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Conclusão: 23h45 Ano 87 - Nº 23.630

Jornal do empreendedor

O não-depoimento de Cachoeira irritou a CPMI, que parou de interrogá-lo ao concluir que fazia um ridículo papel. O advogado Bastos lucrou ouvindo as acusações. Págs. 5 a 7

www.dcomercio.com.br

CALADURA!

Quebrado sigilo da Delta nacional Página 7

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dida Sampaio/AE

Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira e musa da CPI , achou "ótimo" o depoimento do maridão. Pág. 5 Antônio Cruz/ABr

Metroviários prometem caos /AE

Teixeira

Investimento contra superlotação Em debate na ACSP, Jurandir Fernandes, secretário dos Transportes Metropolitanos, diz que serão R$ 40 bilhões para Metrô e CPTM. Pág. 9

L.C.Leite/LUZ

Daniel

Categoria, que pede aumento de 14,9%, recusou proposta do Metrô (1,5%) e decidiu parar a partir de hoje por tempo indeterminado. Justiça exige serviço a 100% nos horários de pico. A CET admite suspender rodízio. Imagine o trânsito... Pág. 9

O pulo foi de 3,49% se comparados abril de 2011 e 12. Um recorde. Superou a mediana das estimativas dos que seguem as pegadas do Leão. No quadrimestre, a arrecadação já está 6,28% adiante de 2011, com o total de R$ 349,477 bilhões. Pág. 20

Fotos Reprodução

O melhor abril do insaciável Leão

Há 80 anos, os heróis de 32... ... Martins, Miragaia, Drausio e Camargo morriam pelos ideais da Revolução Constitucionalista. Pág. 10 HOJE

ISSN 1679-2688

23630

Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 25º C. Mínima 13º C.

AMANHÃ Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 25º C. Mínima 15º C.

Pacote larga no pelotão de trás Confusão no box: medidas do governo para incentivar vendas de carro vieram tarde demais. Pág. 13

9 771679 268008


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

A coragem da presidente será mostrada quando ela peitar as estruturas da burocracia e o corpo político-partidário.

pinião

José Márcio Mendonça

UM PESO DIFÍCIL DE SER REDUZIDO

IVONE ZEGER

COMPRAR IMÓVEL EXIGE CUIDADO

C

om o aumento da oferta de crédito, mais gente está realizando o sonho da casa própria. Contudo, para que o sonho não se transforme em pesadelo, todo cuidado é pouco. Fatores como aparência, qualidade, tamanho, localização do imóvel e, é claro, o preço, são as primeiras coisas que o futuro comprador observa. Mas essa é só a primeira etapa no processo de aquisição . Antes de bater o martelo, é essencial pesquisar, também, os aspectos legais da transação. Para orientar o leitor, seguem algumas perguntas feitas a mim com frequência. Gostei da casa. O que eu faço agora?

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

A

presidente Dilma Rousseff tem insistido que, se politicamente não dá para fazer a reforma tributária ampla e irrestrita que torne o sistema de cobrança de impostos no Brasil mais amigável para os contribuintes e para a economia como um todo, é possível conseguir avanços substanciais nesse que é um dos maiores entraves à competividade brasileira. Nos últimos dias a presidente tem insistido, principalmente, no peso dos impostos sobre a energia elétrica, um dos paradoxos brasileiros – temos uma das matrizes energéticas capaz de produzir uma das eletricidades mais baratas do mundo e, ao mesmo tempo, temos a terceira conta de luz mais cara do mundo, tanto a das casas quanto a da que é consumida pelo setor produtivo. O imposto comeria 50% da fatura. Não é a toa que a Alcoa, produtora de alumínio e grande compradora de energia elétrica, ameaça fechar duas de suas fábricas no Brasil e transferir para o exterior os empregos que dá aqui e os impostos que paga ao Tesouro. Espera-se, para os próximos dias, ações oficiais nesta área. E na esteira dessa nova cruzada da presidente Dilma, depois da bem sucedida, pelo menos de público, campanha contra os juros altos, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – há tempos um tanto sumido dos debates como praticamente todos os ministros da presidente – veio à cena para falar e propor o mesmo no setor de telecomunicações em geral. Também nessas contas o bote tributário bate fácil a cota dos 40%. Como diz o dito popular, no entanto, falar é fácil, fazer é que são "outros quinhentos mil reis". O que o governo federal pode fazer nesses dois setores, especificamente, é muito pouco em relação ao tamanho do imposto cobrado. O peso maior, como todo empresário sabe, é de um tributo estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Aliás, o ministro Bernardo chamou a atenção para esse pequeno grande detalhe: para reduzir

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substancialmente, como o necessário, a carga de impostos tanto na energia quando nas telecomunicações, seria necessária a contribuição dos governadores.

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é nesse ponto que morreu – ou morrerá – Neves. Hoje, mais de 60% do que os fiscos estaduais arrecadam vem do ICMS cobrado de apenas cinco categorias de produtos: eletricidade, telecomunicações, combustíveis, veículos e bebidas. Não há governador que queira – ou mesmo possa –, nas condições atuais, abrir mão dessa mina, pois são setores de arrecadação concentrada, fáceis e cobrar e de fiscalizar. Aliás, os governadores, como os prefeitos que vaiaram a presidente Dilma de forma incivilizada na semana passada, têm reivindicação oposta aos planos brasilienses que podem atingir os seus cofres: eles querem é mais recursos. Eles pretendem que o governo federal divida melhor com os Estados e municípios o bolo

dos impostos. Na soma geral, embora o ICMS seja o imposto de maior peso (e o mais complicado de operar para as empresas) a parte maior da guloseima tributária fica com Brasília – mais de 60%.

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ualquer conversa para cima deles sobre baixar o ICMS só vai de fato começar se Dilma e o ministro Mantega acenarem com compensações. Muitos governadores contam com a redivisão dos royalties do petróleo para melhorar seus caixas. Acontece que, na hora de fazer essa repartição, o governo federal de novo pegou a maior parte para ele. Deu em nada. Assim, discurse-se o que se discursar, a reforma tributária fatiada que a presidente Dilma Rousseff pretende fazer para driblar os obstáculos que se antepõem a uma mudança mais profunda no jeito do Estado brasileiro se financiar sempre será um remendo, melhorzinho ou piorzinho, um pouco dependendo do estilista do momento.

E assim ficamos neste mundo impossível: temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, governos estaduais que se queixam de não ter dinheiro suficiente para cumprir suas obrigações e serviços públicos de fazer chorar. E sem soluções à vista.

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udo porque o debate continua equivocado. As mudanças só ocorrerão para valer e no sentido correto quando primeiro se olhar para o lado das despesas. Inicialmente, é preciso que a reforma do Estado faça a poda de inutilidades e ineficiências. E como estamos com relação a isso? Por exemplo: o que é da comissão comandada pelo empresário Jorge Gerdau exatamente com esse fito? Que resultados apresentou até agora? A verdadeira coragem da presidente será mostrada quando ela peitar as estruturas da burocracia e o corpo político-partidário. Sem isso, ninguém tenha a ilusão de que os impostos possam cair no Brasil para valer e permanentemente. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É

S

im. Se a instituição financeira responsável pelo financiamento do imóvel aprovar a transação, o resto do financiamento pode ser transferido para o seu nome. Mas se o acordo não tiver o aval da financiadora, o contrato não terá validade. É vantajoso comprar um imóvel mais barato, mas cheio de dívidas? Depende. É preciso verificar a proporção entre a dívida e o valor do imóvel, Segundo os especialistas, para que o negócio seja vantajoso para o comprador, a dívida não deve ser superior a 25% do valor do imóvel. Depois, verifique a natureza das dívidas. Se forem do imóvel, como condomínio e IPTU, é mais fácil identificálas e negociar sua liquidação. Mas se as dívidas forem do proprietário, a situação é bem mais complicada e a resolução é demorada, em especial se envolver processos de falência e disputas entre credores. E você não poderá obter financiamento nem sacar o FGTS para adquirir um imóvel nessas condições. IVONE ZEGER É ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DE "HERANÇA:

PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS"

POLÍTICA CONSERVADORA

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ndependentemente de revoluções, as premissas filosóficas do professor Olavo, como ele mesmo já disse, não provêm do mesmo estabelecer uma nova revolução, cujas premissas são de um período em que o pensamento era abundante, com vários pensadores e escritores como Otto Maria Carpeaux e outros, que

respondiam a uma massa de direitistas embasados na moral cristã, no direito romano e na filosofia grega. (...) Olavo de Carvalho, continue com suas postagens e com suas opiniões. Que Deus o abençoe e Nossa Senhora o proteja contra o mal. Jonathan dos Santos Leal S. Paulo

JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

e o imóvel passou na sua inspeção, está na hora de inspecionar o dono. Só é proprietário quem tem o registro do imóvel feito no cartório de registro de imóveis. Quem compra imóvel de quem não é dono não consegue registrá-lo, e não será dono perante a lei. É importante que o proprietário não tenha problemas com a Justiça, como dívidas que possam acarretar a penhora do imóvel. Isso pode ser comprovado por documentos como carnê do IPTU, certidões negativas etc. O que é a escritura pública? A escritura pública é o documento por meio do qual o comprador se torna o novo proprietário do imóvel. Se o pagamento for à vista, o dono deve passar a escritura para o nome do comprador no mesmo momento. Se for a prazo, deve ser firmado um contrato particular de compra e venda. Só após a quitação o proprietário é obrigado a passar a escritura ao comprador. Tanto o contrato de compra e venda quanto a escritura devem ser registrados no

cartório de registro de imóveis. Quem paga a escritura? É o comprador. Além da escritura, ele deve pagar também o IBTI – Imposto de Transmissão de Bens Imóveis. E se o proprietário não quiser passar a escritura após a quitação? Aí é preciso reunir os recibos que comprovem a quitação do imóvel e entrar com ação judicial. Posso comprar um imóvel cujo financiamento ainda não foi quitado?

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Ed i to r - Ch e fe : José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luciano de Carvalho Paço (luciano@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórter Especial: Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres:André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Executiva e de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

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BANCO CENTRAL PRECISARÁ TER A HABILIDADE DE ARGOS PARA VIGIAR NOSSA ECONOMIA.

pinião

O gigante de cinco olhos

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a mitologia grega, Argos Panoptes era um gigante de cem olhos, cuja fama era de ser excelente vigia, pois quando dormia mantinha aberta a metade de seus olhos. Depois de morto, segundo a lenda, Panotes foi transformado em pavão e seus olhos estampados na cauda da ave. Daqui por diante, o Banco Central (Bacen) precisará ter a habilidade de Argos para vigiar nossa economia. Pelo menos cinco olhos deverão permanecer abertos para, simultaneamente, acompanhar o comportamento do mercado interno, o desempenho da economia mundial, os juros, o câmbio e a inflação doméstica. É uma equação delicada. O dólar na faixa de dois reais traz alívio à nossa indústria exportadora. Mas, ao mesmo tempo, esse mesmo patamar do dólar representa um enorme risco de aumento da inflação. Com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento – lembram-se dele?) cada dia mais empacado e com as obras da Copa do Mundo em ritmo semelhante ao de nossa Seleção, o governo se lançou numa batalha para diminuir a taxa de juros. Desde a crise mundial de 2008 o Brasil tem focado seu crescimento econômico na oferta abundante de crédito e, portanto, no endividamento da população. Para continuar fazendo a economia crescer, o governo tenta reduzir os juros para atrair mais pessoas para essa ciranda financeira. Tarefa árdua, pois, segundo a agência de classificação de risco Austin Rating, o brasileiro tem gasto, anualmente, quase duzentos bilhões de reais em pagamento de juros aos bancos! Esse montante se refere apenas à parcela de juros. Ou seja, deixou de fora o principal da dívida devida aos bancos, bem como os juros pagos sob a forma de crédito imobiliário e

MANUELITO MAGALHÃES JÚNIOR

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de cartões de crédito. Não é de estranhar que, com os atuais índices de endividamento, a disposição dos brasileiros em se endividar mais ainda venha arrefecendo, apesar da queda ocorrida na taxa de juros.

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om um dos olhos abertos, o Bacen vigiará o desempenho do mercado interno, ciente de que se a aversão ao crédito persistir, novas medidas de estímulo ao consumo terão que ser adotadas, uma vez que se avizinha uma taxa de crescimento da economia brasileira abaixo dos sonhados 4% ou 4,5%. O governo federal, inclusive, tem dado sinais de que ficará satisfeito com 3%, ou seja, um patamar 30% inferior ao desejado.

O segundo olho estará voltado para o câmbio. O governo não admite o "pass trough", ou seja, o efeito que a desvalorização do real provoca nos preços internos, mas é fato que monitora com lupa o IPA (Índice de Preços no Atacado), que saltou para 1,32% em abril, ante 0,31% em março. A questão aqui é que commodities como a carne ou a soja, cotados em dó-

lares, carregam a valorização da moeda americana para dentro da nossa economia, pressionando os preços para cima. O terceiro olho do Bacen ficará atento ao mercado externo. Se é verdade que a desvalorização do real, em cerca de 10% desde janeiro, aumenta a competitividade dos produtos exportados pelo Brasil, também é verdade que o espaço do co-

Pelo menos cinco olhos devem estar abertos para acompanhar ao mesmo tempo o comportamento do mercado interno e o externo, os juros, o câmbio e a inflação doméstica.

mércio exterior se estreitou ainda mais com o ritmo moderado da economia americana e, principalmente, da Europa, em franca crise. Isso sem falar na China, com sua desaceleração programada. De nada adianta nossos produtos ficarem mais baratos em dólar, se o ânimo dos compradores estiver abaixo de zero.

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quarto olho focará os juros, numa vigilância cerrada sobre as instituições bancárias. Os juros estão caindo, mas ainda é uma queda seletiva, restrita aos clientes mais fiéis. É preciso mais do que broncas e caras feias para que as taxas baixem a ponto de estimular os consumidores a contratar mais crédito.

quinto, dos muitos olhos abertos pelo Bacen, é o que mais dá sinais de preocupação. A inflação produzida até agora pela reviravolta no câmbio foi absorvida em parte pelas indústrias. A questão é que toda margem tem um limite e, em determinado momento, se o câmbio não ceder, as indústrias não terão mais como absorver os impactos da desvalorização do real. Nesse momento, os repasses aos preços pagos pelos consumidores serão inevitáveis. Alguns analistas se apressam em dizer que a desvalorização do real já contratou uma inflação para o futuro, embora o mercado ainda estime em 5,5% o IPC-A (índice oficial do cálculo da inflação) de 2012. Uma coisa é certa: com tantas preocupações, só não dá para nosso gigante de cinco olhos virar um pavão! MANUELITO P. MAGALHÃES JÚNIOR É ECONOMISTA E DIRETOR DA

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP). FOI PRESIDENTE DA EMPRESA PAULISTA DE PLANEJAMENTO METROPOLITANO (EMPLASA) E SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE SÃO PAULO.

Julian Martin/EFE/AE

UM MEXICANO

senadores, congressistas, diretores de órgãos de imprensa, poetas e cineastas, como a personificação de tudo de bom, admirável e universal do México e, de fato, de toda a América Latina.

EMBLEMÁTICO

A

primeira vez que vi Carlos Fuentes foi em meados de 1975, durante almoço em um sombrio salão da Embaixada do México na França, aonde meus pais me levaram para conhecer seu amigo de muitos anos. Meu pai e o pai de Fuentes já haviam sido amigos de muitos anos. Com a mesma insolência que marcou minha relação com ele durante os 37 anos seguintes, com carinho e certo respeito, eu o repreendi, durante a refeição, por suas propriedades e por sua defesa do regime de Luis Echeverría. O escritor , com 47 anos na ocasião, gostou do debate acalorado com o jovem e irreverente escritor da Sorbonne e a partir daquele momento comecei a visitá-lo em Paris, Princeton, México, Londres e outras latitudes. Lembro-me dele com o afeto próprio de uma amizade transgeracional e com a gratidão por todo o apoio com que me brindou durante esses anos – e que também deu a meu filho, ao estender-lhe a mão para entrar na Universidade de Brown, onde Fuentes foi professor durante muitos anos. Contudo, minha história com Fuentes e sua

JORGE G. CASTAÑEDA lendária generosidade não são de interesse para o leitor. O que talvez possa fazer é evocar seu papel no que os americanos chamam de "intelectual público" no mundo a partir de suas raízes mexicanas.

C

om Octavio Paz a té sua morte, e depois sozinho, Fuentes foi a voz do México no mundo. Nenhum mexicano, nem o mais poderoso, nem o mais rico, nem o mais onipresente, teve

a presença de Fuentes na literatura, nas universidades, na política, na arte e na vida social internacional. Na América Latina, era o mais latino-americano dos mexicanos: o que ia a todas as feiras de livro, dava todas as entrevistas, visitava todas as universidades, cercava-se de todos os escritores e chefes de Estado e apoiava todas as boas causas. Nenhum mexicano, em minha opinião, terá o mesmo tipo de influência na região.

N

N

a Europa, sobretudo na Espanha e na França, pela tradução de sua obra, por sua amizade próxima com os principais políticos e intelectuais desses países, por seu amplo domínio do francês e por sua temporada como embaixador do México em Paris, chegou a ser representante do México não só junto aos governos, mas também junto às

Nenhum mexicano, nem o mais poderoso, nem o mais rico, nem o mais onipresente, teve a mesma presença de Carlos Fuentes na literatura, nas universidades, na política, na arte e na vida social internacional.

Carlos Fuentes, em 2004, no lançamento do livro "Contra Bush".

sociedades, às universidades, aos meios de comunicação e à comunidade artística e literária.

A

citação desses dois países não significa que em outros do Velho Continente ele não tivesse posto a roupa da melhor da mexicanidade, diante de sociedades indiferentes ou eternamente perplexas

com os mistérios mexicanos. Porém talvez tenha sido nos Estados Unidos onde Fuentes desempenhou seu papel mais importante como mexicano emblemático, eloquente e onipresente. Não só era adulado pelo público universitário nos câmpus acadêmicos que visitou nós últimos 40 anos, como era procurado por presidentes,

os Estados Unidos, diferentemente da Europa, Fuentes não era apenas mexicano: era o intelectual latinoamericano por excelência. Como tal, participava ativamente dos grandes debates políticos norteamericanos desde os anos 60 e sobretudo a partir dos 70: nos mandatos presidenciais de Reagan e Bush (contra) e de Clinton e Obama (a favor). Nenhum mexicano exerceu, nem creio que voltará a exercer, a influência de Fuentes nas discussões internas dos Estados Unidos sobre seu papel na América Latina. O México e América Latina perderam sua voz nesse país e em muitos outros. Uma voz insubstituível, eloquente, às vezes gritante, mas sempre verdadeira e fiel a si mesma. Com a morte de Fuentes termina uma fase dos intelectuais mexicanos e, de alguma forma, latinoamericanos. Como ele, só está vivo Vargas Llosa. JORGE G. CASTAÑEDA, EX-SECRETÁRIO DE RELAÇÕES PÚBLICAS DO MÉXICO, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK. SEU LIVRO MAIS RECENTE É "MANANA FOREVER? MEXICO AND THE MEXICANS". TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

3 André Esteves, do BTG

Pactual, quer aumentar sua participação no fabricante de móveis Dell'Anno e assumir o controle.

gibaum@gibaum.com.br

quarta-feira, 23 de maio de 2012

3 MAIS: por outro lado, vasculha o país em busca de redes menores de supermercados, farmácias e estacionamentos.

k Eu posso assegurar a vocês: nós estamos 100% preparados, Bem guardada 200% preparados, 300% preparados.

Há quem aposte que a segurança pessoal de Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, é feita por PMs de Goiás, à paisana, quando não estão trabalhando na corporação. Para quem tem memória curta: além de Dadá, sargento reformado da Aeronáutica e ex-araponga da Abin, de dois delegados da PF e seis da Polícia Civil, a rede de Cachoeira incluía um coronel, dois tenentescoronéis, um major e um capitão da Polícia Militar goiana.

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DILMA ROUSSEFF // sobre condições do governo para enfrentar a crise. Fotos: Fábio Bartelt

GÊNIOS

Como qualquer outro 333 O Diário de Noticias , de Lisboa, acaba de publicar matéria sobre a burocracia no Brasil e as chances dos portugueses por aqui: “Em Portugal, passa-se uma informação errada de como funciona o mercado de trabalho no Brasil. Repetem-se os chavões de que o país é um bom mercado por excelência, mas, para todos os efeitos, um português no Brasil é um estrangeiro como qualquer outro”. Depois, fala que em Portugal cria-se uma empresa na hora, bastando sócios, o modelo do contrato social e na seqüência, fazse o registro. “No Brasil, demora uns dois meses, se tudo correr bem e ainda tem a figura do despachante, o que dobra os gastos”. Dois meses é pura inocência.

JOGO DURO Agora, o clima pesou entre Adriane Galisteu e a colunista Fabiola Reipert, especialista em famosos e TV. Em seu blog, Fabiola havia dito que Adriane teria feito de tudo para atrapalhar entrevistas de alguns repórteres com Guilhermina Guinle. No programa Muito Mais, Galisteu teria acusado Fabiola de ser mal humorada e que “ela não beija na boca”. Aí, no Facebook, a jornalista endureceu: “Soube agora que a Galisteu falou no programa dela que eu sou mal humorada e que não beijo na boca...Pelo menos, meu namorado gosta de mulher”. 333

Depois de Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio e Ashton Kutcher, a modelo sul-africana Candice Swanepoel chega ao Brasil em junho e será a atração especial da SP Fashion Week, espalhando purpurina na passarela da grife Colcci. Ela também substitui Alessandra Ambrósio, que acaba de dar a luz o filho Noah, na Victoria’s Secret. As primeiras fotos da campanha, com jeans de nova linha chamada Luxury , ela fez em Nova York quando conversou com todo mundo em português. Aprendeu com o namorado, o modelo brasileiro Hermann Nicoli.

Atração com purpurina

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333 Na semana passada, num hotel de Brasília, com discrição, conversavam o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish e Zuleido Veras, dono da empreiteira Gautama, que, em 2007, foi alvo de operação da Polícia Federal e acusado de comandar um esquema de corrupção que desviou perto de R$ 300 milhões em obras públicas em dez Estados com a ajuda de políticos e servidores. Na época, o escândalo derrubou o ministro Silas Rondeau, de Minas e Energia. Cavendish queria ouvir conselhos de Veras que o advertiu que “o pior dos mundos” seria a Delta ser considerada inidônea pelo governo federal. Hoje, a Gautama responde pelo menos a 11 ações judiciais em todo o país que cobram a devolução de R$ 131 milhões aos cofres públicos. Todos esses processos andam lentamente (alguns estariam engavetados) e até hoje, nada foi julgado, nem em primeira instância.

Consultor especial

PIONEIRA 333 A jornalista mineira Carol Marra, 24 anos, é a primeira repórter de TV transexual do país: trabalha no programa Mulheres , pilotado por Kátia Fonseca, na TV Gazeta de São Paulo. Ela atua na área de matérias mais leves, incluindo moda porque também tem trabalhadocomomodelo.Agora, está confirmada na passarela do Rio Moda Hype, que começa esta semana. Nascida Cláudio, Carol planeja sua operação para o ano que vem, em São Paulo ou na Tailândia. Detalhe: ela é um tanto parecida com a já operada LeaT.que,hádias,participoude um desfile promovido por Elle na ponte estaiada, em São Paulo.

QUEM está no Brasil, pela primeira vez, é o enólogo Angelo Pavan, sócio e vicepresidente da vinícola Cave Spring Cellars, uma das maiores de Ontario, no Canadá. Veio para divulgar o IceWine, vinho de uvas variadas e cultivadas a 12 ºC negativos. A bebida, em suas quatro versões, é capaz de harmonizar tanto com doces quanto com carnes. 333

O NOVO diretor corporativo da Petrobras e ex-presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, era visto, noite dessas, bem mais magro e em companhia de duas amigas, circulando pela noite da Lapa, no Rio. Passou pelo Leviano, esticou pelo Carioquinha e experimentou a cerveja Delirium Tremens, considerada uma das melhores do mundo. Estava mais alegre do que pinto no lixo.

333 Que ninguém imagine que, nas gravações de Gabriela, não tenha surgido (elas negam, claro) um certo clima de rivalidade entre a protagonista Juliana Paes (à esquerda, com o autor do remake Walcyr Carrasco, no lançamento da novela, em Salvador) e a grande atração convidada, Ivete Sangalo, que faz Maria Machadão, num par romântico com o Coronel Ramiro Bastos (Antonio Fagundes), à direita. Ivete fala que se sente uma verdadeira estrela, camarim só seu e “até caldinho de feijão”.

Guerra de estrelas

Bens bloqueados Zuleido Veras, que chegou a ser preso pela Polícia Federal (é o maior medo de Cavendish e também de Demóstenes Torres), está com parte de seus bens bloqueados pela justiça, mora na mesma mansão num condomínio de luxo próximo a Salvador, avaliada em R$ 4 milhões. Até o estouro do escândalo, Veras esbanjava influência: era dele a lancha em que a presidente Dilma, quando ministra, fez um passeio com o governador Jaques Wagner pela Baía de Todos os Santos em 2006. O barco, que custava R$ 1,5 milhão, foi um dos bens apreendidos pela PF. Durante o escândalo, Veras conseguiu vender uma de suas empresas, a Ecosama, para a Odebrecht, como a Delta está fazendo com a JBS.

333 QUEM acaba de chegar ao Brasil é a atriz australiana Miranda Otto, 44 anos, que atuou em Guerra dos Mundos (Steven Spielberg) e O Senhor dos Anéis : ela vai interpretar a poeta americana Elisabeth Bishop (1911-1979) no filme Flores Raras, de Bruno Barreto, que contará a história de amor dela e da paisagista Lota de Macedo Soares (1919-1967), que será vivida por Glória Pires.

333

h

As medidas de estimulo á economia que acabam de ser anunciadas revelam que o governo brasileiro tem pressa. A Fazenda deu três meses de prazo para montadoras, concessionárias e bancos desovarem estoques de automóveis com preços e condições de financiamento atraentes. Os empresários também terão até 31 de agosto para tirar da gaveta planos de investimentos abandonados no ano passado. Tudo para empurrar a economia a níveis mais compatíveis com o PIB próximo de 4% no terceiro trimestre. Detalhe: nove entre 10 economistas apostam que a pressa do governo não dará certo, devido a uma infinidade de outros fatores.

MISTURA FINA

333

Governo apressado 333

333 Na semana passada, o marqueteiro João Santana, que cuidará da campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, fez uma palestra em Porto Alegre num seminário do PT voltado para a preparação do partido para as eleições municipais de outubro. À certa altura, Santana começou a enumerar, com direito a projeção de slides, uma série de figuras que considera “gênios da propaganda política”: Lula, Simon Bolivar, Solano Lopez, D.Pedro II, Getulio Vargas, Perón e Fidel Castro.

h IN

OUT

Doce de leite.

Dulce de leche.

Outra sociedade Milionário, empreiteiro (com obras até no Exterior) e secretário de Infraestrutura do governo de Marconi Perillo, Wilder Pedro de Morais, não perde oportunidade para esclarecer que nunca foi sócio de Carlinhos Cachoeira, embora tivesse relações sociais com ele e o senador Demóstenes Torres e sua mulher, Flávia. Os blogs de humor, contudo, repetem que, em algum momento de sua vida, “foi sócio de Cachoeira” no que se refere à sua ex-mulher e atual primeira-dama da organização do bicheiro, Andressa Mendonça. É uma alusão ao período em que ela, por assim dizer, tinha um pé lá e outro, cá. 333

333 A PRESIDENTE Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Graça Foster, já decidiram que o diretorfinanceiro da estatal, Almir Barbassa, será mesmo afastado, à exemplo de Paulo Roberto da Costa e Renato Duque. Barbassa, contudo, vai ficando porque está difícil encontrar um nome que reúna todas as condições exigidas por Dilma. Graça já lhe apresentou dois outros nomes e a Chefe do Governo vetou.

ALÉM de dar espaço para a Marcha para Jesus, no Rio, no fim de semana, a Globo vai transmitir um tape dos três festivais evengélicos Promessas para as praças onde serão realizados (Recife, Brasília e Belo Horizonte). A quarta edição, em dezembro, em São Paulo, será exibida para todo o país. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

5 ATOR Como num filme antigo, Cachoeira ficou mudo. Mas a trama é conhecida.

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A ATRIZ Bonita, Andressa não é a mulher do bandido. É a musa da CPMI.

Uéslei Marcelino/Reuters

Cachoeira na CPMI: nem uma gota. O direito de ficar calado foi constrangedor e irritou senadores e deputados. Um silêncio descrito como "cínico", de quem "não é inocente" e tentou fazer os parlamentares de "palhaços".

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em algemas e usando um terno escuro bem cortado, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chegou ontem para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a sua CPMI, escoltado do Presídio da Papuda ao Congresso, por 36 pessoas, entre policiais federais, agentes penitenciários e integrantes da Polícia do Legislativo. Todo esse aparato para que ele deixasse senadores e deputados "fazendo papel de rídiculo", como afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Mas bem que ele avisou, assim que chegou na sala da CPMI: "Não falarei nada aqui". Porém, foram necessárias pouco mais de duas horas para que os parlamentares percebessem e encerrassem a reunião em vez de ficar ouvindo "vou usar meu direito constitucional de ficar calado" ou "antes de depor no juiz eu não posso falar, não vou falar, depois disso vamos ver" e todas as variantes de "permaneço calado" para as perguntas dos parlamentares. "Estamos perguntando para uma múmia, para um cidadão que não quer responder, então, não vou ficar dando ouro para bandido", disparou Kátia Abreu. O comportamento de Cachoeira irritou outros integrantes da comissão. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) pediu à

Estamos perguntando para uma múmia, para um cidadão que não quer responder. Não vou ficar dando ouro para bandido. KÁTIA ABREU (PSD-TO) presidência da CPMI que os parlamentares fossem tratados com respeito. "O depoente não pode achar que aqui tem um bando de palhaços", advertiu Francischini. "O senhor não pode vir aqui para jogar com quem quiser ou para salvar da fogueira quem quiser", afirmou o tucano. "Foram os senhores que forçaram a minha vinda", respondeu Cachoeira. Tranquilo, o bicheiro não demonstrouqualquer desconforto às perguntas, como qual a natureza de sua relação com o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) ou a participação do senador Demóstenes Torres nos lucros da Delta ou de onde tirou dinheiro para pagar os honorários do advogado Márcio Thomaz Bastos. Manteve-se a linha do "quero permanecer calado", "permaneço calado" e "falarei tudo depois". O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), também perdeu a paciência e chamou o

contraventor de "marginal". Disse que ele é "tomado de arrogância de quem é livre e não preso". Kátia Abreu chegou a vociferar: "O que as pessoas em casa vão pensar de nós? Não vou ficar dando ouro para bandido". E sugeriu o fim da reunião, o que foi aceito pela CPMI, embora ainda estivessem na fila das perguntas 39 parlamentares e o relator Odair Cunha (PT-MG) com 160 questionamentos para encaminhar. Cunha disse que era previsível que Cachoeira não falasse. "Não se pode esperar que um chefe de quadrilha, um bandido bem informado, bem orientado pelos seus advogados, dê um depoimento que colabore com a investigação que o incrimine", afirmou. Já o líder do PSol, deputado Chico Alencar (RJ), criticou o direito evocado pelo contraventor. "É um silêncio cínico, um silêncio desrespeitoso", disse. "Este silêncio não é o silêncio dos inocentes, é óbvio que não", completou o deputado Sylvio Costa (PTB-PE). O bicheiro até expôs um leve sorriso, quando indagado sobre Perillo. Liberado, voltou ao presídio, onde divide a cela de 12 metros quadrados com dois outros detidos na Operação Monte Carlo. Tem direito a visitas familiares às terçasfeiras, das 9 às 12h. E dos advogados, de segunda a sexta, das 9 às 16h. (Agências)

Carlinhos Cachoeira ao lado do advogado Márcio Thomaz Bastos: entrou calado e saiu xingado na CPMI.

Tente ler a íntegra do depoimento:

Dida Sampaio/AE

STJ nega pedido de liberdade. Defesa vai recorrer ao STF. Por 3 a 1, Cachoeira continua preso. O ministro Adilson Macabu foi voto vencido.

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5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem, por três votos a um, o pedido de liberdade ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O advogado de defesa Márcio Thomaz Bastos

adiantou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com os mesmos argumentos ao novo pedido de liberdade para seu cliente. Para o advogado, não há necessidade de manter Cachoeira preso. Bastaria impor algu-

André Dusek/AE

Dipp, relator do processo: Cachoeira solto seria uma temeridade.

mas restrições previstas em lei, como recolhimento do passaporte, comparecimento em juízo e proibição de viajar. Votaram pela manutenção da prisão os ministros Gilson Dipp, Jorge Mussi e Marco Aurélio Bellizze. O único a votar pela liberdade do bicheiro foi o ministro Adílson Macabu. Ele justificou o voto dizendo que manter o contraventor preso significaria antecipar uma punição e ele ainda não foi condenado. Como o advogado de defesa de Cachoeira, Macabu também sugeriu algumas restrições ao bicheiro, como a obrigação de permanecer em domicílio à noite. Preso desde o dia 29 de fevereiro durante a Operação Monte Carlo, o julgamento do habeas corpus de Cachoeira começou na semana passada, mas foi interrompido por um pedido de vista de Macabu, que alegou estar com "inquietações jurídicas". Na ocasião, o placar apontava 3 a 0 pela permanência de Cachoeira na prisão. E nenhum ministro parecia disposto a mudar o voto. Na retomada do julgamento, Macabu defendeu com veemência a liberdade para Cachoeira. "A prisão é a última medida a ser tomada antes da sentença final", disse. Para Dipp, relator do processo, as medidas alternativas à prisão "não impediriam as atividades da organização criminosa, da qual Cachoeira é membro essencial", afirmou. (AE)

Andressa Mendonça é proprietária de uma loja de roupas íntimas, com sala de fetiche, em Goiânia.

'Foi ótimo', diz a mulher. Opinião de Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, que não abriu a boca. Décio Viotto

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ndressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, qualificou para o G1 como "ótimo" o depoimento do marido à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, que investiga as relações do bicheiro com políticos e empresários. Andressa acompanhou o depoimento na sala da CPMI. O contraventor se negou a responder às perguntas dos parlamentares, com base no direito constitucional de ficar calado para não produzir provas contra si mesmo. Na opinião de Andressa,

"Cachoeira está muito tranquilo, ele está ótimo", disse a mulher, que chamou a atenção ao chegar na sala da comissão junto com o bicheiro. Apontada como "musa da CPMI", Andressa acompanhou o depoimento do fundo da sala. Durante a sua permanência na sala, Andressa recusou todas as ofertas de cafezinho feitas pelas funcionárias do Senado. Sobre a mesa, apenas um copo de água. Ela afirmou que foi orientada pelos advogados a não fazer comentários sobre o depoimento de Cachoeira. Andressa tem 30 anos e dois filhos, um de três e outro de quatro anos, com Wilder Pedro de Morais, com quem

foi casada por seis anos. Wilder é primeiro suplente do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Em Goiânia, ela é proprietária de uma loja de roupas íntimas, com direito a uma "sala de fetiche". É também pivô da briga entre o ex e o atual noivo, com quem está há dez meses. Segundo Andressa, o casal pretende oficializar a união assim que Cachoeira deixar o Presídio da Papuda, em Brasília. Até lá, o contato entre os dois é realizado através de um vidro, durante as visitas semanais de uma hora que Andressa faz. Uma nova rotina, pois se antes circulava com desenvoltura pelos eventos sociais, em Goiânia, agora é pelos presídios e tribunais.


p Presidente da CPMI emprega funcionária fantasma. 'Dá para explicar?'

DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ele (presidente da CPMI) vai se manifestar porque deve uma satisfação à sociedade, mas não tem nada a ver com a comissão. Senador Sérgio Souza (PMDB-PR),

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Andre Dusek/AE - 10.05.12

A cobrança vem dos próprios integrantes da comissão comandada por Vital do Rêgo

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ntegrantes da CPMI do Cachoeira esperam explicações do presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), sobre a contratação de uma funcionária fantasma em seu gabinete. Apesar de os parlamentares afirmarem que a denúncia não coloca os trabalhos de Vital do Rêgo na CPMI sob suspeita, esperam que o ele se antecipe e dê explicações. "É uma acusação. Ele vai apresentar suas justificativas, mas confio na idoneidade dele. Há segmentos interessados em comprometer a imagem dele e do relator", disse o senador Humberto Costa (PT-PE). "Quem se dispõe a participar de CPMI sabe que sua vida será vasculhada. Acho que o presidente dará os devidos esclarecimentos, ele vem conduzindo com equilíbrio os trabalhos da CPMI", afirma o deputado Sílvio Costa (PTB-PE), O senador Pedro Taques (PDT-MT) também espera explicações. "Eu quero ouvi-lo sobre isso. Eu entendo que ele vai se explicar". Para o senador Sérgio Souza ( P M D B - P R ) , t a m b é m i n t egrante da CPMI, a denúncia

Quem se dispõe a participar de CPMI sabe que sua vida será vasculhada. O presidente dará os devidos esclarecimentos. SÍLVIO COSTA

não compromete a condução dos trabalhos por Vital do Rêgo. "Ele vai se manifestar ,porque deve uma satisfação à sociedade, mas não tem nada a ver com a comissão". "Ai, Se Eu Te Pego" – Reportagem de ontem na Folha de S.Paulo mostra que Rêgo contratou como funcionária fantasma em seu gabinete Maria Eduarda Lucena dos Santos. Ela se diz coautora do hit "Ai, Se Eu te Pego", cantado por Michel Teló. O emprego foi arrumado pelo pai de Maria Eduarda, o jornalista Adelson Barbosa, que admitiu à Folha que a filha foi contratada para receber pelos trabalhos que ele e outros dois

jornalistas executariam: publicar reportagens favoráveis ao senador na imprensa local. Maria Eduarda, 20, disse que o pai é quem responde pelo cargo. Ela foi contratada em fevereiro de 2011 como assistente parlamentar com salário de R$ 3.450. E é dispensada de comprovar presença. Universitária, ela diz ter criado o "Ai, se eu te pego" em viagem com colegas à Disney em 2006. A Justiça concedeu liminar em favor dela e das amigas bloqueando o dinheiro arrecadado com a música até que se decida a autoria. A contratação de funcionários fantasmas pode causar ação por improbidade. Rêgo emprega parentes de políticos e aliados no gabinete. Ele contratou uma filha do ex-governador peemedebista José Maranhão, a mãe do deputado federal Hugo Motta (PMDBPB), uma prima do ex-senador Ney Suassuna e uma cunhada de seu primeiro-suplente, Raimundo Lira. Os salários vão de R$ 2 mil a R$ 12,8 mil. E também emprega a mulher de Carlos Magno, coordenador de comunicação de sua campanha em 2010. (Folhapress)

Divulgação/Octávio D'Ávila

José Sarney assume as funções de presidente e posa com as beldades . falar com o portal G1. Desde 1994 que o final do concurso é realizado em Brasília. Lá, um júri formado por autoridades e técnicos avaliam as candidatas, que desfilam de maiô, traje típico

e de gala. "Teve senador que nem estava previsto estar ali, mas acabou indo. Foi o caso do presidente do Senado, José Sarney. Até ele foi prestigiar as meninas!", festejou D'Ávilla. (Agências)

Chico Bento se engaja na campanha e pede veto ao Código

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Ninguém quer testemunhar em favor de Demóstenes Arrolados pela defesa do senador, Ruy Cruvinel e Cachoeira se esquivam.

Andre Dusek/AE

Reprodução

cartunista Maurício de Sousa postou em sua página do Twitter duas ilustrações em que o personagem Chico Bento, apoiado pela turma do interior, pede para a presidente Dilma Rousseff vetar o novo Código Florestal. No primeiro quadrinho, anunciado pelo autor como um 'recado do brasileirinho Chico Bento', a ilustração traz o seguinte texto: "...Licença, dona Dirma!", começa Chico. "A gente num intendi muito das coisa da lei mais intendi da nossa necessidade! I nóis percisa das mata, dos rio, dos peixe... I tá todo mundo achando qui isso vai sê mexido pra pior" A sinhora podi ajudá pra isso num acontecê? Nossa gente vai agardecê

Demóstenes fica sem testemunha de defesa no processo por quebra de decoro parlamentar.

estemunha de defesa do senador Demóstenes Torres (ex-DEMGO) no Conselho de Ética do Senado, o advogado Ruy Cruvinel alegou "motivos pessoais" para recusar o depoimento ao colegiado, marcado para hoje. Em ofício encaminhado ao conselho, Cruvinel disse que em consideração à sua família recusaria o convite para "optar por sua privacidade". O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, também não prestará depoimentos. Ambos foram arrolados pela defesa de Demóstenes como testemunhas no colegiado. O d e p o i m e n t o d e C achoeira está marcado para amanhã, mas seus advogados confirmaram que ele não vai comparecer. Com as negativas, Demóstenes fica sem nenhuma testemunha de defesa no processo a que responde por quebra de decoro parlamentar. Apesar das negativas, seu advogado diz que não haverá prejuízos à sua defesa. "O mais importante é o depoimento do senador, marcado para dia 29. Nós arrolamos os dois como testemunhas, mas eles não são obrigados a vir. Para a defesa, o que mais importa é que o senador quer falar", afirmou o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Em Brasília, para a final do concurso, elas foram conhecer o Congresso

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Dida Sampaio/AE - 10.05.12

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Candidatas a Miss Brasil chegam para animar a festa

s 25 candidatas a Miss Brasil Globo chamaram a atenção de políticos ao sair do plenário da CPMI do Cachoeira na noite de ontem. O grupo de beldades desfilou pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Elas estão em Brasília para o final do concurso Miss Brasil 2011 – hoje, no Salão Azul do Hotel Nacional. Durante a sessão da CPMI, o bicheiro Carlinhos Cachoeira se manteve no mais profundo silêncio durante as perguntas dos deputados e senadores. As garotas usavam minissaia e terninho preto e a faixa correspondente ao estado de cada uma. "Invadimos a CPI do Cachoeira. Foi um alvoroço. Acabamos com a CPI", vibrava o organizador do concurso, Danilo D'Ávilla, ao

Ameaça: contratação de funcionários fantasmas pode causar ação por improbidade contra Vital do Rêgo.

por toda a vida! Eu juro!". Esse também foi o lema dos cerca de 100 manifestantes que ontem fecharam o trânsi-

to na Esplanada dos Ministérios. O prazo para Dilma anunciar seu parecer termina no dia 25. (Agências)

Kakay cumprimenta Humberto Costa: "Vou tratar como fatos notórios, sem necessidade de perícias", diz relator.

O mais importante é o depoimento do senador. Para a defesa, o que mais importa é que o senador quer falar. ANTÔNIO CARLOS DE A. CASTRO A defesa do senador arrolou Cruvinel para tentar desqualificar matérias jornalísticas que ligam Demóstenes ao bicheiro Cachoeira. O advogado de Demóstenes disse que um diálogo de Cruvinel publicado na imprensa, feito quando o advogado teria sido preso, confirmava a sociedade entre Cachoeira e Demóstenes nos negócios do contraventor. Kakay disse que Cruvinel nunca foi preso e também não tem conhecimentos das ligações do senador com o contraventor. "Esse senhor que eu chamei ia dizer que a matéria era falsa e o procurador-geral da República errou ao usar isso como informação no inquérito. Uma palavra falsa, a procuradoria toma como verdade". Perícia – Kakay também reiterou pedido para que o conselho permita a realização de perícia em áudio da Polícia Federal que flagra a

suposta negociação para Cachoeira repassar R$ 3 mil a Demóstenes no pagamento de um táxi aéreo. A defesa sustenta que houve adulteração dos diálogos. Kakay quer que a perícia seja feita antes da próxima terça-feira, quando Demóstenes irá depor no conselho. Relator do processo no conselho, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que vai "avaliar a possibilidade" de atender o pedido da defesa, mas não decidiu ainda sobre a perícia. "No conselho, o julgamento é político, não tem o rigor da Justiça. Não há necessidades de provas técnicas porque se analisa se ele (senador) quebrou o decoro. Mas vou analisar essa questão". Análise política – O senador disse que a ausência do advogado Cruvinel praticamente não interfere no parecer que pretende apresentar ao conselho em junho. Ele frisou que a análise desse processo é política e independe de provas consolidadas como ocorre na Justiça. Em entrevista coletiva, Humberto Costa disse que as gravações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, serão tratadas de forma "relativa". "Vou tratar como fatos notórios, daí porque não teria necessidade de realizar provas, fazer perícias". (Agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Abrir precedente de anistia a um agente repressor é distorcer os preceitos do Estado democrático de direito. Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia.

olítica

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Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) determinou ontem a quebra do sigilo bancário das contas da construtora Delta nacional. A empresa foi a maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos e é acusada de fazer parte do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O pedido de quebra de sigilo foi feito pelo Ministério Público do Distrito Federal, que investiga as relações da Delta com o grupo contraventor de Cachoeira. A decisão foi tomada pela quinta vara do TJ-DF. Após a publicação de suspeitas de que a construtora, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPMI mista do Cachoeira. Sem aval – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse no começo da tarde de ontem, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o governo não deu nem dará aval para compra da Delta pelo

A presidente não dar aval nem a esse nem a outro grupo, porque não vai se envolver nos problemas que lá estão. GUIDO MANTEGA

Eduardo Knapp/Folhapress

Há uma clara intenção protelatória [na solicitação da empreiteira Delta tem em aumentar o prazo de defesa].

Fernando Cavendish: agora, fora conselho de administração da empresa.

JORGE HAGE

Justiça quebra sigilo bancário da Delta A decisão foi tomada pelo TJ-DF. A empresa foi a que mais recebeu recursos do governo federal nos últimos 3 anos. grupo JBS, pois se trata de um negócio privado. "A posição da presidente é não dar nenhum aval nem a esse nem a outro grupo, porque não vai se envolver nos problemas que lá estão", afirmou o ministro aos senadores. "Espero que haja a mais profunda investigação. A CGU (Controladoria Geral da União) trabalha nessa direção", continuou.

Ao falar sobre ICMS, o ministro disse que espera contar com a ajuda de parlamentares para avançar nessa reforma. Sem concessões – A Controladoria-Geral da União (CGU) negou ontem pedido da Delta para aumentar o prazo de defesa no processo que pode impedir a empresa de firmar contratos com o Poder Público. O processo na CGU foi aberto no fim de abril para apurar a prá-

tica de irregularidades na execução de contratos com a administração federal. A CGU informou, por meio de nota, que o ministro-chefe Jorge Hage negou o pedido para aumentar o prazo alegando que a solicitação da empreiteira tem "clara intenção protelatória". Segundo a nota, a empresa já havia conseguido dilatar o prazo anteriormente e recebeu cópia integral do

Aprovada a PEC do Trabalho Escravo

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A proposta, aprovada em primeiro turno em 2004 pelos deputados, ainda volta ao Senado por ter sofrido alterações na Câmara. A votação da PEC só foi possível depois de um acordo dos líderes, em reunião na tarde de hoje. A proposta passou com 360 votos a favor, 29 contra e 25 abstenções. O texto precisava de 308 votos para ser aprovado. A aprovação da PEChavia sido adiada no começo do mês após ruralistas argumentarem que falta uma definição mais clara na legislação sobre o que é trabalho escravo e os procedimentos que deverão

ser adotados caso uma propriedade seja expropriada. Ontem, os deputados afirmaram que o Congresso precisa agora aprovar uma lei que regulamente o assunto, definindo o que é condição análoga a trabalho escravo e os trâmites legais da expropriação. O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que as duas Casas do Congresso vão formar um grupo de trabalho para redigir o projeto de lei de regulamentação. A criação da comissão é fruto de um acordo fechado há duas semanas entre Marco Maia e a presidente interina do Senado, Marta Suplicy. (Folhapress)

Anistia nega indenização a cabo Anselmo Comissão argumenta diz que benefício não deve ser concedido a agente duplo

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1971, quando foi preso. O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, ressaltou que o fato de Cabo Anselmo ter atuado como agente repressor inviabiliza, constitucionalmente, a reparação. Reprodução

Cabo Anselmo: integrantes da comissão foram unânimes em rejeitar reparação indenizatória requisitada pelo agente duplo.

Para Abrão, a anistia não deve ser aplicada ao agente duplo. "Abrir precedente de anistia para um agente repressor é distorcer o instituto da reparação e os preceitos do Estado democrático de direito". (AE)

É a proposta do relator Joaquim Barbosa – sessões três vezes por semana.

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julgamento do Mensalão vai acontecer durante as tardes de segundas, quartas e quintas-feiras e deverá levar um mês para ser concluído. A proposta dos três dias foi feita ontem pelo relator da ação, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros se reuniram em sessão extraordinária para discutir, entre outros pontos, a formatação do julgamento, por se tratar de um caso que envolve 38 réus. Após a reunião, o presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto, chegou a dizer que está "praticamente batido o martelo" em relação à proposta de Barbosa. Sugestões de julgamento – O início da análise do Mensalão ainda não tem data para acontecer. Antes, será preciso que o ministro Ricardo Lewandowski libere a sua revisão sobre o caso. Ayres Britto chegou a sugerir aos ministros algumas propostas. Na primeira, a mais rápida, o julgamento duraria três semanas, com sessões todos os dias da semana. A mais demorada ocuparia quatro dias da semana e aconteceria durante seis semanas pelos cálculos de Ayres Britto. Decidiu-se, então, pela sugestão de Barbosa. No ofício encaminhado aos colegas, Britto estabeleceu o dia 4 de junho para início do julgamento, o que gerou certa contestação dos demais ministros. A ministra Carmen Lúcia questionou se aquela data estaria, de fato, estabelecida. Britto explicou que se tratava apenas de uma simulação. Pouco antes de a sessão

O meu voto ultrapassa mil páginas e vou organizá-lo em blocos, da mesma maneira como fiz com a denúncia. JOAQUIM BARBOSA começar, quando apenas 4 dos 11 ministros estavam no gabinete do presidente, local onde a reunião ocorreu, o relator Joaquim Barbosa afirmou que não teria condições, por conta de seu problema nas costas, de realizar sessões todos os dias. "Pela dimensão do caso, esse julgamento será extremamente cansativo", disse. Barbosa ainda lembrou que o STF não pode deixar de realizar as sessões de tur-

ma, que ocorrem às terçasfeiras, e que os ministros devem ter um dia para organizar o gabinete e cuidar dos outros processos. Mil páginas – Durante a sessão, Barbosa apresentou a sua sugestão das sessões, que foi aceita. O ministro chegou a adiantar que seu "voto ultrapassa mil páginas" e afirmou que pretende organizá-lo "em blocos", da mesma maneira como fez quando o STF recebeu a denúncia. Na ocasião, o tribunal separou o caso por núcleos, indicando os personagens das áreas política, financeira e publicitária do esquema. A discussão, porém, teve de ser interrompida por conta da sessão do Tribunal Superior Eleitoral, que conta com a presença de três ministros do STF. Eles voltarão a debater o tema na próxima semana. (Folhapress) Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Comissão de Anistia negou ontem por unanimidade pedido de indenização de José Anselmo dos Santos, 70 anos. Ele entrou para a história do Brasil como Cabo Anselmo, protagonista de uma revolta de marinheiros dias antes do golpe contra o presidente João Goulart e, depois, participante de reuniões de militantes de esquerda e agente duplo da repressão contra ex-colegas de farda e perseguidos políticos. Na reunião de ontem, Nilmário Miranda, relator do processo do ex-militar, afirmou em seu voto que Cabo Anselmo tornou-se parte "explícita" do regime militar, atuando em ações que resultaram em tortura e morte de adversários do regime militar, principalmente a própria companheira, Soledad Barret Viedma. Miranda sustentou a versão de que Cabo Anselmo já era agente duplo nas agitações na Marinha nos primeiros meses de 1964. Uma das versões é a de que ele teria se tornado aliado do regime a partir de

processo. A CGU determinou no fim de abril a instauração de processo para investigar a empreiteira Delta, que poderá resultar numa declaração de inidoneidade e impedir a empresa de firmar contratos com a União. Desde então, a empresa deixou obras nas quais participava em consórcio com outras empreiteiras e vem sofrendo pressão para abandonar em-

preendimentos estatais que toca sozinha. No último dia 25, a Delta divulgou um comunicado no qual a empresa assegurava que continuaria a cumprir seus contratos, obrigações e compromissos. Poucos dias antes, no entanto, a empresa deixou de fazer aportes no consórcio responsável pela reconstrução do Maracanã. No dia seguinte ao comunicado, deixava outro consórcio no Rio de Janeiro. No final de abril, Cavendish anunciou sua saída do conselho de administração da empresa. O ex-diretor da empresa, Cláudio Abreu, flagrado em diversas conversas com Cachoeira, deve ser chamado para prestar depoimento na CPMI do Cachoeira. Contas livres – O deputado federal Onix Lorenzoni (DEMRS) disse hoje na CPMI que a Operação San Michel, que investigou operações da empresa Delta no Distrito Federal, encontrou provas de que Cláudio Abreu tinha procuração para movimentar contas da empresa em sua sede, no Rio de Janeiro. Lorenzoni disse que foi à Justiça verificar os documentos, que ainda devem ser enviados à CPMI, conforme requerimento aprovado na semana passada pela comissão. A informação foi até agora uma das principais novidades da CPMI, esvaziada pelo silêncio de Cachoeira. (Agências)

Mensalão: dia sim, outro não, vai ter julgamento.

A partir de agora, áreas onde for constatada exploração humana será expropriada.

Câmara dos Deputados aprovou ontem a chamada PEC (Proposta de emenda à Constituição) do Trabalho Escravo. A medida prevê a expropriação das áreas rurais e urbanas onde for constatado uso do trabalho em condições análogas à escravidão. Essa regra já é implantada para as propriedades em que há o cultivo de plantas psicotrópicas. De acordo com a proposta, caso seja constatado que o dono de uma propriedade rural ou urbana faz o uso do trabalho análogo ao escravo, ele perde a posse da terra sem ter direito a indenização.

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Joaquim Barbosa: em consideração, o seu problema nas costas e a dimensão do caso, um julgamento que será extenuante.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Reuters

ÍNDIA Pelo menos 25 pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas na madrugada de ontem após a colisão de dois trens na região de Andhra Pradesh, no sudeste da Índia. A causa do acidente parece ter sido um erro de sinalização.

nternacional Wael Hamzeh/EFE

Nem os peregrinos escapam

Libaneses xiitas queimam pneus em Beirute durante manifestação para exigir a libertação de peregrinos sequestrados por rebeldes sírios Fotos: Enrique Marcarian/Reuters

A violência na Síria não escolhe vítimas. Desta vez, xiitas libaneses são sequestrados por rebeldes sírios. O Hezbollah pede calma aos seguidores.

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e b e l d e s s í r i o s s equestraram ontem 13 peregrinos xiitas libaneses na província de Aleppo, no norte da Síria, em um incidente que motivou protestos em Beirute e no vale do Bekaa. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, fez um apelo por calma e advertiu seus seguidores contra ataques de represália a alvos sírios. O grupo xiita voltava de uma peregrinação no Irã quando foi capturado. Nos últimos dias, o Líbano tem sido tragado pela violência que assola a vizinha Síria há 14 meses, e nesta semana o assassinato de um clérigo sunita libanês que se opunha ao regime sírio fez com que Beirute registrasse seus piores distúrbios desde confrontos sectários de 2008. "O Exército Sírio Livre (ESL, grupo rebelde) disse que os pegou. Eles deixaram as mulheres irem embora e mantiveram os homens. Eles lhes disseram que vão mantê-los até que o Exército sírio liberte os detentos do ESL", disse um parente de um refém. "Quando cruzamos a fronteira, cerca de 40 pistoleiros pararam o ônibus e o forçaram a ir a um pomar próximo, e disseram que as mulheres deveriam ficar no ônibus, e que os homens saíssem", relatou Hayat Awali, que se identificou como passageira do veículo, falando de Aleppo à TV libanesa Al Jadeed. "Dissemos a eles que éramos apenas peregrinos. Eles disseram: 'Peguem seus peregrinos e vão à delegacia de polícia em Aleppo, e digam a eles que temos prisioneiros e que os queremos'." Forças de segurança libanesas confirmaram o sequestro. Alguns libaneses saíram às ruas do setor sul de Beirute, uma área xiita, e queimaram pneus em protesto. O líder do

Hezbollah, Hassan Nasrallah, pediu moderação. "Qualquer ato de violência ou ação individual não irá ajudar em nada neste caso", afirmou o líder do Hezbollah, partido político e grupo armado xiita. "Não queremos um conflito, isso é ilegítimo. Aqueles imigrantes sírios são nossos irmãos." O governo libanês entrou em contato tanto com as autoridades sírias quanto governos com laços com os rebeldes para conseguir a libertação dos reféns, segundo o xeque. O Hezbollah mantém seu apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, nesses meses de levante contra seu governo. Os sunitas formam a espinha dorsal do levante, que desencadeou fortes tensões sectárias. Assad e a elite governante da Síria pertencem à seita minoritária alauita, um ramo do xiismo. Síria - Pelo menos cinco pessoas morreram ontem após a explosão de uma bomba em Damasco, segundo a agência de notícias estatal Sana. Havia divergências sobre se a explosão ocorreu em um restaurante ou em um posto policial. A área atacada, o bairro de Qaboun, é alvo frequente de protestos contra o regime de Assad. Horas depois, rebeldes na cidade de Deir al Zor, no leste do país, afirmaram que a polícia matou duas pessoas ao disparar contra uma multidão que havia ido à rua recepcionar monitores da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma porta-voz da ONU disse que os observadores ouviram disparos, mas não viram vítimas nos arredores da aldeia de Al Busaira. Ela acrescentou que a equipe da ONU tentou evitar que a população acompanhasse o grupo até a cidade, controlada pelo governo sírio. (Agências)

Após descoberta de bomba, policiais de Buenos Aires isolam teatro onde o ex-presidente colombiano estava previsto para discursar hoje.

Uribe: palestra explosiva em Buenos Aires.

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ma bomba foi encontrada ontem no teatro Gran Rex, um dos mais tradicionais de Buenos Aires, um dia antes de uma conferência do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe no local. O artefato, que podia ser acionado por celular, foi encontrado por um segurança, no segundo andar do edifício, em uma inspeção de rotina. Ele estava programado para explodir no momento previsto para um coquetel após a conferência, explicou à imprensa o juiz responsável pela investigação, Norberto Oyarbide. O magistrado afirmou que a bomba poderia ter Uribe como alvo. "Era um dispositivo simples, mas forte o suficiente para causar a morte das pes-

O teatro Gran Rex é um dos mais tradicionais da capital argentina soas nos arredores", disse. Segundo a polícia local, o artefato estava em uma caixa de papelão com um telefone celular conectado a uma bateria e dois recipientes com pólvora. Por causa da bomba encontrada, que foi desativada, as autoridades decidiram interditar o trânsito da avenida Corrientes, uma das prin-

cipais de Buenos Aires, causando engarrafamento. O teatro foi desocupado e cercado pela polícia. Oyarbide disse que, apesar da descoberta, a programação da conferência está mantida. Uribe falará hoje em um simpósio para executivos sobre as transformações da Colômbia. Entre os expositores do

evento, também figura Manuel Estiarte, diretor de Relações Externas do clube de futebol Barcelona, o consultor irlandês Kevin Kelly e o canadense Guy Caron, ex-diretor do Cirque du Soleil. Linha dura - O governo colombiano expressou solidariedade a Uribe, e disse que não vê explicações para uma tentativa de atentado contra o ex-presidente. Até a noite de ontem, nenhum grupo havia reivindicado a instalação da bomba. Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, fez o combate às guerrilhas marca de seus dois mandatos. Há duas semanas, o ex-ministro Fernando Londoño, um dos fiéis de Uribe, ficou ferido em um atentado em Bogotá, que custou a vida de seu motorista e de um guarda-costas. Ele acusou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo incidente. (Agências)

Suhaib Salem/Reuters

Um bom recomeço Irã libera acesso de base a inspetores nucleares da ONU. EUA e Israel, porém, permanecem céticos.

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Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) chegaram a um acordo que vai permitir que inspetores investiguem as suspeitas de que Teerã estaria trabalhando para desenvolver armas nucleares, informou o diretor-geral da agência da ONU, Yukiya Amano, ontem. O anúncio surge um dia após encontro em Teerã entre Amano e autoridades iranianas. "Compreendemos melhor as posições um do outro", disse.

EFE - 21/05/12

Acordo: Amano e iranianos.

Ele deixou claro que "divergências" persistem, mas disse que o acordo atende a principal preocupação da agência: o acesso à central de Parchin, ao sul de Teerã, onde afirma existir sinais "críveis" de que foram testados artefatos usados na fabricação da bomba nuclear. O Irã assegura que não tem nada que ocultar, mas ao mesmo tempo se negava a conceder acesso a este local, alegando que é militar. Os Estados Unidos conside-

raram as declarações de Amano um passo importante, mas disseram que manterão pressão sobre Teerã. "Promessa é uma coisa, ações e cumprimento de obrigações são outras", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Já Israel levantou dúvidas sobre o acordo. Na noite anterior, o premiê Benjamin Netanyahu pediu ao Ocidente que não se deixe enganar e que defina a retirada de todo o urânio enriquecido do Irã. (Agências)

ELEIÇÕES – Cerca de 50 milhões de eleitores escolherão hoje e amanhã um novo presidente do Egito, fruto da primeira democracia do país, em um processo que prevê a saída da Junta Militar do poder.


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

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9 L.C.Leite/Luz

TRANSPORTE EM DEBATE Jurandir Fernandes, secretário dos Transportes Metropolitanos, participou de encontro realizado ontem na Associação Comercial de São Paulo.

idades

Metrô para por tempo indeterminado. Justiça quer funcionamento total.

Metroviários de São Paulo não aceitam proposta do Metrô e decidem parar a partir da zero hora de hoje. A Justiça do Trabalho determinou que nos horários de pico 100% do serviço terá de funcionar (85% nos horários intermediários). Se a ordem não for acatada, sindicato será multado. CET suspende rodízio.

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urante assembleia realizada na noite de ontem na Capital, os funcionários da Companhia do Metrô de São Paulo decidiram entrar em greve a partir da zero hora de hoje, por tempo indeterminado. A paralisação deverá atinge todo o efetivo da empresa e afetará todas as linhas, com exceção da Linha 4-Amarela. O Metrô de São Paulo atende 3,7 milhões de passageiros por dia. À noite, em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que se necessário, suspenderá o rodízio de placas. A assembleia foi realizada para discutir a contraproposta apresentada pelo Metrô na audiência realizada ontem, com mediação da Justiça do Trabalho. Segundo o sindicato da categoria, cerca de dois mil metroviários votaram pela greve, em assembleia realizada logo após o encontro no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). Uma nova assembleia está marcada para hoje, às 12h. Ontem, após a audiência no TRT-2, a desembargadora Anélia Li Chum decidiu que os funcionários do Metrô deverão manter 100% do efetivo nos horários de pico

Daniel Teixeira/AE

Na ACSP, a defesa de um transporte mais eficiente. Secretário dos Transportes, Jurandir Fernandes, aposta na modernização. Ivan Ventura

L.C.Leite/Luz

E Em assembleia realizada ontem, metroviários votaram pela greve. (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários - uma decisão que não será cumprida, segundo o sindicato. Em caso de descumprimento da determinação judicial, o sindicato terá de pagar multa diária de R$ 100 mil. A desembargadora ainda proibiu a liberação das catracas - uma das propostas da categoria para a greve. No encontro de ontem, a Companhia do Metrô ofereceu um aumento real de 1,5% e 4,15% de correção, enquanto os funcionários pedem 5,37% de correção e 14,99% de aumento real. O primeiro anúncio da greve foi feito no dia 16, quando um acidente envolvendo dois trens na Linha 3-Vermelha deixou pelo menos 49 pessoas feridas.

Alexandre Moreira/AE

Com trânsito pesado: CET decide suspender o rodízio de placas.

Linha Amarela - O consórcio Via Quatro informou ontem que sua linha 4-Amarela (que liga o Butantã à estação da Luz) vai funcionar normalmente nesta quartafeira. A linha é privatizada. Pelo Brasil - Seis capitais têm enfrentado problemas com transporte. Anteontem, funcionários do sistema de trens metropolitanos de Porto Alegre fizeram uma paralisação de 24 horas em protesto por reajustes salariais. Na semana passada, a categoria dos metroviários paralisou suas atividades em Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió. Metroviários dessas cinco capitais estiveram em Brasília para tentar negociar uma proposta de reajuste salarial com o Ministério das Cidades. Em Belo Horizonte e em Recife, que têm os maiores sistemas de metrô geridos pela CBTU, os trens só estão funcionando nos horários de pico - das 5h20 às 8h30 e das 17h às 19h30, na capital mineira, e das 5h às 9h e das 16h às 20h, na pernambucana. No restante do dia não há viagens. Em Natal, João Pessoa e Maceió, os trens operam em horário normal, mas fazem apenas 30% das viagens. (Folhapress)

m um intervalo de apenas um ano, a quantidade de novos passageiros no metrô paulistano e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é a mesma do total de pessoas que passam diariamente pelos trens urbanos do Rio de Janeiro. A marca, alcançada em dezembro do ano passado, revela mais uma faceta de um crônico problema paulistano: a superlotação do transporte público. A afirmação foi feita pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, durante debate promovido ontem pelo Conselho de Política Urbana (CPU), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo Fernandes, de dezembro de 2010 a dezembro de 2011, o número de passageiros do metrô e da CPTM saltou de 5,9 milhões para 7,1 milhões. Essa diferença de 1,2 milhão é justamente a quantidade de pessoas transportadas nos trens urbanos do Rio. Para enfrentar a superlotação, Fernandes afirmou que estão sendo feitos diversos investimentos. Segundo ele, serão investidos mais de R$ 40 bilhões nos dois sistemas até o fim da gestão do governador Geraldo Alckmin. A maior parte desses investimentos está na construção de cinco linhas na cidade (quatro delas de metrô), além da compra de novos trens e a manutenção da infraestrutura já existente. A superlotação dos sistemas é apontada como uma das causas dos recentes problemas de circulação no metrô e trens da CPTM. Esses problemas chegaram

El-Hage, Bianchi, Pela, Amato, Fernandes e Porto, a partir da esq. ao auge na semana passada, depois que dois trens do metrô se chocaram na Linha 3-Vermelha. Segundo Fernandes, a expansão do metrô resultou na adição ou mudanças no uso de tecnologias e no comportamento do sistema com o passar dos anos. Um exemplo é o acréscimo de novas composições, que demandaram novas tecnologias e uma carga maior de energia no sistema. "Pedimos a compreensão da sociedade, que precisa entender que a questão é complexa. Mas, a solução está sendo buscada e temos condições para isso", disse. O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato, aproveitou a presença do secretário para reafirmar a importância da construção de um ferroanel para o desenvolvimento da economia da região metropolitana de São Paulo. "É preciso investir no ferroanel, que é de extrema importância para a cidade e para a região metropolitana", afirmou Amato. O secretário Jurandir Fernandes disse que a observação de Rogério Amato havia sido oportuna e que merecia

atenção especial das autoridades de transporte. Afinal, diariamente, circulam pela região 85 composições transportando os mais variados tipos de mercadorias. "Estamos avaliando a questão junto com ao governo federal. A ideia é que possamos construir o ferroanel com a ajuda da iniciativa privada, por meio de concessões ou de outros mecanismos", disse o secretário. O vice-presidente da ACSP e coordenador da CPU, Antonio Carlos Pela pediu rapidez no debate sobre a construção do ferroanel. Além disso, Pela lembrou das dificuldades e do curto espaço de tempo para a manutenção dos sistemas, seja ele o metrô ou a CPTM. "Em Nova York, há linhas paralelas que permitem que os trens circulem por 24 horas. Aqui não dá. O Metrô tem três horas para realizar esses serviços, o que revela o esforço para manter o serviço funcionando", disse Pela. Além do secretário Fernandes, do presidente e do vice da ACSP, participaram do encontro os especialistas em transportes Massimo Giavina Bianchi, Telmo Giolito Porto e Nelson Maluf El-Hage, ex-presidente da CET e conselheiro da ACSP.

Kassab anuncia shoppings populares Para abrigar os ambulantes que tiveram suas permissões de trabalho suspensas, a Prefeitura construirá três centros: em São Miguel, no Centro e na zona sul

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prefeito Gilberto Kassab anunciou ontem a construção de três shopping populares na Capital destinados a abrigar vendedores ambulantes. A criação desses centros de compras surgiu três dias após o prefeito decretar o fim dos bolsões para camelôs que possuem o Termo de Permissão de Uso (TPU), criados na gestão do ex-prefeito Celso Pitta. Cerca de 500 camelôs têm 30 dias para sair dessas áreas. De acordo com o prefeito, os locais já foram definidos e estão localizados em diferentes regiões da cidade. "Criaremos esses shoppings populares em São Miguel (na zona leste), onde funcionava uma estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A outra será no Centro, na região do Pátio do Colégio. E a terceira será na Zona Sul, mas ainda não definimos o local", disse Kassab. Segundo ele, deficientes e idosos terão prioridade nas

Vagner Campos/Futura Press/AE

Entidade quer reverter ultimato do prefeito Mariana Missiaggia Vendedores ambulantes no centro de São Paulo: prefeito anunciou ontem a construção de três shoppings populares. Deficientes e idosos terão prioridade de atendimento. vagas nos centros de compras populares. Nos próximos dias, o prefeito deverá definir um espaço provisório para os ambulantes até a construção dos shoppings populares. “Os camelôs serão atendidos até a construção dos shoppings. Principalmente os deficientes e idosos”, disse. Ele não soube, porém, informar

quantos receberão esse atendimento. Além disso, não foi informada a quantidade de ambulantes afetados pela extinção dos bolsões nem as vias onde estavam localizados. No decreto, o prefeito disse que considerou em sua decisão "a acessibilidade aos pedestres". "São 11 milhões de habitantes que precisam de espaço para circular".

Ontem, ambulantes com o TPU admitiram a possibilidade de entrar na Justiça contra o decreto municipal. O mesmo deve fazer a Defensoria Pública Estadual, que há um mês entrou na Justiça contra a cassação da autorização para trabalhar de diversos ambulantes na região de São Miguel Paulista, no extremo leste da cidade. (I.V.)

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osé Nilo Vaz Anunciação, 49 anos, diretor executiva da União Nacional dos Deficientes Físicos (Unadef), que representa os vendedores ambulantes, disse que o ultimato dado pelo prefeito Gilberto Kassab preocupa os trabalhadores da classe, que lutam para reverter a medida. Diário do Comércio – Como a categoria reagiu? Vaz Anunciação - Essa decisão representa uma catástrofe na vida de muitos trabalhadores que dependem dessa atividade para sobreviver. São pessoas sem capacitação profissional, sem condições de se-

rem remanejadas. Além disso, 90% da categoria é formada por trabalhadores entre 65 e 75 anos e 400 são deficientes. Perder um trabalho nesse momento significa perder a dignidade. É nessa idade e condição que dependemos de uma alimentação consistente e de remédios caros. DC – Como o senhor avalia os próximos dias? Anunciação - Creio que seja uma situação reversível. O comércio ambulante existe em qualquer lugar e a população está habituada a conviver conosco. Não creio nessa história de shoppings populares. A proposta não é ruim. Se o projeto for real, aceitaremos um acordo. Mas nada disso acontecerá.


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Lembro que meu pai contava que nos corredores da escola só se falava sobre movimento constitucionalista. José Carlos de Barros, da Sociedade Veteranos de 32-MMDC

idades

Naquela noite, há 80 anos.

Robson Rodrigues

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dia de hoje, há 80 anos, também amanheceu frio e outonal, isto é, com a típica luminosidade viva que recomenda agasalho e prenuncia o inverno na Cidade. Certamente os paulistanos não podiam supor que, naquela segunda-feira, estavam diante de uma janela da História do Brasil. Ao anoitecer, iriam cair mortos no centro, protagonizando a atualmente célebre sigla MMDC, que marcaria o início efetivo da Revolução de 1932. Na verdade, a Capital já vinha de um prolongado clima de beligerância diante da negativa de Getúlio Vargas (1882-1954), então na presidência do País desde a Revolução de 1930, retomar o estado democrático. Esta atmosfera era bem representada pela sequência de greves, comícios e articulações políticas que floresciam por todo lado. José Carlos de Barros Lima, coordenador do núcleo Lapa da Sociedade Veteranos de 32 -MMDC, filho de um combatente de 32, resume a situação, vista sob o ângulo das arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, que iria ter, como se sabe, papel decisivo no movimento. “Lembro que meu pai contava que nos corredores da escola

quarta-feira, 23 de maio de 2012

No dia 23 de maio de 1932 morriam baleados os paulistas Euclides Miragaia, Mário Martins de Almeida, Dráusio Marcondes de Souza e Antonio de Camargo, cujos nomes formaram a sigla MMDC, que marca a Revolução Constitucionalista de 1932.

só se falava sobre movimento constitucionalista.” É curioso observar o comportamento dos jornais na ocasião, que dedicavam as principais manchetes da primeira página aos acontecimentos internacionais; a agitação local era levada para as páginas internas. Um dia antes, no dia 22, isto é, ontem, bem cedo, sob a garoa paulistana, o pavio foi definitivamente aceso com a notícia de que o ministro Osvaldo Aranha (1894-1960), a mando de Vargas, viria a São Paulo para dar jeito para desarticular a mobilização. De fato, às 16h, o diplomata chegou à Capital e organizou seus contactos. Por outro lado, Pedro de Toledo (1860-1935), o quarto interventor federal nomeado

por Getúlio para ocupar o governo paulista, acabara de aceitar o convite dos líderes rebeldes paulistas no sentido de assumir a chefia civil do movimento. Foi declarado governador do Estado. A notícia, transmitida pela Rádio Record na voz de Francisco Matarazzo, consolidou a disposição dos rebeldes. Voltemos a José Carlos de Barros Lima. “Meu pai contou que até as forças do Exército desertaram em favor da Revolução Constitucionalista”. Durante à tarde, jornais tenentistas (porta-vozes do governo Vargas) foram invadidos pela multidão que tomou as ruas enquanto lojas de armas foram saqueadas. As estreitas ruas do centro de São Paulo assistiram a vários enfrentamentos entre grupos antagônicos. A temperatura

política ia subindo e a situação se agravando a cada minuto. Naquela tarde, o clima de apreensão que estava no ar fez o sofisticado comércio da região central fechar mais cedo. A batalha – A turbulência prosseguiu na manhã seguinte. Às 14h do dia 23, a Praça do Patriarca – ponto de concentração dos revolucionários – já estava totalmente tomada de manifestantes. Os oradores foram se sucedendo e aquecendo os ânimos. No cair da noite, por volta das 18h, a massa, liderada por estudantes e membros da Frente Única Paulista abriram o cortejo que seguiu pela rua Direita, 15 de Novembro, Libero Badaró, Viaduto do Chá e rua Barão de Itapetininga para se concentrar na esquina com a Praça da República. (A Frente Única Paulista – união do Partido Republicano Paulista e Partido Democrático, os principais do Estado - fora criado em fevereiro de 1932). Os manifestantes portavam bandeiras de São Paulo e do Brasil nas mãos. No ponto final da passeata estava instalada a sede a do Partido Popular Paulista (PPP) – também conhecido como Partido do Getúlio – considerado o braço político da Legião Revolucionária, entidade fundada para dar sustentação ao governo de Vargas em São Paulo. No seu interior alojavam-se militantes armados com metralhadoras e granadas de mão, dispostos a defender a sede. Os manifestantes da passeata, praticamente desarmados, se dividiram entre as esquinas da rua Dom José de Barros e a Praça da República. Quem entrasse pela Barão de Itapetininga poderia virar alvo fácil dos legionários refugiados no prédio. Ouviram-se os primeiros tiros, acompanhados de intensa balbúrdia. Os jornais do dia 24 relataram que cavalarianos getulistas, equipados com sabres e revólveres, lançaram-se contra a multidão para instalar a confusão e impedir que os manifestantes recebessem apoio da Força Pública, como era chamada a atual Polícia Militar. No primeiro ataque caíram Euclides Miragaia, auxiliar de cartório; Dráusio Marcondes de Souza, estudante de Direito e Antonio de Camargo Andrade, além de inúmeros feridos. Um bonde da antiga Light foi tomado pelos manifestantes e ao apontar na esquina recebeu uma saraivada balas vindas de cima. A rajada atingiu o estudante Mário Martins de Almeida, do Colégio Mackenzie, que virá a falecer no pronto-socorro da Polícia Central. Morava na Oscar Freire, 444. O nome dos quatro formaria a sigla MMDC.

O capacete típico do revolucionário de 1932. O conflito da noite de 23 de Maio repercutiu intensamente por todo o Estado.

A movimentação no centro da cidade, que culminou com a morte de Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo.

Relíquias de guerra: capacetes dos revolucionários paulistas, alguns com marcas das batalhas. Fotos: Reprodução

MMDC: homenagem em uma página de "O Estado de S. Paulo". O tiroteio prosseguiu noite a dentro. No início da madrugada um destacamento da Força Pública negociou a rendição de oito atiradores da Legião, enquanto a massa era afastada. Segundo o coronel Mário Ventura, PM Reformado e presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, “além dos quatro mortos, mais sete ficaram gravemente feridos, entre eles Orlando de Oliveira Alvarenga que morreu no dia 12 de agosto na Santa Casa”. Este seria o quinto nome do MMDC, que não consta porque a sigla foi criada antes de sua morte. “Esses quatro heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932, se tornaram tão importantes que em 20 de junho de 2011 foram inscritos no Livro dos Heróis da Pátria”, informa ele. Repercussão – O conflito da noite de 23 de Maio repercutiu

intensamente por todo o Estado. Santos, Campinas e Itapetininga foram das primeiras cidades do interior a se engajar no movimento que daria origem à guerra paulista, iniciada em 9 de julho. O Obelisco do Ibirapuera, criado pelo escultor Galileu Emendabili (1898-1974), homenageia a Revolução e abriga os restos mortais do MMDC, dos soldados tombados, do poeta Guilherme de Almeida (18901969) e do tribuno Ibrahim Nobre (1888-1970), tido como o orador da Revolução de 32. Propositadamente, a avenida 23 de Maio cruza com a Nove de Julho e passa perto do Obelisco. Por ironia, o vistoso prédio a Fundação Getúlio Vargas se ergue à margem da avenida Nove de Julho, junto ao túnel histórico que leva o mesmo nome.


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3 Anjos de cães e gatos º

DESDE 2001 Cida Lellis, que morreu em 2010, fundou o Clube dos Vira-latas em 2001.

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ONGs e protetores de animais recolhem das ruas vítimas de abandono e maus-tratos, práticas que se tornam mais comuns a cada dia. O trabalho é voluntário e depende de doações para sobreviver. Fotos: Silvia Faller/Divulgação

Kelly Ferreira

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o focinho e parte da boca e ainda está em tratamento. "Ele deverá passar por uma cirurgia, mas o olfato já perdeu", explicou Beth. O vira-lata Luck agora faz parte da turma de 24 cachorros resgatados das ruas e que estão sob os cuidados de Beth, que era dona de apenas dois animais. "Faço por amor. Resgato, cuido e dou assistência até a adoção. Eles só são adotados quando estão bem de saúde, mas há regras que têm de ser seguidas pelo futuro dono. Não quero que eles voltem para as ruas", disse. Mais de cem – Beth não está sozinha nessa luta. A empresária Silvana Mitne também divide as 24 horas do dia entre a casa, o marido, os filhos (um menino de 8 e uma menina de 3 anos) e os seus peludos, como ela chama os 120 cachorros resgatados das ruas e que aguardam pela adoção. Com a ajuda de amigos, a tropa canina está espalhada por chácaras e sítios de conhecidos, à espera de um lar definitivo. "Meu telefone toca 24 horas por dia. Tem gente com

Divulgação

boa condição financeira que liga dizendo que está indo embora do Brasil e que deixará o cachorro na rua. Abandonará o animal que dormiu durante anos na mesma cama

que o dono. Este tipo de abandono aumenta ainda mais nas férias", explicou. Para Silvana, que desde pequena cuida de animais abandonados, o grande problema

Castração de graça

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Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura paulistana tem um programa permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos, que promove esterilizações cirúrgicas gratuitas e atividades educativas sobre guarda responsável. Em 2011, foram castrados 110 mil animais.

Para castrar cães e gatos é só ir pessoalmente a um posto do CCZ nas zonas leste, norte e sul, com RG, CPF, comprovantes de vacinação contra raiva e de residência. Na primeira visita não é preciso levar o animal. Após preencher um formulário, o protocolo indicará a clínica veterinária onde será

feito o agendamento da cirurgia. O serviço é gratuito. Atualmente, participam do programa de controle reprodutivo cinco ONGs e 13 clínicas veterinárias conveniadas. Mais informações no CCZ Santana pelo tele-fone 3397-8900 ou no site www.prefeitura.sp.gov.br/probem.

Susan Yamamoto, da Adote um Gatinho: donos são visitados antes de ficar com o animal.

um cirurgião, além de um centro hospitalar completo, equipado com anestesia inalatória e com capacidade para realização de complexas cirurgias. Adoção – Para encontrar um lar adequado para cada animal, a ONG realiza de dois a três eventos de adoção por mês, com aproximadamente 15 animais em cada um deles. Cerca de 50% dos cães são adotados nestes eventos. Em 2010, 400 cachorros foram para uma nova casa. "As pessoas pegam os bichinhos ainda filhotes e quando eles começam a destruir a casa resolvem se desfazer", disse. Há também, segundo ela, muitos casos de animais são abandonados com as ninhadas. "Em 10 anos, um casal fértil de cachorros pode gerar uma família que, numa contagem progressiva, chegará a 10 mil animais", disse Cláudia.

S ERVIÇO

Juliana Bussab, da Adote um Gatinho.

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Claudia Demarchi (na foto maior), presidente do Clube dos Vira-latas, com recolhidos ao abrigo. Acima e abaixo, sala de atendimento e canil da ONG. Na última foto, a protetora Beth Ribeiro.

dessa população que cresce a cada dia é a posse que deveria ser responsável. "Não há lei. Animais são vendidos no mercado livre e pior, são dados como presente. Muitas vezes, a pessoa nem quer ou o animal não se adapta aos novos donos. Animal não é um objeto que pode ser descartado. A consequência é a rua", lamentou. O trabalho voluntário de Beth e Silvana não conta com nenhuma ajuda de órgãos oficiais, como Prefeitura ou Governo do Estado. A alimentação e o tratamento dos cachorros são custeados com a ajuda de doações de pessoas que acreditam no trabalho das protetoras. Raça - Ficar abandonado e perambulando pelas ruas das grandes cidades não é mais privilégio apenas dos vira-latas. Que o diga a ONG Clube dos Vira-latas, fundada em 2001 por Cida Lellis, falecida em 2010. Hoje, dos 500 cachorros resgatados das ruas, tratados e colocados para adoção, 20% são de raça pura ou têm mistura de raça. "Pegamos animais vítimas de maus-tratos, mutilados, queimados e que sofreram requintes de crueldade. Alguns foram até estuprados por humanos. Chega a ser impossível acreditar que uma pessoa possa fazer isso, mas há quem faça. Cerca de 90% deles são maltratados. Destes, 60% chegam mutilados", contou a presidente da ONG, Claudia Demarchi. Apesar das limitações, uma vez que sobrevive de doações, o Clube dos Vira-latas realiza atendimento veterinário em comunidades carentes, resgata e trata animais sem dono, faz cirurgias, vacinação e campanhas de castração, entre outros procedimentos. Os custos mensais a R$ 60 mil, incluindo 6,75 toneladas de refeições caninas, 18 funcionários registrados, profissionais liberais, como um veterinário e

Divulgação

uck, Ronaldinho, Linguinha, Quitéria, Fred, Lafayette, Tina e tantos outros milhares de cachorros e gatos, mas com uma história em comum: o abandono. As causas para um número ainda incalculável – já que não existem estatísticas – de animais nas ruas das cidades brasileiras, principalmente nos grandes centros urbanos como São Paulo, vão desde a falta de conscientização dos donos até a ausência de controle de reprodução. Junto ao aumento da população de animais nas ruas, cresce também, mas de maneira mais lenta, os chamados protetores – pessoas que resgatam das ruas cães e gatos abandonados, atropelados, doentes, sozinhos ou com ninhadas, e vítimas de maustratos, algumas vezes com requintes de crueldade. A dona de casa Elisabeth Ribeiro, a Beth, é uma destas protetoras que fazem o trabalho sem esperar nada em troca. Ela dedica grande parte do seu tempo em prol dos animais. "O Luck foi o último animal que resgatei, há uns 15 dias. Ele perambulava perto de casa e estava sendo devorado vivo por conta de uma bicheira", disse. O cachorro perdeu

O próximo evento de adoção acontecerá sábado e domingo, dias 26 e 27, das 10h às 16h, no MaiFest Brooklin. Gatos – A procriação de gatos é ainda mais rápida. Cada gata saudável, a partir dos 6 meses de vida, pode ter quatro crias anuais, com quatro filhotes cada uma. A conta é fácil. Em um ano, apenas uma gata pode ter 20 filhotes. "Tem gente que joga a família inteira de gatinhos na rua. Essa é a nossa principal causa de resgate, seguida dos atropelamentos", explica Susan Yamamoto, que em 2007 fundou a ONG Adote um Gatinho, junto com Juliana Bussab. Além de procurar lares para animais abandonados (atualmente são 400 gatos em tratamento ou esperando um lar), a ONG trabalha na conscientização sobre a importância da castração e da posse responsável. Em nove anos de atuação, o trabalho da ONG começou em 2003, 4.650 gatos já foram resgatados e doados. "Nunca desistimos de ajudar a salvar e encontrar lares para o maior número de bichinhos", comenta Susan. Para manter o abrigo de gatos, Susan e Juliana contam com doações, apadrinhamentos, venda de produtos da marca Adote um Gatinho, como calendários, agendas, camisetas, e do livro 'Gatos Sortudos - histórias emocionantes de bichanos resgatados, escrito pelas fundadoras da ONG. Os custos chegam a R$ 80 mil por mês. Quem quiser adotar um felino passa por um processo de avaliação. Os animais são levados pessoalmente na casa dos interessados. "Queremos conhecer os novos donos e verificar se a casa é segura. Casas devem ter muros altos e ser à prova de fugas. Apartamentos precisam ter redes de proteção nas janelas e sacadas. Se no dia da entrega notarmos falha na segurança, o gato volta coma gente", explicou Susan.

Clube dos Vira-latas – As doações podem ser feitas por depósito bancário nas agências Bradesco, Itaú ou Banco do Brasil, cartão de crédito ou com a compra de ração. Informações no www.clubedosviralatas.org.br ou no Facebook. Adote um Gatinho – Depósito bancária nas agências do Bradesco e Itau. A ONG aceita doação de ração, areia, remédios, caminhas, caixas de transporte, cobertores e tudo o que servir para gatinhos. Informações no www.adoteumgatinho.org.br ou no Facebook. Os animais doados são vacinados, vermifugados e castrados.


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12 -.LOGO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Rostos estão por toda parte David Goodman e Zoe Miller transformam tudo o que veem em esculturas de rostos. Conheça outras criações da dupla no site. http://bit.ly/JNxk8r

O perfume Homem espalha pétalas de rosa para secar. As pétalas serão usadas posteriormente na fabricação de incenso em Lahore, no Paquistão.

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Mohsin Raza/Reuters

Q UADRINHOS M ODA

Marvel prepara casamento gay

Wilton Junior/AE

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s personagens do universo X-Men, da Marvel, trocaram as armas pelas alianças para protagonizar o primeiro casamento homossexual entre super-heróis da história. O "enlace" está marcado para junho. A Marvel anunciou ontem que Jean-Paul Beaubier, personagem conhecido como Northstar, um canadense de belos olhos azuis e mecha gri-

Alex Alonso, em nota. "Estamos trabalhando nessa história há mais de um ano, para assegurar que o casamento de Northstar e Kyle reflita a tradição da Marvel de 'mundo além da sua janela'." O casamento deve acontecer já na próxima edição de Astonishing X-Men, que será lançada em 20 de junho. Algumas lojas especializadas em revistas vão dar festas de casamento nesse dia, segundo in-

Christian Hartmann/Reuters

Paul Hackett/Reuters

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Verão e protesto

salha no cabelo, capaz de se deslocar e voar a velocidade sobre-humana, irá propor casamento a Kyle Jinadu, seu namorado há anos, na revista de número 50 da Astonishing XMen, que será lançada hoje. "O Universo Marvel sempre refletiu o mundo além da sua janela, então nos empenhamos em assegurar que os personagens, relações e histórias se baseiem nessa realidade", disse o editor-chefe da Marvel,

formou a própria Marvel. Northstar e Kyle namoram desde 2009, mas a Marvel não promete que eles viverão felizes para sempre. No anúncio das bodas, a editora pergunta: "Será seu caminho até o matrimônio em Nova York suave, ou haverá perigos ocultos virando a esquina?". Como se enfrentar malfeitores e salvar o mundo de tantos problemas não fosse enfrentar perigos suficientes. (EFE)

Desfile da grife Blue Man, ontem, no primeiro dia do Fashion Rio, no Jóquei Clube. Um grupo de ativistas negros protestou no local para exigir maior presença de modelos negras nos desfiles. T ECNOLOGIA

Beyoncé lança seu próprio app Em abril deste ano a cantora Beyoncé publicou seu primeiro tuíte, colocou no ar um blog via Tumblr e redesenhou seu site. Nesta semana, os fãs da artista conhecerão o aplicativo #BeyHive, disponível para download na App Store da Apple e no Google Play. O aplicativo da cantora mistura Facebook com Twitter e C A R T A Z

PELÉ

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Foursquare. Os usuários devem entrar no app com os dados de uma conta no Twitter para acessar notícias sobre Beyoncé, dados sobre a discografia (incluindo amostras de áudio e links para comprar faixas) e agenda de shows. Os fãs também serão encorajados a gerar conteúdo e curtir fotos usando o aplicativo.

EM CANNES - Brad Pitt, ontem, em Cannes, na França, promovendo o filme Killing Them Softly, um retrato do fim do sonho americano.

EM LONDRES - Rodrigo Santoro fotografado ao chegar para a estreia europeia do filme What to expect when you are Expecting, na Inglaterra.

Martelo magnético

Mostra 'Pelé' traz imagens de registros históricos dos primeiros 10 anos da trajetória do atleta. Lume Photos. Rua Joaquim Floriano, 733, 2º andar, Itaim Bibi, tel.: 3704-6268. L OTERIAS Concurso 1074 da DUPLA SENA

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Primeiro sorteio 37

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A TÉ LOGO

Anel em ouro com pedras e fragmentos de meteoritos. http://bit.ly/gzr4A Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Fifa inclui Recife e Salvador na Copa das Confederações, com ressalva Número de pessoas que desistiram de cidadania americana cresce 28%

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Anel espacial

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Morre inventor do controle remoto

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Concurso 2903 da QUINA

A ideia é do designer Jung Soo Park e promete resolver o problema de quem sempre perde ou se atrapalha com os pregos na hora de algum conserto.

H ISTÓRIA

Maior torre de comunicações do mundo é inaugurada em Tóquio

O inventor do controle remoto de TV, Eugene Polley, morreu aos 96 anos, em Illinois, EUA, de causas naturais, no fim de semana. Polley criou em 1955 o "Flash Matic", dispositivo que utilizava impulsos de luz e sensores nos aparelhos de televisão para mudar de canal ou apagar a tela. Na época, os canais mudavam involuntariamente em dias de muito sol.


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13 PAC 2012 Governo já investiu R$ 11,3 bilhões nos quatro primeiros meses deste ano

conomia

GREVE Cerca de 8 mil terceirizados da Refinaria de Paulínia pararam

Pacote do governo veio tarde demais

Pelo menos foi a avaliação feita pela consultoria MB Associados para a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) Rejane Tamoto

Elza Fiúza/ ABr

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s medidas de estímulo ao financiamento de veículos, por meio da redução de impostos para a indústria e para a pessoa física e menor compulsório para os bancos, não devem surtir o mesmo efeito de pacote semelhante adotado pelo governo em 2008. Na opinião da sócia da MB Associados, Tereza Maria Fernandez Dias da Silva, o crescimento das vendas de veículos será menor este ano, de 1,2%, com aceleração a partir do segundo semestre. "Nossa projeção de crescimento era de 3,5%, mas agora não dá mais tempo. O governo lançou estas medidas, mas se elas não derem resultado, pode ser que sejam prorrogadas para novembro. Este é um ano de ajuste, de arrumar a casa e a inadimplência", disse ela, durante seminário sobre o setor automotivo, promovido pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), na manhã de ontem. Para Tereza, a imposição do governo para que os bancos reduzam os juros não implica que o financiamento volte na mesma velocidade. "Quem consegue juro menor é quem tem uma boa ficha", disse. Segundo a sócia da MB, os veículos seminovos apresen-

Venda de carro zero depende de comprometimento da renda e dos custos para se manter um automóvel tam uma tendência de crescimento nas vendas neste ano porque seu valor caiu muito em relação ao carro zero. "Em alguns casos o deságio chegou a 55% em uma velocidade maior", afirmou. Múltiplos fatores –T e r e z a disse, ainda, que o crescimento moderado nas vendas de veículos novos neste ano está atrelado às projeções de crescimento menor para a economia, à elevação dos custos para se manter um automóvel, ao maior comprometimento da renda do consumidor com dívidas e às suas novas prefe-

rências de consumo. A projeção de Tereza é de crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, sem levar em consideração uma piora do cenário europeu. No primeiro trimestre deste ano, a produção industrial de veículos caiu 20,4%. No acumulado de 12 meses até abril , a produção encolheu 10% e o total de emplacamentos, 2,6%. Com os estoques na faixa dos 43 dias, acima da média móvel de 37 dias, as montadoras encontraram descompasso entre a produção e as vendas. "A sensação é de gargalo,

mas isso vai se acomodar com o tempo", afirmou. Entre as dificuldades das concessionárias para vender veículos financiados está a restrição de crédito imposta pelos bancos, influenciada pelo aumento da inadimplência, que atingiu o patamar de 5,7% em março deste ano. Deságio – O comprometimento da renda do consumidor com as dívidas, em cerca de 20%, está fortemente associado a esse movimento. Na avaliação da sócia da MB, outro fator que entrou na conta dos bancos é a desvalorização rápi-

da dos veículos, que deixaram de ser uma garantia forte como no passado. "O deságio do carro seminovo aumentou significativamente. Quando a pessoa descobre que está pagando por algo que vale a metade, deixa de pagar. Os bancos vão continuar retraídos em relação ao crédito de risco", afirma a consultora. Além disso, os custos para a manutenção de um veículo também subiram mais de 6% nos 12 meses acumulados até março deste ano, acima do percentual para se manter um imóvel, por exemplo. Casa própria – Na avaliação de Tereza, os imóveis entraram na preferência do consumidor e isso também influenciou a desaceleração das vendas de veículos. "A casa própria já está concorrendo com o carro, já que a renda do brasileiro não comporta duas dívidas grandes. O mesmo fenômeno ocorreu no México", disse. Além disso, o consumidor ficou mais exigente. "Hoje, quem compra boa parte dos modelos 1.0 é o frotista, a locadora de veículos. O consumidor não quer um carro que, com o ar condicionado ligado, não anda", afirmou Tereza, ao criticar a redução de 7% para zero do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para carros 1.0. Leia mais sobre a crise de 2008 e as ações adotadas pelo governo na página 3

Montadoras devem rever planos no Brasil

O

s investimentos já anunciados pelas montadoras estrangeiras no Brasil, no valor de R$ 60 milhões até 2018, deverão ser revisados. na opinião de Tereza Maria Fernandez Dias da Silva, sócia da MB Associados. Isso porque, com menos vendas no Brasil, as montadoras terão menos lucro a remeter a suas matrizes. E o mercado externo não anda nada bem. Dados da Jato Dynamics do Brasil, de abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, indicam que as vendas de carros novos no mercado europeu continuam em queda. O gerente de atendimento ao cliente da Jato Dynamics do Brasil, Milad Kalume Neto, afirma que os países em que as vendas mais caíram são os mais expostos à crise externa, como Itália (18%), Espanha (21,7%), Portugal (-30,2%), Irlanda (-22%) e Grécia (-56,4%). (RT)

Pedro França/ Ag. Senado

Estados pagam o preço das desonerações Sílvia Pimentel

Thiago Teixeira/ AE - 01.08.11

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Mantega em audiência pública no Senado para explicar as mudanças

Mantega: crescimento deve ficar em 4%.

O

Ministério da Fazenda revisou para baixo a p r o j e ç ã o d e c r e s c imento do País neste ano e sinalizou que poderá ter de recorrer a mais estímulos para aumentar o investimento. Ontem, em audiência pública no Senado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, revisou de 4,5% para 4% a previsão oficial de crescimento. Ele citou ainda estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) que mostra que o agravamento da crise internacional pode reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) de países da América Latina em mais 1 ponto percentual. Se isso acontecer, o Brasil crescerá pouco mais que os 2,7% registrados em 2011. Mantega avaliou que não é fácil acelerar o crescimento em um cenário internacional adverso e que o desafio é aumentar o investimento. Depois dos números fracos do primeiro quadrimestre, a expectativa do governo é de uma retomada do crescimento a partir deste mês de maio. O ministro avalia que a situação externa está se agravando, mas disse não acreditar em um cataclismo. "Mesmo que a Grécia saia do euro, haverá um mês, um mês e meio de turbulência, mas vamos superar", afirmou. PIS e Cofins – Mantega admitiu ser difícil desonerar o Pro-

grama de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o que poderia ajudar no investimento, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga a substituição dessa receita por outros tributos, mesmo quando há excesso de arrecadação. Por isso, o governo optou pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Inadimplência – Ele adiantou que estão sendo analisadas medidas para reestruturar a inadimplência no mercado de crédito, sem dar mais detalhes. Segundo o ministro, os atrasos em pagamentos cresceram de 2011 para 2012, mas há mecanismos para reduzi-los, como a liberação de mais crédito. "Temos como reduzir essa inadimplência com nova liberação de crédito, reduzir custo financeiro. Temos mecanismos para reestruturar essa inadimplência. Pensamos em medidas que permitam isso", afirmou. Apesar dos esforços, Mantega reconheceu que é difícil aumentar a competição no setor financeiro brasileiro por ser muito concentrado, mas que os bancos públicos continuarão reduzindo os spreads bancários, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final. (AE)

s medidas anunciadas pelo governo federal para estimular o consumo foram criticadas por especialistas participantes do Congresso sobre Reforma Tributária, promovido pela Academia Internacional de Direito e Economia, que terminou ontem na capital paulista. Para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, o governo federal não pode dar incentivos baseados em impostos que integram o Fundo de Participação dos Estados (FPE) sem arcar com o ônus dessa desoneração. "Não é justo transferir esse ônus para os Estados", disse, referindo-se à redução de 7% para zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos. Tanto o IPI como o Imposto de Renda (IR) são

Nelson Jobim lembra que IPI e IR são tributos partilhados com os Estados partilhados com os Estados. Até o final do ano, o montante partilhado equivalerá a 21,5% da arrecadação deles. O jurista Ney Prado, que preside a Academia Internacional de Direito e Economia, também se mostrou cético. "É difí-

cil competir em um País com normas casuísticas adotadas para atender situações emergenciais e que provocam insegurança jurídica no meio empresarial. O estímulo à produção me parece o mais adequado no momento para o Brasil

enfrentar a conjuntura econômica atual, marcada pela abertura de mercados", afirmou. O grande problema apontado por ele na política de estímulo ao consumo é a inadimplência. "Muitos brasileiros nem imaginavam comprar uma bicicleta e agora estão comprando automóvel", resumiu. Ney Prado lembrou da redução dos impostos que recaem sobre o setor energético. "Há empresas, como a Alcoa, ameaçando deixar o País por causa do custo Brasil." Ao falar sobre a visão do contribuinte para a reforma tributária, o economista Paulo Rabello de Castro afirmou que os pagadores de impostos vivem hoje um "bullying tributário". "Vamos consumir, sim, mas antes o Brasil necessita de investimento e de reformular o modelo tributário atual. Os fiscos reinventam fatos geradores de forma sucessiva."

Skaf: 'Economia não se define por carro 1.0'. Karina Lignelli*

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ara o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, as medidas de estímulo à economia "são positivas, mas pontuais". "Representam redução de 7% a 10% para o consumidor, mas a economia brasileira não se define por carros 1.0. O esgotamento da capacidade de consumo pode ampliar o endividamento a um nível que a oferta de crédito não supriria", afirmou Skaf. "É preciso sim recuperar competitividade, desde que todos os pontos sejam resolvidos. Os juros já estão caindo, mas estão longe do ideal. Assim como o spread bancário, que precisa cair na ponta do balcão para que o consumidor tome crédito nas mesmas bases. Já o dólar a R$ 2 melhorou, mas essa volatilidade não dá segurança. O que não pode é

Patricia Cruz/ LUZ - 29.03.10

ficar a R$ 1,50, como há um ano: isso destrói qualquer competitividade", disse o presidente da Fiesp. Fecomercio – Ontem a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) disse, em nota, que as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, têm "caráter pontual, seletivo e provisório". A entidade pede um plano que "encare os problemas econômicos do Brasil como um todo e não atue somente a conta-gotas, com medidas pontuais para setores específicos". "Indubitavelmente, qualquer medida que visa à redução da carga tributária é saudável para a economia, dado que esta é extremamente abusiva e, até por isso, tem grande capacidade de limitar ou estimular o consumo", afirmou o texto. De acordo com a FecomercioSP, "o governo tem passado a impressão de que os inte-

Paulo Skaf, da Fiesp, chama atenção para o risco de endividamento. resses setoriais podem se sobrepor a um projeto mais amplo de estímulo à economia, com benefícios a todo sistema produtivo, e não apenas àqueles que detêm maior representatividade econômica e política". E ressaltou que "não há como manter o nível de consumo interno se apoiando apenas em segmentos isolados". Por isso, a Fecomercio-

SP apelou "para que as autoridades econômicas também estendam esses estímulos fiscais para todos os demais setores da economia, principalmente para as micro e pequenas empresas, que são as maiores geradoras de emprego no País". E pediu por ações que deem sustentação para a economia continuar crescendo. ( *Com agências)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de maio de 2012


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

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15 A Ford do Brasil divulgou que toda a sua rede de distribuidores vai adotar nova tabela de preços a partir desta quarta-feira.

conomia Svilen Milev/SXC

Veículos já têm hoje outra tabela de preços O consumidor já encontra a partir de hoje nas concessionárias o novo preço dos veículos, segundo as medidas anunciadas pelo governo na segunda-feira.

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consumidor que chegar a uma concessionária já pode exigir o novo preço dos veículos, com o desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme medida anunciada pelo governo federal. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entidade que representa os concessionários, a medida do governo é imediata e todos os carros em estoque devem ser refaturados pelas montadoras. Entretanto, como o processo de refazer a tabela de preços demanda certo tempo, o consumidor que fizer uma compra já pode exigir a nova fatura. "Essa demora de alguns dias é só por causa da definição final dos preços, mas o consumidor pode negociar normalmente na loja", afirmou o gerente de uma conces-

sionária de São Paulo. Assim, um Volkswagen Gol G4 1.0 duas portas, por exemplo, que custava R$ 26.960, com o novo imposto passa a ter o preço de R$ 25.072. A economia será de R$ 1.888. No entanto, cada montadora ou concessionária pode adotar uma ação mais agressiva de valores e dar um desconto ainda maior. Por isso, o consumidor deve ficar atento ao fechar o negócio com o faturamento do veículo, que é finalizado com a emissão da nota fiscal. A demora para adequação das faturas também é apontada pela secretária de vendas da Fiat Amazonas Interlagos, Keila Alves Garcia. "O consumidor já consegue fechar o negócio com os novos preços", disse ela. Ford – A Ford do Brasil divulgou ontem, por meio de nota à imprensa, que toda a sua rede de distribuidores vai adotar

CNPS limita cobrança de juros dos aposentados

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Conselho Nacional de Duas em cada três Previdência Social instituições financeiras que (CNPS) fixou em 2,14% ao oferecem planos de mês o teto para a taxa de parcelamento em 60 juros dos empréstimos prestações cobravam taxas consignados, destinado a superiores a 2,25% ao mês, aposentados e pensionistas. segundo documento Para o cartão de crédito dos apresentado durante reunião beneficiários da Previdência de ontem do Conselho Social, o limite da taxa de Nacional, e elaborado pelo juros mensal foi definido em Ministério da Previdência 3,06%. A medida deve ser Social e pela Associação publicada na edição de hoje Brasileira dos Bancos do Diário Oficial da União. Comerciais (ABBC). (ABr) Paulo Pampolin/Hype Oferecem empréstimos consignados 38 instituições bancárias do País, sendo 33 de pequeno porte, mais o Banco do Brasil (BB), a Caixa, o Itaú, o Santander e o Refazendo as contas dos empréstimos Bradesco.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 126/2012-SMS.G, processo 2012-0.077.291-8, destinado ao registro de preço para o fornecimento de ANTICOAGULANTE, ANTI-ANÊMICO, HORMÔNIO E BLOQUEADOR DE CÁLCIO, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 05 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 155/2012-SMS.G, processo 2012-0.115.577-7, destinado ao registro de preço para o fornecimento de NORFLOXACINO EM COMPRIMIDOS OU COMPRIMIDOS REVESTIDOS COM 400 MG-CP, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 04 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. PREGÃO ELETRÔNICO 157/2012-SMS.G, processo 2012-0.067.513-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de Cloridrato de Clomipramina 25 mg - uni, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14h30min do dia 05 de junho de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 4ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Valores dos automóveis estão mais baixos por conta de descontos como o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) uma nova tabela de preços a partir de hoje. A mudança ocorre dois dias depois de o governo federal anunciar o pacote de medidas de estímulo ao consumo no País, com atenção especial à indústria automotiva. Para exemplificar a redução de preços, a montadora citou o modelo Ford Ka 1.0L, com valor anterior de R$ 23.600 e que passará a custar R$ 21.240 – um desconto de 10%. Na segunda-feira, a equipe

econômica da presidente Dilma Rousseff anunciou a redução da alíquota de IPI para automóveis, baixa no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no financiamento de veículos e corte no depósito compulsório das instituições financeiras junto ao Banco Central (BC) em troca de liberação de crédito para a compra de veículos. Para o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, as medidas devem reduzir os es-

toques de veículos para níveis considerados normais pelo setor em cerca de dois meses. Ele prevê queda dos atuais 45 dias para cerca de 30 nesse período. Segundo o presidente do sindicato das concessionárias de São Paulo, Octávio Vallejo, ainda há mercado para a venda de carros. "O endividamento do brasileiro está alto, concordo, mas temos uma gama de famílias no mercado que ainda não têm carro", diz. (Agências)

BB faz mais um corte para carros

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Banco do Brasil (BB) anunciou ontem a terceira redução de taxas de juros para aquisição de veículos em menos de 60 dias. Segundo nota divulgada pelo BB, as taxas para financiamento de veículos novos, que variavam de 0,95% a 1,99% ao mês, com taxa média de 1,29%, agora passam para 0,77% a 1,79% ao mês, com taxa média de 1,09%. Outra medida anunciada pelo Banco do Brasil é a ampliação do limite financiável para até 100% do valor do veículo. A nova redução, que vigora a partir do dia 24, reflete as medidas anunciadas pelo governo federal para ampliar o crédito e estimular o consumo de automóveis. Em princípio, as novas taxas de juros serão oferecidas

até o dia 30 de junho, acom- veículos. "Nossa expectatipanhando a alteração nas re- va é de que as prestações gras para liberação de depó- dos financiamentos de veísitos compulsórios anuncia- culos no BB tenham uma reda na terçadução signifeira pela ficativa com resolução esta nova 3594 do d im in ui çã o Banco Cendas taxas de tral (BC). juros, somaO viced a a o s b ebilhões de reais. É o presidente nefícios valor a mais que o d e N e g ócom a altecios de Varação no ImBanco do Brasil tem rejo do Banposto sobre para emprestar para co do Brasil, Op eraç ões financiar veículos , Alexandre F i na n c e ir a s Abreu, dis(IOF) e as após as mudanças se, em nota, mudanças no compulsório. que a reduno Imposto ção nas tas o b r e P r oxas de juros dutos Indusirá se somar a outras medi- trializados (IPI), que irão redas anunciadas pelo gover- duzir o custo final de aquisino federal para reduzir o cus- ção dos veículos", afirmou to dos financiamentos de Abreu.

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Compulsório – O Banco do Brasil anunciou ter R$ 2 bilhões extras para emprestar no financiamento a veículos por conta das mudanças no compulsório. E informou também que já está preparado para operar com as novas condições das linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destinadas a pessoas jurídicas, tão logo ocorra a normatização. A redução irá vigorar até 31 de agosto deste ano e tem o objetivo de apoiar a indústria automotiva de ônibus e caminhões. Entre as linhas contempladas estão a aquisição de caminhões e ônibus, crédito para aquisição e exportação de bens de capital e Proengenharia. (AE)

Cresce a intenção do consumo em maio J.F.Diório/AE

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redução de juros aliada à continuação do processo de elevação da renda aumentaram a disposição dos consumidores em comprar. O Índice de Intenção de Consumo (IFC) medido pela Confederação Nacional de Comércio (CNC) subiu 4,8% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com abril, o IFC teve leve avanço de 0,3%. "O otimismo se deu não só pela manutenção do crescimento real da massa salarial, como principalmente pelos efeitos das maiores facilidades de crédito com os cortes das taxas de juros concedidos pelos bancos desde abril", explicou Bruno Fernandes, economista da confederação. Compras – Segundo a CNC, o nível de consumo atual subiu 5,7% na comparação anual e 1,3% ante o mês passado. A disposição para a compra de

O otimismo se deu não só pela manutenção do crescimento real da massa salarial, mas pelas facilidades de crédito. BRUNO FERNANDES

Famílias estão mais dispostas a comprar veículos e eletrodomésticos bens duráveis (veículos, eletrodomésticos, entre outros) subiu 8,1% em relação a maio do ano passado e apresentou queda de 1,6% quando comparado com abril. Segundo a CNC, as famílias também estão dispostas a comprar mais a prazo. Em maio, o índice que mede a in-

tenção de compra parcelada subiu 3,4% na comparação com 2011 e 0,6% ante abril. Em relação ao mercado de trabalho, o item que mede a satisfação das pessoas com o emprego atual avançou 1,3% em maio na comparação com o mesmo período de 2011. No entanto, em relação a abril

deste ano, o índice registrou queda de 0,8%. As famílias também se mostraram mais confiantes em relação à renda atual, com alta de 3,6% na comparação com maio anterior e avanço de 1% ante abril deste ano. De acordo com a pesquisa, as famílias das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm confiança maior na comparação com as do Nordeste e do Norte do País. (Folhapress)


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e Prévia da inflação oficial de maio tem alta de 0,51%

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Entre janeiro e março, foram feitas no País 2,2 bilhões de transações com cartões de crédito, débito e de lojas, segundo entidade que representa o setor.

conomia

Marcello Casal Jr./ABr – 8/1/09

IPCA-15 havia subido 0,43% em abril. A aceleração é resultado de avanço em quatro dos nove grupos do índice.

A

inflação medida, (de 0,75% para 0,81%), vesem maio, pelo Índi- tuário (de 0,49% para 0,97%) ce Nacional de Pre- e saúde e cuidados pessoais ços ao Consumidor (de 0,62% para 0,93%). Amplo - 15 (IPCA-15) teve alta Embora tenha desacelerade 0,51%, depois de ter subido do em relação a abril, o grupo um pouco menos em abril despesas pessoais, no entan(0,43%). O resultado, divulga- to, apareceu em maio com a do ontem pelo Instituto Brasi- maior elevação entre os gruleiro de Geografia e Estatística pos do índice, de 1,32%. O gru(IBGE), ficou dentro das esti- po educação saiu de uma alta mativas dos de 0,05% em analistas do abril para esmercado, tabilidade que esperaem maio e o vam inflação de comunicaentre 0,45% ção passou e 0,63%. de 0,24% paponto percentual Desde o iníra 0,23% nescio do ano, o se período. foi a contribuição indicador do O grupo ardo item cigarro IBGE sobe tigos de resipara a inflação 2,39% e, no dência, que acumulado já vinha aprecaptada pelo dos últimos sentando IPCA-15 para 12 meses, uma queda, tem avanço d e s a c el e r o u o mês de maio. de 5,05%. ainda mais A inflação em maio, ganhou fôlego neste mês na passando de recuo 0,52% pacomparação com abril em ra redução 0,16%. Já o grupo quatro dos nove grupos que transportes saiu de variação compõem o índice. Houve au- positiva de 0,05% para deflamentos mais expressivos em ção de 0,27%. alimentação e bebidas (de Vilões – Os principais res0,31% para 0,62%), habitação ponsáveis pela alta, neste

0,12

Os números do IPCA-15 Maio/2012:

0,51%

Maio/2011:

0,7%

Abril/2012:

0,43%

Acumulado em 2012:

2,39%

Acumulado em 12 meses: Fonte: IBGE

5,05%

mês, do IPCA-15 foram os reajustes dos preços de cigarros, remédios e do feijão carioca. O cigarro, sozinho, contribuiu com 0,12 ponto percentual da taxa mensal. A fatia dos remédios foi de 0,06 ponto e a do feijão carioca, de 0,04 ponto. Juntos, os três itens responderam por 0,22 ponto percentual da inflação do mês, o equivalente a 43% do aumento de 0,51%. O item cigarro apresentou variação de 14,26% no período, em função dos reajustes em vigor desde o dia 6 de abril – foi essa variação que pressionou o grupo despesas pessoais. No caso dos remédios, o aumento foi de 1,85%, reflexo de parte do reajuste que entrou em vigor em 31 de março. Já os preços do feijão subiram 15,3%, elevando a variação acumulada no ano para 66,5%. A explicação está na safra menor, prejudicada por problemas climáticos.

Feijão, ao lado de cigarros e medicamentos, foi o vilão da inflação captada pelo IPCA-15 neste mês. Produtos típicos da cesta básica do brasileiro fizeram a inflação dos alimentos e bebidas dobrar na passagem de abril para maio. As pressões, além do feijão, vieram de óleo de soja (3,72%), farinha de mandioca (3,35%), cerveja (2,72%), leite em pó (2,27%), queijo (2,02%), o arroz (1,66%), pão francês (1,20%) e biscoito (0,97%).

Embora o governo venha pressionando para redução nos juros cobrados de consumidores, as tarifas de serviços bancários pagas pelos brasileiros continuam em alta. O aumento foi de 1,66%. No IPCA fechado de abril, os serviços bancários já tinham subido 1,42%, contribuindo para a alta de 2,23% no grupo despesas pessoais no período.

Para baixo – O principal impacto negativo na inflação de maio veio das passagens aéreas. As tarifas recuaram 10,83% na comparação com abril, levando o item a uma contribuição negativa de 0,06 ponto percentual para a taxa total do IPCA-15. As passagens contribuíram, ainda, para a deflação do grupo transportes. (AE)

OCDE: expansão e risco para preços. Órgão vê aceleração da inflação brasileira em 2013. Para o PIB, a estimativa é de alta de 3,2% para este ano.

O

período de fraco crescimento do Brasil parece estar chegando ao fim, mas ainda existem riscos sob a forma de inflação, crédito e competitividade. A avaliação é do mais recente relatório de perspectivas publicado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a OCDE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai crescer 3,2% neste ano, a mesma taxa prevista no relatório publicado em novembro. A organização elevou a previsão de expansão em 2013 de 3,9% para 4,2% e avaliou que a inflação deverá diminuir para 4,9% neste ano e aumentar para 5,3% em 2013. Os preços mais altos, entretanto, podem voltar à tona em razão do mercado de trabalho e da recuperação do crédito,

fatores que podem ser intensi- gundo a OCDE. Os bancos esficados se o Banco Central tatais têm cortado as taxas (BC) continuar cortando a taxa dos empréstimos, pressiobásica de juros. De todo modo, nando os bancos privados a faa organização disse apoiar a zer o mesmo e, comentou a visão do goOCDE, essa verno brasipressão, soleiro de que mada ao auos juros não mento da inaOs cortes de juros podem voltar d i mp l ê n ci a , podem ser um aos antigos "pode impor níveis, consiriscos" para passo para a d e r a d o s e xos bancos primudança em ce ss iv am envados. O godireção a uma te altos. verno podeestrutura durável "Os cortes rá, por isso, de taxas menores. nas taxas poter de intervir dem ser um em algum RELATÓRIO DA OCDE passo para a momento pajustificada ra "conter um mudança em direção a uma crescimento de crédito possiestrutura durável de taxas de velmente desestabilizador". empréstimos mais baixas." Exterior – Em relação à ecoAinda assim, há riscos asso- nomia global, a OCDE cortou ciados ao movimento do go- previsões de crescimento paverno para reduzir os juros, se- ra os países da zona do euro,

alertando que a crise da dívida pode jogar o bloco em uma espiral de queda se não forem adotadas políticas adequadas. A previsão é de contração de 0,1% em 2012, com crescimento de 0,9% em 2013. Nas suas projeções anteriores, de novembro, a OCDE previa crescimento de 0,2% neste ano e de 1,4% em 2013. No caso da China, a OCDE estima recuperação ainda neste ano, por causa das políticas de estímulo do governo. "O crescimento deverá se acelerar durante 2012 e se estabilizar em mais de 9% em 2013." Já a economia dos Estados Unidos, na visão da organização, deve crescer acima do seu potencial em 2013, reduzindo a taxa de desemprego para 7,4%. As estimativas são de uma alta de 2,4% neste ano e de 2,6% em 2013. (AE)

Paulo Pampolin/Hype

Mercado de cartões tem crescimento de 23%

O

s cartões de crédito, débito e emitidos por lojas e redes de varejo movimentaram um total de R$ 178,5 bilhões no primeiro trimestre de 2012, volume que representa um crescimento de 23% ante igual período do ano passado, de acordo com números divulgados ontem pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Entre janeiro e março, foram 2,2 bilhões em transações.

No final de março, havia no mercado 704 milhões de plásticos. Desse total, 179 milhões eram cartões de crédito; 271 milhões, de débito; e 254 milhões de lojas e redes de varejo. No primeiro trimestre deste ano, os brasileiros gastaram R$ 5,5 bilhões com cartões no exterior, aumento de 7% em 12 meses. "Foi um crescimento bastante agressivo", disse o presidente da Abecs, Claudio Yamaguti. Mesmo com o bom desempenho do

No primeiro trimestre, pagamentos com cartões somaram R$ 178,5 bilhões. primeiro trimestre, a associação mantém a meta de expansão de 20% para o setor em 2012. O executivo atribuiu a expansão do setor ao aumento do consumo, puxado pelos avanços da renda e do emprego.

Yamaguti destacou que a rede de lojistas credenciada cresceu e cada vez mais pessoas têm acesso aos meios eletrônicos. Ele também frisou a continuidade do processo de substituição de cheques e dinheiro, pelos cartões. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Companhia Canavieira de Jacarezinho CNPJ/MF n° 49.648.587/0001-39 – NIRE 35.3.0009093-4 Ata Assembléia Geral Extraordinária realizada em 20/04/12 1. Data, Hora e Local: 20/04/12, 11hs, na sede da Sociedade, situada em SP/SP, na R. Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, cjs 21 e 22, parte, Jd Paulista. 2. Convocação: Convocação efetuada em conformidade com o art. 124 da Lei nº 6.404/76, publicada no DOESP e no Diário do Comércio nos dias 12, 13 e 14/04/12 (páginas 55, 89 e 63), respectivamente, do DOESP, e páginas 25, 19 e 21, respectivamente, do Diário do Comércio). 3. Presenças: Acionistas representando mais de 99% do capital social, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença de Acionistas 4. Mesa: Roberto Oliva de Mesquita - Presidente; Nelson Magalhães Graça - Secretário.5. Ordem do Dia: (a) ratificação da elaboração do laudo de avaliação da parcela a ser cindida no patrimônio líquido da Cia. pelo valor contábil para fins de determinação na redução do capital social da Cia.; (b) exame, discussão e aprovação do Laudo de Avaliação referido no item “a” acima; (c) exame, discussão e aprovação do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial da Cia., firmado em 02/04/12, elaborado nos termos da legislação vigente, contendo, portanto, todos os termos, condições e informações necessárias à compreensão da Proposta de Cisão Parcial da Cia.; (d) aprovação da Cisão Parcial da Cia., nos termos do Protocolo e Justificação de Cisão Parcial e demais documentos colocados à disposição dos acionistas; (e) aprovação da redução do capital social da Cia. em decorrência da Cisão Parcial, com o cancelamento de ações e a respectiva alteração do Estatuto Social da Cia. de forma a refletir a tal redução; e (f) ratificação dos atos já praticados pela Adm. da Cia. em relação à Cisão Parcial e autorização para que os administradores da Cia. possam praticar todos os atos necessários à implementação e formalização da Cisão Parcial da Cia.. 6. Deliberações: Os acionistas presentes, com abstenção dos legalmente impedidos, deliberaram, por unanimidade, sem qualquer ressalva ou emenda (a) ratificar a nomeação dos Srs. Eduardo Lambiasi, brasileiro, casado, contador, RG n° 13.860.921-4 SSP-SP e CRC-SP nº 1SP-162304/O-3 e CPF/MF n° 034.293.678-67; Everton de Araújo Chapeta, brasileiro, casado, contador, RG nº 44.411.639-4 SSP-SP e CRC-SP n° 1SP-274852/P-8 e CPF/MF nº 319.320.868-03;Adriano Bertoldo Alves, brasileiro, casado, contador, RG nº 28.561.592-2 SSP-SP, CRC-SP n° 1SP-290120/O-0 e CPF/MF nº 307.418.328-44, todos com escritório em SP/SP, na R. Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, cjs 21 e 22, parte, Jd Paulista, como peritos responsáveis por elaborar o Laudo de Avaliação de cisão parcial da Cia., e que, a pedido da Adm., já haviam previamente avaliado a referida parcela de patrimônio -- conforme laudo em anexo – e que se encontravam presentes à Assembleia à disposição dos acionistas para prestar as informações que lhe fossem solicitadas; (b) aprovar o Laudo de Avaliação elaborado pelos peritos referidos acima, com base no balanço patrimonial da Cia. levantado em 31/03/12, o qual concluiu por avaliar a parcela cindida do patrimônio da Cia. em R$9.234.946,34, sendo composto de 737 Alqueires de Terras, equivalentes ao montante de R$908.192,72 e 71.885.952 Quotas representativas do capital social da Usina Morretes Ltda., sociedade empresária limitada, com sede em SP/SP, na R. São Bento, nº 329, 11º, Centro, CNPJ nº 79.336.780/0001-03, e com seus atos constitutivos devidamente registrados na JUCESP sob o NIRE 35.2.1672720-0, equivalentes ao montante de R$8.326.753,62; (c) aprovar o Protocolo e Justificação de Cisão Parcial da Cia. Canavieira de Jacarezinho com Incorporação da Parcela Cindida pela São Timóteo Participações Ltda., sociedade empresária limitada com sede em SP/SP, na Av. Paulista, 1842, Torre Norte, 12º, cj 125, s/ 37, Cerqueira César, CNPJ/MF n° 12.125.315/0001-44 e com seus atos registrados perante a JUCESP sob o NIRE 35.224.445.277, documento este elaborado pela administração das sociedades envolvidas e pelos Acionistas Controladores da Cia. em 02/04/12 (“Protocolo e Justificação”), o qual sugeriu a cisão de parcela patrimonial da Cia. nos termos ora aprovados, sob a égide do disposto nos arts. 224, 225 e 229 da Lei nº 6.404/76; (d) aprovar, nos termos do Protocolo e Justificação, a cisão parcial desproporcional da Cia. com incorporação da parcela cindida na São Timóteo Participações Ltda, acima qualificada, nos termos do item (c) acima. Tendo em vista a deliberação ora aprovada, bem como os termos e condições constantes do item 9 do Protocolo e Justificação, (e) aprovar, em razão da operação de cisão parcial desproporcional, a redução do capital social da Cia. em R$9.234.946,34, passando o capital social de R$71.646.314,40 para R$62.411.368,06, com o conseqüente cancelamento de 159.084.113 ações representativas do capital social, todas de titularidade da acionista São Eutiquiano Participações S.A, sociedade por ações com sede em SP/SP, na R. Leopoldo Couto de Magalhães, n° 110, Condomínio Edifício JK Tower, cjs 21 e 22, parte, Jd Paulista, CNPJ/MF nº 12.125.536/0001-12 e com seus atos registrados perante a JUCESP NIRE 35.3.0041757-7. O capital social, portanto, deixa de ser representado por 866.761.438 ações, passando a ser representado por 707.677.325 ações, todas ordinárias escriturais e sem valor nominal. Consequentemente, o caput do art. 5º do Estatuto Social passa a viger com a seguinte redação: “Art. 5º. O Capital Social é de R$62.411.368,06, totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente do país, dividido em 707.677.325 ações ordinárias escriturais e sem valor nominal.”; (f) Autorizar os administradores a praticarem todos os atos necessários à implementação da cisão parcial da Cia. com incorporação da parcela cindida na São Timóteo Participações Ltda., inclusive a subscrição das quotas resultantes do aumento de capital da São Timóteo Participações Ltda., por ordem e conta exclusiva de São Eutiquiano Participações S.A., sócia detentora da totalidade das quotas representativas do capital social da Receptora, na forma do § 2º do art. 227 e do § 3º do art. 229 da Lei nº 6.404/76, as quais serão integralizadas mediante versão da parcela cindida do patrimônio da Cia.. 7. Lavratura da ata e Encerramento: Nada mais havendo a tratar e ninguém tendo pedido a palavra, determinou o Sr. Presidente suspender os trabalhos até que fosse lavrada, na forma de sumário dos fatos ocorridos, esta ata, a qual, após lida, foi achada conforme e assinada. SP, 20/04/12. Roberto de Oliva Mesquita - Presidente - Nelson Magalhães Graça - Secretário - Acionistas: São Eutiquiano Participações S.A. - CNPJ nº 12.125.536/0001-12 - Companhia Agrícola Usina Jacarezinho - CNPJ n° 61.231.478/0001-17. Jucesp 213.330/12-0 em 21/05/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

Isoldi Participações S/A. CNPJ n° 62.051.263/0001-87 - NIRE: 35.300.025.059 Ata da Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 24 de abril de 2012 Aos 24 (vinte e quatro) dias do mês de abril de 2012, às 09:00 horas, reuniram-se em Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária na sede social, à Rua São Bento, 365, 13º andar, São Paulo, SP, os acionistas da Isoldi Participações S/A., representando quorum legal, conforme folha nº 09 do Livro nº 02 “Registro de Presença dos Acionistas”. Aclamado para dirigir os trabalhos, o Sr. Geraldo Isoldi de Mello Castanho, assumindo a presidência, convidou a mim, Clóvis Joly de Lima Júnior para exercer a função de secretário e eu aceitei, ficando assim instalada a assembléia geral ordinária e extraordinária. Dando início aos trabalhos o Sr. Presidente solicitou ao senhor secretário, que procedesse a leitura da “Ordem do Dia”, conforme Edital de Convocação publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio dos dias 10, 11 e 12/04/2012, que é a seguinte: “Ordem do Dia: a)-aprovação do relatório da diretoria, balanços e demais demonstrações contábeis, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2011; b)-ratificação do pagamento de juros sobre capital próprio no exercício de 2011; c)-destinação do resultado líquido do exercício de 2011; d) - eleição da diretoria; e)-fixação da verba máxima para pagamento dos honorários da diretoria no corrente exercício, e f)- outros assuntos de interesse social”.Terminada a leitura da ordem do dia, o Sr. Presidente informou que os documentos mencionados no item “a” da mesma, foram publicados no Diário do Comércio e no Diário Oficial do Estado de São Paulo do dia 22/03/2012, estando os mesmos à disposição dos senhores acionistas. Em seguida o Sr. Presidente pôs em discussão e votação o item “a” da ordem do dia e foram aprovados o relatório da diretoria, balanços e demais demonstrações contábeis, com pareceres dos auditores BDO RCS Auditores Independentes, relativos ao exercício encerrado em 31/12/2011, deliberados “ad-referendum” da AGOE, na reunião da diretoria de 16/03/2012. Passando ao item “b” da ordem do dia, foi ratificada por unanimidade a decisão tomada pela Diretoria na reunião de 29/12/2011, “ad-referendum” da AGOE, que deliberou pelo pagamento de juros sobre capital próprio, no valor de R$909.704,95 (novecentos e nove mil, setecentos e quatro reais e noventa e cinco centavos) referente ao exercício de 2011. Em votação do item “c” da ordem do dia, foi aprovado, por unanimidade, o pagamento de dividendos aos acionistas, referente ao resultado líquido do exercício de 2011, no valor total de R$1.588.184,57 (hum milhão, quinhentos e oitenta e oito mil, cento e oitenta e quatro reais e cincoenta e sete centavos), equivalente a R$0,4085 por ação em circulação, a ser efetivado até 30/04/2012. Passando ao item “d” da ordem do dia procedeu-se a eleição da Diretoria para o período de 2 (dois) anos, mandato que terminará na data em que se realizar a Assembléia Geral Ordinária do ano 2014, tendo sido reeleitos os diretores, que são os seguintes: Diretor Presidente, Sr. Geraldo Isoldi de Mello Castanho, brasileiro, viúvo, bacharel em administração de empresas, residente e domiciliado em Florianópolis, SC, à Rua Henrique Bruggemann, 90, Apto. 402, CPF/MF nº 045.112.128-72 e RG nº 666.116; Diretor Gerente, Sr. Clovis Joly de Lima Júnior, brasileiro, casado, empresário, residente e domiciliado na Rua Fernão Cardim, 251, Apto. 11, Jardim Paulista, São Paulo, SP, CPF/MF nº 045.299.958-87 e RG nº 1.719.936. Colocado em votação o item “e” da ordem do dia, a acionista Edith Pinheiro Guimarães Isoldi sugeriu que fosse mantida a mesma verba do ano anterior, ou seja, até R$1.000.000,00 (hum milhão de reais) os honorários anuais da Diretoria para o período do mandato para o qual os Diretores foram eleitos nesta Assembléia, sendo que a divisão do mesmo será feita de comum acordo entre os diretores. Colocada em votação, a proposta foi aprovada por unanimidade. Passando ao item “f” da ordem do dia, o Diretor Presidente fez uma explanação das atividades desenvolvidas pela sociedade até a presente data, respondendo as perguntas formuladas pelos senhores acionistas. Não havendo mais nada a tratar, o Sr. Presidente ofereceu a palavra a quem dela quisesse fazer uso, e como não houve nenhuma manifestação, encerrou a assembléia e determinou a lavratura da presente ata, que foi lida, aprovada e assinada por todos os presentes. São Paulo, 24 de abril de 2012. Mesa: Geraldo Isoldi de Mello Castanho - Presidente - Clóvis Joly de Lima Júnior - Secretário - Acionistas: Edith Pinheiro Guimarães Isoldi - Clóvis Joly de Lima Júnior - Maria Celina Exner Godoy Isoldi - p.p. Ana Luiza Godoy Isoldi - Geraldo Isoldi de Mello Castanho - Carlos Alberto da Silveira Isoldi Filho - p.p. Ana Luiza Godoy Isoldi - Ana Luiza Godoy Isoldi - Ana Beatriz Godoy Isoldi Pizani - p.p. Ana Luiza Godoy Isoldi - Maria Fernanda Guimarães Isoldi - Inês Eloísa da Silveira Isoldi - Mariana Isoldi de Morais - Maria Clara Isoldi Whyte. Jucesp 200.668/12-2 em 17/05/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: TOMADAS DE PREÇOS A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para execução de Obras: TOMADA DE PREÇOS Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00681/12/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Maj. Fonseca - Rua Venâncio Ayres, 108 - CEP: 18200-660 Centro - Itapetininga-SP - 210 - 15,96 - R$ 76.962,00 - R$ 7.696,00- 10:00 - 12/06/2012. 69/00666/12/02 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Ernestina Loureiro Miranda - Rua Santino Leme de Almeida, s/nº - CEP: 18211-180 - Vila Belo Horizonte - Itapetininga-SP - 210 - 586,29 - R$ 144.107,00 - R$ 14.410,00- 09:30 - 12/06/2012. 70/00609/12/02 - Construção de Cobertura de Quadra em Estrutura Mista e Reforma de Prédio Escolar - EE Profª Leila Sabino - Rua Silvilino Mantovanini, 300 - Cep: 04925-040 - Jd. Riviera - São Paulo/SP - 150 - R$ 39.315,00 R$ 3.931,00 - 10:30 - 12/06/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 23/05/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 40,00 (quarenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: Pregão Eletrônico nº 54/00270/12/05 OBJETO: Aquisição de kit multimídia de projetor, tela, suporte para projetor, caixa de som, DVD e bolsas A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para : Aquisição de kit multimídia de projetor, tela, suporte para projetor, caixa de som, DVD e bolsas. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 23/05/2012, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 05/06/2012, às 09:30 horas, e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 23/05/ 2012, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 22 de maio de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

ECONOMIA/LEGAIS - 17

GBM Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. CNPJ: 09.391.874/0001-91 Relatório da Administração Senhores acionistas, notas explicativas e do relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras. Submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras da GBM Brasil Distribuidora de Títulos e VaSão Paulo, 15 de março de 2012 lores Mobiliários S.A. referentes ao exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, acompanhadas de A Diretoria. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 - (Em milhares de reais) Ativo Nota 2011 2010 Passivo Circulante Circulante Disponibilidades 4 194 94 Outras obrigações: Títulos e valores mobiliários: Fiscais e previdenciárias Carteira própria 5.a 6.016 1.121 Negociação e intermediação de valores Outros créditos: Diversas Rendas a receber 6.a/14 354 145 Negociação e intermediação de valores 6.b – 356 Patrimônio líquido Diversas 47 56 Capital social: 401 557 De domiciliados no exterior 6.611 1.772 Aumento de capital Não circulante Ajustes de avaliação patrimonial Títulos e valores mobiliários: Prejuízos acumulados Carteira própria 5.b 319 – Imobilizado de uso: 7 Outras imobilizações de uso 647 494 Depreciação acumulada (134) (45) 513 449 Intangivel Ativos intangíveis 8 63 – Amortização acumulada (7) – 56 – 888 449 Total 7.499 2.221 Total

Nota

2011

2010

94 455 76 625

58 355 27 440

9

10 10

16.711 5.860 – 855 53 (5) (9.890) (4.929) 6.874 1.781

7.499

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 (Em milhares de reais) Aumento de Ajustes de avaliação Prejuízos Capital capital patrimonial acumulados Semestre findo em 31 de dezembro de 2011 Saldos em 1º de julho de 2011 16.711 – (1.140) (6.228) Ajuste ao valor de mercado – Títulos disponíveis para venda – – 1.193 – Prejuízo do semestre – – – (3.662) Saldos em 31 de dezembro de 2011 16.711 – 53 (9.890) Mutações do semestre – – 1.193 (3.662) Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 Saldos em 1º de janeiro de 2011 5.860 855 (5) (4.929) Aumento de capital (Nota 9.b) – 9.996 – – Homologação do aumento de capital pelo Banco Central 10.851 (10.851) – – Ajuste ao valor de mercado – Títulos disponíveis para venda – – 58 – Prejuízo do exercício – – – (4.961) Saldos em 31 de dezembro de 2011 16.711 – 53 (9.890) Mutações do exercício 10.851 (855) 58 (4.961) Exercício findo em 31 de dezembro de 2010 Saldos em 1º de janeiro de 2010 4.093 693 (5) (2.959) Homologação do aumento de capital pelo Banco Central 1.767 (1.767) – – Aumento de capital (Nota 9.b) – 1.929 – – Prejuízo do exercício – – – (1.970) Saldos em 31 de dezembro de 2010 5.860 855 (5) (4.929) Mutações do exercício 1.767 162 – (1.970)

2.221

Total 9.343 1.193 (3.662) 6.874 (2.469) 1.781 9.996 – 58 (4.961) 6.874 5.093 1.822 – 1.929 (1.970) 1.781 (41)

Demonstrações de resultados Exercícios findos em 31/12/2011 e 2010 e semestre findo em 31/12/2011 - (Em milhares de reais, exceto o prejuízo por ação) Nota 2011 2010 2º semestre Exercício Exercício Rec. da interm. financeira Res. de operações com tít. e valores mobiliários 336 642 112 Prej. c/ tít. de renda variável 5 (2.467) (2.467) – Res. bruto de interm. financeira (2.131) (1.825) 112 Outras rec. (desp.) operac. Rec. de prest. de serviços 11 532 1.147 878 Despesas de pessoal (1.056) (2.008) (1.494) Outras desp. administrativas 15 (927) (2.084) (1.345) Despesas tributárias (45) (115) (71) Outras rec. operacionais 29 36 2 Outras desp. operacionais (64) (112) (45) (1.531) (3.136) (2.075) Resultado operacional (3.662) (4.961) (1.963) Resultado não operacional – – (7) Res. antes da tributação sobre o lucro (3.662) (4.961) (1.970) Prej. do semestre/exerc. (3.662) (4.961) (1.970) Quantidade de ações 9.a 235.885.970 235.885.970 35.965.970 Prejuízo por ação (0,02) (0,02) (0,05) Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31/12/2011 e 2010 e semestre findo em 31/12/2011 - (Em milhares de Reais) 2011 2010 2º sem. Exerc. Exerc. Fluxos de caixa das atividades operacionais: Prejuízo do semestre/exercício (3.662) (4.961) (1.970) Ajustes por: Ajs. ao valor de merc. de tít. e valores mob. 1.193 58 – Depreciação e amortização 48 96 23 (2.421) (4.807) (1.947) Variação nos ativos e passivos: Red. (aum.) em títulos e valores mobiliários 153 (5.214) 462 Redução de outros créditos 1.501 156 1.587 Redução de outros valores e bens 1 – 52 Aumento (Redução) em outras obrigações (1.110) 185 (1.742) Cx. líq. utilizado nas atividades operacionais (1.876) (9.680) (1.588) Fluxos de cx. das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado de uso (15) (153) – Aquisição de intangível (33) (63) (379) Cx. líq. utilizado nas atividades de invest. (48) (216) (379) Fluxo de caixa das atividades de financiamento Aumento de capital – 9.996 1.929 Cx. líq. proveniente das atividades de financ. – 9.996 1.929 (Red.)/aum. do caixa e equivalentes de caixa (1.924) 100 (38) Cx. e equiv. de cx. no início do semestre/exercício 2.118 94 132 Cx. e equiv. de cx. no encer. do semestre/exerc. 194 194 94

Notas explicativas às Demonstrações Financeiras - Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 e semestre findo em 31 de dezembro de 2011 - (Em milhares de reais, exceto o valor nominal da ação) 1 Contexto operacional: A GBM Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Distribuidora”) foi autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BACEN) em 20 de fevereiro de 2008 e foi constituída em 27 de fevereiro de 2008, passando a estar apta a operar a partir de julho de 2008. A Distribuidora é uma sociedade anônima de capital fechado, com sede desde 10 de janeiro de 2011 na cidade de São Paulo, na Rua do Rocio 350, 4º andar - conjunto 42 (anteriormente Av. Ataulfo de Paiva, 341 – 701, Rio de Janeiro – RJ). Possui como objeto social a prática de operações inerentes às distribuidoras de títulos e valores mobiliários incluindo a compra e venda de títulos e valores mobiliários, por conta própria e de terceiros, a administração de carteiras e custódia de títulos e valores mobiliários, a instituição, organização e administração de fundos e clubes de investimento, a prática de operações de conta margem, conforme regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários e a prestação de serviços de intermediação e de assessoria ou assistência técnica em operações e atividades nos mercados financeiros e de capitais. A Distribuidora vem apresentando prejuízos operacionais desde o início de suas operações, de forma que a sua continuidade depende do incremento de suas operações e/ou continuidade do suporte financeiro de seus acionistas. Durante o semestre findo em 31 de dezembro de 2011 a maior parte das receitas da Distribuidora está relacionada a serviços prestados à clientes da GBM Internacional Inc. e GBM Casa de Bolsa S.A. de C.V. Ademais, durante o exercício, o acionista controlador efetuou aumento de capital de R$ 9.996 conforme descrito na Nota Explicativa nº9(b). Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, as receitas com prestação de serviços cresceram em comparação ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011. A Administração está realizando esforços para incrementar essas receitas em grande escala e espera obter resultados positivos em 2012. Este fato deverá diminuir a dependência da Distribuidora dos aportes de capital de seus acionistas. 2 Apresentação das demonstrações financeiras: As demonstrações financeiras da Distribuidora são de responsabilidade da sua Administração, foram elaboradas com observância das práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando, a partir do exercício de 2008, as alterações trazidas pela Lei nº 11.638/07 e pela Medida Provisória nº 449/08, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, e normas e instruções do Banco Central do Brasil - BACEN, e estão apresentadas em conformidade com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF. Na elaboração das demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2011 e 2010, a Distribuidora levou em consideração a aplicação das alterações na Legislação Societária introduzidas pela Lei nº 11.638/07, com as respectivas modificações da Lei nº 11.941/09, que foram regulamentadas pelo BACEN até o momento. São elas: (a) tratamento contábil do saldo das reservas de capital e da destinação dos lucros acumulados; (b) tratamento contábil do ativo imobilizado e do diferido; (c) reconhecimento, mensuração e divulgação de perdas em relação ao valor recuperável de ativos; (d) apresentação das demonstrações dos fluxos de caixa em substituição das demonstrações das origens e aplicações de recursos; (e) reconhecimento, mensuração e divulgação de provisões, contingências passivas e contingências ativas e (f) contabilização e divulgação sobre eventos subsequentes. As mudanças das Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09 não trouxeram impactos nas demonstrações financeiras da Distribuidora. A autorização para conclusão destas demonstrações financeiras foi dada pela Administração em 15 de março de 2012. 3 Resumo das principais práticas contábeis: As principais práticas contábeis adotadas pela Distribuidora são as seguintes: a. O resultado das operações é apurado pelo regime de competência. b. O ativo circulante é demonstrado pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias (em base pro rata dia) e cambiais auferidos, deduzido da correspondente renda de realização futura e/ou provisão para perda. c. Os títulos e valores mobiliários, classificados como disponíveis para venda nos termos da Circular BACEN nº 3.068/01 (Nota Explicativa nº 5), foram avaliados ao valor de mercado, em contrapartida a conta específica do patrimônio líquido, líquido dos efeitos tributários. d. O imobilizado de uso é registrado pelo custo de aquisição. A depreciação é calculada pelo método linear com base no prazo de vida útil estimada dos bens. e. O ativo intangível compreende softwares mensurados pelo custo de aquisição, menos despesa de amortização. A amortização é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual, e, é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, que não ágio, a partir da data em que estão disponíveis para uso, já que esse método é o que mais reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. f. O passivo circulante é demonstrado pelo valor da obrigação acrescido, quando aplicável, do encargo e da variação monetária (em base pro rata dia) e cambial incorrida. g. A provisão para imposto de renda é constituída com base no lucro contábil, ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação fiscal, à alíquota de 15%, acrescida de adicional de 10% sobre o lucro tributável anual excedente a R$ 240, quando aplicável. A provisão para contribuição social sobre o lucro é constituída à alíquota de 15%. A Distribuidora não constituiu imposto de renda e contribuição social diferidos sobre os prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social por não atender aos requisitos estabelecidos pela Resolução nº 3.059/02 do Conselho Monetário Nacional. h. De acordo com o CPC01, aprovado pela resolução CMN 3.566 de 29 de maio de 2008, com base na análise da Administração, se o valor contábil dos ativos da Distribuidora exceder o seu valor recuperável, é reconhecida uma perda por impairment no resultado. i. A elaboração das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Distribuidora revisa as estimativas e premissas periodicamente. j. O prejuízo por ação apresentado na Composição da Diretoria: Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Acionistas e Administradores da GBM Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. São Paulo - SP - Examinamos as demonstrações financeiras da GBM Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (“Distribuidora”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações financeiras: A Administração da Distribuidora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstra-

demonstração do resultado é calculado com base na quantidade de ações em circulação na data do balanço. 4 Disponibilidades: 2011 2010 Caixa 2 1 Depósitos Bancários 192 93 194 94 5 Títulos e valores mobiliários: A carteira de títulos e valores mobiliários em 31 de dezembro de 2011 e 2010 é como se segue: a .Circulante 2011 2010 Valor Valor Descrição Custo de Ganhos de Atual. merc. (Perdas) merc. Valores mobiliários disponíveis para venda: Carteira própria livre: Cotas de fundos de investimento 2.096 2.096 – – Ações de companhia aberta (a) 1.301 1.307 6 – Carteira própria garantia: Ações de companhia aberta (a) 843 843 – – Títulos disponíveis para venda: Carteira própria livre: Letras do Tesouro Nacional 478 479 1 1.121 Carteira própria em garantia: Letras do Tesouro Nacional 1.245 1.291 46 – 5.963 6.016 53 1.121 b. Não Circulante 2011 2010 Valor Valor Descrição Custo de Ganhos de Atual. merc. (Perdas) merc. Carteira própria Livre: Letras do Tesouro Nacional 319 319 – – 319 6.335 53 – As datas de vencimento das LTNs são 1º de abril de 2012, 1º de julho de 2012 e 2º de janeiro de 2013 (2010: 1º de abril de 2011). O valor de mercado dos títulos públicos é apurado com base na cotação do Mercado Secundário divulgado pela ANBIMA - Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Os ganhos e/ou perdas não realizados, líquidos dos efeitos tributários, foram contabilizados como ajuste de títulos e valores mobiliários, em contrapar tida a conta específica do patrimônio líquido. (a) Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 a Distribuidora registrou uma perda no resultado montante de R$ 2.467, referente à sua posição nas ações da Hypermarcas S.A., tendo em vista a queda de 59,15% no valor de mercado da ação entre a data de aquisição e a data de repor te. 6 Outros créditos: a. Rendas a Receber: 2011 2010 Serviços prestados pela intermediação de compra e venda de títulos e valores mobiliários 354 145 b. Negociação e intermediação de valores 2011 2010 Liquidações pendentes de operações em bolsa por conta e ordem de clientes – 356 7 Imobilizado: Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, o imobilizado apresenta a seguinte composição: Taxa de depreciação 2011 2010 ao ano - % Instalações 150 150 10 Móveis e equipamentos de uso 102 88 10 Equipamentos 42 48 10 Sistema de processamento de dados 336 191 20 Sistema de segurança 17 17 20 647 494 Depreciação acumulada (134) (45) 513 449 8 Intangível: Em 31 de dezembro de 2011 e de 2010, o intangível apresenta a seguinte composição: Taxa de amortização Com vida útil definida Vida útil 2011 2010 ao ano - % Softwares 5 anos 63 – 10 Amortização acumulada (7) – 56 – 9 Outras obrigações: a. Fiscais e previdenciárias 2011 2010 Previdência social 36 30 Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS 20 9 IRRF sobre salários 27 10 Outros 11 9 94 58 b. Negociação e intermediação de valores 2011 2010 Liquidações pendentes de operações em bolsa por conta e ordem de clientes 455 355 c. Diversas 2011 2010 Despesas de pessoal 76 – Outros – 27 76 27 10 Patrimônio líquido: a. Capital social - O capital social é representado por 235.885.970 ações ordinárias nominativas (2010: 35.965.970 ações ordinárias nominativas), sem valor nominal e em 31 de dezembro de 2011 estava assim apresentado:

% Valor GBM SA Holdings, INC 99,99 16.710 Portfolio Investments, INC 0,01 1 Total 100,00 16.711 Composição do capital: Capital autorizado 235.885.970 – 16.711 b. Aumento de capital - Em Assembleia Geral Extraordinária de Cotistas de 26 de janeiro de 2011 foi aprovado o aumento do capital social da Distribuidora mediante subscrição de 199.920.000 ações ordinárias no montante de R$9.996 pela acionista GBM S.A. Holding, Inc., que foi aprovado pelo Banco Central do Brasil (BACEN) em 23 de março de 2011. Em Assembleias Gerais Extraordinárias realizadas em 30 de junho e 17 de dezembro de 2010, foram deliberados aumentos de capital da Distribuidora nos montantes de R$ 1.074 e R$ 855 respectivamente, mediante a emissão de 11.425.531 e 14.250.000 ações ordinárias nominativas totalmente subscritas e integralizadas pela acionista GBM SA Holdings, INC. Em 31 de dezembro de 2010, o aumento de capital deliberado em 17 de dezembro de 2010 no montante de R$ 855 se encontrava sujeito à aprovação pelo Banco Central do Brasil e conforme Circular 2.750/97 do Banco Central do Brasil, encontrava-se classificado em conta destacada no patrimônio líquido até que ocorresse a sua aprovação. c. Dividendos - De acordo ao disposto no artigo 16 do estatuto social da Distribuidora, ao final de cada exercício social, em caso de resultado positivo, 25% do lucro líquido verificado deverá ser destinado para pagamento do dividendo mínimo obrigatório aos acionistas. Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Distribuidora apresentou prejuízo. d. Ajustes de avaliação patrimonial - Representa os ganhos ou perdas não realizadas, líquido dos efeitos tributários, decorrentes do ajuste ao valor de mercado dos títulos e valores mobiliários classificados como “disponíveis para venda”, conforme mencionado na Nota Explicativa nº 5. Tais ganhos ou perdas são transferidos para as correspondentes contas do resultado do período em que ocorrer a sua efetiva alienação, ou imparidade. 11 Receitas de prestações de serviços: 2011 2010 Intermediação de compra e venda de títulos e valores mobiliários 1.147 878 12 Instrumentos financeiros derivativos: A Distribuidora não efetuou operações com instrumentos financeiros derivativos durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. 13 Imposto de renda e contribuição social: Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 a Distribuidora não apurou lucro tributável para imposto de renda, nem base positiva para contribuição social. 14 Transações com partes relacionadas: Em 31 de dezembro de 2011 e 2010, os saldos referentes a transações entre a Distribuidora, sua Controladora e afiliadas, que foram realizadas em condições usuais de mercado, estão apresentados como se segue: Receita de Rendas a prestação de receber serviçõs 2011 2010 2011 2010 GBM Grupo Bursatil Mexicano S.A. CV 24 119 649 226 GBM International, INC 330 26 498 546 Total 354 145 1.147 772 A Distribuidora presta serviço de corretagem para suas partes relacionadas, cobrando taxa de corretagem correspondente a 0,01% da transação. Em 26 de janeiro de 2011, a controladora GBM SA Holdings, INC. aportou capital no montante de R$ 9.996. Em 30 de junho e 17 de dezembro de 2010, a controladora GBM SA Holdings, INC. aportou capital nos montantes de R$ 1.074 e R$ 855, respectivamente. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 os diretores da Distribuidora receberam o montante de R$ 516 (2010: R$ 687) incluindo salários e outros benefícios. 15 Outras despesas administrativas: 2011 2010 Despesas de serviços do sistema financeiro (504) (67) Despesas de serviços técnicos especializados (366) (610) Despesas de aluguéis (399) (183) Despesas de viagem no exterior (75) – Despesas de viagem no país (44) (145) Despesas de comunicações (149) (68) Despesas de processamento de dados (133) (27) Despesas de condomínio (65) (46) Despesas de publicações (73) (25) Despesas de depreciação e amortização (96) (23) Despesas de transporte (35) – Outras (145) (151) (2.084) (1.345) 16 Limite operacional (acordo de Basileia): As instituições financeiras e entidades equiparadas têm que manter patrimônio líquido mínimo de 11% dos seus ativos ponderados por graus de risco às exposições em ouro, moedas estrangeiras e operações sujeitas a variação cambial, a variação de taxas de juros, variação do preço de commodities, variação do preço de ações classificadas na carteira de negociação e ao risco operacional conforme normas e instruções do BACEN. A Distribuidora está enquadrada neste limite operacional em 31 de dezembro de 2011 e 2010. 17 Outras informações: Ouvidoria - O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e sua estrutura e seus procedimentos atendem às disposições estabelecidas por meio da resolução CMN nº 3.477, de 26 de julho de 2007. Diretor: Alexandre Werneck - CPF:018.386.817-01 Contador: Carlos Alberto Giolo dos Santos CPF: 987.093.218-53 - 1SP127139/O-6

Diego Ramos

Alexandre Brandão Werneck

ções financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Distribuidora para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Distribuidora. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de

auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da GBM Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho das suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ênfase: Chamamos a atenção para Nota Explicativa nº 1 às demonstrações financeiras, que descreve que a Distribuidora vem apresentando prejuízos operacionais desde o início de suas operações, de forma que a sua continuidade depende do incremento das suas operações e/ou continuidade do suporte financeiro de seus acionistas. As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade normal dos seus negócios. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Rio de Janeiro, 15 de março de 2012. KPMG Lino Martins da Silva Junior Auditores Independentes Contador CRC SP-014428/O-6 F-RJ CRC 1RJ-083314/O-7 S-SP

2011 Acionista

Quantidade de ações 235.885.969 1 235.885.970

Cetenco Engenharia S.A. CNPJ/MF nº 61.550.497/0001-06 – NIRE 35.300.024.079 Extrato da Ata da Assembléia Geral Ordinária Data, Hora e Local: 26 de abril de 2012, às 12:00 horas, na Rua Maria Paula, 36 – 8º andar: Composição da Mesa: Presidência – Domingos Malzoni, Secretário – Gildo Alberto Olson. Edital de Convocação: Publicado nas edições dos dias 18, 19 e 20/04/12 do Diário Oficial do Estado de São Paulo e do Diário do Comércio. Deliberações: Por unanimidade de votos foram aprovados: 1) As contas da Diretoria, consubstanciadas no Balanço Patrimonial e demais demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/2011, acompanhados do Parecer dos Auditores Independentes, colocados à disposição dos acionistas através de anúncios publicados nos dias 23, 24 e 27/03/2012 no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio e publicado na íntegra em 21/04/2012 no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário do Comércio. 2) A distribuição do lucro líquido: a) do lucro líquido de R$ 23.439.981,17 (vinte e três milhões, quatrocentos e trinta e nove mil, novecentos e oitenta e um reais e dezessete centavos) deduzir a importância de R$ 1.171.999,06 (um milhão, cento e setenta e um mil, novecentos e noventa e nove reais e seis centavos) a título de Reserva Legal; b) transferência do saldo remanescente para a reserva de Lucros a Realizar tendo em vista de o mesmo não ter sido realizado financeiramente. São Paulo, 26 de abril de 2012. Domingos Malzoni – Presidente – Gildo Alberto Olson – Secretário – Acionistas: p/ Construtora Centenário S.A. – Empreendimentos e Participações – Marco Antonio Malzoni e Luiz Carlos Magalhães – Domingos Malzoni, Marco Antonio Malzoni, Renato Aufiero Malzoni, Luiz Carlos Magalhães e Gildo Alberto Olson. A presente é cópia fiel da ata original arquivada na sede da sociedade. a) Gildo Alberto Olson – Secretário. Junta Comercial do Estado de São Paulo. Certifico o registro sob o nº 196.660/12-9, em 11/05/12. a) Gisela Simiema Ceschin – Secretária Geral.

PREFEITURA DE ESPÍRITO SANTO DO TURVO Extrato de Edital TOMADA DE PREÇO nº 02/2012 A Prefeitura de Espírito Santo do Turvo torna público, para conhecimento dos interessados, que está aberta a licitação na modalidade Tomada de Preços do tipo Menor Preço, para pessoas previamente cadastradas até dia 05 de junho de 2012, para a contratação de empresa para execução de 5.376,10 m² Pavimentação Asfáltica CBUQ e 1.143,20 metros de Guias e Sarjetas, na Rua Ana Geralda Oliveira Carneiro, no bairro Jardim Vitória, em Espírito Santo do Turvo, conforme descrição e detalhamento previsto no anexo I (memorial descritivo, Planilha Orçamentária e Cronograma Físico Financeiro e projetos), no prazo máximo de 90 (noventa) dias, contados a partir da assinatura do contrato. O recebimento dos envelopes contendo os documentos e proposta será até o dia 11 de junho de 2012, às 10h00min, na sede da Prefeitura de Espírito Santo do Turvo, situada na Rua Lino dos Santos, s/nº, sendo que a sessão será realizada a seguir, nos termos da legislação vigente. O edital na íntegra encontra-se à disposição no endereço acima e poderá ser retirado no horário de expediente, no site www.espiritosantodoturvo.sp.gov.br ou solicitado por e-mail: marcos@espiritosantodoturvo.sp.gov.br, por telefone: 14-33759500, até as 24 horas que antecedem a data de recebimento dos envelopes, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 25,00 (vinte cinco reais). Maiores informações poderão ser obtidas na Prefeitura – Setor de Licitações, ou através do telefone acima indicado. Espírito Santo do Turvo/SP, 21 de maio de 2012. Marcos Aurélio Oliveira - Presidente da Comissão de Licitação.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

FDE AVISA: CONCORRÊNCIA A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que achase aberta licitação para execução de Obras: CONCORRÊNCIA Nº - OBJETO - PRÉDIO - LOCALIZAÇÃO - PRAZO - ÁREA (se houver) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO MÍNIMO P/PARTICIPAR - GARANTIA DE PARTICIPAÇÃO - ABERTURA DA LICITAÇÃO (HORA E DIA) 69/00683/12/01 - Construção de Ambientes Complementares com Fornecimento, Instalação, Licenciamento e Manutenção de Elevador e Reforma de Prédios Escolares - EE/DER Prof. Modesto Tavares de Lima/ Itapetininga - Sede Rua Acácio de Moraes Terra, 376 - CEP: 18214-385 - Vila Aparecida - Itapetininga-SP e EE Des. Bernardes Junior Rua Itapetininga, s/nº - CEP: 18200-000 - Vila Arruda - Itapetininga-SP - 210 - 15,44 - R$ 151.961,00 - R$ 15.196,00- 09:30 - 25/06/2012. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital e o respectivo Caderno de Encargos e Composição do BDI na SEDE DA FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 - São Paulo/SP ou através da Internet pelo endereço eletrônico www.fde.sp.gov.br. Os interessados poderão adquirir o Edital completo através de CD-ROM a partir de 23/05/2012, na SEDE DA FDE, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, mediante pagamento não reembolsável de R$ 50,00 (cinquenta reais). Todas as propostas deverão estar acompanhadas de garantia de participação, a ser apresentada à Supervisão de Licitações da FDE, conforme valor indicado acima. Os invólucros contendo a PROPOSTA COMERCIAL e os DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO deverão ser entregues, juntamente com a Solicitação de Participação, a Declaração de Pleno Atendimento aos Requisitos de Habilitação e a garantia de participação, no Setor de Protocolo da Supervisão de Licitações - SLI na SEDE DA FDE, até 30 minutos antes da abertura da licitação. Esta Licitação será processada em conformidade com a LEI FEDERAL nº 8.666/93 e suas alterações, e com o disposto nas CONDIÇÕES GERAIS PARA A REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES DA FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE. As propostas deverão obedecer, rigorosamente, ao estabelecido no edital. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente

Requerente: José Antonio Arocha da Cunha. Requerido: Cristiane Ribeiro Sodré Preparação de Documentos e Intermediação de Negócios. Travessa Lino de Matos Gastão, 51 – Vila Margarida - 1ª Vara de Falências. Requerente: Klabin S/A. Requerido: Padma Indústria de Alimentos S/A. Rua Cel. Xavier de Toledo, 266 – 12° Andar - República - 1ª Vara de Falências.

EXTRAVIO Touch Comércio de Alimentos Ltda-EPP, CNPJ 06.968.337/0001-73, I.E 116.898.917.115, comunica o EXTRAVIO da N.F série D-1 mod. 2 do nº 2944 e 2945.


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e Ibovespa cai, mas Europa mostra reação. Pelo amor de Deus, até quando os contribuintes alemães devem colocar dinheiro em um poço sem fundo? Alexis Tsipras, líder do partido grego Coalizão de Esquerda Radical

conomia

D

epois de duas altas consecutivas, a BM&FBovespa encerrou ontem com queda, na contramão do exterior. Durante todo o dia, a bolsa operou descolada dos principais mercados. As medidas anunciadas na segunda-feira pelo governo para estimular a economia deixaram os investidores na defensiva, uma vez que parte dos agentes esperava mais, enquanto outros argumentam que a insistência da equipe econômica em lançar medidas acaba sugerindo que o cenário externo pode ficar pior. "Em tempos de crise, os investidores veem a bolsa como ativo de risco e compram em um dia para vender no outro", disse um operador. O Ibovespa, principal índice do País, encerrou ontem com declínio de 2,74%, aos 55.038,75 pontos. Na mínima, o índice atingiu 55.019 pontos (queda de 2,78%) e, na máxima, 56.586 pontos (redução de 0,01%). O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real, mesmo com o Banco Central (BC) realizando dois leilões de swap cambial tradicional. Segundo operadores, o mercado continuou a especular e entrou em "queda de braço" com o BC, para ver se a autoridade monetária voltaria a atuar. Ainda de acordo com os operadores, o mercado pode buscar patamares mais elevados para o dólar, até ultrapassando os R$ 2,10. Dentro da equi-

François Lenoir/Reuters

pe econômica, a avaliação é de que o cenário externo está contribuindo bastante para a forte alta. O dólar fechou a sessão com valorização de 1,67%, a R$ 2,0804 reais na venda, na maior cotação desde 15 de maio de 2009, quando fechou a R$ 2,109 reais. Neste mês, o dólar comercial já acumula alta de 9,09% sobre o real. Ontem, perto do encerramento dos negócios, o ex-primeiro-ministro grego Lucas Papademos declarou que a Grécia não tem alternativa a não ser cumprir o rigoroso programa de austeridade exigido por seus credores. Caso contrário, o país seria obrigado a sair da zona do euro e isso seria "catastrófico" para a economia, provocando inflação e problemas sociais ainda mais graves que os atuais. EUA – Em Nova York, os mercados acionários desaceleram os ganhos no final do expediente e fecharam em direções distintas. O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,01%. O Nasdaq fechou em queda de 0,29%, mas o S&P500 fechou em alta de 0,05%. Na Europa, informações sobre ganhos das companhias de matérias-primas e dos bancos impulsionaram, porém, as bolsas, uma vez que os investidores correram para ativos de risco em meio a esperanças de que a China e a zona do euro vão tomar medidas para impulsionar o crescimento. O índice Stoxx Europe 600

Índice brasileiro fechou em queda de 2,74%, em dia de nova alta do dólar no País. Na Europa, bolsas subiram.

Em Bruxelas, a bandeira da Grécia surge atrás de estátua que enaltece a união dos países em torno do euro. teve alta de 1,91%. Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 3,41%. Em Londres, o índice FTSE registrou alta de 1,86%. Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 2,10%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX teve alta de 1,65%. "A maior parte do mês de maio foi bastante difícil e os mercados estão tecnicamente prontos para uma guinada.

Tsipras busca apoio dos alemães

O

líder do partido grego Coalizão de Esquerda Radical (Syriza), Alexis Tsipras, disse ontem que é do interesse da Alemanha permitir uma interrupção da implementação das medidas de austeridade na Grécia, porque isso vai significar parar de colocar dinheiro em soluções ruins. As medidas de austeridade são uma exigência dos credores internacionais para continuar liberando aos gregos as parcelas do segundo pacote de resgate, de 130 bilhões de euros. Tsipras disse em Berlim que seu partido não quer que a Grécia deixe a zona do euro, e busca resgatar o país. "Nós viemos aqui para convencer vocês de que

Tobias Schwarz/Reuters

Tudo o que eles precisam é de algumas boas notícias", disse Mike Lenhoff, estrategistachefe na Brewin Dolphin, em Londres. "Há um reconhecimento agora de que o ritmo da austeridade foi muito severo e tornou as coisas piores. O que é preciso é um pouco de concessão sem destruir o núcleo do pacto fiscal", afirmou. As medidas de crescimento

nós precisamos de uma solução conjunta. Nós nos dirigimos particularmente aos cidadãos alemães, aos contribuintes alemães, para dizer a vocês que é do seu próprio interesse interromper a implementação do programa de austeridade.

Pelo amor de Deus, até quando os contribuintes alemães devem colocar dinheiro em um poço sem fundo?", comentou. Tsipras, que defende um estímulo maior ao crescimento, não se encontrou com a chanceler alemã, Angela Merkel. (AE)

ganhos ontem. Ações de empresas sensíveis ao crescimento, como Komatsu, e de exportadoras, como Nissan Motor, lideraram a alta, em recuperação após as perdas acumuladas na semana passada. O Nikkei ganhou 95,40 pontos, ou 1,1%, e terminou aos 8.729,29 pontos, após alta de 0,3% na sessão da última segunda-feira. (Agências)

Argentina suspende restrições à carne suína do Brasil

A

O líder grego Alexis Tsipras esteve ontem em Berlim

econômico são esperadas para ser um dos tópicos de discussão no encontro de hoje da União Europeia (UE). Ontem, entretanto, algumas bolsas fecharam em queda, como a de Portugal: o índice PSI 20 fechou em baixa de 0,5%. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, caiu 1,59%. Ásia – A Bolsa de Tóquio, no Japão, também estendeu os

Argentina suspendeu ontem restrições impostas à carne suína do Brasil, disse o ministro da Agricultura brasileiro, Mendes Ribeiro. Em entrevista, Ribeiro afirmou que recebeu a informação da embaixada argentina no Brasil. "Se retoma o processo de carne suína à normalidade", declarou ele. "O que importa é que não tem mais nenhuma restrição", disse. Em reunião na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, havia prometido resolver a questão da entrada de carne suína brasileira em poucos dias, após o Brasil implementar um licenciamento não automático para cerca de dez produtos perecíveis importados da Argentina. A indústria brasileira de car-

ne suína se queixa que o país nas, também barradas pelo vizinho dificulta a entrada do governo brasileiro. produto nacional desde feveC h in a – A China habilitou reiro. Em abril, por exemplo, o mais uma unidade brasileira Brasil exportou apenas 473 to- de produção de carne suína a neladas para os argentinos, exportar para o país asiático, queda de 85% na comparação disse ontem o presidente da com igual mês do ano passa- Associação Brasileira da Indo. Questionado se o Brasil da- dústria Produtora e Exportaria alguma contrapartida para d o r a d e C a r n e S u í n a ( A b ia Argentina, em especial so- pecs), entidade que represenbre a entrada ta a indústria. de batatas arCom isso, o gentinas no total de unidaPaís, Ribeiro des brasileiafirmou que ras autorizaesse assunto das a exportar está sendo para o mercatratado pelo do chinês sotoneladas de carne Ministério do be para quaD e s e n v o l v i- suína foram exportadas tro. mento, IndúsA nova unipelo Brasil para a tria e Comérdade habilitaArgentina em abril, uma da é da Brasil cio Exterior. queda de 85% nas O Brasil, Foods, segungrande consudo o presidenvendas em relação a midor de batate da Abipecs, igual período de 2011. Pedro de Cat a s a r g e n t inas, tem difimargo Neto. cultado a enAntes, o Brasil t r a d a d o p r o d u t o d o p a í s contava com unidades habilivizinho, em meio a uma dispu- tadas da BRF, da Marfrig e uma ta comercial. da Aurora. Uma fonte do Ministério do O setor esperava ter tido Desenvolvimento afirmou mais unidades autorizadas que, como resultado da reto- pela China após uma missão mada das exportações de car- técnica ter visitado unidades ne suína, o Brasil deve liberar a do País, disse o presidente da entrada do produto argentino, Abipecs. Isso porque, segunpois o governo identificou do ele, outras unidades já hauma escassez no mercado viam sido analisadas e recebibrasileiro. Ribeiro disse ainda do as notificações necessáque seu ministério está termi- rias, já estando preparadas nando um estudo fitossanitá- para atender ao mercado chirio sobre uvas-passas argenti- nês. (Reuters)

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Albert Gea/Reuters

ESTUDANTES NAS RUAS – Protesto contra cortes de recursos na área de Educação levaram dezenas de milhares de professores e estudantes em greve para as ruas de Barcelona, na Espanha.


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ECONOMIA/LEGAIS - 19 Os empreendedores têm assumido posturas responsáveis com os órgãos públicos. Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor da Alshop

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Relação Brasil-Itália se estreita Comitiva de empresários e autoridades da Itália fechou, ontem, diversos acordos de cooperação, principalmente nas áreas portuária e logística. Karina Lignelli

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presença significativa da comunidade italiana no Brasil – atualmente estimada em 25 milhões de imigrantes e descendentes –, mercado de maior interesse entre o grupo dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), atraiu à São Paulo a maior missão de empresários "oriundi" . Em visita ao País, a delegação, composta por 250 empresas e autoridades locais, fechou ontem diversos acordos de cooperação econômica com o Brasil, principalmente nas áreas portuária e logística, no primeiro dia da Rodada de Negócios e Fórum Econômico Brasil & Itália, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Acordos – Um deles foi entre o Porto de Suape, no Estado de Pernambuco, e a Associação de Portos da Ligúria (que inclui as cidades italianas de Gênova, Savona e La Spezia), com foco na colaboração bilateral em gestão portuária, transporte marítimo e logística, além de um memorando de intenções para pôr em prática o desenvolvimento de um plano conjunto de trabalho, assinado entre os portos de Santos e Veneza em 2011. Também foi assinada uma carta de intenções entre a Fiesp e a região industrial do Marche (que inclui 16 estados) para fomentar o encontro de empresas italianas e brasileiras. O ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comér-

cio Exterior (MDIC), e o diretorgeral do Ministério Italiano do Desenvolvimento Econômico (Mise), também firmaram, ontem à tarde, acordo para a construção de um ou mais polos náuticos no Brasil, e ampliar a produção e o comércio de lanchas de luxo e iates. Atualmente, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, há aproximadamente 500 empresas italianas no Brasil, e o país é o nosso segundo maior parceiro comercial na Europa – perdendo só para a Alemanha –, e o oitavo no mundo. Em 2011, as trocas comerciais entre ambos foram de 8,37 bilhões de euros. "Não há lugar melhor que o Brasil para se internacionalizar", afirmou o embaixador italiano no País, Gherardo La Franchesca. MPEs – Além das familiaridades culturais entre os dois países e da presença por aqui de grandes grupos como Pirelli, Fiat e Telecom Italia (dona da TIM Brasil), um dos destaques apontados pelos italianos é o grande número de pequenas e médias empresas, relação que deve se intensificar não só em contatos comerciais, como também por investimentos. "Atuaremos para promover a sinergia da produção de componentes, assim como intercâmbio de conhecimento e transferência de tecnologia", disse Giovanni Sacchi, diretor do ICE (espécie de "Apex" italiana, agência governamental responsável pela promoção das empresas da península no exterior).

Diminuem as exigências para abrir o Shopping JK

O

Paula Cunha

Shopping JK Iguatemi poderá iniciar suas atividades sem ter que concluir todas as obras que teria que realizar para diminuir o impacto que causaria no trânsito do entorno. Os empreendedores responsáveis pelo novo centro de compras receberam da Prefeitura de São Paulo um Termo de Recebimento e Aceitação Parcial (Trap) em seu nome no final da semana passada. Com isso, eles poderão dar entrada no pedido de Habite-se para começar a operar. Ainda não há data marcada para a sua inauguração. A decisão da Prefeitura paulistana ocorre após uma longa disputa, pois ela exigia dos empreendedores obras de alargamento da marginal Pinheiros, a construção de um viaduto, de passarelas e a ampliação de uma ciclovia. De todos estas exigências, a primeira já está concluída. A expectativa é de que o viaduto só tenha sua construção concluída depois de outubro. Um parecer da Procuradoria-Geral do Município, que aponta a possibilidade de desmembrar o cumprimento de todas as exigências para a obra em diversas etapas, abre a possibilidade de adiar a con-

clusão do viaduto para 2014. De acordo com Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), a entidade apoiou os empreendedores do Grupo Iguatemi e seus sócios desde o início. Além disso, lembrou, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo também se manifestou em favor do término das obras do empreendimento e de sua inauguração, pois houve prejuízos tanto para lojistas quanto para os funcionários já contratados que temiam por seus empregos. "A Prefeitura compreendeu que havia riscos para os funcionários e que os lojistas já acumulavam muitas perdas", explicou. Segundo ele, o shopping está operacionalmente pronto para iniciar suas atividades. O segmento de shopping centers tem conseguido contornar estas dificuldades, pois seus estudos de avaliação de viabilidade contemplam análises de impacto sobre o entorno onde serão construídos. "Os empreendedores têm assumido posturas responsáveis ao tratar com os órgãos públicos para que não ocorram problemas que impeçam a inauguração de novos centros de compras. A dificuldade é a burocracia", conclui.

Vanguarda Agro S.A. - Cia. Aberta - CNPJ/MF 05.799.312/0001-20 - NIRE 35.300.380.657

Ata da Assembleia Geral Extraordinária em 30/04/2012 1. Data, Hora e Local da Assembleia: Realizada aos 30/04/2012, às 16:00 horas, na sede social da Cia., situada na Cidade de São Paulo/ SP, na Av. Brig. Faria Lima nº 1461 - 4º andar - Torre Sul - Pinheiros, CEP 01452-921. 2. Convocação: Efetuada, nos termos do art. 124, §1º, II da Lei 6.404/76, nos dias 13, 14 e 16/04/2012 no DOESP e nos dias 13, 16 e 17 no jornal “Valor Econômico”. 3. Presença: Com a presença de acionistas representando 64,73% do Capital Social, conforme assinaturas constantes no “Livro de Presença de Acionistas”, foi instalada a AGE em 1ª convocação. 4. Mesa: Os trabalhos foram presididos pela Sra. Katia Martins Costa e secretariados pelo Sr. Carlos Eduardo da Costa Pires Steiner. 5. Ordem do Dia: A ratificação da constituição da sociedade V-Biodiesel Ltda., CNPJ/MF nº 13.463.913/0001-96 (a “Sociedade”), bem como a conferência da totalidade dos ativos, direitos e obrigações relacionados às Unidades de Produção de Biodiesel localizadas em Iraquara, Bahia e em Porto Nacional, Tocantins. 6. Deliberações: Os acionistas deliberaram aprovar, por unanimidade, observadas as abstenções a ratifição da constituição da sociedade V-Biodiesel Ltda., CNPJ/MF nº 13.463.913/0001-96 (a “Sociedade”), bem como a conferência, ao capital social da Sociedade, da totalidade dos ativos, direitos e obrigações relacionados às Unidades de Produção de Biodiesel localizadas em Iraquara, Bahia e em Porto Nacional, Tocantins. 7. Atas e Publicações: Foi autorizada pelos acionistas presentes a lavratura da presente ata na forma de sumário, nos termos do artigo 130, §1º da Lei nº 6.404/76. 8. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado, foi encerrada a Assembleia, da qual se lavrou a presente Ata que, Iida, e aprovada, foi por todos os presentes assinada. São Paulo, 30/04/2012. Mesa: Katia Martins Costa - Presidente; Carlos Eduardo da Costa Pires Steiner. JUCESP nº 199.359/12-0 em 16/05/2012. Gisela Simiema Ceschin - Secretária Geral.

A região Marche, que já possui acordos metal-mecânicos com o ABC paulista, e moveleiros com Manaus (AM), não procura competição, porém "cooperação e amizade" com as pequenas e médias companhias brasileiras, disse o presidente Gian Mario Spacca.

"Também é importante mostrar que existe uma Itália muito séria, onde os bancos funcionam, não fazem operações de alto risco e apoiam os empreendedores." E para tranquilizar possíveis investidores ou empresários brasileiros, a vice-ministra

das Relações Exteriores, Marta Dassú, afirmou, sem entrar em detalhes que, junto com os demais membros da zona do euro, o governo Mario Monti está fazendo reformas estruturais relevantes de estímulo à economia europeia, para "reativar fontes de crescimen-

to e assegurar mercados". Marta também garantiu que, em relação aos efeitos da crise, a Itália está bem estruturada. "Estamos atravessando uma fase difícil, mas nosso futuro é promissor: ainda somos a terceira potência europeia", fechou a vice-ministra.

GEO Energética Participações S.A. e Controlada CNPJ/MF nº 10.323.120/0001-83 Relatório da Administração Prezados Senhores, Cumprindo as disposições legais e estatutárias, submetemos a apreciação de V.Sas., as Demonstrações Financeiras, relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. Permanecemos à disposição de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos complementares. São Paulo, 19 de março de 2012. A Diretoria Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Expressos em milhares de reais - R$ mil) Demonstrações dos resultados para os exercícios findos em 31 de Nota Controladora Consolidado Nota Controladora Consolidado dezembro de 2011 e 2010 (Expressos em milhares de reais - R$ mil) explicativa 2011 2010 2011 PASSIVOS E explicativa 2011 2010 2011 Nota Controladora Consolidado ATIVOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO explicativa 2011 2010 2011 Circulantes 159 4 2.495 Circulantes 177 5 3.611 Desp. (Receitas) Operacionais Caixa e equivalentes de caixa 3 152 4 2.488 Fornecedores 9 64 2.575 Gerais e administrativas 12 (1.405) (532) (2.434) Impostos a recuperar 4 1 1 Financiamentos 10 421 Result. de equivalência patrimonial 6 (1.084) Outras contas a receber 6 6 Obrigações fiscais 29 2 46 Receitas financeiras 1 1 3 Não Circulantes 9.369 920 21.205 Obrigações sociais 42 57 Despesas financeiras (4) (24) (61) Impostos a recuperar 4 437 Partes relacionadas 5 452 Prejuízo do Exercício (2.493) (555) (2.493) Partes relacionadas 5 26 94 26 Provisões trabalhistas 37 3 53 Prejuízo por ação (0,20) (0,39) Investimentos 6 8.149 Outras obrigações 5 7 (*) Não há resultados abrangentes no Imobilizado 7 710 400 20.257 Não Circulantes 57 57 10.795 exercício corrente e no exercício anterior. Intangível 8 484 426 485 Financiamentos 10 10.738 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido para os Prov. para riscos fiscais e trabalhistas 57 57 57 exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Patrimônio Líquido 9.294 862 9.294 (Expressos em milhares de reais - R$ mil) Capital social 11 12.344 1.419 12.344 Nota Capital Prejuízos Prejuízos acumulados (3.050) (557) (3.050) explicativa Social Acumulados Total Total dos Passivos Saldos em 31 de Dezembro de 2009 (2) (2) Total dos Ativos 9.528 924 23.700 e Patrimônio Líquido 9.528 924 23.700 Integralização de capital social 11 1.419 - 1.419 Notas explicativas às demonstrações financeiras para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Prejuízo do exercício (555) (555) (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando indicado de outra forma) Saldos em 31 de Dezembro de 2010 1.419 (557) 862 1. Contexto Operacional: A Geo Energética Participações S.A. (“Socieda- vos e passivos: Apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, Integralização de capital social 11 10.925 - 10.925 de”), com sede e foro na cidade de São Paulo-SP, foi constituída em 2 de se- quando aplicável, as variações monetárias. Prejuízo do exercício (2.493) (2.493) tembro de 2008 e tem como objeto social a realização de: (i) investimentos 3. Caixa e Equivalentes de Caixa 12.344 (3.050) 9.294 Controladora Consolidado Saldos em 31 de Dezembro de 2011 em empreendimentos e/ou a participação no capital de outras sociedades, 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 Demonstrações dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 sediadas no Brasil ou no exterior na condição de sócia, acionista e/ou quo- Caixa e bancos 151 4 1.177 de dezembro de 2011 e 2010 (Expressos em milhares de reais - R$ mil) tista, com recursos próprios e ou incentivados; (ii) pesquisas técnicas e de- Aplicações financeiras 1 1.311 Controladora Consolidado senvolvimento de tecnologia voltada para energias renováveis e tratamento 152 4 2.488 2011 2010 2011 de detritos industriais; (iii) produção de energia; assessoria, consultoria e in- Em 31 de dezembro de 2011, as aplicações financeiras incluem rendimentos Fluxos de Caixa das Atividades Operacionais formações sobre produção e geração de energia e gás; elaboração de proje- auferidos com taxas de juros que variam de 100,00% a 102,50% do Certifi- Prejuízo do exercício (2.493) (555) (2.493) tos de engenharia; consultoria na área de economia de energia; (iv) consul- cado de Depósito Interbancário - CDI, com cláusula de resgate imediato sem Ajustes para reconciliar o prejuízo do toria e distribuição de energia; assessoria, consultoria e informação em dis- prejuízo da remuneração auferida até a data. exercício com o caixa líquido aplicado tribuição de energia; (v) serviços de manutenção e reparo de equipamentos 4. Impostos a Recuperar Controladora Consolidado nas atividades operacionais: de gás, serviços de postos de gasolina; (vi) comercialização de gás, combus31/12/2011 31/12/2011 Provisões para riscos fiscais e trabalhistas 57 tíveis e energia; intermediação na compra e venda de energia e capacidade IRRF 1 1 Depreciações e amortizações 29 71 elétrica; e (vii) produção de gás, biogás, gás combustível, gás para ilumina- ICMS a recuperar 437 Resultado da equivalência patrimonial 1.084 ção, gás solidificado para uso industrial, mistura para combustíveis vaporiza1 438 da, preparação para economizar combustível, combustível e fertilizante. A Total ativo circulante 1 1 Aumento nos ativos operacionais: Impostos a recuperar (1) (438) controlada, Geo Elétrica Tamboara Bioenergia SPE Ltda. (“Geo Elétrica Tam- Total ativo não circulante 437 (6) (6) boara”), encontra-se em fase pré-operacional e a conclusão da construção Os valores de ICMS a recuperar referem-se a créditos de impostos sobre Outras contas a receber da usina de geração de energia elétrica a partir da biodigestão da biomassa, a aquisição de ativo imobilizado, classificados principalmente no ativo Aumento nos passivos operacionais: 64 594 no município de Tamboara-PR está prevista para março de 2012. Para a con- não circulante em razão do prazo esperado pela administração para a Fornecedores clusão da usina, a Administração captou durante o início de 2012 R$ 3.588 sua recuperação. 5. Partes Relacionadas: As transações entre empresas Provisões trabalhistas 76 3 107 de financiamento e R$ 2.851 de adiantamento para futuro aumento de capi- do Grupo mantidas na Controladora e no Consolidado podem ser Obrigações fiscais 27 2 44 tal. Quando tal usina estiver concluída terá uma potência instalada de 4 MW, resumidas como segue: Outras contas a pagar 5 7 com geração estimada anual de 33.600 MWh. Para a construção da usina Controladora Consolidado Juros pagos (78) são estimados investimentos no montante de R$ 21 milhões (valor com refe31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 Caixa líquido aplicado nas rência no mês de dezembro de 2010). A previsão para início das operações Ativo atividades operacionais (1.215) (493) (2.192) de comercialização é abril de 2012. 2. Apresentação das Demonstrações Não Circulante Fluxos de Caixa das Atividades de Investimentos Financeiras e Principais Práticas Contábeis: 2.1. Declaração de confor- Incluído em partes relacionadas Aquisição de bens do imobilizado (335) (280) (17.998) midade: As demonstrações financeiras da Sociedade compreendem: As de- Pado Cobrança S.A. (a) 68 Adições ao intangível (62) (426) (63) monstrações financeiras individuais e consolidadas preparadas de acordo Alessandro M.C.Gardemann (b) 26 26 26 Integral. de capital social em controlada (9.233) com as práticas contábeis adotadas no Brasil, identificadas como “Controla26 94 26 Partes relacionadas (94) dora” e “Consolidado”. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreen- Passivo Caixa líquido aplicado dem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os Pronunciamen- Circulante nas atividades de investimentos (9.630) (800) (18.061) tos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronuncia- Incluído em partes relacionadas Fluxos de Caixa das Atividades de Financiamento mentos Contábeis - CPC, vigentes para 31 de dezembro de 2011. 2.2. Con- Emisa Plaenge Engenharia Ltda. (c) 452 Financiamentos obtidos 11.292 solidação das demonstrações financeiras: As demonstrações financeiras Transações realizadas Partes relacionadas 68 (122) 520 consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Sociedade e de sua Compra de serviços Integralização de capital social 10.925 1.419 10.925 controlada. O controle é obtido quando a Sociedade tem o poder de contro- Emisa Plaenge Engenharia Ltda. (c) 400 1.903 Caixa líquido gerado pelas lar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade para auferir bene(a) Pado Cobrança S.A.: Os valores a receber da Pado Cobrança S.A. refefícios de suas atividades. Nas demonstrações financeiras individuais da So10.993 1.297 22.737 rem-se ao mútuo com partes relacionadas, não possuem encargos financeiros atividades de financiamentos ciedade, as informações financeiras da controlada foram reconhecidas atrae foram liquidados no exercício de 2011. (b) Alessandro M.C. Gardemann: Aumento Líquido no Caixa vés do método de equivalência patrimonial. Os resultados da controlada ad148 4 2.484 Os valores a receber referem-se ao mútuo com partes relacionadas, não pos- e Equivalentes de Caixa no Exercício quirida, alienada ou baixada durante o exercício foram incluídos nas desuem encargos financeiros e prazo de vencimento. (c) Emisa Plaenge Enge- Caixa e Equivalentes de monstrações consolidadas a partir da data da efetiva aquisição até a data da 4 4 nharia Ltda.: Referem-se ao contrato firmado com a Emisa Plaenge Engenha- Caixa no Início do Exercício efetiva alienação ou baixa, quando aplicável. Quando necessário, as deCaixa e Equivalentes de monstrações financeiras da controlada são ajustadas para adequar suas po- ria Ltda. para a construção e a montagem eletromecânica de uma planta in- Caixa no Final do Exercício 152 4 2.488 líticas contábeis àquelas estabelecidas pela controladora. Todas as transa- dustrial de reciclagem de resíduos (vinhaça, torta de filtro e folha de cana) atra148 4 2.484 ções, saldos, receitas e despesas entre controladora e controlada são elimi- vés da biodigestão, com geração de biogás e energia elétrica. Controlada Controladora nadas integralmente nas demonstrações financeiras consolidadas. As de- 6. Investimentos Participação Patrimônio líquido Resultado do exercício Investimento Equivalência monstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com o 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2011 31/12/2011 CPC 36 - Demonstrações Consolidadas e abrangem as demonstrações fi- Sociedade: 99,99% 8.149 (1.084) 8.149 (1.084) nanceiras da Sociedade de sua controlada Geo Elétrica Tamboara Bioener- Geo Elétrica Tamboara Bioenergia SPE Ltda. Investimento na GEO Elétrica Tamboara Bioenergia SPE Ltda.: No exercício de 2011, a Sociedade integralizou capital na investida GEO Elétrica Tamgia Ltda., na qual a Sociedade possui 99,99% de participação. 2.3. Base de elaboração: As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no boara Bioenergia SPE Ltda, no montante de R$ 9.233, tal investimento representa 99,99% de participação na controlada. Controladora Consolidado custo histórico, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo 7. Imobilizado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas Taxa média Depreciação Depreciação em troca de ativos. O resumo das principais políticas contábeis adotadas anual de depreciação Custo acumulada Líquido Líquido Custo acumulada Líquido pela Sociedade e sua controlada é como segue: a) Moeda funcional: A So120 120 ciedade e sua controlada definiram o Real como sua moeda funcional. b) Terrenos 220 220 Caixa e equivalentes de caixa: Compreendem os saldos de caixa, depósi- Adiantamento a fornecedores 4% 400 18.112 18.112 tos bancários à vista e aplicações financeiras, com prazo de resgate de até Imobilizado em andamento Máquinas e equipamentos industriais 10% 997 (35) 962 90 dias da data da aplicação. Essas aplicações financeiras estão demonstra20% 48 (6) 42 52 (6) 46 das ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data de encerra- Máquinas e equipamentos de escritório 10% 687 (19) 668 730 (20) 710 mento do exercício, e possuem vencimentos inferiores a 90 dias ou sem pra- Móveis, Utensílios e instalações 25% 93 (6) 87 zos fixados para resgate, com liquidez imediata, e estão sujeitas a um insig- Veículos 735 (25) 710 400 20.324 (67) 20.257 nificante risco de mudança de valor. c) Investimentos em controlada: Uma controlada é uma entidade sobre a qual a Sociedade possui controles sobre Imobilizado em andamento: O saldo de imobilizado em andamento refere- (...continuação) Controladora Consolidado suas operações financeiras e operacionais. Os resultados, ativos e passivos -se à construção e a montagem eletromecânica da planta industrial de reci31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 da controlada são incorporados às demonstrações financeiras com base no clagem de resíduos (vinhaça, torta de filtro e folha de cana) através da biodi- Adiantamento a fornecedores 220 método de equivalência patrimonial. Conforme o método de equivalência pa- gestão, com geração de biogás e energia elétrica na cidade de Tamboara, Terrenos 120 trimonial, os investimentos em controlada são inicialmente registrados pelo estado do Paraná. A seguir apresentamos a movimentação do ativo imobili- Máquinas e equipamentos industriais 997 valor de custo e em seguida ajustados para fins de reconhecimento da par- zado: Móveis e utensílios 287 330 ticipação da Sociedade no lucro ou prejuízo e outros resultados abrangentes Veículos 93 Controladora Consolidado da controlada. Quando a parcela da Sociedade no prejuízo de controlada exMáquinas e equipamentos de escritório 48 52 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 cede a participação da Sociedade naquela entidade (incluindo qualquer par- Saldo líquido inicial do exercício 335 400 19.924 400 400 Total das adições ticipação de longo prazo que, na essência, esteja incluída no investimento lí- Adições: (-) Depreciações (25) (67) quido da Sociedade na entidade), a Sociedade deixa de reconhecer a sua Imobilizado em andamento 710 400 20.257 400 18.112 Saldo líquido final do exercício participação em prejuízos adicionais. Os prejuízos adicionais são reconheciControladora Consolidado dos somente se a Sociedade tiver incorrido em obrigações legais ou consti31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 tuídas ou tiver efetuado pagamentos em nome da entidade. As exigências da 8. Intangível Taxa média Amortização Amortização IAS 39 e CPC 38 são aplicáveis para fins de determinação da necessidade anual de amortização Custo acumulada Líquido Líquido Custo acumulada Líquido de reconhecimento da perda por redução do valor recuperável com relação 10% 49 (4) 45 50 (4) 46 ao investimento da Sociedade em uma controlada. Se necessário, o total do Softwares e licenças 13 13 13 13 valor contábil do investimento (inclusive ágio, se houver) é testado para de- Marcas e patentes Projeto Biogás 426 426 426 426 426 terminação da redução ao valor recuperável de acordo com o CPC 1(R1), 488 (4) 484 426 489 (4) 485 como um único ativo, através da comparação do seu valor recuperável (maior valor entre o valor em uso e o valor justo menos os custos para ven- Projeto Biogás: Referem-se a gastos com desenvolvimento da tecnologia Sociedade apresentou demonstração do resultado utilizando uma classificader) com seu valor contábil. Qualquer perda por redução ao valor recuperá- aplicada no projeto de geração de energia através do biogás, os quais envol- ção das despesas baseadas na sua função. As informações sobre a natureza dessas despesas reconhecidas na demonstração do resultado é apresenvel reconhecida é acrescida ao valor contábil do investimento. Qualquer re- vem gastos com protótipos, ensaios laboratoriais e testes pilotos. tada a seguir: Controladora Consolidado versão dessa perda por redução ao valor recuperável é reconhecida de acor- A seguir apresentamos a movimentação do ativo intangível: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 do com o CPC 1(R1) na medida em que o valor recuperável do investimento 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 Despesas por natureza: é subsequentemente aumentado. d) Imobilizado: Terrenos, móveis e uten426 426 Despesas com pessoal 423 567 sílios, equipamentos e imobilizações em andamento, estão demonstrados Saldo líquido inicial do exercício Serviços profissionais contratados 570 417 765 ao valor de custo, deduzidos de depreciação e perda por redução ao valor re- Adições: 426 Viagens 50 202 cuperável acumuladas, quando aplicável. São registrados como parte dos Desenvolvimento e projeto 49 50 Combustíveis 82 custos das imobilizações em andamento os honorários profissionais e, no Software e licenças 13 13 Locação de equipamentos 88 caso de ativos qualificáveis, os custos de empréstimos capitalizados de acor- Marcas e patentes 488 426 489 Vinhaças e resíduos de cana-de-açúcar 190 do com a política contábil da Sociedade e suas controladas. Tais imobiliza- Total das adições (4) (4) Aluguéis 77 47 77 ções são classificadas nas categorias adequadas do imobilizado quando (-) Amortização 484 426 485 Depreciação e amortização 28 71 concluídas e prontas para o uso pretendido. A depreciação desses ativos ini- Saldo líquido final do exercício Outros 257 68 392 cia-se quando eles estão prontos para o uso pretendido na mesma base dos 9. Fornecedores Controladora Consolidado 1.405 532 2.434 outros ativos imobilizados. Os terrenos não sofrem depreciação. A deprecia31/12/2010 31/12/2011 Controladora Consolidado ção é reconhecida com base na vida útil estimada de cada ativo pelo méto64 701 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 do linear, de modo que o valor do custo menos o seu valor residual após sua Fornecedores nacionais 1.874 Classificadas como: vida útil seja integralmente baixado (exceto para terrenos e imobilizado em Fornecedores estrangeiros 64 2.575 Gerais e administrativas 1.405 532 2.434 andamento). A vida útil estimada, os valores residuais e os métodos de deConsolidado 13. Instrumentos Financeiros: As considerações sobre riscos e valorização preciação são revisados no final da data do balanço patrimonial e o efeito de 10. Financiamentos Encargos quaisquer mudanças nas estimativas é contabilizado prospectivamente. Um dos instrumentos financeiros podem ser assim resumidas: a) Consideramédios ao ano 31/12/2011 ções sobre riscos: Riscos de crédito: O risco de crédito é o risco de a conitem do imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios 1,72% + TJLP 9.300 traparte de um negócio não cumprir uma obrigação prevista em um instrueconômicos futuros resultantes do uso contínuo do ativo. Quaisquer ganhos Financiamento BNDES subcrédito “A” 3,32% + TJLP 1.446 mento financeiro ou contrato com cliente, o que levaria ao prejuízo financeiou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são determinados Financiamento BNDES subcrédito “B” 6,50% 710 ro. Tal risco é avaliado como basicamente nulo, pela Sociedade e suas conpela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil do ati- Financiamento BNDES subcrédito “C” (297) troladas encontrarem-se em fase pré-operacional ter aplicações financeiras vo e são reconhecidos no resultado. e) Intangível: i. Ativos intangíveis ge- Custos com a captação 11.159 em bancos de primeira linha. Riscos de taxa de juros: A Sociedade e sua rados internamente - gastos com pesquisa e desenvolvimento: Os gas421 controlada possuem aplicações financeiras indexados à variação do CDI, e tos com atividades de pesquisa são reconhecidos como despesa no período Total do passivo circulante 10.738 financiamento pela variação da TJLP expondo estes ativos e passivos às fluem que são incorridos. O ativo intangível gerado internamente resultante de Total do passivo não circulante gastos com desenvolvimento (ou de uma fase de desenvolvimento de um Financiamento BNDES: Em 19 de julho de 2011 foi assinado o contrato de tuações nas taxas de juros. A Sociedade e suas controladas não tem pactuaprojeto interno) é reconhecido se, e somente se, demonstrado todas as se- financiamento entre a Sociedade e o Banco BNDES - Banco Nacional de do contratos de derivativos para fazer “hedge” “swap” contra esse risco. Poguintes condições: • Puder ser implementado ou vendido, pois tem viabilida- Desenvolvimento Econômico e Social, no valor total de R$ 18.746, dividido rém, ela monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objede técnica dos estudos e projetos; • Puder ser implementado ou vendido, em Subcrédito “A” (R$ 12.425), Subcrédito “B” (R$ 4.764) e Subcrédito “C” tivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de derivativos para se pois existe intenção de complementar os estudos e projetos; • Puder ser im- (R$ 1.557), com vencimentos finais em agosto de 2025, outubro de 2025 e proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. Adicionalmente, a Soplementado ou vendido em função da existência de capacidade de fazê-lo; • agosto de 2021, respectivamente. A garantia sobre as operações de finan- ciedade e sua controlada consideram que o alto custo associado à contrataGerar prováveis benefícios econômicos futuros; • Puder ser implementado ciamentos incluem, basicamente o imóvel onde está localizada a planta in- ção de taxas pré-fixadas sinalizadas pelo cenário macroeconômico brasileiou vendido em função da disponibilidade adequada de recursos técnicos, fi- dustrial, máquinas e equipamentos industriais. Custos com a captação: Re- ro justifica a sua opção por taxas flutuantes. Riscos de câmbio: a sua connanceiros e outros para complementar os estudos e projetos; e • Puder ter os ferem-se aos custos incorridos e atribuíveis às atividades necessárias para o trolada apresenta passivos em moeda estrangeira para compra de equipagastos atribuíveis mensurado com confiabilidade. O montante inicialmente processo de captação de recursos, sendo eles: gastos com a elaboração de mentos industriais, no entanto, o volume dessas importações não represenreconhecido de ativos intangíveis gerados internamente corresponde à prospectos e relatórios base para financiamento. Conforme previsto pelo ta riscos significativos. b) Instrumentos financeiros: Os principais instrusoma dos gastos incorridos desde quando o ativo intangível passou a aten- CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores mentos financeiros ativos e passivos são descritos a seguir, bem como os der aos critérios de reconhecimento mencionados anteriormente. Quando Mobiliários. Os montantes no não circulante têm a seguinte composição, por critérios para sua valorização: Caixa e equivalentes de caixa: Os valores R$ mil contábeis se aproximam do valor justo devido à própria natureza desses atinenhum ativo intangível gerado internamente puder ser reconhecido, os gas- ano de vencimento: 871 vos. Fornecedores: Os montantes divulgados no balanço patrimonial em contos com desenvolvimento serão reconhecidos no resultado do período, quan- 2013 871 tas a pagar, aproximam-se de seus valores de mercado, considerando o seu do incorridos. Subsequentemente ao reconhecimento inicial, os ativos intan- 2014 871 vencimento em curto prazo. Financiamentos: A Sociedade possui financiagíveis gerados internamente são registrados ao valor de custo, deduzido da 2015 8.125 mentos com taxas que refletem substancialmente as condições usuais de amortização e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas, quan- Após 2015 10.738 mercado conforme descrito na nota explicativa nº 10. Os valores contábeis esdo aplicável, assim como os ativos intangíveis adquiridos separadamente. ii. Baixa de ativos intangíveis: Um ativo intangível é baixado na alienação ou 11. Patrimônio Líquido: O capital social integralizado em 31 de dezembro tão apresentados pelos valores contratados adicionados dos correspondentes quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso ou da alie- de 2011 é representado por 12.344.480 ações ordinárias (1.419.480 ações juros e variações monetárias incorridos até a data do balanço. Os financiamennação. Os ganhos ou as perdas resultantes da baixa de um ativo intangível, em 31 de dezembro de 2010), sem valor nominal e distribuídas como segue: tos referem-se ao instrumento de crédito para viabilizarem a construção da 2011 2010 mensurados como a diferença entre as receitas líquidas da alienação e o va- Acionistas usina de geração de energia elétrica, para os quais os saldos contábeis se 12.344.380 1.419.380 lor contábil do ativo, são reconhecidos no resultado quando o ativo é baixa- Geo Investimentos e Participações S.A. aproximam dos valores de mercado em virtude das características desses fi50 50 do. f) Provisões: As provisões são reconhecidas para obrigações presentes Alessandro M. C. V. A. Gardemann nanciamentos. A Sociedade não opera com derivativos. 14. Transações não 50 50 (legal ou presumida) resultantes de eventos passados, em que seja possível Evaldo Florindo Medina Fabian envolvendo Caixa: Durante o exercício de 2011, a controlada realizou a se12.344.480 1.419.480 estimar os valores de forma confiável e cuja liquidação seja provável. O valor guinte atividade que não envolveu movimentação de caixa e, portanto, essa reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações reque- a) Aumento de Capital: No período de janeiro a dezembro de 2011, os acioridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, conside- nistas integralizaram capital no montante de R$ 10.925. Em 13 de dezembro não está refletida na demonstração dos fluxos de caixa: • O montante de R$ rando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação. Quando a provisão de 2010, os sócios aprovaram o aumento de capital, conforme Ata de As- 1.926 pela da aquisição de ativo imobilizado não havia sido pago em caixa e é mensurada com base nos fluxos de caixa estimados para liquidar a obriga- sembléia Geral Extraordinária os quais foram totalmente integralizados no equivalentes de caixa no final do período do relatório. 15. Aprovação das Deção, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de cai- exercício de 2010 no montante de R$ 1.419. 12. Informações sobre a Na- monstrações Financeiras: As demonstrações financeiras foram aprovadas e xa (em que o efeito do valor temporal do dinheiro é relevante). g) Outros ati- tureza das Despesas Reconhecidas na Demonstração do Resultado: A autorizadas para publicação pela administração em 19 de março de 2012. A Diretoria Fernando Tavares Vieira - Contador - CRC PR-027820/O-1 Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras de é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas conAos Acionistas e Administradores da GEO Energética Participações S.A. São Paulo - SP com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasi- tábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela adExaminamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da leiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimen- ministração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações fiGeo Energética Participações S.A. (“Sociedade’), identificadas como con- to de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e nanceiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria troladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demons- obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações trações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria en- sobre as demonstrações financeiras: Em nossa opinião, as demonstrados resultados, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa volve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evi- ções financeiras individuais e consolidadas anteriormente referidas aprepara o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais dência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstra- sentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patripráticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da ad- ções financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamen- monial e financeira da Geo Energética Participações S.A. em 31 de dezemministração sobre as demonstrações financeiras: A administração da to do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas bro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação des- demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis sas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis ado- erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos adotadas no Brasil. tadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como neces- relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstraCuritiba, 20 de março de 2012 sários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de ções financeiras da Sociedade para planejar os procedimentos de audito- Deloitte Touche Tohmatsu José Ricardo Faria Gomez Contador distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. ria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expres- Auditores Independentes Responsabilidade dos auditores independentes: Nossa responsabilida- sar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Sociedade. CRC nº 2 SP-011.609/O-8 F-PR CRC nº 1 SP-218.398/O-1 T-PR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Arrecadação bate novo recorde em abril

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os dados da Receita Federal mostram que houve queda de 31,5% em abril ante abril de 2011, no recolhimento de IPI sobre automóveis.

conomia

Receita de tributos atingiu R$ 92,6 bilhões no mês, alta de 3,49% sobre 2011. O ritmo do crescimento, porém, diminuiu.

A

arrecadação de tributos federais bateu outro recorde no mês de abril, ao totalizar R$ 92,628 bilhões, de acordo com informações divulgadas ontem pela Receita Federal do Brasil (RFB). O valor, que representa um crescimento real de 3,49% em relação a igual período de 2011, é o maior para meses de abril. A arrecadação no mês passado superou a mediana das estimativas dos analistas, de R$ 92,05 bilhões, no entanto ficou dentro do intervalo previsto, entre R$ 86,6 bilhões e R$ 99,6 bilhões. Em relação ao mês de março, o ritmo de aumento da arrecadação federal em abril desacelerou, segundo informações divulgadas pela Receita. Em março, o crescimento real, na comparação com igual mês de 2011, foi de 10,26%. No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a arrecadação federal totalizou R$ 349,477 bilhões, 6,28% a

mais em termos reais em relação ao período entre janeiro e abril de 2011. Apesar da expansão, essa foi menor do que a acumulada até o mês de março. No primeiro trimestre, o governo arrecadou 7,32% a mais do que no mesmo período do ano passado. R azões – De acordo com a Receita Federal, a expansão das vendas, da massa salarial e das importações influenciou a arrecadação no primeiro quadrimestre. Esses fatores contribuíram para o crescimento das receitas da Previdência Social, que subiram 8,45% no acumulado de 2012, do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), com alta de 1,94%, e do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculados a produtos estrangeiros (15,26%), todas descontando a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os números da Receita Federal mostram que houve queda de 31,5% em abril em comparação com o desempenho de abril de 2011, no recolhimento de IPI sobre automóveis. A diferença ocorreu principalmente em função da re-

Hélvio Romero/AE

A arrecadação de abril com a Cide da gasolina foi 52,96% menor pela redução da alíquota

dução de 7,6% das vendas no mercado interno no mês de março (fato gerador para o recolhimento do IPI em abril). Além disso, houve uma compensação de tributos, no valor de R$ 200 milhões a mais do que em abril de 2011. Também houve recuo em abril no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (0,64% a menos) e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) (1,65% de baixa). De acordo com os dados da Receita Federal, a diminuição na arrecadação nos dois impostos ligados ao lucro das empresas se deve a uma redução real de 20,39% no pagamento dos tributos por estimativa mensal. Ainda conforme as informações da Receita, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de residentes no exterior teve retração de 7,04%, enquanto que a baixa na arrecadação do Im-

Energia pode ser desonerada Avaliação está sendo feita pelo Ministério da Fazenda, diz o secretário de Política Econômica.

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secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, disse ontem que o governo está discutindo a possibilidade de desonerar o custo da energia elétrica no País. "Naturalmente, na medida em que os contratos forem vencendo, vamos fazer uma avaliação de acordo com a atividade econômica e o ciclo que a gente tiver, sem rupturas contratuais para fazer revisões", explicou.

Holland lembrou que o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, já anunciou o processo de desindexação desses contratos. "Do outro lado, tem uma carga tributária no preço da energia que a gente tem discutido", completou. "O problema é que grande parte dessa tributação vem dos estados e municípios (referindo-se ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS), além do Pis e Cofins (Programa de Integração Social e Contribuição

Agliberto Lima/AE

Grande parte da tributação de energia elétrica vem dos estados e municípios

para o Financiamento da Seguridade Social). Essa é uma agenda do federalismo fiscal que nós temos que enfrentar", disse Holland. De acordo com o secretário, há uma determinação dos estados, municípios e do governo federal de resolver isso. "É um problema importante", destacou Holland. No entanto, ele lembrou que não se pode cobrar renúncia fiscal dos estados sem avaliação do momento que eles estão vivendo. Sobre a redução de encargos na conta de energia, Holland disse que está sendo discutido o tamanho do espaço fiscal do governo. "Nosso problema é que estamos, na agenda de governo, com a desoneração de vários setores", explicou. Ele informou que a desoneração da folha de pagamento das empresas custará R$ 7 bilhões por ano. "Existe um passo a passo. A gente toma medida, espera para avaliar. A gente não pode tomar todas as medidas de uma só vez. Vamos devagar", afirmou o secretário. (AE)

Leia mais sobre o tema na pág. 2

posto sobre Operações Financeiras (IOF) foi de 6,10% em abril em relação a igual período de 2011. Também houve uma queda de 52,96% no recolhimento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) da gasolina em função da diminuição das alíquotas de R$ 0,23 o litro para R$ 0,09, e da Cide do diesel de R$ 0,07 para R$ 0,04 por litro. Projeção – Apesar da diminuição do ritmo da atividade econômica no País, a Receita Federal manteve entre 4% e 4,5% a projeção de crescimento da arrecadação federal para este ano, descontada a inflação pelo IPCA. De acordo com a secretária adjunta do órgão, Zayda Manatta, a frustração de parte da arrecadação tributária esperada entre os meses de janeiro e abril não terá grande impacto no desempenho da receita da União neste ano.

"De janeiro a abril, a arrecadação teve um comportamento inferior ao esperado, no entanto os R$ 10 bilhões em frustração de receitas fazem pouca diferença em termos percentuais", minimizou a secretária. Na última sexta-feira, a Receita diminuiu de R$ 700 bilhões para R$ 690 bilhões a estimativa de arrecadação das receitas administradas pelo órgão para 2012. A revisão foi divulgada pelo Ministério do Planejamento, no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. Embora a projeção total das receitas tenha sido revisada, o Ministério manteve em R$ 18 bilhões a previsão para a arrecadação de receitas extraordinárias para este ano. Esse valor considera fatores atípicos, como a recuperação na Justiça de impostos devidos pelos contribuintes e atividades de fiscalização e autuação. (Agências)

Corte de tributos é o caminho para reduzir o custo da telefonia

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mercado de telecomunicações no Brasil está saturado e não há mais espaço para crescer. A única alternativa é baixar o custo dos serviços por meio da redução de tributos, disseram, ontem, executivos do setor presentes a Rio Investors Day, evento realizado na capital fluminense. Para Carlos Raimar, diretor de Relações com Investidores da Vivo, a carga de impostos chega a 40% no Brasil e impede uma expansão do setor, que representa 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual que tende a se manter estável nos próximos anos. "Chegamos a um teto. Não há mais para onde crescer", disse Raimar. Rogério Tostes, que ocupa o mesmo cargo na TIM, afirmou que essa Eduardo Knapp/Folhapress

Para executivo da TIM, o brasileiro "fala pouco" em razão do custo do serviço.

limitação ocorre principalmente em voz e que o brasileiro "fala pouco" em razão do custo do serviço. Alex Zornig, diretor financeiro da Oi, a redução de impostos é "o que fará o mercado voltar a crescer". Os três executivos se mostraram satisfeitos com o recente movimento do governo que estuda alternativas para reduzir tributos sobre a conta de telefone. Outro problema enfrentado pelo setor, disseram, é a restrição de mão de obra principalmente de engenheiros e em nível técnico. Raimar afirmou que a crise na Europa tem se revelado uma oportunidade para recrutar mão de obra qualificada, em especial engenheiro. "Estamos aproveitando mão de obra disponível na Ibéria." (Folhapress)

DC 23/05/2012  

Diário do Comércio

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