Depois da ciclovia, a ciclorrota.
Os fanáticos passageiros da 'busologia'
Prioridade à 'magrela' na zona sul. Pág. 10
Sabem e colecionam tudo sobre ônibus. Pág. 11
Newton Santos/Hype
Agliberto Lima/DC
IMPOSTÔMETRO R$ 800 bilhões amanhã, 31 dias mais cedo. Velocidade com que o dinheiro entra nos cofres públicos só tem aumentado. Pág. 15
TRIIIIIM!!! R$ 4 MILHÕES POR HORA. AS GARRAS DO LEÃO NA TELEFONIA. Dados da Associação Brasileira de Telecomunicações mostram quanto os brasileiros recolheram por hora em impostos sobre conta de telefone fixo e de celular, durante 2010. Pág. 15
Copom manda mais 0,25 e juro chega a 12,5% ao ano
Tributo fora do figurino
É a quinta alta seguida, justificada pelos "riscos de inflação". Para Rogério Amato, presidente da ACSP, a Selic "já está muito elevada e seu impacto vem se fazendo sentir mais na produção do que no consumo". Pág. 13
Brasileiro gasta mais com imposto que com roupa. Pág. 15 Jornal do empreendedor
Ano 87 - Nº 23.419
Conclusão: 23h35
www.dcomercio.com.br
R$ 1,40
São Paulo, quinta-feira, 21 de julho de 2011 Bruno Poletti/AE
Transportes: outras três demissões. E ainda vem mais. Com as exonerações de ontem, total chega a 15 – e mais dois nomes serão desligados. Para o ministro Passos, as baixas não se devem às denúncias de corrupção. O TCU aponta superfaturamento de R$ 78 milhões em obras do Dnit. Págs. 5 e 6
ESTA CENA JÁ É DA COPA DE 2014
João Carlos Mazella/AE
Kassab assinou isenção. Depois, Alckmin disse que bancará mais 20 mil lugares no Itaquerão. Sanchez tinha mesmo de chorar... Pág. 8
O socorro mais rápido do Velho Continente Nicolas Sarkozy (França) e Angela Merkel (Alemanha) buscam saída para a Grécia. Pág. 20. Editorial. Pág. 3
HOJE Muitas nuvens. Pode garoar à noite. Máxima 27º C. Mínima 17º C.
AMANHÃ
ISSN 1679-2688
9 771679 268008
23419
Joerg Carstensen/EFE
Chuvoso durante o dia e à noite. Máxima 20º C. Mínima 14º C.
Dobra multa a quem desrespeita consumidor A mínima passou a R$ 400 e a máxima, a R$ 6 milhões. Pág. 15
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
A questão em jogo é saber se é possível conciliar a política com as necessidades econômicas e em que dimensão. José Márcio Mendonça
pinião
Newton Santos/Digna Imagem
LUIZ OLIVEIRA RIOS
Por que ter uma visão holística O profundo conhecimento de uma parte, sem a visão do todo, é muito perigoso. Isso porque todo conhecimento estanque é, por si mesmo, um conhecimento já morto.
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O dilema do governo é como resolver a questão inflacionária sem afetar o poder de compra – e os votos – da população.
PRESSÕES COLATERAIS
S
aiu ontem mais um boletim de conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão ligado àquela secretaria-ministério, que ficou conhecida como Sealopra, quando foi comandada pelo economista Roberto Mangabeira Unger e hoje abriga Wellington Moreira Franco, do PMDB, da cota do vice Michel Temer. Por uma coincidência, que não é mera coincidência coisa nenhuma, saiu no mesmo dia, na mesma quarta-feira em que o Banco Central decidiu promover mais um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros – e prepara sua ata em que indicará para o mercado financeiro se chegou ao limite de alta neste ano ou se vai puxar a Selic um pouco mais para cima até dezembro. O IPEA, que foi ligado a vários ministérios, a maior parte do tempo ao Planejamento , e que hoje está numa secretaria da Presidência da República, nasceu no regime militar como um centro de estudos independentes. E, por incrível que pareça, mesmo nos tempos mais agudos dos generais, manteve autonomia nos seus trabalhos. Empregou muitos críticos da política econômica do regime militar, que deram dores de cabeça aos ministros de então e que depois ocuparam postos de relevo nos governos da redemocratização. Para ficarmos somente com um deles, foi o caso do exministro da Fazenda nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso, Pedro Malan.
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA De uns tempos de Lula para cá, o IPEA, por seu comando, mesmo a contragosto de parte de sua equipe, foi posto a serviço das políticas do governo. A par de seus estudos técnicos, produz também análises e projeções ao figurino oficial.
E
ssa carta de conjuntura saída ontem da prateleira – contrariando o que diz boa parte dos especialistas e a própria cautela do Banco Central, que ainda está observando no que vai dar, dados os números contraditórios que estão por aí – assegura que as medidas macroprudenciais adotadas nos últimos meses já deram certo. E que a economia brasileira já desacelera, que a in-
flação anual vai ficar entre 5% e 6% (a previsão generalizada é mais do que isso). E, que, portanto, não há necessidade de novas medidas antiinflacionárias – entenda-se: aumento de juros.
É
tudo o que a parte política do governo, o Ministério da Fazenda, e, em parte a presidente Dilma Rousseff querem esgoelar de público, mas não devem. A realidade é que Dilma quer mesmo o combate à inflação, porque sabe o valor político dos preços baixos gerando mais renda no bolso do trabalhador. Mas, ao mesmo tempo, não quer sacrificar a festa de consumo da sociedade, principalmente o da chamada no-
A presidente Dilma quer mesmo o combate à inflação. Mas, ao mesmo tempo, não quer sacrificar a festa de consumo da sociedade, principalmente o da chamada nova classe C.
va classe C (ou classe C do Lula). É isso que ela deseja, segurar a inflação sem violência. É preciso entender que a presidente ainda precisa firmar sua popularidade neste ano e preparar o terreno para as eleições do ano que vem. E isto pode ser dificultado, óbvio, no caso de uma inflação mais alta. Mas pode também sofrer tropeços com uma economia pouco aquecida.
P
or essas e outras é que o Banco Central, desde o início do ano, já desistiu de levar este ano para o centro da meta de 4,5%. Isso iria exigir muita "maldade econômica". Embora Alexandre Tombini e sua turma jurem de mãos juntas, todos os dias, os sinais são de que tal objetivo vai ficar mesmo para 2013. Outro sinal são as cambalhotas com o dólar: este não pode cair demais porque prejudica (já está prejudicando) uma parte da indústria nacional. Não pode, contudo, ser mais ajustado, porque pode bater na inflação. É este equilíbrio – que às vezes parece um salto mortal de trapezista sem rede de proteção – que Dilma e seus assessores buscam e o obsequioso IPEA garante que já está sendo atingido. A questão real em jogo é saber se é possível conciliar a política com necessidades e desafios econômicos e em que dimensão. Lula tentou em 2010 – e a inflação ainda não voltou a ficar obediente até agora. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Cláudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
iferentemente de uma visão de "raio X", ao modo de Super-Man, a holística é uma visão global sobre dado fenômeno, algo ou uma entidade. Claro que um "raio X", que foca dado ponto, destaca o que se quer ver particularizado, e por isso, em muitos casos, esse recurso é necessário. Tenho dito que dos bons professores a gente nunca esquece, pois inculcam na mente dos alunos não as respostas estereotipadas, mas a sede de aprender por meio da formulação de perguntas inteligentes, que espicaçam o cérebro para que este exercite o pensar na busca das melhores soluções. Certa vez, para explicar a importância de ter uma visão holística sobre tudo, um desses bons professores fez a seguinte pergunta: "Qual é o melhor médico cardiologista?" Nós, alunos, respondemos: é aquele que se especializa cada vez mais na sua área de atuação. E o professor: "Errado! Especializar-se é obrigação de qualquer profissional, de qualquer área. O melhor cardiologista é aquele que também entende de dor de barriga. E sabem por quê? Porque se não, ele entenderá cada vez mais do coração humano, como um órgão, mas entenderá cada vez menos de gente, do indivíduo".
ábias palavras, pois hoje em dia, parece que em todas as áreas dos saberes humanos proliferam os conhecimentos estanques, ou seja, de alta especialização em uma parte, mas com muitas "áreas cegas" em outras, perdendo-se assim a visão do todo sinérgico. Piada antiga já dizia que um especialista é alguém que conhece cada vez mais o mínimo de algo, a ponto de saber cada vez menos o máximo desse algo. É óbvio que uma especialidade profissional, em qualquer área, é sempre importante, porém os seus benefícios só serão concretizados se o seu possuidor for humilde e reconhecer que também é um aprendiz em progresso dentro da sua própria especialidade, e que nessa aprendizagem contínua há que abrir espaço para outros saberes no seu universo de atuação – daí a necessidade de se desenvolver, sim, uma visão holística. O profundo conhecimento de uma parte, sem a visão do todo, é muito perigoso. Todo conhecimento estanque é, por si mesmo, um conhecimento morto, até porque, na conjuntura complexa em que vivemos, a única certeza é a certeza das incertezas.
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E por que será que Sócrates, quatro séculos antes de Cristo, cunhou a instigante máxima: "Todo o meu saber consiste em saber que nada sei"? Talvez seja a máxima mais conhecida do sábio grego. Naquela época, já tendo sacado que algumas "verdades" não resisitiriam à prova do tempo, ele não teve medo de assumir sua ignorância afirmativa. E qual é a diferença entre "ignorância afirmativa" e as demais ignorâncias? É que na "ignorância afirmativa" as pessoas aceitam suas limitações e não hesitam em buscar ajuda. Ou, como diria o pensador e folclorista brasileiro Luiz da Câmara Cascudo: "É preciso um luzeiro para iluminar as nossas muitas inguinoranças". As demais ignorâncias são as "ignorâncias burras", em que a arrogância advinda dos títulos e dos diplomas não raro cega seu possuidor, impedindo-o de continuar na senda de aprendizagem diária e, o que é pior, amiúde gerando a impossibilidade de trabalhar em equipe – pois quem quer trabalhar ao lado de um "Dr. sabe-tudo"?. econhecer as próprias limitações, pessoais e profissionais, não deve afetar a autoestima de ninguém: muito pelo contrário, pois quem assim procede revela maturidade emocional e transmite a terceiros um sinal de confiabilidade. Agindo assim, a pessoa fará o melhor dentro dos limites máximos de seus conhecimentos e não se negará a aprender com o outro – pois cada pessoa, independentemente de sua escolaridade, é uma fonte de cultura. O inesquecível Guimarães Rosa já dizia: "Mestre, de repente, é quem aprende, e não quem ensina". Num mundo em que as mudanças acontecem em velocidade estonteante, devemos ter a humildade de reconhecer: a cada dia acordamos um pouco mais ignorantes ...
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LUIZ OLIVEIRA RIOS É PROFISSIONAL DE MARKETING E VENDAS E COLUNISTA DO DIÁRIO DO COMÉRCIO. E-MAIL: OLIVEIRA.RIOS@HOTMAIL.COM
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 21 de julho de 2011
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SERÁ PRECISO UMA REVOLUÇÃO CULTURAL PARA A GRÉCIA SE EQUILIBRAR ECONOMICAMENTE.
pinião
SAMIR KEEDI
CIDADE LIMPA: SÓ UMA FARSA
H A Alemanha quer que a Grécia se comporte como ela, que assuma seus valores. Mas são culturas muito diferentes, embora compartilhem da mesma moeda.
Podem os gregos virar alemães?
K
aterina Sokou, 37 anos, uma jornalista que cobre finanças para o Kathimerini, um jornal diário, contou-me esta história: um grupo de alemães, membros do Parlamento Bávaro, veio a Atenas (onde me encontro) logo depois que a crise econômica explodiu aqui e se encontrou com alguns políticos, jornalistas, acadêmicos e advogados em um bar, para falar da economia grega. Sokou teve a impressão de que os alemães estavam tentando descobrir se podiam emprestar dinheiro à Grécia. Foi como um país entrevistando outro para conceder um empréstimo. "Eles não estavam aqui como turistas; nós estávamos fornecendo-lhes informações sobre quantas horas trabalhamos", lembra-se Sokou. "Parecia realmente que tínhamos de convencê-los sobre os nossos valores." A observação de Sokou me fez recordar um comentário de Dov Seidman, autor do livro How ("Como", em português) e diretor-executivo da LRN, que ajuda as empresas a construírem culturas empresariais éticas. A globalização de mercados e de pessoas se intensificou para um novo grau nos últimos cinco anos, com o surgimento das redes sociais, do Skype, dos derivativos, da conectividade rápida e sem fio, dos smartphones baratos e da computação em nuvem. "Quando o mundo está tão ligado assim", argumentou Seidman, “os valores e os comportamentos de todas as pessoas importam mais do que nunca, porque eles têm impacto nas pessoas mais do que nunca. (...) Passamos de conectados para interconectados, para eticamente interdependentes". Quando fica mais difícil se proteger contra o comportamento irresponsável de outro cara, completa Seidman,
THOMAS L. FRIEDMAN tanto ele quanto você se comportam com mais responsabilidade – ou os dois vão sofrer as consequências, tenha você feito algo errado ou não. Isso é duplamente verdade quando dois países diferentes compartilham a mesma moeda, mas não o mesmo governo.
E
ssa é a razão pela qual essa história não é sobre taxas de juros. É sobre valores. Os alemães agora estão dizendo aos gregos: "Vamos lhes emprestar dinheiro, contanto que vocês se comportem como alemães na maneira como vocês poupam, quantas horas trabalham, quantos dias duram suas férias e como pagam os seus impostos sistematicamente". Infelizmente, porém, esses dois países são muito diferentes culturalmente. Eles lembram um casal sobre o qual se pergunta, depois do divórcio: "Como os dois chegaram a pensar que podiam se casar?" A Alemanha é o epítome de um país que enriqueceu fabricando coisas. A Grécia, lamentavelmente, após ter entrado na União Europeia. em 1981, tornou-se na verdade apenas outro petropaís do Oriente Médio – só que em vez de poços de petróleo, ela tem Bruxelas, que constantemente bombeia subsídios, ajuda e euros com taxas de juros baixos para Atenas. Recursos naturais criam corrupção, com grupos competindo para controlar a torneira. É exatamente isso o que ocorreu na Grécia quando
ela teve acesso a gigantescos empréstimos de euro e subsídios. O empreendedorismo natural dos gregos foi canalizado para a direção errada – numa competição por fundos e contratos governamentais. Sem dúvida, não foi tudo desperdiçado. A Grécia teve uma verdadeira onda de modernização nos anos 1990. Mas, após 2002, ela pôs os pés para cima, achando que já tinha chegado lá, e muito "europetróleo" da União Europeia voltou a financiar um sistema patrimonial corrupto, com o qual os políticos loteiam empregos públicos e projetos para as cidades em troca de votos. Isso reforçou um Estado do bem-estar social gigantesco, em que jovens sonhavam com um emprego público tranquilo e todo mundo, de taxistas a caminhoneiros, de farmacêuticos a advogados, recebeu permissão para barrar a entrada da concorrência, o que inflava os preços artificialmente.
A
entrada na União Europeia "foi uma grande oportunidade para o desenvolvimento, e nós a perdemos", explicou Dimitris Bourantas, professor de administração na Universidade de Atenas. "Também não aproveitamos a vantagem de ter os (antigos) países socialistas em volta da Grécia. E também não aproveitamos a vantagem do crescimento da economia global. Perdemos todas elas porque o sistema político estava focado no crescimento da administração pública – não em encorajar o
empreendedorismo, a concorrência, a estratégia industrial ou as vantagens competitivas". E afirmou: "Criamos um Estado com grandes ineficiências, corrupção e uma enorme burocracia. Éramos o último país soviético na Europa". Por isso, completou, é que os gregos, quando se mudam para os EUA, usam suas habilidades e empreendedorismo de forma que os capacitam a prosperar no comércio."Mas, aqui na Grécia, o sistema encoraja simplesmente o oposto. Os investidores aqui lhe dizem que a burocracia envolvida para começar um novo negócio é esmagadora. É uma loucura: a Grécia é o único país no mundo onde os gregos não agem como gregos. O Estado de bem-estar social deles, financiado pelo petroeuro, os deixou assim."
C
om o declínio de Beirute e de Dubai, Atenas deveria ter se tornado o centro de serviços do Mediterrâneo Oriental. Em vez disso, Chipre e Istambul assumiram esse papel. A Grécia agora não deve desperdiçar esta crise. Enquanto instituía algumas reformas no ano passado, o primeiro-ministro George Papandreou me disse: "O que é mais frustrante é a resistência no sistema. Como se faz uma mudança na cultura?" Será preciso uma revolução cultural. E isso só pode ocorrer se os dois principais partidos da Grécia se unirem, apertarem as mãos e juntos forçarem uma mudança radical de cima para baixo na cultura governamental. Sem isso, a Grécia nunca será capaz de pagar seus empréstimos.
THOMAS L. FRIEDMAN É COLUNISTA DO NEW YORK TIMES E TRÊS VEZES GANHADOR DO PRÊMIO PULITZER TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
á alguns anos, na cidade de São Paulo, fomos surpreendidos com o infeliz Programa Cidade Limpa. Que imaginávamos que fosse realmente o que parecia ser, uma limpeza na cidade, com praças arrumadas e bonitas, ruas adequadas, calçadas em condições de se andar, etc. Uma cidade turística de fato e também para os seus cidadãos. E, claro, sua manutenção ad eternum. Nos enganamos uma vez mais. Como dizia um personagem da televisão: "E eu acreditei!". Só que o programa, na realidade, não era o que parecia. Percebemos que significava apenas eliminar cartazes de rua e fachadas de estabelecimentos, tornandoa mais suja ainda, até porque poucos estabelecimentos deram uma melhorada na fachada. Muitas delas foram apenas "garibadas". E sem falar na dificuldade criada para se localizar alguma loja. Imaginemos Paris, New York, Las Vegas, Tókio, com este malfadado "desprograma". É só andar pela cidade para verificar o abandono: mato alto, ruas mal ou não varridas, canteiros centrais de ruas mal cuidados. Parques e praças abandonados ou quase. Praticamente não há uma rua decente na cidade, com o piso em condições de se andar, e sem ficarmos chacoalhando dentro do carro. Pode-se ver na cidade, no meio da rua, parafusos e porcas perdidas. E não consta que a Prefeitura indenize os motoristas ou os ajude na manutenção do veículo prejudicado por ela.
ossas ruas estão esburacadas. Em alguns lugares, pode-se dizer que são buracos com alguma rua. Não há uma rua que esteja lisa, bem asfaltada. E ficamos pensando na fortuna dos IPVAs e nos impostos gerais pagos. Quase não há recapeamento de ruas e nem se pode dizer que seja bem feito. Em geral se tapa buracos – isso quando é feito. Há só uma troca de paisagem: onde havia um buraco, passa a haver uma montanha. Em qualquer buraco fechado surge uma "barriga", e os veículos sofrem um tranco ao atingilo O asfalto nunca está no mesmo nível da via pública, valendo para as estradas. Nelas, só sabemos que um buraco foi tapado se observarmos a cor do material, que é diferente. E quando se recapeia, raramente se pinta as faixas. Também não se renova a pintura gasta, destinada a dividir os fluxos. E isto é lei de trânsito, o que significa que o primeiro a descumprir as normas legais é a Prefeitura. Por que então somos multados por andar a apenas 1 km acima da velocidade permitida? Só a prefeitura pode descumprir as normas? Entendemos que isso é inconstitucional. Somos todos iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais do que outros, como diz o velho ditado. Com a falta de pintura, o que se vê é o caos. Os motoristas, pela falta da pintura, parecem considerar que a rua é só deles, que só
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existe uma faixa. E ninguém consegue ultrapassar o carro da frente , a não ser à força. É certo que é um problema nosso, dos motoristas brasileiros, com certeza dos piores do mundo. Mas a culpa principal é do poder público. Quando há faixas pintadas, os motoristas respeitam mais. É o nosso eterno problema cultural, insanável. Problema, novamente, de educação, e que perdurará por muito tempo, já que a educação, moral ou ética, está cada vez mais em baixa entre nós. O que acontece com os semáforos é medonho. Nossas autoridades parecem não saber o que é sincronização. É quase regra que, quando paramos num sinal vermelho, o da frente está verde. Basta abrir o nosso e... bingo – o da frente vira vermelho. E os semáforos seguintes lembram uma árvore de natal. Bola vermelha, bola verde, bola verde, bola vermelha, etc. í os experts querem saber por que o trânsito da cidade é tão ruim. E nós vibramos dentro do carro quando o congestionamento do fim da tarde é de "apenas" 100 quilômetros. Sugerimos à Prefeitura que nos pergunte, e lhe diremos por que o trânsito é caótico. Faremos até mais e de graça: daremos uma consultoria para solucionar nossos problemas, criados pelo poder público.
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Quando foi lançado, o programa Cidade Limpa nos fez crer que realmente teríamos praças e ruas arrumadas, uma cidade bonita. Mas nada disso aconteceu.
itar as árvores das vias públicas é supérfluo. Basta uma chuvinha merreca e pronto: árvores no chão, trânsito mais caótico, carros perdidos sob elas etc. Se quiser uma torcida no pé, para ficar em casa por uns dias vendo TV, é fácil: basta andar pelas nossas calçadas, tão esburacadas e irregulares quanto as ruas. Sobre os moradores de rua nem vamos falar, apenas é inadmissível que a mais rica e poderosa cidade do País os tenha. Cabe aqui uma perguntinha. Para que serve mesmo o poder público? Os dirigentes são eleitos ou nomeados para quê, mesmo? E os altos impostos que pagamos? Estamos tendo uma séria crise de amnésia. Precisamos de ajuda. Para que servem mesmo estas coisas?
C
Ray Croc (McDonald´s): Devemos nos disciplinar para não cairmos na tentação de fazer aquilo para o qual não estamos preparados. SAMIR KEEDI É ECONOMISTA, PROFESSOR DA ADUANEIRAS E UNIVERSITÁRIO, CONSULTOR E AUTOR DE DIVERSOS LIVROS EM COMÉRCIO EXTERIOR, REPRESENTANTE BRASILEIRO NA
CCI-PARIS PRA REVISÃO DO INCOTERMS 2010. SAMIR@ADUANEIRAS.COM.BR
DIà RIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 21 de julho de 2011
21 de Julho
N São Lourenço de Brindisi
Solução
asceu em Brindisi, na ItĂĄlia, em 1559. Ainda jovem, se tornou frade capuchinho. SĂĄbio e erudito, foi o grande pregador na luta contra os erros protestantes e embaixador do Papa Paulo V junto a prĂncipes e reis em conflito. Na Ordem, foi seu guardiĂŁo e definidor geral.
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 21 de julho de 2011
5 AFASTAMENTOS Mais três servidores perdem o cargo na área do ministério dos Transportes
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AMEAÇA E a presidente Dilma anuncia disposição de manter a "faxina"
Fábio Motta/AE
Transportes: mais 3 exonerações Eduardo Lopes, Cleilson Queiroz e Pedro Ivan Guimarães Rogedo perderam o cargo
O
governo exonerou ontem mais três servidores do setor d e Tr a n s p o r t e s . Afilhado do deputado e secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto (SP), Eduardo Lopes deixou o ministério, além de Cleilson Queiroz e Pedro Ivan Guimarães Rogedo que saíram da Valec (estatal de ferrovias). As demissões foram definidas na última segundafeira entre o ministro Paulo Sérgio Passos e a presidente Dilma Rousseff. Ao todo, já somam 15 as demissões por causa das denúncias de superfaturamento e pagamento de propina envolvendo o ministério, a Valec e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Anteontem, foram seis exonerados, sendo cinco ligados ao PR e um ao PT. As exonerações de Lopes e Rogedo foram registradas on-
tem no Diário Oficial da União como "a pedido" – expressão utilizada para informar que os servidores estão saindo por iniciativa própria e não que foram demitidos (leia mais sobre denúncias e demissões no setor na página seguinte). Reestruturação – Segundo o ministério, as demissões fazem parte do processo de reestruturação do setor, que enfrenta uma crise por conta das denúncias de corrupção há 18 dias. As acusações que provocaram a renúncia de Alfredo Nascimento vieram à tona no dia 2 de julho, quando a revista Ve ja revelou um suposto esquema de cobrança de propinas em obras federais administradas pela pasta. O diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e o diretor-presidente da Valec, José Francisco das Neves, também são citados na reportagem. Segundo a revista, o esque-
ma seria coordenado por Valdemar, e renderia ao partido até 5% do valor dos contratos firmados pela pasta e sob a gestão do Dnit e da Valec. Na ocasião, a presidente Dilma ordenou o afastamento dos dois assessores e dos dois diretores citados. Nascimento caiu no dia 6, quando reportagem do jornal O Globo revelou que o patrimônio do filho do ministro, Gustavo Morais Pereira, cresceu 86.500% em dois anos. Ao pedir demissão, ele afirmou que encaminharia à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedido de abertura de investigação e que autorizaria a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. Paulo Sérgio Passos, então secretário-executivo da pasta, assumiu o posto. Funcionários do departamento em outros estados devem ser exonerados nos próximos dias. (Agências)
Tarso defende Caron. Mas acha que ele deve sair Governador gaúcho duvida de má conduta do petista e propõe que ele ajude Dilma
O
governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), fez ontem uma defesa contundente do diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, durante entrevista à imprensa ontem na sede da Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão. "Eu conheço ele (Caron) há 30 anos e duvido que tenha cometido alguma ilegalidade por motivo doloso ou por interesse próprio", afirmou o go-
Givaldo Barbosa/AOG - 22/12/2009
vernador, que, no entanto, sugeriu que o petista deixe o cargo. "Eu digo mais: eu, se fosse ele, eu saía de lá para ajudar a presidente (Dilma Rousseff) a criar um novo ambiente." Caron está sob ameaça de perder o cargo por pressão do PR, que exige que todos os nomes colocados sob suspeita de irregularidades sejam afastados, como outros já foram. "Para evitar o denuncismo generalizado é preciso separar o que é corrupção, o que é denúncia de alguém insatisfeito e o denúncia política." (AE)
Genro: descrença.
Dilma: decisão de não contrariar a opinião pública.
Dilma sinaliza que continuará a dispensar acusados Ela demonstra que prosseguirá "faxina" e avisa: não se tornará refém de dossiês
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presidente Dilma Rousseff manterá o estilo "rigoroso" no dia a dia e a "faxina" nos ministérios, sempre que surgirem denúncias consideradas relevantes. Em meio a queixas de aliados pelas demissões de representantes do PR no setor de Transportes, ela demonstra que não vai contrariar a opinião pública e vê sintonia entre seu governo e as manifestações divulgadas na imprensa. O Planalto avalia que as queixas dos aliados à posição de Dilma, especialmente em relação às demissões, são tentativas de moldar um comportamento já conhecido. Dilma e sua equipe dizem que foi possível manter a marca da "austeridade" durante a "limpa" nos transportes, com 15 demissões. Ela continuará a dispensar envolvidos em acusações, mas já avisou que não se tornará "refém" nem da imprensa, nem de dossiês. Assessores do governo di-
zem que o momento da relação de Dilma com os aliados não causa preocupação, apesar de haver mal estar na base de sustentação do Planalto. Até mesmo a cúpula do PT está apreensiva com seu estilo duro. Na tentativa de amenizar o clima, auxiliares da presidente observam que não há divergências com o PMDB, maior partido da base. Eventuais divergências no futuro, dizem, devem ser tratadas caso a caso. No alvo – Ontem, Dilma recebeu o ministro das Cidades, Mario Negromonte, da cota do PP. A pasta está na lista de possíveis novos alvos de sua "faxina", assim como Trabalho, comandada por Carlos Lupi, do PDT, informaram assessores do governo. Em recados que chegaram nos últimos dias ao gabinete da presidente, aliados dizem que até concordam com as mudanças, mas reclamam da forma dura com que ela vem agido em relação aos representantes do PR.
Sem recuo – Nas últimas semanas, assessores do governo mais próximos de Lula fizeram pressão, nos bastidores e em público, para que Dilma recuasse da decisão de demitir Luiz Antonio Pagot, diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), apadrinhado do senador Blairo Maggi (PR-MT). Dilma manteve a demissão. Auxiliares dela avaliam que o grupo próximo a Lula acalmou o PR com a versão de que a saída de Pagot foi apenas política e de mudança administrativa. Nas próximas semanas, a presidente pretende retomar, os encontros no Alvorada com representantes de partidos aliados. A pauta de votações no Congresso terá projetos importantes e a presidente não quer passa a imagem de isolamento. Ela precisará contar com o apoio dos aliados, até mesmo nas sabatinas dos novos escolhidos para substituir os demitidos do Dnit. (AE)
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O Dnit é uma sigla maldita e a presidente Dilma Rousseff deveria extingui-lo Deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ)
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Carlos Mazella/Foto Arena/AE
O drible de Queiroz na Valec Demitido da estatal gerenciava licitações e tem empresa na construção civil
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governo, ao promover ontem mais três demissões no Ministério dos Transportes, atingiu Cleilson Gadelha Queiroz, até então gerente de licitações e contratos da Valec, estatal do setor ferroviário vinculada à pasta. Ele é sócio e administrador da FC Transportes, empresa com sede em Brasília que presta serviços a empreiteiras. Seu parceiro é Fernando de Castilho, analista de infraestrutura da Valec, que não foi exonerado. Castilho foi mantido, embora o Palácio do Planalto tenha considerado "grave" o fato de os dois empregados da estatal atuarem no setor da construção civil, apesar da situação não ser ilegal. O estatuto do servidor proíbe que funcionários da União atuem na gerência ou administração de empresas privadas. A regra não vale para empregadores públicos contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), caso de Queiroz. Tudo a ver – A FC Transportes foi criada em março de 2007, cerca de um ano e oito meses depois de Queiroz ser nomeado gerente de licitações e contratos da Valec. Castilho também já presidiu mais de uma "comissão especial de licitação", de acordo com registros no Diário Oficial da União. A Receita Federal também informa que a empresa deles trabalha com "serviços de operação e fornecimento de equipamentos de transportes e elevação de cargas e pessoas para uso em obra" e terraplanagem. Na Junta Comercial do Distrito Federal consta que a FC Transportes também tem uma filial no Tocantis, estado no qual há obras da Norte-Sul e, futuramente, haverá da Oeste-Leste, duas das principais ferrovias no Brasil. Queiroz disse que sua empresa tem caminhões basculantes, que são alugados a construtoras. Ele também garantiu que a FC não recebe dinheiro público. Como a empresa trabalha como subcon-
Tucanos querem o fim do Dnit
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s deputados federais do PSDB, Otávio Leite (RJ) e Raimundo Gomes de Matos (CE), defenderam ontem a extinção do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). Os dois tucanos avaliam que a medida é necessária, já que a autarquia é alvo contínuo de denúncias de irregularidades, como superfaturamento de obras, contratação de empresa considerada inidônea e proibida de fazer convênio com o poder público. Para os parlamentares, as demissões anunciadas pelo governo federal não são suficientes para desfazer a estrutura montada "por apadrinhados políticos que aparelham a autarquia" e promovem irregularidades. "O Dnit é hoje uma sigla maldita e a presidente Dilma Rousseff deveria extingui-lo", disse Otávio Leite, sugerindo a criação de um novo órgão, descentralizando verbas e sobre o qual a população tenha conhecimento do que acontece. "Vemos que a cada denúncia aparecem outras. É o fio de uma meada que não acaba", afirmou Leite. Para Raimundo Mato "há um câncer instalado e se não houver uma extinção total e o remanejamento dos servidores, nada haverá solução. É preciso limpar", disse. (Folhapress)
tratada de outras empreiteiras, é quase impossível rastrear no sistema federal de gastos se houve algum pagamento. Testemunhas – Apesar dos cuidados, duas pessoas afirmaram que a FC Transportes atuou em obras da Norte-Sul, empreendimento sobre o qual Queiroz deu dezenas de deci-
Estão começando a jogar coisas e fazer ilação. A Valec não tem nada a ver com a FC. São duas coisas distintas. CLEILSON QUEIROZ, DONO DA FC E DEMITIDO DA VALEC sões. Uma dessas pessoas é um funcionário da própria FC, que se identificou como Francisco. Outra pessoa que confirmou a história é a atual gerente de vendas de uma concessionária de caminhões de Gurupi (TO), da qual Queiroz disse ter adquirido os seus veículos. A gerente afirmou que a FC trabalhou na Norte-Sul, mas não soube dizer em que trecho.
De acordo com Queiroz, essa informação "não procede". Ele listou dois clientes da FC, ambas construtoras do Maranhão. Uma, a Ducol Engenharia, tem contratos com o governo estadual e com o Ministério de Minas e Energia. A lisura – O ex-gerente de licitações e contratos da Valec negou que exista conflitos de interesses entre sua atuação como empregado público e empresário do setor de obras. Segundo Queiroz, a sua empresa não disputa licitações nem faz serviços em qualquer construção que envolva recursos federais. Ele também desqualificou a informação dada pelo seu funcionários sobre a participação da FC na ferrovia Norte-Sul. "Se ele falou isso, falou erradamente. A gente nunca trabalhou para o governo". Queiroz também acusou. "Estão começando a jogar coisas e fazer ilação", afirmou. "A Valec não tem nada a ver com a FC. São duas coisas distintas", garantiu. Castilho não abriu a boca, mas a estatal informou que a versão dele era a mesma de Queiroz. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que desconhecia a FC Transportes. (Folhapress)
Passos: "Na medida em que haja necessidade de compatibilizar o ajuste da máquina para o seu bom funcionamento, eu farei"
Demissão por corrupção? Não, é só 'ajuste', diz Passos No Recife, ministro procurou descaracterizar as medidas na sua pasta
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ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse ontem que as demissões em sua pasta fazem parte de "ajustes necessários". Ele esteve, a pedido da presidente Dilma Rousseff, em Pernambuco e na Paraíba para vistoriar as áreas atingidas pelas fortes chuvas ocorridas nos últimos dias nos dois estados. Passos explicou que "assumiu o Ministério dos Transportes e, ao fazê-lo, entendo que são necessários ajustes e esses ajustes tem sido feitos", afirmou durante a sua passagem pelo Recife e após ser recebido pelo governador Eduardo Campos (PSB). "Naturalmente, na medida em que haja necessidade de compatibilizar o ajuste da máquina com aquilo que seja necessário, com aquilo que eu entenda que seja necessário para o seu funcionamento, eu farei", enfatizou. O ministro afirmou ainda que está acompanhando o andamento das atividades e o surgimento de necessidades na pasta para avaliar novas decisões. "Não posso adiantar se vai haver novos cortes no ministério", disse. "Estou me inteirando e acompanhando diariamente as atividades do ministério. O que eu posso garantir é que tomarei todas as medidas adequadas". Confiança – O ministro fez questão de ressaltar que tem autonomia para agir e que o ajustamento é "fundamental para o bom desempenho dos Transportes". Ele assegurou que tem "autonomia e a con-
fiança da presidente e enquanto tiver vou tomar as decisões que entenda que devo adotar." Apesar do discurso, Passos salientou que quando for necessário, "vou submeter qualquer tipo de assunto à sua consideração", numa referência a presidente Dilma. Indagado se na gestão do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia aumento de preços das obras no ministério, Passos respondeu que os aditivos são um procedimento normal.
Não posso adiantar se vai haver novos cortes. Estou acompanhando diariamente as atividades do ministério. PAULOS SÉRGIO PASSOS "Não há nenhuma transgressão do ponto de vista legal", observou, ao lembrar que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) tem mais de mil contratos ativos. "'É preciso entender que os aditivos foram celebrados pelo órgão executor, como um procedimento normal, dentro da legalidade, dentro do que prevê a Lei de Licitações", assegurou. "Digo isso de uma maneira geral, porque não cabe a ministro de Estado ficar examinando pagamento
a projeto, nem tampouco aprovando ou assinando aditivos", lembrou. Sobre possíveis diferenças entre os aditivos nos dois últimos governos, Passos afirmou que os aditivos não são fruto de decisões monocráticas e que não tem conhecimento de qualquer aditivo que tenha sido tratado como exceção fora do ritual normal. Obrigações listadas – Sobre os contratos de concessões, o ministro ressaltou que cabe à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fiscalizar os trabalhos. "Se, de alguma forma, obrigações listadas não estão sendo cumpridas, cabe a agência atuar no seu papel regulador, no seu papel fiscalizador, e então adotar as medidas e as sanções cabíveis e previstas", explicou. "Se eu tiver conhecimento, como ministro, de alguma coisa nesse sentido, que não está se efetivando de acordo com o que reza o contrato, seguramente, eu vou agir". Estragos – Passos sobrevoou a BR-101 e a PE-60 ao lado do governador Eduardo Campos para ver de perto as rodovias atingidas pelas enchentes em Pernambuco. As duas recebem grande fluxo de veículos diariamente e estão completamente esburacadas. A PE-60 é usada para quem segue em direção ao litoral Sul e, apesar de ser uma estrada estadual, está no cronograma do Dnit. Passos deve anunciar ainda esta semana verbas para recuperação das duas malhas. (AE)
TCU aponta superfaturamento Os valores chegam a R$ 78 milhões apenas em seis obras comandadas pelo Dnit Célio Jr/Ae - 28/4/2011
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m novo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado ontem pelo Jornal Nacional, aponta superfaturamento de mais de R$ 78 milhões em obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Ao todo, 73 obras comandadas pelo Dnit em rodovias brasileiras estão sendo fiscalizadas pelo TCU. Os técnicos do tribunal já descobriram superfaturamento nos contratos de execução de seis obras. Todas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em Alagoas, o problema está na conservação e recuperação da BR-101. No Paraná, fo-
Paulo Bernardo: "bagrinho".
ram reprovadas as obras de construção da BR -487 e do contorno rodoviário em Maringá, na BR -376. No Pará, o problema foi na pavimentação da BR- 230. Já no Rio Grande do Norte, o problema está nas obras de melhoria da BR-101.
Em Rondônia, na construção da BR-429. Bagrinho – Apesar de todas as evidências, o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, disse que só toma conhecimento das irregularidades pela imprensa. "Sou bagrinho", disse. Ele foi citado por Luiz Antonio Pagot, diretor afastado Dnit, durante audiência na Câmara Federal. Pagot afirmou que recebia ordens de Bernardo, quando ocupava o Ministério do Planejamento no governo Lula, para fazer aditivos em obras para alavancar a candidatura de Dilma Rousseff à presidência. Um dia depois, no Senado, negou ter recebido qualquer pedido.
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Onde o governo conseguiria colocar pessoas no Rio com esse valor (R$ 56 por dia)? É prejuízo, isso? Luis Carlos Alcoforado, advogado de Agnelo Queiroz
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Elza Fiúza/ABr - 27/06/2011
Ação apura superfaturamento de R$ 10 bi no DF Por decisão judicial, os bens do governador Agnelo Queiroz estão bloqueados
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ação judicial que resultou no bloqueio dos bens do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi provocada por uma investigação de superfaturamento no aluguel da Vila do Pan. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal em maio, sob o argumento de que o custo do aluguel de 1.490 apartamentos da Vila do Pan simplesmente aumentou 62% sobre o orçamento inicial, passando de R$ 15,4 milhões para R$ 25 milhões. Além de Agnelo, são réus na ação o vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio-2007 e Comitê Olímpico Brasileiro (COB), André Gustavo Richer, o ex-presidente da
62 por cento foi o aumento no aluguel de 1.490 apartamentos da Vila do Pan, segundo levantamento feito pelo MP Caixa, Jorge Eduardo Mattoso, o ex-secretário de Esporte de Alto Rendimento, André Almeida Cunha Arantes, o Comitê Organizador do Pan e a construtora Agenco.
De acordo com o procurador Édson Abdon Filho, Arantes, Richer e o Co-Rio cometeram improbidade ao se omitir na fiscalização de verbas públicas. Mattoso, assinalou Abdon, não tinha justificativa legal para permitir o pagamento de R$ 25 milhões à Pan 2007. Para o advogado de Agnelo Queiroz, Luis Carlos Alcoforado, o governador não pode ser culpado pela liberação do dinheiro, porque não participou da execução do convênio. Segundo ele, não há superfaturamento na quantia paga no aluguel. "Se o dinheiro for dividido por todos os atletas, dá R$ 56 por dia. Onde o governo conseguiria colocar pessoas no Rio de Janeiro com esse valor? É prejuízo, isso?"
Só o salário: o STJ confirmou ontem que somente o salário de Agnelo Queiroz está liberado.
Bens indisponíveis – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou ontem que devem ficar indisponíveis os bens de Agnelo Queiroz. O ministro Castro Meira analisou no início do mês um pedido da defesa do governador para que os bens que estavam indisponíveis desde junho, por determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro fossem liberados, mas ele determinou apenas a liberação dos salários.
Ação pública – A indisponibilidade dos bens foi decretada em uma ação civil pública proposta pelo Ministério Publico Federal para investigar suspeitas de improbidade administrativa no emprego de verbas públicas aplicadas para a realização dos Jogos Panamericanos de 2007. Na época, Agnelo exercia o cargo de ministro dos Esportes. Segundo o advogado do governador, a decisão da Justiça
Federal do Rio de Janeiro bloqueou bens de outros envolvidos na ação, mas não quis citar seus nomes. Ele também não informou quais bens do governador foram bloqueados. O mérito da ação será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após o recesso de julho. Nas eleições do ano passado, Agnelo declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 1,1 milhão, divididos entre contas correntes, carros e imóveis. (AE)
Lúcio Távora/A Tarde/AE
Aquele abraço: Lula volta a cumprimentar dona Canô.
No Dia do Amigo, Lula visita dona Canô Ex-presidente fez questão de incluir a ida à casa da matriarca dos Veloso em sua passagem pela Bahia
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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na tarde de ontem Dona Canô – mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia – em sua casa, na cidade de Santo Amaro da Purificação (BA). "Hoje é o Dia do Amigo e por isso eu vim visitar uma amiga", disse Lula na porta da ca-
sa, onde está colado um adesivo com a estrela do PT. Segundo o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que acompanhou o ex-presidente, "logo que Lula soube que Dona Canô estava acamada, ele quis incluir Santo Amaro em sua visita à Bahia". Dona Canô, que tem 103 anos, ficou internada durante
uma semana, no início de julho, no Hospital São Rafael, em Salvador. O motivo da internação foram problemas respiratórios e dores abdominais. Segundo Lula, o estado de saúde dela é muito bom. Crise – Lula evitou falar com a imprensa sobre a crise no Ministério dos Transportes, mas comentou o caso quando pro-
vocado sobre os sucessivos afastamentos de funcionários do governo. "As demissões podem chegar a 100, a mil, a 10 milhões. Só existe uma forma de a pessoa não ser investigada e punida: não cometer erros. Se cometer erro, será punida. Tenho certeza de que a presidente Dilma pensa como eu". (Agências)
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Após os jogos, a estrutura será retirada. Nenhum parafuso ficará com o Corinthians. Emanuel Fernandes, secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento e coordenador do Comitê Paulista.
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ITAQUERÃO: AGORA VAI! Kassab assina lei que vai conceder incentivos fiscais de até R$ 420 milhões para a construção do estádio, de 65 mil pessoas, que deve abrir a Copa de 2014 Rodrigo Coca/Foro Arena/AE
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m evento recheado de gumentar a situação. "Todo políticos e de carto- ano, são investidos R$ 30 milas, o prefeito Gilber- lhões para o evento, mas o luto Kassab confirmou cro é de R$ 100 milhões". a expectativa da torcida corin"Acredito que em algumas tiana e assinou ontem a lei que semanas será anunciado o espode conceder incentivos fis- tádio da abertura da Copa. Escais de até R$ 420 milhões para tou muito otimista", acresceno clube do Parque São Jorge tou o prefeito. construir o seu esA lei, assinada tádio para 65 mil no canteiro de pessoas na zona obras do estádio, leste de São Paulo, prevê a emissão As isenções orçado em R$ 820 de Certificados justificam o milhões. Ao recede Incentivo ao investimento ber o documento Desenvolvimenna região, oficialmente santo (CIDs) para cionado, o presiindependente- bancar até 60% do dente do Corinvalor investido, mente do jogo t h i a n s , A n d re s não podendo ulinaugural. Sanchez, chorou. trapassar o teto GILBERTO KASSAB Como já havia d e R $ 4 2 0 m ideclarado, Kaslhões. sab vetou o artigo proposto peOs certificados poderão ser la Câmara Municipal de só li- usados, por exemplo, para paberar o benefício mediante a gamento de Imposto sobre Serconfirmação da abertura da viços (ISS) e ou de Imposto PreCopa do Mundo de 2014 na ca- dial e Territorial Urbano (IPpital paulista. Brasília, Belo TU), sendo próprios ou de terHorizonte e Salvador também ceiros. Os incentivos fiscais concorrem. "As isenções justi- preveem ainda redução de ficam o investimento na re- 50% no IPTU referente ao imógião, independentemente do vel pelo prazo de dez anos, dijogo inaugural. Com a abertu- minuição de 60% no ISS e abara, a receita gerada será de R$ timento de 50% do Imposto so1,5 bilhão. Sem ela, ficará entre bre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). R$ 700 e 800 milhões". Os CIDs foram alvo de crítiEle ainda citou a F-1 no autódromo de Interlagos para ar- cas de alguns políticos, que
Fim da expectativa: acompanhando a cerimônia no local, torcedores festejam assinatura da lei de incentivos fiscais que beneficia o Corinthians
consideram um benefício a um clube. O Corinthians rebate a argumentação dizendo que "isentar do ISS os serviços de construção foi um compromis-
André Lessa/AE
Kassab assina isenção fiscal para Itaquerão; Sanchez, presidente do Corinthians, chora; e Alckmin comemora.
so assumido pelas 12 cidadessede perante a Fifa". Bola na rede – "O primeiro gol da Copa do Mundo de 2014 foi marcado hoje", ressaltou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que também estava no evento. Ele disse que o governo estadual será responsável pelas obras de mobilidade urbana em torno do estádio. "Vai ser um legado enorme em termos de transporte para a zona leste". Além do governador e do prefeito, compareceram à cerimônia o ministro do Esporte, Orlando Silva, o diretor superintendente da Odebrecht em São Paulo, Carlos Armando Paschoal, deputados estaduais e vereadores. Segundo Andres Sanchez, o valor da retirada dos dutos da
Petrobras já está incluído no preço total de R$ 820 milhões da obra da arena. Técnicos da construtora Odebrecht, porém, alegam que isso ainda não entrou na conta. Página virada – O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., afirmou que enviou, na terçafeira, documento para o presidente do COL (Comitê Organizador Local do Mundial), Ricardo Teixeira, decidir o palco da abertura da maneira mais rápida possível, antes de outubro (novo prazo), para não atrapalhar o planejamento do País. "O estádio de São Paulo é um assunto resolvido. Vamos virar a página". "São Paulo tem o maior número de hotéis, é o destino da maior parte dos voos internacionais, tem a melhor infraes-
trutura, os melhores serviços... É evidente que a maior cidade do Brasil é favorita em qualquer cenário para receber a abertura", afirmou o ministro. As outras cidades que concorrem a receber o jogo inaugural da abertura da Copa do Mundo de 2014 são Brasília, Salvador e Belo Horizonte. O ministro voltou a defender que a Fifa antecipe o anúncio do palco da abertura. "Na medida em que as quatro cidades resolveram o tema estádio, quanto antes se decidir onde será a abertura, melhor", afirmou Orlando Silva. A capital paulista foi descartada pela Fifa para receber a Copa das Confederações de 2013, competição considerada um teste para o Mundial de 2014. (Agências)
Alckmin banca a diferença: R$ 70 milhões Governo paulista anuncia que assume os 20 mil lugares necessários para a construção do Itaquerão e, assim, garantir a estreia do Mundial de 2014 em São Paulo Mister Shadow/AE
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Geraldo Alckmin: apoio estadual ao evento de abertura foi "o primeiro gol da Copa", brincou.
SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontra-se aberto no Gabinete: PREGÃO ELETRÔNICO 154/2011-SMS.G, processo 2011-0.088.536-2, destinado ao registro de preços para o FORNECIMENTO de MEDICAMENTOS ESSENCIAIS VI, para a Divisão de Suprimentos - SMS.3/Área Técnica de Medicamentos, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 11 horas do dia 15 de agosto de 2011, a cargo da 1ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAL O edital do pregão acima poderá ser consultado e/ou obtido nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou, no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO PRESENCIAL Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas, deverão ser entregues diretamente ao pregoeiro, no momento da abertura da sessão pública de pregão.
ara ter uma arena em São Paulo com capacid a d e p a r a re c e b e r a abertura da Copa do Mundo de 2014, o governador Geraldo Alckmin decidiu bancar a diferença de 20 mil lugares necessária para a primeira partida do torneio no futuro estádio em Itaquera. Isso custará cerca de R$ 70 milhões, valor que não está dentro do orçamento de R$ 820 milhões estipulado pela Odebrecht para a construção do futuro estádio. Carlos Armando Paschoal, diretor superintendente da Odebrecht, confirmou a informação em entrevista à rádio CBN. "Isso não está nos R$ 820 milhões. Não está no nosso contrato. Vai ser uma obra a ser contratada pelo governo do estado de São Paulo". O executivo explicou que o valor da obra está previsto para uma arena de 48 mil lugares, incluindo toda a estrutura de
Cristina Kirchner no Brasil
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presidente da Argentina, Cristina Kirchner, deve antecipar sua visita ao Brasil para o próximo dia 29. Inicialmente programada para 10 e 11 de agosto, a viagem deve ser remarcada a pedido da Argentina. Como na véspera a presidente Dilma Rousseff irá à posse do presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, e volta a Brasília na madrugada do dia 29, a agenda da visita de Cristina ainda não está fechada. A visita faz parte da sequência de encontros bilaterais se-
mestrais entre a presidência brasileira e seus colegas do Mercosul e da Venezuela. Alguns temas espinhosos aguardam o encontro entre as duas presidentes. Entre eles, as barreiras comerciais levantadas pela Argentina para produtos brasileiros e a consequente retaliação do Brasil. Também deve entrar na pauta o uso da triangulação de importações – quando produtos de fora do Mercosul, marcadamente os chineses, usam os parceiros da região para driblar barreiras comerciais. (AE)
camarotes e dentro do padrão Fifa para a abertura de Copa. Desde o princípio, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, bateu o pé dizendo que não pagaria a diferença para ter um estádio de abertura de Copa. O principal empecilho era a capacidade. No clube, todos entendiam que o custo de se manter um estádio maior era inviável. Assim, as pesquisas apontaram uma arena para 48 mil lugares, número que não se encaixava apropriadamente para uma abertura. A solução encontrada para ter o primeiro jogo foi convencer o governo estadual a completar a soma. "O que o estado vai fazer é dar apoio logístico ao evento de abertura da Copa e não ao estádio do Corinthians. Após a realização dos jogos, essa estrutura será retirada. Nenhum parafuso dessa estrutura provisória ficará com o Corin-
thians", explicou Emanuel Fernandes, secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento e coordenador do Comitê Paulista. Tudo resolvido – O diretor superintendente da Odebrecht em São Paulo, Carlos Armando Paschoal, anunciou ontem que o contrato para a construção o futuro estádio do Corinthians, o Itaquerão, será assinado na semana que vem. De acordo com ele, ainda faltam certos "detalhes" de ordem jurídica e formal para a homologação do negócio, mas garantiu que "os aspectos técnicos, econômicos e financeiros já estão resolvidos". Ainda segundo Paschoal, o andamento da obra está dentro do cronograma oficial e o futuro estádio ficará pronto até seis meses antes da abertura do Mundial de 2014. "Vamos fazer em 31 meses, mais ou menos", garantiu. (AE)
Enrique Marcarian/Reuters - 14/03/2011
Cristina: visita antecipada para o próximo dia 29
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nternacional
EQUADOR Juiz decreta prisão de diretores de jornal por críticas ao presidente Correa
Divulgação/Reuters
Fome volta a assombrar a Somália Crise humanitária atinge mais de 3,5 milhões de pessoas
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Organização das Nações Unidas (ONU) declarou ontem estado de fome em duas regiões da Somália por conta da estiagem que afeta mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África. A crise, que atinge as regiões de Bakool e Baixa Shabelle, ambas localizadas no sul do país, chegou ao seu pior nível em 20 anos. Segundo a ONU, são necessários US$ 300 milhões em ajuda internacional para "salvar vidas". Pelos cálculos da organiza-
Mulher com bebê no colo faz fila em acampamento em Mogadício. Segundo a ONU, a fome no país atingiu seu pior nível em 20 anos.
ção, 3,7 milhões de pessoas na Somália, o equivalente a quase metade da população, estão em risco. "Se não agirmos agora, a fome irá se espalhar para todas as oito regiões do sul da Somália em dois meses", alertou Mark Bowden, coordenador humanitário para a Somália. Segundo a ONU, fome implica ingerir menos de 2.100 calorias por dia, desnutrição em mais de 30% das crianças e duas mortes a cada 10 mil pessoas por dia. (Agências)
A melhor defesa é o ataque Fotos: Reuters
Premiê britânico nega culpa em escândalo de grampos ilegais e dispara contra a oposição
BSkyB - Cameron também não negou que tenha conversado com executivos do conglomerado de Rupert Murdoch sobre a compra que o empresário queria fazer da BSkyB, maior operadora de TV paga do país. A aquisição dependia de aprovação do governo. Ele repetiu que não teve conversas "inapropriadas" sobre o negócio, sem dar detalhes sobre as apropriadas. Soluções - O premiê tentou mostrar liderança. Ele propôs mudar a relação da imprensa com políticos e polícia, impedir a concentração da mídia (veículos impressos, mídias sociais e TV) e criar um órgão independente para regular os jornais. Trabalhistas - A oposição, claro, não saiu convencida. O líder dos trabalhistas disse que Cameron preferiu manter a lealdade a Coulson a cumprir suas obrigações como premiê. Ele afirmou também que o governo agiu deliberadamente para esconder os crimes do então secretário de Comunicações. O premiê também atacou os trabalhistas, que segundo ele teriam cortejado Murdoch. O magnata, embora tenha fechado o News of the World, ainda é dono de três jornais na Grã-Bretanha, entre eles o The Times. "Tom Baldwin ainda trabalha nos escritórios do Partido Trabalhista", disparou Cameron, referindo-se ao estrategista que foi acusado de obter ilegalmente informações financeiras em 1999, quando trabalhava como repórter do The Times. Baldwin não foi encontrado para comentar o assunto. (Agências)
Ranko Cukovic/Reuters - 20/04/93
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primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi questionado ontem por quase três horas, respondeu a perguntas de 136 parlamentares, mas não fez o que a oposição queria: pedir desculpas por ter contratado como secretário de Comunicação um ex-editor do tabloide News of the World suspeito de incentivar escutas ilegais e suborno de policiais. A sessão extraordinária do Parlamento começou às 11h30 (horário local). Todos sabiam que seria um embate entre o governo conservador e a oposição trabalhista – e a Casa lotou. Membros do Partido Conservador estavam lá para proteger seu primeiro-ministro. Aplaudiam suas intervenções e apupavam as da oposição. Já os trabalhistas tentavam colar em Cameron a imagem de alguém sem liderança, que não agiu por conflito de interesses. Vaiavam o premiê e aclamavam seu líder, Ed Miliband. Sob pressão da oposição para renunciar, Cameron disse que Andy Coulson, seu ex-portavoz e também ex-editor do tabloide, negou ter conhecimento das escutas usadas por seus repórteres. Mas afirmou que só fará um pedido de desculpas se a investigação policial provar que Coulson estava envolvido. Em tom de lamentação, Cameron disse: "Sobre a decisão de contratá-lo... foi minha decisão. É claro que me arrependo e lamento profundamente o furor que isso causou. Vendo em retrospectiva, eu não teria lhe oferecido o cargo."
Casa lotada: audiência na Câmara dos Comuns britânica foi um embate entre governo conservador e oposição trabalhista. Newton Santos/Hype - 16/05/06
Sob vaias e aplausos, David Cameron tentou mostrar liderança.
Peña Esclusa diz que as acusações do governo têm motivação política
Goran Hadzi (centro) é acusado de ter cometido crimes de guerra
LIBERTADO!
CAPTURADO!
Venezuela: líder da oposição sai da prisão.
Sérvia detém último foragido de guerra
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lejandro Peña Esclusa, um opositor do presidente Hugo Chávez preso no ano passado sob acusação de esconder explosivos em sua residência, teve a libertação ordenada pela Justiça da Venezuela por motivo de saúde, anunciou sua esposa ontem. Peña Esclusa, presidente da UnoAmérica, descobriu há três meses que padece de um câncer na próstata e ontem recebeu o benefício da liberdade condicional, disse Indira Ramírez, ao canal Globovisión. O líder opositor foi preso em julho do ano passado, acusado de esconder explosivos e armas em sua casa. Ele nega a culpa e diz que as acusações
têm motivação política. A Justiça venezuelana não comentou a soltura, mas na terçafeira a Procuradoria-Geral do país informou que o Poder Judiciário pretendia avaliar dezenas de casos nos quais réus e condenados poderiam vir a ser beneficiados por medidas humanitárias por razões de saúde. Benevolência - No sábado, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está em Cuba tratando um câncer, conclamou as autoridades judiciais a concederem benefícios a detentos com problemas de saúde. Ativistas dizem que até dez presos anti-Chávez haviam sido impedidos de terem atendimento médico. (Agências)
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Sérvia prendeu ontem o último suspeito importante de crimes de guerra da ex-Iugoslávia que ainda estava foragido, encerrando o que o presidente do país qualificou como uma página "onerosa" na história nacional, e aumentando as chances de adesão de Belgrado à União Europeia. Goran Hadzic, que foi líder dos sérvios da Croácia na época da guerra de independência desse país (1991-95), foi capturado por forças sérvias na região do Parque Nacional de Fruska Gora, cerca de 65 quilômetros da capital. Ele estava armado, mas não resistiu à prisão. Uma pintura roubada, atribuída ao artista italiano Ame-
deo Modigliani, deu às autoridades uma pista essencial para localizar Hadzic. "A solução veio com a informação de que ele pretendia vender uma pintura roubada de Modigliani, pois estava ficando sem dinheiro", disse o promotor sérvio Vladimir Vukcevic. Hadzic, de 52 anos, comandou como déspota um dos três enclaves sérvios na Croácia e é acusado de ordenar a morte de centenas de civis. A prisão de Hadzic é crucial para as ambições sérvias de adesão à UE, pois elimina a sombra de conivência de Belgrado com crimes de guerra, que afetou durante anos sua candidatura. (Agências)
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PELA CONVIVÊNCIA PACÍFICA Diariamente, Manoel Tadeu Guimarães pedala sete quilômetros entre sua casa e o trabalho. Cicatrizes pelo corpo exemplificam a tensa relação de motoristas com ciclistas.
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Quinze quilômetros de vias da zona sul da cidade amanheceram ontem com uma novidade: a criação da ciclorrota, uma aposta da Prefeitura para alivar a tensão que existe entre motoristas e ciclistas. Nessas ruas e avenidas, a velocidade máxima será de 30 km/h. Não haverá faixas exclusivas. Desenhos de bicicletas no asfalto indicarão que, nessas vias, a prioridade de circulação é das bicicletas. Ciclistas aprovam a medida, mas com algumas reservas.
Ciclorrota tenta aliviar tensão entre carros e bikes
Luís Cleber/AE - 13/06/2011
Fotos de Newton Santos/Hype
Ivan Ventura
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á faz 15 anos que o autônomo Manoel Tadeu Guimarães, de 40 anos, percorre em sua bicicleta os sete quilômetros que separam o Jardim Miriam, onde mora, e seu local de trabalho, no bairro do Brooklin. Ao longo desses anos, a convivência com os motoristas não foi fácil e custou-lhe três cicatrizes no rosto, uma no braço, além das incontáveis feridas no ego que recebe diariamente, de casa ao trabalho. "Eles não respeitam o ciclista. Todo o dia é palavrão e ofensas que nem posso falar. Buzina é direto", disse. Na tentativa de aliviar a tensa relação nas ruas entre ciclista e motorista, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pôs ontem em funcionamento da chamada ciclorrota. Em linhas gerais, essa é mais uma tentativa de promover o compartilhamento das ruas entre carro e bicicleta. Diferente das ciclofaixas, que funcionam apenas aos domingos e feriados, na ciclorrota a bicicleta vai circular em qualquer dia da semana, em qualquer horário. A ciclorrota foi montada na zona sul, mais especificamente em ruas do Jardim Cordeiro, Brooklin e Chácara Santo Antonio. O trajeto tem 15 quilômetros e liga os Parques Cordeiro, na avenida Professor Vicente Rao, e Severo Gomes, próximo a avenida Santo Amaro. A medida tomou como base o artigo 58 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e que privilegia a bike em relação à bicicleta. O trajeto (confira em www.dcomercio.com.br) é basicamente feito por ruas residenciais, evitando avenidas congestionadas. Segundo a CET, na ciclorrota a velocidade foi reduzida para 30 km/h, de modo a equilibrar a potência dos dois meios de transporte. As duas exceções são as ruas Verbo Divino e Alexandre Dumas, onde a velocidade máxima é de 40km/h. No bairro, há pelo menos 15 dias, a ciclorrota já era conhecida de alguns moradores e pessoas que trabalham na região. Alguns gostaram da novidade, mas levantaram dúvidas quanto à eficácia da medida com o passar do tempo. Um dos motivos que despertam descrença é o respeito dos motoristas ao ciclista e ao limite de velocidade. Em algumas ruas, a velocidade não diminuiu, como alega a CET, mas aumentou. Foi o caso das ruas Miranda Guerra e rua Farrapos, que ainda têm as antigas placas com a velocidade antiga de 20 km/h. "Moro na região há oito anos e ando de bicicleta nos fins de semana. Acho bacana a proposta da Prefeitura, mas só dará certo se o motorista respeitar o limite no bairro e se souber dividir o espaço com a bicicleta. Uma pessoa na bicicleta dificilmente irá superar o limite de velocidade, mas e o carro? Aqui eles andam bem acima dos 30 km/h", afirmou o advogado Alexandre Solon, de 42 anos. Eles disse que os carros e as motos são soberanos de segun-
O músico David Byrne (de branco) pedalou pelas ruas de São Paulo
Faixa e novas placas identificam uma das ruas que integram a ciclorrota na zona sul da cidade
CICLOVIA É uma via separada e muitas vezes paralela às faixas dos carros.
CICLOFAIXA É uma parte da via dedicada a ciclistas, aos domingos.
CICLORROTA Rua sem faixas exclusivas, mas com prioridade para as bikes. Desenho no asfalto é sinal que nessa via a bicicleta tem prioridade
PM cria unidade para patrulhar as duas marginais
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ma nova unidade da Polícia Militar será criada para policiar os 43 km das marginais Tietê e Pinheiros. A 3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento de Trânsito (BP-
da à sexta-feira. Nesses locais, motoristas e motoqueiros normalmente usam a ciclorrota para fugir dos congestionamento das avenidas Vicente Rao, Vereador José Diniz e outras da zona sul. Assim, segundo moradores e trabalhadores da região, quase não sobra espaço para as bicicletas durante a semana. As poucas que circulam por essas vias são as de funcionários e de vigias, que usam a "magrela" como meio de transporte. Nos fins de semana, a situação muda, com a invasão das bicicletas nos par-
Tran) será anunciada hoje. A medida foi tomada após uma onda de arrastões nas duas vias, ocorrida nos últimos meses. A criação da nova unidade da PM foi antecipada após uma tentativa de assalto na marginal Pinheiros, na semana passada, contra a jornalista Joanna de Assis, do SporTV. Haverá viaturas em 54 pontos das vias expressas por tempo indeterminado, além
ques Cordeiro e Severo Gomes. "Durante os dias de semana é difícil, pois têm os congestionamentos. Aliás, é difícil acreditar que um motorista vai dividir o espaço de uma rua com uma bicicleta", afirmou o vigia Genival da Silva Terto, de 25 anos, há seis trabalhando na região. Outra rara bicicleta que circula pela região durante a semana é a pertence a Guimarães, que gostou da proposta da Prefeitura. "Sou a favor. Polui menos e faz bem à saúde. Só espero que as pessoas nos respeitem", disse ele.
de 28 motos. Na marginal Pinheiros, onde ladrões usaram pedras para obrigar os motoristas a parar, terá viaturas por 24 horas em quatro pontos. Em outros 13 trechos, os policiais permanecerão por 12 horas. Na Tietê, a rotatividade dos policiais será maior. Ao longo do dia, eles se revezarão em 37 pontos. Cada viatura ficará em um deles por até 12 horas. (AE)
Segundo a assessoria de imprensa da CET, não há previsão de multa para o motorista que não respeitar a bicicleta na ciclorrota. Na verdade, o que existe é a multa nos casos de excesso de velocidade ou qualquer outra forma de desrespeito a legislação de trânsito. A CET informou ainda que as bicicletas podem circular em qualquer rua da cidade e não apenas nas ciclorrotas. Afinal, para isso, há permissão expressa do CTB, desde que respeitadas algumas medidas de trânsito, como circular na faixa mais à direita das vias.
Bicicleta é uma alternativa. Transporte público é solução. Lúcia Helena de Camargo onde mora, ou nas diversas
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irar as ruas 30% dos carros. Essa seria a solução para melhorar o trânsito na cidade de São Paulo, de acordo com Eduardo Vasconcelos, conselheiro da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). Para alcançar essa meta, ele sugere medidas como implantação do pedágio urbano, aumento nas taxas de estacionamento, nos preços dos combustíveis e dos automóveis. "Falamos teoricamente, porque essas medidas não são viáveis em termos políticos", considera. "Mas imaginemos que os estacionamentos na região da avenida Paulista, por exemplo, passem a cobrar uma diária de R$ 80 – parâmetro semelhante aos cobrados em Paris e Londres. Muita gente iria desistir de ir de carro até lá", disse ele ao Diário do Comércio. De qualquer forma, Vasconcelos vê com bons olhos a recém aberta ciclorrota. "Na medida em que forem abrindo essas rotas para bicicletas em mais bairros, tende a aumentar a cultura para o uso desse transporte. Talvez chegue uma hora em que alguém vá visitar um amigo e pergunte qual a ciclorrota tomar para chegar ao local", almeja ele, que foi o mais aplaudido palestrante no evento "Cidades - Bicicletas e o Futuro da Mobilidade", que aconteceu no Sesc Pinheiros na semana passada. Idealizado por David Byrne, o debate contou ainda com Marcelo Cardinale Branco, secretário de Transportes do Município de São Paulo e presidente da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) e da SPTrans; Arturo Alcorta, "Bike Repórter" da Rádio Eldorado e criador do site Escola de Bicicleta. Bicicleta é hoje o tema favorito de David Byrne, exvocalista e guitarrista da banda Talking Heads (criada em 1974 e extinta em 1991). Ele vai pedalando a todos os lugares. Seja em Nova York,
partes do mundo nas quais tem feito palestras destinadas a discutir a mobilidade urbana. Chegou ao Sesc pedalando, rodeado de cicloativistas. E durante sua apresentação afirmou: "Sim, é possível andar de bike em São Paulo". A plateia, composta em sua maioria por ciclistas que usam a bike para a locomoção diária, fez coro ao discurso do músico. Mas é preciso lembrar que ele andou de bike na cidade apenas um dia, e escoltado por dezenas de colegas em duas rodas. Não foi mencionado o recente atropelamento de um executivo na avenida Sumaré. Byrne acaba de lançar o livro "Diários de Bicicleta", no qual exibe fotos e discorre sobre lugares que percorreu a bordo de uma bike, como Buenos Aires, Nova York e Manila, nas Filipinas. Não há nenhuma cidade brasileira entre elas. O fórum de mobilidade que ele vem organizando vai passar pelo Chile, Peru, Equador, Colômbia e México. "Se na Dinamarca chegou-se à marca incrível de 50% das pessoas indo para o trabalho de bicicleta, concluo que é possível criar a cultura para que o uso desse meio de transporte cresça em todas as partes do mundo", idealiza Byrne. "Os comerciantes de lá atestam: é bom para os negócios, porque as pessoas passam mais lentamente e observam melhor as mercadorias expostas", atesta. As bicicletas, porém, parecem ser apenas uma parte da solução. "Hoje temos de 1% a 2% das pessoas se transportando sobre duas rodas. Se em dez anos conseguirmos chegar a 10% será uma vitória", calcula Eduardo Vasconcelos. "Para resolver de verdade o problema é preciso investir pesado em transporte público e parar de gastar trilhões em vias que só abrem espaço para os carros. Isso levará tempo, dinheiro e vontade política. Não há mágica," afirmou.
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11 Tenho saudade dos ônibus que eu dirigia. Ailton Amaragy Telles, ex-motorista da Cometa
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Há quem goste de aviões, carros antigos, trens e caminhões. Mas há também quem goste de ônibus. São os "busólogos", os apaixonados por ônibus e empresas. Em nome do hobby, dispensam tranquilamente o avião e não se incomodam de passar horas e horas nas estradas. A paixão pelos coletivos é traduzida em maquetes, fotografias e todo tipo de material referente aos veículos e às empresas. Na semana passada, a Viação Cometa recebeu um grupo de fãs da empresa em sua sede, na Vila Maria, zona norte.
'Busologia', uma paixão movida à diesel Fotos de Chico Ferreira/Luz
Marcus Lopes
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les não se incomodam nem um pouco em passar horas e mais horas viajando de ônibus. Enquanto grande parte da população migra para a aviação, por causa dos preços mais acessíveis das passagens, eles batem o pé e continuam pelas estradas. São os busólogos, uma categoria de aficionados por ônibus e tudo ligado a eles, como miniaturas e histórias das empresas. Não é só isso. Eles realmente amam ônibus, a ponto de colecionar fotos, maquetes e visitar garagens. Falam com desenvoltura sobre modelos, motores e categorias – convencional, executivo e leito. Nos fins de semana, trocam a praia por horas nas rodoviárias tirando fotos dos veículos. Na semana passada, um grupo deles, fãs de carteirinha da Viação Cometa, reuniu-se na sede da empresa, na Vila Maria, zona norte. Em meio a tantos ônibus, pareciam crianças em um parque de diversões, tamanha a alegria. M u se u – E a Cometa realmente é um templo para busólogos. Um centro de memória conta a trajetória de uma das mais tradicionais companhias de ônibus brasileiras. Há fotos, maquetes, fotografias e diversos documentos cuidadosamente montados em um espaço interativo, como o Museu do Futebol. Ali, as pessoas podem, podem exemplo, ouvir antigas propagandas. Mas o que leva uma pessoa a gostar tanto de ônibus? Os próprios integrantes explicam. "É uma coisa que vem da infância. Geralmente o primeiro presente dos meninos é um caminhão ou um ônibus", diz Jefferson José da Silva. Em relação à Cometa, ele lembra que, na infância, morava pertinho da garagem, na Vila Maria, e via aqueles cometões prateados, reluzentes, passando para lá e para cá. "Como os veículos eram muito bem cuidados, causavam uma excelente impressão", diz Silva, que nunca viajou de avião, pois sempre opta pelos rodoviários. Em casa, possui cerca de 50 miniaturas, entre caminhões e ônibus. "Às vezes eu até me perguntava: será que sou normal?", brinca o autônomo Gilciliano de Oliveira, de Ribeirão Preto (SP). "Através do grupo vi que sim, pois há várias pessoas com o mesmo gosto", completou. Natural do Vale do Paraíba, seu pai trabalhava na parada da Cometa na Via Dutra, em Roseira (SP). "Aqueles ônibus sempre me chamaram a atenção", diz Oliveira. Orkut – A comunidade de fãs da Cometa é bem organizada e possui comunidade no Orkut, onde trocam conhecimentos e impressões. O moderador é Wilson Miccoli, que chegou a construir uma réplica perfeita dos antigos e tradicionais flechas azuis da Cometa. Já o enfermeiro Samuel Pena Filho, de Belo Horizonte, lembra com bom humor suas peripécias por causa do hobby. Quando era menino, ia com a família para a praia na linha Belo Horizonte-Rio – "a única da Cometa que não passa pelo estado de São Paulo", ressalta o estudioso da empresa. Nas paradas para o lanche, pegava a máquina fotográfica da família e, escondido, tirava foto do ônibus. "Eu tinha de fa-
Ailton Amaragy Telles, ex-motorista: lembranças
Samuel Pena Filho: vergonha de tirar fotografias
Wilson Miccoli e sua maquete: comunidade no orkut
Gilciliano de Oliveira: ônibus chamavam sua atenção
Reprodução/DC
Desembarque dos veículos GM Coach 502 no Porto de Santos, em 1954. Importados dos Estados Unidos, estes ônibus fizeram história na Viação Cometa, onde foram apelidados de "morubixaba" – cacique ou chefe. De fato, eles eram caciques nas estradas, em especial na linha São Paulo-Rio. Havia até uma lenda que dizia que, para não se perder na neblina da estrada, era só seguir as lanternas traseiras de um Cometa. A empresa, que hoje pertence ao Grupo JCA, teve outros modelos lendários, como o Dinossauro e o Flecha Azul.
zer aquilo escondido, pois ficava com vergonha de gostar de ônibus", diz, rindo. "Era como tira a foto de um muro", completa o enfermeiro. Motorista – Conversar com os fãs de ônibus também pode ser um aprendizado da própria história do cotidiano das pessoas, décadas atrás. Durante a visita ao Centro de Memória da Viação Cometa, o motorista Ailton Amaragy Telles descobriu que faz parte da própria história da empresa. Ele trabalhou na Cometa entre 1960 e 1984, grande parte como motorista da linha São Paulo-Rio. No museu da companhia há uma foto dele, de quepe, posando em frente aos antigos "morubixabas", um modelo que fez sucesso na década de 60. Elegância – Telles conta que a viagem para o Rio demorava cerca de sete horas pela Dutra, grande parte em pista única. "A pista dupla só ia até Guarulhos e depois na Baixada Fluminense. Avião era para poucos, a turma ia mesmo de ônibus, já que os trens entravam em decadência no Brasil. Telles também conta que a elegância era marca registrada dos condutores. "Só podíamos tirar para almoçar", lembra. Olhando para a sua fotos, as lembranças de um tempo que não voltam mais são inevitáveis. "Tenho saudade dos ônibus que eu dirigia", diz. Mas não eram mais desconfortáveis, manuais e com poucos recursos? "Sim, mas era melhor. Tanta tecnologia pode dar sono aos motoristas, pois eles não precisam fazer nada", completa.
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Leon Neal/AFP
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EFE
RUMO A MECA Bússola de marfim turca do século XVI que integrará uma exposição do Museu Britânico sobre a história da peregrinação a Meca, a cidade saudita sagrada para os muçulmanos.
CORES CURVAS A designer gráfica Lavanya Naidoo, da África do Sul, está acostumada ao papel e tinta para suas obras impressas. E usa os mesmos materiais para sua arte em 3D. Conheça outras criações no site. http://bit.ly/qVsKyc
A UTOMOBILISMO
Nem sempre cabe mais um
A EROPORTOS
Adeus, Sid Mosca
Em uma "brincadeira" que atraiu a atenção dos passantes, um guia turístico de Londres tentou encher uma das tradicionais cabines telefônicas vermelhas da cidade de turistas. O número máximo de pessoas que ele conseguiu "acomodar" na Phone Box foi dez. A "performance" aconteceu ontem em Parliament Square, uma das mais movimentadas áreas do centro da capital inglesa.
M
C ELEBRIDADES
Lady Gaga acusada de plágio A pop star Lady Gaga, que levantou polêmicas quando apareceu vestida de sereia em uma cadeira de rodas no palco, foi acusada pela atriz e cantora norte-americana Bette Midler de plagiar seu número musical. "Querida Lady Gaga, se você acha que essa sereia na cadeira de rodas soa familiar, é porque é mesmo! Eu venho interpretando uma sereia na cadeira de rodas desde 1980. Fica com o vestido de carne e os peitos de fogos de E M
artifício, que a sereia já é minha", escreveu Midler no Twitter, sem obter resposta. Midler, que aparece em diversos vídeos na internet fantasiada com um traje azul de sereia interpretando New York, New York, postou ainda outros comentários mais diplomáticos no Twitter, nos quais convidou a cantora para brindarem juntas na festa do prêmio Emmy em setembro e assegurou que "as sereias fabulosas podem coexistir".
JB Neto/AE
orreu na madrugada de ontem, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Cloacyr Sidney Mosca, o Sid Mosca, artista responsável pela pintura dos capacetes de pilotos como Ayrton Senna e Emerson Fittipaldi. Mosca sofria de câncer na bexiga há dois anos. Mosca iniciou sua carreira no automobilismo como piloto, na década de 1970, mas logo se interessou mais pela pin-
tura dos carros e capacetes. Ele foi responsável pela pintura de nove capacetes campeões mundiais: Emerson Fittipaldi (1972/1974), Nelson Piquet (1981/1983/1987), Ayrton Senna (1988/1990/ 1991) e Keke Rosberg (1982). Também pintou carros de equipes como Brabham, Lotus e Jordan. Rubens Barrichello, Pedro Paulo Diniz, André Ribeiro e Raul Boesel também tiveram capacetes pintados pelo artista.
Marcelo del Pozo/Reuters
C A R T A Z
Um novo programa para fazer a revista corporal de passageiros em aeroportos norte-americanos vai eliminar as imagens de corpos nus, anunciou ontem a Administração de Segurança nos Transportes (TSA). Depois de queixas de passageiros, a TSA começou neste ano a testar em quatro aeroportos um programa para os scanners que traça um contorno genérico do corpo, destacando áreas em que seja detectada qualquer anomalia, eliminando a imagem real do passageiro. O uso dos scanners de corpo inteiro pela TSA vem aumentando desde dezembro de 2009, quando um nigeriano a bordo de um voo transatlântico teria tentado detonar uma bomba escondida em sua cueca. A bomba não explodiu por completo, mas desencadeou medidas de segurança para detectar explosivos escondidos sob roupas. As atualizações dos scanners corporais vão começar a ser usadas nos próximos meses nos 40 aeroportos que empregam os aparelhos. (Reuters) L OTERIAS
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Concurso 1159 da LOTOMANIA
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MODA MOVIMENTO - Modelo desfila um vestido flamenco durante a "Moda de Sevilla". O evento promove os estilistas de moda locais, que criam peças inspiradas nos trajes tradicionais flamencos.
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Concurso 1302 da MEGA-SENA
Mais de 15 mil assistem ao pocket show ao vivo de Chico Buarque na internet
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Mostra práCachorro exibe fotografias clicadas por Tatiana Saccomanno. Matilha Cultural. Rua Rego Freitas, 542, tel.: 3256-2636. Grátis.
EUA terá scanners mais discretos
Métodos contraceptivos hormonais aumentam chance de contágio pelo HIV
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Telescópio espacial Hubble encontra mais uma lua orbitando Plutão
TUDO INCLINADO O Japão inaugurou no fim de semana passado a montanha russa mais íngreme do mundo. Localizada no parque de diversões Fuji-Q Highland, em Tóquio, a montanha Takabisha tem vista do monte Fuji e uma subida até o ponto mais alto em ângulo de 90 graus. Após atingir o topo, vem a descida vertiginosa de mais de 40 metros em ângulo de 121 graus a uma velocidade que pode chegar aos 160 km/h. A obra de engenharia custou US$ 37 milhões.
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13 CARTÕES Lucro da American Express no segundo trimestre cresceu 31%
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INOVAÇÃO Brasil avançou 21 posições em ranking com 125 países feito na Índia
Copom leva juros básicos a 12,5% Comitê de Política Monetária do Banco Central determinou quinta alta seguida da taxa Selic – em 0,25 ponto percentual, como era esperado pelo mercado. Decisão foi unânime e sem viés.
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m meio a dúvidas sobre o comportamento da economia e dos preços, o Banco Central (BC) anunciou ontem o quinto aumento consecutivo da taxa básica de juros, a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa que serve de referência para o custo do dinheiro a empresas e consumidores de 12,25% para 12,5% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado. "Avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic para 12,50% a.a., sem viés", informou o BC. Previsão – A expectativa de economistas consultados pelo BC é de que haja pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto percentual da taxa, na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 30 e 31 de agosto. Parte dos analistas não descarta outro aumento na reunião seguinte, marcada para outubro, caso haja piora nos dados sobre inflação no Brasil e melhora no cenário interpor cento ao ano era o nacional. O aumento dos valor da Selic no juros é parte do começo do ano. Com trabalho iniciado no final de 2010 o novo aumento, ela para esfriar a ecopassou a ser a mais nomia e controlar alta desde março a inflação, que está hoje no maior níde 2009. vel em seis anos. No início do governo Dilma, os juros estavam em 10,75% ao ano. Hoje, estão no maior nível desde março de 2009. Antes de aumentar a taxa básica, o BC já havia anunciado restrições a financiamentos e retirado recursos da economia. O governo também cortou gastos do Orçamento e dobrou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos para pessoas físicas. Dados recentes mostram que a inflação caiu nos últimos três meses, mas menos que o esperado pelo mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, índice oficial que serve de referência para o BC), acumula alta de 6,71% em 12 meses, acima do teto da meta, que é de 4,5%, com dois pontos de tolerância. Crédito, produção industrial e vendas do comércio mostram desaceleração. Mas há dúvidas se o ritmo mais brando de crescimento será suficiente para segurar os preços, que devem voltar a subir com força a partir de setembro. Como o BC desistiu de trazer a inflação para os 4,5% neste ano, para não causar uma recessão, o objetivo agora é alcançar o centro da meta em 2012. As previsões do mercado e da própria instituição ainda estão em volta de 5%. Apesar do aumento, a taxa real de juros recuou de 6,86% na reunião do Copom de junho para 6,77% ao ano agora. O número considera a taxa básica descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Como as projeções de inflação subiram mais que os juros, a taxa real ficou menor. (Folhapress)
Momento é de incertezas
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decisão do Copom de elevar a Selic em 0,25 ponto percentual já era esperada pelo mercado, avaliou ontem o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato. "Mas consideramos que, tendo em vista o cenário externo de incertezas, e a trajetória recente da inflação, a taxa básica deveria ter sido mantida, mesmo que fosse com um viés de alta. A taxa Selic já está muito elevada e seu impacto vem se fazendo sentir mais na produção do que no consumo, além de contribuir para uma valorização ainda maior do real", disse.
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A taxa alta tem mais impacto na produção do que no consumo. ROGÉRIO AMATO, PRESIDENTE DA ACSP E DA FACESP
Neide Martingo
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Entidades empresariais criticam decisão presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, repudiou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que elevou a taxa básica de juros. Ele considerou que o quinto aumento consecutivo da taxa de juros irá ace-
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Não é por aí que o consumo diminui ais do que o aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, já esperado pelo mercado, o debate é sobre o método usado pelo governo para conter o consumo e evitar que o índice de inflação estabelecido para este ano não seja ultrapassado – a eficiência ou não da alta dos juros. Adianta manter o aperto monetário para evitar que as pessoas comprem, se elas continuam consumindo assim mesmo? Os analistas apontam outras saídas para que o governo mantenha a inflação no centro da meta. Uma solução seria as medidas de contenção de crédito, que poderiam ser elaboradas pelo novo Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) criado recentemente pelo governo. O pesquisador do Centro de Conjuntura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Guilherme Santos Mello, defendeu essa iniciativa. "É absolutamente natural que haja alta nas vendas: o desemprego tem caído desde 2002, há maior distribuição de renda e as classes C e D estão ganhando mais."
lerar o processo de desindustrialização nacional. "E poderemos ter perdas de postos de trabalho, agravando os sérios problemas que já enfrentamos com a competitividade brasileira", observou. O presidente da Fiesp sugeriu ainda que, em vez de elevar os juros, o governo fe-
Mello disse que é possível evitar os riscos e adotar medidas para que menos empresas se endividem em moeda estrangeira. "O comitê pode preservar a segurança do sistema de crédito. O dinheiro custa caro no Brasil e muitas organizações vão em busca de recursos lá fora. Esse é um bom negócio atualmente, com a valorização do real. Mas se houver algum problema externo, que cause a fuga de capital no Brasil, os empresários ficarão expostos à variação cambial." O pesquisador diz que a alta na taxa Selic tem pouca relevância para a população – e que, por isso, não deveria ser usada para conter o consumo. "Os empresários calculam o retorno dos investimentos pela taxa de juros. Os bancos concedem empréstimos entre si também com base no índice. Mas o consumidor nem sente a diferença, já que as taxas cobradas anualmente no cartão de crédito, por exemplo, são de mais de 100%," disse. Mello afirmou que outro problema provocado pela política do Banco Central (BC) é com
deral deveria adotar medidas que efetivamente reduzam a carga tributária, equilibrem a taxa de câmbio e melhorem a infraestrutura nacional. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), a decisão do Copom foi um "excesso de conservadorismo". A elevação, segundo a entidade, desagrada a todos os setores produtivos, uma vez que não reflete o atual mo-
Campeão mundial há um ano e meio
relação às importações: a indústria nacional está sentindo os efeitos do processo. "Não é mais possível usar câmbio e juros para conter a inflação," disse. Já o professor de economia e finanças do Ibmec-RJ, Ruy Quintans, afirmou que a única saída do governo para conter a inflação é gastar menos – e não aumentar a taxa Selic. "Esse caminho não está dando certo. A apreciação do câmbio fez com a que a indústria nacional perdesse fôlego. E no segundo semestre três categorias importantes terão aumento de salário: os petroleiros, os metalúrgicos e os bancários. A alta da taxa de juros não vai conter um gasto maior, provocado por crescimento na renda." "O controle no consumo pode ser conseguido com outros caminhos, como aumentar o compulsório dos bancos. A taxa de juros já é a mais alta do mundo – não deveria ter ainda mais aumento", avaliou, por sua vez, o professor de Finanças da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGVSP), Samy Dana.
mento econômico brasileiro. "Em termos práticos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mostraram forte desaceleração nos últimos dois meses e a componente sazonal da inflação se confirmou", disse. O valor do financiamento das pessoas físicas e das pessoas jurídicas soma hoje cerca de R$ 1,1 trilhão, segundo dados da entidade. "Cada ponto percentual de ju-
ros, portanto, custa para empresas e consumidores R$ 11 bilhões a mais ao ano", completou a Fecomercio. Já para o economista do HSBC Constantin Jancso, a mudança feita no texto do comunicado da reunião do Copom eleva a probabilidade de a autoridade monetária interromper a trajetória de aumento da taxa básica de juros porque foi suprimida a expressão "ajuste por período suficientemente prolongado". (AE)
om taxa básica de juros de 12,5% ao ano, o Brasil completa um ano e meio na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. O País está na primeira posição desde janeiro de 2010, quando ultrapassou o segundo colocado à época, a Indonésia, após a quarta manutenção consecutiva da Selic. Na segunda posição aparece a Hungria, com taxa real de 2,4% e na terceira o Chile, com 1,8%. Apesar do aumento da Selic, a taxa real de juros recuou de 6,86% na reunião do Copom de junho para 6,77% ao ano na reunião atual, com o desconto da inflação projetada para 12 meses. O ranking do "campeonato mundial" de juros é feito por Jason Vieira, analista internacional da Cruzeiro do Sul Corretora, com 40 das maiores economias do planeta. De acordo com os analistas, a alta recente nos preços das commodities influencia as projeções inflacionárias pelo mundo. "A inflação de commodities mantém um peso diferenciado em algumas projeções de inflação mundo afora, principalmente nas economias emergentes, o que alterou diversas projeções de índices de preços e, consequentemente, algumas colocações no ranking", explicou Vieira. De acordo com o levantamento, para que o Brasil deixasse a primeira colocação no ranking seria necessário um corte de cinco pontos percentuais na taxa básica de juros. Assim, o País chegaria a um juro real de 2,3%, ocupando a segunda posição, atrás da Hungria. Negativos – Enquanto o Brasil reforça sua liderança na lista, mais da metade dos países considerados no levantamento registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos 40 países analisados ficou em -0,9%. Os últimos lugares do ranking dos juros são ocupados por Venezuela (-6,1%), Hong Kong (-4,5%) e Cingapura (-4,3%). (Folhapress)
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DIÁRIO DO COMÉRCIO
COMÉRCIO
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15 Em uma conta de telefone em que o cliente gasta, por exemplo, R$ 100, o valor, em média, a ser pago em tributos é de R$ 142.
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Mais veloz, Leão abocanha R$ 800 bi. O
s usuários dos serviços de telefonia pagaram R$ 320 bilhões em impostos nos últimos 11 anos. Só em 2010, foram R$ 41,6 bilhões em tributos, que incidiram sobre o valor que o cidadão paga pelos serviços. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), em 2010 o brasileiro gastou, a cada hora, R$ 4 milhões em impostos sobre a conta de telefone fixo e móvel. O levantamento não considera os impostos que incidem sobre a atividade econômica das prestadoras. Em uma conta de telefone em que o cliente gasta, por exemplo, R$ 100, o valor, em média, a ser pago em tributos é de R$ 142. Em alguns estados brasileiros, esse montante é maior, chegando a R$ 167, dependendo da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que varia de 25% a 35%. Somados todos os encargos, a carga tributária do setor vai de 40% a 67% da receita líquida obtida com a prestação dos serviços. Do montante de tributos arrecadados no ano passado sobre os serviços de telefonia, R$ 28,3 bilhões foram de ICMS, o que corresponde a 11% do total recolhido pelos estados com o imposto. De 2000 a 2010, avançaram os tributos incidentes sobre os serviços de telefonia, de R$ 12,6 bilhões para R$ 41,6 bilhões. O percentual de tributos sobre a receita da telefonia fixa e móvel subiu 31% no período, para 42% em 2010. Estudo da GSM Association, que considerou 50 países em desenvolvimento, mostra que o Brasil está em terceiro lugar entre as maiores cargas tributárias do mundo, perdendo para a Turquia e Uganda. (RCI)
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A arrecadação tributária do País alcança a cifra com 31 dias de antecedência em relação ao ano passado. O valor é próximo do que foi arrecadado em 2006. Renato Carbonari Ibelli
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arrecadação tributária dos governos federal, estaduais e municipais vai atingir amanhã R$ 800 bilhões, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que analisa as informações passadas para o Impostômetro, painel eletrônico que indica a receita de impostos em tempo real desde o primeiro minuto do ano. Em 2010, o valor foi alcançado 31 dias mais tarde, em 22 de agosto. Os números mostram que a velocidade com a qual o dinheiro sai do bolso do contribuinte e entra nos cofres públicos só tem aumentado. Aliás, o montante que o Impostômetro vai registrar amanhã – praticamente no meio do ano – é semelhante ao volume arrecada-
do ao longo de todo 2006 (R$ 817 bilhões). Contrapartida – Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), lamentou o fato de o acréscimo na arrecadação não ter o devido direcionamento. "Em todos os meses deste ano, a arrecadação de impostos do governo federal bateu recordes, e os dados do semestre divulgados pela Receita Federal (do Brasil, RFB) mostram um crescimento real de 12,7%, com um aumento de R$ 77,068 bilhões sobre 2010. É de se lamentar que um incremento tão expressivo da arrecadação fiscal não esteja sendo utilizado para a eliminação do déficit público ou para a realização de investimentos indispensáveis", disse. Na última terça-feira, a Receita Federal divulgou a arre-
A tributação sobre o consumo onera mais a população das classes de baixa renda, que proporcionalmente às classes mais abastadas, comprometem um percentual maior dos rendimentos para consumir bens e tomar serviços. Estimase que quem recebe até dois salários-mínimos destine 54% da renda para pagamento de impostos. Já quem ganha mais de 30 salários-mínimos utiliza 29% dos rendimentos para pagar tributos. Educação – O painel do Impostômetro, que desde abril de 2005 está instalado na fachada da sede da ACSP, é um instrumento para conscientizar o cidadão em relação à tributação. Ele simula a arrecadação de impostos das três esferas de governo. Também é possível acompanhar essa evolução pela internet, no site w ww. i mp o s to m etro.org.br.
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s famílias brasileiras gastaram R$ 7,77 bilhões em impostos diretos (como Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA, Imposto sobre Serviços – ISS e Imposto de Renda – IR) entre os anos de 2002 e 2008. O valor supera os gastos com produtos essenciais, como vestuário, que foi de R$ 7,5 bilhões no período. As informações são de um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), realizado com base em dados das duas últimas Pesquisas de Orçamento Familiar (POFs). A pesquisa aponta que as famílias da classe A são as que mais gastam com o pagamento de impostos diretos, R$ 1.555,28 por mês. A distância para o gasto das famílias da classe B é grande, essas pagam em média R$ 334 por mês. Já as famílias das classes C, D e E despenderam, ao mês, R$ 103,48, R$ 41,55 e R$ 14,27, respectivamente. O vilão do sistema tributário brasileiro são os impostos indiretos, que se acumulam na cadeia produtiva e são embutidos nos preços de produtos e serviços. E a tributação sobre o consumo onera mais as classes de menor renda (leia matéria a lado). Quanto à variação dos tributos ao longo do período analisado, os estados das regiões Norte e Nordeste foram os que apresentaram o maior aumento, mas também a maior retração da carga de impostos diretos. No Maranhão houve alta de 128%, na Paraíba, 110%, e no Pará, 97%. Por outro lado, no Acre houve queda de 53%, em Tocantins, de 55%, e no Ceará, de 56%. (RCI)
Patrícia Cruz/LUZ
Em todos os meses deste ano, a arrecadação de impostos do governo federal bateu recordes. ROGÉRIO AMATO, ACSP E FACESP
Brasileiro confiante no pagamento de dívidas
número de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em julho ante o mês anterior, porém houve uma melhora na percepção em relação à capacidade de pagamento, conforme mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Enquanto o percentual das famílias que dizem ter dívidas em atraso apresentou avanço de 23,3% para 23,7% no período, a proporção das que afirmam não ter condições de pagar recuou de 8,4% no mês anterior para 8,1%. C o m p r o m i ss o – "Há uma perspectiva de que o mercado de trabalho vai continuar favorável. Como também houve uma queda do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos meses e o rendimento real das famílias aumentou, houve uma percepção de que é importante atender seus compromissos de dívidas nos próximos meses
cadação federal dos primeiros meses do ano, que chegou a R$ 465,61 – vale reforçar que a cifra não inclui o que entrou nos cofres dos governos estaduais e municipais, mas apenas no da União. O montante surpreendeu o próprio secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto. Já a projeção do IBPT – que faz a atualização do Impostômetro – é de que a arrecadação total com tributos em 2011 chegue a R$ 1,4 trilhão, aproximadamente R$ 200 bilhões a mais que em 2010. Moldado – O coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, lembrou que "o sistema tributário brasileiro está excessivamente moldado para tributar o consumo". Ele acrescentou ainda que "nos países desenvolvidos ocorre o inverso, tributa-se menos o consumo e mais a renda e o patrimônio".
Gasto com roupa é menor que com tributo
Houve uma percepção de que é importante atender seus compromissos de dívidas nos próximos meses para continuar consumindo CARLOS THADEU DE FREITAS, CNC para continuar consumindo", avaliou ontem o economistachefe da CNC, Carlos Thadeu de Freitas. Na opinião do economista, as informações de inflação e de mercado de trabalho também mostram que a inadimplência vai aumentar de forma moderada nos próximos meses. "Não há espaço para que ela aumente rapidamente, como muitos achavam", afirmou. Crédito – Ainda de acordo com a pesquisa, em julho o número de endividados caiu para
63,5%, ante 64,1% em junho. O percentual, porém, ainda é superior aos 57,7% registrados em julho do ano passado. "A queda em relação ao mês anterior é reflexo das restrições ao crédito no País", explicou a economista Marianne Lorena Hanson, da CNC. "Podemos observar, desde o início do ano, uma desaceleração na concessão de crédito. Então, é natural que o percentual de famílias endividadas lentamente vá se reduzindo. Não vai ser linear, porque o saldo de crédito ainda está muito alto", disse Marianne. O tempo médio de comprometimento com dívidas foi de 6,8 meses, sendo que 25,2% das famílias endividadas estão comprometidas até três meses e 29,4% por mais de um ano. Vilão – O cartão de crédito foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 75,9% das famílias endividadas, seguido por carnês, para 21,8% e, em terceiro lugar, o financiamento de carro, para 10,7%. (Agências)
CDC: multa mínima sobe para R$ 400.
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Ministério da Justiça confirmou ontem que o valor das multas por desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor (CDC) quase dobrou. A multa mínima passou de R$ 212,82 para R$ 400, ao passo que o valor máximo foi elevado de até R$ 3,19 milhões para até R$ 6 milhões. A alteração consta no despacho da consultoria Jurídica do Ministério da Justiça número 232, publicado no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 13. No despacho, o Ministério da Justiça lembrou que as multas não sofreram alteração desde a extinção da Unidade Fiscal de Referência (Ufir), em dezembro de 2000, que servia de base para o valor das mesmas. O documento também informou que a correção das multas passou a ter por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - Especial (IPCA-e). (Agências)
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O ministério do Planejamento aumentou de 5,7% para 5,8% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 2011.
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Fluxo cambial dispara As entradas de dólar no Brasil superaram as saídas em US$ 10,13 bilhões na primeira metade de julho Vanderlei Almeida/AFP Photo
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desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de 0,23% para 0,1%, na passagem de junho para julho, foi puxada, em parte, pela queda nos preços dos alimentos. O grupo registrou recuo de 0,39%, após uma variação de 0,11% na leitura anterior, de cordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ocorreu queda generalizada nos preços, contra um aumento em apenas poucos itens. Entre os alimentos que ficaram mais baratos, destacamse cenoura (-11,96%), tomate (-5,18%), frutas (-5,16%) e hortaliças (-4,99%) (AE)
O resultado de julho está basicamente determinado pela entrada de US$ 7,36 bilhões no último dia 11
IPC, da Fipe, sobe 0,27% Lucas Lacaz Ruiz/AE
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Índice de Preços ao Co n s u m i d o r ( I P C ) , apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou inflação de 0,27% na segunda quadrissemana do mês de julho, depois de ter apontado leve crescimento de 0,19% na primeira quadrissemana. O indicador, que mede a inflação do município de São Paulo, ficou acima da mediana das estimativas dos analistas que era de 0,25%. As previsões iam de 0,21% a 0,34%. No segundo levantamento de junho, o IPC havia registrado deflação de 0,08%. Dos sete grupos pesquisados, dois tiveram desaceleração da alta de preços em comparação com o levantamento anterior: Vestuário, que passou de uma inflação de 0,63% para uma deflação de 0,05%, e Educação, que havia apresen-
Preço do litro do etanol na cidade de São Paulo subiu 5,66%
tado elevação de 0,21% na primeira quadrissemana e agora apontou 0,2%. O preço do etanol apresentou aceleração na Capital paulista, de acordo com levantamento realizado pela Fipe por meio do IPC. Na segunda quadrissemana do mês (período de 30 dias terminado em 15 de
julho), o valor médio do combustível apresentou avanço de 5,66% nos postos da cidade de São Paulo, bem mais do que a leve alta de 0,54% observada na primeira quadrissemana do mês (período de 30 dias encerrado em 7 de julho). Safra – Na opinião do coordenador do IPC, Antonio Eval-
do Comune, o comportamento do etanol é surpreendente para esse período do ano, já que deveria ainda estar com preços mais em conta para o consumidor, em decorrência do recente início da safra da cana de açúcar. "O álcool está surpreendente. Pelo nosso histórico de anos anteriores, o preço dele deveria estar bem mais baixo", afirmou Comune. Enquanto o etanol mostra preços mais elevados que de costume, o valor da gasolina permanece em queda no levantamento da Fipe. Na segunda quadrissemana, o preço do combustível registrou recuo de 1,48%. A variação negativa constatada pela Fipe ficou, no entanto, menos expressiva que a da primeira quadrissemana do mês, quando houve declínio de 2,47%. (AE)
Projeção do PIB é mantida em 4,5% 13,36% em 2011. A taxa básica de juros (Selic) média foi revisada de 11,74% ao ano para 11,87% ao ano. Câmbio e petróleo – A previsão para a taxa de câmbio média foi mantida em R$ 1,61 por dólar. A projeção do preço médio do petróleo foi elevada de US$ 103,31 para US$ 112,52 por barril. (AE) DC
6,14% neste ano. O documento ressalta que a nova projeção para o IPCA ainda é compatível com a meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC). O ministério do Planejamento elevou a projeção da estimativa de crescimento da massa salarial nominal de 11,71% para
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para este ano é de R$ 4,109 trilhões. O ministério, no entanto, aumentou de 5,7% para 5,8% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 2011. Meta – Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a projeção foi reduzida de 7,01% para
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ministério do Planejamento, no relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre de 2011, manteve a projeção de crescimento da economia em 4,5% para 2011. De acordo com o documento, divulgado ontem, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal estimado
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IPCA-15 desacelera
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maior restrição im- ma que o BC passou a exigir, posta pelo Banco que diminuiu o nível de expoCentral (BC) para sição (cambial) do bancos. Aí, as apostas dos ban- os bancos tiveram que captar cos na valorização do real le- mais para se adequar à norvou a uma corrida pelo dólar ma", explicou o ministro da Fano dia 11 de julho que fez dis- zenda, Guido Mantega, em parar os números do fluxo sua primeira entrevista após cambial no mês. De acordo retornar das férias. "Tanto é com informações divulgadas verdade que não há alteração ontem pelo BC, as entradas de na cotação do câmbio", reformoeda estrangeira no Brasil çou o ministro. superaram as saídas em De acordo com declaração US$ 10,13 bilhões na primeira do economista da Tendências metade de julho. Consultoria Silvio Campos O resultado parcial deste Neto, ao buscar os dólares fora mês faz lembrar o desempe- e não no mercado interno, as nho do primeiro trimestre des- instituições financeiras acabate ano, quando o fluxo apre- ram evitando uma desvalorisentou saldos muito acima do zação maior do real. "A medinormal e levou o governo a da acabou não tendo a eficácia adotar uma séde elevar a derie de medidas manda por dópara conter o lares no mercaingresso de dódo doméstico", lares no Brasil, avaliou Camo que se mospos Neto. trou eficiente Juros – O dibilhões de dólares nos meses sere t o r d e p e sguintes. quisas da Asentraram na área Posição sociação Brain, financeira, vendida – O André Saccocom empréstimos, re s u l t a d o d e nato, explicou julho está basique esse moviinvestimentos e camente determento de busremessas. minado pela car fechar a poentrada de um sição vendida montante de com recursos US$ 7,36 bilhões no dia 11, sen- tomados fora do País é natural, do US$ 6,89 bilhões no seg- uma vez que o diferencial de mento financeiro, onde são re- juros entre o Brasil e o exterior gistrados empréstimos, inves- tende a favorecer muito esse timentos, remessas e outros movimento. itens que não compõem a baApesar disso, o economista lança comercial. considerou que a medida adoEsse foi o primeiro dia de vi- tada pelo governo tem impacgência da medida cambial to no sentido que a equipe ecoanunciada no dia 8, que res- nômica deseja – ou seja, contritringia a aposta dos bancos na bui para conter o processo de valorização do real (chamada valorização do real. de posição vendida) a US$ 1 biSacconato advertiu para o lhão ou o tamanho do patrimô- risco de o governo fazer medinio da instituição. das de restrição ao mercado fuOu seja, para tapar o buraco turo. De acordo com ele, medicontábil proporcionado pela das nesse sentido poderiam posição vendida, os bancos fo- prejudicar operações de proteram no mercado externo bus- ção (hedge) das empresas ou car dólares e reduzir essa expo- até mesmo promover a migrasição. "O fluxo aumentou num ção do mercado para outros dia para se ajustar a uma nor- países. (AE)
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DIà RIO DO COMÉRCIO
18 -.ECONOMIA/LEGAIS
quinta-feira, 21 de julho de 2011
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A primeira etapa do leilĂŁo do trem-bala estĂĄ prevista para ocorrer em fevereiro de 2012.
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ComĂŠrcio com saldo positivo
Lalo de Almeida/Folha Imagem
PaĂs deverĂĄ ter superĂĄvit graças ao preço em alta das commodities
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Associação de ComĂŠrcio Exterior do Brasil (AEB) revisou as estimativas de comĂŠrcio exterior para 2011, com o superĂĄvit subindo levemente de US$ 26,1 bilhĂľes para US$ 26,26 bilhĂľes. JosĂŠ Augusto de Castro, presidente da entidade, explicou que o que salvarĂĄ o superĂĄvit comercial brasileiro neste ano serĂĄ o preço em alta das commodities. As importaçþes e as exportaçþes do PaĂs neste ano devem crescer praticamente na mesma magnitude, respectivamente 20,2% e 21,1% em relação ao movimento de 2010. O cenĂĄrio nos dois setores nĂŁo poderia ser mais diferente. Enquanto as compras externas sĂŁo impulsionadas pelo dĂłlar fraco, as exportaçþes sĂŁo concentradas em commodities, que tĂŞm procura forte no mercado internacional. "Se nĂŁo houvesse esta boa demanda atual por commodities, as vendas externas brasileiras teriam um cenĂĄrio diferente", disse. O presidente da AEB alertou ainda que, neste ano, a dependĂŞncia das exportaçþes de commodities, que representam 71% do montante exportado pelo PaĂs, tornou-se cada vez mais visĂvel.
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Commodities – O executivo observou que, apesar do aumento previsto para as vendas externas brasileiras, trĂŞs commodities devem ser responsĂĄveis por 35,7% das receitas totais de exportação do PaĂs atĂŠ o final deste ano: o minĂŠrio de ferro, o complexo soja, e petrĂłleo e derivados.
Se nĂŁo houvesse esta boa demanda por commodities, as exportaçþes teriam um cenĂĄrio diferente. JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO, PRESIDENTE DA AEB No caso especĂfico do minĂŠrio, o produto deve responder por US$ 39,036 bilhĂľes da receita, ou 15,96% dos ganhos totais do PaĂs com vendas externas neste ano. Para o especialista, ĂŠ alto o risco de uma "reprimarização" da economia brasileira, que pode voltar a se posicionar no mercado internacional apenas como fornecedora de matĂŠrias-primas.
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As normas do governo tratam do direito de passagem de trens por linhas de outras concessionĂĄrias
Agência cria normas para o transporte ferroviårio Três resoluçþes da ANTT definem pontos importantes do tråfego de carga
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AgĂŞncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na edição de ontem do DiĂĄrio Oficial da UniĂŁo trĂŞs resoluçþes envolvendo as novas regras para o transporte ferroviĂĄrio de cargas no PaĂs. As resoluçþes da agĂŞncia estabelecem, por exemplo, normas para o direito de passagem nas linhas fĂŠrreas e um plano de meta de produção. Segundo a ANTT, as concessionĂĄrias ferroviĂĄrias de cargas devem, mediante pagamento, compartilhar suas redes por meio do "direito de passagem" ou "trĂĄfego mĂştuo". O direito de passagem consiste no uso, por uma concessionĂĄria, dos trilhos de outras para que seu trem alcance um destino, pagando uma espĂŠcie de "pedĂĄgio". JĂĄ o trĂĄfego mĂştuo prevĂŞ
que a concessionåria ferroviåria "anfitriã" utilize seus trens para transportar a carga da empresa que precisa usar sua malha. Negociação – As tarifas a serem pagas entre as concessionårias serão definidas em processo de negociação, mas devem ser levadas em conta parcelas do custo operacional e da remuneração de capital. Outra resolução fixa as regras para o estabelecimento de metas de produção a serem acertadas entre as concessionårias e a ANTT. Tais metas serão usadas como base para calcular a capacidade de cada malha. A mesma resolução prevê que a capacidade ociosa de cada trecho de linha serå "obrigatoriamente" disponibilizada a outras concessionårias por direito de passagem ou tråfego mútuo.
Trem-bala – A primeira etapa do leilĂŁo do trem-bala, que definirĂĄ a tecnologia e a operação do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligarĂĄ Rio de Janeiro, SĂŁo Paulo e Campinas, deve ocorrer em fevereiro de 2012, afirmou o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo. Segundo ele, o edital de licitação da primeira etapa deve entrar em consulta pĂşblica em agosto e ser publicado em outubro. Os consĂłrcios precisarĂŁo de quatro meses, a partir da publicação do edital, para concluĂrem os projetos. Ele descartou a hipĂłtese do governo conceder subsĂdio aos operadores do trem-bala, caso a demanda inicial fique aquĂŠm do esperado. "SĂł hĂĄ possibilidade de subsĂdio se o fluxo nos 40 anos de concessĂŁo for negativo", disse Figueiredo. (AgĂŞncias)
Rotas comerciais sob suspeita
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Plano B – As incertezas externas tambĂŠm geram apreensĂŁo. "No momento, estamos respondendo Ă boa demanda por commodities no cenĂĄrio internacional. Mas o problema ĂŠ que, se ocorrer algo no cenĂĄrio externo – se por exemplo a China reduzir sua demanda – nĂŁo temos um plano B." A ineficiĂŞncia das medidas adotadas pelo governo federal para conter a demanda interna, anunciadas em dezembro do ano passado, tambĂŠm influenciou as revisĂľes das estimativas da AEB. "Ainda temos forte demanda e, alĂŠm disso, aumentou a oferta de crĂŠdito no PaĂs. Isso estimula a demanda por importaçþes", comentou o especialista, ao analisar o aquecimento do mercado interno brasileiro. O dĂłlar fraco e a demanda interna forte tambĂŠm provocam redução no nĂşmero de exportadoras e avanço no de importadoras. É este o cenĂĄrio que surge segundo os dados divulgados pelo MinistĂŠrio do Desenvolvimento, IndĂşstria e ComĂŠrcio Exterior (MDIC). Os nĂşmeros, citados por Castro, nĂŁo deixam espaço para dĂşvidas: 198 empresas do PaĂs decidiram deixar de exportar entre os meses de janeiro e maio deste ano. Em contrapartida, nesse mesmo perĂodo surgiram no PaĂs 3.156 novas importadoras. "O nĂşmero de importadoras atĂŠ maio somou 31.688 empresas, mais que o dobro das exportadoras (14.631)", acrescentou o especialista. "As exportadoras brasileiras cada vez mais perdem o fĂ´lego", acrescentou o presidente da AEB. (AE)
O
governo brasileiro "estĂĄ atento" a manobras de empresas estrangeiras com o objetivo de burlar puniçþes comerciais em vigor no PaĂs, e deve abrir novas investigaçþes para apurar triangulação e uso de falsos documentos de origem de produtos nas prĂłximas semanas. A informação foi fornecida pela secretĂĄria de ComĂŠrcio Exterior, Tatiana Prazeres. O aumento de exportaçþes da Argentina das mesmas mercadorias produzidas na China – a preços mais baixos que o custo de fabricação – nĂŁo ĂŠ suficiente para demonstrar ilegalidade, disse a secre-
tĂĄria. "A primeira mensagem ĂŠ que nĂŁo basta que exista aumento de importação para que se conclua que haja triangulação. É importante que haja produção do bem naquela origem", disse a secretĂĄria de ComĂŠrcio Exterior. Segundo Tatiana, "ĂŠ normal" que empresas brasileiras busquem outros fornecedores depois que o governo encarece os artigos chineses. A opção por um paĂs do Mercosul, que nĂŁo paga tarifa na maioria dos produtos exportados ao Brasil, faria sentido segundo essa hipĂłtese. Em maio, por exemplo, o governo abriu uma investigação
pĂşblica para verificar se exportadores chineses de cobertores utilizam o Paraguai e o Uruguai para escapar da tarifa antidumping aplicada pelo governo aos artigos chineses. A secretĂĄria Tatiana afirmou que o crescimento nas compras de alguns produtos, que no caso dos alto-falantes chegou a 5.383% apenas no primeiro semestre, levanta dĂşvidas. Mas ressaltou que ainda nĂŁo hĂĄ dados suficientes para abertura de investigação porque a base de comparação ĂŠ pequena. "É difĂcil tentar identificar tendĂŞncias. Cabe ao governo ser mais ativo e combativo", disse.
Certificados – A estratĂŠgia chinesa de utilizar terceiros paĂses para evitar puniçþes comerciais pode incluir, de acordo com Tatiana, o uso de certificados falsos de origem. O documento ĂŠ um dos itens necessĂĄrios para comprovar que o produto foi realmente fabricado no paĂs mencionado na etiqueta, segundo regras da Organização Mundial do ComĂŠrcio (OMC). As investigaçþes vĂŁo alĂŠm da empresa que remete o objeto, porque, neste caso, o exportador teria de obter o papel em uma câmara de comĂŠrcio localizada fora do Brasil, antes do desembarque. (AE)
DIÁRIO DO COMÉRCIO
quinta-feira, 21 de julho de 2011
e
19 Quem está nesta feira tem que ter capacidade de entregar. Carolina Riente, gerente da Première Brasil
conomia
Feira de negócios é coisa séria O evento Première Brasil, que termina hoje em São Paulo, mostra as novidades da indústria têxtil e confirma o profissionalismo dos eventos do setor. Divulgação
Fátima Lourenço
A
empresa promotora de feiras Fagga, do grupo francês GL events, adotou o que parece ser uma novidade no processo local de comercialização dos espaços em feiras de negócios. Pela nova dinâmica, o candidato a expositor se submete à análise de um dossiê sobre a sua empresa e à possibilidade de não ser selecionado para o evento. O resultado do primeiro processo seletivo foi conhecido nesta semana, em São Paulo, durante a "Première Brasil outono-inverno 2012" , feira de negócios sobre as tendências da indústria têxtil promovida pela Fagga. A feira está sendo realizada no Transamérica Expo Center e termina hoje. O evento reúne 121 indústrias, de 19 países, fornecedoras de tecidos, fios, fibras, aviamentos e design têxtil para confeccionistas de moda. Ter fábrica própria foi uma das condições para participar da feira, mas o selection commitee, criado para analisar a documentação dos expositores, também observou questões como capacidades produtiva e criativa, qualidade de entrega, preço e balanço. A Fagga/GL events não revelou nomes, mas há quem ficou de fora. O modelo de seleção foi herdado da França. "Este é um evento internacional. O objeti-
Os expositores da Première Brasil participaram de rigoroso processo de seleção, segundo a empresa Fagga, promotora do evento.
vo é ter uma oferta ampla de produtos. Quem está aqui tem que ter capacidade de entregar", disse a gerente da Première Brasil, Carolina Riente. Equilíbrio – A análise do comitê, acrescentou ela, também considerou a necessidade de equilíbrio do número de expositores nos vários segmentos presentes. A gerente explicou que a feira de São Paulo é a
quarta versão da francesa Première Vision, evento que está há 38 anos no mercado e tem 22 edições anuais, realizadas em diferentes países para apresentar as coleções primaveraverão e outono-inverno e as tendências do ano seguinte. As empresas que já se submeteram à análise em edições do evento realizadas em outros mercados ficaram dispen-
sadas do processo. As que participam recebem estandes prontos, agrupados por segmento de atuação. "Garantimos ao expositor que o comprador passará pelo seu estande. O objetivo dele é apresentar o produto para o visitante. Ele é um patrimônio. Se não sair satisfeito, você perde a fidelidade", afirmou Carolina. A subsidiária francesa não
Ricardo Nunes compra a rede Eletro Shopping, do Nordeste.
A
Máquina de Vendas, fusão da Ricardo Eletro com Insinuante e City Lar, comprou 51% da rede pernambucana Eletro Shopping. Com isso, a varejista retoma a viceliderança em vendas de eletrodomésticos e móveis no País perdida para o Magazine Luiza e se prepara ir às compras no Sul do País. "Estamos seguindo o plano traçado de, até 2014, ter mil lojas, 30 mil funcionários e faturamento de R$ 10 bilhões. Isso prevê aquisições na região Sul, com certeza", disse ontem o presidente da Máquina de Vendas, Ricardo Nunes. O valor do negócio anunciado ontem não foi revelado.
Recursos – De acordo com Nunes, os recursos para a aquisição são provenientes do caixa da empresa e da capitalização de cerca R$ 500 milhões feita em fevereiro pelo HSBC na rede varejista para criar um braço financeiro. Com o negócio, a Máquina de Vendas terá 900 lojas, faturamento de R$ 6,5 bilhões, 24 mil funcionários e estará presente em 301 cidades espalhadas por 23 estados e o Distrito Federal. Até dezembro, a previsão é faturar R$ 7,2 bilhões. Em um ano, é a segunda vez que a empresa recorre à fusão para se fortalecer no mercado e enfrentar o avanço da Globex, que reúne Casas Bahia, Ponto Frio e Extra Eletro. (AE)
FUNDAÇÃO SABESP DE SEGURIDADE SOCIAL Aviso de Licitação Objeto: Desenvolvimento de Sistemas e Objetos na Plataforma. NET e PL/SQL, CP, Nº 009/11, tipo menor preço. Os envelopes deverão ser entregues, no dia 22/08/11, às 10h30. Edital completo através do site www.sabesprev.com.br/compras.
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FDE AVISA: Torna sem efeito a publicação do Diário do Comércio de 19-07-2011 - Suplemento: Economia - Página: 15, referente ao Pregão (Eletrônico) de Registro de Preços nº 36/00496/11/05. Torna sem efeito a publicação do Diário do Comércio de 19-07-2011 - Suplemento: Economia - Página: 15, referente ao Pregão (Eletrônico) de Registro de Preços nº 36/00499/11/05.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO PROCESSO Nº 55/11 – TOMADA DE PREÇOS Nº 06/11 Objeto: Contratação de empresa especializada para a execução de obras de engenharia no almoxarifado da Secretaria Municipal da Educação. Considerando a regularidade do procedimento, hei por bem, com base no inc. VI, do art. 43, da Lei Federal nº 8.666/93, de 21/06/1993, HOMOLOGAR e ADJUDICAR o item do objeto licitado, à empresa: Jepam Construções e Assessoria Ltda. Andradina, 20 de julho de 2011. JAMIL AKIO ONO – Prefeito
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FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00499/11/05 OBJETO: Aquisição de Material Escolar - Mochila Escolar A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Material Escolar - Mochila Escolar. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 21/07/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 03/08/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer rigorosamente o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 21/07/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
FALÊNCIA, RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
NOS TERMOS DO PROVIMENTO CSM CXC/84, INFORMAMOS QUE NO DIA 20 DE JULHO DE 2011 NÃO HOUVE PEDIDO DE FALÊNCIA NA COMARCA DA CAPITAL.
aplica a mesma dinâmica de seleção para outras feiras promovidas pela Fagga. Carolina também desconhece que a dinâmica seja utilizada por outros promotores. "Cada feira tem um perfil diferente, um método de seleção particular", comentou. Entre eles, ela mencionou a exigência de filiação à entidades do setor envolvido. Na busca pelo profissiona-
lismo, também acontece a redução de ações promocionais por parte dos expositores, "para não perder tempo com os sacoleiros", como eles dizem, se referindo aos visitantes interessados em brindes. Calçados – "Ainda há feiras que viram festa. Mas hoje, em São Paulo e nas principais capitais do Brasil, elas têm o negócio como objetivo e são um grande instrumento promocional para as empresas", disse o presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala, responsável pela realização de 13 eventos do gênero no País. Na última Francal, no final de junho, exemplificou, havia mil expositores. "Ali só entra profissional do setor, compradores e envolvidos com o universo de calçados, bolsas e acessórios", declarou Abdala. "Um expositor do Rio Grande do Sul encontra um lojista do Amazonas e pode se comparar com outros mil expositores, ver se o seu produto é condizente com o mercado, ouvir elogios e críticas do comprador. Sem profissionalismo, isso não funciona", acrescentou. Fora do Brasil, segundo Abdala, a profissionalização dos produtores de feiras já está consolidada. Aqui, eles se profissionalizaram, mas os equipamentos dos pavilhões deixam a desejar. "Não há pavilhão, em São Paulo, com praça de alimentação fixa, enfermaria, pronto-socorro e infra-estrutura de banco."
Copersucar suspende oferta pública de ações na bolsa
A
Copersucar, maior comercializadora brasileira de açúcar e etanol, anunciou ontem a suspensão de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), cuja precificação estava prevista para a terça-feira, 19. Em comunicado divulgado ao mercado, a companhia informou ter solicitado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a interrupção do prazo de análise do pedido de registro da operação por 60 dias, "em decorrência da atual conjuntura de mercado desfavorável à realização da oferta neste momento". A operação, que previa emissões primária e secundária, poderia movimentar até R$ 2,7
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS Secretaria Municipal de Saúde - Fundo Municipal de Saúde Pregão Eletrônico FMS nº 050/2011 - Processo Administrativo nº 1790/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 050/2011, tendo como objeto o registro de preços de medicamentos para uso em pacientes atendidos nas unidades de saúde do município, constantes da Relação Municipal de Medicamentos (Remume), conforme especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 02 de agosto de 2011 e o início da sessão de disputa de preços será às 10 horas do dia 02 de agosto de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 20 de julho de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA Decisão da Comissão Permanente de Licitação no Processo 05/11, Concorrência 01/11, objetivando a contratação de empresa especializada para prestação de serviços de publicidade e marketing para fins de divulgação de projetos, programas, obras, serviços, campanhas e outras ações. Comunica que, após exame da documentação apresentada pela empresa Entrelinhas Publicidade Ltda., em obediência ao disposto no item 13.13 do edital, a CPJL decidiu por unanimidade, pela sua HABILITAÇÃO. Ficam desde já franqueadas vistas aos autos do processo, abrindo-se o prazo recursal na forma da Lei. Andradina, 20 de julho de 2011 Adilson Dantas da Silva - Presidente da CPJL
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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
FDE AVISA: PREGÃO (ELETRÔNICO) DE REGISTRO DE PREÇOS Nº 36/00496/11/05 OBJETO: Aquisição de Material Escolar - Kit Escolar A FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FDE comunica às empresas interessadas que se acha aberta licitação para Aquisição de Material Escolar - Kit Escolar. As empresas interessadas poderão obter informações e verificar o Edital a partir de 21/07/2011, no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br ou, na sede da FDE, na Supervisão de Licitações, na Av. São Luís, 99 - República - CEP: 01046-001 São Paulo/SP, de segunda a sexta-feira, no horário das 08:30 às 17:00 horas, ou verificar o edital na íntegra, através da Internet no endereço: http://www.fde.sp.gov.br. A sessão pública de processamento do Pregão Eletrônico será realizada no endereço eletrônico www.bec.sp.gov.br, no dia 03/08/2011, às 09:30 horas e será conduzida pelo pregoeiro com o auxílio da equipe de apoio, designados nos autos do processo em epígrafe e indicados no sistema pela autoridade competente. Todas as propostas deverão obedecer rigorosamente o estabelecido no edital e seus anexos e serão encaminhadas, por meio eletrônico, após o registro dos interessados em participar do certame e o credenciamento de seus representantes previamente cadastrados. A data do início do prazo para envio da proposta eletrônica será de 21/07/2011, até o momento anterior ao início da sessão pública. JOSÉ BERNARDO ORTIZ Presidente
bilhões, equivalendo à maior oferta pública inicial de ações a ser realizada no ano. A faixa de preço estimada pelos coordenadores da operação – Itaú BBA (líder), Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse e Goldman Sachs – era de R$ 14,50 a R$ 18,50. A Copersucar é a terceira empresa brasileira neste mês a suspender uma oferta, depois da produtora de gás e petróleo Perenco e da Tereos Internacional, do setor de açúcar. A Copersucar, que foi uma cooperativa até 2008, tem exclusividade na comercialização dos volumes de açúcar e etanol produzidos por quase 50 unidades associadas. (Reuters)
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS Secretaria Municipal de Saúde - Fundo Municipal de Saúde Pregão Eletrônico FMS nº 052/2011 - Processo Administrativo nº 1861/2011 Faço público, de ordem do Senhor Secretário Municipal de Saúde, que se encontra aberto o Pregão Eletrônico nº 052/2011, tendo como objeto o registro dos preços de material de consumo médico hospitalar (gel hidroativo), conforme descrição, especificações e quantidades constantes nos Anexos II e V. O Edital na íntegra poderá ser obtido nos sites: www.bb.com.br e www.saocarlos.sp.gov.br, opção Licitações. O recebimento e a abertura das propostas dar-se-ão até às 8 horas do dia 03 de agosto de 2011 e o início da sessão de disputa de preços será às 9 horas e 30 minutos do dia 03 de agosto de 2011. Maiores informações pelo telefone (16) 3362-1350. São Carlos, 20 de julho de 2011. Chayana Antonio de Moura - Pregoeira
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ANDRADINA EXTRATO DE HOMOLOGAÇÃO Processo nº 062/11 – Pregão nº 30/11 Objeto: Registro de Preços para contratação futura de empresa para fornecimento de pneus, câmara de ar e protetores, em conformidade com Anexo I – Termo de Referência. Considerando a adjudicação constante da ata dos trabalhos da sessão pública de julgamento, lavrada pelo Sr. Pregoeiro, designada pela portaria nº 11.087/2011 de 04/01/2011; e a regularidade do procedimento, hei por bem, com base na lei federal nº 10520, de 17 de julho de 2002, HOMOLOGAR, os itens do objeto licitado, às empresas: Arrozeira Santa Lucia Ltda. (itens ganhos: 09, 11, 12, 19, 33, 47, 48, 52, 54); Caiado Pneus Ltda. (itens ganhos: 03, 40, 42); (Campneus Líder de Pneumáticos Ltda. (itens ganhos: 02, 04, 10, 13, 14, 15, 16, 18, 20, 21, 22, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 31, 38, 39, 41, 43, 44, 46, 49, 58); M. A. Proença Me (itens ganhos: 01, 06, 07, 08, 17, 23, 30, 34, 36); Tová Comércio de Pneus Ltda. (itens ganhos: 05, 32, 35, 45, 50, 51, 53, 55, 56, 59). Andradina, 20 de julho de 2011. JAMIL AKIO ONO – Prefeito
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Ninguém deve criar expectativas: a situação é muito séria e requer uma resposta. José Manuel Durão, presidente da Comissão Europeia
conomia Lisi Niesner/Reuters
EUA correm contra o relógio para evitar calote
O
presidente dos Estados Uni"A proposta do Grupo dos Seis é um dos, Barack Obama, redobrou enfoque amplo com o qual estamos de ontem seus esforços para fe- acordo. É um marco que nos permite char um pacto bipartidário que resolva trabalhar em uma proposta bipartidáa crise da dívida e evite a moratória, ria de longo prazo", disse ontem Jay com uma nova convoCarney, porta-voz da cação dos líderes repuCasa Branca. blicanos e democratas Obama se mostrou no Congresso. esperançoso diante do Após um intervalo plano do "Grupo dos de seis dias, o goverSeis", que aponta um nante norte-americacorte de US$ 3,7 tribilhões de dólares é o no voltou a chamar lhões na próxima décaquanto seria cortado ambos os partidos, seda, já que prevê reduparadamente, para em gastos do governo ções no gasto público e tentar estreitar postucontempla uma refordos EUA na próxima ras a menos de duas sema tributária para audécada, segundo manas do dia em que, mentar renda. segundo o Tesouro dos Diante da gravidade a proposta do EUA, o país vai ficar da situação, a Casa "Grupo dos Seis". sem fundos. Branca afirmou ontem A nova medida, imque estaria disposta a pulsionada pelo chaaceitar um acordo de mado "Grupo dos Seis", composto por curto prazo que permita evitar a moratrês senadores democratas e três repu- tória, se o Congresso precisar de "alblicanos, foi aprovada pelo próprio guns dias" para terminar de elaborar Obama – que a qualificou de "consis- um acordo amplo que inclua uma redutente" com seu próprio enfoque. ção ambiciosa do déficit. (EFE)
3,7
As preocupações em torno do euro foram lembradas ontem pelo presidente da Comissão Europeia
Alemanha e França: ação conjunta para a Grécia.
A
chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, somaram forças ontem, às vésperas da cúpula da zona do euro, para apresentar às autoridades da União Europeia (UE) uma linha conjunta ao resgate financeiro à Grécia, e com a participação de "última hora" do presidente Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. Após várias horas de reunião a portas fechadas, e com Merkel decidida a defender a implicação dos credores privados – bancos e seguradoras – no resgate, Trichet uniu-se ao encontro do qual hipoteti-
camente sairá o "embrião" de um acordo entre os 17 membros da eurozona. Trichet, que até agora tinha rejeitado uma reestruturação da dívida grega e também a intenção de Berlim de implicar os credores privados da Grécia, pelo temor que se interprete como uma moratória "light", se uniu à reunião no final da tarde. O consenso dependerá do grau de contribuição que Merkel irá defender, enquanto persiste a incógnita sobre como se articulará esse envolvimento. Berlim pretende diluir os receios dos contribuintes de que o resgate seja, na prática, custeado pelos alemães.
Euro – O presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, fez um apelo ontem aos líderes da zona do euro para que encontrem uma solução para a crise da dívida e a instabilidade da moeda única na cúpula de hoje. "Ninguém deve criar expectativas: a situação é muito séria e requer uma resposta", afirmou. Ele disse ainda que, sem uma solução, as consequências negativas serão sentidas em todos os cantos da Europa e em outros países. Para ele, é "hora de decidir" e , com boa vontade de todos, será possível conseguir uma solução. A crise entrou numa fase mais séria desde que a
Itália foi puxada para dentro do furacão. Dessa forma, a reunião não será apenas sobre a Grécia, mas sobre todo o bloco. Especialistas acreditam que será aprovada uma ajuda financeira adicional entre 100 bilhões de euros e 115 bilhões de euros para a Grécia, com juros mais favoráveis e prazos mais longos do que o socorro de 110 bilhões de euros obtido no ano passado. O economista Paul Donovan, do UBS, avalia que será obtido um acordo básico de suporte para a Grécia e também alguma ajuda para a Espanha. Entretanto, ele acredita que os detalhes do plano ficarão para depois. (Agências)
Lucas Jackson/Reuters
RENOVAÇÃO DE FROTA – Na maior encomenda da história no setor aéreo, a companhia American Airlines confirmou ontem um pedido de 460 aviões, que serão comprados da Boeing e da Airbus nos próximos cinco anos. (EFE)