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REDESCOBERTA DO BRASIL

Adaptação de Paulo Zilberman do Atlas Miller, mapa do Brasil atribuído a Lopo Homem Reinéis, 1519 – Biblioteca Nacional da França, Paris.

Antes, vinham em busca de riquezas. Agora, em meio à crise, europeus buscam emprego mesmo. A prova é que os vistos de trabalho para italianos, franceses, alemães, portugueses e espanhóis mais que dobraram. Pág. 23

Ano 87 - Nº 23.568

Conclusão: 23h45

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

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Julio Sanders/Reuters

Kassab: 'Prefeitura será implacável'. Prefeito ameaça cortar verbas de escolas de samba se ficar comprovada a participação das mesmas na confusão e violência armadas durante apuração de votos no Sambódromo. Pág. 8 Ivor Prickett/AFP/Sunday Times

O trem não parou: 49 mortos. Trem lotado choca-se contra plataforma de contenção numa das estações mais movimentadas de Buenos Aires e provoca engavetamento de ISSN 1679-2688 2 3 5 6 8 vagões. Além dos mortos, há pelo menos 676 feridos. Pág. 22 9 771679 268008

Ficha limpa para todos do governo, quer Pedro Simon. O apelo do senador gaúcho Pedro Simon foi feito para o plenário vazio do Senado. Se a presidente Dilma o atender, "fará história", ele acrescentou. Pág. 5

HOJE Sol com pancadas de chuva Máxima 31º C. Mínima 19º C.

AMANHÃ Sol com pancadas de chuva Máxima 29º C. Mínima 19º C.

A repórter que só saiu do front morta A veterana Marie morreu na Síria. Junto, um fotógrafo. Pág. 22


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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Para onde quer que se vire é possível apontar exemplos da má gestão da coisa pública no País. José Márcio Mendonça

pinião

Dida Sampaio/AE

ARISTÓTELES DRUMMOND DEMOCRACIA É ORDEM TAMBÉM

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m trabalho permanente, sistemático, vem sendo feito no sentido de a sociedade brasileira ir se acostumando com a falta de autoridade, de austeridade, de disciplina, de respeito às instituições. A corrupção virou fato corriqueiro; a impunidade aos baderneiros que ocupam universidades, repartições públicas e bloqueiam estradas são usuais. Ninguém pode ter segurança em casa, uma vez que as armas são reservadas aos bandidos. O mérito para ocupar uma função de responsabilidade passa a ser item secundário. O importante é saber quem indica. O cidadão que ousa trabalhar por conta própria, dentro da lei, é perseguido – ou por impostos exagerados ou riscos trabalhistas inimagináveis ou ainda pelo simples achaque de todo tipo de funcionário público com um mínimo de poder, desde o guarda da esquina ao fiscal. Na área rural, é mais grave ainda a perseguição para quem insiste em plantar e colher. Sem falar nos serviços públicos, deixando a desejar.

Presidente Dilma: agastada com os atrasos observados em obras no Nordeste, quer agora mais "eficiência gerencial".

Exercendo a incompetência Já observaram o refinamento, o cuidado, o extremo acabamento – claro, a bom custo – com que nossos dirigentes exercem a incompetência?

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

(Millor Fernandes em "O Saite")

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om alguma frequência nos últimos tempos, a presidente Dilma Rousseff tem anunciado sua intenção de exercer maior controle sobre a execução dos projetos e serviços de responsabilidade do governo. Escudando-se na assessoria do empresário Jorge Gerdau, Dilma assumiu definitivamente a "eficiência gerencial" como mantra de sua gestão a partir de agora. Ela ficou especialmente agastada depois de descobrir, numa viagem ao Nordeste – para posar de "gerente eficiente" de obras em andamento na região – os atrasos em duas das jóias deixadas para ela por Lula: a transposição do Rio São Francisco e a Ferrovia Transnordestina. Deixando-se de lado o fato de Dilma estar há nove anos no governo, seis deles como principal gestora do Executivo e mãe do PAC, e um ano na Presidência, "prendendo e arrebentando" (lembrar do general João Figueiredo) quem não mostra eficácia, é mais do que desejável a nova postura presidencial. Isso se bater na carga certa – pois a inapetência estatal já atingiu o limite do suportável e continua crescendo, apesar do modelo de "espancar" projetos e outros tais da presidente – cantado em prosa, verso e, logo logo, num enredo de escola de samba –, segundo seus amigos e auxiliares (vide discurso de despedida no Minis-

tério da Ciência e Tecnologia e a posse, no Ministério da Educação, de Aloizio Mercadante). Não mais dizer "vou fazer", mas simplesmente fazer.

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Telebrás é uma boa ilustração desse estado de "permanente discurso" e escassez de realizações. A empresa foi ressuscitada há mais de dois anos para tocar, preferencialmente, o Plano Nacional de Banda Larga, com internet popular, o qual, segundo a ótica oficial, não interessava às empresas privadas de telefonia. O cronograma do PNBL foi alterado várias vezes e somente agora começou a deslanchar, depois que as companhias de telefônicas entraram em campo após adaptações no projeto. Se dependesse da Embratel tudo estaria ainda no papel, embora a empresa tenha multiplicado algumas vezes seu orçamento.

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utra personagem à procura de uma gestão é a Sudene. Ela também foi ressuscitada cinco anos atrás pelo presidente Lula; gerou grande alegria nos meios políticos – ainda agora é objeto de disputas entre o PSB, PMDB e PT – e, conforme mostra reportagem da revista Exame desta quinzena (nº 3, 22/2/2012) consome quase 90% do seu orçamento para pagar os funcionários. Ineficiente no passado (foi por isso fechada no governo FHC) e foco de corrupção, ela continua ineficiente agora. A Sudeco, seu similar para o Centro-Oeste, também rediviva, está na mesma situação de um vistoso cabide de empregos e mais nada. Para onde se vire é possível apontar exemplos da má gestão da coisa pública. Em duas edições seguidas, nesses dias carnavalescos, e portanto um tanto quanto ignora-

Descobre-se agora, dez meses após a "vassourada" presidencial, que o DNIT é um órgão falido; não tem estrutura suficiente nem funcionários para exercer suas funções com mínima dignidade.

das pela opinião pública de modo geral, o Estadão traz outras tristes histórias desse mundo de desperdício, politicagem e incompetência. A primeira conta a saga do DNIT, autarquia que foi totalmente reformulada quando a presidente Dilma fez aquela "faxina" no Ministério dos Transportes e tirou do lugar o senador Alfredo Nascimento, do PR. O foco maior da crise foram os "malfeitos" no Departamento. Descobre-se agora, dez meses após a "vassourada" presidencial, que o DNIT é um órgão falido; não tem estrutura nem funcionários suficientes para exercer suas funções com mínima dignidade. A informação é de um auditor, nomeado pela própria Dilma para a diretoria do DNIT.

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por essas e muitas tantas, como mostra a outra reportagem do jornal paulista, que a precária infra-estrutura brasileira eleva o custo logístico do País em R$ 17 bilhões por ano, encarecendo desnecessariamente as mercadorias de consumo dos brasileiros e as exportadas. Isso representa, segundo o estudo da FIESP, cerca de 15% do que o Brasil gasta anualmente em transporte e armazenagem da nossa produção. E nem num caso como no outro existem sinais claros de providências efetivas e de grande alcance em andamento para inverter o quadro. Como sempre, só tapa buracos... Como todo bom humorista, Millor Fernandes define essa tragédia nacional burocrática em poucas e definitivas palavras. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JOR

a seus soldados. Estiveram no poder como numa missão, e logo que possível promoveram a abertura. crise está aí. Devemos pensar em coisas produtivas, em ensino, saúde, emprego, produção, qualidade no que fazemos. Para isso, precisamos de paz , amor, união e confiança. A paz e a união são necessárias para nós, mas muito mais para nossos filhos e netos. Não vamos nos dividir nem permitir que se jogue uns contra os outros. Seria pena jogar fora uma história de conciliação e de integração, sob todos os aspectos. As forças vivas da nacionalidade, a começar pelos empresários, devem reagir contra os que tentam a todo custo dividir e tumultuar a vida brasileira, com invenções tipo "quilombolas", com a impunidade às ilegalidades do MST, e exagero dos ambientalistas que barram obras. Como está não pode ficar.

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ARISTÓTELES DRUMMOND É JORNALISTA E VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. ARI.DRUMMOND@YAHOO.COM.BR

FALÊNCIA DO DNIT No meio dos feriados de Carnaval a imprensa divulga informação sobre a falência estrutural do DNIT e, consequentemente, a incapacidade desse Departamento de fiscalizar as obras do governo – em especial as do PAC, o filho desestruturado de Dilma. Essa notícia deveria ser repetida durante muitos dias, para que o povo pudesse avaliar o modo torto de o PT governar: muita propaganda mas pouca responsabilidade

administrativa. E pensar que Dilma já cuidava desse assunto muito antes de chegar ao Planalto... Além disso, ela não tem bom tino na escolha de seus ministros, como vimos na indicação da amiga de infortúnio e companheira de cárcere, Eleonora Menicci, de passado pouco pautado nos costumes e normas constitucionais Leila E. Leitão - São Paulo

NALISTA E ANALISTA POLÍTICO

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

uerem deixar mal, perante a história e a população, os militares, que cumpriram com seus deveres, por ocasião da tentativa de se criar uma base no interior para uma guerra civil, com fins de implantar um regime totalitário e cruel. Nunca se tratou de democratas que enfrentavam um governo autoritário (pelas circunstâncias históricas daquele momento). E, mesmo se assim fosse, aquele jamais seria o caminho, ao se jogar com a vida de inocentes e de iludidos. O Brasil sabe que muito deve, e a maioria reconhece,

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As forças vivas da nacionalidade, a começar pelos nossos empresários, devem reagir contra os que tentam a todo custo dividir e tumultuar a vida brasileira.

Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60

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M U I TA C O I S A M U D O U N A E R A D A I N T E R N E T, I N C L U S I V E A S R E L A Ç Õ E S T R A B A L H I S T A S .

Trabalho nos novos tempos C

omo se faz um comercial para TV? As respostas podem variar um pouco, mas todas incluirão itens como uma produtora de vídeo, contratação de atores, aluguel das locações, transporte, alimentação, figurino, maquiagem e outras tantas atividades e despesas. O comercial não fica nada barato. Bem, isso era assim até que aparecessem na internet os bancos de imagens, vídeos, sons, ilustrações e animações como Getty e iStockphoto, por exemplo: milhares de arquivos digitais que podem ser baixados em pouco tempo – e com alta resolução – permitem que as agências consigam fazer produções excelentes a um custo reduzido. Isso é conseguido pela combinação de trechos de vários vídeos comprados desses bancos, e uma produção que normalmente bateria em R$ 100 mil, mal passa de R$ 10 mil. Para a narração do comercial, é possível abrir mão de um locutor de São Paulo e contratar outro por uma fração do preço em outra cidade ou estado – basta enviar o texto por email e receber a gravação da mesma maneira. Em setembro passado, a agência paulista Social Circle, que faz monitoramento de redes sociais, abriu uma concorrência no site DesignCrowd para a elaboração de seu logotipo e o vencedor foi um artista do Oriente. Queiramos ou não, isso tem um impacto nos valores pagos a quem trabalha no setor aqui. Muita gente só se deu conta dessas possibilidades depois do lançamento de O mundo é plano, de Thomas Friedman, em 2005 (no Brasil, em 2007, pela Editora Objetiva), mostrando de que modo muitas empresas conseguiam a execução de certas tarefas, terceirizando-as para trabalhadores que às vezes estavam do outro lado do mundo. Hoje isso acontece no Brasil: há

empresas sediadas em São Paulo cujas centrais de atendimento ficam em lugares como Natal, Recife, Uberlândia ou Porto Alegre.

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sses fatos estão causando impactos, modificando as relações de trabalhistas e, sem dúvida, colocam questões enormes diante de quem tem um trabalho ou um emprego. O próprio Friedman lembra que hoje os recrutadores são obrigados a pensar globalmente, raciocinando sobre proposições como esta: a pessoa que está sendo contratada agrega valor à empresa mais do que um trabalhador em outro país, um robô ou um computador? Pode parecer cruel escrito assim, mas os recrutadores pensam mais ou menos desse jeito. As formalidades também estão mudando: em lugar de contratações pela CLT, com "carteira assinada", muita gente trabalha sob contrato de prestação de serviços, fornecendo notas fiscais de microempresas criadas para esse fim. É nesse ambiente que profissionais de grande ou nenhuma experiência precisam buscar trabalho -

nem sempre emprego. E nesse território a seleção vai levar em conta não só a experiência do candidato na função como também as escolas que frequentou e sua rede de relacionamentos. Há muitos casos de gente que conseguiu trabalho ou emprego mais pelo "QI" (não se engane: são as iniciais de 'quem indicou') do que propriamente pelos diplomas ou experiência. Esse aspecto continua valendo, mas agora os recrutadores conseguem cada vez mais

detalhes de seus canditatos consultando as redes sociais – Facebook, Orkut, Tweeter, FourSquare e, principalmente, o Linkedin – para confirmar aquilo que leram, escutaram ou suspeitaram.

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Linkedin tornou-se uma espécie de repositório universal de currículos e tem sido usado para intercâmbio de informações profissionais. Ali as pessoas estão relacionadas geralmente por meio de suas relações de trabalho e não é difícil a um recrutador visualizar a rede de relacionamentos de um candidato e obter informações sobre ele. Reid Hoffman, o fundador do Linkedin, e seu colega Ben Casnocha, escreveram sobre isso em The Start-up of You: Adapt to the Future, Invest in Yourself, and Transform Your C a re e r (em português, a melhor tradução seria "O Lançamento de você mesmo: adapte-se ao futuro, invista em si e transforme sua carreira", editora Crown Business, 272 páginas). Os dois autores são bons exemplos daquilo que escreveram no livro . Casnocha, por exemplo, é um

empreendedor que aos 14 anos já havia aberto duas empresas e aos 19 estava milionário.

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ssim como a rede de relacionamentos na internet pode ajudar o recrutador, pode também ajudar muito o candidato, garante Reid Hoffman. Conhecer muita gente sempre foi essencial para quem procura trabalho, lembra ele, mas quem quer fazer uma carreira de sucesso precisa investir nela exatamente como se investe numa empresa "start up", dessas que nascem de uma hora para outra, são altamente inovadoras e em pouco tempo estão captando recursos nas bolsas de valores. Hoffman conta que todos os profissionais precisam se tornar especiais, desenvolver recursos que os tornem mais importantes do que seus concorrentes. Segundo ele, alguns anos atrás, na rodovia 101, no Vale do Silício, havia um cartaz com a seguinte frase: "Há um milhão de pessoas que podem fazer o seu trabalho. O que torna você diferente delas?" Uma das coisas que podem tor-

PAULO BRITO ná-las diferentes, Hoffman garante, são suas redes de relacionamento – é por meio delas que as pessoas conhecem umas às outras e estabelecem os laços de confiança que, em algum momento, podem se transformar em grandes oportunidades. Essas alianças podem ser fortes ou fracas. Quando fortes, observa Hoffman, elas geralmente são com pessoas próximas, muitas vezes da mesma categoria profissional; entretanto, é por meio das alianças mais fracas que um profissional entra em contato com outros setores, desenvolve outras aptidões e alcança o sucesso. PAULO BRITO É JORNALISTA, GRADUADO EM ECONOMIA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA

A ÚLTIMA DANÇA DE FAYZA NAGA I

nfelizmente, o governo de transição do Egito parece está determinado a dar um tiro em cada um dos pés. Domingo, vai julgar 43 pessoas, incluindo pelo menos 16 cidadãos norteamericanos, por supostamente terem levado ao Egito fundos não registrados, para promover a democracia sem permissão. O país tem todo o direito de fiscalizar as organizações internacionais que operam dentro de suas fronteiras. Mas a verdade é que quando esses grupos pródemocracia preencheram os formulários de registro, anos atrás sob a autocracia de Hosni Mubarak, foram informados que os documentos estavam em ordem e que a aprovação era iminente. O fato de agora – após Mubarak ter sido deposto por uma revolução – esses grupos estarem sendo ameaçados de prisão por promover a democracia sem licença é um sinal muito preocupante. Mostra o quanto foi incompleta a "revolução" no Egito e com quanto vigor as forças antirrevolucionárias estão contra-atacando. Essa questão sórdida faz com que nos perguntemos se o Egito vai conseguir mesmo dobrar a esquina. O Egito está acabando com suas reservas estrangeiras, sua moeda está se desvalorizando, a inflação cresce e o desemprego perdeu os freios. Contudo, a prioridade de alguns personagens retrógrados pós-Mubarak é levar

a julgamento funcionários do Instituto Democrático Nacional e do Instituto Republicano Internacional, que são ligados aos dois principais partidos políticos dos EUA, bem como da Freedom House e de alguns grupos europeus.

Naga, uma antiga aliada de Mubarak. Abul Naga personifica a pior tendência do Egito nos últimos 50 anos – a tendência que ajuda a explicar por que o Egito ficou bem atrás de seus colegas: Coreia do Sul, Taiwan, Malásia, Brasil, Índia e China.

crime deles foi tentar ensinar aos jovens democráticos do Egito como fiscalizar as eleições e como lançar partidos para participar do processo democrático que o Exército egípcio montou após a queda de Mubarak. Milhares de egípcios participaram de seus seminários nos últimos anos. Do que realmente se trata? Esse caso tem sido promovido pela ministra de Planejamento e Coordenação Internacional do Egito, Fayza Abul

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a tendência de procurar dignidade em todos os lugares errados – de procurar dignidade não em organizar a capacidade dos jovens talentosos do Egito para que eles possam prosperar no século 21 – com escolas melhores, instituições melhores, indústrias exportadoras e um governo que preste mais contas. Não, é a tendência de procurar dignidade em "ficar contra os estrangeiros". Esse é o jogo de Abul Naga. Como me disse um ex-assessor

de Mubarak: "Naga está onde está hoje por causa dos seis anos em que ela permaneceu resistindo às reformas políticas e econômicas", em aliança com os militares. "Ela e os militares eram contra abrir a economia egípcia". Naga e os militares, tendo ficado contra a revolução, estão procurando se salvar utilizando a carta nacionalista. O Egito atualmente tem dois predadores: a pobreza e o analfabetismo. Após 30 anos de governo Mubarak e cerca de US$ 50 bilhões de ajuda norte-americana, 33% dos homens e 56% das mulheres ainda não conseguem ler nem escrever. É um absurdo. Mas isso, aparentemente, não tira o sono de Abul. ual a sua prioridade? Acabar com o analfabetismo? Articular uma nova visão de como o Egito pode se engajar com o mundo e prosperar no século 21? É estabelecer um clima positivo para investimentos estrangeiros a fim de criar empregos que são desesperadamente necessários para os jovens egípcios? Não, é retornar para a velha regra dourada – de que todos os problemas do Egito são culpa dos estrangeiros que querem desestabilizar o Egito. Assim, vamos prender alguns ocidentais consultores de

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próprio futuro é: "Vocês foram simplesmente instrumentos da CIA, do Congresso dos EUA, de Israel e do lobby judaico. Eles foram a verdadeira força por trás da revolução egípcia – não os corajosos egípcios com vontade própria".

THOMAS L. FRIEDMAN democracia. Isso vai restaurar a dignidade do Egito. The Times noticiou do Cairo que o dossiê reunido pelo promotor contra os funcionários da democracia – impulsionado pelo depoimento de Abul Naga – acusou esses grupos democráticos de atuarem "em coordenação com a CIA", servindo aos "interesses de EUA e de Israel" e incitando "tensões religiosas entre muçulmanos e coptas". O objetivo deles, segundo o dossiê, era "derrubar o regime governante no Egito, não importa qual seja", e ao mesmo tempo "satisfazer ao Congresso dos EUA, os lobistas judeus e a opinião pública norte-americana". Surpreendente. O que Abul Naga está dizendo a todos esses jovens egípcios que marcharam, protestaram e morreram na Praça Tahrir para ganhar voz sobre o

em surpresa, alguns membros do Congresso dos EUA estão falando sobre cortar US$ 1,3 bilhão de ajuda que os EUA dão ao Exército do Egito se esses norte- americanos realmente forem para a prisão. Calma aí. Temos de ser pacientes e ver isso como o que realmente é (ou espera-se): a última dança de Fayza. São elementos do antigo regime jogando as últimas cartas que têm tanto para minar as verdadeiras forças democráticas no Egito quanto para salvar a si mesmos posando de protetores da honra do Egito. Os egípcios merecem mais do que esse bando, que está desperdiçando os parcos recursos do país numa época crítica e desviando a atenção dos verdadeiros desafios que o Egito enfrenta: dar aos jovens o que eles realmente desejam: uma voz de verdade sobre seu próprio futuro e os instrumentos educacionais de que precisam para ter sucesso no mundo moderno. É daí de onde vem a dignidade permanente.

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THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA


DIÁRIO DO COMÉRCIO

4 -.GERAL

GibaUm

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decoradora Brunete Fracarolli carregava num camarote de cerveja uma sacola cheia de máscaras com o seu rosto.

gibaum@gibaum.com.br

k Tem cada gato de 60 anos que vou te contar. Não conseguiria ficar «

com um garotinho.

LUIZA BRUNET // 50 anos em maio e comemorando 29 anos como rainha de bateria nos desfiles do Rio.

Fotos: Paula Lima

Amilcare Dallevo, que detém a maior parcela do controle da Rede TV!, está tentando uma cartada, com direito a dose de desespero, junto ao Banco Itaú: quer R$ 100 milhões para salvar sua emissora de televisão que atravessa a pior de suas fases, agravada agora com a saída do Pânico na TV. Já está dentro da Rede TV! Uma equipe que espia área contábil, fornecedores, salários, faturamento e tudo mais. Se topar, o Itaú exigirá controle total na área administrativafinanceira. Mais: há dias, quando estava definida a saída do Pânico na TV de lá, Marcelo Carvalho teve grande discussão (e na frente de muitos funcionários) com Amilcare. Teria chegado a chamar o sócio de “incompetente”. 333

NOVATICANO 333 Depois de mais de uma semana debaixo de ataque de lideranças evangélicas e de um pedido de desculpas que convenceu apenas uma parte do bloco religioso, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, católico praticante, foi representar o governo brasileiro (com tudo pago – e abençoado, claro) na consagração de D. João Braz de Aviz como cardeal no Vaticano. E permaneceu na Itália durante todo o carnaval, retornando na Quarta-Feira de Cinzas. D. João Braz é arcebispoemérito de Brasília e atual Prefeito da Congregação Institutos da Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano.

Lembrando anos 80 333 Luiza Brunet e Xuxa Meneghel vão fazer uma foto para o programa de TV da exrainha dos baixinhos, revivendo imagem delas nos anos 80, de biquíni asa-delta. Será uma espécie de reencontro, trinta anos depois. Naqueles tempos, Xuxa namorava Pelé, atacava de modelo na revista Pop, posava nua para revistas masculinas e começava na TV; Luiza era contratada dos jeans Dijon, de Humberto Saade, também posava de modelo e igualmente tirava a roupa para revistas masculinas. Detalhe: Xuxa comprou todos os arquivos de fotos sem roupa, fez uma faxina na internet e se alguém mostrar uma foto nua dela na TV, processa na hora.

GENTE FINA Num camarote, o ex-jogador Edmundo comentava com um amigo que está apaixonado por sua mulher, Clarissa e que agora “é um homem sério”. Aí, entrou o ator Alexandre Nero, o motorista Baltazar de Fina Estampa. E Edmundo: “E aí, pegando gay na novela, hein?” E Alexandre: “Eu pego na novela. Você pega na vida real”. Respondendo, o exjogador assumia: “Tem razão. Já peguei muitos por aí”. Edmundo, a propósito, teve um filho com Cristina Mortágua, Alexandre, gay assumido, com quem está tentando melhorar suas relações. 333

Entre Rio e São Paulo, camarotes vão se transformando, cada vez mais, em palco de celebridades de todos os tipos, tamanhos e importância. Para os paparazzi de plantão, é a garantia de conteúdo para sites e revistas de famosos. Entre tantos, nas duas cidades, da esquerda para a direita, a sexagenária Wanderléa; Sidney Magal, que está no elenco de Xanadu; Elke Maravilha, com suas tradicionais caras e bocas; Marcelo (Crô) Serrado, de Fina Estampa ; e, de quebra, Val Marchiori, a discutida emergente de Mulheres Ricas .

Carnaval de camarote

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333 O candidato a vice-prefeito na chapa de José Serra, confirmando-se sua disposição para disputar a sucessão de Gilberto Kassab, já ganha mais importância, à medida em que começam negociações de olho na prefeitura paulistana. Se Serra sair candidato à Presidência, em 2014, o vice eleito assume e poderá tentar a reeleição em 2018. Kassab não quer impor nenhum candidato pelo PSD, enquanto o que sobrou do DEM não quer apenas a vice, mas também uma secretaria de peso no governo Geraldo Alckmin porque acha que a de Desenvolvimento Social, ocupada por Rodrigo Garcia, é um posto simbólico. Detalhe: o DEM, por enquanto, joga muito com seu tempo no horário eleitoral na TV que, até as eleições, poderá ser transferido, na quase totalidade, ao PSD de Kassab.

Aimportância deservice

3 MAIS: e festejava: "Quem diria que uma pessoa riquíssima pudesse ser tão popular! Minha máscara vende mais que a de Dilma".

Plástica íntima 333 A participação do cirurgião plástico americano (brasileiro, de nascimento) Roberto Rey na cobertura de bastidores do carnaval do Rio, especialmente no sambódromo, teve momentos equivalentes a um programa trash. As moças que se submetiam a apalpadas e até tinham seus corpos rabiscados pelo médico, desenhando áreas que poderiam ser atacadas por plásticas, pertenciam, em maioria, a um suposto exercito de praticantes de saliência . E ele distribuía conselhos mais do que surpreendentes: num momento, chegou a descrever o que acontece com uma plástica intima: em outro, deitava falação sobre como tornar um pé mais bonito através de cirurgia.

MILIONÁRIOS Estão mais do que gratos a Michel Teló os integrantes da banda Cangaia de Jegue: eles são os autores da música Ai se eu te pego, popularizada em todo o mundo e que já proporcionou ao grupo, direitos autorais, de mais de R$ 2 milhões nos últimos meses. O Cangaia de Jegue foi criado em 2002 para animar com seu forró pé-deserra a população de Jequié, cidade do interior da Bahia. 333

MISTURA FINA A CANTORA Fergie, do Black Eyed Peas, que já conhece bem o Brasil e é admiradora de Ivete Sangalo, ganhou US$ 250 mil para entrar e cantar três músicas (desconhecidas) no camarote da Devassa e ir embora rapidinho. Só que mobilizou, na entrada e na saída, 16 seguranças. 333

O ATOR Edson Celulari, depois de sua separação de Claudia Raia, assumiu em pouco tempo um romance com a atriz Karen Roepke, com a qual trabalhara em Hairspray; agora, também Claudia não esconde seu affair com o ator Jarbas Homem de Mello, seu parceiro no musical Cabaret . 333

A MOLA com movimento humano apresentado na Unidos da Tijuca, sob a criatividade de Paulo Barros, é um antigo número do grupo suíço Mummenschanz conhecido por quem acompanha espetáculos da trupe no Brasil ou no Exterior. Na escola de samba, ganhou maior destaque dentro da técnica de pantomima. E é como sanfona mesmo que a mola vem sendo mostrada no espetáculo Ovo, dirigido por Deborah Colker, para o Cirque du Soleil, em temporada na California. 333

Enquanto sua rápida estada no Brasil, contratada pela Brahma (R$ 2 milhões) para aparecer no camarote e protagonizar comercial, deixou muita gente frustrada, Jennifer Lopez aparece lá fora em dose dupla. De um lado, totalmente sem roupa na campanha de divulgação de sua 18º fragrância chamada Glowing; de outro, ela protagoniza nova etapa de propaganda da linha de cosméticos da L’Oreal, cheia de sensualidade, com direito a comercial (será veiculado no Brasil) e até clipe para mídia digital.

Jennifer em campo

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Novo RG 333 A presidente Dilma Rousseff deverá tratar com a primeiraministra da Alemanha, Angela Merkel, um acordo para implantação do Registro Unido de Identidade Civil. O tema será discutido em março, em Hannover, da Alemanha a parceria prevê um financiamento de 1,5 bilhão de euros do governo alemão para projetos na área de segurança pública no Brasil. Parte da dinheirama será usada na implantação desse sistema antifraude que unificará a emissão de identidades em todo o país, evitando a duplicidade de documentos e facilitando controle de fronteiras e trabalho das policias estaduais.

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Ivete Sangalo.

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Cartada alta

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

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Claudia Leitte.

Banheiro misterioso 333 O ex-jogador Ronaldo Nazário e vários amigos resolveram se trancar no banheiro do camarote da Brahma, fazendo com que se formasse grande fila do lado de fora, com muitos batendo na porta e reclamando da demora. Antes, o mesmo Ronaldo empurrou para dentro esses amigos desconhecidos no camarote da cervejaria, criando um tumulto na entrada. Muitos que estavam no camarote discutiam e trocavam as mais variadas versões para o motivo pelo qual Ronaldo e entourage ficaram trancados. Depois, quase numa votação, acabou sendo eleita a versão mais cotada.

333 AS PONTES de Madison , romance de Robert James Waller que virou filme de sucesso com Meryl Streep e Clint Eastwood, ganhará versão teatral em São Paulo, com adaptação de Alexandre Tenório, direção de Regina Galdino e nos papéis principais, Denise Del Vecchio e Marcos Caruso.

COOPER Hefner, herdeiro da Playboy, vira e mexe, ganhava beijos das coelhinhas que estavam no camarote da Devassa: faz parte do contrato delas. Muita gente que estava lá arriscava comentar, meio à base da desconfiança e levando em conta movimentos e olhares, que Cooper pode não ser exatamente o filho sonhado de Hugh Heffner. 333

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

CHARGE DO DIA


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

5 LIMPEZA Pedro Simon defende Ficha Limpa para todos os poderes

olítica

Pedro Simon pede 'Ficha Limpa' para o Executivo

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m discurso na tribuna, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), voltou a sugerir para a presidente Dilma Rousseff, ontem, a adoção, no Executivo, de critérios similares aos que a Lei da Ficha Limpa criou para o Legislativo. O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na semana passada a constitucionalidade da Lei Complementar 135/2010, o que abriu caminho para que a norma tenha validade a partir das eleições municipais deste ano. Simon elogiou a decisão do tribunal e disse que a adoção dos mesmos critérios da Ficha Limpa para o preenchimento de cargos no Executivo seria um avanço histórico para o Brasil. O senador assinalou que ministros e servidores do ministério da Justiça, da Controladoria Geral da União (CGU), da Casa Civil da Presidência da República, da Advocacia Geral da União (AGU) e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) vêm debatendo a possível edição de um decreto presidencial que estabeleceria a Ficha Limpa também no Poder Executivo. História – Para Simon, a presidente fará história se adotar a Ficha Limpa no Executivo, pois o critério da reputação ilibada estaria valendo para os três Poderes, proporcionando governabilidade para a presidente e seus sucessores e mais seriedade para o governo. De acordo com o senador, "a bola está na mão da presidente", como disse. "Presidente Dilma, esse é o momento, talvez o momento mais importante na orientação da diretriz do governo de vossa excelência", discursou, acrescentando que se dirigia "com muita humildade" à presidente. "Faça isso, atenda ao apelo do minis-

Em discurso feito ontem para uma Casa às moscas, o senador gaúcho sugeriu que a presidente Dilma Rousseff assine decreto para adotar critérios semelhantes aos aprovados para o Legislativo. Para ele, se a presidente tomar essa atitude, estará assinando uma diretriz histórica para o Brasil.

Lia de Paula/Ag. Senado - 6.12.11

Simon usa a tribuna do Senado para fazer um apelo em favor da Ficha Limpa também para o Executivo: "Presidente Dilma, assine o decreto".

Presidente Dilma, esse é o momento, talvez o mais importante na orientação da diretriz do governo de vossa excelência. PEDRO SIMON tro Jorge Hage e assine o decreto", solicitou, referindo-se ao ministro da CGU, que vem defendendo a ideia de o Executivo adotar regras similares às previstas na Ficha Limpa. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também elogiou a atuação do STF na vota-

ção da Lei da Ficha Limpa, resultante da pressão popular que recolheu mais de 1,5 milhão de assinaturas para que a proposta fosse adiante. "A decisão é histórica, pela mobilização popular e por exigir probidade dos que desejam cargo público". Cidadania – O senador elogiou ainda os ministros que apoiaram e votaram a favor da lei. Rollemberg disse que o ministro Joaquim Barbosa destacou a iniciativa popular, o que revelaria uma nova consciência de cidadania do povo brasileiro. O senador também registrou que o voto do ministro Ricardo Lewandowski lembrou que as duas Casas do Congresso Nacional aprovaram a lei de forma unânime.

Na visão de Rollemberg, a aprovação da Lei da Ficha Limpa indica o avanço da democracia participativa e a importância da participação do STF na legitimação do anseio popular. "O Brasil caminha no rumo certo", comemorou. Rollemberg aproveitou o tema para defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/2011), de sua autoria. A matéria tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e prevê mais facilidade para os projetos de iniciativa popular. De acordo com o senador, a medida viabiliza a apresentação de PECs por iniciativa popular e poderá reduzir a exigência de assinaturas para os projetos com esse tipo de mo-

VAZIO Somente 7 dos 81 senadores apareceram para trabalhar

Não podemos deixar a peteca cair. É nossa obrigação estar aqui, depois do feriado e sempre. ALOYSIO NUNES CRITICANDO A AUSÊNCIA DOS SENADORES

bilização. A proposta do senador prevê reduzir a exigência de 1% do eleitorado para a metade – o que significaria a redução de 1,3 milhão de assinaturas para cerca de 490 mil. Maurício Corrêa – Rollemberg também lamentou o falecimento do ex-senador e ex-

presidente do STF, Maurício Corrêa, ocorrido na sexta-feira de Carnaval, dia 17. Segundo Rollemberg, o ex-parlamentar honrou o Senado e foi o mais importante político do Distrito Federal, já que ocupou importantes cargos nos três Poderes. Corrêa foi ministro da Justiça no governo de Itamar Franco, entre 1992 e 1994. No STF, foi ministro entre dezembro de 1994 e maio de 2004. Em 1986, foi eleito senador pelo Distrito Federal, tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte. "Ele fará muita falta", lamentou Rollemberg. Em aparte, Simon manifestou solidariedade para a família de Corrêa e com o povo do Distrito Federal. Simon disse que ficou muito triste com a morte do ex-senador e elogiou a atuação de Corrêa na defesa da lei e da democracia. Às moscas – Simon e Rollemberg basicamente travaram um diálogo, já que a Casa estava às moscas. Tanto que do começo da sessão, às 14 horas, até por volta das 16h45, apenas 7 dos 81 senadores deram sinal de vida no Congresso. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que passou o feriado de Carnaval em Brasília, lembrou que embora a sessão não tenha sido deliberativa, é obrigação do senador estar presente. "Não podemos deixar a peteca cair", afirmou. "É a nossa obrigação estar aqui, depois do feriado e sempre". Na Câmara, por acordo de líderes, as votações no plenário devem ser retomadas somente no dia 28 da semana que vem, com a análise do projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público da União (Funpresp). No Senado, a expectativa é de que as votações de cinco medidas provisórias também só ocorram dia 28. (Agências)

Ano VII No 339 | 23 de Fevereiro de 2012 Próxima Edição: dia 01, quinta-feira

www.sescon.org.br AGENDA DE

CONTAGEM REGRESSIVA PARA A EFD-PIS/COFINS A pouco mais de 20 dias para o início do cronograma de entrega da Escrituração Fiscal Digital do PIS e da COFINS, SESCON-SP reafirma necessidade de cuidados redobrados para a garantia da integridade e consistência das informações prestadas

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mais nova obrigação acessória atrelada ao Sistema Público de Escrituração Digital – SPED, que tem causado inúmeras dúvidas aos empreendedores brasileiros, começa a ser entregue na segunda semana de março pelas empresas optantes pelo Lucro Real. Em setembro, será a vez das optantes pelo Lucro Presumido. O presidente do SESCON-SP, José Maria Chapina Alcazar, explica que a EFD-PIS/COFINS trará implicações profundas na administração e gestão das organizações, requerendo mudança de cultura corporativa e cuidados redobrados com a consistência e a integridade dos dados cedidos ao Fisco. “A inteligência fiscal brasileira e suas inúmeras possibilidades de cruzamentos de dados exigem a qualidade total das informações na prestação de contas”, destaca o líder setorial, enfatizando que a adoção da contabilidade e de controles internos de gestão são indispensáveis neste novo cenário.

Outro alerta do empresário contábil é sobre a agilidade a essa adaptação, tendo em vista que as empresas do Lucro Real deverão entregar em março as escriturações a partir de janeiro de 2012 e as do Lucro Presumido em setembro, as escriturações a partir de julho de 2012. “São mais de mil campos a serem preenchidos, mês a mês, com total uniformidade e consistência”, adverte Chapina Alcazar, lembrando também das altas penalidades relativas ao atraso, omissão ou incorreções de dados da EFD-PIS/COFINS. O presidente do SESCON-SP ressalta ainda que a Entidade está em contato permanente com a Receita Federal do Brasil repassando as dificuldades enfrentadas pelos contribuintes e em busca de uma melhor forma de adaptação à nova exigência fiscal. “A obrigação é uma realidade sem volta, por isso queremos uma adequação gradual e que não penalize o empreendedorismo brasileiro”, finaliza.

APÓS MOBILIZAÇÃO, NOVO PONTO ELETRÔNICO PODE SER SUSPENSO

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Portaria 1.510/09, do Ministério do Trabalho e Emprego, que traz novas regras para a utilização do ponto eletrônico como controle de jornada de trabalho, pode estar com os dias contados. As mudanças, cujo cronograma de implantação está previsto para iniciar em abril próximo, foram anunciadas em agosto de 2009, entretanto, em virtude de forte reação do SESCON-SP e de todo o setor produtivo brasileiro, foram adiadas cinco vezes. Além disso, recentemente, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal aprovou um projeto de decreto legislativo que suspende a referida legislação, dando novo fôlego para a mobilização do empreendedorismo brasileiro. O presidente do Sindicato, José Maria Chapina Alcazar, explica que as regras trazem ônus e complexidade para as empresas, principalmente às micro e pequenas, prejuízo ao meio ambiente e ainda não atende ao objetivo para o qual foram criadas: as fraudes trabalhistas. “Mais uma medida que aumenta o Custo Brasil, a burocracia e não favorece empregados nem empregadores”, argumenta. O líder setorial destaca que, a exemplo dos diversos adiamentos da entrada em vigor das regras, a aprovação no Senado também é fruto da mobilização da Entidade, do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor, e de todo o segmento produtivo, desde a publicação da portaria, Filiado à:

Iniciativa:

lembrando ainda que as empresas associadas ao SESCON-SP estão amparadas por uma liminar que as desobrigam da adoção das medidas. “Agora, estamos em busca de uma medida definitiva, por isso apoiamos o projeto aprovado no Senado”, afirma o empresário contábil, enfatizando que o Sindicato acompanhará de perto a sua tramitação no Congresso Nacional.

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Duração: 18 meses Fonte: IOB | www.iob.com.br

APROVADO O PROGRAMA MULTIPLATAFORMA PARA PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL IRPF DO EXERCÍCIO DE 2012 Aprovado o programa multiplataforma para preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do IRPF, da Declaração de Final de Espólio e da Declaração de Saída Definitiva do País, referentes ao exercício de 2012, ano-calendário de 2011, para uso em computador que possua Máquina Virtual Java (JVM), versão 1.6 ou superior, instalada. O programa IRPF2012 estará disponível para download, a partir de 24.02.2012, no endereço www.receita.fazenda.gov.br. (Instrução Normativa RFB nº 1.248/2012 - DOU 1 de 22.02.2012)

FISCO PAULISTA DIVULGA ESCLARECIMENTOS SOBRE A DENEGAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE USO DA NF-E Divulgados esclarecimentos sobre a denegação da Autorização de Uso da NF-e devido a irregularidade cadastral do destinatário da mercadoria. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo passará a denegar a autorização, relativamente às operações internas, a partir de 1º.03.2012. (Comunicado CAT nº 5/2012 - DOE SP de 18.02.2012)

BC - PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS - ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIO A partir de 30.06.2012, as administradoras de consórcio devem observar, na contabilização e divulgação de eventos subsequentes ao período a que se referem as demonstrações contábeis, o Pronunciamento Técnico CPC 24, aprovado pelo CPC em 17.07.2009. Devem observar, também, a partir de 17.02.2012, na definição de políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro, o Pronunciamento Técnico CPC 23, aprovado pelo CPC em 26.06.2009. (Circulares Bacen 3.578 e 3.579/2012 - DOU 1 de 17.02.2012) Um dos encontros do SESCON-SP, da FENACON e do Fórum do Empreendedor com o então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para tratar do tema

Av. Tiradentes, 960 | Luz | São Paulo / SP | CEP: 01102-000 (a 50m da estação Armênia do metrô) Tel.: (11) 3304-4400 | Fax: (11) 3304-4510 Envie sugestões para: espacosescon@sescon.org.br

Fique por dentro dos acontecimentos da semana, não perca a TV SESCON-SP! Todas as quartas-feiras às 22h na TV Aberta nos canais: 09 da NET; 72 e 99 da TVA e 186 da TVA Digital.

SESCON-SP | Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo AESCON-SP | Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo Presidente: José Maria Chapina Alcazar | Gestão: 2010/2012


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Serra precisa ter coragem e topar ser candidato a prefeito. Senador Pedro Simon (PMDB-RS)

olítica

Fabio Guinalz/

Andre Lessa/AE

Foto Arena/ AE

Alckmin: somente depois dos pré-candidatos os tucanos definirão quem irá disputar.

Alckmin: prévias devem ser mantidas Governador afirma que a indefinição da candidatura do ex-governador José Serra não pode interromper disputa interna. Se Serra se apresentar, o partido discute.

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Valter Campanato/ABr - 07.11.2011

esignado pelo PSDB para traçar os rumos do partido na eleição para a Prefeitura de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin disse ontem que as prévias para definir o representante da sigla nas urnas estão mantidas e que os quatro pré-candidatos da legenda devem continuar em campanha. O tucano afirmou também que o ex-governador José Serra ainda não decidiu se vai disputar as eleições, mas indicou que a definição deve ser feita depois da disputa interna, daqui a dez dias. "Os pré-candidatos devem continuar em campanha, é óbvio", afirmou o governador depois de entregar novas instalações de pediatria do hospital estadual da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista. "O Serra, se quiser ser candidato, será um grande candidato, como foi um bom prefeito, um bom governador e um bom ministro da Saúde". Alckmin negou ter estado

em Buenos Aires com Serra, transmitir aos pré-candidatos onde o ex-governador passou e nós vamos conversar. Você o carnaval ao lado do secretá- ter bons quadros é um bom rio de Cultura, Andrea Mata- problema", afirmou o goverrazzo – um dos pré-candida- nador, em uma tentativa de minimizar o mal-estar criado tos do partido. Depois, ele ainda repetiu entre pelo menos dois dos quatro postulantrês vezes que tes ao cargo, " n ã o h á n eque rejeitam nhum fato noabrir espaço vo" sobre a para a entrada disputa muniO Serra, se quiser de Serra. cipal tucana. ser candidato, será O governaA frase foi a um grande dor disse tammesma que candidato, como foi bém que as neele havia progociações para nunciado na bom prefeito, bom a formação de semana pasgovernador e bom uma aliança sada, ao ser inministro da Saúde. entre o PSDB e dagado sobre GERALDO ALCKMIN o PSD do preo mesmo asfeito Gilberto s u n t o p e nKassab para a dente. Ele disse aguardar a decisão de Serra, disputa eleitoral estão abertas. exatamente como havia feito "Eu sempre coloquei, desde o começo, que nós queremos eshá alguns dias. "Ser candidato é uma deci- tar juntos". "Belo rapaz" – Já o senador são primeiro de vontade individual, depois de vontade co- Pedro Simon (PMDB-RS) se reletiva", declarou Alckmin. "Se feriu ontem ao pré-candidato ele (José Serra) resolver ser do PT à Prefeitura de São Paucandidato, certamente vai lo, Fernando Haddad, como transmitir ao partido, vai sendo "um belo rapaz", que

não tem história, não tem biografia, ao contrário do que ocorreu com Dilma Rousseff, quando ela foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula para sucedê-lo. "É um belo rapaz, diga-se de passagem. Tenho a melhor impressão dele, mas (ele) é o Lula", afirmou, em aparte, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). "No momento em que o Lula colocou candidato, o candidato não é ele (Haddad), mas o Lula", alegou o senador gaúcho. Simon declarou que Dilma também foi candidata do Lula, mas com uma diferença: "Ela subiu na campanha por conta própria, Dilma tinha vida, tinha história, tinha biografia. Este não tem", insistiu o parlamentar gaúcho. Coragem – A seguir, Simon fez um apelo para que Serra se decida a disputar a eleição à prefeitura. Ele prevê que Serra enfrentará "um lado negativo", por ter descumprido a promessa de não renunciar ao mandato de prefeito. "É uma coisa que vai ser cobrada, mas

neste momento tudo está se voltando para isso. O Serra precisa ter coragem e topar sair candidato a prefeito". Na opinião de Simon, a disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012, antecipa a eleição à Presidência da República, em 2014. "Parece piada, mas é verdade. A grande preliminar da eleição para presidente da República é a Prefeitura de São Paulo", afirmou. Simon apoiou ainda o discurso de Aloysio Nunes sobre a repeti-

Haddad, segundo Simon: "É um belo rapaz.Tenho a melhor impressão dele, mas (ele) é o Lula".

ção da prática de restringir, em grande parte, as atividades do Senado para a votação de medidas provisórias. Aloysio lembrou que ontem, "no início do ano legislativo depois do carnaval", a pauta da Casa está trancada por três MPs recebidas da Câmara dos Deputados. (AE)

Caravana eleitoral do PMDB começará no Pará Presidente do partido, Raupp diz que meta é lançar 22 candidatos nas capitais

Reunião Plenária (informações, debates e busca de soluções)

PALESTRA

JULIO GOMES DE ALMEIDA Diretor do IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial

TEMA: “Impasse do desenvolvimento da indústria”

Dia: 27 de fevereiro de 2012, segunda-feira Horário: 17 horas Local: Rua Boa Vista, 51 - 9º andar

O

presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp (RO), iniciará no dia 15 de março uma maratona de viagens pelo País a fim de promover as candidaturas do partido nas eleições municipais. O primeiro destino será Belém (PA), onde o partido deve lançar o nome de José Priante na disputa. Priante é primo de Jader Barbalho, que assumiu o mandato de senador em dezembro do ano passado depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela não aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de 2010. A intenção de Raupp é visitar todas as regiões do País em dois meses. Em alguns dos locais, deve contar com reforço do vice-presidente da República, Michel Temer. O plano do PMDB é ter candidatura própria a prefeito em quase todas as capitais. "Nossa meta é lançar 22 candidatos nas capitais", contou Raupp. Além de Belém, Raupp visita nos dias 15 e 16 de março as cidades de Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Manaus (AM). Só em Boa Vista, o PMDB já tem candidatura encaminhada – a de Teresa Surita, ex-mulher do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Partido que ocupa a vicepresidência da República, o

PMDB tem usado uma tática agressiva para manter seu posto de legenda com o maior número de prefeituras no País. O medo do partido é que, com a máquina federal, o aliado PT lhe tome o posto. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o PMDB terá Gabriel Chalita como candidato contra o petista Fernando Haddad. O PMDB tenta compor com partidos do governo e da oposição, como DEM e PTB – a possibilidade de Serra sair candidato do PSDB pode dificultar as alianças. Raupp lembrou que o partido contará com 3 mil candidatos nas eleições para disputar 22 capitais. Sobre coligações com o PT, foi taxativo: "Onde der, a gente fecha (coligação), onde não der, então a gente disputa". Valter Campanato/ABr

Sarney e Renan– Ele tentou explicar o motivo de o presidente do Senado e o líder do partido na Casa, senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) terem sido excluídos do programa televisivo do partido e das inserções no horário gratuito, neste início de ano. Negou que foi para atender orientação de marqueteiros. "Tínhamos de priorizar outros nomes e o tempo é muito curto", disse, referindo-se aos dez minutos do programa completo e às inserções de 30 segundos na TV. (AE) Valdir Raupp: "Onde der, a gente fecha (coligação com PT), onde não der, a gente disputa".


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DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

7 Fica difícil citar nomes, porque acaba com a vida da pessoa. Ivan Sartori, presidente do STJ-SP

olítica

José Patrício/AE - 06.02.12

CNJ checa contas de magistrados Conselho confere índices de correção de contracheques dos Tribunais de Justiça

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Ivan Sartori: "Queremos apurar tudo da melhor maneira possível, com transparência".

Violência no Pinheirinho será discutida no Senado

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Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) no Senado discutirá hoje, em audiência pública com 20 convidados, as denúncias de violência excessiva na ação de reintegração de posse ocorrida na comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). O requerimento para realização da audiência foi apresentado pelo presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS). O terreno onde se localiza o Pinheirinho era ocupado, desde 2004, por pelo menos 6 mil pessoas – representantes dos moradores estimam o número em 9 mil. A desocupação da área já havia sido debatida no dia 3, quando o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) havia pedido às autoridades de São Paulo e

Dorivan Marinho/Ag. Senado - 4.6.11

Paulo Paim, presidente da CDH no Senado, quer saber o que aconteceu no Pinheirinho.

do governo federal proteção às vítimas da violência. De acordo com Suplicy, alguns policiais, no momento das agressões, fizeram ameaças de morte, caso viessem a denunciar. O senador leu trechos do relatório do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana, com depoimento das vítimas relatando violências físicas e abusos sexuais cometidos pe-

los policiais militares durante a reintegração de posse emitida pela Justiça Estadual. Suplicy lembrou que, embora a reintegração estivesse sendo negociada, a Justiça determinou a posse pela força, antes do término das negociações. O tucano Aloysio Nunes (SP) disse que as acusações serão apuradas pelo governo estadual. (Ag. Senado)

Gagos têm desconto no celular em Mato Grosso do Sul

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falta de definição sobre regras nacionais na telefonia gerou pelo menos um caso inusitado, no Mato Grosso do Sul: desde 2009, uma lei estadual exige desconto de 50% nas tarifas de

telefone celular "aos cidadãos portadores de distúrbios na fluência e temporalização da fala". Ou seja: os gagos pagam metade da conta do celular por levar mais tempo para falar o mesmo que outras pessoas.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 419/2011-SMS.G, processo 2011-0.163.071-6, destinado ao registro de preço para aquisição de DIETAS (ENSURE, PEDIASURE, SUSTAGEM KIDS, NAN SOY, NUTRISON ENERGY PLUS) - AÇÃO JUDICIAL, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras GTC/Área Técnica de Ação Judicial, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 10 horas do dia 06 de março de 2012, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 5ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

A legislação foi apelidada pelo setor de telefonia móvel como "Lei do Gago" e vem sendo questionada na Justiça pelas operadoras de telefonia, que reclamam da dificuldade de fiscalização do benefício. De acordo com a lei estadual, o desconto na conta do celular vale para quem "apresentar avaliação efetuada por fonoaudiólogo especializado em fluência, comprovando a sua condição". A legislação sul mato-grossense também determina que as operadoras devem instalar nos telefones "bloqueadores visando a não utilização indevida", algo que as empresas dizem ser impossível de fazer. A Associação Brasileira de Gagueira aprovou a legislação adotada em Mato Grosso do Sul, segundo nota publicada na sua página na internet. O site da associação não informa número de telefone para contato. Segundo dados divulgados pela entidade, no Brasil, são 2 milhões de gagos, sendo 20 mil portadores de deficiência na fala no estado. (AE)

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer saber quais índices de correção foram aplicados por Tribunais de Justiça estaduais e os períodos contemplados para calcular contracheques milionários concedidos a juízes e a desembargadores. Se identificar pagamentos irregulares, poderá propor sanção com base no estatuto do servidor público, que prevê desconto em folha daquela quantia indevidamente creditada na conta dos magistrados. O estatuto disciplina (artigo 46, parágrafo 1º) que reposições e indenizações serão previamente informadas ao servidor para pagamento no prazo máximo de 30 dias, podendo ser parceladas a pedido do interessado. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a 10% da remuneração, provento ou pensão. Em dezembro, o CNJ havia iniciado investigação na folha salarial do TJ de São Paulo, o mais importante do País, para identificar créditos extraordinários e o eventual aumento patrimonial dos juízes. Mas, no dia 19 daquele mês, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar em mandado de segurança da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e bloqueou a ação sob comando da ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça. A competência do CNJ foi restabelecida no início de fevereiro pelo pleno do STF. 300 em São Paulo – Nesse intervalo, entre a liminar e até a decisão final do STF, o desembargador Ivan Sartori, presidente TJ de São Paulo, tomou a iniciativa de instaurar procedimentos administrativos sobre os pagamentos que havbiam sido antecipados. Trezentos magistrados receberam dessa forma.

O TJ considera que apenas 29 casos devem ser apurados, dados os valores repassados – desse grupo, 24 receberam valores superiores a R$ 100 mil; três ganharam acima de R$ 600 mil; dois desembargadores fi-

Acompanhando as diligências no TJ de São Paulo e a ideia é auxiliar o tribunal para garantir a ampla transparência. CONSELHEIRO DO CNJ caram com mais de R$ 1 milhão cada, entre eles Roberto Vallim Bellocchi, que presidiu o tribunal entre 2008 e 2009. Ele diz ter recebido "pouco mais de R$ 500 mil". Essa situação provocou revolta entre juízes que se consideram "traídos" porque tais pagamentos privilegiaram poucos. Exigem punição aos

Oficialmente, a ministra Eliana Calmon não se manifestou sobre a busca aos índices de correção aplicados pelos tribunais. Mas é certo que o CNJ quer detalhes sobre a composição dos holerites especiais, quais benefícios foram incluídos na conta e, principalmente, se eles obedeceram ao prazo prescricional de cinco anos. "Estamos acompanhando as diligências feitas pelo TJ de São Paulo e, se necessário, a ideia é auxiliar o tribunal para garantir a ampla transparência desse processo", anotou um conselheiro. "Não temos nenhuma restrição, o tribunal está aberto ao CNJ", declarou o desembargador Ivan Sartori. "Queremos apurar tudo da melhor maneira possível, com transparência. Se o conselho tiver dúvidas eu atendo sem ressalvas. Não queremos nenhum embaraço. A única coisa que não estamos fazendo é externar nomes porque tem muita gente que recebeu valores pequenos ou até muito bem justificados. Fica difícil citar nomes porque aca-

Beto Barata/AE - 03.02.12

Eliana Calmon: sem declarações sobre busca dos índices utilizados.

que receberam seus créditos à frente dos demais. Redução – A cúpula do TJ de São Paulo defende a legalidade dos desembolsos, porque "são verbas devidas" a título de férias e licenças-prêmio não desfrutadas.

ba com a vida da pessoa. Existem colegas aqui com problemas muito sérios e que nem receberam valores altos". Sartori esclareceu que futuros créditos seguirão os índices previstos. "Isso vai reduzir bem o valor", observa. (AE)

Ed Ferreira/AE

Dilma está de volta ao Planalto

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presidente Dilma Rousseff voltou ontem à Brasília, depois de passar o feriado de carnaval na Base Naval de Aratu, região metropolitana de Salvador (BA). E não tinha compromissos oficiais marcados para a tarde de ontem. O avião presidencial pousou na Base Aérea de Brasília por volta das 15h e a presidente seguiu de helicóptero para o Palácio do Alvorada. Dilma estava na Bahia desde sexta-feira. Ela viajou acompanhada da filha, do genro e do neto. A mãe e a tia de Dilma

Dilma retorna da Bahia com a família: agora, cinzas.

também passaram o feriado lá. Já os ministros que despacham com Dilma não voltaram. As ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Glesi Hoffmann (Casa Civil) esta-

vam em Santa Catarina e Paraná, respectivamente. E Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) retornaria, ainda ontem, de viagem oficial ao Vaticano. (Folhapress)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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c

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 Newton Santos/Hype

CAMPANHA Durante a missa de Quarta-Feira de Cinzas, celebrada ontem na Catedral da Sé, foi definido o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Que a Saúde se Difunda sobre a Terra”. A Campanha da Fraternidade existe há 48 anos.

idades

Escolas podem perder patrocínio oficial Prefeito ameaça cortar verba de agremiações envolvidas na confusão ocorrida na apuração do Carnaval de São Paulo. Prefeitura vai assumir segurança no Anhembi.

O

prefeito Gilberto Kassab disse ontem que, caso seja comprovada a ligação de dirigentes de escolas de samba com o incidente ocorrido na apuração do desfile do Grupo Especial, anteontem, a Prefeitura cortará a verba destinada à agremiação. "Se a escola estiver envolvida, a Prefeitura será implacável com a escola e com a Liga", afirmou o prefeito, durante entrevista coletiva no Sambódromo do Anhembi. Este ano, cada escola que desfilou no Grupo Especial recebeu R$ 700 mil dos cofres paulistanos para organizar o seu Carnaval. Kassab reconheceu que houve falhas no planejamento do Carnaval de São Paulo. "Quando há planejamento, não há falhas", afirmou o prefeito, lamentando o incidente ocorrido durante a apuração das notas do desfile do grupo de elite. O prefeito disse que a Prefeitura de São Paulo investiu R$ 23 milhões no Carnaval deste ano. E, pelo contrato, está estabelecido que a segurança é de responsabilidade da liga das escolas de samba. Por conta do incidente, porém, Kassab adiantou que a Prefeitura de São Paulo passará a assumir a segurança do evento. Inclusive fará o esquema de segurança do desfile das campeãs deste ano, que será realizado amanhã. Punição – A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo anunciou ontem que haverá punição aos responsáveis pelo tumulto ocorrido durante a apuração das notas do Carnaval 2012. Entretanto, a entidade vai aguardar o fim do inquérito policial para tomar alguma decisão. A informação foi divulgada pelo presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira, em entrevista coletiva. Na tarde de terça-feira, durante a apuração das duas últimas notas das escolas, um integrante da Império de Casa

Nelson Antoine/AE - 22/02/2012 Newton Santos/Hype

Fiel tem a testa marcada com cinzas, na missa celebrada na Sé

Missa de Cinzas atrai fiéis na Sé Gilberto Kassab durante entrevista, ontem: prefeito reconheceu que houve falhas na organização do desfile

Mariana Missiaggia

A arte vence a ideologia

E

m que pesem o tiroteio que assustou muita gente perto da Marquês de Sapucaí e a mão grande de vândalos no Sambódromo do Anhembi, o Carnaval do Rio e de São Paulo premiaram a cultura brasileira, especialmente a nordestina, pondo para escanteio o enredo ideológico (e um tanto adulatório) com o qual a Gaviões da Fiel, uma torcida organizada do Corinthians, homenageou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recupera do tratamento de um câncer na laringe.

Verde invadiu a área onde as notas eram lidas, pegou e rasgou os documentos. A confusão se espalhou e um carro alegórico, que estava estacionado em um pátio do Sambódromo, foi incendiado. Segundo a polícia, o rapaz que invadiu a área da apuração é Tiago Ciro Tadeu Faria, 29. Ele acabou detido depois, com outras quatro pessoas. O

No Rio de Janeiro, venceu a Unidos da Tijuca, cujo enredo "O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do Sertão", homenageou o cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga. Em São Paulo, apesar da confusão na apuração, venceu a Mocidade Alegre, com enredo baseado no livro "Tenda dos Milagres", do escritor baiano Jorge Amado. Terminadas as apurações e conferidas as notas dadas aos vários quesitos, saiu vitoriosa a arte do Brasil. (C.O.)

advogado dele, Eduardo Moraes, foi à delegacia, mas não quis dar entrevista. Festa – Enquanto os suspeitos eram ouvidos e representantes das escolas discutiam o resultado da apuração, integrantes da Mocidade Alegre comemoravam antecipadamente o título, na quadra da escola. Como a definição demorou, a festa foi cancelada.

Depois, a Mocidade Alegre foi declarada campeã do Carnaval. O resultado da apuração foi divulgado na noite de anteontem pelo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba. Segundo ele, foi feita uma votação para definir como seria o resultado: 7 dos 12 presidentes de escolas aprovaram a manutenção das notas até o momento da interrupção. Os cinco votos vencidos queriam a anulação da apuração. Com isso, em segundo lugar ficou a Rosas de Ouro, seguida por Vai-Vai, Mancha Verde e Unidos de Vila Maria. Pela previsão inicial, as cinco escolas devem voltar ao Sambódromo amanhã para o desfile das campeãs, com as duas primeiras colocadas do Grupo de Acesso. Ficaram em penúltimo e último lugares, respectivamente, as escolas Pérola Negra e Camisa Verde e Branco. Elas devem ser rebaixadas e desfilar em 2013 pelo Grupo de Acesso. Josélia Alves, diretora do Camisa, disse que vai entrar na Justiça contra o resultado. Ela quer que o Carnaval deste ano seja cancelado. (Agências)

C

erca de três mil fiéis participaram da tradicional missa de Quarta-Feira de Cinzas, ontem à tarde, na Catedral Sé. A celebração católica foi conduzida pelo cardeal de São Paulo, d. Odilo Pedro Scherer. Pontualmente, às 15h, os sinos da Catedral repicaram anunciando o início da missa. Os dois mil assentos da igreja ficaram ocupados. Por causa da lotação, centenas de pessoas tiveram de assistir a missa em pé. Além dos devotos, havia um grande número de turistas visitando e fotografando a catedral, no Centro de São Paulo. As irmãs Beatriz Maceno Coletta, 32 anos, turismóloga e Marina Maceno Coletta, 27 anos, vendedora, vieram de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, para passar o feriado de Carnaval na capital paulista. Na tarde de ontem, elas aproveitaram para ir às compras na Rua 25 de Março e assistiram o evento na Catedral.

“Crescemos no interior e aprendemos a importância do dia de hoje. Não sabíamos quais eram os horários e demos a sorte de chegar no início”, comentou Beatriz que ouviu as palavras do cardeal em pé, ao lado de sua irmã. Durante o seu discurso, d. Odilo abordou o tema da Campanha da Fraternidade: “Que a Saúde se Difunda sobre a Terra”. A Campanha da Fraternidade, que existe há 48 anos, elege cada ano um tema para ser discutido com a comunidade católica. Em 2012, o tema escolhido será fraternidade e saúde pública. “São temas que fomentam a melhoria da qualidade de vida da população. Queremos propagar esse tema para toda a humanidade. Espero que todos se envolvam nessa campanha”, observou dom Odilo Scherer. As canções religiosas foram embaladas pelo coral Catedral S é , re g i d o p o r E l i z a b e t h Klump. Para o rito das cinzas foram queimados os ramos secos da missa de domingo de Ramos do ano anterior, abençoados pelo cardeal.

Wilton Junior/AE

Unidos da Tijuca é campeã na Sapucaí

A

Festa na quadra da Unidos da Tijuca: enredo campeão fez homenagem a Luiz Gonzaga

Unidos da Tijuca é a grande campeã do Carnaval 2012 do Rio. A escola teve 299,9 pontos, dos 300 possíveis e perdeu 0,1 no quesito alegorias e adereços. A agremiação desfilou o enredo "O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o rei Luiz do Sertão", em homenagem a Luiz Gonzaga. Este é o terceiro título da escola, que também ganhou em 1936 e em 2010. O resultado da apuração foi divulgado na tarde de ontem. Em segundo lugar ficou o Salgueiro, seguida por Vila Isabel, Beija-Flor, Grande Rio e Portela. As duas últimas escolas foram Porto da Pedra e Renascer de Jacarepaguá, que serão rebaixadas para o Grupo de Acesso. As seis primeiras escolas devem voltar à Marquês de Sapucaí no sábado, para o desfile das campeãs. (Folhapress)


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

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Bradesco S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 61.855.045/0001-32 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 7º andar - Bela Vista - São Paulo - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (Bradesco Corretora), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Estruturada para atender clientes locais e estrangeiros, a Bradesco Corretora destaca-se como uma das mais atuantes do mercado brasileiro, com significativa participação nos mercados de ações e futuros. Apresentou, no mercado de ações, marcante crescimento em operações pela Internet (Bradesco Home Broker). A Bradesco Corretora oferece a seus clientes um serviço completo de análise de investimento com cobertura dos principais setores e empresas do mercado brasileiro. Nossa equipe de vinte e oito analistas é composta por especialistas setoriais (analistas seniores e assistentes), que divulgam suas opiniões aos clientes de modo equitativo, por meio de relatórios de acompanhamento e guias de ações, com ampla base de projeções e múltiplos de comparação. A Bradesco Corretora também possui uma equipe própria de economistas dedicada às demandas específicas dos clientes, focado no mercado de ações. São enviados mais de 500 relatórios mensalmente, em português e inglês, para os mais importantes investidores nos EUA, Europa e Ásia, além do Brasil. A Bradesco Corretora também coloca à disposição de seus clientes o Programa Tesouro Direto, que permite ao investidor pessoa física adquirir Títulos Públicos Federais pela Internet, sendo necessário apenas o cadastro no site www.bradesco.com.br, seção Investimentos. Em 2011 a Bradesco Corretora passou a oferecer o Bradesco Cobertura Rural (BCR), tratando-se de uma solução formulada através de instrumentos financeiros negociados em Bolsa que, quando contratada, fornece ao produtor rural a garantia de um preço mínimo de venda. Também foi lançado o aplicativo de Home Broker (HB) para iPad e para iPhone, permitindo aos clientes encontrar informações sobre cotações e oferta de ações, emissão de extrato de operações e posição de final de ano e um sistema que permite aos clientes subscrever suas ações automaticamente, não precisando utilizar suporte da mesa de operações nas solicitações demandada. Em sua área de varejo, deu sequência ao processo de qualificação do atendimento aos clientes, pessoa física, interessados em produto de Renda Variável, promovendo o constante aumento do quadro de colaboradores, treinamento de pessoal e investimentos nos sistemas que subsidiam as suas atividades. Possui 16 Salas de Ações distribuídas pelo território nacional, criadas especialmente para orientar os clientes interessados em realizar compra e venda de ações.

As atividades internacionais, conduzidas por meio das mesas de operações de Nova York e Londres, apresentaram aumento significativo no número de clientes institucionais ativos, configurando um incremento na participação de mercado do Bradesco junto aos investidores globais. Desenvolvemos uma intensa agenda de Road Shows com analistas e com empresas de capital aberto, organizando reuniões com investidores institucionais nos principais centros financeiros dos Estados Unidos e Europa, incluindo Nova York, Boston, Washington, Chicago, Los Angeles, Londres, Edimburgo, Frankfurt, Paris, entre outros. No acumulado de 2011, a Bradesco Corretora ficou na 16ª posição do ranking dos mercados de renda variável da BM&FBovespa, dentre as 92 corretoras participantes. Em 2011, a Corretora atendeu 56.627 investidores e executou 2.479.494 ordens de compra e venda de ações, o que resultou em um volume financeiro de R$ 68,542 bilhões no período. Observamos que os novos investidores demonstram, cada vez mais, interesse em conhecer o mercado de ações e a Internet é o principal e mais prático canal de acesso a este mercado, com menor custo. O Bradesco Home Broker, que permite ao cliente a compra e venda de ações pela Internet, obteve a cifra de R$ 10,958 bilhões em volume negociado no Mercado à Vista da BM&FBovespa no acumulado de 2011, com o total de 4.806.168 ordens recebidas. Destas, 1.152.363 foram executadas, ocupando a 16ª posição do ranking anual das corretoras Home Broker nos mercados da BM&FBovespa. Em dezembro de 2011, a base de clientes registrada foi de 239.542 internautas, com evolução de 7,31% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando 16.682 novos cadastros. Nesse mesmo período, a Mesa de Operações atendeu 110.936 ligações telefônicas, efetuou 10.050 contatos por meio do Chat e respondeu 48.956 e-mails. Em 2011, a Bradesco Corretora negociou 12.807.041 contratos nos mercados futuros da BM&FBovespa, com volume financeiro de R$ 1,141 trilhão, classificando-se na 16ª posição do ranking financeiro das 68 corretoras participantes. O Lucro Líquido acumulado em 2011 foi de R$ 66,759 milhões, registrando Patrimônio Líquido de R$ 466,721 milhões, equivalente a 36,65% dos Ativos Totais, que somaram R$ 1,273 bilhão. Agradecemos aos nossos clientes pelo apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores pela dedicação ao trabalho. São Paulo, SP, 14 de fevereiro de 2012. Diretoria

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES (Nota 4) ....................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5a) .................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Negociação e Intermediação de Valores (Nota 7) ......................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Créditos de Liquidação Duvidosa.................................................................................................................. OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

2011 987.415 565 332.115 332.115 213.245 180.360 32.885 440.878 12.358 422.140 8.078 (1.698) 612 612

2010 584.258 505 237.048 237.048 111.019 111.019 235.590 10.315 219.148 8.278 (2.151) 96 96

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6a) ....... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b).........................................................................................................................................

246.649 206.084 206.084 40.565 40.565

250.741 214.074 697 213.377 36.667 36.667

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ DIFERIDO (Nota 11) ..................................................................................................................................... Gastos de Organização e Expansão............................................................................................................. Amortização Acumulada ............................................................................................................................... INTANGÍVEL (Nota 12).................................................................................................................................. Ativos Intangíveis........................................................................................................................................... Amortização Acumulada ...............................................................................................................................

39.365 32.303

37.808 31.920

11.018 23.344 (2.059) 3.004 6.726 (3.722) 175 2.447 (2.272) 3.883 4.711 (828)

10.229 23.750 (2.059) 3.090 6.353 (3.263) 338 2.446 (2.108) 2.460 2.806 (346)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.273.429

872.807

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS........................................................................................................... Transferências Internas de Recursos ............................................................................................................

2011 775.563 -

2010 449.317 2 2

OUTRAS OBRIGAÇÕES.............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Negociação e Intermediação de Valores (Nota 7) ......................................................................................... Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

775.563 634 32.643 712.986 29.300

449.315 854 27.041 400.856 20.564

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

31.145 31.145 29.615 1.530

22.919 22.919 22.245 674

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

466.721

400.571

201.000 265.748 (27)

168.000 232.623 (52)

TOTAL ...........................................................................................................................................................

1.273.429

872.807

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 6b) ................................. DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................... Reversão de Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa ..................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Receitas de Prestação de Serviços (Nota 16) .............................................................. Rendas de Tarifas Bancárias (Nota 16)......................................................................... Despesas de Pessoal (Nota 17) .................................................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 18).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 19) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................ Outras Receitas Operacionais (Nota 20)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 21)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 22) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 24a e b) ........................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 15a) ...................................................................................... Lucro por lote de mil ações em R$................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2011 38.569 278 38.827 (536) 553 (159) 712 39.122 15.225 48.396 22.547 (26.389) (25.729) (8.762) 420 7.773 (3.031) 54.347 10.050 64.397 (25.484) 38.913 485.274.572 80,19

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 70.278 48.454 358 48 70.646 49.611 (726) (1.205) 84 (70) (628) (70) 712 70.362 48.384 28.739 53.123 92.474 92.557 47.921 75.711 (51.467) (46.257) (53.658) (55.792) (17.152) (18.467) 796 5.117 14.982 6.965 (5.157) (6.711) 99.101 101.507 10.025 38.770 109.126 140.277 (42.367) (50.314) 66.759 89.963 485.274.572 485.274.572 137,57 185,39

Eventos

Capital

Aumento

Realizado

Capital

Saldos em 30.6.2011......................... Ajustes de Avaliação Patrimonial........ Lucro Líquido...................................... Destinações: - Reservas..................... - Dividendos Propostos

201.000 -

Saldos em 31.12.2011.......................

201.000

Saldos em 31.12.2009....................... Homologação de Aumento de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial........ Lucro Líquido...................................... Destinações: - Reservas..................... - Dividendos Propostos

151.000 17.000 -

Saldos em 31.12.2010.......................

168.000

Aumento de Capital ............................ Homologação de Aumento de Capital Ajustes de Avaliação Patrimonial........ Lucro Líquido...................................... Destinações: - Reservas..................... - Dividendos Propostos

33.000 -

Saldos em 31.12.2011.......................

201.000

Reservas de Lucros Legal -

17.000 (17.000) -

17.243 1.946 -

Próprias

209.961 36.598 -

(64) 37 -

19.189

246.559

(27)

11.352 4.499 -

132.162 84.610 -

37 (89) -

15.851

216.772

(52)

3.338 -

(33.000) 62.787 -

25 -

19.189

246.559

(27)

33.000 (33.000) -

Patrimonial

Estatutárias

Lucros Acumulados

Totais

38.913 (38.544) (369) 89.963 (89.109) (854) 66.759 (66.125) (634) -

428.140 37 38.913 (369) 466.721 311.551 (89) 89.963 (854) 400.571 25 66.759 (634) 466.721

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011

Ajustes de Avaliação

Capital Social

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ....................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos ...................................................... Depreciações e Amortizações ................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ........................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas......................................... Reversão de Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa.................................... (Ganho)/Perda na Alienação de Investimentos.......................................................... Lucro Líquido Ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social......... (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................................................................................................. Aumento/(Redução) em Relações Interfinanceiras e Interdependências.................... (Aumento)/Redução em Outros Créditos .................................................................... (Aumento)/Redução em Outros Valores e Bens .......................................................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais .....................

64.397 (9.018) 633 1.531 (420) (712) (10.050) 55.379

109.126 (2.089) 1.222 8.222 (796) (712) (10.025) 107.037

140.277 1.690 987 5.814 (5.117) 6 141.967

(23.220) (198.342) (512) 285.069 (11.336) 107.038

(68.127) (2) (206.696) (516) 317.277 (35.532) 113.441

(16.423) 2 8.848 (13) 26.826 (49.993) 111.214

Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................ Alienação de Investimentos ......................................................................................... Alienação de Imobilizado de Uso ................................................................................ Aquisição de Imobilizado de Uso................................................................................. Aplicação no Diferido/Intangível .................................................................................. Dividendos Recebidos ................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Investimentos...............

(13.686) 10.480 3 (221) (969) 6 (4.387)

(26.085) 10.480 27 (566) (1.906) 590 (17.460)

6.730 84.531 2 (726) (1.318) 9.732 98.951

Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Dividendos Pagos........................................................................................................ Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) nas Atividades de Financiamentos ...........

(854) (854)

(854) (854)

(63.376) (63.376)

Aumento/(Redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa...........................................

101.797

95.127

146.789

Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento Líquido de Caixa e Equivalentes de Caixa ...............................................

230.883 332.680 101.797

237.553 332.680 95.127

90.764 237.553 146.789

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

2º Semestre 2011 %

Descrição 1 - Receitas............................................................. 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Prestação de Serviços.............................. 1.3) Reversão de Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa................................ 1.4) Outras ........................................................ 2 - Despesas de Intermediação Financeira ......... 3 - Insumos Adquiridos de Terceiros................... Serviços do Sistema Financeiro ........................ Comunicação ..................................................... Viagens .............................................................. Propaganda, Promoções e Publicidade............. Serviços de Terceiros......................................... Serviços Técnicos Especializados ..................... Processamento de Dados.................................. Transporte .......................................................... Materiais, Energia e Outros ............................... Manutenção e Conservação de Bens ................ Outras ................................................................ 4 - Valor Adicionado Bruto (1-2-3)........................ 5 - Depreciação e Amortização ............................ 6 - Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5) ................................................... 7 - Valor Adicionado Recebido em Transferência .................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas..................................................... 8 - Valor Adicionado a Distribuir (6+7)................. 9 - Distribuição do Valor Adicionado ................... 9.1) Pessoal ...................................................... Proventos .................................................... Benefícios ................................................... FGTS .......................................................... Outros Encargos ......................................... 9.2) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federal ........................................................ Municipal..................................................... 9.3) Remuneração de Capitais de Terceiros .. Aluguéis ...................................................... 9.4) Remuneração de Capitais Próprios ........ Dividendos .................................................. Lucros Retidos ............................................

2011

Exercícios findos em 31 de dezembro % 2010

%

125.016 38.569 70.943

124,6 38,4 70,7

231.235 70.278 140.395

129,1 39,2 78,4

255.746 48.454 168.268

124,0 23,5 81,6

712 14.792 (159) (24.280) (9.618) (7.867) (1.363) (1.258) (1.238) (1.063) (901) (319) (203) (176) (274) 100.577 (633)

0,7 14,8 (0,2) (24,2) (9,6) (7,8) (1,4) (1,3) (1,2) (1,1) (0,9) (0,3) (0,2) (0,2) (0,2) 100,2 (0,6)

712 19.850 (628) (51.079) (21.349) (15.985) (2.558) (2.540) (3.029) (1.821) (1.913) (554) (430) (401) (499) 179.528 (1.222)

0,4 11,1 (0,4) (28,4) (11,9) (8,9) (1,4) (1,4) (1,7) (1,0) (1,1) (0,3) (0,2) (0,2) (0,3) 100,3 (0,7)

39.024 (70) (53.643) (23.009) (15.207) (1.877) (1.437) (7.028) (1.535) (1.668) (371) (463) (576) (472) 202.033 (987)

18,9 (26,0) (11,2) (7,4) (0,9) (0,7) (3,4) (0,7) (0,8) (0,2) (0,2) (0,3) (0,2) 98,0 (0,5)

99.944

99,6

178.306

99,6

201.046

97,5

420

0,4

796

0,4

5.117

2,5

420 100.364 100.364 23.892 10.408 4.445 783 8.256 36.743 33.220 3.523 816 816 38.913 369 38.544

0,4 100,0 100,0 23,8 10,4 4,4 0,8 8,2 36,6 33,1 3,5 0,8 0,8 38,8 0,4 38,4

796 179.102 179.102 47.013 18.311 7.327 1.401 19.974 63.973 56.978 6.995 1.357 1.357 66.759 634 66.125

0,4 100,0 100,0 26,2 10,2 4,1 0,8 11,1 35,7 31,8 3,9 0,8 0,8 37,3 0,4 36,9

5.117 206.163 206.163 42.596 13.510 4.221 1.248 23.617 72.442 64.027 8.415 1.162 1.162 89.963 854 89.109

2,5 100,0 100,0 20,7 6,6 2,0 0,6 11,5 35,1 31,0 4,1 0,6 0,6 43,6 0,4 43,2

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (Bradesco Corretora) tem por objetivo principal intermediar operações de ações e de contratos futuros, admitidas às negociações na BM&FBovespa - Bolsa de Mercadorias e Futuros, atuando também na custódia de títulos mobiliários e é parte integrante da Organização Bradesco, utilizando-se de recursos administrativos e tecnológicos e suas demonstrações contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) com alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (BACEN). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação • Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; • Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e • Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período. Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias, são registrados na rubrica “Outros créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas são registrada na rubrica “Outras obrigações - Fiscais e previdenciárias”.

Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para as empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. g) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais do capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. h) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: móveis e utensílios, máquinas e equipamentos e benfeitorias em imóveis de terceiros - 10% ao ano; licenciamento de software 20% ao ano e sistemas de processamento de dados - de 20% ao ano e redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. i) Diferido Está registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. j) Intangível Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Instituição ou exercidos com essa finalidade. Composto basicamente por softwares, que são registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada (20% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os benefícios econômicos futuros gerados. k) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos. l) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

10

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

...continuação

Bradesco S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 61.855.045/0001-32 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 7º andar - Bela Vista - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e 13c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 13b). m) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridos (em base “pro-rata” dia). n) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011.

5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos Em 31 de dezembro - R$ mil Total 1 a 30 dias Aplicação no mercado aberto: Posição bancada ......................................................................................................... Letras do tesouro nacional ............................................................................................ Total em 2011 ............................................................................................................... Total em 2010 ...............................................................................................................

2011

332.115 332.115 332.115 237.048

332.115 332.115 332.115

2010 237.048 237.048 237.048

b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 565 505 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 565 505 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 332.115 237.048 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 332.680 237.553 (1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada (Nota 6b) ..................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

2010

27.738 27.738

16.077 16.077

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categoria e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 2010

2011 Valor de custo atualizado 179.146 145.681 18.646 6.655 3.779 2.406 1.122 857 240.229 239.047 1.182 419.375

Valor de Valor de Acima mercado/ Marcação mercado/ Marcação Títulos (1) 1 a 30 dias 31 a 180 dias 181 a 360 dias de 360 dias contábil (2) a mercado contábil (2) a mercado Títulos para negociação (3) .............................................................. 54.665 1.286 18.484 104.711 179.146 111.019 Letras financeiras do tesouro .............................................................. 52.686 770 5.430 86.795 145.681 99.206 Letras financeiras ................................................................................ 10.155 8.491 18.646 7.612 Certificados de depósito bancários ..................................................... 516 1.800 4.339 6.655 2.452 Letras do tesouro nacional .................................................................. 3.779 3.779 Debêntures .......................................................................................... 1.099 1.307 2.406 1.749 Notas promissórias.............................................................................. 1.122 1.122 Outros.................................................................................................. 857 857 Títulos disponíveis para venda (4)................................................... 1.214 32.885 206.084 240.183 (46) 214.074 (86) Letras financeiras do tesouro .............................................................. 32.885 206.084 238.969 (78) 214.074 (86) Ações................................................................................................... 1.214 1.214 32 Total em 2011 ..................................................................................... 55.879 1.286 51.369 310.795 419.329 (46) Total em 2010 ..................................................................................... 10.874 18.162 3.915 292.142 325.093 (86) (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 179.146 mil (2010 R$ 111.019 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e (4) No período, não foram realizadas perdas que não temporárias, para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda. b) Resultado de títulos e valores mobiliários

8) OUTROS CRÉDITOS

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................. 27.738 16.077 Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ 24.886 19.465 Fundos de investimentos......................................................................................................................... 17.404 9.397 Títulos de renda variável ......................................................................................................................... 618 4.756 Resultados com instrumentos financeiros derivativos............................................................................. (726) (1.205) Outros...................................................................................................................................................... (84) Total ........................................................................................................................................................ 69.920 48.406 c) A Bradesco Corretora não possuía operações próprias com instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010.

a) Rendas a receber

Dividendos............................................................................................................................................... Serviços prestados - Taxa de custódia e de administração..................................................................... Comissões e corretagens........................................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 11.238 9.097 1.101 1.206 19 12 12.358 10.315

b) Diversos 7) NEGOCIAÇÃO E INTERMEDIAÇÃO DE VALORES Os saldos ativos e passivos referem-se às transações efetuadas por conta de clientes nas bolsas de valores e de mercadorias e futuros, cuja liquidação financeira é efetuada no mês seguinte, conforme composição demonstrada a seguir: Depósitos para interposição de recursos fiscais ..................................................................................... Em 31 de dezembro - R$ mil Créditos tributários (Nota 24c)................................................................................................................. Outros Créditos Outras Obrigações Títulos e créditos a receber ..................................................................................................................... 2011 2010 2011 2010 Pagamentos a ressarcir........................................................................................................................... Devedores/credores por conta de liquidação pendente ................... 421.591 219.073 439.227 362.961 Impostos e contribuições a compensar ................................................................................................... Caixa de registro e liquidação .......................................................... 549 75 262.510 12.311 Depósitos para interposição de recursos trabalhistas............................................................................. Operações com ativos financeiros e mercadorias a liquidar ............ 11.230 25.584 Outros...................................................................................................................................................... Credores por empréstimos de ações ............................................... 19 Total ................................................................................................. 422.140 219.148 712.986 400.856 Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 30.819 29.649 13.579 9.988 2.495 3.344 1.260 1.251 206 498 17 22 267 193 48.643 44.945

9) INVESTIMENTOS a) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas”. Patrimônio Líquido Ajustado

Quantidade de ações/cotas possuídas (em milhares) Ações Cotas 77.027

% Participação no Capital Social 0,541 0,815

Lucro Líquido Ajustado

Capital Empresas Social Miramar Holdings S.A. (1).................................................................... Marília Reflorestamento e Agropecuária Ltda. .................................... 1.756 2.009 9 156 STVD Holdings S.A. ............................................................................ 912.000 1.350.760 97.647 Total .................................................................................................... (1) Empresa alienada em novembro de 2010; e (2) Ajuste decorrente de avaliação: considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultados, quando aplicáveis. b) Composição de outros investimentos

Valor contábil 2011 11 11.007 11.018

2010 10 10.219 10.229

16) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E RENDAS DE TARIFAS BANCÁRIAS

Ações e cotas .......................................................................................................................................... Investimentos por incentivos fiscais ........................................................................................................ Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Obras de arte .......................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas .............................................................................................................................. Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 20.641 21.047 2.701 2.701 1 1 1 1 23.344 23.750 (2.059) (2.059) 21.285 21.691

Corretagens de operações em bolsa ...................................................................................................... Rendas de tarifas bancárias - PF ............................................................................................................ Serviços de custódia ............................................................................................................................... Comissões de colocações de títulos ....................................................................................................... Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Taxa 10% 20% 10%

Custo 3.328 3.115 283 6.726 6.353

Depreciação (1.053) (2.558) (111) (3.722) (3.263)

Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual 2011 2010 2.275 557 172 3.004

2.249 637 204

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 64.519 70.895 47.921 75.711 10.713 10.549 13.560 4.109 3.682 7.004 140.395 168.268

17) DESPESAS DE PESSOAL

10) IMOBILIZADO DE USO

Imóveis de uso: - Móveis e equipamentos de uso/instalações......................................... - Sistema de processamento de dados .................................................. - Sistema de segurança e comunicação ................................................ Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil Ajuste decorrente de avaliação (2) 2011 2010 4.488 1 1 795 628 796 5.117

Proventos................................................................................................................................................. Benefícios................................................................................................................................................ Encargos sociais ..................................................................................................................................... Participação dos empregados nos lucros................................................................................................ Provisão para processos trabalhistas...................................................................................................... Treinamentos ........................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 18.311 13.510 7.327 4.221 5.855 4.909 19.068 21.310 856 2.199 50 108 51.467 46.257

3.090 18) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS 11) DIFERIDO Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Os valores registrados no diferido referem-se a gastos com desenvolvimento de logística em implantação, e seu valor residual corresponde a R$ 175 mil 2011 2010 (2010 - R$ 338 mil). A amortização acumulada corresponde a R$ 2.272 mil (2010 - R$ 2.108 mil). Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 21.349 23.009 Comunicação........................................................................................................................................... 15.985 15.207 12) INTANGÍVEL Serviços de terceiros............................................................................................................................... 3.029 7.028 Os valores residuais com gastos de desenvolvimento de softwares correspondem a R$ 3.630 mil (2010 - R$ 2.287 mil) e de aquisição de softwares a R$ 253 Viagens.................................................................................................................................................... 2.558 1.877 mil (2010 - R$ 173 mil). A amortização acumulada corresponde a R$ 828 mil (2010 - R$ 346 mil). Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 2.540 1.437 13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS Processamento de dados........................................................................................................................ 1.913 1.668 Serviços técnicos especializados............................................................................................................ 1.821 1.535 a) Ativos Contingentes Aluguéis................................................................................................................................................... 1.357 1.162 Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. Amortização e depreciação..................................................................................................................... 1.222 987 b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias Transportes.............................................................................................................................................. 554 371 A Instituição é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, civil e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. 430 463 Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos Materiais, energia e outros ...................................................................................................................... Manutenção e conservação de bens....................................................................................................... 401 576 anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. Outras...................................................................................................................................................... 499 472 A Administração da Instituição entende que a provisão constituída é suficiente para atender às perdas decorrentes dos respectivos processos. 53.658 55.792 O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre Total ........................................................................................................................................................ as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. 19) DESPESAS TRIBUTÁRIAS I - Processos Trabalhistas Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 2011 2010 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas Contribuição ao COFINS......................................................................................................................... 8.708 8.637 é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio Impostos sobre serviços - ISS................................................................................................................. 6.995 8.415 apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. Contribuição ao PIS................................................................................................................................. 1.415 1.404 II - Processos Cíveis Outras...................................................................................................................................................... 34 11 São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for Total ........................................................................................................................................................ 17.152 18.467 avaliada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e 20) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS posicionamento de Tribunais. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil As questões discutidas nas ações normalmente não constituem eventos capazes de causar impacto representativo no resultado financeiro. 2011 2010 III - Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais 9.635 4.985 A Instituição vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente Dividendos/JCP recebidos ...................................................................................................................... Variação monetária ativa ......................................................................................................................... 3.118 1.894 provisionados não obstante as boas chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. Recuperação de encargos e despesas ................................................................................................... 1.760 27 IV - Movimentação das Provisões Constituídas Reversão de provisão operacional .......................................................................................................... 151 23 Em 31 de dezembro - R$ mil Outras...................................................................................................................................................... 318 36 Fiscais e Total ........................................................................................................................................................ 14.982 6.965 Trabalhistas Cíveis Previdenciárias Início do exercício ....................................................................................................... 674 95 22.393 21) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Constituições líquidas de reversões e baixas................................................................ 856 136 4.619 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil Pagamentos................................................................................................................... (117) 2.611 2011 2010 No final do exercício (Nota 14) ................................................................................... 1.530 114 29.623 Atualização de impostos e contribuições ................................................................................................ 3.083 2.183 Contribuição Lei Rouanet ........................................................................................................................ 325 1.505 c) Passivos Contingentes classificados como perdas possíveis 88 116 A Instituição mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” Variação monetária passiva .................................................................................................................... 1.661 2.907 e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises Outras (1) ................................................................................................................................................ 5.157 6.711 sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes Total ........................................................................................................................................................ avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. O principal processo com essa classificação refere-se a autuação fiscal (1) Basicamente provisões constituídas para créditos de liquidação duvidosa. (IRPJ e CSLL) relativa às operações de desmutualização da BM&F e da BOVESPA, as quais, em síntese, consistiram na substituição dos títulos patrimoniais da BM&F e da BOVESPA, que pertenciam à empresa, por ações de emissão dessas entidades. Essa autuação, atualizada no exercício/2011, corresponde 22) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Em 2011, R$ 10.073 mil corresponde ao lucro apurado na alienação das ações da CETIP (2010 - R$ 38.776 mil lucro apurado na alienação das a R$ 16.984 mil para o IRPJ e R$ 6.114 mil para a CSLL. ações da BM&FBOVESPA). 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES 23) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) Fiscais e previdenciárias a) As transações com o controlador e empresas coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, Em 31 de dezembro - R$ mil vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: 2011 2010 Em 31 de dezembro - R$ mil Provisão para riscos fiscais (Nota 13b) ................................................................................................... 29.623 22.393 2011 2010 2011 2010 Impostos e contribuições sobre lucros a pagar ....................................................................................... 27.828 23.703 Ativos Ativos Receitas Receitas Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ 2.755 2.385 (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Provisão para imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 24c)............................................ 2.052 805 Disponibilidades: Total ........................................................................................................................................................ 62.258 49.286 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 565 505 b) Diversas Aplicações no mercado aberto: Em 31 de dezembro - R$ mil Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 332.115 237.048 27.738 16.077 2011 2010 Dividendos: Provisão para pagamentos a efetuar (1) ................................................................................................. 29.186 20.469 Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ (634) (854) Provisão para passivos contingentes (Nota 13b) .................................................................................... 1.644 769 Miramar Holdings S.A. ..................................................................... 9.090 9.090 Total ........................................................................................................................................................ 30.830 21.238 STVD Holdings S.A. ......................................................................... 7 6 (1) Inclui Participações nos Lucros e Resultados/Bônus de empregados no montante de R$ 21.340 mil (2010 - R$ 15.204 mil). Serviços prestados a pagar: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (36) (33) 15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO Aluguel: a) Capital social (477) (664) O capital social no montante de R$ 201.000 mil (2010 - R$ 168.000 mil) totalmente subscrito e integralizado, é representado por 485.274.572 ações Banco Bradesco S.A. ....................................................................... Alvorada CCFI S.A. .......................................................................... (476) (366) ordinárias nominativas escriturais, sem valor nominal. Rendas de serviços: b) Movimentação do capital social Banco Bradesco BBI S.A. ................................................................ 8 8 Quantidade BRAM - Bradesco Asset Management S.A. ..................................... 8 8 de ações R$ mil Serviços do sistema financeiro: Em 31 de dezembro de 2010................................................................................................................. 485.274.572 168.000 Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (432) (410) Aumento com Reservas - AGE de 28.4.2011 (1) .................................................................................... 33.000 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Em 31 de dezembro de 2011................................................................................................................. 485.274.572 201.000 Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: (1) Em 31 de maio de 2011 foi homologada pelo BACEN a Assembleia Geral Extraordinária deliberando aumentar o capital social da Instituição no montante de R$ 33.000 mil, elevando-o de R$ 168.000 mil para R$ 201.000 mil, sem emissão de ações, mediante a capitalização de parte do saldo registrado • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e contabilmente em “Reserva de Lucros - Estatutária”, conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários c) Reservas de Lucros e Administradores da Instituição. Em 31 de dezembro - R$ mil Para 2011, foi determinado o valor máximo de R$ 4.000 mil para remuneração dos Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 2.500 mil para custear 2011 2010 planos de previdência complementar de contribuição definida. 265.748 232.623 Reservas de Lucros .............................................................................................................................. Benefícios de Curto Prazo a Administradores - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 19.189 15.851 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil - Reserva Estatutária (2) ......................................................................................................................... 246.559 216.772 2011 2010 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido 1.860 das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital Proventos................................................................................................................................................. Contribuição ao INSS .............................................................................................................................. 418 ou para compensar prejuízos; e 2.278 (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, pode ser constituída em 100% Total ........................................................................................................................................................ do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do Capital Social Integralizado. Benefícios pós-emprego Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil d) Dividendos 2011 2010 Aos acionistas está assegurado dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, de importância não inferior a 1% do lucro líquido ajustado, 2.027 nos termos da legislação societária. No exercício foram provisionados dividendos no montante de R$ 634 mil (2010 - R$ 854 mil), correspondendo a Planos de previdência complementar de contribuição definida............................................................... Total ........................................................................................................................................................ 2.027 R$ 1,31 (2010 - R$ 1,76) por lote de mil ações. Os dividendos de 2010 foram pagos em 29 de dezembro de 2011. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

11

...continuação

Bradesco S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Empresa da Organização Bradesco CNPJ 61.855.045/0001-32 Sede: Av. Paulista, 1.450 - 7º andar - Bela Vista - São Paulo - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. 24) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social

d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias e crédito tributário de contribuição social MP no 2.158-35

2012............................................................................................................................... 2013............................................................................................................................... 2014............................................................................................................................... 2015............................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Imposto Contribuição de renda social Total 1.666 893 2.559 2.730 1.511 4.241 3.066 1.558 4.624 896 596 1.492 8.358 4.558 12.916

Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 2014 Total Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1)...................... Total ........................................................................................................................................................ 646 646 Efeito das adições e exclusões no cálculo dos tributos: A projeção de realização de crédito tributário trata-se de estimativa e não é diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. Despesas e provisões indedutíveis líquidas de receitas tributáveis (2) .................................................. 886 2.373 O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, somaram R$ 12.623 mil (2010 Participações em coligadas..................................................................................................................... 318 2.047 R$ 9.120 mil), sendo R$ 12.035 mil (2010 - R$ 8.556 mil) de diferenças temporárias e R$ 588 mil (2010 - R$ 564 mil) de crédito tributário de contribuição Outros valores ......................................................................................................................................... 79 1.377 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (42.367) (50.314) social MP nº 2.158-35. (1) A alíquota da contribuição social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15%, de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3f); e e) Obrigações fiscais diferidas (2) Contempla o efeito fiscal resultante da adesão ao programa de parcelamento de débitos tributários, com anistia para liquidação de débitos administrados A sociedade possui obrigações fiscais diferidas de imposto de renda e contribuição social no montante de R$ 2.052 mil (2010 - R$ 805 mil) relativas a juros pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), instituído pela Lei nº 11.941/09. sobre depósitos judiciais. b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social 25) OUTRAS INFORMAÇÕES Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil a) Gerenciamento de riscos 2011 2010 A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos Impostos correntes Imposto de renda e contribuição social devido........................................................................................ (45.975) (49.872) negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o Impostos diferidos Constituição/Realização no exercício, sobre adições temporárias.......................................................... 3.608 (442) alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição. Total dos impostos diferidos................................................................................................................ 3.608 (442) A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (42.367) (50.314) de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A Bradesco Corretora como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos crédito, de mercado, de liquidez e operacional. R$ mil b) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações Saldo em Saldo em e orientações foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 aprovadas pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: Provisão para créditos de liquidação duvidosa .......................................... 860 194 375 679 • Resolução nº 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); Provisões cíveis.......................................................................................... 1 45 46 • Resolução nº 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); Provisões contingências fiscais.................................................................. 1.904 10 1.914 • Resolução nº 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); Provisões trabalhistas ................................................................................ 353 259 612 • Resolução nº 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ........................... 720 720 • Resolução nº 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); Ajuste a valor de mercado dos títulos para negociação............................. 1 1 • Resolução nº 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012); e Outros (1) ................................................................................................... 5.470 5.091 1.617 8.944 • Resolução nº 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1º de janeiro de 2012). Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias............... 9.308 5.600 1.992 12.916 Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será Ajuste a valor de mercado de títulos disponíveis para venda .................... 34 17 17 de maneira prospectiva ou retrospectiva. Contribuição social - MP nº 2.158-35 de 24.8.2001 ................................... 646 646 Total dos créditos tributários (Nota 8b).................................................. 9.988 5.600 2.009 13.579 Obrigações fiscais diferidas (Nota 14a)...................................................... 805 1.247 2.052 A DIRETORIA Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas............ 9.183 4.353 2.009 11.527 Luiz Filipe Lopes Soares – Contador – CRC 1SP208127/O-5 (1) Basicamente, créditos tributários tomados sobre a provisão constituída para pagamento da Participação nos Lucros e Resultados. Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 109.126 140.277 (43.650) (56.111)

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Aos Administradores da Bradesco Corretora S.A. – Corretora de Títulos e Valores Mobiliários São Paulo - SP

Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Corretora S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Instituição”), que compreendem o Opinião balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Corretora S.A. - Corretora de Títulos e Valores Mobiliários em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou Outros assuntos como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Demonstrações do valor adicionado Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui,

Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 14 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

André Dala Pola Contador CRC 1SP214007/O-2

c São Paulo em busca do "táxi verde" Fizemos uma pesquisa e o táxi (elétrico) foi elogiado pelos passageiros. Otto Armin Doetzer, engenheiro

idades

A Prefeitura de São Paulo deverá receber até o fim do mês proposta de criação de uma frota de táxis híbridos. Eles seriam movidos a eletricidade e a combustível fóssil. Ivan Ventura

A

té o fim do mês, a Associação das Empresas de Táxi de Frota do Estado de São Paulo (Adetax) promete entregar à Prefeitura um inédito estudo que prevê a criação da primeira frota de táxis híbridos (movido a energia elétrica e combustível convencional) na Capital. Se aprovado, São Paulo entrará na lista das cidades que buscam um transporte com baixa ou nenhuma emissão de poluentes. Nessa lista global já estão cidades da Coreia do Sul, Japão e Alemanha, apenas para citar alguns exemplos. Este ano, Nova York entrou no time dos carros verdes ao lançar o primeiro táxi elétrico fornecido pela montadora japonesa Nissan. A promessa é colocar 14 mil táxis elétricos ou híbridos por toda Nova York até o fim de 2014. No Brasil, a discussão ainda caminha a passos lentos. Um dos poucos pioneiros a experimentar um táxi ecologicamente correto é o Paraná, que há cinco anos firmou um convênio com a Usina Binacional de Itaipu, com uma empresa suíça responsável pelo motor elétrico, com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e com a montadora Fiat para a construção da versão elétrica do Palio Weekend. Em outubro de 2010, o mesmo carro foi transformado em táxi, que circulou por seis meses no aeroporto Afonso Pena, em Curitiba. Segundo o engenheiro da Copel e responsável pela implantação do táxi elétrico paranaense, Otto Armin Doetzer, o veículo circulou de outubro de 2010 a abril do ano passado e transportou cerca de 800 pessoas a partir do aeroporto internacional Afonso Pena - onde ficava o ponto. Por dia, o carro realizava, em média, três viagens, com um bônus para os passageiros: um desconto de R$ 20 para qualquer corrida. "Fizemos uma pesquisa e o táxi foi elogiado pelos passageiros. Quem andou, elogiou o car-

ro silencioso. Além disso, os custos de manutenção do carro elétrico mostraram-se cinco vezes menores que os de um carro movido a combustível fóssil. Mesmo ecologicamente correto, no Brasil há muitos problemas que inviabilizariam o táxi elétrico", disse Doetzer. Segundo ele, há vários problemas que inviabilizam especificamente esse táxi elétrico no Brasil, mas um em especial chama a atenção e comprova o pouco empenho do governo federal em relação ao tema: a questão tributária. Atualmente, só é possível importar as principais peças desse carro elétrico, como é o caso de seu motor suíço. Assim, trazer essas peças implicaria pagar um alto tributo em vigência no Brasil, o que praticamente f r u s t ra q u a l q u e r tentativa de popularizar esse táxi elétrico testado em Curitiba. "A classificação tributária é elevada e faz com que o carro tenha um custo de R$ 300 mil, o q u e n enhum taxista toparia pagar. Se fosse livre dos impostos, esse valor cairia para R$ 120 mil. Além disso, as distribuidoras de energia locais (caso da AES Eletropaulo) precisariam criar eletropostos, sem falar no tempo necessário para recarregar a bateria do veículo, que ainda é alto (a recarga do Palio testado durava oito horas)", disse. Esses mesmos argumentos foram mais do que suficientes para naufragar (pelo menos, por enquanto) a tentativa paulistana de incentivar o táxi movido a energia elétrica, segundo revelou o presidente da Adetax e responsável pelo estudo que será entregue à Prefeitura da Capital,

Há cem anos, em Nova York

N

Ricardo Auriemma. "Na verdade, a Prefeitura paulistana nos procurou e disse que tem um projeto de energia limpa a ser desenvolvido na cidade de São Paulo. Fomos atrás do carro elétrico, pois era a nossa primeira opção. Olhamos alguns elétricos, entre eles do Nissan Leaf (o mesmo em teste nas ruas de Nova York) e notamos que era inviável. E não era só o preço, mas a barreira de importação e a questão da disponibilidade, pois não haveria tantos carros a serem oferecidos", afirmou Auriemma. Naquele momento ficou claro

que a realidade da cidade de São Paulo (e brasileira) somente poderia recepcionar o carro híbrido, pois há veículos com essas características nas linhas de montagem do Brasil. "Consultamos os dois carros disponíveis no mercado. O Ford Fusion (com valor de R$ 125 mil) e o Prius, da Toyota (ainda sem proposta de preço). No momento, estamos avaliando as duas possibilidades. Já temos a proposta da Ford, mas falta a da Toyota. Estamos aguardando informações para que possamos mostrar o projeto à Prefeitura". Sobre os novos táxis, a Secre-

taria Municipal de Transportes informou que irá se manifestar após a conclusão dos estudos. Bateria - A vida útil das baterias desses carros também inviabiliza a adoção dos táxis elétricos em São Paulo. Nesse caso, o híbrido também levaria vantagem, pois não necessita parar por horas para ser recarregado. Tudo seria feito com o veículo em movimento, pois toda a bateria é recarregada durante a frenagem do carro. "O perfil do táxi híbrido não precisa de carga. Até os primeiros 40 quilômetros/hora de velocidade ele utiliza o motor elétrico. Acima disso, passa a funcionar com motor a combustão. Enquanto o veículo se movimenta, ele faz a recarga da bateria. A economia do híbrido em relação ao carro movido apenas a combustível fóssil é da ordem de 40%. Já é um bom começo para a cidade", afirmou Auriemma.

ão é a primeira vez q u e N o va Yo r k testa um táxi elétrico. Há mais 100 anos, no início do século 20, a Big Apple foi invadida por uma onda de veículos elétricos. Eles só sumiram após a falência de uma gigante desse segmento na época. A história de uma companhia de táxis elétricos foi contada em reportagem publicada no site americano Jalopnik - disponível em uma versão em português. O texto lembra que os carros elétricos eram comuns no início do século 20. Em 1900, foram vendidos 4.192 veículos em todo os EUA, sendo que 1.575 eram elétricos. De olho nessa onda elétrica, o ex-secretário da Marinha dos Estados Unidos, William C. Whitney, abriu uma empresa com o nome The Eletric Vehicle Company. No início, eram 13 veículos, mas em menos de 10 anos a frota chegou a 200 carros. No entanto, dez anos depois, Whitney fechou as portas da empresa. O motivo? "Quanto mais veículos Whitney conseguia, menor ficava seu estoque de baterias sobressalentes. De repente, o depósito estava lotado de carros e a equipe não deu conta da manutenção. Então, elas começaram a falhar. Em 1907, a empresa cessou as operações. Nos anos seguintes, empresas similares ao redor do mundo também fecharam suas portas, incapazes de arcar com a manutenção das frotas. (I.V.)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em setembro de 2011 foram provisionados Juros Sobre o Capital Próprio aos acionistas no montante de R$ 390 milhões, cujo pagamento foi efetuado em 28 de outubro de 2011. Submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2011, da Bradesco Leasing S.A. Em 31 de dezembro, o total de Ativos somava R$ 77,763 bilhões, destacando-se R$ 65,312 bilhões em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez, Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing), de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo R$ 7 bilhões em Operações de Arrendamento Mercantil de Leasing Financeiro, a valor presente e R$ 1,093 milhões de Leasing Operacional a Receber. Banco Central do Brasil. O saldo do Valor Residual Parcelado ou Antecipado representava R$ 3,378 bilhões. O bom desempenho da Empresa está sedimentado na forma de atuação plenamente integrada à Rede de Agências do Banco Bradesco S.A., O total de Captações, em 31 de dezembro, estava representado por R$ 63,097 bilhões de Debêntures e R$ 369,415 milhões de FINAME. mantendo estratégias de diversificação dos negócios nos vários segmentos do mercado, bem como implementando acordos operacionais com grandes No exercício, a Bradesco Leasing, em consonância com o teor da Instrução CVM nº 381/03, da Comissão de Valores Mobiliários, não contratou e fabricantes, principalmente nos setores de veículos pesados e de máquinas e equipamentos. nem teve serviços prestados pela KPMG Auditores Independentes não relacionados à auditoria externa em patamares superiores a 5% do total dos custos Em 14 de junho de 2011, o Conselho de Administração aprovou a 6ª emissão pública de debêntures simples, não conversíveis em desta. A política adotada atende aos princípios que preservam a independência do Auditor, de acordo com critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: ações, em duas séries, da espécie subordinada no montante de R$ 9,5 bilhões, na data da emissão, disponibilizando-a nos sites da Companhia o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover os interesses deste. (www.shopinvest.com.br/bradescoleasing) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) (www.cvm.gov.br), sendo a emissão uma oferta com esforços Agradecemos aos nossos clientes o apoio e confiança e aos nossos funcionários e colaboradores a dedicação ao trabalho. restritos de distribuição destinada exclusivamente a investidores qualificados. Osasco, SP, 14 de fevereiro de 2012. No final do exercício, a Bradesco Leasing registrou Lucro Líquido de R$ 981,890 milhões, correspondendo a R$ 41.921,70 por ação e Patrimônio Diretoria Líquido de R$ 9,378 bilhões, proporcionando rentabilidade anualizada de 10,88% sobre o PL médio. Senhores Acionistas,

BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO - Em Reais mil ATIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... DISPONIBILIDADES ..................................................................................................................................... APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações no Mercado Aberto ..................................................................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 6) ......... Carteira Própria ............................................................................................................................................. Vinculados à Prestação de Garantias ........................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Público ............................................................................................................................................... - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Rendas a Receber (Nota 8a)......................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Outros Valores e Bens................................................................................................................................... Provisões para Desvalorizações ...................................................................................................................

2011 28.327.025 567 26.663.874 16.085.493 10.578.381 1.641.805 1.580.927 60.878 (250.784)

2010 15.712.182 113 14.151.151 9.713.993 4.437.158 1.398.865 1.293.971 104.894 (123.043)

PASSIVO CIRCULANTE ............................................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Sociais e Estatutárias .................................................................................................................................... Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Negociação e Intermediação de Valores ....................................................................................................... Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

2011 6.848.486 4.415.559 4.415.559 154.430 154.430 2.278.497 335.884 526.518 1.416.095

2010 5.619.536 3.053.040 3.053.040 169.914 169.914 2.396.582 335.884 463.942 15 1.596.741

4.571 3.194.134 (3.074.348) (375.141) 219.826 2.902 217.006 (82) 51.737 79.124 (27.387)

9.553 3.122.168 (3.025.661) (229.103) 229.566 3.678 225.965 (77) 55.530 88.787 (33.257)

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO....................................................................................................................... RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS (Nota 11)..................................................................................... Recursos de Debêntures............................................................................................................................... OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS - INSTITUIÇÕES OFICIAIS (Nota 12)...................................... FINAME ......................................................................................................................................................... OUTRAS OBRIGAÇÕES .............................................................................................................................. Fiscais e Previdenciárias (Nota 14a)............................................................................................................. Diversas (Nota 14b).......................................................................................................................................

61.536.885 58.681.495 58.681.495 214.985 214.985 2.640.405 550.021 2.090.384

49.799.075 47.509.386 47.509.386 209.738 209.738 2.079.951 446.968 1.632.983 8.793.225

39.139.113 38.648.159 38.648.159 (134.241)

38.426.336 38.065.022 38.065.022 (212.773)

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Nota 15) ................................................................................................................ Capital: - De Domiciliados no País ............................................................................................................................. Reservas de Lucros....................................................................................................................................... Ajustes de Avaliação Patrimonial...................................................................................................................

9.378.120

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO................................................................................................................. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 5) ...................................................................... Aplicações em Depósitos Interfinanceiros..................................................................................................... OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 7)....................................................................... Operações de Arrendamentos a Receber: - Setor Público ............................................................................................................................................... - Setor Privado............................................................................................................................................... Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil ........................................................................................... Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa .............................................. OUTROS CRÉDITOS.................................................................................................................................... Diversos (Nota 8b)......................................................................................................................................... Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa............................................................................... OUTROS VALORES E BENS........................................................................................................................ Despesas Antecipadas..................................................................................................................................

7.127.800 2.250.304 16

7.127.800 1.658.414 7.011

4.158.989 (4.158.178) (135.052) 624.604 624.767 (163) 591 591

3.991 4.272.988 (4.276.362) (213.390) 573.411 573.618 (207) 676 676

PERMANENTE ............................................................................................................................................. INVESTIMENTOS (Nota 9) ........................................................................................................................... Participações em Coligadas: - No País........................................................................................................................................................ Outros Investimentos..................................................................................................................................... Provisões para Perdas .................................................................................................................................. IMOBILIZADO DE USO (Nota 10)................................................................................................................. Imóveis de Uso.............................................................................................................................................. Reavaliações de Imóveis de Uso .................................................................................................................. Outras Imobilizações de Uso......................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................ IMOBILIZADO DE ARRENDAMENTO (Notas 7h e 10) ................................................................................ Bens Arrendados........................................................................................................................................... Depreciações Acumuladas............................................................................................................................

10.297.353 38.093

10.073.318 35.953

31.278 26.394 (19.579) 6.503 11.117 13.939 155 (18.708) 10.252.757 14.148.596 (3.895.839)

28.496 27.036 (19.579) 7.397 11.117 13.939 155 (17.814) 10.029.968 13.277.992 (3.248.024)

77.763.491

64.211.836

TOTAL ...........................................................................................................................................................

77.763.491

64.211.836

TOTAL ...........................................................................................................................................................

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO - Em Reais mil

RECEITAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ........................................................ Operações de Crédito ................................................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................... Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 6b) ......................... DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ...................................................... Operações de Captações no Mercado.......................................................................... Operações de Empréstimos e Repasses ...................................................................... Operações de Arrendamento Mercantil......................................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Nota 7f e g)...................................... RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA....................................... OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS ................................................... Outras Despesas Administrativas (Nota 16).................................................................. Despesas Tributárias (Nota 17) ..................................................................................... Resultado de Participações em Coligadas e Controladas (Nota 9a) ............................ Outras Receitas Operacionais (Nota 18)....................................................................... Outras Despesas Operacionais (Nota 19)..................................................................... RESULTADO OPERACIONAL ..................................................................................... RESULTADO NÃO OPERACIONAL (Nota 20) ............................................................ RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO ...................................... IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (Nota 22) ................................... LUCRO LÍQUIDO.......................................................................................................... Número de ações (Nota 15b) ........................................................................................ Lucro por ação em R$ ...................................................................................................

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - Em Reais mil

2º Semestre 2011 5.868.185 35.784 2.102.111 3.730.290 (5.119.110) (3.441.625) (11.949) (1.597.619) (67.917) 749.075 (5.865) (19.020) (43.552) 1.469 91.970 (36.732) 743.210 (7.111) 736.099 (146.815) 589.284 23.422 25.159,42

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010 11.012.704 8.764.177 66.631 52.975 4.214.238 3.950.835 6.731.835 4.760.367 (9.529.940) (7.687.290) (6.191.905) (4.520.389) (24.141) (32.944) (3.229.844) (3.101.056) (84.050) (32.901) 1.482.764 1.076.887 (53.280) (58.591) (35.724) (30.686) (83.977) (59.937) 2.808 2.280 186.080 69.564 (122.467) (39.812) 1.429.484 1.018.296 (24.701) (36.042) 1.404.783 982.254 (422.893) (404.027) 981.890 578.227 23.422 23.422 41.921,70 24.687,35

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais: Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......................... Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos......................................................... Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa......................................................... Depreciações e Amortizações..................................................................................... Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais ............................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas........................................... Superveniência de Depreciação.................................................................................. Prejuízo na Alienação de Bens Arrendados ................................................................ Provisão/(Reversão) de Provisão por Desvalorização de Ativos................................. Outros .......................................................................................................................... Lucro Líquido ajustado antes do Imposto de Renda e Contribuição Social ......... (Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez................................ (Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos Financeiros Derivativos ................................................................................................................. (Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens............................. (Aumento)/Redução em Operações de Arrendamento Mercantil................................ Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses ........................... Aumento/(Redução) em Outras Obrigações ............................................................... Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos ......................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades Operacionais ..................... Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos: (Aumento)/Redução em Títulos Disponíveis para Venda ............................................ Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................. Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento................................................. Aquisição de Bens não de Uso Próprio ....................................................................... Alienação de Bens não de Uso Próprio....................................................................... Alienação de Investimentos ......................................................................................... Dividendos Recebidos ................................................................................................. Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Investimentos............... Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamentos: Aumento de Capital em Dinheiro/Incorporação de Ações ......................................... Aumento/(Redução) em Recursos de Emissão de Debêntures ................................ Juros sobre o Capital Próprio Pagos ......................................................................... Caixa Líquido Proveniente/(Utilizado) das Atividades de Financiamentos ........... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................ Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período ....................................................... Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período .......................................................... Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa ............................

7.127.800 2.127.800 5.000.000 7.127.800 7.127.800

Reservas de Lucros EstatuLegal tárias 128.384 1.829.392 29.464 157.848 79.842 28.912 108.754 49.094 157.848

Ajustes de Avaliação Patrimonial Lucros Próprias Acumulados 7.149 (7.133) -

93.244 169.820 2.092.456 1.137.673 411.987 1.549.660 542.796 2.092.456

16 4.835 2.176 7.011 (6.995) 16

589.284 (199.284) (390.000) 578.227 (440.899) (137.328) 981.890 (591.890) (390.000) -

Totais 9.092.725 (7.133) 93.244 589.284 (390.000) 9.378.120 3.350.150 5.000.000 2.176 578.227 (137.328) 8.793.225 (6.995) 981.890 (390.000) 9.378.120

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - Em Reais mil

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - Em Reais mil Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 2010

2º Semestre 2011

Eventos Saldos em 30.6.2011............................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial ........................... Reversão dos Dividendos Distribuídos no 1º Semestre/2011 ................................................. Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Juros sobre o Capital Próprio pagos Saldos em 31.12.2011............................................ Saldos em 31.12.2009............................................ Aumento de Capital ................................................. Ajustes de Avaliação Patrimonial ............................ Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Dividendos propostos ...................... Saldos em 31.12.2010............................................ Ajustes de Avaliação Patrimonial ............................ Lucro Líquido........................................................... Destinações: - Reservas.......................................... - Juros sobre o Capital Próprio pagos Saldos em 31.12.2011............................................

Capital Social Capital Realizado 7.127.800 -

736.099 1.383.989 67.917 1.582.392 (29.535) (1.469) (242.475) 9.787 7.448 (10.076) 2.120.088 (4.420.729)

1.404.783 2.823.946 84.050 3.203.973 40.922 (2.808) (526.986) 20.468 14.404 (10.077) 4.228.729 (12.108.612)

982.254 2.478.248 32.901 3.089.392 13.692 (2.280) (672.166) 16.252 (1.889) 2.346 3.460.502 (9.506.013)

(156.927) 30.558 (11.440) (8.449) 79.947 (62.175) (2.429.127)

(254.704) (70.655) (34.841) (10.236) 238.366 (230.845) (8.242.798)

15.398 12.097 (8.121) (127.224) 643.992 (187.720) (5.697.089)

4.962 (1.987.769) 497.064 (34.570) 26.057 10.496 6 (1.483.754)

4.769 (3.892.489) 975.337 (66.394) 53.584 10.719 346 (2.914.128)

(1.451) (4.937.173) 790.410 (58.985) 52.226 574 30 (4.154.369)

3.436.927 (390.000) 3.046.927 (865.954) 1.853.768 987.814 (865.954)

12.534.627 (390.000) 12.144.627 987.701 113 987.814 987.701

5.000.000 4.228.523 9.228.523 (622.935) 623.048 113 (622.935)

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

Descrição 1 - RECEITAS ......................................................... 1.1) Intermediação Financeira......................... 1.2) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.................................................... 1.3) Outras ........................................................

2º Semestre 2011 % 5.848.395 750,1 5.868.185 752,7

Exercícios findos em 31 de dezembro 2011 % 2010 10.967.566 736,7 8.724.986 11.012.704 739,7 8.764.177

% 837,2 840,9

(67.917) 48.127

(8,7) 6,1

(84.050) 38.912

(5,5) 2,6

(32.901) (6.290)

(3,1) (0,6)

2 - DESPESAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA .....................................................

(5.051.193)

(647,9)

(9.445.890)

(634,5)

(7.654.389)

(734,5)

3 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS ....... Serviços de Terceiros......................................... Apreensão de Bens............................................ Serviços do Sistema Financeiro ........................ Propaganda, Promoções e Publicidade............. Transportes ........................................................ Jurídicas Processuais ........................................ Emolumentos Judiciais e Cartorários ................ Serviços Técnicos Especializados ..................... Processamento de Dados.................................. Outras ................................................................

(18.573) (153) (1.608) (1.012) (883) (160) (2.692) (4.759) (5.497) (1.728) (81)

(2,3) (0,2) (0,1) (0,1) (0,4) (0,6) (0,7) (0,2) -

(34.830) (333) (3.456) (1.731) (1.285) (309) (5.868) (7.577) (10.179) (3.906) (186)

(2,3) (0,2) (0,1) (0,1) (0,4) (0,5) (0,7) (0,3) -

(29.789) (373) (3.022) (1.581) (1.187) (339) (6.812) (6.312) (5.888) (4.084) (191)

(2,8) (0,3) (0,2) (0,1) (0,6) (0,6) (0,6) (0,4) -

4 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2-3).............. 5 - DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO ................. 6 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (4-5) ............... 7 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA............................................. Resultado de Participações em Coligadas e Controladas.....................................................

778.629 (447)

99,9 (0,1)

1.486.846 (894)

99,9 (0,1)

1.040.808 (897)

99,9 (0,1)

778.182

99,8

1.485.952

99,8

1.039.911

99,8

1.469

0,2

2.808

0,2

2.280

0,2

1.469

0,2

2.808

0,2

2.280

0,2

8 - VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (6+7).....

779.651

100,0

1.488.760

100,0

1.042.191

100,0

9 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO...... 9.1) Impostos, Taxas e Contribuições ............ Federais ...................................................... Municipais ................................................... 9.2) Remuneração de Capitais Próprios ....... Dividendos .................................................. Juros sobre o Capital Próprio ..................... Lucros Retidos ............................................

779.651 190.367 185.945 4.422 589.284 390.000 199.284

100,0 24,4 23,8 0,6 75,6 50,0 25,6

1.488.760 506.870 498.234 8.636 981.890 390.000 591.890

100,0 34,1 33,5 0,6 65,9 26,2 39,7

1.042.191 463.964 456.254 7.710 578.227 137.328 440.899

100,0 44,5 43,8 0,7 55,5 13,2 42,3

As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1) CONTEXTO OPERACIONAL A Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil (Bradesco Leasing) tem como objetivo, exclusivamente, a prática das operações de arrendamento mercantil, sendo observadas as disposições da legislação em vigor. É parte integrante da Organização Bradesco, sendo suas operações conduzidas de modo integrado a um conjunto de empresas que atuam nos mercados financeiros e de capitais, utilizando-se dos recursos administrativos e tecnológicos e na gestão de riscos. Suas Demonstrações Contábeis devem ser entendidas neste contexto. 2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS As demonstrações contábeis foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis emanadas das Leis nos 4.595/64 (Lei do Sistema Financeiro Nacional) e 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) e alterações introduzidas pela Lei nº 11.941/09, para a contabilização das operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (BACEN) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Incluem, estimativas e premissas, tais como: a mensuração de perdas estimadas com operações de crédito e de arrendamento mercantil; estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros; provisões cíveis, fiscais e trabalhistas; perdas por redução ao valor recuperável (impairment) de títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda, mantidos até o vencimento e ativos não financeiros; e outras provisões. Os resultados efetivos podem ser diferentes daqueles estabelecidos por essas estimativas e premissas. As demonstrações contábeis foram aprovadas pela Administração em 14 de fevereiro de 2012. 3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS a) Moeda funcional e de apresentação As demonstrações contábeis estão apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Instituição. b) Apuração do resultado O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As operações com taxas prefixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data do balanço. As receitas de arrendamento mercantil são calculadas e apropriadas, mensalmente, pelo valor das contraprestações exigíveis no período (Portaria MF nº 140/84) e considera o ajuste a valor presente das operações de arrendamento mercantil. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pela Instituição para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo. d) Aplicações interfinanceiras de liquidez As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. e) Títulos e valores mobiliários - Classificação Títulos para negociação - adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período; Títulos disponíveis para venda - que não se enquadram como para negociação nem como mantidos até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período, e ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários, os quais só serão reconhecidos no resultado quando da efetiva realização; e Títulos mantidos até o vencimento - adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em carteira até o vencimento. São registrados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período.

Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda, bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração. f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos) São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação, levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra riscos (hedge) ou não. As operações que envolvam instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as necessidades próprias para administrar a exposição global da Instituição, no sentido de administração de suas posições. As valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos instrumentos financeiros. g) Operações de arrendamento mercantil A carteira de arrendamento mercantil é constituída por contratos celebrados ao amparo da Portaria nº 140/84, do Ministério da Fazenda, que contém cláusulas de: a) não cancelamento; b) opção de compra; e c) atualização pós-fixada ou prefixada e são contabilizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN, conforme segue: I - Arrendamentos a receber Refletem o saldo das contraprestações a receber, atualizadas de acordo com índices e critérios estabelecidos contratualmente. II - Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor Residual Garantido (VRG) Registrados pelo valor contratual, em contrapartida às contas retificadoras de Rendas a apropriar de arrendamento mercantil e Valor residual a balancear, ambos apresentados pelas condições pactuadas. O VRG recebido antecipadamente é registrado em Outras Obrigações - Credores por Antecipação do Valor Residual até a data do término contratual. O ajuste a valor presente das contraprestações e do VRG a receber das operações de arrendamento mercantil financeiro é reconhecido como superveniência/insuficiência de depreciação no imobilizado de arrendamento mercantil, objetivando compatibilizar as práticas contábeis. Nas operações que apresentem atraso igual ou superior a sessenta dias, a apropriação ao resultado passa a ocorrer quando do recebimento das parcelas contratuais, de acordo com a Resolução nº 2.682/99 do CMN. III - Imobilizado de arrendamento É registrado pelo custo de aquisição, deduzido das depreciações acumuladas. A depreciação é calculada pelo método linear, com o benefício de redução de 30% na vida útil normal do bem, prevista na legislação vigente. As principais taxas anuais de depreciação utilizadas, base para esta redução, são as seguintes: veículos e afins, 20%; móveis e utensílios, 10%; máquinas e equipamentos, 10%; e outros bens, 10% e 20%. IV - Perdas em arrendamentos Os prejuízos apurados na venda de bens arrendados são diferidos e amortizados pelo prazo remanescente de vida útil normal dos bens, sendo demonstrados juntamente com o Imobilizado de Arrendamento (Nota 7h). V - Superveniência (insuficiência) de depreciação Os registros contábeis das operações de arrendamento mercantil são mantidos conforme exigências legais, específicas para esse tipo de operação. Os procedimentos adotados e sumariados nos itens “II” a “IV” acima diferem das práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira, principalmente no que concerne ao regime de competência no registro das receitas e despesas relacionadas aos contratos de arrendamento mercantil. Em consequência, de acordo com a Circular BACEN nº 1.429/89, foi calculado o valor presente das contraprestações em aberto, utilizando-se a taxa interna de retorno de cada contrato, registrando-se uma receita ou despesa de arrendamento mercantil, em contrapartida às rubricas de superveniência ou insuficiência de depreciação, respectivamente, registradas no Ativo Permanente (Nota 7h), com o objetivo de adequar as operações de arrendamento mercantil ao regime de competência. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

13

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS VI - Provisão para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa A provisão estimada para créditos de arrendamento mercantil de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do BACEN, associadas às avaliações realizadas pela Administração na determinação dos riscos de crédito. As operações de arrendamento mercantil são classificadas nos respectivos níveis de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do CMN, que requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são considerados os períodos de atraso definidos na Resolução nº 2.682/99 do CMN, para atribuição dos níveis de classificação dos clientes, da seguinte forma: Período de atraso (1) Classificação do cliente de 15 a 30 dias ................................................................................................................................................................... B de 31 a 60 dias ................................................................................................................................................................... C de 61 a 90 dias ................................................................................................................................................................... D de 91 a 120 dias ................................................................................................................................................................. E de 121 a 150 dias ............................................................................................................................................................... F de 151 a 180 dias ............................................................................................................................................................... G superior a 180 dias............................................................................................................................................................. H (1) Para as operações com prazos a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos períodos atraso, conforme facultado pela Resolução nº 2.682/99 do CMN. l das operações vencidas até o 59º dia é contabilizada em receitas e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar, sendo que o A atualização (accrual) reconhecimento em receitas só ocorrerá quando do seu efetivo recebimento. As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em contas de compensação por no mínimo cinco anos. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas. As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam controladas em contas de compensação, são classificadas como nível “H” e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidas quando efetivamente recebidos. Quando houver amortização significativa da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco. h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo) Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados sobre adições temporárias e prejuízo fiscal, são registrados na rubrica “Outros Créditos - Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é registrada na rubrica “Outras Obrigações - Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a superveniência de depreciação, é aplicada somente a alíquota de imposto de renda. Os créditos tributários sobre adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. O crédito tributário sobre prejuízo fiscal será realizado de acordo com a geração de lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os estudos técnicos e análises realizadas pela Administração. A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15% para empresas do segmento financeiro. Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as respectivas legislações vigentes. De acordo com a Lei nº 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e pelos artigos 37 e 38 da Lei nº 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas Leis estão registrados nos ativos e passivos diferidos correspondentes. i) Despesas antecipadas São representas pelas aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros. São registrados no resultado de acordo com o princípio da competência. j) Investimentos Os investimentos em empresas controladas e coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para perdas/redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. k) Imobilizado Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade. É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso/edificações - 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos - 10% ao ano; sistema de transportes 20% ao ano; e sistemas de processamento de dados - de 20% a 50% ao ano e ajustados por redução ao valor recuperável (impairment), quando aplicável. l) Diferido Registrado ao custo de aquisição ou formação, líquido das respectivas amortizações acumuladas de 20% ao ano, calculadas pelo método linear. A partir de 8 de dezembro de 2008 as novas operações passaram a ser registradas no ativo intangível de acordo com a Carta Circular nº 3.357/08 do BACEN. m) Redução ao valor recuperável de ativos (impairment) Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias títulos disponíveis para venda e mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos tributários, são revistos, no mínimo, anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por redução ao valor recuperável (impairment), e caso seja detectada uma perda, esta é reconhecida no resultado do período quando o valor contábil do ativo exceder seu valor recuperável (apurado pelo: (i) potencial valor de venda, ou valor de realização deduzido das respectivas despesas ou (ii) valor em uso calculado pela unidade geradora de caixa, dos dois o maior). Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa substancialmente independentes de outros ativos e grupos.

n) Provisões, ativos e passivos contingentes e obrigações legais - fiscais e previdenciárias O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das provisões, das contingências ativas e passivas e também das obrigações legais são efetuados de acordo com os critérios definidos pelo CPC 25, o qual foi aprovado pela Resolução nº 3.823/09 do CMN e pela Deliberação CVM nº 594/09, sendo: • Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não caibam mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro passivo exigível. Os ativos contingentes, cuja expectativa de êxito é provável, são divulgados nas notas explicativas (Nota 13a); • Provisões: são constituídas levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança; • Passivos Contingentes: de acordo com o CPC 25, o termo “contingente” é utilizado para passivos que não são reconhecidos, pois a sua existência somente será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros e incertos que não estejam totalmente sob o controle da Administração. Os passivos contingentes não satisfazem os critérios de reconhecimento, pois são considerados como perdas possíveis, devendo apenas ser divulgados em notas explicativas, quando relevantes. As obrigações classificadas como remotas não são provisionadas e nem divulgadas (Nota 13b e c); e • Obrigações Legais - Provisão para Riscos Fiscais: decorrem de processos judiciais, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade que, independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 13b). o) Outros ativos e passivos Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias, auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias, incorridos (em base “pro-rata” dia). p) Eventos subsequentes Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização para sua emissão. São compostos por: • Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das demonstrações contábeis; e • Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na data-base das demonstrações contábeis. Não houve qualquer evento subsequente para essas demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2011. 4) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Disponibilidades em moeda nacional ...................................................................................................... 567 113 Total de disponibilidades (caixa) ......................................................................................................... 567 113 Aplicações interfinanceiras de liquidez (1) .............................................................................................. 987.247 Total caixa e equivalentes de caixa ..................................................................................................... 987.814 113 (1) Refere-se a operações cujo vencimento, na data da efetiva aplicação, foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo. 5) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Vencimentos 1 a 30 dias

31 a 60 dias

61 a 90 dias

91 a 180 dias

181 a 360 dias

Em 31 de dezembro - R$ mil Total 2011 2010

Acima de 360 dias

Aplicações no mercado aberto: Posição bancada (1) .............. 3.053.738 967.867 1.808.139 7.321.954 1.823.455 Debêntures .............................. 3.053.738 967.867 1.808.139 7.321.954 1.823.455 Aplicações em depósitos interfinanceiros:................... 10.197.624 380.757 Aplicações em depósitos interfinanceiros ...................... 10.197.624 380.757 Total em 2011 ......................... 13.251.362 967.867 1.808.139 7.702.711 1.823.455 Total em 2010 ......................... 1.408.593 1.601.747 8.913.397 1.903.512 (1) Prazo dos papéis que estão lastreando as operações. b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores mobiliários.

1.110.340 1.110.340

16.085.493 16.085.493

9.713.993 9.713.993

38.648.159

49.226.540

42.502.180

38.648.159 39.758.499 38.388.924

49.226.540 65.312.033

42.502.180 52.216.173

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Rendas de aplicações em operações compromissadas: Posição bancada ..................................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros ............................................................................. Total (Nota 6b)........................................................................................................................................

1.501.629 1.501.629 5.050.272 6.551.901

828.652 828.652 3.804.500 4.633.152

6) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS a) Classificação por categoria e prazos Em 31 de dezembro - R$ mil 2010

2011 Valor de custo atualizado 1.641.759 333.830 12.469 4.509 7.081 1.246.832 2.102 34.936 16 16 1.641.775

Valor de mercado/ contábil (2) 1.641.762 333.833 12.469 4.509 7.081 1.246.832 2.102 34.936 43 43 1.641.805

Valor de mercado/ contábil (2) 1.387.058 211.475 3.619 2.582 1.155.553 2.595 11.234 11.807 11.807

1 a 30 31 a 180 181 a 360 Acima de Marcação Marcação Títulos (1) dias dias dias 360 dias a mercado a mercado Títulos para negociação (3) .............................................................. 1.347.650 2.409 34.634 257.069 3 (19) Letras financeiras do tesouro .............................................................. 98.716 1.442 10.174 223.501 3 (19) Certificados de depósito bancário ....................................................... 967 3.373 8.129 Debêntures .......................................................................................... 2.060 2.449 Letras do tesouro nacional .................................................................. 7.081 Notas do tesouro nacional................................................................... 1.246.832 Notas promissórias.............................................................................. 2.102 Outros.................................................................................................. 19.027 15.909 Títulos disponíveis para venda (4)................................................... 43 27 11.601 Ações................................................................................................... 43 27 11.601 Total em 2011 ..................................................................................... 1.347.693 2.409 34.634 257.069 30 Total em 2010 ..................................................................................... 27.855 42.655 5.778 1.322.577 1.398.865 11.582 (1) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos. No encerramento do período, os fundos exclusivos administrados pelo Conglomerado Bradesco somavam R$ 1.580.884 mil (2010 - R$ 1.282.164 mil). Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil; (2) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível, os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de precificações, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes. No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; (3) Para fins de apresentação do Balanço Patrimonial os títulos classificados como “para negociação” estão demonstrados no ativo circulante; e (4) Em 2011 foram realizadas perdas que não temporárias de R$ 122 mil para os títulos classificados na categoria de disponíveis para venda (2010 - não houve realização de perdas que não temporárias). b) Resultado de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos Exercícios findos em em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 6.551.901 4.633.152 7.377 13.666 15.617 (42) 156.990 113.591 6.731.835 4.760.367

Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 5b).................................................................................... Títulos de renda fixa ................................................................................................................................ Títulos de renda variável ......................................................................................................................... Fundos de investimento........................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ c) Instrumentos financeiros derivativos A Bradesco Leasing não possuía posição de instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2011 e de 2010. Análise de Sensibilidade - Instrução CVM nº 475/08 Como boa prática de governança de gestão de riscos, o Banco Bradesco S.A. possui um processo contínuo de gerenciamento de suas posições, que engloba o controle de todas as posições expostas ao risco de mercado através de medidas condizentes com as melhores práticas internacionais e o Novo Acordo de Capitais - Basileia II. Destacamos, ainda, que as instituições financeiras possuem limites e controles de riscos e alavancagem regulamentados pelo Bacen. As propostas de limites de riscos são validadas em Comitês específicos de negócios e submetidas à aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites definidos pelo Conselho de Administração, conforme os objetivos das posições, as quais são segregadas nas seguintes Carteiras: Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias, inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas à hedge de outros da carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, ou realização de arbitragem. Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus eventuais hedges. De acordo com a natureza das suas atividades, a Bradesco Leasing possui em seu portfólio apenas operações Banking e não tem exposição a instrumentos financeiros derivativos. Em 31 de dezembro - R$ mil Carteira Banking (1) 2011 2010 1 2 3 1 2 3 Taxa de Juros Exposições sujeitas à em Reais variações de taxas de de juros prefixadas e cupom de taxas de juros (425) (109.373) (210.898) (797) (233.205) (452.223) Renda Variável Exposições sujeitas à variação do preço de ações (95) (2.365) (4.729) Total sem correlação (520) (111.738) (215.627) (797) (233.205) (452.223) Total com correlação (430) (109.242) (210.638) (797) (233.205) (452.223) (1) Valores líquidos de efeitos fiscais

Cenário 2: Foram determinados choques de 25% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.12.2011 o Índice Bovespa foi de 42.566 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.12.2011 foi de 12,56% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 25% nas respectivas curvas ou preços. Cenário 3: Foram determinados choques de 50% com base no mercado. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.12.2011 o Índice Bovespa foi de 28.377 pontos. Para o cenário de juros, a taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.12.2011 foi de 15,07% a.a. Os cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 50% nas respectivas curvas ou preços. 7) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL, OUTROS CRÉDITOS E PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA a) Os contratos de arrendamento mercantil possuem atualização prefixada ou pós-fixada e podem ter as seguintes características: • Arrendamento financeiro, com cláusula de não-cancelamento e opção de compra; e • Arrendamento operacional, com cláusula que possibilita o cancelamento e asseguram ao arrendatário a opção pela aquisição do bem a qualquer momento, pelo valor de mercado. b) Conciliação da composição da carteira de arrendamento financeiro, a valor presente, com os saldos contábeis Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 7.356.601 7.403.269 (7.231.433) (7.296.593) 14.140.079 13.264.176 (3.887.472) (3.238.141) (6.994.077) (5.836.030) 3.106.605 2.597.889 (3.377.829) (3.108.620) 6.999.946 7.024.091

Arrendamentos financeiros a receber ..................................................................................................... (-) Rendas a apropriar de arrendamentos financeiros a receber ............................................................ Bens arrendados financeiros + perdas em arrendamentos (líquidas)..................................................... (-) Depreciação acumulada sobre bens arrendados financeiros:............................................................ - Depreciações acumuladas............................................................................................................... - Superveniência de depreciação....................................................................................................... (-) Valor residual garantido antecipado (Nota 14b).................................................................................. Total do valor presente ......................................................................................................................... c) Carteiras e prazos

Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias Operações de arrendamento mercantil ................................ Outros créditos (1)................... Total em 2011 ......................... Total em 2010 .........................

31 a 60 dias

367.217 239 367.456 358.611

Curso normal 91 a 180 181 a 360 dias dias

61 a 90 dias

309.065 237 309.302 335.844

291.581 234 291.815 275.859

808.600 690 809.290 826.993

Acima de 360 dias

1.386.208 1.322 1.387.530 1.386.562

Total 2011 (A)

3.301.392 5.434 3.306.826 3.409.145

6.464.063 8.156 6.472.219

Total 2010 (A) 6.583.533 9.481 6.593.014

Em 31 de dezembro - R$ mil

As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas datas, sempre considerando as informações de mercado na época e cenários que afetariam negativamente nossas posições. Operações de arrendamento ç ( p Anbima, etc.)) foram aplicados p q p p j Cenário 1: Com base nas informações de mercado (BM&FBovespa, choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de mercantil ......................................... variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.12.2011 o Índice Bovespa foi de 56.187 pontos. Para o cenário de juros, a Total em 2011 .................................. Total em 2010 .................................. taxa prefixada de 1 ano aplicada nas posições de 30.12.2011 foi de 10,06% a.a.

1 a 30 dias 22.414 22.414 17.459

31 a 60 dias

61 a 90 dias

18.552 18.552 14.717

Curso anormal Parcelas vencidas 91 a 180 181 a 720 dias dias

11.278 11.278 9.039

22.355 22.355 15.770

Total 2011 (B)

14.393 14.393 12.248

88.992 88.992

Total 2010 (B) 69.233 69.233

Em 31 de dezembro - R$ mil Curso anormal Parcelas vincendas 61 a 90 91 a 180 dias dias 20.713 56.925 20.713 56.925 16.014 46.374

1 a 30 31 a 60 dias dias Operações de arrendamento mercantil ............................................... 22.091 21.989 Outros créditos (1)............................................................................... Total em 2011 ..................................................................................... 22.091 21.989 Total em 2010 ..................................................................................... 17.208 18.282 (1) A rubrica “Outros créditos” compreende devedores por compra de valores e bens e títulos e créditos a receber.

Total 181 a 360 dias 100.016 100.016 79.804

Acima de 360 dias 225.157 225.157 193.643

2011 (C) 446.891 446.891

Total Geral 2011 2010 (A+B+C) (A+B+C) 6.999.946 7.024.091 8.156 9.481 7.008.102 7.033.572

2010 (C) 371.325 371.325

d) Concentração de operações de arrendamento mercantil e outros créditos Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Maior devedor................................................................................... Vinte maiores devedores ..................................................................

%

34.739 411.873

2010 0,5 5,9

%

56.425 473.328

0,8 6,7

e) Setor de atividade econômica Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Setor público................................................................................... Intermediários financeiros ................................................................ Setor privado .................................................................................. Indústria .......................................................................................... Alimentícia e bebidas ....................................................................... Siderúrgica, metalúrgica e mecânica ............................................... Química ............................................................................................ Papel e celulose ............................................................................... Veículos leves e pesados ................................................................. Extração de minerais metálicos e não metálicos ............................. Têxtil e confecções........................................................................... Artigos de borracha e plásticos ........................................................ Eletroeletrônica................................................................................. Móveis e produtos de madeira ......................................................... Autopeças e acessórios ................................................................... Materiais não metálicos.................................................................... Artefatos de couro ............................................................................ Refino de petróleo e produção de álcool.......................................... Edição, impressão e reprodução ...................................................... Demais indústrias .............................................................................

%

4.571 4.571 7.003.531 1.295.108 212.271 283.451 63.890 25.283 13.615 103.811 66.130 119.046 44.073 77.200 41.642 90.595 15.778 19.159 90.854 28.310

2010 0,1 0,1 99,9 18,4 3,0 4,0 0,9 0,4 0,2 1,5 0,9 1,7 0,6 1,1 0,6 1,3 0,2 0,3 1,3 0,4

13.544 13.544 7.020.028 1.277.122 213.603 284.641 70.726 29.583 11.794 89.125 68.291 116.784 36.979 82.383 41.234 81.112 13.413 22.559 94.354 20.541

% 0,2 0,2 99,8 18,2 3,0 4,0 1,0 0,4 0,2 1,3 1,0 1,7 0,5 1,2 0,6 1,2 0,2 0,3 1,3 0,3

2011 1.496.544 459.681 194.598 68.587 61.846 55.254 137.135 53.158 137.841 116.586 65.899 9.958 68.229 67.772 15.878 3.274.862 1.187.889

Comércio ......................................................................................... Produtos em lojas especializadas .................................................... Produtos alimentícios, bebidas e fumo............................................. Artigos de uso pessoal e doméstico................................................. Veículos automotores ....................................................................... Vestuário e calçados ........................................................................ Varejistas não especializados .......................................................... Atacadista de mercadorias em geral ................................................ Reparação, peças e acessórios para veículos automotores ............ Resíduos e sucatas .......................................................................... Combustíveis .................................................................................... Produtos agropecuários ................................................................... Intermediário do comércio................................................................ Demais comércios ............................................................................ Intermediários financeiros............................................................. Serviços........................................................................................... Transportes e armazenagens........................................................... Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas ........................................................................................ Construção civil ................................................................................ Produção e distribuição de eletricidade, gás e água........................ Telecomunicações ............................................................................ Serviços sociais, educação, saúde, defesa e seguridade social............................................................................................... Atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas ........... Atividades jurídicas, contábeis e assessoria empresarial ................ Alojamento e alimentação ................................................................ Demais serviços ............................................................................... Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e exploração florestal.......................................................................................... Pessoa física................................................................................... Total .................................................................................................

% 21,5 6,6 2,8 1,0 0,8 0,8 2,0 0,8 2,0 1,7 0,9 0,1 1,0 1,0 0,2 46,7 17,0

Em 31 de dezembro - R$ mil 2010 % 1.483.797 21,1 477.878 6,8 195.597 2,8 68.405 1,0 63.460 0,9 41.845 0,6 128.965 1,8 56.557 0,8 134.210 1,9 120.375 1,7 64.372 0,9 10.276 0,1 66.990 1,0 54.867 0,8 17.405 0,2 3.142.486 44,7 1.166.357 16,6

722.685 595.752 16.646 18.688

10,2 8,5 0,2 0,3

706.891 534.182 19.036 18.271

10,0 7,6 0,3 0,3

162.967 123.022 236.681 64.611 145.921

2,3 1,8 3,4 0,9 2,1

166.074 106.782 184.619 65.890 174.384

2,4 1,5 2,6 0,9 2,5

100.155 820.984 7.008.102

1,4 11,7 100,0

101.146 998.072 7.033.572

1,4 14,2 100,0

f) Composição da carteira e da provisão para créditos de liquidação duvidosa por nível de risco Em 31 de dezembro - R$ mil Provisão mínima requerida Saldo da Carteira Curso Curso Específica Nível de risco normal anormal Total (1) % Vencidas Vincendas AA........................................................................................................ 112.983 112.983 1,6 A .......................................................................................................... 576.051 576.051 8,2 B .......................................................................................................... 1.309.191 10.228 1.319.419 18,8 3 98 C .......................................................................................................... 4.147.542 84.361 4.231.903 60,4 178 2.353 Subtotal .............................................................................................. 6.145.767 94.589 6.240.356 89,0 181 2.451 D .......................................................................................................... 206.316 116.215 322.531 4,7 1.142 10.480 E .......................................................................................................... 23.653 63.290 86.943 1,2 2.826 16.161 F .......................................................................................................... 24.856 38.166 63.022 0,9 3.279 15.804 G.......................................................................................................... 11.044 47.922 58.966 0,8 6.051 27.494 H .......................................................................................................... 60.584 175.700 236.284 3,4 46.576 129.124 Subtotal .............................................................................................. 326.453 441.293 767.746 11,0 59.874 199.063 Total em 2011 ..................................................................................... 6.472.220 535.882 7.008.102 100,0 60.055 201.514 % ......................................................................................................... 92,4 7,6 100,0 11,8 39,5 Total em 2010 ..................................................................................... 6.593.014 440.558 7.033.572 100,0 45.461 156.249 % ......................................................................................................... 93,7 6,3 100,0 10,3 35,3 (1) Inclui o valor dos resíduos das contraprestações, e dos residuais parcelados e final, dos contratos de arrendamento mercantil com cláusula de variação cambial, que estão sendo questionados judicialmente.

Genérica

Total 2011

2.881 13.092 124.426 140.399 20.631 7.096 12.428 7.731 60.584 108.470 248.869 48,7 241.067 54,4

2.881 13.193 126.957 143.031 32.253 26.083 31.511 41.276 236.284 367.407 510.438 100,0

2010 3.293 13.344 130.290 146.927 20.398 23.106 30.993 25.355 195.998 295.850

% Mínimo Requerido 0,5 1,0 3,0 10,0 30,0 50,0 70,0 100,0

442.777 100,0 continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

14

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa Saldo inicial.................................................................................................................................................. Constituição................................................................................................................................................... Baixas............................................................................................................................................................ Saldo final .................................................................................................................................................... - Provisão específica (1)................................................................................................................................ - Provisão genérica (2) .................................................................................................................................. Recuperação de créditos baixados (3)...................................................................................................... Renegociação de créditos no exercício .................................................................................................... (1) Para as operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias; (2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e (3) Registrada em receitas de operações de crédito, como previsto nas normas e instruções do BACEN. h) O imobilizado de arrendamento é composto como segue:

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 442.777 426.319 84.050 32.901 (16.389) (16.443) 510.438 442.777 261.569 201.710 248.869 241.067 66.631 52.795 128.224 162.114

8) OUTROS CRÉDITOS a) Rendas a receber Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Dividendos..................................................................................................................................................... Total ..............................................................................................................................................................

2010 2.902 2.902

3.678 3.678

b) Diversos Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 8.640.861 8.162.539 3.824.847 3.757.973 1.532.509 1.246.334 150.379 111.146 14.148.596 13.277.992 (7.002.445) (5.845.913) 3.106.606 2.597.889 (3.895.839) (3.248.024) 10.252.757 10.029.968

Veículos e afins ............................................................................................................................................. Máquinas e equipamentos ............................................................................................................................ Outros............................................................................................................................................................ Perdas em arrendamentos a amortizar (líquida) (Nota 3g - IV) .................................................................... Total de bens arrendados ........................................................................................................................... Depreciação acumulada de bens arrendados............................................................................................... Superveniência de depreciação (Nota 3g - V)............................................................................................... Total da depreciação acumulada ............................................................................................................... Imobilizado de arrendamento.....................................................................................................................

A Bradesco Leasing apurou no período superveniência de depreciação no montante de R$ 508.716 mil (2010 - R$ 645.610 mil) registrada em imobilizado de arrendamento, sendo R$ 18.270 mil (2010 - R$ 26.556 mil) classificada em bens não de uso próprio, em decorrência de reintegração de posse de bens arrendados e R$ 526.986 mil (2010 - R$ 672.166 mil) em resultado do período.

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 Créditos tributários (Nota 22c)....................................................................................................................... Devedores por depósitos em garantia........................................................................................................... Impostos e contribuições a compensar/recuperar......................................................................................... Pagamentos a ressarcir................................................................................................................................. Devedores por compra de valores e bens..................................................................................................... Outros............................................................................................................................................................ Total ..............................................................................................................................................................

2010

319.268 410.031 67.099 15.528 8.157 21.690 841.773

348.235 365.197 43.285 20.498 9.481 12.887 799.583

9) INVESTIMENTOS a) Ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos, registrados em contas de resultado, sob a rubrica de “Resultado de participações em coligadas e controladas”: Em 31 de dezembro - R$ mil Participação no Capital Social % 19,500 1,781

Patrimônio Quantidade de ações/cotas Lucro Capital Líquido possuídas (em milhares) Líquido Empresas Social Ajustado Ações Cotas Ajustado Aquarius Holdings Ltda. ...................................................................... 32.658 60.756 6.368 4.237 Serel Participações em Imóveis S.A. .................................................. 111.000 1.120.832 257 111.289 Total .................................................................................................... (1) Ajuste decorrente de avaliação considera os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, quando aplicável. b) Outros investimentos

Valor contábil 2011 11.848 19.430 31.278

Ajuste decorrente de avaliação (1) 2010 11.029 17.467 28.496

2010 826 1.982 2.808

657 1.623 2.280

Demonstrativo dos juros sobre o capital próprio e dividendos relativos aos exercícios findos em 31 de dezembro: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 25.989 25.989 3 2 402 1.045 26.394 27.036 (19.579) (19.579) 6.815 7.457

Aplicações por incentivos fiscais ............................................................................................................. Títulos patrimoniais ................................................................................................................................. Outros investimentos ............................................................................................................................... Subtotal .................................................................................................................................................. Provisão para perdas em outros investimentos....................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ 10) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO

Taxa

Custo

Depreciação

Em 31 de dezembro - R$ mil Valor residual 2011 2010

2011 Lucro Líquido......................................................................................................................................... 981.890 (-) Reserva Legal - 5% sobre o lucro....................................................................................................... (49.094) Base de cálculo ..................................................................................................................................... 932.796 Dividendos propostos (1) ..................................................................................................................... Juros sobre o capital próprio (2).............................................................................................................. 390.000 Percentual em relação à base de cálculo............................................................................................ 41,8% (1) Os dividendos de 2010 (inclusive de 2008 e 2009) tiveram seus pagamentos postergados até o final do exercício de 2012; e (2) Pagos em 28 de outubro de 2011, conforme Ata da Reunião da Diretoria de 30 de setembro de 2011.

Emolumentos judiciais e cartorários........................................................................................................ 2.714 2.714 2.714 Serviços técnicos especializados............................................................................................................ Jurídicas processuais .............................................................................................................................. 4% 22.342 (18.553) 3.789 4.683 Processamento de dados........................................................................................................................ 20% 155 (155) Serviços do sistema financeiro................................................................................................................ 14.148.596 (3.895.839) 10.252.757 10.029.968 Depreciações e amortizações ................................................................................................................. 14.173.807 (3.914.547) 10.259.260 Propaganda, promoções e publicidade ................................................................................................... 13.303.203 (3.265.838) 10.037.365 Serviços de terceiros............................................................................................................................... 11) RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS - DEBÊNTURES Apreensão de bens ................................................................................................................................. A sociedade mantém registros na CVM de emissão para distribuição pública de debêntures escriturais, não conversíveis em ações, da espécie Transportes.............................................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... subordinada aos demais credores, remuneradas pela variação dos “Certificados de depósitos interfinanceiros”, conforme segue: Total ........................................................................................................................................................ Em 31 de dezembro - R$ mil Valor da Valor contábil 17) DESPESAS TRIBUTÁRIAS Emissão operação Vencimento Remuneração 2011 2010 Junho/2002 (1) .................................................................... 1.200.000 2012 100% CDI 4.415.559 3.956.795 COFINS ................................................................................................................................................... Fevereiro/2005 (2) ............................................................... 4.000.000 2025 100% CDI 9.128.829 8.180.369 PIS........................................................................................................................................................... Fevereiro/2005 (3) ............................................................... 4.050.000 2025 100% CDI 9.242.940 8.282.624 ISS........................................................................................................................................................... Fevereiro/2005 (4) ............................................................... 8.775.000 2025 100% CDI 20.026.371 17.945.686 Outras...................................................................................................................................................... Maio/2005 (5) ...................................................................... 3.000.000 2011 104% CDI 3.053.040 Total ........................................................................................................................................................ Janeiro/2008 (6) .................................................................. 6.750.000 2028 100% CDI 10.204.089 9.143.912 Junho/2011 (7) .................................................................... Junho/2011 (7) .................................................................... Total ....................................................................................

4.750.000 4.750.000 34.275.000

2016 2021

100% CDI 100% CDI

5.039.633 5.039.633 63.097.054

50.562.426

(1) Sob nº CVM/SRE/DEB/2002/036, nominativas, 1.200.000 (9ª emissão), com valor unitário de R$ 1.000,00 com data de emissão em 1º de junho de 2002, sob nº CVM/SRE/DEB/2002/036, nominativas, 1.200.000 (9ª emissão), com valor unitário de R$ 1.000,00 com data de emissão em 1º de junho de 2002, perfazendo o valor total da emissão de R$ 1,2 bilhão com prazo de 10 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; (2) Sob nº CVM/SRE/PRO/2005/004, em 15 de abril de 2005, foi arquivado na CVM o Primeiro Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foram realizadas, até 30 de setembro de 2005, as seguintes emissões; (3) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/017, simples, 40.000.000 (1ª emissão), com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,0 bilhões com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; (4) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/045, simples, 30.000.000 (3ª emissão), com a utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 1º de fevereiro de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 4,05 bilhões, com prazo de 20 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures; Sob nº CVM/SRE/PRO/2006/003, em 28 de junho de 2006, foi arquivado na CVM o Segundo Programa de Distribuição Pública de Debêntures, com prazo de duração de até 2 anos e limite de R$ 10,0 bilhões do qual foi realizada, até 18 de dezembro de 2006 a seguinte emissão; (5) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/029, simples, 30.000 (2ª emissão), com valor unitário de R$ 100.000,00, com data de emissão em 1º de maio de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 3,0 bilhões, e com prazo de 6 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios semestralmente; (6) Sob nº CVM/SRE/DEB/2005/029, simples, 30.000 (2ª emissão), com valor unitário de R$ 100.000,00, com data de emissão em 1º de maio de 2005, perfazendo o valor total da emissão de R$ 3,0 bilhões, e com prazo de 6 anos, contando da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios semestralmente; (7) Sob nº CVM/SRE/DEB/2008/003, simples, 50.000.000 (5ª emissão), com utilização do excedente de 35%, com valor unitário de R$ 100,00, com data de emissão em 2 de janeiro de 2008, perfazendo o valor total da emissão de R$ 6,75 bilhões, com prazo de 20 anos, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. (8) Simples, 190.000.000 (6ª emissão, duas séries, sendo 95.000.000 cada série), com valor unitário de R$ 50,00, com data de emissão em 20 de junho de 2011, perfazendo o valor total da emissão de R$ 9,5 bilhões, com prazo de 5 anos a 1ª série e 10 anos a 2ª série, contados da data de emissão, com pagamento dos juros remuneratórios na data de vencimento das debêntures. 12) OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO PAÍS Em 31 de dezembro - R$ mil 1 a 30 dias 16.151 16.151 4,4 18.321 4,8

31 a 60 dias 14.102 14.102 3,8 31.269 8,2

61 a 180 dias 53.747 53.747 14,5 44.516 11,7

181 a 360 dias 70.430 70.430 19,1 75.808 20,0

1a3 anos 161.259 161.259 43,7 170.396 44,9

Acima de 3 anos 53.726 53.726 14,5 39.342 10,4

2011 369.415 369.415 100,0

2010 379.652

379.652 100,0

13) PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS - FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS a) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes. b) Provisões e passivos contingentes classificados como perdas prováveis e Obrigações legais - fiscais e previdenciárias A Bradesco Leasing é parte em processos judiciais, de natureza trabalhista, cível e fiscal, decorrentes do curso normal de suas atividades. Na constituição das provisões a Administração leva em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável. A Administração da Bradesco Leasing entende que a provisão constituída é suficiente para atender perdas decorrentes dos respectivos processos. O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a sua prescrição. I - Processos trabalhistas São ações ajuizadas por ex-empregados, visando a obter indenizações, em especial, o pagamento de “horas extras” em razão de interpretação do artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nos processos em que é exigido depósito judicial para garantia de execução, o valor das provisões trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio apurado dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12 meses. II - Processos cíveis São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial. Essas ações são controladas individualmente e provisionadas sempre que a perda for analisada como provável, considerando a opinião de assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e posicionamento de Tribunais. Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar impactos representativos no resultado financeiro da Instituição. III - Obrigações legais - Provisão para riscos fiscais A Bradesco Leasing vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados, não obstante, as boas chances de êxito a médio e longo prazos, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos. A principal questão é: CPMF - R$ 101.828 mil (2010 - R$ 96.454 mil) pleiteia, isonomicamente às instituições financeiras, a aplicação da alíquota “zero” de CPMF sobre as movimentações financeiras típicas de seu objeto social, relacionadas no artigo 3º das Portarias MF nos 06/97 e 134/99, incisos I, XIX e XXVI. IV - Movimentação das provisões Em 31 de dezembro - R$ mil Fiscais e Trabalhistas Cíveis Previdenciárias (1) No início do exercício de 2011 ............................................................... 212 56.129 179.125 Atualização monetária ............................................................................... 11.399 Constituições líquidas de reversões .......................................................... 589 13.456 15.478 Baixa/Transferências ................................................................................. (303) (6.795) 12.737 No final do exercício de 2011 (Nota 14) ................................................. 498 62.790 218.739 (1) Compreende, substancialmente, obrigações legais. c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis A Bradesco Leasing mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião dos assessores jurídicos, classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso. Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivadas, se necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente. Os principais processos com essa classificação relacionam-se ao ISSQN de empresas de Arrendamento Mercantil, cuja totalidade dos processos corresponde a R$ 436.153 mil (2010 - R$ 201.310 mil), em que se discute a exigência do referido tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas para os quais o tributo é recolhido na forma da lei, havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do crédito tributário. 14) OUTRAS OBRIGAÇÕES a) Fiscais e previdenciárias

Provisão para riscos fiscais (Nota 13b) ................................................................................................... Provisão para impostos e contribuições diferidos (Nota 22c).................................................................. Impostos e contribuições sobre o lucro a pagar...................................................................................... Impostos e contribuições a recolher........................................................................................................ Total ........................................................................................................................................................ b) Diversas

Credores por antecipação de valor residual (Nota 7b)............................................................................ Provisão para riscos - cíveis (Nota 13b).................................................................................................. Obrigações por aquisição de bens e direitos .......................................................................................... Provisão para riscos - trabalhistas (Nota 13b) ........................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 218.739 179.125 825.704 691.182 15.972 27.228 16.124 13.375 1.076.539 910.910 Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 3.377.829 3.108.620 62.790 56.129 31.479 5.892 498 212 33.883 58.871 3.506.479 3.229.724

R$ mil 2010 578.227 (28.912) 549.315 137.328 25,0%

16) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Imóveis de uso: - Terrenos.......................................................................................... - Edificações ..................................................................................... Outras imobilizações de uso ............................................................ Imobilizado de arrendamento ........................................................... Total em 2011 .................................................................................. Total em 2010 ..................................................................................

FINAME ................................... Total em 2011 ......................... % ............................................. Total em 2010 ......................... % .............................................

2011

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 7.577 6.312 10.179 5.888 5.868 6.811 3.906 4.084 1.731 1.581 894 897 1.285 1.187 333 373 3.456 3.023 309 339 186 191 35.724 30.686 Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 62.895 44.393 10.221 7.214 8.636 7.709 2.225 621 83.977 59.937

18) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS Variações monetárias ativas.................................................................................................................... Receita de impostos a compensar .......................................................................................................... Aditivos contratuais ................................................................................................................................. Reversão de outras provisões - fiscais.................................................................................................... Créditos Fiscais - FINSOCIAL................................................................................................................. Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 40.541 41.341 64.498 9.516 14.343 64.473 5.697 4.467 6.524 2.585 1.659 186.080 69.564

19) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS Variações monetárias passivas ............................................................................................................... Outras provisões operacionais (1)........................................................................................................... Indenizações pagas................................................................................................................................. Descontos concedidos ............................................................................................................................ Doações - Lei Rouanet............................................................................................................................ Outras...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................ (1) Inclui basicamente provisões para riscos fiscais.

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 12.774 12.656 77.342 5.617 3.456 682 23.342 16.956 2.600 2.968 2.953 933 122.467 39.812

20) RESULTADO NÃO OPERACIONAL Resultado na alienação de outros valores e bens................................................................................... Provisão para desvalorização de outros valores e bens ......................................................................... Aluguéis................................................................................................................................................... Outros...................................................................................................................................................... Total ........................................................................................................................................................

Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 (10.391) (18.591) (14.551) (17.557) 94 106 147 (24.701) (36.042)

21) TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS a) As transações com o controlador e empresas coligadas são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, vigentes nas datas das operações, e estão assim representadas: Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 2011 2010 Ativos Ativos Receitas Receitas (passivos) (passivos) (despesas) (despesas) Disponibilidades: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 567 113 Aplicações em depósitos interfinanceiros: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 49.226.540 42.502.180 5.050.272 3.804.500 Aplicações no mercado aberto: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 16.085.493 9.713.993 1.501.629 828.652 Dividendos: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (335.884) (335.884) Outras Coligadas.............................................................................. 2.891 2.871 Debêntures: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... (63.097.054) (50.562.426) (6.191.905) (4.520.389) Aluguel: Banco Bradesco S.A. ....................................................................... 94 106 b) Remuneração do pessoal-chave da Administração Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado: • O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definido em reunião do Conselho de Administração da Organização Bradesco, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme determina o Estatuto Social; e • A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores, dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Instituição. A Instituição é parte integrante da Organização Bradesco e seus administradores são remunerados pelos cargos que ocupam no Banco Bradesco S.A., controlador da Companhia. A Instituição não possui benefícios de longo prazo, de rescisão de contrato de trabalho ou remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração. Outras informações Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos ou adiantamentos para: a) Diretores e membros dos Conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2º grau; b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus cônjuges e respectivos parentes até o 2º grau. Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus familiares. Participação acionária Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria possuíam, em conjunto, a seguinte participação acionária na Instituição em 31 de dezembro: Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Ações ordinárias...................................................................................................................................... 0,03% 0,06% Ações preferenciais ................................................................................................................................. Total das ações...................................................................................................................................... 0,03% 0,06% 22) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Resultado antes do imposto de renda e contribuição social ................................................................... 1.404.783 982.254 Encargo total do imposto de renda e contribuição social às alíquotas de 25% e 15% (1)...................... (561.913) (392.902) Efeitos das adições e exclusões no cálculo dos tributos: Participações em coligadas..................................................................................................................... 1.123 912 Juros sobre Capital Próprios Pagos ........................................................................................................ 156.000 Despesas indedutíveis líquidas das receitas não tributáveis .................................................................. (19.767) (17.006) Outros valores ......................................................................................................................................... 1.664 4.969 Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (422.893) (404.027) (1) A alíquota da Contribuição Social para as empresas do segmento financeiro foi elevada para 15% de acordo com a Lei nº 11.727/08 (Nota 3h). b) Composição da conta de resultado do imposto de renda e contribuição social Exercícios findos em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Impostos correntes: Imposto de renda e contribuição social devidos...................................................................................... (393.926) (389.828) Impostos diferidos: Constituição/(realização) no exercício, sobre adições temporárias......................................................... 12.836 14.667 Utilização de saldos iniciais de: Prejuízo fiscal .......................................................................................................................................... (41.803) (28.866) Total dos impostos diferidos................................................................................................................ (28.967) (14.199) Imposto de renda e contribuição social do exercício ........................................................................ (422.893) (404.027) c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos R$ mil Saldo em Saldo em 31.12.2010 Constituição Realização 31.12.2011 Provisão para créditos de liquidação duvidosa ................................ 187.156 33.634 14 220.776 Provisões cíveis................................................................................ 22.451 4.046 2.772 23.725 Provisões para contingências fiscais e trabalhistas ......................... 50.175 4.456 54.631 Provisão para desvalorização de títulos e investimentos ................. 4.877 4.877 Provisão para desvalorização de bens não de uso.......................... 12.517 5.820 8.168 10.169 Outros valores .................................................................................. 25.669 174 24.340 1.503 Total dos créditos tributários sobre diferenças temporárias..... 302.845 48.130 35.294 315.681 Prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social.................. 45.390 41.803 3.587 Total dos créditos tributários (Nota 8b)........................................ 348.235 48.130 77.097 319.268 Obrigações fiscais diferidas (Notas 14a e 22e) ........................... 691.182 144.019 9.497 825.704 Créditos tributários líquidos das obrigações fiscais diferidas .. (342.947) (95.889) 67.600 (506.436) d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e crédito tributário de contribuição social MP nº 2.158-35 Em 31 de dezembro de 2011 - R$ mil Diferenças temporárias Prejuízo fiscal Imposto Contribuição Imposto de renda social de renda Total 2012........................................................................................................ 59.077 35.320 3.587 97.984 2013........................................................................................................ 69.561 40.544 110.105 2014........................................................................................................ 69.643 41.181 110.824 2015........................................................................................................ 176 90 266 2016........................................................................................................ 89 89 Total ....................................................................................................... 198.457 117.224 3.587 319.268

15) PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital social O capital social, no montante de R$ 7.127.800 mil (2010 - R$ 7.127.800 mil), totalmente subscrito e integralizado, dividido em 23.422 (2010 - 23.422) ações ordinárias, nominativas escriturais, sem valor nominal. b) Reservas de Lucros Em 31 de dezembro - R$ mil 2011 2010 Reservas de lucros................................................................................................................................ 2.250.304 1.658.414 - Reserva Legal (1).................................................................................................................................. 157.848 108.754 - Reservas Estatutárias (2)...................................................................................................................... 2.092.456 1.549.660 (1) Constituída obrigatoriamente à base de 5% do lucro líquido do exercício, até atingir 20% do capital social realizado, ou 30% do capital social, acrescido das reservas de capital. Após esse limite a apropriação não mais se faz obrigatória. A reserva legal somente poderá ser utilizada para aumento de capital ou para compensar prejuízos; e (2) Visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da sociedade, pode ser constituída em 100% do lucro líquido remanescente após destinações estatutárias, sendo o saldo limitado a 95% do capital social integralizado. c) Dividendos e Juros sobre o capital próprio Aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio e/ou dividendo mínimo obrigatório, em cada exercício, que somados não seja inferior a 25% do lucro líquido ajustado, nos termos da legislação societária. Fica a Diretoria autorizada a declarar e pagar dividendos/juros sobre o capital intermediários, A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à expectativa de lucros contábeis. especialmente semestrais e mensais, utilizando-se das contas de lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes, e, podendo ainda, autorizar a O valor presente dos créditos tributários, calculado considerando a taxa média de captação, líquida dos efeitos tributários, monta R$ 301.321 mil (2010 R$ 328.010 mil) sendo, R$ 297.802 mil (2010 - R$ 283.593 mil) de diferenças temporárias e R$ 3.519 mil (2010 - R$ 44.417 mil) de prejuízo fiscal. distribuição de lucros a título de juros sobre o capital próprio em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, ou, em adição aos mesmos. continua...


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

15

...continuação

Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Empresa da Organização Bradesco CNPJ 47.509.120/0001-82 Sede: Cidade de Deus, s/nº - Prédio Prata - 2º Andar - Vila Yara - Osasco - SP

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS e) Obrigações fiscais diferidas As obrigações fiscais diferidas no montante de R$ 825.704 mil (2010 - R$ 691.182 mil) são relativas à superveniência de depreciação R$ 776.652 mil (2010 - R$ 649.472 mil), atualização monetária sobre depósitos judiciais R$ 47.918 mil (2010 - R$ 35.654 mil), ajuste a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários R$ 96 mil (2010 - R$ 4.751 mil) e reserva de reavaliação R$ 1.038 mil (2010 - R$ 1.305 mil), respectivamente. 23) OUTRAS INFORMAÇÕES a) Conforme previsto no Ofício Circular CVM no 01/07, a Bradesco Leasing está dispensada de apurar o valor de mercado das operações de arrendamento mercantil, os quais encontram-se registrados, a valor presente, de acordo com a Lei no 6.099/74, substancialmente, como imobilizado de arrendamento. O valor contábil dos demais instrumentos financeiros registrados em contas patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 equivale, aproximadamente, ao valor de realização desses instrumentos. b) O seguro dos bens arrendados está vinculado a cláusulas específicas dos contratos de arrendamento mercantil. Os bens de uso da sociedade estão segurados por montantes suficientes para cobrir eventuais sinistros contra incêndio, responsabilidade civil e riscos diversos. c) Gerenciamento de riscos A atividade de gerenciamento dos riscos é altamente estratégica em virtude da crescente complexidade dos serviços e produtos e da globalização dos negócios da Organização, motivo pelo qual está constantemente sendo aprimorada em seus processos. As decisões da Organização são pautadas em fatores que combinam o retorno sobre o risco previamente identificado, mensurado e avaliado, viabilizando o alcance de objetivos estratégicos e zelando pelo fortalecimento da Instituição.

A Organização exerce o controle dos riscos de modo integrado e independente, proporcionando unicidade às políticas, processos, critérios e metodologias de controles de riscos por meio de um órgão estatutário, o Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital. A Bradesco Leasing como parte integrante da Organização Bradesco adota a estrutura de gerenciamento de riscos desta, no gerenciamento de risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional. d) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, alguns procedimentos contábeis, suas interpretações e orientações, foram emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), os quais serão aplicáveis às instituições financeiras somente quando aprovado pelo CMN. Os pronunciamentos contábeis já aprovados foram: • Resolução no 3.566/08 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01); • Resolução no 3.604/08 - Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03); • Resolução no 3.750/09 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); • Resolução no 3.823/09 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25); • Resolução no 3.973/11 - Evento subsequente (CPC 24); • Resolução no 3.989/11 - Pagamento baseado em Ações (CPC 10 produzirá efeito a partir de 1o de janeiro de 2012); e • Resolução no 4.007/11 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23 - produzirá efeito a partir de 1o de janeiro de 2012). Atualmente, não é possível estimar quando o CMN irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou retrospectiva.

DIRETORIA

Conselho de Administração Presidente Lázaro de Mello Brandão Vice-Presidente Antônio Bornia

Diretoria Diretor-Presidente Luiz Carlos Trabuco Cappi

Membros Mário da Silveira Teixeira Júnior Luiz Carlos Trabuco Cappi Carlos Alberto Rodrigues Guilherme Milton Matsumoto

Diretores Laércio Albino Cezar Julio de Siqueira Carvalho de Araujo Domingos Figueiredo de Abreu Célio Magalhães – Contador CRC 1SP199295/O-5

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Bradesco Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Osasco - SP Examinamos as demonstrações contábeis da Bradesco Leasing S.A.- Arrendamento Mercantil (“Instituição”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Base para opinião com ressalva A Instituição registra as suas operações e elabora as suas demonstrações contábeis com a observância das diretrizes contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem o registro do ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil na rubrica “provisão para superveniência ou insuficiência de depreciação”, classificada no ativo permanente, conforme mencionado na Nota Explicativa nº 7b. Essas diretrizes não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para as rubricas do ativo circulante e realizável a longo prazo, e rendas ou despesas de arrendamento, mas resultam na apresentação do resultado e do patrimônio líquido, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Opinião Em nossa opinião, exceto quanto a não reclassificação de saldos mencionada no parágrafo anterior, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Bradesco Leasing S.A.- Arrendamento Mercantil em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício e semestre findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

Outros assuntos

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Demonstrações do valor adicionado Examinamos também, as demonstrações do valor adicionado (DVA), elaborada sob a responsabilidade da Administração da Instituição, para o exercício e semestre findos em 31 de dezembro de 2011, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Osasco, 14 de fevereiro de 2012

KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6

Cláudio Rogélio Sertório Contador CRC 1SP212059/O-0

José Cláudio Costa Contador CRC 1SP167720/O-1

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Fotos: Reprodução

O legado do homem que criou o país do futuro Austríaco e judeu, o escritor Stefan Zweig escolheu o Brasil para, longe do nazismo, poder dedicar-se à sua obra. Há 70 anos, em plena Segunda Guerra, ele e a mulher suicidavam-se em sua casa, em Petrópolis.

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o auge da Segunda Guerra Mundial, em 22 de fevereiro de 1942, há 70 anos completados ontem, Stepfan Zweig, escritor austríaco e judeu, escreveu uma carta atualmente guardada na Biblioteca Nacional de Israel. Chamada de Declaração, ela é de despedida. Zweig, ao lado da mulher Charlotte, foi encontrado morto na cama do casal na cidade que eles escolheram para fugir do nazismo na Europa – Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. "Antes de deixar a vida, de livre vontade e juízo perfeito, uma última obrigação se me impõe: agradecer do mais íntimo a este maravilhoso país, o Brasil, que propiciou a mim e à minha obra tão boa e hospitaleira guarida. A cada dia fui aprendendo a amar mais e mais este país, e em nenhum outro lugar eu poderia ter reconstruído por completo a minha vida, justo quando o mundo de minha própria língua se acabou para mim e meu lar espiritual, a Europa, se auto-aniquila", começa a carta, em português. Segundo o jornal Times of Israel, Zweig, mais que austríaco ou judeu, considerava-se um "cidadão da Europa". Famoso por seus romances, peças e poemas, o escritor começou sua carreira sob as asas do jornalista e roteirista Theodor Herzl, cujo trabalho ele admirava. Zweig, porém, discordava de alguns dos ideais do homem que fundou o movimento do moderno sionismo político. Para o escritor, o judaísmo ensinou que ele poderia se sentir em casa em qualquer lugar do mundo.

No alto, o suicídio de Zweig noticiado no jornal francês Le Petit Parisien

Forçado a fugir da crescente ferocidade dos sentimentos nacionalistas que tanto detestava, Zweig descobriu que não se sentiria realmente em casa em lugar algum. Ele e Lotte deixaram Salzburg para trás, fazendo uma parada na Grã-Bretanha e outra nos Estados Unidos antes de finalmente chegarem no Brasil, em agosto de 1940. Aqui, ele contemplou o

exílio e a perda da Europa que ele chamava – e também é o título de seu livro de memórias – de O Mundo de Ontem. À frente de seu tempo – Para Stefan Litt, da Biblioteca Nacional de Israel, Zweig reuniu alguns dos melhores valores básicos, como o humanismo e o pacifismo. "Ele estava acima de qualquer nacionalismo. Era um homem diversas décadas à

frente de seu tempo quando acreditou e pediu por uma Europa unificada." No dia seguinte à morte do casal, em razão de uma "alta dose de barbitúricos", o Jornal do Brasil trazia a notícia: "Morre tragicamente um dos maiores escritores contemporâneos – Stefan Zweig e sua esposa suicidaram-se em Petrópolis na tarde de ontem." Conspiração – Autor do livro Brasil, país do futuro (um retrato do Brasil e uma interpretação do espírito brasileiro), Zweig continua tendo uma legião de fãs. Alguns acreditam em uma teoria da conspiração que diz que o casal foi assassinado. O psicólogo e advogado brasileiro Jacob Pinheiro Goldberg, de acordo com uma reportagem da revista Ve j a , chegou a requerer em 1999 a reabertura do inquérito Zweig. "Os nazistas, em colaboração com a polícia política de (Getúlio) Vargas, provocaram a morte do escritor e de sua mulher." No imóvel onde o suicídio aconteceu funciona hoje uma entidade cultural de direito privado, sem fins lucrativos. Segundo o site da organização, "seu principal objetivo é homenagear a memória de Stefan Zweig na casa que serviu de última morada para o escritor e sua mulher". A reforma da Casa Stefan Zweig foi orçada em R$ 600 mil e recebeu um patrocínio do governo alemão no valor de R$ 140 mil. A iniciativa, presidida pelo jornalista Alberto Dines, deveria ter sido aberta em agosto passado. Kety Shapazian

A casa do autor de Brasil, país do futuro em Petrópolis (RJ) e alguns de seus livros traduzidos em francês


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Paisagem na garrafa

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Jim Dingilian faz desenhos em garrafas usando apenas a fumaça de velas. O trabalho minucioso exige a produção de esboços e uma paciência infinita. Para os esboços, ele se inspira nas paisagens dos lugares que visita. Para gravar nas garrafas a cena desejada, utiliza agulhas, palitos e mesmo pincéis. o trabalho consiste em retirar – inteiramente ou apenas o suficiente para clarear certas áreas – as marcas deixadas pela fumaça das velas. Suas garrafas já foram apresentadas em diversas exposições nos EUA. Até junho deste ano, poderão ser vistas no Aldrich Contemporary Art Museum, em Connecticut. http://bit.ly/A57zWl

Logo Logo www.dcomercio.com.br

Ano do Dragão Cerca de 300 dragões de água verde, do Vietnã, desembarcaram ontem no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. Os répteis serão exibidos no Salão de Animais da cidade. Para a viagem, foram submetidos a quarentena no país de origem e a todos os testes de saúde. Para os chineses, 2012 é o ano do dragão de água.

Airigami é o nome que Larry Moss deu a seus trabalhos. Ele recia, com balões, objetos e pessoas. Ou famosos quadros, como o retrato de Mona Lisa. http://bit.ly/wLidRP

C IÊNCIA E M

C A R T A Z

Barreira ao câncer

C

ientistas holandeses comprovaram que a perda de um receptor celular de dependência (que controla a morte e a sobrevivência das células) promove a metástase em um tipo de câncer de mama em ratos, segundo a revista britânica Nature. Uma equipe do Instituto do Câncer da Holanda estudou o papel deste receptor, codificado no gene DCC, na evolução destes tumores mamários em ratos e concluiu que sua existência representa um impedimento à expansão da doença a outros tecidos, ao atuar

A RTE

como supressor das células do tumor. Estudos anteriores já haviam antecipado que o DCC (câncer colorretal esporádico, na sigla em inglês) poderia proteger o organismo da aparição do câncer, ao induzir as células cancerígenas à autodestruição. Este gene participa da morte celular (apoptose) de vários tipos de câncer além do colorretal, um processo do qual participam os receptores de dependência, cuja função é similar a de um sentinela: avaliar o estado das células e notificar-lhes que devem iniciar sua autodestruição se existe alguma anormalidade.

A equipe holandesa estudou a evolução de ratos com câncer de mama modificados geneticamente para que carecessem desse gene. Assim, comprovaram que o processo de autodestruição das células de tumor destes roedores piorava ao mesmo tempo que melhorava a sobrevivência das mesmas. Segundo o bioquímico e diretor do Instituto do Câncer da Holanda, Anton Berns, a perda deste gene não afeta o desenvolvimento do tumor primário, mas facilita sua metástases, ou seja, sua aparição em outros tecidos. (EFE)

VISUAIS Exposição 'A Escala Humana Como Elipse' traz obras de Denise Adams e Fernando Pião no Espaço Cultural Porto Seguro. Av. Rio Branco, 1489, Campos Elísios. Grátis.

www.nature.com

Sukree Sukplang/Reuters

M EGAUPLOAD

Dotcom é libertado na Nova Zelândia O fundador do site Megaupload, o alemão Kim Schmitz, conhecido como Dotcom, foi libertado ontem sob condicional na Nova Zelândia. Ele é acusado de cometer crime de pirataria virtual e os EUA pedem sua extradição. Dotcom foi detido em 20 de janeiro em Auckland, junto com três diretores do Megaupload, que foi fechado e era um dos maiores site de compartilhamento de arquivos da web. Os bens de Dotcom estão todos apreendidos.

Letra é traço

L OTERIAS

L

O artista austríaco Anatol Knotek produz retratos especiais. Ele não desenha suas obras, mas as "escreve", efeito que se evidencia quando o trabalho é observado de perto. Acima, seu retrato de Van Gogh. Nas imagens menores, Picasso e Herman Hesse. http://bit.ly/wh3KIa

M INERAÇÃO

FUTURO - Menina de Mianmar sorri ao acender incenso para turistas na vila de Sangkhlaburi. O governo local assinou no fim de semana um acordo que prevê mais investimentos e melhoraria das condições econômicas da população local.

Gabriel Bouys/AFP

BACKSTAGE Modelos se preparam para entrar na passarela minutos antes do desfile da coleção de inverno da estilista Elena Miro na semana de moda de Milão.

Diamante gigante A companhia Rio Tinto anunciou a descoberta de um grande diamante rosa, o maior até agora descoberto numa mina na Austrália. Segundo os especialistas, a pedra preciosa, de 12,76 quilates, poderá alcançar um preço de 7,9 milhões de euros em leilão. A venda deve acontecer no fim de 2012. Encontrada em Argyle, na região de Kimberley, onde a

companhia extrai cerca de 90% dos diamantes rosa comercializados do mundo, a pedra recebeu o nome de Argyle Pink Jubilee e vem sendo comparada a outro diamante da mesma tonalidade, o Williamson Pink, encontrado na Tanzânia e ofertado como presente de casamento à rainha Elizabeth II e foi transformado em joia para sua coroação.

AFP

Concurso 1048 da DUPLA-SENA Primeiro sorteio 11

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Segundo sorteio 13

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Concurso 1221 da LOTOMANIA 05

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Concurso 717 da LOTOFÁCIL 01

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Concurso 1365 da MEGA SENA

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Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:

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Liga das Américas começa nesta amanhã e conta com quatro times brasileiros

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Fifa incorpora ganês Abedi Pelé e romeno Gheorghe Hagi a força tarefa da Copa

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Marta é apresentada como nova jogadora do time Tyresö e recebe camisa 100

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Concurso 2829 da QUINA 27

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ITAUTEC S.A.

UMA EMPRESA COM AÇÕES EM PODER DO PÚBLICO

CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2011 São Paulo, 15 de fevereiro de 2012: A Itautec S.A., uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia em soluções de automação bancária, automação comercial, computação pessoal, computação corporativa e serviços tecnológicos, apresenta os resultados consolidados relativos ao quarto trimestre de 2011 (4T11) e ao exercício de 2011, apurados de acordo com a Legislação Societária e as normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As demonstrações contábeis, disponibilizadas nesta data para a CVM e BM&FBOVESPA, contemplam o padrão internacional de reporte IFRS (International Financial Reporting Standards), em consonância com as Instruções CVM 457/07 e CVM 485/10, e foram auditadas pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. Contam com o parecer favorável dos auditores externos e do Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos. MERCADO DE TECNOLOGIA Em 2011, o mercado mundial de tecnologia foi significativamente afetado por catástrofes naturais ocorridas na Ásia, onde estão localizados os maiores fornecedores de componentes para a indústria eletroeletrônica. Em março, o terremoto ocorrido no Japão impactou o fornecimento de componentes, que foi normalizado no decorrer do terceiro trimestre. No quarto trimestre, as enchentes na Tailândia afetaram a produção de grandes fabricantes de discos rígidos e seus componentes, o que resultou em desabastecimento global desses insumos e forte pressão sobre os custos. No Brasil, o mercado reagiu às medidas adotadas pelo governo para conter a evolução inflacionária ocorrida no primeiro semestre, apresentando redução no consumo e gerando atitude mais conservadora em empresas de diversos setores, o que resultou, inclusive, na postergação de investimentos em tecnologia. A partir de setembro, a valorização do dólar frente ao real, efeito da instabilidade econômica na zona do euro e dos indicadores da economia norte-americana, também contribuiu para a postergação dos investimentos de algumas companhias. O ano foi marcado ainda pelo aumento de competitividade no segmento de computação, causado pela forte atuação de companhias multinacionais focadas em crescimento de participação de mercado, ocasionando substancial queda dos preços de venda e maior pressão sobre as margens, especialmente no segmento de varejo. GESTÃO ESTRATÉGICA Em um cenário desafiador, a Itautec conseguiu importantes avanços em 2011. Realizou, e mantém em andamento, investimentos em ações direcionadas ao fortalecimento da sua gestão operacional e financeira, o que resultou, ao final do exercício, em uma Empresa melhor preparada para competir em todas as áreas de atuação. Na área de Operações, as ações de melhoria na cadeia de suprimentos contribuíram para que a Itautec pudesse mitigar os impactos causados pelo desbalanceamento na oferta de componentes durante o exercício. Foram firmados, com os parceiros estratégicos, fornecedores locais e internacionais, acordos que contribuíram para manter os níveis de produção previstos no planejamento estratégico em todos os segmentos de negócios. Ainda, dando prosseguimento ao processo de melhoria da eficiência operacional, a Itautec instalou, ao final do exercício, um escritório na cidade de Taipei, em Taiwan, destinado a fortalecer a atuação técnica e operacional com os principais parceiros asiáticos, antecipando tendências e aumentando a capacidade competitiva da Empresa. Com investimentos direcionados ao desenvolvimento de produtos inovadores e em linha com as principais tecnologias disponíveis no mercado mundial, a Itautec realizou expressiva expansão do portfólio, com ofertas adequadas às necessidades dos clientes em todos os segmentos de mercado, incluindo soluções de segurança e aplicativos. A área comercial direcionou esforços para aumentar a participação no segmento de computação pessoal, que incluiu o aumento do número de pontos de venda em todas as regiões do País, com a efetivação de parcerias com grandes redes varejistas, sendo realizada a capacitação de promotores e vendedores das redes, fator decisivo para a divulgação da marca junto ao consumidor final. No segmento de computação corporativa, realizou ações para aumentar a presença nos canais de distribuição e mais agilidade junto às revendas e integradores, o que resultou em maior presença no mercado de pequenas e médias empresas. Ainda, em ambos os segmentos, foi realizado o fortalecimento das equipes de vendas e ações de marketing que contribuíram para alavancar a marca Itautec. A flexibilidade na fabricação de produtos, o desenvolvimento de soluções customizadas e a ampla oferta de serviços tecnológicos permitiram à Companhia expandir os negócios em Automações para pequenas e médias empresas, projetando um crescimento consistente e sustentado. No mercado externo, a Itautec fortaleceu sua estratégia de expansão internacional, com a realização de importantes negócios que impulsionaram as vendas de soluções de automação bancária, especialmente ATMs. No segmento de serviços, direcionou investimentos para a redefinição organizacional de processos, que incluiu o treinamento e desenvolvimento das equipes, novas ferramentas de gestão e novos modelos de atendimento. Os resultados esperados foram atingidos, com crescimento de receita, melhora nas margens e na satisfação dos clientes. A capilaridade da rede de assistência técnica da Itautec, um diferencial da Empresa, foi o principal instrumento utilizado para a geração de novos negócios em Serviços, incluindo logística reversa e instalação e manutenção de equipamentos. O aprimoramento da gestão financeira e de otimização dos recursos apresentou importantes resultados, com especial destaque para a gestão de capital de giro, que proporcionou à Companhia encerrar 2011 com superávit financeiro, proporcionando melhores condições de implementação de sua estratégia de crescimento para 2012 com a utilização de recursos próprios. As ações direcionadas ao desenvolvimento organizacional foram ampliadas por meio de novas ferramentas de treinamento, alinhadas às prioridades corporativas definidas pela organização e ao resultado da pesquisa de engajamento Nossa Itautec realizada com os colaboradores em 2011. Ainda, fortalecemos a cultura de valorização das contribuições individual e coletiva, com critérios de remuneração atrelados à meritocracia. Os Comitês de assessoramento ao Conselho de Administração realizaram importantes avanços visando alinhar a Companhia às melhores práticas de mercado, como o aprimoramento de controles internos e a revisão e implementação de novas políticas e procedimentos, conferindo maior confiabilidade e transparência às informações. DESEMPENHO CONSOLIDADO A receita líquida consolidada de vendas e serviços de 2011 atingiu R$ 1.542,3 milhões, inferior em 1,9% em relação a 2010, impactada pela menor atividade do segmento de automações ocorrida no primeiro semestre de 2011 e pela queda no preço médio dos equipamentos de Computação, especialmente no segmento de varejo. Apesar da redução na receita líquida consolidada, as ações estruturais de melhoria de eficiência operacional implementadas ao longo do ano contribuíram para a melhora da margem bruta, que encerrou o período em 18,2%, 0,7 pontos percentuais acima da registrada em 2010. No 4T11, a receita líquida consolidada de vendas e serviços foi de R$ 468,2 milhões, superior em 12,2% em relação ao mesmo período de 2010, com crescimento em todas as Unidades de negócios. As despesas com vendas totalizaram R$ 113,8 milhões, mantendo-se no mesmo patamar de 2010. No ano, fatores como ganhos em eficiência logística e renegociação do custo de transporte com fornecedores, contribuíram para uma redução nas despesas consolidadas com fretes. Em contrapartida, foram necessários maiores investimentos com propaganda para suportar a estratégia de crescimento da operação no mercado de varejo. As despesas gerais e administrativas apresentaram crescimento de 20,4% em relação a 2010, encerrando o exercício em R$ 76,6 milhões. A variação reflete, principalmente, a combinação de liberações pontuais de provisões em 2010 e dos efeitos no fortalecimento das estruturas de gestão da Companhia. As despesas com pesquisa e desenvolvimento atingiram R$ 69,2 milhões, representando 4,5% da receita líquida, direcionadas, em sua maior parte, ao desenvolvimento de produtos e softwares de automações bancária e comercial. O EBITDA acumulado em 2011 atingiu R$ 53,4 milhões, superior em 56,2% em relação ao reportado em 2010, em razão, principalmente, das melhores margens obtidas pelas Unidades de Serviços e Computação, e pelo resultado da venda do edifício localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, com efeito positivo antes dos impostos de R$ 17,0 milhões, reconhecidos no resultado na rubrica outros ganhos (perdas), líquidos. No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 43,6 milhões, superior em 278,3% ao apurado em 2010, com margem líquida de 2,8%. Além dos eventos descritos acima, contribuiu para esse crescimento, o resultado financeiro positivo de R$ 18,4 milhões. No 4T11, o lucro líquido foi de R$ 13,5 milhões, com margem líquida de 2,9%. A geração operacional de caixa acumulada de 2011 atingiu R$ 72,8 milhões, sendo R$ 22,9 milhões no 4T11, o que contribuiu para que a Companhia apresentasse, ao final de dezembro, o maior saldo de disponibilidades financeiras de curto prazo dos últimos anos, R$ 360,8 milhões, e dívida líquida negativa de R$ 138,4 milhões.

Valores em milhões de Reais Receita Líquida de Vendas e Serviços Soluções de Automação Soluções de Computação Serviços Tecnológicos Lucro Bruto Margem Bruta EBITDA1 Margem EBITDA Lucro (Prejuízo) Operacional Antes do I. Renda e C. Social Margem Operacional Lucro (Prejuízo) Líquido Margem Líquida Ativo Total Caixa e Equivalentes de Caixa Dívida Líquida Patrimônio Líquido

4T11

3T11

4T10

Variação 4T11 vs 4T10

Variação 4T11 vs 3T11

2011

2010

Variação 2011 vs 2010

468,2 133,4 214,6 120,2 68,4 14,6% 14,6 3,1%

384,0 115,5 157,9 110,6 74,8 19,5% 16,1 4,2%

417,2 120,8 184,2 112,2 61,3 14,7% (24,7) (5,9%)

12,2% 10,4% 16,5% 7,2% 11,6% (0,1 pp) -

21,9% 15,5% 35,9% 8,6% (8,6%) (4,9 pp) (9,6%) (1,1 pp)

1.542,3 380,2 721,2 440,9 280,7 18,2% 53,4 3,5%

1.571,4 473,2 713,2 385,0 274,2 17,5% 34,2 2,2%

(1,9%) (19,7%) 1,1% 14,5% 2,4% 0,7 pp 56,2% 1,3 pp

6,5 1,4% 13,5 2,9% 1.176,4 360,8 (138,4) 537,7

16,2 4,2% 9,0 2,4% 1.174,7 320,5 (113,8) 534,8

(24,1) (5,8%) (22,2) (5,3%) 1.081,1 264,9 (57,0) 514,0

8,8% 36,2% 142,7% 4,6%

(60,0%) (2,8 pp) 49,6% 0,5 pp 0,2% 12,6% 21,6% 0,5%

50,7 3,3% 43,6 2,8% 1.176,4 360,8 (138,4) 537,7

12,8 0,8% 11,5 0,7% 1.081,1 264,9 (57,0) 514,0

296,3% 2,5 pp 278,3% 2,1 pp 8,8% 36,2% 142,7% 4,6%

(1) EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization): Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA).

Quantidades Expedidas (Mil unidades) Equipamentos de Automação Bancária e Comercial ATMs Outros Produtos Computadores Desktops / Notebooks / Netbooks / Servidores

4T11

3T11

4T10

Variação 4T11 vs 4T10

Variação 4T11 vs 3T11

2011

2010

Variação 2011 vs 2010

3,4 1,4

2,4 1,4

2,6 3,8

29,4% (63,5%)

40,8% (3,1%)

8,4 7,3

12,2 9,2

(31,5%) (20,6%)

184,7

122,5

126,4

46,1%

50,8%

549,6

453,2

21,3%

OPERAÇÕES ITAUTEC UNIDADE SOLUÇÕES DE AUTOMAÇÃO No acumulado do ano, a receita líquida com a comercialização de produtos e soluções de automação bancária e automação comercial destinados aos mercados brasileiro e internacional atingiu R$ 380,2 milhões, 19,7% inferior em relação à receita líquida apurada em 2010, resultado da menor atividade no primeiro semestre, em razão da postergação dos investimentos em tecnologia da informação pelas empresas. Foram expedidos no ano 15,7 mil equipamentos, sendo 8,4 mil ATMs, volume 31,5% inferior em relação ao ano anterior. No 4T11, a receita líquida atingiu R$ 133,4 milhões, superior em 10,4% em relação ao mesmo período de 2010, com a expedição de 3,4 mil ATMs, volume 29,4% superior ao expedido no 4T10. No segmento de automação bancária, destaque para a comercialização de duas mil ATMs com dispositivo de identificação biométrica para um grande banco brasileiro. Neste mesmo banco foi implantado o software do Projeto Biometria com capacidade de atendimento de 30 milhões de clientes, além de uma solução de monitoramento e gestão de ativos. No mercado internacional, a Itautec fechou um importante contrato para fornecimento de ATMs com uma grande instituição financeira mexicana, com previsão de entrega dos equipamentos até 2013. Até o final de 2011, foram expedidas 652 unidades. Teve início, ainda, a entrega de sistemas de software de ATMs para um grande grupo na Espanha e foi finalizada a instalação de ATMs e sistemas de controle de fila para bancos do México, além de ATMs para instituições em Angola e em Moçambique.

Em automação comercial, além de vendas para segmentos onde a Companhia possui forte presença, como supermercados e drogarias, a diversificação dos produtos gerou negócios para novos segmentos, expandindo a base de clientes. Destaque para a venda do software de transferência de fundos Scope a uma grande companhia de aviação para efetuar pagamentos de produtos adquiridos a bordo dos aviões e para a comercialização de terminais de autoatendimento para redes de cinema instaladas em diversas regiões do País, o que consolida a liderança da Itautec nesse segmento. UNIDADE SOLUÇÕES DE COMPUTAÇÃO A receita líquida acumulada de 2011 com a comercialização de microcomputadores (desktops, notebooks, netbooks e servidores), de soluções integradas de computação e revenda de software atingiu R$ 721,2 milhões, 1,1% superior em relação a 2010, com a comercialização de 549,6 mil unidades, volume 21,3% maior em relação ao ano anterior, impulsionado pelas vendas ao segmento varejo, que apresentou crescimento de 38,2%. Mesmo com o aumento no volume em relação a 2010, a redução no preço médio de venda dos equipamentos, especialmente notebooks, impactou a receita líquida do ano, em razão da maior competitividade ocorrida nesse segmento. Em Computação Corporativa, a postergação dos investimentos pelo segmento governo, principalmente no primeiro semestre, impossibilitou que a Empresa atingisse melhor desempenho no exercício. A receita líquida no 4T11 foi de R$ 214,6 milhões, 16,5% superior em relação ao mesmo período de 2010. Foram comercializados 184,7 mil equipamentos, volume 46,1% superior em relação ao 4T10. Ao longo de 2011, a Itautec forneceu mais de mil servidores para uma grande empresa brasileira do setor energético, que serão utilizados em aplicações científicas e na construção de um supercomputador. Com isso, a Companhia avança em seu posicionamento como uma das maiores provedoras de equipamentos para ambientes que requerem alta capacidade e performance de processamento (high performance technical computing - hptc) do Brasil. UNIDADE SERVIÇOS TECNOLÓGICOS A Unidade Serviços Tecnológicos atua na prestação de serviços de instalação, monitoração, manutenção e reparo de equipamentos próprios e de terceiros, nas áreas de computação, automação bancária, automação comercial, infraestrutura, cabeamento e rede. No acumulado do ano, a receita líquida atingiu R$ 440,9 milhões, 14,5% maior em relação a 2010. O crescimento está relacionado a novos projetos de infraestrutura e cabeamento estruturado realizados em grandes clientes, a contratos de serviços de suporte e manutenção on site para clientes do varejo em equipamentos de computação e telefonia de várias marcas, e a projetos que incluíram logística reversa. Destaque no exercício para a operação de roll out e tombamento das lojas de um grande varejista com presença nacional. Em um final de semana, 1,5 mil técnicos realizaram, com sucesso, a substituição de aproximadamente 12 mil equipamentos em 455 lojas. O negócio, que incluiu produtos e serviços, demonstrou a capacidade operacional da Itautec em atuar em grandes projetos, contribuindo para o crescimento de seus clientes. No 4T11, a Unidade fechou importante contrato com uma das maiores empresas do setor automobilístico mundial com operação no País, que abrange solução para a instalação e suporte de infraestrutura de telecomunicações. Ocorreu no exercício a estruturação de novo modelo de negócios, onde o cliente pode adquirir um pacote (equipamentos + serviços), efetuando pagamentos mensais e por período determinado em contrato. Esse modelo permite maior flexibilidade ao cliente, ampliando a possibilidade de geração de novos negócios com pequenas e médias empresas. DIVIDENDOS Foi deliberado pelo Conselho de Administração em 15 de fevereiro de 2012, o pagamento em 30 de abril de 2012, de Juros sobre o Capital Próprio, por conta do dividendo no valor bruto de R$ 12,2 milhões, equivalente a R$ 1,04532 bruto por ação, ou deduzindo os impostos R$ 0,888522 por ação. INVESTIMENTOS Os investimentos, em sua maior representatividade direcionados ao desenvolvimento de produtos inovadores voltados para as necessidades dos clientes, colocam a Itautec em posição de destaque entre os maiores fornecedores de tecnologia do Brasil. De acordo com o Plano Estratégico da Empresa, foram investidos no ano R$ 82,2 milhões, dos quais R$ 68,7 milhões em pesquisa e desenvolvimento, em sua maior parte direcionados ao desenvolvimento de produtos nos segmentos de automação bancária e automação comercial, incluindo hardware e software, e R$ 13,5 milhões em imobilizado operacional, com destaque para os investimentos na expansão da fábrica de cofres, que permitiu aumentar a capacidade produtiva para 600 unidades/mês a partir de dezembro, e para os investimentos em Tecnologia da Informação. LANÇAMENTOS Entre os destaques na Unidade de Soluções de Automação estão os projetos da ATM Adattis Touchless 3D, primeiro equipamento no mundo com essa tecnologia, ATM Adattis Face Tracking, que incorpora itens de segurança como o reconhecimento facial, e a ATM Adattis Recicladora, equipamento que tem a função de dispensa e depósito de papel moeda, possibilitando economia de trânsito de numerário e aumentando a disponibilidade para o usuário final. Ao final do exercício, a linha de produtos de Computação contava com 16 modelos entre notebooks, netbooks e desktops, sete plataformas de servidores, dois modelos All-in-One e o TabWay, tablet Itautec lançado em novembro, que combina hardware, software e serviços para otimização de negócios no segmento corporativo. Para o segmento de varejo, foi lançado o pacote “Descomplica”, software que traz uma série de funcionalidades ao usuário, aumentando o valor agregado sem trazer acréscimo ao preço final dos equipamentos, tornando-se um diferencial na decisão de compra. Com mais esses lançamentos, a Itautec se posiciona para atuar com maior competitividade nos diversos segmentos do mercado brasileiro de computação. RECONHECIMENTOS Os principais prêmios e reconhecimentos recebidos pela Itautec em 2011 foram: • World Finance Technology Awards 2011 - Conquistou três prêmios, concedidos pelo World Finance Technology Institute (Inglaterra). Automated Banking Branch Technology Of The Year Latin America, que reconhece a capacidade de entrega da Itautec no ambiente da agência em todos os pontos de contato com o cliente; Retail Banking Systems Technology Provider Of The Year Latin America, que evidencia a expertise da Itautec no desenvolvimento de soluções focadas nos processos dos clientes; e Security Technology Provider Of The Year Latin America, que atesta a capacidade da empresa em oferecer soluções de segurança, monitoramento e combate a fraudes a seus clientes. • Fintech 100 - Edição 2011 - Pelo terceiro ano consecutivo reconhecida a melhor empresa latino-americana de tecnologia para o setor financeiro, ocupando a 29ª posição. O levantamento é realizado pela IDC Financial Insights e pelas publicações American Banker e Bank Technology News. • 500 Melhores Empresas do Brasil - Primeira colocada em governança corporativa no setor de eletroeletrônico e destaque em todos os outros aspectos analisados na edição 2011, publicada pela Revista ISTOÉ Dinheiro. • IF Product Design Award 2011 - Prêmio de design para o Prizis Kiosk Full. • As “50 Empresas do Bem” - Reconhecida como uma das 50 empresas destaque em sustentabilidade na edição de 2011 da Revista ISTOÉ Dinheiro. • Fórum de Marketing Empresarial - Premiada na categoria Marketing Institucional na edição 2011 do Fórum de Marketing Empresarial, realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais - LIDE. • Prêmio Líderes do Brasil - Reconhecida em Inovação Tecnológica, em evento realizado pelo Grupo de Líderes Empresariais - LIDE e pelo jornal Brasil Econômico. AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS Em 2011, a Itautec protocolou seu programa de Responsabilidade Pós-Consumo de Equipamentos Eletroeletrônicos na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O Programa contém a descrição de cada etapa do processo dos produtos e disposição final ambientalmente adequada. A Empresa mantém processo de reciclagem dos seus equipamentos em seu Centro de Reciclagem desde 2003, quando seu Sistema de Gestão Ambiental foi certificado. Dando sequência ao processo de engajamento de fornecedores, foi realizado um workshop sobre a inserção da sustentabilidade na cadeia de suprimentos. O evento reuniu 60 fornecedores estratégicos para a Companhia e contribuirá para o desenvolvimento e implantação de uma Política de Sustentabilidade para a cadeia de fornecimento. Visando compartilhar conhecimento e boas práticas de sustentabilidade com o público acadêmico, a Itautec recebeu a visita de 29 escolas em 2011 na unidade industrial localizada em Jundiaí/SP, totalizando 768 estudantes, número 20% superior em comparação com o ano anterior. O objetivo do Programa é permitir que os alunos de escolas, universidades ou cursos técnicos possam consolidar e vivenciar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e conheçam o processo produtivo da Itautec e o Centro de Reciclagem, que no ano destinou 5,0 mil toneladas de resíduos recicláveis, o que corresponde a 93% do total gerados na unidade. A Itautec se tornou uma das empresas apoiadoras do Instituto Akatu, ONG sem fins lucrativos que tem como principal objetivo disseminar para a sociedade o conceito e a prática do consumo consciente, tema amplamente abordado entre os colaboradores e clientes da Companhia, por meio do Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos. Parceria com o Instituto Ayrton Senna A parceria com o Instituto Ayrton Senna, entidade que compartilha dos mesmos princípios da Itautec e acredita na educação como forma de inclusão social e desenvolvimento humano e sustentável do País, destinou R$ 1,5 milhão em 2011 para os projetos do Instituto, resultado de parte da renda de cada computador vendido pela Itautec no varejo. Lei Rouanet Por meio da Lei Rouanet, a Itautec patrocinou a temporada 2011 da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - Osesp, instituição reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade e pela excelência. RECURSOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL A Itautec encerrou 2011 com 5.902 funcionários diretos (5.891 em 2010), sendo 141 alocados nas subsidiárias no exterior. A remuneração aos funcionários, acrescida dos encargos sociais obrigatórios, totalizou R$ 308,8 milhões. Foram destinados ainda R$ 33,1 milhões em benefícios, incluindo assistência médica e odontológica, alimentação, transporte e treinamento para desenvolvimento técnico e capacitação profissional. A Academia Itautec de Liderança, criada em 2010, se consolidou e intensificou o processo de desenvolvimento dos profissionais da Companhia, realizando treinamentos direcionados aos gaps identificados na pesquisa de engajamento realizada com os colaboradores, perfazendo em 2011 uma média de 10 horas de treinamento por participante. No exercício, destacamos a criação da Academia Itautec Online, que possibilita maior agilidade e praticidade no autodesenvolvimento dos profissionais, ao trazer o conceito de educação à distância, que no seu primeiro ano de atividade contou com 723 colaboradores matriculados. Para complementar as ações de desenvolvimento dos colaboradores, foi estruturado o processo de avaliação 360º, com definição de metas para todos os níveis, com o objetivo de desenvolver cada vez mais a liderança da Companhia. Jovens Talentos, Novas Soluções O primeiro ano do programa de estágio Jovens Talentos, Novas Soluções, resultou na contratação de 58 estagiários em 2011. Essa etapa contou com mais de nove mil inscrições, o que demonstra o interesse na Empresa e percepção de criação de valor para o desenvolvimento profissional desses jovens talentos. AUDITORES INDEPENDENTES Nos termos da Instrução CVM 381/03, informamos que não foram contratados junto à PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes quaisquer serviços além daqueles relativos aos de auditoria no exercício de 2011. A política de atuação da Itautec na contratação de serviços não relacionados à auditoria externa dos nossos auditores independentes se fundamenta na regulamentação aplicável e nos princípios internacionalmente aceitos que preservam a independência do auditor e consistem em: (a) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, (b) o auditor não deve exercer funções gerenciais no seu cliente e (c) o auditor não deve promover os interesses de seu cliente. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos nossos funcionários pelo comprometimento e dedicação e aos acionistas, clientes e fornecedores pela confiança nos planos empreendidos pela Itautec. São Paulo, 15 de fevereiro de 2012. A Administração.

BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais - R$)

Ativo

Nota Explicativa

Circulante Caixa e equivalentes de caixa Instrumentos financeiros derivativos Clientes Valores a receber controladas Estoques Tributos a recuperar Valores a receber e despesa antecipada Total do ativo circulante Não circulante Clientes Valores a receber controladas Tributos a recuperar Créditos com plano de previdência Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais e outros créditos Ativos financeiros disponíveis para venda Investimentos em controladas Outros investimentos Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante

7 4 8 23 9 10

Controladora 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2011 de 2010

Consolidado 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2011 de 2010

323.591 1.340 197.928 14.254 241.168 32.762 14.169 825.212

237.395 196.267 5.177 210.151 57.703 10.593 717.286

360.807 1.340 219.292 256.793 44.850 15.161 898.243

264.899 210.426 219.360 67.737 11.676 774.098

8 23 10 28

296 21.030 277 67.919

837 12.200 339 65.114

5.074 19.898 67.919

6.318 17.788 65.114

11 12

58.729 16.688 12.090 66.825 68.522 20.940 333.316

60.645 14.050 23.880 65.298 87.807 26.938 357.108

60.298 17.375 12.090 1.801 72.725 21.015 278.195

62.270 14.662 23.880 426 89.468 27.058 306.984

1.158.528

1.074.394

1.176.438

1.081.082

13 14 15

Total do ativo

Passivo Circulante Fornecedores Instrumentos financeiros derivativos Empréstimos e financiamentos Obrigações com pessoal Impostos e contribuições a pagar Outras provisões e contas a pagar Receitas diferidas Juros sobre capital próprio/ Dividendos propostos Total do passivo circulante Não circulante Empréstimos e financiamentos Receitas diferidas Provisões para contingências Outras provisões Total do passivo não circulante Patrimônio Líquido Capital social Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais - R$, exceto o lucro líquido por ação)

Nota Explicativa

4 16

17 18

16 18 19 20

21 21 21

Participação dos não controladores Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

Controladora 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2011 de 2010

Consolidado 31 de 31 de Dezembro Dezembro de 2011 de 2010

63.383 1.403 66.046 63.930 11.418 50.541 35.835

82.539 91.438 75.768 16.410 87.560 31.033

63.564 1.403 68.285 65.181 12.802 52.164 35.835

12.235 379.083

5.114 297.670

12.235 396.983

5.114 304.348

Lucro operacional Resultado financeiro Receitas financeiras Despesas financeiras

130.998 24.780 75.767 10.202 241.747

139.604 35.264 78.849 9.035 262.752

130.998 24.780 75.767 10.202 241.747

139.604 35.264 78.849 9.035 262.752

Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de renda e contribuição social

280.000 37.471 (5.921) 226.148 537.698 537.698 1.158.528

250.000 37.471 1.762 224.739 513.972 513.972 1.074.394

280.000 37.471 (5.921) 226.148 537.698 10 537.708 1.176.438

250.000 37.471 1.762 224.739 513.972 10 513.982 1.081.082

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais - R$) Consolidado 2011 2010

Receitas Receita líquida de vendas e serviços Outras receitas Provisão para créditos de liquidação duvidosa

1.520.951

1.547.376

1.542.292

1.571.423

17.008

(41)

17.348

(82)

3.606

1.908

2.554

5.923

1.541.565

1.549.243

1.562.194

1.577.264

Insumos adquiridos de terceiros Custo dos produtos vendidos Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

(910.120)

(970.125)

(901.609)

(914.498)

(90.917)

(72.461)

(111.921)

(131.283)

(1.001.037)

(1.042.586)

(1.013.530)

(1.045.781)

Valor adicionado bruto

540.528

506.657

548.664

531.483

Depreciação e amortização

(20.651)

(20.086)

(21.374)

(22.507)

Valor adicionado líquido produzido

519.877

486.571

527.290

508.976

69

(7.581)

192

112

26.786

853

33.897

4.254

546.732

479.843

561.379

513.342

Valor adicionado recebido em transferência Resultado da equivalência patrimonial Resultado financeiro Valor adicionado total a distribuir

Impostos, taxas e contribuições Federais Estaduais Municipais Juros e variações cambiais Remuneração dos acionistas Juros sobre o capital próprio Lucros retidos do exercício Valor adicionado total distribuído

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Lucro bruto Despesas com vendas Despesas gerais e administrativas Despesas com pesquisa e desenvolvimento Resultado da equivalência patrimonial Outros ganhos (perdas), líquidos

Lucro do exercício das operações continuadas Operações descontinuadas Prejuízo do exercício de operações descontinuadas Lucro decorrente da venda das operações descontinuadas Lucro líquido do exercício Atribuível aos: Acionistas controladores Lucro por ação atribuível aos acionistas da Companhia durante o exercício (expresso em R$ por ação): Lucro básico por ação Lucro diluído por ação

Controladora 2011 2010 Distribuição do valor adicionado Remuneração do trabalho Remuneração direta Benefícios FGTS Outros

Operações continuadas Receita líquida de vendas e serviços Custo dos produtos vendidos e serviços prestados

78.264 89.532 73.815 12.797 81.407 31.033

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

Controladora 2011 2010

Controladora Nota Explicativa

Consolidado 2011 2010

Consolidado

2011

2010

2011

2010

24

1.520.951

1.547.376

1.542.292

1.571.423

24

(1.250.466) (1.283.438)

(1.261.557) (1.297.203)

270.485 (106.003) (70.858) (68.787) 69 11.473

263.938 (105.860) (56.712) (72.827) (2.983) (8.137)

280.735 (113.776) (76.563) (69.188) 192 10.832

274.220 (113.573) (63.606) (73.133) 112 (10.364)

36.379

17.419

32.232

13.656

47.523 (36.198)

14.530 (19.533)

62.291 (43.855)

18.854 (19.726)

11.325

(5.003)

18.436

(872)

47.704 (4.116)

12.416 3.315

50.668 (7.080)

12.784 2.947

43.588

15.731

43.588

15.731

-

(4.598)

-

(4.598)

43.588

388 11.521

43.588

388 11.521

43.588

11.521

43.588

11.521

22

3,74

0,99

3,74

0,99

22

3,54

0,93

3,54

0,93

24 24 24 25

26

32

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais - R$)

244.348 32.545 18.839 42.312

233.444 28.244 17.648 44.980

253.394 33.088 19.562 44.762

255.489 29.893 19.278 48.342

338.044

324.316

350.806

353.002

113.614 14.211 21.814

104.385 14.578 16.137

115.042 14.211 22.271

107.759 15.374 16.780

149.639 15.461

135.100 8.906

151.524 15.461

139.913 8.906

12.179 31.409

5.942 5.579

12.179 31.409

5.942 5.579

43.588

11.521

43.588

11.521

546.732

479.843

561.379

513.342

Controladora 2011 2010 Lucro líquido do exercício Outros componentes do resultado abrangente Ajuste de conversão de investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Baixa de ajuste de conversão de investimento no exterior Outros componentes do resultado abrangente do exercício Total do resultado abrangente do exercício Atribuível Acionistas da Companhia Participação dos não controladores

Consolidado 2011 2010

43.588

11.521

43.588

11.521

1.264 (1.166) (7.781) (7.683) 35.905

2.110 (2.087) 4.970 1.167 6.160

1.264 (1.166) (7.781) (7.683)

2.110 (2.087) 4.970 1.167 6.160

17.681

35.905

17.681

35.905 35.905

17.492 189 17.681

Os itens na demonstração de resultado abrangente são apresentados líquidos de impostos. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

(Continua)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

18

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ITAUTEC S.A.

UMA EMPRESA COM AÇÕES EM PODER DO PÚBLICO

CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais - R$) Controladora 2011 2010 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício Ajustes para reconciliar o lucro líquido do exercício com o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais: Depreciações e amortizações Provisão para créditos de liquidação duvidosa Provisão para riscos legais, líquidas Provisão para estoques obsoletos Resultado de equivalência patrimonial Lucro da alienação de investimento Lucro da alienação de imobilizado Baixa de ativos imobilizado e intangível Imposto de renda e contribuição social diferidos Juros, variações cambiais e monetárias líquidas Provisões, baixa de ativos Variações nos Ativos e Passivos: (Aumento) redução em ativos Clientes Estoques Tributos a recuperar Despesas antecipadas Créditos diversos Depósitos judiciais Demais ativos

Consolidado 2011 2010

43.588

11.521

43.588

11.521

20.651 (3.606) (6.046) 11.660 (69) (17.008) 3.444 1.916 10.316 -

20.086 7.581 (388) (2.989) 31.220

21.374 (2.554) (6.046) 11.660 (192) (17.137) 3.593 1.972 10.379 -

22.507 (112) (2.652) 38.416

(15.421) (45.344) 25.003 (3.576) (2.443) (2.638) -

83.558 96.250 28.973

(5.068) (54.622) 20.777 (3.485) (1.150) (2.713) -

260.325 122.920 53.958

Controladora 2011 2010 (Redução) aumento em passivos Fornecedores Obrigações com pessoal Impostos a recolher Outras contas a pagar Demais passivos Caixa gerado nas atividades operacionais FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Valor recebido pela venda de imobilizado Recursos na venda de investimentos Aumento de capital em controladas Dividendos recebidos Aquisição de ativo imobilizado e intangíveis Caixa gerado (aplicado) nas atividades de investimento FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Pagamento de empréstimos de terceiros Captação de empréstimos de terceiros Pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio Caixa gerado (aplicado) nas atividades de financiamento AUMENTO DO SALDO DE DISPONIBILIDADES DISPONIBILIDADES No início do exercício No fim do exercício AUMENTO DO SALDO DE DISPONIBILIDADES

Consolidado 2011 2010

14.881 9.885 5.388 10.728 61.309

(24.454) 780 (4.498) (1.537) 96 246.199

18.975 10.587 7.617 15.258 72.813

(162.033) (197) (17.488) (16.133) 543 311.575

35.700 (504) 247 (14.836) 20.607

45.280 (2.297) (25.169) 17.814

35.700 (1.317) 42 (15.146) 19.279

(27.767) (27.767)

(130.606) 139.944 (5.058) 4.280 86.196

(282.582) 254.340 (13.695) (41.937) 222.076

(134.783) 143.657 (5.058) 3.816 95.908

(379.754) 341.825 (13.695) (51.624) 232.184

237.395 323.591 86.196

15.319 237.395 222.076

264.899 360.807 95.908

32.715 264.899 232.184

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais - R$) Nota Explicativa Saldos em 31 de dezembro de 2009 Lucro líquido do exercício Investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Baixa de ajuste de conversão de investimento no exterior líquido de hedge Total do resultado abrangente do exercício Destinação do lucro líquido do exercício: Aumento de capital / (redução de participações) Dividendos e juros sobre o capital próprio Reserva Legal Reserva Estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2010 Lucro líquido do exercício Investimentos no exterior Hedge de investimento líquido Valor justo de ativos financeiros disponíveis para venda Total do resultado abrangente do exercício Destinação do lucro líquido do exercício Aumento de capital Dividendos e juros sobre o capital próprio Reserva Legal Reserva Estatutária Saldos em 31 de Dezembro de 2011

21 21 21 21

Atribuível aos proprietários da controladora Ajustes de Reserva avaliação patrimonial de lucros

Capital Social

Reserva de capital

Lucros acumulados

250.000

37.471

(5.486)

210.577

9.701

502.263

199

502.462

-

-

2.110 (2.087) 4.970 2.255 7.248

-

11.521 (1.088) 10.433

11.521 2.110 (2.087) 4.970 1.167 17.681

-

11.521 2.110 (2.087) 4.970 1.167 17.681

250.000

37.471

1.762

(30) 576 13.616 224.739

(5.942) (576) (13.616) -

(5.972) 513.972

(189) 10

(189) (5.972) 513.982

-

-

1.264 (1.166) (7.781) (7.683)

-

43.588 43.588

43.588 1.264 (1.166) (7.781) 35.905

-

43.588 1.264 (1.166) (7.781) 35.905

30.000 280.000

37.471

(5.921)

(30.000) 2.179 29.230 226.148

(12.179) (2.179) (29.230) -

(12.179) 537.698

10

(12.179) 537.708

Total

Participação dos não controladores

Total do patrimônio líquido

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) NOTA 1 - CONTEXTO OPERACIONAL A Itautec S.A. (“Companhia” ou “Itautec”), uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia, é controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., e que, juntamente com suas controladas (conjuntamente “o Grupo”), é especializada no desenvolvimento de produtos e soluções de computação, automação e serviços tecnológicos, atuando por meio das seguintes Unidades de negócios: - Soluções de Computação: microcomputadores (desktops, notebooks, netbooks, tablets e servidores); - Soluções de Automação: automação bancária, com máquinas de autoatendimento (ATMs) e terminais de caixa; automação comercial, com terminais de ponto-de-venda (PDV), impressoras fiscais, terminais de autoatendimento e softwares; - Serviços Tecnológicos: assistência técnica, infraestrutura e instalações. A Companhia e suas três controladas nacionais estão sediadas no estado de São Paulo e seu parque industrial localizado no município de Jundiaí a 49 quilômetros da capital. No exterior, a Companhia atua com revenda de produtos e na prestação de serviços de assistência técnica e suporte contando com seis subsidiárias localizadas na Argentina, Espanha, Estados Unidos, México, Paraguai e Portugal. A Companhia tem suas ações negociadas na BM&FBovespa - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros S.A. (“BM&FBOVESPA”). A emissão dessas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo foi autorizada pelo Conselho de Administração, em 15 de fevereiro de 2012. NOTA 2 - RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados. 2.1 - Base de preparação As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico, em geral, como base de valor. Os ativos financeiros disponíveis para venda e ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) são mensurados ao valor justo. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da Administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas na Nota 3. (a) Demonstrações financeiras consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs), e conforme as normais internacionais de relatórios financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). (b) Demonstrações financeiras individuais As demonstrações financeiras individuais da controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs) e são divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas. Nas demonstrações financeiras individuais, as controladas são contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial. Os mesmos ajustes são feitos tanto nas demonstrações financeiras individuais quanto nas demonstrações financeiras consolidadas para chegar ao mesmo resultado e patrimônio líquido atribuível aos acionistas da controladora. 2.2 - Consolidação Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, foram adotadas as políticas contábeis descritas a seguir. (a) Controladas Controladas são todas as entidades nas quais o Grupo tem o poder de determinar as políticas financeiras e operacionais, acompanhada de uma participação de mais do que metade dos direitos a voto (capital votante). As controladas são totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido. A consolidação é interrompida a partir da data em que o Grupo deixa de ter o controle. As controladas estão identificadas na Nota 13. Transações entre empresas, saldos e ganhos e perdas não realizados em transações entre empresas do Grupo são eliminados. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessários, para assegurar a consistência com as políticas contábeis adotadas pelo Grupo. (b) Transações e participações não controladoras O Grupo trata as transações com participações não controladoras como transações com proprietários de ativos do Grupo. Quando o Grupo deixa de ter controle, qualquer participação retida na entidade é remensurada ao seu valor justo, sendo a mudança no valor contábil reconhecida no resultado. O valor justo é o valor contábil inicial para subsequente contabilização da participação retida em uma coligada ou ativo financeiro. (c) Coligadas Coligadas são todas as entidades sobre as quais o Grupo tem influência significativa, mas não o controle. Os investimentos em coligadas são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial e são, inicialmente, reconhecidos pelo seu valor de custo. Os ganhos não realizados nas coligadas derivadas de operações com a investidora são eliminados na proporção da participação da investidora na coligada. As perdas não realizadas também são eliminadas, a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis da coligada são alteradas, quando necessário, para assegurar consistência com as políticas adotadas pelo Grupo. Em 31 de dezembro de 2011, o Grupo apresenta investimento em uma empresa coligada, a TCI Trading S.A., na qual tem influência significativa nas decisões financeiras e operacionais. 2.3 - Apresentação de informações por segmentos operacionais As informações por segmentos operacionais são apresentadas de modo consistente com o relatório interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos operacionais, é o Presidente da Companhia. 2.4 - Conversão de moeda estrangeira (a) Moeda funcional e moeda de apresentação Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das empresas do Grupo são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (“a moeda funcional”). Na determinação da moeda funcional foi considerada a moeda que mais influencia os preços de venda de bens e serviços e a moeda que mais influencia os custos para o fornecimento de bens e serviços. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional da Companhia e, também, a moeda de apresentação do Grupo. (b) Transações e saldos As operações com moedas estrangeiras são convertidas para a moeda funcional, utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas das transações ou da avaliação, na qual os itens são remensurados. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação dessas transações e da conversão pelas taxas de câmbio do final do exercício, referentes a ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras, são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto quando qualificadas como hedge accounting e, portanto, diferidos no patrimônio líquido como operações de hedge de fluxo de caixa e operações de hedge de investimento líquido. Os ganhos e as perdas cambiais relacionados com empréstimos, caixa e equivalentes de caixa são apresentados na demonstração do resultado como receitas ou despesas financeiras. (c) Empresas do Grupo com moeda funcional diferente Os resultados e a posição financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tem moeda de economia hiperinflacionária), cujas moedas funcionais são diferentes da moeda de apresentação (R$), são convertidos na moeda de apresentação, como segue: (i) Os ativos e passivos de cada balanço patrimonial apresentado são convertidos pela taxa de fechamento da data do balanço; (ii) As receitas e despesas de cada demonstração do resultado são convertidas pelas taxas de câmbio médias do mês de fechamento do balanço; (iii) Todas as diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como um componente separado no patrimônio líquido, na conta “Ajustes de avaliação patrimonial”. Na consolidação, as diferenças de câmbio decorrentes da conversão do investimento líquido em operações no exterior, assim como os empréstimos e outros instrumentos financeiros designados como hedge desses investimentos, são reconhecidas no patrimônio líquido. Quando uma operação no exterior é parcialmente alienada ou vendida, as diferenças de câmbio que foram registradas no patrimônio são reconhecidas na demonstração do resultado como parte do ganho ou perda da venda. 2.5 - Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com carência para resgate de até 90 dias ou com direito contratual outorgado pelo banco emissor de resgate imediato, e que estão sujeitos a mínimo risco de mudança de valor. 2.6 - Ativos financeiros 2.6.1 - Classificação O Grupo classifica seus ativos financeiros, no reconhecimento inicial, sob as seguintes categorias: (a) mensurados ao valor justo por meio do resultado, (b) empréstimos e recebíveis e (c) disponíveis para venda. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado São ativos financeiros mantidos para negociação adquiridos principalmente para fins de venda no curto prazo, inclusive derivativos que não tenham sido designados como instrumentos de hedge, e estão classificados como ativos circulantes.

(b) Empréstimos e recebíveis São ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São apresentados como ativo circulante, exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço (estes são classificados como ativos não circulantes). Os ativos financeiros reconhecidos pelo Grupo nessa categoria de instrumentos financeiros são principalmente: caixa e equivalentes de caixa e contas a receber de clientes (Nota 2.5 e 2.8). (c) Ativos financeiros disponíveis para venda Os ativos financeiros disponíveis para venda são não derivativos, que são designados nessa categoria ou que não são classificados em nenhuma das categorias anteriores, são apresentados como ativos não-circulantes, a menos que a administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. 2.6.2 - Reconhecimento e mensuração (a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado Os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da transação são debitados à demonstração do resultado. Sua mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço sendo os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo reconhecidos no resultado. (b) Empréstimos e recebíveis Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva. (c) Ativos financeiros disponíveis para venda Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem perda (impairment), os ajustes acumulados do valor justo, reconhecidos no patrimônio, são incluídos na demonstração do resultado como “Outros ganhos (perdas), líquido”. Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Se o mercado de um ativo financeiro (e de títulos não registrados em Bolsa) não estiver ativo, o Grupo estabelece o valor justo através de técnicas de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações de taxas geradas pelo mercado e contam com o mínimo possível de informações geradas pela administração da própria entidade. As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação. Os investimentos são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos financeiros não classificados como ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são, subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que o Grupo tenha transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios de propriedade. 2.6.3 - Compensação de instrumentos financeiros Ativos e passivos financeiros são compensados e o valor líquido é reportado no balanço patrimonial unicamente quando há um direito legalmente aplicável de compensar os valores reconhecidos e há uma intenção de liquidá-los, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 2.6.4 - Impairment de ativos financeiros (a) Ativos mensurados ao custo amortizado O Grupo avalia, no final de cada período do relatório, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos financeiros está deteriorado. Um ativo ou grupo de ativos financeiros está deteriorado e as perdas por impairment são incorridas somente se há evidência objetiva de impairment como resultado de um ou mais eventos ocorridos após o reconhecimento inicial dos ativos (um “evento de perda”) e aquele evento (ou eventos) de perda tem um impacto nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro ou grupo de ativos financeiros que pode ser estimado de maneira confiável. O montante do prejuízo é mensurado como a diferença entre o valor contábil dos ativos e o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados (excluindo os prejuízos de crédito futuro que não foram incorridos) descontados à taxa de juros original dos ativos financeiros. O Grupo pode mensurar o impairment com base no valor justo de um instrumento utilizando um preço de mercado observável. Se, num período subsequente, o valor da perda por impairment diminuir e a diminuição puder ser relacionada objetivamente com um evento que ocorreu após o impairment ter sido reconhecido (como uma melhoria na classificação de crédito do devedor), a reversão da perda por impairment reconhecida anterior será lançada na demonstração do resultado consolidado. (b) Ativos classificados como disponíveis para venda Se existirem evidências de que o valor justo dos instrumentos disponíveis para venda está abaixo do seu custo, o prejuízo cumulativo - medido como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer prejuízo por impairment sobre o ativo financeiro reconhecido anteriormente em lucro ou prejuízo - será retirado do patrimônio e reconhecido na demonstração consolidada do resultado. Se, em um período subsequente, o valor justo de um instrumento da dívida classificado como disponível para venda aumentar, e o aumento puder ser objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após o prejuízo por impairment ter sido reconhecido em lucro ou prejuízo, o prejuízo por impairment é revertido por meio da demonstração consolidada do resultado. 2.7 - Instrumentos financeiros derivativos e atividades de hedge Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao valor justo. As variações de valor justo são lançadas contra o resultado. O Grupo utiliza derivativos como instrumentos de hedge de suas obrigações que possuem outras moedas ou índices de atualização de obrigações. O Grupo tem designado certos instrumentos financeiros não derivativos como instrumentos de hedge de um investimento líquido em uma operação no exterior (hedge de investimento líquido), como descrito a seguir. Contabilidade de hedge de investimento líquido O Grupo documenta, no início da operação, a relação entre os instrumentos de hedge e os itens protegidos por hedge, assim como os objetivos da gestão de risco e a estratégia para a realização de várias operações de hedge. A parcela efetiva das variações no valor justo de instrumentos financeiros designados e qualificados como hedge de investimento líquido é reconhecida no patrimônio líquido na conta de “Ajustes acumulados de conversão”, juntamente com as variações cambiais do item objeto de hedge. O ganho ou perda relacionado com a parcela não efetiva é imediatamente reconhecido na demonstração do resultado como“Outros ganhos (perdas), líquidos”. Os ganhos e as perdas acumulados no patrimônio são incluídos na demonstração do resultado quando a operação no exterior for parcialmente ou integralmente alienada ou vendida. 2.8 - Contas a receber de clientes As contas a receber de clientes são reconhecidas pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, o que não difere de forma relevante do valor justo dos títulos. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. Uma provisão para crédito de liquidação duvidosa (“PCLD”) é constituída quando existe uma evidência objetiva de que o Grupo não será capaz de cobrar todos os valores devidos. Esta provisão foi constituída em montante considerado suficiente para fazer face às eventuais perdas na realização da conta clientes, o que envolveu análises individuais de clientes, nas situações aplicáveis. Quando uma conta a receber de clientes é incobrável, esta é baixada contra a provisão e o valor da perda reconhecido na demonstração do resultado. 2.9 - Estoques Os estoques são mensurados pelo valor de custo incluído os custos de aquisição e de transformação ou pelo valor líquido realizável, dos dois o menor. Adicionalmente, o Grupo adota a política de realizar provisões e baixas de estoques por questões de obsolescência, demanda ou outros fatores econômicos. O custo é determinado pelo método de custo médio de aquisição ou produção. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende os custos de matérias-primas, mão-de-obra direta e outros custos diretos, excluindo os custos de empréstimos. As importações em andamento são demonstradas ao custo de cada importação. 2.10 - Ativos não circulantes mantidos para venda Os ativos não circulantes são classificados como ativos mantidos para venda quando seu valor contábil for recuperável, principalmente, por meio de uma venda e quando essa venda for praticamente certa. Estes ativos são avaliados pelo menor valor entre o valor contábil e o valor justo menos os custos de venda. 2.11 - Ativos intangíveis Ativos intangíveis gerados internamente - desenvolvimento de novos produtos Os gastos associados às atividades de pesquisa de novos projetos são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os gastos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis aos projetos são reconhecidos como ativos intangíveis quando os seguintes principais critérios são atendidos: - o projeto é considerado tecnicamente viável e é possível concluir o produto para que ele esteja disponível para uso ou venda; - o produto gerará benefícios econômicos futuros prováveis, que podem ser demonstrados; - o gasto atribuível ao produto durante seu desenvolvimento pode ser mensurado com segurança.

O montante inicialmente reconhecido de ativos intangíveis desenvolvidos internamente corresponde à soma dos gastos incorridos, incluindo os gastos com empregados alocados ao projeto. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam aos critérios de reconhecimentos mensurados acima são reconhecidos como despesa conforme incorridos. Os gastos com desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. Os gastos com desenvolvimento de produtos reconhecidos como ativos são amortizados à taxa de 20% ao ano. Revisões trimestrais são realizadas, quando são analisadas as condições atuais dos projetos e, caso não haja a evidência de benefícios econômicos futuros prováveis, são realizadas baixas contra o resultado do exercício. Softwares Os valores classificados no intangível referem-se a licenças de softwares adquiridas e que são capitalizadas considerando também os custos incorridos para torná-los prontos e adaptados para serem utilizados. Esses custos são amortizados durante sua vida útil estimável de 2 a 5 anos. Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de softwares identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis. Os custos diretamente atribuíveis que são capitalizados como parte do produto de softwares incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas diretas aplicáveis. Outros gastos de desenvolvimento que não atendam a esses critérios são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente. 2.12 - Imobilizado Os itens do imobilizado estão demonstrados pelo seu custo de aquisição, formação ou construção, deduzidos da depreciação e eventuais perdas por impairment. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificados. Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método linear durante a vida útil estimada, como segue: Item Vida útil - Edifícios 25 anos - Máquinas, equipamentos e ferramentas 10 anos - Instalações 10 anos - Equipamento de processamento de dados 2 - 5 anos - Outros ativos 5 - 25 anos O valor residual e a vida útil econômica dos bens são revisados e ajustados, se necessário, ao final de cada exercício. A Companhia revisou a vida útil econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação do exercício e não foram constatadas variações significativas nas vidas úteis utilizadas. O valor residual dos itens do imobilizado é baixado imediatamente quando o saldo residual exceder o seu valor recuperável. A Companhia não registrou nenhuma perda decorrente da aplicação dessa prática nos exercícios apresentados. Um item do ativo imobilizado é baixado após alienação ou quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso contínuo do ativo. Quaisquer ganhos ou perdas na venda ou baixa de um item do imobilizado são determinados pela diferença entre os valores recebidos na venda e o valor contábil do ativo e são reconhecidos no resultado em “Outros ganhos (perdas), líquidos”. 2.13 - Impairment de ativos não financeiros A Companhia monitora se existem evidências objetivas da ocorrência de prováveis perdas com seus ativos não financeiros, a fim de realizar teste para verificar se o valor contábil de seus ativos não financeiros excede ao seu valor recuperável. Nas datas-base destas demonstrações financeiras não existiam indícios de impairment e assim não foram realizados testes de recuperação. 2.14 - Contas a pagar a fornecedores e provisões As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos de fornecedores no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. As provisões, em geral, incluem as discussões administrativas e judiciais e são reconhecidas quando o Grupo tem uma obrigação presente como resultado de eventos passados, é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e o valor puder ser estimado com segurança. Quando houver uma série de obrigações similares, como é o caso de garantias, a probabilidade de liquidá-las é determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. 2.15 - Empréstimos e financiamentos Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquidos dos custos incorridos na transação e em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”), utilizando o método da taxa de juros efetiva. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo circulante, a menos que o Grupo tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data das demonstrações financeiras. 2.16 - Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os impostos corrente e diferido. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido. O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método das diferenças temporárias entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente é calculado com base nas leis tributárias em vigor nos países em que as empresas do Grupo atuam e geram lucro real na data do balanço. A Companhia e suas controladas no Brasil optaram pelo Regime Tributário de Transição (RTT) conforme a Medida Provisória nº 449/08. O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro líquido constante nas demonstrações financeiras foram calculados nesse pressuposto. Os impostos e contribuições diferidos são reconhecidos somente se for provável a sua compensação com lucros tributários futuros. 2.17 - Benefícios aos empregados (a) Planos de previdência privada A Companhia e suas controladas no Brasil oferecem Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”) a todos os colaboradores, administrados pela Fundação Itaúsa Industrial. O regulamento do plano prevê a contribuição das patrocinadoras entre 50% e 100% do montante aportado pelos colaboradores. A Companhia já ofereceu Plano de Benefício Definido a seus colaboradores, mas esse plano está em extinção com acesso vedado a novos participantes. Em relação ao Plano de Contribuição Definida, a Companhia e suas controladas no Brasil não têm nenhuma obrigação adicional de pagamento depois que a contribuição é efetuada. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando devidas. As contribuições feitas antecipadamente são reconhecidas como um ativo na proporção em que essas contribuições levarem a uma redução efetiva dos pagamentos futuros. Os ganhos e perdas são reconhecidos no resultado do exercício. (b) Remuneração com base em ações A Companhia ofereceu aos executivos, até 2006, um plano de remuneração com base em ações (Stock Options), com o objetivo de reter os referidos executivos durante o período de carência e receber seus serviços como contraprestação das opções de compra de ações outorgadas. O valor justo dos serviços dos executivos recebidos em troca da outorga de opções, por não poder ser estimado com confiabilidade, é mensurado de forma indireta, tomando como base o valor justo dos instrumentos patrimoniais outorgados. O valor justo das opções de compra é reconhecido como despesa em contrapartida ao patrimônio líquido, durante o período no qual os serviços dos executivos são prestados e o direito é adquirido (período de carência). Referido plano de remuneração com base em ações encontra-se em fase de revisão pelo Conselho de Administração da Companhia. (c) Participação nos lucros Os funcionários têm direito a participação nos lucros com base em determinadas metas acordadas anualmente, e os gestores com base em objetivos específicos e acordados entre as partes. O montante da participação é reconhecido no resultado do exercício. Os programas são aprovados pelo Conselho de Administração da Companhia e, quando aplicável constam dos acordos firmados com entidades sindicais competentes. 2.18 - Capital social O capital social da Companhia está representado integralmente por ações ordinárias. Os custos incrementais diretamente atribuíveis à emissão de novas ações são demonstrados no patrimônio líquido como uma dedução do valor captado, líquido de impostos. (Continua)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

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ITAUTEC S.A.

UMA EMPRESA COM AÇÕES EM PODER DO PÚBLICO

CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (continuação) 2.19 - Reconhecimento da receita A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades do Grupo. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como após a eliminação das vendas entre empresas do Grupo. O Grupo reconhece a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança; (ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade e (iii) quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades do Grupo, conforme descrição a seguir. (a) Vendas de produtos As vendas dos produtos são reconhecidas sempre que seja efetuada a entrega dos produtos para os clientes e existam evidências objetivas de que todos os critérios para aceitação foram atendidos. A Companhia oferece a seus clientes a possibilidade de obter serviços nos produtos vendidos, estando o preço desses serviços embutido no preço do produto, reconhecendo como receita diferida no balanço patrimonial o valor cobrado por esse serviço, apropriando-a ao resultado ao longo dos prazos de vigência dos contratos. (b) Vendas de serviços O Grupo também presta serviços por meio das áreas de Soluções de Automação e Soluções de Computação. A receita é reconhecida com base nos serviços realizados até o momento. (c) Aluguel de bens Os valores a receber das parcelas futuras de aluguéis de bens, e que representam leasing financeiro, estão reconhecidos a valor presente, deduzidos das parcelas de serviços a serem prestados, com base nas taxas médias praticadas nesses negócios, conforme orientações contidas no CPC 06 (R1), aprovado pela Deliberação CVM nº 642/10. Subsequentemente, à medida que o tempo passa, os juros são incorporados às contas a receber, em contrapartida de receita financeira. Essa receita financeira é calculada pela mesma taxa efetiva de juros utilizada para apurar o valor recuperável, ou seja, a taxa original do contrato. (d) Receita financeira A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido, usando o método da taxa de juros efetiva. Quando uma perda é identificada em relação a uma conta a receber, o Grupo reduz o valor contábil para seu valor recuperável, que corresponde ao fluxo de caixa futuro estimado, descontado à taxa de juros efetiva original do instrumento. 2.20 - Distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo quando aprovada pelo Conselho de Administração, com base no dividendo mínimo estabelecido no Estatuto Social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas em Assembleia Geral. Os juros sobre capital próprio aprovados (pagos ou a pagar) e que sejam definitivos, são também reconhecidos como passivo. 2.21 - Normas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor Normas, alterações e interpretações de normas existentes que ainda não estão em vigor e não foram adotadas antecipadamente pelo Grupo: • IAS 19 - “Benefícios a Empregados” alterada em junho de 2011. Os principais impactos das alterações são: (i) eliminação da abordagem de corredor, (ii) reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais em outros resultados abrangentes conforme ocorram, (iii) reconhecimento imediato dos custos dos serviços passados no resultado, e (iv) substituição do custo de participação e retorno esperado sobre os ativos do plano por um montante de participação líquida, calculado através da aplicação da taxa de desconto ao ativo (passivo) do benefício definido líquido. A Administração está avaliando o impacto total dessas alterações no Grupo. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. • IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”, aborda a classificação, mensuração e reconhecimento de ativos e passivos financeiros. O IFRS 9 foi emitido em novembro de 2009 e outubro de 2010 e substitui os trechos do IAS 39 relacionados à classificação e mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 requer a classificação dos ativos financeiros em duas categorias: mensurados ao valor justo e mensurados ao custo amortizado. A determinação é feita no reconhecimento inicial. A base de classificação depende do modelo de negócios da entidade e das características contratuais do fluxo de caixa dos instrumentos financeiros. Com relação ao passivo financeiro, a norma mantém a maioria das exigências estabelecidas pelo IAS 39. A principal mudança é a de que nos casos em que a opção de valor justo é adotada para passivos financeiros, a porção de mudança no valor justo devido ao risco de crédito da própria entidade é registrada em outro resultado abrangente e não na demonstração dos resultados, exceto quando resultar em descasamento contábil. O Grupo está avaliando o impacto total do IFRS 9. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. • IFRS 10 - “Demonstrações Financeiras Consolidadas” apóia-se em princípios já existentes, identificando o conceito de controle como fator preponderante para determinar se uma entidade deve ou não ser incluída nas demonstrações financeiras consolidadas da controladora. A norma fornece orientações adicionais para a determinação do controle. O Grupo está avaliando o impacto total do IFRS 10. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. • IFRS 13 - “Mensuração de valor justo”, emitido em maio de 2011. O objetivo do IFRS 13 é aprimorar a consistência e reduzir a complexidade da mensuração ao valor justo, fornecendo uma definição mais precisa e uma única fonte de mensuração do valor justo e suas exigências de divulgação para uso em IFRS. As exigências, não ampliam o uso da contabilização ao valor justo, mas fornecem orientações sobre como aplicá-lo quando seu uso já é requerido ou permitido por outra norma. O Grupo ainda está avaliando o impacto total do IFRS 13. A norma é aplicável a partir de 1o de janeiro de 2013. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre o Grupo. NOTA 3 - ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS As estimativas e os julgamentos contábeis são constantemente avaliados e baseiam-se em experiência histórica e outros fatores, entre os quais expectativas de acontecimentos futuros consideradas razoáveis nas circunstâncias. 3.1 - Estimativas e premissas contábeis críticas Com base em premissas, a Itautec faz estimativas com relação ao futuro - realização de ativos e liquidação de passivos. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício financeiro, estão contempladas abaixo. (a) Imposto de renda e contribuição social diferido O reconhecimento do imposto de renda e contribuição social diferidos ativos requer avaliar se é provável e, em que extensão, existirão resultados tributáveis futuros suficientes para realizar tais impostos diferidos ativos. A avaliação considera o histórico de resultados tributáveis, expectativas de resultados tributáveis futuros assim como o momento de reversão de diferenças temporárias. Caso a Companhia ou suas controladas não consigam gerar resultados tributáveis futuros, ou se existir uma mudança significativa na estrutura tributária ou no período em que as diferenças temporárias serão revertidas, é possível que a avaliação de probabilidade mude, podendo gerar um ajuste no imposto de renda e contribuição social diferidos ativos. (b) Plano de pensão A Companhia reconhece o valor presente das contribuições normais futuras, calculado pelo método de crédito unitário projetado, relacionado ao Plano de Contribuição Definida. O valor contabilizado na rubrica Crédito com Plano de Previdência contrapartida representa o estimado das reduções de pagamentos das contribuições futuras que beneficiarão a Companhia. O valor atual dos ativos relacionados a planos de previdência depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre as premissas usadas na determinação dos valores está a taxa de desconto e condições atuais de mercado. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão os correspondentes valores contábeis. (c) Provisões para contingências A Companhia discute questões tributárias, trabalhistas e cíveis nas esferas administrativas e judiciais, dentro do curso normal de seus negócios e uma provisão para desembolsos futuros é constituída a partir de análise da administração, em conjunto com seus assessores jurídicos. Alterações em tendências de decisões ou jurisprudências em tribunais poderão alterar as estimativas ligadas a provisões para contingências.

NOTA 4 - GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO 4.1 - Fatores de risco financeiro As atividades do Grupo o expõem a diversos riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco de moeda, risco de taxa de juros de valor justo, risco de taxa de juros de fluxo de caixa e risco de preço), risco de crédito e risco de liquidez. O Grupo dispõe de procedimentos para administrar essas situações e pode utilizar instrumentos de proteção para diminuir os impactos destes riscos. Tais procedimentos incluem o monitoramento dos níveis de exposição a cada risco de mercado, além de estabelecer limites para a respectiva tomada de decisão. Todas as operações de instrumentos de proteção efetuadas pela Companhia têm como propósito a proteção de suas dívidas e investimentos, sendo que não realiza ou realizou nenhuma operação com derivativos financeiros alavancados. (a) Riscos de Mercado (i) Risco cambial O Grupo atua internacionalmente e está exposto ao risco cambial decorrente de exposições de algumas moedas, principalmente com relação ao dólar dos Estados Unidos. O risco cambial decorre de operações comerciais futuras, ativos e passivos reconhecidos e investimentos líquidos em operações no exterior. Em função de seus procedimentos de gerenciamento de riscos, que objetivam minimizar a exposição cambial da Companhia e de suas controladas, são mantidos mecanismos de “hedge” que visam proteger a maior parte de sua exposição cambial. A exposição cambial é acompanhada diariamente, podendo ficar pontualmente under ou over-hedged, desde que a posição convirja em curto prazo para os limites de exposição estabelecidos pela Companhia, evitando dessa forma o custo de desmontar e remontar posições em derivativos. Operações em moeda estrangeira Ativos Passivos Swap´s / NDF´s Exposição Cambial Cobertura (exposição Cambial)

Valores em US$ Hedge Accounting 15.592 Investimentos (51.362) Passivos 34.768 Swap´s / NDF´s (1.002) Exposição Cambial (4.059)

Menos de 1 ano

Entre 1 e 2 anos

Acima de 5 anos

Juros até Vencimento

Valor contábil

96.886 (1.102) 289.551

35.553 110.749

92.038 -

19.010 -

(22.957) (238) -

220.530 (1.340) 400.300

74.581 1.752 232.042

36.074 121.327

88.221 -

35.890 -

(29.116) (349) -

205.650 1.403 353.369

Consolidado Menos de 1 ano Em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações Em 31 de dezembro de 2010 Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações

Entre 1 e 2 anos

Juros até Vencimento

Valor contábil

98.792 (1.102) 305.545

35.553 110.749

92.038 -

19.010 -

(22.957) (238) -

222.436 (1.340) 416.294

76.820 1.752 236.481

36.074 121.327

88.221 -

35.890 -

(29.116) (349) -

207.889 1.403 357.808

4.2 - Gestão de capital Os objetivos do Grupo ao administrar seu capital são os de salvaguardar a sua capacidade de continuidade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, o Grupo pode rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. Condizente com outras companhias do setor, o Grupo monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço patrimonial consolidado, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010 podem ser assim sumarizados: 31/12/2011

31/12/2010

222.436

207.889

Menos: caixa e equivalentes de caixa

(360.807)

(264.899)

Dívida líquida

(138.371)

(57.010)

Total do patrimônio líquido

537.708

513.982

Total do capital

399.337

456.972

-34,65%

-12,48%

Total dos empréstimos e financiamentos

Índice de alavancagem financeira

A geração de caixa do Grupo oriunda principalmente das atividades operacionais e da venda de um item do imobilizado (vide Nota 25) foi superior a tomada de empréstimos. 4.3 - Estimativa do valor justo Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes e contas a pagar aos fornecedores pelo valor contábil, menos a provisão para perdas (impairment), estejam próximos de seus valores justos. A Companhia adota, quando aplicável, para os ativos e passivos financeiros, com fim de divulgação, o valor justo mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para o Grupo para instrumentos financeiros similares. As demonstrações financeiras estão em conformidade com o CPC40 / IFRS 7 para instrumentos financeiros mensurados no balanço patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação dessas mensurações pelo nível da seguinte hierarquia: - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (nível 1). - Informações, além dos preços cotados, incluídas no nível 1, que são adotadas pelo mercado para o ativo ou passivo, seja diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, derivados dos preços) (nível 2). - Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado (ou seja, inserções não-observáveis) (nível 3).

Entre 2 e 5 anos

Acima de 5 anos

A tabela abaixo apresenta os ativos e passivos do Grupo mensurados pelo valor justo: Nível 1 Nível 2 Em 31 de dezembro de 2011 Ativos financeiros ao valor justo por meio de lucro ou prejuízo • Títulos para negociação (CDB´S / Compromissadas / Fundo) 343.039 • Títulos patrimoniais - ações de companhias abertas disponíveis para venda 12.090 Derivativos usados para hedge 1.340 Total do ativo 355.129 1.340 Passivos financeiros ao valor justo por meio de lucro ou prejuízo (222.436) Total do passivo (222.436) -

343.039 12.090 1.340 356.469 (222.436) (222.436)

Nível 1 Nível 2 Saldo Total Em 31 de dezembro de 2010 Ativos financeiros ao valor justo por meio de lucro ou prejuízo • Títulos para negociação (CDB´S / Compromissadas / Fundo) 255.109 255.109 Ativos financeiros disponíveis para venda • Títulos patrimoniais - ações de companhias abertas disponíveis para venda 23.880 23.880 Total do ativo 278.989 278.989 Passivos financeiros ao valor justo por meio de lucro ou prejuízo (207.889) (207.889) Derivativos usados para hedge (1.403) (1.403) Total do passivo (207.889) (1.403) ( 209.292) O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como títulos mantidos para negociação e disponíveis para venda) é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação ou agência reguladora e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais. O preço de mercado cotado utilizado para os ativos financeiros mantidos pelo Grupo é o preço de concorrência atual. Esses instrumentos estão incluídos no Nível 1. O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 2. Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no nível 3. Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem: - Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares. - O valor justo de swaps de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado. - O valor justo dos contratos de câmbio futuros é determinado com base nas taxas de câmbio futuras na data do balanço, com o valor resultante descontado ao valor presente. - Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes. Cálculo do valor justo das posições O valor justo dos instrumentos financeiros foi calculado utilizando-se a precificação feita através do valor presente estimado, de forma independente, tanto para a ponta passiva, quanto para a ponta ativa, onde a diferença entre as duas gera o valor de mercado. Hedge Passivos

Valor de referência “NOTIONAL” 31/12/2011

Contratos Futuros Compromisso de compra contratos - USD contratos - EUR Contratos de Swap contratos - USD Total

Valor Justo Mercado

USD / EUR

Efeito Liquido

1.103

(15.791)

(3.066)

13.444

(32.679) 29.955

(1.963)

(2.347)

(2.724)

Empréstimos e recebíveis Ativos financeiros: Em 31 de dezembro de 2011 Caixa e Equivalentes de Caixa Conta a receber de clientes Disponíveis para venda Em 31 de dezembro de 2010 Caixa e Equivalentes de Caixa Conta a receber de clientes Disponíveis para venda

Consolidado Ativos ao valor justo por meio do Disponível resultado para venda

Total

17.749 219.292 237.041

343.058 343.058

12.090 12.090

360.807 219.292 12.090 592.189

9.790 210.426 220.216

255.109 255.109

23.880 23.880

264.899 210.426 23.880 499.205

Consolidado Passivos mensurados ao valor justo por meio do resultado Passivos financeiros: Em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos Fornecedores Em 31 de dezembro de 2010 Empréstimos e financiamentos Fornecedores

Derivativos usados para hedge

Outros passivos financeiros

Total

222.436 222.436

(1.340) (1.340)

82.539 82.539

221.096 82.539 303.635

207.889 207.889

1.403 1.403

63.564 63.564

209.292 63.564 272.856

NOTA 6 - QUALIDADE DO CRÉDITO DOS ATIVOS FINANCEIROS Os clientes são classificados como A, B, C e D em razão do seu segmento de mercado. A segmentação de mercado está associada à caracterização econômica do cliente. A Companhia efetua análise de risco de crédito para todas as suas operações, com a utilização de ferramentas e aplicações específicas para cada segmento. Dentro dos parâmetros básicos verificados na concessão de créditos para o segmento privado, é avaliado conjunto de índices utilizados para caracterizar a situação econômico-financeira das empresas, calculados a partir das suas informações financeiras, seu histórico de compras e pagamento, provedores externos de informações de crédito e regularidade fiscal junto aos órgãos de governo. Para o segmento de governo, a concessão de crédito é realizada a cada operação. O critério de análise e concessão de crédito baseia-se em uma combinação de variáveis que incluem índices, calculados a partir do orçamento, da execução orçamentária e dos demonstrativos exigidos na lei de responsabilidade fiscal, de fontes externas de informações de crédito e, principalmente, do histórico de comportamento de pagamentos. No quadro a seguir, percentual de participação de cada segmento em relação ao total da conta clientes nacionais não vencidos no período encerrado em 31 de dezembro de 2011. Conta de Clientes não vencido Classificação Segmento em 31/12/2011 A Mercado Privado 70,17% B Governo 28,06% C Pessoa Física 0,05% D Exterior/Outros 1,72% 100,00% NOTA 7 - CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Bancos - Conta Movimento 7.645 3.329 17.768 9.790 Fundos de Investimento 32.979 31.850 45.951 40.175 Certificados de depósito bancário (CDB) / Operação compromissada 282.967 202.216 297.088 214.934 323.591 237.395 360.807 264.899 As aplicações financeiras da Companhia e suas controladas nacionais estão representadas por fundos de investimentos não exclusivos e certificados de depósitos bancários no País, ambos com remuneração atrelada à variação do Certificado de Depósito Interbancário e possibilidade de resgates imediatos. NOTA 8 - CLIENTES Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Contas a receber da venda de produtos e serviços: • No Brasil 194.412 199.260 196.325 200.935 • No exterior 4.304 2.021 18.278 8.072 Contas a receber no Brasil/exterior 198.716 201.281 214.603 209.007 Contas a receber da locação de bens Provisão para devedores duvidosos de contas a receber Menos: Parcela não circulante Parcela circulante

1.599

2.381

12.733

14.345

(2.091) 198.224 (296) 197.928

(6.558) 197.104 (837) 196.267

(2.970) 224.366 (5.074) 219.292

(6.608) 216.744 (6.318) 210.426

O Grupo avalia a necessidade de constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa através de análise individual dos créditos em atraso superior a 90 dias, conjugado com o índice de perdas históricas destes créditos. A Administração considera suficiente para cobrir eventuais perdas. As contas a receber de locação de bens correspondem ao aluguel de bens baseados em contratos de locação com prazos acima de um ano. Estas estão apresentadas líquidas do ajuste a valor presente calculado com base em juros médios de 2% a.m., taxa praticada nos contratos de aluguéis vigentes. A composição do contas a receber, por vencimento, é como segue: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 A vencer até 30 dias 109.693 107.306 120.295 113.507 A vencer de 31 a 60 dias 64.427 57.434 68.620 57.547 A vencer acima de 60 dias 3.315 5.130 7.897 5.130 Vencidos até 30 dias 16.140 14.679 7.049 14.809 Vencidos de 31 a 60 dias 2.777 5.089 7.030 5.031 Vencidos de 61 a 90 dias 388 1.539 677 1.555 Vencidos acima de 90 dias 1.976 10.104 3.035 11.428 198.716 201.281 214.603 209.007

Saldo Total

4.4 - Demonstrativo da posição consolidada dos Instrumentos Financeiros Derivativos

Descrição

Passivos Objeto de Hedge

NOTA 5 - INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA

Os contratos em aberto em 31 de dezembro de 2011 que visam administrar o risco cambial são: - Contrato NDF (Non Deliverable Forward) US$ / R$ - EUR / R$ A Companhia possui, na posição comprada em dólares, diversos contratos com valor de referência (“notional”) de US$2.800 com vencimentos até fevereiro/2012, que têm como objetivo transformar passivos denominados em dólares para reais. Possui também na posição comprada em Euros três contratos de valor de referência (“notional”) de EUR7.240 com vencimentos até abril/2012. Os contratos são liquidados nos seus vencimentos, considerando-se a diferença entre a taxa de câmbio a termo (“NDF”) e a taxa de câmbio (PTAX0800) na mesma data. - Contratos de SWAP US$ x CDI A Companhia possui posição ativa (comprada) em dólares e posição passiva (vendida) em Certificado de Depósito Interbancário (“CDI”); o valor de referência (“notional”) é de US$22.534 distribuídos em oito contratos, que têm como objetivo transformar dívidas denominadas em dólares para dívidas indexadas ao CDI. Os contratos são liquidados nos seus respectivos vencimentos. Em 31 de dezembro de 2011, considerando apenas os saldos de fechamento, se o Real tivesse variado em torno de 5% em relação ao dólar, sendo mantidas todas as outras variáveis constantes, o lucro do exercício após o cálculo do imposto de renda e contribuição social teria variação de R$62,1 principalmente em decorrência de ganhos/perdas cambiais sobre a conversão de contas a receber de clientes em dólares e ganhos/perdas cambiais sobre a conversão de passivos e empréstimos em dólares. O patrimônio teria variação de R$55,1, decorrente dessa variação no lucro e do impacto do hedge accounting diretamente no patrimônio líquido. (ii) Risco do fluxo de caixa ou valor justo associado com taxa de juros O caixa aplicado do Grupo tem rendimento indexado a percentuais do CDI, com resgate garantido pelos bancos emissores de acordo com as taxas contratadas. Não há outros ativos significativos cujo resultado seja afetado diretamente pelas mudanças de taxas de juros do mercado. Para o passivo, o risco de taxa de juros do Grupo decorre de empréstimos de longo prazo. Tais empréstimos, em sua maioria, são indexados à Taxa de Juros de Longo Prazo (“TJLP”), taxa que visa estimular os investimentos de longo prazo para o setor produtivo e que, historicamente, é inferior às taxas de financiamentos praticadas pelo mercado. O Grupo também possui dois casos de juros prefixados, com taxa média inferior a 5% ao ano, bem como um contrato emitido a taxa variável trimestralmente, que corresponde à parcela do BNDES indexada a cesta de moedas. Possui também passivos em CDI por conta dos empréstimos em moeda estrangeira que foram hedgeados. O risco dessas taxas de juros contratadas é acompanhado desde o início do financiamento, sendo política do Grupo acompanhar as oscilações e projeções do mercado de juros, analisando eventual necessidade ou oportunidade de contratar-se hedge para essas operações. Em 31 de dezembro de 2011, considerando os saldos de fechamento, se as taxas de juros sobre os empréstimos e caixa variassem em torno de 0,50%, mantidas todas as demais variáveis constantes, o resultado financeiro adicional seria de R$1.123 em relação ao resultado de juros apropriado no resultado financeiro nesse exercício. Para os investimentos no exterior, cujos ativos líquidos estão expostos ao risco cambial, a Companhia optou pela utilização de “Hedge Accounting”, com passivos também atrelados às moedas funcionais de seus investimentos, a fim de adequar os efeitos da variação cambial sobre tais investimentos, que está registrada diretamente em conta de reserva no patrimônio líquido. Para a realização do “Hedge Accounting”, a empresa considera o efeito da não incidência do imposto de renda no resultado de variação cambial do investimento. (iii) Risco de volatilidade no preço das ações A Companhia está exposta ao risco de mudanças no preço das ações em razão de investimento mantido e classificado no balanço patrimonial consolidado como Ativos Disponíveis para Venda, mensurados ao valor justo através do patrimônio líquido. Trata-se de ações em companhia aberta, com ações negociadas na BM&FBOVESPA. Caso as ações apresentem variação de 5%, sendo mantidas todas as outras variáveis constantes, o efeito no Patrimônio Líquido seria de R$399. (b) Risco de crédito A política de vendas da Companhia está diretamente associada ao nível de risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. A diversificação de sua carteira de recebíveis, a seletividade de seus clientes, assim como o acompanhamento dos prazos de financiamentos de vendas e limites individuais de posição, são procedimentos adotados a fim de minimizar inadimplências ou perdas na realização das Contas a Receber. No que diz respeito às aplicações financeiras e aos demais investimentos, a Companhia tem como política trabalhar com instituições de primeira linha e não ter investimentos concentrados em um único grupo econômico. (c) Risco de liquidez É o risco de a Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela área de Tesouraria. A tabela abaixo analisa os passivos financeiros (derivativos e não derivativos) do Grupo a serem liquidados nos próximos exercícios, por faixas de vencimento, correspondentes ao período entre a data do balanço patrimonial até a data do vencimento contratual. Os passivos financeiros derivativos estão incluídos na análise. Os valores divulgados na tabela representam o fluxo de caixa dos passivos contratados nos respectivos vencimentos (não descontados).

Entre 2 e 5 anos

Total

6.153 (9.210) (3.057)

Controladora Em 31 de dezembro de 2011 Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações Em 31 de dezembro de 2010 Empréstimos e financiamentos Instrumentos financeiros derivativos Fornecedores e outras obrigações

4.5 Análise de Sensibilidade Apresentamos a seguir, quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, que descreve os riscos que podem gerar prejuízos materiais para a Companhia, com um Cenário Provável (Cenário Base) e mais dois cenários, nos termos determinados por meio da instrução CVM nº 475/08, representando 25% e 50% de deterioração da variável de risco considerada. O Cenário Provável foi estabelecido a partir das cotações de fechamento das taxas de juros e câmbio referenciais da BVM&FBOVESPA da data de cada operação. A análise de sensibilidade apresentada abaixo considera mudanças com relação a determinados riscos, mantendo constantes todas as demais variáveis, associadas a outros riscos. Hedge Passivos Cenário Cenário Cenário OPERAÇÃO RISCO Provável Possível Remoto NDF Compromisso de Compra Queda USD (7) -25% (1.326) -50% (2.645) Moeda estrangeira Queda EUR 461 -25% (4.003) -50% (8.466) SWAP Queda USD 649 -25% (10.462) -50% (21.568) Moeda estrangeira (US$) Alta do juros 25% 50% -

Efeito Acumulado 31/12/2011 Valor Recebido Valor Pago a receber a pagar

31/12/2010

31/12/2011

31/12/2010

21.792 5.218 16.574

10.261 10.261 -

444 (7) 451

(330) (330) -

2.191 2.191 -

(207) (3) (204)

41.184 62.976

32.075 42.336

897 1.341

(1.074) (1.404)

4.517 6.708

(207)

Contraparte “Notional” Registro Banco Santander 28.933 Cetip Banco Itaú BBA 17.411 Cetip Banco HSBC 16.632 Cetip Total 62.976 As perdas/ganhos nas operações listadas no quadros acima são compensadas por ganhos/perdas nas posições em juros e moeda estrangeira, ativas e passivas, cujos efeitos já estão expressos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os saldos dos derivativos encontram-se contabilizados no ativo e no passivo (contas a pagar e a receber de curto prazo) em contrapartida ao resultado financeiro, exceto pelo hedge accouting, contabilizado no patrimônio líquido.

Composição por vencimento dos valores incluídos na provisão para créditos de liquidação duvidosa: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Até 180 dias 515 4.659 581 3.902 Acima de 180 dias 1.576 1.899 2.389 2.706 2.091 6.558 2.970 6.608 As contas a receber de clientes e demais contas a receber do Grupo são mantidas nas seguintes moedas: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Reais 196.011 201.641 209.058 215.280 Dólares Americanos 3.345 1.732 5.458 2.776 Euros 959 289 10.785 5.296 Outras moedas 2.035 200.315 203.662 227.336 223.352 As movimentações na provisão para créditos de liquidação duvidosa são as seguintes: Controladora Saldo em 31 de dezembro de 2009 5.766 Adições 12.866 Reversões (valores recuperados) (11.453) Baixas definitivas (621) Saldo em 31 de dezembro de 2010 6.558 Adições Reversões (valores recuperados) Baixas definitivas Saldo em 31 de dezembro de 2011 NOTA 9 - ESTOQUES

Matérias-primas Produtos acabados Importação em andamento Produtos em elaboração Provisão para obsolescência e desvalorização de estoques

2.255 (5.861) (861) 2.091 Controladora 31/12/2011 31/12/2010 186.025 147.841 96.297 100.373 7.048 10.276 3.815 1 (52.017) 241.168

(48.340) 210.151

Consolidado 6.069 13.179 (11.996) (644) 6.608 3.654 (6.208) (1.084) 2.970

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 193.876 152.016 104.677 106.744 8.014 10.279 3.815 1 (53.589) 256.793

(49.680) 219.360

O custo dos estoques reconhecidos no resultado e incluídos em “Custo dos Produtos Vendidos” totalizou em 31 de dezembro de 2011 R$794.763 (R$855.187 em 31 de dezembro de 2010) na controladora e R$793.079 em 31 de dezembro de 2011 (R$857.406 em 31 de dezembro de 2010) no consolidado. NOTA 10 - TRIBUTOS A RECUPERAR A Companhia possui créditos tributários federais a recuperar, conforme composição demonstrada no quadro abaixo: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Impostos a ressarcir: Tributos federais retidos na fonte s/operações comerciais 26.569 48.222 39.637 60.183 PIS e COFINS a recuperar 2.657 2.471 IPI a recuperar 7 7 COFINS a recuperar 6.476 6.798 26.569 48.222 48.777 69.459 Impostos a compensar: Impostos a recuperar das empresas no exterior 3.555 1.286 Antecipação de imposto de renda e contribuição social 1.655 4.743 7.189 8.900 ICMS sobre imobilizado 946 761 946 761 Impostos sobre circulação de mercadorias e serviços 1.868 704 2.280 1.507 ISS a compensar 74 1.666 74 1.666 Imposto sobre produtos industrializados 1.927 1.946 1.927 1.946 6.470 9.820 15.971 16.066 Total 33.039 58.042 64.748 85.525 Menos: parcela não circulante (277) (339) (19.898) (17.788) Parcela circulante 32.762 57.703 44.850 67.737 Impostos a ressarcir Referem-se aos tributos previstos nas Leis 9.430/96, 10.833/03 e IN 480/04, que determinam a retenção na fonte de Tributos Federais, por clientes, em razão de vendas efetuadas. (Continua)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ITAUTEC S.A.

UMA EMPRESA COM AÇÕES EM PODER DO PÚBLICO

CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (continuação) Existem na legislação brasileira dispositivos para possibilitar ao contribuinte obter a restituição desses créditos, sendo: a) a Lei 9.779, de 19 de janeiro de 1999, que autoriza compensação, restituição ou ressarcimento dos créditos de IPI; b) a Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que autoriza a compensação, restituição ou ressarcimento para os demais tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil; c) a Instrução Normativa RFB n° 600, de 28 de dezembro de 2005, que disciplina os pedidos de compensação e restituição, para os casos em que não seja possível a compensação com outros tributos federais. Com o objetivo de eliminar o acúmulo de crédito de impostos Federais (R$26.569 na controladora e R$39.637 no consolidado), a Administração vem desenvolvendo medidas para agilizar a recuperação desses créditos, a saber: 1) Acompanhamento semanal, junto à Receita Federal do Brasil, dos pedidos de restituição e homologação já solicitados; 2) Solicitações, no menor prazo permitido, de pedidos de restituição em espécie; 3) Identificação, controle e compensação com outros tributos federais, conforme permitido pela legislação fiscal. A Companhia tem cumprido rigorosamente os procedimentos legais para se ressarcir desses créditos, estando com boa parte de seus pedidos de restituição homologados pela Receita Federal. A partir de 3 de março de 2009, adicionalmente às medidas acima, a MP 443, aprovada no Congresso Nacional, e que resultou na Lei nº 11.908, passou a permitir a suspensão do recolhimento do IPI nas aquisições de insumos nacionais e importados e, consequentemente, a Companhia tem deixado de acumular créditos do referido imposto e reduzido o saldo de impostos a recuperar. NOTA 11 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DIFERIDOS O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre os prejuízos fiscais do imposto de renda, a base negativa de contribuição social e as correspondentes diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto sobre ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras. As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação dos tributos diferidos, são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser utilizado na compensação das diferenças temporárias, com base em projeções de resultados futuros elaboradas e fundamentadas em premissas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. A Companhia elabora projeção de resultado para os próximos 5 anos para embasar o reconhecimento do ativo, aprovado pelo Conselho de Administração. Os valores estimados de compensação são os seguintes: Controladora Consolidado 31/12/2011 Ativo de imposto diferido: Ativo de imposto diferido a ser recuperado depois de mais de 12 meses Ativo de imposto diferido a ser recuperado em até 12 meses

31/12/2010

31/12/2011

31/12/2010

A movimentação dos ativos e passivos de imposto de renda diferido durante o exercício, de acordo com a sua origem/natureza, sem levar em consideração a compensação dos saldos, é a seguinte: Controladora Prejuízos Hedge Plano de Ativo de imposto diferido Fiscais Caixa Provisões Pensão - CD Total Em 31 de dezembro de 2010 21.022 490 61.272 (22.139) 60.645 Debitado (Creditado) no resultado (1.003) (968) 1.008 (953) (1.916) Em 31 de dezembro de 2011 20.019 (478) 62.280 (23.092) 58.729

Ativo de imposto diferido Em 31 de dezembro de 2010 Debitado (Creditado) no resultado Em 31 de dezembro de 2011

Prejuízos Fiscais 22.270 (1.313) 20.957

Passivo de imposto diferido: IR e CS sobre Plano de Contribuição Definida - CD

Ativo de imposto diferido líquido

20.123

20.936

22.270

61.802 81.821

62.660 82.783

62.454 83.390

62.138 84.408

(23.092)

(22.138)

(23.092)

(22.138)

(23.092)

(22.138)

(23.092)

(22.138)

58.729

60.645

60.298

62.270

A movimentação líquida da conta de imposto de renda diferido é a seguinte: Controladora Saldo inicial IR e CS sobre Plano de Contribuição Definida - CD Encargo da demonstração do resultado Imposto creditado diretamente ao patrimônio Saldo final

Consolidado

31/12/2010 57.414

31/12/2011 62.270

31/12/2010 64.136

(954)

(5.785)

(954)

(5.785)

(962)

11.152

(1.018)

9.855

-

(2.136)

-

(5.936)

58.729

60.645

60.298

62.270

454 61.755

(953) (23.092)

NOTA 12 - DEPÓSITOS JUDICIAIS E OUTROS - LONGO PRAZO Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Depósitos judiciais fiscais 10.273 10.257 Depósitos judiciais trabalhistas 6.411 3.789 Outros valores a receber 4 4 16.688 14.050

808 (1.972) 1.156 60.298

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 10.388 10.263 6.888 4.266 99 133 17.375 14.662

Os valores correspondentes a depósitos judiciais representam os valores depositados que não estão correspondidos, substancialmente, por valores provisionados. NOTA 13 - INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS A seguir são apresentados os detalhes das controladas da Companhia: Investimentos Diretos Itautec Itautec Itautec.com Locação Participações Milhares de Ações (2011) Participação (%) 99,93% 100,00% 100,00% Patrimônio Líquido 12.275 33.314 10.092 Capital Social 8.000 28.726 10.053 Lucro Líquido (Prejuízo) (399) 3.203 207

Itautec Espanha

12.649

30.358

9.885

12.406

65.298

3.203 (247) 33.314

207 10.092

504 (2.942) 1.200 (48) 33 11.153

504 69 (247) 1.216 (48) 33 66.825

Itautec América 5.178 2.498 (1.239)

Itautec Portugal 6.715 4.743 755

Investimentos Indiretos Itautec Itautec França Argentina 775 1.300 (9) (197)

Itautec México 3.851 1.581 1.430

Itautec Paraguai 66 520 (469)

Denominações utilizadas: i. Itautec America Inc. (“Itautec América”) ii. Itautec Argentina S.A. (“Itautec Argentina”) iii. Itautec.com Serviços S.A. (“Itautec.com”) iv. Itautec España S.A. (“Itautec Espanha”) v. Itautec France SAS (“Itautec França”) vi. Itautec Informática México S. de R.L. de C.V. (“Itautec México”) vii. Itautec Locação e Comércio de Equipamentos S.A. (“Itautec Locação”) viii. Itautec Participações e Comércio S.A. (“Itautec Participações”) ix. Itautec Paraguay S.A. (“Itautec Paraguai”) x. Itautec Portugal S.A. (“Itautec Portugal”)

NOTA 14 - IMOBILIZADO O imobilizado apresenta a seguinte movimentação: Controladora

Saldo em 31de dezembro de 2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Movimentação do exercício Saldo inicial Adições Baixas e / ou alienações (i) Depreciação do exercício Transferência entre contas Realização de provisão/ Transferência de estoque Saldo contábil, líquido Saldo em 31 de dezembro de 2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

Máquinas, equipamentos e ferramentas

Instalações

Equipamento de processamento de dados

Outros ativos

Imobilizado em andamento

Terrenos

Edifícios

2.053 2.053

87.516 (40.393) 47.123

54.458 ( 34.409) 20.049

2.151 (1.030) 1.121

41.721 (30.117) 11.604

16.875 (11.219) 5.656

201 201

204.975 (117.168) 87.807

2.053 -

47.123 1.148 (17.099) (3.223) -

20.049 5.530 (504) (3.950) 111

1.121 (184) -

11.604 2.065 (1.050) (3.866) (109)

5.656 1.808 (1.299) (2.821) 102

201 1.750 (259) (104)

87.807 12.301 (20.211) (14.044) -

2.053

27.949

(750) 20.486

937

(466) 8.178

3.885 7.331

1.588

2.669 68.522

2.053 2.053

67.608 (39.659) 27.949

53.808 (33.322) 20.486

1.843 (906) 937

27.211 (19.033) 8.178

17.221 (9.890) 7.331

1.588 1.588

171.332 (102.810) 68.522

Total

Do total de R$14.044 de despesa de depreciação do exercício, o montante de R$10.378 foi reconhecido no resultado em “Custo dos produtos vendidos e serviços prestados”, R$451 em “Despesas com vendas”, R$2.811 em “Despesas gerais e administrativas” e R$404 em “Pesquisa e Desenvolvimento”. Consolidado Máquinas, equipamentos e ferramentas

Instalações

Equipamento de processamento de dados

Outros ativos

Imobilizado em andamento

Terrenos

Edifícios

Total

2.053 2.053

87.516 (40.393) 47.123

54.515 (34.429) 20.086

2.698 (1.325) 1.373

42.796 (30.374) 12.422

18.340 (12.149) 6.191

220 220

208.138 (118.670) 89.468

2.053 -

47.123 1.148 (17.099) (3.223) -

20.086 5.530 (504) (3.950) 111

1.373 203 (209) -

12.422 2.065 (1.050) (4.056) (109)

6.191 1.915 (1.299) (3.284) 102

220 1.750 (278) (104)

89.468 12.611 (20.230) (14.722) -

2.053

27.949

(750) 20.523

1.367

(466) 8.806

6.746 68 10.439

1.588

5.530 68 72.725

2.053 2.053

67.608 (39.659) 27.949

53.845 (33.322) 20.523

2.273 (906) 1.367

28.366 (19.560) 8.806

21.823 (11.384) 10.439

1.588 1.588

177.556 (104.831) 72.725

Saldo em 31 de dezembro de 2010 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido Movimentação do exercício Saldo inicial Adições Baixas e / ou alienações (i) Depreciação do exercício Transferência entre contas Realização de provisão/ Transferência de estoque Variação cambial sobre bens no exterior Saldo contábil, líquido Saldo em 31 de dezembro de 2011 Custo Depreciação acumulada Saldo contábil, líquido

Processos Trabalhistas Depósito Judicial Processos Trabalhistas líquidos de depósito

33.768 (258) 33.510

34.273 (2.103) 32.170

Processos Cíveis

11.482 75.767

10.520 78.849

(b) Movimentação Tributários Saldo Final em 31 de Dezembro de 2010 36.159 Atualização monetária e juros 2.500 Constituição 9.463 Pagamentos Baixas (14.051) Depósitos Judiciais Resgatados/(Efetuados) (3.296) Saldo Final em 31 de Dezembro de 2011 30.775

(i) Vide Nota 25 Do total consolidado de R$14.722 de despesa de depreciação do exercício, o montante de R$10.685 foi reconhecido no resultado em “Custo dos produtos vendidos e serviços prestados”, R$519 em “Despesas com vendas”, R$3.074 em “Despesas gerais e administrativas” e R$444 em “Pesquisa e Desenvolvimento”. Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC10 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, aprovado pela deliberação CVM nº 619/09, a Companhia revisou a vida útil econômica estimada de seus principais ativos para o cálculo da depreciação do ano 2011 e não foram constatadas variações significativas nas vidas úteis utilizadas pela Companhia. NOTA 15 - ATIVO INTANGÍVEL O ativo intangível apresenta a seguinte composição: Controladora Consolidado Desenvolvimento Desenvolvimento de novos produtos Software Total de novos produtos Software Total Saldo em 31 de dezembro de 2010 Custo 13.699 30.551 44.250 13.699 31.129 44.828 Amortização acumulada (2.669) (14.643) (17.312) (2.669) (15.101) (17.770) Saldo contábil, líquido 11.030 15.908 26.938 11.030 16.028 27.058 Movimentação do exercício Saldo inicial 11.030 15.908 26.938 11.030 16.028 27.058 Adições 1.648 887 2.535 1.648 887 2.535 Baixas (1.888) (38) (1.926) (1.888) (38) (1.926) Amortização no exercício (2.204) (4.403) (6.607) (2.204) (4.448) (6.652) Saldo contábil, líquido 8.586 12.354 20.940 8.586 12.429 21.015 Saldo em 31 de dezembro de 2011 Custo 13.227 28.291 41.518 13.227 28.998 42.225 Amortização acumulada (4.641) (15.937) (20.578) (4.641) (16.569) (21.210) Saldo contábil, líquido 8.586 12.354 20.940 8.586 12.429 21.015

Encargos TJLP + 1,25% a.a. 4.00% a.a. TJLP + 1,10% a.a. a 4,78% a.a. TJLP + 2,25% a.a. TJLP + 1,1% a.a. TJLP + 2,6% a.a. TJLP + 3,1% a.a. 5,6% a.a.

Amortização Mensal Mensal Mensal Mensal Mensal Mensal Mensal Mensal

EXTERIOR BNDES

LIBOR 1,14% a.a./EURIBOR 0,76% a.a. Cesta de Moedas+Juros Variáveis

Semestral Mensal

EXTERIOR

EURIBOR 2,75% a 3,5% a.a.

Mensal

Garantias Circulante Aval da Controladora Itaúsa 3.554 Aval da Controladora Itaúsa 14.976 Alienação Fiduciária e Nota Promissória Alienação Fiduciária 31 Aval da Controladora Itaúsa 7.176 Aval da Controladora Itaúsa 33 Aval da Controladora Itaúsa 4.814 Aval da Controladora Itaúsa 2.122 MOEDA NACIONAL 32.706 Nota Promissória 56.326 Aval da Controladora Itaúsa 500 MOEDA ESTRANGEIRA 56.826 CONTROLADORA 89.532 Nota Promissória 1.906 DEMAIS EMPRESAS 1.906

Os empréstimos e financiamentos sujeitos à variação cambial estão atualizados pela respectiva taxa de câmbio de venda vigente no último dia útil do ano. Os demais estão atualizados monetariamente, considerando os correspondentes encargos contratuais/custo amortizado (Nota 2.15). Cláusulas restritivas Os financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - (“BNDES”)/Financiadora de Estudos e Projetos - (“FINEP”) exigem a manutenção do controle nacional do capital, notificação em caso de alteração do controle acionário, apresentação de licenças, medidas e ações destinadas a evitar ou corrigir danos ao meio ambiente; medidas quanto à segurança e medicina do trabalho e manutenção dos seguintes índices financeiros: liquidez corrente, nível de capitalização e EBITDA percentual da receita líquida, com base em medições efetuadas no final do exercício. Em 31 de dezembro de 2011 apenas o índice EBITDA percentual da receita líquida não foi atingido. Adicionalmente, é importante ressaltar que o descumprimento deste covenant não implicaria inicialmente na liquidação antecipada do contrato, uma vez que a Companhia tem a possibilidade de apresentar garantia de 1,3 vezes o saldo devedor do mesmo e conta com o aval de um dos maiores grupos econômicos do Brasil. Todas as demais obrigações contratuais foram cumpridas. O montante de empréstimos e financiamentos de longo prazo em 31 de dezembro de 2011 tem a seguinte composição por ano de vencimento: Controladora/Consolidado ANOS 2013 2014 2015 2016 2017 2018 Total Empréstimos e financiamentos 29.308 29.308 29.308 24.555 14.815 3.704 130.998 Os valores contábeis dos empréstimos e financiamentos do Grupo, reconhecidos nas demonstrações financeiras, não apresentam variações significativas em relação aos respectivos valores de mercado. Os empréstimos e financiamentos são mantidos nas seguintes moedas: 31/12/2011 31/12/2010 Real 161.812 164.954 Dólares americanos 54.068 32.974 Euros 4.650 7.722 Controladora 220.530 205.650 Euros Demais empresas do Grupo Consolidado

1.906 1.906

2.239 2.239

222.436

207.889

31/12/2011 Não Circulante 77.778 232 25.944 119 17.338 7.695 129.106 1.892 1.892 130.998 -

CONSOLIDADO 91.438 130.998 NOTA 17 - OUTRAS PROVISÕES E CONTAS A PAGAR Controladora 31/12/2011 31/12/2010 Licença de Uso 30.413 13.076 Honorários Diretoria/ Gratificações Especiais 6.222 7.945 Royalties a Pagar 5.075 2.458 Serviços Especializados e Consultoria 6.311 855 Venda para Entrega Futura 1.026 740 Recebimento Antecipado 1.192 1.116 Propaganda Cooperada 4.454 3.872 Fretes e Seguros 3.524 981 Pesquisa e Desenvolvimento 1.683 2.621 Comissões e Remuneração Variável 2.727 3.866 Outras Contas a Pagar 18.780 13.011 Outras Contas a Pagar - Exterior 81.407 50.541

31/12/2010 Circulante Não Circulante 7.118 3.542 5.648 68.916 499 7.567 32.651 34 159 4.471 22.428 2.127 9.794 27.464 137.490 38.137 445 2.114 38.582 2.114 66.046 139.604 2.239 2.239 68.285

139.604

Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 30.418 13.076 6.222 5.075 6.311 1.561 1.192 4.454 3.524 1.683 2.727 19.477 4.916 87.560

7.945 2.458 855 740 1.116 3.872 981 2.621 3.866 12.996 1.638 52.164

NOTA 18 - RECEITAS DIFERIDAS A Companhia, quando da comercialização dos seus produtos, além da garantia padrão, pode oferecer aos seus clientes a possibilidade de obter serviços nos produtos vendidos (garantia diferenciada), em prazos, normalmente, de 12, 24 ou 36 meses (vide Nota 2.19(a)), reconhecendo como receita diferida no balanço patrimonial, o valor cobrado por esse serviço, apropriando-a ao resultado, ao longo dos prazos de vigência dos contratos. Para a garantia padrão, a Companhia constitui uma provisão para os custos futuros, incluindo mão de obra, peças para reposição, deslocamento, logística e estrutura indireta necessária para a manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos comercializados. O montante de receitas diferidas de longo prazo em 31 de dezembro de 2011 tem a seguinte composição por ano de vencimento: Controladora/Consolidado ANOS Receita diferida

Total 78.849 7.579 15.743 (3.164) (21.789) (1.451) 75.767

(c) Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais - Lei 11.941/09 A Itautec S.A. e suas controladas aderiram ao Programa de Pagamento ou Parcelamento de Tributos Federais, instituído pela Lei 11.941 de 27 de maio 2009. O programa incluiu débitos administrados pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, vencidos até 30 de novembro de 2008. A adesão ao programa possibilitou a utilização de prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social no valor total de R$30.186. O efeito líquido no resultado do exercício de 2009 correspondeu a uma despesa de R$6.376, registrada em dezembro de 2009. Como consequência da adesão ao REFIS, a Companhia optou pelo parcelamento e pagamento a vista, bem como desistiu das ações judiciais em curso, conforme determina o programa, como também renunciou a qualquer alegação de direito sobre o qual se fundavam as referidas ações, sob pena de imediata exclusão do programa e, consequentemente, perda dos benefícios anteriormente mencionados. Em 03 de fevereiro 2011 a Receita Federal do Brasil editou portaria conjunta PGFN/RFB Nº 2/2011, divulgando as regras para consolidação dos débitos. Em 30 de junho 2011, a Companhia formalizou a consolidação no sistema da Receita Federal optando pelo pagamento dos débitos em 180 parcelas mensais. Atualmente, aguarda a convalidação de sua opção. (d) Processos Trabalhistas Os processos trabalhistas, judiciais e administrativos que impliquem em riscos para a Companhia, são provisionados com base na pretensão formulada pelo reclamante e segundo a avaliação do Jurídico das provas, documentos e informações transmitidas pela área de recursos humanos e pela área na qual o reclamante estava lotado. A cada decisão proferida no processo (sentença ou acórdão) os valores contingenciados são revistos periodicamente com a finalidade de tornar a provisão o mais próximo possível do risco efetivo de desembolso por parte da Companhia. A provisão é atualizada mensalmente pela variação da Taxa Referencial de Juros (“TR”) cheia do mês, acrescida de 1% de juros. (e) Processos Tributários O principal valor contabilizado refere-se a autos de infração lavrados pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, relativos a créditos de ICMS (Portaria CAT 92) supostamente indevidos nas entradas de partes e peças defeituosas para conserto, proveniente de substituições efetuadas em equipamentos na atividade de assistência técnica. Em face da ausência de uniformidade de entendimento da fiscalização estadual nas autuações realizadas, bem como da ausência de precedente no julgamento da matéria, a Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, entende que é provável alguma perda em relação ao período autuado, bem como do período sujeito a lançamento, e assim efetuou provisão em montante considerado adequado. (f) Passivos Contingentes A Companhia e suas controladas possuem processos de natureza cível e tributária, os quais foram classificados, pela Administração e seus assessores jurídicos externos, com risco de perda possível. Em 31 de dezembro de 2011, esses processos totalizavam R$104 para causas cíveis e R$56.910 para causas tributárias (R$564 e R$63.746 em 31 de dezembro de 2010, respectivamente). Os principais processos em discussão são: (i) CIDE Trata-se de auto de infração lavrado para cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE sobre remessas de valores ao exterior, realizadas em 2001 e 2002, a título de pagamento de licença para distribuição e comercialização de “software de prateleira” fabricados pela Microsoft. Atualmente, defende-se a tese no Judiciário, por meio de Ação Anulatória, de que os pagamentos realizados à Microsoft não se enquadram nas hipóteses de incidência da CIDE, já que não importam em transferência de tecnologia, motivo pelo qual a Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, entende que o risco da discussão é possível e não se sujeita a provisão contábil. (ii) PIS e COFINS Refere-se a dois Autos de Infração lavrados em decorrência da constituição de crédito tributário de PIS e COFINS dos períodos de julho a outubro de 1999, março a maio de 2000 e agosto de 2000 a junho de 2004, em razão da não inclusão, na base de cálculo dessas contribuições, do valor do ICMS restituível e/ou apropriado como crédito, pelo fato de, à época a sede da Companhia estar localizada na Zona Franca de Manaus. Nessa discussão considera-se: (i) o benefício fiscal referente ao ICMS de que a Companhia faz jus não pode ser entendido como receita bruta, por não se tratar de receita; (ii) decadência do lançamento referente aos períodos de julho e agosto de 1999. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos e com base na atual jurisprudência, especialmente o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que excluiu da base de cálculo dessas contribuições as demais receitas que não o faturamento, entende que o risco da discussão é possível e, portanto, não sujeita a provisão contábil. (iii) IRRF, CSLL, PIS e COFINS - Compensação Trata-se de pedido administrativo de compensação não homologado relativo aos períodos de 2002 a 2005, realizado com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ do ano de 2002. A origem do crédito é (i) imposto de renda retido nos Estados Unidos (prestação de serviço para a Microsoft) onde a fiscalização alega que a receita de serviços não foi oferecida à tributação, bem como que o limite de utilização não foi observado pela Companhia. Defende-se que a receita foi oferecida à tributação, tendo sido apresentados os comprovantes de retenção; (ii) PIS e COFINS retidos por órgãos públicos, informados equivocadamente na DCOMP como IRPJ. A Companhia defende tratar-se de mero erro formal e que, portanto, deve prevalecer a verdade material. (iv) IPI, Imposto de Importação, PIS e COFINS no regime de Drawback Tratam-se de quatro autos de infração lavrados para cobrança de IPI, Imposto de Importação, PIS e COFINS, em decorrência do descumprimento da vinculação dos atos concessórios de drawback e registros de exportação no Siscomex. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos, defende que apesar de não ter cumprido com as formalidades previstas para o regime de drawback, os bens que foram importados sob amparo do regime e que tiveram os tributos suspensos foram efetivamente aplicados na fabricação dos produtos exportados dentro do prazo de vigência dos atos concessórios. (v) Compensações não homologadas com crédito de FINSOCIAL Tratam-se de processos de execução fiscal advindos da não homologação das compensações realizadas com crédito de FINSOCIAL reconhecido judicialmente. A Companhia, apoiada por seus assessores jurídicos e com base na atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, defende que, à época da propositura das execuções fiscais, os débitos compensados estavam com sua exigibilidade suspensa em razão da defesa administrativa apresentada no processo de restituição/ compensação. (g) Ativos Contingentes (i) Taxa Cacex Trata-se de crédito pleiteado em ação declaratória cumulada com repetição de indébito, visando a declaração da inconstitucionalidade das Leis 2.145/52 e 7.690/88, que criaram a taxa de licenciamento de importação (Taxa Cacex) recolhida para emissão de guia de importação correspondente a 1,8% do documento de importação no período de Janeiro de 1989 a Dezembro de 1991. Apesar de a decisão favorável ter transitado em julgado em 21 de novembro de 2007, aguarda-se sentença referente à liquidação dos valores pleiteados para homologação da desistência da execução judicial e posterior pedido de compensação administrativa com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. (ii) Taxa Suframa Trata-se de crédito pleiteado em ação de repetição de indébito relativo à cobrança de Taxa de Serviço Administrativo - TSA, incidente sobre a internação e importação de mercadorias na Zona Franca de Manaus, declarada inconstitucional por decisão transitada em julgado em sede de Mandado de Segurança ajuizado pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas - CIEAM. A Companhia já obteve decisão favorável em primeira instância e no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e, atualmente, aguarda o processamento de recursos excepcionais da União. Após o trânsito em julgado, darse-á início à execução da decisão para recebimento do crédito por precatório judicial. NOTA 20 - OUTRAS PROVISÕES

Provisão para mitigação de riscos ambientais Bônus de longo prazo Outras provisões

NOTA 16 - EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Modalidade FINEP FINEP FINAME FINAME BNDES BNDES BNDES BNDES

Controladora/Consolidado Trabalhista Cíveis 32.170 10.520 3.772 1.307 6.016 264 (2.555) (609) (7.738) 1.845 33.510 11.482

Total

100,00% 11.153 18.706 (2.978)

Subscrição de Ações/(Redução de Investimento) Equivalência Patrimonial (399) Dividendos/Juros s/Capital Próprio Variação Cambial s/Investimento no Exterior 16 Investimento com Atividades Encerradas Outros Resultados Saldo em 31 de Dezembro de 2011 12.266

Patrimônio Líquido Capital Social Lucro Líquido (Prejuízo)

31/12/2011 60.645

(968) (478)

IR Exterior Total 348 62.270

Além dos valores de imposto de renda e contribuição social diferidos, conforme quadro acima, em 31 de dezembro de 2011 a Companhia e suas controladas nacionais possuem diferenças temporárias que representam créditos totais de R$34.171 (R$34.784 em 31 de dezembro de 2010), não registrados contabilmente por não atenderem aos critérios de registros previstos no Pronunciamento Técnico CPC 32 Tributos sobre o lucro, aprovado pela Deliberação CVM nº 599/09.

Movimentação dos Investimentos Saldo em 31 de Dezembro de 2010 20.019

Consolidado Plano de Provisões Pensão - CD 61.301 (22.139)

Hedge Caixa 490

NOTA 19 - PROVISÕES PARA CONTINGÊNCIAS O Grupo e suas controladas são parte em ações judiciais e processos administrativos decorrentes do curso normal de seus negócios, perante vários tribunais e órgãos governamentais de natureza trabalhista, civil e tributária. Os valores dos processos a seguir demonstrados foram contabilizados considerando a avaliação dos assessores jurídicos da Companhia quanto ao esperado desfecho das discussões, a natureza dos assuntos discutidos e o histórico em processos semelhantes. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus assessores jurídicos, acredita que as provisões para contingências constituídas são suficientes para cobrir perdas prováveis com processos judiciais, conforme apresentado a seguir: a) Composição Controladora/Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Processos Tributários 33.932 36.929 Obrigações Legais 4.697 3.788 Depósito Judicial (7.854) (4.558) Processos Tributários líquidos de depósito 30.775 36.159

2013

2014

2015

2016

Total

15.457

6.814

2.200

309

24.780

Controladora/Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 5.786 6.021 2.016 2.400 3.014 10.202 9.035

NOTA 21 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO (a) Capital social O capital social subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2011 é de R$280.000 representado por 11.651.126 ações ordinárias escriturais, sem valor nominal. De acordo com o Estatuto Social da Companhia, o capital social poderá ser aumentado até o limite do capital autorizado, independente de reforma estatutária, pela emissão de até 60.000.000 de ações, sendo 20.000.000 em ações ordinárias e 40.000.000 em ações preferenciais. Em 27 de abril de 2011, por meio da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária foi aprovado o aumento do capital social subscrito, para R$280.000, sem emissões de ações mediante capitalização de R$30.000 consignados em Reserva de Lucro/Reserva Especial no balanço de 31 de dezembro de 2010, sendo R$17.685 dos lucros apurados em 2005 e R$12.315 em 2006. (b) Reserva legal É constituída mediante a apropriação de 5% do lucro líquido apurado no fim de cada exercício, até atingir os limites fixados pela legislação societária. (c) Dividendos propostos e juros sobre capital próprio Aos acionistas é assegurada a distribuição de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado de acordo com o artigo 202 da Lei nº6.404/76. Em 31 de dezembro de 2011 foram provisionados juros sobre capital próprio a título de dividendos no valor de R$12.179, equivalente a R$1,04532 bruto por ação. (d) Reserva Especial (Estatutária) O saldo remanescente do lucro líquido do exercício é destinado à reserva especial até o limite de 80% do capital social; a destinação da parcela que excede a este limite é deliberada em Assembleia dos Acionistas. As reservas especiais, dentro de reservas de lucros, segundo o Estatuto, têm por objetivo possibilitar a formação de recursos com as seguintes finalidades: i) Exercício do direito preferencial de subscrição em aumento de capital das empresas participadas; ii) Futuras incorporações desses recursos ao capital social; iii) Pagamento de dividendos intermediários. Controladora/Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 Incentivos Fiscais 316 316 Opções Outorgadas Reconhecidas 37.155 37.155 Reservas de Capital 37.471 37.471 Reserva Legal Reserva Especial Reservas de Lucros

24.740 201.408 226.148

22.561 202.178 224.739

NOTA 22 - LUCRO POR AÇÃO (a) Básico O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas durante o exercício. 31/12/2011 31/12/2010 Lucro atribuível aos acionistas da sociedade 43.588 11.521 Quantidade média ponderada de ações ordinárias (milhares) 11.651 11.651 Lucro básico por ação 3,74 0,99 (b) Diluído O lucro diluído por ação é calculado mediante o ajuste da quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação, para presumir a conversão de todas as ações ordinárias potenciais diluídas. 31/12/2011 31/12/2010 Lucro atribuível aos acionistas da sociedade 43.588 11.521 Quantidade média ponderada de ações ajustadas (milhares) 12.299 12.358 Lucro diluído por ação 3,54 0,93 Na quantidade de ações foram adicionadas 648 ações em 2011 e 707 ações em 2010. (Continua)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

21

ITAUTEC S.A.

UMA EMPRESA COM AÇÕES EM PODER DO PÚBLICO

CNPJ nº 54.526.082/0001-31 Companhia Aberta www.itautec.com.br

NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 (Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma) (continuação) NOTA 23 - PARTES RELACIONADAS (a) Operações com Empresas Controladas As transações entre partes relacionadas substancialmente representadas por compras e vendas de produtos, foram realizadas a preços e condições usuais de mercado. Tradicionalmente, há saldos não significativos relacionados a mútuos. Essas operações são realizadas entre a controladora e suas controladas, sendo os saldos eliminados no processo de consolidação. Não há provisão para crédito de liquidação duvidosa, bem como baixa de títulos incobráveis. Ativo Passivo Resultado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante Circulante Não Circulante Vendas Compras Vendas Compras Controladora Itautec 14.254 21.030 5.177 12.200 547 1.052 43.974 317 20.129 34.912 Controladas Itautec.com Itautec América Itautec Argentina Itautec Espanha Itautec Locação Itautec Mexico Itautec Paraguai Itautec Participações Itautec Portugal Tallard Technologies INC. Tallard Technologies S.A. Total Controladas Total eliminado no Consolidado

7 540 547 14.801

121.030

1.052 1.052 6.229

12.200

698 28 171 216 1.617 5.862 875 3 4.784 14.254 14.801

13.260 5.339 2.405 26 21.030 21.030

625 51 835 910 738 2.018 5.177 6.229

As operações com partes relacionadas, do Grupo Itaúsa, substancialmente de vendas de equipamentos e prestação de serviços, não eliminadas no processo de consolidação, estão assim representadas: Ativos Receitas Controladora/Consolidado Controladora/Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Vendas e Serviços Itaú Unibanco 9.210 17.899 523.815 554.584 Itaú Seguros 19 369 747 Banco Itauleasing 86 12.745 5.457 Banco Itaú - BBA 798 215 5.235 5.391 10.094 18.133 542.164 566.179 Não há provisão para crédito de liquidação duvidosa, bem como baixa de títulos incobráveis. A Companhia possui garantias prestadas pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A. representadas por operações de aval garantidores dos empréstimos e financiamentos no montante de R$163.941 em 31 de dezembro de 2011 (R$167.014 em 31 de dezembro de 2010). (b) Remuneração da Administração Em 27 de abril de 2011 na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária foi aprovado o limite de remuneração global dos administradores da Companhia, para o exercício de 2011 no total de R$28.000. Os montantes registrados a título de honorários dos administradores, bem como os valores relativos à remuneração variável em 31 de dezembro de 2011, foram de R$8.864 e R$4.685, respectivamente (R$8.037 e R$4.288 em 31 de dezembro de 2010, respectivamente). NOTA 24 - DESPESAS POR NATUREZA E RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

Custos de produção Despesas com pessoal Encargos com INSS e FGTS Despesas de transporte Custos de publicidade Atividades terceirizadas Outras despesas

Custos de produção Despesas com pessoal Encargos com INSS e FGTS Despesas de transporte Custos de publicidade Atividades terceirizadas Outras despesas

Industrial 31/12/2011 31/12/2010 (794.763) (853.952) (212.533) (194.963) (61.206) (58.240) (15.722) (15.936) (47.097) (40.351) (119.145) (119.996) (1.250.466) (1.283.438)

Vendas 31/12/2011 31/12/2010 (34.094) (34.554) (11.595) (11.161) (11.961) (20.491) (31.679) (22.631) (4.032) (2.321) (12.642) (14.702) (106.003) (105.860)

Controladora Administrativas 31/12/2011 31/12/2010 (32.143) (26.887) (8.404) (6.114) (71) (17.237) (11.453) (13.074) (12.187) (70.858) (56.712)

Pesquisa e Desenvolvimento 31/12/2011 31/12/2010 (31.567) (35.061) (9.915) (10.861) (1.386) (1.478) (25.919) (25.427) (68.787) (72.827)

31/12/2011 (794.763) (310.337) (91.120) (27.683) (31.679) (69.752) (170.780) (1.496.114)

Industrial 31/12/2011 31/12/2010 (778.686) (1.037.756) (218.604) (201.210) (61.234) (58.267) (15.909) (16.077) (56.603) (48.419) (130.521) 64.526 (1.261.557) (1.297.203)

Vendas 31/12/2011 31/12/2010 (37.997) (46.655) (11.655) (12.395) (12.222) (21.664) (31.965) (23.266) (4.677) (4.078) (15.260) (5.515) (113.776) (113.573)

Consolidado Administrativas 31/12/2011 31/12/2010 (33.870) (33.801) (8.432) (6.738) (71) (18.150) (13.425) (16.111) (9.571) (76.563) (63.606)

Pesquisa e Desenvolvimento 31/12/2011 31/12/2010 (31.907) (35.415) (9.915) (10.862) (1.391) (1.381) (25.975) (25.475) (69.188) (73.133)

31/12/2011 (778.686) (322.378) (91.236) (28.131) (31.965) (80.821) (187.867) (1.521.084)

Total 31/12/2010 (853.952) (291.465) (86.376) (36.498) (22.631) (55.603) (172.312) (1.518.837)

Total 31/12/2010 (1.037.756) (317.081) (88.262) (37.812) (23.266) (67.303) 23.965 (1.547.515)

A reconciliação entre a Receita Líquida e a Receita Bruta de Vendas e Serviços, está apresentada como segue:

Receita Bruta de Vendas e Serviços Impostos e Contribuições sobre Vendas e Serviços Receita Líquida de Vendas e Serviços

Controladora 31/12/2011 31/12/2010 1.699.735 1.718.284 (178.784) (170.908) 1.520.951 1.547.376

31/12/2011 1.726.583 (184.291) 1.542.292

Consolidado 31/12/2010 1.745.660 (174.237) 1.571.423

Controladora 31/12/2011 31/12/2010 2.948 (4.628) (16.129) (15.202) 4.841 (4.889) 17.008 (430) 2.805 17.012 11.473 (8.137)

31/12/2011 2.956 (16.129) 4.063 17.137 2.805 10.832

Consolidado 31/12/2010 (4.824) (16.643) (5.425) (378) (106) 17.012 (10.364)

NOTA 25 - OUTROS GANHOS (PERDAS), LÍQUIDO

Despesas com contingências Remuneração da Administração e encargos Outras Resultado na alienação / baixa de Imobilizado Resultado na venda de investimento Plano de previdência privada

(i) A Companhia alienou em Outubro de 2011, a valor de mercado, o imóvel situado à Av. Paulista, estado de São Paulo. O valor da transação foi de R$35.700 recebidos à vista. NOTA 26 - IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Reconciliação da Despesa do Imposto de Renda e da Contribuição Social Os valores de imposto de renda e contribuição social referentes aos exercícios de 2011 e 2010, demonstrados no resultado, apresentam a seguinte reconciliação em seus valores às alíquotas nominais: Controladora Consolidado 31/12/2011 31/12/2010 31/12/2011 31/12/2010 Lucro contábil antes do imposto de renda e da contribuição social 47.704 12.416 50.668 12.784 Expectativa de despesa de imposto de renda e contribuição social a alíquotas nominais (34%) (16.219) (4.221) (17.227) (4.347) Ajustes para obtenção da alíquota efetiva: Resultado de equivalência patrimonial 23 (2.578) Juros sobre o capital próprio 2.020 2.020 Pesquisa & Desenvolvimento 14.065 10.663 14.065 10.663 Outros (982) (2.569) (2.605) (2.618) Prejuízo Fiscal Apurado (2.771) Compensação de Prejuízo Fiscal (1.003) (1.313) Benefício (despesa) com imposto de renda e contribuição social total (4.116) 3.315 (7.080) 2.947 Imposto de renda e contribuição social - correntes

(6.032)

-

(9.052)

-

Imposto de renda e contribuição social - diferidos

1.916

3.315

1.972

2.947

Processo Produtivo Básico - PPB As empresas de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de informática e automação que investirem em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação, de acordo com Processo Produtivo Básico - PPB, definido em portaria interministerial, condicionados à apresentação de proposta de projeto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, farão jus aos benefícios fiscais previstos na Lei nº 8.248, de 23 de Outubro de 1991, a qual foi regulamentada pelo Decreto 792 de 23 de outubro de 1991 e, alterada pela Lei 10.176 de 11 de janeiro de 2001, regulamentada pelo Decreto 3.800 de 20 de abril de 2001, sendo novamente alterada pela Lei 11.077 de 30 de dezembro de 2004, regulamentada pelo Decreto 5.906 de 26 de setembro de 2006. As empresas deverão investir, anualmente, em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação a serem realizadas no País, um percentual de seu faturamento bruto no mercado interno, decorrente da comercialização de bens e serviços de informática, deduzidos os tributos correspondentes a tais comercializações, bem como o valor das aquisições de produtos incentivados na forma da Lei, conforme projeto elaborado pelas próprias empresas. Atualmente o percentual a ser investido é de até 4%. NOTA 27 - PLANO DE OPÇÕES DE AÇÕES Conforme previsto no Estatuto Social, a Companhia até o ano de 2006, possuía Plano para Outorga de Opções de Ações, com objetivo de integrar seus executivos no processo de desenvolvimento da sociedade a médio e longo prazo, facultando participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxeram para as ações da Companhia. Esse plano era administrado por um Comitê e as opções outorgadas eram aprovadas pelo Conselho de Administração. Esse plano é, hoje, objeto de estudo e revisão pelo próprio Conselho. O preço fixado para Outorga das Opções de Ações tinha como base a cotação média dos preços das ações da Companhia nos pregões da Bolsa de Valores, compreendendo o período de no mínimo 1 (um) e no máximo 12 (doze) meses anteriores à data de emissão das opções. A critério do Comitê de Opções, era facultado, ainda, um ajuste no preço médio de até 50% para mais ou para menos. Conforme Deliberação CVM 562 de 17 de dezembro de 2008, o reconhecimento contábil pelo valor justo das opções ocorria a partir do momento da outorga e até o final do período de carência (“vesting period”). Considerando o período de carência e a data da última outorga (8 de fevereiro de 2006), não há despesas relacionadas ao Plano de Opção de ações de competência dos exercícios de 2010 e 2011. Dado não haver preço de mercado disponível para as opções outorgadas, a Companhia utilizou o modelo binomial para estimativa dos preços das opções nas datas de outorga e chegou aos valores indicados na tabela abaixo: PREMISSAS Data da outorga

09/02/2000

06/03/2001

06/03/2001

08/05/2002

12/02/2003

05/05/2004

08/02/2006

Total

93.332

58.423

58.423

110.335

159.826

127.831

191.666

799.836

Carência

30/06/2001

30/06/2002

30/06/2003

30/06/2003

30/06/2004

30/06/2005

30/06/2007

Vencimento

31/12/2010

31/12/2011

31/12/2011

31/12/2012

31/12/2013

31/12/2014

31/12/2016

64,80 66,87 6.241

72,15 78,04 4.559

78,15 77,83 4.546

31,05 45,30 4.998

21,45 34,94 5.585

23,55 38,52 4.924

36,45 32,88 6.302

09/02/2000

06/03/2001

06/03/2001

08/05/2002

12/02/2003

05/05/2004

08/02/2006

104% 0,9% 26,5%

115% 1,4% 20,6%

115% 1,4% 20,6%

116% 1,8% 32,6%

81% 2,9% 48,2%

64% 1,5% 24,9%

65% 2,7% 13,7%

Quantidade de ações (a) (b)

Valor opção (b) (R$/ação) Valor prêmio (R$/ação) Valor Total (R$ mil) Premissas Volatilidade do Preço das Ações Dividend Yield Taxa de retorno livre de risco

37.155

(a) descontados os cancelamentos; (b) considera grupamento, na proporção de 15 ações para cada 1, realizado em outubro/2006. De todas as outorgas acima, nenhuma foi exercida até o momento. O valor justo em 2008 das opções outorgadas, resultante do quadro acima, foi de R$37.155 e foi contabilizado como reserva na conta de patrimônio líquido (Nota 21), a partir de apropriação da conta de lucros acumulados, nos termos do CPC 10. Após o reconhecimento do valor das opções outorgadas, a Companhia não deve fazer nenhum ajuste subsequente no patrimônio líquido, o que não elimina a necessidade do reconhecimento, pela Companhia, da transferência de um componente para outro dentro do patrimônio líquido, se as opções não forem exercidas (expirarem). No exercício de 2011 não houve ajuste realizado no patrimônio líquido por conta da falta de exercício das opções que expiraram em 31 de dezembro de 2011. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PRESIDENTE Ricardo Egydio Setubal

VICE-PRESIDENTE Alfredo Egydio Arruda Villela Filho

9.860 1.637 703 12.200 12.200

240 77 317 44.291

8.218 63 186 214 7.722 20.190 987 6.394 43.974 44.291

34.896 5 11 34.912 55.041

7.679 48 1.457 35 5.981 2.007 2.628 17 277 20.129 55.041

NOTA 28 - PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA A Companhia e suas controladas no Brasil fazem parte do grupo de patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial (Fundação), entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social. A Fundação administra um Plano de Contribuição Definida (“Plano CD”) e um Plano de Benefício Definido (“Plano BD”). (a) Plano de contribuição definida - Plano CD Este plano é oferecido a todos os colaboradores da companhia e suas controladas no Brasil, e contava em 31 de dezembro 2011 com 4.082 participantes (4.133 em 31 de dezembro de 2010). No Plano CD - PAI (Plano de Aposentadoria Individual) não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes (Nota 2.17(a)). Fundo programa previdencial As contribuições das patrocinadoras que permaneceram no plano em decorrência dos participantes terem optado pelo resgate ou pela aposentadoria antecipada, formaram o fundo programa previdencial, que de acordo com regulamento do plano, vem sendo utilizado para compensação das contribuições das patrocinadoras. O valor presente das contribuições normais futuras, calculado pelo método de crédito unitário projetado, foi reconhecido nas demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011. O montante registrado no balanço patrimonial na rubrica Créditos com plano de previdência é de R$67.919. Foram reconhecidos no resultado na rubrica outros resultados operacionais, líquidos o montante de R$2.805 e R$17.012 em 31 de dezembro de 2011 e 2010 respectivamente. (b) Plano de Benefício Definido - Plano BD É um Plano que tem como finalidade básica a concessão de benefícios que, sob a forma de renda mensal vitalícia, se destina a complementar, nos termos de seu regulamento, os proventos pagos pela Previdência Social. Este plano encontra-se em extinção, assim considerado por vedar o acesso de novos participantes. O plano abrange os seguintes benefícios: a complementação de aposentadoria, por tempo de contribuição, especial, por idade, invalidez, renda mensal vitalícia, prêmio por aposentadoria, pecúlio por morte. Conforme requerido pela Deliberação CVM nº 600 de 7 de outubro de 2009, a Towers Watson, atuário independente, calculou para a Fundação Itaúsa Industrial, os valores a serem reconhecidos nas demonstrações financeiras. (i) Conciliação dos ativos / (passivos) a serem reconhecidos no balanço: 31/12/2011 31/12/2010 Valor presente das obrigações atuariais (54.099) (49.981) Valor justo dos ativos 101.578 96.215 (Passivo)/Ativo calculado com base no item 54 do CPC 33 47.479 46.234 Restrição do Ativo devido ao limite (Item 58 do CPC 33) (47.479) (46.234) Em função de que a utilização e/ou realização do superávit depende da ocorrência ou não ocorrência de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente dentro do seu controle, a Companhia não reconheceu o ativo. (ii) Premissas atuariais Plano de Aposentadoria 31/12/2011 31/12/2010 Taxa de desconto 9,52% 9,20% Taxa de retorno esperado dos ativos 10,37% 10,56% Crescimento salariais futuros 7,43% 7,12% Crescimento dos benefícios 4,30% 4,00% Inflação 4,30% 4,00% Fator de Capacidade - Salários 100% 100% - Benefícios 100% 100% Hipóteses Demográficas 31/12/2011 31/12/2010 Tábua de Mortalidade AT-2000 AT-2000 Tábua de Mortalidade de Inválidos RRB-1983 RRB-1983 Tábua de Entrada em Invalidez RRB-1944 modificada RRB-1944 modificada Tábua de Rotatividade Nula Nula Idade de Aposentadoria Primeira idade com direito Primeira idade com direito a um dos benefícios a um dos benefícios % de participantes ativos casados na data da aposentadoria 95% 95% Diferença de idade entre participante Esposas são 4 anos mais Esposas são 4 anos mais e cônjuge jovens que maridos jovens que maridos NOTA 29 - OUTRAS GARANTIAS PRESTADAS Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia presta aval em contratos de locação para as subsidiárias Itautec América, Itautec Argentina e Itautec Espanha, sendo que na Itautec Espanha é leasing bancário. Adicionalmente, em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não possui nenhuma espécie de garantia a terceiros. NOTA 30 - SEGUROS O Grupo com apoio de consultores de seguros, busca estabelecer coberturas compatíveis com seu porte e suas operações. Em 31 de dezembro de 2011, as coberturas, consoante apólices de seguros, totalizam o montante de R$397.136 para estoques e imobilizado. NOTA 31 - INFORMAÇÕES POR SEGMENTO DE NEGÓCIOS A Administração definiu os segmentos operacionais do Grupo Itautec, com base nos relatórios utilizados para a tomada de decisões estratégicas, revisados pela diretoria executiva. A diretoria realiza sua análise da operação baseada em três segmentos de negócios relevantes: (I) Soluções de Automação, (II) Soluções de Computação e (III) Serviços Tecnológicos. O segmento de Soluções de Automação abrange a comercialização de produtos de automação bancária, automação comercial e softwares no Brasil e as operações das subsidiárias localizadas na Argentina, Espanha, Estados Unidos, México, Paraguai e Portugal. O segmento de Soluções de Computação produz e comercializa microcomputadores (desktops, notebooks, netbooks, tablets e Servidores). O segmento de Serviços Tecnológicos oferece soluções em assistência técnica, infraestrutura e instalações. Atualmente não há alocação por segmentos para o total de despesas operacionais, resultado financeiro e imposto de renda e contribuição social, sendo então apresentadas na coluna Holding. Os segmentos apresentados nas demonstrações financeiras consolidadas são unidades de negócio estratégicas que oferecem produtos e serviços distintos. As informações por segmento de negócio correspondentes ao exercício de 2011 são as seguintes: Soluções de Soluções de Serviços Automação Computação Tecnológicos Holding Consolidado Receita Líquida de Vendas e Serviços 380.197 721.194 440.901 1.542.292 Custo dos Produtos Vendidos e Serviços Prestados (1.261.557) (1.261.557) Lucro Bruto (1.261.557) 280.735 Despesas com Vendas (113.776) (113.776) Despesas Gerais e Administrativas (76.563) (76.563) Despesas com Pesquisa e Desenvolvimento (69.188) (69.188) Outros Ganhos, líquidos 10.832 10.832 Lucro Operacional (1.510.252) 32.040 Resultado Financeiro 18.436 18.436 Participação nos Lucros (Prejuízos) de Coligadas 192 192 Lucro antes do Imposto de Renda e Contribuição Social (1.491.624) 50.668 Imposto de Renda e Contribuição Social (7.080) (7.080) Lucro Líquido do Exercício (1.498.704) 43.588 Os critérios de mensuração utilizados para a divulgação das informações por segmento estão alinhados com os utilizados na elaboração das demonstrações financeiras da Companhia. NOTA 32 - OPERAÇÕES DESCONTINUADAS Os ativos e passivos referentes às empresas Tallard, cujo processo de alienação foi concluído em julho de 2010, geraram o seguinte efeito na demonstração de resultado e no fluxo de caixa consolidado no exercício de 2010: (a) Demonstração de resultado 31/12/2010 Receita líquida de vendas e serviços 223.862 Lucro bruto 27.106 Despesas operacionais (30.543) Resultado financeiro (730) Prejuízo antes do IR e da CS (4.167) Imposto de renda e contribuição social (431) (Prejuízo) do exercício de operações descontinuadas (4.598) b) Fluxo de Caixa Fluxos de Caixa operacionais Fluxos de Caixa de investimentos Fluxos de Caixa financeiros Fluxo de Caixa total

31/12/2010 (20.843) (1.214) 19.215 (2.842)

DIRETORIA

CONSELHEIROS Luiz Antonio de Moraes Carvalho Mário Anseloni Neto Olavo Egydio Setubal Júnior

Renato Roberto Cuoco Rodolfo Villela Marino

PRESIDENTE Mário Anseloni Neto*

VICE-PRESIDENTES Cláudio Vita Filho João Batista Ribeiro

José Roberto Ferraz de Campos Ricardo Horácio Bloj

Silvio Roberto Direito Passos Wilton Ruas da Silva

CONTADORA Sandra Oliveira Ramos Medeiros CRC 1SP 220957/O-9

(*) Diretor de Relações com Investidores RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA E DE GESTÃO DE RISCOS O Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos da Itautec S.A. (Comitê de Auditoria) foi criado em setembro de 2010 e, de acordo com o estabelecido em seu Regimento Interno, é responsável por supervisionar os processos de controles internos e de gerenciamento de riscos da Companhia e de suas controladas, supervisionar os trabalhos desenvolvidos pelas auditorias interna e externa e avaliar a qualidade e a integridade das demonstrações contábeis. RESPONSABILIDADES A Administração da Itautec S.A. é responsável pela elaboração, apresentação e integridade das demonstrações contábeis, assim como pela implementação e manutenção de sistema de controles internos e de gerenciamento de riscos adequados ao volume e complexidade das operações da Companhia, observando estritamente a legislação societária brasileira. A Auditoria Interna tem como atribuições aferir a qualidade dos sistemas de controles internos e de gerenciamento de riscos da Itautec S.A. e o cumprimento das políticas e dos procedimentos definidos pela Administração, inclusive aqueles adotados na elaboração dos relatórios financeiros. A PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes é responsável por examinar as demonstrações contábeis com vistas a emitir opinião sobre a aderência das mesmas aos padrões e princípios contábeis previstos na legislação societária brasileira.

O Comitê de Auditoria baseia seu julgamento e forma suas opiniões considerando as informações recebidas da Administração, o resultado dos trabalhos realizados pela Auditoria Interna e as informações que lhe são trazidas pela Auditoria Externa. ATIVIDADES DO COMITÊ DE AUDITORIA Durante o ano de 2011 o Comitê de Auditoria reuniu-se mensalmente e dedicou-se a: • aprovar o regulamento que disciplina a contratação de serviços a serem prestados pela auditoria independente; • aprovar a Política de Auditoria Interna e acompanhar, em bases trimestrais, sua reestruturação e o cumprimento do seu plano de trabalho para 2011; • discutir programa de trabalho da auditoria externa para o ano de 2011; • tomar conhecimento e discutir o relatório de controles internos emitido pela empresa que audita as demonstrações contábeis da companhia; • examinar as informações trimestrais já auditadas e as demonstrações contábeis de 31.12.2011; • analisar o conteúdo do Formulário de Referência, antes de seu arquivamento junto ao órgão regulador; • reunir-se com diversos diretores da companhia para tomar conhecimento e discutir aspectos de controles internos e gerenciamento de riscos de cada uma das áreas;

• reunir-se com o diretor jurídico da companhia para discutir o assunto “Contingências” à luz da regulação brasileira; • prestar contas de sua atuação ao Conselho de Administração da companhia; • fazer a avaliação das auditorias interna e externa e a auto-avaliação do próprio Comitê de Auditoria. CONCLUSÃO O Comitê de Auditoria e de Gestão de Riscos, com base nas informações recebidas e nas atividades desenvolvidas no período, ponderadas devidamente suas responsabilidades e as limitações decorrentes do escopo de sua atuação, entende que as demonstrações contábeis individuais e consolidadas em 31.12.2011 foram elaboradas em conformidade, respectivamente, com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e recomenda sua aprovação pelo Conselho de Administração. São Paulo,15 de fevereiro de 2012. Comitê de Auditoria e de Gestão de Risco Renato Roberto Cuoco Tereza Cristina Grossi Togni Coordenadora Ricardo Egydio Setubal Rodolfo Villela Marino

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Aos Administradores e Acionistas Itautec S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Itautec S.A. (a “Companhia” ou “Controladora”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Examinamos também as demonstrações financeiras consolidadas da Itautec S.A. e suas controladas (“Consolidado”) que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e dessas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou por erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas

requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e das divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou por erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itautec S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Itautec S.A. e suas controladas em 31

de dezembro de 2011, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ênfase Conforme descrito na Nota 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Itautec S.A., essas práticas diferem das IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, uma vez que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. Outros assuntos Informação suplementar - demonstrações do valor adicionado Examinamos também as demonstrações individuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. São Paulo, 15 de fevereiro de 2012 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Carlos Alberto de Sousa Contador CRC 1RJ 056561/O-0 “S” SP


DIÁRIO DO COMÉRCIO

22

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PROSTITUIÇÃO O ex-chefe do FMI Dominique StraussKahn é solto após passar a noite detido

nternacional Martín Quintana/EFE

AFEGANISTÃO Protestos pela queima do Alcorão em base da Otan deixam 8 mortos

Enrique Marcarian/Reuters

Cerca de 130 passageiros ficaram presos entre as ferragens Enrique Marcarian/Reuters

O trem chocou-se contra a barreira de proteção no final da plataforma da estação. Os primeiros vagões foram os mais afetados pelo impacto.

A estação de trem virou uma sala de emergência improvisada

FORA DE CONTROLE Trem desgovernado bate em uma das estações mais movimentadas de Buenos Aires e deixa pelo menos 49 mortos e 676 feridos.

U

m trem cheio de passageiros bateu na movimentada estação ferroviária Once, em Buenos Aires, no horário de pico da manhã de ontem, deixando pelo menos 49 mortos e 676 feridos, disseram autoridades. Horas após o acidente, familiares de passageiros continuavam sua peregrinação para descobrir o paradeiro de seus entes queridos, que não apareciam nas listas de centenas de feridos levados para 13 hospitais da cidade. Não há uma lista oficial de mortos nem de desaparecidos. O acidente ocorreu às 8h32 (9h32, de Brasília), quando o trem da linha Sarmiento proveniente de Moreno, periferia de Buenos Aires, entrou na estação e não conseguiu parar. O trem, que ia a uma velocidade

de cerca de 25 km/h, chocouse contra a barreira de proteção no final da plataforma, produzindo um dos acidentes ferroviários mais graves da história do país. Cerca de 1.200 a 1.500 pessoas estavam no trem. A estação Once é a mais importante do centro da cidade, mas distante do roteiro turístico tradicional. Passageiros relataram caos e pânico depois que o impacto da colisão fez com que o segundo vagão atropelasse o primeiro, deixando dezenas de pessoas presas. "De repente formos surpreendidos por uma explosão e nós literalmente voamos pelo ar ... havia muitas pessoas jogadas no chão, feridas, sangrando", disse à TV local um passageiro que usava um colar cervical e se identificou como Fabio.

"O trem (carro) ficou incrustado dentro do outro ... os bancos sumiram, eles desapareceram, e as pessoas estavam pulando pela janela", disse o jovem. Resgate - Mais de cem ambulâncias e dois helicópteros participaram dos trabalhos de resgate para levar os feridos aos hospitais. Equipes trabalharam por mais de quatro horas na estação e tiveram que cortar os tetos dos vagões para retirar as vítimas. Cerca de 130 passageiros ficaram presos entre as ferragens dos primeiros vagões. As equipes de resgate improvisaram uma sala de emergência em plena estação para organizar o transporte dos feridos. Muitos receberam primeiros socorros no próprio local. "Há amputados, mortos, feridos no tórax, feridos graves, de tudo que vocês podem ima-

ginar", desabafou o diretor do Sistema de Atenção Médica de Emergências (Same), Alberto Crescenti. O consulado do Brasil na capital argentina informou que não havia notícia de brasileiros mortos, mas a identificação das vítimas não havia sido concluída ontem. Apesar dos esforços das autoridades para evitar tumultos, centenas de familiares dos passageiros fizeram uma dolorosa peregrinação pelos diversos hospitais de Buenos Aires para localizar parentes. Para ajudar essas pessoas, as autoridades colocaram no local do acidente listas com os nomes dos feridos e dos hospitais aos quais foram conduzidos. Os corpos são progressivamente conduzidos ao necrotério judicial, enquanto a maio-

ria dos feridos já recebeu alta, embora centenas permaneçam ainda internados nos hospitais da cidade, que se mantêm em estado de alerta. Causas - Autoridades apontaram a possibilidade de uma falha nos freios como causa do acidente, mas esperam o depoimento do maquinista, que está em terapia intensiva, para esclarecer as circunstâncias em que ele ocorreu. Segundo a Secretaria de Transportes, houve uma tentativa de frear, registrada pelo aparelho de GPS do trem, mas algo teria ocorrido "nos últimos 40 metros" que impediu a finalização do processo. Líderes do sindicato ferroviário apressaram-se em divulgar que o veículo acidentado é um Toshiba importado há pelo menos 40 anos e denunciaram a de-

terioração do sistema de trens argentino por falta de investimentos e manutenção. O estado de conservação e a qualidade dos serviços de trens em Buenos Aires são objetos de críticas há anos. Na Argentina, o governo arca com parte dos custos das viagens de trens e ônibus. O novo governo de Cristina Kirchner já cancelou boa parte dos subsídios à eletricidade e à água, mas resiste a terminar com os de transportes, temendo o custo político. A oposição diz que os subsídios às empresas as libera de fazer as melhorias necessárias nos veículos, o que estaria por trás do alto número de acidentes ocorridos recentemente. Nos últimos 12 meses, houve pelo menos quatro choques fatais entre trens na cidade. (Agências)

HOMS, A PONTO DE DESMORONAR.

A

s forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, intensificaram os ataques ontem à cidade de Homs, na tentativa de forçar a submissão do reduto opositor. Pelo menos 19 pessoas morreram, incluindo dois jornalistas ocidentais (leia mais ao lado), provocando clamor internacional a favor de uma intervenção que acabe com o derramamento de sangue. Centenas de pessoas foram assassinadas em bombardeios diários contra Homs pelas forças de Assad que cercam a cidade desde o dia 3 de fevereiro, aumentando os temores de que Assad submeta Homs à mesma devastação infligida por seu pai à cidade rebelde de Hama 30 anos atrás, que deixou mais de 10.000 mortos. A Cruz Vermelha pediu cessar-fogo diários para permitir que a ajuda chegasse aos moradores que estão perto da inanição, sobrevivendo de água da chuva e amedrontados demais para sair de suas casas. No total, 65 pessoas foram mortas ontem em todo o país, já que o regime de Assad intensificou os ataques contra bases rebeldes em outras regiões. Autoridades dos EUA disseram que novas táticas podem ser exploradas se Assad continuar a desafiar a pressão para conter a violência que já dura 11 meses. O assunto pode dominar as conversas dos "Amigos da Síria" em Túnis na próxima sextafeira, onde a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, se reúne com autoridades e grupos de 70 países. (Agências)

Sunday Times/AFP

Risco (e paixão) pelo ofício

D

ois jornalistas ocidentais morreram ontem durante um bombardeio das forças sírias em Homs, no centro do país. A norte-americana Marie Colvin, repórter do jornal britânico Sunday Times, e Rémi Ochlik, francês que fotografava para a revista Paris Match, estavam em um centro de imprensa improvisado no bairro de Baba Amr, que há semanas está sitiado por tropas. Ambos eram experientes em conflitos, com atuação em guerras e revoltas no Oriente Médio e África. Marie, nascida em Oyster Bay, Nova York, tinha 55 anos e era uma veterana correspondente de guerra. Ela foi reconhecida por um tapa-olho usado desde que sofreu ferimentos durante o conflito no Sri Lanka em 2001 e que simbolizava seu compromisso com o jornalismo. Em janeiro, Ochlik, que tinha 28 anos, recebeu um dos mais importantes prêmios internacionais de fotografia, o World Press Photo, por uma série de imagens feitas em março do ano passado durante conflitos na Líbia.

Portas fechadas para inspetores da ONU Políticas nucleares serão mantidas, diz aiatolá do Irã.

Sete ativistas e outros dois jornalistas foram feridos durante o ataque. Especula-se que sejam o fotógrafo britânico Paul Conroy, que trabalhava com Marie, e a repórter francesa Edith Bouvier, do jornal Le Figaro. Alvo - A inteligência do Líbano disse ter interceptado conversas pelo rádio entre soldados sírios que revelariam que foram dadas ordens de bombardeio ao local onde estavam os jornalistas. O regime sírio, porém, negou a acusação, dizendo que não sabia da presença dos jornalistas em Homs. (Agências)

Marie e Ochlik: experientes em conflitos.

A

Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encerrou sua mais recente missão ao Irã sem um acordo que permitisse a visita de seus inspetores a instalações militares do país, em um fato que deve aumentar o risco de confronto com o Ocidente. Em tom desafiador, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que as políticas nucleares do país serão mantidas, apesar da crescente pressão internacional. "Com a ajuda de Deus, e sem prestar atenção à propaganda, o rumo nuclear do Irã se manterá firme e seriamente", disse ele à TV estatal. "Pressões, sanções e assassinatos não irão frutificar. Nenhum obstáculo poderá impe-

dir o trabalho nuclear do Irã", afirmou o aiatolá, acrescentando, porém, que Teerã não tenta desenvolver armas nucleares. A delegação da AIEA que esteve no Irã esperava visitar uma instalação em Parchin, a sudeste do país, onde a agência acredita que haja uma câmara de contenção para o teste de explosivos. Segundo a AIEA, o governo iraniano "não concedeu permissão" para a visita. A atitude iraniana foi condenada pela comunidade internacional. Para a França, o Irã perdeu "mais uma oportunidade" em mostrar a boa-fé sobre seu programa nuclear. Já os EUA se mostraram frustrados com o fato de que o Irã "não alterou seu comportamento". (Agências)


DIÁRIO DO COMÉRCIO

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

e

23 TÍTULOS DE MÉDIO E LONGO PRAZOS O BNDES aprovou a emissão de R$ 2 bilhões em debêntures não conversíveis em ações pela BNDESPar. A emissão poderá ser elevada em até 35% caso haja demanda e terá três séries.

conomia

Europeus vêm pedir emprego no Brasil O desemprego na zona do euro, agravado pela crise econômica, tem firmado o País como destino alternativo para a mão de obra europeia.

Renato Carbonari Ibelli

O

d e s e m p re g o recorde na zona do euro, causado pela crise fiscal que acomete a região desde 2009, tem feito os europeus olharem o mercado de trabalho do Brasil como alternativa. Além de relatos de empresários brasileiros sinalizando essa movimentação, balanços do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) conseguem mensurar o crescimento expressivo da mão de obra europeia empregada no País nos últimos anos. Os dados mostram, por exemplo, que em 2008 o governo brasileiro forneceu cerca de 740 autorizações de trabalho temporário para espanhóis. Em 2011, esse número saltou para aproximadamente 1,7 mil. O caso espanhol é emblemático. O desemprego naquele país atingiu 22,5% da sua população economicamente ativa. Mas a situação não é muito diferente entre as 17 nações que compartilham a moeda única. Entre esses países, o desemprego atingiu 10,4% da população ativa em 2011, o equivalente a 1,65 milhão de pessoas. O número também configurou um incremento de 751 mil desempregados quando comparado com o resultado de 2010. Os dados são da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Chama a atenção nas estatísticas do MTE brasileiro também a evolução das autorizações de trabalho para temporadas longas, de até dois anos. Para espanhóis, essas autorizações saltaram de 85, em 2008, para 314, no ano passado. A evolução foi ainda mais significativa entre os portugueses que buscaram a estabilidade do mercado brasileiro, crescendo de 82 para 468 na comparação entre os dois anos. Em ambos os casos, os números dizem respeito a autorizações para estrangeiros com contrato de trabalho no Brasil. Esses profissionais estrangeiros com vínculo empregatício dobraram a presença no País comparando 2008 com 2011, saindo de 2.301 para 4.615. Esses são números gerais do MTE, que englobam diferentes nacionalidades. No ano passado, 281 italianos obtiveram autorização temporária para trabalhar no Brasil, mesmo não possuindo contrato com nenhuma empre-

sa. Esse número foi quase três vezes maior que o registrado em 2008 (116 autorizações). Pelas informações do MTE, os estrangeiros que vêm ao Brasil para trabalhar possuem, em sua maioria, ao menos o nível superior completo. Eles ocupam um vácuo existente no nosso mercado de trabalho, que carece de qualificação profissional. Pondera-se que o crescimento da economia brasileira tem aberto caminho para estrangeiros interessados no nosso mercado de trabalho, independentemente da crise fiscal europeia. Mas dados do MTE apontam que entre países da União Europeia, a partir de 2008, a tendência de aumento da migração se fortaleceu. Assim como as autorizações de trabalho temporário para espanhóis cresceram , evolução semelhante se percebeu

entre autorizações temporárias para italianos, que pularam de 1.371 para 2.111; ou para franceses, que subiram de 1.583 para 2.015 e para alemães, que passaram de 1.813, em 2008, para 3.079, em 2011.

Mais custos – Segundo o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Claudio Dedecca, o momento favorável pelo qual o País passa deixou-o mais atrativo não só para capital estrangeiro, mas

também para mão de obra. Se nos anos 1990 o Brasil mandava pessoas para fora (como os dekasseguis, no Japão), hoje é o oposto. Ele cita como exemplo a cidade de Campinas, que atraiu

Mídia internacional destaca mercado

O

potencial do mercado de trabalho brasileiro tem ganho destaque também na imprensa internacional. A revista Forbes, publicação norte-americana especializada em economia e finanças, divulgou matéria na semana passada destacando o avanço dos salários reais no País e o aumento do custo de vida em consequência disso. Intitulada Brazil Companies Hiring, Incomes Rising (Companhias brasileiras contratando, renda aumentando), a reportagem mostra que os salários cresceram 4,8% em uma base anual, e a taxa de desemprego segue em baixa, se mantendo em 5,6% pelos últimos três meses,

menor patamar nos últimos anos. Nesse contexto, a matéria inicia da seguinte maneira: "se você fala português e tem um visto, siga para o Brasil. O mercado de trabalho nunca esteve melhor". Ainda assim, a publicação chama a atenção para os custos nas grandes cidades, como São Paulo. Ela traz que um jantar no restaurante Fasano custava US$ 600 em 2010, mas hoje pode chegar a US$ 800. Porém, ainda que os custos de bens e serviços sejam elevados no País, a Forbes aponta que a inflação brasileira é estável, tendendo para baixo, o que daria margem para flexibilização da taxa de juros.

companhias coreanas e japonesas – assim como profissionais qualificados – para o seu complexo automobilístico. "Não é por problema de desemprego ou precariedade em seu país, como é o caso de bolivianos e paraguaios, mas de ampliação e crescimento de setores da economia", explica. Ao comentar os números do Ministério do Trabalho, Dedecca faz um alerta sobre os altos índices de desemprego em países da Europa – que têm gerado especulações sobre a chegada de estrangeiros que tentam trabalho aqui. "Uma coisa é vir para cá com a empresa, outra é mandar para filial de outro país para não demitir (e não ampliar os índices no país de origem). O MTE precisa acompanhar se o aumento é decorrente desse desemprego, ou o Brasil terá que arcar com esses custos", frisa.

País a caminho do pleno emprego? Karina Lignelli

E

m economia, o termo "pleno emprego" significa que todos os fatores de produção (trabalho, capital e ociosidade) são usados em sua capacidade máxima. Com a economia brasileira na contramão de quase todo o resto do mundo – ou seja, passando por um período de relativa estabilidade, com perspectivas otimistas de crescimento e queda na taxa de juros –, muito se ouve dizer, nos últimos tempos, que o Brasil está "quase dentro" deste ciclo no mercado de trabalho . Os números, pelo menos, são otimistas: o nível médio de desemprego, que ficou em 10,5% em 2011 na Região Metropolitana de São Paulo, pode chegar, ainda este ano, a um dígito, apontaram economis-

tas da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), na divulgação da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), no início deste mês. Já a pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), do fim de janeiro, destacou que o índice nacional já atingiu esse patamar, e fechou o ano passado em 6%. Alguns especialistas, porém, são mais cautelosos. Apesar de o País passar por um processo de redução quase continuada na taxa de desemprego desde 2005, segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o contingente alto de desempregados (por trabalho precário e informalidade) e, principalmente, escassez de mão de obra, mostram que o caminho a percorrer é longo.

"Principalmente entre os mal ("cerca de 40% do mercamais pobres, a baixa qualifica- do", segundo ele) como impeção e a inserção estruturalmen- ditivo para que isso aconteça. te precária dificultam as oportu"Pleno emprego significa um nidades de ingresso no merca- mercado minimamente estrudo de trabaturado, onlho. Ou seja, d e a s p e sainda não dá soas têm para falar que proteção soHoje não dá para isso existe (o cial e mais dizer que há ' p l e n o e mco n d i ç õ e s prego')." de qualifica'amadurecimento' O p ro fe sção profisdo mercado de sor de Econosional. No trabalho, mas sim, mia da Uniritmo que o 'adequação'. c a m p C l a umercado esdio Dedecca, tá, nada imCLEMENTE GANZ LÚCIO, esp ecializapede que o DIRETOR TÉCNICO DO DIEESE d o e m e c oPaís chegue nomia social a esse nível. e do trabalho, considera que fa- Mas não é o caso ainda", ressalta lar em pleno emprego é "um o professor. certo exagero". Mesmo recoImpulso – Um dos fatores nhecendo que "o mercado me- preponderantes para chegar ao lhorou", e está "mais favorável nível de pleno emprego, a quaque há dez anos", Dedecca lificação, é unanimidade entre também cita o trabalho infor- especialistas. Lúcio, do Dieese,

destaca que a carência de mão de obra é um fenômeno experimentado pelas empresas, resultado de um processo anterior (década de 1990) de economia em baixa, que desestimulou, entre outras coisas, a profissionalização. "Hoje não dá para dizer que há 'amadurecimento' do mercado de trabalho, mas sim, 'adequação'. A necessidade (economia estável) está fazendo as empresas procurarem trabalhadores especializados. Vivemos uma época de revalorização das ocupações", destaca, dizendo que a tendência do nível de emprego é se manter em queda, "mesmo pequena". Dedecca, da Unicamp, também cita o longo período de crise no anos 1990, em que os investimentos em qualificação foram muito baixos, o que fez com que, no atual momento, o mercado perca com isso.

Segundo ele, o mercado está aprendendo a se requalificar e investir na mão de obra. A população percebe melhora no emprego se sua qualificação também melhorar. "Empresas que querem se destacar, porém, precisam fazer esforços de investimento em qualificação profissional rapidamente. Treinar demora, e não resolve o problema imediato de responder ao mercado. Com isso, se a perspectiva de crescimento e geração de empregos se sistematizar, esse desequilíbrio será momentâneo, mas rapidamente resolvido", diz ele, que aposta em "alta probabilidade" de queda do desemprego em 2012, pelo cenário atual. "Se não houver surpresas, claro", conclui.

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Pensei que era coisa de mãe dizer que a gente tem que se apresentar bem e falar direito para procurar emprego. Luan Campos, estudante

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Senai investe R$ 3 bilhões em qualificação

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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) pretende investir R$ 3 bilhões até 2014 na expansão de sua rede de educação profissional, que oferece atualmente 3 mil cursos de aprendizagem, qualificação e aperfeiçoamento técnico nas 471 unidades fixas e 326 unidades móveis espalhadas pelo Brasil. Metade do dinheiro sairá de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o diretor-geral do Senai, Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti, exsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, a maior parte do investimento será nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Exemplo disso, conforme ele, é a inversão de R$ 170 milhões que o Senai fará em Pernambuco, nos próximos três anos, em qualificação profissional para a indústria e na disseminação de inovação tecnológica. O investimento se justifica, segundo o dirigente do Senai, pois muitos projetos industriais estão sendo implantados em Pernambuco, principalmente nos setores automotivo, farmacoquímico, naval e de petróleo, que vão gerar mais de 30 mil empregos, e falta mão de obra especializada para atender à demanda. (ABr)

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Aprendendo a se destacar Jovens procuram o Centro de Apoio ao Trabalho da Prefeitura de São Paulo (CAT-Luz) para se vender melhor no mercado. Karina Lignelli

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ellington quer crescer na profissão. Leonardo pretende se destacar no mercado. Luan, por sua vez, quer ganhar experiência. O que faz um pequeno grupo se reunir, em plena manhã de quarta-feira, para assistir atentamente a uma palestra sobre Marketing Pessoal? As mudanças no mercado de trabalho, que atualmente fazem empreendedores de visão priorizarem qualificação e perfil adequado do colaborador ao negócio. Características que, na maioria dos casos, vêm antes até da bagagem profissional. A iniciativa em questão, do Centro de Apoio ao Trabalho da Prefeitura de São Paulo (CAT-Luz), procura facilitar o encontro entre candidatos e empresas e mostra que, em uma época em que "sobra emprego, mas falta empregado", de acordo com o gerente de intermediação de mão de obra dos CATs, Nelson Miguel Júnior, a qualificação – ou no caso, a falta dela – continua a ser um dos principais entraves quando é preciso contratar. Mas o que dá para aprender, em apenas uma hora, que pode fazer tanta diferença para candidatos e empresas? De acordo com a orientadora e selecionadora para o trabalho do CAT, Mariana Donisete, a ideia, nesse caso, é motivar o candidato a se mostrar, expor o "melhor produto que a empresa vai conseguir". Para isso, dicas sobre apresentação adequada, como falar com clareza, além de ser objetivo e ter atitude pa-

Da esq. para a dir., Wellington, Leonardo e Luan: dicas sobre apresentação e atitude para criar uma imagem positiva podem ajudar a se dar bem na profissão.

ra criar uma imagem positiva. L e o n a rd o M e l o R o s s i n i Theodoro, de 19 anos, era um dos participantes do curso. Exjogador de futebol na categoria juvenil, iniciou a faculdade de análise de sistemas e optou por outra profissão para ganhar mais experiência e ajudar a família. "Não estou desanimado com o mercado. Tenho pouca qualificação, mas acho que isso (o curso de marketing pessoal) vai facilitar bastante." Luan Pereira Campos, 18, nunca trabalhou, e agora procura vaga como repositor ou ajudante geral para ganhar experiência. Ele aprovou o curso do CAT. "Pensei que era coisa de mãe dizer que a gente tem que

se apresentar bem e falar direito para procurar emprego. Mas aprendi isso e muito mais. Vai ajudar bastante nas minhas entrevistas", afirmou o jovem. Já o motoboy Wellington Paulino dos Santos, 24, entrou na faculdade de logística. Com experiência em estoque e distribuição e vários cursos no currículo, ele almeja progredir na profissão. "Quero continuar a estudar sempre. Agora vou colocar em prática tudo o que aprendi hoje, é um ponto a mais para melhorar." Olho no futuro – A mudança de paradigmas no mercado de trabalho e a especialização exigida por alguns setores da economia fazem com que a

procura seja por profissionais diferenciados, segundo Miguel Jr. "O mercado amadureceu, a economia vive uma fase de alta. Se antes o problema era falta de vagas, hoje é difícil encontrar quem tem condições de ocupá-las. Por isso, boa parte das empresas prefere contratar e treinar quem mostra potencial e vontade de atuar em seu ramo." Como exemplo, ele citou dois grandes grupos, parceiros do CAT, do ramo de construção civil e de alimentação, que oferecem programas de treinamento de dois meses para quem vai aos postos à procura de trabalho. Quem se encaixa no perfil da empresa, é absor-

vido, ou então é reencaminhado para outras oportunidades pelo CAT. "(O treinamento) não garante a vaga, mas a qualificação. Além de abrir portas para os candidatos, oferece mão de obra já qualificada." Ao identificar um interesse maior das empresas em investir em formação profissional desde o ano passado, Miguel Jr., do CAT, dá uma dica para os empreendedores: não esperar que os profissionais cheguem prontos. "É preciso se preparar o quanto antes para essa mudança no mercado. Investir em mão de obra e treinar um colaborador em sua própria filosofia representa ganhos muito grandes no futuro", concluiu.


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Agência mudou a nota da Grécia de "CCC" para "C" e continuará com mais um rebaixamento quando a troca de títulos for concluída.

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Fitch: Grécia está perto do calote. Louisa Gouliamaki/AFP Photo

Agência de classificação rebaixa nota do governo grego e indica risco de não pagamento das dívidas.

Parlamento enfrenta os protestos de rua

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agência de classificação de risco Fitch cortou os ratings de longo prazo da Grécia ontem para a menor nota acima de calote, tornando-se a primeira agência a fazer um rebaixamento amplamente esperado após o país anunciar um plano de troca de títulos para aliviar o seu enorme endividamento. A Fitch afirmou que a Grécia continuará designada como tendo tecnicamente entrado em default após a formalização da troca de títulos, mas que serão dados novos ratings aos novos títulos. As três maiores agências de rating – Fitch, Moody's e Standard & Poor's – rebaixaram a Grécia em julho, quando um plano inicial de troca de dívida foi anunciado, e alertaram que as perdas para os credores privados causariam um calote temporário. Como esperado, a Fitch rebaixou a Grécia de "CCC" para "C", e continuará com mais um rebaixamento para "calote restrito" quando a troca de títulos for concluída. A agência vai então reavaliar os ratings do país quando os novos títulos forem emitidos como parte da troca de dívida. "Isso resultará em um rating baixo e especulativo", afirmou o analista da Fitch, Paul Rawkins, após a reavaliação, notando que o rating influenciará as perspectivas econômicas do país e o novo perfil de dívida. Ele acrescentou que o atual processo de rebaixamento foi em grande parte por procedimento, seguindo o caminho estabelecido pela agência em junho. Os ratings, que dão

Jens Buettner/EFE

Manifestantes protestaram ontem nas ruas de Atenas contra as medidas de austeridade do governo, enquanto a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fez um brinde em encontro na cidade de Demmin.

uma estimativa da capacidade de um credor pagar sua dívida, normalmente servem de guia para os investidores. Al eman ha – Os ministros das Finanças da zona do euro concordaram com um plano

de resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia na terça-feira passada para que o país evitasse um calote desordenado, incluindo uma troca de títulos para cortar 100 bilhões de euros da dívida grega. O plano é

uma vitória da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que ontem fez um brinde com um copo de cerveja em tradicional encontro político na cidade alemã de Demmin. Segundo a estratégia apro-

vada, detentores de títulos vão assumir perdas de 53,5% sobre o valor nominal de seus títulos gregos como parte da troca. O Banco Central Europeu (BCE) concordou com um plano em que os títulos podem ser usados como garantias em suas operações de empréstimo durante o processo de troca. A Grécia tomará um empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) que virá em forma de títulos do EFSF. Os títulos passarão para o BCE e serão colocados em uma conta especial, em garantia no curto período de troca. (Reuters)

parlamento da Grécia debateu ontem o projeto de lei que permitirá ao governo prosseguir com a reestruturação da dívida do país detida pelo setor privado e deve votar a legislação hoje, em meio a protestos da população. Mais de 6 mil manifestantes protestaram ontem contra as medidas de austeridade exigidas pelos credores e já aprovadas pelo Parlamento. Os protestos ocorreram em Atenas e na segunda maior cidade do país, Salonica, e foram em grande parte pacíficos O projeto de lei a ser votado hoje tem como objetivo inserir cláusulas de ação coletiva nos títulos de dívida da Grécia. Essas cláusulas determinam que qualquer mudança nos termos da dívida grega aceita por pelo menos dois terços dos detentores desses papéis passariam a vigorar para todos os credores do país. Isso ajudaria o governo da Grécia a alcançar uma boa margem de participação na operação de troca de títulos que tem como objetivo reduzir o valor nominal da dívida grega detida pelo setor privado, de cerca de 206 bilhões de euros, em 53,5%, ou 110 bilhões de euros. Os bancos e os credores privados precisarão aceitar a redução. A operação é uma das coisas que o país precisa fazer para receber 130 bilhões de euros. Fonte do Ministério de Finanças da Grécia confirmou que a oferta de troca de títulos deve ser aberta nesta sexta-feira. (AE)

Obama corta impostos Sobe venda de imóveis

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governo de Barack Obama divulgou seu plano para cortar impostos corporativos e ao mesmo tempo tampar buracos – incluindo o fim de isenções fiscais para empresas de petróleo e gás – e forçar companhias que atualmente são estruturadas de forma a não pagar imposto de renda a contribuírem para os cofres públicos. Segundo o Departamento do Tesouro, o plano pretende reformar o código fiscal corporativo e prevê a redução do imposto de renda das empresas de 35% para 28%, com uma diminuição ainda maior para empresas manufatureiras, e a eliminação de várias deduções de impostos populares. Democratas e Republicanos endossam as mudanças no atual código fiscal dos EUA,

mas discordam em alguns detalhes. É improvável que os dois lados cheguem a um acordo em um ano de eleições, mas o governo diz que espera delinear as bases para uma eventual reforma do sistema. Lucros – O plano do governo também impõe um imposto mínimo sobre os lucros de empresas norte-americanas no exterior, mas não foram oferecidos detalhes sobre esse tema. Sob a legislação atual, as companhias que operam fora dos EUA por meio de uma subsidiária não pagam impostos sobre a renda externa desde que os ganhos permaneçam no exterior. As empresas norte-americanas possuem cerca de US$ 958 bilhões em lucros não repatriados, de acordo com estimativa de relatório do Congresso. (AE)

A

s vendas de casas usadas nos Estados Unidos atingiram em janeiro o maior patamar em um ano e meio, e a oferta de propriedades no mercado ficou no menor nível em quase sete anos, indicando uma nova recuperação no mercado imobiliário. Segundo dados da Associação Nacional de Corretores de Imóveis divulgados ontem, as vendas de casas usadas cresceram 4,3% em janeiro, chegando a uma taxa anual de 4,7 milhões de unidades, o maior nível desde maio de 2010. "De modo algum esse não é um número ruim. Isso é reflexo de um mercado de trabalho melhor, mas o crescimento está se dando aos poucos", afirmou a economista do BNP Paribas, em Nova York, Yelena

Shulyatyeva. O dado de dezembro, entretanto, foi revisado e se mostrou mais fraco, de 4,61 milhões divulgados antes para 4,38 milhões de unidades. Com isso, as vendas de dezembro caíram 0,5% sobre novembro, em vez de um crescimento de 5% anunciado antes. Não houve revisões nos preços anuais e nos dados de estoques de casas. Economistas consultados esperavam que as vendas subissem para 4,65 milhões de unidades. Ainda assim, o relatório foi o último a acrescentar sinais hesitantes na melhora do mercado. O estoque de casas à venda está diminuindo. No mês passado, havia 2,31 milhões de casas à venda no mercado, o menor patamar desde março de 2005. (Reuters)


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

e Receita libera amanhã programa do IR 2012 conomia

27 A Receita Federal começará a receber as declarações do IRPF no dia 1º de março.

Orgão do governo vai tornar disponível na internet o programa para preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (ano base 2011). É a primeira vez que o 'download' é permitido antes do início da entrega das declarações.

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partir das 8 horas de amanhã, o contribuinte já poderá fazer, na página da Receita Federal na internet, o download do programa para preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2012, ano base 2011. Esta será a primeira vez que o programa estará disponível antes do início do prazo de entrega do documento. A Receita começa a receber as declarações no dia 1º de março. A antecipação do programa é para tentar evitar congestionamento no sistema no primeiro dia de entrega do documento, como normalmente ocorre todos os anos. A transmissão dos dados para o Fisco, no entanto, só poderá ser feita entre 1º de março e 30 de abril. A secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, explicará hoje como será o lançamento do "Progra-

ma Gerador da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012". O governo estima que 25 milhões de contribuintes entregarão a declaração do IRPF em 2012. No ano passado, o número de pessoas que prestou contas ao Fisco dentro do prazo somou declarações no valor de R$ 24,37 milhões. Portal – A Receita também prometeu para este ano a criação do portal do Imposto de Renda, pelo qual as pessoas poderão obter informações sobre o preenchimento. Todos os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 23.499,15 em 2011 são obrigados a entregar a declaração. A dedução no IR por dependente foi fixada em até R$ 1.889,64 enquanto o limite de abatimento com gastos com educação é de R$ 2.958,23. A dedução de gastos com empregada doméstica subiu para R$ 866,60 em 2012.

Simplificada – Para os contribuintes que optarem pela declaração de IR simplificada, o desconto é de 20% limitado a R$ 13.916,36. Os valores dos rendimentos isentos da entrega da declaração e dos abatimentos no Imposto de Renda foram reajustados em 4,5% em relação ao ano passado. A entrega das declarações deve ser feita via internet ou por meio de disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal espalhadas por todo o País. Atraso – Em caso de atraso, o contribuinte terá de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido, segundo informou a Receita Federal. O pagamento do Imposto de Renda pode ser feito em oito parcelas, com vencimento da primeira cota em 30 de abril. No caso de restituição de IR, a devolução será feita em sete lotes, a partir de junho.

Certificado – A Receita também estabeleceu que este ano os contribuintes com rendim e n t o s t r i b u t áveis acima de R$ 10 milhões estão obrigados a enviar a declaração apresentando certificado digital. Cerca de 170 contribuintes estavam nessa faixa de renda na declaração de 2011. Outra mudança que entra em vigor agora é a permissão para que as doações para projetos amparados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) feitas até 30 de abril de 2012 já possam ser abatidas na declaração deste ano. Até 2011, só era permitido abater as doações feitas no ano anterior. O abatimento está limitado a 3% do imposto devido. (O site da Receita Federal é: www.receita.fazenda.gov.br) (AE)

Balança teve saldo de US$ 370 mi na última semana

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balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 370 milhões na terceira semana do mês. Entre os dias 13 e 19, as exportações atingiram um total de US$ 4,703 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 4,333 bilhões, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No mês, as vendas externas alcançaram US$ 12,394 bilhões, e as importações US$ 10,673 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,721 bilhão. A média diária das exportações neste mês é de US$ 953,4 milhões, 14% maior que em fevereiro de 2011. Nas importações, a média diária ficou em US$ 821 milhões, com alta de 5,7% em relação a fevereiro do ano passado. No acumulado do ano, as exportações do País somam US$ 28,535 bilhões e as importações, US$ 28,106 bilhões, com superávit de US$ 429 milhões. Analistas consultados pelo

Mercado sobe projeção de superávit em 2012

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mercado financeiro aumentou as estimativas de superávit comercial em 2012 e 2013. Pesquisa Focus, divulgada ontem pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana das expectativas para o saldo da balança comercial em 2012 reagiu após duas semanas de queda e avançou de US$ 19,1 bilhões para US$ 19,5 bilhões. Mesmo com o aumento, o patamar segue abaixo do há um mês, quando estava em US$ 19,60 bilhões. Para 2013, em tendência idêntica, a projeção subiu de US$ 14 bilhões para US$ 15 bilhões, superior ao nível de um mês antes, quando estava em US$ 14,5 bilhões. A pesquisa Focus mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) seguiram em US$ 55 bilhões neste ano e no próximo, pela oitava semana seguida em 2012 e pela terceira semana consecutiva em 2013. (AE)

Banco Central (BC) estimam que a balança comercial fechará o ano com um superávit de US$ 19,5 bilhões. O BC, por sua vez, projeta um saldo de US$ 23 bilhões. Produtos – As exportações registraram em fevereiro aumento nas três categorias de produtos. Os dados divulgados ontem mostram que os embarques de manufaturados subiram 24,1% em relação a fevereiro de 2011, em razão de vendas de plataforma de perfuração e exploração de petróleo, energia elétrica, óleos combustíveis, aviões, motores e geradores elétricos e partes de motores para veículos. As exportações de semimanufaturados aumentaram 10,2%, por conta de semimanufaturados de ferro e aço, alumínio em bruto, ferro fundido e açúcar em bruto. Os produtos básicos mostraram um crescimento de 7,4% puxados, principalmente, por soja em grão, algodão em bruto, fumo em folhas, farelo de soja e petróleo em bruto. (AE)

COMPANHIA METALÚRGICA PRADA

FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL Conforme informação da Distribuição Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, foram ajuizados no dia 22 de fevereiro de 2012, na Comarca da Capital, os seguintes pedidos de falência, recuperação extrajudicial e recuperação judicial: Requerente: Age do Brasil Indústria e Comércio Ltda. Requerido: Água de Cheiro Distribuidora de Produtos Ltda. Rodovia Raposo Tavares, KM 20 - Bloco AMD 100 - Jardim Arpoador - 1ª Vara de Falências. Requerente: Banco Safra S/A. Requerido: New Inside Promocional Ltda. EPP. Rua Alberto Arruda Fontes, 75 – Jardim Monte Belo (Raposo Tavares) 1ª Vara de Falências.

Barinas Holdings S.A. Em Organização Ata da Assembleia Geral de Constituição realizada em 2.12.2011 Aos 2 dias do mês de dezembro de 2011, às 8h, na sede social, Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, no 4 o andar do Prédio Prata, reuniram-se as fundadoras e subscritoras do Capital Social da Barinas Holdings S.A., em Organização, Bradesplan Participações Ltda., CNPJ n o 61.782.769/0001-01, NIRE 35.221.205.208, e União Participações Ltda., CNPJ no 05.892.410/ 0001-08, NIRE 35.218.401.204, ambas com sede na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, neste ato representadas por seu Diretor, senhor Domingos Figueiredo de Abreu, brasileiro, casado, bancário, RG 6.438.883-9/SSP-SP, CPF 942.909.898/53, com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, e qualificadas no Boletim de Subscrição que permanecerá arquivado na Sede da Sociedade. Por aclamação, assumiu a presidência dos trabalhos, atendendo ao disposto no Parágrafo 1 o do Artigo 87 da Lei no 6.404/76, o senhor Domingos Figueiredo de Abreu, Diretor das Sociedades fundadoras, que convidou o senhor Antonio José da Barbara para Secretário. Dando por instalada a Assembleia e considerada regular em face do comparecimento das subscritoras, de acordo com o disposto no Parágrafo 4o do Artigo 124 da Lei no 6.404/76, o senhor Presidente procedeu, nos termos do já citado Parágrafo 1 o do Artigo 87 da Lei no 6.404/76, à leitura do recibo de depósito do Capital Social, totalmente realizado em dinheiro, efetuado no Banco Bradesco S.A., desta praça, do Boletim de Subscrição e do Projeto do Estatuto Social a seguir transcrito: “Barinas Holdings S.A. - Estatuto Social - Título I - Da Organização, Duração e Sede. Art. 1 o) A Barinas Holdings S.A., doravante chamada Sociedade, rege-se pelo presente Estatuto. Art. 2 o) O prazo de duração da Sociedade é indeterminado. Art. 3 o) A Sociedade tem sede na Cidade de Deus, Prédio Prata, 4o andar, Vila Yara, no Município de Osasco, Estado de São Paulo, CEP 06029-900, e foro no mesmo Município. Art. 4 o) Poderá a Sociedade instalar ou suprimir Filiais, Escritórios e Dependências de qualquer natureza no País e no Exterior, a critério da Diretoria, observados os preceitos legais. Título II - Dos Objetivos Sociais. Art. 5o ) A Sociedade tem por objetivo: a) administração, locação e compra e venda de bens próprios; b) participação em outras sociedades como cotista ou acionista. Título III - Do Capital Social. Art. 6o) O Capital Social é de R$1.000,00 (mil reais), dividido em 1.000 (mil) ações ordinárias, nominativas-escriturais, sem valor nominal. Parágrafo Primeiro - Nos aumentos de capital, será realizada no ato da subscrição a parcela mínima exigida em lei e o restante será integralizado mediante chamada da Diretoria, observados os preceitos legais. Parágrafo Segundo - Todas as ações da Sociedade são escriturais, permanecendo em contas de depósito, na Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários, em nome de seus titulares, sem emissão de certificados, podendo ser cobrado dos acionistas o custo do serviço de transferência da propriedade das referidas ações. Título IV - Da Administração. Art. 7 o) A Sociedade será administrada por uma Diretoria, eleita pela Assembleia Geral, com mandato de 1 (um) ano, composta de 2 (dois) a 9 (nove) membros, sendo 1 (um) Diretor-Presidente e de 1 (um) a 8 (oito) Diretores. Art. 8 o) Aos Diretores compete administrar e representar a Sociedade, com poderes para obrigá-la em quaisquer atos e contratos de seu interesse, podendo transigir e renunciar direitos e adquirir, alienar e onerar bens, observando o disposto no Parágrafo Primeiro deste Artigo. Parágrafo Primeiro - Dependerá de prévia autorização do Conselho de Administração do controlador direto ou indireto: a) a aquisição, alienação e a oneração de bens integrantes do Ativo Permanente e de participações societárias de caráter não-permanente, quando de valor superior a 1% (um porcento) do respectivo Patrimônio Líquido, nos casos de operações com empresas não integrantes da Organização Bradesco; b) a constituição de ônus reais e a prestação de garantias a obrigações de terceiros; c) associações envolvendo a Sociedade, inclusive participação em acordo de acionistas. Parágrafo Segundo - Ressalvadas as exceções previstas expressamente neste Estatuto, a Sociedade só se obriga mediante assinaturas, em conjunto, de no mínimo 2 (dois) Diretores. Parágrafo Terceiro - A Sociedade poderá também ser representada por no mínimo 1 (um) Diretor e 1 (um) procurador, ou por no mínimo 2 (dois) procuradores, em conjunto, especialmente constituídos, devendo do respectivo instrumento de mandato constar os seus poderes, os atos que poderão praticar e o seu prazo. Parágrafo Quarto - A Sociedade poderá ainda ser representada isoladamente por qualquer membro da Diretoria ou por procurador com poderes específicos, nos seguintes casos: a) mandatos com cláusula “ad judicia”, hipótese em que a procuração poderá ter prazo indeterminado e ser substabelecida; b) recebimento de citações ou intimações judiciais ou extrajudiciais; c) participação em licitações; d) em Assembleias Gerais de Acionistas ou Cotistas de empresas ou fundos de investimento de que a Sociedade participe, bem como de entidades de que seja sócia ou filiada; e) perante órgãos e repartições públicas, desde que não implique na assunção de responsabilidades e/ou obrigações pela Sociedade; f) em depoimentos judiciais. Art. 9 o) Compete à Diretoria, reunida e deliberando de conformidade com o presente Estatuto: a) deliberar sobre as condições das operações ativas e passivas; b) estabelecer o limite de endividamento da Sociedade; c) zelar para que os Diretores estejam, sempre, rigorosamente aptos a exercer suas funções; d) cuidar para que os negócios sociais sejam conduzidos com probidade, de modo a preservar o bom nome da Sociedade; e) sempre que possível, preservar a continuidade administrativa, altamente recomendável à estabilidade, prosperidade e segurança da Sociedade; f) fixar a orientação geral dos negócios da Sociedade; g) realizar o rateio da remuneração dos Diretores estabelecida pela Assembleia Geral e fixar as remunerações adicionais de Diretores e funcionários, quando entender de concedê-las; h) autorizar a concessão de qualquer modalidade de doação, contribuição ou auxílio, independentemente do beneficiário; i) aprovar a aplicação de recursos oriundos de incentivos fiscais; j) submeter à Assembleia Geral propostas objetivando aumento ou redução do capital social, grupamento, bonificação, ou desdobramento de suas ações, operações de fusão, incorporação ou cisão e reformas estatutárias da Sociedade. Art. 10) Além das atribuições normais que lhe são conferidas pela lei e por este Estatuto, compete especificamente a cada membro da Diretoria: a) ao Diretor-Presidente, presidir as reuniões da Diretoria, supervisionar e coordenar a ação de seus membros; b) aos Diretores, coordenar e dirigir as atividades de suas respectivas áreas, reportando-se ao Diretor-Presidente. Art. 11) A Diretoria fará reuniões sempre que necessário, deliberando validamente desde que presente mais da metade dos Diretores em exercício, com a presença obrigatória do titular do cargo de Diretor-Presidente ou seu substituto. As reuniões serão realizadas sempre que convocados os seus membros pelo Presidente ou por no mínimo 2 (dois) Diretores. A Diretoria deliberará por maioria de votos, cabendo ao Presidente voto de qualidade, no

CNPJ nº 56.993.900/0001-31 - NIRE 35-3.0004858.0 Ata de Assembleia Geral Extraordinária Realizada em 18 de Novembro de 2011 Data, Local e Hora: 18 de novembro de 2011, na sede da companhia, na Rua Engenheiro Francisco Pita Brito, 138, às 10h. Quorum: acionistas presentes representando 99,9997% do capital votante da Companhia, conforme assinaturas no Livro de Presença de Acionistas. Mesa: O Conselheiro José Taragano presidiu a Assembléia, por indicação do presidente do Conselho de Administração, e convidou para secretariar os trabalhos a Sra. Roberta Mayra Lopes. Convocação: conforme publicações (i) no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”, edições de 09, 10 e 11 de novembro de 2011, nas páginas 11, 17 e 16, respectivamente, e (ii) no “Diário do Comércio”, edições de 09, 10 e 11 de novembro de 2011, nas páginas 19, 18 e 17, respectivamente. Ordem do Dia: (i) Aprovar a homologação do aumento do capital social da Companhia e (ii) aprovar a alteração do Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia, de forma a refletir o aumento do capital social. Deliberações: por unanimidade, observadas as restrições legais ao exercício do direito de voto e sem qualquer reserva, ressalva, oposição ou protesto dos presentes, foram tomadas as seguintes deliberações: (i) aprovada a homologação do aumento do capital social da Companhia, nos termos da deliberação aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 15 de setembro de 2011, no valor de R$ 41.000.150,84 (quarenta e um milhões, cento e cinquenta mil e oitenta e quatro centavos), mediante a emissão de 433.268 (quatrocentas e trinta e três mil, duzentas e sessenta e oito) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, ao preço unitário de emissão de R$ 94,63 (noventa e quatro reais e sessenta e três centavos) por ação, fixado com base no valor do patrimônio líquido da ação, nos termos do art. 170, § 1º, inciso II, da Lei nº 6.404/76. Em vista da renúncia ao direito de preferência na subscrição de referidas novas ações pelos outros acionistas, dada a ausência de manifestação de qualquer outro acionista no prazo para o exercício do respectivo direito de preferência, a acionista Companhia Siderúrgica Nacional, neste ato, subscreve e integraliza as 433.268 (quatrocentas e trinta e três mil, duzentas e sessenta e oito) ações, mediante (i) a capitalização de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFAC) no valor global de R$ 41.000.000,00 (quarenta e um milhões de reais) que a acionista detém na Companhia, e (ii) o pagamento em dinheiro, do valor de R$ 150,84 (cento e cinquenta reais e oitenta e quatro centavos), conforme Boletim de Subscrição anexo a esta ata. (ii) Em decorrência da deliberação acima, o capital social da Companhia passa de R$ 644.408.741,80 (seiscentos e quarenta e quatro milhões, quatrocentos e oito mil, setecentos e quarenta e um reais e oitenta centavos) para R$ 685.408.892,64 (seiscentos e oitenta e cinco milhões, quatrocentos e oito mil, oitocentos e noventa e dois reais e sessenta e quatro centavos), passando o Artigo 5º do Estatuto Social da Companhia a viger com a seguinte redação: “Art. 5º - O capital social da Companhia, totalmente subscrito e integralizado, é de R$ 685.408.892,64 (seiscentos e oitenta e cinco milhões, quatrocentos e oito mil, oitocentos e noventa e dois reais e sessenta e quatro centavos), divididos em 3.877.929 (três milhões, oitocentos e setenta e sete mil, novecentos e vinte e nove) ações ordinárias nominativas e sem valor nominal.” (iii) Nada mais havendo a ser tratado, suspenderam-se os trabalhos pelo tempo necessário à lavratura desta Ata. Reaberta a sessão, foi esta lida, achada conforme e assinada pelo Presidente da mesa, pela Secretária e por todos os acionistas presentes. Anexos: Boletim de Subscrição. Documentos: ficaram arquivados na sede da companhia: 1. publicações das convocações de acionistas; 2. procurações e documentos comprobatórios dos representantes dos acionistas. Assinaturas: José Taragano, Presidente; Roberta Mayra Lopes, Secretária. ACIONISTAS: Companhia Siderúrgica Nacional (representada por Enéas Garcia Diniz), Enéas Garcia Diniz e José Taragano. A presente ata, redigida sob a forma de sumário, conforme faculta o art. 130, § 1º, da Lei nº 6.404/76, é cópia fiel daquela lançada no Livro de Atas de Assembleias Gerais da Companhia, ficando autorizada a sua publicação. São Paulo, 18 de novembro de 2011. Roberta Mayra Lopes - Secretária. Arquivado na Junta Comercial do Estado de São Paulo sob o nº 504.384/11-9 em 19/12/2011, Secretária Geral: Kátia Regina Bueno de Godoy.

ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF Seleção de Fornecedores - Modalidade Coleta de Preços nº 008/2012 A ASSOCIAÇÃO SAÚDE DA FAMÍLIA - ASF comunica às empresas interessadas que se acha aberta a Seleção de Fornecedores OBJETIVANDO CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE EXECUÇÃO DE OBRAS CIVIS PARA REFORMA E ADEQUAÇÃO DO IMÓVEL SITUADO À RUA FAUSTOLO, 1633 - LAPA - SÃO PAULO - SP, INCLUINDO O FORNECIMENTO DE INSUMOS MATERIAIS, MÃO DE OBRA E EQUIPAMENTOS. Informações e Edital: Sítio: www.saudedafamilia.org e Associação Saúde da Família - Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65, (11) 3154-7050. Esclarecimentos: endereço eletrônico nmarussi@saudedafamilia.org. Entrega de documentos, material e abertura de envelopes dia 05/03/2012, às 10h. Local da Sessão: Praça Marechal Cordeiro de Farias, 65 - Higienópolis - São Paulo/SP.

caso de empate. Parágrafo Único - Em caso de ausência ou impedimento temporário de qualquer Diretor, inclusive do Diretor-Presidente, a própria Diretoria escolherá o substituto interino dentre seus membros. Em caso de vaga, a eleição do substituto se fará de acordo com o que dispõe o Artigo 7 o, deste Estatuto. Art. 12) Para o exercício do cargo de Diretor é necessário dedicar tempo integral aos serviços da Sociedade, sendo incompatível o exercício do cargo de Diretor desta com o desempenho de outras funções ou atividades profissionais, ressalvados os casos em que a Sociedade tenha interesse. Título V - Do Conselho Fiscal. Art. 13) O Conselho Fiscal, não-permanente, compor-se-á, quando instalado, de 3 (três) a 5 (cinco) membros efetivos e de igual número de suplentes. Título VI - Das Assembleias Gerais. Art. 14) As Assembleias Gerais Ordinárias e Extraordinárias serão presididas por um Presidente e um Secretário, escolhidos pelos acionistas presentes. Título VII - Do Exercício Social e da Distribuição de Resultados. Art. 15) O ano social coincide com o ano civil, terminando no dia 31 de dezembro. Art. 16) Serão levantados balanços em 31 de dezembro de cada ano, facultado à Diretoria determinar o levantamento de outros balanços, semestrais ou em menores períodos, inclusive mensais. Art. 17) O Lucro Líquido, como definido no Artigo 191 da Lei no 6.404, de 15.12.76, apurado em cada balanço terá, pela ordem, a seguinte destinação: I. constituição de Reserva Legal; II. constituição das Reservas previstas nos Artigos 195 e 197 da mencionada Lei n o 6.404/76, mediante proposta da Diretoria “ad referendum” da Assembleia Geral; III. pagamento de dividendos propostos pela Diretoria que, somados aos dividendos intermediários e/ou juros sobre o capital próprio de que tratam os Parágrafos Segundo e Terceiro deste Artigo, que tenham sido declarados, assegurem aos acionistas, em cada exercício, a título de dividendo mínimo obrigatório, 1% (um porcento) do respectivo lucro líquido, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nos itens I, II e III do Artigo 202 da referida Lei n o 6.404/76. Parágrafo Primeiro - A Diretoria fica autorizada a declarar e pagar dividendos intermediários, especialmente semestrais e mensais, à conta de Lucros Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes. Parágrafo Segundo - Poderá a Diretoria, ainda, autorizar a distribuição de lucros aos acionistas a título de juros sobre o capital próprio, nos termos da legislação específica, em substituição total ou parcial aos dividendos intermediários, cuja declaração lhe é facultada pelo parágrafo anterior ou, ainda, em adição aos mesmos. Parágrafo Terceiro - Os juros eventualmente pagos aos acionistas serão imputados, líquidos do imposto de renda na fonte, ao valor do dividendo mínimo obrigatório do exercício (1%), de acordo com o Inciso III do “caput” deste Artigo. Art. 18) O saldo do Lucro Líquido, verificado após as distribuições acima previstas, terá a destinação proposta pela Diretoria e deliberada pela Assembleia Geral, podendo ser destinado 100% (cem porcento) à Reserva de Lucros - Estatutária, visando à manutenção de margem operacional compatível com o desenvolvimento das operações ativas da Sociedade, até atingir o limite de 95% (noventa e cinco porcento) do valor do capital social integralizado. Parágrafo Único - Na hipótese da proposta da Diretoria sobre a destinação a ser dada ao Lucro Líquido do Exercício conter previsão de distribuição de dividendos e/ou pagamento de juros sobre capital próprio em montante superior ao dividendo obrigatório estabelecido no Artigo 17, Inciso III, e/ou retenção de lucros nos termos do Artigo 196 da Lei no 6.404/76, o saldo do Lucro Líquido para fins de constituição da reserva mencionada neste Artigo será determinado após a dedução integral dessas destinações.”. Finda a leitura dos documentos em questão, foi o projeto do Estatuto submetido à discussão e votação por parte dos subscritores, tendo sido aprovado por unanimidade. Cumpridas as formalidades legais e não havendo oposição por parte dos subscritores, declarou, o senhor Presidente, constituída a empresa denominada Barinas Holdings S.A. Em seguida, determinou que se procedesse à eleição dos membros que irão compor a Diretoria da Sociedade, com mandato até a Assembleia Geral Ordinária de 2012, tendo sido eleitos os senhores: DiretorPresidente: Luiz Carlos Trabuco Cappi, brasileiro, casado, bancário, RG 5.284.352/SSP-SP, CPF 250.319.028/68; Diretores: Laércio Albino Cezar, brasileiro, casado, bancário, RG 3.555.534/SSP-SP, CPF 064.172.724/00; Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, brasileiro, casado, bancário, RG 3.272.499/IFP-RJ, CPF 425.327.017/49; e Domingos Figueiredo de Abreu, brasileiro, casado, bancário, RG 6.438.883-9/SSP-SP, CPF 942.909.898/53, todos com domicílio na Cidade de Deus, Vila Yara, Osasco, SP, CEP 06029-900, sendo que permanecerão nas suas funções até que a Ata da Assembleia Geral Ordinária que eleger os novos membros em 2012 seja arquivada na Junta Comercial e publicada. Os Diretores eleitos, presentes à Assembleia: 1) declararam: a) sob as penas da lei, não estarem impedidos de exercer a administração de sociedade por lei especial, ou condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato, ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública, ou a propriedade; b) que abrem mão do direito ao recebimento de qualquer valor a título de remuneração, posto que já recebem honorários de outra Empresa da Organização Bradesco; 2) assinaram a presente Ata, que vale como termo de posse. Na sequência dos trabalhos: I. os acionistas fixaram o montante global anual da remuneração dos Administradores, no valor de até R$50.000,00 (cinquenta mil reais), a ser distribuída em reunião da Diretoria, conforme determina a letra “g” do Artigo 9o do Estatuto Social; II. disse o senhor Presidente que, nos termos do Parágrafo Terceiro do Artigo 289 da Lei no 6.404/76, as publicações previstas em lei serão efetuadas nos jornais “Diário Oficial do Estado de São Paulo” e “Diário do Comércio”. Estando atendidas todas as formalidades de Constituição, conforme o Artigo 87 e seus Parágrafos da Lei n o 6.404/76, o senhor Presidente colocou a palavra ao dispor de quem dela quisesse fazer uso. Como ninguém se houvesse manifestado, deu por encerrados os trabalhos, suspendendo a sessão pelo tempo necessário à lavratura da presente Ata. Reaberta a sessão, foi a Ata lida, aprovada e assinada por todos os presentes. aa) Presidente: Domingos Figueiredo de Abreu; Secretário: Antonio José da Barbara; Subscritoras: Bradesplan Participações Ltda. e União Participações Ltda., representadas por seu Diretor, senhor Domingos Figueiredo de Abreu; Diretores eleitos: Luiz Carlos Trabuco Cappi Diretor-Presidente; Laércio Albino Cezar, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo e Domingos Figueiredo de Abreu - Diretores; Advogado: Antonio Campanha Junior - OAB-SP 156.233 - RG 21.858.522-6/SSP-SP - CPF 167.477.158-45. Declaro para os devidos fins que a presente é cópia fiel da ata lavrada no livro próprio e que são autênticas, no mesmo livro, as assinaturas nele apostas. aa) Domingos Figueiredo de Abreu – Presidente da Assembleia; Antonio José da Barbara Secretário da Assembleia. Certidão - Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - Junta Comercial do Estado de São Paulo - Certifico o registro sob número 3530041904-9, em 26.1.2012. a) Kátia Regina Bueno de Godoy Secretária Geral.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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e Cosan passa a controlar ALL

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A fusão da LAN com a empresa aérea brasileira TAM pode reduzir ainda mais as tarifas na rota Chile – Brasil.

conomia

Sérgio Neves/AE

Sucroalcooleira irá deter 49% do grupo que reúne os principais acionistas da companhia

A

Cosan, gigante do setor sucroalcooleiro, fechou um acordo para a compra de 5,67% das ações da América Latina Logística (ALL), maior empresa ferroviária do País. Com a aquisição, um negócio de R$ 896,5 milhões, a Cosan passa a deter 49% do grupo que reúne os principais acionistas da companhia e se transforma na maior sócia isolada da holding. O negócio ainda dependerá de autorizações governamentais e da aceitação de outros acionistas da ALL. A expectativa das empresas é que em alguns meses o acordo seja concluído. No mercado, o anúncio da compra não foi bem recebido, pelo menos, em um primeiro momento. Os papéis da Cosan fecharam ontem em queda de 5,74% e os da ALL, em queda de 2,36%. Um dos motivos para o mau humor dos investidores foi o preço pago pelas ações da

ALL, que estaria bastante elevado. Em relação ao fechamento da bolsa no dia 17, antes do carnaval, o prêmio pago pela Cosan foi de 109%, segundo a analista-chefe da Ativa Corretora, Luciana Leocádio. Para ela, o preço justo calculado pela instituição seria de R$ 18,40 abaixo dos cerca de R$ 23 oferecidos pela Cosan. Mas o presidente da companhia, Marcos Lutz, explicou que se trata de ações vinculadas ao contrato de acionistas d a e m p re s a , q u e p e r m i t e maior influência política nos negócios estratégicos do grupo. "Se não fizéssemos questão disso, poderíamos ter comprado as ações na bolsa pela cotação do dia", disse o executivo. Das 38.980.117 ações que estão sendo negociadas, 34 milhões estão vinculadas a acordos de acionistas (que permitem aos sócios participarem conjuntamente das decisões estratégicas, por meio do con-

Os papéis do grupo Cosan na BM&FBovespa fecharam ontem em queda de 5,74% e os da América Latina Logística (ALL), em baixa de 2,36%.

selho da companhia). Segundo Lutz, a participação na ALL segue uma estratégia da Cosan de elevar sua presença na área de infraestrutura. Por meio da Rumo Logístic a , a e m p re s a j á t e m u m a parceria com a ALL para recuperar trilhos e duplicar a malha ferroviária entre Sumaré e o Porto de Santos. O projeto, de R$ 1,3 bilhão, prevê a compra de 729 vagões e 50 locomotivas. O executivo

destaca que 80% do açúcar para exportação já é transportado por ferrovia. "Queremos ter uma forte presença no setor de infraestrutura. Estamos fortalecendo nossos negócios. Temos a Rumo Logística e terminais portuários. É natural seguirmos essa linha estratégica", afirmou. Interesses – Uma dúvida que paira no mercado é se não haverá conflito de interesse com a Cosan, uma grande cliente, sendo uma dos princi-

pais acionistas da ALL. Nos últimos anos, o setor ferroviário já experimentou essa fórmula por meio da MRS, controlada por grupos como CSN, Usiminas, Vale e Gerdau. Em um dos episódios, a Arcelor Mittal entrou com processo na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para reduzir as tarifas praticadas pela MRS. Na ocasião, a agência reduziu em 30% o preço praticado pela concessionária. Na opi-

nião de especialistas, a ANTT terá de aumentar a fiscalização no setor para evitar que os interesses comprometam outros clientes. Lutz não vê problemas em ser cliente e acionista da ALL. "Acreditamos que com uma boa política de governança, os possíveis conflitos de interesses são facilmente identificáveis nos contratos comerciais. Nesses casos, a parte conflitada não vota", afirmou o executivo. (AE)

Peter Parks/AFP Photo

A Proview abriu processos contra a Apple na China e ameaça processar a empresa norteamericana.

Venda do iPad em xeque Companhia da China quer proibir venda de aparelho da Apple em Xangai

A

fabricante de computadores chinesa Proview Technology solicitou ontem que um tribunal de Xangai impeça a venda do iPad, da Apple, nessa cidade chinesa, em meio a uma prolongada batalha legal entre as companhias. A Proview Technology diz ter os direitos chineses do nome "iPad" e trava uma batalha legal para que a gigante norteamericana do setor de tecnologia pare de vender o computador tablet em Xangai, onde a Apple tem três lojas. Após uma audiência ontem, o tribunal distrital decidirá se o caso será julgado, disse um funcionário da corte. É bastante raro que uma companhia chinesa acuse

uma empresa estrangeira de violar suas marcas – o mais comum é que as estrangeiras reclamem de violações aos direitos intelectuais de propriedade na China. O caso é o mais recente na prolongada batalha entre a Apple e a endividada Proview, que tem sido bastante afetada pela crise financeira, pelo nome do iPad. A companhia chinesa registrou "iPad" como sua marca em vários países, inclusive na China, em 2000, anos antes de a Apple começar a vender seu produto. A companhia dos Estados Unidos comprou posteriormente os direitos globais para a marca, mas a Proview Technology argumenta que sua afiliada em

Taiwan não tinha o direito de vender os direitos chineses. A Apple levou no ano passado a companhia a um tribunal chinês, alegando que ela violava sua marca. Um tribunal decidiu que a companhia norteamericana não tinha provas suficientes, ainda que um tribunal de Hong Kong tivesse dado ganho de causa à Apple anteriormente. A companhia dos EUA apela nesse caso, mas a Proview, que fabrica monitores, abriu processos contra a Apple na China e ameaça processar a gigante norte-americana nos EUA e pedir US$ 2 bilhões. Um advogado da empresa chinesa, porém, afirmou que é possível haver um acordo, sem citar valores. (AE)

Scania amplia potencial de distribuição

A

fabricante sueca de caminhões Scania anunciou ontem que vai construir um centro de distribuição na cidade de Vinhedo (SP), expandindo a capacidade em 60% no País. O centro se adiciona a uma central logística na Europa que vinha atendendo concessionárias europeias e armazéns regionais de peças que fornecem para lojas no restante do mundo, informou a companhia em comunicado à imprensa. Além da construção do centro em Vinhedo, que vai assumir as funções de distribuição de peças da fábrica em São Bernardo do Campo (SP) e ocupar 16 mil metros quadrados, a Scania vai ampliar a central na Europa. O investimento total nos dois centros será 400 milhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 60 milhões). A expectativa da montadora é que o projeto seja concluído no primeiro trimestre de 2013. A criação do centro de distribuição no Brasil ocorre após a Scania abrir um centro regional em Cingapura, em 2011. (Reuters)

Lan reduz preços das passagens em rotas na América do Sul Agliberto Lima/DC

A chilena amplia a estratégia da chamada viagem de baixo custo

A

companhia aérea chilena LAN Airlines anunciou ontem a redução nos valores das passagens para rotas na América do Sul em até 40%. Em uma tentativa de tornar as viagens aéreas um meio mais comum de transporte e aumentar sua presença na região, a companhia divulgou reduções permanentes nos preços das viagens para Argentina, Brasil, Equador e Peru. Há muitos anos a LAN tem utilizado a chamada viagem de baixo custo nos seus voos domésticos no Chile, o que colaborou para um aumento no tráfego de passageiros. Agora, a companhia expande essa es-

tratégia para outros países da região. "É uma excelente oportunidade para impulsionar o turismo na América do Sul", afirmou em comunicado Nicolas Goldstein, gerente-regional da LAN. Em uma entrevista separada para um jornal local, Goldstein disse que a fusão com a empresa aérea brasileira TAM, que deve ser concretizada no começo do segundo trimestre deste ano, pode reduzir ainda mais as tarifas dos voos na rota Chile – Brasil. Com a fusão, a nova companhia, LATAM Airlines, deve se tornar a maior na região e uma das dez maiores do mundo, em termos de receita. (AE)

DC 23/02/2012  

Diário do Comércio

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