 2020”, diz o plano 2012-2016, que crava um investimento total da ordem de US$ 236,5 bilhões (ante US$ 224,7 bilhões do anterior). Além da Petrobras, outras empresas, como a OGX, de Eike Batista, também foram colhidas pela baixa produtividade – e castigadas pela queda dos balanços e das cotações das ações no mercado. Na opinião de especialistas, os problemas resultantes da ineficiência evidenciam a urgência dos investimentos na exploração e produção. Exemplo é Campos. De acordo com José Formigli, diretor de exploração e produção da estatal, a bacia de Campos apresentava


uma eficiência operacional de 89% em 2008; em 2011, este percentual caiu para 71%. A Petrobras pretende retomar o patamar de 90% em 2016, promovendo “uma campanha intensiva de recuperação de poços e a substituição de equipamentos”. Além da eficiência, o atraso na entrega de equipamentos tem impacto direto nas metas da Petrobras. “Das dez sondas de perfuração feitas no exterior que teríamos que receber em 2011, com conteúdo local zero, algumas chegaram a ter 542 dias de atraso”, afirma a presidente da Petrobras. Em 2012, a média de atraso se manteve e, das 14 sondas previstas para entrega neste ano, apenas sete foram recebidas e estão em operação. Uma alternativa, segundo a empresa, até como estímulo à produção nacional, é construir sondas no Brasil, algo inédito. A Petrobras já encomendou 33 sondas nacionais, a um custo de US$ 28 bilhões, e negocia outras. A recuperação dos investimentos talvez tenha que passar por reajustes nos preços dos combustíveis, que ajudariam a Petrobras a se capitalizar. Esta é uma questão espinhosa do ponto de vista da inflação e dos consumidores, mas está no radar do governo. A crise global, que não tem data para acabar, elevou os preços para quase US$ 150 o barril no seu auge. As cotações caíram nos últimos meses e, para a Petrobras, se estacionarem em torno de US$ 100 por barril, dariam viabilidade econômica à exploração dos novos postos do pré-sal. Em recente relatório, o BNP Paribas elevou as projeções para o preço do petróleo em 2013, citando o declínio dos estoques, as restrições de oferta e o aumento da demanda de países emergentes. “Combinados com a acomodação monetária em andamento nos Estados Unidos e o contínuo apetite por risco, os preços do petróleo podem vir a testar as máximas anteriores de abril de 2011.” Para o tipo WTI, o banco prevê uma média de US$ 113 em 2013; para o tipo Brent, US$ 121. Apesar da turbulência externa (para não

falar em problemas políticos como as pressões sobre o Irã), a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta que a demanda global pela commodity deverá crescer em um milhão de barris/dia em 2013 na comparação com 2012, sustentada por economias emergentes, em particular da Ásia – e alcançar 90,9 mbd em 2013. Atento a esse movimento, o Brasil pretende chegar a 2020 exportando dois milhões de barris por dia, prevê a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Seria um grande avanço com relação ao 0,6 mbd que o Brasil exporta atualmente. “É preciso ficar atento à demanda dos Brics”, diz Florival Rodrigues de Carvalho, diretor da ANP.

Uma faixa que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá pode ser uma nova e promissora fronteira petrolífera; é uma das grandes apostas da ANP

Olho das distribuidoras

Ao mapear o País, a ANP chama a atenção para as potencialidades do Norte e do Nordeste – que cresce neste segmento, tal como ocorre em outras áreas (cimento, automóveis) da economia. Além do Recôncavo baiano, uma das grandes apostas atuais é uma faixa equatorial que vai de Natal ao Amapá, tida como uma nova fronteira petrolífera, segundo Carvalho. “Estamos extremamente esperançosos”, diz. De olho nesse filão nordestino, a britânica British Petroleum (BP) recebeu no primeiro semestre de 2012 o aval da ANP para adquirir uma participação de 40% em quatro blocos operados pela Petrobras no Nordeste, entre os quais dois situados na bacia do Ceará. As distribuidoras também estão de olho na região. A ALE Combustíveis, por exemplo, quarta maior distribuidora de combustíveis do País, comprou 86 postos no Nordeste e pretende, segundo Cyro Souza, seu vice-presidente, “inaugurar 200 novos postos até o fim do ano”. A Ipiranga, por sua vez, passou a atuar com sua marca no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde operava como Texaco (comprada em 2008). “Foi uma grande conquista, pois vemos a área como promissora”, diz Leocádio Antunes Filho, superintendente da companhia.

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 243


PETRÓLEO E GÁS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ATACADISTAS DE GÁS E COMBUSTÍVEL 1 BR - RJ 71.243.000 16,1 1.962.000 1.267.000 16.159.000 10.094.000 2.094.000 4.291.000 64,6 2,8 440,9 160,1 12,6 2 Ipiranga - RJ 42.114.723 19,1 565.129 668.351 7.657.603 2.284.441 1.193.742 1.300.974 118,3 1,3 550 335,2 29,3 3 Cosan CL - RJ ( ** ) 11.707.073 — 201.448 114.242 4.492.431 1.861.674 392.201 527.960 56,7 1,7 260,6 241,3 6,1 4 ALE - RN 7.836.905 15,5 19.733 9.765 1.119.418 133.746 146.260 204.234 49,5 0,3 700,1 837 7,3 5 Liquigás Distd - SP 2.775.670 6,2 156.802 105.576 1.068.430 696.431 169.490 -48.832 67,3 5,7 259,8 153,4 15,2 6 Sabbá - AM ( * ) 2.465.734 16,5 46.936 31.767 341.090 160.193 59.804 145.395 67,7 1,9 722,9 212,9 19,8 7 Ello Puma - PE ( * ) 687.397 -1,7 -3.498 -3.498 75.074 15.582 2.503 30.231 ND -0,5 915,6 481,8 -22,5 8 Petrobahia - BA 544.696 16 1.365 1.920 59.985 23.468 5.670 26.414 140,7 0,3 908,1 255,6 8,2 9 Megapetro Petróleo Br - RS ( * ) 245.429 36,4 4.054 822 21.116 5.399 6.651 8.369 20,3 1,7 1.162,30 391,1 15,2 10 Parati Petróleo - MG ( * ) 88.492 34,7 285 256 7.565 1.992 679 583 89,8 0,3 1.169,80 379,8 12,9 11 LP Azul - RJ ( * ) 55.062 19,8 -18.262 -18.262 21.787 9.854 -16.099 3.233 ND -33,2 252,7 221,1 -185,3 12 Nutrigás - ES ( * ) 27.397 -8,3 -10.227 -7.022 68.865 58.384 -6.437 -20 ND -37,3 39,8 118 -12 13 MTGÁS - MT 5.065 -24,4 625 292 21.994 11.674 789 9.504 46,8 12,3 23 188,4 2,5 14 CPA Trading - PR 3.874 -97,1 47 582 98.509 75.936 217 -303 1.238,30 1,2 3,9 129,7 0,8 — — -553 -553 292 -855 -565 -15 ND ND ND ND ND 15 Rongás - RO ( * ) 16 2.925.884 2.171.239 31.213.159 15.431.919 4.048.905 6.498.726 67,3 1,3 495,4 231,2 7,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (15) 139.800.518 DERIVADOS DO PETRÓLEO 1 Du Pont - SP 3.344.032 23,7 366.914 368.761 3.523.862 1.831.885 272.774 1.719.503 100,5 11 94,9 192,4 2 Petrobras Biocombustivel - RJ 535.450 15,1 -226.534 -208.025 1.971.876 1.781.596 -205.523 93.119 ND -42,3 27,2 110,7 3 Setta - PE ( * ) 475.203 36,6 3.370 2.245 82.892 11.728 5.208 29.639 66,6 0,7 573,3 706,8 4 Petronas Lubrificantes - MG 474.827 — 55.723 37.141 361.146 126.573 58.781 160.852 66,7 11,7 131,5 285,3 5 BSBios - RS ( * ) 474.174 45,1 19.344 25.280 414.722 110.587 39.948 115.660 130,7 4,1 114,3 375 6 Petrocoque - SP 462.626 67,3 60.514 40.039 326.130 116.596 97.558 91.007 66,2 13,1 141,9 279,7 7 Ale Combustíveis - RN 349.008 -18,9 1.929 1.929 170.151 161.053 5.038 99.327 100 0,6 205,1 105,7 8 Ipiranga Asfaltos - SP 334.622 -6,3 2.460 1.637 158.622 105.916 -4.475 61.916 66,5 0,7 211 149,8 9 Petrovia - PE ( * ) 290.155 7,4 4.527 3.278 56.751 19.787 5.622 38.846 72,4 1,6 511,3 286,8 10 Siderquímica - PR ( * ) 184.016 11,8 4.690 3.110 114.402 21.877 10.726 58.307 66,3 2,6 160,9 522,9 11 Ingrax - PR ( * ) 110.181 16 -1.265 -1.073 35.992 17.599 5.659 12.404 ND -1,2 306,1 204,5 12 Promax Bardahl - SP 101.526 17,1 484 786 63.345 19.516 6.228 11.521 162,4 0,5 160,3 324,6 13 Bsbiod - PR ( * ) 97.195 — 7.628 5.333 103.960 73.092 11.141 18.436 69,9 7,9 93,5 142,2 14 Fuchs - SP 91.016 11,9 13.331 8.813 43.572 26.392 14.547 17.536 66,1 14,7 208,9 165,1 15 Disbral - GO 88.105 -6,3 3.493 2.775 38.163 19.929 6.100 21.547 79,4 4 230,9 191,5 16 Nacional Asfalto - TO ( * ) 86.631 72,9 2.776 1.856 54.443 15.464 10.869 10.269 66,9 3,2 159,1 352,1 17 Icolub - RJ ( * ) 32.167 3,1 -10.987 -12.358 44.818 17.007 -5.260 -806 ND -34,2 71,8 263,5 18 Brasquip Ambiental - SP 10.724 26,2 4.984 4.611 8.702 7.479 5.407 798 92,5 46,5 123,2 116,4 19 Unibraspe - PR 8.773 8,6 1.991 1.011 27.256 23.012 4.779 249 50,8 22,7 32,2 118,4 20 Fides - RJ ( * ) 7.703 -19 353 252 7.220 5.145 768 -693 71,4 4,6 106,7 140,3 21 Reunidas - SC ( * ) 222 5,3 -16 -16 824 822 -34 30 ND -7,4 26,9 100,2 22 BRF - RJ -179 — -87 -57 3.891 3.863 -194 20 ND 48,6 -4,6 100,7 — — -1.114.419 -738.067 14.725.792 2.997.554 -12.632 -1.045.248 ND ND ND 491,3 23 Refinaria Abreu Lima - PE 24 Coquepar - RJ ( * ) — — -6.152 -6.152 41.264 38.647 -7.558 52 ND ND ND 106,8 25 BBE Brasil Bioenergia - MS ( * ) — — -1.255 -1.255 10.063 10.057 -1.963 44 ND ND ND 100,1 ACUMULADO DO SUBSETOR (25) 7.558.176 11,9 -806.204 -458.145 22.389.859 7.563.176 323.513 1.514.336 69,9 3,6 136,7 191,5

20,1 -11,7 19,1 29,3 22,9 34,3 1,2 1,6 16,6 14,2 -6,1 4 7,3 33,4 13,9 12 -72,7 61,7 4,4 4,9 -2 -1,5 -24,6 -15,9 -12,5 4,9

EXTRAÇÃO E REFINO 1 Petrobrás - RJ 183.821.000 20,6 37.055.000 33.101.000 494.181.000 330.475.000 44.376.000 19.335.000 89,3 20,2 37,2 149,5 10 2 Petróleo Ipiranga/Ref - RS ( * ) 961.948 31,2 68.714 50.786 303.979 100.992 98.153 46.069 73,9 7,1 316,5 301 50,3 3 Refinaria Manguinhos - RJ 572.478 70,9 -12.995 -22.135 550.669 -209.115 34.180 68.584 ND -2,3 104 ND ND 387.497 20,7 221.318 189.251 882.595 460.958 222.356 42.041 85,5 57,1 43,9 191,5 41,1 4 Manati - BA ( * ) 5 Repsol Sinopec - RJ 320.050 -23,7 150.395 176.678 16.572.678 15.797.562 251.247 -512.416 117,5 47 1,9 104,9 1,1 6 Acregy - RJ ( * ) 250.259 2,6 65.696 51.918 123.226 70.172 68.293 2.287 79 26,3 203,1 175,6 74 7 Odebrecht Óleo e Gás - RJ 217.328 114,4 -255.216 -8.432 2.049.236 1.787.471 -229.346 -63.773 ND -117,4 10,6 114,6 -0,5 8 Queiroz Galvão Óleo e Gás - RJ ( * ) 174.458 21,9 -100.125 22.153 186.536 46.048 -89.096 15.464 ND -57,4 93,5 405,1 48,1 9 PetroRecôncavo - BA ( * ) 118.644 15,7 45.483 46.513 213.578 163.598 63.268 17.319 102,3 38,3 55,6 130,6 28,4 10 W. Washington - SP ( * ) 10.420 133,4 2.800 1.958 30.906 20.290 4.301 — 70 26,9 33,7 152,3 9,7 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

244 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


PETRÓLEO E GÁS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % EXTRAÇÃO E REFINO (CONTINUAÇÃO) 11 Starfish - RJ ( * ) 7.977 703,9 -20.914 -27.066 160.060 38.891 -19.320 -21.256 ND -262,2 5 411,6 -69,6 12 Alvorada Petróleo - MG ( * ) 7.853 10.932,20 -367 595 93.430 75.306 1.437 26.203 ND -4,7 8,4 124,1 0,8 6.415 15,2 844 583 14.762 12.850 1.506 515 69,1 13,2 43,5 114,9 4,5 13 Recôncavo E&P - BA ( * ) 14 Bolland - BA ( * ) 5.448 4,4 -245 -157 4.459 1.744 229 685 ND -4,5 122,2 255,7 -9 19 -42,6 -827 -830 24.302 12.562 -790 231 ND -4.352,60 0,1 193,5 -6,6 15 Potióleo - RN ( * ) 16 Petra - RJ — — 1.100.942 721.939 1.610.651 779.266 1.162.288 513.217 65,6 ND ND 206,7 92,6 17 Queiroz Galvão Exportação - RJ ( * ) — — -31.165 70.351 667.106 615.143 -37.515 -11.220 ND ND ND 108,5 11,4 18 OGX - RJ — — — — 360.054 163.417 — -78.892 ND ND ND 220,3 ND — — -39.290 -39.290 50.591 45.014 -41.098 -229 ND ND ND 112,4 -87,3 19 Karoon Petróleo - RJ ( * ) 20 BS-3 - RJ ( * ) — -100 -146 -146 34.802 15.600 -120 — ND ND ND 223,1 -0,9 — — -1.863 -2.338 19.551 -2.095 -1.692 234 ND ND ND ND ND 21 Quantra Petroleo - RN ( * ) — — -61.739 -61.739 16.729 -21.821 -62.965 -443 ND ND ND ND ND 22 Eni Oil - RJ — — -16.972 -16.972 8.547 7.522 -16.675 -76 ND ND ND 113,6 -225,6 23 Cowan - MG ( * ) 24 Vale O - RJ ( * ) — — -24.186 -24.186 8.429 -28.764 -21.163 -5.540 ND ND ND ND ND 25 OAO - RJ ( * ) — — -30 -30 7.970 7.970 — — ND ND ND 100 -0,4 — — 207 157 4.041 3.172 -105 -12 75,9 ND ND 127,4 5 26 UTC Óleo e Gás - RJ 27 Seabras - RJ — — -16 -16 2.932 -16 -16 2.932 ND ND ND ND ND — — -162 -162 956 956 -162 — ND ND ND 100 -17 28 Japex - RJ ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (28) 186.861.793 20,7 38.145.140 34.230.383 518.183.775 350.439.692 45.763.195 19.376.925 77,4 7,1 43,5 149,5 2,8 VAREJISTAS DE GÁS E COMBUSTÍVEL 1 Comgás - SP 4.102.660 2,9 315.729 236.139 4.307.670 1.246.436 717.770 -314.925 74,8 7,7 95,2 345,6 19 2 Ultragaz - SP 2.876.649 4,9 80.702 54.680 1.203.797 445.749 202.305 128.054 67,8 2,8 239 270,1 12,3 3 Ceg - RJ 2.304.053 4,5 361.639 251.667 1.928.016 867.918 429.225 25.080 69,6 15,7 119,5 222,1 29 4 Bahiagás - BA 1.078.317 12,2 159.291 147.536 525.060 406.805 182.670 -8.968 92,6 14,8 205,4 129,1 36,3 1.055.126 -10,7 131.457 90.074 520.166 258.454 149.237 -20.359 68,5 12,5 202,8 201,3 34,9 5 Ceg Rio - RJ 6 Gasmig - MG ( * ) 571.507 34,1 141.146 108.095 1.305.267 804.534 116.740 238.338 76,6 24,7 43,8 162,2 13,4 7 Sulgás - RS 492.120 27 113.216 78.472 277.754 124.787 123.430 -53.017 69,3 23 177,2 222,6 62,9 8 Copergás - PE 477.756 10,5 32.320 32.054 316.570 202.244 58.939 36.973 99,2 6,8 150,9 156,5 15,9 9 SC Gás - SC ( * ) 453.307 5,2 121.443 80.778 343.379 201.017 142.431 -64.559 66,5 26,8 132 170,8 40,2 419.639 3,3 54.806 44.378 813.549 726.338 49.374 14.206 81 13,1 51,6 112 6,1 10 Gás Natural SP Sul - SP 11 Manguinhos Distd - RJ ( * ) 402.809 — -15.175 -15.175 80.866 1.542 -7.224 -16.882 ND -3,8 498,1 5.244,20 -984,1 12 Compagás - PR ( * ) 266.723 — 60.965 40.538 275.964 194.678 67.479 -18.090 66,5 22,9 96,7 141,8 20,8 13 Cegás - CE ( * ) 235.416 53,6 38.645 35.637 248.791 93.094 37.503 -8.007 92,2 16,4 94,6 267,3 38,3 14 Gás Brasiliano - SP 231.808 24,5 18.292 15.624 472.576 412.763 24.040 -42.074 85,4 7,9 49,1 114,5 3,8 15 Minasgás - PE ( * ) 147.290 9,7 6.048 4.034 63.860 47.999 7.139 16.515 66,7 4,1 230,7 133 8,4 16 Algás - AL ( * ) 134.878 13,1 15.704 12.641 52.520 41.508 19.729 -432 80,5 11,6 256,8 126,5 30,5 17 Potigás - RN ( * ) 118.481 20,4 9.603 6.643 93.307 44.154 13.921 3.599 69,2 8,1 127 211,3 15,1 18 Servgás - SP 105.594 8 1.661 1.174 32.723 -1.094 3.469 1.704 70,7 1,6 322,7 ND ND 19 MSGÁS - MS ( * ) 93.853 122,2 17.218 13.219 105.814 -10.086 21.675 -55 76,8 18,4 88,7 ND ND 20 Sergás - SE ( * ) 79.345 11,1 6.468 5.109 46.176 34.389 8.254 -1.319 79 8,2 171,8 134,3 14,9 21 Flecha - ES ( * ) 73.554 10,3 -1.773 -1.720 25.853 13.329 166 10.341 ND -2,4 284,5 194 -12,9 22 Posto Flamingo - DF ( * ) 23.520 5,8 1.850 1.413 4.412 1.311 2.662 868 76,4 7,9 533,1 336,6 107,8 23 Posto Usina São Domingos - SP ( ** ) 20.496 5,6 2.191 1.916 10.554 9.997 2.313 6.350 87,4 10,7 194,2 105,6 19,2 24 Auto Posto Abel Galinha 1 - RR ( * ) 18.444 26,4 1.536 1.266 8.673 6.446 1.661 1.683 82,4 8,3 212,7 134,5 19,6 25 GMC - RJ 7.799 31,7 349 261 1.401 1.298 374 — 74,8 4,5 556,6 108 20,1 26 Posto Casa Rosa - PR 6.998 2,7 403 287 2.917 2.320 347 348 71,2 5,8 239,9 125,8 12,4 27 Cebgás - DF ( * ) 5.100 30,6 -587 -587 2.898 2.510 -339 -102 ND -11,5 176 115,5 -23,4 28 Goiasgás - GO ( * ) 1.470 5,9 -202 -211 2.029 1.933 -531 70 ND -13,7 72,5 105 -10,9 29 Statoil Brasil - RJ ( * ) — — -669.829 -514.629 7.452.465 251.871 -392.141 -104.567 ND ND ND 2.958,80 -204,3 30 Usina Moema - SP ( ** ) — — -81 5.731 60.416 17.890 -80 -246 ND ND ND 337,7 32 31 Gasmar - MA ( * ) — — -462 -462 2.853 2.837 -466 0 ND ND ND 100,6 -16,3 32 Infragás - SC — — -776 — 2.075 1.838 -907 -6 ND ND ND 112,9 ND — — -446 -446 180 167 -454 -2 ND ND ND 107,5 -266,8 33 Gás do Pará - PA ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (33) 15.804.713 10,4 1.003.352 736.137 20.590.551 6.456.974 1.980.710 -169.479 75,6 8,1 176,6 141,8 15,5 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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PREMIADA | PETRÓLEO E GÁS | PETROBRAS

A tática é não perder o foco Apesar dos percalços recentes, incluindo o primeiro prejuízo líquido em dez anos, a companhia mantém as metas traçadas Mesmo após registrar seu primeiro prejuízo líquido em um decênio – no segundo trimestre deste ano – e diante de indicadores que alertam apontando para a primeira queda na produção desde 2004, a Petrobras, a gigante do petróleo nacional, decidiu não reduzir ainda mais sua já comprometida meta de produção para os próximos anos. Para honrar este compromisso, a empresa precisa encolher custos e esticar margens de lucro – para o que foi obrigada a adotar várias medidas. Faz parte pressionar o governo pelo aumento do preço da gasolina e controlar mais rigidamente a produção, além de alterar a política de pagamento de dividendos. Para ajudar, a companhia conta ainda com novas descobertas, que trariam alívio providencial. “Estamos implantando o Programa de Eficiência Operacional da Bacia de Campos, e uma contribuição maior para o aumento da produção deverá ocorrer a partir de 2016 com a entrada de sistemas de produção na bacia de Santos”, explica a presidente da empresa, Maria das Graças Foster. Foi justamente na região do pré-sal da bacia de Santos que a companhia fez sua descoberta recente mais significativa, anunciada preliminarmente no dia 20 de março: a área gigante de Carcará, que tem sido comparada com a do poço de Lula, um dos mais produtivos do País, cujas reservas estão entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo e gás). O poço ainda está sendo perfurado,

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FOTOS: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA PETROBRAS DE NOTÍCIAS

para a companhia, é peça mas, segundo a Petrobras, já fundamental para ajudá-la a foram coletadas amostras de atingir suas metas. óleo até a profundidade de 6.131 metros. “Não há como estimar a produção antes Recuperação de perfurarmos totalmente, O fôlego novo trazido pelas mas a qualidade está comnovas descobertas, no entanprovada”, diz o diretor de to, ainda não é suficiente exploração e produção da para compensar a redução Petrobras, José Formigli. da produtividade nos campos A estatal mantém tammais antigos. A participação bém boas perspectivas quando pré-sal na produção da to ao poço Pecém, na bacia Petrobras encontra-se atualdo Ceará, localizado a 76 mente em 5%, bem longe quilômetros do município de da meta de 45%, estabeleciParacuru, com profundidada para 2020. A companhia de atual de 4.410 metros. Já conta com o aumento da comprovada a existência de Graça Foster: localização das reservas é participação do pré-sal para petróleo no local, a perfuração vantagem estratégica atingir o objetivo de produzir continua até os 5.500 metros 2,5 milhões de barris diários de profundidade. (mbd) até 2016 e 4,2 mbd Estas novas descobertas, até 2020, conforme informa somadas às que vêm sendo o Plano de Negócios 2012anunciadas desde 2007, 2016, que apresenta redução colocam a Petrobras no topo com relação às metas de prodas empresas com projetos dução do plano anterior. No realizados em águas profunplano de 2011, a companhia das no globo, responsável esperava produzir mais de por 63% das descobertas de 3 mbd já em 2015. Segundo petróleo em grande profuna presidente, a redução da didade e por 20% da proexpectativa de produção dução global neste segmentraçada no PN 2012-2016 foi to de exploração. Segundo baseada na revisão da eficiprojeções internacionais, ência operacional dos sisteapenas com as descobertas mas de produção da bacia de recentes, o Brasil será o país Campos e no cronograma de com maior crescimento de entrada de novas unidades produção até 2030. ao longo do período do plano. Formigli: qualidade de Carcará “A grande vantagem, em já está comprovada Além disso, os efeitos do relação às concorrentes muncâmbio nas dívidas em dólar diais, é que nossas maiores reservas estão nas prejudicaram a companhia e dificultaram seus bacias de Campos e de Santos, a apenas 300 ganhos, que também têm sido pressionados quilômetros de distância do maior mercado conpelos preços baixos da gasolina com relação sumidor do Brasil, a região Sudeste, responsável aos patamares do mercado externo. Tais fatores por 55% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, contribuíram para que a empresa reportasse por 47% do consumo de derivados de petróleo, prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhão no segun62% da demanda de energia elétrica e 65% do do trimestre de 2012, ante lucro líquido de gás natural consumido no Brasil”, afirma Graça R$ 10,943 bilhões no mesmo período de 2011. Foster. A posição estratégica tanto das reservas Segundo a presidente da estatal, a companhia quanto das refinarias tem sido e continuará tem apresentado “sistematicamente” ao goversendo um diferencial importante, por permitir no a diferença dos preços da gasolina e do a redução dos custos logísticos. Esta vantagem, diesel no Brasil em relação ao exterior, em uma

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PREMIADA | PETRÓLEO E GÁS | PETROBRAS

Investimento em biocombustível ajuda a firmar posição estratégica

tentativa de aumentar os preços e ampliar a margem de ganho. A empresa planeja também alterar a sua política de dividendos para as ações ordinárias (ONs, com direito a voto). O objetivo é anular o resultado negativo através da distribuição de dividendos aos acionistas que detêm esses papéis, como a União, controladora da companhia.

Líder em investimentos Um ponto, porém, permanece intocado, com ou sem percalços recentes: os investimentos. Os que estão projetados para o período 2012-2016, de US$ 236,5 bilhões, representam o maior volume na comparação com as empresas mundiais do ramo para o mesmo período. Deste total, US$ 141,8 bilhões, ou 60%, serão aplicados para localizar novos reservatórios e colocar em produção os que já estão descobertos. Em 2011, a empresa investiu US$ 43,1 bilhões, o segundo valor de investimento entre as empresas do setor no mundo, exatamente US$ 1 bilhão abaixo da primeira, a Petrochina. O número de projetos em execução também impressiona: são 833, além de outros 147 em avaliação, totalizando 980 obras nos segmentos de exploração, produção, refino, transporte, comercialização, gás, energia, petroquímica, biocombustíveis, pesquisa e desenvolvimento e atividades corporativas. Já os projetos no exterior, que contam com investimentos de US$ 10,7 bilhões nos pró-

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ximos cinco anos, com foco no desenvolvimento da exploração e produção no Golfo do México e na costa oeste da África, devem ser autofinanciáveis, com alta rentabilidade, complementaridade e alinhamento com as estratégias e negócios da estatal no Brasil, explica o diretor internacional da Petrobras, José Carlos Vilar Amigo. “Com isso a companhia busca o aproveitamento do conhecimento da tecnologia desenvolvida no Brasil para os projetos no exterior”, afirma. Paralelamente ao negócio do petróleo, a Petrobras também investe – US$ 3,8 bilhões até 2016 – em fontes de energia renovável, especialmente em biocombustíveis. As atividades neste segmento, conduzidas pela subsidiária integral Petrobras Biocombustível (PBio), envolvem a produção de etanol e de biodiesel, logística e suprimento agrícola. Trata-se de uma demonstração de confiança nos mercados futuros de etanol, diz o presidente da PBio, Miguel Rossetto, para quem o Brasil tem uma posição estratégica na produção de energia e entra no século XXI com mais petróleo, mais gás e mais energia renovável. “O grande debate no momento no setor de etanol é atender às demandas crescentes e abrir um novo ciclo de investimento para o setor”, afirma Rossetto. “Temos mercado, capacidade tecnológica, qualidade profissional, ou seja, todas as condições para crescer ainda mais”, completa. (WM)


A trajetória do consumo prevista exigirá aportes de US$ 87 bilhões até 2020; um custo Brasil menor viria a calhar Fornecedoras de insumos e matérias-primas para todos os setores produtivos, o setor de química e petroquímica projeta vultosos investimentos para os próximos anos – associados principalmente à expansão do consumo doméstico, mas sem desprezar as exportações (já que é historicamente deficitário nesse campo). Para atingir plenamente seu potencial, no entanto, o setor precisa enfrentar obstáculos que, em muitos casos, transcendem suas próprias forças e representam custos que afetam sua competitividade em relação aos importados. Por exemplo: a complicada infraestrutura logística, a carga e a complexidade tributárias, os preços dos insumos que ele próprio utiliza. De acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o consumo doméstico de produtos químicos será da ordem de US$ 260 bilhões (R$ 520 bilhões a preços de hoje) em 2020, o que significa um aumento de 80% com relação aos patamares atuais. Tal aumento da demanda interna exigiria investimentos de US$ 87 bilhões (ou R$ 175 bilhões). Contudo, as projeções da Abiquim vão além e sugerem que a indústria química nacional possui capacidade para atrair investimentos de US$ 160 bilhões (ou R$ 320 bilhões a valores nominais atuais) até 2020. São cinco as vertentes do cenário desenhado pela Abiquim em seu último relatório sobre os avanços

do setor e detalhado por Henri Slezynger, presidente do conselho diretor da associação (e também presidente do grupo Unigel): obtenção de matérias-primas competitivas em preço, disponibilidade de volume e prazo nos contratos; investimentos em infraestrutura logística, como a distribuição de gás, energia, portos, rodovias e outras soluções modais; inovação e tecnologia, que necessitam do apoio decisivo do Estado; acesso ao crédito para fortalecimento da cadeia, com financiamento à exportação, à inovação e à tecnologia; e, por fim, reformas na área dos tributos, que ataquem “as distorções do sistema, desonerem da cadeia produtiva, promovam a isonomia tributária e criem mecanismos de defesa contra a concorrência desleal”. Um especialista na área – José Othon de Almeida, sócio da consultoria Deloitte – enfatiza os efeitos da carga tributária “alta e complexa”, que reduz a competitividade da indústria. “Muitas vezes a indústria não consegue responder à demanda por não ter um preço compatível com os importados”, diz Almeida. “Há grande necessidade de reduzir de maneira significativa a carga fiscal, a complexidade do sistema tributário e os processos para cumprir toda a demanda fiscal.” Desoneração e estímulo a investimentos em tecnologia e inovação são, porém, ações de governo. E ele reconhece que o setor público tem sinalizado – e atuado – positivamente a respeito. O consumo interno está cada vez mais consistente,

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QUÍMICA E PETROQUÍMICA

Alinhamento à demanda crescente


QUÍMICA E PETROQUÍMICA

graças à expansão salarial e à redução do desemprego. Os balanços revelam um setor capitalizado. Em 2011, a indústria química obteve faturamento líquido de US$ 158,5 bilhões (o equivalente a R$ 294 bilhões a preços correntes), volume 21,7% maior que o de 2010, quando a receita líquida alcançou US$ 130,2 bilhões (R$ 227,3 bilhões). Recuperou-se, assim, do recuo de 2009 – ano de crise severa –, quando a receita foi de US$ 103,3 bilhões (R$ 206,7 bilhões), tendo caído 16% em relação a 2008. A balança comercial, no entanto, permanece deficitária. No primeiro quadrimestre de 2012, o déficit atingiu US$ 7,5 bilhões, um aumento de 5,1% com relação ao mesmo período de 2011, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, o Brasil importou US$ 12,4 bilhões em produtos químicos e exportou US$ 4,9 bilhões. Na opinião de Denise Mazzaro Naranjo, diretora de comércio exterior da Abiquim, o déficit até abril poderia ter sido ainda maior, caso as importações brasileiras de produtos como fertilizantes estivessem no mesmo patamar do ano passado. “Esta é uma das maiores preocupações do setor”, diz. Segundo Denise, os preços médios de importação de praticamente todos os grupos de produtos químicos apresentaram alta, enquanto o preço médio geral das exportações recuou 8,3% em relação aos quatro primeiros meses de 2011. De qualquer forma, o peso das importações é tão relevante que a Abiquim se permite até imaginar o que ocorreria sem elas, ou sem parte delas. Em seu relatório de 2011 sobre a indústria química, a entidade calcula que, se as importações caíssem pela metade, a indústria química poderia ter gerado cerca de 60 mil novos empregos diretos, teria realizado investimentos de cerca de US$ 25 bilhões e estaria pagando impostos da ordem de US$ 7 bilhões por ano.

Reestruturação setorial Nos primeiros meses de 2012, houve um recuo nas vendas, “devido à desaceleração do segmento de consumidores de produtos químicos e à redução da demanda no mercado internacional”, afirma Suellen Higashi, da Deloitte. Mas, em linha com as perspectivas de retomada na virada de 2012/13, “os planos de investimento das empresas no país continuam firmes”, diz. Tanto é que o BNDES registra aumento nas consultas por financiamento. Que o digam as multinacionais. É o caso da alemã Basf, uma das líderes globais do setor. Um de seus projetos mais importantes – e até o momento o maior investimento da empresa na América do Sul – é a construção do novo Complexo Acrílico no Polo Industrial de Camaçari, explica Alfred Hackenberger, presidente da Basf para a região. A empresa prevê crescer 8% ao ano até 2020 na América do Sul. “Em 2011, as vendas superaram as expectativas”, disse Hackenberger na apresentação de resultados da empresa. Outra líder da química, a igualmente alemã Bayer, alimenta planos de expansão global. Recentemente, anunciou a aquisição da empresa de biotecnologia norte-americana AgraQuest por US$ 425 milhões, o que lhe conferirá mais espaço no setor de proteção agrícola biológica. O grupo Bayer registrou no ano passado lucro líquido de 2,5 bilhões de euros, uma alta de 90% com relação ao resultado de 2010. A gigante brasileira Petrobras também voltou a ter um papel relevante no setor petroquímico, a partir da reestruturação do setor. No seu novo plano de negócios, reserva investimentos para a ampliação da produção de petroquímicos e biopolímeros, com destaque para os projetos da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), que formam o Complexo Industrial Petroquímico Suape.

Num setor com déficit comercial, a Abiquim imagina que, se as importações caíssem pela metade, a indústria química geraria 60 mil novos empregos diretos

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(WM)


QUÍMICA E PETROQUÍMICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PRODUTOS PETROQUÍMICOS 1 Braskem - BA 18.205.335 9 -896.034 -525.142 32.054.984 9.784.788 2.489.115 -1.705.506 ND -4,9 56,8 327,6 -5,4 2 Dow - SP ( * ) 2.204.868 -1,6 -358.476 -196.474 2.179.972 946.557 -342.976 415.692 ND -16,3 101,1 230,3 -20,8 3 Braskem - SP 1.934.474 5 70.914 50.082 2.006.960 913.193 146.642 226.499 70,6 3,7 96,4 219,8 5,5 1.872.493 27,8 47.077 23.064 1.430.348 833.829 96.398 426.120 49 2,5 130,9 171,5 2,8 4 lanxess Elastômeros - RJ 5 Rio Polímeros - RJ ( * ) 1.388.070 30,3 -43.501 -45.229 3.032.375 1.687.047 229.140 151.519 ND -3,1 45,8 179,7 -2,7 6 Oxiteno NE - BA 1.331.649 16 75.930 62.684 1.366.295 812.425 129.683 367.765 82,6 5,7 97,5 168,2 7,7 1.322.966 39,3 60.929 44.585 1.193.136 233.221 151.691 333.963 73,2 4,6 110,9 511,6 19,1 7 M & G - PE ( * ) 8 Innova - RS ( * ) 887.908 33,6 117.341 106.196 546.452 297.586 144.060 95.276 90,5 13,2 162,5 183,6 35,7 852.435 15,4 -19.433 -13.242 858.678 419.627 56.093 73.493 ND -2,3 99,3 204,6 -3,2 9 Solvay Indupa - SP 10 Oxiteno - SP 807.976 10 -18.499 109.200 2.929.196 2.206.797 24.437 176.984 ND -2,3 27,6 132,7 5 776.693 -6,2 9.725 14.827 653.537 476.704 26.799 222.936 152,5 1,3 118,8 137,1 3,1 11 Elekeiroz - SP 12 CBE Estireno - SP ( * ) 708.064 103,8 -112 -1.316 854.281 342.803 32.582 57.345 ND 0 82,9 249,2 -0,4 378.925 — 24.896 26.687 759.725 243.554 77.061 68.598 107,2 6,6 49,9 311,9 11 13 Proquigel - BA ( * ) 376.243 85 34.704 31.070 400.170 213.750 55.148 10.229 89,5 9,2 94 187,2 14,5 14 Acrinor - BA ( * ) 15 Cromex - SP 331.058 16,4 -7.128 -13.296 284.924 80.617 -6.022 83.530 ND -2,2 116,2 353,4 -16,5 272.700 -3,2 -16.177 -22.384 402.415 260.821 16.512 71.262 ND -5,9 67,8 154,3 -8,6 16 Nitro Química - SP ( * ) 17 Borealis Brasil - SP 246.696 13,9 30.163 22.315 170.192 149.357 28.652 44.948 74 12,2 145 114 14,9 18 Kordsa - BA 207.186 57,1 -32.960 -32.960 232.596 -1.390 -539 80.104 ND -15,9 89,1 ND ND 117.716 124,8 -5.680 -6.874 255.338 86.602 35.245 -7.348 ND -4,8 46,1 294,8 -7,9 19 Alcoolquímica - PE ( * ) 20 Nitriflex - RJ ( * ) 112.621 32 -2.928 -5.395 188.012 117.874 2.183 -4.630 ND -2,6 59,9 159,5 -4,6 21 Ara Química - SP 108.224 -1,3 10.512 6.973 110.683 94.574 11.261 24.216 66,3 9,7 97,8 117 7,4 89.117 32,8 -1.524 -1.647 60.739 34.500 -1.901 30.185 ND -1,7 146,7 176,1 -4,8 22 Resibras - CE ( * ) 23 Emca - RJ 64.766 32,8 -380 1.299 66.819 47.849 -272 28.114 ND -0,6 96,9 139,7 2,7 24 DRI - SP ( * ) 54.578 — 5.344 3.582 140.036 78.732 10.394 32.575 67 9,8 39 177,9 4,6 25 Seta - RS 51.187 -5,6 2.480 1.936 68.540 32.322 5.409 7.331 78,1 4,8 74,7 212,1 6 26 Nitriflex AM - AM ( * ) 12.649 19 -2.046 -2.046 12.007 6.613 -1.874 6.069 ND -16,2 105,4 181,6 -30,9 11.842 3,6 -441 -392 12.323 8.924 151 3.320 ND -3,7 96,1 138,1 -4,4 27 Monofil - SP 28 Pepasa - SP ( * ) 11.721 14,4 1.409 853 12.740 10.445 1.170 2.745 60,5 12 92 122 8,2 29 Agroseta - RS 3.345 1,2 -1.982 -1.462 25.000 21.963 -462 1.909 ND -59,3 13,4 113,8 -6,7 30 Petroquimicasuape - PE — — -207.666 -207.666 3.645.648 658.477 -211.275 -54.360 ND ND ND 553,7 -31,5 — — 188 143 651.306 651.197 -155 3 76,1 ND ND 100 0 31 Comperj Poliolefinas - RJ 32 Comperj - RJ — — -20 -13 76.966 76.956 -134 43 ND ND ND 100 0 33 Ima - SP ( * ) — — -510 -510 11.449 11.449 -859 101 ND ND ND 100 -4,5 — — 0 0 9.967 1.466 — -25 ND ND ND 679,9 0 34 UNIFIT - PE ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (34) 34.743.506 16 -1.123.884 -570.553 56.703.809 21.841.229 3.203.357 1.271.005 75 -0,6 96,1 177,9 0 ADUBOS, FERTILIZANTES E DEFENSIVOS 1 Heringer - ES 4.704.010 37,2 306.559 63.890 2.593.502 473.612 353.748 361.870 20,8 6,5 181,4 547,6 2 Bunge Fertilizantes - SP 4.353.731 39,1 -180.025 -134.684 3.999.385 1.394.022 -20.271 1.278.324 ND -4,1 108,9 286,9 2.905.102 112,8 293.124 349.535 8.083.606 6.264.822 660.049 225.167 119,2 10,1 35,9 129 3 Fosfértil - MG 4 Yara Brasil - RS 2.755.752 55,7 99.974 78.258 1.259.498 626.947 120.585 398.974 78,3 3,6 218,8 200,9 5 Goiasfertil - SP 2.266.154 35,7 189.411 123.706 3.184.024 1.717.468 470.170 -54.725 65,3 8,4 71,2 185,4 6 Milenia - PR ( * ) 667.139 — -176.919 -204.217 962.354 41.161 -135.536 465.943 ND -26,5 69,3 2.338,00 7 Galvani Serviços - SP 666.465 33,1 71.814 50.856 749.118 316.769 107.472 223.347 70,8 10,8 89 236,5 647.106 33,4 111.585 75.965 831.511 361.086 118.231 426.076 68,1 17,2 77,8 230,3 8 Iharabrás - SP 9 Unifértil - RS 413.307 34,6 34.997 25.871 157.618 82.739 30.404 24.519 73,9 8,5 262,2 190,5 10 Nufarm - CE ( ** ) 404.094 1,8 -19.125 -114.405 709.332 271.219 -7.934 242.572 ND -4,7 57 261,5 11 Nortox - PR ( * ) 316.227 -19,9 1.355 539 520.934 414.999 20.450 325.569 39,8 0,4 60,7 125,5 12 Peninsula - PR ( * ) 266.733 — 1.201 1.203 252.678 39.086 13.115 66.360 100,2 0,5 105,6 646,5 13 Sipcam - MG ( * ) 194.206 -2,3 838 830 311.129 61.901 50.411 87.609 99,1 0,4 62,4 502,6 14 Fosbrasil - SP 180.110 12,4 14.213 13.090 91.049 65.085 18.519 44.868 92,1 7,9 197,8 139,9 15 Plant Bem - PR ( * ) 164.749 30,8 4.866 3.710 147.469 17.358 13.011 66.444 76,2 3 111,7 849,6

13,5 -9,7 5,6 12,5 7,2 -496,1 16,1 21 31,3 -42,2 0,1 3,1 1,3 20,1 21,4

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 251


QUÍMICA E PETROQUÍMICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ADUBOS, FERTILIZANTES E DEFENSIVOS (CONTINUAÇÃO) 16 Cibrafértil - BA 99.243 55,6 -9.675 -7.663 76.173 7.282 3.434 17 Nutriplant - SP 29.253 -23,3 -10.179 -10.032 46.108 1.986 -2.311 18 Bequisa - SP 25.830 -28,2 5.601 3.690 39.544 22.479 7.412 13.365 — 296 169 5.384 4.096 355 19 Adubos Marisa - MG ( * ) 20 Fospar - PR ( * ) 9.490 -83,6 10.666 7.410 101.519 86.841 15.401 21 Dolomita - MG ( * ) 1.956 12 275 275 2.499 1.758 324 — — -1.014 -1.014 18.469 7.942 1.744 22 IFC - SP 23 Mitsui - MG ( * ) — -100 -5.116 -21.180 12.113 4.488 -7.840 — — 632 632 11.734 8.600 531 24 Agrofértil - PE ACUMULADO DO SUBSETOR (24) 21.084.023 30,8 745.355 306.434 24.166.749 12.293.746 1.831.473

21.228 ND -9,8 130,3 1.446 ND -34,8 63,4 13.055 65,9 21,7 65,3 1.673 57,2 2,2 248,3 1.658 69,5 112,4 9,4 36 100 14,1 78,3 22 ND ND ND 2.404 ND ND ND 3.765 100 ND ND 4.228.204 73,9 3,6 78,3

1.046,10 2.321,70 175,9 131,5 116,9 142,2 232,6 269,9 136,4 231,4

-105,2 -505,1 16,4 4,1 8,5 15,7 -12,8 -471,9 7,4 6,4

QUÍMICA FINA 1 Carioca Catalisadores - RJ ( * ) 286.684 7,1 65.497 43.215 246.284 190.214 78.525 65.173 66 22,9 116,4 129,5 22,7 2 Naturex - AM ( * ) 13.729 10,9 -982 -982 18.668 11.349 -1.236 5.209 ND -7,2 73,5 164,5 -8,7 8.928 39,4 -2.044 -1.984 13.310 -13.310 -1.069 -1.237 ND -22,9 67,1 ND ND 3 Kemwater - SP 1.771 -26,7 103 63 1.954 1.616 109 890 61,3 5,8 90,6 121 3,9 4 Kemi Brasil - RS ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 311.112 9 62.574 40.312 280.216 189.869 76.329 70.035 63,6 -0,7 82,1 129,5 3,9 TINTAS, VERNIZES E SOLVENTES 1 Renner Sayerlack - RS ( * ) 266.778 11,8 19.581 16.520 164.217 93.793 24.894 47.078 84,4 7,3 162,5 175,1 2 Otto Baumgart - SP 243.314 8 41.957 35.766 209.904 95.242 48.101 29.158 85,2 17,2 115,9 220,4 193.979 18 6.948 4.300 171.611 66.169 20.204 — 61,9 3,6 113 259,4 3 Sika - SP 4 Killing - RS ( * ) 125.975 15,9 -3.804 612 91.566 30.270 -3.620 16.631 ND -3 137,6 302,5 117.161 24,1 -1.427 -1.427 75.731 1.626 5.301 49.003 ND -1,2 154,7 4.657,30 5 Rochesa - PR ( * ) 6 Hidracor - CE ( * ) 111.993 15,6 9.971 8.976 97.888 33.497 16.571 33.366 90 8,9 114,4 292,2 7 Tintas Farben - SC ( * ) 109.526 22,7 1.294 878 61.109 24.227 1.110 14.238 67,9 1,2 179,2 252,2 109.172 6,7 154 939 120.800 43.813 15.470 44.859 609,7 0,1 90,4 275,7 8 Acrilex - SP 9 Montana Química - SP 82.401 14,2 13.548 9.092 46.875 38.276 13.577 20.925 67,1 16,4 175,8 122,5 77.590 2 9.292 13.226 56.388 32.901 13.282 26.948 142,3 12 137,6 171,4 10 Dacar - PR ( * ) 11 Stahl Brasil - RS ( * ) 63.149 16,1 8.336 6.039 57.123 21.566 11.340 -4.255 72,5 13,2 110,6 264,9 12 Colorminas - SC ( * ) 59.670 9 -2.500 4.771 91.019 34.982 1.165 24.917 ND -4,2 65,6 260,2 56.904 0,7 -4.442 -4.344 45.726 20.608 -2.090 17.680 ND -7,8 124,5 221,9 13 Cromos - RJ 14 Prema - SP ( * ) 33.743 8,9 10.448 9.146 20.676 12.199 10.628 7.741 87,5 31 163,2 169,5 15 Vedacit NE - BA ( * ) 33.510 13,2 3.177 2.330 17.185 13.477 3.571 5.048 73,4 9,5 195 127,5 16 Flint Group - PR ( * ) 32.035 -5 8.030 6.593 16.562 14.413 8.405 10.951 82,1 25,1 193,4 114,9 17 Tintas Paumar - SP 21.172 15,2 997 684 12.870 9.711 1.514 2.768 68,6 4,7 164,5 132,5 18 Maxvinil - MT ( * ) 15.583 17,4 -4.241 -4.241 26.270 4.436 -2.757 6.263 ND -27,2 59,3 592,2 19 Petrolusa - CE ( * ) 14.665 11,7 1.417 897 12.699 9.855 665 1.099 63,3 9,7 115,5 128,9 20 Maxvinil NE - PE ( * ) 2.813 399 -1.591 -2.182 5.296 2.529 -1.174 296 ND -56,6 53,1 209,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (20) 1.771.133 13,7 117.145 108.575 1.401.516 603.590 186.157 354.715 77,7 6 131 221,1

17,6 37,6 6,5 2 -87,8 26,8 3,6 2,1 23,8 40,2 28 13,6 -21,1 75 17,3 45,7 7 -95,6 9,1 -86,3 11,4

DIVERSOS 1 Refap - RS 6.720.392 -25,2 -190.189 -481.283 6.846.175 1.147.171 71.182 972.058 ND -2,8 98,2 596,8 -42 2 Basf - SP 5.600.919 10,7 450.662 332.885 4.368.587 1.710.574 779.634 -783.260 73,9 8,1 128,2 255,4 19,5 3 Bayer - SP 4.292.533 20,1 148.411 98.049 4.065.711 1.630.217 314.429 1.610.065 66,1 3,5 105,6 249,4 6 4 Alunorte - PA 2.828.472 9,6 -97.772 -64.668 6.704.317 4.574.948 350.076 357.815 ND -3,5 42,2 146,5 -1,4 5 Clariant - SP 1.075.910 1,2 79.387 67.142 571.052 259.473 97.167 94.568 84,6 7,4 188,4 220,1 25,9 6 Carbocloro - SP 690.702 15,2 119.080 85.949 615.830 360.983 169.075 -15.180 72,2 17,2 112,2 170,6 23,8 7 Deten - BA 652.669 19 77.972 64.956 385.904 301.269 81.733 67.622 83,3 12 169,1 128,1 21,6 8 Produquímica - SP 585.524 41,7 25.608 17.288 700.429 174.077 91.299 144.723 67,5 4,4 83,6 402,4 9,9 9 Brasil Biodiesel - SP 567.649 47,7 -47.544 -124.769 1.447.823 1.289.126 -33.474 93.579 ND -8,4 39,2 112,3 -9,7 10 Bauche Brasil - 441.096 12,2 853 581 38.391 4.058 3.129 20.425 68,1 0,2 1.149,00 946,1 14,3 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

252 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


QUÍMICA E PETROQUÍMICA Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % DIVERSOS (CONTINUAÇÃO) 11 Biocapital - SP ( * ) 310.153 62,2 1.734 202 127.697 18.470 22.714 -5.594 11,7 0,6 242,9 691,4 1,1 12 Millennium Inorganic - BA 301.616 30,1 4.866 32.810 488.642 375.590 39.853 105.718 674,3 1,6 61,7 130,1 8,7 266.456 33,3 33.984 33.984 93.382 45.702 33.529 48.990 100 12,8 285,3 204,3 74,4 13 Anastácio - SP ( * ) 14 GPC Química - RJ ( * ) 258.220 13,2 -20.635 -24.060 497.188 149.383 25.979 -30.930 ND -8 51,9 332,8 -16,1 255.166 43,3 18.960 28.141 247.007 94.024 48.417 11.102 148,4 7,4 103,3 262,7 29,9 15 IBQ - PR ( * ) 16 Eka Chemicals - SP 254.309 17,1 13.407 20.324 541.288 313.530 55.772 33.231 151,6 5,3 47 172,6 6,5 17 IBF Filmes - RJ ( * ) 251.992 -4,8 2.447 1.731 348.652 195.935 12.231 104.444 70,7 1 72,3 177,9 0,9 212.735 -14,6 -14.113 -2.947 264.525 136.170 6.899 5.372 ND -6,6 80,4 194,3 -2,2 18 EDN Estireno - BA ( * ) 19 Tate & Lyle - SP ( * ) 170.211 — 15.174 9.483 102.177 61.583 20.546 35.635 62,5 8,9 166,6 165,9 15,4 20 Pan Americana Químicas - RJ ( * ) 168.223 -6,7 2.664 3.433 320.176 141.678 15.263 21.129 128,9 1,6 52,5 226 2,4 166.957 20,4 19.258 11.865 233.605 156.125 25.878 32.860 61,6 11,5 71,5 149,6 7,6 21 Tanac - RS ( * ) 22 Copenor - BA 159.369 55,9 1.557 1.102 128.346 67.920 16.478 11.436 70,8 1 124,2 189 1,6 148.719 -12,9 6.634 4.226 76.193 42.508 10.680 26.567 63,7 4,5 195,2 179,2 9,9 23 Petrom - SP 24 Química Geral NE - BA ( * ) 137.945 -20,7 -4.768 -6.534 91.347 47.474 -375 7.756 ND -3,5 151 192,4 -13,8 131.410 4,4 28.108 24.203 188.990 111.539 31.369 24.558 86,1 21,4 69,5 169,4 21,7 25 Swedish Match - RJ 26 Baerlocher - SP 118.159 6,4 27.322 20.302 85.767 45.907 24.955 28.408 74,3 23,1 137,8 186,8 44,2 27 CP Kelco - SP 102.929 1,7 -8.827 -7.234 172.780 15.003 15.195 87.603 ND -8,6 59,6 1.151,60 -48,2 28 Asfaltos California - SP ( * ) 87.956 29,5 70 61 32.316 9.692 2.940 17.654 87,1 0,1 272,2 333,4 0,6 87.560 4,8 4.553 2.599 33.351 11.319 6.187 15.834 57,1 5,2 262,5 294,7 23 29 Scandiflex - SP 30 Beraca Sabará - PE ( * ) 85.856 14,2 5.807 7.208 76.331 31.212 13.911 21.084 124,1 6,8 112,5 244,6 23,1 31 Nortec - RJ ( * ) 79.040 77,6 13.034 9.626 43.063 27.823 14.260 17.899 73,9 16,5 183,6 154,8 34,6 73.992 80,7 9.483 4.639 58.171 7.497 14.034 -10.417 48,9 12,8 127,2 776 61,9 32 Meizler - SP 33 Eka Bahia - BA ( * ) 70.072 -4,6 28.392 23.367 254.614 203.402 34.156 9.047 82,3 40,5 27,5 125,2 11,5 34 Comercial Hydronorth - PR ( * ) 68.184 — 5.328 2.055 40.381 1.786 7.054 20.922 38,6 7,8 168,9 2.260,90 115,1 35 Condor - RJ ( * ) 58.308 14,6 17.459 11.503 51.770 28.894 22.465 15.433 65,9 29,9 112,6 179,2 39,8 50.471 3,1 1.700 1.177 45.783 17.334 5.421 14.157 69,2 3,4 110,2 264,1 6,8 36 Manchester Química - SC ( * ) 37 Inpal - RJ ( * ) 47.849 1,4 -608 -604 35.542 19.350 -846 17.679 ND -1,3 134,6 183,7 -3,1 38 Butilamil - SP ( * ) 45.449 18 -483 -487 33.175 8.785 1.995 -655 ND -1,1 137 377,6 -5,5 39 Proquitec - SP ( * ) 44.041 13,1 -175 -175 24.985 2.670 1.310 1.263 ND -0,4 176,3 935,9 -6,6 40 CBL Litio - MG ( * ) 40.491 21,9 14.857 13.340 23.076 12.795 16.309 5.061 89,8 36,7 175,5 180,4 104,3 38.519 -5,4 -3 -3 13.287 4.552 -293 3.403 ND 0 289,9 291,9 -0,1 41 Química Alpina - PR ( * ) 42 Khemeia - SC ( * ) 37.325 10,1 535 315 24.419 8.687 2.479 8.643 58,9 1,4 152,9 281,1 3,6 43 Microservice - SP 33.259 20,2 3.748 7.000 151.657 141.925 6.438 16.855 186,8 11,3 21,9 106,9 4,9 44 Gaboardi - SC ( * ) 29.645 6,7 5.277 6.935 41.344 30.171 5.455 8.249 131,4 17,8 71,7 137 23 29.373 7,8 6.252 4.917 26.628 17.858 7.457 9.907 78,6 21,3 110,3 149,1 27,5 45 Fobras - PR ( * ) 46 Globe Quimica - SP ( * ) 29.358 19,5 1.421 1.727 15.828 2.798 5.180 7.489 121,5 4,8 185,5 565,7 61,7 47 Petroplus Sul - MS ( * ) 27.396 29,7 9.997 9.041 21.920 17.870 10.548 16.485 90,4 36,5 125 122,7 50,6 48 Omtek - SP ( * ) 22.827 — -1.232 -800 36.528 32.907 2.040 7.001 ND -5,4 62,5 111 -2,4 49 Catarinense Eng - SC 19.508 17,5 7.984 5.564 18.035 12.234 9.245 345 69,7 40,9 108,2 147,4 45,5 50 Jaceru Durex - SP ( * ) 19.143 5,1 158 118 3.913 -3.983 199 1.197 74,7 0,8 489,2 ND ND 51 Biotecnologia do Paraná - PR ( * ) 18.049 83 3.179 2.085 34.853 1.822 8.258 -8.866 65,6 17,6 51,8 1.912,90 114,4 15.740 4 304 254 2.722 1.254 442 885 83,4 1,9 578,2 217 20,2 52 Rio Metalúrgica - RJ 53 Favab - BA ( * ) 14.227 14,2 185 124 5.614 3.256 513 1.909 67,4 1,3 253,4 172,4 3,8 54 Quimi Nutri Especialidade - SP ( * ) 13.812 — 2.294 1.688 7.102 3.511 2.167 4.213 73,6 16,6 194,5 202,3 48,1 55 Manguinhos Química - SP ( * ) 13.451 — -684 -681 24.014 16.950 -85 3.876 ND -5,1 56 141,7 -4 56 Ipes - AM ( * ) 7.774 — -320 -300 2.605 2.134 -378 653 ND -4,1 298,4 122,1 -14,1 3.500 150,9 -3.540 -3.540 10.622 1.513 -767 1.327 ND -101,2 33 702,1 -234 57 Etr - SP 58 Sefagel - ES 0 -99,8 0 0 4 2 0 0 ND -72,7 11,8 174,3 -15 59 Comperj Estirênicos - RJ — — -15 -10 87.390 87.381 -136 42 ND ND ND 100 0 60 Phytoplenus - PR ( * ) — — 16 16 15.045 14.985 -73 8 100 ND ND 100,4 0,1 61 Protema - RJ ( * ) — — -9 -9 11 4 -8 — ND ND ND 264,6 -209,6 ACUMULADO DO SUBSETOR (61) 28.082.611 13,7 829.201 255.909 31.048.079 14.250.828 2.527.509 3.339.282 73,9 3,9 118,4 190,7 7,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 253


PREMIADA | QUÍMICA E PETROQUÍMICA | BASF

Aplicações feitas com fé Confiança em que o Brasil driblará a crise externa, evitará a inflação e continuará crescendo anima investimento recorde A alemã Basf, maior fabricante de produtos químicos do mundo em vendas, anunciou recentemente investimentos de € 800 milhões, ou R$ 2 bilhões, para o Brasil nos próximos cinco anos. É marca histórica, por se tratar da aposta mais alta feita pela companhia em toda a América do Sul, desde que aqui chegou há 101 anos. “Esperamos que este investimento traga um impacto muito positivo para a balança comercial do País, de cerca de US$ 300 milhões ao ano – US$ 200 milhões pela redução de importações e US$ 100 milhões pelo aumento das exportações”, diz o presidente da empresa para a América do Sul, Alfred Hackenberger. Com todo este esforço de investimento, a empresa projeta para os próximos anos um crescimento anual de 4,1% no Brasil, apostando firme no desempenho positivo do País ante um cenário externo turbulento. Tal crescimento implica um volume acima da média esperada para a América do Sul toda, de 3,9%. “Também esperamos que a política monetária brasileira Hackenberger: continue moldada “Impacto positivo pelo esforço no compara a balança bate à inflação”, afircomercial do País” ma Hackenberger.

254 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

Além de expressar confiança na estabilidade da moeda, a companhia revela otimismo com relação ao Programa Nacional de Logística, anunciado em agosto passado pelo governo brasileiro. O programa prevê investimentos em rodovias e ferrovias no valor de R$ 133 bilhões, com a concessão de dez mil quilômetros de ferrovias e 7,5 mil quilômetros de rodovias para a iniciativa privada. “A infraestrutura é um dos grandes desafios no Brasil e temos fortes esperanças de que o plano anunciado irá melhorar a situação”, continua Hackenberger. “Precisamos de um sistema de transporte seguro e o ideal FOTOS: DIVULGAÇÃO/BASF são ferrovias e rios. Na Europa, a maior parte dos produtos químicos é transportada via ferrovia e hidrovia”, completa. Das aplicações programadas para o próximo quinquênio, a maior fatia, cerca de € 500 milhões (R$ 1,2 bilhão), se destina ao novo Complexo Acrílico de Camaçari, na Bahia, iniciado em 2011 e com inauguração prevista para o final de 2014. A unidade terá importância fundamental para a empresa e, devido ao local em que será instalada, exigirá um planejamento especial em questões de logística e supply


ARTHUR CALASANS

Operação brasileira deve ficar acima da média esperada para a América Latina

chain (cadeia de suprimentos). Para a economia local, o investimento será igualmente significativo, tanto pelos impostos gerados quanto pela oferta de empregos, 230 diretos e 600 indiretos. O projeto é resultado de parceria com a Braskem, que fornecerá propeno, principal matéria-prima para a produção de ácido acrílico, utilizado em tintas, indústria têxtil e no setor de mineração. “A decisão de realizarmos um investimento de tal porte deu-se em função do forte crescimento do Brasil, para ratificar nossa confiança no desenvolvimento do mercado sul-americano e por acreditarmos que fortalecerá nossa posição de liderança”, diz Stefan Marcinowski, membro da Junta Diretiva da Basf.

Posição fortalecida Os demais investimentos previstos pela empresa serão divididos em outros novos projetos, como a nova fábrica de escala global para a produção de metilato de sódio (catalisador para biodiesel), a primeira na América do Sul e a segunda no mundo, inaugurada em fevereiro de 2012 em Guaratinguetá (SP). Esta fábrica, na qual já foram investidos € 15 milhões (R$ 38 milhões), segundo a empresa, tem capacidade de produção de 60 mil toneladas ao ano e suprirá o mercado regional. “Este investimento for-

talecerá a posição competitiva da Basf no mercado de biodiesel na América do Sul, que está em franco crescimento, e o início das atividades produtivas dará suporte à iniciativa estratégica de trabalhar o mais próximo possível de nossos clientes”, diz o presidente global da Divisão de Inorgânicos da Basf, Stefano Pigozzi. Segundo a empresa, uma das novidades trazidas pelo complexo de Guaratinguetá é seu novo depósito vertical para armazenagem de produtos acabados, totalmente automatizado para dar mais segurança e eficiência energética. O complexo conta ainda com uma nova unidade geradora de energia que passa a integrar as fontes térmicas e elétricas, utilizando parte do vapor na produção de eletricidade e reduzindo a dependência de fontes externas. Ele também inova pelo Laboratório de Desenvolvimento de Formulações e Analítica de Proteção de Cultivos, que passará a desenvolver novos produtos mais específicos às características de cada região agrícola do País, usando tecnologia de ponta para aperfeiçoar simulações de campo para defensivos agrícolas. Outro grande projeto em curso é a Casa de Eficiência Energética (CasaE), uma residência construída com produtos e técnicas sustentáveis. Com essas tecnologias, diz a empresa, é pos-

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PREMIADA | QUÍMICA E PETROQUÍMICA | BASF

sível otimizar processos construtivos Marcinowski: e melhorar a efici“Decisão em ência energética da função do forte casa, transformancrescimento do todos os ambiendo Brasil” tes em espaços práticos e alinhados ao conceito de sustentabilidade. Além dos novos investimentos, em maio deste ano, a Basf adquiriu o negócio de polímeros de poliamida do grupo Mazzaferro no País, sem informar o valor.

Operação inovadora O interesse da Basf na América do Sul, particularmente no Brasil, é justificado pelo fato de a empresa acreditar que a produção química global crescerá mais rápido do que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial e que os países emergentes serão responsáveis por 60% daquela produção. Em novembro do ano passado, ao apresentar seu plano de negócios para o longo prazo, a companhia subiu sua meta de vendas na região em 2020, de € 6 bilhões (R$ 12,15 bi) para € 8 bilhões (R$ 16,2 bilhões) – não incluindo no

valor os resultados do polo produtor em Camaçari (BA). Como apoio ao desenvolvimento de todas as atividades, novas ou não, a Basf utiliza intensivamente a pesquisa – área que tem sido alvo de grandes investimentos da companhia. Em 2011, o investimento global em pesquisa e desenvolvimento, € 1,6 bilhão, ficou ligeiramente acima do nível do ano anterior (€ 1,5 bilhão), mantendo cerca de dez mil colaboradores dedicados aos projetos. No Brasil, são aplicados cerca de R$ 100 milhões ao ano e são 400 os colaboradores. No ano passado, a empresa contava com 5.467 patentes e aplicações na América do Sul, 3.086 delas no Brasil. De acordo com a Basf, a operação brasileira é uma das mais inovadoras no mundo, o que a ajudou a conquistar em 2011 um lucro líquido de R$ 333,1 milhões – para uma receita líquida de R$ 5,6 bilhões –, demonstrando forte recuperação após o prejuízo líquido de R$ 89,2 milhões de 2010. (WM) MAURÍCIO SIMONETTI

Fábrica em Guaratinguetá: investimento de R$ 38 milhões e inovações no sistema de armazenagem

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Descompasso ficou globalizado

PLÁSTICOS

Produção doméstica cai, consumo se mantém; num quadro de difícil competição, a diferença é suprida por importados A desaceleração da economia brasileira e a forte concorrência movida pelos importados afetaram a produção da indústria de transformados plásticos, um dos grandes empregadores de mão-de-obra do País (são mais de 370 mil empregos diretos). Ela caiu 3,8% no primeiro semestre de 2012, comparativamente a igual período de 2011. “Foi um reflexo da redução da própria produção industrial brasileira”, diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plásticos (Abiplast), entidade que representa mais de 11,5 mil empresas. Para o segundo semestre do ano, as expectativas são de melhora, mas, no acumulado de 2012, a indústria de plásticos deve mostrar uma produção 1,8% menor que a observada em 2011. “Já o consumo brasileiro de transformados plásticos se manterá no mesmo patamar do observado em 2011, sendo suprido por material importado”, acrescenta. Por causa do fraco desempenho no primeiro semestre, as empresas adiaram os investimentos que haviam previstos para o ano. “As indústrias esperam para verificar se haverá – e em que ritmo – reação nos indicadores dos próximos meses”, diz o presidente da Abiplast. Nos primeiros seis meses do ano, a aquisição de máquinas para plástico, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), somou R$ 699 milhões, montante 41% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

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As importações de transformados plásticos vêm aumentando sistematicamente e, segundo Coelho, abocanhando cada vez mais espaço da produção nacional. Em 2011, as importações cresceram 20% e no primeiro semestre de 2012 mais 8%; mas as exportações aumentaram apenas 3% em 2011, tendo recuado 9% nos primeiros seis meses do ano. Semestre contra semestre, o saldo negativo da balança comercial do setor subiu 23,8%, de US$ 679 milhões para US$ 840 milhões. O déficit comercial de transformados plásticos mais que dobrou nos últimos três anos. “A indústria brasileira de transformados plásticos é mais voltada para o mercado interno”, diz Coelho. Da produção doméstica, apenas 5% são exportados. No entender do presidente da Abiplast, isso se deve ao alto custo de produção no Brasil, que tem resinas cerca de 30% mais caras do que as adquiridas no mercado internacional, ao elevado custo de mão de obra e ao preço da energia elétrica. Um contraponto a esta situação pode vir da exploração de petróleo na camada do pré-sal, em que o setor deposita grandes esperanças – pode vir também de mais apoio governamental. “As empresas vêm modernizando sua estrutura produtiva para fornecer soluções adequadas para os mais diversos setores da economia”, afirma Coelho. Por isso, “esperam que as descobertas no pré-sal sirvam não apenas para tornar o Brasil um


grande produtor e exportador de commodities de petróleo, como também sejam aproveitadas para desenvolver a indústria de transformação, de forma a torná-la competitiva e possibilitar-lhe exportar produtos de maior valor agregado”. O Brasil tem grandes perspectivas na produção de petróleo e o setor de plásticos não pode, na visão de Roriz Coelho, perder a chance de integrar a cadeia produtiva e agregar valor à petroquímica e química. Os analistas dizem que o setor é dependente da matéria-prima fornecida exclusivamente pela Petrobras, cujos preços seguem parâmetros definidos no mercado externo. Atualmente, a cadeia do petróleo representa cerca de 10% do PIB e, em 2020, a previsão é de que ocupe uma fatia de 20%. Este salto, se bem administrado, pode ajudar a recuperar a competitividade. “É difícil concorrer no mercado internacional. A China, por exemplo, é um país que detém tecnologia de ponta e, lá, não há direitos sociais e trabalhistas”, diz o presidente da Abiplast. “A cadeia produtiva precisa obter incentivos fiscais do governo”, defende. A agenda de trabalho com o governo inclui desonerações tributárias, melhorias nas condições de investimentos e acesso a capital, inovação, qualificação de mão de obra, gestão de micro e pequenas empresas e preservação do meio ambiente. O setor fez parte do conjunto de indústrias cuja folha de pagamentos foi desonerada por decisão do Ministério da Fazenda no final de julho.

nhia se comprimiram, com “impacto importante nos resultados reais” em comparação com as expectativas. “Vários participantes dos segmentos de embalagens nos dizem que o mercado, de forma geral, tem sofrido bastante com reduções expressivas nos volumes de venda, especialmente em função de um forte ajuste de estoque dos clientes”, diz Barros. Para o segundo semestre, ele espera uma recomposição de margens, embora “um pouco cético” em relação ao quanto isso poderá representar. Apesar dos esforços do governo, o diretor financeiro da Dixie Toga não prevê um crescimento expressivo. “Esperamos ao menos manter os volumes que havíamos projetado no orçamento. No entanto, se a economia brasileira reagir, com certeza estaremos preparados para acompanhá-la, redirecionando os esforços para os segmentos nos quais podemos aportar tecnologia, e trazer ao mercado produtos inovadores”, afirma Barros. As empresas do setor já perceberam que as importações de determinados tipos de embalagem, assim como a entrada de produtos importados já embalados, mostram sinais de arrefecimento, o que ajuda a melhorar o volume da produção interna. A expectativa é de que, ajustados os níveis de estoques dos clientes à nova realidade da economia, retornem os pedidos, ainda que a retomada seja modesta. Na opinião do diretor financeiro da Dixie Toga, “alguns segmentos no ramo de embalagens poderão recuperar apenas uma pequena parte dos volumes perdidos.” A Dixie Toga não interrompeu seus investimentos, depois de adquirir os negócios de embalagens plásticas da Huhtamaki no Brasil e na Argentina, e das unidades fabris da Alcan Packaging Américas. “Nosso objetivo é continuar investindo fortemente, especialmente em regiões brasileiras que estão experimentando crescimento expressivo.” Isso inclui conforme afirma, “eventuais aquisições”.

As esperanças estão depositadas nas perspectivas do pré-sal, que pode fazer um arrastão do bem para toda a cadeia produtiva dependente do petróleo

Impacto no resultado A experiência de uma grande empresa exemplifica o quadro do setor. Marcos Barros, diretor financeiro da Dixie Toga, de São Paulo, uma das maiores empresas do setor de plástico, diz que o primeiro semestre ficou dentro do esperado em termos de volume vendido. Ele destaca que apesar disso, devido à instabilidade dos preços de várias matérias-primas, combinada com a volatilidade cambial, as margens da compa-

(LSG)

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PLÁSTICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS E UTILIDADES DE PLÁSTICO 1 Tigre - SC 1.539.963 10,2 263.928 167.009 1.511.896 1.022.787 321.503 375.455 63,3 17,1 101,9 147,8 16,3 2 Videolar - AM ( * ) 794.963 -4,5 16.455 10.427 765.222 552.313 35.062 200.969 63,4 2,1 103,9 138,6 1,9 3 Dixie Toga - SP ( * ) 651.428 33,3 61.894 72.962 1.119.948 752.323 76.771 136.032 117,9 9,5 58,2 148,9 9,7 4 Providência - PR 408.708 5,6 31.689 29.451 1.028.478 689.285 61.859 173.608 92,9 7,8 39,7 149,2 4,3 5 Bic Amazônia - AM ( * ) 370.806 13,4 122.572 109.103 393.585 320.675 136.632 82.834 89 33,1 94,2 122,7 34 6 Zaraplast - SP ( * ) 350.290 20,7 2.870 3.575 182.904 61.211 9.050 49.975 124,6 0,8 191,5 298,8 5,8 7 FITESAFIBERWEB - RS 296.118 13,9 24.900 26.036 471.396 173.920 62.910 71.791 104,6 8,4 62,8 271 15 8 Astra - SP 265.495 12,9 29.403 21.980 178.336 24.173 45.019 85.516 74,8 11,1 148,9 737,8 90,9 225.320 -5,6 3.737 1.931 295.519 172.799 23.869 31.741 51,7 1,7 76,3 171 1,1 9 Engepack SP - SP ( * ) 10 Sansuy - BA 219.742 -8,5 -65.862 -61.754 281.226 -252.495 -1.599 54.758 ND -30 78,1 ND ND 188.253 7,1 3.205 2.611 316.996 78.011 41.639 -410 81,5 1,7 59,4 406,4 3,4 11 Canguru - SC ( * ) 12 Unigel - BA ( * ) 156.855 22,7 -8.808 -1.612 280.061 77.330 9.332 65.709 ND -5,6 56 362,2 -2,1 152.541 32 11.982 8.954 83.952 47.722 18.443 34.446 74,7 7,9 181,7 175,9 18,8 13 Kanaflex - SP 14 Inplac - SP ( * ) 147.501 15,7 3.152 2.724 246.038 105.782 14.719 27.344 86,4 2,1 60 232,6 2,6 15 Sanremo - RS ( * ) 134.532 20,9 -1.607 11.190 166.147 125.705 13.215 43.826 ND -1,2 81 132,2 8,9 127.092 — 4.631 2.960 53.830 5.161 6.834 10.785 63,9 3,6 236,1 1.043,00 57,4 16 Ibrap - SC ( * ) 17 Sobral Invicta - SP 115.279 11,5 11.978 9.012 80.498 49.924 15.562 -775 75,2 10,4 143,2 161,2 18,1 18 Tramontina Delta - PE ( * ) 110.722 26,5 20.088 15.366 129.165 99.125 20.556 55.016 76,5 18,1 85,7 130,3 15,5 19 Fademac - SP 104.975 16,3 19.121 12.026 68.274 48.356 19.914 22.592 62,9 18,2 153,8 141,2 24,9 20 Graham Packaging - SP ( * ) 104.166 9,1 -13.992 -6.286 139.842 29.981 -646 14.381 ND -13,4 74,5 466,4 -21 99.947 8,9 18.874 13.189 93.582 71.658 14.457 14.938 69,9 18,9 106,8 130,6 18,4 21 Poly Vac - SP 22 Regina - SP 94.611 — 14.047 12.588 106.950 59.933 12.822 23.969 89,6 14,9 88,5 178,5 21 23 Termolar - RS 90.177 6,6 7.226 5.945 81.871 24.218 12.974 16.836 82,3 8 110,2 338,1 24,6 24 Pastore AM - AM ( * ) 84.767 49,8 6.178 5.645 37.902 14.172 6.178 — 91,4 7,3 223,7 267,4 39,8 25 Preformax - MT ( * ) 81.292 0,6 -4.111 1.132 52.564 11.962 8.764 6.178 ND -5,1 154,7 439,4 9,5 72.376 -14,1 -10.138 -2.180 85.069 29.864 -4.186 30.309 ND -14 85,1 284,9 -7,3 26 Plásticos Vipal - RS ( * ) 27 Laminor - RN ( * ) 68.556 -12,4 13.214 9.281 64.088 42.749 14.384 6.175 70,2 19,3 107 149,9 21,7 28 York Plastico - SP 66.667 58,4 995 1.540 37.433 26.376 3.080 12.855 154,7 1,5 178,1 141,9 5,8 29 Newsul - RS 63.269 6,7 12.236 10.742 54.926 44.410 14.952 12.487 87,8 19,3 115,2 123,7 24,2 30 Focus Plásticos - SP 61.116 -16 -169 430 25.015 13.993 6.226 3.162 ND -0,3 244,3 178,8 3,1 60.442 18,7 1.999 951 149.678 126.044 8.630 10.884 47,6 3,3 40,4 118,8 0,8 31 Fibrasa NE - PE ( * ) 32 SR Embalagens - SP ( * ) 58.534 2 1.638 4.220 55.395 18.121 1.887 9.091 257,6 2,8 105,7 305,7 23,3 54.724 -23,4 1.896 1.157 32.963 1.729 5.962 — 61 3,5 166 1.906,50 66,9 33 Sonoco For-Plas - SP 34 Japi - SP 49.677 18,5 1.111 732 31.106 7.601 3.906 24.878 65,8 2,2 159,7 409,2 9,6 35 Braspack - PE ( * ) 46.024 15,4 -246 -246 47.228 10.524 3.773 14.702 ND -0,5 97,5 448,8 -2,3 41.927 -0,4 -7.956 -5.757 42.601 1.848 -1.132 8.496 ND -19 98,4 2.305,30 -311,5 36 America Tampas - RS ( * ) 37 PLM - PR ( * ) 40.971 31,3 -2.396 -2.388 25.463 -1.941 1.730 1.627 ND -5,9 160,9 ND ND 40.027 11 -5.082 -5.106 25.915 -5.360 -264 4.187 ND -12,7 154,5 ND ND 38 Doormann - RS ( * ) 39 Brampac - SP ( * ) 39.664 17,5 -39.887 -38.856 244.733 -86.476 6.518 36.463 ND -100,6 16,2 ND ND 40 AmericaTampas AM - AM ( * ) 35.727 14,2 3.474 3.479 27.481 21.398 6.144 7.986 100,1 9,7 130 128,4 16,3 41 Novel NE - BA ( * ) 35.438 46,1 4.107 4.140 35.267 18.206 7.560 5.128 100,8 11,6 100,5 193,7 22,7 42 Campo Limpo Reciclagem - SP 34.453 33,2 5.391 4.006 12.115 3.350 5.286 4.012 74,3 15,7 284,4 361,7 119,6 43 Fitasa Embalagens - PR ( * ) 34.340 17,1 2.603 2.009 13.875 4.812 3.189 6.453 77,2 7,6 247,5 288,3 41,8 44 Novel PR - PR ( * ) 33.943 — 424 355 38.956 -1.489 5.924 8.270 83,6 1,3 87,1 ND ND 31.807 27,8 152 84 18.315 3.386 807 9.183 55,3 0,5 173,7 540,9 2,5 45 Manuli Fitasa - PR ( * ) 31.467 7,4 387 252 17.888 5.613 1.784 6.965 65,2 1,2 175,9 318,7 4,5 46 Polyplastic - SP 47 Schutz Vasitex - SP ( * ) 30.712 98,7 490 8.132 78.211 55.255 -763 4.306 1.660,50 1,6 39,3 141,6 14,7 27.720 46,7 -2.242 -2.242 17.010 9.045 -1.334 1.401 ND -8,1 163 188,1 -24,8 48 INPET - SP 49 Sul Brasil - SC ( * ) 27.557 — 916 3.008 54.937 39.984 -965 — 328,5 3,3 50,2 137,4 7,5 50 Embali - ES ( * ) 23.522 11 165 4 11.274 3.263 1.292 -885 2,4 0,7 208,6 345,5 0,1 51 Sandene - PE ( * ) 23.471 46,8 14.118 12.335 31.932 29.648 13.716 9.253 87,4 60,2 73,5 107,7 41,6 52 Swedish Match AM - AM ( * ) 21.888 5,1 7.272 4.669 33.499 17.547 6.888 6.606 64,2 33,2 65,3 190,9 26,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

260 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


PLÁSTICOS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTEFATOS E UTILIDADES DE PLÁSTICO (CONTINUAÇÃO) 53 Primafer - RS ( * ) 21.364 27,2 1.643 988 28.112 22.437 4.622 7.830 60,1 7,7 76 125,3 4,4 54 Ordene - RS ( * ) 20.747 49,3 3.481 10.480 47.151 41.402 3.185 7.211 301,1 16,8 44 113,9 25,3 20.292 -10,2 -2.666 -2.550 20.711 4.804 -2.051 775 ND -13,1 98 431,1 -53,1 55 Plásticos Metalma - SP 56 Uniplast - SC 18.940 1,7 667 744 14.626 11.541 1.113 7.502 111,6 3,5 129,5 126,7 6,4 17.928 9,6 -5.520 -5.520 17.376 500 -3.588 -329 ND -30,8 103,2 3.475,20 -1.104,00 57 Springer Plásticos - AM ( * ) 58 Mecesa - CE ( * ) 16.900 38,3 3.151 4.839 16.506 11.986 4.392 3.315 153,6 18,6 102,4 137,7 40,4 59 La Termoplastic - SP ( * ) 16.176 4,7 2.263 1.507 17.823 15.560 4.205 6.255 66,6 14 90,8 114,5 9,7 60 Plaskaper - PR ( * ) 11.855 120,9 8 78 8.929 1.024 1.330 1.005 1.005,10 0,1 132,8 872 7,7 10.050 22,8 -42 33 22.930 16.786 1.304 215 ND -0,4 43,8 136,6 0,2 61 Plásticos Cremer - SC ( * ) 62 Maranhense Plásticos - MA ( * ) 9.868 -4,2 -143 -143 9.862 5.870 238 -2.141 ND -1,5 100,1 168 -2,4 7.201 22,4 331 231 1.985 1.077 377 1.263 69,8 4,6 362,8 184,3 21,5 63 Fitasa Embalagens - SP ( * ) 64 Merconplás - AL ( * ) 6.924 5,7 -160 23 8.888 6.245 -160 -912 ND -2,3 77,9 142,3 0,4 6.732 1,1 331 331 8.547 1.330 685 -2.302 100 4,9 78,8 642,7 24,9 65 Alberto - PE ( * ) 66 Mancini - SP 5.349 24,8 -3.594 -3.478 37.106 -1.457 -3.157 5.292 ND -67,2 14,4 ND ND 67 Polyutil - PB ( * ) 4.725 31,9 -599 -577 54.316 -25.516 382 -4.264 ND -12,7 8,7 ND ND 3.972 -66,8 -152 -3.010 19.672 5.186 -189 627 ND -3,8 20,2 379,3 -58 68 Ecoflex - SP ( * ) 3.159 -84,9 -1.623 323 130.902 100.002 -953 5.083 ND -51,4 2,4 130,9 0,3 69 Fibrasa Embalagens - ES ( * ) 70 Mapla - RS ( * ) 1.411 54.802,00 -1.152 -1.152 3.490 2.715 -1.182 1.770 ND -81,7 40,4 128,6 -42,5 71 Sampal - SP ( * ) 1.349 4,4 -195 -91 6.943 6.907 -238 36 ND -14,5 19,4 100,5 -1,3 72 Metalgráfica Amazônia - PA 264 -15,8 -2.330 -2.330 4.098 -4.193 -542 -1.241 ND -881,6 6,5 ND ND 36 -99,9 4 3 16 6 4 3 84,9 11,3 224 250,1 53,9 73 Metalma AM - AM ( * ) 74 Formas Buhler - RS ( * ) 11 -1,1 -55 -55 684 226 -49 113 ND -479,9 1,7 302,3 -24,1 — — -1.200 7.591 148.820 146.707 -1.280 217 ND ND ND 101,4 5,2 75 NT Participações - RS ( * ) 76 Engepack - BA — — -2.506 -5.942 126.750 79.503 -464 -262 ND ND ND 159,4 -7,5 77 Cosama Maranhão - MA ( * ) — — — — 66.958 51.532 — -21 ND ND ND 129,9 ND — — -4.313 -4.132 54.352 51.660 -62 -248 ND ND ND 105,2 -8 78 Polígono - PE ( * ) — -100 628 1.101 33.714 22.841 -904 -293 175,3 ND ND 147,6 4,8 79 Petropar - CE ( * ) 80 Tubos Centro Oeste - MT ( * ) — — -247 -223 4.602 2.801 151 669 ND ND ND 164,3 -8 ACUMULADO DO SUBSETOR (80) 8.276.818 11,5 574.033 489.986 10.394.425 5.385.012 1.108.002 1.878.674 82,3 2,1 98,2 173,5 7,5 BRINQUEDOS 1 Brinquedos Bandeirante - SP 157.465 13,5 6.229 4.270 121.794 53.086 20.128 69.007 68,6 4 129,3 229,4 8 2 Tec Toy - AM 101.092 115 -5.964 -6.777 55.683 18.723 -3.117 5.831 ND -5,9 181,6 297,4 -36,2 3 Brinquedos Estrela - SP 79.703 -1 -35.573 -48.518 255.601 -191.719 -9.158 -155.622 ND -44,6 31,2 ND ND 4 Copag - AM ( * ) 56.499 7,4 14.073 9.059 55.260 38.210 17.870 18.762 64,4 24,9 102,2 144,6 23,7 55.884 22,1 219 203 55.993 13.057 6.100 21.406 92,3 0,4 99,8 428,8 1,6 5 Xalingo - RS ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 450.643 13,5 -21.016 -41.763 544.331 -68.643 31.823 -40.615 68,6 0,4 102,2 263,4 4,8 DIVERSOS 1 Giannini - SP ( * ) 40.051 43,9 5.077 -3.982 66.374 -46.892 8.849 4.664 ND 12,7 60,3 ND ND 28.955 98,6 3.403 1.584 20.301 7.210 6.654 9.819 46,6 11,8 142,6 281,6 22 2 Veotex - MG ( * ) 3 Grafitusa - ES ( * ) 13.859 30,6 1.436 584 17.125 10.192 1.865 -1.058 40,7 10,4 80,9 168 5,7 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 82.865 43,9 9.915 -1.813 103.800 -29.491 17.369 13.426 43,6 11,8 80,9 224,8 13,9 MATERIAL PARA ESCRITÓRIO 1 A W Faber Castell - SP ( ** ) 348.855 12,8 16.950 28.729 435.623 205.360 31.272 81.446 169,5 4,9 80,1 212,1 2 Bic Brasil - SP 188.334 12,3 34.517 153.144 513.801 403.980 34.147 80.197 443,7 18,3 36,7 127,2 3 Mineração - MG ( * ) 169.076 — -51.165 -48.520 604.419 85.478 -1.312 23.561 ND -30,3 28 707,1 4 Pilot Pen - SP 71.890 8,5 22.707 15.167 126.530 115.488 17.693 13.614 66,8 31,6 56,8 109,6 5 Compactor - RJ 62.625 2,7 6.783 4.398 99.201 52.639 8.384 29.427 64,8 10,8 63,1 188,5 6 A W Faber Castell AM - AM ( ** ) 52.574 -3,1 24.342 19.897 38.089 31.406 27.205 1.264 81,7 46,3 138 121,3 7 WHB do Brasil - AM ( * ) 50.509 11,3 82 -449 77.031 63.514 -115 11.517 ND 0,2 65,6 121,3 ACUMULADO DO SUBSETOR (7) 943.863 9,9 54.216 172.366 1.894.694 957.865 117.274 241.025 81,7 10,8 63,1 127,2

14 37,9 -56,8 13,1 8,4 63,4 -0,7 13,1

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 261


Com que roupa nós vamos?

TÊXTIL

Ternos chineses invadem vitrines, para preocupação dos empresários, que reivindicam mais proteção governamental A indústria têxtil não esperava mesmo um ano bom em 2012. Seria apenas um ano morno, disse no ano passado o economista Marcelo Prado, diretor-geral do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi). Acertou o economista. Submetida à acirrada competição com importados asiáticos, repete neste ano os percalços por que passou em 2011, apesar da proteção governamental que já aumentou os impostos sobre os produtos estrangeiros e desonerou a folha de pagamentos. Nem o sofisticado segmento de moda – de grande acolhida nas passarelas – parece ter forças para ajudar a produzir uma reviravolta. Assim, fica difícil especular sobre o que pode acontecer em 2013. Uma rápida passada pelos números recentes permite identificar um quadro em que exemplos de alguma recuperação pontual ainda são largamente insuficientes para compensar perdas de mais longo curso. Segundo as contas do Iemi, citadas pelo jornal Valor Econômico, a produção da indústria somou 170,3 mil toneladas em maio. Isso representa um avanço de 9% sobre abril e um recuo de 3,8% em relação a maio de 2011. As importações chegaram a 66,01 mil toneladas, ou seja, alta anual de 3,3% e de 20,1% ante o mês anterior. As exportações, por sua vez, alcançaram 15,21 mil toneladas, com declínio de 7,9% na comparação com maio de 2011, mas equivalente à alta mensal de 13,8%. No caso do segmento de

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vestuário, o roteiro é semelhante. A produção recuou 9,4% em abril, em comparação com abril de 2011, somando 463,48 milhões de peças; também recuou (6,3%) em relação ao mês anterior. As importações totais chegaram a 39,95 milhões de peças, o que representa uma queda anual de 4,1% e de 42,9% ante o mês anterior (por conta, provavelmente, da elevação dos impostos). As exportações, por sua vez, chegaram a 2,38 milhões de peças, com declínio de 33,4% na comparação com abril de 2011, mas em alta mensal de 35,4% (certamente influenciadas pela subida do dólar). Ainda assim, a importação está por toda parte. Até mesmo a indumentária mais notória do guarda-roupa masculino já tem etiqueta asiática, tal como ocorre nos Estados Unidos e na Europa. Com presença crescente nas vitrines brasileiras, o terno importado da China dobrou em volume de 2007 a 2011, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Somente no ano passado, a compra de modelos chineses desse tipo somou US$ 36,8 milhões. Segundo Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, o impacto dos importados é tão evidente que, nos doze meses encerrados em abril, o setor têxtil e de confecção registrou perda líquida de 14 mil empregos em todo o País. Sem competitividade, ele avalia que a produção fechará 2012 no vermelho, tanto no emprego quanto na produção.


O presidente do Sindivestuário, Ronald Masijah, entregou ao governo federal, em junho, uma lista de reivindicações que inclui pedido de salvaguarda diante dessa incomum entrada de produtos importados, especialmente da China. Segundo Masijah, a taxação atual, de 35%, não está sendo suficiente para impedir a invasão de produtos que chegam aqui com preços muito baixos. “Só queremos competir de igual para igual”, diz o presidente da entidade. “Antes, os importados tinham 15% do mercado de confecção, mas essa fatia já deve estar em quase 35%. Masijah pleiteia a adoção do sistema tributário Simples Nacional para todas as indústrias, independentemente do tamanho. No seu entender, isso estimularia as grandes indústrias a retomar produção própria, já que a maioria terceiriza a fabricação para reduzir custos. Marcelo Prado, do Iemi, explica claramente a situação. Lembra que superados os efeitos da crise internacional, logo no segundo semestre de 2009, retomou-se o consumo, o Natal foi excelente e o setor conseguiu, em 2010, alcançar os níveis de produção mais altos de sua história, apesar do câmbio pouco favorável. “Como é natural nesses momentos, muitos empresários acreditaram que o crescimento poderia ser duradouro e investiram pesado na ampliação e modernização de suas fábricas.” Não houve, porém, sustentação, segundo ele, tanto nas condições de competitividade oferecidas pelo ambiente de produção no País – câmbio valorizado, tributos, burocracia, infraestrutura, etc. – como por força da retração global. “Para quem investiu além do que devia, não há como voltar atrás”, diz Prado. “Essa tentativa seria difícil e extremamente custosa, especialmente nos segmentos mais intensivos em capital, como fiações, tecelagens e beneficiadoras.” Ele pergunta: “Como lidar com uma capacidade instalada ampliada, máquinas novinhas e prontas para operar, ao mesmo tempo

que as vendas estão em queda, estoques e importações em elevação?”. Prado diz ainda que o desencontro entre oferta e demanda causou a maior queda de produção já observada pelo Iemi, em mais de 20 anos de monitoramento nas indústrias de fios e tecidos do país. “O mesmo ocorreu com as confecções, que também apresentaram redução nos volumes produzidos em 2011, sobre 2010, embora em menor proporção que os demais.”

Cama, mesa e banho Dois outros segmentos da cadeira enfrentam características específicas; cama, mesa e banho e moda. No primeiro caso, o desafio é reconquistar o mercado interno. Durante muitos anos, o mercado externo foi o destino prioritário das coleções de cama, mesa e banho fabricadas no Brasil. Mas a crise econômica restringiu, por um lado, os mercados europeu e norte-americano (principais importadores) e, por outro, levou os produtores de lá a recorrer a suas próprias exportações. Assim é que nossas importações aumentaram, acirrando ainda mais a disputa pelo mercado interno, onde existe boa propensão ao consumo – é o que descreve estudo elaborado pelo Iemi. O Brasil passou de exportador a importador. No ano passado, pela primeira vez, as importações de artigos de cama, mesa e banho se sobrepuseram às exportações, gerando um déficit de US$ 182,2 milhões na balança comercial. De 2007 a 2011, as exportações caíram 66,9%. No caso do segmento de moda, onde um Brasil bem-sucedido busca o brilho das passarelas, as cartas já estão lançadas, sob o molde das macrotendências para a primavera/verão 2012-2013: segundo os estilistas, elas se nortearam pela influência de tecidos rústicos e naturais, tons lavados e as cores vivas da geração que nasceu com a internet. Quem sabe esta viveza possa trazer bons ventos para a caminhada da indústria em 2013.

Tecidos rústicos e naturais, tons lavados e cores vivas dominam as tendências para a primavera-verão; a vivacidade da moda pode ajudar na recuperação

(KA)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 263


TÊXTIL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % ARTIGOS DE VESTUÁRIO 1 Hering - SC 1.351.304 37 392.411 297.274 1.109.619 710.811 392.602 344.127 75,8 29 121,8 156,1 41,8 2 Guararapes - RN 903.536 14,8 224.603 363.852 2.523.229 2.238.348 246.419 384.931 162 24,9 35,8 112,7 16,3 829.599 -9,9 -40.414 -151.950 2.254.116 1.210.198 110.552 806.563 ND -4,9 36,8 186,3 -12,6 3 Coteminas - MG 4 Lupo - SP 514.512 16,8 93.120 66.854 402.695 284.401 104.475 195.925 71,8 18,1 127,8 141,6 23,5 5 De Millus - RJ ( * ) 315.486 19,1 11.581 49.094 442.886 226.486 4.202 103.515 423,9 3,7 71,2 195,6 21,7 6 Capricórnio - SP ( * ) 257.128 31,8 33.917 30.696 313.077 151.716 48.372 119.929 90,5 13,2 82,1 206,4 20,2 7 Trifil Scala - BA ( * ) 248.760 18,1 43.349 35.632 214.013 145.024 50.120 127.898 82,2 17,4 116,2 147,6 24,6 234.804 60 63.361 53.940 174.364 85.046 66.615 65.112 85,1 27 134,7 205 63,4 8 Dudalina - SP 9 Ledervinmatec - SP 203.071 — -20.266 -20.162 165.542 72.296 -53.445 52.002 ND -10 122,7 229 -27,9 10 Scalina - SP 184.129 4,2 -13.868 -15.571 434.895 293.794 -3.158 94.975 ND -7,5 42,3 148 -5,3 156.254 38,4 -9.373 7.641 398.045 326.633 -20.588 47.830 ND -6 39,3 121,9 2,3 11 Inbrands - SP 12 Drastosa - SP ( * ) 82.955 — 8.725 5.724 55.882 47.268 8.407 11.412 65,6 10,5 148,5 118,2 12,1 13 D R Lingerie - CE ( * ) 58.782 50,6 8.884 8.009 38.811 15.074 13.414 25.407 90,2 15,1 151,5 257,5 53,1 14 Andriello - SP ( * ) 56.806 -3 4.640 5.073 49.618 37.889 6.157 15.038 109,3 8,2 114,5 131 13,4 15 Apa Confecções - RJ ( * ) 50.287 2,2 1.807 1.553 57.815 25.529 -768 4.903 86 3,6 87 226,5 6,1 16 Iberpunto - SC ( * ) 32.741 3,8 915 -212 17.983 7.712 113 1.981 ND 2,8 182,1 233,2 -2,7 17 Malharia Princesa - SC ( * ) 30.302 41,6 8.501 7.090 25.285 23.739 7.903 4.081 83,4 28,1 119,8 106,5 29,9 18 Texpar - PB ( * ) 30.014 141,8 25.041 24.947 51.936 34.335 26.047 21.260 99,6 83,4 57,8 151,3 72,7 19 PW Brasil - ES ( * ) 29.969 28,5 6.030 5.976 42.909 21.768 7.566 15.678 99,1 20,1 69,8 197,1 27,5 20 Qualytextil - BA ( * ) 23.926 -0,5 -2.429 -2.344 32.964 20.484 554 8.068 ND -10,2 72,6 160,9 -11,4 21 Guadalajara - PI ( * ) 23.431 -13,7 -2.206 1.966 57.111 43.660 -3.145 13.619 ND -9,4 41 130,8 4,5 15.664 — 3.716 3.218 9.681 2.468 4.193 1.070 86,6 23,7 161,8 392,2 130,4 22 Sanny - CE ( * ) 23 Incovel - ES ( * ) 13.645 — 1.190 726 11.016 5.210 1.933 6.797 61 8,7 123,9 211,4 13,9 24 Vestbrasil - ES ( * ) 11.416 11,2 -1.290 -1.290 11.413 3.653 574 6.014 ND -11,3 100 312,4 -35,3 25 Sala Limpa Serviços - RJ ( * ) 9.159 25,1 -894 -1.298 11.000 51 2.134 -360 ND -9,8 83,3 21.450,80 -2.531,00 26 Texnor - PB ( * ) 7.159 101,8 816 578 34.037 21.395 2.025 7.970 70,8 11,4 21 159,1 2,7 27 Cherne - ES ( * ) 6.323 12,4 361 294 4.090 2.173 476 2.275 81,3 5,7 154,6 188,2 13,5 28 Esplanord - CE ( * ) 5.523 -22,7 -4.099 -4.099 9.855 -6.194 -2.780 2.140 ND -74,2 56 ND ND 29 Modanet Comercio Eletr - SP 4.580 422 -5.766 -5.766 8.515 6.396 -6.043 1.183 ND -125,9 53,8 133,1 -90,2 30 União Manufatora Roupas - RJ ( * ) 2.458 12,5 2.191 871 9.336 8.885 2.137 -95 39,8 89,1 26,3 105,1 9,8 31 Confecções Mimo - ES ( * ) 1.160 -29,7 -79 -119 3.960 2.180 190 2.357 ND -6,8 29,3 181,6 -5,4 32 Solar Têxtil - CE ( * ) 347 310,8 327 299 1.627 1.142 327 -485 91,5 94,2 21,3 142,4 26,2 33 Marisol - SC 192 29,7 -5.577 38.033 491.400 371.057 -1.112 -456 ND -2.904,70 0 132,4 10,3 34 Diklatex - SC ( * ) 27 -16,5 -14 -14 95 20 -3 -6 ND -52,7 29 461,9 -70,4 35 Comar - MA ( * ) 14 386 -5 -5 15.858 4.353 -5 -74 ND -34,4 0,1 364,3 -0,1 36 De Millus Roupas - RJ ( * ) — — -116 41 855 -144 -116 4 ND ND ND ND ND 18,1 829.091 806.552 9.485.532 6.444.858 1.016.345 2.492.588 85,5 5,7 72,6 171,3 11,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (36) 5.695.463 CAMA, MESA E BANHO 1 Teka - SC ( * ) 327.211 20,1 -109.118 -138.348 539.563 -675.673 9.165 -383.349 ND -33,4 60,6 ND ND 2 Karsten - SC 279.497 -1,5 -45.984 -69.439 356.224 38.819 -16.694 62.566 ND -16,5 78,5 917,7 -178,9 3 Döhler - SC ( * ) 246.793 23,5 6.204 12.362 505.616 386.420 330 121.920 199,3 2,5 48,8 130,9 3,2 161.871 24,1 5.429 10.064 171.824 105.369 5.429 — 185,4 3,4 94,2 163,1 9,6 4 Lepper - SC ( * ) 5 Buettner - SC ( * ) 109.140 -13 -60.433 -60.433 311.358 72.433 -31.544 -25.076 ND -55,4 35,1 429,9 -83,4 96.364 -3,4 -3.286 -3.286 123.308 17.224 9.191 43.309 ND -3,4 78,2 715,9 -19,1 6 Estamparia - MG ( * ) 7 Sisa - SE ( * ) 78.533 21,2 8.447 8.375 123.392 90.904 8.281 54.943 99,1 10,8 63,6 135,7 9,2 8 lanificio Luiz Scavone - SP 39.334 -16,8 -376 -1.093 37.451 25.603 2.809 16.687 ND -1 105 146,3 -4,3 9 Texjet - SP ( * ) 13.867 — 3.694 3.196 9.803 3.613 4.382 6.458 86,5 26,6 141,5 271,4 88,5 10 Fábrica Zelo - SP 279 — 32 21 213 45 45 78 66 11,3 130,5 471,1 46 11 Tecblu - RN — — -7.031 -7.031 7.713 -29.841 -231 -39 ND ND ND ND ND ACUMULADO DO SUBSETOR (11) 1.352.889 9,3 -202.422 -245.612 2.186.465 34.916 -8.838 -102.502 99,1 0,8 78,3 271,4 3,2 FIAÇÃO, TECELAGEM E CONFECÇÕES 1 Vicunha - CE ( * ) 901.995 -16 72.790 69.512 1.465.191 830.744 158.762 413.306 95,5 8,1 61,6 176,4 2 Tavex Brasil - SP 715.040 9,2 48.573 28.323 1.086.995 227.589 100.695 237.586 58,3 6,8 65,8 477,6 3 Cedro e Cachoeira - MG 527.276 83,6 18.550 15.929 640.145 289.520 56.050 164.174 85,9 3,5 82,4 221,1 4 Tecidos Santo Antônio - MG 402.711 38,5 25.110 21.619 313.204 147.596 40.100 103.806 86,1 6,2 128,6 212,2 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

264 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

8,4 12,4 5,5 14,7


TÊXTIL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FIAÇÃO, TECELAGEM E CONFECÇÕES (CONTINUAÇÃO) 5 Tecidos Santanense - MG 370.375 20,4 28.276 24.372 342.878 221.202 44.458 139.127 86,2 7,6 6 M&G - PE ( * ) 305.466 27,9 7.767 4.545 192.937 32.131 19.444 65.576 58,5 2,5 267.023 1,4 28.725 21.132 164.067 101.319 35.883 56.173 73,6 10,8 7 Aunde Brasil - SP 8 Paramount Têxteis - SP ( * ) 247.038 9 -10.826 -5.425 451.809 249.348 13.059 104.516 ND -4,4 9 Santana Têxtil - MT ( * ) 195.319 29,3 9.244 9.244 317.510 115.941 41.251 70.703 100 4,7 10 Cataguases - MG ( * ) 191.594 15 19.134 14.657 263.098 138.259 17.790 94.745 76,6 10 11 Norfil - PB ( * ) 175.839 39,8 24.077 21.642 147.376 100.997 52.942 41.426 89,9 13,7 167.537 26,2 -2.034 8.300 191.102 107.881 5.184 75.272 ND -1,2 12 Buddemeyer - SC 13 Renaux - SC 141.965 35 -15.091 -15.116 251.183 -120.534 28.845 -32.709 ND -10,6 14 Fiação São Bento - SC ( * ) 124.228 38,2 25.371 17.487 141.721 98.158 25.074 34.356 68,9 20,4 116.059 32,4 -2.237 -2.237 155.155 18.721 15.074 53.780 ND -1,9 15 Valença - BA ( * ) 16 Linhas Circulo - SC ( * ) 109.306 6,1 3.015 -2.689 292.873 124.050 11.486 969 ND 2,8 17 Cotece - CE ( * ) 105.298 — -11.310 -11.192 177.666 22.108 6.492 56.411 ND -10,7 18 Nortex - RN ( * ) 102.040 27,4 13.599 19.006 243.164 167.842 20.727 14.538 139,8 13,3 19 Fiabesa - PE ( * ) 85.638 15,9 -6.925 -11.719 119.265 81.307 -1.712 20.537 ND -8,1 20 Dou Tex - SP ( * ) 85.620 10,7 1.826 1.401 57.946 42.587 4.199 34.824 76,7 2,1 21 Fiesa - ES ( * ) 76.744 6,2 -7.488 -2.400 211.584 159.755 3.477 60.045 ND -9,8 22 Fiotex - CE ( * ) 68.499 62,9 4.051 3.279 71.797 -23.701 14.549 21.878 80,9 5,9 58.879 15,1 700 700 69.596 43.990 700 — 100 1,2 23 Castanhal - PA ( * ) 24 Omi do Brasil - SP 57.570 -10,7 -10.325 -7.737 47.921 20.190 -9.806 13.635 ND -17,9 25 Divinópolis/FITEDI - MG ( * ) 57.561 23,9 2.834 3.700 64.234 36.290 8.586 31.410 130,6 4,9 53.960 -13,9 -5.129 -2.407 113.610 97.311 -6.208 53.818 ND -9,5 26 Bratac - SP ( * ) 27 Fabrica santa Ines - CE ( * ) 46.970 17,1 17.342 15.845 115.665 57.357 18.545 17.676 91,4 36,9 28 ITM H Milagre - RS ( * ) 46.067 28,9 6.979 4.681 31.986 21.975 7.781 9.611 67,1 15,2 29 Linhanyl - SP ( * ) 43.915 21,4 3.666 2.568 31.564 23.417 4.464 11.640 70,1 8,4 30 Cotonifício Andirá - PR ( * ) 43.414 6,9 -401 855 48.928 33.728 3.326 16.391 ND -0,9 31 Fabrica Werner - RJ 40.878 30,5 -2.742 -966 50.196 21.718 623 26.565 ND -6,7 32 Comfio - SC ( * ) 40.746 13,1 10.718 6.815 62.447 48.926 4.927 12.773 63,6 26,3 33 Schlösser - SC ( * ) 40.051 -9,4 -27.175 -26.109 121.241 -57.034 -8.486 -39.197 ND -67,9 34 Bonfio - SP ( * ) 39.370 17,4 15 74 25.901 6.902 2.006 8.255 493,3 0 35 Carlos Renaux - SC 38.966 -20,9 -45.296 -36.179 146.227 -125.782 -11.047 -58.707 ND -116,2 35.163 33,9 2.215 2.565 70.566 49.237 8.392 7.668 115,8 6,3 36 Cedronorte - MG 37 Sayoart - RJ ( * ) 32.811 0,7 978 597 16.699 10.254 1.313 1.999 61 3 38 Têxtil N S Belém - SP 32.218 7,3 2.848 1.621 26.115 16.019 5.478 7.070 56,9 8,8 39 Alpina NE - PE ( * ) 31.721 20,3 3.369 2.713 30.311 20.408 3.509 15.938 80,5 10,6 40 Cosibra - PB ( * ) 29.027 35,1 2.461 2.013 42.498 21.300 3.755 21.414 81,8 8,5 41 Têxtil Pirapora - MG 29.017 4,6 8.303 5.923 45.463 39.120 5.230 6.424 71,3 28,6 42 Fabril Mascarenhas - MG 27.516 — 461 638 38.050 12.806 3.444 16.668 138,4 1,7 43 Citepe - PE 27.434 2.023,10 -292.633 -292.633 2.384.377 610.177 -281.183 4.958 ND -1.066,70 44 Sultextil - RS 26.420 -12,3 474 336 27.219 21.932 1.242 14.093 70,9 1,8 26.132 25,2 -28 -28 71.699 19.486 3.055 9.743 ND -0,1 45 Têxtil União - CE ( * ) 46 Peixoto Gonçalves - SE ( * ) 25.678 21,6 4.060 3.680 41.165 33.049 6.291 15.854 90,6 15,8 47 Leslie - RJ 24.879 -2 6.514 5.428 13.414 10.437 6.596 8.389 83,3 26,2 48 Linhanyl Paraguaçu - SP ( * ) 22.703 19,7 1.670 1.126 15.528 11.422 2.617 6.475 67,4 7,4 49 São João Evangelista - MG ( * ) 20.690 21,3 1.330 864 14.713 10.357 1.829 6.592 65 6,4 50 Beatriz Têxtil - CE ( * ) 20.503 8,2 469 596 33.379 9.086 2.735 4.847 127,2 2,3 51 Sagis - MG 19.480 7 622 385 15.882 9.032 937 6.958 61,9 3,2 52 Artesa - PE ( * ) 19.425 — 86 681 25.903 9.307 311 -2.832 795,3 0,4 53 Norberto Simionato - SP ( * ) 17.799 35,5 1.482 890 20.232 13.618 1.954 6.279 60 8,3 54 Fujimura - PR ( * ) 16.616 -9,6 -4.322 -4.694 10.266 9.865 -21.077 369 ND -26 55 Fiateci - RS ( * ) 14.483 — -3.818 -2.355 18.199 11.016 -3.627 5.242 ND -26,4 56 Textile - RN ( * ) 13.899 54,9 -3.965 -3.965 37.900 20.204 -1.333 4.969 ND -28,5 57 Cachoeira Velonorte - MG ( * ) 13.275 -27,2 -6.153 -6.794 35.420 -49.253 -3.359 -2.241 ND -46,4 12.629 -2,4 -481 -31 34.338 15.868 -279 10.504 ND -3,8 58 Lanobrasil - SP 59 Itabirito - MG ( * ) 10.734 84,1 -1.683 -1.683 19.358 -346 -1.551 -1.271 ND -15,7 6.301 -21,2 -3.316 -2.975 10.092 1.770 -2.587 3.801 ND -52,6 60 Saliba - SP ( * ) 61 Paraguaçú Têxtil - MT ( * ) 6.251 382,7 -730 -642 49.133 15.947 261 -13.555 ND -11,7

108 155 11 158,3 600,5 14,2 162,8 161,9 20,9 54,7 181,2 -2,2 61,5 273,9 8 72,8 190,3 10,6 119,3 145,9 21,4 87,7 177,1 7,7 56,5 ND ND 87,7 144,4 17,8 74,8 828,8 -12 37,3 236,1 -2,2 59,3 803,6 -50,6 42 144,9 11,3 71,8 146,7 -14,4 147,8 136,1 3,3 36,3 132,4 -1,5 95,4 ND ND 84,6 158,2 1,6 120,1 237,4 -38,3 89,6 177 10,2 47,5 116,8 -2,5 40,6 201,7 27,6 144 145,6 21,3 139,1 134,8 11 88,7 145,1 2,5 81,4 231,1 -4,5 65,3 127,6 13,9 33 ND ND 152 375,3 1,1 26,7 ND ND 49,8 143,3 5,2 196,5 162,9 5,8 123,4 163 10,1 104,7 148,5 13,3 68,3 199,5 9,5 63,8 116,2 15,1 72,3 297,1 5 1,2 390,8 -48 97,1 124,1 1,5 36,5 368 -0,1 62,4 124,6 11,1 185,5 128,5 52 146,2 135,9 9,9 140,6 142,1 8,3 61,4 367,4 6,6 122,7 175,9 4,3 75 278,3 7,3 88 148,6 6,5 161,9 104,1 -47,6 79,6 165,2 -21,4 36,7 187,6 -19,6 37,5 ND ND 36,8 216,4 -0,2 55,5 ND ND 62,4 570,1 -168 12,7 308,1 -4

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 265


TÊXTIL Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % FIAÇÃO, TECELAGEM E CONFECÇÕES (CONTINUAÇÃO) 62 Itabira do Campo - MG ( * ) 5.581 -21,1 84 -3.389 12.891 -3.039 137 2.306 ND 1,5 43,3 ND ND 63 Quinet - MG 5.167 -8,7 -2 -9 10.047 9.497 -385 2.807 ND -0,1 51,4 105,8 -0,1 64 João Lombardi - MG 4.599 — 2.949 1.906 21.918 20.244 1.416 3.100 64,6 64,1 21 108,3 9,4 65 Pirapama - PE ( * ) 3.613 8 1.108 949 11.954 9.275 1.170 8.622 85,7 30,7 30,2 128,9 10,2 66 Tecidos Paulista - PE ( * ) 2.281 4,3 -158 -150 10.307 7.132 3 79 ND -6,9 22,1 144,5 -2,1 67 São Vicente - MG 1.891 16,5 1.423 1.192 1.707 950 1.305 7 83,7 75,3 110,7 179,7 125,4 68 CBF - SP 1.781 23,6 413 234 16.015 3.615 1.110 83 56,7 23,2 11,1 443 6,5 69 Ciaesa - SP 912 32,6 473 394 1.926 1.371 474 -2 83,3 51,9 47,3 140,5 28,8 70 Tecidos Rio Tinto - PB ( * ) 889 9,3 -181 -181 796 -2.209 -126 39 ND -20,3 111,6 ND ND 71 Guilherme Giorgi - SP ( * ) 370 8,4 -2.313 -2.343 44.990 -37.051 -348 5.538 ND -625,6 0,8 ND ND 72 Texita - RN ( * ) 265 — -67 -88 6.097 -27.675 -66 46 ND -25,3 4,4 ND ND 73 Venus Fios e Linhas - SP ( * ) 78 2,7 52 456 2.602 2.187 51 461 876,9 66,7 3 119 20,9 74 Texita Tangará - RN ( * ) 18 -28,4 -9.854 -9.856 1.874 -91.233 -7.725 -3.289 ND -53.611,50 1 ND ND 75 Coteminas - MG — — -1.744 -259.755 1.310.251 1.217.383 -20.975 10.556 ND ND ND 107,6 -21,3 — — -249 -249 259.395 123.426 -361 -84.881 ND ND ND 210,2 -0,2 76 Pritefisa - AM ( * ) 77 Tecelagem São José - MG — — -7.368 -15.543 30.377 -109.594 -1.183 -49.954 ND ND ND ND ND — — -1.852 -1.852 28.314 -13.225 -306 -91 ND ND ND ND ND 78 Othon B Mello Cotonif - RJ ( * ) — — -579 -579 5.688 2.494 -747 125 ND ND ND 228,1 -23,2 79 Vicunha Carbon - SP ( * ) 80 São José - MA — — -11 -11 743 663 -39 — ND ND ND 112,1 -1,7 81 Famosa/Mocó - RN ( * ) — — -222 -222 586 -6.844 -221 580 ND ND ND ND ND — — -1.409 -1.409 260 -12.560 -1.409 -3.721 ND ND ND ND ND 82 Tecelagem Ribeirão - PE ( * ) 15,5 -73.913 -384.741 13.154.840 5.408.734 444.968 1.993.677 81,8 2,4 67 163 6,5 ACUMULADO DO SUBSETOR (82) 6.681.205 DIVERSOS 1 Ober - SP 244.289 18,7 9.038 3.481 151.454 60.493 30.419 81.524 38,5 3,7 161,3 250,4 5,8 2 Textil Matec - SP ( * ) 110.584 — 3.333 2.297 63.850 19.001 6.431 13.440 68,9 3 173,2 336 12,1 3 TDB - SP ( * ) 110.269 5 -10.279 -5.884 125.917 52.824 -2.185 69.875 ND -9,3 87,6 238,4 -11,1 4 Selene - SP ( * ) 109.261 20,8 6.276 4.805 68.822 18.822 14.834 35.228 76,6 5,7 158,8 365,7 25,5 5 Copas - MG ( * ) 106.137 29,8 5.744 2.546 57.648 27.125 8.253 44.120 44,3 5,4 184,1 212,5 9,4 6 Limppano - RJ 68.144 22,2 6.035 4.655 33.047 14.939 38.152 25.786 77,1 8,9 206,2 221,2 31,2 7 Dupont Cipatex - SP 62.531 4,8 7.182 5.469 41.867 34.532 9.271 14.134 76,2 11,5 149,4 121,2 15,8 8 Feltros Santa Fé - SP 55.361 21,7 6.441 4.194 50.268 26.382 11.654 11.706 65,1 11,6 110,1 190,5 15,9 9 Renner Têxtil - RS ( * ) 47.076 38,8 426 290 41.379 10.934 4.012 10.103 68 0,9 113,8 378,5 2,7 10 Bonor - RN ( * ) 30.798 38,1 3.101 3.145 25.122 10.989 5.979 12.726 101,4 10,1 122,6 228,6 28,6 11 Bonor - RN ( * ) 29.400 43,8 1.680 2.297 37.708 23.211 3.650 16.008 136,7 5,7 78 162,5 9,9 12 Timavo - SP 29.121 3,7 -573 -573 20.499 9.293 707 74 ND -2 142,1 220,6 -6,2 13 Onix - PI ( * ) 27.031 1,8 5.823 4.697 34.747 31.103 5.402 20.071 80,7 21,5 77,8 111,7 15,1 14 HI - SC 23.269 3,7 4.641 3.811 14.072 3.333 4.950 4.085 82,1 19,9 165,4 422,2 114,4 15 ARP Fios e Bordados - RJ ( * ) 21.225 4,7 -9.509 -8.224 63.008 39.752 -7.036 12.256 ND -44,8 33,7 158,5 -20,7 16 Renner Nordeste - BA ( * ) 15.970 54 -242 -140 12.608 4.977 111 2.230 ND -1,5 126,7 253,3 -2,8 15.226 -19,8 2.073 1.382 11.516 10.506 2.057 753 66,7 13,6 132,2 109,6 13,2 17 Fibralin - SP 18 Lenços Presidente - SP 12.348 4 1.684 1.131 19.358 18.592 1.083 4.821 67,2 13,6 63,8 104,1 6,1 19 Indaiatuba Têxtil - SP ( * ) 12.274 35 -2.313 -2.313 13.690 2.264 -2.313 — ND -18,8 89,7 604,7 -102,2 20 Fagip - BA 9.275 41,5 -13 -13 9.289 3.449 -13 — ND -0,1 99,9 269,3 -0,4 21 CST - SP ( * ) 8.940 -4,9 -3.928 -3.928 30.891 3.301 -2.863 7.730 ND -43,9 28,9 935,8 -119 22 Dona Francisca - SC 8.624 -34,1 194 194 13.560 11.327 1.100 4.695 100 2,3 63,6 119,7 1,7 23 Sinimbu - RJ 8.232 -19,5 -2.987 -1.929 22.552 -1.884 -1.339 -4.119 ND -36,3 36,5 ND ND 5.965 -15,8 58 77 5.189 4.783 -16 496 131,9 1 115 108,5 1,6 24 Tinturaria Santa Helena - SP ( * ) 25 Rendas Finas Paraíba - RJ 5.030 63,8 2.265 2.348 9.675 9.426 2.278 2.147 103,7 45 52 102,6 24,9 26 Toldos Dias Construções - SP ( * ) 3.360 — 4 3 5.385 2.695 163 2.398 76 0,1 62,4 199,8 0,1 27 FCM - AM ( * ) 2.118 65,9 404 348 3.987 3.559 404 2.780 86,1 19,1 53,1 112 9,8 28 Tavares de Melo - RN ( * ) 1.702 -73,5 -1.381 -2.317 28.522 26.179 -832 362 ND -81,1 6 109 -8,9 29 Bordados Hoepcke - SC ( * ) 1.543 -22,6 -6.007 -6.007 58.386 -16.211 -2.366 -443 ND -389,4 2,6 ND ND 314 3,9 -156 -156 12.721 5.820 -152 5.054 ND -49,5 2,5 218,6 -2,7 30 São Pedro Alcantara - RJ ( * ) 31 Renascença Industrial - MG ( * ) — — -541 -541 67.615 -1.238 -14 -869 ND ND ND ND ND 4,9 28.473 15.145 1.154.352 470.278 131.780 399.170 76,6 2,6 94,8 215,5 5,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (31) 1.185.418 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

266 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012


Novos modelos e mais recursos para rodovias, ferrovia e portos abrem caminho para a indústria do transporte Mercado emergente que busca resistir à crise européia, o Brasil reforça investimentos de longo prazo na infraestrutura, peça-chave que vem, afinal, ganhando apoio decisivo do governo. Com isso, mantém aquecida a indústria nacional de veículos (inclusive pesados), construção naval, indústria aeronáutica, trens e componentes – ainda que em alguns setores industriais as perspectivas apontem para retração ou crescimento moderado em 2012. No quarto balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o governo federal divulgou que, no primeiro semestre de 2012, o Eixo Transportes investiu R$ 24,4 bilhões – o que representa 11,5% das ações concluídas de todo o PAC 2. Das ações previstas para serem concluídas até o fim de 2014 (investimentos de R$ 708 bilhões), 29,8% já foram concluídas (R$ 211 bilhões). Esta massa de investimentos puxa toda a indústria voltada para a movimentação de pessoas, mercadorias e serviços. Mais importante, porém, foi o pacote anunciado em agosto pela presidente Dilma Rousseff. Recorrendo a concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), o pacote prevê investimentos privados de R$ 133 bilhões (65% financiados pelo BNDES) nos próximos 30 anos, dos quais R$ 80 bilhões serão liberados nos primeiros cinco anos – sendo R$ 24 bilhões em rodovias e R$ 56 bilhões em ferrovias. Uma nova estatal, a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), será res-

ponsável por gerir o programa e fiscalizar o andamento das obras e concessões (que se estenderão também aos portos). “São esses programas que nos animam e nos fazem esperar um crescimento de vendas de até 4% neste ano, o que resultará num mercado de 3,6 milhões de unidades”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. A indústria automobilística, que sofreu retração nas vendas no primeiro semestre, ainda contou com o incentivo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para retomar o ritmo – e, a partir de janeiro de 2013, ganhará um novo regime automotivo (MP 563, aprovado no começo de agosto pelo Senado), que incentivará investimentos em P&D e estabelecerá metas de eficiência energética e de redução de gases poluentes. “As vendas de caminhões só não caíram mais neste ano porque as obras de infraestrutura compensaram a retração”, afirma Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz. “Com certeza, se não fosse o setor de construção, o cenário para os fabricantes de veículos pesados teria sido bem pior”, confirma Alcides Cavalcanti, diretor comercial da Iveco. Investimentos no présal, em hidrovias e em portos também potencializam a indústria naval. Já beneficiados pelas exportações de commodities e por maior consumo interno, os seg-

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 267

VEÍCULOS E MATERIAL DE TRANSPORTE

Nas estradas da infraestrutura


VEÍCULOS E MATERIAL DE TRANSPORTE

mentos naval e offshore vivem uma fase de grande dinamismo. Dados do Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos (Sindnaval) indicam que linhas de crédito da Caixa Econômica Federal (CEF) e recursos da Transpetro disponibilizaram (antes de novos pacotes) R$ 21 bilhões para a indústria. De acordo com Michael Fine, gerente da Navalshore, o momento atual é histórico. “O País experimenta uma fase de grande demanda por tecnologia de ponta e a cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços vem respondendo à altura. A variedade das áreas de atuação das empresas nacionais e internacionais comprova que a atividade da indústria naval é intensa.” No segmento ferroviário, havia obras importantes em andamento, como a ferrovia NorteSul, a Nova Transnordestina e a Ferronorte, antes mesmo do pacote de agosto (que cuidará, entre outros, do ferroanel paulista, indispensável para facilitar a ligação com o porto de Santos). Além dessas obras, a indústria ferroviária cresce com a expansão dos investimentos dos operadores privados em razão da demanda de transportes por trilhos. Em 2011, a produção nacional de vagões ferroviários foi de 5.616 unidades – 72% superior às 3.261 unidades fábricas em 2010, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). A expectativa é ainda melhor para 2012. “A iniciativa do governo em incentivar investimento privado nas ferrovias vai reduzir gargalos que provocam o custo Brasil”, diz Astor Milton Schmitt, diretor corporativo e de relações com os investidores da Randon, fabricante de vagões. “Só assim daremos um passo maior para incentivar a indústria.” Para atender à demanda existente, segundo Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), seriam necessários 52 mil quilômetros de ferrovias. Atualmente, o sistema ferro-

viário brasileiro totaliza 30.051 quilômetros de extensão e é composto por 12 malhas concedidas, sendo 11 à iniciativa privada, somando 28.614 quilômetros.

No ar e nas rodovias Em relação à indústria aeronáutica, os mercados emergentes podem garantir crescimento global de 2,5% neste ano. A Embraer tem em carteira pedidos que somam US$ 12,9 bilhões, dois anos de produção. A empresa vê demanda por aviões de 30 a 120 assentos e calcula que, nos próximos 20 anos, haverá mercado mundial para 6.800 jatos desse porte. Para jatos executivos, a Embraer calcula que a demanda pode chegar a 6.390 aeronaves nesses 20 anos. O mercado de defesa e segurança também continua apresentando cenário favorável, com campanhas em curso para diversas aplicações, como sistemas de inteligência, vigilância e reconhecimento e modernização de aeronaves. A Embraer participa da concorrência para o Projeto Piloto de Sistema Integrado e de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). No segmento de máquinas, o desempenho não é o mesmo. A queda de 9,35% nas vendas no primeiro semestre deste ano levou a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) a projetar uma queda de 11,4% nos emplacamentos do setor ao fim deste ano, na comparação com 2011. Segundo Alcides Braga, presidente da entidade, com uma perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tímida, os empresários que fabricam implementos rodoviários e máquinas amarelas voltadas para a construção civil esperam uma recuperação mais robusta só a partir do ano que vem, quando as grandes obras estarão mais adiantadas. “O setor depende de uma economia pujante”, afirma Braga. Em máquinas agrícolas, a Anfavea também projeta um crescimento zero neste ano, com a venda em torno de 66 mil unidades.

“Investimento privado nas ferrovias vai reduzir gargalos que provoca o custo Brasil”, diz Astor Schmitt, diretor da fabricante de vagões Randon

268 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

(WO)


VEÍCULOS e material de transporte Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % AVIÕES, HELICÓPTEROS E COMPONENTES 1 Embraer - SP

8.466.553

6,9

2 Helibrás - MG

374.577

156.297

14.393.791

5.641.331

383.577

288.082

-17,2

24.868

15.063

527.476

117.042

6.423

3 Avibrás Aeroespacial - SP

96.152

-51,1

-67.686

-67.898

1.944.066

1.298.581

-48.192

4 Mectron - SP ( * )

61.207

3,1

1.511

1.474

196.590

29.673

8.012

5 Avibrás - SP

46.947

118

-9.351

1.214

125.050

48.855

-15

ACUMULADO DO SUBSETOR (5) 8.958.941

3,1

323.919

106.150

17.186.973

7.135.482

349.805

736.881

41,7

4,4

58,8

255,2

2,8

60,6

8,6

54,6

450,7

12,9

-70.966 ND

-9.052

-70,4

5

149,7

-5,2

97,6

2,5

31,1

662,5

5

68.662 ND

-19,9

37,5

256

2,5

2,5

37,5

256

2,8

58.243 783.768

60,6

CONSTRUÇÃO NAVAL 1 STX Europe - RJ

590.263

19,5

31.600

20.859

1.125.027

19.891

33.847

473.719

66

5,4

52,5

5.656,00

104,9

2 Quip - RS ( * )

345.412

2,7

12.220

8.077

257.597

3.600

15.784

-205.286

66,1

3,5

134,1

7.155,50

224,4

3 Eisa Ilha - RJ ( * )

323.614

57,7

9.980

3.610

381.521

34.454

2.034

-58.023

36,2

3,1

84,8

1.107,30

10,5

729.368 ND

4 Estaleiro Atlântico Sul - PE

248.545

-76,7 -1.324.828

-1.473.289

3.719.571

537.020

-1.253.622

-533

6,7

692,6

-274,4

5 Estaleiro Rio Maguari - PA ( * )

103.125

912,2

37.076

33.458

139.143

67.546

34.639

10.764

90,2

36

74,1

206

49,5

6 Inace - CE ( * )

51.296

0,6

621

497

335.476

109.332

2.195

-1.726

80,1

1,2

15,3

306,8

0,5

7 Industria - RJ

17.973

22,6

35.140

35.139

1.546.792

-269.249

221.548

16.714

100

195,5

8 Brasilcat - SP ( * )

346

64,4

169

147

2.615

2.324

206

-12

87,3

48,9

9 Estaleiro Promar - PE ( * )

5.443

5.279

-44 ND ND ND

10 Estaleiro Niterói - RJ ( * )

100

-884

21 -1.198.022 -1.371.503

7.513.284

509.314

-943.369

ACUMULADO DO SUBSETOR (10) 1.680.574

1,2 ND ND 13,2

112,5

6,3

103,1 ND

— ND ND ND ND ND 965.474

80,1

4,4

33,9

499,7

10,5

MONTADORAS 1 FIAT SA - MG

21.495.963

6,8

1.884.942

1.395.728

13.109.185

1.934.180

2.350.304

-802.335

74,1

8,8

164

677,8

72,2

2 Renault do Brasil - PR

7.849.252

31,5

165.537

214.833

5.101.266

1.363.762

384.835

-289.891

129,8

2,1

153,9

374,1

15,8

3 MMC - SP ( * )

3.105.977

25,1

563.807

479.404

2.161.946

1.100.956

646.810

565.872

85

18,2

143,7

196,4

43,5

4 Agrale - RS

652.308

15,9

32.656

39.361

451.931

229.709

26.934

188.322

120,5

5

144,3

196,7

17,1

5 Triel-HT - RS ( * )

43.310

24

119

187

41.431

14.626

4.301

11.743

157,2

0,3

104,5

283,3

1,3

294,5

309,5

-2,1

6 Iguaçu - PR ( * )

39.296

27,2

-91

-91

13.344

4.312

1.351

7.643 ND

-0,2

7 MTD Motor - AM ( * )

8.855

158,5

-9.562

-9.562

18.088

-7.856

-7.201

9.479 ND

-108

8 Tec Auto Catarinense - SC

2.712

-33,4

-5.085

-5.292

58.147

35.752

-3.543

12 ND

-187,5

400

400

2.379

1.435

400

933

100

2.114.967 20.957.718 4.676.875

3.404.191

-308.223

110,3

9 Speed Motors - SC ( * )

858

ACUMULADO DO SUBSETOR (9) 33.198.531

24,5 2.632.722

49 ND ND 4,7

162,6

-14,8

46,6

36

165,8

27,8

2,1

143,7

240

16,4

TRENS E COMPONENTES 1 Caf Brasil - SP

360.257

-14,2

61.541

39.972

359.065

208.136

71.850

-92.905

65

17,1

100,3

172,5

19,2

2 Amsted Maxion - SP

189.568

-66,8

64.723

40.802

829.149

98.097

110.260

185.452

63

34,1

22,9

845,2

41,6

5.066

77,4

4,3

76,4

180,3

4,6

3 Faiveley - SP 4 Cobrasma - SP ACUMULADO DO SUBSETOR (4)

57.079

2,1

2.447

1.895

74.724

41.448

2.722

48

7,2

-498.789

-497.902

172.262

-3.967.501

-57.462

-6 -370.078

-415.233

1.435.200 -3.619.820

127.370

606.952

-4.345 ND -1.039.143,80 93.268

65

10,7

0 ND ND 49,6

180,3

19,2

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 269


Fase difícil, impulso renovado

AUTOPEÇAS

Estímulos governamentais começam a se fazer sentir, mas antigos problemas estruturais afetam a competitividade A manufatura de autopeças ainda enfrenta perdas no mercado externo e oscilações internas em um momento em que busca firmar bases para se reestruturar e retomar a competitividade. A conjuntura adversa provocou perda de postos de trabalho (cinco mil vagas), diminuição de encomendas e consequente queda de receita e renda no primeiro semestre de 2012. Mas a correção de rumos – embora considerada insuficiente para combater velhos problemas estruturais – está em andamento e, impulsionado pelas medidas de estímulo do governo federal, o mercado interno começa, mesmo que lentamente, a reverter a tendência, levando o setor a apostar na recuperação. “Apesar de tudo, preferimos acreditar nas boas perspectivas à vista”, afirma Antônio Carlos Bento, coordenador do Grupo de Manutenção Automotivo (GMA), que reúne vários sindicatos da área. “A preocupação do governo brasileiro com a atual situação da indústria é tão importante quanto o recente pacote anunciado. Reflete muito bem a gravidade do momento e as dificuldades enfrentadas para competir, em condições de igualdade no mercado global”, reforça. “Todas as previsões de retomada da economia e do mercado automobilístico, realizadas desde o último trimestre de 2011, foram frustradas”, acrescenta George Rugitsky, conselheiro do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes

270 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

para Veículos Automotores (Sindipeças). “Os resultados dos estímulos à demanda estão demorando mais tempo que o esperado.” De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a indústria de autopeças faturou US$ 54,6 bilhões em 2011, ante US$ 49,7 bilhões do ano anterior. Do total da receita em 2011, 70,8% foram provenientes de vendas feitas às montadoras, 14,7% ao mercado de reposição, 9,4% destinadas a exportações e 5,1% a outros fabricantes. Os investimentos representaram 4,4% da receita. Para atender às 18 montadoras filiadas à Anfavea, reposição e exportações, 366 empresas compõem atualmente o parque industrial e o Sindipeças representa 95%. Internamente, as projeções indicam que o setor deve registrar um leve crescimento neste ano em razão do mercado de novos veículos e aumento da frota circulante. Mas pode ser insuficiente para cobrir a perda de receita com vendas ao exterior – neste caso, a recente valorização do dólar e as medidas oficiais ainda não se fizeram sentir. Dados do Sindipeças indicam que entre janeiro e junho deste ano, o setor apresentou crescimento de 1,5% nas exportações, mas as importações subiram 8,8% no mesmo período em relação a 2011. Projeções indicam que o setor feche 2012 com o mesmo déficit de 2011, em torno de US$ 15,5 bilhões. Na opinião de Paulo Butori, presidente do Sindipeças, as medidas de


incentivo anunciadas pelo governo são positivas, mas a questão exige um enfrentamento mais amplo. “Enquanto não melhorarmos o ambiente de negócios e reduzirmos o custo Brasil, fica difícil competir no mesmo nível com os fabricantes globais”, diz ele, criticando a carga tributária elevada, a ineficiência logística e o alto custo do capital, entre outros problemas. As montadoras propriamente ditas imaginam que, neste ano, o mercado pode crescer até 5%. Para correr no mesmo ritmo, os fornecedores buscam promover políticas modernizantes – é o que o governo espera. Contam para isso com o apoio de seus clientes mais graúdos. Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, diz acreditar que o incentivo à competitividade dê, ainda que lentamente, novo ânimo para toda a cadeia do setor automobilístico. “Temos de aproveitar todas as sinergias e usar nossa capacidade para reagir”, afirma. “Em situações anteriores, conseguimos reverter a situação. Podemos fazer de novo, pois temos tradição.”

INOVA-AUTO

(IPI), a inovação começa a mover-se. Uma das empresas que compõem o grupo Fiat, a Iveco pesquisa, por exemplo, como substituir o aço inox por um produto mais barato, à base de um plástico altamente resistente, para fazer a recirculação de gases no escapamento dos novos caminhões, obrigados a cumprir as normas de emissão do Euro 5. Em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fiat desenvolve projeto de nanotecnologia, que tenta melhorar a qualidade, o brilho e a durabilidade das tintas utilizadas em seus veículos. Além disso, firmou parceria com a Itaipu pensando em testes para carros elétricos. Outras empresas seguem na mesma linha. A Plascar desenvolve a adição de palha de arroz calcinada a polímeros de plástico para criar um painel com melhor solução térmica e acústica; em outro projeto, tenta substituir a roda de ferro por uma de plástico. A Artecola, especializada em adesivos, laminados especiais e plásticos de engenharia, desenvolveu um tampão traseiro com fibra produzida a partir da cana-de-açúcar, já utilizado em alguns veículos da General Motors produzidos em São Caetano. Evandro Kunst, diretor da Artecola, diz que o porta-pacotes de ecofibra tem menor custo industrial, é mais leve e resistente. A joia da coroa no Brasil, por enquanto, é o motor flex, em uso desde 2003 (e já embarcado em 90% da produção de automóveis e comerciais leves). “O motor flexível se transformou em um case mundial a partir do Brasil em razão da nossa grande disponibilidade do etanol”, afirma Francisco Satkunas, ex-executivo da General Motors do Brasil e integrante do conselho da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE). “Este é um parâmetro para dinamizar as cadeias produtivas, acelerar a inserção de bens de alto valor agregado e atrair o consumidor.” E ainda tem muito a evoluir em termos de eficiência.

Inovação é vital, tanto na modernização dos processos produtivos como no uso de matériasprimas abundantes localmente – é o que o motor flex nos mostra

A cadeia automobilística estuda como aproveitar os benefícios que o novo regime automotivo (InovaAuto) vai conceder a partir do ano que vem para empresas que investirem em pesquisa. Além de modernizar processos produtivos, despontam os estímulos ao uso de matérias-primas abundantes localmente. O objetivo é refrear os crescentes custos internos, aumentar a competitividade e exportar mais tecnologia. “Faz tempo que o Brasil deixou de ser um país barato para produzir”, afirma Mario Liccardo, diretor de engenharia de produto da Iveco. “Se o País não tentar compensar agora esta defasagem tecnológica com muita pesquisa interna para obter processos de ponta, vai ser difícil oferecer produtos avançados e com preços competitivos.” Impulsionada pela perspectiva de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados

(WO)

BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012 | 271


AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % CARROÇARIAS 1 Randon Parts - RS 1.850.902 17,4 147.819 269.149 2.457.503 1.354.272 175.159 348.508 182,1 8,0 75,3 181,5 19,9 2 Guerra - RS ( * ) 467.704 60,2 23.641 17.479 303.752 96.352 40.385 37.220 73,9 5,1 154,0 315,3 18,1 3 Automotiva - MG 346.433 9,2 28.207 18.117 261.188 116.005 44.733 -24.697 64,2 8,1 132,6 225,2 15,6 338.073 20,1 19.537 13.422 337.484 57.841 23.467 81.094 68,7 5,8 100,2 583,5 23,2 4 Comil - RS ( * ) 5 Gestamp Paraná - PR ( * ) 237.196 11,7 2.248 868 607.417 193.091 15.189 49.595 38,6 1,0 39,1 314,6 0,5 6 Noma - PR ( * ) 211.840 35,4 10.830 9.335 228.432 91.631 23.135 52.430 86,2 5,1 92,7 249,3 10,2 7 Kronorte - PE ( * ) 34.277 20,8 1.446 1.446 25.749 17.593 4.165 12.828 100,0 4,2 133,1 146,4 8,2 8 Tevere - SC ( * ) 32.091 38,8 5.385 4.087 21.280 17.822 5.430 10.078 75,9 16,8 150,8 119,4 22,9 9 Nova Kabi - RJ ( * ) 11.600 — 499 447 9.856 3.015 509 1.330 89,6 4,3 117,7 326,9 14,8 8.685 -73,5 -33.194 -33.557 81.420 -8.819 -24.523 -13.353 ND -382,2 10,7 ND ND 10 Recrusul - RS 4.436 1,3 2.774 2.106 10.945 7.694 4.371 429 75,9 62,5 40,5 142,3 27,4 11 CTR - SP 12 Est Unif - SP 4.042 — -218 -218 9.053 -71.090 1.635 -12.189 ND -5,4 44,7 ND ND — -100,0 -654 -654 43 -1.268 -561 -24 ND ND ND ND ND 13 CMA - SP ( * ) 17,4 208.320 302.027 4.354.122 1.874.140 313.094 543.249 75,9 5,1 96,5 237,2 16,9 ACUMULADO DO SUBSETOR (13) 3.547.279 PARTES, PEÇAS, ACESSÓRIOS E COMPONENTES AUTOMOTIVOS 1 Iochpe-Maxion - SP 1.999.119 18,8 302.361 223.436 1.529.442 8,6 66.976 51.608 2 Magnetti Marelli Sistemas - MG 3 Magneti Marelli Cofap - SP 915.182 7,1 -90.450 -92.123 4 Aethra - MG ( * ) 847.577 -4,1 64.573 60.292 775.354 19,5 121.458 86.786 5 Facchini - SP 6 Moura - PE 551.626 16,5 93.674 97.961 469.417 18,8 58.295 48.357 7 Fras-Le - RS ( * ) 8 SK Distribuidora - SP ( * ) 450.000 30,8 5.127 3.733 9 Borlem - SP 432.258 8,0 87.603 62.795 10 Tower Automotive - SP ( * ) 419.704 18,1 -11.554 -12.297 11 Takata Brasil - SP 415.487 4,2 41.045 29.271 12 Cinpal - SP ( * ) 414.524 38,0 110.823 76.521 13 Autometal - SP 405.130 9,1 63.701 183.795 14 Arteb - SP ( * ) 315.569 36,2 44.810 40.933 — 35.590 23.968 15 Denso Sistemas Térmicos - MG ( ** ) 305.747 16 Mahle Forjas - RJ 177.357 10,3 790 -7.996 162.138 13,6 5.008 3.854 17 Zanettini, Barossi - SP 18 JS Auto Peças - SP ( * ) 143.115 27,6 7.117 3.954 19 Farina - RS 99.333 9,2 -1.766 -1.766 20 Durametal - CE ( * ) 99.111 27,7 21.170 14.828 21 Florença Caminhões - PR 83.092 2,7 2.601 1.480 22 Metalkraft - PR ( * ) 73.096 38,3 1.086 1.086 23 Rayton - SP ( * ) 72.630 30,6 -7.354 -6.574 24 RCN Metalúrgicas - SP 69.285 5,9 5.137 2.475 64.180 74,9 5.372 5.372 25 Londrina Cam e Ônibus - PR ( * ) 26 Duroline - RS ( * ) 61.292 54,6 1.558 1.626 27 Keko - RS ( * ) 59.266 28,7 1.669 1.801 28 Schwarz - PR ( * ) 50.570 12,7 1.689 1.076 29 Tomé - RS 48.134 15,6 -998 332 30 Neogás - RS ( * ) 42.934 72,7 772 3.588 40.734 4,4 -32.563 -23.491 31 TCA - PE ( * ) 32 Arteb - RS ( * ) 38.420 14,3 5.402 3.955 33 Orion - SP 35.047 8,6 -19.897 -19.897 34 Molas Marchetti - SC 34.163 7,9 7.371 5.890 35 Engrecon - SP 31.293 12,1 2.179 1.646 36 Centauro - SP ( * ) 27.894 4,9 352 321 37 Marília - SP ( * ) 27.508 24,7 409 341 38 Formale - SP ( * ) 26.647 18,3 3.633 2.397

1.926.448 836.706 566.083 635.962 549.188 673.243 671.664 91.975 282.825 179.472 347.413 460.927 1.958.842 489.759 167.477 80.928 73.982 51.979 91.052 136.261 40.326 55.560 87.606 42.130 49.163 74.038 89.253 58.700 67.176 66.987 37.808 41.306 103.611 49.411 29.158 13.966 14.040 12.181

918.620 253.224 22.236 307.240 306.235 515.496 324.734 24.256 212.430 40.563 227.233 357.159 1.128.718 -133.186 117.855 -5.216 23.694 30.226 24.177 90.838 20.925 22.208 28.150 19.084 7.024 13.056 10.608 10.060 29.997 43.591 -7.541 14.202 -85.238 17.548 14.307 1.836 3.306 6.999

333.105 144.681 -26.096 101.007 141.002 96.691 69.704 6.103 80.478 6.526 45.179 135.255 67.257 101.585 33.851 14.791 8.567 9.310 12.813 23.994 5.327 6.806 -406 4.607 5.717 2.471 3.480 7.068 3.590 5.603 -25.258 6.085 5.619 7.342 4.640 915 1.296 3.064

(*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

272 | BALANÇO ANUAL – MELHORES DOS MAIORES 2012

280.063 73,9 56.120 77,1 56.103 ND 51.902 93,4 91.022 71,5 149.367 104,6 113.233 83,0 42.387 72,8 29.173 71,7 -19.950 ND 79.708 71,3 184.797 69,1 66.186 288,5 -60.142 91,4 39.347 67,3 20.912 ND 14.689 77,0 31.806 55,6 12.185 ND 26.172 70,0 11.196 56,9 4.372 100,0 36.210 ND 8.184 48,2 12.583 100,0 27.897 104,4 15.417 107,9 5.647 63,7 15.062 ND 3.962 464,8 2.279 ND 9.002 73,2 -54.091 ND 26.637 79,9 7.114 75,6 1.360 91,1 3.956 83,5 -654 66,0

15,1 4,4 -9,9 7,6 15,7 17,0 12,4 1,1 20,3 -2,8 9,9 26,7 15,7 14,2 11,6 0,5 3,1 5,0 -1,8 21,4 3,1 1,5 -10,1 7,4 8,4 2,5 2,8 3,3 -2,1 1,8 -79,9 14,1 -56,8 21,6 7,0 1,3 1,5 13,6

103,8 209,7 24,3 182,8 330,4 20,4 161,7 2.545,8 -414,3 133,3 207,0 19,6 141,2 179,3 28,3 81,9 130,6 19,0 69,9 206,8 14,9 489,3 379,2 15,4 152,8 133,1 29,6 233,9 442,5 -30,3 119,6 152,9 12,9 89,9 129,1 21,4 20,7 173,6 16,3 64,4 ND ND 182,6 142,1 20,3 219,2 ND ND 219,2 312,2 16,3 275,3 172,0 13,1 109,1 376,6 -7,3 72,7 150,0 16,3 206,1 192,7 7,1 131,6 250,2 4,9 82,9 311,2 -23,4 164,5 220,8 13,0 130,6 699,9 76,5 82,8 567,1 12,5 66,4 841,4 17,0 86,2 583,5 10,7 71,7 223,9 1,1 64,1 153,7 8,2 107,7 ND ND 93,0 290,9 27,9 33,8 ND ND 69,1 281,6 33,6 107,3 203,8 11,5 199,7 760,6 17,5 195,9 424,7 10,3 218,8 174,1 34,2


AUTOPEÇAS Demonstração de resultado Balanço patrimonial Indicadores econômico-Financeiros Receita Receita Lucro/ Lucro/ Ativo Patrimônio EBITDA Necessidade Incidência Margem Giro dos Endivid. Retorno líquida líquida prejuízo prejuízo total líquido de capital tributária de lucro ativos sobre evolução operacional líquido de giro capital Class. Empresa/sede R$ mil Real % R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil % % % % % PARTES, PEÇAS, ACESSÓRIOS E COMPONENTES AUTOMOTIVOS (continuação) 39 Agrostahl - SP 25.760 0,7 7.533 4.611 27.465 40 Tubopeças - SP 24.049 -9,2 24.049 24.049 27.009 41 CNCS - RS ( * ) 23.720 75,5 2.603 1.741 16.117 21.999 55,9 1.677 1.285 28.259 42 Inpel - RS ( * ) 43 Invicta Vigorelli - SP ( * ) 20.382 3,4 -5.038 -3.382 32.630 44 Tecnomotor - SP 19.986 -0,1 1.707 1.219 11.294 45 Rede Ancora SC - SC 19.334 32,1 119 75 2.864 46 Igasa - PR ( * ) 11.142 22,3 -569 -563 14.583 47 Flaus - PR ( * ) 6.450 32,3 2.341 2.163 7.405 5.086 139,4 12 9 944 48 Giiro S/A - GO ( * ) 49 Fluidloc - RJ ( * ) 4.095 29,1 2.702 2.702 3.417 50 Intermach - RS ( * ) 2.926 50.486,6 712 654 3.700 51 Udo Heuer - PR ( * ) 1.930 50,7 -776 -1.375 2.319 418 — 6 5 1.977 52 Brooklin Comercio - SP 53 Cindumel Metais - SP ( * ) -27 -288,2 451 425 90.143 — — 16.629 15.262 43.751 54 Magneti Marelli - SP 18,1 1.058.929 930.215 11.518.483 ACUMULADO DO SUBSETOR (54) 12.000.624

19.587 23.889 7.658 20.075 2.449 8.143 1.300 5.078 6.169 156 1.255 573 -2.776 1.024 52.337 -1.647 5.101.924

8.050 25.087 3.013 4.172 -2.057 2.574 194 1.613 2.431 61 2.694 1.034 -536 94 -271 21.953 1.523.873

7.644 61,2 29,2 93,8 140,2 23,5 1.446 100,0 100,0 89,0 113,1 100,7 2.691 66,9 11,0 147,2 210,5 22,7 10.770 76,6 7,6 77,9 140,8 6,4 -688 ND -24,7 62,5 1.332,4 -138,1 6.190 71,4 8,5 177,0 138,7 15,0 1.264 62,5 0,6 675,0 220,3 5,7 5.530 ND -5,1 76,4 287,2 -11,1 2.349 92,4 36,3 87,1 120,0 35,1 247 76,0 0,2 538,8 606,8 6,0 39 100,0 66,0 119,9 272,2 215,3 -1.377 91,8 24,4 79,1 645,7 114,1 -1.204 ND -40,2 83,2 ND ND 1.291 74,2 1,5 21,1 193,1 0,5 3.462 94,3 -1.660,4 0,0 172,2 0,8 2.648 91,8 ND ND ND ND 1.443.517 76,6 5,0 107,3 215,4 15,2

PNEUS 1 Levorin - SP ( * ) 237.214 13,1 -21.988 -16.420 191.787 55.468 -17.185 46.912 ND -9,3 123,7 345,8 -29,6 2 HC Pneus - DF ( * ) 226.254 13,1 7.986 5.681 119.289 95.049 6.992 89.820 71,1 3,5 189,7 125,5 6,0 3 Recapag Pneus Sta Helena - MG ( * ) 153.614 25,7 -731 3 57.166 16.293 2.894 28.961 ND -0,5 268,7 350,9 0,0 14.341 15,2 7.274 6.593 31.177 30.030 6.809 6.323 90,6 50,7 46,0 103,8 22,0 4 MG Pneus - RS ACUMULADO DO SUBSETOR (4) 631.423 14,2 -7.459 -4.143 399.419 196.840 -490 172.016 80,9 1,5 156,7 235,6 3,0 RECONDICIONAMENTO DE PNEUS 1 Vitória - PR ( * ) 42.732 — -1.485 -1.485 21.668 3.911 -710 7.861 ND -3,5 197,2 554,1 2 Tyresoles Conquista - BA ( * ) 2.957 -48,4 -433 -294 1.557 1.494 -410 617 ND -14,6 189,9 104,2 3 Tyresoles Jequieense - BA ( * ) 2.070 -44,6 -143 -143 1.600 1.566 -139 530 ND -6,9 129,4 102,2 ACUMULADO DO SUBSETOR (3) 47.759 -46,5 -2.061 -1.922 24.825 6.970 -1.258 9.007 ND -6,9 189,9 104,2

-38,0 -19,7 -9,1 -19,7

DIVERSOS 1 Iveco - MG 4.547.946 30,6 470.401 333.241 2.586.195 924.730 582.149 456.750 70,8 10,3 175,9 279,7 36,0 2 CTRENS - SP 614.563 — 21.598 14.270 1.001.259 291.087 29.537 254.523 66,1 3,5 61,4 344,0 4,9 3 Cia Locação Américas - SP 371.040 33,6 28.624 22.576 923.659 158.916 150.543 -14.341 78,9 7,7 40,2 581,2 14,2 4 Caloi Norte - AM ( * ) 174.432 20,0 9.053 8.812 136.357 23.178 24.671 30.532 97,3 5,2 127,9 588,3 38,0 5 Rodobens Caminhões - MT ( * ) 172.964 1,0 115 302 85.878 57.231 385 5.286 262,6 0,1 201,4 150,1 0,5 6 Klahn Motors - RJ ( * ) 135.530 147,5 1.525 1.186 15.955 1.121 1.943 10.030 77,8 1,1 849,5 1.423,3 105,8 7 Lince - GO ( * ) 133.763 — 4.190 2.583 18.314 9.387 4.509 4.466 61,6 3,1 730,4 195,1 27,5 8 Burigotto - SP 120.057 -11,6 11.862 8.323 75.305 58.007 19.376 49.126 70,2 9,9 159,4 129,8 14,4 87.425 24,6 20.198 17.426 186.382 175.361 17.539 94.782 86,3 23,1 46,9 106,3 9,9 9 Bike NE - PI ( * ) 10 Bicicletas Monark - SP 34.572 18,1 26.178 23.676 243.239 205.224 3.245 18.994 90,4 75,7 14,2 118,5 11,5 11 Digex - SP ( * ) 22.473 76,5 -6.183 -6.183 23.828 -7.093 -3.546 2.899 ND -27,5 94,3 ND ND 12 Base Locações - PE ( * ) 8.596 54,8 8.809 7.984 2.904 223 8.544 -200 90,6 102,5 296,0 1.304,4 3.585,4 13 Via Meta - PE ( * ) 7.264 40,8 7.523 6.827 2.087 1.041 7.165 -87 90,7 103,6 348,1 200,5 655,8 14 Estacionamento - RJ 4.215 17,8 3.025 3.025 3.807 263 2.816 -208 100,0 71,8 110,7 1.446,6 1.149,5 3.627 9,6 -7.500 -7.500 2.067 -252.478 -1.965 -745 ND -206,8 175,5 ND ND 15 Pro Metalurgia - SP ( * ) 16 Speed Motors - SC ( * ) 263 — 101 101 215 199 101 70 100,0 38,4 122,6 108,1 50,9 17 Brasil Tading - RS ( * ) 58 — -420 -420 582 531 -500 — ND -726,8 9,9 109,6 -79,1 18 Monark AM - AM — -100,0 10.678 7.072 54.353 47.917 5.078 -336 66,2 ND ND 113,4 14,8 19 THN Auto Brasil - SP — — -850 -850 14.988 13.596 -1.072 -1.360 ND ND ND 110,2 -6,3 20 Cia de Automíveis Ernesto - SP ( * ) — — — — 3.089 3.089 — — ND ND ND 100,0 ND — — -39 -39 181 142 -39 — ND ND ND 127,0 -27,5 21 Bandeirante - PA ( * ) ACUMULADO DO SUBSETOR (21) 6.438.788 22,3 608.889 442.411 5.380.643 1.711.671 850.479 910.181 86,3 7,7 127,9 150,1 14,6 (*) A empresa não publicou ou não enviou balanço; foram utilizados os dados de 2010. (**) O balanço é publicado em outra data que não dezembro. ND - Não disponível

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Na ocupação de espaços vazios Para crescer preenchendo lacunas do mercado, a montadora montou um portfólio de produtos com mais de 600 opções Foi nas lacunas do mercado que a Iveco cresceu. A montadora, pertencente ao grupo Fiat, apostou no planejamento e na força de uma linha de produtos que pudesse concorrer em igualdade de condições com marcas tradicionais num segmento por natureza tradicionalista e conservador. O resultado se vê agora: a fabricante de caminhões instalada em Sete Lagoas (MG) deu salto do zero em 2000 a atuais 9,5% de participação no mercado nacional. “São os consumidores com nova mentalidade, abertos a novas propostas, o nosso principal público-alvo, mas não só”, diz o diretor comercial da Iveco, Alcides Cavalcanti. “Neste mercado, muitos valorizam marcas com maior longevidade no mercado nacional. Mas as pessoas que sabem a importância do custo-benefício, da qualidade e confiança do produto, além de uma rede estruturada de serviços, assistência técnica e suprimento de peças, acabam comprando nossos produtos. E ficam na marca

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após comprovarem nossa eficiência”, afirma. “Queremos ser reconhecidos como a melhor fabricante de caminhões do Brasil”, completa o presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu. “Somos a empresa que mais cresceu no Brasil nos últimos cinco anos. Agora, temos tudo para seguir o caminho do crescimento com uma família moderna de produtos potentes e confiáveis.” Segundo Cavalcanti, o passo decisivo da Iveco para firmar pé no mercado nacional foi apoiado pelo planejamento estratégico elaborado em 2006, quando a empresa decidiu investir R$ 600 milhões na renovação da linha de produtos, no aumento da capacidade produtiva, na modernização do departamento de desenvolvimento e pesquisa e na reestruturação da rede de revendedores e do centro de distribuição de peças de reposição. Também foi ao mercado buscar profissionais reconhecidos na operação do negócio e na produção de caminhões.

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PREMIADA | VEÍCULOS E MATERIAL DE TRANSPORTE | IVECO

Cavalcanti: “Não há um nicho do mercado do qual estejamos fora”


Em 2006, lembra Cavalcanti,a Iveco tinha 50 revendedores. Em seis anos, dobrou o número de concessionárias autorizadas, chegando a 106 pontos de venda. Até o final de 2013, serão 115 representantes da marca cobrindo todo o território nacional. “Com isso, vamos igualar a cobertura dos nossos principais concorrentes. Nossas revendas estão e estarão posicionadas geograficamente de modo a garantir o atendimento de consumidores em cada ponto do Brasil”, garante.

Portfólio extenso

FOTOS: DIVULGAÇÃO/IVECO

Apesar da retração das vendas de caminhões em 2012, este ano é muito importante para a Iveco, graças à estreia da nova linha Ecoline, que modernizou toda a gama de produtos – de caminhões leves Daily de 2,8 toneladas de Peso Bruto Total (PBT) ao extrapesado Stralis, com PBT de até 72 toneladas. Em relação à geração anterior, foram acrescentadas cerca de 140 versões, construindo

um portfólio de mais de 600 opções de configurações disponíveis ao consumidor. “Não há um nicho, um segmento, um espaço do mercado do qual estejamos fora”, reforça Cavalcanti. “Isso nos dá elementos para provar que temos uma linha confiável e robusta de produtos, que suportam as mais severas condições de uso no território brasileiro, seja no rodoviário, na distribuição urbana ou no fora de estrada, em obras pesadas”, diz. Apesar de pouco mais de uma década de produção no Brasil, a Iveco não é uma empresa novata no negócio de caminhões. Ao contrário, tem uma linha de produtos de muita reputação na Europa. Mais: a Iveco atua de forma global, em vários mercados disputados por players de renome e alcance internacional. Os caminhões e comerciais leves reconhecidos na Europa foram e são a base para o lançamento no Brasil. Mas a empresa soube desde o início que os produtos destinados ao

Produtos destinados ao mercado nacional passam por tropicalização

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PREMIADA | VEÍCULOS E MATERIAL DE TRANSPORTE | IVECO

mercado nacional tinham de passar por uma tropicalização para aguentar as condições de uso muito diferentes do modo europeu, onde a infraestrutura, combustível, composição e peso das cargas, além do nível dos profissionais, exigem muito menos do equipamento. Por isso, criou no Brasil um dos seus centros de desenvolvimento e pesquisa. Só na área de engenharia, foram contratados cerca de 300 engenheiros brasileiros, responsáveis pelo atendimento do mercado doméstico e pelo desenvolvimento de produtos para a América Latina. Nesta última tarefa conta com a cooperação da Iveco argentina, instalada ali há mais de quatro décadas. A consequência de tudo isso é que, ano a ano, a Iveco é uma das empresas que mais crescem no mercado de caminhões. Em 2011, ano recorde na venda de pesados no Brasil, vendeu 22.600 unidades; neste ano, de janeiro a julho, colocou no mercado 17.070 unidades – 18% menos em relação ao mesmo período de 2011. Só que, de maneira geral, as vendas estão 25% abaixo das registradas no ano passado pela indústria automobilística.

Corrida por participação O diretor comercial da Iveco considera que o pior quadro para o mercado de caminhões ficou no primeiro semestre. Contribuiu para a retração a introdução do Euro 5, que deixou o preço dos produtos em média 10% mais caro em razão do avanço tecnológico dos caminhões, que ficaram muito menos poluentes e mais eficientes em termos de potência e economia de combustível. Além disso, a menor atividade econômica no primeiro semestre fez com que os operadores do transporte e logística, que já tinham antecipado a compra de caminhões Euro 3 produzidos até dezembro de 2011, adiassem novas encomendas. Com a projeção de retomada mais forte das cadeias produtivas no terceiro e quatro trimestres, a Iveco já percebeu uma inversão da curva de vendas, que já estabilizou a queda e retomou a trajetória de alta. Segundo Cavalcanti, as grandes obras de infraestrutura em andamento pelo País aliviaram a tensão e fizeram com que as vendas não se retraíssem mais. “O setor de construção, sem dúvida, foi o menos afetado.

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Mazzu: “Uma família moderna de produtos potentes e confiáveis”

Isso é importante na medida em que este segmento é indutor de várias cadeias produtivas”, afirma. Para Cavalcanti, a melhor distribuição do diesel S50 (que tem menor teor de enxofre) por parte da Petrobras também dá mais confiança ao consumidor para a compra dos novos caminhões Euro 5. “No início do ano, sentimos atraso na distribuição do diesel mais limpo. Mas isso já está superado e o consumidor sabe que pode encontrar o combustível inclusive nos locais mais remotos do Brasil.” O diesel S50 é essencial para o funcionamento correto de um motor Euro 5, que quebra se trabalhar com combustível mais sujo. Na perspectiva da Iveco, a companhia poderá atingir até 15% de participação no mercado brasileiro, dividindo as primeiras colocações com as líderes MAN e Mercedes-Benz. “Com a nossa estratégia, vamos chegar lá. Ninguém tem dúvidas disso”, diz Cavalcanti. Com a operação de caminhões já bem estruturada, a Iveco se prepara agora para disputar o cobiçado filão de ônibus no Brasil, que produziu 35 mil unidades em 2011. A montadora prepara o lançamento de uma nova linha de chassi de ônibus, cuja apresentação ocorrerá provavelmente em outubro, no Rio de Janeiro. O mercado já está ansioso pelas novidades, pois sabe que a Iveco joga para ganhar. (WO)


SERVIÇOS

A locomotiva do PIB continua a todo vapor

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Pacotes criam boas expectativas Remoção de entraves que tiram a competitividade das empresas nacionais pode dar solavanco na infraestrutura

SERVIÇOS

A

s empresas relacionadas à infraestrutura comemoram neste ano a disposição do governo de remover, por meio de pacotes de benefícios, alguns dos obstáculos que travam sua competitividade. O mais vistoso desses pacotes é o Programa de Investimentos em Logística – Rodovias e Ferrovias, que prevê a concessão à iniciativa privada de 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias federais, cuja realização se escora em investimentos privados estimados em R$ 133 bilhões no prazo de 25 anos. Outro parecido, a ser lançado, tratará da ampliação e modernização dos portos. A iniciativa das concessões, um choque político por chamar de volta a iniciativa privada a investir na área viária, mostra a intenção de dar um solavanco e tanto na cadeia da logística. Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), em 1975 se aplicava em transportes o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), relação que desabou para 0,3% no período 1990/ 2004, e agora melhorou um pouco, para 0,6%/ 0,8%. Um dos resultados desse descaso é mostrado em estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que dá conta de uma despesa anual extra de R$ 17 bilhões para as empresas devido às péssimas condições de rodovias, ferrovias, portos e

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armazenagem, sem contar a burocracia que sufoca esses serviços. É certo que essas medidas não frutificarão da noite para o dia, pois só daqui a dois anos ou mais terão efeitos práticos. Mais cedo para alguns ramos, como o da construção. Este setor, que sente o efeito de turbulências a longo prazo, teme que a paradeira do primeiro semestre deste ano, que adiou novos investimentos, influencie mais à frente seu desempenho. Apesar disso, trabalha com previsões otimistas para 2012 – uma expansão próxima de 5% – e enxerga também boas perspectivas para 2013, baseadas nas obras já em andamento ou já contratadas.

Fuga de indústrias Mesmo que os efeitos apareçam mais tarde para os usuários, especialmente os operadores logísticos, eles agradecem, já que, além do problema com a infraestrutura, têm enfrentado elevação de custos para atender exigências legais, principalmente nos aspectos ligados ao meio ambiente e à mobilidade urbana. De um ano para cá foram baixadas restrições de circulação de veículos de carga em grandes centros urbanos, exigida nova motorização da frota – adaptando-a ao padrão Euro 5, norma europeia agora exigida aqui, que trata da redução do nível de poluentes emitidos –, regulamentação da jornada de motorista, extinção da carta-frete, entre outros marcos regulatórios.


Para a questão da energia a ajuda anunciada pelo governo terá o poder de produzir benefícios em prazo mais curto. Trata-se aqui tanto da questão imediata, o custo das tarifas – que serão reduzidas, em média, em 28% para a indústria e em16,2% para os consumidores residenciais a partir de janeiro de 2013 –, quanto da estratégica – reordenamento das concessões de geração que vencem a partir de 2015. O barateamento das tarifas chega em hora crítica, pois o Brasil tem a quarta energia mais cara do mundo, segundo informa a Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan): R$ 329 o megawatt-hora (MWh), 53% acima da média mundial de R$ 215,5. Com tal diferença, as indústrias estrangeiras que usam intensivamente o serviço pensam duas vezes antes de investir aqui. Pior que isso, as nacionais também. “Já tivemos casos de indústrias locais que optaram em investir em outros países em vez de criar novas unidades no Brasil”, afirma o diretor-técnico-regulatório da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Luciano Pacheco. Nas telecomunicações, segundo segmento em faturamento dos serviços, ocorre uma situação curiosa, a do cisne ameaçado de virar patinho feio. No ano passado, as empresas que o compõem festejaram um recorde histórico, quando sua receita operacional bruta somou R$ 201,2 bilhões, o equivalente a 4,9% do PIB. Em julho deste ano, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu a má notícia, ao proibir três grandes operadoras de celular – TIM, Oi e Claro – de vender serviços devido à queda da qualidade dos serviços. Punição suspensa com a condição de que invistam mais, de forma a melhorar o atendimento. Em outras palavras, o regulador informou que as formidáveis aplicações feitas no País – R$ 227,25 bilhões acumulados de 1998 a março de 2012 – encerraram um ciclo, isto é, o sistema, como está, não dá mais conta da demanda.

Fora do círculo Deve-se lembrar que as telecomunicações têm o crédito de manter o setor de serviços à frente da indústria na atração de investimentos estrangeiros externos (IED). No ano passado, o segmento ainda brilhou: com próximo de US$ 6,7 bilhões, foi o segundo, dos 38 listados pelo Banco Central. Sem grandes negócios como a compra, pela Telefónica, da participação da Portugal Telecom na Vivo em 2010 ou a entrada da Portugal Telecom no capital da Oi, no ano passado, a posição se inverteu. Neste ano, até julho, aportaram R$ 86 milhões, ou 0,2% de todo o IED, quantia que só não é a lanterninha na relação porque não houve nenhum ingresso na rubrica bebidas. Até pelos volumes que envolvem, os negócios ligados à infraestrutura naturalmente aparentam ser os únicos dinâmicos do setor de serviços. Não é bem assim, quando se vê a movimentação em áreas fora daquele círculo. Em saúde e educação, por exemplo. Neste ano, os brasileiros – governo e particulares – devem gastar com saúde algo em torno dos R$ 360 bilhões. Na parte mais visível, os planos de saúde suplementar, a expectativa é de uma receita superior a R$ 97 bilhões, 13% acima dos R$ 86 bilhões registrados no ano passado pelos dados da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 29 operadoras. A educação particular também trabalha com crescimento de dois dígitos. Embora com números divergentes, devido à adoção de parâmetros diferentes, os institutos Ibope Inteligência e Data Popular avisam que os brasileiros investirão neste ano mais em educação, da básica à superior. O primeiro fala em R$ 49,5 bilhões, 13% acima dos gastos em 2011; o segundo – que não fez a pesquisa em 2011 – crava R$ 62,8 bilhões, 7,5% a mais que em 2010. Ambos concordam em que é a nova classe média quem anima o crescimento. Segundo o Ibope, as classes C, D e E participam com 20,2%, perto da parcela da classe A (21,5%). Para o Data Popular, a participação da classe média será de 44,7%, ante 38,9% em 2010.

As companhias privadas das áreas de saúde e educação têm a expectativa de manter a expansão de seus negócios em dois dígitos

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Extensas faixas a conquistar PREMIADA | SERVIÇOS | NET

Até o final do ano que vem a operadora planeja levar seu sinal a 200 municípios brasileiros, o dobro do que atende hoje Com fome de leão a NET Serviços vem abocanhando nacos cada vez maiores do mercado de TV por assinatura desde 1991, quando estreou em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. À época, a empresa tinha apenas cem assinantes; hoje é a maior operadora do País: junto com sua controladora, a Embratel, conta com 53,6% do universo de assinantes brasileiros. “Mas a expansão não deve parar por aí”, avisa o diretor de produtos e serviços da operadora, Marcio Carvalho, informando a presença em 93 cidades brasileiras. “A expectativa é dobrar o número de municípios atendidos até o final de 2013.”

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Para dar conta desse esforço, a companhia planeja investir neste ano em torno de R$ 3 bilhões, o dobro do que aplicou em 2011, para ampliação da rede. “A projeção leva em conta, principalmente, a expansão p