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PIRÂMIDE SOCIAL VIRA LOSANGO

Leão engorda com novo Brasil Pág. 34

Pesquisa Cetelem/Ipsos revela que as classes A, B e C, que em 2005 somavam 49% da população, passaram a responder por 74% – sendo que só a classe média soma 53%. "A pirâmide virou um losango", diz o presidente da Cetelem. Pág. 15 Ano 86 - Nº 23.336

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

Conclusão: 23h55

R$ 1,40

São Paulo, quarta-feira, 23 de março de 2011

Viva no Centro! É bom para a Cidade e o bolso. Página 11

MÁRTIR DA REVOLUÇÃO Bahrein Centenas de pessoas foram ao enterro de Bahiya al-Aradi (à esq.), assassinada por forças de segurança, e gritaram: 'Morte aos Al Khalifa' (dinastia que governa o país há 200 anos)

Iêmen

Joseph Eid/AFP

Presidente promete deixar o poder até o fim do ano. "Golpe levaria o país à guerra civil". Pág. 9

credito

Neil Chapman/Reuters

Alvorecer contra Kadafi

HOJE Nebulosidade e chuva a qualquer hora. Máxima 26º C. Mínima 18º C.

AMANHÃ Sol com algumas nuvens. Não chove. Máxima 28º C. Mínima 18º C.

ISSN 1679-2688

23336

9 771679 268008

Nova agenda de Dilma A presidente Dilma, decidida a sair mais de Brasília, foi a Manaus lutar contra o câncer. Estava com Marcela, a quem Hebe chamou de Michelle Temer. Página 7

Aviões britânicos, em base italiana, prontos para nova missão na Líbia. Págs. 8 e 9


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Sarney vai fazer muito barulho por nada. Ou será que não é tão por nada assim? José Márcio Mendonça

pinião Pablo Valadares/AE

IVONE ZEGER

Fim do casamento. Culpa de quem?

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le me traiu, doutora – disse-me a cliente, alternando pranto e raiva. E, em meio a longa litania de queixas contra o futuro ex-marido, veio a inevitável e categórica acusação: "ele" era o culpado pelo fim do casamento. Essa situação é comum nos escritórios de advocacia. Mas à luz das recentes mudanças na jurisprudência e na legislação será que ainda se pode atribuir a alguém a "culpa" pelo fim de uma união civil? O artigo 1.572 do Código Civil de 2002 estabelece que qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial, imputando ao outro ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insuportável a vida em comum. Mais adiante, no artigo 1.573, o adultério é listado como um dos motivos que poderiam impossibilitar a coexistência do casal. E o parágrafo 2º do artigo 1.694 informa que a parte considerada "culpada" pelo fim do casamento só terá direito à pensão alimentícia "indispensável à subsistência". Parece muito claro, não é mesmo? Temo que não. Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 66, de 13 de julho de 2010, que pôs fim à obrigatoriedade da separação judicial, a questão da culpa – que já suscitava controvérsias antes – passou a gerar muito mais.

a interpretação de muitos juristas, a atribuição de culpa estava vinculada à separação judicial. Assim, se não há mais separação judicial, também não há mais culpa. "Quando não se aborda mais o instituto da separação, retira-se do ordenamento todos os questionamentos acerca da culpa pelo fim do casamento", argumentam defensores dessa corrente. Se prevalecer essa interpretação, ganha força a chamada "teoria da deterioração factual", pela qual a discussão da culpa na dissolução da sociedade conjugal não pode ser admitida, vez que fere o direito à intimidade e à vida privada. Sendo assim, a cliente que culpava o marido pelo fim da união teria de defrontar-se com a seguinte pergunta: "Pode-se realmente culpar alguém pelo fim do amor ou do desejo de manter o casamento?" O fato é que, mesmo antes da aprovação da Emenda Constitucional nº 66, temos várias decisões judiciais nesse sentido.

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Para muitos juristas, a atribuição de culpa estava vinculada à separação judicial. Assim, se não existe mais separação judicial, também não há culpa. Exemplo é a sentença emitida em 2005 pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, na qual a atribuição de culpa a um dos cônjuges pela dissolução do casamento é considerada não só "irrelevante", mas também um "retrocesso". Em outra decisão, de 2008, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais considera que "a tarefa de distribuir culpas numa separação é subjetiva, e inevitavelmente termina por provocar uma falsificação da realidade matrimonial. A culpa afigura-se como um instituto arcaico e em desuso na atual realidade jurídica". eu para entender até aqui? Então imaginemos outra situação. Suponhamos que minha cliente tivesse dito que a traição do exmarido a expôs a uma grande humilhação e que, em consequência disso, ela entrou em depressão e teve de arar de trabalhar. Agora poderíamos falar de culpa? Possivelmente sim. Embora a tendência nos meios jurídicos pareça ser desconsiderar a questão da culpa para fins de dissolução do casamento, ainda persiste a culpa para fins indenizatórios. Isto é, atos como expor alguém a situações vexatórias, agressões físicas e verbais e outros, desde que devidamente comprovados, podem originar uma ação indenizatória por danos morais ou materiais. E já há várias decisões judiciais nas quais um cônjuge é obrigado a pagar indenização ao outro, pelos motivos já citados. A conclusão é que você pode não ser culpado pelo fim de seu casamento, mas pode ser culpado pelos danos que sua conduta e suas ações provocarem no cônjuge ou companheiro. A saída? A melhor ainda é agir de modo civilizado quando a união chegar ao fim.

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IVONE ZEGER É ADVOGADA MILITANTE ESPECIALISTA EM

DIREITO DE FAMÍLIA E SUCESSÃO, AUTORA DOS LIVROS "HERANÇA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" E "FAMÍLIA: PERGUNTAS E RESPOSTAS" WWW.IVONEZEGER.COM.BR

Sarney quer dividir o tempo de tramitação das Medidas Provisórias igualmente entre a Câmara e o Senado: problema para a presidente.

Bomba amiga no colo de Dilma

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presidente do Senado e ex-presidente da República José Sarney, um dos mais fiéis aliados do governo, daqueles amigos de confiança mesmo, está – provavelmente sem querer – jogando um imenso bode no colo da presidente Dilma Rousseff, com megatonagem para explodir bombas também na Câmara. E, em tese, Sarney está certo em propor o que propôs, de forma mais ou menos discreta, no fechar da semana passada: ele quer alterar as regras de tramitação e votação das Medidas Provisórias no Congresso. A queixa geral dos senadores, que levou Sarney discretamente tomar essa iniciativa, é que, quando as MPS editadas pelo Palácio do Planalto e que começam sua carreira pela Câmara, ao chegar ao Senado já estão com os prazos de validade quase vencidos, deixando à Casa muito pouco tempo para debatê-las e negociar qualquer alteração. Com a faca no pescoço, os senadores acabam votando de qualquer modo para que elas não caduquem. Sarney quer dividir o tempo de tramitação das MPS igualmente entre a Câmara e o Senado – metade dos 120 dias (60 dias mais 60 de prorrogação da validade) para cada Casa. Obviamente, nem os deputados nem o governo estão gostando da proposta do aliado Sarney – como já deixou claro, em entrevista nesta semana, o ministro da Relações Institucionais, Luís Sérgio. Acredita-se que o governo perderia massa de manobra e a Câmara perderia em parte a superioridade que hoje tem sobre o Senado nas abrangentes matérias que as MPs abordam. O

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA Senado está quase virando um carimbador de MPs. É um problema, mas é dos menores dos muitos deste instrumento legal, incluido na legislação brasileira, na Constituição de 1988, mal adaptado do parlamentarismo para o hiper-presidencialismo brasileiro. Ele se tornou, por vícios e omissões, num instrumento com o qual o governo (todos os governos, aliás) legisla sobre tudo, sem que o Congresso se imiscua profundamente no tema. Nesses mais de 20 anos de existência, várias mudanças em suas normas foram feitas, na tentativa de tirar delas o caráter de quase decretos presidenciais, sem sucesso. Foram proibidas reedições, criaram-se prazos mais rígidos de votação, impôs-se o trancamento da pauta da Câmara e do Senado depois de um certo período da MP nas duas Casas sem que

Não se conhece caso sério de MP que tenha sido mandada de volta ao Planalto por irrelevância ou por não ser urgente. O Congresso chia mas não age. E edita-se MP sobre tudo.

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ão se conhece nenhum caso sério de MP que tenha sido mandada de volta ao Palácio do Planalto por irrelevância, por não ser urgente ou por estar tratando de temas específicos, como os orçamentários vedados a ela. O Congresso chia mas não age. E edita-se MP a respeito de tudo. Ainda no fim da semana o governo editou uma delas, publicada numa edição extra do Diário Oficial criando a Secretaria (com status de Ministério) de Aviação Civil, ligada diretamente à Presidência da República. É fato que a aviação e os aeroportos no Brasil são um caso muito sério. Mas o são há muito tempo e sua criação poderia ter sido providenciada muito antes, obedecendo aos bons procedimentos legislativos. Sarney vai fazer muito barulho por nada. Ou será que não é tão por nada assim? Os bons macacos não metem a mão em cumbucas. E, quanto metem, não costumam se dar mal. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

CONJUNTIVITE SE ESPALHA

17 ANOS PARA PAGAR IMPOSTOS Gostei da matéria "Uma vida só para pagar impostos", na edição de 22 de março (pág. 15). Apesar de seu conteúdo nos causar uma grande indignação, ela é muito esclarecedora. E por falar em indignação,

elas tenham sido votadas, e nada adiantou. Para contornar esta última exigência, por exemplo, há dois anos, o deputado Michel Temer, então presidente da Câmara e jurista respeitado, providenciou uma interpretação das normas das MPs dizendo que elas paralisam as votações apenas para determinadas matérias, e para outras não. Queixam-se o parlamentares que quase não podem legislar porque a agenda é quase toda do Congresso, na base das MPs; acertam-se procedimentos com o Palácio do Planalto de que ele será mais comedido na sua fúria legisferante, e de vez em quando se socorre ao STF contra uma ou outra MP considerada mais inaceitável. E até, como agora, aparece gente como Sarney querendo organizar a bagunça. Está certo que algum ajuste

sempre pode ser feito. Mas se os parlamentares fizessem cumprir algumas normas constitucionais para a edição de MPs, o quadro já mudaria muito. Diz a Constituição que o governo pode usar as MPs apenas em casos de urgência e relevância, em casos de calamidade, tragédias e tais. O Congresso pode – aliás, deve – criar uma Comissão Especial para analisar se elas cumprem todas as exigências e tem a prerrogativa de devolver as que estão fora de esquadro.

sabiam que os proventos recebidos em sessões extraordinárias pelos nossos parlamentares não são tributados pelo Imposto de Renda? José Donizetti Mendes - São Paulo

Lendo no DC que em 45 dias, São Paulo teve 50 mil casos de conjuntivite, só posso dizer que na minha equipe de trabalho, das 20 pessoas que dela fazem parte 5 já tiveram o problema neste ano. Com isso, ficaram até 10

dias ausentes do trabalho. Creio que isso se deve ao ar condicionado. O jeito é se cuidar como puder e torcer para não pegar, já que não há remédios preventivos. Douglas de Jesus - São Paulo

Fundado em 1º de julho de 1924 Presidente Alencar Burti Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto, Antonio Carlos Pela, Arab Chafic Zakka, Carlos Roberto Pinto Monteiro, Claudio Vaz, Edy Luiz Kogut, Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos, João de Almeida Sampaio Filho, João de Favari, José Maria Chapina Alcazar, Lincoln da Cunha Pereira Filho, Luís Eduardo Schoueri, Luiz Roberto Gonçalves, Moacir Roberto Boscolo, Nelson F. Kheirallah, Roberto Macedo, Roberto Mateus Ordine, Rogério Pinto Coelho Amato, Sérgio Antonio Reze

CONSELHO EDITORIAL Alencar Burti, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo, Márcio Aranha e Rogério Amato Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro (aribeiro@dcomercio.com.br) Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Fernanda Pressinott, Kleber Gutierrez, Marcus Lopes, Rejane Aguiar e Tsuli Narimatsu Redatores: Adriana David, Anna Lucia França, Eliana Haberli ,Evelyn Schulke, e Sérgio Siscaro Repórteres:Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André Alves, Fátima Lourenço, Geriane Oliveira, Giseli Cabrini , Ivan Ventura, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mário Tonocchi, Neide Martingo, Paula Cunha, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vanessa Rosal, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente Comercial Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva de Publicidade Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações José Gonçalves de Faria Filho (jfilho@acsp.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Globo e Reuters Impressão Diário S. Paulo Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

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pinião

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or volta de 2005, um colega que acabara de voltar do Japão descreveu uma cena curiosa que vira em Tóquio: numa praça da cidade, dezenas de jovens estavam sentados onde podiam, boa parte deles teclando seus celulares. Havia os que falavam ao telefone, mas o que lhe chamava a atenção era que também muitos apenas teclavam – estavam enviando mensagens para outros celulares e para a internet. Não falavam com ninguém, não sorriam, não gesticulavam – apenas olhavam a tela e teclavam. Do outro lado da conexão que cada um utilizava, havia outro dispositivo - computador ou celular, talvez ligado, talvez desligado. A única coisa que se pode afirmar da situação é que, do lado que meu colega viu, havia dezenas de jovens sozinhos. Por mais que se possa supor ou ter certeza de que existe alguém do outro lado da conexão, o fato é que do lado de cá estavam somente homens e máquinas, nada além disso. É justamente essa interação que tem preocupado maridos, esposas, pais, professores e cientistas como a socióloga Sherry Turkle, autora de Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other (em português, "Sozinho e junto: por que esperamos mais da tecnologia e menos dos outros", Basic Books, 384 páginas). Turkle, uma psicóloga e professora de sociologia do Massachusetts Institute of Technology, observa o tema há quase três décadas. É dela uma das primeiras obras importantes sobre a cultura dos meios digitais ,The Second Self (ou "O Segundo Eu"), publicado em 1984, quando os computadores ainda eram aquelas caixas brancas que usávamos para substituir calculadoras e máquinas de escrever. A internet ainda estava bem longe de chegar às nossas casas, mas Tuckle já conseguia prever que o uso diário de computadores iria alterar nosso comportamento. Enquanto pesquisadores das mais variadas disciplinas pesquisavam aquilo que o computador transformaria no mundo em geral e nos ambientes de trabalho e de aprendizado em particular, Sherry Turkle pesquisou

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A TECNOLOGIA APROXIMA AS PESSOAS, MAS TAMBÉM AS TORNA CADA VEZ MAIS ISOLADAS.

TÃO PERTO, TÃO LONGE PAULO BRITO preendentes: a comScore, outra empresa que faz pesquisas do mesmo gênero, descobriu que 27% dos usuários do Facebook conectam-se a essa rede social no banheiro.

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o que aconteceria em nós mesmos. "A grande questão não é saber como será o computador no futuro, mas como seremos nós", escreveu ela na introdução ao primeiro livro.

A

s respostas à sua pergunta começam a ficar mais claras agora, passados 26 anos do lançamento daquela obra, e elas estão no nosso comportamento. Todos os que integramos celulares e computadores às nossas vidas tornamo-nos dependentes deles, não por qualquer distorção dos nossos cérebros ou desvios do nosso comportamento, mas

porque esses dispositivos facilitam o nosso dia-a-dia.

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á exageros,sim, como o caso que a autora relata no início de Alone Together: uma mulher vai conhecer uma candidata a babá de seu filho. Quando chega à casa dela, outra moça abre a porta e a candidata pode ser vista mais ao fundo, com um band-aid em cada polegar, teclando num Blackberry. Quando ela pede que a moça seja chamada, a que abriu a porta responde: "Ah, isso seria invasivo. Vou enviar uma mensagem a ela…" Pode parecer absurdo, mas a história é contada como verdadeira e atualmente parece bem provável. "Nossa vida em rede permite que nos escondamos uns dos outros mesmo que estejamos amarrados

juntos", escreve ela. Não é difícil encontrar gente que mesmo estando em casa se isola com os olhos passeando entre o teclado e a tela de um computador.

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bem da verdade, há muito tempo outros dispositivos atraem nossa atenção: antes que a internet aparecesse, pais e mães davam uma bronca atrás da outra em seus filhos e filhas porque ficavam horas ao telefone, falando com amigos ou namorados. A televisão também sofreu acusações por produzir o mesmo efeito: afastava as pessoas do convívio com as outras. No caso dos computadores e celulares, as observações de Sherry Turkle são apoiadas pelos estudos já realizados sobre os usuários de smartphones e de redes sociais. Não é raro ver um

casal numa mesa de restaurante, cada um olhando para a tela do seu iPhone, ou falando com outra pessoa, ou ainda teclando mensagens. A Clean Cut Media, uma empresa americana especialista em pesquisa de usuários de redes digitais (a internet e as redes telefônicas) tem uma estatística mostrando que nos EUA 69% da população usa a internet e 14% dela acha difícil deixar de acessar a rede por alguns dias. Desses todos, apenas 6% admitem que seus relacionamentos são prejudicados pelo uso excessivo da internet. No capítulo dos smartphones, aqueles celulares com capacidade para acessar a internet, os números mostram que, mensalmente, 63,2 milhões de americanos usa-nos para acessar algum tipo de informação na rede. Certas constatações são sur-

ós, brasileiros, estamos no mesmo caminho – o País já passou dos 200 milhões de celulares e o número de usuários da internet alcançou a casa dos 70 milhões – por exemplo, minha mãe, que tem 80 anos, está nesse grupo de pessoas. E perto de 25% dos domicílios brasileiros têm computador (em 2004, havia somente a metade disso). Turkle tem recebido comentários desfavoráveis dos fãs do mundo digital, sob o argumento de que é uma nostálgica, saudosa dos contatos pessoais. Verdade ou não, o que ela constata é verdadeiro. O que nem ela nem ninguém sabe é que consequências – boas ou ruins – isso terá. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

MITOS SINDIC AIS O fato mais fundamental a respeito dos sindicatos de trabalhadores é que eles não criam nenhuma riqueza. Os sindicatos são uma de um número crescente de instituições cuja especialidade é drenar riquezas criadas por outros, quer esses outros sejam empresas ou indivíduos.

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maior mito a respeito dos sindicatos de trabalhadores é o de que eles são a favor dos trabalhadores. Sindicatos são a favor dos sindicatos, tanto quanto as corporações são a favor das corporações e os políticos são a favor deles mesmos. Nada mostra mais o total cinismo dos sindicatos e dos políticos ligados a eles do que a chamada "Lei da Livre Escolha do Trabalhador" (Employee Free Choice Act) que a administração Obama tentou aprovar no Congresso. A livre escolha dos trabalhadores quanto a se filiarem ou não a um sindicato é precisamente o que essa legislação destruiria. Sob as leis existentes, os trabalhadores já têm livre escolha em eleições com voto secreto. Na medida em que mais e mais trabalhadores no setor privado votaram pela rejeição de sindicatos que os representassem, a resposta dos sindicatos foi acabar com as votações secretas.

Sob a "Lei da Livre Escolha do Trabalhador", sindicatos não mais precisariam vencer numa votação secreta para que tivessem o poder de representar os trabalhadores. Em vez disso, representantes dos sindicatos poderiam simplesmente recolher assinaturas dos trabalhadores até que obtivessem maioria. m primeiro lugar, por que temos o voto secreto, seja em eleições sindicais ou para eleger membros do governo? Para prevenir a intimidação e permitir que as pessoas votem como quiserem, sem medo de retaliação. Este é um direito crucial que os sindicatos querem tirar dos trabalhadores. As ações das turbas de sindicalistas nos estados de Wisconsin, Ohio e em outras localidades nos dão uma demonstração grátis de quão pouco respeitam os direitos daqueles que deles discordam e de quanto dependem do assédio e ameaças para obter o que desejam. É preciso ter uma cara de pau de

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primeira classe para chamar a burla do voto livre e secreto de "Lei da Livre Escolha do Trabalhador". Para os sindicatos, os trabalhadores são mera matéria-prima usada para criar poder sindical, assim como o minério de ferro é a matéria-prima usada pela U.S. Steel e a bauxita é usada pela Aluminum Company of America (Alcoa).

Mineradores de 1920 até 1960, assegurou salários e benefícios aos mineiros de carvão muito além do que eles conseguiriam obter de um livre mercado baseado em oferta e demanda. Um economista da Universidade de Chicago, por exemplo, chamava John L. Lewis de "o maior vendedor de petróleo do mundo".

fato mais fundamental a respeito dos sindicatos de trabalhadores é que eles não criam nenhuma riqueza. Os sindicatos são uma de um número crescente de instituições cuja especialidade é drenar riquezas criadas por outros, quer esses outros sejam empresas ou indivíduos. Há limites para até quando os sindicatos podem drenar dinheiro de categorias profissionais sem que enfrentem sérias repercussões econômicas. O mais famoso líder sindical americano, o lendário John L. Lewis, presidente do Sindicato dos

s suas greves, que interromperam o fornecimento de carvão, bem como resultaram no aumento de seu preço em função do aumento nos salários, fizeram com que muitos indivíduos e empresas trocassem o carvão por óleo combustível, levando à redução do emprego entre os mineiros de carvão. Os salários mais altos também levaram as companhias mineradoras de carvão a substituir mineiros por máquinas. O resultado líquido foi um enorme declínio nos níveis de emprego na indústria de mineração de carvão,

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THOMAS SOWELL

transformando muitas cidades dependentes dessa atividade em cidades fantasma nos anos 1960. Não existe almoço grátis.

repercussão. Esses são os funcionários do governo representados por sindicatos do setor público.

oisas semelhantes aconteceram nas sindicalizadas indústrias do aço e automobilística. Houve época em que a U.S. Steel era a maior produtora de aço no mundo e a General Motors a maior fabricante de automóveis. Não mais. Seus sindicatos estavam rindo à toa no auge dessas companhias, mas eles também descobriram que não existe almoço grátis quando centenas de milhares de seus membros perderam seus empregos. Os trabalhadores também aprenderam que não existe almoço grátis, e é por isso que, ao longo dos anos, têm votado contra a atuação dos sindicatos como seus representantes – em eleições com voto secreto. Todavia, um conjunto de trabalhadores permaneceu praticamente imune a esse tipo de

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C

nquanto o petróleo pode substituir o carvão, a U.S. Steel pode cair do primeiro para o décimo lugar e a Toyota pode tomar o lugar da General Motors como a maior fabricante de automóveis do mundo, o governo é um monopólio. Provavelmente ninguém substituirá as burocracias federais ou estaduais, não importando quanto dinheiro seja drenado dos contribuintes. Isso explica por que os sindicatos do setor público continuam a prosperar enquanto os do setor privado estão em decadência. Os pagadores de impostos fornecem o seu almoço grátis. THOMAS SOWELL É ECONOMISTA,AUTOR DE VÁRIOS LIVROS E SENIOR FELLOW NO

HOOVER INSTITUTE EM STANFORD, CALIFÓRNIA. TRADUÇÃO: HENRIQUE DMYTERKO PUBLICADO EM WWW.MIDIAAMAIS.COM.BR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

Giba Um

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gibaum@gibaum.com.br

João Paulo Diniz, que atua mais na noite de São Paulo, está montando, com investidores, uma gestora de recursos.

k Como um homem com a origem dele não vai pessoalmente tratar LULA // à distancia, criticando Obama, num acesso de disparates concentrados numa única frase.

Fotos: BusinessNews

A ex-ministra da Economia do governo Collor, que comandou o confisco da poupança em 1990, que foi amante de Bernardo Cabral, acusada de corrupção e que se casou com Chico Anysio (ele voltou para casa, depois de 100 dias internado, no Rio), mora num apartamento de 200 metros quadrados, avaliado em US$ 2,5 milhão, no Upper East Side, em Nova York. Agora, depois de 20 anos de silencio, fala à revista Poder que vive de consultoria e que seus filhos recebem pensão do humorista. Em 1996, quando ia depor no Supremo, um falso desmaio que protagonizou por sugestão de seu advogado, Antonio Carlos (Kakay) de Almeida Castro, acabou ajudando Zélia a ser absolvida. De Cabral, ela guarda um bilhetinho, passado debaixo da mesa, numa reunião ministerial: “Essa sua saia curta está deliciosa”. 333

CHARMOSO 333 Na despedida de Brasília, no sábado, Barack Obama encontrou-se com Dilma Rousseff no Alvorada e com Michelleeas filhas,experimentou sucos tropicais. E conheceu, menos protocolarmente, a mãe da presidente, Dilma Jane e a tia Arilda, que estavam entusiasmadas em ver de perto o presidente americano. Entre o ladobrasileiroeoladoamericano, estavam presentes pouco mais dedez pessoas.Quandoocasal presidencial foi embora, a primeira-mãe Dilma Jane não resistiu: “Ele é muito charmoso”.

Saias armadas 333 Depois da delegada Marta Rocha ser nomeada chefe da Polícia Civil no Rio, tudo indica que também a Polícia Militar de lá deverá ser comandada por outra mulher: é a coronel Edite Bonfadini, 49 anos, católica, solteira e sem filhos, filha de militar, irmã de PM e sobrinha de policial federal. Em São Paulo, onde muitas delegacias tem como titular mulheres (e jovens), a delegada mais famosa é Elisabeth Sato, extitular da delegacia dos Jardins, que já foi titular de Homicídios e está na 5ª Seccional Leste, comandando mais de 20 delegados homens. Ela gosta de sapatos Jimmy Choo e bolsas Louis Vuitton: dentro, uma 765.

PÓLVORA NO AR Malgrado o 31 de Março tenha sido retirado do calendário das comemorações oficiais das Forças Armadas, continuam proliferando pelo país preparativos de eventos e palestras envolvendo militares em torno da data da eclosão do movimento militar. O general de Exercito Américo Salvador de Oliveira, comandante militar do Nordeste, marcou para o dia 31, no QG do Comando, solenidade militar alusiva a Revolução Democrática de 31 de Março de 1964 . Nos bastidores do Planalto, essas comemorações estão sendo encaradas como uma espécie de contra-ataque à Comissão da Verdade. 333

Enquanto sua música Born this Way, que incentiva gays a assumirem sua homossexualidade, permanece, por semanas seguidas, em primeiro lugar na parada da Billboard, Lady Gaga, a diva pop, aparece na capa e em grande ensaio assinado por Mariano Vivanco da nova edição da revista i-D, usando prótese de látex no rosto (ela chama de implantes), sua nova mania. Sua turnê Monster Ball vai se transformar num especial da HBO e agora, depois de estrear na passarela para Thierry Mugler (e comprar toda a coleção), ela está fascinada pelo estilista. E envolvida em duas campanhas: uma, para as vitimas da tragédia do Japão; outra, para legitimar o casamento gay nos Estados Unidos.

Mania de implantes

333

333 Não é apenas Dilma Rousseff que abre grandes sorrisos quando encontra o expresidente FHC: também ele tem dito, até em reuniões com empresários internacionais, que está otimista com o governo dela e que a considera uma mulher preparada. Mais: há dias, desembarcando em Nova York, Fernando Henrique pegou sua bagagem na esteira, colocou-a num carrinho e depois, tomou um táxi, sem precisar de nenhum maçaneta por perto. Está mais do que adaptado à vida fora do poder. Em São Paulo, vira e mexe, sai de seu apartamento em Higienópolis e caminha a pé até um restaurante da Praça Buenos Aires para almoçar, sozinho. De quebra, ainda dá uma namoradinha discreta com Patrícia Scarlat Gonçalves, 40 anos.

Brasileiro tranquilo

Divulgação

23 de Março

333 Pamela Anderson, que veio ao Brasil contratada pela Brahma, para dar o ar da graça no camarote do sambódromo (ela é famosa por seu superbusto desde o seriado SOS Malibu e já foi capa de Playboy norte-americana nada menos do que 11 vezes), resolveu esticar sua estada no país e no começo desta semana, visitava, com o filho Dylan Jagger, de 13 anos e o namorado Jon Rose, a ONG Unas, na favela de Heliopolis, a maior de São Paulo. Lá, pouca gente sabia quem era ela. Pamela é envolvida em causas sociais e o namorado é o criador da ONG Waves for Water.

O canal pago GNT está reformulando sua grade, trocará vinhetas (antes, parecia emissora erótica) e terá novas atrações, que participaram de evento de lançamento em São Paulo, esta semana. De cara Luana Piovani (à esquerda), figura polemica, substituirá Alice Braga no Super Bonita; a blogueira Julia Petit (centro) comandará o Base Aliada, sobre make-up e dicas de beleza; e Claude Troisgros e Helena Rizzo (direita) estarão, ao lado de Olivier Blanquier, no blog dos programas culinários.

Reforma na grade

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Guerra na Fiesp Não apenas Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp e que assumiu a presidência da entidade quando Paulo Skaf, agora candidato à reeleição, disputou as eleições governamentais em São Paulo, está disposto a concorrer em abril ao comando da federação. Também Josué Gomes da Silva, que preside a Coteminas e é filho do ex-vice-presidente José Alencar, poderá formalizar sua chapa nos próximos dias. Ele também integra, hoje, a diretoria do próprio Skaf. 333

h IN

Outono: botas altas.

OUT

Outono: botas curtas.

Next Drag Quem não agüenta mais os programas do tipo American Idol ou America’s Next Top Model, certamente irá se divertir assistindo no canal VH1 o America’s Next Drag Superstar, também chamado de RuPaul´s Drag Race (entre nós, Corrida das Loucas), que é um concurso de drag queens (nada de transexual, é transformismo e os candidatos aparecem como meninos em seu cotidiano), comandado pela famosa drag RuPaul. A produção é mais do que competente e no corpo de jurados, sempre tem alguém famoso. Na última versão, tinha Debbie Reynolds, 79 anos, em grande forma. Debbie foi a namoradinha do planeta nos tempos dos musicais, especialmente em Singing in the Rain, com Gene Kelly. 333

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São Turíbio de Mogrovejo

CHAPINHA 333 No bloco de Michele Obama, viajam sempre – e até mesmo dentro dos Estados Unidos – duas cabeleireiras de confiança, aprovadas pelo serviço secreto. São elas as encarregadas da verdadeira magia de transformar os cabelos originais da primeiradama dos Estados Unidos, em menos de uma hora, em superlisos e com estrutura. Obama dispensa esse tipo de serviço.

MISTURA FINA NA VISITA ao Chile, Michelle e Barack Obama sentiram-se um pouco mais aliviados: afinal, o presidente Sebastián Piñera e a primeira-dama Cecília Morel falam inglês fluentemente.

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JUCA Ferreira, ex-ministro da Cultura, substituído por uma de suas desafetas, Ana de Holanda, já conseguiu emprego novo; vai assumir a Secretaria Geral da Organização dos Estados IberoAmericanos, em Madri.

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A PROPÓSITO de nota dada pela coluna, Mônica Pimentel, que está há oito anos na direção artística da Rede TV!, manda esclarecer que sua permanência no posto é devida apenas a seu trabalho e desconhece quaisquer “razões familiares”. Para quem não sabe: a média mensal da grade da emissora, segundo os institutos do mercado, foram 1,1 em dezembro de 2010, 1,0 em janeiro e 1,2 em fevereiro.

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Falso desmaio

MAIS: lá na frente, pode virar banco e antes do pai, Abílio Diniz, realizar seu velho sonho de ter o Banco Pão de Açúcar.

Pamela na favela «

com Raul Castro?

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quarta-feira, 23 de março de 2011

O EMPRESÁRIO Alexandre Colombo, 39 anos, ex-Maitê Proença, já está de namorada nova: é a atriz Sheron Menezes, uma das melhores figuras do desfile das escolas, na condição de rainha da bateria da Portela. 333

333 EM ABRIL, em Comandatuba, em meio ao 10º Forum Empresarial e com a presença de Dilma, serão premiados os melhores líderes do país: Eike Batista, Abílio Diniz, Roberto Civita e Viviane Senna, entre outros. A homenagem especial será para Ivan Zurita, da Nestlé, empresa que é a patrocinadora master do evento.

AINDA o almoço no Itamaraty ao casal Obama: Lula também ficou irritado com os salamaleques (a expressão é dele) de Dilma, com direito a muitos sorrisos, quando viu Fernando Henrique Cardoso, que ela própria determinou que sentasse à mesa principal. 333

DEPOIS de Guido Mantega, da Fazenda, Antonio Palocci está redirecionando seu fogo interno contra Eduardo Haddad, da Educação. 333

Colaboração: Paula Rodrigues,Alexandre Favero

Solução

ntes de ser ordenado sacerdote, Turíbio era advogado e servia a Igreja no sul da Espanha. Sábio e piedoso, em pouco tempo foi nomeado Arcebispo de Lima, no Peru. Durante 25 anos se dedicou à estruturação da Igreja peruana e foi o grande benfeitor dos índios. Morreu em 1606.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

5 COMEÇO O PSD desperta assédio e queixas antes mesmo de sua criação oficial.

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FIM? As previsões para o DEM vão desde a fusão com o PSDB ou o simples fim.

O PSD começa o seu arrastão O partido deverá ganhar a adesão de Índio da Costa, no Rio, e em Brasília, o líder do governo promete assediar os deputados federais que devem migrar para a sigla Dida Sampaio/AE - 01.07.2010

Robson Ventura/Folhapress

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á quem compare a saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do Democratas, como "um vendaval que passou pelo partido", como descreveu o deputado federal Marcos Montes (MG), atual secretário-geral do DEM. E, neste caso, os efeitos já podiam ser sentidos no Rio de Janeiro, na Câmara Municipal de São Paulo, em Brasília e até no Maranhão, um dia depois da oficialização da nova sigla que irá abrigar o prefeito e seus aliados, o Partido Social Democrático (PSD). Enquanto Kassab cumpria ontem agenda em São Paulo, como a visita à Capela de São Miguel Arcanjo, com uma esticada até o Mercado Municipal de São Miguel Paulista, na zona Leste, com direito a degustar uma banana, no Rio de Ja- PSD e vejo ali um partido libeneiro, o ex-deputado federal ral", justificou. Índio da Costa (DEM-RJ), viceCom interesse também na presidente na chapa de José prefeitura do Rio, Índio da Serra na corrida ao Planalto, Costa vê pouco espaço no deixava bem claro o caminho DEM para uma candidatura que vai seguir. "O conteúdo do própria e isso o motiva a deixar PSD tem tudo a ver com o que a sigla. "Minha situação no Rio eu defendi a vida toda, que é a é delicada. O César Maia está social democracia". O ex-de- fazendo uma intervenção no putado, que diretório", recusou o concontou. Em vite para inteseu twitter, ele grar o PSDB, chama o DEM até porque, do Rio de "feuO conteúdo como disse, do da família do PSD tem tudo "num futuro Maia". poderá se funPara aliados a ver com o que dir com o do prefeito de eu defendi a DEM", confirS ã o Paulo, a vida toda, que m o u q u e a ladesão dele ao é a social moça hoje PSD deve democracia. com Kassab, ocorrer em em São Paulo. questão de ÍNDIO DA COSTA Índio da Costa dias. Ele só esa rg um en to u t a r i a a g u a rainda que o PSD é um partido dando o melhor momento. E que "nasce independente" e antes mesmo de confirmar a que apresenta propostas que migração, Índio da Costa já ele defendeu na campanha avisou que, ao contrário de eleitoral de 2010. Kassab, se manterá firme na Entre as diretrizes do parti- oposição ao governo federal. do, Índio da Costa elogiou a "Não marcharei com Lula e defesa de programas de inclu- Dilma", garantiu. são social. "Li o conteúdo do Já em São Paulo, o líder do

Leonardo Wen/Folha Imagem - 03.03.05

O ex-deputado federal Índio da Costa deve anunciar em breve sua adesão ao PSD. Já o líder do DEM na Câmara, Marco Aurélio Cunha, espera um chamado de Kassab para aderir.

DEM na Câmara Municipal, Marco Aurélio Cunha, confirmava para o repórter Sergio Kapustan, do Diário do Com é rc i o , que aguardava um contato do prefeito para discutir a adesão ao novo partido. C o m s e t e v e re a d o re s , o DEM é a terceira bancada do

E o PTB ameaça impugnar sigla de Kassab O argumento é de que o PSD foi incorporado com todos os ativos e passivos

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Partido Social Democrático (PSD) nem foi criado oficialmente, mas em breve poderá enfrentar problemas na Justiça. O PTB pretende impedir, pelos meios legais, que a legenda criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, utilize a mesma sigla do antigo PSD, presidido pelo ex-parlamentar Nabi Abi Chedid e incorporado ao PTB em 2003. A iniciativa de impugnar o registro da nova agremiação partiu do secretário-geral do PTB, deputado estadual

Campos Machado (SP), que promete enviar nos próximos dias carta às lideranças de sua sigla na qual comunicará a decisão. "Após oito anos, desde a incorporação ao PTB, estou cobrindo questões que eram do PSD. Por isso, decidi propor a impugnação do registro", explicou Machado, de acordo com o qual a causa é uma questão puramente jurídica. "Eu não tenho nada contra o pessoal que está criando o PSD. Nós estamos apenas contestando o uso de uma sigla que foi incorporada ao PTB".

Danilo Verpa/Folhapress

O deputado estadual Campos Machado, secretário-geral do PTB, diz que vai recorrer à Justiça para impedir o uso da sigla PSD.

Para Campos Machado, ao incorporar o PSD, o PTB adquiriu os deveres e direitos da antiga legenda, ou seja, desde as suas dívidas até o seu nome, história e bandeiras. O advogado eleitoral Luiz Gustavo Pereira da Cunha, que representa o PTB, lembra que, após a incorporação, o partido teve de assumir pendências da antiga sigla, como dívidas trabalhistas. O advogado fez uma analogia com o mundo empresarial. "Assim como numa empresa, quando um partido incorpora outro, ele adquire seus ativos e passivos". Ele ressaltou que a sigla não foi extinta, mas incorporada, ou seja, ainda existe em um campo abstrato. "É uma grande discussão jurídica, que deve ser analisada pela Justiça Eleitoral". O advogado do prefeito de São Paulo, Alberto Rollo, contestou os argumentos do PTB. Segundo ele, uma vez que o PSD foi incorporado, a sigla ficou vaga. "O partido deixou de existir", disse. O advogado explicou que o PSD de Kassab ainda não existe oficialmente porque precisa ser registrado em cartório e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "O PTB vai reivindicar o quê? O que não existe?". (AE))

Kassab no mercado de São Miguel: sem declarações, ontem.

Legislativo e a expectativa é de que, junto com Marco Aurélio, migrem os vereadores Domingo Dissei, Marta Costa e Ushitaro Kamia. Os outros três parlamentares, Carlos Apolinário, Milton Leite e Sandra Tadeu, devem permanecer no DEM. A decisão de aderir ou

não ao PSD será individual. Assim como na Câmara, a adesão de deputado estaduais do DEM ao PSD está indefinida. A bancada de oito deputados só perdeu Milton Vieira. Em Brasília, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), não perdeu tempo e confirmou que até o final da semana vai procurar os deputados federais que pretendem rumar para a nova legenda. A intenção, diz o líder, é incorporá-los à base aliada de Dilma Roussef no Congresso. "Farei uma reunião com os deputados do PSD para fortalecer nossos laços. Se o Kassab e o novo partido defendem a Dilma, quero incorporá-los". Quem também não perdeu tempo foi a família do ministro

de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), que vai reforçar a sigla no Maranhão. Quem vai presidir o partido no estado será a deputada federal Nice Lobão (DEM-MA), esposa do ministro. Além dela, o PSD vai ganhar reforço de cinco deputados estaduais do DEM. O anúncio foi feito pelo próprio ministro Lobão. Para ele, o "DEM foi destruído". A missão do senador José Agripino Maia, novo presidente dos Democratas, é impossível, segundo Lobão. "Não vai dar para segurar os cacos do partido." Para o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), "não dá para entender o que quer Kassab com o novo partido. Só se for para enfraquecer a oposição". (Agências)

Eventual concorrência não preocupa Alckmin Governador afirma que a sua relação com Gilberto Kassab "não muda nada" William Volcov/AE

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governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem, em Sorocaba, que a ida do p re f e i t o G i l b e r t o K a s s a b (DEM) para o Partido Social Democrático (PSD) não muda a relação do governo com a prefeitura. Kassab pode ser concorrente do próprio Alckmin na disputa da próxima eleição para o governo estadual, mas isso "não muda nada", segundo o governador. Nem mesmo com a adesão de seu vice-governador, Guilherme Afif Domingos, à nova sigla. "O nosso compromisso é sempre com a população. As boas parcerias que temos com a prefeitura de São Paulo, todas vão continuar, nas áreas de saneamento, saúde, educação, todas elas", garantiu. Ele aproveitou para mencionar algumas obras que seu governo realiza na capital. "Vamos entregar na segunda-feira a Estação Butantã, do Metrô". Lembrou, em seguida, que as duas empresas do governo estadual, a Companhia Paulista d e Tre n s M e t ro p o l i t a n o s (CPTM) e a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) respondem por 70% do transporte de passageiros sobre trilhos no País. "Dos 8,5 milhões de passageiros transportados por mês no Brasil por trens e metrôs, nós transportamos 6 milhões." Alckmin anunciou investi-

Alckmin afirma que as boas parcerias com a prefeitura vão continuar.

mentos de R$ 60 milhões no Conjunto Hospitalar de Sorocaba e aproveitou a presença de 12 prefeitos da região, além de deputados e vereadores, para dizer que os serviços de saúde oferecidos pelo estado

atendem o Brasil inteiro, como em transplantes e tratamento contra o câncer. "Por isso, estamos com um extrateto, aquilo que o SUS (Sistema Único de Saúde) não cobre, de R$ 75 milhões por mês." (AE) SECRETARIA DE ESPORTES, LAZER E RECREAÇÃO

PREGÃO PRESENCIAL EDITAL Nº 006/SEME/2011 PROCESSO : 2010-0.219.718-9 MODALIDADE : PREGÃO PRESENCIAL TIPO : MENOR PREÇO TOTAL GLOBAL OBJETO : Aquisição e instalação de equipamentos para exercícios da terceira idade DATA: 05/04/2011 HORÁRIO: 10:30 horas LOCAL: Auditório da SEME, situada na Al. Iraé nº 35 - Moema A SEME faz saber que a partir de 23/03/2011, inclusive, encontrar-se-á disponível o caderno de licitação, composto de edital e anexos, que poderá ser adquirido mediante o recolhimento, na rede bancária credenciada da importância correspondente a R$0,15 por folha, aos cofres públicos, através do Documento de Arrecadação do Município de São Paulo, a ser fornecida pelo Setor de Licitações. O Caderno de Licitação, também poderá ser obtido via internet no site: http:/e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br. As informações administrativas, técnicas e guias relativas ao presente Pregão, poderão ser obtidas junto a SEME - Setor de Licitações na Alameda Iraé, 35, Moema, fone: (00xx11) 3396-6579, das 09:00 às 17:00 horas, até o último dia útil imediatamente anterior àquele marcado para a abertura do certame.


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Está demonstrado que a quadrilha formada pelo ex-prefeito assumiu com este os riscos da fraude. Relatório da CPI contra Barros Munhoz

olítica

Criação do PSD divide opiniões entre tucanos mineiros

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iniciativa do prefeito deputado federal Marcus Pesde São Paulo, Gilberto tana fez duas críticas à iniciatiKassab, de deixar o va de Kassab e ao novo partiDemocratas e fundar o Partido do. Para o parlamentar, o preSocial Democrático (PSD) di- feito pode estar mais interessavidiu opiniões dentro do PSDB do em alavancar a própria de Minas Gerais. Uma nova candidatura ao governo pauexecutiva acaba de assumir o lista, o que pode levá-lo a opediretório estadual com a deter- rar para tentar viabilizar voos minação de garantir a candi- mais altos do governador Gedatura do senador Aécio Ne- raldo Alkmin (PSDB) ao invés ves (PSDB-MG) à Presidência do senador mineiro. em 2014, mas acredita que a O ex-integrante da executiiniciativa pode ser ameaçada va tucana de Minas, porém, por projetos pessoais de Kas- acredita que mesmo se Kassab sab. Por outro trabalhar neslado, uma ala se sentido, o do partido apoio do DEM avalia que a ao senador A saída de Gilberto m i n e i r o e m saída do preKassab do DEM foi 2014 é "pratifeito pode forum vendaval que talecer ainda c a m e n t e g amais o nome rantido". "A passou e do mineiro nova direção precisamos agora junto ao DEM. do Democrareencontrar o É a opinião tas é bem favocaminho. de um dos derável ao projeputados que to do Aécio. MARCOS MONTES (DEM-MG) deixou a direTem até ex-seção do PSDB cretário na limineiro na convenção de se- derança", declarou, referindogunda-feira, mas mantém for- se ao deputado federal Marcos te influência na legenda. O Montes (MG), atual secretárioparlamentar, que concordou geral do DEM, que comandou em falar com a condição de ser a Secretaria de Estado de Demantido no anonimato, afir- senvolvimento Social e Espormou que a decisão de Kassab tes (Sedese) durante o governo favorece o projeto da candida- de Aécio Neves em Minas. tura de Aécio porque o prefeito E o próprio Montes, amigo paulista é "aliado de todas as do senador, confirma essa tenhoras" do ex-governador José dência. "O DEM tem todo inteSerra, nome ainda apontado resse em participar do projeto como presidenciável dentro do Aécio, mesmo porque 90% do PSDB. do partido já era a favor disso", "O Kassab vai trabalhar por afirmou. Segundo o deputado, ele (Serra) sempre, em qual- a saída de Kassab da legenda é quer projeto, mas agora não "uma perda", mas essa iniciatitem mais o DEM de São Paulo", va não definirá o rumo do avaliou. DEM ."Foi um vendaval que Ao assumir a presidência do passou e precisamos agora rediretório mineiro do PSDB, o encontrar o caminho". (AE)

quarta-feira, 23 de março de 2011

CPI vira argumento de acusação contra Munhoz MPE se apoia em relatório final para acusar presidente da Assembleia por "farra do boi" com dinheiro público

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ma das principais peças usadas pelo Ministério Público Estadual para propor ação civil de improbidade contra o presidente da Assembleia de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB), no caso do Hotel Fazenda Esperança, em Itapira, foi o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) realizada na Câmara do município que ele governou por três vezes. O documento, aprovado pela maioria dos vereadores, apontou, no capítulo "irregularidades apuradas", malversação de dinheiro público e formação de quadrilha. "O que está demonstrado é que a quadrilha formada pelo ex-prefeito José Antônio Barros Munhoz assumiu com este os riscos da fraude, da maracutaia e, no jargão popular, a farra do boi com o dinheiro público", sustenta o relatório da CPI, concluído em 2005.

Ernesto Rodrigues/AE

Defesa de Barros Munhoz nega irregularidades no contrato: "O projeto foi aprovado por 12 dos 17 vereadores de Itapira"

Munhoz é réu em ação no Fórum de Itapira por suposto favorecimento ao proprietário do imóvel rural onde foram investidos R$ 5,2 milhões entre 2001 e 2004, último ano do mandato do tucano. Além de pagar aluguel para o fazendeiro José de Carvalho, o então

prefeito mandou construir na fazenda uma casa de 220 m2 para "uso gratuito" do dono da área. Após 30 anos, o imóvel poderia ser retomado integralmente pelo fazendeiro. Defesa – Por meio de sua assessoria, Munhoz rechaça as acusações. "Os objetivos do

projeto pautaram-se na busca pelo atendimento ao interesse público e foram precedidos de inúmeros estudos técnicos, debates políticos, análise contábil e orçamentária e consultas à população. O projeto foi aprovado por 12 dos 17 vereadores de Itapira". (AE)

Ministra acompanha busca de ossadas No Cemitério de Vila Formosa, Maria do Rosário defende instalação da Comissão da Verdade e nega revanchismo

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ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, declarou ontem, à beira da sepultura onde se presume que estav a m o s re s t o s m o r t a i s d o desaparecido político Virgílio Gomes da Silva, o Jonas: "Não estamos movidos hoje

William Volcov/AE

pela punição de quem quer que seja, mas pelo direito das famílias de sepultarem seus mortos". Rosário foi ao Cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo, onde acompanhou durante cerca de 40 minutos os trabalhos dos peritos da Polícia Federal, que desde dezembro buscam, em parceria com a Procuradoria da República e o Ministério da Justiça, vestígios de militantes capturados pela repressão. O Vila Formosa, maior cemitério da América Latina, teria sido usado como depósito clandestino de corpos de prisioneiros dos "anos de chumbo". Há um mês, os técnicos escavaram túmulos da quadra 47, onde estaria a ossada de Jonas – guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) preso pela Operação Bandeirantes em 29 de setembro de 1969. Ao lado dos procuradores federais Eugenia Fávero e Marlon Weickert, a ministra defendeu a criação da Comissão da Verdade. "É muito importante aprovarmos uma Comissão da Verdade. Mas, se

Maria do Rosário: "Não estamos movidos pela punição de ninguém"

nesse momento estivéssemos em uma posição de revanche ou movidos pelo ódio, não conseguiríamos unir o Brasil com essa causa", ressalvou. Ela destacou ter procurado separar uma questão da outra. "Vamos tentar cumprir cada meta indicada pela Corte Internacional de Direitos Humanos da OEA. No entanto, com relação às questões de punição de quem quer que seja pelos crimes cometidos no período da ditadura militar, elas não se encontram na alçada do Poder Executivo".

A ministra ressaltou o papel da Justiça nas demandas relativas a eventuais sanções a torturadores. "Há uma sentença do Supremo Tribunal Federal sobre a Lei da Anistia. Punições ou não dizem respeito ao Judiciário brasileiro. Nossa missão é propor, como de fato foi feito, a criação da Comissão da Verdade. Esse projeto não prevê punição porque reconhece a Lei da Anistia." Maria do Rosário enfatizou: "Qualquer modificação nisso depende das cortes e do Judiciário." (Folhapress)

Celso Júnior/AE

Ex-governador refere-se a ministro como 'moreno escuro'

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Carlos Sampaio: "É preciso contextualizar o que aconteceu".

Promotor, Sampaio será o relator do caso Jaqueline

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om um passado de condenações de colegas por casos semelhantes ao de Jaqueline Roriz (PMN-DF), o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) vai conduzir a investigação sobre o tema de forma a "contextualizar" as imagens que mostram a deputada recebendo um pacote de dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, delator do "mensalão do DEM". Sampaio foi indicado ontem pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PDT-BA),

para relatar o processo que será instaurado amanhã, contra a deputada. Sampaio destaca que é preciso esperar a defesa de Jaqueline, mas já sinaliza como pretende conduzir seu trabalho. "As imagens são fortes, contundentes, mas é preciso contextualizar o que aconteceu. Não sei ainda o que ela vai dizer, como vai justificar", disse. O deputado promete ter uma postura equilibrada. "Não se pode prejulgar ou achincalhar alguém antes de um processo", ressalva. (AE)

ex-governador e deputado Júlio Campos (DEM-MT) divulgou nota no início da noite de ontem pedindo desculpas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Mais cedo, em reunião do DEM, Júlio Campos referiu-se ao ministro como "moreno escuro". Na nota, o deputado informou que fez contato com o gabinete do ministro e "pediu que sejam passadas desculpas ao magistrado por eventuais constrangimentos referentes ao que foi divulgado pela mídia, mas deixou bem claro que não houve o interesse em desprestigiá-lo." "O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) vem esclarecer juntamente à imprensa que quando usou a expressão 'ilustre ministro moreno escuro' em menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, foi somente por não lembrar naquele momento o nome do magistrado. (AE)


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

7 Eu estou procurando alguém para me cutucar. Hebe Camargo, sobre o exame de mamas.

olítica

Dilma intensifica viagens pelo Brasil Em cerimônia contra o câncer feminino, no AM, diz que sairá mais do DF e participará mais de eventos pelo País, o que poderá manter sua popularidade em alta Fotos: Marcio Fernandes/AE

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presidente Dilma meio do Sistema Único de SaúRousseff disse on- de (SUS) e de lançar, além de tem que vai inten- programas de prevenção ao sificar a agenda de câncer em mulheres, uma inieventos pelo Brasil, evitando ciativa que incentive o diagconcentrar a atuação na capital nóstico do câncer de próstata federal, onde permaneceu du- "Nós já aprendemos a fazer rante a maior parte dos seus mamografia e vocês terão de primeiros meses de governo. aprender a fazer exames de A estratégia deve contribuir prevenção da próstata", disse para garantir a manutenção da aos homens presentes, arranpopularidade da presidente, cando aplausos do público. cuja administração, segundo A presidente destacou que pesquisa do instituto Datafo- viajou a Manaus porque a relha, alcançou 47% de aprova- gião Norte apresenta grande ção, igualando-se tecnicamen- incidência do câncer de colo do te aos 48% de avaliação positi- útero. No discurso, Dilma prova do ex-presidente Luiz Iná- meteu a implementação no cio Lula da Silva no terceiro Brasil de serviços especializamês do seu segundo mandato dos tanto em diagnóstico co– a margem de erro da pesqui- mo em tratamento do câncer. sa é de dois pontos para cima "Eu sou beneficiária do diagnóstico", lemou para baixo. brou a presiO primeiro dente, que em destino de Dil2009 foi subma, na nova Sou beneficiária do metida a tratarotina de viagens, foi Madiagnóstico contra mento contra naus, onde a câncer. Queria que um câncer linfático. "Eu presidente detodas as mulheres queria que tosembarcou tivessem acesso às das as mulheontem para mesmas coisas que res tivessem participar da acesso às mescerimônia de eu tive. mas coisas lançamento DILMA ROUSSEFF que eu tive", do Programa afirmou. de FortaleciO A m a z omento da Rede de Prevenção, Diagnóstico nas é o segundo estado no País e Tratamento do Câncer de Co- em incidência de câncer do colo de útero, depois do Pará. lo do Útero e de Mama. Durante o lançamento, um No estado do Amazonas, a presidente teve a maior vitória tom bem-humorado fez parte porcentual no segundo turno das falas das artistas, duas dedas eleições presidenciais de las assumindo ter tido câncer: 2010, com 80,5% dos votos vá- Daniela Mercury e Hebe Calidos. "Eu venho lançar o pro- margo. Hebe, que trocou o nograma no Amazonas porque o me de Marcela Temer por MiBrasil não está em Brasília, mas chelle Temer, arrancou risos da em cada um dos 27 estados da plateia ao comentar com a exfederação", disse, em discurso jogadora de basquete Hortênrealizado no Teatro Amazo- cia sobre o exame de mamas. nas. "Daqui para frente, tenta- "Eu estou procurando alguém rei fazer o maior número de para me cutucar", disse, defenlançamentos de programas dendo que as mulheres devem nos diferentes estados da fede- dar "uma banana para o cânração, já mostrando a necessi- cer". "E se alguma de vocês procurar atendimento e não dade de sair de Brasília." No evento, a presidente ma- encontrar, mande uma carta nifestou a intenção de univer- para mim, reclame para mim, salizar o atendimento por porque estou entrando nessa

José Cruz/ABr

campanha de cabeça". O evento teve a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, da mulher do vice-presidente, Marcela Temer, de Hebe, das cantoras Fafá de Belém e Daniela Mercury, e da atriz Cássia Kiss, entre outros. ONU – Após o evento, Dilma disse que o "apreço" do presidente Obama à aspiração do Brasil de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU foi um reconhecimento ao papel do País. "Seremos a quarta, quinta economia do mundo. É inconcebível c o n t i n u a rmos sem assento no conselho da ONU". (AE) Alberto Cesar Araujo/Folhapress

Mais de 1,4 mi de eleitores correm risco de ter título cancelado

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Aécio Neves com Humberto Costa: em defesa do voto distrital misto.

Comissão adia decisão sobre sistema eleitoral

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Comissão Especial de Reforma Política do Senado adiou ontem, para amanhã, a decisão sobre o sistema eleitoral, considerado o item principal da reforma política. O modelo será definido entre o voto proporcional com lista fechada, o voto distrital misto com lista fechada e o chamado "distritão". Na reunião de ontem, o colegiado decidiu somente, por unanimidade, o fim das coligações nas eleições proporcionais. Para o presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), o fim das coligações fará com que o número de candidatos em cada estado "aumente cinco vezes". Em contrapartida, o novo formato favorece o fortalecimento dos partidos e põe fim ao aluguel de legendas nas eleições, em troca de tempo de televisão e apoio político. Em defesa do "distritão" – voto majoritário para deputados federais e estaduais –, Dornelles afirmou que o modelo "é

o que mais aproxima o eleitor do candidato". O formato transforma as 27 unidades federativas em distritos, eliminando o cálculo do quociente eleitoral. Segundo Dornelles, esse modelo barateia as campanhas e extingue injustiças como a eleição de candidatos "sem voto", favorecidos pelas coligações. "Quem tem voto se elege, quem não tem não se elege", resumiu o senador. A bancada tucana na comissão defendeu o voto distrital misto, de forma que metade dos candidatos seja eleita pelo distrito e a outra metade, pelo voto em lista partidária. O senador Aécio Neves (PSDBMG) defende que os partidos realizem prévias e consultas junto aos diretórios regionais para a elaboração da lista. Segundo avaliação de Aécio Neves, o voto em lista partidária contribuirá para o fortalecimento dos partidos, que serão obrigados a escolher nomes qualificados para representálos nas eleições. (AE)

prazo para que os eleitores regularizem sua situação eleitoral irá até o dia 14 de abril. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), entre os eleitores que faltaram nos três últimos pleitos, 1.443.172 ainda não regularizaram sua situação eleitoral. Apenas 29.662 procuraram os cartórios até segunda-feira, para evitar o cancelamento do título. Se um eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turnos de uma mesma eleição, já serão contadas duas eleições para efeito de cancelamento. Além disso, poderão ser contadas faltas às eleições municipais, eleições suplementares, referendos e plebiscitos. Segundo o TSE, não serão computadas as eleições que tiverem sido anuladas por determinação da Justiça. Regiões – No Sudeste, São Paulo lidera o número de títulos regularizados, com 6.019. No Centro-Oeste, Goiás lidera com 1.177 títulos regularizados. O Rio Grande do Sul já regularizou 1.025 eleitores faltosos. No Nordeste, a Bahia já regularizou a situação de 3.262 desse eleitores. No Norte, o Pará regularizou 1.021 títulos. Efeito – Quem não regularizar a situação terá o título de eleitor cancelado e poderá não obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público, certos tipos de empréstimos e ficará impedido de renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial. (Agências)

Após soltar balões (acima), Dilma contou com o apoio de Marcela Temer (à dir) e de Hebe, que angariou selinho de Omar Aziz.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quarta-feira, 23 de março de 2011

nternacional

UM VAZIO A SER PREENCHIDO EUA, França e Reino Unido chegam a acordo sobre participação da Otan na Líbia, mas o comando da operação militar ainda é desconhecido. Mahmud Turkia/AFP

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stados Unidos, França e Reino Unido, líd e re s d a c o a l i z ã o que promove intervenção na Líbia, chegaram a um acordo ontem sobre a participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nas operações militares. Mas o presidente norteamericano, Barack Obama, limitou-se a dizer que "dentro de alguns dias haverá clareza" sobre a questão e garantiu uma transferência rápida do controle da operação. Para evitar um racha, os três países deixaram em aberto a questão de a aliança militar comandar ou não a operação – a Turquia, um país muçulmano como a Líbia e membro da Otan, é contra. Por ora, a logística da aliança (centros de comando e operações), além de equipamentos militares, deverá ser usada. Em visita a El Salvador, Obama disse que houve uma "redução significativa" dos sobrevoos norteam eri can os sobre a Líbia e disse que "muito em Estamos breve" será prontos possível afirpara a luta, m a r q u e o objetivo da seja ela imposição curta ou de uma zona longa. de exclusão MUAMAR KADAFI a é r e a f o i atingido. A zona da exclusão aérea era uma das medidas autorizadas por uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada com o objetivo de proteger os civis líbios de ataques de soldados leais ao coronel Muamar Kadafi. As autoridades norte-americanas enfatizaram que tirar Kadafi do poder não é o objetivo da intervenção militar na Líbia, mas disseram que os EUA gostariam de ver o fim do regime de 41 anos do ditador. Brasil - A operação da coalizão voltou a ser alvo de críticas devido à morte de inocentes nos bombardeios. A presidente Dilma Rousseff justificou ontem o pedido feito na véspera pelo governo brasileiro por um cessarfogo na Líbia. "Somos a favor de uma solução pacífica e, diante do que está acontecendo, continuamos com nossa posição de cessar-fogo desde que votamos na ONU (na verdade, o Brasil se absteve na votação). Essa não é uma posição só nossa, é também da Alemanha, China e Rússia", disse. "O que está acontecendo na Líbia é preocupante. O uso da força de um governo contra manifestantes desarmados só pode despertar manifestações de repúdio e foi nesses termos que nos expressamos." R e s i s t ê n c ia - Em sua primeira aparição desde o início da campanha aérea, Kadafi prometeu continuar lutando para permanecer no poder. "Não vamos nos render ... Vamos derrotá-los por qualquer meio", disse o coronel, em breve declaração feita em seu complexo na capital do

Pessoas observam cratera em uma base naval, a dez quilômetros de Trípoli, após bombardeio da coalizão. A capital líbia tem sido um dos principais alvos dos aliados ocidentais. Patrick Baz/AFP

Por esse feito, Kadafi não pode se vangloriar.

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m avião de combate dos Estados Unidos caiu na madrugada de ontem na Líbia, na primeira baixa das forças da coalizão internacional. A queda teria ocorrido depois de uma aparente falha mecânica e não por fogo inimigo. Os dois pilotos a bordo conseguiram se ejetar e estão bem, disse o Comando para a África das Forças Armadas norteamericanas ontem. Rebeldes líbios resgataram um dos pilotos depois que ele se ejetou do avião, que caiu próximo à cidade de

Benghazi, no leste do país, informou o jornal britânico The Daily Telegraph (à esq.). Outro porta-voz do Comando para a África, unidade com sede na Alemanha, disse que o segundo tripulante também foi resgatado, e ambos sofreram apenas pequenas lesões após serem ejetados da aeronave. A queda do avião está sendo investigada, mas o portavoz dos EUA, Vince Crawley, afirmou que acidente provavelmente foi causado por uma falha mecânica. (Agências)

Zohra Bensemra/Reuters

O pesadelo da guerra

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Em defesa da paz, líderes tribais planejam uma marcha até Benghazi.

país, transmitida ao vivo pela televisão. "Estamos prontos para a luta, seja ela curta ou longa", acrescentou ele. Exílio? - Apesar das declarações de resistência do coronel, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que Kadafi e seus aliados podem estar considerando o exílio. "Uma parte disso tudo é encenação", afirmou Hillary em entrevista à ABC News, acrescentando que os EUA ficaram sabendo que pessoas "supostamente por par-

te de Kadafi" estão tentando avaliar as opções do líder. Ataques - No front, os aliados realizaram ontem o quarto dia de ataques contra alvos da defesa de Kadafi, focando principalmente a capital. Por sua vez, forças pró-regime fizeram ataques a duas cidades: Misrata, a terceira maior, e Zintan. Na primeira, estavam entre os mortos quatro crianças, elevando a 40 o número de vítimas desde segundafeira passada. (Agências)

fotógrafa do jornal The New York Times Lynsey Addario relatou ontem os momentos de terror que viveu durante os seis dias que ficou aprisionada, juntamente com outros três jornalistas do diário norte-americano, pelas forças do ditador líbio. Durante o tempo em que ficou detida, Lynsey revelou que sofreu agressões sexuais, ameaças de morte e que só sobreviveu por causa de sua nacionalidade norte-americana. Depois que os quatro jornalistas foram surpreendidos em um ponto de bloqueio na saída de Ajdabiya, Lynsey disse que os soldados líbios usaram arame e fios elétricos para prender os norte-americanos. Após amarrar os tornozelos de Lynsey, um dos soldados deu um soco no rosto da fotógrafa e riu. "Comecei a chorar e ele riu mais ainda", disse a fotógrafa ao diário. Outro homem apalpou seus

Divulgação/AFP - 21/03/11

Lynsey (segunda, da dir. à esq.) sofreu agressões sexuais na prisão

seios, início de um comportamento em relação a ela que se repetiria nas próximas 48 horas. "Teve muita apalpada", disse ela. "Cada homem que entrou em contato conosco sentia cada centímetro do meu corpo." Em texto publicado no jornal, Lynsey e os colegas Anthony Shadid, Stephen Farrell e

Tyler Hicks disseram que, no momento de sua prisão, ouviram um soldado dizer: "atirem neles". Mas outro disse que isso não era possível por serem norte-americanos. Os profissionais só foram libertados na terça-feira passada, após a intermediação de diplomatas turcos. (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

9 Essa não foi a verdadeira causa da morte dela. Habib al-Aradi, irmão de Bahiya al-Aradi

nternacional Joseph Eid/AFP

Palavras de ódio no Bahrein 'Morte aos Al Khalifa', gritou a pequena multidão, revoltada com a morte de uma mulher xiita. Ela foi vítima da violência das forças do governo sunita.

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Hamad I Mohammed/Reuters

Funeral de Bahiya al-Aradi (no alto), morta com tiros na cabeça. Acima, a família de Bahiya recepciona os amigos na mesquita em Manama.

entenas de manifestantes se reuniram ontem no funeral de Bahiya al-Aradi, uma mulher xiita que tinha 51 anos e foi morta na quarta-feira da semana passada pelas forças de segurança no Bahrein. Bahiya foi a primeira mulher a ser morta na repressão desencadeada pela monarquia do país árabe do Golfo Pérsico. O irmão de Bahiya, Habib alAradi, de 36 anos, disse que sua irmã foi morta com um tiro na cabeça, quando dirigia o carro por uma avenida da capital, Manama, e procurava um posto de gasolina para abastecer o veículo. O carro teria se aproximado de um posto de controle militar, de onde vieram os disparos. Ele afirmou que as autoridades o avisaram que o corpo de Bahiya seria entregue no maior hospital público, Salmaniya, apenas nesta semana. O atestado de óbito do governo traz como causa mortis uma "lesão cerebral severa".

IÊMEN

Jaafar Ashtiyeh/AFP

Tensão volta a crescer na Faixa de Gaza Três jovens palestinos morrem durante partida de futebol por ataques aéreos israelenses

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taques militares israelenses contra militantes palestinos mataram três crianças e seu tio, ontem, além de deixar outros 13 integrantes da família feridos na Faixa de Gaza. Segundo a rede de TV Al-Jazeera, outros quatro homens, combatentes das Brigadas Al-Quds – o braço armado da Jihad Islâmica – morreram em um ataque posterior. Há vários meses não ocorriam tantas mortes em um só dia no enclave palestino. Médicos palestinos disseram que três adolescentes com idades de 12, 16 e 17 anos que estavam jogando futebol e um adulto foram mortos no bombardeio israelense. Quatro militantes foram mortos em um ataque posterior, em outra parte de Gaza, segundo os médicos.

Presidente promete renunciar no fim do ano

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presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, prometeu ontem deixar o poder no fim do ano, segundo um porta-voz, informou a Sky News. No poder há 32 anos, Saleh sofre há semanas com protestos por mudanças democráticas no país Falando na televisão estatal, Saleh advertiu para o risco de uma guerra civil, caso haja um golpe. "Qualquer tentativa de se chegar ao poder por um golpe levará a uma guerra civil no país", afirmou ele na televisão estatal, em declarações a comandantes militares. Segundo um porta-voz de Saleh, Ahmed al-Sufi, o presidente está disposto a deixar o poder no fim do ano. O governante já comunicou sua decisão a comandantes militares e líderes tribais, em reuniões an-

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teontem. Mas Saleh disse que sua saída deve ser parte de uma transferência "constitucional" de poder, e não uma entrega do comando do país às Forças Armadas. No início do mês, Saleh disse que se recusava a deixar o poder e pretendia cumprir seu atual mandato, que termina em 2013. Nesta semana, o presidente demitiu sua equipe de governo, para tentar aplacar os protestos, sem sucesso. Na última sextafeira, mais de 50 pessoas foram mortas durante manifestações no país. Os Estados Unidos apoiam o governo de Saleh para o combate à rede extremista AlQaeda. Atualmente, além de uma facção local da Al-Qaeda, o governo iemenita enfrenta a oposição da minoria xiita no norte e um movimento separatista no sul. (AE) DC

Palestino lança pedras em confronto com tropas israelenses

O ataque foi lançado em resposta ao disparo de foguetes contra Israel. O Exército israelense reconheceu que civis foram mortos, mas disse que o alvo eram militantes. "Infelizmente, não-combatentes foram atingidos, mas isso é decorrente dos ataques do Hamas a partir de áreas civis", disse. O Hamas, que governa Gaza, ameaçou em seguida com uma possível escalada no conflito. Punição - O ex-presidente de Israel Moshe Katsav foi condenado ontem a sete anos de prisão por estupro em um caso que, segundo o premiê Benjamin Netanyahu, demonstra "que ninguém está acima da lei". Katsav, de 65 anos, foi acusado por ter estuprado uma ex-empregada e assediar sexualmente duas outras mulheres que trabalhavam para ele. (Agências)

"Essa não foi a verdadeira causa da morte dela", disse Habib al-Aradi. "Não podemos confiar mais neste exército", disse. Os militares bareinitas não comentaram a morte de Bahiya al-Aradi. Manifestantes que foram ao sepultamento do corpo da mulher pediram a morte da dinastia Al Khalifa, que governa o Bahrein há mais de 200 anos. Repressão – "Morte aos Al Khalifa", gritou a pequena multidão. Uma força militar de 1.800 soldados da Arábia Saudita e de outros países do Golfo está ajudando os soldados bareinitas a reprimirem a oposição, em grande parte xiita. A dinastia Al Khalifa é sunita. Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que 20 pessoas foram mortas no Bahrein quando começaram os protestos em 14 de fevereiro. O rei do Bahrein, Hamad Al Khalifa, decretou estado de sítio no país na quarta-feira da semana passada. (AE)

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quarta-feira, 23 de março de 2011

nternacional

USINA DE INCERTEZAS Apesar da linha de eletricidade ter sido conectada aos seis reatores de Fukushima, situação pode piorar, adverte AIEA.

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To k y o E l e c t r i c Power Co. (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, disse ontem que a linha de eletricidade externa foi conectada aos seis reatores do complexo, um ganho modesto na luta das autoridades japonesas para conter a crise na usina. A Tepco alertou que ainda é necessário verificar os sistemas de resfriamento dos reatores antes de passar eletricidade aos equipamentos, um processo que levará dias ou até semanas para ser concluído. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), advertiu que a situação na usina ainda é grave e pode piorar. Um aumento da radiação, no final da tarde de ontem, bem como contínuas e misteriosas emissões de fumaça e vapor de dois dos reatores mais problemáticos, colocaram em evidência a incerteza da situação enquanto o governo e os trabalhadores da usina lidam com um acontecimento sem precedentes. O número de mortos no terremoto e no tsunami do dia 11 subiu ontem para 9.099, enquanto 13.786 pessoas estão listadas como desaparecidas. "Nós precisamos superar esta crise, que nunca sofremos no passado. É hora de fazer um esforço no país inteiro", disse o chefe de gabinete do governo japonês, Yukio Edano. Radiação no mar – A Tepco informou ontem que substâncias radioativas excedendo os níveis normais, emitidas pelo Japão, foram detectadas na água do mar, diz o Wall Street Journal, aumentando a possibi-

Fotos: AFP

Brasil mantém importação

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Trabalhadores jogam água para resfriar o combustível nuclear em Fukushima. Na província de Iwate (abaixo), a corrida por alimentos.

lidade de contaminação que a usina pode provocar na vida marinha após a radiação ter sido detectada em alimentos produzidos na região. A radiação no portão princi-

pal da usina saltou subitamente para 472.2 microsierverts por hora, às 19h30 pela hora de hoje. No resto do dia, a radiação voltou a cair para 235.9 microsierverts por hora. Em termos de comparação, uma sessão inteira de raio-X dentário resulta numa radiação de 400 microsierverts. Funcionários da Tepco afirmaram que a radiação subiu no local por causa de uma mudança na direção dos ventos. (AE)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou ontem que o governo brasileiro não impedirá a entrada de alimentos importados do Japão devido a possível contaminação por substâncias radioativas. A decisão vai em sentido contrário ao anúncio dos EUA de proibir a importação de certos produtos japoneses Segundo a Anvisa, o Brasil só importa do Japão alimentos na categoria de "misturas e pastas para preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoito". Esse grupo não seria afetado pela radiação, diz a agência. A última compra de alimentos foi realizada em fevereiro deste ano, antes portanto do tsunami e do terremoto que atingiram o território japonês e provocaram vazamentos na usina de Fukushima. A Anvisa informou que irá acompanhar as investigações das autoridades sanitárias internacionais e as futuras importações de alimentos do Japão. As autoridades japonesas detectaram iodo radioativo acima da quantidade permitida em amostras de leite e espinafre e prometeram retirar do mercado os produtos contaminados. Como precaução, os EUA proibiram a entrada de leite, verduras e frutas dos locais atingidos pela radiação. (Folhapress)


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quarta-feira, 23 de março de 2011

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11 Zé Carlos Barretta/Hype - 04/10/2010

REFORMA Prédios no Centro serão desapropriados e reformados.

idades

TRANSPORTE Habitação no Centro reduz gastos com deslocamentos.

Fotos de Zé Carlos Barretta/Hype - 05/10/2010

Morar no Centro, a nova aposta da Prefeitura para a habitação popular

53 prédios abandonados ou pouco utilizados estão instalados nas chamadas áreas de interesses sociais, na região central da Capital

150

Com custos menores, estudo revela que viver na região central de São Paulo faz bem para a cidade e para o bolso do paulistano

mil reais é a dívida média de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que cada um desses imóveis tem com a Prefeitura

Fotos: Patrícia Cruz/Luz

Ivan Ventura

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m estudo realizado pela Secretaria Municipal de Habitação comprova que morar na região central é mais barato do que em regiões muito periféricas ou mesmo em bairros mais afastados de São Paulo. Os dados foram apresentados ontem pelo secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, durante almoço promovido pelo Conselho de Política Urbana (CPU), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o estudo da Prefeitura, o imóvel na periferia da cidade teria um custo total de R$ 139 mil. Em contrapartida, no Centro, a mesma unidade sairia por R$ 30 mil. Na periferia, foi tomado como base do levantamento um apartamento padrão em Guianazes, bairro localizado no extremo leste da cidade. O primeiro custo a ser levado em consideração foi R$ 80 mil e refere-se ao preço para a aquisição do terreno, a construção e instalação dos equipamentos internos (acabamentos) do imóvel. Dentro desse valor, os outros R$ 18 mil seriam destinados à infraestrutura urbana: pavimentação de ruas, ligações de água, esgoto e luz elétrica, entre outros. Há ainda o gasto público com a urbanização do local (praças) – R$ 1.306, 38. A Prefeitura considerou ainda, para compor o valor total do apartamento, a construção de creches, escolas e postos de saúde. Nesse caso, a instalação desses serviços custaria R$ 15.851,06, por unidade. Transporte – Um outro ponto destacado no estudo é o transporte, considerando o trajeto entre Guaianazes e o Centro. Pelas contas da Prefeitura, cada morador gastaria R$ 36.720 com ônibus e metrô. A composição do gasto, segundo o estudo, seria assim: duas viagens, dentro do sistema integrado de transporte (Bilhete Único), feitos em dias úteis em um período de dez anos. O tempo não foi escolhido de maneira aleatória. Na verdade, ele representa o pra-

Prédios invadidos na região central serão transformados em habitação

52

A partir da esq.: Leite, Antonio Pela, Cotait Neto e Nelson Kheirallah

Antonio Carlos Pela: mais comércio

Pereira Leite: tempo com a família

zo médio de quitação desse imóvel popular na cidade. Há ainda um custo adicional no transporte que eleva o valor para R$ 39.063, 83 – instalação de pontos de ônibus, terminais, corredores etc.). Luz – Na região central, seria excluído o custo com a infraestrutura urbana e haveria ainda uma drástica redução no valor individual com o transporte público. Um exemplo é a região da Luz. Ali há uma grande oferta de transporte – metrô, trens da Companhia Paulista d e Tre n s M e t ro p o l i t a n o s (CPTM) e diversas linhas de ônibus, além de inúmeras opções de cultura e lazer. Já na periferia, é notória a ausência de espaços culturais. Te rre no s – O maior gasto com esse imóvel no Centro diz respeito à compra do terreno, a obra e os acabamentos: R$ 105 mil. Por outro lado, a melhoria do transporte sairia por R$ 7.812,77, por imóvel, além de R$ 1.500 com creches e escolas – valor inferior ao das áreas

mais distantes. No fim das contas, a diferença entre os dois imóveis (Centro e periferia) seria de R$ 1.613,83. A Prefeitura considerou ainda um gasto indireto de R$ 1.250,00 por horas trabalhadas e relacionadas ao tempo gasto pelo deslocamento do morador da periferia. Em média, ele gasta três horas nas viagens de ida e volta para casa. Se morasse no Centro, esse custo fixo seria drasticamente reduzido. Família – "Há outros custos envolvidos nessa comparação e que não foram incluídos na pesquisa. Esse mesmo morador vai morar no Centro, ou seja, próximo ao trabalho. Nesse cenário, ele teria um tempo maior com a família e isso representa um ganho inestimável. É preciso considerar ainda a economia para a preservação da própria saude", afirmou o secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite. Os imóveis destinados à moradia no Centro já existem e atualmente passam por um

imóveis já foram desapropriados pela Prefeitura e, em breve, devem começar a ser transformados em habitações populares

2 desses imóveis já desapropriados estão localizados nos distritos da Sé e da República, no Centro da cidade, e têm dívidas altas de IPTU Área da Luz tem grande potencial para receber apartamentos populares

processo de desapropriação. Segundo um levantamento da Prefeitura e pela Universidade de São Paulo (USP), existem 53 imóveis abandonados ou pouco utilizados, e instalados dentro das chamadas áreas de interesses sociais. Desse total, 52 já foram desapropriados. A dívida média de IPTU de cada um desses imóveis é da ordem de R$ 150 mil. Pelo levantamento, a maior parte a ser desapropriada tem dívidas milionárias de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A imensa maioria – 88% do total – está localizada no Centro Velho e região da República. Hotel – A maior concentra-

ção em um mesmo endereço está nas avenidas São João e Ipiranga. Um exemplo de prédio em processo de desapropriação é o antigo hotel Cinelândia, onde serão criados 60 apartamentos para famílias de baixa renda. Organizador do encontro entre o secretário e membros da ACSP, o vice-presidente e coordenador da CPU, Antonio Carlos Pela, explicou que a construção de moradias no perímetro central é um importante passo na revitalização de áreas degradadas da cidade, como o Centro Velho. Comércio – "É preciso atrair o morador, além dos bares e

restaurantes iguais aqueles conhecidos na Vila Madalena (zona oeste). É preciso chamar novos comércios. Afinal, tudo isso faz parte de um processo inédito e que coloca em discussão a cidade de São Paulo. O importante é que a atual administração pública quer discutir esses problemas da cidade", afirmou Pela. No encontro na ACSP também estiveram presentes os vice-presidentes Nelson Kheirallah e Nelson Maluf El Hage. Também participou o secretário municipal de Relações Internacionais e vicepresidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto.

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

ESTAÇÃO BUTANTÃ

O Ó RBITA

PROTESTO

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m grupo de 150 pessoas (ao lado) protestou contra a possível extinção do curso de obstetrícia da Universidade de São Paulo, campus da zona leste (USP-Leste), em frente à reitoria da instituição, na Cidade Universitária. Foi entregue um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas contra a medida. (Agências)

governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que a estação Butantã, da linha 4-Amarela do metrô, vai funcionar a partir da próxima segunda-feira (dia 28). "Nós vamos entregar mais uma estação de metrô segunda-feira, a Butantã", disse o governador. A declaração foi durante visita de Alckmin a Sorocaba (SP). O governador não deu detalhes do horário de funcionamento, mas, de acordo com a assessoria de imprensa do governo, a estação vai abrir em horário reduzido, para testes. Inaugurada em maio de 2010, a linha 4 funciona hoje apenas entre as estações Paulista e Faria Lima. (Folhapress)

HIPNOSE

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uspeito de ter furtado cerca de 60 casas na zona norte, Chemielisson Henrique dos Santos, 26, foi preso na quinta-feira e disse à polícia que usava hipnose para evitar que os cachorros das residências o atacassem. Segundo a polícia, ele assumiu 35 dos 60 furtos contra casas na região da Água Fria, que a polícia investiga como cometidos por um mesmo ladrão. Santos disse que executava movimentos com os dedos médio e indicador para fazer com que os cães das casas atacadas não viessem para cima dele. (Folhapress)


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quarta-feira, 23 de março de 2011

Para não perder dinheiro, a gente dá um jeitinho. Antonia C., que lava o quintal com o esguicho

idades

Especialistas propõem multar desperdício de água Israel Antunes/Futura Press - 26/05/2010

Eles sustentam que, apenas se doer no bolso, os brasileiros vão compreender que a água é um bem finito e que precisa ser usado de maneira racional. Projeto nesse sentido está na Assembleia Legislativa desde 2002.

Paulo Pampolin/Hype - 30/06/2010

Kátia Azevedo

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Brasil tem água de sobra, mas mal distribuída. A abundância passa longe dos locais que concentram o maior número de pessoas e São Paulo é um dos melhores exemplos. Boa parte da água consumida na Capital vem de outras cidades. Apesar disso, há moradores que ignoram os alertas mundiais sobre os riscos de escassez e partem para o desperdício, lavando calçadas e quintais com mangueiras. Um péssimo hábito que, para especialistas, só será abandonado de vez com a aplicação de multas. Na central de atendimento da Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto em mais de 360 municípios do Estado, denúncias sobre vizinhos que usam esguichos até para lavar as ruas só perdem para as queixas contra vazamentos e entupimento de esgotos. Mas a empresa pouco pode fazer. Segundo o coordenador do programa de uso racional da água da Sabesp, Ricardo Chahin, "não há forma de punição para o cliente que joga água no chão. Em vários países da Europa e nos Estados Unidos há multas para esse tipo de desperdício. Caso esse recurso fosse adotado também aqui, acredito que seria mais fácil coibir essa prática. Afinal, ninguém quer ter prejuízo no bolso", diz Chahin. Aposentada, 72 anos, Antonia C. faz parte desse grupo de "ecologicamente incorretos". Ela lava seu quintal, na Casa Verde, sempre com esguicho, para limpar a sujeira de dois cães labradores. "Fico com pena do desperdício, mas é a única forma de tirar o mau cheiro", alega. Antonia diz que só lava o quintal uma vez por semana e aponta a vizinha como dona de hábito ainda pior. "Ela usa a mangueira até para lavar a rua, e é quase todo dia". Caso houvesse multa, ela crê que a situação seria diferente. "Teríamos de lavar de

Fernando Moraes/Folhapress - 07/04/2005

balde, talvez. Para não perder dinheiro a gente dá um jeitinho." Para abastecer a Grande São Paulo, a Sabesp capta água em oito reservatórios, sendo que a maior parte deles fica na vizinha Minas Gerais. "A região metropolitana é mais árida que o Nordeste", diz Francisco Buonafina, conselheiro da ONG Universidade de Água, referindo-se ao levantamento da ONU que aponta como crítica a capacidade hídrica das bacias paulistanas. "Houve um tempo em que a cidade tinha água no subsolo, mas a impermeabilização fez secar o lençol freático", explica. Além do custo para trazer a água, há uma despesa ainda maior com o tratamento, que inclui decantação, adição de cloro, flúor e outros produtos que tornam a água potável. A Sabesp não divulga o gasto total com o processo, mas informa que nos últimos cinco anos investiu mais de R$ 5 bilhões na infraestrura de abastecimento para mais de 27 milhões de habitantes. Ou seja, é um produto caro demais para se desperdiçar. "Acho que impor multas para forçar uma mudança nos maus hábitos é uma boa alternativa, mas não apenas isso. A

Lavar calçadas com o esguicho e utilizar torneiras sem qualquer critério são fatores que contribuem para a progressiva escassez de água no planeta. Multas seriam uma alternativa para uma mudança de hábitos.

lei deveria obrigar todas as empresas que usam água em abundância a pagar pelo consumo e não somente pelo tratamento do recurso. Certamente haveria mais cuidado com a preservação da água", afirma Francisco Buonafina. De acordo com o especialista, um projeto prevendo multa pelo desperdício de água aguarda votação na Assembleia Legislativa de São Paulo desde 2002. "Na época, era comum ver funcionários de condomínios 'varrendo' calçadas com esguichos. A multa seria uma forma de desestimular essa atitude irresponsável. Mas acho que interesses políticos falaram mais alto,

por isso a votação não foi adiante", arrisca Bionafina. Diante do impasse legislativo, o jeito é recorrer a outros métodos. As campanhas educativas têm levado vantagem. O melhor exemplo é a parceria entre a Sabesp e as escolas estaduais, que conseguiu reduzir o consumo de água em 95 milhões de litros/mês em mais de 1.800 escolas da rede, o suficiente para abastecer uma cidade com mais de 26 mil habitantes. "Os alunos funcionam como multiplicadores, difundindo as orientações para a redução do consumo entre os parentes. Com a economia podemos ampliar o número de atendimentos

sem precisar recorrer a novos mananciais", explica Chahin. A boa notícia contrasta com o alerta disparado pela Agência Nacional da Água (ANA), em pleno Dia Mundial da Água (comemorado ontem). Segundo a ANA, até 2015 poderá faltar água em mais da metade dos municípios brasileiros. Segundo Sérgio Ayrimoraes, especialista em recursos hídricos da ANA, o caos só será evitado mediante a conclusão de projetos avaliados em mais de R$ 22 bilhões. Em São Paulo, a Sabesp garante que tem a situação sob controle. "Investimos alto no combate ao desperdício, intensificando o conserto de vazamen-

DNA descarta troca de bebês em Santos

Iguaçu: lado argentino continua fechado Depois de acidente que matou dois turistas americanos, autoridades argentinas ainda aguardam peritos

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s passeios fluviais no lado argentino das Cataratas do Iguaçu permanecem suspensos pelo menos até amanhã, segundo indicaram ontem fontes do Centro Operacional das Cataratas, que administra o sistema de guardas-florestais do Parque Nacional del Iguazú, na província de Misiones, no nordeste da Argentina. Os passeios foram suspensos na segunda-feira, após um acidente com uma das lanchas de borracha utilizadas para o passeio de turistas. O barco, ao aproximar-se da área da queda denominada Garganta do Diabo, virou ao bater contra uma parede de pedra. No acidente morreram dois turistas americanos. "Até que as perícias sejam feitas pelas autoridades da Guarda-Marinha argentina, os passeios fluviais permanecem

Pablo Martin Longo Laporte/Reuters

Barco de borracha sofreu acidente no lado argentino das cataratas

suspensos", indicaram as fontes. Estas perícias serão realizadas pelos escafandristas da Guarda-Marinha. Os especialistas deveriam ter desembarcado ontem, provenientes da base da força em Buenos Aires. No entanto, o colapso do sistema de comunicações dos principais aeropor-

tos da capital argentina impediu o embarque dos escafandristas. "Eles devem chegar hoje para fazer a perícia, se tudo correr bem. Logo depois, será dada (ou não) a autorização da Guarda-Marinha. No acidente morreram a americana Laura Evert, de 28 anos, e seu compatriota Philip

Musgrove, de 70. A lancha era comandada por um piloto com mais de uma década e meia de experiência de navegação na área. Esse foi o pior acidente do lado argentino das Cataratas compartilhadas com o Brasil desde 1999. O último, há quase 12 anos, ocorreu quando duas lanchas de uma empresa argentina colidiram. No acidente morreram o capitão da nave e seis turistas. Hidrelétricas - O tradicional jornal portenho "La Nación" especulou que um dos motivos de a lancha ter desgovernado teria sido um aumento repentino do volume de água do rio Iguaçu. Segundo as hipóteses do "La Nación", as cinco hidrelétricas que o Brasil possui sobre o rio Iguaçu, no Paraná, costumam fechar várias comportas nos fins de semana, para aumentar o volume de água que será utilizado nos dias úteis. (AE)

tos, que chegam a milhares todos os meses; fazendo campanhas educativas e por meio de parcerias eficientes com a iniciativa privada", enumera Chahin. O próximo alvo serão as torneiras e chuveiros. "Vários países desenvolvidos, onde os recursos hídricos são escassos, contam com dispositivos que limitam a quantidade de água sem prejuízo do conforto. Queremos que essa tecnologia seja adotada também por aqui", diz o coordenador do PURA. A ONU recomenda que o consumo diário de água não ultrapasse 110 litros por pessoa. Na maioria das regiões metropolitanas brasileiras, o consumo ultrapassa 220 litros diários.

O

Hospital São Lucas, em Santos, na Baixada Santista, divulgou ontem que o casal de gêmeos entregues à operadora de caixa Hevelyn Otero Pires, de 22 anos, e ao comerciante Rodrigo Amarelo, de 33, são mesmo filhos do casal e que não houve trocas de bebês, como chegou a ser cogitado. A constatação foi feita através de um exame de DNA realizado no Instituto Genoma, em São Paulo. A dúvida sobre a paternidade das crianças surgiu na última sexta-feira, sete horas após a cesariana de Hevelyn. Ao trocar as fraldas das crianças, uma enfermeira mencionou que um dos bebês era uma menina, surpreendendo aos pais, que achavam que eram dois meninos, como mostravam as ultrassonografias realizadas durante a gestação. As crianças estavam inclusive usando pulseirinhas azuis - destina-

das a bebês do sexo masculino - com os nomes escolhidos pelos pais: Gustavo e Nicolas. Agora, os bebês serão batizados como Gustavo e Nicole. O comerciante disse que foram realizados cinco exames de ultrassom durante o pré-natal. "Fizemos até o morfológico, que é o 4D", disse Amarelo, que não questiona a qualidade da clínica que realizou os exames e se diz ciente de que ultrassonografias, principalmente de gêmeos, não são 100% seguras. Entretanto, ele questiona a eficiência da equipe que cuidou dos bebês após o nascimento e não percebeu que era uma menina com pulseirinha de menino. O diretor administrativo do Hospital São Lucas, Sérgio Paes de Melo, lamentou a repercussão negativa que a polêmica trouxe para o hospital e disse que o erro foi induzido pelo ultrassom. (AE)


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3Serviços com diploma. E de graça. º

BANCO O hospital veterinário tem também um banco de sangue.

setor

38 ANOS A Unicid presta atendimento à comunidade há 38 anos.

Universidades abrem as portas para atender gratuitamente, ou com preços bem abaixo do mercado, seus vizinhos e também seus animais de estimação Kelly Ferreira

Fotos: Divulgação

P

sicólogos, dentistas, fisioterapeutas, veterinários, médicos, professores e advogados. Tudo à disposição da comunidade e também dos animais. Cada vez mais as universidades particulares prestam serviços às pessoas com poucos recursos financeiros a preços abaixo do mercado e até gratuitamente. O atendimento é realizado por estudantes, mas sempre supervisionados por médicos e professores especializados. Um bom exemplo é o Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi, localizado no Brás, na zona leste da cidade, onde são atendidos, em média, 80 animais por dia, a maioria deles cachorros de pequeno e médio porte. "Che"É uma oportunidade para a gamos a ter pico de 150 ani- comunidade ter um bom atenmais atendidos num único dimento, com professores de dia", disse a médica-veteriná- gabarito, sem enfrentar filas e ria e coordenadora do hospital pagando pouco. Em contraveterinário, Márcia Jericó. partida, o aluno põe em prática Segundo o que aprenela, todos os de na teoria. serviços são T o d o s g afeitos sob a nham com esorientação de sa prestação um professor de serviço", especializado disse Márcia. que coordena A consulta na o atendimenclínica veterito. "Nenhum nária custa R$ animal sai do 60, com médihospital sem a co especialissupervisão ta R$ 110. Já o dos médicos hemograma e residentes e o exame de dos professourina saem res", explicou. por R$ 23. São nove vete- Márcia Jericó, médica-veterinária Sa úde - A rinários, dez Anhembi residentes, dez professores es- Morumbi não presta serviço pecializados e 40 alunos que fa- apenas na área veterinária. O zem estágio a cada mês. Centro Integrado de Saúde da Entre os atendimentos vete- universidade, também instarinários estão os de clínica e ci- lado no Brás desde maio do rurgia geral, fisioterapia e rea- ano passado, é um dos mais bilitação e clínica de grandes amplos e completos centros de animais. Há veterinários espe- atendimento clínico integrado cializados em dermatologia, da capital paulista. Com 2,8 endocrinologia, cardiologia, mil metros quadrados de área neurologia, oftalmologia, or- construída, a estrutura englotopedia e oncologia. ba 47 consultórios, dois giná-

sios terapêuticos, uma piscina terapêutica, três salas de atendimento em grupo, três salas de procedimentos, uma sala para exames, um laboratório de movimento e um laboratório de ortopodologia. A capacidade de atendimento do centro é de 700 pacientes por dia. No local, a população tem acesso a consultas em dez diferentes especialidades: medicina, fisioterapia, nutrição, enfermagem, naturologia, podologia, quiropraxia, farmácia, psicologia e educação física. Os atendimentos são realizados de forma interdisciplinar pelas especialidades, que fazem a avaliação e o acompanhamento em conjunto. Apesar de serem pagos, o custo dos tratamentos é inferior à média do mercado. O Centro Integrado de Saúde da Anhembi Morumbi ainda oferece atendimentos específicos como o Programa de Desenvolvimento Infantil, voltado para recém-nascidos e crianças de até cinco anos de idade, e o Programa de Atenção à Saúde do Idoso. Destaques – Um dos principais trabalhos de prestações de serviços da Universidade Cidade de São Paulo, a Unicid, no

Estudantes fazem exames em cachorros e cavalo no Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi

Tatuapé, é na área de fisioterapia. Todas as especialidades, entre elas, neurologia, ortopedia, pediatria e hidroterapia, possuem listas de espera e não há previsão para a abertura de novos atendimentos. Segundo a coordenadora da clínica de fisioterapia, Andréia Pereira, os tratamentos geralmente são demorados, por isso a espera é grande. "Os alunos que fazem estágio na clínica, dividindo o tempo também com outros hospitais, atendem de três a quatro pacientes por dia. Ao todo, temos 24 alunos atuando na prática. Essa é outra condição que aumenta o número de pessoas que esperam atendimento." Por dia, são atendidos, em média, 40 pacientes em sessões de uma hora cada. Há 38 anos, a Universidade Cidade de São Paulo mantém o atendimento à comunidade com os serviços de laboratório de Análises Clínicas; Atuação

Júnior – Empresa Júnior da Unicid; Clínica Escola de Odontologia e de Fisioterapia; ambulatório de Pediatria; Núcleo de Práticas Jurídicas; Escritório Experimental; Juizado Especial Cível e Centro de Atendimento ao Aluno (CAA). A Unicid inaugurou recentemente um laboratório de Análises Clínicas com capacidade para realizar 20 mil exames por mês, dos mais simples, como controle de glicemia, colesterol e anemia, aos mais complexos, como análise de hormônio e citologia oncótica. Os preços vão de R$ 2 a R$ 6. Já na odontologia, a clínica tem capacidade para 180 atendimentos por dia e funciona em uma área de dois mil metros quadrados. Além de procedimentos de rotina, são realizados implantes, tratamentos para traumatismo bucomaxilofacial, urgências e controle de traumatismo dentário. O atendimento é gratuito.

Atendimento na clínica de Fisioterapia da Unicid: tratamento gratuito tem lista de espera.

Avaliação - Os alunos de último ano do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU, no bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo, desenvolvem atividades de responsabilidade social (com a supervisão do docente coordenador do ambulatório) atendendo gratuitamente a comunidade de todas as faixas etárias e diferentes regiões, escolas do entorno e pacientes da Clínica de Fisioterapia, visando à prevenção de várias doenças resultantes de alimentação desbalanceada e não saudável. Na primeira consulta de nutrição, que dura em média uma hora, o paciente é submetido a uma avaliação nutricional completa, que incluem a medição de peso, altura, circunferência de cintura e do quadril, pregas cutâneas (gordura localizada), porcentagem de gordura corporal, avaliação física, bioquímica e alimentar. Com esses dados fecha-se o diagnóstico do estado nutricional e, em seguida, parte-se para a organização e planejamento da dieta de acordo, com os hábitos alimentares, estilo de vida, sexo, idade e nível socioeconômico do paciente.

S ERVIÇO Centro Integrado de Saúde da Anhembi Morumbi agendamento de consultas pelo telefone 2790-4561. Hospital Veterinário Anhembi Morumbi - agendamento de consultas pelos telefones 2790-4642 ou 2790-4643 Unicid - atendimento médico informações no 2178-1212 FMU - atendimento nutricional de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 14h às 19h. Avenida Liberdade, 899, Centro.

Sacolas 100% recicláveis

Corrida e caminhada

Ler para cuidar da vida

Macarrão pelo Gabi

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Rei do Mate iniciou a substituição das sacolas de plástico de suas lojas. Até o final deste mês, todas as franquias vão utilizar sacolas de papel provenientes de floresta sustentável e 100% reciclável. Por mês, cerca de 100 mil sacolas de papel serão distribuídas para os consumidores das quase 300 lojas da rede. Com a troca de mais esse item por material biodegradável, a rede espera consolidar ainda mais a imagem de empresa ecologicamente responsável com o planeta. Desde 2008, as lojas do Rei do Mate já contam com copos de papel, que evitam o descarte de 1,2 milhão de unidades por mês no meio ambiente. No ano passado, a rede recebeu o prêmio de Responsabilidade Social da Afras – Associação Franquia Sustentável, entidade da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

á estão abertas as inscrições para a 11ª edição da Corrida e Caminhada Graacc – Combatendo e Vencendo o Câncer Infantil, que acontece em 8 de maio. As inscrições podem ser feit a s p e l o s s i t e s w w w. g r a a c c . o r g . b r o u www.corpore.org.br. O evento tem como objetivo mobilizar e conscientizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e a necessidade do tratamento adequado, além de arrecadar recursos para a instituição. A expectativa é receber 10 mil participantes. A largada será na Assembléia Legislativa, no Ibirapuera, e os participantes poderão optar por duas distâncias: 10 km (corrida) e 4,3 km (caminhada). Para os associados da Corpore e doadores do Graacc que fizerem suas inscrições até o dia 8 de abril (sexta-feira), o valor é de R$ 50,00; para os não-sócios R$ 65,00. Após essa data, os valores serão R$ 55,00 e R$ 70,00.

om o tema Vamos Cuidar da Vida, o Instituto Ecofuturo lança o 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso. Em torno de 70 mil escolas, seis mil bibliotecas públicas e comunitárias e 800 organizações sociais em todo o Brasil foram convidadas a ler, conversar e escrever sobre os cuidados com a vida, de forma alegre, leve e inteligente. As inscrições estão abertas até 30 de junho e devem ser feitas pelo site www.ecofuturo.org.br/concursocultural. A 7ª edição do projeto será realizada inteiramente pela internet. Além do passo a passo sobre como participar, no site também há a Biblioteca Virtual, espaço com diversos materiais de referência, que conta com publicações inéditas, produzidas especialmente para o concurso, como as obras Fazendo Mágica com as Palavras e Cuidados com a Vida, além de materiais para orientação, como o Livro do Professor.

Instituto Gabi, que mantém atendimento gratuito a 60 pessoas com deficiência, comemora dez anos e promove mais um evento beneficente: uma macarronada especial. O almoço será domingo e terá apresentação da cantora Natasha Nappo, que fará um show de MPB. O convite custa R$ 12,00, sendo que bebidas e sobremesas serão cobradas à parte. A renda arrecadada será revertida em benefício da construção da sede própria do Instituto Gabi, a maior luta da instituição no momento. A sede promoveria uma assistência ainda melhor aos atendidos e permitiria o atendimento a centenas de famílias que aguardam uma vaga na lista de espera. A equipe do Instituto Gabi conta com a colaboração de voluntários e de doações de pessoas físicas e empresas. Outra maneira importante de ajudar a entidade é a divulgação em redes sociais.


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14 -.LOGO

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www.dcomercio.com.br

Logo Logo

Energia nuclear pelo mundo O infográfico ao lado, que reúne informações compiladas pela International Atomic Energy Agency (Iaea), revela como cada país se posicionava, em 2009, em relação à energia nuclear. A expectativa de especialistas é de que muitos países alterem sua posição a partir dos recentes acontecimentos na usina nuclear de Fukushima, no Japão.

Status das usinas nucleares comerciais Uma usina em construção Construção de novas usinas Primeira usina em análise Novas usinas em análise Estável Desativação de usinas em análise Todas as usinas desativadas Sem reatores comerciais Área livre de energia nuclear

Kai Pfaffenbach/Reuters

A NIMAIS

Knut tinha anomalias cerebrais

A

MUITO QUENTE - Fotografia tirada com câmera térmica mostra o calor (em laranja e vermelho) na central nuclear de Biblis, na Alemanha. Mesmo depois de a usina ter sido desativada, não houve queda nas temperaturas.

autópsia realizada no urso polar Knut [na foto, com 5 meses de vida]indicou preliminarmente que o animal sofria de anomalias cerebrais, problema que provavelmente o causou sua morte. O animal, principal atração do zoológico de Berlim, morreu no último sábado aos 4 anos – a expectativa de vida de um urso polar é de cerca de 35 anos. "Os resultados preliminares indicam anomalias no cérebro, que podem ser a causa do súbito falecimento do urso polar. Outras irregularidades no organismo não puderam ser encontradas pelos patologistas", afirmou o zoo em nota. Segundo funcionários do zoo, visitantes testemunharam que o urso estava sentado nas rochas de seu cativeiro quando sua pata esquerda começou a tremer, ele começou, então, a andar em círculos e caiu na água. Conforme o zoológico, a autópsia foi realizada no Instituto Leibniz na segunda-feira. A instituição diz ainda que outros exames (bacteriológicos e histológicos) demorarão mais alguns dias para ficarem prontos. "Há claras mudanças

Tobias Schwarz/Reuters

dentro de seu cérebro que o conduziram à morte", disse o instituto. Uma definição mais precisa sobre o mal que Knut sofria deverá vir após mais testes. Knut se transformou no mascote da cidade de Berlim depois de ser rejeitado pela mãe logo após o nascimento, em dezembro de 2006. Ele, então, foi amamentado e criado por humanos, o que foi criticado por diversas associações de defesa dos animais.

Johanna Pyneeandee/AFP

I NTERNET

F UTEBOL

Pior canção do mundo abala YouTube

Corinthians fecha com a Globo

O vídeo da "pior canção do mundo" recebeu mais de 30 milhões de visitas no YouTube e a música está entre as mais vendidas do iTunes, da Apple. A canção Friday, interpretada por Rebecca Black, uma adolescente da Califórnia, foi para o YouTube depois que uma gravadora obteve permissão dos pais da

jovem. "É sexta-feira, sexta-feira, sexta-feira é sexta-feira, todo mundo celebra o fim de semana, festa, festa, festa, diversão, diversão, diversão, viva o fim de semana", diz a letra. A canção só recebeu críticas negativas na mídia dos EUA. A revista Time resumiu a fórmula do sucesso: "horrível a ponto de ser divertido".

O Corinthians assinou ontem com a TV Globo o contrato que permite à emissora transmitir os jogos do clube no Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2015. O valor do contrato não foi revelado. Outros cinco dissidentes do Clube dos 13 – Grêmio, Cruzeiro, Vitória, Goiás e Coritiba – já assinaram com a Globo. O contrato é um golpe na vitória da Rede TV! na licitação realizada pelo Clube dos 13 para a transmissão dos jogos.

D ANÇA Eduard Kornienko/Reuters

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C A R T A Z

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VERDE RARO - Rio Sena, em Paris, foi colorido com uma substância verde fluorescente. Ambientalistas "pintaram" o rio para chamar a atenção para a necessidade de preservação de rios no Dia Mundial da Água, celebrado ontem.

Massoud Hossaini/AFP

VISUAIS Mostra 'Experiências de Vida' exibe vídeos e fotos sobre organização humanitária Médicos Sem Fronteiras. West Plaza Shopping, Av. Francisco Matarazzo, s/n, Água Branca, tel.: 3677-4000. Grátis. L OTERIAS

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Dançarina fotografada ontem durante sua apresentação no festival de artes performáticas da cidade russa de Stavropol. O evento reúne artistas profissionais locais.

A TÉ LOGO

Concurso 952 da DUPLA-SENA Primeiro sorteio 22

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

Segundo sorteio

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Polícia investiga roubo de tela de Benedicto Calixto

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Messi foi jogador mais bem pago do mundo em 2010

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Santos já admite perder Paulo Henrique Ganso FESTA - Afegãos celebram o segundo dia do "Nowurz", o ano-novo, na cidade de Mazar-i Sharif. Durante a festa, que acontece em vários países da região da Antiga Pérsia (atual Irã), a cidade recebe diversos visitantes estrangeiros.

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Concurso 2552 da QUINA 39

ESCRITO NAS ESTRELAS. COM LEGO. Misturando sua paixão pelas histórias de astronautas com o que há de mais simples e recorrente no mundo do design, o alfabeto, o artista e cartunista Anderson transformou as letras em naves espaciais. As criações são todas feitas com peças de Lego e o alfabeto completo pode ser visto em sua página no Flickr. www.flickr.com/photos/ander toons-car toons/collections

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15 MANAUS Dilma Rousseff quer prorrogar a Zona Franca por mais 50 anos.

conomia

VALE Roger Agnelli discute com a Previ sobre seu futuro na mineradora.

Fátima Lourenço

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c o n s umidor se mantém d i s p o sto a ir às compras em 2011 e, se prevalecer a intenção declarada por ele na pesquisa Cetelem/Ipsos – O Observador Brasil 2011, o varejo não terá do que reclamar. As pessoas, de uma maneira geral, planejam comprar itens dos 12 segmentos analisados pelo estudo, com destaque para móveis, eletrodomésticos e lazer/viagem. Além disso, o estudo mostra um brasileiro otimista com o rumo do País, por apostar no seu crescimento (60% das respostas), no aumento do consumo (53%) e da oferta de crédito para a população (52%), ainda que a expectativa da maioria aponte para a manutenção da taxa de juros e do Produto Interno Bruto (PIB), com 43% e 51% das respostas, respectivamente. Para aproveitar o quadro otimista e a disposição de compras, no entanto, o comércio deve observar as mudanças de perfil do consumidor. A pesquisa destaca que em 2005 as classes A, B e C juntas representavam 49% da população, índice que saltou para 74% em 2010, espe-

cialmente pela ampliação da classe média, agora a maior do País, com 101.651.803 pessoas, ou 53% do total. "Estamos passando por um momento histórico. Será que é o final da pirâmide social no Brasil? Em 2009 já se desenhava uma mudança dessa figura geométrica, agora a pirâmide virou um losango", disse o diretorpresidente da Cetelem BGN Brasil, Marcos Etchegoyen. A mudança de pirâmide para losango, na opinião do presidente do Ipsos Public Affairs, Paulo Cidade, é um indicador de transformação da sociedade. Esse movimento, no entanto, tem que vir juntamente com outras informações, que contemplem demandas como as apontadas na pesquisa, sinalizando pouca busca de informação, especialmente entre as classes C, D e E na hora de acessar o crédito. Oportunidade – Para a operação local da empresa do grupo francês BNP Paribas, dedicada à oferta de crédito ao consumidor, o reflexo da mobilidade social no País se traduz em aumento de consumo, maior oferta de crédito e revisões nos planos da empresa para atender a esse consumidor. Etchegoyen afirma que ainda neste ano a Cetelem BGN Brasil lançará um novo produto desenhado especialmente ao Comércio eletrônico movimentou R$ 14,8 consumidor emergente. As contas do vice-prebilhões e pode chegar a R$ 20 bilhões em 2011. sidente da Cetelem BGN, Miltonleise Carreiro Filho, indiPaula Cunha cam que o salto de renda das classes D e E, por exemfaturamento do comércio ram, pela primeira vez, a liplo, acresceneletrônico brasileiro cres- derança das vendas virtuais, ceu 40% no último ano, com 14% do total comercializamovimentando R$ 14,8 bilhões, do. O bom desempenho do coante os R$ 10,6 bilhões obtidos mércio virtual é resultado da soma em 2009. E, para 2011, a perspec- de três fatores essenciais como o tiva é saltar 30% frente a 2010, crescimento do poder aquisitivo da atingindo uma cifra total de R$ 20 população, a entrada de novas emprebilhões. Só no primeiro semestre, sas no mercado e a consolidação de espera-se que 4 milhões de con- grandes grupos do varejo. sumidores realizem sua primeira Para Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, compra virtual, movimentando as taxas de juros maiores deste ano e a alta da até R$ 8,8 bilhões, valor maior inflação devem frear um pouco o avanço do que o desempenho registrado em segmento e da economia brasileira como um totodo o ano de 2008. Assim, serão do. "O e-commerce passa por um período de ma27 milhões de pessoas que terão turação e as vendas já superaram as expectativas realizado, ao menos, uma compra iniciais, com aquisições de produtos de maior valor virtual. Os dados fazem parte da agregado", explicou. 23ª edição do relatório WebShopNo ano passado, foram realizados mais de 40 mipers, elaborado pela empresa de lhões de pedidos por cerca de 23 milhões de e-consumimonitoramento de comércio ele- dores, a um tíquete médio de R$ 373. A Copa do Mundo trônico e-bit, com o apoio da Câ- foi a responsável pelo aumento nas vendas de televisomara Brasileira de Comércio Ele- res de tela plana, principalmente os de LCD. trônico (camara-e.net). Entretanto, como o e-commerce representa de 4% a O levantamento mostrou ainda 4,5% do comércio brasileiro, ainda existe muito espaço que os eletrodomésticos assumi- para crescimento, o que dependerá dos investimentos

Varejo virtual cresce 40% em 2010

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t a r a m i n c r emento de R$ 1,4 b i l h ã o à e c o n omia de 2010. "E se e s t á s o b r a n d o d inheiro, quanto e como essas pessoas estão gastando?", questiona. Em linhas gerais, não houve, em 2010, aumento expressivo nos gastos dos entrevistados para cada um dos itens pesquisados. Cresceu, no entanto, o universo de poupadores, com destaque às classes D e E e A e B. Já a classe C poupou menos 8% em 2010, na comparação com a versão anterior do estudo. No geral, 7% das pessoas fizeram alguma prestação nova em 2010; 6% pouparam; 5% pagaram prestações atrasadas, mas 3% deles deixaram de pagar alguma conta. No ano passado, de acordo com a pesquisa, cidadãos de todas as classes e regiões do Brasil tiveram aumento de renda, mas, proporcionalmente, as classes C, D e E se destacaram.

Nos últimos cinco anos, a classe média brasileira superou a marca de 100 milhões de pessoas, o equivalente, em 2010, a 53% da população. A mudança mostra a nova geometria da pirâmide social, agora no formato de um losango.

No início da pesquisa, em 2005, pessoas das classes D e E apresentavam média de renda disponível negativa, ou seja, a conta não fechava no final do mês. Em 2010, a renda média desse universo de pessoas chegou ao patamar de R$ 104. Futuro – A pretensão de comprar em 2011 permanece (veja no quadro acima o que cada classe social planeja adquirir). Na apresentação do estudo, o vice-presidente da Cetelem destacou, ao comparar 2010 com 2009, o crescimento de 80% na intenção de compra de carro e moto entre entrevistados das classes D e E. Sob a mesma base de comparação cresceu em 40% o desejo desse grupo em adquirir celular e em 57% de comprar ferramentas do tipo "Faça Você Mesmo". O estudo ouviu cerca de 1,5 mil pessoas de 70 cidades brasileiras espalhadas por nove regiões metropolitanas no mês de dezembro de 2010. A nova classe média também vai às compras no mundo virtual, como mostra pesquisa feita pela e-bit (leia das empresas e do aperfeimais abaixo). çoamento do segmento tanto na oferta de produtos e serviços, quanto no atendimento e na adoção de novas tecnologias, conforme a pesquisa. Ranking das vendas – Além dos eletrodomésticos, os produtos mais adquiridos pela web foram livros, assinaturas de revistas e jornais (12%), saúde, beleza e medicamentos (14%), informática (11%) e eletrônicos (7%). Outra categoria em destaque no ano passado foi moda e acessórios. Há quatro anos, a modalidade situava-se abaixo da vigésima posição. Saltou para a sexta colocação, com cerca de 5% do mercado total. Já o segmento de CDs e DVDs, que antes participava com 40% do e-commerce, representou apenas 4%. Alexandre Umberti, diretor de Marketing, Produtos e Inteligência da ebit, atribuiu a queda à pirataria e ao download. Compras coletivas – Os sites de compras coletivas têm impulsionado o e-commerce brasileiro desde o ano passado. Segundo analistas, o segmento já possui mais de 1,2 mil sites em operação ou em fase de lançamento, oferecendo cupons de desconto que va-

riam de 50% a 70%. Conforme o levantamento, realizado entre os dias 10 e 14 de março deste ano, cerca de 61% dos consumidores virtuais afirmaram conhecer o conceito. Dos consumidores que já realizaram compras pelo canal, 82% pretendem comprar novamente em três meses. Em 2010, a ascensão da classe C também foi destaque. Os usuários deste segmento são, em sua maioria, mais jovens que os de outros estratos sociais, em torno de 37 anos ante os 41 anos da média. Quanto à escolaridade, apenas 30% deles possui curso superior completo. O tíquete médio do segmento é de R$ 314. A e-bit espera para este ano um crescimento na participação de empresas internacionais, atraídas pelo bom desempenho brasileiro. "O mercado internacional está olhando para o Brasil, conclui Guasti.


16 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 17

BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. correspondentes às atividades desenvolvidas no exercício de 2010, acrescidas das notas explicativas, do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras e do Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria. 1. Cenário Econômico Após a crise financeira mundial de 2008/2009, o cenário econômico mundial durante o ano de 2010 apresentou um período de lenta recuperação, podendo-se definir como um ano de modesto crescimento, com baixa inflacionária e, consequentemente, juros baixos e elevada liquidez. Esse elevado nível de liquidez tem aumentado os preços dos ativos reais e também tem levado a uma forte apreciação das moedas frente ao dólar. Isso tem acarretado uma serie de iniciativas de governos ao redor do mundo para tentar conter a apreciação de suas moedas. A expectativa é de que siga moderado o crescimento global podendo se deparar, contudo, com volatilidade principalmente em consequência de dificuldades fiscais de países na Zona do Euro. No Brasil, a economia tem se beneficiado com este cenário de lenta recuperação da economia mundial devido ao elevado influxo de investimentos e, adicionalmente, com as medidas tomadas internamente. O ano de 2010 mostrou ser possível crescer com estabilidade. Nesse cenário, aliado à trajetória favorável dos indicadores de renda e emprego, constatou-se uma elevada expansão do consumo e, consequentemente, pressões sobre as taxas de inflação, o que levou o Banco Central do Brasil a tomar medidas, no final de 2010, para restringir a liberação de créditos à pessoas físicas. O ano de 2010 apresentou um forte crescimento da economia brasileira, em torno de 7,5%, seguido de uma razoável expansão para 2011, entre 4 e 5%, taxas mais condizentes com o potencial de crescimento de longo prazo no País. Esse, entendemos, ser o grande desafio que se apresenta para o Brasil para o novo governo, continuar a aceleração do crescimento com inflação sob controle. 2. Desempenho das Atividades Resultado do Exercício O lucro líquido do Banco atingiu R$ 82,0 milhões no ano, correspondendo à rentabilidade de 8,4% (2009 8,2%) sobre o patrimônio líquido inicial de R$ 980,5 milhões. A cada lote de mil ações do capital social do Banco correspondeu o lucro líquido de R$ 909,7. Os juros sobre o capital próprio atingiram R$ 22,9 milhões no ano, correspondendo aos valores brutos de R$ 190,51 e R$ 348,98 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, conforme nota explicativa nº 11 letra “b”. Os juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre totalizaram R$ 13,1 milhões, correspondendo aos valores brutos de R$ 126,23 e R$ 174,49 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, e para o segundo semestre de 2010 foi aprovado o valor de R$ 9,8 milhões, correspondente a R$ 64,28 e R$ 174,49 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido atingiu o valor de R$ 1.042,5 milhões ao final do ano. O valor patrimonial para cada lote de mil ações alcançou R$ 11.555,06, com crescimento de 6,3% no ano, índice superior à inflação

de 5,9% medida pelo IPCA no mesmo período. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 15/04/2010, homologada pelo Banco Central do Brasil em 14/06/2010, aprovou o aumento do capital social para R$ 446,0 milhões mediante incorporação de reservas de lucros. O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,91% ao final do ano, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Rating O Banco Alfa de Investimento S.A. e demais instituições integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, mantiveram suas boas avaliações de risco de crédito em nível nacional junto às seguintes agências de classificação de risco: • Austin Rating: classificação “AA+”. • Fitch Ratings: “F1+ (bra)” para crédito de curto prazo, “AA - (bra)” para crédito de longo prazo e “5” para suporte legal. • LF Rating (Lopes Filho & Associados): classificação “AA”. A partir deste exercício também foi contratada a Agencia Moodys que também apresentou boas avaliações como segue: “C-” para Força Financeira de Bancos, “Baa2” para depósito global de longo prazo em moeda local, “Prime-3” para depósito global de curto prazo em moeda local, “Baa3” para depósito de longo prazo em moeda estrangeira, “Prime-3” para depósito de curto prazo em moeda estrangeira, “Aaa.br” para depósito de longo prazo na escala nacional brasileira, “BR-1” para depósito de curto prazo na escala nacional brasileira. Recursos Captados e Administrados O volume de recursos captados e administrados pelo Banco atingiu R$ 12.117,9 milhões e Consolidado R$ 12.108,0 milhões na data do balanço. Esses recursos estavam representados por R$ 3.245,9 milhões e Consolidado R$ 2.725,2 milhões incluindo depósitos à vista, interfinanceiros e a prazo, R$ 2.502,1 milhões e Consolidado R$ 2.502,1 milhões em captações no mercado aberto, R$ 1.107,2 milhões e Consolidado R$ 1.107,2 milhões em repasses do BNDES, R$ 324,1 milhões e Consolidado R$ 324,1 milhões, em box de opções flexíveis R$ 598,3 milhões e Consolidado R$ 1.109,1 milhões, em empréstimos e repasses interfinanceiros obtidos no país e no exterior R$ 77,4 milhões e Consolidado R$ 77,4 milhões em venda de ativos e R$ 4.262,9 milhões e Consolidado R$ 4.262,9 milhões em fundos de investimento e carteiras administradas. Ativos e Empréstimos O ativo total alcançou R$ 9.165,5 milhões e Consolidado R$ 9.367,9 milhões ao final do ano. Desse montante, R$ 4.977,2 milhões e Consolidado R$ 5.106,6 milhões estão representados por aplicações interfinanceiras de liquidez, títulos e valores mobiliários e derivativos representando 54,3% e Consolidado 54,5% desse ativo total. A carteira de títulos e valores mobiliários atingiu R$ 3.855,2 milhões e Consolidado R$ 4.170,7 milhões na data do balanço, sendo representada principalmente por 97,6% e Consolidado 92,5% em títulos de

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO

Individual Consolidado 2010 2009 2010 2009 5.735.112 4.500.521 6.306.902 5.155.039 6.666 7.786 9.066 10.109 514.928 468.143 493.422 431.677 100.430 326.065 100.430 326.065 414.498 142.078 392.992 105.612

Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações no Mercado Aberto Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 2.713.044 Carteira Própria 861.338 Vinculados a Compromissos de Recompra 1.846.688 Vinculados a Prestação de Garantias 1.390 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) 3.628 Relações Interfinanceiras 50.671 Créditos Vinculados: Depósitos no Banco Central 606 Repasses Interfinanceiros 50.065 Operações de Crédito (Nota 05) 2.300.610 Carteira - Setor Público 5.218 Carteira - Setor Privado 2.309.740 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (14.348) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 05) – Carteira - Setor Privado – (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) – Outros Créditos 148.903 Carteira de Câmbio (Nota 06) 120.010 Rendas a Receber 4.132 Negociação e Intermediação de Valores 2.898 Diversos (Nota 07) 23.233 (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (Nota 05) (1.370) Outros Valores e Bens 290 Outros Valores e Bens (Nota 15a) 182 (Provisão para Desvalorização) – Despesas Antecipadas 108 Realizável a Longo Prazo 2.822.408 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 603.421 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 603.421 Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 04) 1.145.893 Carteira Própria 392.376 Vinculados a Compromissos de Recompra 665.937 Vinculados a Prestação de Garantias 87.568 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) 12 Operações de Crédito (Nota 05) 975.223 Carteira - Setor Público 13.508 Carteira - Setor Privado 967.079 (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) (5.364) Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 05) – Carteira - Setor Privado – (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) – Outros Créditos 97.871 Diversos (Nota 07) 97.871 (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) (Nota 05) – Outros Valores e Bens – Despesas Antecipadas – Permanente (Nota 2c) 608.019 Investimentos 604.032 Participações em Controladas - No País (Nota 16) 604.013 Outros Investimentos (Nota 15b) 19 Imobilizado de Uso 3.749 Imóveis de Uso 2.897 Outras Imobilizações de Uso 10.148 (Depreciação Acumulada) (9.296) Imobilizado de Arrendamento – Bens Arrendados – (Depreciação Acumulada) – Intangível 83 Ativos Intangíveis 119 (Amortização Acumulada) (36) Diferido 155 Gastos de Organização e Expansão 586 (Amortização Acumulada) (431) Total Geral do Ativo 9.165.539

1.857.731 2.942.227 1.202.444 1.024.002 468.645 1.846.688 39.967 57.433 146.675 14.104 – 50.671

2.030.164 1.316.483 468.645 95.580 149.456 –

– 606 – – 50.065 – 2.081.041 2.300.610 2.081.041 197.476 5.218 197.476 1.907.508 2.309.740 1.907.508 (23.943) (14.348) (23.943) – 338.250 489.319 – 341.956 495.401 – (3.706) (6.082) 79.469 169.634 103.464 62.600 120.010 62.600 2.552 1.971 1.482 596 4.434 6.489 15.513 44.589 34.685 (1.792) (1.370) (1.792) 6.351 3.022 9.265 6.126 2.433 8.783 – (446) (403) 225 1.035 885 4.913.917 3.046.930 5.542.256 123.854 422.285 118.366 123.854 422.285 118.366 3.607.368 1.248.732 1.583.294 489.153 1.997.546 665.937 24.973 87.568 1.555 6.074 1.096.766 975.223 18.895 13.508 1.099.519 967.079 (21.648) (5.364) – 245.282 – 253.981 – (8.699) 85.929 154.008 93.556 154.008

3.812.880 1.775.281 1.997.546 24.973 15.080 1.096.766 18.895 1.099.519 (21.648) 378.110 388.850 (10.740) 133.106 140.733

(7.627) – (7.627) – 1.400 3.028 – 1.400 3.028 569.689 14.161 19.109 565.585 6.831 6.831 565.566 – – 19 6.831 6.831 3.696 3.856 3.793 2.897 2.897 2.897 12.428 10.378 14.052 (11.629) (9.419) (13.156) – 3.207 8.038 – 6.335 13.651 – (3.128) (5.613) 106 107 137 118 152 151 (12) (45) (14) 302 160 310 871 598 944 (569) (438) (634) 9.984.127 9.367.993 10.716.404

PASSIVO Circulante Depósitos Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Captações no Mercado Aberto Carteira Própria Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias de Crédito e Similiares Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil Recursos de Debêntures Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Obrigações por Empréstimos Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Carteira de Câmbio (Nota 06) Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Negociação e Intermediação de Valores Diversas (Nota 15c) Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias de Crédito e Similiares Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil Recursos de Debêntures Obrigações por Empréstimos Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 14) Outras Obrigações Carteira de Câmbio (Nota 06) Fiscais e Previdenciárias Diversas (Nota 15c) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Participação de Acionista não Controladores Patrimônio Líquido Capital: (Nota 11a) De Domiciliados no País De Domiciliados no Exterior Reservas de Capital (Nota 11c) Reservas de Lucros (Nota 11c) Ajuste de Avaliação Patrimonial Total Geral do Passivo

Individual 2010 2009 5.625.961 6.465.045 2.181.149 3.432.244 18 18 1.219.526 1.226.955 961.605 2.205.271 2.502.168 2.462.201 2.502.168 2.462.201 9.663 20.140

Consolidado 2010 2009 5.465.251 6.622.716 1.726.373 3.294.401 18 18 764.750 1.089.112 961.605 2.205.271 2.502.168 2.462.201 2.502.168 2.462.201 259.912 111.531

9.663 – – 35.520 35.520 179.891 179.891

20.140 – – 120 120 89.679 89.679

9.663 246.385 3.864 35.520 35.520 179.891 179.891

20.140 59.189 32.202 120 120 89.679 89.679

526.052 385.352 140.700 93.161 93.161 98.357

302.842 155.908 146.934 68.176 68.176 89.643

526.052 385.352 140.700 102.386 102.386 132.949

302.842 155.908 146.934 70.289 70.289 291.653

575 746 23.947 17.884 16.614 15.955 7.118 5.615 7.272 7 42.831 49.436 2.495.475 2.536.813 1.064.822 1.355.494 335.275 53.347 729.547 1.302.147 407.817 – 407.817 – – 980 980

– – – 937 937

576 747 23.947 17.884 18.926 17.346 24.351 14.558 9.773 7.851 55.376 233.267 2.753.541 3.013.578 998.832 1.302.147 269.285 – 729.547 1.302.147 668.373 316.127 407.817 259.878 678 980 980

– 311.840 4.287 937 937

581.210 647.359 581.210 647.359 279.692 282.657 279.692 282.657 301.518 364.702 301.518 364.702 240.617 294.359 246.946 303.687 240.617 294.359 246.946 303.687 200.029 238.664 257.200 443.321 – 7.627 – 7.627 136.413 152.979 186.840 230.514 63.616 78.058 70.360 205.180 1.554 1.751 – – 1.554 1.751 – – – – 106.652 99.592 1.042.549 980.518 1.042.549 980.518 446.000 420.000 446.000 420.000 410.080 416.128 410.080 416.128 35.920 3.872 35.920 3.872 57.917 56.841 57.917 56.841 538.600 505.460 538.600 505.460 32 (1.783) 32 (1.783) 9.165.539 9.984.127 9.367.993 10.716.404

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2008 Aumento de Capital - AGE de 30/03/2009 Outros Eventos: Dividendos não Reclamados Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2009 Mutações do Período Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital - AGE de 15/04/2010 Outros Eventos: Dividendos não Reclamados Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 30/06/2010 Outros Eventos: Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período

Capital 382.000 38.000

Reservas de Capital 55.876 –

Reservas de Lucros 488.133 (38.000)

– – –

965 – –

– – 420.000 38.000 420.000 26.000

– – 56.841 965 56.841 –

– – –

1.076 – –

– – –

– – 446.000 26.000 446.000

– – 57.917 1.076 57.917

59.140 – 538.600 33.140 513.339

– –

– –

– – 446.000 –

– – 57.917 –

– – –

Ajuste de Avaliação Patrimonial – –

Lucros Acumulados – –

Total 926.009 –

– (1.783) –

– – 76.783

965 (1.783) 76.783

– – (1.783) (1.783) (1.783) –

(55.327) (21.456) – – – –

– (21.456) 980.518 54.509 980.518 –

– 1.815 –

– – 82.078

1.076 1.815 82.078

– – 32 1.815 (1.011)

(59.140) (22.938) – – –

– –

1.043 –

– 35.059

25.261 – 538.600 25.261

– – 32 1.043

(25.261) (9.798) – –

55.327 – 505.460 17.327 505.460 (26.000)

– (22.938) 1.042.549 62.031 1.016.245 1.043 35.059 – (9.798) 1.042.549 26.304

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (01) ATIVIDADE E ESTRUTURA DO GRUPO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (a) Atividade e Estrutura do Grupo O Conglomerado Financeiro Alfa tem suas origens no ano de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e posteriormente criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento, Real Financeira, Real Arrendamento Mercantil e Corretora Real) formaram o novo Conglomerado Financeiro Alfa. O qual foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial). O Conglomerado Financeiro Alfa é composto de 7 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. O Banco Alfa de Investimento S.A. é a instituição financeira controladora, a qual controla diretamente a Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., a Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e a BRI Participações Ltda. e indiretamente a Uvale - Uvas do Vale do Gorotuba Ltda. Além destas entidades o Conglomerado Financeiro Alfa é integrado pela Financeira Alfa S.A. - CFI e o Banco Alfa S.A. O Banco Alfa de Investimento S.A. e a Financeira Alfa S.A.- CFI são companhias abertas com ações negociadas na BMFBOVESPA S.A. Com esta sólida história de mais de 80 anos, o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas vêm desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros. O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Londrina e Sorocaba. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos. O controlador do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma); Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa) e Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica). (b) Apresentação das Demonstrações Financeiras As demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas e instruções do Banco Central do Brasil (BACEN) e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, onde essas normas e instruções não forem conflitantes. Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 07/02/2011 e aprovadas pelo Conselho de Administração em 14/02/2011. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita, e, a partir do 60º dia, deixa de ser apropriada, e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o art. 9º da Resolução CMN nº 2.682/99. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos pelas Circulares Bacen nºs 3.068 e 3.082 (vide nota explicativa nº 04 “b” e 14). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682 (vide nota explicativa nº 05 “d” e “e”).

(c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, combinado com os seguintes aspectos: • Participações em Controladas, avaliadas pelo método de equivalência patrimonial (vide nota explicativa nº 16). • Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Imóveis 2,5%; Veículos e Sistemas de Comunicação e de Processamento de Dados 20% e demais itens 10%. • Amortização, basicamente, de despesas com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias ou cambiais incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10 %), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%).Também é observada pelo Banco a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, às mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 08 letra “b”). (f) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc.. Essas estimativas são revistas pelo menos por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (g) Moeda Funcional e de Apresentação: As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. (03) DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS (a) As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas a partir de diretrizes contábeis emanadas das leis nº 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e nº 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às Normas e Instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários, quando aplicável, e consideram as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A pelo método financeiro, com a reclassificação do imobilizado de arrendamento para a rubrica de operações de arrendamento mercantil, deduzido do valor residual recebido antecipadamente, tendo sido eliminadas as participações nas empresas consolidadas, os saldos de contas, as despesas e receitas e os lucros não realizados entre empresas. Também foram destacadas as parcelas do lucro líquido e patrimônio líquido referentes às participações dos acionistas não controladores. Essas demonstrações financeiras consolidadas incluem as do Banco Alfa de Investimento S.A. e de suas controladas diretas e indiretas e seus respectivos percentuais de participação: Controladas 31/12/2010 31/12/2009 Alfa Arrendamento Mercantil S.A. 99,781% 99,781% BRI Participações Ltda. 99,543% 99,543% Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. 60,307% 60,307% (b) Relatório por Segmento As atividades do Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas encontram-se organizadas de acordo com as seguintes linhas de negócios: i. Atacado: O segmento “atacado” é composto das atividades realizadas pelas entidades legais: Banco Alfa de Investimento S.A.; Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; BRI Participações Ltda. e Uvale - Uvas do Vale do Gorotuba Ltda. ii. Varejo: O segmento “varejo” é composto das atividades realizadas pela entidade legal: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. A segmentação é baseada nas entidades legais que compõem o Banco Alfa de Investimento S.A. e suas controladas considerando que a administração revisa as informações, aloca recursos e avalia performance, considerando esta segmentação.

emissão do Tesouro Nacional e 1,9% em debêntures e notas promissórias e Consolidado 5,9% em debêntures e Letras de Câmbio. O Banco manteve seu posicionamento de alta liquidez encerrando o ano com uma carteira de títulos livres da ordem de R$ 1.253,7 milhões e Consolidado R$ 1.513,1 milhões. Conforme descrito na nota explicativa nº 4 letra “b”, o Banco classificou 45,6% e Consolidado 46,3% dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos mantidos até o vencimento”, em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN, em mantê-los nesta categoria. A carteira de crédito, incluindo fianças prestadas no montante de R$ 747,9 milhões e Consolidado R$ 745,5 milhões, alcançou R$ 4.197,8 milhões e Consolidado R$ 4.786,7 milhões. O volume de créditos vencidos acima de 15 dias totalizou R$ 1,9 milhões e Consolidado R$ 13,5 milhões correspondente a 0,1% e Consolidado 0,3% da carteira total. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 21,0 milhões e Consolidado R$ 33,4 milhões, correspondente a 0,6% e Consolidado 0,8% da carteira de crédito, 116,2% e Consolidado 115,5% do mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil e 1.095,2% e Consolidado 246,2% dos créditos vencidos acima de 15 dias. Os investimentos em sociedades controladas não sofreram alterações no decorrer do exercício. 3. Ouvidoria O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução Bacen nº 3.849, de 25 de março de 2010. 4. Divulgação Sobre Serviços da Auditoria Independente Em atendimento à Instrução CVM nº 381 de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento S.A., ou pessoas a ela ligada, não prestou no período outros serviços que não sejam de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste. 5. Declaração dos Diretores Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que em reunião realizada em 11 de fevereiro de 2011, revisou e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Agradecimentos É indispensável traduzir o reconhecimento do Banco Alfa de Investimento S.A. ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011 A Diretoria Este Relatório da Administração realizado pela Diretoria foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 14 de fevereiro de 2011 para encaminhamento à Assembléia Geral. Conselho de Administração DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e semestre findo em 31 de dezembro de 2010 Individual Consolidado 2º Sem. Exercício Exercício Exercício Exercício Descrição 2010 2010 2009 2010 2009 Receitas da Intermediação Financeira 450.202 849.948 934.761 984.623 1.122.682 Operações de Crédito 147.687 287.433 311.899 287.433 311.899 Operações de Arrendamento Mercantil – – – 112.951 155.801 Resultado com Títulos e Valores Mobiliários 300.275 555.456 614.859 577.180 646.979 Resultado de Operações de Câmbio 2.240 7.059 8.003 7.059 8.003 Despesas da Intermediação Financeira 389.650 745.469 822.814 780.589 909.669 Operações de Captação no Mercado 331.701 624.481 664.455 630.893 680.617 Operações de Empréstimos e Repasses 32.751 74.005 76.809 74.005 76.809 Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 13) 35.214 47.428 50.317 51.491 59.338 Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros 5.754 11.554 18.121 33.016 79.535 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (15.770) (11.999) 13.112 (8.816) 13.370 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 60.552 104.479 111.947 204.034 213.013 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (23.411) (12.021) (35.959) (79.718) (107.661) Receitas de Prestação de Serviços 12.482 24.469 22.880 28.080 30.808 Rendas de Tarifas Bancária 3 3 1 2.771 4.667 Despesas de Pessoal (24.009) (48.161) (46.426) (62.114) (60.754) Outras Despesas Administrativas (20.276) (37.898) (29.208) (56.494) (50.111) Despesas Tributárias (699) (1.370) (1.175) (8.002) (6.293) Resultado de Participações em Controladas (Nota 16) 18.071 45.659 40.047 – – Outras Receitas Operacionais (Nota 15d) 626 34.120 9.952 59.915 32.502 Outras Despesas Operacionais (Nota 15e) (9.609) (28.843) (32.030) (43.874) (58.480) Resultado Operacional 37.141 92.458 75.988 124.316 105.352 Resultado não Operacional (Nota 15f) 68 (110) 3.580 – – Resultado Antes da Tributação e Participações 37.209 92.348 79.568 124.316 105.352 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 08) 431 (4.999) 1.713 (26.356) (17.264) Provisão para Imposto de Renda 427 (3.756) (6.793) (24.531) (17.972) Provisão para Contribuição Social 259 (2.589) (4.020) (10.773) (10.358) Ativo Fiscal Diferido (255) 1.346 12.526 8.948 11.066 Participação de Acionista não Controladores – – – (9.768) (6.022) Participações no Lucro (2.581) (5.271) (4.498) (6.114) (5.283) Empregados (1.201) (2.346) (2.755) (2.709) (3.130) Administradores - Estatutárias (1.380) (2.925) (1.743) (3.405) (2.153) Lucro Líquido 35.059 82.078 76.783 82.078 76.783 Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 11a) 388,57 909,71 851,02 – – Outros Resultados Abrangentes do Período Resultado de Avaliação a Mercado de Títulos Disponíveis para Venda 1.815 (1.783) Outros Resultados Abrangentes do Período, Líquido de Impostos 1.815 (1.783) Total de Resultados Abrangentes do Período 83.893 75.000 Atribuição do Resultado Parcela do Resultado dos Acionistas Controladores 72.310 70.761 Parcela do Resultado dos Acionistas não Controladores 9.768 6.022 Total do Resultado do Período 82.078 76.783 Atribuição do Resultado Abrangente Parcela do Resultado Abrangente dos Acionistas Controladores 73.909 69.118 Parcela do Resultado Abrangente dos Acionistas não Controladores 9.984 5.882 Total do Resultado Abrangente do Período 83.893 75.000 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e semestre findo em 31 de dezembro de 2010 Individual Consolidado Atividades Operacionais 2º Sem./2010 2010 2009 2010 2009 Lucro Líquido do Semestre/Exercício 35.059 82.078 76.783 82.078 76.783 Ajustes ao Lucro Líquido (27.972) (69.019) (3.423) (17.565) 45.866 Depreciações e Amortizações 397 810 1.040 3.598 5.178 Resultado de Equivalência Patrimonial (18.071) (45.659) (40.047) – – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (15.770) (11.999) 13.112 (8.817) 13.370 Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes 5.472 (12.171) 22.472 (12.346) 27.318 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais 642.586 822.800 1.432.452 1.324.991 1.451.909 Títulos e Valores Mobiliários 1.535.069 1.607.976 181.465 1.653.899 133.783 Aplicações Intefinanceiras de Liquidez (304.105) (567.219) 230.436 (387.331) (11.045) Operações de Crédito (480.590) (86.027) 337.913 (86.027) 337.913 Operações de Arrendamento Mercantil – – – 280.715 318.878 Outros Créditos (57.390) (81.376) 682.597 (87.072) 667.790 Outros Valores e Bens 273 117 41 1.478 4.590 Relações Interfinanceiras (50.671) (50.671) – (50.671) – Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais (456.302) (868.448)(1.620.878)(1.405.156)(1.645.502) Relações Interdependências 32.060 35.400 (11.732) 35.400 (11.732) Depósitos (722.991) (1.541.767) (216.082)(1.871.343) (331.978) Captações no Mercado Aberto (304.471) 39.967 (44.673) 39.967 (44.673) Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 330.618 397.340 8.157 500.627 365.277 Obrigações por Empréstimos e Repasses 193.355 247.316 (678.930) 247.316 (678.930) Instrumentos Financeiros Derivativos 3.288 (28.758) (50.061) (24.644) (44.177) Outras Obrigações 15.824 (10.009) (620.556) (297.002) (883.614) Resultados de Exercícios Futuros (519) (197) 73 – – Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (3.466) (7.740) (7.074) (35.477) (15.675) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais 193.371 (32.589) (115.066) (15.652) (70.944) Atividades de Investimentos Aquisição de Bens não de Uso Próprio (65) (65) (6.000) (2.025) (11.207) Aquisição de Imobilizados de Arrendamento – – – (662) (117) Aquisição de Imobilizados de Uso (414) (717) (612) (766) (634) Aplicações no Diferido – – – (367) (633) Aplicações no Intangível (1) (1) (118) (1) (151) Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio Recebidos 2.632 7.212 3.093 – – Alienação de Bens não de Uso Próprio – 6.009 14 8.418 4.573 Alienação de Bens e Investimentos – – 104 – 220 Alienação de Imobilizados de Arrendamento – – – 3.121 1.440 Alienação de Imobilizados de Uso 3 25 37 25 37 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento 2.155 12.463 (3.482) 7.743 (6.472) Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio Prescritos – 1.076 965 1.076 965 Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio (9.798) (22.937) (21.456) (22.937) (21.456) Variação de Partic. dos Acionistas não Controladores – – – 7.060 4.124 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento (9.798) (21.861) (20.491) (14.801) (16.367) Aumento (Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes 185.728 (41.987) (139.039) (22.710) (93.783) Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 127.348 355.063 494.102 338.186 431.969 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 313.076 313.076 355.063 315.476 338.186 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes 185.728 (41.987) (139.039) (22.710) (93.783) DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e semestre findo em 31 de dezembro de 2010 Individual 2º Sem./2010 2010 1. Receitas 479.151 920.429 Intermediação Financeira 450.202 849.948 Prestação de Serviços 12.485 24.472 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 15.770 11.999 Outras Receitas Operacionais 626 34.120 Benefício Fiscal (Programa REFIS IV) Lei nº 11.941/2009 (Nota 15j) – – Resultados não Operacionais 68 (110) 2. Despesas da Intermediação Financeira 405.420 757.468 3. Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros 26.638 60.488 Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) 1.261 2.233 Serviços de Terceiros 25.377 58.255 4. Valor Adicionado Bruto (1-2-3) 47.093 102.473 5. Depreciação, Amortização e Exaustão 397 809 6. Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) 46.696 101.664 7. Valor Adicionado Recebido em Transferência 18.071 45.659 Resultado de Equivalência Patrimonial 18.071 45.659 8. Valor Adicionado Total a Distribuir (6+7) 64.767 147.323 9. Distribuição do Valor Adicionado 64.767 147.323 Pessoal 26.590 53.432 Remuneração Direta 19.186 38.304 Benefícios 6.040 12.118 F.G.T.S. 1.364 3.010 Impostos, Taxas e Contribuições 654 7.152 Federais (Nota 15j) 356 6.568 Estaduais – 18 Municipais 298 566 Remuneração de Capitais de Terceiros 2.126 4.273 Aluguéis 2.126 4.273 Outras (Doações Filantrópicas) 338 388 Remuneração de Capitais Próprios 35.059 82.078 Juros sobre o Capital Próprio 9.798 22.938 Lucros Retidos do Exercício 25.261 59.140 Participação não Controladores – –

Consolidado 2009 2010 2009 958.062 1.084.205 1.177.289 934.761 984.623 1.122.682 22.881 30.851 35.475 (13.112) 3.455

8.816 58.737

(13.370) 18.032

6.497 3.580 809.702

1.178 – 789.405

14.470 – 896.299

46.406

89.405

73.783

2.192 44.214 101.954 1.040

2.986 86.419 205.395 857

3.062 70.721 207.207 1.116

100.914

204.538

206.091

40.047 40.047 140.961 140.961 50.924 36.551 11.071 3.302 9.060 8.564 19 477 3.999 3.999 195 76.783 21.456 55.327 –

– – 204.538 204.538 68.228 48.073 16.651 3.504 36.722 34.551 23 2.148 5.782 5.782 1.960 91.846 22.938 59.140 9.768

– – 206.091 206.091 66.037 46.481 15.806 3.750 51.421 49.079 19 2.323 5.337 5.337 491 82.805 21.456 55.327 6.022


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 23 de março de 2011

BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 -SEDE: SÃO ALAMEDA PAULO-SP SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL 2010 Eliminações (485.894) – (476.281) – (476.281) (2.112) (2.112) – – – –

Ativo Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações no Mercado Aberto Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos Relações Interfinanceiras Créditos Vinculados: Depósitos no Banco Central Repasses Interfinanceiros Operações de Crédito Carteira - Setor Público Carteira - Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Operações de Arrendamento Mercantil Carteira - Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos Carteira de Câmbio Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores Diversos (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Valores e Bens Outros Valores e Bens (Provisão para - Desvalorização) Despesas Antecipadas Realizável a Longo Prazo Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos Operações de Crédito Carteira - Setor Público Carteira - Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Operações de Arrendamento Mercantil Carteira - Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos Diversos (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas Permanente Investimentos Participações em Controladas - no País Outros Investimentos Imobilizado de Uso Imóveis de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciação Acumulada) Imobilizado de Arrendamento Bens Arrendados (Depreciação Acumulada) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total Geral do Ativo

Atacado 6.062.233 6.894 656.795 100.430 556.365 2.890.374 996.829 1.846.688 43.229 3.628 50.671

Varejo 730.563 2.172 312.908 – 312.908 53.965 29.285 – 14.204 10.476 –

606 50.065 2.300.610 5.218 2.309.740 (14.348) – – – 156.593 120.010 6.091 6.990 24.872 (1.370) 296 182 – 114 2.991.067 654.399 654.399 1.246.761 493.244 665.937 87.568 12 975.223 13.508 967.079 (5.364) – – – 114.684 114.684 – – – 735.460 731.390 724.559 6.831 3.806 2.897 10.253 (9.344) – – – 107 152 (45) 157 589 (432) 9.788.760

– – – – – – 338.250 341.956 (3.706) 20.542 – – – 20.542 – 2.726 2.251 (446) 921 307.080 15.012 15.012 6.062 – – – 6.062 – – – – 245.282 253.981 (8.699) 39.324 39.324 – 1.400 1.400 3.260 – – – 50 – 125 (75) 3.207 6.335 (3.128) – – – 3 9 (6) 1.040.903

Passivo Circulante Depósitos Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Captações no Mercado Aberto Carteira Própria Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias de Crédito e Similiares Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil Recursos de Debêntures Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Obrigações por Empréstimos Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Carteira de Câmbio Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Negociação e Intermediação de Valores Diversas Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos Interfinanceiros Depósitos a Prazo Recursos de Aceites e Emissão de Títulos Recursos de Letras Hipotecárias, Imobiliárias de Crédito e Similiares Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil Recursos de Debêntures Obrigações por Empréstimos Empréstimos no Exterior Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Carteira de Câmbio Fiscais e Previdenciárias Diversas Participação de Acionista não Controladores Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País De Domiciliados no Exterior Reservas de Capital Reservas de Lucros Ajuste de Avaliação Patrimonial Total Geral do Passivo

Atacado 5.651.581 2.181.149 18 1.219.526 961.605 2.502.168 2.502.168 9.663 9.663 – – 35.520 35.520 179.891 179.891 526.052 385.352 140.700 93.161 93.161 123.977 576 23.947 20.564 21.095 12.329 45.466 2.529.373 1.064.822 335.275 729.547 407.817 407.817 – – 980 980 581.210 279.692 301.518 240.617 240.617 233.927 – 170.135 63.792 – 1.607.806 587.389 551.469 35.920 96.104 924.281 32 9.788.760

Varejo 299.564 21.506 – 21.506 – – – 252.361 – 248.497 3.864 – – – – – – – 9.225 9.225 16.472 – – 2.482 3.983 – 10.007 475.385 181.136 181.136 – 264.647 – 263.969 678 – – – – – 6.329 6.329 23.273 – 16.705 6.568 – 265.954 178.300 178.300 – – 87.654 – 1.040.903

Descrição Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Operações de Arrendamento Mercantil Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Resultado de Operações de Câmbio Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos e Repasses Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancária Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Despesas Tributárias Resultado de Participações em Controladas Outras Receitas Operacionais Outras Despesas Operacionais Resultado Operacional Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participação de Acionista não Controladores Participações no Lucro Empregados Administradores - Estatutárias Lucro Líquido Outros Resultados Abrangentes do Período Resultado de Avaliação a Mercado de Títulos Disponíveis para Venda Outros Resultados Abrangentes do Período, Líquido de Impostos Total de Resultados Abrangentes do Período Atribuição do Resultado Parcela do Resultado dos Acionistas Controladores Parcela do Resultado dos Acionistas não Controladores Total do Resultado do Período Atribuição do Resultado Abrangente Parcela do Resultado Abrangente dos Acionistas Controladores Parcela do Resultado Abrangente dos Acionistas não Controladores Total do Resultado Abrangente do Período

Atacado 892.685 287.433 – 598.193 7.059 745.469 624.481 74.005 47.428 11.554 (11.999) 147.216 (443) 27.880 3 (49.329) (41.379) (3.156) 58.129 38.786 (31.377) 146.773 146.773 (13.536) (10.934) (6.143) 3.541

Varejo 139.935 – 112.951 26.984 – 83.117 54.409 – 4.064 21.462 3.182 56.818 (21.146) 205 2.768 (12.785) (15.115) (4.846) – 21.129 (12.502) 35.672 35.672 (12.820) (13.597) (4.630) 5.407

– – – – – – – – – (7.501) – (4.120) (2.556) (825) – – – – – (251.217) (247.126) (247.126) (4.091) (4.091) – – – – – – – – – – – – – – – (724.559) (724.559) (724.559) – – – – – – – – – – – – – – (1.461.670) 2010 Eliminações (485.894) (476.282) – (476.282) – – – (2.112) – (2.112) – – – – – – – – – – (7.500) – – (4.120) (727) (2.556) (97) (251.217) (247.126) (247.126) – (4.091) – (4.091) – – – – – – – – – – – – 106.652 (831.211) (319.689) (319.689) – (38.187) (473.335) – (1.461.670) 2010 Eliminações (47.997) – – (47.997) – (47.997) (47.997) – – – – – (58.129) (5) – – – – (58.129) – 5 (58.129) (58.129) – – – –

(5.751) (2.346) (3.405) 127.486

(363) (363) – 22.489

1.815 1.815 129.301

– – 22.489

(04) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Individual Consolidado Composta por: 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Títulos do Tesouro Nacional 1.162.746 2.459.113 1.200.955 2.485.891 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 185.442 935.258 223.651 962.036 Letras do Tesouro Nacional - LTN 488.653 1.476.814 488.653 1.476.814 Notas do Tesouro Nacional - NTN 488.651 47.041 488.651 47.041 Ações de Companhias Abertas 12.383 9 12.383 9 Debêntures 74.343 96.839 74.542 97.020 Notas Promissórias – 215.217 – 215.217 Certificados de Depósitos Bancários 1.333 1.199 2.418 2.186 Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (a) – 1.620 – 74.415 Cotas de Fundos de Investimento – – 47.792 43.647 Letras de Câmbio – – 172.156 161.638 Títulos da Dívida Agrária 2.909 11.741 2.909 11.741 Títulos Livres 1.253.714 2.785.738 1.513.155 3.091.764 Títulos do Tesouro Nacional 2.601.583 2.520.736 2.657.626 2.576.349 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 1.558.937 1.825.779 1.614.980 1.881.392 Letras do Tesouro Nacional - LTN 760.414 694.957 760.414 694.957 Notas do Tesouro Nacional - NTN 282.232 – 282.232 – Debêntures – 10.395 – 10.395 Títulos Vinculados 2.601.583 2.531.131 2.657.626 2.586.744 Total - Títulos e Valores Mobiliários 3.855.297 5.316.869 4.170.781 5.678.508 Swaps - Diferencial a Receber 624 1.942 17.162 18.248 Vendas a Termo a Receber - Ações 2.901 146.288 2.901 146.288 Prêmios de Opções a Exercer 94 – 94 – Outros Derivativos 21 – 21 – Total - Instrumentos Financeiros Derivativos (*) 3.640 148.230 20.178 164.536 Total Geral 3.858.937 5.465.099 4.190.959 5.843.044 (a) Em 31/12/2009 referem-se às cotas subordinadas decorrentes de cessão de recebíveis da controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A. (*) Vide detalhes na nota explicativa nº 14.

Total 6.306.902 9.066 493.422 100.430 392.992 2.942.227 1.024.002 1.846.688 57.433 14.104 50.671

Atacado 4.733.001 7.975 605.586 326.065 279.521 1.945.735 1.252.532 468.645 77.883 146.675 –

Varejo 598.224 2.134 400 – 400 84.429 63.951 – 17.697 2.781 –

606 50.065 2.300.610 5.218 2.309.740 (14.348) 338.250 341.956 (3.706) 169.634 120.010 1.971 4.434 44.589 (1.370) 3.022 2.433 (446) 1.035 3.046.930 422.285 422.285 1.248.732 489.153 665.937 87.568 6.074 975.223 13.508 967.079 (5.364) 245.282 253.981 (8.699) 154.008 154.008 – 1.400 1.400 14.161 6.831 – 6.831 3.856 2.897 10.378 (9.419) 3.207 6.335 (3.128) 107 152 (45) 160 598 (438) 9.367.993

– – 2.081.041 197.476 1.907.508 (23.943) – – – 86.297 62.600 2.606 6.760 16.123 (1.792) 6.367 6.126 – 241 5.145.658 177.201 177.201 3.770.928 1.746.854 1.997.546 24.973 1.555 1.096.766 18.895 1.099.519 (21.648) – – – 100.763 108.390 (7.627) – – 691.364 687.201 680.370 6.831 3.722 2.897 13.414 (12.589) – – – 137 151 (14) 304 910 (606) 10.570.023

– – – – – – 489.319 495.401 (6.082) 19.044 – – 187 18.857 – 2.898 2.657 (403) 644 457.355 – – 43.874 30.349 – – 13.525 – – – – 378.110 388.850 (10.740) 32.343 32.343 – 3.028 3.028 8.115 – – – 71 – 638 (567) 8.038 13.651 (5.613) – – – 6 34 (28) 1.063.694

Total 5.465.251 1.726.373 18 764.750 961.605 2.502.168 2.502.168 259.912 9.663 246.385 3.864 35.520 35.520 179.891 179.891 526.052 385.352 140.700 102.386 102.386 132.949 576 23.947 18.926 24.351 9.773 55.376 2.753.541 998.832 269.285 729.547 668.373 407.817 259.878 678 980 980 581.210 279.692 301.518 246.946 246.946 257.200 – 186.840 70.360 106.652 1.042.549 446.000 410.080 35.920 57.917 538.600 32 9.367.993

Atacado 6.486.092 3.432.244 18 1.226.955 2.205.271 2.462.201 2.462.201 20.140 20.140 – – 120 120 89.679 89.679 302.842 155.908 146.934 68.176 68.176 110.690 747 17.884 18.143 13.362 8.308 52.246 2.576.828 1.355.494 53.347 1.302.147 – – – – 937 937 647.359 282.657 364.702 294.359 294.359 278.679 7.627 192.816 78.236 – 1.507.103 549.389 545.517 3.872 95.028 864.469 (1.783) 10.570.023

Varejo 315.209 36.466 – 36.466 – – – 91.391 – 59.189 32.202 – – – – – – – 2.113 2.113 185.239 – – 2.726 1.396 – 181.117 497.507 5.488 5.488 – 318.049 – 313.762 4.287 – – – – – 9.328 9.328 164.642 – 37.698 126.944 – 250.978 178.300 178.300 – – 72.678 – 1.063.694

2009 Eliminações (176.186) – (174.309) – (174.309) – – – – – – – – – – – – – – – (1.877) – (1.124) (458) (295) – – – – – (60.757) (58.835) (58.835) (1.922) (1.922) – – – – – – – – – – – – – – – (680.370) (680.370) (680.370) – – – – – – – – – – – – – – (917.313)

Total 5.155.039 10.109 431.677 326.065 105.612 2.030.164 1.316.483 468.645 95.580 149.456 – – – 2.081.041 197.476 1.907.508 (23.943) 489.319 495.401 (6.082) 103.464 62.600 1.482 6.489 34.685 (1.792) 9.265 8.783 (403) 885 5.542.256 118.366 118.366 3.812.880 1.775.281 1.997.546 24.973 15.080 1.096.766 18.895 1.099.519 (21.648) 378.110 388.850 (10.740) 133.106 140.733 (7.627) 3.028 3.028 19.109 6.831 – 6.831 3.793 2.897 14.052 (13.156) 8.038 13.651 (5.613) 137 151 (14) 310 944 (634) 10.716.404

Atacado 976.983 311.899 – 657.081 8.003 822.816 664.457 76.809 50.317 18.121 13.112 154.167 (23.852) 26.429 1 (47.364) (32.740) (1.523) 50.497 20.447 (39.599) 130.315 130.315 (11.215) (14.951) (8.205) 11.941

Varejo 182.916 – 155.801 27.115 – 124.070 53.377 – 9.021 61.414 258 58.846 (33.312) 4.379 4.666 (13.390) (17.371) (4.770) – 12.065 (18.891) 25.534 25.534 (6.049) (3.021) (2.153) (875)

– – – (58.129)

Total 984.623 287.433 112.951 577.180 7.059 780.589 630.893 74.005 51.492 33.016 (8.817) 204.034 (79.718) 28.080 2.771 (62.114) (56.494) (8.002) – 59.915 (43.874) 124.316 124.316 (26.356) (24.531) (10.773) 8.948 (9.768) (6.114) (2.709) (3.405) 82.078

2009 Eliminações (178.585) (174.309) – (174.309) – – – – – – – – – – – – – – – – (4.276) – – (3.523) (200) (457) (96) (60.757) (58.835) (58.835) – (1.922) – (1.922) – – – – – – – – – – – – 99.592 (777.563) (307.689) (307.689) – (38.187) (431.687) – (917.313) 2009 Eliminações (37.217) – – (37.217) – (37.217) (37.217) – – – – – (50.497) – – – – – (50.497) (10) 10 (50.497) (50.497) – – – –

(4.908) (2.755) (2.153) 114.192

(375) (375) – 19.110

– – – (50.497)

Total 1.122.682 311.899 155.801 646.979 8.003 909.669 680.617 76.809 59.338 79.535 13.370 213.013 (107.661) 30.808 4.667 (60.754) (50.111) (6.293) – 32.502 (58.480) 105.352 105.352 (17.264) (17.972) (10.358) 11.066 (6.022) (5.283) (3.130) (2.153) 76.783

– – (58.129)

1.815 1.815 83.893

(1.783) (1.783) 112.409

– – 19.110

– – (50.497)

(1.783) (1.783) 75.000

Total 6.622.716 3.294.401 18 1.089.112 2.205.271 2.462.201 2.462.201 111.531 20.140 59.189 32.202 120 120 89.679 89.679 302.842 155.908 146.934 70.289 70.289 291.653 747 17.884 17.346 14.558 7.851 233.267 3.013.578 1.302.147 – 1.302.147 316.127 – 311.840 4.287 937 937 647.359 282.657 364.702 303.687 303.687 443.321 7.627 230.514 205.180 99.592 980.518 420.000 416.128 3.872 56.841 505.460 (1.783) 10.716.404

72.310 9.768 82.078

70.761 6.022 76.783

73.909 9.984 83.893

69.118 5.882 75.000

(b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria Individual (*) Até 3 meses 1 ano a Acima de 3 meses a 1 ano 3 anos 3 anos Títulos Títulos do Tesouro Nacional 901.871 662.333 277.249 145.171 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 901.871 660.585 1.358 145.171 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – 126.083 – Notas do Tesouro Nacional - NTN – 1.748 149.808 – Ações de Companhias Abertas 12.383 – – – Cotas de Fundos de Investimento de Direitos Creditórios – – – – Debêntures – 42.322 15.756 – Certificados de Depósitos Bancários – 1.305 28 – Notas Promissórias – – – – Títulos da Dívida Agrária 346 2.228 335 – Títulos para Negociação 914.600 708.188 293.368 145.171 Títulos do Tesouro Nacional – 46 31.746 3.648 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – 31.746 3.648 Letras do Tesouro Nacional - LTN – 46 – – Debêntures – – – – Notas Promissórias – – – – Títulos Disponíveis para Venda – 46 31.746 3.648 Títulos do Tesouro Nacional 419.891 228.152 1.094.222 – Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – – – Letras do Tesouro Nacional - LTN 419.891 228.152 474.895 – Notas do Tesouro Nacional - NTN – – 619.327 – Debêntures – – 16.265 – Títulos Mantidos até o Vencimento 419.891 228.152 1.110.487 – Títulos e Valores Mobiliários 1.334.491 936.386 1.435.601 148.819 % Concentração por Prazo 34,6 24,3 37,2 3,9 (*) Inclui ações de companhias de capital aberto, sem data de vencimento.

Saldo em Saldo em 31/12/2010 31/12/2009 1.986.624 732.054 1.708.985 126.083 151.556 12.383

596.316 135.738 – 9

– 1.620 58.078 55.428 1.333 1.199 – 102.278 2.909 11.741 2.061.327 904.329 35.440 1.531.527 35.394 140.801 46 1.390.726 – 27.409 – 112.939 35.440 1.671.875 1.742.265 2.716.268 – 2.023.920 1.122.938 645.307 619.327 47.041 16.265 24.397 1.758.530 2.740.665 3.855.297 5.316.869 100,0 –

Ouvidoria: 0800-7220140 Consolidado 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em 3 anos 3 anos 31/12/2010 31/12/2009 298.730 183.353 2.080.876 814.445

(*) Até 3 meses Títulos 3 meses a 1 ano Títulos do Tesouro Nacional 909.154 689.639 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 909.154 687.891 22.839 183.353 1.803.237 678.707 Letras do Tesouro Nacional - LTN – – 126.083 – 126.083 135.738 Notas do Tesouro Nacional - NTN – 1.748 149.808 – 151.556 – Ações de Companhias Abertas 12.383 – – – 12.383 9 Cotas de Fundos de Investimento de Direitos Creditórios – – – – – 1.620 Cotas de Fundos de Investimento 1.962 – – – 1.962 1.851 Debêntures 199 42.322 15.756 – 58.277 55.609 Certificados de Depósitos Bancários – 2.390 28 – 2.418 2.186 Notas Promissórias – – – – – 102.278 Títulos da Dívida Agrária 346 2.228 335 – 2.909 11.741 Títulos para Negociação 924.044 736.579 314.849 183.353 2.158.825 989.739 Títulos do Tesouro Nacional – 46 31.746 3.648 35.440 1.531.527 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – 31.746 3.648 35.394 140.801 Letras do Tesouro Nacional - LTN – 46 – – 46 1.390.726 Cotas de Fundos de Investimento de Direitos Creditórios – – – – – 72.795 Cotas de Fundos de Investimento 45.830 – – – 45.830 41.796 Debêntures – – – – – 27.409 Notas Promissórias – – – – – 112.939 Títulos Disponíveis para Venda 45.830 46 31.746 3.648 81.270 1.786.466 Títulos do Tesouro Nacional 419.891 228.152 1.094.222 – 1.742.265 2.716.268 Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – – – – 2.023.920 Letras do Tesouro Nacional - LTN 419.891 228.152 474.895 – 1.122.938 645.307 Notas do Tesouro Nacional - NTN – – 619.327 – 619.327 47.041 Letras de Câmbio – 75.379 96.777 – 172.156 161.638 Debêntures – – 16.265 – 16.265 24.397 Títulos Mantidos até o Vencimento 419.891 303.531 1.207.264 – 1.930.686 2.902.303 Títulos e Valores Mobiliários 1.389.765 1.040.156 1.553.859 187.001 4.170.781 5.678.508 % Concentração por Prazo 33,3 24,9 37,3 4,5 100,0 – (*) Inclui ações de companhias de capital aberto, sem data de vencimento. Os títulos foram classificados nas categorias: - “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço e foi obtido principalmente através de coletas de preços de mercado, quando aplicável, as quais são comparadas com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O ajuste negativo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 158 (31/12/2009 R$ 864 ajuste positivo), e CONSOLIDADO ajuste negativo de R$ 165 (31/12/2009 R$ 846 ajuste positivo), obtido entre os valores de custo R$ 2.061.485 (31/12/2009 R$ 903.465) e CONSOLIDADO R$ 2.158.990 (31/12/2009 R$ 988.893) e de mercado R$ 2.061.327 (31/12/2009 R$ 904.329) e CONSOLIDADO R$ 2.158.825 (31/12/2009 R$ 989.739), foi registrado em conta adequada do resultado. b) O ajuste positivo dos Títulos Disponíveis para Venda, individual e CONSOLIDADO no montante de R$ 55 (31/12/2009 R$ 3.095 ajuste negativo), obtido entre os valores de custo R$ 35.385 (31/12/2009 R$ 1.674.970) e CONSOLIDADO R$ 81.215 (31/12/2009 R$ 1.789.561) e de mercado R$ 35.440 (31/12/2009 R$ 1.671.875) e CONSOLIDADO R$ 81.270 (31/12/2009 R$ 1.786.466), foi registrado em conta adequada do patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários. - “Títulos Mantidos até o Vencimento”: classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco em mantê-los até o vencimento, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais foram registrados no resultado do período. O valor de mercado desses títulos na data do balanço totalizava R$ 1.752.228 (31/12/2009 R$ 2.737.127) e CONSOLIDADO R$ 1.924.384 (31/12/2009 R$ 2.898.765). No exercício, o Banco alienou títulos públicos federais - NTN no montante de R$ 97.063 (2009 títulos públicos federais - LTN R$ 591.767) e, para recomposição desta carteira, adquiriu títulos públicos federais com prazos de vencimentos mais longos. Esta operação gerou um lucro de R$ 784 (2009 R$ 1.497), líquido de tributos. Em 2010, O Banco reclassificou títulos públicos federais - LFT da categoria “Mantidos até o vencimento” para a categoria “Negociação” no montante de R$ 1.528.082. Esta operação gerou um resultado negativo de R$ 41. Os títulos privados são custodiados na CETIP, os títulos públicos no Selic e as ações na CBLC. (05) OPERAÇÕES DE CRÉDITO (a) Composição da carteira de crédito Individual Consolidado Composição 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Empréstimos (1) 2.167.915 2.258.858 2.167.915 2.258.858 Financiamentos 1.124.192 962.463 1.124.192 962.463 Financiamentos Rurais 3.438 2.077 3.438 2.077 Adiantamentos s/Contratos de Câmbio (2) 99.223 44.877 99.223 44.877 Leasing (3) – – 595.937 883.968 Outros Créditos (4) 507 508 507 508 Total da Carteira 3.395.275 3.268.783 3.991.212 4.152.751 Adiantamento a Fornecedores – – – 283 Repasses Interfinanceiros 50.065 – 50.065 – Avais e Fianças Prestadas (5) 747.940 820.124 745.504 820.124 Outras Coobrigações (6) 4.542 36.488 – – Total Global 4.197.822 4.125.395 4.786.781 4.973.158 (1) Em 2008 foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos de capital de giro e nota de crédito de exportação no individual e no CONSOLIDADO também de operações de Leasing. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela resolução nº 3.533 do Banco Central do Brasil. Assim, por se tratar de cessões com coobrigação, os valores cedidos permaneceram registrados no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 80.060 (31/12/2009 R$ 109.119) e CONSOLIDADO R$ 80.060 (31/12/2009 R$ 403.507) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” - “Outras Obrigações Diversas” (vide nota explicativa nº 09 “a”) cujo saldo na data do balanço era de R$ 77.425 (31/12/2009 R$ 104.096) e CONSOLIDADO R$ 77.425 (31/12/2009 R$ 398.460). As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 11.554 (2009 R$ 18.121) e CONSOLIDADO R$ 33.016 (2009 R$ 79.535) e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações de venda ou de transferência de ativos financeiros”. Essas operações geraram resultado negativo no valor total de R$ 9.495 e CONSOLIDADO R$ 9.588 que estão sendo reconhecidos no resultado ao longo do prazo das operações. (2) Os adiantamentos sobre contratos de câmbio estão classificados no balanço como redução de “Outras Obrigações - Carteira de Câmbio”. (3) No CONSOLIDADO, as operações de Leasing estão demonstradas pelo método financeiro a valor presente dos contratos e não considera o valor residual dos bens das operações de leasing operacional R$ 3.207 (31/12/2009 R$ 8.038) e em 2009 o saldo de adiantamentos a fornecedores R$ 283. (4) Outros Créditos incluem rendas a receber sobre contratos de câmbio. (5) Avais e Fianças Prestadas estão registrados em contas de compensação. (6) Coobrigação assumida pela emissão e colocação privada de debêntures efetuada pela controlada Alfa Arrendamento Mercantil S.A. (b) Composição da carteira de crédito por setor de atividade: Individual Consolidado 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Setores de Atividade Valor % Valor % Valor % Valor % Setor Público 18.726 0,6 216.371 6,6 18.726 0,5 216.371 5,2 Setor Privado Rural 20.770 0,6 11.652 0,4 22.342 0,6 14.018 0,3 Indústria 1.606.837 47,3 1.541.385 47,2 1.685.658 42,2 1.666.361 40,2 Comércio 577.887 17,0 449.419 13,7 667.845 16,7 542.880 13,1 Intermediários Financeiros 143.971 4,2 153.153 4,7 144.748 3,6 154.529 3,7 Outros Serviços 1.023.916 30,2 889.089 27,2 1.144.339 28,7 1.067.687 25,7 Pessoas Físicas 3.168 0,1 7.714 0,2 307.554 7,7 490.905 11,8 Total da Carteira 3.395.275 100,0 3.268.783 100,0 3.991.212 100,0 4.152.751 100,0 (c) Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento: Individual Parcelas por 31/12/2010 31/12/2009 Faixas de VenVenVencimento A Vencer cidos Total % A Vencer cidos Total % Até 180 Dias 1.819.123 1.462 1.820.585 53,6 1.743.742 2.139 1.745.881 53,4 De 181 a 360 Dias 593.745 22 593.767 17,5 399.001 97 399.098 12,2 Acima de 360 Dias 980.482 – 980.482 28,9 1.113.141 22 1.113.163 34,1 Total Vincendas 3.393.350 1.484 3.394.834 100,0 3.255.884 2.258 3.258.142 99,7 Até 60 Dias – 436 436 – – 334 334 – De 61 a 180 Dias – 5 5 – – 614 614 – Acima de 180 Dias – – – – – 9.693 9.693 0,3 Total Vencidas – 441 441 – – 10.641 10.641 0,3 Total da Carteira 3.393.350 1.925 3.395.275 100,0 3.255.884 12.899 3.268.783 100,0 Consolidado Parcelas por 31/12/2010 31/12/2009 Faixas de VenVenVencimento A Vencer cidos Total % A Vencer cidos Total % Até 180 Dias 2.019.990 5.168 2.025.158 50,8 2.029.675 6.268 2.035.943 49,0 De 181 a 360 Dias 735.433 2.248 737.681 18,5 608.186 3.273 611.459 14,7 Acima de 360 Dias 1.222.191 2.998 1.225.189 30,7 1.484.453 7.010 1.491.463 35,9 Total Vincendas 3.977.614 10.414 3.988.028 100,0 4.122.314 16.551 4.138.865 99,6 Até 60 Dias – 1.276 1.276 – – 1.327 1.327 – De 61 a 180 Dias – 1.239 1.239 – – 2.111 2.111 0,1 Acima de 180 Dias – 669 669 – – 10.448 10.448 0,3 Total Vencidas – 3.184 3.184 – – 13.886 13.886 0,4 Total da Carteira 3.977.614 13.598 3.991.212 100,0 4.122.314 30.437 4.152.751 100,0 (d) Classificação da carteira de crédito por níveis de risco: A Resolução CMN nº 2682 de 21/12/1999 introduziu os critérios para a classificação das operações de crédito e para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os quais são baseados em sistemas de avaliação de risco de clientes/operações. A composição da carteira de crédito e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na referida Resolução, estão demonstrados a seguir: Individual 31/12/2010 31/12/2009 Saldo da Saldo da Carteira de Crédito Provisão Carteira de Crédito Provisão Níveis de (*) A VenMínima Con(*) A VenMínima ConRisco Vencer cidos Total Exigida tábil Vencer cidos Total Exigida tábil AA 1.594.335 – 1.594.335 – – 1.623.586 – 1.623.586 – – A 1.024.731 – 1.024.731 5.124 8.069 968.302 – 968.302 4.842 9.393 B 649.685 101 649.786 6.498 6.498 508.727 19 508.746 5.087 14.754 C 106.888 1.819 108.707 3.261 3.261 119.902 163 120.065 3.602 11.765 D 12.764 – 12.764 1.276 1.276 25.767 1.843 27.610 2.761 4.691 E 4.244 5 4.249 1.275 1.275 8.667 – 8.667 2.600 2.600 H 703 – 703 703 703 933 10.874 11.807 11.807 11.807 Total 3.393.350 1.925 3.395.275 18.137 21.082 3.255.884 12.899 3.268.783 30.699 55.010 Consolidado 31/12/2010 31/12/2009 Saldo da Saldo da Carteira de Crédito Provisão Carteira de Crédito Provisão Níveis de (*) A VenMínima Con(*) A VenMínima ConRisco Vencer cidos Total Exigida tábil Vencer cidos Total Exigida tábil AA 1.645.806 – 1.645.806 – – 1.710.251 – 1.710.251 – – A 1.477.528 – 1.477.528 7.388 11.884 1.601.332 – 1.601.332 8.007 14.141 B 715.317 1.961 717.278 7.173 7.173 621.199 3.005 624.204 6.242 16.599 C 119.252 3.571 122.823 3.685 3.685 147.734 3.541 151.275 4.538 12.701 D 13.509 781 14.290 1.429 1.429 27.159 4.099 31.258 3.126 5.056 E 4.419 712 5.131 1.539 1.539 11.955 2.167 14.122 4.237 4.237 F 166 580 746 373 373 492 1.263 1.755 877 877 G 186 501 687 481 481 249 859 1.108 775 775 H 1.431 5.492 6.923 6.923 6.923 1.943 15.503 17.446 17.446 17.446 Total 3.977.614 13.598 3.991.212 28.991 33.487 4.122.314 30.437 4.152.751 45.248 71.832 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. (e) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: A provisão atingiu o saldo de R$ 21.082 (31/12/2009 R$ 55.010) e CONSOLIDADO R$ 33.487 (31/12/2009 R$ 71.832), correspondente a 0,6% (31/12/2009 1,7%) CONSOLIDADO 0,8% (31/12/2009 1,7%) do total da carteira. Como consequência do bom desempenho da economia brasileira durante o ano de 2010, o risco de inadimplência na carteira de crédito do Banco diminuiu e, consequentemente, o valor da provisão constituída para fazer face a possíveis inadimplências reduziu em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o valor da provisão ficou ligeiramente superior ao mínimo exigido pela Resolução CMN nº 2.682/99. No decorrer do exercício foram amortizados créditos para prejuízo no montante de R$ 21.932 (2009 R$ 837) CONSOLIDADO R$ 29.865 (2009 R$ 4.302) e ocorreram recuperações no montante de R$ 1.370 (2009 R$ 840) CONSOLIDADO R$ 2.788 (2009 R$ 1.619). O saldo dos créditos renegociados, em 31/12/2010, era de R$ 11.941 (31/12/2009 R$ 30.256) e CONSOLIDADO R$ 27.443 (31/12/2009 R$ 38.355). A provisão constituída para estes créditos foi de R$ 357 (31/12/2009 R$ 3.719) e CONSOLIDADO R$ 2.008 (31/12/2009 R$ 5.115). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (06) CARTEIRA DE CÂMBIO Individual e Consolidado Outros Créditos Outras Obrigações Composição 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Câmbio Comprado a Liquidar 107.373 60.226 – – Câmbio Vendido a Liquidar – – 11.748 9.649 Direitos sobre Vendas de Câmbio 12.167 9.669 – – Obrigações por Compras de Câmbio – – 111.422 60.739 Adiantamentos Recebidos (37) (7.803) – – Adiantamentos s/Contratos de Câmbio – – (99.223) (44.877) Rendas a Receber 507 508 – – Total Global 120.010 62.600 23.947 25.511 As responsabilidades por Créditos Abertos para Importação no valor de R$ 86.576 (31/12/2009 R$ 24.385) estão registradas em contas de compensação.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 19

BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 -SEDE: SÃO ALAMEDA PAULO-SP SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (07) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Individual Consolidado Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Créditos Tributários (nota nº 8 “b”) 61.234 61.224 79.132 72.820 Opções por Incentivos Fiscais 2.829 2.829 8.844 8.843 Depósitos Judiciais 47.484 38.413 81.945 68.689 Tributos Antecipados 4.665 2.641 8.321 5.837 Devedores Diversos e Adiantamentos 4.892 3.962 20.355 19.229 Total 121.104 109.069 198.597 175.418 (08) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Individual (a) Demonstração do cálculo dos encargos 2010 2009 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 87.077 75.070 IR e CS às alíquotas de 25% e 15% , respectivamente (34.831) (30.028) Efeito das Adições e Exclusões no Cálculo dos Tributos: Juros sobre o Capital Próprio 9.175 8.582 Créditos Amortizados para Prejuizo (7.701) (165) Resultado Obtido com Derivativos não Liquidados (720) 7.684 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos (887) (616) Equivalência Patrimonial 15.570 14.885 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 13.572 (4.919) Outras Adições e Exclusões (2.113) (4.346) Total dos encargos devidos no exercício (7.935) (8.923) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 1.346 12.526 Obrigações Fiscais Diferidas 1.590 (1.890) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (4.999) 1.713 (b) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social Individual Saldos 31/12/2009 Constituição Realização 31/12/2010 Origem Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis 36.046 14.473 (8.877) 41.642 Provisão para Créditos de Liq. Duvidosa 21.724 14.377 (27.668) 8.433 Créditos Amortizados para Prejuizo 229 7.831 (130) 7.930 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos 1.312 5.510 (6.733) 89 Outros Créditos Tributários 1.913 4.551 (3.324) 3.140 Total 61.224 46.742 (46.732) 61.234 % sobre Patrimônio Líquido 6,24% 5,87% A Administração do Banco, estima que a realização destes créditos tributários ocorrerá em até 5 anos na seguinte proporção: 17,10% no primeiro ano, 18,69% no segundo ano, 18,91% no terceiro ano, 20,72% no quarto ano e 24,58% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários, calculados com base na taxa Selic é de R$ 44.807 (31/12/2009 R$ 47.644). Na data do balanço os créditos tributários não ativados totalizaram R$ zero (31/12/2009 R$ 6.116). (09) DEPÓSITOS E CAPTAÇÕES (a) Composição dos Recursos Captados Individual Consolidado Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Depósitos à Vista 18 18 18 18 Depósitos Interfinanceiros 1.554.801 1.280.302 1.034.035 1.089.112 Depósitos a Prazo 1.691.152 3.507.418 1.691.152 3.507.418 Total de Depósitos 3.245.971 4.787.738 2.725.205 4.596.548 Captações no Mercado Aberto 2.502.168 2.462.201 2.502.168 2.462.201 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 417.480 20.140 928.285 427.658 Obrigações por Repasses - País 1.107.262 950.201 1.107.262 950.201 Obrigações por Empréstimos no Exterior 180.871 90.616 180.871 90.616 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 77.425 104.096 77.425 398.460 Box de Opções Flexíveis 324.184 355.278 324.184 355.278 Total - Recursos Captados 7.855.361 8.770.270 7.845.400 9.280.962 (b) Composição de Recursos Captados por Prazos de Vencimento Individual Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total Títulos meses (*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros (a) 1.008.353 211.173 335.275 – 1.554.801 Depósitos a Prazo (b) 287.410 674.195 636.529 93.018 1.691.152 Total de Depósitos 1.295.781 885.368 971.804 93.018 3.245.971 Captações no Mercado Aberto 2.502.168 – – – 2.502.168 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) 5.056 4.607 404.697 3.120 417.480 Obrigações por Repasses (d, e) 72.287 453.765 446.194 135.016 1.107.262 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 52.018 127.873 980 – 180.871 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 11.151 13.112 53.162 – 77.425 Box de Opções Flexíveis (g) 12.920 76.717 234.547 – 324.184 Total de Captações 3.951.381 1.561.442 2.111.384 231.154 7.855.361 % Concentração por Prazo 50,3% 19,9% 26,9% 2,9% 100,0% Individual Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses(*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2009 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros (a) 635.847 591.108 30.746 22.601 1.280.302 Depósitos a Prazo (b) 240.392 1.964.879 1.009.655 292.492 3.507.418 Total de Depósitos 876.257 2.555.987 1.040.401 315.093 4.787.738 Captações no Mercado Aberto 2.462.201 – – – 2.462.201 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) 12.656 7.484 – – 20.140 Obrigações por Repasses (d, e) 85.870 216.972 434.981 212.378 950.201 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 47.836 41.843 937 – 90.616 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 16.234 15.937 71.925 – 104.096 Box de Opções Flexíveis (g) 15.429 51.663 204.022 84.164 355.278 Total de Captações 3.516.483 2.889.886 1.752.266 611.635 8.770.270 % Concentração por Prazo 40,1% 33,0% 20,0% 6,9% 100,0% Consolidado Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses (*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros(a) 553.970 210.780 269.285 – 1.034.035 Depósitos a Prazo (b) 287.410 674.195 636.529 93.018 1.691.152 Total de Depósitos 841.398 884.975 905.814 93.018 2.725.205 Captações no Mercado Aberto 2.502.168 – – – 2.502.168 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) 35.781 224.131 659.134 9.239 928.285 Obrigações por Repasses (d, e) 72.287 453.765 446.194 135.016 1.107.262 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 52.018 127.873 980 – 180.871 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 11.151 13.112 53.162 – 77.425 Box de Opções Flexíveis (g) 12.920 76.717 234.547 – 324.184 Total de Captações 3.527.723 1.780.573 2.299.831 237.273 7.845.400 % Concentração por Prazo 45,0% 22,7% 29,3% 3,0% 100,0% Consolidado Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total meses (*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2009 Títulos Depósitos à Vista 18 – – – 18 Depósitos Interfinanceiros(a) 498.004 591.108 – – 1.089.112 Depósitos a Prazo (b) 240.392 1.964.879 1.009.655 292.492 3.507.418 Total de Depósitos 738.414 2.555.987 1.009.655 292.492 4.596.548 Captações no Mercado Aberto 2.462.201 – – – 2.462.201 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (c) 58.389 53.142 308.543 7.584 427.658 Obrigações por Repasses (d, e) 85.870 216.972 434.981 212.378 950.201 Obrigações por Empréstimos no Exterior (f) 47.836 41.843 937 – 90.616 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 70.442 133.372 187.084 7.562 398.460 Box de Opções Flexíveis (g) 15.429 51.663 204.022 84.164 355.278 Total de Captações 3.478.581 3.052.979 2.145.222 604.180 9.280.962 % Concentração por Prazo 37,5% 32,9% 23,1% 6,5% 100,0% (*) Inclui depósitos à vista, sem data de vencimento. (c) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Em 31 de dezembro de 2010, os recursos captados no País e no Exterior para repasses a clientes possuíam as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros, com vencimentos até 09/04/2013 à taxa pré-fixada de 10,40% a.a. até 10,64% a.a. e pós-fixada indexado de 99,00% até 110,70% do CDI, no CONSOLIDADO Depósitos Interfinanceiros, com vencimentos até 13/02/2013 à taxa pré-fixada de 10,40% a.a. até 10,64% a.a. e pós-fixada indexado de 99,00% até 110,70% do CDI; b) Depósitos a Prazo, no individual e CONSOLIDADO, com vencimentos até 18/12/2015 à taxa pré-fixada de 10,54% até 14,29% a.a. e pós-fixada indexado à taxas que variam de 97,50% a 112,00% do CDI; c) Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares com vencimentos até 02/01/2014 à taxa prefixada de 12,42% até 13,50% a.a. e à taxas pós-fixada indexada que variam de 90,00% a 111,00% do CDI, no CONSOLIDADO Letras de Arrendamento Mercantil com vencimentos até 01/12/2015 à taxa pré-fixada de 10,70% até 13,26% a.a., à taxa pós-fixada indexado que variam de 95,00% a 110,00% do CDI e também que variam de 100,00% da Selic mais taxa prefixada que variam de 1,96% até 1,98% a.a.; Debêntures simples para colocação privada, não conversíveis em ações, no valor nominal de R$ 3.650, com vencimento até 18/01/2012 à taxa pós-fixada indexada às taxas que variam de 104,00% a 105,00% do CDI ; d) Operações de BNDES, com vencimentos até 16/10/2017 à taxa pré-fixada de até 6,0% a.a. e pós-fixada até 4,5% a.a. mais TJLP; e) Operações de FINAME, com vencimentos até 15/10/2020 à taxa pré-fixada de até 10,7842% a.a. e pós-fixada até 4,0% a.a. mais TJLP; f) Recursos captados no mercado internacional (inclui Resolução 2.770), com vencimentos até 19/04/2013 indexado à taxa libor acrescido de spread de 3,34% a.a.. g) Box de Opções Flexíveis com vencimentos até 27/11/2013 à taxa pré-fixada de 5,33% até 13,90% a.a.. Os depósitos a prazo e os contratos de Box de Opções Flexíveis foram classificados de acordo com seus vencimentos contratuais e incluem o montante de R$ 1.531.545 (31/12/2009 R$ 2.871.373) e de R$ 143.961 (31/12/2009 R$ 256.731) respectivamente, referentes às captações com compromisso de liquidez que podem ser resgatados antecipadamente pelos clientes, todos registrados na Cetip S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. (10) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Individual Consolidado Fiscais e Cíveis e Fiscais e Cíveis e PrevidenTrabaPrevidenTrabaciárias lhistas Total ciárias lhistas Total Movimentação Saldo Final em 31/12/2009 150.514 6.133 156.647 202.977 7.510 210.487 (+) Complemento e Atualização de Provisão 18.397 4.566 22.963 25.102 8.169 33.271 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (*) (33.272) (245) (33.517) (46.005) (845) (46.850) Saldo Final em 31/12/2010 135.639 10.454 146.093 182.074 14.834 196.908 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) o alargamento da base de cálculo da COFINS determinado pela Lei nº 9.718/98, (ii) a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996, (iii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96, e (iv) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) O Banco possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, conforme Deliberação CVM nº 594, de 15/09/2009, com destaque para o ISS - Instituições Bancárias. Trata-se de autos de infração no montante de R$ 14.155 CONSOLIDADO R$ 14.808 lavrados pela Prefeitura de São Paulo para a cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis, sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas”. No exercício a provisão foi reforçada,tendo em vista a expectativa do aumento de contingências trabalhistas. (d) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas analises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (*) Basicamente, a reversão refere-se ao trânsito em julgado favorável de processos tributários. No CONSOLIDADO a reversão refere-se basicamente ao trânsito em julgado favorável de processos tributários e adesão de Controlada à anistia fiscal. (11) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (a) Capital Social: Dividido em 53.948.999 ações ordinárias e 36.275.493 ações preferenciais, sem valor nominal. É assegurado às ações preferenciais, que não possuem direito de voto, um dividendo mínimo de 6% a.a. sobre a parte e respectivo valor do capital que essas ações representam. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 15/04/2010, homologada pelo Banco Central do Brasil em 14/06/2010, aprovou o aumento do capital social para R$ 446.000 mediante incorporação de reservas de lucros. (b) Dividendos: O Estatuto Social prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre capital próprio, conforme previsto no artigo 35 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995. Os juros sobre capital próprio propostos e/ou pagos nos exercícios de 2010 e 2009 estão

demonstrados abaixo: 31/12/2010 31/12/2009 Demonstrativo Lucro Líquido do Exercício 82.078 76.783 (–) Reserva legal (4.104) (3.839) Lucro Líquido Ajustado 77.974 72.944 Juros sobre o Capital Próprio - Valor Bruto 22.938 21.456 (–) Imposto de Renda na Fonte - 15% (3.441) (3.218) Juros sobre o Capital Próprio - Valor Líquido 19.497 18.238 % sobre o Lucro Líquido Ajustado 25% 25% Os juros sobre o capital próprio totalizaram no ano R$ 22.938 (2009 R$ 21.456), correspondendo aos valores brutos de R$ 190,51 (2009 R$ 176,75) e R$ 348,98 (2009 R$ 328,62) por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Foram pagos juros sobre capital próprio referentes ao primeiro semestre no montante de R$ 13.140 (2009 R$ 11.649), correspondendo aos valores brutos de R$ 126,23 (2009 R$ 105,45) e R$ 174,49 (2009 R$ 164,31)por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Para o segundo semestre foi aprovado o valor de R$ 9.798 (2009 R$ 9.807), correspondente aos valores brutos de R$ 64,28 (2009 R$ 71,30) e R$ 174,49 (2009 R$ 164,31) por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda na fonte, quando aplicável. A adoção do pagamento desses juros sobre capital próprio aumentou o resultado do Banco em aproximadamente R$ 9.175 (2009 R$ 8.582), face ao benefício fiscal obtido. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) Reserva de Capital e Reserva de Lucros: A reserva de capital é representada pelas reservas de incentivos fiscais R$ 29.751 (31/12/2009 R$ 29.751), de atualização de títulos patrimoniais R$ 4.255 (31/12/2009 R$ 4.255), de correção monetária especial da Lei nº 8.200/91 R$ 14.764 (31/12/2009 R$ 14.764) e dividendos não reclamados R$ 9.147 (31/12/2009 R$ 8.071). A reserva de lucros é composta pelas reservas legal R$ 64.692 (31/12/2009 R$ 60.588), estatutárias R$ 439.464 (31/12/2009 R$ 410.428) e lucros a realizar R$ 34.444 (31/12/2009 R$ 34.444). A reserva estatutária é composta pelas reservas para aumento de capital R$ 348.208 (31/12/2009 R$ 324.675) e especial para dividendos R$ 91.256 (31/12/2009 R$ 85.753). A realização da Reserva de Lucros a Realizar ocorre na medida em que as reservas de lucros nas controladas forem efetivamente realizadas ou distribuídas. No exercício não foi realizada a parcela de reserva de lucros a realizar em conformidade com a Lei nº 6.404/76, com alterações introduzidas pela Lei nº 10.303/01, tendo em vista que sua controlada BRI Participações Ltda. não distribuiu efetivamente parcela de seus lucros. (12) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas controladas e ligadas a taxas e valores médios praticados com terceiros. 31/12/2010 31/12/2009 Ativos Receitas Ativos Receitas Operações (Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas) Disponibilidades 323 – 1.620 – Operações Compromissadas (1) 7.403 2.433 104.003 4.446 Depósitos Interfinanceiros (1) (83.227) (2.110) (367.231) (7.022) Certificado de Depósito Bancário (1) – (17.137) (920.591) (93.893) Operações SWAP (1) 9 8 – 3 Operações na BMFBovespa S/A (1) (2.002) – 264 – Juros sobre o Capital Próprio (1) 2.632 6.736 1.322 2.835 Ressarcimento de Custos (2) 357 – 346 – Garantias Prestadas (vide nota 05 “a”) – 5 – 10 Prestação de Serviços (3) – (7.202) – (6.526) Aquisição de Ativos Financeiros 122.942 9.806 30.442 3.704 (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo o Banco e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas pelo mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à sub-locação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia e Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 3.661 (2009 R$ 3.331) e consultoria contábil R$ 188 (2009 R$ 89), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 1.097 (2009 R$ 1.235) e auditoria interna R$ 455 (2009 R$ 267). Metro Dados Ltda., sendo: tecnologia R$ 1.150 (2009 R$ 983), Instituto Alfa de Cultura R$ 49 (2009 R$ 143) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo: transporte aéreo R$ 287 (2009 R$ 344). (4) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho de Administração e Diretoria. Em 2010 e 2009, foi fixada em média mensal, a remuneração global no montante de até R$ 520, livre do Imposto de Renda na Fonte. (4.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: No exercício o montante de R$ 10.520 (2009 R$ 8.374) sendo: Remuneração R$ 7.595 (2009 R$ 6.631) e Participação no Resultado R$ 2.925 (2009 R$ 1.743). O Banco não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. (4.2) Conforme legislação em vigor, o Banco não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; - Dessa forma, não são efetuados pelo Banco empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. (5) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem em conjunto a seguinte participação acionária em 31 de dezembro de 2010: Preferenciais 21,329% e do total de 8,576% e Ordinárias 3,139% e do total 1,877%. (13) GERENCIAMENTO DE RISCO O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para o Banco. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades do Banco são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado - O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria do Banco. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de lâmbda de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. As informações para elaboração das curvas de mercado são obtidas através da tabela de taxas médias divulgada diariamente pela BM&FBOVESPA S.A. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490 de 29/08/2007. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco de Liquidez - O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado diariamente para atendimento à Resolução do Banco Central do Brasil nº 2.804 de 21/12/2000, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Risco de Crédito - É a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: a) Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sob posições de empréstimos, ativos financeiros e ou seus respectivos instrumentos derivativos. b) Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. c) De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º da Resolução nº 3.721 do Banco Central do Brasil de 30/04/2009, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que, este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco Operacional - A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380 de 29/06/2006, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. (14) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, o Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos tanto para atender as necessidades de seus clientes como na execução de sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para o Banco e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos com os clientes é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para o Banco. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 31/12/2010 eram relacionados a taxas prefixadas e taxas de câmbio e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros, a termo, opções e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas prefixadas, mercado interfinanceiro (DI), variação cambial ou índice de preços e correspondiam somente a operações para proteção patrimonial. Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. Individual 31/12/2010 31/12/2009 Contratos Custo Referência Mercado Custo Referência Mercado Pré 144.490 169.298 169.355 249.112 269.180 269.642 Mercado Interfinanceiro 99.725 106.997 106.996 16.519 18.271 18.271 Moeda Estrangeira 6.805 6.697 6.691 16.000 16.630 17.395 Índices 3.670 3.851 3.799 12.000 12.812 12.938 Posição Ativa 254.690 286.843 286.841 293.631 316.893 318.246 Pré 100.530 108.982 109.114 12.879 15.051 15.469 Mercado Interfinanceiro 154.160 186.438 186.438 277.112 304.225 304.225 Moeda Estrangeira – – – 3.640 3.797 3.867 Posição Passiva 254.690 295.420 295.552 293.631 323.073 323.561 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (8.577) (8.711) – (6.180) (5.315) Prêmio de Opções - Ações/Futuro (191) (191) (165) – – – Contratos a Termo a receber Vendas de Ações 2.901 2.902 2.901 142.980 146.067 146.288 Box de Opções Flexíveis Prêmios recebidos (288.679) (324.184) (324.184) (325.921) (355.278) (355.278) Non Deliverable Forward - NDF Posições Ativas 805 821 819 – – – Posições Passivas 805 799 798 – – – Exposição Líquida - NDF – 22 21 – – – Total (330.138) (214.305) Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo 3.628 146.675 Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo 12 1.555 Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo (93.161) (68.176) Passivo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo (240.617) (294.359) Contratos Futuros Compromissos de Compra - DDI – – – 870 870 870 Compromissos de Venda - DDI (9.002) (9.002) (9.002) (15.341) (15.341) (15.341) Compromissos de Compra - DI 704.360 704.360 704.360 – – – Compromissos de Venda - DI (153.896) (153.896) (153.896) (553.543) (553.543) (553.543) Compromissos de Compra - Dólar 4.175 4.175 4.175 – – – Compromissos de Compra - Índices 350 350 350 – – – Compromissos de Venda - Índices (350) (350) (350) – – – Contratos Futuros 545.637 545.637 545.637 (568.014) (568.014) (568.014)

Ouvidoria: 0800-7220140 Consolidado

31/12/2010 31/12/2009 Custo Referência Mercado Custo Referência Mercado Contratos Pré 249.092 312.433 315.636 384.012 429.284 437.994 Mercado Interfinanceiro 470.634 534.983 534.983 246.969 276.499 276.499 Moeda Estrangeira 6.805 6.697 6.691 16.000 16.630 17.395 Índices 3.670 3.851 3.799 12.000 12.812 12.938 Posição Ativa 730.201 857.964 861.109 658.981 735.225 744.826 Pré 471.439 551.400 552.655 243.329 280.173 284.715 Mercado Interfinanceiro 258.762 316.181 316.181 412.012 456.694 456.694 Moeda Estrangeira – – – 3.640 3.797 3.867 Posição Passiva 730.201 867.581 868.836 658.981 740.664 745.276 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (9.617) (7.727) – (5.439) (450) Prêmio de Opções - Ações/Futuro (191) (191) (165) – – – Contratos a Termo a receber Vendas de Ações 2.901 2.902 2.901 142.980 146.067 146.288 Box de Opções Flexíveis Prêmios Recebidos (288.679) (324.184) (324.184) (325.921) (355.278) (355.278) Non Deliverable Forward - NDF Posições Ativas 805 821 819 – – – Posições Passivas 805 799 798 – – – Exposição Líquida - NDF – 22 21 – – – Total (329.154) (209.440) Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo 14.104 149.456 Ativo - Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo 6.074 15.080 Passivo -Instrumentos Financeiros Derivativos - Curto Prazo (102.386) (70.289) Passivo -Instrumentos Financeiros Derivativos - Longo Prazo (246.946) (303.687) Compromissos de Compra - DDI – – – 870 870 870 Compromissos de Venda - DDI (9.002) (9.002) (9.002) (15.341) (15.341) (15.341) Compromissos de Compra - DI 704.360 704.360 704.360 – – – Compromissos de Venda - DI (153.896) (153.896) (153.896) (771.232) (771.232) (771.232) Compromissos de Compra - Dólar 4.175 4.175 4.175 – – – Compromissos de Compra - Índices 350 350 350 – – – Compromissos de Venda - Índices (350) (350) (350) – – – Contratos Futuros 545.637 545.637 545.637 (785.703) (785.703) (785.703) O valor total das margens dadas em garantia era de R$ 88.958 (31/12/2009 R$ 64.940) CONSOLIDADO R$ 145.001 (31/12/2009 R$ 120.553) e estava basicamente composto por Títulos do Tesouro Nacional R$ 88.958 (31/12/2009 R$ 54.545) CONSOLIDADO R$ 145.001 (31/12/2009 R$ 110.158). Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: Individual 31/12/2010 31/12/2009 Ativo Passivo Ativo Passivo Saldo a Receber Saldo a Pagar Saldo a Receber Saldo a Pagar Operações De Swaps 624 9.335 1.942 7.257 De Vendas a Termo 2.901 – 146.288 – Opções 94 259 – – Box de Opções Flexíveis – 324.184 – 355.278 Non Deliverable Forward 21 – – – Total 3.640 333.778 148.230 362.535 Consolidado 31/12/2010 31/12/2009 Ativo Passivo Ativo Passivo Operações Saldo a Receber Saldo a Pagar Saldo a Receber Saldo a Pagar De Swaps 17.162 24.889 18.248 18.698 De Vendas a Termo 2.901 – 146.288 – Opções 94 259 – – Box de Opções Flexíveis – 324.184 – 355.278 Non Deliverable Forward 21 – – – Total 20.178 349.332 164.536 373.976 Os seguintes resultados foram registrados sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 2010 2009 Individual Consolidado Individual Consolidado Operações De Swaps (6.944) (10.428) (15.232) (14.503) De Vendas a Termo 7.439 7.439 5.394 5.394 Futuro (19.123) (19.702) 24.074 14.324 Opções 1.456 1.456 – – Box de Opções Flexíveis (30.289) (30.289) (36.380) (36.380) Non Deliverable Forward 33 33 (28.173) (28.173) Total (47.428) (51.491) (50.317) (59.338) O total do ajuste, de marcação a mercado, registrado no resultado foi de: 31/12/2010 31/12/2009 Individual Consolidado Individual Consolidado Operações De Swaps (999) (3.099) 409 235 De Vendas a Termo (222) (222) 220 220 Opções 26 26 (41) (41) Non Deliverable Forward (1) (1) 2.098 2.098 Total (1.196) (3.296) 2.686 2.512 Os instrumentos financeiros derivativos registrados possuíam os seguintes vencimentos: Individual 31/12/2010 31/12/2009 Até De 91 De 181 Acima Até De 91 De 181 Acima 90 a 180 a 360 de 360 90 a 180 a 360 de 360 Dias Dias Dias Dias Total Dias Dias Dias Dias Total Swap (1.024) (886) (743) (6.058) (8.711) (23) (598) (76) (4.618) (5.315) Opções (165) – – – (165) – – – – – Termo 2.901 – – – 2.901 65.095 78.818 2.375 – 146.288 Box de Opções (12.920) (5.389) (71.328) (234.547) (324.184) (15.429) (43.231) (8.432) (288.186) (355.278) NDF 16 5 – – 21 – – – – – Total (11.192) (6.270) (72.071) (240.605) (330.138) 49.643 34.989 (6.133) (292.804) (214.305) Consolidado 31/12/2010 31/12/2009 Até De 91 De 181 Acima Até De 91 De 181 Acima 90 a 180 a 360 de 360 90 a 180 a 360 de 360 Dias Dias Dias Dias Total Dias Dias Dias Dias Total Swap (771) (371) (260) (6.325) (7.727) (23) (510) 504 (421) (450) Opções (165) – – – (165) – – – – – Termo 2.901 – – – 2.901 65.095 78.818 2.375 – 146.288 Box de Opções (12.920) (5.389) (71.328) (234.547) (324.184) (15.429) (43.231) (8.432) (288.186) (355.278) NDF 16 5 – – 21 – – – – – Total (10.939) (5.755) (71.588) (240.872) (329.154) 49.643 35.077 (5.553) (288.607) (209.440) Contabilidade de Hedge: Em nossa controlada Alfa Arrendamento Mercantil, foi procedida avaliação a valor de mercado de parte da carteira de leasing com as correspondentes operações de contratos de futuro e swap, designadas instrumentos de “hedge”, em conformidade com a Circular BACEN nº 3.082 de 30/01/2002. A avaliação desses ativos com as operações de contratos de futuro e swap na data do balanço gerou um ajuste positivo não realizado no montante de R$ 1.966 (2009 R$ 2.220 positivo), líquido de tributos, conforme demonstramos a seguir: Contratos Efeito do Ajuste de Futuro a Vr. Mercado Ativos de Crédito (*) Operações de Swap Líquido Valor de Valor Ajuste Ajuste Valor de Valor de Ajuste de Mercado Contábil Positivo Negativo Mercado Referência Positivo Bruto Impostos 270.884 256.690 14.194 (11.301) 272.870 273.413 543 3.436 1.966 Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescida dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. A avaliação dos ativos de crédito gerou ajuste positivo de R$ 14.194, o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos - Diversos”, em contrapartida de adequada conta no resultado do período de operações de arrendamento mercantil. (*) Refere-se a ajuste acumulado de operações de futuro liquidadas. Análise de Sensibilidade: Em conformidade com o a Instrução CVM nº 475, de 17/12/2008, o Banco realiza análises de sensibilidade de suas operações que possam expô-lo a riscos oriundos da volatilidade de fatores de riscos de mercado, a qual poderá gerar prejuízos materiais para suas operações e/ou fluxos de caixa. O quadro disposto abaixo traz valores das exposições em análise, bem como os testes de sensibilidade das mesmas, considerando-se três cenários de estresse possíveis: a) situação de estresse determinada pelo Banco e aprovado em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM), conforme a metodologia descrita na nota sobre Risco de Mercado; b) situação de estresse considerada pelo Banco com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada e; c) situação de estresse considerada pelo Banco com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c” abaixo, estão sendo apresentados por exigência da Instrução CVM nº 475, entretanto, referem-se a cenários que a administração do Banco não acredita que possam ocorrer. 31/12/2010 Individual Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% MTM - Exposição Cenário (a) Cenário (b) Cenário (c) Exposição Prefixado 2.332.918 (28.727) (51.992) (100.875) Índice de Preços 173.023 (4.244) (4.829) (9.447) Variação Cambial 5.310 (620) (1.327) (2.654) Cupom Cambial 1.859 (438) (465) (930) 31/12/2010 Consolidado Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% Exposição MTM - Exposição Cenário (a) Cenário (b) Cenário (c) Prefixado 2.587.714 (31.741) (57.335) (111.204) Índice de Preços 173.023 (4.244) (4.829) (9.447) Variação Cambial 5.310 (620) (1.327) (2.654) Cupom Cambial 1.859 (438) (465) (930) 31/12/2009 Individual Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% Exposição MTM - Exposição Cenário (a) Cenário (b) Cenário (c) Prefixado 2.486.738 (25.061) (54.982) (106.799) Índice de Preços 82.125 (1.602) (1.676) (3.265) Variação Cambial (6.321) (1.287) (1.580) (3.160) Cupom Cambial (813) (675) (203) (406) 31/12/2009 Consolidado Estresse - Alfa Deterioração de 25% Deterioração de 50% Exposição MTM - Exposição Cenário (a) Cenário (b) Cenário (c) Prefixado 2.688.829 (27.228) (59.053) (114.661) Índice de Preços 82.690 (1.602) (1.680) (3.272) Variação Cambial (6.321) (1.287) (1.580) (3.160) Cupom Cambial (813) (675) (203) (406) Considerou para a análise apresentada acima, a exposição líquida das operações (posições ativas menos posições passivas), ressaltando que estão incluídas todas as posições de derivativos contratadas. (15) OUTRAS INFORMAÇÕES (a) Outros Valores e Bens - Composto por valores recebidos em dação em pagamento. (b) Outros Investimentos - CONSOLIDADO basicamente composto por ações da empresa BM&FBOVESPA S.A. (c) Outras Obrigações - Diversas Individual Consolidado Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 12.573 9.115 18.380 12.512 Contingência Trabalhista e Cível (vide nota 10) 10.454 6.133 14.834 7.510 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 77.425 104.096 77.425 398.460 Credores Diversos 5.995 8.150 10.360 9.936 Obrigações por Aquisição de Bens e Direito – – – 213 Receitas de Exercícios Futuros – – 4.737 9.816 Total 106.447 127.494 125.736 438.447 (d) Outras Receitas Operacionais Individual Consolidado Composto por: 2010 2009 2010 2009 Atualização de Tributos a Compensar e Depósitos Judiciais 241 86 347 226 Crédito Decorrente de Ação Judicial da CPMF com Transitado em Julgado Favorável – – 15.284 – Dividendos e Juros sobre o Capital Recebidos ou Declarados de Investimentos Avaliados pelo Método de Custo 67 40 2.811 1.619 Transferência de Ativos não de Crédito – 188 – 903 Reversão de Provisões Operacionais (*) 33.590 3.113 38.722 9.062 Benefício Fiscal (Programa REFIS IV) – 6.497 1.178 14.470 Valorização de Aluguel de Ações 187 – 187 – Honorários de Sucumbência – – – 680 Lucro na Alienação Investimentos – – 401 4.599 Lucro na Alienação de Bens – – 838 711 Outras 35 28 147 232 Total 34.120 9.952 59.915 32.502 (*) Vide nota explicativa nº 10.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

20 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 23 de março de 2011

BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A. C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 - CARTA PATENTE Nº 1461/1966 C.N.P.J. 60.770.336/0001-65 CARTA PATENTE Nº 1461/1966 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 -SEDE: SÃO ALAMEDA PAULO-SP SANTOS, 466 - SÃO PAULO-SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO Ouvidoria: 0800-7220140

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (e) Outras Despesas Operacionais

(16) PARTICIPAÇÕES EM CONTROLADAS

Individual Consolidado 2010 2009 2010 2009 Composto por: Atualização de Tributos e Complemento para Provisão para Contingências Fiscais, Trabalhistas e Cíveis 22.124 21.074 27.897 28.326 Processos Operacionais 1.540 3.382 4.421 5.334 Despesas com Créditos Inadimplentes 227 168 908 957 Despesas de Intermediação/Equalização de Contratos 4.952 2.624 5.884 3.212 Tributos Recolhidos (Programa REFIS IV) – 4.782 – 19.227 Prejuízo na Alienação de Bens – – 1.211 1.419 Despesas com Alocação de Contratos Cedidos – – 3.553 5 Total 28.843 32.030 43.874 58.480 (f) Resultado não Operacional: composto basicamente por renda de aluguel e lucros obtidos na venda de bens e investimentos. Em 2009, composto também por receitas com honorários de sucumbência R$ 680 e por lucros não recorrentes obtidos na alienação de ações da Cetip S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos classificadas no ativo permanente no montante de R$ 2.579. (g) O Banco administra e faz a gestão de Fundos de Investimento de Renda Fixa, de Ações e Multimercado, além de Carteiras Administradas de Particulares, cujos patrimônios líquidos na data do balanço totalizavam R$ 4.262.966 (31/12/2009 R$ 5.017.420). (h) O Banco tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (i) Em atendimento à Deliberação CVM nº 600/09 informamos que o Banco e suas controladas não mantém planos de remuneração em ações (stock options) e outros benefícios de pós-emprego a seus empregados. (j) Adesão à Anistia Fiscal concedida pela Lei nº 11.941/09 (REFIS IV): Com base na opinião de assessores legais bem como posicionamento dos Tribunais e esferas de julgamento administrativas, e considerando as reduções nos valores dos juros, multas e encargos legais concedidos por essa Lei, o Banco promoveu o pagamento à vista de alguns débitos cuja probabilidade de sucesso recente não vinha se mostrando tão consistente. Os efeitos da adesão a essa anistia fiscal no resultado estão demonstrados a seguir: 2010 (*) 2009 Consolidado Individual Consolidado - Reversão de Provisões 710 3.044 (1.902) - Crédito Tributário (874) (2.004) (2.765) - Imposto de Renda e Contribuição Social 977 2.601 8.988 - Efeito Líquido no Resultado 813 3.641 4.321 (*) Refere-se à adesão da controlada Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. à anistia em relação à Cofins. (k) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 19,91% (2009 20,20%) ao final do exercício demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das Instituições Financeiras que integram um Conglomerado. Parcelas 31/12/2010 Parcela PEPR 868.919 Parcela PCAM 3.122 Parcela PJUR[1] 2.034 Parcela PJUR[2] 109 Parcela PJUR[3] 7.136 Parcela PJUR[4] 49 Parcela PCOM – Parcela PACS 1.479 Parcela POPR 73.902 Parcela Adicional PRE BC – Parcela RBAN 7.234 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 956.750 Patrimônio de Referência (PR) 1.731.852 Excesso de Recursos Aplicados no Ativo Permanente Patrimônio de Referência para Limite de Compatibilização 1.731.852 Margem ou Insuficiência 767.868 Índice de Basiléia - em 31/12/2009 20,20% - em 31/12/2010 19,91%

Alfa Alfa Corretora BRI Arrendade Câmbio Particimento e Valores pações Mercantil (a) Mobiliários Ltda. (b) Total • Capital Social 178.300 112.000 26.868 • Patrimônio Líquido Ajustado 265.954 262.442 299.076 • Lucro do Período 22.489 24.107 21.066 • Quantidade de Ações Ordinárias Possuídas 10.416.839 5.651.072 – • Quantidade de Ações Preferênciais Possuídas 985.392 3.998.045 – • Quantidade de Cotas Possuídas – – 26.744.827 • % de Participação 55,661 60,307 99,543 • Resultado da Avaliação Exercício/2010 10.183 14.506 20.970 45.659 Exercício/2009 9.704 10.206 20.137 40.047 • Valor Contábil do Investimento Em 31/12/2010 148.033 158.271 297.709 604.013 Em 31/12/2009 141.033 147.794 276.739 565.566 (a) O Banco possui participação na Alfa Arrendamento Mercantil S.A. direta de 55,661% e indireta de 44,12%, perfazendo o montante de 99,781%. (b) A Empresa tem participação de 44,32% na Alfa Arrendamento Mercantil no montante de R$ 117.881. (17) PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE A edição da Lei nº 11.638/07, visando à convergência das demonstrações financeiras para as normas internacionais de contabilidade, autorizou a Comissão de Valores Mobiliários, o Banco Central do Brasil e demais órgão e agências reguladoras a celebrar convênio com entidade que tenha como objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade, podendo, no exercício de suas atribuições regulamentares, adotar, no todo ou em parte, os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas. Nessa linha, varias normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Até o momento as seguintes normas foram aprovadas pelo CMN: - Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); - Resolução nº 3.607/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); - Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); e - Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25). Não há expectativas de quando serão aprovados os demais pronunciamentos contábeis do CPC pelo CMN, portanto, não há como quantificar os impactos que esses pronunciamentos teriam sobre as demonstrações financeiras do Banco Alfa de Investimento e suas controladas. Embora o CMN não tenha aprovado esses pronunciamentos, o mesmo, através da Resolução nº 3.786/09 e Circulares nº 3.472/09 e nº 3.516/10 do Banco Central do Brasil, estabeleceram que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, constituídas sob forma de companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir Comitê de Auditoria devem, a partir de 31 de dezembro de 2010, elaborar anualmente e divulgar em até 90 dias após a data base de 31 de dezembro suas demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), seguindo os pronunciamentos internacionais emitidos pelo IASB - International Accounting Standards Board. A Circular nº 3.516/10 do Banco Central estendeu o prazo de divulgação das demonstrações financeiras em IFRS do exercício de 2010 para 120 dias. Com isso o Banco Alfa de Investimento encontra-se em fase de apuração dos efeitos contábeis de transição para IFRS e concluirá esse processo dentro dos prazos estabelecidos pelo Banco Central. Listamos abaixo as principais diferenças observadas na aplicação das normas contábeis em IFRS em relação às normas usadas atualmente: 1 - Utilização da taxa efetiva em determinados ativos financeiros: Procedimento atual: determinadas taxas de serviços financeiros e outros custos relacionados com determinados ativos financeiros, principalmente empréstimos, financiamentos e adiantamentos a

clientes, são reconhecidos no resultado no momento da originação da operação. Os custos relacionados a comissões pagas a lojistas e revendedores são registrados na rubrica de Outros Ativos - Despesas Antecipadas e reconhecidos no resultado pelo prazo das respectivas operações. IFRS: Tanto as taxas de serviços financeiros como os custos relacionados à originação dessas operações serão diferidos e reconhecidos como ajuste à taxa de juros efetiva. Os custos relacionados a comissões pagas aos lojistas e revendedores fazem parte da taxa efetiva de juros e serão registrados nas contas de empréstimos, financiamentos e adiantamentos de clientes e serão reconhecidos nos resultados dos períodos, na rubrica “Receitas de Juros” pelo prazo das respectivas operações. 2 - Classificação de Ativos Financeiros entre as Categorias: Negociação, Disponíveis para Venda e Mantidos até o Vencimento. Procedimento atual: As instituições financeiras devem classificar os instrumentos financeiros ativos componentes de suas carteiras nas seguintes categorias: para negociação, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Essa classificação deve observar alguns critérios exigidos pela Circular nº 3.068/01 do Banco Central do Brasil. IFRS: Embora as normas internacionais exijam a mesma classificação dos instrumentos financeiros requerida pelo Banco Central do Brasil conforme acima, os critérios estabelecidos para definir tal classificação apresentam pequenas diferenças, tais como: - Para fins de IFRS, classificar um instrumento financeiro como “para negociação”, exige que a instituição se assegure de que este instrumento será, comprovadamente, frequentemente negociado. Já pelos critérios do Banco Central é considerado suficiente a intenção da administração em negociá-lo; - Para o IFRS os instrumentos financeiros classificados como mantidos até o vencimento devem permanecer na carteira da instituição até o seu vencimento enquanto que o Banco Central permite sua venda desde que os recursos obtidos sejam utilizados para aquisição de outros instrumentos financeiros com prazos de vencimentos mais longos. 3 - Provisão para Devedores Duvidosos/Ajuste a valor de recuperação de empréstimos e adiantamentos a clientes e instituições financeiras Procedimento Atual: Constituída com base nos requerimentos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2682/99 que abrangem análise da carteira quanto aos riscos de perda, estratificação por faixas de vencimento e consideração a determinados parâmetros regulamentares. IFRS: Será apurada tomando por base o histórico de perdas e informações conhecidas por ocasião das análises. 4 - Demonstração do Resultado Abrangente: Procedimento atual: Não é requerida. IFRS: A demonstração de resultado abrangente passa a ser exigida e compreende todos os componentes do lucro líquido e de outros resultados abrangentes, representados por outros valores que transitam diretamente pelo patrimônio líquido. São exemplos de outros resultados abrangentes os ganhos ou perdas na remensuração de ativos disponíveis para venda e ganhos e perdas de instrumentos de “hedge” em “hedge” de fluxo de caixa. 5 - Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos sobre Ajustes de IFRS. Procedimento atual: N/A. IFRS: O imposto de renda e a contribuição social diferidos serão contabilizados sobre as diferenças entre os critérios contábeis atuais e os critérios contábeis pelo IFRS, quando aplicável. (18) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: Individual Consolidado 31/12/2010 31/12/2009 31/12/2010 31/12/2009 No Início do Período 355.063 494.102 338.186 431.969 Disponibilidade 7.786 6.098 10.109 8.309 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) 347.277 488.004 328.077 423.660 No Final do Período 313.076 355.063 315.476 338.186 Disponibilidade 6.666 7.786 9.066 10.109 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) 306.410 347.277 306.410 328.077 Redução de Caixa e Equivalente de Caixa (41.987) (139.039) (22.710) (93.783) (1) Refere-se a operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias.

DIRETORIA

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente Humberto Mourão de Carvalho Rubens Garcia Nunes Luiz Alves Paes de Barros Fernando Pinto de Moura

CONTADOR

Fábio Alberto Amorosino - Diretor Presidente Adilson Herrero Beny Fiterman

Antônio José Ambrosano Neto Hugo Antônio de Campos Ferreira

Mitsuto Okayama Contador - CRC 1SP 095.128/O-6

Benedito Carlos de Pádua Roberto Musto

Rubens Bution

PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal do Banco Alfa de Investimento S.A. aprovam, por unanimidade, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras, referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, e o Estudo Técnico de Viabilidade de Geração de Lucros Tributáveis, e recomendam a sua aprovação pela Assembleia Geral. São Paulo, 14 de fevereiro de 2011 Flamarion Josué Nunes

Paulo Caio Ferraz de Sampaio

Rubens Barletta

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ao Conselho de Administração e Acionistas do Banco Alfa de Investimento S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Banco Alfa de Investimento S.A., identificadas como Individual e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre (individual) e exercício findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração do Banco e de suas controladas é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a

auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco e suas controladas para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco e suas controladas. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

O Comitê de Auditoria constituído pelo Banco Alfa de Investimento S.A., instituição líder do Conglomerado Financeiro Alfa, exerce as atribuições e responsabilidades previstas em seu regulamento e dispositivos legais vigentes, desenvolvendo suas atividades no referido Banco e nas seguintes empresas: Banco Alfa S.A., Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. e Alfa Arrendamento Mercantil S.A. O Comitê de Auditoria, no estrito cumprimento de suas atribuições, responsabilidades e competências, focado nas atividades das Auditorias Interna e Externa, bem como nas áreas mais representativas e expostas a riscos, promoveu reuniões quinzenais com os Diretores e os principais responsáveis pelas áreas das empresas do Conglomerado, visando o acompanhamento de suas atribuições, atividades e negócios. No segundo semestre de 2010, cumpre registrar o desenvolvimento dos trabalhos feitos pelas áreas administrativas da organização, acompanhados pela KPMG Auditores Independentes e pelo Comitê de Auditoria, para implantação e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, com base no padrão contábil internacional, emitido pelo International Accouting Standard Board (IASB), nos termos das normativas da CVM e Banco Central do Brasil. Por outro lado, houve a análise dos principais riscos decorrentes dos negócios do Conglomerado e dos processos em que se inserem, a par da qualidade dos controles e de aceitação respectivos,

com ênfase à observância das normas aplicáveis, concluindo-se que os trabalhos estão dentro dos níveis adequados e foram considerados satisfatórios. Quanto às áreas de Ouvidoria e Serviço de Atendimento aos Clientes, o Comitê deu sequência ao monitoramento de suas atividades, através de reuniões e relatórios por elas produzidos. Na área de Controles Internos, o Comitê considerou eficazes as atividades desenvolvidas, entendendo-as adequadas às necessidades das empresas do Conglomerado. Foram examinados pontos de controle, normas e técnicas de acompanhamento existentes e o cumprimento das regras internas e legais vigentes, constatando-se a preocupação com o aprimoramento dos sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro e de pessoas politicamente expostas. Com relação à Auditoria Externa, responsável pela auditoria das Demonstrações Financeiras das empresas do Conglomerado, o Comitê examinou e discutiu os programas de trabalho e seus relatórios e os resultados de suas atividades desenvolvidas no semestre. Relativamente à Auditoria Interna, o Comitê acompanhou o andamento dos trabalhos planejados para o semestre, relatórios produzidos, conclusões e cumprimento das recomendações. Ressalta-se, ainda, que durante este período o Comitê em nenhum momento foi acionado, tampouco não se deparou com qualquer situação que viesse a prejudicar ou comprometer a atuação e independência das Auditorias, na condução de suas atividades.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Alfa de Investimento S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre (individual) e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Demonstração do valor adicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) individual e consolidada para o semestre (individual) e exercício findos em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0

RESUMO DO RELATÓRIO SEMESTRAL DO COMITÊ DE AUDITORIA

e

Por fim, de se frisar que nenhuma falha relevante foi constatada ou apontada em seus trabalhos, que viessem a prejudicar ou afetar os quesitos de integridade, qualidade, transparência e visibilidade das Demonstrações Financeiras das empresas do Conglomerado, daí se concluindo como satisfatórias as atuações e trabalhos realizados pelas Auditorias. Considerando as avaliações satisfatórias das atuações das áreas de Controles Internos, Gestão de Riscos, Auditorias Interna e Externa, bem como os contatos mantidos com a área de Controladoria, responsável pela elaboração das Demonstrações Financeiras e, ainda, as constantes analises e exames procedidos pelo Comitê em relatórios, mapas e posições utilizados pelas mesmas para comprovação e confirmação de seus dados, conclui o Comitê de Auditoria que as Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2010, das empresas integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, atendem aos requisitos de integridade, qualidade, transparência e visibilidade, inclusive quanto à aplicação das práticas contábeis adotadas no Brasil e exigidas pelas normas vigentes. São Paulo, 14 de fevereiro de 2011 Eduardo de Azevedo Alvarenga Coordenador Cacildo Irondino da Rocha

Os navios demoram quase 40 horas para atracar no porto de Santos. Na Argentina, a média de espera é de três horas.

conomia Fotos: Newton Santos/Hype

Lentidão dos portos gera prejuízos

Para que o Porto 24 horas funcione é preciso aumentar a sincronia entre os entes que operam na logística dentro e fora dos terminais. JOSÉ CÂNDIDO SENNA, COMUS

Uma das maiores empresas globais alega perdas de US$ 118,1 milhões no País Renato Carbonari Ibelli

E

Precisamos de medidas de curto prazo que possibilitem o melhor uso das estruturas já existentes. JULIAN THOMAS, HAMBURG SÜD

mpresas de logística e transporte acumulam prejuízos milionários gerados pela ineficiência dos portos brasileiros. Balanço da Hamburg Süd, uma das principais empresas de transporte marítimo mundial, acusa perdas da ordem de US$ 118,1 milhões em 2010 como decorrência dos gargalos nos terminais do País. O problema se dá porque a estrutura portuária brasileira não tem acompanhado o crescimento da economia. No porto de Santos, o mais importante do País, a situação é mais evidente. Nesse terminal, enquanto a movimentação de carga cresceu 215% nos últimos 10 anos, as áreas dos berços de contêineres aumentaram apenas 23% no período. A informação foi divulgada

ontem, durante reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), realizada na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os dados da Hamburg Süd mostram perdas de US$ 15,4 milhões atribuídas a custos adicionais devido à demora na atracação dos navios e movimentação dos contêineres. Outros US$ 67,275 milhões por conta da operação extra das embarcações, como o aumento do consumo de combustível. Além desse montante, outros US$ 35,470 milhões decorrentes de cargas deixadas, ou seja, que não puderam ser embarcadas para não aumentar ainda mais o tempo inoperante no porto. A demora para realização de investimentos em ampliação dos terminais tem 'engessado' os portos nacionais. Um resultado direto dessa morosidade é o aumento do tempo de atra-

cação dos navios e da permanência de contêineres nos berços de movimentação. De acordo com Julian Thomas, diretor da Hamburg Süd, enquanto no porto de Buenos Aires, na Argentina, seus navios demoram em média três horas para atracar, no porto de Santos esse tempo é de até 39,8 horas. No porto de Paranaguá, no Paraná, chega a 21,8 horas. Ao longo de 2010, Thomas diz que sua empresa acumulou 62,1 mil horas improdutivas nos portos brasileiros. "Isso equivale a ter três navios inoperantes em nossa frota durante um ano inteiro", diz o Thomas. No caso da permanência dos contêineres na área portuária, enquanto mundo afora se observa entre 3 e 5 dias para as cargas de importação, em Santos esse prazo médio é de 13 dias. Conforme Thomas, para desafogar os terminais do País seria necessário licitar com ur-

gência áreas para portos. O problema é que a construção de um novo terminal pode levar mais de 10 anos, muito tempo para a velocidade com que a economia brasileira avança. Até 2015, estima-se que as importações cresçam 10% e as exportações, 3,5%. "Precisamos de medidas de curto prazo que possibilitem o melhor uso das estruturas já existentes. A implantação do Porto 24 horas pode ser uma saída para diminuir o tempo de permanência das cargas na área portuária", afirma. O Porto 24 horas é um conceito buscado para Santos, que vislumbra a operação ininterrupta de toda a estrutura logística. Hoje, embora os terminais molhados funcionem, ininterruptamente, os órgãos legais da área só operam parcialmente. "Para que o Porto 24 horas funcione é preciso aumentar a

sincronia entre os diferentes entes que operam na logística dentro e fora dos terminais. É necessário, por exemplo, que a janela de tempo do armador esteja perfeitamente coordenada com a do exportador, para que o fluxo se mantenha", diz José Cândido Senna, coordenador Executivo do Comus. Além da demora nos investimentos, aqueles já previstos estão aquém do necessitado. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que para sanar os problemas nos terminais brasileiros seria preciso emplacar um total de 265 obras que consumiriam R$ 42,8 bilhões. No entanto, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem como um dos principais objetivos desafogar os portos, só prevê investimentos para 51 obras, no valor de R$ 9,8 bilhões, ou seja, apenas 23% do necessário.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 21

FINANCEIRA ALFA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS C.N.P.J. 17.167.412/0001-13 - CARTA AUTORIZAÇÃO Nº 40 DE 04/03/1955 SEDE:ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação as demonstrações financeiras da FINANCEIRA ALFA S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos correspondentes às atividades desenvolvidas no exercício de 2010, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. 1. Cenário Econômico Após a crise financeira mundial de 2008/2009, o cenário econômico mundial durante o ano de 2010 apresentou um período de lenta recuperação, podendo-se definir como um ano de modesto crescimento, com baixa inflacionária e, conseqüentemente, juros baixos e elevada liquidez. Esse elevado nível de liquidez tem aumentado os preços dos ativos reais e também tem levado a uma forte apreciação das moedas frente ao dólar. Isso tem acarretado uma série de iniciativas de governos ao redor do mundo para tentar conter a apreciação de suas moedas. A expectativa é de que siga moderado o crescimento global podendo se deparar, contudo, com volatilidade principalmente em conseqüência de dificuldades fiscais de países na Zona do Euro. No Brasil, a economia tem se beneficiado com este cenário de lenta recuperação da economia mundial devido ao elevado influxo de investimentos e, adicionalmente, com as medidas tomadas internamente. O ano de 2010 mostrou ser possível crescer com estabilidade. Nesse cenário, aliado à trajetória favorável dos indicadores de renda e emprego, constatou-se uma elevada expansão do consumo e, consequentemente, pressões sobre as taxas de inflação, o que levou o Banco Central do Brasil a tomar medidas, no final de 2010, para restringir a liberação de créditos à pessoas físicas. O ano de 2010 apresentou um forte crescimento da economia brasileira, em torno de 7,5%, seguido de uma razoável expansão para 2011, entre 4 e 5%,

taxas mais condizentes com o potencial de crescimento de longo prazo no País. Esse, entendemos, ser o grande desafio que se apresenta para o Brasil para o novo governo, continuar a aceleração do crescimento com inflação sob controle. 2. Desempenho das Atividades Resultado do Exercício O lucro líquido da Companhia no ano atingiu R$ 61,1 milhões, correspondendo à rentabilidade de 11,44% sobre o patrimônio líquido inicial de R$ 534,8 milhões. A cada lote de mil ações do capital social da Companhia correspondeu o lucro líquido de R$ 578,48. Os juros sobre o capital próprio alcançaram R$ 17,0 milhões no ano, correspondendo aos valores brutos de R$ 116,30 e R$ 219,80 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, conforme nota explicativa nº 07 letra “b”. Os juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre totalizaram R$ 9,2 milhões, correspondendo aos valores de R$ 70,41 e R$ 109,91 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais respectivamente e, para o segundo semestre de 2010 foi aprovado o valor de R$ 7,8 milhões, correspondendo a R$ 45,89 e R$ 109,89 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais respectivamente. Patrimônio Líquido O patrimônio líquido atingiu R$ 579,4 milhões ao final do ano. O valor patrimonial para cada lote de mil ações alcançou R$ 5.478,14 com crescimento de 8,54% no ano, índice superior à inflação de 5,91% medida pelo IPCA no mesmo período. O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,91% ao final do ano, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil quanto com o de 8% recomendado

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos eValores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 3) Carteira Própria Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Operações de Crédito Setor Privado (Nota 4) (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) - (Nota 4 d) Outros Créditos Negociação e Intermediação de Valores Diversos (nota 13 a) (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) OutrosValores e Bens Outros Valores e Bens (Provisão para Desvalorização) Despesas Antecipadas (nota 13 b) Realizável a Longo Prazo Títulos eValores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 3) Carteira Própria Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Operações de Crédito Setor Privado (Nota 4) (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) - (Nota 4 d) Outros Créditos Diversos (nota 13 a) (Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa) OutrosValores e Bens Despesas Antecipadas (nota 13 b) Permanente Investimentos Outros Investimentos Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total Geral do Ativo

2010 1.753.345 1.514 551.570 551.570

2009 1.428.314 873 439.961 439.961

108.201 26.935 40.537 40.729 938.773 949.156

63.536 31.365 1.492 30.679 772.526 810.188

(10.383) 147.840 – 147.858

(37.662) 140.187 68 140.119

(18) – 5.447 11.231 2.783 2.776 (586) (608) 3.250 9.063 1.245.908 1.343.000 76.317 10.158 1.853 64.306 1.045.171 1.100.512 (55.341) 123.395 123.512

172.343 73.361 15.096 83.886 1.026.070 1.087.485 (61.415) 142.803 142.803

(117) – 1.025 1.784 1.025 1.784 5.574 6.655 2.145 2.145 2.145 2.145 2.308 2.836 5.426 6.389 (3.118) (3.553) 41 15 50 17 (9) (2) 1.080 1.659 2.808 3.173 (1.728) (1.514) 3.004.827 2.777.969

PASSIVO Circulante Depósitos Depósitos Interfinanceiros Recursos de Aceites Cambiais Obrigações por Aceites de Títulos Cambiais Obrigações por Repasses do País Instituições Oficiais BNDES FINAME Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (Nota 07 e nota 13 d) Negociação e Intermediação de Valores Diversas (nota 13 d) Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos Interfinanceiros Recursos de Aceites Cambiais Obrigações por Aceites de Títulos Cambiais Obrigações por Repasses do País Instituições Oficiais FINAME Instrumentos Financeiros derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11) Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 07 e nota 13 d) Diversas (Nota 08 e nota 13 d) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido De Domiciliados no País (Nota 8 a) De Domiciliados no Exterior (Nota 8 a) Reservas de Capital (Nota 8 c) Reservas de Lucros (Nota 8 c) Ajuste de Avaliação Patrimonial Total Geral do Passivo

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Ajuste de Capital Reservas Reservas Avaliação Eventos Realizado de Capital de Lucros Patrimonial Saldos em 31/12/2008 203.000 41.045 241.382 – Aumento de Capital - AGE 30/03/2009 20.000 – (20.000) – OUTROS EVENTOS: Juros sobre o Capital Próprio não Reclamados – 499 – – Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos – – – (6) Lucro Líquido do Exercício – – – – Destinações: Reservas – – 48.892 – Juros sobre o Capital Próprio – – – – Saldos em 31/12/2009 223.000 41.544 270.274 (6) Mutações do Período 20.000 499 28.892 (6) Saldos em 31/12/2009 223.000 41.544 270.274 (6) Aumento de Capital - AGE 15/04/2010 (nota 8 a) 24.000 – (24.000) – Outros Eventos: Juros sobre o Capital Próprio não Reclamados – 568 – – Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos – – – 6 Lucro Líquido do Exercício – – – – Destinações: Reservas – – 44.088 – Juros sobre o Capital Próprio – – – – Saldos em 31/12/2010 247.000 42.112 290.362 – Mutações do Período 24.000 568 20.088 6 Saldos em 30/06/2010 247.000 42.112 270.198 (4) Outros Eventos: Ajuste ao Valor de Mercado de TVM e Derivativos – – – 4 Lucro Líquido do Semestre – – – – Destinações: Reservas – – 20.164 – Juros sobre o Capital Próprio – – – – Saldos em 31/12/2010 247.000 42.112 290.362 – Mutações do Período – – 20.164 4

2010 772.394 279.503 279.503 137.829 137.829

2009 568.649 103.600 103.600 69.316 69.316

100.483 5.200 95.283 26.141 26.141 228.438

112.676 1.285 111.391 21.365 21.365 261.692

876 13.127 91.581 – 122.854 1.649.518 422.285 422.285 854.833 854.833

806 9.949 10.706 35 240.196 1.673.237 118.366 118.366 925.127 925.127

132.125 132.125 47.294 47.294 192.981 98.457 94.524 3.441 3.441 579.474 227.979 19.021 42.112 290.362 – 3.004.827

181.134 181.134 36.010 36.010 412.600 184.038 228.562 1.271 1.271 534.812 217.377 5.623 41.544 270.274 (6) 2.777.969

Lucros Acumulados – –

Total 485.427 –

– – 67.850

499 (6) 67.850

(48.892) (18.958) – – – –

– (18.958) 534.812 49.385 534.812 –

– – 61.183

568 6 61.183

(44.088) (17.095) – – –

– (17.095) 579.474 44.662 559.306

– 27.983

4 27.983

(20.164) (7.819) – –

– (7.819) 579.474 20.168

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (01) Atividade e Estrutura do Grupo e Apresentação das Informações Financeiras: a) Atividade e estrutura do Grupo: A Financeira Alfa S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos pertence ao Conglomerado Financeiro Alfa, o qual é liderado pelo Banco Alfa de Investimento S.A. que tem suas origens no ano de 1925, com a fundação do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Em 1972, o Banco da Lavoura alterou sua denominação para Banco Real S.A. e posteriormente criou as outras empresas financeiras que constituíam o Conglomerado Financeiro Real. Em 1998, o Banco Real S.A. teve seu controle acionário vendido ao ABN Amro Bank. As empresas financeiras não vendidas (então, Banco Real de Investimento, Real Financeira, Real Arrendamento Mercantil e Corretora Real) formaram o novo Conglomerado Financeiro Alfa. O qual foi completado logo depois com a criação do Banco Alfa S.A. (Banco Comercial). O Conglomerado e suas controladas é composto de 7 entidades legais que atuam através de controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum e pela atuação sob a mesma marca ou nome comercial. As seguintes instituições financeiras compõem o Conglomerado: - Banco Alfa de Investimento S.A. (instituição líder do Conglomerado) e suas controladas: Alfa Arrendamento Mercantil S.A. e Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A.; Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos; - Banco Alfa S.A. Com esta sólida história de mais de 80 anos, o Conglomerado Financeiro Alfa vem desenvolvendo sua atuação principalmente nos segmentos de crédito a pessoas jurídicas e físicas, tesouraria e administração de recursos de terceiros. O Conglomerado está sediado em São Paulo, na Alameda Santos nº 466, e mantém filiais no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Campinas, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Vitória, Goiânia, Florianópolis, São José dos Campos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Londrina e Sorocaba. Todas contando com modernas plataformas tecnológicas, o que permite maior agilidade nas decisões e no desenvolvimento de produtos. O controlador do Conglomerado Financeiro Alfa possui ainda relevantes investimentos em áreas não financeiras: Seguros e Previdência (Alfa Seguradora S.A. e Alfa Previdência e Vida S.A.); Hotelaria (Rede Transamérica de Hotéis); Materiais de Construção (C&C Casa e Construção); Agropecuária e Agroindústria (Agropalma); Águas Minerais (Águas Prata); Alimentos (Sorvetes La Basque); Cultural (Teatro Alfa) e Comunicações (Rádio Transamérica e TV Transamérica). b) Apresentação das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos foram elaboradas com base na legislação societária e nas praticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas e instruções do Banco Central do Brasil (BACEN) e da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, onde essas normas e instruções não forem conflitantes. Essas demonstrações financeiras foram concluídas em 07/02/2011 e aprovadas pelo Conselho de Administração em 14/02/2011. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. (02) Principais Práticas Contábeis: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas são reconhecidas até o 59º dia como receita e, a partir do 60º dia deixam de ser apropriadas e o seu reconhecimento no resultado ocorre quando do efetivo recebimento das prestações, conforme determina o artigo 9º da Resolução CMN nº 2682/99. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos estabelecidos pelas Circulares Bacen nº 3068 e 3082 (vide notas nº 03 letra “b” e 10). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2682/99 (vide nota nº 4 letra “c” e “d”). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, combinado com os seguintes aspectos: (c.1) Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear às seguintes taxas anuais: Veículos, Sistemas de Comunicação e de Processamento de Dados 20% e demais itens 10% e (c.2). Amortização, basicamente, de despesas com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638/07 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: São demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo os encargos e as variações monetárias incorridos, deduzidos das

correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%).Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, as mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 05 letra “b”). (f) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração etc. Essas estimativas são revistas pelo menos por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (g) Moeda funcional e de apresentação: As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos. Exceto quando indicado, as informações financeiras expressas em Reais foram arredondadas para o milhar mais próximo. (h) Relatório por Segmento: As atividades da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos encontram-se direcionadas substancialmente para o segmento deVarejo. (03) Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Composta por: 31/12/2010 31/12/2009 Carteira Própria - Livres: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 37.093 75.996 Cotas de Fundos de Investimento de Direitos Creditórios - FIDC (b) – 28.730 Vinculados a Prestação de Garantias: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 42.390 16.588 Total -Títulos eValores Mobiliários 79.483 121.314 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11) 105.035 114.565 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 105.035 114.565 Total Geral 184.518 235.879 b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por Categoria e Vencimento: Até 3 1 ano a Saldo em Saldo em Títulos meses 3 anos 31/12/2010 31/12/2009 Títulos para Negociação Letras Financeiras do Tesouro - LFT – – – 1.492 Títulos Disponíveis para Venda Letras Financeiras do Tesouro - LFT (a) – 315 315 18.951 Cotas de Fundos de Investimento de Direitos Creditórios - FIDC (b) – – – 28.730 Títulos Mantidos até o Vencimento Letras Financeiras do Tesouro - LFT 67.472 11.696 79.168 72.141 Títulos eValores Mobiliários 67.472 12.011 79.483 121.314 % Concentração por Prazo 84,9 15,1 100,0 100,0 (1) “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de preços de mercado, quando aplicável, os quais são comparados com os preços fornecidos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA). (a) O ajuste dos títulos classificados na categoria Disponíveis para Venda referentes às Letras Financeiras do Tesouro - LFT, em 31 de dezembro de 2010 foi nulo (31/12/2009 foi negativo de R$ 11), obtido entre os valores de custo R$ 315 (31/12/2009 R$ 18.962) e de mercado R$ 315 (31/12/2009 R$ 18.951), foi registrado em conta adequada do patrimônio líquido, deduzido dos efeitos tributários. (b) Os valores de custo e de mercado dos títulos classificados na categoria Disponíveis para Venda, referentes às cotas subordinadas decorrentes de cessão de recebíveis correspondiam a R$ zero (31/12/2009 R$ 28.730). (2)“Títulos Mantidos até oVencimento”: classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira da Companhia em mantê-los até o vencimento. A capacidade financeira está comprovada com base em projeção de fluxo de caixa conforme exigência do BACEN. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais foram registrados no resultado do período. O valor de mercado destes títulos na data do balanço totalizava R$ 79.162 (31/12/2009 R$ 72.119). Os títulos públicos são custodiados no SELIC.

Ouvidoria: 0800-7220140

pelo Comitê da Basiléia. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 15/04/2010, homologada pelo Banco Central do Brasil em 14/06/2010, aprovou o aumento de capital social para R$ 247.000,00, mediante incorporação de reserva de lucros. Recursos Captados O volume de recursos captados pela Companhia atingiu R$ 2.081,1 milhões na data do balanço. Esses recursos estavam representados por R$ 701,7 milhões em depósitos interfinanceiros, R$ 992,6 milhões em recursos de aceites cambiais, R$ 232,6 milhões em repasses do BNDES e FINAME e R$ 154,2 milhões via cessão de crédito. Ativos e Empréstimos O ativo total alcançou R$ 3.004,8 milhões ao final do ano. A carteira de títulos e valores mobiliários e derivativos atingiu R$184,5 milhões na data do balanço. Conforme descrito na nota explicativa nº 3 letra “b”, a Companhia classificou 99,60% dos títulos e valores mobiliários na categoria “títulos mantido até o vencimento”, em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira da Companhia, comprovada com base em projeção de fluxo de caixa, conforme exigência do BACEN, em mantê-los nesta categoria. A carteira de crédito, incluindo fianças prestadas no montante de R$ 3,07 milhões, atingiu R$ 2.077,3 milhões. O volume créditos vencidos acima de 15 dias totalizou R$ 22,1 milhões, correspondente a 1,1% da carteira total. O saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 65,8 milhões, representando 3,18% do total da carteira de crédito, 274,92% acima do mínimo exigido pela Resolução CMN nº 2682 de 21 de dezembro de 1999. 3. Ouvidoria O componente organizacional de ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas por meio da Resolução CMN nº 3.849, de 25 de março de 2010.

4. Divulgação sobre Serviços da Auditoria Independente Em atendimento à Instrução CVM nº 381, de 14/01/2003, informamos que a empresa contratada para auditoria das demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, ou pessoas a ela ligadas, não prestou no período outros serviços que não sejam de auditoria externa. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do auditor, de acordo com os critérios internacionalmente aceitos, quais sejam, o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover o interesse deste. 5. Declaração dos Diretores Conforme Instrução CVM nº 480/2009, a Diretoria declara que em reunião realizada em 11 de fevereiro de 2011, revisou e concordou com as opiniões expressas no Relatório dos Auditores Independentes e com as Demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Agradecimentos É indispensável traduzir o reconhecimento da Financeira Alfa S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos ao trabalho de seus funcionários e ao apoio de seus acionistas e, finalmente, a confiança de seus clientes e das instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 11 de Fevereiro de 2011 A Diretoria Este Relatório da Administração realizado pela diretoria foi examinado e aprovado em reunião do Conselho de Administração de 14 de fevereiro de 2011 para encaminhamento à Assembléia Geral. Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010

2º Sem. Exercício Exercício Descrição 2010 2010 2009 Receitas da Intermediação Financeira 221.424 442.080 485.890 Operações de Crédito 185.923 377.978 401.198 Resultado com Títulos e Valores Mobiliários 32.044 54.659 74.896 Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros 3.457 9.443 9.796 Despesas da Intermediação Financeira 100.592 225.073 336.633 Operações de Captação no Mercado 85.738 145.392 128.197 Operações de Empréstimos e Repasses 8.023 17.607 24.380 Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos 5.852 18.188 3.589 Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros 20.111 55.506 123.613 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (19.132) (11.620) 56.854 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 120.832 217.007 149.257 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (85.981) (147.564) (109.692) Receitas de Prestação de Serviços 1.095 2.032 11.856 Rendas de Tarifas Bancárias 7.250 12.056 6.872 Despesas de Pessoal (24.573) (46.427) (40.275) Outras Despesas Administrativas (27.955) (50.745) (60.368) Despesas Tributárias (5.180) (8.772) (1.837) Outras Receitas Operacionais (nota 13 e) 16.527 35.601 20.035 Outras Despesas Operacionais (nota 13 f) (53.145) (91.309) (45.975) Resultado Operacional 34.851 69.443 39.565 Resultado Não Operacional (Nota 13 g) 310 436 71.352 Resultado antes daTributação e Participações 35.161 69.879 110.917 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 5 a) (4.979) (3.966) (39.449) Provisão para Imposto de Renda 6.390 840 (32.171) Provisão para Contribuição Social 4.301 584 (21.190) Ativo Fiscal Diferido (15.670) (5.390) 13.912 Participações no Lucro (2.199) (4.730) (3.618) Empregados (1.059) (2.345) (2.168) Administradores - Estatutárias (1.140) (2.385) (1.450) Lucro Líquido do Período 27.983 61.183 67.850 Lucro Líquido por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 7 a) 264,58 578,49 641,51 DEMONSTRAÇÃO DOVALOR ADICIONADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 2º Semestre Exercício Exercício Descrição 2010 2010 2009 1. Receitas 227.474 480.585 539.151 Intermediação Financeira 221.424 442.080 485.890 Prestação de Serviços e Rendas de Tarifas Bancárias 8.345 14.088 18.728 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (19.132) (11.620) (56.854) Outras receitas operacionais 2.380 21.500 11.865 Benefício Fiscal (Programa REFIS IV) Lei nº 11.941/2009 14.147 14.101 8.170 Resultados não operacionais 310 436 71.352 2. Despesas da Intermediação Financeira 81.460 213.453 279.779 3. Materiais e Serviços Adquiridos de Terceiros 77.230 134.857 90.672 Materiais, Energia e Outros (Materiais de Consumo, Telefone e Água) 1.930 3.540 3.452 Serviços de Terceiros 75.300 131.317 87.220 4. Valor Adicionado Bruto (1-2-3 ) 68.784 132.275 168.700 5. Depreciação, Amortização e Exaustão 612 1.248 1.329 6. Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) 68.172 131.027 167.371 7. Valor Adicionado Total a Distribuir 68.172 131.027 167.371 8. Distribuição do Valor Adicionado 68.172 131.027 167.371 Pessoal 26.770 51.156 43.893 Remuneração Direta 18.394 34.854 30.148 Benefícios 6.973 13.420 11.051 F.G.T.S. 1.403 2.882 2.694 Impostos, Taxas e Contribuições 10.450 13.286 50.050 Federais 10.036 12.508 49.090 Estaduais – – 2 Municipais 414 778 958 Remuneração de Capitais de Terceiros 2.515 4.699 4.650 Aluguéis 2.515 4.699 4.650 Outras (Doações Filantrópicas) 453 703 928 Remuneração de Capitais Próprios 27.984 61.183 67.850 Juros sobre o Capital Próprio 7.819 17.095 18.958 Lucros Retidos do Exercício 20.165 44.088 48.892 (04) Operações de Crédito: a) Composição da carteira de crédito por setor de atividade: 31/12/2010 31/12/2009 Setores de Atividade Valor % Valor % Setor Privado Rural 1.219 0,1 2.176 0,1 Indústria 184.121 8,8 224.202 11,4 Comércio 76.737 3,7 83.336 4,2 Intermediários Financeiros 203.786 9,8 214.881 11,0 Outros Serviços 134.461 6,5 105.013 5,4 Pessoas Físicas 1.473.908 71,1 1.333.942 67,9 Total da Carteira 2.074.232 100,0 1.963.550 100,0 Empréstimos 992.982 47,9 994.210 50,6 Financiamentos 1.056.686 50,9 903.463 46,0 Outros Créditos (nota 13a) 24.564 1,2 65.877 3,4 Total da Carteira 2.074.232 100,0 1.963.550 100,0 Avais e Fianças Prestadas 3.076 10.210 Total Global 2.077.308 1.973.760 Avais e Fianças Prestadas estão registrados em contas de compensação. b) Composição da carteira de crédito por faixas de vencimento Parcelas por Faixas de 31/12/2010 AVencer Vencidos Total % Vencimento A vencer Até 180 dias 559.046 5.143 564.189 27,2 De 181 a 360 dias 400.090 3.417 403.507 19,4 Acima de 360 dias 1.092.966 8.650 1.101.616 53,1 Total aVencer 2.052.102 17.210 2.069.312 99,7 Vencidas Até 60 dias – 1.460 1.460 0,1 De 61 a 180 dias – 1.886 1.886 0,1 Acima de 180 dias – 1.574 1.574 0,1 TotalVencidas – 4.920 4.920 0,3 Total da Carteira 2.052.102 22.130 2.074.232 100,0 Parcelas por Faixas de 31/12/2009 AVencer Vencidos Total % Vencimento A vencer Até 180 dias 469.246 6.523 475.769 24,2 De 181 a 360 dias 359.647 4.563 364.210 18,5 Acima de 360 dias 1.102.244 10.954 1.113.198 56,8 Total aVencer 1.931.137 22.040 1.953.177 99,5 Vencidas Até 60 dias – 3.402 3.402 0,2 De 61 a 180 dias – 4.620 4.620 0,2 Acima de 180 dias – 2.351 2.351 0,1 TotalVencidas – 10.373 10.373 0,5 Total da Carteira 1.931.137 32.413 1.963.550 100,0 c) Classificação da carteira de crédito por níveis de risco: A Resolução CMN nº 2682, de 21/12/1999 introduziu os critérios para a classificação das operações de crédito e para a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa, os quais são baseados em sistemas de avaliação de risco de clientes/operações. A composição da carteira de crédito e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na referida Resolução, estão demonstrados a seguir: 31/12/2010 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Níveis (*) Mínima de Risco AVencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 272.036 – 272.036 – 1.360 A 1.543.385 – 1.543.385 7.717 15.434 B 201.387 3.962 205.349 2.053 16.765 C 29.684 3.190 32.874 986 13.150 D 2.601 2.191 4.792 479 3.355 E 432 1.894 2.326 698 2.326 F 158 1.591 1.749 875 1.749 G 251 1.657 1.908 1.336 1.908 H 2.168 7.645 9.813 9.812 9.812 Total 2.052.102 22.130 2.074.232 23.956 65.859 31/12/2009 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Níveis (*) Mínima de Risco AVencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 1.048.526 – 1.048.526 – 10.485 A 623.163 – 623.163 3.116 12.463 B 207.128 5.149 212.277 2.123 23.742 C 31.268 4.895 36.163 1.085 11.573 D 5.665 3.025 8.690 869 6.083 E 10.967 3.332 14.299 4.290 14.299 F 986 3.270 4.256 2.128 4.256 G 482 2.634 3.116 2.181 3.116 H 2.952 10.108 13.060 13.060 13.060 Total 1.931.137 32.413 1.963.550 28.852 99.077 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias.

2º Semestre Exercício Exercício Atividades Operacionais 2010 2010 2009 Lucro Líquido do Período 27.983 61.183 67.850 Ajustes ao Lucro Líquido 3.325 12.065 85.407 Depreciações e Amortizações 612 1.248 1.329 Provisão p/Créd. de Liquidação Duvidosa (19.132) (11.620) 56.854 Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais 21.845 22.437 27.224 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais (173.058) (104.040) 300.645 Títulos e Valores Mobiliários 17.598 51.361 (5.258) Operações de Crédito (200.913) (173.847) 359.019 Outros Créditos 10.975 11.875 (65.882) Outros Valores e Bens (718) 6.571 12.766 Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais 238.260 159.765 (529.996) Depósitos 253.479 479.822 3.652 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 70.578 (1.782) (32.959) Obrigações por Empréstimos e Repasses (5.586) (61.202) (37.142) Instrumentos Financeiros Derivativos 3.671 16.066 13.758 Outras Obrigações (78.007) (262.787) (477.733) Resultados de Exercícios Futuros 907 2.170 428 Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (6.782) (12.522) – Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais 96.510 128.973 (76.094) Atividades de Investimentos Aquisição de Bens não de Uso Próprio (1.278) (2.535) (3.875) Aquisição de Imobilizados de Uso (96) (275) (1.218) Aplicações no Diferido (33) (29) – Aplicações no Intangível – – (17) Alienação de Bens não de Uso Próprio 1.321 2.506 4.109 Alienação de Bens e Investimentos – – 8.563 Alienação de Imobilizados de Uso 42 137 682 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento (44) (196) 8.244 Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Prescritos – 568 499 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (7.819) (17.095) (18.958) Aumento/(Redução) em Participações dos Minoritários – – (6) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento (7.819) (16.527) (18.465) Aumento/(Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes 88.647 112.250 (86.315) Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 464.437 440.834 527.149 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 553.084 553.084 440.834 Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes 88.647 112.250 (86.315) d) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa: O saldo da provisão atingiu o montante de R$ 65.859 (31/12/2009 R$ 99.077), correspondente a 3,18% (31/12/2009 5,05%) do total da carteira, desconsiderando o montante de fiança. Como consequência do bom desempenho da economia brasileira durante o ano de 2010, o risco de inadimplência na carteira de crédito da Companhia diminuiu e, consequentemente, o valor da provisão constituída para fazer face a possíveis inadimplências reduziu em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o valor da provisão ficou acima do mínimo exigido pela Resolução CMN 2.682/99. No exercício, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 24.494 (2009 R$ 35.022), sendo recuperados no mesmo período R$ 12.500 (2009 R$ 12.195). O saldo das operações renegociadas era de R$ 20.145 (31/12/2009 R$ 31.072) na data do balanço. O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. e) Cessão de Crédito: No exercício foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos no montante de R$ 20.487 (31/12/2009 R$ zero). O resultado das cessões no montante de R$ 1.713 (2009 R$ zero) foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira - Operações de Crédito”. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Circular Bacen nº 2568/95, com a baixa integral do saldo na carteira ativa. Em 2008 e 2009 foram realizadas operações de cessão de créditos com coobrigação de operações de crédito pessoal consignado. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Resolução CMN n° 3.533/08. Assim, adotamos a opção prevista na referida resolução de reconhecer o resultado dessas cessões, mensalmente, no prazo das operações. Estas cessões, adicionadas às efetuadas em períodos anteriores, permaneceram registradas no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 158.612 (31/12/2009 R$ 433.844) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” em Outras Obrigações Diversas, cujo saldo na data do balanço era de R$ 154.258 (31/12/2009 R$ 421.930). As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 55.506 (2009 R$ 123.613), e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações por venda ou transferência de ativos financeiros”. (05) Imposto de Renda e Contribuição Social: a) Demonstração do cálculo dos encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social: 31/12/2010 31/12/2009 Lucro antes daTributação, deduzido das Participações no Lucro 65.149 107.299 IR e CS às Alíquotas de 25% e 15%, Respectivamente (26.060) (42.920) Efeito das Adições e Exclusões no Cálculo dos Tributos: Juros sobre o Capital Próprio 6.838 7.583 Créditos Amortizados para Prejuízo 98 (3.584) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa 13.287 (6.683) Contingências Fiscais e Trabalhistas 38.620 (8.318) Prejuízo fiscal de C.S e I.R.P.J (32.439) – Dividendos Recebidos de Investimentos valiados pelo Método de Custo – 1.937 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos (1.342) 11.304 Resultado de Operações com Derivativos não Liquidados 2.587 (2.846) Outras Adições e Exclusões (1.589) 1.873 Total dos Encargos Devidos no Exercício – (41.654) Imposto de Renda e Contribuição Social 1.424 (11.707) Obrigações Fiscais Diferidas (5.390) 13.912 Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (3.966) (39.449) (b) CréditosTributários de Imposto de Renda e Contribuição Social: Consti- RealiOrigem 31/12/2009 tuição zação 31/12/2010 Contingências Fiscais e Trabalhistas 18.497 32.441 (23.855) 27.083 Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa 39.631 23.398 (36.686) 26.343 Outros Créditos Tributários 2.965 8.727 (6.673) 5.019 Derivativos - Lei 11.051/04 2.742 – (2.742) – Total 63.835 64.566 (69.956) 58.445 % sobre Patrimônio Líquido 11,9% 10,1% A Administração da Companhia, estima que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 34% no primeiro ano, 31% no segundo ano, 15% no terceiro ano, 10% no quarto ano e 10% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários calculados com base na taxa Selic é de R$ 46.654 (2009 R$ 52.802). Os créditos tributários não ativados totalizavam R$ 16.964 (2009 R$ 27.189). (06) Depósitos e Captações: a) Composição dos Recursos Captados: Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Depósitos Interfinanceiros 701.788 221.966 Total de Depósitos 701.788 221.966 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 992.662 994.443 Obrigações por Repasses - País 232.608 293.810 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros (nota 13d) 154.258 421.930 Total - Recursos Captados 2.081.316 1.932.149 b) Composição de Recursos Captados por prazos de vencimento: Até 3 3 meses 1 ano a Acima de Total Títulos meses(*) a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 Depósito Interfinanceiros (a) 106.087 173.416 419.165 3.120 701.788 Total de Depósitos 106.087 173.416 419.165 3.120 701.788 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (b) 25.755 112.074 792.726 62.107 992.662 Obrigações por Repasses (c) 26.178 74.305 107.930 24.195 232.608 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 19.373 56.046 65.242 13.597 154.258 Total de Captações 177.393 415.841 1.385.063 103.019 2.081.316 Total - Recursos Captados e Administrados 177.393 415.841 1.385.063 103.019 2.081.316 % Concentração por Prazo 8,5% 20,0% 66,5% 5,0% 100,0%


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 23 de março de 2011

FINANCEIRA ALFA S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS C.N.P.J. 17.167.412/0001-13 - CARTA AUTORIZAÇÃO Nº 40 DE 04/03/1955 SEDE:ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP SOCIEDADE ANÔNIMA DE CAPITAL ABERTO

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL Até 3 3 meses meses(*) a 1 ano

1 ano a Acima de Total 3 anos 3 anos 31/12/2009

Títulos Depósitos Interfinanceiros (a) 40.306 63.294 113.014 5.352 221.966 Total de Depósitos 40.306 63.294 113.014 5.352 221.966 Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (b) 28.342 40.974 381.347 543.780 994.443 Obrigações por Repasses (c) 29.887 82.789 143.600 37.534 293.810 Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros 64.616 141.041 165.419 50.854 421.930 Total de Captações 163.151 328.098 803.380 637.520 1.932.149 Total - Recursos Captados e Administrados 163.151 328.098 803.380 637.520 1.932.149 % Concentração por Prazo 8,4% 17,0% 41,6% 33,0% 100,0% c) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Os recursos captados no País para repasses a clientes possuem as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros: com vencimentos até 02/01/2014 indexados à taxa pré que variam de 7,49 % a 14,05 % a.a. e pós-fixada indexado em 108,00% à 112,42% do CDI; b) Aceites Cambiais: com vencimentos até 01/12/2015 indexados a taxa pré-fixada de 11,10% a.a, indexados à 100% da SELIC mais juros de 1,96% a 1,98% a.a., indexados à taxa pré-fixada de 7,86% a.a. mais 100,00% do IPCA e indexados à taxas que variam de 98,00% a 112,00% do CDI; c) Operações FINAME: com vencimentos até 16/06/2017 a taxa pós-fixada de 4,0% a.a. mais TJLP e pré-fixada de 10,00% a.a., garantidas por contratos. Os aceites cambiais foram classificados de acordo com seus vencimentos contratuais e incluem o montante de R$ 960.727 (31/12/2009 R$ 951.348) referentes às captações com compromisso de liquidez que podem ser resgatados antecipadamente pelos clientes, todos registrados no Balcão Organizado de Ativos e Derivativos (CETIP S.A.). (07) Passivos Contingentes e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias: A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Fiscais e Cíveis e Movimentação Previdenciárias Trabalhistas Total Saldo Início em 31/12/2009 140.454 12.290 152.744 (+) Complemento e Atualização de Provisão 38.383 5.928 44.311 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (118.333) (*) (910) (119.243) Saldo Final em 31/12/2010 60.504 17.308 77.812 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referemse principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996, (ii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96, e (iii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas”. (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (*) Basicamente a reversão refere-se ao trânsito em julgado favorável de processo tributário e baixa por adesão à anistia prevista na Lei nº 11.941/09. (08) Patrimônio Líquido: a) Capital Social: Está dividido em 59.439.005 de ações ordinárias e 46.326.898 de ações preferenciais sem valor nominal. É assegurado às ações preferenciais, que não possuem direito de voto, um dividendo mínimo de 8% ao ano sobre a parte e respectivo valor do capital que essas ações representam. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 15/04/2010, homologada pelo Banco Central do Brasil em 14/06/2010, aprovou o aumento do capital social para R$ 247.000, mediante incorporação de reservas de lucros. b) Dividendos: O Estatuto Social prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre capital próprio, conforme previsto no artigo 31 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9.249 de 26/12/1995. Demonstrativo 31/12/2010 31/12/2009 Lucro Líquido do Exercício 61.183 67.850 (–) Reserva Legal (3.059) (3.393) Lucro Líquido Ajustado 58.124 64.457 Juros sobre Capital Próprio - Valor Bruto 17.095 18.958 (–) Imposto de Renda na Fonte - 15% (2.564) (2.844) Juros sobre Capital Próprio - Valor Líquido 14.531 16.114 % sobre o Lucro Líquido Ajustado 25% 25% Os juros sobre o capital próprio totalizaram R$ 17.095 no ano, correspondendo aos valores brutos de R$ 116,30 e R$ 219,80 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais respectivamente. Foram pagos juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre no montante de R$ 9.277 correspondente a R$ 70,41 e R$ 109,91 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos a incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15% quando aplicável. Para o segundo semestre de 2010, foi aprovado o valor de R$ 7.819, correspondente a R$ 45,89 e R$ 109,89 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda na fonte, quando aplicável. A adoção do pagamento de juros sobre o capital próprio aumentou o resultado da Companhia em R$ 6.838 (2009 R$ 7.583) face ao benefício fiscal obtido. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. c) Reservas de Capital e Reservas de Lucros: As reservas de capital são representadas pelas reservas de incentivos fiscais R$ 29.777 (2009 R$ 29.777), de correção monetária de capital de giro Decreto-Lei 1338/74 R$ 8.718 (2009 R$ 8.718), dividendos não reclamados R$ 3.221 (2009 R$ 2.653) e reserva de correção monetária especial da Lei nº 8200/91 R$ 396 (31/12/2009 R$ 396). As reservas de lucros são compostas pelas reservas legal R$ 41.154 (2009 R$ 38.094) e estatutárias R$ 249.208 (2009 R$ 232.180). A reserva estatutária é composta pelas reservas para aumento de capital R$ 204.505 (2009 R$ 191.580) e reserva especial para dividendos R$ 44.703 (2009 R$ 40.600). (09)Transações entre Partes Relacionadas: a) Sempre em concordância com os dispositivos legais vigentes e com as normas expedidas pelo Banco Central do Brasil, são efetuadas operações com empresas ligadas a taxas e valores médios praticados com terceiros. 31/12/2010 31/12/2009 Ativos Receitas Ativos Receitas Operações (Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas) Disponibilidades 1.026 – 495 – Operações Compromissadas (1) – 1 – (18) Depósitos Interfinanceiros (1) (150.218) (10.273) 217.995 22.327 Operações SWAP (1) – – – (3) Operações na BMF (1) – – 33 – Letra de Câmbio (1) (178.558) (16.351) (171.682) (15.740) Direitos (Obrigações) por Venda de Ativos (1) 24.502 9.443 65.877 9.796 Ressarcimento Custos (2) 193 – 616 – Prestação de Serviços (3) – (4.798) – (4.735) Garantias Prestadas – (990) – – Aquisição de Ativos Financeiros 178.702 28.342 148.852 28.284 (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à agenciamento de operações e sub-locação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se, basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 2.466 (2009 R$ 2.322), consultoria contábil R$ 113 (2009 R$ 71) e segurança R$ 11 (2009 R$ 9), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 262 (2009 R$ 288), auditoria interna R$ 428 (2009 R$ 242), Metro Dados Ltda., sendo: tecnologia R$ 614 (2009 R$ 591), Instituto Alfa de Cultura, sendo divulgação da marca Alfa R$ 89 (2009 R$ 601) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo transporte aéreo R$ 113 (2009 R$ 137). Inclui também, despesas à empresa Transamérica Hotéis no valor de R$ 89 (2009 R$ 74) de hospedagem e com a C&C Casa e Construção Ltda. a título de direito de exclusividade e preferência, R$ 400 em 2009, não houve custo neste item em 2010. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia Geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para os membros do Conselho da Administração e Diretoria. Em 2010, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 270 (2009 R$ 240). b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 no montante de R$ 6.235 (2009 R$ 4.314) sendo: Remuneração R$ 3.850 (2009 R$ 2.864) e Participação no Resultado R$ 2.280 (2009 R$ 1.450). A companhia não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho. b.2) Conforme legislação

em vigor, a Companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. c) Participação acionária: Os membros do Conselho de Administração possuem em conjunto a seguinte participação acionária em 31 de dezembro de 2010: Ordinárias 1,764%, Preferenciais 24,293% e do total de ações 11,676%. (10) Gerenciamento de Risco: O Gerenciamento de Riscos é um instrumento essencial para garantir o uso adequado do capital e a melhor relação risco x retorno para a Companhia. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos nas diversas atividades da Companhia são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante às diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado - O risco de mercado está relacionado à probabilidade de perda decorrente dos impactos de flutuações dos preços e taxas de mercado sobre as posições ativas e passivas da carteira própria da Companhia. A política global em termos de exposição a riscos de mercado é conservadora, sendo a estratégia e os limites de VaR (Value at Risk) definidos pelo Comitê de Gestão de Risco de Mercado e seu cumprimento acompanhado diariamente por área independente à gestão das carteiras, através de métodos e modelos estatísticos e financeiros desenvolvidos de forma consistente com a realidade de mercado. A metodologia para apuração do VaR é baseada no modelo paramétrico, com intervalo de confiança de 99% para o horizonte de tempo de um dia e as volatilidades são calculadas pela metodologia EWMA com a utilização de lâmbda de 0,94. Além do VaR, são adotados os parâmetros de risco acumulado mensal e cenários de stress em que são elaborados cenários históricos e hipotéticos para as taxas de mercado e verificados os possíveis impactos nas posições. As informações para elaboração das curvas de mercado são obtidas através da tabela de taxas médias divulgada diariamente pela BMFBOVESPA S.A.. Complementando a estrutura de acompanhamento, controle e gestão de riscos de mercado, são calculados diariamente os valores exigidos de capital para cobertura das exposições ao risco de mercado, em conformidade com a Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.490. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de mercado encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco de Liquidez - O controle e estratégia de liquidez são decididos pelo Comitê de Caixa que se reúne diariamente antes do início das operações, com o objetivo de avaliar o comportamento dos diversos mercados de juros, dólar e bolsas, domésticos e internacionais, bem como, definir as estratégias do dia e avaliar o fluxo de caixa das empresas financeiras. O Comitê de Caixa gerencia o risco de liquidez concentrando sua carteira em ativos de alta qualidade e de grande liquidez, cujas posições são monitoradas on-line e casadas cuidadosamente quanto a moedas e prazos. Adicionalmente, os controles do risco de liquidez utilizam-se de fluxo de caixa projetado diariamente para atendimento à Resolução do Banco Central do Brasil nº 2.804, adotando-se as premissas de fluxo de vencimento das operações financeiras, fluxo de caixa de despesas, o nível de atraso nas carteiras e antecipação de passivos. Risco de Crédito - é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes, dentre outras, mas principalmente, das seguintes situações: a) Da inadimplência dos tomadores de crédito (pessoas físicas, empresas, instituições financeiras) na liquidação dos compromissos assumidos sob posições de empréstimos, ativos financeiros e ou seus respectivos instrumentos derivativos. b) Da possibilidade de desembolsos financeiros para honrar avais, fianças, compromissos de crédito, coobrigações ou operações de natureza semelhante. c) De possíveis renegociações, em termos mais desfavoráveis, das condições pactuadas na operação original. A estrutura de gerenciamento de risco de crédito do Conglomerado Financeiro Alfa deve, em conformidade com as disposições do Art. 3º da Resolução nº 3.721 do Banco Central do Brasil de 30 de abril de 2009, permitir a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que, este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco de crédito encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. Risco Operacional - A Gestão de Risco Operacional tem por objetivo a identificação, avaliação e monitoramento dos riscos operacionais, conceituados na Resolução do Banco Central do Brasil nº 3.380, aos quais o Conglomerado está sujeito, e a consequente adoção de medidas preventivas. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos. Em conformidade com a política institucional, o gerenciamento do risco operacional é de responsabilidade do departamento de Gestão de Riscos. Este departamento reporta-se diretamente à Controladoria, que além de coordenar diretamente as atividades inerentes ao processo, desempenha também o papel de disseminador da cultura de prevenção ao risco operacional pelo Conglomerado. É sua responsabilidade reportar ao Comitê de Controles de Risco Operacional a identificação e ações para correção de eventuais deficiências de controle e gerenciamento de riscos operacionais. Cabe ressaltar que as medidas tomadas e registradas em atas neste comitê serão acompanhadas diretamente pela Presidência e Conselho de Administração do Conglomerado. A descrição da estrutura de gerenciamento de risco operacional encontra-se disponível no site www.alfanet.com.br. (11) Instrumentos Financeiros Derivativos: Em consequência ao crescente nível de sofisticação dos produtos financeiros utilizados pelo mercado, houve uma crescente demanda por instrumentos financeiros derivativos para administração dos riscos envolvidos, em função das variações em taxas de juros, câmbio e preços de ativos. Desta forma, a Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos para atender sua política de gestão de riscos. Tal política baseia-se na utilização de instrumentos financeiros derivativos como forma de minimizar os riscos resultantes das variações em taxas de juros, preços de ativos contidos nos instrumentos financeiros derivativos em operações comerciais e financeiras, podendo-se valer, excepcionalmente, destas operações para a geração de lucro, desde que dentro dos limites de exposição aprovados para a Companhia e com a autorização do Diretor de Tesouraria. Para comercializar instrumentos financeiros derivativos é necessária a existência de limites de crédito previamente aprovados e tais operações são neutralizadas de forma a eliminar eventuais riscos trazidos para a Companhia. Os principais fatores de risco dos instrumentos financeiros derivativos assumidos até 31/12/2010 eram relacionados a taxas prefixadas e todas as operações foram efetuadas para neutralizar exposições com outros instrumentos financeiros da carteira. Portanto, na referida data base não haviam instrumentos financeiros derivativos com outros objetivos que não fossem para proteção patrimonial. Os instrumentos financeiros derivativos são representados por operações de contratos futuros e de swap, registrados na BM&FBOVESPA S.A. ou na CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos e na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), envolvendo taxas prefixadas e mercado interfinanceiro (DI). a) Esses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Abaixo, composição dessa carteira por tipo de instrumento indexador, demonstrada pelo seu valor de custo, referencial e de mercado. Para apuração dos preços de mercado destes contratos foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço, conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. 31/12/2010 Contratos Custo Referência Mercado Pré 567.728 781.553 811.329 Mercado Interfinanceiro 1.425.237 1.722.480 1.722.480 Posição Ativa 1.992.965 2.504.033 2.533.809 Pré 1.425.237 1.785.174 1.794.288 Mercado Interfinanceiro 567.728 707.921 707.921 Posição Passiva 1.992.965 2.493.095 2.502.209 Contratos de Swaps Exposição Líquida – 10.938 31.600 Ativo - Instrumentos Derivativos Curto Prazo 40.729 Ativo - Instrumentos Derivativos Longo Prazo 64.306 Passivo - Instrumentos Derivativos Curto Prazo (26.141) Passivo - Instrumentos Derivativos Longo Prazo (47.294) 31/12/2009 Contratos Custo Referência Mercado Pré 953.683 1.138.520 1.193.902 Mercado Interfinanceiro 1.286.350 1.549.197 1.549.197 Posição Ativa 2.240.033 2.687.717 2.743.099 Pré 1.286.350 1.589.017 1.600.703 Mercado Interfinanceiro 953.683 1.085.206 1.085.206 Posição Passiva 2.240.033 2.674.223 2.685.909 Contratos de Swaps Exposição Líquida – 13.494 57.190 Ativo - Instrumentos Derivativos Curto Prazo 30.679 Ativo - Instrumentos Derivativos Longo Prazo 83.886 Passivo - Instrumentos Derivativos Curto Prazo (21.365) Passivo - Instrumentos Derivativos Longo Prazo (36.010) Contratos Futuros Compromissos de Venda - DI (379.787) (379.787) (379.787) Contratos Futuros (379.787) (379.787) (379.787)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Em 2009 os contratos de futuro registrados em contas de compensação possuíam vencimento acima de 90 dias. O valor total das margens dadas em garantia era de R$ 40.469 (31/12/2009 R$ 13.645) e estava composto por: Títulos do Tesouro Nacional. Os seguintes valores a receber (ativo) e a pagar (passivo) foram registrados em contas patrimoniais sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: 31/12/2010 31/12/2009 Ativo - Passivo Ativo - Passivo Saldo a Saldo Saldo a Saldo Operações Receber a Pagar Receber a Pagar De Swaps 105.035 73.435 114.565 57.375 Total 105.035 73.435 114.565 57.375 Os seguintes resultados foram registrados sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos”: Operações 31/12/2010 31/12/2009 De Swaps (16.723) 6.732 Futuro (1.465) (10.321) Total (18.188) (3.589) O total do ajuste, de marcação a mercado, registrado no resultado foi de: Operações 31/12/2010 31/12/2009 De Swaps 23.034 13.516 Total 23.034 13.516 Os instrumentos financeiros derivativos registrados possuíam os seguintes vencimentos: 31/12/2010 Prazos deVencimento Até De 91 a De 181 a Acima de 90 Dias 180 Dias 360 Dias 360 Dias Total Swaps 3.877 3.861 6.850 17.012 31.600 31/12/2009 Prazos deVencimento Até De 91 a De 181 a Acima de 90 Dias 180 Dias 360 Dias 360 Dias Total Swaps 1.609 2.206 5.499 47.876 57.190 b) Contabilidade de “Hedge”: A Companhia adota a política de proteger operações ativas pré-fixadas em consonância com suas políticas de gestão de risco, levando em consideração as taxas de captação praticadas. Estas operações de “hedge” são realizadas em conformidade com a Circular Bacen nº 3082 de 30/01/2002, que exige avaliação periódica de efetividade do “hedge” e o registro a mercado tanto do instrumento financeiro derivativo como do item objeto de “hedge”, considerando tratar-se de uma operação de “hedge” de risco de mercado. Em 31 de dezembro de 2010 o valor contábil e de mercado dos itens objeto de “hedge” são, respectivamente, R$ 822.829 (2009 R$ 626.785) e R$ 912.304 (2009 R$ 696.580). b.1) Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BMFBOVESPA S.A., acrescidas dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. b.2) A avaliação dos ativos de crédito gerou um ajuste positivo de R$ 89.475 (2009 R$ 69.795 positivo), o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos Diversos”, em contrapartida de adequada conta no resultado do período de operações de crédito. c) Análise de Sensibilidade: Em conformidade com a instrução CVM nº 475, de 17 de dezembro de 2008, a Companhia realiza análises de sensibilidade das operações que possam expô-la a riscos oriundos da volatilidade de fatores de riscos de mercado, a qual poderá gerar prejuízos materiais para suas operações e/ou fluxos de caixa. O quadro disposto abaixo traz valores das exposições em análise, bem como os testes de sensibilidade das mesmas, considerando-se três cenários de estresse possíveis: a) situação de estresse determinada pela Companhia e aprovada em seu Comitê de Gestão de Riscos de Mercado (CGRM), conforme a metodologia descrita na nota sobre Risco de Mercado; b) situação de estresse considerada pela Companhia com deterioração de, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) na variável de risco considerada; e c) situação de estresse considerada pela Companhia com deterioração de, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) na variável de risco considerada. É importante salientar que os cenários “b” e “c” abaixo, estão sendo apresentados por exigência da instrução CVM nº 475, entretanto, referem-se a cenários que a administração da Companhia não acredita que possam ocorrer. 31/12/2010 Estresse - Deterioração Deterioração MTM Alfa de 25% de 50% Exposição Exposição Cenário (a) Cenário (b) Cenário (c) Prefixada 543.038 (12.021) (17.580) (33.369) 31/12/2009 Estresse - Deterioração Deterioração MTM Alfa de 25% de 50% Exposição Exposição Cenário (a) Cenário (b) Cenário (c) Prefixada 500.310 (5.632) (11.234) (21.653) Foi considerada para a análise apresentada acima, a exposição líquida das operações (posições ativas menos posições passivas), ressaltando que estão incluídas todas as posições de derivativos contratadas. (12) Adesão à Anistia Fiscal Concedida Pela Lei nº 11.941/09 (Refis IV): Com base na opinião de seus assessores legais bem como o posicionamento dos Tribunais e das esferas de julgamento administrativas, e considerando as grandes reduções nos valores dos juros, multas e encargos legais concedidos por essa Lei, a Companhia promoveu o pagamento à vista de alguns débitos cuja probabilidade de sucesso recente não vinha se mostrando tão consistente. Os efeitos da adesão a essa anistia fiscal no resultado estão demonstrados a seguir: 31/12/2010 (*) 31/12/2009 Reversão de Provisões 14.101 4.733 Imposto de Renda e Contribuição Social 21.774 2.771 Crédito Tributário (25.447) (2.723) Efeito Líquido no Resultado 10.428 4.781 (*) Refere-se à adesão da Cofins à anistia. (13) Outras Informações: (a) Outros Créditos - Diversos Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Tributos Antecipados 11.944 4.507 Depósitos Judiciais 60.126 46.562 Opções por Incentivos Fiscais 1.507 1.507 Créditos Tributários (nota nº 5 “b”) 58.445 63.835 Devedores Diversos (1) 99.242 75.954 Antecipação Salarial 58 69 Outros Adiantamentos e Valores a Ressarcir 637 881 Valores em Garantias a Receber sobre Contratos Cedidos na Realização de Cessão de Créditos 14.847 23.730 Operações de Cessão de Crédito com Coobrigação (2) 24.502 65.877 Devedores por Compra de Valores e Bens 62 – Total 271.370 282.922 (1) Com destaque para o ajuste positivo obtido na avaliação a valor de mercado dos ativos de crédito objeto de “hedge” conforme descrito na nota 10 “b”. (2) Refere-se a estoque de operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos de crédito pessoal consignado, adquiridas de instituições ligadas. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Resolução CMN 3.533/08, em que a instituição cedente não baixou os créditos da sua carteira de crédito. (b) Despesas Antecipadas: refere-se substancialmente a valores pagos a título de intermediação de negócios às revendas de veículos e às lojas de departamento. Essas despesas, quando não são pagas ou financiadas pelos clientes, são apropriadas ao resultado com base no prazo contratual da operação de crédito. (c) Outros Investimentos: composto basicamente por ações da Visanet, registrados pelo seu valor de custo de aquisição. (d) Outras Obrigações: Fiscais e Previdenciárias Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Provisões para Impostos e Contribuições s/Lucros – 2.172 Impostos e Contribuições a Recolher 82.836 4.002 Provisões para Impostos e Contribuições Diferidos 46.698 48.116 Provisões para Riscos Fiscais (nota 07) 60.504 140.454 Total 190.038 194.744 Diversas Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Provisões de Pessoal e Administrativa 37.270 14.167 Contingência Trabalhista e Ação Cível (nota 07) 17.308 12.290 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 154.258 421.930 Credores Diversos 8.542 20.371 217.378 468.758 (e) Outras Receitas Operacionais: Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Varições Monetárias Ativas s/Tributos a Compensar e Depósitos Judiciais 157 253 Dividendos e Juros sobre o Capital Recebidos ou Declarados de Investimentos Avaliados pelo Método de Custo 1.566 4.842 Outras Rendas Operacionais de Transferência de Ativos Não de Crédito – 1.228 Anistia Fiscal 14.101 8.170 Reversão de Provisões para Riscos Fiscais 16.519 228 Rendas de Atualização de Garantias a Receber de Créditos Cedidos 3.040 4.639 Receita de Recuperação de Encargos 4 76 Outras Rendas Operacionais 214 599 Total 35.601 20.035 DIRETORIA

Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro - Presidente Luiz Alves Paes de Barros Humberto Mourão de Carvalho

CONTADORA

Rubens Bution - Diretor Presidente Adilson Herrero

Ouvidoria: 0800-7220140 (f) Outras Despesas Operacionais: Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Variação Monetária de Tributos 160 819 Atualização e Complemento de Provisão para Riscos Fiscais e de Tributos a Recolher 37.975 20.795 Contingências Trabalhistas e Cíveis 8.083 11.117 Despesas com Cobrança de Créditos Vencidos 1.523 1.579 Perdas com Processos Operacionais 1.227 1.403 Garantias Tomadas – 709 Despesas de Intermediação/ Equalização de Contratos 40.700 9.540 Despesas com Alocação de Contratos Cedidos 1.623 – Outras Despesas Operacionais 18 13 Total 91.309 45.975 (g) Resultado não Operacional: refere-se basicamente a lucros obtidos na venda de investimentos avaliados pelo método de custo e na alienação de valores e bens. Em 2009 este valor corresponde a R$ 71.815 representado pela venda de ações de emissão da Visanet Brasil. (h) A Companhia tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (i) Em atendimento à Deliberação CVM nº 600/09 informamos que a Companhia não mantém planos de remuneração em ações (stock options) e outros benefícios pós-empregos a seus empregados. (j) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, único instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa por intermédio da instituição líder Banco Alfa de Investimento S.A., está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco. (k) Índice de Solvabilidade: O índice de solvabilidade atingiu 19,91% (2009 20,20%) ao final do exercício demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras integrantes do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil e o mínimo de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. Para efeito do cálculo, utilizamos as demonstrações financeiras combinadas das instituições financeiras (Consolidado Operacional), tendo em vista que é dessa forma que o Banco Central do Brasil exerce o monitoramento das instituições financeiras que integram seu conglomerado. Parcelas 31/12/2010 Parcela PEPR 868.919 Parcela PCAM 3.122 Parcela PJUR[1] 2.034 Parcela PJUR[2] 109 Parcela PJUR[3] 7.136 Parcela PJUR[4] 49 Parcela PCOM – Parcela PACS 1.479 Parcela POPR 73.902 Parcela adicional Pre BC – Parcela RBAN 7.234 Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 956.750 Patrimônio de Referência (PR) 1.731.852 Excesso de recursos aplicados no ativo permanente – Patrimônio de Referência para limite de compatibilização 1.731.852 Margem ou Insuficiência 767.868 Índice de Basiléia - em 31/12/2009 20,20% - em 31/12/2010 19,91% (14) Processo de Adaptação das Demonstrações Financeiras às Normas Internacionais de Contabilidade: A edição da Lei nº 11.638/07, visando à convergência das demonstrações financeiras para as normas internacionais de contabilidade, autorizou a Comissão de Valores Mobiliários, o Banco Central do Brasil e demais órgãos e agências reguladoras a celebrar convênio com entidade que tenha como objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade, podendo, no exercício de suas atribuições regulamentares, adotar, no todo ou em parte, os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas. Nessa linha, varias normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Até o momento as seguintes normas foram aprovadas pelo CMN: - Resolução nº 3.566/08 Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); - Resolução nº 3.607/08 Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); - Resolução nº 3.750/09 Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); e - Resolução nº 3.823/09 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25). Não há expectativas de quando serão aprovados os demais pronunciamentos contábeis do CPC pelo CMN, portanto, não há como quantificar os impactos que esses pronunciamentos teriam sobre as demonstrações financeiras da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos. Embora o CMN não tenha aprovado esses pronunciamentos, o mesmo, através da Resolução nº 3.786/09 e Circulares nº 3.472/09 e nº 3.516/10 do Banco Central do Brasil, estabeleceram que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, constituídas sob forma de companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir Comitê de Auditoria devem, a partir de 31 de dezembro de 2010, elaborar anualmente e divulgar em até 90 dias após a data-base de 31 de dezembro suas demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS), seguindo os pronunciamentos internacionais emitidos pelo IASB - International Accounting Standards Board. A Circular nº 3.516/10 do Banco Central estendeu o prazo de divulgação das demonstrações financeiras em IFRS do exercício de 2010 para 120 dias. Com isso a Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos encontra-se em fase de apuração dos efeitos contábeis de transição para IFRS e concluirá esse processo dentro dos prazos estabelecidos pelo Banco Central. Listamos abaixo as principais diferenças observadas na aplicação das normas contábeis em IFRS em relação às normas usadas atualmente: 1 - Utilização da taxa efetiva em determinados ativos financeiros. Procedimento atual: determinadas taxas de serviços financeiros e outros custos relacionados com determinados ativos financeiros, principalmente empréstimos, financiamentos e adiantamentos a clientes, são reconhecidos no resultado no momento da originação da operação. Os custos relacionados a comissões pagas a lojistas e revendedores são registrados na rubrica de “Outros Ativos - Despesas Antecipadas” e reconhecidos no resultado pelo prazo das respectivas operações. IFRS: Tanto as taxas de serviços financeiros como os custos relacionados à originação dessas operações serão diferidos e reconhecidos como ajuste à taxa de juros efetiva. Os custos relacionados a comissões pagas aos lojistas e revendedores fazem parte da taxa efetiva de juros e serão registrados nas contas de empréstimos, financiamentos e adiantamentos de clientes e serão reconhecidos nos resultados dos períodos, na rubrica “Receitas de Juros” pelo prazo das respectivas operações. 2 - Classificação de Ativos Financeiros entre as Categorias: Negociação, Disponíveis para Venda e Mantidos até o Vencimento. Procedimento Atual: As instituições financeiras devem classificar os instrumentos financeiros ativos componentes de suas carteiras nas seguintes categorias: para negociação, disponíveis para venda e mantidos até o vencimento. Essa classificação deve observar alguns critérios exigidos pela Circular nº 3.068/01 do Banco Central do Brasil. IFRS: Embora as normas internacionais exijam a mesma classificação dos instrumentos financeiros requerida pelo Banco Central do Brasil conforme acima, os critérios estabelecidos para definir tal classificação apresentam pequenas diferenças, tais como: - Para fins de IFRS, classificar um instrumento financeiro como “para negociação”, exige que a instituição se assegure de que este instrumento será, comprovadamente, frequentemente negociado. Já pelos critérios do Banco Central é considerado suficiente a intenção da administração em negociá-lo; - Para o IFRS os instrumentos financeiros classificados como mantidos até o vencimento devem permanecer na carteira da instituição até o seu vencimento enquanto que o Banco Central permite sua venda desde que os recursos obtidos sejam utilizados para aquisição de outros instrumentos financeiros com prazos de vencimentos mais longos. 3 - Provisão para Devedores Duvidosos/Ajuste a valor de recuperação de empréstimos e adiantamentos a clientes e instituições financeiras. Procedimento Atual: Constituída com base nos requerimentos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2682/99 que abrangem análise da carteira quanto aos riscos de perda, estratificação por faixas de vencimento e consideração a determinados parâmetros regulamentares. IFRS: Será apurada tomando por base o histórico de perdas e informações conhecidas por ocasião das análises. 4 - Demonstração do Resultado Abrangente Procedimento Atual: Não é requerida. IFRS: A demonstração de resultado abrangente passa a ser exigida e compreende todos os componentes do lucro líquido e de outros resultados abrangentes, representados por outros valores que transitam diretamente pelo patrimônio líquido. São exemplos de outros resultados abrangentes os ganhos ou perdas na remensuração de ativos disponíveis para venda e ganhos e perdas de instrumentos de “hedge” em “hedge” de fluxo de caixa. 5 - Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos sobre Ajustes de IFRS. Procedimento atual: N/A. IFRS: O imposto de renda e a contribuição social diferidos serão contabilizados sobre as diferenças entre os critérios contábeis atuais e os critérios contábeis pelo IFRS, quando aplicável. (15) Caixa e Equivalentes de Caixa: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2010 31/12/2009 No Início do Exercício 440.834 527.149 Disponibilidade 873 2.678 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) 439.961 524.471 No Final do Exercício 553.084 440.834 Disponibilidade 1.514 873 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) 551.570 439.961 Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa 112.250 (86.315) (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da aplicação for igual ou inferior a 90 dias.

Fábio Alberto Amorosino Rubem Clóvis Rocha Cecchini

Regiane Conceição dos Santos CRC 1SP 261.243/P-9

PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos aprovaram, por unanimidade, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, e o Estudo Técnico de Viabilidade de Geração de Lucros Tributáveis, e recomendam a sua aprovação pela Assembléia Geral. São Paulo, 14 de fevereiro de 2011 CONSELHO FISCAL Flamarion Josué Nunes

Luiz Gonzaga Ramos Schubert

Paulo Caio Ferraz de Sampaio

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Ao Conselho de Administração e Acionistas da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração Sobre as Demonstrações Financeiras A administração da Financeira é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada

por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Financeira para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados

nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Financeira. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Financeira Alfa S.A. - Crédito, Financiamento e Investimentos em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Demonstração doValor Adicionado Examinamos também a demonstração do valor adicionado (DVA) para o semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essa demonstração foi submetida aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, está adequadamente apresentada, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 23

BANCO ALFA S.A. C.N.P.J. 03.323.840/0001-83 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP RELATÓRIO DA DIRETORIA Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009,

Ouvidoria: 0800-7220140

acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. Agradecimentos: É indispensável traduzir o reconhecimento do Banco Alfa S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus acionistas e, finalmente, à confiança de

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro 2010

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL PASSIVO

ATIVO Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 11a) Relações Interfinanceiras Pagamentos e Recebimentos a Liquidar Créditos Vinculados Depósitos no Banco Central Correspondentes Operações de Crédito (Nota 04) Operações de Crédito Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos (Nota 05) Diversos Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas (Nota 12c) Realizável a Longo Prazo Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Compromissos de Recompra Vinculados a Prestação de Garantias Operações de Crédito (Nota 04) Setor Privado (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa) Outros Créditos (Nota 05) Diversos Permanente Investimentos Outros Investimentos (Nota 12b) Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciações Acumuladas) Intangíveis Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total Geral do Ativo

2010 101.779 200 9.283 9.283

2009 141.672 247 12.425 12.425

28.662 28.661 – – 1 3.777 2

26.810 18.156 8.478 176 – 2.333 –

3.772 3 57.574

2.328 5 87.798

58.508 (934) 1.538 1.538 745 745 129.362

89.481 (1.683) 1.749 1.749 10.310 10.310 142.825

105.265 96.911 7.414 940 21.316 22.338 (1.022) 2.781 2.781 457 350 350 71 218 (147) 12 17 (5) 24 69 (45)

95.911 – 95.706 205 45.641 47.692 (2.051) 1.273 1.273 534 350 350 122 502 (380) 16 17 (1) 46 164 (118)

231.598

285.031

Circulante Depósitos Depósitos à Vista Depósitos Interfinanceiros Outros Depósitos Captações no Mercado Aberto Carteira Própria Relações Interfinanceiras Recebimentos e Pagamentos a Liquidar Relações Interdependências Recursos em Trânsito de Terceiros Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Diversas (Nota 12d) Exigível a Longo Prazo Outras Obrigações (Nota 12) Fiscais e Previdenciárias Diversas (Nota 12d) Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País (Nota 07a) Reservas de Capital Reservas de Lucros Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva para Aumento de Capital Reserva para Dividendos

Total Geral do Passivo

2010 152.325 120.619 35.589 84.678 352 7.403 7.403 421 421 1.588 1.588 10 10 22.284 90 1.372 795 20.027 15.828 15.828 55 15.773

2009 180.076 43.865 42.215 – 1.650 104.003 104.003 15 15 2.541 2.541 – – 29.652 410 954 505 27.783 46.587 46.587 – 46.587

63.445

58.368

30.000 420 33.025 2.711 30.314 26.930 3.384

27.000 420 30.948 2.393 28.555 25.597 2.958

231.598

285.031

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldos em 31/12/2008 Aumento de Capital - AGE - 30/03/2009 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2009 Mutações do Período Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital - AGE 15/04/2010 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 30/06/2010 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período

seus clientes e instituições financeiras do mercado, que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011 A Diretoria

Capital 25.250 1.750 –

Reservas de Capital 420 – –

Reserva de Lucros 26.913 (900) –

Lucros Acumulados – – 6.848

– – 27.000 1.750 27.000 3.000 –

– – 420 – 420 – –

4.935 – 30.948 4.035 30.948 (2.503) –

(4.935) (1.913) – – – – 6.357

– (1.913) 58.368 5.785 58.368 497 6.357

– – 30.000 3.000 30.000 –

– – 420 – 420 –

4.580 – 33.025 2.077 30.558 –

(4.580) (1.777) – – – 3.425

– (1.777) 63.445 5.077 60.978 3.425

– – 30.000 –

– – 420 –

2.467 – 33.025 2.467

(2.467) (958) – –

– (958) 63.445 2.467

Total 52.583 850 6.848

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Receitas da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado com Títulos e Valores Mobiliários Despesas da Intermediação Financeira Operações de Captação no Mercado Operações de Empréstimos Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Resultado Bruto da Intermediação Financeira Outras Receitas/(Despesas) Operacionais Receitas de Prestação de Serviços Rendas de Tarifas Bancárias Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas Despesas Tributárias Outras Receitas Operacionais (Nota 12e) Outras Despesas Operacionais (Nota 12f) Resultado Operacional Resultado não Operacional (Nota 12g) Resultado antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 08) Provisão para Imposto de Renda Provisão para Contribuição Social Ativo Fiscal Diferido Participações no Lucro Empregados Administradores - Estatutárias Lucro Líquido do Período Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 7b)

2º Semestre Exercício Exercício 2010 2010 2009 21.048 46.268 29.260 14.001 33.600 17.268 7.047 12.668 11.992 9.237 19.446 18.959 4.849 9.289 4.890 – – 244 3.709 679 11.811 (7.429) 1.000 164 (1.683) (3.066) (18) 717 (4.543) 4.382 7 4.389 (646) (652) (424) 430 (318) (78) (240) 3.425 140,23

9.746 411 26.822 (18.868) 1.006 411 (3.292) (6.163) (123) 1.108 (11.815) 7.954 6 7.960 (973) (959) (563) 549 (630) (150) (480) 6.357 260,28

9.796 4.029 10.301 (4.400) 11 510 (3.306) (9.679) (61) 9.419 (1.294) 5.901 4.915 10.816 (3.434) (1.769) (1.412) (253) (534) (144) (390) 6.848 282,77

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 Atividades Operacionais Lucro Líquido do Período Ajustes ao Lucro Líquido Depreciações e Amortizações Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais Títulos e Valores Mobiliários Aplicações Intefinanceiras de Liquidez Operações de Crédito Outros Créditos Outros Valores e Bens Relações Interfinanceiras Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais Relações Interfinanceiras Relações Interdependências Depósitos Operações Compromissadas Instrumentos Financeiros Derivativos Outras Obrigações Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso Aplicações no Intangível Alienação de Bens e Investimentos Alienação de Imobilizados de Usos Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento Atividades de Financiamentos Aumento de Capital Dividendos e Juros sobre o Capital próprio Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento Aumento/(Redução) Líquido de Caixa e Equivalentes Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes

2º Semestre Exercício Exercício 2010 2010 2009 3.425 6.357 6.848 88 (519) 4.404 34 77 92 679 412 4.029 (625) (1.008) 283 10.241 52.899 (57.677) (6.673) (11.206) (35.009) 3.555 3.142 76.553 12.551 54.138 (101.084) (1.084) (1.297) 5.234 2.349 9.565 (10.305) (457) (1.443) 6.934 (12.973) (57.504) 47.292 (2.950) 406 14 1.512 (952) 1.374 (3.250) 76.754 9.083 6.403 (96.601) (1.597) 10 10 – (14.440) (36.137) 38.418 (258) (984) – 781

1.233

– – – –

– – – –

867 (34) (22) 23 3 (30)

– (958)

497 (1.777)

850 (1.913)

(958) (177)

(1.280) (47)

(1.063) (226)

377 200 (177)

247 200 (47)

473 247 (226)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (01) - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas e instruções do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável, concluídas em 07/02/2011 e aprovadas pela reunião de Diretoria em 14/02/2011. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. (02) - PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente serão reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. (b) Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários estabelecido pela Circular Bacen nº 3068 (vide nota nº 03). A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução Bacen nº 2682 (vide nota nº 04). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo, combinado com os seguintes aspectos: c.1) Depreciação do Imobilizado de Uso, representado por sistemas de processamento de dados, calculada pelo método linear à taxa anual de 20% e c.2) Amortização, representado basicamente, por gastos com aquisição e desenvolvimento de logiciais, calculada pelo método linear, pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização para baixa. (d) Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), PIS (0,65%) e COFINS (4%). Também é observada pelo Banco a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, às mesmas alíquotas vigentes utilizadas para a constituição das provisões fiscais (vide nota nº 08). (f) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (03) - TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Derivativos: Composta por: 31/12/2010 31/12/2009 Carteira Própria - Livres: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 125.572 122.340 Vinculados a Prestação de Garantias: Letras Financeiras do Tesouro - LFT 8.354 381 Total - Títulos e Valores Mobiliários 133.926 122.721 Swaps - Diferencial a Receber (nota 11) 1 – Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 1 – Total Geral 133.927 122.721 Representados por títulos de emissão do Tesouro Nacional - LFT R$ 133.926 (31/12/2009 R$ 122.721), com vencimento até 3 meses R$ zero (31/12/2009 R$ 176), 3 meses a 1 ano R$ zero (31/12/2009 R$ 26.634), de 1 a 3 anos R$ 133.926 (31/12/2009 R$ 95.911). Os títulos da carteira foram classificados nas seguintes categorias: a) “Títulos para Negociação”: o valor contábil R$ 28.661 (31/12/2009 R$ 26.634) corresponde ao valor de custo e de mercado desses títulos na data do balanço e foi obtido através de coletas de taxas junto ao mercado, quando aplicável, e validadas através de comparação com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). b) “Títulos Mantidos até o Vencimento” R$ 105.265 (31/12/2009 R$ 96.087), foram classificados em razão da intenção da Administração e da capacidade financeira do Banco em mantê-los até o vencimento. Esses títulos foram mantidos pelo seu valor de aquisição acrescido dos rendimentos auferidos, os quais são registrados em conta adequada do resultado. O valor de mercado desses títulos na data do balanço totalizava R$ 105.251 (31/12/2009 R$ 96.061). (04) - OPERAÇÕES DE CRÉDITO: a) Composição da Carteira de Crédito: Composição 31/12/2010 31/12/2009 Empréstimos e Titulos Descontados 65.881 100.379 Financiamentos 14.965 36.794 Total da Carteira 80.846 137.173 b) Composição da Carteira de Crédito por Faixa de Vencimento Parcelas por Faixas de Vencimento 31/12/2010 A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 50.884 246 51.130 63,3 a vencer de 181 a 360 dias 7.625 196 7.821 9,7 a vencer acima de 360 dias 20.806 794 21.600 26,7 Total Vincendas 79.315 1.236 80.551 99,7 vencidas até 60 dias – 76 76 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 104 104 0,1 vencidas acima de 180 dias – 115 115 0,1 Total Vencidas – 295 295 0,3 Total da Carteira 79.315 1.531 80.846 100,0 Parcelas por Faixas de Vencimento

31/12/2009 A Vencer Vencidos Total % a vencer até 180 dias 66.621 296 66.917 48,7 a vencer de 181 a 360 dias 22.849 247 23.096 16,8 a vencer acima de 360 dias 45.555 1.170 46.725 34,1 Total Vincendas 135.025 1.713 136.738 99,6 vencidas até 60 dias – 92 92 0,1 vencidas de 61 a 180 dias – 264 264 0,2 vencidas acima de 180 dias – 79 79 0,1 Total Vencidas – 435 435 0,4 Total da Carteira 135.025 2.148 137.173 100,0 c) Composição da Carteira de Crédito por Níveis de Risco: Demonstramos a seguir, o saldo da carteira de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999: 31/12/2010 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Mínima Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 29.708 – 29.708 – – A 38.390 – 38.390 192 192 B 283 91 374 4 8 C 10.902 142 11.044 331 845 D 16 326 342 34 34 E – 46 46 14 14 F 7 113 120 60 60 G – 63 63 44 44 H 9 750 759 759 759 Total Carteira 79.315 1.531 80.846 1.438 1.956 31/12/2009 Saldo da Carteira de Crédito Provisão Mínima Níveis de Risco (*) A Vencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 91.544 – 91.544 – – A 2.357 – 2.357 12 12 B 41.010 178 41.188 412 1.637 C 78 119 197 6 198 D 11 129 140 14 140 E 9 361 370 111 370 F 8 366 374 187 374 G 3 110 113 79 113 H 5 885 890 890 890 Total Carteira 135.025 2.148 137.173 1.711 3.734 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias.

d) A carteira de crédito estava composta por operações de títulos descontados, crédito pessoal e cheque especial, realizadas junto a pessoas físicas R$ 37.918 (31/12/2009 R$ 76.039) e jurídicas R$ 42.928 (31/12/2009 R$ 61.134), estas concentradas basicamente na atividade de comércio. e) Durante o exercício foram realizadas operações de cessão de créditos com partes relacionadas e com coobrigação de contratos de crédito pessoal consignados no montante de R$ 144.924 (31/12/2009 R$ 23.758). O resultado das cessões, no montante, de R$ 4.552 (2009 R$ 17 negativo), foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira - Operações de Crédito”. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Circular nº 2568 do Banco Central do Brasil, com a baixa integral do saldo na carteira ativa. Para as cessões com coobrigação efetuadas até Outubro/2009 foi observado o critério contábil estabelecido pela resolução nº 3533 do Banco Central do Brasil, onde os valores cedidos permaneceram registrados no ativo pelo valor, na data do balanço, de R$ 26.110 (31/12/2009 R$ 63.629) e os recursos correspondentes a essas cessões, foram registrados no passivo, na rubrica “Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros” cujo saldo na data do balanço era de R$ 26.107 (31/12/2009 R$ 65.877). As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 9.746 (2009 R$ 9.795) e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações por venda ou transferência de ativos financeiros”. f) O saldo da provisão, incluindo cessão de crédito, atingiu o montante de R$ 1.956 (31/12/2009 R$ 3.734) correspondente a 2,42% do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN 2.682, decorre da expectativa da Administração de possível aumento da inadimplência. No exercício, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 2.217 (2009 R$ 916), sendo recuperados no mesmo período R$ 378 (2009 R$ 442). Em 31 de Dezembro de 2010, o saldo das operações renegociadas era de R$ 578 (31/12/2009 R$ 2.042). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (05) - OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Tributos Antecipados 2 4 Depósitos Judiciais 1.711 879 Opções por Incentivos Fiscais 345 345 Créditos Tributários 1.408 858 Devedores Diversos 627 877 Outros Adiantamentos e Valores a Ressarcir 226 59 Total 4.319 3.022 No exercício, o complemento e a realização dos créditos tributários totalizaram R$ 1.883 e R$ 1.243, respectivamente (31/12/2009 R$ 1.637 e R$ 1.741). A Administração do Banco, estima que a realização destes créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 47% no primeiro ano, 37% no segundo ano, 10% no terceiro ano, 3% no quarto ano e 3% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários, calculado com base na taxa Selic é de R$ 1.177 (31/12/2009 R$ 785). (06) PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Em 31 de dezembro de 2010 os recursos captados no País para repasses a clientes, possuem as seguintes características: Depósitos Interfinanceiros com vencimentos até 03/01/2011 à taxa pré-fixada de 10,64% a.a. (07) - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: O capital social é composto por 24.422.131 ações ordinárias, sem valor nominal. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 15 de abril de 2010, homologada pelo Banco Central do Brasil em 25 de maio de 2010, aprovou a elevação do capital social de R$ 27.000 para R$ 30.000; sendo R$ 2.503 mediante a utilização de parte do saldo da conta Reserva para Aumento de Capital e R$ 497 mediante emissão de 203.831 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendo mínimo de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, podendo ser pago sob a forma de juros sobre o capital próprio, conforme previsto no artigo 19 do Estatuto Social e artigo 9º da Lei nº 9249 de 26/12/1995. Os juros sobre capital próprio referente ao primeiro semestre totalizaram R$ 819, correspondente a R$ 33,35 por lote de mil ações ordinárias, sujeito à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15% quando aplicável. Para o segundo semestre de 2010, foi aprovado o valor de R$ 958, correspondente a R$ 39,20 por lote de mil ações ordinárias, respectivamente, sujeito também à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2.739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,91% ao final do exercício, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. (08) - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Demonstração dos cálculo dos encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social 31/12/2010 31/12/2009 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 7.329 10.282 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (2.932) (4.113) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Créditos Amortizados (216) (7) Juros sobre o capital próprio 711 765 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos e Derivativos (2) (3) Auto de Infração CSL – 1.303 Provisão para Devedores Duvidosos 711 (1.262) Provisões Operacionais (75) 309 Outras Adições e Exclusões 68 (60) Passivos Trabalhistas 213 (113) Total dos encargos devidos no exercício (1.522) (3.181) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 549 (253) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (973) (3.434) (09) - PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: O Banco, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Previdênciarias Cíveis e Movimentação e Fiscais Trabalhistas Total Saldo Final em 31/12/2009 – 983 983 (+) Complemento e Atualização de Provisão 55 34 89 (–) Reversão de Provisão – (548) (548) Saldo Final em 31/12/2010 55 469 524 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial. O Banco possui contingências fiscais avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, com destaque para os autos de infração no montante de R$ 626, lavrados pela Prefeitura de São Paulo para a cobrança de ISS sobre valores registrados em diversas contas contábeis, sob a alegação de se tratar de receitas de prestação de serviços. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas”. (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenização por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelo Juizado Especial Cível. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas analises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas.

(10) - TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Em concordância com os dispositivos legais vigentes, efetuaram-se as seguintes principais transações: 31/12/2010 31/12/2009 Ativo/ Receita/ Ativo/ Receita/ Operações (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Depósitos à Vista (3.282) – (3.886) – Operações Compromissadas (1) (7.403) (2.432) (104.003) (4.424) Operações SWAP (1) (9) (8) – – Depósitos Interfinanceiros (1) (84.678) (6.650) – (107) Obrigações por Venda de Ativos (24.502) (9.443) (65.877) (9.796) Ressarcimento Custos e Prestação de Serviços (2) 183 (734) (14) (1.395) Garantias Prestadas (2) – 990 – – (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo o Banco e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Referem-se, basicamente aos serviços contratados junto às empresas Metro Tecnologia Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 932 (2009 R$ 926), assessoria técnica R$ 106 (2009 R$ 67) e segurança R$ 6 (2009 R$ 5), Metro Sistemas de Informática Ltda., sendo: tecnologia R$ 111 (2009 R$ 157), auditoria interna R$ 180 (2009 R$ 208) e Metro Táxi Aéreo Ltda., sendo transporte aéreo R$ 13 (2009 R$ 32). (b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2010, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 110 (2009 R$ 100). (b.1) Benefícios - Conselho de Administração e Diretoria: Em 2010, foi determinado no montante de R$ 1.829 (2009 R$ 1.495) sendo: Remuneração R$ 1.349 (2009 R$ 1.105) e Participação no Resultado R$ 480 (2009 R$ 390). (b.2) Conforme legislação em vigor, o Banco não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pelo Banco empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (11) - INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: O Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representadas por operações de contratos de troca de moedas ou indexadores - “Swap”, com a finalidade de reduzir a exposição a riscos de taxas de juros. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante as diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado; Risco de Liquidez, Risco de Crédito e Risco Operacional. a) Esses instrumentos financeiros derivativos são registrados na BMFBOVESPA S.A. e na CETIP S.A., envolvendo taxas pré-fixadas e mercado interfinanceiro (DI). A posição em 31 de dezembro desses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais (31/12/2009 R$ zero). Para a apuração dos preços de mercado foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço conforme divulgações da BMFBOVESPA S.A. 31/12/2010 Contratos Custo Referência Mercado Mercado Interfinanceiro 3.322 3.349 3.349 Posição Ativa 3.322 3.349 3.349 Pré 3.322 3.347 3.358 Posição Passiva 3.322 3.347 3.358 Contratos de Swaps - Exposição Líquida – 2 (9) Os valores dos diferenciais a receber e a pagar registrados em contas patrimoniais do ativo e do passivo sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos” correspondiam a R$ 1 (31/12/2009 R$ zero) e R$ 10 (31/12/2009 R$ zero) na data do balanço, respectivamente. O total do ajuste negativo de marcação a mercado registrado no resultado do exercício foi de R$ 10 (2009 R$ zero). Os contratos de swaps e de futuro registrados em contas de compensação possuíam vencimentos: 31/12/2010 31/12/2009 de 91 a de 181 a Até 90 dias 180 dias 360 dias Total Total Swap 2.663 620 66 3.349 – (12) - OUTRAS INFORMAÇÕES: a) Em 31/12/2009 não há posições em aberto nos mercados de derivativos. b) Outros Investimentos: representados basicamente por quotas da Câmara Interbancária de Pagamentos. c) Despesas Antecipadas: representada basicamente pela equalização de operações de Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência R$ 725 (31/12/2009 R$ 10.293). d) Outras Obrigações - Diversas: Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Provisões de Despesas de Pessoal e Administrativa 385 868 Contingência Trabalhista e Civel 469 983 Obrigações por Venda de Ativos Financeiros 26.107 65.877 Credores Diversos 8.839 6.642 Total 35.800 74.370 e) Outras Receitas Operacionais: Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Varições monetárias ativas s/ tributos a compensar e depósitos judiciais 3 3.077 Dividendos e Juros sobre o capital recebidos ou declarados de investimentos avaliados pelo método de custo 6 86 Reversão de Provisões para Passivos Contingentes e Administrativa 1.098 5.999 Outras Rendas Operacionais 1 257 Total 1.108 9.419 f) Outras Despesas Operacionais: Composto por: 31/12/2010 31/12/2009 Atualização de Tributos a Recolher (5) (14) Provisão para Riscos Fiscais (49) – Provisão Contingências Trabalhistas e Cíveis (451) (355) Despesas com Equalização de Contratos (11.216) (80) Processos Operacionais (94) (845) Total (11.815) (1.294) g) Resultado não Operacional: composto por lucros não recorrentes no montante de R$ 2 (2009 R$ 4.809) obtidos na alienação de ações classificadas no ativo permanente e ganhos de capital de R$ 5 (2009 R$ zero). O Banco tem como política segurar seus valores e bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, único instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa por intermédio da instituição líder Banco Alfa de Investimento S.A., está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco. (13) ALTERAÇÕES NA LEI DAS S.A. (LEI Nº 6.404): A Lei nº 11.638 publicada no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2007 e complementada pela Lei nº 11.941 de 28 de maio de 2009 alterou diversos dispositivos da Lei nº 6.404 (Sociedade por Ações) Com vistas a regulamentar essas alterações, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) editou diversos pronunciamentos contábeis de 2008 a 2010. A normatização do Banco Central do Brasil editada até o momento considera: a) tratamento do saldo das reservas de capital e da destinação dos lucros acumulados; b) tratamento do ativo imobilizado e diferido; c) reconhecimento, mensuração e divulgação de perdas em relação ao recuperável; d) apresentação da demonstração do fluxo de caixa, em substituição a demonstração das origens e aplicações de recursos; e) divulgação sobre partes relacionadas; f) reconhecimento e mensuração de provisões, ativos e passivos contingentes. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do Bacen editadas até o momento, apenas os itens (c), (d) e (e) impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras do Banco Alfa S.A. (14) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2010 31/12/2009 No início do exercício 247 473 Disponibilidade 247 473 No final do exercício 200 247 Disponibilidade 200 247 Caixa e equivalente de caixa (47) (226)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

24 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 23 de março de 2011

BANCO ALFA S.A. C.N.P.J. 03.323.840/0001-83 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP DIRETORIA Rubens Bution Diretor Presidente

Antonio César Santos Costa

Ouvidoria: 0800-7220140

CONTADORA Christophe Y. François Cadier

Danielle Silva Moreira Contadora CRC 1SP 282.811/P-0

Fabio Alberto Amorosino

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS À Diretoria e Acionistas do Banco Alfa S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais do Banco Alfa S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras: A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores

independentes: Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos do Banco. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das

práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião: Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Alfa S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0

e Vendas de imóveis novos despencam Medidas anunciadas pelo governo para conter o consumo prejudicam renegociação de dívidas. Marianne Hanson, economista da CNC.

conomia

Queda em janeiro chegou a 45% em relação a igual período de 2010 e 83,3% em relação a dezembro, de acordo com levantamento mensal feito pelo Secovi-SP Epitácio Pessoa/AE

A

capital paulista registrou em janeiro o menor volume de vendas de imóveis novos desde 2004, com recuo de 45% em relação a igual período do ano anterior, passando de 1.508 para 830 unidades, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Em relação a dezembro, quando foram vendidas 4.960 unidades, o resultado representa queda de 83,3%. Os lançamentos, por outro lado, registraram leve alta de 1,9% em janeiro em relação a igual mês do ano passado, somando 601 unidades. Segundo a entidade, a performance reflete um forte efeito da tradicional sazonalidade do período de férias. Em nota, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, considera o recuo pontual e pondera que ainda é cedo para traçar tendências. Os imóveis com idade máxima de 180 dias desde o lançamento representaram 74% do total comercializado no mês. Os seis primeiros meses, a partir do lançamento, tradicionalmente concentram o maior esforço de divulgação do produto. O segmento de dois quartos somou 37% do total comercializado na capital. Imóveis com três dormitórios ficaram com a segunda maior participação, com 31% do total. Já as unidades de quatro dormitórios atin-

Foram vendidas 830 unidades habitacionais no primeiro mês do ano, ante as 1.508 de janeiro de 2010. O volume é o menor registrado para o período desde 2004. O Secovi-SP afirma, porém, que a queda nos negócios reflete o efeito da tradicional sazonalidade do período de férias.

giram participação de 20,4%. Em termos de área útil, cerca de 36,4% das unidades comercializadas no primeiro mês do ano tinham área útil média entre 46 e 65 metros quadrados. Outros 24,6% possuíam área entre 66 e 85 metros quadrados. O indicador vendas sobre oferta (VSO) da cidade de São Paulo desacelerou de 29,2% em dezembro para 6,7% em ja-

neiro. Em janeiro de 2010, o indicador estava em 11,3% O VSO expressa a relação entre o volume de unidades vendidas e a oferta existente no mês. Grande SP – As vendas de imóveis novos caíram 32,5% em janeiro na comparação com igual período do ano anterior na região metropolitana de São Paulo, que engloba 38 cidades e a capital. No período

foram comercializados 2.535 imóveis, dos quais 32,7% estavam localizados na capital. Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), os lançamentos da região metropolitana somaram 1.610 imóveis no período, com a capital respondendo por 37,3% do total (601 unidades). Enquanto a capital mostrou expansão de 1,9% no

número de unidades lançadas em relação a um ano antes, a região metropolitana registrou queda de 4,7%. No segmento de imóveis comerciais, janeiro contou com o lançamento de apenas um empreendimento, com 31 conjuntos, na capital. Para Celso Petrucci, é nítida a tendência de redução da relevância da cidade de São Paulo nos resultados da região. Até

2006, a capital representava de 74% a 80% do mercado e, desde então, vem passando por um processo gradual de queda de participação. Segundo o Secovi-SP, esse recuo se deve à legislação urbana restritiva do município, que diminuiu o potencial de edificação e tem, consequentemente, levado à migração dos empreendimentos para outras cidades. (AE)

Marcelo Justo/Folhapress

CNC faz alerta para inadimplência

A

inadimplência das famílias endividadas pode crescer nos próximos meses. O alerta foi feito pela economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Marianne Hanson, ao comentar ontem, em São Paulo, a pesquisa "Endividamento e Inadimplência do Consumidor" realizada em março. Conforme o levantamento, realizado com 17,8 mil consumidores em todo o País, a parcela de famílias endividadas que informaram não ter condições de pagar seus débitos passou de 7,7% para 8,4% de fevereiro para março. "Esse é um indicador importante de antecedente. Se esta parcela está subindo, pode ser que tenhamos um aumento no nível de inadimplência nos próximos meses", afirmou. Na avaliação da especialista, o anúncio das medidas para conter a demanda anunciada pelo governo, no final do ano passado, pode explicar parte da dificuldade maior do brasileiro em pagar suas dívidas em março. Ela comentou que as decisões do governo ajudaram não somente a restringir a oferta de crédito, como também a diminuir os prazos de financiamentos. "Com isso, também houve uma piora, para o consumidor, nas modalidades de renegociação de dívidas a prazo", disse. Para Marianne, o cenário de inadimplência no País só não conta com pioras mais significativas no momento devido à manutenção no cenário positivo em termo de mercado de trabalho, com boa oferta de vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). A especialista lembrou ainda que, desde o início do ano, o custo de vida do brasileiro vem aumentando significativamente devido ao avanço da inflação. Isso também ajuda bastante a diminuir o poder aquisitivo do consumidor, bem como sua capacidade de quitar débitos anteriores. (AE)

Venda de material de acabamento subiu 19,29% em relação a fevereiro de 2010, enquanto materiais de base aumentaram 2,98%.

Construção: comércio cresce 11%. A

s vendas de materiais de construção no varejo nacional cresceram 11,46% no mês passado em relação a fevereiro de 2010, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Na comparação com janeiro deste ano, o setor obteve alta de 5,52% nas vendas. O nível de empregos gerados por essa indústria cresceu 9,32% frente a um ano antes e 0,48% em relação

a janeiro desse ano. O presidente da entidade, Melvyn Fox, observa que em janeiro as compras se reduziram em função da queda típica do consumo no período. Segundo ele, a tendência de crescimento deve ser acentuada nos próximos meses. Na análise por segmento, as vendas dos materiais de acabamento cresceram 19,29% em relação a fevereiro do ano passado, enquanto as de materiais de base

subiram apenas 2,98%. Ante janeiro, as vendas da indústria de acabamento aumentaram 4,47%, e as de materiais de base, 1,7%. Na opinião de Fox, é provável que nos próximos meses os dois segmentos se aproximem do equilíbrio. No primeiro bimestre do ano, foi apurada uma expansão de 6,35% nas vendas de materiais frente a igual período do ano passado, com queda de 0,2% no segmento de materiais básicos e

alta de 15% para os produtos de acabamento. O resultado, conforme a Abramat, já sinaliza para o cumprimento da previsão da entidade de crescimento em torno de 9% para este ano. No acumulado de 12 meses, o faturamento da indústria cresceu 10,6% a igual período anterior. No mesmo intervalo, a venda de materiais básicos subiu 7,95%, enquanto as vendas de acabamentos subiram cerca de 15,15%. (AE)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

ECONOMIA/LEGAIS - 25

ALFA ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. C.N.P.J. 46.570.800/0001-49 SEDE: ALAMEDA ARAGUAIA, 933 - CONJUNTO 32 - BARUERI - SP Ouvidoria: 0800-7220140

RELATÓRIO DA DIRETORIA

Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A., correspondentes às atividades desenvolvidas durante os exercícios findos em 31 de

dezembro de 2010 e 2009, acrescidas das notas explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras. É indispensável traduzir o reconhecimento da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO

2010 406.357 2.172 312.908 312.908

2009 118.250 2.134 400 400

Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos eValores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) 53.965 84.429 Carteira Própria 29.285 63.951 Vinculados à Prestação de Garantias 14.204 17.698 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) 10.476 2.780 Operações de Arrendamento Mercantil 14.044 9.344 Operações de Arrendamento a Receber: Setor Privado 376.768 498.380 (Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil) (359.018) (482.954) Valores Residuais a Realizar 241.813 281.118 (Valores Residuais a Balancear) (241.813) (281.118) (Provisão para Crédito de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa) (3.706) (6.082) Outros Créditos 20.542 19.045 Negociação e Intermediação de Valores – 187 Diversos (Nota 12a) 20.542 18.858 OutrosValores e Bens 2.726 2.898 Outros Valores e Bens 2.251 2.657 (Provisões para Desvalorizações) (446) (403) Despesas Antecipadas (Nota 12b) 921 644 Realizável a Longo Prazo 53.099 68.504 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 15.012 – Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 15.012 – Títulos eValores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) 6.062 43.873 Carteira Própria – 30.348 Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) 6.062 13.525 Operações de Arrendamento Mercantil (8.699) (10.740) Operações de Arrendamento a Receber: Setor Privado 271.350 443.397 (Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil) (271.350) (443.397) Valores Residuais a Realizar 300.904 514.956 (Valores Residuais a Balancear) (300.904) (514.956) (Provisão para Crédito de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa) (8.699) (10.740) Outros Créditos 39.324 32.343 Diversos (Nota 12a) 39.324 32.343 OutrosValores e Bens 1.400 3.028 Despesas Antecipadas (Nota 12b) 1.400 3.028 Permanente 1.087.645 1.594.074 Imobilizado de Uso 50 71 Outras Imobilizações de Uso 125 638 (Depreciações Acumuladas) (75) (567) Imobilizado de Arrendamento (Nota 05) 1.087.592 1.593.997 Bens Arrendados 1.918.143 2.315.110 (Depreciações Acumuladas) (830.551) (721.113) Diferido 3 6 Gastos de Organização e Expansão 9 34 Amortização Acumulada (6) (28) TOTAL GERAL DO ATIVO 1.547.101 1.780.828

PASSIVO Circulante Depósitos Depósitos Interfinanceiros (Nota 06a) Recursos de Aceites Cambiais e Emissão deTítulos Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil (Nota 06b) Recursos de Debêntures (Nota 06c) Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) Outras Obrigações Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias (Nota 12c) Diversas (Nota 12c) Exigível a Longo Prazo Depósitos Depósitos Interfinanceiros (Nota 06a) Recursos de Aceites Cambiais e Emissão deTítulos Recursos de Letras de Arrendamento Mercantil (Nota 06b) Recursos de Debêntures (Nota 06c) Instrumentos Financeiros Derivativos Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 10a) Outras Obrigações Fiscais e Previdenciárias (Nota 12c) Diversas (Nota 12c) Resultados de Exercícios Futuros Resultados de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País Reservas de Lucros Reserva Legal Reservas Estatutárias Reserva para Aumento de Capital Reserva Especial para Dividendos

TOTAL GERAL DO PASSIVO

2010 529.437 21.506 21.506

2009 568.415 36.466 36.466

252.361

91.391

248.497 3.864 9.226 9.226 246.344 2.482 3.983 239.879 748.527 181.136 181.136

59.189 32.202 2.113 2.113 438.445 2.726 1.396 434.323 953.370 5.488 5.488

264.647

318.049

263.969 678 6.329 6.329 296.415 16.705 279.710 3.183 3.183 265.954

313.762 4.287 9.328 9.328 620.505 37.698 582.807 8.065 8.065 250.978

178.300 87.654 17.001 70.653 47.498 23.155

178.300 72.678 15.876 56.802 35.032 21.770

1.547.101 1.780.828

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Eventos Saldo em 31/12/2008 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Dividendos Saldos em 31/12/2009 Mutações do Período Saldos em 31/12/2009 Lucro Líquido do Exercício Destinações: Reservas Juros s/Capital Próprio Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 30/06/2010 Lucro Líquido do Semestre Destinações: Reservas Juros sobre o Capital Próprio Saldo em 31/12/2010 Mutações do Período

Capital 178.300 –

Reservas de Lucros 58.106 –

Lucros Acumulados – 19.111

– – 178.300 – 178.300 –

14.572 – 72.678 14.572 72.678 –

(14.572) (4.539) – – – 22.489

– (4.539) 250.978 14.572 250.978 22.489

– – 178.300 – 178.300 –

14.976 – 87.654 14.976 85.562 –

(14.976) (7.513) – – – 4.609

– (7.513) 265.954 14.976 263.862 4.609

– – 178.300 –

2.092 – 87.654 2.092

(2.092) (2.517) – –

– (2.517) 265.954 2.092

Totais 236.406 19.111

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (01) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas e instruções do Banco Central do Brasil (BACEN), da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), quando aplicável, concluídas em 07/02/2011 e aprovadas pela reunião de Diretoria em 14/02/2011. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, cujas atividades incluem as carteiras de arrendamento mercantil, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: As receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. As rendas das operações de arrendamento mercantil vencidos há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente serão reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: Demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil dos títulos e valores mobiliários estabelecidos pela Circular Bacen nº 3068 (vide nota nº 03). Os contratos de arrendamento mercantil estão registrados pelo valor contratual, em contrapartida à conta retificadora de rendas a apropriar de arrendamento, corrigidos de acordo com as condições determinadas nos contratos de arrendamento, cujo efeito de correção é nulo no resultado. A Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa foi constituída considerando a atual conjuntura econômica, a experiência de anos anteriores e a expectativa de realização da carteira, de forma que apure a adequada provisão em montante suficiente para cobrir riscos específicos e globais, associada à provisão calculada de acordo com os níveis de risco e os respectivos percentuais mínimos estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682 (vide nota nº 04 “d”). (c) Ativo Permanente: Demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, considerando os seguintes aspectos: • Depreciação dos Bens Arrendados, calculada pelo método linear, às taxas permitidas pela Legislação Fiscal com redução de 30% na vida útil do bem e obedecem às Portarias nº 431 de 23/12/1987 e nº 113 de 23/02/1988. As taxas anuais de depreciação, sem consideração da referida dedução, são: máquinas e equipamentos de 10% a 30%, veículos e afins de 20% a 25% e outros bens de 4% a 20%. Quando do exercício da opção de compra, caso a diferença entre o Custo de Aquisição e o valor da Depreciação Acumulada for maior que o valor residual pago pelo arrendatário, tal excesso é transferido para a conta Perdas de Arrendamento a Amortizar, para amortização pelo restante do prazo da vida útil normal do bem; se entretanto for menor, será reconhecido como receita de acordo com a Portaria nº 564 do Ministério da Fazenda. • Depreciação do Imobilizado de Uso, calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Veículos e Equipamentos de Processamento de Dados 20% e demais itens 10%. • Amortização do Diferido, basicamente, representado por benfeitorias em imóveis de terceiros e programas de processamento de dados, calculada pelo método linear pelo prazo máximo de 05 anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: Demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias e cambiais incorridos, deduzidos das correspondentes despesas a apropriar. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%). Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, calculadas às alíquotas 15% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente (vide nota nº 07 “b”). (f) Estimativas Contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (03) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos Composta por: 31/12/2010 31/12/2009 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 29.285 21.504 Cotas de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (*) – 72.795 Títulos Livres 29.285 94.299 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 14.204 17.698 TítulosVinculados 14.204 17.698 Total -Títulos eValores Mobiliários 43.489 111.997 Swaps - Diferencial a Receber (Nota 10) 16.538 16.305 Total - Instrumentos Financeiros Derivativos 16.538 16.305 Total Geral 60.027 128.302 (*) Cotas subordinadas decorrentes de cessão de recebíveis. b) Classificação deTítulos eValores Mobiliários por Categoria 1 ano Acima de Saldo em Saldo em Títulos a 3 anos 3 anos 31/12/2010 31/12/2009 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 19.250 24.239 43.489 39.202 Títulos para Negociação 19.250 24.239 43.489 39.202 Cotas de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios – – – 72.795 Títulos Disponíveis paraVenda – – – 72.795 Títulos eValores Mobiliários 19.250 24.239 43.489 111.997 % Concentração por Prazo 44,3 55,7 100,0 100,0 “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de taxas junto ao mercado, quando aplicável, e validado principalmente através de comparação com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O ajuste negativo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 3 (31/12/2009 R$ 10 negativo), obtido entre os valores de custo atualizado R$ 43.492 (31/12/2009 R$ 39.212) e de mercado R$ 43.489 (31/12/2009 R$ 39.202), foi registrado em conta adequada do resultado. b) Os valores de custo e de mercado dos títulos classificados na categoria Disponíveis para Venda correspondiam a R$ zero (31/12/2009 R$ 72.795). As cotas de fundos são custodiadas na CETIP e os títulos públicos no SELIC. (04) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL: A carteira está representada pelas operações de leasing pelo método financeiro, demonstradas pelo valor presente dos contratos, cujo saldo totalizava R$ 595.937 (31/12/2009 R$ 883.968) na data do balanço. a) Composição das Operações Apresentada nas Diversas Contas Patrimoniais 31/12/2010 31/12/2009 Arrendamento a Receber - Setor Privado 648.118 941.494 (1) Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil (630.368) (926.351) Imobilizado de Arrendamento Líquido de Depreciação (2) 1.084.383 1.585.958 Credores por Antecipação de Valor Residual (3) (506.196) (717.133) Valor Presente dos Contratos de Arrendamento Mercantil 595.937 883.968

(1) Em 31/12/2009 não considera os adiantamentos a fornecedores R$ 283. (2) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional R$ 3.209 (31/12/2009 R$ 8.039). (3) Credores por Antecipação de Valor Residual estão classificados no balanço na rubrica “Outras Obrigações - Diversas”. b) Composição da Carteira por Faixas deVencimento Parcelas por Faixas de 31/12/2010 Vencimento AVencer Vencidos Total % AVencer - até 180 dias 200.867 3.706 204.573 34,3 - de 181 a 360 dias 141.688 2.226 143.914 24,2 - acima de 360 dias 241.709 2.998 244.707 41,1 TotalVincendas 584.264 8.930 593.194 99,6 Vencidas - até 60 dias – 840 840 0,1 - de 61 a 180 dias – 1.234 1.234 0,2 - acima de 180 dias – 669 669 0,1 TotalVencidas – 2.743 2.743 0,4 Total da Carteira (*) 584.264 11.673 595.937 100,0 Parcelas por Faixas de 31/12/2009 Vencimento AVencer Vencidos Total % AVencer - até 180 dias 285.933 4.129 290.062 32,8 - de 181 a 360 dias 209.185 3.176 212.361 24,0 - acima de 360 dias 371.312 6.988 378.300 42,8 TotalVincendas 866.430 14.293 880.723 99,6 Vencidas - até 60 dias – 993 993 0,1 - de 61 a 180 dias – 1.497 1.497 0,2 - acima de 180 dias – 755 755 0,1 TotalVencidas – 3.245 3.245 0,4 Total da Carteira (*) 866.430 17.538 883.968 100,0 (*) Esse saldo não considera as operações de leasing operacional R$ 2.812. c) Composição da Carteira por Setor de Atividade 31/12/2010 31/12/2009 Setores de Atividade Valor % Valor % Indústria 78.821 13,2 124.976 14,1 Comércio 89.958 15,1 93.461 10,6 Intermediários Financeiros 777 0,1 1.376 0,2 Outros Serviços 120.423 20,2 178.598 20,2 Pessoas Físicas 304.386 51,1 483.191 54,6 Rural 1.572 0,3 2.366 0,3 Setor Privado 595.937 100,0 883.968 100,0 Total da Carteira (*) 595.937 100,0 883.968 100,0 d) Classificação da Carteira por Níveis de Risco A composição da carteira e a constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa nos correspondentes níveis de risco, conforme estabelecido na Resolução CMN nº 2.682 de 21/12/1999, estão demonstrados a seguir: 31/12/2010 Níveis Saldo da Carteira de Crédito Provisão de (*) Mínima Risco AVencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 51.471 – 51.471 – – A 452.797 – 452.797 2.264 3.816 B 65.632 1.860 67.492 675 675 C 12.364 1.752 14.116 423 423 D 745 781 1.526 152 152 E 175 707 882 265 265 F 166 580 746 373 373 G 186 501 687 481 481 H 728 5.492 6.220 6.220 6.220 Total 584.264 11.673 595.937 10.853 12.405 31/12/2009 Níveis Saldo da Carteira de Crédito Provisão de (*) Mínima Risco AVencer Vencidos Total Exigida Contábil AA 86.665 – 86.665 – – A 633.030 – 633.030 3.165 4.748 B 112.472 2.986 115.458 1.155 1.845 C 27.832 3.378 31.210 936 936 D 1.392 2.256 3.648 365 365 E 3.288 2.167 5.455 1.637 1.637 F 492 1.263 1.755 877 877 G 249 859 1.108 775 775 H 1.010 4.629 5.639 5.639 5.639 Total 866.430 17.538 883.968 14.549 16.822 (*) Inclui os créditos vencidos até 14 dias. e) No exercício foram realizadas operações de cessão de créditos com partes relacionadas e com coobrigação de contratos no montante de R$ 123.173 (31/12/2009 R$ zero). O resultado das cessões no montante de R$ 4.109 (2009 R$ zero) foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira - Operação de Arrendamento Mercantil”. Para registro dessas operações foi observado o critério contábil estabelecido pela Circular nº 2568 do Banco Central do Brasil, com a baixa integral do saldo na carteira ativa. Para operações de cessão de créditos com coobrigação de contratos realizadas em 2008 foi observado o critério contábil estabelecido pela resolução nº 3.533 do Banco Central do Brasil. As despesas resultantes dessa obrigação no exercício foram de R$ 21.462 (2009 R$ 61.414) e estão registradas na Demonstração de Resultado sob a rubrica “Operações de Venda ou Transferência de Ativos Financeiros”. Estas operações foram liquidadas no decorrer do 3º trimestre de 2010. f) O saldo da provisão para crédito de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa, incluindo cessão de crédito, atingiu o valor de R$ 12.405 (31/12/2009 R$ 16.822), correspondente a 2,08% (31/12/2009 1,90%) do total da carteira. A provisão constituída acima do mínimo requerido pela Resolução CMN nº 2682, decorre da expectativa da administração de possível aumento da inadimplência. No exercício, os créditos amortizados para prejuízo totalizaram R$ 7.933 (2009 R$ 3.466), sendo recuperados no mesmo período R$ 1.260 (2009 R$ 693). Em 31 de dezembro de 2010, o saldo das operações renegociadas era de R$ 15.502 (31/12/2009 R$ 8.099). O saldo apresentado considera como renegociação qualquer acordo ou alteração nos prazos de vencimento, e nas condições de pagamento originalmente pactuadas, em operações de crédito que tenham apresentado alguma deterioração nas condições de risco. (05) IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO 31/12/2010 31/12/2009 Máquinas e Equipamentos 306.261 355.371 Máquinas e Equipamentos - Leasing Operacional 4.043 11.749 Veículos e Afins 1.522.200 1.874.167 Veículos e Afins - Leasing Operacional 1.356 693 Aeronaves 21.226 21.226 Outros Bens Arrendados 7.836 9.216 Perdas em Arrendamentos a Amortizar 99.181 68.834 Perdas em Arrend. a Amortizar Leasing Operacional 2.037 1.779 Amortização Acumulada (44.896) (27.355) Amortização Acumulada - Leasing Operacional (1.101) (570) Total Bens Arrendados 1.918.143 2.315.110 Depreciações Acumuladas (808.903) (839.267) Depreciações Acumuladas - Leasing Operacional (3.128) (5.613) Superveniência (Insuficiência) de Depreciações (18.520) 123.767 Total Depreciação Acumulada (830.551) (721.113) Total Geral 1.087.592 1.593.997 Em atendimento às diretrizes contábeis estabelecidas pela Circular Bacen nº 1.429/1989, e objetivando compatibilizar práticas contábeis específicas (vide nota 02) com o valor presente dos fluxos futuros das carteiras de arrendamento, foi calculado o valor atual dos Arrendamentos a Receber utilizando-se à taxa interna de retorno de cada contrato. O valor assim apurado foi comparado com o valor residual contábil dos bens arrendados, registrandose a diferença em Insuficiência ou Superveniência de Depreciação, em contrapartida do resultado. Em conseqüência, a Companhia registrou um ajuste negativo no exercício de R$ 142.287 (2009 R$ 20.220 positivo).

acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a organização como sempre fizeram. Barueri, 11 de fevereiro de 2011 A Diretoria

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 2º Semestre Exercício Exercício Descrição 2010 2010 2009 Receitas da Intermediação Financeira 356.080 797.069 744.798 Operações de Arrendamento Mercantil 342.857 770.085 717.683 Resultado com Títulos e Valores Mobiliários 13.223 26.984 27.115 Despesas da Intermediação Financeira 329.483 740.250 685.952 Operações de Captação no Mercado 31.617 54.409 53.377 Operações de Arrendamento Mercantil 292.526 657.133 561.882 Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos 1.876 4.064 9.021 Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros 2.175 21.462 61.414 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 1.289 3.182 258 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 26.597 56.819 58.846 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais (17.210) (21.214) (32.342) Receitas de Prestação de Serviços 78 205 4.379 Rendas de Tarifas Bancárias 1.219 2.768 4.667 Despesas de Pessoal (6.107) (12.785) (13.390) Outras Despesas Administrativas (9.102) (15.115) (17.371) Despesas Tributárias (2.051) (4.846) (4.770) Outras Receitas Operacionais (Nota 12d) 2.251 20.353 11.615 Outras Despesas Operacionais (Nota 12d) (3.498) (11.794) (17.472) Resultado Operacional 9.387 35.605 26.504 Resultado não Operacional (Nota 12e) 41 67 (969) Resultado antes daTributação s/o Lucro e Participações 9.428 35.672 25.535 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 07a) (4.640) (12.820) (6.049) Provisão para Imposto de Renda (7.663) (13.597) (3.021) Provisão para Contribuição Social (737) (4.630) (2.153) Ativo Fiscal Diferido 3.760 5.407 (875) Participações no Lucro (179) (363) (375) Empregados (179) (363) (375) Resultado do Período 4.609 22.489 19.111 Resultado por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 08a) 224,99 1.097,83 932,93 (06) PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Em 31 de dezembro de 2010 os recursos captados no País para repasses a clientes, possuem as seguintes características: a) Depósitos Interfinanceiros com vencimentos até 13/02/2013 à taxa pré-fixada de 11,85% a.a. e pós-fixada indexada que variam de 108, 50% a 112,42% do CDI. b) Letras de Arrendamento Mercantil com vencimentos até 01/12/2015 à taxa pós-fixada indexado que variam de 95% a 110% do CDI, pós-fixada indexado de 100% da Selic mais taxa pré-fixada que variam de 1,96% até 1,98% a.a. e também taxa pré-fixada que variam de 10,70% a 13,26% a.a. c) Debêntures simples para colocação privada, não conversíveis em ações, no valor nominal de R$ 3.650, com vencimento até 18/01/2012 e taxa pós-fixada indexada que variam de 104% a 105% do CDI. (07) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do Cálculo dos Encargos com Imposto de Renda e Contribuição Social 31/12/2010 31/12/2009 Lucro antes daTributação, Deduzido das Participações no Lucro 35.309 25.160 IR e CS às Alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (14.123) (10.064) Efeito das Adições e Exclusões: Juros sobre o Capital Próprio 3.005 – Créditos Baixados para Prejuízo (204) 42 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 1.767 1.212 Ajuste aoValor de Mercado deTítulos e Derivativos (561) 659 Resultado Obtido com Derivativos não Liquidados (33) 33 Insuficiência de Depreciação Líquido do Prejuízo Fiscal de Imposto de Renda (25.238) 2.588 Contingências Fiscais, Cíveis e Trabalhistas (1.052) 2.397 Outras Adições e Exclusões (513) 1.288 Total dos Encargos Devidos no Exercício (36.952) (1.845) Obrigações Fiscais Diferidas 600 (741) Imposto de Renda Diferido sobre o Ajuste Financeiro das Operações de Leasing 18.125 (2.588) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 5.407 (875) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (12.820) (6.049) (b) CréditosTributários de Imposto de Renda e Contribuição Social Saldos ConstiRealiOrigem 31/12/2009 tuição zação 31/12/2010 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 6.729 5.104 (6.871) 4.962 Créditos Baixados para Prejuízo 1.375 618 (414) 1.579 Insuficiência de Depreciação e Prejuízo Fiscal – 5.756 (949) 4.807 Contingências Fiscais, Cíveis e Trabalhistas 1.198 2.316 (1.285) 2.229 Outros Créditos Tributários 534 2.126 (995) 1.665 Subtotal 9.836 15.920 (10.514) 15.242 Contribuição Social a Compensar 1.756 38 (1.338) 456 Total 11.592 15.958 (11.852) 15.698 % sobre Patrimônio Líquido 4,6% 5,9% A administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico, estima que a realização desses créditos tributários ocorrerá em 5 anos na seguinte proporção : 34% no primeiro ano, 39% no segundo ano, 19% no terceiro ano, 4% no quarto ano e 4% no quinto ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários, calculado com base na taxa SELIC é de R$ 12.807 (31/12/2009 R$ 9.630). (08) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: Está dividido em 20.485.056 de ações nominativas, sendo 12.291.033 de ações ordinárias e 8.194.023 de ações preferenciais, sem valor nominal. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendos mínimos de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações, cabendo às ações preferenciais, prioridade na percepção de um dividendo anual de 6% a.a. sobre o valor nominal do capital correspondente a essas ações. O pagamento desses dividendos está vinculado à deliberação da Assembléia Geral. Para o segundo semestre de 2010, foi aprovado o pagamento de juros sobre o capital próprio no valor de R$ 2.517 apenas para ações preferenciais que corresponde R$ 307,20 por lote de mil ações. No primeiro semestre de 2010 foram pagos juros sobre o capital próprio no valor de R$ 4.996 correspondente a R$ 201,68 e R$ 307,20 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. (c) O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,91% ao final do exercício, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. (09) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) As operações entre partes relacionadas são efetuadas às taxas e valores médios praticados com terceiros. Os ressarcimentos de custos referem-se a agenciamentos de operações, prestação de serviços e rateio de despesas. 31/12/2010 31/12/2009 Ativo Receita Ativo Receita Operações (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Disponibilidades 1.850 – 1.707 – Depósitos Interfinanceiros (1) 125.278 1.148 (41.554) (34.809) Operações Compromissadas (1) – (1) – (3) Recursos de Aceites e Emissão de Títulos (1) (6.203) (400) (1.921) (41) Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (2.517) (7.513) – – Negociação e Intermediação de Vlrs. (1) – (6) 187 – Ressarcimento Custos (2) (695) – (936) (10) Prestação de Serviços (3) (109) (1.648) – (884) (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas à taxas compatíveis com as taxas Ativos de Crédito Valor de Valor Ajuste Mercado (b.1) Contábil Positivo (b.2) 270.884 256.690 14.194

Contratos de Futuro Ajuste Negativo (b.3) (11.301)

b.1) Para apuração do valor de mercado das parcelas dos ativos de crédito foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexador similar na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A., acrescida dos custos de captação, de produção e operacionais, passíveis de verificação, necessários para a originação e manutenção até o vencimento dessas operações, de forma a refletir adequadamente os efeitos dessas taxas de juros no resultado. b.2) A avaliação dos ativos de crédito gerou ajuste positivo de R$ 14.194, o qual foi registrado na rubrica “Devedores Diversos” do grupo “Outros Créditos - Diversos”, em contrapartida de adequada conta no resultado do período de operações de arrendamento mercantil.b.3) Refere-se a ajuste acumulado de operações de futuro liquidadas. (11) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Fiscais e Cíveis e Movimentação Previdênciarias Trabalhistas Total Saldo Início em 31/12/2009 12.626 1.204 13.830 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (3.699)* (600) (4.299) (+) Complemento e Atualização 3.787 3.600 7.387 Saldo Final em 31/12/2010 12.714 4.204 16.918 (a) As obrigações legais e as contingências fiscais e previdenciárias referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para: (i) a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996, (ii) a cobrança do PIS pelas Emendas Constitucionais 10/96 e 17/97 e (iii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais e previdenciárias consideradas como de perda provável e encontram-se registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações -

DEMONSTRAÇÃODOSFLUXOS DE CAIXA-MÉTODOINDIRETO-EMR$MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 2º Semestre Atividades Operacionais 2010 Lucro Líquido do Período 4.609 Ajustes ao Lucro Líquido 269.431 Depreciações e Amortizações 221.289 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 1.289 Ajustes de Provisão de Passivos Contingentes (1.600) Superveniência de Depreciação 48.453 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais 31.691 Títulos e Valores Mobiliários 54.506 Aplicações Intefinanceiras de Liquidez (15.404) Operações de Arrendamento Mercantil (6.804) Outros Créditos (1.272) Outros Valores e Bens 665 Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais (185.513) Depósitos 143.117 Instrumentos Financeiros Derivativos 1.167 Outras Obrigações (320.198) Resultados de Exercícios Futuros (2.296) Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (7.303) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais 120.218 Atividades de Investimentos Aquisição de Bens não de Uso Próprio (673) Aquisição de Imobilizados de Arrendamento (254.928) Aquisição de Imobilizados de Uso (3) Aplicações no Diferido (27.572) Alienação de Bens não de Uso Próprio 1.301 Alienação de Imobilizados de Arrendamento 206.242 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento (75.633) Atividades de Financiamentos Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 77.949 Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (2.517) Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Financiamento 75.432 Aumento (Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes 120.017 Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 194.671 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 314.688 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes 120.017

2010 22.489 612.179 467.408 3.182

2009 19.111 518.901 538.481 258

(698) 142.287

382 (20.220)

35.820 68.275

18.462 21.459

(15.404)

(9.923) (8.478) 1.350

(1.686) (5.865) 4.554

(355.573) 160.688

(718.244) (468.733)

4.114 (497.734) (4.882)

5.884 (248.998) (3.815)

(17.759)

(2.582)

314.915

(161.770)

(1.960)

(5.208)

(453.919) (3) (52.226) 2.410

(400.199) (17) (35.348) 4.559

402.882

230.084

(102.816)

(206.129)

107.568

359.041

(7.513)

(4.539)

100.055

354.502

312.154

(13.397)

2.534

15.931

314.688

2.534

312.154

(13.397)

médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente à agenciamento de operações e sublocação de imóvel com empresas ligadas de acordo com contrato mantido entre as partes.(3) Referem-se a serviços contratados de tecnologia e informática, auditoria interna, divulgação da marca, transporte aéreo e consultoria contábil. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2010, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 55 (2009 R$ 50). (b.1) Benefícios -Diretoria: No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 no montante de R$ 688 (2009 R$ 628). A Companhia não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo e de rescisão de contrato de trabalho.(b.2) Conforme legislação em vigor, a Companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; - Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; - Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, da própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pela Companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (10) INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS: A Companhia participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, representadas por operações de contratos futuros e contratos de troca de moedas ou indexadores - “Swap”, com a finalidade de reduzir a exposição a riscos de taxas de juros. O gerenciamento e monitoramento dos riscos envolvidos são realizados por área independente através de políticas de controles, estabelecimento de estratégias de operação, determinação de limites e do acompanhamento constante das posições assumidas através de técnicas específicas, consoante as diretrizes estabelecidas pela Administração. A estrutura de gerenciamento de riscos contempla os seguintes riscos segregados por natureza: Risco de Mercado, Risco de Liquidez, Risco de Crédito e Risco Operacional. a) Esses instrumentos financeiros derivativos são registrados na BM&FBOVESPA S.A. e na CETIP S.A., envolvendo taxas pré-fixadas e mercado interfinanceiro (DI). A posição em 31 de dezembro desses instrumentos financeiros derivativos tem seus valores registrados em contas de compensação e os ajustes/diferenciais em contas patrimoniais. Para a apuração dos preços de mercado foram utilizadas as taxas médias praticadas para operações com prazo e indexadores similares na data do balanço conforme divulgações da BM&FBOVESPA S.A. 31/12/2010 Custo Referência Mercado Contratos Pré 104.602 143.135 146.282 Mercado Interfinanceiro 370.909 427.987 427.986 Posição Ativa 475.511 571.122 574.268 Pré 370.909 442.418 443.541 Mercado Interfinanceiro 104.602 129.743 129.743 Posição Passiva 475.511 572.161 573.284 Contratos de Swaps Exposição Líquida – (1.039) 984 31/12/2009 Custo Referência Mercado Contratos Pré 134.900 160.104 168.352 Mercado Interfinanceiro 230.450 258.228 258.228 Posição Ativa 365.350 418.332 426.580 Pré 230.450 265.122 269.247 Mercado Interfinanceiro 134.900 152.469 152.469 Posição Passiva 365.350 417.591 421.716 Contratos de Swaps Exposição Líquida – 741 4.864 Contratos Futuros Compromissos de Venda - DI (217.689) (217.689) (217.689) Contratos Futuros (217.689) (217.689) (217.689) Os valores dos diferenciais a receber e a pagar registrados em contas patrimoniais do ativo e do passivo sob o título “Instrumentos Financeiros Derivativos” correspondiam a R$ 16.538 (31/12/2009 R$ 16.305) e R$ 15.555 (31/12/2009 R$ 11.441) na data do balanço, respectivamente. O total do ajuste negativo de marcação a mercado registrado no resultado do exercício foi de R$ 2.101 (2009 R$ 174 negativo). Os contratos de swaps e de futuro registrados em contas de compensação possuíam vencimentos: 31/12/2010 Até De 91 a De 181 a Acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap 116.631 111.178 130.905 215.554 574.268 31/12/2009 Até De 91 a De 181 a Acima de 90 dias 180 dias 360 dias 360 dias Total Swap – 12.261 56.591 357.728 426.580 Futuros (59.960) – (71.790) (85.939) (217.689) b) Foi procedida avaliação a valor de mercado de parte da carteira de leasing com as correspondentes operações de contratos de futuro e Swap, designadas instrumentos de “hedge”, em conformidade com a Circular BACEN nº 3.082 de 30/01/2002. A avaliação desses ativos com as operações de contratos de futuro e Swap na data do balanço gerou um ajuste positivo no montante de R$ 1.966 (2009 R$ 2.220 positivo), líquido de tributos, conforme demonstramos a seguir:

Valor de Mercado 272.870

Operações de Swap Valor de Referência 273.413

Ajuste Positivo 543

Efeito do Ajuste aVr. Mercado Bruto Líquido 3.436 1.966

Fiscais e Previdenciárias”. A Companhia possui outras contingências fiscais e previdenciárias avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, com destaque para: (i) ISS sobre as operações de leasing: Trata-se de autos de infração no montante de R$ 47.407, lavrados por diversos Municípios para a cobrança de ISS sobre as operações de leasing onde o bem é adquirido, ao passo que o tributo é recolhido ao Município onde se encontra a sede da Companhia, nos termos do artigo 12 “a” do Decreto-Lei nº 406/68 e artigo 3º da Lei Complementar nº 116/03. (ii) CPMF: Trata-se de ações judiciais onde a empresa requer a aplicação da alíquota zero da CPMF nas operações que constituem o seu objeto social. O montante da contingência é de R$ 24.189. (b) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas”. (c) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (*) Basicamente a reversão refere-se ao trânsito em julgado favorável de processos tributários. (12) OUTRAS INFORMAÇÕES: a) Outros Créditos - Diversos: composto por Depósitos Judiciais R$ 24.883 (31/12/2009 R$ 20.878), Opções por Incentivos Fiscais R$ 979 (31/12/2009 R$ 979), Tributos Antecipados R$ 2.031 (31/12/2009 R$ 2.461), Créditos Tributários R$ 15.699 (31/12/2009 R$ 11.592) e Adiantamentos e Devedores Diversos R$ 16.274 (31/12/2009 R$ 15.291) com destaque para o ajuste positivo obtido na avaliação a valor de mercado dos ativos de crédito objeto de hedge conforme descrito na nota 10 “b.2”. b) Despesas Antecipadas: referem-se substancialmente a valores pagos a título de intermediação de negócios às revendas de veículos. Essas despesas, quando não são pagas ou financiadas pelos clientes, são apropriadas ao resultado com base no prazo contratual da operação de leasing. c) Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias: composta por Provisão para Impostos e Contribuições Diferidos R$ 6.938 (31/12/2009 R$ 25.664), Provisão para Riscos Fiscais R$ 12.714 (31/12/2009 R$ 12.626) e Impostos


DIÁRIO DO COMÉRCIO

26 -.ECONOMIA/LEGAIS

quarta-feira, 23 de março de 2011

ALFA ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. C.N.P.J. 46.570.800/0001-49 SEDE: ALAMEDA ARAGUAIA, 933 - CONJUNTO 32 - BARUERI - SP NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL e Contribuições a Recolher R$ 1.036 (31/12/2009 R$ 804) Diversas: composta por Credores por Antecipação de Valor Residual R$ 506.196 (31/12/2009 R$ 717.132), Obrigações por Operações de Venda de Ativos Financeiros R$ zero (31/12/2009 R$ 294.364), Obrigações por Aquisição de Bens e Direitos R$ zero (31/12/2009 R$ 213), provisões para despesas administrativas e de pessoal R$ 4.879 (31/12/2009 R$ 2.436), provisão para passivos contingentes e indenização cível R$ 4.205 (31/12/2009 R$ 1.204) e credores diversos R$ 4.309 (31/12/2009 R$ 1.781). d) Outras Receitas Operacionais: composto basicamente por reversão de provisões operacionais R$ 2.698 (2009 R$ 5.608), reversão de provisões para passivos trabalhistas R$ 600 (2009 R$ zero), reversão de juros SELIC - PIS emendas 10/96 e 17/97 R$ 1.000 (2009 R$ zero), crédito decorrente de ação judicial da CPMF com trânsito em julgado favorável R$ 15.284 (2009 R$ zero), atualizações de tributos a compensar R$ 27 (2009 R$ 37), benefício fiscal (programa REFIS IV) previsto na Lei 11.941/2009 R$ zero (2009 R$ 5.131), reversão de provisão de despesas com alocação de contratos cedidos R$ 744 (2009 R$ zero) e transferência de ativos não de crédito R$ zero (2009 R$ 715). Outras Despesas Operacionais: incluem, principalmente, despesas

decorrentes de créditos inadimplentes R$ 680 (2009 R$ 788), despesa de intermediação e equalização de contratos R$ 932 (2009 R$ 588), despesas com alocação de contratos cedidos R$ 3.553 (2009 R$ zero), atualizações de tributos R$ 197 (2009 R$ 386), provisão para contingências fiscais, trabalhistas e cíveis R$ 3.600 (2009 R$ 381), tributos recolhidos (programa REFIS IV) Lei 11.941/2009 R$ zero (2009 R$ 13.445) e processos operacionais R$ 2.814 (2009 R$ 1.870).e) Resultado não Operacional: representado basicamente por lucros obtidos na venda de bens não de uso. f) A Companhia tem como política segurar seus bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. g) Adesão à Anistia Fiscal Concedida pela Lei nº 11.941/09 (Refis IV): Em 2009 com base na opinião de seus assessores legais bem como o posicionamento dos Tribunais e das esferas de julgamento administrativas, e considerando as grandes reduções nos valores dos juros, multas e encargos legais concedidos por essa Lei, em novembro de 2009 a Companhia promoveu o pagamento à vista de alguns débitos cuja probabilidade de sucesso recente não vinha se mostrando tão consistente. Os efeitos da adesão a essa anistia fiscal no resultado estão demonstrados a seguir:

Rubens Bution - Diretor Presidente

Fábio Alberto Amorosino - Diretor

À Diretoria e Acionistas da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Alfa Arrendamento Mercantil S.A.,que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Sociedade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a

31/12/2009 Provisões, Juros, Multas e Encargos Legais (5.983) Imposto de Renda e Contribuição Social 5.417 Crédito Tributário (396) Efeito Líquido no Resultado (962) h) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, único instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa por intermédio da instituição líder Banco Alfa de Investimento S.A., está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco (13) ALTERAÇÕES NA LEI DAS S.A. (LEI Nº 6.404): A Lei nº 11.638 publicada no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2007 e a Lei nº 11.941 de 28 de maio de 2009 alterou diversos dispositivos da Lei nº 6.404 (Sociedade por Ações). Com vistas a regulamentar essas alterações, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) editou diversos pronunciamentos contábeis de 2008 à 2010. A normatização do Banco Central do Brasil editada até o momento considera: a) tratamento do saldo das reservas de capital e da destinação dos lucros acumulados; b) tratamento do ativo imobilizado e diferido; c) reconhecimento, mensuração e divulgação de perdas em relação ao valor recuperável; d) apresentação da demonstração do fluxo de caixa, em

Ouvidoria: 0800-7220140 substituição a demonstração das origens e aplicações de recursos; e) divulgação sobre partes relacionadas; f) reconhecimento e mensuração de provisões, ativos e passivos contingentes. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do Bacen editadas até o momento, apenas os itens (c), (d) e (e) impactaram e, portanto, foram acrescidas às informações financeiras da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. (14) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2010 31/12/2009 No Início do Exercício 2.534 15.931 Disponibilidade 2.134 2.029 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) 400 13.902 No Final do Exercício 314.688 2.534 Disponibilidade 2.172 2.134 Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (1) 312.516 400 Caixa e Equivalente de Caixa 312.154 (13.397) (1) Refere-se as operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias. CONTADOR

DIRETORIA

Julio Simões Neves Neto - CRC 1SP 198731/O-0

Rubem Clóvis Rocha Cecchini - Diretor

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

e

avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras individuais A Sociedade registra as suas operações e elabora as suas demonstrações financeiras com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o ajuste a valor presente da carteira de arrendamento mercantil como provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na Nota Explicativa às demonstrações financeiras nº 5. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com as disposições da Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas e despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado do semestre e exercício e do patrimônio líquido findos em 31 de dezembro de 2010, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pelos efeitos do assunto descrito no parágrafo “Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Arrendamento Mercantil S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0

Financiamento não é o nosso negócio Patrick Kron, presidente e CEO da Alstom

conomia Divulgação/Alstom Transport

Somente 4% dos estudos geológicos das áreas por onde o meio de transporte passará estão prontos.

Trem-bala da Copa passou e o da Olimpíada pode não chegar Alstom explica que é praticamente impossível concluir o trem de alta velocidade até 2016 chicolelis*

O

Um grande obstáculo para essa implantação está na diferença de altura entre o Rio de Janeiro, ao nível do mar, e São Paulo, cerca de 800 metros acima. FRANÇOIS LACÔTE, ALSTOM

Brasil, como já se sabe, não terá o TGV da Alstom, ou qualquer outro modelo de trem de alta velocidade, mais conhecido como trem-bala para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Além disso, há enorme risco de não ter o sistema também na Olimpíada, em 2016, tamanho é o atraso para implantação do projeto. Um exemplo disso é o fato de a empresa inglesa Halcrow, contratada para fazer os estudos geológicos das áreas, ter pronto, até o momento, somente 4% do total. Esse e outros fatores somados às dificuldades que a implantação do trem-bala exige na linha São Paulo/Rio de Janeiro, são apontados pelo engenheiro François Lacôte, consultor da Alstom, líder mundial na fabricação de trens, e considerado o "Pai do TGV", o primeiro trem de alta velocidade do mundo, como razões para que o Brasil não tenha o seu "trem-bala" em cinco anos. Lacôte afirma que para a Copa, em 2014, é impossível e totalmente impossível para 2016. "Acho muito difícil, lembrando que um grande obstáculo para essa implantação está na diferença de altura entre o município do Rio de Janeiro, ao nível do mar, e a cidade de São

Paulo, em torno de 800 metros acima". Deverão ser construídos muitos túneis e obras de arte (viadutos) e o projeto nem está pronto ainda. Sabe-se que o custo de toda a obra ficará em cerca de R$ 30 bilhões. Financiamento – Às dificuldades técnicas deve-se agregar o fato que o governo brasileiro quer que a empresa ganhadora da concorrência para a implantação do trem de alta velocidade participe do financiamento da obra, coisa que a Alstom não está disposta a fazer. Seu presidente e CEO, Patrick Kron, destaca que esse não é o perfil da empresa, que não tem nenhum interesse no nosso trem, senão aquele de fornecer o material rolante, o de controle e de manutenção. "Financiamentos não são o nosso negócio", disse ele. "Seria o mesmo que dizer à Boeing, acrescentou, que se ela quiser descer seus aviões no País, que construa aqui os aeroportos para isso." O CEO da empresa ressaltou a importância do Brasil dentro dos planos da Alstom, diante do crescimento de negócios para países emergentes que surgiram após a crise de 2008. Até então, o volume de pedidos era maior entre os países desenvolvidos, que respondiam por 60% do total, en-

quanto os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e os demais somavam 40%. Atualmente, esses números se inverteram e o Brasil destaca-se entre os clientes da companhia que atua também nos ramos de hidrelétrica e energia eólica (gerada pelo vento), ambas com geração e transmissão. Nessa última, é responsável pela mais longa linha de transmissão do planeta, que irá ligar as usinas do Rio Madeira, Santo Antonio e Jirau, em Porto Velho (RO) a Araraquara (SP) com cerca de 3 mil km de extensão, em uma joint venture com o grupo brasileiro Bardella. Ela atua também na Bahia, onde em Camaçari está construindo uma unidade eólica ; em Minas Gerais, com fábrica de transformadores para instrumentos e reatores; e em Canoas (RS) fabrica reatores e transformadores de potência. No município de São Paulo está instalada a fábrica de material rodante (vagões e locomotivas, sempre elétricas), que fornece os trens para metrôs em várias cidades do Brasil e da América Latina. A Alstom chegou ao Brasil há 55 anos, quando adquiriu a Mafersa, fabricante de vagões. Atualmente, a companhia tem 5 mil funcionários

em sete unidades brasileiras, que faturaram R$ 2,7 bilhões no seu último ano fiscal de abril de 2009 a março de 2010. Entre suas maiores participações, registra-se a usina de Itaipu, para a qual cedeu dez das 20 unidades geradoras de energia, por intermédio da Power, seu braço no setor. Além de trens, usinas elétricas e eólicas, a Alstom atua no segmento de modernos veículos elétricos VLT (Veículos Leves de Transporte), que têm energia transmitida por cabos aéreos, como os antigos bondes e os trólebus que ainda circulam na capital, e pelo solo. *Enviado a Paris e La Rochelle, França. A viagem foi feita a convite da Alstom.

A ganhadora da concorrência para a implantação do trem deverá financiar


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quarta-feira, 23 de março de 2011

Minoritários vão vender ações do Bamerindus

O

Fundo Garantidor de Crédito (FGC), associação civil formada por grandes bancos brasileiros, assinou ontem à noite os primeiros contratos para compra das ações dos acionistas minoritários do Banco Bamerindus, que sofreu intervenção em 27 de março de 1997. O acordo inicial vale para cerca de 1,3 mil filiados à Associação Brasileira de Investidores Minoritários do Banco Bamerindus (Abim). Mas amanhã deve ser publicado edital de oferta pública para que os outros cerca de 52 mil minoritários se habilitem à venda. Os valores a serem pagos pelo FGC são 40% inferior ao levantado no dia anteriores à intervenção do Banco Central (BC) (R$ 12,90). O fundo pagará R$ 7,74 para cada ação do Bamerindus e R$ 5,52 para cada ação da Bamerindus Participações e Empreendimentos, holding controladora do grupo. A estimativa é que haja 7,5 milhões de ações em poder de antigos investidores do banco. Segundo o diretor do FGC Carlos Henrique de Paula, o pagamento será feito em até 30 dias após a adesão. Primeira vez – O auditório da Associação Comercial do Paraná (ACP) ficou lotado. Entre os presentes Fernanda Richa, mulher do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que também é uma das beneficiadas com o acordo assinado. De acordo com o diretor do FGC, essa operação não é comum, no entanto foi feita em respeito à luta travada pelos minoritários em 14 anos. "É a primeira vez que se paga acionistas neste País e acredito que no mundo", disse Paula. Amanhã, o FGC também lançará o site www.acionistasba me ri nd us .c om .b r, em que o acionista terá os dados do edital e poderá imprimir o contrato a ser entregue a locais indicados em cada estado, além de indicar a conta bancária em que pretende receber o dinheiro. (AE)

Itaú e Bradesco estão na mira do G-20

B

ancos brasileiros como o Itaú Unibanco e o Bradesco serão alvo do G-20 a partir do segundo semestre deste ano, sob o risco de terem de garantir níveis de capitalização superiores aos demais bancos no mundo e assegurar estabilidade no sistema. A informação é do presidente do Banco Nacional suíço (o B C s u í ç o ) , P h i l i p p H i l d ebrand, ao confirmar ontem que o grupo começará a debater uma nova regulação para a operação de grandes bancos nacionais que podem representar riscos à economia mundial se quebrarem. Fontes no governo brasileiro prometem uma "intensa negociação" sobre os eventuais limites impostos aos bancos nacionais. No fim do ano passado, o G-20 discutiu a situação dos bancos e decidiu que instituições financeiras de perfil global, como Citibank, UBS, Credit Suisse e outra dezena de bancos, terão de seguir regulações mais rigorosas para poder operar. A medida faz parte da reforma do sistema financeiro internacional e tem como objetivo estabelecer garantias de que eventuais novas falências de bancos não ter ã o d e s e r re s o l v i d a s p o r governos, aprofundando a dívida pública e colocando economias inteiras em risco. Os bancos e suas ameaças de quebra foram os principais responsáveis, em 2008, pela crise mundial, na avaliação de BCs de todo o mundo. (AE)

ECONOMIA/LEGAIS - 27

ALFACORRETORADE CÂC.N.P.J. MBIO E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. 62.178.421/0001-64 SEDE: ALAMEDA SANTOS, 466 - SÃO PAULO - SP RELATÓRIO DA DIRETORIA Ouvidoria: 0800-7220140 reconhecimento da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. ao trabalho de seus funcionários, ao apoio de seus Senhores Acionistas: Submetemos à sua apreciação, as demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., acionistas e, finalmente, à confiança de seus clientes e instituições financeiras do mercado que continuaram a prestigiar a correspondentes às atividades desenvolvidas durante os exercícios findos em 31/12/2010 e 31/12/2009, acrescidas das notas organização como sempre fizeram. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011 A Diretoria explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes sobre as demonstrações financeiras. É indispensável traduzir o DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro 2010

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - EM R$ MIL ATIVO Circulante Disponibilidades Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 03) Carteira Própria Vinculados a Prestação de Garantias Outros Créditos Rendas a Receber Negociação e Intermediação de Valores (Nota 9a) Diversos (Nota 04) Outros Valores e Bens Despesas Antecipadas Realizável a Longo Prazo Aplicações Interfinanceiras de Liquidez Aplicações em Depósitos Interfinanceiros Outros Créditos Diversos (Nota 04) Permanente Investimentos Participações em Controladas: No País (Nota 9b) Outros Investimentos (Nota 9c) Imobilizado de Uso Outras Imobilizações de Uso (Depreciação Acumulada) Intangível Ativos Intangíveis (Amortização Acumulada) Diferido Gastos de Organização e Expansão (Amortização Acumulada) Total Geral do Ativo

2010 242.995 217 141.867 141.867

2009 228.910 175 137.443 137.443

96.593 54.754 41.839 4.312 77 4.092 143 6 6 56.510 50.978 50.978 5.532 5.532 9.392 9.312

84.985 47.069 37.916 6.291 54 6.164 73 16 16 57.243 53.347 53.347 3.896 3.896 9.200 9.144

2.665 6.647 54 94 (40) 24 33 (9) 2 3 (1) 308.897

2.497 6.647 23 975 (952) 31 33 (2) 2 39 (37) 295.353

PASSIVO Circulante Outras Obrigações Sociais e Estatutárias Fiscais e Previdenciárias Negociação e Intermediação de Valores (Nota 9a) Diversas (Nota 9d) Exigível a Longo Prazo Outras Obrigações (Nota 08) Fiscais e Previdenciárias Diversas Patrimônio Líquido Capital: De Domiciliados no País Reservas de Capital Reservas de Lucros Reserva Legal Reservas Estatutárias Reserva para Aumento de Capital Reserva Especial para Dividendos

2010 18.822 18.822 3.950 8.743

2009 16.072 16.072 2.188 4.527

5.057 1.072 27.633 27.633 27.477 156 262.442

8.301 1.056 34.210 34.210 34.054 156 245.071

112.000 34.176 116.266 11.639 104.627 101.873 2.754

100.000 34.176 110.895 10.434 100.461 99.324 1.137

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO - EM R$ MIL Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010

Total Geral do Passivo

308.897

295.353

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - EM R$ MIL Reservas

Reservas

Lucros

Eventos

Capital

de Capital

de Lucros

Acumulados

Total

Saldos em 31/12/2008

73.000

34.176

125.672

232.848

Aumento de Capital - AGE 30/03/2009

27.000

16.962

16.962

Lucro Líquido do Exercício

(27.000)

Destinações: Reservas

12.223

(12.223)

Juros sobre o Capital Próprio

(4.739)

(4.739)

100.000

34.176

110.895

27.000

(14.777)

12.223

100.000

34.176

110.895

245.071

12.000

Saldos em 31/12/2009 Mutações do Período Saldos em 31/12/2009 Aumento de Capital - AGE 15/04/2010 Lucro Líquido do Exercício

(12.000)

245.071

24.107

24.107

Destinações: Reservas

17.371

(17.371)

Juros sobre o Capital Próprio

(6.736)

112.000

34.176

116.266

12.000

5.371

17.371

112.000

34.176

106.224

252.400

13.935

13.935

Saldos em 31/12/2010 Mutações do Período Saldos em 30/06/2010 Lucro Líquido do Semestre

– (6.736) 262.442

Destinações: Reservas

10.042

(10.042)

Juros sobre o Capital Próprio

(3.893)

112.000

34.176

116.266

262.442

10.042

10.042

Saldos em 31/12/2010

2º Semestre Exercício Exercício Descrição 2010 2010 2009 Receitas da Intermed. Financeira 14.557 26.131 26.796 Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários 14.557 26.131 26.796 Despesas da Intermediação Financeira – – 2 Operações de Captação no Mercado – – 2 Resultado Bruto da Intermediação Financeira 14.557 26.131 26.794 Outras Receitas/(Despesas) Operacionais 192 (38) (3.517) Receitas de Prestação de Serviços 1.621 3.412 3.548 Despesas de Pessoal (497) (1.115) (884) Outras Despesas Administrativas (1.758) (3.243) (3.322) Despesas Tributárias (751) (1.340) (348) Resultado de Participações em Controladas 94 168 157 Outras Receitas Operacionais (Nota 10e) 2.695 4.059 4.861 Outras Despesas Operacionais (Nota 10e) (1.212) (1.979) (7.529) Resultado Operacional 14.749 26.093 23.277 Resultado não Operacional (Nota 9f) – 180 2.020 Resultado antes da Tributação e Participações 14.749 26.273 25.297 Imposto de Renda e Contribuição Social (Nota 05) (574) (1.686) (7.925) Provisão para Imposto de Renda (560) (2.192) (4.392) Provisão para Contribuição Social (724) (1.690) (2.738) Ativo Fiscal Diferido 710 2.196 (795) Participações no Lucro (240) (480) (410) Administradores - Estatutárias (240) (480) (410) Lucro Líquido do Período/Exercício 13.935 24.107 16.962 Lucro por Lote de Mil Ações - R$ (Nota 06a) 870,94 1.506,69 1.060,13

Mutações do Período

– (3.893)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Financeiras

2º Semestre Exercício Exercício 2010 2010 2009 Atividades Operacionais Lucro Líquido do Semestre/Exercício 13.935 24.107 16.962 Ajustes ao Lucro Líquido 293 377 4.348 Depreciações e Amortizações . 12 22 41 Resultado de Equivalência Patrimonial (94) (168) (157) Despesas com provisões cíveis, trabalhistas e Fiscais 375 523 4.464 (Aumento)/Redução dos Ativos Operacionais 286 33.044 (26.907) Títulos e Valores Mobiliários (10.682) (11.608) (56.007) Aplicações Intefinanceiras de Liquidez 3.701 44.299 24.437 Outros Créditos 7.257 343 4.669 Outros Valores e Bens 10 10 (6) Aumento/(Redução) dos Passivos Operacionais (7.735) (4.349) (18.045) Outras Obrigações (6.880) 1.008 (18.045) Pagamentos de Imposto de Renda e Contribuição Social (855) (5.357) – Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades Operacionais 6.779 53.179 (23.642) Atividades de Investimentos Aquisição de Imobilizados de Uso (16) (46) (5) Aplicações no Intangível – – (33) Alienação de Bens e Investimentos – – 150 Caixa Líquido Proveniente de (Aplicado em) Atividades de Investimento (16) (46) 112 Atividades de Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (3.893) (6.736) (4.739) Caixa Líquido Aplicado em Atividades de Financiamento (3.893) (6.736) (4.739) Aumento (Redução) Líquida de Caixa e Equivalentes 2.870 46.397 (28.269) Caixa e Equivalentes no Início do Semestre/Exercício 139.213 95.687 123.956 Caixa e Equivalentes no Final do Semestre/Exercício 142.084 142.084 95.687 Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes 2.870 46.397 (28.269)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 - EM R$ MIL (01) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: As demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. foram elaboradas com base na legislação societária e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, e em conformidade com as normas e instruções do Banco Central do Brasil (BACEN), concluídas em 07/02/2011 e aprovadas pela reunião de Diretoria em 14/02/2011. As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, e certas operações têm a participação ou a intermediação de instituições associadas, integrantes do sistema financeiro, administração de fundos de investimentos, distribuição e corretagem de câmbio e valores mobiliários. Os benefícios dos serviços prestados entre essas instituições e os custos da estrutura operacional e administrativa são absorvidos, segundo a praticabilidade de lhes serem atribuídos, em conjunto ou individualmente. (02) PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS: (a) Apuração do Resultado: as receitas e despesas foram apropriadas pelo regime de competência. (b) Ativos Circulante e Realizável a Longo Prazo: demonstrados pelos valores de realização e, quando aplicável, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para perdas e ajustados pelos seus valores de mercado, especificamente em relação ao registro e a avaliação contábil da carteira de títulos e valores mobiliários estabelecido pela Circular BACEN nº 3068 (vide nota nº 03). (c) Ativo Permanente: demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, considerando os seguintes aspectos: c.1) Participações em Controladas no País: avaliadas pelo método de equivalência patrimonial; c.2) Outros Investimentos: representadas basicamente, pelas ações da BMFBOVESPA S.A. c.3) Depreciação dos bens do Ativo Imobilizado é calculada pelo método linear, às seguintes taxas anuais: Processamento de Dados e Veículos 20%, Móveis e Utensílios e Instalações 10%; e c.4) Amortização de gastos com benfeitorias em imóveis de terceiros e com programas de processamento de dados, calculada pelo método linear pelo prazo máximo de cinco anos. A Lei 11.638 eliminou a conta do Ativo Diferido. O Conselho Monetário Nacional autorizou as Instituições Financeiras a manter o saldo de 31 de dezembro de 2008 até a sua completa amortização ou baixa. (d) Passivos Circulante e Exigível a Longo Prazo: demonstrados por valores conhecidos ou calculáveis, incluindo, quando aplicável, os encargos e as variações monetárias incorridos. (e) Impostos e Contribuições: As provisões são calculadas considerando a legislação pertinente a cada encargo para efeito das respectivas bases de cálculo e suas respectivas alíquotas: Imposto de Renda (15% mais adicional de 10%), Contribuição Social (15%), Pis (0,65%) e Cofins (4%).Também é observada pela Companhia a prática contábil de constituição de créditos tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre diferenças temporárias, calculadas às alíquotas 15% mais adicional de 10% e 15%, respectivamente (vide nota nº 05). (f) Estimativas contábeis: As demonstrações financeiras, de acordo com as práticas contábeis brasileiras, incluem algumas contas cujos valores são determinados por estimativas baseadas na experiência passada, ambiente legal e de negócios, probabilidade de ocorrência de eventos sujeitos ou não ao controle da Administração, etc. Essas estimativas são revistas pelo menos anualmente, buscando-se determinar valores que mais se aproximem dos futuros valores de liquidação dos ativos ou passivos considerados. (03) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS: a) Composição de Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos: Composta por: 31/12/2010 31/12/2009 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 8.924 5.273 Cotas de Fundos de Investimento 45.830 41.796 Títulos Livres 54.754 47.069 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 41.839 37.916 Títulos Vinculados 41.839 37.916 Total - Títulos e Valores Mobiliários 96.593 84.985 b) Classificação de Títulos e Valores Mobiliários por categoria (*) Até 3 meses 1 ano a Acima de Saldo em Saldo em Títulos 3 meses a 1 ano 3 anos 3 anos 31/12/2010 31/12/2009 Títulos do Tesouro Nacional - LFT 7.282 27.307 2.231 13.943 50.763 43.189 Títulos para Negociação 7.282 27.307 2.231 13.943 50.763 43.189 Cotas de Fundos de Investimento 45.830 – – – 45.830 41.796 Títulos Disponíveis para Venda 45.830 – – – 45.830 41.796 Títulos e Valores Mobiliários 53.112 27.307 2.231 13.943 96.593 84.985 % Concentração por Prazo 55,0 28,3 2,3 14,4 100,0 100,0 (*) Inclui Cotas de Fundos de Investimento, sem data de vencimento. “Títulos para Negociação” e “Títulos Disponíveis para Venda”: o valor contábil corresponde ao valor de mercado desses títulos na data do balanço, obtido através de coletas de taxas junto ao mercado, quando aplicável, e validado principalmente através de comparação com informações fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). a) O ajuste negativo dos Títulos para Negociação no montante de R$ 4 (31/12/2009 R$ 8 negativo), obtido entre os valores de custo atualizado R$ 50.767 (31/12/2009 R$ 43.197) e de mercado R$ 50.763 (31/12/2009 R$ 43.189) foi registrado em conta adequada do resultado. b) Os valores de custo e de mercado dos títulos classificados na categoria Disponíveis para Venda correspondiam a R$ 45.830 (31/12/2009 R$ 41.796) relativo a aplicação do Fundo de Investimento Alfa Estratégia FI Multimercado IQ. Os títulos privados são custodiados na CETIP e os títulos públicos no Selic. (04) OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS: Composta, principalmente, por Tributos Antecipados R$ 140 (31/12/2009 R$ 410), depósitos judiciais R$ 3.236 (31/12/2009 R$ 3.399), opções por incentivos fiscais R$ 97 (31/12/2009 R$ 97), e créditos tributários de imposto de renda e contribuição social R$ 2.199 (31/12/2009 R$ 4). A Administração da Companhia, fundamentada em estudo técnico, estima que a realização desses créditos tributários ocorrerá na seguinte proporção: 20% ao ano até o 5º ano. Na data do balanço, o valor presente dos créditos tributários, calculado com base na taxa Selic, é de R$ 1.640 (31/12/2009 R$ 4). Os créditos tributários não ativados totalizavam R$ 1.560 (2009 R$ 6.202).

(05) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Demonstração do cálculo dos encargos 31/12/2010 31/12/2009 Lucro antes da Tributação, deduzido das Participações no Lucro 25.793 24.887 IR e CS às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (10.317) (9.955) Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Juros sobre o capital próprio 2.694 1.896 Contingências Fiscais e Trabalhistas 2.565 (1.284) Dividendos Recebidos em Investimentos pelo método de custo 760 297 Ajuste ao Valor de Mercado de Títulos 1 750 Outras Adições e Exclusões 415 1.166 Total dos Encargos Devidos no Exercício (3.882) (7.130) Créditos Tributários de Imposto de Renda e Contribuição Social 2.196 (795) Despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social (1.686) (7.925) (06) PATRIMÔNIO LÍQUIDO: (a) Capital Social: está dividido em 16.000.000 de ações nominativas, sendo 8.000.000 de ações ordinárias e 8.000.000 de ações preferenciais, sem valor nominal. A Assembléia Geral Extraordinária realizada em 15/04/2010, homologada pelo Banco Central em 01/06/2010, aprovou o aumento do capital social para R$ 112.000 mediante incorporação de reservas de lucros. (b) Dividendos: O Estatuto prevê dividendos mínimos de 25% do lucro líquido anual, ajustado conforme o disposto no art. 202 da Lei das Sociedades por Ações. O pagamento desses dividendos está vinculado à deliberação da Assembléia Geral. Os juros sobre o capital próprio totalizaram R$ 6.736 no ano, correspondendo aos valores brutos de R$ 400,94 e R$ 441,04 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente. Foram pagos juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 2.842, correspondente aos valores brutos de R$ 169,18 e R$ 186,10 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos à incidência de imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, quando aplicável. Para o segundo semestre de 2010, foi aprovado o valor bruto de R$ 3.894, correspondente a R$ 231,76 e R$ 254,94 por lote de mil ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, sujeitos também à incidência de imposto de renda, quando aplicável. Os juros foram contabilizados em conformidade com a Circular Bacen nº 2739/97, Deliberação CVM nº 207/96 e em atendimento às disposições fiscais. (c) O índice de solvabilidade instituído pelo Comitê da Basiléia e normatizado pelo Banco Central do Brasil atingiu 19,91% ao final do trimestre, demonstrando a boa capacidade de solvência das instituições financeiras do Conglomerado Financeiro Alfa, quando comparado tanto com o mínimo de 11% exigido pelo Banco Central do Brasil, quanto com o de 8% recomendado pelo Comitê da Basiléia. (07) TRANSAÇÕES ENTRE PARTES RELACIONADAS: a) Em concordância com os dispositivos legais vigentes, efetuaram-se principalmente as seguintes transações entre a Companhia e empresas ligadas: 31/12/2010 31/12/2009 Ativo Receita Ativo Receita Operações (Passivo) (Despesa) (Passivo) (Despesa) Disponibilidades 73 – 60 – Depósito Interfinanceiros (1) 192.845 17.886 190.790 19.611 Negociação e Intermediação de Valores 2.002 – (484) – Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (2.329) (4.029) (2.835) (2.835) Resssarcimento Custos (2) (38) – (40) – Prestação de Serviços (3) – (717) (46) (733) (1) As aplicações e captações de recursos referem-se às operações envolvendo a Companhia e empresas ligadas, efetuadas a taxas compatíveis com as taxas médias praticadas no mercado, vigentes nas datas das operações. (2) Os ressarcimentos de custos referem-se basicamente, à cobertura de despesas relativas ao agenciamento de operações com empresas ligadas, cobradas de acordo com contrato mantido entre as partes. (3) Referem-se a serviços contratados de tecnologia e informática, auditoria interna, divulgação da marca, transporte aéreo e consultoria contábil. b) Remuneração do pessoal-chave da Administração: Em Assembléia geral anual dos acionistas, é estabelecida a remuneração para a Diretoria. Em 2010, foi determinado o valor médio de remuneração total mensal no montante de até R$ 4 (31/12/2009 R$ 4). (b.1) Benefícios - Diretoria: No exercício findo em 31/12/2010 no montante de R$ 506 (31/12/2009 R$ 433) sendo: Remuneração R$ 26 (31/12/2009 R$ 23) e Participação no Resultado R$ 480 (31/12/2009 R$ 410). A Corretora não possui para o pessoal-chave da Administração, benefícios pós-emprego, benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho. (b.2) Conforme legislação em vigor, a companhia não pode conceder empréstimos ou adiantamentos para: - Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativos, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até 2º grau; -Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; -Pessoas jurídicas que participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau; Dessa forma, não são efetuados pela companhia empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria e seus familiares. (08) PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS: A Companhia, no curso normal de suas atividades, é parte em processos de natureza fiscal, previdenciária, trabalhista e cível. As respectivas provisões foram constituídas levando-se em conta a legislação em vigor, a opinião dos assessores legais, a natureza e complexidade dos processos, o posicionamento dos Tribunais, o histórico de perdas e outros critérios que permitam a sua estimativa da forma mais adequada possível. A Administração considera que as provisões existentes na data destas demonstrações são suficientes para fazer face aos riscos decorrentes destes processos. As provisões constituídas e respectivas variações no período estão demonstradas a seguir: Fiscais e Civeis e Movimentação Previdenciárias Trabalhistas Total Saldo Inicial em 31/12/2009 34.054 156 34.210 (–) Baixa por Pagamento/Reversão (9.034)* – (9.034) (+) Complemento e Atualização 2.457 – 2.457 Saldo Final em 31/12/2010 27.477 156 27.633 * Basicamente referente a baixa da contingência processo COFINS (REFIS Lei nº 11.941/09). (a) As obrigações legais e as contingências fiscais referem-se principalmente a obrigações tributárias cuja legalidade ou constitucionalidade é objeto de contestação nas esferas administrativa e judicial, com destaque para (i) a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da majoração da alíquota da CSLL para o Sistema Financeiro em 1996, (ii) a cobrança do

PIS pelas Emendas Constitucionais 01/94, 17/97 e a não observância da irretroatividade e da anterioridade nonagesimal quando da cobrança do PIS pela Emenda Constitucional nº 10/96, e (iii) a dedução dos valores da CSLL na base de cálculo do IRPJ. As provisões existentes amparam o risco decorrente das obrigações legais e das contingências fiscais consideradas como de perda provável e encontramse registradas no exigível a longo prazo na rubrica “Provisão para Riscos Fiscais” do grupo “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”. (b) A Companhia possui outras contingências fiscais avaliadas individualmente por nossos assessores legais como de risco de perda não provável, com destaque para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Trata-se de cobranças efetuadas pela Receita Federal do Brasil relativas ao período de janeiro/92 a junho/94 no montante de R$ 9.755. A Companhia possui decisão judicial favorável transitada em julgado em 1991 exonerando-a do pagamento dessa contribuição no mencionado período. A Companhia recorreu dessas cobranças e aguarda decisões nas esferas administrativas e judiciais. (c) As contingências trabalhistas originam-se de ações judiciais movidas por terceiros que buscam obter indenizações referentes a pretensos direitos trabalhistas. A provisão constituída encontra-se registrada na rubrica “Provisão para Passivos Contingentes” do grupo “Outras Obrigações - Diversas”. (d) As contingências cíveis são originadas basicamente por ações judiciais movidas por terceiros, pleiteando indenizações por danos materiais e morais, sendo em sua maior parte julgadas pelos Juizados Especiais Cíveis. Para determinar o volume adequado de provisão a Administração divide o conjunto de ações entre “individualmente significativas” e as demais. Para as ações consideradas individualmente significativas são elaboradas análises individuais e constituída provisão para aquelas consideradas com risco de perda provável. Para as demais ações, ou seja, não consideradas individualmente significativas, é constituída provisão com base em um histórico de perdas. (09) ADESÃO À ANISTIA FISCAL CONCEDIDA PELA LEI Nº 11.941/09 (REFIS IV): Com base na opinião de seus assessores legais bem como o posicionamento dos Tribunais e das esferas de julgamento administrativas, e considerando as grandes reduções nos valores dos juros, multas e encargos legais concedidos por essa Lei, a Companhia promoveu o pagamento à vista de alguns débitos e aderiu ao parcelamento de outro cujas probabilidades de sucesso recente não vinham se mostrando tão consistentes. Os efeitos da adesão a essa anistia fiscal no resultado estão demonstrados a seguir: 31/12/2010 31/12/2009 Reversão de Provisões 1.178 1.112 Crédito Tributário (1.450) (365) Imposto de Renda e Contribuição Social 1.620 970 Efeito líquido no resultado 1.348 1.717 (10) OUTRAS INFORMAÇÕES: (a) Negociação e Intermediação de Valores: basicamente, os saldos são compostos por operações com valores mobiliários por conta de clientes a liquidar, a saber: Ativo - Caixa de registro e liquidação R$ 1.265 (31/12/2009 R$ 3.048), Devedores por conta de liquidações pendentes R$ 2.730 (31/12/2009 R$ 2.794) e Operações com Ativos Financeiros e Mercadorias a Liquidar R$ 97 (31/12/2009 R$ 322) e Passivo - Caixas de registro e liquidação R$ 84 (31/12/2009 R$ 449) e Credores por conta de liquidações pendentes R$ 4.973 (31/12/2009 R$ 7.852). (b) Participações em Controladas no País: a Companhia possui 35.856.794 ações ON, 721.399 ações PNA, 7.509.480 ações PNB e 4.293.186 ações PNC, as quais representam 71,26% do capital social da Uvale Uvas do Vale do Gorutuba Ltda. O lucro líquido e o patrimônio líquido da controlada correspondiam a R$ 235 e R$ 3.739, respectivamente. (c) Outros Investimentos: representados basicamente pela ação da empresa BMFBOVESPA S.A. R$ 6.647 (31/12/2009 R$ 6.647). (d) Outras Obrigações - Diversas: composta basicamente por provisões para pagamento de despesas administrativas, de pessoal e para contingência trabalhista. (e) Outras Receitas Operacionais: incluem basicamente dividendos e juros sobre o capital próprio recebido R$ 2.744 (31/12/2009 R$ 1.542) e reversão de provisões operacionais R$ 89 (31/12/2009 R$ 341), variações monetárias R$ 40 (31/12/2009 R$ 110) e benefício fiscal (programa REFIS IV) previsto na Lei 11.941/09 R$ 1.178 (31/12/2009 R$ 2.842). Outras Despesas Operacionais: composta basicamente por complemento e atualização de provisão para riscos fiscais e de tributos a recolher R$ 1.917 (31/12/2009 R$ 6.529), considerando a atualização do processo COFINS no valor de R$ 444 e tributos recolhidos (programa REFIS IV) Lei 11.941/09 R$ zero (31/12/2009 R$ 1.000). (f) Resultado não Operacional: No exercício, composto por lucros não recorrentes no montante de R$ 180 (31/12/2009 R$ 2.020) obtidos na alienação de ações classificadas no ativo permanente da CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos. (g) A Companhia tem como política segurar seus bens a valores considerados adequados para coberturas de eventuais perdas. (h) O resumo do relatório elaborado pelo Comitê de Auditoria, único instituído pelo Conglomerado Financeiro Alfa por intermédio da instituição líder Banco Alfa de Investimento S.A., está sendo publicado em conjunto com as demonstrações financeiras do Banco (11) ALTERAÇÕES NA LEI DAS S.A. (LEI Nº 6.404): A Lei nº 11.638 publicada no Diário Oficial da União em 28 de dezembro de 2007 e a Lei nº 11.941 de 28 maio de 2009 alterou diversos dispositivos da Lei nº 6.404 (Sociedade por Ações). Com vistas a regulamentar essas alterações, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) editou diversos pronunciamentos contábeis de 2008 à 2010. A normatização do Banco Central do Brasil editada até o momento considera: a) tratamento do saldo das reservas de capital e da destinação dos lucros acumulados; b) tratamento do ativo imobilizado e diferido; c) reconhecimento, mensuração e divulgação de perdas em relação ao valor recuperável; d) apresentação da demonstração do fluxo de caixa, em substituição a demonstração das origens e aplicações de recursos; e) divulgação sobre partes relacionadas; f) reconhecimento e mensuração de provisões, ativos e passivos contingentes. Na avaliação da administração da Companhia, que considera as normas do Bacen editadas até o momento, apenas os itens (d) e (e) impactaram e, portanto, foram acrescidas às demonstrações financeiras da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. (12) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA: O Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3604/08, apresentado na Demonstração dos fluxos de caixa está constituído por: 31/12/2010 31/12/2009 No início do exercício 95.687 123.956 Disponibilidade 175 169 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 95.512 123.787 No final do exercício 142.084 95.687 Disponibilidade 217 175 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) 141.867 95.512 Caixa e equivalente de caixa 46.397 (28.269) (1) Refere-se a operações cujo o vencimento na data da aplicação foi igual ou inferior a 90 dias. CONTADORA

DIRETORIA Antonio César Santos Costa

José Elanir de Lima

Giuliana Carla Anita Lopes Spano - CRC 1SP 246832/O-9

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS À Diretoria e Acionistas da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. São Paulo - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Corretora é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Corretora para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Corretora. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas

contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Alfa Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. São Paulo, 11 de fevereiro de 2011

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Alberto Spilborghs Neto Contador CRC 1SP167455/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

28

e

quarta-feira, 23 de março de 2011

As medidas de restrição ao crédito do BC já se refletiram na demanda Marcelo Azevedo, economista da CNI

conomia

Indústria opera abaixo do padrão Pesquisa divulgada pela CNI revela que o índice de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) das empresas está aquém do esperado para o período do ano AE

O

Índice de Utilização da Capacidade Instalada (UCI), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), terminou fevereiro na marca de 47 pontos, o que não é considerado um bom resultado. O índice varia de zero a 100 e quando há valores abaixo de 50 pontos significa que o UCI foi inferior ao padrão para aquele mês. Em janeiro, os valores também foram baixos, 45,2 pontos. Já o índice de produção, principal indicador do nível de atividade, atingiu 51 pontos em fevereiro, frente 46 pontos em janeiro. A CNI destaca que é o terceiro mês consecutivo em que a indústria brasileira opera abaixo do usual. Em dezembro, o UCI foi de 48,2 pontos, caindo para 45,2 pontos em janeiro e alcançando 47 pontos no mês passado. Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a UCI ficou abaixo do que normalmente se observa nos meses de fevereiro por conta de dois fatores: recuo na demanda e concorrência das importações. "As medidas de restrição ao crédito, tomadas pelo Banco Central no final do ano passado, e o aumento da taxa de juros, bem como o anúncio do

corte de gastos do governo, já se refletiram na demanda", assinala o economista. Ele disse que a indústria brasileira vem aumentando sua capacidade instalada, em função do crescimento econômico, o que levaria a uma folga no uso. "Mas nós não medimos apenas em quanto está o nível" disse ele. "Medimos também o nível em relação ao que o empresário esperava para o mês, que é o que chamamos de nível de utilização efetivo. E ele está baixo." O economista acrescenta, no entanto, que o resultado ainda está dentro do esperado. Em relação ao índice de produção de 51 pontos verificado em fevereiro de 2011, frente aos 46 pontos de janeiro, a CNI não trata dessa leve recuperação com otimismo. Segundo Azevedo, "o indicador continua próximo da linha divisória de 50 pontos". A pesquisa indica, ainda, que a utilização da capacidade instalada foi de 72% em fevereiro. A evolução do nível de estoques permaneceu estável, com 50,3 pontos em fevereiro, frente a 50,4 pontos em janeiro. O índice de evolução do número de empregados foi positivo, atingindo 50,7 pontos, acima dos 49 pontos de janeiro.

As importações do País são apontadas como responsáveis pela redução na utilização da capacidade instalada das indústrias brasileiras.

A pesquisa destaca que, apesar do cenário atual, os empresários estão otimistas em relação ao desempenho da economia para os próximos seis me-

ses. O índice de expectativas sobre a demanda atingiu 62 pontos para março, frente 61,3 pontos em fevereiro. Já o índice de expectativas quanto à com-

pra de matérias-primas alcançou 59,1 pontos para março, perante 58,8 em fevereiro. A Sondagem Industrial da CNI foi realizada entre os dias

Consórcios têm expansão de 12% nas transações

Comércio de veículos em ritmo forte Lucas Lacaz Ruiz/A13

A

mente, registrou expansão de 9,33% na primeira quinzena deste mês, em relação a igual período do mês passado. Houve alta de 8,13% na comparação com os primeiros 15 dias de março do ano passado. Ao todo, foram comercializadas 142.369 unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus somaram 8.882 unidades nos primeiros 15 dias de março, com expansão de 4,29% ante mesmo período de fevereiro e de 21,84% ante igual intervalo do ano passado. A Fenabrave também divul-

gou os dados das vendas dos segmentos de motos e implementos rodoviários, que na primeira quinzena de março totalizaram 81.500 unidades e 2.604 unidades, respectivamente. Os números representam um crescimento de 5,01% nas vendas de motos e de 28,66% na comercialização de implementos, na comparação com os primeiros 15 dias de fevereiro Em relação à primeira quinzena de março de 2010, as vendas de motos subiram 5,7% e as de implementos rodoviários, 20,84%. (AE)

A

s atividades das fábric a s d a m o n t a d o ra Toyota situadas no Brasil e na Argentina não foram e não serão prejudicadas pelos acontecimentos ocorr idos no Japão, nas duas últimas semanas, quando um terremoto e um tsunami atingiram o país. A afirmação é do presidente da montadora para a América Latina, Shunichi Nakanish, argumentando que o volume de peças vindas do outro la- Terremoto e tsunami não param empresa, diz presidente Nakanish do do mundo é muito pequeno e que os estoques atuais ximo dia 26. A fala aconte- chefe da montadora no Brasão suficientes para atender ceu ontem, durante a apre- sil. Segundo Nakanish, as à demanda local. sentação, em Atibaia (SP), fábricas no Japão e os maioEle informou que as seis do modelo 2012 do Corolla, res fornecedores não foram fábricas da Toyota no Japão líder de vendas no segmen- atingidos pela tragédia. voltarão a funcionar no pró- to de sedans médios e carrochicolelis

DC

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Toyota garante a produção

A

venda de novas cotas de consórcios de veículos automotores registrou alta de 12,2% em janeiro de 2011 em comparação ao mesmo mês de 2010, passando de 129,4 mil para 145,2 mil. Com isso, o número de participantes cresceu 7,6%, passando de 3,16 milhões em janeiro do ano passado para 3,40 milhões. Os números foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Com relação ao número de contemplações, foram 73,7 mil em janeiro de 2011, 2,6% a mais do que no mesmo mês de 2010. Considerando apenas motocicletas e motonetas, segmento que responde por mais de 50% do total de participantes do sistema de consórcios no Brasil, a venda de novas cotas cresceu 5,9% no período, somando 92 mil. O número total de participantes chegou a 2,10 milhões, uma alta de 4,0% na comparação com janeiro de 2010. No segmento de veículos leves, houve 22,3% de crescimento no número de novas adesões. Foram 48,9 mil novas cotas, ante 40 mil em janeiro de 2010. Já no segmento de veículos pesados, as novas cotas avançaram 65,4%, somando 4,3 mil novas adesões. (AE) ALUGUEL DE EQUIPAMENTOS PARA LIMPEZA E CONSTRUÇÃO

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s vendas de veículos cresceram 9,02% na primeira quinzena de março, na comparação com igual período de fevereiro, totalizando 151.251 unidades, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação com o mesmo período de 2010, o aumento foi de 8,85%. Os números incluem automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O segmento de automóveis e comerciais leves, especifica-

28 de fevereiro e 15 de março, com 1,379 mil empresas, das quais 770 de pequeno porte, 409 médias e 200 de grande porte. (AE/DC)

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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5(/$7Ð5,2 '$ $'0,1,675$d®2 Senhores Acionistas: Em cumprimento às disposições estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações financeiras do Banco Paulista S.A., referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, bem como o respectivo parecer dos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2010, os títulos e valores mobiliários classificados na categoria “mantidos até o vencimento” somavam R$ 53.578 mil. Em consonância com as normas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, esta administração declara que a instituição tem capacidade financeira para manutenção desses títulos nesta categoria. Destacamos, a seguir, um resumo da descrição da estrutura de gerenciamento de riscos da instituição, cuja íntegra encontra-se disponível no site www.bancopaulista.com.br: A. Risco Operacional - A Resolução nº 3.380 define risco operacional como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. Conforme permissão expressa contida no artigo 7º, da referida resolução, o Banco Paulista, instituição líder do Conglomerado formado pelo Banco e pela Socopa Corretora, decidiu pela implantação de estrutura única de Gerenciamento de Risco Operacional no

banco, compatível com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas das instituições integrantes do Conglomerado. O processo de gestão e controle do risco operacional do Conglomerado é suportado pela assessoria especializada da Integral-Trust Serviços Financeiros Ltda. Os serviços de assessoria especializada em risco operacional têm como escopo o fornecimento de software (Sistema Integral de Gestão de Risco Operacional) e de metodologias para identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar o risco operacional, assim como coletar e tratar as perdas operacionais. As informações de Risco Operacional e suas perdas são integradas em única base de dados, gerando informações precisas a respeito dos eventos de risco operacional. Tais informações, depois de devidamente tratadas e avaliadas pelos gestores de cada área, servem de base para elaboração de planos de ação de mitigação de riscos para serem submetidos à aprovação do Comitê de Gerenciamento de Riscos, integrado por diretores estatutários do Conglomerado. B. Risco de Mercado - A Resolução n.º 3.464 define risco de mercado como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. O Banco Paulista também decidiu pela implantação de estrutura única de Gerenciamento do Risco de Mercado do Conglomerado no banco, compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e a dimensão da exposição a risco de mercado das instituições

%$/$1d26 3$75,021,$,6 (0 '( '(=(0%52 '( ( (Em milhares de reais) ATIVO Circulante Disponibilidades Em moeda nacional Em moeda estrangeira Aplicações interfinanceiras de liquidez Aplicações no mercado aberto Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Carteira própria Vinculados a operações compromissadas Vinculados à prestação de garantias Instrumentos financeiros derivativos Relações interfinanceiras Créditos vinculados Correspondentes Operações de crédito Operações de crédito - setor privado (-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Outros créditos Carteira de câmbio Rendas a receber Negociação e intermediação de valores Diversos (-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa Outros valores e bens Despesas antecipadas Outros valores e bens Realizável a longo prazo Aplicações interfinanceiras de liquidez Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Carteira própria Instrumentos financeiros derivativos Operações de crédito Operações de crédito - setor privado (-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa Outros créditos Diversos (-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa Outros valores e bens Despesas antecipadas Permanente Investimentos Participações em coligadas e controladas no País Outros investimentos Imobilizado de uso Imóveis de uso Outras imobilizações de uso (-) Depreciações acumuladas Diferido Gastos de organização e expansão (-) Amortizações acumuladas Intangível Ativos intangíveis (-) Amortizações acumuladas Total do ativo

2010 1.393.687 96.743 24.716 72.027 285.692 263.278 22.414 256.687 62.390 98.692 95.007 598 176.745 28.195 148.550 279.928 294.835 (14.907) 276.531 244.521 33.854 (1.844) 21.361 10.025 11.336 189.430 62.245 60.584 1.661 49.595 52.236 (2.641) 71.057 71.062 (5) 6.533 6.533 47.264 43.717 42.475 1.242 3.080 957 4.564 (2.441) 57 988 (931) 410 498 (88) 1.630.381

2009 1.148.913 79.709 32.299 47.410 254.063 242.857 11.206 360.580 117.252 198.165 44.792 371 173.127 41.777 131.350 190.525 216.546 (26.021) 70.090 28.146 39 11 43.073 (1.179) 20.819 6.535 14.284 208.030 15.862 15.862 76.952 76.952 47.069 53.498 (6.429) 62.775 62.793 (18) 5.372 5.372 46.368 42.691 41.450 1.241 3.189 957 4.209 (1.977) 285 988 (703) 203 215 (12) 1.403.311

PASSIVO

2010

2009

Circulante

1.240.937

1.059.088

Depósitos

506.072

390.762

66.251

41.584

Depósitos à vista Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo Outros depósitos Captações no mercado aberto Carteira própria Carteira de terceiros Relações interdependências e interfinanceiras

81.782

96.957

356.972

251.213

1.067

1.008

230.703

357.682

98.523

196.943

132.180

160.739

9.336

16.901

Correspondentes

1.512

1.930

Recursos em trânsito de terceiros

7.824

14.971

168.747

162.854

131.210

109.220

Obrigações por empréstimos e repasses Obrigações em moeda estrangeira Repasses no País - instituições oficiais Outras obrigações Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados Carteira de câmbio Fiscais e previdenciárias

37.537

53.634

326.079

130.889

2.016

1.439

220.977

14.879

1.579

25.867

Negociação e intermediação de valores

31.574

-

Diversas

69.933

88.704

Exigível a longo prazo

298.456

234.724

Depósitos

212.502

180.507

1.734

-

Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo

210.768

180.507

Obrigações por empréstimos e repasses

6.156

8.403

Repasses no País - instituições oficiais

6.156

8.403

79.798

45.814

Fiscais e previdenciárias

55.007

44.591

Divida Subordinada

21.348

-

3.443

1.223

90.988

109.499

107.000

107.000

Outras obrigações

Diversas Patrimônio líquido Capital Social - domiciliado no país Reserva de capital

97

97

Reservas de lucros

2.402

2.402

Prejuízos acumulados

(18.511)

Total do passivo

1.630.381

1.403.311

'(021675$d¯(6 '$6 087$d¯(6 '2 3$75,0Ñ1,2 /Ì48,'2 Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 (Em milhares de reais) Reservas de lucros

Saldos em 31 de dezembro de 2008 Prejuízo do semestre Compensações de prejuízos Reserva legal Reserva estatutária Saldos em 31 de dezembro de 2009 Prejuízo do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2010 Saldos em 30 de junho de 2010 Prejuízo do semestre Saldos em 31 de dezembro de 2010

Capital social 107.000 -

Reserva de capital 97 -

107.000 107.000 107.000 107.000

97 97 97 97

Reserva estatutária 10.547 -

Reserva legal 5.147 (2.745) 2.402 2.402 2.402 2.402

Prejuízos acumulados (13.292)

Total 122.791 (13.292)

2.745 10.547 (18.511) (18.511) (8.558) (9.953) (18.511)

109.499 (18.511) 90.988 100.941 (9.953) 90.988

(10.547) -

integrantes do Conglomerado. Os assuntos relativos ao Risco de Mercado, assim como ocorre com os de Risco Operacional, são discutidos e decididos no Comitê de Gerenciamento de Riscos e atende as definições de políticas e limites definidos pelo Comitê de Planejamento Estratégico, integrado por diretores estatutários do Conglomerado. Estas definições condizem com as melhores práticas de Gerenciamento de Riscos utilizadas pelo mercado e estão em consonância com o perfil operacional do Conglomerado. O processo de gestão e controle do risco de mercado do Conglomerado é também suportado pela assessoria especializada da Integral-Trust Serviços Financeiros Ltda. Os serviços de assessoria especializada em risco de mercado têm como escopo o fornecimento de software (Sistema Integral de Gestão de Risco V@R) e de metodologias para medir, monitorar e controlar a exposição ao risco de mercado, tanto para as operações incluídas na carteira de negociação quanto para as demais posições, incluindo todas as fontes relevantes de risco de mercado e gerar relatórios tempestivos para a diretoria do Conglomerado. Este trabalho é periodicamente revisado com intuito de atender às melhores práticas. Agradecemos ao apoio e a confiança dos nossos clientes, funcionários e colaboradores. São Paulo, 18 de março de 2011. A Administração

'(021675$d¯(6 '2 5(68/7$'2 Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 (Em milhares de reais, exceto prejuízo por lote de mil ações) Receitas de intermediação financeira Operações de crédito Resultado com títulos e valores mobiliários Resultado com instrumentos financeiros derivativos Resultado com operações de câmbio Despesas de intermediação financeira Operações de captações Operações de empréstimos e repasses Provisão para créditos de liquidação duvidosa Resultado bruto de intermediação financeira Outras receitas (despesas) operacionais Receitas de prestação de serviços Despesas de pessoal Outras despesas administrativas Despesas tributárias Resultado de participações em coligadas e controladas Outras receitas operacionais Outras despesas operacionais Resultado operacional Resultado não operacional Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações Imposto de renda e contribuição social Provisão para imposto de renda Provisão para contribuição social Ativo fiscal diferido Prejuízo do semestre/exercícios Prejuízo por lote de mil ações- R$

Exercícios 2º semestre 2010 2009 111.113 199.137 225.679 17.766 48.038 125.161 96.518 66.572 60.321 (5.223) 4.526 15.766 38.249 50.055 18.180 (65.469) (130.319) (141.022) (48.739) (87.801) (78.214) (8.051) (10.856) (4.112) (8.679) (31.662) (58.696) 45.644 68.818 84.657 (59.543) (94.343) (105.590) 11.516 24.679 23.339 (16.484) (30.318) (25.285) (15.045) (26.850) (26.153) (4.110) (7.815) (10.067) 601 1.025 3.998 9.117 2.664 7.340 (38.685) (62.404) (80.539) (13.899) (25.525) (20.934) (1.964) (4.671) (2.469) (15.863) (30.196) (23.403) 5.910 11.685 10.111 1.878 (14.883) 1.162 (9.011) 2.870 11.685 34.005 (9.953) (18.511) (13.292) (50,08) (93,15) (66,88)

'(021675$d¯(6 '26 )/8;26 '( &$,;$ Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e Semestre findo em 31 de dezembro de 2010 (Em milhares de reais)

Exercícios 2º semestre 2010 2009 Lucro (prejuízo) líquido ajustado do semestre/exercícios (709) 7.533 25.063 Prejuízo do semestre/exercícios (9.953) (18.511) (13.292) Ajustes para reconciliar o prejuízo líquido ao caixa líquido 9.244 26.044 38.355 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 8.679 31.662 58.696 Provisões para imposto de renda e contribuição social diferidos (2.870) (11.685) (34.005) Depreciações e amortizações 550 1.084 1.079 Resultado de participações em controladas (601) (1.025) (3.998) Reversão de provisões operacionais (1.929) (5.577) (1.067) Atualizações monetárias de recebimentos antecipados de créditos de operações de varejo, cedidos 5.099 10.139 7.498 Provisão para perda sobre créditos de operações de varejo cedidos com coobrigação 316 1.446 10.152 Variação de ativos e passivos Redução (aumento) em aplicações interfinanceiras de liquidez 8.696 165.208 (500) Redução (aumento) em títulos e valores mobiliários 48.912 120.488 (116.395) Redução (aumento) em relações interfinanceiras 28.539 (11.183) (110.592) Redução (aumento) em operações de crédito (13.028) (122.939) 41.786 (Aumento) em outros créditos (28.518) (203.688) (4.884) (Aumento) redução em outros valores e bens (3.083) 3.873 10.891 Redução (aumento) em instrumentos financeiros derivativos - ativo 707 (1.888) (20.467) Aumento em outras obrigações 67.357 217.590 10.361 Aumento em depósitos 127.462 147.305 133.391 (Redução) de obrigações por operações compromissadas (86.967) (126.979) (1.909) Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades operacionais 149.368 195.320 (33.255) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Aquisições de imobilizado de uso (603) (1.002) (1.916) Aplicações no intangível (135) (283) (215) Alienações de Investimentos 321 Alienações de imobilizado de uso 277 330 1.307 Caixa líquido (aplicado) nas atividades de investimentos (461) (955) (503) Fluxo de caixa das atividades de financiamento (Redução) em recursos de aceites e emissão de títulos (20.100) Aumento (redução) de obrigações por empréstimos e repasses (26.473) 3.646 81.223 Caixa líquido (aplicado) gerado nas atividades de financiamentos (46.573) 3.646 81.223 Aumento de caixa e equivalentes de caixa 102.334 198.011 47.465 Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do semestre/exercícios 260.920 165.243 117.778 Caixa e equivalentes de caixa no final do semestre/exercícios 363.254 363.254 165.243 102.334 198.011 47.465

127$6 (;3/,&$7,9$6 ­6 '(021675$d¯(6 ),1$1&(,5$6 Em 31 de dezembro de 2010 e 2009 (Em milhares de reais)

  CONTEXTO OPERACIONAL O Banco Paulista S.A. (“Banco”) é uma sociedade de capital fechado, constituído sob a forma de banco comercial, tendo como objetivo atuação em operações de crédito para pessoas jurídicas, crédito direto ao consumidor, consignado, financiamento de veículos e em operações de câmbio (basicamente, em operações de comércio exterior e financeiro). As operações são conduzidas no contexto de um conjunto de instituições que atuam integradamente no mercado financeiro, sendo que certas operações têm a co-participação ou a intermediação de sua controlada SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A. e demais empresas pertencentes aos controladores. Como parte das ações estratégicas, os acionistas tomaram a decisão em setembro de 2009 de focar os esforços do Banco nas operações de crédito de middle market, além de câmbio e serviços. As operações de varejo foram paralisadas e, aquelas que não apresentavam atraso, foram subsequentemente cedidas a outra instituição financeira, com acordo de coobrigação. A estrutura operacional que gerava tais operações, assim como os respectivos acordos comerciais, foram também cedidos (Nota 9g). Concomitante com as decisões estratégicas acima mencionadas, um novo plano de negócios que aborda as atividades já existentes bem como a criação de novas linhas de negócio foi preparado pela administração e está em processo de implementação.

  APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem as diretrizes contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações Lei nº 6.404/76, alterações introduzidas pelas Leis nº 11.638/07 e 11.941/09, e normas do Banco Central do Brasil - BACEN, e estão sendo apresentadas de acordo com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF. As estimativas contábeis são determinadas pela Administração, considerando fatores e premissas estabelecidas com base em julgamentos. Itens significativos, sujeitos a essas estimativas e premissas, incluem as provisões para ajuste dos ativos ao valor provável de realização ou recuperação, as provisões para perdas, as provisões para contingências, marcação ao mercado de instrumentos financeiros, os impostos diferidos, entre outros. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Administração revisa as estimativas e premissas, pelo menos, semestralmente.

 SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Apuração do resultado As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência, observando-se o critério pro rata dia para as de natureza financeira. As receitas e despesas de natureza financeira são calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionados com operações no exterior, as quais são calculadas com base no método linear. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço através dos índices pactuados. b) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução nº 3.604/08 inclui dinheiro em caixa, depósitos bancários, investimentos de curto prazo de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valor e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias na data da aplicação. c) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, deduzido das rendas pertencentes ao período futuro, e as pós fixadas pelo valor de custo acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para desvalorização, quando aplicável. As aplicações em operações compromissadas são classificadas em função de seus prazos de vencimento, independentemente dos prazos de vencimento dos papéis que lastreiam as operações. d) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos De acordo com o estabelecido pela Circular nº 3.068/01, os títulos e valores mobiliários integrantes da carteira são classificados em três categorias distintas, conforme a intenção da Administração, quais sejam: y Títulos para negociação; y Títulos disponíveis para venda; e y Títulos mantidos até o vencimento. Os títulos para negociação são apresentados no ativo circulante, independentemente dos respectivos vencimentos e compreendem os títulos adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São avaliados pelo valor de mercado, sendo o resultado desta valorização ou desvalorização computado ao resultado. Os títulos disponíveis para a venda representam os títulos que não foram adquiridos para frequente negociação e são utilizados, dentre outros fins, para reserva de liquidez, garantias e proteção contra riscos. Os rendimentos auferidos segundo as taxas de aquisição, bem como as possíveis perdas permanentes são computados ao resultado. Estes títulos são avaliados ao valor de mercado, sendo o resultado da valorização ou desvalorização contabilizado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido (deduzidos os efeitos tributários), o qual será transferido para o resultado no momento da sua realização. Os títulos mantidos até o vencimento referem-se aos títulos adquiridos para os quais a Administração tem a intenção e capacidade financeira de mantê-los em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos. Caso apresentem perdas permanentes, estas são imediatamente computadas no resultado. Os instrumentos financeiros derivativos compostos por operações de futuro, operações a termo e operações de swap são contabilizados de acordo com os seguintes critérios: y operações de futuros - o valor dos ajustes a mercado são diariamente contabilizados em conta de ativo ou passivo e apropriados diariamente como receita ou despesa; y operações a termo - pelo valor final do contrato deduzido da diferença entre esse valor e o valor de mercado do bem ou direito, reconhecendo as receitas e despesas em razão da fluência dos contratos até a data do balanço; y operações de swap - o diferencial a receber ou a pagar é contabilizado a valor de mercado em conta de ativo ou passivo, respectivamente, apropriado como receita ou despesa pro rata até a data do balanço. As operações com instrumentos financeiros derivativos não considerados como hedge accounting são avaliadas, na data do balanço, a valor de mercado, contabilizando a valorização ou a desvalorização em conta de receita ou despesa, no resultado do período. e) Operações de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito são classificadas de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99, que requer análise periódica da carteira e sua classificação em 9 níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (perda). As rendas das operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receita quando efetivamente recebidas. As operações classificadas no nível “H” permanecem nessa classificação por 180 dias, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas, no mínimo por 5 anos, em contas de compensação, não mais figurando no balanço patrimonial. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas antes da renegociação. As renegociações de operações de crédito, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação, são classificadas no nível “H”, e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos. Para as operações com prazo superior a 36 meses o Banco se utiliza, a partir deste exercício, da prerrogativa de contagem de prazo em dobro prevista na Resolução nº 2.682/99 para determinação do nível de risco. A provisão para créditos de liquidação duvidosa, considerada suficiente pela Administração, atende ao requisito estabelecido pela Resolução nº 2.682/99, conforme demonstrado na Nota 9. f) Redução do valor recuperável de ativos não financeiros - (Impairment) O registro contábil de um ativo deve evidenciar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída uma provisão, ajustando o valor contábil líquido. Essas provisões são reconhecidas no resultado do período/exercício, conforme previsto na Resolução nº 3.566/08.

Os valores dos ativos não-financeiros são revistos anualmente, exceto créditos tributários, cuja realização é avaliada semestralmente. g) Investimentos Os investimentos em controladas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os demais investimentos são registrados pelo custo de aquisição, deduzidas de provisão para perdas, quando aplicável. h) Imobilizado, diferido e intangível Corresponde aos direitos que tenham como objeto bens corpóreos e incorpóreos, destinados à manutenção das atividades da Instituição ou exercido com essa finalidade. Os bens do ativo imobilizado (bens corpóreos) estão registrados ao custo de aquisição. A depreciação do ativo imobilizado é calculada pelo método linear às taxas de 20% a.a. para veículos e sistemas de processamento de dados e 10% a.a. para os demais itens. O ativo diferido é composto por benfeitorias em imóveis de terceiros, com amortizações anuais, basicamente, de 24%, conforme prazo do contrato de locação. A partir de 30 de setembro de 2008, de acordo com as normas estabelecidas na Resolução nº 3.617/08, as instituições financeiras devem registrar no ativo diferido, exclusivamente, as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional, facultando a permanência dos saldos existentes naquela data até a sua efetiva baixa. Os ativos intangíveis representam os direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da sociedade ou exercidos com essa finalidade. São avaliados ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável, quando aplicável. Os ativos intangíveis que possuem vida útil definida são amortizados considerando a sua utilização efetiva ou um método que reflita os seus benefícios econômicos, enquanto os de vida útil indefinida são testados anualmente quanto à sua recuperabilidade. i) Depósitos, captações no mercado aberto, recursos de aceites e emissões de títulos e obrigações por empréstimos e repasses São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram os encargos exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base pro rata dia sendo as de obrigações em moeda estrangeira atualizadas às taxas oficiais de câmbio, vigentes nas datas dos balanços. As captações no mercado aberto são classificadas no passivo circulante em função de seus prazos de vencimento, independentemente dos prazos de vencimento dos papéis que lastreiam as operações. j) Imposto de renda e contribuição social As provisões para o imposto de renda (IRPJ) e contribuição social (CSLL), quando devidas, são calculadas com base no lucro ou prejuízo contábil, ajustado pelas adições e exclusões de caráter permanente e temporária, sendo o imposto de renda determinado pela alíquota de 15%, acrescida de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$ 240 no exercício (R$ 120 no semestre) e a contribuição social pela alíquota de 15%. Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social foram calculados sobre adições e exclusões temporárias. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões pelas quais foram constituídas e são baseados nas expectativas atuais de realização e considerando os estudos técnicos e análises da administração. k) Operações de câmbio São demonstradas pelos valores de realização, incluindo os rendimentos (em base pro rata dia), as variações cambiais auferidas, e provisão para perdas (quando aplicável), nos termos da Resolução nº 2.682/99. l) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais, fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes, e obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução nº 3.823/09 e Pronunciamento Técnico CPC 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), obedecendo aos seguintes critérios: Contingências ativas - não são reconhecidas nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização; sobre as quais não cabem mais recursos. Contingências passivas - são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseado na opinião de assessores jurídicos e da administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, com uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis pelos assessores jurídicos são apenas divulgados em notas explicativas, enquanto aquelas classificadas como perda remota não requerem provisão e divulgação. Obrigações legais - fiscais e previdenciárias - referem-se a demandas judiciais onde estão sendo contestadas a legalidade e a constitucionalidade de alguns tributos (ou impostos e contribuições). O montante discutido é quantificado, registrado e atualizado mensalmente. m) Despesas antecipadas Correspondem, em sua maior parte, a valores pagos antecipadamente, relativos às seguintes despesas: y comissões pagas na contratação de empréstimos e financiamentos, que estão sendo apropriadas ao resultado na rubrica “outras despesas operacionais”, pelo mesmo prazo dos contratos que lhes deram origem, ou, integralmente, por ocasião da cessão desses créditos; y valor pago em função de convênio realizado para cessão de direitos creditórios vencidos – oriundos de operações de empréstimos e financiamentos realizados pelo Banco – referente ao resultado da equalização de preços, calculada considerando o histórico de inadimplência sobre a carteira objeto da cessão, que são apropriadas ao resultado, na rubrica “outras despesas operacionais”, na mesma proporção que os créditos sujeitos ao referido convênio atinjam os seus respectivos vencimentos.

 CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, o caixa e equivalentes de caixa estavam assim representados: 2010 2009 Disponibilidades - em moeda nacional 24.716 32.299 Disponibilidades - em moeda estrangeira 72.027 47.410 Aplicações no mercado aberto 261.598 82.186 Aplicações em depósitos interfinanceiros 4.913 3.348 Caixa e equivalentes de caixa 363.254 165.243

 APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Aplicações em operações compromissadas 1a 30 dias

31 a 180 dias

Aplicações no mercado aberto Posição bancada: 129.417 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 37.110 Letras do Tesouro Nacional - LTN Notas do Tesouro Nacional - NTN 69.282 Certificado de Depósito Bancário - CDB 9.965 Título de Dívida Agrária - TDA 13.060 Posição financiada: 132.181 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 70.225 Notas do Tesouro Nacional - NTN 61.956 Total 261.598 No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, R$ 23.512 (R$ 24.559 em 2009). b) Aplicações em depósitos interfinanceiros

181 a 365 dias

acima de 365 dias

2010

2009

Total

Total

1.680 131.097 82.186 37.110 40.302 10.001 69.282 31.883 9.965 1.680 14.740 132.181 160.671 70.225 61.956 160.671 1.680 263.278 242.857 o resultado com operações compromissadas foi de

2010 2009 Vencimento até 90 dias 4.911 3.348 Vencimento de 90 a 360 dias 12.559 7.858 Vencimento acima de 360 dias 4.944 15.862 Total 22.414 27.068 No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a renda com aplicações em depósitos interfinanceiros foi de R$ 2.105 (R$ 1.611 em 2009).

 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS a) Títulos e valores mobiliários - Composição por classificação 2010 2009 Custo (i) Mercado (ii) Custo (i) Mercado (ii) Títulos para negociação Carteira própria - livres 62.300 62.390 117.507 117.252 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 8.655 8.654 3.626 3.626 Letras do Tesouro Nacional - LTN 43.514 43.439 80.344 80.359 Notas do Tesouro Nacional - NTN 9.634 9.733 32.722 32.452 Títulos da Dívida Agrária - TDA 491 558 809 809 Ações de companhias abertas 6 6 6 6 Vinculados a operações compromissadas 98.864 98.692 199.074 198.165 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 688 688 Letras do Tesouro Nacional - LTN 98.864 98.692 133.637 133.311 Notas do Tesouro Nacional - NTN 64.749 64.166 Vinculados à prestação de garantias 94.384 95.007 44.808 44.792 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 15.421 15.423 14.890 14.938 Letras do Tesouro Nacional - LTN 1.518 1.515 17.574 17.531 Notas do Tesouro Nacional - NTN 51.520 52.144 12.344 12.323 Ouro em garantia 25.925 25.925 Total de títulos para negociação 255.548 256.089 361.389 360.209 Mantidos até o vencimento Carteira própria - livres Cotas de fundos de investimento (iii) 60.584 60.584 76.952 76.952 Total de títulos mantidos até o vencimento 60.584 60.584 76.952 76.952 Total 316.132 316.673 438.341 437.161 (i) Valor de custo Nos casos de títulos de renda fixa, refere-se ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço; para as ações, considera-se o custo de aquisição. (ii) Valor de mercado O valor de mercado dos títulos públicos é apurado segundo divulgações nos boletins diários informado pela ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiros e de Capitais. As ações são avaliadas pela cotação de fechamento do último dia em que foram negociadas na Bolsa de Valores. Os títulos privados são registrados pelo seu valor de custo, acrescido diariamente dos rendimentos incorridos e ajustado ao valor de mercado. (iii) Aplicações em cotas subordinadas de fundos de Investimento em Direitos Creditórios O Banco mantém recursos investidos em cotas subordinadas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Paulista - Veículos II, que foi constituído sob a forma de condomínio fechado com prazo de vencimento em 31 de dezembro de 2020, de modo que suas cotas somente serão resgatadas ao término do respectivo prazo de duração, ou em virtude da liquidação do Fundo. O Fundo é administrado e gerido pela Votorantim Asset Management Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a cota subordinada do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Paulista - Veículos II apresentou rentabilidade positiva de 15.29% (6,63% negativa em 2009). O Banco também é detentor de cotas subordinadas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios F IX - Multisegmentos, administrado pela BEM Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, e gerido pela BRAM - Bradesco Asset Management S.A. - DTVM, constituído sob a forma de condomínio aberto, com prazo de duração indeterminado, sem prazo de carência inicial para o resgate de suas cotas. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a cota subordinada do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios F IX - Multisegmentos apresentou rentabilidade positiva de 50,91% (38,84% positiva em 2009). Em 31 de dezembro de 2010, os Fundos possuíam carteiras de direitos creditórios, no montante de R$ 82.850, com provisão constituída para possíveis perdas, no montante de R$ 30.463. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 o Banco Paulista cedeu operações de crédito aos fundos no valor de R$ 64.350, apurando um lucro de R$ 7.184, reconhecido contabilmente na rubrica “Receitas de operações de crédito”. O saldo das comissões pagas por ocasião da contratação das operações cedidas, a apropriar ao resultado, na data da cessão, no montante de R$ 1.976, foi apropriado diretamente ao resultado na rubrica “Outras despesas operacionais”. No exercício de 2009, o Banco recomprou operações de crédito (cedidas anteriormente aos Fundos), pelo valor total de R$ 11.303. Essas operações foram registradas na rubrica “Operações de crédito”, pelo montante de R$ 10.269 (valor presente dessas operações, calculado com base nas taxas originais de cada contrato recomprado), tendo sido apurada uma perda de R$ 1.031, reconhecida contabilmente a débito da rubrica “Receitas de operações de crédito”. No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 não foram realizadas novas cessões ou recompras de operações de crédito com os Fundos. b) Títulos e valores mobiliários - Composição por vencimento 2010 2009 Sem Até De 3 a Acima de vencimento 3 meses 12 meses 12 meses Total Total Letras Financeiras do Tesouro - LFT 2.136 21.941 24.077 19.252 Letras do Tesouro Nacional - LTN 143.646 143.646 231.200 Notas do Tesouro Nacional - NTN 1.510 60.367 61.877 108.942 Títulos da Dívida Agrária - TDA 558 558 809 Ações de companhias abertas 6 6 6 Ouro em garantia 25.925 25.925 Cotas de fundos de investimento 60.584 60.584 76.952 Total 6 27.435 145.782 143.450 316.673 437.161 No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, a renda com aplicações com títulos e valores mobiliários foi de R$ 70.901 (R$ 40.403 em 2009).

 INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS O Banco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, registrados em contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender às suas necessidades, bem como administrar a exposição global de risco da instituição. A comercialização de instrumentos financeiros derivativos com as contrapartes é precedida de uma avaliação dos riscos de crédito envolvidos. Os valores registrados nas contas patrimoniais relativos aos instrumentos financeiros derivativos, em 31 de dezembro de 2010 e 2009, incluído os ajustes ao valor de mercado, são demonstrados a seguir: 2010 2009 Valor Valor referencial Ativo Passivo Líquido referencial Ativo Passivo Líquido Swap 24.723 1.757 1.757 17.781 123 123 Termos (NDF) 29.358 502 502 31.017 248 248 Total 54.081 2.259 2.259 48.798 371 371 a) Composição analítica das operações 2010 Valor Valor patrimonial a Descrição referencial receber/(a pagar) Swap 24.723 1.757 PRÉ x CDI 10.123 265 IPCA x CDI 14.600 1.492 Termo 29.358 502 USD x EUR 23.936 825 USD x CAD 1.002 (62) USD x AUD 466 (101) USD x GBP 1.293 110 USD x JPY 912 (102) USD x CHF 1.434 (149) USD x NOK 225 (13) USD x NZD 90 (6) Total 54.081 2.259 &RQWLQXD


DIà RIO DO COMÉRCIO

30

quarta-feira, 23 de março de 2011

%$1&2 3$8/,67$ 6$ Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 2Âş andar - SĂŁo Paulo - SP - CEP 01452-002 - Tel/Fax: (11) 3299-2000 Ouvidoria: 0800-772-6116 CNPJ nÂş 61.820.817/0001-09

ZZZEDQFRSDXOLVWDFRPEU &RQWLQXDomR

O Banco possui operaçþes de instrumentos financeiros derivativos efetuadas no mercado futuro BM&FBOVESPA, tais operaçþes sĂŁo exclusivamente atreladas a Ă­ndices futuros de moedas estrangeiras e possuem em 31 de dezembro de 2010, o valor referencial de R$ 169.833 (R$ 55.182 em 2009), tendo sido apurado um ajuste a receber de R$ 94 (R$ 9 em 2009). b) Os instrumentos financeiros derivativos possuem os seguintes vencimentos 2010 AtĂŠ De 3 a De 6 a Acima de Descrição 3 meses 6 meses 12 meses 12 meses Total Contratos de “swapâ€? 18 24 55 1.660 1.757 Contratos a termo (NDF) 502 502 A determinação dos valores de mercado de tais instrumentos financeiros derivativos ĂŠ baseada nas cotaçþes divulgadas pelas bolsas especializadas, e em alguns casos, sĂŁo utilizadas tĂŠcnicas de precificação. Foram adotadas as seguintes bases para determinação dos preços de mercado: Âą Futuros, NDFs e opçþes: cotaçþes de mercado divulgadas pelas Bolsas; Âą Swaps: o fluxo de caixa de cada uma de suas partes foi descontado a valor presente, conforme as correspondentes curvas de juros, obtidas com base nas taxas de juros da BM&FBOVESPA. Todas as operaçþes com derivativos realizadas pelo Banco sĂŁo registradas na BM&FBOVESPA ou na CETIP. Os contratos futuros de DI e de moedas estrangeiras sĂŁo utilizados, principalmente, como instrumentos para limitação de taxas de captação, em função de descasamentos de prazos, moedas, e/ou indexadores, com as operaçþes ativas. c) Margem de garantia SĂŁo dados como margem em garantia para a realização das operaçþes com instrumentos financeiros derivativos, os ativos apresentados a seguir: 2010 2009 Letras do Tesouro Nacional - LTN 1.515 17.531 Letras Financeiras do Tesouro - LFT 15.423 14.938 Notas do Tesouro Nacional - NTN 52.144 12.323 Ouro 25.925 95.007 44.792 d) Resultado com instrumentos financeiros derivativos Os resultados obtidos com as operaçþes com instrumentos financeiros derivativos, nos exercĂ­cios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009, estĂŁo demonstrados a seguir: 2010 2009 Futuros 1.661 13.589 Swap 1.727 139 2.038 Operaçþes a termo – NDF 2.301 Opçþes (1.163) 4.526 15.766

 GERENCIAMENTO DE RISCOS a) Risco de crÊdito O Conglomerado Financeiro adota um conjunto rigoroso de procedimentos de anålise de crÊdito e classificação de riscos, cujo foco principal Ê a avaliação da capacidade de pagamento, natureza de suas operaçþes, nas garantias prestadas, cronograma da dívida, qualidade dos ativos e cobertura de juros e capital de giro. Aspectos de natureza qualitativa, tais como orientação estratÊgica, setor econômico, mercado, especialização, ambiente regulatório e participação no mercado, são sistematicamente avaliados e complementam o processo de anålise de crÊdito. b) Risco de mercado Para o monitoramento do risco de mercado, o Valor a Risco (V@R) Ê calculado diariamente utilizandose de tÊcnicas estatísticas atuariais de forma a estimar a perda financeira possível para um dia levandose em conta que o comportamento do mercado serå semelhante ao que ocorreu no passado recente. O modelo de V@R empregado se baseia na tÊcnica de aferição paramÊtrica, com horizonte de tempo de um dia e intervalo de confiança de 95% monocaudal. Outra abordagem utilizada na aferição do risco de mercado Ê o Stress Test, uma tÊcnica que visa analisar o impacto de variaçþes extremas nos preços dos ativos e derivativos. Esta abordagem de anålise tem por objetivo preservar o patrimônio do banco em situaçþes de mercado consideradas atípicas, que embora difiram do padrão estatístico histórico, podem estar dentro do espectro de possibilidades consideradas pontuais pela Administração. c) Risco de liquidez O Banco procura manter uma estrutura de capital, com grau de alavancagem e liquidez compatíveis. Protegendo a liquidez, o Banco zela por diversificação e baixa concentração de valores, e de devedores, administrando, tambÊm, os prazos das operaçþes ativas e passivas de forma que tenham, tanto quanto possível, seus vencimentos correlacionados. d) Risco operacional O processo de gestão e controle do risco operacional do Conglomerado adota metodologias para identificar, avaliar, monitorar, controlar, e mitigar o risco operacional, assim como coletar e tratar as perdas operacionais. Tais informaçþes, depois de devidamente tratadas e avaliadas pelos gestores de cada årea, servem de base para elaboração de planos de ação de mitigação de riscos para serem submetidos à aprovação da Administração.

 OPERAÇÕES DE CRÉDITO Em 31 de dezembro de 2010 e 2009, as operaçþes de crÊdito estão compostas como demonstrado a seguir: a) Por tipo de operação 2010 2009 Operaçþes de crÊdito: EmprÊstimos e títulos descontados 272.761 185.091 Financiamentos de veículos 58.789 64.155 Financiamentos rurais e agroindustriais 8.538 11.068 Financiamentos imobiliårios 6.983 9.730 347.071 270.044 Outros crÊditos: Adiantamentos sobre contrato de câmbio (nota 10) 26.034 17.013 Devedores por compra de valores e bens (nota 11) 4.108 8.792 30.142 25.805 Total das operaçþes de crÊdito 377.213 295.849 Provisão para crÊditos de liquidação duvidosa (17.548) (32.450) Provisão para outros crÊditos de liquidação duvidosa (1.849) (1.197) Total da provisão para crÊditos de liquidação duvidosa (19.397) (33.647) 357.816 262.202 b) Por setor de atividade 2010 2009 Setor privado Rural 8.538 11.068 Indústria 118.938 49.983 ComÊrcio 80.377 33.332 Intermediårios financeiros 4.108 8.791 Serviços 116.019 94.166 Pessoas físicas 49.233 98.509 Total 377.213 295.849 c) Por faixa de vencimento Parcelas vencidas Parcelas vincendas atÊ 90 dias de 91 dias a 180 dias de 181 dias a 360 dias acima de 360 dias Total

2010 20.979

2009 31.925

167.531 79.924 55.452 53.327 377.213

96.917 68.220 41.651 57.136 295.849

d) Composição da carteira por nível de risco Nível A B C D E F G H

NĂ­vel A B C D E F G H

Curso normal 25.258 128.273 186.535 6.101 304 3.296 1.951 256 351.974 % de provisĂŁo 0,50 1,00 3,00 10,00 30,00 50,00 70,00 100,00

Vencidas 2.497 8.818 2.688 2.449 1.737 2.636 4.414 25.239 Curso normal 126 1.283 5.596 610 91 1.648 1.366 256 10.976

Total 25.258 130.770 195.353 8.789 2.753 5.033 4.587 4.670 377.213 Vencidas 25 265 269 735 869 1.844 4.414 8.421

Total 126 1.308 5.861 879 826 2.517 3.210 4.670 19.397

2010 % 6,70 34,67 51,79 2,33 0,73 1,33 1,22 1,24 100,00 2010 % 0,65 6,74 30,21 4,53 4,26 12,97 16,55 24,08 100,00

Saldos da carteira 2009 Total % 21.513 7,27 49.070 16,59 172.573 58,33 19.152 6,47 5.883 1,99 7.739 2,62 6.046 2,04 13.873 4,69 295.849 100,00 ProvisĂŁo 2009 % de provisĂŁo Total % 0,50 108 0,32 2,00 981 2,92 4,00 6.903 20,52 10,00 1.915 5,69 30,00 1.765 5,25 50,00 3.869 11,50 70,00 4.233 12,58 100,00 13.873 41,23 33.647 100,00

e) Movimentação da provisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa 2010 2009 Saldo no inĂ­cio do exercĂ­cio 33.647 20.654 Constituiçþes lĂ­quidas de reversĂľes 31.662 58.696 Baixas de crĂŠditos contra prejuĂ­zo (45.912) (45.703) Saldo no final do exercĂ­cio 19.397 33.647 Durante o exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2010, a administração passou a adotar a premissa de prazo em dobro para constituição de provisĂŁo por atraso das operaçþes de crĂŠdito com prazo total superior a 36 meses conforme facultado pela Resolução nÂş 2.682/99. O efeito da adoção desse procedimento, em substituição ao que vinha sendo utilizado, gerou uma reversĂŁo de R$ 7.271 de provisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa. f) CrĂŠditos renegociados e recuperados Os crĂŠditos renegociados, no exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2010, totalizam R$ 1.165 (R$ 2.346, em 2009). Os crĂŠditos recuperados, no exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2010, totalizam R$ 8.340 (R$ 6.013, em 2009). g) CessĂľes de crĂŠdito Conforme as condiçþes estabelecidas pela Resolução nÂş 2.686/00 do Conselho MonetĂĄrio Nacional, o Banco efetuou durante o exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2010, cessĂľes de crĂŠditos jĂĄ vencidos, sem coobrigaçþes, oriundos de suas operaçþes de emprĂŠstimos e financiamentos, pelo montante de R$ 5.176 (R$ 4.338 em 2009), para a Paulista Companhia Securitizadora de CrĂŠditos Financeiros, entidade ligada, cujos valores nominais atualizados contabilmente totalizavam R$ 24.192 (R$ 37.639 em 2009) havendo provisĂŁo constituĂ­da no montante de R$ 24.192 (R$ 35.007 em 2009). O valor da cessĂŁo foi fixado baseado em laudo de avaliação elaborado por empresa independente. O prejuĂ­zo da cessĂŁo, no montante de R$ 19.016 (R$ 33.300 em 2009) foi registrado a dĂŠbito da rubrica “Receitas de operaçþes de crĂŠditoâ€?. Simultaneamente, foi revertida a respectiva provisĂŁo constituĂ­da para crĂŠditos de liquidação duvidosa. No exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2010 nĂŁo foram realizadas cessĂľes de operaçþes de crĂŠdito com coobrigação e tambĂŠm nĂŁo houve recompras de cessĂľes efetuadas anteriormente. No exercĂ­cio findo em 31 de dezembro de 2009, foram realizadas cessĂľes de operaçþes de crĂŠdito, com coobrigação, no montante lĂ­quido de R$ 302.301, resultando em ganho, no valor de R$ 56.585, registrado na rubrica “Receitas de operaçþes de crĂŠditoâ€?. Os saldos das comissĂľes pagas por ocasiĂŁo da contratação das operaçþes cedidas, a apropriar ao resultado, nas datas das cessĂľes, no montante de R$ 4.225, foram apropriados diretamente ao resultado, na rubrica “Outras despesas operacionaisâ€?. TambĂŠm, no exercĂ­cio de 2009, foram recompradas operaçþes cedidas anteriormente Ă  Paulista Companhia Securitizadora de CrĂŠditos Financeiros, pelo valor total de R$ 765. Essas operaçþes foram registradas na rubrica “Operaçþes de crĂŠditoâ€?, pelo montante de R$ 8.686 (valor presente dessas operaçþes, calculado com base nas taxas originais de cada contrato recomprado), tendo sido apurado um lucro de R$ 7.921, registrado na rubrica “Receitas de operaçþes de crĂŠditoâ€?. Simultaneamente, foi constituĂ­da a provisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa, no montante de R$ 8.686. As comissĂľes pagas por ocasiĂŁo da contratação dessas operaçþes recompradas foram no montante de R$ 244. Em 31 de dezembro de 2010, o saldo total de operaçþes de crĂŠdito cedidos com coobrigação, registradas em contas de compensação, totaliza R$ 196.670 (R$ 346.181 em 2009). Sobre essas operaçþes foi constituĂ­da provisĂŁo para possĂ­veis perdas, considerando os mesmos critĂŠrios da Resolução nÂş 2.682/99, totalizando R$ 26.815 (R$ 25.368 em 2009) registrada na rubrica “Outras obrigaçþes - diversasâ€? (Nota 17c). h) Rendas com operaçþes de crĂŠdito 2010 2009 EmprĂŠstimos e tĂ­tulos descontados 46.137 63.658 Financiamentos 10.961 87.318 Recuperação de crĂŠditos baixados como prejuĂ­zo 8.340 6.013 Financiamentos rurais e agroindustriais 633 642 Financiamentos imobiliĂĄrios 563 758 Financiamentos de moedas estrangeiras 384 20 Adiantamentos a depositantes 36 53 67.054 158.462 PrejuĂ­zos com cessĂľes de crĂŠditos (19.016) (33.301) Total rendas com operaçþes de crĂŠdito 48.038 125.161

 CARTEIRA DE CÂMBIO Ativo Circulante Câmbio comprado a liquidar Direitos sobre venda de câmbio Adiantamentos em moeda estrangeira e nacional recebidos Rendas a receber de adiantamentos concedidos (nota 9a)

2010 148.841 97.822 (2.495) 353 244.521

2009 25.291 5.340 (2.826) 341 28.146

2010 Passivo Circulante Câmbio vendido a liquidar Obrigaçþes por compra de câmbio Adiantamentos sobre contratos de câmbio (nota 9a) Outros

96.146 150.286 (25.681) 226 220.977

2009 5.312 26.080 (16.671) 158 14.879

 OUTROS CRÉDITOS - DIVERSOS Circulante Impostos a compensar CrÊditos tributårios (nota 25b) Devedores diversos no país Devedores por compra de valores e bens (nota 9a) Títulos e crÊditos a receber Outros Realizåvel a longo prazo CrÊditos tributårios (nota 25b) Devedores por compra de valores e bens (nota 9a) Devedores por depósito em garantia (nota 28b) Títulos e crÊditos a receber

2010

2009

7.615 19.653 2.964 3.017 487 118 33.854

13.135 17.363 6.823 5.156 440 156 43.073

59.150 1.091 6.439 4.382 71.062

49.755 3.636 5.448 3.954 62.793

 OUTROS VALORES E BENS Circulante Bens não de uso - veículos Despesas antecipadas (*) (-) Provisão para desvalorização de bens não de uso

2010

2009

15.486 10.025 (4.150) 21.361

23.717 6.535 (9.433) 20.819

RealizĂĄvel a longo prazo Despesas antecipadas (*)

6.533 5.372 6.533 5.372 (*) Inclui o montante de R$ 15.285, relativo a valor pago em função de convênio realizado para cessão de direitos creditórios vencidos - oriundos de operaçþes de emprÊstimos e financiamentos realizados pelo Banco (notas 3m e 26).

 INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS E COLIGADAS Refere-se, exclusivamente, à participação na controlada SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A. As principais informaçþes sobre a controlada são as seguintes: 2010 2009 Quantidade de açþes possuídas 1.200 1.200 Capital social 25.531 25.531 Patrimônio líquido 42.219 40.451 3.998 Lucro líquido do exercício 1.025 Dividendos propostos 256 999 Percentual de participação 100% 100% Saldo do investimento 42.219 40.451 Resultado de equivalência patrimonial 1.025 3.998

 DEPÓSITOS À vista Interfinanceiros A prazo Outros

Sem vencimento 66.251 1.067 67.318

1 a 90 dias 81.379 182.046 263.425

91 a 360 dias 403 174.926 175.329

Acima de 360 1.734 210.768 212.502

2010

2009

Total 66.251 83.516 567.740 1.067 718.574

Total 41.584 96.957 431.720 1.008 571.269

 CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO Carteira própria Letras Financeiras do Tesouro - LFT Letras do Tesouro Nacional - LTN Notas do Tesouro Nacional - NTN Carteira de terceiros Letras Financeiras do Tesouro - LFT Notas do Tesouro Nacional - NTN

2010

2009

98.523 98.523

688 132.729 63.526 196.943

70.225 61.955 132.180 230.703

160.739 160.739 357.682

 OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES E RECURSOS DE ACEITES E EMISSĂƒO DE TĂ?TULOS Obrigaçþes por emprĂŠstimos EmprĂŠstimos no exterior (i) Obrigaçþes por repasses Repasses do paĂ­s Instituiçþes Oficiais (ii)

Sem vencimento

1 a 90 dias

91 a 360 dias

Acima de 360

-

119.622

11.588

-

 TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

Total

131.210

109.220

As transaçþes com partes relacionadas foram efetuadas em condiçþes de mercado, no tocante a encargos e prazos, e sĂŁo compostas por: Ativo (passivo) Receita (despesa) 2010 2009 2010 2009 Despesas antecipadas (*) 15.285 DepĂłsitos Ă  vista (227) (891) DepĂłsitos a prazo (111.126) (84.198) (16.437) (16.384) DepĂłsitos interfinanceiros (39.716) (53.636) (4.862) (4.875) Captaçþes no mercado aberto (33.660) (649) Devedores (credores) conta liquidaçþes pendentes 521 11 Letra financeira – divida subordinada (21.348) (1.348) Resultados de cessĂľes de crĂŠditos de liquidação duvidosa, lĂ­quido de provisĂŁo para crĂŠdito de liquidação duvidosa 1.706 Resultados de recompras de cessĂľes de crĂŠditos, lĂ­quido de provisĂŁo para crĂŠdito de liquidação duvidosa (765) (*) Em dezembro de 2010, o Banco firmou um convĂŞnio com a Paulista Companhia Securitizadora de CrĂŠditos Financeiros, entidade ligada, para cessĂŁo de direitos creditĂłrios vencidos - oriundos de operaçþes de emprĂŠstimos e financiamentos realizados pelo Banco. O Banco pagou, antecipadamente, o montante de R$ 15.285, referente ao resultado da equalização de preços, calculada considerando o histĂłrico de inadimplĂŞncia sobre a carteira objeto da cessĂŁo, que serĂŁo apropriadas ao resultado, na rubrica “outras despesas operacionaisâ€?, na mesma proporção em que os crĂŠditos sujeitos ao referido convĂŞnio atinjam os seus respectivos vencimentos, que ocorrerĂŁo, substancialmente, atĂŠ dezembro de 2012. a) Remuneração do pessoal-chave da administração Anualmente, quando da realização da Assembleia Geral OrdinĂĄria, ĂŠ fixado o montante global anual de remuneração dos Administradores, conforme determina o Estatuto Social do Banco. O Banco incorreu nos seguintes benefĂ­cios de curto prazo aos Administradores: 2010 2009 Remuneração fixa 2.393 2.473 Encargos sociais 538 556 Total 2.931 3.029 O Banco nĂŁo possui benefĂ­cios de longo prazo, de pĂłs-emprego, de rescisĂŁo de contrato de trabalho ou remuneração baseada em açþes para o pessoal-chave da Administração.

2010

2009

1.579 1.579

1.973 23.894 25.867

3.309 51.698 55.007

2.413 42.178 44.591

b) DĂ­vidas subordinadas ExigĂ­vel a longo prazo DĂ­vidas subordinadas elegĂ­veis Ă  capital (i)

21.348 21.348 (i) Referem-se a Letras Financeiras, com clåusulas de subordinação, efetuadas na forma da Resolução nº 3.444, com o acionista majoritårio do Banco, com prazo total de 6 anos. A taxa remuneratória desta operação Ê de 118,00 % do CDI. c) Diversas 2010 2009 Circulante Recebimentos de antecipaçþes de crÊditos cedidos 26.416 42.720 Provisão para crÊditos cedidos com coobrigação (nota 9g) 26.815 25.368 Provisþes para pagamentos a efetuar 4.882 6.414 Outros valores a pagar 11.820 14.202 69.933 88.704 Exigível a longo prazo Provisþes para pagamentos a efetuar 939 133 Provisão para passivos contingentes (nota 28b) 2.504 1.090 3.443 1.223

 PATRIMÔNIO L�QUIDO a) Capital Social Em 31 de dezembro de 2010, o capital social totalmente subscrito e integralizado, Ê representado por 198.731.760 açþes nominativas, sem valor nominal, divididas em 99.365.880 açþes ordinårias e 99.365.880 açþes preferenciais. b) Distribuição de dividendos O Estatuto Social estabelece dividendo mínimo obrigatório de 25% sobre lucro líquido, calculado nos termos da legislação societåria. c) Prejuízos acumulados No exercício findo em 31 de dezembro de 2010 o Banco registrou prejuízo contåbil de R$ 18.511 (prejuízo de R$ 13.292 em 2009). Adicionalmente, não existem lucros acumulados que devessem ser destinados, com base no estabelecido pela Resolução nº 3.605/08. d) Reserva legal O Banco deve destinar 5% do lucro líquido de cada exercício social para a reserva legal, que não poderå exceder a 20% do capital integralizado.

 DESPESAS DE CAPTAĂ‡ĂƒO NO MERCADO 2010 51.872 23.898 2.076 8.608 1.347 87.801

2009 41.633 25.118 1.265 10.198 78.214

2010 4.071 10.514 5.545 4.030 519 24.679

2009 8.831 3.817 9.348 924 419 23.339

2010 8.221 4.214 4.667 2.286 1.754 1.670 922 637 308 203 1.968 26.850

2009 4.801 5.204 4.407 2.048 2.805 1.651 952 885 688 448 2.264 26.153

2010 5.577 475 153 400 326 274 135 7.340

2009 2.199 1.069 4.393 349 299 162 646 9.117

2010 1.084 10.517 10.139 4.608 16.785 1.446 13.168 2.079 2.578 62.404

2009 1.079 15.601 7.498 3.341 20.410 10.152 12.917 6.811 711 2.019 80.539

 RECEITAS DE PRESTAĂ‡ĂƒO DE SERVIÇOS ComissĂŁo de intermediação e colocação de tĂ­tulos Tarifas de operaçþes de câmbio Tarifas de serviços bancĂĄrios Serviços de custĂłdia Outros serviços

 OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Transportes Serviços tÊcnicos especializados Processamento de dados Comunicaçþes Sistema financeiro Alugueis Propaganda e publicidade Serviços de terceiros Manutenção e conservação Materiais Outras

 OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Variação negativa de obrigaçþes por emprÊstimos de ouro Reversão de provisþes operacionais Juros sobre precatórios do Tesouro Nacional Recuperação de encargos e despesas Variaçþes monetårias sobre depósitos judiciais Rendas de garantias prestadas Variaçþes monetårias ativas Outras

 OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Amortizaçþes e depreciaçþes Comissþes sobre contratos de financiamentos Atualizaçþes monetårias de recebimentos antecipados de crÊditos cedidos Atualizaçþes monetårias de impostos e contribuiçþes Consultorias para operaçþes de crÊdito Provisão para perda de crÊditos cedidos com coobrigação Despesas com recuperaçþes de contratos de CDC Provisão desvalorização – BNDU Provisão para perdas com clientes Outras Total

DIRETORIA EXECUTIVA

a) Conciliação das despesas das provisþes do imposto de renda e da contribuição social 2010 2009 Resultado antes da tributação sobre o lucro e participaçþes (30.196) (23.403) Adiçþes e exclusþes temporårias: 29.212 85.680 Provisão para crÊditos cedidos com coobrigação 1.446 9.841 Ajuste ao mercado de títulos e valores mobiliårios (2.027) 602 Provisão para crÊditos de liquidação duvidosa (*) 31.662 57.217 (6.444) Perdas com operaçþes de crÊdito – Lei nº 9.430 (*) Provisão para riscos fiscais 8.744 10.375 Provisão para passivos contingentes 1.414 532 Reversão de provisão BNDU (5.478) 7.226 (113) Outras adiçþes e exclusþes temporårias (105) Adiçþes e exclusþes permanentes: 984 (2.205) Equivalência patrimonial da controlada (1.025) (3.998) Outras adiçþes e exclusþes permanentes 2.009 1.793 60.072 Base de cålculo Imposto de renda 14.994 Deduçþes incentivos fiscais (111) Imposto de renda - valores correntes 14.883 Contribuição social - valores correntes 9.011 Ativo fiscal diferido (11.685) (34.005) Total de imposto de renda e contribuição social (11.685) (10.111) (*) O processo de identificação das perdas em operaçþes de crÊditos dedutíveis, para efeito de apuração do imposto de renda e da contribuição social, foi reformulado no decorrer do exercício de 2010. Os resultados alcançados jå permitem identificar crÊditos dedutíveis em determinadas situaçþes. A conclusão deste processo deverå ocorrer no ano de 2011. b) CrÊditos tributårios Os crÊditos tributårios apresentaram as seguintes movimentaçþes no exercício: Saldo Saldo Descrição 31/12/2009 Movimentação 31/12/2010 Imposto de renda Diferenças temporårias Provisão para crÊditos de liquidação duvidosa 24.039 6.209 30.248 Provisão para riscos fiscais e para contingências 9.471 2.446 11.917 Provisão para crÊditos cedidos com coobrigação 6.342 514 6.856 Outras 2.695 (1.866) 829 Total 42.547 7.303 49.850 Contribuição Social Diferenças temporårias Provisão para crÊditos de liquidação duvidosa 14.423 3.725 18.148 Provisão para riscos fiscais e para contingências 4.727 1.467 6.194 309 4.114 Provisão para crÊditos cedidos com coobrigação 3.805 Outras 1.616 (1.119) 497 Total 24.571 4.382 28.953 Os crÊditos tributårios serão compensados dentro do prazo permitido pela Resolução nº 3.355/06. A compensação depende da natureza do crÊdito gerado. Os crÊditos tributårios de impostos e contribuiçþes foram constituídos somente sobre diferenças temporariamente indedutíveis. O Banco não apresenta prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social. O valor presente dos crÊditos tributårios em 31 de dezembro de 2010 Ê de R$ 58.788 (R$ 52.751 em 2009), tendo sido utilizadas as taxas do CDI/CETIP apuradas para os respectivos períodos. CrÊditos tributårios são avaliados periodicamente, tendo como parâmetro a geração de lucro tributåvel para fins de imposto de renda e contribuição social em montante que justifique a ativação de tais valores. A Administração, com base nas suas projeçþes de resultados, que contemplam os desenvolvimentos do plano de negócios, descritos na nota explicativa 1, considera que deverå auferir resultados tributåveis, dentro do prazo regulamentar, para absorver os crÊditos tributårios registrados nas demonstraçþes financeiras. Essa estimativa Ê periodicamente revisada, de modo que eventuais alteraçþes na perspectiva de recuperação desses crÊditos sejam tempestivamente consideradas nas demonstraçþes financeiras. A realização dos crÊditos tributårios estå estimada da seguinte forma: 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2020 Total Provisão para crÊditos de liquidação duvidosa 16.082 16.082 16.082 - 48.246 Provisão para riscos fiscais e para contingências - 18.261 18.261 Provisão para crÊditos cedidos com coobrigação 3.656 3.656 3.657 - 10.969 Outras (85) 353 353 353 353 1.327 Total 19.653 20.091 20.092 353 353 18.261 78.803 Valor presente 18.329 17.433 16.276 267 250 6.233 58.788

2009

a) Fiscais e previdenciĂĄrias

Depósitos a prazo Captaçþes no mercado aberto Contribuiçþes ao fundo garantidor de crÊdito - FGC Depósitos interfinanceiros Letras financeiras

 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIĂ‡ĂƒO SOCIAL

Total

 OUTRAS OBRIGAÇÕES

Exigível a longo prazo Impostos e contribuiçþes a recolher Provisão para riscos fiscais (nota 28b)

Composto, substancialmente, pelo prejuízo na alienação de bens não destinados ao uso (BNDU), retomados de operaçþes de crÊdito de varejo não honradas.

2010

36.710 276 551 6.156 43.693 62.037 36.710 119.898 12.139 6.156 174.903 171.257 (i) Os emprÊstimos no exterior são efetuados com intuito de terem seus recursos destinados a aplicaçþes em operaçþes de câmbio, estão sujeitos a taxas de juros prefixadas. As taxas praticadas variam entre 2,88% e 8,00% ao ano, dependendo dos volumes, prazos e condiçþes de mercado. Estas taxas de juros somente incidem sobre o montante de R$ 20.876. O saldo remanescente somente estå sujeito à variação cambial, pois, refere-se às obrigaçþes por compras de reais, ainda não entregues pelos bancos vendedores. (ii) Repasses do país referem-se a recursos oriundos do MinistÊrio das Cidades e Órgãos Conveniados (Órgãos Públicos Estaduais, Municipais, Distrito Federal e Cooperativas de Habitação), no âmbito do Programa Nacional de Subsídio à Habitação de Interesse Social - PSH.

Circulante Impostos e contribuiçþes a recolher Impostos e contribuiçþes sobre os lucros

 RESULTADO NĂƒO-OPERACIONAL

 AVAIS, FIANÇAS E GARANTIAS CONCEDIDAS A TERCEIROS A responsabilidade por avais, fianças e garantias prestadas a terceiros, incluindo as coobrigaçþes sobre crĂŠditos cedidos, em 31 de dezembro de 2010, correspondiam a R$ 218.021 (R$ 373.455 em 2009), nĂŁo sendo esperadas perdas nĂŁo provisionadas em relação Ă s mesmas.

 ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS, FISCAIS E PREVIDENCIĂ RIAS a) Ativos contingentes Em 31 de dezembro de 2010 e de 2009, nĂŁo existem processos classificados pela Administração como provĂĄveis de realização. b) Passivos contingentes classificados como perdas provĂĄveis e obrigaçþes legais b.1) ProvisĂľes trabalhistas SĂŁo compostas, principalmente, por demandas movidas por ex-funcionĂĄrios com pedidos de horas extras e por ex-funcionĂĄrios de empresas terceirizadas com pedido de reconhecimento de vĂ­nculo empregatĂ­cio e pagamento das respectivas verbas indenizatĂłrias. Os valores das contingĂŞncias sĂŁo provisionados de acordo com as anĂĄlises individuais do valor potencial de perda para as açþes individualmente, considerando o estĂĄgio atual do processo, o posicionamento dos tribunais em relação Ă  matĂŠria discutida e o parecer de consultores jurĂ­dicos externos. O valor indicado como risco provĂĄvel de perda com estimativa confiĂĄvel ĂŠ provisionado integralmente e acrescido de encargos. b.2) ProvisĂľes cĂ­veis SĂŁo compostas, principalmente, por processos cĂ­veis relacionados Ă s operaçþes de CDC sendo danos morais e patrimoniais e outros processos com pedidos condenatĂłrios. Para os processos relacionados a operaçþes de CDC, cujos valores nĂŁo sĂŁo individualmente relevantes, o provisionamento ĂŠ efetuado com base na mĂŠdia histĂłrica de perdas relativas aos processos encerrados. A mĂŠdia histĂłrica de perdas ĂŠ revisada a cada seis meses. Para os demais processos cĂ­veis, sĂŁo efetuadas anĂĄlises individuais do valor potencial de perda considerando o estĂĄgio atual do processo, o posicionamento dos tribunais em relação Ă  matĂŠria discutida e o parecer dos consultores jurĂ­dicos externos. b.3) ProvisĂľes fiscais e previdenciĂĄrias As provisĂľes para processos fiscais e previdenciĂĄrios sĂŁo representadas por processos judiciais e administrativos, substancialmente, representado pelo seguinte processo: y Contestação judicial da legalidade do recolhimento do PIS e COFINS, nos termos da Lei nÂş 9.718/98. Para essa causa, o montante provisionado ĂŠ de R$ 47.955 (R$ 38.914 em 2009) e estĂĄ provisionado no passivo exigĂ­vel a longo prazo na rubrica “outras obrigaçþes fiscais e previdenciĂĄriasâ€?. As movimentaçþes das provisĂľes para contingĂŞncias e obrigaçþes legais, ocorridas nos exercĂ­cios, estĂŁo abaixo apresentadas: ProvisĂŁo para contingĂŞncias Trabalhistas CĂ­veis Fiscais 2010 2009 Saldo no inĂ­cio do exercĂ­cio 165 925 42.179 43.269 35.444 Constituiçþes 116 2.116 9.830 12.062 8.261 Realizaçþes/reversĂľes (56) (762) (311) (1.129) (436) Saldo no final do exercĂ­cio 225 2.279 51.698 54.202 43.269 DepĂłsitos judiciais Trabalhistas CĂ­veis Fiscais 2010 2009 Saldo no inĂ­cio do exercĂ­cio 170 199 5.079 5.448 3.914 Atualizaçþes 440 550 990 1.538 Saldo no final do exercĂ­cio 170 639 5.629 6.438 5.452 c) Passivos contingentes classificados como perdas possĂ­veis Em 31 de dezembro de 2010 as contingĂŞncias passivas classificadas como perdas possĂ­veis estĂŁo representadas por 115 processos de natureza cĂ­vel, fiscal e trabalhista que somam, com base nos valores atribuĂ­dos aos respectivos processos pelas partes reclamantes (que nĂŁo representam, necessariamente, o valor de uma possĂ­vel perda), R$ 11.353 e estĂŁo representados, substancialmente, pelos seguintes processos: y Açþes revisionais de clĂĄusulas de contratos de emprĂŠstimos e financiamentos; y Açþes indenizatĂłrias, decorrentes da realização de operaçþes financeiras; y Açþes trabalhistas. d) Ă“rgĂŁos reguladores NĂŁo existem processos administrativos em curso, por parte do Sistema Financeiro Nacional, que possam impactar representativamente o resultado e as operaçþes do Banco Paulista.

 LIMITES OPERACIONAIS O Patrimônio de Referência Exigido - PRE, obtido de acordo com os normativos em vigor, estå demonstrado, a seguir: Risco de crÊdito 70.606 Risco de exposição cambial Risco de taxas de juros Risco operacional 8.842 Patrimônio de referência exigido 79.448 Patrimônio de referência 96.177 Risco da carteira Banking 1.489 Margem de patrimônio 15.240 O índice da BasilÊia, para a data-base de 31 de dezembro de 2010, apurado de acordo com o estabelecido na Resolução nº 2.099/94, com as alteraçþes introduzidas pelas Resoluçþes nº 3.444/07 e 3.490/07, e Circular nº 3.360/07, Ê de 13,07 % para o Conglomerado Financeiro. O Banco Paulista S.A. - líder do Conglomerado - efetuou, em junho de 2010, captaçþes, por meio de emissþes de Letras Financeiras, com clåusulas de subordinação, para efeito de serem consideradas como capital nível II, na forma da Resolução nº 3.444/07 (Nota 17b).

 OUTRAS INFORMAÇÕES O Banco possui acordo para a compensação e liquidação de obrigaçþes no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, em conformidade com a Resolução nº 3.263. Em 31 de dezembro de 2010, do saldo em aberto das aplicaçþes em depósitos interfinanceiros, o montante de R$ 11.788 (R$ 19.323 em 2009) estå vinculado à garantia de determinadas operaçþes de cessão de crÊditos com coobrigação. Considerando os termos e benefícios oferecidos pelo Programa de Anistia Fiscal editado pelo Governo Federal atravÊs da Lei nº 11.941/09, a Administração do Banco Paulista aderiu ao referido programa e com base na portaria conjunta PGFN/RFB nº 2 de 03/02/2011 adotarå o cronograma para consolidação dos dÊbitos.

GERSON LUIZ MENDES DE BRITO - Contador - CRC 1SP112144/O-0

5(/$7�5,2 '26 $8',725(6 ,1'(3(1'(17(6 62%5( '(021675$d¯(6 ),1$1&(,5$6 Aos Administradores e acionistas do Banco Paulista S.A. Examinamos as demonstraçþes financeiras do Banco Paulista S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstraçþes do resultado, das mutaçþes do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais pråticas contåbeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstraçþes Financeiras A Administração do Banco Ê responsåvel pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstraçþes financeiras de acordo com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil aplicåveis às instituiçþes autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessårios para permitir a elaboração de demonstraçþes financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade Ê a de expressar uma opinião sobre essas demonstraçþes financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências Êticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoåvel de que as demonstraçþes financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a

respeito dos valores e divulgaçþes apresentados nas demonstraçþes financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstraçþes financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstraçþes financeiras do Banco para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficåcia dos controles internos do Banco. Uma auditoria inclui tambÊm a avaliação da adequação das pråticas contåbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contåbeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstraçþes financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida Ê suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstraçþes financeiras referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Paulista S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operaçþes e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as pråticas contåbeis adotadas no Brasil, aplicåveis às instituiçþes autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ênfase Conforme mencionado na nota explicativa 25(b) às Demonstraçþes Financeiras, o Banco possui contabilizado crÊditos tributårios de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 78.803 mil. Conforme mencionado na nota explicativa 1, a administração do Banco estå em processo de

implementação de diversas açþes que envolvem desde a descontinuidade de certas atividades, a operacionalização de novos negócios e tambÊm o incremento de atividades jå existentes. A realização destes crÊditos tributårios estå condicionada ao sucesso do plano de negócios da administração e a consequente geração de lucros tributåveis futuros. Outros assuntos As demonstraçþes financeiras correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, apresentados para fins de comparação, foram auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 9 de abril de 2010, contendo ênfase semelhante a mencionada no parågrafo anterior. São Paulo, 18 de março de 2011

Auditores Independentes S.S. CRC-2SP015199/O-6

GrÊgory Gobetti Contador CRC-1PR039144/O-8�S�-SP


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62&23$ ² 62&,('$'( &255(725$ 3$8/,67$ 6$ Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1.355 - 3º andar - São Paulo - SP - CEP 01452-002 - Tel/Fax: (11) 3299-2000 Ouvidoria: 0800-773-2009 CNPJ nº 62.285.390/0001-40

ZZZVRFRSDFRPEU &RQWLQXDomR

127$6 (;3/,&$7,9$6 ­6 '(021675$d¯(6 ),1$1&(,5$6 Em 31 de dezembro de 2010 e de 2009 (Em milhares de reais) Depósitos judiciais Trabalhistas 14 1 15

Fiscais 1.741 157 (1.175) 723

2010 1.755 158 (1.175) 738

2009 1.664 183 (92) 1.755

Saldo no início do exercício Atualizações Realizações/reversões Saldo no final do exercício c) Órgãos reguladores Não existem em curso processos administrativos por parte do Sistema Financeiro Nacional que possam impactar representativamente o resultado e as operações da Corretora.

20 LIMITES OPERACIONAIS

Considerando os termos e benefícios oferecidos pelo Programa de Anistia Fiscal editado pelo Governo

O índice da Basiléia, para a data-base de 31 de dezembro de 2010, apurado de acordo com o estabelecido na Resolução nº 2.099, com as alterações introduzidas pelas Resoluções nº 3.444 e 3.490, e Circular nº 3.360, é de 13,07% para o Conglomerado Financeiro.

Federal através da Lei nº 11.941/09, a Administração da Corretora aderiu ao referido programa e com base na portaria conjunta PGNF/RFB nº 2 de 03/02/2011 adotará o cronograma para consolidação dos débitos.

21 OUTRAS INFORMAÇÕES A Corretora é patrocinadora de plano de aposentadoria complementar aos seus funcionários, na forma de contribuição definida. As contribuições no exercício totalizaram R$ 75 (R$ 85 em 2009).

DIRETORIA EXECUTIVA GERSON LUIZ MENDES DE BRITO - Contador - CRC 1SP112144/O-0

5(/$7Ð5,2 '26 $8',725(6 ,1'(3(1'(17(6 62%5( $6 '(021675$d¯(6 ),1$1&(,5$6 Ao Acionista e aos administradores da SOCOPA - SOCIEDADE CORRETORA PAULISTA S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A., que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as Demonstrações Financeiras A Administração da SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A. é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos Auditores Independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas

normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Corretora para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Corretora. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da SOCOPA - Sociedade Corretora Paulista S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 9 de abril de 2010, que não conteve nenhuma modificação. São Paulo, 4 de março de 2011

Auditores Independentes S.S. CRC-2SP015199/O-6

e Personagens milionários invadem o Hopi Hari

Grégory Gobetti Contador CRC-1PR039144/O-8”S”-SP

O aumento de renda da classe C e a Copa do Mundo favorecem o setor. Armando Pereira Filho, presidente do Hopi Hari

conomia

Ambev lança ação no Dia da Água

Parque paulista anuncia parceria de R$ 100 milhões com a Warner Bros. para dobrar o faturamento

N

Divulgação

Pernalonga vai se juntar aos super-heróis para atrair mais público, diz presidente do Hopi Hari, Armando Pereira (foto abaixo). Divulgação

Vanessa Rosal

O

parque temático Hopi Hari, localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo, fechou ontem uma parceria de licenciamento estimada em R$ 100 milhões com o grupo de mídia Warner Bros. Consumer Products, investimento que inclui novas atrações, marketing, promoção, propaganda e suporte de vendas. No projeto, famosos personagens infantis como Pernalonga, Piu-Piu, Penélope Charmosa e Patolino irão dividir espaço com a turma de super-heróis Batman, MulherMaravilha, Lanterna Verde, The Flash e Super-Homem, no melhor estilo "Disney World". A meta dos executivos é dobrar o faturamento de R$ 104 milhões, registrado pelo Hopi Hari em 2010, nos próximos dez anos. De acordo com o presidente da empresa, Armando

Pereira Filho, cerca de 2 milhões de consumidores visitam o parque temático por ano. "Com a ajuda dos personagens da Warner, a expectativa é duplicar esse número a partir de 2012, quando todo o projeto estará implementado." Atento ao crescimento da indústria de entretenimento no País, o executivo projeta um aumento substancial nos próximos anos. "O aumento de renda da classe C, as mudanças nos hábitos de consumo de viagens do brasileiro e a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada farão com que turistas estrangeiros busquem novas experiências. Por meio da parceria com a Warner, o Hopi Hari está disposto a oferecer essa magia." O licenciamento de personagens é inédito no mercado brasileiro de parques temáticos. Segundo o presidente da Warner Bros. Consumer, Jefrey Whalen, a parceria com o Hopi Hari marca a entrada da

exemplo, já demonstrou o Dia Mundial da interesse de ter a ação Água, ontem, a para os consumidores de fabricante de Minas Gerais. Entre os bebidas Ambev lançou o parceiros comerciais, já Banco Cyan, programa de fidelidade em parceria estamos fechando com a concessionária de contratos com escolas de água Sabesp. Segundo a inglês, restaurantes, entre outros", informou ação, na medida em que Rolim. os consumidores Tributação – O diminuírem o consumo reajuste da tabela dos de água em suas preços de referência para residências, eles a tributação de cervejas, ganharão pontos que refrigerantes e água já poderão ser utilizados está pronto e só depende como desconto em sites do decreto para entrar em de compras. A empresa vigor, afirmou ontem o não revelou o montante secretário da Receita investido na ação, mas Federal, Carlos Alberto faz parte dos R$ 44 Barreto. Segundo ele, os milhões anuais que a estudos que corrigem a Ambev investe na área base de incidência de de sustentabilidade. impostos como o "A água é tão valiosa PIS/Cofins e IPI para as para nós, que achamos chamadas "bebidas frias" que só um banco seria perfeito para cuidar dela", já estão nas mãos do ministro da Fazenda, disse ontem o diretor de relações socioambientais Guido Mantega. Empresários do setor da Ambev, Ricardo disseram, na Rolim, em semana evento da passada, companhia após em prol do reunião com Dia Mundial o ministro da da Água e no Fazenda lançamento milhões de que o do novo projeto. reais é quanto a aumento da base de "Com o fabricante de tributação e, movimento cerveja investe portanto dos Cyan, que foi impostos criado no na área de pagos, deve ano sustentabilidade ser passado, todos os anos repassado tínhamos o para o preço objetivo de final dos conscientizar produtos em 60 dias. a sociedade sobre o Segundo Barreto, porém, desabastecimento da a correção da tabela deve água. Agora, com o se dar "em breve". Banco Cyan, o que Os preços de queremos é o referência para o setor engajamento da foram tomados pela sociedade no uso última vez em janeiro de racional do recurso", 2009 e posteriormente declarou o vicecongelados pelo governo presidente de Relações para dar fôlego às Corporativas da Ambev, empresas durante a Milton Seligman. crise. Agora, apesar das Inicialmente, o Banco tentativas de acordo por Cyan estará disponível parte dos empresários, o para os 6,2 milhões de governo decidiu atualizar imóveis registrados pela a base de tributação para Sabesp, ou seja, 23,6 os preços atuais. milhões de pessoas de Segundo os executivos, o 364 municípios do Estado de São Paulo e os aumento – que também vale para os produtos sites nos quais os importados – deve consumidores poderão usar seus descontos são passar de 10%. "Não há mudança de o Shoptime, a alíquotas, só atualização Americanas.com, o dos preços de referência, Submarino e a de acordo com pesquisa Blockbuster. O diretor da realizada pela FGV no Ambev afirmou que a último trimestre do ano extensão dessas passado", declarou parcerias é questão de Barreto. (AE) tempo. "A Copasa, por

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empresa americana no País. "O Brasil é realmente a bola da vez. Nos próximos anos, com tantos eventos esportivos importantes acontecendo por aqui, ele receberá milhares de turistas, se tornando estratégico para nós." A partir de 2012, os visitantes poderão interagir com os personagens em encontros nas ruas do parque, shows ao vivo e desfiles, seguindo a fórmula de

REUTERS/Bruno Domingos

PARMALAT, MAIS FRANCESA – O grupo francês de laticínios Lactalis anunciou que elevou sua participação na Parmalat para 29%, preparando o cenário para uma luta pelo controle da companhia italiana. O grupo disse que está comprando 15,3% da Parmalat que pertenciam aos fundos Zenit Asset Management, Skagen AS e Mackenzie Financial. A Lactalis vai desembolsar na operação 744 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão).

sucesso da Disney. Os restaurantes e as lojas do Hopi Hari também passarão a vender produtos licenciados dos personagens Looney Tunes, Liga da Justiça e Penélope Charmosa. Uma parte das vendas (royalties), não divulgada, vai para os cofres da Warner. O presidente do Hopi Hari prevê ainda um impacto em todo o setor turístico do interior de São Paulo. "Devemos gerar 2 mil novos empregos e movimentar a cadeia hoteleira e a rede de transportes da região". Nos últimos anos, o parque alcançou a marca de 20 milhões de visitantes. O perfil desse público é composto por turistas do interior paulista (40%), de São Paulo (35%) e de outros Estados (25%). Mercado – De acordo com os últimos dados apurados pela Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra), incluindo parques temáticos e aquáticos, o setor faturou R$ 803 milhões em 2009, com geração de 10 mil empregos e 28,2 milhões de visitantes em todo o País.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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ECONOMIA/LEGAIS - 33

e China não prejudica o Brasil, diz embaixador.

Portugal parece ser capaz de assegurar as suas necessidades de financiamento no primeiro trimestre sem ter de recorrer ao FMI. Douglas Renwick, analista da Fitch

conomia

O

Fitch: mais austeridade para Portugal.

A

Valter Campanato/ABr

embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqui, afirmou ontem que a indústria brasileira precisa ganhar competitividade para aproveitar as oportunidades que serão abertas pelas mudanças do padrão de desenvolvimento propostas pelo 12º plano quinquenal aprovado recentemente pelo país asiático. O diplomata afirmou que a intenção da China é crescer racionalizando o uso de energia e de recursos naturais, principais itens da pauta de exportação brasileira, mas com mais oportunidades para produtos de valor agregado com o estímulo ao consumo chinês. Em entrevista após conferência no Instituto de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Rio, Qiu disse que, com as medidas para elevar a remuneração do trabalho dos chineses, o aumento do custo de mão de obra tornará os produtos exportados pela China mais ca-

Diplomata chinês, Qiu Xiaoqui, defende parceria entre os dois países.

ros, mas recusou a ideia de que os preços atuais dos produtos chineses que chegam ao Brasil estejam por trás das dificuldades de competitividade da indústria brasileira. "A China está aberta aos pro-

dutos brasileiros, é uma economia de mercado. Nas relações bilaterais, aplicamos leis de mercado. É evidente que os produtos chineses são competitivos", disse o embaixador na entrevista concedida ontem.

"O Brasil e a indústria brasileira têm que fazer seus próprios esforços para a competitividade. Se ocorre desindustrialização no Brasil, isso não tem nada a ver com a China", acrescentou Qiu.(AE)

Brasital S.A. Administração e Participações - CNPJ nº 47.080.361/0001-59

Hidroservice Amazõnia S.A Agropecuria e Industrial

AVISO Nos termos do artigo 124 da Lei 6.404/76, convoca os acionistas para deliberarem sobre incorporação da companhia, em assembleia a ser realizada às 09:00 horas do dia 30/03/2011, na sede social localizada na Rua da Consolação, 323, 7º andar, Consolação, São Paulo/SP.

CNPJ n° 05.054.358/0001-10 Aviso aos Acionistas Acham-se à disposição dos Srs. Acionistas na sede social da empresa, os documentos a que se refere o artigo n° 133 da lei n° 6.404/76,relativos ao exercício social encerrado 31.12.2010. São Paulo, 22 de Março de 2011 - A Diretoria. 23,24,25/03/2011

Fitch Ratings informou que o governo português terá de adotar novas medidas de austeridade face à recessão em que o país irá mergulhar ou não conseguirá cumprir as metas orçamentárias que se propôs alcançar. O prognóstico feito pela agência de classificação de risco sobre a economia portuguesa para 2011 considera que tal cenário poderá levar à revisão para baixo da nota caso os líderes europeus não consigam chegar a um acordo que possa satisfazer as expectativas do mercado. "Portugal parece ser capaz de assegurar as suas necessidades de financiamento no primeiro trimestre sem ter de recorrer ao FMI", segundo o analista da Fitch, Douglas Renwick. Ele frisa que, nas primeiras seis semanas de 2011, o governo português garantiu 6 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro e Bilhetes do Tesouro, o equivalente a 30% das necessidades de financiamento. No entanto, o problema, segundo a agência, é a "forte dependência" da liquidez do Banco Central Europeu (BCE). E embora o cenário mais provável não seja o de Portugal ter de recorrer a ajuda externa, a verdade é que o país poderá sofrer por via indireta das alterações que vierem a ser feitas ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, porque poderá ser afastado dos mercados. Esse é também um dos riscos sublinhados pela Standard & Poor's (S&P) na nota que divulgou ao mercado na quarta-feira para dar conta do adiamento da decisão de revisão do rating português. (Agências) HSBX Bauru Empreendimentos S/A

CNPJ N°67.760.702/0001-44 Aviso aos Acionistas Acham-se à disposição do Srs.Acionistas na se social da empresa sita à Rua Araújo Leite,s/n ,Quadra 18 ,Lado Par,cidade de Bauru,Estado de São Paulo,os documentos à que se refere o Artigo n°133,da Lei n° 6.404/76,relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2010.São Paulo, 22 de Março de 2011.A Diretoria 23,24,25/03/2011

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE

CNPJ nº 60.964.996/0001-87 RESULTADO DE JULGAMENTO - PREGÃO ELETRÔNICO DIE 05/2011 A Comissão de Licitação do DIEESE comunica a vencedora do Pregão Eletrônico DIE 05/2011: RETTEC - Reproduções Gráficas, Traduções e Edições, CNPJ 62.060.074/0001-70, para prestação de serviços gráficos, compreendendo impressão, com fornecimento de prova da capa, do miolo e do acabamento do Anuário das Mulheres Brasileiras, no âmbito do Convênio Ref. nº 72/2010, valor total estimado R$ 13.000,00 (treze mil reais). São Paulo, 22 de março de 2011.

DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS - DIEESE

CNPJ nº 60.964.996/0001-87 RESULTADO DE JULGAMENTO - PREGÃO ELETRÔNICO DIE 04/2011 A Comissão de Licitação do DIEESE comunica a vencedora do Pregão Eletrônico DIE 04/2011: Publisite Ltda., CNPJ 05.278.343/0001-36, para o desenvolvimento de um aplicativo multimídia, no âmbito do Convênio Ref. nº 72/2010, valor total estimado R$ 22.000,00 (vinte e dois mil reais). São Paulo, 22 de março de 2011.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE ALTERAÇÃO CONTRATUAL Processo nº 104/09 – Tomada de Preços nº 06/09 CONTRATANTE: Prefeitura do Município de Andradina. CONTRATADO: MC CONSTRUTORA E TOPOGRAFIA LTDA. Fica ajustado entre as partes que o contrato em vigor sofrerá alteração na cláusula quarta. As demais cláusulas e condições dos contratos supra permanecem inalteradas. DATA: 21 de janeiro de 2011. JAMIL AKIO ONO – Prefeito

BV LEASING - ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. COMPANHIA ABERTA CNPJ/MF Nº 01.858.774/0001-10 - NIRE Nº 35300150082 ATA DA REUNIÃO DE DIRETORIA, REALIZADA EM 24 DE FEVEREIRO DE 2011 1. DATA, HORÁRIO E LOCAL - Dia 24 de fevereiro de 2011, às 14:00 horas, na sede social, na Cidade de Barueri, Estado de São Paulo, na Alameda Rio Negro, nº 161, 12º andar, Sala A, Condomínio West Point, Alphaville Industrial, CEP 06454-000. 2. PRESENÇA – Totalidade dos Diretores. 3. MESA DIRIGENTE – Wilson Masao Kuzuhara, Presidente; Marcos Lima Monteiro, Secretário. 4. DELIBERAÇÃO – Os Diretores reviram, discutiram e concordaram expressamente com o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, assim como com as opiniões expressas no correspondente Parecer dos Auditores Independentes, nos termos do artigo 25, parágrafo primeiro, incisos V e VI da Instrução CVM nº 480/09. 5. OBSERVAÇÕES FINAIS - a) O Sr. Presidente franqueou o uso da palavra, não havendo, todavia, nenhuma manifestação; b) os trabalhos foram suspensos para a lavratura da presente ata, que tendo sido lida e achada conforme, vai assinada pelo Presidente, Secretário e demais presentes. (aa) Wilson Masao Kuzuhara, Presidente; Marcos Lima Monteiro, Secretário; José Manoel Lobato Barletta, Paulo Ribeiro de Mendonça, Luis Henrique Campana Rodrigues, Celso Marques de Oliveira, Mario Antonio Thomazi, Pedro Paulo Mollo Neto, Silvio Alfredo Frugoli e Marcelo Parente Vives, Diretores. A presente cópia é transcrição fiel da ata lavrada no livro próprio. São Paulo, 24 de fevereiro de 2011. MARCOS LIMA MONTEIRO - Secretário. Arquivado na JUCESP em 10.03.11, sob nº 96.664/11-3. Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

Bram – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários CNPJ no 62.375.134/0001-44 - NIRE 35.300.192.575 Ata da Reunião da Diretoria realizada em 28.2.2011 Aos 28 dias do mês de fevereiro de 2011, às 9h, na sede social, Avenida Paulista, 1.450, 6o andar, Bela Vista, São Paulo, SP, CEP 01310-917, reuniram-se os membros da Diretoria sob a presidência do senhor Luiz Carlos Trabuco Cappi. Durante a reunião, os Diretores deliberaram: 1) registrar o pedido de renúncia ao cargo de Diretor da Sociedade, formulado pelo senhor Adolfo Daniel Alviço Junior, em carta desta data, consignando-se, nesta oportunidade, agradecimentos pelos serviços prestados durante sua gestão, dispensando-se a transcrição da respectiva carta, a qual será levada a registro juntamente com esta Ata; ..................................................................................................................................................................................................................................................................... ....................................................................................................................................................................................................................................................................... Nada mais foi tratado, encerrando-se a reunião e lavrando-se esta Ata, que os Diretores presentes assinam. aa) Luiz Carlos Trabuco Cappi, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Denise Pauli Pavarina, Herculano Aníbal Alves e Joaquim Vieira Ferreira Levy. Declaramos que a presente é cópia fiel de trecho da Ata da Reunião da Diretoria, realizada em 28 de fevereiro de 2011, lavrada em livro próprio. Bram – Bradesco Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. aa) Denise Pauli Pavarina e Herculano Aníbal Alves. Certidão - Secretaria da Fazenda - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 100.433/11-0, em 17.3.2011. a) Kátia Regina Bueno de Godoy - Secretária Geral.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA AVISO DE ABERTURA DE LICITAÇÃO Processo nº 31/2011 - Pregão nº 16/2011 OBJETO: Aquisição de móveis, eletrodoméstico, equipamentos de informática e instrumental. TIPO: MENOR PREÇO, POR ITEM. VENCIMENTO: 10 (dez) horas, do dia 06 de abril de 2011. Edital por meio eletrônico e sem custo - (licita.andradina@hotmail.com) e na forma impressa - taxa no valor de R$ 12,32. Informações: Prefeitura - Rua Dr. Orensy Rodrigues da Silva n° 341, fone/fax (18) 3702-1029, de 2ª a 6ª feira, das 08h30 às 16h. Andradina, 21 de março de 2011. JAMIL AKIO ONO – PREFEITO

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO Processo nº 023/11 – Pregão nº 10/11 Objeto: Aquisição de caminhão e máquinas pesadas. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela portaria nº 11.111/2011 de 10/03/2011; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na lei federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, HOMOLOGAR os itens do objeto licitado, às empresas: Aoki Ltda. (item ganho: 01); Brasif S/A Exportação e Importação (item ganho: 02); Emblema Comércio de Máquinas Agrícolas Ltda. (item ganho: 03). Andradina, 22 de março de 2011. JAMIL AKIO ONO – Prefeito PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI MIRIM EXTRATO DA REABERTURA DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 015/2011 A Prefeitura de Mogi Mirim torna público que devido a alterações no objeto do referido Pregão, reabre-se todos os seus prazos conforme segue: Objeto: Contratação de empresa para publicação de matérias e atos oficiais de interesse da Prefeitura Municipal de Mogi Mirim/SP, em jornal de Grande Circulação no Estado de São Paulo. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 08/04/2011 às 14:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1052/1059/1060. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 07/04/2011. Pregoeiro. EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 027/2011 Objeto: Aquisição de tubo de concreto armado. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 05/04/2011, às 14:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1060/1052/1046. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 04/04/2011. Pregoeira. EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 028/2011 Objeto: Fornecimento e instalação de sinalizador acústico visual. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 06/04/2011, às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1060/1052/1046. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 05/04/2011. Pregoeira. EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 029/2011 Objeto: Contratação de empresa para execução de serviços de plotagem, cópias xerográficas e impressão. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 06/04/2011, às 14:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1060/1052/1046. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br sem ônus, até o dia 05/04/2011. Pregoeiro. EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 030/2011 Objeto: Aquisição de pistola semiautomática calibre 380 ACP. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 07/04/2011, às 09:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 3814-1060/1052/1046. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 06/04/2011. Pregoeira. EXTRATO DO EDITAL DO PREGÃO PRESENCIAL Nº 031/2011 Objeto: Contratação de empresa para prestação de serviços de fretamento de microônibus. Data de credenciamento e abertura dos envelopes proposta dia 07/04/2011 às 14:00 horas. Informações: Departamento de Recursos Materiais, à Rua Dr. José Alves, 129, Centro, ou pelos telefones: (19) 38141060/1052/1046. Disponibilidade do edital: Diretamente na Divisão de Licitações, mediante o recolhimento de R$ 10,00 (dez reais), conforme guia emitida pelo Setor Competente da PMMM e/ou através do site www.mogimirim.sp.gov.br, sem ônus, até o dia 06/04/2011. Pregoeiro.

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 22 de março de 2011, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial:

Requerente: Molamec Comércio e Serviços de Molas e Mecânica Ltda. - Requerido: Transportes Ferrari & Martoni Ltda. - Avenida Edgar Ruzzant nº 759-B - Jardim Brasil (Zona Norte) - 1ª Vara de Falências Requerente: Prol Editora Gráfica Ltda. - Requerida: Editora Saber Ltda. - Rua Jacinto José de Araújo nº 317 - Parque São Jorge - 1ª Vara de Falências Requerente: Caporrino e Fedrigo Comércio de Pneus e Acessórios Ltda. - Requerido: Show das Rodas Auto Center Ltda.-ME - Avenida Robert Kennedy nº 5.934 - Jardim Cruzeiro - 2ª Vara de Falências Requerente: Banco Safra S/A - Requerida: Aluah Cosméticos Ltda. Cazo - Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini nº 1.700 - Cidade Monções - 1ª Vara de Falências

YAKULT S.A. - Indústria e Comércio CNPJ nº 60.723.061/0001-09 Relatório da Administração Senhores Acionistas: Atendendo às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras, relativas aos Exercícios Sociais encerrados em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas, elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações. Permanecemo-nos ao inteiro dispor de V.Sas. para quaisquer esclarecimentos necessários. São Bernardo do Campo, 21 de Março de 2011 A Administração Balanço Patrimonial Encerrado em 31 de Dezembro (Em R$ mil) Demonstração do Resultado do Ativo 2010 2009 Passivo e Patrimônio Líquido 2010 2009 Exercício Encerrado em 31 de Dezembro (Em R$ mil) R$ mil R$ mil R$ mil R$ mil 2010 2009 Circulante 236.357 204.048 Circulante 60.430 46.488 R$ mil R$ mil Disponível e Aplicações Financeiras 174.342 143.405 Fornecedores 7.338 6.028 Receita operacional bruta 366.727 337.994 Contas a Receber de Clientes 27.134 27.195 Contas a Pagar 13.587 11.395 Descontos e abatimentos (15.194) (14.202) Adiantamentos 2.317 672 Salários e Encargos Sociais 11.878 11.229 Impostos faturados (48.823) (44.060) Estoques 26.114 26.927 Obrigações Tributárias 5.127 2.836 Receita operacional líquida 302.710 279.732 Impostos a Recuperar 3.667 3.161 Dividendos a Distribuir 22.500 15.000 Custo dos produtos vendidos (116.104) (111.119) Despesas Antecipadas e Outros Créditos 2.783 2.688 Lucro bruto 186.606 168.613 Não Circulante 110.524 109.021 Não Circulante Receitas e despesas operacionais Realizável a longo prazo 23.213 22.840 Exigível a longo prazo 24.963 25.695 Despesas com vendas (115.329) (107.578) Imposto de Renda e C.Social Diferidos 13.243 13.359 Provisão para Contingências 24.505 24.737 Despesas gerais e administrativas (26.094) (22.099) Depósitos Judiciais 8.022 7.821 Receitas Antecipadas 458 958 Resultado financeiro 15.121 12.659 Impostos (ICMS) a Recuperar 757 350 Patrimônio líquido 261.488 240.886 Outras receitas e despesas operacionais 6.336 (10.204) Títulos a Receber e Empréstimos Compulsórios 1.191 1.310 Capital Social 150.000 150.000 Lucro antes dos impostos 66.640 41.391 Permanente 87.311 86.181 Reservas de Capital 4.055 4.055 Imposto de renda e contribuição social (23.538) (16.530) Investimentos 7.782 8.737 Reservas de Lucros 107.433 86.831 Lucro líquido do exercício 43.102 24.861 Imobilizado 79.460 77.375 Lucro líquido do exercício por ação - R$ 0,2873 0,1657 Intangível 69 69 Demonstração dos Lucros Acumulados (Em R$ mil) Total do Ativo 346.881 313.069 Total do Passivo e Patrimônio Líquido 346.881 313.069 2010 2009 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras (Valores expressos em milhares de reais) R$ mil R$ mil 31/12/2010 31/12/2009 Nota 1 - Resumo dos procedimentos contábeis: a) Apuração do resul- Nota 3 - Estoques: Saldo no início do exercício – – 3.236 4.133 tado: O resultado, apurado pelo regime de competência de exercícios Produtos acabados Ajustes de exercícios anteriores – – 8.675 6.606 inclui, quando aplicável, os rendimentos, os encargos e as variações Produtos em elaboração Lucro líquido do exercício 43.102 24.861 12.359 13.871 monetárias e cambiais, a índices oficiais ou contratados, incidentes sobre Matérias-primas Reserva Legal (2.211) (1.281) 416 2.920 ativos e passivos circulantes e não circulantes. b) Aplicações financeiras: Mercadorias para revenda Reservas de lucros (18.391) (8.580) 3.093 3.004 Constituem-se de CDBs, Debêntures e Fundos de Investimentos, substan- Almoxarifado e materiais de manutenção Dividendos aos acionistas (22.500) (15.000) 1.045 1.714 cialmente remunerados pela variação do CDI, classificados como mantido Culturas em formação – – (2.710) (5.321) Saldo no final do exercício até o vencimento, com liquidez imediata, podendo ser resgatados a qual- Provisão para perdas dos estoques Demonstração dos Fluxos de Caixa (Em R$ mil) 26.114 26.927 quer momento sem risco de perda de rendimento. Estão demonstrados Total Nota 4 Impostos a recuperar: 31/12/2010 31/12/2009 2010 2009 pelos valores de realização, incluindo os rendimentos e variações monetáI.R. Fonte sobre aplicações financeiras 258 253 R$ mil R$ mil rias “pro-rata dia” auferidos, não excedendo o valor de mercado. A compaICMS, IPI, PIS e COFINS a recuperar 3.409 2.908 Fluxo de caixa das atividades operacionais nhia não realiza nenhuma operação com derivativos financeiros. c) Total 3.667 3.161 Lucro líquido do exercício 43.102 24.861 Provisão para devedores duvidosos: Constituída, quase na sua totalidaNota 5 - Investimentos: 31/12/2010 31/12/2009 Ajustes para conciliar o resultado com de, de valores vencidos há mais de 180 dias, com base na análise indivi- Investimentos em controladas no país 2.345 2.345 o caixa gerado pelas atividades operacionais dual da carteira de clientes, em montante suficiente para cobrir eventuais Resultado da Equivalência Patrimonial 3.722 3.292 Depreciações e Amortizações 11.840 11.507 perdas na realização dos créditos (nota 2). d) Estoques: Avaliados ao Controladas e coligadas no exterior 21.210 21.037 Resultado na venda ou baixa de investimentos custo médio de aquisição ou produção, que não excede o custo de reposi- Incentivos fiscais 5.543 5.543 e imobilizado (1.459) (1.357) ção ou o valor de mercado, deduzidos de provisão para prováveis perdas Participações societárias 937 940 Prov.p/perdas na realização de investimentos na realização dos estoques de baixa rotatividade ou obsoletos, quando Provisão para perdas (25.975) (24.420) e imobilizado 1.555 3.380 aplicável (nota 3). e) Imposto de renda e contribuição social diferidos Total 7.782 8.737 Resultado da equivalência patrimonial (430) 240 (ativo e passivo): I.R. e CSLL diferidos, calculados sobre diferenças tem- Nota 6 - Imobilizado: 31/12/2010 31/12/2009 Imposto de renda e contribuição social diferidos 115 760 porárias consideradas na apuração desses impostos, decorrentes de pro- Terrenos 6.868 6.868 Variações monetárias líquidas/ajustes (161) (229) visões para devedores duvidosos, para perdas em ativos, para Construções em uso 64.845 63.816 Provisão para perdas nos estoques (2.611) 1.614 113.304 107.888 Provisão para contingências contingências, bem como de outras despesas apuradas por estimativa, e Maquinários e instalações (180) (1.005) 26.606 25.344 (Aumento) redução nos ativos operacionais: considerando a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. f) Os Móveis, utensílios e outros 35.648 33.983 Contas a Receber de Clientes Investimentos em controladas no país foram avaliados pelo método de Veículos 61 (651) 4.183 2.569 Estoques equivalência patrimonial e reconhecido no resultado do exercício. Os Imobilizado em andamento 3.424 1.809 (171.994) (163.093) Outros créditos (circulante) (2.245) (1.459) investimentos no exterior foram avaliados pelo valor do patrimônio líquido Depreciação acumulada 79.460 77.375 Depósitos judiciais e recursais (35) 10 das investidas, convertidos para Reais à taxa de câmbio da data do balan- Total 31/12/2010 31/12/2009 Outras contas (não circulante) (287) 2.347 ço e reconhecido no resultado do exercício, mediante lançamento de pro- Nota 7 - Provisão para contingências: 13.107 12.418 Aumento (redução) nos passivos operacionais: visão para perdas na realização. Os demais investimentos são avaliados Trabalhistas 2.996 2.813 Fornecedores 1.310 (2.464) ao custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31/12/95, deduzidos Cíveis 8.230 9.282 Outros Impostos e Contribuições 194 556 da provisão para prováveis perdas na realização (nota 5). g) Ativo perma- Tributárias Provisão para reestruturação 172 224 Obrigações trabalhistas 344 814 nente: Demonstrado ao custo de aquisição, corrigido monetariamente até Total 24.505 24.737 Outras contas do passivo 1.633 2 31/12/95. As despesas com reformas são agregadas ao valor do ativo Nota 8 - Capital social (R$): 31/12/2010 31/12/2009 Imposto de renda e contribuição social 2.403 30 quando aumentam significativamente a vida útil econômica dos bens. Capital social representado por 150.000 mil Caixa gerado pelas atividades operacionais 15.471 15.904 A depreciação do imobilizado foi calculada pelo método linear, a taxas que ações, ordinárias e nominativas, do valor Caixa líquido proveniente das levam em consideração a vida útil econômica dos bens (nota 6), sendo nominal de R$1,00 cada uma, atividades operacionais 58.573 40.765 consideradas adequadas ao padrão de consumo dos benefícios desses assim distribuidas: Fluxo de caixa das atividades de investimento ativos. A companhia fará revisão anual dos parâmetros que levam à defini- Domiciliados no país 4.063 4.063 Aumento nos Investimentos (174) (2.102) ção do valor da depreciação, bem como avaliação anual da indicação de Domiciliados no exterior 145.937 145.937 Aquisição de Imobilizado (14.154) (12.220) possível desvalorização dos ativos (impairment). h) Salários e encargos Capital social realizado 150.000 150.000 Recebimento pela venda de investimentos sociais: Inclui provisão para férias vencidas e proporcionais e os respecti- Nota 9 - Outras receitas/despesas e imobilizado 1.692 1.458 vos encargos sociais, totalizando R$ 6.918, e a Participação nos lucros e operacionais: 31/12/2010 31/12/2009 Caixa líquido aplicado nas atividades resultados a pagar no montante de R$ 1.983. i) Provisões p/ imposto de Outras receitas operacionais 13.344 4.295 de investimento (12.636) (12.864) renda e contribuição social: Apuradas com base no lucro real, conforme Prov. deved. duvidosos/Aj. valor presente (467) (922) Fluxo de caixa das atividades de financiamento 180 1.005 Pagamento de dividendos aos acionistas legislação tributária. Os recolhimentos, incluindo as antecipações realiza- Prov. para contingências diversas (15.000) (10.000) 1.125 (5.526) Caixa líquido aplicado nas atividades das, são compensados com o imposto devido, e quando superam o valor Prov. perdas div. - estoque/investim. etc. (8.276) (8.816) de financiamento devido são demonstrados no ativo, na conta Impostos a recuperar (nota 4). Outras despesas Operacionais (15.000) (10.000) 430 (240) Aumento líquido de disponível e aplicações 30.937 17.901 j) Provisão para contingências: Constituída com base na análise indivi- Resultado da equivalência patrimonial 6.336 (10.204) Saldo inicial de disponível e aplicações 143.405 125.504 dual de contingências de natureza trabalhista, tributária e cível, de acordo Total 31/12/2010 31/12/2009 Saldo final de disponível e aplicações 174.342 143.405 com a avaliação das perdas prováveis ou possíveis, apoiada pela opinião Nota 10 - Resultado financeiro: 15.120 12.832 Aumento líquido de disponível e aplicações 30.937 17.901 dos consultores jurídicos. Os depósitos judiciais correspondentes, corrigi- Receitas financeiras 514 684 Nota 12 - Alteração da Lei das Sociedades por Ações - Lei 11.638/07 e dos monetariamente - R$ 8.022 - estão classificados no Realizável a longo Variação cambial ativa Despesas financeiras (80) (177) prazo (nota 7). k) Na elaboração das demonstrações financeiras foram uti(433) (680) Lei 11.941/09: As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão lizadas estimativas contábeis que afetam ativos e passivos, receitas e des- Variação cambial passiva Total 15.121 12.659 apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, pesas, incluindo a provisão para devedores duvidosos, ajuste a valor Nota 11 - Partes relacionadas: A Companhia realiza transações comer- com base nas disposições da Lei das Sociedades por Ações, incluindo os presente de créditos a longo prazo, perdas dos estoques, perdas de invesciais (vendas, importação, exportação e pagamento de royalty) com sua dispositivos alterados pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09, bem como os timentos, contingências, reestruturação, impostos a recuperar, impostos controladora, suas controladas e coligadas, em condições normais e semediferidos e valor residual do ativo imobilizado. A liquidação das transações lhantes às transações que seriam realizadas com outros fornecedores e cli- pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo Comitê de envolvendo essas estimativas, que são revisadas pelo menos trimestral- entes. Os saldos e transações entre as partes podem ser assim resumidos: Pronunciamentos Contábeis - CPC. Dentro do processo de convergência mente, poderá resultar em valores diferentes dos estimados, em razão de Saldos Transações das práticas contábeis adotadas no Brasil aos padrões contábeis internaimprecisões inerentes ao processo de sua determinacão. 31/12/2010 31/12/2009 2010 2009 cionais - IFRS, diversos pronunciamentos, interpretações e orientações foNota 2 - Contas a receber: 31/12/2010 31/12/2009 Yakult Argentina (exportação) 694 578 1.708 2.418 ram emitidos pelo CPC durante o ano de 2009, com aplicação mandatória Clientes no país 29.998 29.399 Yakult Uruguay (exportação) 282 302 274 320 para os exercícios encerrados a partir de 2010. As demonstrações apreClientes no exterior 2.706 3.389 Yakult Honsha (importação) – – 2.940 1.255 sentadas já estão adequadas aos novos padrões, com exceção dos proceContas a receber e outros 90 81 Yakult Honsha (royalty a pagar) 934 820 1.836 1.691 dimentos que não geraram efeitos relevantes ou impactos a serem Provisão para devedores duvidosos (5.660) (5.674) Andes do Sul Alimentos Total 27.134 27.195 Ltda. (vendas) 562 553 6.445 5.909 registrados no exercício. Conselho de Administração Diretoria Masahiko Sadakata Ichiro Amano

Masahiko Sadakata Eishin Shimada Koichi Ogata

Takashi Matsuzono Ryoju Misuno Shunichi Uekusa

Tooru Yamakami Fernando Cunioshi Hisano

Tatsuya Hirano Paulo Teruo Massuda

Hiroshi Narita Luiz Carlos de Lima Isamu Ishijima

Contador

Tooru Yamakami CRC-1SP161755/O-0


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e

quarta-feira, 23 de março de 2011

As montadoras de automóveis recolheram R$ 4,935 bilhões de tributos nos dois primeiros meses do ano, 31,7% a mais que igual período de 2010.

conomia

Receita arrecada R$ 64,13 bilhões Impostos e contribuições federais recolhidos em fevereiro acumulam alta real de 9,84% em comparação com igual período do ano passado

A

Claudio Jule/SXC

arrecadação de impostos e contribuições federais em fevereiro foi recorde para o mês e somou R$ 64,13 bilhões, o que representa um crescimento real pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 9,84% em relação a fevereiro de 2010. O resultado do mês passado, no entanto, é 30,13% menor que a arrecadação de janeiro deste ano, que totalizou R$ 91,071 bilhões. A arrecadação em fevereiro ficou dentro das previsões de 14 instituições consultadas pela AE-Projeções, que apontaram um valor entre R$ 60,3 bilhões e R$ 70,5 bilhões, intervalo que gerou uma mediana de R$ 63,6 bilhões. No primeiro bimestre de 2011, a arrecadação totalizou R$ 155,21 bilhões, com alta real de 13,01% em relação ao primeiro bimestre de 2010. As receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal somaram R$ 62,810 bilhões em fevereiro, registrando um crescimento de 10,55% ante igual período de 2010. No acumulado do primeiro bimestre deste ano, as receitas administradas totalizaram R$ 149,99 bilhões, alta de 14,03% em relação ao primeiro bimestre do ano passado. As receitas previdenciárias totalizaram R$ 40,209 bilhões no primeiro bimestre de 2011, segundo dados da Receita Federal. A arrecadação da Previdência cresceu 11,08% em relação a igual período de 2010 e representou 22,35% do total da arrecadação de tributos federais. A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica

Fisco projeta arrecadação 15% maior

P

(IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 33,339 bilhões no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, registrando alta de 20,55% em relação a igual período de 2010. O recolhimento do IRPJ e da CSLL significa 31,66% na arrecadação. O governo federal arrecadou R$ 32,084 bilhões com o Programa de Integração Social (PIS) e com a Contribuição pa-

ra o Financiamento de Seguridade Social (Cofins). Esses tributos tiveram um crescimento de 10,63% em relação ao primeiro bimestre de 2010. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) totalizou R$ 5,449 bilhões, com alta de 28,22%, enquanto que a arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi de R$ 4,587 bilhões, um aumento de 11,78%, em relação

com o acumulado de janeiro e fevereiro de 2010. A arrecadação do IRPF somou R$ 1,789 bilhão, apresentando a maior alta entre todos os tributos, de 31,28% em relação ao primeiro bimestre de 2010. Segundo a Receita, o resultado do primeiro bimestre deste ano ocorreu principalmente pela expansão da produção industrial, da venda de bens e da massa salarial. (AE)

elo segundo mês consecutivo, a Receita Federal do Brasil (RFB) ampliou a previsão de crescimento da arrecadação. De acordo com o órgão, as receitas administradas, incluídas as contribuições para a Previdência Social, deverão fechar 2011 com alta nominal de 15%. A estimativa foi divulgada pelo secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto. Em janeiro, ele havia dito que o aumento nominal da arrecadação neste ano ficaria em torno de 10%. Em fevereiro, ele elevou a previsão para 12%. Com a nova projeção, a arrecadação federal em 2011 deve fechar com o mesmo crescimento do ano passado, apesar da desaceleração econômica. Em 2010, a arrecadação das receitas administradas pela Receita cresceu 15,98% em termos nominais, sem considerar a inflação. Ao considerar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento foi de 10,4%. Apesar de ter elevado a estimativa de aumento para o ano, Barreto acredita que o ritmo de expansão das receitas diminuirá nos próximos meses por causa dos cortes no Orçamento e das medidas de contenção de crédito anunciadas no final do ano passado. Segundo ele, os resultados de janeiro e fevereiro estavam influenciados pelo desempenho da economia em 2010. Somente a partir de março, afirmou, a arrecadação começará a desacelerar. (ABr)

Marcos Peron/Virtual Photo

Atacadista foi setor que mais pagou tributos

O

Segmento do comércio recolheu R$ 6,647 bilhões nos meses de janeiro e fevereiro

comércio atacadista brasileiro foi o segmento da economia que mais pagou tributos federais no primeiro bimestre deste ano: R$ 6,647 bilhões, 11,71% a mais que em igual período do ano passado. As montadoras de automóveis recolheram R$ 4,935 bilhões de tributos nos dois primeiros meses do ano, 31,7% a mais se comparado a igual período de 2010. O comércio varejista recolheu um total de R$ 3,703 bilhões em janeiro e fevereiro deste ano, registrando um crescimento de 12,16% na comparação com igual bimestre do ano passado. Os dez mais – O ranking com os dez setores que pagam mais tributos foi elaborado pela primeira vez pela Receita Federal do Brasil (RFB). Também estão na lista os setores de extração de minerais metálicos; comércio e reparação de veículos automo-

tores; atividades auxiliares do setor financeiro; seguros, resseguros e previdência complementar; fabricação de máquinas e equipamentos, construção de edifícios e telecomunicações. De acordo com informações da Receita Federal, os dez segmentos juntos pagaram R$ 25,963 bilhões nos meses de janeiro e fevereiro deste ano de Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro líquido (CSLL), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A arrecadação total, incluindo todos os setores, somou R$ 43,945 bilhões. Os bancos, que têm uma das maiores lucratividades do País, não estão no ranking dos segmentos que lideram o pagamento de tributos. (AE)

O

presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou ontem que as apostas dos bancos na queda do dólar foram reduzidas em 60% desde o início deste ano, quando atingiram o patamar recorde de quase US$ 17 bilhões. Em janeiro, o BC anunciou medidas para reduzir essas apostas, que representam uma dívida que pode trazer perdas no caso de uma virada no câmbio, para um patamar próximo de US$ 10 bilhões. Esse nível deveria ser alcançado a partir do dia 4 de abril, mas os números mostram que as instituições se anteciparam. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tombini afirmou que essas apostas estão atualmente em menos de US$ 7 bilhões. O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, deu resposta negativa ao senador Blairo Maggi (PR-MT), que queria saber se a autorida-

de monetária vai agir para reverter a excessiva valorização da moeda nacional. Segundo ele, agentes financeiros apontam que a questão cambial mudará assim que os juros voltarem a subir no mercado internacional, no início de 2012. Tombini lembrou ao senador Maggi, maior produtor de soja do mundo e preocupado com o baixo valor do câmbio para exportação, que o regime de câmbio no Brasil é flutuante.De acordo o secretário, o governo quer ver o ritmo de crescimento do crédito dentro de uma faixa de 10% a 15% nesse momento. Para ele, uma expansão acima disso será "avaliada com cuidado pelo BC", para evitar uma alta da inadimplência acima do que seria natural em um momento de desaceleração da economia. Metas de inflação – Tombini defendeu o regime de metas de inflação como instrumento capaz de assegurar o crescimento equilibrado da economia nacio-

Beto Barata /AE

DÓLAR: BANCOS APOSTAM MENOS NA QUEDA. Tombini, no Senado, afirmou que há um "influxo excessivo" de dólares para o País que contribui para o crescimento do crédito.

nal a médio e longo prazos. Na opinião do presidente do BC, esse sistema permite "manter a inflação sob controle e ao menor custo para a sociedade". Apesar da severa crise econômica mundial de 2008, o Brasil foi um dos últimos paí-

ses a sentir seus efeitos e um dos primeiros a retomar o processo de crescimento. Para Tombini, esse processo acabou impulsionando o crescimento da produção industrial, das vendas no varejo e da renda do trabalhador, que resultaram

no aquecimento da atividade econômica interna em 2010. Para ele, as decisões recentes de política monetária foram bem absorvidas pelo mercado financeiro, fato evidenciado pelo comportamento favorável da curva de juros após as

duas últimas altas da taxa básica de juros (Selic). O presidente do BC previu que, no segundo trimestre deste ano, a inflação mensal tende a se deslocar para uma trajetória compatível para o centro da meta de inflação no Brasil, de 4,5%. Em 12 meses, no entanto, destacou Tombini, a inflação deve seguir em elevação. Tombini afirmou, em seu discurso na CAE, que a Selic é um instrumento poderoso de combate à inflação. Segundo ele, o impacto da Selic se dá por meio de múltiplos canais, como o crédito e o adiamento do consumo para se fazer poupança, entre outros. O efeito da política monetária sobre a inflação ocorre de forma defasada, em cerca de nove meses, para Tombini. "A experiência mostra que os ciclos de aperto e afrouxamento da política monetária têm impacto na demanda agregada e, consequentemente, na inflação", disse. (Agências)


Diário do Comércio