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TROCA DE BANDEIRAS A

Paulo Whitaker/Reuters

defesa da reforma política para atacar a corrupção eleitoral é a bandeira que ganha primeiro plano em ato público hoje, às 10h, em Brasília, empunhada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Outro pleito das entidades é a instalação imediata de um comitê para acompanhar os gastos públicos. Pág. 5

Bloco da PEC 37 desfila em Copacabana Protesto contra a proposta que reduz os poderes de investigação do Ministério Público começou com 300 pessoas e, 5 km depois, reunia duas mil. No fim, os alvos passaram a ser prefeito e governador. Pág. 9

Passe Livre não ia mais, mas vai... O MPL tinha dito que não convocaria mais manifestações, mas convocou. Chamou para ato às 7h de amanhã no Capão Redondo – pela tarifa zero. MTST e Periferia Ativa são 'sócios' no protesto. Pág. 9

A presidente e os prefeitos Dilma convoca prefeitos das capitais para discutir "a voz das ruas". Haddad defende uma ideia: dono de carro deve subsidiar transporte coletivo. Pág. 5 Ano 87 - Nº 23.899

Conclusão: 23h35

www.dcomercio.com.br

Jornal do empreendedor

Dívida em dólar: questão de tempo.

R$ 1,40

Só 12% dos compromissos são de curto prazo, mas se a alta continuar... Pág. 20

São Paulo, sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de junho de 2013

Marcos Brindicci/Reuters

Zé Carlos Baretta/Hype

Este copo só fica em pé com celular de castigo Uma invenção a favor da conversa de boteco. Pág. 10

Confederações: a festa acabou. Agora, o bicho vai pegar. E na terceira partida, a terceira goleada. Desta vez, o Taiti foi 'atropelado' pelo Uruguai (8 a 0). Mas nem ligou. Despediu-se da competição com volta olímpica, faixa de agradecimento e muita festa da torcida na Arena Pernambuco. No Castelão, a Nigéria cansou de perder gols e apanhou da Espanha (3 a 0), que pega a Itália nas semifinais, quinta-feira, no Castelão. Na véspera, dia de novos protestos em Belo Horizonte, o Brasil encara os uruguaios, às 16h (Mineirão). Págs. 9 e 16 Jerome Favre/EFE/EPA

Ele toca a Torre Eiffel O compositor americano Joseph Bertolozzi está em Paris coletando sons obtidos na torre para fazer Tower Music, que pretende apresentar nos 125 anos dela, em 2014. Pág. 13

Snowden vence pega-pega Hong Kong, Moscou, Cuba e asilo no Equador. Pág. 8 ISSN 1679-2688

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Página 4

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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o

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de junho de 2013

A demanda dos produtos, como o tomate, é condicionada por hábitos culturalmente determinados. Delfim Netto

pinião

Reprodução

SÉRGIO P. MUNIZ COSTA

A QUESTÃO É: DE QUE LADO?

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A JABUTICABA E O PREÇO DO TOMATE

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m recente comentário falei de um artigo superinteressante da inteligente jornalista Raquel Landim na Folha de S. Pau lo , no qual ela desvenda mais uma jabuticaba da realidade brasileira: somos a única economia do planeta capaz de lidar simultaneamente com 29 índices de inflação! Eles são construídos por quatro respeitáveis instituições – IBGE, FGV, FIPE e DIEESE – que medem no tempo, no espaço e em diversos setores as variações das taxas da inflação, divulgadas em períodos certos, em todas as frequências. Constroem até mesmo índices diários, exclusivos, pagos pelos clientes interessados (à FGV) por necessidade de ofício. Antes de terminar de redigir o comentário, porém, tive de acrescentar apressadamente um novo índice ao jaboticabal: no último dia 7 de junho a Ordem dos Economistas do Brasil relançou o seu Índice de Custo de Vida da Classe Média, que acompanha 468 bens e serviços. Divido com meus leitores uma singela questão: o brasileiro é ou não é o cidadão do mundo mais bem informado e atualizado sobre os problemas da inflação? A jornalista Raquel Landim ofereceu mais uma informação em seu excelente artigo: a de que "na Austrália o índice da inflação é divulgado a cada três meses"... Isso me trouxe à lembrança a "batalha dos índices" que ocupou enormes espaços da mídia (impressa, televisiva e blogueira) nos meses de março e abril, a propósito da "infla-

ção do tomate", quando estava no auge o "cabo-de-guerra" entre o governo e o sistema financeiro para decidir sobre a necessidade ou não de elevação das taxas de juro como instrumento capaz de impedir que a meta da inflação fosse ultrapassada.

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enceram os argumentos e os músculos poderosos do "mercado". A taxa Selic subiu de 7,25% para os atuais 8% ao ano, reiniciando o seu alegre retorno em direção à "meta" de colocar a taxa de juros brasileira novamente no topo do mundo. E a banda superior da meta de inflação (6,5%) foi apenas levemente ultrapassada, por um breve período, enquanto os índices de preços passaram a se comportar de uma forma mais

civilizada, com a regularização da oferta dos produtos da agricultura. Decorrido o período para normalização da produção, os preços retornaram aos níveis habituais e a terrível "inflação do tomate" deixou de existir para a mídia. A atoarda, no entanto, cumprira o seu papel de turbinar as expectativas, com o tomate servindo de isca e motivo para diversos índices mostrarem uma inflação "fora de controle", que a elevação dos preços estava se generalizando em toda a economia e que a "salvação da pátria" dependia do aumento da taxa de juros. Na ocasião, não foram considerados os fatos que mostravam que o problema do tomate era apenas sazonal. Em cada mercado particular os

DELFIM NETTO preços variam em função das características da demanda e da oferta.

A

demanda é condicionada por hábitos culturalmente determinados (as donas de casa têm dificuldade de substituir o tomate nas receitas que aprenderam com suas avós). Do lado da oferta, ela é fixa no curto prazo: depende da área plantada há noventa dias em resposta aos estímulos recebidos dos preços no momento do plantio. Se ocorre um problema climático que reduza a quantidade ofertada, o equilíbrio entre a oferta e a procura, no curto prazo, exige um dramático aumento do preço. Isso não é inflação. É apenas um ajuste de preço relativo, que cortará a demanda para ajustá-la ao nível da oferta. Foi no que aconteceu com o preço do tomate, que voltou ao patamar antigo – aliás, em menos de noventa dias... ANTÔNIO DELFIM NETTO É PROFESSOR EMÉRITO DA FEA-USP, EX-MINISTRO DA FAZENDA, DA AGRICULTURA E DO PLANEJAMENTO CONTATODELFIMNETTO@TERRA.COM.BR

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cesário Ramalho da Silva Edy Luiz Kogut João Bico de Souza José Maria Chapina Alcazar Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Miguel Antonio de Moura Giacummo Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Renato Abucham Roberto Mateus Ordine Roberto Penteado de Camargo Ticoulat Sérgio Belleza Filho Walter Shindi Ilhoshi

eve ser muito difícil para autoridades, políticos e formadores de opinião que sabem o que realmente está acontecendo no País ficarem calados ou virem a público para declararem as platitudes de conveniência com que nos brindam nesses dias de tumulto que vivemos. Tanto quanto as suas atribuições institucionais, serão as suas consciências individuais que lhes dirão como lidar com isso. Isso não nos subtrai o direito de apreciar autonomamente o que ocorre, mesmo desconfiando que jamais se saberá o que realmente aconteceu por detrás da violência que tomou as cidades brasileiras. A palavra de mobilização já estava no ar semanas antes das manifestações começarem, chegando aos nossos lares com uma desfaçatez chocante. O que se seguiu foram manifestações sincronizadas nos lugares emblemáticos da paisagem cívicoinstitucional de várias capitais brasileiras, depredando patrimônio público e privado de forma nunca antes ocorrida, enfrentando com desenvoltura tropas de choque da polícia e se justificando amplamente num discurso uníssono que parte de redações e universidades.

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ortanto, o que está nas ruas não é espontâneo, é profissionalmente dirigido; não é pacífico, é factualmente destrutivo; não é reformista, é assumidamente revolucionário, e cada uma dessas antinomias expressa bem os caminhos que temos pela frente: a reafirmação da democracia ou o eclipse desta República, sem sabermos o que a substituirá. O assalto à Praça dos Três Poderes na noite de 20 de junho tem um significado grave para a História do Brasil. Cabe a nós, brasileiros, dizer qual será ele, e não aos desajeitados analistas gringos ou à expertise trotskista que vem do exterior. O oxigênio que alimenta essa convulsão social tem diversos componentes: a

degeneração da política partidária, o sectarismo que tomou conta da sociedade, a deterioração das condições de vida nas cidades; e o autoritarismo e arbítrio estatal na vida social.

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consensual que esses fatores geraram uma insatisfação surda e generalizada, mas não é razoável admitir que tenham deflagrado o que se assiste. Seria confundir causas com condicionantes, objetivos com circunstâncias e, mais do que tudo, vontade com oportunidade. André Dusek/Estadão Conteúdo

A chama que acendeu o desatino que varre o País está numa vontade política que tem por objetivo a tomada do poder e essa simplicidade que se esconde em fingidas perplexidades precisa ser assumida urgentemente pela sociedade brasileira.

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s acontecimentos em curso no Brasil nos remetem a cinco ou seis décadas atrás, quando se plantou a crise que culminaria no fim da República de 1946. Dado o seu polimorfismo e infinidade de agentes e fatores, a História não se repete, mas se existe um aspecto comum a essas conjunturas políticas difíceis é a incontida vontade de poder de um homem cujos áulicos não mediam (ou não medem) as consequências dos atos para atingir seus objetivos. Muitas perguntas foram feitas nesses últimos dias, mas diante de um silêncio e de uma inoperância insustentável começa a tomar forma a pergunta que poderá responder a muita coisa perante a História. De que lado está o governo? SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA É HISTORIADOR

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, Marcel Solimeo Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br). Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br). Editores Seniores: chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), José Roberto Nassar (jnassar@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br). Editor de Fotografia: Agliberto Lima. Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Heci Regina Candiani (hcandiani@dcomercio.com.br), Tsuli Narimatsu (tnarimatsu@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br. Subeditores: Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Ricardo Osman. Redatores: Adriana David, Evelyn Schulke, Jaime Matos e Sandra Manfredini. Repórteres: André de Almeida, Karina Lignelli, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves e Sílvia Pimentel. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estadão Conteúdo, Folhapress, Efe e Reuters Impressão S.A. O Estado de S. Paulo. Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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o NINGUÉM SABE EM QUE VAI DAR ORGANIZAÇÃO SI MU LT ÂN EA DE MANIFESTAÇÕES É TEMÍVEL PARA OS PODEROSOS.

pinião

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screvo antes deste domingo e, portanto, pode haver acontecido alguma coisa, ou muita coisa, que invalide o que penso agora. Mas não creio muito nisso, porque praticamente todos, inclusive comentaristas especializados e experientes, se mostram aturdidos, quase tontos, com as manifestações de protesto por todo o País. Não sou exceção à perplexidade geral e tampouco sei responder às perguntas que se oferecem. Como se iniciaram as manifestações, onde foram concebidas, por que de repente multidões saíram às ruas para re-clamar e reivindicar? Que lideranças estarão ocultas, interessa a alguém o que vem sucedendo, beneficia algum grupo? O momento terá sido escolhido ou deflagrouse um movimento espontâneo, que fugiu do controle de quem quer que o tenha organizado? De agora em diante, fazendo-se um retrospecto, talvez as respostas se esbocem, mas, no momento, elas parecem desconhecidas.

JOÃO UBALDO RIBEIRO

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contra a insegurança em Itaparica, do Rio e falando pelo Skype para os celulares de meu amigo Beto Atlântico e minha prima Bete Saldanha, que comandavam as ações no front. Participei de tudo e a passeata foi um sucesso, houve até visita do governador e mudança de delegado. Muita gente escreve bobagens apressadas sobre o papel das redes sociais, porque ainda é cedo para avaliá-lo completamente, mas essas redes e a internet em geral introduziram novidades que todo mundo já sentiu e cujas consequências mal começamos a ver.

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as uma coisa ali e outra acolá, mesmo que meio na base do palpite, podem ser observadas agora mesmo. As categorias que vemos empregadas por muitos analistas e que nós próprios usamos talvez estejam cada vez mais obsoletas. Não me refiro aos saudosos tempos em que o panorama era bom para todo mundo. Havia o ouro de Moscou e as ideologias exóticas para culpar por qualquer agitação e volta e meia um severo general emitia uma ordem do dia em que fazia uma advertência à Nação. O imperialismo ianque, por seu turno, era o responsável por tudo o de medonho sobre a face da Terra, das secas no Nordeste às derrotas da Seleção. Isso parece que sumiu, mas ainda usamos um arsenal conceitual inadequado. Esquerda e direita, notadamente no Brasil, são como o

cida ao longo de anos e agora cada vez mais ameaçada, por inflação, insegurança, corrupção e serviços públicos execráveis. Nada substitui a visão de gente de carne e osso protestando nas ruas, gente que pode ser mobilizada em horas e é capaz de tecer uma cadeia de ações de que não podemos nem suspeitar agora.

conto de Mário de Andrade, que disse que conto é tudo aquilo que se chama conto. Esquerda aqui é tudo aquilo que se chama esquerda e direita é tudo o que se chama direita, não fazem nenhum sentido prático e são uma salada de enganações, farsas, meias verdades, vigarices e ignorância mesmo. Elite, nem se fala, e até virou sinônimo, em nosso caso grotesco, de oposição. Os partidos políticos não querem dizer nada e seus programas de televisão são um desfile obsceno de inanidades genéricas, em que todos se manifestam a favor da justiça social, de melhor educação, melhor saúde e mais um farto e invariável bolodório, mas nenhum diz co-

mo chegar lá. Se alguém der a ousadia de indagar aos partidos se concordam com aquilo por que clamam os manifestantes, todos vão assentir, não só porque são reivindicações tão genéricas que não oferecem risco e apenas suscitam as promessas fajutas de sempre, como porque as diferenças entre eles são só os no-

A

organização simultânea de manifestações pelo mundo afora é temível para os poderosos. Estou acostumado a perguntas de estrangeiros sobre o Brasil. Mesmo se muito interessados, querem explicações sucintas, quando a gente sabe que nem mesmo nós conhecemos essas explicações. A maior parte das perguntas requereria um seminário especial. Mas as manifestações de rua, reunindo o que, para cidades estrangeiras, é muita gente, são bem mais poderosas. Não há artigo de jornal com a mesma força, e razão assiste à Presidente, quando, além de se preocupar com os acontecimentos internos, busca preservar a imagem de uma democracia próspera, estabele-

mes dos que se locupletam. Os estudos sobre liderança e movimentação de massas depois do celular e da internet ainda estão por ser feitos. Eu mesmo – lá se vai outra revelação em primeira mão e tremo ao fazê-la, porque sou do tempo em que isso dava cana – ajudei a organizar e coordenar, já faz alguns anos, uma passeata

Besteira achar que não haverá depredações e saques. Há saques até quando um caminhão carregado tomba na avenida, quanto mais numa situação de tumulto geral.

UM AVISO AOS GOVERNANTES: O PODER SUBIU NO TELHADO.

ão há como prever o que vai acontecer. As manifestações podem ter sido fumarolas de um vulcãozinho por tradição comodista e resignado, mas também podem não ter sido. Qualquer evento de alguma repercussão pode afetar o rumo da situação. Quando se trata de multidões, um estudioso dirá que não se espere racionalidade. Besteira achar que as manifestações continuarão sem que haja depredações e saques. Há saques até quando um caminhão carregado tomba na avenida Brasil, quanto mais numa situação de tumulto generalizado. Para não falar nos ladrões habituais mesmo, que procurarão aproveitar as oportunidades profissionais oferecidas. Para finalizar, peço vênia para não deixar de tocar no assunto sobre o qual tencionava inicialmente escrever hoje. É que o Congresso Nacional vai votar o infame projeto conhecido como PEC 37, emenda constitucional que retira do Ministério Público a atribuição de investigar crimes. Trata-se de um retrocesso absurdo, que só beneficia a delinquência, a prevaricação e a impunidade. Manda a boa paranoia acolher a suspeita, ainda que tênue, de que alguém quer distrair-nos para, enquanto atentamos nas passeatas, tungar-nos mais uma vez. Ia dizer que devemos combater essa emenda, embora ela não tenha a ver com as manifestações. Mas tem, claro que tem, tomara que tenha. JOÃO UBALDO RIBEIRO É CRONISTA, ROMANCISTA E PERTENCE À

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.

PAULO SAAB

André Dusek/Estadão Conteúdo

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o tempo do telegrama a mensagem chegou do Pataquistão ao Sr. Manoelowski: "Seu gato morreu". Chateado, o Sr. Manoelowski mandou outro de volta: "Não é assim. Deveriam ter mandado, primeiro, um dizendo: seu gato subiu no telhado. Depois outro: seu gato escorregou. Depois outro: seu gato caiu. E finalmente, seu gato morreu. Assim eu já estaria preparado". Alguns dias depois o Sr. Manoelowski recebeu outro telegrama: "Sua mãe subiu no telhado". Pois nos tempos de Internet , o Brasil está mandando uma mensagem aos poderosos, governantes, políticos, burocratas, mídia, servidores públicos, à própria Nação: "O poder subiu no telhado" O caldeirão ainda está misturado. Começou com uma feição, ganhou dimensão, ampliou os ingredientes e não se sabe ainda onde e como isso tudo que acontece no País vai dar. Uma coisa está clara: a insatisfação generalizada alcança a tudo e a todos. Sempre há em grandes movimentos de massa

oportunistas, vândalos, irresponsáveis, imbecis, interessados escusos – Inclusive, políticos e pessoas e instituições objetos da insatisfação, que também protestam fingindo não ver que a questão é com eles, como fez, por exemplo, o PT, o ir às ruas. Mas oportunismo e mau caratismo não é novidade. E é um dos motivos da revolta.

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ão há consenso de pauta entre os que ganharam as ruas. E ainda lutam entre si para afastar os aproveitadores, com partido assumido. Estes perderam espaço. Surgiu uma espécie de luta de classes e de ideologia dentro dos que se manifestam. De um lado os ditos burgueses, que extravasam sua insatisfação com o que se transformou o Brasil, notadamente na era lulopetista e dilmista e, de outro, os partidos radicais de esquerda, que sempre fizeram esse tipo de protesto com seus gatos pingados e querem o comando em busca da revolução operária. Acontece, como já mencionei aqui, que o

elefante descobriu sua força e agora mandou o poder para o telhado, ameaçando os pseudos donos do circo e assustando os palhaços, que antes riam enquanto gatunavam a população. Quem está nas ruas é a classe média, o povo, de verdade, não os criados pela propaganda. E nesse aguaceiro sempre nadam juntos vândalos e aproveitadores.

A

té a Globosubiu no telhado. Literalmente. Enquanto os malfeitores

incendeiam veículos do SBTe da Record, a Globotransmitia , no País todo, com câmeras e repórteres do alto de edifícios nas proximidades do barulho, Brasil afora. A Bandfoi a que se misturou ao povo e o ouviu. A Globo "supunha" lá de cima o que diziam e se limitava, superficial na transmissão dos fatos que todos viam. Visível a preocupação de dizer-se ao lado do povo e de não ser hostilizada por seu caráter oficialesco. Pois o poder subiu no

telhado. O elefante rebelouse no circo. O caldeirão está fervendo, sem se saber o que vai resultar da fervura. Governantes, parlamentares, juízes, burocratas, adesistas, criminosos no poder, acautelem-se. Comecem a levar a coisa pública a sério e a população brasileira sem mais deboches.

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inguém quer ver o circo pegar fogo. É chato dizer, mas meu leitor sabe: há quanto tempo eu advertia para o exagero dos

desmandos e pedia que a voz rouca das ruas se fizesse ouvir? O poder ainda não tem nome definido. Serve para cada um que tem cargo e função pública e não honra. Outra coisa é certa: tem gente com medo dentro dos palácios, pelo País todo, notadamente na região planaltina. Qual será o limite? De preferência sem fogueiras, mesmo que seja hoje dia de São João. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


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5 DESPERTAR JOVEM O cardeal dom Odilo Pedro Scherer, 63 anos, vê as recentes manifestações no País como um despertar da consciência jovem. "As pessoas resolveram fazer ouvir as suas vozes nas ruas. Isso deve ser interpretado pela classe política", avisa.

Estamos aqui simulando uma pauta porque, na verdade, cancelamos a pauta da tarde para assistir o futebol e essa Câmara não programou sessão deliberativa para esta tarde e noite e vai emendar a quarta com a quinta, com a sexta, com sábado, com domingo e com segunda-feira. Ricardo Berzoini, deputado (PT-SP), sobre sessão da Câmara em dia de jogo do Brasil na Copa das Confederações

Adriano Vizoni/Folhapress

olítica

Vou te dizer que essa possibilidade (de chantagem) existe e de vez em quanto acontece. Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, sobre as negociações entre o governo e a base parlamentar antes das votações no Congresso André Dusek/EC

Ela deve uma melhor explicação sobre o que disse: se há chantagem, ela precisa dizer se do Congresso ou da base do governo, em que momento ocorreu, e como o governo reagiu, se atendeu ou não. Carlos Sampaio, deputado (PSDB) Dida Sampaio/EC

Dilma convoca prefeitos para conter 'barulho social'

Evelson de Freitas/EC

Uma questão é clara: o Brasil róseo, festejado na propaganda oficial, Brasil sem miséria, de educação de qualidade, com empresas públicas batendo recorde de produção, esse Brasil que nós dizíamos irreal ficou claro que não existe. Fernando Henrique Cardoso ao comentar as manifestações contra o aumento da passagem do transporte público A lei foi feita por eles, pelos torturadores. É preciso que haja uma modificação. Coronel Ivan Proença, preso por mais de 50 dias e que teve os direitos militares cassados ao solicitar mudanças na Lei da Anistia Alan Marques/Folhapress

Queria aproveitar e mandar um recado: dona ministra Maria do Rosário, dizer que o governo vai interferir no Legislativo é muito perigoso. Principalmente porque mexe com a bancada inteira. Marco Feliciano, deputado (PSC-SP ), ameaça a ministra de Direitos Humanos sobre interferência do governo nas votações do "cura gay"

Não é a homossexualidade um dos distúrbios que prejudica a família. O que prejudica a família é a corrupção, a forma como a classe política está se comportando. Simplício Araújo (PPS-MA), deputado federal e vicelíder da Minoria na Câmara, sobre o projeto "cura gay" A grandeza das manifestações comprova a energia da nossa democracia, a força da voz da rua, e o civismo da nossa população. Dilma Rousseff, presidente, sobre os protestos que aconteceram em centenas de cidades brasileiras

Conforme prometido na sexta-feira, Dilma começa a discutir reivindicações expostas pelas 'vozes das ruas'.

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o esforço de articulação política para responder às manifestações de rua, a presidente Dilma Rousseff (PT) convocou 26 prefeitos para uma reunião hoje, às 16h, no Palácio do Planalto. E eles já se articulam. Liderados pelos prefeitos José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, e Fernando Haddad (PT), de São Paulo, eles discutirão às 12h na sede da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) a pauta a ser deliberada com Dilma. Na ocasião, pretendem redigir um balanço detalhado dos protestos em suas cidades e relacionar os pedidos que se-

rão formulados. Uma das propostas que os prefeitos devem fazer é a adoção de mecanismos para que quem tem automóvel, e abastece com álcool ou gasolina, passe a subsidiar o transporte coletivo. Duas das antigas reivindicações da Frente Nacional dos Prefeitos, como a contratação de médicos estrangeiros para atuar no País e a desoneração do transporte público, entraram na agenda de Dilma e foram listadas por ela em seu pronunciamento em rede nacional de rádio e TV na última sexta-feira. Além de Dilma, devem participar das conversas os minis-

OAB, CNBB e MCCE farão ato hoje, em Brasília.

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Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) farão hoje, às 10h, um ato público em apoio às reivindicações da sociedade que ecoam nas ruas desde a semana passada. Haverá o lançamento de um anteprojeto de lei de iniciativa popular, para a coleta de 1,5 milhão de assinaturas, com o objetivo de obrigar o Congresso Nacional a votar imediatamente a reforma política para atacar a corrupção eleitoral, assegurar liberdade ampla na internet e estimular a instalação de Comitês de Controle Social dos Gastos Públicos – inclusive sobre gastos da Copa de 2014 e sobre tarifas de transporte coletivo.

O ato também tem o objetivo de obrigar o governo a ampliar o investimento em saúde e educação, com a fixação de 10% do orçamento geral da União e do PIB, respectivamente, destinado para as duas áreas. E, ainda, a criação urgente de um Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos. O evento será realizado no plenário da sede da OAB, em Brasília. "Não adianta apenas se queixar da corrupção sem combater a raiz do problema. Defendemos o financiamento democrático das campanhas, para que todos os políticos tenham um mínimo de estrutura para apresentar suas ideias sem se submeter a relações espúrias com empresas", afirmou o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius, por meio de nota. (Estadão Conteúdo)

tros da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Saúde, Alexandre Padilha; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; da Educação, Aloizio Mercadante, e das Cidades, Aguinaldo Ribeiro – além do secretáriogeral da Presidência, Gilberto Carvalho, e do titular da Controladoria Geral da União, Jorge Hage. A presidente também pretende se reunir hoje com 27 governadores. Pronunciamento – No discurso em cadeia nacional, na sexta-feira, Dilma disse ser a presidente dos que se manifestam e dos que não se manifestam. "A mensagem direta das ruas é pacífica e democrática. Ela reivindica um combate sistemático à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Todos me conhecem. Disso eu não abro mão. Esta mensagem exige serviços públicos de mais qualidade. Ela quer escolas de qualidade; ela quer atendimento de saúde de qualidade; ela quer um transporte público melhor e a preço justo;

ela quer mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais, as instituições e os governos devem mudar. Irei conversar, nos próximos dias, com os chefes dos outros poderes para somarmos esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do País para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos." A presidente também defendeu a Copa do Mundo, dizendo que o Brasil sempre foi bem recebido em eventos internacional. "Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. O Brasil merece e vai fazer uma grande Copa." Segundo ela, o dinheiro investido em estádios está saindo de financiamentos que serão pagos pelas empresas e governos que estão explorando os estádios. "Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação", avisou. (Agências)

Leia mais sobre o impacto dos protestos na página 7

Banco Bradesco S.A.

CNPJ no 60.746.948/0001-12 - NIRE 35.300.027.795 Ata Sumária da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 11.3.2013

Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 225.523/13-9, em 13.6.2013. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Bradespar S.A. CNPJ no 03.847.461/0001-92 - NIRE 35.300.178.360 Companhia Aberta Ata da Reunião Extraordinária no 276, do Conselho de Administração, realizada em 29.4.2013 Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob no 212.535/13-4, em 6.6.2013. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Bradespar S.A. CNPJ no 03.847.461/0001-92 - NIRE 35.300.178.360 Companhia Aberta Ata Sumária das Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária realizadas cumulativamente em 29.4.2013 Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob no 212.534/13-0, em 6.6.2013. a) Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.


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De modo geral, nossos políticos não têm a coragem de enfrentar esse problema.

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Giuseppina La Delfa, presidente de uma associação de pais gay na Itália

Fotos: Marco Gualazzini/International Herald Tribune

Pétalas de rosas coloridas na saída do casamento simbólico entre Massimiliano Benedetto e Giuseppe Ilaria , na Itália. País não regulamentou a união e o casamento do mesmo sexo.

Casamento gay gera polêmica em diversos países No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça, e não o Congresso Nacional, regulamentou a união reconhecida pelo Estado para o mesmo sexo. Elisabetta Povoledo The New York Times

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casamento foi tradicional em quase todos os aspectos. A m ú s i c a e r a r omântica. Votos foram trocados com muito choro juntamente com anéis brilhantes, e um primeiro beijo apaixonado foi recebido com aplausos barulhentos, e então mais lágrimas, de ambas as famílias. Mas, do ponto de vista legal, o casamento de Massimiliano Benedetto e Giuseppe Ilaria foi puramente simbólico, e qualquer coisa, menos tradicional, em um país onde os casais gays não têm direitos. "Essa é uma celebração que foge às regras", disse Imma Battaglia, um dos ativistas dos direitos gays mais proeminentes da Itália, que oficiou a cerimônia em um hotel de luxo. "Os gays são acusados de ser algo perigoso para a família. Em vez disso, hoje, Massimiliano e Giuseppe estão realizando um desejo que reforça o conceito de família". Eles também estão fazendo uma declaração política. Movimentos a favor de garantir o estatuto legal do casamento homossexual tem ganhado velocidade ao redor do mundo. Ao menos 13 países já legalizaram o casamento gay, assim como muitos estados e o Distrito de Colúmbia nos Estados Unidos. A Nova Zelândia aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em abril, assim como o Uruguai e em maio deste ano, o Brasil. Na Europa, a Grã-Bretanha aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Câmara dos Lordes permitiu que

casais que já vivem em união civil convertam sua relação em um casamento. A medida, patrocinada pelo governo, foi aprovada pelos parlamentares com 366 votos a favor e 161 contra e ainda gera polêmica. A Alemanha aguarda votação do Bundestag para fazer o mesmo. A França teve seus primeiros casamentos gays legais, embora o assunto ainda gere protestos pelos opositores. Uniões homoafetivas, mas não casamentos, são legais em vários outros países. A Itália é um dos poucos países na Europa Ocidental que não reconhece uniões homoafetivas de nenhum tipo. Durante anos, projetos de lei legalizando relacionamentos gays fracassaram no Parlamento, pela indiferença de centro-esquerda e hostilidade de centro-direita. Durante os últimos 15 anos, várias cidades italianas, incluindo Milão, no ano passado, aprovaram

um registro civil para casais do mesmo sexo, mas os poucos direitos sancionados acabam no limite da cidade. Roma não está entre elas. "Eu não quero parecer retórica mas, nós amamos nossos meninos, e como italiana eu me sinto um pouco envergonhada", disse Marinella Benedetto, mãe de Massimiliano, que o acompanhou até o altar. "Mas os tempos estão evoluindo e mudando, nós só precisamos avançar no tempo." Desde que anunciaram a data do casamento, os noivos viraram manchete. "Um amigo nosso de Nova York que veio para o casamento disse que ele não conseguia entender qual era o grande problema", Benedetto disse sobre o falatório no evento. "Eu expliquei: 'Estamos na Itália'". "Muitas pessoas nos perguntaram: 'Por que vocês não se casam no exterior?'", Ilaria disse durante uma entrevista

na casa que os dois homens dividem com dois cachorros. "Mas era importante para nós que fosse em Roma, para que nossa família pudesse participar. Não faria sentido de outra forma", disse ele. "Não teria nenhum valor". Pesquisas sugerem que, no caso dos direitos gays, a sociedade italiana pode ser mais tolerante do que os parlamentares que a representam. Um estudo feito em 2011 pela agência nacional de estatísticas, Istat, descobriu que quase 63% dos italianos acham que os casais homossexuais deveriam ter os mesmos direitos legais dos casais heterossexuais, e que quase 44% deles acham que os casais gays deveriam poder se casar. "De modo geral, nossos políticos não têm a coragem de enfrentar esse problema", disse Giuseppina La Delfa, presidente da Famiglie Arcobaleno, associação para pais gays. "Eles colocam suas carreiras antes de tudo; têm medo de perturbar a opinião pública". Ainda assim, em maio, parlamentares italianos votaram para estender seus planos de saúde parlamentares para parceiros do mesmo sexo, desencadeando acusações de hipocrisia e elitismo. "É uma versão gay de 'A Revolução dos Bichos' de George Orwell, onde alguns são mais iguais que outros", escreveu Luca Mastrantonio no jornal Corriere della Sera. "Mas é apenas o Parlamento italiano, que mais uma vez, aumenta o abismo entre as instituições e

Bolo da festa enfeitado com dois bonecos do sexo masculino os cidadãos comuns". Alguns críticos apontam para a influência do Vaticano sobre os parlamentares como o principal obstáculo para a aprovação da legislação dos direitos gays, mas para outros, isso é apenas uma desculpa. "O Vaticano apenas faz seu trabalho, é como um fanfarrão na balada, decidindo quem está na moda e quem está fora dela", disse Alessandro Bentivegna, um dos fundadores da Same Love. Dois anos atrás, ele entrou em um relacionamento civil em Dublim, sobre o qual escreve em seu blog. "A Irlanda é tão católica quanto à Itália, ainda assim, estão 100 anos à nossa frente", disse. A Irlanda legalizou uniões entre gays em 2010. Há alguns sinais de que o novo Parlamento poderia estar mais aberto em relação ao assunto. Josefa Idem, ministra da Igualdade, disse em várias ocasiões que ela lutaria por di-

Brasil estuda tratamento psicológico

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o Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, no dia 14 de maio, uma resolução obrigando todos os cartórios do País a celebrar casamentos gays. O tema foi proposto pelo presidente do conselho, ministro Joaquim Barbosa, e aprovado por 14 votos a 1. A resolução se choca com o projeto de lei que autoriza psicólogos a tratarem a homossexualidade como doença. Apelidada de "cura gay", a proposta foi defendida pelo deputado Marco Feliciano

(PSC-SP) e aprovada na Comissão de Direitos e Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara. Ainda vai passar por outras duas comissões: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para a votação em plenário. As críticas são intensas e os protestos também. Já nos Estados Unidos, a organização Exodus International, que pregava a cura do homossexualismo, encerrou recentemente suas atividades dizendo que uma nova gera-

ção de cristãos está surgindo e quer mudanças. A entidade trabalhou por 37 anos dizendo que conseguia ajudar os homossexuais a encontrarem "o caminho para ser um cristão pleno" deixando a prática. Tony Moore, líder da entidade, afirmou que não irá mais promover a cura gay. "Nós fazemos parte de uma comunidade conservadora cristã. Mas nós cessamos e agora queremos vida, um organismo que respira", disse. A Exodus publicou um comu-

nicado oficial pedindo desculpas e o seu presidente, Alan Chambers, concedeu uma entrevista à CN N d izendo que eles acordaram e entenderam que "é doloroso ser um pecador nas mãos de uma igreja com raiva". Chambers se diz ex-homossexual que passou pelo "tratamento" oferecido pela Exodus e hoje é casado e tem filhos, mas com o fechamento da entidade, ele diz: sinto atração pelos dois sexos. (Agências)

reitos iguais para os casais gays. E um projeto de lei para combater a homofobia, apresentado em maio, deve ser aprovado depois da assinatura de mais de um terço dos membros do Parlamento. "A Itália tem uma cultura machista e homofóbica difusa", disse Laura Boldrini, presidente da Câmara dos Deputados, durante um discurso no dia 17 de maio. Ela também pediu o reconhecimento das uniões homossexuais. Casamento pode ser um assunto mais difícil para eles engolirem, "mesmo que a sociedade tenha evoluído", disse Ivan Scalfarotto, um parlamentar do partido democrático que apresentou um projeto a favor do casamento gay. "Eu ficaria satisfeito se nós aprovássemos as uniões civis, mas eu ainda estaria interessado em saber por que eu pago os mesmos impostos, mas não posso exercer os mesmos direitos que outros cidadãos". Ed Ferreira/E

stadão Conteúd

Marco Feliciano (PSC-SP) no centro da proposta para a cura gay

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7 Site em manutenção. Em breve retornaremos! PMDB nacional

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Marcelo Fonseca/ Estadão Conteúdo

Cabral evita agenda pública, após protestos. Peemedebista cancela compromissos públicos para evitar exposição e desgaste

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lvo principal dos pro- ção e na saúde e questionam o testos no Rio, o go- patrimônio do governador, vernador Sérgio Ca- por morar em um dos pontos bral (PMDB) saiu das mais caros da cidade e do País. ruas. Há uma semana não tem O quarteirão da casa de Cabral agenda pública e fez apenas foi fechado aos carros e teve o um pronunciamento, durante policiamento reforçado. entrevista coletiva na tarde de "Não tenho monopólio nem sexta-feira, mesmo dia em que unanimidade. Fui reeleito com também rompeu o silêncio o 67% e 33% dos cidadãos não secretário de Sevotaram em gurança Pública, mim. Minha luta José Mariano é que se manteNão tenho Beltrame, candinha no Brasil o dato dos sonhos d e b a t e d e m ounanimidade. do PMDB para c r á t i c o " , a f i rFui reeleito com ser vice na chamou Cabral na 67% e 33% dos pa de Luiz Fersexta-feira, recidadãos não nando Pezão, jeitando, contuvotaram em mim. que disputará a do, a análise de sucessão de Caque seja o princiSÉRGIO CABRAL, bral em 2014. pal alvo das maGOVERNADOR DO RIO As cobranças nifestações. a Cabral se inNo fim de setensificaram na noite de sex- mana, Cabral não quis se prota-feira, quando um pequeno nunciar sobre a manifestação grupo passou a acampar na em sua porta e a assessoria avenida Delfim Moreira, na não informou se o governador orla do Leblon, a poucos me- estava no Rio. tros do edifício onde mora o Correndo para Dilma – Cabral governador, na rua Aristides tem conversado quase todos Espínola. os dias com a presidente DilOs jovens, que passaram o ma Rousseff e com o ex-presifim de semana acampados, dente Luiz Inácio Lula da Silva, protestam contra gastos pú- mas os políticos não conseblicos elevados com a Copa, guem avançar em uma avaliacobram melhorias na educa- ção sobre o futuro dos movi-

mentos que tomaram as ruas do País. "Perplexos", "estupefatos", "assustados" é o que mais se ouve sobre o sentimento dos governantes. Atacados pelos gastos excessivos com a Copa, Cabral e o prefeito Eduardo Paes (PMDB) não têm ido além da declaração padrão de que apoiam os movimentos pacíficos e repudiam a violência. Pouco falam sobre reivindicações, com o argumento de que são muito difusas. Paes garantiu que os investimentos com saúde e educação não serão afetados no corte necessário, segundo o prefeito, para arcar com o impacto de R$ 200 milhões anuais nos cofres municipais em decorrência da diminuição das tarifas em R$ 0,20. Cabral disse se associar às reivindicações por saúde, educação, combate à corrupção e à impunidade e reafirmou ser contra a PEC 37, que restringe o poder de investigação do Ministério Público. Sem saber os rumos que os protestos tomarão e o impacto nas eleições do ano que vem, os governantes do Rio estão bem cautelosos e discretos. (Estadão Conteúdo)

Governador do Rio, Sérgio Cabral, tem buscado os conselhos de Dilma e Lula. Assustado, ele adota cautela.

Nova Constituinte em pauta Cresce, entre parlamentares, a urgência de se promover a reforma política.

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s manifestações que se espalharam pelas ruas do País dão ânimo aos defensores de uma revisão no sistema político brasileiro, em especial por meio de uma Assembleia Constituinte exclusiva para debater o tema. Nos protestos, os pedidos de reforma no sistema de representação se misturaram aos cartazes defendendo transporte mais barato, melhorias na saúde e na educação, transparência nos gastos públicos e combate à corrupção. Autor de proposta de emenda constitucional

(PEC) em 1997 para a convocação de uma Constituinte destinada à revisão dos sistemas político e tributário, e do pacto federativo, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) é um dos parlamentares que pensam dessa forma. Na sexta-feira, o petista Henrique Fontana (RS), relator na Câmara de uma proposta de reforma política, defendeu que o assunto seja debatido o quanto antes, mas pelo próprio Congresso. Até a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, criada como

contraponto à eleição de Marco Feliciano (PSC-SP) para o comando da Comissão de Direitos Humanos Câmara, avalia discutir a reforma política. A rede de 70 instituições que se mobilizou pela criação da Lei da Ficha Limpa, em 2010, promete começar, hoje, uma campanha para a coleta de assinaturas pela "Reforma Política Já". Para Miro, este é o momento de amadurecer a ideia da Constituinte, mobilizando formadores de opinião e instituições para, em seguida, atualizar a PEC. (EC)

Divulgação

Corpo de Ewaldo Dantas é enterrado em São Paulo Domingos Zamagna

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corpo do jornalista Ewaldo Dantas Ferreira, de 87 anos, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério de Congonhas, em São Paulo. Ele estava internado havia semanas do Hospital Samaritano e faleceu no sábado. Dentre suas reportagens mais famosas consta a entrevista com o ex-chefe da Gestapo nazista na cidade francesa de Lyon durante a II Guerra Mundial, Klaus Altmann Barbie, o "carrasco de Lyon", que ele localizou na Bolívia (1972), em um trabalho de repercussão internacional. A entrevista, publicada em série pelos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, foi reproduzida simultaneamente por diários de vários outros países, capitaneados pelo francês France-Soir, e transformada em livro. Ewaldo cobriu o conflito católicos x protestantes na Irlanda, reportou a guerra civil em Moçambique, o conflito árabeisraelense, relatou rebeliões em cadeias brasileiras, choques entre índios e fazendeiros, queda de avião e segre-

dos do regime militar. Conheceu e, em alguns casos, travou amizade com personalidades como William Faulkner, Nelson Rockefeller, Jean-Paul Sartre e Henry Kissinger. Trajetória – Ewaldo nasceu em Catanduva-SP, em 1926. Iniciou sua formação acadêmica no Seminário Jesuíta de Nova Friburgo-RJ, de onde saiu aos 18 anos, quando começou a trabalhar como revisor de jornais. Matriculou-se na primeira turma do curso de jornalismo da Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro e mais tarde transferiuse para a Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Dotado de grande formação humanística, além de lecionar jornalismo, trabalhou nos principais veículos de comunicação de São Paulo (Folha de S.Paulo, O Estado de SP, Jornal da Tarde, O São Paulo, Rede Bandeirantes), exercendo muitos cargos de chefia, mas sempre que podia voltava à reportagem. Foi Ewaldo quem revelou Paulo Freire ao Brasil, quando produziu extensa reportagem sobre o trabalho de alfabetização de adultos que Paulo Freire realizava em Angicos (RN).

Hackers tiram do ar sites do PT e PMDB

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lvo de ataques de hackers, o site do PT nacional ficou fora do ar por mais de 24 horas. Voltou a funcionar na tarde de ontem. Também sob ameaça de invasão, o site do PMDB nacional continua com a mensagem de "Em manutenção". Os problemas de acesso aos portais começaram a ser identificados ao longo da semana, no auge das manifestações que levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas em várias cidades do País.

Nos últimos anos de vida, Ewaldo Dantas se dedicou a organizar, com Rogério Amato, a REBRATES e o Movimento Degrau.

Ewaldo foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo no começo da década de 60, quando liderou, em 1961, uma greve que mudaria o jornalismo brasileiro. Pela primeira vez, no Brasil, os jornalistas obtiveram o piso salarial – um exemplo que foi imitado por outros sindicatos. ACSP e Facesp – Nos últimos anos, enquanto ainda teve

saúde, Ewaldo se dedicou a organizar, com Rogério Amato, atual presidente da ACSP e Facesp, e Guilherme Afif Domingos, atual ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, a REBRATES (Rede Brasileira do Terceiro Setor) e o Movimento DEGRAU, um programa de inserção de jovens em situação de risco pessoal ou social no competitivo mercado de trabalho.

No caso do PMDB, houve invasão e "pichação virtual". Os hackers inseriram imagens e mensagens como "Fim da corrupção" e "Contra a PEC 37". (EC)


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PAQUISTÃO Taleban mata dez turistas em acampamento no Himalaia

nternacional

ÍNDIA Chuvas podem ter matado mais de mil pessoas no norte do país

Bobby Yip/Reuters

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DOS DELATORES Assessorado pelo WikiLeaks, o ex-técnico da CIA Edward Snowden foge a Moscou e pede asilo político ao Equador. Outros destinos, porém, podem ser Cuba, Venezuela ou Islândia. Os EUA querem julgá-lo por espionagem.

E

m uma odisseia digna de agente secreto, Edward Snowden, o ex-técnico da CIA que vazou informações sobre um esquema de monitoramento de telefones e internet praticado pelo governo norte-americano, deixou Hong Kong e viajou para Moscou, ontem, um dia depois que os EUA emitiram um pedido por sua extradição. A Rússia, porém, não é seu destino final: Snowden teria solicitado asilo político ao Equador, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores do país. Snowden, que viajou em um voo comercial, não entrou oficialmente em território russo; apenas aguardaria no aeroporto por algumas horas para depois rumar "a um país democrático", disse o WikiLeaks, que o assessora juridicamente. Embora o Equador tenha confirmado o pedido de asilo, outros destinos podem ser Cuba, Venezuela ou Islândia. Os EUA disseram ontem que iniciaram contatos com países da América Latina "para avisar que Snowden é procurado por delitos graves e, portanto, não devem permitir a ele uma viagem internacional, só o neces-

Tal Cohen/EPA/EFE - 16/06/13

Painel em shopping center de Hong Kong anuncia que Snowden deixou a ilha, para onde fugiu em maio.

Maxim Shemetov/Reuters

Assange (no alto, com o chanceler Patiño) recebeu asilo de Equador. Snowden conversou com diplomatas do país em Moscou ontem (acima).

SECRETARIA DA SAÚDE

sário para devolvê-lo aos EUA", disse à agência EFE um membro de alto escalão do governo dos EUA, sob anonimato. No ano passado, o Equador concedeu asilo político ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que desde então vive na embaixada do país em Londres para não ser extraditado à Suécia, onde enfrenta acusações de crimes sexuais. Assange classifica a acusação como uma perseguição política cujo verdadeiro objetivo seria sua extradição para os EUA. Já Snowden, se extraditado para os EUA, seria julgado por espionagem, roubo e transferência de propriedade do governo norte-americano. Uma condenação poderia levá-lo a até 20 anos de prisão. Fuga - A saída de Hong Kong foi feita de formal legal, disse o governo local, alegando que os documentos fornecidos pelos EUA "não cumprem integralmente os requisitos da lei". Assim que foi divulgada a chegada do fugitivo à Rússia, os EUA notificaram Moscou de que o passaporte do técnico teria sido revogado e não estaria válido quando ele desembarcou no país. Os EUA defendem que, sem passaporte válido, Snowden somente poderia entrar em aviões que o levassem de volta ao país onde nasceu. Segundo relatos de aliados, Snowden faz a jornada munido de material sigiloso. Em sua bagagem, haveria computadores repletos de dados confidenciais a que ele teve acesso quando trabalhou para a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), mas ainda não trouxe a público. (Agências)

O jogo turco-brasileiro Erdogan alerta para 'conspiração internacional'

DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: REABERTURA - PREGÃO ELETRÔNICO 062/2013-SMS.G, processo 2013-0.001.590-6, destinado ao registro de preço para o fornecimento de MEDICAMENTOS DIVERSOS XI, para a Divisão Técnica de Suprimentos SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 5 de julho de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 167/2013-SMS.G, processo 2013-0.134.394-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANALGÉSICO, ANTI-HIPERTENSIVO, CORTICOSTERÓIDE E ANTI-PARKINSONIANO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10h30min do dia 10 de julho de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 170/2013-SMS.G, processo 2013-0.111.342-1, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANTI-INFLAMATÓRIOS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 4 de julho de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 174/2013-SMS.G, processo 2013-0.108.920-2, destinado ao registro de preço para o fornecimento de SABONETE DE GLICERINA 90 GRAMAS, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Material Médico Hospitalar, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 9 horas do dia 5 de julho de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 175/2013-SMS.G, processo 2013-0.027.500-2, destinado ao registro de preço para o fornecimento de MEDICAMENTOS DIVERSOS II, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 5 de julho de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

O

premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, alertou ontem contra a "conspiração" que atinge seu país e o Brasil e ridicularizou os ativistas durante um comício, depois de semanas de protestos contra o seu governo. Erdogan fez um elogio aos seus apoiadores por se oporem ao que ele chamou de "conspiração" contra seu país. No sábado, ele já havia dito que os protestos que ocorrem no Brasil há duas semanas são, assim como os turcos, parte de uma "conspiração internacional". "Eles (os manifestantes) pensaram que as pessoas não diriam nada. Disseram: vamos queimar e destruir e fazer o que quisermos, mas as pessoas não farão nada", disse o premiê em Erzurum, no leste do país. No sábado, em discurso para milhares de simpatizantes em Samsun, cidade na costa do Mar Negro, Erdogan comparou os protestos turcos às manifestações no Brasil. "O mesmo jogo está sendo jogado agora no Brasil. Os símbolos são os mesmos, os cartazes são os mesmos, Twitter e Facebook são os mesmos, a mídia internacional é a mesma. Eles (os manifestantes)

são liderados a partir do mesmo centro", disse Erdogan. "Eles estão se saindo melhor em alcançar no Brasil o que não puderam alcançar na Turquia. É o mesmo jogo, a mesma armadilha, o mesmo objetivo." "Quem ganhou com estas três semanas de protestos? O lobby da taxa de juros, os inimigos da Turquia", afirmou Erdogan, de um palco enfeitado com um slogan que apelava aos apoiadores para "frustrarem o grande jogo"' contra a Turquia. "Quem perdeu? A economia da Turquia, mesmo que em pequena escala, e o turismo. Eles ofuscaram e mancharam a imagem e o poder internacional da Turquia", disse. Segundo o governo turco, as perdas causadas pelas três semanas de protestos foram estimadas em 140 milhões de liras (R$ 163 milhões). Cerca de 2,5 milhões de pessoas participaram das manifestações. Houve atos em 79 das 81 províncias turcas, mas a maioria se concentrou em Istambul e Ancara, e que agora, apenas em Istambul se manifestam diariamente mais de 50 pessoas como "cidadãos de pé", mantendo-se erguidos e em silêncio. (Agências)

Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Mulher caminha diante de grafite com críticas à polícia do Cairo

A volta do Exército egípcio?

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Exército do Egito emitiu ontem uma severa advertência para facções políticas rivais. A corporação afirmou que poderá intervir para impor a ordem caso haja confronto entre partidários do presidente islâmico Mohammed Morsi e da oposição. Choques entre comícios dos dois lados deixaram ao menos dois mortos a tiros no final de semana. A declaração foi um lembrete dramático do poder dos militares no Egito, um ano depois de os generais entregarem o poder a um presidente civil – Mohammed Morsi, que venceu as primeiras eleições livres do país após a queda de Hosni Mubarak, em 2011. Para este domingo, a oposição já convocou uma grande manifestação pela renúncia de Morsi e por eleições presidenciais antecipadas. Por sua vez, os partidários islâmicos tomaram as ruas em

demonstrações de força, chamando a oposição de "maus perdedores" determinados a derrubarem os resultados das eleições. Em um movimento destinado a ambos os lados na polarizada política do Egito, o chefe das Forças Armadas do Egito, o general Abdel Fattah al-Sisi, que também é ministro da Defesa, ressaltou que o Exército estava agindo para proteger a "vontade do povo" e pediu com veemência para os políticos forjarem um novo consenso nacional. "Há um estado de divisão na sociedade e a continuação disto é um perigo para o Estado egípcio e deve haver consenso entre todos", disse o general. "A vontade do povo egípcio é o que nos governa, e a protegemos com honra, e nós somos completamente responsáveis por protegê-la", acrescentou ele, na véspera do primeiro aniversário da eleição de Morsi. Sisi disse que as Forças Armadas não esperariam enquanto o Egito se afunda, e pediu aos políticos para usarem a semana restante até 30 de junho para diminuírem suas diferenças. (Agências)

Khaled Elfiqi/EPA/EFE - 22/05/13

Morsi (à esq.) e Sisi: general diz que protegerá a 'vontade do povo'


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9 PASSAGEM REDUZIDA Passa a valer a partir de hoje a redução da tarifa de ônibus, trem e metrô em São Paulo. O valor volta de R$ 3,20 para R$ 3. A passagem integrada, que permite uma viagem de metrô ou trem e uma de ônibus, cai de R$ 5 para R$ 4,65.

idades

PEC 37: A BOLA DA VEZ DOS PROTESTOS. Manifestação ontem reuniu cerca de três mil pessoas no Rio de Janeiro. Proposta de Emenda Constitucional restringe poder de investigação do Ministério Público.

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ma passeata que começou com 300 manifestantes em Copacabana e terminou, cinco quilômetros adiante, com cerca de 2.000 pessoas concentradas próximo à casa do governador Sergio Cabral (PMDB), percorreu a orla carioca com diversas palavras de ordem. O ato foi organizado por um grupo chamado Dia do Basta e pela Amperj (Associação do Ministério Público do Rio de Janeiro). No início, predominaram as críticas contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que restringe poderes de investigação do Ministério Público, pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação. No fim, prevaleceram críticas ao governador e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB). O protesto começou às 16 horas e foi pacífico. O quarteirão onde fica o prédio do governador, numa rua transversal à praia, foi isolado e protegido por cerca de 200 policiais militares. Durante a passeata, os manifestantes pediam apoio aos moradores. Em resposta, moradores dos apartamentos em frente à praia de Ipanema e Leblon acendiam e apagavam as luzes. Um grupo de pessoas usava camisetas e cartazes iguais que simulavam placas de trânsito com o sinal de proibido sobre a expressão PEC 37, patrocinados pela Amperj. "Adiamento não! a PEC 37

Pilar Olivares/Reuters

nós queremos rejeição", era um dos gritos. O clima, em geral, foi festivo e as manifestações, diversas. Havia cartazes contra e a favor da presidente Dilma Rousseff. Um manifestante carregava cartaz contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Muitos levavam cartazes contra o deputado Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Militares – O presidente da Associação Nacional de Militares do Brasil, Marcelo Machado, carregava uma faixa com a frase "Forças Armadas prontas com o povo" e disse que seu objetivo era mostrar que os militares apoiam o povo. Segundo ele, o repúdio à PEC 37 é o mais importante dos assuntos em pauta. "Ela pode inibir a investigação sobre a corrupção". No Leblon, Cibele Clauver e sua filha, Maria Clauver, moradoras do bairro, carregavam um cartaz escrito "Não PEC, amém". Cibele criticou o foco excessivo na figura de Cabral no fim da passeata. "Escolhi esse tema (PEC 37), mas o importante é repensar o País". Comércio – Durante o dia, restaurantes e supermercados de Copacabana foram protegidos por tapumes de madeira para evitar depredações durante a manifestação. O shopping Rio Sul, próximo ao túnel que liga Botafogo a Copacabana, anunciou na véspera que não abriria no domingo, por causa da manifestação. (Agências)

Cerca de duas mil pessoas participaram ontem da manifestação contra a PEC 37, na zona sul do Rio de Janeiro: pela liberdade de investigação. Erbs Jr./Estadão Conteúdo

Erbs Jr./Estadão Conteúdo

Além da PEC 37, diversos temas foram abordados, como a corrupção.

Protesto seguiu pela orla até a casa do governador do Rio, Sergio Cabral.

Catraca Livre marca novo protesto para amanhã em SP

Em Minas, PM prevê confronto no jogo da Seleção Brasileira. O O Ernesto Carriço/Estadão Conteúdo

comando da Polícia Militar de Minas Gerais dá como "certo" um novo confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque da PM, no entorno do Mineirão, na quarta-feira, onde jogarão Brasil e Uruguai, pela semifinal da Copa das Confederações. "Eu dou como certo", disse o comandante-geral da corporação, coronel Marcio Sant' Ana, que prevê também um combate mais duro. "Na quarta, será um debate mais acalorado, com ações mais contundentes por parte desses manifestantes", afirmou. O coronel sustenta sua avaliação no fato de ser um jogo da Seleção Brasileira e por causa da disposição para o confronto demonstrada por "infiltrados de má índole" que vão para as manifestações dispostos a enfrentar a polícia mineira. As duas manifestações anteriores foram nos jogos envolvendo Taiti e Nigéria, na segunda-feira, e Japão e México, ontem. Nas duas vezes, manifestantes partiram para cima da Tropa de Choque. Mesmo sem ter recebido um jogo importante até agora, a capital de Minas é um dos principais palcos dos protestos contra os gastos da Copa-2014. No sábado, cerca de 60 mil pessoas fizeram protesto nos arredores do Mineirão, que terminou com 37 feridos, 32 presos, depredação e furtos. Além da temperatura política alta, a Seleção Brasileira ficará concentrada dentro da cidade, um lugar de fácil

Em Fortaleza, torcedora levanta cartaz em apoio às manifestações Uarlen Valério/Estadão Conteúdo

Protestos provocaram prejuízos em Belo Horizonte (MG), no sábado. acesso aos manifestantes. Nas outras capitais, a CBF optou por hotéis em regiões afastadas do centro ou de locais badalados. Bom senso – Por darem como certo o novo confronto, as autoridades de segurança de Minas recomendam que os manifestantes não sigam em marcha até a entrada de acesso ao Mineirão, palco dos confrontos. O comandante apela para o "bom senso" das pessoas. "É prudente que os pais repensem um pouco a participação dos seus filhos nesse evento. Mudou o perfil dos

manifestantes. As coisas tomaram outro rumo e isso nos preocupa", disse o chefe da Polícia Civil mineira, delegado Cylton Brandão. A PM, contudo, disse que a segurança dos torcedores que vão para o estádio está assegurada. Segundo ele, nenhum problema aconteceu com os torcedores que foram ao Mineirão nos jogos anteriores da Copa das Confederações. O mesmo refere-se à segurança das delegações do Brasil e do Uruguai. Sant' Ana disse que, além da PM, a segurança das seleções é feita

pela Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal. Todo o esquema montado desde antes das manifestações será mantido. Ceará – Um protesto que reuniu cerca de 300 pessoas em Fortaleza bloqueou parcialmente o acesso ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, ontem. O grupo carregava cartazes contra os gastos na Copa e contra a corrupção. A interrupção durou cerca de uma hora e foi pacífica. Não houve registro de passageiros e companhias aéreas prejudicados. Horas antes, o mesmo grupo havia bloqueado por cerca de uma hora e meia a avenida Alberto Craveiro, principal via de acesso à Arena Castelão, onde jogaram Espanha e Nigéria, pela Copa das Confederações. A PM fez um desvio para evitar congestionamento. Parte dos carros retidos subiu o canteiro central para escapar da manifestação. Por volta das 15h, a manifestação se deparou com a barreira policial. Sem conseguir se aproximar do Castelão, os manifestantes marcharam até o aeroporto. No jogo anterior na Arena Castelão (Brasil e México), outro protesto reuniu 5.000 pessoas e terminou em confronto. Sul – Em Bagé (RS), cerca de 2.500 pessoas, segundo a Brigada Militar, foram às ruas contra o reajuste das passagens de ônibus. Em Tubarão (SC), cerca de 500 manifestantes bloquearam a BR-101 por cerca de uma hora. (Folhapress)

Movimento Passe Livre (MPL) convocou, por meio do Facebook, manifestantes para um novo protesto em São Paulo, que deve ter como ponto de partida a estação de metrô Capão Redondo (Linha 5Lilás) e o Largo do Campo Limpo, na zona sul. O protesto está previsto para acontecer a partir das 7h de amanhã. O mote do protesto, de acordo com os organizadores do movimento, é a tarifa zero para o transporte público, além da desmilitarização da polícia e mais verbas para as áreas da saúde e da educação. "Se antes diziam que baixar a passagem era impossível, a luta do povo provou que não é. Já derrubamos os 20 centavos. Podemos conquistar muito mais. O transporte só vai ser público de verdade quando não tivermos que pagar nenhuma tarifa para usá-lo", escreveu a organização, em um

comunicado distribuído à imprensa. Uma hora depois de criado, o convite virtual para a passeata tinha cerca de 1.000 presenças confirmadas. Outras organizações responsáveis pelo protesto são o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e o Periferia Ativa. O MPL havia afirmado que deixaria de organizar protestos anteontem por conta da "infiltração de grupos conservadores" nos atos, mas voltou atrás um dia depois. A redução da passagem de ônibus e metrô na capital paulista e diversas outras cidades, anunciada na quarta-feira passada, foi encarada como uma grande vitória dos manifestantes, que prosseguiram com atos de pautas variadas – como contra o deputado federal Marco Feliciano e contra a PEC 37. (Folhapress) Anderson Barbosa/Estadão Conteúdo

NA PAULISTA, A VEZ DOS MÉDICOS – Um grupo de cerca de 20 médicos brasileiros se reuniu ontem à tarde no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, para protestar contra a vinda de médicos cubanos para trabalhar no País. A proposta foi anunciada recentemente pela presidente Dilma Rousseff. Os manifestantes também reivindicaram maiores investimentos no SUS (Sistema Único de Saúde) e melhores salários para a categoria.


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c

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É preciso recuperar o compromisso do paulistano com o espaço público. Francisco Macena, secretário das Subprefeituras, na ACSP

idades

Marcos Bezerra/Estadão Conteúdo

ACSP discute nova lei das calçadas

A

Criminosos atacaram a lanchonete The Fifties, em Moema. Local estava lotado de clientes, inclusive crianças. Os ladrões conseguiram fugir.

Zona sul tem dois arrastões Restaurantes foram assaltados no sábado à noite. Em um deles, ladrões foram confundidos com manifestantes.

D

ois restaurantes localizados em bairros nobres da zona sul de São Paulo sofreram arrastões na noite de sábado. Em Moema, pelo menos quatro criminosos encapuzados invadiram a lanchonete The Fifties. No Morumbi, pela segunda vez neste mês, o alvo foi o restaurante japonês Nakato. No The Fifties, os bandidos levaram objetos pessoais de clientes que lotavam o restaurante por volta das 22h30. O arrastão durou poucos minu-

tos, segundo a polícia. Ninguém ficou ferido. Durante a ação, cerca de R$ 5 mil do caixa também foram levados pelos ladrões. A quadrilha abordou pessoas que estavam no andar térreo da lanchonete, que fica na Alameda Juaperi, a duas quadras da Avenida Ibirapuera. Segundo a Polícia Militar, pelo menos 15 clientes registraram o roubo, mas o número de vítimas pode ser maior, já que o estabelecimento estava lotado e havia muitas crianças. Os ladrões recolheram

Fotos: Zé Carlos Barretta/Hype

celulares, bolsas, joias e dinheiro e fugiram. Não há identificação da quadrilha, que não foi presa. Alguns clientes chegaram a pensar que os bandidos, que estavam com a cabeça coberta, eram manifestantes que faziam parte da onda de protestos no País. C â m er a s – Imagens do circuito interno do estabelecimento devem ser requisitadas pela polícia durante a investigação. O caso foi registrado no 27º Distrito Policial (Campo Belo), mas a apura-

ção será conduzida pelo Departamento de Investigações ao Crime Organizado (Deic), que, por ordem do governador Geraldo Alckmin (PSDB), dispõe agora de uma divisão para "crimes especiais", como arrastões a restaurantes e condomínios residenciais. O restaurante Nakato, que fica na Rua Dr. Clóvis de Oliveira, no Morumbi, foi alvo de bandidos também na noite de sábado. O caso está no 89.º Distrito Policial, mas a polícia não forneceu mais informações.(Agências)

nova lei das calçadas foi o assunto da reunião do Conselho de Política Urbana (CPU) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na semana passada. Para discutir o assunto, foi convidado o secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras, Francisco Macena da Silva, que falou sobre as ações do governo municipal para recuperar o passeio público. Para o secretário, resgatar a função das calçadas como espaço de circulação é um objetivo que apenas será alcançado por meio de políticas públicas, através da integração entre as ações do governo e a conscientização dos cidadãos. "Ações isoladas do governo municipal, restritas a intervenções físicas ou apenas de fiscalização, são medidas ineficientes. Também é preciso recuperar o compromisso do paulistano com o espaço público, e para isso eles devem estar bem orientados", disse. Segundo Macena, em algumas semanas as subprefeituras vão oferecer um manual de orientação das calçadas para que os modelos adequados sejam expostos de maneira clara para o munícipe. A atual gestão também prevê, no plano de metas, aumentar

os recursos orçamentários para a recuperação de 850 mil metros quadrados de calçadas. Calçadões – Por ora, o passeio público que atrai as atenções do secretário são os calçadões do Centro de São Paulo, que devem ser revistos e restaurados até o próximo ano por conta dos eventos da Copa do Mundo, que serão transmitidos no Vale do Anhangabaú. O coordenador do CPU, Antônio Carlos Pela, aproveitou a reunião para anunciar que a ACSP e a CPU devem lançar em breve uma cartilha simplificada sobre a regularização das calçadas. "Estamos apenas aguardando a regulamentação da lei para finalizarmos esse projeto que beneficiará nossos associados. A ACSP representa empresários que tem como objetivo criar riquezas. Por isso, é de nosso profundo interesse sanar qualquer dificuldade que eles (associados) possam vir a ter com a legislação", disse. Além do vice-presidente da Associação Comercial e do coordenador da CPU e do secretário, compuseram a mesa de discussões os vice-presidentes da ACSP Miguel Giacummo e Nelson Felipe Kheirallah, e o superintendente da Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida. Mariana Missiaggia

COMPORTAMENTO

Celular de castigo na hora do chope Bar na zona oeste inventa copo que só fica de pé se o smartphone é colocado embaixo. Clientes voltam a interagir e agradecem. Mariana Missiaggia

U Ao lado, Samantha Dias Fonseca e o namorado, Pedro Henrique Lé.

O Salve Jorge inventou um novo jeito para curtir a happy hour

m boteco, uma roda de amigos, uma cervejinha e um telefone celular. Essa combinação anda acabando com o bom e velho papo de mesa de boteco. Afinal, com a presença do último elemento, as conversas e as risadas foram trocadas por fotos, jogos e muitas mensagens on-line. Pois bem, para estimular as pessoas a deixarem o mundo virtual enquanto curtem um happy hour, o bar Salve Jorge, na Vila Madalena, zona oeste, inventou um novo jeito para você curtir o seu chopinho: o copo Offline, um estimulante para o bate papo ao vivo. Estando com o aparelho na orelha ou nas mãos, muita gente não desgruda do seu e esquece que momentos em um bar, por exemplo, são para descontrair. Elas enviam emails, falam ao telefone, checam o Twitter e o Facebook, colocam foto no Instagram (ufa) e simplesmente ignoram quem está ao lado. "Se desconectar não é fácil. Olhar o celular o tempo todo já se tornou um vício", assume a engenheira Marília Cury, 27 anos. Ao lado de seu amigo Fernando Marcus Junior, 34

anos, analista de sistemas, Marília conversava, mas também olhava para o celular. As atualizações das redes sociais e as mensagens que chegavam não a deixavam se desligar do mundo virtual. No entanto, a cena se modificou quando o garçom a serviu de uma maneira inusitada, com o copo Offline, que tem metade de sua base serrada. Desse modo, a tulipa só ficaria em pé se a engenheira a apoiasse em seu smartphone. A ideia é do publicitário da agência Fischer&Friends Stefan Ko, 33 anos, diretor de criação e também cliente do Salve Jorge. Para estimular seus clientes a interagirem mais entre si, o copo está entre as sugestões do cardápio e já caiu na graça da clientela. Se alguém quiser consultar o aparelho, a cerveja não terá sustentação porque vai ser difícil teclar e segurar o apetrecho ao mesmo tempo. Fernando aprovou a novidade. "Depois que o copo Offline chega à mesa, a conversa rola com mais naturalidade. A pessoa está inteira na conversa", disse. A casa, que passou a oferecer o copo Offline há um mês, se prepara para receber quantidades maiores do copo, pois com a desatenção de alguns

clientes eles acabam quebrando facilmente. Há também quem os leve para casa, escondido, é claro. Segundo Stefan, foram três tentativas até chegar ao design escolhido. "O trabalho é todo artesanal e o corte é feito com uma serra diamantada para vidro. Tentamos diferentes tamanhos e formatos que sustentassem a ideia", disse. A novidade veio para ficar e virou produto permanente da casa, garante Fausto Saez, sócio do estabelecimento. "Tenho de me policiar, porque é muito comum ser dependente do celular. Começo a abrir páginas, links, emendo em conversas e quando me

dou conta o tempo passou. O copo Offline é um baita puxão de orelha", analisa a estudante Samantha Dias Fonseca, 23, que comemorou o seu aniversário no Salve Jorge na companhia do namorado, Pedro Henrique Lé, de 22 anos. Eles conheceram o novo copo da casa e acharam a ideia muito válida. O namorado, principalmente. "Assim eu ganho mais a atenção dela (Samantha)", comemorou o rapaz.

S ERVIÇO Rua Aspicuelta, 544, Vila Madalena. Telefone: 3815-0705

Os amigos Marília Cury e Fernando Marcus Junior


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Fotos: Reprodução

distritais

A CASA SERÁ DO POVO. DE NOVO. Ex-frequentadores do instituto cultural, fundado no Bom Retiro pela comunidade judaica, querem reabrir as portas do local para atividades de cultura e lazer. Fotos: Tina Cezaretti/Hype

André de Almeida

A

Casa do Povo, como é chamado o Instituto Cultural Israelita Brasileiro (Icib), no Bom Retiro, está completando 60 anos. Fundado e construído por judeus que chegaram da Europa Oriental, em memória daqueles que morreram nos campos nazistas, o prédio de arquitetura modernista, instalado na rua Três Rios, teve seu período de glória entre as décadas de 1960 e 1970, quando funcionou como um grande centro de formação crítica e política. Após passar os últimos anos praticamente abandonado, um projeto de reforma e revitalização promete reerguê-lo e trazê-lo de volta para o cenário cultural paulistano. O centro cultural foi fundado em 1953 com o objetivo de agregar as associações e entidades do Bom Retiro, incluindo a comunidade judaica que tinha integrantes progressistas. Sete anos mais tarde, foi aberto no local o Taib, teatro experimental com 300 lugares projetado por Jorge Wilhein e instalado no subsolo do prédio. Ao lado dos teatros Arena e do Oficina, o Taib, que encerrou suas atividades no começo do ano 2000, virou um foco de contestação à ditadura ao encenar peças de artistas como Augusto Boal e Oduvaldo Viana, entre outros. O elenco do Teatro Popular do Sesi (TPS), inclusive, ali se apresentou até ter sua sede própria. Escola – Até 1980 também funcionou no local a escola israelita Scholem Aleichem, pioneira na proposta vanguardista de adotar métodos pedagógicos embasados nas ideias e práticas de Montessori, Makarenko e Piaget. A instituição também se destacou pela sua postura liberal, ao aceitar, por exemplo, crianças não judias em uma época em que isso não era muito comum. Entre os estudantes, passaram por suas salas o fotógrafo Bob Wolfenson, a atriz

G Ir Agendas da Associação e das distritais

Hoje I Jabaquara – Às 9h, reunião

Projeto Empreender – Núcleo Saúde e Bem-Estar. Avenida Santa Catarina, 641. I Tatuapé – Às 19h30, 3ª reunião Ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Apucarana, 1.388.

ESCOLA E POLÍTICA– No prédio da Casa do Povo, na rua Três Rios, no Bom Retiro, funcionou também a escola israelita Scholem Aleichem, que tinha proposta vanguardista para a época. O local também foi palco de muitas reuniões políticas no período da ditatura militar.

Débora Bloch, e o empresário Samuel Seibel, entre outras personalidades. O prédio ainda acolheu o jornal esquerdista judaico Nossa Voz. "Todas as atividades foram de vanguarda e o local destacava-se como um ponto de encontro para práticas experimentais, desempenhando um papel fundamental na resistência à ditadura militar. ao dar abrigo e amparar perseguidos políti-

cos e seus familiares", afirma o atual curador da Casa do Povo, Benjamin Seroussi. De acordo com ele, com o processo de decadência da região central da

I São Miguel – Às 9h30, 9ª

Sebrae, realizará a palestra Modernize sua Loja, com Fábio Azevedo, consultor do Sebrae. Rua Apucarana, 1.388. I Santo Amaro – Às 19h, 1ª reunião Ordinária da Diretoria Executiva, Conselho Diretor e Conselheiros Natos. Avenida Mário Lopes Leão, 406.

reunião do Núcleo Setorial de Beleza – Projeto Empreender. Av. Marechal Tito, 1042.

Amanhã I Jabaquara – Às 19h30,

3ª reunião Ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Avenida Santa Catarina, 641. I Centro – Às 18h30, reunião de trabalho com a palestra: Patrimônio: Proteja, tenha lucro e seja feliz. Rua Galvão Bueno, 83.

Quarta I Tatuapé – Às 19h30, a

distrital, em parceria com o

capital, nas últimas décadas, e o surgimento de novos centros culturais, a Casa do Povo começou a se esvaziar, principalmente depois do fim da ditadu-

O Instituto Cultural Israelita Brasileiro (acima) e Benjamin Seroussi (direita), atual curador do espaço. À esquerda, o auditório para 300 pessoas que abrigou o Teatro Taib.

Quinta I Centro – Às 17h30, 2ª

Reunião Ordinária da Diretoria Executiva e Conselho Diretor. Rua Galvão Bueno, 83 I Butantã – Às 19h30, palestra gratuita, em

parceria com o Sebrae: Merchandising – Torne sua Empresa Mais Atrativa. Confirmação: 30328878/6101 ou dbutanta@acsp.com.br. Rua Alvarenga, 591. I São Miguel – Às 19h30, palestra Micro Empreendedor Individual - MEI, com o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame. Av. Marechal Tito, 1042. I Penha – Às 19h, programa Comércio Varejista Modernize sua Loja, com Fábio Azevedo. Av. Gabriela Mistral, 199.

ra militar. "Grande parte da coApesar de ainda não estar munidade judaica também se concluído, o projeto, em geral, mudou para Higienópolis, cola- contempla melhorias estrutuborando para a diminuição dos rais no prédio, mas sempre resfrequentadores". peitando as características oriRetomada - Em maio do ano ginais da construção, que conpassado, um grupo de ex-alu- tém cinco pavimentos, mais de nos do Scholem se mobilizou dois mil metros quadrados e para formar um novo conselho uma biblioteca com cerca de 4 deliberativo da Casa do Povo, mil volumes em iídiche. visando retomar com intensi"Já estamos tentando arredade as atividades, uma vez cadar fundos via leis de incenque nunca deixaram comple- tivo à cultura. Também pretentamente de existir. Atualmen- demos, futuramente, pleitear te com 120 associados que o tombamento do prédio, dado contribuem mensalmente seu valor histórico, afetivo e para a manutenção do prédio, cultural", diz Seroussi. A ideia é o equipamento sedia uma de que o projeto executivo esprogramação regular que in- teja pronto até o próximo ano, clui exposições, aulas de dan- para que, em 2015, seja possíça, atividades musicais – in- vel a captação de recursos. cluindo um coral em iídiche –, e Dessa forma, as obras comesessões de cinema abertas ao público, a l é m d e o ut r a s a t i v i d ades especiais. "Nosso programa de retom a d a s e b aseia em atividades que tenham relação Parte do acervo de aproximadamente 4 mil com a história volumes em iídiche da biblioteca da Casa do Povo. do lugar, preservando sua memória e fomentando o deba- çariam apenas em 2016. te, o encontro entre as pessoas Comemoração - A ampliação e a criação de novas práticas das atividades e o projeto de experimentais e inovadoras. reforma da Casa do Povo são Estamos visitando algumas en- vistos com muito entusiasmo tidades do bairro para tentar pela maestrina Hugueta Sentrazer de volta a comunidade dacz, de 86 anos, viúva de um para dentro do equipamento", dos fundadores do centro culexplica Seroussi, que também tural. Dona Hugueta chegou a integra o conselho deliberativo atuar em espetáculos do Taib do centro cultural. e, mais recentemente, esteve Um dos eixos estratégicos no elenco do filme O Ano em para reerguer a Casa do Povo, que Meus Pais Saíram de Férias, na opinião do curador, é um de Cao Hamburger, que usou o projeto de reforma do prédio prédio da Rua Três Rios como orçado em cerca de R$ 12 mi- parte de suas locações. lhões e atualmente em execu"É muito bom ver novamente ção pelo renomado arquiteto a Casa do Povo recebendo uma Isay Weinfeld. "É um privilégio série de atividades. Tenho espoder intervir num espaço que perança que a reforma fortalefaz parte da memória da mi- ça ainda mais a vocação do esnha infância", destaca o arqui- paço para trabalhos culturais, teto por meio de nota. sociais e políticos", conclui.


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facesp Para preservar a regionais

memória de Portinari O Museu Casa de Portinari, na cidade de Brodowski, imóvel onde o pintor passou sua infância e parte da juventude, passa por uma série de reformas. A reabertura será em 2014.

André de Almeida

U

m cuidadoso trabalho de restauro na cidade de Brodowski, interior de São Paulo, está ajudando a preservar parte das obras e a casa onde o pintor Candido Portinari viveu sua infância e parte da juventude. Hoje sede do Museu Casa de Portinari, o local guarda importantes trabalhos do artista, que pintou afrescos e têmperas nas paredes da casa, construída há mais de 100 anos com técnica e material rudimentares. As primeiras intervenções começaram em dezembro e a estimativa é de que o projeto de restauro termine em março de 2014. Embora esteja fechado para visitação desde junho de 2012, quando começaram as inspeções para avaliar a necessidade da obra, o museu continuará realizando atividades educativas em outros espaços de Brodowski, como exposições, oficinas, cursos de arte e projetos em escolas. A obra está orçada em R$ 2 milhões e é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, dono da Casa de Portinari. O trabalho é acom-

panhado por técnicos do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que o museu é tombada pelas duas entidades. Intervenções - Os trabalhos de restauro, de acordo com a assessoria da Secretaria de Estado da Cultura, começaram com a injeção de cimento para consolidação do solo e estabilização das fundações. Como foram construídas de forma superficial, as fundações se tornaram sensíveis ao crescimento da cidade, ao tráfego de veículos no entorno e ao assoreamento do solo causado pelo escoamento de águas pluviais. Assim, uma máquina preenche com cimento os espaços vazios no solo, formando uma espécie de raiz, eliminando os riscos de rachaduras. Também será realizado um trabalho de reforço e estabilidade estrutural nas paredes e coberturas do prédio, com o objetivo de eliminar instabilidade estrutural e a possibilidade de aparecimento de trincas por esforços. Enquanto se desenvolve a obra de recuperação,

uma cobertura de lona tensionada, especialmente fabricada para proteger a casa, possibilita a remoção do telhado para recuperação e, ao mesmo tempo, garante proteção aos afrescos contra chuva ou sol. As obras estão devidamente cobertas com painéis de proteção. Quando a estabilização estiver concluída, será iniciado o restauro dos afrescos. O projeto inclui ainda a prospecção das paredes do prédio a fim de identificar qualquer indício de pintura realizada por Portinari e que, porventura, tenha sido coberta ao longo do tempo. Este trabalho também possibilitará a identificação das cores originais da edificação, que serão restituídas à fachada. Estrutura - O museu foi inaugurado em março de 1970 e possui uma casa principal e anexos, incluindo uma capela no jardim. Além de 18 pinturas murais, com temática predominantemente sacra, de uma coleção de 13 desenhos originais de Portinari, o acervo inclui objetos pessoais, mobiliário e utensílios da família. Destacam-se o ateliê de trabalho e a Capela da Nonna, que Portinari pintou para sua avó. A casa também possui sala de pesquisa com vasto material sobre o artista – livros, revistas, catá-

logos, reportagens e artigos jornalísticos. Segundo a diretora-executiva da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (Acam Portinari), Angelica Fabbri, em 2011 o museu recebeu 114 mil visitantes, sendo o mais frequentado entre os mantidos pelo Estado no interior. "Quando terminar a restauração faremos uma exposição de longa duração para valorizar, além do acervo, a casa e suas referências na vida e obra de Portinari. Seguiremos também com os projetos de ação educativa, além de diversificar sua programação", disse. O projeto de restauro tem o apoio da Associação Comercial e Industrial de Brodowski. Segundo o presidente da entidade, Paulo Sérgio Perez, o equipamento é um dos principais atrativos turísticos da cidade e merecia ser restaurado há anos. "Pela sua representatividade cultural, estamos pleiteando, junto à prefeitura local, elevar o município à categoria de estância turística", afirmou. "Além disso, o museu contribui para movimentar o comércio e o segmento de serviços na cidade, principalmente os restaurantes, lanchonetes, o comércio de rua em geral e as lojas de artesanato", concluiu o dirigente.

Fotos: Divulgação e Arquivo/DC

Terra de artista e de abacaxi

B

rodowski, que completa seu centenário neste ano, tem sua história diretamente ligada aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século 19. O nome da cidade é uma homenagem ao engenheiro polonês Alexandre Brodowski, responsável pelo encaminhamento, à Cia. Mogiana, do pedido de construção da linha e da estação do município, que foi inaugurada em 1894. A partir desta data, começou a nascer um povoado no entorno da nova estação, mas a cidade só teve sua emancipação política, tornando-se um município, em 22 de agosto de 1913. Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Brodowski é de pouco mais de 21 mil habitantes. De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Brodowski, Paulo Sérgio Perez, hoje em dia a cidade tem sua economia baseada no comércio e no agronegócio, principalmente com a plantação de canade-açúcar. "Há 30 anos o município era conhecido como a terra do abacaxi. Hoje em dia, mesmo com a pequena produção, a fama permaneceu, tanto é que a fruta, mesmo vindo de outros estados, ainda é vendida como abacaxi de Brodowski", contou o dirigente. (AA)

Premiado, pintor morreu pelas próprias tintas

F

Ao alto, painel Tiradentes e o auto-retrato. Acima, a Casa Museu de Portinari, que contém obras e objetos pessoais e passa por obras; o pintor e seu filho, João Candido; a Capela da Nonna, que o Portinari criou para sua avó na casa de Brodowski, e a tela Café.

ilho de uma família de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu em 1903 numa fazenda de café de Brodowski, onde seu pai trabalhava na colheita. O cenário rural do interior permeou a obra do pintor, que ficou conhecido por retratar as agruras do homem brasileiro, com especial ênfase no universo do café. Com 15 anos, Portinari mudou-se para o Rio de Janeiro para aprofundar seu aprendizado em pintura. Conquistou diversos prêmios, entre eles a medalha de ouro do Prêmio Internacional da Paz em 1950, com a tela Tiradentes. Cinco anos depois foi premiado como melhor pintor do ano pelo International FineArts Council, de Nova York. Ao longo de sua carreira, Portinari criou pelo menos cinco mil obras, entre afrescos, pinturas em óleo e desenhos. Merecem destaque os quadros Café, exposto no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, O Lavrador de Café e Os Retirantes, que estão no Museu de Arte de São Paulo (Masp), e os painéis Guerra e Paz, doados para a ONU, em Nova York. Portinari morreu em 1962, intoxicado pelas tintas que usava em seus trabalhos. (AA)


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Recital na Praça das Artes

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O Quarteto de Cordas da Cidade (Betina Stegman e Nelson Rios, violinos; Marcelo Jaffé, viola; Robert Suetholz, cello) convida o violonista Edelton Gloeden para um recital. No programa: Quinteto para Violão e Cordas, do cubano Leo Brower. Praça das Artes - Sala do Concertório. Avenida São João 281. Tel.: 331-0194. Quinta (27). 21h. R$ 30.

NYT

cultura

Tocando a Torre Eiffel Maïa de la Baume

D

e pé em frente a um batente de porta, o compositor Joseph Bertolozzi (fotos) observava com olhar meditativo o interior da Torre Eiffel. Então, a 57 metros acima do jardim do Campo de Marte, ele tirou uma baqueta com ponta de látex e acertou o batente com força, voltando a fazê-lo com suavidade, agilidade e ritmo. "Esse ficou bonito!", afirmou Paul Kozel, engenheiro de som que gravou as batidas surdas produzidas pelo compositor. Bertolozzi, que vive em Beacon, Nova York, está em Paris colhendo sons para o que chama de "instalação de arte pública", um projeto musical que levou Kozel, uma equipe de sete pessoas e ele a um dos monumentos mais visitados do mundo. Sua missão: "tocar a Torre Eiffel", batendo em suas superfícies, coletando os sons por meio de um microfone e utilizando-os como amostras para uma composição com uma hora de duração chamada Tower Music. Ele espera poder realizar uma apresentação ao vivo no local, para celebrar os 125 anos

O

da torre no ano que vem. "Estou empolgadíssimo por estar aqui", afirmou Bertolozzi, pouco antes de bater em uma parede com um tronco coberto com pele de carneiro e pendurado por tiras de couro. "Tinha planejado isso há muito tempo." Sem saber francês e sem contato algum em Paris, Bertolozzi passou mais de quatro anos nessa jornada. Ele arrecadou 40 mil dólares de doadores particulares e convenceu a administração da Torre Eiffel de que ele é um músico de verdade. "Improvável", mas mesmo assim, "extraordinário", afirmou Jean-Bernard Bros, presidente da empresa que opera a Torre Eiffel, a respeito do projeto, que considera "excepcional porque é raro, único e nunca aconteceu antes". Contudo, Bros ainda não estava certo se seria possível realizar uma apresentação ao vivo. "Primeiro vamos ouvir o que os sons produzem - qual é o fruto de seu trabalho", acrescentou. Por mais estranho que o projeto de Bertolozzi pareça, ele faz parte de uma longa tradição de

Obras do neto de Freud.No Masp.

pianista, arranjador e compositor carioca Alberto Rosenblit costuma diversificar ao eleger as musas que irão receber o seu louvor musical. Depois de dedicar ao Leblon o CD e DVD De Bem Com a Vida (Dabliú), ele agora lança Mata Atlântica (Som Livre), no qual entoa loas à... Mata Atlântica. Deslumbrado com tamanha riqueza ambiental, ostentada em meio a uma enorme diversidade, Rosenblit cedeu aos seus encantos e criou o que bem se poderia considerar não como um simples desfilar de dez musicas gravadas, mas sim como a

Lucian Freud (19222011), inglês de origem alemã, neto do pai da psicanálise, considerado um dos pintores mais importantes do século XX, é contemplado por uma exposição que o Museu de Arte de São Paulo, Masp, abre nesta semana. Fazem parte do cojunto da mostra 44 gravuras, 6 pinturas e 28 fotos. Masp. Avenida Paulista, 1578. Tel.: 3251-5644. A partir de sexta (28). Das 10h às 18h.

obras de percussão produzidas com objetos comuns. Um exemplo é Kraft, de Magnus Lindberg, composta para orquestra e "instrumentos" de percussão encontrados em lixões da cidade - tais como tambores de freio e rodas e apresentada recentemente pe-

la Filarmônica de Nova York. Dessa vez, o objeto comum é um monumento gigante em uma capital europeia, mas não é a primeira grande estrutura a partir da qual Bertolozzi compôs uma obra. Ele também é o compositor de Bridge

Music, criada com sons saídos da ponte Franklin D. Roosevelt MidHudson, nos arredores de Poughkeepsie, Nova York. No segundo dia de uma expedição de duas semanas que começou em maio, Bertolozzi e sua equipe já haviam gravado 400 sons. Ele bateu em vigas, eixos e corrimãos, com baquetas, cavilhas de madeira, marretas e martelos de borracha, sendo que alguns foram projetados por ele mesmo. "Vemos se o som produz algum tom, como do, ou ré", afirmou Bertolozzi, acrescentando que "as dimensões diferentes da Torre Eiffel produzem notas". Por exemplo, "se batemos em um painel grande, ele irá vibrar lentamente, produzindo um tom mais baixo, geralmente". Segundo ele, a forma vertical da torre "oferece uma grande variedade de recursos, caso precise de notas altas, médias e baixas". Bertolozzi afirmou que sentiu um pouco de ansiedade. "E se encontrarmos 500 Si-bemóis, o que vou fazer?", imaginou. "Mas estamos nos saindo muito bem e en-

contrado todo o tipo de nota". A ideia de tocar a Torre Eiffel ocorreu a Bertolozzi, organista e colecionador de gongos, depois que a esposa o imitou batendo em um gongo quase uma década atrás. "Ela 'bateu' na Torre Eiffel em um pôster pendurado na parede do nosso quarto", afirmou Bertolozzi. "Eu pensei: 'Acho que isso daria certo'." Na época, a Torre Eiffel parecia um sonho distante, então ele começou a procurar instrumentos mais próximos de casa. "Eu sabia que Gustave Eiffel construía pontes, então disse: 'Deixe-me fazer alguma coisa em uma ponte aqui nos Estados Unidos", recordou Bertolozzi. O resultado, Bridge Music, foi lançado em 2009 e chegou à 18º posição das paradas de música erudita contemporânea da revista Billboard. O compositor não conseguiu arrumar dinheiro para realizar uma apresentação ao vivo, mas as autoridades incluíram uma estação permanente em ambas as pontas da ponte, onde visitantes podem ouvir trechos da

música entre abril e outubro. Enquanto se preparava para o experimento parisiense, Bertolozzi estudou o design da Torre Eiffel. Ele ouviu as obras de compositores franceses como Ravel e Poulenc, cujas músicas possuem elementos de canções populares e sons urbanos. A torre também serve de "inspiração mais profunda em minha busca por novas formas de produzir sons", afirmou. "Portanto, trata-se de uma reinvenção constante." Durante o processo de coleta de notas, alguns turistas pareciam um pouco confusos, mas a equipe que trabalha na torre achou a abordagem de Bertolozzi coerente, previsível. Stéphane Roussin, engenheiro chefe da torre, disse que a estrutura produz sons e vibra. "Ela sussurra", afirmou. "Sempre batemos nela", afirmou com um sorriso", para garantir que o material não esteja com defeito."

Maïa de la Baume escreve para The New York Times

MÚSICA E SÁTIRA POLÍTICA NA TELA DOS CINEMAS. O compositor e cantor carioca Jards Macalé (abaixo) está na vitrine das estreias da semana, com o documentário Jards, que mostra como é o processo de criação de Macalé, artista considerado um agitador cultural, tanto quanto Tom Zé. (Seus trabalhos Vapor Barato e Movimento dos Barcos são referências.) Direção de Eryk Rocha. Macalé já foi documentado em outra obra cinematográfica - Jards Macalé - Um Morcego na Porta Principal, de 2008, dirigido por Marco

Abujamra e João Pimentel. Cines Bourbon, Espaço Itaú de Cinema e Frei Caneca. Terror cubano. Outra estreia em destaque nesta semana é Juan dos Mortos, comédia de terror, dirigida por Alejandro Brugués, também autor do roteiro. O contexto da história é político, tendo como foco o

regime de Fidel. Cines Reserva Cultural e Frei Caneca. Bom de drama. O ator Bradley Cooper (foto), de O Lado Bom da Vida, competente e forte nos papeis dramáticos, é um policial certinho, tentado a se corromper por parceiros. Este é o tema de um dos três episódios do filme O Lugar Onde Tudo Termina, do

diretor Derek Cianfrance (Namorados para Sempre). No elenco, Eva Mendes. Cartaz do Bourbon, Bristol, Cidade Jardim, Espaço Cultural Itaú, Jardim Sul, Kinoplex Itaú e Vila Olímpia.

além de uma cozinha que tem piano, violão, bateria, percussão, contrabaixo e vibrafone. A produção artística é do trombonista Vittor Santos, a regência é dele e de Alberto Rosenblit e os arranjos são todos de Rosenblit, que sabiamente intercala o uso de parte dos naipes com o todo da orquestra, fazendo os movimentos da Suíte Atlântica (nove de Alberto Rosenblit, sendo um em parceria com Paulinho Tapajós e um de Fernando Leporace e Alexandre Lemos) se sucederem num trabalho musical muito bem mixado, de fôlego. Pena não se tenha adotado o critério de

reconhecê-lo como uma suíte, pois não havendo necessidade de intervalo entre as faixas, o todo falaria por si. Os instrumentos tocam por Rosenblit e pela mata Atlântica, como se cada acorde dissesse: "Ó musa encantadora, seus mistérios me alcançaram - deles sou vassalo. Ó musa misteriosa, penetro suas entranhas - doce amante carinhosa. Ó musa tão gentil, plena de luz, de sombra, de água vida - és a minha cara do Brasil.

Suíte Atlântica Aquiles Rique Reis Sinfonia Atlântica. Antes de qualquer coisa, vale reproduzir o entusiasmo com que ele se refere à musa no encarte do novo CD: "A variedade de tons de verde que colore a mata Atlântica sempre me chamou muito a atenção. Uma combinação perfeita de textura e cores. Distraidamente, essa observação acaba se traduzindo em música. Que a gente faz pincelando com calma. Procurando equilibrar os tons mais claros e os mais escuros, passando pelos intermediários. Experimentando os agudos, graves e médios que uma orquestra pode oferecer. Da Mata

ao Atlântico. Um exercício lúdico tentando refletir a alegria dessas paisagens. Como sempre acontece comigo, imagem sugerindo música. Em Mata Atlântica, meu foco é o afeto." E assim é. Numa apaixonada viagem musical traduzida em imagens, melodias representam as variações de cores de plantas e árvores; ritmos são como os passos das feras que habitam seu chão; acordes reproduzem os pássaros em cantorias mil; dinâmicas de fraco e forte são

como o correr menos ou mais caudaloso de seus rios e riachos; o resultado sonoro é a mescla da beleza com a exuberância que têm a mata e a música, dupla mágica que Rosenblit tratou de tornar siamesas. Alberto Rosenblit arregimentou uma grande orquestra de cordas (doze violinos, quatro violas, quatro cellos e dois contrabaixos) e sopros (flautas, pícolos, clarone, oboé, corne inglês, saxes, trompas, trompetes, flugelhorns, clarinetas, trombones e clarone),

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4.


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Mais espaço

www.dcomercio.com.br

Quando falta espaço, a solução é buscar ideias como o pufe que serve para guardar as roupas que não estão sendo usadas e a cadeira dobrável que pode ser desmontada. http://bit.ly/16KPwax http://bit.ly/1439xrG

Oceanos de luz Os lustres criados pela estudante de design tcheca Katerina Smolíková são inspirados em espécies das profundezas dos oceanos. A série foi vendedora do prêmio de design Outstanding. http://bit.ly/1awbuAr

I NTERNET M ODA

P OLÍTICA

O sucesso do Instagram E m apenas um dia de funcionamento do novo serviço do Instagram, os usuários enviaram milhões de novas publicações para a rede social. O novo serviço, lançado na quinta-feira, é a ferramenta de envio de vídeos. A novidade permite que os usuários façam upload de vídeos curtos, de até 15 segun-

Arquitetura da caminhada Desenhada por Rem D. Koolhaas, esta sandália é inspirada nas linhas geométricas da arquitetura e foi lançada pela United Nude.

dos, no site que antes comportava apenas fotos. Entre os mais de 130 milhões de usuários da rede social, a ferramenta foi sucesso imediato: nas 24 horas que se seguiram ao anúncio, 5 milhões de vídeos foram publicados. Segundo o site especializado em tecnologia Tech Crunch, o pico de publicações

foi no jogo 7 das finais da NBA nos Estados Unidos: quase 40 horas de vídeos sendo carregados por minuto. A nova ferramenta tem o objetivo de concorrer com o Vine, aplicativo do Twitter para compartilhamento de vídeos de até seis segundos que tem uma média de 1 milhão de postagens por dia.

Contra o que o Brasil protesta? Um dia é o preço das passagens de transporte, no outro, o governo. Para saber qual é o protesto mais popular do momento, visite o site abaixo, que vasculha as redes sociais e revela os temas que mais mobilizam os internautas. www.causabrasil.com.br

Yannis Behrakis/Reuters

http://bit.ly/19g8DtO

M ÍDIA

Google sem notícias da Alemanha A decisão demorou, mas foi anunciada ontem. A partir do dia 1º de agosto, o Google News, serviço agregador de notícias do Google, só poderá reproduzir notícias na Alemanha após a autorização dos jornais. Em outros 60 países nos quais está presente, o Google reproduz textos sem a necessidade de autorização. Os veículos de

mídia é que precisam declarar a opção de ficar fora. No Brasil, a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) recomendou a seus associados em 2011 que não permitissem a veiculação de conteúdo no Google News enquanto não houvesse remuneração pelos direitos de propriedade intelectual do conteúdo. (Folhapress)

E SPORTE

Jon Ross/Reuters

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Ai Weiwei lança disco na internet

Bicicletas são cada vez mais populares como meio de transporte nas grandes cidades abarrotadas de carro. Mas, num apartamento, onde guardá-las? A proposta do da Shoes, Books and a Bike é criar espaço de destaque para a magrela numa estante, ao lado de livros, sapatos.

Foto mostra a veterana wing walker (acrobata que caminha nas asas de aviões em voo) Jane Wicker em ação. Ontem, ela e seu piloto Charlie Schwenker morreram quando o avião em que se apresentavam em Ohio bateu e pegou fogo. M ICHAEL JACKSON

60 dias sem dormir

www.postfossil.ch/products/17/

A TÉ LOGO

Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

L

Nelson Mandela está em estado 'crítico', diz Presidência da África do Sul

L

Honduras investiga morte de cinco crianças por doença desconhecida

L

prescreveu drogas pesadas ao paciente para induzi-lo ao sono. Ainda segundo o jornal, as noites mal dormidas já teriam afetado a memória e os movimentos de Michael, que ensaiava para um show, mas não conseguia dançar nem se lembrar das músicas.

P OLÊMICA

Espaço organizado

Tragédia no ar

O rei do pop Michael Jackson sofria de insônia e teria ficado 60 dias sem dormir antes de morrer. A informação foi revelada no fim de semana pelo jornal britânico The Sun. O jornal disse ainda que o médico do astro, Conrad Murray,

SUPER LUA - Nascer da lua sobre o tempo de Poseidon, em Cabo Sunião, a leste de Atenas, Grécia. A lua fica maior e mais brilhante quando passa pelo ponto de sua órbita mais próximo à Terra, o que aconteceu ontem. No Brasil, o melhor momento de observação do fenômeno foi até as 21h de ontem.

'Free-lancers' do Brasil faturam mais de US$ 1 mi em menos de um ano

O artista plástico e dissidente chinês Ai Weiwei lançou na internet, no sábado, The Divine Comedy, disco em que ironiza os quase três meses que passou detido pela polícia de Pequim, entre abril e junho de 2011. As músicas relatam conversas que ele teve com os policiais que o vigiavam enquanto era investigado por fraude fiscal, acusação entendida por apoiadores como punição por seu ativismo. O álbum pode ser ouvido no site do artista. aiweiwei.com


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SUPLEMENTO EXCLUSIVO PARA

CORINTHIANS

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PALMEIRAS

Sheik espera Recopa

Mudanças em curso

Emerson pode aceitar a proposta de um ano de renovação do Corinthians, pode convencer a diretoria a lhe dar os dois anos desejados, pode negar e firmar um pré-contrato com outro clube a partir de 1 o- de julho ou até, de uma forma mais radical, solicitar uma rescisão amigável para sair antes de dezembro. Uma única coisa, porém, já é certa: se reunir condições clínicas e não ser suspenso no primeiro jogo, o atacante estará nas duas decisões da Recopa Sul-Americana, nos dias 3 e 17 de julho, contra o São Paulo. Em contato com a reporta-

Um dos jogadores com mais tempo de casa no Palmeiras está próximo de deixar o clube: o zagueiro Maurício Ramos, contratado em 2009, recebeu uma proposta do Sharjah FC, dos Emirados Árabes, e deverá acertar sua saída entre hoje e amanhã. A saída do zagueiro titular é apenas mais uma das mudanças que ocorrem na equipe, como o prórpio treinador Gilson Kleina dissera antes do recesso para a Copa das Confederações. O problema é que as principais mudanças estão acontecendo no setor mais ajustado em campo até agora: a defesa.

l

EDUARDO VIANA

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gem do L! na última semana, Reinaldo Pitta afirmou que as definições poderiam ser conhecidas amanhã, em reunião com a direção alvinegra.

Mauricio Ramos de saída Ayrton também pode deixar o clube (veja ao lado). Kleina conseguiu arrumar o setor defensivo, que agora se desfaz aos poucos.

SAO TOM DIB

VAI? Diretoria já avisou Ney Franco que só fica com Recopa, mas deve esperar Copa Suruga GUILHERME PALENZUELA guilhermepalenzuela@lancenet.com.br

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O presidente Juvenal Juvêncio sofria grande pressão para demitir o técnico Ney Franco antes do jogo contra o Grêmio. O empate amenizou a chance de queda, mas não anulou. A pressão continua hoje, e Ney já foi avisado que se não conquistar a Recopa Sul-Americana, contra o Corinthians, ficará insustentável. São mínimas, porém, as chances de uma troca antes da viagem para Copa Audi e Suruga, mas as conversas com outros treinadores começarão em caso de fracasso contra o arquirrival. O São Paulo volta de férias hoje e retoma os treinos para o segundo semestre. Antes do primeiro jogo da Recopa contra o Corinthians, no dia 3 de julho, enfrenta o Flamengo em amistoso, no sábado. O segundo jogo do torneio continental acontece só em 17 de julho. Os três jogos pelo Brasileirão, no meio dos dois confrontos, estão abaixo da Recopa na escala de prioridade. Os dirigentes são-paulinos desejam o troféu contra o rival para amenizar o fracasso do primeiro semestre. Não aceitarão, em hipótese alguma, que o Corinthians vença um título internacional sobre o São Paulo. Atual campeão da Libertadores e do Mundial, o rival sempre esteve abaixo do Tricolor em troféus de competições fora do âmbito nacional, historicamente. A pressão sobre Juvenal Juvêncio pela demissão de Ney existe desde a má campanha na fase de grupos na Libertadores. Segundo dirigentes da cúpula são-paulina, o treinador só se sustenta até hoje pelo apoio do diretor de futebol Adalberto Baptista. É o único da diretoria que defende a permanência. Juvenal, por ora, acata a decisão de seu braço-direito. Se perder a Recopa, a diretoria do São Paulo começará a conversar com outros treinadores, mas não deverá demitir Ney Franco imediatamente. Adalberto Baptista convenceu os demais de que é melhor manter o técnico até a Copa Suruga, por conta do calendário apertado. Haverá três jogos após a segunda partida da Recopa, até a viagem para a Copa Audi, na Alemanha. Tempo para conversar, mas não para demitir e contratar treinador.

Ultimato

F

Segue? Ney Franco já sabe que precisa vencer a Recopa

OUTROS LANCES SANTOS

Tão perto, tão longe 3 O anseio é tão grande pela negociação dos atletas que o Santos chegou até a abrir mão de maiores valores para facilitar a transferência do meia Felipe Anderson, de 20 anos, para a Lazio, da Itália. Com o Peixe, as tratativas já estão finalizadas. O clube fechou com os italianos por 3,8 milhões de euros (R$ 11,1 milhões), a serem pagos em três parcelas anuais. O problema é fundo inglês Doyen Sport, dono de 50% dos direitos do atleta, que aceitou uma proposta de 4 milhões de euros (R$ 12 milhões), mas recusa o pagamento em três anos. Sem acerto, os dirigentes da Lazio voltaram para a Itália e a negociação segue g sem uma definição.

TOM DIB

Felipe Anderson: saída é uma novela

CAMP. ARGENTINO

INTERNACIONAL

TRAGÉDIA NAS PISTAS

3 Um jogo tumultuado no Monumental de Núñez, com direito a paralisação do árbitro por conta de cantos racistas, marcou a queda do San Martín para a Segundona do futebol argentino após derrota para o River Plate por 3 a 1. Para completar, ainda houve tumulto entre os jogadores dos times nos minutos finais. Os jogadores visitantes acusaram Iturbe de provocá-los. Titulares e reservas, comissões técnicas e policiais se envolveram na troca de safanões. Uma triste despedida. Os outros dois que caíram foram Independiente e Unión. A final do Argenti no será entre Newell's e Vélez.

3 O dia de hoje será determinante para que Adriano seja confirmado como reforço do Internacional. Depois de diversos adiamentos, o exame médico feito pelo clube acontecerá à tarde, no Rio de Janeiro. Tendo o resultado positivo, o jogador, de 31 anos, será confirmado pelo Colorado, que já planeja um evento para sua apresentação oficial. O médico Paulo Rabello acompanhará a análise das condições médicas do centroavante. Caso esteja totalmente recuperado da cirurgia realizando no tendão-de-aquiles do seu tornozelo esquerdo, ele assinará até o fim deste ano com o Colorado.

3 Após a morte do dinamarquês Al-

Muita confusão na rodada final

Dia decisivo para Adriano

Gaúcho morre em Interlagos lan Simonsen no sábado, nas 24 Horas de Le Mans, o esporte a motor viu nova tragédia ocorrer ontem. Desta vez, a vítima foi Carlos Ferreira, de 29 anos. Ele morreu após um acidente sofrido no autódromo de Interlagos, enquanto disputava etapa Moto 1000 GP Light. Conhecido como Padeiro, o gaúcho que guiava uma Kawasaki sofreu uma queda na segunda volta da prova, após a saída do “S” do Senna. Ele ainda foi atropelado por outro competidor. Ferreira sofreu parada respiratória ainda na pista, foi removido e levado ao Hospital mas não resistiu aos ferimentos e morreu.


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Num momento que você está um pouco para baixo vê um Parreira, um Felipão te colocando para cima

Dupla completa Fred QUE VINHA HÁ TRÊS JOGOS SEM GOLS

O GÊNIO E O ARTILHEIRO Cada vez mais completos em campo com Felipão, Fred e Neymar são responsáveis por mais de 70% dos gols com o técnico. Eles decidem! RUY PORTO FILHO

EDUARDO MENDES, RODRIGO VESSONI E THIAGO SALATA Enviados Especiais a Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) copa2014@lancenet.com.br

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Felipão chamou um de gênio. E falou que deixaria o outro em campo contra a Itália até tropeçando na bola. Dá para entender. O genial Neymar e o artilheiro Fred não formam uma dupla de ataque típica no esquema do treinador, mas, cada vez mais completos em campo, são os mais letais no novo time de Scolari. Dos 24 gols da Seleção Brasileira na atual era Felipão, em 2013, Fred e Neymar fizeram 12, e deram mais cinco assistências: participação em 17, o que representa 70,83% do total. Neymar trabalha para ser um completo camisa 10. Desde o início da preparação na Copa das Confederações, em 28 de maio, ele é um dos mais dedicados nos treinos de finalização e, principalmente, cobranças de falta. O craque é sempre um dos últimos a deixar o campo, aprimorando as batidas. Treina demais o fundamento, algo que já fazia pelo Santos. O resultado: o gol de falta de sábado, o único desta forma entre os 23 que fez pela Seleção. – Sempre bati falta desde pequeno, sempre treinei muito. Algumas vezes o gol não sai, mas é treinamento. É repetição, repetição, você vai pegando o jeito de bater na bola, e consegue fazer os gols – afirmou, questionado pelo L!. Neymar joga aberto na direita, mas já jogou do outro lado. Assim como no meio, como um armador. Felipão não o deixa sempre colado em Fred, como em clássicas duplas de ataque. Isso faz o camisa 9 sair muito da área e participar dos gols com passes, como aconteceu numa assistência de peito para Neymar fazer um golaço contra o Japão, na estreia do Brasil. É Scolari quem mais apostou nos atletas juntos como titulares na Seleção. Antes, com Mano Menezes, começaram juntos poucas vezes: quatro em 2011 e só uma, em 2012. Hoje, são intocáveis na equipe e principais esperanças para conquistar a Copa das Confederações. – Tomara que venham mais gols, gols decisivos, que são muito bons para qualquer jogador. Se não der para marcar, vou brigar para roubar bola, dar um passe. O espírito da Seleção hoje é de grupo – disse Fred, que tem dois gols na competição, contra os três feitos por Neymar. O camisa 10 marca, faz até faltas, joga em todas funções do ataque e bate faltas. O camisa 9 entra no ritmo. Felipão vê neles as grandes esperanças para o hexa no ano que vem. – Escutamos algumas criticas, temos de aceitar, mas Seleção Brasileira é grupo, e Felipão mostrou isso, principalmente a mim. Deu um apoio muito grande, e eu agradeço – comentou o camisa 9.

GOLS

Robinho L.Damião

Borges

Jonas L.Fabiano

NIGÉRIA 0 X 3 ESPANHA

Jordi Alba dá show e Fúria vence as Águias PAULO SÉRGIO

CLEBER MENDES

NÚCLEO COPA-2014 copa2014@lancenet.com.br

gado, Brasil!”. Taiti, nós é que agradecemos. O amor demonstrado dentro de campo pelos jogadores contrasta com o profissionalismo exacerbado no qual se transformou o futebol. Sendo assim, foram adotados como parte de cada um. Para sempre! A Celeste se classificou, enfrenta o Brasil na semifinal, quarta-feira, no Mineirão. Com uma plateia de luxo no banco, formada por Luis Suárez, Forlán e Cavani, o atacante Abel Hernández deitou e rolou. O jogador do Palermo foi autor de quatro dos oito gols uruguaios no jogo de ontem.

Fred revelou que o “coração” que fez com as mãos ao festejar os gols do Brasil no sábado foram para uma “pessoa especial”, presente no estádio. Ontem de manhã, na folga no hotel em Salvador, enquanto concedida entrevista à TV Globo, ele virou alvo de gozação dos companheiros, que gritaram pelas sacadas. David Luiz, Dante, Marcelo e Lucas berraram: “o Fred vai te pegar!”, ao vivo, fazendo o atacante dar muita risada. – Tem uma pessoa especial, mas não tem nada por enquanto. Ela estava no estádio – afirmou o atacante.

COPA DAS CONFEDERAÇÕES FASE DE GRUPOS

TABELA GRUPO A

1 o- Brasil 2 o- Itália 3 o- México 4 o- Japão

l

Sol, muito calor e casa cheia em Fortaleza. Esses foram alguns dos ingredientes do jogo entre Espanha e Nigéria. Com a vitória por 3 a 0 – gols de Jordi Alba (dois) e Fernando Torres –, a Fúria garantiu a primeira colocação no Grupo B da Copa das Confederações e agora pega a Itália na semifinal da competição. O encontro entre as duas equipes será uma reedição da decisão da Eurocopa de 2012, quando os espanhóis atropelaram a Azzurra por 4 a 0. O palco do jogo no Brasil será o mesmo Castelão, na próxima quinta-feira. Se a moda espanhola é tocar a bola e envolver o adversário, isso se fez presente logo nos primeiros minutos. Após várias trocas rápidas de bola, ela chegou nos pés de Jordi Alba, que abriu o placar. Na sequência, Obi Mikel, dentro da grande área, quase empa-

Fez o Brasil na Copa-13. Fred tem dois e Neymar, outros três.

Fred é alvo de gozação

70,83% = a 17 gols

Celeste goleia, mas Taiti é ovacionado

O Taiti embarca para a Oceania com a mala recheada por 24 gols sofridos nos três jogos que fez pela Copa das Confederações. Mas também levará lembranças do carinho ao qual a equipe, praticamente formada por jogadores amadores, recebeu do torcedor brasileiro. Parte destes gols foram recebidos na derrota por 8 a 0 para o Uruguai, ontem, na Arena Pernambuco. A goleada classificou a Celeste para enfrentar o Brasil na semifinal. Inesquecível será a ovação dada aos taitianos, que desfilaram com bandeiras brasileiras e uma enorme faixa na qual se lia “Obri-

9

Pato

URUGUAI 8 X 0 TAITI

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CONFEDERAÇÕES

Quem vestiu a 9 depois da Copa de 2010

GRUPO B 1 o- Espanha 2 o- Uruguai 3 o- Nigéria 4 o- Taiti

PG

9 6 3 0 PG

9 6 3 0

V

E D GP GC

3 3 3 2 3 1 3 0

J

0 0 9 2 0 1 8 8 0 2 3 5 0 3 4 9

J

V

3 3 3 2 3 1 3 0

E D GP GC TP

0 0 15 1 0 1 11 3 0 2 7 6 0 3 1 24

Jogos 8/6

Alba festeja um dos gols que marcou tou. Sergio Ramos salvou os espanhóis. O jogo ficou aberto, com chances para os dois lados. Na volta do intervalo, a Nigéria seguiu tentando o empate, mas sempre errando nas finalizações. Mais objetiva, a Fúria controlou as ações e marcou mais duas vezes com Fernando Torres e novamente Jordi Alba.

15/6 16/6 16/6 17/6 19/6 19/6 20/6 20/6 22/6 22/6 23/6 23/6

Brasil3x0 Japão México 1x2 Itália Espanha 2x1 Uruguai Taiti1x6 Nigéria Brasil2x0 México Japão3x4 Itália Espanha10x0 0 Nigéria 1x2 Uruguai Brasil4x2 Itália Japão 1x2 México Uruguai8x0Taiti Nigéria0x3 Espanha

Brasília Rio Recife B. Horizonte Fortaleza Recife Rio Salvador Salvador B. Horizonte Recife Fortaleza

Semifinais Quarta Quinta

Brasil x Mineirão Espanha x Itália

B. Horizonte Fortaleza


e CAIXA 1 conomia

O seu consultor financeiro

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Os caminhos da APOSENTADORIA 23

Em um cenário com juros menores que os tradicionalmente vistos no Brasil, planejamento fica mais rigoroso.

anos é o que o brasileiro estima, em média, viver depois da aposentadoria. Mas a maioria diz só ter reservas para 12 anos.

KARINA LIGNELLI

R

ecente pesquisa do HSBC mostra que o brasileiro prevê viver 23 anos após a aposentadoria. Já suas economias devem durar apenas 12 (e só 1% consegue manter o padrão de vida após se aposentar). Especialistas alertam: para garantir aposentadoria sem sobressaltos financeiros, o ideal é acumular recursos o quanto antes para complementar a previdência oficial – e a previdência privada é uma opção. Mas, no atual cenário de juro baixo, a pergunta é como fazer render o investimento de longo prazo de forma a não frustrar planos. Segundo Cláudio Gonçalves, professor do MBA de Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios, ao contrário do período até 2008, em que o juro básico estava em dois dígitos, a situação de juros baixos "veio para ficar". "Previdência é pensar 10, 15, 20 anos à frente. No cenário atual, investir no complemento à aposentadoria exige um planejamento financeiro antes menos necessário." O educador financeiro Conrado Navarro, do blog Dinheirama, concorda. Ele comenta que a nova realidade é singu-

lar: ficou para trás o sonho de fazer render em 10%, 15% o capital de forma simples, fácil e segura. "Juros baixos significam avanço econômico, mas também desafios para quem se preocupa com decisões de investimento e proteção de capital." Por isso, Navarro orienta o investidor a saber o tipo de produto de previdência que ele e a família querem, avaliar como as taxas podem ser reduzidas, constituir um novo plano pensando no cenário atual, pesquisar bem e conhecer os gestores. Se, antes, segundo ele, se escolhia um produto conservador, com garantia de 10% ou mais de ren-

PREVIDÊNCIA OFICIAL: SERÁ QUE DÁ CONTA? Uma pasta com orçamento de R$ 380 bilhões em 2013 (caso do Ministério da Previdência Social) e que paga 30,6 milhões de benefícios terá condições de bancar uma população de aposentados e idosos que deve triplicar até 2020 enquanto cai a natalidade? Segundo Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo, a resposta é sim – desde que seja bem administrada, sejam corrigidas distorções e mantido o polêmico fator previdenciário (memória de cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, com base na expectativa de sobrevida do segurado). Ele fez uma palestra sobre o tema recentemente em evento do Conselho Regional de Economia-SP. Gabas explica que, mesmo com a expectativa de sobrevida maior, as pessoas que se aposentam hoje por tempo de contribuição param, na média com 53 anos (caso do homem). Porém, estão vivendo até os 82, mas contribuíram com 11% (mais 20% da contribuição da empresa) por

35 anos. "Isso não custeia uma aposentadoria por 30 anos – sem contar a pensão. Tem que ter previsão atuarial. A previdência se sustenta pelo pacto de solidariedade entre gerações: quem trabalha hoje, paga a aposentadoria de quem não está na ativa", afirma. Especialistas estimam que os valores de aposentadoria serão cada vez mais baixos, e o tempo de contribuição, cada vez maior. Hoje, a Previdência paga um teto de R$ 4.159, mas a média é de R$ 803, após 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulheres). Gabas afirma que é preciso "muito cuidado" ao dizer que a Previdência Social não terá condições de custear aposentadorias no futuro. "Se ficássemos na toada de 2003, teríamos necessidade de financiamento de R$ 90 bilhões. Mas estacionamos na linha do R$ 30 bilhões", diz, justificando a queda com medidas de gestão como recadastramento de informações, transformação da folha em ativo junto aos bancos e o combate à fraudes. (KL)

Juros baixos significam avanço econômico, mas também desafios. CONRADO NAVARRO, DO BLOG DINHEIRAMA

tabilidade anual, agora é preciso considerar juros em queda, inflação que não voltou ao centro da meta, expectativa de vida que aumentou e o Imposto de Renda. "A simulação feita há dez anos não vale quase nada hoje, e o que se contratou lá trás não será suficiente a partir de agora."

Garantia ou rentabilidade A procura pelos planos de previdência privada para complementar a aposentadoria vêm crescendo no Brasil. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) mostram que esse mercado arrecadou um total de R$ 18,9 bilhões no primeiro trimestre de 2013 – número 26,83% superior aos R$ 14,9 bilhões de igual período de 2012. Hoje, a modalidade tem cerca de 12 milhões de

contratos ativos, sendo que aproximadamente 131,9 mil já usufruem dos benefícios. Para garantir a rentabilidade, os bancos têm estratégias específicas. A Bradesco Vida e Previdência, do grupo Bradesco Seguros, por exemplo, busca formas de aumentar o retorno dos produtos com carteiras diferenciadas, explica Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da seguradora e vicepresidente da Fenaprevi. O cliente, segundo ele, também precisa reavaliar como potencializar ganhos nesses fundos durante a acumulação e na hora de receber os benefícios. "Mas para ter retorno satisfatório no longo prazo, possivelmente deverá optar por produtos que envolvem maior exposição ao risco." Já no caso do Itaú Unibanco, o processo bem direcionado de contratação de novos planos (com gerentes treinados, consultores especializados na agência para entender o perfil do cliente e ferramentas adequadas de orientação na internet) é uma das principais estratégias, informa o diretor de produtos de investimento e previdência, Claudio Sanches. "O atual cenário de juros menores torna mais importante a venda consultiva, na qual é verificado perfil do cliente e o prazo em que serão utilizados os recursos, para a seleção do plano mais adequado para cada caso", diz.

A Brasilprev, do Banco do Brasil, informa que "desde 2007 já considerava as mudanças de patamares de juros no País" e que procurou desenvolver iniciativas para atender à expectativa do cliente quanto ao investimento de longo prazo. Uma delas foi o processo de venda consultiva, orientando o cliente sobre o melhor tipo de plano para seu perfil – o que ajuda a definir modalidade, tabela de tributação e fun-

O ponto principal quando se fala em aposentadoria é pensar a longo prazo. CLÁUDIO GONÇALVES, PROFESSOR DA TREVISAN

do de investimento segundo expectativa de retorno e apetite ao risco. As outras foram os fundos com o conceito Ciclo de Vida, que acompanham diversas fases da vida do cliente e ajustam os percentuais de investimento em renda fixa e variável ao longo dos anos, sendo mais arrojado no início e mais moderado ao se aproximar da data de realização do projeto. E para difundir ainda mais o conceito de previdência priva-

da entre a população, a Brasilprev acaba de lançar o hotsite Previdência sem mistério (w ww.pr ev ide nci as emm is ter io .c om . br ), cartilha digital educativa para informar de forma descomplicada os conceitos e as possibilidades desse investimento. De acordo com o gerente de comunicação da Brasilprev, Francisco José Molnar Casseb, esta é uma das ações da companhia voltadas à educação financeira. "O objetivo é ajudar as pessoas a entenderem a importância de se poupar a longo prazo e de se programar para a realização de seus projetos de vida", afirma.

Alternativas no mercado

Gonçalves, professor da Trevisan, lembra que, além da previdência privada, aplicações tradicionais são bons investimentos quando se sabe negociar a taxa de entrada, para evitar diminuição na rentabilidade. Já a caderneta de poupança, que segundo ele era o "patinho feio", agora pode ser opção de investimento – assim como títulos que tenham lastro na inflação. Dependendo do perfil do investidor, partir para a renda variável e escolher uma cesta de ações é uma opção – para não se perder oportunidades com variações das ações e os dividendos que oferecem. "O ponto principal é a necessidade de sempre pensar a longo prazo. Ou dali a oito meses a pessoa contrai uma dívida, saca o que poupou e... cadê a aposentadoria?", destaca Gonçalves. Ele observa que, mesmo num cenário de juros básicos mais baixos que os tradicionalmente vistos no Brasil, a taxa não deve ser um fator inibidor para quem quer planejar essa aposentadoria. "Se fosse assim, os países que mais poupam não teriam poupança – caso do Japão, que tem juros reais negativos há mais de 20 anos."

Planejamento: quanto antes, melhor.

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xiste um momento ideal para se investir em previdência privada? Especialistas são unânimes: sim, o quanto antes. Cláudio Gonçalves, da Trevisan, diz que a melhor idade é quando se começa a entender o valor do dinheiro "Caso contrário, pode-se ser surpreendido pelo inesperado. Se as empresas planejam para 10, 20, 30 anos, porque não fazemos isso?", questiona. No blog Dinheirama, o especialista Conrado Navarro dá três razões para os jovens começarem aportes o quanto antes: aproveitar o tempo para diminuir os aportes (considerando como renda desejada o valor do salário atual mais 20% de margem de segurança – e sempre que o salário subir passar a fazer contri-

buições proporcionalmente maiores); ser responsável pelo próprio futuro; e saber que aposentadoria não é sinônimo de parar de trabalhar, mas de criar condições ideais para desvincular-se de certas obrigações e trabalhar e viver realizando tarefas agradáveis. Navarro dá outras dicas práticas, citando o economista Marcelo D'Agosto, do blog "O consultor financeiro". A primeira é encontrar um bom plano de previdência. Escolher um que cobre 4% de taxa de carregamento e 3% pela administração e outro que cobra só taxa de administração de 0,8% representará diferença superior a 50% do patrimônio acumulado, informa. Outra dica é escolher planos com taxa de admi-

nistração menor que 1,5% na renda fixa e 3% nas opções compostas. Ou seja, busque taxas mais baixas para planos de previdência conservadores (até 1,5%), e seja mais flexível e (exigente com resultados) nas opções compostas. Também é importante dar atenção a rentabilidade e histórico do fundo e da instituição. "Busque opiniões de clientes, pesquise a história da empresa, procure planos na internet e compare-os", diz Navarro. Além disso, considere a portabilidade do plano de previdência. Navarro lembra que ela garante que os planos sejam transferidos para outros de mesma natureza – inclusive de outra instituição – e sem incidência de imposto de renda. (KL)


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EXPORTAÇÃO

A chave do negócio está na embalagem Acondicionamento de itens a serem exportados precisa ser bem elaborado para garantir o sucesso no exterior, um mercado em constante competição. Fotos: Divulgação

Rejane Aguiar

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competitividade de um país no mercado i n t e r n a c i o n a l d epende muito das condições macroeconômicas globais, de acordos comerciais e dos níveis das taxas de câmbio. Mas depende também do esforço das empresas exportadoras e das associações setoriais. Quem vende no exterior deve saber como conquistar mercados, oferecendo os produtos de que os consumidores precisam e, muito importante, da forma como eles querem consumir. Nesse ponto, desenvolver embalagens adequadas é fundamental, um grande diferencial competitivo. Partindo da avaliação de que muitas empresas exportadoras brasileiras – sobretudo as de médio e pequeno portes – precisam de ajuda para desenvolver melhor as embalagens, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) criou recentemente o Projeto Design Embala, que faz parte da unidade de inovação e design da agência, criada em 2012. Para esse projeto específico, a ApexBrasil fechou parceria com a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), que está fazendo o trabalho de intermediação com entidades dos mais diversos setores que já têm projetos especiais de exportação. "A ideia do projeto Design

A Docile exporta confeitos em embalagens com traduções em inglês, espanhol, francês e árabe, além de todas as exigências dos cerca de 50 países para os quais vende.

Embala é mostrar às empresas a importância de uma embalagem bem pensada. Quando se fala em comércio exterior, cada exportador deve estudar atenciosamente detalhes como a cultura de

consumo do país para o qual vai vender, os volumes mais adequados para o perfil de consumo, a facilidade de manuseio dos produtos, a ocasião de consumo, entre outros aspectos importantes, como a

Design Embala: mais competitividade.

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Projeto Design Embala faz parte da unidade de Inovação e Design da ApexBrasil e envolve uma série de programas para fazer a indústria nacional entender a importância de uma embalagem bem pensada na hora de exportar. Em entrevista ao Diário do Comércio, o diretor de Negócios da ApexBrasil, Rogério Bellini, detalha as ações do projeto e as formas de participação.

Qual o principal objetivo da ApexBrasil com o projeto Design Embala? A ApexBrasil criou, em junho de 2012, a Unidade de Inovação e Design para inserir a gestão desses dois temas entre as empresas que apoia e, dessa maneira, fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. A unidade atua por ações voltadas à sensibilização, capacitação, inteligência competitiva, comunicação e imagem. Em parceria com a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), a Agência criou o projeto Design Embala. O objetivo é apoiar as empresas participantes dos projetos setoriais mantidos em parceria entre a ApexBrasil e entidades empresariais, de modo a promover a inovação e o design da embalagem como instrumento para aumentar as exportações. O Design Embala prevê ações de sensibilização, qualificação e facilitação para o desenvolvimento da embalagem, inteligência competitiva e ações de imagem, sempre com a proposta de fortalecer o design de embalagem como diferencial competitivo dos produtos brasileiros para exportação.

na distribuição. Ela tem um papel importante na qualidade e eficiência da dinâmica global entre produção e consumo. A embalagem reflete a sociedade, a cultura, os hábitos e o estágio de desenvolvimento econômico do país de origem do produto. Quais são as ações previstas no projeto? Temos várias ações. O Prêmio Abre da Embalagem Brasileira premia empresas que mostram que uma boa embalagem é fundamental para todos os produtos. Por causa do Design Embala, foi inserido no Prêmio Abre o módulo Compe-

Bellini: ações para exportar.

titividade Internacional, que irá premiar as melhores embalagens produzidas no Brasil para exportação. Para capacitação, o Design Embala trabalhará para orientar as empresas em relação ao aprimoramento do design de embalagem, considerando as características de cada setor e suas particularidades nos mercados estrangeiros. Em relação à inteligência competitiva, serão realizados vários estudos. Um deles é a Sondagem Macroeconômica da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pesquisa semestral que apreQual a importância de uma  senta expectativas para o embalagem adequada para a ex- mercado de embalagens, daportação? dos de balança comercial, proA embalagem de um produ- dução, empregabilidade, ento é decisiva para o seu suces- tre outros. Outro trabalho a ser so comercial, pois possibilita a realizado é o Diagnóstico Naconservação e tem impacto cional de Maturidade em de-

sign das empresas. O Design Embala também utilizará uma ferramenta de banco de dados mundial que oferece um mapeamento do consumo de embalagens e de produtos de bens de consumo. A ferramenta monitora lançamentos em tempo real e permite análises sobre o sucesso de produtos embalados. O trabalho cobre 49 países e é atualizado com cerca de 20 mil lançamentos de produtos por mês. Já o Projeto Imagem tem o objetivo de potencializar a imagem das empresas que usam o design de embalagem como diferencial competitivo, por meio da vinda ao Brasil de formadores de opinião estrangeiros especializados, para visitar empresas e conhecer a estrutura produtiva brasileira. Em quanto tempo a ApexBrasil espera começar a registrar os resultados desse projeto? Neste segundo trimestre, as ações consistem em estruturar o projeto e sensibilizar os empresários de cada setor. No segundo semestre, as demais ações do projeto serão desenvolvidas considerando as peculiaridades e a abrangência de cada setor. Por fim, a partir do início de 2014, espera-se resultados em termos de desenvolvimento de embalagens com design focado nos mercados alvo. Como as empresas podem participar das ações do Design Embala? As empresas interessadas podem participar por meio dos cinco projetos setoriais de promoção de exportação escolhidos para essa primeira etapa do Design Embala: Sweet Brasil (parceria com a Abicab), Wines of Brasil (parceria com o Ibravin), Brazilian Chicken (parceria com a Ubabef), Brazilian Special and Sustainable Coffees (parceria com a BSCA) e o projeto setorial de promoção de exportações de cachaça (parceria com o Ibrac).

tradução correta para os mais diversos idiomas", afirma a diretora executiva da Abre, Luciana Pellegrino. De acordo com ela, o projeto será levado adiante de maneira gradual, com encontros periódicos de

orientação com empresas representadas por várias entidades de classe. A ApexBrasil e a Abre promoverão também encontros com o tema de inovação e rodadas de negócios. A primeira entidade a ser atendida pelo projeto Design Embala é a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), que desde 1998 tem o programa Sweet Brasil. Além de despertar em muitas empresas a consciência da necessidade de uma boa embalagem para exportação, o projeto servirá para aprimorar boas iniciativas de empresas brasileiras. A indústria de balas, chicletes, pastilhas e refrescos em pó Docile, com sede no Rio Grande do Sul, já tem uma experiência interessante

com embalagens para venda no exterior. Com produtos em cerca de 50 países espalhados por várias regiões (América Latina, África, oeste da Europa, Oceania), a Docile tem embalagens com traduções em inglês, espanhol, francês e até árabe. "Além disso, embalagens e produtos estão sempre em conformidade com as legislações dos países para os quais vendemos", afirma o diretor de Marketing da empresa, Ricardo Heineck. Adaptar os tamanhos das embalagens à realidade dos mercados também é importante, diz Heineck. "Em países de menor renda, por exemplo, as pessoas tendem a ter menos dinheiro disponível para comprar; assim, oferecer nossos produtos em embalagens menores pode nos dar uma vantagem competitiva", destaca. "Estamos sempre acompanhando a receptividade dos nossos produtos. E estamos otimistas com as vendas externas. Recentemente lançamos em uma feira em Chicago, nos Estados Unidos, uma bala de gelatina sabor brigadeiro, que tem um apelo bem brasileiro. O produto fez sucesso no evento", diz o diretor, ressaltando que os trabalhos voltados à exportação acabam também colaborando para melhorar a qualidade da produção da Docile. A empresa tem uma unidade de produção em Lajeado (RS), e outra em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e planeja uma nova fábrica no Nordeste.


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A dívida externa brasileira encerrou maio em US$ 325,5 bilhões – US$ 285,9 bilhões são de longo prazo.

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Dívida em dólar não assusta Alta da moeda só abala as empresas se persistir por período grande, pois apenas 12% dos compromissos são de curto prazo. Rejane Tamoto

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e persistir a série de altas do dólar registrada na semana passada naturalmente haverá impacto negativo nas dívidas de empresas. No entanto, conta a favor delas o fato de que boa parte dos compromissos assumidos vencem a longo prazo. Logo, o caixa dessas organizações só será abalado se a trajetória de alta continuar firme por maior período. O alerta é de Alex Agostini, economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating. Segundo dados do Banco Central, divulgados na sextafeira, a dívida externa brasileira encerrou o mês de maio em US$ 325,5 bilhões, dos quais US$ 285,9 bilhões (88%) são de longo prazo e US$ 39,6 bilhões (12%) o estoque de curto prazo. "O fato da maioria da dívida ser de longo prazo faz com que ela seja menos preocupante", diz Agostini. Do total, US$ 148,1 bilhões representam dívidas de bancos: o setor privado responde por US$ 108,5 bilhões. Na opinião do economista da Austin Rating, a companhia que pode sofrer impacto negativo é aquela que tomou o recurso em dólar há mais tempo e está vendo sua dívida vencer agora. "Quem fez o hedge limitando o dólar em R$ 2,20 já vai ter de pagar a diferença agora", diz. Na sextafeira, o dólar fechou cotado em R$ 2,246. Sem proteção – Segundo levantamento da agência de classificação de risco, de um

total de 3,1 mil empresas nãofinanceiras de capital aberto e fechado analisadas, 400 tinham passivo em dólar em dezembro. As dívidas dessas companhias somavam US$ 104,9 bilhões (R$ 214,3 bilhões), com uma evolução de 31,4% sobre o ano anterior. A taxa de câmbio nominal, em dezembro, era de R$ 2,04. A estimativa é que 10% do volume de dívidas em dólar esteja vencendo agora. "Ain-

da é pequeno diante do estoque. Se o volume de dívidas com vencimento neste mês fosse maior, isso teria influenciado a cotação do câmbio porque mais empresas teriam ido a mercado comprar dólar para honrar compromissos", explica Agostini. No levantamento feito pela agência não consta quantas e quais empresas comprometidas em dólar estão protegidas contra as oscilações da moeda

por hedge. "Esta ferramenta de proteção cambial têm um custo alto e as empresas com operações de curto prazo – de três a seis meses – não fazem e preferem correr o risco cambial", afirma o economista. Já Graça Foster, presidente da Petrobras, disse que a estatal deverá sentir os efeitos da desvalorização do real, já que três quartos de sua dívida são em moeda estrangeira, a maior parte na moeda ameri-

cana, de acordo com a agência Reuters. Em palestra em São Paulo, na sexta-feira, ela disse ser preciso aguardar o último dia útil de junho para quantificar o impacto do problema nos resultados da estatal. Perspectivas – Para Agostini, da Austin Rating, atualmente há um movimento natural no câmbio, diante de um cenário de acomodação de expectativas. "Há um componente muito subjetivo que é a especulação, que dá liquidez ao mercado. Este é um movimento de curto prazo, no qual fica difícil posicionar o câmbio e olhar os fundamentos", diz. A perspectiva é que haja, no mínimo, dois meses de volatilidade, no qual a manutenção do câmbio estará em um nível mais alto. "No fim do ano vemos um patamar um pouco maior de câmbio, mas não enxergamos que o dólar volte a R$ 2,50, como ocorreu em 2008 após a crise", diz. Na opinião do economista, hoje há uma oferta maior do que a demanda de dólares – que está valorizado por um componente subjetivo, que é a expectativa do investidor. "Entendemos que a demanda vai ficar volátil até o fim do ano. Depois diminui e o mercado volta a ter uma aderência em relação aos fundamentos, em outras partes do mundo. Esperamos que neste período o mercado esteja posicionado e ajustado. No Brasil, ainda há o problema em relação às contas fiscais e talvez a situação demore mais um pouco para se resolver", finaliza. Na página 22, os efeitos da alta do dólar no agronegócio.

BNDESPar suspende debêntures

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BNDESPar, braço de participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou a interrupção na análise da oferta de R$ 2,5 bilhões em debêntures pelo prazo de 60 dias. Segundo comunicado divulgado na sexta-feira, a instituição fará "melhor avaliação acerca da oportunidade de realização da oferta" e poderá retomar a análise dentro do prazo mencionado. Mais juros – Já o BNDES comunicou que os tomadores finais das linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) pagarão mais juros a partir do mês de julho. Subsidiados pelo Tesouro, os juros finais do programa vão aumentar de 3% para 4% no crédito à compra de caminhões. Para os demais bens de capitais (máquinas e equipamentos e outros), a taxa passará de 3% para 3,5% a partir do próximo mês. A maior parte desses financiamentos é concedida por meio da Finame, antiga linha de crédito que corresponde a cerca de metade dos empréstimos do banco, que somaram R$ 54,4 bilhões de janeiro a abril deste ano. (Agências)


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ECONOMIA/LEGAIS - 21 Projeção para investimentos produtivos e financeiros subiu de US$ 77,5 bilhões para US$ 84,5 bilhões

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Déficit do País bate recorde em maio

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Jorge Araújo/Folhapress

Saldo negativo das transações brasileiras com o exterior bateu em US$ 6,4 bilhões.

Gastos com viagens bateram nos US$ 2,23 bilhões em maio e US$ 10,37 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.

Sem IOF, renda fixa atrai aplicações como nunca.

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retirada do IOF sobre investimentos estrangeiros em renda fixa fez disparar a entrada desses recursos no país. Segundo dados parciais do Banco Central, ingressaram no País US$ 4,9 bilhões em junho, até o dia 19, para aplicações nesses títulos – mais do que tudo que entrou de janeiro a maio: US$ 4,2 bilhões. Com isso, o BC elevou sua projeção para a entrada desses investimentos de US$ 5 bilhões para US$ 12 bilhões em 2013, mas não espera que o ingresso mantenha a intensidade nos próximos meses.

O c h e f e d o D e p a r t amento Econômico do BC, Tulio Maciel, avalia que investidores migraram da bolsa para a renda fixa . Em junho, os estrangeiros tiraram US$ 3,5 bilhões de recursos aplicados em ações – haviam colocado na bolsa US$ 1,9 bilhão de janeiro a maio. Mas a saída também foi motivada pela instabilidade internacional. Para o ano, o BC manteve sua projeção de entrada de US$ 10 bilhões, pois acredita que os recursos devem retornar, passado período de instabilidade. (Folhapress)

Está de volta a TR para a caderneta de poupança

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esde a quinta-feira passada os depósitos da caderneta de poupança e do FGTS voltaram a receber o rendimento adicional da Taxa Referencial (TR), que ficou zerada entre 7 de agosto do ano passado e o último dia 19. O Banco Central informou que a taxa calculada para o dia 20 foi de 0,0109%. A "volta" da TR é explicada pela alta dos juros no mercado financeiro. A taxa é calculada com base na taxa média dos CDBs prefixados de 30 dias oferecidos pelos bancos comerciais. O cálculo inclui ainda um redutor que torna a correção menor, compatível com os juros do Sistema Financeiro da Habitação, cujos contratos também são corrigidos pelo indicador. Há dez anos, a TR rendia mais de 4,5% ao ano. A queda dos juros nos últimos anos havia reduzido o peso do

indicador. Desde 7 de agosto de 2012, época da Selic fixada em 8% ao ano, como atualmente, a TR estava zerada. Outro fator que deve influenciar a rentabilidade da poupança neste ano é a volta da taxa básica para um patamar superior a 8,5% ao ano, caso as projeções do mercado financeiro se confirmem. Hoje, os juros estão em 8% ao ano, o que faz com que os depósitos feitos após 4 de maio de 2012 rendam 0,4551% ao mês mais TR. A expectativa dos analistas é de que suba para 8,5% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 9 e 10 de julho. Nesse caso, o rendimento passa para 0,4828% ao mês mais TR. Se a Selic subir novamente no Copom dos dias 27 e 28 de agosto, para 8,75% ou 9% ao ano, o rendimento das novas aplicações volta para 0,5% ao mês mais TR. (Estadão Conteúdo)

Estrangeiros no Start-Up

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mpresas iniciantes de 37 países se inscreveram para participar do Start-Up Brasil, informa o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. As inscritas são 236, 31% delas dos EUA. Em seguida vem a Argentina (11%), Chile (8%), Índia (6,5%), França (5,4%), Portugal,

(3,8%) e Espanha (3,8%). Os escolhidos poderão obter do governo visto de pesquisador por um ano para trabalhar no País. Do 21 estados brasileiros inscritos, São Paulo (31,5%), Minas Gerais (14%) e Rio de Janeiro (13,2%) são os líderes. (Folhapress)

saldo negativo nas transações correntes do Brasil com o exterior somou US$ 6,4 bilhões em maio, quase o dobro dos US$ 3,4 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado, segundo o Banco Central. É recorde para o mês, considerando a série iniciada em 1947 e leva o deficit acumulado a US$ 39,6 bilhões, também bastante superior aos US$ 20,8 bilhões de janeiro-maio de 2012. O número reflete p r i n c i p a l m e n t e o d esempenho fraco da balança comercial, cujo saldo positivo em maio foi de US$ 759 milhões, ante US$ 2,96 bilhões vistos um ano antes. O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, explica a queda nas exportações pelo ritmo ainda lento do crescimento da economia global. O aumento das importações, completa, é motivado pelo fato de o País estar cres-

cendo mais rapidamente no primeiro semestre de 2013, que em 2012. "Isso se traduz em maior demanda por bens e serviços externos, principalmente nos segmentos ligados à produção." Ele dá como exemplos os aumentos de 9% nas compras de matéria-primas e bens intermediários e de 6,4% em bens de capital. Outro fator que tem pesado nas transações correntes são os gastos de brasileiros com viagens ao exterior. Mesmo com o dólar mais caro, tais gastos voltaram a bater recorde: US$ 2,23 bilhões em maio e US$ 10,37 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, maiores valores já registrados nos dois períodos. O saldo de gastos de brasileiros menos gastos de estrangeiros aqui, ficará em US$ 16,7 bilhões neste ano, segundo nova projeção do Banco Central, acima dos US$ 16,3 bilhões previstos anteriormente. No ano passa-

do, o deficit foi de US$ 15,6 bilhões. O BC revisou sua projeção para o deficit em transações correntes de US$ 67 bilhões para US$ 75 bilhões – esse seria um novo recorde da série histórica iniciada em 1947. O deficit de 2012, de US$ 54 bilhões, já tinha sido recorde. A revisão foi influenciada principalmente pela balança comercial: a previsão do saldo positivo no ano caiu de US$ 15 bilhões para US$ 7 bilhões. Em compensação, na conta capital e financeira, que registra entrada e saída de recursos para investimentos produtivos e financeiros, o saldo positivo foi elevado de US$ 77,5 bilhões para US$ 84,5 bilhões. A entrada de investimento produtivo, no entanto, foi mantida em US$ 65 bilhões. É a primeira vez, desde 2001, que esses recursos não devem cobrir totalmente o rombo nas transações correntes. (Folhapress)

CGG Trading S.A. CNPJ nº 13.448.516/0001-45

Ativo Ativo Circulante Caixa e Equivalentes de Caixa Instrumentos Financeiros Derivativos Contas a Receber Estoques Adiantamentos a Fornecedores Partes Relacionadas Outros Créditos Não Circulante Impostos Diferidos Investimentos Imobilizado Bens Intangíveis Total Ativo

Resultado Líquido do Exercício Aumento de Capital Saldos em 31 de Dezembro de 2011 Resultado Líquido do Exercício Aumento de Capital Contistuição de Reserva Legal Distribuição de Dividendos Ajustes Acumulados de Conversão Saldos em 31 de Dezembro de 2012

Controladora Consolidado 2012 2011 2012 2011 672.988 315.631 698.724 306.269 2.083 24.876 9.707 27.351 17.428 12.204 17.428 12.204 29.869 25.918 156.839 25.934 138.548 15.142 149.843 48.131 227.675 108.833 249.015 108.833 250.133 127.040 108.640 82.198 7.252 1.618 7.252 1.618 62.198 2.411 49.607 5.660 13.445 – 13.445 – 46.983 (3.192) – 57 1.712 5.528 5.911 5.528 58 75 30.251 75 735.186 318.042 748.331 311.929

Capital Social – 55.000 55.000 – 32.500 – – – 87.500

1. Contexto operacional: A CGG Trading S.A. foi constituída em 17 de fevereiro de 2011 e sediada em São Paulo - SP, dedicando-se à exploração da atividade de comércio nos mercados interno e externo (importação e exportação) de produtos agrícolas, especialmente grãos vegetais e seus derivados, de fertilizantes, suas matérias-primas e seus subprodutos e de defensivos agrícolas; exploração de serviços auxiliares aos transportes aquaviários; serviços auxiliares ao transporte rodoviário de cargas em geral; serviços auxiliares ao transporte de carga em geral (logística de transporte ou agente de transportadoras); agenciamento marítimo e operador portuário; serviços de depósito; logística de depósito; consultoria de transportes em geral; constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras sociedades, consórcios ou entidades, acessórios ou instrumentais ao objeto da sociedade; industrialização e beneficiamento, por conta própria ou de terceiros, de produtos agrícolas e seus subprodutos, de fertilizantes e seus derivados, de matérias-primas em geral e de defensivos agrícolas e administração de bens próprios. Adicionalmente, a controlada possui investimentos nas empresas (i) CGG Trading BV e (ii) Corredor Logística e Infraestrutura S.A. A atividade da Companhia é garantida e quando necessária financiada pelos acionistas. Para a Companhia cumprir com seus compromissos de curto prazo os acionistas, se necessário, preveem efetuar aporte de capital. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012 abrangem a Companhia e suas controladas CGG Trading B.V. e Corredor Logística e Infraestrutura S.A. 2. Empresas do Grupo: Participação acionária Direta Indireta Países 2012 2011 2012 2011 CGG Trading B.V. Holanda 0,0% 0,0% 100,0% 100,0% Corredor Logística e Infraestrutura S.A. Brasil 0,0% 0,0% 100,0% 100,0% Operações das controladas: i. CGG Trading BV: Empresa com sede em Amsterdam, Holanda, constituída em 28 de julho de 2011 voltada para exploração da atividade de comércio nos mercados externos (importação e exportação) de produtos agrícolas, especialmente todos os grãos vegetais e seus derivados, matérias-primas para o segmento têxtil e seus subprodutos, bem como animais vivos; constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras entidades financeiras. ii. Corredor Logística e Infraestrutura S.A.: Empresa com sede na cidade de São Paulo - SP, constituída em 21 de outubro de 2011, dedicando-se à exploração de serviços auxiliares aos transportes aquaviários; serviços auxiliares ao transporte rodoviário de cargas em geral; serviços auxiliares ao transporte de carga em geral (logística de transporte ou agente de transportadoras); agenciamento marítimo e operador portuário; serviços de depósito; logística de depósito; consultoria de transportes em geral; polo de transbordo rodoviário e ferroviário; armazenamento de cereais e correlatos, secagem pré-limpeza, pesagem e análise e classificação de grãos; constituir ou participar, sob qualquer modalidade, de outras sociedades, consórcios ou entidades, cujos objetos sociais sejam direta ou indiretamente vinculados, acessórios ou instrumentais ao objeto da Sociedade e administração de bens próprios. 3. Base de Preparação: a. Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC): As presentes demonstrações financeiras incluem: • As demonstrações financeiras consolidadas preparadas conforme as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP); e • As demonstrações financeiras individuais da controladora preparadas de acordo com o BR GAAP (“BR GAAP” - Brazilian Generally Accepted Accounting Principles). As demonstrações financeiras individuais da controladora foram elaboradas de acordo com o BR GAAP e, para o caso da Companhia, essas práticas diferem das IFRS aplicáveis para demonstrações financeiras separadas em função da avaliação dos investimentos em controladas e coligadas pelo método de equivalência patrimonial no BR GAAP, enquanto para fins de IFRS seria pelo custo ou valor justo. Contudo, não há diferença entre o patrimônio líquido e o resultado consolidado apresentado pela Companhia e o patrimônio líquido e resultado da controladora em suas demonstrações financeiras individuais. Assim sendo, as demonstrações financeiras consolidadas da Companhia e as demonstrações financeiras individuais da controladora estão sendo apresentadas lado a lado em um único conjunto de demonstrações financeiras. A emissão das demonstrações financeiras individuais e consolidadas foi autorizada pela Diretoria em 28 de março de 2013. b. Base de mensuração: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo histórico com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais: • Os instrumentos financeiros derivativos mensurados pelo valor justo; • Os instrumentos financeiros não derivativos mensurados pelo valor justo por meio do resultado; • Os ativos biológicos mensurados pelo valor justo deduzidos das despesas com vendas; e • Os estoques - apurados a valor justo, por meio de marcação a mercado. c. Moeda funcional e moeda de apresentação: Essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras são apresentadas em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma. d. Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as normas IFRS e as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. 4. Principais Políticas Contábeis: As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Base de consolidação: • Controlada: As demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle se inicia até a data em que o controle deixa de existir. As políticas contábeis de controladas estão alinhadas com as políticas adotadas pela Companhia. Nas demonstrações financeiras individuais da controladora as informações financeiras da controlada são reconhecidas por meio de método de equivalência patrimonial. • Transações

Passivo Circulante Instrumentos Financeiros Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Partes Relacionadas Outras Contas a Pagar Não Circulante Impostos Diferidos Empréstimos e Financiamentos Patrimônio Líquido Capital Social (Prejuízos) Lucros Acumulados Reserva Legal Ajuste Acumulado de Conversão Total Passivo e Patrimônio Líquido

Reserva Legal – – – – – 46 – – 46

Controladora Consolidado 2012 2011 2012 2011 637.257 97.979 466.302 91.866 5.162 – 5.162 – 169.169 33.272 199.740 33.520 91.819 54.927 253.859 54.927 363.783 6.564 217 – 7.324 3.216 7.324 3.419 9.746 170.458 193.846 170.458 9.746 – 9.746 – – 170.458 184.100 170.458 88.183 49.605 88.183 49.605 87.500 55.000 87.500 55.000 653 (5.395) 653 (5.395) 46 – 46 – (16) – (16) – 735.186 318.042 748.331 311.929

Atribuível aos Controladores Ajustes de Lucros (Prejuízos) Avaliação Patrimonial Acumulados – (5.395) – – – (5.395) – 6.311 – – – (46) – (217) (16) – (16) 653

Total (5.395) 55.000 49.605 6.311 32.500 – (217) (16) 88.183

eliminadas na consolidação: Saldos e transações intergrupo, e quaisquer receitas ou despesas derivadas de transações intergrupo, são eliminados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não realizados, se houver, oriundos de transações com controladas, registrados por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação da Companhia nas controladas. Prejuízos não realizados, se houver, são eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente até o ponto em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável. Descrição dos principais procedimentos de consolidação: • Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas; • Eliminação das participações da controladora no patrimônio líquido das controladas direta e indiretamente; e • Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas. Perdas não realizadas são eliminadas da mesma maneira, mas apenas quando não há evidências de problemas de recuperação dos ativos relacionados. a. Moeda estrangeira: i. Transações em moeda estrangeira: Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais da Companhia e suas controladas pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são reconvertidas para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou a perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do exercício, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o exercício, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do exercício de apresentação. ii. Operações no exterior: Os ativos e passivos de operações no exterior são convertidos para Real às taxas de câmbio apuradas na data de apresentação. As receitas e despesas de operações no exterior são convertidas em Real às taxas médias de câmbio apuradas no período. As diferenças de moedas estrangeiras são reconhecidas no resultado do exercício, uma vez que a moeda funcional da operação no exterior é o Real. Essas variações cambiais são reconhecidas em lucros ou prejuízos nas demonstrações financeiras individuais da controladora ou das controladas. Para conversão das transações em dólar norte-americano (USD) para a moeda funcional da Companhia (Real R$) foram utilizadas as seguintes taxas de câmbio tanto para o consolidado quanto para a controladora: Taxa média do exercício Taxa à vista 2012 2011 2012 2011 R$/USD 1,9788 1,6709 2,0435 1,8758 b. Instrumentos financeiros: • Ativos financeiros não derivativos: A Companhia e suas controladas reconhecem os demais inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Companhia e suas controladas deixam de reconhecer um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando transferem os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. A Companhia e suas controladas têm os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado: Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia e suas controladas gerenciam tais investimentos e tomam decisões de compra e venda baseada em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e a estratégia de investimentos. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Os ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio de resultado abrangem caixa, bancos e aplicações financeiras e instrumentos financeiros derivativos. Caixa e equivalentes de caixa: Caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, contas bancárias e investimentos de curto prazo com liquidez imediata e vencimento igual ou inferior a 90 (noventa) dias e com baixo risco de variação no valor de mercado, sendo demonstrados pelo custo acrescido de juros auferidos. Empréstimos e recebíveis: Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem contas a receber e partes relacionadas. • Passivos financeiros não derivativos: A Companhia e suas controladas reconhecem os passivos financeiros (incluindo passivos designados pelo valor justo registrado no resultado) inicialmente na data de negociação na qual se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia e suas controladas baixam um passivo financeiro quando têm suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas. Os ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente. A Companhia e suas controladas têm os seguintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores, empréstimos e financiamentos, partes relacionadas e outras contas a pagar.Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, exceção feita a mercadorias a entregar, as quais, dada sua natureza e especificidade, são valorizadas pelo valor justo por meio do resultado. • Instrumentos financeiros derivativos: Derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo; custos de transação atribuíveis são reconhecidos no resultado como incorridos. Após o reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo, e as variações no valor justo

Controladora Consolidado Controladora Consolidado 2012 2011 2012 2011 2012 2011 2012 2011 Receita Operacional 323.723 112.602 1.027.465 136.651 Fluxo de Caixa das Ativ. Operac. Lucro Líq./(Prej.) do Exercício 6.311 (5.395) 6.311 (5.395) Custo dos Produtos Vendidos (301.934) (98.995) (1.001.724) (126.579) Ajustes p/Conciliar o Lucro Líq. às Lucro Bruto 21.789 13.607 25.741 10.072 Disponib. Aplic. nas Ativ. Operac.: Desp. Gerais e Administrativas (10.301) (11.519) (11.151) (11.849) Depreciação e Amortização 302 110 302 110 Resultado (Desp.) não Operac. – – – – Baixa do Ativo Imobilizado 52 – 52 – Imposto de Renda Diferido (3.699) – (3.699) – Resultado de Equiv. Patrimonial 4.037 (3.249) – – (4.037) 3.249 – – Result. de Equiv. Patrimonial Resultado antes das Receitas (1.071) (2.036) 2.966 (5.285) e (Despesas) Financeiras 15.525 (1.161) 14.590 (1.777) Variações nos Ativos e Passivos Financeiras Líquidas (9.264) (4.234) (8.249) (3.618) Estoques e Adiant. a Produtor (242.248) (123.975) (241.894) (156.964) (3.649) – (3.729) – Variação Cambial Líquida Instrumentos Financeiros (62) (12.204) (62) (12.204) Resultado Financeiro Líquido (12.913) (4.234) (11.978) (3.618) Contas a Receber (3.951) (25.918) (130.905) (25.934) Lucro (Prej.) antes do IR e CS 2.612 (5.395) 2.612 (5.395) Outros Créditos (5.634) (1.618) (5.634) (1.618) 3.699 – 3.699 – IR e CS Diferidos Partes Relacionadas 234.126 (120.476) (26.225) (82.198) Lucro (Prej.) Líq. do Exercício 6.311 (5.395) 6.311 (5.395) Fornecedores 135.897 33.272 166.220 33.520 4.108 3.216 3.905 3.419 Outras Contas a Pagar 121.165 (249.739) (231.629) (247.264) Caixa Aplic. nas Ativ. Operac. Controladora Consolidado (9.604) – (17.138) – Juros Pagos 2012 2011 2012 2011 Resultado do Exercício 6.311 (5.395) 6.311 (5.395) Fluxo de Caixa Líq. Aplicado 111.561 (249.739) (248.767) (247.264) nas Atividades Operacionais Resultados Abrangentes (16) – (16) – Fluxo de Caixa de Ativ. de Invest. Ajuste Acumulado de Conversão – – – 6.295 (5.395) 6.295 (5.395) Aumento de Invest. e Particip. (12.043) Resultado Abrangente Total Aquisição de Imobilizado (859) (5.837) (874) (5.703) Resultado Atribuível aos: (30.193) 67 (30.193) (67) Aquisição de Intangível Acionistas Controladores 6.295 – 6.295 – – – – – Fluxo de Caixa Aplicado nas Acionistas não Controladores 6.295 (5.395) 6.295 (5.395) Atividades de Investimentos (43.095) (5.770) (31.067) (5.770) Resultado Abrangente Total Fluxo de Caixa Decorrente são registradas no resultado. • Capital social: As ações ordinárias são clas- das Ativ. de Financiamento sificadas como patrimônio líquido. c. Estoques: O estoque da Companhia e Aporte de Capital de Acionistas 32.500 55.000 32.500 55.000 suas controladas são compostos por commodities, que é ajustado ao valor Empr. e Fin. Tomados e Pgos. (123.760) 225.385 229.690 225.385 de mercado (“mark to market”) menos os custos para venda. Para cálculo do Caixa Proveniente das valor justo, a Companhia e suas controladas utilizam como referência a co- Atividades de Financiamentos (91.260) 280.385 262.190 280.385 tação e os índices divulgados por fontes públicas e relacionados aos Aumento (Redução) do Caixa produtos e mercados ativos onde atua. Alterações no valor justo desses e Equivalentes de Caixa (22.793) 24.876 (17.644) 27.351 estoques são reconhecidos no resultado do exercício. d. Investimentos: Demonstr. da (Redução) Aumento Nas demonstrações financeiras da controladora, os investimentos em con- do Caixa e Equivalente de Caixa troladas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Outros Caixa e Equivalentes de investimentos que não se enquadrem na categoria acima são avaliados pelo Caixa no Início do Exercício 24.876 – 27.351 – custo de aquisição, deduzido de provisão para desvalorização, enquanto Caixa e Equivalentes de aplicável. e. Imobilizado: • Reconhecimento e mensuração: Itens do imo- Caixa no Final do Exercício 2.083 24.876 9.707 27.351 bilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, Aumento (Redução) do Caixa deduzido de depreciação acumulada e perdas acumuladas de redução ao e Equivalentes de Caixa (22.793) 24.876 (17.644) 27.351 valor recuperável (impairment), quando necessário. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela diferença entre os Controladora Consolidado recursos advindos da alienação e o valor contábil do imobilizado, e são re2012 2011 2012 2011 conhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. 323.723 112.602 1.027.465 136.651 • Custos subsequentes: Gastos subsequentes são capitalizados na medi- Receitas 323.723 112.602 1.027.465 136.651 da em que seja provável que benefícios futuros associados com os gastos Vendas Líq. de Produtos (305.527) (104.262) (1.006.118) (132.166) serão auferidos pela Companhia e suas controladas. Gastos de manutenção Insumos Adquir. de Terc. e reparos recorrentes são registrados no resultado. • Depreciação: Itens do Custos dos Prod. Vendidos (298.613) (91.301) (999.673) (106.495) ativo imobilizado são depreciados pelo método linear no resultado do exer- Materiais, Energia, Serviços (6.914) (12.961) (6.445) (25.671) cício baseado na vida útil-econômica estimada. Terrenos não são deprecia- de Terceiros e Outros 18.196 8.340 21.347 4.485 dos. Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são Valor Adicionado Bruto (302) (110) (302) (110) instalados e estão disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos Depreciação e Amortização internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está dispo- Valor Adicionado Líquido 21.045 4.376 nível para utilização. As vidas úteis estimadas das aquisições de itens novos Produzido pela Companhia 17.894 8.230 4.037 (3.249) – – para o exercício corrente e o período comparativo são as seguintes: • Máqui- Valor Adic. Rec. em Transf. 4.037 (3.249) – – nas e equipamentos - 10 anos; • Móveis e utensílios - 10 anos; • Instalações Res. de Equiv. Patrimonial - 10 anos; • Veículos - 5 anos. Em eventual aquisição de bens usados é utili- Valor Adic.Total a Distribuir 21.931 4.981 21.045 4.376 zada a vida útil remanescente do bem para se estimar sua depreciação. Distrib. do Valor Adicionado 21.931 4.981 21.045 4.376 Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são Pessoal 6.072 5.804 6.072 5.804 revistos a cada encerramento de exercício financeiro onde ajustes são Imp.,Taxas e Contribuições (3.663) 136 (3.663) 136 reconhecidos como mudança de estimativas contábeis, caso haja indicado- Remun. de Capitais de Terc. 13.211 4.436 12.325 3.831 res que demonstrem essa necessidade do ajuste. f. Ativo intangível: Está Juros 12.913 4.234 11.978 3.618 reconhecido como ativo intangível a concessão do arrendamento de 4 lotes Aluguéis 298 202 347 213 do Terminal de Grãos do Maranhão - TEGRAM, que é mensurado pelo custo Remun. de Capitais Próprios 6.311 (5.395) 6.311 (5.395) de aquisição somados os valores empregados no consórcio do terminal. Lucros Retidos 6.311 (5.395) 6.311 (5.395) Também, os ativos intangíveis compreendem aos gastos na aquisição de pelo valor justo por meio do resultado. Custos de empréstimo que não são softwares, que são mensurados pelo custo de aquisição menos as despediretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo sas de amortização. g. Redução ao valor recuperável - Impairment: qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetii. Ativos financeiros (incluindo recebíveis): Um ativo financeiro não menvos. l. Imposto de renda e contribuição social: O imposto de renda e a surado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com base perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributáse uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o vel excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros do lucro tributável anual e sem limitação no caso de atividades agrícolas. perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro parte do devedor, a reestruturação do valor devido ao grupo sobre condi- ou prejuízo tributável do exercício, a taxas de impostos decretadas ou subsções de que a Companhia e suas controladas não considerariam em outras tantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações fitransações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo nanceiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercíde falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Além cios anteriores. A Companhia e suas controladas reconhecem os impostos disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolon- diferidos em seu balanço patrimonial, decorrentes de ajustes temporários, gado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social apurados, em razão do por redução ao valor recuperável. Ao avaliar a perda de valor recuperável de conhecimento dos benefícios fiscais futuros da recuperação desses crédiforma coletiva a Companhia e suas controladas utilizam tendências históri- tos, baseada na expectativa de geração de lucros tributáveis futuros, de cas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valo- acordo com o CPC 32. m. Demonstrações de valor adicionado: A Compares de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da Administra- nhia e suas controladas elaboraram demonstrações do valor adicionado ção quanto às premissas se as condições econômicas e de crédito atuais (DVA) individuais e consolidadas nos termos do pronunciamento técnico são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado, as quais são apresentadas as sugeridas pelas tendências históricas. Ativos não financeiros: Os valores como informação financeira adicional às demonstrações financeiras prepacontábeis dos ativos não financeiros da Companhia e suas controladas, que radas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e Normas não os estoques, são revistos a cada data de apresentação para apurar se Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS). n. Novas normas e interprehá indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. Para o ativo imobilizado relacionado tações ainda não adotadas: Uma série de novas normas, alterações de às fazendas, a Companhia efetuou avaliação da recuperabilidade por meio normas e interpretações são efetivas para exercícios iniciados após 1º de de laudos emitidos por especialistas e não identificou indícios de perdas janeiro de 2013, e não foram adotadas na preparação destas demonstranesses ativos. A Administração da Companhia e suas controladas não iden- ções financeiras consolidadas. A Companhia não planeja adotar estas nortificaram qualquer evidência que justificasse a necessidade de redução ao mas de forma antecipada. 5. Determinação do valor justo: Diversas polítivalor recuperável em 31 de dezembro de 2012. h. Benefícios a emprega- cas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor dos: Benefícios de curto prazo a empregados: Obrigações de benefícios justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os não financeide curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não desconta- ros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ da e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informaprestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os ções adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores jusplanos de bonificação em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo tos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo. se a Companhia tem uma obrigação ou construtiva de pagar esse valor em a. Estoques: Os estoques são mensurados ao valor justo menos os custos função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa para venda, a preço de mercado (“mark to market”)” conforme as commodiser estimada de maneira confiável. i. Provisões: Uma provisão é reconheci- ties e mercados de atuação da Companhia e suas controladas. Para cálculo da, em função de um evento passado, se a Companhia e suas controladas do valor justo, a Companhia utiliza como referência a cotação e índices dipossuem uma obrigação que possa ser estimada de maneira confiável, e é vulgados por fontes públicas e relacionados aos produtos e mercados ativos provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. onde atua. Alterações no valor justo desses estoques são reconhecidos no As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do resultado do exercício. b. Outros passivos financeiros não derivativos: risco envolvido. Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados O valor justo, que é determinado para fins de divulgação, é calculado basepelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos ando-se no valor presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontacorrespondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas dos pela taxa de mercado dos juros apurados na data de apresentação das até a data do balanço patrimonial. j. Receita operacional: O resultado das demonstrações financeiras. c. Instrumentos financeiros derivativos: operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competênO valor justo de contratos de câmbio a termo é baseado no preço de mercacia. A receita operacional da venda de bens no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A recei- do listado, se disponível. O valor justo dos instrumentos derivativos de prota operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que teção de moeda e juros consiste em apurar o valor futuro com base nas os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens condições contratadas e determinar o valor presente com base em curvas foram transferidos para o comprador. k. Receitas financeiras e despesas de mercado, extraídas da base de dados da Bloomberg e BM&F. Caso um financeiras: As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fun- preço de mercado listado não esteja disponível, o valor justo é estimado dos investidos e variações no valor justo de ativos financeiros mensurados descontando da diferença entre o preço a termo contratual e o preço a termo pelo valor justo por meio do resultado. A receita de juros é reconhecida no corrente para o período de vencimento residual do contrato usando resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras uma taxa de juros livre de riscos (baseada em títulos públicos). abrangem despesas com juros sobre empréstimos, ajustes de desconto a valor presente e variações no valor justo de ativos financeiros mensurados


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

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sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de junho de 2013

Para a agricultura, câmbio desvalorizado é bom. Ponto. José Roberto Mendonça de Barros, da MB Agro.

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No campo, o câmbio joga a favor. Mesmo pagando mais por insumos atrelados ao dólar, empresários do agronegócio brasileiro sairão ganhando com a desvalorização cambial, segundo analistas.

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recente desvalorização do real será positiva para os produtores de commodities agrícolas do Brasil, apesar do aumento dos custos decorrentes de insumos atrelados à moeda e do ambiente de preços internacionais em curva descendente. "Em termos líquidos, é favorável essa desvalorização cambial", garante o analista Fábio Silveira, da GO Associados. As commodities em geral sofreram na quinta-feira passada sua maior liquidação em um ano e meio no mercado internacional, em razão das sinalizações do Federal Reserve, o banco central americano, de que reduzirá os estímulos monetários. Alguns mercados, como o do petróleo, mantiveram a tendência de queda na sexta-feira. Outro fator que pressiona os preços das commodities agrícolas é a perspectiva de um

mercado mais bem abastecido. Por isso têm caído as cotações do açúcar e do café, dos quais o Brasil é o maior exportador mundial. Para a soja, principal produto da pauta de exportações agrícolas do País, a única ameaça é a perspectiva de uma grande safra norteamericana em 2013. Os valores das cotações dos contratos mais distantes na bolsa de Chicago, os da safra nova dos EUA, são 15% mais baixos que os da safra velha. O cruzamento das cotações futuras da soja em Chicago com a taxa de câmbio mostra que as perspectivas para o produtor rural melhoraram ao longo de junho, estima o SimConsult, da corretora Centrogrãos, de Mato Grosso. Ganho maior – Pela cotação em Chicago e o câmbio no fechamento do dia 3 de junho, um agricultor de Sorriso (MT) receberia R$ 43,57 líquidos por saca de soja de 60 kg em

março de 2014. O mesmo produtor receberia R$ 44,47 por saca com base na mesma cotação pelo câmbio atualizado para a sexta-feira passada. Ou seja, mesmo com uma desvalorização da soja este mês, a alta do dólar teria rendido um ganho de 2%. O economista José Roberto Mendonça de Barros, da consultoria MB Agro, acredita que após uma comercialização muito favorável para os produtores de grãos em 2012, há caixa para apostar em ganhos ainda maiores ao longo do ano. "A estratégia é clara: usar o capital de giro para antecipar os insumos e correr do risco do câmbio, porque não vejo a menor condição de ele voltar a 1,80; 1,90 ou 2 (reais). Para a agricultura, câmbio desvalorizado é bom. Ponto", disse ele, em entrevista recente. Na avaliação de José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior

do Brasil (AEB), o movimento de maior rentabilidade da soja deve ser seguido por outras commodities exportadas pelo País, como como café, minério e açúcar, que estão com preços mais baixos. Custo em dólar– O fato de os principais insumos da agricultura, como fertilizantes e defensivos, terem o preço fixado em dólar, não elimina a vantagem oferecida pelo câmbio. "Deve-se levar em conta que alguns itens não são dolarizados, como salário, por exemplo. O saldo é positivo", diz o diretor da consultoria AgroConsult, André Pessôa. Os custos dolarizados podem chegar a até cerca de 50% do total das despesas dos produtores, mas isso em áreas como Sorriso (MT), maior produtor de soja do país, onde as despesas estão mais atreladas ao dólar do que em outras áreas agrícolas do Brasil, segundo o Cepea. (Reuters)

Jonne Roriz/Estadão Conteúdo

As perspectivas para a soja melhoraram ao longo de junho


sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de junho de 2013

DIÁRIO DO COMÉRCIO

ECONOMIA/LEGAIS - 23

e Mais um round na briga Samsung X Apple Acredito em anúncios, eu gosto de anúncios. Marissa Mayer, presidente-executiva do Yahoo.

conomia

As duas principais fabricantes de smartphones travam disputas por patentes em dez países. No embate mais recente, em Tóquio, a vitória foi da Apple.

U

m tribunal de Tóquio determinou no fim da semana que a Samsung violou a patente da rival Apple na função "bounce-back" em modelos anteriores de seus populares smartphones. A Samsung e a Apple, os dois principais fabricantes de smartphones do mundo, estão travando disputas de patentes em dez países, enquanto competem para dominar o lucrativo mercado de telefonia móvel e conquistar clientes com seus mais recentes gadgets. A Apple alegou que a Samsung tinha copiado a função "bounce back", no qual ícones em seus smartphones e tablets voltam para trás quando os usuários descem para o fim de um documento eletrônico. A Samsung já mudou sua interface em modelos recentes

para mostrar uma linha azul no final dos documentos. A decisão do tribunal japonês vem depois de o Departamento de Patentes e Marcas dos EUA ter julgado em abril que a patente da Apple para o recurso de "bounce-back" era inválido, permitindo que os modelos mais antigos da Samsung que tivessem um recurso semelhante permanecessem à venda. Lançamentos – A Samsung apresentou oficialmente o Galaxy Active, o S 4 mini, o S 4 Zoom, uma câmera com sistema Android e o tablet Tab 3 durante um evento da empresa em London Premierr 2013, na Inglaterra, ontem. As informações são do "9to5Google". Ainda não há data de lançamento dos produtos no Brasil. O S 4 mini terá processador dual core de 1,7 Ghz, 1,5 Gby-

Beck Diefenbach/Reuters

Presidente há um ano, Marissa pretende adquirir canais online.

No Yahoo, publicidade e vídeos andam juntos.

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om Marissa Mayer se aproximando de completar um ano como presidente-executiva do Yahoo, ela está encarando o aumento da programação de vídeos de todos os tipos como uma forma de captar recursos por meio dos anúncios publicitários. "Estamos trabalhando em vários métodos para podemos aumentar nossas visualizações de vídeos e audiência", afirmou Marissa no Reuters Global Technology Summit, na última semana. "É claro para mim que o nosso negócio de vídeo é algo que está crescendo muito. Isso é algo que nós gostaríamos de acelerar". O Yahoo está fazendo uma oferta para adquirir o Hulu, o canal online para a programação de TV de propriedade da Walt Disney e News Corp, disseram fontes com conhecimento da situação. A presidente-executiva não quis comentar sobre a oferta para Hulu. Vídeos online merecem preços de anúncios mais elevados do que outros tipos de conteúdo Web e se tornaram uma arena altamente competitiva. Os

vídeos são cada vez mais vistos como uma resistência contra o declínio nos preços de anúncios online. Marissa renovou produtos essenciais, tais como o email e a home page do Yahoo, e começou a fazer aquisições. Na última quintafeira, o Yahoo fechou a aquisição do Tumblr por US$ 1,1 bilhão. trata-se de um serviço de blogs que é um dos centros mais populares de conteúdo gerado pelo usuário da Web. O maior objetivo a curto prazo do Yahoo, e o critério mais importante para medir o seu progresso, será a taxa de aumento na quantidade de tempo que os usuários gastam em seus sites, disse Marissa. "O desafio para o Yahoo no momento é o tráfego. Como podemos aumentar o tráfego? Como é que vamos aumentar o uso? Porque isso acabará por elevar a receita", disse. Ela acrescentou: "acredito em anúncios, eu gosto de anúncios. Podemos tentar algumas outras coisas, mas o Yahoo é uma empresa de publicidade", disse Mayer, mas acrescentou que isso não significa que o Yahoo irá cortar a sua programação original própria. (Reuters)

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP TERMO DE HOMOLOGAÇÃO PROCESSO LICITATÓRIO 41/13 - PREGÃO 28/13 Objeto: Contratação de empresa qualificada para a execução de serviço de transporte escolar e de trabalhadores. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela Portaria nº 029, de 03/01/2013; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na Lei Federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, Homologar, os itens do objeto licitado, às empresas abaixo delineadas e determinar que sejam tomadas as providências ulteriores. Transportadora Lucas Castilho Ltda. EPP. Rua Nagib M. Zahr, 126 - Centro - Castilho - SP. CNPJ (MF): 04.300.330/0001-53. Itens: 01 e 03. Valor: R$ 1.264,00 (Um mil, duzentos e sessenta e quatro reais) por viagem de ida e volta. Transportadora e Locadora J R Ltda. – ME. Rua Antonio Tavares, 506 - Centro - Castilho - SP. CNPJ (MF): 11.073.649/0001-59. Itens: 02, 05, 06, 07, 08 e 09. Valor: R$ 2.264,00 (Dois mil, duzentos e sessenta e quatro reais) por viagem de ida e volta. Transporte Coletivo Celico Ltda. Rua Conselheiro Saraiva, 875 - Vila Elvira - São José do Rio Preto - SP. CNPJ (MF): 52.876.612/0001-46. Item: 04. Valor: R$ 530,00 (Quinhentos e trinta reais) por viagem de ida e volta. Castilho - SP, 20 de junho de 2013. Joni Marcos Buzachero. Prefeito. A Debitar (22.06.13)

Auto Posto Venesa Ltda., torna público que requereu da Cetesb a Renovação da Licença de Operação para Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes, sito á Rua Dr. Bazilio Fazzi, 416 - Centro - Franco da Rocha - SP. Auto Posto Poli Laranjeiras Ltda, torna público que recebeu da CETESB a Licença de Instalação 32003678 e requereu a Licença de Operação para Comercio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes, sito a Av. Paulicéia, 693, Laranjeiras - Caieiras - SP

tes de memória RAM, 8 Gbytes de armazenamento interno (expansível com cartão SD), bateria de 1.900 mAh, câmera traseira de 8 Mpixels e frontal de 1,9 Mpixels. A terceira geração do Tab tem 10,1 polegadas, conta com tela de resolução 1280 x 800, câmera traseira de 3 Mpixels e frontal de 1,3 Mpixels, processador dual core 1,6

GHz, bateria com 6.800 mAh e pesa 510g. Já a edição de 8 polegadas, câmera traseira de 5 Mpixels e frontal de 1.3 Mpixels e processador dual core de 1,5 GHz. O S 4 Zoom é uma edição do smartphone topo de linha da Samsung que traz uma câmera de 16 Mpixels com objetiva e flash Xenon. Já o S 4 Active é a versão resistente à água do

CPM Braxis S.A. NIRE nº 35.300.178.815 – CNPJ nº 65.599.953/0001-63 Ata da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Realizada em 29 de Abril de 2013 1. Data, Local e Hora: Aos 29/04/2013, às 9hs, na sede da CPM Braxis S.A., na Al. Araguaia, nº 1.930, na Cidade de Barueri/SP (“Cia.” ou “CPM Braxis”).2. Convocação e Quórum:Convocações publicadas, nos termos do Art.124, I, da Lei nº 6.404/76, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), nas págs. 128, 97 e 116 do DOESP em 19, 20 e 23/04/2013, e nas págs. 36, 25 e 21 do Diário do Comércio, também nas datas de 19, 20, 21, 22 e 23/04/2013, e com presença dos acionistas da Cia., conforme assinaturas constantes no Livro de Presença de Acionistas. 3. Composição da Mesa: Presidente: Navin Goel; Secretário: Alessandro Piero Porro. 4. Ordem do Dia: deliberar sobre, em AGO: (a)tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações financeiras; (b)a destinação do lucro líquido e a distribuição de dividendos; (c)a eleição os membros do Conselho de Administração da Cia.; e (d)aprovar a prática de todo e qualquer ato necessário à implementação integral das operações descritas nos itens (a)a (c)acima; e, em AGE: (e)o aumento de capital da Cia. e a emissão de novas ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, a serem subscritas pela Caixa Participações S.A., inscrita no CNPJ/MF nº 10.744.073/0001-41; (f)a alteração e consolidação do Estatuto Social da Cia., refletindo o referido aumento de capital; e (g)a prática de todo e qualquer ato necessário à implementação integral do aumento de capital e subscrição das novas ações, conforme descrito nos itens (e)e (f)acima. 5. Deliberações: Tendo revisado, discutido e votado sobre a ordem do dia, os acionistas presentes, por unanimidade de votos e sem quaisquer restrições, deliberaram o quanto segue: Em AGO: 5.1. Aprovar o balanço e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012, publicado no “DOESP” e no “Diário do Comércio” em 16/03/2013, e previamente disponibilizado aos acionistas. 5.2. Não aprovar a distribuição de dividendos aos acionistas referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2012, considerando que a Cia. auferiu prejuízos no referido exercício social. 5.3. Eleger e/ou reeleger para o cargo de membros do Conselho de Administração da Cia., com mandato unificado de 1 ano, sendo permitida a reeleição, os seguintes indivíduos: Membros efetivos do Conselho de Administração: 1)Patrick Michel Nicolet, passaporte nº F0658187, CPF/MF nº 234.517.818-32, para ocupar o cargo de Presidente do Conselho de Administração; 2)Jair Ribeiro da Silva Neto, RG nº 6.988.460 (SSP/SP), CPF/MF nº 022.718.058-56, para ocupar o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração, 3) Aiman Ezzat, passaporte nº 09PH18495, CPF/MF nº 234.516.288-05;4)Thierry Dominique Marie François Delaporte, passaporte nº 05AE04820;5)Navin Goel, passaporte nº 219575741, CPF/MF nº 234.605.118-77;6)Jean-Philippe Bol, passaporte nº 10CK88753; 7)Antonio Carlos Rego Gil, RG nº 2.116.902-0 (SSP/SP), CPF/MF nº 006.130.027-68; 8)Raphael Rezende Neto, Cédula de Identidade nº 9037 CRC DF, e CPF/MF nº 318.777.021-53;e 9)Murilo Francisco Barella, RG nº 16.342.937, CPF/MF nº 105.876.65890. Membros Suplentes do Conselho de Administração: 1)Petteri MattiYrjö Uljas, passaporte nº PD2931342, para o cargo de suplente do primeiro membro do conselho de administração acima qualificado; 2)André Jacintho Mesquita, RG nº 16.990.193-2, CPF/MF nº 071767968-31, para o cargo de suplente do segundo membro do Conselho de Administração acima qualificado;3)Alain Marie Louis de Martin duTyrac de Marcellus, Passaporte Francês nº 05TT622294, para o cargo de suplente do terceiro membro do Conselho de Administração acima qualificado; 4)Roy Keith Stansbury, passaporte nº 28472669, para o cargo de suplente do quarto membro efetivo do Conselho de Administração acima qualificado; 5)Cyril Lucien Michel Garcia, passaporte nº 09AD50745, CPF/MF nº 234.511.548-38, para o cargo de suplente do quinto membro do Conselho de Administração acima qualificado; 6) Walter Cappilati, passaporte nº 09PI05330, para o cargo de suplente do sexto membro efetivo do Conselho de Administração acima qualificado; e 7)Mauricio Machado de Minas, RG nº 7.975.904 (SSP/SP), CPF/MF nº 044.470.098-62, para o cargo de suplente do sétimo membro efetivo do Conselho de Administração acima qualificado. Os membros do Conselho de Administração ora eleitos ficam dispensados da prestar qualquer caução e tomarão posse por meio da assinatura dos termos de posse arquivados na sede social da Cia. e declararam, para fins do Art. 147, § 1º, da Lei 6.404/76, que não se encontram incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer atividades empresárias. Em AGE: 5.4. Aprovar (a)o aumento de capital da Cia. em R$12.527.255,05, passando este de 1.257.903.801,47 para R$1.270.431.056,52, mediante a emissão de 2.341.543 novas ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, pelo preço de emissão de R$5,35 por ação (“Novas Ações”), todas ora subscritas e integralizadas pela Caixa Participações S.A., CNPJ/MF nº 10.744.073/0001-41 (“CaixaPar”), nos termos do Boletim de Subscrição constante do Anexo I à presente ata. 5.4.1. Os acionistas, neste ato, renunciam aos seus respectivos direitos de preferência na subscrição do aumento de capital aprovado no item 5.4 acima. 5.5. Aprovar a alteração do caput do Art. 5º do Estatuto Social da Cia. a fim de refletir o referido aumento do capital social aprovado no item 5.4 acima, que passará a vigorar com a seguinte nova redação: “Art. 5º-O capital social é de R$ 1.270.431.056,52, dividido em 289.140.738 ações nominativas, todas escriturais e sem valor nominal, sendo (a)263.576.434 ações ordinárias; (b)12.274.044 ações preferenciais classe “A”, sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias; e (c)13.290.260 ações preferenciais classe “B”, sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias.” 5.5.1. Em virtude da aprovação da alteração do caput do Art. 5º do Estatuto Social da Cia., nos termos do item 5.5 acima, os acionistas aprovam a consolidação do Estatuto Social, o qual passará a vigorar nos termos do Anexo II à presente ata. 5.6. Aprovar a prática de todo e qualquer ato necessário à implementação integral das operações descritas nos itens 5.1 a 5.5 acima. 6. Encerramento:Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a assembleia, da qual se lavrou a presente ata que, lida e achada conforme, foi por todos assinada. Presidente/Secretário: Navin Goel-Presidente; Alessandro Piero Porro-Secretário. Acionistas presentes: CAP Sogeti 2005 SAS, Caixa Participações S.A., Braxis Tecnologia da Informação S.A., Braxis ERP Software S.A, CPM Holdings Ltd., Infors investimentos Ltda., José Luis Teixeira Rossi, Serpartners Participações e Administração S.A.; Cristal Delaware LLC e União Participações Ltda. Confere com a original lavrada em livro próprio. Barueri, 29 de abril de 2013. Alessandro Piero Porro-Secretário. “Estatuto Social-Capítulo I-Denominação, Sede, Objeto e Duração-Art. 1º A CPM BRAXIS S.A. é uma sociedade anônima, que se rege por este Estatuto e demais disposições legais que lhe forem aplicáveis. Art. 2º A Cia. tem sede na cidade de Barueri, Estado de São Paulo e pode, por deliberação da Diretoria, abrir, manter e fechar filiais, Centros de Assistência Técnica, escritórios, depósitos, agências de representações ou outras dependências de qualquer natureza no País, e no exterior, com a aprovação adicional do Conselho de Administração.Art. 3º A Cia.tem por objeto social: (a)a industrialização, importação, exportação, locação, instalação e manutenção de máquinas, acessórios e programas para computadores, equipamentos de telecomunicações, automação bancária, digitalização, arquivamento e processamento de documentos e imagens, e de periféricos relativos aos produtos acima especificados;(b)a prestação de serviços relacionados a cursos de treinamento e assessoria na área de informática e de telecomunicações; (c)a representação comercial de pessoas físicas e jurídicas, domiciliadas no País ou no exterior; (d)oferecimento e desenvolvimento de serviços de consultoria em negócios, organizações, processos e tecnologia da informação; (e)o oferecimento, desenvolvimento e implementação de projetos de desenvolvimento, manutenção e projetos de reestruturação de sistemas; (f)desenvolvimento e implementação de programas de capacitação e treinamento em negócios e tecnologia; (g)desenvolvimento e implementação de projetos de integração em tecnologia da informação; (h)a distribuição e marketing de componentes e serviços de informática; (i)a participação em outras sociedades comerciais ou civis no País ou no exterior, como sócio, cotista ou acionista; (j)a prestação de assistência técnica a terceiros, bem como a comercialização de quaisquer produtos em geral, inclusive de produtos primários, semi-manufaturados e manufaturados; e (k)o desenvolvimento de atividades de armazenamento, inventário e administração de estoque de terceiros. Art. 4º O prazo de duração será por tempo indeterminado. Capítulo II-Do Capital Social e Ações-Art. 5º O capital social é de R$ 1.270.431.056,52, dividido em 289.140.738 ações, nominativas, todas escriturais e sem valor nominal, sendo (a)263.576.434 ações ordinárias; (b)12.274.044 ações preferenciais classe “A”, sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias; e (c)13.290.260 ações preferenciais classe “B”, sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias. §1º Cada ação ordinária terá direito a um voto nas deliberações da Assembléia Geral. §2º A Cia. poderá emitir (i)ações preferenciais classe “A”, nominativas, escriturais, sem valor nominal e sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias, que terão prioridade no reembolso de capital no caso de liquidação da Cia., com prêmio equivalente a 12% sobre o preço de sua emissão caso venha a ser deliberada a liquidação da Cia. no prazo de 18 meses a contar da data de emissão dessas ações, bem como (ii)ações preferenciais classe “B” nominativas, escriturais, sem valor nominal e sem direito a voto, conversíveis em ações ordinárias, que terão prioridade no reembolso de capital no caso de liquidação da Cia., sem prêmio. §3º A Cia. está autorizada a aumentar seu capital social até o limite de 260.000.000 de ações, sendo 150.000.000 de ações ordinárias e 110.000.000 de ações preferenciais, das quais 50.000.000 poderão ser ações preferenciais classe “A” e 60.000.000 poderão ser ações preferenciais classe “B”, independentemente de reforma estatutária, mediante deliberação do Conselho de Administração, que fixará as condições da emissão, estabelecendo se o aumento se dará por subscrição pública ou particular, o preço e as condições de integralização. §4º Dentro do limite do capital autorizado, o Conselho de Administração poderá deliberar a emissão de bônus de subscrição. §5º O Conselho de Administração poderá outorgar, de acordo com plano aprovado pela Assembléia Geral, opção de compra ou subscrição de ações a seus administradores e empregados, assim como aos administradores e empregados de outras sociedades que sejam controladas direta ou indiretamente pela Cia., sem direito de preferência para os acionistas. §6º Dentro do limite do capital autorizado, a emissão de ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição, cuja colocação seja feita mediante venda em bolsa de valores ou subscrição pública, ou ainda mediante permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle, poderá dar-se com exclusão do direito de preferência dos acionistas, ou redução do prazo para o seu exercício. §7º As ações da Cia. serão escriturais, mantidas em conta de depósito em nome de seus titulares, junto à instituição financeira autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários-CVM e indicada pelo Conselho de Administração, podendo ser cobrada dos acionistas a remuneração de que trata o § 3º do Art. 35 da Lei nº. 6.404/76. Art. 6º A Cia. não poderá emitir partes beneficiárias. Capítulo III Da Administração da Cia.-Seção I-Da Assembléia Geral-Art. 7º A Assembléia Geral tem poderes para decidir todos os negócios relativos ao objeto da Cia. e tomar as resoluções que julgar convenientes à sua defesa e desenvolvimento. §1º A Assembléia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano e, extraordinariamente, sempre que convocada nos termos da Lei ou deste Estatuto. §2º Nas Assembléias Gerais, os acionistas deverão apresentar, com até dois dias de antecedência, além dos documentos de identificação, acompanhados, conforme o caso, de mandato que comprove a representação com reconhecimento da firma do outorgante, o comprovante expedido pela instituição depositária. §3º A Assembléia Geral será instalada e presidida pelo Presidente do Conselho de Administração ou, na sua ausência, por qualquer membro do Conselho de Administração designado previamente pelo Presidente do Conselho, ou na ausência da designação pelo Presidente do Conselho de Administração, por qualquer acionista escolhido pelos presentes, o qual indicará um secretário para auxiliá-lo. Art. 8º Sem prejuízo das demais matérias previstas em lei, dependerá da aprovação da Assembléia Geral a prática dos seguintes atos societários: (i)qualquer alteração do objeto social da Cia.; (ii)desenvolvimento de atividades fora do objeto social ou da linha de negócios da Cia.; (iii)fixação e alteração do montante global da remuneração dos membros do conselho de administração e da diretoria da Cia.; (iv)qualquer aumento ou redução do capital social da Cia. (exceto se dentro dos limites do capital autorizado)com ou sem emissão de quaisquer títulos ou valores mobiliários, e qualquer emissão de valores mobiliários conversíveis em ações da Cia.; (v)fusão, incorporação, incluindo incorporação de ações, cisão, alteração de tipo societário ou qualquer outra reestruturação ou reorganização societária relevante diretamente envolvendo a Cia.; (vi)recompra, desdobramento, grupamento, conversão ou resgate de quaisquer títulos ou valores mobiliários de emissão da Cia.; (vii)liquidação, dissolução, falência, recuperação judicial, liquidação judicial ou extrajudicial da Cia.; (viii)qualquer alteração na política de dividendos estabelecida no Estatuto; (ix)outorga e alteração de quaisquer planos de opção de compra de ações envolvendo a Cia.; (x)inclusão de quaisquer títulos ou valores mobiliários em bolsa de valores ou mercado de ações regulado ou mercado similar, bem como oferta pública de ações de títulos ou valores mobiliários de emissão da Cia.; e (xi)escolha da instituição ou empresa especializada responsável pela determinação do Valor Econômico da Cia., a partir de lista tríplice apresentada pelo Conselho de Administração, a qual será responsável pela preparação do laudo de avaliação das ações da Cia., em caso de cancelamento de registro de Cia. aberta. Seção II-Dos Órgãos da Administração-Sub-Seção I-Disposições Gerais-Art. 9º A administração da Cia. será exercida por um Conselho de Administração e por uma Diretoria. §1º A Assembléia Geral fixará o montante global da remuneração dos administradores, cabendo ao Conselho de Administração efetuar a distribuição da verba individualmente. §2º A posse dos administradores estará condicionada à assinatura do termo respectivo, lavrado em livro próprio. §3º Os administradores da Cia. deverão aderir à Política de Negociação de Valores Mobiliários de emissão da Cia., mediante assinatura do termo respectivo. Sub-Seção II-Do Conselho de Administração-Art. 10 O Conselho de Administração será composto por 9 membros efetivos, com igual número de suplentes, indicados pela Assembléia Geral, com mandato unificado de 1 ano, permitida a reeleição. §1º O Conselho de Administração reunir-se-á trimestralmente ou sempre que necessário, por convocação de seu Presidente, ou pela maioria de seus membros, através de carta, telegrama, fac-símile, correio eletrônico, ou outro meio de comunicação com comprovante de recebimento, com antecedência mínima de 48 horas, podendo tal convocação ser dispensada se presente a totalidade dos conselheiros. §2º Em caso de vacância de um ou mais dos cargos de conselheiro, não havendo suplente, o Conselho de Administração poderá eleger um ou mais conselheiros substitutos o(s)qual(is)permanecerá(ão)no cargo até a primeira Assembléia Geral que se realizar após aquela data. Para os fins deste Estatuto, considerar-se-á ocorrida a vacância em caso de morte, incapacidade permanente, renúncia, destituição ou ausência injustificada por mais de três reuniões consecutivas. §3º Em caso de ausência ou impedimento temporários, os membros do Conselho de Administração serão substituídos pelos respectivos suplentes vinculados, se houver, ou, na ausência destes, por outro conselheiro, munido de procuração com poderes específicos. Nesta última hipótese, o conselheiro que estiver substituindo o conselheiro ausente ou impedido, além de seu próprio voto, expressará o voto do conselheiro ausente. §4º Os conselheiros poderão participar das reuniões do Conselho de Administração por intermédio de conferência telefônica, vídeo-conferência ou por qualquer outro meio de comunicação eletrônico, sendo considerados presentes à reunião e devendo confirmar seu voto através de declaração por escrito encaminhada ao secretário da reunião por carta, fac-símile ou correio eletrônico logo após o término da reunião. Uma vez recebida a declaração, o secretário da reunião ficará investido de plenos poderes para assinar a ata da reunião em nome do conselheiro. §5º O conselheiro deve ter reputação ilibada, não podendo ser reeleito, salvo dispensa da Assembléia Geral e a maioria dos membros do Conselho de Administração, não se computando o voto do referido conselheiro, aquele que (i)ocupar cargos em sociedades não Afiliadas à Cia. ou às subsidiárias que possam ser consideradas concorrentes da Cia.; ou (ii)tiver ou representar interesse conflitante (interesse outro que não o de uma Afiliada)com a Cia.; não poderá ser exercido o direito de voto pelo conselheiro caso se configurem, supervenientemente, os mesmos fatores de impedimento. §6º Os membros do Conselho de Administração deverão permanecer em seus cargos e no exercício de suas funções até que sejam eleitos seus substitutos ou assumam os seus respectivos suplentes, exceto se de outra forma for deliberado pela Assembléia Geral de acionistas. §7º As despesas razoavelmente incorridas pelos membros do Conselho de Administração para comparecer a reuniões e outros compromissos relacionados à sua posição, incluindo, mas não se limitando a passagens aéreas, acomodação e outros, serão arcados pela Cia.. §8º Os acionistas poderão indicar observadores para participar de qualquer reunião do Conselho de Administração ou de qualquer outro comitê a este relacionado, sem qualquer direito de voto ou veto, mas podendo discutir toda e qualquer matéria na ordem do dia de respectivas reuniões. Os observadores receberão, concomitante aos membros do Conselho de Administração e/ou membros de qualquer comitê a este relacionado, conforme o caso, pelo mesmo meio, convocações e notificações de quaisquer reuniões relacionadas, incluindo, cópia de materiais e documentos fornecidos a tais membros. Os observadores poderão, também, comparecer a reuniões do Conselho de Administração ou de qualquer comitê a este relacionado nos termos do Art. 10 § 4 acima. Art. 11 O Conselho de Administração poderá determinar a criação de comitês de assessoramento destinados a auxiliar os respectivos membros do Conselho de Administração, bem como definir a respectiva composição e atribuições específicas. § Único Sem prejuízo do acima disposto, a Cia. terá 2 Comitês permanentes com papel consultivo (e não vinculativo), cada um dos quais será composto por 4 membros, conforme abaixo: (a)Comitê de Administração e Estratégia, o qual deverá auxiliar o Conselho de Administração, no desenvolvimento de suas atividades relacionadas a finanças, controle, administração de talentos, remuneração de administradores, assuntos legais, novos negócios, investimentos e acompanhamento dos resultados da Cia. e da performance de administradores. Neste caso, o Comitê de Administração e Estratégia deverá, em tempo, emitir uma recomendação não vinculativa prévia à reunião do Conselho de Administração acerca das matérias abaixo: (i)eleição, avaliação e destituição, a qualquer tempo, de administradores, bem com definição de seus deveres e atribuições específicos, nos casos em que o presente Estatuto for omisso; (ii)fiscalização da gestão dos administradores, examinar, a qualquer tempo, livros e documentos societários da Cia., requerer informação relacionada a contratos relevantes celebrados ou em vias de celebração, bem como sobre quaisquer outros atos. (iii)definição do critério a ser adotado para remuneração variável e planos de opção dos administradores e empregados a serem outorgados pela Cia. e aprovados pelo Conselho de Administração; (iv)emissão de ações ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis em ações pela Cia.; (v)emissão de recomendação acerca do relatório de administração e das contas; (vi)revisão da estratégia a longo prazo a ser seguida pela Cia. e suas subsidiárias; (vii)revisão da performance dos orçamentos de investimento anual e plurianual, bem como orçamentos operacionais a serem preparados pela Cia.; (viii)acompanhamento da avaliação da performance econômico-financeira da Cia., por meio de reuniões mensais realizadas com a administração da Cia.; (ix)emissão de recomendação acerca de propostas ou conselhos para a Diretoria e Assembléia Geral; (x)participação, inicial ou subseqüente, da Cia. como sócia ou acionista ou outra capacidade similar no empreendimento de outra Pessoa, a concessão de tal participação em garantia a obrigação de terceiros não relacionados à operação da Cia., bem como alienação de qualquer interesse material relacionado aos ativos da Cia.;(xi)alienação, oneração e aquisição de bens para o ativo permanente em valor superior a R$ 5.000.000,00; (xii)firmar acordos ou conceder renúncia no âmbito de processos judiciais, administrativos, medidas cautelares ou qualquer outra demanda legal, administrativa ou procedimento arbitral, bem como compensação voluntária de tributos, que resultem ou possam resultar em direitos ou obrigações, individualmente considerados, em valor superior a R$ 1.000.000,00; e (xiii)análise e acompanhamento de operações relevantes envolvendo a Cia. e seus acionistas e subsidiárias, bem como a promoção da integração da Cia. em atividades internacionais de seu acionista controlador. (b)Comitê Especial de Auditoria, o qual deverá, em tempo, emitir uma recomendação prévia à reunião do Conselho de Administração acerca das matérias abaixo: (i)escolha e contratação de auditores independentes da Cia.; (ii)aprovação das práticas contábeis e critérios da Cia.; (iii)acompanhamento do endividamento da Cia. e suas características; e (iv)revisão dos balancetes patrimoniais trimestrais e das demonstrações financeiras da Cia.. Art. 12 O Conselho de Administração terá 1 Presidente e 2 Vice-Presidentes, todos eleitos pelo Conselho de Administração. Art. 13 O Conselho de Administração instalar-se-á mediante a presença da maioria de seus membros e deliberará validamente pelo voto favorável da maioria de seus membros eleitos (exceto disposição em contrário constante de quaisquer Acordos de Acionistas firmados pelos acionistas da Cia. e arquivados na sede social da Cia.). § Único-As decisões do Conselho de Administração constarão de ata que será assinada pelos presentes. Art. 14 Compete ao Conselho de Administração, pela maioria simples de votos (exceto disposição em contrário constante de quaisquer Acordos de Acionistas firmados pelos acionistas da Cia. e arquivados na sede social da Cia.): (i)fixar a orientação geral dos negócios da Cia., aprovando as diretrizes, política e objetivos básicos, para todas as áreas principais de atuação da Cia.; (ii)aprovar os planos de negócio e orçamentos anuais, os planos de investimentos, não previstos no orçamento, e os novos programas de expansão da Cia., bem como acompanhar a sua execução; (iii)eleger e destituir os diretores da Cia. e fixar-lhes as atribuições e competências; (iv)fiscalizar a gestão dos Diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da Cia. e solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, bem como sobre quaisquer outros atos; (v)atribuir, do montante global da remuneração fixada pela Assembléia Geral, os honorários mensais, a cada um dos membros da administração da Cia.; (vi)atribuir, conforme o caso, aos membros da administração a sua parcela de participação nos lucros apurados em balanços levantados pela Cia., inclusive intermediários, dentro dos limites determinados pela Assembléia Geral; (vii)manifestar-se sobre o relatório da administração e as contas da Diretoria, autorizar a distribuição de dividendos intermediários e, se distribuídos estes com base em resultados apurados em balanço intermediário, fixar a participação nos lucros a que farão jus os diretores; (viii)escolher, substituir e destituir os auditores independentes; (ix)autorizar qualquer mudança nas políticas contábeis ou de apresentação de relatórios da Cia., exceto se exigido pelos princípios contábeis geralmente aceitos nas jurisdições em que a Cia. ou suas Afiliadas operam; (x)convocar a Assembléia Geral quando julgar conveniente ou por exigência legal ou estatutária;

aparelho (ele pode ficar submerso por até 30 minutos). A empresa também apresentou a câmera Galaxy NX, que tira fotos com resolução de 20,3 Mpixels, possui conexão LTE (o 4G dos EUA que não funciona no Brasil) e roda sistema Android 4.2.2. O aparelho vem com 13 lentes para serem usadas, incluindo uma olho de peixe de 10mm.

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(xi)submeter a deliberação da Assembléia Geral proposta de alteração deste Estatuto; (xii)deliberar, dentro dos limites do capital autorizado, sobre a emissão de ações da Cia. e bônus de subscrição, fixando as condições de emissão, inclusive preço e prazo de integralização, podendo, ainda, excluir o direito de preferência ou reduzir o prazo para o seu exercício nas emissões, cuja colocação seja feita mediante venda em bolsa ou por subscrição pública, ou em oferta pública de aquisição de controle, nos termos estabelecidos em lei; (xiii)outorgar, de acordo com plano aprovado pela Assembléia Geral, opção de compra ou subscrição de ações a seus administradores e empregados, assim como aos administradores e empregados de outras sociedades que sejam controladas direta ou indiretamente pela Cia., sem direito de preferência para os acionistas, na forma do disposto no Art. 5º, §4º deste Estatuto; (xiv) aprovar a prestação de fiança, aval, indenização ou outra garantia em favor de terceiros ou de sociedade em que a Cia. houver efetuado investimento, direta ou indiretamente; (xv)fixar critérios gerais de remuneração e política de benefícios (benefícios indiretos, participação no lucro e/ou nas vendas)da administração da Cia.; (xvi)aprovar a assunção de empréstimos (incluindo instrumentos de dívida)ou outro financiamento em uma operação ou em uma série de operações, no valor agregado igual ou superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais)por ano fiscal; (xvii)aprovar a assunção de despesas, em operação única ou em uma série de operações identificadas e relacionadas em valor superior a R$ 20.000.000,00 por ano fiscal; (xviii)aprovar a emissão de instrumentos de dívida ou similares não conversíveis em ações, assunção, renovação ou qualquer outra forma de financiamento ou endividamento pela Cia. ou qualquer de suas subsidiárias, em valor, em uma operação única ou em uma série de operações identificadas e relacionadas, que seja, pelo menos, 25% mais alto do que o valor aprovado pelo Conselho de Administração para o orçamento operacional anual, conforme alterado de tempos em tempos pelo Conselho de Administração, bem como qualquer extensão ou modificação dos prazos de referidas dívidas; (xix)aprovar a constituição de joint venture, parceria, operação ou qualquer negociação societária similar fora do curso normal de negócios da Cia. e/ou de suas subsidiárias; aquisição ou subscrição pela Cia. ou qualquer de suas subsidiárias, de participação societária relevante em outra Pessoa; (xx)aprovar a venda, alienação ou transferência de todos ou substancialmente todos os ativos da Cia. e/ou de suas subsidiárias; (xxi)aprovar os termos e condições dos serviços a serem prestados pela Cia. ou suas subsidiárias nos termos de contratos globais celebrados por qualquer Afiliada da CapGemini S.A., desde que tais serviços sejam cobrados a uma taxa menor do que a média da margem bruta da Cia. ou de respectiva subsidiária para a linha de negócios em particular, tal como calculado no ano fiscal anterior; (xxii)sem prejuízo ao disposto no item (xxi)acima, aprovar a assinatura, término, alteração ou renúncia de quaisquer termos e condições de qualquer contrato, operação ou outra negociação pela e entre a Cia.e/ou suas subsidiárias, de um lado, e qualquer acionista, conselheiro ou diretor da Cia.ou de qualquer subsidiária, ou de qualquer de suas respectivas Partes Relacionadas e Afiliadas, de outro lado; (xxiii)fixar o conteúdo do voto a ser proferido pelo representante da Cia. nas Assembléias Gerais e reuniões das sociedades em que participe como sócia ou acionista, aprovar previamente as alterações do contrato social ou do estatuto social das sociedades em que a Cia. participa, inclusive aprovando a escolha dos administradores de sociedades controladas ou coligadas a serem eleitos com o voto da Cia.; (xxiv)fixar o conteúdo do voto a ser proferido pela Cia. ou qualquer de suas subsidiárias em Assembléia Geral de tais subsidiárias com relação aos assuntos listados no Art. 8 (incluindo aqueles que dependem de deliberação em Assembléia Geral, por requerimento legal)e neste Art. 14. (xxv)autorizar a concessão de qualquer modalidade de doação, contribuição ou auxílio, (i)no caso de o valor ser superior a R$30.000,00 por doação individual, ou R$100.000,00 acumulado em qualquer exercício fiscal, caso o beneficiário seja uma entidade sem fins lucrativos, e (ii)independentemente do valor, caso o beneficiário não seja uma entidade sem fins lucrativos; (xxvi)aprovar a aplicação de recursos oriundos de incentivos fiscais; (xxvii)tomar decisões relativas à estrutura de capital da Cia.; (xxviii)apreciar os resultados trimestrais das operações da Cia. e manifestar-se, previamente, sobre qualquer assunto a ser submetido à Assembléia Geral; (xxix)avocar para sua órbita de deliberação assuntos específicos de interesse da Cia. e deliberar sobre os casos omissos; (xxx)aquisição, subscrição ou Transferência, pela Cia. ou qualquer de suas subsidiárias de participação societária em qualquer Pessoa; (xxxi)(a)qualquer alteração no objeto social de qualquer subsidiária da Cia., (b)constituição de qualquer subsidiária e/ou desenvolvimento por qualquer subsidiária da Cia. de atividades fora de seu objeto social ou linha de negócios; (c) fixação em caso de alteração da remuneração global dos membros do conselho de administração de cada uma das subsidiárias da Cia.; (d)alteração no número de membros do conselho de administração de cada uma das subsidiárias da Cia.; (e)qualquer aumento ou redução de capital em cada uma das subsidiárias da Cia. e a emissão de quaisquer valores mobiliários conversíveis em capital de cada uma das subsidiárias da Cia.; (f)fusão, incorporação, incluindo incorporação de ações, cisão, alteração de tipo societário ou qualquer outra reestruturação ou reorganização societária relevante diretamente envolvendo qualquer das subsidiárias da Cia.; (g)recompra, desdobramento, grupamento, conversão ou resgate de quaisquer títulos ou valores mobiliários de emissão das subsidiárias da Cia.; (h)liquidação, dissolução, falência, recuperação judicial, liquidação judicial ou extrajudicial de cada uma das subsidiárias da Cia.; (i)outorga e alteração de quaisquer planos de opção de compra de ações envolvendo qualquer das subsidiárias da Cia.; e (j)inclusão de quaisquer títulos ou valores mobiliários emitidos por qualquer subsidiária da Cia. em bolsa de valores ou mercado de ações regulado ou mercado similar, bem como oferta pública de ações de títulos ou valores mobiliários de emissão de cada uma das subsidiárias da Cia.. (xxxii)qualquer aumento do capital social da Cia. ou de qualquer de suas subsidiárias, conforme autorizado por este Estatuto ou os estatutos das respectivas subsidiárias, com ou sem a emissão de novas ações, bem como a emissão de quaisquer valores mobiliários conversíveis em ações da Cia. ou de suas subsidiárias; (xxxiii)a criação de qualquer ônus nos ativos estratégicos fixos ou permanentes da Cia. ou de qualquer ativo da Cia. cujo valor contábil seja acima de R$ 10,000,000; (xxxiv)a criação de grupos de sociedades; (xxxv)a abertura de qualquer filial no Brasil ou no exterior fora do curso normal dos negócios; (xxxvi)a autorização de qualquer doação pela Cia. que não aquelas autorizadas nos termos deste Estatuto. §1º Os valores mencionados neste Art. serão corrigidos anualmente a partir de 30 de setembro de 2010, pelo índice IGP-M da Fundação Getúlio Vargas ou outro índice de base equivalente que venha a substituí-lo, ou na menor periodicidade possível. §2º Para os fins deste Estatuto, (i)“Afiliada” significa, com relação a qualquer pessoa jurídica, ou qualquer outra Pessoa direta ou indiretamente Controladora, Controlada por, ou sob controle comum com tal Pessoa; em caso de pessoa física, “Afiliada” também significa seu/sua esposo/esposa e parentes até o terceiro grau; (ii)“Controle” (incluindo seus significados relacionados, “Controlado por” e “sob controle Comum com”)significa, com relação a qualquer Pessoa, a posse, direta ou indireta, do poder de direcionar ou fazer com que seja direcionada a administração ou políticas de tal Pessoa, incluindo o poder de eleger a maioria dos membros do conselho de administração e/ou outros órgãos que administrem os negócios de tal Pessoa (seja por meio de titularidade de valores mobiliários, sociedade, ou titularidade de outra participação, por contrato ou de qualquer outra forma); (iii)“Pessoa” significa um indivíduo, sociedade, sociedade limitada, parceria, associação, fideicomisso, fundo ou outra pessoa jurídica ou organização, incluindo subdivisão política ou não; e (iv)“Parte Relacionada” significa, com relação a qualquer pessoa jurídica, qualquer detentor direto ou indireto de quaisquer quotas, ações ou outra participação em tal Pessoa e seus respectivos administradores. Sub-Seção III-Da Diretoria-Art. 15 A Diretoria será composta por até 7 Diretores, sendo 1 Diretor-Presidente, 1 Diretor Financeiro e outros, que terão as atribuições definidas pelo Diretor-Presidente e aprovadas pelo Conselho de Administração, todos com mandato de 3 anos, permitida a reeleição. A Assembléia Geral terá poderes para alterar o presente Art. 15 pela maioria simples de votos. §1º Compete à Diretoria exercer as atribuições que a lei, o Estatuto e o Conselho de Administração lhe conferirem para a prática dos atos necessários ao funcionamento regular da Cia., podendo o Conselho de Administração estabelecer atribuições específicas para os cargos da Diretoria. §2º Ocorrendo vacância de cargo de Diretor, ou impedimento do titular, caberá ao Conselho de Administração eleger o novo Diretor ou designar o substituto, fixando, em qualquer dos casos, o prazo da gestão e a respectiva remuneração. §3º A Diretoria poderá, ainda, designar um dos seus membros para representar a Cia. em atos e operações no país ou no exterior, ou constituir um procurador apenas para a prática de ato específico, devendo a ata que contiver a resolução de Diretoria ser arquivada na Junta Comercial, se necessário. §4º A Diretoria reunir-se-á sempre que necessário e a convocação cabe a qualquer Diretor. §5º A reunião instalar-se-á com a presença de Diretores que representem a maioria dos membros da Diretoria. §6º As atas das reuniões e as deliberações da Diretoria serão registradas em livro próprio. §7º Compete: (a)ao Diretor Presidente, incluindo-se, mas não limitadas às seguintes atribuições: (i)coordenar a ação dos Diretores, analisando a performance individual de cada membro; (ii) organizar, dirigir e controlar a gestão global das unidades da Cia.; (iii)convocar e presidir as reuniões da Diretoria; (iv)propor ao Conselho de Administração as atribuições de cada Diretor; (v)tomar decisões de caráter de urgência de competência da Diretoria, ad referendum desta; (vi)representar a Cia. em assembléias gerais de acionistas e/ou de quotistas de sociedades que a Cia. seja acionista ou quotista, ou indicar um Diretor ou um procurador para representá-lo; e (vii)exercer as demais atribuições que lhe foram conferidas por este Estatuto ou pelo Conselho de Administração. (b)ao Diretor Financeiro, incluindo-se, mas não limitadas às seguintes atribuições: (i)manter a relação da Cia. com bancos, seguradoras, investidores existentes e potenciais, (ii)preservar a integridade financeira da Cia.; (iii)manter os ativos da Cia. devidamente segurados; (iv)gerir o fluxo de caixa da Cia.; (v)propor e contratar empréstimos e financiamentos, operações de tesouraria e outras operações financeiras; (vi)planejamento e controle financeiro e tributário; (vii)acompanhar os trabalhos de consolidação das informações contábeis da Cia., a fim de assegurar a correta demonstração da situação financeira da Cia.; (viii)prover a Cia. com as opções de financiamento mais vantajosas para atender suas necessidades de investimentos; (xi)planejar e gerenciar as despesas tributárias da Cia.; e (xii)zelar pela otimização da estrutura de capital da Cia.. §8º Os demais cargos e respectivas atribuições da Diretoria serão determinados posteriormente, mediante sugestão do Diretor-Presidente, e aprovados por deliberação do Conselho de Administração por maioria simples de votos. Art. 16 A Diretoria tem todos os poderes para praticar os atos necessários à consecução do objeto social, por mais especiais que sejam, inclusive para ceder e onerar bens do ativo permanente, exceto com relação aos assuntos cuja deliberação incumbe ao Conselho de Administração ou à Assembléia Geral, bem como a transigir e consentir, observadas as disposições legais ou estatutárias pertinentes e as deliberações tomadas pela Assembléia Geral e pelo Conselho de Administração. Compete-lhe administrar e gerir os negócios da Cia., especialmente: (i)elaborar, submeter e discutir, primeiramente com o Comitê Especial de Auditoria e, posteriormente, ao Conselho de Administração, com pelo menos 45 dias antes do encerramento do ano fiscal, propostas de orçamentos operacional e de capital da Cia. e suas subsidiárias para o próximo ano, sendo que os orçamentos anuais propostos bem como qualquer alteração devem ser geralmente consistentes com os orçamentos dos anos anteriores aprovados pelo Conselho de Administração e com qualquer previsão de mercado e de economia apresentados por terceiros independentes; (ii)anualmente, o plano de trabalho, plano de negócios, novos programas de expansão da Cia., e de sociedades investidas, se houver; (iii)submeter, anualmente, à apreciação do Conselho de Administração, o Relatório da Administração e as contas da Diretoria, acompanhados do relatório dos auditores independentes, bem como a proposta de aplicação dos lucros apurados no exercício anterior;(iv)apresentar, trimestralmente, ao Comitê de Administração e Estratégia e, posteriormente, ao Conselho de Administração, o balancete econômico-financeiro e balanço patrimonial detalhado da Cia.; (v)observar e cumprir com as deliberações do Conselho de Administração, da Assembléia Geral e deste Estatuto; e (vi)decidir sobre qualquer assunto que não seja de competência privativa da Assembléia Geral ou do Conselho de Administração. Art. 17 Ressalvados os casos dos §§ subseqüentes, os atos que criarem responsabilidade para com a Cia., ou dispensarem obrigações de terceiros para com ela, só serão válidos se tiverem: (i)a assinatura conjunta de 2 membros da Diretoria; ou (ii)a assinatura conjunta de 2 procuradores nomeados conforme procuração em vigor. §1º Os mandatos serão sempre assinados por 2 Diretores e outorgados para fins específicos e por prazo determinado, não excedente de 1 ano, salvo os que contemplarem os poderes específicos da cláusula ad judicia ou para patrocínios de processos administrativos, que poderão ser outorgados por 1 Diretor e por prazo indeterminado. §2º A Cia. poderá ainda ser representada por apenas 1 Diretor ou 1 procurador nos seguintes casos: (i)quando o ato a ser praticado impuser representação singular, será representada por qualquer diretor ou procurador com poderes especiais; (ii)em assuntos de rotina perante os órgãos públicos federais, estaduais e municipais, autarquias, sociedades de economia mista e sociedades privadas; (iii)na assinatura de correspondência sobre assuntos rotineiros; e (iv)na representação da Cia. em juízo. Capítulo IV-Do Conselho Fiscal-Art. 18 A Cia. terá um Conselho Fiscal integrado por 3 a 5 membros efetivos e igual número de suplentes, de funcionamento não permanente, cuja instalação e atribuições obedecerão a Lei n. 6.404/76. Capítulo V-Do Exercício Social e Distribuição de Lucros-Art. 19 O exercício social iniciar-se-á em 1º de janeiro e terminará no dia 31 de dezembro de cada ano. Art. 20 Ao fim de cada exercício social, e no último dia de cada trimestre civil, serão levantadas as demonstrações financeiras previstas nas disposições legais em vigor. §1º O Conselho de Administração poderá declarar dividendos à conta de lucros ou de reservas de lucros, apurados em demonstrações financeiras anuais, semestrais ou trimestrais, que serão considerados antecipação do dividendo mínimo obrigatório a que se refere o Art. 22. §2º O Conselho de Administração poderá ainda determinar o levantamento de balanços mensais e declarar dividendos com base nos lucros então apurados, observadas as limitações legais. Art. 21 O lucro líquido do exercício terá a seguinte destinação: (i)5% para constituição da reserva legal, até atingir 20% do capital social; (ii)o necessário, quando for o caso, para a constituição da reserva para contingências, nos termos do Art. 195 da Lei 6.404/76; e (iii)o valor necessário para o pagamento do dividendo mínimo obrigatório previsto no Art. 22 deste Estatuto. § Único: A participação dos administradores nos lucros da Cia., quando atribuída, não excederá o valor total da remuneração anual dos administradores, nem 10% do lucro ajustado do exercício. Art. 22 A Cia. distribuirá como dividendo mínimo obrigatório entre todas as ações, em cada exercício social, 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos do Art. 202 da Lei n. 6.404/76. §Único: Os lucros remanescentes terão a destinação que for aprovada pela Assembléia Geral, de acordo com a proposta submetida pelo Conselho de Administração. Art. 23 O Conselho de Administração poderá pagar ou creditar juros sobre o capital próprio, ad referendum da Assembléia Geral que apreciar as demonstrações financeiras relativas ao exercício social em que tais juros forem pagos ou creditados, sempre como antecipação do dividendo mínimo obrigatório. Art. 24 A Cia. poderá efetuar o pagamento de juros sobre capital próprio a crédito de dividendos anuais ou intermediários. Art. 25 Os casos omissos no presente Estatuto serão resolvidos pela Assembléia Geral e regulados de acordo com as disposições da Lei n. 6.404/76. Capítulo VI-Da Liquidação-Art. 26 A Cia. entrará em liquidação nos casos previstos em lei, ou por deliberação da Assembléia Geral, que estabelecerá a forma da liquidação, elegerá o liquidante e, se for o caso, instalará o Conselho Fiscal para o período da liquidação, elegendo seus membros e fixando-lhes as respectivas remunerações. Capítulo VII-Arbitragem-Art. 27 A Cia., seus acionistas e administradores deverão envidar seus melhores esforços para resolver amigavelmente, por mútuo acordo, todas e quaisquer disputas, controvérsias ou demandas oriundas ou relacionadas ao presente Estatuto, sua interpretação, validade, eficácia, execução ou violação, à Lei nº 6.404/76 e a outras regras aplicáveis às sociedades por ações (“Disputas”). §1º Não sendo possível a resolução amigável, conforme previsto no caput do Art. 27, dentro de 30 dias contados da data de notificação de qualquer Disputa, (i)tal Disputa deverá ser resolvida exclusiva e definitivamente por meio de arbitragem vinculante e definitiva, a não ser que (ii)tal Disputa envolva somente um ou mais membros do Conselho de Administração e/ou da Diretoria, de um lado, e a Cia., de outro lado (e não um acionista), caso em que tal Disputa estará sujeita à jurisdição exclusiva do foro central da cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil. §2º O procedimento arbitral deverá ser conduzido de acordo com as Regras de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (Rules of Arbitration of the International Chamber of Commerce-ICC)(a “Corte de Arbitragem” e as “Regras da Corte de Arbitragem”)então vigentes, conforme aditadas de tempos em tempos. §3º O procedimento arbitral deverá ser administrado pela Corte de Arbitragem. §4º Para que não haja dúvidas, este Art. 27 vincula igualmente a Cia., seus acionistas e administradores. Nenhum documento adicional ou condição faz-se necessário para que este Art. 27 tenha força vinculante e efeito, inclusive, mas sem limitação, qualquer “compromisso” previsto no art. 10 da Lei nº 9.307/96. §5º O procedimento arbitral deverá ser conduzido por um tribunal composto por 3 árbitros (o “Tribunal Arbitral”). Se a arbitrgaem envolver somente duas partes, cada parte deverá designar um árbitro, de acordo com as Regras da Corte de Arbitragem, e estes dois árbitros designados pelas partes deverão, no prazo de 30 dias contados da confirmação pela Corte de Arbitragem da designação do segundo árbitro, designar o terceiro árbitro, o qual ocupará o cargo de presidente do Tribunal Arbitral. Se a arbitragem envolver mais de duas partes, estas terão o prazo de 30 dias contados do recebimento, pelas partes demandadas, da solicitação de submissão da Disputa à arbitragem para acordar e designar um painel de três árbitros. Pelo requerimento de qualquer parte envolvida na arbitragem, qualquer árbitro que não seja tempestivamente designado deverá ser designado pela Corte de Arbitragem. Se qualquer árbitro não for designado dentro dos prazos previstos neste §5º do Art. 27 e nas Regras da Corte de Arbitragem, tal designação deverá ser feita pela Corte de Arbitragem mediante requerimento, por escrito, de qualquer parte, se possível dentro do prazo de 30 dias contados de tal requerimento. Se a qualquer tempo ocorrer vacância no Tribunal Arbitral, tal vacância deverá ser preenchida da mesma forma e segundo os mesmos critérios previstos para a designação original dos árbitros para a respectiva posição.§6º OsTermos de Referência (Terms of Reference, conforme definidos nas regras da Corte de Arbitragem)deverão ser assinados pelas partes envolvidas na arbitragem e pelo Tribunal Arbitral o mais brevemente possível, se possível dentro do prazo de 30 (trinta)dias contados da confirmação de designação do terceiro árbitro. A audiência de mérito deverá ocorrer o mais brevemente possível, se possível dentro do prazo de 180 dias contados da data de assinatura dos Termos de Referência, a não ser que de outra forma decidido pelo Tribunal Arbitral. §7º Em relação às Disputas das quais a Cap Sogeti 2005 S.A.S. (ou suas Afiliadas)fizer parte: (i)o local em que será conduzido o procedimento arbitral será na cidade de NovaYork, Estado de NovaYork, Estados Unidos da América e (ii)a língua na qual será conduzido o procedimento arbitral será o Inglês. §8º Em relação às Disputas das quais a Cap Sogeti 2005 S.A.S. (ou suas Afiliadas)não fizer parte: (i)o local em que será conduzido o procedimento arbitral será na cidade de SP/SP, Brasil e (ii)a língua na qual será conduzido o procedimento arbitral será o Português. §9º Todos os documentos e testemunhos oferecidos como prova durante a arbitragem deverão ser traduzidos para a língua em que estiver sendo conduzido o procedimento arbitral, às expensas da parte que estiver oferecendo tal prova em relação à Disputa. §10º Se possível, a sentença arbitral deverá ser proferida dentro de 90 dias contados do término da audiência. A sentença arbitral proferida pelo Tribunal Arbitral deverá ser proferida por escrito e de forma final, não recorrível e vinculante. As partes envolvidas na arbitragem renunciam a qualquer direito a apelar, até o ponto que possam renunciar a tal direito por lei. Qualquer valor produzido na sentença arbitral deverá ser produzido em Reais. Se a sentença arbitral for proferida em Inglês, deverá ser subsequentemente traduzida para o Português por um tradutor juramentado, com a ressalva de que tal tradução não será condição precedente para o cumprimento da sentença pela parte derrotada. §11º Cada parte resguarda o direito de buscar assistência judicial exclusivamente para: (i)compelir a arbitragem; (ii)requerer medidas cautelares de proteção de direitos prévias à instalacao do Tribunal Arbitral, as quais não serão entendidas, de qualquer forma, como renúncia ao procedimento arbitral por qualquer das partes; e (iii)executar qualquer decisão dos árbitros, incluindo a sentença arbitral. Qualquer das partes envolvidas na arbitragem pode decidir buscar assistência judicial, conforme acima descrito, em qualquer foro, de qualquer jurisdição. §12º O Tribunal Arbitral está autorizado a arbitrar custos e honorários advocatícios, alocando-os entre as partes envolvidas na Disputa. Os custos do procedimento arbitral, incluindo os honorários dos árbitros e dos advogados, deverão ser suportados da maneira determinada pelo Tribunal Arbitral, levando-se em conta que a parte prevalecente terá o direito de recuperar os custos nos quais incorrer, inclusive honorários advocatícios, referentes ao procedimento arbitral, assim como por quaisquer procedimentos auxiliares, incluindo procedimentos utilizados para compelir a arbitragem, requerer medidas cautelares ou confirmar ou desconsiderar uma sentença arbitral. OTribunal Arbitral deverá ser o único e exclusivo juízo competente para determinar se uma parte se qualifica como parte prevalecente para os fins deste §12º do Art. 27. §13º As partes concordam que a arbitragem deverá ser mantida confidencial e que a existência dos procedimentos e quaisquer elementos da arbitragem (incluindo alegações, depoimentos ou outros documentos submetidos, trocados ou revelados por uma das partes à outra, testemunhos, sustentações orais e quaisquer decisões ou sentenças)não deverão ser divulgados além do Tribunal Arbitral, da Corte de Arbitragem, das partes envolvidas na arbitragem, seus representantes, assessores legais e profissionais, e qualquer pessoa necessária à condução da arbitragem, exceto se legalmente requerido em procedimentos judiciais relacionados à arbitragem ou outros. §14º A não ser que de outra forma acordado por escrito, as partes deverão continuar a diligentemente exercer seus respectivos deveres e obrigações de acordo com este Estatuto enquanto o procedimento arbitral estiver pendente de decisão. Capítulo VIIII-Disposições Gerais-Art. 28 A Cia. observará os Acordos de Acionistas registrados na forma do Art. 118 da Lei n. 6.404/76, cabendo à administração abster-se de registrar transferências de ações contrárias aos respectivos termos, e ao Presidente das Assembléias Gerais e das reuniões do Conselho de Administração abster-se de computar os votos lançados contra tais acordos.” Barueri, 29/04/2013. Alessandro Piero Porro-Secr. Jucesp nº 214.675/13-0 em 11/06/2013.Gisela Simiema Ceschin-Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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O barroco siciliano realmente é um projeto conjunto. Tudo se mostra – a luz e as sombras, o belo e o feio. Nuccio Iacono, historiador local.

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contecia todas as vezes que dirigíamos até uma das cidades montanhosas no sudeste da Sicília. Fosse uma pequena ou grande cidade, degradada ou reconstruída, sempre que subíamos os morros de carro em direção ao centro histórico encontrávamos mais ou menos a mesma visão: a igreja barroca deslumbrante, de cor de mel ou branca pálida, decorada com colunas ou curvas, anjos ou cupidos, cascas ou folhas, urnas ou escudos, e às vezes com tudo isso ao mesmo tempo. Às vezes falta a torre com o sino ou o espaço entre as pedras do calçamento está repleto de grama, mas cada uma dessas igrejas exemplifica o que se apresenta por toda essa parte da Sicília: um estilo exuberante que ficou gravado nas fachadas de igrejas e palácios após um devastador terremoto ocorrido em 1693. O barroco siciliano tardio desafiou a ira da natureza, afirmando de maneira ambiciosa a riqueza e a fé, promovida por uma toda-poderosa aristocracia local. "Em Roma, o barroco dizia respeito ao poder da igreja", disse Nuccio Iacono, um historiador local, que encontrei para uma bebida em uma noite de fevereiro em Ragusa Ibla, o antigo centro de Ragusa, perto de uma das obras-primas da região, a suntuosa Catedral de três camadas de São Jorge, cuja construção começou em 1738, de acordo com um projeto do famoso arquiteto Rosario Gagliardi. "Aqui, o barroco tem a ver com uma forma de renascimento". Foi a minha quarta visita à região. Fui pela primeira vez à cidade de Noto, a 48,3 km de Ragusa, na década de 1980, quando suas belíssimas igrejas envelhecidas e palácios estavam desmoronando, principalmente por conta de negligência. Voltei uma década mais tarde como repórter para escrever um artigo sobre o desabamento parcial da Catedral de Noto de São Nicolau, ocorrido em 1996, um desastre provocado pela ideia estúpida de construir um telhado de concreto sobre a nave. Restauração – Quando voltei para uma terceira visita, em 2011, outro renascimento estava sendo encaminhado: a catedral de Noto e grande parte da zona central da cidade haviam sido restauradas. O mesmo aconteceu com muitas das igrejas e palácios em Ragusa, e com as ruas estreitas e fachadas à beira-mar da Península de Ortigia na Província de Siracusa, outras duas joias do barroco siciliano. Antes domínio de homens idosos e gatos, miséria e crimes de baixo nível, essas cidades estão hoje repletas de hotéis e restaurantes. Entre as visitas a joias arquitetônicas, podemos saborear o delicioso "gelato" e a granita, especialidade siciliana de gelo à base de água; a melhor granita, sem dúvida, pode ser encontrada na Gelati DiVini, em Ragusa, e

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Fotos Kathryn Ream Cook/The New York Times

A praça e a catedral de Siracusa, na península de Ortigia: a fachada da igreja demonstra claramente o estilo barroco. Obra é considerada uma joia da arte local.

Uma viagem pelo encantador barroco da Sicília Em meio às montanhas da região, o estilo da arquitetura das igrejas sicilianas desafia o tempo e os terremotos, e reforça a fé local. Celestine Bohlen*

no Caffe Sicilia, em Noto. Durante a visita que fiz em 2011 a Palazzolo Acreide, uma pequena cidade com população de cerca de nove mil pessoas, eu fui passear para além da praça principal, passando pelo Museu Etnográfico de Antonino Ucelli, que se dedica às tradições camponesas da Sicília, e me deparei com uma intrigante placa de outro museu: o novíssimo Museu de Tradições Nobres. Museu – A placa dizia que o museu estava aberto, mas ele não estava; um comum paradoxo italiano. Virei então a esquina, onde encontrei Titti Zabert Colombo, ocupando-se na loja de presentes. Descobri que ela tinha restaurado sozinha as ruínas do antigo palácio Rizzarelli Spadaro, que pertenceu à ilustre família Ruffo di Calabria, e as transformado no museu azul brilhante, completamente restaurado. A "signora" Zabert, de 71 anos, é como um pequeno dínamo. Vinda do norte da Itália, ela tem dedicado a vida a transformar Palazzolo Acreide em

A igreja de São Sebastião, em Palazzolo Acreide: ponto turístico. um laboratório vivo do turismo cultural. Seu objetivo não é apenas restaurar edifícios antigos – além do Palazzo Rizzarelli Spadaro, há várias casas particulares, em uma praça principal –, mas promover atividades culturais e atrair investimentos estrangeiros. "A Sicília não tem recursos naturais, mas tem cultura", ela me disse mais de uma vez. Intrigado com a "signora" Zabert – ou Titti, como ela insistiu que eu a chamasse – voltei no

próximo inverno, depois de convencê-la a passear comigo pelo que ela chama de "Sicilia minore", as cidades menos conhecidas da região. Então, em uma noite de bastante vento, lá estava eu, de volta a Palazzolo, onde Titti me apresentou a um grupo de amigos em um delicioso jantar no Lo Scrigno dei Sapori, um de seus restaurantes favoritos. Entre os convidados estavam Carlo Scibetta, prefeito de Palazzolo; uma equipe de pai e filho de arquite-

Renascimento: a vista de Ragusa Ibla, o antigo centro de Ragusa, e a torre da Catedral de São Jorge, cuja construção começou em 1738.

tos; um casal inglês que havia comprado casa na cidade, e um especialista em livros raros da cidade vizinha de Siracusa e sua esposa, uma professora. Assim como grande parte da Sicília, Palazzolo foi formada por uma imensa variedade cultural. Os gregos deixaram um magnífico teatro no topo de uma colina, conhecido como Akrai; os normandos deixaram um castelo medieval, hoje em ruínas; o final do século XIX legou um toque de Art Nouveau (conhecida como "Liberty" na Itália) nos monumentos do cemitério. Nas proximidades da cidade, nas margens do rio Anapo, há túmulos deixados por um antigo povo conhecido como Siculi; aglomerados de mais de cinco mil túmulos podem ser visitados na Necropolis Pantalica nas proximidades. No dia seguinte, Titti e eu partimos para passar um dia inteiro explorando a região. Enquanto dirigíamos, a paisagem parecia mudar a cada curva da estrada. Sinos – Buscemi, uma pequena cidade de 1,1 mil pessoas, foi a primeira parada e, como era de esperar, rapidamente me deparei com uma igreja barroca – a de San Antonio di Padua, que, para o padrão das igrejas barrocas, era relativamente discreta, com um campanário de três sinos no topo que se parecia com um chapéu. Mas havia outras à frente, incluindo a imponente Chiesa Madre, a Igreja Matriz. Paramos na igreja de San Giacomo. Lá Titti subiu uma escada lateral para apreciar a vista do Vale do Anapo. "O espetáculo é o melhor daqui de cima", proclamou ela, e ela estava certa: a vista era linda. Iacono, o historiador, lembrou depois o mesmo tema teatral. "O barroco siciliano realmente é um projeto conjunto", disse ele. "Tudo se mostra – a luz e as sombras, o belo e o feio". No interior, nós paramos em vários agriturismos, que são basicamente pousadas rurais. Eles geralmente são de baixo custo, e oferecem jantar com vinhos, azeites e queijos produ-

zidos na região. O meu favorito foi o Anapama, uma pequena e elegante pousada na parte inferior de uma estrada íngreme no vale sob Palazzolo, com três quartos, decorados com tecidos indianos e tapetes do Cáucaso, uma piscina e mesas de café da manhã sob árvores de caqui. Cidades– No dia seguinte, encontrei-me com uma amiga de Roma, Elisabetta Povoledo, correspondente da International Herald Tribune na Itália, e dirigimos até Caltagirone, uma cidade de 39 mil pessoas, talvez melhor conhecida não por suas 28 igrejas, mas pela sua cerâmica amarela e azul, vendida em dezenas de lojas e exposta nos 142 degraus da Scalinata di Santa Maria. Ela é uma das oito cidades barrocas da região – juntamente com Noto, Palazzo Acreide, Ragusa e Scicli – acrescentadas à lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2002. Em seguida fomos para o sul, para Scicli (pronuncia-se "tchicli"), descrita pelo historiador de arte britânico Anthony Blunt como um "barroco preservado em formol". Um bom exemplo é o Palazzo Beneventano, adornado com rostos grotescos, alguns carrancudos, alguns uivando. Para a nossa última parada, fomos atrás não do barroco, mas de Donnafugata, um impressionante castelo eclético do século XIX, que tem vista para o Mediterrâneo do terraço de ar veneziano. Antigamente, este lugar pertencia ao Barão Corrado Arezzo, herdeiro de uma antiga família de Ragusa, tão poderoso que redirecionou a estrada de ferro local para que os trens parassem às portas de sua propriedade. Aqui, por 8 euros (cerca de R$ 25), pode-se ter um vislumbre da glória de outrora daquilo que já foi a tão poderosa aristocracia siciliana. Hoje propriedade do governo local, Donnafugata, com o papel de parede descascando e tapetes desgastados, é uma lembrança nostálgica de uma sociedade que dava o mesmo valor ao poder e à beleza. * The New York Times


DIÁRIO DO COMÉRCIO

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de junho de 2013

PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA ODESSA AVISO DE RETIFICAÇÃO DE EDITAL A Prefeitura Municipal de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital de Pregão Presencial n.º 54/PP/2013, do tipo menor preço por lote, que trata do registro de preços para futuras e eventuais aquisições de gêneros alimentícios, carnes, derivados, frios e suco, sofreu alteração nos itens 1 e 2 do lote 12, lote 20, lote 25 do Anexo I e II do Edital. O item 01 do lote 12 passa a ter a seguinte redação: Fórmula infantil de seguimento do nascimento até os 6 meses de vida. Lactose, concentrado de soro de leite,leite em pó semidesnatado, óleos de canola, milho, girassol,palma e coco; carbonato de cálcio, vitamina C, taurina, cloreto de colina,carbonato de magnésio,sulfatos ferroso e de zinco, vitamina A, niacina, gluconato de cobre,pantotenato de cálcio, vitaminas B1, B2 e B6; sulfato de manganês, ácido fólico, iodato de potássio, vitamina K, selenito de sódio, vitamina D, biotina. SEM CONTÉM GLÚTEN. Validade 12 meses, embalagem 400 gramas. O item 02 do lote passa a ter a seguinte redação: Fórmula infantil de seguimento enriquecida com ferro para lactentes a partir de 6 meses de vida. Leite em pó semidesnatado, lactose, concentrado de soro do leite, maltodextrina, óleos de girassol, milho, canola, palma e coco; carbonato de cálcio, vitamina C, cloreto de colina, sulfatos ferroso e de zinco, vitamina A, niacina, gluconato de cobre, pantotenato de cálcio, vitaminas E, B1 e B6;sulfato de manganês, ácido fólico, iodato de potássio, vitaminas B2 e K; selenito de sódio, vitamina D, biotina. SEM GLÚTEN. Validade 12 meses, embalagem 400 gramas. Fica incluído no item no lote 20 o seguinte: Carne Bovina corte Patinho. O lote 25 passa a ter a seguinte redação: Salsicha de frango, pacote de 2,5kg até 3,0kg. Salsicha de frango, tipo hot dog, congelada, cada unidade com peso de aproximadamente 50 gramas. Validade de 06 meses. A embalagem primária deverá ser saco de polietileno atóxico, transparente, resistente ao transporte e armazenamento com capacidade para 3 quilos de produto. Será considerada imprópria e será recusada a embalagem defeituosa ou inadequada que exponha o produto a contaminação e ou deterioração. Temperatura de -18 C a menos 12 C. A realização da sessão publica fica mantida para o mesmo dia, ou seja, dia 04/07/2013 as 09h:15min. O Edital em inteiro teor, com as alterações introduzidas, estará à disposição dos interessados, de 2ª a 6ª feira, das 08h00min às 16h30, junto ao Setor de Suprimentos e Licitações, localizado no Paço Municipal, à Avenida João Pessoa, nº. 777, Centro, ou gratuitamente através do endereço eletrônico: www.novaodessa.sp.gov.br, link licitações. A Prefeitura Municipal de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital de Pregão Presencial n.º 69/PP/2013, do tipo menor preço global, que trata do registro de preços para futuras e eventuais aquisições de hortifrutigranjeiros para a Merenda Escolar, sofreu alteração no item 23 do Anexo I e II do Edital. Onde se lê no item 23 a quantidade de 6.000 Kg. Leia-se no item 23 a quantidade de 36.000 Kg. A realização da sessão publica fica mantida para o mesmo dia, ou seja, dia 11/07/2013 as 09h:15min. O Edital em inteiro teor, com as alterações introduzidas, estará à disposição dos interessados, de 2ª a 6ª feira, das 08h00min às 16h30, junto ao Setor de Suprimentos e Licitações, localizado no Paço Municipal, à Avenida João Pessoa, nº. 777, Centro, ou gratuitamente através do endereço eletrônico: www.novaodessa.sp.gov.br, link licitações. A Prefeitura Municipal de Nova Odessa leva ao conhecimento dos interessados que o edital de Pregão Presencial n.º 71/PP/2013, do tipo menor preço por item, que trata do registro de preços para futuras e eventuais aquisições de medicamentos para atendimento a mandados judiciais, sofreu alteração no item 43 do Anexo I e II do Edital. Fica incluído a marca Seroquel no item 43, passando a ter a seguinte redação: “Fumarato de Quitiapina 200mg – Seroquel” A realização da sessão publica fica mantida para o mesmo dia, ou seja, dia 05/07/2013 as 09h:15min. O Edital em inteiro teor, com as alterações introduzidas, estará à disposição dos interessados, de 2ª a 6ª feira, das 08h00min às 16h30, junto ao Setor de Suprimentos e Licitações, localizado no Paço Municipal, à Avenida João Pessoa, nº. 777, Centro, ou gratuitamente através do endereço eletrônico: www.novaodessa.sp.gov.br, link licitações. Nova Odessa, 21 de junho de 2013. Setor de Suprimentos e Licitações Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.

CNPJ/MF nº 62.178.421/0001-64 - NIRE 35 3 0001529 1 Ata da Assembleia Geral Ordinária Data: 25 de abril de 2013. Horário: 08:30 horas. Local: Sede Social - Alameda Santos nº 466 - 6º andar, São Paulo - SP. Presença: acionista representando a totalidade do capital social e auditoria externa independente, KPMG Auditores Independentes, CRC 2SP014428/O-6, representada pelo Sr.Alberto Spilborghs Neto, CRC 1SP167455/O-0.Mesa: José Elanir de Lima - Presidente. Adilson Herrero - Secretário.Ordem do Dia:1.Examinar, discutir e votar o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras preparadas com base nos padrões contábeis exigidos pelo Banco Central do Brasil (BRGAAP), o Relatório dos Auditores Independentes e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, todos relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012; 2. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e ratificar a distribuição de juros sobre o capital próprio relativos ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2012; 3. eleger a Diretoria da Sociedade e 4. fixar a verba máxima para remuneração da Diretoria para o exercício de 2013. Publicações: Demonstrações Financeiras, Relatórios da Administração e dos Auditores Independentes relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012: Diário Oficial do Estado de São Paulo e Diário do Comércio, edições de 14.03.2013.Leitura de Documentos:Todos os documentos citados no item 1 da Ordem do Dia da Assembleia Geral Ordinária e a Proposta da Diretoria foram lidos e colocados à disposição dos acionistas para consulta.DeliberaçõesTomadas: Após análise e discussão, os acionistas, com abstenção dos legalmente impedidos, deliberaram por unanimidade: 1. aprovar as contas dos Administradores, o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras preparadas com base nos padrões contábeis exigidos pelo Banco Central do Brasil (BRGAAP), o Relatório dos Auditores Independentes e o Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria, todos relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2012;2. aprovar a destinação do lucro líquido do exercício, já refletida nas demonstrações financeiras, sendo a importância de R$ 1.955.277,02 (um milhão, novecentos e cinquenta e cinco mil, duzentos e setenta e sete reais e dois centavos) para Reserva Legal, e o saldo remanescente do lucro líquido, de R$ 37.150.263,43 (trinta e sete milhões, cento e cinquenta mil, duzentos e sessenta e três reais e quarenta e três centavos) para Reservas Estatutárias e distribuição, a saber: R$ 23.601.405,09 (vinte e três milhões, seiscentos e um mil, quatrocentos e cinco reais e nove centavos) para Reserva para Aumento de Capital; R$ 2.622.378,34 (dois milhões, seiscentos e vinte e dois mil, trezentos e setenta e oito reais e trinta e quatro centavos) para Reserva Especial para Dividendos, bem como ratificar o pagamento de juros sobre o capital próprio relativos ao exercício de 2012, no montante de R$ 10.926.480,00 (dez milhões, novecentos e vinte e seis mil, quatrocentos e oitenta reais), já distribuídos; 3. reeleger a Diretoria, com mandato até a posse dos eleitos na Assembleia Geral Ordinária de 2014: Antonio César Santos Costa (CPF/MF nº 269.855.436-34 - RG nº M-748.863 -SSP-MG), brasileiro, casado, engenheiro civil, domiciliado e residente em São Paulo-SP e José Elanir de Lima (CPF/MF nº 000.701.906-82 - RG nº 164.409-SSPMG), brasileiro, casado, advogado, domiciliado e residente em São Paulo-SP, ambos com endereço comercial na Alameda Santos, 466 - 5º e 9º andares, respectivamente.Os Diretores preenchem as condições prévias de elegibilidade previstas nos artigos 146 e 147 da Lei nº 6.404/76 e na Resolução nº 3.041/02 do Conselho Monetário Nacional, e não estão incursos em crime algum que vede a exploração de atividade empresarial;4. fixar em até R$ 7.000,00 (sete mil reais), em média mensal, a verba máxima para remuneração da Diretoria, a vigorar a partir do mês de maio próximo, podendo essa verba ser reajustada com base na combinação dos índices IPC-A/IBGE e IGP-M/FGV, tudo nos termos do Estatuto Social.Caberá à Diretoria deliberar, em reunião, sobre a forma de distribuição dessa verba entre os seus membros.Poderá a Sociedade proporcionar aos seus administradores transporte individual e, para alguns, serviço de segurança. 5. autorizar a publicação desta ata nos termos do parágrafo 1º do Artigo 130 da Lei de Sociedades por Ações. Lida e aprovada, vai esta ata assinada pelos presentes. São Paulo, 25 de abril de 2013. Mesa: José Elanir de Lima - Presidente da Mesa. Adilson Herrero - Secretário. O Acionista: Banco Alfa de Investimento S.A. a.a.) Adilson Herrero. Fábio Alberto Amorosino. Esta ata é cópia fiel da original lavrada em livro próprio. Adilson Herrero - Secretário. Certidão: Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o número 229.178/13-3 em 18/06/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

AVISO DE REPUBLICAÇÃO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL N ° 078/2013 A Prefeitura do Município de Jaguariúna, torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra republicado, PREGÃO Nº 078/2013, cujo objeto é a contratação de empresa para locação de solução integrada de hardware e software para coletar (através de dispositivos de Reconhecimento Óptico de Caracteres – “OCR”), transmitir e processar eletronicamente imagens, conforme descritivo no Edital. A nova data para o credenciamento e o recebimento dos envelopes se dará no dia 04 de Julho de 2013 às 14:00 horas. O Edital completo poderá ser consultado e adquirido no Departamento de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas, pelo valor de R$ 13,00 (Treze Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link: Serviços – Empresas – Licitações. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 3867-9780, com Antônia, (19) 3867-9825, com Aline, (19) 3867-9707, com Ana Maria, (19) 3867-9786, com Elvis ou pelos endereços eletrônicos: licitacoes@jaguariuna.sp.gov.br ou lilian_licitacoes@jaguariuna.sp.gov.br. Jaguariúna, 20 de Junho de 2013. Tarcísio Cleto Chiavegato Prefeito

AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL N ° 084/2013 A Prefeitura do Município de Jaguariúna, torna público e para conhecimento dos interessados que se encontra aberto nesta Prefeitura, PREGÃO Nº 084/2013, cujo objeto é a contratação de empresa para locação de equipamentos para fiscalização de transito, tipo medidor de velocidade (Radar Fixo), conforme quantitativos e descritivos no Edital. A data para o credenciamento e o recebimento dos envelopes se dará no dia 11 de Julho de 2013 às 9:00 horas. O Edital completo poderá ser consultado e adquirido no Departamento de Licitações e Contratos, sito à Rua Alfredo Bueno, 1235 – Centro – Jaguariúna/ SP, no horário das 08:00 às 16:00 horas, pelo valor de R$ 13,00 (Treze Reais), ou obtido gratuitamente através do site www.jaguariuna.sp.gov.br, link: Serviços – Empresas – Licitações. Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones: (19) 3867-9801, com Lílian, (19) 3867-9780, com Antônia, (19) 3867-9825, com Aline, (19) 3867-9707, com Ana Maria, (19) 3867-9786, com Elvis ou pelos endereços eletrônicos: licitacoes@jaguariuna.sp.gov.br ou lilian_licitacoes@jaguariuna.sp.gov.br. Jaguariúna, 20 de Junho de 2013. Tarcísio Cleto Chiavegato Prefeito

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE SOROCABA O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba comunica que foi prorrogada a data de abertura da Sessão Pública referente ao Pregão Presencial para Registro de Preços nº 35/2013 - Processo nº 3.156/2013, destinado à bica corrida de britagem primaria de rocha sã. SESSÃO PÚBLICA: dia 04/07/2013, às 10:00 horas. O edital completo será disponibilizado no site www.saaesorocaba.com.br, informações pelos telefones: (15) 3224-5810/ 5811/ 5812/ 5813/ 5814/ 5815/ 5816/ 5817/ 5818/ 5819/ 5821/ 5822/ 5823/ 5824/ 5825 e 5826 ou pessoalmente na Avenida Pereira da Silva, nº 1.285, no Setor de Licitação e Contratos. Sorocaba, 21 de junho de 2013. Erica Aparecida de Menezes - Pregoeira.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA

AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO - PROCESSO Nº 57/13 - TOMADA DE PREÇOS Nº 10/13. Objeto: Contratação de empresa especializada para execução de pavimentação asfáltica tipo CBUQ na Rua Santa Amália, localizada no Jardim Santa Cecília. Tipo: Menor Preço. Regime: Empreitada por preço global. Vencimento: 10 (dez) horas, do dia 16 de julho de 2013. Edital por meio magnético - valor de R$ 38,66. Informações: Prefeitura - Rua Dr. Orensy Rodrigues da Silva n°341, fone/fax (18) 3702-1029, de 2ª a 6ª feira, das 8h30 às 16h30. Andradina, 21 de junho de 2013. Jamil Akio Ono - Prefeito. FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 21 de junho de 2013, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Recuperação Judicial Requerente: Comercial Irmãos Yogi Ltda. Requerido: Comercial Irmãos Yogi Ltda. Rua Abel Tavares, 1.454 – Jardim Belém 2ª Vara de Falências.

ECONOMIA/LEGAIS - 25 InBev Participações Societárias S.A.

CNPJ n° 07.526.557/0001-00 - NIRE 35.300.368.941 Ata das Assembleias Gerais Extraordinária e Ordinária Realizadas, Cumulativamente, em 1º de Março de 2013 1. Data, Hora e Local: No 1º dia do mês de março de 2013, às 10:00, na sede da InBev Participações deste Artigo, o número de membros que integrarão o Conselho de Administração em cada gestão deverá ser Societárias S.A. (“Companhia”), na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Rua Doutor Renato Paes fixado previamente em cada Assembleia Geral cuja ordem do dia seja a eleição dos membros do Conselho de Barros, 1.017, 3º andar, Itaim Bibi. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, nos termos de Administração, devendo tal matéria ser encaminhada pelo Presidente da Assembleia. § 2º - O Conselho do art. 124, §4º, da Lei nº 6.404/76, face à presença de acionistas representando a totalidade do capital de Administração poderá determinar a criação de comitês de assessoramento, formados em sua maioria por social da Companhia, conforme assinaturas constantes do Livro de Presença dos Acionistas. Presente, membros do Conselho de Administração, definindo sua respectiva composição e atribuições específicas. ainda, o Sr. Ricardo Gonçalves Melo, Diretor da Companhia. 3. Mesa: Presidente: Silvio José Morais; Aplicar-se-á aos integrantes dos comitês de assessoramento a regra do art. 160 da Lei 6.404/76. Caberá aos Secretário: Flávio Gonçalves Pontes Sodré. 4. Deliberações: Por unanimidade de votos, com a abstenção ditos comitês a análise e a discussão das matérias definidas como de sua competência, bem como a dos legalmente impedidos, foram tomadas as seguintes deliberações: 4.1. Registrar que a ata que se refere formulação de propostas e recomendações, para deliberação pelo Conselho de Administração. § 3º - Os as presentes Assembleias será lavrada em forma de sumário, nos termos do art. 130, § 1º, da Lei nº membros do Conselho de Administração tomarão posse mediante a assinatura do termo respectivo, lavrado 6.404/76. 4.2. Dispensar a presença de representantes dos auditores independentes da Companhia, nos em livro próprio, e permanecerão em seus cargos até a posse de seus sucessores. § 4º - O Conselheiro deve termos do §2º do Art. 134, da Lei nº 6.404/76, por não haver necessidade de esclarecimentos a respeito dos ter reputação ilibada, não podendo ser eleito, salvo dispensa da Assembleia Geral, aquele que (i) ocupar documentos disponibilizados pela administração da Companhia pertinentes às matérias da ordem do dia. cargos em sociedades que possam ser consideradas concorrentes da Companhia; ou (ii) tiver ou representar 4.3. Em Assembleia Geral Extraordinária: (i) Alterar a denominação social da Companhia de “InBev interesse conflitante com a Companhia; não poderá ser exercido o direito de voto pelo Conselheiro caso se Participações Societárias S.A.” para “Ambev S.A.”, com a consequente alteração do Artigo 1º do seu estatuto configurem, supervenientemente, os mesmos fatores de impedimento. § 5º - É vedado, na forma do art. 115, social, que passa a vigorar com a redação constante da consolidação que constitui o Anexo I à ata que se § 1º, da Lei nº 6.404/76, o exercício do direito de voto, na eleição dos membros do Conselho de Administração, refere a esta Assembleia. (ii) Alterar o objeto social da Companhia, que passa a ter como atividade, em circunstâncias que configurem conflito de interesse com a Companhia. Artigo 17 - O Conselho de diretamente ou através da participação em outras sociedades, “(a) a produção e o comércio de cervejas, Administração terá um Presidente, eleito pela maioria de votos de seus membros, imediatamente após a concentrados, refrigerantes e demais bebidas, bem como alimentos em geral, incluindo composto líquido posse de tais membros. Artigo 18 - O Conselho de Administração reunir-se-á, ordinariamente, pelo menos pronto para consumo, preparado líquido aromatizado, guaraná em pó ou bastão; (b) a produção e o comércio uma vez a cada trimestre e, extraordinariamente, sempre que necessário, por convocação realizada pelo seu de matérias-primas necessárias à industrialização de bebidas e seus subprodutos, como malte, cevada, Presidente ou pela maioria de seus membros, através de carta, e-mail, telegrama ou pessoalmente, com gelo, gás carbônico, bem como de aparelhos, máquinas, equipamentos e tudo o mais que seja necessário pelo menos 24 (vinte e quatro) horas de antecedência. Artigo 19 - O Conselho de Administração ou útil às atividades relacionadas na letra “a” acima, incluindo a produção e comércio de embalagens para instalar-se-á, funcionará e deliberará validamente pelo voto favorável da maioria de seus membros presentes. bebidas e a produção, comércio e aproveitamento industrial de matérias-primas necessárias à produção § 1° - É facultada a participação dos Conselheiros nas reuniões por telefone, videoconferência, telepresença dessas embalagens; (c) a produção, certificação e o comércio de sementes e grãos, bem como o comércio ou mediante envio antecipado de voto por escrito. O Conselheiro, nessa hipótese, será considerado presente de fertilizantes, fungicidas e outras atividades conexas às mesmas, na medida necessária ou útil ao à reunião para verificação do quorum de instalação e votação, e seu voto será considerado válido para todos desenvolvimento das atividades principais da Companhia; (d) o acondicionamento e a embalagem de os efeitos legais, devendo ser incorporado à ata da referida reunião. § 2º - Nas deliberações do Conselho de quaisquer de seus produtos ou de terceiros; (e) as atividades de cultivo e de fomento agrícolas, no campo Administração não assistirá ao Presidente o voto de qualidade, no caso de empate na votação, mas apenas de cereais e de frutos que constituam matéria-prima para a utilização nas atividades industriais da seu voto pessoal. § 3º - O Conselheiro não poderá ter acesso a informações ou participar de reuniões de Companhia, bem como nos demais setores que demandem uma dinâmica máxima na exploração das Conselho de Administração relacionadas a assuntos sobre os quais tenha ou represente interesse conflitante virtualidades do solo brasileiro, principalmente nos planos de alimentação e da saúde; (f) a atuação nas com a Companhia. Artigo 20 - No impedimento ou ausência permanente de qualquer dos Conselheiros, áreas de pesquisa, prospecção, lavra, beneficiamento, industrialização, comercialização e distribuição do havendo suplente, caberá ao Conselho de Administração, a seu critério, efetivá-lo no cargo vago, ou indicar bem água mineral, em todo o território nacional; (g) o beneficiamento, o expurgo e demais serviços um substituto em caráter permanente para o mesmo cargo; caberá ao novo Conselheiro titular, em qualquer fitossanitários e a industrialização dos produtos resultantes das atividades relacionadas na letra “d” acima, caso, completar o mandato do Conselheiro impedido ou ausente. Parágrafo Único - Em suas ausências ou seja para atender às próprias finalidades da sua indústria, seja para o comércio, inclusive, de seus impedimentos temporários, os membros do Conselho de Administração serão substituídos pelos respectivos subprodutos; (h) a publicidade de produtos seus e de terceiros e o comércio de materiais de promoção e suplentes vinculados, se houver, ou, na ausência destes, por outro Conselheiro, indicado para tal fim pelo propaganda; (i) a prestação de serviços de assistência técnica, mercadológica e administrativa e outros próprio Conselheiro ausente. Nesta última hipótese, o Conselheiro que estiver substituindo o Conselheiro relacionados, direta ou indiretamente, às atividades principais da Companhia; (j) a importação de todo o ausente ou impedido, além de seu próprio voto, expressará o voto do Conselheiro ausente. Artigo 21 - As necessário à sua indústria e comércio; (k) a exportação de seus produtos; (l) a exploração, direta ou indireta, deliberações sobre as matérias abaixo relacionadas competirão ao Conselho de Administração: a) fixar a de bares, restaurantes, lanchonetes e similares; e (m) contratar a venda e/ou a distribuição de seus produtos orientação geral dos negócios da Companhia, aprovando as diretrizes, políticas empresariais e objetivos e de suas controladas diretamente ou através de terceiros, utilizar o transporte necessário à distribuição dos básicos, para todas as áreas principais de atuação da Companhia; b) aprovar os orçamentos anual e seus produtos, subprodutos e acessórios, e adotar qualquer sistema ou orientação que, a juízo de seu operacional de investimento da Companhia; c) aprovar o plano trienal estratégico da Companhia; d) eleger e Conselho de Administração, conduza aos fins colimados”, com a consequente alteração do Artigo 3º do seu destituir os Diretores da Companhia e fixar-lhes as atribuições; e) fiscalizar a gestão dos Diretores, examinar, estatuto social, que passa a vigorar com a redação constante da consolidação que constitui o Anexo I à ata a qualquer tempo, os livros e papéis da Companhia e solicitar informações sobre quaisquer atos celebrados, que se refere a esta Assembleia. (iii) Aprovar a criação de um Conselho de Administração, composto ou em via de celebração, pela Companhia; f) atribuir, do montante global da remuneração fixada pela por 3 (três) a 15 (quinze) membros efetivos, com mandato unificado de 3 (três) anos, permitida a reeleição. Assembleia Geral, os honorários mensais de cada um dos membros da Administração da Companhia; (iv) Em decorrência da criação do Conselho de Administração, conforme previsto no item (iii) acima, g) definir os critérios gerais de remuneração e política de benefícios (benefícios indiretos, participação no (a) aprovar a modificação das competências da Assembleia Geral de Acionistas e a sua forma de lucro e/ou nas vendas) da Administração e dos funcionários de escalão superior (como tal entendidos os convocação, alterando-se o Capítulo III do estatuto social da Companhia, e (b) alterar a estrutura de gerentes ou ocupantes de cargos de direção equivalentes) da Companhia; h) indicar os auditores administração da Companhia, as competências e número de membros da Diretoria e, consequentemente, independentes da Companhia; i) deliberar sobre a emissão de ações e bônus de subscrição, dentro do limite as regras previstas no Capítulo IV do estatuto social, tudo conforme a redação constante da consolidação do do capital autorizado da Companhia; j) manifestar-se previamente sobre o relatório da Administração, as estatuto social da Companhia que constitui o Anexo I à ata que se refere a esta Assembleia. (v) Autorizar o contas da Diretoria, as demonstrações financeiras do exercício e examinar os balancetes mensais; Conselho de Administração a aumentar o capital social da Companhia, independentemente de reforma k) submeter à Assembleia Geral proposta de destinação do lucro líquido do exercício; l) convocar a estatutária, até o limite de 19.000.000.000 (dezenove bilhões) de ações, nos termos do novo Artigo 9º Assembleia Geral Ordinária e, quando julgar conveniente, a Assembleia Geral Extraordinária; m) aprovar constante da consolidação do estatuto social da Companhia que constitui o Anexo I à ata que se refere a quaisquer negócios ou contratos entre a Companhia e/ou qualquer de suas controladas (exceto aquelas esta Assembleia. (vi) Reformular o Capítulo VI do estatuto social para estabelecer novas regras de apuração integralmente controladas), administradores e/ou acionistas (incluindo os sócios, diretos ou indiretos, dos de lucros e distribuição de dividendos, que passa a vigorar com a redação constante da consolidação que acionistas da Companhia), sem prejuízo do disposto na alínea “q” abaixo; n) aprovar a criação, subscrição, constitui o Anexo I à ata que se refere a esta Assembleia. (vii) Determinar que todas as ações de emissão aquisição, cessão, transferência, oneração e/ou alienação, pela Companhia, a qualquer título ou forma, em da Companhia passem a ser escriturais, mantidas em conta de depósito, em nome de seus titulares, em qualquer valor, de ações, quotas e/ou quaisquer valores mobiliários de emissão de qualquer sociedade instituição financeira devidamente autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) a prestar este controlada pela Companhia ou a ela coligada, salvo nos casos de operações que envolvam apenas a serviço, com a consequente alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar Companhia e empresas por ela integralmente controladas ou de operação de endividamento, sendo que com a redação constante da consolidação que constitui o Anexo I à ata que se refere a esta Assembleia. (viii) nesta última hipótese se aplicará o previsto na alínea “o” abaixo; o) aprovar a contratação pela Companhia Autorizar a solicitação, pela Companhia, (a) de registro perante a CVM como emissor de valores mobiliários de operação de endividamento em valor superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da Companhia categoria “A”, na forma da Instrução CVM nº 480, de 7 de dezembro de 2009; e (b) de listagem de suas constante do último balanço auditado, valor este que será considerado por operação isolada ou conjunto de ações na BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros. (ix) Aprovar o programa de operações correlatas; p) aprovar a celebração, alteração, rescisão, renovação ou cancelamento de quaisquer American Depositary Receipts da Companhia (“Programa de ADRs”), com as seguintes características: contratos, acordos ou similares envolvendo as marcas registradas ou depositadas em nome da Companhia (a) patrocinador, a própria Companhia, (b) objeto, ações ordinárias nominativas, escriturais e sem valor ou de qualquer sociedade controlada pela Companhia, salvo em casos de licenciamento de marcas para uso nominal de emissão da Companhia, (c) paridade de 1 (uma) ação ordinária de emissão da Companhia para em brindes, materiais promocionais ou divulgação em eventos por períodos inferiores a 3 (três) anos; q) cada ADR, (d) instituição depositária, The Bank of New York Mellon, e (e) instituição custodiante, Banco aprovar a concessão de empréstimos e a prestação de garantias de qualquer natureza pela Companhia, em Bradesco S.A. (x) Promover ampla reforma e consolidar o estatuto social da Companhia, incluindo as valor superior a 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Companhia constante do último balanço alterações anteriormente deliberadas, que passa a vigorar com a redação do Anexo I à ata que se refere a auditado, a quaisquer terceiros, exceto se em favor de sociedades controladas pela Companhia; r) aprovar a esta Assembleia. 4.4. Em Assembleia Geral Ordinária: (i) Considerar como sanada, na forma do §4º do art. celebração pela Companhia de quaisquer contratos de longo prazo (entendidos como tal os contratos com 133 da Lei nº 6.404/76, a falta de publicação dos anúncios ou a inobservância dos prazos a que se refere o prazo de duração superior a um ano) que envolvam valor superior a 5% (cinco por cento) do patrimônio art. 133 da Lei nº 6.404/76. (ii) Aprovar, sem ressalvas, depois de examinados e discutidos, o relatório anual líquido da Companhia constante do último balanço auditado, valor este que será considerado por operação e as contas da administração, bem como as demonstrações financeiras referentes ao exercício social isolada ou conjunto de operações correlatas; s) deliberar sobre a participação da Companhia em outras encerrado em 31 de dezembro de 2012, acompanhadas das suas respectivas notas explicativas e do sociedades, bem como sobre quaisquer participações em outros empreendimentos, inclusive através de parecer dos auditores independentes, publicadas em 28 de fevereiro de 2013, no “Diário Oficial do Estado consórcio ou sociedade em conta de participação; t) deliberar sobre a suspensão das atividades da de São Paulo” e no jornal “Diário do Comércio”, nas páginas 323 a 325 e 76 a 77, respectivamente. Companhia, salvo nos casos de paralisação para manutenção em seus equipamentos; u) autorizar a (iii) Aprovar, conforme proposta da Diretoria, a seguinte destinação do lucro líquido do exercício social aquisição de ações da Companhia para permanência em tesouraria, cancelamento ou posterior alienação, encerrado em 31 de dezembro de 2012, no valor total de R$60.553.130,64: (a) R$2.323.526,53 à reserva bem como o cancelamento ou a posterior alienação de tais ações, observadas as disposições legais legal; (b) R$34.129.774,53 à reserva de investimentos; (c) R$11.036.751,03, para pagamento do dividendo aplicáveis; v) deliberar sobre a emissão de Notas Promissórias Comerciais para distribuição pública, nos mínimo obrigatório do exercício de 2012, sem retenção de imposto de renda na fonte, na forma da legislação termos da Instrução CVM nº 134; w) deliberar, dentro dos limites do capital autorizado, sobre a emissão de em vigor; e (d) o saldo, no valor de R$13.063.078,56, para pagamento de juros sobre capital próprio (“JCP”), debêntures conversíveis em ações, especificando o limite do aumento de capital decorrente da conversão imputados aos dividendos mínimos obrigatórios do exercício de 2012. A distribuição de JCP será tributada das debêntures, em número de ações, e as espécies e classes das ações que poderão ser emitidas, nos na forma da legislação em vigor, o que resultará em uma distribuição líquida de JCP de R$11.103.616,78. termos do art. 59, § 2º, da Lei nº 6.404/76; x) autorizar a alienação de bens do ativo permanente, excetuados (iv) Determinar que os dividendos e os JCP ora declarados sejam pagos a partir do dia 11 de março de 2013. aqueles referidos na alínea “n” deste Artigo, e a constituição de ônus reais, em valor superior a 1% (um por (v) Eleger os seguintes membros para compor o Conselho de Administração da Companhia, ora criado, os cento) do patrimônio líquido da Companhia constante do último balanço auditado, valor este que será quais serão investidos nos respectivos cargos mediante a assinatura dos termos de posse no livro próprio, considerado por transação isolada ou conjunto de transações correlatas; y) exercer as demais atribuições oportunidade em que farão a declaração de desimpedimento prevista em lei, para mandato até a Assembleia legais conferidas em Assembleia Geral ou por este Estatuto; e z) resolver os casos omissos neste Estatuto Geral Ordinária de 2016: (a) Jean-Louis Julien Van de Perre, belga, casado, advogado, portador do e exercer outras atribuições que a lei ou este Estatuto não confiram a outro órgão da Companhia. Passaporte Belga nº EI 894485, (b) Isabela Gerjoi Bezerra de Souza, brasileira, casada, advogada, § 1º - As decisões do Conselho de Administração constarão de ata que será assinada pelos presentes. portadora da Carteira de Identidade R.G. nº 14.277.506-X, inscrita no Cadastro das Pessoas Físicas do § 2º - A manifestação de voto favorável de representante da Companhia com relação a qualquer deliberação Ministério da Fazenda (CPF/MF) sob nº 252.511.148-69, e (c) Ann Malcy Christine Randon, francesa, sobre as matérias acima relacionadas, em Assembleias Gerais e em outros órgãos societários das casada, executiva, portadora do Passaporte Francês nº 12AH92706, todos residentes e domiciliados na sociedades controladas pela Companhia, direta ou indiretamente, dependerá de aprovação do Conselho de Bélgica, com escritório na Brouwerijplein 1, 3000, Lovaina. (vi) Fixar em até R$40.680,00 o montante da Administração da Companhia. Seção II - Diretoria - Artigo 22 - A Diretoria será composta por 2 (dois) remuneração global anual dos administradores da Companhia, já incluídos todos os benefícios e verbas de a 15 (quinze) membros, acionistas ou não, sendo um Diretor Geral e os demais sem designação específica, representação, nos termos do art. 152 da Lei nº 6.404/76, cabendo ao Conselho de Administração todos eleitos pelo Conselho de Administração e por ele destituíveis a qualquer tempo, com mandato de 3 determinar a sua distribuição. (vii) Aprovar a alteração do jornal de grande circulação no qual a Companhia (três) anos, permitida a reeleição. § 1º - Ocorrendo vacância de cargo de Diretor, ou impedimento do titular, realiza suas publicações, de forma que as atas das assembleias gerais e das reuniões do Conselho de caberá ao Conselho de Administração eleger o novo Diretor ou designar o substituto, fixando, em qualquer Administração realizadas a partir desta data, bem como os demais documentos cuja publicação seja exigida dos casos, o prazo da gestão e os respectivos vencimentos. § 2º - Compete à Diretoria exercer as atribuições nos termos da Lei nº 6.404/76 e da regulamentação aplicável, passarão a ser publicados no jornal “Valor que a lei, o Estatuto Social e o Conselho de Administração lhe conferirem para a prática dos atos necessários Econômico” e não mais no jornal “Diário do Comércio”. 5. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foram ao funcionamento regular da Companhia. § 3º - Os Diretores tomarão posse mediante a assinatura do termo encerrados os trabalhos e lavrada esta ata, em forma de sumário, a qual, depois de lida e achada conforme, respectivo, lavrado em livro próprio, e permanecerão em seus cargos até a posse de seus sucessores. foi assinada pelos presentes. 6. Assinaturas: Silvio José Morais - Presidente; Flávio Gonçalves Pontes Artigo 23 - A Diretoria, cuja presidência será exercida pelo Diretor Geral, reunir-se-á sempre que necessário, Sodré - Secretário; Acionista: Interbrew International B.V. Certifico que a presente confere com o original cabendo a convocação e a presidência da Reunião ao Diretor Geral. Artigo 24 - Compete ao Diretor Geral: lavrado em livro próprio. Flávio Gonçalves Pontes Sodré - Secretário. JUCESP nº 90.747/13-6 em a) submeter à aprovação do Conselho de Administração os planos de trabalho e orçamento anuais, planos 09/04/2013. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral. Anexo I - Estatuto Social Consolidado. Ambev S.A. de investimentos e novos programas de expansão da Companhia, promovendo a sua execução nos termos - CNPJ/MF nº 07.526.557/0001-00 - NIRE 35.300.368.941 - Estatuto Social - Capítulo I - Nome, Sede, aprovados; b) formular as estratégias e diretrizes operacionais da Companhia, bem como estabelecer os Objeto e Duração - Artigo 1º - Ambev S.A. (“Companhia”) é uma sociedade anônima que se rege por este critérios para a execução das deliberações da Assembleia Geral e do Conselho de Administração, com a Estatuto e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo 2º - A Companhia tem sede e foro na participação dos demais Diretores; c) exercer a supervisão de todas as atividades da Companhia, cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, e pode, para a consecução de seus fins e por deliberação de imprimindo-lhes a orientação mais adequada aos objetos sociais; d) coordenar e superintender as atividades dois diretores atuando em conjunto, abrir, manter e fechar filiais, escritórios, depósitos ou agências de da Diretoria; e e) exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas pelo Conselho de Administração. representações, em qualquer parte do território nacional ou no exterior. Artigo 3º - É objeto da Companhia, Artigo 25 - Compete aos demais Diretores exercer as atribuições que lhes forem definidas em Reunião do diretamente ou através da participação em outras sociedades: a) a produção e o comércio de cervejas, Conselho de Administração, que poderá estabelecer denominações específicas para os seus cargos. concentrados, refrigerantes e demais bebidas, bem como alimentos em geral, incluindo composto líquido Artigo 26 - Os Documentos que importem em responsabilidade comercial, bancária, financeira ou pronto para consumo, preparado líquido aromatizado, guaraná em pó ou bastão; b) a produção e o comércio patrimonial para a Companhia, tais como contratos em geral, endossos em cheques, notas promissórias, de matérias-primas necessárias à industrialização de bebidas e seus subprodutos, como malte, cevada, letras de câmbio, duplicatas e quaisquer títulos de crédito, confissões de dívidas, concessão de avais e gelo, gás carbônico, bem como de aparelhos, máquinas, equipamentos e tudo o mais que seja necessário fianças, contratos de abertura de crédito, atos praticados por filiais, procurações ad negotia e ad judicia, e ou útil às atividades relacionadas na letra “a” acima, incluindo a produção e comércio de embalagens para quaisquer outros atos que criarem responsabilidade para a Companhia, ou dispensarem obrigações de bebidas e a produção, comércio e aproveitamento industrial de matérias-primas necessárias à produção terceiros, bem como para com ela, terão para a sua validade as assinaturas de dois membros da Diretoria. dessas embalagens; c) a produção, certificação e o comércio de sementes e grãos, bem como o comércio § 1º - A representação da Companhia nos documentos acima enumerados poderá ser objeto de delegação, de fertilizantes, fungicidas e outras atividades conexas às mesmas, na medida necessária ou útil ao podendo ser assinados por um Procurador em conjunto com um Diretor ou por dois Procuradores desenvolvimento das atividades principais da Companhia previstas neste estatuto; d) o acondicionamento e conjuntamente, desde que os instrumentos de mandato que constituírem os ditos procuradores sejam a embalagem de quaisquer de seus produtos ou de terceiros; e) as atividades de cultivo e de fomento assinados por dois Diretores. § 2º - A Companhia será representada isoladamente por qualquer dos agrícolas, no campo de cereais e de frutos que constituam matéria-prima para a utilização nas atividades Diretores ou por Procurador devidamente constituído, nos casos de recebimento de citações ou notificações industriais da Companhia, bem como nos demais setores que demandem uma dinâmica máxima na judiciais e na prestação de depoimento pessoal. Capítulo V - Conselho Fiscal - Artigo 27 - A Companhia exploração das virtualidades do solo brasileiro, principalmente nos planos de alimentação e da saúde; terá um Conselho Fiscal de funcionamento não permanente, composto por no mínimo 3 (três) e no máximo f) a atuação nas áreas de pesquisa, prospecção, lavra, beneficiamento, industrialização, comercialização e 5 (cinco) membros e igual número de suplentes, com as atribuições e competências previstas em lei, todos distribuição do bem água mineral, em todo o território nacional; g) o beneficiamento, o expurgo e demais eleitos em Assembleia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo, com mandato até a Assembleia Geral serviços fitossanitários e a industrialização dos produtos resultantes das atividades relacionadas na letra “d” Ordinária que se seguir à sua instalação, sendo permitida a reeleição. § 1º - Para que o Conselho Fiscal acima, seja para atender às próprias finalidades da sua indústria, seja para o comércio, inclusive, de seus possa funcionar, será necessária a presença da maioria de seus membros. § 2º - Caberá ao Conselho Fiscal subprodutos; h) a publicidade de produtos seus e de terceiros e o comércio de materiais de promoção e eleger o seu presidente na primeira sessão realizada após a sua instalação. § 3º - Os membros do Conselho propaganda; i) a prestação de serviços de assistência técnica, mercadológica e administrativa e outros Fiscal serão investidos em seus cargos mediante assinatura de termo de posse no livro próprio, dentro dos relacionados, direta ou indiretamente, às atividades principais da Companhia; j) a importação de todo o 30 (trinta) dias que se seguirem à sua eleição. § 4º Todas as deliberações do Conselho Fiscal constarão de necessário à sua indústria e comércio; k) a exportação de seus produtos; l) a exploração, direta ou indireta, atas lavradas no respectivo livro de atas de reuniões do Conselho Fiscal e assinadas pelos membros de tal de bares, restaurantes, lanchonetes e similares; e m) a contratação, venda e/ou distribuição de seus órgão que estiverem presentes. Artigo 28 - A remuneração dos membros do Conselho Fiscal será fixada produtos e dos produtos de suas controladas, diretamente ou através de terceiros, utilizando-se o transporte pela Assembleia Geral que os eleger. Capítulo VI - Exercício Social, Balanço e Resultados - Artigo 29 - O necessário à distribuição dos referidos produtos, subprodutos ou acessórios, e a adoção de qualquer exercício social terá a duração de um ano e terminará no último dia do mês de dezembro de cada ano. Artigo sistema ou orientação que, a juízo de seu Conselho de Administração, conduza aos fins colimados. 30 - Ao fim de cada exercício social, serão elaboradas, com base na escrituração mercantil da Companhia, Parágrafo Único - Adicionalmente ao disposto no caput deste Artigo, a Companhia poderá participar em as demonstrações financeiras previstas em lei. § 1º - O Conselho de Administração poderá determinar o outras sociedades, comerciais e civis, como sócia, acionista ou quotista, no país ou no exterior, ou a elas levantamento de balanço semestral ou em períodos menores, e aprovar a distribuição de dividendos e/ou associar-se. Artigo 4º - O prazo de duração da Companhia é indeterminado. Capítulo II - Capital Social e juros sobre o capital próprio com base nos lucros apurados nesse balanço, respeitado o disposto no art. 204 Ações - Artigo 5º - O Capital Social é de R$249.061.302,00 (duzentos e quarenta e nove milhões, sessenta da Lei n° 6.404/76. § 2º - A qualquer tempo, o Conselho de Administração também poderá deliberar a e um mil, trezentos e dois reais), dividido em 249.061.302 (duzentas e quarenta e nove milhões, sessenta e distribuição de dividendos intermediários e/ou juros sobre o capital próprio, à conta de lucros acumulados ou uma mil, trezentas e duas) ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. § 1º - Cada ação ordinária terá de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral. § 3º - Os dividendos intermediários direito a um voto nas deliberações da Assembleia Geral. § 2º - As ações da Companhia são escriturais, e os juros sobre o capital próprio serão sempre considerados como antecipação do dividendo mínimo mantidas em conta de depósito em nome de seus titulares, junto à instituição financeira indicada pelo obrigatório. Artigo 31 - Do resultado do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, eventuais Conselho de Administração. § 3º - É facultado à Companhia suspender os serviços de transferências e prejuízos acumulados e a provisão para o imposto de renda. § 1º - Sobre o valor apurado na forma do caput desdobramentos de ações e certificados para atender a determinação da Assembleia Geral, não podendo deste Artigo serão sucessivamente calculadas: a) a participação estatutária dos empregados da Companhia fazê-lo, porém, por mais de 90 (noventa) dias intercalados durante o exercício, e tampouco por mais de 15 até o limite máximo de 10% (dez por cento), a ser distribuída de acordo com parâmetros a serem (quinze) dias consecutivos. Artigo 6º - A Companhia está autorizada a aumentar seu capital social até o estabelecidos pelo Conselho de Administração; e b) a participação estatutária dos administradores, até o limite de 19.000.000.000 (dezenove bilhões) de ações, independentemente de reforma estatutária, mediante limite máximo legal. § 2º - Sobre o valor apurado na forma do caput deste Artigo, poderá, ainda, ser deliberação do Conselho de Administração, que deliberará sobre as condições de integralização, as calculada, até o limite de 10% (dez por cento), contribuição para atender aos encargos da fundação de características das ações a serem emitidas e o preço de emissão, bem como estabelecerá se o aumento se assistência aos colaboradores e administradores da Companhia e de suas sociedades controladas, dará por subscrição pública ou particular. Parágrafo Único - Não haverá direito de preferência para a observadas as normas fixadas pelo Conselho de Administração a respeito. § 3º - Do lucro líquido do subscrição de ações emitidas nos termos de lei especial sobre incentivos fiscais (Artigo 172, parágrafo exercício, obtido após as deduções de que tratam os parágrafos anteriores, destinar-se-á: a) 5% (cinco por único, da Lei nº 6.404/76); ressalvado que os titulares de ações subscritas com recursos oriundos de cento) para a reserva legal, até atingir 20% (vinte por cento) do capital social integralizado ou o limite previsto incentivos fiscais não terão direito de preferência à subscrição de quaisquer ações emitidas após a referida no § 1º do art. 193 da Lei nº 6.404/76; b) do saldo do lucro líquido do exercício, obtido após a dedução de subscrição. Artigo 7º - A emissão de ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de subscrição - cuja que trata a letra “a” deste Artigo e ajustado na forma do art. 202 da Lei nº 6.404/76, destinar-se-á 40% colocação seja feita mediante: (i) venda em bolsa de valores; (ii) subscrição pública; ou (iii) permuta por (quarenta por cento) para pagamento do dividendo obrigatório a todos os seus acionistas; e c) importância ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos termos dos arts. 257 e 263 da Lei nº 6.404/76 - poderá não superior a 60% (sessenta por cento) do lucro líquido ajustado para a constituição de Reserva de ser realizada com exclusão do direito de preferência para os antigos acionistas ou com redução do prazo de Investimentos, com a finalidade de financiar a expansão das atividades da Companhia e de empresas que trata o art. 171, § 4º, da Lei nº 6.404/76. Artigo 8º - O Conselho de Administração poderá, com base em controladas, inclusive através da subscrição de aumentos de capital ou criação de novos empreendimentos. plano aprovado pela Assembleia Geral, outorgar opção de compra de ações a administradores, empregados § 4º - A reserva prevista na alínea “c”, do § 3º, deste Artigo, não poderá ultrapassar 80% (oitenta por cento) ou pessoas naturais que prestem serviços à Companhia ou a sociedades sob seu controle. Artigo 9º - A não do capital social. Atingido esse limite, caberá à Assembleia Geral deliberar sobre o saldo, procedendo à sua realização, pelo subscritor, do valor subscrito nas condições previstas no boletim ou na chamada fará com distribuição aos acionistas ou ao aumento do capital social. Capítulo VII - Liquidação, Dissolução e que o mesmo fique, de pleno direito, constituído em mora, para fins dos arts. 106 e 107 da Lei nº 6.404/76, Extinção - Artigo 32 - A Companhia entrará em dissolução, liquidação e extinção nos casos previstos em sujeitando-se ao pagamento do valor em atraso corrigido monetariamente de acordo com a variação do lei, ou em virtude de deliberação da Assembleia Geral. § 1º - O modo de liquidação será determinado em IGP-M na menor periodicidade legalmente admitida, além de juros de 12% (doze por cento) ao ano, pro rata Assembleia Geral que elegerá também o Conselho Fiscal que deverá funcionar no período de liquidação. temporis, e multa correspondente a 10% (dez por cento) do valor da prestação em atraso, devidamente § 2º - O Conselho de Administração nomeará o liquidante, fixará os seus honorários e estabelecerá as atualizada. Capítulo III - Das Assembleias Gerais - Artigo 10 - A Assembleia Geral tem poderes para diretrizes para o seu funcionamento. Capítulo VIII - Disposições Gerais - Artigo 33 - Os dividendos decidir todos os negócios relativos ao objeto da Companhia e tomar as resoluções que julgar convenientes atribuídos aos acionistas serão pagos nos prazos da lei, somente incidindo correção monetária e/ou juros se à sua defesa e desenvolvimento. Artigo 11 - A Assembleia Geral será instalada e presidida por acionista assim for determinado pela Assembleia Geral. Parágrafo Único - Os dividendos não recebidos ou escolhido pelos presentes, o qual poderá indicar até dois secretários. Artigo 12 - As deliberações das reclamados prescreverão no prazo de três anos, contando da data em que tenham sido postos à disposição Assembleias Gerais, excetuados os casos expressos em lei, serão tomadas por maioria absoluta de votos, do acionista, e reverterão em favor da Companhia. Artigo 34 - A Companhia observará os acordos de não se computando os votos em branco. Artigo 13 - A Assembleia Geral Ordinária reunir-se-á dentro dos acionistas registrados na forma do art. 118 da Lei nº 6.404/76, cabendo à Administração abster-se de quatro primeiros meses seguintes ao término do exercício social, cabendo-lhe decidir sobre as matérias de registrar transferências de ações contrárias aos seus respectivos termos e ao Presidente da Assembleia sua competência previstas em lei. Artigo 14 - A Assembleia Geral Extraordinária reunir-se-á sempre que os Geral ou do Conselho de Administração abster-se de computar os votos proferidos com infração dos interesses sociais exigirem o pronunciamento dos acionistas, bem como nos casos previstos em lei e neste mencionados acordos de acionistas. Artigo 35 - A Companhia assegurará aos membros do Conselho de Estatuto. Capítulo IV - Administração da Companhia - Artigo 15 - A Companhia será administrada por um Administração, da Diretoria e do Conselho Fiscal ou aos membros de quaisquer órgãos sociais com funções Conselho de Administração e por uma Diretoria, na forma da lei e deste Estatuto. § 1º - A Assembleia Geral técnicas destinadas a aconselhar os administradores, a defesa em processos judiciais e administrativos fixará o montante global da remuneração dos Administradores, que será distribuída pelo Conselho de instaurados por terceiros, durante ou após os respectivos mandatos, por atos praticados no exercício de Administração, na forma do Artigo 21 deste Estatuto. § 2º - Os Administradores deverão aderir ao Manual de suas funções, inclusive por meio de contrato de seguro permanente, a fim de resguardá-los das Divulgação e Uso de Informações e Política de Negociação de Valores Mobiliários de Emissão da responsabilidades por atos decorrentes do exercício do cargo ou função, com o pagamento das despesas Companhia, mediante assinatura de Termo de Adesão. § 3º - Os cargos de Presidente do Conselho de processuais, honorários advocatícios e indenizações decorrentes dos referidos processos. § 1º - A garantia Administração e de Diretor Geral da Companhia não poderão ser cumulados pela mesma pessoa. prevista no caput deste artigo estende-se aos empregados que regularmente atuarem em cumprimento de Seção I - Conselho de Administração - Artigo 16 - O Conselho de Administração será composto de 3 mandato outorgado pela Companhia ou sociedades por esta controladas. § 2º - Se alguma das pessoas (três) até 15 (quinze) membros efetivos, podendo ter de 2 (dois) até 15 (quinze) suplentes, vinculados mencionadas no caput ou no § 1º for condenada, por decisão judicial transitada em julgado, em virtude de especificamente ou não a um Conselheiro efetivo, eleitos pela Assembleia Geral e por ela destituíveis a culpa ou dolo, deverá ressarcir a Companhia de todos os custos e despesas com a assistência jurídica, qualquer tempo, com mandato de 3 (três) anos, permitida a reeleição. § 1º - Respeitado o disposto no caput nos termos da lei.” Flávio Gonçalves Pontes Sodré - Secretário.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CASTILHO/SP PROCESSO LICITATÓRIO 28/13 - PREGÃO – P 18/13 Objeto: Registro de preços para a aquisição de material de construção e ferramentas, com a finalidade de atender as necessidades do Departamento Municipal de Obras e Serviços Públicos. Decide, por bem e por não vislumbrar óbice legal, anular o processo supra, com base no art. 49 da Lei 8.666/93, e determinar a instauração de novo certame; face a ausência de publicação do extrato do edital, contrariando o art. 21 da Lei 8.666/93. Castilho - SP, 20 de junho de 2013. Joni Marcos Buzachero - Prefeito. A Debitar (22.06.12) Posto de Serviços Nova Itaquera Ltda, torna público que recebeu da Cetesb a Licença de Instalação, 30004386, e requereu a Licença de Operação, para Com. Varejista de Comb. e lubrificantes, sito à Rua Guiomar de Ataliba Penteado, 54 - Jd.Brasilia - São Paulo -SP

INSTITUTO SOCIAL SAÚDE E VIDA

Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus - SP

CNPJ nº 46.523.007/0001-99 Extrato de Relatório de Execução Fisica e Financeira de Termo de Parceria Exercício: 2012 Custo de implementação do projeto R$ 1.620.000,00 (um milhão seissentos e vinte mil reais) Local de realização do projeto Municipio de Pirapora do Bom Jesus - SP. 2ª Prorrogação do Contrato 24/09/2011 vigência do projeto 24/09/11 á 23/09/12 Custo do Projeto R$ 1.260.000,00 Termo Aditivo 014/2012 2ª Prorrogacao 06/01/2012 vigência do projeto 06/01/12 á 06/09/12 Custo do Projeto R$ 288.000,00 Termo Aditivo 031/2012 3ª Prorrogacao 24/09/2012 vigência do projeto 24/09/12 á 23/09/13 Custo do Projeto R$ 1.260.000,00 OBJETIVO DO PROJETO: O plano diretor de atendimento secundário da unidade de saúde de Pirapora do Bom Jesus/SP especificamente na prestação de serviços de ações de saúde no município e região. Esta unidade deverá conviver com um grau de aceitação positiva entre os clientes dos serviços. RESULTADOS ALÇANÇADOS: Baseado nos dados do Relatório Anual sobre a Execução do Objeto do Termo de Parceria, observamos uma melhoria nos atendimentos em 2012. No processo de avaliação de desempenho das metas e atividades , conclui-se que as mesmas estão sendo executadas de acordo com o inicialmente pactuado, não havendo ressalvas a serem efetuadas. Custo de Implementação do Projeto Histórico / Despesas Previsto Realizado Diferença Custeio e Manutenção do Projeto 1.620.000,00 1.581.832,00 38.168,00 Saldo a realizar 38.168,00 Anexo II – Decreto nº 3.100 30/06/99 Nome da OSCIP: Instituto Social Saúde e Vida; Endereço: Rua Adib Auada, 170 Conj 3 - Jd. Lambreta - Cotia - SP Cep: 06710-700 Responsável pelo Projeto: Rubens Pereira dos Santos Presidente:Valéria Maria Guilger

17º OFICIAL DE REGISTRO DE IMÓVEIS DE SÃO PAULO-SP FAZ SABER que, por parte de GERMINAL PEREIRA LEMOS E FIGUEIREDO, RNE nº W-375.910-0SE/DPMAF/DPF, CPF nº 067.020.318-15 e sua mulher DOLORES PRANDI FIGUEIREDO, RG nº 12.776.695-SP, CPF nº 258.656.978-46; MARIA DE FATIMA CAETANO PINTO, RG nº 4.510.652-6-SP, CPF nº 064.820.478-23; e ANTONIO AGOSTINHO CAETANO PINTO, RNE nº W-585.804-3-SE/ DPMAF/DPF, CPF nº 771.859.438-68 e sua mulher SANDRA LEMOS E FIGUEIREDO PINTO, RG nº 7.346.897-9-SP, CPF nº 039.298.648-51, o registro do remembramento e desmembramento do imóvel situado dos imóveis situados na Travessa Doutor Fuad Dabud (lote 5A) e Rua Barra Fria, esquina da Travessa Doutor Fuad Dabud (lote 5B), com área total de 835,90m², objetos das matrículas nºs 55.257 e 55.258, em 12 lotes; sobre os quais foi projetada a construção de 12 prédios, todos concluídos, tendo recebido os nºs 71, 75, 79, 81, 85, 89, 91, 95, 99, 103, 107 e 111 da Travessa Doutor Fuad Dabud. Qualquer impugnação dever ser dirigida ao Oficial desta Serventia, dentro do prazo de 15 dias a contar da data da última publicação deste Edital. Findo este prazo, e não havendo impedimento, será lançado o respectivo registro. São Paulo, 12 de junho de 2013. FRANCISCO DE VENTURA TOLEDO.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDAMONHANGABA RERRATIFICAÇÃO PREGÃO (REGISTRO DE PREÇOS) Nº 091/2013 A Prefeitura comunica que publicação veiculada neste Jornal em 21/06/13, concernente ao objeto “Aquisição de água mineral apresenta em galão de 20 litros, tampa de pressão e lacre”, leia-se corretamente a data de abertura do certame: “11/07/2013”. As demais informações permanecem inalteradas. Pindamonhangaba, 21 de junho de 2013.

DIFATTU MÓVEIS - EIRELLI - ME, CNPJ nº 17.096.247/0001-56, comunica aos seus clientes, parceiros e a quem possa interessar, que a partir do dia 21/06/2013, deixou de exercer suas atividades no endereço Av. Rebouças, nº 2121, Pinheiros, São Paulo/SP, se eximindo a partir de então de qualquer responsabilidade decorrente de transações comerciais realizadas no aludido endereço. Maiores informações: 11-7736-8641 ou 11-7736-8642.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de junho de 2013

Pesquisa feita pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) mostra que a lei do e-commerce não está sendo cumprida na íntegra.

conomia

O CDC determina que nenhum credor pode expor o consumidor a ridículo ou submetê-lo a constrangimentos

Abusos na cobrança de dívidas podem terminar em indenização

I

númeras decisões nos mais diferentes Tribunais de Justiça determinaram o pagamento de indenização a consumidores que se sentiram ofendidos pela forma com que foram cobrados de suas dívidas. As decisões podem ser consultadas nos sites jurídicos ou nos dos Tribunais de Justiça e do próprio STJ. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) é bem claro sobre como deve ser o comportamento de quem vai atrás de um inadimplente. Todos os excessos são passíveis de punições conforme o artigo 42, como expor o consumidor a ridículo ou submetê-lo a constrangimentos ou ameaças. As penas para quem abusa dos meios de cobrança não se restringem ao pagamento de indenização ao consumidor que se sentir ofendido e buscar a Justiça. O artigo 71 do CDC, sobre as infrações penais, determina detenção de três meses a um ano para o infrator. Se o ato da cobrança abusiva for cometido por uma terceirizada, seus dirigentes, assim como a empresa que a contratou, poderão responder solidariamente pelo descumprimento à lei consumerista. Mas não é porque o CDC estabelece punições rigorosas aos infratores do artigo 42 que as empresas não podem cobrar seus clientes inadimplentes. A lei não faz nenhuma oposição à realização de cobrança, só não admite abusos. Assim, ela não pode ser realizada no trabalho, em dia de descanso ou em mo-

mentos de lazer. Também é proibido falar sobre o inadimplemento com parentes, vizinhos, amigos, chefes, etc. Só o devedor pode receber um telefonema ou uma notificação sobre sua pendência financeira. Desaparecidos – A localização de clientes inadimplentes também deve ser feita com todo o cuidado. Empresas de recuperação de crédito têm procurado os inadimplentes "ilocalizáveis" nas redes sociais, onde, conforme dados do Ibope, estão 40 milhões de brasileiros dos quase 78 milhões que usam a internet. E os resultados são animadores. No ano passado, estudo do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Co-

branças (IGeoc) apontou que os devedores não localizados nas formas convencionais foram rastreados nas redes sociais. O grupo pesquisado tinha devedores de todo o país e estavam inadimplentes há mais de 720 dias em financiamentos de veículos, cartão de crédito, empréstimo consignado e consórcio. Cerca de 72% foram encontrados. "A partir do momento em que todas as regras de cobrança foram cumpridas e, mesmo assim, o devedor não for localizado, é válido o uso das redes sociais, mas o aviso de cobrança não pode ser aberto e quem cobra precisa comprovar que tentou todas as formas de falar com o consumi-

legais, salvo hipótese de engano justificável. Artigo 42-A Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do fornecedor do produto ou serviço correspondente.

Artigo 56 As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;

dor antes de fazê-lo na web para não ter problemas caso o inadimplente procure a Justiça", adverte Antonio Carlos Guido Júnior, advogado do escritório Neumann Gaudêncio McNaughton Toledo. "A localização do inadimplente é um dos desafios na área de recuperação do crédito. Por esta razão, o uso de ferramentas de localização (i n-

cluindo redes sociais) é fundamental para o sucesso. Lembrando que as ferramentas de localização não são meios para se efetivar a cobrança em si, apenas na busca de dados e/ou informações", diz Jefferson Frauches Viana, diretor do Instituto Geoc. Ele completa afirmando que todas as cobranças são feitas seguindo o que permite a lei. "O próprio IGeoc tra-

balha no fortalecimento dos associados, buscando atender as demandas do mercado, o que exige um grau de investimento e adaptações muito grande e rápidas. Inclusive na formação de seus colaboradores, em diferentes nichos de recuperação de créditos." O IGeoc tem 16 empresas associadas que empregam cerca de 22 mil pessoas.

Leis e projetos disciplinam o diálogo com o inadimplente

A

cobrança de dívidas de inadimplentes também é pauta em projetos de lei no Congresso e, em São Paulo, neste ano foi sancionada pelo governador a Lei nº 14.953, estabelecendo critérios de transparência para a cobrança de débitos dos paulistas. O objetivo da nova lei é justamente a não exposição do consumidor a constrangimentos ou ameaças. Conforme a lei paulista, os valores apresentados ao consumidor referentes a dívidas pelo cobrador deverão ser informados separadamente – original, juros, multas, taxas, custas, honorários, etc, que, somados, integram o total a ser pago pelo devedor. Quanto à cobrança por telefone, ela tem de ser gravada com identificação da data e do horário em que

foi feita e cabe ao cobrador informar um número de telefone de contato. A empresa cobradora, em todos os contatos com o inadimplente, precisa avisar sobre a gravação e que ele pode requerêla em até sete dias úteis. No ano passado, entrou em vigor no Estado de São Paulo a Lei 14.734/2012, também estabelecendo regras sobre cobrança, mas só sobre valor errado. A retificação deve ser feita no prazo de cinco dias úteis evitando que o consumidor não quite a fatura e depois tenha de reclamar a devolução do pago a maior. As empresas infratoras estão sujeitas às penalidades previstas nos artigos 56 a 60 do CDC, que vão desde multa até cassação de licença para atuação. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos

Deputados, em agosto, aprovou o Projeto de Lei 2887/11, que proíbe a inserção, pelas empresas de telefonia móvel, durante as ligações efetuadas por clientes, de mensagem de voz com cobrança por conta não paga. Caso o projeto passe pelas outras comissões, no descumprimento, a empresa estará sujeita à multa diária de R$ 20 mil. Também na Câmara dos Deputados, aguarda parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), o PL 4911/2009, que obriga a postagem com antecedência mínima de dez dias da data do vencimento dos boletos bancários, documentos de cobrança ou similares por parte das empresas públicas e privadas para seus clientes.

O QUE DIZ O CDC Artigo 42º Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros

V - proibição de fabricação do produto; VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; VII - suspensão temporária de atividade; VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de

obra ou de atividade; XI - intervenção administrativa; XII - imposição de contrapropaganda. Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento ad-

'Visita' ao trabalho termina em indenização ao devedor

FIQUE POR DENTRO CARTILHA

O Procon-RJ lançou cartilha de orientações para hotéis, bares e restaurantes em parceria com o SindRio, sindicato de hotéis, bares e restaurantes. Cinquenta mil exemplares serão distribuídos nos estabelecimentos. O conteúdo

traz informações sobre a proibição de cobrança de taxa pela perda de comanda e de consumação mínima, a obrigação de fornecimento gratuito de água filtrada ao cliente, o direito do consumidor de visitar a cozinha, a obrigatoriedade de

E-COMMERCE

Pesquisa realizada pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) mostra que a lei do e-commerce não está sendo cumprida em sua íntegra. Foram avaliados 30 sites e somente dois estão cumprindo mais de 90% das determinações do Decreto 7.962/13. Segundo os dados, a

maioria dos setores cumpre na média 75% do que é pedido, as companhias de turismo, 71%, compras coletivas, 63% e de aviação, 59%. De acordo com o estudo, a faixa considerada adequada, é de 80%. Ao todo, 19 lojas virtuais (63%) deixaram de atender boa parte das regras.

ministrativo. Artigo 71 Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.

os estabelecimentos disponibilizarem cardápio em braile, e orienta os consumidores sobre seus direitos ao frequentarem esses estabelecimentos. Explica também como funciona a fiscalização do órgão, desde a apresentação das

credenciais da equipe de fiscais (composta por, no mínimo, dois agentes), até a lavratura do Auto Constatação – formulário preenchido caso seja verificada a existência de possíveis irregularidades, e seus desdobramentos.

DIVULGAÇÃO O Ministério Público do Rio de Janeiro disponibiliza no portal Consumidor Vencedor (http://consumidorvencedor.mp.rj.gov.br) o resultado das ações coletivas de consumidores. O objetivo é divulgar ao público toda as ações do MP e tornar cada vez mais efetiva a defesa do consumidor. No portal, é possível acessar resumo das decisões judiciais definitivas das ações que foram para a Justiça via MPRJ e os Termos de Ajustamento de Condutas (TACs) firmados com fornecedores. Permite também que o consumidor denuncie o não cumprimento dos TACs e das decisões judiciais pelas empresas e acompanhe o andamento da denúncia.

Angela Crespo é jornalista especializada em consumo e-mail: doislados@dcomercio.com.br

N

o Rio de Janeiro, a juíza da 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça condenou o Banco Bradesco ao pagamento de indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma cabeleireira que foi cobrada de uma dívida em seu ambiente de trabalho. Na ação, a profissional afirmou que foi surpreendida pela visita do gerente da agência bancária que mantém relacionamento questionando-a sobre o não pagamento da dívida com o banco. O diálogo ocorreu na frente de clientes. A surpresa foi maior porque, dias antes da visita do gerente, ela recebeu via correio a cobrança da dívida, quando procurou o banco para refinanciar seu débito, mas teve o pedido negado. Em sua defesa, o

banco admitiu que o gerente procurou a cabeleireira em seu trabalho, mas que ele foi 'discreto' e só a convidou a se dirigir à agência. Para a juíza, "a situação é violadora do que dispõe o caput do artigo 42 do CDC, na medida em que gerou para a autora situação constrangedora, por ser, ainda que ante a discrição do preposto da ré, presumível para os presentes que a 'visita' se referia à cobrança de débito em aberto". Segundo ela, "a exposição do consumidor a esse tipo de situação é daquelas hipóteses em que o dano moral é presumido, ou seja, provado o fato, o dano de natureza extrapatrimonial é in re ipsa, presume-se ocorrido, salvo provem em contrário".


DC 24/06/13